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<p>1 Higienização de ambientes e locais de produção</p><p>A higiene auxilia na melhora o índice de conversão alimentar, no aumento da produtividade, no aumento da oferta de produtos de melhor qualidade, no aumento da taxa de crescimento.</p><p>Dentre seus objetivos, temos a manutenção da saúde do homem e dos animais, obtenção de criações mais saudáveis e econômicas, redução na quantidade de agentes patogênicos no meio, instalações mais confortáveis para os animais, diminuição da poluição ambiental por meio da destinação adequada dos dejetos dos animais e prevenção de zoonoses.</p><p>Vejamos, a partir de agora, alguns procedimentos relativos à higienização dos ambientes e locais de produção.</p><p>1.1 Higiene no processo produtivo</p><p>O manejo higiênico sanitário deve ser abrangente e rotineiro, atendendo às necessidades individuais de cada propriedade. Os colaboradores devem sempre receber instrução e orientação, a fim de manter e melhorar a saúde e bem-estar dos animais, prezar pela qualidade e higiene dos produtos, aumentar a produtividade, diminuir doenças infecciosas e parasitárias, diminuir gastos com medicamentos, diminuir gastos com mão de obra.</p><p>Lembre-se de que saneamento é o conjunto de medidas que têm o objetivo de preservação ou modificação do ambiente, prevenção de doenças e promoção da saúde. Temos o saneamento de água, dejetos, lixo, alimentos, insetos, roedores etc.</p><p>1.2 Limpeza e desinfecção</p><p>Se a higiene não for realizada de forma adequada, o local passa a ser uma fonte de patógenos, o que facilita que haja enfermidades que venham a afetar a saúde dos animais. A limpeza e a sanitização no processo produtivo são necessárias para o controle sanitário dos alimentos, objetivando a sua segurança e qualidade. Evitamos, com isso, perdas econômicas devido à deterioração e contaminação dos produtos por patógenos bem como, problemas relacionados à saúde pública.</p><p>Um programa de limpeza e desinfecção de qualidade é fundamental para uma boa saúde animal, visto que, em situações de confinamento, a gravidade e a ocorrência das enfermidades estão relacionadas diretamente ao nível de contaminação do ambiente. Um efetivo programa de biosseguridade é uma excelente maneira de manter os sistemas de produção livres ou controlados, quando se trata da presença de doenças que representem risco à saúde pública e impacto econômico (SESTI, 2004).</p><p>Na avicultura, microrganismos patogênicos podem entrar em uma granja avícola ou incubatório por meios diversos. Logo, normas e procedimentos de limpeza e desinfecção são relevantes em qualquer programa de biosseguridade, buscando impedir ou minimizar possíveis disseminações de doenças (GREZZI, 2007). Lembre-se de que desinfecção vem a ser conjunto de estratégias aplicadas como obstáculo a entrada e desenvolvimento de micro-organismos em um ambiente, instalações, estruturas ou equipamentos, tornando-os livres desses agentes patogênicos, por meio do uso de substâncias desinfetantes ou outras formas de desinfecção (SPINOSA et al., 2006).</p><p>A limpeza e desinfecção do aviário tem por intuito de diminuir o número micro-organismos patogênicos no local de criação. Acreditamos que um desinfetante só vai poder exercer sua ação com eficiência se houver previamente uma limpeza. Sendo assim, a limpeza e desinfecção são duas atividades sequenciadas para se obter o efeito desejável de criar um ambiente com o mínimo de agressão às aves.</p><p>É importante que métodos de limpeza e desinfecção dos aviários, em conjunto com um programa de vacinação adequada, sejam realizados para prevenir e controlar agentes patogênicos em produção avícola (MENDES, 2004). Dentre esses procedimentos de limpeza, destacamos que é necessário retirar todas as aves antes da limpeza, retirar restos de ração dos comedouros, desmontar e elevar os equipamentos, eliminar roedores e insetos, lavar o aviário com água pressurizada e realizar, também a limpeza de áreas externas.</p><p>Grezzi (1995) explica que devemos, nessa situação, considerar alguns aspectos. Dificilmente desinfetantes funcionarão bem se muita matéria orgânica na área a ser limpa, e, além disso, a concentração do produto a ser utilizado deve estar correta. Mendes et al. (2004), afirmam que tempo de contato e a concentração estão interligados, isso vem a ser importante para pedilúvios, rodolúvios e arco de desinfecção.</p><p>Em suinocultura, as instalações são lugares de intensa proliferação de agentes infecciosos e, sem devida higienização, se rompe a estabilidade existente entre os animais e os micro-organismos de seu ambiente. Assim, o lote seguinte de animais enfrentaria os agentes patogênicos presentes no ambiente, procedentes do lote anterior.