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<p>Abordagens Teóricas da Contabilidade</p><p>Aula 1 Conceito, Objeto e Objetivo</p><p>Tema 01 – Conceito, objeto e objetivo da contabilidade</p><p>O objetivo da contabilidade está relacionado ao reporte de informações sobre aspectos</p><p>patrimoniais das entidades. Diante disso, pode-se dizer que o objetivo da contabilidade é</p><p>fornecer informações úteis aos usuários tomadores de decisão. Também como linguagem dos</p><p>negócios, a contabilidade irá fornecer informações úteis aos usuários acerca do patrimônio das</p><p>entidades, o qual pode ser conceituado de forma mais prática como o conjunto de bens,</p><p>direitos e obrigações de uma entidade, assim como o objeto da contabilidade é o patrimônio.</p><p>Tema 02 – Origem e evolução da contabilidade</p><p>O controle do patrimônio pode ser considerado como a origem da contabilidade, tendo se</p><p>iniciado no momento em que o homem primitivo começou a desenvolver o pensamento de</p><p>quantificar seus bens. A contabilidade passou por fases evolutivas até chegar ao patamar em</p><p>que se encontra hoje, as quais acompanham a própria evolução das civilizações.</p><p>Primeira fase: história antiga ou da contabilidade empírica. Início das civilizações até 1.202</p><p>d.C. (obra de Leonardo Fibonacci);</p><p>Segunda fase: história média ou da sistematização da contabilidade de 1.202 d.C. (obra de</p><p>Leonardo Fibonacci) até 1.494 d.C. (obra de Luca Pacioli);</p><p>Terceira fase: história moderna ou da literatura da contabilidade de 1.494 d.C. (obra de Luca</p><p>Pacioli) até 1.840 d.C. (obra de Francesco Villa);</p><p>Quarta fase: história contemporânea ou científica da contabilidade de 1.840 d.C. (obra de</p><p>Francesco Villa) até a atualidade.</p><p>A evolução da contabilidade é dividida em quatro períodos:</p><p>História antiga ou da contabilidade empírica.</p><p>História média ou da sistematização da contabilidade.</p><p>História moderna ou da literatura da contabilidade.</p><p>História contemporânea ou científica da contabilidade.</p><p>Tema 03 – Escola da contabilidade</p><p>Escola italiana de contabilidade: A Itália foi o berço da contabilidade, foi a primeira escola de</p><p>contabilidade onde surgiram várias correntes de pensamento contábil (Escola contista; Escola</p><p>personalista; Escola controlista; Escola aziendalista e Escola patrimonialista).</p><p>Algumas razões da queda da escola italiana:</p><p>Excessivo culto à personalidade.</p><p>Ênfase a uma contabilidade teórica.</p><p>Pouca importância à auditoria.</p><p>Queda no nível das principais faculdade.</p><p>Escola americana de contabilidade: Aprimoramento das técnicas contábeis para atender um</p><p>número maior de usuários, tendo foco em informações econômicas e financeiras com destaque</p><p>para técnicas de auditoria. Ênfase nos problemas econômico-administrativos.</p><p>Algumas razões da ascensão da escola norte-americana:</p><p>Ênfase ao usuário da informação contábil.</p><p>Ênfase à contabilidade aplicada.</p><p>Bastante importância à auditoria.</p><p>Universidade em busca de qualidade.</p><p>Tema 04 – Tipos de informações: patrimoniais, financeiras e econômicas</p><p>As informações sobre a posição patrimonial dizem respeito ao conjunto de bens, direitos e</p><p>obrigações da entidade, e são extraídas do Balanço Patrimonial. As informações financeiras</p><p>abrangem dois aspectos muito importantes que dizem respeito à sobra ou à falta de dinheiro, e</p><p>o principal demonstrativo para obtenção destas é o demonstrativo de fluxo de caixa.</p><p>As informações acerca da situação econômica da entidade dizem respeito basicamente às</p><p>mutações ocorridas no patrimônio líquido desta, mais especificamente do resultado de um</p><p>determinado exercício, e o principal demonstrativo para fornecimento dessas informações é o</p><p>demonstrativo de resultado do exercício.</p><p>A contabilidade tem como objetivo gerar informações para que os diversos usuários possam</p><p>tomar decisões. Eles podem ser desde pessoa física até pessoa jurídica.</p><p>A aplicação da contabilidade em determinada empresa busca o fornecimento de informações</p><p>aos usuários sobre aspectos de natureza Patrimonial Financeira e Econômica.</p><p>Tema 05 – Enfoques prescritivo e descritivo</p><p>A teoria normativa se apoia no dedutivismo, e de forma prescritiva ela demonstra como a</p><p>contabilidade deveria ser à luz dos objetivos e postulados contábeis, que são dados</p><p>indiscutíveis. Nesse sentido, a teoria normativa impõe o que deve ser feito, fundamentada nos</p><p>objetivos e postulados da contabilidade.</p><p>Características: Apoia-se no dedutivismo; Diz como a contabilidade deve ser; Baseia-se nos</p><p>objetivos e postulados contábeis; Impõe o que deve ser feito.</p><p>O enfoque descritivo (positivo) tem essência empírica. Nesse enfoque, a pesquisa se inicia</p><p>com uma dúvida sistemática em torno de um determinado objeto. Para responder a essa</p><p>dúvida, são elaboradas hipóteses que são submetidas a testes empíricos por meio de testes</p><p>estatísticos, o que levaria a comprovar ou refutar a hipótese.</p><p>Características: Apoia-se no método indutivo; Tem essência empírica; Trabalha com testes de</p><p>hipóteses; Utiliza-se de técnicas estatísticas.</p><p>Enquanto o enfoque prescritivo busca o desenvolvimento de técnicas de mensuração, o</p><p>enfoque descritivo busca verificar o impacto da informação contábil para os usuários dessa</p><p>informação.</p><p>Métodos que proporcionam bases lógicas para a investigação: Dedutivo (do geral ao</p><p>particular) e Indutivo (do particular ao geral).</p><p>OBS</p><p>CONCEITO, OBJETO E OBJETIVO DA CONTABILIDADE</p><p>“A contabilidade é uma ciência social, pois estuda o comportamento das riquezas que se</p><p>integram no patrimônio, em face das ações humanas (portanto, a contabilidade ocupa-se de</p><p>fatos humanos)”.</p><p>Conceito de contabilidade: No mundo dos negócios, a informação é muito valiosa, pois é com</p><p>base nela que todo o processo de decisão é desencadeado. Assim, os tomadores de decisões</p><p>necessitam de informações sobre a empresa na qual possuem algum tipo de interesse, e a</p><p>contabilidade é a principal fonte dessas informações.</p><p>A contabilidade é responsável por registrar, estudar e interpretar os fatos financeiros e</p><p>econômicos que afetam a situação patrimonial de determinada pessoa física ou jurídica. O</p><p>campo de aplicação dessa ciências e estende a todas as entidades que possuam patrimônio,</p><p>sejam físicas ou jurídicas, de fins lucrativos ou não.</p><p>Objetivo da contabilidade: As informações fornecidas pela contabilidade tendem a atender aos</p><p>mais diversos usuários, qualquer pessoa física ou jurídica com interesse em conhecer dados</p><p>de certa entidade pode ser considerada um usuário da informação contábil. Ainda conforme o</p><p>autor, os usuários podem ser classificados em internos (gerentes, diretores, administradores,</p><p>funcionários) ou externos à empresa (instituições financeiras, fornecedores, governo,</p><p>sindicatos).</p><p>O objetivo, o qual é dado pela resolução 774 do Conselho Federal de Contabilidade(CFC): “o</p><p>objetivo científico da contabilidade manifesta-se na correta apresentação do patrimônio e na</p><p>apreensão e análise das causas das suas mutações” (Brasil,1995).</p><p>Permitir aos usuários a avaliação da situação econômica e financeira da entidade, tanto num</p><p>sentido estático quanto a fazer inferências sobre tendências financeiras.</p><p>Diante disso, pode-se dizer que o objetivo da contabilidade é fornecer informações úteis</p><p>aos usuários tomadores de decisão.</p><p>Objeto da contabilidade: É fornecer informações úteis aos usuários das informações contábeis,</p><p>os quais geralmente tomam decisões baseados em tais informações. As informações</p><p>fornecidas são relacionadas ao patrimônio das entidades, desse aspecto, o objeto da</p><p>contabilidade passa a ser o patrimônio das entidades.</p><p>No texto dado pela resolução 774 do Conselho Federal de Contabilidade,o patrimônio é</p><p>descrito de forma mais abrangente:</p><p>Na Contabilidade, o objeto é sempre o PATRIMÔNIO de uma Entidade,</p><p>definido como um conjunto de bens, direitos e de obrigações para com</p><p>terceiros, pertencente a uma pessoa física, a um conjunto de pessoas,</p><p>como ocorre nas sociedades informais, ou a uma sociedade ou</p><p>instituição de qualquer natureza, independentemente da sua finalidade,</p><p>que pode, ou não, incluir o lucro.(Brasil, 1995).</p><p>ORIGEM E EVOLUÇÃO DA CONTABILIDADE</p><p>A contabilidade surgiu da necessidade de controle, tendo se iniciado ainda na antiguidade,</p><p>quando o homem começou a pensar e as</p><p>qual se permite ver. Todas se</p><p>mostram com potencial em auxiliar a caracterização da definição de transparência.</p><p>A transparência é uma obrigação que a empresa deveria cumprir, seja por questões legais,</p><p>seja por questões éticas. A transparência também pode ser considerada uma forma de</p><p>prestação de contas, ou, em seu termo em inglês, accountability.</p><p>Tema 05 – Accountability</p><p>Pode ser entendido como o ato de prestação de contas de forma responsável.</p><p>No contexto agente-principal, significa que os gestores precisam demonstrar que exercitaram</p><p>corretamente os poderes que lhes foram concedidos, alcançando as metas e objetivos</p><p>conforme o acordado e usando eficazmente os recursos que lhes foram confiados.</p><p>O significado do conceito envolve responsabilidade (objetiva e subjetiva), controle,</p><p>transparência, obrigação de prestação de contas, justificativas para as ações que foram ou</p><p>deixaram de ser empreendidas, premiação e/ou castigo.</p><p>O significado do conceito envolve: Responsabilidade; Controle;Transparência;</p><p>Obrigação de prestação de contas; Justificativas para as ações que foram ou deixaram de</p><p>ser empreendidas e Premiação e/ou castigo.</p><p>OBS</p><p>Essa informação, ao ser gerada, pode servir a dois tipos de usuários:internos e externos. O</p><p>tomador de decisões internas pode ser representado pelos gestores e demais funcionários que</p><p>usam as informações operacionais como base para a tomada de decisão na realização de suas</p><p>funções. Os tomadores de decisões externas podem ser quaisquer usuários externos à</p><p>empresa (inclusive os próprios funcionários) que tomam decisões com base em informações</p><p>divulgadas por ela. O principal usuário externo é o investidor, que usa as informações para</p><p>decidir se é viável investir na entidade e quais riscos ele estará correndo com esse</p><p>investimento.</p><p>CONTABILIDADE E TOMADA DE DECISÃO</p><p>Os usuários internos usam a informação contábil para fins de tomada de decisão interna, ou</p><p>seja, fins gerenciais (gerentes, supervisores, coordenadores, encarregados, diretores,</p><p>estoquistas, operadores de máquinas, mecânicos etc.).</p><p>A informação gerada para os tomadores de decisão interna é direcionada, o que significa dizer</p><p>que essa informação é feita sob encomenda (não são divulgadas ao público externo).</p><p>A contabilidade gerencial fornece informações de aspecto operacional. Alguns dos principais</p><p>relatórios gerenciais são: análises de custos; margem de contribuição; ponto de equilíbrio;</p><p>margem de segurança; alavancagem operacional; alavancagem financeira; mark-up;</p><p>orçamentos; análises de investimentos; controles de despesas; controle de contas a pagar e</p><p>contas a receber; análise do ambiente interno e externo; necessidade de capital de giro;</p><p>indicadores de vendas.</p><p>As informações produzidas para os usuários internos é que elas não precisam seguir normas</p><p>ou padrões para a elaboração dos relatórios.</p><p>Os usuários externos são os credores, investidores, governos, fornecedores, concorrentes, a</p><p>comunidade de modo geral, funcionários etc. A informação produzida para atender usuários</p><p>externos é também chamada de informação financeira.</p><p>Tem a informação regulamentada, não é feita sob encomenda, mas sim elaborada segundo as</p><p>normas, regulamentos, leis e pronunciamentos que regem a contabilidade, e é fornecida por</p><p>uma área da contabilidade conhecida como contabilidade financeira.</p><p>TEORIA DA DIVULGAÇÃO</p><p>A opção compulsória diz respeito às informações que a empresa deve divulgar por força da lei</p><p>e dos órgãos reguladores (do contrário, pode sofrer penalidades). Dessa forma, as informações</p><p>compulsórias representam o mínimo de informações que empresas devem divulgar.</p><p>Torna-se claro que a lei e os órgãos reguladores focam principalmente nas sociedades</p><p>anônimas, visando fornecer ao investidor as informações mínimas relevantes que podem</p><p>impactar na tomada de decisão.</p><p>A teoria da divulgação voluntária ocorre a ampliação do processo de divulgação das</p><p>informações conforme as empresas percebem incentivos pela disponibilização dessas</p><p>informações, seja de natureza econômica (seletividade de investimentos) ou institucional</p><p>(construção e valorização de marca e imagem institucional) junto ao mercado e stakeholders.</p><p>DESEMPENHO DA FIRMA SOB A PERSPECTIVA DA INFORMAÇÃO</p><p>O desempenho diz respeito ao resultado alcançado por uma empresa em função de suas</p><p>atividades operacionais, mais especificamente, o lucro ou prejuízo do período.</p><p>O gerenciamento de resultado pode ocorrer quando o agente (administrador) que está</p><p>divulgando a informação possui interesse em algum resultado específico, que pode ser um</p><p>lucro maior ou menor.</p><p>Podemos considerar os conceitos de cada tipo de categoria de desempenho na qual o lucro da</p><p>entidade no período venha a se encaixar:</p><p>Medíocre: a empresa apresenta lucro baixo e resultados insatisfatórios.</p><p>Estável: pode-se dizer que o lucro da empresa não varia em relação a períodos anteriores e</p><p>encontra-se dentro do que foi previsto.</p><p>Superior: o lucro revela resultado satisfatório, maior do que o previsto.</p><p>As informações divulgadas de forma voluntárias podem ajudar, em alguns aspectos, se</p><p>trouxerem detalhes tais como critérios utilizados para apropriação de custos, bases para</p><p>reconhecimentos de ativos, passivos e despesas, e assim por diante. Acima de tudo, pode-se</p><p>dizer que a divulgação voluntária é também uma forma de transparência.</p><p>TRANSPARÊNCIA</p><p>A assimetria da informação (assimetria da informação é quando, em um modelo de informação</p><p>financeira ou econômica, algum agente possui informação sobre certa empresa ou ativo</p><p>superior a outro agente) ocorre mais amplamente entre agentes e principais. O agente é o</p><p>administrador da empresa, pode ser o presidente, diretor, gerente ou outro cargo de confiança</p><p>que foi dado pelo principal. O principal, por sua vez, é o proprietário da empresa, podendo ser</p><p>uma única pessoa ou um grupo de acionistas, os quais determinam e delegam poderes para</p><p>um agente representá-los na administração da empresa.</p><p>Assim, para cada uma destas características encontradas foi identificada uma definição como</p><p>apresentado a seguir:</p><p>a) Informação completa: Todas as informações estão disponíveis sem restrição;</p><p>b) Informação objetiva: A informação responde diretamente às perguntas feitas;</p><p>c) Informação confiável: A informação é correta, consistente e precisa;</p><p>d) Informação de qualidade: A informação é correta, íntegra, consistente e precisa;</p><p>e) Acesso fácil à informação: O mecanismo usado para acessar tem tempo de resposta e</p><p>funcionalidades adequadas;</p><p>f) Compreensão da informação: A informação não causa dúvidas. Todos podem compreender;</p><p>g) Canais totalmente abertos de comunicação: Acesso livre e fácil às informações.</p><p>ACCOUNTABILITY</p><p>O accountability é mais relacionado com o setor público, pois é o termo utilizado quando se fala</p><p>em prestação de contas no setor.Contudo,também pode ser utilizado para os casos em que o</p><p>agente tenha de prestar contas ao principal no setor privado.</p><p>Aula 6 Órgãos normativos</p><p>Tema 01 – Órgãos normativos da contabilidade – CVM</p><p>É um órgão do governo federal cujo papel é regular o mercado de valores mobiliários,</p><p>sobretudo para as empresas e agentes que atuam na bolsa de valores, objetivando,</p><p>principalmente, garantir a segurança do mercado e a proteção dos investidores.</p><p>As funções da CVM têm repercussão em três grandes grupos, sendo eles:</p><p>● Instituições de mercado</p><p>● Companhias abertas</p><p>● Investidores</p><p>A CVM também é um dos órgãos convidados a participar de reuniões e decisões sobre do CPC</p><p>(Comitê de Pronunciamento Contábeis).</p><p>A CVM pode:</p><p>Examinar livros e documentos e exigir informações e esclarecimentos de qualquer órgão público.</p><p>Obrigar as companhias abertas a republicar suas demonstrações financeiras.</p><p>Abrir inquéritos administrativos para apurar atos ilegais e práticas não equitativas cometidas pelas</p><p>administrações das companhias abertas ou de qualquer participante do mercado.</p><p>Tema 02 – Órgãos normativos da contabilidade – CFC</p><p>O Conselho Federal de Contabilidade – CFC – é uma Autarquia Especial Corporativa dotada</p><p>de personalidade jurídica de direito público, criado por meio do Decreto-Lei n. 9.295,</p><p>de 27 de</p><p>maio de 1946. Sua estrutura, organização e funcionamento são regulamentados pela</p><p>Resolução CFC n. 1.370, de 8 de dezembro de 2011, que aprova o Regulamento Geral dos</p><p>Conselhos de Contabilidade (Guedes, 2008).</p><p>O CFC é um dos principais órgãos normativos da contabilidade, e atua não apenas na edição</p><p>de normas e na contribuição para o desenvolvimento de teorias contábeis, mas também</p><p>fiscaliza o exercício da profissão contábil, com a responsabilidade de habilitar os</p><p>contadores para a atuação mediante capacitação via exame de suficiência.</p><p>O CFC também é um dos principais órgãos criadores do CPC em 2005.</p><p>Principais finalidades do CFC</p><p>● Orientar, normatizar e fiscalizar o exercício da profissão contábil.</p><p>● Decidir, em última instância, os recursos de penalidade imposta pelos Conselhos</p><p>Regionais.</p><p>● Editar Normas Brasileiras de Contabilidade de natureza técnica e profissional.</p><p>Tema 03 – Órgãos normativos da contabilidade – Ibracon</p><p>Em relação à atuação no regramento contábil dos auditores independentes, acentua-se o papel</p><p>do Instituto Brasileiro de Auditores Independentes – Ibracon, o qual foi constituído em 13</p><p>de dezembro de 1971, tendo surgido da união entre o Instituto dos Contadores Públicos do</p><p>Brasil – ICPB – e o Instituto Brasileiro de Auditores Independentes – Ibaí. Tal união visava a</p><p>obtenção de melhor estrutura e representatividade em benefício da profissão (Ibracon,</p><p>2019).</p><p>Atualmente, o Ibracon mantém parceria com a IFRS Foundation, participando do processo de</p><p>convergência de normas internacionais em todos os seus estágios. O instituto também</p><p>participou da criação do CPC no desenvolvimento de seus trabalhos.</p><p>IBRACON - Órgão voltado diretamente para os auditores independentes do Brasil,</p><p>principalmente aqueles que exercem suas atividades junto ao mercado de capital.</p><p>Funções do IBRACON</p><p>● Discutir, desenvolver e aprimorar as questões éticas e técnicas da profissão de</p><p>auditor e de contador.</p><p>● Auxiliar na difusão e na correta interpretação das normas que regem a profissão de</p><p>auditor independente.</p><p>● Atuar no conjunto das entidades de ensino, colaborando para o aprimoramento da</p><p>formação profissional.</p><p>Tema 04 – Órgãos normativos da contabilidade – Bacen</p><p>Banco Central do Brasil, criado pela Lei n. 4.595, de 31 de dezembro de 1964, é uma autarquia</p><p>federal integrante do sistema financeiro nacional. O Banco Central – Bacen – “exerce papel</p><p>fiscalizatório do modelo regulatório contábil do sistema bancário” ( Ribeiro Filho; Lopes;</p><p>Pederneiras, 2009, p. 30)</p><p>O Bacen adota os seguintes objetivos:</p><p>● zelar pela adequada liquidez da economia;</p><p>● manter as reservas internacionais do país em nível satisfatório;</p><p>● assegurar a formação de poupança em níveis apropriados e garantir a estabilidade e o</p><p>aperfeiçoamento do sistema financeiro nacional.</p><p>O BACEN é um órgão intermediário entre o CMN e as demais instituições financeiras do país,</p><p>cuja finalidade é executar e fiscalizar o cumprimento de todas as normas criadas pelo Conselho</p><p>Monetário Nacional.</p><p>Tema 05 – Órgãos normativos da contabilidade – Susep</p><p>Em relação às normas para a operação de empresas de seguros, no Brasil temos como</p><p>principal órgão o Conselho Nacional de Seguros Privados – CNSP –, que atua no sentido de</p><p>estabelecer as normas e diretrizes. No entanto, o CNSP apenas estabelece as normas, mas</p><p>quem as põe em prática é a Superintendência de Seguros Privados – Susep.</p><p>A Susep é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, criada pelo Decreto-lei n. 73, de</p><p>21 de novembro de 1966, que também instituiu o Sistema Nacional de Seguros Privados, do</p><p>qual faz parte também o CNSP, o IRB Brasil Resseguros S.A., as sociedades autorizadas a</p><p>operar em seguros privados e capitalização, as entidades de previdência privada aberta e</p><p>os corretores de seguros habilitados.</p><p>A Susep também é um dos membros efetivos do CPC, participando de reuniões e decisões</p><p>sobre os pronunciamentos.</p><p>OBS</p><p>● Órgãos normativos da contabilidade – CVM</p><p>● Órgãos normativos da contabilidade – CFC</p><p>● Órgãos normativos da contabilidade – Ibracon</p><p>● Órgãos normativos da contabilidade – Bacen</p><p>● Órgãos normativos da contabilidade – Susep</p><p>ÓRGÃOS NORMATIVOS DA CONTABILIDADE: CVM</p><p>Comissão de Valores Mobiliários (CVM) - é um órgão do governo federal cujo papel é regular</p><p>o mercado de valores mobiliários, sobretudo para as empresas e agentes que atuam na bolsa</p><p>de valores, objetivando principalmente garantir a segurança do mercado e a proteção dos</p><p>investidores.</p><p>Edita atos normativos contábeis que estão em sintonia com o que acontece no mercado</p><p>internacional, muitas vezes promovendo inovações e subsidiando o desenvolvimento de</p><p>doutrinas contábeis.</p><p>CVM têm repercussão em três grandes grupos, sendo eles:</p><p>● Instituições de mercado, uma vez que é de sua competência disciplinar e fiscalizar a</p><p>emissão e distribuição de valores mobiliários no mercado, bem como sua negociação e</p><p>intermediação; a organização, o funcionamento e as operações das bolsas de valores; a</p><p>administração de carteiras e a custódia de valores mobiliários; os serviços de consultor</p><p>e analista de valores mobiliários;</p><p>● Companhias abertas, definidas pela nova Lei das Sociedades Anônimas como aquelas</p><p>cujos valores mobiliários de sua emissão estejam admitidos à negociação em bolsa ou</p><p>no mercado de balcão, pois tais empresas estão sujeitas à fiscalização da CVM no que</p><p>concerne a emissão e distribuição de seus títulos no mercado; natureza das</p><p>informações que devem divulgar; relatório de sua administração e demonstrações</p><p>financeiras; compra de ações emitidas pela própria companhia; conduta de seus</p><p>administradores e acionistas controladores; aprovação, ou não, de oferta pública de</p><p>aquisição de ações que implique alienação de controle acionário;</p><p>● Investidores, uma vez que é de competência da CVM estudar as denúncias e práticas</p><p>que contrariem os interesses dos investidores, a fim de que possa atuar em sua defesa.</p><p>A CVM tem poderes para examinar livros e documentos e exigir informações e esclarecimentos</p><p>de qualquer órgão público, autarquia e empresa pública. Pode obrigar as companhias abertas a</p><p>republicar suas demonstrações financeiras mediante correções as quais divulga de forma a</p><p>orientar os participantes. Tem poderes de abrir inquéritos administrativos para apurar atos</p><p>ilegais e práticas não equitativas cometidas pelas administrações das companhias abertas ou</p><p>de qualquer participante do mercado, aplicando as penalidades previstas, podendo suspender</p><p>a negociação de um título ou colocar em recesso toda a bolsa de valores, suspender ou</p><p>cancelar registros.</p><p>ÓRGÃOS NORMATIVOS DA CONTABILIDADE: CFC</p><p>O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) – é uma Autarquia Especial Corporativa dotada de</p><p>personalidade jurídica de direito público. É órgão responsável pela edição das Normas</p><p>Brasileiras de Contabilidade.</p><p>As principais finalidades do órgão são:</p><p>● Orientar, normatizar e fiscalizar o exercício da profissão contábil, por intermédio dos</p><p>Conselhos Regionais de Contabilidade, cada um em sua base jurisdicional, nos Estados</p><p>e no Distrito Federal;</p><p>● Decidir, em última instância, os recursos de penalidade imposta pelos Conselhos</p><p>Regionais, além de regular acerca dos princípios contábeis, do cadastro de qualificação</p><p>técnica e dos programas de educação continuada;</p><p>● Editar Normas Brasileiras de Contabilidade de natureza técnica e profissional.</p><p>ÓRGÃOS NORMATIVOS DA CONTABILIDADE: IBRACON</p><p>Uma das funções do Ibracon é discutir, desenvolver e aprimorar as questões éticas e técnicas</p><p>da profissão de auditor e de contador. O órgão também atua como porta-voz dessas categorias</p><p>diante de organismos públicos e privados e da sociedade em geral.</p><p>O auxílio na difusão e na correta interpretação das normas que regem a profissão de auditor</p><p>independente, possibilitando aos profissionais conhecê-las e aplicá-las de forma apropriada.</p><p>Além disso, há a atuação no conjunto das entidades de ensino,colaborando para o</p><p>aprimoramento da formação profissional por meio da divulgação das atribuições, do campo de</p><p>atuação e da importância do trabalho do auditor independente em nossa sociedade.</p><p>O instituto foi criado quando a auditoria independente passou a ser obrigatória para as</p><p>empresas de capital aberto, e vem mantendo relações com órgãos internacionais visando ao</p><p>fortalecimento da profissão contábil no Brasil, e,por esse motivo, o Ibracon está presente na</p><p>Federação Internacional dos Contadores–IFAC.</p><p>Atualmente, o Ibracon mantém parceria com a IFRS Foundation, participando do processo de</p><p>convergência de normas internacionais em todos os seus estágios. O instituto também</p><p>participou da criação do CPC e no desenvolvimento de seus trabalhos.</p><p>ÓRGÃOS NORMATIVOS DA CONTABILIDADE: BACEN</p><p>O principal órgão financeiro no Brasil é o Conselho Monetário Nacional (CMN), o qual tem o</p><p>poder deliberativo máximo sobre o sistema financeiro. Importante ressaltar que, conforme</p><p>contexto anterior, o Bacen exerce papel fiscalizatório, ou seja, não é ele quem dita as regras,</p><p>mas,sim, quem fiscaliza se as normas estabelecidas pelo CMN estão sendo seguidas.</p><p>Bacen pode ser considerado um órgão intermediário entre o CMN e as demais instituições</p><p>financeiras do país, cuja finalidade é executar e fiscalizar o cumprimento de todas as normas</p><p>criadas pelo Conselho Monetário Nacional.</p><p>O Bacen tem como competência as seguintes atribuições:</p><p>● emitir papel-moeda e moeda metálica nas condições e limites autorizados pelo CMN;</p><p>● receber os recolhimentos compulsórios dos bancos comerciais e os depósitos</p><p>voluntários das instituições financeiras e bancárias que operam no país;</p><p>● realizar operações de redesconto e empréstimo às instituições financeiras dentro do</p><p>enfoque de política econômica do governo ou como socorro a problemas de liquidez;</p><p>● regular a execução dos serviços de compensação de cheques e outros papéis;</p><p>● efetuar, como instrumento de política monetária, operações de compra e venda de</p><p>títulos públicos federais;</p><p>● emitir títulos de responsabilidade própria, de acordo com as condições estabelecidas</p><p>pelo CMN;</p><p>● exercer o controle de crédito sob todas as suas formas;</p><p>● exercer a fiscalização das instituições financeiras, punindo-as quando necessário;</p><p>● autorizar o funcionamento, estabelecendo a dinâmica operacional, de todas as</p><p>instituições financeiras privadas;</p><p>● vigiar a interferência de outras empresas nos mercados financeiros e de capitais;</p><p>● controlar o fluxo de capitais estrangeiros garantindo o correto funcionamento do</p><p>mercado cambial, operando, inclusive, via ouro, moeda ou operações de crédito no</p><p>exterior.