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<p>DESCRIÇÃO</p><p>O conceito de projeto assistido por computador como uma linguagem técnica baseada em desenhos para a comunicação precisa entre os</p><p>criadores das ideias e os demais envolvidos no processo.</p><p>PROPÓSITO</p><p>Compreender que fazer um projeto gráfico é o mesmo que aprender uma nova língua, na qual a comunicação é apresentada de forma</p><p>ilustrativa.</p><p>OBJETIVOS</p><p>MÓDULO 1</p><p>Descrever as noções básicas do ambiente digital</p><p>MÓDULO 2</p><p>Identificar conceitos dos fundamentos do desenho digital</p><p>MÓDULO 3</p><p>Reconhecer os elementos normativos e básicos do desenho</p><p>SISTEMAS DIGITAIS PARA DESENHOS 2D</p><p>MÓDULO 1</p><p> Descrever as noções básicas do ambiente digital</p><p>NOÇÕES BÁSICAS DO AMBIENTE DIGITAL</p><p>A EVOLUÇÃO DO DESENHO TÉCNICO</p><p>Começar um projeto é como começar a escrever um livro. O fato de sabermos escrever não nos torna bons escritores. Também o fato de</p><p>saber os comandos de um programa de desenho não nos torna bons projetistas.</p><p>PARA SE FAZER UM BOM PROJETO, NÃO BASTA SABER UTILIZAR ADEQUADAMENTE AS</p><p>FERRAMENTAS DE DESENHO EM UM PROGRAMA, DEVEMOS SABER TAMBÉM SOBRE O</p><p>QUE VAMOS PROJETAR.</p><p>A comunicação entre o emissor e o receptor é um valor econômico no ambiente da Engenharia, Arquitetura e áreas afins. Com isso, saber se</p><p>expressar na forma escrita, falada e na forma gráfica, como é o caso de um projeto, torna-se essencial.</p><p>Assim como um relatório mal escrito ou uma frase mal formulada, um projeto pode, da mesma forma, ser de difícil entendimento, não</p><p>importando se a escrita do texto tenha sido feita em um programa de edição de texto, ou na forma da comunicação verbal.</p><p>O BOM PROJETO SERÁ AQUELE QUE TRANSMITE COM FIDELIDADE A IDEIA DO EMISSOR. A</p><p>FERRAMENTA PODE AJUDAR NO PROCESSO, NÃO MAIS QUE ISSO.</p><p>O avanço tecnológico permitiu uma melhoria nas ferramentas de projeto, antes feitos à mão com pranchetas, réguas T etc. Isso foi substituído</p><p>por monitores, computadores, teclados e mouses cada vez mais exatos, precisos e de fácil visualização. Porém, todo esse instrumental, que</p><p>facilita o projetista, não garante a qualidade do projeto, mas, sim, uma otimização do tempo, uma melhor qualidade de imagem, uma</p><p>infinidade de repetição e outros facilitadores que tornam hoje a utilização de computadores para a atividade projetual não mais um luxo, mas</p><p>um recurso econômico sem antecedentes.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p>Quando pensamos em iniciar um projeto utilizando ferramentas computacionais, temos que lembrar que, ao contrário do desenho técnico</p><p>feito “à mão”, utilizar um programa exige outra forma de pensar e fazer o projeto. O computador permite copiar elementos, criar rotinas, gerar</p><p>desenhos, cotas, renderizações, criar modelos 3D, criar filmes e muito mais. Antes, esses recursos não existiam. Diante dessa nova</p><p>realidade, temos que utilizar esses facilitadores para ganhar tempo e qualidade nos projetos.</p><p>ENTENDENDO O DESENHO COMO UMA FERRAMENTA DE</p><p>PROJETO</p><p>O ambiente do projeto usando ferramentas informatizadas permite criar facilitadores e rotinas para dinamizar o tempo de desenho, sem</p><p>deixar de manter a qualidade desejada.</p><p> EXEMPLO</p><p>Desenhar um cilindro no AutoCAD.</p><p>Antes de apresentar a tela de trabalho, os menus, e seus principais comandos, mostraremos como o princípio do desenho informatizado deve</p><p>ser pensado quando estamos no ambiente digital. Poderíamos desenhar manualmente com o mouse o cilindro, como se a tela do AutoCAD</p><p>fosse uma prancheta, e com algumas construções geométricas depois, teríamos a forma dada. Porém, podemos começar a pensar direto tal</p><p>como funciona o desenho informatizado, que é baseado em primitivos básicos.</p><p> DICA</p><p>Entender o desenho é importante para visualizar e otimizar formas de desenhar e projetar mais rapidamente.</p><p>Imagem: Anderson Manzoli.</p><p> Figura 1.1- Construção de um cilindro baseado em um retângulo ou em um círculo</p><p>UM RETÂNGULO REVOLUCIONADO PELO EIXO DA SUA BORDA LONGITUDINAL PODE</p><p>GERAR UM CILINDRO. UM CÍRCULO EXTRUDADO PELO SEU EIXO NO SENTIDO DO SEU</p><p>PLANO TAMBÉM GERA UM CILINDRO, SEM A NECESSIDADE DE MUITOS TRAÇOS OU</p><p>CONSTRUÇÕES GEOMÉTRICAS.</p><p>Com poucos comandos, podemos fazer o cilindro como ele é na terceira dimensão. Já usando comandos “manuais”, com construções</p><p>similares a réguas, compassos etc., poderíamos chegar a uma imagem parecida, porém não teríamos o objeto em 3D. Não seria possível,</p><p>por exemplo, olhar o objeto de outros ângulos ou pontos de vista.</p><p> DICA</p><p>Essa visão espacial é importante para o projetista se ele quiser ganhar tempo nos projetos.</p><p>Para ilustrar ainda mais, veja quantas figuras espaciais são geradas por um retângulo, que muitas vezes não são “vistos” e entendidos pelos</p><p>iniciados na arte de usar a ferramenta computacional para fazer projetos.</p><p>Imagem: Anderson Manzoli.</p><p> Figura 1.2- Diversos desenhos obtidos do mesmo “retângulo base” revolucionado</p><p>Um retângulo revolucionado por diversos eixos, gerando objetos que, sem atenção, não seriam entendidos como iniciados por um “retângulo”</p><p>revolucionado. Isso mostra a nova forma de pensar nos desenhos digitais.</p><p>AMBIENTE DE TRABALHO</p><p>O AutoCAD é um software do tipo CAD, o mais utilizado no mundo, desenvolvido e comercializado pela Autodesk, Inc desde 1982. Ele</p><p>permite criar ambiente bidimensional (comprimento e largura) e tridimensional (perspectivas, filmes) no computador. Desse modo, é possível</p><p>visualizar a forma e o espaço, os materiais, as texturas, as cores, as luzes e as sombras.</p><p>Imagem: monticello/Shutterstock.com</p><p> DICA</p><p>Ele pode ser baixado por estudantes gratuitamente pelo site da Autodesk. Após um breve cadastro, o programa é liberado.</p><p>A dinâmica do programa é parecida com as funções mais básicas do Windows (Ctrl + C = copiar; Ctrl + V = colar; Esc = sair; Enter =</p><p>prosseguir; Espaço = prosseguir etc.), além dos comandos de chamada, ditos (F1, F2, F3, F4, F5, ..., F12), cada um com sua função.</p><p>A seguir, temos um resumo do significado das teclas de controle e de função:</p><p>F1 Ajuda</p><p>F2 Janela de Texto</p><p>F3 Liga e desliga Osnap</p><p>F6 Mostrador de Coordenadas</p><p>F7 Liga e desliga a grade (Grid On/Off)</p><p>F8 Liga e desliga o travamento Ortogonal</p><p>F9 Liga e desliga o SNAP (Snap On/Off)</p><p>F10 Liga e desliga o POLAR</p><p>Atenção! Para visualizaçãocompleta da tabela utilize a rolagem horizontal</p><p>Quando você acabar seu trabalho, poderá abrir outro desenho ou fechar o AutoCAD. Para fechar, use a opção Exit. Se houver alguma</p><p>alteração no desenho não salva até o momento, aparecerá a pergunta Save Changes? Responda Yes (Sim) ou No (Não) ou então cancele o</p><p>comando.</p><p> ATENÇÃO</p><p>Para cancelar um comando, basta pressionar a tecla ou selecionar um novo comando.</p><p>As principais extensões de arquivos de trabalho do AutoCAD são o DWG e o DXF. O AutoCAD ainda permite a entrada e saída de arquivos</p><p>de imagens raster, ASCII, e outros softwares CAD e GIS.</p><p>Imagem: Anderson Manzoli</p><p> Figura 1.3: Tela de trabalho do AutoCAD 2017</p><p>As ferramentas contidas no AutoCAD são autoexplicativas. O próprio programa trabalha com você, gerando lembretes que aparecem no</p><p>commandline, uma barra horizontal no canto inferior da tela, que mostra qual a sequência de comandos que o programa obedece e são</p><p>chamadas de prompt.</p><p> DICA</p><p>A leitura constante no prompt de comando do software leva o profissional a adquirir domínio sobre o programa.</p><p>O AutoCAD 2016 traz uma tela – new tab, na qual o usuário pode iniciar um projeto novo, clicando em Start Drawing, ou trabalhar em um</p><p>projeto anterior, escolhendo-o na coluna Recent Documents. Além disso, pode conectar-se ao Autodesk 360 ou enviar feedbacks.</p><p>Imagem: Anderson Manzoli.</p><p> Figura 1.4 - Tela inicial do AutoCAD</p><p>O sistema Ribbon, funciona de forma similar ao utilizado atualmente em pacotes da linha Office da Microsoft. Nele, os comandos estão</p><p>divididos em painéis de mesma função (Desenhos, Modificações, Anotações etc.), que por sua vez estão divididos em abas. Clicar em um</p><p>dos ícones corresponde a inserir um comando na Caixa de Comando.</p><p>Imagem: Anderson Manzoli</p><p> Figura 1.5 - Interface Ribbon do AutoCAD 2016</p><p>A caixa de comando é o local de interatividade</p><p>entre o usuário e os procedimentos computacionais do programa. É através dela que o</p><p>AutoCAD “conversa” com o usuário. Ao inserir um comando, inicia-se um diálogo com o programa, onde o AutoCAD pede informações</p><p>necessárias para a execução daquela função, por exemplo:</p><p>Imagem: Anderson Manzoli</p><p> Figura 1.6 - Caixa de Comando e Diálogo do comando Circle</p><p>É IMPORTANTE SEMPRE ESTAR ATENTO ÀS INFORMAÇÕES MOSTRADAS NA CAIXA DE</p><p>COMANDO, ELA PODE TANTO PEDIR INFORMAÇÕES QUANTO EXPOR OPÇÕES DENTRO DO</p><p>MESMO COMANDO. ESSAS OPÇÕES APARECEM ENTRE COLCHETES ‒ [ ] E PODEM SER</p><p>SELECIONADAS DIGITANDO A LETRA QUE ESTIVER MAIÚSCULA (NEM SEMPRE É A</p><p>INICIAL). TAMBÉM CHAMADA DE “PROMPT”.