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<p>Classificação da pele: biotipos</p><p>Apresentação</p><p>Antes de iniciar qualquer tratamento estético, é importante que o profissional de estética realize a</p><p>avaliação do paciente, a fim de identificar as queixas, as condições de saúde e as características da</p><p>pele do paciente.</p><p>Nessa avaliação, o profissional pode identificar, por perguntas direcionadas ao paciente e inspeção</p><p>da pele, algumas características específicas que podem indicar o tipo de pele predominante,</p><p>podendo classificar essa pele posteriormente em: alípica, lipídica, normal, mista, dentre outras</p><p>classificações.</p><p>Além disso, ele pode verificar os graus de pigmentações da pele, podendo variar de uma pele muito</p><p>clara até uma mais escura. Essas particularidades acerca do tipo de pele de cada paciente norteiam</p><p>a escolha das melhores abordagens, respeitando os biotipos distintos de pele existentes.</p><p>Nesta Unidade de Aprendizagem, você compreenderá como é feito o reconhecimento dos</p><p>diferentes tipos de pele e, baseando-se nisso, aprenderá a orientar cuidados, de modo a atender às</p><p>particularidades da pele do paciente e, com isso, garantir um atendimento mais integral e</p><p>resolutivo.</p><p>Bons estudos.</p><p>Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:</p><p>Identificar os biotipos da pele e suas características. •</p><p>Propor objetivos de tratamentos e cuidados básicos para cada tipo de pele. •</p><p>Reconhecer a escala de Fitzpatrick. •</p><p>Desafio</p><p>Na prática diária, o profissional da área da estética se depara com pacientes com diferentes</p><p>biotipos de pele. Essas diferenças podem estar relacionadas tanto aos diferentes graus de</p><p>hidratação cutânea, como também aos diferentes tipos de pele, em relação à pigmentação</p><p>existente.</p><p>O reconhecimento dos biotipos de pele e os cuidados relacionados a cada um é uma tarefa</p><p>essencial ao profissional de estética, considerando que o tipo de pele influencia diretamente nos</p><p>tratamentos estéticos realizados.</p><p>Em relação a esse tema, analise o caso a seguir:</p><p>Com base nessas informações, responda aos questionamentos:</p><p>a) De acordo com as características cutâneas citadas, qual é o biotipo de pele apresentado pelo</p><p>paciente em relação à quantidade de secreção sebácea encontrada?</p><p>b) Quais são as principais recomendações que poderiam ser repassadas ao paciente com base nesse</p><p>tipo de pele (recomendações cosméticas e de cuidados com a pele)?</p><p>c) Considerando a descrição das características físicas do paciente e o registro fotográfico, qual é o</p><p>provável biotipo de pele do paciente, segundo a classificação de Fitzpatrick?</p><p>Infográfico</p><p>A pele, também chamado de tegumento, é uma estrutura anatômica e funcional essencial ao</p><p>funcionamento do organismo. Com isso, desempenha diversas funções, como proteção, síntese de</p><p>vitamina, excreção e absorção de substâncias químicas, controle de temperatura corporal, dentre</p><p>outras.</p><p>Conhecer a estrutura anatômica e organizacional da pele é essencial ao profissional de estética,</p><p>pois algumas características estão relacionadas aos biotipos de pele. Para entendê-los, é necessário</p><p>compreender a dinâmica desses tecidos, bem como os tratamentos estéticos empregados, que</p><p>interferem diretamente sobre a pele, promovendo os efeitos terapêuticos desejados.</p><p>Neste Infográfico, você conhecerá as informações sobre a anatomia e a histologia da pele humana.</p><p>Aponte a câmera para o</p><p>código e acesse o link do</p><p>conteúdo ou clique no</p><p>código para acessar.</p><p>https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/70302ebb-7279-48bc-b099-068cf758176d/826d9634-9a27-4d6a-bb4e-7c44545a1be5.png</p><p>Conteúdo do livro</p><p>Os cuidados com a pele fazem parte das abordagens terapêuticas na área da estética. Pacientes</p><p>que têm uma rotina de cuidados diários com a pele, fazendo utilização de produtos cosméticos</p><p>específicos para as necessidades apresentadas, têm melhores resultados nos tratamentos.</p><p>Durante a realização de protocolos de tratamento na clínica ou consultório, o profissional pode</p><p>fazer utilização de ativos cosméticos, para potencializar os resultados terapêuticos. Todavia, para</p><p>que esses resultados sejam alcançados, os produtos utilizados devem respeitar as características da</p><p>pele do paciente.</p><p>Baseando-se nisso, cabe ao profissional de estética identificar as principais características da pele</p><p>do paciente e, com base nisso, estabelecer os melhores cuidados a serem tomados.</p><p>No capítulo Classificação da pele: biotipos da obra Procedimentos estéticos manuais aplicados à</p><p>estética facial, base teórica desta Unidade de Aprendizagem, você estudará sobre a classificação da</p><p>pele, possibilitando que classifique a pele do paciente em diferentes biotipos, com base na</p><p>avaliação realizada. Além disso, verá os cuidados com os diferentes tipos de pele, possibilitando,</p><p>desse modo, uma abordagem terapêutica mais individualizada, atendendo às reais necessidades</p><p>apresentadas pelo paciente.</p><p>Boa leitura.</p><p>PROCEDIMENTOS</p><p>ESTÉTICOS</p><p>MANUAIS</p><p>APLICADOS À</p><p>ESTÉTICA FACIAL</p><p>Aline Andressa Matiello</p><p>Classificação da</p><p>pele: biotipos</p><p>Objetivos de aprendizagem</p><p>Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:</p><p> Identificar os biotipos da pele e suas características.</p><p> Propor objetivos de tratamentos e cuidados básicos para cada tipo</p><p>de pele.</p><p> Reconhecer a escala de Fitzpatrick.</p><p>Introdução</p><p>A pele humana, também chamada de tegumento, é um órgão que desem-</p><p>penha diversas funções no organismo, sobretudo a função de proteção.</p><p>Ela é constituída por camadas distintas, cujos diferentes tipos celulares</p><p>trabalham em conjunto para garantir o desempenho das funções. Na</p><p>prática, a pele é submetida a algumas classificações, com base no teor</p><p>de conteúdo lipídico ou na pigmentação existente, com características</p><p>distintas em cada um dos tipos.</p><p>Neste capítulo, você vai conhecer os principais biotipos cutâneos, de</p><p>forma a reconhecer os diferentes tipos de pele com base nos fototipos</p><p>propostos por Fitzpatrick. Além disso, descobrirá quais são os objetivos</p><p>de tratamento e os cuidados estéticos básicos para cada um dos biotipos.</p><p>1 Estrutura e função cutâneas</p><p>A pele humana, também chamada de tegumento, é o maior órgão do corpo</p><p>humano: mede de 1,2 a 2,2 metros e pesa, aproximadamente, 4 a 5 kg, o</p><p>que representa cerca de 7% do peso corporal. Serve como revestimento</p><p>corporal, uma vez que possui uma estrutura fl exível e resistente (MARIEB;</p><p>HOEHN, 2009).</p><p>Junto com a pele, encontram-se algumas estruturas anatômicas e funcio-</p><p>nais chamadas de anexos cutâneos, como os pelos, as unhas e as glândulas</p><p>sebáceas e sudoríparas. A associação desses órgãos cria um sistema complexo,</p><p>capaz de desempenhar muitas funções, em especial a função de proteção do</p><p>organismo (MARIEB; HOEHN, 2009).