</p><p>Junto a isso, deve-se levar em consideração que qualquer situação de estresse, em consequência do manejo e/ou ambiente, pode levar a imunodepressão, ou seja, devido a diminuição de resistência do animal. Dessa maneira, no caso de alojamentos limpos e desinfetados, ou seja, em ambientes com baixa pressão de desafio, animais com uma boa resistência, com nutrição e imunização adequadas, terão melhor desempenho e menor índice de doenças, gerando melhores resultados.</p><p>É claro, que são necessárias limpeza e desinfecção periódicas para atingir tais objetivos. Quando uma granja falha em limpar e desinfetar uma sala entre dois lotes de animais, por exemplo, o efeito negativo é como se fossem colocados suínos jovens junto com animais mais velhos em uma mesma unidade de terminação.</p><p>Na bovinocultura leiteira, a ordenha é aquele momento em que é retirado o leite do úbere, devendo ser realizada de forma mais higiênica possível. (ZANELLA et al., 2006). Para isso, devem ser implementadas medidas de biosseguridade que assegurem ao consumidor um leite de qualidade e segurança.</p><p>É indispensável adoção de um programa de limpeza e desinfecção abrangente e de uso rotineiro durante a ordenha, objetivando a diminuição e manutenção de uma concentração baixa de agentes patogênicos no ambiente, dificultando assim, a possibilidade de infecções no rebanho e posterior contaminação do leite. A desinfecção deve fazer uso de processos químicos ou físicos, que atuam na estrutura ou metabolismo para controlar ou eliminar os microrganismos indesejáveis (DOMINGUES, 2017).</p><p>A eficiência dos produtos usados no manejo de ordenha é essencial o êxito na atividade leiteira, sendo assim um ponto crítico para o controle da mastite. A maneira mais eficaz de controle é a prevenção por meio de assepsia e testes de monitoramento periódicos (MASSEI et al., 2008).</p><p>Um programa de limpeza e desinfecção aplicado à ordenha na bovinocultura de leite é um bom apoio, mas não substitui outras medidas higiênicas, como estabelecer e obedecer um calendário sanitário para a atividade, o destinar adequadamente as carcaças, o depósito e tratamento dos dejetos, área de quarentena para novos animais que chegam a propriedade. No planejamento e programação do processo de limpeza e desinfecção em todo o processo de ordenha, devem ser levados em conta alguns fatores, como:</p><p>· Limpeza e desinfecção da sala de ordenha e equipamentos, que consiste na remoção das fezes do lugar onde a ordenha deve ser realizada, para diminuir a possibilidade de contaminação.</p><p>· Utilização de rodo ou pá para empurrar ou puxar a matéria orgânica (fezes, urina, leite) e outros materiais, como restos de ração, para a calha de drenagem e utilizando água para remover o restante de sujidades.</p><p>· Logo após a ordenha, realizar a limpeza das instalações e dos equipamentos.</p><p>· A sala de ordenha deve ser construída adequadamente e ser mantida em bom estado de conservação.</p><p>· Abastecimento de água deve ocorrer em quantidade suficiente.</p><p>· Paredes devem ser lisas, caiadas ou azulejadas, sem saliências ou reentrâncias.</p><p>· A desinfecção da sala de ordenha deve ser efetuada mensalmente, a não ser que haja alguma recomendação, como em caso de um surto de doença.</p><p>· Realizar a limpeza da sala ao final de cada ordenha.</p><p>· Os tetos das vacas devem estar limpos e secos no momento da ordenha.</p><p>· Separar e descartar o leite alterado.</p><p>· Animais que apresentem alterações indicativas</p><p>de mastite clínica devem ser separado.</p><p>· Animais que apresentem alterações indicativas de mastite clínica devem ser separado.</p><p>1.3 Limpeza e desinfecção, aplicações da higiene, esterilização, tipos de esterilização</p><p>De acordo, com os conceitos básicos aprendidos anteriormente, as etapas de higienização são limpeza prévia ou pré-lavagem, seguida de limpeza com detergentes, enxágue, desinfecção/sanificação e enxágue.</p><p>Antes do procedimento de higienização ser iniciado, é importante que sejam observados alguns pontos importantes:</p><p>· Animais que apresentem alterações indicativas de mastite clínica devem ser separado.</p><p>· Escolher o produto adequado.</p><p>· Atentar para a dosagem.</p><p>· Determinar a frequência em que será realizada a limpeza.</p><p>Os produtos utilizados para limpeza são os detergentes, e os desinfetantes para a desinfecção/sanitização. Como foi estudado, o primeiro passo é a limpeza, sendo muito importante o conhecimento do tipo de detergente a ser utilizado de forma adequada. Os detergentes são de uso exclusivo para limpeza, pois a maioria não tem poder de desinfecção/sanitização. Apesar disso, podem ser de diversas naturezas, como detergentes alcalinos, ácidos, neutros, com solventes etc.