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<p>ETEC PROFESSOR MASSUYUKI KAWANO</p><p>ITINERÁRIO FORMATIVO CIÊNCIAS BIOLÓGICAS, AGRÁRIAS E DA SAÚDE</p><p>A IMPORTÂNCIA DA INFLUÊNCIA DA MEDICINA AFRICANA E INDÍGENA NO BRASIL.</p><p>Amanda Himori Santos</p><p>Enzo Eiki Nomura</p><p>Gabriela Travessoni Trevizan</p><p>Giovana Galdeano Turcato</p><p>TUPÃ</p><p>NOVEMBRO/2023</p><p>SUMÁRIO</p><p>1- INTRODUÇÃO..........................................................................3</p><p>2- OBJETIVOS..............................................................................4</p><p>3- DESENVOLVIMENTO..............................................................5</p><p>4- JUSTIFICATIVA........................................................................8</p><p>5- REVISÃO TEÓRICA.................................................................10</p><p>6- METODOLOGIA.......................................................................12</p><p>7- CRONOGRAMA.......................................................................13</p><p>8- REFERÊNCIAS .......................................................................14</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>O presente trabalho tem como principal finalidade apresentar a importância, e a relevância, da influência da medicina africana e indígena no brasil, desmistificando a mesma. Esse é um tema de imensa relevância, desempenhando um papel fundamental na construção da rica tapeçaria cultural e médica do país. A interação dessas tradições medicinais, junto com a medicina europeia, moldou uma abordagem única e diversificada para o cuidado com a saúde. A medicina africana, trazida pelos escravos, e as práticas medicinais indígenas, enraizadas na compreensão dos ecossistemas locais, destacam a importância da espiritualidade, do uso de plantas medicinais e de uma abordagem holística para a saúde. Além de sua contribuição médica, essas influências desempenharam um papel vital na promoção da diversidade cultural e na resistência à opressão histórica, contribuindo para uma sociedade mais inclusiva e consciente. No entanto, é crucial integrar a medicina tradicional com a medicina moderna de maneira responsável, proporcionando uma perspectiva completa e eficaz para a saúde, equilibrando assim o valor das tradições com as evidências científicas. Esta integração enriquece a identidade do país e a abordagem ao cuidado com a saúde, abrangendo não apenas o campo médico, mas também aspectos culturais, sociais e de saúde pública.</p><p>3</p><p>OBJETIVOS</p><p>Objetivo Geral: Compreender quais são as contribuições das culturas africana e indiana para a medicina.</p><p>Objetivos Específicos:</p><p>· Entender a importância das tradições culturais africanas e indianas para as práticas medicinais atuais;</p><p>· Analisar a introdução dos conhecimentos antigos dessas culturas sobre plantas e ervas medicinais, na medicina dos dias de hoje;</p><p>· Desmistificar o preconceito da sociedade acerca das práticas medicinais indígenas e africanas.</p><p>4</p><p>DESENVOLVIMENTO</p><p>A importância da influência da medicina africana e indígena no Brasil é um tema de relevância inquestionável, que tem desempenhado um papel crucial na construção da rica tapeçaria cultural e médica do país. Em consonante, ao longo da história do Brasil, a interação entre essas tradições medicinais, juntamente com a medicina europeia, resultou em uma abordagem única e diversificada para o cuidado com a saúde.</p><p>A medicina africana, trazida pelos africanos que foram trazidos como escravos durante o período colonial, é uma das principais raízes da medicina tradicional brasileira. Ela é marcada por uma profunda conexão com a natureza, a espiritualidade e o uso de plantas medicinais. As comunidades africanas trouxeram consigo uma riqueza de conhecimentos sobre ervas, rituais de cura, práticas de adivinhação e abordagens holísticas para o tratamento de doenças. Essa herança influenciou profundamente a fitoterapia brasileira e o desenvolvimento de medicamentos naturais. Ademais, a tradição de religiões afro-brasileiras, como o Candomblé e a Umbanda, também desempenhou um papel importante ao integrar elementos espirituais com práticas de cura.</p><p>Por sua vez, as populações indígenas que habitavam o território brasileiro antes da chegada dos europeus desenvolveram suas próprias práticas medicinais, baseadas em uma compreensão íntima dos ecossistemas locais. A medicina indígena muitas vezes se baseia no uso de plantas medicinais, práticas de cura xamânicas e rituais que buscam o equilíbrio entre os seres humanos, a natureza e o mundo espiritual. Portanto, essa tradição ressalta a importância de uma abordagem</p><p>5</p><p>holística para a saúde, considerando não apenas o corpo físico, mas também a mente e o espírito.