</p><p>A Barra de Status situa-se na parte inferior do programa, abaixo da caixa de comando, e contém botões referentes ao funcionamento do</p><p>AutoCAD, que podem estar ligados (em azul) ou desligados (cinza).</p><p>Imagem: Anderson Manzoli</p><p> Figura 1.7 - Barra de Status</p><p>O AutoCAD é dividido em duas grandes áreas:</p><p>Model Space</p><p>É basicamente um espaço de três dimensões infinito, onde o usuário irá desenhar tudo o que quiser, em duas ou três dimensões..</p><p>Paper Space</p><p>É a representação digital do papel, onde esse desenho será impresso, por isso é nele que se prepara o projeto para a impressão final,</p><p>colocando suas legendas, anotações, tabelas, entre outros.</p><p>A alternância entre as duas áreas pode ser feita pelos botões Model ( ) e Layout ( ) localizados na Barra de Status, canto inferior esquerdo da</p><p>tela. No Model Space, à direita, encontra-se a Navigation Bar, que auxilia principalmente a utilização do programa em notebooks e/ou com</p><p>mouses sem Scroll, pois traz ferramentas como Full Navegation Wheel, Pan (movimentação no plano), Zoom e Orbit (navegação em 3D). E,</p><p>finalmente, no canto superior direito, o View Cube, que auxilia também na navegação e alternância entre vistas.</p><p>Imagem: Anderson Manzoli</p><p> Figura 1.8 - Área de Desenho e Área de Impressão</p><p> ATENÇÃO</p><p>Para entender bem o AutoCAD, é necessário compreender o conceito de comando.</p><p>Comando é uma instrução dada ao programa, uma tecla ou uma sequência de teclas, que serão processadas definindo a ação desejada.</p><p>Você pode entrar em um comando usando o teclado ou um clique do mouse sobre o ícone do comando. Alguns comandos também</p><p>abreviaram nomes chamados pseudônimos de comando.</p><p> EXEMPLO</p><p>A tecla L representa a função *LINE; Li significa *LIST; E significa *ERASE etc.</p><p>Quando entrar com um comando, você verá um conjunto de opções ou uma caixa de diálogo.</p><p> EXEMPLO</p><p>Quando você entrar no comando Circle na linha de comando, o lembrete seguinte é exibido: Especifique ponto de centro para círculo ou</p><p>[3P/2P/Ttr (tangente, tangente, raio) ]:</p><p>Você pode especificar o ponto de centro entrando em coordenadas X,Y ou usando o mouse, clicando sobre um ponto na tela. Você pode</p><p>escolher uma opção diferente entre as anteriores, selecionando uma das opções nos parênteses e pode entrar em maiúscula ou letras</p><p>minúsculas.</p><p> EXEMPLO</p><p>Escolher a opção de três-pontos (3P), digite 3p.</p><p> SAIBA MAIS</p><p>Se quiser repetir um comando que usou por último, dando ENTER ou SPACEBAR, o comando se repete.</p><p>CONCEITO DE ARMAZENAMENTO, PROCESSAMENTO DE</p><p>INFORMAÇÃO E PERIFÉRICO</p><p>O AutoCAD pode salvar um arquivo em diferentes extensões. Isso depende da finalidade para a qual este arquivo será usado. O AutoCAD</p><p>possui 4 principais tipos de extensão de arquivos que podem ser salvos, o DWG, o DWT, o DXF e o DWS. Dentre estes quatro, os mais</p><p>usados são o DWG e o DXF. Os outros tipos não são usuais e nem acessíveis, pois se tratam, em sua maioria, de extensões especiais para</p><p>complementos do AutoCAD.</p><p> SAIBA MAIS</p><p>Você pode exportar arquivos em CAD para PDF, permitindo que aqueles que não têm o programa instalado em seu computador possam vê-</p><p>lo. Isso é bastante útil ao entregar cópias do projeto para o cliente.</p><p>A extensão DWG, é o formato padrão onde são feitos todos os desenhos básicos do AutoCAD, como planta baixa, cortes, fachadas,</p><p>topografia, entre outros. Por se tratar de uma extensão principal, outros programas similares ao AutoCAD também utilizam este formado para</p><p>os desenhos, ou pelo menos são capazes de ler o formato em questão.</p><p>Não é necessário escolher esta extensão do formato DWG para salvar os arquivos, porque o próprio programa, automaticamente, salva neste</p><p>tipo de extensão por padrão.</p><p> ATENÇÃO</p><p>Em alguns casos, é necessário apenas mudar a versão de salvamento, por exemplo, quem usa o AutoCAD 2020 e precisa salvar com</p><p>compatibilidade para o AutoCAD 2007, para que este consiga abrir o arquivo.</p><p>A extensão DXF é um formato de intercâmbio para modelos de CAD. Neste formato, o arquivo pode ser aberto facilmente por outros</p><p>programas, como Adobe Illustrator, Corel Draw etc. Quando clicamos no ícone de salvar, abre-se uma janela que permite escolher o local</p><p>onde será armazenado o arquivo criado.</p><p> VOCÊ SABIA</p><p>Existe uma opção de salvar os arquivos na nuvem, de modo que o arquivo fica disponível para vários dispositivos.</p><p>Imagem: Anderson Manzoli</p><p> 1.9 - Como salvar os arquivos</p><p>O A360 é uma ferramenta de colaboração que ajuda os profissionais a visualizar, compartilhar e localizar arquivos de projetos 2D e 3D em um</p><p>espaço de trabalho central. Ele mantém seus projetos, arquivos e equipes atualizados, independentemente de você estar no escritório ou no</p><p>campo. Os recursos do AutoCAD 360 incluem uma interface fácil de usar e ferramentas móveis para carregar, abrir e editar desenhos DWG.</p><p>Os serviços e o armazenamento na nuvem estão disponíveis mediante uma assinatura ou plano de manutenção de alguns softwares.</p><p>Também é possível assinar separadamente determinados serviços em nuvem à medida que você precisar, ou com os produtos e aplicativos</p><p>Autodesk, sendo compatíveis com Dropbox, OneDrive e Google Drive.</p><p>PROCESSAMENTO DE INFORMAÇÃO</p><p>O AutoCAD é um programa que necessita de um computador ou notebook com uma configuração boa. Dependendo do tamanho dos</p><p>arquivos e a finalidade do trabalho, a configuração deve ser capaz de processar um grande volume de dados. Caso contrário, o AutoCAD</p><p>pode travar, emitindo um aviso de FATAL ERROR!</p><p> DICA</p><p>Para evitar travamentos, podemos alterar algumas opções que exigem mais memória e vídeo do computador.</p><p>Vejamos algumas delas:</p><p>SHOW ROLLOVER TOOL TIPS</p><p>Desative esta opção em Options, na aba Display. Quando paramos o cursor sobre algum objeto, se esta opção estiver marcada, o AutoCAD</p><p>irá exibir um pequeno quadro com um resumo das propriedades do objeto. O problema é que, às vezes, só de passarmos o cursor sobre o</p><p>desenho, o AutoCAD trava, pois tenta processar as informações de cada objeto pelo qual o cursor passou. Esse travamento é bem comum</p><p>com objetos grandes, como curvas de nível, por exemplo.</p><p>SALVAMENTOS AUTOMÁTICOS</p><p>Aumente o tempo entre salvamentos automáticos em Options, na aba Open and Save, mas lembre-se de sempre salvar seus arquivos.</p><p>REALCE DOS OBJETOS</p><p>Desligue o realce dos objetos em Options, na aba Selection, em Selection Preview.</p><p>DYNAMIC INPUT</p><p>Desligue o Dynamic Input, usando F12.</p><p>SELEÇÃO DE OBJETOS</p><p>Não selecione objetos antes de usar um comando, selecione sempre quando já estiver no comando</p><p>Uma máquina para uso moderado do AutoCAD, para as versões 2016/2017, deveria ter no mínimo:</p><p>• Processador Intel Core i7.</p><p>• 12GB de memória DDR3.</p><p>• Uma placa de vídeo (GPU) de no mínimo 2GB dedicado.</p><p>• Um monitor de 21 polegadas Widescreen full HD.</p><p>• Um mouse de 2000DPI.</p><p>• Um bom teclado com espaçamento ideal de teclas e teclado numérico.</p><p>• Microsoft Windows 7 Home Premium ou versões mais recentes (64 bits).</p><p>• Internet Explorer 9.0 ou posterior..</p><p>• 10GB para a instalação (arquivo baixado) e 6GB para arquivos do programa.</p><p>Atenção! Para visualizaçãocompleta da tabela utilize a rolagem horizontal</p><p>PERIFÉRICOS</p><p>Antes de iniciar o uso dos comandos, deve-se ter familiaridade com o funcionamento do mouse e do teclado, afinal, será através deles que</p><p>serão enviados os comandos para o programa</p><p>MOUSE</p><p>BOTÃO ESQUERDO</p><p>Utilizado para ações de seleção.</p><p>BOTÃO DIREITO</p><p>Abre menus flutuantes com opções variando conforme o comando ativo.</p><p>SCROLL</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>Um modo prático de aproximar ou afastar a visão (zoom) é rolando o scroll para frente ou para trás.</p><p>Imagem: Anderson Manzoli</p><p> Figura 1.10 - Comandos do Mouse</p><p>O mouse deve ter um tamanho confortável, mouses pequenos aumentam o esforço nas articulações da mão, podendo causar lesões. Com o</p><p>intuito de sempre tê-lo conosco, acabamos optando por mouses pequenos que possamos carregar sem problemas, até porque a utilização de</p><p>notebooks e laptops para o trabalho cresceu bastante. Mas, mesmo que pareça mais correto ter um mouse pequeno que se possa carregar,</p><p>opte por um mouse maior e mais confortável.</p><p>Outra característica importante na hora de escolher um mouse é sua resolução. Busque um mouse com resolução acima de 2000DPI, pois</p><p>ele terá maior precisão nos movimentos e isso é bem importante, pois facilita na hora de selecionar algo no CAD.</p><p> RECOMENDAÇÃO</p><p>Optar por um mouse ergonômico também é uma boa pedida, pois pode diminuir os efeitos nocivos dos movimentos repetitivos.</p><p>TECLADO</p><p>O teclado não tem muito segredo, pois a única preocupação é de caráter ergonômico – relacionado à sua altura relativa ‒, já que não existe</p><p>um teclado mais preciso que outro, existem, sim, teclas mais macias, com espaçamento melhor, mas essa parte já depende mais da sua</p><p>melhor adaptação. Algo que pode tornar mais rápido o trabalho é a presença de um teclado numérico separado.