</p><p>Para que o procedimento de limpeza seja realizado com eficácia, é importante saber qual método utilizar para cada tipo de sujidade a ser removida. Além disso, devemos ter em mente também o tipo de superfície a ser limpa sem causar danos a equipamentos, instalações e ao meio ambiente. Os métodos mais utilizados são:</p><p>Imersão e uso de escovas: É o método utilizado mais simples, ideal para lavagem de utensílios, partes desmontáveis de equipamentos.</p><p>Utilização de jatos de água: Normalmente, neste método, são utilizados detergentes alcalinos fortes ou ácidos, podendo ser utilizados para lavagem de latões.</p><p>Utilização de aspersores ou pulverizadores: São aplicados normalmente para lavagem de instalações, caixas plásticas.</p><p>Os tipos de limpeza mais utilizados são:</p><p>Por solubilidade em água: Há sujidades que precisam penetre quantidade maior de água para que possam ser eliminadas por umectação, como sais e corantes.</p><p>Por solubilidade em solventes: Há sujidades que não são solúveis em água, devendo ser utilizado produtos à base solventes orgânicos ou inorgânico, que vão provocar a solubilidade dessas sujidades e emulsionam em contato com a água, tornando-se solúveis em meio aquoso.</p><p>Por eliminação física: A remoção de sujidades, como areia, fuligem será realizada por equipamentos ou máquinas que trabalhem por fricção. Será facilitada pelo uso de tensoativos facilitadores de umectação.</p><p>Por emulsificação e saponificação: Sujidades, como gordura animal, serão removidas usando detergentes tensoativos que promovam a saponificação da gordura e emulsificação de óleos minerais, deixando os solúveis em água.</p><p>Por descoloração: Algumas sujidades podem causar manchas nas superfícies, sendo necessário o uso de produtos que agirão por oxidação. Por exemplo, cloro.</p><p>Por reação química: Produtos ácidos (ácido fluorídrico, ácido clorídrico) deverão ser utilizados em sujidade</p><p>Por dispersão: Sujidades ou sais são solúveis, se depositam em superfícies que foram limpas recentemente. Sendo necessário a utilização de dispersantes na solução de enxágue.</p><p>A esterilização é a eliminação de toda e qualquer forma de vida presente em um determinado material ou ambiente. Ela pode ser obtida utilizando calor, que é um dos mais importantes métodos utilizados para o controle do crescimento e para eliminar os agentes patogênicos. É seguro, barato e não forma produtos tóxicos. Acima da temperatura ideal de crescimento, o calor vai promover a desnaturação de proteínas e enzimas, levando a perda da integridade celular e consequentemente a morte.</p><p>O calor pode, ainda, ser dividido em calor seco e calor úmido. O calor seco elimina micro-organismos também por processo de oxidação, por exemplo, incineração. O calor na forma úmida de vapor tem maior poder de penetração e elimina as formas vegetativas de procariotos, vírus, fungos e esporos. A morte pelo calor é uma função exponencial que ocorre à medida que a temperatura se eleva, por exemplo autoclaves, pasteurização.</p><p>As radiações constituem um método eficaz para reduzir ou eliminar os micro-organismos. Existem vários tipos de radiações eletromagnéticas, como o Raio X, e outras radiações ionizantes, como ultravioleta, feixes de elétrons e micro-ondas. Ainda podemos citar os filtros bacteriológicos, que são empregados para esterilizar materiais termolábeis como soro, enzimas, antibióticos etc. São filtros estéreis de materiais diversos como (acetato ou nitrato) de celulose ou amianto. Também existem os filtros HEPA, que são filtros de alta eficiência para retenção de partículas do ar, encontrado no fluxo laminar.</p><p>1.4 Programa de limpeza e desinfecção, processos físicos e químicos de controle de microrganismos na produção animal</p><p>Algumas características são desejáveis para um bom desinfetante: germicida, solúvel em água, baixo custo, atóxico, não corrosivo, fácil aplicação, poder de penetração. Em desinfecção, são utilizados dois tipos de mecanismos, químicos e físicos.</p><p>Na desinfecção por agentes físicos, temos:</p><p>Radiação solar</p><p>Ação germicida, raio UV.</p><p>Desinfecção superficial, de ação lenta</p><p>Vassoura de fogo, ebulição e vapor sob pressão, pasteurização e incineração, frio retarda crescimento dos microrganismos.</p><p>Para o programa de limpeza e desinfecção (PLD), algumas características são as seguintes:</p><p>· Indispensável dentro das práticas de manejo.