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<p>APG - SOI I</p><p>AFYAAFYA</p><p>Júlia Morbeck</p><p>@med.morbeck</p><p>“Estudos revelam que quando o professor fala menos, orienta</p><p>mais e o aluno participa de forma ativa, a aprendizagem é</p><p>mais significativa” (Dollan; Collins)</p><p>No modelo tradicional ainda predominante, a formação</p><p>tem por base uma pedagogia que não estimula</p><p>adequadamente a autonomia, a capacidade de análise,</p><p>julgamento e avaliação, bem como raciocínio crítico,</p><p>investigativo e criativo. (CRUZ et al., 2018)</p><p>Os métodos tradicionais de ensino são caracterizados pela</p><p>transmissão verticalizada de conhecimentos e pela ênfase</p><p>na memorização em detrimento da reflexão crítica,</p><p>baseando-se, essencialmente em aulas expositivas, em</p><p>que o professor é o detentor de conhecimentos e</p><p>grande protagonista, cabendo aos estudantes repetir</p><p>fidedignamente os conteúdos memorizados nas provas</p><p>classificatórias. Esse panorama, no qual o aluno atua quase</p><p>sempre de forma passiva, dificulta a sua participação no</p><p>processo de busca e sedimentação do conhecimento,</p><p>elemento essencial para o desenvolvimento de mentes</p><p>críticas e inovadoras. (CRUZ et al., 2018)</p><p>As mudanças ocorridas nos últimos tempos no meio</p><p>social, político, econômico e religioso estão atingindo</p><p>diretamente a educação, exigindo uma nova visão de</p><p>formação de profissionais que atuem de forma coerente</p><p>com o paradigma educacional dos novos tempos.</p><p>(SANTOS, 2019)</p><p>Uma das melhores definições para o processo de</p><p>aprendizado é fornecido pela neuropsicologia, segunda a</p><p>qual os seres humanos utilizam um modelo com 5 partes</p><p>que são (CRUZ, 2018):</p><p>➢ Sensação – O processo de aprendizado</p><p>acontece primeiro quando um ou mais de</p><p>nossos sentidos (de preferência todos) são</p><p>acionados. Tato, audição, visão, paladar e olfato</p><p>são filtros ativos e potentes na construção do</p><p>conhecimento e das competências;</p><p>➢ Percepção – O que acontece na fase da</p><p>sensação passa a ser percebida de forma</p><p>consciente nesta fase;</p><p>➢ Formação de imagem – A sensação e a</p><p>percepção contribuem para a construção da</p><p>imagem. O cheiro de uma fruta nos remete a</p><p>imagem que temos dela, assim como ao</p><p>ouvirmos o som de um pássaro rapidamente</p><p>imaginamos como este pode ser;</p><p>➢ Simbolização – Nesta etapa vamos associar a</p><p>imagem criada com a sensação e transformá-la</p><p>em palavras. Neste momento o aprendizado</p><p>está tomando corpo em nossa mente de forma</p><p>que as palavras ajudam a exprimir aquilo que</p><p>vemos, sentimos, ouvimos ou percebemos;</p><p>➢ Conceituação – E por fim o cérebro realiza a</p><p>segmentação daquilo que aprendemos. De</p><p>forma resumida ele organiza o aprendizado em</p><p>nossa mente de maneira a facilitar o acesso à</p><p>informação futuramente. Esta é considerada</p><p>uma das fases mais importantes de todo o</p><p>processo. Se todas as demais etapas foram</p><p>muito bem utilizadas, a conceituação será mais</p><p>precisa e a memória ampliada;</p><p>Tirar das mãos do professor e transferir para o aluno o</p><p>protagonismo no processo de aprendizagem, é talvez</p><p>uma das principais características das metodologias ativas.</p><p>De forma geral podemos dizer que essas são práticas de</p><p>ensino que possuem em sua essência colocar o aluno no</p><p>centro do processo e participante ativo do</p><p>desenvolvimento de conteúdos e competências.</p><p>(CRUZ,2018)</p><p>Os métodos de aprendizagem ativa ancoram-se na</p><p>pedagogia crítica, a qual realiza uma crítica ao ensino</p><p>tradicional e propõe-se a utilizar situações-problema como</p><p>um estímulo à aquisição de conhecimento e habilidades,</p><p>baseando-se, principalmente, nas concepções histórico-</p><p>sociais da Educação descritas por Paulo Freire, José</p><p>Carlos Libâneo e Demerval Saviani, os quais visam e</p><p>buscam uma educação transformadora da sociedade.</p><p>(SANTOS, 2019)</p><p>A educação problematizadora procura desenvolver o ser</p><p>humano numa perspectiva humanista, preocupando-se</p><p>com o desenvolvimento do pensamento crítico e criativo</p><p>dos sujeitos. (SANTOS, 2019)</p><p>A aprendizagem torna-se uma pesquisa em que o aluno</p><p>passa de uma visão “sincrética” ou global do problema a</p><p>uma visão “analítica” do mesmo, através da sua teorização</p><p>e compreensão, o que o leva à construção de hipóteses</p><p>que serão sintetizadas para solucionar o problema e</p><p>transformar a realizada. Para que tais características sejam</p><p>atingidas, é necessário seguir as etapas identificadas na</p><p>figura do Arco de Maguarez: (SANTOS, 2019)</p><p>Metodologias de ensino-aprendizagem</p><p>Características das metodologias ativas</p><p>➢ Aluno ativo e autônomo</p><p>➢ Professor cuidador e orientador</p><p>➢ Trabalho em equipe: a aprendizagem acontece</p><p>pela interação entre o aluno com seu professor,</p><p>com os colegas de classe, com a família e a</p><p>comunidade. A habilidade de conviver com o</p><p>outro em sua totalidade resultará em aquisição</p><p>progressiva de autonomia e maturidade.</p><p>Tipos de Metodologias Ativas</p><p>Definição das metodologias ativas mais conhecidas em</p><p>ambientes corporativos. (CRUZ, 2018)</p><p>➢ Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL) –</p><p>Nesta prática os participantes são inicialmente</p><p>apresentados a um problema específico o qual</p><p>deverá ser debatido a solução em encontro</p><p>posterior. São formados grupos de estudo (de</p><p>4 a 10 participantes) e estes são estimulados a</p><p>realizarem uma pesquisa e discutirem sua</p><p>melhor solução. Diferente do Painel de debates,</p><p>onde as discussões acontecem em sala, neste</p><p>os participantes recebem um tempo</p><p>(normalmente de um dia a uma semana) para</p><p>apresentarem suas conclusões. Esta é uma</p><p>prática que permite aos participantes</p><p>pesquisarem e muitas vezes testarem suas</p><p>soluções na prática, antes de apresentá-las.</p><p>➢ Estudos de Caso – Metodologia onde os</p><p>participantes são apresentados a casos reais ou</p><p>não, e devem apresentar sua melhor solução</p><p>para os problemas relatados.</p><p>➢ Dinâmicas – Atividades e exercícios diversos,</p><p>com utilização de pouco ou nenhum recurso</p><p>extra e que serve para ajudar na análise do</p><p>comportamento de grupos e suas variações.</p><p>Pode-se dizer que a maioria das Metodologias</p><p>Ativas tem na sua origem as Dinâmicas, que tem</p><p>como principal referência teórica Kurt Lewin –</p><p>Fundador da Escola da Dinâmica de Grupo.</p><p>Muitos autores também consideram as</p><p>dinâmicas como base metodológica para todas</p><p>as demais metodologias ativas e não como uma</p><p>prática independente das demais.</p><p>➢ Aula invertida – O objetivo principal deste</p><p>método é fazer com que os participantes</p><p>cheguem em sala com um nível maior e mais</p><p>equilibrado de conteúdo. A lógica consiste em</p><p>inverter o modelo tradicional de ensino, onde o</p><p>instrutor primeiro dá a sua aula, normalmente de</p><p>forma expositiva e depois passa para os</p><p>participantes um material de apoio para leitura e</p><p>fixação de conteúdo. Neste método os</p><p>participantes recebem, com antecedência, um</p><p>material de leitura e preparação para a</p><p>aula/curso. Em sala o professor deve atuar muito</p><p>mais como mediador do tema em debate do</p><p>que como expositor de conteúdo.</p><p>➢ Just in time teaching (Estudo sob medida) –</p><p>Assemelha-se a Sala de Aula Invertida, mas tem</p><p>suas peculiaridades. Nela o instrutor/professor</p><p>envia, normalmente pelo menos 7 dias antes do</p><p>encontro, alguns textos, vídeos ou qualquer</p><p>outro material sobre o assunto para os</p><p>participantes. Eles devem estudar estes materiais</p><p>e responder a um pequeno teste, aqui chamado</p><p>de Warm Up, o qual tem como principal objetivo</p><p>avaliar o nível de entendimento dos participantes</p><p>sobre os temas. Com os resultados dos testes</p><p>em mãos, o instrutor consegue saber</p><p>exatamente onde estão as maiores dificuldades</p><p>de entendimento dos participantes e adequar o</p><p>seu curso as reais demandas do grupo.</p><p>As metodologias ativas citadas, apesar de exigirem muito</p><p>mais do instrutor em termos de criatividade, pois ele a</p><p>todo momento deverá sair do lugar comum de forma a</p><p>possibilitar que as atividades novas e/ou instigantes,</p><p>permitam aos alunos criticar e pensar, é também a mais</p><p>efetiva quando se fala em termos de resultados para a</p><p>educação corporativa. (CRUZ, 2018)</p><p>Todas essas técnicas didático-pedagógicas têm por</p><p>objetivo permitir uma construção mútua de</p><p>conhecimentos com base na vivência de situações reais,</p><p>ou se difundem pela membrana</p><p>e se ligam a receptores intracelulares. Denominam-se</p><p>células-alvo as células que têm receptores para um</p><p>determinado sinal.</p><p>MITOCÔNDRIAS</p><p>As mitocôndrias são organelas esféricas ou alongadas,</p><p>medindo de 0,5 a 1,0 µm de largura e até 10 µm de</p><p>comprimento. Sua distribuição na célula varia, tendendo a</p><p>se acumular nos locais do citoplasma em que o gasto de</p><p>energia é mais intenso.</p><p>São constituídas por duas membranas, entre as quais se</p><p>localiza o espaço intermembranoso. O compartimento</p><p>delimitado pela membrana interna contém a matriz</p><p>mitocondrial. A membrana interna emite projeções para</p><p>@jumorbeck</p><p>o interior da matriz, chamadas cristas mitocondriais. Na</p><p>maioria das mitocôndrias, as cristas são achatadas,</p><p>assemelhando-se a prateleiras. As cristas aumentam a</p><p>superfície da membrana interna da mitocôndria e contêm</p><p>as enzimas e outros componentes da cadeia de</p><p>fosforilação oxidativa e do sistema transportador de</p><p>elétrons.</p><p>A principal função das mitocôndrias é liberar energia</p><p>gradualmente das moléculas de ácidos graxos e glicose,</p><p>provenientes dos alimentos, produzindo calor e moléculas</p><p>de ATP (adenosina-trifosfato). A energia armazenada no</p><p>ATP é usada pelas células para realizar suas diversas</p><p>atividades, como movimentação, secreção e divisão</p><p>mitótica (JUNQUEIRA, 9ª ed.)</p><p>PRODUÇÃO DE ATP</p><p>As mitocôndrias transformam a energia química contida</p><p>em moléculas obtidas pela alimentação em energia</p><p>facilmente utilizável pela célula. Aproximadamente 50%</p><p>dessa energia é armazenada nas ligações fosfato do</p><p>trifosfato de adenosina (ATP) e os 50% restantes são</p><p>dissipados sob a forma de calor, utilizado para manter a</p><p>temperatura do corpo. A atividade das enzimas ATPases,</p><p>muito comuns nas células, libera a energia armazenada no</p><p>ATP quando a célula necessita dessa energia para realizar</p><p>trabalho, seja osmótico, mecânico, elétrico, químico ou de</p><p>outra natureza.</p><p>As principais moléculas utilizadas pelo organismo para</p><p>fornecer energia para as diversas atividades celulares e</p><p>para produção de calor são a glicose e os ácidos graxos.</p><p>Esses processos ocorrem nas mitocôndrias (ácidos</p><p>graxos) e no citosol (glicose), e seus produtos finais são</p><p>as moléculas acetilcoenzima A (acetil-CoA) e piruvato,</p><p>respectivamente, este último depois convertido a acetil-</p><p>CoA.</p><p>A acetil-CoA combina-se com o ácido oxalacético para</p><p>formar ácido cítrico, dando início ao ciclo do ácido cítrico</p><p>(ciclo de Krebs). Nesse ciclo energético, há várias reações</p><p>de descarboxilação que produzem CO2 e quatro pares</p><p>de H+ que são removidos por reações específicas</p><p>catalisadas por desidrogenases. Os íons H+ reagem com</p><p>oxigênio para formar H2O. Pela atividade dos citocromos</p><p>a, b e c, da coenzima Q, e da citocromo oxidase, o</p><p>sistema transportador de elétrons, localizado na</p><p>membrana mitocondrial interna, libera energia, que é</p><p>capturada para formar ATP, a partir de difosfato de</p><p>adenosina (ADP) e fosfato inorgânico. Em condições</p><p>aeróbias, a glicólise extramitocondrial (no citosol) mais o</p><p>ciclo do ácido cítrico e o sistema transportador de</p><p>elétrons originam 36 mols de ATP por cada mol de</p><p>glicose. Esse rendimento é 18 vezes maior do que o obtido</p><p>pela glicólise realizada apenas em condições anaeróbias.</p><p>A quantidade de mitocôndrias e o número de cristas por</p><p>organela são relacionados ao metabolismo energético das</p><p>células. As que consomem muita energia, como é o caso</p><p>das células do músculo estriado cardíaco, têm grande</p><p>quantidade de mitocôndrias, com elevado número de</p><p>cristas.</p><p>MATRIZ MITOCONDRIAL</p><p>Entre as cristas mitocondriais se situa a matriz</p><p>mitocondrial, amorfa e rica em proteínas e contendo</p><p>pequena quantidade de DNA e RNA.</p><p>O DNA mitocondrial é uma dupla-hélice circular,</p><p>semelhante aos DNA das bactérias. Esse DNA é</p><p>sintetizado na mitocôndria, e sua duplicação é</p><p>independente da duplicação do DNA nuclear. As</p><p>mitocôndrias contêm três tipos de RNA: RNA ribossômico</p><p>(rRNA), RNA mensageiro (mRNA) e RNA de transferência</p><p>(tRNA).</p><p>As mitocôndrias têm algumas características em comum</p><p>com as bactérias (DNA circular, ribossomos de estrutura</p><p>semelhante), e, por isso, muitos pesquisadores admitem</p><p>que elas se originaram de uma bactéria ancestral aeróbia</p><p>@jumorbeck</p><p>que se adaptou a uma vida endossimbiótica em uma célula</p><p>eucariótica.</p><p>RIBOSSOMOS</p><p>Os ribossomos são pequenas partículas situadas no</p><p>citosol, compostas de quatro tipos de RNA ribossômico</p><p>(rRNA) e cerca de 80 proteínas diferentes.</p><p>Os ribossomos são constituídos por duas subunidades de</p><p>tamanhos diferentes. A maior parte de seu RNA é</p><p>sintetizada no nucléolo. As proteínas são sintetizadas no</p><p>citoplasma, migram para o núcleo através dos poros</p><p>nucleares e se associam aos rRNA. Depois de prontas, a</p><p>subunidade menor e a maior saem separadamente do</p><p>núcleo pelos poros nucleares, passando para o citoplasma,</p><p>no qual exercerão suas funções.</p><p>Polirribossomos são conjuntos de ribossomos unidos por</p><p>uma molécula de RNA mensageiro. A mensagem contida</p><p>no mRNA é o código que estabelece a sequência de</p><p>aminoácidos na molécula proteica que está sendo</p><p>sintetizada, e os ribossomos desempenham um papel</p><p>importante na decodificação, ou tradução, da mensagem</p><p>para a síntese proteica. Muitas proteínas, como as que se</p><p>destinam a permanecer no citosol (enzimas, proteínas</p><p>motoras, proteínas do citoesqueleto), em mitocôndrias e</p><p>em peroxissomos, são produzidas em polirribossomos</p><p>que permanecem isolados no citosol.</p><p>RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO rugoso</p><p>No citoplasma das células eucariontes existe uma rede de</p><p>vesículas achatadas, vesículas esféricas e túbulos que se</p><p>intercomunicam, formando um sistema contínuo, embora</p><p>apareçam separados nos cortes examinados no</p><p>microscópio eletrônico. Esses elementos apresentam uma</p><p>parede formada por uma unidade de membrana que</p><p>delimita cavidades, as cisternas do retículo endoplasmático.</p><p>(JUNQUEIRA, 9ª ed.)</p><p>As cisternas constituem um sistema de túneis, de forma</p><p>muito variável, que percorre o citoplasma. Distinguem-se</p><p>o retículo endoplasmático rugoso, ou granular, e o liso.</p><p>(JUNQUEIRA, 9ª ed.)</p><p>O retículo endoplasmático granuloso (REG) se caracteriza</p><p>por duas propriedades principais: possui polirribossomos</p><p>na superfície citosólica da sua membrana, e é constituído</p><p>de cisternas saculares ou achatadas. A membrana das</p><p>cisternas é contínua com a membrana externa do</p><p>envelope nuclear.</p><p>O REG é abundante nas células especializadas na</p><p>secreção de proteínas, como as células acinosas do</p><p>pâncreas (enzimas digestivas), fibroblastos (colágeno) e</p><p>plasmócitos (imunoglobulinas).</p><p>A principal função do retículo endoplasmático granuloso</p><p>é separar proteínas que, após a síntese, serão colocadas</p><p>em vesículas que se destacam do RE e ficam no citosol.</p><p>Além de proteínas destinadas à secreção, são sintetizadas</p><p>no REG proteínas lisossômicas, proteínas de membrana e</p><p>muitas outras. Outras funções do REG são a glicosilação</p><p>inicial das glicoproteínas, a síntese de fosfolipídios e a</p><p>montagem de moléculas proteicas formadas por múltiplas</p><p>cadeias polipeptídicas.</p><p>As proteínas sintetizadas no REG têm vários destinos:</p><p>armazenamento intracelular, como nos lisossomos e nos</p><p>grânulos dos leucócitos; e armazenamento intracelular</p><p>provisório para exportação sob forma de vesículas de</p><p>secreção ou grânulos de secreção, como no pâncreas e</p><p>em algumas glândulas endócrinas.</p><p>RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO LISO</p><p>O retículo endoplasmático liso (REL) não apresenta</p><p>ribossomos na superfície de suas cisternas, as quais têm</p><p>geralmente a forma de túbulos anastomosados. A</p><p>membrana do REL é contínua com a do retículo</p><p>granuloso, embora existam diferenças entre as moléculas</p><p>que constituem essas duas variedades de membrana.</p><p>@jumorbeck</p><p>O REL participa de diversos processos funcionais, de</p><p>acordo com o tipo de célula. Por exemplo, nas células que</p><p>produzem esteroides, como as da glândula adrenal e</p><p>células secretoras do ovário e do testículo, ele ocupa</p><p>grande parte do citoplasma</p><p>e contém algumas das</p><p>enzimas necessárias para a síntese desses hormônios. O</p><p>REL é abundante também nos hepatócitos, as células</p><p>principais do fígado, em que é responsável pelos</p><p>processos de conjugação, oxidação e metilação, dos</p><p>quais as células lançam mão para inativar determinados</p><p>hormônios e neutralizar substâncias nocivas e tóxicas,</p><p>como os barbitúricos e vários outros fármacos.</p><p>Outra função importante do retículo endoplasmático liso</p><p>é a síntese de fosfolipídios para todas as membranas</p><p>celulares. As moléculas de fosfolipídios são transferidas</p><p>para as outras membranas: (1) por meio de vesículas que</p><p>se destacam e são movidas por proteínas motoras, ao</p><p>longo dos microtúbulos; (2) por comunicação direta com</p><p>o retículo endoplasmático granuloso; e (3) por meio das</p><p>proteínas transportadoras de fosfolipídios.</p><p>Nas células musculares estriadas, o retículo</p><p>endoplasmático liso recebe o nome de retículo</p><p>sarcoplasmático. Nessas células as cisternas do REL</p><p>acumulam íons cálcio e os liberam no citosol, regulando,</p><p>dessa maneira, a contração muscular.</p><p>COMPLEXO DE GOLGI</p><p>O complexo de Golgi é um conjunto de vesículas</p><p>achatadas e empilhadas, cujas porções periféricas são</p><p>dilatadas. O complexo de Golgi é uma estrutura polarizada,</p><p>e, nas pilhas de cisternas que compõem essa organela,</p><p>podem-se reconhecer duas superfícies. Uma é</p><p>geralmente convexa, mais próxima ao núcleo e ao</p><p>retículo endoplasmático, denominada face cis. A superfície</p><p>oposta da pilha é geralmente côncava e é denominada</p><p>face trans. Ambas as faces possuem redes de finos</p><p>túbulos associados a vesículas de transporte. Esse sistema</p><p>de túbulos é mais complexo na face trans, onde forma a</p><p>rede trans do Golgi.</p><p>A face cis recebe vesículas de transporte que brotam do</p><p>retículo endoplasmático, enquanto a superfície côncava</p><p>ou trans origina vesículas cujo conteúdo foi modificado</p><p>pelas cisternas do Golgi. O complexo de Golgi é envolvido</p><p>lateralmente por inúmeras vesículas de transporte. Essas</p><p>vesículas transportam material de uma cisterna do Golgi</p><p>para outra em direção cis–trans ou vice-versa,</p><p>predominando a primeira direção. A maioria dessas</p><p>vesículas de transporte são recobertas externamente (na</p><p>sua superfície citosólica) por proteínas chamadas COPI ou</p><p>COPII.</p><p>O complexo de Golgi recebe, pela sua face cis, grande</p><p>parte de moléculas sintetizadas no retículo</p><p>endoplasmático granular. No Golgi são completadas as</p><p>modificações pós-translacionais realizadas nas cisternas do</p><p>REG após a síntese das moléculas. Além disso, as cisternas</p><p>do Golgi empacotam e colocam um endereço em vários</p><p>grupos de moléculas, que devem ser direcionadas para</p><p>locais específicos do citoplasma. Nas cisternas finais do</p><p>Golgi, em sua face trans, as moléculas são transferidas</p><p>para vesículas conforme sua destinação. Essas vesículas</p><p>brotam na face trans e são denominadas vesículas de</p><p>transporte ou de secreção. São transportadas para a</p><p>membrana plasmática com a qual se fundem ou</p><p>acumuladas no citoplasma até ocorrer um estímulo para</p><p>exocitose. Outras vesículas formadas na face trans</p><p>contêm enzimas lisossômicas que podem se fundir com</p><p>endossomos primários que participam do sistema</p><p>endossômico-lisossômico.</p><p>As proteínas já chegam do RE com grupos de</p><p>oligossacarídeos adicionados a suas cadeias. A glicosilação,</p><p>por meio de retirada e adição de moléculas de</p><p>oligossacarídeos, produz as glicoproteínas.</p><p>@jumorbeck</p><p>Os sacarídeos são muito importantes para as futuras</p><p>funções das moléculas que passam pelo complexo de</p><p>Golgi. Além disso, no Golgi são fabricados grandes</p><p>complexos moleculares, tais como os proteoglicanos.</p><p>Essa organela apresenta múltiplas funções; mas, dentre</p><p>elas, cabe destacar que é muito importante na separação</p><p>e no endereçamento das moléculas sintetizadas nas</p><p>células, encaminhando-as para as vesículas de secreção</p><p>(que serão expulsas da célula), os lisossomos, as vesículas</p><p>que permanecem no citoplasma ou a membrana celular.</p><p>(JUQUEIRA, 9ª ed.)</p><p>LISOSSOMOS</p><p>Os lisossomos que são observados por microscopia</p><p>eletrônica de transmissão são vesículas delimitadas por</p><p>membrana, em geral esféricas, com diâmetro de 0,05 a</p><p>0,5 µm, e apresentam aspecto denso e granular.</p><p>Os lisossomos contêm mais de 40 enzimas hidrolíticas,</p><p>com a função de quebra e digestão de diversos</p><p>substratos. São encontrados em todas as células; porém,</p><p>são mais abundantes nas células fagocitárias, como os</p><p>macrófagos e os leucócitos neutrófilos.</p><p>Todas as enzimas lisossômicas têm atividade máxima em</p><p>torno de pH 5,0. A membrana dos lisossomos possui</p><p>bombas que transportam prótons para o interior da</p><p>vesícula por transporte ativo, acidificando dessa maneira</p><p>o interior do lisossomo.</p><p>As enzimas dos lisossomos são sintetizadas no retículo</p><p>endoplasmático granuloso e transportadas para o</p><p>complexo de Golgi. Nas cisternas do Golgi, as enzimas</p><p>adquirem radicais de manose-6-fosfato, os quais se</p><p>tornam um marcador de enzimas lisossômicas. Nas</p><p>membranas das cisternas do complexo de Golgi mais</p><p>próximas da face trans, existem receptores para</p><p>proteínas com manose-6-fosfato em suas cadeias, que</p><p>são reconhecidas e separadas de outras proteínas. Dessa</p><p>maneira, na face trans as enzimas destinadas aos</p><p>lisossomos são segregadas em vesículas separadas que</p><p>constituem os lisossomos primários.</p><p>Partículas do meio extracelular introduzidas na célula por</p><p>fagocitose constituem os fagossomos. A membrana dos</p><p>lisossomos primários funde-se com a dos fagossomos,</p><p>misturando as enzimas com o material a ser digerido. A</p><p>digestão intracelular tem lugar dentro desse novo</p><p>vacúolo, que é chamado de lisossomo secundário ou</p><p>fagolisossomo.</p><p>Outra função dos lisossomos relaciona-se com a</p><p>renovação das organelas celulares. Em certas</p><p>circunstâncias, organelas ou porções de citoplasma são</p><p>envolvidas por membrana do retículo endoplasmático liso.</p><p>Lisossomos jovens fundem-se com essas estruturas e</p><p>digerem o material nelas contido. Forma-se assim um</p><p>lisossomo secundário que recebe o nome de</p><p>autofagossomo.</p><p>PEROXISSOMOS</p><p>Peroxissomos são organelas esféricas, limitadas por</p><p>membrana, com diâmetro de 0,5 a 1,2 mm.</p><p>Receberam esse nome porque oxidam substratos</p><p>orgânicos específicos, retirando átomos de hidrogênio e</p><p>combinando-os com oxigênio molecular (O2). Essa reação</p><p>produz peróxido de hidrogênio (H2O2), uma substância</p><p>oxidante prejudicial à célula, que é imediatamente</p><p>eliminada pela enzima catalase, também contida nos</p><p>peroxissomos. A catalase utiliza oxigênio do peróxido de</p><p>hidrogênio (transformando-o em H2O) para oxidar</p><p>diversos substratos orgânicos. Essa enzima também</p><p>decompõe o peróxido de hidrogênio em água e oxigênio.</p><p>A betaoxidação dos ácidos graxos, assim chamada</p><p>porque tem lugar no carbono 2 ou beta da cadeia do</p><p>ácido graxo, é realizada nos peroxissomos e nas</p><p>mitocôndrias. Os ácidos graxos são biomoléculas</p><p>importantes como combustível para as células. No ciclo da</p><p>betaoxidação, fragmentos com dois átomos de carbono</p><p>são removidos sequencialmente dos ácidos graxos de</p><p>cadeia longa (mais de 18 átomos de carbono), gerando-se</p><p>acetilcoenzima A (acetil-CoA), que é exportada dos</p><p>peroxissomos para o citosol. A acetil-CoA é utilizada em</p><p>várias reações de síntese e pode penetrar as</p><p>mitocôndrias para ser usada no ciclo de Krebs. Os</p><p>peroxissomos têm, ainda, outras funções. No fígado, por</p><p>@jumorbeck</p><p>exemplo, participam da síntese de ácidos biliares e de</p><p>colesterol.</p><p>As enzimas dos peroxissomos são sintetizadas em</p><p>polirribossomos livres no citosol. O destino dessas</p><p>moléculas é determinado por uma pequena sequência de</p><p>aminoácidos localizada próximo à extremidade carboxílica</p><p>da molécula enzimática, que funciona como um sinal para</p><p>a importação pelo peroxissomo.</p><p>CITOESQUELETO</p><p>O citoesqueleto é uma rede complexa de microtúbulos,</p><p>filamentos de actina (microfilamentos) e filamentos</p><p>intermediários, todos situados no citosol. Essas proteínas</p><p>estruturais influem na forma das células e, junto com as</p><p>proteínas motoras, possibilitam os movimentos</p><p>de</p><p>organelas e vesículas citoplasmáticas. O citoesqueleto é</p><p>responsável também pela contração celular (na</p><p>contração muscular) e pela movimentação da célula</p><p>inteira, como, por exemplo, no movimento ameboide.</p><p>MICROTÚBULOS</p><p>Os microtúbulos são estruturas presentes no citoplasma</p><p>com forma de túbulos. Além disso, formam os eixos de</p><p>prolongamentos celulares – cílios e flagelos -, por cujo</p><p>batimentos são responsáveis.</p><p>A subunidade que constitui os microtúbulos é um</p><p>heterodímero formado por moléculas das proteínas</p><p>tubulina a e b. As subunidades de tubulina se polimerizam</p><p>para formar microtúbulos, organizando-se em</p><p>protofilamentos. Treze protofilamentos se unem para</p><p>formar um microtúbulo.</p><p>A polimerização das tubulinas para formar microtúbulos é</p><p>dirigida por estruturas celulares conhecidas como centros</p><p>organizadores de microtúbulos ou MTOC (microtubule</p><p>organizing centers). Essas estruturas incluem os</p><p>centríolos, os corpúsculos basais dos cílios e flagelos e os</p><p>centrômeros dos cromossomos. Os microtúbulos podem</p><p>constantemente se desfazer e se refazer pelas duas</p><p>extremidades.</p><p>Os microtúbulos são rígidos e desempenham papel</p><p>significativo no desenvolvimento e na manutenção da</p><p>forma das células.</p><p>Os microtúbulos são as estruturas responsáveis por</p><p>permitir movimentos intracelulares de organelas e</p><p>vesículas, além dos movimentos flagelares e ciliares</p><p>Organelas constituídas por microtúbulos:</p><p>➢ Os centríolos são estruturas cilíndricas,</p><p>compostos principalmente por microtúbulos</p><p>curtos e altamente organizados. Cada centríolo</p><p>é composto de nove conjuntos de três</p><p>microtúbulos. As células que não estão em</p><p>divisão têm um único par de centríolos. Em cada</p><p>par os centríolos dispõem-se em ângulo reto,</p><p>um em relação ao outro. Na fase S do ciclo</p><p>celular, precedendo a mitose, cada centríolo se</p><p>duplica, formando-se assim dois pares. Durante a</p><p>mitose, cada par se movimenta para cada polo</p><p>da célula e se torna um centro de organização</p><p>do fuso mitótico. Nas células que não estão em</p><p>divisão, os pares de centríolos localizam-se</p><p>próximo ao núcleo e ao complexo de Golgi.</p><p>➢ Os cílios e flagelos são prolongamentos celulares</p><p>móveis, revestidos por membrana plasmática,</p><p>cujo eixo – axonema – é formado por</p><p>microtúbulos. As células ciliadas têm grande</p><p>número de cílios. Cada célula flagelada tem</p><p>apenas um flagelo. No organismo dos</p><p>mamíferos, muitas células epiteliais são ciliadas,</p><p>mas os flagelos são encontrados apenas nos</p><p>espermatozoides. O eixo dos cílios e flagelos é</p><p>constituído por nove pares de microtúbulos e</p><p>no centro há dois microtúbulos isolados, todos</p><p>dispostos longitudinalmente nos cílios e flagelos</p><p>@jumorbeck</p><p>FILAMENTOS DE ACTINA (MICROFILAMENTOS)</p><p>Os filamentos de actina podem organizar-se de diversas</p><p>maneiras:</p><p>➢ Na maioria das células, os feixes de filamentos de</p><p>actina constituem redes no citoplasma e, além</p><p>disso, formam uma delgada camada na</p><p>superfície, logo abaixo da membrana plasmática,</p><p>denominada córtex celular. A actina do córtex</p><p>celular participa de diversas atividades, como</p><p>endocitose, exocitose e migração das células;</p><p>➢ No músculo estriado, eles se associam a</p><p>filamentos grossos de miosina de 16 nm de</p><p>diâmetro;</p><p>➢ Há filamentos de actina associados a organelas,</p><p>vesículas e grânulos citoplasmáticos. A interação</p><p>desses filamentos com miosina resulta em</p><p>movimento dessas organelas e vesículas no</p><p>citoplasma;</p><p>➢ No final da divisão celular, microfilamentos de</p><p>actina associados à miosina formam uma cinta</p><p>na periferia do citoplasma, cuja constrição resulta</p><p>na divisão das células mitóticas em duas células-</p><p>filhas.</p><p>Enquanto os filamentos de actina nas células musculares</p><p>são estruturalmente estáveis, os das células não</p><p>musculares se dissociam e se reorganizam com grande</p><p>facilidade, de maneira semelhante ao que ocorre com os</p><p>microtúbulos.</p><p>FILAMENTOS INTERMEDIÁRIOS</p><p>As células contêm filamentos com diâmetro de</p><p>aproximadamente 10 nm, os filamentos intermediários.</p><p>Esses filamentos são constituídos por diferentes</p><p>proteínas: queratinas, vimentina, desmina, proteínas dos</p><p>neurofilamentos.</p><p>PROTEASSOMOS</p><p>Os proteassomos são pequenas organelas situadas no</p><p>citosol, não envolvidas por membrana. São complexos de</p><p>diversas proteases que digerem proteínas assinaladas</p><p>para destruição pela sua união com a molécula ubiquitina.</p><p>A degradação de proteínas é necessária para remover</p><p>excessos de enzimas e outras proteínas, quando elas,</p><p>após exercerem suas funções normais, tornam-se inúteis</p><p>para a célula. Os proteassomos também destroem</p><p>moléculas proteicas que se formam com defeitos</p><p>estruturais, proteínas que não se dispuseram</p><p>espacialmente de maneira correta e proteínas codificadas</p><p>por vírus, que seriam usadas para produzir novos vírus.</p><p>NÚCLEO</p><p>Uma das principais características da célula eucarionte é a</p><p>presença de um núcleo de forma variável, porém bem</p><p>individualizado e separado do restante da célula por duas</p><p>membranas. Todavia essa membrana dupla, chamada</p><p>envoltório nuclear, contém poros que regulam o intenso</p><p>trânsito de macromoléculas do núcleo para o citoplasma</p><p>e deste para o núcleo. (JUNQUEIRA, 9ª ed.)</p><p>O núcleo é o centro de controle de todas as atividades</p><p>celulares, porque contém, nos cromossomos, todo o</p><p>genoma (ácido desoxirribonucleico [DNA]) da célula,</p><p>exceto apenas o pequeno genoma das mitocôndrias.</p><p>Chama-se genoma o conjunto da informação genética</p><p>codificada no DNA.</p><p>@jumorbeck</p><p>Além de conter a maquinaria molecular para duplicar seu</p><p>DNA, o núcleo é responsável pela síntese e pelo</p><p>processamento de todos os tipos de ácido ribonucleico</p><p>(RNA) (rRNA, mRNA, tRNA e miRNA), que são exportados</p><p>para o citoplasma. Todavia, o núcleo não sintetiza</p><p>proteínas, dependendo das que são produzidas no</p><p>citoplasma e transferidas para o núcleo.</p><p>Em geral, cada célula tem apenas um núcleo, localizado</p><p>no seu centro, mas há células multinucleadas. Os principais</p><p>componentes do núcleo são o envoltório nuclear, a</p><p>cromatina, o nucléolo, a matriz nuclear e o nucleoplasma.</p><p>ENVOLTÓRIO NUCLEAR</p><p>O conteúdo intranuclear é separado do citoplasma pelo</p><p>envoltório nuclear.</p><p>A membrana nuclear externa contém polirribossomos</p><p>presos à sua superfície citoplasmática e é contínua com</p><p>o retículo endoplasmático granuloso. O envoltório nuclear</p><p>apresenta poros, e cada um é organizado por uma</p><p>estrutura denominada complexo do poro, cuja função é</p><p>o transporte seletivo de moléculas para fora e para dentro</p><p>do núcleo. No poro, as duas membranas que constituem</p><p>o envoltório nuclear são contínuas.</p><p>O envoltório nuclear é impermeável a íons e moléculas,</p><p>de modo que o trânsito entre o núcleo e o citoplasma</p><p>seja feito pela estrutura do complexo do poro.</p><p>CROMATINA</p><p>Podem ser identificados dois tipos de cromatina.</p><p>A heterocromatina é elétron-densa, aparece como</p><p>grânulos grosseiros e é bem visível ao microscópio de</p><p>luz. A heterocromatina é inativa porque nela a hélice dupla</p><p>de DNA está muito compactada, o que impede a</p><p>transcrição dos genes.</p><p>A eucromatina aparece granulosa e clara, entre os</p><p>grumos de heterocromatina. Na eucromatina, o filamento</p><p>de DNA não está condensado e tem condições de</p><p>transcrever os genes. Portanto, eucromatina significa</p><p>cromatina ativa, sendo mais abundante nas células que</p><p>estão produzindo muita proteína. As variações nas</p><p>proporções de heterocromatina e eucromatina são</p><p>responsáveis pelo aspecto mais claro ou mais escuro dos</p><p>núcleos nos microscópios óptico e eletrônico.</p><p>A cromatina é constituída por duplos filamentos helicoidais</p><p>de DNA associados a proteínas, principalmente histonas,</p><p>mas contém também proteínas não histônicas.</p><p>O DNA e as histonas formam os nucleossomos. Cada</p><p>nucleossomo é constituído por oito moléculas de histonas.</p><p>Os filamentos de nucleossomos organizam-se em</p><p>estruturas cada vez mais compactadas até constituírem</p><p>os cromossomos.</p><p>Cada cromossomo consiste em uma única e enorme</p><p>molécula de DNA</p><p>linear associada a proteínas que</p><p>compactam e enovelam o fino cordão de DNA em uma</p><p>estrutura mais compacta. (ALBERTS, BRUCE, 4ª ed.)</p><p>Com exceção das células germinativas (espermatozoides</p><p>e óvulos) e das células altamente especializadas que não</p><p>possuem DNA (como os eritrócitos), cada célula humana</p><p>contém duas cópias de cada cromossomo, uma herdada</p><p>da mãe e a outra herdada do pai. Os cromossomos</p><p>maternos e paternos de um par são denominados</p><p>cromossomos homólogos (ou simplesmente homólogos).</p><p>O único par de cromossomos não homólogos é o dos</p><p>cromossomos sexuais nos homens, onde o cromossomo</p><p>Y é herdado do pai e o cromossomo X é herdado da</p><p>mãe. (As mulheres herdam um cromossomo X de cada</p><p>@jumorbeck</p><p>genitor, e não possuem o cromossomo Y.) (ALBERTS,</p><p>BRUCE, 4ª ed.)</p><p>CROMATINA SEXUAL</p><p>Frequentemente se observa, nos núcleos das células de</p><p>mamíferos do sexo feminino, uma partícula de cromatina</p><p>bem visível, chamada de cromatina sexual, que não</p><p>aparece nos núcleos de animais do sexo masculino. A</p><p>cromatina sexual é um dos dois cromossomos X que se</p><p>mantém condensado no núcleo interfásico. No homem,</p><p>cujos cromossomos sexuais são um X e um Y, o</p><p>cromossomo X único não está condensado, expressa</p><p>seus genes e não é visível como cromatina sexual.</p><p>Nas células do epitélio bucal, a cromatina sexual aparece sob a forma</p><p>de um pequeno grânulo, geralmente ligado à membrana nuclear, e</p><p>esfregaços desse epitélio podem ser usados para verificar o sexo</p><p>genético. Outro material muito empregado é o esfregaço sanguíneo,</p><p>no qual a cromatina sexual aparece como um apêndice em forma</p><p>de raquete nos núcleos dos leucócitos neutrófilos.</p><p>Em fotomicrografias, os cromossomos podem ser</p><p>ordenados de acordo com sua morfologia e na ordem</p><p>decrescente de tamanho, em pares numerados de 1 a 22,</p><p>acrescidos dos cromossomos sexuais, XX no sexo</p><p>feminino ou XY no sexo masculino. Este é um método</p><p>clássico de estudo em genética e denomina-se cariótipo.</p><p>NUCLÉOLO</p><p>Os nucléolos são as fábricas para produção de</p><p>ribossomos. Constituídos principalmente por RNA</p><p>ribossômico (rRNA) e proteínas. Em humanos, os genes</p><p>que codificam os rRNA localizam-se em cinco</p><p>cromossomos, e, por isso, as células podem apresentar</p><p>vários nucléolos; porém, geralmente há uma fusão, e a</p><p>maioria das células tem apenas um ou dois nucléolos.</p><p>NUCLEOPLASMA</p><p>O nucleoplasma é um soluto com muita água, íons,</p><p>aminoácidos, metabólitos e precursores diversos, enzimas</p><p>para a síntese de RNA e DNA, receptores para</p><p>hormônios, moléculas de RNA de vários tipos e outros</p><p>componentes. Sua caracterização ao microscópio</p><p>eletrônico é impossível, e o nucleoplasma é definido como</p><p>o componente granuloso que preenche o espaço entre</p><p>os elementos morfologicamente bem caracterizados no</p><p>núcleo, como a cromatina e o nucléolo.</p><p>CONTROLE GENÉTICO DA SÍNTESE DE PROTEÍNAS (GUYTON)</p><p>Os genes controlam a função celular, determinando quais</p><p>substâncias são sintetizadas na célula – quais estruturas,</p><p>quais enzimas, quais substâncias químicas.</p><p>Cada gene, que é constituído por ácido</p><p>desoxirribonucleico (DNA), controla automaticamente a</p><p>formação de outro ácido nucleico, o ácido ribonucleico</p><p>(RNA); esse RNA, disseminado na célula, controla a</p><p>formação de proteína específica. Todo o processo, desde</p><p>a transcrição do código genético, no núcleo, até a</p><p>tradução do código do RNA e a formação de proteínas</p><p>nas células citoplasmáticas, é muitas vezes referido como</p><p>a expressão do gene.</p><p>@jumorbeck</p><p>GENES</p><p>No núcleo celular, grande número de genes está ligado,</p><p>extremidade com extremidade, nas moléculas</p><p>extremamente longas do DNA, com estrutura de dupla</p><p>hélice.</p><p>Os componentes químicos básicos envolvidos na</p><p>formação do DNA incluem: (1) ácido fosfórico; (2) o açúcar</p><p>chamado desoxirribose; e (3) quatro bases nitrogenadas</p><p>(duas purinas, a adenina e a guanina, e duas pirimidinas, a</p><p>timina e a citosina).</p><p>CÓDIGO GENÉTICO</p><p>A importância do DNA reside em sua capacidade de</p><p>controlar a formação de proteínas na célula, que ele</p><p>consegue por meio do chamado código genético.</p><p>O código genético consiste em sucessivos “tripletos” de</p><p>bases — isto é, cada três bases sucessivas é uma palavra</p><p>do código. Os tripletos sucessivos controlam a sequência</p><p>de aminoácidos na molécula de proteína que é sintetizada</p><p>pela célula.</p><p>TRANSCRIÇÃO</p><p>O código é transferido para o RNA; esse processo é</p><p>chamado transcrição. O RNA, por sua vez, se difunde do</p><p>núcleo através dos poros nucleares para o</p><p>compartimento citoplasmático, onde controla a síntese de</p><p>proteínas.</p><p>Durante a síntese do RNA, as duas fitas da molécula de</p><p>DNA se separam temporariamente; uma das fitas é usada</p><p>como molde para a síntese da molécula de RNA. Os</p><p>tripletos de código no DNA são transcritos para tripletos</p><p>do código complementar (chamados códons) no RNA.</p><p>Esses códons, por sua vez, controlarão a sequência de</p><p>aminoácidos na proteína a ser sintetizada no citoplasma</p><p>celular.</p><p>BLOCOS BÁSICOS DE CONSTRUÇÃO DO RNA</p><p>A primeira é que o açúcar desoxirribose não é usado na</p><p>formação do RNA. Em seu lugar está outro açúcar, de</p><p>composição ligeiramente diferente, a ribose, que contém íon</p><p>hidroxila adicional ligado à estrutura do anel de ribose. A segunda</p><p>é que a timina é substituída por outra pirimidina, a uracila.</p><p>A montagem da molécula de RNA se dá sob a influência</p><p>de uma enzima, a RNA polimerase. Ela é uma proteína</p><p>grande que tem muitas das propriedades funcionais</p><p>necessárias para a formação da molécula de RNA. São</p><p>elas:</p><p>1. Na fita de DNA, no início de cada gene que será</p><p>transcrito, há uma sequência de nucleotídeos</p><p>chamada promotor. A RNA polimerase tem</p><p>estrutura complementar apropriada, que</p><p>reconhece esse promotor e se liga a ele. Esse</p><p>é o passo essencial para se iniciar a formação</p><p>da molécula de RNA.</p><p>2. Após se ligar ao promotor, a RNA polimerase</p><p>provoca o desenrolamento de cerca de duas</p><p>voltas da hélice de DNA e a separação, na região</p><p>desenrolada, das duas fitas.</p><p>3. Então, a polimerase se move ao longo da fita de</p><p>DNA, desenrolando temporariamente e</p><p>separando as duas fitas de DNA a cada etapa de</p><p>semovimento. Conforme cada estágio do</p><p>movimento, a polimerase adiciona novo</p><p>nucleotídeo ativado ao final da cadeia de RNA</p><p>em formação.</p><p>Dessa forma, o código presente no filamento de DNA é</p><p>transmitido de forma complementar para a cadeia de RNA.</p><p>TIPOS DE RNA</p><p>➢ RNA mensageiro precursor (pré-mRNA), é uma</p><p>grande e imatura fita única de RNA que é</p><p>processada no núcleo para formar RNA</p><p>mensageiro (mRNA) maduro. O pré-RNA inclui</p><p>dois tipos diferentes de segmentos</p><p>denominados íntrons, que são removidos por</p><p>@jumorbeck</p><p>um processo que recebe o nome de splicing, e</p><p>éxons, que se conservam no mRNA final.</p><p>➢ RNA mensageiro (mRNA) que leva o código</p><p>genético para o citoplasma, para controlar o tipo</p><p>de proteína formada.</p><p>➢ RNA de transferência (tRNA) que transporta os</p><p>aminoácidos ativados para os ribossomos; os</p><p>aminoácidos serão utilizados na montagem da</p><p>molécula de proteína.</p><p>➢ RNA ribossômico que, com cerca de 75</p><p>proteínas diferentes, forma os ribossomos, as</p><p>estruturas físicas e químicas nas quais as</p><p>moléculas de proteína são formadas.</p><p>RNA MENSAGEIRO – O CÓDON</p><p>As moléculas de RNA mensageiro são longas fitas únicas</p><p>de RNA, localizadas no citoplasma. Essas moléculas são</p><p>compostas de várias centenas a vários milhares de</p><p>nucleotídeos de RNA em fitas não pareadas, e contêm</p><p>códons que são exatamente complementares aos</p><p>tripletos de código dos genes de DNA.</p><p>RNA DE TRANSFERÊNCIA – O ANTICÓDON</p><p>Outro tipo de RNA com papel essencial na síntese de</p><p>proteínas é o RNA de transferência (tRNA), pois ele</p><p>transfere as moléculas de aminoácidos para as moléculas</p><p>de proteínas que estão em processo de síntese. Cada</p><p>tipo de Trna se liga, especificamente, a um dos 20</p><p>aminoácidos que serão incorporados às proteínas. O</p><p>tRNA, portanto, age como um carreador para transportar</p><p>o seu tipo específico de aminoácido para os ribossomos,</p><p>onde as moléculas de proteína estão se formando. Nos</p><p>ribossomos, cada tipo específico de tRNA reconhece um</p><p>códon determinado no mRNA e entrega o aminoácido no</p><p>local adequado da cadeia da molécula de proteína em</p><p>formação.</p><p>Como a função do tRNA é levar o aminoácido específico</p><p>à cadeia de proteína em formação, é essencial que cada</p><p>tipo de tRNA tenha especificidade para determinado</p><p>códon no mRNA. O código específico no tRNA que</p><p>permite que ele reconheça um códon específico é</p><p>novamente um tripleto de bases de nucleotídeos</p><p>chamado anticódon.</p><p>RNA RIBOSSÔMICO</p><p>O terceiro tipo de RNA na célula é o RNA ribossômico;</p><p>ele representa cerca de 60% do ribossomo. O ribossomo</p><p>é a estrutura física no citoplasma na qual as moléculas de</p><p>proteína são realmente sintetizadas. Porém, ele sempre</p><p>funciona em associação com outros dois tipos de RNA: o</p><p>tRNA, que transporta aminoácidos para o ribossomo, para</p><p>serem incorporados na molécula de proteína em</p><p>formação, e o mRNA, que fornece a informação</p><p>necessária para o sequenciamento dos aminoácidos, na</p><p>ordem correta, para cada tipo específico de proteína a</p><p>ser produzido.</p><p>Assim, o ribossomo age como uma fábrica, na qual as</p><p>moléculas de proteína são formadas.</p><p>Os genes para a formação de RNA ribossômico estão</p><p>localizados em cinco pares de cromossomos no núcleo.</p><p>Cada um destes cromossomos contém muitas</p><p>duplicações desses genes específicos, pois grandes</p><p>quantidades de RNA ribossômico são necessárias para a</p><p>função celular.</p><p>O RNA ribossômico é especialmente processado no</p><p>nucléolo, onde se liga às “proteínas ribossômicas” para</p><p>formar produtos de condensação granular que são</p><p>subunidades primordiais dos ribossomos. Essas</p><p>subunidades são então liberadas do nucléolo e</p><p>transportadas através dos grandes poros do envelope</p><p>nuclear para quase todas as partes do citoplasma. Depois</p><p>@jumorbeck</p><p>de entrarem no citoplasma, as subunidades são montadas</p><p>para formar ribossomos maduros e funcionais. Portanto,</p><p>as proteínas são formadas no citoplasma da célula, e não</p><p>no núcleo celular, pois o núcleo não contém ribossomos</p><p>maduros.</p><p>TRADUÇÃO</p><p>Quando a molécula de mRNA entra em contato com um</p><p>ribossomo, a fita de RNA passa através do ribossomo,</p><p>começando por uma extremidade predeterminada,</p><p>especificada por uma sequência de bases de RNA,</p><p>chamada códon de “iniciação de cadeia”.</p><p>Enquanto o mRNA atravessa o ribossomo, a molécula de</p><p>proteína é formada — um processo chamado tradução.</p><p>Assim, o ribossomo lê os códons do mRNA, semelhante</p><p>à “leitura” de fita por meio da cabeça de reprodução de</p><p>gravador. Então, quando o códon de “parada” (ou de</p><p>“terminação de cadeia”) passa pelo ribossomo, o fim da</p><p>molécula de proteína é sinalizado e a molécula é liberada</p><p>no citoplasma.</p><p>Polirribossomos.: Uma só molécula de mRNA pode formar</p><p>moléculas de proteína em vários ribossomos ao mesmo</p><p>tempo, pois a extremidade inicial do filamento de RNA</p><p>pode passar para ribossomos sucessivos.</p><p>Consequentemente, agrupamentos de ribossomos</p><p>ocorrem com frequência, com 3 a 10 ribossomos</p><p>simultaneamente ligados a uma só molécula de mRNA.</p><p>Esses agrupamentos são chamados de polirribossomos.</p><p>RIBOSSOMOS LIGAM-SE AO RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO</p><p>Muitos ribossomos aderem ao retículo endoplasmático.</p><p>Essa ligação ocorre porque as extremidades iniciais de</p><p>muitas moléculas de proteína em formação têm</p><p>sequências de aminoácidos que se ligam imediatamente a</p><p>locais receptores específicos no retículo endoplasmático;</p><p>isso faz com que essas moléculas atravessem a parede e</p><p>entrem na matriz do retículo endoplasmático. Esse</p><p>processo confere uma aparência granular a essas partes</p><p>do retículo onde as proteínas estão sendo formadas e</p><p>introduzidas na matriz do retículo.</p><p>Deve-se observar que, exceto nas células glandulares,</p><p>onde são formadas grandes quantidades de vesículas</p><p>secretórias contendo proteínas, a maioria das proteínas</p><p>sintetizadas pelos ribossomos é liberada diretamente no</p><p>citosol, em vez de no retículo endoplasmático. Essas</p><p>proteínas são enzimas e proteínas estruturais internas da</p><p>célula.</p><p>LIGAÇÃO PEPTÍDICA</p><p>REGULAÇÃO GÊNICA</p><p>A regulação gênica, ou regulação da expressão gênica</p><p>cobre o processo inteiro desde a transcrição do código</p><p>genético, no núcleo, até a formação de proteínas no</p><p>citoplasma</p><p>Referências</p><p>JUNQUEIRA; CARNEIRO. Histologia Básica, 13ª ed.</p><p>Guanabara Koogan, SP, 2017.</p><p>GUYTON & HALL. Tratado de Fisiologia Médica, 13ª ed.</p><p>Editora Elsevier Ltda., 2017.</p><p>ALBERTS, BRUCE. Fundamentos da Biologia Celular, 4ª</p><p>ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.</p><p>JUNQUEIRA, Luiz, C. e CARNEIRO, José. Biologia Celular e</p><p>Molecular, 9ª edição. Disponível em: Minha Biblioteca,</p><p>Grupo GEN, 2012.</p><p>@jumorbeck</p><p>Localização do coração</p><p>↠ O coração é relativamente pequeno,</p><p>aproximadamente do tamanho (mas não com a mesma</p><p>forma) de sua mão fechada; (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Tem aproximadamente 12 cm de comprimento, 9 cm</p><p>de largura em seu ponto mais amplo, e 6 cm de</p><p>espessura; (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Pesa em média 250 g nas mulheres adultas e 300 g</p><p>nos homens adultos; (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ O coração repousa sobre o diafragma, próximo da</p><p>linha mediana da cavidade torácica. Encontra-se no</p><p>mediastino, uma região anatômica que se estende do</p><p>esterno à coluna vertebral, da primeira costela ao</p><p>diafragma, e entre os pulmões. Aproximadamente dois</p><p>terços da massa do coração encontram-se à esquerda</p><p>da linha mediana do corpo; (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ O ápice pontiagudo é formado pela ponta do</p><p>ventrículo esquerdo (a câmara inferior do coração) e está</p><p>situado sobre o diafragma. O ápice está direcionado para</p><p>frente, para baixo e para a esquerda; (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ A base do coração está do lado oposto ao ápice e</p><p>constitui sua face posterior. É formada pelos átrios</p><p>(câmaras superiores) do coração, principalmente o átrio</p><p>esquerdo. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ O coração é um órgão muscular que se contrai</p><p>ritmicamente enquanto bombeia o sangue pelo sistema</p><p>circulatório. Também é responsável pela produção de um</p><p>hormônio chamado de fator natriurético atrial.</p><p>(JUNQUEIRA, 13ª ed.)</p><p>Pericárdio</p><p>A membrana que envolve e protege o coração é o</p><p>pericárdio. Restringe o coração à sua posição no</p><p>mediastino, possibilitando liberdade de movimento</p><p>suficiente para a contração vigorosa e rápida. O pericárdio</p><p>consiste em duas partes principais: (1) o pericárdio fibroso</p><p>e (2) o pericárdio seroso. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>➢ Pericárdio Fibroso: superficial, é composto por</p><p>tecido conjuntivo inelástico, resistente, denso e</p><p>irregular. Assemelha-se a uma bolsa que repousa</p><p>sobre o diafragma, fixando-se nele. O pericárdio</p><p>fibroso impede a hiperdistensão do coração,</p><p>fornece proteção e ancora o coração no</p><p>mediastino. O pericárdio fibroso próximo ao</p><p>ápice do coração está parcialmente fundido ao</p><p>tendão central do diafragma; por conseguinte, o</p><p>movimento do diafragma, como na respiração</p><p>profunda, facilita a circulação do sangue pelo</p><p>coração. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>➢ Pericárdio seroso: mais profundo, é uma</p><p>membrana mais fina, delicada, que forma uma</p><p>dupla camada em torno do coração. A lâmina</p><p>parietal do pericárdio seroso mais externa está</p><p>fundida ao pericárdio fibroso. A lâmina visceral</p><p>do pericárdio seroso mais interna, que também</p><p>é chamada epicárdio, é uma das camadas da</p><p>parede do coração e adere firmemente à sua</p><p>superfície. Entre as camadas parietal e visceral</p><p>do pericárdio seroso existe uma fina película de</p><p>líquido seroso lubrificante. Esta secreção das</p><p>células pericárdicas, conhecida como líquido</p><p>pericárdico, reduz o atrito entre as camadas do</p><p>pericárdio seroso conforme o coração se move.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>Camadas da parede do coração</p><p>A parede do coração é constituída por três camadas: o</p><p>epicárdio (camada externa), o miocárdio (camada</p><p>intermediária) e o endocárdio (camada interna).</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>Coração</p><p>@jumorbeck</p><p>➢ O epicárdio é composto por duas camadas de</p><p>tecido. A mais externa, é chamada lâmina visceral</p><p>do pericárdio</p><p>seroso. Esta camada exterior fina</p><p>e transparente da parede do coração é</p><p>composta por mesotélio. Sob o mesotélio existe</p><p>uma camada variável de tecido fibroelástico</p><p>delicado e tecido adiposo. O tecido adiposo</p><p>predomina e torna-se mais espesso sobre as</p><p>faces ventriculares, onde abriga as principais</p><p>artérias coronárias e vasos cardíacos. O</p><p>epicárdio confere uma textura lisa e</p><p>escorregadia à face mais externa do coração. O</p><p>epicárdio contém vasos sanguíneos, vasos</p><p>linfáticos e vasos que irrigam o miocárdio.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.) Entre o folheto visceral</p><p>(epicárdio) e o folheto parietal, existe uma</p><p>quantidade pequena de líquido que facilita os</p><p>movimentos do coração. (JUNQUEIRA, 13ª ed.)</p><p>➢ A camada média, o miocárdio, é responsável</p><p>pela ação de bombeamento do coração e é</p><p>composto por tecido muscular cardíaco.</p><p>Compõe aproximadamente 95% da parede do</p><p>coração. As fibras musculares (células), como as</p><p>do músculo estriado esquelético, são envolvidas</p><p>e separadas em feixes por bainhas de tecido</p><p>conjuntivo compostas por endomísio e</p><p>perimísio. As fibras musculares cardíacas são</p><p>organizadas em feixes que circundam</p><p>diagonalmente o coração e produzem as fortes</p><p>ações de bombeamento do coração.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>➢ O endocárdio mais interno é uma fina camada</p><p>de endotélio que recobre uma fina camada de</p><p>tecido conjuntivo. Fornece um revestimento liso</p><p>para as câmaras do coração e abrange as valvas</p><p>cardíacas. O revestimento endotelial liso minimiza</p><p>o atrito de superfície conforme o sangue passa</p><p>através do coração. O endocárdio é contínuo ao</p><p>revestimento endotelial dos grandes vasos</p><p>sanguíneos ligados ao coração. (TORTORA, 14ª</p><p>ed.)</p><p>A região central fibrosa do coração, comumente chamada de</p><p>esqueleto fibroso, serve de ponto de apoio para as válvulas, além de</p><p>ser também o local de origem e inserção das células musculares</p><p>cardíacas. O esqueleto cardíaco é composto de tecido conjuntivo</p><p>denso. Seus principais componentes são o septo membranoso, o</p><p>trígono fibroso e o ânulo fibroso. Essas estruturas são formadas por</p><p>um tecido conjuntivo denso, com fibras de colágeno grossas</p><p>orientadas em várias direções. Nódulos de cartilagem fibrosa são</p><p>encontrados em determinadas regiões desse esqueleto fibroso..</p><p>(JUNQUEIRA, 13ª ed.)</p><p>Faces e margens do coração (MOORE, 7ª ed.)</p><p>↠ Face esternocostal (anterior), formada principalmente pelo</p><p>ventrículo direito;</p><p>↠ Face diafragmática (inferior), formada principalmente pelo</p><p>ventrículo esquerdo e em parte pelo ventrículo direito;</p><p>↠ Face pulmonar direita, formada principalmente pelo átrio</p><p>direito;</p><p>↠ Face pulmonar esquerda, formada principalmente pelo</p><p>ventrículo esquerdo;</p><p>↠ Margem direita (ligeiramente convexa), formada pelo átrio</p><p>direito e estendendo-se entre a VCS e a VCI;</p><p>↠ Margem inferior (quase horizontal), formada principalmente</p><p>pelo ventrículo direito e pequena parte pelo ventrículo</p><p>esquerdo;</p><p>↠ Margem esquerda (oblíqua, quase vertical), formada</p><p>principalmente pelo ventrículo esquerdo e pequena parte pela</p><p>aurícula esquerda;</p><p>↠ Margem superior, formada pelos átrios e aurículas direita e</p><p>esquerda em vista anterior; a parte ascendente da aorta e o</p><p>@jumorbeck</p><p>tronco pulmonar emergem dessa margem e a VCS entra no</p><p>seu lado direito.</p><p>Câmaras do coração</p><p>↠ O coração tem quatro câmaras. As duas câmaras de</p><p>recepção superiores são os átrios, e as duas câmaras de</p><p>bombeamento inferiores são os ventrículos. (TORTORA,</p><p>14ª ed.)