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<p>Psicologia Clínica</p><p>Vamos entender um pouco sobre o que me espera?</p><p>Ênfase 1 – Psicologia Clínica</p><p>O conjunto de competências e habilidades relacionadas a esta ênfase envolve a concentração em atribuições para atuar, de forma ética e coerente com referenciais teóricos, valendo-se de processos psicodiagnósticos, de aconselhamento, psicoterapia e outras estratégias clínicas, frente a questões e demandas de ordem psicológica apresentadas por indivíduos ou grupos em distintos contextos. Assim, a formação busca:</p><p>I. Identificar e compreender os fenômenos psicológicos de adoecimento e sofrimento psíquico do ponto de vista comportamental, cognitivo e afetivo, em diferentes contextos;</p><p>II. Elaborar, conforme normatização de classe, evoluções, relatórios, pareceres, laudos e outros documentos produzidos pelo psicólogo;</p><p>III. Planejar e efetivar projetos de identificação de demanda, acompanhamento e intervenção clínica junto à criança, ao adolescente, ao adulto e ao idoso nos cenários da saúde e educação;</p><p>Ênfase 1 – Psicologia Clínica</p><p>IV. Efetuar avaliação psicológica com uso de testes e técnicas psicológicas pertinentes, legitimadas e com embasamento teórico, seja para indivíduos ou grupos;</p><p>V. Realizar orientação, aconselhamento psicológico e psicoterapia ao nível individual, grupal, de casal e família;</p><p>VI. Realizar acompanhamento psicológico ao indivíduo e sua família na situação de crise diante do adoecimento físico e tratamento hospitalar, seja ao nível ambulatorial ou de internação, a partir de estratégias de intervenção individual, grupal e de equipe interdisciplinar; e</p><p>VII. Acompanhar, em diferentes níveis e estratégias terapêuticas, a criança, o adolescente, o adulto, a família e o casal que estiverem apresentando distúrbios psicológicos.</p><p>Psicologia Clínica – Ciência e Profissão</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=Ws2E0Tdp7fU</p><p>EXPERIÊNCIAS DE UM PSICÓLOGO CLÍNICO - Entrevista (youtube.com)</p><p>Teoria e técnica de psicoterapias</p><p>1 – Entendê-lo como um campo experimental – campo fértil para inovações e intuições, abordáveis progressivamente com o rigor de uma exploração científica. Uma atitude liberal sem preconceitos de escola. Novos recursos produzem efeitos originais. Construir novas teorias que expliquem limitações e efeitos.</p><p>2 – Identificar a necessidade de construir teoria, de nos arriscarmos a inventar conceitos e modelos de processos. Sem teoria não há prática científica.</p><p>3 – Inscrever toda teoria psicológica e psicopatológica e toda conceituação referente a métodos terapêuticos no quadro de uma teoria do homem.</p><p>4 – Aprofundar todo esforço de descrição dos fatos que emergem na experiência psicoterapêutica.</p><p>5 – Na formação do terapeuta ser importante a experiência de viver e estudar mais de uma técnica de psicoterapia. É nessa diversidade que se adquire uma noção plena do sentido e dos alcances de cada uma das técnicas. Apreender a contribuição específica de cada uma delas.</p><p>6 – As psicoterapias individuais são métodos de conceituação e aplicação clínica mais consolidados, pela experiência psicanalíticas. Nas últimas décadas o avanço das técnicas grupais têm acelerado o alcance social.</p><p>7 – As psicoterapias mais difundidas e estudadas são as verbais, que concentram a mudança no poder da palavra. Uma nova linha de experiências grupais, psicodramáticas, de trabalho corporal surgiram, que trabalham além da linguagem verbal, acentuando a necessidade de agir, de comprometer também o corpo para poder sentir-pensar-verbalizar.</p><p>8 – As psicoterapias devem ser postas a uma rigorosa crítica epistemológica (seu valor, seus princípios, suas hipóteses e resultados e a importância objetiva)</p><p>Compreender a rede de fatores sociais, econômicos, jurídicos, políticos e culturais que configuram a constituição da subjetividade nas sociedades atuais.</p><p>As principais psicoterapias: fundamentos teóricos, técnicas, indicações e contraindicações</p><p>Prof. MSC. Márcio Rocha Damasceno</p><p>Psicoterapia ou Psicoterapias?</p><p>Psicoterapia ou Psicoterapias?</p><p>O termo Psicoterapia foi utilizado pela primeira vez, em uma publicação de 1872, pelo médico Daniel H. Tuke.