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Prévia do material em texto

<p>Autores: Profa. Lilian Vieira da Silva</p><p>Prof. Alexandre Kikuti da Silva</p><p>Colaboradores: Profa. Vanessa Santhiago</p><p>Prof. Mário André Sigoli</p><p>Ritmo e Dança</p><p>ED</p><p>FI</p><p>S</p><p>-</p><p>Re</p><p>vi</p><p>sã</p><p>o:</p><p>V</p><p>ito</p><p>r -</p><p>D</p><p>ia</p><p>gr</p><p>am</p><p>aç</p><p>ão</p><p>: F</p><p>ab</p><p>io</p><p>-</p><p>2</p><p>2/</p><p>07</p><p>/2</p><p>01</p><p>6</p><p>Professores conteudistas: Lilian Vieira da Silva / Alexandre Kikuti da Silva</p><p>Lilian Vieira da Silva</p><p>Licenciada em Dança na Universidade Paulista de Artes (2007). Especializou-se em Linguagens das Artes pela</p><p>Universidade de São Paulo (USP). Realizou curso de aperfeiçoamento em Arte e Movimento de Laban (2011).</p><p>Foi bailarina clássica com formação pela Royal Academy of Dance. Estudou balé moderno, jazz dance, dança</p><p>contemporânea, sapateado, dança afro-brasileira e danças circulares sagradas. Atua como professora e coreógrafa e</p><p>possui extensa produção artística na área de dança-arte e dança-educação. Ministrou curso de aperfeiçoamento em</p><p>dança para professores da rede municipal de Jundiaí (SP). Participou como professora do 1ª Ateliê Internacional de</p><p>Dança, realizado pela São Paulo Companhia de Dança.</p><p>Atualmente é líder da Disciplina de Ritmo e Dança na Universidade Paulista – UNIP.</p><p>Alexandre Kikuti da Silva</p><p>Possui graduação em Educação Física pelas Faculdades Integradas de Guarulhos – FIG (2001), especialização em</p><p>Fisiologia do exercício e treinamento resistido na saúde, na doença e no envelhecimento pela Universidade de São</p><p>Paulo – Cecafi/FMUSP (2004), especialização em Dança e Consciência Corporal pela UniFMU (2010).</p><p>Mestre em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo – Unifesp/EPM (2013). Ex-atleta de aeróbica de</p><p>competição (1992 a 1996). Integrou grupos de apresentação em jazz e estilo livre em vários eventos e espetáculos de</p><p>dança. Tricampeão brasileiro do Brazilian Street Dance Festival com o grupo HIP de la HOP. Ex-integrante do grupo de</p><p>street dance Companhia de Performance/Reebook.</p><p>Atuou como coreógrafo de street dance e professor de ritmos em academia por 18 anos.</p><p>Desde 2005, é professor da disciplina de Ritmo e Dança na Universidade Paulista – UNIP.</p><p>© Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou</p><p>quaisquer meios (eletrônico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem</p><p>permissão escrita da Universidade Paulista.</p><p>Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)</p><p>S586r Silva, Lilian Vieira da.</p><p>Ritmo e dança. / Lilian Vieira da Silva, Alexandre Kikuti da Silva.</p><p>– São Paulo: Editora Sol, 2016.</p><p>88 p., il.</p><p>Nota: este volume está publicado nos Cadernos de Estudos e</p><p>Pesquisas da UNIP, Série Didática, ano XXII, n. 2-116/16, ISSN 1517-9230.</p><p>1. Ritmo. 2. Dança. 3. Música. I. Silva, Alexandre Kikuti da. II. Título.</p><p>CDU 793.3</p><p>ED</p><p>FI</p><p>S</p><p>-</p><p>Re</p><p>vi</p><p>sã</p><p>o:</p><p>V</p><p>ito</p><p>r -</p><p>D</p><p>ia</p><p>gr</p><p>am</p><p>aç</p><p>ão</p><p>: F</p><p>ab</p><p>io</p><p>-</p><p>2</p><p>2/</p><p>07</p><p>/2</p><p>01</p><p>6</p><p>Prof. Dr. João Carlos Di Genio</p><p>Reitor</p><p>Prof. Fábio Romeu de Carvalho</p><p>Vice-Reitor de Planejamento, Administração e Finanças</p><p>Profa. Melânia Dalla Torre</p><p>Vice-Reitora de Unidades Universitárias</p><p>Prof. Dr. Yugo Okida</p><p>Vice-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa</p><p>Profa. Dra. Marília Ancona-Lopez</p><p>Vice-Reitora de Graduação</p><p>Unip Interativa – EaD</p><p>Profa. Elisabete Brihy</p><p>Prof. Marcelo Souza</p><p>Prof. Dr. Luiz Felipe Scabar</p><p>Prof. Ivan Daliberto Frugoli</p><p>Material Didático – EaD</p><p>Comissão editorial:</p><p>Dra. Angélica L. Carlini (UNIP)</p><p>Dra. Divane Alves da Silva (UNIP)</p><p>Dr. Ivan Dias da Motta (CESUMAR)</p><p>Dra. Kátia Mosorov Alonso (UFMT)</p><p>Dra. Valéria de Carvalho (UNIP)</p><p>Apoio:</p><p>Profa. Cláudia Regina Baptista – EaD</p><p>Profa. Betisa Malaman – Comissão de Qualificação e Avaliação de Cursos</p><p>Projeto gráfico:</p><p>Prof. Alexandre Ponzetto</p><p>Revisão:</p><p>Vitor Andrade</p><p>Lucas Ricardi</p><p>ED</p><p>FI</p><p>S</p><p>-</p><p>Re</p><p>vi</p><p>sã</p><p>o:</p><p>V</p><p>ito</p><p>r -</p><p>D</p><p>ia</p><p>gr</p><p>am</p><p>aç</p><p>ão</p><p>: F</p><p>ab</p><p>io</p><p>-</p><p>2</p><p>2/</p><p>07</p><p>/2</p><p>01</p><p>6</p><p>Sumário</p><p>Ritmo e Dança</p><p>APRESENTAÇÃO ......................................................................................................................................................7</p><p>INTRODUÇÃO ...........................................................................................................................................................8</p><p>Unidade I</p><p>1 RITMO .....................................................................................................................................................................9</p><p>1.1 Conceituações ..........................................................................................................................................9</p><p>1.2 Definições ............................................................................................................................................... 10</p><p>1.3 Objetivos .................................................................................................................................................. 12</p><p>1.3.1 Princípio básico do ritmo .................................................................................................................... 13</p><p>1.3.2 Importância do ritmo ............................................................................................................................ 13</p><p>1.4 Estruturação do ritmo ........................................................................................................................ 14</p><p>2 RITMO E ARRITMIA ......................................................................................................................................... 15</p><p>2.1 Arritmia .................................................................................................................................................... 15</p><p>2.1.1 Indivíduo rítmico ................................................................................................................................... 16</p><p>2.1.2 Indivíduo arrítmico ............................................................................................................................... 16</p><p>2.1.3 Indivíduo não arrítmico ...................................................................................................................... 16</p><p>2.2 Eurritmia .................................................................................................................................................. 17</p><p>3 ELEMENTOS DO RITMO ................................................................................................................................. 18</p><p>3.1 Pulso .......................................................................................................................................................... 18</p><p>3.2 Compasso ................................................................................................................................................ 