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<p>170 Desenvolvimento humano na adolescência Ainda sobre as minorias, além das deficiências, existem também as questões que permeiam a orientação sexual e a identidade de gênero. Pessoas homossexuais, sobretudo na adolescência, sofrem preconceito de seus pares, podendo experimentar uma diminuição de sua autoestima. Em relação a isso, Coll, Marchesi e Palácios (2007) argu- mentam que uma grande pressão na busca por um par, prin- cipalmente em uma relação heterossexual, faz com que o adolescente que se descubra homossexual sinta grandes dificuldades. Ao tentar esconder sua sexualidade por medo de preconceito, não só sua autoestima acaba sendo afetada, mas também outras áreas da vida, sobretudo a emocional e a social. Assim, é possível entender que a adolescência é uma grande busca por identidade e por sua formação, a forma- ção do eu. Conforme proposto por Erikson, nessa etapa os sujeitos se encontram no estágio identidade versus confusão de identidade, mais conhecida como crise de identidade ou crise da adolescência. Dessa forma, os adolescentes procuram responder a questões básicas para tentarem se encaixar na sociedade de iguais, por exemplo: De onde vim? Quem eu sou? Onde me encaixo? Qual curso quero fazer após o ensino médio? Será que gosto de meninos ou de meninas? Ainda na visão de Coll, Marchesi e Palacios (2007), essa crise de identidade acontece principalmente em virtude da transição da terceira infância para a adolescência. Na teoria de Erikson, os sujeitos perpassam pelos estágios de forma positiva, quando conseguem cumprir com êxito as ativida- des propostas e os desafios enfrentados, ou de forma nega- tiva, quando não conseguem executar satisfatoriamente tais atividades.</p><p>Desenvolvimento humano na adolescência 171 Avila (2005) afirma que as crises de identidade foram caracterizadas por Erikson "para explicar o momento de incerteza quanto às mudanças que se fazem presentes na adolescência, tornando-se reconhecida como um momento característico do desenvolvimento humano". Nessa ótica, "As condições familiares e culturais poderão mitigar, favo- recer, demorar ou precipitar o desenvolvimento, mas não poderão impedir que adolescente deva elaborar por si mesmo lutos tão importantes como os que temos assinalado" (Aberastury, 1983, p. 27). A compreensão do modelo psicanalítico e das pesqui- sas de Freud demonstram a importância dos estudos sobre a puberdade, isto é, a ciência das modificações pulsionais, dos processos de luto pelo corpo e pela busca de uma nova identidade e toda a psicodinâmica que esse período envolve (Marcelli; Braconnier, 2007). 4.4 Sexualidade e condutas sexuais na adolescência Na puberdade, os olhares dos jovens voltam-se para seus pares com perspectiva de amorosidade e afetividade. Brandão (2004, citado por Cedaro; Vilas Boas; Martins, 2012, p. 323) afirma que a iniciação sexual na adolescência ou a inicia- ção amorosa "franqueia aos adolescentes a possibilidade do aprendizado da dimensão relacional íntima no tocante às</p><p>Desenvolvimento humano na adolescência 169 Logo, na adolescência, a autoestima e a autoconfiança estão intimamente ligadas às relações afetivas e sexuais. Trata-se de um novo contexto da sexualidade, e os adolescen- tes estão em busca de novos desafios e popularidade. Quando não são satisfeitas suas necessidades, surgem os comporta- mentos antissociais, uma espécie de "S.O.S. para que a criança seja controlada por pessoas fortes, carinhosas e confiantes" (Winnicott, 1982, p. 259). A popularidade do adolescente interfere sobretudo em sua autoestima, pois as relações com os iguais criam níveis de confiança uns com os outros. De acordo com Coll, Marchesi e Palacios (2007, p. 339), "A popularidade entre iguais adquire um significado especial para a maioria dos adolescentes, por isso a competência social e o ser valorizado e aceito por ami- gos e companheiros serão um indicador confiável do nível global de autoestima". Adolescentes costumam se aproximar daqueles que apre- sentam as mesmas características emocionais, psicológicas e sociais. A autoestima, no entanto, pode ser prejudicada especialmente se os adolescentes perceberem neles próprios alguma diferença, como uma doença ou deficiência aparente, ou participarem de uma minoria. Nesse caso, há uma dimi- nuição da autoestima (Coll; Marchesi; Palacios, 2007). Nos estudos desses autores, podemos verificar uma ques- tão muito forte imbricada em preconceitos do estágio da adolescência, os quais prejudicam o desenvolvimento inte- gral. Um exemplo é o de adolescentes com deficiência, que costumam passar pelas mais variadas experiências negati- vas, como o bullying e a exclusão de atividades acadêmicas, escolares e sociais.