</p><p>A pele possui características específicas dependendo do segmento corporal onde se</p><p>encontra. São encontradas áreas de pele com espessuras variáveis, medindo entre 1,5</p><p>a 4 mm, assim como são encontradas áreas com diferentes quantidades de anexos</p><p>(pelos e glândulas), distribuídos na superfície corporal conforme a funcionalidade</p><p>desempenhada pela pele da região (TORTORA; DERRICKSON, 2017).</p><p>Segundo Tortora e Derrickson (2017), além de ser responsável pela proteção</p><p>do organismo frente a agentes lesivos do meio externo, a pele:</p><p> regula a temperatura corporal;</p><p> armazena sangue;</p><p> excreta e absorve substâncias;</p><p> sintetiza vitamina D;</p><p> tem função sensorial.</p><p>Estruturalmente, a pele humana é organizada duas camadas distintas,</p><p>a epiderme e a derme. Abaixo da pele, há uma estrutura chamada de tela</p><p>subcutânea, ou hipoderme, que é responsável por fixar a derme aos órgãos</p><p>e tecidos adjacentes. A tela subcutânea é formada por tecido adiposo e não</p><p>faz parte da pele; contudo, compartilha a função protetora por ela desem-</p><p>penhada. Além da função de proteção, especialmente de proteção contra</p><p>choques mecânicos, a tela subcutânea é responsável pelo isolamento térmico</p><p>e por armazenar energia na forma de gordura. A Figura 1, a seguir, mostra</p><p>uma representação esquemática da estrutura</p><p>anatômica da tela subcutânea, e</p><p>acima dela, as camadas da pele.</p><p>Classificação da pele: biotipos2</p><p>Figura 1. Pele e tela subcutânea. A pele, constituída por epiderme e derme, está conectada</p><p>ao tecido subcutâneo por estruturas subjacentes. São observadas estruturas acessórias</p><p>(pelos, glândulas e músculo eretor dos pelos), e algumas delas projetam-se para o tecido</p><p>subcutâneo, bem como para a grande quantidade de tecido adiposo presente nesse tecido.</p><p>Fonte: VanPutte, Regan e Russo (2016, p. 141).</p><p>A primeira camada da pele, a epiderme, é a camada mais superficial: é</p><p>mais fina e encontra-se em contato direto com o meio externo. Nessa camada,</p><p>são encontradas células como queratinócitos, melanócitos, macrófagos e</p><p>células epiteliais táteis.</p><p>Segundo Tortora e Derrickson (2017), os queratinócitos representam 90%</p><p>das células da epiderme e são responsáveis pela produção de queratina, uma</p><p>proteína fibrosa dura que auxilia na proteção do organismo contra calor, abra-</p><p>são, microrganismos e substâncias químicas. Já os melanócitos representam</p><p>aproximadamente 8% das células da epiderme e são responsáveis pela produção</p><p>de melanina, uma substância que dá cor à pele. Os macrófagos, por sua vez,</p><p>são responsáveis pela defesa da pele frente a microrganismos, auxiliando o</p><p>sistema imunológico a reconhecer esses agentes e a destruí-los. Por fim, as</p><p>células epiteliais táteis são responsáveis por detectar sensações táteis.</p><p>3Classificação da pele: biotipos</p><p>As células da epiderme se organizam em quatro ou cinco camadas, também</p><p>chamadas de estratos: camada basal, espinhosa, granulosa, lúcida e córnea</p><p>(Figura 2). Em locais onde há maior atrito com o meio externo, como nas</p><p>superfícies palmar e plantar, são encontradas cinco camadas, que dão a pele</p><p>da região um aspecto mais grosso. Em locais de menor atrito com o meio,</p><p>são encontradas apenas quatro camadas (TORTORA; DERRICKSON, 2017).</p><p>Figura 2. Estratos da epiderme observados em fotomicrografia de</p><p>alta resolução.</p><p>Fonte: VanPutte, Regan e Russo (2016, p. 143).</p><p>Como você pode observar na Figura 2, a camada mais profunda da</p><p>epiderme é a camada basal, onde se encontram queratinócitos e células-</p><p>-tronco, responsáveis pela formação de novas células epiteliais. Acima dessa</p><p>camada, encontra-se a camada espinhosa, composta por oito a 10 camadas</p><p>de queratinócitos, o que confere resistência e flexibilidade à epiderme. Na</p><p>camada granulosa, os queratinócitos iniciam um processo de apoptose celular</p><p>(morte programada), onde as células perdem o núcleo e, em seguida, morrem.</p><p>A camada lúcida, presente apenas em áreas de pele mais espessa, é formada</p><p>Classificação da pele: biotipos4</p><p>por queratinócitos já mortos, cujo interior é repleto de queratina. Por fim, a</p><p>camada córnea, localizada mais superficialmente, em contato direto com</p><p>o meio externo, é formada por 25 a 30 camadas de queratinócitos mortos</p><p>(TORTORA; DERRICKSON, 2017).</p><p>Essas camadas da epiderme são constantemente renovadas. Isso porque, à me-</p><p>dida que células-tronco presentes na camada basal produzem novos queratinócitos,</p><p>essas células são empurradas para as camadas mais superficiais da pele, substituindo</p><p>células antigas por células novas de forma contínua. Desse modo, à medida que</p><p>as células mortas localizadas na camada córnea se desprendem da pele, novas</p><p>células de camadas mais profundas da epiderme passam a residir nessa camada.</p><p>Segundo Marieb e Hoehn, (2009), a produção queratinócitos, a transferência</p><p>deles através das camadas até a morte celular e o desprendimento da camada córnea</p><p>demoram, em média, um período de quatro semanas. Esse processo é conhecido</p><p>como turnover celular e garante uma epiderme renovada regularmente (Figura 3).</p><p>Figura 3. Ciclo de renovação da epiderme: turnover celular.</p><p>Fonte: VanPutte, Regan e Russo (2016, p. 144).</p><p>Por sua vez, a derme é a camada da pele mais espessa e localizada mais</p><p>profundamente, abaixo da epiderme. A derme é formada basicamente por</p><p>duas camadas, uma mais superficial, chamada de derme papilar, e uma mais</p><p>profunda, chamada de derme reticular. Histologicamente, a derme é formada</p><p>por um denso tecido fibroelástico, composto por fibras elásticas, fibras de</p><p>colágeno, vasos sanguíneos, estruturas nervosas e órgãos anexos da pele</p><p>5Classificação da pele: biotipos</p><p>(glândulas sebáceas, sudoríparas e folículos pilosos). Segundo Tortora e Der-</p><p>rickson (2017), em virtude dessa constituição fibroelástica, a derme garante</p><p>a sustentação dos tecidos e, ainda, a flexibilidade a pele. Além disso, por ser</p><p>uma camada extremamente vascularizada, é responsável pela vascularização</p><p>das camadas da epiderme, que não é vascularizada.</p><p>Os diferentes tipos de pele</p><p>Em sua prática profi ssional, o esteticista, antes de mais nada, deve analisar</p><p>a pele do cliente, cujas características variam segundo inúmeros fatores,</p><p>como etnia, genética, cuidados com a pele, hábitos de vida, etc. Como o</p><p>tipo de pele do cliente vai nortear a escolha do objetivo do tratamento e</p><p>dos recursos terapêuticos empregados para atingi-lo, antes de dar início a</p><p>qualquer modalidade de tratamento estético, o profi ssional deve classifi car</p><p>a pele do cliente.</p><p>A primeira classificação dos tipos de pele foi apresentada no início do</p><p>século XX pela famosa cosmetóloga e empresária Helena Rubinstein, que</p><p>classificou a pele em quatro tipos (I, II, III e IV), com base na quantidade</p><p>de secreção sebácea encontrada. O sistema de classificação mais utilizado</p><p>atualmente foi baseado no de Helena: também classifica a pele em quatro</p><p>tipos e baseia-se na quantidade de conteúdo sebáceo encontrado nos tecidos</p><p>(BORGES; SCORZA, 2016). Veja a descrição de cada um dos tipos a seguir.