18</p><p>3.2.1 Compasso binário ................................................................................................................................... 19</p><p>3.2.2 Compasso ternário ................................................................................................................................. 19</p><p>3.2.3 Compasso quaternário ......................................................................................................................... 19</p><p>3.3 Frase musical .......................................................................................................................................... 19</p><p>3.4 Bloco musical ......................................................................................................................................... 20</p><p>3.5 Andamento ............................................................................................................................................. 21</p><p>3.6 Pausa musical ........................................................................................................................................ 23</p><p>3.7 Acento musical ......................................................................................................................................</p><p>executante.</p><p>Entre os elementos do ritmo, alguns são vitais para desempenhar um</p><p>trabalho rítmico nas aulas de ginástica e atividades esportivas. Identificação</p><p>do pulso, compasso, frase e bloco musical ajudam o professor a utilizar</p><p>uma música como ferramenta nas aulas.</p><p>Estudamos que diversos pesquisadores assinalaram a importância da</p><p>presença da música nas aulas, pois trazem muito mais motivação e energia.</p><p>Apesar de a música ser um ótimo recurso para o trabalho do ritmo, o</p><p>acompanhamento pode se originar de outras fontes, por exemplo, o próprio</p><p>corpo, aparelhos musicais ou a improvisação de instrumentos. Extrair sons</p><p>com a proposta rítmicas é uma característica de grupos profissionais como</p><p>o Stomp e Barbatuques.</p><p>O professor de educação física que aplica os conceitos e propostas do</p><p>ritmo qualifica sua aula. Através dessas dinâmicas, proporciona a ele e a</p><p>seus alunos conquistas maravilhosas.</p><p>Exercícios</p><p>Questão 1 (Enade 2007). O diagnóstico dos interesses e formas de interação de um grupo de dança</p><p>revelou uma tendência a atitudes individualistas por parte da maioria dos seus integrantes. Este contexto</p><p>levou o profissional de educação física a introduzir, no seu planejamento, situações-problema, com o</p><p>objetivo de fortalecer a coesão social.</p><p>Nessa situação hipotética, qual deve ser a iniciativa desse profissional?</p><p>A) Tornar mais atraentes os espaços e cenários para os ensaios de dança.</p><p>B) Convidar um coreógrafo de reconhecimento nacional para criar uma coreografia especial para o grupo.</p><p>35</p><p>ED</p><p>FI</p><p>S</p><p>-</p><p>Re</p><p>vi</p><p>sã</p><p>o:</p><p>V</p><p>ito</p><p>r -</p><p>D</p><p>ia</p><p>gr</p><p>am</p><p>aç</p><p>ão</p><p>: F</p><p>ab</p><p>io</p><p>-</p><p>2</p><p>2/</p><p>07</p><p>/2</p><p>01</p><p>6</p><p>RITMO E DANÇA</p><p>C) Incluir práticas de consciência corporal na estrutura dos ensaios de dança.</p><p>D) Tematizar vivências musicais selecionadas por ele entre as preferências dos participantes do grupo.</p><p>E) Propor um tema para a criação coletiva de uma coreografia de que todos participem.</p><p>Resposta correta: alternativa E.</p><p>Análise das alternativas</p><p>A) Alternativa incorreta.</p><p>Justificativa: a interação social não será promovida apenas pela alteração do ambiente de forma</p><p>estética. Existe a necessidade da reflexão e da ação no contexto das relações sociais internas do grupo.</p><p>B) Alternativa incorreta.</p><p>Justificativa: a melhora das relações sociais internas não tem ligação direta com o nível técnico do</p><p>trabalho desenvolvido. A inserção de um profissional com renome internacional pode aumentar ainda</p><p>mais a competitividade individualista com o intuito de chamar a atenção do professor.</p><p>C) Alternativa incorreta.</p><p>Justificativa: as práticas de consciência corporal geram reflexões a respeito da condição interna do</p><p>indivíduo e das suas relações expressivas com seu próprio corpo. Dessa forma, não é a melhor estratégia</p><p>para gerar interação com o grupo diante de um trabalho em equipe.</p><p>D) Alternativa incorreta.</p><p>Justificativa: as preferências musicais fazem parte da formação cultural de cada indivíduo. Por esse</p><p>motivo, são muito particulares e, em virtude do problema apresentado, poderiam gerar mais divergências</p><p>do que soluções para a integração entre o grupo.</p><p>E) Alternativa correta.</p><p>Justificativa: a criação de um tema a ser desenvolvido coletivamente com a participação dos</p><p>integrantes do grupo pode favorecer a união dos alunos em torno de um objetivo comum. O desafio</p><p>proposto pelo professor também deve ser orientado por ele no sentido de oportunizar a colaboração de</p><p>todos e o sentimento de identidade dos alunos para com o projeto coletivo.</p><p>Questão 2 (Enade 2011, adaptada). Uma experiência pedagógica de criação significativa para os</p><p>alunos nas aulas em que é trabalhado o conteúdo dança na educação física escolar pode aliar texto e</p><p>improvisação de movimentos. Os estudantes trazem contos, poemas e letras de música e os desenvolvem</p><p>em oficinas. Por exemplo, pode-se pedir que eles redijam um texto sobre alguém de sua família ou algo</p><p>36</p><p>ED</p><p>FI</p><p>S</p><p>-</p><p>Re</p><p>vi</p><p>sã</p><p>o:</p><p>V</p><p>ito</p><p>r -</p><p>D</p><p>ia</p><p>gr</p><p>am</p><p>aç</p><p>ão</p><p>: F</p><p>ab</p><p>io</p><p>-</p><p>2</p><p>2/</p><p>07</p><p>/2</p><p>01</p><p>6</p><p>Unidade I</p><p>próximo a eles. Dessa forma, subjetividade e memórias podem aflorar, uma vez que esse tipo de trabalho</p><p>estimula os educandos a fazer pontes entre essas histórias e textos pessoais com seu trabalho corporal.</p><p>Durante o tempo em que estão sozinhos para improvisar, envolvidos cinestesicamente, os alunos criam</p><p>frases, gestos, sequências de movimento ou sentimentos e sensações que os textos revelam, que as</p><p>imagens proporcionam, estabelecendo diálogos.</p><p>No texto apresentado, o ensino está centrado em:</p><p>I – Abordar uma dimensão pedagógica e técnico-instrumental da dança como conteúdo da cultura corporal.</p><p>II – Apresentar propostas para o desenvolvimento da dança como expressão do movimento humano</p><p>no processo ensino-aprendizagem da educação física.</p><p>III – Sugerir atividades que vão assegurar a inclusão de danças contemporâneas de forma sistemática,</p><p>e não apenas eventual, nas festas e comemorações da escola.</p><p>IV – Propor um trabalho que envolve pesquisa e cultivo do diálogo entre a produção cultural da</p><p>comunidade e da escola.</p><p>É correto apenas o que se destaca nas afirmativas:</p><p>A) I e II.</p><p>B) I e III.</p><p>C) III e IV.</p><p>D) I, II e IV.</p><p>E) II, III e IV.</p><p>Resposta desta questão na plataforma.</p><p>23</p><p>3.8 Ato de ouvir, som e suas características ..................................................................................... 23</p><p>3.9 Som ............................................................................................................................................................ 