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<p>O BICHO-PAPÃO</p><p>(THE BOOGEYMAN)</p><p>bjbbjhbbhj O BICHO-PAPÃO</p><p>(THE BOOGEYMAN)</p><p>Índice</p><p>O Folclore Brasileiro é o conjunto de expressões culturais populares que englobam aspectos da identidade nacio-</p><p>nal.</p><p>São exemplos mitos, lendas, brincadeiras, danças, festas, comidas típicas e demais costumes que são transmitidos</p><p>de geração para geração.</p><p>O folclore brasileiro é bem diversificado e conta com atributos das culturas portuguesa, africana e indígena.</p><p>Apesar dessa riqueza, o folclore só começa a figurar nas narrativas oficiais a partir do século XIX.</p><p>Com Mário de Andrade e a criação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), o folclo-</p><p>re ganha um aspecto mais acadêmico.</p><p>O BICHO-PAPÃO</p><p>(THE BOOGEYMAN)</p><p>CUCA</p><p>O HOMEM DO SACO</p><p>BOITATÁ</p><p>MULA SEM-CABEÇA</p><p>BOTO COR DE ROSA</p><p>CAIPORA</p><p>CURUPIRA</p><p>SACI</p><p>IARA</p><p>LOBISOMEM</p><p>CAPELOBO</p><p>NEGRINHO DO PASTOREIO</p><p>GRALHA AZUL</p><p>MAPINGUARI</p><p>PISADEIRA</p><p>COMADRE FULOZINHA</p><p>BOIUNA : A COBRA GRANDE</p><p>BRADADOR</p><p>CORPO SECO</p><p>IPUPIARA</p><p>MATINTA PEREIRA</p><p>LABATUT</p><p>NEGRO D’ÁGUA</p><p>BESTA FERA</p><p>ONÇA CELESTE</p><p>ANHANGÁ</p><p>BOI VAQUIM</p><p>GORJALA</p><p>QUIBUNGO</p><p>TUTU MARAMBÁ</p><p>CABEÇA ERRANTE</p><p>MÃOZINHA PRETINHA</p><p>PERNA CABELUDA</p><p>MÃO DE CABELO</p><p>PÉ DE GARRAFA</p><p>MINHOCÃO</p><p>CHIBAMBA</p><p>ALAMOA</p><p>ARRANCA LINGUAS</p><p>CABEÇA DE CUIA</p><p>CURACANGA</p><p>DIABINHO DA GARRAFA</p><p>O MENINO DO DENTÃO</p><p>ATAÍDE</p><p>BOI-DE-CONCHAS</p><p>CAPETA DO VILARINHO</p><p>CRAMONDONGUE</p><p>DOM MARACUJÁ</p><p>DRAGÃO DE GUABIRUBA</p><p>MONSTRO DA LAGOA DO CEMITÉRIO</p><p>RASGA MORTALHA</p><p>SERPENTE EMPLUMADA DA LAPA</p><p>TAPIORA</p><p>TYRYTYRY MANHA</p><p>BUMBA-MEU-BOI</p><p>PAI DO MANGUE</p><p>VOVÓ DO MANGUE</p><p>MOÇA BONITA</p><p>ANTA-CACHORRO</p><p>CAVALO-DE-TRÊS-PÉS</p><p>DOMINGO PINTO COLCHÃO</p><p>PISTOLEIRO DO TARANA</p><p>MULHER DE SETE METROS</p><p>BRUXA NICÁCIA</p><p>POMBERO</p><p>LA SACHAMAMA</p><p>HAJA-PAU</p><p>COTALUNA</p><p>FLOR DO MATO</p><p>VAQUEIRO MISTERIOSO</p><p>GIGANTE DE PEDRA DA GUANABARA</p><p>BODE NEGRO</p><p>JUMA</p><p>CAVALO BRANCO</p><p>A VELHA DE CHAPÉU</p><p>DOM SEBASTIÃO</p><p>CHUPACABRA</p><p>ET DE VARGINHA</p><p>MÃE DE PANTANHA</p><p>CÃO DO INFERNO</p><p>CHUPA-CU</p><p>OS 7 FILHOS DE TAU E KARENA</p><p>TEJU JAGUA</p><p>MBOI TU’I</p><p>MOÑAI</p><p>JACI JATERÊ</p><p>KURUPI</p><p>AO AO</p><p>LUISON</p><p>LOIRA DO BANHEIRO</p><p>MÃE DE OURO</p><p>ONÇA-BOI</p><p>PAI DO MATO</p><p>CARBÚNCULO : A SALAMANCA DO JARAU</p><p>JURUPARI</p><p>UALRI</p><p>CABRA CABRIOLA</p><p>ONÇA MANETA</p><p>ONÇA DA MÃO TORTA</p><p>FOGO-MORTO</p><p>BARBA RUIVA</p><p>CARNEIRO ENCANTADO</p><p>ACUTIPUPU</p><p>SANGUANEL</p><p>UNHUDO</p><p>PORCA DOS 7 LEITÕES</p><p>CACHORRA DA PALMEIRA</p><p>PORCOS VOADORES</p><p>ROMÃOZINHO</p><p>CACHORRINHA D’ÁGUA</p><p>MULHER DE 2 CORES</p><p>CANHAMBORA</p><p>BOCA DE OURO</p><p>CURUARA</p><p>MÃO PELADA</p><p>ENCOURADO</p><p>CUPENDIPE</p><p>CEIUCI</p><p>KILAINO</p><p>GUAJARA</p><p>COROACANGA</p><p>A MOÇA DE BRANCO</p><p>DAMA DA MEIA NOITE</p><p>A LOIRA DE CAETÉ</p><p>A LOIRA DO BONFIM</p><p>ZUMBI</p><p>A NOIVA DO JARDIM</p><p>CRESCE-MÍNGUA</p><p>GUNUCÔ</p><p>NÃO-SE-PODE</p><p>JANAÍ, O NOSSO VAMPIRO</p><p>MOTUCO</p><p>HOMENS DOS PÉS DE LOUÇA</p><p>JOÃO GALAFUZ</p><p>BICHO-HOMEM</p><p>CARUANAS</p><p>MÃE-DA-SERINGUEIRA</p><p>ONÇA BORGES</p><p>MENINO DOURADO</p><p>O BICHO-PAPÃO</p><p>(THE BOOGEYMAN)</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Bicho-Papão -Papão, Papa-Gente, Papão, Bebe Papão, Cuca, Papa-Figo, Tutu, Bitu, Boitatá, Manjaléu ou Mumu-</p><p>ca, papa-meninos.</p><p>Origem :</p><p>Ser imaginário das mitologias infantis Portuguesa e Brasileira, estando também presente no resto da Península</p><p>Ibérica, como na Galiza, na Catalunha e nas Astúrias.</p><p>Aparência :</p><p>Simplesmente a personificação do medo. Um ser mutante que pode assumir qualquer forma de ser ou animal</p><p>frequentemente de aspecto monstruoso comedor de crianças.</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Utilizado pelos pais para assustar e impedir que as crianças desobedeçam. Todas as suas representações estão as-</p><p>sociadas ao mal que pode ocorrer às crianças caso se afastem ou contrariem seus pais; a expressão “porta-te bem</p><p>senão vem o bicho-papão” induzia, assim, o respeito das crianças às ordens dos pais.</p><p>Na Galiza, é caracterizado como um ser gigantesco, podendo também ser um trasgo ou duende.</p><p>Na Espanha segundo C. Cabral ele possui um tamanho gigantesco, boca enorme, olhos de fogo e estômago de</p><p>forno ardente.</p><p>Na época das Cruzadas, a imagem de um ser assustador já era utilizada para gerar medo nas crianças. Os muçul-</p><p>manos projetavam esta figura no rei Ricardo, Coração de Leão, afirmando que caso as crianças não se comport-</p><p>assem da forma esperada, seriam levadas escravas pelo melek-ric (bicho-papão): “Porta-te bem senão o melek-</p><p>ric vem buscar-te”.</p><p>Segundo a tradição popular, o bicho-papão se esconde no quarto das crianças mal educadas, nos armários, nas</p><p>gavetas e debaixo da cama para assustá-las no meio da noite.</p><p>Outras versões dizem que ele permanece no telhado das casas, analisando o comportamento das crianças da</p><p>residência.</p><p>O nome “Papão” vem da expressão “papar”, que tem o sentido de “comer”, “devorar”, pelo fato da principal car-</p><p>acterística atribuída ao monstro em geral ser a de comer criancinhas. O mesmo sentido tem a expressão “man-</p><p>jar”, que deve ter originado o nome “manjaléu”, provavelmente a partir de uma alteração de “manja-léguas”, que</p><p>possui a ideia de “veloz”, “rápido”.</p><p>Cantigas :</p><p>Em Portugal, o papão é tema de uma antiga cantiga de embalar:</p><p>“Vai-te papão, vai-te embora</p><p>de cima desse telhado,</p><p>deixa dormir o menino</p><p>um soninho descansado.”</p><p>No Brasil, há a seguinte variação dessa canção:</p><p>“Bicho papão,</p><p>sai de cima do telhado</p><p>deixe esse menino</p><p>dormir sossegado.”</p><p>OBS.: Cantiga de Embalar ou Cantigas de Ninar : são canções donde as pessoas entoavam para fazer os bebês</p><p>ou crianças dormirem.</p><p>CUCA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Cuca ou Coca</p><p>Origem :</p><p>Acredita-se que se originou em Portugual/Espanha. Em Portugal existe um personagem folclórico muito conhe-</p><p>cido como “Coca”, representado como um dragão que havia sido morto por um santo.</p><p>A figura apareceria em procissões. A lenda teria chegado ao Brasil junto aos portugueses durante o período de</p><p>colonização. Ao chegar a figura Coca teria sido modelada e sido transformada em um personagem distinto.</p><p>Na língua tupi a palavra Cuca significa tragar ou engolir de uma vez só.</p><p>Aparência :</p><p>A Cuca nada mais nada menos é uma espécie de bicho-papão, um ser que causa medo nas crianças.</p><p>Representada como uma bruxa velha e feia ou um monstro com cabeça de jacaré. Na escrita de Monteiro Lobato</p><p>entre os anos de 1920 à 1947 ela é descrita como uma bruxa velha com unhas enormes e afiadas como as de um</p><p>gavião.</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Sua lenda segundo os pais é que aquela criança que não obedecesse ou se comportasse seriam pegos ou pegas</p><p>pela Cuca.</p><p>Dizem que quando a cuca completa 1000 anos, aparece um ovo perto de sua morada, e quando esse ovo abre a</p><p>nova cuca anuncia a cuca velha de que já se passaram 1000 anos, então a cuca velha tem que fazer um encantam-</p><p>ento e se transformar em um pássaro de canto triste, enquanto a nova cuca assume seu papel, fazendo maldades</p><p>maiores que antiga.</p><p>A Cuca dorme uma noite a cada 7 anos, e quando fica brava dá um berro que dá pra ouvir à 10 léguas de distân-</p><p>cia.</p><p>Cantigas :</p><p>Existem várias canções deste grande ser mitológico umas delas é a popular, muito comum no Nordeste Brasile-</p><p>iro:</p><p>“Nana, neném</p><p>Que a Cuca vai pegar</p><p>Papai foi pra roça</p><p>Mamãe foi trabalhar</p><p>Desce gatinho</p><p>De cima do telhado</p><p>Pra ver se a criança</p><p>Dorme um sono sossegado”</p><p>Outra versão que é mundialmente conhecida é :</p><p>Eta, moleque feio</p><p>Que não queria nanar</p><p>Ele tinha uma chinela</p><p>Que servia pra acalmar</p><p>Nana, neném</p><p>Que a Cuca vai pegar</p><p>Papai foi pra roça</p><p>Mamãe foi passear</p><p>Bicho-Papão, sai de cima do telhado</p><p>Deixa o moleque dormir sossegado</p><p>Nana, neném</p><p>Que a Cuca vem pegar</p><p>Papai foi pra roça</p><p>Mamãe foi passear</p><p>Vaca…</p><p>A cantora Cássia Eller chego a compor uma música :</p><p>Cuidado Com a Cuca</p><p>Que a Cuca te pega</p><p>Te pega daqui, Te pega de lá</p><p>A Cuca é malvada</p><p>E se fica irritada</p><p>A Cuca zangada</p><p>Cuidado com ela</p><p>A Cuca é matreira</p><p>E se fica zangada</p><p>A Cuca é danada</p><p>Cuidado com ela</p><p>Cuidado com a Cuca</p><p>Que a Cuca te pega</p><p>Te pega daqui, Te de lá</p><p>A Cuca é malvada</p><p>E se fica irritada</p><p>A Cuca zangada</p><p>Cuidado com ela.</p><p>Cuidado com a Cuca</p><p>Que a Cuca te pega</p><p>A Cuca é danada</p><p>Ela vai te pegar</p><p>O HOMEM DO SACO</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>O velho do Saco ou Papa Figo</p><p>Origem :</p><p>Não há evidências exatas de quando se deu o início das lendas, mas há uma estimativa histórica de que teria sido</p><p>com a chegada dos Sintos e dos Rom no Brasil. A migração do povo cigano para as Américas se deu no fim do</p><p>século XIX.</p><p>Outros já indicam que provavelmente</p><p>comum o animal deixar as suas vitimas com vida. A maioria o ser levava consigo para o fundo do</p><p>mar. Os índios acreditavam que a alma das suas vitimas não saiam mais das profundezas. Segundo a crença indí-</p><p>gena, O Ipupiara é um demônio colecionador de almas.</p><p>MATINTA PEREIRA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Matinta Pereira, Matinta, Mati-tapereira, Matim-taperê, Maty-Taperê, Saia-Dela (Pernambuco).</p><p>Origem :</p><p>Sul, Centro, Norte e Nordeste do Brasil. Para alguns é uma variação do Mito do Saci</p><p>Aparência :</p><p>Bruxa velha que à noite se transforma em um pássaro agourento negro</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Segundo o folclore brasileiro, mais precisamente na Região Norte do país.Trata-se de uma bruxa velha que à noi-</p><p>te se transforma em um pássaro agourento que pousa sobre os muros e telhados das casas e se põe a assobiar, e</p><p>só para quando o morador, já muito enfurecido pelo estridente assobio, promete a ela algo para que pare (geral-</p><p>mente tabaco, café, cachaça ou peixe). Assim, a matinta para e voa, e no dia seguinte vai até a casa do morador</p><p>perturbado para cobrar o combinado. Caso o prometido seja negado, uma desgraça acontece na casa do que fez a</p><p>promessa não cumprida.</p><p>Não se sabe ao certo a origem da lenda, muitos dizem que se trata de uma feiticeira que usa da magia para se</p><p>transformar em matinta. Os mais velhos diziam que a sina de transformação seria hereditária, ou seja passaria</p><p>de mãe para filha. No caso de não haver herdeira para a sina matinta, a dona da maldição se esconde na floresta</p><p>e espera que uma mulher passe por lá. Quando uma mulher finalmente passa, então ela pergunta: “quem quer?”.</p><p>Se a moça responder: “eu quero!” então ela se torna ainda naquela noite a Matinta Perera</p><p>Nas cidades amazônicas existem duas versões para a lenda da matinta, a primeira é que ela se transforma em</p><p>uma coruja rasga-mortalha ou num corvo, outra versão diz que ela se veste de uma roupa preta que lhe cobre</p><p>todo o corpo dando-lhe nos braços uma espécie de asa para que possa planar sobre as casas.</p><p>Há quem diga que existe um jeito de prender a Matinta e os materiais são simples: uma tesoura, uma chave co-</p><p>mum, um rosário bento e uma vassoura virgem. A chave deve ser enterrada e a tesoura fincada em cima do local,</p><p>o rosário se põe por cima da tesoura,tudo isso a meia-noite. Toda matinta que passar por ali ficará presa, mas</p><p>depois que ela for libertada deve-se varrer o local com a vassoura para que a sina não se espalhe. Outra versão</p><p>diz que ela não pode ouvir o nome de qualquer deus enquanto estiver transformada, pois se não o feitiço acaba,</p><p>já que, sendo uma bruxa, não tem uma religião.</p><p>Segundo os índios Tupinambás esta ave, era a mensageira das coisas do outro mundo, e que trazia notícias dos</p><p>parentes mortos.</p><p>Para se descobrir quem é a Matinta Perêra, a pessoa ao ouvir o seu grito ou assobio deve convidá-la para vir à sua</p><p>casa pela manhã para tomar café.</p><p>No dia seguinte, a primeira pessoa que chegar pedindo café ou fumo é a Matinta Perêra. Acredita-se que ela,</p><p>possua poderes sobrenaturais e que seus feitiços possam causar dores ou doenças nas pessoas.</p><p>Na região Norte, a Matinta Perêra, seria um pequeno índio, com uma perna só e com um gorro vermelho na</p><p>cabeça, semelhante ao Saci, que só anda acompanhado por uma velha muito feia.</p><p>Esta é provávelmente uma adaptação da lenda do Saci. Inclusive o passáro no qual ela se transforma chamada</p><p>Matiapererê, que além de ser preta tem o costume de andar pulando numa perna só, é a mesma que entre os</p><p>Tupinambás, com o tempo se transformou no moleque Saci.</p><p>LABATUT</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Labatut</p><p>Origem :</p><p>Européia com elementos indígenas; Conhecido na região da Chapada do Apodi, na divisa entre o Ceará e o Rio</p><p>Grande do Norte</p><p>Aparência :</p><p>Com forma humana, seus pés são redondos, mãos são compridas, os cabelos são longos e assanhados e seu cor-</p><p>po é cabeludo, podendo as vezes no lugar dos pelos encontrar grandes espinhos, tendo só um olho na testa e seus</p><p>dentes são como os do elefante, sendo considerado pelos nativos, pior que o lobisomem, a caipora e o cão coxo.</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Conhecido no sertão nordestino do Brasil como uma entidade mística. O Labatut adquiriu seu caráter de malva-</p><p>do como herança da imagem que ficou na lembrança do povo sobre a atuação do general Francês Pedro LABA-</p><p>TUT, que esteve no Ceará, de junho de 1832 a abril de 1833 na Guerra de Independência do Brasil, reprimindo</p><p>a insurreição de Joaquim Pinto Madeira. Dizia-se que esse general era extremamente violento e muito cruel.</p><p>Fuzilou muitos negros, surrou muitas pretas, e em virtude de incontrolável crueldade acabou revoltando até o</p><p>exército. O lendário general mercenário não poupava seu adversários</p><p>Pierre Labatut, ou Pedro Labatut nasceu em 1776 em canes, foi um militar francês, que combateu na guerra de</p><p>independência do Brasil. Foi admitido ao serviço do Príncipe Regente D. Pedro no dia 3 de julho de 1822, no</p><p>posto de brigadeiro, em razão da carência de oficiais no exército recém organizado. Labatut recebeu o título em</p><p>vida de Marechal de campo, deixou o serviço em 1842 e faleceu em 1849 na cidade de Salvador .</p><p>O monstro possui a particularidade de comer as crianças por terem a carne mais mole e sai a caça nas ruas e</p><p>estradas desertas, em noites de vento ou de lua cheia. Com isso ficou conhecido no Rio Grande do Norte como</p><p>comedor de crianças. Dizem que ele mora no fim do mundo e gosta de pairar às portas para ouvir quem fala,</p><p>quem canta, quem assobia e quem ressonar alto.</p><p>A crueldade e brutalidade humana está personificada na lenda sob a forma de Labatut. Os animais não são</p><p>cruéis, pois vivem instintivamente e só matam ou devoram quando são ameaçados ou estão com fome. A ima-</p><p>gem animalesca de Labatut refletem a idéia que o homem faz de si próprio, isto é, ele projeta nos animais seus</p><p>ódios, seus desejos, seus temores…</p><p>O animal é a realidade, enquanto que o homem para fugir dela, criou um mundo imaginário. Os monstros</p><p>criados pela imaginação fértil do homem simbolizam as dificuldades a vencer ou os obstáculos a ultrapassar. O</p><p>monstro é a imagem do “Eu inconsciente”, que é necessário vencer, para desenvolver o “Eu individualizado”.</p><p>Encontramos exatamente essa mesma noção no monstro do pesadelo, o qual personifica o medo ou o perigo. O</p><p>sonhador deve enfrentar esse monstro noturno, porque, do contrário, ressurgirá cedo ou tarde em outro sonho.</p><p>Dominar o medo já é vencer o monstro!</p><p>NEGRO D’ÁGUA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Negro D’água, Nego D’água ou caboclo d´água</p><p>Origem :</p><p>Não existente. Porém sua historia e bastante conhecida entre pessoas ribeirinhas, principalmente na Região Cen-</p><p>tro-Oeste do Brasil</p><p>Aparência :</p><p>Homem negro alto, forte, careca, orelhas pontudas, possui o corpo coberto de escamas como a de um anfíbio</p><p>além de apresenta nadadeiras tanto nas mãos quanto nos pés.</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Vivendo em diversos rios (Rio Tocantins, Rio Grande e o Rio São Francisco) e manifestando-se com suas gar-</p><p>galhadas, ele costuma aparecer para pescadores e outras pessoas que estão em algum rio na qual raramente sai</p><p>dele, seu objetivo seria amedrontar as pessoas que por ali passam, como partindo anzóis de pesca, furando redes</p><p>dando sustos em pessoas a barco, derrubando canoas dos pescadores, isso se eles se negarem de dar um peixe.</p><p>Em alguns locais do Brasil, ainda existem pescadores que, ao sair para pescar, levam uma garrafa de cachaça e a</p><p>jogam para dentro do rio, para que não tenham sua embarcação virada.</p><p>Relatos de que a criatura vive no Velho Chico, junto com os peixes</p><p>Conta-se qualquer um pode ficar amigo do Nêgo d’Água e até pedir que lhe conceda favores usando os poderes</p><p>sobrenaturais que tem. Mas para isso é preciso cortar uma das garras dele. A artimanha é flagrá-lo em um mo-</p><p>mento de distração, espichado sobre uma pedra, quase cochilando durante o banho de sol. Isso é o que dizem lá</p><p>pelas bandas de Petrolina.</p><p>BESTA FERA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Besta-Fera ou Bestafera</p><p>Origem :</p><p>Ser Mítico do Folclore Português e Brasileiro</p><p>Aparência :</p><p>Centauro, metade homem, metade cavalo,</p><p>com garras enormes e afiadas nas mãos. Sua cabeça que é variante,</p><p>algumas vezes sendo dita como invisível, e outros afirmam ter a cabeça de um lobisomem</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Criatura sobrenatural do Folclore Brasileiro, mas de origem Portuguesa, acreditando-se ter chegado aqui na épo-</p><p>ca da colonização, soando como uma mistura da Mula-sem-cabeça com o Lobisomem.</p><p>A lenda fala que o monstro é o Diabo e que toma essa forma e sai do inferno para galopar nas noites de lua cheia</p><p>ou como outros relatam para colocar o sinal da besta nas pessoas, sendo que estas marcadas irão pro inferno, ou</p><p>galopa pelas áreas florestadas a procura de uma flor vermelha coberta de sangue que na qual desaparece, ele tem</p><p>cascos que fazem barulhos cortantes e solta relinchos como um Cavalo Infernal, que se assemelha a uma gargal-</p><p>hada sobrenatural, aterroriza as pessoas além de chicotear animais pelo caminho.</p><p>Ao passar pelos vilarejos com seu tenebroso galope as pessoas se traçam com urgência em suas casas, ele atrai</p><p>dezenas de cães de rua, e para nas casas e quintais que tem cachorros presos para libertá-los e continuar seu</p><p>trote.</p><p>Quando para em frente a uma casa, pode se ouvir sua respiração forte de cansaço, e logo ele começaria a arran-</p><p>har as portas e janelas. Não se deve olhar para a criatura, muito menos pelo rosto, pois se acredita que a visão da</p><p>sua face por causar a loucura temporária de uma pessoa. O que se recomenda-se a fazer é rezar o CREDO para</p><p>que a criatura siga seu caminho.</p><p>A besta corre pelas ruas assim que o relógio bate a meia-noite, seu destino final é o portão de algum cemitério,</p><p>o jeito mais fácil de livrar essa criatura do caminho é rezando o Credo ou segurando um objeto de aço que seja</p><p>bento.</p><p>ONÇA CELESTE</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Onça Celeste, Charía ou Anhá</p><p>Origem :</p><p>Mitologia Tupi-Guarani</p><p>Aparência :</p><p>Um onça, de olhos vermelho e corpo da cor do céu</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Espirito Maléfico. Os Tupi-Guarani relatam que os eclipses solares e lunares ocorrem porque o mesmo sempre</p><p>perseguia os irmãos e Deuses Guaraci (O Sol) e Jaci (A Lua) que o importunam. Chariá se localiza em dois lug-</p><p>ares opostos do céu e seu olho direito representado por duas estrelas vermelhas, Antares, da constelação do signo</p><p>de Escorpião, e a Aldebaran, da constelação do signo de Touro. Essas constelações ficam em oposição no zodía-</p><p>co, onde passam o Sol, e a Lua e os planetas, observados da Terra.</p><p>Uma noite por mês, A Lua aproxima-se de Antares e de Aldebaran, e o Sol chega perto dessas estrelas vermelhas</p><p>um dia por ano, podendo ocorrer eclipses. Na ocasião de eclipses, os Tupi-Guarani fazem grande algazarra com</p><p>o objetivo de espantar a onça celeste, pois acreditam que ela pode matar o Sol e a Lua. Caso aconteça, a terra</p><p>cairá e ficaria numa completa escuridão e em seguida o Fim do Mundo.</p><p>No inicio do tempo e espaço, antes de fixarem no céu, Guaraci e Jaci, habitavam a terra e viviam juntos em diver-</p><p>sos aventuras. Um dia, os irmãos encontraram Charia, pescando em um rio. Com objetivo de importuna-lo, que</p><p>ate então não havia percebido os irmãos, Guaraci mergulhou e mexeu no anzol, imitando um peixe. Charia pux-</p><p>ou o anzol vazio, caindo para trás. A Divindade repetiu a façanha por 3 vezes e em todas as vezes a onça caíra.</p><p>Em seguida Jaci disse sorrindo que seria a vez agora.</p><p>Ao mergulhar e se deslizando ate o anzol. Charia por ser mais rápido pescou a Lua e a matou com um bastão de</p><p>madeira. Em seguida voltando pra casa levando-a junto como um pescado para come-la com sua mulher. Du-</p><p>rante o cozimento da Lua, o Sol chega na hora sendo convidado para comer com eles. O Sol agradeceu dizendo</p><p>que aceitaria apenas um pouco do caldo de milho e pediu que não jogasse fora os ossos do peixe, pois gostaria de</p><p>leva-los. Após recolhe-los e leva-los pra longe, utilizando sua divindade, ressuscitou sua irmã mais nova.</p><p>Assim, um eclipse Lunar representa a Lua sendo devorada pela onça, sendo que a cor vermelha é o próprio</p><p>sangue da Lua que a oculta. Daí a Lua só ressurge com toda sua plenitude, como Lua Cheia, pois seu irmão mais</p><p>velho o Sol ressuscita e a salva.</p><p>ANHANGÁ</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Anhangá, Anhanga ou Ahiag̃</p><p>Origem :</p><p>Folclore Indígena Brasileiro. Mas precisamente o Folclore Amazônico</p><p>Aparência :</p><p>Espírito Metamorfo podendo assumir varias formas, porem sua principal forma assumida e a de um veado</p><p>enorme, de coloração branca, olhos vermelhos como o fogo, chifres pontudos e uma cruz na testa</p><p>Versões da Lenda :</p><p>O Anhangá é um espírito poderoso, que protege as matas, rios e os animais selvagens.</p><p>Anhá-Angá, “anhang” do tupi-guarani. “Ang” significando Alma e “Anhá”, correr, ou seja, uma alma que corre.</p><p>Pode ser traduzido por alma errante dos mortos, sombra, espírito ou, como fala o caboclo, visagem, que é o mes-</p><p>mo que espectro, fantasma e assombração.</p><p>Geralmente, ele aparece na forma de um veado, mas existe diversas formas :</p><p>1 - Mira-anhangá – forma de gente</p><p>2 - Tatu-anhangá – forma de tatu</p><p>3 - Suasu-anhangá – forma de veado</p><p>4 - Tapiira-anhangá – forma de boi.</p><p>5 - Pirarucu-anhanga – forma de peixe piracuru</p><p>Existem outras formas assumidas tipo : pássaro (galinha do mato), macaco, morcego, rato, tartarugas e duendes</p><p>Diz a lenda que ele pune caçadores que maltratavam os animais e a floresta. Os invasores podiam levar pauladas</p><p>invisíveis, chifradas e coices, ou cair no encanto de ilusões mágicas, perdendo-se na mata ou coisa pior se alguém</p><p>fizesse pouco caso de Anhangá e se o caçador desprevenido que aproximar-se de Anhangá em forma de veado</p><p>tenta-se abatê-lo, teria uma desagradável surpresa, pois expelindo fogos pelos olhos, o atacaria com incontrolável</p><p>fúria.</p><p>O Anhangá traz para aquele que o vê, ouve ou pressente certo prenúncio de desgraça, e os lugares freqüentados</p><p>por ele são mal-assombrados. Quando assobia a caça e a pesca desaparecem por encanto.</p><p>Apesar de os poderes de Anhangá a astúcia de caçadores e pescadores consegue neutralizá-los em parte.</p><p>Contam que todos que se dispuseram voltar para procurar o ofertório, jamais o encontraram</p><p>Dizem que se o caçador quisesse ter uma caça tranqüila, e pedir sua proteção era apenas ofertar aguardente ou</p><p>fumo (tabaco) ou dizer : “Meu compadre me dê uma boa caça, que lhe presenteio com um pouco de tabaco”.</p><p>Se a pessoa for atendida, dever cortar uma vara, rachar sua ponta e nela introduzir o tabaco, mortalha para</p><p>cigarros e fósforo. Feito isso espeta a vara nas proximidades onde a caça foi abatida, dizendo: “compadre está aí o</p><p>tabaco prometido”.</p><p>Agora caso quisesse manter-se afastado do espírito era apenas entrar na mata, acender foguetes com duas ou três</p><p>cargas. Mas se estiver dentro dela fazer uma defumação com castanha de caju ou fazer uma cruz com madeira da</p><p>própria mata.</p><p>O fumo assume um relevante papel no cotidiano das gentes do mato. O tabaco é utilizado também como</p><p>ofertório para aplacar a ira, a cólera, dos seres punitivos e vingativos, ou agradar os benfeitores; para afastar as</p><p>influências maléficas e atrair a proteção das deidades do mato.</p><p>Um caçador que ameaça algum animal, principalmente se for uma fêmea amamentando seu filhote, é perseguido</p><p>por anhangá.</p><p>Dizem que a muito tempo, um índio insistiu em perseguir uma veada, mesmo vendo que ela estava com sua cria.</p><p>No alto de uma montanha, anhangá, com seus olhos vermelhos e ar majestoso, observava a cena.</p><p>Com grande crueldade, o índio armou seu arco e fecha e desparou contra o filhotinho, ferindo o pobre animalz-</p><p>inho. Não satisfeito com tanta crueldade, agarrou o pobrezinho e escondeu-o atrás de uma árvore. Apavorado,</p><p>o veadinho gritou pela sua mãe. Ao ouvir os gritos desesperados do filhote, a veada aflita correu na direção da</p><p>árvore.</p><p>O índio, com sua arma preparada, disparou uma flechada no pobre bicho. Todo alegre aproximou-se do animal</p><p>caído e para sua surpresa… viu a sua mãe caída no lugar do grande cervo.</p><p>Aos gritos o índio o percebeu que fora vítima de uma ilusão criada pelo grande veado branco. E saiu correndo</p><p>pela floresta.</p><p>Cantigas :</p><p>Rios e matas,</p><p>passarela da ilusão,</p><p>muitas são as máscaras</p><p>do desfile de assombração.</p><p>Caçador, muito cuidado</p><p>com o que irás caçar,</p><p>se for branco, o veado,</p><p>é melhor não atirar.</p><p>Se de olhos afogueados</p><p>nem lhe deite um olhar,</p><p>pois é alma do outro lado,</p><p>é o encantado Anhangá.</p><p>Se quiseres boa caça,</p><p>faz à ela um agrado:</p><p>na ponta de uma vara,</p><p>deixa um pouco de tabaco,</p><p>os fósforos e a mortalha,</p><p>para que faça seu cigarro.</p><p>Anhangá quando fuma,</p><p>deixa de assoviar,</p><p>caçador vai à caça,</p><p>foi o trato com Anhangá..</p><p>Anhangá, Anhangá, Anhangá!</p><p>Anhangá, Anhangá, Anhangá!</p><p>BOI VAQUIM</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Boi Vaquim</p><p>Origem :</p><p>Rio Grande do Sul</p><p>Aparência :</p><p>Boi com asas e chifres de ouro, chispa fogo na ponta dos chifres e tem olhos de diamante.</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Trata-se de um ser fabuloso do Rio Grande do Sul, descrito pelo historiador Contreira Rodrigues. Dizem que é</p><p>preciso muita coragem para laçá-lo, braço forte, cavalo bom de pata e de rédeas.</p><p>No Rio Grande do Sul havia um retirante conhecido como João do leite, pois entregava aos moradores da cidade</p><p>e da zona rural o leite que eles todos os dias consumiam.</p><p>Certa madrugada ainda bem cedinho, João do leite saiu de sua casa e foi até o curral para iniciar mais um dia de</p><p>trabalho tirando leite das vacas para de manhã quando o sol nascesse pudesse pegar sua carroça e sair a entre-</p><p>gar e vender seu leite para com ele sustentar sua família. No entanto, nesta madrugada estava mais frio do que o</p><p>normal para o outono, e João do leite então se agasalhou bem para dar início à retirada do leite da vaca. Sozinho</p><p>no curral João do leite acendeu as luzes e, pegando seu banquinho e a caçamba, amarrou os pés da vaca da vez e</p><p>começou a retirar o leite da vaca em mais um dia de trabalho árduo na fazenda. Todavia, quando o relógio mar-</p><p>cou três da madrugada, João viu a luz do curral desligar do nada, fazendo-o praguejar de raiva:</p><p>− Bah! Mas o que foi isso tchê?</p><p>João então riscou o isqueiro que sempre levava no bolso para acender seu cigarrinho de palha e caminhou até o</p><p>interruptor do curral para religa-lo; no entanto, quando apertou o interruptor, este não ligou a luz novamente,</p><p>ligando-o e religando-o diversas vezes, mesmo assim a luz do curral não acendeu. João então, muito bravo,</p><p>começou novamente a praguejar, dizendo:</p><p>− Bah! Mas só me faltava essa. A luz do curral queimou. Bem, se eu for concertar a luz isso vai tomar muito do</p><p>meu tempo e eu não vou conseguir tirar a quantidade de leite necessária para cumprir o compromisso de hoje,</p><p>então eu vou é pegar um bocado de velas lá em casa e trabalhar a luz de velas mesmo.</p><p>João então, sob a luz faiscante de seu isqueiro, abriu a porteira do curral e subiu em direção à sua casa, lá che-</p><p>gando abriu o armário e pegou um bocado de velas e retornou ao curral. Todavia, quando João, com o isqueiro</p><p>faiscante na mão esquerda e o bocado de velas na mão direita que, em seguida colocou no bolso do casaco, abriu</p><p>a porteira ouvindo seu ranger, virou-se para o curral ainda escuro, mas iluminado pelo fogo do isqueiro de</p><p>João, viu à sombra da penumbra da madrugada sombria e fria naquele curral, um boi muito grande com asas e</p><p>guampas de ouro. No susto daquela visão repentina João acabou deixando seu isqueiro cair no chão do curral.</p><p>Na completa escuridão, João se agachou rapidamente e começou a passar a mão no chão para ver se conseguia</p><p>encontrar novamente o seu isqueiro. Depois de algumas tentativas, João enfim encontrou seu isqueiro, mas este</p><p>havia caído numa possa de urina de vaca e, molhado, não funcionara novamente.</p><p>João então percebendo que estava no completo breu sombrio da escuridão do curral se levantou e começou</p><p>a procurar no escuro a porteira; foi quando João de repente começou a ouvir o barulho de um boi bufando e</p><p>roçando a pata no chão, viu uma luz clarear atrás de si. Neste momento João, mesmo sendo corajoso e acostu-</p><p>mado com a escuridão da noite, sentiu um frio na espinha e começou a se virar lentamente para ver o quanto</p><p>pudesse naquela escuridão o que estava acontecendo e, de repente, quando se virou completamente, João se</p><p>deparou novamente com aquele boi com asas e guampas de ouro, só que desta vez esse boi estava a soltar fogo</p><p>pelo nariz e com este a iluminar parte do curral. João então, completamente aterrorizado, ficou paralisado olhan-</p><p>do aquele monstro bovino e, quando pensou em se virar para tentar abrir a porteira e sair correndo do curral, o</p><p>Boi Vaquim então veio com toda força para cima de João e o matou com uma pancada no peito.</p><p>GORJALA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Gorjala</p><p>Origem :</p><p>Folclore das regiões Norte e Nordeste do Brasil</p><p>Aparência :</p><p>Gigante oriundo de tonalidade preta, com bocarra escancarada e faminta, e possui um olho</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Costuma ocultar-se nas serras e nos penhascos cobertos de fraturas e escarpas, pois adora, nos seus momentos</p><p>de ação, empreender longas caminhadas sobre os abismos e os precipícios, vencendo-os em largas passadas,</p><p>como se nada fossem.</p><p>Espécie de guardião ancestral das florestas, tem coo função similar à da maioria do seus colegas de ofício, que</p><p>é a de perseguir até a morte os invasores dos seus verdes de domínio. Tal como o Mapinguari, O Gorjala tem o</p><p>habito horripilante de enfiar a sua presa debaixo do sovaco e ir comendo-a aos pedacinhos.</p><p>Habita as serras e penhascos do Ceará. E há quem diga que ele possa ser uma alma de um ex escravo faminto</p><p>Sua figura está associada à dos gigantes tradicionais do fabulário universal ( Ciclopes) e se constitui numa espé-</p><p>cie de Polifemo ou de um Golias barrocamente exacerbado, provavelmente importado e aclimatado às nossas</p><p>florestas, já que nossos índios nunca foram apaixonados por gigantes. O próprio nome Gorjala remete à indu-</p><p>mentária medieval europeia: gorjal era uma peça da armadura dos cavaleiros andantes, destinada a proteger a</p><p>garganta, ou a gorja, como se dizia arcaicamente, era um dos reptos preferidos das velhas gestas portuguesas).</p><p>Dessa associação, passou-se inevitavelmente à imagem de um ser com a boca desproporcional.</p><p>Suas presas são geralmente um caçadores extraviados, e seus gritos lancinantes de socorro soam como o canto</p><p>harmonioso da mais afinada das aves.</p><p>Um casal de Juiz de Fora foi acampar na serra de Ibitipoca. Viajaram de carro pela manhã e, no fim da tarde</p><p>chegaram até o parque de Ibitipoca. Lá montaram acampamento e se sentaram do lado de fora da barraca junto</p><p>ao fogo enquanto tomavam chocolate quente, fumavam maconha e namoravam a luz da lua cheia. Era época de</p><p>baixa temporada e eles estavam sozinhos no camping do parque nesta noite.</p><p>Resolveram então dar umas voltas pelo interior do parque e ir até uma de suas cacheiras de águas gélidas e ne-</p><p>gras. Tentaram entrar na água, mas ela estava muito gelada, então desistiram de se banhar e resolveram ficar a</p><p>beira da cachoeira fazendo amor sob a luz. Depois de se amarem acenderam outro baseado e ficaram ali a obser-</p><p>var a lua e a ouvir o som das águas negras da cachoeira.</p><p>Meia hora depois começaram a ouvir barulhos estranhos vindo da mata; pareciam passadas grandes, mas como</p><p>estavam sobre efeito de maconha, pensaram estar viajando e não levaram aquele barulho estranho a sério e con-</p><p>tinuaram abraçados a observar a lua. Foi quando de repente ouviram novamente os passos no meio da mata, mas</p><p>desta vez estavam mais intensos e mais próximos; desta vez perceberam que não era uma alucinação causada</p><p>pela maconha, ambos estavam ouvindo os mesmos passos vindos em sua direção e, sob a luz da lua, viram bem</p><p>ao longe o mato ser rebaixado como se alguém imenso estivesse pisando sobre ele. Assustados, juntaram suas</p><p>coisas e começaram a andar em direção ao acampamento, mas continuavam a ouvir as passadas imensas pelas</p><p>ravinas, escarpas e grotões; neste momento começaram a sentir um grande medo e de acordo com que as passa-</p><p>das iam se aproximando, o medo se transformou em pavor e começaram a correr.</p><p>No entanto, no meio da correria no mato, a moça tropeçou em uma pedra e caiu, machucando um pouco seu</p><p>joelho, seu namorado se voltou para ela e, dando-lhe a mão, puxou-a para</p><p>cima, mas quando eles olharam para</p><p>trás, viram sob a sombra da lua um gigante preto e feio, com mais ou menos uns 30 m de altura, vindo em sua</p><p>direção.</p><p>Completamente espantados e não querendo acreditar que aquilo fosse real, ambos ficaram mudos e paralisados a</p><p>observar o gigante da serra se aproximara deles mais e mais e, quando ficou a alguns poucos metro de distância,</p><p>o gigante olhou-os fixamente nos olhos e, antes que eles pudessem fugir, passou a mão direita em seus corpos</p><p>frágeis e os colocou em baixo do braço e, enquanto ia andando com suas passadas enormes sobre a mata densa</p><p>do parque, o gigante os comeu um a um, pedaço a pedaço.</p><p>QUIBUNGO</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Quibungo, Kibungo ou Xibungo</p><p>Origem :</p><p>Africana</p><p>Aparência :</p><p>Metade homem, metade animal. Possui-a uma cabeça enorme e um buraco ou um tipo de boca cheia de dentes</p><p>afiados em suas costas. Quando se abria após abaixar a outra cabeça utilizava para devorar as crianças.</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Conta-se que a lenda teria chegado ao Brasil por intermédio de escravos bantos oriundos da Angola e com isso</p><p>sendo incorporada ao folclore baiano. Na Angola e no Congo, o nome Quibungo significava “lobo”, mas podia</p><p>ser interpretada como “ladrão” ou “invasor”.</p><p>A criatura é uma espécie de bicho-papão , que devorava crianças arteiras e desobedientes. Similar as lendas da</p><p>Cuca, Velho do Saco, Tutu Marambá e ...., porém a única coisa que os difereciava era sua aparência.</p><p>O Quibunga tinha a fama de não ser muito inteligente, tampouco esperto. Era medroso e bastante covarde, talvez</p><p>por causa de sua vulnerabilidade. Ele podia ser morte como uma pessoa normal, com facas, armas de fogo e ....</p><p>TUTU MARAMBÁ</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>O Bicho-Tutu ou Tutu Marambá</p><p>Origem :</p><p>Conhecido no Norte/Nordeste o Brasil</p><p>Aparência :</p><p>Qualquer tipo de forma (Bicho-Papão), porém é comum aparecer como uma grande sombra negra com olhos</p><p>brilhantes e grandes dentes afiados.</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Tipo um irmão do Bicho-Papão e do Boi da Cara Preta, o Tutu Marambá é uma criatura toda negra, sem ter,</p><p>porém, forma discernível alguma. (A palavra Tutu, segundo Câmara Cascudo, provém do termo africano quitu-</p><p>tu, que significa “ogro” ou “papão”.), importados da Europa e da África.</p><p>Apesar de não ser tão popular, o Tutu marambá é senhor dos terrores noturnos infantis na Bahia, em Pernambu-</p><p>co, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.</p><p>Adora comer carne de crianças, principalmente as bonitas e as que dormem tarde! Diz a lenda que ele se esconde</p><p>atrás das portas das casas para capturar as crianças para comer, que escuta as conversas e até imita vozes, além de</p><p>persegui crianças arteiras e, principalmente, aquelas que não querem dormir</p><p>As mães usavam cantigas de ninar para espantar o Tutu, que não gosta de música!</p><p>Existem várias modalidades da criatura, das quais a mais singular é a do Tutu-zambê, que, além de não possuir</p><p>forma, não possui também a cabeça.</p><p>Na Bahia, por sua vez, o Tutu marambá deixa de ser uma mera sombra para assumir a forma explícita de um</p><p>porco-do-mato, graças à semelhança dos termos tutu e caititu. (O caititu, ou queixada, é uma espécie de porco</p><p>selvagem, montaria predileta do Caipora nortista.)</p><p>Cantigas :</p><p>1 - Tutu Marambá não venhas mais cá</p><p>Que o pai do menino te manda matar</p><p>Durma neném, que a Cuca logo vem</p><p>Papai está na roça e Mamãezinha em Belém</p><p>Tutu Marambá não venhas mais cá</p><p>Que o pai do menino te manda matar (repete)</p><p>2 - Tutu-Maramabaia vai-te embora</p><p>Sai de cima do telhado</p><p>Deixa o menino dormir</p><p>O seu soninho sossegado.</p><p>3 - Bicho-papão</p><p>Sai de cima do telhado</p><p>Deixe este menino</p><p>Dormir sossegado .</p><p>CABEÇA ERRANTE</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Cabeça Satânica ou Cabeça Errante</p><p>Origem :</p><p>Europeia, e certamente tem raízes portuguesas. Versões mais aceitas é a de que tenha chegado ao país através</p><p>dos colonizadores desembarcados em Recife-PE, Alagoas e Paraíba, mas depois foi se espalhado pelas zonas do</p><p>agreste, sertão e alto sertão, sendo pouco conhecida nas capitais.</p><p>Aparência :</p><p>Versão 1 : cabeça de uma pessoa de cabelos compridos, a se deslocar rolando ou saltitando pelo chão, mostran-</p><p>do os olhos arregalados e amedrontadores, sempre com um grande sorriso enigmático estampado na face.</p><p>Versão 2 : cabeça de um cangaceiro de feições rudes e castigadas pelas adversidades, que contempla sorridente</p><p>a todos os que com ela se deparam.</p><p>Versão 3 : cabeça conduzida por outro ser fantasmagórico, que com uma das mãos a segura pelos cabelos, mas</p><p>a solta assim que se defronta com alguém, para que ela possa perseguir a vítima, que por infelicidade, estava no</p><p>lugar errado e na hora errada.</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Costuma surgir de repente, como se fosse uma pessoa comum, quase sempre de costas para o individuo a quem</p><p>pretende intimidar. Isso sempre acontece tarde da noite e em lugares onde haja pouca luminosidade, certamente</p><p>porque a obscuridade aumentará a sensação de pavor. Então aquela pessoa estranha e irreconhecível, se desfaz</p><p>no chão em poucos segundos, surgindo em seu lugar à assustadora cabeça rolante. Trata-se de uma entidade</p><p>tão temida pelos habitantes das regiões afastadas, que a simples menção do seu nome já exige o Sinal da Cruz, e</p><p>costumam evita-lo, mesmo quando a conversa gira em torno de assombrações. Isso porque associam seu nome</p><p>à encarnação viva do próprio diabo, que costuma sair a noite, para perseguir aqueles que por qualquer motivo,</p><p>estão perambulando pelas ruas, com ou sem destino.</p><p>Dizem que basta um toque dessa entidade maligna, para que a pessoa alcançada adoeça e morra logo em segui-</p><p>da, é considerado sinal de agouro quando ela corre pelas noites a fora, e de repente se detém diante de alguma</p><p>casa. Nesses casos, tem-se como certo que uma das pessoas que moram ali, acabará morrendo ou contraindo</p><p>doença grave no prazo de poucos dias. Para que isso não aconteça será necessário que um padre exorcize o local,</p><p>para depois os moradores nele realizarem uma novena. Essa é, na certeza geral, a única maneira do mal ser af-</p><p>astado definitivamente.