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Ensaio crítico sobre racismo e a ADO 26 que discute racismo estrutural, conceito de homofobia, a decisão do STF de aplicar a Lei nº 7.716/1989 a atos contra LGBTQ+, argumentos sobre ativismo judicial vs. elaboração de lei específica e referências citadas.

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<p>ANALISE CRITICA SOBRE O RACISMO A PARTIR DA ANÁLISE DA ADO 26</p><p>Inicialmente é importante se ater ao fato pautado na análise em questão, o racismo estrutural se trata de um preconceito que parte do ofensor devido a raça da vítima, que sofre diariamente com esse crime. Discriminação, ato de fazer distinção, o racismo traduz-se pela discriminação relacionada às características raciais que declaram preconceito, agressão, intimidação, difamação ou exposição de pessoa ou grupo. Pode ocorrer das formas mais corriqueiras, como em comentários, ou imagens difamatórias.</p><p>Em 1998, Coretta Scott King (1927-2006), escritora e ativista dos direitos iguais dos negros e das mulheres nos EUA e em todo o mundo, declarou: “(...) a homofobia é como o racismo, o antissemitismo e outras formas de intolerância na medida em que procura desumanizar um grande grupo de pessoas, negar a sua humanidade, dignidade e personalidade (...)”.</p><p>A princípio, entende-se por homofobia o pavor patológico à condição do indivíduo que sente atração afetiva e sexual por pessoas do mesmo sexo. O homofóbico sente aversão irreprimível aos homossexuais, algo que o faz reagir de forma violenta e irracional. Diante do entendimento da Suprema Corte, a demora do Poder Legislativo para incriminar os atos de homofobia e transfobia ofende direitos e garantias fundamentais dos indivíduos, por essa razão, os Ministros votaram para que condutas semelhantes sejam enquadradas na Lei nº 7.716/1989, Lei do Racismo, até que o Congresso Nacional saia da inércia.</p><p>Os Ministros Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, vencidos no julgamento, afirmaram que os atos discriminatórios contra grupos LGBTQ+ somente poderiam ser punidos por meio de leis específicas aprovadas pelo Poder Legislativo. Isso porque a elaboração de leis é função típica do Poder Legislativo, cabendo ao Poder Judiciário, a grosso modo, julgar. Logo, ao estender a Lei do Racismo para enquadrar atos discriminatórios contra LGBTQ+ em seu dispositivo, estaria o Supremo Tribunal Federal agindo fora de seus limites legais.</p><p>Com a equiparação da homofobia ao crime de racismo, devemos analisar a conduta do Supremo Tribunal Federal à luz do ativismo judicial e dos princípios e garantias fundamentais previstos constitucionalmente. Como fundamento da República e corolário de todo o ordenamento jurídico brasileiro, destaca-se o consagrado princípio da dignidade humana, premissa incontestável e valor moral e espiritual inerente à própria pessoa, ou seja, todo ser humano, independente de escolhas, características, sexo, raça e origem, é tutelado por esse princípio. Além disso, a própria Constituição da República de 1988 também tem como objetivo a promoção do bem-estar de todos, sem preconceitos de origem, sexo, cor, raça, idade ou qualquer outro tipo de discriminação</p><p>Contudo ao meu ver, é sim necessária uma lei específica, mas enquanto não elaboram, penaliza-se com a lei de racismo, em meio ao século XXI, a democracia esbelta transcorrida na Constituição Federal não passa de valorizações que não são usuais, mediante o poder político que se infere na sociedade. A falta da regulamentação do Poder Legislativo em editar normas e leis específicas é inadmissível, em uma democracia como a de hoje. A Constituição possui uma evolução a ser entendida e compreendida, sendo que os três poderes representam as necessidades da sociedade e do povo, se os mesmos negligenciam e omitem suas responsabilidades, esta sociedade estará desamparada.</p><p>Referencias:</p><p>BRASIL. Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7716.htm> Acesso em: 12 mai. 2020.</p><p>HASSELMANN, Gustavo. Criminalização da homofobia e transfobia - Um louvável caso de ativismo judicial do STF. 2020. Disponível em: <https://www.migalhas.com.br/depeso/312468/criminalizacao-da-homofobia-e-transfobia-um-louvavel-caso-de-ativismo-judicial-do-stf> Acesso em: 11 de mai. 2020.</p><p>STF, ADO n. 26-DF, Rel. Min. Celso de Mello, j. 13.06.2019, DJE n. 142, divulgado em 28.06.2019.</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Coretta_King, Coretta Scott King (1927-2006).</p><p>Constituição de 1988 da República Federativa do Brasil.</p>

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