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<p>INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:</p><p>I. A polissêmica expressão “fato gerador” no CTN.</p><p>No CTN e na legislação ordinária, a utilização da expressão</p><p>“fato gerador” não é precisa, pois o termo, considerado</p><p>"equívoco" por muitos, pode indicar o fato gerador</p><p>propriamente dito ou, até mesmo, a hipótese de</p><p>incidência. Cabe ao intérprete a sensibilidade para a</p><p>identificação adequada diante do dispositivo cotejado,</p><p>tendo em vista que o nome "fato gerador" é</p><p>plurívoco/polissêmico.</p><p>Exemplos: (...)</p><p>1. Art. 97. Somente a lei pode estabelecer: (...)</p><p>III - a definição do fato gerador da obrigação tributária principal,</p><p>ressalvado o disposto no inciso I do § 3º do artigo 52, e do seu</p><p>sujeito passivo; (grifos nossos)</p><p>Análise: a definição do fato gerador, sendo legal e abstrata, quer</p><p>indicar a própria hipótese de incidência;</p><p>2. Art. 118. A definição legal do fato gerador é interpretada</p><p>abstraindo-se:</p><p>I - da validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelos</p><p>contribuintes, responsáveis, ou terceiros, bem como da</p><p>natureza do seu objeto ou dos seus efeitos;</p><p>II - dos efeitos dos fatos efetivamente ocorridos.</p><p>Análise: a definição legal do fato gerador (com maior rigor, da</p><p>hipótese de incidência) será interpretada abstraindo-se da</p><p>validade jurídica dos atos e dos efeitos dos fatos. (...)</p><p>INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES</p><p>II. A interpretação objetiva do FG (máxima latina “pecunia</p><p>non olet”: arts. 118 e 126 do CTN).</p><p>A propósito do art. 118 do CTN, há pouco citado, sabe-se</p><p>que ele prevê normativamente a máxima latina pecunia</p><p>non olet, segundo a qual prevalecerá, no fenômeno da</p><p>incidência, a interpretação economicamente objetiva do</p><p>fato gerador.</p><p>PECUNIA NON OLET (máxima latina na acepção de</p><p>“tributo não tem cheiro”)</p><p>- Diálogo célebre entre o Imperador Vespasiano e seu</p><p>filho Tito (Roma Antiga);</p><p>- Contexto: a tributação sobre a utilização dos mictórios</p><p>públicos (cloacas).</p><p>Vale dizer que a capacidade tributária passiva é plena</p><p>(art. 126, caput, CTN), desconsiderando-se quaisquer</p><p>aspectos externos à hipótese de incidência e,</p><p>verdadeiramente, típicos do mundo dos fatos: ilicitude</p><p>do ato, incapacidade civil, irregularidade na</p><p>constituição formal da PJ, etc.</p><p>Dispositivos relevantes para a Interpretação Objetiva do FG</p><p>Art. 126, CTN Art. 118, CTN</p><p>Art. 126. A capacidade tributária</p><p>passiva independe:</p><p>I. da capacidade civil das pessoas naturais;</p><p>II. de achar-se a pessoa natural sujeita a</p><p>medidas que importem privação ou</p><p>limitação do exercício de atividades civis,</p><p>comerciais ou profissionais, ou da</p><p>administração direta de seus bens ou</p><p>negócios;</p><p>III. de estar a pessoa jurídica regularmente</p><p>constituída, bastando que configure uma</p><p>unidade econômica ou profissional.</p><p>Art. 118. A definição legal do fato</p><p>gerador é interpretada abstraindo-se:</p><p>I. da validade jurídica dos atos</p><p>efetivamente praticados pelos</p><p>contribuintes, responsáveis, ou</p><p>terceiros, bem como da natureza do</p><p>seu objeto ou dos seus efeitos;</p><p>II. dos efeitos dos fatos efetivamente</p><p>ocorridos.