</p><p>MONITOR</p><p>Ter um monitor de bom tamanho é de extrema importância para um trabalho mais confortável com o AutoCAD ou qualquer outro software</p><p>CAD, mas monitores grandes demais causam uma movimentação muito intensa do pescoço. Então, um monitor com tamanho ideal seria de</p><p>21″ até 30”.</p><p>Uma boa resolução é sempre importante, pois utilizar o CAD tendo à frente um monitor embaçado, dando a sensação de que há algo de</p><p>errado na visão não é nada agradável. Por isso, busque monitores Full HD de 1920 X 1080 pixels, assim você terá mais conforto para</p><p>observar as linhas de seu desenho no CAD.</p><p>GERENCIAMENTO DE DADOS</p><p>A melhor forma de gerenciar os dados de desenho no AutoCAD é organizando o desenho em camadas, também chamadas de layers. Os</p><p>layers são utilizados para agrupar informações em um desenho por função, e para reforçar o tipo de linha, cor e outros padrões.</p><p> SAIBA MAIS</p><p>As camadas são equivalentes às sobreposições utilizadas em rascunhos de papel e são uma das principais ferramentas organizacionais</p><p>usadas nos desenhos. Podem ser utilizadas para agrupar informações por função e para aplicar o tipo de linha, cor e outras normas.</p><p>Quando estamos projetando, utilizamos vários layers, um para cada determinada representação. Cada profissional se utiliza deste recurso e</p><p>trabalha melhor quando se organizam os layers segundo a necessidade do projeto.</p><p>Imagem: Anderson Manzoli</p><p> Figura 1.11- Exemplo de layers</p><p>Quando criamos os layers e os destinamos a cada objeto, podemos entender melhor o que estamos desenhando. Outro grande diferencial é</p><p>que o trabalho em layers permite que ocultemos determinados elementos desenhados, para poder trabalhar com outros.</p><p> EXEMPLO</p><p>Podemos esconder as hachuras para inserir as linhas de cotas com maior precisão, isolar o layer de paredes para colocar hachuras, ocultar</p><p>representações desnecessárias etc.</p><p>Devemos possuir o hábito de criar layers específicos, assim temos uma representação mais rica e fácil de se entender. Geralmente, as</p><p>pessoas pensam que muitos layers sobrecarregam o projeto, mas, na verdade, não.</p><p>Outro fato com o qual muitos se preocupam é com as cores das linhas. Elas são utilizadas para a representação das espessuras, em que</p><p>cada cor pode ter uma espessura diferente da outra na hora de imprimir.</p><p> ATENÇÃO</p><p>Isto não é regra, mas existem alguns padrões de cores e espessuras, dos quais arquitetos e engenheiros fazem uso.</p><p>Muitas vezes uma cor é utilizada para várias representações, mas isso não prejudica o desenho desde que não sejam utilizadas demais. Na</p><p>verdade, isso requer imprimir elementos diferentes com espessuras iguais. Quando utilizamos outras cores, existe, ainda, a opção de</p><p>escolher se queremos que estas sejam impressas coloridas ou em preto. Ou mesmo se queremos que elas sejam impressas, já que</p><p>podemos “travar” a opção de impressão, de modo que determinada layer só é vista em tela.</p><p>Devemos aproveitar ao máximo os recursos oferecidos pelos softwares de desenho, pois eles foram criados para auxiliar e facilitar nosso</p><p>trabalho. Não tenha receio de ter mais de dez ou quinze layers, pois isso facilitará a representação e a visualização dos elementos contidos</p><p>no projeto durante a sua criação.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p>INTERFACE DOS SISTEMAS DE CAD</p><p>A interface do AutoCAD 2016 é totalmente personalizável e você pode acrescentar os comandos mais utilizados na Barra de Status, ou tirar</p><p>algum que não deseje. Você também pode acrescentar o Ribbon ou tirá-lo e deixar apenas a Barra de Menus.</p><p>Para quem não utiliza muito o Ribbon e nem a Barra de Menus Suspensos, é possível deixar a Área de Desenho maior, ocupando toda a</p><p>tela do monitor, ao optar pela Clean Screen, ativada pelo ícone na Barra de Status ou pelo comando Ctrl + 0.</p><p>Imagem: Anderson Manzoli</p><p> Figura 1.12 - Clean Screen</p><p>Você aprenderá a personalizar a interface da maneira mais fácil para as suas necessidades de desenho, ganhar mais espaço na Área de</p><p>Desenho ou ter menos comandos na sua Barra de Status. Para tirar ou colocar o Ribbon, na Barra de Menus Suspensos há uma seta, ao</p><p>lado do último menu. Ao clicar nele, pode ser alterado para quatro modos diferentes.</p><p>Imagem: Anderson Manzoli</p><p> Figura 1.13 - Barra de Menus Suspensos</p><p>Esta é uma boa opção para quem usa muito os comandos pelo teclado. Com o comando ativo, o AutoCAD sobrepõe a “Barra de Tarefas” do</p><p>sistema operacional, utilizando toda a área do monitor.</p><p>VERIFICANDO O APRENDIZADO</p><p>1. AO PROJETAR UMA CASA, O ENGENHEIRO PODE FAZER UM MEMORIAL DESCRITIVO DA RESIDÊNCIA E</p><p>UM MEMORIAL DESCREVENDO CADA ETAPA DA OBRA, PORÉM FICARIA MUITO EXTENSO E CANSATIVO</p><p>SUA LEITURA E INTERPRETAÇÃO. UM JEITO MAIS FÁCIL DE FAZER ISSO É PRODUZINDO OS PROJETOS</p><p>NA FORMA DE DESENHOS. COM BASE NISSO, ESCOLHA A ALTERNATIVA CORRETA:</p><p>A) O projeto pode ser feito com desenhos artísticos, nos quais as dimensões das áreas são ilustrativas e apenas servem de base para o</p><p>empreiteiro executar a obra de acordo com o que ele achar correto.</p><p>B) A função principal do projeto gráfico é facilitar o entendimento de uma ideia, passando dados fiéis de medidas e informações, de modo que</p><p>sua interpretação permite a exata execução da obra. É uma língua como outra qualquer, que pode ser aprendida tecnicamente.</p><p>C) Um projeto pode usar elementos gráficos sem seguir nenhum padrão, pois não existem normas nem regras para se fazer projetos.</p><p>D) Assim como numa nova língua, a linguagem de projeto gráfico exige que o idealizador da ideia faça os projetos de acordo com normas</p><p>próprias. Porém, quem fará a leitura dos projetos não precisa conhecer essa linguagem gráfica.</p><p>E) Tanto a leitura como a concepção dos projetos gráficos podem ser adaptados para cada região, não sendo uma linguagem universal.</p><p>2. ANTES DO ADVENTO DOS DESENHOS GRÁFICOS ASSISTIDOS POR COMPUTADOR, OS DESENHOS ERAM</p><p>FEITOS “À MÃO” COM AUXÍLIO DE RÉGUAS, COMPASSOS, ESQUADROS ETC. A COMUNICAÇÃO ERA</p><p>EFICIENTE, PORÉM, COM A ENTRADA DOS PROJETOS GRÁFICOS, PODEMOS DIZER QUE A FORMA DE</p><p>FAZER PROJETOS MUDOU. ASSINALE A ALTERNATIVA ERRADA:</p><p>A) As ferramentas computacionais modernas possibilitam fazer os desenhos em 3D, como se fossem maquetes eletrônicas, permitindo mais</p><p>fidelidade aos projetos.</p><p>B) Profissionais que faziam bons projetos usando ferramentas gráficas como papel e réguas podem continuar fazendo seus projetos da</p><p>mesma forma, “riscando” uma tela gráfica. Porém, as ferramentas atuais podem tornar esse processo muito mais rápido.</p><p>C) Um profissional que tem boas ideias terá facilidade</p><p>para fazer bons projetos técnicos, pois os programas de desenho são aprendidos como</p><p>uma linguagem baseada em regras, não precisando, assim, que seus autores sejam “artistas” para fazerem boas imagens gráficas.</p><p>D) Os programas de desenho hoje permitem já pensar o projeto em sua volumetria, baseando-se na sua maquete, e não apenas nas suas</p><p>projeções.</p><p>E) A qualidade do projeto só depende do programa que está sendo usado para fazer os desenhos.</p><p>GABARITO</p><p>1. Ao projetar uma casa, o engenheiro pode fazer um memorial descritivo da residência e um memorial descrevendo cada etapa da</p><p>obra, porém ficaria muito extenso e cansativo sua leitura e interpretação. Um jeito mais fácil de fazer isso é produzindo os projetos</p><p>na forma de desenhos. Com base nisso, escolha a alternativa correta:</p><p>A alternativa "B " está correta.</p><p>Um projeto gráfico deve seguir regras universais tanto para sua criação quanto para a sua leitura, de forma que qualquer conhecedor da</p><p>linguagem, independentemente do seu país de origem, consiga entender essa linguagem técnica universal. Ela deve ser fiel às unidades de</p><p>medida a ela relacionadas.</p><p>2. Antes do advento dos desenhos gráficos assistidos por computador, os desenhos eram feitos “à mão” com auxílio de réguas,</p><p>compassos, esquadros etc. A comunicação era eficiente, porém, com a entrada dos projetos gráficos, podemos dizer que a forma</p><p>de fazer projetos mudou. Assinale a alternativa errada:</p><p>A alternativa "E " está correta.</p><p>Quando falamos de qualidade, estamos entrando num conceito amplo. Um bom projeto se faz com boas ideias. Os programas só facilitam a</p><p>passagem das ideias para o formato de desenhos técnicos. Bons programas podem aumentar a produtividade dos desenhos e apresentar</p><p>interfaces mais visíveis e mais bonitas que programas menos eficientes.</p><p>MÓDULO 2</p><p> Identificar conceitos dos fundamentos do desenho digital</p><p>FUNDAMENTOS DO DESENHO DIGITAL</p><p>NORMAS DE DESENHO</p><p>Antes dos avanços tecnológicos, todos os processos relacionados ao desenho eram manuais, ou seja, usava-se papel, canetas com várias</p><p>espessuras de penas, lapiseiras com vários tipos e espessuras de grafite, lápis, réguas etc.</p><p> EXEMPLO</p><p>Na engenharia predial, os desenhos eram elaborados a partir de instrumentos simples (lápis, caneta e esquadros), respeitando-se normas</p><p>técnicas preestabelecidas.