</p><p>↠ O par de átrios recebe sangue dos vasos sanguíneos</p><p>que retornam o sangue ao coração, as chamadas veias,</p><p>enquanto os ventrículos ejetam o sangue do coração</p><p>para vasos sanguíneos chamados artérias. (TORTORA, 14ª</p><p>ed.)</p><p>↠ Na face anterior de cada átrio existe uma estrutura</p><p>saculiforme enrugada chamada aurícula. Cada aurícula</p><p>aumenta discretamente a capacidade de um átrio, de</p><p>modo que ele possa conter maior volume de sangue.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Também na superfície do coração existem vários</p><p>sulcos, que contêm vasos sanguíneos coronarianos e uma</p><p>quantidade variável de gordura. Cada sulco marca a</p><p>fronteira externa entre duas câmaras do coração. Os</p><p>sulcos são: profundo sulco coronário, sulco</p><p>interventricular anterior, sulco interventricular posterior</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>ÁTRIO DIREITO</p><p>↠ Recebe sangue de três veias: a veia cava superior, a</p><p>veia cava inferior e o seio coronário.; (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ O interior da parede posterior é liso; o interior da</p><p>parede anterior é áspero, por causa de cristas musculares</p><p>chamadas de músculos pectíneos, que também se</p><p>estendem até a aurícula; (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ As partes lisas e àspera da parede atrial são separadas</p><p>externamente por um sulco vertical superficial, o sulco</p><p>terminal, e internamente por uma crista vertical, a crista</p><p>terminal.; (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Entre o átrio direito e o átrio esquerdo existe uma</p><p>partição fina chamada septo interatrial.; (TORTORA, 14ª</p><p>ed.)</p><p>↠ O sangue passa do átrio direito para o ventrículo</p><p>direito através da valva atrioventricular direita, porque é</p><p>composta por três válvulas. As valvas cardíacas são</p><p>compostas por tecido conjuntivo denso recoberto por</p><p>endocárdio. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ A VCS se abre na parte superior do átrio direito no</p><p>nível da 3ª cartilagem costal direita. A VCI se abre na parte</p><p>inferior do átrio direito quase alinhada com a VCS no nível</p><p>aproximado da 5ª cartilagem costal. (MOORE, 7ª ed.)</p><p>VENTRÍCULO DIREITO</p><p>↠ Forma a maior parte da face esternocostal do</p><p>coração; (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ O interior do ventrículo direito contém uma série de</p><p>cristas formadas por feixes elevados de fibras musculares</p><p>cardíacas chamadas trabéculas cárneas; (TORTORA, 14ª</p><p>ed.)</p><p>↠ As válvulas da valva atrioventricular direita estão</p><p>conectadas às cordas tendíneas, que por sua vez estão</p><p>ligadas a trabéculas cárneas em forma de cone chamadas</p><p>músculos papilares; (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Internamente, o ventrículo direito é separado do</p><p>ventrículo esquerdo por uma partição chamada de septo</p><p>interventricular; (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>@jumorbeck</p><p>↠ O sangue passa do ventrículo direito através da valva</p><p>do tronco pulmonar para uma grande artéria chamada de</p><p>tronco pulmonar, que se divide em artérias pulmonares</p><p>direita e esquerda e levam o sangue até os pulmões.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ A parte de entrada do ventrículo recebe o sangue do</p><p>átrio direito através do óstio AV direito (tricúspide), ele é</p><p>circundado por um dos anéis fibrosos do esqueleto</p><p>fibroso do coração. O anel fibroso mantém o calibre do</p><p>óstio constante, resistindo à dilatação que poderia resultar</p><p>da passagem de sangue através dele com pressões</p><p>variadas. (MOORE, 7ª ed.)</p><p>ÁTRIO ESQUERDO</p><p>↠ O átrio esquerdo tem aproximadamente a mesma</p><p>espessura que o átrio direito e forma a maior parte da</p><p>base do coração; (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Ele recebe o sangue dos pulmões, por meio das</p><p>quatro veias pulmonares. Como o átrio direito, o interior</p><p>do átrio esquerdo tem uma parede posterior lisa. Como</p><p>os músculos pectíneos estão restritos à aurícula do átrio</p><p>esquerdo, a parede anterior do átrio esquerdo também</p><p>é lisa; (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ O sangue passa do átrio esquerdo para o ventrículo</p><p>esquerdo através da valva atrioventricular esquerda, a qual</p><p>tem duas válvulas. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>VENTRÍCULO ESQUERDO</p><p>↠ É a câmara mais espessa do coração, Forma o ápice</p><p>do coração; (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Como o ventrículo direito, o ventrículo esquerdo</p><p>contém trabéculas cárneas e tem cordas tendíneas que</p><p>ancoram as válvulas da valva atrioventricular esquerda aos</p><p>músculos papilares. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ O sangue passa do ventrículo esquerdo através da</p><p>valva da aorta na parte ascendente da aorta.(TORTORA,</p><p>14ª ed.)</p><p>↠ Como a pressão arterial é muito maior na circulação</p><p>sistêmica do que na circulação pulmonar, o ventrículo</p><p>esquerdo trabalha mais do que o ventrículo direito.</p><p>(MOORE, 7ª ed.)</p><p>Espessura e função do miocárdio</p><p>↠ A espessura do miocárdio das quatro câmaras varia</p><p>de acordo com a função de cada uma das câmaras.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Os átrios de paredes finas entregam o sangue sob</p><p>menos pressão aos ventrículos adjacentes. (TORTORA,</p><p>14ª ed.)</p><p>↠ Como os ventrículos bombeiam o sangue sob maior</p><p>pressão por distâncias maiores, suas paredes são mais</p><p>espessas. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ O ventrículo esquerdo bombeia sangue por grandes</p><p>distâncias a todas as outras partes do corpo com uma</p><p>pressão maior, e a resistência ao fluxo sanguíneo é maior.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ A anatomia dos dois ventrículos confirma esta</p><p>diferença funcional – a parede muscular do ventrículo</p><p>esquerdo é consideravelmente mais espessa do que a</p><p>parede do ventrículo direito. Observe também que o</p><p>lúmen do ventrículo esquerdo é mais ou menos circular,</p><p>em contraste com o do ventrículo direito, cujo formato</p><p>é discretamente semilunar. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>Esqueleto fibroso do coração</p><p>O esqueleto fibroso é constituído por quatro anéis de</p><p>tecido conjuntivo denso que circundam as valvas</p><p>cardíacas, unidos um ao outro, e que se fundem ao septo</p><p>interventricular. Além de formar uma base estrutural para</p><p>as valvas cardíacas, o esqueleto fibroso evita o</p><p>estiramento excessivo das valvas enquanto o sangue</p><p>passa por elas. Também serve como um ponto de</p><p>inserção para os feixes de fibras musculares cardíacas e</p><p>atua como um isolante elétrico entre os átrios e</p><p>ventrículos. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>Valvas cardíacas</p><p>↠ As valvas se abrem e fecham em resposta às</p><p>mudanças de pressão conforme o coração se contrai e</p><p>relaxa. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Cada uma das quatro valvas ajuda a assegurar o fluxo</p><p>unidirecional de sangue através da abertura ao possibilitar</p><p>que o sangue passe e, em seguida, se fechando para</p><p>impedir o seu refluxo. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>@jumorbeck</p><p>VALVAS ATRIOVENTRICULARES</p><p>↠ Como estão localizadas entre um átrio e um</p><p>ventrículo, estas valvas são chamadas atrioventriculares</p><p>(AV) direita e esquerda. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Quando uma valva AV está aberta, as extremidades</p><p>arredondadas das válvulas se projetam para o ventrículo.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Quando os ventrículos estão relaxados, os músculos</p><p>papilares estão relaxados, as cordas tendíneas estão</p><p>frouxas, e o sangue se move de uma área de maior</p><p>pressão no átrio para uma de menor pressão nos</p><p>ventrículos através das valvas AV abertas. (TORTORA, 14ª</p><p>ed.)</p><p>↠ Quando os ventrículos se contraem, a pressão do</p><p>sangue aciona as válvulas para cima até que suas</p><p>extremidades se encontrem e fechem a abertura. Ao</p><p>mesmo tempo, os músculos papilares se contraem, o que</p><p>traciona e retesa as cordas tendíneas. Isso impede que as</p><p>válvulas das valvas evertam em resposta à alta pressão</p><p>ventricular. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>VÁLVULAS SEMILUNARES</p><p>↠ As valvas da aorta e do tronco pulmonar são</p><p>compostas por três válvulas semilunares. (TORTORA, 14ª</p><p>ed.)</p><p>↠ Cada válvula se insere na parede arterial por sua</p><p>margem externa convexa. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ As valvas do tronco pulmonar e da aorta possibilitam</p><p>a ejeção de sangue do coração para as artérias, mas</p><p>evitam o refluxo de sangue para os ventrículos.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>Surpreendentemente, talvez, não há valvas nas junções da veia cava</p><p>com o átrio direito ou das veias pulmonares com o átrio esquerdo.</p><p>Quando os átrios se contraem, um pequeno volume de sangue reflui</p><p>dos átrios para estes vasos. No entanto, o refluxo é minimizado por</p><p>um mecanismo diferente; conforme o músculo atrial se contrai, ele</p><p>comprime e quase colapsa as fracas paredes dos pontos de entrada</p><p>das veias.</p><p>Circulação sistêmica e pulmonar</p><p>↠ Na circulação pós-natal, o coração bombeia o sangue</p><p>em dois circuitos fechados a cada contração – circulação</p><p>sistêmica e circulação pulmonar. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>O lado esquerdo do coração é a bomba para a circulação</p><p>sistêmica; ele recebe sangue oxigenado (rico em</p><p>oxigênio) vermelho brilhante dos pulmões. O ventrículo</p><p>esquerdo ejeta sangue para a aorta. A partir da aorta, o</p><p>sangue se divide em correntes separadas, entrando</p><p>progressivamente em artérias sistêmicas menores que o</p><p>transportam a todos os órgãos do corpo – com exceção</p><p>dos alvéolos dos pulmões, os quais são irrigados pela</p><p>circulação pulmonar. Nos tecidos sistêmicos, as artérias</p><p>dão origem a arteríolas de menor diâmetro, que por fim</p><p>levam a extensos leitos de capilares sistêmicos. A troca</p><p>de nutrientes e gases ocorre através das finas paredes</p><p>capilares. O sangue libera O2 (oxigênio) e capta CO2</p><p>(dióxido de carbono). Na maior parte dos casos, o sangue</p><p>flui por meio de um único capilar e então entra em uma</p><p>@jumorbeck</p><p>vênula sistêmica. As vênulas transportam o sangue</p><p>desoxigenado dos tecidos e se fundem para formar veias</p><p>sistêmicas maiores. Por fim, o sangue reflui para o átrio</p><p>direito. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>O lado direito do coração é a bomba para a circulação</p><p>pulmonar; ele recebe todo o sangue desoxigenado</p><p>vermelho escuro que retorna da circulação sistêmica. O</p><p>sangue ejetado do ventrículo direito flui para o tronco</p><p>pulmonar, que se divide em artérias pulmonares que</p><p>levam o sangue para os pulmões direito e esquerdo. Nos</p><p>capilares pulmonares, o sangue descarrega o CO2, que é</p><p>expirado, e capta o O2 do ar inalado. O sangue</p><p>recentemente oxigenado então flui para as veias</p><p>pulmonares e retorna ao átrio esquerdo. (TORTORA, 14ª</p><p>ed.)</p><p>Circulação coronariana</p><p>↠ O miocárdio tem a sua própria rede de vasos</p><p>sanguíneos, a circulação coronariana ou circulação</p><p>cardíaca. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ As artérias coronárias ramificam-se da parte</p><p>ascendente da aorta e cercam o coração como uma</p><p>coroa circundando a cabeça. Enquanto o coração está se</p><p>contraindo, pouco sangue flui nas artérias coronárias,</p><p>porque elas estão bem comprimidas. Quando o coração</p><p>relaxa, no entanto, a pressão do sangue elevada na aorta</p><p>impulsiona o sangue ao longo das artérias coronárias até</p><p>os vasos capilares e, em seguida, às veias coronárias.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>ARTÉRIAS CORONÁRIAS</p><p>↠ Duas artérias coronárias, as artérias coronárias</p><p>esquerda e direita, ramificam-se da parte ascendente da</p><p>aorta e fornecem sangue oxigenado para o miocárdio.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ A artéria coronária esquerda passa inferiormente à</p><p>aurícula esquerda e se divide nos ramos interventricular</p><p>anterior e circunflexo. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ A artéria coronária direita emite pequenos ramos</p><p>(ramos atriais) para o átrio direito. Ela continua</p><p>inferiormente à aurícula direita e, por fim, se divide em</p><p>ramos interventricular posterior e marginal direito.</p><p>coração e transporta sangue oxigenado à parede do</p><p>ventrículo direito. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ A maior parte do corpo recebe sangue de ramos de</p><p>mais de uma artéria, e onde duas ou mais artérias irrigam</p><p>a mesma região, elas normalmente se conectam entre si.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Essas conexões, chamadas de anastomoses, fornecem</p><p>vias alternativas, chamadas de circulação colateral, para</p><p>que o sangue chegue a um órgão ou tecido específico.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ O miocárdio contém muitas anastomoses que</p><p>conectam ramos de uma determinada artéria coronária</p><p>ou se estendem entre os ramos de diferentes artérias</p><p>coronárias. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ As anastomoses fornecem desvios para o sangue</p><p>arterial se uma via principal estiver obstruída. Assim, o</p><p>músculo cardíaco pode receber oxigênio suficiente,</p><p>mesmo que uma de suas artérias coronárias esteja</p><p>parcialmente bloqueada. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>VEIAS CORONÁRIAS</p><p>A maior parte do sangue venoso do miocárdio drena para</p><p>um grande seio vascular no sulco coronário na face</p><p>posterior do coração, chamado seio coronário.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>O sangue venoso do seio coronário drena para o átrio</p><p>direito. As principais tributárias que transportam sangue</p><p>para o seio coronário são: (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>➢ Veia cardíaca magna no sulco interventricular</p><p>anterior, que drena as áreas do coração irrigadas</p><p>pela artéria coronária esquerda (ventrículos</p><p>esquerdo e direito e átrio esquerdo);</p><p>➢ Veia interventricular posterior no sulco</p><p>interventricular posterior, que drena as áreas</p><p>irrigadas pelo ramo interventricular</p><p>posterior da</p><p>artéria coronária direita (ventrículos esquerdo e</p><p>direito);</p><p>➢ Veia cardíaca parva no sulco coronário, que</p><p>drena o átrio direito e o ventrículo direito;</p><p>@jumorbeck</p><p>➢ Veias anteriores do ventrículo direito, que</p><p>drenam o ventrículo direito e drenam</p><p>diretamente para o átrio direito.</p><p>Quando o bloqueio de uma artéria coronária priva o músculo cardíaco</p><p>de oxigênio, a reperfusão, o restabelecimento do fluxo sanguíneo,</p><p>pode danificar ainda mais o tecido. Este efeito surpreendente é</p><p>decorrente da formação de radicais livres de oxigênio a partir do</p><p>oxigênio reintroduzido. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>Histologia do músculo cardíaco</p><p>↠ Em comparação às fibras musculares esqueléticas, as</p><p>fibras musculares cardíacas são mais curtas e menos</p><p>circulares em um corte transversal. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Apresentam ramificação, que dão a cada fibra</p><p>muscular cardíaca uma aparência de “degrau”.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Geralmente, existe um núcleo central, embora uma</p><p>célula ocasionalmente tenha dois núcleos. (TORTORA, 14ª</p><p>ed.)</p><p>As extremidades das fibras musculares cardíacas se ligam</p><p>às fibras vizinhas por espessamentos transversais</p><p>irregulares de sarcolema chamados discos intercalares. Os</p><p>discos contêm desmossomos, que mantêm as fibras</p><p>unidas, e junções comunicantes, que possibilitam que os</p><p>potenciais de ação musculares sejam conduzidos de uma</p><p>fibra muscular para as fibras vizinhas. As junções</p><p>comunicantes possibilitam que todo o miocárdio dos átrios</p><p>ou dos ventrículos se contraia como uma única unidade,</p><p>coordenada. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>As mitocôndrias são maiores e mais numerosas nas fibras</p><p>do músculo cardíaco do que nas fibras musculares</p><p>esqueléticas. As fibras musculares cardíacas têm o</p><p>mesmo arranjo de actina e miosina, e as mesmas bandas,</p><p>zonas e discos Z, que as fibras musculares esqueléticas.</p><p>Os túbulos transversos do músculo cardíaco são mais</p><p>largos, mas menos abundantes do que no músculo</p><p>esquelético; há um único túbulo transverso por</p><p>sarcômero no disco Z. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>Sistema de condução</p><p>↠ A atividade elétrica inerente e rítmica é o motivo das</p><p>contrações cardíacas ao longo da vida. (TORTORA, 14ª</p><p>ed.)</p><p>↠ A fonte desta atividade elétrica é uma rede de fibras</p><p>musculares cardíacas especializadas chamadas fibras</p><p>autorrítmicas, porque são autoexcitáveis. (TORTORA, 14ª</p><p>ed.)</p><p>As áreas escuras que cruzam as fibras miocárdicas são</p><p>referidas como discos intercalados; elas são, na verdade,</p><p>membranas celulares que separam as células miocárdicas umas</p><p>das outras. Em cada disco intercalado, as membranas celulares</p><p>se fundem entre si, para formar junções “comunicantes”</p><p>permeáveis (gap junctions), que permitem rápida difusão,</p><p>quase totalmente livre, dos íons. Dessa forma, o miocárdio</p><p>forma sincício de muitas células musculares cardíacas, no qual</p><p>as células estão tão interconectadas que, quando uma célula é</p><p>excitada, o potencial de ação se espalha rapidamente para</p><p>todas. O coração é, na verdade, composto por dois sincícios; o</p><p>sincício atrial e o sincício ventricular, que forma as paredes dos</p><p>ventrículos. (GUYTON, 13ª ed.)</p><p>As fibras possuem duas funções importantes:</p><p>↠ Agem como marca-passo, definindo o ritmo da</p><p>excitação elétrica que provoca a contração do coração.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Formam o sistema de condução do coração, uma</p><p>rede de fibras musculares cardíacas especializadas que</p><p>@jumorbeck</p><p>oferecem uma via para que cada ciclo de excitação</p><p>cardíaca se propague pelo coração. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>RESUMO DAS FASES DO POTENCIAL DE AÇÃO DO</p><p>MIOCÁRDIO (GUYTON, 13ª ed.)</p><p>➢ Fase 0 (despolarização), os canais rápidos de</p><p>sódio abrem. Quando a célula cardíaca é</p><p>estimulada e se despolariza, o potencial de</p><p>membrana fica mais positivo. Os canais de sódio</p><p>ativados por voltagem (canais rápidos de sódio)</p><p>abrem e permitem que o sódio flua rapidamente</p><p>para dentro da célula e a despolarize. O potencial</p><p>de membrana alcança cerca de + 20 milivolts</p><p>antes dos canais de sódio encerrarem.</p><p>➢ Fase 1 (despolarização inicial), os canais rápidos</p><p>de sódio encerram. Os canais de sódio encerram,</p><p>a célula começa a repolarizar e os íons potássio</p><p>saem da célula através dos canais de potássio</p><p>abertos.</p><p>➢ Fase 2 (platô), os canais de cálcio abrem e os</p><p>canais rápidos de potássio encerram. Ocorre</p><p>uma breve repolarização inicial e o potencial de</p><p>ação alcança um platô em consequência de (1)</p><p>maior permeabilidade dos íons cálcio; e (2)</p><p>diminuição da permeabilidade dos íons potássio.</p><p>Os canais de íons cálcio, ativados por voltagem,</p><p>abrem lentamente durante as fases 1 e 0, e o</p><p>cálcio entra na célula. Depois, os canais de</p><p>potássio encerram e a combinação da redução</p><p>do efluxo de íons potássio e o aumento do</p><p>influxo de íons cálcio conduz a que o potencial</p><p>de ação alcance um platô.</p><p>➢ Fase 3 (polarização rápida), os canais de cálcio</p><p>encerram e os canais lentos de potássio abrem.</p><p>O fechamento dos canais de íons cálcio e o</p><p>aumento da permeabilidade aos íons potássio,</p><p>permitindo que os íons potássio saiam</p><p>rapidamente da célula, põem fim ao platô e</p><p>retornam o potencial de membrana da célula ao</p><p>seu nível de repouso.</p><p>➢ Fase 4 (potencial de membrana de repouso)</p><p>com valor médio aproximado de –90 milivolts.</p><p>Os potenciais de ação cardíacos se propagam ao longo</p><p>do sistema de condução na seguinte sequência:</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>➢ A excitação cardíaca normalmente começa no</p><p>nó sinoatrial (SA), localizado na parede atrial</p><p>direita, discretamente inferior e lateral à abertura</p><p>@jumorbeck</p><p>da veia cava superior. As células do nó SA não</p><p>têm potencial de repouso estável. Em vez disso,</p><p>elas se despolarizam repetida e</p><p>espontaneamente até um limiar. A</p><p>despolarização espontânea é um potencial</p><p>marca-passo. Quando o potencial marca-passo</p><p>alcança o limiar, ele dispara um potencial de ação.</p><p>Cada potencial de ação do nó SA se propaga ao</p><p>longo de ambos os átrios via junções</p><p>comunicantes nos discos intercalares das fibras</p><p>musculares atriais. Após o potencial de ação, os</p><p>dois átrios se contraem ao mesmo tempo.</p><p>➢ Ao ser conduzido ao longo das fibras musculares</p><p>atriais, o potencial de ação alcança o nó</p><p>atrioventricular (AV), localizado no septo</p><p>interatrial, imediatamente anterior à abertura do</p><p>seio coronário. No nó AV, o potencial de ação</p><p>se desacelera consideravelmente, como</p><p>resultado de várias diferenças na estrutura</p><p>celular do nó AV. Este atraso fornece tempo</p><p>para os átrios drenarem seu sangue para os</p><p>ventrículos.</p><p>➢ A partir do nó AV, o potencial de ação entra no</p><p>fascículo atrioventricular (AV) (feixe de His,). Este</p><p>fascículo é o único local em que os potenciais</p><p>de ação podem ser conduzidos dos átrios para</p><p>os ventrículos. (Em outros lugares, o esqueleto</p><p>fibroso do coração isola eletricamente os átrios</p><p>dos ventrículos.)</p><p>➢ Depois da propagação pelo fascículo AV, o</p><p>potencial de ação entra nos ramos direito e</p><p>esquerdo. Os ramos se estendem ao longo do</p><p>septo interventricular em direção ao ápice do</p><p>coração.</p><p>➢ Por fim, os ramos subendocárdicos calibrosos</p><p>(fibras de Purkinje) conduzem rapidamente o</p><p>potencial de ação, começando no ápice do</p><p>coração e subindo em direção ao restante do</p><p>miocárdio ventricular. Em seguida, os ventrículos</p><p>se contraem, deslocando o sangue para cima</p><p>em direção às válvulas semilunares.</p><p>Por conta própria, as fibras autorrítmicas do nó SA iniciariam</p><p>um potencial de ação a cada 0,6 s, ou 100 vezes por minuto.</p><p>Assim, o nó SA define o ritmo de contração do coração – é o</p><p>marca-passo natural. Esta frequência é mais rápida do que a de</p><p>qualquer outra fibra autorrítmica. Como os potenciais de ação</p><p>do nó SA se espalham ao longo do sistema de condução e</p><p>estimulam outras áreas antes que estas sejam capazes de</p><p>produzir um potencial de ação no seu próprio ritmo, mais lento,</p><p>o nó SA age como o marca-passo natural do coração. Os</p><p>impulsos nervosos da divisão autônoma do sistema nervoso</p><p>(SNA) e hormônios transportados pelo sangue (como a</p><p>epinefrina) modificam sua sincronização e força a cada</p><p>batimento cardíaco, mas não estabelecem o ritmo de base. Em</p><p>uma pessoa em repouso, por exemplo, a acetilcolina liberada</p><p>pela parte parassimpática do SNA atrasa a estimulação do nó</p><p>SA para a cada aproximadamente 0,8 s, ou 75 potenciais de</p><p>ação por minuto. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>Ciclo cardíaco</p><p>O conjunto dos eventos cardíacos, que ocorre entre o</p><p>início de um batimento e o início do próximo, é</p><p>denominado ciclo cardíaco. Cada ciclo é iniciado pela</p><p>geração espontânea de potencial de ação no nodo</p><p>sinusal. (GUYTON, 13ª ed.)</p><p>Em cada ciclo cardíaco, os átrios e ventrículos se</p><p>contraem e relaxam alternadamente, forçando o sangue</p><p>das áreas de alta pressão às áreas de baixa pressão.</p><p>Enquanto uma câmara do coração se contrai, a pressão</p><p>arterial dentro dela aumenta. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>O ciclo cardíaco consiste no período de relaxamento,</p><p>chamado diástole, durante o qual o coração se enche de</p><p>sangue, seguido pelo período de contração, chamado</p><p>sístole. (GUYTON, 13ª ed.)</p><p>A duração total do ciclo cardíaco, incluindo a sístole e a</p><p>diástole, é a recíproca da frequência cardíaca. Por</p><p>exemplo, se a frequência cardíaca é de 72</p><p>batimentos/min, a duração do ciclo cardíaco é de 1/72</p><p>batimentos/min — aproximadamente 0,0139 minuto por</p><p>batimento, ou 0,833 segundo por batimento. (GUYTON, 13ª</p><p>ed.)</p><p>Bulhas cardíacas</p><p>↠ O som dos batimentos cardíacos é decorrente</p><p>principalmente da turbulência do sangue causada pelo</p><p>fechamento das valvas cardíacas.</p><p>↠ Durante cada ciclo cardíaco, existem quatro bulhas</p><p>cardíacas, mas em um coração normal apenas a primeira e a</p><p>segunda bulhas cardíacas (B1 e B2) são auscultadas com um</p><p>estetoscópio.</p><p>↠ A primeira bulha (B1), a qual pode ser descrita como um</p><p>som de tum, é mais forte e um pouco mais longa do que a</p><p>segunda bulha. B1 é causada pela turbulência do sangue</p><p>associada ao fechamento das valvas AV logo depois de a sístole</p><p>ventricular começar.</p><p>@jumorbeck</p><p>↠ A segunda bulha (B2), que é mais breve e não tão forte</p><p>quanto a primeira, pode ser descrita como um som de tá. B2</p><p>é causada pela turbulência no sangue associada ao fechamento</p><p>das valvas do tronco pulmonar e da aorta no início da diástole</p><p>ventricular.</p><p>Fatores que influenciam nos batimentos cardíacos</p><p>➢ Controle parassimpático O neurotransmissor</p><p>parassimpático acetilcolina (ACh) diminui a frequência</p><p>cardíaca. A acetilcolina ativa os receptores</p><p>colinérgicos muscarínicos que influenciam os canais</p><p>de K e Ca2. A combinação dos dois efeitos faz a</p><p>célula levar mais tempo para alcançar o limiar,</p><p>atrasando o início do potencial de ação no marca-</p><p>passo e diminuindo a frequência cardíaca.</p><p>(SILVERTHORN, 7ª ed.)</p><p>➢ Controle simpático A estimulação simpática nas</p><p>células marca-passo acelera a frequência cardíaca. As</p><p>catecolaminas noradrenalina (dos neurônios</p><p>simpáticos) e adrenalina (da medula da glândula</p><p>suprarrenal) aumentam o fluxo iônico através dos</p><p>canais If e de Ca2 . A entrada mais rápida de cátions</p><p>acelera a taxa de despolarização, fazendo a célula</p><p>atingir o limiar mais rapidamente e, assim,</p><p>aumentando a taxa de disparo do potencial de ação</p><p>Quando o marca-passo dispara potenciais de ação</p><p>mais rapidamente, a frequência cardíaca aumenta.</p><p>(SILVERTHORN, 7ª ed.)</p><p>Determinados produtos químicos influenciam a fisiologia</p><p>de base do músculo cardíaco e a frequência cardíaca. Por</p><p>exemplo, a hipoxia (nível de oxigênio reduzido), acidose</p><p>(pH baixo) e alcalose (pH elevado) deprimem a atividade</p><p>cardíaca. Vários hormônios e cátions têm grandes efeitos</p><p>sobre o coração: (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>➢ Hormônios: A epinefrina e a norepinefrina</p><p>(provenientes da medula da glândula suprarrenal)</p><p>melhoram a efetividade do bombeamento cardíaco.</p><p>Estes hormônios afetam as fibras musculares</p><p>cardíacas de modo muito semelhante à maneira</p><p>como o faz a norepinefrina liberada pelos nervos</p><p>aceleradores cardíacos – aumentam a frequência e</p><p>a contratilidade cardíacas. O exercício, o estresse e a</p><p>excitação fazem com que as medulas das glândulas</p><p>suprarrenais liberem mais hormônios. Os hormônios</p><p>tireoidianos também melhoram a contratilidade</p><p>cardíaca e aumentam a frequência cardíaca. Um sinal</p><p>de hipertireoidismo é a taquicardia, ou seja, uma</p><p>frequência cardíaca de repouso elevada.</p><p>➢ Cátions: Dado que as diferenças entre as</p><p>concentrações intracelulares e extracelulares de</p><p>vários cátions (p. ex., Na+ e K+) são cruciais para a</p><p>produção de potenciais de ação em todas as fibras</p><p>nervosas e musculares, não é de se estranhar que</p><p>os desequilíbrios iônicos possam comprometer</p><p>rapidamente a efetividade do bombeamento</p><p>cardíaco. As concentrações relativas de três cátions</p><p>– K+, Ca2+ e Na+ – exercem efeito acentuado na</p><p>função cardíaca. Níveis sanguíneos elevados de K+</p><p>ou Na+ diminuem a frequência e a contratilidade</p><p>cardíaca. O excesso de Na+ bloqueia o influxo de</p><p>Ca2+ durante potenciais de ação cardíacos,</p><p>diminuindo assim a força de contração, enquanto o</p><p>excesso de K+ bloqueia a produção de potenciais de</p><p>ação. Um aumento moderado do nível intersticial (e,</p><p>portanto, intracelular) de Ca2+ acelera a frequência</p><p>cardíaca e fortalece as contrações cardíacas.</p><p>Também influenciam na frequência cardíaca de repouso:</p><p>➢ A idade;</p><p>➢ O sexo;</p><p>➢ A condição física;</p><p>➢ A temperatura corporal;</p><p>Toda substância química que afeta a contratilidade é chamada de</p><p>agente inotrópico, e sua influência é chamada de efeito inotrópico. Se</p><p>uma substância química aumenta a força de contração, ela possui um</p><p>efeito inotrópico positivo. Por exemplo, as catecolaminas adrenalina e</p><p>noradrenalina e fármacos, como os digitálicos, aumentam a</p><p>contratilidade e, portanto, possuem efeitos inotrópicos positivos.</p><p>Substâncias químicas com efeito inotrópico negativo diminuem a</p><p>contratilidade. (SILVERTHORN, 7ª ed.)</p><p>Artigo: Variabilidade da Frequência Cardíaca,</p><p>Depressão, Ansiedade e Estresse em Intensivistas</p><p>O presente estudo objetivou avaliar médicos e</p><p>enfermeiros de UTI, com relação à presença ou não de</p><p>ansiedade, depressão e estresse, e documentar durante</p><p>o plantão possíveis alterações na VFC por meio da</p><p>gravação dos batimentos cardíacos com Holter durante</p><p>o período de 12 horas.</p><p>Em relação às variáveis da VFC, evidenciou-se que seus</p><p>componentes em quase sua totalidade estiveram</p><p>alterados quando comparados aos valores considerados</p><p>normais, principalmente HF e a relação LF/HF (domínio</p><p>da frequência).</p><p>Quando se analisam os componentes descanso e</p><p>classificação do plantão, notam-se alterações nas variáveis</p><p>que refletem a atividade parassimpática, com nítidas</p><p>mudanças na VFC, sugerindo que o descanso durante o</p><p>plantão de 12 horas influi de maneira importante a</p><p>classificação do plantão pelos intensivistas.</p><p>@jumorbeck</p><p>Referências</p><p>TORTORA. Princípios de Anatomia e Fisiologia. Disponível</p><p>em: Minha Biblioteca, (14th edição). Grupo GEN, 2016.</p><p>JUNQUEIRA; CARNEIRO. Histologia Básica, 13ª ed.</p><p>Guanabara Koogan, SP, 2017.</p><p>GUYTON & HALL. Tratado de Fisiologia Médica, 13ª ed.</p><p>Editora Elsevier Ltda., 2017.</p><p>MOORE. Anatomia Orientada para a Clínica, 7ª ed.</p><p>Guanabara Koogan, SP, 2017</p><p>Silverthorn, Dee U. Fisiologia Humana. Disponível em:</p><p>Minha Biblioteca, (7th edição). Grupo A, [Inserir ano de</p><p>publicação].</p><p>LONGHI, ALLAN; TOMAZ, CARLOS A. B. Variabilidade da</p><p>frequência cardíaca, depressão, ansiedade e estresse em</p><p>intensivistas. Revista Brasileira de Cardiologia, v. 23, n. 6 ,</p><p>páginas: 315-323, 2010.</p><p>@jumorbeck</p><p>Ciclo Cardíaco</p><p>O conjunto dos eventos cardíacos, que ocorre entre o</p><p>início de um batimento e o início do próximo, é</p><p>denominado ciclo cardíaco. Cada ciclo é iniciado pela</p><p>geração espontânea de potencial de ação no nodo</p><p>sinusal. (GUYTON, 13ª ed.)</p><p>DiÁstole e SÍstole</p><p>O ciclo cardíaco consiste no período de relaxamento,</p><p>chamado diástole, durante o qual o coração se enche de</p><p>sangue, seguido pelo período de contração, chamado</p><p>sístole. A duração total do ciclo cardíaco, incluindo a sístole</p><p>e a diástole, é a recíproca da frequência cardíaca.</p><p>(GUYTON, 13ª ed.)</p><p>Por exemplo, se a frequência cardíaca é de 72 batimentos/min,</p><p>a duração do ciclo cardíaco é de 1/72 batimentos/min —</p><p>aproximadamente 0,0139 minuto por batimento, ou 0,833</p><p>segundo por batimento.</p><p>Obs.: O Aumento da Frequência Cardíaca Reduz a Duração do</p><p>Ciclo Cardíaco.</p><p>Os átrios funcionam como pré-bombas para os ventrículos:</p><p>Normalmente, o sangue flui de forma contínua, vindo das</p><p>grandes veias para os átrios; cerca de 80% do sangue fluem</p><p>diretamente dos átrios para os ventrículos, mesmo antes da</p><p>contração atrial. Então, essa contração representa os 20%</p><p>adicionais para acabar de encher os ventrículos. Desse modo,</p><p>os átrios funcionam como bomba de escova (primer pump),</p><p>que melhora a eficácia do bombeamento ventricular por, no</p><p>máximo, 20%. Entretanto, o coração pode continuar operando,</p><p>na maioria das circunstâncias, mesmo sem esses 20% a mais</p><p>de eficiência, pois ele normalmente tem capacidade de</p><p>bombear de 300 a 400% a mais de sangue do que o</p><p>necessário para o corpo, nas condições de repouso (GUYTON,</p><p>13ª ed.).</p><p>Período de Contração Isovolumétrica (Isométrica):</p><p>↠ Imediatamente após o início da contração ventricular,</p><p>a pressão ventricular sobe, de modo abrupto, fazendo</p><p>com que as valvas A-V se fechem.</p><p>↠ É necessário mais 0,02 a 0,03 segundo para que o</p><p>ventrículo gere pressão suficiente para empurrar e abrir</p><p>as válvulas semilunares (aórtica e pulmonar) contra a</p><p>pressão nas artérias aorta e pulmonar.</p><p>↠Durante esse período os ventrículos estão se</p><p>contraindo, mas não ocorre esvaziamento. É o chamado</p><p>período de contração isovolumétrica ou isométrica.</p><p>Período de Ejeção.:</p><p>↠ Quando a pressão no interior do ventrículo esquerdo</p><p>aumenta até pouco acima de 80 mmHg (e a pressão do</p><p>ventrículo direito, pouco acima de 8 mmHg), a pressão</p><p>ventricular força a abertura das valvas.</p><p>↠ Imediatamente, o sangue começa a ser lançado para</p><p>diante, para as artérias. Em torno de 60% do sangue do</p><p>ventrículo são ejetados durante a sístole.</p><p>↠ Cerca de 70% dessa porção são ejetados durante o</p><p>primeiro terço do período de ejeção, e os 30% restantes</p><p>do esvaziamento ocorrem nos outros dois terços do</p><p>período.</p><p>↠ Assim, o primeiro terço é o chamado período de</p><p>ejeção rápida, e os demais dois terços, período de ejeção</p><p>lenta.</p><p>Período de Relaxamento Isovolumétrico (Isométrico):</p><p>↠ Ao final da sístole, o relaxamento ventricular começa</p><p>de modo repentino, fazendo com que as pressões</p><p>intraventriculares direita e esquerda diminuam</p><p>rapidamente.</p><p>↠ As altas pressões nas artérias distendidas que</p><p>acabaram de ser cheias com o sangue vindo dos</p><p>ventrículos contraídos tornam a empurrar o sangue de</p><p>volta para os ventrículos, causando o fechamento das</p><p>valvas aórtica e pulmonar.</p><p>↠ Durante mais 0,03 a 0,06 segundo, o músculo</p><p>ventricular continua a relaxar, mesmo que o volume não</p><p>se altere, originando o período de relaxamento</p><p>isovolumétrico ou isométrico.</p><p>↠ As pressões intraventriculares diminuem rapidamente</p><p>de volta aos valores diastólicos. É então que as valvas A-</p><p>V se abrem para iniciar novo ciclo de bombeamento</p><p>ventricular.</p><p>@jumorbeck</p><p>Os Ventrículos se Enchem de Sangue durante a Diástole.:</p><p>↠ Assim que a sístole termina e as pressões ventriculares</p><p>retornam aos baixos valores diastólicos, as pressões</p><p>moderadamente altas que se desenvolveram nos átrios</p><p>durante a sístole ventricular forçam de imediato as valvas</p><p>A-V a se abrirem.</p><p>↠ É o chamado período de enchimento rápido</p><p>ventricular. O período de enchimento rápido ocorre</p><p>aproximadamente durante o primeiro terço da diástole.</p><p>↠ Ao longo do segundo terço, uma pequena quantidade</p><p>de sangue nas condições normais flui para os ventrículos,</p><p>sendo esse o sangue que continua a chegar aos átrios,</p><p>vindo das veias, fluindo diretamente para os ventrículos.</p><p>↠ Durante o último terço da diástole, os átrios se</p><p>contraem, dando impulso adicional ao fluxo sanguíneo</p><p>para os ventrículos. Esse mecanismo responde por mais</p><p>ou menos 20% do enchimento ventricular total em cada</p><p>ciclo cardíaco.</p><p>VOLUME DIASTÓLICO FINAL: representa o total de sangue</p><p>presente no ventrículo ao final da diástole.</p><p>VOLUME SISTÓLICO: volume ejetado durante a sístole.</p><p>VOLUME SISTÓLICO FINAL: quantidade de sangue restante</p><p>no ventrículo ao fim da sístole.</p><p>FRAÇÃO DE EJEÇÃO: fração do volume final diastólico que é</p><p>ejetada.</p><p>DÉBITO CARDÍACO: volume de sangue ejetado por minuto.</p><p>FREQUÊNCIA CARDÍACA: número de batimentos cardíacos</p><p>por min. (bpm).</p><p>DC= FC X VS VS= VDF – VSF</p><p>CONCEITOS DE PRÉ-CARGA E PÓS-CARGA</p><p>↠ Pré-carga: grau de tensão do músculo quando ele</p><p>começa a se contrair. Para a contração cardíaca, a pré-</p><p>carga é geralmente considerada como a pressão</p><p>diastólica final quando o ventrículo está cheio.</p><p>↠ Pós-carga: é a pressão na aorta à saída do ventrículo.</p><p>REGULAÇÃO DO BOMBEAMENTO CARDÍACO</p><p>↠ Os meios básicos de regulação do volume bombeado</p><p>são (1) regulação cardíaca intrínseca, em resposta às</p><p>variações no aporte do volume sanguíneo em direção ao</p><p>coração; e (2) controle da frequência cardíaca e da força</p><p>de bombeamento pelo sistema nervoso autonômico.</p><p>Regulação intrínseca do bombeamento cardíaco — o</p><p>mecanismo de Frank-Starling:</p><p>↠ Capacidade intrínseca do coração de se adaptar a</p><p>volumes crescentes de afluxo sanguíneo.</p><p>↠ O mecanismo de Frank-Starling afirma que quanto</p><p>mais o miocárdio for distendido durante o enchimento,</p><p>maior será a força da contração e maior será a</p><p>quantidade de sangue bombeada para a aorta. Ou, em</p><p>outras palavras: Dentro de limites fisiológicos, o coração</p><p>bombeia todo o sangue que a ele retorna pelas veias.</p><p>EXPLICAÇÃO DO MECANISMO DE FRANK-STARLING</p><p>Quando uma quantidade adicional de sangue chega aos</p><p>ventrículos, o músculo cardíaco é mais distendido. Essa</p><p>distensão, por sua vez, leva o músculo a se contrair com força</p><p>aumentada, pois os filamentos de miosina e actina ficam</p><p>dispostos em ponto mais próximo do grau ideal de</p><p>superposição para a geração de força. Assim, o ventrículo em</p><p>função de seu enchimento otimizado automaticamente</p><p>bombeia mais sangue para as artérias. Essa capacidade do</p><p>músculo distendido, de se contrair com maior produção de</p><p>trabalho até seu comprimento ideal, é característica de todos</p><p>os músculos estriados (GUYTON, 13ª ed.)</p><p>Controle do Coração pela Inervação Simpática e</p><p>Parassimpática</p><p>A eficácia do bombeamento cardíaco é também</p><p>controlada pelos nervos simpáticos e parassimpáticos</p><p>(vagos) que inervam de forma abundante o coração. Para</p><p>determinados níveis de pressão atrial, a quantidade de</p><p>sangue bombeada a cada minuto (o débito cardíaco) com</p><p>frequência pode ser aumentada por mais de 100% pelo</p><p>estímulo simpático. E, por outro lado, o débito pode ser</p><p>@jumorbeck</p><p>diminuído até zero, ou quase zero, por estímulo vagal</p><p>(parassimpático). (GUYTON, 13ª ed.)</p><p>Sincronia das células do tecido muscular cardíaco</p><p>O coração é composto por três tipos principais de</p><p>músculo: o músculo atrial, o músculo ventricular e as fibras</p><p>especializadas excitatórias e condutoras. (GUYTON, 13ª ed.)</p><p>Os tipos atrial e ventricular de músculo contraem-se</p><p>quase como os músculos esqueléticos, mas com duração</p><p>muito maior da contração. (GUYTON, 13ª ed.)</p><p>As fibras excitatórias e de condução do coração, no</p><p>entanto, só se contraem fracamente por conterem</p><p>poucas fibras contráteis, mas apresentam descargas</p><p>elétricas rítmicas automáticas, na forma de potenciais de</p><p>ação, ou fazem a condução desses potenciais de ação</p><p>pelo coração, representando sistema excitatório que</p><p>controla os batimentos rítmicos. (GUYTON, 13ª ed.)</p><p>ANATOMIA FISIOLÓGICA DO MÚSCULO CARDÍACO</p><p>As fibras musculares cardíacas se dispõem em malha ou</p><p>treliça com as fibras se dividindo, se recombinando e, de</p><p>novo, se separando.</p><p>O músculo cardíaco contém miofibrilas típicas, com</p><p>filamentos de actina e miosina, esses filamentos se</p><p>dispõem lado a lado e deslizam durante as contrações</p><p>As células cardíacas conectam-se umas às outras por</p><p>discos intercalares, que incluem a combinação de junções</p><p>mecânicas</p><p>contrapondo-se à mera memorização e transferência</p><p>verticalizada de conhecimentos. (CRUZ et al, 2018)</p><p>As duas estratégias de ensino, norteadas pelo método</p><p>ativo, mais utilizadas na área de saúde são: A Metodologia</p><p>da Problematização e a Aprendizagem Baseada em</p><p>Problemas (ABP). (SANTOS,2019)</p><p>No ABP, o professor também é chamado de tutor, e a</p><p>sua principal função é orientar os grupos para que a</p><p>interação entre os alunos seja produtiva, ajudando-os a</p><p>identificarem o conhecimento necessário para solucionar</p><p>o problema. Em contrapartida, os alunos são os principais</p><p>responsáveis por sua aprendizagem, precisando devolvê-</p><p>la de modo que atenda as suas necessidades pessoais e</p><p>perspectivas profissionais. (SANTOS, 2019)</p><p>Características da abordagem tradicional e da</p><p>abordagem cognitiva quanto aos indicadores</p><p>Diferenças e Semelhanças das metodologias de ensino-</p><p>aprendizagem</p><p>Vantagens e Desvantagens das metodologias de ensino –</p><p>aprendizagem</p><p>Metodologia</p><p>Tradicional</p><p>Metodologia</p><p>Ativa</p><p>Vantagens Proporciona à</p><p>população</p><p>conhecimento</p><p>produzido</p><p>cientificamente;</p><p>Amplia</p><p>informações e</p><p>conhecimentos já</p><p>existentes;</p><p>Produz aquisição</p><p>de conhecimento;</p><p>Construção</p><p>coletiva do</p><p>conhecimento;</p><p>Proporciona ao</p><p>educando visão</p><p>crítica e reflexiva</p><p>da realidade;</p><p>Capacita o</p><p>educando para</p><p>tomada de</p><p>decisões;</p><p>Desvantagens Formação de um</p><p>indivíduo passivo,</p><p>mero receptor de</p><p>informações;</p><p>Não aplicação à</p><p>realidade dos</p><p>conteúdos</p><p>ensinados;</p><p>Relação</p><p>assimétrica entre</p><p>educador e</p><p>educando;</p><p>Falta de</p><p>conhecimento e</p><p>capacitação de</p><p>profissionais para</p><p>aplicação deste</p><p>modelo.</p><p>Fonte: RODRIGUES ELIVANIA T.; LENTE SILVANA M, 2018</p><p>Fonte: RODRIGUES ELIVANIA T.; LENTE SILVANA M, 2018</p><p>Fonte: WATTÉ BRUNO H; SOUZA RAFAEL R.; FARIAS GIOVANNI</p><p>F.; SOUZA MARCIO V., 2018</p><p>Artigo: Percepção da efetividade dos métodos de ensino</p><p>utilizados em um curso de medicina do Nordeste do Brasil</p><p>O estudo objetivou avaliar a percepção e opinião do</p><p>corpo docente e discente quanto à efetividade dos</p><p>métodos de ensino utilizados pelo corpo docente do</p><p>curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio</p><p>Grande do Norte (UERN).</p><p>Período de coleta de dados: julho de 2015 a junho de 2016;</p><p>Para fins de análise dos dados obtidos, consideraram a aula</p><p>expositiva, aulas práticas/de campo, discussão de casos</p><p>clínicos e seminários como métodos tradicionais de</p><p>ensino-aprendizagem para o curso de Medicina. Como</p><p>métodos contemporâneos de ensino foram consideradas</p><p>as atividades lúdicas, mapas conceituais, estudos dirigidos,</p><p>aprendizagem baseada em problemas (ABP) e</p><p>aprendizagem baseada em equipe (ABE).</p><p>Resultados: além de mais utilizadas, as metodologias</p><p>tradicionais também foram consideradas as mais efetivas</p><p>para o processo de ensino-aprendizagem pela maioria dos</p><p>docentes (62,78%) e discentes (129,92%) entrevistados.</p><p>No entanto, grande parte dos discentes (103%) afirmaram</p><p>que gostaria que os professores utilizassem outros</p><p>métodos didático-pedagógicos em suas aulas, tendo</p><p>como justificativa mais citada a melhora do aprendizado</p><p>em geral.</p><p>Entre as principais sugestões dos docentes para a</p><p>melhoria do processo ensino-aprendizagem no curso de</p><p>Medicina, a mais citada foi a promoção de capacitação</p><p>didático-pedagógica.</p><p>Observou-se que maior tempo de graduação e de</p><p>experiência docente, formação em outros cursos de</p><p>graduação da área da saúde e titulação em nível de pós-</p><p>graduação se mostraram significativamente associados à</p><p>utilização de métodos contemporâneos de ensino.</p><p>De acordo com a Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN),</p><p>os cursos de Medicina devem utilizar metodologias ativas</p><p>como uma das ferramentas de ensino, as quais auxiliam</p><p>na formação geral, humanística, crítica, reflexiva e ética</p><p>do graduando.</p><p>O uso de metodologias integradoras potencializa o</p><p>desenvolvimento de capacidade comunicativa, além de</p><p>permitir e estimular a atuação interprofissional e a</p><p>Apesar de ter boa receptividade, a metodologia ativa não</p><p>é bem vista por todos os discentes, principalmente por</p><p>encontrarem parâmetros diferenciados de avaliação e</p><p>participação em sala de aula.</p><p>No entanto, um trabalho mais recente realizado por</p><p>Fermozelli et al, mostrou que a maioria dos discentes</p><p>relatou aumento de interesse pelos estudos com a</p><p>utilização de uma metodologia ativa, e que essa</p><p>abordagem promoveu maior integração entre os</p><p>conteúdos trabalhados e a clínica dos pacientes.</p><p>A mudança do método de ensino tradicional para o ativo</p><p>normalmente gera insegurança, requer grande esforço</p><p>dos atores envolvidos no processo e exige maturidade,</p><p>organização dos estudantes e mudança de</p><p>comportamento para assumir a responsabilidade sobre o</p><p>próprio aprendizado.</p><p>Um fator que pode ter dificultada a utilização e adesão</p><p>dos discentes às atividades exigidas pelas metodologias</p><p>contemporâneas, provocando certa aversão pelo</p><p>desenvolvimento de atividades, que representariam maior</p><p>investimento de tempo.</p><p>Conclusão: a metodologia tradicional foi considerada a</p><p>mais efetiva e predominante no curso de Medicina da</p><p>UERN. É necessário impulsionar o desenvolvimento de</p><p>metodologias centradas no aluno por meio da adoção de</p><p>pedagogias ativas de ensino e estimular a capacitação</p><p>didática-pedagógica do corpo docente.</p><p>Referências</p><p>CRUZ, PAULO. Ebook: Metodologias ativas para a</p><p>educação corporativa. 2018</p><p>SANTOS, TACIANA. Metodologias Ativas de Ensino-</p><p>Aprendizagem. Olinda, 2019</p><p>CRUZ POLIANA O.; CARVALHO THAÍS B.; PINHEIRO</p><p>LUCA D. P.; GIOVANNINI PATRÍCIA E.; NASCIMENTO</p><p>ELLANY G. C.; FERNANDES THALES A. A. M.; Percepção</p><p>da efetividade dos métodos de ensino utilizados em um</p><p>curso de Medicina do Nordeste do Brasil. Revista Brasileira</p><p>de Educação Médica.; vol. 43, nº 2, páginas: 40-47, 2019.</p><p>Disponível em:</p><p>https://www.scielo.br/j/rbem/a/rbC9RfTpzwLpRFVxsBVJ</p><p>CRf/abstract/?lang=pt</p><p>WATTÉ BRUNO H; SOUZA RAFAEL R.; FARIAS</p><p>GIOVANNI F.; SOUZA MARCIO V. Implementação da</p><p>metodologia Team Based Learning (TBL) em uma</p><p>estratégia de Blended Learning, no desenvolvimento da</p><p>disciplina de Empreendedorismo. Ebook: EAD, PBL e o</p><p>Desafio da Educação em Rede: Metodologias Ativas e</p><p>outras Práticas na Formação do Educador Coinvestigador.</p><p>páginas: 104-118, 2018. Disponível em:</p><p>https://www.researchgate.net/publication/329630793_Im</p><p>plementacao_da_metodologia_Team_Based_Learning_</p><p>TBL_em_uma_estrategia_de_Blended_Learning_no_d</p><p>esenvolvimento_da_disciplina_de_Empreendedorismo</p><p>RODRIGUES ELIVANIA T.; LENTE SILVANA M. Método</p><p>Tradicional de Ensino x Método da problematização: um</p><p>estudo comparativo para o alcance do perfil médico</p><p>previsto na diretriz curricular brasileira. Anais V CONEDU...</p><p>Campina Grande: Realize Editora, 2018. Disponível em:</p><p><http://www.editorarealize.com.br/artigo/visualizar/47842</p><p>> 2018</p><p>Trabalho em grupo</p><p>Trabalho em grupo: alunos trabalhando juntos em grupos</p><p>pequenos de modo que todos possam participar de uma</p><p>atividade com tarefas claramente atribuídas. Além disso, é</p><p>esperado que os alunos desempenhem suas tarefas sem</p><p>supervisão direta e imediata do professor. Trabalho em</p><p>grupo não é a mesma coisa que agrupamento por</p><p>habilidade, no qual o professor divide a sala por critério</p><p>acadêmico para que possa ensinar para grupos mais</p><p>homogêneos. (COHEN; LOTAN, 2017)</p><p>A filosofia vigente na década de 1970, incentivou-se a</p><p>estruturação e utilização da aprendizagem cooperativa –</p><p>trabalho de estudantes em pequenos grupos</p><p>heterogêneos que trocam informações e compartilham</p><p>materiais, com papéis previamente definidos - como um</p><p>recurso que fomenta rendimento acadêmico,</p><p>interdependência positiva, responsabilidade individual e de</p><p>grupo, interação estimuladora, competências sociais, além</p><p>de aumento de autoestima. (CONCEIÇÃO; MORAES, 2018)</p><p>Quando a professora propõe aos alunos uma atividade</p><p>em grupo e permite que eles se esforcem sozinhos e</p><p>cometam erros, ela delega autoridade. Essa é a primeira</p><p>característica-chave do trabalho em grupo. Delegar</p><p>autoridade em uma</p><p>e conexões elétricas. As conexões mecânicas,</p><p>que evitam que as células se soltem quando se contraem,</p><p>abrangem as junções de aderência e os desmossomos.</p><p>Por outro lado, as junções comunicantes (gap) entre as</p><p>células musculares cardíacas formam conexões elétricas,</p><p>permitindo a propagação do potencial de ação por todo</p><p>o coração.</p><p>Assim, considera-se que a disposição das células</p><p>musculares cardíacas forma um sincício mecânico e</p><p>elétrico, fazendo com que um único potencial de ação</p><p>(gerado no interior do nó sinoatrial) curse por todo o</p><p>coração, de maneira que este se contraia de modo</p><p>sincrônico, semelhante a ondas. (BERNE E LEVY) O</p><p>coração é, na verdade, composto por dois sincícios; o</p><p>sincício atrial, que forma as paredes dos dois átrios e o</p><p>sincício ventricular, que forma as paredes dos ventrículos.</p><p>(GUYTON, 13ª ed.)</p><p>Essa divisão do músculo cardíaco em dois sincícios</p><p>funcionais permite que os átrios se contraiam pouco</p><p>antes da contração ventricular, o que é importante para</p><p>a eficiência do bombeamento cardíaco. (GUYTON, 13ª ed.)</p><p>A célula cardíaca é constituída de miofibrilas, núcleo,</p><p>sarcoplasma, sarcolema, discos intercalares, mitocôndrias</p><p>e retículo sarcoplasmático. (SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>As miofibrilas são compostas de várias unidades,</p><p>funcionalmente autônomas, denominadas sarcômeros, os</p><p>quais representam as unidades contráteis do músculo</p><p>cardíaco. Os sarcômeros contêm dois tipos de filamentos,</p><p>ambos de estrutura proteica – actina ou filamento</p><p>delgado e miosina ou filamento espesso. (SILVERTHON,</p><p>7ª ed.)</p><p>@jumorbeck</p><p>Dois tipos de proteínas moduladoras – troponina e</p><p>tropomiosina – participam dos fenômenos que envolvem</p><p>a actina. A troponina age como receptora de cálcio em</p><p>nível molecular, enquanto a tropomiosina recobre os</p><p>pontos de acoplamento do sistema miosínico.</p><p>(SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>A contração da célula cardíaca é, em essência, o resultado</p><p>da junção de vários sistemas actinomiosínicos, cujo</p><p>mecanismo biofísico básico é o deslizamento da actina</p><p>sobre a miosina. No entanto, para que se processem</p><p>essas junções, é fundamental uma complexa cadeia de</p><p>reações bioquímicas desencadeadas pela estimulação</p><p>elétrica das células cardíacas.</p><p>A energia necessária para ativar o sistema actinomiosínico</p><p>provém do rompimento das ligações da adenosina</p><p>trifosfato (ATP). O enriquecimento desses fosfatos</p><p>depende do metabolismo aeróbico, processado no</p><p>interior das mitocôndrias e sarcoplasma, os quais, por sua</p><p>vez, estão na dependência da integridade das células e</p><p>de adequado suprimento sanguíneo ao miocárdio pelas</p><p>artérias coronárias. (SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>O elemento iônico fundamental na contração cardíaca é</p><p>o cálcio, pois a elevação do teor de cálcio livre no interior</p><p>do sarcômero resulta em sua interação com a troponina,</p><p>etapa essencial da série de fenômenos que culminam na</p><p>contração da miofibrila. (SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>RESUMO DAS FASES DO POTENCIAL DE AÇÃO DO</p><p>MIOCÁRDIO (GUYTON, 13ª ed.)</p><p>➢ Fase 0 (despolarização), os canais rápidos de</p><p>sódio abrem. Quando a célula cardíaca é</p><p>estimulada e se despolariza, o potencial de</p><p>membrana fica mais positivo. Os canais de sódio</p><p>ativados por voltagem (canais rápidos de sódio)</p><p>abrem e permitem que o sódio flua rapidamente</p><p>para dentro da célula e a despolarize. O potencial</p><p>de membrana alcança cerca de + 20 milivolts</p><p>antes dos canais de sódio encerrarem.</p><p>➢ Fase 1 (despolarização inicial), os canais rápidos</p><p>de sódio encerram. Os canais de sódio encerram,</p><p>a célula começa a repolarizar e os íons potássio</p><p>saem da célula através dos canais de potássio</p><p>abertos.</p><p>➢ Fase 2 (platô), os canais de cálcio abrem e os</p><p>canais rápidos de potássio encerram. Ocorre</p><p>uma breve repolarização inicial e o potencial de</p><p>ação alcança um platô em consequência de (1)</p><p>maior permeabilidade dos íons cálcio; e (2)</p><p>diminuição da permeabilidade dos íons potássio.</p><p>Os canais de íons cálcio, ativados por voltagem,</p><p>abrem lentamente durante as fases 1 e 0, e o</p><p>cálcio entra na célula. Depois, os canais de</p><p>potássio encerram e a combinação da redução</p><p>do efluxo de íons potássio e o aumento do</p><p>influxo de íons cálcio conduz a que o potencial</p><p>de ação alcance um platô.</p><p>➢ Fase 3 (polarização rápida), os canais de cálcio</p><p>encerram e os canais lentos de potássio abrem.</p><p>O fechamento dos canais de íons cálcio e o</p><p>aumento da permeabilidade aos íons potássio,</p><p>permitindo que os íons potássio saiam</p><p>rapidamente da célula, põem fim ao platô e</p><p>retornam o potencial de membrana da célula ao</p><p>seu nível de repouso.</p><p>➢ Fase 4 (potencial de membrana de repouso)</p><p>com valor médio aproximado de –90 milivolts.</p><p>@jumorbeck</p><p>Período Refratário do Miocárdio: O músculo cardíaco,</p><p>como todos os tecidos excitáveis, é refratário à</p><p>reestimulação durante o potencial de ação. Assim, o</p><p>período refratário do coração é o intervalo de tempo</p><p>durante o qual o impulso cardíaco normal não pode</p><p>reexcitar área já excitada do miocárdio. (GUYTON, 13ª ed.)</p><p>Acoplamento Excitação-Contração – A função dos íons</p><p>cálcio e dos túbulos transversos: mecanismo pelo qual o</p><p>potencial de ação provoca a contração das miofibrilas.</p><p>(GUYTON, 13ª ed.)</p><p>↠ O potencial de ação se difunde para o interior da fibra</p><p>muscular, passando ao longo das membranas dos túbulos</p><p>transversos (T).</p><p>↠ O potencial dos túbulos T, por sua vez, age nas</p><p>membranas dos túbulos sarcoplasmáticos longitudinais</p><p>para causar a liberação de íons cálcio pelo retículo</p><p>sarcoplasmático no sarcoplasma muscular.</p><p>↠ Esses íons cálcio se dispersam para as miofibrilas,</p><p>quando catalisam as reações químicas que promovem o</p><p>deslizamento, um contra o outro, dos filamentos de</p><p>miosina e actina, produzindo, assim, a contração muscular.