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<p>Iniciado em Saturday, 31 Aug 2024, 07:24</p><p>Estado Finalizada</p><p>Concluída em Saturday, 31 Aug 2024, 07:30</p><p>Tempo empregado 6 minutos 58 segundos</p><p>Avaliar 1,70 de um máximo de 1,70(100%)</p><p>Questão 1</p><p>Correto</p><p>Atingiu 0,34 de 0,34</p><p>Marcar questão</p><p>Texto da questão</p><p>Leia o texto a seguir, de Martin Codax:</p><p>Ondas do mar de Vigo</p><p>acaso vistes meu amigo?</p><p>Queira Deus que ele venha cedo!</p><p>Ondas do mar agitado,</p><p>acaso vistes meu amado?</p><p>Queira Deus que ele venha cedo!</p><p>Acaso vistes meu amigo,</p><p>aquele por quem suspiro?</p><p>Queira Deus que ele venha cedo!</p><p>Acaso vistes meu amado,</p><p>por quem tenho grande cuidado</p><p>Queira Deus que ele venha cedo!</p><p>(GONÇALVES, Elisa. RAMOS, Maria Ana. A Lírica Galego Portuguesa - Textos</p><p>Escolhidos. Lisboa: Editorial Comunicação, 1985, p. 261)</p><p>O trecho acima apresenta traços da construção da cantiga</p><p>Escolha uma opção:</p><p>a.</p><p>de amor.</p><p>b.</p><p>de amigo.</p><p>c.</p><p>de maldizer.</p><p>d.</p><p>de Santa Maria.</p><p>e.</p><p>de escárnio.</p><p>Questão 2</p><p>Correto</p><p>Atingiu 0,34 de 0,34</p><p>Marcar questão</p><p>Texto da questão</p><p>Leia o texto a seguir e responda.</p><p>“As cantigas de escárnio satirizam de forma irônica e com palavras cobertas,</p><p>com duplo entendimento, sem nomear a pessoa a quem se dirige o ataque,</p><p>enquanto as cantigas de maldizer satirizam de forma direta, com palavras</p><p>ofensivas, muitas vezes de baixo calão, nomeando claramente a pessoa atingida,</p><p>embora tal distinção nem sempre seja muito clara.. Por temática, ambas</p><p>ironizam comportamentos individuais ou de um determinado grupo social,</p><p>como religiosos que se entregam a práticas sexuais, homossexuais, mulheres</p><p>feias, etc. Têm por objetivo desnudar a sociedade da época, denunciando o que</p><p>subjaz em suas margens, conteúdo que se mantém fora dos textos “oficiais” das</p><p>cantigas de amor e amigo.”.</p><p>(MICHELLI, Regina. O Amor nas Cantigas Trovadorescas. Disponível em:</p><p>< https://www.filologia.org.br/pub_outras/sliit02/sliit02_99-109.html>.</p><p>https://www.filologia.org.br/pub_outras/sliit02/sliit02_99-109.html</p><p>Considerando esse contexto, avalie as seguintes asserções acerca das cantigas</p><p>satíricas:</p><p>I. Cantigas satíricas promovem uma crítica aos</p><p>costumes.</p><p>II. A crítica das cantigas satíricas costumeiramente</p><p>denuncia os costumes idealizados nas cantigas líricas.</p><p>III. Há mais elementos que diferem as cantigas satíricas</p><p>entre si, como o uso da sátira implícita e explícita,</p><p>além das palavras de baixo calão.</p><p>É correto o que se afirma em</p><p>Escolha uma opção:</p><p>a.</p><p>II e III, apenas</p><p>b.</p><p>II, apenas</p><p>c.</p><p>I, apenas</p><p>d.</p><p>I e II, apenas</p><p>e.</p><p>I, II e III</p><p>Questão 3</p><p>Correto</p><p>Atingiu 0,34 de 0,34</p><p>Marcar questão</p><p>Texto da questão</p><p>Leia o texto e responda:</p><p>Quando olhaste bem nos olhos meus</p><p>E o teu olhar era de adeus</p><p>Juro que não acreditei</p><p>Eu te estranhei</p><p>Me debrucei sobre teu corpo e duvidei</p><p>E me arrastei e te arranhei</p><p>E me agarrei nos teus cabelos</p><p>No teu peito</p><p>Teu pijama</p><p>Nos teus pés</p><p>Ao pé da cama</p><p>Sem carinho, sem coberta</p><p>No tapete atrás da porta</p><p>Reclamei baixinho</p><p>Dei pra maldizer o nosso lar</p><p>Pra sujar teu nome, te humilhar</p><p>E me entregar a qualquer preço</p><p>Te adorando pelo avesso</p><p>Pra mostrar que ainda sou tua</p><p>Só pra provar que inda sou tua</p><p>“Atrás da Porta” – Chico Buarque & Francis Hime</p><p>A música possui características que a aproximam da</p><p>Escolha uma opção:</p><p>a.