</p><p>Os trabalhos de desenho técnico foram evoluindo com a computação gráfica, tornando-se cada vez mais computadorizados. Esses</p><p>programas ganharam espaço no mercado e se firmaram, passando por atualizações e novas ferramentas. Esse crescimento tornou altamente</p><p>flexível a utilização desses programas e cada usuário passou a criar seus trabalhos a partir dos recursos que mais lhe agradavam ou eram</p><p>úteis, da forma que melhor lhe convinha, ou que lhe era ensinado.</p><p>Os problemas advindos dessa “livre organização” na utilização dos recursos dos programas de desenho/projeto são diversos e atingem,</p><p>principalmente, o processo de comunicação que ocorre nos diferentes níveis e etapas de desenvolvimento dos projetos que envolvem o</p><p>desenho técnico. Assim, para criar regras e uma comunicação única e universal, foram criadas as Normas de Desenho.</p><p> VOCÊ SABIA</p><p>Embora os países criem nomes diferentes para as suas normas, no fundo elas são muito parecidas e seguem um mesmo padrão.</p><p>O desenho técnico representa uma ideia que se deseja transformar em real, por isso, é preciso adotar a normatização para tais projetos,</p><p>estabelecendo regras e conceitos de representação gráfica, a partir de uma simbologia específica e predeterminada.</p><p>A normatização do desenho atende a padrões internacionais, como a ISO (International Organization for Standardization). Porém, cada país</p><p>tem normas próprias, tal como o Brasil, onde as normas são editadas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).</p><p> COMENTÁRIO</p><p>Grande parte das recomendações deste módulo tem base nessa norma, a fim de facilitar o uso da ferramenta AutoCAD de forma otimizada e</p><p>adequada.</p><p>De acordo com Ruggeri (2004), a adoção de recursos de informática no desenvolvimento de projetos de Engenharia e Arquitetura trouxe</p><p>consigo avanços em termos de custos, tempo, qualidade e intercambialidade dos trabalhos. No entanto, a disseminação desorganizada</p><p>destes recursos ocasionou uma série de problemas de ordem gerencial no processo de produção dos serviços e produtos.</p><p>OS MODOS DE REPRESENTAÇÃO FUNCIONAVAM DA SEGUINTE FORMA: ERAM</p><p>FIXADAS ESPESSURAS PARA TRAÇADOS CONFORME SEUS SIGNIFICADOS NA</p><p>REPRESENTAÇÃO GRÁFICA, E CADA ESPESSURA DE TRAÇADO</p><p>CORRESPONDIA A UMA CANETA. SENDO ASSIM, INDEPENDENTEMENTE DE</p><p>QUEM FOSSE O DESENHISTA, NÃO ERAM POSSÍVEIS MUITAS VARIAÇÕES.</p><p>ANTES DA INFORMÁTICA NA PRODUÇÃO DE PROJETOS DE ENGENHARIA E</p><p>ARQUITETURA, EXISTIA UM SISTEMA DE TRABALHO COM POUCOS RECURSOS,</p><p>DIFUNDIDO E NORMALIZADO EM SEUS ASPECTOS PRIMORDIAIS.</p><p>(RUGGERI, 2004)</p><p>Atualmente, para aprovação de projetos, todos seguem as normas editadas pela ABNT, que adota normas internacionais que facilitam e criam</p><p>uma linguagem “única” de desenho.</p><p>VISUALIZAÇÃO DA ÁREA DE TRABALHO</p><p>Diferentemente do processo tradicional, no qual o espaço do desenho está limitado pelo tamanho da folha de papel, no desenho digital, a</p><p>área gráfica não tem tamanho definido, e seus limites podem ser configurados para qualquer tipo ou organização de desenho. Esse recurso</p><p>possibilita o desenho de objetos das mais diferentes dimensões no mesmo espaço gráfico.</p><p>O DESENHISTA PODE REPRESENTAR UM DETALHE DO EDIFÍCIO, O PRÓPRIO EDIFÍCIO, A</p><p>QUADRA ONDE ESTE SE SITUA, O ENTORNO DESTA QUADRA, OU SEJA, OBJETOS DE</p><p>DIFERENTES ESCALAS DE MEDIDAS, EM UMA MESMA ÁREA OU UM ESPAÇO DE</p><p>DESENVOLVIMENTO DO MODELO.</p><p>Imagem: Anderson Manzoli.</p><p> Figura 2.1 – Tela Gráfica. Apresenta zoom infinito e pode ser dividida em views</p><p>Outra característica importante da área do espaço de desenho e/ou modelagem é, no caso dos programas com suporte 3D, sua</p><p>tridimensionalidade. Sendo o espaço tridimensional, os objetos podem ser representados não apenas por meio de suas projeções em um</p><p>único plano de trabalho (plano de desenho ou projeção), mas por meio de suas alturas, larguras e profundidades, utilizando‐se um sistema</p><p>cartesiano triaxial de coordenadas.</p><p>UNIDADES DE MEDIDA PARA CRIAÇÃO DE ENTIDADES</p><p>VETORIAIS</p><p>O AutoCAD trabalha de forma adimensional, isto é, se você faz uma linha com 200 unidades, será 200mm caso esteja configurado para mm</p><p>ou 200 inches (polegadas), caso esteja configurado para polegadas.</p><p> ATENÇÃO</p><p>A mudança de unidades tem real interferência na plotagem, na inserção de blocos, quando determinamos as escalas e quando utilizamos o</p><p>arquivo para levar alguma informação para outro software.</p><p>Para configurar as unidades e sua exibição utilizamos o comando Units. Para acessá-lo, basta digitar Units na linha de comando do AutoCAD</p><p>ou ir ao menu format -> Units.</p><p>Imagem: Anderson Manzoli.</p><p> Figura 2.2 – Janela Units.</p><p>Depois de executar o comando, a seguinte janela será exibida e nela você encontrará todas as configurações para colocar as unidades de</p><p>seu desenho de acordo com suas necessidades.</p><p>A exibição também pode ser mudada, por exemplo, podemos utilizar o painel propriedades para obter o comprimento de uma linha e obter</p><p>esse valor em vários formatos disponíveis (figura 2.3). Veja como as unidades podem ser exibidas:</p><p>Scientific: 1.55E+01</p><p>Architectural: 1'-3 1/2'</p><p>Fractional: 15 1/2</p><p>Decimal: 15.50</p><p>Engineering: 1'-3.50'</p><p>Atenção! Para visualizaçãocompleta da tabela utilize a rolagem horizontal</p><p>Imagem: Anderson Manzoli.</p><p> Figura 2.3 – Janela do Units</p><p>É possível também colocar o número de casas significativas em que se deseja que o AutoCAD trabalhe. Ele pode arredondar para o número</p><p>de casas desejado. Em geral, usa-se no Brasil a unidade decimal.</p><p>Desenhos mecânicos</p><p>Para desenhos mecânicos, usa-se mais a configuração em milímetros, com duas casas decimais para os projetos.</p><p>Desenhos na área de construção civil e mapas</p><p>Para desenho na área de construção civil e mapas, deixa-se a configuração em metros, com 3</p><p>casas decimais.</p><p>Na janela Units, podemos ver também que é possível configurar o ângulo (Figura 2.4). As configurações de ângulo do AutoCAD podem ser:</p><p>Decimal Degrees: 30.5000</p><p>Deg/min/sec: 30d30’00”</p><p>Grads: 33,8889</p><p>Radians: 0,5323</p><p>Surveyor’s Units: N30d30’E (primeiro quadrante)</p><p>Atenção! Para visualizaçãocompleta da tabela utilize a rolagem horizontal</p><p>Imagem: Anderson Manzoli.</p><p> Figura 2.4 – Janela do Units</p><p>A referência angular do AutoCAD é no sentido anti-horário. Porém, é possível tornar o sentido de referência angular do AutoCAD horário,</p><p>basta acionar o ClockWise (figura 2.5).</p><p>Imagem: Anderson Manzoli.</p><p> Figura 2.5 – Janela do Units</p><p>Caso esteja trabalhando com mapas ou arquivos topográficos, a referência passa a ser o Azimute, que é o ângulo horário formado a partir do</p><p>Norte do desenho. No caso, bastaria acionar o ClockWise, Direction... e clicar no North 270d.</p><p>Ainda na janela Units, podemos configurar a unidade de entrada dos blocos que serão inseridos no projeto. Quando alguém cria um bloco, o</p><p>faz em certa unidade, a princípio desconhecido por nós. Se o bloco for feito em milímetros, e o seu projeto estiver configurado em metros, ao</p><p>inserir o bloco, este virá 1000 vezes maior. Para acertar isso, bastaria um Scale no momento de inserção do bloco. Porém, isso pode ser</p><p>alterado também nessa janela.</p><p> RECOMENDAÇÃO</p><p>Recomenda-se deixar aqui sem unidades, Unitless, ou então milímetros para desenhos mecânicos, ou ainda metros para desenhos na área</p><p>de construção civil.</p><p>Imagem: Anderson Manzoli</p><p> Figura 2.6 – Janela do Units</p><p>SISTEMAS DE COORDENADAS</p><p>O AutoCAD é um programa que funciona vetorialmente, ou seja, cada ponto na tela corresponde a um vetor com a origem em X = 0 e Y = 0,</p><p>ou relativo a um ponto já especificado na tela, com determinado comprimento e um ângulo em relação ao eixo X. O AutoCAD também</p><p>trabalha com coordenadas polares.</p><p> SAIBA MAIS</p><p>O plano de trabalho inicial do AutoCAD é o plano cartesiano no qual temos a origem do sistema de coordenadas, que corresponde à origem</p><p>do Sistema de Coordenadas do Usuário (UCS) (figura 2.7).</p><p>Aqui também o eixo X à direita é positivo, à esquerda é negativo e o eixo Y para cima da origem é positivo e para baixo é negativo.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> Figura 2.7 – Quadrantes do plano cartesiano</p><p>A área de trabalho mostra (por default) sempre o primeiro quadrante, ou seja, a área do plano em que X e Y são positivos e o UCS na origem</p><p>do sistema.</p><p> DICA</p><p>Experimente ativar o modo grade, dar um zoom completo e deslocar o mouse em torno do UCS para verificar as mudanças de valores das</p><p>coordenadas que ocorrem simultaneamente na barra de status no lado esquerdo.</p><p>A vírgula só separa os pontos coordenados (X, Y) – em qualquer situação dentro do AutoCAD e o ponto separa números “quebrados”</p><p>(mantissa), (por uma condição americana) EX. 54.87 – 12.14 – 34.69 etc.</p><p>A orientação X sempre será na horizontal</p><p>Para a direita, valores positivos (+)</p><p>Para a esquerda, valores negativos (–)</p><p>A orientação Y sempre será na vertical</p><p>Para cima, valores positivos (+)</p><p>Para baixo, valores negativos (–)</p><p>Atenção! Para visualizaçãocompleta da tabela utilize a rolagem horizontal</p><p> ATENÇÃO</p><p>Nos pares ordenados, sempre X é o primeiro termo e Y sempre é o segundo (X,Y).