23</p><p>3.9.1 Altura ........................................................................................................................................................... 24</p><p>3.9.2 Intensidade ............................................................................................................................................... 24</p><p>3.9.3 Timbre ......................................................................................................................................................... 24</p><p>3.9.4 Duração ....................................................................................................................................................... 25</p><p>3.10 Música .................................................................................................................................................... 25</p><p>3.10.1 Melodia ..................................................................................................................................................... 26</p><p>ED</p><p>FI</p><p>S</p><p>-</p><p>Re</p><p>vi</p><p>sã</p><p>o:</p><p>V</p><p>ito</p><p>r -</p><p>D</p><p>ia</p><p>gr</p><p>am</p><p>aç</p><p>ão</p><p>: F</p><p>ab</p><p>io</p><p>-</p><p>2</p><p>2/</p><p>07</p><p>/2</p><p>01</p><p>6</p><p>3.10.2 Harmonia ................................................................................................................................................. 26</p><p>3.10.3 Leitura musical ...................................................................................................................................... 27</p><p>3.10.4 Mapeamento musical ......................................................................................................................... 28</p><p>3.10.5 Variações de contagem musical em aulas coletivas .............................................................. 30</p><p>4 ACOMPANHAMENTO RÍTMICO .................................................................................................................. 31</p><p>4.1 Instrumentos musicais ....................................................................................................................... 31</p><p>4.1.1 Instrumentos de corda ........................................................................................................................ 31</p><p>4.1.2 Instrumentos de sopro ........................................................................................................................ 31</p><p>4.1.3 Instrumentos de percussão ................................................................................................................. 32</p><p>4.2 Grupos de percussão: Stomp e Barbatuques ............................................................................ 32</p><p>4.2.1 Stomp .......................................................................................................................................................... 32</p><p>4.2.2 Barbatuques .............................................................................................................................................. 33</p><p>Unidade II</p><p>5 A DANÇA ............................................................................................................................................................. 37</p><p>5.1 Definindo conceitos ............................................................................................................................ 37</p><p>5.2 Objetivos e funções da dança ......................................................................................................... 38</p><p>5.3 Elementos que compõem a dança ................................................................................................ 38</p><p>5.4 Fundamentos da dança ..................................................................................................................... 40</p><p>5.5 Composição coreográfica.................................................................................................................. 43</p><p>6 HISTÓRIA DA DANÇA ..................................................................................................................................... 44</p><p>6.1 A dança no Brasil .................................................................................................................................. 47</p><p>7 ESTILOS, MÉTODOS E ÁREAS DE ATUAÇÃO DA DANÇA ................................................................... 48</p><p>7.1 Dança erudita e arte .......................................................................................................................... 48</p><p>7.2 Dança da cultura popular ................................................................................................................ 50</p><p>7.3 Danças urbanas – street dance ...................................................................................................... 51</p><p>7.4 Dança-educação – movimento expressivo ............................................................................... 52</p><p>7.5 Dança e Educação Física .................................................................................................................... 55</p><p>7.6 A dança como reabilitação ............................................................................................................... 56</p><p>7.7 A dança na religião .............................................................................................................................. 57</p><p>8 DANÇAS INTEGRATIVAS................................................................................................................................ 58</p><p>8.1 Danças circulares .................................................................................................................................. 59</p><p>8.2 Danças sociais ou danças de salão ................................................................................................ 61</p><p>8.3 Danças da cultura popular brasileira ou danças folclóricas ............................................... 62</p><p>8.3.1 Folclore ........................................................................................................................................................ 63</p><p>8.3.2 Quadrilha .................................................................................................................................................... 64</p><p>8.4 Preparação física para a dança ....................................................................................................... 71</p><p>8.4.1 Aquecimento/resfriamento ................................................................................................................. 72</p><p>8.4.2 Percepção corporal e o alinhamento .............................................................................................. 73</p><p>8.5 Equilíbrio .................................................................................................................................................. 74</p><p>8.6 Força muscular equilibrada .............................................................................................................. 75</p><p>8.7 Flexibilidade ............................................................................................................................................ 