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<p>Prof. Ma. Adriana Balardim</p><p>UNIDADE III</p><p>Contabilidade Societária</p><p>Conceito de imobilizado</p><p> O ativo imobilizado é um subgrupo classificado na ativo não circulante.</p><p>As contas a serem classificadas no ativo imobilizado estão previstas no art. 179, inciso IV, da</p><p>Lei n. 6.404/76, com redação dada pela Lei n. 11.638/2007:</p><p>IV. no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à</p><p>manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa</p><p>finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os</p><p>benefícios, riscos e controle de bens.</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Conceito de imobilizado</p><p>Segundo o CPC 27 – Ativo Imobilizado é o item tangível que:</p><p>a) é mantido para uso na produção ou fornecimento de mercadorias ou serviços, para aluguel</p><p>a outros, ou para fins administrativos; e</p><p>b) se espera utilizar por mais de um período. Correspondem aos direitos que tenham por</p><p>objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da entidade ou exercidos</p><p>com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram a ela os</p><p>benefícios, os riscos e o controle desses bens (CPC, 2013e, p. 3).</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Conceito de imobilizado</p><p>Alguns exemplos de bens classificados no imobilizado:</p><p>— terrenos; — instalações (elétricas, hidráulicas etc.);</p><p>— edificações; — ferramentas;</p><p>— máquinas e equipamentos; — equipamentos de informática (hardwares);</p><p>— móveis e utensílios; — veículos;</p><p>— peças de reposição;</p><p>— sistemas aplicativos (softwares);</p><p>— benfeitorias em propriedade de terceiros;</p><p>— direitos de recursos minerais;</p><p>— direitos de recursos florestais.</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Avaliação do imobilizado</p><p> O ativo imobilizado deve ser avaliado pelo valor contábil, isto é, pelo valor de custo de</p><p>aquisição ou produção menos qualquer depreciação e perda por redução ao valor</p><p>recuperável acumulado.</p><p>O custo de aquisição ou produção envolve todos os gastos necessários para colocá-los em</p><p>condições de funcionamento, que compreende:</p><p> Seu preço de aquisição, acrescido de impostos de importação e impostos não recuperáveis</p><p>sobre a compra, depois de deduzidos os descontos comerciais e abatimentos.</p><p> Quaisquer valores diretamente atribuíveis para colocar o ativo</p><p>no local e condição necessários para que seja capaz de</p><p>funcionar da forma pretendida pela administração.</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Avaliação do imobilizado</p><p> A estimativa inicial dos custos de desmontagem e remoção do item e de restauração do local</p><p>(sítio) no qual está localizado.</p><p>São exemplos de custos diretamente atribuíveis:</p><p> Custos de benefícios aos empregados.</p><p> Custos de preparação do local.</p><p> Gastos de frete e de manuseio.</p><p> Custos de instalação e montagem.</p><p> Custos com testes para verificar se o ativo está funcionando</p><p>corretamente.</p><p> Honorários profissionais.</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Bens que não precisam ser ativados</p><p>De acordo com o art. 313 do RIR/2018, não precisa ser registrado no ativo imobilizado para</p><p>posterior depreciação e, portanto, pode ser computado diretamente como custo de produção</p><p>ou despesa operacional, conforme o caso, o custo de aquisição nas seguintes hipóteses:</p><p>I. se o bem adquirido tiver valor unitário não superior a R$ 1.200 (mil e duzentos reais);</p><p>ou</p><p>II. se o prazo de vida útil do bem adquirido não for superior a um ano” (BRASIL, 2018).</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Gastos com reparos e conservação ou substituição de peças</p><p> Muitas vezes os bens do ativo imobilizado, para continuarem em operação, necessitam de</p><p>consertos ou até mesmo reformas ou substituição de partes e peças no transcorrer de sua</p><p>vida útil.</p><p> Entretanto, para o registro dos valores com esses gastos, é preciso verificar se houve ou não</p><p>acréscimo de vida útil.