</p><p>O ícone do Sistema de Coordenadas do Model Space é importante, pois ele muda de acordo com a vista utilizada, indicando condições de</p><p>desenho e sentido dos eixos X, Y e Z.</p><p> DICA</p><p>É possível ativar e desativar o ícone do UCS por meio de: View/Display/UCS Icon/On.</p><p>Para desenhar na tela, basta clicar em um ponto inicial na tela, com um comando acionado como Line e ir clicando na tela. Uma linha será</p><p>desenhada entre esses pontos. É possível também clicar em um ponto da tela e arrastar o mouse para a direção desejada. Depois digita-se a</p><p>distância do vetor desejado, e a linha será traçada. Essa forma de desenho é bem comum quando se tem experiência em desenhos.</p><p>AS COORDENADAS ABSOLUTAS</p><p>As coordenadas absolutas cartesianas trabalham como se fossem a introdução de coordenadas de pontos num gráfico, adicionando-se um</p><p>ponto na tela ou teclando em pares coordenados X e Y, separados por vírgula. Essas coordenadas têm como base o zero absoluto (canto</p><p>inferior esquerdo da tela gráfica) do AutoCAD (interseção do eixo X com o eixo Y).</p><p>EXEMPLO:</p><p>Command: L <ENTER></p><p>From point: 0,0 <ENTER></p><p>To point: 40,0 <ENTER></p><p>To point: 40,10 <ENTER></p><p>To point: 30,10 <ENTER></p><p>To point: 30,30 <ENTER></p><p>To point: 20,50 <ENTER></p><p>To point: 10,30 <ENTER></p><p>To point: 10,10 <ENTER></p><p>To point: 0,10 <ENTER></p><p>To point: 0,0 <ENTER> ou close</p><p>To point: <ENTER> finalizando</p><p>Imagem: Anderson Manzoli.</p><p> Figura 2.8 – Exemplo de coordenadas absolutas</p><p>AS COORDENADAS RELATIVAS CARTESIANAS</p><p>As coordenadas relativas cartesianas são as coordenadas dos pontos em relação ao último ponto clicado. Para definir um ponto a partir das</p><p>coordenadas relativas ao último clicado, durante a execução de um comando (por exemplo, linha), basta digitar, na linha de comandos, o</p><p>símbolo @ (arroba) seguido dos valores separados por vírgula.</p><p> EXEMPLO</p><p>Digitar @1,2 para entrar com as coordenadas relativas delta X = 1 e delta Y = 2, em que delta X e delta Y são as diferenças entre</p><p>coordenadas absolutas (x e y) do novo ponto e do último ponto clicado.</p><p>Imagem: Anderson Manzoli.</p><p> Figura 2.9 – Códigos para inserção de coordenadas relativas</p><p>EXEMPLO:</p><p>Command: L <ENTER></p><p>Command: _line Specify first point: P1 (selecione qualquer ponto da tela com o mouse).</p><p>Specify next point or [Undo}: @50,0 <ENTER> (P2)</p><p>Specify next point or [Undo}: @0,20 <ENTER> (P3)</p><p>Specify next point or [Close/Undo}: @-60,0 <ENTER> (P4)</p><p>Specify next point or [Close/Undo}: @80,30 <ENTER> (P5)</p><p>Specify next point or [Close/Undo}: @80,-30 <ENTER> (P6)</p><p>Specify next point or [Close/Undo}: @-60,0 <ENTER> (P7)</p><p>Specify next point or [Close/Undo}: @0,-20 <ENTER> (P8)</p><p>Specify next point or [Close/Undo}: @50,0 <ENTER> (P9)</p><p>Specify next point or [Close/Undo}: @0,-15 <ENTER> (P10)</p><p>Specify next point or [Close/Undo}: @-140,0 <ENTER> (P11)</p><p>Specify next point or [Close/Undo}: C <ENTER> (Close fecha os pontos)</p><p>Imagem: Anderson Manzoli.</p><p> Figura 2.10 – Exemplo de coordenadas relativas</p><p>Para percebermos a diferença entre as coordenadas relativas e as coordenadas absolutas, vamos desenhar uma linha com os mesmos</p><p>pontos, mas sem o “@” antes do segundo par ordenado, isto é, com coordenadas absolutas. Podemos ver o resultado na figura a seguir:</p><p>Imagem: Anderson Manzoli.</p><p> Figura 2.11 – Diferenças entre coordenadas relativas e absolutas</p><p>Como podemos ver, obtemos resultados diferentes usando diferentes sistemas de coordenadas.</p><p> ATENÇÃO</p><p>Note que o comprimento da linha é diferente nos dois casos.</p><p>Coordenadas relativas</p><p>Com coordenadas relativas, o 2º ponto é distante 6,3 (x,y) do 1º ponto.</p><p></p><p>Coordenadas absolutas</p><p>Com coordenadas absolutas, o 2º ponto é distante 7,2 (x,y) do 1º ponto.</p><p>Sendo assim, em x, temos: –1...6 = 7; em y, temos: 1...3 = 2.</p><p>AS COORDENADAS RELATIVAS POLARES</p><p>A coordenada polar pede uma distância relativa D e um ângulo direcional A. Seu comando é: @D < A em que:</p><p>Imagem: Anderson Manzoli</p><p> Figura 2.12 – Códigos para inserção de coordenadas relativas polares</p><p>EXEMPLO:</p><p>Command: L <ENTER></p><p>Command: _line Specify first point: P1 (selecione qualquer ponto da tela com o Mouse).</p><p>Specify next point or [Undo}: @20<315 <ENTER> (P2)</p><p>Specify next point or [Undo}: @25<0 <ENTER> (P3)</p><p>Specify next point or [Close/Undo}: @10<30 <ENTER> (P4)</p><p>Specify next point or [Close/Undo}: @10<240 <ENTER> (P5)</p><p>Specify next point or [Close/Undo}: @25<180 <ENTER> (P6)</p><p>Specify next point or [Close/Undo}: @20<225 <ENTER> (P7)</p><p>Specify next point or [Close/Undo}: @20<90 <ENTER> (P8)</p><p>Specify next point or [Close/Undo}: @4<0 <ENTER> (P9)</p><p>Specify next point or [Close/Undo}: @5.6<90 <ENTER> (P10)</p><p>Specify next point or [Close/Undo}: @4<180 <ENTER> (P11)</p><p>Specify next point or [Close/Undo}:</p><p>C <ENTER> (Close fecha os pontos)</p><p>Imagem: Anderson Manzoli</p><p> Figura 2.13 – Exemplo de aplicação de coordenadas relativas polares</p><p>SISTEMA DE ORGANIZAÇÃO EM CAMADAS</p><p>Os programas CAD possibilitam a organização dos vários elementos de um desenho de arquitetura em distintas camadas (layers). Esse</p><p>recurso permite o agrupamento das geometrias de acordo com os elementos do desenho que representam, ou seja, em temas.</p><p> EXEMPLO</p><p>Linhas, arcos, círculos e outros elementos geométricos que representam as paredes de uma planta baixa podem fazer parte de uma única</p><p>camada, nomeada de forma a identificar os elementos do desenho que a compõe (paredes ou alvenarias).</p><p>A organização do desenho em camadas possibilita uma série de operações que facilitam bastante o processo de representação. Além de</p><p>facilitar o desenho, a sobreposição de camadas (que podem a qualquer momento ser ligadas ou desligadas, bloqueadas e desbloqueadas)</p><p>permite representar‐se sobre uma mesma base, como a planta baixa de uma edificação, diversos temas referentes a essa edificação.</p><p> SAIBA MAIS</p><p>Podem‐se sobrepor informações dos diversos projetos complementares, verificando‐se as compatibilidades e os reflexos de uns sobre os</p><p>outros.</p><p>A cada camada criada pode ser atribuída uma cor diferente e, os elementos nela desenhados, por configuração padrão, receberão a cor</p><p>escolhida. O uso de cores diversas tem mais de uma utilidade:</p><p></p><p>Imagem: Shutterstock</p><p>Em primeiro lugar, permite identificar visualmente na tela do computador os elementos pertencentes à determinada camada ou determinada</p><p>categoria de informação.</p><p>Em segundo, permite que os programas utilizem o estilo de impressão com base na cor (color-dependent plot style), diferenciar previamente</p><p>as espessuras de impressão dos elementos.</p><p>Imagem: Shutterstock</p><p></p><p>Imagem: Anderson Manzoli</p><p> Figura 2.14 – Variedade de layers em um projeto</p><p>Cabe ao desenhista e/ou projetista estabelecer metodologia própria, ou de preferência utilizar um sistema padronizado para criar, nomear e</p><p>atribuir cores às camadas de seus desenhos, de forma a tornar possível a integração entre seus diversos trabalhos e a troca de informação e</p><p>integração com outros profissionais que porventura interajam com o desenho/projeto da edificação.</p><p> VOCÊ SABIA</p><p>A busca por uma padronização nos desenhos e projetos digitais de arquitetura, que permita a intercambialidade na informação entre</p><p>profissionais e projetos, já gerou, no Brasil, discussões, estudos e trabalhos. O mais significativo deles é o da AsBEA (Associação Brasileira</p><p>de Escritórios de Arquitetura), a qual propõe, com base no modelo das normas americanas/canadenses e europeias, um sistema de</p><p>nomenclatura de layers, diretórios e arquivos de projetos.</p><p>A princípio, existe apenas a layer “0” (a layer Defpoints também será criada automaticamente em seguida – usada para impressão). Para</p><p>criar layers, é necessário clicar no botão New Layer ou clicar com o botão direito e escolher a opção New Layer. Será pedido, então, um</p><p>nome para essa nova layer.</p><p>A nova layer agora aparecerá na janela Layer Properties Manager. É aconselhável já se definir uma nova cor para a mesma e ressalta-se que</p><p>é pela cor de uma entidade que serão definidas as configurações de impressão (espessura de linha, cor etc.).</p><p> RECOMENDAÇÃO</p><p>Elementos de mesma configuração de impressão devem ficar em layers de mesma cor.</p><p>Imagem: Anderson Manzoli.</p><p> Figura 2.15 – Janela para criar e editar layers</p><p>Trocar um objeto de layer é bastante simples: selecionamos o(s) objeto(s) e escolhemos a nova layer à qual desejamos inserir diretamente no</p><p>painel Layers no Ribbon. Tanto na janela Layers Properties quanto no painel Layers, temos algumas opções que definem as propriedades</p><p>de cada layer.</p><p>Imagem: Anderson Manzoli</p><p> Tabela 2.1 – Simbologia e propriedades dos layers</p><p>ISOLANDO UM LAYER</p><p>Ativar o comando é um processo bem simples, basta clicar no botão Isolate e sobre qualquer objeto e pressionar Enter, para que a camada</p><p>desse objeto seja isolada.