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<p>Ministério da Educação</p><p>Universidade Federal de São Paulo</p><p>PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO</p><p>UNIFESP – Baixada Santista. Engenharia Ambiental.</p><p>UNIDADE CURRICULAR: PERÍCIA E AUDITORIA AMBIENTAL</p><p>TRABALHO: LAUDO RESÍDUOS HOSPITALARES</p><p>Gerson Junior, 140978</p><p>Joel Marcelo Saballo 134528</p><p>Lucas Cavalheiro 134606</p><p>Thaís Graciele de Bessa Bandeira 112072</p><p>Santos, 2024</p><p>Ministério da Educação</p><p>Universidade Federal de São Paulo</p><p>PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO</p><p>UNIFESP – Baixada Santista. Engenharia Ambiental.</p><p>Sumário</p><p>1. Introdução.................................................................................................................2</p><p>2. Objetivo..................................................................................................................... 2</p><p>3. Localização ...............................................................................................................3</p><p>5. Vistoria...................................................................................................................... 4</p><p>8. Considerações finais.................................................................................................7</p><p>9. Recomendações.........................................................................................................8</p><p>1</p><p>Ministério da Educação</p><p>Universidade Federal de São Paulo</p><p>PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO</p><p>UNIFESP – Baixada Santista. Engenharia Ambiental.</p><p>Introdução</p><p>Por determinação da Profa.Dra. Pilar Carolina Villar, docente da unidade curricular de</p><p>Perícia e Auditoria Ambiental do Instituto do Mar da Universidade Federal de São Paulo, os</p><p>peritos ambientais subscritos foram solicitados no dia 10/05/2024, para realizar vistoria no</p><p>Hospital Santa Casa de Misericórdia de Santos para constatar o armazenamento indevido e</p><p>falta de boas práticas de manejo de resíduos de serviços de saúde, e de prontidão fomos até o</p><p>local para averiguação e realização do parecer técnico Nº001/2024, para embasar este laudo.</p><p>Para melhor entendimento, o presente laudo traz as imagens do ocorrido, bem como</p><p>uma tabela de conformidade de acordo com a Resolução da Diretoria Colegiada - RDC Nº</p><p>222, DE 28 DE MARÇO DE 2018 e as considerações finais.</p><p>Objetivo</p><p>Realizar vistoria no Hospital Santa Casa de Misericórdia de Santos a fim de averiguar</p><p>a situação sanitária e condições de manejo de resíduos de serviços de saúde - RSS,</p><p>buscando-se identificar a ocorrência de irregularidades e possíveis danos ambientais e à</p><p>saúde, bem como apresentar as recomendações cabíveis, quando houver.</p><p>2</p><p>Ministério da Educação</p><p>Universidade Federal de São Paulo</p><p>PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO</p><p>UNIFESP – Baixada Santista. Engenharia Ambiental.</p><p>Localização</p><p>O hospital está localizado na Av. Dr. Cláudio Luiz da Costa, 50 - Jabaquara, Santos -</p><p>SP, 11075-101. Melhor representada na figura 1 com o mapa do do local e na figura 2 com a</p><p>fachada deste mesmo.</p><p>Fig 1. Localização: Santa Casa de Misericórdia de Santos Fig 2. Fachada Santa Casa de Santos</p><p>https://maps.app.goo.gl/NwTbuhfYoKabNTGX6 https://maps.app.goo.gl/EYtyHXbeXm4NQfox6</p><p>3</p><p>https://maps.app.goo.gl/NwTbuhfYoKabNTGX6</p><p>https://maps.app.goo.gl/EYtyHXbeXm4NQfox6</p><p>Ministério da Educação</p><p>Universidade Federal de São Paulo</p><p>PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO</p><p>UNIFESP – Baixada Santista. Engenharia Ambiental.</p><p>Vistoria</p><p>No dia 10/05/2024, foram realizadas fotos dos resíduos nos locais a que tivemos</p><p>acesso no referido hospital, conforme segue:</p><p>Considerações finais</p><p>Foto 1: Disposição dos RSS da Santa Casa de Misericórdia de Santos</p><p>Foto 2: Disposição dos RSS da Santa Casa de Misericórdia de Santos</p><p>4</p><p>Ministério da Educação</p><p>Universidade Federal de São Paulo</p><p>PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO</p><p>UNIFESP – Baixada Santista. Engenharia Ambiental.