</p><p>1. Tipo I — pele alípica: com uma aparência “esticada”, esse tipo de pele</p><p>possui pouca produção de sebo pelas glândulas sebáceas. Além disso,</p><p>é uma pele mais fina, mais frágil, com maior tendência à descamação</p><p>e com pH mais ácido. Essas características tornam esse tipo mais pre-</p><p>disposto ao surgimento de rugas e linhas de expressão.</p><p>Clientes com pele alípica podem relatar alguns sintomas como prurido, queimação,</p><p>sensação de estiramento da pele, sensação de pichamento, descamação em aglome-</p><p>rados, aspereza ao toque e vermelhidão.</p><p>Classificação da pele: biotipos6</p><p>2. Tipo II — pele lipídica: também chamada de pele oleosa, a pele lipídica</p><p>possui uma quantidade de sebo aumentada, associada a poros dilatados,</p><p>sobretudo ao redor do nariz, na testa e no queixo. Assim, costuma ser</p><p>brilhante e espessa, com textura áspera, e tem mais tendência a come-</p><p>dões, acne, rosácea e telangiectasias (KEDE; SABOTOCIH, 2004).</p><p>Possui um pH mais alcalino e, por isso, envelhece mais lentamente.</p><p>Como você pode ver, então, a pele alípica se difere da pele lipídica em</p><p>vários aspectos. Veja, na Figura 4, algumas características que diferem esses</p><p>dois tipos de pele.</p><p>Figura 4. Diferenças entre a (a) pele alípica e a (b) pele lipídica. A pele alípica apresenta</p><p>tendência à descamação, poros finos e, por consequência, aumento dos sinais de en-</p><p>velhecimento. Já a pele lipídica apresenta hiperatividade das glândulas sebáceas e, por</p><p>consequência, poros dilatados e brilho excessivo.</p><p>Fonte: (a) Santo remédio (2019, documento on-line); (b) O Girassol (2018, documento on-line).</p><p>3. Tipo III — pele normal: também chamada de pele eudérmica, é lisa,</p><p>não brilhante e com pH próximo ao neutro. O teor hídrico dessa pele é</p><p>alto, mas sem a presença de poros dilatados. Tem uma textura aveludada</p><p>e sedosa, sendo mais comum em crianças de até 8 anos. Nesse tipo de</p><p>pele, os orifícios pilos sebáceos são bem pouco visíveis (BORGES;</p><p>SCORZA, 2016).</p><p>4. Tipo IV — pele mista: também chamada de pele combinada, possui</p><p>características associadas dos demais tipos de pele. A região T (áreas do</p><p>nariz, queixo e testa) possui grande quantidade de sebo e poros dilatados,</p><p>dando um aspecto mais oleoso a essas regiões. Em contrapartida, a parte</p><p>lateral da face apresenta pele alípica ou normal (BORGES; SCORZA,</p><p>2016). Veja a Figura 5.</p><p>7Classificação da pele:</p><p>biotipos</p><p>Figura 5. A pele mista é oleosa na zona T (teste, nariz e</p><p>queixo) e normal ou ressecada no restante do rosto.</p><p>Fonte: Kalil (2016, documento on-line).</p><p>Além dos quatro tipos de pele citados, é possível classificar a pele segundo</p><p>aspectos relacionados a condições cutâneas transitórias, como acneica, sensí-</p><p>vel, desidratada, espessa e desvitalizada, por exemplo. Veja algumas dessas</p><p>subclassificações a seguir.</p><p> Pele acneica: possui as mesmas características da pele lipídica, sobre-</p><p>tudo comedões, pápulas, pústulas, cistos e cicatrizes (Figura 6).</p><p>Figura 6. Aspecto da pele acneica.</p><p>Fonte: Ifould, Forsythy-Conroy e Whittaker (2015, p. 79).</p><p>Classificação da pele: biotipos8</p><p> Pele sensível: apresenta um aspecto mais frágil. É fina, de coloração</p><p>avermelhada, com presença de telangiectasias.</p><p> Pele desidratada: apresenta uma textura fina, hipotônica, descamativa,</p><p>com desequilíbrio da camada córnea. Visualmente, é uma pele opaca,</p><p>áspera ao tato, com presença de rugas superficiais (BORGES; SCORZA,</p><p>2016). Essas rugas superficiais que aparecem na pele desidratada não</p><p>são resultado de alterações dérmicas, mas falsas rugas, decorrentes</p><p>apenas da desidratação tecidual.</p><p>A pele desidratada pode ser resultado de condições climáticas, como frio, vento e</p><p>baixa umidade atmosférica (KEDE; SABOTOVICH, 2004). Porém, também pode ser</p><p>desencadeada por hábitos como tabagismo, exposição solar excessiva e alcoolismo,</p><p>além de ser influenciada pelo estresse, pela idade, pelo uso de certas drogas e, ainda,</p><p>por algumas doenças, como psoríase e dermatite. Nesses casos, ao se observar a</p><p>epiderme, percebe-se que ela “perdeu” uma quantidade importante de água, o que</p><p>pode, inclusive, gerar sintomas como prurido e eczema.</p><p> Pele espessa: apresenta um aspecto grosseiro, opaca e sem viço.</p><p> Pele desvitalizada: de aspecto opaco, sem viço e flácida.</p><p>Nesta seção, vimos os principais tipos de pele e suas respectivas caracterís-</p><p>ticas. Classificar a pele do cliente corretamente possibilita que o profissional</p><p>de estética aplique os tratamentos estéticos voltados a disfunções cutâneas de</p><p>modo mais seguro e efetivo. Porém, nunca se esqueça de perguntar ao cliente</p><p>a própria percepção sobre sua pele. Saber qual pele o cliente acha que tem é</p><p>importante, entre outros motivos, para detectar sintomas de cuidados inadequa-</p><p>dos. Por exemplo, uma pele oleosa pode estar descamando pelo uso excessivo</p><p>de produtos que causam ressecamento, como sabonete e tônicos adstringentes.</p><p>2 Cuidados com os diferentes tipos de pele</p><p>A partir de uma análise minuciosa da pele do cliente e da consequente clas-</p><p>sifi cação em algum dos tipos vistos na seção anterior, pode-se prescrever</p><p>um tratamento personalizado, cujos resultados sejam compatíveis com as</p><p>9Classificação da pele: biotipos</p><p>diferentes necessidades de cada tipo de pele. Vale lembrar que cada tipo possui</p><p>características específi cas relacionadas ao teor de substância sebácea, e essas</p><p>características devem ser respeitadas no momento de estabelecer os objetivos</p><p>do tratamento e prescrever os cuidados com a pele.</p><p>Para que o cliente tenha uma pele saudável, que desempenhe adequa-</p><p>damente suas funções, alguns cuidados cosméticos são essenciais. Esses</p><p>cuidados devem ser considerados pelo profissional de estética ao aplicar</p><p>protocolos de tratamento na clínica ou no consultório, mas devem também</p><p>ser descritos ao cliente, a fim de que ele possa manter uma rotina de cuidados</p><p>específicos no ambiente domiciliar.</p><p>Segundo Kede e Sabotovich (2004), uma rotina de cuidados com a pele</p><p>é primordial para garantir uma pele saudável. Essa rotina envolve limpeza,</p><p>hidratação e fotoproteção, e veremos cada um em detalhes a seguir.</p><p>Limpeza da pele</p><p>A limpeza é feita pelo uso de ativos específi cos para higiene da pele, por</p><p>meio de formulações cosméticas como sabonetes em barra ou líquidos, leites</p><p>de limpeza, espumas, etc. Nas formulações em barra, são utilizados ativos</p><p>como hidróxido de sódio e gorduras, que conferem consistência ao sabonete;</p><p>formulações líquidas ou cremosas, por sua vez, utilizam ativos chamados de</p><p>tensoativos, que conferem ao produto uma ação de detergente. São aplicados</p><p>para remover a oleosidade excessiva, impurezas, resíduos de cosméticos, de</p><p>poluição e de maquiagem, suor, microrganismos e células mortas (KEDE;</p><p>SABOTOVICH, 2004).