</p><p>Nem todo profissional sabe, mas a ferramenta Isolate permite trabalharmos de duas maneiras:</p><p>Off</p><p>Deixar o layer escolhido ativo (current) e todos os outros desligados.</p><p>Lock</p><p>Deixar o layer escolhido ativo (current) e todos os outros bloqueados..</p><p>Apresentaremos como alterar para cada uma das opções e como utilizar.</p><p>ISOLATE OFF (DESLIGANDO OS DEMAIS LAYERS)</p><p>Geralmente, esta opção já vem ativada, mas, de qualquer forma, ensinaremos como ativar. Na aba Home, localize o painel Layers, dentro do</p><p>qual temos o botão Isolate (Atalho LAYISO).</p><p>Imagem: Anderson Manzoli.</p><p> Figura 2.16 – Painel Layers</p><p>Clique neste botão e, antes de clicar em qualquer objeto, observe que, na linha de comando, temos a opção Settings. Clique nesta opção.</p><p>Imagem: Anderson Manzoli.</p><p> Figura 2.17 – LAYISO na barra Command</p><p>Agora temos duas opções: Off e Lock and fade. Selecione a opção Off.</p><p>Imagem: Anderson Manzoli.</p><p> Figura 2.18 – Configurações para isolar layers</p><p>Dessa forma, quando a ferramenta Isolate for ativada, ao selecionar qualquer objeto, a camada correspondente a este objeto será a camada</p><p>ativa (current) e todas as outras camadas estarão desligadas.</p><p>ESSA OPÇÃO DEIXA O AMBIENTE DE TRABALHO MAIS LIMPO, FACILITANDO A EDIÇÃO DOS</p><p>OBJETOS QUE ESTÃO NESTA CAMADA, AFINAL, APENAS OBJETOS QUE PERTENCEM À</p><p>CAMADA SELECIONADA ESTÃO VISÍVEIS, TODOS OS DEMAIS FICARAM DESLIGADOS.</p><p>PODE CONFERIR NO CAMPO LAYERS.</p><p>VERIFICANDO O APRENDIZADO</p><p>1. QUAL É O COMANDO UTILIZADO PARA CONFIGURAR UNIDADES NO AUTOCAD?</p><p>A) Units</p><p>B) Line</p><p>C) Scale</p><p>D) Circle</p><p>E) Ribbon</p><p>2. QUAL É O COMANDO UTILIZADO PARA CRIAR CAMADAS DE DESENHO NO AUTOCAD?</p><p>A) Plot style</p><p>B) Defpoints</p><p>C) Scale</p><p>D) Ribbon</p><p>E) Layer</p><p>GABARITO</p><p>1. Qual é o comando utilizado para configurar unidades no AutoCAD?</p><p>A alternativa "A " está correta.</p><p>Para configurar as unidades e sua exibição, utilizamos o comando Units. Para acessá-lo, basta digitar Units na linha de comando do AutoCAD</p><p>ou ir ao menu format -> Units.</p><p>2. Qual é o comando utilizado para criar camadas de desenho no AutoCAD?</p><p>A alternativa "E " está correta.</p><p>Para configurar as unidades e sua exibição, utilizamos o comando Layer. Para acessá-lo, basta digitar layer na linha de comando do</p><p>AutoCAD.</p><p>MÓDULO 3</p><p> Reconhecer os elementos normativos e básicos do desenho</p><p>ELEMENTOS NORMATIVOS E BÁSICOS DO DESENHO</p><p>REPRESENTAÇÃO GRÁFICA ARQUITETÔNICA AUXILIADA POR</p><p>MEIOS DIGITAIS</p><p>Neste módulo será apresentado o passo a passo para representação de projeções ortogonais em planta, a partir de um caso exemplar com</p><p>fins didáticos. Daremos início ao conteúdo com uma breve conceituação e caracterização do conceito de planta, que é um desenho utilizado</p><p>para representar os planos horizontais de dada edificação ou objeto.</p><p>Para se fazer uma planta é necessário aprender as normativas e convenções utilizadas na produção de desenhos técnicos. Para ilustrar,</p><p>usaremos uma planta arquitetônica, que servirá ainda de base para o conteúdo a ser exposto. Você aprenderá o passo a passo necessário</p><p>para produzir uma planta. Os elementos construtivos devem ser representados e quais os comandos do software que nos auxiliam nesse</p><p>processo.</p><p>“PLANTA: É A SEÇÃO QUE SE OBTÉM FAZENDO PASSAR UM PLANO</p><p>HORIZONTAL PARALELO AO PLANO DE PISO A UMA ALTURA TAL QUE ELE</p><p>VENHA A CORTAR AS PORTAS, JANELAS, PAREDES ETC., E ASSIM FICAM BEM</p><p>ASSINALADAS TODAS AS PARTICULARIDADES DA CONSTRUÇÃO.”</p><p>(OBERG,1977)</p><p>Montenegro (1997) é ainda mais preciso ao definir que a planta é a representação do plano horizontal que corta uma edificação entre 1,20m e</p><p>1,50m de altura, admitindo-se a remoção da parte superior para visualização apenas do que está abaixo dessa linha de corte horizontal.</p><p> VOCÊ SABIA</p><p>Há alguns anos, era comum ouvirmos a expressão “planta baixa”, que caiu em desuso e passou a ser substituída por simplesmente “planta”.</p><p>Em projetos com mais de um pavimento, a nomenclatura utilizada para cada uma das plantas traz a identificação do pavimento a que se</p><p>refere.</p><p> EXEMPLO</p><p>“Planta do pavimento</p><p>térreo”, “planta do primeiro pavimento”, “planta do pavimento tipo” (no caso de prédios de múltiplos andares com a</p><p>mesma configuração interna) etc.</p><p>Imagem: Anderson Manzoli</p><p> Figura 3.1 - Planta de uma residência, com a representação de todos os seus elementos construtivos</p><p>A planta é usada para representar elementos de vedação vertical – constituída por materiais como alvenaria, madeira, gesso etc. ‒</p><p>esquadrias (portas e janelas), escadas, rampas, guarda-corpos, estruturas (pilares, vigas e lajes), dentre outros. Além da representação</p><p>gráfica desses elementos construtivos, existem informações complementares necessárias ao entendimento do projeto e, por consequência,</p><p>da sua correta construção.</p><p>TAIS INFORMAÇÕES DIZEM RESPEITO AO DIMENSIONAMENTO DE AMBIENTES ‒ COTAS</p><p>LINEARES, À IDENTIFICAÇÃO DOS NÍVEIS DE PISO ‒ COTAS DE NÍVEL, ÀS</p><p>ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS TEXTUAIS – LINHAS DE CHAMADA, À HUMANIZAÇÃO DE</p><p>AMBIENTES – BLOCOS/LAYOUT, E ÀS DIVERSAS SIMBOLOGIAS CONVENCIONALMENTE</p><p>EMPREGADAS PARA TORNAR O DESENHO LEGÍVEL.</p><p>Veja a imagem a seguir:</p><p>Imagem: Anderson Manzoli</p><p> Figura 3.2 - Planta de uma suíte com a representação de seus elementos construtivos.</p><p>O Desenho está representando as paredes de alvenaria e esquadrias. Estão indicadas todas as informações complementares necessárias à</p><p>compreensão do projeto, tais como o nome e a área de cada ambiente, as cotas de nível, as cotas lineares e as peças sanitárias do banheiro.</p><p> ATENÇÃO</p><p>Repare que as linhas são diferenciadas pelo tipo de traço (contínuo e tracejado) e pela espessura, mais grossa para representar a alvenaria e</p><p>mais fina em elementos mais distantes do plano de corte, como as linhas de piso, e nos textos.</p><p>Existem diferentes tipos de plantas, cada uma representando determinada instância da edificação. Pensemos nesta última de forma</p><p>semelhante ao zoom de uma câmera fotográfica.</p><p>Imagine que você está sobrevoando o seu bairro. Chegamos no quarteirão onde está localizada a sua casa. Além dela, você avista também a</p><p>casa dos seus vizinhos e as ruas próximas. A essa planta damos o nome de “planta de situação”. Ela é a representação em plano horizontal</p><p>do lote em relação ao quarteirão no qual se insere, indicando-se suas dimensões, a forma dos lotes adjacentes, as ruas que o delimitam e a</p><p>orientação geográfica.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p>Para construções de pequeno porte, como residências unifamiliares, costuma-se adotar a escala de 1:500. Em áreas maiores, essa escala</p><p>pode ser reduzida a 1:1000 ou 1:2000, desde que se mantenham legíveis as informações mínimas acima descritas (dimensões, lotes,</p><p>quarteirão e ruas). Nas plantas de situação, não há demarcação da edificação, mas, sim, do lote onde ela será implantada, hachurado como</p><p>na imagem a seguir:</p><p>Imagem: Anderson Manzoli.</p><p> Figura 3.3 - Planta de situação da casa ilustrada na Figura 3.1</p><p>Na planta acima, temos o terreno hachurado e destacado dos demais lotes que compõem a quadra. O quarteirão e os lotes apresentam</p><p>numeração de acordo com o projeto urbanístico do loteamento. As ruas são nomeadas e a orientação solar é dada a partir do símbolo do</p><p>Norte, ao lado direito do desenho.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p>Agora nos aproximaremos um pouco mais e faremos um “recorte” da quadra, referente à porção do terreno da sua casa. Passaremos a</p><p>enxergar apenas aquilo que está contido dentro do perímetro de seu terreno e sua relação com as ruas confrontantes: se for um lote de meio</p><p>de quadra, muito provavelmente teremos apenas a rua da frente; se for um lote de esquina, duas serão as vias desenhadas, e assim por</p><p>diante.</p><p> ATENÇÃO</p><p>Não se esqueça de que a rua é composta pelo leito carroçável, onde passam os veículos, motorizados ou não, e as calçadas, destinadas aos</p><p>pedestres, incluindo os eixos de passagem e possíveis canteiros.</p><p>A representação desses elementos é somada ao desenho do contorno da edificação sobre o lote. A essa peça gráfica chamamos de</p><p>“implantação”. Também chamada de planta de locação, ela representa a edificação inserida no lote. Ela tem como objetivo a marcação do</p><p>perímetro a ser construído no canteiro de obras.</p><p>É DE EXTREMA IMPORTÂNCIA QUE ESTA PLANTA SEJA DEVIDAMENTE COTADA PARA QUE</p><p>SEJAM RESPEITADOS OS AFASTAMENTOS MÍNIMOS EM RELAÇÃO ÀS TESTADAS DO LOTE</p><p>E A MÁXIMA OCUPAÇÃO PERMITIDA.</p><p>Imagem: Anderson Manzoli</p><p> Figura 3.4 - Implantação da residência ilustrada nas Figuras 3.1 e 3.3</p><p>Na implantação, são desenhados os limites do terreno e os muros de divisa, a rua e a área a ser construída (hachurada). Essa planta serve</p><p>para a demarcação da edificação no lote.</p><p>A partir da implantação, derivamos a próxima peça gráfica: a “planta de cobertura”. Agora estarão traçados todos os elementos que compõem</p><p>a vedação superior da sua casa.