</p><p>· Doenças relacionam-se com o nível de contaminação ambiental, manejo e PLD empregado.</p><p>· Instalações utilizadas por muito tempo são lugares de multiplicação de patógenos.</p><p>· É bem aceita pelos suinocultores. Tem manutenção devido aos custos que são imediatos e seus benefícios aparecem a longo prazo.</p><p>· Ajuda a minimizar infecções endêmicas, mas não impede o aparecimento de doenças.</p><p>· Objetiva estabelecer o equilíbrio entre agentes patogênicos presentes no ambiente e microrganismos saprófitas, bem como o sistema imunológico dos animais.</p><p>· A limpeza diária consiste na remoção dos detritos acumulados nas instalações, reduzindo, assim, a contaminação microbiana e minimizando o contato dos animais com fezes ou outras partículas orgânicas.</p><p>· Assegura o contato direto dos desinfetantes com os agentes patogênicos.</p><p>O programa de limpeza, por sua vez, deve ser realizado imediatamente após a retirada dos animais de uma instalação. A limpeza seca consiste na remoção de sujeira, desmontagem de equipamentos e esvaziamento das calhas e fossas. A limpeza úmida deve iniciar o quanto antes, a fim de evitar aderência das sujidades e, para realizá-la, devemos usar água sob pressão e detergentes, que depois devem ser enxaguados.</p><p>1.5 Escolha adequada de desinfetantes, métodos de aplicação de desinfetantes, principais desinfetantes químicos utilizados na produção animal e suas aplicações práticas</p><p>A desinfecção química é a mais comum. Dentre os desinfetantes mais utilizados estão os Compostos fenólicos, halogenados, álcoois, aldeídos, detergentes etc. Os mecanismos de ação dos desinfetantes podem ser os seguintes:</p><p>Coagulação de proteínas</p><p>Calor, luz, formol, ácido fênico, álcool.</p><p>Oxidação</p><p>Água oxigenada, iodo, cloro, permanganato.</p><p>Ph</p><p>Ácidos e bases fortes (soda cáustica).</p><p>Também é importante falarmos sobre as técnicas de desinfecção mais utilizadas, que são pedilúvio, rodolúvio, imersão, pulverização, aspersão e fumigação</p><p>O uso de desinfetantes é muito importante para a rentabilidade de uma propriedade, contribuindo para a produção de alimentos de elevado padrão em qualidade e para a obtenção de um estado sanitário adequado do rebanho, uma vez que a contaminação ambiental e o risco de doenças infecciosas são constantes nos rebanhos</p><p>Os desinfetantes não agem instantaneamente, e é necessário que aguardemos um tempo, a fim de que eles funcionem. Os tempos de contato vão variar conforme o produto e sua concentração, temperatura e ambiente onde ele será utilizado. A velocidade com que ocorre a desinfecção</p><p>aumenta com a temperatura. A maioria dos desinfetantes dependem de um pH adequado para serem eficiente, e acreditamos que a dureza da água causada por certos íons como, por exemplo, cálcio, magnésio e bicarbonato, sejam mais importantes que a dureza total. A umidade pode influenciar a atividade de alguns desinfetantes.</p><p>1.6 Noções de biosseguridade animal</p><p>Um ponto a ser considerado em um manejo sanitário é o programa de biosseguridade, que impede a entrada e disseminação de agentes patogênicos nas propriedades de produção animal.</p><p>Biosseguridade pode ser definida como a segurança da vida, abrangendo conjunto ações e condições com objetivo de diminuir, eliminar ou prevenir riscos que estejam ligados às atividades de produção, como proteger os rebanhos da entrada de agentes contagiosos, controlar a entrada ou difusão de agentes endêmico em uma propriedade ou região.</p><p>Entre os benefícios de um programa de biosseguridade, podemos citar a melhoria na conversão alimentar, poder reconhecer precocemente as doenças, medidas profiláticas para eliminar doenças, medidas defensivas nas endemias, ganho de peso dos animais, redução do uso de vacinas e medicamentos, redução da mortalidade e das condenações e melhora da performance.</p><p>Além disso, para que um programa de biosseguridade obtenha sucesso, devemos levar em conta alguns pontos importantes. Ele deve ser aplicado no início de um projeto, sempre por profissionais especializados que estejam em constante treinamento. Deve ser sempre apoiado por um laboratório, com programas de controle e erradicação, programas de certificação, programas de controle de trânsito e recursos.