</p><p>Hidratação da pele</p><p>Para a hidratação cutânea, são utilizados ativos cosméticos capazes de propor-</p><p>cionar aumento da maciez, da fl exibilidade e da textura da pele, além de criarem</p><p>uma barreira protetora contra a invasão de agentes externos e prevenirem o</p><p>ressecamento tecidual. De acordo com Kede e Sabotovich (2004), a hidratação</p><p>também visa repor a camada de proteção natural da pele, chamada de manto</p><p>hidrolipídico, permitindo que os tecidos mantenham níveis adequados de</p><p>água em sua estrutura (KEDE; SABOTOVICH, 2004).</p><p>Classificação da pele: biotipos10</p><p>Fisiologicamente, a pele possui alguns meios naturais de manutenção da</p><p>hidratação dos tecidos. Um deles é formado por um conjunto de substâncias</p><p>higroscópicas e hidrossolúveis em sua camada córnea, como aminoácidos,</p><p>lactatos e ureia; é o fator natural de hidratação cutânea. Essas substâncias</p><p>são responsáveis por captar umidade, mantendo um equilíbrio hídrico nos</p><p>tecidos. Assim, a hidratação da pele tem como objetivo restabelecer esse fator</p><p>de proteção quando afetado por condições patológicas.</p><p>Além do fator de hidratação natural, a pele possui uma quantidade impor-</p><p>tante de lipídeos em suas camadas, oriundos da secreção de sebo pelas glândulas</p><p>sebáceas, ricos em ceramidas, ácidos graxos livres, esteróis e colesterol, que</p><p>contribuem para a hidratação e a lubrificação teciduais, especialmente da</p><p>camada córnea da epiderme (KEDE; SABOTOVICH, 2004).</p><p>Além disso, as taxas de hidratação tecidual podem ser aumentadas pela</p><p>utilização de ativos cosméticos. Esses produtos atuam por meio de três me-</p><p>canismos de ação distintos:</p><p> oclusão;</p><p> umectação;</p><p> hidratação ativa.</p><p>Os ativos que atuam mediante oclusão fazem uso de substâncias lipídicas,</p><p>chamadas de emolientes. Exemplos incluem ceramidas, lanolina, vaselina,</p><p>ceras e óleos vegetais (KEDE; SABOTOVICH, 2004). Os ativos que atuam</p><p>por oclusão formam uma barreira na superfície da pele, semelhante a um</p><p>filme, que evita a evaporação superficial da água.</p><p>Os ativos hidratantes que atuam por umectação, como glicerina, sorbitol</p><p>e propilenoglicol, fazem uso de substâncias hidroscópicas, capazes de atrair</p><p>moléculas de água na superfície da pele. Por sua vez, os ativos utilizados na</p><p>hidratação ativa fazem uso de ingredientes da camada natural de hidratação</p><p>tecidual, como lactatos e ureia, ou, ainda, podem utilizar de alfa hidroxiácidos,</p><p>que, quando aplicados em camadas da pele, retêm água de modo a promover</p><p>a hidratação (KEDE; SABOTOVICH, 2004).</p><p>No mercado, podem ser encontrados ativos hidratantes que atuam por</p><p>meio de um único mecanismo de ação, mas também podem ser encontrados</p><p>hidratantes que associam ingredientes que atuam por meio de diferentes me-</p><p>canismos de ação. Segundo Borges e Scorza (2016), os produtos cosméticos</p><p>que atuam por meio dos três mecanismos de hidratação são mais eficazes.</p><p>11Classificação da pele: biotipos</p><p>Fotoproteção da pele</p><p>A proteção solar também faz parte da rotina de cuidados com a pele e envolve</p><p>o uso de fotoprotetores. Esses produtos cosméticos possuem ingredientes que</p><p>protegem a pele dos danos causados pela exposição à radiação solar, devendo</p><p>ser utilizados diariamente (KEDE; SABOTOVICH, 2004).</p><p>Existem, basicamente, dois tipos de foto protetores, os fotoprotetores</p><p>orgânicos e os inorgânicos, classificados conforme seu mecanismo de ação.</p><p>Os filtros orgânicos atuam na proteção da pele mediante absorção da radiação</p><p>ultravioleta, enquanto os filtros inorgânicos formam uma espécie de barreira</p><p>sobre a pele, refletindo, dispersando e absorvendo a luz ultravioleta. No mer-</p><p>cado, podem ser encontrados produtos com filtros orgânicos, inorgânicos ou,</p><p>ainda, produtos</p><p>cosméticos que associam os dois tipos de filtros.</p><p>Além de agentes de limpeza, de hidratantes e de fotoprotetores, é importante que</p><p>a pele receba ativos antioxidantes. Esses ativos reduzem a ação de radicais livres,</p><p>que são espécies reativas de oxigênio formadas durante o metabolismo celular. Ao</p><p>reduzir a formação de radicais livres, os ativos antioxidantes previnem o processo de</p><p>envelhecimento dos tecidos. Vitamina C, nicotinamida, ginkgo biloba, coenzima Q10,</p><p>extrato de chá verde, extrato de semente de uva e idebenona são exemplos de ativos</p><p>com essa finalidade (BORGES; SCORZA, 2016; KEDE; SABOTOVICH, 2004).</p><p>A limpeza, a hidratação e a fotoproteção são etapas de cuidados com a pele</p><p>necessárias para todos os tipos de pele. Contudo, algumas particularidades</p><p>relacionadas a essas etapas devem ser respeitadas, considerando as caracte-</p><p>rísticas da pele normal, lipídica, alípica e mista. Veja, a seguir, os objetivos e</p><p>cuidados específicos para cada um desses tipos.</p><p>Objetivos e cuidados específicos com a pele normal</p><p>Fisiologicamente, a camada córnea da pele eudérmica é regular e possui uma</p><p>fi na camada de óleo, refl etindo uma condição de equilíbrio na queratinização</p><p>(produção de queratina), descamação, perda de água, produção de secreção</p><p>sebácea e sudorese. Com relação aos cuidados que demanda, portanto, utiliza-</p><p>Classificação da pele: biotipos12</p><p>-se o princípio da moderação (KEDE; SABOTOVICH, 2004). Nesse caso, o</p><p>cliente deve adotar uma rotina de cuidados diários com a pele a fi m de manter</p><p>o equilíbrio fi siológico e a integridade cutânea.</p><p>Para a limpeza, indica-se a utilização de um produto de higiene suave, de</p><p>preferência livre de sabão (já que a lavagem excessiva com sabão pode levar a</p><p>um quadro de perda da umidade cutânea). Aliados a esses agentes de limpeza</p><p>suaves, deve-se introduzir alfa-bisabolol, que é um dos princípios ativos da ca-</p><p>momila, com ação anti-inflamatória e calmante (KEDE; SABOTOVICH, 2004).</p><p>A tonificação da pele está indicada, especialmente quando o cliente fizer</p><p>uso de um sabonete de limpeza com pH alcalino; nesses casos, a aplicação do</p><p>tônico visa reequilibrar o pH da pele. Deve-se dar preferência a produtos com</p><p>baixa concentração de álcool, aliados a ativos calmantes, anti-inflamatórios</p><p>e refrescantes, como Hamamelis. Em seguida, deve-se aplicar um agente de</p><p>hidratação, em formulações em forma de emulsões ou fluidas, de modo a</p><p>manter o equilíbrio da pele e prevenir alterações (KEDE; SABOTOVICH,</p><p>2004). Nesses casos, indica-se o uso de ativos como ceramidas e vitaminas</p><p>A, C e E, que, além de atuarem como hidratantes, têm ação antioxidante.</p><p>Produtos hidratantes para pele normal devem conter, predominantemente, água,</p><p>óleos minerais e propilenoglicol, mas quantidades mínimas de petrolato ou lanolina,</p><p>uma vez que esses ativos deixam um resíduo oleoso sobre a pele e são, portanto,</p><p>contraindicados para a pele epidérmica.