</p><p>Em algumas regiões essa entidade é também descrita como uma enorme cabeça que surge mostrando seus</p><p>cabelos e olhos de fogo, sempre gargalhando de forma tenebrosa, espalhando terror e pânico por onde costu-</p><p>ma passar. Para proteger-se dos malefícios que essa aparição sempre acarreta, recomenda-se que uma cruz feita</p><p>da palha do Domingo de Ramos, seja colocada do lado de fora da porta de entrada da casa, como se fosse um</p><p>amuleto a protegê-la. Mas quando ele não funciona e a sinistra cabeça detém-se diante da casa, fazendo com que</p><p>seu hálito horrível atravesse as frestas da porta e seja sentido por seus moradores, o recurso é que eles se agarrem</p><p>a um terço bento e comecem a rezar, mantendo sempre bem fechados todos os ferrolhos de portas e janelas, que</p><p>possam permitir a entrada da aberração que está do lado de fora.</p><p>De fato, a tradição da cruz com as palhas do Domingo de Ramos afixadas à porta das casas, é ainda hoje um</p><p>costume largamente praticado pelos moradores das regiões Norte e Nordeste do Brasil.</p><p>O tema da Cabeça Errante e falante aí aparece como centro etiológico. Trata-se da explicação do próprio astro</p><p>celeste. Se assemelha ao mito do Maranhão ou Pará do Cumacanga ou Curacanga.</p><p>Na Europa e Ásia há a tradição das cabeças humanas que voam, destacadas do corpo, atravessando os ares, es-</p><p>palhando pavor. Na américa do sul, Bolívia, há a Catecate, que aparece por cima dos tetos amigos, queixando-se,</p><p>iluminando o interior com seus olhos de fogo.</p><p>Era crença comum na Europa Medieval, entre os séculos X e XV, que os mortos-vivos, ou Zumbis, habitavam a</p><p>terra juntamente com os vivos. Inúmeros são os relatos oficiais de tais aparições, assim também como do remé-</p><p>dio adotado na época para resolver a questão. Acreditava-se que a cabeça do fantasma, ou morto, era o elo de</p><p>ligação dele com o mundo físico. Assim, era prática comum, depois de identificado o morto que assombrava,</p><p>com o consentimento das autoridades religiosas, fazer a exumação do seu corpo e o eventual corte de sua cabeça,</p><p>como</p><p>única forma de libertá-lo da maldição. Em seguida, era o defunto outra vez enterrado, agora com a cabeça</p><p>decepada entre as pernas.</p><p>Existe uma outra história que envolve esta lenda que a cabeça errante teria em vida sido um índio que teve a</p><p>cabeça cortada, na qual se recusou a morrer, com isso ela começa a perseguir quem a decapito. As pessoas fogem</p><p>e ela as persegue, daí as mesmas sobem numa arvore e a cabeça embaixo Matutando como iria pegá-los, ela os</p><p>obriga a jogarem fios nele onde ela monta um tipo de carretel e o joga para são Pedro onde ele o puxa se tornan-</p><p>do lua passando assim a perseguir todos os homens todos os dias e todas as noites.</p><p>MÃOZINHA</p><p>PRETINHA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Mãozinha Preta ou Mãozinha da Justiça</p><p>Origem :</p><p>Região Sudeste do Brasil</p><p>Aparência :</p><p>Ser flutuante no formato de uma mão preta, e por vezes peluda, ágil e determinada, não apresentando braço ou</p><p>algo que alguém tenha visto para indentificar se seria ou não algum espírito.</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Ela é vista como um ser tenebroso por atacar e assombrar viajantes em estradas, assim como em suas próprias</p><p>casas, beliscando, puxando cabelos e ate enforcando quando se sentindo ofendida ou irritada. Porém pode ser</p><p>útil em serviços gerais da casa.</p><p>Acredita-se que essa pode ser uma maldição lançada em um espírito de um escravo, ou ate em um índio antigo e</p><p>curandeiro, a parti do ocorrido a Mao fora amputada se tranformando assim neste ser sobrenatural.</p><p>De acordo com o folcloróligo câmera cascudo “ como a mão é negra, não castigava e atormentava escravos. Daí</p><p>sua popularidade entre eles”</p><p>PERNA CABELUDA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Perna Cabeluda</p><p>Origem :</p><p>Cidade de Recife (Pernambuco), década de 70. Posteriormente a lenda fora se espalhando por todo o Nordeste</p><p>ganhando versões próprias e novas em cada estado.</p><p>Aparência :</p><p>Uma perna cabeluda literalmente sendo que uns falavam que ela tinha unhas grandes e podres. Já outros alega-</p><p>vam que o pedaço de corpo não era sequer humano.</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Sua origem envolve a historia de um vigilante escrita pelo escritor Raimundo Carrero e sua divulgação ao radi-</p><p>alista Jota Ferreira. Afirma que em um programa de radio fora divulgado um caso de um vigilante noturno que</p><p>teria encontrada em sua casa de baixo de sua cama um perna cabeluda. A nota fora passada ao radialista pelo</p><p>escritor Raimundo, cuja brincadeira dizia que após uma ronda noturna o guarda havia achado uma perna cabe-</p><p>luda a baixo da cama onde sua esposa durmia que seria supostamente de um amante.</p><p>A noticia fora interpretada como uma figura assombrosa, e vários boatos populares sobre sua aparição foram</p><p>relatados. Esses relatos alegavam ataques noturnos dentro das casas, omde o ser se escondia no guarda-roupas ou</p><p>debaixo da cama ou ate assustando pessoas nas ruas de madrugada. Os ataques consistiam de chutes, joelhadas,</p><p>pisadas e, mesmo caídas, continuavam a ser surradas. . Após isso a perna em grandes pulos fugia.</p><p>MÃO DE CABELO</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Mão de Cabelo</p><p>Origem :</p><p>Sul de Minas Gerais e região de São Paulo</p><p>Aparência :</p><p>Fantasma que anda vestido todo com uma roupa branca ou um lençol branco e possui as duas mão cheias de</p><p>cabelo</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Visita todas as noites as casas das crianças sendo seu alvo principal os meninos para ver se urinaram em suas</p><p>camas.</p><p>Existe uma frase referente a esse ser com intuito de fazer as crianças urinarem nas camas :</p><p>“Oia, si neném mijá na cama, mão de cabelo vem ti pegá e corta a minhoquinha de neném”</p><p>Existe um provável historia dessa entidade quando ainda era viva :</p><p>Durante sua vida, Mão de cabelo (não existes dados de seu nome verdadeiro em vida), era uma piada em sua</p><p>vila, sendo chicoteado desde pequeno por não saber segurar em seu órgão masculino (Pênis), durante o sono,</p><p>acordando, no dia seguinte , sua cama se encontrava mais molhada do que outra coisa.</p><p>Se sentindo mal com tal situação, sendo que sempre era chicoteado por causa de seus problemas urinários, o</p><p>(ainda pequeno naquele tempo) Mão de cabelo resolveu tomar uma atitude drástica em sua vida, decepar o seu</p><p>próprio pênis com uma faca de cortar pão desamolada. Durante o ato sádico, Mão de cabelo finalmente não</p><p>corria mais o risco de fazer xixi na cama, ou melhor, nem fazer xixi mais ele corria o risco agora, haja visto que</p><p>não tinha mais por onde sair tal excreção. Porém, para o seu azar, o corte trouxe graves consequências. Sofrendo</p><p>de uma hemorragia interna, Mão de cabelo acabou caindo duro no chão, sendo levado para o hospital. Mas nem</p><p>a ajuda dos médicos pode salvá-lo, sendo que o menino morre.</p><p>Depois que Mão de cabelo morreu, uma onda de casos de desaparecimento de crianças começou a acontecer</p><p>pela pequena vila onde o ex-menino morava sendo que, para o espanto de todos os moradores do local, as</p><p>crianças que sumiam eram sempre meninos e somente aqueles que faziam xixi em suas camas eram as vítimas.</p><p>O mais curioso era que os garotos desapareciam e reapareciam mais tarde e perto do local de suas casas, porém</p><p>com uma ligeira mudança em seu pênis que era cortado fora durante o sequestro, sendo que o menino voltava</p><p>(completamente) capado.</p><p>A única coisa que as crianças lembravam era de uma criatura fantásmagórica e com mãos peludas lhes carregan-</p><p>do . Bom, não se sabe o que o fantasma do Mão de cabelo faz com os membros acredita-se que ele queira punir</p><p>as crianças que fazem xixi na cama e que não tem coragem de cortar o pênis fora, tal qual ele teve a coragem de</p><p>fazer.</p><p>PÉ DE GARRAFA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Pé-de-Garrafa</p><p>Origem :</p><p>Sertão Brasileiro principalmente nos estados do Mato Grosso do Sul, Piauí e Maranhão</p><p>Aparência :</p><p>Ser Humanóide com corpo de homem, de cor negra ou branca, tem o umbigo branco, corpo coberto de</p><p>pêlos, possui apenas um olho e um chifre localizados na testa, apenas um braço, mão com grandes garras</p><p>e uma perna que não possui pé e sim um formato de fundo de garrafa.</p><p>Outras versões dependendo da região afirmam que ele possui rosto de cavalo com um olho no meio da</p><p>testa, já outros relatam que este ser possa ter um rosto de gorila ou cachorro.</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Habitando as florestas do Paraná. Este ser é muito difícil de aparecer para uma pessoa, pois muitos</p><p>dizem que ele evita ao máximo o contato, entretanto costuma atrair as pessoas quando quer.</p><p>Por ter apenas um pé com formato de garrafa ele se locomove bem devagar deixando um rastro de bura-</p><p>cos profundos no chão lembrando perfeitamente um fundo de garrafa.</p><p>Possui fluidez onde na qual o ajuda a desaparecer ou mudar de tamanho, agitando-se ou reduzindo-se</p><p>dependendo da situação</p><p>Dizem que ele costuma gritar sons de assustadores ou imitar voz de pessoas para alguém informar o</p><p>caminho na mata. As pessoas que escutam seu pedido de ajuda não devem responder, pois ele seguirá a</p><p>pessoa. Aqueles capturados ou tem sua alma aprisionada em seu pé ou são devorados</p><p>Dizem que só se consegue escapar do Pé-de-Garrafa se atingir o seu umbigo branco, onde esta a sua fra-</p><p>queza, onde na qual se caso se sentir-se ameaçado ele fará de tudo para protrege-lo ou simplismente ou</p><p>outra forma de escapar de suas garras seria atravessar um curso de água corrente.</p><p>Em Minas Gerais ele é conhecido pelo nome de Bicho-Homem</p><p>MINHOCÃO</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Minhocão</p><p>Origem :</p><p>Mato Grosso do Sul ou Cuiabá</p><p>Aparência :</p><p>Espécie de serpente longa e cabeçuda, não tendo cor definida, mas sabe-se que é escura devido ao seu habitat.</p><p>Versões da Lenda :</p><p>O minhocão se refere a uma cobra enorme que em noites de lua cheia ela fica entre mastros e caibros debaixo da</p><p>água próxima de pontes ou casa de palafitas, através da sombra dos pescadores. Vive sob o barro das barrancas</p><p>do rio e ao passar deixa marcas no chão, em forma da sua imensa cabeça, porém outros já relatam que este min-</p><p>hocão vive nos poços dos rios onde a água é escura e profunda</p><p>Quando fica zangado e faminto, serpenteia no rio de tal forma que derrubas a embarcações, devorando pesca-</p><p>dores e afundando canoas, e para aqueles que o enxergam ele os persegue.</p><p>Alguns dizem que produz imenso</p><p>ruído ao se aproximar e os mais crédulos preferem referir-se a ele como o bicho. Pode acontecer que a pessoa , ao</p><p>presenciar a um ataque do Minhocão, não supere o fato e enlouqueça.</p><p>São várias as lendas que envolvem o minhocão que traz horrores e medo aos pescadores e ribeirinhos.</p><p>Sendo a mais conhecida em Cuiabá o minhocão aterrorizou ribeirinhos que acreditavam que a cobra gigante</p><p>vivia nas profundezas do Rio Cuiabá</p><p>A lenda teria surgido após o padre Ernesto Barreto comprar um grande terreno onde hoje está localizado a Barra</p><p>do Pari, em 1880.</p><p>Os moradores mais antigos das terras de padre Ernesto, nos fundos dos Bairros Santa Amália e Araçá, dizem que</p><p>o Minhocão do Pari desapareceu da região durante a grande enchente de 1974.</p><p>Reza uma das mais famosas lendas cuiabanas que não se pode reformar ou restaurar a igreja matriz da capital de</p><p>Mato Grosso, já que o minhocão encontra-se preso pelos fios de cabelo de Nossa Senhora.</p><p>Há ainda o “Minhocão de Baús”, “irmão do Minhocão do Pari”, e que teria surgido no século 19, que habitava a</p><p>região da Guia e que destruía as casas da região, fazia muito rebojo nas águas e metia medo nos habitantes.</p><p>‘Baús’ é uma comunidade de pequenos agricultores de milho, cana-de-açúcar, mandioca, extrativistas de pequi,</p><p>que vivem em casas de pau a pique e sobrevivem culturalmente de lendas, rezas e plantas medicinais.</p><p>“Em 1983 foi descoberto um grande resgate da cultura quando. Conforme a lenda, o minhocão teria devorado a</p><p>casa de um senhor que dormia com a escrava e que teria sido alertado por ela sobre a existência de algum bicho</p><p>que rondava o local”</p><p>CHIBAMBA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Chibamba</p><p>Origem :</p><p>África, chegando ao Brasil por intermédio de nativos africanos</p><p>Aparência :</p><p>Espírito com esteiras longas de folhas de bananeiras</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Sendo uma variação do bicho-papão e tendo seu folclore presente no Sul de Minas Gerais. Este ser surge para as-</p><p>sombrar e assustar crianças que teimam e choram com seus pais na hora de dormir. Ele as força a dormi mesmo</p><p>sem sono aterrorizando-as a noite inteira resultando em horríveis pesadelos.</p><p>Alegam que ele é um espírito das bananeiras, dançando de forma compassada enquanto caminha, rodopiando e</p><p>fazendo sons como se fossem roncos de porcos.</p><p>Os nativos africanos citados acima se vestiam com folhas de bananeiras e usavam máscaras para seus diversos</p><p>rituais : pesca, caça, colheita, ritos religiosos além de cerimônias de casamentos. Seus figurantes simbolizavam a</p><p>reencarnação de seus antepassados que ora os visitavam para abençoar suas festas.</p><p>Os Africanos além disso se apresentavam em seus terreiros festivos, onde a amas pretas de leite cuidavam de seus</p><p>bebês e de suas crianças brancas dando origem assim ao espírito Chibamba. Desta maneira surgiu uma forma de</p><p>mostrar para as crianças esta entidade caso elas não fossem dormir.</p><p>ALAMOA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Alemoa ou Dama Branca</p><p>Origem :</p><p>Fernando de Noronha</p><p>Aparência :</p><p>Linda mulher branca, de cabelos loiros, alta e completamente nua</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Segunda a lenda Alemoa mora no pico localizada no morro do mesmo nome (llha de Fernando de Noronha).</p><p>Em noites escuras, ela sai completamente nua e dançando para seduzir os homens que cruzam no seu caminho</p><p>(marinheiros e pescadores) desavisados nas praias de Fernando de Noronha.</p><p>Sua história é originária do arquipélago, mas faz parte do folclore das mulheres sedutoras que perseguem os</p><p>homens como as sereias e iaras.</p><p>Ao vê-la, os passantes não conseguem resistir aos seus encantamentos e a seguem enfeitiçados à sua morada.</p><p>Quando vencem os 323 metros de altura do Pico, a Alamoa se transforma numa caveira e aprisiona o infeliz que</p><p>a acompanhou.</p><p>Outras versões comentam que ela os joga do penhasco do Pico. E outras ainda dizem que às sextas-feiras ele</p><p>deixa sua casa. Sob pretexto que ela precisa de ajuda para encontrar um tesouro, ela convida os homens para</p><p>entrar. Uma vez ali dentro, dá-se a transmutação e o imprudente nunca mais é visto.</p><p>O único modo de quebrar a magia da Alamoa é a luz dos raios, pois ela os teme e tem que fugir de volta para sua</p><p>escura caverna.</p><p>Alamoa é uma corruptela do feminino da palavra “alemão”. Outra variação é “alemoa”.</p><p>Para os habitantes do Nordeste brasileiro, uma mulher com estas características físicas só poderia ser alemã.</p><p>Segundo estudiosos a lenda teria chegado com as invasões holandesas por conta do seu aspecto. No entanto, não</p><p>há nenhum documento que o comprove.</p><p>ARRANCA LINGUAS</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Arranca Línguas</p><p>Origem :</p><p>Estado de Goiás e na região do Rio Araguaia</p><p>Aparência :</p><p>Criatura alta bem parecida com a de um gorila ou homem porém maior do que ambos, cheio de pelos</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Segundo a lenda, um dos seus principais alimentos é a língua, que pode ser tanto de animais, como bois, cavalos,</p><p>cabras ou mesmo de gente. Costuma atacar suas vítimas à noite, matando-as e retirando-lhes a língua para com-</p><p>er.</p><p>Uma possível explicação do nascimento da lenda :</p><p>Na região de Aruana, antigo porto fluvial do Araguaia, apareceu no gado uma peste aftosa, no ano de 1929, pro-</p><p>duzindo uma tremenda “comichão” na língua dos animais. Por conta dessa grande irritação, muitos dos animais</p><p>acabaram por amputar a própria língua com os dentes, o que levou muitos deles a sangrar gravemente, podendo</p><p>até chegar a morte. A epidemia cresceu, tomou proporções de calamidade, e chegou a doença a alarmar todos os</p><p>pecuaristas do Centro Oeste.</p><p>A endemia chegou até Caldas Novas, onde houve quem visse o arrancamento da língua materializar-se, por</p><p>várias vezes e em vários lugares. Vulto de homem amacacado, cabeludo, tipo gorila, braços compridos, mãos</p><p>grandes e cara chata. A crendice popular, pela sugestão, criou fantasias e diálogos, onde o monstro, com a voz</p><p>muito fanhosa, pedia que não o atirasse: “Não me mate, vaqueiro, porque você virá arrancar língua em meu</p><p>lugar”. O vaqueiro teria perguntado: “Quem é você, macacão?” — Sou a personificação do castigo. Venho punir</p><p>os ladrões de gado.</p><p>Continuando o diálogo, teria o monstro explicado que fora também ladrão de gado nos Estados Unidos; e agora,</p><p>tinha sido condenado a tomar a forma de monstro até cumprir a sina. E falando assim, andou de marcha à ré na</p><p>direção da serra de Caldas Novas, sem se voltar, e desapareceu. Desde então, não houve mais arrancamentos.</p><p>Este fato relatado em Goiânia para os pioneiros que ali se empenhavam nos serviços da edificação do palácio, foi</p><p>levado ao conhecimento do dr. Joaquim Câmara Filho, que decidiu servir-se do acontecido para fazer a propa-</p><p>ganda de mudança, atraindo a atenção do mundo para Goiás, usando o absurdo da história.</p><p>Nasceu daí o King-Kong arrancador de língua. Colocou-o novamente no Araguaia, onde estaria desempenhando</p><p>a sua missão contra os fazendeiros do Oeste da velha capital. Era tanta gente que ia ao Araguaia para ver e, se</p><p>possível, fotografar o King-Kong, e tanta gente que já o tinha avistado, que tomou foros de verdade. Raro era o</p><p>fazendeiro que não tinha perdido gado dessa maneira. Chegaram até a pedir providências ao ministro da Agri-</p><p>cultura.</p><p>Estes acontecimentos chegaram até 1935. Os que conseguiram entrevistar o King-Kong, informaram que se trat-</p><p>ava de um homem grosso, baixo, coberto de pêlos, escuro, não tendo semelhança alguma com o gorila africano.</p><p>Operava desde a cabeceira do Xingu até perto de Goiás. Muitos garimpeiros e borracheiros tinham sido agre-</p><p>didos por ele. Um homem teve a cabeça arrancada e afincada em uma estaca, não cortada a instrumento, e sim</p><p>quebrada por meio de força braçal.</p><p>Tal qual como fizeram com o general Moreira Cesar, em Canudos. Embora desmentido, cabalmente, e jamais</p><p>provada por uma pessoa merecedora de fé, esta história despovoou, por muito tempo, as praias do Araguaia,</p><p>porque ninguém queria saber de encontros com o monstruoso King–Kong, ainda que fosse mentira. Os que o</p><p>avistaram disseram que ele andava aos bamboleios, como o urso, e levando sempre uma língua sangrenta nas</p><p>mãos.</p><p>Cantigas</p><p>:</p><p>Feroz, cruel, terrível, monstruoso,</p><p>De grande força e porte agigantado,</p><p>O sertão de Goiás, misterioso,</p><p>Habita o King-Kong tão falado.</p><p>História ou lenda, o fato é curioso</p><p>E parece bastante exagerado:</p><p>É que vagueia a procurar o gado,</p><p>Arrancando-lhe a língua, furioso.</p><p>E por todo lugar por onde passa</p><p>Assola o gado pela pastaria,</p><p>Pelo prazer de línguas arrancar.</p><p>Ah, se tal monstro por aqui passasse,</p><p>Quantas línguas compridas tiraria!</p><p>E quanta gente sem poder falar!</p><p>CABEÇA DE CUIA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Cabeça de Cuia ou Crispim</p><p>Origem :</p><p>Região nordeste do Brasil, mais precisamente contado no estado do Piauí, ao longo da bacia do Rio Parnaíba.</p><p>Aparência :</p><p>Jovem alto, magro,com uma aparência monstruosa e uma cabeça enorme em formato de cujuba.</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Há várias versões de lendas. Em uma das lendas mais difundidas trata-se da história de Crispim, um jovem pes-</p><p>cador que morava às margens do Rio Parnaíba. De família pobre, Crispim vivia sozinho com a mãe, enfrentando</p><p>adversidades por conta da escassez de peixes no Rio em época de enchente.</p><p>Segundo esta lenda, certo dia Crispim saiu cedo para pescar, mas não obteve êxito em sua empreitada. Sua mãe,</p><p>compadecida com a situação, pediu à vizinha algo para que pudesse fazer o almoço de seu filho. Porém, a única</p><p>coisa que lhe foi oferecido foi um osso de boi, com o qual a mãe de Crispim fez uma sopa rala, sem carne, com o</p><p>osso apenas para dar gosto à água, misturada com farinha.</p><p>Ao voltar cansado e frustrado da pescaria, Crispim se revoltou ao ser servido com aquela sopa de osso. Em</p><p>meio ao clima conflituoso de discussão, ele atirou o osso contra a própria mãe, atingindo-a na cabeça e matan-</p><p>do-a. Antes de morrer, a mãe lançou uma maldição em Crispim, o transformando num monstro. Tomado pela</p><p>culpa de ter matado sua mãe, Crispim, desesperado, põe-se a correr. Enquanto corre, sua cabeça começa a</p><p>crescer como uma enorme cujuba. A partir de então, ele ficaria vagando entre os dois rios que percorrem longos</p><p>quilômetros e se encontram em Teresina. Sua sina é vagar seis meses pelo Rio Parnaíba e seis meses pelo Rio</p><p>Poty. Segundo a lenda, Crispim só será libertado da maldição quando conseguir devorar sete virgens com nome</p><p>Maria.</p><p>Alguns moradores de regiões ribeirinhas afirmam que o Cabeça de Cuia, além de procurar as virgens, assassina</p><p>os banhistas do rio e tenta virar embarcações que passam por ali. Outros também asseguram que Crispim ou, o</p><p>Cabeça de Cuia, procura as mulheres por achar que elas, na verdade, são sua mãe, que veio ao rio Parnaíba para</p><p>lhe perdoar.</p><p>Outra versão do mito do Cabeça-de-Cuia o tem como um guardião das águas dos rios Parnaíba e Poty, consid-</p><p>erando que os antigos habitantes indígenas do Piauí possuíam culto a figuras do gênero, posteriormente demon-</p><p>izadas pelos colonizadores. Na mitologia piaga, considera-se que o Cabeça de Cuia é amigo dos que respeitam os</p><p>rios, mas pode se tornar agressivo aos que profanam suas águas.</p><p>A Prefeitura de Teresina instituiu, em 2003, o Dia do Cabeça de Cuia, a ser comemorado na última sexta-feira do</p><p>mês de abril.</p><p>CURACANGA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Cumacanga ou Curacanga</p><p>Origem :</p><p>Folclore Regional do Pará e Maranhão</p><p>Aparência :</p><p>Cabeça voadora de uma mulher pegando fogo</p><p>Versões da Lenda :</p><p>A história conta de uma mulher que fora amaldiçoada por ter envolvimento com um padre ou a sétima filha</p><p>de qualquer mulher. Durante a meia noite de todas as sextas-feiras, ou em noites de lua cheia segundo algumas</p><p>versões, sua cabeça se separa de seu corpo e começa a voar pelos ares pegando fogo, assustando e amedrontando</p><p>todos a que encontra pela frente. Seu retorno ao estado normal ou seja o retorno de sua cabeça ao corpo seria</p><p>dado ao primeiro canto do galo.</p><p>Relatam que a única maneira de evitar esta maldição seria que a sétima filha se tornasse a sexta filha madrinha</p><p>da sétima .</p><p>Uma maneira de saber sua real identidade seria que na hora quando se confronta-se ou defrontar-se com a</p><p>cabeça de fogo, a pessoa lhe ofereceria uma agulha virgem. No dia seguinte, ela voltaria ao seu estado normal</p><p>para buscar a agulha.</p><p>Teorias dizem que este mito estaria ligado a 2 pontos.</p><p>1 ponto – Talvez tivesse surgido após avistamentos de fogo-fátuos, surgidos por causa de emanação de gás meta-</p><p>no de animais mortos.</p><p>2 ponto – O mito é atribuído à fenômenos extra-terrestres.</p><p>A cabeça luminosa é um elemento comum aos mitos do fogo, punição, encanto, indicação de ouro ou contos</p><p>etiológicos. Os indígenas caxinauás e panos do território do Acre explicam a origem da Lua como uma cabeça</p><p>que subiu aos céus</p><p>DIABINHO</p><p>DA GARRAFA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Diabinho da Garrafa, Famaliá, Cramulhão, Capeta da Garrafa</p><p>Origem :</p><p>Portugal, chegando logo em seguido no Brasil</p><p>Aparência :</p><p>Simplismente um diabo dentro de uma garrafa com 15 cm à 20 cm aproximadamente</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Este ser é fruto de um pacto que as pessoas afirmam que se pode fazer com o diabo. Este pacto consiste na maio-</p><p>ria das vezes de uma troca, a pessoa pede riqueza e em troca dá sua alma ao diabo.</p><p>A lenda teria chegado ao Brasil pelos rituais de São Cipriano encontrados em seu livro Capa Preta. O Grimório</p><p>em si ensina invocações de demônios, porém o diabinho tanto pode ser posto em uma garrafa quanto em uma</p><p>caixa.</p><p>Segundo o Grimório a pessoa em primeiro lugar deve se render totalmente e absolutamente ao diabo, escreven-</p><p>do em uma folha virgem com seu próprio sangue “Eu, com meu sangue do meu dedo mínimo, faço escritura a</p><p>Lúcifer, imperador do inferno, para que ele me faça tudo quanto eu desejar nesta vida, e se caso falhar, lhe deixa-</p><p>rei de pertencer”.</p><p>Após realizado o feito do papel, em seguida vem o ovo onde na qual será realizado o mesmo. Refaça o texto em</p><p>um ovo de uma galinha preta que tenha cruzado com um galo preto, pingar uma gota do dedo mindinho dentro</p><p>do ovo e coloca-lo pra chocar em baixo de um monte de estrume, ou bota-lo para que uma galinha preta o cho-</p><p>que. Algumas versões do ritual dizem para colocar 2 olhos de um gato preto dentro do ovo.</p><p>Já em outros casos após feito o pacto, a pessoa tem que conseguir um ovo, que dele nascerá um diabinho. Mas</p><p>não se trata de um simples ovo de galinha, e sim um ovo especial, fecundado pelo próprio diabo.</p><p>O Diabinho da Garrafa tem as seguintes características: Nasce de um ovo (em algumas regiões do Brasil acred-</p><p>ita-se que ele pode nascer de uma galinha fecundada pelo diabo, em outras acreditam que ele nasce de um ovo</p><p>colocado não por galinha e sim por um galo). Este ovo seria do tamanho de um ovo de codorna.</p><p>Para conseguir tal ovo, a pessoa deve procurá-lo durante o período da quaresma, e na primeira sexta feira após</p><p>conseguir o ovo, a pessoa vai até uma encruzilhada, a meia noite, com o ovo debaixo do braço esquerdo. Após</p><p>passar o horário, retorna para casa e deita-se na cama. No fim de 40 dias aproximadamente, o ovo é chocado e</p><p>nascerá o diabinho; de posse do diabinho, a pessoa coloca-o logo na garrafa e fecha bem fechado.</p><p>Sua alimentação seria todos os sábados, para isso deve se botar o dedo mindinho na boquinha da garrafa, ou no</p><p>pequeno buraco na caixa para que assim ele possa beber de seu sangue, realizando todos seus desejos. Com o</p><p>passar dos anos, o diabinho enriquece o seu dono, e no final da vida leva a pessoa para o inferno.</p><p>Um possível conto :</p><p>Certo homem, que tinha todos os motivos do mundo para desconfiar da esposa, necessitou viajar a um país dis-</p><p>tante. Preocupado com o que poderia acontecer durante sua ausência, pediu ao demônio que vigiasse a mulher.</p><p>O diabo concordou prontamente – e se transformou num serviçal.</p><p>A mulher, contudo, era muito esperta e percebeu que havia algo estranho naquele empregado que fiscalizava to-</p><p>dos os seus movimentos e lhe fazia as vontades com extrema rapidez. Chamou, então, o demônio, e disse: “Vejo</p><p>que você é um empregado com dotes excepcionais, capaz de verdadeiros milagres... Mas duvido que consiga</p><p>fazer uma coisa...”. O demônio, envaidecido, e querendo provar seu poder, respondeu: “Posso fazer tudo</p><p>o que</p><p>a senhora me pedir – e muito mais”. A mulher, aproveitando-se do exagerado amor-próprio do diabo, sugeriu,</p><p>apontando para uma garrafa vazia sobre a mesa: “Pois duvido que você consiga entrar naquela garrafa”. O capeta,</p><p>sem perceber a arapuca, enfiou-se no vasil hame. E antes que ele pudesse escapar, a mulher fechou a garrafa com</p><p>uma rolha.</p><p>Nas semanas que se seguiram, a mulher desfrutou de sua liberdade como bem entendeu, comprovando todas as</p><p>desconfianças do marido. Quando este retornou de viagem, depois de ser recebido com extremo carinho pela</p><p>esposa, perguntou pelo empregado. “Ah, meu amor”, respondeu a mulher, “um dia, não sei por qual motivo,</p><p>ele ficou enfezado e simplesmente partiu...” E enquanto o marido pensava sobre o que poderia ter acontecido,</p><p>ela completou: “Será que não era o demônio? Veja só o cheiro de enxofre que ficou nesta casa desde que ele foi</p><p>embora!”. De fato, a casa fedia a alguma coisa que a mulher, de caso pensado, queimara sem que o marido per-</p><p>cebesse. “Por que você não pega esta garrafa, vai à igreja e enche-a de água-benta? Depois jogamos a água pelos</p><p>cantos da casa e nos livramos desse cheiro do Inferno.</p><p>”O marido, que além de ciumento era um simplório de marca maior, obedeceu. Quando chegou à igreja, aprox-</p><p>imou-se da pia de água-benta e, tirando a rolha, começou a encher a garrafa. Mas quando a primeira gota caiu</p><p>sobre o demônio, este fez o vasilhame explodir – e, queimado pela água-benta, disparou rumo ao Inferno para</p><p>nunca mais voltar.</p><p>O marido, sem nada entender, ainda meio tonto por causa da explosão, voltou para casa. E, para alegria da espo-</p><p>sa, continuou viajando a trabalho – mas sem conseguir que o demônio aceitasse tomar conta de sua mulher</p><p>LOIRA DO BANHEIRO</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Loira do Banheiro</p><p>Origem :</p><p>Provavelmente no século 19 em Guaratinguetá (SP)</p><p>Aparência :</p><p>Garota jovem e loira, com a pele pálida, olhos mortos e escuros de vestes brancas, com pedaços de algodão no</p><p>nariz, ouvidos e/ou na boca.</p><p>Já em outros casos a jovem aparece com o uniforme do colégio, completamente nua e molhada ou com um vesti-</p><p>do antigo de cor azul segurando uma rosa na mão</p><p>Versões da Lenda :</p><p>A lenda, que já é parte do imaginário adolescente em muitos colégios brasileiros e muito famosa, descreve o es-</p><p>pírito de uma garota jovem, que surge depois de um ritual de evocação. Esse rito varia de acordo com o colégio:</p><p>as possíveis etapas incluem :</p><p>• Chamá-la três vezes em frente ao espelho</p><p>• Bater a porta do banheiro</p><p>• Chutar o vaso sanitário</p><p>• Puxar a descarga ou puxar 3 vezes</p><p>• Falar palavrões ou falar 3 vazes</p><p>• Matar aula e se esconder nos banheiros ate ela aparecer</p><p>• Ir na ultima cabine do banheiro, entrar la e evoca-la</p><p>• Ou dizer “Loira, loira eu quero te ver”</p><p>• Às vezes, tudo junto</p><p>Algumas dessas características, tanto do ritual como do espírito, foram adaptadas da lenda norte-americana da</p><p>Maria Sangrenta, um espírito feminino que aparece em espelhos quando você chama pelo nome três vezes.</p><p>Outras versões relatam que a loira do banheiro era uma menina de 15 anos de idade que adorava matar aulas e</p><p>se esconder e se trancar no banheiro do colégio dos funcionários. Certo dia ela fora encontrada morta porém sua</p><p>morte e contada de varias versões :</p><p>• Dentro da cabine do vaso sanitário</p><p>• Escorregou no piso molhado</p><p>• Enforcada e estrangulada por um ser sobrenatural</p><p>A história real da Loira do Banheiro :</p><p>A lenda teria surgido da história real de Maria Augusta de Oliveira Borges, nascida no final do século 19 em</p><p>Guaratinguetá (SP). A jovem de cabelos acobreados era filha do visconde de Guaratinguetá e foi obrigada pelo</p><p>pai a casar-se aos 14 anos com o conselheiro Dutra Rodrigues, um homem muito mais velho e influente. Infeliz</p><p>com o casamento arranjado, ela vendeu suas joias e fugiu para Paris em 1884, aos 18 anos, onde viveu até 1891,</p><p>quando morreu, aos 26. Com o sumiço do atestado de óbito, o motivo da morte é um mistério até hoje.</p><p>A família trouxe o corpo de volta ao Brasil. Até que o túmulo fosse construído, o cadáver da jovem foi mantido</p><p>em uma urna de vidro no casarão da família para visitação pública. Arrependida, a mãe, Amélia Augusta Cazal,</p><p>não queria enterrar Maria, mesmo com a sepultura pronta. Mas ela começou a ter diversas visões da filha pedin-</p><p>do que fosse enterrada, o que a fez finalmente decidir pelo sepultamento. Pouco mais de uma década depois, em</p><p>1902, a casa deu lugar à Escola Estadual Conselheiro Rodrigues Alves.</p><p>Os boatos de que o espírito vagava pela escola já existiam, mas a história da “loira do banheiro” ganhou força</p><p>quando um incêndio misterioso comprometeu parte do prédio em 1916. Sugeriu-se que Maria teria morrido</p><p>de raiva, doença comum na Europa da época e que causa desidratação nas vítimas – daí o incêndio. De acordo</p><p>com a lenda, o espírito anda pelos banheiros da escola abrindo torneiras para saciar sua sede e pedindo que seja</p><p>enterrado. Há moradores que dizem ter sentido um forte cheiro de perfume feminino momentos antes de encon-</p><p>trar a aparição.</p><p>A história ganhou tanta força pelos funcionários de colégios que chegavam a usar a lenda para conseguir a obe-</p><p>diência dos garotos.</p><p>MÃE DE OURO</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Mãe-do-ouro ou Mãe de ouro</p><p>Origem :</p><p>Existem contraversas sobre sua origem porem acredita-se que se deu na época do ciclo do ouro (final do século</p><p>XVII e início do XVIII).</p><p>Aparência :</p><p>Representada como uma bola de fogo na qual se transformaria numa bela mulher com veste longas feitos de seda</p><p>branca e cabelos dourados</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Muito popular em alguns locais do Brasil, como nas regiões interioranas do sudeste, centro-oeste e nordeste do</p><p>país a mãe de ouro é uma bola de fogo que indica os locais onde se encontram jazidas de ouro que não devem ser</p><p>exploradas.</p><p>Versão 1 : Às vezes, pela madrugada essa bola de fogo se transformaria também em uma belíssima mulher</p><p>com um vestido longo de seda branco e com cabelos dourados refletindo luz do sol e voando pelos ares.</p><p>Versão 2 : Já em alguns locais do Brasil, toma a forma de uma mulher bonita que habita cavernas, e, após</p><p>atrair homens que maltratam suas esposas ou são infelizes no casamento, os faz largar suas famílias, atraindo-os</p><p>e prendendo-os o resto de suas vidas, mas trata de não deixar a mulher sofrendo pois coloca outra pessoa em seu</p><p>caminho.</p><p>Sua habilidade está em encontrar e localizar tesouros escondidos, jazidas de ouro ou lugares onde os tesouros es-</p><p>tão enterrados. Por esse motivo, ela é conhecida como a protetora dos tesouros e do ouro. Além disso, é consid-</p><p>erada protetora da natureza, principalmente dos rios e montanhas e há quem diga dos escravos que trabalhavam</p><p>em minérios.</p><p>Mas é durante a noite que ela atua, especialmente nas noites escuras sem lua e estrelas. Sua forma de bola de fogo</p><p>percorre os céus onde ela detecta exatamente o local em que há algo escondido.</p><p>Com isso sua intenção não é indicar aos homens os locais onde podem ser explorados, mas sim, proteger o ouro</p><p>para que ele não seja extraído. Acredita-se que por conta de sua atuação, ainda existam algumas jazidas de ouro</p><p>que não foram exploradas.</p><p>Já uma terceira versão da lenda que seria mais uma história e bem conhecida :</p><p>Uma vez um escravo chamado Pai Antonio trabalhava dias procurando ouro para seu patrão cruel em Rosário,</p><p>às margens do rio Cuiabá.</p><p>Cansado de procurar e certo de que sofreria maus tratos por seu dono, a Mãe-de-Ouro aparece indicando exata-</p><p>mente onde ele deveria buscar.</p><p>Em troca, o escravo lhe oferece o que ela havia pedido: fitas coloridas e um espelho. Além disso, a Mãe-de-Ouro</p><p>deixou claro que o ajudaria, mas ele nunca deveria dizer as pessoas o local da mina. No entanto, após levar ouro</p><p>suficiente para seu patrão, ele quis logo saber onde o escravo tinha encontrado.</p><p>Embora tenha tentado guardar o segredo, acabou por revelar o local, isso claro, depois de receber muitas açoit-</p><p>adas de seu patrão maldoso. Ao chegar no local, os escravos escavaram e finalmente encontraram o ouro. No</p><p>entanto, um grande desabamento</p><p>matou todos, inclusive o mineiro cruel.</p><p>No periode do ciclo de ouro, a extração de ouro era a principal atividade econômica no país que ocorreu so-</p><p>bretudo, nos estados de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais.</p><p>Alguns ufólogos investigam o aparecimento de bolas de fogo no interior do Brasil. Segundo eles, são OVNIS</p><p>(objetos voadores não identificados) que aparecem nos céus nas noites mais escuras.</p><p>Obs.: As vezes o formato que a mãe de ouro se encontra que e a de bola de fogo é confundida com o Fo-</p><p>go-Fátuo</p><p>Suas oferendas mais aceitas são : 3 fitas coloridas nas cores vermelha, amarela e azul além de um pente e um</p><p>espelho</p><p>Acredita-se que quem a vê, deverar cortar o dedo e deixar cair 3 gotas de seu próprio sangue em sua cabeça onde</p><p>na qual se transformariam graças a ela em ouro em pó.</p><p>ONÇA-BOI</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Onça-Boi ou Onça Pé-de-Boi</p><p>Origem :</p><p>Folclore Amazônico ou Acre</p><p>Aparência :</p><p>Onça pintada com cascos de boi no lugar de suas patas</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Esta criatura caça suas presas sempre em pares ou seja (junto com onças normais). Desta maneira ela encurrala</p><p>suas vitimas (geralmente caçadores) forçando-as a subirem em árvores, sendo assim elas revezam sempre ate que</p><p>chega um ponto onde esses caçadores caem das arvores por causa de sono ou sede.</p><p>O único jeito de se livrar das garras desta criatura e matando-a antes que elas vizualizem sua presa. Alguns relat-</p><p>am que matando o macho a fêmea foge outros já dizem o contrario.</p><p>PAI DO MATO</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Pai do Mato ou Pai-da-Mata</p><p>Origem :</p><p>Estados do Alagoas e Pernambuco, nordeste do Brasil conhecido em Rondônia e Goiás</p><p>Aparência :</p><p>Homem de altura descomunal possuindo corpo coberto de pêlos e as mãos semelhantes a de macacos. No rosto</p><p>há uma barbicha bem vistosa, na cor negra, e nariz na cor azul.</p><p>Versões da Lenda :</p><p>De acordo com a Lenda, o Pai do Mato habita as matas defendendo os bichos e as matas contra as pessoas, se-</p><p>gundo contam poucas pessoas já o viram, pois ele raramente aparece</p><p>Costuma andar com grupos de caititus (porco-do-mato), onde utiliza o maior animal como montaria.</p><p>Existem varias versões sobre o pai do mato, sendo elas :</p><p>Em Alagoas, ele é descrito como um ser maior do que qualquer árvore, cabelos enormes e desgrenhados e unhas</p><p>com cerca de 10m de comprimento. Seu corpo inteiro é impermeável à qualquer bala ou faca, exceto seu umbigo</p><p>que é seu único ponto fraco tendo uma aparência de um anel ou roda. Possui uma risada e um urro tão forte que</p><p>faz toda a mata estremecer.</p><p>Já em Pernambuco ele é descrito com pés de cabrito coberto de pelos, tendo e conservando uma barbicha no</p><p>queixo, mãos parecidas com as de macacos porem anda como um homem, sua pele tem uma tonalidade escu-</p><p>ra e sua urina é azul como anil. Tudo isso ganhando menções à outros folclores regionais tipo Bicho-Homem,</p><p>Mapinguari e o Deus Pã da mitologia Grega.</p><p>CARBÚNCULO :</p><p>A SALAMANCA DO JARAU</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Carbúnculo, Salamanca do Jarau ou Teiniagu</p><p>Origem :</p><p>América do Sul e Rio Grande do Sul</p><p>Aparência :</p><p>Salamandra com uma joia na testa</p><p>Versões da Lenda :</p><p>O Carbúnculo é uma espécie de animal mítico que seria visto na America do Sul pelos primeiros conquistadores</p><p>espanhóis. Eles são pequenos como cães, avos e gatos. O que o torna diferente dos animais normais e sua joia</p><p>que ele possui encravada em sua testa. Esta joia lhe confere poderes e habilidades especiais como : emitir raios de</p><p>luz, sentir emoções e personalidades de pessoas. Seus raios servem para cegar pessoas gananciosas que estejam</p><p>a procura de sua joia, mas caso encontre alguém humilde de coração puro a joia cai e é entregue pacificamente e</p><p>no lugar nasce outro.</p><p>A história da Salamanca do Jarau, O Carbúnculo :</p><p>A Salamanca é uma lenda conhecida no Rio Grande do Sul, a história narra sobre Teiniaguá, a Princesa Moura,</p><p>transformada em lagartixa pelo Diabo Vermelho dos índios, Anhangá-Pitã. Séculos atrás, quando caiu o último</p><p>reduto árabe na Espanha, veio fugida e transfigurada em uma velha; para que não fosse reconhecida e aprisiona-</p><p>da.</p><p>Corpo de lagartixa (ou salamandra), encontra-se no lugar de sua cabeça uma pedra preciosa cintilante, cor de</p><p>rubi, que fascina os homens e os atrai, destinada a viver em uma lagoa no Cerro do Jarau. O nome Salamanca,</p><p>ao invés de “salamandra”, é reconhecido também como referência à cidade espanhola de Salamanca, a qual foi</p><p>ocupada pelos islâmicos do norte da África entre os séculos VIII e X, e que ficou por muito tempo na zona de</p><p>combate entre os islâmicos do Sul e os cristãos do Norte. Esta é uma explicação que reitera a referência à prince-</p><p>sa ou nobre moura.