</p><p> Se os reparos de conservação ou de substituição de partes e</p><p>peças resultarem em aumento de vida útil do bem, superior a</p><p>um ano, os gastos devem ser registrados no ativo imobilizado</p><p>e, consequentemente, depreciados; caso contrário, se não</p><p>resultarem em aumento de vida útil, esses gastos deverão ser</p><p>contabilizados como despesas.</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Exemplo:</p><p>Vamos admitir que uma máquina passou por uma reforma necessária para continuar operando</p><p>no processo industrial da empresa, garantindo-lhe um aumento de vida útil de dois anos. Caso</p><p>não fosse reformada, seria retirada da operação. Ela foi adquirida em 01/01/X4 por R$</p><p>100.000, com vida útil estimada de dez anos e já estava em uso há exatos quatro anos e meio.</p><p>O valor gasto na reforma foi de R$ 50.000.</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Bem adquirido em 01/01/X4 100.000 100%</p><p>Depreciação acumulada na data da reforma</p><p>(4 anos e meio, à taxa de 10% ao ano)</p><p>(45.000) 45%</p><p>Parte não depreciada = valor contábil 55.000 55%</p><p>Custo da reforma com aumento de vida útil estimada em 2 anos 50.000</p><p>Novo valor contábil do bem = valor contábil + custo da reforma (55.000 +</p><p>50.000)</p><p>105.000</p><p>Tempo já depreciado 4,5 anos</p><p>Restante de vida útil 5,5 anos</p><p>Acréscimo de vida útil 2 anos</p><p>Novo prazo de vida útil 7,5 anos</p><p>Nova taxa de depreciação (100%  7,5 anos) 13,3333% ao ano</p><p>Nova depreciação (105.000 x 13,3333%) 14.000</p><p>Contabilização:</p><p>Pela baixa da depreciação contra o custo do bem</p><p>D - depreciação acumulada 45.000</p><p>C - máquinas e equipamentos 45.000</p><p>Pela incorporação do valor gasto na reforma para apuração do novo valor contábil</p><p>D - máquinas e equipamentos 50.000</p><p>C - caixa e equivalentes de caixa 50.000</p><p>Pela nova depreciação</p><p>D - despesas de depreciação 14.000</p><p>C - depreciação acumulada 14.000</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Depreciação</p><p> A depreciação de bens classificados no imobilizado está prevista na Lei n. 6.404/76, art. 183</p><p>e no CPC 27.</p><p> A depreciação de bens do ativo imobilizado corresponde à diminuição do valor dos direitos</p><p>que têm por objeto bens físicos sujeitos a desgaste ou à perda de utilidade, à ação da</p><p>natureza ou à obsolescência.</p><p> A referida perda de valor dos direitos que têm por objeto bens</p><p>físicos do ativo imobilizado das empresas será registrada</p><p>periodicamente nas contas de custo ou despesas (encargo de</p><p>depreciação do período de apuração), que terão como</p><p>contrapartida contas de registro da depreciação acumulada,</p><p>classificadas como contas retificadoras do ativo imobilizado.</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Início da depreciação</p><p> Tanto o Regulamento do Imposto de Renda como o Pronunciamento Contábil são unânimes</p><p>quanto à data de início da depreciação.</p><p> Pelo RIR/2018, art. 317, § 2º, a depreciação é dedutível a partir da época em que o bem é</p><p>instalado, posto em serviço ou em condições de produzir.</p><p> O CPC 27 trata do início da depreciação no item 55,</p><p>explicando que a depreciação do ativo se inicia quando o ativo</p><p>estiver disponível para uso, ou seja, quando está em local e</p><p>em condições de funcionamento na forma pretendida pela</p><p>administração e cessa na data em que o ativo é classificado</p><p>como mantido para venda ou baixado, o que ocorrer primeiro</p><p>(CPC, 2013e).</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>O ativo imobilizado deve ser avaliado pelo valor contábil, isto é, pelo valor de custo de</p><p>aquisição ou produção menos qualquer depreciação e perda por redução ao valor recuperável</p><p>acumulado. O custo de aquisição ou produção envolve todos os gastos necessários para</p><p>colocá-los em condições de funcionamento. São exemplos de custo de aquisição:</p><p>Selecione a alternativa incorreta.</p><p>a) Custos de preparação do local.</p><p>b) Gastos de frete e de manuseio.</p><p>c) Custos de instalação e montagem.</p><p>d) Custos com testes para verificar se o ativo está funcionando</p><p>corretamente.</p><p>e) Custos com peças para manutenção.