</p><p>Desde então passou a ser utilizada no tratamento das assim denominadas doenças nervosas e mentais, tornando-se uma atividade médica inicialmente restrita aos psiquiatras.</p><p>Psicoterapia ou Psicoterapias?</p><p>Na virada XIX para o XX, Sigmund Freud, médico neurologista, criava a psicanálise. Enquanto método de tratamento, a psicanálise pode ser chamada de Psicoterapia, talvez a única “psicoterapia” de fato da época.</p><p>Psicoterapia ou Psicoterapias?</p><p>No decorrer do sec. XX houve uma grande proliferação de modelos e métodos apoiados em diferentes concepções sobre os sintomas e o funcionamento mentais, muitas vezes conflitantes e até antagônicas.</p><p>Uma babel de linguagens e métodos instalou-se na área, confundindo tanto os profissionais como as pessoas necessitadas de tratamento.</p><p>A proliferação de teorias nem sempre foi acompanhada da correspondente preocupação em comprová-las e em avaliar a efetividade dos métodos propostos, seus alcances e limites.</p><p>Em 1950 o psicólogo alemão Hans Eysenck propõe que os efeitos das psicoterapias eram devidos à simples passagem do tempo, e não decorrentes das técnicas utilizadas.</p><p>Psicoterapia ou Psicoterapias?</p><p>Na mesma época, Carl Rogers afirmava, ainda, que os efeitos da terapia não eram devidos às técnicas especificas de cada modelo, e sim decorrentes de fatores intrínsecos à relação humana que se estabelecia em qualquer terapia.</p><p>Psicoterapia ou Psicoterapias?</p><p>Esses e outros desafios, além da competição entre os diferentes modelos, representaram um forte estímulo para a realização, a partir da década de 1960, de várias pesquisas de grande porte com a finalidade de comprovar a efetividade das diferentes modalidades de terapia.</p><p>Atualmente temos métodos mais padronizados e um panorama bem mais definido da eficácia, dos alcances e dos limites das diversas modalidades de psicoterapia.</p><p>E apesar de haver ainda uma dificuldade metodológica de saber o porquê de uma determinada psicoterapia funcionar, existe, na atualidade, um relativo consenso de que as terapias são efetivas.</p><p>Quantas modalidades distintas de psicoterapia existem hoje?</p><p>Descritas em mais de 10 mil livros e outros milhares de artigos.</p><p>Apesar de todo esse esforço acadêmico/científico, evidências convergentes são escassas. A controvérsia ainda é grande, e o reconhecimento da psicoterapia como ciência é tênue.</p><p>Como é um campo pertencente a várias profissões, inexiste qualquer tipo de (há pouca) fiscalização oficial ou de exigência mínima para quem a pratica.</p><p>Critérios para que um modelo psicoterápico seja considerado consolidado:</p><p>Deve estar embasado em uma teoria abrangente, que ofereça uma explicação coerente (um racional) sobre a origem, a manutenção dos sintomas e a forma de eliminá-los.</p><p>Os objetivos a que se propõe modificar devem ser claramente especificados.</p><p>Devem existir evidências empíricas da efetividade da técnica proposta.</p><p>Continuando...</p><p>Deve haver comprovação de que as mudanças observadas são decorrentes das técnicas utilizadas e não de outros fatores.</p><p>Os resultados devem ser mantidos a longo prazo.</p><p>Deve apresentar uma relação custo/efetividade favorável na comparação com outros modelos ou alternativas de tratamento.</p><p>O que é Psicoterapia?</p><p>A psicoterapia é um método de tratamento mediante o qual um profissional treinado, valendo-se de meios psicológicos, especialmente a comunicação verbal e a relação terapêutica, realiza, deliberadamente, uma variedade de intervenções, com o intuito de influenciar um cliente ou paciente, auxiliando-o a modificar problemas de natureza emocional, cognitiva e comportamental, já que ele o procurou com essa finalidade (Strupp, 1978).</p><p>O que é Psicoterapia?</p><p>Outros métodos que não sejam face a face, ou que sejam baseados em crenças religiosas (cura pela fé, rituais mágicos, etc.) também são excluídos, mesmo que provoquem alívio de sintomas.</p><p>Fundamentada</p><p>pela ciência</p><p>Características da Psicoterapia</p><p>É um método de tratamento realizado por um profissional treinado, com o objetivo de reduzir ou remover um problema, queixa ou transtorno definido de um paciente ou cliente que deliberadamente busca ajuda.