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<p>Teoria da decisão jurisdicional e</p><p>recursos no processo civil</p><p>AULA 01– Sentença</p><p>CURSO DE DIREITO</p><p>AULA 01 – Sentença</p><p>Situação-problema:</p><p>Mário ajuizou uma ação de obrigação de fazer cumulada com o pagamento de indenização em face da Fazenda Pública, sendo o pedido julgado pelo juiz, que condenou a ré a cumprir a obrigação no prazo de 15 (quinze) dias, sob pena de multa diária de quinhentos reais, além de condenação ao pagamento de 40 mil reais de indenização. Sobre o tema, classifique essa sentença.</p><p>AULA 01– Sentença</p><p>SENTENÇA</p><p>Conceito.</p><p>Critérios de classificação das sentenças.</p><p>Elementos e efeitos das Sentenças.</p><p>Remessa Necessária. Conceito. Natureza jurídica</p><p>AULA 01– Sentença.</p><p>Conceito:</p><p>Ultrapassada a fase instrutória, o processo se encaminhará para a fase final, em primeira instância, onde o juiz proferirá sentença de mérito, esgotando sua atividade jurisdicional.</p><p>A sentença, portanto, “é emitida como prestação do Estado, em virtude da obrigação assumida na relação jurídico-processual (processo), quando a parte ou as partes vierem a juízo, isto é, exercerem a pretensão à tutela jurídica”.</p><p>Art. 203. Os pronunciamentos do juiz consistirão em sentenças, decisões interlocutórias e despachos.</p><p>§ 1º Ressalvadas as disposições expressas dos procedimentos especiais, sentença é o pronunciamento por meio do qual o juiz, com fundamento nos arts. 485 e 487 , põe fim à fase cognitiva do procedimento comum, bem como extingue a execução.</p><p>AULA 01– Sentença.</p><p>Classificação tradicional das sentenças:</p><p>(a) sentenças terminativas; e</p><p>(b) sentenças definitivas.</p><p>Terminativas são as que “põem fim ao processo, sem lhe resolverem, entretanto, o mérito”. São as que correspondem aos casos de extinção previstos no art. 484.</p><p>Definitivas são as sentenças “que decidem o mérito da causa, no todo ou em parte”. Apresentam à parte a prestação jurisdicional postulada e, de tal sorte, extinguem o direito de ação, no pertinente ao acertamento pretendido pela parte.</p><p>AULA 01– Sentença.</p><p>Sentença declaratória</p><p>Segundo art. 19, I, do CPC, o interesse do autor pode limitar-se à declaração acerca da existência ou inexistência de uma relação jurídica. Para tanto, deverá o autor promo­ver a respectiva ação meramente declaratória nos termos do art. 20 do CPC.</p><p>Art. 19. O interesse do autor pode limitar-se à declaração:</p><p>I - da existência, da inexistência ou do modo de ser de uma relação jurídica;</p><p>II - da autenticidade ou da falsidade de documento.</p><p>Art. 20. É admissível a ação meramente declaratória, ainda que tenha ocorrido a violação do direito.</p><p>AULA 01 – Sentença.</p><p>Sentença constitutiva</p><p>A sentença constitutiva é aquela que cria, extingue ou modifica uma relação jurí­dica.</p><p>O provimento constitutivo pode ser positivo ou negativo (desconstitutiva). Para Marinoni, Arenhart e Mitidiero (2015), a sentença que decreta o estado de interdito é positiva ao “criar” o mencionado estado. Por sua vez, a sentença que decreta o divórcio seria constitutiva negativa ou desconstitutiva, pois desconstitui o vínculo conjugal.</p><p>AULA 01 – Sentença.</p><p>Sentença condenatória</p><p>A sentença condenatória tem como característica principal a condenação do réu ao cumprimento de uma obrigação. Através dela, o juiz impõe a referida obrigação que, no caso de descumprimento, ensejará procedimento executivo de cumprimento de sentença, com seus atos executivos próprios em razão da obrigação fixada.</p><p>AULA 01 – Sentença.</p><p>Elementos essenciais: relatório, fundamentos e dispositivo.</p><p>Art. 489. São elementos essenciais da sentença:</p><p>I - o relatório, que conterá os nomes das partes, a identificação do caso, com a suma do pedido e da contestação, e o registro das principais ocorrências havidas no andamento do processo;</p><p>II - os fundamentos, em que o juiz analisará as questões de fato e de direito;</p><p>III - o dispositivo, em que o juiz resolverá as questões principais que as partes lhe submeterem.</p><p>No relatório da sentença (art. 489, I), o juiz retratará tudo que foi realizado no processo. Nele deverá conter o nome das partes, a identi­ficação do caso, com resumo da pretensão do autor e da defesa do réu, o registro de eventuais incidentes processuais e dos principais atos ocorridos no processo.</p><p>AULA 01 – Sentença.</p><p>O segundo e principal elemento da sentença são os fundamentos da decisão. O art. 93, IX, da CF/1988 dispõe que todos os julgamentos do Poder Judiciário devem ser fundamentados sob pena de nulidade. Trata-se, portanto, do dever de motivar insculpido no texto constitucional.