</p><p>↠ Além dos íons cálcio, liberados das cisternas do retículo</p><p>sarcoplasmático para o sarcoplasma, grande quantidade</p><p>de íons cálcio adicionais também se difunde para o</p><p>sarcoplasma, partindo dos próprios túbulos T no</p><p>momento do potencial de ação por canais dependentes</p><p>de voltagem na membrana de túbulos T.</p><p>↠ A entrada de cálcio ativa canais de liberação de cálcio,</p><p>também chamados canais de receptores de rianodina, na</p><p>membrana do retículo sarcoplasmático, o que</p><p>desencadeia a liberação de cálcio para o sarcoplasma.</p><p>↠ Em seguida, íons cálcio no sarcoplasma interagem</p><p>com a troponina para iniciar a formação de pontes</p><p>cruzadas (cross--bridges) e contração.</p><p>A força da contração cardíaca depende muito da</p><p>concentração de íons cálcio nos líquidos extracelulares.</p><p>(GUYTON, 13ª ed.)</p><p>EFEITO DOS ÍONS POTÁSSIO E CÁLCIO NO FUNCIONAMENTO</p><p>CARDÍACO</p><p>Efeitos dos Íons Potássio:</p><p>↠ O excesso de potássio nos líquidos extracelulares</p><p>pode fazer com que o coração se dilate e fique flácido,</p><p>além de diminuir a frequência dos batimentos. (GUYTON,</p><p>13ª ed.)</p><p>↠ Grandes quantidades de potássio podem vir a bloquear</p><p>a condução do impulso cardíaco dos átrios para os</p><p>ventrículos pelo feixe A-V.</p><p>↠ Esses efeitos resultam, em parte, do fato da alta</p><p>concentração de potássio nos líquidos extracelulares</p><p>diminuir o potencial de repouso das membranas das fibras</p><p>miocárdicas</p><p>Efeito dos Íons Cálcio:</p><p>↠ O excesso de íons cálcio causa efeitos quase opostos</p><p>aos dos íons potássio, induzindo o coração a produzir</p><p>contrações espásticas. A causa disso é o efeito direto dos</p><p>íons cálcio na deflagração do processo contrátil cardíaco.</p><p>(GUYTON, 13ª ed.)</p><p>@jumorbeck</p><p>EXCITAÇÃO RÍTMICA DO CORAÇÃO</p><p>O coração humano tem um sistema especial para a</p><p>autoexcitação rítmica e a contração repetitiva de</p><p>aproximadamente cem mil vezes ao dia, ou três bilhões</p><p>de vezes em uma vida humana de duração média. Esse</p><p>feito impressionante é realizado por um sistema que: (1)</p><p>gera impulsos elétricos rítmicos para iniciar contrações</p><p>rítmicas do miocárdio; e (2) conduz esses impulsos</p><p>rapidamente por todo o coração. (GUYTON, 13ª ed.)</p><p>Nodo Sinusal ( Sinoatrial):</p><p>↠ Está situado na parede posterolateral superior do átrio</p><p>direito, imediatamente abaixo e pouco lateral à abertura</p><p>da veia cava superior.</p><p>↠ As fibras do nodo sinusal se conectam diretamente às</p><p>fibras musculares atriais, de modo que qualquer potencial</p><p>de ação que se inicie no nodo sinusal se difunde de</p><p>imediato para a parede do músculo atrial.</p><p>Mecanismo de Ritmicidade do Nodo Sinusal:</p><p>↠ Negatividade de -55 a -60 nas fibras do nodo sinusal;</p><p>↠ Mais permeáveis ao cálcio e sódio;</p><p>Autoexcitação das Fibras do Nodo Sinusal:</p><p>↠ Potencial de repouso gradativamente aumenta entre</p><p>os batimentos cardíacos; Canais de sódio</p><p>permanentemente abertos;</p><p>↠ -40 canais L de cálcio são ativados;</p><p>↠ Canais de potássio se abrem;</p><p>↠ Potássio deixa a célula;</p><p>↠ Fim do Potencial de Ação;</p><p>↠ Fechamento dos Canais de Potássio;</p><p>↠ Nova onda despolarizante;</p><p>As vias intermodal e interatrial:</p><p>↠ Transmitem impulsos cardíacos pelos átrios;</p><p>↠ Chegam até o nó AV;</p><p>↠ Fibras condutoras especializadas;</p><p>↠ Semelhantes às Fibras de Purkinje;</p><p>O Nodo Atrioventricular:</p><p>↠ Retarda a condução do impulso dos átrios para os</p><p>ventrículos;</p><p>↠ Localizado na parede posterior do AD, atrás da válvula</p><p>tricúspide;</p><p>↠ Células do Nodo Atrio Ventricular possuem número</p><p>reduzido de junções comunicantes;</p><p>Sistema de Purkinge Ventricular:</p><p>↠ Calibrosas, conduzem o Potencial de Ação com</p><p>velocidade 6x maior que o músculo ventricular e 150x</p><p>maior q as fibras do novo A-V;</p><p>↠ Transmissão praticamente instantânea para toda</p><p>musculatura cardíaca;</p><p>↠ Junções comunicantes dos discos intercalares são</p><p>numerosas e muito permeáveis;</p><p>↠ Possuem pouco ou nada de miofibrilas;</p><p>Transmissão unidirecional pelo feixe A – V:</p><p>↠ Feixe A-V é incapaz em condições fisiológicas de</p><p>conduzir Potenciais de Ação retrogradamente;</p><p>↠ Impede a entrada de impulsos dos ventrículos para os</p><p>átrios;</p><p>↠ Condução é apenas ANTETRÓGRADA;</p><p>↠ Tecido fibroso atrioventricular auxilia neste processo.</p><p>@jumorbeck</p><p>Coração do Atleta</p><p>Qualquer atividade que aciona grandes músculos do corpo</p><p>durante pelo menos 20 min, eleva o débito cardíaco e</p><p>acelera a taxa metabólica. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>A prática de exercícios físicos aumenta a demanda de</p><p>oxigênio dos músculos. O fato de a demanda ser atendida</p><p>depende principalmente da adequação do débito cardíaco</p><p>e do bom funcionamento do sistema respiratório.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>Após várias semanas de treinamento, uma pessoa</p><p>saudável aumenta o débito cardíaco máximo (o volume</p><p>de sangue ejetado dos ventrículos para as respectivas</p><p>artérias por minuto), elevando assim o fornecimento</p><p>máximo de oxigênio aos tecidos. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>Durante a atividade extenuante, um atleta bem treinado</p><p>pode alcançar o dobro do débito cardíaco de uma pessoa</p><p>sedentária, em parte porque o treinamento provoca</p><p>hipertrofia do coração. Essa condição é conhecida como</p><p>cardiomegalia fisiológica. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>A cardiomegalia patológica está relacionada com</p><p>cardiopatia grave. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>Mesmo que o coração de um atleta bem treinado seja</p><p>maior, seu débito cardíaco em repouso é</p><p>aproximadamente o mesmo de uma pessoa não treinada</p><p>saudável, porque o volume sistólico é aumentado</p><p>enquanto a frequência cardíaca é diminuída. (TORTORA,</p><p>14ª ed.)</p><p>Hipertrofia Cardíaca induzida pelo treinamento físico:</p><p>eventos moleculares e celulares que modificam o fenótipo.</p><p>A prática regular de exercícios físicos leva a uma série</p><p>de adaptações fisiológicas no organismo de forma gradual</p><p>que variam conforme as características do treinamento.</p><p>Entre essas adaptações estão às cardiovasculares, dentre</p><p>as quais se destaca a hipertrofia cardíaca (HC), que ocorre</p><p>frente a alterações hemodinâmicas que modificam as</p><p>condições de sobrecarga cardíaca durante as sessões de</p><p>treinamento. (MAGALHÃES et. al, 2008)</p><p>A hipertrofia cardíaca induzida pelo treinamento físico é</p><p>considerada fisiológica e desenvolvida de forma simétrica</p><p>no coração, sendo que as mudanças estruturais são</p><p>dependentes da natureza, duração e intensidade do</p><p>exercício.</p><p>A HC induzida pelo treinamento físico refere-se ao</p><p>aumento de massa muscular em resposta a sobrecarga</p><p>de trabalho nas sessões de exercício (BARBIER et al.,</p><p>2006; CARREÑO et al., 2007).</p><p>Esta hipertrofia é um mecanismo fisiológico</p><p>compensatório, caracterizado principalmente pelo</p><p>aumento do comprimento e diâmetro dos cardiomiócitos,</p><p>desta forma sendo responsável pela manutenção da</p><p>tensão na parede ventricular em níveis fisiológicos</p><p>(COLAN, 1997; URHAUSEN& KINDERMANN, 1999).</p><p>A HC ocorre pela capacidade do músculo cardíaco de</p><p>adaptar-se a sobrecargas hemodinâmicas, que levam às</p><p>alterações na estrutura do miocárdio de duas formas: uma</p><p>causada pela sobrecarga de volume, verificada com o</p><p>treinamento físico aeróbico, como a corrida e a natação,</p><p>chamada de hipertrofia excêntrica e outra causada pela</p><p>sobrecarga de pressão, observada com o treinamento de</p><p>força/isométrico como o levantamento de peso e o judô,</p><p>que é conhecida como hipertrofia concêntrica. (FAGARD,</p><p>1997).</p><p>A HC excêntrica, observada no coração de atletas que</p><p>realizam treinamento aeróbico, ocorre devido à</p><p>sobrecarga de volume, ou seja, aumento da pré-carga</p><p>devido ao aumento do retorno venoso durante as</p><p>sessões de exercício, o que gera um elevado pico de</p><p>tensão diastólica, induzindo ao crescimento dos miócitos.</p><p>Neste, ocorre adição em série dos novos sarcômeros, e</p><p>consequente aumento em seu comprimento pelo</p><p>aumento no número das miofibrilas, para normalizar o</p><p>estresse na parede do miocárdio levando a um aumento</p><p>da cavidade do ventrículo esquerdo (VE). A cavidade</p><p>aumentada gera um elevado pico de tensão sistólica, que</p><p>estimula o crescimento dos miócitos, pela adição de</p><p>novos sarcômeros em paralelo, aumentando também a</p><p>espessura da parede do VE de forma compensatória.</p><p>Como consequência, a relação entre a parede ventricular</p><p>e o raio do VE permanece inalterada.</p><p>A HC concêntrica decorrente do treinamento de força é</p><p>gerada pela sobrecarga pressórica que ocorre no VE, ou</p><p>seja, pelo aumento da pós-carga, que é caracterizado</p><p>pelo elevado pico de tensão sistólica. Como resposta a</p><p>essa sobrecarga hemodinâmica ocorre aumento no</p><p>diâmetro dos miócitos, pela adição de novos sarcômeros</p><p>em paralelo, o que leva a um aumento na espessura da</p><p>parede do VE (COLAN, 1997; GROSSMAN et al., 1975;</p><p>SHAPIRO, 1997). Tanto atletas como animais experimentais</p><p>que realizam exercícios estáticos ou isométricos</p><p>desenvolvem um aumento predominante da espessura</p><p>da parede ventricular esquerda sem alteração no</p><p>tamanho da cavidade do VE. Esta hipertrofia é</p><p>@jumorbeck</p><p>caracterizada pelo aumento da razão entre a espessura</p><p>da parede e do raio do VE (COLAN, 1997; PLUIM et al.,</p><p>2000; BARAUNA et al., 2007a).</p><p>A HC promovida pelo treinamento físico ocorre para</p><p>ajustar à carga de trabalho imposta ao ventrículo para</p><p>manter constante a relação entre a pressão sistólica da</p><p>cavidade e a razão da espessura da parede com o raio</p><p>ventricular. Estas alterações na estrutura e função</p><p>cardíaca são determinadas pela lei de Laplace:</p><p>TP=Pr/h</p><p>Portanto, se o ventrículo é uma esfera, a pressão (P) é</p><p>proporcional à tensão da parede (TP) e a sua espessura</p><p>(h) é inversamente proporcional ao raio da curvatura (r).</p><p>Visando adequação da velocidade e da força de</p><p>contração necessárias ao processo de adaptação a HC,</p><p>ocorrem modificações nas proporções dos diferentes</p><p>tipos de proteínas estruturais dos sarcômeros, como a</p><p>actina e a miosina. A síntese destas novas proteínas</p><p>aumenta principalmente a espessura (treinamento físico</p><p>de força) e o comprimento das miofibrilas (treinamento</p><p>físico aeróbico), aumentando o tamanho dos sarcômeros</p><p>(MORGAN & BAKER, 1991; MORGAN et al., 1987). Esse</p><p>aumento na síntese proteica é dependente da uma</p><p>sinalização extracelular, que desencadeia uma cascata</p><p>bioquímica de sinalização intracelular até chegar ao núcleo</p><p>da célula levando ao aumento da transcrição gênica e da</p><p>síntese proteica. Entretanto, ainda são pouco conhecidos</p><p>os eventos bioquímicos desta sinalização intracelular com</p><p>treinamento físico.</p><p>Os receptores de membrana são ativados por</p><p>seus</p><p>respectivos agonistas. Já as integrinas são proteínas</p><p>sensíveis ao estresse mecânico. Ao serem acionados,</p><p>tanto os receptores quanto as integrinas desencadeiam</p><p>sinais bioquímicos intracelulares, que coordenam o</p><p>crescimento hipertrófico, alterando no núcleo a</p><p>expressão gênica e no citoplasma aumentando a</p><p>velocidade de tradução ribossomal de proteínas, bem</p><p>como diminuindo a degradação de proteínas do citosol.</p><p>Na HC induzida pelo treinamento físico aeróbico, a via mais</p><p>bem conhecida é a do receptor de tirosina quinase, ao</p><p>qual se ligam fatores de crescimento como o fator de</p><p>crescimento de fibroblastos (FGF) e o fator de</p><p>crescimento semelhante a insulina (IGF-1).</p><p>Coração Atleta</p><p>Para Pellicia, os factores hereditários intervêm nas</p><p>alterações cardiovasculares de duas formas: pelo controlo</p><p>genético da resposta ao exercício, e pela predisposição</p><p>genética para suportar um exercício físico mais intenso</p><p>e, consequentemente, atingir um maior rendimento</p><p>durante a competição. A influência genética pode assim</p><p>ajudar a explicar a diferença acentuada na intensidade das</p><p>alterações cardiovasculares e no rendimento de atletas</p><p>com as mesmas características antropométricas e</p><p>submetidos ao mesmo tipo/intensidade de treino (10). Um</p><p>dos exemplos desta possível influência genética é o gene</p><p>da enzima conversora da angiotensina (ECA), ao qual tem</p><p>sido atribuído um papel importante na remodelação</p><p>fisiológica do ventrículo esquerdo. Montgomery et al</p><p>comprovaram que níveis aumentados de ECA têm</p><p>influência no desenvolvimento da hipertrofia miocárdica</p><p>induzida pelo treino.</p><p>Uma das características mais importantes do Coração de</p><p>Atleta é o aumento do tónus parassimpático e a</p><p>diminuição do tónus simpático, que são responsáveis por</p><p>achados frequentes no atleta, tais como a bradicardia de</p><p>repouso, a arritmia sinusal e os atrasos da condução</p><p>aurículo-ventricular</p><p>Um dos achados mais frequentes do exame objectivo do</p><p>atleta é a auscultação de um sopro cardíaco A etiologia</p><p>deste sopro difere com a idade do atleta. Nos atletas</p><p>jovens, geralmente não existem alterações degenerativas</p><p>dos anéis valvulares. Por isso, o sopro resulta quase</p><p>sempre do aumento de velocidade do fluxo sanguíneo</p><p>secundário ao elevado volume sistólico ejectado por um</p><p>coração “hiperfuncionante”. Nos atletas mais velhos (com</p><p>mais de 50 anos de idade), é frequente a existência de</p><p>esclerose da válvula aórtica. Por isso, a auscultação de um</p><p>sopro cardíaco nestes atletas deve suscitar uma avaliação</p><p>mais cuidada, porque pode tratar-se de um processo</p><p>fisiológico (tal como acontece em atletas mais jovens), ou</p><p>ser secundário ao fenómeno de esclerose da válvula</p><p>aórtica.</p><p>Bradicardia sinusal – O débito cardíaco é o produto da</p><p>frequência cardíaca com o volume sistólico. Durante a</p><p>prática desportiva, o débito cardíaco do atleta é superior</p><p>ao do indivíduo não atleta. No entanto, quando em</p><p>repouso estes valores são muito semelhantes em ambos.</p><p>Visto que o volume sistólico está geralmente aumentado</p><p>no atleta, para que o débito cardíaco em repouso seja</p><p>semelhante em ambos os indivíduos, a frequência</p><p>cardíaca do atleta diminui, o que se deve sobretudo às</p><p>alterações do sistema nervoso autónomo Assim, é</p><p>comum a existência de atletas com bradicardia sinusal</p><p>@jumorbeck</p><p>(definida como uma frequência inferior a 60b.p.m), que</p><p>pode alcançar os 25 b.p.m.</p><p>A nível estrutural, a adaptação do sistema cardiovascular</p><p>à prática de exercício físico envolve o aumento da massa</p><p>cardíaca, a dilatação auriculo-ventricular e o aumento de</p><p>espessura da parede miocárdica. Esta remodelagem</p><p>abrange as quatro cavidades cardíacas, surge em cerca</p><p>de 50% dos atletas e é mais acentuada em praticantes</p><p>de exercício isotónico. Visto que se trata de um processo</p><p>fisiológico, as alterações são reversíveis com a</p><p>interrupção da prática desportiva.</p><p>Ventrículo Esquerdo:</p><p>↠ Diâmetro do ventrículo esquerdo no fim da diástole:</p><p>encontra-se aumentado.</p><p>↠ da parede miocárdica: a espessura do septo</p><p>interventricular é maior.</p><p>↠ Massa ventricular: aumentada.</p><p>↠ Forma do ventrículo esquerdo: forma alongada.</p><p>*Devido às limitações da ecocardiografia, as alterações das</p><p>cavidades cardíacas direitas não têm sido tão bem</p><p>avaliadas, o que torna menos claro o seu envolvimento</p><p>no Coração de Atleta.</p><p>Em atletas verifica-se um aumento das dimensões das</p><p>artérias coronárias proximais e uma melhoria da sua</p><p>resposta à nitroglicerina, o que torna a perfusão</p><p>miocárdica mais eficaz</p><p>A resposta do sistema cardiovascular à prática de</p><p>exercício físico é semelhante entre os atletas de ambos</p><p>os sexos, mas as alterações são geralmente mais</p><p>acentuadas em atletas do sexo masculino</p><p>Referências</p><p>FERREIRA, EMANUEL F. E. Coração Atleta. Artigo de</p><p>Revisão. Tese de Mestrado, Universidade de Coimbra,</p><p>2010.</p><p>MAGALHÃES et al. Hipertrofia Cardíaca induzida pelo</p><p>treinamento físico: eventos moleculares e celulares que</p><p>modificam o fenótipo. Revista Mackenzie de Educação</p><p>Física e Esporte., 2008.</p><p>TORTORA. Princípios de Anatomia e Fisiologia. Disponível</p><p>em: Minha Biblioteca, (14th edição). Grupo GEN, 2016.</p><p>GUYTON & HALL. Tratado de Fisiologia Médica, 13ª ed.</p><p>Editora Elsevier Ltda., 2017.</p><p>Silverthorn, Dee U. Fisiologia Humana. Disponível em:</p><p>Minha Biblioteca, (7th edição). Grupo A, [Inserir ano de</p><p>publicação].</p><p>BERNE & LEVY. Fisiologia, 6ª ed. Elsevier Editora, SP, 2009.</p><p>@jumorbeck</p><p>Fecundação</p><p>↠ A fecundação é uma sequência complexa de eventos</p><p>moleculares coordenados que se inicia com o contato</p><p>entre um espermatozoide e um oócito e termina com a</p><p>mistura dos cromossomos maternos e paternos na</p><p>metáfase da primeira divisão mitótica do zigoto; o</p><p>embrião unicelular. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>Clivagem do zigoto</p><p>A clivagem consiste em divisões mitóticas repetidas do</p><p>zigoto, resultando em um aumento rápido do número de</p><p>células (blastômeros). Essas células embrionárias tornam-</p><p>se menores a cada divisão. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>Quando existem 12 a 32 blastômeros, o ser humano em</p><p>desenvolvimento é chamado de mórula. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>Uma cavidade se forma na mórula, convertendo-a em</p><p>blastocisto, que é formado pelo embrioblasto, pela</p><p>cavidade blastocística e pelo trofoblasto. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>Terceira semana do desenvolvimento humano</p><p>GASTRULAÇÃO</p><p>↠ É o processo pelo qual as três camadas germinativas</p><p>são estabelecidas nos embriões. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>➢ Ectoderma embrionário: dá origem à epiderme,</p><p>aos sistemas nervosos central e periférico, aos</p><p>olhos e ouvidos internos, às células da crista</p><p>neural e a muitos tecidos conjuntivos da cabeça.</p><p>➢ Endoderma embrionário: é a fonte dos</p><p>revestimentos epiteliais dos sistemas respiratório</p><p>e digestório, incluindo as glândulas que se abrem</p><p>no trato digestório e as células glandulares de</p><p>órgãos associados ao trato digestório, como o</p><p>fígado e o pâncreas.</p><p>➢ Mesoderma embrionário: dá origem a todos os</p><p>músculos esqueléticos, às células sanguíneas, ao</p><p>revestimento dos vasos sanguíneos, à</p><p>musculatura lisa das vísceras, ao revestimento</p><p>seroso de todas as cavidades do corpo, aos</p><p>ductos e órgãos dos sistemas genitais e</p><p>excretor e à maior parte do sistema</p><p>cardiovascular.</p><p>LINHA PRIMITIVA</p><p>↠ O primeiro sinal morfológico da gastrulação é a</p><p>formação da linha primitiva na superfície do epiblasto do</p><p>disco embrionário bilaminar. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ No começo da terceira semana, uma faixa linear</p><p>espessada do epiblasto aparece caudalmente no plano</p><p>mediano do aspecto dorsal do disco embrionário.</p><p>(MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ A linha primitiva resulta da proliferação e do</p><p>movimento das células do epiblasto para o plano mediano</p><p>do disco embrionário. Tão logo a linha primitiva aparece,</p><p>é possível identificar o eixo craniocaudal, as extremidades</p><p>cranial e caudal, as superfícies dorsal e ventral do embrião.</p><p>(MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ Conforme a linha primitiva se alonga pela adição de</p><p>células à sua extremidade caudal, sua extremidade cranial</p><p>prolifera para formar o nó primitivo. Simultaneamente,</p><p>um</p><p>sulco estreito, o sulco primitivo, se desenvolve na linha</p><p>primitiva. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>@jumorbeck</p><p>↠ Pouco tempo depois do aparecimento da linha</p><p>primitiva, as células migram de sua superfície profunda</p><p>para formar o mesênquima, um tecido conjuntivo que</p><p>forma os tecidos de sustentação do embrião. (MOORE,</p><p>10ª ed.)</p><p>↠ Uma parte do mesênquima forma o mesoblasto</p><p>(mesoderma indiferenciado), que forma o mesoderma</p><p>intraembrionário. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ As células do epiblasto, bem como as do nó primitivo</p><p>e de outras partes da linha primitiva, deslocam o</p><p>hipoblasto, formando o endoderma embrionário no teto</p><p>da vesícula umbilical. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ As células remanescentes do epiblasto formam o</p><p>ectoderma embrionário. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>Desenvolvimento inicial do sistema cardiovascular</p><p>↠ O sistema cardiovascular é o primeiro sistema principal</p><p>a funcionar no embrião. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ No início da terceira semana, a formação dos vasos</p><p>sanguíneos começa no mesoderma extraembrionário da</p><p>vesícula umbilical, do pedículo de conexão e do córion. Os</p><p>vasos sanguíneos embrionários começam a se</p><p>desenvolver aproximadamente 2 dias depois. (MOORE, 10ª</p><p>ed.)</p><p>↠ A formação do sistema vascular embrionário envolve</p><p>dois processos, a vasculogênese e a angiogênese.</p><p>(MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ A vasculogênese é a formação de novos canais</p><p>vasculares pela união de precursores individuais celulares</p><p>(angioblastos). (MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ A angiogênese é a formação de novos vasos pelo</p><p>brotamento e ramificação de vasos preexistentes. A</p><p>formação de vasos sanguíneos no embrião e nas</p><p>membranas extraembrionárias, durante a terceira</p><p>semana, começa quando as células mesenquimais se</p><p>diferenciam em precursores das células endoteliais, ou</p><p>angioblastos (células formadoras de vasos). (MOORE, 10ª</p><p>ed.)</p><p>↠ O coração primitivo e o sistema vascular aparecem no</p><p>meio da terceira semana. Esse desenvolvimento cardíaco</p><p>precoce ocorre porque o rápido crescimento</p><p>embrionário não pode mais satisfazer suas exigências</p><p>nutricionais e de oxigênio somente através da difusão.</p><p>(MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ Células progenitoras cardíacas multipotentes de várias</p><p>fontes, contribuem para a formação do coração.</p><p>(MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ As células progenitoras cardíacas se encontram no</p><p>epiblasto, imediatamente adjacentes à parte cranial da</p><p>linha primitiva. (LANGMAN, 14ª ed.)</p><p>↠ Elas migram através da linha primitiva para a camada</p><p>visceral do mesoderma da placa lateral, onde algumas</p><p>formam um aglomerado celular em formato de ferradura</p><p>chamado de área cardiogênica primária (ACP) ou primeiro</p><p>campo cardíaco (PCC), cranial às pregas neurais. Essas</p><p>células formam partes dos átrios e de todo o ventrículo</p><p>esquerdo. (LANGMAN, 14ª ed.)</p><p>↠ O ventrículo direito e a via de saída (cone arterial e</p><p>tronco arterioso ou arterial) são derivados do segundo</p><p>campo cardíaco (SCC), que também contribui com células</p><p>para a formação dos átrios na extremidade caudal do</p><p>coração. Esse campo secundário de células está localizado</p><p>@jumorbeck</p><p>no mesoderma visceral (esplâncnico) ventral à faringe.</p><p>(LANGMAN, 14ª ed.)</p><p>Desenvolvimento inicial do coração e dos vasos</p><p>sanguíneos</p><p>↠ Por volta do 18° dia, o mesoderma lateral possui</p><p>componentes de somatopleura e esplancnopleura; essa</p><p>última dá origem a quase todos os componentes do</p><p>coração. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ Essas células endocárdicas iniciais se separam do</p><p>mesoderma para criar tubos cardíacos pareados.</p><p>Conforme o dobramento embrionário lateral ocorre, os</p><p>tubos endocárdicos do coração se aproximam e fundem-</p><p>se para formar um único tubo cardíaco (MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ A fusão dos tubos cardíacos começa na extremidade</p><p>cranial do coração em desenvolvimento e se estende</p><p>caudalmente. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ O coração começa a bater com 22 a 23 dias.</p><p>(MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ O fluxo sanguíneo se inicia durante a quarta semana,</p><p>e os batimentos cardíacos podem ser visualizados pela</p><p>ultrassonografia com Doppler. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>Estudos moleculares mostram que mais de 500 genes estão</p><p>envolvidos no desenvolvimento do coração de mamíferos.</p><p>Muitos membros da família de genes T-box representam um</p><p>papel essencial na determinação da linhagem, especificação das</p><p>câmaras cardíacas, desenvolvimento de válvulas e septos, e</p><p>formação do sistema condutor. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>Desenvolvimento de veias associadas ao coração</p><p>embrionário</p><p>↠ Três veias pareadas drenam para o coração primitivo</p><p>do embrião de 4 semanas: (MOORE, 10ª ed.)</p><p>VEIAS VITELINAS</p><p>↠ Retornam o sangue pobre em oxigênio da vesícula</p><p>umbilical.</p><p>↠ A veia vitelina esquerda regride, e a veia vitelina direita</p><p>forma a maior parte do sistema porta hepático, assim</p><p>como uma porção da veia cava inferior (VCI).</p><p>VEIAS UMBILICAIS</p><p>↠ Transportam o sangue bem oxigenado do saco</p><p>coriônico.</p><p>↠ A veia umbilical direita desaparece durante a sétima</p><p>semana, deixando a veia umbilical esquerda como o único</p><p>vaso transportando o sangue bem oxigenado da placenta</p><p>para o embrião.</p><p>↠ Um grande desvio venoso, o ducto venoso, se</p><p>desenvolve dentro do fígado e conecta a veia umbilical</p><p>com a VCI., permitindo que a maioria do sangue da</p><p>placenta passe diretamente para o coração.</p><p>VEIAS CARDINAIS</p><p>↠ Retornam o sangue pobre em oxigênio do corpo do</p><p>embrião para o coração.</p><p>↠ Possui 2 principais sistemas: a veia cardinal anterior</p><p>(drena a porção cranial) e a veia cardinal posterior (drena</p><p>a porção caudal).</p><p>↠ Elas unem-se às veias cardinais comuns, que entram</p><p>no seio venoso;</p><p>↠ As veias cardinais posteriores desenvolvem-se,</p><p>primeiramente, como vasos dos mesonefros (rins</p><p>provisórios), e a maioria desaparece com esses rins</p><p>transitórios. Os únicos derivados adultos dessas veias são</p><p>a raiz da veia ázigo e as veias ilíacas comuns.</p><p>↠ As veias subcardinais formam o tronco da veia renal</p><p>esquerda, as veias suprarrenais, as veias gonadais</p><p>(testicular e ovariana) e um segmento da VCI.</p><p>@jumorbeck</p><p>↠ A VCI é composta de quatro segmentos principais</p><p>➢ Hepático: derivado da veia hepática</p><p>➢ Pré-renal: derivado da veia subcardinal direita.</p><p>➢ Renal: derivado da anastomose subcardinal-</p><p>supracardinal.</p><p>➢ Pós-renal: derivado da veia supracardinal direita.</p><p>Desenvolvimento final do coração</p><p>↠ Miocárdio primitivo: é a camada externa do tubo</p><p>cardíaco embrionário, formada pelo mesoderma</p><p>esplâncnico ao redor da cavidade pericárdica. (MOORE, 10ª</p><p>ed.)</p><p>↠ O coração em desenvolvimento é composto por um</p><p>tubo endotelial fino, separado de um miocárdio espesso</p><p>por uma matriz gelatinosa de tecido conjuntivo, a geleia</p><p>cardíaca. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ O tubo endotelial se torna o revestimento endotelial</p><p>interno do coração, ou endocárdio, e o miocárdio</p><p>primitivo se torna a parede muscular do coração, ou</p><p>miocárdio. O pericárdio visceral, ou epicárdio, é derivado</p><p>de células mesoteliais que surgem da superfície externa</p><p>do seio venoso e se espalham sobre o miocárdio.</p><p>(MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ O coração tubular é composto pelo bulbo cardíaco,</p><p>ventrículo, átrio e seio venoso. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ O crescimento do tubo cardíaco é resultado da adição</p><p>de células, cardiomiócitos, diferenciando-se do</p><p>mesoderma da parede dorsal do pericárdio. (MOORE, 10ª</p><p>ed.)</p><p>Circulação através do coração primitivo</p><p>↠ As contrações iniciais do coração são de origem</p><p>miogênica (com seu início no músculo). (MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ As camadas musculares do trato de fluxo do átrio e</p><p>ventrículo são contínuas, e as contrações ocorrem como</p><p>ondas peristálticas que começam no seio venoso.</p><p>(MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ O sangue entra no seio venoso através das: veias</p><p>cardinais comuns, veias umbilicais e das veias vitelinas.</p><p>(MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ O sangue do seio venoso entra no átrio primitivo; seu</p><p>fluxo é controlado por válvulas sinoatriais (SA). O sangue</p><p>então passa através do canal atrioventricular (AV) para o</p><p>ventrículo primitivo. Quando o ventrículo contrai, o sangue</p><p>é bombeado através do bulbo cardíaco e do tronco</p><p>arterioso para o saco aórtico, do qual é distribuído para as</p><p>artérias</p><p>do arco faríngeo no arco faríngeo. O sangue</p><p>então passa para a aorta dorsal para distribuição ao</p><p>embrião, vesícula umbilical e placenta. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>@jumorbeck</p><p>Formação da alça bulboventricular</p><p>↠ Ainda no final da quarta semana, o coração tem forma</p><p>tubular, e suas cavidades comunicam-se entre si. (GARCIA,</p><p>3ª ed.)</p><p>↠ Na etapa seguinte, esse tubo sofrerá torção e</p><p>septação de suas cavidades. (GARCIA, 3ª ed.)</p><p>↠ O tubo cardíaco cresce, alonga-se e dobra-se para</p><p>acomodar-se dentro da cavidade pericárdica. (GARCIA, 3ª</p><p>ed.)</p><p>Septação do coração primitivo</p><p>DIVISÃO DO CANAL ATRIOVENTRICULAR</p><p>↠ Ao final da quarta semana, se formam os coxins</p><p>endocárdicos AV. Eles se aproximam e fundem-se,</p><p>dividindo o canal AV em canais direito e esquerdo.</p><p>(MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ Os coxins AV transformados contribuem para a</p><p>formação das valvas e do septo membranoso do coração.</p><p>(MOORE, 10ª ed.)</p><p>SEPTAÇÃO DO ÁTRIO PRIMITIVO</p><p>↠ Iniciando ao final da quarta semana, o átrio primitivo é</p><p>dividido em átrio direito e esquerdo pela formação de, e</p><p>subsequente modificação e fusão, dois septos: septum</p><p>primum e septum secundum. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ O septum secundum, uma dobra muscular espessa</p><p>crescente. Conforme esse septo espesso cresce, ele</p><p>forma uma divisão incompleta entre o átrio;</p><p>consequentemente, se forma um forame oval. (MOORE,</p><p>10ª ed.)</p><p>↠ Antes do nascimento, o forame oval permite que a</p><p>maior parte do sangue oxigenado que entra no átrio</p><p>direito a partir da VCI, passe para o átrio esquerdo. Ele</p><p>também previne a passagem de sangue na direção</p><p>oposta, pois o septum primum se fecha contra o septum</p><p>secundum relativamente rígido. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ Após o nascimento, o forame oval se fecha</p><p>funcionalmente, pois a pressão no átrio esquerdo é maior</p><p>que àquela no átrio direito. Com aproximadamente 3</p><p>meses, a valva do forame oval se funde com o septum</p><p>secundum, formando a fossa oval. Como resultado, o</p><p>septo interatrial se torna uma divisão completa entre os</p><p>átrios. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>@jumorbeck</p><p>ALTERAÇÕES NO SEIO VENOSO</p><p>↠ O átrio primitivo dá origem a parte taberculada</p><p>(parede rugosa dos átrios) e a aurícula;</p><p>@jumorbeck</p><p>↠ A incorporação do corno direito do seio venoso dá</p><p>origem a parte lisa do átrio direito; (MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ A incorporação das veias pulmonares dá origem a</p><p>parede lisa do átrio esquerdo. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>SEPTAÇÃO DO VENTRÍCULO PRIMITIVO</p><p>↠ A divisão do ventrículo é indicada por uma crista</p><p>mediana, o septo interventricular muscular. (MOORE, 10ª</p><p>ed.)</p><p>↠ Até a sétima semana, há um forame interventricular.</p><p>Ele geralmente se fecha ao final da sétima semana</p><p>conforme as cristas bulbares se fundem com os coxins</p><p>endocárdios. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>SEPTAÇÃO DO BULBO CARDÍACO E TRONCO ARTERIOSO</p><p>↠ Durante a quinta semana, a proliferação de células</p><p>mesenquimais nas paredes do bulbo cardíaco resulta na</p><p>formação das cristas bulbares. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ As cristas bulbares e troncais sofrem uma rotação e</p><p>180 graus em espiral. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ A orientação espiral das cristas , causada em parte</p><p>pelo fluxo sanguíneo dos ventrículos , resulta na</p><p>formação de um septo aorticopulmonar. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ Esse septo divide o bulbo cardíaco e o tronco</p><p>arterioso em dois canais arteriais, a aorta ascendente e o</p><p>tronco pulmonar. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>@jumorbeck</p><p>↠ Quando a divisão do tronco arterioso está quase</p><p>completa, as valvas semilunares começam a se</p><p>desenvolver. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>*As valvas atrioventriculares se desenvolvem de forma similar a partir</p><p>de proliferações localizadas de tecidos ao redor dos canais AV.</p><p>Circulação fetal e neonatal</p><p>↠ O sistema cardiovascular fetal é designado para servir</p><p>as necessidades pré-natais e permitir modificações ao</p><p>nascimento que estabelecem o padrão circulatório</p><p>neonatal. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ As três estruturas vasculares mais importantes na</p><p>transição da circulação são o ducto venoso, o forame</p><p>oval e o ducto arterioso. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>CIRCULAÇÃO FETAL</p><p>↠ O Sangue altamente oxigenado e rico em nutrientes</p><p>retorna da placenta sob alta pressão para a veia umbilical.</p><p>(MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ Ao aproximar-se do fígado, aproximadamente metade</p><p>do sangue passa diretamente para o ducto venoso. A</p><p>outra metade do sangue na veia umbilical flui para os</p><p>sinusoides do fígado e entra na VCI através das veias</p><p>hepáticas. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ Após um curso pequeno na VCI, o sangue entra no</p><p>átrio direito do coração. Devido à VCI também conter</p><p>sangue pobremente oxigenado a partir dos membros</p><p>inferiores, abdome e pelve, o sangue entrando no átrio</p><p>direito não está tão bem oxigenado quanto o sangue na</p><p>veia umbilical; porém, ele ainda possui um alto teor de</p><p>oxigênio. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ A maioria do sangue da VCI é direcionada pela crista</p><p>dividens (margem inferior do septum secundum) através</p><p>do forame oval para o átrio esquerdo. Aqui ele se mistura</p><p>com uma quantidade relativamente pequena de sangue</p><p>pobremente oxigenado, retornando dos pulmões através</p><p>das veias pulmonares. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ Os pulmões do feto usam o oxigênio do sangue em</p><p>vez de devolvê-lo. Então, a partir do átrio esquerdo, o</p><p>sangue passa para o ventrículo esquerdo e sai através da</p><p>aorta ascendente. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ As artérias do coração, pescoço, cabeça e membros</p><p>superiores recebem sangue bem oxigenado da aorta</p><p>ascendente. O fígado também recebe sangue bem</p><p>oxigenado da veia umbilical. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ Uma pequena quantidade de sangue bem oxigenado</p><p>da VCI no átrio direito, que não entra no forame oval, se</p><p>mistura com o sangue pouco oxigenado da VCS e do</p><p>seio coronário, e passa para o ventrículo direito. Esse</p><p>sangue, que possui um teor médio de oxigênio, sai</p><p>através do tronco pulmonar. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ Aproximadamente 10% desse fluxo sanguíneo vão</p><p>para os pulmões; a maioria do sangue passa através do</p><p>ducto arterioso para a aorta ascendente do feto e retorna</p><p>à placenta através das artérias umbilicais. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ O ducto arterioso protege os pulmões da sobrecarga</p><p>circulatória e permite que o ventrículo direito se fortaleça</p><p>na preparação para o funcionamento em plena</p><p>capacidade no nascimento. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>A parede ventricular direita é mais espessa que a parede ventricular</p><p>esquerda em fetos e neonatos, pois o ventrículo direito trabalha mais</p><p>no útero. Ao final do primeiro mês, a parede ventricular esquerda está</p><p>mais espessa que a parede ventricular direita, pois o ventrículo</p><p>esquerdo está trabalhando mais agora. A parede ventricular direita se</p><p>torna mais fina devido à atrofia associada à carga de trabalho mais leve.</p><p>@jumorbeck</p><p>Fatores que ocasionam a malformação congênita do</p><p>coração</p><p>↠ Os neonatos decorrentes de partos prematuros</p><p>apresentam uma probabilidade duas vezes maior para</p><p>apresentarem anormalidades cardíacas. (GALVÃO, et al.,</p><p>2021)</p><p>↠ Acredita-se que a maioria dos Defeitos Congênitos do</p><p>Coração (DCCs) sejam causados por múltiplos fatores</p><p>genéticos e ambientais (p. ex., herança multifatorial), cada</p><p>um deles com um efeito pequeno. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ Alguns fatores genéticos e ambientais são apontados</p><p>como fatores para o desenvolvimento de cardiopatias</p><p>congênitas, como os de herança materna: mutações,</p><p>diabetes mellitus, alcoolismo, nutrição inadequada, idade</p><p>superior a 40 anos, exposição a raio X e rubéola. Porém,</p><p>as causas exatas ainda não foram comprovadas.</p><p>(GALVÃO, et al., 2021)</p><p>↠ Algumas condições clínicas maternas aumentam os</p><p>riscos para cardiopatias fetais, sendo consideradas fatores</p><p>para indicação de ecocardiografia fetal para ser feito o</p><p>rastreamento. Os fatores que contem risco maior que 2%</p><p>são: diabetes melito materno pré-gestacional, diabetes</p><p>melito materno diagnosticado no primeiro trimestre,</p><p>fenilcetonúria materna, anticorpos materno anti-RO e anti-</p><p>LA, ingestão materna de medicamentos (IECA, ácido</p><p>retinóico, anti-inflamatórios não hormonais no terceiro</p><p>trimestre), rubéola materna no primeiro trimestre,</p><p>infecção</p><p>materna com suspeita de miocardite fetal,</p><p>gestação por reprodução assistida, cardiopatia congênita</p><p>em parentes (mãe, pai ou irmão portador), herança</p><p>mendeliana associada a cardiopatia congênita em parentes</p><p>de primeiro grau ou segundo grau, suspeita de cardiopatia</p><p>congênita pelo ultrassom obstétrico/morfológico, cariótipo</p><p>fetal anormal, ritmo cardíaco fetal irregular, bradicardia ou</p><p>taquicardia, gestação gemelar monocoriônica, hidropisia</p><p>fetal ou derrames. (GALVÃO, et al., 2021)</p><p>↠ Os que correspondem ao risco entre 1 e 2% são:</p><p>ingestão materna de medicações (anticonvulsivantes, lítio,</p><p>vitamina A, cardiopatia congênita em parente de segundo</p><p>grau, anormalidade fetal do cordão umbilical ou da</p><p>placenta, anomalia intra-abdominal fetal. E os riscos que</p><p>são menores que 1% são diabetes melito materno</p><p>gestacional, ingestão materna de medicações (inibidores</p><p>seletivos da recaptação da serotonina – todos exceto</p><p>paroxetina, agonista da vitamina k- varfarina). (GALVÃO,</p><p>et al., 2021)</p><p>↠ Mães com mais de 35 anos, históricos de filhos</p><p>anteriores cardiopatas, mães portadoras de lúpus e</p><p>hipotireoidismo. Gravidez de gêmeos, múltiplos ou</p><p>fertilização in vitro também pode ter influência (SILVA et</p><p>al., 2018 apoud MELO, 2010).</p><p>↠ No presente estudo, observou-se maior incidência de</p><p>gestações com fetos portadores de cardiopatias em</p><p>mulheres com faixa etária entre 20 e 29 anos, destacando</p><p>uma população jovem e que também possuía um alto</p><p>índice de abortamento tardio (entre a 13ª e 22ª semana</p><p>de gestação) em gestações anteriores, além de</p><p>exposições teratogênicas, com destaque para o uso de</p><p>antibióticos. (PINTO et. al., 2018)</p><p>Malformações congênitas</p><p>↠ As cardiopatias congênitas são as más formações na</p><p>estrutura do coração, elas já são existentes desde o</p><p>momento do nascimento. (GALVÃO, et al., 2021)</p><p>↠ São os defeitos congênitos que afetam</p><p>aproximadamente 8 entre 1.000 nascidos vivos. (GALVÃO,</p><p>et al., 2021)</p><p>↠ Segundo a Comissão Nacional de Incorporação de</p><p>Tecnologias do SUS (CONITE), complicações decorrentes</p><p>desse quadro de cardiopatia correspondem a cerca de</p><p>10% dos óbitos infantis. Porém, algumas doenças</p><p>coronarianas congênitas podem ser assintomáticas,</p><p>podendo vir a ser diagnosticadas apenas na vida adulta.</p><p>(GALVÃO, et al., 2021)</p><p>@jumorbeck</p><p>↠ No Brasil, 28.900 crianças nascem com CC por ano</p><p>(1% do total de nascimentos), das quais cerca de 80%</p><p>(23.800) necessitam de cirurgia cardíaca, e metade delas</p><p>precisa ser operada no primeiro ano de vida. (SOARES,</p><p>2018)</p><p>↠ As malformações congênitas representam a segunda</p><p>principal causa de mortalidade em crianças menores de</p><p>um ano de idade. A CC é a mais frequente e com alta</p><p>mortalidade no primeiro ano de vida no Brasil e a terceira</p><p>causa de óbito até os 30 dias de vida. (SOARES, 2018)</p><p>↠ As anomalias cardíacas podem se a presentar</p><p>isoladamente (80 a 85%), fazer parte de síndromes</p><p>cromossômicas. (5 a 10%) ou gênicas (3 a 5%), de</p><p>associações bem estabelecidas ou ocasionais, serem</p><p>determinadas por fatores ambientais, infecciosos ou não.</p><p>(PINTO et. al., 2018)</p><p>↠ Elas podem ser classificadas em cianóticas e acianóticas.</p><p>(GALVÃO, et al., 2021)</p><p>↠ Nas denominadas cianóticas vai acontecer a</p><p>interferência no fluxo sanguíneo através dos pulmões,</p><p>onde vai causar a diminuição de oxigênio na circulação,</p><p>podendo vir a causar uma cianose generalizada. E as</p><p>acianóticas, o sangue que é rico em oxigênio vai ser</p><p>encaminhado para a circulação sistêmica por meio de</p><p>shunting (furos ou passagens), que vão ocorrer do lado</p><p>esquerdo do coração para o lado direito. (GALVÃO, et al.,</p><p>2021)</p><p>COMUNICAÇÃO INTERVENTRICULAR</p><p>↠ Os defeitos do septo ventricular (DSVs) são os tipos</p><p>mais comuns de DCCs, representando cerca de 25% dos</p><p>defeitos cardíacos. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ Os DSVs ocorrem mais frequentemente em homens</p><p>do que em mulheres. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ DSVs podem ocorrer em qualquer parte do septo</p><p>interventricular, porém o DSV membranoso é o tipo mais</p><p>comum. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ Frequentemente, durante o primeiro ano, 30% a 50%</p><p>dos DSVs pequenos se resolvem espontaneamente.</p><p>(MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ Caracteriza-se pela abertura da parede que separa o</p><p>ventrículo esquerdo do ventrículo direito. (GALVÃO, et</p><p>al., 2021)</p><p>↠ O fechamento incompleto do forame interventricular</p><p>resulta da falha no desenvolvimento da parte</p><p>membranosa do septo interventricular. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ DSV muscular é um tipo menos comum de defeito e</p><p>pode aparecer em qualquer local na porção muscular do</p><p>septo interventricular. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ A ausência do septo interventricular (ventrículo único</p><p>ou ventrículo comum), resultando da falha na formação</p><p>do septo interventricular, é extremamente rara e resulta</p><p>em um coração com três câmaras. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>COMUNICAÇÃO INTERATRIAL</p><p>↠ Mais comum em mulheres. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ A forma mais comum de Defeitos do Septo Atrial</p><p>(DSA) é o forame oval patente. Um forame oval patente</p><p>à sonda está presente em mais de 25% das pessoas..</p><p>(MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ É denominada como o defeito congênito de</p><p>fechamento do septo interatrial, que divide o coração</p><p>entre os lados direito e esquerdo, equivale a 35% de</p><p>todos os defeitos. (GALVÃO, et al., 2021)</p><p>@jumorbeck</p><p>ESTENOSE AÓRTICA</p><p>↠Na estenose da valva aórtica, as margens da valva</p><p>geralmente estão fusionadas para formar uma cúpula</p><p>com uma abertura estreita. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ Esse defeito pode ser congênito ou se desenvolver</p><p>após o nascimento. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ A estenose valvar causa uma sobrecarga de trabalho</p><p>para o coração e resulta na hipertrofia do ventrículo</p><p>esquerdo e sons cardíacos anormais (sopros cardíacos).</p><p>(MOORE, 10ª ed.)</p><p>ESTENOSE PULMONAR</p><p>↠ A estenose pulmonar é quando há um estreitamento</p><p>da válvula pulmonar fazendo com que haja uma</p><p>obstrução do sangue na passagem do fluxo sanguíneo</p><p>do ventrículo direito para a artéria pulmonar. (GALVÃO,</p><p>et al., 2021)</p><p>TETRALOGIA DE FALLOT</p><p>↠ É caracterizada por um conjunto de alterações no</p><p>coração, nos quais foram descritas por Étienne Louis</p><p>Arthut Fallot no ano de 1888, e as alterações anatômicas</p><p>são: comunicação interventricular, estenose da artéria</p><p>pulmonar, dextroposição da artéria aorta e hipertrofia do</p><p>ventrículo direito, ocorre em cada 3 de 10.000 nascidos</p><p>vivos. (GALVÃO, et al., 2021)</p><p>↠ A tetralogia de Fallot é um grupo clássico de quatro</p><p>defeitos cardíacos consistindo de: (MOORE, 10ª ed.)</p><p>➢ Estenose da artéria pulmonar (obstrução do</p><p>fluxo de saída ventricular direito).</p><p>➢ Defeito do septo ventricular.</p><p>➢ Dextraposição da aorta (substituição ou</p><p>sobreposição da aorta).</p><p>➢ Hipertrofia ventricular direita.</p><p>↠ Nesses defeitos, o tronco pulmonar geralmente é</p><p>pequeno e pode haver vários graus de estenose da</p><p>artéria pulmonar. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ A cianose (oxigenação deficiente do sangue) é um</p><p>sinal óbvio da tetralogia, porém, não é comum estar</p><p>presente no nascimento. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ A tetralogia resulta quando a divisão do tronco</p><p>arterioso é desigual e o tronco pulmonar é estenosado.</p><p>(MOORE, 10ª ed.)</p><p>↠ A atresia pulmonar com DSV é uma forma extrema</p><p>de tetralogia de Fallot; toda saída do ventrículo direito</p><p>ocorre através da aorta. (MOORE, 10ª ed.)</p><p>A relação da cardiopatia congênita em crianças de 0 a 1</p><p>ano portadoras de síndrome de down (trissomia 21)</p><p>De acordo com o estudo de Leite, Miziara e Veloso</p><p>(2009), apresentou-se alta prevalência de cardiopatias</p><p>como componentes de síndromes, em especial as</p><p>trissomias.</p><p>A síndrome de Down foi a mais comum, acometendo,</p><p>principalmente, meninas, sendo as malformações mais</p><p>comuns: comunicação interatrial (CIA), comunicação</p><p>interventricular (CIV), persistência do canal arterial (PCA).</p><p>@jumorbeck</p><p>Referências</p><p>GALVÃO, MARIELY R. C.; MENDES, ALICE L. R.; MELO,</p><p>SUELY M. Fatores para o desenvolvimento de doenças</p><p>cardíacas em bebês prematuros., 2021.</p><p>SOARES, ANDRESSA M. Mortalidade para Cardiopatias</p><p>congênitas e fatores de risco associados em recém-</p><p>nascidos. Um estudo de coorte,</p><p>2018.</p><p>PINTO, CAMILA P. P; WESTPHAL, FLÁVIA, ABRAHÃO,</p><p>ANELISE R. Fatores de riscos materno associados à</p><p>cardiopatia congênita, 2018.</p><p>SILVA et. al. Óbitos por anomalias congênitas do coração</p><p>e circulatório no Estado do Pará nos anos de 2007 a 2017:</p><p>Revisão Sistemática da Literatura, 2018</p><p>CRIZOSTOMO, et al. A relação da cardiopatia congênita</p><p>em crianças de 0 a 1 ano portadoras de síndrome de</p><p>down (trissomia 21), 2019</p><p>GARCIA, S. M. L. DE; FERNÁNDEZ, C. G. Sistema</p><p>cardiovascular. In: GARCIA, S. M. L. DE; FERNÁNDEZ, C. G.</p><p>Embriologia. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2012. cap. 35.</p><p>MOORE. Embriologia Clínica, 10ª ed.. Elsevier, RJ, 2016.</p><p>LANGMAN. Embriologia Médica, 14ª ed. Guanabara</p><p>Koogan, SP</p><p>@jumorbeck</p><p>1</p><p>Esqueleto fibroso do coração</p><p>↠ Além do tecido muscular cardíaco, a parede do</p><p>coração também contém tecido conjuntivo denso que</p><p>forma o esqueleto fibroso do coração. (TORTORA, 14ª</p><p>ed.)</p><p>↠ O esqueleto fibroso é constituído por quatro anéis de</p><p>tecido conjuntivo denso que circundam as valvas</p><p>cardíacas, unidos um ao outro, e que se fundem ao septo</p><p>interventricular. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Além de formar uma base estrutural para as valvas</p><p>cardíacas, o esqueleto fibroso evita o estiramento</p><p>excessivo das valvas enquanto o sangue passa por elas.</p><p>Também serve como um ponto de inserção para os</p><p>feixes de fibras musculares cardíacas e atua como um</p><p>isolante elétrico entre os átrios e ventrículos. (TORTORA,</p><p>14ª ed.)</p><p>Valvas cardíacas</p><p>↠ As cúspides das válvulas cardíacas consistem em</p><p>folhetos finos de tecido fibroso flexível, resistente e</p><p>revestido por endotélio, que estão firmemente aderidos</p><p>à base dos anéis fibrosos das válvulas. O movimento das</p><p>cúspides valvares é essencialmente passivo, e a</p><p>orientação das válvulas cardíacas é responsável pelo fluxo</p><p>unidirecional do sangue pelo coração. (BERNY & LEVY)</p><p>↠ As valvas se abrem e fecham em resposta às</p><p>mudanças de pressão conforme o coração se contrai e</p><p>relaxa. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>VÁLVULAS ATRIOVENTRICULARES</p><p>↠ A válvula tricúspide, localizada entre o átrio direito e o</p><p>ventrículo direito, é formada por três cúspides. (BERNE &</p><p>LEVY, 6ª ed.)</p><p>↠ A válvula mitral, encontrada entre o átrio esquerdo e</p><p>o ventrículo esquerdo, tem duas cúspides. (BERNE &</p><p>LEVY, 6ª ed.)</p><p>↠ A área total das cúspides de cada válvula AV é</p><p>aproximadamente o dobro do respectivo orifício AV, e</p><p>assim ocorre sobreposição considerável dos folhetos</p><p>quando as válvulas se encontram na posição fechada.</p><p>(BERNE & LEVY, 6ª ed.)</p><p>↠ Conectados às terminações livres das válvulas existem</p><p>ligamentos finos e resistentes (cordas tendíneas) que se</p><p>originam dos músculos papilares do ventrículo respectivo.</p><p>Esses ligamentos impedem a eversão das válvulas</p><p>durante a sístole ventricular. No coração normal, os</p><p>folhetos valvulares permanecem relativamente juntos</p><p>durante o enchimento ventricular. (BERNE & LEVY, 6ª ed.)</p><p>↠ As cordas tendíneas fixam-se às margens livres e às</p><p>superfícies ventriculares das válvulas anterior, posterior e</p><p>septal, de forma semelhante à fixação das cordas em um</p><p>@jumorbeck</p><p>2</p><p>paraquedas. As cordas tendíneas originam-se dos ápices</p><p>dos músculos papilares, que são projeções musculares</p><p>cônicas com bases fixadas à parede ventricular. (MOORE,</p><p>7ª ed.)</p><p>↠ Três músculos papilares no ventrículo direito</p><p>correspondem às válvulas da valva atrioventricular direita:</p><p>(MOORE, 7ª ed.)</p><p>➢ O músculo papilar anterior, o maior e mais</p><p>proeminente dos três, origina-se da parede</p><p>anterior do ventrículo direito; suas cordas</p><p>tendíneas se fixam nas válvulas anterior e</p><p>posterior da valva atrioventricular direita</p><p>➢ O músculo papilar posterior, menor do que o</p><p>músculo anterior, pode ter várias partes; origina-</p><p>se da parede inferior do ventrículo direito, e suas</p><p>cordas tendíneas se fixam nas válvulas posterior</p><p>e septal da valva atrioventricular direita</p><p>➢ O músculo papilar septal origina-se do septo</p><p>interventricular, e suas cordas tendíneas se</p><p>fixam às válvulas anterior e septal da valva</p><p>atrioventricular direita.</p><p>FUNÇÃO DOS MÚSCULOS PAPILARES:</p><p>↠ Os músculos papilares contraem-se ao mesmo tempo</p><p>que as paredes dos ventrículos, mas ao contrário do que</p><p>seria esperado não ajudam as valvas a se fechar.</p><p>(GUTYON & hall, 13ª ed.)</p><p>↠ Eles puxam as extremidades das valvas em direção</p><p>aos ventrículos para evitar que as valvas sejam muito</p><p>abauladas para trás, em direção aos átrios, durante a</p><p>contração ventricular. (GUTYON & hall, 13ª ed.)</p><p>↠ Se a corda tendínea se romper, ou um dos músculos</p><p>papilares ficar paralisado, a valva se abaúla muito para trás</p><p>durante a sístole, às vezes tanto que permite grave</p><p>refluxo. (GUTYON & hall, 13ª ed.)</p><p>VÁLVULAS SEMILUNARES</p><p>↠ As válvulas pulmonar e aórtica estão localizadas entre</p><p>o ventrículo direito e a artéria pulmonar e entre o</p><p>ventrículo esquerdo e a aorta, respectivamente. (BERNE</p><p>& LEVY, 6ª ed.)</p><p>↠ Essas válvulas consistem em três cúspides em forma</p><p>de taça, conectadas aos anéis valvulares. (BERNE & LEVY,</p><p>6ª ed.)</p><p>↠ São constituídas por tecido fibroso especialmente</p><p>forte, mas ainda assim muito flexível para suportar o</p><p>estresse físico adicional. (GUTYON & hall, 13ª ed.)</p><p>↠ As altas pressões nas artérias, ao final da sístole, fazem</p><p>com que as valvas sejam impelidas, de modo repentino,</p><p>de volta à posição fechada. (GUTYON & hall, 13ª ed.)</p><p>↠ Por terem aberturas menores, a velocidade da ejeção</p><p>do sangue através das valvas aórtica e pulmonar é muito</p><p>maior que pelas valvas A-V, bem maiores. (GUTYON &</p><p>hall, 13ª ed.)</p><p>OBS.: Por causa da abertura e do fluxo rápidos, as extremidades</p><p>das valvas semilunares estão sujeitas a abrasões mecânicas</p><p>muito maiores do que as valvas A-V. (GUTYON & hall, 13ª ed.)</p><p>↠ A margem de cada válvula é mais espessa na região</p><p>de contato, formando a lúnula; o ápice da margem livre</p><p>angulada é ainda mais espesso, formando o nódulo.</p><p>(MOORE, 7ª ed.)</p><p>↠ Imediatamente superior a cada válvula semilunar, as</p><p>paredes das origens do tronco pulmonar e da aorta são</p><p>ligeiramente dilatadas, formando um seio. (MOORE, 7ª ed.)</p><p>↠ Os seios da aorta e do tronco pulmonar são os</p><p>espaços na origem do tronco pulmonar e da parte</p><p>@jumorbeck</p><p>3</p><p>ascendente da aorta entre a parede dilatada do vaso e</p><p>cada válvula semilunar. (MOORE, 7º ed.)</p><p>↠ O sangue presente nos seios e a dilatação da parede</p><p>impedem a adesão das válvulas à parede do vaso, o que</p><p>poderia impedir o fechamento. (MOORE, 7º ed.)</p><p>↠ A abertura da artéria coronária direita é no seio da</p><p>aorta direito, a abertura da artéria coronária esquerda é</p><p>no seio da aorta esquerdo, e nenhuma artéria origina-se</p><p>do seio da aorta posterior (não coronário). (MOORE, 7º</p><p>ed.)</p><p>Bulhas cardíacas</p><p>↠ O som dos batimentos cardíacos é decorrente</p><p>principalmente da turbulência do sangue causada pelo</p><p>fechamento das valvas cardíacas. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Durante cada ciclo cardíaco, existem quatro bulhas</p><p>cardíacas, mas em um coração normal apenas a primeira</p><p>e a segunda bulhas cardíacas (B1 e B2) são auscultadas</p><p>com um estetoscópio. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>PRIMEIRA BULHA CARDÍACA</p><p>↠ Associada ao fechamento das valvas AV; (GUYTON &</p><p>HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ A primeira bulha (B1), a qual pode ser descrita como</p><p>um som de tum, é mais forte e um pouco mais longa do</p><p>que a segunda bulha.. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ É o mais alto e longo dos sons, tendo qualidade</p><p>crescendo-decrescendo e sendo mais bem ouvido sobre</p><p>a região apical do coração. (BERNE & LEVY, 6ª ed.)