</p><p>O terapeuta utiliza meios psicológicos como forma de influenciar o cliente ou paciente.</p><p>É realizada em um contexto primariamente interpessoal (a relação terapêutica).</p><p>Utiliza a comunicação verbal como principal recurso.</p><p>É uma atividade eminentemente colaborativa entre paciente e terapeuta.</p><p>A psicoterapia como arte</p><p>Como atividade humana, a psicoterapia é também uma arte, na medida em que depende das características pessoais do terapeuta, das habilidades adquiridas em prolongados treinamentos e supervisões e do tipo de par paciente-terapeuta que se estabelece em cada psicoterapia.</p><p>Além do conhecimento do instrumental próprio de cada modelo de terapia, o bom senso e o timming são essenciais para o uso otimizado de tais recursos.</p><p>Utilizá-los é uma arte.</p><p>O que é psicoterapia?</p><p>As psicoterapias distinguem-se quanto aos seus objetivos e fundamentos teóricos, bem como quanto à frequência das sessões, ao tempo de duração, ao treinamento exigido dos terapeutas e às condições pessoais que cada método exige de seus eventuais candidatos.</p><p>Psicanálise e psicoterapia de orientação analítica</p><p>Psicanálise e psicoterapia de orientação analítica</p><p>Na Psicanálise, o analista adota uma atitude neutra, sentando-se às costas do paciente, não havendo contato visual direto.</p><p>O paciente é orientado a expressar livremente e sem censura seus pensamentos, sentimentos, fantasias, sonhos, imagens, assim como as associações que ocorrem, sem prejulgar sobre sua relevância ou seu significado.</p><p>Psicanálise e psicoterapia de orientação analítica</p><p>Na terapia de orientação analítica, as associações não são tão livres como na psicanálise, pois habitualmente são dirigidas pelo terapeuta para questões-chave da terapia, na busca, a princípio, de intervenção em áreas circunscritas ou problemas delimitados.</p><p>O paciente é estimulado a explorar seus sentimentos, ideais e atitudes em suas relações com figuras importantes de sua vida atual, do passado e com o próprio terapeuta, a fim de obter insight.</p><p>São interpretadas as defesas, mas as interpretações transferenciais são menos frequentes.</p><p>Psicanálise e psicoterapia de orientação analítica</p><p>O terapeuta senta-se atrás do divã, mantém uma atitude de curiosidade e de ouvinte atento. De tempos em tempos, interrompe as associações do paciente, fazendo-o observar determinadas conexões entre fatos de sua vida mental (interpretação), particularmente emoções ou fantasias relacionadas com a pessoa do terapeuta (transferência), que passam despercebidas, e refletir sobre seu significado subjacente (inconsciente).</p><p>A psicanálise utiliza habitualmente quatro sessões por semana, podendo variar de três até cinco sessões semanais, que duram de 45 a 50 minutos. As sessões ocorrem em horários preestabelecidos, e o tratamento pode durar vários anos.</p><p>Psicanálise e psicoterapia de orientação analítica</p><p>É feito uso maior de esclarecimento, assinalamento e até mesmo de técnicas comportamentais (reforço) do que na psicanálise.</p><p>Sem a utilização do divã, com um uso menor da associação livre e com sessões menos frequentes, a regressão é menor e a transferência não se desenvolve com a mesma intensidade, o mesmo primitivismo e a mesma rapidez do que na psicanálise.</p><p>A duração é de 1 a 3 sessões por semana e o paciente senta-se numa poltrona de frente para o terapeuta.</p><p>Terapia interpessoal</p><p>Terapia interpessoal</p><p>A TIP é uma psicoterapia de tempo limitado desenvolvida na década de 1970, para o tratamento de depressão.</p><p>Os autores tiveram a atenção despertada para a maioria das depressões ocorrerem em mulheres e de, além de fatores biológicos, aspectos de ordem interpessoal interferiam no quadro.</p><p>O enfoque é interpessoal e psicossocial, onde a valorização da relação do paciente com o grupo social e com as pessoas mais próximas a ele, como determinantes dos problemas mentais.</p><p>Terapia interpessoal</p><p>Fundamenta-se na teoria do apego de John Bowlby.</p><p>Os transtornos psiquiátricos, embora multideterminados em suas causas, sempre surgem em um contexto social ou interpessoal. (ex.: divórcio, separação, início de um novo relacionamento, novo cargo, casamento, nascimento de um filho, luto, ...)