</p><p>Com relação ao fotoprotetor, deve-se utilizar um produto com fator de</p><p>proteção solar (FPS) 30, que associe filtros orgânicos e inorgânicos no mesmo</p><p>produto e que seja formulado em creme, de textura leve, para uso diário.</p><p>No que concerne aos cuidados estéticos, indica-se a esfoliação e o uso</p><p>de máscaras de tratamento de maneira regular. A esfoliação visa remover o</p><p>excesso de células mortas da epiderme, sujidades e poluição, tornando a pele</p><p>mais fina e, assim, melhorando sua textura. Nesses casos, pode-se indicar o</p><p>uso de esfoliantes químicos, como o ácido salicílico, ou de esfoliantes físicos,</p><p>como as sementes de plantas. A esfoliação da pele eudérmica também facilita</p><p>a absorção dos ativos cosméticos aplicados, potencializando seus efeitos, uma</p><p>vez que conseguem penetrar mais facilmente a pele. Por sua vez, a aplicação</p><p>13Classificação da pele: biotipos</p><p>regular de máscaras de tratamento auxilia na melhoria das condições cutâneas,</p><p>amenizando cansaço e auxiliando na descongestão tecidual. Nesse caso,</p><p>indica-se produtos que formam uma película plástica tensora.</p><p>Ocasionalmente, a pele normal pode apresentar comedões e pequenas pústulas.</p><p>Nesses casos, essas lesões devem ser controladas com produtos cosméticos em forma</p><p>de gel ou bastão, com ingredientes secativos, cicatrizantes e antimicrobianos, como</p><p>o óleo de melaleuca, por exemplo. Para peles eudérmicas com tendência a manchas,</p><p>pode-se indicar o uso de ativos despigmentantes para uso regular, a fim de amenizar</p><p>o efeito inestético das manchas na pele (KEDE; SABOTOVICK, 2004).</p><p>Objetivos e cuidados específicos com a pele oleosa</p><p>Para a limpeza da pele lipídica, são indicados agentes de limpeza mais efi -</p><p>cientes, capazes de remover o excesso de oleosidade característico desse tipo</p><p>de pele. Em geral, opta-se pelo uso de produtos líquidos, com ingredientes</p><p>com função secativa (óxido de zinco, calamida, enxofre, Hamamelis, etc.),</p><p>associados ao uso de água fria para a limpeza, pois a água quente tende a ativar</p><p>a produção de sebo. Em especial, para peles lipídicas com acne, devem ser</p><p>utilizados agentes de limpeza com ingredientes antimicrobianos de maneira</p><p>associada, como enxofre e ácido salicílico (KEDE; SABOTOVICH, 2004).</p><p>Após a limpeza, a pele lipídica deve receber um tônico com função adstrin-</p><p>gente ou descongestionante, com álcool, mentol, resorcina e ácido salicílico,</p><p>por exemplo, para reequilibrar o pH.</p><p>Em seguida, deve-se aplicar um agente hidratante formulado em gel ou</p><p>gel-creme, que evita a oleosidade excessiva da pele. É importante ressaltar que</p><p>mesmo a pele lipídica deve receber ativo hidratante regularmente; apenas está</p><p>contraindicado o uso de hidratantes com formulações cremosas, que aumentam</p><p>a oleosidade da pele (KEDE; SABOTOVICH, 2004). Um exemplo de ativo</p><p>indicado para hidratação de pele lipídica é o ginkgo biloba. Para proteção solar,</p><p>indica-se o uso de fotoprotetores livres de óleo, como gel, base siliconada ou</p><p>emulsão, com FPS 15 ou mais, dependendo da pele.</p><p>Classificação da pele: biotipos14</p><p>Com relação aos cuidados estéticos, o uso de esfoliante está indicado,</p><p>uma vez que promove a descamação da pele, mantendo-a limpa e com melhor</p><p>textura. Kede e Sabotovich (2004) citam que o esfoliante mais indicado para</p><p>a pele lipídica é o que possui propriedades abrasivas e mecânicas, formulado</p><p>em bases cremosas livres de óleo ou em gel, e deve ser aplicado de uma a</p><p>duas vezes por semana.</p><p>O cliente com pele lipídica, ainda, deve fazer uso regular de máscaras</p><p>de limpeza para controle da oleosidade, como máscaras de argila verde, por</p><p>exemplo. Caso a pele apresente manchas hipercrômicas, indica-se o uso de</p><p>ativos despigmentantes como o ácido kójico e o arbutin.</p><p>Objetivos e cuidados específicos com a pele seca</p><p>A pele alípica demanda muitos cuidados para evitar exacerbar a condição</p><p>preexistente. Para a limpeza, indica-se o uso de agentes de limpeza com</p><p>tensoativos suaves, em forma de leites ou loções de limpeza, que, além de</p><p>promover a higienização da pele, auxiliam na hidratação. Kede e Sabotovich</p><p>(2004) indicam o uso de tensoativos não iônicos, com detergentes suaves de</p><p>origem vegetal, com características hipoalergênicas, associados à presença</p><p>de emolientes, que auxiliam na hidratação da pele. Para a tonifi cação, os</p><p>produtos devem ser livres de álcool e conter ativos hidratantes associados,</p><p>como a glicerina e a alantoína.</p><p>Com relação à hidratação, a pele alípica demanda uso de hidratantes</p><p>associados, com formulações mais leves para uso diurno e mais emolientes</p><p>à noite, intensificando a hidratação por mais duas ou três vezes ao longo do</p><p>dia (KEDE; SABOTOVICH, 2004). Ácido hialurônico, vitamina C, oligo-</p><p>elementos, ureia, lactato de amônio, óleos de semente de uva e amêndoas</p><p>doces são exemplos, formulados em bases oleosas. Após o banho, a pele</p><p>alípica pode receber um emoliente contendo vitamina E e óleo de macadâmia.</p><p>A inclusão de ativos antioxidantes deve ser associada ao uso do hidratante,</p><p>considerando que esse tipo de pele envelhece mais rapidamente. A foto-</p><p>proteção deve ser feita com emulsões cremosas,</p><p>que são mais emolientes e</p><p>auxiliam na hidratação.</p><p>Acerca dos cuidados complementares em estética, indica-se a realização de</p><p>esfoliação suave, uma vez por semana, associada ao uso de máscaras faciais</p><p>hidratantes. Ainda, para peles com hiperpigmentações, indica-se o uso de</p><p>ativos como ácido fítico (KEDE; SABOTOVICH, 2004).</p><p>15Classificação da pele: biotipos</p><p>Objetivos e cuidados específicos com a pele mista</p><p>Os ativos utilizados na pele combinada devem considerar a presença de dife-</p><p>rentes características cutâneas, com áreas de pele oleosa e áreas de pele seca.</p><p>Por isso, os ativos utilizados devem agir seletivamente, uma vez que as áreas</p><p>demandam cuidados diferenciados.</p><p>Em relação à higiene da pele, indica-se a limpeza com sabonete líquido suave</p><p>ou loção de limpeza, duas vezes ao dia. Para tratamento da zona mais oleosa,</p><p>indica-se o uso de tônico com adstringentes suaves, à base de Hamamelis,</p><p>cânfora e mentol. Para a hidratação, os produtos utilizados devem melhorar</p><p>a hidratação das áreas secas sem, porém, piorar o quadro de oleosidade da</p><p>zona T. Para isso, recomenda-se o uso de hidratantes de textura suave, não</p><p>comedogênicos. Para os fotoprotetores, indica-se formulações livres de óleo</p><p>(KEDE; SABOTOVICH, 2004).</p><p>Com relação aos cuidados estéticos, a pele combinada deve ser esfoliada,</p><p>caso apresente necessidade. Nesse caso, realiza-se a esfoliação suave da pele,</p><p>semanalmente, priorizando a zona T. Máscaras podem ser aplicadas para</p><p>descongestionar a pele, priorizando o uso de produtos indicados para “peles</p><p>de todos os tipos”, de modo que não agravem o quadro de oleosidade ou</p><p>ressecamento preexistente.