</p><p>Mas um dia o sacristão da igreja da aldeia próxima, assolado pelo calor, foi até a lagoa refrescar-se. Ao se aprox-</p><p>imar percebeu que a lagoa fervia e na sua frente a Teiniaguá surgiu, rapidamente ele a agarrou, a aprisionou em</p><p>uma guampa, e foi para seus aposentos atrás da igreja. Durante a noite, ao abrir a guampa, ocorre uma mágica,</p><p>ela volta a ser mulher e lhe pede vinho. Sabendo que o único vinho que podia oferecer era o do padre, não hes-</p><p>itou em buscá-lo. Todas as noites o fato se repetia, e os padres começaram a desconfiar; uma noite entraram no</p><p>quarto do sacristão, a Teiniaguá, rapidamente se transformou em lagartixa e fugiu para as barrancas do Uruguai,</p><p>ele foi preso.</p><p>O sacristão foi condenado a morte, e no dia da aplicação da sentença, sua amada sentiu um mau pressentimento</p><p>e voltou à aldeia para resgatá-lo. Utilizando magia, o encontrou e nesse momento houve um grande estrondo,</p><p>que produziu fogo e fumaça e tudo afundou.</p><p>Ficaram confinados após isso, em uma caverna profunda, chamada de Salamanca do Jarau. De onde só sairiam</p><p>quando surgisse alguém capaz de cumprir as sete provas: as espadas ocultas na sombra, a arremetida de jaguares</p><p>e pumas furiosos, a dança dos esqueletos, o jogo das línguas de fogo e das águas ferventes, a ameaça da boicin-</p><p>inga amaldiçoada (única que não está presente na literatura épica, é um proveitamento folclórico), o convite das</p><p>donzelas cativas, o cerco dos anões.</p><p>Com os desafios superados, seria concedido ao valente vencedor um desejo, o qual, ele deveria depois renegar.</p><p>Após duzentos anos, chega à furna um gaúcho chamado Blau, que conheceu a lenda através de sua avó charrua.</p><p>Sem hesitar ele cumpriu as provas, pórem, não desejou nada. A princesa ficou triste, pois assim não conseguiri-</p><p>am, ela e seu amado sacristão, libertarem-se do encanto. Quando o gaúcho montava em seu cavalo para ir embo-</p><p>ra, o sacristão lhe deu uma moeda de ouro, como lembrança de sua estada; sem poder recusar, colocou a moeda</p><p>no bolso e foi embora.</p><p>Alguns dias depois ficou sabendo que um amigo seu desistira de ser criador de gado, lembrou da moeda e foi</p><p>comprar um boi, mas ao retirá-la para pagar foram surgindo novas moedas e ele conseguiu comprar todos. Ad-</p><p>mirado com a riqueza de Blau, o amigo espalhou a notícia, e todos ficaram espantados com ela. Acreditando que</p><p>ele havia feito um pacto com o demônio, ninguém mais quis lhe vender nem comprar nada. Sentindo saudade</p><p>da vida de antes, voltou à gruta para devolver a moeda mágica. Chegando lá, contou a história ao sacristão e lhe</p><p>devolveu a moeda. Ao colocá-la em sua mão, o feitiço foi quebrado com uma grande explosão. Da furna saíram</p><p>os dois condenados, transformados em um belo casal de jovens. Casaram-se e trouxeram a descendência indige-</p><p>no-ibérica aos povoados do Rio Grande do Sul.</p><p>Outras variantes da história relatam que ao completar as 7 provas e se conseguisse sair com vida, a pessoa ficava</p><p>com o corpo fechado e com sorte no amor e no dinheiro para o resto da vida. Já outras dizem que quando conse-</p><p>guiram escapar da morte certa, eles passaram o resto de suas vida no Cerro do Jarau, no meio de riquezas e que</p><p>todas as noites ela se transformava numa bela ninfa.</p><p>JURUPARI</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Jurupari</p><p>Origem :</p><p>Região Amazônica</p><p>Aparência :</p><p>Por vezes, é visto como um caboclo medonho que está sempre rindo, aleijão de boca torta, sendo muito cruel</p><p>e</p><p>vingativo.</p><p>Em algumas culturas indígenas, é descrito como uma cobra com braços;</p><p>E em outras, como um índio comum dotado de grande sabedoria e poderes divinos.</p><p>Já foi até descrito como um bebê invisível, ou simplesmente como uma “presença” (espírito).</p><p>Versões da Lenda :</p><p>O mito do Jurupari é comum entre vários índios da região amazônica. Há muitas lendas sobre este personagem</p><p>que o mostram tanto como um legislador como um demônio.</p><p>A primeira versão conta a história de uma índia chamada Ceuci que, tal qual a Virgem Maria, teve uma con-</p><p>cepção miraculosa. Ceuci estava repousando abaixo de uma árvore e, acometida de fome, comeu seu fruto, o</p><p>mapati (uacu, em algumas variantes), cuja ingestão era proibida às moças no dia em que estivessem em período</p><p>fértil. O sumo da fruta teria então escorrido pelo seu corpo nu e alcançado o meio de suas coxas, fecundando-a.</p><p>A notícia chegou à aldeia, e o conselho de anciãos, diante da revolta do povo, resolveu punir Ceuci com o exílio,</p><p>onde teve seu filho.</p><p>Esta criança, chamada Jurupari, era na verdade o enviado e filho do Sol (Guaraci),foi mandando à terra para</p><p>legislar sob uma nova ótica, a ótica de seu pai para mudar os costumes da terra e para trazer o que seu pai queria.</p><p>Nas tribos por onde ele passava e conseguia almejar ou trazer esta mudança, existia um tipo de iniciação onde o</p><p>segredo era a parta fundamental e mais importante, os iniciados tinham um juramento nesse sentido e parte de</p><p>sua provação era de serem tentados a revelar o segredo. Quem revela ou seja não resistia a tentação pagava com a</p><p>morte.</p><p>Existe também uma outra função do Jurupari que era levar ao seu pai uma esposa que obrigatoriamente tinha</p><p>que ter 3 caracteristicas:</p><p>• Paciente</p><p>• Não seja Curiosa</p><p>• Que guarde segredo</p><p>Até hoje seu filho esta a procura desta mulher</p><p>Já numa segunda versão da lenda de Jurupari era o deus da escuridão e do mal, que visitaria os índios em son-</p><p>hos, assustando-os com pesadelos e presságios de perigos horríveis, impedindo, entretanto, que suas vítimas</p><p>gritassem - o que, por vezes, causava asfixia. Esta é a mais “provável”, já que o significado da palavra Jurupari seja</p><p>algo como “aquele que cala”, “que tapa a boca”, ou ainda “aquele que visita nossa rede”.</p><p>Os jesuítas estimularam esta versão da lenda, alguns mesmo dizendo que foram eles que a criaram, sendo ime-</p><p>diatamente aceita pelos indígenas, ávidos por uma explicação sobre o porquê de terem pesadelos. Para Câmara</p><p>Cascudo, essa concepção de criatura dos “pesadelos” é um amálgama de lendas europeias e africanas, inventadas</p><p>pelas amas de leite para o controle do comportamento das crianças.</p><p>Em alguns dos mitos que envolvem o jurupari, o herói morre queimado, e, das suas cinzas, nasce a palmeira de</p><p>paxiúba (Socratea exorrhiza), uma árvore de cuja madeira são feitos os instrumentos juruparis tocados nesse</p><p>ritual. Entre os índios tucanos, a flauta (simiômi’i-põrero) é feita da madeira do uacu (Monopteryx angustifolia).</p><p>Segundo Piedade, é um instrumento sagrado que tem som de trovão, tendo sido utilizado pelos homens para</p><p>recuperar os instrumentos juruparis que as mulheres haviam roubado.</p><p>Há tribos que usam o mito de Jurupari para rituais de iniciação masculina. É o caso da etnia Dessana que pratica</p><p>o “Ritual do Jurupari”.</p><p>Este consiste em tocar um instrumento de sopro confeccionado com tronco de paxiúba (flautas), uma palmei-</p><p>ra amazônica que produz um som cheio e grave. A cerimônia é um ritual de agradecimento à natureza pela</p><p>abundância de pesca.</p><p>Igualmente, se louva a sabedoria dos espíritos ancestrais, que estão presentes através do material com que é con-</p><p>feccionado o Jurupari.</p><p>Neste ritual, está proibida a participação das mulheres.</p><p>Entre os índios do noroeste da Amazônia (Rios Negro e Uaupés), como os tucanos e os tarianas, descrito por</p><p>Ermanno Stradelli (1852-1926). Outros ritos e mitos também são conhecidos pelo nome de Jurupari, a exemplo</p><p>dos encontrados nas tribos:</p><p>• Tuiucas / (Tucanos)</p><p>• Macus / (Línguas macus)</p><p>• Wauja[10] e outras do Parque do Xingu</p><p>Segundo descrição de Carvalho do que denomina a “religião de jurupari”, na região amazônica alto do Rio Ne-</p><p>gro, esta compreende um culto secreto masculino, revelado aos iniciados principalmente na segunda iniciação:</p><p>seus ritos incluem flagelações, uso do tabaco e coca, ilusógenos como o yagé (caapi), e, mais no extremo oeste,</p><p>também o paricá.</p><p>Além de o nome Jurupari corresponder a uma lenda tupi e a um conjunto de animais e árvores que o mito rela-</p><p>ciona entre si, ainda existem diversas variantes desse mito em outras etnias.</p><p>UALRI</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Ualri</p><p>Origem :</p><p>Desconhecida, no entanto se sabe que é Indígena</p><p>Aparência :</p><p>Simplesmente um velho índio</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Velho índio iniciado nos mistérios da magia. Sendo que um belo dia ele ataca uma tribo devorando todos os</p><p>jovens do local, os mais velhos e antigos ficaram furiosos e horrorizados com a tamanha barbaridade, resultan-</p><p>do em sua morte na qual foi queimado vivo em uma fogueira, sendo que no mesmo local onde fora morto, de</p><p>suas cinzas nasce uma enorme arvore que alcançava o céu donde dela descem espíritos malignos com um único</p><p>intuito, atormentar as pessoas que vivem na terra, segundos os índios da tribo relatam.</p><p>Outras versões relatam a história de um velho indígena iniciado por Jurupari e que o traiu, revelando o segre-</p><p>do dos instrumentos sagrados. Malvado e vingativo, tornou-se impopular e odiado. Foi queimar vivo, e de suas</p><p>cinzas nasceram insetos e repteis venenosos</p><p>CABRA CABRIOLA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Cabra Cabriola, Cabriola, Papão de Meninos, Bicho Papão</p><p>Origem :</p><p>Idade Média na Europa, passando por Portugal e sendo trazida pro Brasil</p><p>Aparência :</p><p>Animal em forma de cabra, frequentemente de aspecto monstruoso que soltava fogo e fumaça pelos olhos, nariz</p><p>e boca.</p><p>Versões da Lenda :</p><p>A Cabra Cabriola é a personificação do medo comedor de crianças travessas e malcriadas. Que invadia as casas</p><p>para pegar e comer as mesmas que não obedeciam os pais. Atacava quem andasse pelas ruas desertas nas noites</p><p>de sexta.</p><p>As crianças não podiam sair de perto das mães, ao escutarem qualquer ruído estranho perto da casa. A cabra era</p><p>astuta como uma raposa e fétida como um bode. Quando no silêncio da noite, alguma criança chorava, diziam</p><p>que a Cabriola estava devorando algum malcriado. O melhor nessa hora era rezar o Pai Nosso e fazer o Sinal da</p><p>Cruz.</p><p>Considerada mais temida que o Lobisomem e a Mula-sem-Cabeça, que são mitos vindos de fora há muito mais</p><p>tempo, a Cabra Cabriola, logo se tornaria o consolo das mães, já que não precisavam se esforçar muito para</p><p>fazerem seus filhos a irem para cama cedo. Para os pequenos era o maior pesadelo.</p><p>São muitos e coisa regular os contos populares em que figura a Cabra Cabriola em ação. Os testemunhos de épo-</p><p>ca logo se tornavam valiosos meios para as mães colocarem na linha seus filhos travessos.</p><p>Já para aqueles meninos obedientes, bom para a mãe, que não mijasse na cama e não fosse traquino, a Cabra</p><p>Cabriola não passava nem perto.</p><p>O mito do Bicho papão que ataca as crianças travessas, é bem antigo e remonta ao tempo da Idade Média na</p><p>Europa. É uma assombração portuguesa que se tornou parte do nosso fabulário.</p><p>Na América Central, o Gulén-Gulén-Bo, é um negro que também assusta e come as crianças mal comportadas, e</p><p>tem as mesmas características da nossa Cabriola.</p><p>No Brasil, deriva-se de um mito afro-brasileiro, onde acreditava-se tratar-se de um duende maligno que tomava</p><p>a forma de uma cabra. Costumava atacar as mães quando estavam amamentando. Bebiam seu leite direto nos</p><p>seus seios, e depois devoravam as crianças. Além de Pernambuco, há versões deste mito nos estados do Ceará,</p><p>Bahia, Alagoas, Sergipe e Pará.</p><p>A figura da Cabra Cabriola, também é mencionada na Espanha, Portugal e resto da península Ibérica. Chegou ao</p><p>Brasil durante o período da colonização portuguesa.</p><p>A Cabra Cabriola no Piauí e Pernambuco data do século XIX e XX. Ocorre também em outros estados</p><p>Cantigas :</p><p>“Cabra</p><p>sua origem se deu em meados do século XX devido a um surto da Doença</p><p>de Chagas que ocorreu no Nordeste. Segundo estudiosos do tema a doença associada a esse personagem é muitas</p><p>vezes a lepra ou a doença de chagas, em que ocorre o inchaço do fígado.</p><p>Aparência :</p><p>Velho maltrapilho, corcunda e barbudo que costuma vagar pelas ruas da cidade com um grande saco nas costas.</p><p>Embora na maior parte dos casos ele tenha uma aparência humana, em algumas versões, ele possui unhas e</p><p>orelhas imensas e ainda, dentes de vampiro. A verdade é que ele sofre de uma doença rara e daí sua aparência ser</p><p>assustadora.</p><p>Versões da Lenda :</p><p>No inicio do surgimento da lenda os pais amarravam uma fita vermelha na perna da cama da criança indesejada</p><p>e o velho do saco passava a noite de casa em casa, se houvesse uma fita vermelha na perna da cama o velho do</p><p>saco poderia levar embora a criança em questão. Essa história era a versão original da lenda do velho do saco, os</p><p>pais a usavam para assustar as crianças ou para forçarem as crianças a serem obedientes.</p><p>Outros contam também que as crianças do saco que o velho carrega eram aquelas que estavam sem nenhum</p><p>adulto por perto, em frente às suas casas ou brincando na rua. O velho pegaria a criança caso ela saísse sem nin-</p><p>guém de dentro de casa.</p><p>Versões alternativas da lenda, em vez de um velho, o elemento que levava as crianças era um cigano e, em</p><p>versões remotas, esse velho ou o cigano levava as crianças para sua casa e fazia com elas sabonetes e botões.</p><p>E outras versões ainda dizem que ele possuía ajudantes que atraiam as crianças e leva as vítimas para ele. Em out-</p><p>ras, ele mesmo atuava na captura das crianças, sendo simpático com elas e lhes oferecendo doces e brinquedos.</p><p>Após comer o fígado da vítima, ele costuma deixar ao lado do corpo uma quantia em dinheiro para as despesas</p><p>do funeral e ainda, para ajudar a família.</p><p>Reza a lenda que é necessário que o Papa-Figo coma o fígado de uma criança, e por isso recebe esse nome, que é</p><p>a contração de “papa fígados”. Isso porque ele acredita que sua doença será curada se ele se alimentar do sangue e</p><p>do fígado de crianças.</p><p>Segundo a crença popular, o fígado era o produtor de sangue e a cura para a doença estaria no consumo de um</p><p>fígado sadio.</p><p>Portanto, o fígado das crianças por ser mais puro, era o que deveria ser consumido para quem sofria dessa enfer-</p><p>midade.</p><p>OBS.: Os pais costumam contar aos seus filhos sobre a existência do velho do saco pois assim, evitaria que as</p><p>crianças falassem com estranhos. Dai se originou a velha frase “ Nunca fale com estranhos !!!! ”.</p><p>BOITATÁ</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Baitatá, Biatatá, Bitatá, Batatão e Baetatá</p><p>Origem :</p><p>De origem indígena, e a palavra Boitatá, na língua Tupi-Guarani, significa cobra (boi) de fogo (tata).</p><p>Apesar de ser oriunda da língua indígena, a lenda do Boitatá encontra-se num texto do século XVI do Padre</p><p>Jesuíta José de Anchieta.Vale lembrar que José de Anchieta baseou-se nos relatos dos indígenas para compor seu</p><p>texto:</p><p>“Há também outros (fantasmas), máxime nas praias, que vivem a maior parte do tempo junto do mar e dos rios,</p><p>e são chamados “baetatá”, que quer dizer cousa de fogo, o que é o mesmo como se dissesse o que é todo de fogo.</p><p>Não se vê outra cousa senão um facho cintilante correndo para ali; acomete rapidamente os índios e mata-os,</p><p>como os curupiras; o que seja isto, ainda não se sabe com certeza.”</p><p>Aparência :</p><p>Uma enorme serpente em chamas ou um touro feroz que solta fogo pela boca</p><p>Versões da Lenda :</p><p>A lenda do Boitatá sofreu muitas modificações ao longo do tempo, e portanto, reúne diversas versões.</p><p>Uma das versões que seria como uma historia conta que há muito tempo atrás, uma noite se prorrogou muito</p><p>parecendo que nunca mais haveria luz do dia. Era uma noite muito escura, sem estrelas, sem vento, e sem barul-</p><p>ho algum dos bichos da floresta, era um grande silêncio.</p><p>Os homens viveram dentro de casa e estavam passando fome e frio. Não havia como cortar lenha para os bra-</p><p>seiros que mantinham as pessoas aquecidas, nem como caçar naquela escuridão. Era uma noite sem fim. Os dias</p><p>foram passando e a chuva começou, choveu muito, esta chuva inundou tudo e muitos animais acabaram morren-</p><p>do. Uma grande cobra que vivia em repouso num imenso tronco despertou faminta e começou a comer os olhos</p><p>de animais mortos que brilhavam boiando nas águas.</p><p>Alguns dizem que eles brilhavam devido a luz do último dia em que os animais viram o sol. De tanto olhos</p><p>brilhantes que a cobra comeu, ela ficou toda brilhante como fogo e transparente. A cobra se transformou num</p><p>monstro brilhante, o Boitatá. Dizem que o Boitatá assusta as pessoas quando elas entram na mata à noite. Mas</p><p>muitos acreditam que o Boitatá protege as matas contra incêndios.</p><p>No norte e nordeste do Brasil, a imensa cobra de fogo vive nos rios e sai no momento em que há invasores nas</p><p>florestas para queimá-los.</p><p>Segundo alguns nordestinos, o boitatá, conhecido como “Alma dos Compadres e das Comadres”, representa as</p><p>almas penadas malignas que passam queimando tudo.</p><p>Já no sul do país, a versão que prevaleceu advém da história bíblica do Dilúvio. Nela, muitos animais morreram e</p><p>as cobras que sobreviveram tiveram como castigo o fogo.</p><p>Nessa versão, o fogo aparece na barriga de cada uma as quais se tornam iluminadas e, ao mesmo tempo, trans-</p><p>parentes.</p><p>Na narrativa folclórica, essa serpente pode se transformar num tronco em chamas com o intuito de enganar e</p><p>queimar os invasores e destruidores das matas. Acredita-se que a pessoa que olhar o Boitatá torna-se cega e lou-</p><p>ca.</p><p>Ele protege os animais e as matas das pessoas que lhe fazem mal e principalmente, que realizam queimadas nas</p><p>florestas.</p><p>MULA SEM-CABEÇA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Mulher de Padre, Mula de Padre, Mula Preta, Malora, Almamula, Mula Ánima, Tatá Cuñá ou Mula Frailera.</p><p>Origem :</p><p>Acredita-se que ela teve sua origem na Europa (Península Ibérica) mas precisamente em Portugal nos tempos</p><p>medievais (pressupõem-se que este mito tenha nascido no século XII na mesma época em que as mulas serviam</p><p>de transporte para os padres), e que se difundiu no Brasil no século XVI ou posteriormente. No Brasil a lenda se</p><p>disseminou por toda região canavieira do Nordeste e em todo o interior do Sudeste.</p><p>Aparência :</p><p>Varia de região para região. A cor mais comumente atribuída a ela é o roxo, as vezes preta ou marrom com uma</p><p>cruz branca pendurada no peito ou não. Possui uma ferradura prata, ferro ou aço que produz um trote sinistro</p><p>mais alto do que qualquer cavalo um dia já tenha feito antes. Mesmo sem cabeça a mula consegue relinchar e as</p><p>vezes geme como uma mulher chorando.</p><p>Além disso dizem que ela possui um freio ligado à sua não existente boca além de expelir fogo pelas narinas tam-</p><p>bém não existentes, porem a maioria dos contos relata que o fogo expelido sai diretamente do pescoço cortado.</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Existem várias variações da lenda porém a mais conhecida pelo mundo inteiro e a de que :</p><p>Qualquer mulher que namorasse um padre seria transformada em um monstro. Dessa forma, as mulheres de-</p><p>veriam ver os padres como uma espécie de “santo” e não como homem, se cometessem qualquer pecado com o</p><p>pensamento em um padre, acabariam se transformando em mula sem cabeça.</p><p>Outra versão relata :</p><p>Que quando uma mulher dormisse com o namorado antes do casamento, ela poderia ser enfeitiçada e virar uma</p><p>mula sem cabeça.</p><p>Essa versão estava ligada às tradições das famílias que buscavam o controle dos relacionamentos amorosos de</p><p>suas filhas. Era uma forma de mantê-las dentro dos padrões morais da época.</p><p>Geralmente a transformação da criatura se totaliza em noites de Lua Cheia podendo ser as Quintas-Feiras ou</p><p>Sextas.</p><p>O encantamento desaparecia no terceiro cantar do galo. Nesse momento, a mulher voltava à sua normalidade,</p><p>geralmente exausta e ferida.</p><p>Segundo as Lendas existem maneiras de acabar com o encantamento :</p><p>1 - Arrancar o cabresto que ela possui</p><p>2- Furá-la tirando sangue (uma gota no mínimo, com um alfinete virgem que nunca foi usado).</p><p>3 - Tirar o freio de ferro</p><p>4 – Ser</p><p>cabriola</p><p>Corre montes e vales,</p><p>Corre meninos a pares</p><p>Tamêm te comerá a ti</p><p>Se cá chegares”</p><p>Canção que a cabra cantava :</p><p>Eu sou a Cabra Cabriola</p><p>Que como meninos aos pares</p><p>Também comerei a vós</p><p>Uns carochinhos de nada</p><p>ONÇA MANETA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Onça maneta</p><p>Origem :</p><p>Desconhecida porém a lenda é muito forte nas regiões Sudeste, Norte, Centro-Oeste</p><p>Aparência :</p><p>Onça com força sobrenatual porem sem uma das patas dianteiras</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Trata-se de uma onça que perdeu uma das patas dianteiras, possivelmente em uma luta contra caçadores. Desde</p><p>esta luta, a Onça passou a possuir uma grande força misturada a uma raiva enorme.</p><p>Ela costuma ficar escondida nas matas e dificilmente consegue-se vê-la. Ela ataca e raramente alguém consegue</p><p>escapar dela. Não escolhe sua vítima, ataca quem ela vê, pode ser um bicho, uma boiada, um homem, um grupo</p><p>de caçadores, nada faz ela ficar com medo.</p><p>É um animal sinistro, muito forte, ágil, afoito e que parece sempre estar esfomeado</p><p>ONÇA DA MÃO TORTA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Onça da Mão Torta</p><p>Origem :</p><p>Desconhecida</p><p>Aparência :</p><p>Onça muito grande, rajada e que possui uma das patas dianteiras torta.</p><p>Versões da Lenda :</p><p>A lenda conta a historia de um vaqueiro que possui uma mão torta e que era muito velho em vida porém era um</p><p>homem muito mal. Cometia todo o tipo de crime, matava, roubava, perdia moças e ...; Um belo dia após a chega-</p><p>da de sua morte surgi do nada uma onça, tendo as mesmas características do homem so que neste caso uma pata</p><p>torta.</p><p>Acredita-se que a onça é um espírito do vaqueiro que fora amaldiçoado, um tipo de castigo por todo o mal que</p><p>ele havia cometido em vida.</p><p>Os caçadores, principalmente, temem muito em encontrar este monstro. Segundo muitas pessoas que já a viram,</p><p>a onça tem as é enfeitiçada, por mais que atirem nela, as balas caem todas no chão fazendo com que ela não</p><p>sofre nada.</p><p>FOGO-MORTO</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Fogo-Morto</p><p>Origem :</p><p>Desconhecida porém pertencentes as regiões Noroeste do Rio Grande do Sul</p><p>Aparência :</p><p>Na sua forma em chamas é a de um humanoide flamejante</p><p>Versões da Lenda :</p><p>O fogo-morto podendo ser uma maldição do folclore Brasileiro, tem sua superstição com muita força entre os</p><p>carreteiros e viajantes no noroeste do Rio Grande do Sul.</p><p>Suas aparições tanto podem ser dadas em fogueiras comuns em cinzas ou brasas queimando, porem se provoca-</p><p>do se torna o pior pesadelo daquela pessoas podendo ser bem mais fatal do que um simples fogo.</p><p>Podendo ser confundido com o Boitatá, ele corre pelos campos de madrugada ate o amanhecer, donde para</p><p>deixa seu rastro de cinzas e brasas como se alguém tivesse passado por ali e montasse um acampamento, por fim</p><p>adormece, mas sua fumaça de algum modo continua viva, forte (nunca se apaga).</p><p>Sua desgraça não fica apenas no local em que foi aceso. Ele pode causar ilusões de queimaduras e chamas vivas</p><p>nas pessoas atacadas, fazendo assim com que elas sintam o próprio cheiro de carne delas assando, faz com que</p><p>elas corram desesperadas sem rumo pelo mundo à procura de água e costuma fazer com que elas veem objetos</p><p>de sua casa pegando fogo e se reduzindo à cinzas, além de destruir uma vida, empobrecendo e causando total</p><p>loucura.</p><p>Desta maneira, os antigos habitantes do interior para evita-lo, nunca mais fizeram fogueiras no mesmo lugar em</p><p>que outras foram acessas, pois caso a fizesse seria uma forma de evoca-los trazendo com ele toda sua destruição</p><p>com sua língua de fogo gigante que ataca tudo e todos pela frente podendo sair ate mesmo do seu lugar de ori-</p><p>gem.</p><p>BARBA RUIVA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Barba Ruiva, Barba Branca, Urué, Barba Nova, Cabeça Vermelha</p><p>Origem :</p><p>Lenda popular no estado do Piauí, ao redor de Paranaguá, desde o século XIX. Por volta de 1830</p><p>Aparência :</p><p>Bebê ou pessoa com dom de se transformar em menino, moço e velho ao longo do dia. De barba ruiva ou bran-</p><p>ca, unhas e peitos cobertos de lodo e limo</p><p>Versões da Lenda :</p><p>A lenda do Barba Ruiva conta a história de um homem encantado que mora na lagoa de Parnaguá, no Piauí.</p><p>Conta-se que uma senhora viúva morava com suas três filhas. Um dia, umas delas começou a se sentir mal, com</p><p>enjoos e cansaço. Todos pensavam que ela estava doente, mas na verdade, a menina estava grávida do namorado</p><p>que havia sumido ou em algumas versões havia morrido antes do casamento.</p><p>Por isso, ela decide ter o seu filho sozinha na mata. Quando o menino nasceu, ela o coloca numa bandeja de</p><p>cobre e a joga no rio, abandonado-o. Ao ver o gesto da mãe, a Iara, guardiã das águas, fica indignada. Da sua ira</p><p>começa uma grande enchente que cobre toda a mata e as casas do lugar, dando origem à lagoa de Parnaguá.</p><p>Passado algum tempo, os habitantes começam a escutar um choro de bebê vindo do fundo da lagoa. Posterior-</p><p>mente, as lavadeiras que trabalhavam na beira da lagoa viam um menino pela manhã. Quando voltavam à tarde,</p><p>davam com um homem adulto, de barba ruiva, que tentava beijá-las e abraçá-las. Por fim, ao entardecer(noite),</p><p>viam um velho com barba branca.</p><p>Foge de homens pois fica desorientado e vai a procura de mulheres que vão a beira do rio pra lavar e bater suas</p><p>roupas, tentando-as agarrar para abraça-las e beija-las, logo em seguida ele volta para a lagoa desaparecendo,</p><p>com base nisso nenhuma mulher vai sozinha para a lagoa realizar seus afazeres ou tomar banhos.</p><p>Alguns relatam que ele foi criado pela Iara. No ciclo de transformação dele da manha ate a noite dizem que as</p><p>vezes ele dorme ás margens da lago e quando alguém se aproxima ele pula pra água</p><p>Ele tenta desesperadamente aproximar-se de uma moça que seja corajosa para libertá-lo do seu encanto, jogando</p><p>água benta sobre sua cabeça.</p><p>CARNEIRO ENCANTADO</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Carneiro Encantado</p><p>Origem :</p><p>Passagem de Santo Antonio, no rio Parnaíba, fronteira do Piauí com o Maranhão</p><p>Aparência :</p><p>Criatura enorme com aparência de um carneiro que carrega em sua testa uma estrela brilhante</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Pertinho do município piauiense de União (e do município maranhense de Coelho Neto) há uma lenda de uma</p><p>criatura, que aparece no lugar denominado Passagem de Santo Antonio, no rio Parnaíba, fronteira do Piauí com</p><p>o Maranhão, é enorme e traz na testa uma estrela cujo brilho varia entre os extremos da luminosidade, às vezes</p><p>parecendo que vai apagar-se e em outros instantes brilhando como poucas coisas nesse mundo.</p><p>Reza a lenda que há muitos anos atrás um padre transportava por ali o dinheiro da paróquia da região quando</p><p>foi assaltado. No assalto, os ladrões deram cabo da vida do religioso, mas verificando tratar-se de um homem de</p><p>Deus, os criminosos arrependeram-se e acabaram enterrando o sacerdote com todo o dinheiro que carregava.</p><p>A partir de então, o padre tem aparecido por ali transformado no tal carneiro encantado. Dizem que só será des-</p><p>encantado no dia em que alguém encontrar o dinheiro enterrado, de modo que a pessoa que o fizer ficará muito</p><p>rica e o carneiro não mais aparecerá.</p><p>ACUTIPUPU</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Acutipupu</p><p>Origem :</p><p>Desconhecida, porém não existe uma serra do Japó. Possivelmente, a palavra é uma corruptela do vocábulo Japi,</p><p>cuja serra fica no estado de São Paulo. Dá ai possível origem</p><p>Aparência :</p><p>Criatura que é ao mesmo tempo homem e mulher</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Acutipupu é uma criatura que vivia na Serra do Japó.</p><p>Conta-se que, quando estava como mulher, dava à luz a filhas mais belas que as estrelas.</p><p>Por outro lado, ao se encontrar com o corpo masculino, fecundava as mulheres e estas pariam meninos fortes e</p><p>valentes, radiosos como o sol.</p><p>Um dia, sob forma de mulher, Acutipupu teve uma filha de Uaiú, um índio que estava impondo a lei de Jurupari</p><p>na região. A menina se chamou Erem e como não podia deixar de ser, destacava-se por sua grande beleza.</p><p>Uaiú desejou-a e quis fazer amor com sua própria filha, mas Erem se recusou e fugiu para escapar do pai. Foi</p><p>acolhida por uma tribo chefiada por Cancelri e os dois terminaram se casando.</p><p>No entanto, Uaiú não abandonou seu objetivo e declarou guerra a Cancelri. Nesta luta, morreram todos desta</p><p>tribo e Acutipupu perdia, assim, sua filha querida.</p><p>SANGUANEL</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Sanguanel</p><p>Origem :</p><p>Região ítalo-gaúcha</p><p>Aparência :</p><p>Ser pequeno com vestes vermelha</p><p>Versões da Lenda :</p><p>O Sanguanel cuja crença é muito viva, ainda no presente, não faz mal pra ninguém, nem judia apenas dá cada</p><p>susto! Ele vive pelos pinherais da serra n um ninho e seu prazer é roubar crianças, as quais esconde no alto das</p><p>árvores ou no meio das reboleiras do mato e traz mel numa folha e água, se tem sede.</p><p>Seus pais, como loucos, procuram as crianças roubadas na qual sempre estão em estado de sonolência, lembran-</p><p>do pouco e mal das coisas que aconteceram, embora não esqueçem a figura vermelha. Mais raramente o San-</p><p>guanel se envolve com adultos. Nesses casos, assume o papel de vingador engraçado, fazendo picardias e provo-</p><p>cações aos preguiçosos, bêbados ou não religiosos, mas tudo sem maldade.</p><p>UNHUDO</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Unhudo</p><p>Origem :</p><p>Dois Córregos (cidade), no interior de São Paulo</p><p>Aparência :</p><p>Espécie de morto-vivo com roupas em péssimo estado, que possui unhas grandes e usa um chapéu de palha</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Segundo a lenda, Seu objetivo é assombrar todos que ousarem roubar frutas, flores ou fazer mal algum a mata</p><p>que envolve a Pedra Branca e atacar todos os que entram na mata com propósito ruim</p><p>Relatos afirmam que ele mora em uma das cavernas da Pedra Branca, uma elevação que fica bem próxima à divi-</p><p>sa entre Mineiros do Tietê e Dois Córregos.</p><p>Certa vez, segundo os mais antigos, um rapaz foi apanhar jabuticabas e recebeu um tapa da criatura, quando</p><p>acordou, estava do outro lado do rio Tietê.</p><p>O Unhudo desperta medo principalmente em pessoas da zona rural, isso fez com que se tornasse a lenda mais</p><p>famosa de Dois Córregos e talvez uma das mais famosas de todo o estado de São Paulo.</p><p>A visão que todos tem de um morto-vivo, um bicho, uma assombração, faz com que seu mito passe de geração</p><p>para geração.</p><p>Apesar da lenda existir desde o começo do século XX, foi somente no fim do mesmo que a lenda começou a se</p><p>disseminar por todo o Brasil no fim daquele século. Isso muito graças as dezenas de reportagens em várias emis-</p><p>soras de televisão, onde o tema era abordado em reportagens e programas jornalísticos ou de entretenimento da</p><p>época.</p><p>Outra característica curiosa deste ser é que ela gostava de repetir a fala cantada dos boiadeiros que frequentavam</p><p>a região, na hora de tocar os bois. Quando eles gritavam “Ôh! Boi!”, o unhudo repetia como se fosse um eco.</p><p>PORCA DOS 7 LEITÕES</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Porca e seus 7 leitões</p><p>Origem :</p><p>Portugual</p><p>Aparência :</p><p>Mulher com seus 7 filhos se transformam em leitões (porcos)</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Segundo a lenda, que acontece principalmente nas regiões centrais e meridionais do Brasil, a porca era uma sen-</p><p>hora, uma Baronesa, muito má e gorda. Ela vivia espancando e maltratando seus escravos, mesmo sem eles não</p><p>terem feito nada de errado. Quando não estava dando chibatadas nos seus escravos na senzala, os usava como</p><p>objeto sexual em um jogo de vida ou morte, onde era melhor morrer a fazer sexo.</p><p>A Baronesa tinha sete filhos, um com cada escravo diferente. E como sua mãe cada um de seus filhos viviam</p><p>maltratando os trabalhadores. A vida dos escravos era um verdadeiro inferno, e muitas vezes a morte era o mel-</p><p>hor caminho para se viver em paz. Mas um escravo, o mais esperto de todos, teve a brilhante idéia de se vingar,</p><p>coisa que nunca ninguém havia pensado, até então.</p><p>Para tanto, eles procuraram um feiticeiro negro para jogar um feitiço tão forte, mas tão forte que só por um</p><p>milagre de Deus poderia desfazer o feitiço, o que não aconteceu. Então, a Baronesa e seus sete filhos se transfor-</p><p>maram em porcos. De acordo com os estudiosos sobre a lenda, o feitiço só seria desfeito após encontrarem um</p><p>colarem, que ninguém sabia aonde estava enterrado, apenas que foi enterrado em uma floresta.</p><p>Outras versões dizem que sua sina era andar fuçando com o focinho no chão a procura de um anel enterrado,</p><p>quando encontrarem esse anel, quebrarão o feitiço e voltarão a ser o que eram.</p><p>Desta maneira a Baronesa jamais voltaria a ser gente, e pra sempre viveu comendo resto de comida dos outros.</p><p>Segundo populares, a Porca e seus sete leitões aparecem durante a noite (madrugada), principalmente em becos</p><p>e encruzilhadas, ruas desertas e adros de igreja para assombrar homens casados que traem as esposas com negras</p><p>de sua cidade. Sempre roncando surdamente com seus filhotes berrando ao seu lado porém nunca fizeram mal a</p><p>ninguém, apenas some e aparece.</p><p>Acreditam que a porca seria o próprio diabo ou alguma de suas manifestações. Ainda no imaginário Português a</p><p>porca toma a forma de diversos animais.</p><p>Em várias culturas da Europa ela é um nome popular para o conjunto formado pela estrela Aldebarã e as Híades.</p><p>No Brasil, segundo a versão de Cuiabá, é um castigo da mulher que interrompeu voluntariamente a gravidez.</p><p>Tanto quanto forem os abortos, serão leitões. Em versões paulistas se trata de uma rainha que teve 7 filhos e que</p><p>foram amaldiçoados por um feiticeiro por motivos de vingança.</p><p>A definição ou significado de porca seria :</p><p>• Símbolo clássico dos baixos apetites carnais</p><p>• Sexualidade</p><p>• Gula</p><p>• Imundice</p><p>• Inopinadamente diante de frequentadores dos bailes noturno ou locais de prazer</p><p>CACHORRA DA PALMEIRA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>A Cachorra da Palmeira</p><p>Origem :</p><p>Alagoana</p><p>Aparência :</p><p>Mulher com cabeça de pessoa e corpo de cachorro</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Segundo a lenda era uma jovem, filha de um coronel. Linda e bem educada,residia na cidade de Palmeira dos</p><p>Índios. Tinha uma cachorrinha de estimação, que criava desde novinha. No dia da morte do padre Cícero</p><p>Romão, a cachorra adoeceu e também morreu. Muito triste e chorosa, a moça preparou-lhe um velório com vela</p><p>e sentinela</p><p>Algum tempo depois, estava ela em uma loja, comprando vestidos e perfumes, quando entrou uma senhora</p><p>procurando por tecido preto, para luto. Ao saber que se tratava de uma devota do padre Cícero Romão, a moça</p><p>riu e sugeriu que era melhor que a devota pusesse luto para a sua cachorrinha.</p><p>No mesmo instante, começou a se transformar em uma cachorra, latindo, uivando e correndo em disparada.</p><p>Contam que os pais morreram de desgosto. Um irmão a pegou e trancou em uma jaula, onde vive presa noite e</p><p>dia latindo e uivando sem parar e sem comer comida de panela apenas carne de cabrito novo quando não rói os</p><p>próprios ossos sendo assim sua maldição.</p><p>Outras versões relatam que depois da maldição a moça-cachorra passou a correr eternamente, mordendo</p><p>qualquer um que cruzasse seu caminho.</p><p>Cantigas :</p><p>Segundo Téo Brandão, existia em Viçosa uma peça de reisado que fazia alusão à cachorra e terminava com os</p><p>seguintes versos</p><p>“Quem é esse seu padrinho?</p><p>A moça lhe perguntou —</p><p>Disse ela: o padre Cícero</p><p>Que agora se cabaou</p><p>A moça fez: quá, quá, quá</p><p>Naquilo se transformou</p><p>Transformada ainda disse</p><p>Para a dita mulherzinha:</p><p>Não bote luto por ele</p><p>Sim por minha cachorrinha</p><p>Que morreu no mesmo dia</p><p>Sepultou-se à tardezinha”</p><p>(Moisés Matias de Moura)</p><p>--------------------------------------------</p><p>Meu Santileno</p><p>Pra ela num tem carinho</p><p>Discreiou de meu padrinho</p><p>Virou cachorra, anda correndo</p><p>PORCOS VOADORES</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Porcos Voadores</p><p>Origem :</p><p>Século XV na América do Sul e Europa</p><p>Aparência :</p><p>Porcos com pares de asas e poderes sobrenaturais</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Segundo a lenda eles apareceram pela primeira vez em 1430 quando uma rebelião de porcos estavam sendo ex-</p><p>terminados e os tais exterminadores fora mortos pelos mesmos.</p><p>Desde daquele dia começaram a salvar animais e comer certas pessoas,além de trollar bastante gente como pes-</p><p>soas que iriam se casar,quando o padre dizia:”Alguém tem uma Objeção?” e eles tinham.</p><p>Além disso eles utilizavam seus diversos poderes,sendo como o principal, enrolar os inimigos nas suas cau-</p><p>das,que são esticadas e morriam depois de ter todos os ossos quebrados</p><p>ROMÃOZINHO</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Romãozinho</p><p>Origem :</p><p>Leste Bahia, em toda Goiás, parte do Mato Grosso e também</p><p>na fronteira do Maranhão com Goiás.</p><p>Aparência :</p><p>Garoto amaldiçoado com pura maldade</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Romãozinho é uma criatura do folclore brasileiro. Ele é um menino, filho de um agricultor, ele que sempre</p><p>gostou de maltratar os animais e destruir as plantas, pois nasceu mau.</p><p>Uma vez, sua mãe lhe mandou levar o almoço ao pai, que trabalhava na roça. Ele foi de má-vontade. No meio do</p><p>caminho, ele comeu a galinha, colocou seus ossos na marmita e levou-a ao pai. Quando o pai viu os ossos em vez</p><p>da comida, ele perguntou o que aquilo significava. Romãozinho, perfidamente, disse:</p><p>Deram a mim isso... Eu penso que minha mãe comeu a galinha com o homem que vai a nossa casa quando você</p><p>não está lá, e enviou-lhe somente os ossos. Enlouquecido de raiva, o pai voltou logo para casa, puxou do punhal</p><p>e matou a esposa. Antes de morrer, a mãe amaldiçoou o filho que ria, dizendo: Você não morrerá nunca! Você</p><p>não conhecerá o céu ou o inferno, nem repousará enquanto existir um vivente sobre a terra! Enquanto seu pai</p><p>acabara morrendo de tanto arrependimento.</p><p>Romãozinho fora embora com um sorriso diabólico em seu rosto. Desde então, o menino nunca cresceu, anda</p><p>pelas estradas e faz travessuras, como quebrar as telhas dos telhados a pedradas, assustar os homens e tortura as</p><p>galinhas.</p><p>Outras versões do conto, dizem que a mãe do menino, fiava algodão no alpendre da casa, quando o marido che-</p><p>gou por trás dela e a matou. E outras falam que ele teria matado o pai de susto, já em outras, sua mãe teria vivido</p><p>e amaldiçoado o filho posteriormente a morte do pai.</p><p>Em algumas oportunidades, faz coisas boas. Há uma história que diz que uma mulher grávida estava sozinha e</p><p>entrou em trabalho de parto, e no desespero chamou por Romãozinho e este foi à casa da parteira que depenava</p><p>uma galinha, a galinha de repente saiu da mão dela e saiu voando, a parteira saiu correndo atrás e a galinha foi</p><p>jogada na casa da mulher que estava em trabalho de parto.</p><p>CACHORRINHA D’ÁGUA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Cachorrinha D’água</p><p>Origem :</p><p>Lenda Pernambucana</p><p>Aparência :</p><p>Cadela de pelos brancos, com uma estrela dourada na testa</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Segundo a lenda quem avistar esta figura mágica terá uma mudança radical em sua vida onde terá uma sorte</p><p>abundante com riqueza sem fim e muita felicidade. Vivendo nas margens do rio São Francisco, onde gosta de se</p><p>secar sua pelagem ao sol</p><p>MULHER DE 2 CORES</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>A Mulher de Duas Cores</p><p>Origem :</p><p>Minas Gerais fronteira com São Paulo</p><p>Aparência :</p><p>Mulher de duas cores, uma mancha branca e outra morena</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Conforme a lenda da mulher de duas cores, a assombração aparece de dia, à luz do sol, nas estradas de Minas</p><p>Gerais, fronteira com São Paulo, ou dentro das pequenas matas. Veste roupas de algodão de duas cores, seu cor-</p><p>po é dividido em manchas pretas e brancas, caminha com pressa nas pontas dos pés quieta e calada.</p><p>Contam os antigos que a magra mulher é o fantasma da neta de um viúvo fazendeiro, que ao descobrir que a</p><p>filha estava grávida de um escravo, e tinha fugido para um quilombo com o negro, encomendou os trabalhos de</p><p>uma bruxa para que o bebê não viesse ao mundo.