</p><p>Cantiga de Amor, pois apresenta o lamento de um eu lírico masculino após o</p><p>término com sua amada.</p><p>b.</p><p>Cantiga de Amor, pois apresenta a nostalgia de um eu lírico feminino após o</p><p>término de uma relação.</p><p>c.</p><p>Cantiga de Amigo, pois presenta o lamento de um eu lírico feminino após o</p><p>término de uma relação.</p><p>d.</p><p>Cantiga de escárnio, pois presenta uma crítica aos costumes de uma época.</p><p>e.</p><p>Cantiga de Amigo, pois apresenta a insatisfação de um eu lírico feminino após o</p><p>fim de uma amizade de longa data.</p><p>Questão 4</p><p>Correto</p><p>Atingiu 0,34 de 0,34</p><p>Marcar questão</p><p>Texto da questão</p><p>Leia os textos abaixo:</p><p>Texto I</p><p>Senhora minha, desde que vos vi,</p><p>lutei para ocultar esta paixão</p><p>que me tomou inteiro o coração;</p><p>mas não o posso mais e decidi</p><p>que saibam todos o meu grande amor,</p><p>a tristeza que tenho, a imensa dor</p><p>que sofro desde o dia em que vos vi.</p><p>(Afonso Fernandes)</p><p>(GONÇALVES, Elisa. RAMOS, Maria Ana. A Lírica Galego Portuguesa - Textos</p><p>Escolhidos. Lisboa: Editorial Comunicação, 1985, p. 212)</p><p>Texto II</p><p>Queixa (Caetano Veloso)</p><p>Um amor assim delicado</p><p>Você pega e despreza</p><p>Não devia ter despertado</p><p>Ajoelha e não reza</p><p>Dessa coisa que mete medo</p><p>Pela sua grandeza</p><p>Não sou o único culpado</p><p>Disso eu tenho a certeza</p><p>Princesa, surpresa, você me arrasou</p><p>Serpente, nem sente que me envenenou</p><p>Senhora, e agora me diga aonde eu vou</p><p>Senhora, serpente, princesa.</p><p>Considerando esses dois textos, avalie as afirmações a seguir:</p><p>I. O texto I é um exemplo de Cantiga de Amor no qual há o comedimento</p><p>amoroso.</p><p>II. O texto II, contemporâneo, é um exemplo de apropriação das regras da lírica</p><p>portuguesa nos dias de hoje;</p><p>III. O texto II pode ser considerado uma releitura do texto I, porque resgata</p><p>elementos da servidão amorosa, a “coita amorosa”.</p><p>É correto o que se afirma em</p><p>Escolha uma opção:</p><p>a.</p><p>II, apenas.</p><p>b.</p><p>II e III, apenas.</p><p>c.</p><p>I, apenas.</p><p>d.</p><p>I, II e III.</p><p>e.</p><p>I e III, apenas.</p><p>Questão 5</p><p>Correto</p><p>Atingiu 0,34 de 0,34</p><p>Marcar questão</p><p>Texto da questão</p><p>Leia o texto abaixo:</p><p>Sobre vós, senhora, eu quero dizer verdade</p><p>e não já sobre o amor que tenho por vós:</p><p>senhora, bem maior é vossa estupidez</p><p>do que a de quantas outras conheço no mundo</p><p>tanto na feiura quanto na maldade</p><p>não vos vence hoje senão a filha de um rei</p><p>Eu não vos amo nem me perderei</p><p>de saudade por vós, quando não vos vir.</p><p>(Pero Larouco)</p><p>(GONÇALVES, Elisa. RAMOS, Maria Ana. A Lírica Galego Portuguesa - Textos</p><p>Escolhidos. Lisboa: Editorial Comunicação, 1985, p. 31)</p><p>O texto possui características de uma cantiga de</p><p>Escolha uma opção:</p><p>a.</p><p>amor, por seguir as premissas dos amantes que se afastam.</p><p>b.</p><p>amor, por seguir a premissa de um eu lírico que sofre da coita amorosa.</p><p>c.</p><p>amor, por seguir as premissas do comedimento do amor.</p><p>d.</p><p>amigo, por seguir a premissa de um eu lírico que se declara para uma dama da</p><p>corte.</p><p>e.</p><p>escárnio, por seguir as premissas da crítica velada.</p>