</p><p>É nesse contexto que o CPC/2015 estabeleceu, de forma peremptória e conclu­siva, o que será considerado como fundamento adequado de uma decisão.</p><p>AULA 01 – Sentença.</p><p>Art. 489. ...</p><p>§ 1º Não se considera fundamentada qualquer decisão judicial, seja ela interlocutória, sentença ou acórdão, que:</p><p>I - se limitar à indicação, à reprodução ou à paráfrase de ato normativo, sem explicar sua relação com a causa ou a questão decidida;</p><p>II - empregar conceitos jurídicos indeterminados, sem explicar o motivo concreto de sua incidência no caso;</p><p>III - invocar motivos que se prestariam a justificar qualquer outra decisão;</p><p>IV - não enfrentar todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, em tese, infirmar a conclusão adotada pelo julgador;</p><p>V - se limitar a invocar precedente ou enunciado de súmula, sem identificar seus fundamentos determinantes nem demonstrar que o caso sob julgamento se ajusta àqueles fundamentos;</p><p>VI - deixar de seguir enunciado de súmula, jurisprudência ou precedente invocado pela parte, sem demonstrar a existência de distinção no caso em julgamento ou a superação do entendimento.</p><p>AULA 01 – Sentença.</p><p>Por fim, na parte dispositiva da sentença, o juiz resolverá a questão principal submetida para a apreciação. É na parte dispositiva que o juiz determinará, com todas as especificações, a obrigação que deverá ser cumprida pelo réu, nos casos de procedência do pedido, ou declarará improcedente o pedido. Trata-se de elemento de fundamental importância, pois sobre ele incidirá os efeitos da coisa julgada ma­terial.</p><p>AULA 01 – Sentença.</p><p>Apreciação de novos fatos na decisão e a possibilidade de modificação da sentença</p><p>Há certas circunstâncias em que, após a propositura da demanda, fatos novos, que influenciarão no julgamento do mérito, surgem (constitutivo, modificativos e extintivos) antes mesmo de o juiz proferir sentença (art. 493). Nesses casos, caberá ao juiz, de ofício ou a requerimento das partes, considerá-los antes de proferir sentença.</p><p>Art. 493. Se, depois da propositura da ação, algum fato constitutivo, modificativo ou extintivo do direito influir no julgamento do mérito, caberá ao juiz tomá-lo em consideração, de ofício ou a requerimento da parte, no momento de proferir a decisão.</p><p>Parágrafo único. Se constatar de ofício o fato novo, o juiz ouvirá as partes sobre ele antes de decidir.</p><p>AULA 01 – Sentença.</p><p>Remessa necessária</p><p>Art. 496. Está sujeita ao duplo grau de jurisdição, não produzindo efeito senão depois de confirmada pelo tribunal, a sentença:</p><p>I - proferida contra a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e suas respectivas autarquias e fundações de direito público;</p><p>II - que julgar procedentes, no todo ou em parte, os embargos à execução fiscal.</p><p>§ 1º Nos casos previstos neste artigo, não interposta a apelação no prazo legal, o juiz ordenará a remessa dos autos ao tribunal, e, se não o fizer, o presidente do respectivo tribunal avocá-los-á.</p><p>§ 2º Em qualquer dos casos referidos no § 1º, o tribunal julgará a remessa necessária</p><p>AULA 01 – Sentença.</p><p>Remessa necessária</p><p>Em tais casos, cumpre ao juiz, de ofício, determinar a subida dos autos ao Tribunal se a Fazenda Pública não interpuser apelação no prazo legal. Se não o fizer, o presidente do Tribunal poderá avocá-los para que o reexame necessário seja cumprido</p><p>Se o recurso cabível já foi voluntariamente manifestado, o duplo grau já estará assegurado, não havendo necessidade de o juiz proceder à formalização da remessa oficial.</p><p>AULA 01 – Sentença.</p><p>Exclusões</p><p>da remessa necessária</p><p>§ 3º Não se aplica o disposto neste artigo quando a condenação ou o proveito econômico obtido na causa for de valor certo e líquido inferior a:</p><p>I - 1.000 (mil) salários-mínimos para a União e as respectivas autarquias e fundações de direito público;</p><p>II - 500 (quinhentos) salários-mínimos para os Estados, o Distrito Federal, as respectivas autarquias e fundações de direito público e os Municípios que constituam capitais dos Estados;</p><p>III - 100 (cem) salários-mínimos para todos os demais Municípios e respectivas autarquias e fundações de direito público.</p><p>§ 4º Também não se aplica o disposto neste artigo quando a sentença estiver fundada em:</p><p>I - súmula de tribunal superior;</p><p>II - acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos;</p><p>III - entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência;</p><p>IV - entendimento coincidente com orientação vinculante firmada no âmbito administrativo do próprio ente público, consolidada em manifestação, parecer ou súmula administrativa.</p><p>17</p><p>image1.jpg</p><p>image2.jpg</p><p>image5.jpg</p>

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