</p><p>As recomendações e cuidados estéticos descritos nesta seção devem ser</p><p>de conhecimento do profissional de estética e, visando a um tratamento mais</p><p>integral, devem ser repassadas aos clientes, para que mantenham uma rotina</p><p>de cuidados dermatológicos no ambiente domiciliar.</p><p>3 Classificação de tipos de pele com base</p><p>na pigmentação</p><p>A constituição da pigmentação cutânea é herdada geneticamente, sem inter-</p><p>ferência da exposição aos raios solares; por isso, é invariável (SOCIEDADE</p><p>BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA, 2016). É resultado da combinação</p><p>dos diferentes tipos de melanina (eumelanina e feomelanina) e dos pigmentos</p><p>sanguíneos (hemoglobina e oxiemoglobina) (KEDE; SABOTOVICH, 2004).</p><p>Contudo, a cor da pele humana é resultado da ação de uma série de fatores, de</p><p>forma que pode apresentar uma cor facultativa (SOCIEDADE BRASILEIRA</p><p>DE DERMATOLOGIA, c2017). A cor facultativa da pele, então, é reversível</p><p>e pode ser induzida pela exposição solar.</p><p>Classificação da pele: biotipos16</p><p>Existe uma classificação cutânea que determina diferentes fototipos com</p><p>base na cor da pele, em associação com sua reatividade aos raios solares. Essa</p><p>classificação foi proposta pelo médico norte-americano Thomas B. Fitzpatrick</p><p>no ano de 1976 e, por isso, ficou conhecida como escala de Fitzpatrick (SO-</p><p>CIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA, c2017). Essa escala, apesar</p><p>de ter sido criada há vários anos, ainda é a mais utilizada para diferenciar os</p><p>tipos de pele com base na pigmentação.</p><p>A escala de Fitzpatrick classifica a pele em fototipos de um a seis, considerando</p><p>a capacidade de que cada pessoa tem de se bronzear, bem como a sensibilidade</p><p>e o nível de vermelhidão da pele quando exposta aos raios solares. A seguir</p><p>são apresentadas as características desses seis fototipos de pele (SOCIEDADE</p><p>BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA RIO DE JANEIRO, 2019; KEDE; SA-</p><p>BOTOVICH, 2004; BORGES, 2010; BORGES; SZORZA, 2016; HILL, 2018).</p><p> Fototipo I: presente especialmente em pessoas de pele clara, com cabelo</p><p>ruivo ou loiro, olhos azuis ou verdes e, na maioria das vezes, com pre-</p><p>sença de sardas na pele. Em relação à capacidade de bronzeamento, as</p><p>peles de fototipo I nunca bronzeiam e sempre queimam. Em geral, 10 a</p><p>16 minutos de exposição solar sem proteção já resultam em queimadura</p><p>solar. A pele, nesses casos, é extremamente sensível à radiação solar</p><p>e, por isso, a proteção deve ser muito enfatizada. Escoceses e ingleses</p><p>normalmente possuem esse fototipo de pele.</p><p> Fototipo II: presente em pessoas de pele clara, mas levemente mais</p><p>escura que o fototipo I. Apresentam cabelo loiro ou ruivo, olhos azuis,</p><p>verdes ou castanho claros. Esse tipo de pele bronzeia com bastante</p><p>dificuldade e queima facilmente. Em geral, 30 a 40 minutos de exposição</p><p>solar sem proteção já é suficiente para causar queimaduras. Esse tipo</p><p>de pele é comum no Norte europeu.</p><p> Fototipo III: tipo de pele presente em pessoas de pele branca, mas mais</p><p>escura; com qualquer cor de olhos ou de cabelo. A pele de fototipo III</p><p>possui certa resistência ao sol. A sensibilidade existe, mas esse tipo</p><p>de pele consegue bronzear gradualmente, embora possa sofrer leves</p><p>queimaduras. Alemães costumam ter esse fototipo de pele.</p><p> Fototipo IV: esse fototipo de pele está presente em pessoas de pele</p><p>morena clara. A pele bronzeia facilmente e queima apenas um pouco.</p><p>Normalmente, os sinais de queimaduras solares começam a aparecer</p><p>após 60 a 70 minutos de exposição solar sem proteção. Pessoas do Sul</p><p>da Europa e hispânicos normalmente apresentam esse fototipo.</p><p>17Classificação da pele: biotipos</p><p> Fototipo V: a pele dessas pessoas é morena, típica de pessoas negras</p><p>claras. Quando exposta ao sol, bronzeia facilmente e raramente queima,</p><p>sendo um tipo de pele pouco sensível à radiação. Pessoas asiáticas,</p><p>indianas e alguns africanos têm fototipo V.</p><p> Fototipo VI: presente em pessoas de pele morena escura ou negra. Nesses</p><p>casos, a pele é completamente pigmentada e, por isso, possui uma proteção</p><p>natural aos raios solares, sendo comum em pessoas africanas. Além disso,</p><p>a pele de fototipo VI tem fibras de colágeno mais resistentes e glândulas</p><p>sebáceas maiores. Kede e Sabotovich (2004) comentam, ainda, que, em</p><p>peles mais escuras, existe um maior número de camadas de células no</p><p>estrato córneo, o que aumenta a proteção à radiação solar, uma vez que</p><p>possui maior capacidade de descamação e aumento do conteúdo lipídico.</p><p>A Figura 7 exemplifica esses seis tipos de fototipos cutâneos.</p><p>Figura 7. Classificação de fototipos de pele segundo Fitzpatrick: (a) fototipo I; (b) fototipo II;</p><p>(c) fototipo III; (d) fototipo IV; (e) fototipo V; (f) fototipo VI.</p><p>Fonte: (a) Andreshkova Nastya/Shutterstock.com; (b) El Nariz/Shutterstock.com; (c) Mila_chen/Shutterstock.</p><p>com; (d) Rido/Shutterstock.com; (e) Krakenimages.com/Shutterstock.com; (f) Beauty Stock/Shutterstock.com.</p><p>Para analisar e classificar adequadamente cada tipo de pele com base na</p><p>pigmentação apresentada, é importante que o profissional de estética realize</p><p>a avaliação em um ambiente bastante iluminado; de preferência, com luz</p><p>natural, de modo que a observação do fototipo de pele seja adequada. Deve-se</p><p>analisar pelo menos três áreas corporais e, em geral, indica-se a avaliação da</p><p>face, do colo e do abdômen.</p><p>Classificação da pele: biotipos18</p><p>Hill (2018) sugere, ainda, que, além da avaliação visual da pele, o profis-</p><p>sional faça algumas perguntas ao cliente a respeito de sua etnia e dos sinais</p><p>apresentados após a exposição solar (bronzeado e queimadura), de modo a</p><p>classificar mais adequadamente seu fototipo de pele.</p><p>Analisando a classificação dos fototipos estabelecida por Fitzpatrick, é</p><p>possível verificar que a escala considera que peles mais escuras, com maiores</p><p>concentrações de melanina, possuem maiores condições de sobrevivência em</p><p>ambientes com altas concentrações de radiação ultravioleta em comparação a</p><p>peles mais claras. Além disso, peles mais escuras apresentam menos danos agudos</p><p>na pele quando expostas à radiação em comparação a peles claras, que costumam</p><p>apresentar sinais agudos da exposição solar (KEDE; SABOTOVICH, 2004).</p><p>Além dessas informações, a escala proposta por Fitzpatrick considera o</p><p>risco de desenvolvimento de câncer de pele. Assim, quanto menor o fototipo</p><p>cutâneo, maior o risco de câncer de pele, ou seja, à medida que o fototipo</p><p>aumenta, o risco reduz gradativamente.