</p><p>Em produção de aves, biosseguridade, significa a implantação e desenvolvimento de um conjunto de medidas e normas operacionais rígidas com a função de proteger os rebanhos contra a introdução de agentes infecciosos por meio de vetores. Para que as normas determinadas para cada programa de biosseguridade possam atingir o resultado desejado, deve ser feita a correta identificação de possíveis fontes de contaminação a que estão expostas as aves. Dentre os principais vetores estão as pessoas, fômites (equipamentos, roupas, calçados etc.), veículos, animais domésticos, roedores, insetos e aves silvestres. As formas de controle utilizadas pela empresa são o uso de botas plásticas descartáveis, pedilúvio na entrada dos aviários , arco de desinfecção na entrada das granjas, uso de raticidas e inseticidas conforme a orientação do técnico (MORETTI, 2007).</p><p>Em suinocultura, a biosseguridade é normatizada pela Instrução normativa/SDA n. 19 de 15 de fevereiro de 2002 do MAPA (BRASIL, 2002). Suas políticas de biosseguridade são compostas por nove componentes que se interligam, como se fossem elos de uma corrente.</p><p>2 Principais vetores e parasitas de interesse em rebanhos</p><p>A partir de agora, explicaremos um pouco mais sobre os diversos vetores e parasitas que podem representar perigos para o rebanho, bem como sobre a relação desses parasitas com o hospedeiro.</p><p>2.1 Relação entre indivíduos no ambiente, ação do parasita com hospedeiro, principais ectoparasitas, pulgas, piolhos, mosca adultas larvas de moscas, tipos de miíases, carrapatos</p><p>Os principais ectoparasitas que parasitam os animais domésticos são ácaros, moscas carrapatos, pulgas, piolhos, berne etc. Para controlá-los, vários quimioterápicos são utilizados, que incluem o grupo dos pesticidas (utilizados na agricultura) e inseticidas (utilizados na veterinária e em instalações rurais e urbanas).</p><p>Os ectoparasitas são organismos que vivem na camada mais externa do seu hospedeiro. Como todos os parasitas, eles desenvolvem uma relação de dependência com o seu hospedeiro, de quem retiram os nutrientes que os mantêm vivos. Além disso, os ectoparasitas se caracterizam por viverem fixados ao corpo do hospedeiro, se alimentando de fluidos corporais, sangue ou de outras secreções da pele. Eles geralmente estão localizados em lugares de difícil acesso e podem ser temporários ou permanentes.</p><p>Os ectoparasitas temporários, como pulgas, carrapatos e mosquitos, podem passar certos períodos longe do hospedeiro. Por outro lado, os ectoparasitas permanentes passam todos os estágios do seu ciclo de vida sobre o hospedeiro, como é o caso dos piolhos e ácaros.</p><p>Os ectoparasitas são divididos em dois grupos principais: aracnídeos e insetos, e essa classificação é dada por características estruturais. A classe aracnídea inclui carrapatos e ácaros, enquanto a classe de insetos consiste em moscas, mosquitos, pulgas e piolhos.</p><p>Os insetos são caracterizados por terem três partes diferentes do corpo: cabeça, tórax e abdômen. Eles têm um par de antenas na cabeça, três pares de pernas no tórax e, em alguns casos, têm asas. São vetores mecânicos e biológicos nas encefalites, micoplasmose, salmoneloses e doenças virais. A desinfecção das instalações deve ser suficiente para evitar sua proliferação, e devemos utilizar telas, iscas e inseticidas com critério na desinfecção.</p><p>Muitos ectoparasitas desse grupo, incluindo algumas espécies de moscas, mosquitos e pulgas, passam pouco tempo no hospedeiro. Já, outros, como larvas de pulgões e piolhos, permanecem nos corpos dos hospedeiros por períodos mais longos.</p><p>Os piolhos são insetos comuns, facilmente visíveis, com comprimento entre 2 e 4 mm aproximadamente. Como todos os outros insetos, os piolhos têm 6 pernas especialmente adaptadas para aderir à pele e cabelos do hospedeiro. Morfologicamente, alguns deles têm um corpo alongado e outros são arredondados, semelhantes aos caranguejos, mas muito menores. Os ovos desses insetos são chamados lêndeas e são brancos.</p><p>Os piolhos adultos se alimentam de sangue. Ao fazer isso, eles injetam saliva na pele do hospedeiro, causando uma reação de hipersensibilidade, e essa reação é evidenciada pelo intenso prurido. Além disso, são facilmente transmitidos através de fômites.</p><p>As moscas são insetos voadores amplamente distribuídos pelo o mundo. Muitos deles são capazes de infectar humanos com suas larvas, o que causa uma resposta inflamatória. As infecções ocorrem com mais frequência em áreas tropicais.</p><p>A infecção causada por esses ectoparasitas varia de acordo com as espécies de insetos. Algumas moscas depositam seus ovos quando há uma ferida no hospedeiro, e depois o ovo choca e produz a larva. Outras depositam seus ovos nas mucosas do hospedeiro, como nas narinas ou perto dos lábios. Outro grupo de moscas deixa seus ovos na pele intacta, e é a larva que invade a pele.