</p><p>ÓRGÃOS NORMATIVOS DA CONTABILIDADE: SUSEP</p><p>Em relação às normas para a operação de empresas de seguros, no Brasil temos como</p><p>principal órgão o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), que atua no sentido de</p><p>estabelecer as normas e diretrizes. No entanto, o CNSP apenas estabelece as normas, mas</p><p>quem as põe em prática é a Superintendência de Seguros Privados (Susep).</p><p>Dentre esses órgãos, a Susep é a que atua mais ativamente, pois é de sua responsabilidade a</p><p>fiscalização do mercado de seguro, previdência privada aberta, capitalização e resseguro no</p><p>Brasil.</p><p>Dentre as atribuições da Susep, estão:</p><p>● Fiscalizar a constituição, organização, funcionamento e operação das</p><p>sociedades seguradoras, sociedades de capitalização, entidades de</p><p>previdência privada aberta e resseguradores, na qualidade de executora da</p><p>política traçada pelo CNSP;</p><p>● Atuar no sentido de proteger a captação de poupança popular que se efetua</p><p>através das operações de seguro, previdência privada aberta, de</p><p>capitalização e resseguro;</p><p>● Zelar pela defesa dos interesses dos consumidores dos mercados</p><p>supervisionados;</p><p>● Promover o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos</p><p>operacionais a eles vinculados;</p><p>● Promover a estabilidade dos mercados sob sua jurisdição;</p><p>● Zelar pela liquidez e solvência das sociedades que integram o mercado;</p><p>● Disciplinar e acompanhar os investimentos daquelas entidades, em especial</p><p>os efetuados em bens garantidores de provisões técnicas;</p><p>● Cumprir e fazer cumprir as deliberações do CNSP e exercer as atividades</p><p>que por este forem delegadas;</p><p>● Prover os serviços de Secretaria Executiva do CNSP.</p><p>APOL</p><p>A contabilidade originou-se por meio da necessidade de controle sobre os bens dos povos</p><p>primitivos. Após a expansão do comércio foram sendo desenvolvidas técnicas contábeis a fim</p><p>de auxiliar o controle de bens, esse movimento originou as escolas de contabilidade. Após a</p><p>divulgação do método das partidas dobradas de Luca Pacioli, a escola italiana ganhou impulso</p><p>no desenvolvimento de técnicas de escrituração.</p><p>De acordo com o proposto pelas escolas italianas, relacione a escola a sua respectiva técnica</p><p>contábil: (a) Escola Contista (b) Escola Personalista (c) Escola Controlista (d) Escola</p><p>Aziendalista (e) Escola Patrimonialista</p><p>( ) tinha como foco os estudos na essência dos fatos econômicos e dos seus efeitos sobre a</p><p>riqueza patrimonial das aziendas;</p><p>( ) procurava demonstrar que existe uma interdependência entre a Organização, Administração</p><p>e Contabilidade, formando a ciência econômica aziendal;</p><p>( ) possui a base teórica )dividida em três grupos: contas do proprietário; contas dos agentes</p><p>consignatários; e contas dos correspondentes;</p><p>( ) enxerga o controle em todas as fases do processo de geração de riqueza da entidade;</p><p>( ) a ideia central versa sobre o fato de se pensar que o comércio sob objetivos principais</p><p>como: mercadorias; dinheiro; efeitos a pagar; efeitos a receber; lucros e perdas.</p><p>B e, d, b, c, a;</p><p>Leia o texto a seguir:</p><p>“Diariamente, são tomadas decisões nas organizações dos mais diversos aspectos, sendo que</p><p>o patrimônio da entidade pode ou não ser alterado por essas decisões, dependendo do teor</p><p>das mesmas.” (ROTA 2, pg. 17)</p><p>Nesse contexto, leia as asserções a seguir:</p><p>I – Atos administrativos e fatos administrativos possuem conceitos diferentes.</p><p>Porque</p><p>II – Atos administrativos são eventos que provocam alterações no patrimônio, enquanto fatos</p><p>administrativos são eventos os quais não provocam nenhuma alteração no patrimônio.</p><p>A respeito dessas assertivas, assinale a opção correta:</p><p>B A assertiva I é uma proposição verdadeira e a II é falsa</p><p>A informação contábil, voltada para o usuário externo, também chamada de informação</p><p>financeira, é utilizada pelas partes com interesses na organização. Dessa forma, relacione os</p><p>seguintes usuários interessados e seus respectivos interesses nas informações divulgadas:</p><p>A - Investidor B - Fornecedores C - Governo D- Sindicatos E - Funcionários</p><p>( ) interesse voltado ao reconhecimento da capacidade de pagamento do seu salário.</p><p>( ) utiliza as informações para cálculo de impostos, bem como dados estatísticos.</p><p>( ) utiliza para análise da capacidade de pagamento da empresa compradora.</p><p>( ) utiliza para determinar a produtividade do setor, bem como para cálculo do reajuste dos</p><p>salários.</p><p>( ) utiliza para identificar a situação econômica-financeira da empresa.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>C - E, C, B, D, A.</p><p>O Patrimônio Líquido demonstra direitos os quais possuem características como interesses</p><p>residuais na liquidação, distribuição de dividendos e continuidade da entidade. Conforme a Lei</p><p>11.638/2007 ordene as seguintes afirmativas:</p><p>(A) Capital Social (B) Reservas de Capital (C) Ajustes de Avaliação Patrimonial (D) Reserva de</p><p>Lucros (E) Ações em Tesouraria (F) Prejuízos Acumulados</p><p>( ) conta redutora do patrimônio líquido destinada para o registro de ações da própria</p><p>companhia adquiridas por ela.</p><p>( ) visa atender várias finalidades, seja por força da lei ou mesmo por propostas</p><p>administrativas, a companhia poderá constituir reservas com parte dos lucros do período.</p><p>( ) representa o valor investido pelos sócios na abertura da empresa.</p><p>( ) conta destinada para contrapartida em alterações de contas de itens patrimoniais.</p><p>( ) conta redutora do patrimônio líquido que demonstra resultados negativos de exercícios</p><p>passados.</p><p>( ) essas reservas são constituídas por valores recebidos pela empresa, mas que não se</p><p>referem à entrega de bens ou serviços pela mesma.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>C - E, D, A, C, F, B;</p><p>Estrutura da Contabilidade Brasileira</p><p>Aula 1 Estrutura da Contabilidade</p><p>Brasileira</p><p>Tema 01 – Estrutura conceitual básica da contabilidade</p><p>Contabilidade é a ciência que estuda o patrimônio.</p><p>Em 1973 foi aprovada a criação do Financial Acconting Standards Bord (FASB) e seus</p><p>pronunciamentos passaram a ser considerados como princípios geralmente aceitos para a</p><p>contabilidade americana.</p><p>No Brasil surgiu a Fipecafi – Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e</p><p>Financeiras e a Ibracon – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil.</p><p>O primeiro modelo de Estrutura Conceitual Básica da Contabilidade brasileira trata-se de um</p><p>documento que discorria sobre os postulados, os princípios e as convenções contábeis,</p><p>denominando-os genericamente de Princípios Fundamentais da Contabilidade. O segundo</p><p>modelo foi emitido pelo Conselho Federal de Contabilidade, em 1993, pela sua Resolução</p><p>no750 (Princípios Fundamentais de Contabilidade).</p><p>Em 2007, no entanto, entra em vigor no Brasil a Lei no11.638/07. Que se refere à Convergência</p><p>Contábil.</p><p>A estrutura conceitual básica da contabilidade em primeira instância foi apresentada por duas</p><p>instituições:</p><p>● A primeira através do Instituto Brasileiro de Pesquisas Contábeis (IPECAFI), aprovado e</p><p>divulgado pelo Instituto Brasileiro dos Auditores Independentes do Brasil (IBRACON), e</p><p>adotado pela Comissão de Valores Imobiliários (CVM), por meio da Deliberação n.º</p><p>29/1986;</p><p>● A segunda foi apresentada através das Resoluções nº 750/1993 e 774/1994 do</p><p>Conselho Federal de Contabilidade, as quais com atribuições distintas visam à</p><p>regulamentação das práticas contábeis brasileiras.</p><p>Vale ressaltar aqui que esta Estrutura Conceitual não é um Pronunciamento Técnico</p><p>propriamente dito e, por isso, não define normas ou procedimentos para qualquer questão</p><p>particular sobre aspectos de mensuração ou divulgação, e sim é uma orientação aos usuários.</p><p>CPC 00: Tem o objetivo da elaboração e da divulgação de relatório contábil-financeiro, com as</p><p>características qualitativas da informação contábil-financeira útil. Tendo a definição, o</p><p>reconhecimento e a mensuração dos elementos a partir dos quais as demonstrações contábeis</p><p>são elaboradas. Se postula os conceitos de capital e de manutenção de capital.</p><p>Tema 02 – Demonstrações contábeis: objetivos e abrangência</p><p>De acordo com Item 9 do CPC 26/2011 (Apresentação das Demonstrações Contábeis) as</p><p>demonstrações contábeis são uma representação estruturada da posição patrimonial e</p><p>financeira e do desempenho da entidade. O objetivo das demonstrações contábeis é o de</p><p>proporcionar informação acerca da posição patrimonial e financeira, do desempenho e dos</p><p>fluxos de caixa da entidade que seja útil a um grande número de usuários em suas avaliações</p><p>e tomada de decisões econômicas.</p><p>Tema 03 – Usos e usuários da informação contábil</p><p>Contabilidade apresenta como função registrar, classificar, demonstrar, auditar e analisar todos</p><p>os fenômenos que alteram e/ou ocorre no objeto de estudo dessa ciência, o Patrimônio das</p><p>entidades. Realizando essas funções, torna-se possível conhecer informações, interpretações</p><p>e orientações acerca do Patrimônio e conseguintemente realizar a tomada de decisões.</p><p>Tema 04 – Relatórios financeiros obrigatórios</p><p>Informações colocadas nos relatórios contábeis, alguns desses relatórios devem</p><p>obrigatoriamente ser apresentados caracterizando assim as Demonstrações Contábeis ou</p><p>Demonstrações Financeiras.</p><p>Apesar de não serem obrigatórias, para as Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, a</p><p>elaboração da Demonstração dos Fluxos de Caixa, a Demonstração do Resultado Abrangente</p><p>e a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido é estimulada pelo Conselho Federal de</p><p>Contabilidade.</p><p>informações assim colocadas formam os relatórios contábeis, no entanto alguns desses</p><p>relatórios devem obrigatoriamente ser apresentados caracterizando assim as Demonstrações</p><p>Contábeis ou Demonstrações Financeiras.</p><p>Apesar de não serem obrigatórias, para as Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, a</p><p>elaboração da Demonstração dos Fluxos de Caixa, a Demonstração do Resultado Abrangente</p><p>e a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido é estimulada pelo Conselho Federal de</p><p>Contabilidade.</p><p>Tema 05 – Relatórios financeiros não obrigatórios</p><p>Os Relatórios Financeiros Não Obrigatórios, ou seja, aqueles que não são considerados</p><p>Demonstrações Contábeis, também contribuem de forma considerável para a gestão da</p><p>empresa. O fato de não serem exigidos por Lei, não faz deles menos importante. Esses</p><p>relatórios fortalecem o processo gerencial e auxiliam as Demonstrações Financeiras.</p><p>Podemos destacar a Análise das Demonstrações Financeiras (ADF), ela irá realizar</p><p>interpretações vertical e horizontalmente dos Relatórios exigidos por lei, para assim processar</p><p>informações que irão auxiliar no processo gerencial da empresa.</p><p>Outro relatório bastante relevante na gestão da empresa é o Controle Orçamentário (CO).</p><p>OBS</p><p>Em 1973, com a criação do FASB (Financial Accounting Standards Board) que é uma</p><p>organização estadunidense sem fins lucrativos criado para padronizar os procedimentos da</p><p>contabilidade financeira de empresas cotadas em bolsa e não governamentais; que recebeu</p><p>apoio político de diversos organismos que integraram a sua formação que seus</p><p>pronunciamentos passaram a ser considerados como princípios contábeis geralmente aceitos.</p><p>O FASB é reconhecido pela SEC (Securities and Exchange Commission) e suas normas são</p><p>oficialmente reconhecidas, pois tem objetivo de trazer padronização, maior eficiência na</p><p>economia e nas decisões tomadas pelas empresas trazendo maior clareza nas informações</p><p>divulgadas.</p><p>A estrutura conceitual básica da contabilidade norte americana foi apresentada em cinco</p><p>pronunciamentos, que não objetivavam diretamente apresentar práticas contábeis, mas,</p><p>estabelecer as linhas gerais de atuação relacionadas aos:</p><p>➔ Objetivos da contabilidade (a informação contábil e os relatórios financeiros devem</p><p>fornecer informações úteis para atuais e futuros investidores e credores e outros</p><p>usuários);</p><p>➔ Informações demandadas (apresentar as informações requeridas pelos usuários, sob</p><p>um aspecto comum, de forma generalizada, não contemplando o atendimento de</p><p>necessidades específicas;</p><p>➔ Características qualitativas (relevância, confiabilidade, comparabilidade) Fundamentos</p><p>da contabilidade (conceitos básicos de elementos como: ativo, passivo, patrimônio,</p><p>resultado, receitas, despesas, perdas, ganhos, entre outros, pretendendo elaborar</p><p>melhor os objetivos da contabilidade para o desenvolvimento de conceitos</p><p>operacionais);</p><p>➔ Padrões de Contabilidade (conceitos de reconhecimento e mensuração, os quais se</p><p>dividem em Premissas, Princípios e Restrições).</p><p>Em âmbito brasileiro, a Contabilidade, quando comparada com a história contábil de outros</p><p>países, em especial a contabilidade estadunidense é bastante recente.</p><p>ESTRUTURA CONCEITUAL BÁSICA DA CONTABILIDADE</p><p>Em 2007, entra em vigor no Brasil a Lei nº 11.638/07. Essa lei refere-se à Convergência</p><p>Contábil, ou seja, possuir e fornecer informações de acordo com as Normas Internacionais de</p><p>Contabilidade emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) denominadas</p><p>como International Financial Reporting Standards(IFRS).</p><p>Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) emitiu seu Pronunciamento Conceitual Básico</p><p>–Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis</p><p>(informalmente denominado, por vezes, de CPC "00") (IUDÍCIBUS et al, 2010).</p><p>Estrutura Conceitual Básica da Contabilidade –Modelo IPECAFI/IBRACON/CVM e Modelo</p><p>CFC (não usual): Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (IPECAFI) é um</p><p>órgão pioneiro na forma de fazer contabilidade no Brasil. Executando projetos para a CVM e</p><p>Banco Central, apresentam manuais que regem a contabilidade dos setores de sociedades por</p><p>ações, instituições financeiras e fundos de investimento, dentre outros.</p><p>IBRACON –Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, surgiu da união de dois institutos:</p><p>Instituto dos Contadores Públicos do Brasil (ICPB) e o Instituto Brasileiro de Auditores</p><p>Independentes (Ibai), que se uniram para a obtenção</p><p>de uma melhor estrutura e</p><p>representatividade em benefício da profissão.</p><p>Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma entidade autárquica, em regime especial,</p><p>vinculada ao Ministério da Fazenda, criada pela Lei nº 6.385 de 07 de dezembro de 1976, com</p><p>a finalidade de disciplinar, fiscalizar e desenvolver o mercado de valores mobiliários.</p><p>Estrutura Conceitual Básica da Contabilidade –CPC 00: Após a adoção dos padrões das</p><p>Normas Internacionais de Contabilidade (International Financial Reporting Standards-IFRS), o</p><p>Comitê de Pronunciamento Contábil (CPC) verificou a necessidade de editar normas para uma</p><p>estrutura contábil em consonância com as IFRS.</p><p>O CPC 00 que é uma Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório</p><p>Contábil-Financeiro. No seu pronunciamento se afirma que a Estrutura Conceitual é:</p><p>● Dar suporte ao desenvolvimento de novos Pronunciamentos Técnicos, Interpretações e</p><p>Orientações e à revisão dos já existentes, quando necessário;</p><p>● Dar suporte à promoção da harmonização das regulações, das normas contábeis e dos</p><p>procedimentos relacionados à apresentação das demonstrações contábeis, provendo</p><p>uma base para a redução do número de tratamentos contábeis alternativos permitidos</p><p>pelos Pronunciamentos, Interpretações e Orientações;</p><p>● Dar suporte aos órgãos reguladores nacionais;</p><p>● Auxiliar os responsáveis pela elaboração das demonstrações contábeis na aplicação</p><p>dos Pronunciamentos Técnicos, Interpretações e Orientações e no tratamento de</p><p>assuntos que ainda não tenham sido objeto desses documentos;</p><p>● Auxiliar os auditores independentes a formar sua opinião sobre a conformidade das</p><p>demonstrações contábeis com os Pronunciamentos Técnicos, Interpretações e</p><p>Orientações;</p><p>● Auxiliar os usuários das demonstrações contábeis na interpretação de informações</p><p>nelas contidas, elaboradas em conformidade com os Pronunciamentos Técnicos,</p><p>Interpretações e Orientações;</p><p>● Proporcionar aos interessados informações sobre o enfoque adotado na formulação dos</p><p>Pronunciamentos Técnicos, das Interpretações e das Orientações.</p><p>Em relação ao alcance a Estrutura Conceitual aborda:</p><p>● O objetivo da elaboração e divulgação de relatório contábil-financeiro;</p><p>● As características qualitativas da informação contábil-financeira útil;</p><p>● A definição, o reconhecimento e a mensuração dos elementos a partir dos quais as</p><p>demonstrações contábeis são elaboradas;</p><p>● Os conceitos de capital e de manutenção de capital.</p><p>Vale ressaltar aqui que esta Estrutura Conceitual não é um Pronunciamento Técnico</p><p>propriamente dito e, por isso, não define normas ou procedimentos para qualquer questão</p><p>particular sobre aspectos de mensuração ou divulgação, e sim é uma orientação aos usuários.</p><p>Dentre os assuntos abordados pela mesma encontram-se Esta Estrutura Conceitual aborda,</p><p>por exemplo:</p><p>(a) o objetivo da elaboração e divulgação de relatório contábil-financeiro;</p><p>(b) as características qualitativas da informação contábil-financeira útil;</p><p>(c) a definição, o reconhecimento e a mensuração dos elementos a partir dos quais as</p><p>demonstrações contábeis são elaboradas;</p><p>(d) os conceitos de capital e de manutenção de capital.</p><p>DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS: OBJETIVOS E ABRANGÊNCIA</p><p>De acordo com a legislação brasileira existem alguns relatórios obrigatórios, cujos são</p><p>denominados Demonstrações Contábeis. Através dessas demonstrações, torna-se possível</p><p>saber a saúde financeira da empresa, ou seja, nelas encontra-se todos os custos, despesas,</p><p>investimentos e demais atividades que a entidade desempenhou.</p><p>De acordo com Item 9 do CPC 26/2011, as demonstrações contábeis são uma representação</p><p>estruturada da posição patrimonial e financeira e do desempenho da entidade. O objetivo das</p><p>demonstrações contábeis é o de proporcionar informação acerca da posição patrimonial e</p><p>financeira, do desempenho e dos fluxos de caixa da entidade que seja útil a um grande número</p><p>de usuários em suas avaliações e tomada de decisões econômicas.</p><p>Para satisfazer a esse objetivo, as demonstrações contábeis proporcionam informação da</p><p>entidade acerca do seguinte:</p><p>(a) Ativos - bens e direitos, ou seja, tudo aquilo que sua empresa tem ou pertence a ela. O</p><p>ativo circulante pode ser classificado como bens de direito que tenha um curto prazo, sendo ele</p><p>convertido em dinheiro ou consumido, ou seja, estoques, contas a receber e dinheiro em caixa.</p><p>O ativo não circulante são os bens de direitos que a empresa irão converter em dinheiro em um</p><p>prazo superior a um ano, por exemplo, imóveis, máquinas e equipamentos.</p><p>(b) Passivos - deveres (dívidas da empresa) e obrigações da empresa. O passivo circulante é</p><p>toda despesa que se paga em curto prazo (empréstimos, salários). O passivo não circulante</p><p>são todas as despesas que durem mais de um exercício, sendo um prazo maior para pagar</p><p>(empréstimos a longo prazo, impostos).</p><p>(c) Patrimônio líquido - é o resultado da diferença entre os valores do ativo e do passivo de</p><p>uma entidade. Faz referência às contas que apontam o valor contábil de uma entidade. Para</p><p>isso, leva em consideração capital social, lucros acumulados, fluxo de caixa, entre outros.</p><p>CPC_26_R1 - APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS</p><p>(d) Receitas e despesas, incluindo ganhos e perdas; Receitas são registrados todos os</p><p>valores recebidos pela empresa. Já as despesas é composto pelas contas em que são</p><p>registrados todos os desembolsos realizados pela organização.</p><p>(e) alterações no capital próprio mediante integralizações dos proprietários e distribuições a</p><p>eles e;</p><p>(f) fluxos de caixa - entrada e a saída de dinheiro da conta corrente de uma empresa.</p><p>A Sociedade Anônima (S.A) também chamada de companhia é aquela em que seu capital</p><p>está dividido em partes iguais, denominadas ações, os proprietários são normalmente em</p><p>grandes números. Ela deverá obrigatoriamente publicar suas Demonstrações Contábeis no</p><p>Diário Oficial ou em algum jornal de grande circulação.</p><p>A Sociedade por Quotas de Responsabilidade Limitada (Ltda.) apresenta o capital dividido</p><p>em quotas; ao contrário da S.A o número de proprietários é bastante reduzido. Esse tipo de</p><p>empresa, não é obrigado a publicar suas Demonstrações no Diário Oficial ou jornal, deverá</p><p>apresentar as demonstrações financeiras com o Imposto de Renda através do Preenchimento</p><p>da Declaração do IR ou para atender ao Código Civil.</p><p>Apresentação das Demonstrações Financeiras - Conforme a Lei das S.A (Lei nº 6404/76) ao</p><p>fim de cada período de 12 meses a empresa obrigatoriamente deverá apresentar as</p><p>Demonstrações financeiras. É denominado exercício social ou também período contábil. Vale</p><p>ressaltar que não é necessário o fim do exercício social ser igual ao fim do ano civil.</p><p>Também é valido destacar que a empresa poderá apresentar suas demonstrações em períodos</p><p>menores (semestral, bimestral, mensal), principalmente empresas de grande porte onde</p><p>ocorrem inúmeras movimentações. Enfatiza-se aqui que as companhias de capital aberto que</p><p>são listadas no mercado de capitais (bolsas de valor, como por exemplo, a Bovespa)</p><p>apresentam seus relatórios trimestralmente.</p><p>Requisitos para apresentação das Demonstrações Contábeis</p><p>Para se enquadrar as normas de publicação, as Demonstrações financeiras deverão atender a</p><p>alguns requisitos. Apresenta duas colunas de valores (uma do ano atual e a outra do ano</p><p>anterior), se apresentar valores grandes poderá reduzir os zeros contanto que haja uma</p><p>demonstração da expressão em “ $ milhares” no cabeçalho.</p><p>USOS E USUÁRIOS DA INFORMAÇÃO CONTÁBIL</p><p>A Contabilidade pode ser mantida para pessoas físicas ou pessoas jurídicas (Desde um</p><p>simples indivíduo à enormes multinacionais). Os usuários por ser os mais variados, podem a</p><p>ser divididos em internos e externos.</p><p>a) Investidores/Sócios - Para a empresa se manter no mercado, é necessário à intervenção</p><p>dos investidores sejam eles sócios ou acionistas que estão interessados em obter lucro e para</p><p>tanto aplicam capital. Dessa forma, os investidores são uns dos principais usuários e</p><p>interessados na informação contábil.</p><p>b) Banco e Financiadores - Assim como os investidores os Bancos e Financiadores têm</p><p>interesse nas</p><p>demonstrações financeiras, onde podem determinar a capacidade da entidade</p><p>em pagar seus empréstimos e os correspondentes juros no vencimento.</p><p>c) Empregados/Prestadores de serviços - Os colaboradores estão interessados em</p><p>informações sobre a estabilidade e a lucratividade de seus empregadores, informações que</p><p>ajuda a avaliar a capacidade da entidade de prover sua remuneração, seus benefícios de</p><p>aposentadoria e suas oportunidades de emprego.</p><p>d) Fornecedores/Consultores - Estão interessados em informações sobre as importâncias</p><p>que lhes são devidas serão pagas nos respectivos vencimentos. Os credores comerciais</p><p>provavelmente estarão interessados em uma entidade por um período menor do que os</p><p>credores por empréstimos, a não ser que dependam da continuidade da entidade como um</p><p>cliente importante.</p><p>e) Sindicatos, IBGE, Clientes - Os sindicatos e IBGE coletam informações conseguintemente</p><p>apresentar relatórios. O cliente quer saber sobre a continuidade da empresa, pois criar vínculos</p><p>muito fortes com a empresa, ou também somente aquela fornece o produto/serviço desejado.</p><p>f) Setor Público/Governo - O Governo e suas agências estão interessados na destinação de</p><p>recursos e nas atividades das entidades para regulamentar as atividades delas. Estabelecer</p><p>políticas fiscais e servir de base para determinar a renda nacional e estatística semelhantes. De</p><p>forma mais simples, querem saber quanto de imposto foi gerado para os cofres públicos.</p><p>g) Administradores - Irão trabalhar com a informação contábil, realizando leituras além das</p><p>informações para fornecer ideias de melhoria a empresa. Mudar a alocação de recursos,</p><p>verificar os pontos fracos e demais atividades.</p><p>RELATÓRIOS FINANCEIROS OBRIGATÓRIOS.</p><p>Com as lei 11.638/07 e 11.941/09 a contabilidade brasileira vem passando por processo de</p><p>convergência as Normas Internacionais de Contabilidade (IFRS). O Conselho Federal de</p><p>Contabilidade e Comitê de Pronunciamentos Técnicos Contábeis–CPC editaram inúmeras</p><p>normativas técnicas que tratam de assuntos eminentemente contábeis. Com relação às</p><p>demonstrações contábeis que obrigatoriamente deverão ser incluídas no livro diário, como</p><p>regra geral, destacamos o conjunto completo das demonstrações contábeis que está previsto</p><p>no CPC 26.</p><p>Essas informações assim colocadas formam os relatórios contábeis, no entanto alguns desses</p><p>relatórios devem obrigatoriamente ser apresentados caracterizando assim as Demonstrações</p><p>Contábeis ou Demonstrações Financeiras.</p><p>O grupo de demonstrações obrigatórias são as seguintes:</p><p>Balanço Patrimonial –BP</p><p>Demonstração do Resultado do Exercício/Período –DRE</p><p>Demonstração do Resultado Abrangente-DRA</p><p>Demonstrações de Mutações do Patrimônio Líquido –DMPL</p><p>Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados –DLPA</p><p>Demonstração dos Fluxos de Caixa –DFC</p><p>Demonstração do Valor Adicionado –DVA</p><p>Notas explicativas -NE (nas Demonstrações financeiras estarão inclusas notas explicativas, na</p><p>parte inferior das demonstrações e por isso também conhecidas como notas de rodapé.</p><p>Nessas notas estarão informações adicionais, complementares).</p><p>Ainda com relação a Demonstrações Contábeis são obrigatórias, ressaltamos que tratamento</p><p>diferenciado nas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, considerando a resolução do</p><p>CFC 1.418/12 que aprovou a ITG 1000. Esta define como obrigatória a elaboração do Balanço</p><p>Patrimonial, a Demonstração do Resultado e as Notas Explicativas ao final de cada exercício</p><p>social. Demonstração dos Fluxos de Caixa, a Demonstração do Resultado Abrangente e a</p><p>Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido apesar de não serem obrigatórias, é</p><p>estimulada pelo Conselho Federal de Contabilidade.</p><p>As sociedades anônimas podem ser de capital aberto ou fechado. De acordo com a</p><p>Resolução CFC nº 1.255/2009, as sociedades por ações, fechadas (sem negociação de suas</p><p>ações ou outros instrumentos patrimoniais ou de dívida no mercado e que não possuam ativos</p><p>em condição fiduciária perante um amplo grupo de terceiros), mesmo que obrigadas à</p><p>publicação de suas demonstrações contábeis, são tidas, para fins de publicação dos</p><p>demonstrativos, como pequenas e médias empresas, desde que não enquadradas pela Lei nº.</p><p>11.638/07 como sociedades de grande porte.</p><p>As sociedades limitadas e demais sociedades comerciais, desde que não enquadradas pela</p><p>Lei nº. 11.638/07 como sociedades de grande porte, também são tidas, para estes fins, como</p><p>pequenas e médias empresas. Por sua vez, as companhias de capital aberto (S.A) devem</p><p>apresentar todas as demonstrações contábeis.