</p><p>Os sintomas podem ocorrer particularmente quando há mudança de papéis na ausência de apoio social.</p><p>A TIP tem como objetivo obter alívio dos sintomas pela abordagem de problemas interpessoais que possam estar contribuindo para a origem ou manutenção dos sintomas.</p><p>Tenta intervir no efeito dos sintomas no ajustamento social e nas relações interpessoais, focando os problemas atuais conscientes e pré-conscientes.</p><p>Em geral, esses problemas envolvem conflitos com pessoas significativas do presente ou familiares, frustrações, ansiedades ou desejos experimentados nas relações interpessoais.</p><p>A ênfase é conseguir que o paciente faça mudanças e não apenas compreenda e aceite as condições de vida atuais.</p><p>Terapia interpessoal</p><p>A TIP é uma terapia breve focal, de tempo limitado – de 12 a 20 sessões – por meio da qual o paciente é estimulado a identificar as emoções (raiva, frustração) sentidas em suas relações e a expressá-las no contexto social.</p><p>O terapeuta é ativo, às vezes, diretivo. Utilizando de técnicas cognitivas, comportamentais, psicoeducacionais, de apoio e psicodinâmicas, bem como emprega a clarificação e o role-playing, para estimular a expressão de emoções, aconselha, sugere e levanta alternativas para as interpretações do paciente sobre o que acontece nas interações sociais.</p><p>terapia comportamental</p><p>A TC baseia-se nas teorias e nos princípios de aprendizagem para explicar o surgimento, a manutenção e a eliminação dos sintomas.</p><p>Entre esses princípios, destacam-se: o condicionamento clássico (Pavlov), o condicionamento operante (Skinner), a aprendizagem social (Bandura), a extinção e a habituação.</p><p>terapia comportamental</p><p>A TC exige do paciente alta motivação para aderir ao tratamento, boa capacidade de tolerar o aumento da ansiedade e o desconforto, inerentes ao fato de se expor a situações promotoras de ansiedade, além de boa aliança de trabalho para levar adiante as tarefas estabelecidas em comum acordo com o terapeuta.</p><p>Terapia cognitiva e terapia cognitivo-comportamental</p><p>Proposta por Aaron T. Beck no início dos anos de 1960 para tratamento da depressão. Mais recentemente ela incorporou teorias e técnicas da TC passando a ser designada como TCC.</p><p>A TCC tem a premissa básica de que a maneira como as pessoas interpretam suas experiências determina como elas sentem e como elas se comportam.</p><p>“Os homens se perturbam não pelas coisas, mas pela visão que têm delas”. Epicteto (60-117 d.C.)</p><p>Terapia cognitiva e terapia cognitivo-comportamental</p><p>Existem erros no processamento de informação (de lógica) sob a forma de pensamentos disfuncionais, distorções cognitivas responsáveis pelos sintomas, em vários transtornos mentais.</p><p>De acordo com o modelo cognitivo, determinadas situações ativam pensamentos automáticos negativos ou catastróficos coerentes com crenças ou esquemas cognitivos disfuncionais subjacentes.</p><p>A TCC geralmente é breve, com duração entre 10 e 20 sessões.</p><p>Terapia cognitiva e terapia cognitivo-comportamental</p><p>A terapia é uma descoberta guiada por meio de um trabalho colaborativo entre paciente e terapeuta.</p><p>A TCC utiliza de registros de pensamentos disfuncionais para, posteriormente, submetê-los ao exame de evidência. Também há aplicação de escalas de monitoramento e autoavaliações.</p><p>Na sessão é comum o uso de caneta e papel para ilustrar o modelo cognitivo e a inter-relação entre os diferentes elementos cognitivos e comportamentais.</p><p>Terapias contextuais – comportamentais:</p><p>mindfulness, terapia comportamental dialética, terapia de aceitação e compromisso</p><p>A mindfulness (atenção plena) surgiu no final da década de 1970,</p><p>por Jon Kabat-Zinn, idealizado para tratamento de pacientes com dor crônica.</p><p>Tais abordagens, consideram as funções dos fenômenos psicológicos e o contexto e dão ênfase às estratégias de mudança, nas quais se busca a construção de repertórios amplos, flexíveis e efetivos, a partir do aumento da consciência não julgadora do que ocorre na experiência do aqui e agora, e o direcionamento dos comportamentos de acordo com os valores pessoais.