</p><p>Mesmo assim a mãe deu a luz a uma menina de duas cores, com manchas brancas e manchas escuras, que fora</p><p>batizada com o nome de Branca Morena. O povo do quilombo a acolheu com carinho e costumava costurar</p><p>roupas diferentes para esta menina, seus vestidos eram de algodão, longos e sempre tingidos de duas cores : preto</p><p>e branco, vermelho e azul, verde e rosa.</p><p>Ao ficar moça ela saiu do quilombo e foi para a cidade, onde foi muito estigmatizada e até maltratada. Com isso,</p><p>voltou para o quilombo, porém não encontrou mais ninguém do seu povo, já que com a abolição da escravatura</p><p>todos tinham ido para a cidade. Deste ocorrido, a menina retornou para a cidade em busca de seu povo, porém</p><p>no caminho, morreu em um acidente de arma de fogo. Diz a lenda que seu espírito não se deu conta da morte, e</p><p>ela até hoje vaga em busca do seu povo, a passos rápidos e largos, sem colocar o calcanhar no chão.</p><p>Um outra versão da história diz que com medo do preconceito que a criança sofreria, mesmo após a abolição</p><p>da escravatura, seus pais nunca a deixaram sair do quilombo. Porém, aos quinze anos de idade fugiu. Foi parar</p><p>numa cidade à noite. Entrou em uma casa sem bater, esbarrou em um vaso e fez o maior barulho. O morador</p><p>achando que se tratava de uma assombração diabólica amarrou-a, colocou-a em um saco e em seguida a matou e</p><p>jogou a pobre da menina na estrada.</p><p>CANHAMBORA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Canhambora, caiambola, ca-lhambola, canhambola, canhembora, caiam-bora</p><p>Origem :</p><p>Desconhecida</p><p>Aparência :</p><p>Negro forte, faminto e bravo, armado com um facão</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Esse é um personagem que já meteu muito medo nas pessoas que viviam em fazendas e pequenas vilas de Minas</p><p>Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo, tanto que sua história foi contada até pelo escritor Monteiro</p><p>Lobato.</p><p>Em tupi-guarani, seu nome significa “escravo fugido”, que roubava comida e roupas e assustava mulheres que</p><p>iam ao rio buscar água ou tomar banho. Por conhecer bem a mata, tem quem ache que ele tem parentesco com o</p><p>Curupira e o Saci-Pererê</p><p>Outras versões dele apontam que ele era um homem preto, grande e feio, que roubava crianças. Uma assom-</p><p>bração dos negros mortos a pancadas. E tinha o dom de ser transformar em bicho ou metade homem e metade</p><p>bicho para aqueles que agrediam os animais, ou seja os caçadores, ressuscitar bichos mortos e matar homens.</p><p>Tinha cabelos cumpridos que chegavam ate seus pés</p><p>O Canhembora foi, em outras eras, um terrível ladrão de gado, esconjurado solenemente pelos criadores prejudi-</p><p>cados.</p><p>BOCA DE OURO</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Boca de Ouro</p><p>Origem :</p><p>Desconhecida</p><p>Aparência :</p><p>Corpo em decomposição, estilo um zumbi com sua boca coberta de dentes de ouro, halito podre e suas vestes</p><p>estilo aos da entidade de Umbanda Zé Pilintra, paletó branco, sapatos bem engraxados e usa chapéu tipo “Pana-</p><p>má e sempre fumando cigarro.</p><p>Versões da Lenda :</p><p>É um ser misterioso que, sob as vestes de boêmio, esconde um misto de zumbi e demônio. Segundo Gilberto</p><p>Freyre cita, no livro “Assombrações do Recife Velho”, que essa visagem não era exclusiva do Recife, tendo tam-</p><p>bém sido registrada em outras cidades do Brasil. É uma assombração cujas primeiras aparições datam do início</p><p>do século XX. Nas horas mortas, o Boca-de-Ouro é visto ao longe, caminhando lentamente e fumando um</p><p>cigarro.</p><p>Ele aborda caminhantes solitários que vagam pelas ruas desertas e sempre pede fogo a esses desavisados – gente</p><p>que sai de festa ou de barezinhos da moda do Bairro do Recife, por exemplo. Tendo ou não fósforo (ou isqueiro)</p><p>para oferecer, a vítima toma um grande susto quando percebe que boêmio misterioso tem a cara carcomida de</p><p>um cadáver apodrecido e exala um forte cheiro de enxofre.</p><p>Quando a pessoa sai correndo, o zumbi solta uma tenebrosa gargalhada e exibe sua bocarra cheia de dentes de</p><p>ouro. Não adiantando fugir: quando a vítima chega às carreiras à outra esquina (ou encruzilhada), o malassom-</p><p>bro está lá, soltando outra risada medonha. Esse pesadelo se repete, esquina após esquina, ao longo de toda a</p><p>rota de fuga, até que a pessoa caia desfalecida pelo pânico e pela exaustão.</p><p>Na amanhã seguinte, a pessoa é encontrada desmaiada na calçada. Socorrida pelos passantes, conta como foi seu</p><p>insólito encontro com o Boca-de-Ouro. Claro que quase ninguém acredita e o sujeito é avaliado como pinguço</p><p>ou mesmo como doido.</p><p>Ao que parece, o Boca-de-Ouro prefere atormentar homens que buscam aventuras ou estão simplesmente perdi-</p><p>dos na noite. Nunca é visto por um grupo amigos ou um casal a caminhar pelas ruas num passeio noturno.</p><p>Talvez seja alma penada de um malandro que cometeu todos os pecados da boemia; namorou muitas mulheres,</p><p>apostou todo dinheiro em jogos de azar e bebeu além da conta. Ou talvez seja a encarnação de um espírito ma-</p><p>ligno, que tanto fascina com seu figurino impecável e seus dentes de ouro, quanto</p><p>provoca repulsa com sua face</p><p>pútrida de defunto insepulto.</p><p>CURUARA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Curuara, Caruara ou Caroara</p><p>Origem :</p><p>Amazônia</p><p>Aparência :</p><p>Lembrando um Bicho Pau ou Tronquilo do filme (Animais Fantásticos)</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Criaturas descritas como invisíveis que rondando pela floresta amazônica e aparecem em quintais e capoeiras,</p><p>possuindo uma mãe assim como os outros seres e criaturas.</p><p>Extremamente perigosos para mulheres que estão nos dias de menstruação, pois esta condição em que elas se</p><p>encontram afirma-se que o cheiro atrai os caroaras ou a mãe deles, onde na qual utilizam suas flechas em suas</p><p>vitimas. Por esse motivo mulheres evitam de andar em quintais ou atravessar trilhas que dão direto em roças ou</p><p>por caminhos para apanhar simplesmente água.</p><p>Suas flechas sempre envenenadas, segundo relatam são apontadas e disparadas diretamente nas juntas dos joel-</p><p>hos de suas vitimas.</p><p>Seus efeitos são semelhantes aos do reumatismo. Aparecem dores, inchaço dos membros e dificuldade de ar-</p><p>ticulações. Em Itá, existem mulheres com esses mesmo sintomas. Aos homens, os curuara parecem não fazer</p><p>qualquer mal</p><p>MÃO PELADA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Mão Pelada</p><p>Origem :</p><p>Vale do São Francisco</p><p>Aparência :</p><p>Lembrando um guaxinim e possuindo uma de suas patas dianteiras sem pelo algum</p><p>Outros já relatam que sua aparência é a de lobo avermelhado, com a altura de um bezerro novo, de cujos olhos</p><p>sai uma luz parecendo um fogo azulado. Uma de suas patas dianteiras é deformada e “pelada”.</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Criatura de hábitos noturnos que causa e espalha medo nas matas e florestas do Estado de Minas Gerais, tem o</p><p>poder de hipnotizar suas vitimas e leva-las pra longe para que possa devora-las e mata-las com mais facilidade.</p><p>Quando ele ataca suas vitimas seus olhos alem de seu corpo ficam envolvidos num tipo de azul flamejante.</p><p>Acredita-se que, se a criatura sugar seu sangue pode curar doenças como reumatismo e hanseníase.</p><p>ENCOURADO</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Encourado</p><p>Origem :</p><p>Nordeste</p><p>Aparência :</p><p>Vampiro com roupas negras de couro</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Sendo o típico vampiro Brasileiro. Sua história conta sobre um homem sombrio com hábitos noturnos que se</p><p>vestia completamente de preto suas vestes eram feitas de couro que cheiravam a sangria pura, onde atacava suas</p><p>vitimas tanto animais quanto pessoas pelo simples fato de se alimentar pois o sangue era a única coisa que o</p><p>saciava.</p><p>Suas vitimas preferidas eram a aquelas que não foram batizadas ou que não frequentam templos religiosos</p><p>(igrejas), pois essas pessoas possuíam um sangue com um gosto melhor, e à quem diga que a criatura já de cara</p><p>já reconhece estes tipos de pessoas. A criatura só podia entrar em alguma residência caso fosse convidado, mas</p><p>como ele vivia sua vida disfarçado a criatura sempre dava um jeito de entrar no local.</p><p>Existe um tipo de mandinga para afastar a criatura, ela consiste na pessoa ter que sacrificar animais pequenos,</p><p>bandidos (pessoa) ou crianças. Após isso a oferenda devera ser colocada na frente de sua residência ou seja na</p><p>porta principal.</p><p>Uma das formas de saber quando o encourado esta chegando são :</p><p>• Galinhas não botam ovos e não comem direito</p><p>• Cachorros latem o dia inteiro e não saem de suas casas</p><p>• Urubus e carcarás passam voando em cima da cidade ou desaparecem para bem alto e longe</p><p>Até hoje não existe um jeito de eliminar esta criatura.</p><p>Entretanto, além das demais oferendas diz-se que basta oferecer simplesmente uma galinha preta ou galo ver-</p><p>melho para afugenta-lo sem contudo ofendê-lo</p><p>CUPENDIPE</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Cupendinpe ou Cupendipe, Kupe-Dyeb, homens de Asas ou índios de Asas</p><p>Origem :</p><p>Tocantins</p><p>Aparência :</p><p>Um tipo de índio híbrido, metade homem e metade morcego (Vampiro) alado</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Os Cupendipes eram uma tribo de Índios vampiros brasileiros, seres alados que dormiam de cabeça para baixo</p><p>(como morcegos), deixavam suas grutas ou cavernas onde moravam localizadas no Alto Tocantins num morro</p><p>(entre os estados de Góias e Tocantins no Brasil), apenas à noite e usavam um tipo de machado (instrumentos</p><p>cortantes feitos de forma primitiva) em forma de meia lua para defender-se ou degolar pessoas e animais, ra-</p><p>chando seus crânios.</p><p>Certa vez, após perderem muitas crianças e mulheres devido aos ataques dessa tribo de vampiros, os Apinajés</p><p>que segundo eles diziam que eram seus rivais, reuniram seus guerreiros de dez aldeias, e foram ataca-los. Che-</p><p>gando ao morro, taparam as entradas da caverna com palhas secas, incendiando-as em seguida. Nesse ataque</p><p>teria morrido um velho Cupendipe, ficando preso. Já um garotinho da tribo vampira, não tendo ainda asas, não</p><p>pode fugir. Os Apinajés entraram na caverna e encontraram-no suspenso em um canto do teto, como se fosse</p><p>um morcego.</p><p>Desejando cria-lo, levaram-no para a aldeia. Porém, não conseguiram. Sempre chorando, o pequeno Cupendipe</p><p>recusava toda alimentação que não fosse o milho e não se deitava para dormir. Os Apinajés lembravam-se então</p><p>da posição em que o haviam encontrado e fincaram no chão duas forquilhas, atravessando nelas uma vara. Nesta</p><p>é que ele, pendurado pelos pés, conseguiu durmir.</p><p>Um dia eles o observaram a criatura deitada no chão e cantando. “U-ua Klunã Klocire! Klud pecetire!” Quando,</p><p>ele agarrou seu pescoço com suas mãos. Quando os Apinagés perguntaram-lhe sobre isto, o ser lhes disse que</p><p>seus companheiros dançavam daquele modo. (Os Apinagés ainda cantam sua canção). Porém apesar dos es-</p><p>forços das mulheres da tribo, alguns dias depois de haver chegado à aldeia, o pequeno ser havia morrido.</p><p>Durante o ataque à cavera dos Cupendipes, os Apinajés arrecadaram um grande número de machados e inúmer-</p><p>os apetrechos (enfeites).</p><p>No entanto, segundo a cultura Apinajé, os Cupendipe ainda existem no Alto do Tocantins e alguns em cavernas</p><p>no Parque Nacional da Serra da Capivara, conservando sua rivalidade com a tribo Apinajé e a sede por sangue.</p><p>Os machados de lua são de forma semicircular, também denominados machados de âncora (Ihering), e con-</p><p>stituem elemento quase típico da etnografia Jê</p><p>CEIUCI</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Ceiuci ou Velha Gulosa</p><p>Origem :</p><p>Desconhecida</p><p>Aparência :</p><p>Velha feiticeira com uma fome incontrolável</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Conhecida como a velha gulosa, ela era uma feiticeira com uma fome incontrolável e incansável, comendo assim</p><p>tudo que encontrava pela frente incluindo bichos e pessoas.</p><p>A lenda conta ainda que ela costumava pegar seu barco e navegar no Rio Amazonas e pescar vários peixes com</p><p>sua rede, engolindo-os e devorando-os de uma vez só.</p><p>Existe uma história em cima desta feiticeira que relata um pequeno índio ou um homem que fora pego pela</p><p>mesma enquanto pescava, sendo levado pra sua casa e preparado para ser cozinhado, nesta a filha da feiticeira</p><p>vendo a cena sentiu um aperto no peito e pena da criança onde na qual a liberta de sua morte certa, ao escapar a</p><p>pequena criança correu tanto que quando conseguiu chegar em casa percebeu que havia ficado velho, neste caso</p><p>ele passou sua vida inteira correndo das garras da velha que incansavelmente o perseguia.</p><p>Outras versões da lenda relatam que Ceiuci era uma fada e não uma feiticeira e na historia o homem que na qual</p><p>ela havia visto sua sombra na água havia escapado e rido dela após ter tacado sua rede no intuito de captura-lo,</p><p>sendo assim a velha ordenou as vespas com seu poder que as atacassem, mas o rapaz sendo mais rápido e esperto</p><p>quebra um galho de uma árvore e as espanta. Em seguida ordenou que as formigas tocandiras, as mordessem</p><p>e picassem, tendo em vista que não podia se livrar mergulhou no rio, mas em seguida Ceiuci o captura com a</p><p>tarrafa e leva para sua casa.</p><p>A velha havia deixado o rapaz no terreiro enrolado na tarrafa enquanto fora buscar lenha para fazer o fogo, para</p><p>poder assá-lo sendo assim saciar sua fome. A filha de Ceiuci ouvindo seus gritos de socorro, ficou com pena do</p><p>homem e o soltou, colocando em seu lugar um pilão com cera de abelha e disse para ele:</p><p>- “Fuja daqui para muito longe, quando ouvir</p><p>o canto da cã-cã, esconda-se bem, pois minha mãe estará perto de</p><p>lhe pegar, leve estes paneiros mágicos que ela os usa quando não consegue caça na mata, quando você a vir atire-</p><p>os em cima dela.” Com seu gesto de humanidade o homem agradece e parti.</p><p>Ao retornar com a lenha e acender uma enorme fogueira e esperar o fogo ficar alto, a velha atira a tarrafa e estra-</p><p>nhou por não ouvir nenhum gemido ou grito, quando sentiu o cheiro de mel, tirou o pilão do fogo e perguntou</p><p>para sua filha o que significava, caso se ela não lhe dissesse, a engoliria viva.</p><p>Sua filha não podendo esconder a verdade de sua mãe disse que ficou com pena e mandou o rapaz ir embora,</p><p>então a velha gulosa ao ouvir isso, correu atrás dele farejando-o, o rapaz ainda estava no meio do caminho de sua</p><p>casa pois era muito longe, e parou para descansar, mas ouviu a cã-cã e teve de se levantar para correr mais, já ou-</p><p>vindo os berros estrondosos da velha perto dele, com base na situação o homem se lembra do conselho da filha</p><p>de Ceiuci e atira um dos paneiros para traz. Tal paneiro se transformou em um porco-do-mato. A velha devorou</p><p>o bicho inteiro e continuou a perseguição</p><p>Os outros paneiros foram sendo atirados, e todos do mesmo modo foram engolidos pela velha insaciável, então o</p><p>moço avistou macacos em cima de árvores e os pediu esconderijo, os macacos jogaram ele dentro de um pote de</p><p>mel e a velha farejou, mas apenas sentiu o odor doce, e passou adiante</p><p>O moço saiu correndo do pote de mel dos macacos, já estava feliz pensando que estava livre da velha gulosa,</p><p>quando novamente ouviu a cã-cã, correu mais e avistou uma enorme serpente, pediu-lhe proteção e a cobra o</p><p>escondeu dentro de uma cova, mas ouviu-a dizer a sua companheira:</p><p>- Deixa a Ceiuci passar, e nos duas o comeremos</p><p>O homem pulou fora da cova e pediu que um pássaro comesse as duas serpentes, depois disso fugiu e atravessou</p><p>um rio, logo chegou a sua casa e nunca mais viu a velha gulosa</p><p>KILAINO</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Kilaino</p><p>Origem :</p><p>Caraíbas do Mato Grosso do Sul</p><p>Aparência :</p><p>Homenzinho de pele amarronzada, os pés voltados para trás para enganar os caçadores, e cabelo de fogo,</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Sendo um duende do bacaeris e conciderado como (o irmão maligno do Curupira, seu inimigo, que luta pelo</p><p>bem), este pequeno ser maléfico habita matas, morros e florestas, podendo assumir todos os tipos de formas de</p><p>animais, alimentando-se de ratos e aves; não aprecia a intromissão humana em seus territórios, costumeiramente</p><p>afanando os objetos de viajantes e mateiros além de esconderem suas caças mortas.</p><p>Pode levar aos exploradores a se perderem nas matas, assombrando-os com seus gritos horripilantes.</p><p>Dizem que para se escapar de um Kilaino basta atravessar um rio, regato ou veio d’água, já que o duende não é</p><p>capaz de fazê-lo.</p><p>GUAJARA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Guajara, Guari, Pajé do Rio ou Pai do Mangue</p><p>Origem :</p><p>Almofala, município de Acaraú, Ceará e dos manguezais (CE).</p><p>Aparência :</p><p>Simplismente um Duende, uma espécie de fantasma ou um velho de cabelos e barbas longas, vestido com roupas</p><p>velhas e rasgadas, pés descalços e com um cachimbo na mão.</p><p>Versões da Lenda :</p><p>A criatura aparece nas noites de inverno, sendo raras as vezes nos dias de verão, fazendo barulhos, tais quais,</p><p>vozes de animais, ruídos de caçador, pescador, colhedor de mel de abelhas e ainda fingindo cortar árvores.</p><p>Assusta os viajantes que passam perto do seu mangue, reduto natural, além de surgir como um pato, nas casas</p><p>próximas, atrapalhando a calma habitual.</p><p>De acordo com a tradição, o duende é invisível, derivando o pavor pela sua diversidade de simular sons. Além</p><p>disso, açoita os cachorros, que podem vim a falecer depois do terrível castigo. Aos viajantes impõe a companhia</p><p>do medo ao gritar pelo caminho.</p><p>Suas características se aproximam do Saci, Curupira, Caipora, e por conta da moradia, há elementos do Pescador</p><p>Encantado.</p><p>Já em uma outra versão, O Guajará é uma espécie de fantasma travesso, aparecendo sempre rapidamente; ou</p><p>mesmo nem aparece; apenas em formato de sombra.</p><p>Segundo os pescadores se alguém sair para pescar no mangue e de repente ouvir barulhos estranhos, assobios,</p><p>cantigas, sons de machado cortando o mangue, bolas de fogo, etc., pode voltar que nesse dia não se pesca absolu-</p><p>tamente nada e, se por acaso, alguém desobedecer as regras, além de não pescar nada o indivíduo volta pra casa</p><p>com febre, cansado e com dores por todo o corpo, com se fosse açoitado pelos galhos de mangue que o Guajará</p><p>carrega na mão.</p><p>Para fazer boas pescarias e não ser atormentado pelo Guajará é bom sempre levar um pouco de fumo e colocar</p><p>nas raízes do mangue, esses duendes dos matos, apreciando-se, sobretudo, o espírito travesso, buliçoso, às vezes</p><p>malévolo, com atitudes de assombramento.</p><p>Há muito tempo atrás em Almofala, uma velha índia Tremembé chamada Tia Chica relatou o seguinte, “O Gua-</p><p>jará mora nos mangues… uma vez eu estava pilando milho, quando senti a mão-de-pilão pesar na minha mão.</p><p>Ai eu olhei pra fora e vi a sombra de um grande pássaro, me vi aperreada e gritei pela minha neta.</p><p>COROACANGA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Coroacanga</p><p>Origem :</p><p>Mina Gerais</p><p>Aparência :</p><p>Cabeça de fogo flutuante com faíscas azuladas</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Conhecida com o espírito das palmeiras, sua história parte de Sabrina uma jovem que vivia em uma cidade do</p><p>interior de Minas Gerais. Sabrina era uma jovem muito ambiciosa que desejava a riqueza e o poder a todo custo,</p><p>não queria viver naquela cidade do interior na miséria que vivia com seus pais que eram lavradores e faziam de</p><p>tudo para dar uma boa educação, comida e roupas boas à Sabrina que, apesar de todo esforço de seus pais para</p><p>cria-la, sempre teve vergonha deles por serem lavradores pobres.</p><p>Vez por outra Sabrina em sua prepotência e arrogância, humilhava seus pais dizendo que eles eram pobres e que</p><p>ela não havia nascido para viver na pobreza. Seus pais, muitos simples e humildes, apenas abaixavam a cabeça e</p><p>oravam a Deus pedindo que o coração de Sabrina se voltasse para o bem, para que ela renunciasse à sua ambição</p><p>para não cair nas garras do diabo.</p><p>No entanto, mesmo orando muito e Deus intervindo, Sabrina acabou seguindo o caminho das trevas. Certa noite</p><p>saiu da casa de seus pais pulando a janela e foi até uma encruzilhada na saída do vilarejo onde havia nascido e há</p><p>dezesseis anos vivia com seus pais que sempre batalharam com muita dificuldade para que ela tivesse uma boa</p><p>vida. Chegando à encruzilhada à meia-noite, Sabrina se ajoelhou, acendeu uma vela preta e invocou um demô-</p><p>nio. Durante dez minutos Sabrina ficou ali a invocar o demônio, mas nada aconteceu. Ela então aborrecida por</p><p>não ter tido sucesso em realizar seu pacto com o demônio, voltou tristonha para a casa de seus pais.</p><p>No outro dia, no entanto, assim que seus pais saíram para trabalhar na lavoura, Sabrina ainda dormindo foi</p><p>acordada por um barulho de buzina. Estranhando aquele som Sabrina se levantou e abriu a janela de seu quarto</p><p>para ver o que estava acontecendo. Foi então que ela olhou para fora e viu um imenso carro preto de luxo. Ela</p><p>não entendeu absolutamente nada, mas como o carro estava ali a buzinar frente à sua casa que era a única num</p><p>raio de 10 Km, então Sabrina se ajeitou e saiu da casa e foi em direção ao carro de luxo; quando se aproximou o</p><p>bastante do carro, Sabrina viu a porta traseira se abaixar e de dentro dela uma mão com luva preta a lhe chamar.</p><p>Sabrina então muito curiosa com tudo aquilo, foi até a porta e entrou no carro.</p><p>Quando se sentou na poltrona do carro Sabrina se deparou com uma mulher muito bela e elegante a esperar por</p><p>ela. Esta mulher então lhe disse:</p><p>− Olá Sabrina! Eu ouvi o seu chamado e por isso estou aqui.</p><p>Sabrina então estranhou aquilo e perguntou, dizendo:</p><p>− Meu chamado? Mas eu nem lhe conheço!</p><p>− Ora Sabrina, minha querida. Acaso não foi você que me invocou ontem à meia-noite na encruzilhada?</p><p>Sabrina então ficou muda e seu rosto pálido. Ela então se deu conta de que a mulher à sua frente era nada menos</p><p>do que um demônio.</p><p>Assim que tomou ciência da situação, Sabrina, olhando nos olhos daquela bela mulher, viu</p><p>seus olhos ficarem amarelos por um segundo e depois voltar ao normal. Sabrina então teve certeza de que ela era</p><p>um demônio. Sabrina então fechou sua boca que estava aberta de surpresa e disse:</p><p>− Sim! Fui eu mesma que te invoquei. Qual é o seu nome?</p><p>A mulher então respondeu:</p><p>− Meu nome é Lilit. Diga-me Sabrina. Por que você me invocou? O que é que você quer de mim?</p><p>− Lilit. Eu quero lhe dar a minha alma em troca de riqueza e poder.</p><p>Lilit então a olhou nos olhos e, pegando uma caneta no bolso de seu blazer, deu-lhe a caneta e posteriormente</p><p>entregou-lhe um contrato, dizendo, assine aqui e você terá mais riqueza e poder do que jamais imaginou em sua</p><p>vida miserável.</p><p>Sabrina então tomada por sua ambição pegou a caneta da mão de Lilit e assinou o contrato sem sequer lê-lo.</p><p>Assim que ela terminou de assinar, Lilit sorriu e lhe disse:</p><p>− Boa menina! Agora saiba; fazer um pacto com um demônio tem o seu preço. Aproveite bastante a boa vida que</p><p>terá daqui para frente e se prepare, pois daqui vinte anos eu voltarei e levarei sua alma comigo para o inferno.</p><p>Sabrina ficou um pouco assustada com aquilo, mas sua ambição era tão grande que ela deu de ombros para o</p><p>fato de que sua alma seria levada para o inferno sob a posse de Lilit e, sorrindo, agradeceu-a e saiu do carro.</p><p>Sabrina então caminhou em direção á sua casa e, quando olhou para trás não viu mais nenhum carro e nem</p><p>mesmo sinal de poeira no ar.</p><p>Feliz da vida porque iria ficar rica e poderosa Sabrina entrou em casa e foi preparar o almoço para levar para os</p><p>seus pais na roça. Assim que terminou de fazer o almoço e posteriormente leva-lo para seus pais na roça onde</p><p>estavam a trabalhar duro na lavoura, Sabrina muito sorridente causou desconfiança em seus pais que a indaga-</p><p>ram sobre o que a deixara tão feliz, mas ela fugiu do assunto e virou as costas e voltou para casa.</p><p>Assim que a noite de sexta-feira chegou e seus pais foram dormir, Sabrina se deitou feliz da vida e rapidamente</p><p>entrou em sono profundo. Durante o sono Sabrina teve um sonho. Sonhara que sua cabeça havia saído de seu</p><p>pescoço. Ela então acordou assustada e, quando se deu conta, estava no teto a olhara para baixo reparando</p><p>apavorada o seu corpo sem cabeça deitado em sua cama. Depois de levar um susto com aquela cena. Sabrina de</p><p>forma muito sinistra se acalmou e começou a flutuar com sua cabeça pela casa. Vendo que tinha total controle</p><p>sobre sua cabeça, Sabrina flutuou para fora de sua casa apenas com sua cabeça e foi com ela até o centro da ci-</p><p>dade voando rapidamente.</p><p>Chegando lá Sabrina escondeu sua cabeça no meio das palmeiras e começou a observar a todos na praça. De re-</p><p>pente então Sabrina sentiu um calor enorme em seu rosto que, abruptamente, entrou em chamas. Sabrina, apesar</p><p>de não sentir dor alguma, ficou apavorada com aquilo flutuou rapidamente no meio da praça e sumiu nos ares.</p><p>Todos na praça viram aquela bola de fogo sair em ziguezague da palmeira soltando faíscas azuladas e sumir nos</p><p>ares. Sabrina voou com sua cabeça de fogo por toda a cidade e quando amanheceu sua cabeça retornou ao seu</p><p>corpo novamente. No outro dia em toda a cidade só se falava daquela bola de fogo a flutuar pelo céu da cidade.</p><p>O povo chamou aquela bola de fogo flutuante de Coroacanga.</p><p>E todas as sextas-feiras a cabeça de Sabrina sai de seu corpo enquanto ela dorme e, transformada em bola de</p><p>fogo, retorna à praça e assombra os moradores da cidade. Até os dias de hoje é possível vê-la nas palmeiras das</p><p>praças de todas as cidades do Brasil. Basta apenas olhar fixamente para a palmeira à meia-noite na sexta-feira e</p><p>dizer três vezes: Coroacanga. Coroacanga. Coroacanga, que aquele que disse verá perfeitamente a cabeça de fogo</p><p>flutuar nos ares em ziguezague soltando faíscas azuladas.</p><p>A MOÇA DE BRANCO</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Moça de Branco, Moça-Vestida-de-Branco</p><p>Origem :</p><p>São Paulo (cidades de Areias e São José do Barreiro)</p><p>Aparência :</p><p>Espírito de uma mulher vestida toda de branco</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Segundo a lenda existe um espírito preso ao plano terreno de uma moça de vestido todo branco que à noite de</p><p>lua cheia às sexta-feira aparecia pedindo carona aos caminhoneiros na antiga estrada Rio, São Paulo.</p><p>Os motoristas de caminhão, sempre solícitos gentis com mulheres, estacionavam o veículo e abriam a porta para</p><p>o ingresso da bela jovem.</p><p>A viagem prosseguia. A moça, retraída, estranha, sombria e calada; limitava-se a responder com monossílabos</p><p>ao que lhe perguntavam.</p><p>Entretanto, algum tempo depois, os motoristas se arrepiavam de pavor ao notarem que a moça havia simples-</p><p>mente desaparecido, ou como muitos relatam. A mesma moça se tornava cada vez mais branca, translúcida,</p><p>quase transparente até que a figura dissipa-se dentro da cabine em esfumaçada e branca nuvem.</p><p>Segundo caminhoneiros mais antigos, o espírito cumpre uma trágica sina. Há muito tempo, havia uma noiva</p><p>que se dirigia feliz para a igreja, onde seria realizado o seu casamento. No caminho, exatamente naquele mesmo</p><p>trecho, ela teria sido atropelada e morta por um automóvel em uma quente noite de sexta-feira.</p><p>Desde então, como que tentando terminar sua insólita e interrompida viagem, ela surge pedindo carona. Ela</p><p>não mata, não machuca, não judia. Apenas cumpre sozinha, distante e triste, a sina de terminar sua viagem até a</p><p>igreja. Uma viagem que parece jamais ter fim.</p><p>DAMA DA MEIA NOITE</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>A Mulher da Meia Noite, Dama da Meia Noite, Dama de Vermelho ou Dama de Branco</p><p>Origem :</p><p>Américas e em toda Europa, porém teve sua lenda registrada no Brasil</p><p>Aparência :</p><p>Alma penada de uma bela jovem com um longo vestido vermelho ou branco</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Segundo à lenda uma mulher jovem e linda “parecendo uma jovem normal” de corpo sedutor que não sabe que</p><p>morreu ou fora assassinada vive andando pelas ruas da cidade com um vestido vermelho ou branco, aproxima-se</p><p>e senta-se ao lado de homens solitários que gostam de beber em bares, deixando-os encantados e logo os convida</p><p>para que a leve para casa.</p><p>Aceitando prontamente seu pedido, os dois saem e caem rumo a estrada, ao se aproximarem o motorista se de-</p><p>parara com um muro alto, onde ela desce e o convida para entrar. Nessa hora ele percebe que esta bem de frente</p><p>ao cemitério ficando totalmente aterrorizado daí a moça desaparece e o sino da igreja toca avisando que é meia</p><p>noite.</p><p>Outras vezes, ela surge nas estradas desertas, pedindo carona. Então pede ao motorista que a acompanhe até sua</p><p>casa. E, mais uma vez a pessoa só percebe que está diante do cemitério, quando ela com sua voz suave e encanta-</p><p>dora diz: “É aqui que eu moro, não quer entrar comigo</p><p>OBS.: A Dama não aparece à meia-noite, e sim, desaparece na meia noite</p><p>A LOIRA DE CAETÉ</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>A Loira de Caeté</p><p>Origem :</p><p>Cidade de Caeté, Minas Gerais</p><p>Aparência :</p><p>Espírito de uma mulher loira</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Segundo a lenda uma mulher e seu filho teriam sofrido um acidente de carro na perigosa estrada que liga a BR-</p><p>381 à cidade de Caeté, em Minas Gerais e morrido.</p><p>O fantasma da “loira” vai, então, à beira da estrada em busca de uma carona que a leve à cidade para buscar</p><p>ajuda. Os que não param seus veículos para socorrê-la, ao olhar pelo retrovisor no decorrer da viagem, a veem</p><p>sentada no banco traseiro, de onde desaparecem em seguida.</p><p>A LOIRA DO BONFIM</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>A Loira do Bonfim</p><p>Origem :</p><p>Belo Horizonte</p><p>Aparência :</p><p>Espírito de uma jovem loira</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Segundo a lenda uma mulher loira e bem sensual conquistava homens no centro e os convencia a ir à sua casa,</p><p>no bairro do Bonfim. Ao chegar lá, ela se dirigia ao cemitério e dizia que ali era sua morada.</p><p>Características da lenda:</p><p>• A loira era na época uma noiva que foi deixada no altar pelo seu noivo no dia do casamento e acabou se</p><p>suicidando devido a tanta desilusão e vergonha por tudo que ela e sua família tiveram que passar. Desde então,</p><p>relatos dão conta que ela sempre aparecia para homens na</p><p>madrugada Belo Horizontina no bairro Bonfim, onde</p><p>até hoje existe o cemitério da qual foi sepultada.</p><p>• A loira se dizia dona do cemitério no Bonfim e o guardava com unhas e dentes, pois, ela em vida, era</p><p>muito possessiva e fascinada por bens materiais.</p><p>• A loira é apenas um vulto que aparece aos homens das regiões boêmias próximas ao Bonfim.</p><p>• A loira não seduz os homens, apenas chama um táxi para levá-la ao Bonfim, e desaparece dentro do ce-</p><p>mitério.</p><p>• A loira se dirigiu a uma delegacia, no bairro do Bonfim onde pediu a um policial que a acompanhasse a</p><p>sua casa. Ao chegar, sua casa seria o próprio cemitério.</p><p>• A loira do Bonfim seria na verdade uma travesti, cujo pai trabalhava no cemitério do Bonfim conforme</p><p>comentavam entre si os coveiros e marmoristas.</p><p>ZUMBI</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Zumbi, Zombie, Nzumbi ou Zumbi da Meia-Noite</p><p>Origem :</p><p>Mitologia Africana, podendo ter sofrido variações</p><p>Aparência :</p><p>Fantasma de um rapaz negro</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Do Quimbundo nzumbi, quer dizer, espectro, duende ou fantasma. Para as antigas tradições africanas, vem do</p><p>termo nzámbi, divindade, título adotado pelos chefes sociais. Entre os Cabindas, quer dizer Deus.</p><p>Zumbi foi o título do chefe dos rebelados escravos que se refugiaram no Quilomdo dos Palmares, na Serra da</p><p>Barriga, em Alagoas. Em Sergipe, Zumbi é um negrinho que se confunde com o Saci, que aparece nos caminhos</p><p>em meio à mata e é companheiro da Caipora, mas não usa a carapuça vermelha.</p><p>Anda nu ou quase nu, sempre procurando crianças que vão pegar frutas silvestres no meio do mato, para desori-</p><p>entá-las com seus longos e finos assobios, ou surrá-las, assim como já faz o Curupira.</p><p>Existem várias versões do Zumbi :</p><p>No Rio de Janeiro, fala-se de um Zumbi da meia-noite, um espectro que vagava tarde da noite pelas ruas intimi-</p><p>dando as pessoas. Relato semelhante a esse também foi colhido no interior de Pernambuco, apenas que neste, ele</p><p>canta de forma repetida o efrão: “Lá vem o Zumbi da Meia-Noite..”. E se perde dançando na noite.</p><p>Há também referências a um Zumbi diabinho malicioso, moleque. Também se diz que o Zumbi é um Feiticeiro.</p><p>Uma vaga tradição fala de um Zumbi retraído, misterioso, taciturno, saindo apenas à noite.</p><p>Zumbi de Sergipe, que é casado com a Caipora. Este é um negrinho parecido com o Saci, porém não utiliza um</p><p>gorro vermelho. Tem um habito de correr através do mato ralo, a capoeira, rápido como um raio, do qual se per-</p><p>cebe-se apenas um vulto, cuja sua cor é de Ébano lustroso</p><p>Outros relatam que ele é a alma de um negro transformado em pássaro, e que fica ao escurecer, nas porteiras</p><p>de fazendas gemendo com seu canto fúnebre, chamando os passantes pelo nome. Ás vezes, ao meio dia, canta e</p><p>lamenta a vida que levou como escravo e diz : “Zumbi... biri.. ri.. coitado.. zumbi.. biri..”</p><p>Segundo os contos das amas de crianças, esse era o nome de uma entidade misteriosa, uma espécie de feiticeiro,</p><p>retraído, e frequentador das ruas desertas durante as altas horas da noite. Dá vem a expressão popular : “ Você</p><p>está feito zumbi” na qual se referimos a quem passa a noite em claro</p><p>A NOIVA DO JARDIM</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>A Noiva do Jardim</p><p>Origem :</p><p>Cidade de Dois Córregos, interior de São Paulo</p><p>Aparência :</p><p>Fantasma de mulher</p><p>Versões da Lenda :</p><p>A lenda teria acontecido no inicio da cidade, na antiga capela feita de barro e coberta de sapé, onde seria realiza-</p><p>do um casamento, porém o noivo não teria comparecido. O drama da moça teria sido tão grande que emocio-</p><p>nou seus convidados. Após a saída dos mesmos a noiva não queria deixar a capela, na esperança que seu amado</p><p>aparecesse. Com a ajuda do padre da capela seus pais conseguiram tira-la, somente quando anoiteceu. A moça</p><p>fora levada pra sua casa e deito em sua cama com seu vestido de casamento.</p><p>Na mesma noite a moça infelizmente havia falecido e fora enterrada com seu vestido que ela havia feito e em</p><p>suas mãos fora colocado um buquê de rosas e margaridas brancas.</p><p>A tragédia teria sido tão grande e impactante pra população que depois de um tempo após os acontecimentos,</p><p>haveria surgido boatos que a noiva apareceria à meia noite perto da mesma capela.</p><p>O nome a noiva do jardim só ganhou esse nome depois do jardim ter sido construído, em 1909. A matriz fora</p><p>inaugurada em 1911, quando a antiga capela fora demolida.</p><p>Existem vários relatos de pessoas que afirmam ter avistado o tal espírito da</p><p>moça :</p><p>• O jardineiro encarregado da praça no final do século 20, relata ter a visto entrar e sair da igreja e certa</p><p>noite</p><p>• Na década de 50, jovens que faziam a vigília da praça que fora construída no local, relatam ela surgir e</p><p>desaparecer em mesma velocidade</p><p>• Uma senhora que morava na esquina da praça Major Carlos Neves em 1970, teria visto a mesma entran-</p><p>do na igreja</p><p>Acredita-se que seu espírito ainda permaneça preso no local acalentando seu sonho de casamento que nunca se</p><p>realizou</p><p>CRESCE-MÍNGUA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Cresce-Míngua</p><p>Origem :</p><p>São Paulo</p><p>Aparência :</p><p>Ser Fantasmagórico bem pequeno, que cresce</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Na capital de São Paulo o Cresce-míngua é duplo. São dois homens pequeninos que ficavam nas estradas junto</p><p>às porteiras. Quando alguém deles se aproxima, aumentam de tamanho, chegando a atingir 8 metros de altura, e</p><p>desaparecem nas curvas. Consta que as pessoas que os vêem terão má sorte. Em Teresinha (Piauí), na praça Con-</p><p>selheiro Saraiva (antiga das Dores), havia um Cresce-míngua, chamado Não se pode (ver) (João Ferry, Chapada</p><p>do Corisco, Teresina, 1952.)”</p><p>Antônio era um cavaleiro que vivia a cavalgar pelo interior de Minas gerais. Certa noite fria, sombria, mas ilumi-</p><p>nada pela lua cheia, Antônio estava a cavalgar só com seu alazão preto no meio da estrada quando, de repente,</p><p>viu sua frente em meio à escuridão da noite iluminada pelo luar, um ser pequenino que bruscamente ficara com</p><p>uma altura de mais ou menos 8 m.</p><p>O cavalo de Antônio se assustou com aquele ser sombrio que de minguado cresceu abruptamente e empacou.</p><p>Antônio quase caíra do cavalo de tanto susto, mas como era um cavaleiro experiente, então se segurou forte e</p><p>ficou ali parado sobre o lombo do cavalo olhando para aquela entidade assombrada.</p><p>No entanto, no segundo que Antônio piscou os olhos a entidade simplesmente desapareceu no ar sombrio da</p><p>noite. Antônio então seguiu em frente com seu alazão, mas, quando passou por uma curva fechada sobre bam-</p><p>buzais por todos os lados até em cima, o cavalo novamente empacou e, olhando para frente, Antônio novamente</p><p>viu junto á porteira aquele ser sobre-humano que de minguado crescia abruptamente ficando de um tamanho</p><p>gigantesco parecendo uma palmeira.</p><p>Do mesmo modo, assim que Antônio piscou os olhos, a entidade simplesmente desapareceu. Antônio então</p><p>seguiu em frente e, quando atravessou a porteira, seu cavalo do nada disparou em galope e, por mais força e</p><p>experiência que Antônio tinha com o cavalo, não conseguiu domá-lo e este galopou ferozmente até pular com</p><p>Antônio em um abismo.</p><p>GUNUCÔ</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Gunucô</p><p>Origem :</p><p>Brasil no século XIX e princípios do século XX</p><p>Aparência :</p><p>Divindade das florestas</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Divindade das florestas; significa fantasma. Só aparece ou se manifesta uma vez por ano, salvo invocação para</p><p>consulta prévia. Em suas manifestações, num bamburral, aumentando como um coqueiro e diminuindo de ta-</p><p>manho como um pé de coentro, ele só aparece aos homens que o recebem com trajes especiais.</p><p>Dava consultas, Previa os males e ordenava as observações de preceitos contra o que estava para acontecer. É</p><p>santo pertencente à tribo dos tapas, e o nagô dá-lhe o nome de Ourixá-ô-cô, Obatalá ou Orixalá. É também in-</p><p>vocado sob a denominação de Orixá-Guinam.</p><p>NÃO-SE-PODE</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Não-se-Pode, Maria não se pode, Mulher não se pode ou Num-se-Pode</p><p>Origem :</p><p>Teresina, capital do estado do Piauí</p><p>Aparência :</p><p>Fantasma feminino de uma jovem linda e atraente, cabelos longos morenos, altura fora do comum, rosto com-</p><p>prido, olheiras fundas , ar de tristeza e vestido longo branco ou vermelho</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Fantasma feminino conterrâneo de Cabeça-de-cuia, surgindo nas mesmas paragens: Teresinha, Poti Velho e</p><p>imediações periféricas, sendo que seu ponto de referência era Teresinha. Aparecia freqüentemente aos notívagos</p><p>que perambulavam pelas ruas.</p><p>Começou a aparecer quando Teresina já era capital do estado do Piauí, com suas ruas iluminadas a lampiões de</p><p>gás. Soldados de ronda patrulhavam a cidade e alguns boêmios retardatários encontravam em altas hora, aquela</p><p>mulher esguia onde na qual se aproximava-se do indivíduo e pedia-lhe um cigarro. Se este perguntava-lhe seu</p><p>nome, numa voz triste e cavernosa, bem compassada e em tonalidade de cansaço, separando bem as sílabas,</p><p>respondia: “-Não se pode! Não se pode! Não se pode!..” E assim saia caminhando, lentamente e sempre repetindo</p><p>: “-Não se pode! Não se pode! Não se pode!...” e por fim, sem se perceber absolutamente nada ela desaparecia.</p><p>Ás vezes ela não dava uma passo se quer, encarava o sujeito olho no olho porém sempre dizendo : “ - Não se</p><p>pode! Não se pode! Não se pode!...” e na frente da pessoa mesmo ela desaparecia.</p><p>Independente da forma que é relatada a pessoa ficava imóvel, sem a menor ação, e ouvindo aquela voz como se</p><p>vinda dos ares. Naturalmente dizendo que não podia revelar seu nome, seria pelo simples fato que se caso com-</p><p>etesse o feito estaria revelando algo de seu segredo, de sua origem talvez.</p><p>Porém caso a pessoa sem saber entrega-se o cigarro. Ela colocava o cigarro em sua boca e começava a se esticar.</p><p>Crescia, crescia, crescia... crescia a ponto de acender o cigarro lá em cima, no lampião. Sem limites pra crescer (4</p><p>ou 5 metros) seu vestido sempre se arrastava a basta no chão. Em seguida, ela voltava à estrutura normal e saía a</p><p>passos lentos, bem longos, soltando baforadas densas que a fumaça subia em flocos, e cadenciadamente dizendo</p><p>: “-Não se pode! Não se pode! Não se pode!”