</p><p>↠ A causa desses sons é a vibração das valvas retesadas</p><p>imediatamente após o fechamento, junto com a vibração</p><p>das paredes adjacentes do coração e dos grandes vasos</p><p>em torno do coração. (GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ Ocorre durante a sístole ventricular. (GUYTON &</p><p>HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ Duração de cerca de 0,14 segundos. (GUYTON &</p><p>HALL, 13ª ed.)</p><p>SEGUNDA BULHA CARDÍACA</p><p>↠ Associada ao fechamento abrupto das valvas</p><p>semilunares no final da sístole ventricular. (GUYTON &</p><p>HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ A segunda bulha (B2), que é mais breve e não tão</p><p>forte quanto</p><p>a primeira, pode ser descrita como um som</p><p>de tá. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ É composta por vibrações de frequência mais alta</p><p>(mais aguda) e é de duração mais curta e de menor</p><p>intensidade</p><p>que a primeira bulha cardíaca. (BERNE & LEVY, 6ª ed.)</p><p>↠ A razão da segunda bulha ser mais breve é que as</p><p>valvas semilunares estão mais retesadas que as valvas AV,</p><p>de modo que vibram por período de tempo mais curto</p><p>que as valvas AV. (GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ O som da válvula aórtica é geralmente mais alto que</p><p>o da pulmonar, mas nos casos de hipertensão pulmonar</p><p>ocorre o inverso. (BERNE & LEVY, 6ª ed.)</p><p>↠ A natureza do segundo som cardíaco muda com a</p><p>respiração. Durante a expiração apenas um som cardíaco</p><p>é ouvido, que é um reflexo do fechamento simultâneo</p><p>das válvulas pulmonar e aórtica. Entretanto, durante a</p><p>inspiração o fechamento simultâneo da válvula pulmonar</p><p>é atrasado, resultado do aumento do fluxo sanguíneo via</p><p>aumento do retorno venoso induzido pela inspiração. Esse</p><p>evento é conhecido como DESDOBRAMENTO</p><p>FISIOLÓGICO, que é a divisão do som cardíaco. ((BERNE</p><p>& LEVY, 6ª ed.)</p><p>OBS: A segunda bulha cardíaca tem frequência maior que a</p><p>primeira bulha. Isso ocorre devido: o retesamento das valvas</p><p>semilunares ser maior; o maior coeficiente elástico das paredes</p><p>arteriais retesadas que constituem as principais câmaras</p><p>vibratórias para a segunda bulha.</p><p>TERCEIRA BULHA CARDÍACA</p><p>↠ É decorrente da turbulência do sangue durante o</p><p>enchimento ventricular rápido. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ A frequência desse som é, em geral, tão baixa que</p><p>não se pode ouvir; contudo, ele pode, muitas vezes, ser</p><p>registrado no fonocardiograma. (GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ Algumas vezes pode ser ouvida em crianças cujas</p><p>paredes torácicas são finas ou em pacientes com</p><p>insuficiência ventricular esquerda. (BERNE & LEVY, 6ª ed.)</p><p>@jumorbeck</p><p>4</p><p>QUARTA BULHA CARDÍACA</p><p>↠ Ocasionada pela turbulência do sangue durante a</p><p>sístole atrial. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Esse som ocorre quando os átrios se contraem e,</p><p>presumivelmente, é causado pelo influxo de sangue nos</p><p>ventrículos que desencadeiam vibrações similares às da</p><p>terceira bulha cardíaca. (GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ Pode ser registrada no fonocardiograma, porém ela</p><p>quase nunca pode ser auscultada devido às suas</p><p>amplitudes e às frequências muito baixas. (GUYTON &</p><p>HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ Em pessoas que obtêm benefícios da contração atrial</p><p>para o enchimento ventricular, devido a uma diminuição</p><p>da complacência da parede ventricular e a um aumento</p><p>da resistência ao seu enchimento, é comum uma quarta</p><p>bulha cardíaca. Por exemplo, muitas vezes é ouvida uma</p><p>quarta bulha cardíaca em pacientes idosos com hipertrofia</p><p>ventricular esquerda. (GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>Ausculta das bulhas cardíacas normais</p><p>↠ As áreas para ausculta das diferentes bulhas cardíacas</p><p>não se situam diretamente sobre as próprias valvas.</p><p>(GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ A área aórtica se localiza acima, ao longo da aorta,</p><p>devido à transmissão do som pela aorta, e a área</p><p>pulmonar se situa também acima, ao longo da artéria</p><p>pulmonar. (GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ A área tricúspide se localiza sobre o ventrículo direito,</p><p>e a área mitral, sobre o ápice do ventrículo esquerdo,</p><p>que é a porção cardíaca mais próxima da superfície do</p><p>tórax. (GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>Lesões valvulares</p><p>LESÕES VALVULARES REUMÁTICAS</p><p>↠ O maior número de lesões valvulares resulta da febre</p><p>reumática. (GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ A febre reumática é doença autoimune onde as valvas</p><p>cardíacas têm probabilidade de ser lesadas ou destruídas.</p><p>A doença geralmente é provocada pela toxina</p><p>estreptocócica. (GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>Infecção estreptocócica (estreptococos hemolíticos do</p><p>grupo A) -> Faringite (dor de garganta), escarlatina ou</p><p>infecção do ouvido médio -> Liberam várias proteínas</p><p>diferentes, o corpo logo produz anticorpos -> Os</p><p>anticorpos reagem com tecidos proteicos do corpo -></p><p>Grave lesão imunológica (Continua a ocorrer enquanto os</p><p>anticorpos persistirem no sangue). (GUYTON & HALL, 13ª</p><p>ed.)</p><p>↠ A febre reumática produz lesões especialmente em</p><p>certas áreas suscetíveis como as valvas cardíacas. O grau</p><p>de lesão valvar cardíaca está diretamente correlacionado</p><p>à concentração e à persistência dos anticorpos. (GUYTON</p><p>& HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ Em pessoas com febre reumática, grandes lesões</p><p>hemorrágicas, fibrinosas e bolhosas crescem ao longo das</p><p>cordas inflamadas das valvas cardíacas. (GUYTON & HALL,</p><p>13ª ed.)</p><p>↠ A valva mitral recebe mais trauma durante a ação</p><p>valvular, logo, ela é a primeira a ser mais seriamente</p><p>lesada, e a valva aórtica é a segunda a ser lesada com</p><p>mais frequência. (GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ As valvas cardíacas direitas, isto é, as valvas tricúspide</p><p>e pulmonar são afetadas, em geral, de forma muito</p><p>menos grave, devido, provavelmente, aos estresses de</p><p>baixa pressão que atuam sobre essas valvas por serem</p><p>leves. (GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>CICATRIZAÇÃO DAS VALVAS</p><p>↠ Em semanas, meses ou anos, as lesões se</p><p>transformam em tecido cicatricial, fundindo,</p><p>permanentemente, partes dos folhetos valvares</p><p>adjacentes. (GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ As bordas livres dos folhetos, que em condições</p><p>normais são delgadas e livres para se mover, passam a</p><p>ser, muitas vezes, massas sólidas e fibróticas. (GUYTON &</p><p>HALL, 13ª ed.)</p><p>@jumorbeck</p><p>5</p><p>↠ A valva onde os folhetos aderem uns aos outros, de</p><p>forma tão extensa que o sangue não consegue fluir</p><p>normalmente através dela, é dita estar estenosada.</p><p>(GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ Quando as margens valvares estão muito destruídas</p><p>pelo tecido cicatricial, impedindo seu fechamento</p><p>enquanto os ventrículos se contraem, ocorre</p><p>regurgitação (refluxo) do sangue quando a valva deveria</p><p>estar fechada. (GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>OUTRAS CAUSAS DE LESÕES VALVARES: estenose, falta de um</p><p>ou mais folhetos, como um defeito congênito. (GUYTON</p><p>& HALL, 13ª ed.)</p><p>Sopros cardíacos</p><p>↠ Muitas bulhas cardíacas anormais, conhecidas como</p><p>“sopros cardíacos”, ocorrem quando existem</p><p>anormalidades das valvas. (GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ Geralmente, os sopros são causados pelo fluxo</p><p>sanguíneo turbulento que pode resultar no estreitamento</p><p>ou vazamento das válvulas cardíacas ou devido a</p><p>passagens anormais de sangue no coração. De acordo</p><p>com a situação fisiológica que leva ao sopro diferentes</p><p>sons são gerados. (OLIVEIRA, 2020)</p><p>↠ Ele pode ser funcional ou fisiológico (sopro inocente),</p><p>ou patológico em decorrência de defeitos no coração.</p><p>(FURLAN et al., 2021)</p><p>↠ Consegue-se distinguir os sopros cardíacos devido à</p><p>sua maior duração. Em idade pediátrica podem-se delinear</p><p>três tipos de sopros: (OLIVEIRA, 2020)</p><p>➢ Sopro inocente: Geralmente, acontece num</p><p>coração bem estruturado e funcional;</p><p>➢ Sopro funcional ou fisiológico: Apesar de não</p><p>apresentar anomalia cardiovascular, encontra-se</p><p>uma modificação hemodinâmica que pode</p><p>alterar o fluxo normal do sangue;</p><p>➢ Sopro patológico ou orgânico: Quando anomalias</p><p>funcionais e estruturais estão presentes no</p><p>sistema cardiovascular.</p><p>↠ Os sopros cardíacos em crianças são extremamente</p><p>comuns e, geralmente, não representam um problema</p><p>de saúde. São mais frequentemente detectados em</p><p>crianças entre os 2 e 4 anos de idade. Estes tipos de</p><p>sopros cardíacos são chamados de sopros cardíacos</p><p>inocentes ou funcionais; muitas vezes, diminuem ou</p><p>desaparecem com o crescimento. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Embora alguns sopros cardíacos em adultos sejam</p><p>inocentes, com frequência um sopro no adulto indica um</p><p>distúrbio valvar. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Um sopro cardiovascular deve ser caracterizado de</p><p>acordo com: (PAZIN-FILHO; SCHMIDT; MACIEL, 2004)</p><p>➢ SITUAÇÃO NO CICLO CARDÍACO:</p><p>Sistólicos: começam com a primeira bulha, ou logo depois</p><p>dela, e terminam com a segunda bulha, ou seja, ocorre</p><p>entre a primeira e a segunda bulha. Pode ser subdividido</p><p>em:</p><p>• Protossistólico: ocorre na porção inicial da sístole.</p><p>• Mesossistólico: ocorre no meio da sístole.</p><p>• Telessistólico: ocorre no final da sístole.</p><p>• Holossistólico:</p><p>ao longo de toda a sístole.</p><p>Diastólicos: ocorre logo depois da segunda bulha. Podem</p><p>ser subdivididos em:</p><p>• Protodiastólico: ocorre na porção inicial da</p><p>diástole.</p><p>• Mesodiastólico: ocorre no meio da diástole.</p><p>• Telediastólico: ocorre no final da diástole.</p><p>• Holodiastólico: ao longo de toda diástole.</p><p>Contínuos: começam na sístole e continuam sem</p><p>interrupção através de B2, até toda a diástole ou parte</p><p>dela.</p><p>➢ INTENSIDADE:</p><p>• Grau I é tão fraco que só pode ser ouvido com</p><p>grande esforço.</p><p>• Grau II ainda é um sopro fraco, mas que pode</p><p>ser detectado prontamente.</p><p>• Grau III é um sopro proeminente, mas sem</p><p>grande intensidade.</p><p>• Grau IV é um sopro alto e comumente</p><p>acompanhado de frêmito à palpação.</p><p>• Grau V, é um sopro alto e audível mesmo com</p><p>o estetoscópio parcialmente em contato com a</p><p>parede torácica (com o estetoscópio à 45o).</p><p>• Grau VI é de tão alta intensidade que pode ser</p><p>auscultado mesmo com o estetoscópio sem</p><p>estar em contato com a parede torácica.</p><p>↠ É interessante ressaltar que dos graus IV a VI o sopro</p><p>se acompanha de frêmito.</p><p>➢ CONFIGURAÇÃO (FORMA):</p><p>@jumorbeck</p><p>6</p><p>• Crescendo: necessariamente aumenta</p><p>progressivamente de intensidade.</p><p>• Decrescendo: diminui progressivamente de</p><p>intensidade.</p><p>• Crescendo-decrescendo: aumenta até atingir</p><p>um pico máximo e depois declina.</p><p>• Plateau: tem uma intensidade relativamente</p><p>constante durante todo seu curso.</p><p>• Variável: tem intensidade variável.</p><p>CAUSAS DO SOPRO</p><p>Os defeitos das valvas cardíacas são comuns e têm uma</p><p>série de causas, variando de anomalias congênitas e</p><p>genéticas até um suprimento inadequado para as valvas,</p><p>devido a um ataque cardíaco, e uma infecção bacteriana</p><p>do endocárdio. (MARIEB, 2014)</p><p>SOPRO SISTÓLICO DA ESTENOSE AÓRTICA</p><p>↠ Em pessoas com estenose aórtica, o sangue é ejetado</p><p>do ventrículo esquerdo através de apenas uma pequena</p><p>abertura fibrosa da valva aórtica. (GUYTON & HALL, 13ª</p><p>ed.)</p><p>↠ Devido a elevada pressão no VE, surge um efeito de</p><p>esguicho durante a sístole, com o sangue jorrando com</p><p>velocidade enorme pela pequena abertura da valva.</p><p>(GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ Esse fenômeno provoca grande turbulência do sangue</p><p>na raiz da aorta. O sangue turbulento, colidindo contra as</p><p>paredes da aorta, provoca intensa vibração, e o sopro de</p><p>grande amplitude ocorre durante a sístole e é transmitido</p><p>para toda a aorta torácica superior e mesmo para as</p><p>grandes artérias do pescoço. (GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ Esse som é áspero e, em pessoas com estenose</p><p>grave, pode ser tão alto a ponto de ser ouvido a vários</p><p>centímetros de distância do paciente. (GUYTON & HALL,</p><p>13ª ed.)</p><p>↠ As vibrações sonoras podem, muitas vezes, ser</p><p>sentidas com a mão na parte superior do tórax e na parte</p><p>inferior do pescoço, fenômeno referido como “frêmito”.</p><p>(GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>SOPRO DIASTÓLICO DA REGURGITAÇÃO AÓRTICA</p><p>↠ Durante a diástole o sangue reflui da aorta sob alta</p><p>pressão para o ventrículo esquerdo, produzindo sopro</p><p>“semelhante ao vento”, com tom relativamente agudo de</p><p>natureza. (GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ Sibilante, ouvido maximamente sobre o ventrículo</p><p>esquerdo. (GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ Esse sopro resulta da turbulência do sangue, jorrando</p><p>de modo retrógrado para o sangue presente no</p><p>ventrículo esquerdo diastólico, sob baixa pressão.</p><p>(GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>SOPRO SISTÓLICO DA REGURGITAÇÃO MITRAL</p><p>↠ O sangue reflui pela valva mitral para o átrio esquerdo</p><p>durante a sístole. (GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ Esse fluxo retrógrado também produz um som</p><p>sibilante “semelhante ao vento”, similar ao da regurgitação</p><p>aórtica, mas que ocorre durante a sístole, em vez de na</p><p>diástole. (GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ Ele é transmitido com mais intensidade para o átrio</p><p>esquerdo. Todavia, o átrio esquerdo fica situado tão</p><p>profundamente no tórax que é difícil escutar esse som</p><p>de modo direto sobre o átrio. (GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ O som é transmitido para a parede torácica,</p><p>principalmente pelo ventrículo esquerdo até o ápice do</p><p>coração. (GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>SOPRO DIASTÓLICO DA ESTENOSE MITRAL</p><p>↠ O sangue passa com dificuldade do átrio esquerdo</p><p>para o ventrículo esquerdo através da valva mitral</p><p>estenosada. (GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ Como a pressão no átrio esquerdo raramente se</p><p>eleva acima de 30 mmHg, não se desenvolve grande</p><p>diferencial de pressão que force o sangue do átrio</p><p>esquerdo para o ventrículo esquerdo. (GUYTON & HALL,</p><p>13ª ed.)</p><p>↠ Os sons anormais, ouvidos na estenose mitral, são, em</p><p>geral, fracos e de frequência muito baixa, está abaixo da</p><p>extremidade de baixa frequência da audição humana.</p><p>(GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ Durante a parte inicial da diástole, o ventrículo</p><p>esquerdo com valva mitral estenosada contém muito</p><p>pouco sangue em seu interior e suas paredes estão tão</p><p>frouxas que o sangue não reverbera de um lado para</p><p>outro, entre as paredes do ventrículo. Dessa maneira,</p><p>após seu enchimento parcial, o ventrículo é distendido em</p><p>grau suficiente para que o sangue reverbere com</p><p>aparecimento de sopro baixo e surdo. (GUYTON & HALL,</p><p>13ª ed.)</p><p>@jumorbeck</p><p>7</p><p>Dinâmica circulatória anormal das valvulopatias</p><p>DINÂMICA DA CIRCULAÇÃO NA ESTENOSE AÓRTICA E NA</p><p>REGURGITAÇÃO AÓRTICA</p><p>↠ Na estenose aórtica, o ventrículo esquerdo em</p><p>contração falha em se esvaziar de modo adequado,</p><p>enquanto na regurgitação aórtica, o sangue flui,</p><p>retrogradamente, para o ventrículo, vindo da aorta após</p><p>o ventrículo já ter bombeado o sangue para a aorta.</p><p>(GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>➢ HIPERTROFIA DO VENTRÍCULO ESQUERDO</p><p>↠ Tanto na estenose aórtica quanto na regurgitação</p><p>aórtica, a musculatura ventricular esquerda se hipertrofia,</p><p>devido ao aumento da carga do trabalho ventricular.</p><p>(GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ Na regurgitação, a câmara ventricular esquerda</p><p>também aumenta para conter todo o sangue regurgitado</p><p>da aorta. (GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ Na estenose, o músculo hipertrofiado permite que o</p><p>ventrículo esquerdo desenvolva pressão intraventricular</p><p>de até 400 mmHg no pico sistólico. (GUYTON & HALL,</p><p>13ª ed.)</p><p>➢ AUMENTO DO VOLUME SANGUÍNEO</p><p>↠ Ajuda a compensar a diminuição do bombeamento</p><p>efetivo pelo ventrículo esquerdo. (GUYTON & HALL, 13ª</p><p>ed.)</p><p>↠ Esse volume aumentado é o resultado de (1) leve</p><p>diminuição inicial na pressão arterial; mais (2) reflexos</p><p>circulatórios periféricos induzidos por essa redução.</p><p>(GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ Esses mecanismos, em conjunto, diminuem o débito</p><p>renal de urina, fazendo com que o volume sanguíneo</p><p>aumente e a pressão arterial média retorne ao normal.</p><p>(GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>➢ AS LESÕES VALVULARES AÓRTICAS PODEM ESTAR</p><p>ASSOCIADAS A UM FLUXO SANGUÍNEO</p><p>CORONARIANO INADEQUADO</p><p>↠ O aumento da pressão intraventricular aumenta a</p><p>carga de trabalho e o consumo de oxigênio do ventrículo,</p><p>o que exige incremento do fluxo sanguíneo coronariano</p><p>para fornecer esse oxigênio. (GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ A tensão elevada da parede ventricular provoca</p><p>quedas acentuadas no fluxo coronariano durante a sístole,</p><p>além disso a pressão diastólica aumentada pode provocar</p><p>compressão das camadas internas do miocárdio e</p><p>redução do fluxo sanguíneo coronariano. (GUYTON &</p><p>HALL, 13ª ed.)</p><p>➢ FALÊNCIA EVENTUAL DO VENTRÍCULO ESQUERDO E</p><p>DESENVOLVIMENTO DE EDEMA PULMONAR</p><p>↠ Nos estágios iniciais da estenose aórtica ou da</p><p>regurgitação aórtica, a capacidade intrínseca do ventrículo</p><p>esquerdo, de se adaptar a cargas cada vez maiores,</p><p>impede anormalidades significativas da função circulatória</p><p>no indivíduo em repouso. (GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ Em certo estágio o VE não consegue acompanhar a</p><p>demanda do trabalho. Como consequência, o ventrículo</p><p>esquerdo se dilata e o débito cardíaco começa a cair; ao</p><p>mesmo tempo, o sangue se acumula no átrio esquerdo</p><p>e nos pulmões acima do ventrículo esquerdo em falência.</p><p>(GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>DINÂMICA DA ESTENOSE MITRAL E DA REGURGITAÇÃO</p><p>MITRAL</p><p>↠ Em pessoas com estenose mitral, o fluxo sanguíneo</p><p>do átrio esquerdo para o ventrículo</p><p>esquerdo é impedido</p><p>e, nos casos de regurgitação mitral, muito do sangue que</p><p>fluiu para o ventrículo esquerdo, durante a diástole, reflui</p><p>para o átrio esquerdo na sístole, em vez de ser</p><p>bombeado para a aorta. (GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>➢ EDEMA PULMONAR NA VALVULOPATIA MITRAL</p><p>↠ O acúmulo de sangue no átrio esquerdo provoca</p><p>aumento progressivo da pressão atrial esquerda, o que</p><p>resulta, eventualmente, no desenvolvimento de edema</p><p>pulmonar grave. (GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>@jumorbeck</p><p>8</p><p>➢ AUMENTO DO ÁTRIO ESQUERDO E FIBRILAÇÃO</p><p>ATRIAL</p><p>↠ O aumento da pressão atrial esquerda na valvulopatia</p><p>mitral causa aumento progressivo do átrio esquerdo, o</p><p>que eleva a distância que o impulso elétrico excitatório</p><p>cardíaco deve percorrer na parede atrial. (GUYTON &</p><p>HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ Essa via pode ficar, eventualmente, tão longa que</p><p>predispõe ao desenvolvimento de movimentos circulares</p><p>do sinal excitatório. (GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ Nos estágios finais da valvulopatia mitral, especialmente</p><p>na estenose mitral, em geral ocorre fibrilação atrial.</p><p>(GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>➢ COMPENSAÇÃO NA VALVULOPATIA MITRAL INCIAL</p><p>↠ O volume do sangue aumenta na valvulopatia mitral</p><p>devido, principalmente, à diminuição da excreção de</p><p>líquido e de sal pelos rins. Esse aumento do volume</p><p>sanguíneo eleva o retorno venoso para o coração.</p><p>(GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ Após compensação, o débito cardíaco pode cair</p><p>apenas minimamente até os estágios finais da valvulopatia</p><p>mitral, mesmo que a pressão atrial esquerda esteja</p><p>aumentando. (GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ Esse aumento da pressão ocasiona hipertrofia do lado</p><p>direito do coração, o que compensa, em parte, o</p><p>aumento de sua carga de trabalho. (GUYTON & HALL, 13ª</p><p>ed.)</p><p>Referências</p><p>FURLAN et al. A ausculta cardíaca é eficaz para o</p><p>diagnóstico de sopros em crianças? – revisão de literatura</p><p>científica. Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, 2021.</p><p>OLIVEIRA, MARISA. ANÁLISE DE SOM CARDÍACO</p><p>PEDIÁTRICO PARA IDENTIFICAÇÃO DE SOPRO. Tese de</p><p>Mestrado, 2020.</p><p>TORTORA. Princípios de Anatomia e Fisiologia. Disponível</p><p>em: Minha Biblioteca, (14th edição). Grupo GEN, 2016.</p><p>GUYTON & HALL. Tratado de Fisiologia Médica, 13ª ed.</p><p>Editora Elsevier Ltda., 2017</p><p>MOORE. Anatomia Orientada para a Clínica, 7ª ed.</p><p>Guanabara Koogan, SP, 2017</p><p>BERNE & LEVY. Fisiologia, 6ª ed. Elsevier Editora, SP, 2009</p><p>PAZIN-FILHO, A; SCHIMDT, A; MACIEL, B. C. Ausculta</p><p>cardíaca bases fisiológicas – fisiopatológicas. Medicina,</p><p>Ribeirão Preto, v. 37, p. 208-226, jul/dez 2004.</p><p>MARIEB, E. Anatomia humana. São Paulo. Pearson</p><p>Education do Brasil, 2014.</p><p>@jumorbeck</p><p>↠ Os vasos sanguíneos contribuem para a homeostasia,</p><p>possibilitando o fluxo sanguíneo através do coração e a</p><p>troca de nutrientes e escórias metabólicas nos tecidos.</p><p>Também têm participação importante no ajuste da</p><p>velocidade e do volume de fluxo sanguíneo. (TORTORA,</p><p>14ª ed.)</p><p>↠ Os vasos sanguíneos formam um sistema fechado de</p><p>tubos que leva o sangue para fora do coração,</p><p>transportam-no para os tecidos do corpo e, em seguida,</p><p>o devolvem ao coração. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ É comum dividir o sistema circulatório em: vasos da</p><p>macrocirculação, mais calibrosos, responsáveis por</p><p>transportar sangue aos órgãos e levá-lo de volta ao</p><p>coração (artérias e veias de vários calibres); e vasos da</p><p>microcirculação, com menos de 100 µm e visíveis</p><p>somente ao microscópio (arteríolas, capilares e vênulas</p><p>pós-capilares). (JUNQUEIRA & CARNEIRO, 13ª ed.)</p><p>↠ Os cinco tipos principais de vasos sanguíneos são: as</p><p>artérias, as arteríolas, os capilares, as vênulas e as veias.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ As artérias transportam o sangue do coração para</p><p>outros órgãos. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Artérias grandes e elásticas deixam o coração e se</p><p>ramificam em artérias musculares, de médio porte, que</p><p>emitem ramos a várias regiões do corpo. (TORTORA, 14ª</p><p>ed.)</p><p>↠ As artérias de médio porte se dividem em pequenas</p><p>artérias, as quais por sua vez se dividem em artérias ainda</p><p>menores chamadas arteríolas. Conforme as arteríolas</p><p>entram em um tecido, se ramificam em diversos vasos</p><p>minúsculos chamados capilares. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ As paredes finas dos capilares possibilitam a troca de</p><p>substâncias entre o sangue e os tecidos do corpo. Grupo</p><p>de capilares no tecido se unem para formar pequenas</p><p>veias chamadas vênulas. Essas, por sua vez, se fundem</p><p>para formar vasos sanguíneos progressivamente maiores</p><p>chamados veias. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ As veias são os vasos sanguíneos que conduzem o</p><p>sangue dos tecidos de volta para o coração. (TORTORA,</p><p>14ª ed.)</p><p>↠ A parede de um vaso sanguíneo é composta por três</p><p>camadas, ou túnicas, de tecidos diferentes: um</p><p>revestimento epitelial interno, uma túnica média formada</p><p>por músculo liso e tecido conjuntivo elástico, e um</p><p>revestimento externo de tecido conjuntivo. (TORTORA,</p><p>14ª ed.)</p><p>↠Todos são encontrados em diferentes proporções na</p><p>parede dos vasos, exceto nos capilares e nas vênulas pós-</p><p>capilares, nos quais os únicos elementos estruturais</p><p>representados são o endotélio e sua membrana basal.</p><p>(JUNQUEIRA & CARNEIRO, 13ª ed.)</p><p>↠ As três camadas estruturais de um vaso sanguíneo</p><p>qualquer, da mais interna para a mais periférica, são a</p><p>túnica íntima, a túnica média e a túnica externa.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>Aterosclerose</p><p>@jumorbeck</p><p>Túnica íntima</p><p>↠ Forma o revestimento interno de um vaso sanguíneo</p><p>e está em contato direto com o sangue que flui pelo</p><p>lúmen, ou luz, do vaso. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Sua camada mais interna é chamada endotélio, que é</p><p>uma lâmina fina de células planas que revestem a face</p><p>interna de todo o sistema circulatório (coração e vasos</p><p>sanguíneos). (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ As células endoteliais são participantes ativas em</p><p>inúmeras atividades relacionadas com vasos, incluindo</p><p>influências físicas sobre o fluxo sanguíneo, secreção de</p><p>mediadores químicos de ação local que influenciam o</p><p>estado contrátil do músculo liso sobrejacente ao vaso e</p><p>assistência com a permeabilidade capilar. (TORTORA, 14ª</p><p>ed.)</p><p>↠ Além disso, a sua face luminal lisa facilita o fluxo</p><p>sanguíneo eficiente, reduzindo o atrito superficial.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ O segundo componente da túnica íntima é uma</p><p>membrana basal profunda ao endotélio. Ela fornece uma</p><p>base de apoio físico para a camada epitelial. (TORTORA,</p><p>14ª ed.)</p><p>↠ Sua estrutura de fibras colágenas confere à</p><p>membrana basal substancial resistência à tração, além de</p><p>resiliência ao estiramento e distensão. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Parece ter uma participação importante na orientação</p><p>dos movimentos celulares durante o reparo de tecidos</p><p>das paredes dos vasos sanguíneos. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ A parte mais externa da túnica íntima, que forma a</p><p>fronteira entre a túnica íntima e a túnica média, é a lâmina</p><p>elástica interna. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ A lâmina elástica interna é uma lâmina fina de fibras</p><p>elásticas com número variável de aberturas semelhantes</p><p>a janelas (fenestrações) que lhe conferem o aspecto de</p><p>um queijo suíço. Estas fenestrações facilitam a difusão de</p><p>materiais através da túnica íntima para a túnica média mais</p><p>espessa. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>Túnica média</p><p>↠ A túnica média é uma camada de tecidos muscular e</p><p>conjuntivo que apresenta a maior variação entre os</p><p>diferentes tipos de vasos. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Na maioria dos vasos, é uma camada relativamente</p><p>espessa que compreende células de músculo liso e,</p><p>principalmente, quantidades substanciais de fibras elásticas.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ A principal função das células musculares lisas, que se</p><p>estendem circularmente em torno do lúmen como um</p><p>anel circunda o dedo, é regular o diâmetro do lúmen.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ O aumento da estimulação simpática estimula</p><p>tipicamente o músculo liso a se contrair, apertando a</p><p>parede do vaso e estreitando o lúmen. Essa diminuição</p><p>do diâmetro do lúmen de um vaso sanguíneo é chamada</p><p>vasoconstrição. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Em contrapartida, quando a</p><p>atividade é fazer com que os alunos</p><p>sejam responsáveis por partes específicas de seu</p><p>trabalho; os alunos estarão livres para cumprir suas tarefas</p><p>da maneira que decidirem ser a melhor, mas ainda são</p><p>responsabilizados pela entrega do produto final à</p><p>professora. Delegar autoridade não significa que o</p><p>processo de aprendizagem está sem controle; a</p><p>professora mantém controle por meio de avaliação do</p><p>produto final do grupo e do processo pelo qual os alunos</p><p>passaram para chegar àquele produto. (COHEN; LOTAN,</p><p>2017)</p><p>Uma segunda característica-chave do trabalho em grupo</p><p>é a de que, em algum nível, os participantes precisam uns</p><p>dos outros para completar a atividade; eles não</p><p>conseguem fazer todas as partes sozinhos. Os alunos</p><p>assumem o papel de professores quando sugerem o que</p><p>os outros devem fazer, quando ouvem o que os outros</p><p>estão dizendo e quando decidem como finalizar o</p><p>trabalho, dado o tempo e os recursos limitados</p><p>estabelecidos pelo instrutor. (COHEN; LOTAN, 2017)</p><p>Alunos que trabalham em grupo falam entre si sobre sua</p><p>atividade. Eles fazem perguntas, explicam, fazem</p><p>sugestões, criticam, ouvem, concordam, discordam e</p><p>tomam decisões coletivas. A interação também pode ser</p><p>não verbal, como apontar, mostrar como fazer, acenar</p><p>com a cabeça, fazer careta ou sorrir. Esse processo de</p><p>interação de grupo pode ser muito interessante para os</p><p>alunos. Alguns, que em geral fariam de tudo menos aquilo</p><p>que lhes foi pedido, quando são envolvidos no trabalho</p><p>em grupo, passam a se engajar ativamente em seu</p><p>trabalho e se mantêm nele por meio da ação do grupo.</p><p>Existem inúmeras razões para isso. Interações cara a cara</p><p>demandam respostas ou, pelo menos, um</p><p>comportamento mais atento. Além disso, os alunos se</p><p>importam com a avaliação de seus colegas;</p><p>frequentemente, não se recusam a participar e não</p><p>querem decepcionar o grupo. (COHEN; LOTAN, 2017)</p><p>Apesar do trabalho em grupo ter potencial para apoiar o</p><p>aprendizado, este mesmo tipo de trabalho, se feito de</p><p>maneira não estruturada, pode acarretar uma série de</p><p>problemas. Não necessariamente os estudantes e os</p><p>próprios adultos sabem como trabalhar em conjunto de</p><p>forma exitosa, por isso, é necessário aprender como se</p><p>trabalhar assim. Esses problemas podem ser superados</p><p>com o planejamento adequado de atividades e por meio</p><p>da preparação dos próprios alunos. (COHEN; LOTAN,</p><p>2017)</p><p>O trabalho em grupo é uma técnica eficaz para atingir</p><p>certos tipos de objetivos de aprendizagem intelectual e</p><p>social. É excelente para o aprendizado conceitual, para a</p><p>resolução criativa de problemas e para o</p><p>desenvolvimento de proficiência em linguagem</p><p>acadêmica. Socialmente, melhora as relações intergrupais,</p><p>aumentando a confiança e a cordialidade. Ensina</p><p>habilidades para atuar em equipe que podem ser</p><p>transferidas para muitas situações, sejam escolares ou da</p><p>vida adulta. O trabalho em grupo é também uma</p><p>estratégia para enfrentar problemas comuns na</p><p>condução da sala de aula, como manter os alunos</p><p>envolvidos com sua atividade. Mais importante ainda, o</p><p>trabalho em grupo torna mais acessíveis as tarefas de</p><p>aprendizagem para um número maior de alunos em salas</p><p>de aula com grande diversidade de competências</p><p>acadêmicas e proficiência linguística. O trabalho de grupo</p><p>produtivo aumenta e aprofunda a oportunidade de</p><p>aprender conteúdos e desenvolver a linguagem e,</p><p>portanto, tem o potencial para formar salas de aula</p><p>equitativas. (COHEN; LOTAN, 2017)</p><p>Trabalho em equipe</p><p>Umas das mudanças mais significativas de nossa época é</p><p>a passagem da ação individual para o trabalho em grupo.</p><p>Trabalho em grupo x Trabalho em equipe</p><p>@jumorbeck</p><p>No mundo de hoje podemos identificar vários tipos de</p><p>grupos trabalhando nas mais diferentes situações. Alguns</p><p>conseguem tornar-se equipes e outros permanecem</p><p>apenas como grupos. (PIANCASTELLI, FARIA, SILVEIRA,</p><p>2000)</p><p>A ideia de equipe advém da necessidade histórica do</p><p>homem de somar esforços para alcançar objetivos que,</p><p>isoladamente, não seriam alcançados ou seriam de forma</p><p>mais trabalhosa ou inadequada. (PIANCASTELLI, FARIA,</p><p>SILVEIRA, 2000)</p><p>De fato, existe apenas uma única pergunta-chave a fazer</p><p>a si próprio, quando estiver tentando decidir se seu grupo</p><p>constitui ou não uma equipe: Será que todos os</p><p>membros de meu grupo compartilham, pelo menos, de</p><p>um objetivo que só pode ser atingido pelo esforço</p><p>conjunto de todos? O objetivo ou objetivos comuns são</p><p>a diferença entre um grupo e uma equipe.</p><p>(HARDINGHAM, 2000)</p><p>Exemplo de equipe: o time de futebol, os componentes</p><p>desta equipe têm objetivos comuns – marcar gols,</p><p>vencer jogos -, habilidades diferentes (o goleiro, o beque,</p><p>o atacante), uma coordenação (o técnico) e um plano de</p><p>trabalho (o esquema tático); (PIANCASTELLI, FARIA,</p><p>SILVEIRA, 200)</p><p>Quando os grupos são estruturados como uma equipe,</p><p>eles são capazes de executar tarefas que os grupos</p><p>padrão não realizam; eles são mais criativos e eficientes</p><p>na resolução de problemas, produzem mais e melhor,</p><p>desenvolvem mais autonomia e são mais motivado. A</p><p>palavra "equipe" está etimologicamente relacionada ao ato</p><p>de executar tarefas, de compartilhar tarefas entre</p><p>indivíduos – e eles são capazes, como um grupo, de ter</p><p>sucesso em alcançar um objetivo desejado. Portanto,</p><p>“equipe” é definida como um grupo de pessoas ligadas</p><p>por um objetivo comum (NAVARRO, GUIMARÃES,</p><p>GARANHANI, 2013)</p><p>Alguns elementos para a transformação de um grupo de</p><p>trabalhadores em equipe de trabalho: (PIANCASTELLI,</p><p>FARIA, SILVEIRA, 200)</p><p>• O grupo conseguir vislumbrar vantagens do</p><p>trabalho em equipe – complementaridade,</p><p>interdependência e sinergismo das ações – em</p><p>relação ao trabalho isolado, individual;</p><p>• A disposição de compartilhar objetivos, decisões,</p><p>responsabilidades e também resultados;</p><p>• A necessidade de definir com clareza os</p><p>objetivos e resultados – individuais e do grupo –</p><p>a serem alcançados;</p><p>• A importância de construir, em conjunto, um</p><p>plano de trabalho e definir a responsabilização</p><p>de cada membro do grupo, para alcançar os</p><p>objetivos;</p><p>• A necessidade da avaliação constante dos</p><p>processos e dos resultados</p><p>• A percepção de que o fracasso de um pode</p><p>significar o fracasso de todos e que o sucesso é</p><p>fundamental para o sucesso da equipe;</p><p>• A necessidade de aprimorar as relações</p><p>interpessoais e de valorizar a comunicação entre</p><p>os membros da equipe;</p><p>• A disposição das pessoas em ouvir e considerar</p><p>as experiencias e saberes de cada membro do</p><p>grupo;</p><p>• Finalmente, é fundamental que os objetivos e</p><p>resultados definidos se constituam em desafios</p><p>constantes para o grupo, algo que instigue cada</p><p>integrante;</p><p>O desafio de se fazer um grupo e uma equipe perpassa</p><p>pelo aprendizado coletivo da necessidade de uma</p><p>comunicação aberta, de uma prática democrática que</p><p>permita o exercício pleno das capacidades individuais e</p><p>uma atuação mais criativa e saudável. (PIANCASTELLI,</p><p>FARIA, SILVEIRA, 200)</p><p>Tutoria</p><p>A palavra ‘tutoria’ vem do latim tutari e significa pôr em</p><p>segurança, proteger, defender, guardar, ser protetor – o</p><p>que justifica seu uso no sentido de assumir, tutelar</p><p>alguém, cuidar, zelar por uma pessoa ou um grupo</p><p>(Brutten, 2008). Essas características passaram a</p><p>conceituar a ação do tutor, ou seja, do indivíduo que é</p><p>encarregado de cuidar, de tutelar alguém. (FRISON, 2012)</p><p>A tutoria é considerada, por Roncelii e Gagno (2008), uma</p><p>modalidade de trabalho que se configura na relação entre</p><p>colegas, na medida em que um estudante torna-se</p><p>responsável por outro, objetivando determinados</p><p>aspectos da aprendizagem. Neste sentido, tutor é aquele</p><p>que ‘cuida’ dos aspectos cognoscitivos e ‘ajuda’ os alunos</p><p>a conquistarem autonomia na construção de novos</p><p>conhecimentos. Segundo eles, a tutoria é uma ação</p><p>responsável por ‘conduzir’ os educandos à compreensão</p><p>dos conteúdos trabalhados nas disciplinas cujas aulas</p><p>frequentam. Portanto, esta estratégia de ensino pode ser</p><p>@jumorbeck</p><p>exercida nas formas presencial e à distância. (FRISON,</p><p>2012)</p><p>O professor como orientador ou mentor</p><p>estimulação simpática</p><p>diminui, ou na presença de determinados compostos</p><p>químicos (como o óxido nítrico, H+ e ácido láctico) ou</p><p>em resposta à pressão arterial, as fibras musculares lisas</p><p>relaxam. O consequente aumento do diâmetro do lúmen</p><p>é chamado vasodilatação. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Além de regular o fluxo e a pressão sanguínea, o</p><p>músculo liso se contrai quando uma pequena artéria ou</p><p>arteríola está danificada (vasospasmo) para ajudar a limitar</p><p>a perda de sangue através do vaso lesionado. (TORTORA,</p><p>14ª ed.)</p><p>↠ As células musculares lisas também ajudam a produzir</p><p>as fibras elásticas na túnica média que possibilitam que os</p><p>vasos se estirem e retraiam à pressão exercida pelo</p><p>sangue. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Interpostas entre as células musculares lisas existem</p><p>quantidades variáveis de matriz extracelular composta de</p><p>fibras e lamelas elásticas, fibras reticulares (colágeno do</p><p>tipo III), proteoglicanos e glicoproteínas. (JUNQUEIRA &</p><p>CARNEIRO, 13ª ed.)</p><p>↠ As células musculares lisas são responsáveis pela</p><p>produção dessas moléculas da matriz extracelular.</p><p>(JUNQUEIRA & CARNEIRO, 13ª ed.)</p><p>↠ As diferenças estruturais nesta camada são</p><p>responsáveis pelas muitas variações na função entre os</p><p>diferentes tipos de vasos. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ A separação entre a túnica média e a túnica externa</p><p>se dá por uma rede de fibras elásticas, a lâmina elástica</p><p>externa, que faz parte da túnica média. (TORTORA, 14ª</p><p>ed.)</p><p>@jumorbeck</p><p>Durante o envelhecimento, a matriz extracelular torna-se</p><p>desorganizada em consequência do aumento da</p><p>secreção dos colágenos tipos I e III e de alguns</p><p>glicosaminoglicanos. Alterações na conformação</p><p>molecular da elastina e outras glicoproteínas também</p><p>ocorrem e podem facilitar a deposição de lipoproteínas e</p><p>cálcio nos tecidos, com subsequente calcificação.</p><p>Modificações de componentes da matriz extracelular</p><p>associadas a outros fatores mais complexos podem levar</p><p>à formação de placas de ateroma na parede dos vasos</p><p>sanguíneos. (JUNQUEIRA & CARNEIRO, 13ª ed.)</p><p>Túnica externa</p><p>↠ É composta por fibras elásticas e colágenas.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Contém diversos nervos e, especialmente nos</p><p>grandes vasos, minúsculos vasos sanguíneos que irrigam</p><p>o tecido da parede do vaso. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Esses pequenos vasos que fornecem sangue para os</p><p>tecidos do vaso são chamados vasos dos vasos, ou vasa</p><p>vasorum. Eles são facilmente vistos em grandes vasos,</p><p>como a aorta. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Além da importante função de fornecer nervos e vasa</p><p>vasorum à parede do vaso, a túnica externa ajuda a</p><p>ancorar os vasos aos tecidos circundantes. (TORTORA,</p><p>14ª ed.)</p><p>↠ Os vasa vasorum proveem a adventícia e a média de</p><p>metabólitos, uma vez que, em vasos maiores, as camadas</p><p>são muito espessas para serem nutridas somente por</p><p>difusão a partir do sangue que circula no lúmen do vaso.</p><p>(JUNQUEIRA & CARNEIRO, 13ª ed.)</p><p>↠ Vasa vasorum são mais frequentes em veias que em</p><p>artérias. (JUNQUEIRA & CARNEIRO, 13ª ed.)</p><p>↠ A maioria dos vasos sanguíneos que contêm músculo</p><p>liso nas suas paredes é provida por uma rede profusa de</p><p>fibras não mielínicas da inervação simpática (nervos</p><p>vasomotores), cujo neurotransmissor é a norepinefrina.</p><p>Descarga de norepinefrina por essas terminações</p><p>nervosas resulta em vasoconstrição. (JUNQUEIRA &</p><p>CARNEIRO, 13ª ed.)</p><p>↠ A densidade total das terminações nervosas é menor</p><p>nas veias do que aquela encontrada nas artérias.</p><p>(JUNQUEIRA & CARNEIRO, 13ª ed.)</p><p>Artérias</p><p>↠ A parede de uma artéria tem as três túnicas de um</p><p>vaso sanguíneo normal, mas tem uma espessa túnica</p><p>média muscular a elástica. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Em decorrência da abundância de fibras elásticas, as</p><p>artérias normalmente têm alta complacência, o que</p><p>significa que suas paredes se esticam ou expandem</p><p>facilmente sem se romper em resposta a um pequeno</p><p>aumento da pressão. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>ARTÉRIAS ELÁSTICAS</p><p>↠ As artérias elásticas são as maiores artérias do corpo.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Estes vasos são caracterizados por lâminas elásticas</p><p>interna e externa bem definidas, juntamente com uma</p><p>túnica média espessa que é dominada por fibras elásticas,</p><p>chamadas lamelas elásticas. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ As artérias elásticas incluem os dois troncos principais</p><p>que saem do coração (a aorta e o tronco pulmonar),</p><p>juntamente com os principais ramos iniciais da aorta,</p><p>como o tronco braquiocefálico, a artéria subclávia, a</p><p>artéria carótida comum e a artéria ilíaca comum.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>IMPORTANTE FUNÇÃO: ajudam a impulsionar o sangue</p><p>no sentido anterógrado enquanto os ventrículos estão</p><p>relaxados. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>@jumorbeck</p><p>↠ Como conduzem sangue do coração para as artérias</p><p>médias, mais musculosas, as artérias elásticas são também</p><p>chamadas artérias condutoras. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ As paredes desses vasos têm cor amarelada</p><p>decorrente do acúmulo de elastina na túnica média.</p><p>(JUNQUEIRA & CARNEIRO, 13ª ed.)</p><p>ARTÉRIAS MUSCULARES</p><p>↠ As artérias de médio porte são chamadas artérias</p><p>musculares, porque sua túnica média contém mais</p><p>músculo liso e menos fibras elásticas do que as artérias</p><p>elásticas. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ A abundância de músculo liso, aproximadamente 75%</p><p>da massa total, torna as paredes das artérias musculares</p><p>relativamente espessas. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Assim, as artérias musculares conseguem se dilatar e</p><p>contrair mais para se ajustar à velocidade do fluxo</p><p>sanguíneo. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ As artérias musculares continuam ramificando-se e,</p><p>por fim, distribuem sangue para todos os órgãos, elas são</p><p>chamadas artérias distributivas. Exemplos incluem a artéria</p><p>braquial no braço e a artéria radial no antebraço.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ A túnica externa muitas vezes é mais espessa do que</p><p>a túnica média nas artérias musculares. Esta camada</p><p>externa contém fibroblastos, fibras colágenas e fibras</p><p>elásticas, todos orientados longitudinalmente. (TORTORA,</p><p>14ª ed.)</p><p>↠ Por causa da diminuição do tecido elástico nas paredes</p><p>das artérias musculares, estes vasos não conseguem</p><p>dilatar e ajudar a impulsionar o sangue como as artérias</p><p>elásticas. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Em vez disso, a espessa túnica média muscular é a</p><p>principal responsável pelas funções das artérias</p><p>musculares. A capacidade do músculo de se contrair e</p><p>manter um estado de contração parcial é chamado tônus</p><p>vascular. O tônus vascular enrijece a parede do vaso e é</p><p>importante para manter a pressão do vaso e o fluxo</p><p>sanguíneo eficiente. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>ANASTOMOSES</p><p>➢ União dos ramos de duas ou mais artérias que</p><p>irrigam uma mesma região do corpo.</p><p>➢ As anastomoses entre as artérias constituem</p><p>vias alternativas para o sangue chegar a um</p><p>tecido ou órgão (circulação colateral).</p><p>➢ As anastomoses também podem ocorrer entre</p><p>veias e entre arteríolas e vênulas.</p><p>➢ As artérias que não se anastomosam são</p><p>conhecidas como artérias terminais.</p><p>➢ A obstrução de uma artéria terminal interrompe</p><p>a irrigação sanguínea a todo um segmento de</p><p>órgão, provocando necrose (morte) desse</p><p>segmento.</p><p>ARTERÍOLAS (PEQUENAS ARTÉRIAS)</p><p>↠ São abundantes vasos microscópicos que regulam o</p><p>fluxo sanguíneo para as redes capilares dos tecidos do</p><p>corpo. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ As arteríolas têm uma participação essencial na</p><p>regulação do fluxo sanguíneo das artérias para os vasos</p><p>capilares, regulando a resistência, a oposição ao fluxo</p><p>sanguíneo decorrente do atrito entre o sangue e as</p><p>paredes dos vasos sanguíneos. Por isso, são conhecidas</p><p>como vasos de resistência. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>Em um vaso sanguíneo, a resistência é decorrente</p><p>principalmente do atrito entre o sangue e as paredes</p><p>@jumorbeck</p><p>internas dos vasos sanguíneos. Quando o diâmetro do</p><p>vaso sanguíneo é menor, o atrito é maior, de modo que</p><p>há mais resistência. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ A contração do músculo liso de uma arteríola provoca</p><p>vasoconstrição, o que aumenta ainda mais a resistência e</p><p>diminui o fluxo sanguíneo para os vasos capilares irrigados</p><p>por essa arteríola. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Em contrapartida,</p><p>o relaxamento do músculo liso das</p><p>arteríolas provoca vasodilatação, que diminui a resistência</p><p>e aumenta o fluxo sanguíneo para os vasos capilares.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠A mudança do diâmetro da arteríola pode afetar</p><p>também a pressão arterial: a constrição das arteríolas</p><p>aumenta a pressão arterial, e a dilatação das arteríolas</p><p>diminui a pressão arterial. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>Capilares</p><p>↠ O capilar, o menor dos vasos sanguíneos, conectam o</p><p>efluxo arterial ao retorno venoso (ligam arteríolas e</p><p>vênulas). (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Os capilares formam uma rede extensa, de</p><p>aproximadamente 20 bilhões de vasos curtos, ramificados</p><p>e interconectados, que passam entre cada grupo de</p><p>células do corpo. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ O fluxo do sangue de uma metarteríola para os</p><p>capilares e para uma vênula pós-capilar (vênula que</p><p>recebe sangue de um capilar) é chamada microcirculação</p><p>do corpo. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ A função primária dos capilares é a troca de</p><p>substâncias entre o sangue e o líquido intersticial. Por</p><p>causa disto, estes vasos de paredes finas são chamados</p><p>vasos de troca. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Não têm túnica média nem túnica externa.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>Vênulas</p><p>↠ As vênulas drenam o sangue capilar e iniciam o fluxo</p><p>de retorno do sangue de volta ao coração. (TORTORA,</p><p>14ª ed.)</p><p>↠ As vênulas que primeiro recebem sangue dos</p><p>capilares são chamadas vênulas pós-capilares (são as</p><p>menores vênulas). (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Elas têm junções intercelulares pouco organizadas e,</p><p>portanto, são muito porosas. Atuam em importantes</p><p>locais de troca de nutrientes e escórias metabólicas e</p><p>emigração de leucócitos. Por esta razão, formam parte</p><p>da unidade de troca microcirculatória, juntamente com os</p><p>capilares. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Conforme as vênulas pós-capilares se afastam dos</p><p>capilares, adquirem uma ou duas camadas de células</p><p>musculares lisas dispostas circularmente. Estas vênulas</p><p>musculares têm paredes mais espessas, através das quais</p><p>a troca com o líquido intersticial não pode mais ocorrer.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ As paredes finas das vênulas pós-capilares e</p><p>musculares são os elementos mais distensíveis do sistema</p><p>vascular; isso lhes possibilita expandir e servir como</p><p>excelentes reservatórios de grandes volumes de sangue.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>@jumorbeck</p><p>Veias</p><p>↠ As veias, em geral, têm paredes muito finas em</p><p>relação ao seu diâmetro total. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Muitas veias, especialmente as dos membros, também</p><p>contêm válvulas, pregas finas de túnica íntima que</p><p>formam válvulas semelhantes a abas. As válvulas da</p><p>válvula se projetam para o lúmen, apontando para o</p><p>coração, baixa pressão arterial nas veias possibilita que o</p><p>sangue que retorna ao coração desacelere ou até</p><p>mesmo retorne; as válvulas auxiliam no retorno venoso</p><p>impedindo o refluxo do sangue. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ As válvulas das veias possibilitam que o sangue flua em</p><p>uma direção única: ao coração. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ A ação de bombeamento do coração é um fator</p><p>importante no deslocamento do sangue venoso de volta</p><p>ao coração. A contração dos músculos esqueléticos dos</p><p>membros inferiores também ajuda a impulsionar o</p><p>retorno venoso para o coração. A pressão sanguínea</p><p>média nas veias é consideravelmente mais baixa do que</p><p>nas artérias. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ A expansão externa dos ventres dos músculos</p><p>esqueléticos que se contraem nos membros, limitada pela</p><p>fáscia muscular, comprime as veias, “ordenhando” o</p><p>sangue para cima em direção ao coração; outro tipo</p><p>(musculovenoso) de bomba venosa. (MOORE, 7ª ed.)</p><p>↠ A túnica íntima das veias é mais fina do que a das</p><p>artérias; a túnica média das veias é muito mais fina do que</p><p>a das artérias, com relativamente pouco músculo liso e</p><p>fibras elásticas. A túnica externa das veias é a mais</p><p>espessa e é composta por colágeno e fibras elásticas.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ São distensíveis o suficiente para se adaptar às</p><p>variações de pressão e ao volume de sangue que passa</p><p>por elas, mas não são concebidas para suportar altas</p><p>pressões. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ O lúmen de uma veia é maior do que o de uma artéria</p><p>comparável, e as veias frequentemente parecem</p><p>colabadas (achatadas) quando seccionadas. (TORTORA, 14ª</p><p>ed.)</p><p>↠ Embora, para simplificar, frequentemente sejam</p><p>representadas isoladas nas ilustrações, as veias tendem a</p><p>ser duplas ou múltiplas. Aquelas que acompanham as</p><p>artérias profundas - veias acompanhantes - circundam-</p><p>nas em uma rede com ramificações irregulares. Essa</p><p>organização serve como trocador de calor em</p><p>contracorrente, no qual o sangue arterial morno aquece</p><p>o sangue venoso mais frio em seu retorno de uma</p><p>extremidade fria para o coração. Consequentemente,</p><p>quando a artéria se expande durante a contração do</p><p>coração, as veias são distendidas e achatadas, o que ajuda</p><p>a conduzir o sangue venoso para o coração - uma bomba</p><p>arteriovenosa. (MOORE, 7ª ed.)</p><p>@jumorbeck</p><p>↠ Em alguns indivíduos, as veias superficiais são vistas</p><p>como tubos azulados que passam sob a pele. Como o</p><p>sangue venoso é vermelho escuro, as veias parecem</p><p>azuis porque suas paredes finas e os tecidos da pele</p><p>absorvem os comprimentos de onda de luz vermelha,</p><p>possibilitando que a luz azul passe para a superfície, onde</p><p>as vemos como azuis. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>DIFERENÇAS ENTRE VEIAS E ARTÉRIAS</p><p>Em primeiro lugar, as veias são mais numerosas do que</p><p>as artérias por vários motivos. Algumas veias formam</p><p>pares e acompanham artérias musculares de médio a</p><p>pequeno porte. Estes conjuntos duplos de veias escoltam</p><p>as artérias e se conectam por canais venosos chamados</p><p>veia anastomótica.</p><p>As veias anastomóticas cruzam a artéria acompanhante</p><p>formando “degraus” entre o par de veias. A maior</p><p>quantidade de pares de veia ocorre no interior dos</p><p>membros. A camada subcutânea profunda à pele é outra</p><p>fonte de veias.</p><p>➢ VEIAS SUPERFICIAIS: atravessam a tela</p><p>subcutânea desacompanhadas de artérias</p><p>paralelas.</p><p>➢ VEIAS PROFUNDAS: estão entre os músculos</p><p>esqueléticos.</p><p>Distribuição do sangue no sistema circulatório em</p><p>repouso</p><p>↠ Como as veias e vênulas sistêmicas contêm mais de</p><p>50% do volume sanguíneo total, são chamadas</p><p>reservatórios de sangue. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>Fisiologia dos vasos sanguíneos</p><p>TROCA CAPILAR</p><p>↠ A missão de todo o sistema circulatório é manter o</p><p>sangue fluindo pelos capilares para possibilitar a troca</p><p>capilar, o movimento de substâncias entre o sangue e o</p><p>líquido intersticial. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Os 7% do sangue que estão nos capilares sistêmicos</p><p>a qualquer momento estão continuamente trocando</p><p>materiais com o líquido intersticial. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ As substâncias entram e saem dos capilares por três</p><p>mecanismos básicos: difusão, transcitose e fluxo de</p><p>massa. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>➢ DIFUSÃO</p><p>↠ O método mais importante de troca capilar é a difusão</p><p>simples. Muitas substâncias, como o oxigênio (O2), o</p><p>dióxido de carbono (CO2), a glicose, os aminoácidos e os</p><p>hormônios, entram e saem dos capilares por difusão</p><p>simples. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Como o O2 e os nutrientes normalmente estão</p><p>presentes em concentrações mais elevadas no sangue,</p><p>eles se difundem por gradiente de concentração para o</p><p>líquido intersticial e, em seguida, para as células do corpo.</p><p>O CO2 e outras escórias metabólicas liberadas pelas</p><p>células do corpo são encontrados em maiores</p><p>concentrações no líquido intersticial, de modo que se</p><p>difundem para o sangue. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>➢ TRANSCITOSE</p><p>↠ Uma pequena quantidade de material atravessa as</p><p>paredes capilares por transcitose. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Neste processo, as substâncias do plasma sanguíneo</p><p>são englobadas por minúsculas vesículas pinocíticas que</p><p>primeiro entram nas células endoteliais por endocitose,</p><p>atravessam-na e saem do outro lado por exocitose. Este</p><p>método de transporte é importante, principalmente para</p><p>grandes moléculas insolúveis em lipídios que não</p><p>conseguem atravessar as paredes capilares de outro</p><p>modo. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>@jumorbeck</p><p>➢ FLUXO DE MASSA | FILTRAÇÃO E REABSORÇÃO</p><p>↠ O fluxo de massa é um processo passivo em que uma</p><p>grande quantidade de íons, moléculas ou partículas em</p><p>um líquido se move em conjunto, no mesmo sentido.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ O fluxo de massa ocorre a partir de uma área de alta</p><p>pressão para uma zona de pressão mais baixa, e continua</p><p>desde que exista uma diferença de pressão. (TORTORA,</p><p>14ª ed.)</p><p>↠ O movimento impulsionado pela pressão de líquidos e</p><p>solutos dos capilares sanguíneos para o líquido intersticial</p><p>é chamado filtração. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ O movimento impulsionado pela pressão do líquido</p><p>intersticial para os capilares sanguíneos é chamado</p><p>reabsorção. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Em geral, o volume de líquidos e solutos normalmente</p><p>reabsorvidos é quase tão grande quanto o volume filtrado.</p><p>Este equilíbrio próximo é conhecido como lei de Starling</p><p>dos capilares. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ A pressão hidrostática do sangue “empurra” o líquido</p><p>para fora dos capilares (filtração) e a pressão</p><p>coloidosmótica do sangue puxa o líquido para os capilares</p><p>(reabsorção). (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>Hemodinâmica</p><p>↠ O sangue flui de regiões de maior pressão para</p><p>regiões de menor pressão; quanto maior a diferença de</p><p>pressão, maior for o fluxo sanguíneo. Mas quanto maior</p><p>a resistência, menor o fluxo sanguíneo. (TORTORA, 14ª</p><p>ed.)</p><p>PRESSÃO ARTERIAL</p><p>↠ Conforme o sangue sai da aorta e flui ao longo da</p><p>circulação sistêmica, sua pressão cai progressivamente à</p><p>medida que a distância do ventrículo esquerdo aumenta.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>RESISTÊNCIA VASCULAR</p><p>↠ É a oposição ao fluxo sanguíneo em decorrência do</p><p>atrito entre o sangue e as paredes dos vasos sanguíneos.</p><p>A resistência vascular depende: (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>➢ do tamanho do lúmen do vaso sanguíneo;</p><p>➢ da viscosidade do sangue;</p><p>➢ do comprimento total dos vasos sanguíneos..</p><p>↠ A resistência vascular sistêmica (RVS), também</p><p>conhecida como resistência periférica total (RPT), refere-</p><p>se a todas as resistências vasculares oferecidas pelos</p><p>vasos sanguíneos sistêmicos. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Os diâmetros das artérias e veias são grandes, de</p><p>modo que sua resistência é muito pequena. (TORTORA,</p><p>14ª ed.)</p><p>↠ Os vasos menores – arteríolas, capilares e vênulas –</p><p>contribuem com a maior parte da resistência. (TORTORA,</p><p>14ª ed.)</p><p>@jumorbeck</p><p>↠ Uma função principal das arteríolas é controlar a RVS</p><p>– e, por conseguinte, a pressão sanguínea e o fluxo</p><p>sanguíneo para tecidos específicos – alterando seus</p><p>diâmetros. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>Aterosclerose</p><p>↠ A aterosclerose é uma doença inflamatória crônica que</p><p>possui origem multifatorial e ocorre em resposta à</p><p>agressão endotelial, acometendo principalmente a</p><p>camada íntima de artérias de médio e grande calibre.</p><p>(COSTA et al., 2019) E também associada à ativação do</p><p>sistema imunológico. (MOTA et al., 2013)</p><p>↠ No Brasil, a aterosclerose é a principal responsável</p><p>pelas doenças cardiovasculares. (COSTA et al., 2019)</p><p>↠ A aterosclerose, está associada ao acúmulo de gordura</p><p>(principalmente colesterol) nas paredes arteriais. Há</p><p>formação de um depósito de cálcio na placa ateromatosa</p><p>(ateroma) — áreas ou elevações amarelas, endurecidas,</p><p>bem demarcadas na superfície da túnica íntima das</p><p>artérias. (MOORE, 7ª ed.)</p><p>↠ Aterosclerose é a doença das artérias de tamanho</p><p>médio e grande, em que as lesões de gordura chamadas</p><p>placas ateromatosas se desenvolvem nas superfícies das</p><p>paredes arteriais. (GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ Anormalidade que pode ser medida muito cedo nos</p><p>vasos sanguíneos, que posteriormente se tornam</p><p>ateroscleróticos, é a lesão do endotélio vascular. Essa</p><p>lesão, por sua vez, aumenta a expressão das moléculas</p><p>de aderência nas células endoteliais e reduz sua</p><p>capacidade de liberar óxido nítrico e outras substâncias</p><p>que ajudam a impedir a aderência de macromoléculas,</p><p>plaquetas e monócitos a seu endotélio. (GUYTON & HALL,</p><p>13ª ed.)</p><p>↠ Depois que ocorre a lesão no endotélio vascular, os</p><p>monócitos e lipídios circulantes (principalmente LDLs)</p><p>começam a se acumular no local da lesão. Os monócitos</p><p>cruzam o endotélio, até a camada íntima da parede do</p><p>vaso, e diferenciam-se de macrófagos, que então</p><p>ingerem e oxidam as lipoproteínas acumuladas, adquirindo</p><p>aspecto espumoso. Esses macrófagos espumosos então</p><p>se agregam no vaso sanguíneo e formam estria de</p><p>gordura, que é visível.. (GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ Com o passar do tempo, as estrias de gordura</p><p>aumentam e coalescem, e os tecidos dos músculos lisos</p><p>e fibrosos adjacentes proliferam para formar placas cada</p><p>vez maiores. (GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ Os macrófagos também liberam substâncias que</p><p>causam inflamação e maior proliferação de músculos lisos</p><p>e tecido fibroso nas superfícies internas da parede arterial.</p><p>Os depósitos de lipídios e a proliferação celular podem</p><p>ficar tão grandes que as placas se destacam no lúmen da</p><p>artéria e reduzem muito o fluxo do sangue, chegando, às</p><p>vezes, a obstruir completamente o vaso. (GUYTON &</p><p>HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ Mesmo sem oclusão, os fibroblastos da placa</p><p>eventualmente depositam quantidades extensas de tecido</p><p>conjuntivo denso; a esclerose (fibrose) fica tão grande</p><p>que as artérias enrijecem. Mais tarde ainda, os sais de</p><p>cálcio se precipitam frequentemente com o colesterol e</p><p>outros lipídios das placas, levando a calcificações pétreas</p><p>que podem fazer com que as artérias passem a ser tubos</p><p>rígidos. Ambos esses estágios da doença são chamados</p><p>“endurecimento das artérias”. (GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ As artérias ateroscleróticas perdem a maior parte de</p><p>sua distensibilidade e devido às áreas degenerativas em</p><p>suas paredes, elas facilmente se rompem. Também, nos</p><p>locais onde as placas invadem o lúmen com sangue</p><p>circulante, suas superfícies ásperas podem levar à</p><p>formação de coágulos, com a resultante formação de</p><p>trombos ou êmbolos, levando ao bloqueio súbito de todo</p><p>o fluxo de sangue para a artéria. (GUYTON & HALL, 13ª</p><p>ed.)</p><p>@jumorbeck</p><p>↠ Os sintomas dessa doença são mais frequentes</p><p>quando a placa de ateroma se forma nas artérias que</p><p>irrigam o coração, o cérebro, os rins e o intestino delgado,</p><p>aparecendo, portanto, relacionados a esses órgãos.</p><p>Exemplos são: infarto do miocárdio por obstrução de</p><p>coronárias, infarto cerebral e aneurisma aórtico. (COSTA</p><p>et al., 2019)</p><p>↠ Estudos têm sugerido duas fases interdependentes na</p><p>evolução da doença aterosclerótica: (GOTTTLIEB,2005)</p><p>• Fase “aterosclerótica”, predomina a formação</p><p>anatômica da lesão aterosclerótica sob a</p><p>influência dos “fatores de risco aterogênicos”</p><p>clássicos e que leva décadas para evoluir. Devido</p><p>à sua história lenta e gradual, sua evolução</p><p>geralmente não traz consigo manifestações</p><p>clínicas dramáticas;</p><p>• Fase trombótica, a influência dos “fatores de</p><p>risco trombogênicos” determina a formação</p><p>aguda de trombo sobre a placa aterosclerótica,</p><p>fenômeno este diretamente ligado aos eventos</p><p>agudos coronarianos, como infarto do miocárdio,</p><p>angina instável e morte súbita.</p><p>Os Papéis do Colesterol e das Lipoproteínas na</p><p>Aterosclerose</p><p>➢ Aumento de Lipoproteínas de Baixa Densidade:</p><p>↠ Fator importante na etiologia da aterosclerose é</p><p>elevada concentração plasmática de colesterol sob a</p><p>forma de lipoproteínas de baixa densidade. (GUYTON &</p><p>HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ A concentração plasmática dessas LDLs e elevado</p><p>teor de colesterol é aumentada por diversos fatores,</p><p>especialmente com a ingestão de gorduras muito</p><p>saturadas na dieta diária, obesidade e inatividade física.</p><p>(GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>➢ Hipercolesterolemia Familiar</p><p>↠ A hipercolesterolemia familiar é uma doença em que</p><p>a pessoa herda genes defeituosos, para a formação de</p><p>receptores para LDLs, nas superfícies das membranas</p><p>celulares do corpo. Na ausência desses receptores, o</p><p>fígado não é capaz de absorver as LDL nem as IDL. Sem</p><p>essa absorção, o mecanismo do colesterol das células</p><p>hepáticas se descontrola, produzindo novo colesterol; ele</p><p>deixa de responder à inibição por feedback,</p><p>desencadeado pela presença de quantidade excessiva de</p><p>colesterol plasmático. (GUYTON & HALL,</p><p>13ª ed.)</p><p>↠ Como resultado, o número de VLDLs liberado pelo</p><p>fígado para o plasma aumenta imensamente. (GUYTON &</p><p>HALL, 13ª ed.)</p><p>➢ Papel das Lipoproteínas de Alta Densidade na</p><p>Prevenção da Aterosclerose.</p><p>↠ Bem menos conhecida é a função das HDLs em</p><p>comparação com a das LDLs. (GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ Acredita-se que as lipoproteínas de alta densidade são,</p><p>de fato, capazes de absorver cristais de colesterol que</p><p>começam a ser depositados nas paredes arteriais.</p><p>(GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ As doenças cardiovasculares possuem diversos fatores</p><p>de risco, que podem ser agrupados em dois grupos</p><p>principais: modificáveis e não modificáveis. (COSTA et al.,</p><p>2019)</p><p>• Exemplos de fatores modificáveis: a dislipidemia,</p><p>a exposição ao tabaco, a não prática de</p><p>exercício/atividade física e IMC maior ou igual a</p><p>30kg/m².</p><p>• Exemplos de fatores não modificáveis: presença</p><p>de casos na família de doenças cardiovasculares,</p><p>etnia, idade e sexo.</p><p>@jumorbeck</p><p>➢ Outros Fatores de Risco Importantes da</p><p>Aterosclerose</p><p>↠ Em algumas pessoas com níveis perfeitamente</p><p>normais de colesterol e lipoproteínas, ainda assim, a</p><p>aterosclerose se desenvolve. Alguns dos fatores</p><p>conhecidos que predispõem à aterosclerose são: (1)</p><p>inatividade física e obesidade; (2) diabetes melito; (3)</p><p>hipertensão; (4) hiperlipidemia; e (5) tabagismo. (GUYTON</p><p>& HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ No início e na metade da fase adulta, os homens</p><p>apresentam maior probabilidade de desenvolver</p><p>aterosclerose do que as mulheres da mesma idade,</p><p>sugerindo que os hormônios sexuais masculinos podem</p><p>ser aterogênicos ou, pelo contrário, que os hormônios</p><p>sexuais femininos podem ter ação protetora. (GUYTON &</p><p>HALL, 13ª ed.)</p><p>↠ Alguns desses fatores causam aterosclerose, ao</p><p>aumentar a concentração de LDLs no plasma. Outros, tais</p><p>como a hipertensão, são capazes de levar à</p><p>aterosclerose ao causar lesões no endotélio vascular, além</p><p>de outras alterações nos tecidos vasculares que</p><p>predispõem à deposição de colesterol. (GUYTON &</p><p>HALL, 13ª ed.)</p><p>PREVENÇÃO DA ATEROSCLEROSE</p><p>As medidas mais importantes para proteger contra o</p><p>desenvolvimento da aterosclerose e sua progressão para</p><p>grave doença vascular são (1) manter peso saudável, ser</p><p>fisicamente ativo e ingerir dieta contendo principalmente</p><p>gorduras insaturadas com baixo teor de colesterol; (2)</p><p>prevenir a hipertensão, mantendo dieta saudável e sendo</p><p>fisicamente ativa, ou efetivamente controlando a pressão</p><p>arterial com fármacos anti-hipertensivos caso a</p><p>hipertensão se desenvolva; (3) controlar efetivamente a</p><p>glicose sanguínea, com insulina ou outros fármacos na</p><p>presença de diabetes; e (4) evitar fumar cigarros.</p><p>(GUYTON & HALL, 13ª ed.)</p><p>Diferenças nos hábitos de vida entre populações</p><p>diferentes e os impactos positivos na saúde</p><p>↠ A doença cardiovascular aterosclerótica se inicia na</p><p>infância precoce e é influenciada ao longo da vida por</p><p>fatores genéticos e exposição ambiental a fatores de</p><p>risco potencialmente modificáveis. (SANTOS, 2011)</p><p>↠ Estudos relatam que quando uma pessoa muda seus</p><p>hábitos de vida (abandona o sedentarismo, a alta ingestão</p><p>de gorduras, o tabagismo, por exemplo) as chances de</p><p>ela não desenvolver a doença aterosclerótica, ou reduzir</p><p>as complicações de uma doença já instalada, são</p><p>menores. (COSTA et al., 2019)</p><p>↠ Assim, a influência da dieta na patogênese de doenças</p><p>crônico-degenerativas ganhou grande importância em</p><p>pesquisas e tem comprovado a teoria de que reduzindo</p><p>os níveis de gorduras da dieta há menor possibilidade de</p><p>se desenvolver aterosclerose. (COSTA et al., 2019)</p><p>↠ Alguns estudos sugerem que o aumento da atividade</p><p>física habitual e do condicionamento cardiorrespiratório</p><p>estão associados ao decréscimo de causas de mortalidade</p><p>em homens com acometimentos cardiovasculares pré-</p><p>existentes. (COSTA et al., 2019)</p><p>↠ O estresse tem sido mencionado como um dos</p><p>possíveis fatores contribuintes para o desenvolvimento da</p><p>aterosclerose, não só por meio da ação direta, mas</p><p>também pela contribuição para a etiologia de outros</p><p>fatores de risco, como a depressão, a obesidade, a</p><p>hipercolesterolemia e o sedentarismo. (SANTOS, 2011)</p><p>↠ Autores discutiram como o estresse psicossocial em</p><p>animais pode levar ao desenvolvimento da aterosclerose,</p><p>provavelmente por um mecanismo envolvendo ativação</p><p>excessiva do sistema nervoso simpático. Em pacientes</p><p>com doença arterial coronária (DAC), o estresse agudo</p><p>pode também levar à vasoconstrição coronária.</p><p>(SANTOS, 2011)</p><p>↠ Em estudo conduzido com 37 homens em 2003 por</p><p>Steptoe et al sobre os efeitos do estresse e da classe</p><p>econômica na ativação das plaquetas, verificou-se que o</p><p>estresse psicológico induz à ativação plaquetária. Os</p><p>autores sugeriram que pelo fato de as pessoas de classes</p><p>econômicas menos favorecidas enfrentarem diariamente</p><p>inúmeros fatores estressantes de grande magnitude</p><p>ligados às dificuldades financeiras e sociais, elas estariam</p><p>sujeitas a um estresse mais intenso, que poderia, por sua</p><p>vez, induzir a uma ativação plaquetária que contribuiria</p><p>para um aumento do risco de doenças cardiovasculares.</p><p>(SANTOS, 2011)</p><p>↠ Nas sociedades ocidentais, a aterosclerose é causa</p><p>primária de 50% de todas as mortes relacionadas com</p><p>infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).</p><p>Contudo, países como a Groenlândia, Islândia e Japão têm</p><p>baixa prevalência de aterosclerose, principalmente entre</p><p>os esquimós, sugerindo uma forte relação com o estilo</p><p>de vida, dieta e composição genética dos indivíduos.</p><p>(GOTTTLIEB,2005)</p><p>@jumorbeck</p><p>TSIMANES – EL PAIS</p><p>↠ O estudo, publicado na revista The Lancet,</p><p>comprovou que a quantidade de cálcio acumulada nas</p><p>artérias principais dos tsimanes com mais de 40 anos é</p><p>até cinco vezes menor que a calcificação detectada em</p><p>pessoas ocidentais da mesma idade.</p><p>↠ Além disso, a boa saúde se mantém à medida que</p><p>envelhecem. Um total de 65% de anciãos tsimanes que</p><p>chegaram aos 75 anos ainda tinha um índice de</p><p>calcificação zero. Os pesquisadores compararam seus</p><p>resultados com os de outras populações, como a de uma</p><p>ampla amostra dos EUA, outra de europeus e mais uma</p><p>dezena de estudos sobre a incidência de aterosclerose</p><p>em diferentes sociedades. O estado das artérias dos</p><p>velhos tsimanes é similar ao que podem ter ocidentais</p><p>com 28 anos menos e ainda melhor que o das mulheres</p><p>adultas japonesas, as que até agora tinham melhor saúde</p><p>arterial.</p><p>↠ Embora o estudo não estabeleça uma relação causal,</p><p>para seus autores tudo indica que o estilo de vida dos</p><p>tsimanes explicaria esses dados e outros que também</p><p>comprovaram em suas revisões médicas, como os baixos</p><p>níveis que mostraram no ritmo cardíaco, pressão</p><p>sanguínea, colesterol e glicose no sangue. Todos esses</p><p>indicadores estão direta ou indiretamente relacionados</p><p>com a aterosclerose.</p><p>↠ Os tsimanes podem ficar oito horas na caça de algo</p><p>para comer. Os pesquisadores estimam que dedicam um</p><p>mínimo de sete horas a atividades que requerem esforço</p><p>físico e que em apenas 10% do tempo que passam</p><p>despertos não fazem nada. Quanto à sua dieta, em sua</p><p>maioria se trata de carboidratos (72%) não processados,</p><p>ricos em fibra, como arroz, mandioca, milho e frutas. As</p><p>proteínas são obtidas da caça e da pesca, e somente</p><p>consomem cerca de 38 gramas de gordura por dia.</p><p>Embora alguns tenham declarado que fumam, um maço</p><p>de cigarros lhes poderia durar um ano.</p><p>↠ "Se não há tabaco, não há colesterol nem diabetes, e</p><p>têm uma dieta equilibrada e fazem exercícios físicos, não</p><p>há aterosclerose”, comenta o pesquisador do Centro</p><p>Nacional de Pesquisas Cardiovasculares Carlos III (CNIC),</p><p>Antonio Fernández Ortiz.</p><p>↠ Esta pesquisa ajuda a demonstrar de forma definitiva</p><p>que os fatores de risco cardiovasculares são a causa da</p><p>doença aterosclerótica. Nessa população sem</p><p>aterosclerose o único fator de risco que eles têm é a</p><p>idade. O pouco cálcio que acumulam é porque vão</p><p>envelhecendo.”</p><p>↠ Existe a possibilidade de que os tsimanes tenham</p><p>alguma variante genética que os protegeria das doenças</p><p>cardiovasculares, além do seu</p><p>estilo de vida. No entanto,</p><p>os pesquisadores comprovaram que nos últimos anos os</p><p>níveis de colesterol estão subindo, com uma</p><p>concentração de colesterol LDL que passou de 1,84</p><p>milimol por litro na primeira década do século para 2,35</p><p>mmol/L em 2015. Isso descartaria a possibilidade de origem</p><p>genética.</p><p>↠ O aumento do colesterol coincidiu com uma</p><p>intensificação da aculturação desse povo. Isto permitiu aos</p><p>tsimanes um maior acesso aos produtos ricos em</p><p>açúcares e gorduras. Ainda é cedo para detectar se as</p><p>mudanças na dieta provocarão um aumento da</p><p>calcificação arterial, mas os autores do estudo acreditam</p><p>que poderia estar em curso uma revolução nutricional</p><p>que acabará com a boa saúde.</p><p>Referências</p><p>COSTA et. al. Estilo de vida como fator de prevenção da</p><p>aterosclerose. Revista Caderno de Medicina vol. 2, nº 2,</p><p>2019</p><p>SANTOS et al. Hábitos e perfil socioeconômico dos</p><p>pacientes com doença aterosclerótica no Brasil, 2011.</p><p>GOTTLIEB, M. G. V. BONARDI G. MORIGUCHI, E. H.</p><p>Fisiopatologia e aspectos inflamatórios da aterosclerose,</p><p>2005.</p><p>TORTORA. Princípios de Anatomia e Fisiologia. Disponível</p><p>em: Minha Biblioteca, (14th edição). Grupo GEN, 2016.</p><p>GUYTON & HALL. Tratado de Fisiologia Médica, 13ª ed.</p><p>Editora Elsevier Ltda., 2017</p><p>MOORE. Anatomia Orientada para a Clínica, 7ª ed.</p><p>Guanabara Koogan, SP, 2017</p><p>JUNQUEIRA; CARNEIRO. Histologia Básica, 13ª ed.</p><p>Guanabara Koogan, SP, 2017.</p><p>@jumorbeck</p><p>Anamnese</p><p>↠ Anamnese (do grego aná –trazer de novo + mnesis</p><p>–memória) significa trazer de volta à mente todos os fatos</p><p>relacionados com a doença e o paciente. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ De início, deve-se ressaltar que a anamnese é a parte</p><p>mais importante da medicina: primeiro, porque é o núcleo</p><p>em torno do qual se desenvolve a relação médico-</p><p>paciente, que, por sua vez, é o principal pilar do trabalho</p><p>do médico; segundo, porque é cada vez mais evidente</p><p>que o progresso tecnológico somente é bem utilizado se</p><p>o lado humano da medicina é preservado. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ A anamnese, se bem feita, culmina em decisões</p><p>diagnósticas e terapêuticas corretas; se mal feita, em</p><p>contrapartida, desencadeia uma série de consequências</p><p>negativas, as quais não podem ser compensadas com a</p><p>realização de exames complementares, por mais</p><p>sofisticados que sejam. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ Como a anamnese é uma entrevista, são necessárias</p><p>a ela a comunicação não verbal, a verbal e a escrita. Uma</p><p>anamnese verdadeira sai da boca do paciente, mas o</p><p>médico deve ser cooperativo, atento, cuidadoso e</p><p>direcionador. (SOARES et al., 2014)</p><p>POSSIBILIDADES E OBJETIVOS DA ANAMNESE</p><p>➢ Estabelecer condições para uma adequada relação</p><p>médico-paciente;</p><p>➢ Conhecer, por meio da identificação, os</p><p>determinantes epidemiológicos que influenciam o</p><p>processo saúde-doença de cada paciente;</p><p>➢ Fazer a história clínica, registrando, detalhada e</p><p>cronologicamente, o(s) problema(s) de saúde do</p><p>paciente;</p><p>➢ Registrar e desenvolver práticas de promoção da</p><p>saúde;</p><p>➢ Avaliar o estado de saúde passado e presente do</p><p>paciente, conhecendo os fatores pessoais, familiares</p><p>e ambientais que influenciam seu processo saúde-</p><p>doença;</p><p>➢ Conhecer os hábitos de vida do paciente, bem como</p><p>suas condições socioeconômicas e culturais;</p><p>➢ Avaliar, de maneira clara, os sintomas de cada sistema</p><p>corporal.</p><p>↠ Em essência, a anamnese é uma entrevista, e o</p><p>instrumento de que nos valemos é a palavra falada.</p><p>(PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ Em situações especiais (pacientes surdos ou pacientes</p><p>com dificuldades de sonorização), dados da anamnese</p><p>podem ser obtidos por meio da Linguagem Brasileira de</p><p>Sinais (Libras), da palavra escrita ou mediante tradutor</p><p>(acompanhante e/ou cuidador que compreenda a</p><p>comunicação do paciente). (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ A anamnese necessita de entrevista organizada em</p><p>métodos que privilegiam a solução da complexa relação</p><p>médico-paciente, com o intuito de alterar o</p><p>posicionamento do médico, deixando o lado entrevistador</p><p>e favorecendo o lado ouvinte, capaz de promover a</p><p>saúde e prevenindo as doenças que acometem os</p><p>pacientes (LIMA et al., 2021 apud SOARES et al, 2016).</p><p>↠ O diálogo entre o médico e o paciente tem objetivo</p><p>e finalidade preestabelecidos, ou seja, a reconstituição dos</p><p>fatos e dos acontecimentos direta ou indiretamente</p><p>relacionados com uma situação anormal da vida do</p><p>paciente. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>Maneiras de se fazer anamnese</p><p>A anamnese pode ser conduzida das seguintes maneiras:</p><p>➢ Deixar o paciente relatar, livre e</p><p>espontaneamente, suas queixas sem nenhuma</p><p>interferência, limitando-se a ouvi-lo. Essa técnica</p><p>é recomendada e seguida por muitos clínicos. O</p><p>psicanalista apoia-se integralmente nela e chega</p><p>ao ponto de se colocar em uma posição na qual</p><p>não possa ser visto pelo paciente, para que sua</p><p>presença não exerça influência inibidora ou</p><p>coercitiva. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>➢ De outra maneira, denominada anamnese</p><p>dirigida, o médico, tendo em mente um</p><p>esquema básico, conduz a entrevista mais</p><p>objetivamente. O uso dessa técnica exige rigor</p><p>técnico e cuidado na sua execução, de modo a</p><p>não se deixar levar por ideias preconcebidas.</p><p>(PORTO, 8ª ed.)</p><p>➢ Outra maneira é o médico deixar, inicialmente, o</p><p>paciente relatar de maneira espontânea suas</p><p>queixas, para depois conduzir a entrevista de</p><p>modo mais objetivo. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>Com a crescente capacidade de o paciente obter informações sobre</p><p>sintomas, doenças, tratamentos, especialmente nos sites de busca da</p><p>internet, está surgindo um novo tipo de entrevista que pode ser</p><p>chamado de “anamnese dialogada”. Em vez do tradicional relato passa</p><p>a haver um diálogo amparado nas informações obtidas pelo paciente</p><p>e nos conhecimentos científicos do médico. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ A história clínica, portanto, não é o simples registro de</p><p>uma conversa. É mais do que isso: é o resultado de uma</p><p>entrevista com objetivo explícito, conduzida pelo</p><p>@jumorbeck</p><p>examinador e cujo conteúdo foi elaborado criticamente</p><p>por ele. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ Para fazer uma entrevista de boa qualidade, antes de</p><p>tudo o médico deve estar interessado no que o paciente</p><p>tem a dizer. Ao mesmo tempo, é necessário demonstrar</p><p>compreensão e desejo de ser útil àquela pessoa. (PORTO,</p><p>8ª ed.)</p><p>↠ A pressa é o defeito de técnica mais grosseiro que se</p><p>pode cometer durante a obtenção da história. (PORTO,</p><p>8ª ed.)</p><p>↠ Há muitas doenças cujos diagnósticos são feitos quase</p><p>exclusivamente pela história, como, por exemplo,</p><p>epilepsia, enxaqueca e neuralgia do trigêmeo, isso sem se</p><p>falar dos transtornos psiquiátricos, cujo diagnóstico apoia-</p><p>se integralmente nos dados da anamnese. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>Recomendações práticas para se fazer uma boa</p><p>anamnese</p><p>↠ É no primeiro contato que reside a melhor</p><p>oportunidade para fundamentar uma boa relação entre o</p><p>médico e o paciente. Perdida essa oportunidade, sempre</p><p>existirá um hiato intransponível entre um e outro.</p><p>(PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ Cumprimente o paciente, perguntando logo o nome</p><p>dele e dizendo-lhe o seu. Não use termos como “vovô”,</p><p>“vovó”, “vozinho”, “vozinha” para as pessoas idosas.</p><p>(PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ Demonstre atenção ao que o paciente está falando e</p><p>procure identificar de pronto alguma condição especial –</p><p>dor, sonolência, ansiedade, hostilidade, tristeza, confusão</p><p>mental – para que você saiba a maneira de conduzir a</p><p>entrevista. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ Conhecer e compreender as condições socioculturais</p><p>do paciente representa uma ajuda inestimável para</p><p>reconhecer a doença e entender o paciente. (PORTO, 8ª</p><p>ed.)</p><p>↠ Ter sempre o cuidado de não sugestionar o paciente</p><p>com perguntas que surgem de ideias preconcebidas.</p><p>(PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ O tempo reservado à anamnese distingue o médico</p><p>competente do incompetente, o qual tende a transferir</p><p>para as máquinas e o laboratório a responsabilidade do</p><p>diagnóstico. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ Sintomas bem investigados e mais bem</p><p>compreendidos abrem caminho para um exame físico</p><p>objetivo. Isso poderia ser anunciado de outra maneira: só</p><p>se acha o que se procura e só se procura o que se</p><p>conhece. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠A causa mais frequente de erro diagnóstico é uma</p><p>história clínica mal obtida. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ Somente a anamnese possibilita ao médico uma visão</p><p>de conjunto do paciente, indispensável para a prática de</p><p>uma medicina de excelência (PORTO, 8ª ed.)</p><p>Semiotécnica da anamnese</p><p>↠ Não basta pedir ao paciente que relate sua história e</p><p>anotá-la. Muitos pacientes têm dificuldade para falar e</p><p>precisam de incentivo; outros – e isto é mais frequente</p><p>– têm mais interesse em narrar as circunstâncias e os</p><p>acontecimentos paralelos do que relatar seus</p><p>padecimentos. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ Aliás, o paciente não é obrigado a saber como deve</p><p>relatar suas queixas. O médico é que precisa saber como</p><p>obtê-las. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ O médico tem de estar imbuído da vontade de ajudar</p><p>o paciente a relatar seus padecimentos. Para conseguir tal</p><p>intento, Bickley e Szilagyi (2010) sugerem que o</p><p>examinador utilize uma ou mais das seguintes técnicas:</p><p>apoio, facilitação, reflexão, esclarecimento, confrontação,</p><p>interpretação, respostas empáticas e silêncio. (PORTO, 8ª</p><p>ed.)</p><p>➢ Afirmações de apoio despertam segurança no</p><p>paciente. Dizer, por exemplo, “Eu compreendo”</p><p>em momento de dúvida pode encorajá-lo a</p><p>prosseguir no relato de alguma situação difícil.</p><p>➢ O médico consegue facilitar o relato do paciente</p><p>por meio de sua postura, de ações ou palavras</p><p>que o encorajem, mesmo sem especificar o</p><p>tópico ou o problema que o incomoda. O gesto</p><p>de balançar a cabeça levemente, por exemplo,</p><p>pode significar para o paciente que ele está</p><p>sendo compreendido.</p><p>➢ A reflexão é muito semelhante à facilitação e</p><p>consiste basicamente na repetição das palavras</p><p>que o médico considerar as mais significativas</p><p>durante o relato do paciente.</p><p>➢ O esclarecimento é diferente da reflexão</p><p>porque, nesse caso, o médico procura definir de</p><p>maneira mais clara o que o paciente está</p><p>relatando. Por exemplo, se o paciente se refere</p><p>@jumorbeck</p><p>à tontura, o médico, por saber que esse termo</p><p>tem vários significados, procura esclarecer a qual</p><p>deles o paciente se refere (vertigem? Sensação</p><p>desagradável na cabeça?).</p><p>➢ A confrontação consiste em mostrar ao</p><p>paciente algo acerca de suas próprias palavras</p><p>ou comportamento. Por exemplo, o paciente</p><p>mostra-se tenso, ansioso e com medo, mas diz</p><p>ao médico que “está tudo bem”. Aí, o médico</p><p>pode confrontá-lo da seguinte maneira: “Você</p><p>diz que está tudo bem, mas por que está com</p><p>lágrimas nos olhos?” Essa afirmativa pode</p><p>modificar inteiramente o relato do paciente.</p><p>➢ Na interpretação, o médico faz uma observação</p><p>a partir do que vai notando no relato ou no</p><p>comportamento do paciente. Por exemplo:</p><p>“Você parece preocupado com os laudos das</p><p>radiografias que me trouxe.”</p><p>➢ A resposta empática é a intervenção do médico</p><p>mostrando “empatia”, ou seja, compreensão e</p><p>aceitação sobre algo relatado pelo paciente. A</p><p>resposta empática pode ser por palavras, gestos</p><p>ou atitudes: colocar a mão sobre o braço do</p><p>paciente, oferecer um lenço se ele estiver</p><p>chorando ou apenas dizer a ele que</p><p>compreende seu sofrimento. No entanto, é</p><p>necessário cuidado com esse tipo de</p><p>procedimento. A palavra ou gesto do médico</p><p>pode desencadear uma reação inesperada ou</p><p>até contrária por parte do paciente.</p><p>➢ Há momentos na entrevista em que o</p><p>examinador deve permanecer calado, mesmo</p><p>correndo o risco de parecer que perdeu o</p><p>controle da conversa. O silêncio pode ser o mais</p><p>adequado quando o paciente se emociona ou</p><p>chora. Saber o tempo de duração do silêncio faz</p><p>parte da técnica e da arte de entrevistar.</p><p>Elementos componentes da anamnese</p><p>↠ A anamnese é classicamente desdobrada nas</p><p>seguintes partes: identificação, queixa principal, história de</p><p>doença atual (HDA), interrogatório sintomatológico (IS),</p><p>antecedentes pessoais e familiares, hábitos e estilo de</p><p>vida, condições socioeconômicas e culturais. (PORTO, 8ª</p><p>ed.)</p><p>↠ Esta divisão visa contemplar o paciente como um todo</p><p>e promover sua saúde. (LIMA et al, 2021)</p><p>COMPONENTES DA ANAMNESE</p><p>IDENTIFICAÇÃO Perfil sociodemográfico que</p><p>possibilita a interpretação dos</p><p>dados individuais e coletivos do</p><p>paciente.</p><p>QUEIXA PRINCIPAL É o motivo da consulta.</p><p>Sintomas ou problemas que</p><p>motivaram o paciente a</p><p>procurar atendimento.</p><p>HISTÓRIA DA DOENÇA</p><p>ATUAL</p><p>Registro cronológico e</p><p>detalhado do problema atual de</p><p>saúde do paciente.</p><p>INTERROGATÓRIO</p><p>SINTOMATOLÓGICO</p><p>Avaliação detalhada dos</p><p>sintomas de cada sistema</p><p>corporal. Complementar a HDA</p><p>e avaliar.</p><p>ANTECEDENTES PESSOAIS E</p><p>FAMILIARES</p><p>Avaliação do estado de saúde</p><p>passado e presente do</p><p>paciente, conhecendo os</p><p>fatores pessoais.</p><p>HÁBITOS DE VIDA Documentar hábitos e estilo de</p><p>vida do paciente, incluindo</p><p>ingesta alimentar diária e usual,</p><p>prática utilização de outras</p><p>substâncias e drogas ilícitas.</p><p>CONDIÇÕES</p><p>SOCIOECONÔMICAS</p><p>Avaliar as condições de</p><p>habitação do paciente, além de</p><p>vínculos afetivos familiares,</p><p>condições escolaridade.</p><p>IDENTIFICAÇÃO</p><p>↠ A identificação é o perfil sociodemográfico do paciente</p><p>que permite a interpretação de dados individuais e</p><p>coletivos. Apresenta múltiplos interesses; o primeiro deles</p><p>é de iniciar o relacionamento com o paciente, saber o</p><p>nome de uma pessoa é indispensável para que se</p><p>comece um processo de comunicação em nível afetivo.</p><p>(PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ Além do interesse clínico, também dos pontos de vista</p><p>pericial, sanitário e médico-trabalhista, esses dados são de</p><p>relevância para o médico. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ A data em que é feita a anamnese é sempre</p><p>importante e, quando as condições clínicas modificam-se</p><p>com rapidez, convém acrescentar a hora. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>Os elementos descritos a seguir são obrigatórios:</p><p>➢ Nome. Primeiro dado da identificação. Nunca é</p><p>demais criticar o hábito de designar o paciente</p><p>pelo número do leito ou pelo diagnóstico.</p><p>“Paciente do leito 5” ou “aquele caso de cirrose</p><p>hepática da Enfermaria 7” são expressões que</p><p>jamais devem ser usadas para caracterizar uma</p><p>pessoa.</p><p>@jumorbeck</p><p>➢ Idade. Cada grupo etário tem sua própria</p><p>doença, e bastaria essa assertiva para tornar</p><p>clara a importância da idade.</p><p>➢ Sexo/gênero. Há enfermidades que só ocorrem</p><p>em determinado sexo.</p><p>➢ Cor/etnia. Embora não sejam coisas exatamente</p><p>iguais, na prática elas se confundem. Em nosso</p><p>país, onde existe uma intensa mistura de etnias,</p><p>é preferível o registro da cor da pele como faz</p><p>o IBGE usando-se a seguinte nomenclatura: cor</p><p>branca, cor parda, cor preta.</p><p>➢ Estado civil. Não só os aspectos sociais</p><p>referentes ao estado civil podem ser úteis ao</p><p>examinador. Aspectos médico-trabalhistas e</p><p>periciais podem estar envolvidos, e o</p><p>conhecimento do estado civil passa a ser um</p><p>dado valioso.</p><p>➢ Profissão. É um dado de crescente importância</p><p>na prática médica, e sobre ele teceremos</p><p>algumas considerações em conjunto com o item</p><p>que se segue.</p><p>➢ Local de trabalho. Não basta registrar a</p><p>ocupação atual. Faz-se necessário indagar sobre</p><p>outras atividades já exercidas em épocas</p><p>anteriores.</p><p>➢ Naturalidade. Local onde o paciente nasceu.</p><p>➢ Procedência. Este item geralmente refere-se à</p><p>residência anterior do paciente.</p><p>➢ Residência. Anota-se a residência atual. Nesse</p><p>local deve ser incluído o endereço do paciente.</p><p>As doenças infecciosas e parasitárias se distribuem pelo mundo em</p><p>função de vários fatores, como climáticos, hidrográficos e de altitude.</p><p>Conhecer o local da residência é o primeiro passo nessa área.</p><p>➢ Nome da mãe. Anotar o nome da mãe do</p><p>paciente é uma regra comum nos serviços de</p><p>saúde no sentido de diferenciar os pacientes</p><p>homônimos.</p><p>➢ Nome do responsável, cuidador e/ou</p><p>acompanhante. O registro do nome do</p><p>responsável, cuidador e/ou acompanhante de</p><p>crianças, adolescentes, pessoas idosas, tutelados</p><p>ou incapazes (problemas de cognição, por</p><p>exemplo) faz-se necessário para que se firme a</p><p>relação de corresponsabilidade ética no</p><p>processo de tratamento do paciente.</p><p>➢ Religião. A religião à qual o paciente se filia tem</p><p>relevância no processo saúde-doença.</p><p>➢ Filiação a órgãos/instituições previdenciárias</p><p>e</p><p>planos de saúde. Ter conhecimento desse fato</p><p>possibilita o correto encaminhamento para</p><p>exames complementares, outros especialistas</p><p>ou mesmo a hospitais, nos casos de internação.</p><p>O cuidado do médico em não onerar o paciente,</p><p>buscando alternativas dentro do seu plano de</p><p>saúde, é fator de suma importância na adesão</p><p>ao tratamento proposto.</p><p>QUEIXA PRINCIPAL OU MOTIVO DA CONSULTA</p><p>↠ Registra-se a queixa principal ou, mais adequadamente,</p><p>o motivo que levou o paciente a procurar o médico,</p><p>repetindo, se possível, as expressões por ele utilizadas.</p><p>(PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ É uma afirmação breve e espontânea, geralmente um</p><p>sinal ou um sintoma, nas próprias palavras da pessoa que</p><p>expressa o motivo da consulta. Pode ser uma anotação</p><p>entre aspas para indicar que se trata das palavras exatas</p><p>do paciente. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ Não aceitar, tanto quanto possível, “rótulos</p><p>diagnósticos” referidos à guisa de queixa principal .</p><p>(PORTO, 8ª ed.)</p><p>HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL</p><p>↠ A história da doença atual (HDA) é um registro</p><p>cronológico e detalhado do motivo que levou o paciente</p><p>a procurar assistência médica, desde o seu início até a</p><p>data atual. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ A HDA, abreviatura já consagrada no linguajar médico,</p><p>é a parte principal da anamnese e costuma ser a chave</p><p>mestra para chegar ao diagnóstico. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ Histórias simples e curtas x Histórias longas e</p><p>complexas. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>NORMAS PARA SE OBTER UMA BOA HDA</p><p>➢ Deixe que o paciente fale sobre sua doença.</p><p>➢ Identifique o sintoma-guia.</p><p>➢ Descreva o sintoma-guia com suas características e analise-</p><p>o minuciosamente.</p><p>➢ Use o sintoma-guia como fio condutor da história e</p><p>estabeleça as relações das outras queixas com ele em</p><p>ordem cronológica.</p><p>➢ Verifique se a história obtida tem começo, meio e fim.</p><p>➢ Não induza respostas.</p><p>➢ Apure evolução, exames e tratamentos realizados em</p><p>relação à doença atual.</p><p>➢ Resuma a história que obteve para o paciente, a fim de ele</p><p>possa confirmar ou corrigir algum dado ou acrescentar</p><p>alguma informação esquecida.</p><p>@jumorbeck</p><p>SINTOMAGUIA</p><p>↠ Designa-se como sintoma-guia o sintoma ou sinal que</p><p>permite recompor a história da doença atual com mais facilidade</p><p>e precisão. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ O passo seguinte é determinar a época em que teve início</p><p>aquele sintoma. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ O terceiro passo consiste em investigar a maneira como</p><p>evoluiu o sintoma. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ Concomitantemente com a análise da evolução do sintoma-</p><p>guia, o examinador estabelece as correlações e as interrelações</p><p>com outras queixas. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>ESQUEMA PARA ANÁLISE DE UM SINTOMA</p><p>➢ Início;</p><p>➢ Características do sintoma;</p><p>➢ Fatores de melhora ou piora;</p><p>➢ Relação com outras queixas;</p><p>➢ Evolução;</p><p>➢ Situação atual.</p><p>INTERROGATÓRIO SINTOMATOLÓGICO</p><p>↠ O interrogatório sintomatológico documenta a</p><p>existência ou ausência de sintomas comuns relacionados</p><p>com cada um dos principais sistemas corporais. (PORTO,</p><p>8ª ed.)</p><p>↠ A principal utilidade prática do interrogatório</p><p>sintomatológico reside no fato de permitir ao médico</p><p>levantar possibilidades e reconhecer enfermidades que</p><p>não guardam relação com o quadro sintomatológico</p><p>registrado na HDA. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ Em outras ocasiões, é no interrogatório</p><p>sintomatológico que se origina a suspeita diagnóstica mais</p><p>importante. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ Enquanto se avalia o estado de saúde passado e</p><p>presente de cada sistema corporal, aproveita-se para</p><p>promover saúde, orientando e esclarecendo o paciente</p><p>sobre maneiras de prevenir doenças e evitar riscos à</p><p>saúde. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ Para tirar o máximo proveito das atividades práticas, o</p><p>estudante deve registrar os sintomas presentes e os</p><p>negados pelo paciente. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>IMPORTÂNCIA DO INTERROGATÓRIO SINTOMATOLÓGICO</p><p>Embora o IS seja a parte mais longa da anamnese e</p><p>pareça ao estudante algo cansativo e muitas vezes inútil,</p><p>convém ressaltar que: (PORTO, 8ª ed.)</p><p>➢ A proposta de atender ao paciente de maneira</p><p>global inclui o conhecimento de todos os</p><p>sistemas corporais em seus sintomas e na</p><p>dimensão da promoção da saúde.</p><p>➢ Pensando no paciente como um ser mutável e</p><p>em desenvolvimento, é necessário que se</p><p>registre o estado atual de todo o seu organismo,</p><p>para se ter um parâmetro no caso de futuras</p><p>queixas e adoecimento.</p><p>➢ Muitas vezes, o adoecimento de um sistema</p><p>corporal tem correlação com outro sistema, e</p><p>há necessidade de tal conhecimento para</p><p>adequar a proposta terapêutica.</p><p>➢ Por fim, vale a pena incluir na fase de</p><p>aprendizagem da anamnese o interrogatório</p><p>sintomatológico, porque adquire-se uma visão de</p><p>conjunto dos sinais e sintomas, conhecimento</p><p>que será útil a todo médico.</p><p>SISTEMATIZAÇÃO DO INTERROTAGÓRIO SINTOMATOLÓGICO</p><p>➢ Sintomas gerais: febre, sudorese, astenia, cãibras.</p><p>➢ Pele e fâneros: alterações da pele (cor, textura, lesões,</p><p>sensibilidade), alterações dos fâneros (queda de cabelo,</p><p>alterações nas unhas).</p><p>➢ Cabeça e pescoço: crânio, face e pescoço (dor, alterações</p><p>do pescoço – tumorações), olhos (prurido, olho seco,</p><p>diplopia), orelhas (dor, otorreia, zumbidos), nariz e cavidades</p><p>paranasais (prurido, dor, espirros) cavidade bucal e anexos</p><p>(halitose, dor de dente), faringe (dor de garganta, tosse,</p><p>ronco), laringe (dor, dispneia, disfagia), tireoide e</p><p>paratireoides (dor, nódulo), vasos e linfonodos (dor,</p><p>linfadenomegalias).</p><p>➢ Tórax (parede torácica, traqueia, brônquios, pulmões e</p><p>pleuras, diafragma e mediastino, coração e grandes vasos</p><p>– palpitações, esôfago – pirose).</p><p>➢ Abdome (parede abdominal, estômago, intestino delgado,</p><p>cólon, reto, anus, fígado e vias biliares, pâncreas).</p><p>➢ Sistema geniturinário (rins e vias urinárias, órgãos genitais</p><p>masculinos, órgãos genitais femininos).</p><p>➢ Sistema hemolinfopoético.</p><p>➢ Sistema endócrino.</p><p>➢ Coluna vertebral, ossos, articulações e extremidades.</p><p>➢ Músculos.</p><p>➢ Artérias, veias, linfáticos e microcirculação.</p><p>➢ Sistema nervoso</p><p>➢ Exame psíquico e avaliação das condições emocionais.</p><p>↠ Antes de iniciar o interrogatório sintomatológico (IS), explique ao</p><p>paciente que você irá fazer questionamentos sobre todos os sistemas</p><p>corporais (revisão “da cabeça aos pés”), mesmo não tendo relação</p><p>com o sistema que o motivou a procura-lo. Assim, você terá</p><p>@jumorbeck</p><p>preparado o paciente para a série de perguntas que compõe o IS.</p><p>(PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ Inicie a avaliação de cada sistema corporal com essas perguntas</p><p>gerais. Exemplos: “Como estão seus olhos e visão?”, “Como anda sua</p><p>digestão?” ou “Seu intestino funciona regularmente?”. A resposta</p><p>permitirá que você, se necessário, passe para perguntas mais</p><p>específicas, e, assim, detalhe a queixa. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ Não induza respostas com perguntas que afirmem ou neguem o</p><p>sintoma, como por exemplo: “O senhor está com falta de ar, não é?”</p><p>ou “O senhor não está com falta de ar, não é mesmo?” Nesse caso,</p><p>o correto é apenas questionar: “O senhor sente falta de ar?”</p><p>(PORTO, 8ª ed.)</p><p>ANTECEDENTES PESSOAIS</p><p>↠ Considera-se avaliação do estado de saúde passado e</p><p>presente do paciente, conhecendo fatores pessoais e</p><p>familiares que influenciam seu processo saúde-doença.</p><p>(PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ Os passos a serem seguidos abrangem os</p><p>antecedentes fisiológicos e antecedentes patológicos.</p><p>(PORTO, 8ª ed.)</p><p>Antecedentes pessoais fisiológicos</p><p>➢ Gestação e nascimento: como decorreu a</p><p>gravidez, condições de parto (normal, fórceps,</p><p>cesariana), ordem do nascimento (se é</p><p>primogênito, segundo filho etc.), número de</p><p>irmãos.</p><p>➢ Desenvolvimento psicomotor e neural: dentição,</p><p>fala, controle dos esfíncteres.</p><p>➢ Desenvolvimento sexual: início da puberdade,</p><p>menarca, sexarca, menopausa, orientação</p><p>sexual.</p><p>Antecedentes pessoais patológicos</p><p>➢ Doenças sofridas pelo paciente: mais comuns na</p><p>infância (sarampo, varicela, amigdalites) e</p><p>passando às da vida adulta (pneumonia, hepatite,</p><p>hipertensão arterial, diabetes)</p><p>➢ Alergia: existência de alergia a alimentos,</p><p>medicamentos ou outras substâncias.</p><p>➢ Cirurgias: os motivos que determinaram.</p><p>➢</p><p>Traumatismo: indagar sobre o acidente em si e</p><p>sobre as consequências deste.</p><p>➢ Transfusões sanguíneas: número de</p><p>transfusões, quando ocorreu e por quê.</p><p>➢ História obstétrica: número de gestações (G), de</p><p>partos (P), de abortos (A), de prematuros e de</p><p>cesarianas (C) (G_P_A_C_). Caso o paciente</p><p>seja do seco masculino, indaga-se o número de</p><p>filhos.</p><p>➢ Vacinas: anotar quais vacinas e a época de</p><p>aplicação.</p><p>➢ Medicamentos em uso: anotar nome, posologia,</p><p>motivo, quem prescreveu.</p><p>↠ Perguntas sobre a sexualidade devem ser feitas após já se ter</p><p>conversado algum tempo com o paciente; assim, ele fica mais</p><p>descontraído e o estudante não se sente tão constrangido.</p><p>↠ Lembre-se sempre que o que é perguntado de maneira adequada,</p><p>sem demonstrar preconceito, é respondido também com tranquilidade.</p><p>↠ Mostre-se sempre tranquilo, sem sinais de discriminação, seja qual</p><p>for a informação do paciente.</p><p>ANTECEDENTES FAMILIARES</p><p>↠ Os antecedentes começam com a menção ao estado</p><p>de saúde (quando vivos) dos pais e irmãos do paciente.</p><p>Se for casado, inclui-se o cônjuge e, se tiver filhos, estes</p><p>são referidos. Não se esquecer dos avós, tios e primos</p><p>paternos e maternos do paciente. Se tiver algum doente</p><p>na família, esclarecer a natureza da enfermidade. (PORTO,</p><p>8ª ed.)</p><p>↠ Em caso de falecimento, indagar a causa do óbito e a</p><p>idade em que ocorreu. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ Quando o paciente é portador de uma doença de</p><p>caráter hereditário torna-se imprescindível um</p><p>levantamento genealógico mais rigoroso. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>HÁBITOS E ESTILO DE VIDA</p><p>↠ Item, muito amplo e heterogêneo, documenta hábitos</p><p>e estilo de vida do paciente e está desdobrado nos</p><p>seguintes tópicos: alimentação; ocupação atual e</p><p>ocupações anteriores; atividades físicas; hábitos. (PORTO,</p><p>8ª ed.)</p><p>ALIMENTAÇÃO</p><p>↠ Toma-se como referência o que seria a alimentação</p><p>adequada para aquela pessoa em função da idade, do</p><p>sexo e do trabalho desempenhado. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ Induz-se o paciente a discriminar sua alimentação</p><p>habitual, especificando, tanto quanto possível, o tipo e a</p><p>quantidade dos alimentos ingeridos – é o que se chama</p><p>anamnese alimentar. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ Devemos questionar principalmente sobre o consumo</p><p>de alimentos à base de carboidratos, proteínas, gorduras,</p><p>@jumorbeck</p><p>fibras, bem como de água e outros líquidos. (PORTO, 8ª</p><p>ed.)</p><p>↠ Assim procedendo, o examinador poderá fazer uma</p><p>avaliação quantitativa e qualitativa, ambas com interesse</p><p>médico. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>Sintetizadas as conclusões mais frequentes:</p><p>➢ Alimentação quantitativa e qualitativamente adequada</p><p>➢ Reduzida ingesta de fibras</p><p>➢ Insuficiente consumo de proteínas, com alimentação à base</p><p>de carboidratos</p><p>➢ Consumo de calorias acima das necessidades</p><p>➢ Alimentação com alto teor de gorduras</p><p>➢ Reduzida ingesta de verduras e frutas</p><p>OCUPAÇÃO ATUAL E OCUPAÇÕES ANTERIORES</p><p>↠ Obter informações sobre a natureza do trabalho</p><p>desempenhado, com que substâncias entra em contato,</p><p>quais as características do meio ambiente e qual o grau</p><p>de ajustamento ao trabalho. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ Devemos questionar e obter informações tanto da</p><p>ocupação atual quanto das ocupações anteriores</p><p>exercidas pelo paciente. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ Os dados relacionados com este item são chamados</p><p>história ocupacional. Voltamos a chamar a atenção para a</p><p>crescente importância médica e social da medicina do</p><p>trabalho. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>ATIVIDADES FÍSICAS</p><p>↠ Torna-se cada dia mais clara a relação entre muitas</p><p>enfermidades e o tipo de vida levado pela pessoa no que</p><p>concerne à prática de exercícios físicos. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ Devemos questionar qual tipo de exercício físico</p><p>realiza, frequência.); duração e tempo que pratica.</p><p>(PORTO, 8ª ed.)</p><p>Uma classificação prática é a que se segue:</p><p>➢ Pessoas sedentárias</p><p>➢ Pessoas que exercem atividades físicas moderadas</p><p>➢ Pessoas que exercem atividades físicas intensas e</p><p>constantes</p><p>➢ Pessoas que exercem atividades físicas ocasionais.</p><p>HÁbitos</p><p>↠ A investigação deste item exige habilidade, discrição e</p><p>perspicácia. Uma afirmativa ou uma negativa sem</p><p>explicações por parte do paciente não significa</p><p>necessariamente a verdade! (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ Deve-se investigar sistematicamente o uso de tabaco,</p><p>bebidas alcoólicas, anabolizantes, anfetaminas e drogas</p><p>ilícitas. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>Uso de tabaco:</p><p>↠ O consumo de tabaco, droga socialmente aceita, não</p><p>costuma ser negado pelos pacientes, exceto quando</p><p>tenha sido proibido de fumar. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ Diante disso, nenhuma anamnese está completa se</p><p>não se investigar esse hábito, registrando-se tipo,</p><p>quantidade, frequência, duração do vício e abstinência.</p><p>(PORTO, 8ª ed.)</p><p>Bebidas Alcoólicas:</p><p>↠ A ingestão de bebidas alcoólicas também é</p><p>socialmente aceita, mas muitas vezes é omitida ou</p><p>minimizada por parte dos pacientes. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ O próprio etilismo, em si, uma doença de fundo</p><p>psicossocial, deve ser colocado entre as enfermidades</p><p>importantes e mais difundidas atualmente. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ Não se deve deixar de perguntar sobre o tipo de</p><p>bebida e a quantidade habitualmente ingerida, bem como</p><p>frequência, duração do vício e abstinência. (PORTO, 8ª</p><p>ed.)</p><p>Uso de anabolizantes e anfetaminas:</p><p>↠ O uso de anabolizantes por jovens frequentadores de</p><p>academias de ginástica tornou-se uma preocupação, pois</p><p>tais substâncias levam à dependência e estão</p><p>correlacionadas com doenças cardíacas, renais, hepáticas,</p><p>endócrinas e neurológicas. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ A utilização de anfetaminas, de maneira indiscriminada,</p><p>leva à dependência química e, comprovadamente, causa</p><p>prejuízos à saúde. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>Consumo de drogas ilícitas:</p><p>↠ As drogas ilícitas incluem maconha, cocaína, heroína,</p><p>ecstasy, LSD, crack, oxi, chá de cogumelo, inalantes (cola</p><p>de sapateiro, lança perfume). (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ A investigação clínica de um paciente que usa drogas</p><p>ilícitas não é fácil. Há necessidade de tato e perspicácia. O</p><p>médico deve integrar informações provenientes de todas</p><p>as fontes disponíveis, principalmente de familiares.</p><p>(PORTO, 8ª ed.)</p><p>@jumorbeck</p><p>CONDIÇÕES SOCIOECONÔMICAS E CULTURAIS</p><p>↠ As condições socioeconômicas e culturais avaliam a</p><p>situação financeira, vínculos afetivos familiares, filiação</p><p>religiosa e crenças espirituais do paciente, bem como</p><p>condições de moradia e grau de escolaridade. (PORTO, 8ª</p><p>ed.)</p><p>↠ Este item está desdobrado em: habitação, condições</p><p>socioeconômicas, condições culturais, vida conjugal e</p><p>relacionamento familiar. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>HABITAÇÃO</p><p>↠ Importância considerável tem a habitação. (PORTO,</p><p>8ª ed.)</p><p>↠ Na zona rural, pela sua precariedade, as casas</p><p>comportam-se como abrigos ideais para numerosos</p><p>reservatórios e transmissores de doenças infecciosas e</p><p>parasitárias. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ Na zona urbana, a diversidade de habitação é um fator</p><p>importante. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ A habitação não pode ser vista como fato isolado,</p><p>porquanto ela está inserida em um meio ecológico do</p><p>qual faz parte. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ É importante questionar sobre as condições de</p><p>moradia: se mora em casa ou apartamento; se a casa é</p><p>feita de alvenaria ou não; qual a quantidade de cômodos;</p><p>se conta com saneamento básico (água tratada e rede</p><p>de esgoto), com coleta regular de lixo; se abriga animais</p><p>domésticos, entre outros. Indaga-se também sobre o</p><p>contato com pessoas ou animais doentes. Se afirmativo,</p><p>questiona-se sobre onde e quando ocorreu e sobre a</p><p>duração do contato. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ A poluição do ar, a poluição sonora e visual, os</p><p>desmatamentos e as queimadas, todos são fatores</p><p>relevantes na análise do item habitação, podendo</p><p>propiciar o surgimento de várias doenças. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>CONDIÇÕES SOCIOECONÔMICAS</p><p>↠ Os primeiros elementos estão contidos na própria</p><p>identificação do paciente; outros são coletados no</p><p>decorrer da anamnese. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ Se houver necessidade de mais informações, indagar-</p><p>se-á sobre renda mensal, situação profissional,</p><p>dependência econômica de parentes ou instituição.</p><p>(PORTO, 8ª</p><p>ed.)</p><p>↠ Todo médico precisa conhecer as possibilidades</p><p>econômicas de seu paciente, principalmente sua</p><p>capacidade financeira para comprar medicamentos e</p><p>realizar exames complementares.. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ Quanto à escolaridade, é importante saber se o</p><p>paciente é analfabeto ou alfabetizado. Vale ressaltar se o</p><p>paciente completou o ensino fundamental, o ensino</p><p>médio ou se tem nível superior. Tais informações são</p><p>fundamentais na compreensão do processo saúde-</p><p>doença. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>VIDA CONJUGAL E RELACIONAMENTO FAMILIAR</p><p>↠ Investiga-se o relacionamento entre pais e filhos, entre</p><p>irmãos e entre cônjuges. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ Em várias ocasiões temos salientado as dificuldades da</p><p>anamnese. Chegamos ao tópico em que essa dificuldade</p><p>atinge seu máximo. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ O estudante encontrará dificuldade para andar nesse</p><p>terreno, pois os pacientes veem nele um “aprendiz”,</p><p>adotando, em consequência, maior reserva a respeito de</p><p>sua vida íntima e de suas relações familiares. (PORTO, 8ª</p><p>ed.)</p><p>Anamnese abrangente x Anamnese focalizada</p><p>↠ No caso de pacientes vistos pela primeira vez no</p><p>consultório ou hospital, geralmente a opção adotada é</p><p>conduzir uma avaliação abrangente, que inclui todos os</p><p>componentes da anamnese e um completo exame físico.</p><p>(BATES, 12ª ed.)</p><p>↠ No entanto, em muitas situações, é indicada uma</p><p>avaliação orientada para problemas ou focalizada mais</p><p>flexível, principalmente no caso de pacientes que você</p><p>conheça bem e estejam retornando para uma consulta</p><p>de rotina ou de pacientes com preocupações específicas</p><p>e “mais prementes”, como dor de garganta ou dor no</p><p>joelho. (BATES, 12ª ed.)</p><p>↠ A escolha do tipo de anamnese vai depender de</p><p>diversos fatores: (BATES, 12ª ed.)</p><p>➢ Magnitude e a gravidade dos problemas do</p><p>paciente;</p><p>➢ A necessidade de ser minucioso;</p><p>➢ O ambiente clínico – hospital ou ambulatório;</p><p>➢ Atendimento primário ou especializado;</p><p>➢ Tempo disponível.