</p><p>168 Desenvolvimento humano na adolescência de uma atuação conjunta da família e da escola, para fazer com que esses sujeitos passem por essa etapa tão crítica da vida da forma mais saudável possível e para que consigam, sobretudo, desenvolver sua identidade. Erikson (1976) corrobora essa visão ao dizer que a adoles- cência pode ser menos tempestuosa e menos conflitante nos casos em que essa faixa etária for "talentosa e bem treinada na exploração das tendências tecnológicas em expansão e apta, por conseguinte, a identificar-se com os novos papéis de competência e invenção e aceitar uma perspectiva ideo- lógica mais implícita" (Erikson, 1976, p. 130). 4.3 Desenvolvimento psicossocial na adolescência Na adolescência, os sujeitos estão em busca de uma iden- tidade. Por identidade, podemos entender um "Estado de semelhança absoluta e completa entre dois elementos com as mesmas características principais" ou um "Série de caracte- rísticas próprias de uma pessoa ou coisa por meio das quais podemos distingui-las" (Identidade, 2021). Sob esse prisma, temos o conceito de identidade pro- posto por Erikson, que se trata da busca do adolescente por entender as questões imbricadas com a personalidade, como confiança, solidariedade, autonomia e iniciativa (Papalia; Feldman, 2013).</p><p>Desenvolvimento humano na adolescência 167 ingestão de álcool e drogas, que podem causar atrasos em seu crescimento. Especificamente, o uso de drogas prejudica dire- tamente a fisiologia e, possivelmente, a anatomia pulmonar. Há ainda as questões relacionadas à nutrição. Os adoles- centes têm grande capacidade argumentativa - por exemplo, dizem que não gostam de comer determinados alimentos por diferentes motivos. Contudo, nessa fase, é necessária a ingestão de certa quantidade de vitaminas, cuja ausência pode enfraquecer o desenvolvimento físico. Menezes, Meirellest e Weffort (2011) afirmam que a esco- lha do alimento nessa fase é multifatorial, ou seja, leva em consideração aspectos econômicos, culturais e psicológicos. Os autores apontam que: Observa-se elevado consumo de gordura. A quantidade total e tipo de gordura colocam essa população em situação de risco quanto ao desenvolvimento de doença cardiovascular, resistência insulínica, diabetes tipo II, além de desenvolvi- mento de obesidade. A refeição baseada em lanches é fre- quente nessa faixa etária, afetando a ingestão diária de macro- nutrientes, vitaminas e minerais. (Menezes; Meirellest; Weffort, 2011, p. 91) Outra questão que acarreta prejuízos ao desenvolvimento físico é a autoimagem. Por diferentes motivos, existem adoles- centes que acabam mutilando seus corpos porque não gostam do que veem no espelho. Nesse caso, pais e cuidadores devem incentivar nos jovens uma visão positiva de si mesmos, ou seja, que eles mantenham um equilíbrio emocional adequado. Como são inúmeras as influências que o adolescente pode sofrer em relação a seu aspecto físico, existe a necessidade</p><p>166 Desenvolvimento humano na adolescência Berger (2016) afirma que a puberdade se configura como o crescimento e a maturação física e sexual do sujeito, inician- do-se na adolescência. O indivíduo apresenta modificações no tamanho e na forma, assemelhando-se mais aos adultos. Conforme Freud (2016, p. 138) explica: Sabe-se que apenas com a puberdade se estabelece a nítida separação entre caracteres masculinos e femininos, um contraste que passa a influir decisivamente, mais que qual- quer outro, no modo como se configura a vida das pessoas. No entanto, a predisposição masculina ou feminina já é facil- mente reconhecível na infância; desenvolvimento das inibi- ções da sexualidade (vergonha, nojo, compaixão etc.) ocorre, na menina, mais cedo e com menor resistência do que no menino Na visão de Berger (2016), as meninas, por exemplo, apre- sentam aumento nos ovários, na vagina, no útero e nos seios, bem como o aparecimento de pelos em regiões íntimas, com a primeira ovulação e o aumento acelerado da altura. Nos meninos, ocorrem