</p><p>Relatam também que a moça de tão linda que era chamava a atenção de qualquer transeunte, de modo que não</p><p>eram poucos os que em vão tentavam acompanhá-la. Todavia, apesar de caminhar lentamente, sempre que al-</p><p>guém estava próximo de alcança-la, dobrava uma esquina e desaparecia misteriosamente.</p><p>Já outros relatam que após entregar o cigarro para a moça e ela crescer e tragar o cigarro, sua boca teria se trans-</p><p>formado em um enorme bico que roçava o rosto da pessoa.</p><p>Com uma voz rouca e desafinada, falava: “me dá um beijo”. A pessoa , apavorada, corria aos montes porem a</p><p>mulher estava sempre ao seu lado, soprando em suas faces um bafo fedorento. Depois de muita perseguição, o</p><p>canto de um galo corta o silêncio da noite. “Foi tua salvação” — disse a estranha figura, desaparecendo com os</p><p>primeiros raios de sol.</p><p>Uma outra denominação para este ser fantasmagórico, seria que seu nome de origem e verdadeiro é Moita</p><p>JANAÍ, O NOSSO VAMPIRO</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Janaí, O Nosso Macaco, Janaí o Macaco da Maia-Noite, Macaco da Noite ou Macaco da Meia-Noite</p><p>Origem :</p><p>Desconhecida</p><p>Aparência :</p><p>Macaco Vampiro com cabelos e os olhos vermelhos, mas as genitálias e os ossos são azuis e muitas vezes é descri-</p><p>to com cara de coruja</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Um macaco inquieto, buliçoso, ligeiro, que anda de noite, pulando de galho em galho e atacava criancinhas,</p><p>bebendo seu sangue. Janaí é um ser noturno, comedor de frutas e de insetos. Existe uma cantiga amazonense que</p><p>fala das “artes” de Janaí. Sendo ele também que vinha pegar os curumins pelo rejeito e os arrastava para o mato,</p><p>onde lhes bebia o sangue.</p><p>Há registros de que Janaí pode ser um macaco da família ou do tipo dos Kinkajous, um ser fantástico, como</p><p>relata o antropólogo Francis Huxley em sua obra Selvagens amáveis - Um antropólogo entre os índios Urubus do</p><p>Brasil (1963)</p><p>MOTUCO</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Motocu ou Demônio dos pés virados</p><p>Origem :</p><p>Rio Negro, Amazonas</p><p>Aparência :</p><p>Demônio com os pés virados pra trás</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Entidade misteriosa e malévola dos indígenas manaus, aruaques</p><p>O Motocu vive nas florestas, como o Curupira ou o Matuiú. “cujas perenes jornadas faziam-se por intermináveis</p><p>atalhos, incendiando floresta e deixando após si rochas estéreis”.</p><p>HOMENS DOS PÉS DE LOUÇA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Homens dos Pés de Louça</p><p>Origem :</p><p>Ilha Grande, Restinga de Marambaia e Mangaratiba, no Rio de Janeiro</p><p>Aparência :</p><p>Espectro com aparência de um homem comum porem seus pés são feitos de louça que brilham característico de</p><p>luz</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Espectro que assombra por onde passa, de aparência insuspeita que, todavia, surge e desaparece repentinamente.</p><p>Alguns dizem que este espectro pode ser a alma de um pescador que penam, outros já dizem que podem ser</p><p>espíritos de náufragos desgraçados</p><p>Recomenda-se não olhar diretamente, afastar-se o mais rápido possível e evocar a Deus. Porém pra quem o olha</p><p>dizem que a pessoa acaba enlouquecendo pro resto da vida.</p><p>Existe uma pequena historia de um senhor chamado Colimério que na qual morrerá há algum tempo pois avia</p><p>ficado louco, perdeu o juízo pois ter avistado o espírito.</p><p>JOÃO GALAFUZ</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>João Galafuz, João Galafaice ou João Galafoice</p><p>Origem :</p><p>Pernambuco</p><p>Aparência :</p><p>Duende Marinho que emite fechos de luz</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Duende marinho que surge em certas noites, prenunciando tempestades nos rios e praias de Pernambuco ou</p><p>surgindo dos cabelos de pedras submersas, chamando a atenção com sua luminosidade e multicor que emite</p><p>quando exposto a atmosfera, trazendo assim prenúncios de naufrágios e mortes ou afogamentos de pessoas após</p><p>a virem</p><p>A crença referente a este ser é muito dominante entre pescadores e homens do mar, nas cidades de Barreiros, na</p><p>Praia do Porto e principalmente na ilha de Itamaracá. Dizem que esse duende marinho é a alma penada de um</p><p>caboclo, que morreu pagão, com isso carregando pra sempre uma maldição. A superstição tem curso também</p><p>em outros estados, notadamente em Sergipe, com o nome de Jean de La Foice, Fogo-fátuo ou Boitatá.</p><p>A junção de seu nome João (Brasileiríssimo) mais Galafuz (Africanismo) resulta em Fogo-Fátuo</p><p>O nome joão galafoice, é associado à lenda e a ideia de um preto velho raptor de crianças.</p><p>Ainda hoje pescadores mais velhos do nosso litoral se previnem com amuletos e rezas contra este ser também</p><p>visto por veranistas e visitantes que se arriscam a entrar no mar durante a noite. Testemunhas falam de uma</p><p>espécie de bola de fogo que flutua na escuridão entre os arrecifes, nas ondas ou até por cima da areia.</p><p>BICHO-HOMEM</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Bicho-Homem</p><p>Origem :</p><p>Ceará</p><p>Aparência :</p><p>Criatura alta podendo tocar com sua cabeça os frondes das mais altas árvores, de um olho só no meio da testa,</p><p>um só pé redondo e enorme, que ao caminhar deixava um rastro no chão de pegadas redondas. Seus dedos eram</p><p>compridos e disformes, e suas unhas eram longas e afiadas</p><p>Versões da Lenda :</p><p>No fundo das matas virgens e encostas das escarpadas serras de São João das Missões de Januária, segundo len-</p><p>das mais antigas, morava uma criatura que se denomina, bicho-homem. Rezavam elas que em tempos a tempos</p><p>primitivos, sucedia que dezenas de índios, caçadores, meladores, lenhadores e amedrontados daquelas aldeias,</p><p>matas, bosques ou florestas que por causa de seus gritos, alarmavam as aldeias ou foram devorados.</p><p>Sua existência estava povoada por sinais de seus dedos monstruosos e aguçadas unhas, lanhando as terras ver-</p><p>melhas e pedras das paredes dos altos montes, os escalavrados cor de sangue das ladeiras íngremes e mais que</p><p>tudo os pedaços de sua longa cabeleira que de passagem deixava-os pendurados nas ramagens.</p><p>Seus socos e unhadas eram capazes de derrubar uma montanha, beber rios e transportar florestas e seus eram</p><p>tão horrorosos que se um dia por desgraça, saísse o bicho de seus esconderijos das montanhas, bastaria um só</p><p>para arrasar o mundo.</p><p>Um dia, em 1893, em demanda do arraial do Jacaré, ribeirinho povoado do São Francisco, fronteiro ao grande</p><p>morro do Itacarambi, chegara de carreira um tapuia das cercanias, conduzindo três filhinhos.</p><p>Ali entrara</p><p>desvairada, gritando, pedindo socorro, bradando misericórdia. Cercaram-na, indagando a causa.</p><p>Era o bicho-homem que gritava na floresta, tendo descido as montanhas; que lá vinha errando e o mundo estava</p><p>pra acabar.</p><p>Que bem diziam os seus antepassados!</p><p>Ela e muita gente sua tinha ouvido os seus horrores.</p><p>Por essas catingas, apontava ela, estirando a dentra, em busca da beira do rio, muito povo, muito povo correndo!</p><p>Causava lástima ver-se o estado triste, desesperador, dessa pobre criatura em desalinho, roupas em tiras, olhos</p><p>esbugalhados, apontando sempre quase louca em rumo as montanhas interiores</p><p>— Ah! o bicho-homem! Ouvi gritar! É horroroso! É horroroso, Virgem Mãe do Céu!</p><p>O povo olhava atônito para o fundo escuro das selvas, onde, a um canto ao norte, se alteiava o dorso gigante do</p><p>Itacarambi.</p><p>Estaria, porventura, o monstro ao detrás do fabuloso e vizinho monte?</p><p>Existia a lenda.</p><p>De fato, seria verdadeira a historia do bicho-homem? Seria mentira dessa cabocla e deveras andariam outros</p><p>correndo, amedrontados como ela?</p><p>— Uai! uai! uai! uai! ai! ai!… ô! ô! ô! ô!… ai! ai! ai! ai! ai! ai! uai… ai ai ai ai! ô! ô! ô! ô!… bradara desse instante</p><p>forte por mais de três léguas em torno um grito formidável, de ferro, realmente pavoroso de lástima, alto, pro-</p><p>fundo, imenso, aterrador e pungente, vale em fora — o apito de vaia, descomunal, vagabundo, peralta, desmante-</p><p>lado, gracista, metido a sebo e pedante, do vapor Rodrigo Silva de passagem por aquele porto.</p><p>Segundo a lenda o bicho-homem está presente em várias regiões do Brasil, onde a sua figura passa por pequenas</p><p>variações</p><p>CARUANAS</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Caruanas</p><p>Origem :</p><p>Pará</p><p>Aparência :</p><p>Espíritos da Natureza</p><p>Versões da Lenda :</p><p>São espíritos das águas ou energias que os índios acreditavam que viviam em 7 cidades encantadas no fundo das</p><p>águas e vinham através dos pajés por meio de invocações para curar (protetores da saúde) os viventes na Terra</p><p>utilizando os recursos da natureza.</p><p>Os índios que há centenas de anos habitaram a Ilha de Marajó, no Pará, deixaram uma serie de influências cul-</p><p>turais na região. A pajelança cabocla é um exemplo de ritual indígena tradicional da chamada cultura marajoara</p><p>que conseguiu sobreviver ao passar do tempo.</p><p>A crença de origem indígena é cultuada até hoje graças a figura da Pajé Cabocla Zeneida Lima, que define o ritu-</p><p>al como uma forma de conexão entre os homens e as energias da natureza, conhecidas como Caruanas.</p><p>“Os Caruanas são energias viventes nas águas e a pajelança é um encontro entre o homem com essas energias”,</p><p>esclarece Zeneida , senhora 79 anos que desde os 11 pratica a pajelança. Através do seu dom de promover o en-</p><p>contro entre os homens aos Caruanas, a Pajé da Ilha de Marajó diz já ter curado centenas de pessoas.</p><p>A cultura marajoara conta que os Caruanas são o povo de Auí que se transformou em poderosas energias que</p><p>ficam no fundo das águas. A tradição indígena acredita que, no início dos tempos, o mundo era formado apenas</p><p>de água e que Auí foi o ser escolhido pelo Girador, um grande pote de barro que vem do infinito, para construir</p><p>sete cidades onde ele pudesse viver com seu povo. E assim aconteceu, até o dia em que Auí descumpriu a regra</p><p>imposta pelo Girador de nunca olhar para o rodamoinho quando ele se formasse.</p><p>Ao ver que no fundo das águas em movimento havia a mesma matéria da qual o Girador era feito, Auí se rendeu</p><p>a ambição de ter os mesmos poderes do pote de barro e mergulhou. Como punição, a cabeça de Auí foi partida e</p><p>transformada nos reinos animal, vegetal e mineral, e seu povo foi transformado nos Caruanas, energias podero-</p><p>sas que ficam no fundo das águas, ou melhor, no Mundo Encantado dos Caruanas.</p><p>É por isso que Zeneida afirma que a pajelança ”chama as energias do povo do Auí para a cura”. A Pajé conta que</p><p>já foi capaz de descrever visualmente 12 dessas energias responsáveis por proteger a natureza e guiar uma con-</p><p>vivência harmoniosa entre os viventes e os elementos naturais.</p><p>Alguns Caruanas e suas representações :</p><p>Caruana Aguaguara</p><p>Quando Auí tocou o fundo do redemoinho, a terra que aflorou não tinha cor. Aguaguara é a energia primeira</p><p>que veio para a terra com a missão de dar cor a tudo. Coloriu de um vermelho intenso a ave guará e por isso foi</p><p>chamada de Aguaguara. Sua arvore sagrada é o mucajazeiro</p><p>Caruana Churuíra</p><p>Energia tão antiga quanto o universo, responsável por preparar o ambiente para a pajelança. A missão deste</p><p>Caruana é borrifar o verde sobre o planeta terra, mantendo as florestas com sua cor viva e renovada. A cor desta</p><p>energia é a branca e seu elemento sagrado a concha branca do mar.</p><p>Caruanas Jandiá e Jacundá</p><p>Caruanas responsáveis por abrir e fechar as portas do mar para que os outros Caruanas saiam do mundo encan-</p><p>tado e ultrapasse a fronteira para o mundo dos viventes. A árvore sagrada é o marajazeiro.</p><p>Caruana Andorinha</p><p>Este Caruana tem a missão de proteger todas as aves do planeta e garantir que as espécies se perpetuem na na-</p><p>tureza. A árvore sagrada que o representa é o açaizeiro.</p><p>Caruana Beija-Flor</p><p>O Caruana Beija-flor protege a integridade física do pajé durante o ritual da pajelança. Sua árvore sagrada é a</p><p>Taboca.</p><p>Caruana Janaum</p><p>Quando Auí tentou pegar o material que estava no fim do rodamoinho, a terra que estava no fundo do mar aflor-</p><p>ou formando as partes altas da Ilha, dando origem ao mundo. O Caruana Janaum recebeu a missão de nivelar o</p><p>planeta para que ele pudesse ser habitado A árvore sagrada deste Caruana é a oxiraneira.</p><p>Caruana Lua</p><p>O Caruana Lua tem a missão de tomar conta das energias lunares na hora da pajelança para que sua influência</p><p>seja benéfica na cura do vivente. Sua arvore sagrada é o ajuruzeiro.</p><p>Caruana Sibicila</p><p>Caruana responsável por tomar conta dos ventos dos quatro cantos do mundo, norte, sul, leste e oeste. Ele</p><p>mantém a temperatura da terra e direciona os ventos para que soprem nas estações certas. A árvore sagrada do</p><p>Sibicila é o Juca.</p><p>Caruana Cobra</p><p>Os grupos de Caruanas utilizam as correntes marinhas para chegar até as portas do mar e assim efetivar o rit-</p><p>ual da pajelança. Essa mobilização de grupos é conhecida como cordas de caruanas. O Cobra é o mestre e con-</p><p>tra-mestre das cordas de caruanas. Sua árvore sagrada é o mangueiro.</p><p>Caruana Ituaí</p><p>O Caruana Ituaí tem a missão de proteger o momento da cura. Ele é uma grande estrela de nove pontas que fica</p><p>no fundo do mar. A árvore sagrada deste Caruana é o jenipapeiro.</p><p>Caruana Pocará</p><p>O Caruana Pocará é responsável pelo equilíbrio das ondas do mar e por proteger os viventes quando estão sob as</p><p>águas. A árvore sagrada deste Caruana é o Inajazeiro.</p><p>MÃE-DA-SERINGUEIRA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Mãe-da-Seringueira</p><p>Origem :</p><p>Amazônia</p><p>Aparência :</p><p>Fantasma ou Espírito Protetor</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Simplesmente um fantasma, protetor das seringueiras, análogo ao Caapora ou Caipora</p><p>Cantigas :</p><p>Dizem que o Amazonas</p><p>É um lugar arriscado,</p><p>Além das feras que tem</p><p>É muito mal-assombrado;</p><p>Tem a mão-da-seringueira,</p><p>Uma visão feiticeira</p><p>Que faz o homem azalado.</p><p>Quando se vai tirar o leite.</p><p>Augura o aviso mau</p><p>Sai na frente o freguês</p><p>A cortar também o pau;</p><p>Se ele teima em cortar</p><p>Todo o leite que tirar</p><p>Não da para um mingau !</p><p>ONÇA BORGES</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Onça Borges</p><p>Origem :</p><p>Região próximas do Rio São Francisco</p><p>Aparência :</p><p>Onça</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Em regiões próximas ao Rio São Francisco havia uma criatura que apavorava muito as pessoas da região. Com</p><p>um tamanho, força, velocidade e ferocidade muito acima do comum, a criatura matava o gado e atacava pessoas.</p><p>O nome da onça vem da crença de que a criatura era, na verdade, o Vaqueiro Misterioso, ou ao menos um deles,</p><p>já que em alguns lugares de Minas Gerais essa personagem era chamada de Borges. Exímio vaqueiro e deten-</p><p>tor de conhecimentos de feitiçaria, Borges estava trabalhando com pastoreio junto a seu discípulo, também seu</p><p>amigo. Com muita fome e não podendo deixar o local, o vaqueiro disse que se transformaria em onça para caçar</p><p>algo para eles, mas só faria isso se o amigo prometesse que,</p><p>assim que voltasse, colocaria um punhado de folhas</p><p>verdes na boca do animal, pois só assim voltaria a ser gente. O jovem aprendiz fez a promessa mas, assim que</p><p>Borges apareceu com aquele tamanho, presas e garras, o jovem desistiu e fugiu apavorado.</p><p>Desde então o vaqueiro ficou preso em forma de onça. Percorreu quilômetros buscando pelo amigo por dias,</p><p>sem sucesso. Tempos depois, começou a atacar freneticamente fazendas, matando o gado. Com sua fama, atraiu</p><p>grupos de caçadores que tentaram matá-la muitas vezes. Apenas depois de muitos estragos conseguiram abater a</p><p>criatura. Dizem que pouco antes de morrer, Borges viu no grupo de seus assassinos o amigo traidor, e que mor-</p><p>reu emitindo um gemido de tristeza, humano demais para uma besta.</p><p>Já numa outra versão da lenda Ventura, sem saber o porque e por quem o lançou, foi vítima do feitiço de uma</p><p>velha bruxa, acordou no meio da noite se sentindo muito, muito mal e, se levantando da cama, foi até o banheiro</p><p>para vomitar e, de repente, começou a vomitar sapos, que saiam misteriosamente de dentro de seu estômago e</p><p>este parecia gerar mais e mais sapos cada vez que ele vomitava, e começou a vomitar por todo o banheiro cente-</p><p>nas de sapos que pintaram o piso branco do banheiro com um lodo verde e nojento que tomou todo o espaço e,</p><p>caído ao chão vomitando dezenas de sapos por minuto, o homem foi aos poucos sendo completamente coberto</p><p>por sapos que não paravam de sair de sua própria boca e, de repente, em um segundo completamente coberto</p><p>por sapos por todo o corpo do pé até a cabeça, todos os sapos se transformaram em moscas e saíram todas sin-</p><p>cronizadas pelo basculante do banheiro. Ventura havia sido transformado em uma onça.</p><p>Quando Ventura, vendo-se livre dos sapos e completamente recuperado em sua saúde física, se recobrou olhou</p><p>no espelho e tomou um grande susto, ele não se sabe como fora transformado em uma onça, e no espelho estava</p><p>escrito algo como se fosse marcado por dedos sob a coloração verde e gosmenta que brotara dos sapos: se um</p><p>amigo lhe der na boca um molho de folhas verdes, então retornarás à sua condição original. E, espantado, olhava</p><p>para si mesmo no espelho do banheiro tocando seu rosto com suas patas.</p><p>Desesperado, Ventura deu uma patada na maçaneta da porta e a quebrou, arrancando-a quase que completa-</p><p>mente através de patadas, saiu correndo da casa e se embrenhou no mato. Pouco a frente Ventura viu ao longe</p><p>um amigo e, afoito para desfazer o feitiço da bruxa, Ventura correu atrás de seu amigo e este, apavorado com a</p><p>aproximação cada vez maior da onça, saiu correndo em uma árvore. Ali, completamente apavorado de medo da</p><p>onça, ele a viu rugir, esbravejar, e até chorar, como se quisesse falar com ele.</p><p>Depois de algumas horas andando de um lado para o outro, a onça começou a escrever na terra com seu rabo o</p><p>que lhe havia acontecido e, aos poucos, completamente admirado com a onça que escrevia com o rabo e que se</p><p>dizia ser seu amigo e que havia sido enfeitiçado, e que para que o feitiço fosse desfeito ele teria que colocar na</p><p>boca da onça um molho de folhas verdes.</p><p>Ao se dar conta de que a onça era realmente o seu amigo depois de algumas conversas revelando coisas muito</p><p>pessoais que só os dois sabiam, o amigo se convenceu e desceu cauteloso do topo da árvore e, bem devagar, pisou</p><p>ao chão enquanto a onça o via parada a meia distância. Se virando para a onça, ele foi aos poucos se deixando</p><p>ser envolvida por ela, que o acariciava e o lambia como se o cumprimentasse. E ali ele teve certeza mesmo de que</p><p>seu amigo Ventura havia se transformado em uma onça.</p><p>Ele então correu para o mato para pegar um molho de folhas verdes para dar na boca de Ventura e, achando-o,</p><p>alegraram-se e, em seguida, ajoelhado, o amigo foi, calmamente, colocando o molho de folhas verdes na boca</p><p>da onça; foi quando Ventura sentiu um instinto estranho subir por sua espinha e tomar conta dele fazendo-o</p><p>naquele exato instante um animal, uma onça, cujo instinto era mais forte do que sua humanidade, e, de repente,</p><p>a onça devorou a cabeça do seu amigo antes mesmo que ele pudesse lhe dar um pouco de molho de folhas verdes</p><p>em sua boca.</p><p>Ao se dar conta do que havia feito Ventura se desespera e começa a se culpar pelo assassinato do amigo, mas ele</p><p>não pode se controlar e estava com raiva de si mesmo e muito culpado; foi então que Ventura se deu conta de</p><p>que o feitiço nunca poderia ser desfeito enquanto ele não vencesse o seu instinto animal na hora de ter o molho</p><p>de folhas verdes colocado em sua boca por um amigo; ele tinha que se conter e lutar contra seu instinto animal.</p><p>Tempos depois o corpo do amigo estraçalhado pela onça foi encontrado por um grupo de pessoas e logo todos se</p><p>deram conta de que havia uma onça perigosa solta na região, mas nenhum deles se deu conta dos escritos na ter-</p><p>ra, pois eles eram mais visíveis do alto da árvore onde estava o amigo que a onça devorou, e a notícia se espalhou</p><p>pela região por ser de interesse de todos.</p><p>Numa noite, Ventura caminhava pela mata e viu a luz da casa de seu outro amigo acesa e resolveu arriscar tentar</p><p>falar com ele. Ventura escreveu na terra na porta da sua casa o que havia acontecido e como quebrar o feitiço.</p><p>Em seguida a onça bateu três vezes da porta da casa do outro amigo com seu rabo e depois se escondeu ao lado</p><p>da casa. O amigo, depois de alguns segundo, abriu a porta e se deparou com aquela escritura na soleira de sua</p><p>porta contando esta história estranha e, a princípio ele rio, gargalhou na verdade, pensando ser uma brincadeira</p><p>do amigo; mas quando ele olhou para o lado e viu a onça sair do lado de sua casa ele se apavorou.</p><p>− Ai meu Deus!!!</p><p>E fechando a porta se escondeu por trás dela e ali ficou a pensar durante alguns minutos na inacreditável situ-</p><p>ação em que havia se metido. Enquanto a onça rugia lá fora, o amigo não acreditava que aquilo era feito pela</p><p>onça, mas sim por Ventura que estava lhe pregando uma grande peça. E então, decidido, não abriu a porta e</p><p>espantou o amigo transformado em onça a tiros de espingarda.</p><p>Ventura – a onça – ganhou com o tempo o nome de Onça Borges não se sabe por que, mas até hoje não conse-</p><p>guiu fazer amizade com nenhum ser humano, pois todos os que tinham ou ela havia comido ou ela havia sido</p><p>espantada por eles a tiros. A Onça Borges não se alimenta de humanos, ela apenas come os que ela está tentando</p><p>pedir para lhe dar um pouco de molho de folhas verdes em sua boca e desfazer o feitiço da bruxa sobre ela, e</p><p>por covardia, ninguém até hoje conseguiu colocar um molho de folhas verdes na boca da Onça Borges sem ser</p><p>devorado por ela.</p><p>MENINO DOURADO</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Menino Dourado</p><p>Origem :</p><p>Rio São Francisco</p><p>Aparência :</p><p>Menino loiro</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Este ser em noites enluaradas aparece no Rio São Francisco, emergindo e mergulhando em suas águas, suces-</p><p>sivamente, montado nas costas de um enorme e mágico peixe dourado, que o teria salvo de um afogamento e se</p><p>encarregado de cria-lo.</p><p>O MENINO DO DENTÃO</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Menino do Dentão</p><p>Origem :</p><p>Fernando de Noronha (Arquipélago em Pernambuco)</p><p>Aparência :</p><p>Ser com formato de uma criança ou menino com bastante cabelo e 2 enormes dentes superiores que não para-</p><p>vam de crescer</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Versão 1 :</p><p>Segundo os nativos e moradores mais antigos da ilha, existia uma mulher, na qual seu marido havia morrido no</p><p>mar deixando-a sozinha e grávida no mundo.</p><p>Ela teve sua criança sem a ajuda de ninguém, já que não se dava bem com nenhuma pessoa da ilha. Alguns diz-</p><p>iam que ela também era uma bruxa. Então tais comentários eram feitos devido a sua “ruindade” característica e</p><p>“cara feia”.</p><p>Assim que seu bebê nasceu a mulher levando um imenso susto, vira que sua criança teria nascido com bastante</p><p>cabelo, e seus dois dentes da frente (superiores) se destacavam em seu rosto devido ao seu enorme tamanho.</p><p>A mulher ficou com o menino por mais algumas semanas. Porém ao ver que seus dois dentes não paravam de</p><p>crescer, decidiu abandonar a criança para morrer no mato, ao fundo</p><p>levada ao padre (o amante), que deveria amaldiçoá-la sete vezes antes de celebrar as missas.</p><p>Algumas versões da lenda dizem que a criatura é atraída pelo brilho dos dentes e unhas das pessoas, e por isso</p><p>quem a avistar deve se jogar de bruços no chão, escondendo seu rosto e mãos.</p><p>No folclore mexicano, a lenda da mula sem cabeça é conhecida como Malora. Na Argentina, ficou conhecida</p><p>com o nome de Almamula, podendo também ser chamada de Mula Ánima, Tatá Cuñá ou Mula Frailera.</p><p>A mula é uma espécie de Lobisomem que assombra povoados onde existam casas ao redor de uma igreja.</p><p>BOTO COR DE ROSA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Boto cor-de-rosa ou Lenda do Boto</p><p>Origem :</p><p>Indígena. Ela surgiu na região amazônica, no Norte do País.</p><p>Aparência :</p><p>Simplismente um mamífero, semelhante ao golfinho porém na tonalidade rosa ou um belo homem com vestes</p><p>brancas e chapéu</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Reza a lenda que o boto cor-de-rosa, animal inteligente e semelhante ao golfinho que vive nas águas amazônicas,</p><p>se transforma num jovem belo e elegante nas noites de lua cheia.</p><p>Normalmente ele aparece nas festividades de junho, nas comemorações dos Santos Populares (Santo Antônio,</p><p>São João e São Pedro), as chamadas Festas Juninas.</p><p>Vem vestido de branco e com um grande chapéu a fim de esconder suas narinas, e no topo da cabeça, se localiza</p><p>um orifício por onde respira. Pois sua transformação não ocorre totalmente.</p><p>Dono de um estilo comunicativo, galã e conquistador, o boto escolhe a moça solteira mais bonita da festa e a leva</p><p>para o fundo do rio. Lá a engravida e depois a abandona.</p><p>Na manhã seguinte ele se transforma em boto novamente. Por esse motivo, a Lenda do Boto é utilizada muitas</p><p>vezes para justificar uma gravidez fora do casamento.</p><p>Ademais, costuma-se dizer que “a criança é filho do boto” quando é filho de pai desconhecido.</p><p>Em algumas tradições, caso haja alguma festa em noites de lua cheia, uma maneira de confirmar se os homens</p><p>presentes na festa não são o boto é retirando os seus chapéus a fim de atestarem as identidades.</p><p>Na cultura popular amazônica acredita-se que a pessoa que comer a carne de boto ficará louca e enfeitiçada.</p><p>O Boto-cor-de-rosa é visto como “golfinho das águas doces”. Este vive nos rios Amazonas e Orinoco.</p><p>Dizem que ele é amigo dos pescadores da região amazônica. Auxilia os pescadores durante a pesca e conduz as</p><p>canoas em dias de tempestades. Além disso, tira as pessoas que estão se afogando do rio, salvando-as, já outras</p><p>vezes em vez de salvar o boto vira as canoas que viajam à noite, para capturar as moças.</p><p>Sua transformação as vezes é dada como metade homem e a outra em condição de boto na outra metade do</p><p>corpo.</p><p>Encarado como amigo ou como predador, o boto ganhou uma conotação mágica e passou a ser celebrado e</p><p>temido em várias regiões do país. Atualmente, ainda é representado em rituais e danças folclóricas, em comemo-</p><p>rações como a Festa do Sairé, em Alter do Chão, Pará.</p><p>Dependendo da época e da região do país. Inicialmente, a história se passava em noites de lua cheia, quando o</p><p>sedutor aparecia para as mulheres que se banhavam no rio ou passeavam nas margens.</p><p>Todas essas fábulas fizeram também com que as populações começassem a teme-lo, procurando formas de o</p><p>afastar. Assim, nasceu o hábito de esfregar alho nas embarcações. No interior, existe a crença de que as mulheres</p><p>não devem estar menstruadas nem vestir vermelho quando andam de barco, pois esses fatores atrairiam a criatu-</p><p>ra.</p><p>Cantigas :</p><p>Contam que um moço bonito</p><p>Saltava pra namorar</p><p>Contam que um moço bonito</p><p>Saltava para dançar</p><p>Todo vestido de branco</p><p>Pra dançar com a cabocla Sinhá</p><p>Todo vestido de branco</p><p>Pra dançar com a cabocla Iaiá</p><p>Todo vestido de branco</p><p>Pra dançar com a cabocla Mariá</p><p>CAIPORA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Caipora ou Caipora do Mato</p><p>Origem :</p><p>Sua origem está na mitologia indígena Tupi-guarani. Do tupi, a palavra “caipora” (caapora) significa “habitante</p><p>do mato”.</p><p>Aparência :</p><p>Segundo as pessoas que já viram Caipora, e dependendo da região que a lenda e relatada as características vari-</p><p>am da entidade ser tanto homem quanto mulher :</p><p>Homem : Representado como um homem ou menino baixo, de pele escura e muito peludo, olhos e cabelos ver-</p><p>melhos. Ele surge montado num porco do mato, uma vara consigo e sempre um cachimbo. As vezes ele e repre-</p><p>sentado com seus pés virados pra trás e com um olho apenas.</p><p>Mulher : Representada como uma índia anã, com cabelos vermelhos, orelhas pontiagudas e dentes esverdeados</p><p>ou avermelhados. Existem versões em que seu corpo é todo vermelho e noutras, verde.</p><p>Versões da Lenda :</p><p>A lenda do Caipora é bastante evidenciada em todo o Brasil, está presente desde os indígenas, e é a partir deles</p><p>que surgiu este mito. Segundo muitas tribos, principalmente as do Tronco Linguístico Tupi-Guarani, o Caipora</p><p>era uma entidade que possuía como função e dom o controle e guarda das florestas,e tudo que existia nela.</p><p>Com o contato com outras civilizações não - indígenas, esta divindade foi bastante modificada quanto a sua</p><p>interpretação, passando a ser vista como uma criatura maligna.Com o passar dos tempos muitas pessoas ainda</p><p>continuam a relatar sua aparição, isto se dá na maioria das vezes com pessoas no interior de matas, o local onde</p><p>caipora habita.</p><p>E a impressão que se tem dela pode variar dependendo se Caipora quer perturbar ou ajudar a pessoa.</p><p>Além disso a Caipora tem o poder de ressuscitar qualquer animal morto sem sua autorização, para isso apenas</p><p>fala para que o bicho ressuscite. Por ser muito veloz às vezes as pessoas apenas sentem Caipora como se fosse</p><p>uma rajada de vento no mato, além de dizerem que sua força é maior nos dias santos e nos finais de semana.</p><p>Para entrar numa mata com permissão da Caipora, a pessoa deve levar sempre uma oferenda para ela, como</p><p>um Pedaço de Fumo-de-Rolo, um Cachimbo e deixar próximo ao tronco de uma árvore. Caipora emite um som</p><p>estridente causando que causa arrepios e pavor a todos os que o escutam. Em algumas regiões do Brasil Caipora</p><p>é conhecido como o Curupira.</p><p>Seu intuito principal é defender o ecossistema e, portanto, faz armadilhas e confunde os caçadores, faz pistas</p><p>falsas até que eles se perdem na floresta, controla os animais e, por isso, os espanta quando sente que algo de mal</p><p>pode acontecer.</p><p>Se caso após o trato, caçadores fazerem mal à algum bicho ou abaterem alguma fêmeas que esteja grávida, a</p><p>caipora descartar sua oferenda e ataca e agride os caçadores com muita crueldade e maldade. Chegando muitas</p><p>vezes a matar.</p><p>Cantigas :</p><p>Dentro da mata, ela mora</p><p>Adora a mata para morar</p><p>Pra ver a caipora basta assoviar...</p><p>E quando ela aparece,</p><p>Parece que é pra ficar.</p><p>Quando menos se espera, vai embora, ah...</p><p>E se adivinhar o que ela perguntar...</p><p>Ela deixa saudade em qualquer lugar...</p><p>Caipora, não vá embora</p><p>Caipora, viola chora</p><p>Oh, caipora, sempre tem uma história pra se contar</p><p>Ah, a fauna e a flora,</p><p>As cachoeiras, os matagais</p><p>E se a viola chora, ela quer cantar</p><p>E quando a gente implora,</p><p>Sente saudade pra ela voltar</p><p>Ela aparece agora, basta assoviar...</p><p>E se adivinhar o que ela perguntar...</p><p>Ela deixa saudade em qualquer lugar...</p><p>E se adivinhar o que ela perguntar...</p><p>Ela deixa saudade em qualquer lugar...</p><p>Caipora, não vá embora</p><p>Caipora, viola chora</p><p>Oh, caipora, sempre tem uma história pra se contar</p><p>Caipora, não vá embora</p><p>Caipora, viola chora</p><p>Oh, caipora, sempre tem uma história pra se contar</p><p>Dentro da mata, ela mora</p><p>Adora a mata para morar</p><p>Pra ver a caipora basta assoviar...</p><p>CURUPIRA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Curupira, Caapora(Caipora)</p><p>Origem :</p><p>Povos indígenas, sendo muito famosa no Norte do Brasil, sobretudo no Amazonas e Pará. Essa lenda é bastante</p><p>antiga, havendo menção a ela do século XVI.</p><p>Aparência :</p><p>Anão que possui os cabelos vermelhos e os pés ao contrário (com os calcanhares para frente). É importante re-</p><p>forçar que a descrição física do curupira pode variar de acordo com o local em que a lenda é reproduzida. Porém</p><p>em outros lugares ele é caracterizado como careca e em outros, tem o corpo cabeludo e dentes verdes. Além de</p><p>possuir uma grande</p><p>da ilha . Onde de fato ninguém escutaria o</p><p>choro. Conta-se que após a mulher abandonar o menino , a mesma aparecia em público sempre muito assustada</p><p>e mais selvagem que o costumeiro.</p><p>Após algum tempo a mulher desapareceu da ilha. Alguns nativos contam que ela teria se suicidado pela culpa</p><p>de ter matado seu filho. Já outros relatam que havia sido o próprio fantasma do menino que teria se vingado da</p><p>própria mãe.</p><p>Versão 2 :</p><p>Já nesta versão da história a mesma mulher não teria conseguido abandonar seu filho, resolvendo então criá-lo</p><p>afastada de todos. Com o tempo ela acabou se casando com outro homem.</p><p>Assim que o padrasto viu os enormes dentes do menino resolveu arrancar todos eles com um alicate, deixando-o</p><p>com somente os dois dentões. (Nesta então versão o menino possuiu todos os dentes enormes e não somente os</p><p>da frente).</p><p>A mãe do menino vendo a situação entrou em defesa de seu único filho contra o marido. Tendo em vista da</p><p>posição em que estava ele assassinou à facadas a própria esposa, e ainda com sede de sangue matou o menino</p><p>também. Dizem os nativos que é possível escutar o menino chorando pelas noites de Fernando de Noronha.</p><p>Sempre que algum desavisado o ouvia e ousava ir atrás do choro acaba levando um susto com a terrível visão do</p><p>menino. É comum ouvir o relato de crianças que teriam sido perseguidas pelo fantasma, geralmente as crianças</p><p>que haviam sido perseguidas estavam praticando alguma traquinagem. Alguns dizem que ele persegue as cri-</p><p>anças à noite para brincar e não para lhes fazer mal algum. Mas há relatos de o desaparecimento de algumas</p><p>crianças serem atribuídas ao Menino do Dentão.</p><p>Uma conhecida moradora da ilha afirma ter encontrado com o menino numa noite escura. Ela havia perdido o</p><p>sono e resolveu tomar ar fresco na frente da Igreja dos Remédios. Segundo a mulher, o menino a teria simples-</p><p>mente olhado e ido embora no meio da escuridão.</p><p>Os habitantes da ilha acreditam cegamente nessa lenda, e devido aos inúmeros relatos da aparição do menino.</p><p>ATAÍDE</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Ataíde</p><p>Origem :</p><p>Bragança - PA</p><p>Aparência :</p><p>Ser negro de forma bestial, com jeito de homem porem imenso com mais de 2 metros de altura (maior que um</p><p>homem normal e braços estendidos), ventas de porco e corpo feito ou coberto de lama e seu órgão genital é</p><p>bastante avantajado chegando ate a encostar e ser arrastado no chão dos mangues ou é jogado por cima de seu</p><p>ombro, que as vezes fica em volta de seu pescoço. Semelhanças com o ser Kurupi</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Nos manguezais de Bragança, bem como em outras cidades da microrregião de Bragantina, no Pará, segundo</p><p>a população, esse ser habita as várzeas, alagados e os manguezais por todo o litoral do estado do Pará, desde o</p><p>município de Vigia (oeste) até o município de Viseu (leste). .</p><p>A crença fala que ele não faz mal àqueles que sobrevivem dos manguezais (extraindo o caranguejo de forma</p><p>sustentável), entretanto, para aqueles que não respeitam o soatá (fenômeno também conhecido como “andada”</p><p>– período de acasalamento do caranguejo-uçá, quando é proibida a extração deste crustáceo), sua vingança é</p><p>terrível e brutal.</p><p>Os desafetos do Ataíde são simplesmente estuprados, impiedosamente. É claro que até hoje ninguém se orgulha</p><p>ou gosta de ter se encontrado com este ser, mas muitos dizem que por pouco não escaparam, já que suas vítimas</p><p>são levadas à morte e encontradas penduradas nas árvores, geralmente raízes de mangueiro (mangue vermelho -</p><p>Rhizophora mangle) ou em siriubeiras (mangue-preto - Avicennia germinans).</p><p>De acordo com inúmeros relatos, ele também ataca pescadores que tapam igarapés com redes ou que colocam</p><p>espinhel nos estuários. Existem relatos de também investir contra ranchos que servem de abrigo para catadores</p><p>de caranguejo “de baixada” (que passam 2 à 3 dias sem retornar para suas casas) ou para pescadores que se aven-</p><p>turam no mar a semana toda e retornam para suas residências somente nos finais de semana.</p><p>Vale ressaltar que não existe um bom senso sobre a fisionomia da criatura, pois alguns chegam a afirmar que</p><p>ele anda acompanhado de outro ser do sexo feminino, sendo, algumas vezes, denominado Sarambuí e já outros</p><p>dizem que este ser é uma mulher extremamente atraente e violenta para aqueles que se aproximam com segun-</p><p>das intenções. Contudo, o Ataíde é muito citado nas rodas de causos da população interiorana do litoral par-</p><p>aense.</p><p>BOI-DE-CONCHAS</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Boi-de-Conchas</p><p>Origem :</p><p>Ubatuba - SP</p><p>Aparência :</p><p>Boi encantado de corpo branco, coberto de conchas e rabo preto</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Em São Luís do Paraitinga, nasce Ratambufena na qual através de um mugido do próprio boi se teve seu nome e</p><p>relatam ser filho do boi Marujo com a vaca Sereia. Seu dono na época, Cipriano, havia prometido ao bezerro que</p><p>um dia o levaria para conhecer o mar, já que havia nascido no dia 29 de Junho, dia de São Pedro Pescador.</p><p>A promessa tinha sido da boca pra fora, pois o dia que Cipriano fosse descer a serra com seu boi seria para levá-</p><p>lo ao matadouro, mas Ratambufe de tanto ouvir seu dono falar sobre o mar, a ideia havia tomado sua mente.</p><p>Cipriano era um tropeiro do Bairro Alto de São Luiz do Paraitinga que comercializava em Ubatuba. Descia e</p><p>subia a serra semanalmente, trazendo produtos como: queijo, farinha de milho, carne seca, carne de porco e</p><p>também comercializava animais como cavalo, boi, galinha, pato, cabrito e porco. Dos produtos que levava, era a</p><p>farinha de mandioca, banana e principalmente o peixe seco.</p><p>Com dois anos passados, o boi havia se tornado grande, forte e inteligente, e finalmente desceu a serra com o</p><p>dono. Logo que viu o mar de longe, pareceu hipnotizado. Não perdendo tempo, e antes que seu dono tivesse a</p><p>chance de levá-lo ao matadouro, Ratambufe correu em disparada e sumiu nas águas do mar.</p><p>Dizem que foi um chamado das sereias, ou então o próprio São Pedro Pescador. Depois disso, passou a ser visto</p><p>por algumas pessoas, todo enfeitado com conchas antes de desaparecer de novo no mar. Na cidade de Ubatuba,</p><p>músicos gostavam de tocar (viola, pandeiro ou ratambufe) próximos do mar para poderem receber sua visita</p><p>ou simplesmente cantar sua musica : “Sonho que boi sonhava era um dia ver o mar…” desse jeito ele aparecera</p><p>dançando com seu corpo repleto de conchas somente para quem souber enxergar.</p><p>CAPETA DO VILARINHO</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>O Capeta do Vilarinho</p><p>Origem :</p><p>Avenida Vilarinho, uma das principais avenidas da região de Venda Nova, Belo Horizonte</p><p>Aparência :</p><p>Rapaz alto, branco e loiro, de olhos verdes e vestindo um chapéu porem ele tinha um par de chifres sendo assim</p><p>um diabo ou demônio</p><p>Versões da Lenda :</p><p>O conjunto de quadras, onde os bailes do Vilarinho tinham lugar, foi inaugurado em outubro de 1982, passando</p><p>a acolher bailes populares desde janeiro de 1983, quando Francisco Filizzola, proprietário das quadras, começou</p><p>a ser procurado por donos de equipes de som com o objetivo de atrair jovens para o local. Onde atualmente é</p><p>tocado forrós, gafieiras em resumo uma baile misto de tudo um pouco</p><p>No bairro belorizontino na década de 80, um estranho acontecimento aumentou muito a popularidade do lugar,</p><p>pois um dos dançarinos era na verdade um demônio disfarçado.</p><p>Segundo a lenda 30 anos atrás, chegou nas Quadras um rapaz chamado Alex, o rapaz logo chamou atenção por</p><p>ser um excelente dançarino, surpreendendo em todos os estilos possíveis. Acontece que naquela noite acontecia</p><p>um concurso de dança de casais, e uma mulher que se encantou com as habilidades do moço sugeriu que am-</p><p>bos concorressem juntos. Apesar de irem muito bem, a dupla acabou em segundo lugar sendo que em algumas</p><p>versões Alex e a moça ganham a disputa. Frustrado, Alex se descuidou e deixou cair o seu chapéu, revelando um</p><p>par de chifres em sua testa. A moça que o acompanhava deu um grito, o fazendo correr em direção ao banheiro.</p><p>Achando que a mulher havia sido agredida, vários homens o seguiram mas, quando entraram no banheiro, não</p><p>havia ninguém, apenas o cheiro de enxofre.</p><p>Noutra versão da</p><p>lenda, num dos bailes, Alex, um rapaz da periferia da cidade, cuja única diversão eram os bail-</p><p>es de fim de semana nas quadras da Avenida Vilarinho, teria resolvido fazer uma brincadeira, disfarçando-se de</p><p>“Tony Manero”, conhecida pela personagem de John Travolta em Os embalos de sábado à noite que, também ele,</p><p>só via razão de sua existência quando estava na pista de dança.