</p><p>Sabemos que as coberturas podem ser executadas com as mais diversas técnicas e materiais.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p>TELHADOS CERÂMICOS</p><p>No Brasil, são populares, devido ao seu bom desempenho térmico.</p><p>imagem: Shutterstock.com</p><p>TELHADOS APARENTES</p><p>Em geral aparentes, esses telhados também têm sido executados com telhas de concreto.</p><p>imagem: Shutterstock.com</p><p>TELHADOS EMBUTIDOS EM PLATIBANDAS</p><p>Se usam telhas de menor inclinação (entre 5% e 15%), como as metálicas e de fibrocimento.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p>LAJES IMPERMEABILIZADAS E OS TETOS-JARDINS</p><p>Além de cobrirem o interior das edificações, permitem o uso desses espaços.</p><p>A planta de cobertura é uma vista superior externa da edificação, no qual são representados todos os planos de lajes ou telhados, indicação</p><p>da torre de caixa d’água, tipo e inclinação da telha, sentido da queda de água, locação dos rufos, calhas, cumeeiras, águas-furtadas,</p><p>espigões e beirais.</p><p> SAIBA MAIS</p><p>No caso de construções com beirais, o perímetro da edificação é indicado com linha tracejada sobre o plano de cobertura.</p><p>Em plantas de cobertura, costuma-se adotar a mesma escala da planta baixa, ou seja, 1:50 ou 1:75. No entanto, em coberturas de menor</p><p>complexidade, pode-se adotar a escala de 1:100, desde que seus elementos compositivos estejam legíveis e contendo as informações</p><p>mínimas necessárias para a correta execução da cobertura.</p><p>Imagem: Anderson Manzoli</p><p> Figura 3.5 - Planta de cobertura da residência utilizada nas ilustrações acima</p><p>No exemplo acima, temos a representação de um telhado de fibrocimento embutido em platibanda. As platibandas têm alturas diferentes</p><p>marcando cada um dos volumes que compõem a casa. Para cada área delimitada pelas platibandas, é indicado o material da telha, a</p><p>inclinação e o sentido da declividade.</p><p>Finalmente, chegamos ao interior da edificação e retornamos ao conceito de “planta baixa”. Esse termo indica uma vista de cima das paredes</p><p>e cômodos de uma estrutura, como se a edificação fosse cortada na altura de 1.50m e a parte de cima apagada.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> SAIBA MAIS</p><p>Da planta baixa derivam todas as plantas utilizadas na execução dos projetos complementares, a exemplo das plantas de locação de pilares,</p><p>de fôrmas, de pontos elétricos etc.</p><p>Imagem: Anderson Manzoli</p><p> Figura 3.6 - Projeto estrutural: planta com locação de pilares e vigas de uma edificação</p><p>BASICAMENTE, PARA A PRODUÇÃO DE PLANTAS, BEM COMO DAS DEMAIS PEÇAS</p><p>GRÁFICAS, PRECISAMOS DE LINHAS, HORIZONTAIS, VERTICAIS, DIAGONAIS, EM ARCO</p><p>ETC. ESSAS LINHAS IRÃO COMPOR TODAS AS INFORMAÇÕES DE UM DESENHO TÉCNICO,</p><p>SEJAM ELAS GRÁFICAS OU TEXTUAIS.</p><p>A LINHA: TIPOS, TRAÇOS, ESCALAS</p><p>Antes de iniciar o desenho, retomaremos as normativas referentes aos diferentes tipos de linhas e traços utilizados na confecção de plantas</p><p>de arquitetura. A NBR 8403 – Aplicação de linhas em desenhos – Tipos de linhas – Largura de linhas estabelece uma série de tipos de linhas,</p><p>com variações de espessura e traçado, diretamente relacionadas à sua aplicação. Para desenharmos uma planta arquitetônica, as principais</p><p>são:</p><p>Imagem: ABNT, 1994 adaptado por Anderson Manzoli.</p><p> Figura 3.7 - Tipos de traçado, denominação, aplicação e espessura de linhas frequentemente empregadas na representação de projetos</p><p>Na medida em que o desenho técnico se torna mais habitual, vai se tornando mais fácil se acostumar com ela. Mais do que memorizar</p><p>valores e aplicações, é importante compreender a lógica da hierarquização de linhas. Veja:</p><p>TRAÇO FORTE</p><p>As linhas grossas e escuras são utilizadas para representar, nas plantas baixas e cortes, as paredes e os elementos estruturais (pilares,</p><p>vigas, lajes) interceptados pelo plano de corte.</p><p>TRAÇO MÉDIO</p><p>As linhas de espessura médias, representam elementos em vista, ou seja, tudo que esteja abaixo (planta baixa) ou a além (cortes) do plano</p><p>de corte, como peitoris, soleiras, mobiliário, ressaltos no piso, vãos de aberturas, paredes em vista etc. Também são utilizadas para</p><p>representar elementos seccionados de pequenas dimensões, tais como marcos e folhas de esquadrias.</p><p>TRAÇO FINO</p><p>As linhas finas são utilizadas principalmente para representar hachuras e texturas, tais como as que representam os elementos de concreto e</p><p>madeiras, e as que representam os pisos e paredes revestidas, por exemplo, com pedras e cerâmicas. Também são utilizadas para</p><p>representar as linhas de cotas e de chamadas. (XAVIER, 2011).</p><p>Como vimos, uma planta baixa representa todos os elementos que estão abaixo de uma linha imaginária posicionada entre 1,20m e 1,50m de</p><p>altura. Esses elementos são desenhados com linhas contínuas.</p><p> ATENÇÃO</p><p>As espessuras serão atribuídas às linhas em função da proximidade que os elementos por elas representados estão em relação à nossa linha</p><p>imaginária de corte: quanto mais próximo, mais grossa, e quanto mais distante, mais fina.</p><p>Na figura a seguir, temos o exemplo de um sobrado, apresentado em perspectiva. A planta é gerada a partir de um corte horizontal feito sobre</p><p>o objeto arquitetônico.</p><p> ATENÇÃO</p><p>Todos os elementos cortados, como a alvenaria, as janelas e as portas, serão representados com linhas mais espessas.</p><p>Mas veja que temos materiais distintos para cada um desses elementos. Dentre eles, a alvenaria – hachurada na perspectiva – é aquela que</p><p>irá adquirir a maior espessura. Além dos elementos cortados, temos ainda aqueles que estão em vista, situados num plano abaixo de 1,50m,</p><p>como as linhas de piso. Logo, as linhas empregadas para a representação desses elementos serão também mais finas.</p><p>Repare, ainda, na mesma ilustração que temos uma “fatia” da casa que ficou de fora, pois está situada acima da nossa linha de corte. Todos</p><p>os elementos contidos no pavimento térreo dessa porção removida serão representados em linha tracejada, como os degraus da escada</p><p>acima de 1,50m, vigas e beirais. Já aqueles que se encontram no pavimento superior serão desenhados na planta correspondente a ele.</p><p>Imagem: Aulas Cad adaptado por Anderson Manzoli</p><p> Figura 3.8 - Derivação da planta a partir do objeto tridimensional</p><p>REPRESENTAÇÃO DE ELEMENTOS CONSTRUTIVOS</p><p>Embora tenhamos a facilidade de utilizar softwares como meio de representação gráfica, há convenções do desenho manual que</p><p>permanecem, de forma que a leitura do projeto permanece a mesma. Retomemos algumas delas, já introduzindo alguns comandos básicos</p><p>de AutoCAD necessários à sua execução.</p><p>O primeiro e mais frequente elemento construtivo presente nos projetos de engenharia é a alvenaria. Convencionou-se sua representação</p><p>como duas retas paralelas, cuja espessura varia em função do tipo de bloco utilizado.</p><p>EM DESENHOS DE MAIOR ESCALA, E CONSEQUENTEMENTE, MAIOR NÍVEL DE DETALHES,</p><p>É COMUM ENCONTRARMOS, PARA ALÉM DAS LINHAS LIMITES DA ALVENARIA, TAMBÉM AS</p><p>LINHAS REPRESENTATIVAS DE EMBOÇO, REBOCO E REVESTIMENTOS.</p><p>Mas também existem outros tipos de materiais e técnicas usados para executar as vedações verticais de um edifício. A seguir, temos algumas</p><p>delas. Note que a diferenciação também pode se basear na hachura interna. Nós aprenderemos a inserir hachuras ao final desta unidade.</p><p>Imagem: XAVIER, 2011</p><p> Figura 3 9 - Tipos de parede e suas diferentes representações gráficas</p><p> ATENÇÃO</p><p>Lembre-se de que as diferentes espessuras de linhas adotadas na representação das vedações verticais têm relação não apenas com o</p><p>material do qual elas são feitas, mas também das respectivas alturas.</p><p>TRAÇO MAIS GROSSO</p><p>Paredes em corte têm um traço mais grosso.</p><p>TRAÇO MAIS FINO</p><p>Paredes em vista, abaixo da linha de corte, são desenhadas com traços mais finos.</p><p>TRAÇO MAIS FINO E USO DE LINHA TRACEJADA</p><p>Paredes cujas arestas não são visíveis, sobrepostas por elementos como bancadas, por exemplo, além do traço mais fino, solicitam o uso de</p><p>linha tracejada.</p><p>Imagem: XAVIER, 2011</p><p> FFigura 3.10 - Hierarquia de linhas para diferenciar alturas de paredes e contornos não visíveis</p><p>Além das paredes, também temos elementos de piso cujas linhas, em geral, são as mais finas do desenho, por estarem distantes do plano de</p><p>corte. Novamente utilizamos aqui dois padrões de hachuras que indicam modelos de piso distintos.</p><p>A ESPECIFICAÇÃO DAS DIMENSÕES, FABRICANTE E REJUNTES COMPETE AO CHAMADO</p><p>PROJETO DE PAGINAÇÃO, DESENVOLVIDO PELO ARQUITETO OU PELAS LOJAS</p><p>REPRESENTANTES. A PARTIR DESSE PROJETO, FAZ-SE O QUANTITATIVO DE ÁREAS E</p><p>ELABORA-SE O ORÇAMENTO.</p><p>Imagem: Anderson Manzoli</p><p> Figura 3.11 - Elementos de piso solicitam o uso do traço mais fino</p><p>O terceiro elemento construtivo cuja atenção às especificações técnicas é de extrema importância para a correta execução em canteiro, são</p><p>as esquadrias. Portas e janelas que podem ser executadas em alumínio, madeira, ferro e PVC.