</p><p>Interatividade</p><p>Resposta</p><p>O ativo imobilizado deve ser avaliado pelo valor contábil, isto é, pelo valor de custo de</p><p>aquisição ou produção menos qualquer depreciação e perda por redução ao valor recuperável</p><p>acumulado. O custo de aquisição ou produção envolve todos os gastos necessários para</p><p>colocá-los em condições de funcionamento. São exemplos de custo de aquisição:</p><p>Selecione a alternativa incorreta.</p><p>a) Custos de preparação</p><p>do local.</p><p>b) Gastos de frete e de manuseio.</p><p>c) Custos de instalação e montagem.</p><p>d) Custos com testes para verificar se o ativo está funcionando</p><p>corretamente.</p><p>e) Custos com peças para manutenção.</p><p>Taxas de depreciação</p><p> A taxa de depreciação será fixada segundo o prazo durante o qual se possa esperar a</p><p>utilização econômica do bem na produção de seus rendimentos, ficando assegurado ao</p><p>contribuinte o direito de computar a quota efetivamente adequada às condições de</p><p>depreciação de seus bens, desde que faça a prova dessa adequação quando adotar taxa</p><p>diferente.</p><p> Para isso, a empresa poderá se valer de laudos periciais</p><p>elaborados pelo Instituto Nacional de Tecnologia (INT) ou de</p><p>outra entidade oficial de pesquisa científica ou tecnológica,</p><p>prevalecendo o prazo de vida útil recomendado por essas</p><p>instituições enquanto esses prazos não forem alterados por</p><p>decisão administrativa superior ou por sentença judicial,</p><p>baseados, igualmente, em laudo técnico idôneo.</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Taxas de depreciação</p><p> Compete à Secretaria da Receita Federal do Brasil do Ministério da Fazenda publicar,</p><p>periodicamente, o prazo de vida útil admissível em condições normais ou médias para cada</p><p>espécie de bem.</p><p>No uso dessa competência, a Receita Federal do Brasil (RFB) baixou a Instrução Normativa nº</p><p>1.700, de 14 de março de 2017, Anexo III, determinando os prazos de vida útil e as respectivas</p><p>taxas de depreciação, por exemplo:</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Fonte: livro-texto</p><p>Bens Taxa de depreciação ao ano Prazo</p><p>Edificações 4% 25 anos</p><p>Máquinas e equipamentos 10% 10 anos</p><p>Móveis e utensílios 10% 10 anos</p><p>Instalações 10% 10 anos</p><p>Veículos 20% 5 anos</p><p>Ferramentas 20% 5 anos</p><p>Processamento de dados 20% 5 anos</p><p>Softwares 20% 5 anos</p><p>Taxas de depreciação</p><p> Entretanto, a legislação societária fixa critérios diferentes para a aplicação das taxas de</p><p>depreciação.</p><p> A própria lei societária determina que “a companhia deverá efetuar, periodicamente, análise</p><p>sobre a recuperação dos valores registrados no imobilizado a fim de que sejam revisados e</p><p>ajustados os critérios utilizados para determinação da vida útil econômica estimada e para</p><p>cálculo da depreciação, exaustão e amortização”.</p><p> O CPC 27 define vida útil como “o período de tempo durante o</p><p>qual a entidade espera utilizar o ativo” (CPC 2013e, item 6).</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Taxas de depreciação</p><p> Assim, enquanto a legislação fiscal determina o uso de taxas estabelecidas pela Receita</p><p>Federal, a legislação societária recomenda a utilização de taxas de depreciação com base</p><p>em estimativa da vida útil econômica.</p><p> Isso tem incentivado várias empresas a adotar as taxas fiscais e, com isso, poder se livrar</p><p>desses tão complexos controles.</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Métodos de depreciação</p><p> Existem vários métodos de depreciação, mas as empresas devem sempre utilizar aquele que</p><p>melhor reflita o padrão de consumo dos benefícios econômicos futuros. Vários métodos de</p><p>depreciação podem ser utilizados para apropriar o valor depreciável do imobilizado ao longo</p><p>de sua vida útil estimada.</p><p> Os mais comuns são o método da linha reta, também denominado método das quotas</p><p>constantes, e o método da soma dos dígitos.</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Método da linha reta ou método das quotas constantes</p><p> A aplicação desse método resulta em despesa constante durante a vida útil do ativo. A</p><p>quota de depreciação será fixada mediante a aplicação da taxa anual de depreciação</p><p>sobre o custo de aquisição dos bens depreciáveis.