</p><p>No baile, com seu disfarce, Alex teria se aproximado de uma bela moça, chamando-a para dançar. Alex era um</p><p>excelente dançarino, dominando vários estilos diferentes, e o par dançou por longo tempo. A moça terei se en-</p><p>cantado por ele, acompanhando-o na dança, até que o chapéu do rapaz caiu ao chão, colocando à vista os chifres</p><p>na sua cabeça. Alex neste momento estaria usando uma máscara de borracha, mas com a toda a gritaria e co-</p><p>moção geral causada pela moça entre os frequentadores do baile, qualquer explicação se tornou inútil. Na corre-</p><p>ria que se seguiu, houve até quem afirmasse ter visto as patas de bode do capeta em fuga</p><p>Poucos anos atrás, o proprietário da Quadra do Vilarinho, Francisco Filizzola, disse que o Capeta do Vilarinho</p><p>era inicialmente nada mais que uma estratégia de marketing , pois precisava de alguma forma gerar publicidade</p><p>espontânea para o local. Mas o sucesso da história foi tal que não demorou para que o personagem passasse a in-</p><p>tegrar de fato o folclore local, com cada vez mais detalhes da história sendo acrescentados pela população. Hoje</p><p>em dia até o homem que competiu com Alex, Ricardo Malta (rei o célebre dançarino), diz que tem dúvidas sobre</p><p>a história ser somente invenção.</p><p>CRAMONDONGUE</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Cramondongue</p><p>Origem :</p><p>Minas Gerais</p><p>Aparência :</p><p>Carroça ou carro de boi mal assombrada</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Nos sertões de Minas Gerais e da Bahia, durante a época de Quaresma surge um carro de bois assombrado, que</p><p>corre em disparada sozinho pelas estradas da terra, sem bois puxando ou alguém dirigindo, mas aparentemente</p><p>aparece em horários e locais similares aos lobisomens e mulas-sem-cabeça, como diz Guimarães Rosa em seu</p><p>livro Saragana: “todas as encruzilhadas — mas somente à meia-noite; todos os caminhos: na quaresma — com os</p><p>lobisomens e as mulas-sem-cabeça, e o cramondongue...”</p><p>No interior de Minas Gerais, um casal estava bem tarde da noite a namorar na praça de um vilarejo. Às onze da</p><p>noite já não havia mais ninguém na rua e sequer podia se ver luzes acesas nas poucas casas do pequeno rincão.</p><p>Enquanto trocavam juras de amor um com o outro, se beijando apaixonadamente, o casal começou a escutar o</p><p>rangido de um carro de boi. Assustados com medo de que alguém pudesse estar vendo os dois se beijando na</p><p>praça àquela hora da noite, pararam de se beijar imediatamente assim que ouviram o som do carro de boi e olha-</p><p>ram fixamente toda a rua em volta da pequena praça, mas não viram nenhum carro de boi e então voltaram a se</p><p>beijar.</p><p>Minutos depois outra vez ouviram o canto das rodas de um carro de boi, mais uma vez interromperam o beijo</p><p>e olharam as ruas da cidade a procura de um carro de boi, mas nada viram por ali. Eles começaram a estranhar</p><p>aquela situação e ficaram com medo de que alguém pudesse estar vigiando eles a namorar na praça. A menina,</p><p>com medo de que pudesse ficar falada no vilarejo, pediu para que o rapaz a levasse em casa, ele insistiu um pou-</p><p>co para ela ficar, mas de nada adiantou, ela estava insegura com aquele rangido de carro de boi que ela não via</p><p>em nenhum lugar.</p><p>Eles então deram as mãos e começaram a caminhar pela praça rumo à casa da bela donzela.</p><p>No entanto, quando chegaram saíram da praça e pisaram na rua, de repente o casal viu um carro de boi sem boi</p><p>passando à sua frente à disparada sem nenhum boi a puxá-lo. O casal paralisados olhando aquele carro de boi</p><p>sem boi a andar pelas ruas da cidade e quando chegou a determinado ponto da rua o carro simplesmente desa-</p><p>pareceu virando fumaça.</p><p>DOM MARACUJÁ</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Dom maracujá</p><p>Origem :</p><p>Desconhecida</p><p>Aparência :</p><p>Criatura de olhos que cospem fogo e orelhas enormes</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Existente no Brasil porém não sendo especifico de um único lugar.</p><p>A história conta sobre um sujeito que era tão pão duro que, quando comprou um boi para abater, resolveu pegar</p><p>a família e ir fazer um churrasco em um lugar tão longe e isolado que não teriam nem mosquitos, pois não teria</p><p>que compartilhar toda aquela carne com os vizinhos.</p><p>Chegando no local, viram que não tinham como fazer fogo. O homem viu então duas tochas bem distantes,</p><p>e mandou o filho ir lá pegar um pouco do fogo. Acontece que as tochas eram na verdade os dois olhos de um</p><p>bichão enorme que, ao ouvir a criança pedindo um pouco do fogo, se levantou, sacudiu as orelhas e começou a</p><p>cantarolar: “Matei tigre! Matei onça! Matei leão! Matei serpente! Eu sou Dom Maracujá! Eu sou Dom Maracu-</p><p>já!”. O menino, apavorado, correu de volta até a família e, antes que o pai pudesse reclamar, viu aquele monstro</p><p>correndo na direção deles, enquanto cantava “Matei tigre! Matei onça…”.</p><p>A família toda correu e correu até chegar na casa de um velho sapateiro, que ao ouvir o que aconteceu pediu que</p><p>se escondessem. Dom Maracujá logo chegou e perguntou se velho havia visto uma família, mas o sapateiro fingiu</p><p>estar distraído enquanto limpava sua espingarda. O monstro perguntou de novo, se aproximando. Quando che-</p><p>gou mais perto, tomou um tiro e caiu no chão. O monstro viu a família sair do esconderijo e ir até ele, o matando</p><p>a pauladas. Já em segurança, o sapateiro disse à família que nunca mais fossem pra um lugar tão isolado só pra</p><p>não dividir comida. A família então voltou para casa e fez o churrasco lá, dividindo com os vizinhos.</p><p>DRAGÃO DE GUABIRUBA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Dragão de Guabiruba</p><p>Origem :</p><p>Guabiruba - SC</p><p>Aparência :</p><p>Criatura alada e grande de aparência monstruosa, parecida com um pássaro marrom com escamas e língua de</p><p>fogo</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Em 1982, na cidade catarinense de Guabiruba, um agricultor chamado Pedro Ismanioto havia saído pela manha</p><p>para colher trato (folhas de caeté), quando “ouviu pessoas conversando muito alto, vozes”, em seguida disse</p><p>que não tinha medo e que podia chegar mais perto pois estava armado com seu facão. Nesta hora uma criatura</p><p>grande passou voando por cima dele, porém não causou-lhe medo, pelo menos não de inicio porem só foi a cria-</p><p>tura se aproximar mais e mais perto de Pedro ate que finalmente conseguira o deixar assustado e apavorado com</p><p>o que via em sua frente.</p><p>Sendo assim Pedro saiu correndo em direção a sua casa deixando tudo pra trás (bois, facão tudo), ao chegar em</p><p>casa exausto e com suas roupas e joelhos sujos sua esposa Dona Laura estranho o comportamento de seu mari-</p><p>do que na qual lhe contou tudo e pediu para que a acompanha-se novamente ao local do ocorrido. Pedro, Laura</p><p>então retornando ao local pegaram seus bois e voltaram para sua casa amedrontados.</p><p>Essa foi a primeira e mais conhecida aparição do que os habitantes da cidade chamavam de Dragão de Guabiru-</p><p>ba,. Entre relatos questionáveis e piadas entre os habitantes da cidade, a criatura praticamente sumiu de vista até</p><p>25 de setembro de 1995, onde foi acusada de ser a responsável por um acidente de avião ocorrido em uma serra</p><p>próxima à cidade. A suspeita se deu principalmente pelo fato de que as informações da caixa-preta da aeronave</p><p>nunca foram à público, numa tentativa das autoridades de abafar o caso e evitar o pânico.</p><p>Apesar do histórico, hoje o dragão é consagrado uma das principais lendas da cidade de Guabiruba, juntamente</p><p>com personagens como o Pelznickel, criatura originária da Alemanha que se assemelha ao Krampus austríaco.</p><p>MONSTRO DA</p><p>LAGOA DO CEMITÉRIO</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Monstro da Lagoa do Cemitério</p><p>Origem :</p><p>Cruz Alta - RS</p><p>Aparência :</p><p>Criatura sem uma forma especifica coberta de lodo</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Dizem que na cidade gaúcha de Cruz Alta, uma maldição paira sobre seus habitantes. “Todo o filho de Cruz</p><p>Alta, para prosperar e ficar famoso, deve deixar esta terra e seus pais e passar a</p><p>viver em outras paragens”, é o</p><p>que dizem. Esse infortúnio foi lançado na cidade a muito tempo atrás, por um padre que havia sido acusado de</p><p>bruxaria ao ter salvo uma criança.</p><p>Na época, havia uma jovem linda, parte de uma poderosa e rica família da região. Acontece que a moça acabou</p><p>se apaixonando por um rapaz pobre e humilde, e teve um filho com ele. Seus pais jamais aceitariam um neto que</p><p>fosse filho de um homem miserável e, por causa disso, a criança foi jogada em um lago próximo ao cemitério da</p><p>cidade. Alguns dizem que foi a própria mãe da criança que, chorando, a jogou lá, outros dizem que foi o avô. O</p><p>certo é que, passado algum tempo, um choro ensurdecedor passou a vir do lago, noite após noite.</p><p>Algumas pessoas passaram a ver um monstro coberto de lodo andando no lago, carregando uma criança no colo.</p><p>Os moradores das redondezas chamaram um padre para resolver o problema. Ele então indo até o lago e bati-</p><p>zando a alma da criança, a liberta e faz com que o choro cesse nos dias seguintes. Porém, isso foi não foi visto</p><p>com bons olhos pela família, e nem mesmo pelos cidadãos da cidade, que consideraram o ato como uma espécie</p><p>de bruxaria.</p><p>O padre fora preso pouco depois de seu feito. Na mesma noite, o choro alto voltou a ser ouvido. O delegado da</p><p>cidade chegou a cogitar soltar o padre para que ele resolvesse o problema, mas quando foi até sua cela, estava</p><p>vazia. Dizem que o próprio monstro do lago libertou o homem, e este jogou então uma maldição sobre a cidade</p><p>inteira.</p><p>RASGA MORTALHA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Rasga Mortalha</p><p>Origem :</p><p>Todo o Brasil</p><p>Aparência :</p><p>Coruja</p><p>Versões da Lenda :</p><p>A lenda conta sobre uma coruja que durante a noite sobrevoa o telhado de uma casa específica. Dizem que sua</p><p>silhueta lembra a de um caixão branco, e o som rasgado de suas asas quando cortavam o ar significava que ela es-</p><p>tava “rasgando uma mortalha”, um tipo de manto ou tecido usado para vestir defuntos para o velório, sem contar</p><p>seus gritos que assustavam quem estivesse por perto.</p><p>Quando a coruja passa voando por cima de alguma casa, (porém não fazendo mal a ninguém) seus moradores</p><p>ficavam cientes de que um deles morreria nos próximos dias. Sendo assim considerada um mal presságio quan-</p><p>do vista sobrevoando sob alguma casa.</p><p>Rasga Mortalha é um dos nomes da coruja-das-torres (Tyto furcata), uma espécie presente em todos os conti-</p><p>nentes do mundo, com exceção da Antártida.</p><p>Sua crendice teve início a partir de uma antiga lenda que contava sobre uma moça de trinta e cinco anos,</p><p>gordinha e de pele muito branca chamada Suindara. Ela trabalhava como carpideira (mulher que era paga para</p><p>chorar em velórios e cemitérios) e era filha de um temido feiticeiro chamado Eliel. A Suindara era muito inteli-</p><p>gente e respeitada na sua comunidade, ganhando o nome de “Coruja Branca”. Um dia, ela começa a namorar as</p><p>escondidas com um rapaz chamado Ricardo. Este era filho de uma condessa chamada Ruth. Ela era muito rígida</p><p>e preconceituosa e quando descobriu o namoro dos dois, arquitetou um plano contra a moça.</p><p>A condessa mandou que sua empregada Margarida entregasse um bilhete para a carpideira dizendo que queria</p><p>contratar os serviços dela e para isto seria necessário que as duas se encontrassem atrás de uma cripta azul, que</p><p>ficava no local mais afastado e escuro do cemitério.</p><p>Assim que Suindara chegou no local, foi assassinada por um empregado de Ruth. Todos lamentaram muito</p><p>quando ficaram sabendo da morte da moça, a enterrando e colocando uma estátua de uma coruja branca no</p><p>meio de sua cripta em homenagem.</p><p>Eliel, utilizou as cartas de tarô e acabou descobrindo que foi a condessa que mandou matar sua filha. Utilizan-</p><p>do um poderoso ritual, ele foi até o túmulo de Suindara e fez com que o espírito da moça entrasse na estátua da</p><p>coruja branca e fez com que ela criasse vida própria.</p><p>A coruja saiu voando pela aldeia e foi até a sacada da janela do castelo onde dormia Ruth, começou a piar um</p><p>canto estranho, semelhante ao som de roupa de seda sendo rasgada. No dia seguinte a condessa amanheceu mor-</p><p>ta e suas roupas de seda foram encontradas rasgadas.</p><p>A partir desse evento, a coruja começou a soltar seus gritos aterrorizantes sempre que alguém estava perto de</p><p>morrer.</p><p>Especialistas em Lingüística afirmam que Suindara significa coruja branca da morte em um certo dialeto africa-</p><p>no .</p><p>SERPENTE</p><p>EMPLUMADA DA LAPA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Serpente Emplumada Da Lapa</p><p>Origem :</p><p>Bom Jesus da Lapa - BA</p><p>Aparência :</p><p>Serpente emplumada com um grande par de asas</p><p>Versões da Lenda :</p><p>No século XVII (17), um eremita português saiu de Salvador e peregrinou por dias até se instalar em uma gru-</p><p>ta no interior da Bahia, próximo ao Rio São Francisco. Nessa caverna, o peregrino passou a abrigar doentes e</p><p>outros viajantes que passavam por ali. O município baiano de Bom Jesus da Lapa se fundou em torno desse</p><p>local que é hoje o Santuário do Bom Jesus da Lapa, um importante ponto de peregrinação religiosa. Porém, não</p><p>muito tempo atrás, em uma de suas covas estava presa uma grande criatura que, se conseguisse fugir, sobrevoaria</p><p>cidades e devoraria todos em seu caminho.</p><p>A Serpente Emplumada da Lapa se parece fisicamente com a serpente divina da mesoamérica, Quetzacoatl</p><p>(também chamada de Kukulkã), Foi descoberta dentro de uma cova fechada na gruta onde o eremita fundou o</p><p>santuário. Era possível ouvir os sons da criatura se debatendo, ansiosa para poder escapar e assumir seu papel</p><p>apocalíptico. Foi ao final do século XVIII (18) que um homem, Frei Clemente, aconselhou que todos que fossem</p><p>ao santuário rezassem o Ofício de Nossa Senhora, pois a cada vez que a oração fosse feita, o monstro perderia</p><p>uma de suas penas permanentemente. Depois de vários anos e milhares de orações, a Serpente Emplumada já</p><p>havia perdido todas as suas penas.</p><p>Totalmente enfraquecida, dizem que a cobra definhou e morreu próximo ao ano de 1936, quando finalmente</p><p>abriram a cova e constataram que já não sobrava nenhum sinal da criatura.</p><p>Porém, ainda hoje existem suspeitas de que a serpente continua viva e estaria agora escondida abaixo da gruta.</p><p>Hoje, a Cova da Serpente possui dentro dela uma estátua de Nossa Senhora e, como muitas outras cidades, a</p><p>santa mantém a besta controlada a amarrando com fios de seus cabelos.</p><p>TAPIORA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Tapiora</p><p>Origem :</p><p>Amazônas e Rondônia</p><p>Aparência :</p><p>Sendo um tipo de onça aquática, grande com corpo de onça porem patas e focinho de uma anta</p><p>Versões da Lenda :</p><p>No Rio Madeira, um dos principais afluentes do rio Amazonas, alguns pescadores tem medo de pescar em dias</p><p>santos, pois podem ser atacados por uma estranha criatura que vive no local.</p><p>A Tapiora é criatura que vive submersa nos igarapés do rio que atravessa os estados de Rondônia e Amazonas.</p><p>Ela ataca e vira barcos rapidamente, sem dar chance de defesa a suas vítimas.</p><p>Para se prevenir contra o ataque desta criatura, o pescador deve ficar atento ao forte odor que ela exala, apesar de</p><p>ser difícil de passar desapercebido.</p><p>Supõe-se que a criatura descenda, de certa forma, da Tapyra-iauára, ou Anta-cachorro que, diferente das tapio-</p><p>ras, são animais terrestres. Além disso, as antas-cachorro possuem um comportamento muito parecido com o</p><p>de anhangás, ou seja, atacam principalmente caçadores que violam as leis da caça, em especial quando atacam</p><p>fêmeas grávidas.</p><p>TYRYTYRY MANHA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Tyrytyry Manha, Tiritiri-Manha, Mãe do Terremoto ou Jacaré Mãe do Terremoto</p><p>Origem :</p><p>Amazonas</p><p>Aparência :</p><p>Jacaré gigantesco e primordial</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Existe uma velha lenda, que segundo os povos indígenas ate hoje sobrevive apenas em algumas comunidades no</p><p>estado do Amazonas, sobre uma criatura que levaria o mundo inteiro em suas costas.</p><p>A Tyrytyry Manha seria uma criatura colossal, habitante do Amazonas, no Rio Negro e Branco com seus aflu-</p><p>entes principalmente na ilha de Marajó, viveiro desses emidosáurios. Ele seria tão gigante quanto uma ilha que</p><p>na qual segue um papel idêntico à Tartaruga celestial do leste asiático</p><p>ou o Bahamut no oriente médio, suste-</p><p>ntando o nosso mundo em suas costas.</p><p>Seu nome vem do fato de que, sempre que se cansa de sua posição atual e busca outra mais confortável, sua mov-</p><p>imentação gera terremotos na Terra. Não aparenta ter nenhum propósito positivo ou negativo, porém, por ter o</p><p>poder de causar estragos tão grandes, só se pode esperar que se mantenha descansando tranquilamente.</p><p>Existem centenas de criaturas com a habilidade e gerar tremores espalhadas pelo país, geralmente na forma de</p><p>grandes serpentes que hibernam no subterrâneo. Porém, nenhuma delas tem tanto poder de destruição quanto a</p><p>mãe do terremoto.</p><p>BUMBA-MEU-BOI</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Bumba-meu-boi ou Boi-Bumbá</p><p>Origem :</p><p>Europa do século XVI, mais especificamente na Península Ibérica. No Brasil (Cidade de Amarante – PI e Maran-</p><p>hão)</p><p>Aparência :</p><p>Boi</p><p>Versões da Lenda :</p><p>O Bumba meu boi, é uma dança tradicional brasileira típica das regiões norte e nordeste.</p><p>Embora tenha maior representatividade nas culturas dessas regiões, atualmente pode-se encontrar sua manifes-</p><p>tação cultural em todas as partes do Brasil.</p><p>Em 2012, o Bumba meu boi foi incluído na lista de Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio</p><p>Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Contando assim sua história</p><p>No nordeste, a história do Bumba meu boi foi inspirada na lenda da Mãe Catirina e do Pai Francisco (Chico).</p><p>Versão 1 :</p><p>Numa das versões, Mãe Catirina e Pai Francisco eram um casal de negros trabalhadores de uma fazenda. Quan-</p><p>do sua esposa fica grávida, ela acaba tendo um desejo de comer a língua de um boi.</p><p>Empenhado em satisfazer a vontade de sua mulher, Chico mata um dos bois do rebanho, que, no entanto, era</p><p>um dos preferidos do fazendeiro, um homem poderoso daquela região</p><p>Ao notar a falta do boi, o fazendeiro pede para que todos os empregados saiam em busca dele.</p><p>Ao encontrarem o animal quase morto, mas com a ajuda de um curandeiro ele se recupera.</p><p>Versão 2 :</p><p>Uma mulher grávida, chamada Catirina, vê um boi pastando e fica com desejo de comer sua língua. Sendo assim</p><p>ela vai até seu marido, Francisco, e pede que quer que ele traga a língua do boi, mas o grande problema era que</p><p>Francisco era empregado (em outras versões escravo) do fazendeiro, e o boi escolhido era justamente o predileto</p><p>de seu patrão. Mas não negando o desejo de sua mulher grávida, o homem esperou a noite cair e matou o boi.</p><p>Com medo de que fossem descobertos e castigados, o casal fuge.</p><p>Eventualmente retornaram em busca de redenção e, utilizando magia conseguem reviver o animal e seu retorno</p><p>é celebrado com uma grande festa. A forma usada para trazê-lo de volta à vida varia muito de região para região:</p><p>em alguns lugares, o filho do casal junta os ossos do boi e o faz voltar a vida; em outro, por exemplo, um curan-</p><p>deiro ensina a Francisco uma forma de trazer o animal de volta</p><p>A lenda, em si, está associada ao conceito de milagre do catolicismo ao trazer de volta o animal. Ao mesmo tem-</p><p>po, mostra a presença de elementos indígenas e africanos, tais como a cura pelo pajé ou curandeiro e a ressur-</p><p>reição.</p><p>A festa do Bumba meu boi é celebrada para comemorar esse milagre.</p><p>Festas :</p><p>Festa do Bumba meu boi no Maranhão</p><p>Inserido na cultura popular, é no estado do Maranhão que a festa do Bumba meu boi tem maior representativi-</p><p>dade, nas festas em comemoração aos santos populares.</p><p>A festa ocorre nos meses de junho e julho, em São Luís, desde o século XVIII.</p><p>Festa do Bumba meu boi no Amazonas</p><p>Merece destaque também a cidade de Parintins, no estado do Amazonas, com o Festival Folclórico de Parintins.</p><p>Trata-se de uma festa comemorada anualmente no município, desde 1965</p><p>Como a festa do Bumba meu boi é uma das festas folclóricas mais importantes do país, no dia 30 de junho é</p><p>comemorado o Dia Nacional do Bumba meu boi.</p><p>Suas festas incluem danças, músicas, desfiles e representação teatral. Assim, as cores se misturam em um ambi-</p><p>ente festivo, alegórico e popular.</p><p>Suas músicas envolvem diversos instrumentos como : violão, cavaquinho, pandeiro, chocalho, triângulo,</p><p>zabumba, matraca, etc.</p><p>Diz-se que havia um conto ibérico de enredo muito semelhante ao da história da lenda do Bumba meu boi di-</p><p>fundida no Brasil.</p><p>Quando chegou ao território brasileiro trazida pelos colonizadores portugueses, a história foi se modificando ao</p><p>incluir alguns aspectos das culturas africana e indígena.</p><p>Foi durante o período colonial, com a escravidão e a criação de gado, que a lenda associada a essa manifestação</p><p>teve sua origem tal qual a conhecemos hoje.</p><p>PAI DO MANGUE</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Pai do Mangue</p><p>Origem :</p><p>Nordeste</p><p>Aparência :</p><p>Entidade em forma de homem branco de fisionomia velha, cabeludo, dentes e pés enormes, roupas de pescador e</p><p>um chapelão que impede observarem sua face, e ao mesmo tempo, fuma um cigarro que nunca se apaga.</p><p>Versões da Lenda :</p><p>O Pai do Mangue é uma lenda tipicamente nordestina, narrada principalmente pelos moradores dos arredores</p><p>dos manguezais de Pernambuco. No entanto, muitas “aparições” dessa entidade também são relatadas nos man-</p><p>guezais da Paraíba. As descrições variam de lugar para lugar, mas, no geral.</p><p>Para entrar nos mangues, era necessário levar e oferecer a um pouco de fumo de rolo, sendo assim satisfazendo</p><p>a entidade. Caso contrário, através de luzes e assobios, o Pai do Mangue podia confundir pescador fazendo com</p><p>que eles se perdessem dentro do manguezal. Segundo a lenda, as pessoas que acreditavam e respeitavam o Pai do</p><p>Mangue podiam ser agraciadas com pescas fartas”. Há quem diga, com extrema certeza, que ele é um ser invisível</p><p>que governa as vegetações ribeirinhas além de escutarem suas passadas, extremamente lentas, na água rasa.</p><p>Certa vez, dois pescadores resolveram partir para o mangue na intenção de conhecer explorar as margens e</p><p>pescar. Chegando lá, mexeram em tudo que encontraram e falaram palavrões. Quando começou a escurecer,</p><p>resolveram voltar. No retorno, a terra começou a se mover e o mangue foi fechando, fechando, até os sujeitos</p><p>ficarem presos. O Pai do Mangue, enraizado à própria vegetação, começou a chicoteá-los e só os soltou depois de</p><p>muita surra.</p><p>Além disso os moradores do Bairro da Torre, que residem próximo aos manguezais do Rio Capibaribe, em</p><p>Recife (PE), dizem conviver com esse personagem, relatando que “Nessa margem há um ponto onde barqueiros</p><p>fazem a travessia das pessoas que precisam chegar ao outro lado, no cais do bairro da Jaqueira. Isso durante o</p><p>dia. Quando cai a noite, o local fica deserto e sombrio. É quando a vizinhança percebe a presença sinistra do Pai</p><p>do Mangue, que caminha na lama e solta gritos medonhos”.</p><p>VOVÓ DO MANGUE</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Vovó do Mangue</p><p>Origem :</p><p>Maragojipe (BA)</p><p>Aparência :</p><p>Velha encarquilhada (enrugada), pele escura e uma perna só, sempre de lenço na cabeça e com um cachimbo ou</p><p>charuto na boca, vestida de molambos (farrapos)</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Cultuada pelos pescadores, que dizem que a Vovó do Mangue habita os manguezais de Maragojipe, protegen-</p><p>do-os contra os que desejam destruí-los. Para aqueles que lhe dão algum agrado (charuto, aguardente e um dente</p><p>de alho), a entidade protege e ensina o caminho de volta, diferente do que ocorre com aqueles que devastam a</p><p>vegetação do manguezal ou matam indiscriminadamente sua fauna, quando torna-se rabugenta e impiedosa,</p><p>fazendo com que fiquem desnorteados e se percam no meio do mangue, como castigo.</p><p>A Vovó do Mangue é associada a Nanã, entidade do candomblé, que é a deusa dos mistérios e Orixá das Águas</p><p>Paradas, bem como protetora dos manguezais, lagos e pântanos.</p><p>MOÇA BONITA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Moça Bonita</p><p>Origem :</p><p>Recife (PE), zona Sul</p><p>Aparência :</p><p>Assombração de uma jovem moça de pele clara e bela</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Contam que essa história é dos tempos dos grandes engenhos, onde, vivia uma sinhazinha de pele clara, rica e</p><p>muito bonita. Certa noite, a moça passeava sozinha nas proximidades do manguezais daquela localidade quan-</p><p>do foi perseguida por Exu (entidade do candomblé associada a travessuras,</p><p>fidelidade e justiça). Na tentativa de</p><p>escapar, ela entrou nos manguezais onde desapareceu, tornando-se encantada.</p><p>Outros dizem que, na verdade, ela não fugia de Exu, mas de seu marido extremamente ciumento, que acreditava</p><p>que ela o havia traído. E ao fugir desse severo homem, ela se encantou nos mangues.</p><p>E ainda existem versões de que ela se perdeu ao passear no manguezal, e quando foi encontrada por seus famil-</p><p>iares estava abraçada às raízes do mangue-vermelho, já sem vida. Mas, o fato se tornou ainda mais triste e assus-</p><p>tador devido ao seu semblante aterrorizado. Em seu rosto notava-se total desespero e não se sabe o que a moça</p><p>possa ter visto que a deixou assim. Independente da versão, o fato é que a moça bonita virou assombração e vaga</p><p>até hoje pelos manguezais do Pina, em Recife (PE).</p><p>Nas noites de lua cheia ela aparece com um vestido branco ou completamente nua, atraindo homens desavisados,</p><p>que ao adentrarem o manguezal atrás dela desaparecem na lama. Quem tem sorte apenas vê seu vulto esmaecer</p><p>diante dos seus olhos.</p><p>Dizem também que o espírito da jovem protege os animais, principalmente os caranguejos, devendo ser por isso</p><p>que eles são os maiores da região.</p><p>ANTA-CACHORRO</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Anta-Cachorro</p><p>Origem :</p><p>Amazônas</p><p>Aparência :</p><p>Animal enorme e gordo com aparência de uma onça ou cachorro e pés com cascos de uma anta</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Animal misterioso e feroz que persegue seu adversário incansavelmente, porém caso o mesmo resolva subir</p><p>numa árvore, a criatura cava a terra com suas unhas até que a árvore caia, pois não consegue trepar nas arvores</p><p>por ser gordo e meio desengonçado.</p><p>Atacam caçadores que violam as leis da caça, em especial quando atacam fêmeas grávidas.</p><p>No Rio Grande do Norte, existiu também o caso da anta esfolada, um animal que teria sido exorcizado por um</p><p>missionário capuchinho nas primeiras décadas do Século XIX.</p><p>CAVALO-DE-TRÊS-PÉS</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Cavalo-de-três-pés</p><p>Origem :</p><p>Sudeste</p><p>Aparência :</p><p>Cavalo sem cabeça dotado com um par de asas e três pés</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Animal assombroso que aparece nas estradas desertas ou encruzilhadas durante a noite, correndo, dando coices,</p><p>voando e colocando pavor naqueles que cruzam seu caminho. Quem pisar em seus rastros será imensamente</p><p>infeliz.</p><p>Há quem diga que este ser é uma das transformações do próprio saci</p><p>DOMINGO PINTO COLCHÃO</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Domingo Pinto Colchão ou Pinto Pelado</p><p>Origem :</p><p>Região Sudeste</p><p>Aparência :</p><p>Galo ou pinto depenado</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Bicho endiabrado, meio desengonçado e depenado que entra pelas casas derrubando tudo, fazendo bagunça e</p><p>soltando gargalhadas.</p><p>PISTOLEIRO DO TARANA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Pistoleiro do Tarana</p><p>Origem :</p><p>Região do Tarana, foz do Rio Caeté (Bragança, PA)</p><p>Aparência :</p><p>Ser com aparência não definida porem que solta fogos coloridos de artifício</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Ser misterioso solta “fogos de artifício” durante algumas noites do ano. Pessoas que já presenciaram esse fenôme-</p><p>no, dizem que parece ser causado por “disparo” no interior do manguezal, embora não seja acompanhado do</p><p>som característico, mas a ele se assemelha tanto no formato como pelas cores.</p><p>No Pará, certos tipos de fogos de artifício são conhecidos popularmente como pistolas, motivo pelo qual o</p><p>fenômeno é denominado “Pistoleiro do Tarana”.</p><p>Seu Elder do Rosário, pescador e morador da Vila do Bonifácio (Bragança, PA) relata ter visto pessoalmente</p><p>essas luzes no mangal. Afirmando que muitos já se arriscaram adentrar o mangue seguindo a direção das luzes,</p><p>no intuito de descobrir quem os “disparava”, mas isso sempre foi em vão. Nunca encontraram ninguém, mesmo</p><p>quando estavam próximos ao local.</p><p>Outros também já relatam um tipo de luz que aparece dentro do mangue, mas como um único ponto, que atrai a</p><p>atenção do caranguejeiro ou pescador, que começa a segui-la como se estivesse em um tipo de transe e, quando</p><p>“desperta”, pode estar prestes a se acidentar em quedas de barrancos ou a afundar em atoleiros.</p><p>Essa luz é classificada por eles como uma “mísura”, ou seja, uma entidade que gosta de fazer mal às pessoas, dif-</p><p>erente das “visagens” que podem apenas proteger o manguezal, castigando aqueles que degradam o ambiente ou</p><p>simplesmente ao fogo-fátuo.</p><p>MULHER DE SETE METROS</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Mulher de Sete Metros</p><p>Origem :</p><p>Montes Claros – MG com divisa pra Goiás</p><p>Aparência :</p><p>Assombração de uma mulher com altura sobrenatural</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Na década de 70, na cidade mineira de Montes Claros, moradores do bairro Morada do Parque avistaram pela</p><p>primeira vez uma assombração tão grande que um ônibus conseguiria passar por debaixo de suas pernas.</p><p>Esta figura surge nas noites, principalmente na época da Quaresma, possuindo diversas versões. Não fazendo</p><p>nada além de caminhar por aí, porém seu tamanho descomunal amedrontava qualquer um. Apesar de seu nome,</p><p>relatos sugerem que ela é ainda maior.</p><p>Seu rosto é outro detalhe totalmente desconhecido, pois está sempre alto demais para ser visto com precisão.</p><p>Além disso, caso alguém tenta-se persegui-la, jamais à alcançaria, pois quanto mais a pessoa corria em sua di-</p><p>reção, mais distante ela ficava.</p><p>Versões relatam que o espírito seria de uma sinhazinha que fora condenada a vagar pelas madrugadas, castigo</p><p>decorrente das crueldades que cometeu em vida contra seus escravos.</p><p>Já em outra versão, que não lhe conta a origem, afirma-se que ela aparece para assombrar os transeuntes, quebrar</p><p>as luminárias dos postes e fazer tinir o sino das igrejas.</p><p>Um jornalista da cidade afirma que, na realidade, a Mulher de Sete Metros é uma invenção inteiramente sua,</p><p>numa estratégia espalhafatosa visando fazer a empresa de transportes local a estender a linha dos ônibus até o</p><p>bairro, pois na época era muito afastado e obrigava os moradores a subirem um perigoso barranco para conse-</p><p>guirem pegar os ônibus. O fato é que a assombração acabou e ainda faz parte do folclore local a décadas, sendo</p><p>cheia de histórias novas além de possuir aparições em outras cidades, como a cidade baiana de Juazeiro.</p><p>BRUXA NICÁCIA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Bruxa Nicária</p><p>Origem :</p><p>Europa, porem sendo trazida por Portugual para o Brasil se originando no Sertão do Piauí</p><p>Aparência :</p><p>Mulher velha</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Segundo os registros, Nicácia teria vivido há muitos anos no sítio das Limeiras, às margens do rio Corrente, no</p><p>sertão do Piauí. Como todas as outras bruxas, ela também era a sétima filha consecutiva de um casal. Durante a</p><p>Quaresma, ao atingir os setes anos transformava-se numa borboleta demoníaca para cumprir seu fado de sugar o</p><p>sangue das crianças com menos de sete dias.</p><p>Os homens jamais se aproximavam de seus domínios. Por isso, Nicácia passava o tempo todo conversando com</p><p>os monstros do rio, acompanhada de sua horrorosa coruja, que tinha cabeça de gente e corpo de ave. A terrível</p><p>companheira sempre assistia aos rituais malditos, empoleirada na cumeeira da choupana.</p><p>Algumas vezes Nicácia desaparecia da cabana. Nessas épocas era possível ouvir o pio rouco e horroroso da</p><p>coruja dentro da mata, o que significava que a velha estava visitando o Diabo. Quando voltava desses encontros,</p><p>Nicácia preparava as mais diferentes poções, fazendo subir da chaminé de sua choupana um fio de fumaça negra</p><p>que desenhava no céu as mais fantasmagóricas figuras.</p><p>Outras vezes, era surpreendida na floresta à cata das ervas e cogumelos que faziam parte de suas receitas mági-</p><p>cas. Dizem que, das relações sexuais que as bruxas mantêm com o Diabo, nascem apenas sapos.</p><p>A Bruxa Nicácia fazia sempre terríveis predições. Uma delas afirmava que um dia o rio Corrente sairia de seu</p><p>leito, causando uma enchente que afogaria a todos e mudaria os contornos da região. Apavorados com os pode-</p><p>res da bruxa e crentes no conhecimento de quem tem tratos com o Diabo, os moradores das redondezas reza-</p><p>vam fervorosamente, atemorizados com a possibilidade de serem engolidos pelas águas, até então calmas, do rio</p><p>Corrente.</p><p>Passou o tempo, seguiram-se os dias e as noites,</p><p>até que a previsão se cumpriu. A maior tempestade de que se</p><p>teve notícia caiu pesadamente sobre a região. Durante toda a noite o céu parecia desabar. As árvores mais fracas</p><p>eram vergadas pela ventania e quebravam com estrondo. Os clarões dos raios e o ribombar dos trovões ilumi-</p><p>navam e faziam tremer a terra, inundando a alma de todos de pavor. Nicácia estava certa, a profecia estava se</p><p>cumprindo.</p><p>Debaixo de tanta água e confusão, os pobres moradores, apavorados, permaneceram em vigília esperando o mo-</p><p>mento em que seriam carregados com suas casas para dentro do rio. Mas, horas depois, a chuva passou.</p><p>O vento transformou-se em brisa, as nuvens abriram-se deixando entrever tímidos raios de sol que foram, aos</p><p>poucos, tomando conta da terra encharcada.</p><p>Timidamente, os pássaros voltaram a espalhar seus cantos pela mata, enquanto as pessoas sujavam os pés no bar-</p><p>ro para examinar as casas semidestruídas e avaliar os estragos. A previsão, afinal, não se cumprira. As casas ainda</p><p>permaneciam ali e, exceto alguns prejuízos, tudo parecia bem.</p><p>Mas no sítio das Limeiras alguma coisa realmente acontecera. A Bruxa Nicácia, a cabana tétrica e a horrorosa</p><p>coruja haviam desaparecido. Era como se essas criaturas jamais tivessem existido.</p><p>Contam alguns que, durante a tempestade, Nicácia foi arrebatada por demônios e levada para o mais escuro</p><p>poço do rio Corrente. Lá, foi transformada em horrendo animal. Unhas e dentes alongaram-se como presas, o</p><p>corpo cobriu-se de pelos grossos, os cabelos cresceram até tocar o chão e os pés e mãos transformaram-se em</p><p>barbatanas. Teria o feitiço virado contra a feiticeira?</p><p>Só se sabe que o grotesco animal foi visto algumas vezes, preguiçosamente deitado sob os raios do sol da manhã,</p><p>aquecendo-se e afiando as presas antes de sair em busca de alimento.</p><p>Desde então, o monstro aparece Iá pelas bandas do rio Corrente, e parece ter prazer especial em assustar as lava-</p><p>deiras com seus urros. Dizem que esse terrível som foi um dia a risada fina e tétrica da Bruxa Nicácia.</p><p>POMBERO</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Pombero, Pomberinho, Pyragué (Pé Peludo, Karaí pyhare (Senhor da Noite) e Kuarahy Jára (Dono do Sol).</p><p>Origem :</p><p>Paraguai</p><p>Aparência :</p><p>Anão, eventualmente peludo semelhante ao Curupira</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Sendo popular na Argentina e no Paraguai, este ser habita a região da tríplice fronteira, geralmente áreas rurais,</p><p>florestas e embora às vezes escolha por habitar uma casa abandonada</p><p>Como sendo um morador da floresta, o Pombero é capaz de imitar sons de diversas criaturas. Mais especifica-</p><p>mente de pássaros, especialmente aqueles de uma variedade noturno, e, como tal, é visto como uma espécie de</p><p>um protetor das aves.</p><p>Muitos relatam que antes de ele aparecer, ele assobia. A maioria são tão assustado de reunir sua ira, que eles</p><p>nunca assobiar novamente. Um aspecto comum do mito entre os vários Guaraní sociedades baseadas é que o</p><p>Pombero protege as aves de crianças que caçá-los com estilingues .</p><p>Geralmente encarado como um inofensivo agitador . Devido ao seu habitat preferido das florestas rurais, os</p><p>alvos de suas travessuras tendem a ser agricultores rurais. Entre suas atividades favoritas estão definindo :</p><p>• Soltar o gado</p><p>• Roubar ovos, frango e mel</p><p>• Assustando cavalos, fazendo seus pilotos se jogarem no chão</p><p>• Espalhar milho e arroz</p><p>Além disso o pombero é acusado de impregnar as mulheres solteiras, quer por um simples toque da mão, força-</p><p>las a beija-lo ou por enganar-las a ter relações sexuais com ele, e diz-se que os bebês que nascem feio e peludo</p><p>são provavelmente o resultado de uma visita do Pombero</p><p>O Pombero é difícil, se não impossível, de detectar seus movimentos silenciosos, bem como outras habilidades</p><p>sobrenaturais, tais como ser capaz de transformar invisível , espremer através de espaços impossivelmente estre-</p><p>itas, ou outros tais proezas.</p><p>Diz-se que se pode manter o Pombero de se envolver em tal mal, deixando presentes para ele, mais especifica-</p><p>mente charutos e rum, embora o mel é também uma oferta aceitável. Assim apaziguado, o Pombero irá abster-se</p><p>de causando estragos em cima casa e posses.</p><p>Em algumas áreas, acredita-se que repetiu dando destes presentes pode causar a Pombero para se tornar</p><p>amigável, até o ponto onde ele vai proteger mais de um lar de família, animais e bens, e às vezes até mesmo deix-</p><p>ar presentes em troca.</p><p>O Pombero tende a ser as figuras mais difundidas e generalizadas de mitológica entre Guaraní língua culturas</p><p>hoje. No Paraguai rural, por exemplo, não é incomum para os adultos a acreditar fervorosamente neste mito, na</p><p>medida em que eles deixam presentes de rum e charutos para o Pombero noturno.</p><p>LA SACHAMAMA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Sachamama</p><p>Origem :</p><p>Peru</p><p>Aparência :</p><p>Gigantesca cobra possuidora de uma escamaa pretas como o ébano. Podendo chegar a ter 20 ou 40 metros de</p><p>comprimento e dois ou quatro metros de largura</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Na região amazônica peruana, em departamentos como Loreto ou San Martín é comum se falar e afirmarem o</p><p>avistamento de jibóias gigantes conhecidas como Sachamama.</p><p>Os aldeões ou moradores afirmam que no coração da floresta dorme um réptil peculiar de proporções titânicas.</p><p>No entanto, para grupos étnicos, este ser seria uma força natural, sendo temível para alguns e necessária para</p><p>outros.</p><p>Na escuridão da selva, a Sachamama espera sua próxima vítima para devorá-la . Naturalmente, as sucuris colos-</p><p>sais habitam as artérias da Amazônia. Este ser devorou tantos animais e pessoas que cresceu desproporcional-</p><p>mente, até que foi incapaz de se mover. Naquela época, o réptil gigante se abrigou no leito da selva, de lá ele se</p><p>esconde pacientemente.</p><p>Graças à camuflagem, o Sachamama passa despercebido e hipnotiza a criatura que tem de engolir. Diz-se que</p><p>quando um animal ou ser humano passa perto dele, eles caem sob seu feitiço. As criaturas são atraídas para sua</p><p>cabeça. Embora possam ver seus olhos vermelhos, eles não podem escapar da hipnose. Assim, o Sachamama</p><p>abre suas mandíbulas, tritura comida e dorme por anos. Apenas seu apetite a desperta novamente.</p><p>Reza a lenda que esta cobra colossal possua duas cabeças que se move pela terra. Enquanto uma cabeça é re-</p><p>sponsável por engolir todos os animais terrestres, a outra devora os seres voadores.</p><p>No entanto, quando a serpente se levanta, ela se torna o arco-íris. Uma vez nesta forma, ela fertiliza a terra e dá</p><p>cor aos seres vivos. Nesse sentido, é uma divindade da fertilidade e da vida terrestre.</p><p>Da mesma forma, a contraparte ou dualidade de Sachamama é Yacumama, a serpente aquática . Embora a ser-</p><p>pente terrestre seja importante, ela não está completa sem a serpente d’água. Surge assim o Yacumama, quando</p><p>este ser se move na superfície torna-se o grande rio Amazonas . Essa força da água não destrói, mas flui livre-</p><p>mente. Quando Yacumama surge, ele se transforma em um raio e cai de volta à terra como chuva. Dessa forma,</p><p>Sachamama e Yacumama sustentam a vida na selva.