</p><p>Alguns conceitos sobre as Demonstrações Contábeis e suas estruturas básicas:</p><p>a) Balanço Patrimonial - BP é a Demonstração Financeira mais importante existente. Por</p><p>mostrar como de fato está o Patrimônio da empresa num determinado momento (no fim do ano</p><p>ou em qualquer data predeterminada).</p><p>Equilíbrio Ativo = Passivo + PL; Aplicações = Origens; Bens +Direitos = Obrigações.</p><p>Estrutura básica do Balanço Patrimonial</p><p>b) Demonstração do Resultado do Exercício/Período – DRE é a demonstração financeira</p><p>que mostra o resultado do exercício, podendo esse ser lucro ou prejuízo. Pode ser simples ou</p><p>completa, dependendo da necessidade da empresa.</p><p>As informações básicas que este demonstrativo precisa apresentar são:</p><p>(a)receitas; ganhos e perdas decorrentes de baixa de ativos financeiros mensurados pelo custo</p><p>amortizado;</p><p>(b)custos de financiamento;</p><p>(c)parcela dos resultados de empresas investidas reconhecida por meio do método da</p><p>equivalência patrimonial;</p><p>(d)tributos sobre o lucro;</p><p>(e)(eliminada - um único valor para o total de operações descontinuadas (ver Pronunciamento</p><p>Técnico CPC 31);</p><p>(f)custo dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos;</p><p>(i)lucro bruto;</p><p>(g)despesas com vendas, gerais, administrativas e outras despesas e receitas operacionais;</p><p>(j)resultado antes das receitas e despesas financeiras;</p><p>(k)resultado antes dos tributos sobre o lucro;</p><p>(l)resultado líquido do período.</p><p>c) Demonstração do Resultado Abrangente - DRA regido pela resolução CFC nº 1.185/09 e</p><p>o CPC 26, a demonstração do resultado abrangente é obrigatória, mesmo não sendo prevista</p><p>na Lei nº 6.404/76. Uma alteração no patrimônio líquido de uma empresa durante um período,</p><p>oriundo de transações e outros eventos e circunstâncias não originadas dos sócios.</p><p>CPC 26 foi aprovado pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), ele recomenda que o</p><p>lucro abrangente seja calculado a partir do lucro líquido e apurado na DRE. Tem que incluir as</p><p>seguintes contas:</p><p>● Resultado líquido do período;</p><p>● Cada item dos outros resultados abrangentes classificados conforme sua natureza;</p><p>● Parcela dos outros resultados abrangentes de empresas investidas reconhecida por</p><p>meio do método de equivalência patrimonial;</p><p>● Resultado abrangente do período.</p><p>O CPC orienta que a apresentação do resultado abrangente deve ser feita separada da DRE.</p><p>Contudo, a entidade deve divulgar o montante do efeito tributário relativo a cada componente</p><p>dos outros resultados abrangentes, incluindo os ajustes de reclassificação na demonstração do</p><p>resultado abrangente ou nas notas explicativas.</p><p>Dentre outros componentes dos outros resultados abrangentes podem ser apresentados:</p><p>● Líquidos dos seus respectivos efeitos tributários ou;</p><p>● Antes dos seus respectivos efeitos tributários, sendo apresentado em montante único o</p><p>efeito tributário total relativo a esses componentes.</p><p>d) Demonstrações de Mutações do Patrimônio Líquido – DMPL abrange o artigo 186,</p><p>parágrafo 2º, da Lei das S/A (nº 6404/76) a elaboração da Demonstração das Mutações do</p><p>Patrimônio Líquido (DMPL) é facultativa. A DMPL é uma demonstração bastante abrangente e</p><p>completa, uma vez que evidencia todas as movimentações ocorridas no patrimônio. Pode ainda</p><p>englobar a DLPA.</p><p>O CPC 26 argumenta a necessidade de apresentar as seguintes informações:</p><p>O resultado abrangente do período, apresentando separadamente o montante total atribuível</p><p>aos proprietários da entidade controladora e o montante correspondente à participação de não</p><p>controladores;</p><p>Para cada componente do patrimônio líquido, os efeitos da aplicação retrospectiva</p><p>ou da</p><p>reapresentação retrospectiva, reconhecidos de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 23</p><p>– Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro;</p><p>Para cada componente do patrimônio líquido, a conciliação do saldo no início e no final do</p><p>período, demonstrando-se separadamente as mutações decorrentes: (i)do resultado líquido;</p><p>(ii)de cada item dos outros resultados abrangentes e; (iii)de transações com os proprietários</p><p>realizadas na condição de proprietário, demonstrando separadamente suas integralizações e</p><p>as distribuições realizadas, bem como modificações nas participações em controladas que não</p><p>implicaram perda do controle.</p><p>O patrimônio líquido deve apresentar o capital social, as reservas de capital, os ajustes de</p><p>avaliação patrimonial, as reservas de lucros, as ações ou quotas em tesouraria, os prejuízos</p><p>acumulados, se legalmente admitidos os lucros acumulados e as demais contas exigidas pelos</p><p>Pronunciamentos Técnicos emitidos pelo CPC.</p><p>e) Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados – DLPA A demonstração</p><p>resumidamente de toda a movimentação ocorrida com as contas integrantes do patrimônio</p><p>líquido, a partir do saldo inicial até o final do exercício, contendo, portanto além da</p><p>demonstração do que ocorreu com as demais contas do patrimônio líquido: capital social;</p><p>reservas de capital; reservas de reavaliação; reservas de lucros e ações em tesouraria. Uma</p><p>vez que a empresa pública a DMPL, a DLPA torna-se facultativa.</p><p>● Lucros ou prejuízos acumulados no início do período contábil;</p><p>● Dividendos ou outras formas de lucros declarados e pagos ou a</p><p>pagar durante o período;</p><p>● Ajustes nos lucros ou prejuízos acumulados em razão de</p><p>correção de erros de períodos anteriores;</p><p>● Ajustes nos lucros ou prejuízos acumulados em razão de</p><p>mudanças de práticas contábeis;</p><p>● Lucros ou prejuízos acumulados no fim do período contábil.</p><p>f) Demonstração dos Fluxos de Caixa – DFC tem o objetivo de analisar a variação do saldo</p><p>da conta de Caixa e Bancos durante um certo período, buscando listar as origens (entradas de</p><p>dinheiro) e aplicações (saídas de dinheiro) da empresa. A demonstração dos fluxos de caixa</p><p>também concorre para o incremento da comparabilidade na apresentação do desempenho</p><p>operacional por diferentes entidades.</p><p>A DFC reflete as transações de caixa das atividades operacionais, das atividades de</p><p>investimento e das atividades de financiamento, conforme:</p><p>I - Atividades Operacionais: são explicadas pelas receitas e gastos decorrentes da</p><p>industrialização, comercialização ou prestação de serviços da empresa. Estas atividades têm</p><p>ligação com o capital circulante líquido da empresa.</p><p>II - Atividades de Investimento: são os gastos efetuados no Realizável a Longo Prazo, em</p><p>Investimentos, no Imobilizado ou no Intangível, bem como as entradas por venda dos ativos</p><p>registrados nos referidos subgrupos de contas.</p><p>III - Atividades de Financiamento: os recursos obtidos do Passivo Não Circulante e do</p><p>Patrimônio Líquido. Devem ser incluídos aqui os empréstimos e financiamentos de curto prazo.</p><p>As saídas correspondem à amortização dessas dívidas e os valores pagos aos acionistas a</p><p>título de dividendos,distribuição de lucros.</p><p>Há dois métodos de DFC: direto e indireto.</p><p>Direto apresenta os componentes dos fluxos por seus valores brutos, ao menos para os itens</p><p>mais significativos dos recebimentos e dos pagamentos. Deve ser apresentado os seguintes</p><p>tipos de recebimentos e pagamentos relacionados às operações:</p><p>(i) Recebimento de clientes;</p><p>(ii) Juros, lucros e dividendos recebidos;</p><p>(iii) Pagamentos a fornecedores e empregados;</p><p>(iv) Juros pagos;</p><p>(v) Imposto de renda pago;</p><p>(vi) outros recebimentos e pagamentos.</p><p>g) Demonstração do Valor Adicionado - DVA informa de forma sintética, os valores</p><p>correspondentes à formação da riqueza gerada pela empresa em determinado período e sua</p><p>respectiva distribuição. Por se tratar de um demonstrativo contábil, suas informações devem</p><p>ser extraídas da escrituração, com base nas Normas Contábeis vigentes e tendo como base o</p><p>Princípio Contábil da Competência.</p><p>h) Notas Explicativas - De acordo com o CPC 26, ela proporciona informação acerca da base</p><p>para a elaboração das demonstrações contábeis e as políticas contábeis específicas podem</p><p>ser apresentadas como seção separada das demonstrações contábeis.</p><p>● Apresentar informação acerca da base para a elaboração das demonstrações contábeis</p><p>e das políticas contábeis específicas utilizadas.</p><p>● Divulgar a informação requerida pelos Pronunciamentos Técnicos, Orientações e</p><p>Interpretações do CPC que não tenha sido apresentada nas demonstrações contábeis;</p><p>● Prover informação adicional que não tenha sido apresentada nas demonstrações</p><p>contábeis, mas que seja relevante para sua compreensão.</p><p>RELATÓRIOS FINANCEIROS NÃO OBRIGATÓRIOS.</p><p>São considerados Demonstrações Contábeis, contribuem para a gestão da empresa, não são</p><p>exigidos por Lei mas não menos importante. Esses relatórios fortalecem o processo gerencial e</p><p>auxiliam as Demonstrações Financeiras.</p><p>A ADF irá realizar e fará interpretações vertical e horizontalmente dos Relatórios exigidos por</p><p>lei, para assim processar informações que irão auxiliar no processo gerencial da empresa. Pois</p><p>de nada adianta apresentar as Demonstrações e não as analisar.</p><p>Com o advento da lei 11.638/07, a Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos</p><p>(DOAR) foi substituída pela Demonstração dos Fluxos de Caixa (evidencia as alterações</p><p>ocorridas no capital líquido da empresa).</p><p>Controle Orçamentário (CO) realiza o procedimento de uma visão detalhada de sua situação</p><p>financeira no presente e tem ainda a possibilidade de planejar a futura.</p><p>Controle de Estoque (CE) identifica em números precisos à matéria-prima, os produtos</p><p>semiacabados, os acabados possibilitando um controle que evitará perdas ou excessos futuros.</p><p>O balanço Social também é um relatório; a empresa torna público seus interesses, suas</p><p>intenções. Também chamado de Relatório de Sustentabilidade Empresarial, Balanço Social</p><p>Corporativo, Relatório Social e Relatório Social-Ambiental ele irá evidenciar a responsabilidade</p><p>da empresa junto à sociedade.</p><p>Demonstração Contábil: é um relatório exigido por lei.</p><p>Relatório Contábil: não é exigido por lei.</p><p>Aula 2 Postulados, Convenções e Princípios</p><p>Tema 01 – Postulados Entidade e Continuidade</p><p>A escrituração dos fatos contábeis segue proposições acerca da realidade que é registrada.</p><p>Essas proposições são como verdades incontestáveis sobre o objeto da Contabilidade, sua</p><p>existência no tempo, e o ambiente (econômico, social e político) no qual ela atua. Esse</p><p>conjunto de observações são, então, designadas como postulados. Os postulados não estão</p><p>sujeitos a contestação, uma vez que representam a base sobre a qual se desenvolve todo o</p><p>raciocínio contábil (ambiente e condições em que ela atua).</p><p>Os postulados são considerados como os Pilares da Contabilidade e categorizados</p><p>conforme sua utilidade, dividindo-se em: Postulados Normativos; Postulados Descritivos;</p><p>Postulados Ambientais.</p><p>Tema 02 – Princípios Contábeis</p><p>Os princípios contábeis são o núcleo central da teoria contábil e estruturam a resposta da</p><p>contabilidade aos seus desafios na busca de atingir seus objetivos dentro do ambiente</p><p>delimitado pelos postulados fundamentais.</p><p>Seus principios são:</p><p>● Princípio da Entidade</p><p>● Princípio da Continuidade</p><p>● Princípio da Oportunidade</p><p>● Princípio do Registro pelo Valor Original</p><p>● Princípio da Competência</p><p>● Princípio da Prudência</p><p>Tema 03 – Convenções (Normas e Restrições)</p><p>As Convenções dizem respeito a algumas Restrições à aplicação dos Princípios, no sentido de</p><p>delimitar, por intermédio da experiência e da viabilidade prática, as situações nas quais as</p><p>escolhas devem ser feitas no que se refere às várias opções, normalmente existentes, para a</p><p>aplicação dos princípios. Têm por função qualificar melhor o comportamento necessário em</p><p>face de situações com amplos graus de liberdade que os princípios e postulados dão à</p><p>Contabilidade. Dividem-se em: Objetividade; Materialidade; Conservadorismo; Consistência.</p><p>Tema 04 – Primazia da Essência sobre</p><p>a Forma e Regime da Competência</p><p>A empresa deve preparar as suas demonstrações contábeis, exceto para a demonstração dos</p><p>fluxos de caixa, utilizando-se do regime de competência, que, quando utilizado, seus itens são</p><p>reconhecidos como Ativos, Passivos, Patrimônio Líquido, Receitas e Despesas quando</p><p>atendem as definições e os critérios de reconhecimento para esses elementos, contidos na</p><p>Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro.</p><p>Balanço consolidado, não possui personalidade jurídica, mas tem essência econômica.</p><p>Tema 05 – Princípio da Oportunidade e Registro pelo Valor Original</p><p>O Princípio da Oportunidade refere-se ao momento em que devem ser registradas as</p><p>variações patrimoniais das entidades. Portanto, é por meio dele que se busca a agilidade</p><p>(ou tempestividade) das informações contábeis. Por esse aspecto, os registros contábeis</p><p>devem ser feitos imediatamente após as causas que os originaram, mesmo na hipótese de</p><p>alguma incerteza.</p><p>Integridade: procura demonstrar o fato patrimonial em sua totalidade.</p><p>Tempestividade: obriga que os registros contábeis sejam feitos imediatamente após as causas</p><p>que os originaram.</p><p>Já o Princípio do Registro pelo Valor Original, determina que os componentes do</p><p>patrimônio devem ser registrados pelos valores originais das transações com o mundo</p><p>exterior, expressos em moeda nacional. Deve ser observado rigorosamente por resultar na</p><p>unificação da metodologia de avaliação, fato essencial na comparabilidade dos dados, relatos e</p><p>demonstrações contábeis e, consequentemente, na qualidade da informação gerada,</p><p>impossibilitando critérios alternativos de avaliação.</p><p>OBS</p><p>Antes da informação tornar-se disponível, é necessário que ela seja gerada, papel que é</p><p>preliminarmente realizado nos registros contábeis. Desse modo, além de realizar os</p><p>lançamentos diários das ocorrências, a contabilidade emite dados que evidenciam a situação</p><p>econômica e financeira da empresa ao final de cada “ciclo”.</p><p>Os postulados contábeis funcionam como “fundamentos” incontestáveis sobre o modo como as</p><p>empresas devem atuar.</p><p>POSTULADOS: ENTIDADE E CONTINUIDADE</p><p>Noções sobre Entidade e Continuidade – os Pilares da Contabilidade: A escrituração dos</p><p>fatos contábeis segue proposições acerca da realidade que é registrada. São como verdades</p><p>incontestáveis sobre o objeto da Contabilidade, sua existência no tempo, e o ambiente</p><p>(econômico, social e político) no qual ela atua. Esse conjunto de observações são, então,</p><p>designadas como postulados. Os postulados não estão sujeitos a contestação, uma vez que</p><p>representam a base sobre a qual se desenvolve todo o raciocínio contábil (ambiente e</p><p>condições em que ela atua). São categorizados conforme sua utilidade, dividindo-se em:</p><p>Postulados Normativos: Determinam o que ou como a Contabilidade deveria fazer ou atuar,</p><p>condicionando que para todas as ações são necessárias justificativas (explicações). As ações</p><p>devem ser amparadas de alguma forma (leis, normativos, decretos).</p><p>Postulados Descritivos: Descrevem como (e por que) a informação contábil deve ser</p><p>apresentada aos seus usuários.</p><p>Postulados Ambientais: Determinam o ambiente no qual a Contabilidade opera, seja em nível</p><p>econômico, social ou político. Desse modo, a fim atingir sua finalidade (ser útil aos usuários), é</p><p>necessário que a Contabilidade exerça duas funções no ambiente empresarial: definir e manter</p><p>sua existência. Essas são as duas principais razões que a Entidade e a Continuidade não</p><p>considerados os dois postulados contábeis.</p><p>● Postulado da Entidade: Entidade contábil refere-se ao grupo de recursos e pessoas</p><p>orientados pelos objetivos relativos à sua missão enquanto organização, ou seja, todo</p><p>ente capaz de gerir recursos e agregar utilidade. A entidade contábil é o ente,</p><p>juridicamente delimitado ou não, divisão ou grupo de entidades ou empresas para os</p><p>quais devemos realizar relatórios distintos, independentemente dos relatórios que</p><p>fizermos para as pessoas físicas ou jurídicas que têm interesse em cada uma das</p><p>entidades definidas em cada oportunidade.</p><p>● Postulado da Continuidade: As entidades são consideradas empreendimentos em</p><p>andamento (going concern), cujos ativos devem ser avaliados de acordo com seu</p><p>potencial de geração de recursos e benefícios futuros para a empresa. Este Postulado</p><p>considera a entidade um organismo vivo, que deverá operar em suas atividades por</p><p>tempo indeterminado, até o momento em que surjam evidências contrárias a essa</p><p>constatação.</p><p>Uma empresa em continuidade (operação) adapta-se sucessivamente pela venda de</p><p>seus ativos no curso normal de seu negócio “liquidação ordenada”, em vez de</p><p>“liquidação forçada”. Quanto mais ordenada for a liquidação no período de ascensão da</p><p>empresa, menores serão os prejuízos na fase de liquidação forçada ou de</p><p>obsolescência do empreendimento.</p><p>PRINCÍPIOS CONTÁBEIS</p><p>Princípio da Entidade: Reconhece o patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a</p><p>autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um patrimônio particular no universo</p><p>dos patrimônios existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto de</p><p>pessoas, uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins</p><p>lucrativos.</p><p>A soma e as agregações dos patrimônios de diferentes entidades não compreendem em uma</p><p>nova entidade, apenas abrange demonstrações contábeis consolidadas de duas ou mais</p><p>entidades que pertencem a um mesmo grupo econômico, sendo submetidas a um controle</p><p>único.</p><p>Princípio da Continuidade: Pressupõe que a Entidade continuará em operação no futuro e,</p><p>portanto, a mensuração e a apresentação dos componentes do patrimônio levam em conta</p><p>esta circunstância. Estabelece o aspecto indeterminado de duração do empreendimento</p><p>empresarial.</p><p>Princípio da Oportunidade: Refere-se ao processo de mensuração e apresentação dos</p><p>componentes patrimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas, cuja falta pode</p><p>ocasionar a perda de sua relevância – por isso, é necessário ponderar a relação entre a</p><p>oportunidade e a confiabilidade da informação. Os registros patrimoniais devem ser feitos de</p><p>acordo com a possibilidade de existência de estimativa razoável do fenômeno.</p><p>Princípio do Registro pelo Valor Original: Determina que os componentes do patrimônio</p><p>devem ser inicialmente registrados pelos valores originais das transações, expressos em</p><p>moeda nacional. A premissa subjacente a esse princípio é a de que o valor de troca, acordado</p><p>pelas partes, é a melhor expressão do valor econômico dos ativos no ato da transação. Se,</p><p>com o passar do tempo, houver a modificação do valor em foco, os ajustes serão realizados,</p><p>mas ao abrigo do Princípio da Competência.</p><p>Princípio da Competência: Determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam</p><p>reconhecidos nos períodos a que se referem, independentemente do recebimento ou</p><p>pagamento. Isto posto, as receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do</p><p>resultado do período em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem,</p><p>independentemente de recebimento ou pagamento. Determina ainda quando as alterações no</p><p>Ativo ou no Passivo resultam em aumento ou em diminuição do patrimônio líquido,</p><p>estabelecendo diretrizes para a classificação das mutações patrimoniais, resultantes da</p><p>observância do Princípio da Oportunidade.</p><p>O reconhecimento simultâneo das Receitas e das Despesas, quando correlatas, é</p><p>consequência natural do respeito ao período em que ocorrer sua geração.</p><p>As Receitas são consideradas realizadas:</p><p>● Nas transações com terceiros, quando estes efetuarem o pagamento ou quando</p><p>assumirem compromisso firme de efetivá-lo, quer pela investidura na propriedade de</p><p>bens anteriormente pertencentes à entidade, quer pela fruição de serviços por esta</p><p>prestados;</p><p>● Quando do desaparecimento parcial ou total de um Passivo, qualquer que seja o</p><p>motivo.</p><p>● Pela geração natural de novos Ativos, independentemente da intervenção de terceiros.</p><p>As Despesas são consideradas incorridas no exercício:</p><p>● Quando deixar de existir o correspondente valor ativo, por transferência</p><p>de sua</p><p>propriedade para terceiro;</p><p>● Pela diminuição ou extinção do valor econômico de um ativo;</p><p>● Pelo surgimento de um passivo, sem o correspondente ativo.</p><p>Princípio da Prudência: Pressupõe o emprego de certo grau de precaução no exercício dos</p><p>julgamentos necessários às estimativas em certas condições de incerteza. É utilizado no</p><p>sentido de que Ativos e Receitas não sejam superestimados e que Passivos e Despesas não</p><p>sejam subestimados, ou seja, recomenda a adoção do menor valor para os componentes</p><p>do Ativo e do maior para os do Passivo, sempre que se apresentarem alternativas</p><p>igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alteram o patrimônio</p><p>líquido.</p><p>Havendo formas alternativas de se calcular os novos valores, deve-se optar sempre pelo que</p><p>for menor que o inicial, no caso de Ativos; e maior, no caso de componentes patrimoniais do</p><p>Passivo. Para que melhor se entenda esse princípio, é importante lembrar que:</p><p>● Os custos ativados devem ser considerados. Despesa no período em que ficar</p><p>caracterizada a impossibilidade de eles contribuírem para a realização dos objetivos</p><p>operacionais da Entidade.</p><p>● Todos os custos relacionados à venda, inclusive aqueles de publicidade, mesmo que</p><p>institucional, devem ser classificados como Despesas.</p><p>● Os encargos financeiros decorrentes do financiamento de Ativos de longa maturação</p><p>devem ser ativados no período pré-operacional, com amortização a partir do momento</p><p>em que o ativo entrar em operação.</p><p>CONVENÇÕES (NORMAS E RESTRIÇÕES)</p><p>As Convenções dizem respeito a algumas Restrições à aplicação dos Princípios, no sentido de</p><p>delimitar, por intermédio da experiência e da viabilidade prática, as situações nas quais as</p><p>escolhas devem ser feitas no que se refere às várias opções, normalmente existentes, para a</p><p>aplicação dos princípios. Têm por função qualificar melhor o comportamento necessário em</p><p>face de situações com amplos graus de liberdade que os princípios e postulados dão à</p><p>Contabilidade. Dividem-se em:</p><p>Convenção da Objetividade: É o atributo da informação que permite a indivíduos qualificados,</p><p>trabalhando independentemente um do outro, chegar a medidas ou conclusões essencialmente</p><p>iguais, a partir do exame da mesma evidência. A objetividade se refere à escolha, sempre que</p><p>houver alternativas concorrentes de aplicação dos Princípios, daquele que puder ser</p><p>objetivamente verificado, de preferência por intermédio de documentos e outros critérios claros.</p><p>Convenção da Materialidade: A Contabilidade pode ser feita com requintes de detalhes que</p><p>visem sua perfeição, mas na verdade sua perfeição pode comprometer o benefício adicional</p><p>gerado pela informação, em função do custo de obtenção das informações. A utilização do</p><p>conceito de materialidade não significa desprezo pelos detalhes, se este for indicador de algo</p><p>grave.</p><p>Convenção do Conservadorismo: Nesta convenção, a Contabilidade sempre optará, em</p><p>situações de decisão na aplicação de princípios, em casos de cenários de probabilidade</p><p>razoavelmente idênticas, por aquele que resultar em menor valor para os ativos e maior valor</p><p>para os passivos. O termo conservadorismo é utilizado para dizer que os contadores</p><p>necessitam divulgar o menor dos vários valores possíveis para ativos e receita: s, e o maior dos</p><p>vários valores possíveis de passivos e despesas. O conservadorismo é, na melhor das</p><p>hipóteses, um método muito pobre para lidar com a existência de incerteza na avaliação</p><p>de ativos e passivos e na mensuração de lucro.</p><p>Conflitos:</p><p>● Com o objetivo de divulgar toda informação relevante.</p><p>● Com a consistência no sentido de que é uma limitação relevante.</p><p>● Pode conduzir a uma falta de comparabilidade, porque não há padrões uniformes para</p><p>seu emprego.</p><p>Convenção da Consistência: Desde que se tenha adotado certo critério, entre os vários que</p><p>poderiam ser válidos à luz dos princípios contábeis, não deveria este ser alterado nos relatórios</p><p>periódicos. Consistência não significa uniformidade de procedimentos contábeis de uma</p><p>empresa para outra, mas é entendida no sentido de que certa empresa utilizou critérios</p><p>consistentes, a fim de que a comparabilidade seja assegurada, pelo menos dos dois últimos</p><p>exercícios.</p><p>PRIMAZIA DA ESSÊNCIA SOBRE A FORMA E REGIME DA COMPETÊNCIA</p><p>Reportar a venda não representaria adequadamente a transação formalizada. Neste sentido,</p><p>sempre que houver discrepância entre a forma jurídica de uma operação a ser contabilizada e</p><p>sua essência econômica, a contabilidade deverá privilegiar a essência sobre a forma. Balanço</p><p>consolidado, por exemplo, não possui personalidade jurídica, mas tem essência econômica.</p><p>Regime de Competência: A empresa deve preparar as suas demonstrações contábeis, exceto</p><p>para a demonstração dos fluxos de caixa, utilizando-se do regime de competência, que,</p><p>quando utilizado, seus itens são reconhecidos como Ativos, Passivos, Patrimônio Líquido,</p><p>Receitas e Despesas quando atendem as definições e os critérios de reconhecimento para</p><p>esses elementos, contidos na Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório</p><p>Contábil-Financeiro.</p><p>A informação sobre os recursos econômicos e as reivindicações da entidade que reporta a</p><p>informação, assim como sobre as mudanças nesses recursos econômicos e nessas</p><p>reivindicações ao longo de um período, fornece melhor base de avaliação das</p><p>performances passada e futura da entidade, enquanto a informação meramente baseada</p><p>em recebimentos e pagamentos em caixa ao longo desse mesmo período fornece pior</p><p>base de avaliação das performances passada e futura da entidade.</p><p>Restrições de Custo na Elaboração e Divulgação da Informação - Os custos da geração da</p><p>informação, assim como de sua análise, devem ser justificados pelos benefícios da divulgação</p><p>dessa informação. Há diversos custos incidentes sobre a informação, alguns suportados pela</p><p>entidade (que a gera), e outros, pelos usuários (que a utilizam). Os custos de geração da</p><p>informação são compostos pela coleta de dados, por seu processamento e pela divulgação do</p><p>respectivo resultado.</p><p>Esses custos são suportados:</p><p>● Pela entidade (principalmente), na forma de salários de seu pessoal administrativo, uso</p><p>de equipamentos e contratação de serviços.</p><p>● Pelos usuários (indiretamente), que, na qualidade de investidores, terão seus retornos</p><p>(dividendos) reduzidos por conta dos custos suportados pela entidade.</p><p>PRINCÍPIO DA OPORTUNIDADE E REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL</p><p>Princípio da Oportunidade: Refere-se ao momento em que devem ser registradas as variações</p><p>patrimoniais das entidades. Portanto, é por meio dele que se busca a agilidade (ou</p><p>tempestividade) das informações contábeis. Por esse aspecto, os registros contábeis devem</p><p>ser feitos imediatamente após as causas que os originaram, mesmo na hipótese de alguma</p><p>incerteza.