</p><p>Exemplo:</p><p>Determinada empresa adquiriu uma máquina por $ 36.000 em abril de X1. Essa máquina só</p><p>foi instalada para uso em 01/05/X1. Calcule a depreciação para o fechamento do balanço em</p><p>31/12/X1.</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Método da linha reta ou método das quotas constantes</p><p>Taxa anual: 10%</p><p>Valor da aquisição: $ 36.000</p><p>Período da depreciação: 8 meses</p><p>Cálculo:</p><p> Valor da depreciação: 36.000 x 10% ÷ 12 meses x 8 meses = 2.400</p><p>Contabilização</p><p>D – despesas de depreciação</p><p>(custo ou despesas operacionais) 2.400</p><p>C = depreciação acumulada 2.400</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Método da soma dos dígitos dos anos</p><p> A aplicação desse método resulta em despesa decrescente durante a vida útil.</p><p> Estima-se que o bem sofra quotas de depreciação maiores no início e menores no fim</p><p>da vida útil.</p><p>Exemplo: Uma máquina foi adquirida por R$ 150.000, com vida útil estimada para cinco anos.</p><p>1. Somar os algarismos que compõem o número de anos de vida útil estimada</p><p>1 + 2 + 3 + 4 + 5 = 15</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Método da soma dos dígitos dos anos</p><p>2. Calcular as quotas de depreciação</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Primeiro ano: 5/15 x 150.000 = 50.000</p><p>Segundo ano: 4/15 x 150.000 = 40.000</p><p>Terceiro ano: 3/15 x 150.000 = 30.000</p><p>Quarto ano: 2/15 x 150.000 = 20.000</p><p>Quinto ano: 1/15 x 150.000 = 10.000</p><p>Total 150.000</p><p>Valor residual</p><p>Em alguns casos, mesmo ao término de sua vida útil, o bem depreciado apresenta um</p><p>determinado valor de revenda no mercado. Esse valor é denominado residual. Se a empresa</p><p>assim o desejar, e for possível estimar o valor residual do bem, a quota de depreciação poderá</p><p>ser ajustada levando em consideração o valor residual da seguinte forma:</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Quota de depreciação = custo de aquisição (-) valor residual</p><p>vida útil do bem</p><p>Exemplo:</p><p>Custo de aquisição do bem = $ 300.000</p><p>Vida útil esperada = 10 anos ou 10% ao ano</p><p>Valor residual estimado = $ 20.000</p><p>Ao fim do décimo ano, quando o bem estiver 100% depreciado, o ativo imobilizado estará</p><p>assim representado:</p><p>Custo de aquisição</p><p>Depreciação acumulada</p><p>Valor contábil</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Quota de depreciação = 300.000,00 (-) 20.000,00 = 28.000,00 por ano</p><p>10 anos</p><p>300.000</p><p>(280.000)</p><p>20.000</p><p>Bens depreciáveis</p><p>Podem ser objeto de depreciação todos os bens físicos sujeitos a desgaste pelo uso, por</p><p>causas naturais ou obsolescência normal, inclusive:</p><p>I. edificações e construções, observando-se que:</p><p>a. A quota de depreciação é dedutível a partir da época da conclusão das obras e do</p><p>início da sua utilização;</p><p>b. O valor das edificações deve estar destacado do valor do custo de aquisição do</p><p>terreno, admitindo-se, no caso de imóvel adquirido construído, o destaque baseado</p><p>em laudo pericial;</p><p>II. projetos florestais destinados à exploração dos</p><p>respectivos frutos.</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Bens não depreciáveis</p><p>a. Terrenos, salvo em relação a melhoramentos ou construções;</p><p>b. Prédios e construções não alugados nem utilizados na produção dos rendimentos da</p><p>empresa ou destinados à revenda;</p><p>c. Bens que normalmente aumentam de valor com o tempo, como obras de arte e</p><p>antiguidades;</p><p>d. Bens para os quais sejam registradas quotas de exaustão</p><p>(florestas destinadas ao corte e jazidas minerais).</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Podem ser objeto de depreciação todos os bens físicos sujeitos a desgaste pelo uso, por</p><p>causas naturais ou obsolescência normal. São bens depreciáveis:</p><p>Selecione a alternativa incorreta:</p><p>a) Máquinas e equipamentos.</p><p>b) Terrenos.</p><p>c) Edificações e construções.</p><p>d) Veículos.</p><p>e) Softwares.</p><p>Interatividade</p><p>Resposta</p><p>Podem ser objeto de depreciação todos os bens físicos sujeitos a desgaste pelo uso, por</p><p>causas naturais ou obsolescência normal. São bens depreciáveis:</p><p>Selecione a alternativa incorreta:</p><p>a) Máquinas e equipamentos.