77</p><p>7</p><p>ED</p><p>FI</p><p>S</p><p>-</p><p>Re</p><p>vi</p><p>sã</p><p>o:</p><p>V</p><p>ito</p><p>r -</p><p>D</p><p>ia</p><p>gr</p><p>am</p><p>aç</p><p>ão</p><p>: F</p><p>ab</p><p>io</p><p>-</p><p>2</p><p>2/</p><p>07</p><p>/2</p><p>01</p><p>6</p><p>APRESENTAÇÃO</p><p>A disciplina Ritmo e Dança tem por finalidade lançar os conceitos e princípios sobre os movimentos e</p><p>ritmos corporais, bem como noções da linguagem musical como itens essenciais na vida do ser humano.</p><p>Destaca a linguagem da dança como expressão corporal e cultural e suas relações com a educação</p><p>física. A intenção é explorar os aspectos históricos, estilos e áreas de atuação da dança, seus sistemas e</p><p>métodos de ensino e a preparação física, ressaltando suas características e complexidades.</p><p>Após estudar o conteúdo deste livro-texto, você deverá</p><p>ser capaz de:</p><p>• conceituar e definir questões sobre ritmo;</p><p>• refletir sobre os possíveis meios de manifestações do ritmo;</p><p>• assimilar os diversos objetivos do trabalho do ritmo e as múltiplas formas de estruturações</p><p>que apresenta;</p><p>• explorar a arritmia, sua natureza e métodos de trabalho;</p><p>• classificar os indivíduos quanto à ausência ou a presença do senso rítmico;</p><p>• analisar os elementos que o ritmo exibe;</p><p>• criar um trabalho rítmico utilizando ferramentas e processos pedagógicos;</p><p>• conhecer grupos e trabalhos relacionados aos aspectos rítmicos;</p><p>• empregar o ritmo como um dos meios para o desenvolvimento de habilidades motoras e</p><p>capacidades físicas;</p><p>• repensar e valorizar a dança como um bem cultural, reconhecendo seu valor social, filosófico,</p><p>artístico e educacional;</p><p>• estudar o movimento e as diversas possibilidades da dança com foco em educação e atividade física;</p><p>• atuar como pesquisador em dança;</p><p>• facilitar a integração dos conteúdos rítmicos e expressivos para formulação de trabalhos que</p><p>demonstrem o domínio conceitual da linguagem corporal;</p><p>• promover o exercício e a pesquisa das diversas formas de locomoção, deslocamentos e orientação</p><p>no espaço (caminhos, direções, planos e níveis);</p><p>• incentivar a experimentação na movimentação, considerando as mudanças de velocidade, de</p><p>tempo, de ritmo e o desenho no espaço;</p><p>8</p><p>ED</p><p>FI</p><p>S</p><p>-</p><p>Re</p><p>vi</p><p>sã</p><p>o:</p><p>V</p><p>ito</p><p>r -</p><p>D</p><p>ia</p><p>gr</p><p>am</p><p>aç</p><p>ão</p><p>: F</p><p>ab</p><p>io</p><p>-</p><p>2</p><p>2/</p><p>07</p><p>/2</p><p>01</p><p>6</p><p>• desenvolver e aplicar a dança em programas em geral;</p><p>• reconhecer e identificar a dança e suas concepções estéticas nas diversas culturas, concebendo as</p><p>criações regionais, nacionais e internacionais;</p><p>• compreender quais são as capacidades físicas mais requisitadas para a prática.</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Esta disciplina ressalta o valor dos trabalhos rítmicos para as aulas, individuais ou coletivas, e propicia</p><p>meios e estratégias ao profissional para trabalhar a capacidade física, responsável pela qualidade de</p><p>qualquer gesto ou movimento, influenciando na formação do ser como um todo.</p><p>A dança, uma das mais antigas manifestações da arte, é apresentada com o intuito de aumentar</p><p>a compreensão sobre as diversas manifestações existentes. Objetiva, ainda, destacar sua importância</p><p>cultural e pessoal e sua representatividade em diversas questões voltadas ao corpo humano.</p><p>9</p><p>ED</p><p>FI</p><p>S</p><p>-</p><p>Re</p><p>vi</p><p>sã</p><p>o:</p><p>V</p><p>ito</p><p>r -</p><p>D</p><p>ia</p><p>gr</p><p>am</p><p>aç</p><p>ão</p><p>: F</p><p>ab</p><p>io</p><p>-</p><p>2</p><p>2/</p><p>07</p><p>/2</p><p>01</p><p>6</p><p>RITMO E DANÇA</p><p>Unidade I</p><p>1 RITMO</p><p>Inicialmente, estudaremos assuntos relacionados ao ritmo, desde suas diversas definições e</p><p>conceitos até as inúmeras propostas rítmicas, que, através de diversas formas, podem ser trabalhadas</p><p>pelo professor de educação física.</p><p>1.1 Conceituações</p><p>Você já sentiu dificuldades em algum movimento, seja durante sua rotina, seja em aulas de ginásticas</p><p>em clubes e academias?</p><p>As diversidades de movimentação possíveis pelo corpo humano pouco são trabalhadas durante</p><p>nossa existência, e o acervo de articulações que uma pessoa possui, em linhas gerais, é bem pequeno.</p><p>Atividades rítmicas, com ou sem a utilização de música, contribuem muito para a aquisição de novos</p><p>movimentos, aprimorando nossa saúde física, mental e social.</p><p>Antes de apresentarmos itens específicos relacionados ao ritmo, é importante ressaltar algumas</p><p>conceituações. O conceito de ritmo apresenta grande complexidade. Assim é comum associar a palavra</p><p>de acordo com a linha, ou área de atuação, por exemplo, a Música, Arte, Literatura, Psicologia, Linguística,</p><p>Biologia, entre outros. Entre vários autores que estudam o ritmo, podemos citar, de acordo com Artaxo</p><p>Neto e Monteiro (2008):</p><p>• Rudolf Bode, o pai da ginástica moderna, que diz que o ritmo é o principal elemento de tudo que</p><p>vive. Como a vida tem caráter contínuo, ele relata que o ritmo também o é.</p><p>• Emile Jaques Dalcroze, educador e músico criador da rítmica (método de educação global através</p><p>do rítmico corporal), que narra que o ritmo é um princípio vital e é movimento.</p><p>• Jürgen Weineck, notório preparador físico alemão, que enuncia que o ritmo é a capacidade de se</p><p>adaptar a um ritmo dado, interiorizá-lo e reproduzi-lo em movimento.</p><p>Ritmo pode ser apresentado como a cadência em intervalos de tempos (de forma periódica). É</p><p>possível relacioná-lo à música e à arte, e até mesmo pode ser usado para descrever a velocidade</p><p>de algo. Pense, por exemplo, no movimento, de forma espontânea e natural, destacando um ritmo</p><p>próprio. Vejamos outro exemplo: as poças d’água formadas pelas goteiras. A gota cai seguida de</p><p>uma pausa (seja ela curta, seja longa) para que outra caia depois, e assim continuamente, tudo</p><p>ocorrendo num ritmo próprio.</p><p>Gilberto</p><p>Realce</p><p>10</p><p>ED</p><p>FI</p><p>S</p><p>-</p><p>Re</p><p>vi</p><p>sã</p><p>o:</p><p>V</p><p>ito</p><p>r -</p><p>D</p><p>ia</p><p>gr</p><p>am</p><p>aç</p><p>ão</p><p>: F</p><p>ab</p><p>io</p><p>-</p><p>2</p><p>2/</p><p>07</p><p>/2</p><p>01</p><p>6</p><p>Unidade I</p><p>Saiba mais</p><p>A leitura do artigo a seguir vai auxiliá-lo a entender melhor a</p><p>conceitualização do ritmo:</p><p>MULLER, R. Z.; TAFNER, E. P. Desenvolvendo o ritmo nas aulas de</p><p>educação física em crianças de 3 a 6 anos. ICPG, Santa Catarina, v. 3, n.</p><p>11, jul./dez. 2007. Disponível em: <https://www.ufpe.br/ppgedfisica/images/</p><p>documentos/desenvolvimento%20do%20ritmo%20nas%20aulas%20</p><p>de%20educao%20fsica%20-%20muller%20e%20tafner.pdf>. Acesso em:</p><p>22 jul. 2016.</p><p>1.2 Definições</p><p>Agora definiremos algumas questões relacionadas ao ritmo. Quando se pensa em ritmo, acredita-se</p><p>que, por ser algo intangível (isto é, que não apresenta matéria física), seja difícil atribuí-lo a algo que</p><p>esteja diretamente ligado à nossa vida. Você concorda?</p><p>Em que momento o ritmo pode se expressar em nossas vidas? Partindo do princípio de que todos</p><p>nós somos seres rítmicos, o simples fato de estarmos vivos já é uma premissa suficiente para se retratar</p><p>o ritmo.</p><p>Quer tentar? Apoie a mão acima do peito e sinta o coração bater por 30 segundos. Agora faça o</p><p>mesmo em seu colega e compare a quantidade de batidas do seu coração e do dele.