</p><p>Aborda também a integridade das informações contábeis geradas pelas entidades. Neste</p><p>aspecto, os registros contábeis devem ser reconhecidos em sua totalidade, sem qualquer falta</p><p>ou excesso, incluindo os das filiais, sucursais e demais dependências de uma mesma entidade.</p><p>Caso seja tratado um fato futuro, o registro deve ser feito caso exista como provar o seu</p><p>valor (e.: provisões como férias, 13º Salário, contingências).</p><p>Deve ser observado, sempre que haja variação patrimonial na entidade, cujas origens</p><p>principais são:</p><p>1.Transações realizadas com outras entidades, formalizadas mediante acordo de</p><p>vontades, independentemente da forma ou documentação de suporte (ex.: compra ou</p><p>venda de bens e serviços).</p><p>2.Eventos de origem externa, de ocorrência alheia à vontade da administração, mas</p><p>com efeitos sobre o patrimônio (ex.: modificações nas taxas de câmbio, quebras de</p><p>clientes, efeitos de catástrofes naturais).</p><p>3.Movimentos internos que modificam predominantemente a estrutura qualitativa do</p><p>patrimônio (ex.: transformação de materiais em produtos semiacabados ou destes em</p><p>produtos acabado); mas também a estrutura quantitativo-qualitativa (ex.: sucateamento</p><p>de bens emprestáveis).</p><p>Restrições do Princípio da Oportunidade</p><p>Integridade: Procura demonstrar o fato patrimonial em sua totalidade, da</p><p>forma mais fiel e</p><p>honesta possível, sendo que fraudes, erros e omissões deturpam a realidade da empresa.</p><p>Assim, registros contábeis devem ser reconhecidos em sua totalidade, sem qualquer falta ou</p><p>excesso, incluindo os das filiais, sucursais e demais dependências de uma mesma entidade.</p><p>Caso seja tratado um fato futuro, o registro deve ser feito caso exista como provar o seu valor</p><p>(e.: provisões como férias, 13º Salário, contingências).</p><p>Tempestividade: Obriga que os registros contábeis sejam feitos imediatamente após as</p><p>causas que os originaram, mesmo na hipótese de alguma incerteza. Sem o registro no</p><p>momento da sua ocorrência, ficarão incompletas as informações sobre o patrimônio até aquele</p><p>momento, e, em decorrência, insuficientes quaisquer demonstrações ou relatos, e falseadas as</p><p>conclusões, diagnósticos e prognósticos. Ademais, a informação contábil deve chegar às mãos</p><p>de quem dela necessitam, em tempo hábil para que seja possível tomar alguma decisão em</p><p>relação aos fatos informados.</p><p>Princípio do Registro pelo Valor Original: Determina que os componentes do patrimônio devem</p><p>ser registrados pelos valores originais das transações com o mundo exterior, expressos em</p><p>moeda nacional. Deve ser observado rigorosamente por resultar na unificação da metodologia</p><p>de avaliação, fato essencial na comparabilidade dos dados, relatos e demonstrações contábeis</p><p>e, consequentemente, na qualidade da informação gerada, impossibilitando critérios</p><p>alternativos de avaliação.A expressão do valor dos componentes patrimoniais em moeda</p><p>nacional decorre da necessidade de homogeneização quantitativa do registro do patrimônio e</p><p>das suas mutações, com a finalidade de obter a necessária comparabilidade e possibilitar</p><p>agrupamentos de valores. Assim sendo, quaisquer transações em moeda estrangeira devem</p><p>ser transformadas em moeda nacional no momento do seu registro.</p><p>A aplicação do Princípio do Registro pelo Valor Original resulta que:</p><p>a)A avaliação dos componentes patrimoniais deve ser feita com base nos valores de entrada,</p><p>considerando-se como tais os resultantes do consenso com os agentes externos ou da</p><p>imposição destes</p><p>b)O bem, o direito ou a obrigação, uma vez integrados ao patrimônio, não poderão ter seus</p><p>valores intrínsecos alterados, admitindo-se tão-somente sua decomposição em elementos e/ou</p><p>sua agregação, parcial ou integral, a outros elementos patrimoniais</p><p>c)O valor original será mantido enquanto o componente permanecer como parte do patrimônio,</p><p>inclusive na saída deste</p><p>d)O uso da moeda do país na tradução do valor dos componentes patrimoniais constitui</p><p>imperativo de homogeneização quantitativa</p><p>Aula 3 Característica da Informação Contábil</p><p>Tema 01 – Características Qualitativas Fundamentais: Relevância</p><p>As normas IFRS (International Financial Reporting Standard) representam o conjunto de</p><p>padrões internacionais de contabilidade, editadas pelo IASB (International Accounting</p><p>Standard Board), e são de grande relevância para o auxílio aos usuários das informações</p><p>contábeis na tomada de decisões administrativas. Sua elaboração foi influenciada por</p><p>vários objetivos, sendo um deles a melhora na qualidade da informação contábil a nível</p><p>internacional.</p><p>A informação contábil-financeira precisa ser relevante.</p><p>Uma informação relevante é aquela capaz de fazer a diferença nas decisões no processo</p><p>decisório se apresentar um valor preditivo, valor confirmatório ou os dois valores.</p><p>Tema 02 – Características Qualitativas Fundamentais: Representação Fidedigna</p><p>Para a informação ser fidedigna, a realidade retratada da informação precisa ser:</p><p>Tema 03 – Características qualitativas de melhoria: comparabilidade e verificabilidade</p><p>A comparabilidade é a característica qualitativa, a qual permite que os usuários identifiquem e</p><p>compreendam similaridades dos itens e diferenças entre eles, ela requer no mínimo dois</p><p>itens, pois as decisões tomadas pelos usuários, implicam escolhas entre alternativas, como,</p><p>vender ou manter um investimento, ou investir em uma empresa ou noutra.</p><p>A comparabilidade é a característica qualitativa, a qual permite que os usuários identifiquem e</p><p>compreendam similaridades dos itens e das diferenças entre eles.</p><p>A verificabilidade, como característica qualitativa de melhoria, ajuda a garantir aos usuários</p><p>que a informação envolva fidedignamente o fato econômico que se propõe representar Direta e</p><p>Indireta.</p><p>Tema 04 – Características qualitativas de melhoria: tempestividade e compreensibilidade.</p><p>A tempestividade das informações, refere-se ao fato de que a informação contábil deva</p><p>chegar para o usuário em tempo capaz de influenciar na decisão, a fim de que este possa</p><p>utilizá-la no processo decisório, ou seja, ela tem que estar disponível para os gestores/usuários</p><p>a tempo de poder influenciá-los em suas decisões.</p><p>Dessa forma, a informação mais velha é a que terá menos utilidade no processo decisório,</p><p>contudo, essa informação pode ter o seu atributo tempestividade prolongado após o</p><p>encerramento do período contábil, em decorrência dos usuários a utilizarem para identificar e</p><p>avaliar tendências.</p><p>A compreensibilidade concerne à clareza e à objetividade com que a informação contábil é</p><p>publicada.</p><p>Tema 05 – Restrição do Custo X Benefício da informação contábil</p><p>A Relação Custo-Benefício estabelece restrição geral da informação, onde o benefício derivado</p><p>da informação contábil deverá exceder ao seu custo, apesar da aparente simplicidade, é</p><p>extremamente difícil fazer uma análise custo-benefício de informações contábeis.</p><p>Os custos de geração da informação são compostos pela coleta de dados, por seu</p><p>processamento e pela divulgação do respectivo resultado. Esses custos são suportados</p><p>principalmente pela entidade, na forma de salários de seu pessoal administrativo, uso de</p><p>equipamentos e contratação de serviços, mas esses custos também podem ser indiretos,</p><p>suportados pelos usuários, que na qualidade de investidores irão ter seus retornos (dividendos)</p><p>reduzidos por conta dos custos suportados pela empresa.</p><p>OBS</p><p>A Estrutura Conceitual estabelece os conceitos que fundamentam a preparação e</p><p>apresentação de demonstrações contábeis destinadas a usuários externos. Tem como</p><p>finalidade:</p><p>● Dar suporte ao desenvolvimento de novos Pronunciamentos Técnicos e à revisão de</p><p>Pronunciamentos existentes quando necessário;</p><p>● Dar suporte aos responsáveis pela elaboração das demonstrações contábeis na</p><p>aplicação dos Pronunciamentos Técnicos e no tratamento de assuntos que ainda não</p><p>tiverem sido objeto de Pronunciamentos Técnicos;</p><p>● Auxiliar os auditores independentes a formar sua opinião sobre a conformidade das</p><p>demonstrações contábeis com os Pronunciamentos Técnicos;</p><p>● Apoiar os usuários das demonstrações contábeis na interpretação de informações nelas</p><p>contidas, preparadas em conformidade com os Pronunciamentos Técnicos;</p><p>● Proporcionar, àqueles interessados, informações sobre o enfoque adotado na</p><p>formulação dos Pronunciamentos Técnicos.</p><p>A informação contábil-financeira para ser útil precisa ser relevante e representar com</p><p>fidedignidade o que se propõe a representar.</p><p>A utilidade da informação contábil-financeira é aprimorada se ela for comparável, verificável,</p><p>tempestiva e compreensível. Dessa forma, pode-se subdividir as características qualitativas</p><p>fundamentais da informação contábil em: relevância, materialidade e representação fidedigna e</p><p>as características qualitativas de melhoria em: comparabilidade, verificabilidade,</p><p>tempestividade e compreensibilidade, conforme representado.</p><p>CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS FUNDAMENTAIS: RELEVÂNCIA.</p><p>A informação possui valor preditivo se ela puder ser empregada como dado de entrada em</p><p>processos agregados pelos usuários para predizer futuros resultados, ela não precisa ser</p><p>uma predição ou uma projeção para que possua valor preditivo.</p><p>Valor preditivo é a qualidade da informação que ajuda os usuários a aumentarem a</p><p>probabilidade de prever corretamente o resultado de eventos futuros a partir da análise de</p><p>eventos passados ou presentes. O valor como feedback a informação desempenha um papel</p><p>importante em termos de confirmação</p><p>civilizações começaram a se formar. A partir desse</p><p>momento, à medida que a sociedade evoluia, a contabilidade passou a acompanhá-la.</p><p>Fases evolutivas da contabilidade: É divididas em quatro períodos:</p><p>1º período: história antiga ou da contabilidade empírica - Teve início nos primórdios da</p><p>civilização, quando o homem começou a desenvolver a habilidade de pensar e começou a</p><p>controlar seus bens, uma forma rudimentar de contabilidade. O primeiro período teve início com</p><p>as primeiras civilizações e terminou em 1202 d.C.,com a obra de Leonardo Fibonacci.</p><p>2º período: história média ou da sistematização da contabilidade - A obra de Fibonacci foi o</p><p>primeiro marco para a sistematização da contabilidade, mas,depois dela, outras apareceram.</p><p>De acordo com Iudícibus (2010), as partidas dobradas começaram a aparecer já no século XIII,</p><p>nos grandes empreendimentos, embora fossem técnicas incompletas. Segundo o autor, o</p><p>surgimento da técnica pode ter ocorrido entre 1280 e 1335.</p><p>3º período:história moderna ou da literatura da contabilidade - Com a publicação do livro de</p><p>Pacioli, o método das partidas dobradas tornou-se conhecido por toda a Europa, e,com a</p><p>expansão do comércio marítimo, passou a ser conhecido também nos outros continentes,</p><p>sendo adotado por comerciantes de praticamente todo o mundo. A partir da obra de Pacioli,</p><p>outros trabalhos começaram a surgir, nos quais os tratadistas faziam pequenos melhoramentos</p><p>no método das partidas dobradas, na tentativa de aperfeiçoá-lo.Em 1840, uma nova publicação</p><p>fez encerrar o terceiro período da contabilidade.</p><p>4º período: história contemporânea ou científica da contabilidade - Em 1840 Villa expôs que a</p><p>contabilidade deveria ser utilizada não somente para a escrituração, mas também para a</p><p>tomada de decisão. A contribuição de Villa para o desenvolvimento científico da contabilidade</p><p>se destacou em diversas áreas: sobre o estudo dos meios patrimoniais, sobre a renda, sobre o</p><p>regime de competência, entre outros”.</p><p>Com a obra de Villa,a contabilidade deixa de ser uma simples técnica de escrituração/registro e</p><p>se afirma como ciência. Seu estudo se torna necessário e sua fase científica, que se iniciou</p><p>com Villa,permanece até os dias atuais.</p><p>ESCOLAS DA CONTABILIDADE</p><p>A escola italiana de contabilidade: Foi nas cidades italianas que começaram a surgir obras</p><p>voltadas para o desenvolvimento e sistematização das técnicas de escrituração, em especial, o</p><p>método das partidas dobradas. Após a divulgação do método das partidas dobradas por meio</p><p>do livro do frei Luca Pacioli, a escola italiana ganhou grande impulso e se espalhou por toda a</p><p>Europa.</p><p>Dentro da escola italiana, surgiram várias correntes de pensamento contábil, sendo as</p><p>principais:</p><p>Escola contista - Foi a primeira corrente do pensamento contábil da escola italiana, tendo</p><p>surgido dos estudos acerca do método das partidas dobradas. A ideia central do contismo</p><p>versava sobre o fato de se pensar que o comércio teria cinco objetivos principais que se</p><p>denomina Teoria das Cinco Contas (Mercadorias; Dinheiro; Efeitos a receber; Efeitos a</p><p>pagar; Lucros e perdas).</p><p>De acordo com os autores supracitados, fazer lançamentos de débito ou crédito em uma</p><p>dessas contas seria o mesmo que creditar o próprio comerciante, e essa personificação gerou</p><p>críticas ao modelo,sendo Francesco Marchi um dos principais críticos da primeira escola</p><p>italiana.</p><p>Escola personalista - A teoria personalista vincula as contas às pessoas responsáveis pelos</p><p>fatos. Essas pessoas devem à empresa os valores correspondentes aos bens ou direitos sob</p><p>sua responsabilidade, ou são credoras das obrigações assumidas pela empresa. A teoria</p><p>personalista foi desenvolvida por Francesco Marchi, e,posteriormente,Giuseppe Cerboni</p><p>estabeleceu seus princípios.</p><p>A teoria divide as contas em três grupos: Contas do proprietário (o proprietário é a pessoa</p><p>que entregou ao administrador o capital e, por isso, tem direito àquela parcela e suas</p><p>variações. Essa conta diz respeito ao capital, lucro e perdas. As contas de lucro e perdas</p><p>compreendiam as contas de receita.), Contas dos agentes consignatários (pessoas</p><p>encarregadas pelo administrador de guardar os bens existentes no patrimônio, e possuem</p><p>responsabilidade perante o administrador pelos valores que lhe forem entregues:dinheiro,</p><p>mercadorias, bens, móveis, etc.) e Contas de correspondentes (pessoas que mantêm</p><p>relações jurídicas com o administrador. As relações podem ser de ativo, quando representam</p><p>direitos, ou de passivos, quando representam obrigações. Essas contas representam as</p><p>relações com terceiros.).</p><p>Escola controlista - A teoria controlista considerava o objeto da contabilidade o controle</p><p>econômico das aziendas, e esse controle envolvia um estudo dos fatores que provocam</p><p>variações no patrimônio. A visão sobre a contabilidade diverge da visão da escola personalista,</p><p>pois, as contas não eram abertas a pessoas, e sim para registrar valores. O controle em todas</p><p>as fases do processo de geração de riqueza da entidade, denominando-as controle</p><p>antecedente, controle concomitante e controle subsequente, cada uma com funções próprias,</p><p>mas todas atuando de forma integrada.</p><p>A proposta da teoria controlista de indicar o controle como objeto da contabilidade representou</p><p>um avanço em termos de organização do processo contábil.No entanto, a teoria passou a ser</p><p>criticada porque,embora o controle econômico seja uma das finalidades do sistema de</p><p>escrituração, não abrange a sua totalidade como objeto da contabilidade.</p><p>Escola aziendalista - Pode ser conceituada como “o conjunto de bens, direitos e obrigações</p><p>que constituem o patrimônio, sob ação administrativa do homem”. A escola aziendalista teve</p><p>como percursor Gino Zappa, que defendia que o estudo da contabilidade estava muito restrito</p><p>em face das ideias da corrente controlista e ampliou esse campo para o estudo da gestão.</p><p>Assim, Zappa considerava a azienda como um complexo econômico,e não simplesmente a</p><p>soma dos fenômenos.</p><p>A teoria aziendalista procurava demonstrar que existe uma interdependência entre</p><p>organização, administração e contabilidade, formando a ciência econômica aziendal. No</p><p>entanto, esta também sofreu críticas, principalmente por Vincenzo Masi, que defendia o</p><p>patrimônio como objeto da contabilidade.</p><p>Escola patrimonialista - A teoria patrimonialista de Vincenzo Masi tem como foco os estudos</p><p>na essência dos fatos econômicos e dos seus efeitos sobre a riqueza patrimonial das aziendas.</p><p>Segundo essa teoria, o patrimônio se transforma com o desenvolvimento das atividades</p><p>econômicas, devendo ser conhecidos e analisados adequadamente os motivos das variações</p><p>ocorridas dentro de determinado período. Masi considerava o patrimônio sob dois aspectos, o</p><p>estático e o dinâmico. A estática patrimonial examinava a estrutura da riqueza patrimonial,e a</p><p>dinâmica lidava com a movimentação dessa estrutura. Essa foi a primeira escola que definiu o</p><p>patrimônio como objeto da contabilidade.</p><p>Escola americana - No fim do século XIX e início do século XX,a contabilidade teve sua</p><p>expansão dada por uma série de acontecimentos, entre os quais o desenvolvimento do</p><p>mercado de capitais e o rápido desenvolvimento do comércio e da indústria. Houvesse a</p><p>necessidade de aprimoramento das técnicas contábeis, que deveriam atender um número</p><p>muito maior de usuários, que pressionavam as organizações exigindo informações confiáveis</p><p>para garantir a integridade de seus investimentos.</p><p>O grande fluxo de capital estrangeiro que ingressou nos Estados Unidos, bem como o seu</p><p>desenvolvimento industrial,fizeram com que esse país aprimorasse as técnicas contábeis,</p><p>focando em informações econômicas e financeiras, e destacando-se principalmente em</p><p>técnicas de auditoria.</p><p>A escola norte-americana dava grande ênfase aos problemas econômico-administrativos.</p><p>Dessa forma, contribuiu grandemente para a formação de áreas como a contabilidade</p><p>financeira, contabilidade gerencial, contabilidade de custos, controladoria, análise de</p><p>demonstrações contábeis, finanças, orçamento etc. Devido a esses e outros aspectos, a</p><p>escola norte-americana começou a ganhar</p><p>ou correção de expectativas anteriores. Raramente</p><p>decisões são tomadas isoladamente. A informação a respeito do resultado de uma decisão,</p><p>frequentemente, é um dado crucial para a tomada da decisão seguinte.</p><p>A oportunidade aborda que a informação não pode ser relevante quando não é oportuna, ou</p><p>seja, deve estar disponível a um indivíduo que deseja tomar uma decisão antes de perder sua</p><p>capacidade de influenciar a decisão.</p><p>A materialidade é considerada como limite de reconhecimento, decisões materiais são</p><p>inicialmente quantitativas. A materialidade importa um conceito permeável que se relaciona às</p><p>características, especialmente, da relevância e da confiabilidade.</p><p>A Materialidade e a Relevância são definidas em termos de influência ou diferença para um</p><p>responsável pelas decisões, mas os dois termos podem ser distintos.</p><p>CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS FUNDAMENTAIS: REPRESENTAÇÃO FIDEDIGNA.</p><p>A representação fidedigna não significa exatidão em todos os sentidos, um retrato da realidade</p><p>econômica livre de erros significa que não há erros ou omissões no fenômeno retratado, e que</p><p>o processo utilizado, para produzir a informação reportada, foi selecionado e foi aplicado livre</p><p>de erros. Nesse sentido, um retrato da realidade econômica livre de erros não significa algo</p><p>perfeitamente exato em todos os sentidos (CPC 00 R1).</p><p>Entretanto, as características qualitativas de melhoria, quer sejam individualmente ou em</p><p>grupo, não podem tornar a informação útil se dita informação for irrelevante ou não for</p><p>representação fidedigna. A aplicação das características qualitativas de melhoria é um</p><p>processo iterativo que não segue uma ordem preestabelecida.</p><p>De forma resumida, a representação fidedigna é a capacidade de assegurar, por meio do</p><p>consenso, que a informação representa o que se destina a representar, ou que o método de</p><p>mensuração foi utilizado sem erro ou viés.</p><p>O processo mais eficiente e mais efetivo para aplicação das características qualitativas</p><p>fundamentais, sujeito a restrição do custo:</p><p>● Primeiro - identificar o fenômeno econômico que tenha o potencial de ser útil para os</p><p>usuários - relevância;</p><p>● Segundo - identificar o tipo de informação sobre o fenômeno que seria mais relevante</p><p>se estivesse disponível e que poderia ser representado com fidedignidade;</p><p>● Terceiro - determinar se a informação está disponível e pode ser representada com</p><p>fidedignidade.</p><p>CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS DE MELHORIA:COMPARABILIDADE E</p><p>VERIFICABILIDADE.</p><p>A comparabilidade é a característica qualitativa, a qual permite que os usuários identifiquem</p><p>e compreendam similaridades dos itens e diferenças entre eles, ela requer no mínimo dois</p><p>itens, pois as decisões tomadas pelos usuários.</p><p>A consistência, apesar de estar relacionada com a comparabilidade, não possui o mesmo</p><p>significado, ela refere-se ao uso das mesmas técnicas para os mesmos itens, tanto de um</p><p>período para outro considerando a mesma empresa, a qual divulga a informação, quanto para</p><p>um único período entre empresas.</p><p>A comparabilidade é o objetivo, a consistência auxilia a alcançar esse objetivo, dessa forma,</p><p>para que uma informação seja comparável, fatos iguais necessitam parecer iguai se fatos</p><p>diferentes necessitam parecer diferentes.</p><p>O propósito da comparabilidade é identificar e explicar semelhanças e diferenças entre dois</p><p>conjuntos de fenômenos econômicos, entretanto, a comparabilidade não é uma qualidade da</p><p>informação no mesmo sentido que são a relevância e a confiabilidade, mas sim uma qualidade</p><p>da relação entre duas ou mais informações contábeis.</p><p>A verificabilidade como característica qualitativa de melhoria, ajuda a garantir aos usuários</p><p>que a informação envolva fidedignamente o fato econômico que se propõe representar,ou seja,</p><p>significa que distintos observadores, cônscios e independentes, possam chegar a um acordo,</p><p>embora não possam fundamentalmente a um completo acordo.</p><p>A característica qualitativa verificação pode ser dividida em duas: a direta e a indireta. Direta</p><p>procura verificar um montante ou outra representação por meio de observação direta, por</p><p>exemplo a contagem de caixa;</p><p>Verificação indireta consiste em checar os dados de entrada do modelo, fórmula ou outro</p><p>procedimento e recalcular os resultados obtidos por meio da aplicação do mesmo método,</p><p>como exemplo temos a investigação do valor contábil dos estoques por meio da conferição dos</p><p>dados de entrada com relação à quantidade e os custos, recalculando o saldo final dos</p><p>estoques.</p><p>Hendriksen e Van Breda (1999) alertam que em contabilidade, é importante saber se uma</p><p>medida pode ou não existir independentemente do mensurador.</p><p>CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS DE MELHORIA: TEMPESTIVIDADE E</p><p>COMPREENSIBILIDADE.</p><p>A tempestividade das informações, refere-se ao fato de que a informação contábil deva</p><p>chegar para o usuário em tempo capaz de influenciar na decisão, a fim de que este possa</p><p>utilizá-la no processo decisório. A característica qualitativa de tempestividade está associada à</p><p>velocidade com que as informações contábeis capturam e disponibilizam as alterações de valor</p><p>da entidade aos usuários.</p><p>No cenário econômico, a informação é tempestiva quando está associada ao comportamento</p><p>dos investidores, medido por meio de retorno das ações. Desta forma a divulgação das</p><p>demonstrações contábeis enquadradas nesta característica refletiriam a realidade econômica</p><p>de uma empresa rapidamente.</p><p>A Compreensibilidade, por sua vez, é influenciada pela combinação das características dos</p><p>usuários e das características inerentes à informação. Ela concerne à clareza e objetividade</p><p>com que a informação contábil é divulgada, abrangendo desde elementos de natureza formal,</p><p>como a organização espacial e recursos gráficos empregados, até a redação e técnica de</p><p>exposição utilizadas.</p><p>RESTRIÇÃO DO CUSTO X BENEFÍCIO DA INFORMAÇÃO CONTÁBIL</p><p>A Relação Custo-Benefício estabelece restrição geral da informação, onde o benefício derivado</p><p>da informação contábil deverá exceder ao seu custo.</p><p>No topo da hierarquia têm-se os tomadores de decisões e suas características, cada decisor</p><p>julga que tipo de informação contábil é útil, sendo esse julgamento influenciado por fatores</p><p>como a decisão que precisa ser tomada, o processo decisório a ser utilizado, as informações já</p><p>adquiridas ou que podem ser obtidas em outras fontes e a capacidade do tomador da decisão</p><p>(sozinho ou com auxílio profissional), para processar a informação. Ainda salienta que uma</p><p>informação pode ser adequada para um usuário e não o ser para outro.</p><p>Os custos de geração da informação são compostos pela coleta de dados, por seu</p><p>processamento e pela divulgação do respectivo resultado. Esses custos são suportados</p><p>principalmente pela entidade, na forma de salários de seu pessoal administrativo, uso de</p><p>equipamentos e contratação de serviços, mas esses custos também podem ser indiretos,</p><p>suportados pelos usuários, que na qualidade de investidores irão ter seus retornos (dividendos)</p><p>reduzidos por conta dos custos suportados pela empresa.</p><p>Aula 4 Ativos, Passivos, Receitas e Despesas</p><p>Tema 01 – Ativos: aspectos conceituais</p><p>Para ser um ativo, a forma física não é essencial. Muitos ativos têm forma física, como itens do</p><p>imobilizado. Mas marcas e patentes, por exemplo, não possuem forma física; no entanto são</p><p>classificados como ativo se gerarem benefícios econômicos futuros e serem controlados pela</p><p>empresa. Dessa forma, os ativos da empresa procedem de transações passadas ou de outros</p><p>fatos passados. Normalmente, as empresas obtêm ativos por meio de sua compra ou</p><p>produção, mas outras transações ou eventos podem gerar ativos.</p><p>O reconhecimento de um item do ativo se refere ao processo de incorporar no balanço</p><p>patrimonial um recurso econômico.</p><p>Tema 02 – Passivos e Patrimônio Líquido: aspectos conceituais</p><p>Os passivos são prováveis sacrifícios futuros de benefícios econômicos decorrentes de</p><p>obrigações presentes de uma dada organização, quanto à transferência de ativos ou prestação</p><p>de serviços a outras entidades no futuro, em consequência de transações ou eventos</p><p>passados. Dessa forma, podemos resumir um passivo</p><p>como uma obrigação presente da</p><p>entidade, derivada de eventos passados, cuja liquidação se espera que resulte em saída de</p><p>recursos capazes de gerar benefícios econômicos.</p><p>O patrimônio líquido é o interesse residual nos ativos da empresa, depois de deduzidos todos</p><p>os seus passivos. Apesar de o patrimônio líquido ser visto como algo residual, ele apresenta</p><p>subclassificações no balanço patrimonial, como, por exemplo, na sociedade por ações,</p><p>recursos aportados pelos sócios, reservas resultantes de detenções de lucros e reservas</p><p>de ajustes para manutenção do capital podem ser demonstrados de maneira separada.</p><p>Tema 03 – Receitas: aspectos conceituais</p><p>As receitas são entradas ou outros aumentos de Ativos de uma empresa, ou ainda</p><p>liquidação de seus Passivos (ou ambos), decorrente da entrega ou produção de bens,</p><p>prestação de serviços, ou outras atividades correspondentes a operações normais ou principais</p><p>da empresa. As receitas podem ser vistas também como aumentos nos benefícios econômicos</p><p>durante o período contábil, sob a forma de entrada de recursos ou aumento de Ativos ou</p><p>diminuição de Passivos.