</p><p>b) Terrenos.</p><p>c) Edificações e construções.</p><p>d) Veículos.</p><p>e) Softwares.</p><p>Bens adquiridos usados</p><p>De acordo com o art. 322 do RIR/2018, a taxa de depreciação de bens adquiridos usados é</p><p>fixada tendo em vista o maior dos seguintes prazos:</p><p>a. Metade da vida útil admissível para o bem adquirido novo;</p><p>b. Restante da vida útil do bem considerada em relação à primeira instalação para utilização</p><p>(BRASIL, 2018).</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Bens adquiridos usados</p><p>Exemplo: Aquisição de uma máquina usada com 24 meses de uso (2 anos).</p><p>Vida útil estimada: 10 anos</p><p>Tempo de uso: 24 meses</p><p>Metade do prazo de vida útil = 5 anos</p><p>Restante de vida útil = 8 anos</p><p>Dos dois o maior, prevalecem 8 anos.</p><p>Taxa = 100% ÷ 8 anos = 12,5% ao ano</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Depreciação acelerada contábil</p><p>O art. 323 do RIR/2018 determina: Em relação aos bens móveis, poderão ser adotados,</p><p>em função do número de horas diárias de operação, os seguintes coeficientes de</p><p>depreciação acelerada:</p><p>I. Um turno de oito horas = 1,0;</p><p>II. Dois turnos de oito horas = 1,5;</p><p>III. Três turnos de oito horas = 2,0 (BRASIL, 2018).</p><p> O encargo calculado a taxas majoradas em virtude de</p><p>operação em mais de um turno diário de oito horas deverá</p><p>ser integralmente registrado na escrituração comercial.</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Depreciação acelerada contábil</p><p>Exemplo:</p><p>Uma máquina adquirida por $ 70.000, em 01/05/X0, entrou em funcionamento em 01/07/X0.</p><p>Sabendo-se que a máquina tem sido utilizada em três turnos de oito horas, durante todo o</p><p>período de operação, é preciso apurar a depreciação registrada no exercício de X0.</p><p>Depreciação normal (70.000 x 10% ÷ 12 x 6)</p><p>Coeficiente de depreciação acelerada</p><p>Depreciação contábil total</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>3.500</p><p>2,0</p><p>7.000</p><p>Conjunto de instalações ou equipamentos</p><p>Conforme o art. 320, § 3º, do RIR/2018:</p><p> Quando o registro do imobilizado for feito por conjunto de instalações ou equipamentos, sem</p><p>especificação suficiente para permitir aplicar as diferentes taxas de depreciação de acordo</p><p>com a natureza do bem, e o contribuinte não tiver elementos para justificar as taxas médias</p><p>adotadas para o conjunto, será obrigatória a utilização das taxas aplicáveis aos bens de</p><p>maior vida útil que integram o conjunto (BRASIL, 2018).</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Apuração do resultado na baixa de bens do imobilizado</p><p>O valor contábil de um item do imobilizado deve ser baixado quando:</p><p>a. alienado;</p><p>b. não se prevê obter benefícios econômicos futuros com seu uso ou venda.</p><p> Os ganhos ou perdas decorrentes da baixa de um item do imobilizado devem ser</p><p>reconhecidos no resultado, em outras receitas ou despesas, e devem ser determinados</p><p>como a diferença entre o valor líquido da venda, se houver, e o valor contábil do item.</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Exemplo:</p><p>Venda, à vista, de um veículo adquirido em 01/03/X4 por $ 39.000 e vendido em 31/10/X5 por $</p><p>60.000.</p><p>Custo de aquisição 39.000</p><p>Depreciação acumulada (39.000 x 20% ÷ 12 x 20) (13.000)</p><p>Valor contábil 26.000</p><p>Valor da venda 60.000</p><p>Lucro na venda do veículo 34.000</p><p> O veículo foi adquirido em 01/03/X4, portanto, em X4, foi</p><p>depreciado dez meses e, como foi vendido em 31/10/X5, em</p><p>X5 também foi depreciado dez meses, já sofreu por vinte</p><p>meses de depreciação.</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Contabilização:</p><p>Pela baixa do custo do veículo</p><p>D - resultado na baixa de imobilizado 39.000</p><p>C - veículos 39.000</p><p>Pela baixa da depreciação acumulada</p><p>D - depreciação acumulada 13.000</p><p>C - resultado na baixa de imobilizado 13.000</p><p>Pela contabilização da venda</p><p>D - caixa e equivalentes de caixa 60.000</p><p>C - resultado na baixa de imobilizado 60.000</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Amortização</p><p> Alguns bens incorpóreos estão contabilizados no ativo imobilizado. É o caso dos sistemas</p><p>aplicativos (softwares) e de benfeitorias em propriedades de terceiros.