</p><p>No dias atuais, habitantes das áreas rurais afirmam ainda ver a cobra. E para os homens que caçam ela ainda se</p><p>tornar um grande perigo latente</p><p>Repetindo novamente : Já para os grupos autóctones do departamento de Loreto, o Sachamama é uma força</p><p>natural que fecunda a Amazônia. Essa versão do mito não é tão conhecida, pois as tribos estão isoladas das áreas</p><p>urbanas. Assim, podemos considerar que Sachamama é a face terrestre da selva. Por sua vez, Yacumama é a face</p><p>aquática da selva. Em suma, ambos definem a selva como duas grandes serpentes.</p><p>HAJA-PAU</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Haja Pau</p><p>Origem :</p><p>Município de Canguaretama e em toda a Região do litoral sul do Rio Grande do Norte</p><p>Aparência :</p><p>Ser meio humano, meio ave</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Existem varias versões desta criatura :</p><p>Versão 1 :</p><p>Identica ao de Romãozinho. A versão narra um menino que ao pedido de sua mãe, levava a marmita (almoço)</p><p>para seu pai em seu local de trabalho como lenhador ou coveiro. No caminho, o menino parava e comia toda a</p><p>carne do almoço escondido. Seu pai furioso com a esposa,</p><p>ao chegar em casa sempre a agredia. Enquanto isso o</p><p>rapaz a espiava e falando “haja pau”.</p><p>Certo dia sua mãe cansada da situação fora seguir seu próprio filho e viera a descobrir o motivo de todos os seus</p><p>maus tratos. Sendo assim ela almaldiço-a seu próprio filho fazendo com que ele se transforma-se em uma criatu-</p><p>ra alada assustando aqueles que o ouvissem seu agouro que seria “haja pau”.</p><p>Versão 2 :</p><p>Fora um garoto que não dáva ouvidos a mãe, e sai a cavalgar repetindo que não deixaria de fazer o que lhe desse</p><p>à vontade ‘nem que haja pau’; dessa forma acaba por morrer ao cair do cavalo, com o pescoço fraturado. Renasce</p><p>como uma ave horrenda e triste que canta no fundo da mata ‘haja pau, haja pau, haja pau’.</p><p>Versão 3 :</p><p>Noutra um rapaz teve sua mãe assassinada pelo pai. Isso teria feito o filho cair em grande tristeza pelo ocorrido</p><p>e, sentindo-se culpado por ter causado tal situação. Teria, então, fugindo para a mata e ninguém nunca mais teve</p><p>noticia dele. Na mata, o garoto, teria se encantado para se transformar na ave que canta cheia de remorso: Haja</p><p>pau, haja pau, haja pau haja pau…</p><p>COTALUNA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Cotaluna</p><p>Origem :</p><p>Rio Gramame, que fica em João Pessoa, PB.</p><p>Aparência :</p><p>Linda e fatal sereia</p><p>Versões da Lenda :</p><p>No Inverno é uma sereia que encanta, atrai e mutila banhistas descuidados atraídos pela sua beleza</p><p>Já no verão ela surge como mulher branca, alvíssima, de longos cabelos negros, sedutora, sensual e olhos pene-</p><p>trantes e sensuais vista costumeiramente caminhando nua nas margens ou banhando-se próxima a estas, buscan-</p><p>do atrair os passantes com seu encanto imediato e físico que de cara embriaga os sentidos e desejo de qualquer</p><p>um que passe fazendo-os ficar loucos</p><p>Afirma-se que quem sobrevive a seu ataque volta sem memória e sem vontade, como se houvesse deixado sua</p><p>alma com a sereia. O preço é uma vida inteira mental do namorado</p><p>FLOR DO MATO</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Flor do Mato</p><p>Origem :</p><p>Paraíba</p><p>Aparência :</p><p>Versão feminina do Curupira</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Este ser tem a mesma função do Curupira e Caipora. Proteção da fauna e flora das matas das</p><p>florestas</p><p>Favorece caçadores e pobres que buscam apenas seu alimento</p><p>É irritável e mais caprichosa que o Curupira, por isso os caçadores costumam apaziguá-la com</p><p>presentes (especialmente fumo) que devem ser postos ao pé de certas árvores. Mas, cuidado:</p><p>ela odeia pimenta.</p><p>VAQUEIRO MISTERIOSO</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Vaqueiro Misterioso ou Cavaleiro Misterioso</p><p>Origem :</p><p>Interior do Brasil</p><p>Aparência :</p><p>Vaqueiro velho, mal vestido, com um cavalo fraco e velho sempre utilizando um enorme chapéu de palha</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Sendo muito comum por todo o interior do Brasil, principalmente nas localidades que tem fortes tradições no</p><p>Ciclo do Gado.</p><p>A lenda relatada por muitos vaqueiros, onde um certo vaqueiro sempre aparecia para participar das competições</p><p>de derrubada de boi, corrida de argolinha, entre outras competições de montaria.</p><p>O tal vaqueiro era alvo de zombaria dos demais campeadores e vaqueiros</p><p>Em todas ele ganhava chamando a atenção de todos principalmente de todas as mulheres, e quando alguém o</p><p>procurava para saber de onde ele veio, ele acabava sumindo sem deixar nenhuma pista.</p><p>GIGANTE DE PEDRA DA GUANABARA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Gigante Adormecido do Rio de Janeiro ou Gigante Adormecido da Guanabara</p><p>Origem :</p><p>Rio de Janeiro</p><p>Aparência :</p><p>Gigante de pedra com que se estende por 20 km</p><p>Versões da Lenda :</p><p>A partir da Baía da Guanabara, o observador pode divisar ao horizonte a silhueta indistinta de um</p><p>homem deitado. Eis o gigante. Esta formação rochosa cobre sete bairros da capital carioca, e possui 18</p><p>quilômetros de comprimento; em pé, os teria em altura.</p><p>Conta-se que fora, há muitos milhares de anos, um gigante que protegia a baía, até que matou uma índia</p><p>e fora amaldiçoado por Deus a ser de pedra e dormir para sempre. Eventualmente acorda e sai para pas-</p><p>sear; para que não seja visto, evoca as forças do clima que cobrem a cidade de forte cerração.</p><p>Sua altura se estende 20 km e engloba sete bairros da cidade:</p><p>• Barra da Tijuca;</p><p>• São Conrado;</p><p>• Leblon;</p><p>• Ipanema;</p><p>• Copacabana;</p><p>• Botafogo;</p><p>• Urca.</p><p>Sua cabeça deitada é formada pela Pedra da Gávea.</p><p>Seus pés são formados pelo Pão de Açúcar.</p><p>E seu corpo. Engloba a Pedra Bonita, o Morro Dois Irmãos, o Corcovado e parte do complexo da Lagoa</p><p>Rodrigo de Freitas.</p><p>BODE NEGRO</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Bode Negro</p><p>Origem :</p><p>Folclore Mundial</p><p>Aparência :</p><p>Um bode negro que nem a noite com olhos de fogo fumegantes, e um característico odor de enxofre. Já em out-</p><p>ras ocasiões, aparece como um homem negro com cabeça de bode e pés fendidos.</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Obscuro personagem do folclore nacional, este ser tem contrapartes em diversas outras culturas. Afirma-se que</p><p>é a personificação do próprio Diabo, quem vem dar ao solo do mundo de quando em quando, a fim de levar o</p><p>maior número de almas possível para as profundidas.</p><p>Conta-se que é visto quase sempre à noite, em campo aberto e nos terrenos das fazendas, imóvel, observando ao</p><p>longe quem por ele passa; recomenda-se desviar o olhar, fazer o sinal da cruz e fugir.</p><p>JUMA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Juma ou Gigante Juma</p><p>Origem :</p><p>Indígena</p><p>Aparência :</p><p>Um grande macaco canibal</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Tendo o mesmo nome de uma tribo indígena que praticava o canibalismo, esta criatura primata de grande porte</p><p>que, a exemplo do Mapinguary, habita a região amazônica e é o flagelo dos povos indígenas, a quem devora.</p><p>CAVALO BRANCO</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Cavalo Branco</p><p>Origem :</p><p>Iguape</p><p>Aparência :</p><p>Cavalo Branco</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Em noites enluaradas pasta nas margens do Valo Grande, em Iguape; todavia, não o faz senão porque está a</p><p>procura de uma jovem virgem que arrasta para as profundezas das águas, para viver consigo.</p><p>A cada nova lua cheia sai do valo em busca de novas moças para com ele partir. Nestas ocasiões, as mães im-</p><p>pedem que suas filhas passem pelo local.</p><p>A VELHA DE CHAPÉU</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>A Velha de Chapéu</p><p>Origem :</p><p>Sertão Nordestino</p><p>Aparência :</p><p>A própria morte porem num formato de uma velha que flana pelo ar, apoiada em sua foice, com um chapéu de</p><p>couro</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Não se tem muito o que dizer sobre este ser porem que é a encarnação da própria morte. Uma brisa tépida, um</p><p>odor fétido, uma sensação agourenta, um gemido na escuridão do árido</p><p>DOM SEBASTIÃO</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Dom Sebastião</p><p>Origem :</p><p>São Luís do Maranhão</p><p>Aparência :</p><p>Touro com uma estrela dourada na testa</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Rei português que desapareceu em batalha no Marrocos, em 1578, na infrutífera tentativa de converter os mou-</p><p>ros em cristãos, é alvo de inúmeras lendas, tanto em sua terra natal quanto aqui no Brasil.</p><p>Conta-se que o soberano surge em noites de lua-cheia, nas praias de São Luís do Maranhão, sob a forma de um</p><p>touro com uma estrela dourada na testa. Quem consegui-se atingir sua estrela ferirá o animal que deixará de ser</p><p>encantado, retomando a forma de Dom Sebastião; ainda, a cidade de São Luís será tragada pelo mar, surgindo</p><p>em seu lugar uma cidade encantada repleta de tesouros.</p><p>CHUPACABRA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Chupacabra ou Chupa-cabra</p><p>Origem :</p><p>Porto Rico</p><p>Aparência :</p><p>Criatura ainda não definida por sua aparência. Porem talvez alienígena</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Sendo a mais recente aquisição ao folclore brasileiro, o Chupacabra teve seu momento alto em meados dos anos</p><p>1990, mas ainda segue sendo avistado pelos rincões interioranos do país.</p><p>O primeiro ataque relatado ocorreu em março de 1995 em Porto Rico . Seus ataques sistemáticos à animais ru-</p><p>rais em regiões da América, como Porto Rico, Flórida, Nicarágua, Chile, México e Brasil.</p><p>Logo após os primeiros registros dos incidentes em Porto Rico, várias mortes de animais foram relatadas em</p><p>outros países como a República Dominicana, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Honduras, El Salvador, Nica-</p><p>rágua, Panamá, Peru, Brasil, Estados Unidos e México</p><p>O nome da criatura deve-se à descoberta de várias cabras mortas com marcas de</p><p>dentadas no pescoço e o seu</p><p>sangue drenado. Uma vez que não existem registros da sua real existência, o chupa-cabra é um elemento da crip-</p><p>tozoologia. Muitos desses ataques às cabras, cada uma teve três perfurações no tórax além de terem seu sangue</p><p>por completo drenado</p><p>Ufólogos tomaram o mistério para si, e não faltou quem teorizasse que o Chupacabra é um animal de origem</p><p>extraterrena, ou um experimento envolvendo DNA alienígena.</p><p>ET DE VARGINHA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Et de Varginha.</p><p>Origem :</p><p>Município de Varginha, Sul do estado de Minas Gerais</p><p>Aparência :</p><p>Ser marrom de olhos vermelhos</p><p>Versões da Lenda :</p><p>No dia 20 de Janeiro de 1996, ocorreu o que para os ufólogos teria sido o segundo mais importante caso da ufo-</p><p>logia.</p><p>Varginha é uma cidade mineira, com pouco mais de 120 mil habitantes, que viveu nesse dia sua glória mundial.</p><p>Foi noticiado nos mais importantes e conhecidos jornais do mundo dentre eles o New York Times, principal</p><p>jornal dos EUA.</p><p>Fatos obscuros e intrigantes teriam ocorrido em Varginha como a observação por trabalhadores rurais de algo</p><p>como um submarino terrestre submergindo na terra da região agrícola de Varginha. E também duas garotas</p><p>teriam avistado um ser agachado próximo de uma oficina mecânica. Esse ser emitia ruídos semelhantes aos das</p><p>abelhas.</p><p>Declarações como essas foram feitas constantemente por pessoas que acreditaram ter visto ou até mesmo terem</p><p>sido abduzidas por um Et, só restava saber o grau de realidade que existem nessas declarações que até hoje são</p><p>apenas hipotéticas.</p><p>Também nesse mesmo dia teria ocorrido uma constante movimentação de carros da Polícia Militar e do Corpo</p><p>de Bombeiros entre dois Hospitais. Muitos acreditam que essa movimentação teria algo relacionado com o caso</p><p>do suposto alienígena. Mas essa movimentação se deve à chegada de aparelhos para ser realizado o primeiro</p><p>transplante de coração em Varginha.</p><p>A realidade é que os habitantes de Varginha ficaram contagiados com esse “dia de fama” e possivelmente teriam</p><p>aumentado ou até inventado caso. Porém algo estranho ocorreu para chegar a ganhar essa proporção mundial.</p><p>MÃE DE PANTANHA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>A mãe de Pantanha</p><p>Origem :</p><p>Nordeste</p><p>Aparência :</p><p>Um bela mulher com dentes em sua vagina</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Bruxa que oferece aos homens duas noites de prazer:</p><p>Na primeira, ela materializa a mulher dos sonhos eróticos do freguês; já na segunda noite o homem “fica” com</p><p>ela mesma.</p><p>Por se tratar de um mulherão, logicamente, os homens aceitam. Porém a bela mulher esconde um segredo.</p><p>Sua genitália é dentada, capando assim os membros de todos que deitam com ela em sua cama.</p><p>Obs.: No filme “O homem que desafio o diabo”, o personagem José Araújo foi o único que conseguiu escapar</p><p>das garras e capação certa de seu membro graças a ajuda de um corcunda da própria bruxa que para ele revelou</p><p>seu segredo a tempo.</p><p>CÃO DO INFERNO</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Cão do inferno</p><p>Origem :</p><p>Mundial</p><p>Aparência :</p><p>Cão negro de olhos vermelho</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Apesar de ter varias versões e ser mundial.O conto popular fala, que não se deve assobiar dentro de casa em</p><p>noites de lua cheia às 00:00. Caso isso aconteça uivos e rosnados infernais serão ouvidos e logo em seguida um</p><p>enorme cão negro fedendo a enxofre o visitaria.</p><p>CHUPA-CU</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Cupa-Cu</p><p>Origem :</p><p>Goianinha, no interior do Rio Grande do Norte</p><p>Aparência :</p><p>Ser híbrido entre ser humano, extra-terrestre e ator pornô gay</p><p>Versões da Lenda :</p><p>A única versão desta criatura, relata que ele entra nas casas de suas vitimas pelo telhado e as ataca aqueles que</p><p>dormem sem roupa, ou seja totalmente pelados’ (as)</p><p>OBS.: Não se sabe se este ser é real ou apenas uma invenção da própria cidade para zoar aqueles que adoram</p><p>dormir pelados ou uma jogada de marketing para ganhar popularidade a cidade</p><p>OS 7 FILHOS</p><p>DE TAU E KERANA</p><p>Kerana, a bela filha de Marangatu, foi capturada pela personificação ou espírito do mau chamado Tau (em tupi</p><p>antigo, Taúba ou Taubymana). Juntos, eles tiveram sete filhos, que foram amaldiçoados pela grande deusa Araci,</p><p>e todos, exceto um, nasceram como monstros horríveis.</p><p>Os sete são considerados figuras primárias na mitologia guarani e, enquanto vários dos deuses menores ou até os</p><p>humanos originais são esquecidos na tradição verbal de algumas áreas, estes sete são geralmente mantidos nas</p><p>lendas. Alguns são considerados reais até mesmo em tempos modernos, em áreas rurais ou regiões indígenas</p><p>Os sete filhos são, em ordem de nascimento :</p><p>1º Filho : TEJU JAGUA, deus ou espírito das cavernas e frutas</p><p>2º Filho : MOBOI TU’I, deus dos cursos de água e criaturas aquáticas</p><p>3º Filho : MOÑAI, deus dos campos abertos. Foi derrotado pelo sacrifício de Porâsý</p><p>4º Filho : JACI JATERÊ, deus da sesta, único dos sete que não aparece como monstro</p><p>5º Filho : KURUPI, deus da sexualidade e fertilidade</p><p>6 º Filho : AO AO, deus dos montes e montanhas</p><p>7 º Filho : LUISON, deus da morte e tudo relacionado a ela</p><p>TEJU JAGUA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Teju Jagua ou Teiú-iaguá</p><p>Origem :</p><p>Mitologia Guarani</p><p>Aparência :</p><p>Corpo gigante de lagarto, com 7 cabeças de cão (ou uma de lobo com olhos vermelhos que soltavam</p><p>chamas). Ele possuía incrustada no alto de sua cabeça uma pedra preciosa, o Carbúnculo.</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Sendo o primeio dos sete filhos de Tau e Kerana e o mais velho e com uma aparência terrível, acredita-se</p><p>que ele é um ser benigno que não ligava para muitas coisas além de proteger suas frutas e mel. Teju Jagua é</p><p>conhecido por morar em lugares fechados e de água doce, onde continham muitas pedras preciosas.</p><p>Deus das cavernas, grutas, lagos internos e frutas. Um tipo de Quimera. Seu significando era “lagar-</p><p>to-cachorro”.</p><p>É dito que ele ficava a espreita, esperando ladrões que tentassem roubar suas frutas, mel e tesouros e assim</p><p>que estes ladrões se mostrassem, ele os arrasta-va até sua caverna onde os prendia e estocava para se ali-</p><p>mentar</p><p>Há rumores que ele vive no Cerro do Jarau</p><p>OBS.: Carbúnculo, no original hebraico é de uma raiz que significa “brilhar”, “iluminar”. Quando colo-</p><p>cada contraluz, esta joia brilha como um carvão queimado, um carvão incandescente vermelho escuro e,</p><p>portanto, é chamada de “carbunculus”, ou seja, um pouco de carvão. Era uma das pedras na primeira fila</p><p>do peitoral do sumo sacerdote. Em Is 54:12 a palavra hebraica é ‘ekdah, usada na descrição profética da</p><p>glória e da beleza das mansões mencionadas anteriormente.</p><p>MBOI TU’I</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Mboi Tu’i</p><p>Origem :</p><p>Mitologia Guarani. No Brasil (Paraguai, Bolivia, Argentina, Uruguai e porção centro-meridional do Brasil)</p><p>Aparência :</p><p>Enorme serpente, com uma enorme cabeça e bico de papagaio. Llíngua bifurcada vermelho da cor do sangue.</p><p>Sua pele é escamosa. Penas cobrem a sua cabeça. Possui um par de asas em branco, rubro e preto. Em sua cauda,</p><p>um artefato metálico com lascas de rubelita a dão continuidade, permitindo o voo e contendo uma enzima que</p><p>enfraquece seu veneno</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Sendo um dos sete monstros lendários, e reconhecido com o Deus dos cursos das águas e das criaturas aquáticas</p><p>. Ele é o segundo filho de Tau e Kerana.</p><p>Mboi Tu’i se traduz literalmente como “serpente-papagaio”, que descreve a aparência destas criaturas. Mboi Tu’i</p><p>tem um olhar prejudicial que traz memórias horrorosas não verdadeiras, além de predições angustiantes a quem</p><p>se expõe, assustando a todos que tem a má sorte de ser encontrado por ele.</p><p>Ele patrulha pântanos e protege a vida dos anfíbios. Gosta da umidade e de flores, e solta um poderoso e terrível</p><p>grito incrível que causa trauma nos órgãos de quem ouve de longe, podendo deslocar o coração e o pulmão para</p><p>fora de quem ouvir de perto. É considerado o protetor das áreas úmidas e dos animais aquáticos, pois precisa</p><p>deles para conseguir uma forma física dita superior.</p><p>Sua alimentação é neblina e frutas</p><p>MOÑAI</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Moñai</p><p>Origem :</p><p>Mitologia Guarani</p><p>Aparência :</p><p>Corpo de cobra, e na sua cabeça tem um par de chifres que servem como antenas, suas presas são super</p><p>afiadas e</p><p>furam como agulhas.</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Sendo o terceiro filho de Tau e Kerana existe algumas variantes, algumas dizem que ele é um Deus das matas, e</p><p>sim protege todos os seres vivos, porém, tem o poder do hipnotismo, faz isso com seus chifres, que os usa para</p><p>caçar pássaros com facilidade, subindo nas árvores para os pegar.</p><p>Dizem que ele adora roubar, provocando assim a discórdia em vilas, o que levava a todos acreditar um tempo de-</p><p>pois, que Moñai sempre era acusado por desaparecimentos misteriosos de qualquer pertence. Escondendo assim</p><p>todas as coisas furtadas em uma caverna ao lado de uma montanha.</p><p>Seus domínios eram campos abertos, onde se locomovia com grande facilidade deslizando seu enorme corpo.</p><p>Existe uma historia que Moñai foi destruído por uma jovem ajudada por moradores de uma cidade, quando</p><p>armaram uma armadilha para o queimar, a jovem fingiu estar apaixonada pelo monstro, oferecendo-lhe um</p><p>casamento, mas antes queria conhecer todos os seus irmãos, assim ele a levou para uma caverna, onde todos</p><p>estavam se embriagando.</p><p>A caverna era fechada por uma pedra enorme, impossível de escapar, com isso a jovem Porâsý ou Poraci se sacri-</p><p>ficou, gritando para as pessoas atear fogo com a mesma ainda lá dentro.</p><p>Em troca do sacrifício, os deuses elevaram a alma da jovem e a transformaram em um pequeno, mas intenso</p><p>ponto de luz destinada a acender a luz da aurora. Assim explicam no folclore guarani surgimento da estrela d’al-</p><p>va ou Vênus no céu</p><p>JACI JATERÊ</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Jaci Jaterê</p><p>Origem :</p><p>América do Sul , especialmente no Paraguai</p><p>Aparência :</p><p>Descrito como um homem ou criança de pequena com cabelo muito leve e loiro e olhos azuls. Sua aparência é</p><p>muitas vezes descrita como bela ou encantadora. Ele está sempre carregando um bastão ou cajado mágico.</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Jaci Jaterê, é o quarto dos sete monstros lendários, filho de Taubá e Kerana é o deus da sesta, o tradicional des-</p><p>canso ao meio Ele também é considerado o senhor e protetor da erva-mate, pássaros, frutas silvestres e dos</p><p>animais.</p><p>Abandonado em uma mata no interior do Brasil. O nome Jaci Jaterê significa literalmente pedaço da lua, e foi o</p><p>único filho do casal que nascera com uma aparência normal e não monstruosa.</p><p>Por ser considerado o senhor da sesta, é dito que o Jaci Jaterê percorre as vilas atrás de crianças desobedientes</p><p>que não descansavam durante a sesta. Embora naturalmente invisível, ele se mostra para essas crianças e usando</p><p>seu cajado coloca-as em transe para então leva-las consigo. Existem duas versões para o que acontece com essas</p><p>crianças levadas, elas são:</p><p>̃ A primeira, diz que elas são levadas para um local secreto na floresta, onde brincam até o fim da sesta e</p><p>depois recebem um beijo mágico que as devolve para suas camas, sem memória da experiência</p><p>̃ A segunda, também diz que elas são levadas para um local secreto na floresta, mas ao invés de brincarem,</p><p>elas são torturadas e mortas pelo Jaci Jaterê. Em outras versões ainda é dito que elas são levadas para seu irmão</p><p>Ao Ao que é um canibal.</p><p>O poder de Jaci vem de seu cajado portanto, segundo a lenda, se alguém for capaz de tirar seu cajado, ele então</p><p>se joga no chão e chora como uma criança pequena. Neste estado, se alguém perguntar sobre seus tesouros es-</p><p>condidos, recebe uma recompensa.</p><p>O menino também protege todo o tesouro que encontra na mata, não permitindo que os caçadores de tesouro os</p><p>encontrem, mantendo-os escondidos</p><p>Certo dia, quando estava a rodear a cidade após o meio-dia a procura de uma criança que não praticava a sesta,</p><p>Jaci Jaterê encontrou um garotinho muito travesso que não queria dormir após o almoço; disse a seus pais que</p><p>iria dormir, mas na verdade ficou a brincar enquanto os pais descansavam no outro quarto. Quando Jaci Jaterê</p><p>viu aquela cena do menino brincando no horário da sesta, se irritou profundamente e logo se materializou na</p><p>frente do garoto que, de tanto susto, ficou todo arrepiado e boquiaberto, e assim que se deu conta de que Jaci</p><p>Jaterê o havia visitado, pensou em gritar, mas antes que o fizesse Jaci Jaterê o deixou completamente em transe e</p><p>ele logo caiu ao chão em uma crise cataléptica que o manteve imóvel, porém completamente consciente do que</p><p>se passava a sua volta.</p><p>Jaci Jaterê então encostou seu bastão mágico na testa do garotinho e imediatamente os dois se tele transportaram</p><p>para a floresta onde habitava jaci Jaterê. Lá ele colocou novamente o bastão na testa do menino e ele assim saiu</p><p>de seu transe cataléptico; e quando voltou a si, ficou desesperado gritando:</p><p>− Socorro! Socorro! Papai! Mamãe! Ajudem-me. O Jaci Jaterê me pegou porque eu estava fingindo que praticava</p><p>a sesta; eu juro, eu não farei mais isso.</p><p>Mas quando prestou um pouquinho mais de atenção o menino percebera que não estava mais em seu quarto,</p><p>mas sim em uma floresta. Assim que tomara ciência de sua nova localização o menino, pasmo, perguntou a Jaci</p><p>Jaterê:</p><p>− Onde estou? Para onde você me trouxe?</p><p>Jaci Jaterê então respondeu:</p><p>− Não se preocupe você está na minha casa, na floresta. Não tenha medo, eu não vou lhe machucar. Trouxe-lhe</p><p>até aqui por vi que não estava a praticar a sesta. Saiba que eu sou o protetor da sesta e me irrito profundamente</p><p>quando encontro uma criança que não está a praticá-la; e quanto a ti, irritei-me mais ainda porque mentira a</p><p>seus pais. No entanto, não tens o que temer, pois eu não vou lhe fazer nenhum mau desta vez, já que é a primeira</p><p>vez que o encontro acordado na hora da sesta.</p><p>O menino rapidamente retrucou nervoso.</p><p>− Desculpe senhor Jaci Jaterê, eu não vou mais fazer isso, é que hoje eu não estava com sono, e por isso resolvi</p><p>brincar ao invés de dormir.</p><p>Jaci Jaterê então respondeu a pequenino:</p><p>− Tudo bem menininho, desta vez não lhe farei qualquer mau, pois fora a primeira vez que praticaste tal ato. No</p><p>entanto, fique alerta, pois se eu lhe pegar novamente acordado na hora da sesta, vou lhe deixar cataléptico para</p><p>sempre e, seus pais quando lhe encontrarem, pensaram que você está morto e o enterrarão vivo.</p><p>O menino extremamente assustado com as palavras de Jaci Jaterê, logo tratou de responder-lhe:</p><p>− Sim senhor. Eu nunca mais vou deixar de praticar a sesta. Eu juro por Deus!</p><p>E então Jaci Jaterê, para quebrar o clima de tensão que estava naquele momento, respondeu:</p><p>− Bem, já que não foi desta vez que seus pais lhe enterraram vivo, então vamos brincar!</p><p>O garoto aliviado sorriu para Jaci Jaterê e começou a correr pela floresta gritando:</p><p>− Lero! Lero! Lero! Você não me pega…</p><p>E então por duas horas Jaci Jaterê e o pequenino brincaram e se divertiram. E quando deu a hora do fim da sesta,</p><p>Jaci Jaterê deu um beijo mágico na testa do garotinho e ele imediatamente fora tele transportado novamente para</p><p>seu quarto, mais especificamente para sua cama. E assim que ele acabara de ser tele transportado sua mãe abrira</p><p>a porta do quarto e, vendo-o dormindo tranquilamente, o acordou perguntando-o:</p><p>− Então meu amor, tirou direitinho sua sesta?</p><p>E o garoto respondeu:</p><p>− Sim mamãe, eu dormi como uma pedra, e sonhei que estava a brincar na floresta com um menino loiro de</p><p>olhos azuis.</p><p>O garoto de nada se lembrava, pensava tão somente que havia sonhado. Acordou sem qualquer memória real de</p><p>sua experiência com Jaci Jaterê, pensando que tudo não havia passado de um belo sonho.</p><p>KURUPI</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Kurupi, Curupi, Curupira-amarelo, Taiutú-Perê ou Micuim-Cambá</p><p>Origem :</p><p>Folclore Mitologia Guarani</p><p>Aparência :</p><p>Ser pequeno, de coloração amarelada ou esverdeada, com olhos negros sem pupilas, dentes afiados como presas,</p><p>um cabelo muito ruim e sua característica marcante, curiosa e absurda: Ele usa o falo como ‘cinto’, enrolado em</p><p>seu corpo, e como uma arma para atacar pessoas ou se pendurar em arvores, o enrolando nelas</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Sendo o quinto filho de Tau e Kerana, um monstro tenebroso, e tido como o deus do sexo, sexualidade e fertili-</p><p>dade.</p><p>Um homúnculo horroroso que habita as florestas verdes. Também conhecido por atormentar a vida dos índios</p><p>e animais, alem</p><p>de se alimentar de filhotes e recém nascidos, soltar gargalhadas estrondosas enquanto faz isso, e</p><p>consegue dar enormes saltos com muita rapidez.</p><p>O Kurupi ficava atento a noite, procurando índios perdidos e caçadores, quando encontrava se satisfazia sexual-</p><p>mente, estuprando com sua enorme arma, não os deixando escapar, pois esticava em longas distâncias. Rara-</p><p>mente o Kurupi pegava mulheres, isso costumava ocorrer em noites de lua nova, onde encontrava virgens na</p><p>mata, para conceber um filho endiabrado, um híbrido humano e sobrenatural que daria muito trabalho.</p><p>AO AO</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Ao Ao ou Ahó Ahó</p><p>Origem :</p><p>Folclore da região sul e provavelmente foi difundida pelos padres jesuítas durante o tempo das Missões entre os</p><p>índios guaranis.</p><p>Aparência :</p><p>Criatura similar a um carneiro gigantesco, com conjunto de presas afiadas, grande queixada e grandes chifres,</p><p>tipo um porco selvagem. Outras fontes o descrevem como um grande cachorro peludo que jogava fumaça pela</p><p>boca.</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Monstruosa criatura da Mitologia guarani, sendo o sexto dos sete monstros lendários. Deus das colinas e mon-</p><p>stanhas e um dos filhos de Tau e Kerana, uma das figuras centrais da mitologia dos povos que falam a língua</p><p>guarani, localizados no Paraguai, norte da Argentina e sul e oeste do Brasil.</p><p>O seu nome é derivado do som que faria ao perseguir suas vitimas. Ao Ao teria uma enorme virilidade e por isso</p><p>é identificado como o principio da fertilidade pelos guaranis. Produziu grande descendência igual a ele, e servem</p><p>coletivamente como senhores e protetores das colinas e montanhas.</p><p>Sempre andavam em bando e se chamavam entre si através deste som “ahó ahó”. Eles buscavam e espreitavam os</p><p>desavisados que andavam longe das reduções mantidas pela Companhia de Jesus para devora-los</p><p>É descrito ainda como sendo canibal devorador de gente. Embora sua descrição física seja claramente não huma-</p><p>na, é meio humana por nascimento, então o termo canibal se aplicaria. De acordo com a maioria das versões do</p><p>mito, quando localiza uma vítima para sua próxima refeição, perseguia o infeliz humano por qualquer distância</p><p>ou em qualquer território, não parando até conseguir sua refeição.</p><p>Se a presa tentar escapar subindo em uma árvore, Ao Ao circundará a mesma, uivando incessantemente e cavan-</p><p>do as raízes até a árvore cair.</p><p>De acordo com o mito, a única árvore segura para escapar seria a palmeira, que conteria algum poder contra Ao</p><p>Ao (considerada sagrada por fornecer as palmas que aclamaram a Jesus no Domingo antes da Páscoa.), e se a</p><p>vítima conseguisse subir em uma, ele desistiria e sairia em busca de outra refeição.</p><p>Algumas interpretações apontam que esta seria a árvore que deu a madeira para a cruz de Cristo. Com isso, o</p><p>grupo perdia o rastro e abandonava a caça.</p><p>Ao Ao também se alimentaria das crianças desobedientes entregues pelo seu irmão, Jaci Jaterê.</p><p>LUISON</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Luison, Lobizón (Espanhol), Luisito, Juicho e Luisõ</p><p>Origem :</p><p>Mitologia Guarani, No Brasil na Região Amazônica, Norte de Mato Grosso, e outros países, como o Peru e</p><p>Bolívia.</p><p>Aparência :</p><p>Sua forma mais comum é a de um macaco esquelético com olhos vermelhos brilhantes, barbatanas de peixe e um</p><p>falo de anta</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Criatura detentora do poder sobre a morte. Acredita-se que seja semelhante a um lobo sul americano ou seu</p><p>nome é derivado do nome de outra criatura mitológica, o lobisomem.</p><p>Descrito como o sétimo e último filho de Tau e Keraná, sobre quem caiu uma maldição transmitida por seus</p><p>progenitores: nas noites de lua cheia de sexta-feira e/ou terça-feira, o indivíduo se transformava em uma criatura</p><p>com metade das características de um cachorro muito grande e um homem (outras vezes, também, possuía as</p><p>características de um porco).</p><p>Sendo o filho mais temido Luison costumava passar as noites vagando por cemitérios como os Carniçais, co-</p><p>mendo carne de defuntos, quem passa-se por perto, seria atacado e dilacerado. Porém muitos acreditavam que</p><p>a preocupação era apenas em noites de lua cheia , sendo muitas vezes era dito aparecer em outras noites, na sua</p><p>forma humana, vagando com um bando de cachorros sem dono pela noite a fora.</p><p>força física.</p><p>Versões da Lenda :</p><p>O curupira, um dos personagens mais famosos do folclore brasileiro, é conhecido como um ser mítico que</p><p>protege a floresta. Voltava-se contra todos aqueles que a destruíam e, por isso, era visto com grande temor pelos</p><p>indígenas. Os indígenas acreditavam que o curupira aterrorizava e matava aqueles que entravam na floresta para</p><p>caçar ou derrubar árvores.</p><p>O pavor era tão grande que os indígenas ofereciam presentes quando entravam na floresta para impedir que</p><p>fossem vitimados pelo curupira. A lenda fala que o curupira adorava receber fumo e cachaça como presentes,</p><p>porém existem outros relatos de que os indígenas ofereciam flechas, penas de aves, entre outros objetos.</p><p>Além de aterrorizar os caçadores, o curupira também era responsável por fazê-los se perder na floresta e esquec-</p><p>er o caminho pelo qual sairiam dela.</p><p>Uma das formas de atormentar os caçadores e de notar sua presença era o ato de que o curupira assovia-va con-</p><p>tinuadamente na qual os atormentava. O detalhe é que aqueles que ouviam o assovio não conseguiam identificar</p><p>de onde o som era emitido e também não conseguiam encontrar quem o emitia.</p><p>Outra maneira era seus pés virados para trás. Dessa forma, ao caminhar, o curupira conseguia enganar aqueles</p><p>que pretendiam segui-las olhando para suas pegadas. O perseguidor pensará sempre que ele foi na direção con-</p><p>trária.</p><p>E uma terceira característica do curupira era que ele podia assumir a forma de um animal para confundir o</p><p>caçador e fazê-lo se perder no mato. O caçador avistava o animal, mas não conseguia capturá-lo e, na perse-</p><p>guição, acabava ficando perdido no meio da floresta. Todavia, muitos falam que o curupira só fazia isso contra</p><p>os caçadores que caçavam por prazer. Aqueles que caçavam para atender suas necessidades básicas não eram</p><p>incomodados pelo curupira.</p><p>Para fugir dele, caso ele o encontre no meio da floresta, é necessário realizar um nó em um pedaço de cipó e</p><p>esconder muito bem a ponta.</p><p>Localiza-lo na floresta é quase impossível, pois seus pés ao contrário tornam sua localização improvável. O</p><p>curupira é um habitante nato das florestas, então, para encontrá-lo, é necessário adentrar na mata densa. Sendo</p><p>assim, esse ser evita estar nos locais com grande presença humana, somente indo atrás de humanos quando eles</p><p>entram na floresta para caçar ou derrubar árvores.</p><p>O Curupira é oriundo do tupi e existe divergência entre os especialistas a respeito do seu significado. A definição</p><p>mais conhecida é a que determina que curupira significa “corpo de menino”, mas existem outras definições,</p><p>como “coberto de pústulas” ou “pele de sarna”.</p><p>Não se sabe exatamente quando surgiu a lenda do curupira, mas se sabe que ela é uma das mais antigas lendas</p><p>brasileiras porque foi uma das primeiras a serem mencionadas pelos portugueses que se estabeleceram no Brasil.</p><p>Em 1560, o padre jesuíta José de Anchieta, estabelecido em São Vicente (atual litoral do estado de São Paulo), fez</p><p>uma menção ao curupira.</p><p>Essa menção constava em uma carta escrita por ele e que foi reproduzida pelo historiador Luís da Câmara Cas-</p><p>cudo:</p><p>“É coisa sabida e pela boca de todos corre que há certos demônios e que os brasis [indígenas que habitavam o</p><p>Brasil] chamam corupira, que acometem aos índios muitas vezes no mato, dão-lhe açoites, machucam-nos e</p><p>matam-nos. São testemunhas disto os nossos irmãos, que viram algumas vezes os mortos por eles.”</p><p>Outros relatos sobre o curupira estão ligados ao jesuíta português Fernão Cardim, em 1584, ou ao padre Simão</p><p>de Vasconcelos, em 1663, e ao padre João Daniel, em 1797. Essas menções reforçam o fato de que a lenda era de</p><p>fato bastante conhecida e difundida pelo território brasileiro.</p><p>Há quem diga que o mito do curupira surgiu entre os nauas, povo indígena que habitava a região do Acre. O</p><p>mito foi sendo transmitido para outros povos, como os caraíbas e, por fim, os tupi-guarani. Pode ter relação com</p><p>seres míticos de outras culturas, como o chudiachaque, presente na cultura inca, por exemplo.</p><p>Os estudiosos costumam também relacionar o curupira com uma lenda que é conhecida no Paraguai e na Ar-</p><p>gentina. Essa lenda argentina e paraguaia é sobre o curupi, conhecido como o protetor das florestas e dos ani-</p><p>mais, porém também um ser com grande apelo sexual.</p><p>SACI</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>saci-pererê, saci-cererê, matimpererê, matita perê, saci-saçurá e saci-trique</p><p>Origem :</p><p>Sua origem surgiu no Sul do Brasil, foi influenciada por elementos das culturas africana e indígena (índios gua-</p><p>rani). O estudo das origens apontam que sua lenda remonta ao final do século XVIII ou começo do século XIX.</p><p>Isso porque não existem relatos sobre saci nos primeiros séculos do período colonial do Brasil como existem de</p><p>outras lendas, como a do curupira, que é mencionada em um relato de 1560.</p><p>Conta-se que, a princípio, era conhecida no idioma tupi-guarani como çaa cy perereg. A influência dessa lenda</p><p>no Sul foi tão grande que ela não ficou reclusa ao Brasil e espalhou-se pelos países vizinhos. Na Argentina, Uru-</p><p>guai e Paraguai, o saci-pererê é conhecido como yacy-yateré, e existem algumas diferenças entre essas versões.</p><p>O yacy-yateré, diferentemente do saci, não é careca e possui cabelos loiros, usa um bastão de ouro como varinha</p><p>mágica (que o torna invisível) e um chapéu de palha. É anão assim como o saci, mas faz travessuras diferentes: os</p><p>paraguaios acreditam que yacy-yateré atrai crianças para fazer maldade com elas: roubar, ou deixá-las loucas ou</p><p>surdas, dependendo da versão.</p><p>Os argentinos, por sua vez, falam que yacy atrai moças solteiras para então engravidá-las e, diferentemente do</p><p>saci brasileiro, aquele tem as duas pernas. As diferenças entre as lendas são resultados das diferenças das culturas</p><p>que as influenciaram.</p><p>Folcloristas Brasileiros também apontam diversas lendas de origem europeia que podem ter influenciado as car-</p><p>acterísticas do saci. Um dos exemplos mais citados é o trasgo, um ser de pequena estatura que faz maldades e faz</p><p>parte do folclore de Portugal. O hábito de fumar que o saci possui é atribuído à influência das culturas indígena e</p><p>africana, nas quais esse ato era comum. Outro elemento da cultura africana é o fato do saci ter perdido uma das</p><p>pernas após uma luta de capoeira.</p><p>Na origem da lenda do saci, ele era um protetor da floresta e, por isso, muitos consideram-no como um person-</p><p>agem derivado da lenda do curupira. Na medida em que sua história espalhou-se, ela foi incorporando outros</p><p>elementos que fazem parte do folclore de cada região e que podem ser oriundos de outras culturas.</p><p>Aparência :</p><p>Ser negro e pequeno ou de 3 metros de altura, possui uma perna só, não possui cabelos e nem pelos corporais, e</p><p>usa um gorro vermelho na cabeça além de sempre fumar um cachimbo. Em algumas versões seus olhos chegam</p><p>a ser vermelhos.</p><p>Versões da Lenda :</p><p>O saci-pererê é um ser mítico que habita as florestas e tem como grande característica o fato de ser travesso e</p><p>pregar peças nas pessoas, com isso referem-se a ele como “endiabrado”. Por ser agitado, saci costumeiramente</p><p>está realizando travessuras por onde passa.</p><p>Uma das práticas mais comuns realizadas pelo saci é o ato de incomodar os cavalos, sobretudo durante a noite.</p><p>Conta-se que o saci costuma sugar o sangue dos cavalos, além de amedrontá-los durante a noite, então sempre</p><p>que os cavalos estiverem agitados à noite é porque um saci esteve lá. Outro sinal de que de fato um saci tenha</p><p>feito de suas travessuras com os cavalos são de que ele monta neles e faz tranças que podem ser encontrados em</p><p>suas crinas.</p><p>Ele também costuma incomodar os viajantes que encontra pela estrada. Ele assovia um som bem estridente que</p><p>atormenta-os e deixa-os incomodados por não saberem de onde e de quem vem tal som. Além disso, costuma</p><p>derrubar os chapéus usados pelos viajantes, danificar o freio das carroças, entre outras travessuras.</p><p>O saci também invade as casas para fazer suas brincadeiras. Ele apaga o fogo, seca a água das vasilhas, pode</p><p>queimar as comidas que estão sendo</p><p>feitas, azedá-las, se já estiverem prontas, além de desaparecer com objetos,</p><p>apagar a luz das lamparinas etc. Seu redemoinho serve para levantar a folhagem e espalhar sujeira.</p><p>Ele pode aparecer e desaparecer misteriosamente, é muito irrequieto e não para um instante sequer, pois fica</p><p>pulando de um lugar para outro e toda vez que apronta as suas travessuras, ele dá risadas alegres e agudas.</p><p>Ao Saci são atribuídas às coisas que dão errado. Seu principal divertimento é atrapalhar as pessoas para se perd-</p><p>erem.</p><p>Além de suas travessuras, é importante notar que o Saci tem o domínio das matas e, por isso, possui outra</p><p>função denominada “farmacopeia”.</p><p>Assim, o Saci é o guardião das ervas e das plantas medicinais. Ele conhece suas técnicas de manuseio e de prepa-</p><p>ro, bem como de sua utilização acerca dos medicamentos feitos a partir de plantas.</p><p>Por isso, em muitas regiões o Saci é considerado além de um ser maléfico ele é protetor das ervas sagradas pre-</p><p>sentes na mata.