</p><p>De acordo com a situação, as batidas ocorrem de forma mais lenta (caso você esteja sentado ou</p><p>algum tempo sem se movimentar de forma brusca), ou rápida (logo após uma corrida), pois a mudança</p><p>de ritmo ou de velocidade ocorre de forma involuntária.</p><p>Tudo que tem vida, animal ou vegetal, possui ritmo. Está presente em aspectos biológicos, como no</p><p>sono, no movimento e também na natureza, inclusive nas máquinas das indústrias! É um princípio vital</p><p>que tem movimentos regulados e harmoniosos.</p><p>A origem da palavra ritmo tem origem indo-europeia (sreu), que significa fluir, e do grego rhytmos,</p><p>que indica medida, movimento.</p><p>O profissional de Educação Física necessita de conhecimentos quanto ao ritmo. Uma importante</p><p>capacidade física, o trabalho do ritmo proporciona maior grau de controle e, consequentemente, maior</p><p>qualidade sobre os movimentos exigidos durante as aulas de ginástica, práticas esportivas, entre outras,</p><p>bem como nas articulações de qualquer pessoa.</p><p>11</p><p>ED</p><p>FI</p><p>S</p><p>-</p><p>Re</p><p>vi</p><p>sã</p><p>o:</p><p>V</p><p>ito</p><p>r -</p><p>D</p><p>ia</p><p>gr</p><p>am</p><p>aç</p><p>ão</p><p>: F</p><p>ab</p><p>io</p><p>-</p><p>2</p><p>2/</p><p>07</p><p>/2</p><p>01</p><p>6</p><p>RITMO E DANÇA</p><p>Compreendem-se como ritmo da vida desportiva e da vida lazer (ritmo</p><p>desportivo e ritmo lazer) os gestos executados no decorrer de atividades</p><p>físicas, independentemente de serem caracterizados com competição ou</p><p>lazer/recreação, por exemplo: brincar de esconde-esconde, de pegar, de</p><p>rodas cantadas, jogar basquete, handebol, peteca, praticar dança, ginástica</p><p>natural etc. (GARCIA; HAAS, 2007 p. 29).</p><p>Lembrete</p><p>Em Educação Física, o ritmo constitui a integração funcional e a</p><p>coordenação motora entre todas as forças que estruturam o movimento.</p><p>Em qualquer prática de ginástica, o ritmo será fundamental.</p><p>Quando ocorre o trabalho rítmico na criança, há uma visível evolução nos aspectos psicomotores,</p><p>por exemplo, ações do andar, correr, falar, brincar e da forma pela qual ela se relaciona com as pessoas</p><p>e também com o meio ambiente.</p><p>O ritmo está associado não apenas à música propriamente dita, mas</p><p>também ao desenvolvimento de esquemas corporais e temporais, que são</p><p>importantes para o desenvolvimento do</p><p>andar, do dançar, e também da fala,</p><p>da leitura e da compreensão de processos como a duração (o rápido e o</p><p>lento) e sucessão (o antes, o depois e o simultâneo) (LOPEZ, 1998, p. 16).</p><p>Através dos sentidos, também será possível que você perceba a presença do ritmo.</p><p>• Audição: os sons produzidos de vários ambientes e situações, por exemplo, na fala, na música, no</p><p>barulho das ondas etc.</p><p>• Sentido cinestésico: verificamos o ritmo ao respirar, andar – a pé ou de bicicleta –, dançar, correr,</p><p>saltar etc.</p><p>• Tato: um método muito interessante de se trabalhar o ritmo através do tato é com pessoas surdas,</p><p>nas quais a percepção se dá pelo toque. Quando se coloca as mãos do educando sobre um tambor,</p><p>por exemplo, e este está produzindo som, as vibrações emitidas pelo batuque do instrumento</p><p>serão as referências para a compreensão da proposta rítmica.</p><p>• Visão: quando observamos algum movimento, observamos o ritmo em que ele ocorre. Podem</p><p>ser ações executadas por pessoas em operações cotidianas, os movimentos dos animais, como</p><p>o espreguiçar de um gato e um cachorro brincando com uma bola, e também provocados pela</p><p>natureza, como o vento balançando uma arvore e as águas do mar batendo em rochas.</p><p>• Senso de tempo: quanto à percepção do senso de tempo, imagine um jogador de vôlei se</p><p>preparando para saltar e, na fase mais alta do movimento, em perfeita coordenação com o tempo</p><p>12</p><p>ED</p><p>FI</p><p>S</p><p>-</p><p>Re</p><p>vi</p><p>sã</p><p>o:</p><p>V</p><p>ito</p><p>r -</p><p>D</p><p>ia</p><p>gr</p><p>am</p><p>aç</p><p>ão</p><p>: F</p><p>ab</p><p>io</p><p>-</p><p>2</p><p>2/</p><p>07</p><p>/2</p><p>01</p><p>6</p><p>Unidade I</p><p>de bola, ele executa um fundamento do vôlei chamado de “cortada”. Outro exemplo para que você</p><p>entenda bem o conceito de senso de tempo é a relação do comprimento das notas musicais e a</p><p>duração dos intervalos, que apresentam princípio, meio e fim.</p><p>1.3 Objetivos</p><p>De acordo com Artaxo Neto e Monteiro (2008, p. 11), os objetivos em se desenvolver o ritmo corporal</p><p>estão inseridos nos seguintes argumentos:</p><p>• desenvolver a capacidade física do educando;</p><p>• procurar a descoberta do próprio corpo;</p><p>• estimular o ritmo natural;</p><p>• possibilitar o trabalho em grupo;</p><p>• estimular a atividade do executante;</p><p>• incentivar a economia do trabalho, retardando a fadiga e aumentando os resultados.</p><p>Veja o conteúdo de cada uma dessas argumentações e reflita sobre como e por que o trabalho</p><p>rítmico corporal deve ser apresentado:</p><p>• Desenvolver a capacidade física do educando: as habilidades físicas – resistência, agilidade,</p><p>velocidade, entre outras – são perfeitamente desenvolvidas através dos trabalhos de ritmos corporais.</p><p>• Procurar a descoberta do próprio corpo e de suas possibilidades de movimento: infelizmente,</p><p>com o passar dos anos, vamos perdendo as noções sobre as perspectivas que nosso corpo pode</p><p>alcançar em relação aos movimentos. Estes se apresentam de forma mecanizada, ao ponto de</p><p>não notarmos mais a existência de partes de nosso corpo (ao fazer massagem na planta dos pés,</p><p>percebemos as partes sensíveis).</p><p>• Desenvolver o ritmo natural: durante as atividades rítmicas corporais, o trabalho das capacidades</p><p>físicas proporcionam melhoras no condicionamento físico do educando, por exemplo, frequência</p><p>cardíaca, tempo de reação dos movimentos, entre outros.</p><p>• Possibilitar o trabalho em grupo: trabalhar em grupo não é fácil! As atividades rítmicas, de</p><p>forma pedagógica, ajudam o educando ao despertar maior cooperação, disciplina, solidariedade,</p><p>comunicação e sentido de liderança, além de melhorar o entrosamento. Além disso, trabalhar em</p><p>grupo é supermotivante.</p><p>• Estimular a atividade do executante: a sensação de prazer que o praticante tem ao se</p><p>conseguir, com sucesso, alcançar um objetivo dentro de uma proposta dada é uma ferramenta</p><p>muito importante para a formação da autoestima de quem o faz.</p><p>13</p><p>ED</p><p>FI</p><p>S</p><p>-</p><p>Re</p><p>vi</p><p>sã</p><p>o:</p><p>V</p><p>ito</p><p>r -</p><p>D</p><p>ia</p><p>gr</p><p>am</p><p>aç</p><p>ão</p><p>: F</p><p>ab</p><p>io</p><p>-</p><p>2</p><p>2/</p><p>07</p><p>/2</p><p>01</p><p>6</p><p>RITMO E DANÇA</p><p>• Incentivar a economia do trabalho retardando a fadiga e aumentando os resultados:</p><p>com maior controle sobre os movimentos, economizar energia pode ser fator fundamental em</p><p>determinadas situações (por exemplo, em jogos coletivos).</p><p>• Aperfeiçoar a coordenação: as práticas rítmicas corporais ajudarão a aumentar o acervo motor</p><p>do aluno, além de potencializar e refinar os movimentos já adquiridos.</p><p>1.3.1 Princípio básico do ritmo</p><p>O processo de relaxamento é apresentado como o princípio básico do ritmo. Podemos considerar</p><p>o ritmo como um constante fluxo de movimentos corporais nos quais estão envolvidos contrações e</p><p>relaxamentos musculares.