</p><p>O cálculo da amortização leva em consideração o tempo durante o qual o bem incorpóreo pode</p><p>ser explorado economicamente. O tempo utilizado no cálculo da amortização pode ser:</p><p> estabelecido em lei que regule os direitos sobre o bem incorpóreo;</p><p> fixado em contrato por intermédio do qual foi adquirido o bem incorpóreo;</p><p> decorrente da natureza do bem, quando sua existência ou duração é limitada.</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Amortização</p><p> A taxa anual de amortização de bens do imobilizado é fixada tendo em vista o número de</p><p>anos restantes de existência dos bens incorpóreos.</p><p> Os sistemas aplicativos (softwares) representam os programas adquiridos ou desenvolvidos</p><p>pela empresa. Devem ser amortizados conforme a expectativa de períodos a serem</p><p>beneficiados.</p><p> As benfeitorias em propriedades de terceiros representam as</p><p>construções em terrenos alugados de terceiros e outras</p><p>benfeitorias em prédios e edifícios alugados que se reverterão</p><p>em favor do proprietário do imóvel ao fim da locação, e desde</p><p>que o locador não indenize as benfeitorias realizadas pelo</p><p>locatário.</p><p> A sua amortização deve ser feita segundo sua vida útil</p><p>estimada ou no período de arrendamento ou locação</p><p>contratual; dos dois o menor.</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Exaustão</p><p>A exaustão de bens classificados no imobilizado está prevista na Lei n. 6.404/76:</p><p>c) exaustão, quando corresponder à perda do valor decorrente da sua exploração, de direitos</p><p>cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa exploração</p><p>(BRASIL, 1976).</p><p> Direitos sobre recursos minerais</p><p> Representam os gastos incorridos na obtenção dos direitos de</p><p>exploração de jazidas de minérios, pedras preciosas e</p><p>similares.</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Exaustão</p><p> A base de cálculo da quota anual de exaustão é o custo de aquisição dos recursos</p><p>minerais explorados.</p><p> O montante anual da quota de exaustão será determinado com base no volume da</p><p>produção do ano e sua relação com a possança* conhecida da mina, ou segundo o</p><p>prazo de concessão para sua exploração.</p><p> *possança (efetiva exploração dos recursos minerais</p><p>ou florestais)</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Exaustão</p><p> Existem dois critérios para o cálculo da quota de exaustão de recursos minerais:</p><p> Com base na relação existente entre a extração efetuada no respectivo período de apuração</p><p>com a possança conhecida da mina (quantidade estimada de minérios da jazida).</p><p> Com base no prazo de concessão para a exploração da jazida.</p><p> O critério a ser observado será aquele que proporcionar maior</p><p>percentual de exaustão no período.</p><p> Dessa forma, à medida que os recursos minerais vão se</p><p>exaurindo, registra-se na contabilidade, simetricamente à</p><p>possança conhecida da jazida, a quota de exaustão.</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Quando corresponder à perda do valor decorrente da sua exploração, de direitos cujo</p><p>objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa exploração. Este</p><p>conceito refere-se a(à):</p><p>a) Depreciação.</p><p>b) Amortização.</p><p>c) Exaustão.</p><p>d) Ativos intangíveis.</p><p>e) Softwares.</p><p>Interatividade</p><p>Resposta</p><p>Quando corresponder à perda do valor decorrente da sua exploração, de direitos cujo</p><p>objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa exploração. Este</p><p>conceito refere-se a(à):</p><p>a) Depreciação.</p><p>b) Amortização.</p><p>c) Exaustão.</p><p>d) Ativos intangíveis.</p><p>e) Softwares.</p><p>Direitos sobre recursos florestais</p><p> Poderá ser computada como custo ou encargo em cada período-base a importância</p><p>correspondente à diminuição do valor de recursos florestais resultante de sua exploração.</p><p> Em se tratando de florestas, ou mesmo de vegetais de menor porte, a empresa pode utilizar</p><p>quotas de depreciação, amortização ou quota de exaustão.