</p><p>Vale ressaltar que a classificação dos fototipos de pele proposta por Fitzpatrick não</p><p>considera as diferenças de pigmentação entre áreas diferentes do corpo. Segundo</p><p>Kede e Sabotovich (2004), em clientes jovens, a pigmentação da pele se mostra mais</p><p>uniforme. Contudo, com o avançar da idade, as áreas mais expostas aos raios solares</p><p>podem apresentar alterações de coloração. Por isso, além de avaliar e classificar o</p><p>fototipo de pele do cliente, o profissional de estética deve considerar essas particu-</p><p>laridades, anotando todas as informações na ficha de avaliação e, quando possível,</p><p>fazendo o registro fotográfico.</p><p>Segundo Hill (2018), cada tipo de pele responde de forma diferente aos</p><p>tratamentos propostos. Portanto, cabe ao profissional de estética conhecer</p><p>e utilizar as classificações de pele a fim de avaliar quais clientes podem ser</p><p>submetidos a determinados tratamentos e quais não devem realizá-los. Por</p><p>exemplo, procedimentos como peelings e aplicação de fototerapia por laser</p><p>ou luz intensa pulsada devem ser realizados de acordo com o fototipo de</p><p>pele, pois cada uma reagirá de forma diferente. Realizá-los sem considerar</p><p>o tipo de pele pode resultar no desenvolvimento de complicações, como</p><p>manchas e cicatrizes.</p><p>19Classificação da pele: biotipos</p><p>Clientes com peles de fototipos mais altos, sobretudo IV, V e V, quando expostos a</p><p>peelings químicos, correm mais riscos de apresentarem efeitos adversos, como manchas</p><p>na pele, pois a pele mais escura tem mais chances de pigmentação.</p><p>Conhecer as classificações da pele em relação à produção sebácea e aos</p><p>fototipos, além de saber quais são os cuidados estéticos mais indicados para</p><p>cada tipo de pele, garantem ao profissional de estética mais segurança e</p><p>melhores resultados terapêuticos, uma vez que pode optar pela abordagem</p><p>mais adequada em cada caso.</p><p>BORGES, F. dos S.; SCORZA, F. A. Terapêutica em estética: conceitos e técnicas. São</p><p>Paulo: Phorte, 2016.</p><p>BORGES, F. S. Dermato-funcional: modalidades terapêuticas nas disfunções estéticas.</p><p>2. ed. São Paulo: Phorte, 2010.</p><p>HILL, P. Milady laser e luz: anatomia da pele, cuidados com a pele, tratamentos, indica-</p><p>ções. São Paulo: Cengage Learning, 2018.</p><p>IFOULD, J.; FORSYTHE-CONROY, D.; WHITTAKER, M. Técnicas em estética. 3 ed. Porto</p><p>Alegre: Artmed, 2015. (Série Tekne).</p><p>KALIL, I. Tipos de pele: pele mista. 2016. Disponível em: https://www.madamices.com/</p><p>tipos-de-pele-pele-mista/. Acesso em: 1 set. 2020.</p><p>KEDE, M. P. V.; SABATOVICH, O. Dermatologia estética. 3. ed. São Paulo: Atheneu, 2004.</p><p>MARIEB, E. N.; HOEHN, K. Anatomia e fisiologia. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.</p><p>O GIRASSOL. Pele oleosa necessita de cuidados extras, alerta especialista. 2018. Disponível</p><p>em: http://www.ogirassol.com.br/viver/pele-oleosa-necessita-de-cuidados-extras-</p><p>-alerta-especialista. Acesso em: 1 set. 2020.</p><p>SANTO REMÉDIO. Saiba como evitar a descamação da pele durante o verão. 2019. Dis-</p><p>ponível em: https://drogariasantoremedio.com.br/descamacao-da-pele/. Acesso em:</p><p>1 set. 2020.</p><p>Classificação da pele: biotipos20</p><p>Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos testados, e seu fun-</p><p>cionamento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a</p><p>rede é extremamente dinâmica; suas páginas estão constantemente mudando de</p><p>local e conteúdo. Assim, os editores declaram não ter qualquer responsabilidade</p><p>sobre qualidade, precisão ou integralidade das informações referidas em tais links.</p><p>SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA RIO DE JANEIRO. Qual é seu fototipo de</p><p>pele? 2019. Disponível em: http://sbdrj.org.br/qual-e-seu-fototipo-de-pele/. Acesso</p><p>em: 1 set. 2020.</p><p>SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA. Classificação dos fototipos de pele. 2016.</p><p>Disponível em: http://www2.sbd.org.br/cuidado/classificacao-dos-fototipos-de-pele/.</p><p>Acesso em: 1 set. 2020.</p><p>SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA. Classificação dos fototipos de pele. c2017.</p><p>Disponível em: https://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/cuidados/classificacao-</p><p>-dos-fototipos-de-pele/. Acesso em: 1 set. 2020.</p><p>TORTORA, G. J.; DERRICKSON, B. Corpo Humano: fundamentos de anatomia e fisiologia.</p><p>10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.</p><p>VANPUTT, C.; REGAN, J.; RUSSO, A. Anatomia e fisiologia de Seeley. Porto Alegre: AMGH,</p><p>2016.</p><p>Leitura recomendada</p><p>RIVITTI, E. A. Dermatologia de Sampaio e Rivitti. Porto Alegre: Artes Médicas, 2018.</p><p>21Classificação da pele: biotipos</p><p>Dica do professor</p><p>A pele negra é encontrada em pacientes com fototipos de pele mais elevados, segundo a</p><p>classificação proposta por Fitzpratick. Nesse tipo de pele, há uma maior pigmentação tecidual, o</p><p>que dá a ela a tonalidade mais escura. Essa maior pigmentação é resultado da maior quantidade de</p><p>pigmento de melanina na pele. Além dessa característica em relação à pigmentação, a pele negra</p><p>tem outras particularidades relacionadas à histologia da pele.</p><p>É importante que os profissionais da área da estética conheçam essas particularidades da pele</p><p>negra, de modo a propor cuidados e recursos terapêuticos que as respeitem.</p><p>Na Dica do Professor, você verá as particularidades histológicas encontradas na pele negra e</p><p>algumas recomendações nos cuidados diários, assim como cuidados a serem tomados pelo</p><p>profissional na realização de tratamentos estéticos.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/1568e14ccd32089a496ca1bafedb4fe3</p><p>Exercícios</p><p>1) Analise o relato de caso a seguir.</p><p>“Maria é estudante e tem 27 anos. Na última semana, procurou uma clínica de estética, para</p><p>realizar uma limpeza de pele e um tratamento preventivo para rugas e linhas de expressão.</p><p>Antes de iniciar o tratamento, o profissional de estética realizou a avaliação da pele da</p><p>paciente, identificando, dentre outras informações, o biotipo de pele dela. Com base nas</p><p>características apresentadas, o profissional identificou que Maria tem um biotipo de pele</p><p>alipídica".</p><p>I - Presença de poros dilatados.</p><p>II - Pele mais fina e frágil.</p><p>III - Maior tendência a descamação.</p><p>IV - A pele envelhece mais lentamente.</p><p>V - Maior quantidade de sebo.</p><p>Acerca das características que se espera encontrar no biotipo de pele apresentado por</p><p>Maria, assinale a alternativa correta.</p><p>A) As alternativas I, II e III são verdadeiras.</p><p>B) As alternativas II e III são verdadeiras.</p><p>C) As alternativas II, III e IV são verdadeiras.</p><p>D) As alternativas III e V são verdadeiras.</p><p>E) As alternativas II, III e V são verdadeiras.</p><p>2) Cada biotipo de pele apresenta características particulares em relação à hidratação natural,</p><p>produção de sebo, sensibilidade, espessura, dentre outras. Conhecer as principais</p><p>características dos biotipos cutâneos é essencial para poder compreender quais são os</p><p>cuidados necessários, visando respeitar as particularidades de cada tipo de pele.</p><p>Sobre os cuidados estéticos, assinale os exemplos de cuidados voltados à pele lipídica.