</p><p>O tema foi objeto de solicitação em concurso:</p><p>Note o item considerado CORRETO em prova realizada pelo</p><p>CEBRASPE, para o cargo de Procurador Municipal da</p><p>Prefeitura de Belo Horizonte-MG: “Interpreta-se a definição</p><p>legal de fato gerador abstraindo-se da validade jurídica dos</p><p>atos efetivamente praticados pelos contribuintes, pois, para a</p><p>incidência do tributo, não é relevante a regularidade jurídica</p><p>dos atos”.</p><p>A interpretação objetiva do FG: análise do art. 126 do CTN</p><p>“História do menor” “História do falso</p><p>médico”</p><p>“História do comércio</p><p>informal”</p><p>Art. 126, I, CTN</p><p>História do “Menininho”</p><p>O menor tem</p><p>capacidade tributária</p><p>Art. 126, II, CTN</p><p>O exercício irregular da</p><p>profissão não exime o</p><p>infrator do dever de pagar</p><p>o imposto</p><p>correspondente.</p><p>Art. 126, III, CTN</p><p>História do “Comércio</p><p>informal”</p><p>A prática do comércio</p><p>clandestino não inibe a</p><p>exigência do imposto (ICMS)</p><p>O tema foi objeto de solicitação em concurso:</p><p>Note o item considerado CORRETO, em prova realizada</p><p>pelo CEBRASPE, para o cargo de Delegado de Polícia</p><p>Substituto (PC-GO): “Ricardo, com quinze anos de idade,</p><p>traficou entorpecentes por três meses, obtendo uma renda</p><p>de R$ 20.000. Informado pela autoridade competente, um</p><p>Auditor-fiscal da Receita Federal do Brasil (...)</p><p>efetuou lançamento contra o menor. Tendo como referência</p><p>essa situação hipotética, a capacidade tributária independe</p><p>da capacidade civil, de modo que é CORRETO o lançamento</p><p>contra o menor que, no caso, percebeu remuneração que</p><p>pode ser considerada renda”.</p><p>Comentário sobre a</p><p>desimportância da (i)licitude</p><p>no momento da realização do</p><p>FG (art. 118, I, CTN):</p><p>O ato juridicamente válido</p><p>(objeto lícito, agente capaz...)</p><p>é um dado irrelevante, pois a</p><p>HI (e sua definição legal)</p><p>prescinde desses atributos.</p><p>Comentário sobre a</p><p>desimportância dos efeitos que</p><p>podem decorrer do</p><p>FG (art. 118, II, CTN):</p><p>História da venda de mercadoria</p><p>a prazo (com calote). Esse efeito</p><p>inesperado não “contamina” a HI</p><p>(e o correspondente dever de</p><p>pagar o imposto).</p><p>A interpretação objetiva do FG: análise do art. 118 do CTN</p><p>INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES</p><p>III. A NATUREZA JURÍDICA DO TRIBUTO E O FATO</p><p>GERADOR (ARTS. 4º e 5º, CTN).</p><p>Art. 4º, CTN. A natureza jurídica específica do tributo é</p><p>determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo</p><p>irrelevantes para qualificá-la:</p><p>I - a denominação e demais características formais adotadas</p><p>pela lei;</p><p>II - a destinação legal do produto da sua arrecadação.</p><p>Art. 5º, CTN. Os tributos são impostos, taxas e contribuições</p><p>de melhoria.</p><p>O tema foi objeto de solicitação em concurso:</p><p>Note o item considerado INCORRETO em prova realizada pelo</p><p>CEBRASPE, para o cargo de Procurador do Município de</p><p>Fortaleza-CE: “A identificação do fato gerador é elemento</p><p>suficiente para a classificação do tributo nas espécies tributárias</p><p>existentes no ordenamento jurídico: impostos, taxas,</p><p>contribuições de melhoria, contribuições e empréstimos</p><p>compulsórios”.</p><p>Slide 20</p><p>Slide 21</p><p>Slide 22</p><p>Slide 23</p><p>Slide 24</p><p>Slide 25</p><p>Slide 26</p><p>Slide 27</p><p>Slide 28</p><p>Slide 29</p><p>Slide 30</p><p>Slide 31</p><p>Slide 32</p><p>Slide 33</p><p>Slide 34</p><p>Slide 35</p><p>Slide 36</p><p>Slide 37</p>

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