</p><p> A quota de depreciação é utilizada quando a floresta é destinada à exploração os respectivos</p><p>frutos, pois quando se colhe o fruto a planta não se exaure.</p><p> A amortização, por sua vez, é utilizada para os casos de</p><p>aquisição de floresta de propriedade de terceiros, apropriando-</p><p>se o custo ou encargo ao longo do período determinado,</p><p>contratado para a exploração.</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Direitos sobre recursos florestais</p><p> Por fim, na hipótese de floresta própria, o custo de sua aquisição ou formação será objeto de</p><p>quotas de exaustão, no momento e na proporção em que os recursos forem sendo</p><p>exauridos. Da mesma forma, serão lançadas quotas de exaustão quando a floresta pertencer</p><p>a terceiros e for explorada em função de contrato por prazo indeterminado.</p><p>Para o cálculo da quota de exaustão de recursos florestais, deverão ser observados os</p><p>seguintes critérios:</p><p>1. apura-se, inicialmente, o percentual que o volume dos</p><p>recursos florestais utilizados ou a quantidade de árvores</p><p>extraídas durante o período representa em relação ao</p><p>volume ou à quantidade de árvores que no início do período</p><p>compunham a floresta;</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Direitos</p><p>sobre recursos florestais</p><p>2. O percentual encontrado será aplicado sobre o valor da floresta, registrado no ativo, e o</p><p>resultado será considerado como custo dos recursos florestais extraídos.</p><p> Floresta natural</p><p> Tratando-se de floresta natural, a quota de exaustão será determinada mediante relação</p><p>percentual entre os recursos florestais extraídos no período e o volume dos recursos</p><p>florestais existentes no início do mesmo período.</p><p>Floresta natural = x.100/y = %</p><p>x = área explorada no período</p><p>y = área total dos recursos no início do período</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>Floresta plantada</p><p> No caso de floresta plantada, a quota de exaustão será determinada mediante a relação</p><p>existente entre a quantidade de árvores extraídas durante o período de apuração e a</p><p>quantidade existente no início desse mesmo período.</p><p>Quota de exaustão % = (a/b x 100)</p><p>a = número de árvores extraídas no período de apuração</p><p>y = número de árvores existentes no início do período de apuração</p><p>Ativo Imobilizado</p><p>As contas a serem classificadas no ativo intangível estão previstas no art. 179, inciso VI, da Lei</p><p>nº 11.638/07:</p><p>VI. no intangível: os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à</p><p>manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de</p><p>comércio adquirido (BRASIL, 2007).</p><p> CPC 04 – Ativos intangíveis – é um ativo não monetário identificável sem substância física.</p><p> Ativo monetário é aquele representado por dinheiro ou por direitos a serem recebidos em</p><p>uma quantia fixa ou determinável de dinheiro (CPC, 2013a).</p><p>Ativo Intangível</p><p>As entidades frequentemente despendem recursos ou contraem obrigações com a aquisição, o</p><p>desenvolvimento, a manutenção ou o aprimoramento de recursos intangíveis. Um ativo</p><p>intangível deve ser reconhecido apenas se:</p><p> For provável que os benefícios econômicos futuros esperados atribuíveis ao ativo serão</p><p>gerados em favor da entidade; e</p><p> O custo do ativo possa ser mensurado com segurança.</p><p>São exemplos de ativos classificados no intangível:</p><p> marcas e patentes;</p><p> licenças e franquias;</p><p> gastos com pesquisa e desenvolvimento de produtos;</p><p> direitos autorais.</p><p>Ativo Intangível</p><p>Avaliação do intangível</p><p> Lei n. 6.404/76 (BRASIL, 1976)</p><p>VII. os direitos classificados no intangível, pelo custo incorrido na aquisição deduzido do saldo</p><p>da respectiva conta de amortização; (Incluído pela Lei n. 11.638, de 2007).</p><p> CPC: Um ativo intangível deve ser reconhecido inicialmente ao custo.</p><p>Ativo Intangível</p><p>Amortização do intangível</p><p>Lei n. 11.638 de 2007, art. 183:</p><p> Amortização, quando corresponder à perda do valor do capital aplicado na aquisição de</p><p>direitos da propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros com existência ou</p><p>exercício de duração limitada, ou cujo objeto sejam bens de utilização por prazo legal ou</p><p>contratual limitado (BRASIL, 2007).