</p><p>Acredita-se que o Saci nasceu do broto de bambu, permanecendo ali até os sete anos e, após esse período, vive</p><p>mais setenta e sete praticando suas travessuras entre os humanos e os animais. Por fim, ao morrer, o Saci tor-</p><p>na-se um cogumelo venenoso encontrados nos troncos das árvores, os “orelha-de-pau”.</p><p>Dentro da lenda não existe apenas um saci, e sim vários realizando suas travessuras ao mesmo tempo.</p><p>Seu gorro vermelho por sua vez, advém do folclore do norte de Portugal. Era utilizado pelo lendário Trasgo que</p><p>possuía poderes sobrenaturais.</p><p>A lenda conta, é possível capturar o saci. Para isso, basta lançar um certo tipo de peneira no meio do redemoin-</p><p>ho. Aquele que captura o saci deve retirar o gorro de sua cabeça para que ele perca seus poderes sobrenaturais. O</p><p>último ato é aprisioná-lo em uma garrafa com uma cruz desenhada nela. O objetivo dessa é impedir sua fuga.</p><p>Já outras pessoas afirmam que o único meio de driblar o negrinho é espalhando cordas ou barbantes amarrados</p><p>pelo caminho. Assim ele se ocuparia em desatar os nós, dando tempo da pessoa fugir de sua perseguição. O Saci</p><p>também tem medo de córregos e riachos, por isso, atravessar um pode ser uma alternativa, pois o Saci não con-</p><p>segue fazer a travessia.</p><p>Seu Dia do Saci no Brasil: 31 de outubro</p><p>OBS.: Farmacopeia : Conjunto de informações técnicas que retratam a nomenclatura das substâncias, dos</p><p>medicamentos básicos</p><p>IARA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Yara, Iara, Uiara (do tupi y-îara, “senhora das águas”) ou Mãe-d’água</p><p>Origem :</p><p>Origem indígena, oriunda da região amazônica, localizada no norte do País.</p><p>Aparência :</p><p>É uma sereia (metade mulher, metade peixe) que vive nas águas amazônicas. Com longos cabelos pretos e olhos</p><p>castanhos, a sereia Iara emite uma melodia que atrai os homens, os quais ficam rendidos e hipnotizados com seu</p><p>canto e sua voz doce.</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Iara ou Yara, do indígena Iuara, significa “aquela que mora nas águas”.</p><p>A lenda da Iara foi criada pelo povo tupi-guarani. Eles contam a história de uma poderosa índia que, antes de</p><p>virar sereia, vivia em uma tribo junto com a sua família, esbanjando beleza por onde passava. Iara era tão bela</p><p>que causava inveja em muitas pessoas, inclusive, em seus irmãos que, inconformados com isso, queriam matar a</p><p>índia e desaparecer com o corpo.</p><p>Em uma noite qualquer, eles chamaram a irmã para executar o plano, mas chegando no local foram surpreendi-</p><p>dos com a força da índia guerreira, que conseguiu escapar da armadilha e reverteu a situação praticando o crime</p><p>contra eles.</p><p>Diante disso, com muito medo da punição de seu pai, o pajé da tribo, Iara resolve fugir, mas seu pai consegue en-</p><p>contrá-la. Como castigo pela morte dos irmãos, ele lançou-a no Rio Negro e Solimões como forma de punição.</p><p>Os peixes do rio resolvem salvar a bela jovem transformando-a na sereia Iara em uma noite de lua cheia. Desde</p><p>então, Iara habita os rios amazônicos conquistando homens e depois levando-os ao fundo do rio, os quais mor-</p><p>rem afogados.</p><p>Antes de atrair os homens para a “emboscada”, a sereia Iara passa a maior parte do seu tempo sentada sobre as</p><p>pedras, admirando a própria beleza refletida nas águas, além de pentear seus cabelos e brincar com os peixes.</p><p>Acredita-se que se o homem consegue escapar dos encantos de Iara ele fica louco, num estado de torpor e so-</p><p>mente um pajé poderá curá-lo.</p><p>A lenda da Iara também tem ligação com outras religiões, como é o caso do candomblé. Na religião, a sereia Iara</p><p>é atribuída ao orixá de origem africana: Iemanjá, que é como se fosse uma “mãe protetora dos pescadores”, pro-</p><p>tegendo-os dos perigos do mar.</p><p>Os fiéis ao candomblé de origem africana realizam as homenagens em ambientes fechados, enquanto que outros</p><p>devotos preferem fazer os cultos em locais abertos, a exemplo de rios e lagoas. Por conta disso, ela é representada</p><p>como uma sereia.</p><p>Muitos dos devotos de Iemanjá prestam suas homenagens lançando presentes sobre o mar, como flores, bijute-</p><p>rias, espelhos e etc. Além disso, Iemanjá é considerada como a “Afrodite brasileira”, que é como se fosse a deusa</p><p>do amor para os apaixonados.</p><p>LOBISOMEM</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Licantropo, Versipélio, Loup-Garou, Werwolf, Oboroten, Lobisomem, Werewolve e ...</p><p>Origem :</p><p>Surgiu na Europa, porém os relatos mais antigos existentes sobre esse ser levaram a crer que sua origem está na</p><p>Grécia Antiga.</p><p>Aparência :</p><p>Homem que em noites de lua cheia sofre uma transformação passando de homem para uma besta com forma de</p><p>lobo</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Lobisomem é uma criatura folclórica que está presente no folclore brasileiro, embora seu surgimento remeta à</p><p>Europa. É conhecido por ser um homem que fora amaldiçoado com a licantropia e com isso se transforma em</p><p>lobo em noites de lua cheia e sai em busca de vítimas para poder alimentar-se do sangue delas, ou simplesmente</p><p>matá-las. Essa lenda é conhecida mundialmente, e aqui no Brasil existem inúmeras variações regionais dela.</p><p>Algumas variações da lenda falam que a licantropia foi resultado de um pacto de um homem com o diabo.</p><p>A cultura popular moderna alastrou a ideia de que o lobisomem é vulnerável somente à bala de prata ou a obje-</p><p>tos cortantes feitos também de prata. Assim, a única forma de matá-lo ou de retarda-lo seria por meio de objetos</p><p>feitos desse metal ou por fogo.</p><p>A cultura popular moderna também espalhou que a maldição do lobisomem pode ser transmitida hereditaria-</p><p>mente, isto é, de pai para filho, e que aqueles que são mordidos por ele, e sobrevivem, transformam-se também</p><p>em lobisomens pouco tempo depois.</p><p>Existem diferentes versões na tradição grega, mas um dos relatos fala de um rei chamado Licaon, que reinou em</p><p>uma região chamada Arcádia e foi punido por Zeus, após tentar matá-lo.</p><p>Isso aconteceu porque Licaon era conhecido por realizar o sacrifício de humanos viajantes que visitavam seus</p><p>domínios. Zeus, então, disfarçou-se de viajante, dirigiu-se à Arcádia e foi recebido por Licaon em um jantar (esse</p><p>planejava matá-lo em seguida). O rei da Arcádia ofereceu carne humana para Zeus, que, enfurecido, puniu-o</p><p>transformando-o em lobo para sempre.</p><p>A origem grega do lobisomem inclusive deu nome à lenda, pois esse ser também é conhecido como licantropo,</p><p>tendo :</p><p>- Lykos, significando lobo</p><p>- Anthropos, de homem</p><p>Por fim, existem alguns estudos que apontam que o lobo era um animal que recebia culto na Antiguidade, e esse</p><p>culto (e a lenda) acabou sendo transmitido para Roma.</p><p>Em Roma, além de ter existido um culto ao lobo por meio de uma festa chamada lupercália, a festa dos lobos,</p><p>existia também uma história de um homem que se transformava em lobo, e lá esse era chamado de versipélio.</p><p>Como os romanos conquistaram uma quantidade vasta de territórios, a crença no homem que se transforma em</p><p>lobo espalhou-se, principalmente pela Europa.</p><p>A expansão da lenda fez com que ela tomasse novas características, e em cada local acabou ficando conhecida</p><p>por nomes diferentes. Em locais cristianizados, esse ser tornou-se um pecador amaldiçoado, que tinha na mal-</p><p>dição do lobisomem uma espécie de penitência,</p><p>até ser perdoado dos seus pecados.</p><p>Outros Lugares e seus respectivos nomes :</p><p>Grécia - Licantropo</p><p>Roma – Versipélio</p><p>França - Loup-garou</p><p>Saxões – Werwolf</p><p>Russos - Oboroten,</p><p>Península Ibérica – Lobisomem</p><p>Até mesmo na África e na Ásia, a lenda do lobisomem ficou conhecida, embora possua características diferentes</p><p>nesses continentes.</p><p>Naturalmente, a lenda do lobisomem chegou ao Brasil por meio dos portugueses, durante o período em que ess-</p><p>es colonizavam o Brasil. Em nosso país, a lenda chegou e assumiu diferentes características em cada região.</p><p>Em Portugal, acreditava-se que o lobisomem era um homem muito magro, com orelhas compridas e nariz avan-</p><p>tajado. Falava-se que ele poderia ser um homem amaldiçoado por ser predestinado à maldição, bem como esta</p><p>poderia ser uma penitência de pecados cometidos.</p><p>Em Portugal, o lobisomem também poderia ser conhecido como corredor ou tardo, e lá chegavam a acreditar</p><p>que mulheres também poderiam transformar-se nesse ser, sendo chamadas de peeira ou lobeiras, conforme</p><p>levantou o folclorista Luís da Câmara Cascudo.</p><p>No Norte do Brasil, a lobisomem era o homem que tinha a saúde debilitada, e aquele que fosse anêmico acabar-</p><p>ia transformando-se nele. Uma vez transformado, alimenta-se do sangue de outros humanos para compensar a</p><p>pobre dieta como um deles. A transformação acontecia nas noites de quinta-feira para sexta-feira.</p><p>No Sul do Brasil havia também uma relação da lenda com o aspecto moral, pois acreditava-se que o filho nascido</p><p>de um incesto seria um lobisomem.</p><p>No caso da predestinação, acreditava-se que o primeiro filho homem nascido depois que a mãe tivesse sete filhas</p><p>após chegar na puberdade. Isso quer dizer que o aniversário de 13 anos marcará o primeiro momento de trans-</p><p>formação, embora versões da lenda falem que se nascessem sete filhos homens, o oitavo filho também seria um</p><p>lobisomem.</p><p>Não existia uma lenda desse tipo entre os povos indígenas. O mais próximo disso eram lendas que acreditavam</p><p>que homens ou mulheres poderiam transformar-se em alguns animais da floresta.</p><p>Outra crença relacionada ao lobisomem no Brasil é que, no interior do São Paulo, acreditava-se que esse ser</p><p>tentava invadir as casas para comer as crianças. Muitos acreditavam que o lobisomem ia atrás, especialmente, de</p><p>crianças não batizadas.</p><p>O que as lendas falavam sobre a cura do lobisomem? Em geral, acreditava-se que esse ser poderia ser curado</p><p>se fosse ferido gravemente com determinados objetos. Um desses objetos era uma bala banhada com cera de</p><p>vela de um altar, em que tivesse sido celebrado três missas do galo ou três missas de domingo, ou simplismente</p><p>matando o lobisomem que o transformou.</p><p>Em algumas regiões, a transformação em Lobisomem acontece numa noite de sexta-feira, sempre meia noite</p><p>numa encruzilhada, onde repetindo os atos de um cavalo rolando no chão, a pessoa transforma-se.</p><p>CAPELOBO</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Capelobo ou Cupelobo</p><p>Origem :</p><p>Região dos Rios do Pará (Pará), Maranhã e Amazonas.</p><p>Aparência :</p><p>O Capelobo pode aparecer de 2 formas :</p><p>1 - Forma Animal - onde parece com uma anta, porém com características mais distintas, é maior que uma anta</p><p>comum, é mais rápido, apresenta um focinho mais parecido com o de um cão ou porco, e longos cabelos.</p><p>2 - Forma humana: aparece com o corpo metade homem, com focinho de tamanduá-bandeira, e corpo arredon-</p><p>dado, patas redondas (formato de fundo de garrafa) com muitos pelos no corpo. É muito rápido e vive correndo</p><p>pelas matas próximas aos rios e em regiões de várzeas.</p><p>Versões da Lenda :</p><p>O nome Capelobo é a união de um nome de significado provavelmente indígena, onde Cape (osso quebrado,</p><p>torto ou aleijado) + lobo.</p><p>Ainda segundo o dito folclórico, o Capelobo tem uma vida ativa durante a noite e madrugada, quando fica per-</p><p>ambulando e rodeando barracões, casas e acampamentos no meio da mata. Emitindo sons assustadores (gritos</p><p>altos), este monstro se alimenta de cães e gatos, principalmente os que acabaram de nascer. Ataca também os</p><p>caçadores, matando-os e bebendo o sangue das vítimas.</p><p>Para matar essa criatura monstruosa, é necessário dar um tiro certeiro em seu umbigo, sendo esta a única manei-</p><p>ra efetiva de eliminá-la.</p><p>A lenda do Capelobo possui muitas semelhanças com a do lobisomem. Por isso, alguns folcloristas dizem que ele</p><p>é uma espécie de lobisomem da região norte do Brasil. Em algumas tribos indígenas que habitam a região do rio</p><p>Xingu, acredita-se que alguns índios possuem a capacidade de se transformarem em Capelobo.</p><p>NEGRINHO</p><p>DO PASTOREIO</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Negrinho do Pastoreio ou Negrinho do Pastoreiro</p><p>Origem :</p><p>Final do Século XIX, no Rio Grande do Sul.</p><p>Aparência :</p><p>Menino negro escravo, montado em um cavalo baio</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Sua lenda é afro-cristã .</p><p>Muito popular e contada final do século passado pelos brasileiros que defendiam o fim da escravidão. É uma</p><p>lenda reconhecidamente do Rio Grande do Sul.</p><p>Conta a lenda que nos tempos da escravidão, havia um estancieiro (senhor de fazenda ou fazendeiro) malva-</p><p>do com negros e peões. Em um dia de inverno, fazia muito frio e o fazendeiro mandou que um menino negro</p><p>de quatorze anos fosse pastorear cavalos e potros que acabara de comprar. No final do tarde, quando o menino</p><p>voltou, o estancieiro disse que faltava um cavalo baio. Pegou o chicote e deu uma surra tão grande no menino</p><p>que ele ficou sangrando. Disse o estancieiro: “Você vai me dar conta do baio, ou verá o que acontece”. Aflito, o</p><p>menino foi à procura do animal. Em pouco tempo, achou o cavalo pastando. Laçou-o, mas a corda se partiu e o</p><p>cavalo fugiu de novo.</p><p>De volta à estância, o estancieiro, ainda mais irritado, bateu novamente no menino e o amarrou nu, sobre um</p><p>formigueiro. No dia seguinte, quando ele foi ver o estado de sua vítima, tomou um susto. O menino estava lá,</p><p>mas de pé, com a pele lisa, sem nenhuma marca das chicotadas. Ao lado dele, a Virgem Nossa Senhora, e mais</p><p>adiante o baio e os outros cavalos. O estancieiro se jogou no chão pedindo perdão, mas o negrinho nada re-</p><p>spondeu. Apenas beijou a mão da Santa, montou no baio e partiu conduzindo a tropilha. A partir disso, entre os</p><p>andarilhos, tropeiros, mascates e carreteiros da região, todos davam a notícia, de ter visto passar, como levada</p><p>em pastoreio, uma tropilha de tordilhos, tocada por um Negrinho, montado em um cavalo baio. Desde então,</p><p>quando qualquer cristão perdia uma coisa, fosse qualquer coisa, pela noite o Negrinho procurava e achava, mas</p><p>só entregava a quem acendesse uma vela, cuja luz ele levava para pagar a do altar de sua madrinha, a Virgem,</p><p>Nossa Senhora, que o livrou do cativeiro e deu-lhe uma tropilha, que ele conduz e pastoreia, sem ninguém ver.</p><p>Noutra versão da lenda, o fazendeiro foi avisado por seu filho sádico que o negrinho, responsável por cuidar de</p><p>30 cavalos, deixou um deles fugir. Isso porque ele estava muito cansado e decidiu dormir.</p><p>Ao acordar, o pequeno escravo sentiu falta do cavalo, porém, o fazendeiro já sabia do ocorrido e resolveu castigar</p><p>o negrinho.</p><p>Segundo a lenda, quem perder coisas no campo, deve acender uma vela junto de algum mourão ou sob os ramos</p><p>das árvores, para o Negrinho do pastoreio e vá lhe dizendo: “Foi por aí que eu perdi... Foi por aí que eu perdi...</p><p>Foi por aí que eu perdi...”. Se ele não achar, ninguém mais acha.</p><p>GRALHA AZUL</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Gralha Azul</p><p>Origem :</p><p>Estado do Paraná, na Região Sul do Brasil</p><p>Aparência :</p><p>Ave totalmente negra, após realizar um pedido dos céus a gralha teve seu corpo revestido com um tipo de azul</p><p>celeste exceto sua cabeça que continuou negra</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Em sua lenda existe varias versões :</p><p>Versão 1 :</p><p>Uma vez, a gralha-azul estava dormindo e foi repentinamente acordada pelo barulho de um machado. Tratava-se</p><p>de um lenhador que tentava derrubar o pinheiro no qual ela estava.</p><p>Assustada, a ave voou bem alto em direção ao céu. Lá, ouviu uma voz que pedia a ela que voltasse para a árvore e</p><p>ajudasse a proteger a floresta, plantando cada vez mais pinheiros.</p><p>A gralha-azul atendeu prontamente o pedido. Como</p><p>forma de agradecimento e recompensa pela ajuda, a ave foi</p><p>contemplada com penas azuis como o céu.</p><p>Versão 2 :</p><p>A gralha-azul era uma ave totalmente preta, assim como a maior parte dos corvídeos.</p><p>Conta-se que, certo dia, a gralha-azul assumiu uma missão divina que a tornaria muito útil e a distinguiria de</p><p>outros animais da sua espécie no que diz respeito à importância.</p><p>Deus havia feito um pedido de ajuda a todas as aves, pois precisava que as sementes de araucária fossem espalha-</p><p>das de modo a darem origem a novos pinheiros.</p><p>A maioria das aves do local ignorou o pedido de Deus. A gralha-azul foi a única a se mostrar disponível para a</p><p>tarefa. Assim, Deus deu a ela um pinhão.</p><p>Ao receber a semente, a ave a colocou no solo e bateu nela com seu bico até que todo o pinhão ficasse enterrado.</p><p>Esse ato foi repetido inúmeras vezes, com as diversas sementes que foi recebendo. Com o passar do tempo, as</p><p>sementes começaram a brotar e posteriormente viraram belas árvores.</p><p>Assim, uma grande extensão do território foi sendo coberta por vegetação, dando origem a uma enorme floresta</p><p>de araucária. Isso só foi possível graças à gralha-azul.</p><p>Como retribuição pelo empenho, Deus presenteou a ave com uma espécie de manto de cor azul que cobriu o seu</p><p>corpo, fazendo dela a única ave a ter penas de tal tonalidade.</p><p>Versão 3 :</p><p>De acordo com a lenda, a muito tempo atrás, a gralha azul era apenas uma gralha parda, semelhante as outras</p><p>de sua espécie. Mas um dia a gralha azul resolveu pedir para Deus lhe dar uma missão que lhe faria muito útil e</p><p>importante. Deus lhe deu um pinhão, que a gralha pegou com seu bico com toda força e cuidado. Abriu o fruto e</p><p>comeu a parte mais fina. A outra parte mais gordinha resolveu guardar para depois, enterrando a no solo. Porém,</p><p>alguns dias depois ela havia esquecido o local onde havia enterrado o restante do pinhão. A gralha procurou</p><p>muito, mas não encontrou aquela outra parte do fruto. Porém, ela percebeu que havia nascido na área onde havia</p><p>enterrado uma pequena araucária. Então, toda feliz, a gralha azul cuidou daquela árvore com todo amor e carin-</p><p>ho. Quando o pinheiro cresceu e começou a dar frutos, ela começou a comer uma parte dos pinhões e enterrar</p><p>a parte mais gordinha (semente), dando origem a novas araucárias. Em pouco tempo, conseguiu cobrir grande</p><p>parte do Estado do Paraná com milhares de pinheiros, dando origem a floresta de Araucária. Quando Deus viu</p><p>o trabalho da gralha azul, resolveu dar um prêmio a ela: pintou suas penas da cor do céu, para que as pessoas</p><p>pudessem reconhecer aquele pássaro, seu esforço e dedicação. Assim, a gralha que era parda, tornou-se azul.</p><p>MAPINGUARI</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Mapinguari, Mapinguary ou Isnashi</p><p>Origem :</p><p>Lenda derivada de algumas Lendas dos Índios da Região Amazônica.</p><p>Aparência :</p><p>Gigante peludo com um olho na testa e a boca no umbigo. Para uns, ele é realmente coberto de longos pelos ver-</p><p>melhos, porém usa uma armadura feita do casco da tartaruga; braços longos; e garras grandes nas mãos. Já para</p><p>outros, a sua pele é igual ao couro de jacaré.</p><p>Versões da Lenda :</p><p>O Mapinguari emite um gritos semelhantes ao grito dado pelos caçadores. Se alguém responder, ele logo vai ao</p><p>encontro do desavisado, que acaba perdendo a vida. A criatura é selvagem e não teme nem caçador, porque é ca-</p><p>paz de dilatar o aço quando sopra no cano da espingarda. Os ribeirinhos amazônicos contam muitas histórias de</p><p>grandes combates entre o Mapinguari e valentes caçadores. O Mapinguari sempre leva vantagem e os caçadores</p><p>que conseguem sobreviver, muitas vezes ficam aleijados ou com terríveis marcas no corpo para o resto de suas</p><p>vidas. Há quem diga que o Mapinguari só anda pelas florestas de dia, guardando a noite para dormir. Quando</p><p>anda pela mata, vai gritando, quebrando galhos e derrubando árvores, deixando um rastro de destruição. Outros</p><p>contam que ele só aparece nos dias santos ou feriados. Dizem que ele só foge quando vê um bicho-preguiça.</p><p>Segundo esta Lenda, alguns índios ao atingirem uma idade mais avançada evoluiriam e transformariam-se em</p><p>Mapinguari e passariam a habitar o interior das florestas passando a viver apenas no seu interior e sozinhos. Há</p><p>também quem diga que seus pés têm o formato de uma mão de pilão. Já outras versões relatam que este mesmo</p><p>pajé teria descoberto o segredo da imortalidade porem seu preço fora se transformar na tal criatura.</p><p>Segundo Domingos Parintintin, cacique de uma tribo amazônica, a única maneira de matar o mapinguari é dan-</p><p>do uma pancada em sua cabeça. Porém ele afirma que o melhor a fazer é subir em uma árvore e se esconder, em</p><p>vez de tentar matá-lo , já que a criatura tem o poder de fazer sua vitima ficar tonta e “ver o dia virar noite”.</p><p>Muitos estudiosos acreditam que o Mapinguari seria um tipo de megatério, ou preguiça-gigante uma criatura ex-</p><p>istente à 12 mil anos atrás no interior da floresta amazônica. Entre os estudiosos estavam paleontólogo argentino</p><p>Florentino Ameghino e o ornitólogo David Oren.</p><p>Cantigas :</p><p>O cheiro de mato, da terra e do chão</p><p>O homem lendário traz no coração</p><p>O seu habitat como proteção</p><p>Negros cabelos lisos caídos</p><p>O murmúrio do vento faz suave canção</p><p>As folhas dos bosques tocando entre as mãos</p><p>Se esconde na selva e usa a razão</p><p>Mapinguari, Mapinguari</p><p>É folclore da gente</p><p>História cabocla amazonense</p><p>Defende a floresta do predador</p><p>Cortando a cabeça do caçador</p><p>Se não fosse as lendas</p><p>De mistérios e medos</p><p>A nossa Amazônia</p><p>Acabara mais cedo</p><p>Vem aí, vem aí</p><p>Vem cirandar pra ti</p><p>Alegoria lendária</p><p>Mapinguari, Mapinguari</p><p>por Guerreiros Mura:</p><p>PISADEIRA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Pisadeira ou Pesadeira</p><p>Origem :</p><p>O mito é de origem Portuguesa porém tem forte impacto principalmente nos estado de São Paulo e parte de</p><p>Minas Gerais.</p><p>Aparência :</p><p>Mulher muito magra, com dedos compridos e secos, unhas enormes, sujas e amareladas. Suas pernas são curtas,</p><p>cabelo desgrenhado, nariz enorme com muitos pelos, como um gavião. Seus olhos são vermelho fogo, malignos</p><p>e arregalados. O queixo é revirado para cima e a boca sempre escancarada, com dentes esverdeados e à mostra.</p><p>Possui uma gargalhada estridente e horripilante.</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Associada com a paralisia do sono.</p><p>Relatos de que no Piauí ela costuma aparecer disfarçadamente de qualquer pessoa e quando a vítima se da conta</p><p>está com o corpo adormecido. Como a pessoa fica consciente sabe se tem alguém dormindo junto na cama, pode</p><p>gemer para que a outra pessoa ouça e lhe acorde.</p><p>Vive pelos telhados, sempre à espreita. Quando uma pessoa janta e vai dormir com o estômago cheio, deitan-</p><p>do-se de barriga para cima, a pisadeira entra em ação. Ela desce de seu esconderijo e senta-se ou pisa fortemente</p><p>sobre o peito da vítima que entra em um estado letárgico, consciente do que ocorre ao seu redor, porém fica</p><p>indefesa e incapaz de qualquer reação.</p><p>Entretanto, a crença que é uma intervenção maléfica de um fantasma ou demônio seja causa do pesadelo é</p><p>comum a quase todos os povos do planeta desde os tempos da Antiguidade. Em Portugal, é conhecido como :</p><p>fradinho da mão furada. Já no Nordeste Brasileiro, os sertanejos acreditam numa velha ou num velho de barba</p><p>branca que vem lhes arranhar durante o sono.</p><p>Benedito Cleto, em seu artigo Assombrações; a pisadeira. Registra parte de uma oração contra pisadeira:</p><p>São Vicente com São Simão me disse que a pisadeira tem a mão furada.</p><p>São Vicente com São Simão me disse que a pisadeira tem os olho arregalado.</p><p>São Vicente com São Simão me disse que a pisadeira tem o beiço arrevirado.</p><p>São Vicente com São Simão me disse que a pisadeira tem o dente arreganhado...</p><p>COMADRE</p><p>FULOZINHA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Comadre Fulozinha, Comadre Florzinha ou Mãe da Mata</p><p>Origem :</p><p>Nordeste, sendo muito comum na região da zona da mata principalmente na Paraíba e Pernambuco.</p><p>Aparência :</p><p>Cabocla e possui cabelos bem longos e negros</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Protetora dos animais e plantas e contra exploradores da natureza.</p><p>Durante o dia vive na floresta caminhando feliz com seus cabelos negros e longos que chegam a cobrir todo</p><p>o</p><p>corpo, pronta para assustar os homens predadores, porém de noite seus cabelos tornam-se acobreados, cor de</p><p>fogo</p><p>De acordo com a lenda, ela possui o poder de desaparecer por alguns instantes sem deixar rastros algum. Uma</p><p>de suas estratégias também, para combater os caçadores e predadores da natureza, é seu assovio. Assoviando em</p><p>posições diversas, ela vai confundindo-os e levando-os a ficarem perdidos na mata. Dizem que quando Fulôz-</p><p>inha emite um assobio agudo quando está prestes a aparecer. Se o assobio parece estar perto é porque ela está</p><p>longe; quando o som parece estar longe, é porque a encantada está por perto. Se é respeitada, a Cumade pode até</p><p>ajudar as pessoas, principalmente as que estão perdidas na mata. Basta pedir humildemente o auxílio dela.</p><p>A Comadre Fulozinha gosta muito de brincar com os animais e fazer tranças na cauda dos cavalos. Ela amarra</p><p>o rabo e a crina do animal de tal forma que ninguém consegue desatar os nós. Além de abrir as porteiras para</p><p>deixar vacas ou cabras correrem soltas.</p><p>Suas oferendas prediletas são : mingau, doces, confeitos, mel e fumo; De acordo com algumas versões da lenda,</p><p>comadre Fulozinha costuma assustar cavaleiros que passam pela mata e não deixam oferendas (mingau, doces)</p><p>para ela.</p><p>Dizem que Fulozinha nasceu no período colonial, na mesma época do saci e do curupira, e que é parenta próxi-</p><p>ma do caipora.</p><p>Versões de sua História :</p><p>Versão 1 : Em vida, era uma menina que se perdeu na mata, onde faleceu desnutrida. Desde então, seu espírito</p><p>vive vagando e aterrorizando quem destrói a natureza.</p><p>Versão 2 : Em vida ela era uma criança que se perdeu na mata quando ainda era pequena e morreu procuran-</p><p>do o caminho de volta para casa. Seu espírito passou a vagar pela floresta em busca do caminho de volta.</p><p>Versão 3 : Ainda muito nova, Fulôzinha ficou órfã de mãe e passou a sofrer com os maus tratos do pai. Ele</p><p>bebia muito e a espancava sempre sem motivo.Certa vez, ao chegar em casa com fome e embriagado, não encon-</p><p>trou a filha e nem a comida pronta. A menina havia ido passear pelo mato, como fazia todos os dias. Adorava</p><p>sentar na campina e passar horas fazendo e desfazendo tranças nos seus enormes cabelos. Admirava a beleza</p><p>dos animais e por eles sentia grande amor e carinho. Não gostava de imaginar que existissem pessoas capazes</p><p>de fazer mal a tão inocentes criaturas. Ao retornar para casa, encontrou o pai que a aguardava. Percebeu de ódio</p><p>nos olhos dele e tentou fugir, mas não conseguiu.Ele bateu até ela desfalecer e a enterrou viva no meio do mato.</p><p>Depois dessa morte violenta, o espírito da menina não teve mais sossego, e muito fez para perturbar o pai com</p><p>várias manifestações fantasmagóricas. Tanto que ele acabou se matando. Mesmo assim, o fantasma jamais con-</p><p>seguiu a paz desejada, pois sabia que havia se deixado tomar pelo mesmo ódio que a levou à morte. Então, como</p><p>uma forma de se redimir pelo seu erro, jurou proteger os animais da mata de qualquer caçador que só quisesse se</p><p>divertir à custa dos bichos.</p><p>Segundo alguns, ela não gosta que a chamem de cabocla no entanto, muito menos ser confundida com entidade</p><p>Caipora, dando em quem as confunde uma surra com urtiga, uma planta que causa muita coceira, ou com seus</p><p>longos cabelos</p><p>Detesta criança malcriada, cheia de manha e pantim e pode fazer todo tipo de presepada com os jovens que não</p><p>respeitam os mais velhos.</p><p>B OIUNA</p><p>A COBRA GRANDE</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Boiuna, Mboi-Una (Cobra Negra), Cobra-Grande, Mãe-do-Rio, Senhora-das-Águas ou Cobra Grande da</p><p>Amazônia</p><p>Origem :</p><p>De origem Ameríndia da região Amazônica</p><p>Aparência :</p><p>Enorme cobra escura</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Derivado do tupi mbóiuna, que significa “cobra preta”, através da junção de mbói (cobra) e una (preta).</p><p>A Boiúna é uma cobra gigantesca que vive no fundo dos rios, lagos e igarapés da Amazônia, num lugar chamado</p><p>“boiaçuquara” ou “morada da cobra grande”. Essa cobra tem um corpo tão brilhante que é capaz de refletir o luar.</p><p>Seus olhos irradiam uma luz poderosa a qual atrai os pescadores que se aproximam pensando se tratar de um</p><p>barco grande. Mas quando eles chegam perto dela, viram seu alimento. Ao ficar velha, a cobra vem para a terra.</p><p>Como é muito grande e desajeitada fora d’água, para conseguir alimento, ela conta com a ajuda da centopeia de 5</p><p>metros.</p><p>Capaz de virar as embarcações, a Boiuna pode se transformar nas mais disparatadas figuras: navios, vapores,</p><p>canoas… para enganar e engolir as pessoas. Tal é o rebojo e as cachoeiras que faz, quando atravessa o rio, que o</p><p>ruído produzido recorda o efeito da hélice de um vapor. Seus olhos, quando fora d’água, assemelham-se a dois</p><p>grandes archotes, a desnortear os navegantes; Além de assumir a forma de uma mulher algumas vezes.</p><p>Hoje sua lenda é a mais conhecida entre os habitantes que vivem próximos dos rios, os chamados ribeirinhos.</p><p>Acredita-se que a cobra grande foi responsável por criar parte dos rios. Isso porque ao se rastejar ela deixava</p><p>sulcos gigantescos na terra, que com o tempo, se transformaram em rios caudalosos, como o Amazonas.</p><p>A verdade é que na região existem muitas cobras imensas que medem até 10 metros de comprimento e chegam a</p><p>pesar mais de 200 Kg. Destaca-se a cobra sucuri, também chamada de anaconda, boiaçu e boiuna.</p><p>Dependendo da localidade (Amazônia, Pará, Tocantins, Roraima, etc.), existem diversas versões dessa lenda, as</p><p>quais foram passadas de geração em geração.</p><p>Versão 1 :</p><p>A lenda faz parte do ciclo mítico de “como surgiu a noite”, segundo a qual a Cobra Grande casa a filha e man-</p><p>da-lhe a noite presa dentro de um caroço de tucumã. Mas os portadores, curiosos, abrem o caroço, libertam a</p><p>noite e por isso são punidos.</p><p>Versão 2 :</p><p>Uma vez em uma certa tribo indígena da Amazônia, uma índia, grávida de Boiúna (Cobra-grande, Sucuri), deu</p><p>à luz duas crianças-cobras gêmeas: um menino, que recebeu o nome de Honorato (ou Nonato) e uma menina</p><p>chamada Maria Caninana.</p><p>Para ficar livre dos filhos, a mãe jogou-os no rio, onde sobreviveram como cobras gigantes. Honorato não fa-</p><p>zia mal a ninguém, mas sua irmã era muito perversa e causava sérios prejuízos aos outros animais e às pessoas.</p><p>Eram tantas as maldades praticadas por ela que Honorato acabou por matá-la.</p><p>Em algumas noites de luar, Honorato perdia seu encanto e adquiria a forma humana: transformava-se em um</p><p>belo e elegante rapaz, deixando as águas para levar uma vida normal na terra. Para que se quebrasse definitiv-</p><p>amente o encanto de Honorato, era preciso que alguém tivesse muita coragem, para derramar leite na boca da</p><p>enorme cobra e fazer um ferimento em sua cabeça até sair sangue. Mas ninguém tinha coragem de enfrentar o</p><p>enorme monstro. Até que um dia um soldado de Cametá (município do Pará) conseguiu libertar Honorato do</p><p>terrível encanto, fazendo com que deixasse de ser cobra d’água e vivesse na terra com sua família.</p><p>Versão 3 :</p><p>Uma mulher muito má, pertencente a uma tribo amazônica, costumava matar e devorar crianças. Indignados, os</p><p>habitantes da tribo resolveram jogá-la no rio.</p><p>Entretanto, ela não morreu pois foi salva por uma espécie de demônio chamado de Anhangá. Por fim, eles se</p><p>casam e tem um filho que foi transformado em cobra por seu pai, para que assim, ele pudesse viver com seus</p><p>pais no rio.</p><p>Com o tempo ele foi crescendo até atingir um tamanho descomunal, tanto que os rios já não tinham mais peixes.</p><p>Com isso, a cobra grande começou a aterrorizar e devorar pessoas das tribos que viviam próximas dos rios.</p><p>Quando sua mãe morreu, a cobra ficou tão enfurecida que resolveu viver num estágio de letargia embaixo das</p><p>cidades grandes.</p><p>Noutra versão, quando morre sua mãe, a cobra grande fica triste e furiosa que seu olho torna-se tão brilhante</p><p>que chega a soltar flechas de fogo. Essas flechas eram atiradas no céu, e, portanto, acredita-se que ela atuava nas</p><p>tempestades.</p><p>Em Belém, há uma velha crença de que existe uma cobra-grande adormecida embaixo de parte da cidade, cuja</p><p>cabeça estaria sob o altar-mor da Basílica de Nazaré e o final da cauda debaixo</p><p>da igreja de Nossa Senhora do</p><p>Carmo. Outros já relatam que a mesma está com a cabeça debaixo da igreja da Sé, a catedral Metropolitana de</p><p>Belém, e sua cauda debaixo da Basílica de Nazaré: Percuso da tradicional procissão do Círio de Nazaré, com 3,3</p><p>km de extensão. Os mais antigos dizem que se algum dia a cobra acordar ou mesmo teta se mexer, a cidade toda</p><p>poderá desabar. Com base nisso, em 1970 quando houve um tremor de terra na capital paraense, dizia-se que a</p><p>tal cobra havia se mexido. Os mais folclóricos iam mais longe: “Imagine se ele acorda e tenta sair “</p><p>BRADADOR</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Bradador ou Gritador</p><p>Origem :</p><p>Centro-Sul do Brasil.</p><p>Aparência :</p><p>Alma Penada</p><p>Versões da Lenda :</p><p>O Bradador é uma alma penada que vive nos campos da região centro-sul do Brasil.</p><p>Diz a lenda que o Bradador foi enterrado, mas como não havia pagado todos os seus pecados, a terra o devolveu.</p><p>Assim, a múmia, ou este espírito que habita um corpo seco, sai vagando pelos matos todas as sextas-feiras, após a</p><p>meia-noite.</p><p>Testemunhas dizem que os berros parecem de uma pessoa agonizando, outras o descrevem mais como lamentos,</p><p>seguidos de forte brados, daí o nome.</p><p>Para que a terra o aceite de volta, ele terá que encontrar por sete vezes uma moça de nome Maria e assim ele</p><p>poderá descansar em paz. O problema é achar quem tenha coragem o suficiente para superar o medo dos ter-</p><p>ríveis gritos do Bradador.</p><p>Seguindo os mesmos passos do folclore em torno ao Bradador, na região do rio das Mortes, em São Paulo, é pos-</p><p>sível ouvir o Bicho Barulhento. Aquela região era rica em ouro e conta-se que 40 mineradores se mataram uns</p><p>aos outros devido à cobiça. Desde então, durante à noite, se escutam gritos naquela zona.</p><p>A história do Bradador remete às histórias contadas por viajantes solitários e cansados pelo sertão do Brasil.Com</p><p>fome, frio e fadiga, o passante escutava e via desde criaturas fantásticas como a Mula sem Cabeça ao ouvir os</p><p>berros do Bradador.</p><p>Em Santa Catarina, existe um morro chamado Bradador, na cidade de Garuva.</p><p>Outros relatos afirmam que o Bradador é um espectro sem forma e que a noite as pessoas ouvem seus gritos, reza</p><p>a lenda que quem o ver morre na hora.</p><p>E numa outra versão relata que o bradador fora um boiadeiro que desrespeito os costumes da sexta feira santa,</p><p>junto com seu cavalo e seu cachorro do nada sumeiram de forma desconhecida. Na sexta feira santas se ouvem</p><p>seus gritos alem dos relinchos e latidos de seu cavalo e cachorro.</p><p>CORPO SECO</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Corpo-seco</p><p>Origem :</p><p>Minas Gerais, meados do século XX</p><p>Aparência :</p><p>Morto que anda perambulando em decomposiçāo, com aspecto esquelético e de um corpo desfeito. Uma verda-</p><p>deira alma penada, um fantasma ou espírito que vagueia por todo o lado sem ter onde descansar em paz.</p><p>Versões da Lenda :</p><p>O Corpo-seco aparece em qualquer momento do dia ou da noite. Quando é dia o Corpo-seco se locomove pelos</p><p>matos do mundo, mas quando ele se revela é das 00:00 horas até 04:00 da manhã, depois desse horário só é pos-</p><p>sível ouvir ele se movimentar pelas árvores.</p><p>Supostamente versões apontam que era um garoto que passou a vida batendo e respondendo sua mãe e seu pai,</p><p>já em outras versões narram um homem chamado Zé Maximiano, residente da Serra da Mantiqueira, na cidade</p><p>de Monteiro Lobato que além de brigar e agredir seus pais, ele era mal educado, rude, grosseiro e maltratava as</p><p>pessoas.</p><p>Quando morreu, nem o céu e nem o inferno o aceitaram então teve que ficar na terra, mas ele não ficou tanto</p><p>tempo enterrado, então saiu e virou uma criatura maligna que fica grudada nos troncos das árvores. Dizem que</p><p>ele se liberta da árvore pelas 20:00 horas. Cada pessoa que passa perto dele, ele dá um abraço de morte, pois tem</p><p>unhas compridas e esmaga a pessoa no seu abraço.</p><p>Há também outra lenda sobre ele, que diz que ele era um fazendeiro muito egoísta e mesquinho, que apanhava</p><p>suas frutas para que todos não pegassem e depois de morto fica cuidando das suas frutas e mata quem chega</p><p>perto do seu pomar.</p><p>No interior do Paraná há uma variante desta lenda: conta-se que, quando uma pessoa passa perto do corpo-seco,</p><p>ele pula na pessoa e suga todo o seu sangue. Se não passar ninguém perto, ele vai morrer, porque se alimenta do</p><p>sangue humano (semelhante a um vampiro).</p><p>Há ainda relatos do corpo-seco no estado do Amapá, Paraná, Amazonas, Minas Gerais, no Nordeste brasileiro</p><p>e em alguns países africanos de língua portuguesa, relatados por soldados brasileiros veteranos da missão UN-</p><p>AVEM III e na região Centro-Oeste do Brasil, principalmente.</p><p>Em Ituiutaba, Minas Gerais, há uma variação desta lenda, onde conta-se que o corpo-seco - depois de ser re-</p><p>pelido pela terra várias vezes - é levado por bombeiros à uma aparente caverna em uma serra que fica ao sul do</p><p>município. Dizem que quem passa à noite pela estrada de terra que margeia a “serra do corpo-seco”, consegue</p><p>ouvir os gritos do corpo-seco ecoando de dentro da caverna. Á mãe foi amaldiçoada antes de morrer, por ter</p><p>sido usada como cavalo pelo filho.</p><p>Até hoje, há o dito popular: “Quem bate na mãe fica com a mão seca”. Resumindo a lenda serve para crianças que</p><p>desobedeçem seus pais.</p><p>IPUPIARA</p><p>Nomes Conhecidos :</p><p>Ipupiara, Homem-Marinho, Hipupiar, Igpupiara,Hypupiara ou Homeme-Peixe</p><p>Origem :</p><p>Litoral do Brasil no século XVI, Capitania de São Vicente</p><p>Aparência :</p><p>Criatura de quinze palmos de comprido (3,30 metros) e semeado de cabelos pelo corpo, e no focinho tinha umas</p><p>sedas mui grandes como bigodes.</p><p>Versões da Lenda :</p><p>Ipupiara deriva do tupi antigo Ypupîara, que significa “o que está dentro d’água” (y, água, pupé, dentro e ygûara,</p><p>morador). Ou Hipupiara,que em sua língua que significa demônio d’água”</p><p>O Ipupiara, é uma espécie de monstro marinho e antropófago que fazia parte da mitologia dos povos tupis. Se-</p><p>gundo a crença popular, ele atacava as pessoas e comia partes de seus corpos.</p><p>Segundo relatos do Brasil Colônia; O historiador e cronista português Pero de Magalhães Gandavo teria pub-</p><p>licado uma crônica em 1575 donde em 1564 teria aparecido um Ipupiara na capitania de São Vicente (SP), a</p><p>primeira vila brasileira, e aterrorizou a escrava índia Irecê, que ia encontrar o amante na praia e viu a aparição do</p><p>monstro como um castigo. O ipupiara, aparentemente, já matara seu amante, Andirá. Fugiu apavorada, mas no</p><p>caminho encontrou o capitão Baltasar Ferreira que enfrentou o monstro e o abateu a golpes de espada (represen-</p><p>tante em São Vicente do capitão-mor Pedro Ferras Barreto, que residia em Santos).</p><p>Outro cronista colonial, o Jesuíta Fernão Cardim, dizia que tais criaturas tinham boa estatura, mas eram muito</p><p>repulsivas. Matavam as pessoas abraçando-as, beijando-as e apertando-as até as sufocar. Esses monstros, também</p><p>devoravam os olhos humanos, narizes, ponta dos dedos dos pés e das mãos e as genitálias. Existiam também na</p><p>forma feminina, possuindo cabelos longos e eram muito formosas. O Ipupiara era, segundo estes cronistas, um</p><p>ser “bestial, faminto, repugnante, de ferocidade primitiva e brutal e com um olhar profundo que paralisava as</p><p>pessoas”.</p><p>Jean de Léry, em sua obra Viagem À Terra do Brasil, conta algo semelhante, que ele ouviu diretamente dos índios</p><p>Tupinambás da Guanabara no século 16:</p><p>(...) Não quero omitir a narração que ouvi de um deles de um episódio de pesca. Disse-me ele que, estando</p><p>certa vez com outros em uma de suas canoas de pau, por tempo calmo em alto mar, surgiu um grande peixe que</p><p>segurou a embarcação com as garras procurando virá-la ou meter-se dentro dela. Vendo isso, continuou o sel-</p><p>vagem, decepei-lhe a mão com uma foice e a mão caiu dentro do barco e vimos que tinha cinco dedos como a de</p><p>um homem. E o monstro, excitado pela dor pôs a cabeça fora d’água e a cabeça que era de forma humana, soltou</p><p>um pequeno gemido(...).</p><p>Para acalmar o Demônio algumas tribos deixavam animais amarrados, como oferendas, perto do mar para ali-</p><p>mentar e com isso saciar a terrível fome desse monstro. As vitimas do Ipupiara na maioria das vezes não tinham</p><p>sorte, não era</p>