</p><p>A) Para higiene desse tipo de pele, indica-se a utilização de tensoativos suaves, em forma de</p><p>leites ou loções de limpeza. Para tonificação, produtos com ativos hidratantes associados. A</p><p>hidratação deve ser intensiva, com aplicação de cremes emolientes no período diurno e</p><p>noturno, visando potencializar a hidratação tecidual. Para fotoproteção, indica-se o uso de</p><p>emulsões cremosas.</p><p>B) Para limpeza, indica-se a utilização de produtos de higiene suave, de preferência livres de</p><p>sabão, seguidos de aplicação de tônico hidratante, livre de álcool e com ativos calmantes</p><p>(como camomila). Para hidratação, indica-se a utilização de emulsões ou fluidos,</p><p>especialmente os ricos em lanolina, e aplicação de filtro solar com textura leve, formulado em</p><p>gel.</p><p>C) Indica-se o uso de agentes de limpeza mais eficientes, seguido da aplicação de tônico com</p><p>função adstringente ou descongestionante. A aplicação de hidratante deve ser feita em gel ou</p><p>gel creme, evitando o uso de hidratantes com formulações cremosas. A pele deve ser</p><p>esfoliada</p><p>semanalmente (1 ou 2 vezes) com produtos abrasivos, com bases livres de óleo ou</p><p>formuladas em gel.</p><p>D) Para higiene, opta-se por produtos de ação seletiva, como sabonetes líquidos suaves ou</p><p>loções de limpeza. Em seguida, aplica-se tônico adstringente em toda a região e um</p><p>hidratante com propriedades emolientes, de base oleosa e não comedogênica. A esfoliação da</p><p>pele nesses casos está contraindicada. Máscaras hidratantes podem ser aplicadas</p><p>semanalmente.</p><p>E) Realiza-se a limpeza da pele com sabonete líquido de ação potente, seguida da aplicação de</p><p>tônico adstringente, optando por produtos livres de álcool. Para hidratação, utiliza-se base</p><p>mais oleosa, visando aumentar o teor de hidratação natural da pele. Por fim, aplica-se o filtro</p><p>solar, evitando o uso de filtros em gel ou gel creme, pois podem intensificar as características</p><p>da pele.</p><p>Fitzpatrick propôs uma classificação da pele humana em seis fototipos, com base no teor de</p><p>pigmentação e na resposta cutânea à exposição solar. Essa classificação é muito antiga, mas</p><p>ainda é amplamente utilizada na área da estética para classificar diferentes tipos de pele.</p><p>Analise as características a seguir:</p><p>I - Pele pouco sensível ao sol.</p><p>II - Pessoas de pele clara, olhos e cabelos castanhos ou pretos.</p><p>III - Pele que bronzeia facilmente.</p><p>IV - Tipo de pele comum em europeus.</p><p>3)</p><p>V - Pele que raramente queima.</p><p>São características da pele de fototipo V, segundo a classificação de Fitzpatrick:</p><p>A) I, III e V.</p><p>B) I, IV e V.</p><p>C) II, IV e V.</p><p>D) III e IV.</p><p>E) IV e V.</p><p>4) A pele apresenta características específicas que caracterizam os diferentes biotipos</p><p>cutâneos. Contudo, algumas situações externas podem interferir no biotipo de pele,</p><p>desencadeando quadros passageiros, mas que alteram níveis de hidratação, espessura,</p><p>resistência e sensibilidade. Dentre essas situações, cita-se o etilismo, frio ou calor</p><p>excessivos, tabagismo, exposição solar excessiva, estresse e, ainda, a presença de algumas</p><p>doenças de pele.</p><p>Assinale a alternativa que descreve o biotipo de pele que tem uma maior tendência a sofrer</p><p>com as alterações externas descritas acima.</p><p>A) Pele oleosa.</p><p>B) Pele lipídica.</p><p>C) Pele combinada.</p><p>D) Pele desidratada.</p><p>E) Pele acneica.</p><p>Analise a descrição do caso a seguir:</p><p>“Paciente J.K, 34 anos, dona de casa. Procura por tratamento estético em virtude do</p><p>aparecimento de telangiectasias na região facial. Na avaliação cutânea, o profissional</p><p>percebeu sinais de fragilidade aumentada e pouca espessura, associadas a um quadro de</p><p>eritema facial (pele avermelhada na face). Paciente relata que não pode se expor ao sol e</p><p>nem utilizar qualquer produto cosmético, porque causam coceira e ressecamento da pele”.</p><p>5)</p><p>Com base nas características apresentadas na descrição do caso, assinale a alternativa</p><p>correta, que se refere ao biotipo cutâneo a que essas características são comuns.</p><p>A) Alípica.</p><p>B) Acneica.</p><p>C) Sensível.</p><p>D) Combinada.</p><p>E) Oleosa.</p><p>Na prática</p><p>Dentre os diferentes tipos de pele, o profissional de estética pode encontrar pacientes com pele</p><p>sensível. Em geral, esses pacientes procuram tratamentos estéticos por estarem incomodados com</p><p>sinais e sintomas relacionados ao seu tipo de pele. Assim, queixas de ardência, rubor facial,</p><p>queimação, sensação de pele ressecada, dificuldades em encontrar produtos cosméticos, dentre</p><p>outras, são exemplos comuns de relatos de pacientes com pele sensível.</p><p>Atualmente, a área da estética conta com uma gama de tratamentos voltados ao manejo da pele</p><p>sensível. Juntamente a esses tratamentos, é importante que o profissional oriente adequadamente</p><p>o paciente acerca de cuidados cosméticos com a pele, de modo que faça utilização de produtos</p><p>seguros e efetivos, considerando o biotipo de pele.</p><p>Veja, na Prática, um relato de caso de um paciente com pele sensível, devidamente orientado pelo</p><p>profissional de estética acerca dos cuidados com o seu tipo de pele.</p><p>Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!</p><p>Saiba +</p><p>Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:</p><p>A resposta eritematógena da pele</p><p>A pele, quando exposta ao sol sem proteção, responde com o aparecimento de eritema em graus</p><p>variáveis, dependendo do fototipo de pele. Considerando isso, o texto a seguir trata das respostas</p><p>eritematógenas nos diferentes biotipos de pele segundo Fitzpatrick e aborda o mecanismo de ação</p><p>e importância do filtro solar.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>Dermatologista explica os cuidados para cada tipo de pele</p><p>Antes de realizar qualquer tratamento estético, é essencial que o profissional de estética saiba</p><p>reconhecer cada tipo de pele, assim como compreender as particularidades de cada caso.</p><p>Considerando isso uma médica dermatologista explica como reconhecer os diferentes tipos de pele</p><p>e os cuidados em cada caso.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>Envelhecimento cutâneo e os cuidados estéticos na pele</p><p>masculina</p><p>A pele sofre várias mudanças conforme a idade, variando em grau entre homens e mulheres. O</p><p>artigo a seguir aborda as mudanças que acontecem na pele masculina com o processo de</p><p>envelhecimento, além de citar os tratamentos utilizados neste caso.</p><p>https://gbm.org.br/resposta-eritematogena-da-pele/</p><p>https://revistanews.com.br/2018/10/02/dermatologista-explica-os-cuidados-para-cada-tipo-de-pele/</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>Tipos de peles</p><p>A seguir, há uma breve síntese das principais características encontradas em cada tipo de pele,</p><p>descritas pela Sociedade Brasileira de Dermatologia.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>https://revistas.brazcubas.br/index.php/pesquisa/article/view/564/701</p><p>https://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/cuidados/tipos-de-pele/</p>

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