</p><p>O grupo dos aracnídeos diz respeito aos artrópodes de oito patas. Dentro do grupo de aracnídeos existem carrapatos e ácaros. Morfologicamente, esses parasitas são caracterizados por terem dois segmentos corporais: a cabeça fundida com o tórax (cefalotórax) e um abdômen. Outra característica distintiva são seus quatro pares de pernas no estado adulto, e eles não têm asas ou antenas.</p><p>Os carrapatos são pequenos aracnídeos ectoparasitas que se alimentam do sangue de mamíferos, pássaros e alguns répteis e anfíbios. Esses aracnídeos estão distribuídos em todo o mundo; no entanto, é mais comum encontrá-los em climas quentes e úmidos.</p><p>Eles são frequentemente subdivididos em dois grupos, de acordo com suas características estruturais: carrapatos duros (família: Ixodidae ); e carrapatos moles (família: Argasidae ). Possuem quatro estágios no seu ciclo de vida: ovo, larva, ninfa e adultos e, por serem hematófagos (que se alimentam de sangue), os carrapatos são vetores de doenças que afetam seres humanos e outros animais.</p><p>Os ácaros são aracnídeos que podem ser facilmente observados ao microscópio. Seus corpos são geralmente redondos e achatados, embora uma exceção a essa regra geral sejam os ácaros pertencentes ao gênero Demodex, que têm forma alongada.</p><p>Os ácaros são encontrados no estrato córneo da epiderme e se alimentam dos restos de células mortas da pele, como escamas. Algumas espécies têm hábitos alimentares alternativos, como perfurar a pele para sugar o líquido linfático. A transmissão desses parasitas ocorre por contato.</p><p>Falaremos, agora, sobre os</p><p>tipos de miíase, que é definida como a infestação de órgãos ou tecidos de animais hospedeiros e do homem por estágios larvais de moscas dípteras. As larvas se desenvolvem no interior ou sobre o corpo do hospedeiro e se alimentam dos seus tecidos (vivos ou em necrose) e substâncias corporais líquidas ou dos alimentos por ele ingeridos. ). Os hospedeiros – geralmente mamíferos, ocasionalmente aves e raramente anfíbios e répteis – proporcionam em tecidos vitalizados (biontófagas) ou necróticos (necrobiontófagas) fonte nutricional para seu desenvolvimento e reserva energética para a fase de pupa.</p><p>Atualmente, as miíases podem ser classificadas sob dois aspectos: clínico ou parasitológico. Na primeira, a classificação está fundamentada nos locais do corpo do hospedeiro onde as larvas se instalam ou são encontradas, assim sendo designadas como cutâneas, cavitárias (nasofaringeal, ocular e urogenital) ou intestinais. Referente ao aspecto parasitário, a infestação pode ser classificada como do tipo obrigatória, facultativa e acidental (quando leva em conta a biologia do inseto), ou primária e secundária.</p><p>No caso das miíases obrigatórias (primárias), os imaturos se desenvolvem exclusivamente em tecidos vivos de animais, não possuindo outra fonte de recurso alimentar, ou seja, não sobreviveriam se não parasitassem um hospedeiro, enquanto nas miíases facultativas (secundárias), as larvas podem se desenvolver a partir de tecido necrosado do hospedeiro ou de carcaças encontradas na natureza (Linhares, 2007).</p><p>Além de C. hominivorax, estão entre as principais espécies causadoras de miíases: Chrysomya bezziana, Lucilia cuprina, Lucilia sericata, Dermatobia hominis, Hypoderma bovis, Hypoderma lineatum, Oestrus ovis, Gasterophilus nasalis, Gasterophilus intestinalis e Sarconesiopsis magellanica. A espécie C. bezziana, conhecida também como “bicheira do velho mundo”, causa miíase ulcerativa/traumática de caráter obrigatório, suas larvas são biontófagas. Está distribuída pela Índia, Península Arábica, Indonésia, Filipinas e Nova Guiné, não ocorrendo no Brasil. Tem como hospedeiros os ovinos e humanos.</p><p>L. cuprina é classificada por produzir miíase de caráter facultativo. Tem sua distribuição mais concentrada na África do Sul e Austrália, mas pode ser encontrada em outras partes do mundo, inclusive no Brasil. O mecanismo de infestação se dá por meio da deposição de ovos em cadáveres, em feridas negligenciadas e supuradas, ou ainda, em particular, sobre a lã de ovelhas que possam estar sujas com urina, fezes ou sangue. Pode causar miíase secundária em humanos (FRANCESCONI, 2012; VISCIARELLI, 2007).</p><p>L. sericata, causadora de miíase usualmente de caráter benigno, é conhecida principalmente por sua utilização em terapia larval, alimentando-se de tecido necrosado, é usada em resposta à busca de métodos adequados para controlar infecções de feridas crônicas.