o aumento dos testículos e do nível da testosterona, o crescimento do pênis, a primeira ejaculação, a masturbação e ainda um aumento exponencial da altura. Berger (2016) esclarece que, em peso e altura, a menina, por exemplo, pode ganhar 17 quilos a mais entre 10 e 14 anos de idade; os meninos podem ganhar 19 quilos entre 10 e 16 anos de idade. Ou seja, é um grande aumento, que se dá por necessidade do corpo, pelo crescimento dos órgãos e pela questão óssea. Diferentes estímulos podem ser positivos ou negati- vos para o desenvolvimento físico do adolescente, como a</p><p>4 Desenvolvimento humano na adolescência Há uma criança e um eu mais de forma crescido inesperada que coexistem e imprevisível. e alter- nam J. Bradley deste capítulo, abordaremos seguir. vários Isso dos irá ajudá-lo conceitos a estabelecer Ao presentes longo na uma nuvem relação de palavras entre eficaz. os a termos para compreender o conteúdo de forma mais</p><p>Desenvolvimento humano na adolescência 159 Figura 4.1 - Conceitos iniciais sobre desenvolvimento humano na adolescência abandono da escola desempenho escolar alimentação e nutrição oportunidade de riscos amizade e felicidade drogas e depressão sexualidade ansiedade Para muitos teóricos, a adolescência é um período de grandes turbulências no desenvolvimento humano, já que oportuniza grandes riscos, por exemplo, o contato com dro- gas e o envolvimento com abusos sexuais. No entanto, assim como essas questões negativas, a adolescência tem aspectos positivos, como a oportunidade de o indivíduo se tornar um adulto consciente e responsável de suas ações na sociedade. A adolescência é a época de mudança de identidade, em que o sujeito está perdendo o corpo de criança e adquirindo o de adulto (a identidade de adulto). Em alguns momentos, a pessoa fica presa a lembranças e a impulsos infantis e, em outros, ganha a maturidade de uma pessoa adulta.</p><p>160 Desenvolvimento humano na adolescência Desse modo, neste capítulo, temos como objetivos: compreender os aspectos físicos, cognitivos e psicosso- ciais da adolescência; analisar o convívio familiar do adolescente; conceituar o adolescente segundo a psicanálise; identificar fatores relacionados à sexualidade nesse período. 4.1 Desenvolvimento cognitivo na adolescência O anúncio da puberdade, com suas mudanças cognitivas, físi- cas e sociais, acontece por meio de um turbilhão de informa- ções e alterações. O sujeito começa a perder o corpo infantil e a assumir características adultas, inclusive nos processos cognitivos.</p><p>Desenvolvimento humano na adolescência 161 Figura 4.2 - Adolescentes em socialização no ambiente escolar Sampaio (1991, citado por Costa, 2012) afirma que a ado- lescência se configura como um período do desenvolvimento humano em que acontecem constantes mudanças na pers- pectiva biológica que continuam até a vida adulta. Assim, na adolescência, não é possível cobrar determinadas questões do sujeito como se ele fosse criança ou adulto, pois em diferentes momentos ele poderá assumir um papel distinto, de criança ou de adulto, em uma dinâmica constante. Avila (2005) explica que Anna Freud, uma das autoras que mais estudou a adolescência, definia esta como um período "de desequilíbrio psíquico e comportamento instável em vir- tude dos conflitos internos associados à maturação sexual. Assim, a revolução ocorrida nesta fase era apenas uma mani- festação externa dos ajustamentos ocorridos internamente".</p><p>162 Desenvolvimento humano na adolescência De acordo com Bee e Boyd (2011, p. 461), O adolescente de 12 ou 13 anos está assimilando um número enorme de experiências físicas, sociais e intelectuais. Enquanto toda essa absorção está acontecendo, mas antes que as expe- riências tenham sido digeridas, jovem está em um estado mais ou menos contínuo de desequilíbrio. Os velhos padrões e esquemas não funcionam mais muito bem, mas novos não foram estabelecidos. É durante esse período inicial que grupo de iguais é tão centralmente importante. Finalmente, o jovem de 16, 17 ou 18 anos começa a fazer as acomodações necessárias, junta os pontos e estabelece uma nova identi- dade, novos padrões de relacionamentos sociais, novas metas e papéis. Na visão piagetiana do desenvolvimento cognitivo do adolescente, o sujeito encontra-se no estágio das operações formais. Papalia e Feldman (2013) afirmam que o sujeito pensa de forma