</p><p>Tema 04 – Despesas: aspectos conceituais</p><p>As despesas são o uso ou consumo de bens e serviços no processo de geração de</p><p>receitas. Se define despesas concentrando-se no fluxo de saída de ativos da empresa para o</p><p>pagamento na aquisição de fatores de produção, saídas ou outros usos de ativos, ou</p><p>ocorrências de passivos (ou ambos) para a entrega ou produção de bens, a prestação de</p><p>serviços, ou a execução de outras atividades que representam as operações principais em</p><p>andamento da empresa.</p><p>As despesas reduzem o patrimônio líquido da empresa, porém, assim como as receitas, não se</p><p>devem definir despesas somente quando a esse efeito de patrimônio. Dessa forma, podemos</p><p>definir despesas como variações negativas dos recursos, ou seja, redução de lucro da</p><p>empresa, mas cabe lembrar que nem todas as variações negativas de recursos são,</p><p>necessariamente, despesas.</p><p>Tema 05 – Perdas e Ganhos: aspectos conceituais</p><p>Perdas são decréscimos pela participação de transações periféricas ou incidentais de</p><p>uma empresa, e em outras transações ou outros eventos e circunstancias, afetando a</p><p>empresa durante um período, exceto aqueles que resultam de despesas ou distribuição de</p><p>dividendos para os proprietários. A perda é o excesso de toda ou de uma parte do custo dos</p><p>ativos sobre as receitas respectivas, se existir, quando os itens forem vendidos, abandonados</p><p>ou parcial ou totalmente destruídos em consequência de sinistros ou de alguma forma</p><p>baixados.</p><p>Podemos dizer que, os ganhos representam outros itens que se enquadram na definição de</p><p>receita e podem ou não surgir no curso das atividades ordinárias da entidade,</p><p>representando aumentos nos benefícios econômicos e, como tal, não diferem, em</p><p>natureza, das receitas. Os ganhos são tratados de maneira semelhante às receitas. Exceto</p><p>pelo fato de que os custos associados são compensados imediatamente, de forma a produzir</p><p>um resultado líquido.</p><p>OBS</p><p>Ativo – é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual</p><p>se espera que fluam futuros benefícios econômicos para a entidade.</p><p>Passivo – é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos passados, cuja</p><p>liquidação se espera que resulte na saída de recursos da entidade capazes de gerar benefícios</p><p>econômicos.</p><p>Patrimônio líquido – é o interesse residual nos ativos da entidade depois de deduzidos todos</p><p>os seus passivos.</p><p>ATIVOS</p><p>Incorporar um benefício futuro provável é característica essencial dos ativos. Sem tal</p><p>característica, não se pode reconhecer a existência do ativo em termos contábeis.</p><p>Três aspectos a serem observados na definição de ativos:</p><p>● O ativo deve ser considerado à luz de sua propriedade e/ou à luz de sua posse e</p><p>controle; normalmente as duas condições virão juntas.</p><p>● Precisa estar incluído no ativo, em seu bojo, algum direito específico a benefícios</p><p>futuros ou, em sentido mais amplo, o elemento precisa apresentar uma potencialidade</p><p>de serviços futuros (fluxos de caixa futuros) para a empresa.</p><p>● O direito precisa ser exclusivo da entidade.</p><p>Os ativos são os bens e direitos da organização, o benefício econômico futuro agregado a um</p><p>ativo é o seu potencial em colaborar, de forma direta ou indireta, para o fluxo de caixa ou</p><p>equivalentes de caixa para a empresa. Esse potencial pode ser produtivo, quando o recurso for</p><p>parte integrante das atividades operacionais da entidade, ele também pode ter a forma de</p><p>conversibilidade em caixa ou equivalentes de caixa, ou ainda ser capaz de diminuir as saídas</p><p>de caixa, como no caso de procedimento industrial alternativo, que diminua os custos de</p><p>produção.</p><p>Um ativo é algo que existe agora e tem a capacidade de render serviços ou benefícios no</p><p>período corrente e no futuro.Os benefícios econômicos futuros prováveis, obtidos ou</p><p>controlados por uma dada entidade em consequência de transações ou eventos passados, são</p><p>considerados como ativos. Ele representa os bens e os direitos da empresa.</p><p>O ativo pode ser:</p><p>● usado isoladamente em conjunto com outros ativos na produção de bens ou na</p><p>prestação de serviços a serem vendidos pela entidade.</p><p>● Trocado por outros ativos.</p><p>● Usado para liquidar um passivo,</p><p>● Distribuído aos proprietários da entidade.</p><p>PASSIVOS E PATRIMÔNIO LÍQUIDO</p><p>O Passivo representa um serviço, com valor monetário, que o proprietário de ativos é obrigado</p><p>legal ou justamente a prestar a uma segunda pessoa ou grupo de pessoas. Um passivo é</p><p>algum compromisso reconhecido de se transferir ativos, executar serviços ou incorrerem outros</p><p>passivos no futuro. Uma característica fundamental para a existência de um passivo é que a</p><p>empresa tenha uma obrigação presente.</p><p>Uma obrigação é um dever ou uma responsabilidade de agir ou desempenhar uma dada tarefa</p><p>de certa maneira. As obrigações podem ser legalmente exigíveis em decorrência de acordo ou</p><p>exigências estatutárias, no entanto, as obrigações nascem também de práticas comuns do</p><p>negócio, de usos e costumes e do desejo de conservar boas relações comerciais ou agir de</p><p>modo equitativo.</p><p>A liquidação de uma obrigação presente implica na utilização, pela empresa, de recursos</p><p>capazes de gerar benefícios econômicos a fim de satisfazer o direito da outra parte.</p><p>Se deve fazer uma separação entre obrigação presente e compromisso futuro. A deliberação</p><p>da administração de uma empresa para aquisição de ativos no futuro não dá procedência, por</p><p>si só, a uma obrigação presente; geralmente, a obrigação nasce exclusivamente quando um</p><p>ativo é entregue ou a entidade entra em acordo irrevogável para adquirir o ativo.</p><p>A liquidação de uma obrigação presente pode acontecer de diversas formas:</p><p>● Por meio de: Pagamento em caixa.</p><p>● Transferência de outros ativos.</p><p>● Prestação de serviços.</p><p>● Substituição da obrigação por outra.</p><p>● Conversão da obrigação em item do patrimônio líquido.</p><p>No Brasil, são chamados de provisões, caso a provisão abranja uma obrigação presente e</p><p>satisfaça os demais critérios da definição, ela é um passivo, mesmo que seu montante precise</p><p>ser estimado.</p><p>O patrimônio líquido é o interesse residual nos ativos da empresa, depois de deduzidos todos</p><p>os seus passivos.</p><p>De maneira geral, ele representa a diferença entre aplicações de recursos e obrigações, ou</p><p>seja, a diferença entre ativos e passivos. PL = Ativo –Passivo</p><p>O patrimônio líquido divide-se em:</p><p>● Capital Social.</p><p>● Reservas de capital.</p><p>● Reservas de Lucros.</p><p>● Ajustes de avaliação patrimonial.</p><p>● Ações em tesouraria.</p><p>● Prejuízos acumulados.</p><p>RECEITAS</p><p>As receitas são entradas ou outros aumentos de Ativos de uma empresa, ou ainda liquidação</p><p>de seus Passivos (ou ambos), decorrente da entrega ou produção de bens, prestação de</p><p>serviços, ou outras atividades correspondentes a operações normais ou principais da empresa.</p><p>As receitas são comumente medidas em termos do valor líquido de numerário que se espera</p><p>receber em função da venda de bens ou da prestação e serviços, independentemente de como</p><p>seja definida, ela deve ser medida, pelo valor de troca do produto vendido ou do serviço</p><p>prestado.</p><p>As receitas são os acréscimos nos benefícios econômicos durante o período contábil (exercício</p><p>social), na configuração de entrada de recursos ou do aumento de ativos ou diminuição de</p><p>passivos.</p><p>Receita resulta de operações principais ou básicas da empresa. Ganhos são lucros em</p><p>atividades como venda ocasional de terrenos e outros imóveis do patrimônio líquido</p><p>decorrentes de operações periféricas ou incidentais.</p><p>Um item deve ser reconhecido como receita de uma empresa quando for parte do</p><p>produto da organização, puder ser medido e verificado com precisão.</p><p>DESPESAS</p><p>As despesas são o uso ou consumo de bens e serviços no processo de geração de receitas.</p><p>Concentrando-se no fluxo de saída de ativos da empresa para o pagamento na aquisição de</p><p>fatores de produção.</p><p>Dessa forma, podemos definir despesas como variações negativas dos recursos, reduzem o</p><p>patrimônio líquido da empresa, porém, assim como as receitas, não se devem definir despesas</p><p>somente quando a esse efeito de patrimônio.</p><p>As despesas, importam em variações desfavoráveis dos recursos da empresa, ou seja, são as</p><p>reduções do lucro. No entanto, nem todas as variações desfavoráveis de recursos são</p><p>despesas. De forma mais precisa, as despesas constituem o uso ou consumo de bens e</p><p>serviços no processo de obtenção de receitas.</p><p>As despesas são medidas em termos de numerários pagos, ou que se espera ser pago por</p><p>bens e serviços utilizados pela empresa. Elas devem ser reconhecidas na Demonstração do</p><p>Resultado quando resultarem em decréscimo nos benefícios econômicos futuros, relacionado</p><p>com o decréscimo de um ativo ou o aumento de um passivo, e puder ser mensurado com</p><p>confiabilidade.</p><p>Custo histórico: É o método tradicional mais utilizado para o registro das despesas e das</p><p>perdas, seus valores estão estampados nos documentos comprobatórios. Se registra o bem ou</p><p>serviço com seu custo adquirido e se inclui o valor real se acaso houver valorização ou</p><p>desvalorização.</p><p>Medidas correntes, exemplo custo de reposição: Tais como o custo de reposição, refere-se</p><p>à avaliação das mercadorias e serviços consumidos pelo preço corrente. Sua vantagem é a</p><p>obtenção do lucro mais próximo da realidade, pois as receitas são medidas a preços correntes.</p><p>A aplicação dessa medida, na prática, é prejudicada em decorrência de dois fatores: as</p><p>variações constantes nos preços de mercado e nem sempre existe um preço de mercado para</p><p>todos os insumos.</p><p>Custo de oportunidade de equivalentes correntes de caixa: É representado pelo valor</p><p>presente do custo que poderia ser economizado, usando da melhor forma um ativo, ao invés de</p><p>outro. Sua aplicabilidade no meio contábil é muito difícil, dada a sua natureza, até porque, para</p><p>cada decisão a ser tomada, é oferecida uma infinidade de alternativas, entretanto, como só é</p><p>possível escolher uma, as demais são custo de oportunidade.</p><p>O momento em que as despesas ocorrem exige: Associação a receitas. Registro no mesmo</p><p>período em que a receita correspondente é registrada e Registro na mesma unidade monetária</p><p>em que a receita correspondente é registrada, em função do princípio do denominados comum.</p><p>Três critérios que auxiliam a associação das despesas as receitas:</p><p>● Associação causa e efeito (ex.: comissões sobre vendas, custo dos produtos vendidos,</p><p>etc.)</p><p>● Alocação sistemática (ex.: depreciação e amortização de ativos, alocação de seguros)</p><p>● Reconhecimento imediato (ex.: despesa com propaganda, salário da administração,</p><p>etc.)</p><p>PERDAS E GANHOS</p><p>Perdas são decréscimos pela participação de transações periféricas ou incidentais de uma</p><p>empresa, e em outras transações ou outros eventos e circunstancias, afetando a empresa</p><p>durante um período, exceto aqueles que resultam de despesas ou distribuição de dividendos</p><p>para os proprietários.</p><p>Perdas representam reduções nos benefícios econômicos resultantes de atividades periféricas</p><p>da empresa, que não são de natureza diferentes das despesas, consequentemente, não</p><p>devem ser considerados como elementos separados das despesas.</p><p>As perdas compreendem, por exemplo, as que procedem de sinistros como incêndio e</p><p>inundações, assim como as que derivam da venda de ativos não circulantes.</p><p>Os ganhos sempre estão relacionados com efeitos líquidos favoráveis. Aumentam o patrimônio</p><p>líquido e que não possuem nenhuma associação com as atividades operacionais da empresa.</p><p>Os ganhos são tratados de maneira semelhante às receitas. Exceto pelo fato de que os custos</p><p>associados são compensados imediatamente, de forma a produzir um resultado líquido.</p><p>Aula 5 Razonete e Apuração de resultados</p><p>Tema 01 – Razonetes</p><p>Razonete é uma representação gráfica em forma de “T” utilizada para apurar os saldos de</p><p>todas as contas movimentadas pela empresa, por isso também é chamada de Razão em T ou</p><p>Razão Simplificada. Os saldos das contas Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido são</p><p>transportadas para o balanço por ocasião de seu levantamento. Realiza-se o controle individual</p><p>por contas, registrando-se aumentos e diminuições em cada conta isoladamente, e no final de</p><p>um período predeterminado, relacionam-se todas as contas, de forma resumida e ordenada,</p><p>chegando ao Balanço Patrimonial.</p><p>Nas contas do Ativo, os aumentos serão lançados no lado esquerdo do razonete e as</p><p>diminuições serão lançadas no lado direito. Quando se trata de contas do Passivo e</p><p>Patrimônio Líquido, estas encontram-se no lado direito do Balanço Patrimonial, então</p><p>todos os aumentos serão lançados no lado direito do razonete e as diminuições no lado</p><p>esquerdo. Deve-se atentar para as contas redutoras, tanto do Ativo quanto do Passivo e</p><p>Patrimônio Líquido, que terão o processo contrário nos lados do razonete.</p><p>Tema 02 – Apuração do Resultado do Exercício</p><p>Apurar o Resultado do Exercício consiste em verificar, por meio das Contas de Resultado –</p><p>Receitas e Despesas – se a movimentação do patrimônio da empresa apresentou lucro ou</p><p>prejuízo durante o exercício social.</p><p>A cada exercício social, normalmente um ano, a empresa deve apurar o resultado dos seus</p><p>negócios. A apuração do resultado do exercício trata-se de uma etapa contábil que tem por</p><p>objetivo determinar o saldo de um período. Inicia-se o processo de confrontação de receita com</p><p>as despesas: se a receita foi maior que a despesa, a empresa obteve lucro; caso a receita</p><p>tenha sido menor que a despesa, houve prejuízo.</p><p>Tema 03 – Estrutura do balancete de verificação</p><p>O Balancete de Verificação é um demonstrativo contábil que evidencia a relação de contas</p><p>extraídas do livro Razão (ou de razonetes), com seus saldos devedores ou credores. A forma</p><p>de registro dos fatos administrativos da empresa pode ser escriturada por dois métodos:</p><p>Partidas Simples e Partidas Dobradas</p><p>O Balancete de Verificação tem como base o método das partidas dobradas, o que significa</p><p>que para qualquer operação há um débito e um crédito de igual valor ou um débito (ou mais</p><p>débitos) de valor idêntico a um crédito (ou mais créditos), não deixando possibilidades para</p><p>débitos sem créditos correspondentes, sendo que a soma dos débitos sempre será igual à</p><p>soma dos créditos. Também fica evidente que o total dos saldos das contas devedoras sempre</p><p>será igual ao total das contas credoras.</p><p>Tema 04 – Estrutura da Demonstração de Resultados</p><p>Legalmente apresentada como Demonstração do Resultado e comumente chamada como</p><p>Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) ou do Período, em como objetivo fornecer o</p><p>Resultado do Exercício, bem como elencar quais os elementos que a compõem, por isso</p><p>apresenta ordenadamente as receitas e despesas da empresa no período do Exercício Social,</p><p>geralmente correspondente ao ano civil.</p><p>A DRE apresenta como finalidades:</p><p>● Informar seus usuários sobre o resultado das operações;</p><p>● Demonstrar perante as instituições financeiras a rentabilidade das empresas para</p><p>atender aos financiamentos solicitados;</p><p>● Mostrar aos investidores as reais condições de viabilidade econômico-financeira;</p><p>● E para que os próprios administradores meçam sua eficiência e necessidade de alterar</p><p>a política de negócios da empresa, como alteração de preços, aumento de produção,</p><p>expansão</p><p>da propaganda, dentre outros.</p><p>Tema 05 – Estrutura do Balanço Patrimonial</p><p>Balanço Patrimonial é uma demonstração contábil e tem como finalidade evidenciar a situação</p><p>patrimonial e financeira de uma entidade. Por meio dele também é possível identificar qual</p><p>política a empresa adota para obtenção e aplicação de recursos.</p><p>O balanço patrimonial é estruturado de acordo com os elementos patrimoniais da entidade. É</p><p>dividido em duas colunas, sendo a do lado direito composta por Passivo e Patrimônio Líquido,</p><p>que representam as origens dos recursos da empresa, e a do lado esquerdo representa o</p><p>Ativo, que são as aplicações dos recursos.</p><p>OBS</p><p>Ressalta-se que o período padrão de divulgação dos relatórios é de 12 meses, porém, as</p><p>empresas (Sociedades Anônimas) de capital aberto disponibilizam, em âmbito nacional, no site</p><p>da BOVESPA, relatórios trimestrais, enquanto as instituições financeiras e demais instituições</p><p>autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, exceto cooperativas de crédito, precisam</p><p>publicar seus relatórios semestralmente ao Banco Central do Brasil.</p><p>RAZONETES</p><p>Razonete é uma representação gráfica em forma de “T” utilizada para apurar os saldos de</p><p>todas as contas movimentadas pela empresa. Os saldos das contas Ativo, Passivo e</p><p>Patrimônio Líquido são transportadas para o balanço por ocasião de seu levantamento,</p><p>conforme veremos a seguir.</p><p>Realiza-se o controle individual por contas, registrando-se aumentos e diminuições em cada</p><p>conta isoladamente, e no final de um período predeterminado, relacionam-se todas as contas,</p><p>de forma resumida e ordenada, chegando ao Balanço Patrimonial.</p><p>Na parte superior, coloca-se o título da conta que será movimentada. Assim como o Balanço</p><p>Patrimonial, o razonete tem dois lados: de um lado registram-se os aumentos e do outro as</p><p>diminuições, sendo definido pela natureza da conta – Ativo, Passivo, Patrimônio Líquido</p><p>(contas patrimoniais ou integrais), Receitas e Despesas (contas de resultado ou diferenciais) –</p><p>qual lado deverá ser utilizado para aumentos ou diminuições. A diferença aritmética entre a</p><p>soma da coluna débito e a coluna crédito é denominada saldo. Caso o valor da soma débito for</p><p>superior ao valor do crédito, teremos saldo devedor; caso contrário, credor.</p><p>APURAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO</p><p>Apurar o Resultado do Exercício consiste em verificar, por meio das Contas de Resultado –</p><p>Receitas e Despesas – se a movimentação do patrimônio da empresa apresentou lucro ou</p><p>prejuízo durante o exercício social.</p><p>Para apuração do resultado do exercício, após ter elaborado os Razonetes,separa-se as</p><p>contas de resultado das patrimoniais, que serão excluídas do processo. Posteriormente abre-se</p><p>uma conta transitória chamada “Apuração do Resultado do Exercício”, que abreviadamente</p><p>chama-se de ARE.</p><p>ESTRUTURA DO BALANCETE DE VERIFICAÇÃO</p><p>O Balancete de Verificação é um demonstrativo contábil que evidencia a relação de contas</p><p>extraídas do livro Razão (ou de razonetes), com seus saldos devedores ou credores. A forma</p><p>de registro dos fatos administrativos da empresa pode ser escriturada por dois métodos:</p><p>Partidas Simples e Partidas Dobradas.</p><p>O Método das Partidas Simples consiste no registro de operações específicas envolvendo</p><p>o controle de um só elemento, sem a preocupação de controlar elementos patrimoniais ou de</p><p>se evidenciar o lucro ou o prejuízo decorrente das respectivas transações. Os livros Caixa e</p><p>Contas-Correntes são escriturados com base neste método, pois neles interessa o controle de</p><p>apenas um elemento. Interessa saber o quanto entrou, saiu e restou em dinheiro em</p><p>determinado período, não controlando o que foi adquirido, pago, recebido ou mesmo os</p><p>elementos que originaram as importâncias recebidas; no livro Contas-Correntes, interessa</p><p>controlar apenas os Direitos ou as Obrigações da empresa, independentemente das</p><p>contrapartidas, sejam elas em decorrência de compras, vendas, empréstimos ou outros.</p><p>Este método é deficiente e incompleto, pois não permite o controle global do patrimônio. As</p><p>entidades que utilizam apenas esse método de registro normalmente são aquelas que não</p><p>visam lucro.</p><p>Método das Partidas Dobradas é de uso universal e consiste na premissa de que não há</p><p>devedor sem que haja credor e não há credor sem que haja devedor, sendo que a cada</p><p>débito corresponde um crédito de igual valor. O lançamento baseado neste método é feito em</p><p>ordem cronológica de dia,mês e ano e deve ter os seguintes elementos essenciais:</p><p>● Local e data da ocorrência do fato;</p><p>● Conta a ser debitada;</p><p>● Conta a ser creditada;</p><p>● Histórico;</p><p>● Valor.</p><p>.Os livros Diário e Razão são escriturados pelo Método das Partidas Dobradas.</p><p>O Balancete de Verificação tem como base o método das partidas dobradas, fica evidente que</p><p>o total dos saldos das contas devedoras sempre será igual ao total das contas credoras.</p><p>Este demonstrativo funciona como uma conciliação que tem como finalidade verificar se os</p><p>lançamentos contábeis realizados no período estão corretos. Pode ser realizado de acordo com</p><p>a periodicidade pretendida pelos contabilistas e gestores, considerando que, quanto menor for</p><p>o período de abrangência do balancete, mais eficiente será a contabilidade.</p><p>ESTRUTURA DA DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS</p><p>Legalmente apresentada como Demonstração do Resultado e comumente chamada como</p><p>Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), tem como objetivo fornecer o Resultado do</p><p>Exercício, bem como elencar quais os elementos que a compõem, por isso apresenta</p><p>ordenadamente as receitas e despesas da empresa no período do Exercício Social, geralmente</p><p>correspondente ao ano civil.</p><p>Quando as contas de Receitas e Despesas são encerradas ao final do exercício, ocorre a</p><p>transferência do saldo da DRE para Lucros ou Prejuízos Acumulados. Esse confronto entre</p><p>receitas e despesas provoca variações na estrutura do Patrimônio Líquido, afetando</p><p>diretamente a grandeza patrimonial de uma empresa.</p><p>As Contas de Resultados são as que representam as variações patrimoniais e dividem-se em</p><p>Contas de Despesas e Contas de Receitas:</p><p>As Despesas caracterizam-se pelo consumo de bens e utilização de serviços, objetivando a</p><p>obtenção de Receita. Exemplos: energia elétrica consumida, materiais de limpeza, materiais de</p><p>expediente, a utilização de serviços telefônicos.</p><p>As Receitassão decorrentes da venda de bens e da prestação de serviços. Exemplos: vendas</p><p>de mercadorias, descontos obtidos, serviços prestados, recebimento de aluguéis, recebimento</p><p>de juros.</p><p>Existem Contas de Resultados que podem aparecer tanto no grupo das Despesas quanto no</p><p>grupo das Receitas. É o caso dos Aluguéis, dos Juros e dos Descontos, que são diferenciados</p><p>por seus adjetivos empregados.</p><p>● A Conta Descontos Concedidos é Despesa.</p><p>● A Conta Descontos Obtidos é Receita</p><p>ESTRUTURA DO BALANÇO PATRIMONIAL</p><p>O Balanço Patrimonial é uma demonstração contábil tem como finalidade evidenciar a situação</p><p>patrimonial e financeira de uma entidade. Por meio dele também é possível identificar qual</p><p>política a empresa adota para obtenção e aplicação de recursos.</p><p>A expressão balanço vem de equilíbrio: Ativo = Passivo + Patrimônio Líquido, ou então da</p><p>igualdade: Aplicações = Origens.</p><p>O balanço patrimonial é estruturado de acordo com os elementos patrimoniais da entidade. É</p><p>dividido em duas colunas, sendo a do lado direito composta por Passivo e Patrimônio Líquido,</p><p>que representam as origens dos recursos da empresa, e a do lado esquerdo representa o</p><p>Ativo, que são as aplicações dos recursos.</p><p>Aula 6 Indicadores e Análise Vertical e Horizontal</p><p>Tema 01 – Teoria de Análise Vertical</p><p>A técnica denominada Análise Vertical constitui-se em um processo comparativo que busca</p><p>acompanhar a evolução de apenas um item, identificando a participação percentual de cada</p><p>componente da demonstração financeira em relação ao seu total, estabelecendo como 100%</p><p>para o valor das Receitas Operacionais Líquidas na Demonstração do Resultado do Exercício e</p><p>para o total do Ativo e Passivo no Balanço Patrimonial.</p><p>Quando os números das demonstrações forem mapeados, cada valor deve ser comparado</p><p>com esses totalizadores</p><p>para verificar a composição. Por meio desta análise pode-se perceber</p><p>a importância de cada conta em relação à demonstração financeira a que pertence e permite</p><p>inferir se há itens fora das proporções normais, quando comparado a padrões estabelecidos</p><p>com base em atividades do ramo ou da própria empresa. Como exemplos, temos a apuração</p><p>da conta Caixa, quanto ele representa no total do Ativo; as dívidas com Fornecedores quanto</p><p>correspondem ao total do Passivo; e se tratando da Demonstração do Resultado do Exercício,</p><p>pode-se constatar o percentual da participação de Despesas com Frete em relação às Receitas</p><p>Operacionais Líquidas.</p><p>Tema 02 – Teoria de Análise Horizontal</p><p>A Análise Horizontal consiste na comparação entre valores de uma mesma conta ou</p><p>grupo de contas em diferentes exercícios, o que permite avaliar a evolução nominal dos</p><p>vários itens de cada demonstração contábil em intervalos sequenciais de tempo, identificando a</p><p>evolução dos diversos elementos patrimoniais e de resultados ao longo de determinado</p><p>período, caracterizando uma análise longitudinal da empresa.</p><p>A Análise Horizontal possui como principal finalidade apontar o crescimento de itens das</p><p>Demonstrações Financeiras, como Balanço Patrimonial e Demonstração do Resultado do</p><p>Exercício, em dois ou mais exercícios, por meio de comparação destes com um valor</p><p>referencial ou base.</p><p>Tema 03 – Teoria dos Índices de Liquidez</p><p>Liquidez apresenta-se como a conversão de um ativo em dinheiro e perante a isso a situação</p><p>financeira é representada por índices extraídos do balanço patrimonial, que é uma</p><p>representação estática da situação da empresa em um dado momento.</p><p>Os indicadores de liquidez mostram a base da situação financeira da empresa que, ao</p><p>confrontar os ativos circulantes com as dívidas, procuram medir quão sólida é a base financeira</p><p>da empresa, tornando possível verificar a composição das dívidas, as necessidades de capital</p><p>de giro e ainda verificar itens como as aplicações em imobilizado.</p><p>Tema 04 – Índices de Estrutura do Capital</p><p>Os indicadores de estrutura do capital, também chamados de índices de endividamento, são</p><p>utilizados para mensurar a composição das fontes de recursos de uma empresa, permitindo</p><p>visualizar de que forma os recursos de terceiros estão sendo usados em comparação com o</p><p>capital próprio. Além disso, fornecem elementos para analisar o grau de comprometimento da</p><p>empresa perante seus credores, como também a sua capacidade de cumprir os compromissos</p><p>financeiros assumidos a longo prazo.</p><p>Os principais indicadores classificados neste grupo são denominados de:</p><p>● Endividamento Geral;</p><p>● Participação de Capital de Terceiros;</p><p>● Imobilização do Patrimônio Líquido;</p><p>● Imobilização de Recursos Não Correntes.</p><p>Tema 05 – Índices de Rentabilidade</p><p>Os usuários dos resultados da análise, como os investidores e fornecedores, esperam que o</p><p>capital investido seja remunerado, desejam ter certeza que a empresa possa gerar recursos</p><p>suficientes para honrar seus ativos e, ainda, quitar obrigações. A obtenção dessas informações</p><p>é possível com a extração desses índices, que buscam a identificação do retorno sobre</p><p>investimento total, retorno sobre vendas e o retorno sobre capital próprio, portanto, uma</p><p>avaliação não apenas da produtividade, mas sobretudo da lucratividade do negócio.