</p><p>Essa continuidade de movimentos é caracterizada pelo forte e pelo</p><p>fraco, pelo acento e pelo escoar, pelo contrair e pelo relaxar, definindo o</p><p>movimento natural. A unidade de movimento como a soma da contração</p><p>e do relaxamento forma o ritmo e o movimento corporal (ARTAXO NETO;</p><p>MONTEIRO, 2008, p. 13)</p><p>Segundo Gandara (1988, p. 11), todo movimento rítmico possui três fases. Para entendê-las melhor,</p><p>podem ser relacionadas a uma prática esportiva, por exemplo, o salto em altura.</p><p>• Fases do movimento:</p><p>— ascensão: correspondente ao estímulo ou pré-impulso de um movimento – precedendo seu</p><p>ponto culminante (disposição para a tensão);</p><p>— acento ou ponto culminante do movimento: máxima tensão ou descarga;</p><p>— descensão ou escoamento: é a fase de relaxamento.</p><p>• Salto em altura:</p><p>— as passadas da corrida: refletem a etapa ascendente;</p><p>— o salto propriamente dito (quando o atleta se desprega do chão): corresponde à fase ao acento;</p><p>— o momento da queda: representa o escoamento.</p><p>1.3.2 Importância do ritmo</p><p>Como destacamos, o ritmo está em tudo, e nenhum ser vivo existiria sem sua presença. Com</p><p>propostas de desenvolver ou aperfeiçoar o ritmo, os profissionais que trabalham com a educação</p><p>corporal poderão atuar diretamente na formação básica e técnica do aluno, em sua criatividade e na</p><p>educação do movimento.</p><p>14</p><p>ED</p><p>FI</p><p>S</p><p>-</p><p>Re</p><p>vi</p><p>sã</p><p>o:</p><p>V</p><p>ito</p><p>r -</p><p>D</p><p>ia</p><p>gr</p><p>am</p><p>aç</p><p>ão</p><p>: F</p><p>ab</p><p>io</p><p>-</p><p>2</p><p>2/</p><p>07</p><p>/2</p><p>01</p><p>6</p><p>Unidade I</p><p>A seguir, vamos destacar cada uma delas.</p><p>• Formação básica do educando: o ser humano, através de atividades rítmicas corporais,</p><p>aperfeiçoará as possibilidades de movimento que o corpo permite. Com o passar dos anos,</p><p>as pessoas deixam de executar ou executam com bem menos frequência várias ações</p><p>básicas, como agachar, rolar, rastejar, entre outras. Quanto maior for o trabalho corporal</p><p>dentro dessas ações nas fases iniciais do desenvolvimento humano, por exemplo, a fase</p><p>infantil, maiores serão as informações registradas pelo praticante, aumentando seu acervo</p><p>motor. Em nossa atual situação, podemos dizer que as pessoas, entre elas várias crianças,</p><p>são verdadeiros “analfabetos motores”. Avalie a seguinte questão: para alguém que sempre</p><p>possuiu um grande acervo de movimentos – conquistados com trabalhos de propostas</p><p>rítmicas, como seria o processo de aquisição de maior domínio sobre movimentos específicos</p><p>de um esporte? Seria mais difícil ou mais fácil?</p><p>• Formação técnica do educando: as atividades rítmicas corporais podem agir de forma</p><p>significativa nas ações motoras específicas de qualquer rítmico técnico. Qualquer que seja a</p><p>prática, o executante terá maior controle, elevando as possibilidades de acerto em um chute</p><p>ou um arremesso, por exemplo. Trabalhar gestos motores diferentes dos gestos específicos da</p><p>modalidade escolhida também é uma proposta bastante significativa, pois potencializará as ações</p><p>motoras do esporte em questão. O ritmo técnico do movimento depende dos seguintes aspectos:</p><p>do objetivo do exercício e do estímulo exigido, do quão equilibrada estão as qualidades físicas dos</p><p>praticantes, da individualidade biológica e da capacidade de percepção de cada um.</p><p>• Criatividade: em geral, os indivíduos não usam a imaginação para transformar o saber que têm</p><p>em comportamentos criativos. Estimular o educando a desenvolver sua criatividade através das</p><p>atividades rítmicas corporais promove a expansão de suas habilidades e sua autoconfiança.</p><p>• Educação do movimento: seja em atividade recreativa, seja esportiva, os movimentos feitos</p><p>com</p><p>menor esforço adquirem maior qualidade e maior naturalidade.</p><p>Lembrete</p><p>Nas aulas de Educação Física, descobrir e trabalhar o ritmo colabora</p><p>para a evolução da aprendizagem motora, pois auxilia a compreensão dos</p><p>mecanismos dos movimentos e incentiva a economia do trabalho, tanto de</p><p>ordem física quanto mental.</p><p>1.4 Estruturação do ritmo</p><p>Estudaremos como o ritmo é estruturado e como pode ser observado dentro de toda uma</p><p>possibilidade, que abrange pessoas, objetos, máquinas, natureza, enfim, tudo que existe e que, em sua</p><p>maioria, tem vida.</p><p>15</p><p>ED</p><p>FI</p><p>S</p><p>-</p><p>Re</p><p>vi</p><p>sã</p><p>o:</p><p>V</p><p>ito</p><p>r -</p><p>D</p><p>ia</p><p>gr</p><p>am</p><p>aç</p><p>ão</p><p>: F</p><p>ab</p><p>io</p><p>-</p><p>2</p><p>2/</p><p>07</p><p>/2</p><p>01</p><p>6</p><p>RITMO E DANÇA</p><p>• Ritmo individual: é o ritmo que cada um de nós possui, de acordo com nossas características</p><p>próprias. Exemplo: ritmo de amadurecimento, de crescimento, de aprendizagem e do</p><p>funcionamento biológico.</p><p>• Ritmo grupal: equivale à capacidade que o homem tem de adaptar e experenciar seu ritmo</p><p>individual, igualando-se, portanto, ao movimento rítmico do grupo. Exemplo: pessoas de ritmos</p><p>distintos (uma pessoa lenta, outra agitadíssima etc.) executando um mesmo tipo de movimento,</p><p>como nado sincronizado, remo, dança, entre outros.</p><p>• Ritmo mecânico: assinalado por movimentos que são sempre uniformes. É característico nas</p><p>máquinas. Exemplo: relógio, ventilador etc.</p><p>• Ritmo disciplinado: é o condicionamento de um ritmo predeterminado. Exemplo: a marcha de</p><p>soldados da infantaria (120 passos por minuto).</p><p>• Ritmo natural: é o ritmo do crescimento, dos fenômenos de natureza animal, vegetal e universal</p><p>(atômico e astronômico). Exemplo: o crescimento de uma planta.</p><p>• Ritmo espontâneo: representa uma interferência externa que muda seu ritmo individual</p><p>momentaneamente. Realiza-se de modo espontâneo. Exemplo: gritar e pular ao ouvir uma</p><p>boa notícia.</p><p>• Ritmo refletido: é a reflexão sobre a métrica, que significa medida do ritmo. Exemplo: quando</p><p>um músico, ao tocar um instrumento, fica concentrado no andamento da música. A métrica é a</p><p>ordem e a medida do ritmo, sendo representada pelos compassos binário, ternário e quaternário.</p><p>2 RITMO E ARRITMIA</p><p>Quando vemos pessoas sem ritmo para desenvolver tarefas específicas ou determinados exercícios,</p><p>nunca paramos para pensar nos motivos que causam tamanhas dificuldades. Então, entenderemos</p><p>alguns dos fatores que colaboram para que as pessoas apresentem, dentro de uma variância, dificuldades</p><p>quanto às questões rítmicas.</p><p>2.1 Arritmia</p><p>A arritmia resulta da falta de coordenação entre o sistema nervoso central e o sistema muscular.</p><p>O primeiro permanece em constante e rápida comunicação com este último. As mensagens transitam</p><p>entre esses dois sistemas, criando um equilibrado (ou nem tanto) conjunto de ações e movimentos. A</p><p>causa da arritmia é a descoordenação desse processo.</p><p>Você conhece alguém que possui facilidade em executar gestos novos com apenas algumas</p><p>tentativas? E pessoas que têm muita dificuldade em se expressar ritmicamente, seja através de um</p><p>determinado gesto esportivo (o correto tempo em sacar uma bola de vôlei, por exemplo), seja em gestos</p><p>rotineiros? Pois bem, a classificação dos indivíduos quanto à ausência ou presença do ritmo é expressa</p><p>como rítmica, arrítmica e não arrítmica.