</p><p>Terapias contextuais – comportamentais: mindfulness, terapia comportamental dialética, terapia de aceitação e compromisso</p><p>A mindfulness envolve um estado da atenção, uma consciência profunda e não julgadora sobre o que acontece no momento presente.</p><p>Ela inclui três elementos: consciência, momento presente e aceitação.</p><p>O objetivo é proporcionar um espaço para se observar tudo o que acontece sem reagir, com a intenção de notar as experiências de forma acolhedora, com a abertura de quem está vendo o que ocorre pela primeira vez.</p><p>“Tudo ao que se resiste, persiste”.</p><p>Terapia familiar e de casal</p><p>A terapia familiar originou-se da insatisfação de muitos clínicos com a evolução muito lenta de pacientes quando tratados individualmente ou da frustração com o fato de que, muitas vezes, os progressos terapêuticos eram neutralizados por outros membros da família.</p><p>Os terapeutas passaram a considerar não apenas o indivíduo, mas a família como o foco para compreender o surgimento e a manutenção da psicopatologia.</p><p>O terapeuta de família dá atenção simultaneamente à estrutura familiar, como ela se constitui, se organiza e se mantém, assim como a seus processos: como a família se adapta e evolui ao longo do tempo.</p><p>Terapia familiar e de casal</p><p>A terapia familiar tem seus fundamentos na teoria geral dos sistemas (do biólogo alemão Bertalanffy), na teoria da comunicação, dos pequenos grupos, na teoria psicodinâmica (relações de objeto) e na teoria cognitivo-comportamental, entre outras.</p><p>As sessões são semanais, com todos ou com parte dos membros presentes, podendo posteriormente, tornarem-se quinzenais ou até mensais.</p><p>O objetivo é melhorar a comunicação entre os membros, desenvolver autonomia e a individualização dos diferentes indivíduos, descentralizar e tornar mais flexíveis os padrões de liderança e de tomada de decisão, reduzir os conflitos interpessoais, minimizar os sintomas, além de melhorar o desempenho individual.</p><p>Psicoterapia de grupo</p><p>As psicoterapias de grupo surgiram a partir da necessidade de se estender as possibilidades de atendimento psicoterapêutico a um número maior de pessoas.</p><p>Addler, Bion, Foulkes e Moreno se destacaram no estudo dos grupos.</p><p>Além das vantagens de uma relação custo-benefício mais favorável, a terapia de grupo faz uso de ingredientes terapêuticos próprios que inexistem na terapia individual: os chamados fatores grupais.</p><p>A técnica utilizada nos grupos é muito variada e depende do setting, dos objetivos, da duração, da forma como é feito o agrupamento, se o grupo é aberto ou fechado e da orientação teórica que é seguida.</p><p>Considerações</p><p>As psicoterapias fazem parte do planejamento terapêutico de praticamente todos os transtornos mentais, seja como tratamento de primeira escolha, seja como abordagem coadjuvante de psicofarmacoterapia.</p><p>Um panorama mais claro vem gradualmente se delineando, com alguns modelos se consolidando em razão de sua efetividade comprovada em pesquisas.</p><p>Os modelos tradicionais deixaram de ser hegemônicos e novas abordagens de menor custo, mais breves e igualmente efetivas se tornaram disponíveis, cabe aos profissionais de saúde mental conhecê-las,</p><p>Referências</p><p>Bibliográficas</p><p>CORDIOLI, A.V (Org) Psicoterapia: Abordagens Atuais. Porto Alegre: Artes Médicas, 4. ed., 2019.</p><p>FIORINI, Héctor Juan. Teoria e técnica de psicoterapias. São Paulo: Martins Fontes, 2004.</p><p>image1.png</p><p>image2.png</p><p>image3.jpeg</p><p>image4.jpeg</p><p>image5.jpeg</p><p>image6.jpeg</p><p>image7.png</p><p>image8.svg</p><p>.MsftOfcResponsive_Fill_ffffff {</p><p>fill:#FFFFFF;</p><p>}</p><p>image9.png</p><p>image10.svg</p><p>.MsftOfcResponsive_Fill_ffffff {</p><p>fill:#FFFFFF;</p><p>}</p><p>image11.gif</p><p>image12.jpeg</p><p>image13.jpeg</p><p>image14.jpeg</p><p>image15.jpeg</p><p>image16.jpeg</p><p>image17.jpeg</p><p>image18.jpeg</p><p>image19.jpeg</p><p>image20.jpeg</p><p>image21.jpeg</p><p>image22.png</p><p>image23.png</p><p>image24.jpeg</p><p>image25.jpeg</p><p>image26.jpeg</p><p>image27.png</p><p>image28.png</p><p>image29.png</p><p>image30.png</p><p>image31.png</p><p>image32.png</p><p>image33.png</p><p>image34.png</p><p>image35.png</p><p>image36.jpeg</p><p>image37.png</p><p>image38.png</p><p>image39.png</p><p>image40.png</p><p>image41.png</p><p>image42.jpeg</p>