</p><p> CPC 04: a amortização está condicionada à vida útil.</p><p>Ativo Intangível</p><p>Ativos classificados no intangível – conteúdo das contas</p><p> Marcas e patentes</p><p> Representam os gastos com o registro da marca, quando do início das atividades da</p><p>empresa, ou gastos com a aquisição da marca de terceiros. A aquisição pode ser definitiva</p><p>ou adquirir apenas o direito de exploração da marca por determinado período.</p><p> As patentes são direitos da propriedade comercial e industrial</p><p>que garantem a propriedade e o uso exclusivo da invenção,</p><p>como um novo produto ou um novo processo para obter o</p><p>produto. O valor a ser contabilizado é o que foi gasto por</p><p>ocasião da patente, ou então o que foi pago para adquiri-la de</p><p>terceiros.</p><p>Ativo Intangível</p><p>Ativos classificados no intangível – conteúdo das contas</p><p> Licenças e franquias</p><p> Licenças e franquias é o sistema pelo qual a empresa detentora de uma marca registrada,</p><p>processo patenteado de produção ou direitos similares concede a outra empresa (em geral,</p><p>de menor porte) licença de utilização dessas marcas ou desses processos sob certas</p><p>condições. É a concessão dada a alguém por uma companhia para comercialização de seus</p><p>produtos ou serviços.</p><p> O custo de uma franquia ou licença que foi ativado com vida</p><p>útil definida deve ser amortizado como despesas, de acordo</p><p>com sua vida útil contratual. Já as franquias e licenças com</p><p>vida útil indefinidas ou perpétuas não devem ser amortizadas.</p><p>Ativo Intangível</p><p>Ativos classificados no intangível – conteúdo das contas</p><p> Pesquisas e desenvolvimento</p><p>O montante dos custos com pesquisa e desenvolvimento podem ser ativados para amortização</p><p>em períodos futuros, se todos os critérios a seguir forem satisfeitos:</p><p> O produto ou processo estiver claramente definido e os custos atribuíveis ao produto ou</p><p>processo puderem ser identificados separadamente.</p><p> A viabilidade técnica do produto ou processo tiver sido demonstrada.</p><p> A direção da empresa tiver revelado sua intenção de produzir e comercializar ou usar o produto</p><p>ou processo.</p><p>Ativo Intangível</p><p>Ativos classificados no intangível – conteúdo das contas</p><p> Pesquisas e desenvolvimento</p><p> Houver uma clara identificação de um mercado futuro para o produto ou processo ou se for</p><p>destinado a uso interno em vez de para venda, sua utilidade para a empresa puder ser</p><p>demonstrada.</p><p> A amortização dos gastos com pesquisas e desenvolvimento</p><p>deverá ser calculada segundo o prazo em que esses recursos</p><p>deverão gerar receitas. As amortizações deverão ser</p><p>calculadas pelo método linear, a partir da data em que o</p><p>produto começa a ser comercializado.</p><p>Ativo Intangível</p><p>Ativos classificados no intangível – conteúdo das contas</p><p> Direitos autorais</p><p> Nominação usualmente utilizada em referência ao rol de direitos outorgados aos autores de</p><p>obras intelectuais (literárias, artísticas ou científicas).</p><p> Os direitos autorais são registrados pelo custo de aquisição e somente sobre os itens</p><p>mensuráveis.</p><p> Assim como todos os ativos, sua avaliação e sua mensuração devem gerar benefícios futuros.</p><p>Ativo Intangível</p><p>No Ativo Intangível são registrados os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos</p><p>destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de</p><p>comércio adquirido. São exemplos:</p><p>Selecione a alternativa incorreta:</p><p>a) Marcas e patentes.</p><p>b) Licenças e franquias.</p><p>c) Gastos com pesquisa e desenvolvimento de produtos.</p><p>d) Investimentos.</p><p>e) Direitos autorais.</p><p>Interatividade</p><p>Resposta</p><p>No Ativo Intangível são registrados os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos</p><p>destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de</p><p>comércio adquirido. São exemplos:</p><p>Selecione a alternativa incorreta:</p><p>a) Marcas e patentes.</p><p>b) Licenças e franquias.</p><p>c) Gastos com pesquisa e desenvolvimento de produtos.</p><p>d) Investimentos.</p><p>e) Direitos autorais.</p><p>ATÉ A PRÓXIMA!</p>

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