</p><p>16</p><p>ED</p><p>FI</p><p>S</p><p>-</p><p>Re</p><p>vi</p><p>sã</p><p>o:</p><p>V</p><p>ito</p><p>r -</p><p>D</p><p>ia</p><p>gr</p><p>am</p><p>aç</p><p>ão</p><p>: F</p><p>ab</p><p>io</p><p>-</p><p>2</p><p>2/</p><p>07</p><p>/2</p><p>01</p><p>6</p><p>Unidade I</p><p>2.1.1 Indivíduo rítmico</p><p>O indivíduo rítmico é aquele que possui equilíbrio e permanente harmonia corporal. Para alcançarmos</p><p>tal estágio, as experiências corporais são essenciais. É preciso vivenciar movimentos rítmicos de diversas</p><p>formas, fazendo com que as vibrações transcorram por todo o corpo, isso ajuda a desenvolver a educação</p><p>do sistema neuromuscular, obtendo-se maior consciência corporal e rítmica.</p><p>2.1.2 Indivíduo arrítmico</p><p>O indivíduo arrítmico não apresenta ritmo. Por exemplo, cita-se a falta de ritmo e harmonia corporal</p><p>na realização de um determinado movimento. As dificuldades encontradas pelo indivíduo arrítmico</p><p>ao realizar um movimento estão ligadas à falta de capacidade do cérebro em emitir ordens rápidas ao</p><p>músculo responsável por executá-lo ou à impossibilidade de fazê-lo.</p><p>Simples movimentos podem denotar um grande desafio para o indivíduo arrítmico. Por que isso</p><p>acontece? Em primeiro lugar, cada pessoa exibe um ritmo biológico, facilitando ou dificultando a</p><p>execução de um ritmo predeterminado. Depois, a compreensão intelectual que se tem do gesto a ser</p><p>aprendido não basta. Teoricamente, o gesto parece fácil, mas na hora de executá-lo, tudo se torna mais</p><p>difícil para o indivíduo arrítmico.</p><p>Assim, é necessária uma condição favorável do aparelho muscular, bem como uma adequada</p><p>coordenação ao sistema nervoso central. Essa rápida comunicação entre esses sistemas vai favorecer</p><p>maior harmonia e equilíbrio do movimento pretendido. As propostas rítmicas corporais podem gerar</p><p>essa condição.</p><p>2.1.3 Indivíduo não arrítmico</p><p>Diferentemente do indivíduo arrítmico, a coordenação do complexo neuromuscular do indivíduo</p><p>não arrítmico é preservada. Suas disfunções provêm de outros fatores.</p><p>Veja a seguir alguns desses fatores característicos do indivíduo não arrítmico:</p><p>• Falta de concentração: seja qual for o motivo que leve o praticante a perder a concentração,</p><p>patologia TDA (transtorno de déficit de atenção), cansaço, sono, entre outros, essa é uma situação</p><p>que dificultará a interpretação, pelo corpo, em trabalhar e adquirir maior contexto rítmico.</p><p>• Falta de vontade: quando alguém não gosta do que está fazendo, consequentemente vai</p><p>executar gestos propostos nas práticas de forma descontrolada e despretensiosa. Gostar da</p><p>prática, efetuando com vontade todo o trabalho proposto, contribuirá na melhora rítmica</p><p>do praticante.</p><p>• Falta de atenção: ter atenção e entender a proposta é vital para se trabalhar o ritmo corporal</p><p>pois facilita a conexão do sistema nervoso central para a realização do gesto.</p><p>17</p><p>ED</p><p>FI</p><p>S</p><p>-</p><p>Re</p><p>vi</p><p>sã</p><p>o:</p><p>V</p><p>ito</p><p>r -</p><p>D</p><p>ia</p><p>gr</p><p>am</p><p>aç</p><p>ão</p><p>: F</p><p>ab</p><p>io</p><p>-</p><p>2</p><p>2/</p><p>07</p><p>/2</p><p>01</p><p>6</p><p>RITMO E DANÇA</p><p>• Falta de atenção: ter atenção e entender a proposta é de fundamental importância para se</p><p>trabalhar o ritmo corporal. Facilita a conexão do sistema nervoso central para realização e</p><p>consequente melhora do gesto.</p><p>• Baixa autoestima: nessa condição, a pessoa sente-se incapaz de aprender, o que promove uma</p><p>barreira para o trabalho rítmico corporal.</p><p>• Falta de confiança em si: esse é um grande obstáculo na execução de qualquer tarefa.</p><p>Especificamente no trabalho rítmico corporal, as pessoas com dificuldade em acreditar em si</p><p>apresentam limitações quanto às possibilidades de seu corpo.</p><p>Observação</p><p>Você pode notar que os motivos externos elencados anteriormente</p><p>podem, de forma momentânea, fazer com que um indivíduo rítmico se</p><p>torne um individuo não arrítmico.</p><p>2.2 Eurritmia</p><p>O austríaco Emile Jaques-Dalcroze (1865-1950) foi um dos grandes estudiosos sobre o movimento</p><p>e expressão através do corpo. Educador, compositor e professor de artes dramáticas e de música,</p><p>influenciou o teatro e a dança com seus estudos sobre a sensibilidade musical.</p><p>Ele percebia que seus alunos acompanhavam e executavam o que viam na partitura de modo muito</p><p>mecânico. Acreditava em um sistema de ensino no qual a educação auditiva deveria começar pelo</p><p>senso rítmico, este composto pelo sistema muscular. Assim, com esse novo modelo, o corpo seria o</p><p>instrumento principal para assimilar a música.</p><p>Para Dalcroze, os estudantes precisavam possuir maior coordenação entre olhar, escutar, a mente</p><p>e o corpo. Concluiu que para tocar bem, o primeiro instrumento a ser treinado deveria ser o corpo.</p><p>Ele criou a eurritmia (bom ritmo), que é um sistema de treinamento da sensibilidade musical baseado</p><p>no movimento rítmico. Nele, os princípios que compõem a eurritmia vão se organizar na relação entre</p><p>o corpo e o som.</p><p>Rodrigues (2003 apud ARTAXO NETO; MONTEIRO, 2008) define bem o que Dalcroze queria ao criar a</p><p>Eurritmia. “Dalcroze quer que a música, passando pelo ouvido, chegue</p><p>até a alma para abraçá-la e que</p><p>a alma transforme o corpo em ressonância”.</p><p>Jacques Dalcroze doutrinava que o</p><p>[...] sentimento rítmico corporal se desenvolve por educação do sistema</p><p>muscular e nervoso na qualidade de transmitir pela expressão a graduação</p><p>18</p><p>ED</p><p>FI</p><p>S</p><p>-</p><p>Re</p><p>vi</p><p>sã</p><p>o:</p><p>V</p><p>ito</p><p>r -</p><p>D</p><p>ia</p><p>gr</p><p>am</p><p>aç</p><p>ão</p><p>: F</p><p>ab</p><p>io</p><p>-</p><p>2</p><p>2/</p><p>07</p><p>/2</p><p>01</p><p>6</p><p>Unidade I</p><p>da força e da elasticidade no tempo e no espaço – a concentração na análise</p><p>e a espontaneidade na execução do movimento ritmado e, o qual permite</p><p>notar e criar o ritmo, interior e exteriormente.</p><p>Essa educação é imprescindível a todos, pois a estrutura do corpo humano</p><p>varia de indivíduo para indivíduo e os fenômenos rítmicos corporais são</p><p>impressionados na sua forma motriz pelos diversos temperamentos</p><p>(GANDARA, 1988, p. 42).</p><p>3 ELEMENTOS DO RITMO</p><p>Os elementos do ritmo apresentados nesta obra são responsáveis pelo entendimento das propostas</p><p>práticas rítmicas. O profissional que entende o conteúdo teórico quanto aos elementos do ritmo</p><p>consegue transferir todo esse contexto para a prática de forma clara, correta e segura.</p><p>3.1 Pulso</p><p>Acredita-se que o pulso é o primeiro elemento do ritmo.</p><p>Imagine a seguinte situação: você entra numa sala onde está tocando uma música de que você</p><p>gosta muito. Qual seria a primeira ação, de forma espontânea, que seu corpo apresentaria? Você poderia</p><p>responder que balançaria a cabeça, bateria o pé no chão, enfim, acompanharia aquela canção de alguma</p><p>forma. Desse modo, estaria fazendo uma marcação do pulso da música.</p><p>Podemos perceber um pulso através do corpo, ou seja, notar que o coração bate em um pulso</p><p>específico e de forma regular e constante.</p><p>Veja o quadro a seguir sobre a divisão entre pulso e o ritmo:</p><p>Quadro 1</p><p>Pulso Ritmo</p><p>Mensurável Imensurável</p><p>Divide o tempo em partes iguais Estrutura o tempo em períodos semelhantes</p><p>Mata a dinâmica de movimento Dinamiza o movimento</p><p>3.2 Compasso</p><p>Você pode entender que o compasso musical é a pulsação rítmica da música que se repete</p><p>regularmente, dividindo-a em partes iguais, em sequência de dois, três, quatro ou mais tempos (ARTAXO</p><p>NETO; MONTEIRO, 2008). Os compassos representam a métrica, ou seja, a ordem e a medida do ritmo.