</p><p>@jumorbeck</p><p>ANAMNESE ABRANGENTE ANAMNESE FOCALIZADA</p><p>É adequada para pacientes</p><p>novos no consultório ou</p><p>hospital.</p><p>É adequada para pacientes</p><p>já conhecidos,</p><p>principalmente durante</p><p>consultas de rotina ou</p><p>urgência.</p><p>Fornece dados</p><p>fundamentais e</p><p>personalizados sobre</p><p>o paciente</p><p>Aborda queixas ou sintomas</p><p>localizados.</p><p>Fortalece a relação entre o</p><p>paciente e o profissional</p><p>de saúde</p><p>Aplica métodos de exames</p><p>relevantes à avaliação das</p><p>queixas ou problemas da</p><p>maneira mais detalhada</p><p>e cuidadosa possível</p><p>Constitui uma linha de base</p><p>para avaliações futuras</p><p>Avalia sintomas restritos a</p><p>um sistema corporal</p><p>específico</p><p>↠ A avaliação abrangente faz mais do que avaliar</p><p>sistemas de órgãos. É fonte de conhecimentos</p><p>fundamentais e personalizados sobre o paciente que</p><p>reforça a relação médico-paciente.. (BATES, 12ª ed.)</p><p>↠ No caso do exame mais focalizado, você selecionará</p><p>os métodos pertinentes para realizar uma avaliação</p><p>minuciosa do problema em questão. Os sinais/sintomas, a</p><p>idade e a história de saúde do paciente ajudam a</p><p>determinar a abrangência do exame focalizado, assim</p><p>como seu conhecimento sobre padrões das doenças.</p><p>(BATES, 12ª ed.)</p><p>Dados subjetivos x Dados objetivos</p><p>↠ Os sintomas são dados subjetivos ou o que o paciente</p><p>conta a você. Os sinais são considerados informações</p><p>objetivas, ou o que você observa. (BATES, 12ª ed.)</p><p>DADOS SUBJETIVOS DADOS OBJETIVOS</p><p>O que o paciente conta a</p><p>você.</p><p>O que você detecta</p><p>durante o exame, os</p><p>resultados</p><p>dos exames laboratoriais e</p><p>dados do exame.</p><p>Os sintomas e a anamnese,</p><p>desde a queixa principal</p><p>até a revisão de sistemas</p><p>Todos os achados do</p><p>exame físico ou sinais.</p><p>Aspectos éticos da comunicação interpares</p><p>↠ O encontro entre o paciente e o médico desperta</p><p>uma grande variedade de sentimentos e emoções,</p><p>configurando uma relação humana especial, designada</p><p>através dos tempos, como relação médico-paciente.</p><p>(PORTO, 8ª ed.)</p><p>↠ Não é uma relação interpessoal como outra qualquer,</p><p>pois está inserida nela uma grande carga de angústia,</p><p>medo,</p><p>incerteza, amor, ódio, insegurança, confiança, que</p><p>determina uma relação dialética entre o ser doente e</p><p>aquele que lhe oferece ajuda. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>Relação Médico-Paciente e Princípios Bioéticos</p><p>↠ É importante compreender que princípios bioéticos e</p><p>virtudes morais são partes indissociáveis do exame clínico</p><p>e estão no núcleo da relação médico-paciente. (PORTO,</p><p>8ª ed.)</p><p>Princípios bioÉticos segundo Beauchamp e Chidress</p><p>Beneficência: buscar fazer sempre o bem para o paciente.</p><p>Não maleficência: não fazer nada de mal ao paciente.</p><p>Justiça: fazer sempre o que é justo ao paciente.</p><p>Autonomia: possibilitar que o paciente decida sobre o</p><p>tratamento.</p><p>Valores BioÉticos</p><p>Alteridade: respeitar a diferença no outro.</p><p>Sigilo: respeitar o segredo sobre as informações do</p><p>paciente.</p><p>Classificação da relação médico-paciente</p><p>ClassificaÇÃo da relaÇÃo mÉdico-paciente (Veatche,</p><p>1983)</p><p>Modelo paternalista ou sacerdotal: O médico toma as</p><p>decisões em nome da beneficência sem valorizar os</p><p>valores, a cultura e a opinião do paciente, que se coloca</p><p>em uma posição de completa submissão.</p><p>Modelo tecnicista ou engenheiral: O médico informa e</p><p>executa os procedimentos necessários, mas deixa a</p><p>decisão inteiramente sob a responsabilidade do paciente.</p><p>Modelo colegial ou igualitário: O médico adota a falsa</p><p>posição de “colega” do paciente, não levando em conta a</p><p>inevitável assimetria desta relação.</p><p>Modelo contratualista. As habilidades e os conhecimentos</p><p>do médico são valorizados, preservando sua autoridade,</p><p>mas deseja e valoriza a participação ativa do paciente que</p><p>vai resultar em uma efetiva troca de informações e um</p><p>comprometimento de ambas as partes.</p><p>Características do encontro médico-paciente:</p><p>Médico ativo/paciente passivo: o paciente abandona-se</p><p>por completo e aceita passivamente os cuidados médicos,</p><p>sem mostrar necessidade ou vontade de compreendê-</p><p>los.</p><p>Médico direciona/paciente colabora: o profissional assume</p><p>seu papel de maneira, até certo ponto, autoritária. O</p><p>@jumorbeck</p><p>paciente compreende e aceita tal atitude, procurando</p><p>colaborar.</p><p>Médico age/paciente participa ativamente: o profissional</p><p>define os caminhos e os procedimentos, e o paciente</p><p>compreende e atua conjuntamente.</p><p>Transferência, contratransferência e resistência</p><p>↠ Os principais fenômenos psicodinâmicos da relação</p><p>médico-paciente são os mecanismos de transferência e</p><p>contratransferência. Tais conceitos provêm da psicanálise</p><p>e, na prática médica, constituem um arsenal terapêutico</p><p>que independe de técnicas psicoterápicas especiais e que</p><p>é indissociável do trabalho de qualquer médico. (PORTO,</p><p>8ª ed.)</p><p>Transferência Transferência diz respeito aos</p><p>fenômenos afetivos que o paciente</p><p>passa (transfere) para a relação que</p><p>estabelece com o médico ou o</p><p>estudante. São sentimentos</p><p>inconscientes vividos no âmbito de</p><p>seus relacionamentos primários com</p><p>os pais, irmãos e outros membros da</p><p>família.</p><p>Resistência Chama-se resistência qualquer fator</p><p>ou mecanismo psicológico</p><p>inconsciente que comprometa ou</p><p>atrapalhe a relação médico-paciente</p><p>Contratransferência Os fenômenos relatados também</p><p>ocorrem em sentido contrário, ou</p><p>seja, do médico (ou do estudante),</p><p>para o paciente, sendo denominados</p><p>contratransferência, ou seja, é a</p><p>passagem de aspectos afetivos do</p><p>médico ou do estudante para o</p><p>paciente.</p><p>O médico</p><p>↠ Na primeira consulta, uma palavra ou um gesto</p><p>inadequado pode deteriorar a relação entre médico e</p><p>paciente e aumentar os padecimentos deste último. Isso</p><p>acontece frequentemente quando os aspectos</p><p>psicológicos não são valorizados. Compete ao profissional</p><p>direcionar este encontro a fim de torná-lo o menos</p><p>angustiante possível (PORTO, 8ª ed.)</p><p>PadrÕes de comportamento e caracterÍsticas da</p><p>relaÇÃo mÉdico-paciente</p><p>Padrão inseguro A insegurança, na maioria das</p><p>vezes, é um traço de</p><p>personalidade.</p><p>Padrão autoritário Sempre impõe suas decisões.</p><p>Médico sem vocação Desenvolve mecanismos –</p><p>inconscientes ou claramente</p><p>propositais</p><p>– que inibem o</p><p>paciente.</p><p>Padrão otimista Não vê gravidade em nada, tudo</p><p>lhe parece simples e sem</p><p>gravidade.</p><p>Padrão “rotulador” Tem sempre pronto um</p><p>diagnóstico rotulado que agrada o</p><p>paciente.</p><p>Padrão “especialista” Não consegue ver o paciente</p><p>como um todo.</p><p>Padrão pessimista Vê maior gravidade nas doenças</p><p>que a real.</p><p>Padrão “frustrado” Quase sempre pessimista, pode</p><p>tornar-se agressivo com os</p><p>pacientes.</p><p>Padrão agressivo A hostilidade pode se revelar em</p><p>palavras ofensivas, porém é mais</p><p>comum disfarçar-se como mau</p><p>atendimento.</p><p>Padrão paternalista Adota atitudes protetoras.</p><p>O paciente</p><p>↠ O ser humano é uma unidade biopsicossocial e</p><p>espiritual, e seus aspectos afetivos são o que mais o</p><p>diferenciam dos outros animais. O paciente é um ser</p><p>humano, com uma identidade de gênero e uma</p><p>determinada orientação sexual, de certa idade, com uma</p><p>história individual e uma personalidade exclusiva. Para</p><p>avaliá-lo, o médico se vale de sua capacidade de sentir e</p><p>de estabelecer um relacionamento positivo ou favorável,</p><p>ou seja, é preciso que tenha empatia e compaixão.</p><p>(PORTO, 8ª ed.)</p><p>Padrões de comportamento dos pacientes</p><p>↠As pessoas se comportam de maneiras diversas, em</p><p>função de seu temperamento, suas condições culturais,</p><p>modo de viver e circunstâncias do momento. (PORTO, 8ª</p><p>ed.)</p><p>↠ Todas as enfermidades têm um componente afetivo,</p><p>e, ao adoecer, o indivíduo acentua os traços de sua</p><p>personalidade e expressa no bojo de seu quadro clínico</p><p>seus distúrbios emocionais. (PORTO, 8ª ed.)</p><p>Comunicação entre profissionais de saúde e pacientes ou</p><p>familiares</p><p>↠ As más notícias são definidas como aquelas que</p><p>alteram de forma drástica e negativa a visão do paciente</p><p>sobre seu futuro. (NETO et al., 2013)</p><p>@jumorbeck</p><p>↠ O processo de comunicação pode gerar sérios</p><p>impactos psicológicos, de forma que quem recebe uma</p><p>má notícia geralmente não esquece o local, a data e a</p><p>forma como esta foi transmitida. (NETO et al., 2013)</p><p>↠ Robert Buckman, em 1992, criou o Protocolo SPIKES</p><p>para orientar os profissionais de saúde a comunicarem</p><p>más notícias, abordando diretrizes básicas, como: postura</p><p>do profissional, percepção do paciente, troca de</p><p>informação, conhecimento, explorar e enfatizar as</p><p>emoções, estratégias e síntese. (NETO et al., 2013)</p><p>PROTOCOLO SPIKES (CRUZ; RIERA, 2016)</p><p>➢ S - Setting up: Preparando-se para o encontro.</p><p>Treinar antes é uma boa estratégia. Apesar de</p><p>a notícia ser triste, é importante manter a calma,</p><p>pois as informações dadas podem ajudar o</p><p>paciente a planejar seu futuro.</p><p>➢ P – Perception: Percebendo o paciente.</p><p>Investigue o que o paciente já sabe do que está</p><p>acontecendo.</p><p>➢ I – Invitation: Convidando para o diálogo.</p><p>Identifique até onde o paciente quer saber do</p><p>que está acontecendo, se quer ser totalmente</p><p>informado ou se prefere que um familiar tome</p><p>as decisões por ele.</p><p>➢ K – Knowledge: Transmitindo as informações.</p><p>Introduções como “infelizmente não trago boas</p><p>notícias” podem ser um bom começo. Use</p><p>sempre palavras adequadas ao vocabulário do</p><p>paciente.</p><p>➢ E – Emotions: Expressando emoções. Aguarde</p><p>a resposta emocional que pode vir, dê tempo</p><p>ao paciente, ele pode chorar, ficar em silêncio,</p><p>em choque.</p><p>➢ S – Strategy and Summary: Resumindo e</p><p>organizando estratégias. É importante deixar</p><p>claro para o paciente que ele não será</p><p>abandonado, que existe um plano ou tratamento,</p><p>curativo ou não.</p><p>↠ Comunicar más notícias não é uma tarefa fácil. O</p><p>objetivo do protocolo SPIKES é, de alguma maneira,</p><p>organizar este momento, ajudando profissionais e</p><p>pacientes a manter uma comunicação clara e aberta.</p><p>(CRUZ, RIERA, 2016)</p><p>VISÃO DO PACIENTE E FAMILIAR</p><p>A amostra foi constituída de 501 participantes, que responderam um</p><p>questionário objetivo. Segundo 70,82% (n=347) dos entrevistados, o</p><p>profissional estava preparado para informar a má notícia, enquanto</p><p>29,18% (n=143) o consideraram despreparado. Entre os participantes,</p><p>59,27% (n=294) não se consideravam aptos a receber a má notícia,</p><p>enquanto 40,73% (n=202) se consideravam preparados. Os principais</p><p>sentimentos citados após o recebimento da má notícia foram: tristeza</p><p>35,72% (n=210), indiferença 15,48% (n=91), angústia 12,24% (n=72),</p><p>desespero 9,35% (n=55) e outros 15,48% (n=91). (NETO et al., 2013)</p><p>Quanto aos aspectos definidos como mais relevantes no momento de</p><p>receber uma má notícia, 11,24% (n=91) das pessoas consideraram como</p><p>principal o local; 12,59% (n=102) afirmaram que a qualidade da</p><p>informação é mais importante; já 31,11% (n=252) acreditam que a</p><p>sinceridade do médico é fundamental; enquanto que 14,32% (n=116)</p><p>acreditam ser a escolha do momento apropriado. Notou-se, ainda, que</p><p>25,43% (n=206) das pessoas valorizam a tranquilidade do médico e</p><p>5,31% (n=43) outros aspectos, entre os quais 13,95% (n=6) aludiram à</p><p>necessidade da humanização. (NETO et al., 2013)</p><p>Código de ética médica</p><p>CAPÍTULO I – PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS</p><p>II – O alvo de toda a atenção do médico é a saúde do</p><p>ser humano, em benefício da qual deverá agir com o</p><p>máximo de zelo e o melhor de sua capacidade profissional.</p><p>XI – O médico guardará sigilo a respeito das informações</p><p>de que detenha conhecimento no desempenho de suas</p><p>funções, com exceção dos casos previstos em lei.</p><p>XIX – O médico se responsabilizará, em caráter pessoal</p><p>e nunca presumido, pelos seus atos profissionais,</p><p>resultantes de relação particular de confiança e</p><p>executados com diligência, competência e prudência.</p><p>CAPÍTULO III – RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL</p><p>É vedado ao médico:</p><p>Art. 1º Causar dano ao paciente, por ação ou omissão,</p><p>caracterizável como imperícia, imprudência ou</p><p>negligência.</p><p>Parágrafo único. A responsabilidade médica é sempre</p><p>pessoal e não pode ser presumida.</p><p>Art. 2º Delegar a outros profissionais atos ou atribuições</p><p>exclusivas da profissão médica.</p><p>Art. 8º Afastar-se de suas atividades profissionais, mesmo</p><p>temporariamente, sem deixar outro médico encarregado</p><p>@jumorbeck</p><p>do atendimento de seus pacientes internados ou em</p><p>estado grave.</p><p>CAPÍTULO IV – DIREITOS HUMANOS</p><p>É vedado ao médico:</p><p>Art. 23. Tratar o ser humano sem civilidade ou</p><p>consideração, desrespeitar sua dignidade ou discriminá-lo</p><p>de qualquer forma ou sob qualquer pretexto.</p><p>CAPÍTULO V – RELAÇÃO COM PACIENTES E FAMILIARES</p><p>É vedado ao médico:</p><p>Art. 33. Deixar de atender paciente que procure seus</p><p>cuidados profissionais em casos de urgência ou</p><p>emergência quando não houver outro médico ou serviço</p><p>médico em condições de fazê-lo.</p><p>Art. 34. Deixar de informar ao paciente o diagnóstico, o</p><p>prognóstico, os riscos e os objetivos do tratamento, salvo</p><p>quando a comunicação direta possa lhe provocar dano,</p><p>devendo, nesse caso, fazer a comunicação a seu</p><p>representante legal.</p><p>Relação médico-estudante/ estudante-paciente</p><p>↠ O relacionamento do estudante com o paciente gera</p><p>inúmeras dúvidas. Segundo Bates, grande parte da tensão</p><p>nesse cenário envolve a dinâmica de uma equipe de</p><p>saúde e seu papel como um membro da equipe. (BATES,</p><p>12ª ed.)</p><p>↠ O estudante deve ajudar no trabalho; contudo, sua</p><p>função primária é aprender. (BATES, 12ª ed.)</p><p>↠ Os princípios de Tavistock, que formam um</p><p>arcabouço de análise de situações de assistência à saúde</p><p>que vão além do atendimento direto de pacientes</p><p>individuais, abordando escolhas complicadas que envolvem</p><p>interações de equipes de saúde e distribuição de recursos</p><p>para o bem-estar da sociedade. (BATES, 12ª ed.)</p><p>↠ Os princípios de Tavistock são: direitos, equilíbrio,</p><p>abrangência, cooperação, aprimoramento, segurança e</p><p>franqueza. (BATES, 12ª ed.)</p><p>Código de ética do estudante de medicina</p><p>PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS</p><p>II - O alvo de toda a atenção do estudante de medicina é</p><p>a saúde do ser humano, em benefício da qual deverá agir</p><p>com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade</p><p>intelectual.</p><p>IX - O estudante guardará sigilo a respeito das</p><p>informações obtidas a partir da relação com os pacientes</p><p>e com os serviços de saúde.</p><p>EIXO 3 – RELAÇÕES INTERPESSOAIS DO ESTUDANTE</p><p>Art. 24: É vedado</p><p>ganha</p><p>relevância. O seu papel é ajudar os alunos a irem além de</p><p>onde conseguiriam ir sozinhos, motivando, questionando,</p><p>orientando. Estudos revelam que quando o professor fala</p><p>menos, orienta mais e o aluno participa de forma ativa, a</p><p>aprendizagem é mais significativa (BACICH, MORAN, 2018).</p><p>Tutor e Aluno</p><p>As tarefas consideradas pelo tutor em PBL incluem:</p><p>(FRISON, 2012)</p><p>➢ Definir o Clima: criar um ambiente propício para</p><p>a aprendizagem auto-dirigida;</p><p>➢ Tratar os alunos como aprendizes adultos;</p><p>➢ Promover a cooperação e não a competição</p><p>no trabalho de grupo;</p><p>➢ Esclarecer as necessidades de aprendizagem e</p><p>ajudar os alunos a estabelecer objetivos de</p><p>aprendizagem e estabelecer metas;</p><p>➢ Projetar um plano de aprendizagem: ajudar os</p><p>alunos com planos e estratégias de</p><p>aprendizagem;</p><p>➢ Envolver-se em atividades de aprendizagem</p><p>para garantir que os alunos estão no caminho</p><p>correto: estimular a elaboração de informações</p><p>e ideias, orientar o processo de aprendizagem,</p><p>estimular a integração do conhecimento,</p><p>estimular o aluno de interação e responsabilidade</p><p>individual, e facilitar a localização de informações.</p><p>➢ Os tutores devem atuar como facilitadores nas</p><p>sessões PBL para ajudar os alunos a se</p><p>tornarem solucionadores de problemas, para</p><p>que eles possam assumir a responsabilidade de</p><p>usar as habilidades desenvolvidas por conta</p><p>própria.</p><p>Assim como os tutores, os alunos também devem ter</p><p>responsabilidades bem definidas para atuação dentro do</p><p>processo de PBL. Abaixo estão listados os principais</p><p>pontos de atenção para adequada atuação dos alunos:</p><p>(FRISON, 2012)</p><p>➢ Trate todos os membros do grupo com</p><p>respeito;</p><p>➢ Seja pontual em assistir a todas as sessões;</p><p>➢ Expresse abertamente seus pensamentos e</p><p>ideias;</p><p>➢ Esclareça e questione suas compreensões;</p><p>➢ Ofereça feedback aos membros do grupo e</p><p>aos tutores;</p><p>➢ Complete as tarefas totalmente e no tempo;</p><p>➢ Seja sensível às necessidades de aprendizagem</p><p>de outros membros do grupo;</p><p>➢ Interaja com os demais membros do grupo;</p><p>➢ Assuma a responsabilidade pelo seu processo de</p><p>aprendizagem</p><p>Feedback</p><p>Feedback é uma palavra inglesa que se refere ao</p><p>processo de controlar um sistema reinserindo nele os</p><p>resultados de seu desempenho ou acontecimento. Na</p><p>década de 1940, o conceito de feedback era utilizado por</p><p>engenheiros de foguetes com o intuito de realizar ajustes</p><p>para alcançar objetivos e, desde então, vem sendo</p><p>aplicado em diversos campos. Quando o feedback é</p><p>utilizado para alterar o desempenho e a meta final de</p><p>determinada situação ou atividade, ele faz parte e</p><p>contribui para o processo de aprendizagem. (PEIXOTO,</p><p>2019)</p><p>O feedback é entendido de diferentes formas. Algumas</p><p>pessoas entendem que o retorno dado durante o</p><p>feedback é uma combinação de comentários positivos</p><p>com críticas construtivas, enquanto outras afirmam que o</p><p>foco do retorno pode estar na observação dos erros</p><p>(PEIXOTO, 2019 apud HUNUKUMBURE; DAS; SMITH,</p><p>2017; ARCHER, 2010).</p><p>No contexto de uma aprendizagem ativa, “dar feedback”</p><p>é enviar mensagens de retorno, com sentido bidirecional,</p><p>dos docentes para os estudantes e vice-versa, com a</p><p>finalidade de obter melhorias no processo, normalmente</p><p>designado na literatura por feedback interativo. (SÁ,</p><p>ALVES, COSTA, 2014)</p><p>O feedback pode ser formal e informal. O informal é</p><p>normalmente dado de forma oral, em conversa com o</p><p>estudante ou grupo de estudantes. O feedback formal é</p><p>dado nas avaliações previstas na planificação das</p><p>disciplinas, onde o desempenho dos estudantes pode ser</p><p>“medido”. (SÁ, ALVES, COSTA, 2014)</p><p>Alguns estudos mostram que o feedback gera</p><p>consciência da aprendizagem, pois ele mostra o resultado</p><p>do que foi realizado comparando ao que era pretendido</p><p>naquela atividade. Ele pode incentivar a mudança, estimular</p><p>a prática reflexiva, orientar o indivíduo a adotar</p><p>@jumorbeck</p><p>comportamentos e reforçar repetição do acerto</p><p>(PEIXOTO, 2019)</p><p>Pode-se dizer que um feedback se torna eficaz quando</p><p>se apresenta assertivo, respeitoso, descritivo, oportuno e</p><p>específico.</p><p>➢ O feedback assertivo, é aquele que descreve os</p><p>impactos e consequências do comportamento</p><p>avaliado utilizando uma comunicação clara,</p><p>objetiva e direta.</p><p>➢ Respeitoso, é quando acontece de forma</p><p>compartilhada, ou seja, o professor e o</p><p>estudante apresentam pontos concordantes que</p><p>devem ser trabalhados, respeitando e</p><p>entendendo suas opiniões.</p><p>➢ Ele é descritivo, quando as palavras são isentas</p><p>de julgamentos e descrevem um determinado</p><p>comportamento ou ação.</p><p>➢ Oportuno, quando é realizado no momento e</p><p>local adequados e de forma reservada.</p><p>➢ E específico, quando os comportamentos</p><p>avaliados são indicados de forma que o</p><p>estudante entenda e reflita sobre o que foi bem</p><p>desempenhado e o que necessita ser melhorado</p><p>(PEIXOTO, 2019 apud ARCHER, 2010; ZEFERINO;</p><p>DOMINGUES; AMARAL, 2007; HENDERSON;</p><p>FERGUSON-SMITH JOHNSON, 2005).</p><p>Na educação médica, a importância do feedback se</p><p>estende além da pedagogia, ou seja, vai além dos</p><p>contextos da academia, visando à formação política, social,</p><p>ética e intervencionista do futuro médico. O objetivo do</p><p>treinamento clínico é a expertise no cuidado dos</p><p>pacientes e, se não houver feedback, dificilmente os</p><p>erros serão corrigidos, o bom desempenho não será</p><p>reforçado e as competências clínicas podem acabar</p><p>segundo o empirismo (PEIXOTO, 2019 apud ENDE, 1983).</p><p>Portanto, o feedback é um instrumento de motivação e</p><p>aprendizagem na avaliação, que funciona como recurso</p><p>para um momento de troca e comunicação entre os</p><p>docentes e discentes, e no acompanhamento de</p><p>crescimento pessoal. (PEIXOTO, 2019)</p><p>O feedback apresenta-se como uma poderosa</p><p>ferramenta de aprendizagem e, dependendo de como é</p><p>realizado, pode ter impactos positivos e/ou negativos na</p><p>performance do aprendiz e na eficácia da promoção</p><p>dessa aprendizagem. (PEIXOTO, 2019)</p><p>Alguns estudos (PEIXOTO, 2019 apud LEITE;</p><p>NASCIMENTO;MATTEU, 2018; OLIVEIRA; BATISTA,</p><p>2012) referem que, dependendo da maneira como o</p><p>feedback é fornecido, podem haver momentos de</p><p>conflitos, pois o avaliado pode se sentir insultado ou</p><p>injustiçado com o feedback recebido, ou podem surgir o</p><p>sentimento de descrédito, por dificuldade do provedor do</p><p>feedback em manter uma postura sincera e honesta.</p><p>Assim o feedback fornecido de forma construtiva e</p><p>positiva previne o conflito, estimula a reflexão crítica do</p><p>aluno que segue buscando o aperfeiçoamento da sua</p><p>prática. Docentes e discentes deveriam estar preparados</p><p>para dar e receber feedback, pois ele promove o</p><p>aprendizado, e consequentemente, pode aumentar a</p><p>probabilidade para um efetivo desenvolvimento</p><p>profissional e mudança da prática. A relevância do tema</p><p>e sua importância na participação ativa da formação</p><p>médica justificam o presente estudo.</p><p>Artigo : Avaliação do feedback como ferramenta de</p><p>ensino e aprendizagem em um curso de medicina.</p><p>Os questionários construídos pelas autoras com base na</p><p>literatura revisada sobre o tema, foram desenvolvidos em</p><p>plataforma digital e disponibilizados on-line. Eles foram</p><p>compostos por assertivas objetivas e incluíram variáveis</p><p>como perfil demográfico para caracterização do público</p><p>alvo, perguntas direcionadas para verificar a frequência,</p><p>qualidade do conteúdo e impacto do processo de</p><p>feedback, além dos critérios (atenção, cuidado,</p><p>objetividade, solicitação, oportunidade, especificidade,</p><p>direção, afetividade, confirmação, compreensão) mais</p><p>utilizados no provimento dos feedbacks.</p><p>Com o intuito de dar um melhor sentido aos critérios</p><p>utilizados no feedback, segue abaixo uma breve</p><p>descrição, que foi utilizada nos questionários, indicando os</p><p>significados de cada um desses critérios:</p><p>➢ Atenção - aquele que faz crítica deve ser um</p><p>bom ouvinte e deve estar atento às respostas</p><p>verbais e não verbais de quem as recebe.</p><p>➢ Cuidado - a crítica deve ser feita com máximo</p><p>de cuidado para ajudar e dar suporte.</p><p>➢ Objetividade - a crítica deve ter bases claras,</p><p>critérios coerentes, descrevendo a situação</p><p>como</p><p>ao acadêmico de medicina identificar-</p><p>se como médico, podendo qualquer ato por ele praticado</p><p>nessa situação ser caracterizado como exercício ilegal da</p><p>medicina.</p><p>Art. 26: A realização de atendimento por acadêmico</p><p>deverá obrigatoriamente ter supervisão médica.</p><p>Art. 29: A quebra de sigilo médico é de responsabilidade</p><p>do médico assistente, sendo esse ato vedado ao</p><p>acadêmico de medicina.</p><p>Art. 32: O estudante de medicina deve manusear e</p><p>manter sigilo sobre informações contidas em prontuários,</p><p>papeletas, exames e demais folhas de observações</p><p>médicas, assim como limitar o manuseio e o</p><p>conhecimento dos prontuários por pessoas não obrigadas</p><p>a sigilo profissional.</p><p>Referências:</p><p>LIMA et. al. Anamnese: Uma reflexão da sua importância</p><p>na relação médico-paciente dentro da formação médica.</p><p>Pesquisa Unifimes, 2021.</p><p>PINHO, F. M. O. et al. Exame Físico Geral. In: PORTO, C. C.</p><p>Semiologia Médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara</p><p>Koogan, 2019.</p><p>BICKLEY, L. S. Bates: Propedêutica Médica. 12. ed. Rio de</p><p>Janeiro: Guanabara Koogan, 2018.</p><p>SOARES et al. Reflexões contemporâneas sobre</p><p>anamnese na visão do estudante de medicina. Revista</p><p>Brasileira de Educação Médica, v.3, nº38, páginas 314-322,</p><p>2014.</p><p>NETO et al. Profissionais de saúde e a comunicação de</p><p>más notícias sob a ótica do paciente. Revista Medica Minas</p><p>Gerais, v. 4, nº.23, páginas 518-525, 2013.</p><p>CRUZ, CAROLINA O.; RIERA, RACHEL. Comunicando más</p><p>notícias: o protocolo SPIKES. Diagnostico e Tratamento,</p><p>v. 3, nº 21, páginas 106-108,2016.</p><p>@jumorbeck</p><p>@jumorbeck</p><p>CARACTERÍSTICAS DO MÚSCULO CARDÍACO:</p><p>➢ Em geral, possui um núcleo por fibra;</p><p>➢ As células musculares cardíacas individuais ramificam-se e</p><p>juntam-se com as células vizinhas, criando uma rede</p><p>complexa. As junções celulares, conhecidas como discos</p><p>intercalares, consistem em membranas interligadas. Os</p><p>discos intercalares têm dois componentes: os</p><p>desmossomos e as junções comunicantes. Os</p><p>desmossomos são conexões fortes que mantêm as células</p><p>vizinhas unidas, permitindo que a força criada em uma célula</p><p>seja transferida para a célula vizinha.</p><p>➢ As junções comunicantes nos discos intercalares conectam</p><p>eletricamente as células musculares cardíacas umas às</p><p>outras. Elas permitem que as ondas de despolarização se</p><p>espalhem rapidamente de célula a célula, de modo que</p><p>todas as células do músculo cardíaco se contraem quase</p><p>simultaneamente.</p><p>➢ O retículo sarcoplasmático miocárdico é menor que o do</p><p>músculo esquelético; por isso, o músculo cardíaco depende,</p><p>em parte, do Ca extracelular para iniciar a contração.</p><p>➢ As mitocôndrias ocupam cerca de um terço do volume</p><p>celular de uma fibra contrátil cardíaca, devido à grande</p><p>demanda energética dessas células.</p><p>SINCRONIA DAS CÉLULAS DO TECIDO MUSCULAR CARDÍACO</p><p>↠ O coração é composto por três tipos principais de músculo: o</p><p>músculo atrial, o músculo ventricular e as fibras especializadas</p><p>excitatórias e condutoras. (GUYTON, 13ª ed.)</p><p>↠ Os tipos atrial e ventricular de músculo contraem-se quase como</p><p>os músculos esqueléticos, mas com duração muito maior da contração.</p><p>(GUYTON, 13ª ed.)</p><p>↠ As fibras excitatórias e de condução do coração, no entanto, só se</p><p>contraem fracamente por conterem poucas fibras contráteis, mas</p><p>apresentam descargas elétricas rítmicas automáticas, na forma de</p><p>potenciais de ação, ou fazem a condução desses potenciais de ação</p><p>pelo coração, representando sistema excitatório que controla os</p><p>batimentos rítmicos. (GUYTON, 13ª ed.)</p><p>↠ As células cardíacas conectam-se umas às outras por discos</p><p>intercalares, que incluem a combinação de junções mecânicas e</p><p>conexões elétricas. As conexões mecânicas, que evitam que as células</p><p>se soltem quando se contraem, abrangem as junções de aderência e</p><p>os desmossomos. Por outro lado, as junções comunicantes (gap) entre</p><p>as células musculares cardíacas formam conexões elétricas, permitindo</p><p>a propagação do potencial de ação por todo o coração.</p><p>(SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>↠ Considera-se que a disposição das células musculares cardíacas</p><p>forma um sincício mecânico e elétrico, fazendo com que um único</p><p>potencial de ação (gerado no interior do nó sinoatrial) curse por todo</p><p>o coração, de maneira que este se contraia de modo sincrônico,</p><p>semelhante a ondas. (BERNE E LEVY)</p><p>Sistema de condução</p><p>CÉLULAS MUSCULARES CARDÍACAS CONTRAEM-SE SEM INERVAÇÃO</p><p>↠ A maior parte do coração é composta por células</p><p>musculares cardíacas, ou miocárdio. A maioria das células</p><p>musculares cardíacas é contrátil, mas cerca de 1% delas</p><p>são especializadas em gerar potenciais de ação</p><p>espontaneamente. Essas células são responsáveis por</p><p>uma propriedade única do coração: sua capacidade de se</p><p>contrair sem qualquer sinal externo. (SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>↠ O sinal para a contração é miogênico, ou seja, é</p><p>originado dentro do próprio músculo cardíaco.</p><p>(SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>↠ O sinal para a contração miocárdica não é proveniente</p><p>do sistema nervoso central, mas de células miocárdicas</p><p>especializadas, denominadas células autoexcitáveis. As</p><p>células autoexcitáveis são também denominadas células</p><p>marca-passo, uma vez que elas determinam a frequência</p><p>dos batimentos cardíacos. (SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>As células autoexcitáveis miocárdicas são anatomicamente distintas das</p><p>células contráteis: elas são menores e contêm poucas fibras contráteis.</p><p>Como elas não têm sarcômeros organizados, as células autoexcitáveis</p><p>não contribuem para a força contrátil do coração. (SILVERTHON, 7ª</p><p>ed.)</p><p>NÓ</p><p>SINOATRIAL</p><p>NÓ</p><p>ATRIOVENTRIC</p><p>ULAR</p><p>FEIXE DE HIS</p><p>RAMOS</p><p>DIREITO E</p><p>ESQUERDO</p><p>FIBRAS DE</p><p>PURKINJE</p><p>@jumorbeck</p><p>SINAIS ELÉTRICOS COORDENAM A CONTRAÇÃO</p><p>↠ As células miocárdicas individuais devem despolarizar</p><p>e contrair de modo coordenado para o coração gerar</p><p>força suficiente para o sangue circular. (SILVERTHON, 7ª</p><p>ed.)</p><p>↠ A comunicação elétrica no coração começa com um</p><p>potencial de ação em uma célula autoexcitável. A</p><p>despolarização se propaga rapidamente para as células</p><p>vizinhas através das junções comunicantes nos discos</p><p>intercalares. (SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>↠ As fibras do nodo sinusal se conectam diretamente às</p><p>fibras musculares atriais, de modo que qualquer potencial</p><p>de ação que se inicie no nodo sinusal se difunde de</p><p>imediato para a parede do músculo atrial. (GUYTON, 13ª</p><p>ed.)</p><p>↠ A onda de despolarização é seguida por uma onda de</p><p>contração, que passa pelo átrio e depois vai para os</p><p>ventrículos. (SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>↠ A despolarização inicia no nó sinoatrial (nó SA), as</p><p>células autoexcitáveis no átrio direito que servem como</p><p>o principal marca-passo do coração. A onda de</p><p>despolarização, então, propaga-se rapidamente por um</p><p>sistema especializado de condução, constituído de fibras</p><p>autoexcitáveis não contráteis. (SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>↠ As células do nó SA não têm potencial de repouso</p><p>estável. Em vez disso, elas se despolarizam repetida e</p><p>espontaneamente até um limiar. Quando o potencial</p><p>marcapasso alcança o limiar, ele dispara um potencial de</p><p>ação. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Uma via internodal ramificada conecta o nó SA com o</p><p>nó atrioventricular (nó AV), um grupo de células</p><p>autoexcitáveis perto do assoalho do átrio direito.</p><p>(SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>↠ No nó AV, o potencial de ação se desacelera</p><p>consideravelmente, como resultado de várias diferenças</p><p>na estrutura celular do nó AV. Este atraso fornece tempo</p><p>para os átrios drenarem seu sangue para os ventrículos.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Do nó AV, a despolarização move-se para os</p><p>ventrículos. através do feixe AV (fascículo atrioventricular)</p><p>também chamado de feixe de His (“hiss”), no septo</p><p>ventricular. (SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>↠ Percorrido um curto caminho no septo, o feixe se</p><p>divide em ramos esquerdo e direito. Esses ramos</p><p>continuam se deslocando para o ápice do coração, onde</p><p>se dividem em pequenas fibras de Purkinje, que se</p><p>espalham lateralmente entre as células contráteis.</p><p>(SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>1- O sinal elétrico para a contração começa quando o nó SA</p><p>dispara um potencial de ação e a despolarização</p><p>se</p><p>propaga para as células vizinhas através das junções</p><p>comunicantes;</p><p>@jumorbeck</p><p>2- A condução elétrica é rápida através das vias de condução</p><p>intermodais;</p><p>3- Porém mais lenta através das células contráteis do átrio;</p><p>Quando os potenciais de ação se espalham pelos átrios, eles</p><p>encontram o esqueleto fibroso do coração na junção entre os átrios</p><p>e os ventrículos. Esta barreira impede que os sinais elétricos sejam</p><p>transferidos dos átrios para os ventrículos. Consequentemente, o nó</p><p>AV é o único caminho através do qual os potenciais de ação podem</p><p>alcançar as fibras contráteis dos ventrículos. (SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>4- O sinal elétrico passa do nó AV para o fascículo AV e seus</p><p>ramos até o ápice do coração;</p><p>5- Os ramos subendocárdicos (fibras de Purkinje) transmitem</p><p>os impulsos muito rapidamente, com velocidades de até</p><p>4ms, de modo que todas as células contráteis do ápice se</p><p>contraem quase ao mesmo tempo;</p><p>No coração, o nó SA é o marca-passo mais rápido e normalmente</p><p>determina a frequência cardíaca. Contudo, se ele estiver danificado e</p><p>não funcionar, um dos marca-passos mais lentos do coração deverá</p><p>assumir o ritmo. A frequência cardíaca então se ajustará ao ritmo do</p><p>novo marca-passo. Ainda existe a possibilidade de que diferentes</p><p>partes do coração sigam marca-passos diferentes. (SILVERTHON, 7ª</p><p>ed.)</p><p>Potencial de ação e contração das células miocárdicas</p><p>contráteis</p><p>↠ O potencial de ação iniciado pelo nó SA propaga-se</p><p>pelo sistema de condução e se espalha para excitar as</p><p>fibras musculares atriais e ventriculares “atuantes”,</p><p>chamadas de fibras contráteis. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>A CONTRAÇÃO DO MÚSCULO CARDÍACO PODE SER GRADUADA</p><p>↠ Uma propriedade-chave das células musculares</p><p>cardíacas é a habilidade de uma única fibra muscular</p><p>executar contrações graduadas nas quais a fibra varia a</p><p>quantidade de força que gera. (SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>↠ A força gerada pelo músculo cardíaco é proporcional</p><p>ao número de ligações cruzadas que estão ativas. O</p><p>número de ligações cruzadas é determinado pela</p><p>quantidade de Ca+2 ligado à troponina. (SILVERTHON, 7ª</p><p>ed.)</p><p>↠ Se a concentração citosólica de Ca+2 está baixa,</p><p>algumas ligações cruzadas não são ativadas e a força de</p><p>contração é menor. Se Ca+2 extracelular for adicionado à</p><p>célula, mais Ca+2 será liberado do retículo sarcoplasmático.</p><p>Esse Ca+2 adicional gera mais força. (SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>↠ Outro fator que afeta a força de contração no</p><p>músculo cardíaco é o comprimento do sarcômero no</p><p>início da contração. Em um coração sadio, o estiramento</p><p>de fibras individuais depende da quantidade de sangue</p><p>existente no interior das câmaras cardíacas. A relação</p><p>entre a força e o volume ventricular é uma propriedade</p><p>importante da função cardíaca. (SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>↠ A atividade elétrica (potencial de ação) leva a uma</p><p>resposta mecânica (contração) depois de um pequeno</p><p>atraso. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>OS POTENCIAIS DE AÇÃO NO MIOCÁRDIO VARIAM</p><p>↠ O músculo cardíaco é um tecido excitável com a</p><p>capacidade de gerar potenciais de ação. (SILVERTHON,</p><p>7ª ed.)</p><p>↠ Cada um dos dois tipos de células musculares cardíacas</p><p>tem um potencial de ação distinto, que varia um pouco</p><p>no formato, dependendo do local do coração onde ele é</p><p>medido. (SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>↠ Tanto no miocárdio autoexcitável quanto no contrátil,</p><p>o Ca+2 desempenha um papel importante no potencial de</p><p>ação. (SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>POTENCIAIS DE AÇÃO CARDÍACOS</p><p>➢ O potencial de repouso da membrana é determinado pela</p><p>condutância do K+ e aproxima-se do potencial de equilíbrio</p><p>do K+.</p><p>➢ A corrente de influxo traz cargas elétricas positivas para o</p><p>interior da célula e despolariza o potencial de membrana.</p><p>➢ A corrente de efluxo leva cargas elétricas positivas para</p><p>fora da célula e hiperpolariza o potencial de membrana.</p><p>➢ O papel da Na+/K+ - adenosina trifosfatase(ATPase) é</p><p>manter gradientes iônicos através das membranas celulares.</p><p>(CONSTANZO, 6ª ed.)</p><p>CÉLULAS MIOCÁRDICAS AUTOEXCITÁVEIS</p><p>↠ Potencial de membrana instável, o qual inicia em - 60</p><p>mV e lentamente ascende em direção ao limiar.</p><p>(SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>↠ Este potencial de membrana instável é chamado de</p><p>potencial marca-passo, em vez de potencial de</p><p>membrana em repouso, uma vez que ele nunca</p><p>permanece em um valor constante. Sempre que o</p><p>potencial marca--passo depolariza até o limiar, as células</p><p>autoexcitáveis disparam um potencial de ação.</p><p>(SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>↠ As células autoexcitáveis contêm canais que são</p><p>diferentes dos canais de outros tecidos excitáveis. Quando</p><p>o potencial de membrana da célula é -60 mV, os canais</p><p>If, que são permeáveis tanto ao K+ quanto ao Na+2, estão</p><p>abertos. (SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>@jumorbeck</p><p>↠ Os canais If são assim denominados porque eles</p><p>permitem o fluxo da corrente (I) e devido às suas</p><p>propriedades não usuais. (SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>↠ Os pesquisadores que primeiro descreveram a</p><p>corrente iônica através desses canais não entenderam,</p><p>naquele momento, o seu comportamento e a</p><p>denominaram corrente funny (engraçada), e, portanto,</p><p>utilizaram o subscrito f. Os canais If pertencem à família</p><p>dos canais HCN, ou canais dependentes de nucleotídeos</p><p>cíclicos ativados por hiperpolarização. (SILVERTHON, 7ª</p><p>ed.)</p><p>↠ Quando os canais If se abrem em potenciais de</p><p>membrana negativos, o influxo de Na+</p><p>excede o efluxo</p><p>de K+. O influxo resultante de carga positiva despolariza</p><p>lentamente a célula autoexcitável. À medida que o</p><p>potencial de membrana se torna mais positivo, os canais</p><p>de If fecham-se gradualmente, e alguns canais de Ca+2 se</p><p>abrem. O resultante influxo de Ca+2 continua a</p><p>despolarização, e o potencial de membrana move-se</p><p>continuamente em direção ao limiar. (SILVERTHON, 7ª</p><p>ed.)</p><p>↠ Quando o potencial de membrana atinge o limiar,</p><p>canais adicionais de Ca+2 dependentes de voltagem se</p><p>abrem. O cálcio entra rapidamente na célula, gerando a</p><p>fase de despolarização rápida do potencial de ação.</p><p>(SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>Observe que esse processo é diferente daqueles em outras células</p><p>excitáveis, no qual a fase de despolarização é devida à abertura de</p><p>canais de Na+ dependentes de voltagem. (SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>↠ Quando os canais de Ca+2 se fecham no pico do</p><p>potencial de ação, os canais lentos de K+ estão abrindo.</p><p>A fase de repolarização do potencial de ação</p><p>autoexcitável é devida resultante efluxo de K+.</p><p>(SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>↠ A velocidade na qual as células marca-passo</p><p>despolarizam determina a frequência com que o coração</p><p>contrai (a frequência cardíaca). O intervalo entre os</p><p>potenciais de ação pode ser modificado pela alteração da</p><p>permeabilidade das células autoexcitáveis para diferentes</p><p>íons, o que, por sua vez, modifica a duração do potencial</p><p>marca-passo. (SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>RESUMO</p><p>NÓ SINOATRIAL (SA)</p><p>➢ É normalmente o marca-passo do coração;</p><p>➢ Apresenta potencial de repouso instável;</p><p>➢ Exibe despolarização na fase 4, ou automatismo;</p><p>➢ O nó AV e o sistema His-Purkinje são marca-passos</p><p>latentes, que podem exibir automatismo e sobrepujar o nó</p><p>AS, se este for suprimido;</p><p>➢ A frequência intrínseca de despolarização da fase 4 é</p><p>maior no nó AS e menor no sistema His-Purkinje: Nó SA></p><p>nó AV > His-Purkinje;</p><p>FASE 0: é a fase ascendente do potencial de ação.</p><p>➢ É causada por um aumento da condutância do Ca+2 . Esse</p><p>aumento resulta em uma corrente de influxo de Ca+2 que</p><p>impulsiona o potencial de membrana em direção ao</p><p>potencial de equilíbrio do Ca+2.</p><p>➢ A base iônica da fase 0 no nó SA é diferente daquela</p><p>encontrada nos ventrículos, átrios e fibras de Purkinje</p><p>(onde resulta uma corrente de influxo de Na+.</p><p>FASE 3: é a repolarização.</p><p>➢ É causada por um aumento de condutância do K+. Esse</p><p>aumento resulta em uma corrente de efluxo de K+ que</p><p>causa repolarização do potencial de membrana</p><p>FASE 4: é a despolarização lenta.</p><p>➢ É responsável pela atividade de marca-passo do nó SA;</p><p>➢ É causada por um aumento na condutância do Na+, que</p><p>resulta em uma corrente de influxo de NA+ denominada If;</p><p>➢ A</p><p>If é ativada pela repolarização do potencial de membrana</p><p>durante o potencial de ação precedente.</p><p>FASES 1 e 0: não estão presentes no potencial de ação do nó SA.</p><p>(CONSTANZO, 6ªed.)</p><p>Potencial de ação do nó sinoatrial</p><p>@jumorbeck</p><p>CÉLULAS MIOCÁRDICAS CONTRÁTEIS</p><p>↠ Os potenciais de ação das células cardíacas contráteis</p><p>são similares, de diversas maneiras, aos dos neurônios e</p><p>dos músculos esqueléticos. A fase de despolarização</p><p>rápida do potencial de ação é resultado da entrada de</p><p>Na+, e a fase de repolarização rápida é devida à saída de</p><p>K+ da célula. (SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>Fase 0: despolarização. Quando a onda de despolarização</p><p>entra na célula contrátil através das junções</p><p>comunicantes, o potencial de membrana torna-se mais</p><p>positivo. Os canais de Na+ dependentes de voltagem</p><p>(canais rápidos de sódio) se abrem, permitindo que a</p><p>entrada de Na+ despolarize rapidamente a célula. O</p><p>potencial de membrana atinge cerca de 20 mV antes de</p><p>os canais de Na+ se fecharem. Estes são canais de Na+</p><p>com duas comportas.</p><p>Fase 1: repolarização inicial. Quando os canais rápidos de</p><p>Na+ se fecham, a célula começa a repolarizar à medida</p><p>que o K+ deixa a célula pelos canais de K+ abertos.</p><p>Fase 2: o platô. A repolarização inicial é muito breve. O</p><p>potencial de ação, então, se achata e forma um platô</p><p>como resultado de dois eventos: uma diminuição na</p><p>permeabilidade ao K+ e um aumento na permeabilidade</p><p>ao Ca+2.. Os canais de Ca+2 dependentes de voltagem</p><p>ativados pela despolarização foram abertos lentamente</p><p>durante as fases 0 e 1. Quando eles finalmente abrem, o</p><p>Ca+2 entra na célula. Ao mesmo tempo, alguns canais</p><p>“rápidos” de K+ se fecham. A combinação do influxo de</p><p>Ca+2 com a diminuição do efluxo de K+ faz o potencial</p><p>de ação se achatar e formar um platô.</p><p>Quando os canais de Ca+2 acionados por voltagem do sarcolema se</p><p>abrem, os íons cálcio se movem do líquido intersticial para o citosol.</p><p>Este influxo de Ca faz com que ainda mais Ca saia do RS para o citosol</p><p>por canais adicionais de Ca da membrana do reticulo sarcoplasmático.</p><p>(TORTORA 14ª ed.)</p><p>A entrada do cálcio é uma característica do acoplamento excitação-</p><p>contração cardíaco</p><p>No músculo cardíaco, um potencial de ação inicia o acoplamento EC,</p><p>contudo, o potencial de ação origina-se espontaneamente nas células</p><p>marca-passo do coração e se propaga para as células contráteis</p><p>através das junções comunicantes. (SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>1- Um potencial de ação que entra em uma célula contrátil se</p><p>move pelo sarcolema e entra nos túbulos T;</p><p>2- Onde abre os canais de Ca+2 dependentes de voltagem</p><p>tipo L na membrana das células;</p><p>3- O Ca+2 entra nas células através desses canais, movendo-</p><p>se a favor do seu gradiente eletroquímico. A entrada de</p><p>cálcio abre os canais liberadores de cálcio do tipo</p><p>rianodínico (RyR) no retículo sarcoplasmático;</p><p>4- Esse processo do acoplamento EC no músculo cardíaco é</p><p>também chamado de liberação de Ca+2 induzida pelo Ca+2</p><p>(LCIC). Quando os canais RyR se abrem, o cálcio estocado</p><p>flui para fora do retículo sarcoplasmático e entra no citosol;</p><p>5- Cria-se uma fagulha que pode ser vista utilizando-se</p><p>métodos bioquímicos especiais. A abertura múltipla de</p><p>diferentes canais RyR se somam para criar o sinal de Ca+2;</p><p>6- A liberação de cálcio do retículo sarcoplasmático fornece,</p><p>aproximadamente, 90% do Ca+2 necessário à contração</p><p>muscular, sendo que os 10% restantes entram na célula a</p><p>partir do líquido extracelular. O cálcio difunde-se pelo citosol</p><p>para os elementos contráteis, onde se liga à troponina e</p><p>inicia o ciclo de formação de pontes cruzadas e o</p><p>movimento;</p><p>7- Com a diminuição das concentrações citoplasmáticas de</p><p>Ca+2, o Ca+2 desliga-se da troponina, liberando a actina da</p><p>miosina, e os filamentos contráteis deslizam de volta para</p><p>sua posição relaxada;</p><p>8- O Cálcio é transportado de volta para o retículo</p><p>sarcoplasmático com a ajuda da Ca+2 -ATPase;</p><p>9- No músculo cardíaco, o Cálcio também é removido de</p><p>dentro da célula pelo trocador Na+ - Ca+2 (NCX);</p><p>10- Um Ca+2 é movido para fora da célula contra o seu</p><p>gradiente eletroquímico em troca de 3 Na+ para dentro da</p><p>célula a favor do seu gradiente eletroquímico. O sódio que</p><p>entra na célula durante essa troca é removido pela Na+-K+-</p><p>ATPase.</p><p>@jumorbeck</p><p>Fase 3: repolarização rápida. O platô termina quando os</p><p>canais de Ca+2 se fecham e a permeabilidade ao K+</p><p>aumenta mais uma vez. Os canais lentos de K+,</p><p>responsáveis por essa fase são ativados pela</p><p>despolarização, mas são abertos lentamente. Quando os</p><p>canais lentos de K+ se abrem, o K+ sai rapidamente e a</p><p>célula retorna para seu potencial de repouso (fase 4).</p><p>Fase 4: potencial de membrana em repouso. As células</p><p>miocárdicas contráteis têm um potencial de repouso</p><p>estável de aproximadamente -90 mV.</p><p>O influxo de Ca+2 durante a fase 2 prolonga a duração total do</p><p>potencial de ação do miocárdio. Em uma célula miocárdica contrátil, o</p><p>potencial de ação dura geralmente 200 ms ou mais. (SILVERTHON, 7ª</p><p>ed.)</p><p>O potencial de ação miocárdico mais longo ajuda a impedir a contração</p><p>sustentada, chamada de tetania. A prevenção do tétano no coração é</p><p>importante porque o músculo cardíaco deve relaxar entre as</p><p>contrações, de modo que os ventrículos possam encher-se com</p><p>sangue. (SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>O período refratário é o período após um potencial de ação durante</p><p>o qual um estímulo normal não pode desencadear um segundo</p><p>potencial de ação. (SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>No músculo cardíaco, o longo potencial de ação (curva vermelha) faz</p><p>o período refratário (fundo amarelo) e a contração (curva azul)</p><p>terminarem simultaneamente. Quando um segundo potencial de ação</p><p>pode ocorrer, a célula miocárdica está quase completamente relaxada.</p><p>Consequentemente, não ocorre somação. (SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>RESUMO</p><p>VENTRÍCULOS, ÁTRIOS E O SISTEMA DE PURKINJE</p><p>➢ Apresentam potenciais de repouso da membrana estáveis,</p><p>de cerca de -90mV. Esse valor se aproxima do potencial</p><p>de equilíbrio do K+;</p><p>➢ Os potenciais de ação são de longa duração,</p><p>particularmente nas fibras de Purkinje, onde duram 300 ms.</p><p>FASE 0: é a fase ascendente do potencial de ação.</p><p>➢ É causada por um aumento transitório da condutância do</p><p>Na+. Esse aumento resulta em uma corrente de influxo de</p><p>Na+ que despolariza a membrana.</p><p>➢ No pico do potencial de ação, o potencial de membrana</p><p>aproxima-se do potencial de equilíbrio do Na+.</p><p>FASE 1: breve período de repolarização inicial.</p><p>➢ A repolarização inicial é causada por uma corrente de</p><p>efluxo, em parte pelo movimento dos íons K+ para fora da</p><p>célula e, em parte, pela diminuição na condutância do Na+.</p><p>FASE 2: platô do potencial de ação.</p><p>➢ É causada por uma elevação transitória da condutância do</p><p>Ca+2, que resulta em uma corrente de influxo de Ca+2, e</p><p>por um aumento da condutância do K+.</p><p>➢ Durante a fase 2, as correntes de efluxo e influxo são</p><p>aproximadamente iguais, de modo que o potencial de</p><p>membrana se encontra estável no platô.</p><p>FASE 3: é a repolarização.</p><p>➢ A condutância do Ca+2 diminui, enquanto a condutância do</p><p>K+ aumenta e, portanto, predomina;</p><p>➢ A elevada condutância do K+ resulta em uma grande</p><p>corrente de efluxo de K+, que hiperpolariza a membrana</p><p>de volta ao potencial de equilíbrio do K+.</p><p>FASE 4: é o potencial de repouso da membrana.</p><p>➢ É um período durante o qual as correntes de influxo e de</p><p>efluxo são iguais e o potencial de membrana aproxima-se</p><p>do potencial de equilíbrio do K+.</p><p>(CONSTANZO, 6ªed.)</p><p>Potencial de ação ventricular</p><p>@jumorbeck</p><p>COMPARAÇÃO DOS POTENCIAIS DE AÇÃO</p><p>MIOCÁRDIO</p><p>CONTRÁTIL</p><p>MIOCÁRDIO</p><p>AUTOEXCITÁVEL</p><p>POTENCIAL DE</p><p>MEMBRANA</p><p>Estável a -90mV Potencial marca-</p><p>passo instável,</p><p>normalmente,</p><p>começa em -60mV</p><p>EVENTOS QUE LEVAM</p><p>AO LIMIAR DO</p><p>POTENCIAL</p><p>A despolarização</p><p>entra via junções</p><p>comunicantes.</p><p>Entrada resultante de</p><p>Na+ através dos</p><p>canais If, reforçada</p><p>pela entrada de Ca+2.</p><p>FASE DE ASCENSÃO</p><p>DO POTENCIAL DE</p><p>AÇÃO</p><p>Entrada de Na+. Entrada de Ca+2.</p><p>FASE DE</p><p>REPOLARIZAÇÃO</p><p>Prolongamento</p><p>do platô, causado</p><p>pela entrada de</p><p>Ca+2; fase</p><p>rápida, causada</p><p>pelo efluxo de</p><p>K+.</p><p>Rápida; causada pelo</p><p>efluxo de K+.</p><p>DURAÇÃO DO</p><p>POTENCIAL DE AÇÃO</p><p>Prolongada:</p><p>+200ms</p><p>Variável; geralmente</p><p>+150ms</p><p>PERÍODO REFRATÁRIO Longo, uma vez</p><p>a restauração</p><p>dos portões dos</p><p>canais de Na+</p><p>persiste até o</p><p>fim do potencial</p><p>de ação</p><p>Não é significante na</p><p>função normal.</p><p>Eletrocardiograma</p><p>↠ Quando o impulso cardíaco passa através do coração,</p><p>uma corrente elétrica também se propaga do coração</p><p>para os tecidos adjacentes que o circundam. Pequena</p><p>parte da corrente se propaga até a superfície do corpo.</p><p>(GUYTON, 13ª ed.)</p><p>É possível utilizar eletrodos na superfície para registrar a atividade</p><p>elétrica interna porque as soluções salinas, como o nosso líquido</p><p>extracelular à base de NaCl, são bons condutores de eletricidade.</p><p>(SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>↠ O eletrocardiograma (ECG) é um registro desses sinais</p><p>elétricos. O ECG é composto pelo registro do potencial</p><p>de ação produzido por todas as fibras musculares do</p><p>coração durante cada batimento cardíaco. O instrumento</p><p>utilizado para registrar as alterações é um</p><p>eletrocardiógrafo. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ O pai do ECG moderno foi o fisiologista holandês</p><p>Walter Einthoven. Ele nomeou as partes do ECG como</p><p>as conhecemos hoje e criou o “triângulo de Einthoven”,</p><p>um triângulo hipotético criado ao redor do coração</p><p>quando os eletrodos são colocados nos braços e na perna</p><p>esquerda. Os lados do triângulo são numerados para</p><p>corresponder às três derivações, ou pares de eletrodos,</p><p>usados para obter o registro. (SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>↠ Na prática clínica, posicionam-se eletrodos nos braços</p><p>e pernas (derivações dos membros) e em seis posições</p><p>do tórax (derivações torácicas) para registrar o ECG.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ O eletrocardiógrafo amplifica os sinais elétricos do</p><p>coração e produz 12 traçados diferentes a partir das</p><p>distintas combinações de derivações de membros e tórax.</p><p>@jumorbeck</p><p>Cada eletrodo no membro e tórax registra uma atividade</p><p>elétrica discretamente diferente, por causa da diferença</p><p>em sua posição em relação ao coração. (TORTORA, 14ª</p><p>ed.)</p><p>Um ECG registra uma derivação de cada vez. Um eletrodo atua como</p><p>eletrodo positivo da derivação, e um segundo eletrodo atua como o</p><p>eletrodo negativo da derivação. (O terceiro eletrodo é inativo.) Por</p><p>exemplo, na derivação I, o eletrodo do braço esquerdo é definido</p><p>como positivo, e o eletrodo do braço direito é definido como negativo.</p><p>Quando uma onda elétrica se move através do coração diretamente</p><p>para o eletrodo positivo, a onda do ECG ascende da linha de base. Se</p><p>o movimento resultante de cargas pelo coração dirigir-se para o</p><p>eletrodo negativo, o traçado move-se para baixo. (SILVERTHON, 7º</p><p>ed.)</p><p>Um ponto importante a ser lembrado é que o ECG é uma “visão”</p><p>elétrica de um objeto tridimensional. As derivações de um ECG</p><p>fornecem “visões” elétricas diferentes e dão informações sobre</p><p>diferentes regiões do coração. (SILVERTHON, 7º ed.)</p><p>ONDAS DO ECG</p><p>↠ Existem dois componentes principais em um ECG: as</p><p>ondas e os segmentos. As ondas fazem parte do traçado</p><p>que sobe e desce a partir da linha de base. Os segmentos</p><p>são partes da linha de base entre duas ondas. Os</p><p>intervalos são combinações de ondas e segmentos.</p><p>↠ Em um registro típico, três ondas claramente</p><p>reconhecíveis aparecem a cada batimento cardíaco.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ A primeira, chamada onda P, é um pequeno desvio</p><p>para cima no ECG. A onda P representa a despolarização</p><p>atrial, que se propaga do nó SA ao longo das fibras</p><p>contráteis em ambos os átrios. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ A segunda onda, denominada complexo QRS, começa</p><p>com uma deflexão para baixo, continua como uma</p><p>grande onda vertical triangular, e termina como uma onda</p><p>descendente. O complexo QRS representa a</p><p>despolarização ventricular rápida, conforme o potencial</p><p>de ação se propaga ao longo das fibras contráteis</p><p>ventriculares. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ A terceira onda é um desvio para cima em forma de</p><p>cúpula chamada de onda T. Indica a repolarização</p><p>ventricular e ocorre apenas quando os ventrículos</p><p>começam a relaxar. A onda T é menor e mais larga do</p><p>que o complexo QRS, porque a repolarização ocorre mais</p><p>lentamente do que a despolarização. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Durante o período de platô da despolarização</p><p>constante, o traçado do ECG é reto. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>CORRELAÇÃO DAS ONDAS DO ECG COM SÍSTOLES ATRIAIS E</p><p>VENTRICULARES</p><p>@jumorbeck</p><p>↠ Os átrios e ventrículos se despolarizam e então se</p><p>contraem em momentos diferentes porque o sistema de</p><p>condução conduz os potenciais de ação cardíacos ao</p><p>longo de uma via específica. O termo sístole refere-se à</p><p>fase de contração; a fase de relaxamento é a diástole. As</p><p>ondas do ECG predizem o momento da sístole e diástole</p><p>atrial e ventricular. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Em uma frequência de 75 bpm, a sincronização é a</p><p>seguinte: (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>1- Um potencial de ação cardíaco surge no nó SA. Ele se</p><p>propaga ao longo do músculo atrial e para baixo em direção</p><p>ao nó AV em cerca de 0,03 s. Enquanto as fibras contráteis</p><p>atriais se despolarizam, a onda P aparece no ECG.</p><p>2- Depois do início da onda P, os átrios se contraem (sístole</p><p>atrial). A condução do potencial de ação se desacelera no</p><p>nó AV, porque as fibras têm diâmetros muito menores e</p><p>menos junções comunicantes. O 0,1 s de atraso resultante</p><p>possibilita tempo para os átrios se contraírem, aumentando</p><p>assim o volume de sangue nos ventrículos antes de a</p><p>sístole ventricular começar.</p><p>3- O potencial de ação se propaga rapidamente de novo</p><p>depois de entrar no fascículo AV. Cerca de 0,2 s após o</p><p>início da onda P, ele se propagou ao longo dos ramos,</p><p>ramos subendocárdios e todo o miocárdio ventricular. A</p><p>despolarização progride para baixo pelo septo, para cima a</p><p>partir do ápice, e para fora da superfície do endocárdio,</p><p>produzindo o complexo QRS. Ao mesmo tempo, ocorre a</p><p>repolarização atrial, mas esta normalmente não é evidente</p><p>em um ECG, porque os complexos QRS maiores a</p><p>mascaram.</p><p>4- A contração das fibras contráteis ventriculares (sístole</p><p>ventricular) começa pouco depois do complexo QRS</p><p>aparecer e continua durante o segmento ST. Conforme a</p><p>contração prossegue do ápice à base do coração, o</p><p>sangue é espremido para cima em direção às válvulas</p><p>semilunares.</p><p>5- A repolarização das fibras contráteis ventriculares começa</p><p>no ápice e se espalha por todo o miocárdio ventricular. Isso</p><p>produz a onda T do ECG em cerca de 0,4 s depois do</p><p>início da onda P.</p><p>6- Logo após a onda T começar, os ventrículos começam a</p><p>relaxar (diástole ventricular). Em 0,6s, a repolarização</p><p>ventricular está completa e as fibras contráteis</p><p>ventriculares estão relaxadas.</p><p>Durante o próximo 0,2 s, as fibras contráteis dos átrios e ventrículos</p><p>estão relaxadas. Em 0,8 s, a onda P aparece novamente no ECG, os</p><p>átrios começam a se contrair, e o ciclo se repete. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>INTERPRETAÇÃO DO ECG</p><p>↠ Um ECG fornece informações da frequência cardíaca</p><p>e do ritmo, da velocidade de condução e até mesmo da</p><p>condição dos tecidos do coração. Assim, embora seja</p><p>simples obter um ECG, sua interpretação pode ser muito</p><p>complicada. A interpretação de um ECG inicia com as</p><p>seguintes questões: (SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>1- Qual é a frequência cardíaca? A frequência</p><p>cardíaca é normalmente cronometrada do início</p><p>de uma onda P até o início da próxima onda P,</p><p>ou do pico de uma onda R;</p><p>A frequência dos batimentos cardíacos pode ser determinada com</p><p>facilidade no ECG, visto que a frequência cardíaca corresponde ao</p><p>inverso do intervalo de tempo entre dois batimentos cardíacos</p><p>sucessivos. Se, de acordo com as linhas de calibração do tempo, o</p><p>intervalo entre dois batimentos for de 1 segundo, a frequência cardíaca</p><p>será de 60 batimentos por minuto. O intervalo de tempo normal entre</p><p>dois complexos QRS sucessivos de adulto é de cerca de 0,83 segundo,</p><p>o que corresponde a uma frequência cardíaca de 60/0,83 vezes por</p><p>minuto,</p><p>ou 72 batimentos/min. (GUYTON, 13ªed.)</p><p>2- O ritmo dos batimentos cardíacos é regular (i.e.,</p><p>ocorre em intervalos regulares) ou irregular? Um</p><p>ritmo irregular, ou arritmia, pode ser resultado</p><p>de um batimento extra benigno ou de condições</p><p>mais sérias, como a fibrilação atrial, na qual o nó</p><p>SA perde o controle de marca-passo;</p><p>3- Todas as ondas normais estão presentes em</p><p>uma forma reconhecível? Após determinar a</p><p>frequência cardíaca e o ritmo, o próximo passo</p><p>ao analisar um ECG é olhar as ondas individuais.</p><p>Para ajudar na sua análise, você pode precisar</p><p>escrever as letras sobre as ondas P, R e T.</p><p>4- Existe um complexo QRS para cada onda P? Se</p><p>sim, o comprimento do segmento P-R é</p><p>constante? Em caso negativo, pode haver um</p><p>problema de condução dos sinais no nó AV;</p><p>↠ A análise de um ECG também envolve medir os</p><p>intervalos de tempo entre ondas, que são chamados</p><p>intervalos ou segmentos. Por exemplo, o intervalo PQ é</p><p>@jumorbeck</p><p>o tempo desde o início da onda P até o início do</p><p>complexo QRS. Representa o tempo de condução do</p><p>início da excitação atrial até o início da excitação</p><p>ventricular. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ O segmento ST, que começa no fim da onda S e</p><p>termina no início da onda T, representa o momento em</p><p>que as fibras contráteis ventriculares são despolarizadas</p><p>durante a fase de platô do potencial de ação. (TORTORA,</p><p>14ª ed.)</p><p>↠ O intervalo QT se estende do início do complexo QRS</p><p>até ao final da onda T. É o tempo a partir do início da</p><p>despolarização ventricular até o fim da repolarização</p><p>ventricular. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>Referências:</p><p>TORTORA. Princípios de Anatomia e Fisiologia. Disponível</p><p>em: Minha Biblioteca, (14th edição). Grupo GEN, 2016.</p><p>GUYTON & HALL. Tratado de Fisiologia Médica, 13ª ed.</p><p>Editora Elsevier Ltda., 2017</p><p>SILVERTHORN, Dee U. Fisiologia Humana. Disponível em:</p><p>Minha Biblioteca, (7th edição). Grupo A, 2017.</p><p>BERNE & LEVY. Fisiologia, 6ª ed. Elsevier Editora, SP, 2009.</p><p>CONSTANZO, LINDA S. Fisiologia, 6ª ed. Editora</p><p>Guanabara Koogan LTDA., 2015.</p><p>@jumorbeck</p><p>A aorta e seus ramos</p><p>↠ As artérias sistêmicas transportam sangue oxigenado</p><p>do coração para os capilares dos órgãos por todo o</p><p>corpo. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>↠ A aorta, a maior artéria do corpo, sai do coração, faz</p><p>um arco superiormente e depois desce ao longo da face</p><p>anterior dos corpos das vértebras até a parte inferior do</p><p>abdome. Ao longo de seu curso, a aorta se divide nas</p><p>seguintes partes: parte ascendente da aorta, arco da aorta</p><p>e parte descendente da aorta. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>↠ Parte descendente da aorta: continuando do arco da</p><p>aorta, a parte descendente da aorta segue na face</p><p>posterior do coração e inferiormente, anterior aos corpos</p><p>das vértebras torácicas e lombares. Ela possui duas partes:</p><p>a torácica e a abdominal.</p><p>↠ A parte torácica da aorta passa pelo diafragma no nível</p><p>da vértebra T XII e entra na cavidade abdominal como</p><p>parte abdominal da aorta, anterior aos corpos vertebrais</p><p>lombares na linha média. Ela termina no nível da vértebra</p><p>L IV, onde se subdivide nas artérias ilíacas comuns direita</p><p>e esquerda, que suprem a pelve e os membros inferiores.</p><p>(MARIEB, 7ª ed.)</p><p>Artérias dos membros inferiores</p><p>↠ No nível da articulação sacroilíaca na cavidade pélvica,</p><p>cada artéria ilíaca comum bifurca em dois ramos: a artéria</p><p>ilíaca interna, que supre principalmente os órgãos da</p><p>pelve, e a artéria ilíaca externa, que supre o membro</p><p>inferior. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>Artéria ilíaca externa</p><p>↠ As artérias ilíacas externas direita e esquerda</p><p>transportam sangue para os membros inferiores.</p><p>(MARIEB, 7ª ed.)</p><p>↠ Originando-se nas artérias ilíacas comuns da pelve,</p><p>cada artéria ilíaca externa desce ao longo da linha</p><p>arqueada do ilío, emite alguns ramos pequenos para a</p><p>parede anterior do abdome e entra na coxa passando</p><p>abaixo do ponto médio do ligamento inguinal. A partir</p><p>desse local, a artéria ilíaca externa passa a se chamar</p><p>artéria femoral. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>↠ Na sequência, a ilíaca externa se torna a artéria femoral</p><p>na coxa, a artéria poplítea posterior ao joelho e as artérias</p><p>tibiais anterior e posterior nas pernas. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>Artéria femoral</p><p>↠ A artéria femoral desce verticalmente pela região</p><p>medial da coxa até o fêmur e ao longo da superfície</p><p>anterior dos músculos adutores. Superiormente, a artéria</p><p>desce pelo trígono femoral, uma região na parte proximal</p><p>da coxa delimitada pelo músculo sartório lateralmente e</p><p>pelo músculo adutor longo medialmente. Inferiormente, a</p><p>artéria femoral passa por uma fenda no músculo adutor</p><p>magno (o hiato do adutor) e emerge na face posterior e</p><p>distal do fêmur como artéria poplítea. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>Embora a parte superior da artéria femoral esteja confinada em uma</p><p>formação tubular de fáscia densa, ela é relativamente superficial e não</p><p>conta com a proteção de qualquer musculatura sobrejacente. Essa</p><p>falta de proteção torna a parte proximal da artéria femoral em um</p><p>local conveniente para tomar a pulsação ou aplicar pressão a fim de</p><p>parar o sangramento de uma hemorragia distal no membro, mas</p><p>também a torna suscetível à lesão. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>No cateterismo cardíaco, insere-se um cateter através de um vaso</p><p>sanguíneo, que é avançado até os grandes vasos para acessar uma</p><p>câmara do coração. O cateter muitas vezes contém um instrumento</p><p>de medição ou outro dispositivo em sua ponta. Para alcançar o lado</p><p>esquerdo do coração, o cateter é inserido na artéria femoral e passado</p><p>para a aorta até as artérias coronárias ou câmara cardíaca. (TORTORA)</p><p>@jumorbeck</p><p>↠ Várias artérias surgem da artéria femoral na região da</p><p>coxa. O maior ramo, que emerge superiormente e se</p><p>chama femoral profunda (ou artéria profunda da coxa), é</p><p>a principal fornecedora de sangue para os músculos da</p><p>coxa: adutores, posteriores da coxa e quadríceps.</p><p>(MARIEB, 7ª ed.)</p><p>↠ Os ramos proximais da artéria femoral profunda são</p><p>as artérias circunflexas femorais medial e lateral, que</p><p>circundam o colo e a diáfise superior do fêmur. (MARIEB,</p><p>7ª ed.)</p><p>A artéria circunflexa medial é o principal vaso para a cabeça do fêmur.</p><p>Se uma fratura do quadril romper essa artéria, o tecido ósseo da</p><p>cabeça do fêmur degenera. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>↠ Um longo ramo descendente da artéria circunflexa</p><p>femoral lateral segue ao longo da face anterior do</p><p>músculo vasto lateral, suprido por ela. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>Artéria poplítea</p><p>↠ A artéria poplítea, a continuação inferior da artéria</p><p>femoral, situa -se na fossa poplítea (a região posterior ao</p><p>joelho), uma região profunda que oferece proteção</p><p>contra lesões. Você pode sentir um pulso poplíteo se</p><p>flexionar a sua perna no joelho e empurrar seus dedos</p><p>vigorosamente na fossa poplítea. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>Se um clínico não conseguir sentir o pulso poplíteo, a artéria femoral</p><p>pode estar estenosada pela aterosclerose. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>↠ A artéria poplítea emite várias artérias do joelho</p><p>(geniculares) que circundam a articulação do joelho como</p><p>arcos horizontais. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>↠ Logo abaixo da cabeça da fíbula, a artéria poplítea se</p><p>divide nas artérias tibiais anterior e posterior. (MARIEB, 7ª</p><p>ed.)</p><p>Artéria tibial anterior</p><p>↠ A artéria tibial anterior segue através do</p><p>compartimento muscular anterior da perna, descendo ao</p><p>longo da membrana interóssea lateral à tíbia e emitindo</p><p>ramos para os músculos extensores ao longo do seu</p><p>trajeto. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>↠ No tornozelo, ela se transforma na artéria dorsal do pé</p><p>que, na base dos ossos metatarsais, dá origem à artéria</p><p>arqueada e emite ramos menores distais ao longo dos</p><p>metatarsos. A parte terminal da dorsal do pé penetra na</p><p>@jumorbeck</p><p>planta do pé, onde forma a extremidade medial do arco</p><p>plantar. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>A artéria dorsal do pé é superficial e a sua pulsação pode ser palpada</p><p>no espaço proximal entre o primeiro e o segundo metatarsal (ponto</p><p>de pulsação do pé). A ausência dessa pulsação pode indicar que o</p><p>suprimento sanguíneo para a perna é inadequado. A verificação de</p><p>rotina do pulso do pé é indicada</p><p>para os pacientes reconhecidamente</p><p>com prejuízo circulatório nas pernas e para os pacientes que estão</p><p>se recuperando de cirurgia na perna ou na coxa. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>Artéria tibial posterior</p><p>↠ A artéria tibial posterior, desce pela parte</p><p>posteromedial da perna diretamente abaixo do músculo</p><p>sóleo. Na parte proximal, ela emite um grande ramo, a</p><p>artéria fibular, que desce ao longo da face medial da fíbula.</p><p>(MARIEB, 7ª ed.)</p><p>↠ Juntas, as artérias tibial posterior e fibular suprem os</p><p>músculos flexores na perna, e as artérias fibulares, os</p><p>músculos fibulares. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>↠ Inferiormente, a artéria tibial posterior passa</p><p>posteriormente ao maléolo medial da fíbula, onde sua</p><p>pulsação pode ser palpada. No lado medial do pé, ela se</p><p>divide nas artérias plantares medial e lateral, que suprem</p><p>a planta do pé. A artéria plantar contribui para a formação</p><p>do arco plantar, de onde se originam as artérias</p><p>metatarsais e digital para os dedos dos pés. (MARIEB, 7ª</p><p>ed.)</p><p>RAMO DESCRIÇÃO E RAMOS REGIÕES IRRIGADAS</p><p>ARTÉRIAS ILÍACAS</p><p>COMUNS</p><p>Emergem da parte</p><p>abdominal da aorta,</p><p>aproximadamente</p><p>no nível da vértebra</p><p>L IV. Cada artéria</p><p>ilíaca comum dá</p><p>origem a dois</p><p>ramos: as artérias</p><p>ilíaca interna e ilíaca</p><p>externa.</p><p>Músculos da parede</p><p>pélvica, órgãos</p><p>pélvicos, órgãos</p><p>genitais externos e</p><p>membros inferiores.</p><p>ARTÉRIAS ILÍACAS</p><p>INTERNAS</p><p>Principais artérias da</p><p>pelve. Começam na</p><p>bifurcação das</p><p>artérias ilíacas</p><p>comuns</p><p>anteriormente à</p><p>articulação</p><p>sacroilíaca. Se</p><p>dividem em divisões</p><p>anterior e posterior.</p><p>Músculos da parede</p><p>pélvica, órgãos</p><p>pélvicos, nádegas,</p><p>órgãos genitais</p><p>externos e</p><p>músculos mediais da</p><p>coxa.</p><p>ARTÉRIAS ILÍACAS</p><p>EXTERNAS</p><p>Maiores do que as</p><p>artérias internas.</p><p>Começam na</p><p>bifurcação das</p><p>artérias ilíacas</p><p>Parede inferior do</p><p>abdome, músculo</p><p>cremaster no</p><p>homem e ligamento</p><p>redondo do útero</p><p>comuns. Descem ao</p><p>longo da margem</p><p>medial do músculo</p><p>psoas maior</p><p>seguindo a margem</p><p>pélvica, passam</p><p>posteriormente à</p><p>parte média dos</p><p>ligamentos inguinais</p><p>e tornam-se</p><p>artérias femorais</p><p>quando passam sob</p><p>o ligamento inguinal</p><p>e entram na coxa.</p><p>na mulher, e</p><p>membro inferior.</p><p>ARTÉRIAS FEMORAIS Continuações das</p><p>artérias ilíacas</p><p>externas no ponto</p><p>em que elas entram</p><p>na coxa. No trígono</p><p>femoral da parte</p><p>superior das coxas</p><p>são superficiais,</p><p>juntamente com a</p><p>veia e o nervo</p><p>femorais. Passam</p><p>sob o músculo</p><p>sartório à medida</p><p>que descem ao</p><p>longo das faces</p><p>anteromediais da</p><p>coxa e seguem em</p><p>direção à</p><p>extremidade distal</p><p>da coxa, onde</p><p>atravessam uma</p><p>abertura no tendão</p><p>do músculo adutor</p><p>magno para</p><p>terminar na face</p><p>posterior do joelho,</p><p>onde se tornam as</p><p>artérias poplíteas.</p><p>Músculos da coxa</p><p>(quadríceps</p><p>femoral,</p><p>adutores e</p><p>isquiotibiais), fêmur</p><p>e</p><p>ligamentos e</p><p>tendões em torno</p><p>da</p><p>articulação do</p><p>joelho.</p><p>ARTÉRIAS POPLÍTEAS Continuação das</p><p>artérias femorais na</p><p>fossa poplítea.</p><p>Descem até a</p><p>margem inferior</p><p>dos</p><p>músculos poplíteos,</p><p>onde se dividem</p><p>em artérias tibial</p><p>anterior e tibial</p><p>posterior.</p><p>Músculos da coxa</p><p>distal, pele da região</p><p>do</p><p>joelho, músculos da</p><p>parte proximal da</p><p>perna, articulação</p><p>do joelho, fêmur,</p><p>patela,</p><p>tíbia e fíbula.</p><p>ARTÉRIAS TIBIAIS</p><p>ANTERIORES</p><p>Descendem da</p><p>bifurcação das</p><p>artérias poplíteas na</p><p>margem distal do</p><p>músculo poplíteo.</p><p>Menores do que as</p><p>artérias tibiais</p><p>posteriores; passam</p><p>sobre a membrana</p><p>interóssea da tíbia</p><p>e fíbula para descer</p><p>ao longo do</p><p>compartimento</p><p>Tíbia, fíbula,</p><p>músculos anteriores</p><p>da perna,</p><p>músculos dorsais do</p><p>pé, ossos tarsais,</p><p>ossos</p><p>metatarsais e</p><p>falanges.</p><p>@jumorbeck</p><p>muscular anterior</p><p>da perna; tornam-</p><p>se as</p><p>artérias dorsais do</p><p>pé no tornozelo. No</p><p>dorso do pé, as</p><p>artérias dorsais do</p><p>pé emitem um</p><p>ramo transverso no</p><p>primeiro osso</p><p>cuneiforme medial</p><p>chamado artérias</p><p>arqueadas, que</p><p>passam</p><p>lateralmente sobre</p><p>as bases dos ossos</p><p>metatarsais. Das</p><p>artérias arqueadas</p><p>rami Ecam-se as</p><p>artérias metatarsais</p><p>dorsais, que passam</p><p>ao longo dos ossos</p><p>metatarsais. As</p><p>artérias metatarsais</p><p>dorsais terminam</p><p>dividindo-se em</p><p>artérias digitais</p><p>dorsais, que passam</p><p>para os dedos dos</p><p>pés.</p><p>ARTÉRIAS TIBIAIS</p><p>POSTERIORES</p><p>Continuações</p><p>diretas das artérias</p><p>poplíteas,</p><p>descendem da</p><p>bifurcação das</p><p>artérias poplíteas.</p><p>Descem pelo</p><p>compartimento</p><p>muscular posterior</p><p>da perna</p><p>profundamente ao</p><p>M. sóleo.</p><p>Passam</p><p>posteriormente ao</p><p>maléolo medial na</p><p>extremidade distal</p><p>da perna e curvam-</p><p>se para</p><p>a frente em direção</p><p>à face plantar dos</p><p>pés; passam</p><p>profundamente ao</p><p>retináculo flexor do</p><p>lado medial do pé e</p><p>terminam</p><p>ramificando-se em</p><p>artérias plantar</p><p>medial e plantar</p><p>lateral.</p><p>Dão origem às</p><p>artérias fibulares no</p><p>terço superior da</p><p>perna, onde correm</p><p>lateralmente à</p><p>medida que</p><p>descem pelo</p><p>Compartimentos</p><p>musculares</p><p>posterior e</p><p>lateral da perna,</p><p>músculos plantares</p><p>do pé,</p><p>tíbia, fíbula, ossos do</p><p>tarso, metatarsais e</p><p>das falanges.</p><p>compartimento</p><p>lateral da perna. As</p><p>menores artérias</p><p>plantares</p><p>mediais passam ao</p><p>longo da face</p><p>medial da planta do</p><p>pé e as maiores</p><p>artérias plantares</p><p>laterais angulam-se</p><p>em direção à face</p><p>lateral da planta do</p><p>pé e se unem ao</p><p>ramo das artérias</p><p>dorsais do pé para</p><p>formar o arco</p><p>plantar. O arco</p><p>começa na base do</p><p>quinto osso</p><p>metatarsal e</p><p>se estende</p><p>medialmente ao</p><p>longo dos ossos</p><p>metatarsais.</p><p>Conforme o arco</p><p>cruza o pé, emite</p><p>as artérias</p><p>metatarsais</p><p>plantares, que</p><p>passam ao longo da</p><p>face plantar dos</p><p>ossos</p><p>metatarsais. Estas</p><p>artérias terminam</p><p>dividindo-se em</p><p>artérias digitais</p><p>plantares, que</p><p>passam para os</p><p>artelhos.</p><p>Veias</p><p>Embora a maioria das veias acompanhe as artérias correspondentes,</p><p>existem algumas diferenças importantes nas distribuições das artérias</p><p>e veias: (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>➢ Enquanto apenas uma artéria sistêmica sai do coração - a</p><p>aorta que sai do ventrículo esquerdo - três grandes veias</p><p>entram no átrio direito do coração: as veias cavas superior</p><p>e inferior e o seio coronário.</p><p>➢ Todas as artérias de tamanho médio são de localização</p><p>profunda e são acompanhadas por veias profundas,</p><p>frequentemente de nome similar. Além disso, as veias</p><p>também são encontradas logo abaixo da pele,</p><p>desacompanhadas de qualquer artéria.. Essas veias</p><p>superficiais são clinicamente importantes porque</p><p>proporcionam locais para retirar sangue ou estabelecer</p><p>uma via intravenosa. Sua localização superficial também as</p><p>torna suscetíveis a cortes ou lesões.</p><p>➢ Frequentemente, duas ou mais veias paralelas drenam uma</p><p>região do corpo em vez de uma única veia maior. Em</p><p>algumas regiões, várias veias anastomosam e formam um</p><p>plexo venoso.</p><p>@jumorbeck</p><p>Veias cavas e seus principais tributários</p><p>↠ As veias cavas superior e inferior, as duas maiores</p><p>veias do corpo, desembocam diretamente no átrio direito</p><p>do coração. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>↠ Veia cava superior: recebe o sangue sistêmico de</p><p>todas as regiões do corpo superiores ao diafragma,</p><p>excluindo as paredes do coração. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>↠ Veia cava inferior: que sobe ao longo da parede</p><p>posterior da cavidade abdominal e é o vaso sanguíneo</p><p>mais largo do corpo, devolve ao coração o sangue</p><p>proveniente de todas as regiões do corpo inferiores ao</p><p>diafragma. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>Drenagem venosa do membro inferior</p><p>↠ O membro inferior tem veias superficiais e profundas:</p><p>as veias superficiais estão situadas no tecido subcutâneo</p><p>e seguem independentemente das artérias</p><p>correspondentes e as veias profundas situam-se</p><p>profundamente à fáscia muscular e acompanham todas</p><p>as grandes artérias. As veias superficiais e profundas têm</p><p>válvulas, que são mais numerosas nas veias profundas.</p><p>(MOORE, 7ª ed.)</p><p>↠ As veias que drenam os membros inferiores são</p><p>profundas ou superficiais. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>Veias superficiais do membro inferior</p><p>↠ As duas principais veias superficiais no membro inferior</p><p>são as veias safenas magna e parva.. A maioria das</p><p>tributárias não tem nome. (MOORE, 7ª ed.)</p><p>↠ A veia safena magna é formada pela união da veia</p><p>dorsal do hálux e o arco venoso dorsal do pé.. A veia</p><p>safena magna: (MOORE, 7ª ed.)</p><p>➢ Ascende</p><p>anteriormente até o maléolo medial;</p><p>➢ Segue posteriormente ao côndilo medial do</p><p>fêmur (cerca de quatro dedos posteriormente à</p><p>margem medial da patela);</p><p>➢ Anastomosa-se livremente com a veia safena</p><p>parva;</p><p>➢ Atravessa o hiato safeno na fáscia lata;</p><p>➢ Desemboca na veia femoral.</p><p>Importância médica das veias safenas</p><p>A veia safena magna é o vaso utilizado com mais frequência em</p><p>pontes da artéria coronária (revascularização do miocárdio). Aqui, deve</p><p>-se observar que, quando suturar essa veia em uma artéria coronária,</p><p>o cirurgião precisa orientá-la de modo que o fluxo sanguíneo vá abrir,</p><p>ao invés de fechar, suas válvulas. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>↠ A veia safena magna tem 10 a 12 válvulas, que são mais</p><p>numerosas na perna do que na coxa. Essas válvulas</p><p>geralmente estão localizadas logo abaixo das veias</p><p>perfurantes. As veias perfurantes também têm válvulas.</p><p>(MOORE, 7ª ed.)</p><p>As válvulas venosas são projeções de endotélio com seios valvulares</p><p>caliciformes cujo enchimento vem de cima. Quando os seios estão</p><p>cheios, as válvulas ocluem a luz da veia, evitando, assim, o refluxo distal</p><p>de sangue e tornando o fluxo unidirecional. O mecanismo valvular</p><p>também divide a coluna de sangue na veia safena em segmentos</p><p>menores, reduzindo a pressão retrógrada. Os dois efeitos facilitam o</p><p>trabalho da bomba musculovenosa para superar a força da gravidade</p><p>e reconduzir o sangue ao coração. (MOORE, 7ª ed.)</p><p>As veias safenas são mais propensas a enfraquecer e se tornar</p><p>varicosas do que quaisquer outras veias no membro inferior, já que</p><p>são mal sustentadas pelo tecido circundante. Além disso, quando as</p><p>válvulas começam a falhar nas veias de um membro inferior, as</p><p>contrações normais dos músculos da perna podem espremer o</p><p>sangue para fora das veias profundas e impulsioná-lo para as veias</p><p>superficiais através das anastomoses entre esses dois grupos de veias.</p><p>Esse influxo de sangue intumesce e enfraquece as veias safenas ainda</p><p>mais. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>↠ Enquanto ascende na perna e na coxa, a veia safena</p><p>magna recebe várias tributárias e comunica-se em vários</p><p>locais com a veia safena parva. (MOORE, 7ª ed.)</p><p>@jumorbeck</p><p>↠ As tributárias das faces medial e posterior da coxa</p><p>costumam se unir para formar uma veia safena acessória.</p><p>Quando presente, essa veia é a principal comunicação</p><p>entre as veias safenas magna e parva. (MOORE, 7ª ed.)</p><p>↠ Além disso, vasos bem grandes, as veias cutâneas</p><p>lateral e anterior, originam-se de redes venosas na parte</p><p>inferior da coxa e entram na veia safena magna</p><p>superiormente, logo antes de sua entrada na veia femoral.</p><p>Perto de seu fim, a veia safena magna também recebe</p><p>as veias circunflexa ilíaca superficial, epigástrica superficial</p><p>e pudenda externa. (MOORE, 7ª ed.)</p><p>↠ A veia safena parva origina-se na face lateral do pé, a</p><p>partir da união da veia dorsal do quinto dedo com o arco</p><p>venoso dorsal. A veia safena parva: (MOORE, 7ª ed.)</p><p>➢ Ascende posteriormente ao maléolo lateral</p><p>como uma continuação da veia marginal lateral;</p><p>➢ Segue ao longo da margem lateral do tendão</p><p>do calcâneo;</p><p>➢ Inclina-se em direção à linha mediana da fíbula e</p><p>penetra na fáscia muscular;</p><p>➢ Ascende entre as cabeças do músculo</p><p>gastrocnêmio;</p><p>➢ Drena para a veia poplítea na fossa poplítea.</p><p>Várias veias perfurantes atravessam a fáscia muscular para desviar</p><p>sangue das veias superficiais para as veias profundas. (MOORE, 7ª ed.)</p><p>↠ Embora as veias safenas recebam muitas tributárias,</p><p>seus diâmetros se mantêm razoavelmente constantes no</p><p>trajeto de ascensão no membro. Isso é possível porque</p><p>o sangue recebido pelas veias safenas é continuamente</p><p>desviado dessas veias superficiais na tela subcutânea para</p><p>as veias profundas, situadas internamente à fáscia</p><p>muscular, através de muitas veias perfurantes. (MOORE,</p><p>7ª ed.)</p><p>↠ As veias perfurantes penetram na fáscia muscular</p><p>perto do local onde se originam das veias superficiais e</p><p>têm válvulas que permitem o fluxo sanguíneo apenas das</p><p>veias superficiais para as veias profundas. (MOORE, 7ª ed.)</p><p>@jumorbeck</p><p>↠ As veias perfurantes atravessam a fáscia muscular em</p><p>um ângulo oblíquo, de modo que, quando os músculos se</p><p>contraem e a pressão aumenta no interior da fáscia</p><p>muscular, as veias perfurantes são comprimidas. A</p><p>compressão também impede o fluxo sanguíneo das veias</p><p>profundas para as veias superficiais. Esse padrão de fluxo</p><p>sanguíneo venoso – da região superficial para a profunda</p><p>– é importante para o retorno venoso apropriado do</p><p>membro inferior, porque permite que as contrações</p><p>musculares impulsionem o sangue em direção ao</p><p>coração contra a força da gravidade (bomba</p><p>musculovenosa). (MOORE, 7ª ed.)</p><p>Veias profundas do membro inferior</p><p>↠ As veias profundas acompanham todas as grandes</p><p>artérias e seus ramos. Em vez de ocorrerem como uma</p><p>veia única nos membros (embora muitas vezes sejam</p><p>ilustradas e denominadas como uma veia única), as veias</p><p>acompanhantes geralmente são pares, muitas vezes</p><p>interconectadas, situadas ao lado da artéria que</p><p>acompanham. Estão contidas na bainha vascular com a</p><p>artéria, cujas pulsações também ajudam a comprimir e</p><p>deslocar o sangue nas veias. (MOORE, 7ª ed.)</p><p>↠ Embora o arco venoso dorsal drene basicamente pelas</p><p>veias safenas, as veias perfurantes penetram na fáscia</p><p>muscular, formando e suprindo continuamente uma veia</p><p>tibial anterior no compartimento anterior da perna. As</p><p>veias plantares medial e lateral da face plantar do pé</p><p>formam as veias tibiais posteriores e fibulares, situadas</p><p>posteriormente aos maléolos medial e lateral. (MOORE, 7ª</p><p>ed.)</p><p>↠ As três veias profundas da perna fluem para a veia</p><p>poplítea posterior ao joelho, que se torna a veia femoral</p><p>na coxa. As veias que acompanham as artérias</p><p>perfurantes da artéria femoral profunda drenam sangue</p><p>dos músculos da coxa e terminam na veia femoral</p><p>profunda, que se une à parte terminal da veia femoral.</p><p>(MOORE, 7ª ed.)</p><p>↠ A veia femoral segue profundamente ao ligamento</p><p>inguinal para se tornar a veia ilíaca externa. Em vista do</p><p>efeito da gravidade, o fluxo sanguíneo é mais lento</p><p>quando uma pessoa fica parada de pé. (MOORE, 7ª ed.)</p><p>↠ Durante o exercício, o sangue recebido pelas veias</p><p>profundas proveniente das veias superficiais é</p><p>impulsionado por contração muscular para as veias</p><p>femorais e, depois, para as veias ilíacas externas. As</p><p>válvulas competentes impedem o refluxo. (MOORE, 7ª</p><p>ed.)</p><p>↠ As veias profundas são mais variáveis e se</p><p>anastomosam com frequência muito maior do que as</p><p>artérias que acompanham. Tanto as veias superficiais</p><p>quanto as veias profundas podem ser ligadas, se</p><p>necessário. (MOORE, 7ª ed.)</p><p>VEIAS PROFUNDAS DESCRIÇÃO E</p><p>TRIBUTÁRIAS</p><p>REGIÕES</p><p>DRENADAS</p><p>VEIAS ILÍACAS</p><p>COMUNS</p><p>Formadas pela</p><p>união das veias</p><p>ilíacas interna e</p><p>externa</p><p>anteriormente às</p><p>articulações</p><p>sacroilíacas</p><p>anteriores;</p><p>anastomosam-se na</p><p>altura da vértebra L</p><p>V para formar a</p><p>veia cava inferior. A</p><p>veia</p><p>ilíaca comum direita</p><p>é muito mais curta</p><p>do que a esquerda</p><p>e também é mais</p><p>vertical, visto que a</p><p>veia cava inferior</p><p>encontra-se à</p><p>direita da linha</p><p>mediana.</p><p>Pelve, órgãos</p><p>genitais</p><p>externos e</p><p>membros</p><p>inferiores.</p><p>VEIAS ILÍACAS</p><p>EXTERNAS</p><p>Acompanham as</p><p>artérias ilíacas</p><p>Parede inferior do</p><p>abdome</p><p>@jumorbeck</p><p>internas. Começam</p><p>nos ligamentos</p><p>inguinais como</p><p>continuações</p><p>das veias femorais.</p><p>Terminam</p><p>anteriormente às</p><p>articulações</p><p>sacroilíacas, onde se</p><p>unem às veias</p><p>ilíacas internas para</p><p>formar as veias</p><p>ilíacas comuns.</p><p>anteriormente,</p><p>músculo</p><p>cremaster nos</p><p>homens e</p><p>órgãos genitais</p><p>externos e</p><p>membro inferior.</p><p>VEIAS FEMORAIS Acompanham as</p><p>artérias femorais e</p><p>são continuações</p><p>das veias poplíteas</p><p>ligeiramente</p><p>superiores ao</p><p>joelho, onde as</p><p>veias passam</p><p>através de uma</p><p>abertura no</p><p>músculo adutor</p><p>magno. Recebem as</p><p>veias femorais</p><p>profundas e</p><p>veias safenas</p><p>magna pouco antes</p><p>de penetrar na</p><p>parede abdominal.</p><p>Passam por baixo</p><p>do</p><p>ligamento inguinal e</p><p>entram na região</p><p>abdominopélvica</p><p>para se tornarem as</p><p>veias ilíacas</p><p>externas.</p><p>Pele, linfonodos,</p><p>músculos</p><p>e ossos</p><p>da coxa,</p><p>e órgãos genitais</p><p>externos.</p><p>VEIAS POPLÍTEAS Formadas pela</p><p>união entre as veias</p><p>tibiais anterior e</p><p>posterior na</p><p>extremidade</p><p>proximal da</p><p>perna; ascendem</p><p>pela fossa poplítea</p><p>com as artérias</p><p>poplíteas e nervo</p><p>tibial. Terminam</p><p>onde</p><p>passam através da</p><p>janela no músculo</p><p>adutor magno e</p><p>passam para a</p><p>frente do joelho</p><p>para se</p><p>tornarem as veias</p><p>femorais. Também</p><p>recebem sangue</p><p>de veias safena</p><p>parva e tributárias,</p><p>que</p><p>correspondem a</p><p>ramos da artéria</p><p>poplítea.</p><p>Articulação e pele</p><p>do</p><p>joelho, músculos e</p><p>ossos</p><p>em torno da</p><p>articulação</p><p>do joelho.</p><p>VEIAS TIBIAIS</p><p>POSTERIORES</p><p>Começam</p><p>posteriormente ao</p><p>maléolo medial na</p><p>união das veias</p><p>plantar medial e</p><p>lateral da</p><p>face plantar do pé.</p><p>Ascendem pela</p><p>perna com a artéria</p><p>tibial posterior e o</p><p>nervo tibial</p><p>profundamente ao</p><p>músculo sóleo.</p><p>Unem-se às veias</p><p>tibiais posteriores</p><p>por volta de dois</p><p>terços</p><p>do trajeto até a</p><p>perna. Unem-se às</p><p>veias tibiais</p><p>anteriores próximo</p><p>do topo da</p><p>membrana</p><p>interóssea para</p><p>formar as veias</p><p>poplíteas. Na face</p><p>plantar do pé, as</p><p>veias digitais</p><p>plantares se</p><p>unem para formar</p><p>as veias metatarsais</p><p>plantares, que são</p><p>paralelas aos ossos</p><p>metatarsais.</p><p>Estas, por sua vez,</p><p>se unem para</p><p>formar arcos</p><p>plantares venosos</p><p>profundos. As veias</p><p>plantares medial e</p><p>lateral emergem</p><p>dos arcos plantares</p><p>venosos profundos.</p><p>Pele, músculos e</p><p>ossos da</p><p>face plantar do pé,</p><p>e pele,</p><p>músculos e ossos</p><p>das</p><p>faces posterior e</p><p>lateral</p><p>da perna.</p><p>VEIAS TIBIAIS</p><p>ANTERIORES</p><p>Emergem no arco</p><p>venoso dorsal e</p><p>acompanham a</p><p>artéria tibial anterior.</p><p>Ascendem</p><p>profundamente ao</p><p>músculo tibial</p><p>anterior na face</p><p>anterior da</p><p>membrana</p><p>interóssea.</p><p>Atravessam a</p><p>abertura na</p><p>extremidade</p><p>superior da</p><p>membrana</p><p>interóssea para se</p><p>juntar às</p><p>veias tibiais</p><p>posteriores e</p><p>formar as veias</p><p>poplíteas.</p><p>Dorso do pé,</p><p>tornozelo,</p><p>face anterior da</p><p>perna,</p><p>joelho e articulação</p><p>tibiofibular.</p><p>@jumorbeck</p><p>VEIAS SUPERFICIAS DESCRIÇÃO E</p><p>TRIBUTÁRIAS</p><p>REGIÕES DRENADAS</p><p>VEIAS SAFENAS</p><p>MAGNAS</p><p>Veias mais longas</p><p>do corpo;</p><p>ascendem do pé à</p><p>virilha na tela</p><p>subcutânea.</p><p>Começam na</p><p>extremidade medial</p><p>dos arcos venosos</p><p>dorsais do pé. Os</p><p>arcos venosos</p><p>dorsais são redes</p><p>de</p><p>veias do dorso do</p><p>pé formadas pelas</p><p>veias digitais dorsais,</p><p>que coletam sangue</p><p>dos dedos dos</p><p>pés, e depois se</p><p>unem em pares</p><p>para formar as veias</p><p>metatarsais dorsais,</p><p>que correm</p><p>paralelamente aos</p><p>ossos metatarsais.</p><p>Quando as veias</p><p>metatarsais dorsais</p><p>chegam ao pé, se</p><p>combinam para</p><p>formar os arcos</p><p>venosos dorsais.</p><p>Passam</p><p>anteriormente ao</p><p>maléolo medial da</p><p>tíbia e então</p><p>superiormente ao</p><p>longo da face</p><p>medial da perna e</p><p>coxa</p><p>imediatamente</p><p>abaixo</p><p>da pele. Recebem</p><p>tributárias dos</p><p>tecidos super Eciais</p><p>e também se</p><p>conectam às veias</p><p>profundas.</p><p>Esvaziam-se nas</p><p>veias femorais na</p><p>região inguinal.</p><p>Tecidos</p><p>tegumentares e</p><p>músculos</p><p>superficiais dos</p><p>membros inferiores,</p><p>região inguinal e</p><p>parede</p><p>inferior do abdome.</p><p>VEIAS SAFENAS</p><p>PARVAS</p><p>Começam na face</p><p>lateral dos arcos</p><p>venosos dorsais do</p><p>pé. Passam</p><p>posteriormente ao</p><p>maléolo</p><p>lateral da fíbula e</p><p>ascendem</p><p>profundamente à</p><p>pele ao longo da</p><p>face posterior da</p><p>perna.</p><p>Esvaziam-se nas</p><p>veias poplíteas na</p><p>fossa poplítea,</p><p>Tecidos</p><p>tegumentares e</p><p>músculos</p><p>superficiais do</p><p>pé e face posterior</p><p>da</p><p>perna.</p><p>posteriormente ao</p><p>joelho. Contêm 9 a</p><p>12</p><p>válvulas. Podem se</p><p>comunicar com as</p><p>veias safenas</p><p>magnas na parte</p><p>proximal da perna.</p><p>Retorno Venoso</p><p>↠ O retorno venoso, o volume de sangue que flui de</p><p>volta ao coração pelas veias sistêmicas, é consequente à</p><p>pressão produzida pelo ventrículo esquerdo por meio das</p><p>contrações do coração. Embora pequena, a diferença de</p><p>pressão entre as vênulas, em média de aproximadamente</p><p>16 mmHg, e o ventrículo direito, 0 mmHg, normalmente</p><p>é suficiente para provocar o retorno venoso para o</p><p>coração. (TORTORA, 2016)</p><p>↠ Se a pressão no átrio ou ventrículo direito aumentar,</p><p>o retorno venoso irá diminuir. Uma das causas do</p><p>aumento da pressão no átrio direito é uma valva</p><p>atrioventricular direita incompetente, com</p><p>extravasamento, que possibilita a regurgitação, refluxo, de</p><p>sangue quando os ventrículos se contraem. O resultado</p><p>é a diminuição no retorno venoso e o acúmulo de sangue</p><p>no lado venoso da circulação sistêmica. (TORTORA, 2016)</p><p>↠ Uma característica singular das veias é a presença de</p><p>válvulas em todos os segmentos venosos, as quais se</p><p>encontram mais desenvolvidas nas extremidades</p><p>inferiores. As válvulas venosas nada mais são que</p><p>protrusões da túnica íntima das paredes venosas para o</p><p>lúmen do vaso. Cada uma delas é formada por tecido</p><p>fibroso, denso, revestida por endotélio, e orientada de</p><p>modo a permitir o fluxo sanguíneo anterógrado. Porém,</p><p>fechando totalmente o vaso quando o fluxo tende a se</p><p>tornar retrógrado. Sendo assim, as válvulas são</p><p>importantes estruturas direcionadoras do fluxo sanguíneo</p><p>nas veias. (MARGARIDA, 2018)</p><p>↠ Um mecanismo funcional que ajuda no retorno do</p><p>sangue venoso para o coração é o movimento normal</p><p>do corpo e dos membros, por exemplo, durante a</p><p>caminhada. A oscilação do membro move o sangue nesse</p><p>membro e as válvulas venosas asseguram que esse</p><p>sangue se mova apenas na direção adequada. (MARIEB,</p><p>2018)</p><p>↠ De acordo com a lei de Frank-Starling, o volume</p><p>sistólico aumenta quando o volume diastólico final</p><p>aumenta. O volume diastólico final é, em geral,</p><p>@jumorbeck</p><p>determinado pelo retorno venoso, que é a quantidade de</p><p>sangue que retorna ao coração pela circulação venosa.</p><p>(SILVERTHORN, 2017)</p><p>↠ Além do coração, dois outros mecanismos</p><p>“bombeiam” o sangue da parte inferior do corpo de volta</p><p>ao coração: (1) a bomba de músculo esquelético e (2) a</p><p>bomba respiratória. Ambas as bombas dependem das</p><p>válvulas existentes nas veias. (TORTORA, 2016)</p><p>Bomba de músculo esquelético</p><p>↠ A bomba do músculo esquelético é assim denominada</p><p>devida às contrações do músculo esquelético que</p><p>espremem as veias, particularmente nas pernas,</p><p>comprimindo-as e empurrando o sangue em direção ao</p><p>coração. Durante exercícios que envolvem os membros</p><p>inferiores, o músculo esquelético ajuda a bombear o</p><p>sangue de volta para o coração. Durante os períodos em</p><p>que se está imóvel, sentado ou em pé, a bomba do</p><p>músculo esquelético não auxilia no retorno venoso.</p><p>(SILVERTHORN, 2017)</p><p>Funciona do seguinte modo:</p><p>➢ Na posição ortostática, tanto as válvulas venosas</p><p>mais próximas do coração, válvulas proximais,</p><p>quanto aquelas mais distantes, válvulas distais,</p><p>nesta parte do membro inferior estão abertas,</p><p>e o sangue flui para cima em direção ao</p><p>coração. (TORTORA, 2016)</p><p>➢ A contração dos músculos das pernas, como</p><p>quando você fica na ponta dos pés ou dá um</p><p>passo, comprime a veia. A compressão empurra</p><p>o sangue através da válvula proximal, em uma</p><p>ação chamada ordenha. Ao mesmo tempo, a</p><p>válvula distal do segmento não comprimido se</p><p>fecha conforme um pouco de sangue é</p><p>empurrado contra ela.. (TORTORA, 2016)</p><p>➢ Logo após o relaxamento muscular, a pressão</p><p>cai na seção previamente comprimida da veia, o</p><p>que faz com que a válvula proximal se feche. A</p><p>válvula distal agora se abre porque a pressão</p><p>arterial no pé está mais elevada do que na perna,</p><p>e a veia se enche com o sangue que vem do</p><p>pé. A válvula proximal então reabre. (TORTORA,</p><p>2016)</p><p>As pessoas que estão imobilizadas em decorrência de uma lesão ou</p><p>doença não têm essas contrações de músculos da perna. Como</p><p>resultado, seu retorno venoso é mais lento e elas podem desenvolver</p><p>problemas de circulação. (TORTORA, 2016)</p><p>Bomba respiratória</p><p>↠ Também é baseada na compressão e descompressão</p><p>alternadas das veias. Durante a inspiração, o diafragma se</p><p>move para baixo, o que provoca uma diminuição da</p><p>pressão na cavidade torácica e um aumento da pressão</p><p>na cavidade abdominal. Como resultado, as veias</p><p>abdominais são comprimidas, e um maior volume de</p><p>sangue se move das veias abdominais comprimidas para</p><p>as veias torácicas não comprimidas e então para dentro</p><p>do átrio direito. Quando as pressões se</p><p>invertem durante</p><p>a expiração, as válvulas das veias evitam o refluxo do</p><p>sangue das veias torácicas para as veias abdominais.</p><p>(TORTORA, 2016)</p><p>Silverthorn entende serem três os fatores que afetam o retorno</p><p>venoso, incluindo a inervação simpática.</p><p>Inervação simpática das veias.</p><p>A constrição das veias devida à atividade simpática é o terceiro fator</p><p>que afeta o retorno venoso. Quando ocorre constrição das veias, seu</p><p>volume diminui, empurrando mais sangue para dentro do coração.</p><p>Com um volume ventricular maior no início da próxima contração, o</p><p>ventrículo contrai com mais força, enviando mais sangue para o lado</p><p>arterial da circulação. Desse modo, a inervação simpática das veias</p><p>permite que o corpo redistribua parte do sangue venoso para a parte</p><p>arterial da circulação. (SILVERTHORN, 2017)</p><p>Varizes ou Veias Varicosas</p><p>↠ Quando as válvulas nas veias se tornam ineficientes, o</p><p>resultado são as veias varicosas. As veias deformam e</p><p>incham com o sangue acumulado, e a drenagem venosa</p><p>desacelera consideravelmente. 15% de todos os adultos</p><p>sofrem de veias varicosas, geralmente nos membros</p><p>inferiores. As mulheres são afetadas com mais frequência</p><p>do que os homens. O membro inferior esquerdo é mais</p><p>@jumorbeck</p><p>suscetível às veias varicosas do que o direito. (MARIEB,</p><p>2018)</p><p>↠ Muitas vezes, a veia safena magna e suas tributárias</p><p>tornam-se varicosas (tão dilatadas que as válvulas não se</p><p>fecham). As varizes são comuns nas partes</p><p>posteromediais do membro inferior e causam</p><p>desconforto. (MOORE, 7ª ed.)</p><p>↠ Na veia saudável, as válvulas permitem o fluxo</p><p>sanguíneo em direção ao coração (B) e impedem o fluxo</p><p>retrógrado (C). Nas varizes (D), as válvulas são</p><p>incompetentes em razão da dilatação ou rotação e não</p><p>funcionam mais adequadamente. Consequentemente, o</p><p>sangue flui em sentido inferior nas veias, provocando o</p><p>surgimento de varizes. (MOORE, 7ª ed.)</p><p>↠ As veias varicosas podem ser hereditárias, mas</p><p>também ocorrem nas pessoas cujas ocupações exijam</p><p>que elas fiquem de pé na mesma posição por muito</p><p>tempo, como é o caso dos balconistas de lojas,</p><p>cabeleireiros, dentistas e profissionais de enfermagem.</p><p>Nas pernas imóveis, o sangue venoso drena tão</p><p>lentamente que acumula, estica as paredes venosas e as</p><p>válvulas e faz que essas válvulas falhem. (MARIEB, 2018)</p><p>Referências:</p><p>AIRES, Margarida de Mello Fisiologia / Margarida de Mello</p><p>Aires. - 5. ed. - Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, 2018.</p><p>MARIEB, Elaine. Anatomia humana. Tradução Lívia Cais,</p><p>Maria Silene de Oliveira e Luiz Cláudio Queiroz. São Paulo:</p><p>Pearson Education do Brasil, 2014.</p><p>SILVERTHORN, DeeUnglaub. Fisiologia humana: uma</p><p>abordagem integrada. Porto Alegre: Artmed, 2017.</p><p>TORTORA, Gerard J. Princípios de anatomia e fisiologia /</p><p>Gerard J. Tortora, Bryan Derrickson; tradução Ana</p><p>Cavalcanti C. Botelho... [et al.]. – 14. ed. – Rio de Janeiro:</p><p>Guanabara Koogan, 2016.</p><p>MOORE, Anatomia Orientada para a Clínica, 7ª ed., Rio de</p><p>Janiero: Guanabara Koogan, 2014.</p><p>1</p><p>@jumorbeck</p><p>Morfologia dos vasos sanguíneos</p><p>↠ As paredes de todos os vasos sanguíneos, exceto os</p><p>muito pequenos, são compostas por três camadas</p><p>distintas, ou túnicas:</p><p>➢ Íntima: a túnica mais interna da parede de um</p><p>vaso, que está em contato “íntimo” com o</p><p>sangue em sua luz. Essa túnica contém o</p><p>endotélio, o epitélio simples pavimentoso que</p><p>reveste a luz de todos os vasos. As células</p><p>endoteliais planas formam uma superfície lisa</p><p>que minimiza o atrito do sangue que passa por</p><p>elas. Uma fina camada de tecido conjuntivo</p><p>frouxo, a camada subendotelial, situa -se na</p><p>superfície externa do endotélio. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>➢ Média: consiste principalmente em lâminas de</p><p>fibras musculares lisas dispostas circularmente,</p><p>entre as quais se situam lâminas de fibrilas de</p><p>colágeno e elastina. A elastina e o colágeno</p><p>contribuem com elasticidade e resistência para</p><p>suportar a pressão do sangue que cada</p><p>batimento cardíaco exerce sobre a parede do</p><p>vaso. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>➢ Adventícia: camada de tecido conjuntivo que</p><p>contém muitas fibras de colágeno e fibras</p><p>elásticas. Suas células e fibras seguem na direção</p><p>longitudinal. Protege o vaso, reforça ainda mais a</p><p>sua parede e prende esse vaso nas estruturas</p><p>circundantes. Contém os vasos dos vasos, que</p><p>surgem como ramificações minúsculas do</p><p>mesmo vaso ou como ramificações pequenas</p><p>de outros vasos vizinhos e nutrem a metade</p><p>externa da parede do vaso maior. (MARIEB, 7ª</p><p>ed.)</p><p>Vasos sanguíneos</p><p>↠ ARTÉRIAS: a passagem do sangue pelas artérias ocorre das</p><p>artérias elásticas para as musculares e depois para as arteríolas.</p><p>(MARIEB, 7ª ed.)</p><p>➢ Artérias elásticas: são as maiores artérias perto do</p><p>coração - a aorta e seus ramos principais. São</p><p>chamadas artérias de condução. Nas paredes dessas</p><p>artérias há mais elastina do que em qualquer outro</p><p>tipo de vaso</p><p>➢ Artérias musculares: situam -se distalmente às</p><p>artérias elásticas e suprem grupos de órgãos, órgãos</p><p>individuais e partes de órgãos. Essas artérias de</p><p>“tamanho médio” constituem a maior parte das</p><p>artérias observadas.</p><p>➢ Arteríolas: são as menores artérias.</p><p>↠ CAPILARES: são os menores vasos sanguíneos. Eles são</p><p>compostos de apenas uma única camada de células endoteliais</p><p>circundadas por uma membrana basal. Renovam e revigoram o</p><p>líquido intersticial circundante. Existem três tipos de capilares:</p><p>(MARIEB, 7ª ed.)</p><p>➢ Contínuos;</p><p>➢ Fenestrados;</p><p>➢ Sinusoides;.</p><p>↠ VASOS VENOSOS: vênulas e veias. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>ARTÉRIAS VEIAS</p><p>TÚNICA MÉDIA Mais espessa Menos espessa</p><p>TÚNICA ADVENTÍCIA Menos espessa. Mais espessa.</p><p>TRANSPORTE DE</p><p>SANGUE</p><p>Levam o sangue</p><p>para fora do</p><p>coração.</p><p>Conduzem o</p><p>sangue dos</p><p>capilares para o</p><p>coração.</p><p>LUZ DO VASO Menor Maior</p><p>ELASTINA Mais elastina Menos elastina</p><p>PRESSÃO ARTERIAL Maior Menos</p><p>VÁLVULAS Ausente Presente</p><p>2</p><p>@jumorbeck</p><p>Vascularização dos membros superiores</p><p>ARTÉRIAS</p><p>↠ AORTA: maior artéria do corpo, sai do coração, faz um</p><p>arco superiormente e depois desce ao longo da face</p><p>anterior dos corpos das vértebras até a parte inferior do</p><p>abdômen. Ao longo de seu curso, a aorta se divide nas</p><p>seguintes partes: (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>➢ Parte ascendente da aorta;</p><p>➢ Arco da aorta: arqueado posteriormente e para</p><p>a esquerda, o arco da aorta situa -se</p><p>posteriormente ao manúbrio do esterno. Três</p><p>artérias se ramificam do arco da aorta e seguem</p><p>na direção superior: tronco braquiocefálico,</p><p>artéria carótida comum esquerda e artéria</p><p>subclávia esquerda. Esses três ramos suprem a</p><p>cabeça, o pescoço, os MMSS e a parte superior</p><p>da parede do tórax.</p><p>➢ Parte descendente da aorta</p><p>Artérias dos membros superiores</p><p>↠ O membro superior é irrigado por ramos da artéria</p><p>subclávia. Após emitir seus ramos para o pescoço e o</p><p>tórax (a artéria vertebral, os troncos tireocervical e</p><p>costocervical e a artéria torácica interna), cada artéria</p><p>subclávia segue lateralmente sobre a primeira costela, sob</p><p>a clavícula. Desse ponto, a artéria subclávia entra na axila</p><p>como artéria axilar. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>Artéria axilar</p><p>↠ A artéria axilar desce pela axila, emitindo os seguintes</p><p>ramos:</p><p>➢ Artéria toracoacromial, que surge logo abaixo da</p><p>clavícula e se ramifica para suprir grande parte</p><p>dos músculos peitoral e deltoide;</p><p>➢ A artéria torácica lateral, que desce ao longo da</p><p>margem lateral do m. peitoral menor, irrigando</p><p>os músculos peitorais e serrátil anterior, e emite</p><p>ramos importantes para a mama;</p><p>➢ Artéria subescapular, que se destina às regiões</p><p>escapulares dorsal e ventral e o músculo</p><p>latíssimo do dorso;</p><p>➢ Artérias circunflexas anterior e posterior do</p><p>úmero, que envolvem o colo cirúrgico do úmero</p><p>e auxiliam na irrigação do músculo deltoide e da</p><p>articulação do ombro.</p><p>↠ A artéria axilar continua no braço como artéria braquial.</p><p>O limite para essa transição é a margem inferior do</p><p>músculo redondo maior. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>Artéria braquial</p><p>↠ A artéria braquial desce ao longo da face medial do</p><p>úmero, abaixo do músculo bíceps braquial no sulco bicipital</p><p>medial, e supre os músculos da região anterior do braço.</p><p>(MARIEB, 7ª ed.)</p><p>↠ O pulso braquial pode ser sentido nesse local. (MARIEB,</p><p>7ª ed.)</p><p>↠ A artéria braquial é utilizada para a tomada da pressão</p><p>arterial. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>↠ Um ramo importante, a artéria profunda do braço</p><p>(também chamada braquial profunda), envolve a face</p><p>posterior do úmero com o nervo radial e supre o músculo</p><p>tríceps. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>↠ À medida que a artéria braquial se aproxima do</p><p>cotovelo, ela emite vários ramos pequenos inferiormente,</p><p>as artérias colaterais ulnares, que formam anastomoses</p><p>com os ramos ascendentes das artérias no antebraço</p><p>para suprir a articulação do cotovelo. Esses vasos também</p><p>proporcionam circulação colateral para as regiões mais</p><p>distais do membro, quando o cotovelo é dobrado.</p><p>(MARIEB, 7ª ed.)</p><p>A artéria braquial atravessa a face anterior da articulação do cotovelo,</p><p>abaixo da aponeurose do músculo bíceps braquial na linha média do</p><p>braço, outro local em que seu pulso é sentido facilmente e onde se</p><p>pode auscultar durante a tomada da pressão arterial. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>↠ Imediatamente após a articulação do cotovelo, a artéria</p><p>braquial se divide nas artérias radial e ulnar, que descem</p><p>pela face anterior do antebraço. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>3</p><p>@jumorbeck</p><p>Artéria radial</p><p>↠ A artéria radial desce ao longo da margem medial do</p><p>músculo braquiorradial, suprindo os músculos</p><p>anterolaterais do antebraço, a parte lateral do punho, além</p><p>do polegar e do dedo indicador. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>Na raiz do polegar, imediatamente lateral ao tendão do m. flexor radial</p><p>do carpo, ela se situa muito próximo da superfície e proporciona um</p><p>local conveniente para a tomada da pulsação. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>Um ramo da artéria radial continua na tabaqueira anatômica, um local</p><p>onde a pulsação radial também pode ser detectada. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>Artéria ulnar</p><p>↠ A artéria ulnar, que desce ao longo da face anterior e</p><p>medial da parte anterior do antebraço, situa-se entre os</p><p>músculos flexores superficiais e profundos e emite ramos</p><p>para os músculos que cobrem a ulna. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>↠ Na parte proximal, ela emite um ramo importante</p><p>chamado artéria interóssea comum, que se divide</p><p>imediatamente nas artérias interósseas anterior e</p><p>posterior. Esses vasos descem ao longo das respectivas</p><p>superfícies da membrana interóssea entre o rádio e a</p><p>ulna. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>➢ A artéria interóssea anterior irriga os músculos</p><p>flexores profundos;</p><p>➢ A artéria interóssea posterior seus ramos destinam-</p><p>se a todos os músculos extensores da região</p><p>posterior do antebraço.</p><p>↠ A artéria ulnar continua na mão, atravessando o punho</p><p>lateralmente ao do tendão do flexor ulnar do carpo.</p><p>(MARIEB, 7ª ed.)</p><p>Arcos palmares</p><p>↠ Na palma, ramos das artérias radial e ulnar se unem e</p><p>formam dois arcos horizontais, os arcos palmares</p><p>superficial e profundo. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>↠ O arco superficial se situa abaixo da pele e da fáscia</p><p>da mão, enquanto o arco profundo se situa contra os</p><p>ossos metacarpais. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>↠ As artérias digitais, que suprem os dedos, ramificam -</p><p>se desses arcos. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>As artérias radial e ulnar também formam na face dorsal do punho, a</p><p>rede carpal dorsal, cujos ramos seguem na direção distal ao longo dos</p><p>ossos metacarpais. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>ARTÉRIAS</p><p>RAMO DESCRIÇÃO E RAMOS REGIÕES IRRIGADAS</p><p>TRONCO</p><p>BRAQUIOCEFÁLICO</p><p>Primeiro ramo do</p><p>arco da aorta; se</p><p>divide para formar</p><p>as artérias subclávia</p><p>direita e carótida</p><p>comum direita.</p><p>Cabeça, pescoço,</p><p>membros</p><p>superiores e</p><p>parede torácica.</p><p>ARTÉRIA SUBCLÁVIA</p><p>DIREITA</p><p>Estende-se do</p><p>tronco</p><p>braquiocefálico até</p><p>a margem inferior</p><p>da primeira costela.</p><p>Pescoço, ombro,</p><p>músculos</p><p>escapulares, entre</p><p>outros.</p><p>ARTÉRIA SUBCLÁVIA</p><p>ESQUERDA</p><p>Emerge como o</p><p>terceiro e último</p><p>ramo do arco da</p><p>aorta; passa</p><p>superior e lateral</p><p>pelo mediastino e</p><p>profundamente à</p><p>clavícula na base</p><p>do pescoço em</p><p>seu percurso em</p><p>direção ao</p><p>membro superior.</p><p>Distribuição</p><p>semelhante à da</p><p>artéria subclávia</p><p>direita.</p><p>ARTÉRIA AXILAR Continuação da A.</p><p>suclávia direita na</p><p>axila.</p><p>Músculos do</p><p>ombro e do</p><p>cíngulo dos</p><p>membros</p><p>superiores.</p><p>ARTÉRIA BRAQUIAL Continuação da A.</p><p>axilar no braço,</p><p>começa na</p><p>margem distal do</p><p>músculo redondo</p><p>maior e termina</p><p>bifurcando-se em</p><p>Aa. radial e ulnar.</p><p>Músculos do braço,</p><p>úmero e</p><p>articulação do</p><p>cotovelo.</p><p>ARTÉRIA RADIAL Menor ramo da</p><p>bifurcação braquial;</p><p>continuação direta</p><p>da A. braquial.</p><p>Principal fonte de</p><p>sangue para os</p><p>músculos do</p><p>compartimento</p><p>posterior do</p><p>antebraço.</p><p>ARTÉRIA ULNAR Maior ramo da A.</p><p>braquial.</p><p>Músculos do</p><p>compartimento</p><p>anterior do</p><p>antebraço.</p><p>ARCO PALMAR</p><p>SUPERFICIAL</p><p>Formado</p><p>principalmente pelo</p><p>ramo superficial da</p><p>artéria ulnar, com</p><p>contribuição do</p><p>Músculos, ossos,</p><p>articulações e pele</p><p>da palma das mãos</p><p>e dedos.</p><p>4</p><p>@jumorbeck</p><p>ramo superficial da</p><p>artéria radial.