</p><p>D. hominis causa miíase de caráter obrigatório. Suas larvas são biontófagas e a forma furuncular é a mais comum. Entre os hospedeiros estão humanos, bovinos, suínos, cães, gatos, cavalos, ovelhas, outros mamíferos e algumas aves (MARCONDES, 2001; CHAMBERS, 2003). H. bovis e H. lineatum são duas espécies de grande ocorrência no Hemisfério Norte, onde causam prejuízos semelhantes aos determinados pela D. hominis na América tropical. Suas larvas são biontófagas, causando miíase obrigatória em ruminantes domésticos e selvagens, e a infestação humana ocorre mais frequentemente em pessoas que estão em estreita proximidade com o gado.</p><p>A O. ovis é uma espécie cosmopolita, cujas larvas são biontófagas e causam miíase cavitária de caráter obrigatório. Tem como hospedeiros ovinos, caprinos, e ocasionalmente humanos. As larvas do gênero Gasterophilus são parasitos obrigatórios do trato gastrintestinal de equídeos, causando a gasterofilose. Localizam-se no estômago de equinos e são eliminadas com as fezes (OTRANTO, 2008; FRUGÈRE, 2000; RODRIGUES, 2007). A S. magellanica é uma mosca varejeira de importância médica e forense, suas larvas são necrobiontófagas e é uma espécie que tem sido relatada em vários países como Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Perú (AMAT, 2009; PINILLA, 2012).</p><p>É importante que falemos, agora, sobre os tipos de carrapatos, com os quais você terá de lidar quando estiver no exercício de sua profissão. Eles são ectoparasitas obrigatórios que se alimentam de sangue, além de serem aracnídeos da subclasse Acari, relacionados aos ácaros. Podem sobreviver por um longo tempo e, nesse período, se alimentam periodicamente sugando o sangue do hospedeiro e depois permanecendo fora do mesmo.</p><p>O seu habitat é aquele em que há uma concentração alta de hospedeiros, e deve haver suficiente umidade para permitir a sobrevivência do parasita. Além disso, causam prejuízos aos animais domésticos, como dano mecânico, irritação, inflamação e hipersensibilidade. Em altas infestações, podem causar anemia e redução da produtividade. Também, as secreções salivares podem causar toxicoses e paralisia, e esses parasitas podem transmitir uma grande variedade de agentes patogênicos, como vírus, rickettsias e outras bactérias. Os carrapatos podem causar infecção secundária por Staphylococcus aureus¸ bem como predisposição à miíases.</p><p>2.2 Endoparasitas helmintos, importância do parasitismo na produção animal</p><p>Nos ovinos, destacam-se alguns parasitas. Um deles é o Haemonchus contortus, que causa infecções graves, diminui a produtividade, reduz os benefícios econômicos e causa grave anemia e morte.</p><p>Nos equinos, há diversos tipos de parasitas, divididos em pequenos estrôngilos e grandes estrôngilos. Os pequenos estrôngilos são Cyathostomum spp., Triodontophorus spp. e Cylicostepamus spp., que permanecem por vários meses em animais infectados. Entre os sinais clínicos destacam-se diarreia (primavera), pelos arrepiados e opacos, diminuição da performance, cólica e até morte.</p><p>Os grandes estrôngilos são Strongylus vulgaris, S. equinus, S. edentatus, Parascaris equorum, Anoplocephala spp., Anoplocephala perfoliata, Anoplocephala magna, Oxyuris equi, Strongyloides westeri, Trichostrongylus axei, Habronema spp., Habronema majus (H. microstoma), H. muscae, H. megastoma (sin. Draschia megastona) e Gasterophilus spp.</p><p>O Parascaris equorum causa uma hepatite traumática; no pulmão, causa pneumonia e hemorragias alveolares, desencadeando sinais clínicos respiratórios. Em infecção intensa, provoca cólica; obstrução intestinal, enterite e perda de peso. O Anoplocephala perfoliata provoca infecções maciças causa enterite e cólica, emagrecimento, anemia, caquexia e o óbito. O Trichostrongylus axei (tricontrongilose) se localiza no estômago e é importante em criações mistas (ruminantes e equinos) causa gastrite em equinos, bem como úlceras, infecções intensas, rápido emagrecimento e diarreia</p><p>Em bovinos, são considerados como os principais responsáveis baixo desenvolvimento do rebanho, são os helmintos: Cooperia, Haemonchus, Trichostrongylus, Ostertagia, Nematodirus (COSTA, 2007).</p><p>As parasitoses prejudicam a sanidade dos rebanhos, a produção de leite e a lucratividade do produtor. Para combater infestações por parasitas, como carrapatos, moscas, vermes e bicheiras, existem diversos programas e estudos sobre a biologia desses animais. Porém, muitas vezes as informações não são utilizadas da maneira mais produtiva e eficaz, ou seja, o tratamento geralmente acontece quando os parasitas podem ser percebidos e quando os sintomas já são constatados no rebanho. Neste caso, os resultados são insatisfatórios e ineficientes.