</p><p>OBS</p><p>TEORIA DE ANÁLISE VERTICAL</p><p>A técnica denominada Análise Vertical constitui-se em um processo comparativo que busca</p><p>acompanhar a evolução de apenas um item, identificando a participação percentual de cada</p><p>componente da demonstração financeira em relação ao seu total, estabelecendo como 100%</p><p>para o valor das Receitas Operacionais Líquidas na Demonstração do Resultado do Exercício e</p><p>para o total do Ativo e Passivo no Balanço Patrimonial.</p><p>Temos como fórmula de cálculo da Análise Vertical do Balanço Patrimonial (AVBP)</p><p>Para a avaliação na Demonstração de Resultado do Exercício (AVDRE), a fórmula é a</p><p>seguinte:</p><p>Ao colocar como valor total as Receitas Operacionais Líquidas (após deduções dos impostos e</p><p>devoluções), esse tipo de análise mostra-se mais significativa pelo fato de atribuir à Receita</p><p>Operacional Líquida (após deduções dos impostos e devoluções) o total de 100%, permitindo</p><p>uma visão da estrutura de custos e despesas da empresa em termos de comparativo sobre as</p><p>vendas, possibilitando a análise de despesas com maior valor, estabelecendo uma relação de</p><p>equilíbrio entre Despesa e Receita e ainda permitindo o controle de cada item da demonstração</p><p>em função de seu percentual em relação à Receita.</p><p>Análise Vertical permite verificar a quantidade de recursos utilizados em cada item da</p><p>demonstração. Essa análise possibilita ao gestor identificar os limitadores de desempenho da</p><p>empresa.</p><p>TEORIA DE ANÁLISE HORIZONTAL</p><p>A Análise Horizontal consiste na comparação entre valores de uma mesma conta ou grupo de</p><p>contas em diferentes exercícios, o que permite avaliar a evolução nominal dos vários itens de</p><p>cada demonstração contábil em intervalos sequenciais de tempo, identificando a evolução dos</p><p>diversos elementos patrimoniais e de resultados ao longo de determinado período,</p><p>caracterizando uma análise longitudinal da empresa.</p><p>A Análise Horizontal possui como principal finalidade apontar o crescimento de itens</p><p>das Demonstrações Financeiras, como Balanço Patrimonial e Demonstração do</p><p>Resultado do Exercício, em dois ou mais exercícios, por meio de comparação destes</p><p>com um valor referencial ou base.</p><p>Por ser a Análise Horizontal uma análise de evolução, crescimento ou diminuição que permite</p><p>identificar a variação positiva ou negativa de um período em relação ao anterior, colocam-se</p><p>como 100% todas as contas de um determinado período e faz-se relação percentual em cima</p><p>dos dados desse período. O número calculado indica quanto o período subsequente é maior ou</p><p>menor que o ano anterior.</p><p>A fórmula da Análise Horizontal (AH)</p><p>Observe que na Análise Horizontal utiliza-se a técnica dos números índices, em que no</p><p>primeiro ano de análise todos os valores são considerados iguais a 100 e nos anos seguintes a</p><p>variação é o que exceder ou faltar para completar 100. É importante frisar que a Análise</p><p>Vertical, vista no tópico anterior, reflete os efeitos que determinados procedimentos possam ter</p><p>causado na demonstração e também possibilita descobrir algumas das causas primárias, já a</p><p>Análise Horizontal trabalha fundamentalmente com efeitos e dificilmente revela as causas da</p><p>mudança.</p><p>As análises das demonstrações contábeis podem ser efetuadas por:</p><p>Análise Vertical: por meio desta pode-se perceber a importância de cada conta em relação à</p><p>demonstração financeira a que pertence e permite inferir se há itens fora das proporções</p><p>normais, quando comparado a padrões estabelecidos com base em atividades do ramo ou da</p><p>própria empresa.</p><p>Análise Horizontal: consiste na comparação entre valores de uma mesma conta ou grupo de</p><p>contas, em diferentes exercícios, identificando a evolução dos diversos elementos patrimoniais</p><p>e de resultados ao longo de determinado período, caracterizando uma análise longitudinal da</p><p>empresa.</p><p>TEORIA DE ÍNDICES DELIQUIDEZ</p><p>Os indicadores de liquidez mostram a base da situação financeira da empresa que, ao</p><p>confrontar os ativos circulantes com as dívidas, procuram medir quão sólida é a base financeira</p><p>da empresa, tornando possível verificar a composição das dívidas, as necessidades de capital</p><p>de giro e ainda verificar itens como as aplicações em imobilizado.</p><p>Por existirem ativos e passivos com diferentes características e prazos de realização, surgiu a</p><p>necessidade de criação de diferentes indicadores de capacidade de pagamento, que são</p><p>divididos em quatro índices:</p><p>● Capacidade de pagamento imediato: indicador de Liquidez Imediata;</p><p>● Capacidade de pagamento a curto prazo: indicador de Liquidez Corrente e de Liquidez</p><p>Seca;</p><p>● Capacidade de pagamento a longo prazo: índice de Liquidez Geral.</p><p>O Índice de Liquidez Imediata evidencia o quanto a empresa dispõe imediatamente para</p><p>saldar suas obrigações a curto prazo, apenas contando com os valores da conta em</p><p>disponibilidade, sendo os valores em caixa,</p><p>saldos bancários e aplicações financeiras de curto</p><p>prazo disponível para resgate.</p><p>O Índice de Liquidez Corrente é considerado o principal e mais utilizado. Ele indica a</p><p>quantidade de recursos que a empresa tem nos ativos circulantes para utilização no</p><p>pagamento dos passivos circulantes vencíveis dentro de um ano, ou seja, curto prazo. Logo,</p><p>quanto maior for essa relação, pressupõe-se que a empresa terá recursos suficientes para</p><p>honrar seus compromissos de curto prazo.</p><p>O capital circulante líquido (CCL) pode ser encontrado através da diferença entre ativo</p><p>circulante e passivo circulante (CCL = AC –PC). Assim, o CCL é a folga financeira a curto</p><p>prazo (dadas às devidas restrições de conversibilidade e dinheiro no tempo) e indica que a</p><p>empresa, além de possuir no ativo circulante todos os recursos do próprio passivo circulante</p><p>para resgatá-lo, ainda possui um excedente que lhe dá uma certa margem de segurança.</p><p>O Índice de Liquidez Seca visa medir o grau de excelência financeira, reduzindo-se a conta</p><p>Estoques do Ativo Circulante, assim, quando conjugado da análise da liquidez corrente, é um</p><p>reforço para considerar se a empresa tem uma liquidez firme.</p><p>Enquanto se verificam esses riscos no ativo circulante, o passivo circulante é líquido e certo:</p><p>deve ser pago no dia e na quantia estabelecida. Daí a ideia de excluir desse índice os estoques</p><p>da empresa, pois o mesmo ainda terá de ser vendido para ser convertido em disponibilidade</p><p>imediata e ainda corre o risco de obsolescência, roubo e deterioração, dentre outros.</p><p>O Índice de Liquidez Geral demonstra o quanto a empresa possui de recursos para quitar</p><p>seus compromissos de curto e longo prazo, ou seja, suas dívidas totais. Quanto maior o índice</p><p>de liquidez melhor a situação da empresa, pois supõe-se que ela conseguirá pagar todas as</p><p>suas dívidas e ainda dispor de uma folga ou excedente.</p><p>Liquidez Geral = Ativo Circulante + RLP/ Passivo Circulante +PNC</p><p>Há quatro tipos de índices de liquidez:</p><p>● Liquidez imediata:evidencia o quanto a empresa dispõe imediatamente para saldar</p><p>suas obrigações a curto prazo apenas contando com os valores considerados</p><p>disponibilidades, sendo os valores em Caixa, Bancos e Aplicações Financeiras de curto</p><p>prazo disponível para resgate.</p><p>● Liquidez corrente: indica a quantidade de recursos que a empresa tem nos ativos</p><p>circulantes para utilização no pagamento dos passivos circulantes vencíveis a curto</p><p>prazo.</p><p>● Liquidez seca:visa medir o grau de excelência financeira, reduzindo-se a conta</p><p>Estoques do Ativo Circulante, assim, quando observado junto com a análise da liquidez</p><p>corrente, é um reforço para considerar se a empresa tem uma liquidez firme.</p><p>● Liquidez geral:demonstra quanto a empresa possui de recursos para quitar seus</p><p>compromissos de curto e longo prazo, ou seja, suas dívidas totais.</p><p>ÍNDICES DE ESTRUTURADO CAPITAL</p><p>Os indicadores de estrutura do capital, também chamados de índices de endividamento, são</p><p>utilizados para mensurar a composição das fontes de recursos de uma empresa, permitindo</p><p>visualizar de que forma os recursos de terceiros estão sendo usados em comparação com o</p><p>capital próprio. Além disso, fornecem elementos para analisar o grau de comprometimento da</p><p>empresa perante seus credores, como também a sua capacidade de cumprir os compromissos</p><p>financeiros assumidos a longo prazo.</p><p>Os principais indicadores classificados neste grupo são denominados de:</p><p>i.Endividamento Geral;</p><p>ii.Participação de Capital de Terceiros;</p><p>iii.Composição do Endividamento;</p><p>iv.Imobilização do Patrimônio Líquido;</p><p>v.Imobilização de Recursos Não Correntes.</p><p>O indicador de Endividamento Geral (EG) apresenta o volume de aplicações de recursos</p><p>financiadas por capital de terceiros, representadas no Balanço Patrimonial pelas contas de</p><p>passivo circulante e passivo não circulante. Este indicador mostra o comprometimento do ativo</p><p>da empresa para com capital de terceiros que serão exigidos dela, no curto ou no longo prazo.</p><p>Este índice é obtido através da seguinte fórmula: EG = (PC+PNC) / Ativo Total x 100</p><p>Participação de Capital de Terceiros e indica a relação entre capitais próprios e de terceiros e</p><p>demonstra a parte de terceiros (passivo circulante e passivo não circulante) em relação ao</p><p>capital próprio investido na empresa. Esse indicador relaciona,portanto, as duas grandes fontes</p><p>de recursos: Capital Próprio e Capital de Terceiros.</p><p>Indica risco ou dependência de terceiros por parte da empresa. Quando se aborda esse</p><p>indicador se faz referência apenas do risco de insolvência e não da relação deste com o</p><p>resultado obtido pela entidade. É calculado pela divisão do Capital de Terceiros pelo Capital</p><p>Próprio.</p><p>Participação de Capitais de Terceiros (Endividamento) = (PC + PNC) / Patrimônio Líquido</p><p>x 100.</p><p>Composição do Endividamento (CE) possibilita evidenciar as dívidas de curto prazo em</p><p>relação ao total das obrigações para com terceiros. Para calculá-lo é necessário contrapor as</p><p>obrigações de curto prazo (passivo circulante) pelo total de capitais de terceiros, como</p><p>apresentado na fórmula a seguir:</p><p>Composição do Endividamento = PC / (PC +PNC) x 100.</p><p>A composição do endividamento de curto prazo da empresa em comparação com o total de</p><p>endividamento com terceiros (passivo circulante e passivo não circulante) multiplicado por 100</p><p>para se obter em percentual.</p><p>Imobilização do Patrimônio Líquido (PL) ou Capital Próprio representa quanto do</p><p>Patrimônio Líquido está aplicado nos Grupos de Contas: Imobilizado, Investimentos e</p><p>Intangível, que representam as aplicações permanentes de recursos da empresa, ou seja, qual</p><p>a parcela do Patrimônio Líquido foi imobilizada e quanto restou para financiar o capital de giro.</p><p>A parcela do Patrimônio Líquido que fica destinada ao Ativo Circulante é chamada de Capital</p><p>Circulante Próprio. O índice de Imobilização do PL é calculado pela divisão dos ativos de</p><p>natureza permanente (investimento, imobilizado e intangível) pelo Patrimônio Líquido.</p><p>Quanto mais a empresa investir no ativo imobilizado, menos recursos próprios sobrarão</p><p>para o ativo circulante e em consequência maior será a dependência de capitais de</p><p>terceiros para o financiamento do ativo circulante.</p><p>Sua fórmula é representada pela seguinte equação:</p><p>Imobilização do Patrimônio Líquido = Ativo Não Circulante –RLP) / Patrimônio Líquido x</p><p>100</p><p>Pelo exposto conclui-se que,quanto menor esse índice, melhor será a situação financeira da</p><p>empresa, isso porque as aplicações de recursos do Patrimônio Líquido são mutuamente</p><p>exclusivas do Ativo Circulante, Ativo Imobilizado e demais ativos. Quanto mais a empresa</p><p>investir no ativo imobilizado, menos recursos próprios sobrarão para o ativo circulante e, em</p><p>consequência, maior será a dependência a capitais de terceiros para o financiamento do ativo</p><p>circulante.</p><p>Imobilização de Recursos Não Correntes indica quantos dos recursos não correntes foram</p><p>convertidos em ativos de natureza permanente (investimentos, imobilizado e intangível).</p><p>Pode-se considerar como recursos não correntes a soma do Patrimônio Líquido com o Passivo</p><p>não Circulante. Como os ativos de natureza permanente têm vida útil longa, a empresa pode</p><p>utilizar recurso com prazo de vencimento longo para financiá-los, sem comprometer o capital de</p><p>giro da empresa.</p><p>A parcela de recursos não correntes destinado aos ativos de natureza circulante também é</p><p>chamada de Capital Circulante Líquido (CCL). Esse quociente é obtido pela divisão dos ativos</p><p>de natureza permanente (investimento, imobilizado e intangível), ou seja, Ativo Não Circulante</p><p>menos as Ativos Realizáveis a Longo Prazo; pela soma dos recursos não correntes (Patrimônio</p><p>Líquido +Passivo Não Circulante).</p><p>Imobilização dos Recursos Não Correntes = (Ativo Não Circulante –RLP) / (PNC +</p><p>Patrimônio Líquido) * 100</p><p>Há quatro tipos de Índices de Endividamento:</p><p>Endividamento Geral: revela quanto a empresa aplica de recursos de terceiros no Ativo Total.</p><p>Composição do Endividamento:indica o percentual de obrigações a curto prazo em relação</p><p>às obrigações totais.</p><p>Imobilização do Patrimônio Líquido:avalia quanto do Patrimônio Líquido a empresa investiu</p><p>em Ativo Imobilizado, Intangível e Investimentos.</p><p>Imobilização de Recursos Não Recorrentes:avalia quanto dos recursos não recorrentes</p><p>(Patrimônio Líquido e Exigível a Longo Prazo) a empresa investiu em Ativo Imobilizado,</p><p>Intangível e Investimentos.</p><p>ÍNDICES DE RENTABILIDADE</p><p>A Rentabilidade do Ativo, sigla ROA, do inglês Return on Assets, mostra quanto a empresa</p><p>obteve de lucro líquido em relação ao ativo, representando uma medida do potencial de</p><p>geração de lucro da parte da empresa. Este indicador não é exatamente uma medida de</p><p>rentabilidade de capital, mas sim uma medida da capacidade da empresa em gerar lucro</p><p>líquido e assim poder capitalizar-se. É uma medida do desempenho comparativo da empresa</p><p>ano a ano e resulta da seguinte fórmula:</p><p>Rentabilidade do Ativo = Lucro líquido / Ativo Total x 100</p><p>Rentabilidade do Patrimônio Líquido ou Return on Equity (ROE),demonstra quanto de</p><p>ganho os acionistas ou proprietários tiveram em virtude do capital investido na empresa. É o</p><p>indicador definitivo da rentabilidade do investimento próprio e seu cálculo permite conhecer</p><p>quanto a administração, fazendo uso dos recursos entregues pelos sócios, obteve de</p><p>rendimento com a estrutura de despesas financeiras e da relação existente entre recursos</p><p>próprios e de terceiros.</p><p>A obtenção desse índice se dá pela divisão do Lucro Líquido pelo Patrimônio Líquido, obtido</p><p>por meio da fórmula a seguir:</p><p>Rentabilidade do Patrimônio Líquido = Lucro líquido / Patrimônio Líquido x 100</p><p>Índices de rentabilidade:</p><p>ROA: avalia quanto a empresa obteve de retorno (lucro líquido) em relação ao total das</p><p>aplicações realizadas em seu ativo.</p><p>ROE:apresenta a comparação do lucro gerado em decorrência do investimento realizado pelos</p><p>sócios da empresa.</p><p>Giro do Ativo mede o volume de vendas da empresa em relação ao seu ativo total. A variação</p><p>neste índice pode ter diferentes causas, como a retração do mercado como um todo, a perda</p><p>de participação de mercado e ainda ser decorrente da estratégia da empresa.</p><p>A Margem Líquida é outro índice que, juntamente com RPL e ROA, é um dos principais</p><p>indicadores de retorno dos investimentos. Também conhecida como taxa de lucratividade,</p><p>oferece a informação de quanto a empresa conseguiu transformar em lucro de cada unidade</p><p>monetária vendida. É o quociente que mede o grau de sucesso da empresa em termos de lucro</p><p>sobre as vendas. É obtido pelo confronto do Lucro Líquido com as Vendas Líquidas (receitas</p><p>operacionais líquidas).</p><p>APOL</p><p>A Sociedade Anônima (S.A) também chamada de companhia é aquela em que seu capital está</p><p>dividido em partes iguais, sendo essas partes denominadas ações, os proprietários são</p><p>normalmente em grandes números. Esse tipo de empresa deverá obrigatoriamente publicar</p><p>suas Demonstrações Contábeis no Diário Oficial ou em algum jornal que apresente grande</p><p>circulação editada na localidade em que a empresa se encontra.</p><p>Conforme a Lei das S.A (Lei nº 6404/76) ao fim de cada período a empresa obrigatoriamente</p><p>deverá apresentar as Demonstrações financeiras. Ao que período é denominado o exercício</p><p>social ou período contábil?</p><p>12 meses, Esse período de 12 meses é denominado exercício social ou também período</p><p>contábil. Vale ressaltar que não é necessário o fim do exercício social ser igual ao fim do</p><p>ano civil, ou seja, não precisa ser necessariamente 01/01/XX a 31/12/XX.</p><p>A Contabilidade pode ser mantida para pessoas físicas ou pessoas jurídicas. Portanto</p><p>encontramos Contabilidade desde um simples indivíduo que quer acompanhar sua situação</p><p>financeira à enormes multinacionais. Os usuários por sua vez, são os mais variados, podendo</p><p>ainda ser divididos em dois grupos: internos e externos.Assinale a alternativa que não</p><p>representa usuários da informação contábil.</p><p>Estudantes de ensino básico</p><p>A Contabilidade coleta informações na empresa e as apresenta de forma resumida e ordenada</p><p>aos interessados para uma melhor compreensão. Essas informações assim colocadas formam</p><p>os relatórios contábeis, no entanto alguns desses relatórios devem obrigatoriamente ser</p><p>apresentados caracterizando assim as Demonstrações Contábeis ou Demonstrações</p><p>Financeiras. Dentro do rol de demonstrações, as empresas de capital aberto não estão</p><p>obrigadas a evidenciar:</p><p>Controle Orçamentário (CO), O Controle orçamentário refere-se a um relatório gerencial.</p><p>Relatórios não são exigidos por Lei.</p><p>A característica de tempestividade está associada a velocidade com que as informações</p><p>contábeis capturam e disponibilizam as alterações de valor da entidade aos usuários. Nesse</p><p>sentido, em relação a tempestividade podemos dizer que:</p><p>Para que as informações informações sejam úteis, sua divulgação deve ser realizada em</p><p>tempo hábil, de modo que o tomador de decisões possa extrair o máximo de utilidade da</p><p>mesma e que esta seja capaz de influenciar a tomada de decisões.</p><p>A informação contábil-financeira, para ser útil, precisa conceber a fidedignidade com o</p><p>fenômeno que se propõe. Nesse sentido, assinale a alternativa correta no que diz respeito aos</p><p>aspectos de fidedignidade que a informação precisa respeitar:</p><p>A representação da realidade econômica completa, apresentando informações de</p><p>maneira completa, de forma neutra e livre de erro, o que significa que a informação não</p><p>deve apresentar erros ou omissões no fenômeno retratado. a informação considerada</p><p>fidedigna precisa ser completa, neutra e livre de erro, o que significa que um retrato da</p><p>realidade econômica livre de erros não apresenta erros ou omissões sobre o fenômeno</p><p>retratado.</p><p>A informação contábil para ser gerada e disponibilizada gera custos, assim como de sua</p><p>análise. Nesse sentido, é correto afirmar que:</p><p>A justificativa do custo para geração da informação deve ser avaliada a partir dos</p><p>benefícios gerados pela divulgação de informação.</p><p>As decisões tomadas pelos usuários, implicam escolhas entre alternativas, que chamamos de</p><p>discricionaridade. Nesse sentido, para que a informação contábil seja útil ela deve permitir a</p><p>comparação com informações similares de outras empresas ou com a própria empresa em</p><p>períodos passados. Em relação a comparabilidade e verificabilidade é correto afirmar que:</p><p>O propósito da comparabilidade é identificar e explicar semelhanças e diferenças entre</p><p>dois conjuntos de fenômenos econômicos e está relacionada a qualidade da relação</p><p>entre as duas ou mais informações contábeis analisadas. o propósito da</p><p>comparabilidade é identificar e explicar semelhanças e diferenças entre os dois</p><p>conjuntos de fenômenos econômicos, entretanto, a comparabilidade não é uma</p><p>qualidade da informação no mesmo sentido que são a relevância e a confiabilidade"</p><p>Uma informação contábil para ser considerada relevante precisa ser capaz de ajudar na</p><p>tomada de decisões pela organização e para que isso seja possível, ela deve apresentar um</p><p>valor preditivo, confirmatório ou os dois valores.</p><p>Em relação ao valor preditivo é correto afirmar que:</p><p>Refere-se a qualidade informacional que auxilia na tomada de decisões no sentido de</p><p>aumentar a probabilidade dos usuários preverem corretamente os resultados futuros.</p><p>As receitas são entradas ou outros aumentos de Ativos de uma empresa, ou ainda liquidação</p><p>de seus Passivos (ou ambos), decorrente da entrega ou produção de bens, prestação de</p><p>serviços, ou outras atividades correspondentes a operações normais ou principais da empresa</p><p>(FASB, 1980). As receitas podem ser vistas também como aumentos nos benefícios</p><p>econômicos durante o período contábil, sob a forma de entrada de recursos ou aumento de</p><p>Ativos ou diminuição de Passivos.</p><p>Dentre as assertivas abaixo, qual melhor define critério de reconhecimento de receitas?</p><p>É necessário que haja a apropriação simultânea de uma despesa correspondente, ou</p><p>seja, uma vinculação.</p><p>Em relação ao Patrimônio Líquido podemos dizer que representa o interesse residual nos</p><p>ativos da entidade, depois de deduzir todos os seus passivos. Nesse sentido é correto afirmar:</p><p>Representam os recursos que foram aportados pelos sócios ou acionistas, desde seu</p><p>investimento inicial, quanto aos valores mantidos como reservas. "Apesar de o</p><p>patrimônio líquido ser visto</p><p>como algo residual, ele apresenta subclassificações no</p><p>balanço patrimonial, como, por exemplo, na sociedade por ações, recursos aportados</p><p>pelos sócios, reservas resultantes de detenções de lucros e reservas de ajustes para</p><p>manutenção do capital podem ser demonstrados de maneira separada.</p><p>A posição patrimonial e financeira da organização é afetada pelos recursos econômicos que</p><p>possui, sua estrutura financeira, liquidez, e a capacidade de adequação às mudanças no</p><p>ambiente em que atua. As informações patrimoniais podem ser visualizadas de forma estática</p><p>no Balanço Patrimonial. Os elementos diretamente relacionados com a mensuração da posição</p><p>patrimonial e financeira são os ativos, os passivos e o patrimônio líquido.</p><p>Neste sentido, assinale a alternativa que melhor define um passivo.</p><p>Uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos passados, cuja liquidação se</p><p>espera que resulte na saída de recursos da entidade capazes de gerar benefícios</p><p>econômicos</p><p>Quando estudamos a representação das contas contábeis, fica evidenciado graficamente a</p><p>“conta T ”, a qual representa os débitos e créditos das operações contábeis. Por um velho</p><p>chavão utilizado no meio contábil, dizemos que para cada débito a um crédito e vice-versa.</p><p>Com isso, podemos concluir que o método das partidas dobradas, significa:</p><p>Para cada conta devedora, temos uma ou mais contas credoras e vice-versa. O Método</p><p>das Partidas Dobradas é de uso universal e consiste na premissa de que não há devedor</p><p>sem que haja credor e não há credor sem que haja devedor, sendo que a cada débito</p><p>corresponde um crédito de igual valor.</p><p>A técnica denominada Análise Vertical constitui-se em um processo comparativo que busca</p><p>acompanhar a evolução de apenas um item, identificando a participação percentual de cada</p><p>componente da demonstração financeira em relação ao seu total.</p><p>Para a avaliação no Balanço Patrimonial (AVBP), é dividido os valores do Elemento Patrimonial</p><p>do Ativo ou do Passivo X 100 por</p><p>Ativo ou Passivo Total</p><p>A técnica denominada Análise Vertical constitui-se em um processo comparativo que busca</p><p>acompanhar a evolução de apenas um item, identificando a participação percentual de cada</p><p>componente da demonstração financeira em relação ao seu total.</p><p>Para a avaliação na Demonstração de Resultado do Exercício (AVDRE), é dividido os valores</p><p>do Elemento de Receita, Despesa ou Custo X 100 por:</p><p>Receita Líquida</p><p>FIM</p><p>destaque, superando a escola italiana.</p><p>Queda da escola italiana e ascensão da escola norte-americana</p><p>Apesar das diferenças entre as escolas, ambas foram e ainda são de suma importância para a</p><p>contabilidade. A escola italiana deu início a tudo e levou ao desenvolvimento da ciência, e a</p><p>norte-americana aprimorou as técnicas e deu outro rumo à contabilidade, expandindo seu</p><p>campo de atuação e sua aplicação.</p><p>TIPOS DE INFORMAÇÕES: PATRIMONIAIS, FINANCEIRAS E ECONÔMICAS</p><p>O sistema de informação contábil é o meio utilizado para efetivar a contabilidade e a</p><p>informação contábil dentro da organização, preocupando-se em disponibilizar informações úteis</p><p>para a tomada de decisões para todos os usuários que possuem interesse na entidade em</p><p>questão.</p><p>Os principais grupos de interesses nas informações contábeis são: Investidores (Os</p><p>provedores de capital de risco e seus analistas que se preocupam com o risco inerente ao</p><p>investimento e o retorno que ele produz. Eles necessitam de informações para ajudá-los a</p><p>decidir se devem comprar, manter ou vender investimentos. Os acionistas também estão</p><p>interessados em informações que os habilitem a avaliar se a entidade tem capacidade de pagar</p><p>dividendos.) Empregados (Os empregados e seus representantes estão interessados em</p><p>informações sobre a estabilidade e a lucratividade de seus empregadores. Também se</p><p>interessam por informações que lhes permitam avaliar a capacidade que tem a entidade de</p><p>prover sua remuneração, seus benefícios de aposentadoria e suas oportunidades de emprego.)</p><p>Credores por empréstimos (Estes estão interessados em informações que lhes permitam</p><p>determinar a capacidade da entidade em pagar seus empréstimos e os correspondentes juros</p><p>no vencimento.) Fornecedores e outros credores comerciais (Os fornecedores e outros</p><p>credores estão interessados em informações que lhes permitam avaliar se as importâncias que</p><p>lhes são devidas serão pagas nos respectivos vencimentos. Os credores comerciais</p><p>provavelmente estão interessados em uma entidade por um período menor do que os credores</p><p>por empréstimos, a não ser que dependam da continuidade da entidade como um cliente</p><p>importante) Clientes (Os clientes têm interesse em informações sobre a continuidade</p><p>operacional da entidade, especialmente quando têm um relacionamento a longo prazo com ela,</p><p>ou dela dependem como fornecedor importante.) Governo e suas agências (Os governos e</p><p>suas agências estão interessados na destinação de recursos e, portanto, nas atividades das</p><p>entidades. Necessitam também de informações a fim de regulamentar as atividades das</p><p>entidades, estabelecer políticas fiscais e servir de base para determinar a renda nacional e</p><p>estatísticas semelhantes.) Público (As entidades afetam o público de diversas maneiras. Elas</p><p>podem, por exemplo, fazer contribuição substancial à economia local de vários modos,</p><p>inclusive empregando pessoas e utilizando fornecedores locais. As demonstrações contábeis</p><p>podem ajudar o público fornecendo informações sobre a evolução do desempenho da entidade</p><p>e os desenvolvimentos recentes.)