</p><p>EXISTE UM PROJETO ESPECÍFICO PARA O DETALHAMENTO DE ESQUADRIAS, MAS</p><p>QUALQUER PLANTA ARQUITETÔNICA DEVERÁ REPRESENTAR FIELMENTE AO MENOS O</p><p>SISTEMA DE ABERTURA, AS DIMENSÕES E O MATERIAL DO QUAL SÃO FEITAS</p><p>Veja que no exemplo da figura anterior, não é informado no desenho as dimensões da porta, no entanto, sabemos que se trata de uma porta</p><p>de abrir. O mesmo acontece com a janela, a linha tracejada indica um peitoril alto.</p><p> SAIBA MAIS</p><p>Na etapa de projeto executivo essas esquadrias receberão uma legenda contendo tais informações, apresentadas nos chamados Quadros de</p><p>Esquadrias.</p><p>EXEMPLO DE COMO INICIAR UMA PLANTA</p><p>Agora que retomamos alguns elementos construtivos e normas gerais de desenho técnico, podemos dar início à apresentação dos</p><p>procedimentos para produzirmos uma planta em AutoCAD. Ao abrir o software, na tela inicial, clique no ícone Start Drawing.</p><p>Antes de começar o desenho, criaremos layers (camadas) para formar grupos de elementos com atributos semelhantes.</p><p> DICA</p><p>A organização do desenho em camadas possibilita uma série de operações que facilitam sobremaneira o processo de representação.</p><p>Além de facilitar o desenho, a sobreposição de camadas (que podem a qualquer momento ser ligadas ou desligadas, bloqueadas e</p><p>desbloqueadas) permite representar‐se sobre uma mesma base, como a planta baixa de uma edificação, diversos temas referentes a esta</p><p>edificação. Assim, por exemplo, pode‐se sobrepor informações dos diversos projetos complementares, verificando‐se as compatibilidades e</p><p>os reflexos de uns sobre os outros (XAVIER, 2011).</p><p>Para criar e/ou modificar as propriedades dos layers, vá na aba Home e clique no comando Layer Properties. Uma nova janela será aberta e</p><p>nela você verá a relação de todos os layers do seu desenho.</p><p>OS LAYERS SÃO DIFERENCIADOS POR NOME (NAME), COR (COLOR), TIPO DE LINHA</p><p>(LINETYPE) E ESPESSURA DE LINHA (LINEWEIGHT).</p><p>As demais propriedades dizem respeito à visualização e congelamento deles na área de trabalho e à impressão.</p><p> COMENTÁRIO</p><p>Por enquanto, iremos nos atentar apenas às propriedades pertinentes ao desenho na guia Model.</p><p>Acompanhe na Figura 3.12, a seguir, o layer Linha 1, ao qual foi atribuída a cor verde (green). Ao lado, em Linetype vemos especificado</p><p>Continuous, ou seja, o tipo de linha aqui usado é a contínua. Se clicarmos sobre esse campo, a janela Select Linetype será aberta com</p><p>outras opções de linhas, conforme reproduzido na Figura 3.13a. Veja que temos dois tipos de linha além daquele selecionado (em azul),</p><p>sendo que uma é tracejada (DASHEDX2) e a outra do tipo traço-ponto (ACAD_ISO04W100).</p><p>Você pode carregar mais opções, clicando no</p><p>botão Load, que, por sua vez, abrirá uma nova janela (Figura 3.13b). Selecione o tipo de linha desejada de acordo com sua atribuição.</p><p> EXEMPLO</p><p>Se for criado um layer chamado Linha de Corte, no campo Linetype, deve-se selecionar algum modelo de linha do tipo traço-ponto, para que</p><p>atendamos às normas de desenho da ABNT.</p><p>Imagem: Anderson Manzoli</p><p> Figura 3.12 - Criação de layers para estabelecer tipos de linha</p><p>Imagem: Anderson Manzoli</p><p> Figura 3.13a. Especificação de Linetype</p><p>Imagem: Anderson Manzoli</p><p> Figura 3.13b. Carregando outras Linetypes</p><p>Uma vez definido o traçado, precisamos especificar a espessura da linha. Você retomará essas especificações ao fazer as configurações de</p><p>plotagem, mas aqui já iremos preestabelecer a hierarquia de linhas do desenho. Na Figura 3.12, no campo Lineweight, temos selecionada a</p><p>opção Default, ou seja, uma espessura padrão, que você pode configurar ou adotar aquela preestabelecida pelo software. Ao clicar sobre</p><p>esse campo, a janela ilustrada na Figura 3.14 aparecerá para que você defina a espessura das linhas daquele layer.</p><p>Imagem: Anderson Manzoli</p><p> Figura 3.14 - Janela Lineweight, usada para definir a espessura das linhas de um layer</p><p> SAIBA MAIS</p><p>Embora possamos criar um layer para agrupar elementos semelhantes, que, consequentemente, solicitarão tipos e espessuras de linhas</p><p>próprios, também podemos configurar as linhas individualmente.</p><p>Ao clicar sobre qualquer linha no seu ambiente de trabalho, aparecerá, ao lado esquerdo, a Barra de Propriedades, contendo todas as</p><p>informações sobre o elemento selecionado. Caso essa barra não apareça automaticamente, vá no comando Properties, como mostra a</p><p>imagem abaixo, e clique na seta do canto inferior direito da janela aberta. Através dela, é possível modificar o tipo de traço e espessura da</p><p>linha, polilinha ou do objeto selecionado, pois aqui temos os mesmos atributos encontrados na janela de layers. Também podemos</p><p>selecionar um grupo de linhas e modificá-las de uma só vez, adotando o mesmo procedimento.</p><p>Imagem: Anderson Manzoli</p><p> Figura 3.15 - Alteração do tipo de traço de uma linha selecionada a partir da Barra de Propriedade</p><p>VERIFICANDO O APRENDIZADO</p><p>1. (PROVA DESENHISTA/PROJETISTA – SAEG – VUNESP – 2015) ENTRE AS PEÇAS GRÁFICAS QUE</p><p>COMPÕEM UM PROJETO DE ARQUITETURA, A VISTA SUPERIOR DO PLANO SECANTE HORIZONTAL,</p><p>LOCALIZADO A, APROXIMADAMENTE, 1,50M DO PISO EM REFERÊNCIA, É DENOMINADA:</p><p>A) Planta de edificação</p><p>B) Fachada</p><p>C) Planta de situação</p><p>D) Elevação</p><p>E) Planta de locação</p><p>2. (PROVA ARQUITETO – AL-MT – FGV – 2013) O TIPO DE LINHA EMPREGADO PARA REPRESENTAR, EM</p><p>PLANTA BAIXA, UMA ESQUADRIA DE JANELA CUJA BASE SE SITUA A 2,20M DO PISO É:</p><p>A) O traço e ponto</p><p>B) A linha contínua</p><p>C) A linha pontilhada</p><p>D) A linha sinuosa</p><p>E) A linha tracejada</p><p>GABARITO</p><p>1. (Prova Desenhista/Projetista – SAEG – VUNESP – 2015) Entre as peças gráficas que compõem um projeto de arquitetura, a vista</p><p>superior do plano secante horizontal, localizado a, aproximadamente, 1,50m do piso em referência, é denominada:</p><p>A alternativa "A " está correta.</p><p>A planta de uma edificação é gerada a partir de um corte horizontal de altura entre 1,20m a 1,50m do piso. A fachada, ou elevação, é uma</p><p>projeção vertical externa. A planta de situação representa apenas o lote inserido no quarteirão. Não há representação da edificação. A</p><p>locação, ou implantação, representa apenas o perímetro externo da edificação sobre o lote.</p><p>2. (Prova Arquiteto – AL-MT – FGV – 2013) O tipo de linha empregado para representar, em planta baixa, uma esquadria de janela</p><p>cuja base se situa a 2,20m do piso é:</p><p>A alternativa "E " está correta.</p><p>A linha tracejada é usada para representar contornos e arestas invisíveis por estarem projetadas acima do plano de corte horizontal da planta,</p><p>situado entre 1,20m e 1,50m.</p><p>CONCLUSÃO</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>Aprendemos inicialmente sobre a importância de saber se comunicar na forma de projetos gráficos, entendendo a linguagem do desenho</p><p>como uma forma de expressar as ideias. Assim como aprender uma nova língua, aprender a fazer desenhos técnicos é importante para as</p><p>áreas das engenharias, arquitetura e afins.</p><p>No segundo módulo, vimos como organizar os desenhos em camadas (layers), como configurar as unidades de medidas e como fazer</p><p>desenhos precisos baseados em sistemas de coordenadas.</p><p>Por fim, apresentamos algumas normas de desenho, conceitos de planta e representações de projeto, importantes para normatizar os</p><p>desenhos de forma técnica.</p><p>AVALIAÇÃO DO TEMA:</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BALDAM, R.; COSTA, L. AutoCad 2015. Utilizando totalmente. 1. ed. São Paulo: Érica, 2012.</p><p>CHING, F. Técnicas de construção ilustradas. 2 ed. São Paulo: Bookman, 2001.</p><p>MANZOLI, A.; MUNIZ, C. Desenho Técnico. 1. ed. São Paulo: Lexicon, 2015.</p><p>MONTENEGRO, G. A. Desenho arquitetônico. 4. ed. São Paulo: Blücher, 2005.</p><p>OBERG, L. Desenho arquitetônico. 31. ed. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1997.</p><p>XAVIER, S. Apostila de Desenho Arquitetônico. Universidade Federal do Rio Grande ‐ FURG - Escola De Engenharia - Núcleo De</p><p>Expressão Gráfica, 2011.</p><p>EXPLORE+</p><p>Para saber mais sobre os assuntos tratados neste tema, leia:</p><p>As normas NBR 8403 ‒ Aplicação das linhas em desenhos, tipos, larguras; NBR 12298 ‒ Representação de área de corte por meio de</p><p>hachuras em desenhos; NBR 10582 ‒ Apresentação da folha para desenho técnico; NBR 10067 ‒ Princípios gerais de representação</p><p>em desenho técnico.</p><p>A lista de comandos do AutoCad, encontrada na pasta onde foi instalado o programa ou no menu da barra flutuante</p><p>Tools/Customize/Edit Program Parameters (acad.pgp).</p><p>Instale:</p><p>AutoCad e Revit da Autodesk, que pode ser baixado gratuitamente no site da Autodesk. Faça sua inscrição na página, instale os</p><p>programas e tenha por um ano a licença sem nenhum custo. Ela pode ser renovada enquanto você for estudante. Você pode optar por</p><p>instalar a versão em português ou inglês. Caso não tenha computador em casa, poderá seguir os tutoriais e aprender a linguagem</p><p>técnica da mesma forma.</p><p>Acesse:</p><p>Para quem quiser um “Guia do Mochileiro” para o AutoCAD, pode acessar a própria página da Autodesk.</p><p>CONTEUDISTA</p><p>Anderson Manzoli</p><p> CURRÍCULO LATTES</p><p>javascript:void(0);</p><p>javascript:void(0);</p>