</p><p>2.3 Noções básicas de controle de vetores e parasitas, medidas de higiene no ambiente de produção animal para controle de vetores e parasitas</p><p>Sobre a higiene, é necessário que saibamos alguns pontos em especial. O primeiro é sobre o destino que devemos dar a cadáveres. As carcaças são fonte de contaminação ambiental e de doenças infecciosas, atraem vetores, aumento da carga microbiana e infecção ambiental. Em muitas granjas, são depositadas em fossas sépticas. Localização das fossas deve ser longe</p><p>de lençóis freáticos. Algumas alternativas são compostagem e cremação.</p><p>Além disso, para manter a higiene, devem ser realizadas algumas medidas. É necessário manter nível adequado de nutrição dos animais, estimular a criação de raças geneticamente resistentes, remover fezes do estábulo, usar esterqueiras, utilizar taxa de lotação adequada, utilizar sistema de rotação de pastagens, realizar exames de fezes em períodos regulares, prevenir a contaminação do capim e água, separar animais por faixa etária, drenar adequadamente as pastagens e utilizar sistema de vermifugação preventiva</p><p>O Método FAMACHA© é preconizado para controle e tratamento seletivo contra H. contortus. O grau de sanidade individual será avaliado pela coloração da conjuntiva, examinando o animal sob luz natural. Algumas vantagens do método FAMACHA© são identificar animais clinicamente infectados, tratar antes de causar perdas, melhorar seleção de animais, reduzir número de tratamentos, custos, retardar a seleção para resistência parasitária, aumentar a relação custo-benefício na produção</p><p>3 Controle de roedores</p><p>Os roedores são vetores e reservatórios (leptospirose e toxoplasmose) e consomem o alimento destinado aos animais do sistema. A prevenção e controle de roedores deve ser baseada na compreensão de sua biologia, comportamento, habilidades e capacidades físicas, do lugar costumeiramente são localizados. O chamado manejo integrado deve ser aplicado com base nesses fatores e conduzido de maneira que os custos sejam os mais baixos possíveis e os riscos sejam mínimos para a homem, animais e o meio.</p><p>3.1 Roedores sinantrópicos, importância econômica, de saúde animal e saúde pública, principais espécies e suas características, medidas de controle na área rural</p><p>Uma infestação por roedores em qualquer lugar é sempre um problema a ser resolvido. Os roedores entram em competição com o ser humano e os animais pelo consumo de alimentos, causando prejuízos econômicos. Esse prejuízo é causado não apenas pela ingestão de alimentos, mas também pelos estragos, degradação e contaminação dos alimentos com fezes e pelos. Também destroem máquinas e equipamentos, cabos elétricos e telefônicos. Além disso, são vetores de transmissão de diversas doenças, tanto ao homem como aos animais.</p><p>Algumas variáveis que atuam no tamanho de uma colônia de roedores são a taxa de reprodução, a mortalidade e a migração. Essas variáveis são influenciadas por condições ambientais (como alimento, água, abrigo e clima) e presença de inimigos naturais (gato, ave de rapina, outra espécie de roedores, homem).</p><p>Os principais sinais da presença de roedores são odor, som, fezes, urina, trilhas, roedura, ninhos, excitação de cães e gatos, tocas. São animais de instintos apurados, prolíficos, habilidosos e resistentes.</p><p>Dentre as espécies que podem ser encontradas no Brasil, as que vivem mais próximas aos humanos são Mus musculus (camundongo), Rattus norvegicus (ratazanas ou rato de esgoto), Rattus rattus (ratos de telhado, rato preto ou rato de paiol).</p><p>Os camundongos são pequenos com orelhas e olhos salientes e normalmente são encontrados em lugares secos. Como são pequenos, conseguem pequenos buracos, vivem em colônias e são escaladores habilidosos. Suas fezes têm o formato de pequena e fina vareta.</p><p>O rato de telhado, por sua vez, é um hábil escalador e saltador, prefere viver em locais altos. A cauda tem função de equilíbrio e mais que a cabeça e corpos juntos. Eles vivem em pequenos grupos, em geral depósitos e armazéns, e costumam ser encontrados nas proximidades de áreas portuárias. Suas fezes têm o formado de pequena vareta.</p><p>A ratazana é uma ótima nadadora e escavadora, que vive em tocas e galerias no subsolo, na beira de rios, córregos e lixões. Em áreas rurais, elas procuram plantações, silos, granjas de aves e suínos, estábulos etc. Suas fezes rombudas.</p><p>Como medidas defensivas contra os roedores, é possível colocar proteção nas portas, paredes sem orifícios, forros nos tetos de armazenagem e manter vegetação capinada. As medidas ofensivas são rodenticidas/raticidas em locais estratégicos para não contaminar o alimento.</p>

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