</p><p>Considerando-se o objetivo principal da contabilidade, a aplicação dessa ciência dentro de</p><p>determinada empresa busca o fornecimento de informações aos usuários sobre aspectos de</p><p>natureza patrimonial (As contas patrimoniais dizem respeito aos itens do patrimônio, ou seja, o</p><p>conjunto de bens, direitos e obrigações. Dessa forma, as informações sobre a posição</p><p>patrimonial da entidade são extraídas da principal demonstração contábil, o balanço patrimonial</p><p>O balanço patrimonial é o demonstrativo que possibilita ao usuário ter uma visão geral do</p><p>patrimônio. Por meio dele, é possível saber como anda a situação patrimonial da entidade, a</p><p>qual diz respeito aos itens que compõem o patrimônio da empresa, o seu conjunto de bens,</p><p>direitos e obrigações. As obrigações podem ser divididas em duas partes: capital de terceiros e</p><p>capital próprio. O capital de terceiros é representado pelo passivo e demonstra quanto da</p><p>origem de recursos vem de terceiros. A conta de capital próprio é representada pelo</p><p>patrimônio líquido da empresa e diz respeito ao capital que sócios ou proprietários investiram</p><p>no negócio.), financeira ( abrangem dois aspectos muito importantes que é a sobra e a falta</p><p>de dinheiro, é necessário um conjunto de informações que possibilite antecipar problemas de</p><p>ordem financeira. Balanço Patrimonial indicador da situação financeira da entidade, ou seja, a</p><p>capacidade de pagamento da empresa. A simples comparação entre o Ativo Circulante e o</p><p>Passivo Circulante propicia ao usuário do Balanço uma visão panorâmica da Situação</p><p>Financeira da empresa a curto prazo. O Ativo Circulante é constituído de dinheiro disponível,</p><p>e quase dinheiro e futuro dinheiro, e o Ativo Circulante for menor que o Passivo Circulante, a</p><p>empresa comercial ou industrial terá dificuldade em solver seus compromissos; portanto, sua</p><p>Situação Financeira não é boa. Embora o balanço patrimonial forneça informações financeiras</p><p>sobre o patrimônio da entidade, a principal demonstração para essas informações é o</p><p>Demonstrativo de Fluxos de Caixa (DFC), pois fornece informações detalhadas sobre as</p><p>atividades de investimento, de financiamento e operacionais da empresa durante o período</p><p>abrangido pelas demonstrações contábeis.) e econômica (As informações acerca da situação</p><p>econômica da entidade dizem respeito às mutações ocorridas no patrimônio líquido, em</p><p>decorrência dos resultados alcançados no decorrer de determinado período. “Uma forma de</p><p>avaliar a situação econômica é observar o Patrimônio Líquido da empresa e sua variação.</p><p>Evidentemente, o crescimento real do Patrimônio Líquido vem fortalecer sua situação</p><p>econômica”.Assim, pode-se dizer que, se o patrimônio líquido apresentou crescimento de um</p><p>período para outro em proporção maior que o passivo, a situação econômica da empresa</p><p>melhorou. Os usuários da informação contábil tomam decisões econômicas relacionadas à</p><p>capacidade da entidade em gerar caixa e equivalentes de caixa, se ela conseguirá pagar suas</p><p>contas e também se conseguirá pagar dividendos.).</p><p>ENFOQUES PRESCRITIVO E DESCRITIVO</p><p>A metodologia científica é a disciplina que instrumentaliza o processo de conhecimento</p><p>científico, visando gerar caminhos que aperfeiçoem a civilização humana. A construção de</p><p>conhecimento inicia com os métodos que proporcionam bases lógicas para a investigação. No</p><p>caso da contabilidade, trabalharemos com os métodos indutivo e dedutivo.</p><p>Métodos que proporcionam bases lógicas para a investigação - Os métodos esclarecem os</p><p>procedimentos lógicos a serem seguidos no processo de investigação científica dos fatos da</p><p>natureza e da sociedade. Um item que deve ser considerado nas pesquisas científicas e que</p><p>proporciona base lógica para a investigação é o argumento. Dois tipos de argumentos de</p><p>grande importância para a pesquisa são a Dedução (começa do geral e desce ao particular,</p><p>partindo de princípios reconhecidos como verdadeiros e indiscutíveis e possibilitando que se</p><p>chegue a conclusões de maneira puramente formal, isto é, em virtude unicamente de sua</p><p>lógica. Método proposto pelos racionalistas,segundo os quais apenas a razão é capaz de levar</p><p>ao conhecimento verdadeiro, que decorre de princípios a priori evidentes e irrecusáveis. É mais</p><p>utilizado por pesquisadores normativistas.) e a Indução (É um processo mental no qual o</p><p>pesquisador parte de dados particulares constatados e infere uma verdade geral ou universal.</p><p>O indutivo é o método proposto pelos empiristas, os quais acreditam na formação do</p><p>conhecimento a partir das experiências humanas, desconsiderando muitas vezes normas e</p><p>princípios estabelecidos. Esse tipo de pesquisador adota em suas pesquisas, geralmente, o</p><p>enfoque positivista, o qual é relacionado aos acontecimentos do mundo real.)</p><p>Assim, com base nesses dois métodos, temos as duas abordagens utilizadas em pesquisas</p><p>científicas na contabilidade, o enfoque prescritivo ( A teoria normativa se apoia no</p><p>dedutivismo, e de forma prescritiva ela demonstra como a contabilidade deveria ser à luz dos</p><p>postulados contábeis,</p><p>que são dados indiscutíveis.Nesse sentido, a teoria normativa impõe o</p><p>que deve ser feito, fundamentada nos objetivos e postulados da contabilidade. “O processo</p><p>normativo implica criatividade.” Dessa forma, pesquisas em contabilidade utilizando o enfoque</p><p>prescritivo dizem respeito à criação de novos procedimentos, ou mesmo o aperfeiçoamento dos</p><p>já existentes, para que se busque melhorar cada vez mais a ciência contábil. Dessa forma, o</p><p>normativismo estaria elaborando novas normas, padrões e procedimentos, considerando a</p><p>existência de objetivos e postulados, adotados e impostos pelos órgãos que regulamentam a</p><p>contabilidade.) e o enfoque descritivo (O enfoque descritivo (positivo) tem essência empírica.</p><p>Nele, a pesquisa se inicia com uma dúvida sistemática em torno de determinado objeto. Para</p><p>responder a essa dúvida, são elaboradas hipóteses e estas são submetidas a testes empíricos</p><p>e estatísticos, o que leva a comprová-las ou refutá-las.)</p><p>Assim, os dois enfoques vão para lados opostos. Enquanto o enfoque prescritivo busca o</p><p>desenvolvimento de técnicas de mensuração, o descritivo busca verificar o impacto da</p><p>informação contábil nos usuários dessa informação.</p><p>Aula 2 Classificação Patrimonial</p><p>Tema 01 – Autonomia patrimonial</p><p>O patrimônio da entidade é reconhecido como sendo o objeto da contabilidade, mas o princípio</p><p>da entidade determina que deve haver a autonomia patrimonial, ou seja, ele deve estar sob o</p><p>controle da entidade e não deve confundir-se com o patrimônio dos sócios-proprietários.</p><p>Também deve-se levar em conta que a autonomía patrimonial apresenta sentido unívoco. Por</p><p>consequência, o patrimônio pode ser decomposto em parte segundo os mais variados critérios,</p><p>tanto em termos quantitativos quanto qualitativos. Mas nenhuma classificação, mesmo que</p><p>dirigida sob ótica setorial, resultará em novas entidades (Resolução CFC n. 774/94).</p><p>Reconhece o patrimônio como objeto da contabilidade.</p><p>Afirma a autonomia patrimonial.</p><p>Reconhece a necessidade da diferenciação de um patrimônio particular no universo dos</p><p>patrimônios existentes.</p><p>Entidade contábil: Unidade econômica que exerce controle sobre recursos, aceita</p><p>responsabilidade por assumir e cumprir compromissos e conduz a atividade econômica.</p><p>Sentido unívoco do patrimônio: O patrimônio pode ser decomposto em partes. Podem ser</p><p>utilizados variados critérios para a divisão. Novas classificações não resultarão em novas</p><p>entidades.</p><p>Tema 02 – Classificação patrimonial: bens, direitos e obrigações</p><p>Antes de fazer os lançamentos contábeis, deve-se fazer a classificação dos itens para que não</p><p>haja inconsistência na elaboração das demonstrações e evitar a divulgação de informações</p><p>não confiáveis aos usuários. Os bens e direitos são classificadas no ativo da empresa.</p><p>Os bens representam itens passíveis de avaliação monetária, os quais podem satisfazer</p><p>necessidades do ser humano. Podem ser classificados de dois pontos de vista: do contábil e da</p><p>composição física.</p><p>Os direitos representam os valores que a empresa tem a receber de terceiros, provenientes de</p><p>suas atividades operacionais.</p><p>As obrigações são valores que a empresa deve a terceiros e são classificados no passivo da</p><p>entidade, e, conforme sua natureza, a representação da conta pode ter sua nomenclatura</p><p>acompanhada da expressão a pagar ou a recolher.</p><p>Tema 03 – Classificação patrimonial: patrimônio líquido</p><p>O patrimônio líquido representa as obrigações da empresa para com seus sócios/</p><p>proprietários e, por esse motivo, esse grupo é também conhecido como passivo não exigível.</p><p>A diferença é que o passivo representa as obrigações da empresa e por esse motivo é</p><p>também chamado de passivo exigível.</p><p>De acordo com a Lei n. 11.638/2007, para as sociedades por ações a divisão do patrimônio</p><p>líquido é feita da seguinte forma: capital social; reservas de capital; ajustes de avaliação</p><p>patrimonial; reservas de lucros; ações em tesouraria; prejuízos acumulados.</p><p>Tema 04 – Equação patrimonial básica</p><p>A teoria do débito e do crédito, o total de origem de recursos deve ser igual ao total de</p><p>aplicações. Temos uma equação que representa o patrimônio da entidade. A estrutura</p><p>patrimonial, apresentada pelo Balanço Patrimonial, demonstra o equilíbrio entre as contas</p><p>positivas e as contas negativas.</p><p>Equação patrimonial básica da contabilidade:</p><p>Ativo = passivo + patrimônio líquido (A = P + PL)</p><p>Partindo da equação patrimonial, a situação patrimonial líquida da entidade pode ser</p><p>demonstrada por meio da seguinte fórmula:</p><p>Ativo – passivo = situação patrimonial líquida</p><p>Com base nessa equação, a situação patrimonial líquida das empresas pode se apresentar</p><p>como sendo positiva, negativa ou nula. Positiva (A > P), Negativa (A < P) e Nula (A = P).</p><p>Tema 05 – Mutações na situação patrimonial</p><p>Existem dois tipos de eventos que ocorrem nas empresas em decorrência de decisões</p><p>tomadas e que podem ou não alterar o patrimônio.</p><p>Atos administrativos: são eventos que não provocam alterações no patrimônio.</p><p>Por exemplo: admitir empregados, assinar documentos etc.</p><p>Fatos administrativos: são também chamados de fatos contábeis e se caracterizam por fazer</p><p>modificações no patrimônio. Por exemplo: compras, vendas, pagamentos, despesas etc.</p><p>● Fatos permutativos;</p><p>● Fatos modificativos – aumentativos ou diminutivos;</p><p>● Fatos mistos – aumentativos ou diminutivos.</p><p>OBS</p><p>AUTONOMIA PATRIMONIAL</p><p>A Resolução CFC n. 750,os princípios constituem a condição de legitimidade das Normas</p><p>Brasileiras de Contabilidade (NBC), e representam a essência das doutrinas e teorias relativas</p><p>à Ciência da Contabilidade.</p><p>“O Princípio da ENTIDADE reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a</p><p>autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um patrimônio particular no universo</p><p>dos patrimônios existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto de</p><p>pessoas, uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins</p><p>lucrativos. Por consequência, nesta acepção, o patrimônio não se confunde com aqueles dos</p><p>seus sócios ou proprietários, no caso de sociedade ou instituição.”</p><p>Não usar o patrimônio da empresa para fins pessoais, pois isso compromete os bens dela.</p><p>Devemos ter em mente a autonomia patrimonial, pois o patrimônio da empresa a ela pertence e</p><p>deve ser diferenciado do patrimônio de seus sócios ou proprietários, assim se determina o</p><p>princípio da entidade</p><p>A Entidade Contábil - consiste em determinar a unidade econômica que exerce controle sobre</p><p>recursos, aceita responsabilidade por assumir e cumprir compromissos e conduz a atividade</p><p>econômica.</p><p>A Resolução CFC n. 774/1994, defende que a entidade poderá ser desde uma pessoa física, a</p><p>qualquer tipo de sociedade, instituição ou conjunto de pessoas, como:</p><p>Famílias; Empresas; Governos; Sociedades beneficentes, religiosas, culturais, esportivas, de</p><p>lazer, técnicas; Sociedades cooperativas; Fundos de investimento e outras modalidades.</p><p>Para a contabilidade é necessário que haja a autonomia patrimonial, que é declarada por meio</p><p>da formalização da entidade na forma jurídica, conforme disposto da Resolução CFC n.</p><p>774/1994.</p><p>A pessoa jurídica como uma entidade tem o objetivo de explorar organizadamente uma</p><p>atividade qualificada como comum, sendo assim, passível de direitos e obrigações distintos das</p><p>pessoas físicas.</p><p>Sentido unívoco do patrimônio - Impede a formação de novas entidades a partir da divisão do</p><p>patrimônio para fins de controles gerenciais. Sobre esse assunto, a Resolução CFC n.</p><p>774/1994.</p><p>Relacionado à questão da garantia jurídica de propriedade, o que dá autonomia ao patrimônio</p><p>da entidade, uma vez que garante a ela o direito de exercício de poder patrimonial.</p><p>CLASSIFICAÇÃOPATRIMONIAL: BENS, DIREITOS E OBRIGAÇÕES</p><p>O patrimônio tem sentido amplo: por um lado significa o conjunto de bens e direitos pertencente</p><p>à uma pessoa ou empresa, por outro lado inclui as obrigações a serem pagas.</p><p>O conjunto de bens, direitos e obrigações forma as contas patrimoniais, que são demonstradas</p><p>no Balanço Patrimonial da entidade, a principal demonstração contábil existente.</p><p>O balanço demonstra o patrimônio</p><p>da entidade, seu conjunto de bens, direitos e obrigações.</p><p>Bens - Representa itens passíveis de avaliação monetária, os quais podem satisfazer</p><p>necessidades do ser humano. Podem ser classificados sob dois pontos de vista: o contábil e o</p><p>da composição física, sofrendo subclassificações.</p><p>Aspecto contábil:</p><p>● Bens de troca: São os que tem por finalidade ser trocados por outros bens, direitos e</p><p>até obrigações. Geralmente conhecidos por mercadorias, o dinheiro constitui-se em um</p><p>bem que pode ser trocado por qualquer patrimônio.</p><p>● Bens de uso: São utilizados pela empresa de maneira permanente, ou seja, durante o</p><p>processo de utilização não desaparecem e podem ser utilizados novamente. Exemplos:</p><p>balcões, veículos,imóveis, computadores, etc.</p><p>● Bens de consumo: São aqueles que, durante o processo em que são utilizados pela</p><p>empresa, desaparecem, ou seja, são consumidos e não podem ser reutilizados.</p><p>Exemplos: embalagem, combustível, tinta para impressão, etc.</p><p>Estrutura física:</p><p>● Materiais: tem corpo físico, concretos e tangíveis. Classificados em bens móveis ou</p><p>imóveis.</p><p>○ Bens Móveis:são aqueles que podem mudar de lugar, sem que haja alteração</p><p>em seu estado original, ou seja, podem mover-se sem que mudem suas</p><p>características físicas. Exemplos: veículos, mesas, cadeiras, computadores,</p><p>balcões, etc.</p><p>○ Bens imóveis:aqueles que não podem ser deslocados de seu lugar original, sem</p><p>causar danos em sua forma física. Exemplos: prédios, terrenos, barracões, etc.</p><p>● Imateriais: Não tem corpo físico, são conhecidos também como incorpóreos,</p><p>abstratos e intangíveis. Representam determinados gastos que a empresa</p><p>realizou e que, por sua característica, devem fazer parte do patrimônio. Não</p><p>são muito comuns, devido à sua natureza. Exemplos: marcas e patentes,</p><p>fundo de comércio.</p><p>Direitos - representa os valores que a empresa tem a receber de terceiros, provenientes de</p><p>suas atividades operacionais. Alguns exemplos de direitos são: duplicatas a receber, notas</p><p>promissórias a receber, aluguéis a receber, impostos a recuperar, adiantamento a</p><p>fornecedores, adiantamento a empregados.</p><p>Pode-se dizer que o direito e a obrigação nasceram no mesmo momento, pois para que alguém</p><p>tenha um direito, outra pessoa tem que ter uma obrigação.</p><p>Obrigações - são os valores que a empresa deve aos terceiros, são classificadas no passivo da</p><p>entidade, pode ter sua nomenclatura acompanhada da expressão a pagar ou a recolher.</p><p>Que são: duplicatas a pagar, notas promissórias a pagar, salários a pagar, seguros a pagar,</p><p>impostos a recolher, etc.</p><p>CLASSIFICAÇÃOPATRIMONIAL: PATRIMÔNIO LÍQUIDO</p><p>De acordo com a Lei n. 11.638/2007, para as sociedades por ações, a divisão do Patrimônio</p><p>Líquido é feita da seguinte forma:</p><p>● Capital social: Representa o valor inicial pelo qual a empresa iniciou suas atividades e</p><p>incorpora também acréscimos posteriores que podem ocorrer, tanto por aporte de novos</p><p>recursos, quanto por meio de reinvestimento de parte dos lucros.</p><p>● Reservas de capital: Representam valores recebidos que não transitam pelo resultado,</p><p>como acontece com as receitas. Isso acontece porque os valores destinados às</p><p>reservas de capital não têm relação com a entrega de bens ou serviços da empresa.</p><p>● Ajuste de avaliação patrimonial: Essa conta é decorrente das contrapartidas de</p><p>aumentos ou diminuições de valores atribuídos a elementos do ativo e do passivo</p><p>● Reservas de lucros: Essa conta é formada por valores que dizem respeito à parcela de</p><p>lucros não distribuídos pela empresa com objetivo específico definido. Compostas pelas</p><p>seguintes contas - Reserva legal; Reservas estatutárias; Reservas para contingências;</p><p>Reservas de lucros para expansão; Reservas de lucros a realizar.</p><p>● Ações em tesouraria: esta conta é redutora do Patrimônio Líquido. Nela são</p><p>registrados os valores relacionados às compras que a empresa faz de suas próprias</p><p>ações no mercado.</p><p>● Prejuízos acumulados: Representam valores negativos que a empresa retifica no seu</p><p>Patrimônio Líquido, reduzindo assim, o valor do mesmo.</p><p>O Patrimônio Líquido é o primeiro grupo de contas que recebe valores no Balanço Patrimonial,</p><p>e a partir dele, as outras contas começam a “ter vida”, pois no momento em que o capital social</p><p>da empresa começa a ser integralizado, o ativo começa a receber valores, tornando possível a</p><p>visualização da igualdade entre as contas credoras e devedoras, um dos atributos da equação</p><p>patrimonial básica.</p><p>EQUAÇÃO PATRIMONIAL BÁSICA</p><p>O Balanço Patrimonial tem representação em forma de T, justamente por apresentar as contas</p><p>conforme o método das partidas dobradas, ou seja, as contas do ativo (lado esquerdo) são de</p><p>natureza devedora, e as contas do passivo e Patrimônio Líquido (lado direito), de natureza</p><p>credora.</p><p>Origens e aplicações de recursos - Num primeiro momento, a origem de recursos será</p><p>sempre o capital social da empresa, e na medida em que operações forem sendo realizadas,</p><p>ela também terá as contas do passivo como origem de recursos, pois trabalhará com compras</p><p>a prazo, pagamento de funcionários, impostos, empréstimos, financiamentos, etc. Por outro</p><p>lado, todos os bens e direitos adquiridos com as atividades operacionais serão classificados no</p><p>ativo, compondo a aplicação dos recursos.</p><p>Equação patrimonial básica da contabilidade - As contas patrimoniais dispostas no balanço</p><p>possuem naturezas diferentes. De um lado, temos o ativo, representando as contas positivas, e</p><p>do outro lado, temos o passivo, representando as contas negativas. A diferença entre as contas</p><p>positivas e negativas irá evidenciar a situação líquida da entidade, ou, o Patrimônio Líquido. A</p><p>equação patrimonial demonstra a relação entre as contas e evidencia o verdadeiro significado</p><p>do Patrimônio Líquido, demonstrando a situação líquida da entidade naquele determinado</p><p>momento. Ativo = Passivo + Patrimônio Líquido (A = P + PL)</p><p>Situações patrimoniais líquidas - essas obrigações com os donos da empresa são</p><p>denominadas de situação líquida e se modificam com as alterações no capital e apurações do</p><p>resultado (lucros ou prejuízos). Ativo - Passivo = Situação Patrimonial Líquida</p><p>Situação patrimonial líquida positiva - ocorre quando o ativo é maior que o passivo,</p><p>evidenciando um Patrimônio Líquido positivo. Essa situação pode ser representada de duas</p><p>formas:</p><p>● Quando o ativo for maior que o passivo, sendo o passivo maior que zero, representada</p><p>da seguinte forma: A > P sendo o P > 0.</p><p>Embora haja dívidas para com terceiros, os valores do ativo são suficientes para</p><p>quitá-las, havendo ainda sobra de recursos para os proprietários.</p><p>● Quando o ativo for maior que o passivo, sendo o passivo igual a zero, representada da</p><p>seguinte forma: A > P sendo o P = 0.</p><p>A entidade não possui dívidas com terceiros, sendo os valores do ativo integralmente</p><p>revertidos aos proprietários.</p><p>Situação patrimonial líquida negativa - quando o total de obrigações exigíveis (passivo) é</p><p>maior que o total da soma de bens e direitos (ativo). Também conhecida como desfavorável ou</p><p>deficitária, revela que há dívidas para com terceiros e que os valores do ativo não são</p><p>suficientes para quitá-las, sendo necessário um incremento financeiro por parte dos</p><p>proprietários. A empresa apresenta prejuízos acumulados.</p><p>Situação patrimonial líquida nula - o total de bens e direitos é igual ao total das obrigações</p><p>exigíveis. Essa situação é também conhecida como equilibrada, pois não existe riqueza</p><p>própria.</p><p>ssa situação revela que há dívidas para com terceiros e os valores dos ativos são suficientes</p><p>para quitá-las, mas não sobrando valores para os proprietários.</p><p>Com base na situação patrimonial líquida, é possível ao sócio ou proprietário saber como anda</p><p>o seu investimento inicial na empresa, possibilitando um acompanhamento da evolução do seu</p><p>capital no decorrer dos exercícios subsequentes,desde o surgimento da empresa.</p><p>MUTAÇÕES NA SITUAÇÃO PATRIMONIAL</p><p>Existem dois tipos de eventos que acontecem nas empresas em decorrência de decisões</p><p>tomadas, que podem ou não alterar o patrimônio. São eles:</p><p>● Atos administrativos: eventos que não provocam alterações no patrimônio. Exemplos:</p><p>admitir empregados, assinar documentos, etc.</p><p>● Fatos administrativos: Também chamados de fatos contábeis e se caracterizam por</p><p>provocarem modificações no patrimônio. Exemplos: compras, vendas, pagamentos,</p><p>despesas, etc.</p><p>Podem ser classificados em: Fatos permutativos; Fatos modificativos (aumentativos ou</p><p>diminutivos); Fatos mistos (aumentativos ou diminutivos).</p><p>Fatos permutativos - não alteram o Patrimônio Líquido, fazendo somente com que ocorram</p><p>trocas entre os elementos do patrimônio, como: bens por bens (Compra de mercadorias à</p><p>vista), bens por obrigações (Compra de instalações a prazo), direitos por bens (Recebimento</p><p>de direitos), bens por obrigações (Pagamento de obrigações), etc.</p><p>Geram modificações nos saldos das contas que representam os bens, direitos e obrigações,</p><p>mas sem alterar a situação líquida.</p><p>Fatos modificativos - provocam alterações no patrimônio das entidades, modificando a</p><p>situação líquida. Podem ser aumentativos,quando aumentam o patrimônio, e diminutivos,</p><p>quando diminuem o patrimônio. Exemplos: Receitas de aluguel (fato modificativo aumentativo);</p><p>Receitas de juros (fato modificativo aumentativo); Despesas de salários (fato modificativo</p><p>diminutivo); Despesas financeiras (fato modificativo diminutivo).</p><p>Esses fatos têm relação com contas de resultado. Dessa forma, considera-se que quando</p><p>ocorrerem, irão afetar uma conta patrimonial relacionada à bens, direitos ou obrigações, e a</p><p>contrapartida será uma conta de resultado, receitas ou despesas, que afetarão no lucro e,</p><p>consequentemente, no Patrimônio Líquido.Exemplos: Pagamento de despesas = Saída de</p><p>dinheiro do caixa = Diminuição do ativo. Reconhecimento de uma despesa = Diminuição do</p><p>lucro = Diminuição do Patrimônio Líquido.</p><p>Fatos mistos - são combinações dos fatos permutativo com os de modificativa, ao mesmo</p><p>tempo que provocam modificações na composição dos bens, direitos e obrigações a pagar,</p><p>alteram também a situação líquida.</p><p>Exemplos: Venda de mercadorias com lucro (entrou dinheiro no caixa, saiu mercadoria –</p><p>modificações no ativo) e houve aumento do Patrimônio Líquido.Pagamento de duplicatas com</p><p>juros (saiu dinheiro do caixa - ativo), diminuiu as obrigações (passivo) e houve uma despesa</p><p>(os juros pagos), diminuindo o Patrimônio Líquido.</p><p>Aula 3 Classificação de Contas de Resultado</p><p>Tema 01 - Classificação de contas de resultados</p><p>Contas patrimoniais geram entradas (receitas) de recursos, enquanto outras geram saídas</p><p>(despesas ou custos) de recursos.</p><p>O resultado do período é evidenciado fazendo a confrontação das receitas e despesas/custos</p><p>auferidos pela entidade num determinado período.</p><p>O resultado (ou crédito) de uma entidade, num determinado período, poderá ser lucro ou</p><p>prejuízo. Será lucro se o total de receitas auferidas pela entidade for maior que o total de</p><p>despesas, caso contrário será prejuízo.</p><p>Tema 02 - Regimes de escrituração: competência</p><p>Os registros dos fatos administrativos ou contábeis também são chamados de escrituração</p><p>contábil.</p><p>Momento econômico: provoca alterações no patrimônio no momento em que ocorre - fator</p><p>gerador)</p><p>Momento financeiro: modifica o patrimônio no momento em que há entradas ou saídas de</p><p>dinheiro - caixa e/ou equivalentes de caixa.</p><p>Os fatos contábeis e os registros podem ocorrer em momentos distintos.</p><p>A lei determina que a escrituração deve estar de acordo com os princípios de contabilidade, e</p><p>evidencia o regime de competência no qual os fatos contábeis devem ser registrados no</p><p>momento em que ocorre o fator gerador de sua ocorrência, e não no momento em que ocorrem</p><p>as respectivas entradas e saídas de caixa relacionadas a esses fatos.</p><p>Regime de competência - O Princípio da Competência determina que os efeitos das</p><p>transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem,</p><p>independentemente do recebimento ou pagamento, (Resolução CFC n. 750, de 29 de</p><p>dezembro de 1993).</p><p>Tema 03 - Regimes de escrituração: caixa</p><p>É uma sistemática de registro contábil que considera apenas os pagamentos e os</p><p>recebimentos da empresa, de acordo com a data de entrada e de saída dos recursos</p><p>financeiros – ou seja, somente no ato da movimentação financeira.</p><p>Pelo regime de caixa, o reconhecimento de despesas e receitas é realizado somente na</p><p>data do seu pagamento ou recebimento. Esse regime não é aceito pela legislação brasileira,</p><p>pois ele não atende aos princípios contábeis e nem às normas internacionais de contabilidade</p><p>(Não considera os direitos e Não considera as obrigações). O regime de caixa não permite o</p><p>registro de fatos que ainda não ocorreram, enquanto que o regime de competência faz os</p><p>registros independentemente de pagamentos e recebimentos.</p><p>Tema 04 - Conteúdo informacional dos accruals</p><p>Os lucros são constituídos, basicamente, pelos fluxos de caixa e pelos accruals (ajustes</p><p>temporários aos fluxos de caixa), representam a diferença entre o lucro líquido e o fluxo de</p><p>caixa operacional líquido da entidade.</p><p>Alguns exemplos de contas que podem ser classificadas como accruals em decorrência da</p><p>apuração de resultado pelo regime de competência: clientes a receber; depreciação; provisões</p><p>do ativo; fornecedores; provisões do passivo.</p><p>Todas essas contas serão lançadas na demonstração de resultados para a apuração do</p><p>lucro/prejuízo do período.</p><p>Conceito de accruals - Representam a diferença entre o lucro líquido e o fluxo de caixa</p><p>operacional líquido da entidade ( Fluxo de caixa + Accruals = Resultado contábil–</p><p>lucro/prejuízo).</p><p>Tema 05 - Aspectos conceituais do método de partidas dobradas</p><p>A ideia central desse método consiste no fato de que, em qualquer operação realizada, haverá</p><p>para cada débito um crédito de igual valor.