abstrata, conseguindo manipular informa- ções, fazendo uso de simbolismos, para representar outras coisas por exemplo, usar uma letra em uma equação de segundo grau para representar o número que ainda não foi descoberto ou compreender e interpretar metáforas. Portanto, surgem o que chamamos de pensamento ou raciocínio hipotético-dedutivo, que trabalha muito com a pers- pectiva da lógica. É o estágio das operações formais de Piaget, no qual o adolescente já está preparado cognitivamente para desenvolver, levantar e testar hipóteses (Martorell, 2014). Nesse sentido, Papalia e Feldman (2013, p. 405) explicam que</p><p>Desenvolvimento humano na adolescência 163 O que provoca a mudança para raciocínio formal? Piaget atribuiu essa mudança a uma combinação de maturação cere- bral e expansão das oportunidades ambientais. Ambas são essenciais: mesmo que desenvolvimento neurológico do jovem tenha avançado suficiente para permitir raciocínio formal, ele só poderá realizá-lo com a estimulação apropriada. Como aporte para a mudança cognitiva, surgem as ques- tões que envolvem o cérebro, ou seja, as funções psicológicas superiores, bem como as orgânicas e os estímulos ambien- tais e suas oportunidades de vivenciar e experienciar novas nuances. Para além disso, alguns adolescentes apresentam imaturidade no pensamento - você já percebeu como alguns são extremamente ríspidos ou até mesmo grosseiros com os adultos ou com alguém com quem não têm tanta empatia? Pois bem, isso se chama imaturidade no pensamento, que, de acordo com Martorell (2014), se apresenta de algumas formas: Idealismo e criticismo - Quando o adolescente acredita saber mais do que todos que estão em seu entorno. Ele costuma criticar as pessoas de mais idade, tenta geren- ciar sua vida sozinho e tomar decisões para seus pais ou responsáveis. Agumentatividade - Quando busca argumentar e criar justificativas para possíveis erros. Indecisão - Quando tem dificuldade de fazer escolhas. Hipocrisia aparente - Quando tem dificuldade de se colocar no lugar do outro ou compreender o real signifi- cado da palavra sacrifício para conseguir algo.</p><p>164 Desenvolvimento humano na adolescência O processo cognitivo na adolescência perpassa por um turbilhão de informações, com a modificação no processo de linguagem e com a aprendizagem da persuasão e de novas características de armazenamento, interpretação e evocação de informações. "A expansão da memória de trabalho per- mite a adolescentes mais velhos lidar com problemas com- plexos ou decisões que envolvam informações múltiplas" (Papalia; Feldman, 2013, p. 406). As autoras ainda explicam: O conhecimento declarativo ("saber que...") consiste em todo conhecimento factual adquirido por uma pes- soa (por exemplo, saber que 2 + 2 = 4 e que Juscelino Kubitschek construiu Brasília). O conhecimento procedural ("saber como...") consiste em todas as habilidades adquiridas por uma pessoa, como ser capaz de multiplicar e dividir e de dirigir um carro. O conhecimento conceitual ("saber por que...") é um entendimento de, por exemplo, por que uma equação algébrica continua sendo verdadeira se a mesma quan- tidade for adicionada ou subtraída de ambos os lados. (Papalia; Feldman, 2013, p. 406, grifo do original) As informações e o processo de retenção da informa- ção, portanto, atravessam outras habilidades concretas, que colaboram com as novas demandas da vida cotidiana, bem como com a aprendizagem. Em sua maioria, os adolescen- tes estão saindo do ensino fundamental e ingressando no ensino médio, a última etapa da educação básica, e, além disso, já estão pensando em questões vocacionais e relacio- nadas à carreira.</p><p>Desenvolvimento humano na adolescência 165 4.2 Desenvolvimento físico na adolescência A principal característica da adolescência é a mudança cor- poral. Nos meninos, a começa a engrossar e os pelos aparecem; nas meninas, o ciclo menstrual se inicia, os seios começam a crescer. Tudo isso ainda traz a aprendizagem das novas funções do corpo. A literatura psicanalítica - principalmente a dos séculos XIX e XX - apresenta muitos textos referentes à homossexua- lidade dos adolescentes e ao início da masturbação masculina e feminina (Ribeiro; Pollo, 1996). São questões inerentes ao desenvolvimento físico. Figura 4.3 - Adolescentes praticando atividades físicas</p>

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