</p><p>ARCO PALMAR</p><p>PROFUNDO</p><p>Emerge</p><p>principalmente do</p><p>ramo profundo da</p><p>A. radial, mas</p><p>recebe</p><p>contribuição do</p><p>ramo profundo da</p><p>artéria ulnar.</p><p>Músculos, ossos, e</p><p>articulações da</p><p>palma das mãos e</p><p>dedos.</p><p>VEIAS</p><p>↠ As veias cavas superior e inferior, as duas maiores</p><p>veias do corpo, desembocam diretamente no átrio direito</p><p>do coração. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>↠ A veia cava superior recebe o sangue sistêmico de</p><p>todas as regiões do corpo superiores ao diafragma,</p><p>excluindo as paredes do coração. Essa veia surge da união</p><p>das veias braquiocefálica esquerda e direita, posterior ao</p><p>manúbrio do esterno, e desce para desembocar no átrio</p><p>direito. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>↠ Das duas veias braquiocefálicas, a esquerda é mais</p><p>longa e quase horizontal, enquanto a direita é vertical.</p><p>(MARIEB, 7ª ed.)</p><p>Veias dos membros superiores</p><p>↠ As veias dos membros superiores são profundas ou</p><p>superficiais. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>↠ Tanto as veias superficiais quanto profundas retornam</p><p>o sangue dos membros superiores para o coração.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ As veias superficiais estão localizadas profundamente</p><p>na pele e frequentemente são visíveis. Elas se</p><p>anastomosam extensivamente entre si e com as veias</p><p>profundas, e não acompanham artérias. (TORTORA, 14ª</p><p>ed.)</p><p>↠ As veias superficiais são maiores do que as veias</p><p>profundas e devolvem a maior parte do sangue dos</p><p>membros superiores. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ As veias profundas estão localizadas profundamente</p><p>no corpo. Elas costumam acompanhar artérias e têm os</p><p>mesmos nomes das artérias correspondentes.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Tanto as veias superficiais quanto profundas têm</p><p>válvulas, mas estas são mais numerosas nas veias</p><p>profundas. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>Veias profundas</p><p>↠ Os arcos palmares profundo e superficial da mão</p><p>drenam nas veias radial e ulnar do antebraço, que se</p><p>unem logo abaixo da articulação do cotovelo e formam a</p><p>veia braquial (do braço). (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>↠ À medida que a veia braquial entra na axila, ela drena</p><p>na veia axilar, que se transforma na veia subclávia, no nível</p><p>da primeira costela. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>VEIAS PROFUNDAS</p><p>VEIAS DESCRIÇÃO E</p><p>TRIBUTÁRIAS</p><p>REGIÕES</p><p>DRENADAS</p><p>VEIAS BRAQUIOCEFÁLICAS Formadas pela</p><p>união das veias</p><p>subclávia e jugular</p><p>interna. Duas veias</p><p>braquiocefálicas se</p><p>unem para formar</p><p>a veia cava</p><p>superior.</p><p>Membros</p><p>superiores,</p><p>parte superior</p><p>do tórax,</p><p>cabeça entre</p><p>outros</p><p>VEIAS SUBCLÁVIAS Continuações das</p><p>veias axilares.</p><p>Passam sobre a</p><p>primeira costela</p><p>profundamente à</p><p>clavícula para</p><p>terminar na</p><p>extremidade</p><p>esternal da</p><p>clavícula, onde se</p><p>unem com as</p><p>veias jugulares</p><p>externas.</p><p>Ossos dos</p><p>braços,</p><p>ombros,</p><p>pescoço,</p><p>entre outros.</p><p>VEIAS AXILARES Surgem quando</p><p>as veias braquiais</p><p>e basílicas se</p><p>unem próximo da</p><p>base da axila</p><p>Pele,</p><p>músculos,</p><p>ossos do</p><p>braço, axila,</p><p>ombro.</p><p>VEIAS BRAQUIAIS Acompanham as</p><p>artérias braquiais.</p><p>Músculos e</p><p>ossos da</p><p>região do</p><p>cotovelo e</p><p>braquial.</p><p>VEIAS ULNARES Começam nos</p><p>arcos venosos</p><p>palmares</p><p>Músculos,</p><p>ossos e pele</p><p>da mão, e</p><p>5</p><p>@jumorbeck</p><p>superficiais, que</p><p>drenam as veias</p><p>digitais</p><p>foi compreendida.</p><p>➢ Solicitação - o participante que se mostra</p><p>interessado em ouvir críticas estará</p><p>➢ provavelmente mais aberto a identificar as áreas</p><p>que requerem atenção.</p><p>➢ Oportunidade - o retorno será oferecido na</p><p>oportunidade que encontre a pessoa mais</p><p>@jumorbeck</p><p>receptiva e que seu desempenho ainda esteja</p><p>na mente.</p><p>➢ Especificidade - a crítica precisa apontar como</p><p>um desempenho pode ser potencializado ou</p><p>mudado.</p><p>➢ Direção - o retorno deve ser dirigido aos</p><p>comportamentos que podem ser mudados.</p><p>➢ Afetividade - aquele que faz a crítica deve</p><p>expressar seus sentimentos para que o outro</p><p>possa perceber o impacto de seu desempenho.</p><p>➢ Confirmação - deve-se buscar uma confirmação</p><p>da percepção sobre um determinado</p><p>desempenho do participante.</p><p>➢ Compreensão - deve-se assegurar que o</p><p>participante compreendeu o retorno que foi</p><p>feito.</p><p>Participaram dessa pesquisa 200 estudantes, ativos</p><p>academicamente, de todos os períodos do curso de</p><p>graduação de medicina, vigentes no segundo semestre</p><p>de 2018 (2, 4, 6, 8, 10 e 12º períodos); e 82 professores</p><p>ativos academicamente nesse curso.</p><p>Entre os estudantes, os cinco critérios que tiveram maior</p><p>frequência, sendo considerados muito importantes, foram:</p><p>objetividade (76,5%), cuidado (76,0%), atenção (70%),</p><p>especificidade (69,5%) e compreensão (67,5%).</p><p>Percebe-se também que a afetividade foi o único critério</p><p>que recebeu nenhuma e pouca importância no</p><p>provimento do feedback. Porém, o feedback envolve</p><p>uma dimensão afetiva de particular importância, e quando</p><p>a informação dada pelo professor se centra no próprio</p><p>estudante, e não no seu desempenho, pode aumentar o</p><p>medo do fracasso pelo estudante. Mas, se houver</p><p>negligência da afetividade, pelo professor, os estudantes</p><p>podem minimizar seus esforços, evitando os riscos das</p><p>tarefas desafiadoras. Além disso, alguns autores afirmam</p><p>que, o bom professor deve demonstrar competência</p><p>pedagógica, científica, e nas relações de afeto entre</p><p>aluno-professor.</p><p>A forma como o estudante recebe o feedback influencia</p><p>no sucesso do seu objetivo. Receber o feedback de</p><p>maneira adequada requer maturidade, honestidade e</p><p>compromisso com o objetivo de melhorar suas</p><p>habilidades clínicas.</p><p>Artigo: Aprendizagem Cooperativa e a Formação do</p><p>Médico Inserido em Metodologias Ativas: um olhar de</p><p>estudantes e docentes</p><p>O presente estudo teve como objetivo geral explorar a</p><p>percepção de estudantes e docentes sobre</p><p>aprendizagem cooperativa em um currículo médico</p><p>baseado em métodos ativos;.</p><p>Na modalidade quantitativa, caracterizou-se o perfil de</p><p>estudantes e docentes da Faculdade de Medicina de</p><p>Marília (Famema) quanto a suas percepções no que</p><p>tange à aprendizagem cooperativa instigada na esfera de</p><p>metodologias ativas de ensino e aprendizagem (ABP e</p><p>Problematização) em pequenos grupos na graduação.</p><p>Ao serem indagados se havia contribuição significativa dos</p><p>outros estudantes em sua aprendizagem nos grupos</p><p>tutoriais e ciclos pedagógicos, a maioria nas quatro séries</p><p>concordou com esta afirmação.</p><p>Ao se deparar com a proposição que os colocava diante</p><p>do papel do tutor em sua aprendizagem dentro das</p><p>tutorias, a maioria dos estudantes da primeira série (75%)</p><p>afirmou que considera preponderante o papel do tutor</p><p>no processo tutorial. Na segunda série, 90% consideraram</p><p>essencial. A terceira série teve a menor porcentagem de</p><p>concordância (54%), enquanto 71% da quarta série</p><p>concordaram. Assim, percebe-se que há valorização do</p><p>papel do tutor/facilitador.</p><p>De acordo com alguns autores, o tutor poderia ser</p><p>definido como aquele profissional que ensina o estudante</p><p>a aprender, sendo essencial num pequeno grupo pela sua</p><p>experiência ao aconselhar, guiar e facilitar a construção o</p><p>do conhecimento</p><p>O feedback imediato por todos os elementos do grupo</p><p>contribui com o desenvolvimento da aprendizagem de</p><p>todos.</p><p>Quanto à proposição segundo a qual no pequeno grupo</p><p>percebiam mais cooperação do que competição, na</p><p>primeira série, 37% concordaram; na segunda série, 54%</p><p>concordaram; na terceira série,61% concordaram; e na</p><p>quarta série, 67% concordaram. Parece que no primeiro</p><p>ano ainda trazem fortemente em suas atitudes a</p><p>competição, talvez porque tenham acabado de sair do</p><p>vestibular, e, portanto, a experiência com os métodos</p><p>facilita a cooperação entre eles. Segundo meta-análise de</p><p>Albanese1 realizada para avaliar os efeitos da</p><p>aprendizagem cooperativa em comparação com a</p><p>aprendizagem competitiva, ações cooperativas</p><p>trouxeram maiores benefícios na resolução de problemas</p><p>(72,5%)</p><p>@jumorbeck</p><p>A cooperação pode promover habilidades importantes na</p><p>formação do médico com melhor desenvoltura para</p><p>questões psicossociais.</p><p>Johnsonet al.7 propõem cinco componentes básicos para</p><p>serem incorporados ao processo de ensino e</p><p>aprendizagem para que haja aprendizagem cooperativa,</p><p>tendo o professor como facilitador nesse processo. São</p><p>eles: interdependência positiva, responsabilidade individual</p><p>e grupal, interação face a face, habilidades interpessoais e</p><p>grupais para manter um ambiente adequado ao</p><p>aprendizado, e avaliação grupal.</p><p>Vega Vacaet al destacam em seu trabalho que a</p><p>aprendizagem cooperativa traz vários benefícios num</p><p>contexto de trabalho em pequenos grupos: aumenta o</p><p>rendimento, motivação e autoestima dos estudantes</p><p>frente à aprendizagem individualista, desenvolve atitudes</p><p>mais positivas em relação à aprendizagem e aos</p><p>docentes, favorece a aceitação dos companheiros e</p><p>desenvolve interdependência positiva.</p><p>Estas percepções de aprendizagem mútua entre</p><p>professores e estudantes também são encontradas no</p><p>estudo de Freitas et al.16, ao afirmarem que a relação</p><p>existente entre eles permite a troca de saberes, sendo</p><p>condição indispensável ao processo ensino-</p><p>aprendizagem, o que dinamiza o processo educativo e</p><p>lhe dá sentido.</p><p>Em suma, com base no entendimento de docentes e</p><p>estudantes, concluiu-se que a aprendizagem cooperativa</p><p>é eficaz em pequenos grupos e que traz benefícios</p><p>sociais, cognitivos e psicomotores, sendo favorecida no</p><p>âmbito de metodologias ativas e com a educação</p><p>permanente, a qual, se implementada de maneira incisiva,</p><p>pode gerar ferramentas úteis ao processo de ensino e</p><p>aprendizagem.</p><p>Referências</p><p>COHEN, ELIZABETH G.; LOTAN, RACHEL A. Planejando</p><p>o Trabalho em grupo: Estratégias para Salas de Aula</p><p>Heterogêneas. 3º edição. Editora Penso, 2017.</p><p>HARDINGHAM ALISON. Trabalho em equipe. São Paulo,</p><p>Novel, 2000.</p><p>PIANCASTELLI, Carlos Haroldo; FARIA, Horácio Pereira</p><p>de; SILVEIRA, Marília Rezende da . O trabalho em equipe.</p><p>In: BRASIL. Ministério da Saúde. Organização do cuidado a</p><p>partir de problemas: uma alternativa metodológica para a</p><p>atuação da Equipe de Saúde da Família. Brasília: OPAS,</p><p>p.45-50, 2000. Disponível em:</p><p>https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/pesquisa/si</p><p>mples/O%20TRABALHO%20EM%20EQUIPE/</p><p>NAVARRO, ADRIANA SANTANA DE SOUZA;</p><p>GUIMARÃES, RAPHAELLA LIMA DE SOUZA;</p><p>GARANHANI MARA LÚCIA. Trabalho em equipe: o</p><p>significado atribuído por profissionais da estratégia da</p><p>família. Revista Mineira de Enfermagem, vol. 1, nº 17,</p><p>páginas: 69-75, janeiro-março 2013. Disponível em:</p><p>http://www.reme.org.br/artigo/detalhes/579</p><p>BACICH, LILIAN; MORAN JOSÉ. Metodologias ativas para</p><p>uma educação inovadora: uma abordagem téorico-</p><p>prática. Porto Alegre: Penso, 2018 e-PUB. Disponível em:</p><p>https://curitiba.ifpr.edu.br/wp-</p><p>content/uploads/2020/08/Metodologias-Ativas-para-uma-</p><p>Educacao-Inovadora-Bacich-e-Moran.pdf</p><p>FRISON, LOURDES MARIA BRAGAGNOLO. Tutoria entre</p><p>estudantes: uma proposta de trabalho que prioriza a</p><p>aprendizagem. Revista Portuguesa de Educação, vol. 25,</p><p>núm. 2, 2012, pp. 217-240 Disponível em:</p><p>https://revistas.rcaap.pt/rpe/article/view/3008</p><p>CONCEIÇÃO, CAIO V.; MORAES, MAGALI Aparecida</p><p>Alves. Aprendizagem Cooperativa e a Formação do</p><p>Médico Inserido em Metodologias Ativas: um olhar de</p><p>Estudantes e Docentes. Revista Brasileira de Educação</p><p>Médica, vol. 2, nº 42, páginas: 115-122, 2018.</p><p>PEIXOTO, MARISA COSTA. Avaliação do feedback</p><p>palmares e</p><p>as veias digitais</p><p>palmares próprias</p><p>nos dedos.</p><p>músculos da</p><p>face medial</p><p>do antebraço.</p><p>VEIAS RADIAIS Iniciam-se nos</p><p>arcos venosos</p><p>palmares</p><p>profundos, que</p><p>drenam as veias</p><p>metacarpais</p><p>palmares nas</p><p>palmas das mãos.</p><p>Unem-se às veias</p><p>ulnares para</p><p>formar as veias</p><p>braquiais.</p><p>Músculos e</p><p>ossos da</p><p>lateral da mão</p><p>e antebraço.</p><p>Veias superficiais</p><p>↠ São maiores do que as veias profundas e são visíveis</p><p>abaixo da pele. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>↠ Elas formam anastomoses frequentes ao longo do seu</p><p>curso, começando pela rede venosa dorsal da mão. Essas</p><p>veias são imediatamente aparentes no dorso da mão em</p><p>razão da pele delgada da região. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>↠ A rede venosa dorsal drena superiormente na veia</p><p>cefálica, que começa na parte lateral dessa rede, curva-</p><p>se em torno da parte distal do rádio, e penetra na parte</p><p>anterior do antebraço. Desse ponto, essa veia sobe por</p><p>toda a face anterolateral do membro superior e termina</p><p>abaixo da clavícula, onde se une à veia axilar. (MARIEB, 7ª</p><p>ed.)</p><p>↠ A veia basílica surge na parte medial da rede venosa</p><p>dorsal da mão, e sobe ao longo da superfície</p><p>posteromedial do antebraço e da superfície anteromedial</p><p>do braço. Na axila, a veia basílica se une à veia braquial e</p><p>formam a veia axilar. (MARIEB, 7ª ed.)</p><p>↠ Na face anterior da articulação do cotovelo, na região</p><p>da fossa cubital, a veia intermédia do cotovelo conecta as</p><p>veias basílica e cefálica. Essa veia é fácil de encontrar na</p><p>maioria das pessoas, sendo utilizada para retirar sangue</p><p>ou administrar substâncias por via intravenosa. (MARIEB,</p><p>7ª ed.)</p><p>VEIAS SUPERFICIAIS</p><p>VEIAS DESCRIÇÃO E</p><p>TRIBUTÁRIAS</p><p>REGIÕES DRENADAS</p><p>VEIAS CEFÁLICAS Iniciam-se na face</p><p>lateral das redes</p><p>venosas dorsais da</p><p>mão no dorso das</p><p>mãos, formadas</p><p>pelas veias</p><p>metacarpais dorsais</p><p>Tegumento e</p><p>músculos</p><p>superficiais da face</p><p>lateral do membro</p><p>superior.</p><p>VEIAS BASÍLICAS Iniciam-se na face</p><p>medial da rede</p><p>venosa dorsal das</p><p>mãos e ascendem</p><p>ao longo da face</p><p>posteromedial do</p><p>antebraço e da</p><p>face anteromedial</p><p>do braço.</p><p>Conectam-se às</p><p>veias cefálicas</p><p>anteriormente ao</p><p>cotovelo pelas</p><p>veias intermediárias</p><p>do cotovelo.</p><p>Tegumento e</p><p>músculos</p><p>superficiais da face</p><p>lateral do membro</p><p>superior.</p><p>Sinais vitais</p><p>↠ As medidas de temperatura, pulso, pressão arterial</p><p>(PA), frequência respiratória e saturação de oxigênio são</p><p>as mais frequentemente obtidas pelos profissionais de</p><p>saúde. Como indicadores do estado de saúde, essas</p><p>medidas indicam a eficiência das funções circulatória,</p><p>respiratória, neural e endócrina do corpo. (POTTER &</p><p>PERRY)</p><p>↠ Devido à sua importância, são referidas como sinais</p><p>vitais. (POTTER & PERRY)</p><p>6</p><p>@jumorbeck</p><p>↠ A dor, um sintoma subjetivo, também é</p><p>frequentemente chamada de o quinto sinal vital e medida</p><p>juntamente com os demais. (POTTER & PERRY)</p><p>↠ Os sinais vitais são um modo eficiente e rápido de</p><p>monitorar a condição do paciente ou de identificar</p><p>problemas e avaliar a resposta do paciente a uma</p><p>intervenção. (POTTER & PERRY)</p><p>QUANDO MEDIR OS SINAIS VITAIS?</p><p>➢ À admissão em instituições de cuidado da saúde;</p><p>➢ Quando avaliar o paciente em visitas de cuidado domiciliar;</p><p>➢ No hospital, em esquema de rotina, conforme prescrições</p><p>do profissional de saúde ou dos padrões de prática</p><p>hospitalar;</p><p>➢ Antes e após um procedimento cirúrgico ou um</p><p>procedimento diagnóstico invasivo;</p><p>➢ Antes, durante e após uma transfusão de derivados do</p><p>sangue;</p><p>➢ Antes, durante e após a administração de medicamentos</p><p>ou terapias que afetam as funções de controle</p><p>cardiovascular, respiratório ou de temperatura;</p><p>➢ Quando condições físicas gerais do paciente são alteradas;</p><p>Pulso e Frequência Cardíaca</p><p>↠ A expansão e a retração alternadas das artérias</p><p>elásticas após cada sístole do ventrículo esquerdo cria</p><p>uma onda de pressão móvel que é chamada pulso. O</p><p>pulso é mais intenso nas artérias mais próximas do</p><p>coração, torna-se mais fraco nas arteríolas e desaparece</p><p>por completo nos capilares. O pulso pode ser palpado em</p><p>qualquer artéria que se situe perto da superfície do corpo</p><p>que possa ser comprimida contra um osso ou outra</p><p>estrutura firme. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Devem-se registrar a frequência das pulsações</p><p>arteriais - geralmente a radial - e a frequência cardíaca</p><p>mensurada no exame do precórdio. (CAMPANA)</p><p>➢ Taquicardia é uma frequência cardíaca ou de pulso acima</p><p>de 100 bpm. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>➢ Bradicardia é uma frequência cardíaca ou de pulso lenta</p><p>(inferior a 60 bpm). (POTTER & PERRY)</p><p>➢ Taquisfigmia: é uma frequência da pulsação arterial acima</p><p>de 100 bpm.</p><p>➢ Bradisfigmia: é uma frequência da pulsação arterial abaixo</p><p>de 60 bpm.</p><p>Uma contração cardíaca ineficiente que falha na transmissão da onde</p><p>de pulsação para o local da pulsação periférica cria um déficit de pulso.</p><p>Para avaliar esse déficit, deve-se avaliar as frequências apical e radial</p><p>ao mesmo tempo e compará-las. A diferença entre as frequências de</p><p>pulsação apical e radial corresponde ao déficit de pulso. (POTTER &</p><p>PERRY)</p><p>Deve-se avaliar o:</p><p>➢ Ritmo: normalmente ocorre um intervalo regular entre cada</p><p>pulso ou batimento cardíaco. Um intervalo interrompido por</p><p>um batimento precoce ou tardio, ou por um batimento</p><p>perdido, indica um ritmo anormal ou disritmia.</p><p>➢ Força: a força ou amplitude de um pulso reflete o volume</p><p>de sangue ejetado contra a parede arterial a cada</p><p>contração cardíaca.</p><p>➢ Igualdade: acesse a pulsação radial em ambos os lados do</p><p>sistema vascular periférico, comparando as características</p><p>de cada um.</p><p>↠ Alguns pontos de verificação do pulso arterial comuns:</p><p>ESTRUTURA LOCALIZAÇÃO</p><p>Artéria carótida comum Lateral à laringe (pregas</p><p>vocais)</p><p>Artéria braquial Face medial do músculo</p><p>bíceps braquial</p><p>Artéria femoral Inferior ao ligamento inguinal</p><p>Artéria poplítea Posterior ao joelho</p><p>Artéria radial Face lateral do punho</p><p>Artéria dorsal do pé Superior ao dorso do pé</p><p>VARIAÇÕES ACEITÁVEIS DA FREQUÊNCIA CARDÍACA</p><p>IDADE FREQUÊNCIA CARDÍACA (BPM)</p><p>BEBÊ 120 - 160</p><p>CRIANÇA COMEÇANDO A ANDAR 90 – 140</p><p>PRÉ-ESCOLAR 80 – 110</p><p>CRIANÇA EM IDADE ESCOLAR 75 - 100</p><p>ADOLESCENTE 60- 90</p><p>ADULTO 60 - 100</p><p>Pressão Arterial</p><p>↠ Na prática clínica, o termo pressão arterial geralmente</p><p>refere-se à pressão nas artérias produzida pelo ventrículo</p><p>esquerdo durante a sístole e a pressão remanescente</p><p>nas artérias quando o ventrículo está na diástole. A</p><p>pressão arterial normalmente é aferida na artéria braquial</p><p>do braço esquerdo. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>7</p><p>@jumorbeck</p><p>↠ A contração cardíaca força o sangue sob alta pressão</p><p>para dentro da aorta. O pico máximo de pressão, no</p><p>momento em que a ejeção ocorre, é a pressão sistólica.</p><p>Quando os ventrículos relaxam, o sangue que permanece</p><p>nas artérias exerce uma pressão mínima ou diastólica. A</p><p>pressão diastólica é mínima. (POTTER & PERRY)</p><p>↠ Os vários sons auscultados durante a aferição da</p><p>pressão arterial são chamados sons de Korotkoff.</p><p>(TORTORA, 14ª ed.)</p><p>Fatores que influenciam na pressão arterial: idade, estresse, etnia, sexo,</p><p>variação diária, medicamentos, atividade e peso, tabagismo. (POTTER</p><p>& PERRY, 8ª ed.)</p><p>CLASSIFICAÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL DE ACORDO COM A MEDIÇÃO</p><p>NO CONSULTÓRIO A PARTIR DE 18 ANOS DE IDADE</p><p>CLASSIFICAÇÃO PAS (mmHg) PAD (mmHg)</p><p>PA ÓTIMA < 120 e < 80</p><p>PA NORMAL 120 - 129 e/ou 80 - 84</p><p>PRÉ-HIPERTENSÃO 130 - 139 e/ou 85 - 89</p><p>HA ESTÁGIO 1 140 - 159 e/ou 90 - 99</p><p>HÁ ESTÁGIO 2 160 - 179 e/ou 100 - 109</p><p>HÁ ESTÁGIO 3 >/= 180 e/ou >/= 110</p><p>De acordo com a Diretriz Brasileira de HÁ, 2020</p><p>↠ A diferença entre as pressões sistólica e diastólica é</p><p>chamada pressão diferencial. Esta pressão, normalmente</p><p>de cerca de 40 mmHg, fornece informações sobre a</p><p>condição do sistema circulatório. Por exemplo, doenças</p><p>como a aterosclerose e a persistência do canal arterial</p><p>(PCA) aumentam muito a pressão diferencial. A razão</p><p>normal entre as pressões sistólica, diastólica e diferencial</p><p>é de aproximadamente 3:2:1. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Aumento da pressão</p><p>como</p><p>ferramenta de ensino e aprendizagem em um curso de</p><p>medicina. Dissertação de Mestrado, Universidade Federal</p><p>de Uberlândia, 2019.</p><p>SÁ, SUSANA OLIVEIRAA; ALVES, MARIA PALMIRA;</p><p>COSTA, ANTÔNIO PEDRO. O contributo do feedback na</p><p>avaliação das aprendizagens no ensino superior. Atas</p><p>Investigação Qualitativa em Educação, vol. 1, páginas 229-</p><p>233,2014</p><p>@jumorbeck</p><p>Ética no Trabalho em Equipe</p><p>Ética e moral são conceitos filosóficos que, apesar da</p><p>estreita relação que mantêm com o comportamento em</p><p>sociedade, possuem significados distintos. A moral está</p><p>baseada em costumes e convenções estabelecidas por</p><p>cada grupo. Por sua vez, a ética se vincula ao estudo e à</p><p>aplicação desses valores e princípios no âmbito das</p><p>relações humanas. (CEEM, 2018)</p><p>Desde o início da civilização o homem necessitou da</p><p>vivencia em grupo, formando a sociedade, sendo que em</p><p>cada momento histórico foram criados padrões de</p><p>comportamentos que demonstram os valores de cada</p><p>sujeito de acordo com sua cultura e história,</p><p>demonstrando em suas ações a sua própria ética (SOUZA</p><p>et al., 2018 apud CORTELLA, 2015).</p><p>Etimologicamente, ética vem do grego “ethos’ e significa</p><p>modo de ser, caráter, conduta. A grande diferença entre</p><p>ética e moral é que, para funcionar, a moral precisa ser</p><p>imposta, enquanto a ética deve ser inerente ao indivíduo,</p><p>apreendida e incorporada por ele. A moral é imposta, a</p><p>ética, percebida. (PORTO & PORTO, SEMIOLOGIA</p><p>MÉDICA 8ª EDIÇÃO)</p><p>Uma preocupação e uma justificativa para o estudo da</p><p>ética é o fato de que na medicina repousam os valores</p><p>mais altos da humanidade. Tem o poder de dar e tirar a</p><p>vida, lutar por ela e deixar morrer, ajudar e destruir</p><p>pessoas. Em outras palavras: tudo que existe na ciência</p><p>médica pode ser usado para o bem ou para o mal. A</p><p>decisão pelo bem ou pelo mal é ditada pelos princípios</p><p>que formam as bases do trabalho de um médico. (PORTO</p><p>& PORTO, SEMIOLOGIA MÉDICA 8ª EDIÇÃO)</p><p>A ética profissional pode ser definida como valores,</p><p>normas e de relacionamentos manifestados no ambiente</p><p>de trabalho. Adotar uma postura ética é construir boas</p><p>relações com colegas, chefes e subordinados, o que</p><p>contribui para as rotinas de trabalho funcionarem em</p><p>ordem, fortalecendo rendimentos produtivos e a imagem</p><p>da organização frente àqueles que se interessam por ela.</p><p>Desta forma, ser ético é agir de maneira a não desviar</p><p>dos padrões convencionais da sociedade, sem trazer</p><p>prejuízos às outras pessoas. (SOUZA et al., 2018)</p><p>Em se tratando de ética no trabalho, o filósofo Mario</p><p>Sérgio Cortella (2015) afirma que “é necessário cuidar da</p><p>ética para não anestesiarmos a nossa consciência e</p><p>começarmos a achar que tudo é normal. (SOUZA et al.,</p><p>2018)</p><p>Dentro de uma organização existem pessoas diferente,</p><p>desta maneira os valores individuais que um colaborador</p><p>possui nem sempre será compatível com os valores de</p><p>outros. Os relacionamentos e conflitos no ambiente de</p><p>trabalho, por vezes, são provocados por valores éticos</p><p>não cumpridos. Esse não é um fenômeno novo e</p><p>tampouco será extinto (SOUZA et al., 2018 apud NEME,</p><p>2008)</p><p>A sociedade precisa entender que a ética é insubstituível</p><p>para a boa conduta no ambiente de trabalho. É ela que</p><p>age no íntimo do indivíduo para que este vise o bem</p><p>comum (SOUZA et al., 2018 apud LISBOA, 1997)</p><p>Tentar ser imparcial, nunca culpar os colegas, não</p><p>provocar fofocas, evitar discussões públicas e conversar</p><p>no ambiente particular para esclarecer qualquer problema.</p><p>Esses são alguns valores que são exigidos para que se</p><p>mantenha uma postura ética (SOUZA et al., 2018 apud</p><p>SILVA, 2010)</p><p>A educação também independe de hierarquia de trabalho.</p><p>As empresas devem assumir papel de responsáveis pelos</p><p>cumprimentos da ética, e isso só é possível caso os</p><p>gestores demonstrem postura ilibada perante seus</p><p>funcionários (SOUZA et al., 2018 apud CORTELLA, 2015).</p><p>Ética profissional trata dos direitos e dos deveres, dos</p><p>profissionais, através da mesma é que são criados os</p><p>códigos éticos de cada profissão. Assim, os Códigos de</p><p>Ética Profissional (Camargo,1999) “estruturam e</p><p>sistematizam as exigências no tríplice plano de orientação,</p><p>disciplina e fiscalização”. Estabelecendo parâmetros</p><p>variáveis e relativos que demarcam o piso e o teto dentro</p><p>dos quais a conduta pode ou deve ser considerada regular</p><p>sobe o ângulo ético. (MARTINS, GABRIEL, 2012)</p><p>Deve-se respeitar a dignidade humana, os direitos dos</p><p>seres humanos e as liberdades fundamentais. Os pilares</p><p>do conhecimento aprender a viver juntos e aprender a</p><p>viver com os outros representam um dos maiores</p><p>desafios da educação. (MENEZES et. al, 2017)</p><p>Código de Ética do Estudante de Medicina</p><p>Princípios fundamentais:</p><p>V - O estudante de medicina guardará absoluto respeito</p><p>pelo ser humano e atuará sempre em benefício deste</p><p>com prudência, apresentando-se condignamente,</p><p>cultivando hábitos e maneiras que façam ver ao paciente</p><p>o interesse e o respeito de que ele é merecedor. Jamais</p><p>utilizará seus conhecimentos para causar sofrimento físico</p><p>ou moral, para o extermínio do ser humano ou para</p><p>@jumorbeck</p><p>permitir e acobertar tentativa contra sua dignidade e</p><p>integridade.</p><p>XII - O estudante terá, para com os colegas, respeito,</p><p>consideração e solidariedade, sem se eximir de apontar</p><p>aos seus responsáveis (professores, tutores, preceptores,</p><p>orientadores) atos que contrariem os postulados éticos</p><p>previstos neste Código.</p><p>Eixo 6 - Relação do Estudante com a Equipe</p><p>Multiprofissional:</p><p>Art. 42: O estudante de medicina deve relacionar-se de</p><p>maneira respeitosa e integrada com estudantes de</p><p>diferentes graduações, buscando fomentar, desde o início</p><p>de sua formação, o trabalho em equipe.</p><p>Art. 44: O estudante de medicina deve alertar, de forma</p><p>respeitosa, qualquer profissional de saúde quando</p><p>identificada alguma situação que julgue oferecer risco</p><p>potencial à segurança do paciente.</p><p>Código de Ética do Estudante de Medicina</p><p>Os primeiros relatos de princípios éticos inerentes à</p><p>profissão médica são atribuídos à Hipócrates quatro</p><p>séculos antes da era cristã . O juramento de Hipócrates é</p><p>até hoje referência para a conduta médica e contém</p><p>preceitos éticos fundamentais à prática da medicina,</p><p>como filantropia, não maleficência, justiça e</p><p>confidencialidade. (YAMAKI et. al, 2014)</p><p>definido no próprio juramento hipocrático: Tudo aquilo</p><p>que tenha ou não relação com a prática da minha</p><p>profissão, ver ou ouvir da vida dos homens que não deva</p><p>ser divulgado, não divulgarei, respeitando tudo aquilo que</p><p>deva ficar em segredo. (YAMAKI et. al, 2014)</p><p>Os autores da ética profissional utilizam com frequência o</p><p>conceito de deontologia, originado da palavra grega deón</p><p>[o que é conveniente] e logia [conhecimento]. O pensador</p><p>Jeremy Benthan introduziu este termo com o seguinte</p><p>sentido: os estudos das obrigações morais do indivíduo no</p><p>seio de sua comunidade (Alcântara, 1979). (PORTO &</p><p>PORTO, SEMIOLOGIA MÉDICA 8ª EDIÇÃO)</p><p>A deontologia é o conjunto de regras, fruto da tradição,</p><p>que indicam como deverá comportar-se o indivíduo na</p><p>qualidade de membro de um grupo social determinado.</p><p>(PORTO & PORTO, SEMIOLOGIA MÉDICA 8ª EDIÇÃO)</p><p>A moral deontológica é na realidade uma ética aplicada</p><p>que orienta uma dada profissão. Suas normas são</p><p>estabelecidas pelos próprios profissionais, de maneira</p><p>empírica, depois de atenta reflexão sobre o cotidiano; em</p><p>geral, estas permanecem dispostas dentro de um</p><p>ordenamento semelhante a um código no qual são</p><p>utilizadas expressões imperativas, tais como “é vedado”,</p><p>“deve” (Código de Ética Médica). (PORTO & PORTO,</p><p>SEMIOLOGIA MÉDICA 8ª EDIÇÃO)</p><p>A crítica maior aos Códigos de Deontologia é o fato de</p><p>que são elaborados apenas com a participação dos</p><p>profissionais da área, sem que sejam ouvidos os reais</p><p>beneficiários, ou seja, os cidadãos, a quem se propõe</p><p>proteger. (PORTO & PORTO, SEMIOLOGIA MÉDICA 8ª</p><p>EDIÇÃO)</p><p>A bioética é a parte da ética que enfoca as questões</p><p>referentes à vida humana e, portanto, à saúde. A bioética</p><p>possui quatro princípios: beneficência,</p><p>não maleficência,</p><p>autonomia e justiça. (PORTO & PORTO, SEMIOLOGIA</p><p>MÉDICA 8ª EDIÇÃO)</p><p>A conduta do médico deve ser resultado de qualidades</p><p>humanas e preparo técnico, ao lado de uma ordenação</p><p>de princípios, representados pelo Código de Ética, bem</p><p>como os direitos e deveres estabelecidos na legislação do</p><p>país. (PORTO & PORTO, SEMIOLOGIA MÉDICA 8ª</p><p>EDIÇÃO)</p><p>O ensino da ética médica, da bioética e das humanidades</p><p>no curso de medicina é de extrema importância, pois na</p><p>graduação o estudante constrói as bases de sua futura</p><p>relação médico-paciente. Durante essa construção, além</p><p>de uma formação humanística plural, é necessário o</p><p>estabelecimento de regras claras de direitos e deveres</p><p>dos acadêmicos para com seus pares, professores e</p><p>pacientes. (LISBOA; LINS, 2014)</p><p>A importância de um código de ética para estudantes de</p><p>medicina vai além do estímulo à prevenção do exercício</p><p>ilegal da medicina por estudantes, incidindo também na</p><p>humanização do futuro médico, que por meio deste</p><p>instrumento absorverá os princípios e diretrizes voltados</p><p>ao exercício cidadão da medicina. (LISBOA; LINS, 2014)</p><p>Código de Ética do Estudante de Medicina</p><p>Princípios fundamentais:</p><p>IX - O estudante guardará sigilo a respeito das</p><p>informações obtidas a partir da relação com os pacientes</p><p>e com os serviços de saúde</p><p>Eixo 5: Relação do Estudante com a sociedade</p><p>Art. 39 – É dever do estudante de medicina agir de forma</p><p>solidária e respeitosa com as pessoas, a instituição e as</p><p>@jumorbeck</p><p>normas vigentes, valorizando atitudes e medidas que</p><p>beneficiem o crescimento coletivo.</p><p>Prontuário Médico</p><p>Em relação à história dos prontuários, o reconhecimento</p><p>da importância do registro exato das informações do</p><p>paciente, registradas em seu prontuário, aconteceu a</p><p>partir da institucionalização da Medicina Científica por</p><p>Hipócrates, no século 5 a.C. que refletia de maneira exata</p><p>o curso da doença e indicava as suas possíveis causas</p><p>(TONELLO, NUNES, PANARO, 2013 apud PINTO, 2006).</p><p>Baseado em anotações médicas, Hipócrates conseguiu</p><p>assinalar e descrever muitos sinais e sintomas de</p><p>enfermidade, e enfatizou a importância do registro</p><p>cuidadoso dessas anotações. O objetivo desse cuidado era</p><p>reunir informações, que auxiliassem na reflexão e estudo</p><p>acerca do desenvolvimento da doença, indicando as</p><p>prováveis causas e mediante análises e comparações e</p><p>empírica buscar a melhor forma de tratá-las. (TONELLO,</p><p>NUNES, PANARO, 2013)</p><p>O prontuário é um documento que pertence ao paciente,</p><p>mas fica sob a guarda do médico e/ou da instituição,</p><p>podendo o paciente fotocopiá-lo. É o principal</p><p>instrumento de defesa dos profissionais médicos quando</p><p>há algum tipo de questionamento de natureza ética, civil,</p><p>administrativa ou criminal. Além disso, servem de suporte</p><p>à pesquisa, ao ensino e ao gerenciamento dos serviços</p><p>de saúde, e são também um documento legal dos atos</p><p>médicos.(PORTO & PORTO, SEMIOLOGIA MÉDICA 8ª</p><p>EDIÇÃO)</p><p>De acordo com o Parecer CFM no 30/02, aprovado em</p><p>10/07/02, “o prontuário do paciente é o documento único</p><p>constituído de um conjunto de informações registradas,</p><p>geradas a partir de fatos, acontecimentos e situações</p><p>sobre a saúde do paciente e a assistência prestada a ele,</p><p>de caráter legal, sigiloso e científico, que possibilita a</p><p>comunicação entre membros da equipe multiprofissional</p><p>e a continuidade da assistência prestada ao indivíduo”.</p><p>Sua importância é demonstrada no artigo 69º do Código</p><p>de Ética Médica e no artigo 1º da Resolução 1.638 do</p><p>Conselho Federal de Medicina (CFM), em que “o médico</p><p>assume o dever de elaborá-lo para cada paciente”, no</p><p>intuito de valorizar as individualidades e prestar uma</p><p>atenção baseada na subjetividade. (FERNANDES et. al,</p><p>2019)</p><p>O prontuário do paciente possui a característica de</p><p>documento sigiloso, pessoal, privado e confidencial, pois</p><p>em seus registros constam informações pessoais do</p><p>paciente, tais como: sua identificação completa, sexo,</p><p>filiação, naturalidade e endereço, assim como, seus</p><p>exames e os respectivos resultados, hipóteses</p><p>diagnósticas, diagnóstico e tratamento. Nele estão</p><p>registradas todas as informações pessoais referentes aos</p><p>cuidados médicos e serviços prestados ao paciente,</p><p>informações a respeito da sua saúde, e a sua intimidade</p><p>física e mental. (TONELLO, NUNES, PANARO, 2013)</p><p>Todo atendimento, por mais simples que seja, deve ser</p><p>registrado na ficha clínica ou no prontuário médico, uma</p><p>vez que é impossível guardar na memória as queixas, o</p><p>diagnóstico e as prescrições terapêuticas de todos os</p><p>pacientes, e para que com isso o médico se resguarde</p><p>legal e eticamente. (PORTO & PORTO, SEMIOLOGIA</p><p>MÉDICA 8ª EDIÇÃO)</p><p>A incoerência dos relatos clínicos, que se constrói a partir</p><p>da não disposição dos fatos em ordem cronológica, da</p><p>não fixação dos médicos em unidades de atenção</p><p>primária, que resulta na constante renovação de</p><p>profissionais, bem como da ilegibilidade dos dados, facilitam</p><p>a descontinuidade do cuidado. Além disso, o</p><p>preenchimento inadequado, ilegível ou a omissão de</p><p>informações nos prontuários médicos ferem os direitos</p><p>dos usuários – mais especificamente, o de ter suas</p><p>“histórias clínicas preservadas e documentadas” .</p><p>(FERNANDES et. al, 2019)</p><p>Por outro lado, o registro adequado das informações</p><p>sociodemográficas pelos profissionais da atenção primária,</p><p>associado à realização de pesquisas científicas acerca do</p><p>perfil clínico-epidemiológico de determinada comunidade,</p><p>permite o correto estudo da realidade local, a adequação</p><p>dos protocolos e programas, bem como a correta</p><p>“alocação dos recursos materiais e humanos” investidos</p><p>pelos serviços de saúde, aumentando o grau de eficiência</p><p>do atendimento. (FERNANDES et. al, 2019)</p><p>.Os prontuários em papel são os mais tradicionais. Todavia,</p><p>esse tipo de documento é exposto aos riscos de quebra</p><p>de privacidade e de extravio. Existe, também, dificuldade</p><p>para a recuperação de informações importantes para</p><p>tomada de decisão e/ou as que devem ser</p><p>compartilhadas entre os profissionais de saúde e com os</p><p>pacientes, além de necessitarem de espaço físico para</p><p>seu arquivamento.</p><p>@jumorbeck</p><p>Há inúmeros modelos de fichas e de prontuários, mas</p><p>todos eles devem reservar espaço para identificação do</p><p>paciente, história clínica, exame físico, diagnóstico,</p><p>prescrições terapêuticas e seguimento do paciente. É</p><p>necessário abrir um item para as anotações de exames</p><p>complementares. (PORTO & PORTO, SEMIOLOGIA</p><p>MÉDICA 8ª EDIÇÃO)</p><p>O Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP)</p><p>Vantagens: Acesso mais rápido ao histórico de saúde do</p><p>paciente e as suas consultas e intervenções prévias;</p><p>disponibilidade remota; uso simultâneo por diversos</p><p>serviços e profissionais de saúde; legibilidade das</p><p>informações; fim da redigitação das informações;</p><p>integração com outros sistemas de informação;</p><p>processamento contínuo dos dados; informações</p><p>organizadas de maneira mais sistemática; inexistência da</p><p>possibilidade de extravio das fichas; controle do fluxo de</p><p>pacientes nos serviços de saúde; solicitação e verificação</p><p>de exames complementares e de medicamentos; mais</p><p>agilidade; melhora da qualidade no preenchimento dos</p><p>prontuários; evita deterioração, perda e alteração das</p><p>informações. (PORTO & PORTO, SEMIOLOGIA MÉDICA</p><p>8ª EDIÇÃO)</p><p>No âmbito da saúde pública, os registros atualizados</p><p>continuamente em níveis municipal, estadual e nacional</p><p>podem apoiar a definição de políticas públicas e regular</p><p>as demandas entre os três níveis de atenção (primária,</p><p>secundária e terciária). (PORTO & PORTO, SEMIOLOGIA</p><p>MÉDICA 8ª EDIÇÃO)</p><p>Desvantagens: Necessidade de grandes investimentos em</p><p>hardware e software com atualizações frequentes;</p><p>treinamentos dos usuários; resistência dos profissionais de</p><p>saúde ao uso de sistemas informatizados; receio dos</p><p>profissionais em expor suas condutas clínicas, uma vez</p><p>que o PEP pode ser visto por outros colegas; o sistema</p><p>pode ficar inoperante por horas ou dias, tornando as</p><p>informações indisponíveis; demora para coleta de todos</p><p>os dados obrigatórios; seu uso</p><p>e acesso indevidos podem</p><p>colocar a questão da confiabilidade e segurança das</p><p>informações do paciente. Outra desvantagem apontada</p><p>está relacionada ao impacto na relação médico-paciente,</p><p>uma vez que o sistema pode reduzir o contato “olho no</p><p>olho” e também aumentar o tempo de trabalho dos</p><p>profissionais, uma vez que costumam exigir o</p><p>preenchimento de uma quantidade maior de informações.</p><p>(PORTO & PORTO, SEMIOLOGIA MÉDICA 8ª EDIÇÃO)</p><p>A principal barreira para informatizar o arquivo médico</p><p>está relacionada à educação dos profissionais de saúde</p><p>que interagem com o prontuário. (PORTO & PORTO,</p><p>SEMIOLOGIA MÉDICA 8ª EDIÇÃO)</p><p>Apesar das dificuldades relatadas, acredita-se que é de</p><p>suma importância a utilização de sistemas de informação</p><p>que incluam o prontuário eletrônico no âmbito do sistema</p><p>de saúde, a fim de identificar os usuários, facilitar a gestão</p><p>dos serviços, a comunicação e o compartilhamento das</p><p>informações em um país com dimensões continentais e</p><p>imensa diversidade cultural. (PORTO & PORTO,</p><p>SEMIOLOGIA MÉDICA 8ª EDIÇÃO)</p><p>Código de Ética do Estudante de Medicina</p><p>Eixo 3 - Relações Interpessoais do Estudante:</p><p>Art. 31: O estudante de medicina deve escrever de forma</p><p>correta, clara e legível no prontuário do paciente.</p><p>Art. 32: O estudante de medicina deve manusear e</p><p>manter sigilo sobre informações contidas em prontuários,</p><p>papeletas, exames e demais folhas de observações</p><p>médicas, assim como limitar o manuseio e o</p><p>conhecimento dos prontuários por pessoas não obrigadas</p><p>a sigilo profissional</p><p>Artigo: Avaliação da qualidade de prontuários médicos de</p><p>uma Unidade Básica de Saúde: Desafio para</p><p>caracterização do perfil epidemiológico dos usuários</p><p>atendidos</p><p>Trata-se de um estudo descritivo e observacional em que</p><p>os dados, retrospectivos, foram coletados de prontuários</p><p>médicos dos pacientes atendidos no Centro de Saúde Dr.</p><p>Ruy Pimenta Filho no período de 1 de janeiro a 30 de abril</p><p>de 2015.</p><p>Dos 2.000 prontuários analisados, em 1.075 (53,7%)</p><p>prontuários, o diagnóstico se encontrava ausente, ilegível</p><p>ou apresentava sintomatologia como diagnóstico., ou seja,</p><p>no Centro Ruy Pimenta, 53,7% dos prontuários</p><p>apresentaram diagnóstico preenchido de modo incorreto,</p><p>ilegíveis, ausentes ou com sintomatologia como</p><p>diagnóstico.</p><p>A ausência e ilegibilidade das hipóteses diagnósticas, bem</p><p>como a adoção de sintomatologias e procedimento</p><p>(curativos e medicação) como diagnóstico evidencia o</p><p>comprometimento da qualidade de preenchimento dos</p><p>prontuários, uma vez que apenas 30,7% foram</p><p>preenchidos corretamente no campo diagnóstico.</p><p>@jumorbeck</p><p>Referências</p><p>SOUZA, ADRIENE A.; SOBREIRA, ALINE L. PAIXÃO;</p><p>CLAUDIO, EDINEIA A.; GUEDES, SIDILENE A. P.;</p><p>BARBOSA, VICTÓRIA M. A. P. A. Ética nas relações de</p><p>trabalho. Caderno de Propostas de Pesquisa, CAPES,2018,</p><p>Minas Gerais.</p><p>MARTIN, ÉRIKA B.; GABRIEL, KAREN. A importância da</p><p>ética nas relações de trabalho. Trabalho de Conclusão de</p><p>Curso a Graduação em Tecnologia em Recursos Humano</p><p>da Faculdade de Pindamonhangaba, 2012.</p><p>PORTO, CELMO C.; PORTO, ARNALDO L.. Semiologia</p><p>Médica. 8ª edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2021.</p><p>MENEZES, MÁRCIA M.; MAIA, LUCIANA C.; ROCHA,</p><p>CAROLINA U., SAMPAIO, CRISTINA A., COSTA, SIMONE</p><p>M. Conflitos Éticos Vivenciados por Estudantes de</p><p>Medicina. Revista Brasileira de Educação Médica. Vol. 1, nº</p><p>41, páginas: 162-169, 2017.</p><p>LISBOA, LARISSA; LINS LILIANE. Código de ética do</p><p>estudante de medicina: uma análise qualitativa. Revista</p><p>Bioética. Vol. 22, nº 1, páginas 182-190,2014.</p><p>YAMAKI, VITOR N.; TEIXEIRA, RENAN K. C.; OLIVEIRA,</p><p>JOÃO P. S.; YASOJIMA, EDSON Y.; SILVA, JOSÉ A. C.</p><p>Sigilo e confidencialidade na relação médico-paciente:</p><p>conhecimento e opinião ética do estudante de medicina.</p><p>FERNANDES et. al. Avaliação da qualidade de prontuários</p><p>médicos de uma Unidade Básica de Saúde: Desafio para</p><p>caracterização do perfil epidemiológico dos usuários</p><p>atendidos. Revista Médica de Minas Gerais, 2019.</p><p>TONELLO, IZÂNGELA M. S.; NUNES, RISIA M. S.;</p><p>PANARO, ALINE P. Prontuário do Paciente: A questão do</p><p>sigilo e a lei de acesso à informação. 2013</p><p>Código de Ética do Estudante de Medicina. Conselho</p><p>Federal de Medicina, Brasília, 2018.</p><p>@jumorbeck</p><p>As células são as unidades funcionais e estruturais dos</p><p>seres vivos.</p><p>Procarionte x Eucarionte</p><p>A microscopia eletrônica demonstrou que existem</p><p>fundamentalmente duas classes de células: os</p><p>procariontes (pro, primeiro, e cario, núcleo), cujos</p><p>cromossomos não são separados do citoplasma por</p><p>membrana, e as eucariontes (eu, verdadeiro, e cario,</p><p>núcleo), com um núcleo bem individualizado e delimitado</p><p>pelo envoltório nuclear. (JUNQUEIRA, 9ª ed.)</p><p>Célula Eucarionte</p><p>As células eucariontes apresentam duas partes</p><p>morfologicamente bem distintas – o citoplasma e o</p><p>núcleo –, entre as quais existe um trânsito constante de</p><p>moléculas diversas, nos dois sentidos. O citoplasma é</p><p>envolvido pela membrana plasmática, e o núcleo, pelo</p><p>envoltório nuclear. (JUNQUEIRA, 9ª ed.)</p><p>Citoplasma X CITOSOL</p><p>O citoplasma das células eucariontes contém as organelas,</p><p>como mitocôndrias, retículo endoplasmático, aparelho de</p><p>Golgi, lisossomos e peroxissomos. O conceito de organela</p><p>não é bem definido; varia um pouco de um autor para</p><p>outro. Além das organelas, o citoplasma pode apresentar</p><p>depósitos de substâncias diversas, como grânulos de</p><p>glicogênio e gotículas lipídicas. Preenchendo o espaço</p><p>entre as organelas e os depósitos, também chamados</p><p>inclusões, encontra-se a matriz citoplasmática ou citosol.</p><p>(JUNQUEIRA, 9ª ed.)</p><p>O citosol contém água, íons diversos, aminoácidos,</p><p>precursores dos ácidos nucleicos, numerosas enzimas. O</p><p>citosol contém microfibrilas, constituídas de actina, e</p><p>microtúbulos, constituídos de tubulina, cujas unidades</p><p>monoméricas se podem despolimerizar e polimerizar</p><p>novamente, de modo reversível e dinâmico, o que explica</p><p>as modificações de sol para gel, e vice-versa, observadas</p><p>no citoplasma. Quando despolimerizadas (separadas umas</p><p>das outras), as moléculas das proteínas actina e tubulina</p><p>conferem maior fluidez ao citosol. Quando polimerizadas</p><p>em microfibrilas e microtúbulos, conferem a consistência</p><p>de gel à região citoplasmática em que se encontram.</p><p>(JUNQUEIRA, 9ª ed.)</p><p>Membrana PlasmÁtica</p><p>A membrana plasmática, ou plasmalema, é a estrutura</p><p>celular que estabelece o limite entre os meios intra e</p><p>extracelulares. Uma função importante dessa membrana</p><p>é a manutenção da constância do meio intracelular, cuja</p><p>composição é diferente da do líquido extracelular. Apesar</p><p>da existência desse limite, existe grande interação entre</p><p>o interior da célula e as moléculas extracelulares.</p><p>As unidades de membrana são bicamadas lipídicas</p><p>formadas principalmente por fosfolipídios e que contêm</p><p>uma quantidade variável de moléculas proteicas, mais</p><p>numerosas nas membranas com maior atividade funcional</p><p>(as proteínas são responsáveis pela maioria das funções</p><p>da membrana). (JUNQUEIRA, 9ª ed.)</p><p>As membranas celulares são compostas principalmente</p><p>por lipídios e por proteínas. A maior parte dos lipídios se</p><p>organiza em duas camadas de moléculas de fosfolipídios.</p><p>Estes, em meio aquoso, espontaneamente se organizam</p><p>em bicamadas sem gasto de energia. Os grupamentos</p><p>não polares (hidrofóbicos) dos fosfolipídios se situam no</p><p>centro da membrana, e os seus grupamentos polares</p><p>(hidrofílicos) se localizam nas duas superfícies da</p><p>membrana, expostos aos ambientes em que existe água.</p><p>Além dos fosfolipídios, as membranas celulares contêm</p><p>outros lipídios, como glicolipídios e colesterol.</p><p>Células</p><p>@jumorbeck</p><p>O folheto externo da bicamada lipídica da membrana</p><p>plasmática apresenta muitas moléculas de glicolipídios,</p><p>com as porções glicídicas se projetando para o exterior</p><p>da célula. As porções glicídicas dos glicolipídios se juntam</p><p>porções glicídicas das proteínas da própria membrana,</p><p>mais glicoproteínas e proteoglicanos secretados, que são</p><p>adsorvidos pela superfície celular para formar um</p><p>conjunto</p><p>denominado glicocálice. Assim, o glicocálice é</p><p>uma projeção da parte mais externa da membrana, com</p><p>apenas algumas moléculas adsorvidas, e não uma camada</p><p>inteiramente extracelular, como se pensou inicialmente.</p><p>(JUNQUEIRA, 9ª ed.)</p><p>O glicocálice participa do reconhecimento entre células e</p><p>da união das células umas com as outras e com as</p><p>moléculas extracelulares.</p><p>As proteínas representam aproximadamente 50% do</p><p>peso da membrana plasmática, percentual que varia muito</p><p>nas membranas do interior da célula. As moléculas</p><p>proteicas podem ser classificadas em dois grupos:</p><p>➢ Proteínas periféricas: estão fracamente</p><p>associadas à membrana e podem ser extraídas</p><p>com certa facilidade por meio de soluções</p><p>salinas. Essas proteínas se ancoram de diversas</p><p>maneiras na bicamada lipídica: por interação com</p><p>porções hidrofóbicas da membrana, por ligações</p><p>covalentes ou por diversos tipos de âncoras,</p><p>como, por exemplo, por meio do</p><p>glicosilfosfatidilinositol (GPI) – âncora GPI.</p><p>➢ Proteínas integrais: são proteínas fortemente</p><p>ligadas a moléculas da membrana e só podem</p><p>ser extraídas por tratamentos drásticos, como,</p><p>por exemplo, pelo uso de detergentes. A maioria</p><p>dessas proteínas atravessam a bicamada</p><p>totalmente e são denominadas proteínas</p><p>transmembrana. Algumas proteínas</p><p>transmembrana atravessam a membrana uma</p><p>única vez, enquanto outras têm cadeias longas</p><p>e dobradas, que atravessam a membrana</p><p>diversas vezes. Por isso, as proteínas</p><p>transmembrana podem ser classificadas em</p><p>proteínas de passagem única e proteínas de</p><p>passagem múltipla.</p><p>As proteínas transmembrana exercem funções muito</p><p>importantes na célula: algumas agem como poros</p><p>funcionais por onde transitam íons e moléculas, e outras</p><p>agem como receptores.</p><p>As proteínas que fazem parte da membrana são</p><p>sintetizadas no retículo endoplasmático granuloso,</p><p>modificadas no complexo de Golgi e transportadas para a</p><p>superfície celular em membranas de vesículas de</p><p>transporte.</p><p>As proteínas podem deslizar ao longo do plano da</p><p>membrana porque a bicamada lipídica é fluida. Conjuntos</p><p>de moléculas lipídicas e proteicas chamados lipid rafts</p><p>(jangadas lipídicas) flutuam na superfície da membrana e</p><p>podem se deslocar ao longo dela. A distribuição das</p><p>proteínas espalhadas em mosaico na bicamada lipídica da</p><p>membrana plasmática constitui o modelo do mosaico</p><p>fluido para as membranas celulares.</p><p>Transporte de substÂncias atravÉs da membrana</p><p>plasmÁtica:</p><p>A troca de substâncias entre as células e o meio</p><p>extracelular ocorre através da membrana. Moléculas</p><p>pequenas apolares e gases podem se difundir através</p><p>dela. Moléculas maiores e íons necessitam de mecanismos</p><p>específicos para atravessá-la. Para o transporte, alguns</p><p>desses mecanismos utilizam gradientes de concentração</p><p>entre um e outro lado da membrana.</p><p>@jumorbeck</p><p>Transporte individual de Íons e pequenas molÉculas:</p><p>Muitas substâncias atravessam a membrana de um</p><p>ambiente onde elas estão mais concentradas para um</p><p>ambiente em que estão menos concentradas. Esse</p><p>transporte não requer consumo de energia e é</p><p>denominado transporte passivo. Ocorre por meio de</p><p>proteínas transmembrana chamadas proteínas</p><p>carreadoras ou transportadoras. Em muitas células, o</p><p>transporte de água é otimizado pela ação de moléculas</p><p>transportadoras especializadas, denominadas aquaporinas.</p><p>Íons, como Na+, K+ e Ca2+, podem atravessar a</p><p>membrana plasmática através de poros ou canais</p><p>constituídos por proteínas transmembrana. Esse tipo de</p><p>transporte frequentemente ocorre contra um gradiente</p><p>de concentração, de um ambiente pouco concentrado</p><p>para um ambiente muito concentrado, ambos separados</p><p>por membrana. Por esta razão, esse tipo de transporte</p><p>consome energia. É chamado de transporte ativo, e a</p><p>energia usada para o transporte está geralmente contida</p><p>em moléculas de ATP. As proteínas envolvidas em</p><p>transporte ativo são também chamadas bombas (p. ex.,</p><p>bomba de sódio-potássio).</p><p>As proteínas transportadoras podem transportar apenas</p><p>um tipo de íon ou molécula em uma direção (uniporter)</p><p>ou dois tipos de moléculas na mesma direção (simporter).</p><p>Em certas situações, íons são trocados através da</p><p>membrana, isto é, enquanto um íon sai da célula,</p><p>simultaneamente entra outro pelo mesmo transportador.</p><p>Esse tipo de transporte em direções opostas é</p><p>denominado antiporter.</p><p>Transporte de substÂncias em quantidades maiores:</p><p>A passagem em bloco de macromoléculas pela</p><p>membrana, assim como a passagem de partículas (p. ex.,</p><p>microrganismos), ocorre por processos que envolvem</p><p>modificações na membrana plasmática visíveis por</p><p>microscopia óptica ou eletrônica. A entrada na célula de</p><p>material em quantidade denomina-se endocitose. Há três</p><p>variedades principais de endocitose: pinocitose de fase</p><p>fluida, endocitose mediada por receptores e fagocitose.</p><p>Pinocitose de fase fluida: A pinocitose de fase fluida é</p><p>praticada por inúmeros tipos celulares. Caracteriza-se pela</p><p>formação de pequenas invaginações da membrana, que</p><p>envolvem o fluido extracelular e as substâncias nele</p><p>contidas. As vesículas de pinocitose, também</p><p>denominadas vesículas de endocitose, têm cerca de 80</p><p>nm de diâmetro e se destacam da membrana, sendo</p><p>conduzidas através do citoplasma pela atividade de</p><p>proteínas motoras associadas ao citoesqueleto. O destino</p><p>das vesículas é variável.</p><p>Endocitose mediada por receptores: Enquanto a</p><p>pinocitose de fase líquida é um processo inespecífico, em</p><p>muitos casos o transporte para o interior da célula tem</p><p>caráter específico. É um mecanismo do qual participam</p><p>receptores de membrana, denominado endocitose</p><p>mediada por receptores. A ligação entre um receptor de</p><p>membrana com seu ligante específico ativa moléculas do</p><p>citoesqueleto; caso os receptores estejam afastados</p><p>entre si, eles são movimentados ao longo da bicamada</p><p>lipídica, concentrando-se em pequena área da membrana,</p><p>onde se forma uma reentrância chamada fosseta.</p><p>@jumorbeck</p><p>Muitas vesículas de endocitose se fundem com os</p><p>endossomos, vesículas situadas tanto nas proximidades da</p><p>superfície celular (endossomos jovens) como mais</p><p>profundamente (endossomos maduros). Em conjunto, os</p><p>endossomos formam o sistema endossômico da célula. Os</p><p>endossomos maduros frequentemente se fundem com</p><p>pequenos lisossomos, dando início à digestão do material</p><p>endocitado.</p><p>Fagocitose: Alguns tipos celulares, como os macrófagos</p><p>e os neutrófilos, são especializados em englobar e destruir</p><p>bactérias, fungos, protozoários, células lesionadas,</p><p>partículas orgânicas ou inertes e fragmentos de matriz</p><p>extracelular. As células emitem prolongamentos em</p><p>forma de lâminas, chamados pseudópodos, que se</p><p>estendem em torno do material a ser fagocitado. As</p><p>bordas dos pseudópodos se fundem e acabam por</p><p>englobar o material em um vacúolo que se destaca da</p><p>membrana e é transportado para o interior da célula,</p><p>constituindo o fagossomo. De modo geral, o tamanho do</p><p>material a ser englobado é maior que 0,5 µm.</p><p>Exocitose é um processo equivalente à endocitose,</p><p>porém na direção oposta – transporte de dentro para</p><p>fora da célula. Exocitose consiste na fusão de vesículas</p><p>citoplasmáticas; por exemplo, vesículas de transporte e</p><p>grânulos de secreção, com a membrana plasmática</p><p>seguida pela expulsão do conteúdo da vesícula para o</p><p>exterior. A exocitose é um processo complexo e</p><p>depende de proteínas fusogênicas que facilitam a fusão</p><p>entre as vesículas e os grânulos de secreção com a</p><p>membrana plasmática. A endocitose retira porções de</p><p>membrana da superfície. Pela fusão da membrana da</p><p>vesícula de exocitose com a membrana plasmática,</p><p>porções de membrana retornam à membrana plasmática,</p><p>formando-se um fluxo de membrana que recompõe a</p><p>superfície total de membrana da célula.</p><p>Recepção de sinais pela membrana plasmática: A</p><p>membrana plasmática atua como local de recepção de</p><p>sinalização que chega à célula sob a forma de substâncias</p><p>solúveis situadas no meio extracelular. Essas substâncias</p><p>ou agem como ligantes que reconhecem e se ligam a</p><p>receptores de superfície</p>