</p><p>A influência da medicina africana e indígena no Brasil é de extrema importância, não apenas pelo valor intrínseco de suas práticas medicinais, mas também pelo seu papel na promoção da diversidade cultural e na resistência à opressão histórica. Nesse viés, a preservação e valorização dessas tradições medicinais contribuem para a construção de uma sociedade mais inclusiva, respeitosa e consciente da diversidade cultural. Além disso, o conhecimento acumulado ao longo de gerações nesses grupos é uma fonte valiosa de sabedoria que pode complementar a medicina convencional, proporcionando uma visão mais ampla da saúde e do bem-estar.</p><p>Entretanto, é fundamental reconhecer que a medicina tradicional, embora tenha seu valor, não deve substituir a medicina baseada em evidências científicas. A integração responsável da medicina tradicional com a medicina moderna pode proporcionar uma perspectiva mais completa e eficaz para a saúde. Essa integração, aliada ao respeito pelas tradições culturais, contribui para uma abordagem mais abrangente e sensível às necessidades de saúde da população brasileira. Logo, a importância da influência da medicina africana e indígena no Brasil transcende o campo médico, abrangendo aspectos culturais, sociais e de saúde pública, enriquecendo assim a identidade do país e a abordagem ao cuidado com a saúde.</p><p>Outro tópico importante, é que muitas pessoas ainda possuem um certo preconceito</p><p>6</p><p>quando se trata das práticas medicinais africanas e indígenas, gerando comentários como “ervas não são remédios”, “isso é macumba”, “isso não é medicina”, entre outros. Além de um desrespeito com as culturas, é também um descaso religioso, já que muitos criticam essas práticas por terem origens nas religiões afro-brasileiras, a exemplo do Candomblé e da Umbanda. Dessa forma, o estudo deve mostrar a importância da influência dessas culturas e ao mesmo tempo, conscientizar as pessoas de que esses recursos são extremamente importantes para a história da medicina atualmente.</p><p>7</p><p>JUSTIFICATIVA</p><p>O estudo acerca do tema "A Importância da Influência da Medicina Africana e Indígena no Brasil" se justifica por diversas razões de ordem teórica e prática, todas fundamentais para compreender a riqueza cultural, histórica e científica do Brasil. Esta pesquisa possui uma relevância social incontestável, pois visa aprofundar o entendimento sobre as raízes da medicina brasileira e sua influência nas práticas médicas atuais, fomentando um maior respeito pela diversidade cultural e pelo conhecimento tradicional.</p><p>Em primeiro lugar, a relevância social é clara ao considerar que a medicina africana e indígena desempenhou um papel significativo na construção do sistema de saúde brasileiro. Essas práticas ancestrais foram essenciais para a sobrevivência e bem-estar das populações nativas e dos africanos trazidos como escravos. A compreensão aprofundada dessa influência é fundamental para apreciar a herança cultural que moldou a medicina brasileira.</p><p>Além disso, este estudo contribuirá para a expansão das formulações teóricas relacionadas à medicina tradicional. Ao analisar os conhecimentos, técnicas e práticas das medicinas africana e indígena, podemos enriquecer o campo teórico da medicina, trazendo à tona abordagens terapêuticas tradicionais que ainda podem ser relevantes na saúde contemporânea.</p><p>No que diz a respeito do estágio</p><p>de evolução dos conhecimentos relacionados a este tópico, constatam-se falhas substanciais na pesquisa acadêmica e científica. Muitos</p><p>8</p><p>estudos limitaram-se a examinar aspectos superficiais, deixando de explorar profundamente a complexidade e a diversidade das práticas médicas desses grupos culturais. Portanto, esta pesquisa se justifica como um passo importante para preencher essas lacunas e promover um entendimento mais completo.</p><p>Por fim, a pesquisa também se justifica ao possibilitar a sugestão de modificações no âmbito da realidade proposta pelo tema. Com um conhecimento mais profundo das influências da medicina africana e indígena no Brasil, é possível desenvolver estratégias de saúde mais culturalmente sensíveis, promovendo uma abordagem mais inclusiva e holística para a medicina no país.</p><p>9</p><p>REVISÃO TEÓRICA</p><p>Antes da chegada dos colonizadores europeus, os povos indígenas brasileiros compartilhavam informações culturais relacionadas à medicina tradicional entre suas tribos, o que resultou em práticas complexas, incluindo o uso de plantas nativas. Essas práticas influenciaram estudos médicos no período colonial.</p><p>A saúde dos indígenas no início da colonização era afetada por doenças como "febres", disenterias e bócio endêmico. No entanto, as fontes históricas sobre a saúde pré-colonial são limitadas, levando a especulações.