</p><p>Saldo devedor é matematicamente inverso a saldo credor;</p><p>Um lançamento a débito aumenta um saldo devedor;</p><p>Um lançamento a débito diminui um saldo credor;</p><p>Um lançamento a crédito aumenta um saldo credor;</p><p>Um lançamento a crédito diminui um saldo credor;</p><p>Um débito é inverso a um crédito.</p><p>OBS</p><p>CLASSIFICAÇÃO DE CONTAS DE RESULTADO</p><p>A obrigação é uma conta patrimonial, mas deverá ser paga em algum momento. No momento</p><p>em que a empresa incorrer no pagamento dessa obrigação, ela é baixada do grupo patrimonial</p><p>e se transforma em uma conta de resultado, classificando-se como despesa.</p><p>Algumas contas patrimoniais geram entradas de recursos, enquanto outras geram saídas de</p><p>recursos. O resultado do período é evidenciado fazendo a confrontação das receitas e</p><p>despesas/custos auferidos pela entidade num determinado período.</p><p>As contas de resultado são importante medida de desempenho da entidade, pois evidenciam a</p><p>quantidade de receitas auferidas e todos os custos e despesas incorridos na obtenção dessas</p><p>receitas.</p><p>REGIMES DE ESCRITURAÇÃO: COMPETÊNCIA</p><p>Os registros dos fatos administrativos ou contábeis são também chamados de escrituração</p><p>contábil, cuja técnica foi divulgada pelo frei Luca Pacioli,em 1.494,com o nome de método das</p><p>partidas dobradas.</p><p>O registro de cada fato chama-se lançamento, e cada lançamento é efetuado nos livros</p><p>contábeis.</p><p>Regimes de Escrituração Contábil - Se os fatos contábeis ocorrem em momentos diferentes,</p><p>em qual eles devem ser registrados?</p><p>O regime de escrituração a ser utilizado pelas empresas é determinado pelas leis, normas e</p><p>princípios que regem a contabilidade. Existem dois regimes de escrituração, sendo eles:</p><p>Regime de Competência e Regime de Caixa.</p><p>Regime de Competência: Art. 9º determina que os efeitos das transações e outros eventos</p><p>sejam reconhecidos nos períodos a que se referem, independentemente do recebimento ou</p><p>pagamento. Dessa forma, entende-se que o regime de competência deve escriturar os fatos</p><p>pelo momento econômico e não pelo momento financeiro.</p><p>Diante de todo o exposto, o regime de competência é o regime de escrituração que registra os</p><p>fatos contábeis no momento em que ocorre o fato gerador da ocorrência, ou seja, no momento</p><p>econômico. Diante disso, o regime de competência é o que deve ser utilizado pelas empresas</p><p>na escrituração dos fatos contábeis, conforme determina a lei.</p><p>REGIMES DE ESCRITURAÇÃO: CAIXA</p><p>É um sistemática de registro contábil que</p><p>considera apenas os pagamentos e os</p><p>recebimentos da empresa, de acordo com a data de entrada e de saída dos recursos</p><p>financeiros –ou seja, somente no ato da movimentação financeira.</p><p>Não é aceito pela legislação brasileira, pois não atende aos princípios contábeis e nem às</p><p>normas internacionais de contabilidade.</p><p>Pode ser utilizado pelas empresas para contabilidade auxiliar, como valioso instrumento de</p><p>controle e decisão. Considerando como receita do exercício aquela que efetivamente foi</p><p>recebida dentro do período, assim como as despesas, somente aquelas que foram pagas</p><p>dentro do exercício.</p><p>Motivos da escolha do Regime de Competência para a Escrituração - Só o regime de</p><p>competência identifica o momento da geração do evento econômico. O regime de competência,</p><p>ao identificar o momento da geração do econômico, automaticamente identifica a geração de</p><p>um direito ou de uma obrigação, permitindo o controle posterior desses direitos e dessas</p><p>obrigações no Balanço Patrimonial.</p><p>Também visa a evidenciação de informações que são de suma importância para os usuários da</p><p>informação contábil, pois o regime de caixa não demonstraria as contas relacionadas a</p><p>pagamentos e recebimentos futuros da entidade.</p><p>O lucro sempre será apurado pelo regime de competência.</p><p>CONTEÚDO INFORMACIONAL DOS ACCRUALS</p><p>Conceito de lucro - está relacionado aos fatos ocorridos no momento econômico, não importa</p><p>se a empresa já recebeu todos os valores referentes à venda de seus produtos, mercadorias</p><p>ou serviços, nem se ela já pagou por todas as suas despesas; mas o que importa mesmo é</p><p>saber o quanto ela vendeu e o quanto gastou dentro de um determinado período.</p><p>Lucro, é o montante que pode ser consumido sem reduzir o capital. O lucro representa o</p><p>rendimento atribuído especificamente ao capital investido diretamente por uma empresa. A</p><p>lucratividade pode ser medida a partir de um conjunto de operações dentro de um prazo de</p><p>tempo devidamente estabelecido, sendo o lucro o resultado.</p><p>Os lucros são constituídos, basicamente, pelos fluxos de caixa e pelos accruals. Os</p><p>componentes de fluxos de caixa englobam receitas e despesas que corresponderam a efetivas</p><p>entradas ou saídas de recursos financeiros no período. Por outro lado, os accruals são ajustes</p><p>temporários aos fluxos de caixa.</p><p>Conceito de accruals - representam a diferença entre o lucro líquido e o fluxo de caixa</p><p>operacional líquido da entidade. Para o autor, o conceito representa todas as contas que</p><p>entram na contabilização do resultado do período, mas que não implicam na movimentação de</p><p>disponibilidades. Fluxo de caixa + Accruals = Resultado contábil (lucro/prejuizo).</p><p>Podemos considerar como accruals todos os valores referentes a itens que se formaram nas</p><p>contas patrimoniais e que serão lançados na demonstração de resultados para a evidenciação</p><p>do resultado do exercício.</p><p>os accruals podem ser caracterizados como as contas patrimoniais que dizem respeito a</p><p>direitos e obrigações da entidade e que tendem a impactar no resultado do exercício em</p><p>decorrência da escrituração dos fatos pelo regime de competência.</p><p>Devemos considerar que os valores da conta de clientes a receber serão reconhecidos como</p><p>receita do período, mesmo não tendo movimentado caixa ainda. Do mesmo modo, as</p><p>provisões, os fornecedores e a depreciação serão lançados como despesas do período,</p><p>mesmo ainda não tendo sido pagas. Dessa forma, tem-se a configuração dessas contas em</p><p>accruals quando da apuração do resultado do exercício pelo regime de competência.</p><p>ASPECTOS CONCEITUAIS DO MÉTODO DE PARTIDAS DOBRADAS</p><p>No método das partidas dobradas, o registro de um fato administrativo exige a movimentação</p><p>de, no mínimo, duas contas. Por esta razão o somatório dos valores creditados, em todas as</p><p>contas, a qualquer época, será sempre igual aos valores debitados. O lançamento em</p><p>duplicidade, de um débito e um crédito, sempre de mesmo valor, dá uma garantia relativa de</p><p>que estes foram efetuados corretamente. No método das partidas dobradas, o lançamento a</p><p>débito sempre corresponde à aplicação e o crédito à origem, considerando que o fato</p><p>administrativo sempre apresenta esta situação. De forma simplificada, poderíamos dizer: o</p><p>dinheiro sai de um lugar (origem) e vai para outro (aplicação).</p><p>Dívidas, devedores, debêntures e débitos, por exemplo, são palavras que resultada da base</p><p>debere, ou dever, cuja contração é dr, nos lançamentos de diário. Créditos vêm da mesma raiz</p><p>da palavra credo, ou seja, algo em que se acredita, depositamos nelas nossa confiança,</p><p>emprestando-lhes dinheiro.</p><p>De modo geral, essa é a lógica do método das partidas dobradas: “no mínimo duas</p><p>contas são alteradas por um fato contábil. Dessa maneira, desenvolveu-se o hábito de</p><p>chamar de partida o registro contábil na primeira conta alterada e de contrapartida o</p><p>registro da segunda conta alterada.</p><p>Aula 4 Itens Patrimoniais e de Resultado</p><p>Tema 01 – Ativos: aspectos conceituais</p><p>Pelo CPC 00, o ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos</p><p>passados e do qual se espera que fluam futuros benefícios econômicos para a entidade.</p><p>A lei n. 6404/76 e suas alterações determina que as contas devem ser dispostas em ordem</p><p>decrescente de grau de liquidez (quem gera lucros primeiro) que aparecem no Balanço</p><p>Patrimonial.</p><p>A classificação dos itens do ativo é dividido em duas partes, sendo elas:</p><p>● Ativo circulante (AC) engloba os bens que serão vendidos nos próximos 365 dias após</p><p>o fechamento do balanço patrimonial.</p><p>● Ativo não circulante (ANC) engloba as demais contas.</p><p>Tema 02 – Passivos: aspectos conceituais</p><p>O CPC 00 define o passivo como uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos</p><p>passados, cuja liquidação se espera que resulte na saída de recursos da entidade capazes de</p><p>gerar benefícios econômicos”. Os passivos também devem ser dispostos no balanço</p><p>patrimonial seguindo o critério de grau de exigibilidade.As contas do passivo são classificadas</p><p>de ordem decrescente de sua exigibilidade, devendo ser ordenadas conforme seu prazo de</p><p>vencimento, sendo dispostas primeiro as contas que vencem antes.</p><p>As contas com vencimento para até 365 dias após a data de fechamento do balanço são</p><p>classificadas no passivo circulante(curto prazo). Já o passivo não circulante (longo</p><p>prazo) compreende as contas com vencimentos que excedem os 365 dias após o</p><p>fechamento do balanço patrimonial.</p><p>Tema 03 – Patrimônio líquido: aspectos conceituais</p><p>O CPC 00 o define como interesse residual nos ativos da entidade depois de deduzidos todos</p><p>os seus passivos. Porém passa a demonstrar direitos:</p><p>● Interesses residuais em casos de liquidação;</p><p>● Interesses e particular em distribuições de dividendos;</p><p>● Interesses sobre direitos de participação no patrimônio líquido de uma entidade em</p><p>continuidade.</p><p>A lei n. 11.638/2007, divide o PL da seguinte maneira:</p><p>● Capital social</p><p>● Reservas de capital</p><p>● Ajustes de avaliação patrimonial</p><p>● Reservas de lucros</p><p>● Ações em tesouraria</p><p>● Prejuízos acumulados</p><p>Tema 04 – Receitas e ganhos: aspectos conceituais</p><p>Receitas são aumentos nos benefícios econômicos durante o período contábil, sob a forma da</p><p>entrada de recursos ou do aumento de ativos ou diminuição de passivos, que resultam em</p><p>aumentos do patrimônio líquido, e que não estejam relacionados com a contribuição dos</p><p>detentores dos instrumentos patrimoniais (CPC 00).</p><p>Surge no curso das atividades usuais da entidade e é designada por uma variedade de nomes,</p><p>tais como vendas, honorários, juros, dividendos, royalties, aluguéis”.</p><p>O ganho representa um resultado líquido favorável resultante de transações ou eventos</p><p>não relacionados às operações normais do empreendimento. Embora sejam muito</p><p>parecidos os conceitos de receitas e ganhos, e ambos tenham o mesmo efeito sobre</p><p>patrimônio, é importante manter separado os valores referentes a ganhos e os referentes a</p><p>receitas.</p><p>Tema 05 – Despesas e perdas: aspectos conceituais</p><p>Despesas são decréscimos nos benefícios econômicos durante o período contábil, sob a forma</p><p>da saída de recursos ou da redução de ativos ou assunção de passivos, que resultam em</p><p>decréscimo do patrimônio</p><p>líquido, e que não estejam relacionados com distribuições aos</p><p>detentores dos instrumentos patrimoniais (CPC 00). Importante ressaltar que as despesas são</p><p>gastos voluntários, e sua incorrência é conhecida e acontece por vontade dos gestores da</p><p>entidade, fato esse que diferencia as despesas das perdas.</p><p>Perdas decorrem de transações incidentais ou periféricas e de outros eventos que podem</p><p>estar além do controle da forma.</p><p>A diferença entre despesas e perdas é a questão da forma de ocorrência, ou seja, as despesas</p><p>ocorrem de forma normal e voluntária, enquanto as perdas são gastos anormais e</p><p>involuntários.</p><p>OBS</p><p>Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido, ou seja, o conjunto de bens, direitos e obrigações que se</p><p>configuram como origem e aplicação de recursos.</p><p>ATIVOS: ASPECTOS CONCEITUAIS</p><p>O ativo compõe o conjunto de bens e direitos de uma entidade, configurando-se como o lado</p><p>de aplicações de recursos, e por conta disso, suas contas possuem natureza devedora.</p><p>Definição de ativo - Definido pelo CPC 00, o ativo é um recurso controlado pela entidade</p><p>como resultado de eventos passados e do qual se espera que fluam futuros benefícios</p><p>econômicos para a entidade.</p><p>Recurso controlado pela Entidade: está relacionado aos benefícios que tal ativo pode</p><p>proporcionar. Segundo o CPC 00, embora a capacidade da entidade de controlar os benefícios</p><p>econômicos normalmente resulte da existência de direitos legais, o item pode, contudo,</p><p>satisfazer à definição de ativo mesmo quando não houver controle legal. Assim, o CPC coloca</p><p>que na determinação da existência do ativo, o direito de propriedade não é essencial.</p><p>Resultado de eventos passados: para que um determinado item possa ser considerado um</p><p>ativo, a transação que o originou já deve ter ocorrido, ou seja, deve ser oriundo de um evento</p><p>que já passou. Conforme explica o CPC 00: transações ou eventos previstos para ocorrer no</p><p>futuro não dão origem, por si só, ao surgimento de ativos.Desse modo, por exemplo, a intenção</p><p>de adquirir estoques não atende, por si só, à definição de ativo.</p><p>Futuros benefícios econômicos: o benefício econômico futuro incorporado a um ativo é o seu</p><p>potencial em contribuir, direta ou indiretamente, para o fluxo de caixa ou equivalentes de caixa</p><p>para a entidade.</p><p>O ativo pode ser:</p><p>Usado isoladamente ou em conjunto com outros ativos na produção de bens ou na prestação</p><p>de serviços a serem vendidos;</p><p>Trocado por outros ativos;Usado para liquidar um passivo;</p><p>Distribuído aos proprietários da entidade.</p><p>Classificações de ativos quanto ao Grau de Liquidez - a Lei n.6.404/1976 e suas alterações</p><p>determina que as contas devem ser dispostas em ordem decrescente do Grau de Liquidez. O</p><p>ativo possui contas que já se converteram em dinheiro (caixa, bancos), as de maior liquidez</p><p>devem ser dispostas primeiro no Balanço Patrimonial.</p><p>Classificações de ativos em Circulante e Não Circulante - o CPC 26 determina que a</p><p>entidade deve apresentar ativos Circulantes e Não Circulantes, e Passivos Circulantes e Não</p><p>Circulantes, como grupos de contas separados no Balanço Patrimonial.</p><p>O Ativo Circulante da entidade, deve seguir os seguintes critérios:</p><p>(a) espera-se que seja realizado, ou pretende-se que seja vendido ou consumido no</p><p>decurso normal do ciclo operacional da entidade;</p><p>(b) está mantido essencialmente com o propósito de ser negociado;</p><p>(c) espera-se que seja realizado até doze meses após a data do balanço;</p><p>(d) é caixa ou equivalente de caixa (conforme definido no Pronunciamento Técnico</p><p>CPC 03 –Demonstração dos Fluxos de Caixa), a menos que sua troca ou uso para</p><p>liquidação de passivo se encontre vedada durante pelo menos doze meses após a</p><p>data do balanço.</p><p>Todos os demais ativos devem ser classificados como não circulantes.</p><p>Conforme o CPC 26, o Ativo Não Circulante deve ser subdividido em: realizável a longo prazo,</p><p>investimentos, imobilizado e intangível. Possui em suas contas bens e direitos de naturezas</p><p>distintas.</p><p>Disponibilidade:caixa, dinheiro em conta corrente.</p><p>Direitos realizáveis:clientes a receber, duplicatas a receber.</p><p>Estoques: mercadorias, matéria-prima, material de escritório.</p><p>Realizável a longo prazo:direitos a receber no longo prazo.</p><p>Investimentos:ações em outras companhias.</p><p>Imobilizados:móveis, utensílios, veículos, instalações.</p><p>Intangíveis:marcas, patentes, fórmulas</p><p>PASSIVOS: ASPECTOS CONCEITUAIS</p><p>As obrigações para com terceiros da entidade compõem o passivo no Balanço Patrimonial.</p><p>Definição de passivo - é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos passados,</p><p>cuja liquidação se espera que resulte na saída de recursos da entidade capazes de gerar</p><p>benefícios econômicos.</p><p>Obrigação presente: representam um dever ou responsabilidade de agir ou de desempenhar</p><p>uma dada tarefa, e podem ser legalmente exigíveis em consequência de contrato ou de</p><p>exigências estatutárias. O CPC 00 explica que as obrigações também podem ser oriundas de</p><p>práticas usuais do negócio, de usos e costumes e do desejo de manter boas relações</p><p>comerciais ou agir de maneira equitativa.</p><p>Derivada de Eventos Passados: para que um determinado item possa ser considerado um</p><p>passivo, a transação que o originou já deve ter ocorrido, ou seja, deve ser oriundo de um</p><p>evento que já passou.</p><p>Liquidação resulta em saída de recursos: a empresa deve entregar para a outra parte algum</p><p>recurso (Ativo) que possa lhe gerar recursos econômicos futuros.</p><p>CPC 00 pontua que a liquidação de uma obrigação presente pode ocorrer de diversas</p><p>maneiras, por exemplo, por meio de:</p><p>a.Pagamento em caixa: o passivo será liquidado por meio de numerários, ou seja, pagamento</p><p>em dinheiro.</p><p>b.Transferência de outros ativos: caso haja negociação entre as partes, a empresa pode</p><p>liquidar a obrigação entregando outros ativos para a outra parte, funcionando como uma</p><p>espécie de “troca”.</p><p>c.Prestação de serviços: caso seja do interesse da outra parte, a empresa que possui a</p><p>obrigação poderá oferecer algum tipo de serviço para a liquidação da obrigação.</p><p>d.Substituição da obrigação por outra: para a liquidação da obrigação, caso não possua outra</p><p>saída, a empresa pode fazer um empréstimo bancário para quitar a dívida. Por exemplo, é</p><p>comum hoje em dia uma pessoa que tem um carro financiado fazer um refinanciamento do</p><p>mesmo em caso de encontrar dificuldades no pagamento das prestações.</p><p>e.Conversão da obrigação em item do Patrimônio Líquido: em caso de não encontrar outra</p><p>saída, o valor da obrigação presente pode se converter em uma participação no Patrimônio</p><p>Líquido da entidade, levando a outra parte a se tornar sócia com o valor da dívida sendo</p><p>convertido em capital social.</p><p>Classificações de passivos quanto ao Grau de Exigibilidade e divisão em Circulante e</p><p>Não Circulante - as contas do passivo são classificadas de acordo com a ordem decrescente</p><p>de sua exigibilidade, devendo ser ordenadas conforme a o seu prazo de vencimento, sendo</p><p>dispostas primeiro as contas que vencem antes, como expõe.</p><p>O passivo deve ser classificado como Circulante quando satisfizer qualquer um dos seguintes</p><p>critérios:</p><p>(a) espera-se que seja liquidado durante o ciclo operacional normal da entidade;</p><p>(b) está mantido essencialmente para a finalidade de ser negociado;</p><p>(c) deve ser liquidado no período de até doze meses após a data do balanço;</p><p>d) a entidade não tem direito incondicional de diferir a liquidação do passivo durante, pelo</p><p>menos, doze meses após a data do balanço. Os termos de um passivo que podem, à opção da</p><p>contraparte, resultar na sua liquidação por meio da emissão de instrumentos patrimoniais não</p><p>devem afetar a sua classificação.Todos os outros passivos devem ser classificados como não</p><p>circulantes.</p><p>Existem diferenças entre o Passivo e o Patrimônio Líquido, pois enquanto o primeiro representa</p><p>as obrigações com terceiros (obrigações exigíveis), o segundo representa as obrigações com</p><p>os sócios ou proprietários da entidade, apresentando características distintas.</p><p>PATRIMÔNIO LÍQUIDO: ASPECTOS CONCEITUAIS</p><p>O CPC 00 define Patrimônio Líquido como “o interesse residual nos ativos da entidade depois</p><p>de deduzidos todos os seus passivos”. Esse conceito nos remete basicamente</p><p>à equação</p><p>básica da contabilidade, na qual: A = P + PL.</p><p>Se invertermos a equação, teremos: PL = A –P, o que nos remete justamente ao termo</p><p>“residual” dado pelo CPC, no qual o pagamento de todas as obrigações da entidade para com</p><p>terceiros irá evidenciar o valor que deverá ser dividido entre os sócios ou proprietários, em caso</p><p>de descontinuidade da entidade.</p><p>● Interesses residuais em casos de liquidação:se a empresa entrar em processo de</p><p>descontinuidade, os sócios ou acionistas somente terão direito ao que sobrar do</p><p>patrimônio após a empresa pagar todos os seus passivos.</p><p>● Interesses em particular em distribuições de dividendos: se o acionista tiver direito à</p><p>distribuição de dividendos, ele terá interesse em acompanhar a evolução do PL, visando</p><p>a sua participação na distribuição dos dividendos, conforme estabelecido no estatuto.</p><p>● Interesses sobre direitos de participação no patrimônio líquido de uma entidade em</p><p>continuidade: aqui, o interesse dos acionistas está relacionado à venda ou aumento de</p><p>sua participação na entidade, conforme estiver estabelecido no estatuto.</p><p>Composição do Patrimônio Líquido - O Patrimônio Líquido é a primeira conta do Balanço</p><p>Patrimonial, em que são reconhecidos os valores disponibilizados pelos sócios na constituição</p><p>da empresa, na forma de capital social.</p><p>Capital Social: representa o valor investido pelos sócios na abertura da empresa. Na</p><p>integralização do capital social, os valores investidos por cada sócio na entidade são</p><p>integralizados em moeda ou em itens do ativo, como máquinas, equipamentos, móveis,</p><p>veículos, instalações, etc.</p><p>Reservas de Capital: essas reservas são constituídas por valores recebidos pela empresa,</p><p>mas que não se referem à entrega de bens ou serviços pela mesma. A Lei n. 6.404/1976 e</p><p>alterações feitas pela Lei n. 11.638/2007 determinam quais contas devem compor as reservas</p><p>de capital.</p><p>Ajustes de avaliação patrimonial: conta destinada para contrapartida em alterações de</p><p>contas de itens patrimoniais. Muitas contas patrimoniais (ativos e passivos) são reavaliados à</p><p>valor justo no decorrer das atividades da entidade. Quando existe variação nessas contas, ela</p><p>é registrada no Patrimônio Líquido em ajustes de avaliação patrimonial.</p><p>Reservas de lucros: visando atender a algumas finalidades, seja por força da lei ou mesmo</p><p>por propostas administrativas, a companhia poderá constituir reservas com parte dos lucros do</p><p>período.</p><p>Ações em tesouraria: essa é uma conta redutora do Patrimônio Líquido destinada para o</p><p>registro de ações da própria companhia adquiridas por ela.</p><p>Prejuízos acumulados: conta redutora do Patrimônio Líquido que demonstra resultados</p><p>negativos de exercícios passados (prejuízos acumulados).</p><p>RECEITAS E GANHOS: ASPECTOS CONCEITUAIS</p><p>Definição de receitas - receitas são aumentos nos benefícios econômicos durante o período</p><p>contábil, sob a forma da entrada de recursos ou do aumento de ativos ou diminuição de</p><p>passivos, que resultam em aumentos do Patrimônio Líquido, e que não estejam relacionados</p><p>com a contribuição dos detentores dos instrumentos patrimoniais.</p><p>Aumentos nos benefícios econômicos durante o período contábil: quando a empresa</p><p>vende seus bens ou serviços, seja à vista ou a prazo, automaticamente acontece um aumento</p><p>nos benefícios econômicos dessa entidade, pois caso a venda seja à vista, haverá um aumento</p><p>de valores no caixa, caso seja a prazo, haverá um aumento de valores na conta clientes.</p><p>Entrada de recursos ou do aumento de ativos, ou diminuição de passivos:é a mesma</p><p>ideia do item anterior, pois ao vender seus bens ou serviços, a empresa incorre em entrada de</p><p>recursos (na venda à vista, por gerar dinheiro no caixa) ou simplesmente em aumento do ativo</p><p>(na venda a prazo, pois embora não entre dinheiro no caixa, há um aumento do ativo, pois a</p><p>venda é registrada na conta clientes).</p><p>Valores que não estejam relacionados com a contribuição dos detentores dos</p><p>instrumentos patrimoniais: os valores que compõe as receitas não podem estar relacionados</p><p>com o capital integralizado pelos sócios na empresa. Dessa forma, o capital social integralizado</p><p>não é considerado como receita do período.</p><p>Importante ressaltar que elas surgem justamente dos bens ou serviços vendidos pela entidade,</p><p>ou seja, dizem respeito à ingressos de bens ou direitos provenientes da atividade fim da</p><p>empresa, sendo essa a diferença entre receitas e ganhos.</p><p>Definição de ganhos - não tem relação com as operações normais do empreendimento, ou</p><p>seja, não está diretamente relacionado com o objeto social da entidade.</p><p>DESPESAS E PERDAS: ASPECTOS CONCEITUAIS</p><p>Assim como o patrimônio pode ser aumentado por meio de receitas ou ganhos, o mesmo</p><p>também pode ser diminuído por meio de despesas e perdas.</p><p>Definição de despesas - está intimamente relacionada com o pagamento de contas</p><p>associadas às atividades operacionais da entidade. As despesas são gastos relativos tanto à</p><p>estrutura da empresa, quanto aos valores destinados à busca de obtenção de receitas.</p><p>A liquidação desses itens, ao serem lançados no demonstrativo de resultados, configuram-se</p><p>em despesas, as quais serão confrontadas com as receitas para a evidenciação do resultado.</p><p>Importante ressaltar que as despesas são gastos voluntários, e sua incorrência é conhecida e</p><p>acontece por vontade dos gestores da entidade.</p><p>Definição de perdas - um gasto anormal e involuntário, ou seja, não acontece com a intenção</p><p>de gerar receitas e nem se relaciona com os gastos operacionais da entidade.</p><p>Aula 5 Contabilidade e tomada de decisão</p><p>Tema 01 – Contabilidade e tomada de decisão</p><p>De todos os tomadores de decisão com base nas informações contábeis, os que mais podem</p><p>causar impacto na continuidade da entidade são os investidores, pois caso eles deixem de</p><p>investir na empresa, automaticamente ela deixa de ter capital para dar continuidade à suas</p><p>operações.</p><p>Os relatórios internos são gerados para fins internos, ou seja, para fornecimento de</p><p>informações gerenciais a gestores e demais tomadores de decisões internos à entidade. Em</p><p>contrapartida, os relatórios externos são direcionados a outros tomadores de decisões,</p><p>externos à entidade que reporta a informação.</p><p>Tema 02 – Teoria da divulgação</p><p>Quanto mais informações a empresa divulgar, maior seu grau de confiabilidade devido à</p><p>transparência de suas operações.</p><p>A divulgação (disclosure) pode se apresentar de duas formas:</p><p>● Compulsória: envolve as informações requeridas por lei para registro das companhias</p><p>abertas e demais informações periódicas exigidas por órgãos reguladores.</p><p>● Voluntária: compreende as informações que não são obrigatórias por lei, porém</p><p>fornecem uma maior transparência para a organização no âmbito corporativo.</p><p>Considera a divulgação como um processo endógeno, ou seja, são considerados os</p><p>incentivos que os gestores e/ou as empresas têm para divulgar as informações.</p><p>Tema 03 – Desempenho da firma sob a perspectiva da informação</p><p>O contexto relacionado à importância da informação para a tomada de decisão aborda outro</p><p>fator de extrema importância para o mercado de capitais: o desempenho da firma. Diz respeito</p><p>ao resultado alcançado por uma empresa em função de suas atividades operacionais, mais</p><p>especificamente o lucro ou prejuízo do período.</p><p>É necessário que as informações divulgadas sejam confiáveis, íntegras, completas, pois, caso</p><p>não seja assim, o analista provavelmente irá fazer previsões errôneas sobre a entidade que</p><p>reporta tal informação.</p><p>Atributos para a informação evidenciar o desempenho corretamente: Disponibilidade;</p><p>Atualidade; Formato; Integridade e Precisão.</p><p>Tipos de desempenho: Medíocre; Estável e Superior.</p><p>Tema 04 – Transparência</p><p>O disclosure não pode ser somente de informações positivas, pois a transparência envolve</p><p>também informações negativas; possibilita que os usuários possam tomar decisões com base</p><p>em julgamentos que considerem adequados.</p><p>Características: informações completas, informações objetivas, informações confiáveis,</p><p>informações de qualidade, acesso fácil à informação, compreensão da informação,</p><p>canais totalmente abertos de comunicação, algo por meio do</p>