</p><p>Foto 3: Disposição dos RSS da Santa Casa de Misericórdia de Santos</p><p>Sobre a classificação do tipo de RSS conforme o que foi possível identificar pelas</p><p>fotos, e de acordo com a RDC Nº 222, que regulamenta as boas práticas de gerenciamento</p><p>dos RSS e dá outras providências, presumimos se tratarem de RSS como Grupo A, Grupo D e</p><p>Grupo E, a saber:</p><p>Art. 3º Para efeito desta Resolução são adotadas as seguintes definições:</p><p>INC LIV. resíduos de serviços de saúde do Grupo A: resíduos com a possível presença</p><p>de agentes biológicos que, por suas características, podem apresentar risco de infecção,</p><p>elencados no Anexo I desta Resolução;</p><p>INC LVII. resíduos de serviços de saúde do Grupo D: resíduos que não apresentam</p><p>risco biológico, químico ou radiológico à saúde ou ao meio ambiente, podendo ser</p><p>equiparados aos resíduos domiciliares, elencados no Anexo I desta Resolução;</p><p>INC LVIII. resíduos de serviços de saúde do Grupo E: resíduos perfurocortantes ou</p><p>escarificantes, tais como: lâminas de barbear, agulhas, escalpes, ampolas de vidro, brocas,</p><p>5</p><p>Ministério da Educação</p><p>Universidade Federal de São Paulo</p><p>PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO</p><p>UNIFESP – Baixada Santista. Engenharia Ambiental.</p><p>limas endodônticas, fios ortodônticos cortados, próteses bucais metálicas inutilizadas, pontas</p><p>diamantadas, lâminas de bisturi, lancetas, tubos capilares, micropipetas, lâminas e lamínulas,</p><p>espátulas e todos os utensílios de vidro quebrados no laboratório (pipetas, tubos de coleta</p><p>sanguínea e placas de Petri), elencados no Anexo I desta Resolução.</p><p>Classificação dos RSS: Grupo A, Grupo D e Grupo E</p><p>Fotos 1, 2 e 3 CONFORME NÃO CONFORME</p><p>ABRIGO EXTERNO</p><p>Art. 3º INC I</p><p>Arts. 34, 35 e seus incisos, 36 e</p><p>seus incisos e Art. 37.</p><p>ABRIGO TEMPORÁRIO</p><p>Art. 3º INC II</p><p>Art. 29 e seus incisos e Art. 37.</p><p>ACONDICIONAMENTO</p><p>Art. 3º INC III</p><p>Arts. 17 e 22, § 3º.</p><p>ARMAZENAMENTO</p><p>EXTERNO</p><p>Art. 3º INC V</p><p>Art. 3º INC V.</p><p>ARMAZENAMENTO</p><p>INTERNO</p><p>Art. 3º INC VI</p><p>Não foi possível verificar a</p><p>existência de RSS que</p><p>demandem a necessidade de</p><p>armazenamento interno.</p><p>Não foi possível verificar a</p><p>existência de RSS que</p><p>demandem a necessidade de</p><p>armazenamento interno.</p><p>ARMAZENAMENTO</p><p>TEMPORÁRIO</p><p>Art. 3º INC VII</p><p>Art. 3º INC VII</p><p>6</p><p>Ministério da Educação</p><p>Universidade Federal de São Paulo</p><p>PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO</p><p>UNIFESP – Baixada Santista. Engenharia Ambiental.</p><p>Considerações</p><p>O primeiro procedimento da vistoria foi solicitar o Plano de Gerenciamento de RSS</p><p>(PGRSS), e a pessoa responsável, no entanto, não nos foi apresentado o plano, tampouco o</p><p>responsável.</p><p>Não localizamos o abrigo externo ou o abrigo temporário, não havia nenhuma</p><p>sinalização ou identificação destes.</p><p>Não foi possível observar se os RSS foram segregados no momento de sua geração,</p><p>conforme sua classificação por Grupos (Art. 11).</p><p>Não foi possível verificar se os sacos de RSS estavam ocupados dentro de seu limite</p><p>de peso, ou até o limite de ⅔ de sua capacidade, ou mesmo saber se estavam acondicionados</p><p>por até no máximo 48 horas nos sacos. Também não foi possível verificar se o material do</p><p>saco era adequado ao seu conteúdo (Arts. 13 e 14).</p><p>Nas fotos 1 e 2 não há presença de coletores de sacos de RSS. Na foto 3 é possível ver</p><p>03 (três) coletores, porém sem identificação, com as tampas abertas, e com sacos empilhados</p><p>acima da capacidade do coletor. Não foi possível verificar a segregação adequada dos</p><p>resíduos, tampouco se os coletores eram adequados quanto a evitar vazamentos ou resistentes</p><p>à ações de punctura, ruptura e tombamento (Arts.17 e 27).</p><p>Não foi possível identificar pelas fotos se os locais onde estão os RSS são</p><p>considerados pelo gestor como local de armazenamento externo ou como local de</p><p>armazenamento temporário, ou ainda se os dois tipos de armazenamento são feitos no mesmo</p><p>lugar.</p><p>Não foi possível observar as condições de coleta e transporte interno dos RSS (Arts.</p><p>25 e 26).</p><p>Como não nos foi apresentado o PGRSS, não foi possível verificar a coleta e</p><p>transporte externos, bem como os documentos da correta destinação dos RSS.</p><p>7</p><p>Ministério da Educação</p><p>Universidade Federal de São Paulo</p><p>PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO</p><p>UNIFESP – Baixada Santista. Engenharia Ambiental.</p><p>Recomendações</p><p>1- Dispor de um Plano de Gerenciamento de RSS (PGRSS), conforme Arts. do 5º ao 10º .</p><p>2 - Providenciar</p><p>local para abrigo temporário de RSS, conforme Art. 29 e seus incisos.</p><p>3 - Providenciar local para abrigo externo de RSS, conforme os Arts. 34, 35 e seus incisos, 36</p><p>e seus incisos.</p><p>4 - Realizar a correta segregação dos RSS, conforme a classificação dos Grupos constantes</p><p>no Anexo I da Resolução (Art. 11).</p><p>5 - Realizar o correto acondicionamento, acondicionamento e identificação dos RSS,</p><p>conforme os Arts. 11 a 24.</p><p>6 - Observar o correto manejo de armazenamento interno, temporário e externo, conforme os</p><p>Arts. de 27 a 37.</p><p>8</p>