</p><p>Nas crônicas da colonização, os indígenas eram descritos como saudáveis e vigorosos. A chegada de europeus introduziu novas doenças, como sarampo e tuberculose, que afetaram gravemente as populações indígenas.</p><p>Os indígenas tratavam doenças com plantas locais e rituais. Suas práticas compartilhavam princípios holísticos, considerando o equilíbrio entre corpo, mente e espírito.</p><p>Os conhecimentos indígenas tiveram um impacto duradouro na medicina tradicional brasileira, influenciando a pesquisa em farmacopeia e antropologia médica. Os colonizadores portugueses incorporaram esses conhecimentos em suas práticas médicas.</p><p>Os pajés desempenhavam um papel importante, realizando consultas e intervenções terapêuticas, incluindo procedimentos cirúrgicos simples, seguindo rituais e crenças místicas. (BARBOSA, 2015, p 4) 10</p><p>A chegada dos africanos ao Brasil via tráfico de escravos introduziu elementos místicos nas práticas da Medicina Tradicional durante a colonização, influenciando não só indígenas, mas também europeus. Os africanos enfrentavam precárias condições de saúde devido ao trabalho e à alimentação insuficiente, levando a problemas graves.</p><p>Eles aplicavam curas para as "moléstias do corpo" e as "moléstias da alma" por meio de rituais, rezas e benzeduras. A ausência de médicos e medicamentos convencionais na colônia levou europeus e mestiços a adotarem práticas medicinais africanas.</p><p>Havia uma fronteira tênue entre esses rituais e o que europeus consideravam feitiçaria, sendo condenado na Europa, mas relativamente tolerado no Brasil. O estigma em torno da magia levava os europeus a praticarem-na em segredo.</p><p>Além da magia, os africanos possuíam conhecimentos empíricos sobre venenos e ervas medicinais. Parte do conhecimento indígena sobre propriedades de plantas medicinais também foi absorvido pelos escravos negros.</p><p>Alguns escravos habilidosos na cura mágica ganharam reconhecimento, enquanto outros foram vistos como charlatães. Alguns escravos forros aprenderam profissões relacionadas à medicina convencional ou foram vendidos especificamente para cuidar da saúde durante o período colonial.(BARBOSA, 2015, p 9)</p><p>11</p><p>METODOLOGIA</p><p>O trabalho foi desenvolvido na disciplina de Laboratório de Mediação e Intervenção Sociocultural da 3ª série do Ensino Médio do Itinerário de Ciências Biológicas, Agrárias e da Saúde da ETEC PROFESSOR MASSUYUKI KAWANO, situada no município de Tupã – SP. A ação de formação apresenta uma pesquisa de estratégia qualitativa para o aprendizado de tópicos relacionados às PICS (Práticas Integrativas e Complementares em Saúde), aprofundando na análise da Importância da Medicina Africana e Indígena no Brasil. O trabalho foi dividido em partes de acordo com os integrantes do grupo, em seguida houve a realização de pesquisas sobre o tema, montagem do portfólio e discussão sobre os resultados encontrados. Por fim, o estudo foi finalizado e revisado para uma melhor compreensão da temática desenvolvida.</p><p>12</p><p>CRONOGRAMA</p><p>MÊS/ETAPAS</p><p>Abril</p><p>Maio</p><p>Junho</p><p>Julho</p><p>Agosto</p><p>Setembro</p><p>Outubro</p><p>Novembro</p><p>Escolha do tema</p><p>X</p><p>Levantamento bibliográfico</p><p>X</p><p>X</p><p>X</p><p>X</p><p>Elaboração do anteprojeto</p><p>X</p><p>X</p><p>Apresentação do projeto</p><p>X</p><p>Coleta de dados</p><p>X</p><p>X</p><p>X</p><p>X</p><p>Análise dos dados</p><p>X</p><p>X</p><p>X</p><p>X</p><p>X</p><p>Organização do roteiro/partes</p><p>X</p><p>X</p><p>X</p><p>Redação do trabalho</p><p>X</p><p>X</p><p>X</p><p>Revisão e redação final</p><p>X</p><p>Entrega do Projeto Final</p><p>X</p><p>13</p><p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>· BARBOSA, M. de O.; LEMOS, I. C. S.; KERNTOPF, M. R.; FERNANDES, G. P. A PRÁTICA DA MEDICINA TRADICIONAL NO BRASIL: UM RESGATE HISTÓRICO DOS TEMPOS COLONIAIS. Revista Interdisciplinar de Estudos em Saúde, [S. l.], v. 5, n. 1, p. 65–77, 2016. DOI: 10.33362/ries.v5i1.832. Disponível em: https://periodicos.uniarp.edu.br/index.php/ries/article/view/832. Acesso em: 21 abr. 2023.</p><p>· CAMARGO, Maria Thereza Lemos de Arruda. Plantas rituais de religiões de influência africana no Brasil e sua ação farmacológica. São Paulo: Universidade de São Paulo (USP), 1999. Disponível em: http://www.dominguezia.org/volumen/articulos/1512.pdf. Acesso em: 24 out. 2023.</p><p>· MATOS, Melquior Brunno Mateus; NUNES, Mônica da Silva. MEDICINA TRADICIONAL: TERAPIA INDÍGENA NO ESTADO DO ACRE. Acre: CCSD, Universidade Federal do Acre, 2017. Disponível em: https://periodicos.ufac.br/index.php/ahs/article/view/333. Acesso em: 24 out. 2023.</p><p>· RAVAGNANI, Oswaldo Martins. Subsídios para o estudo da medicina popular no Brasil. Araraquara: Universidade Estadual Paulista (Unesp), 1981. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/items/c661a869-a872-4fc9-9565-c8fca46f3adc. Acesso em: 24 out. 2023.</p><p>14</p>