</p><p>Trata-se da união de tempo, fortes e fracos, sequencialmente em pequenos blocos. São representados</p><p>como compasso binário, terciário e quaternário.</p><p>19</p><p>ED</p><p>FI</p><p>S</p><p>-</p><p>Re</p><p>vi</p><p>sã</p><p>o:</p><p>V</p><p>ito</p><p>r -</p><p>D</p><p>ia</p><p>gr</p><p>am</p><p>aç</p><p>ão</p><p>: F</p><p>ab</p><p>io</p><p>-</p><p>2</p><p>2/</p><p>07</p><p>/2</p><p>01</p><p>6</p><p>RITMO E DANÇA</p><p>3.2.1 Compasso binário</p><p>O compasso de forma binária, também representado como 2/4, vai agrupar os tempos de dois em</p><p>dois. O primeiro tempo é mais forte, ficando assim: um tempo forte e um tempo fraco. Um exemplo</p><p>prático é a marcha de um soldado militar (um, dois – um dois).</p><p>Para aplicá-lo, bata o pé forte uma vez e em seguida faça um estalo de dedos. O primeiro som (bater</p><p>os pés) é forte, já o estalo é fraco.</p><p>3.2.2 Compasso ternário</p><p>Esse tipo de compasso agrupa os tempos de três em três (3/4): um tempo forte e dois fracos. Temos</p><p>como exemplo de estilo musical a valsa.</p><p>Agora vamos fazer um exercício para entender o compasso ternário. Bata o pé forte no chão</p><p>uma vez e em seguida faça dois estalos de dedos. O bater do pé foi um som forte e os dois estalos</p><p>foram sons fracos.</p><p>3.2.3 Compasso quaternário</p><p>Nesse compasso, os tempos são agrupados de quatro em quatro. Sua forma é representada do</p><p>seguinte modo: um tempo mais forte, um fraco, um meio forte e um fraco. Podemos exemplificar o</p><p>compasso quaternário através da grande maioria das músicas. Essa é a forma de compasso mais comum</p><p>em uma composição musical.</p><p>Vejamos o seguinte exercício prático. Vamos intercalar uma batida forte de pé ao chão com um</p><p>estalo da seguinte maneira: pé (som forte), estalo (som fraco), pé (som forte), estalo (som fraco).</p><p>Lembrete</p><p>Os compassos mais empregados nos ritmos brasileiros são o compasso</p><p>binário (2/4) e o compasso quaternário (4/4).</p><p>3.3 Frase musical</p><p>A frase musical é a formação de pulsos e compassos.</p><p>Em um modelo de compasso quaternário, por exemplo, quando pensamos em pulso, a frase musical</p><p>será formada por oito pulsos; quando pensarmos em compasso, por dois compassos quaternários.</p><p>Para identificar o início de uma frase dentro de uma estruturação musical, preste atenção em</p><p>algumas “dicas” dadas pela própria música. A frase musical ocorre dentro de uma cadência, e quando</p><p>esta é interrompida ou alterada de alguma forma, temos o início de uma frase musical.</p><p>20</p><p>ED</p><p>FI</p><p>S</p><p>-</p><p>Re</p><p>vi</p><p>sã</p><p>o:</p><p>V</p><p>ito</p><p>r -</p><p>D</p><p>ia</p><p>gr</p><p>am</p><p>aç</p><p>ão</p><p>: F</p><p>ab</p><p>io</p><p>-</p><p>2</p><p>2/</p><p>07</p><p>/2</p><p>01</p><p>6</p><p>Unidade I</p><p>As dicas para observar na música o começo de uma nova frase seriam:</p><p>• a entrada de um instrumento;</p><p>• uma voz;</p><p>• uma quebra brusca da cadência.</p><p>Sua representação pode ser feita através da divisão dos compassos: I I I I = 1º compasso; I I I I =</p><p>2º compasso.</p><p>A tabela a seguir indica o que podemos entender até aqui.</p><p>Tabela 1 – Frase</p><p>Pulso Compasso Frase</p><p>4 1 –</p><p>8 2 1</p><p>16 4 2</p><p>24 6 3</p><p>32 8 4</p><p>3.4 Bloco musical</p><p>O nome bloco musical é mais utilizado pelos profissionais de Educação Física. Comumente, denomina-</p><p>se período musical. Pode ser representado através de algumas variações:</p><p>• 32 tempos (pulsos) ou;</p><p>• quatro frases musicais ou;</p><p>• 4 x 8 = 32 tempos.</p><p>Na música, em geral o bloco musical (dentro de um exemplo de compasso quaternário) exibe oito</p><p>compassos.</p><p>Tabela 2 – Divisão dos compassos</p><p>32 tempos</p><p>16 tempos 16 tempos</p><p>8 tempos 8 tempos 16 tempos</p><p>8 tempos 8 tempos 8 tempos 8 tempos</p><p>Adaptado de: Haas e Garcia (2006).</p><p>21</p><p>ED</p><p>FI</p><p>S</p><p>-</p><p>Re</p><p>vi</p><p>sã</p><p>o:</p><p>V</p><p>ito</p><p>r -</p><p>D</p><p>ia</p><p>gr</p><p>am</p><p>aç</p><p>ão</p><p>: F</p><p>ab</p><p>io</p><p>-</p><p>2</p><p>2/</p><p>07</p><p>/2</p><p>01</p><p>6</p><p>RITMO E DANÇA</p><p>As dicas para poder observar o começo de um bloco são as mesmas que a da frase musical</p><p>(a entrada de um instrumento e de uma voz nova, a quebra brusca da continuidade da música,</p><p>seguida de uma pausa).</p><p>É difícil mencionar o quão difícil será para você identificar na música o começo de uma frase ou um</p><p>bloco musical, isso dependerá de seu nível senso rítmico. Normalmente é muito complexo identificá-los</p><p>no início.</p><p>Observação</p><p>Quanto mais você ouvir a música escolhida para utilizar em sua</p><p>aula, maior será seu conhecimento sobre sua estruturação, facilitando a</p><p>identificação das frases e blocos da música.</p><p>Em suma, partimos do elemento chamado pulso, e é através dele que formamos os compassos. Da</p><p>união de dois compassos, criamos a frase musical; da composição de quatro frases musicais, montamos</p><p>o bloco musical.</p><p>Pulso</p><p>Compasso</p><p>Bloco</p><p>Frase</p><p>Figura 1</p><p>3.5 Andamento</p><p>Manter o andamento significa conservar o ritmo vivo e presente, ou seja, poder tocar uma música</p><p>sem acelerar ou retardar a marcação rítmica. “Andamento e ritmo são componentes básicos da</p><p>marcação. Andamento é a velocidade de uma peça musical. Um andamento específico é medido por um</p><p>determinado número de pulsações ou por tempo por minuto” (GANDARA, 1988, p. 19).</p><p>É notório que cada música possui uma velocidade, isso é o andamento musical. A maior ou menor</p><p>velocidade de uma música é apresentada como vagarosa, moderada ou rápida. Sua medida é feita por</p><p>BPM (batidas por minuto)</p><p>• andamento vagaroso: variação entre 40 e 76 bpm;</p><p>• andamento moderado: variação entre 77 e 120 bpm;</p><p>• andamento rápido: variação entre 121 e 208 bpm.</p><p>22</p><p>ED</p><p>FI</p><p>S</p><p>-</p><p>Re</p><p>vi</p><p>sã</p><p>o:</p><p>V</p><p>ito</p><p>r -</p><p>D</p><p>ia</p><p>gr</p><p>am</p><p>aç</p><p>ão</p><p>: F</p><p>ab</p><p>io</p><p>-</p><p>2</p><p>2/</p><p>07</p><p>/2</p><p>01</p><p>6</p><p>Unidade I</p><p>Pensando de forma prática, vem à tona a questão: para que precisamos saber qual é o andamento</p><p>das músicas que vamos trabalhar?</p><p>Suponha que vá montar uma coreografia para seus alunos da terceira idade. Em geral, esse público</p><p>possui expressivas limitações para movimentos mais explosivos e rápidos. Então, despontam as dúvidas:</p><p>elaborar uma coreografia utilizando músicas com andamentos moderados ou rápidos? Será que eles</p><p>iriam acompanhar? Qual seria a chance de sucesso ou fracasso da aula?</p><p>Nesse caso, trabalhar com músicas com andamento mais próximo do vagaroso seria mais conveniente</p><p>e seguro. Além disso, aumentaria a probabilidade</p><p>de os alunos conseguirem acompanhar com facilidade</p><p>a proposta de sua aula.</p><p>Sabendo da importância de identificar o tipo de andamento musical, vamos trabalhar com duas</p><p>possibilidades para fazer isso:</p><p>• usar o metrônomo;</p><p>• efetuar a contagem dos pulsos da música em um minuto.</p><p>O metrônomo foi criado pelo mecânico austríaco Johann N. Maelzel, que era amigo de um grande</p><p>músico, o primeiro compositor a utilizar o metrônomo: Ludwig van Beethoven.</p><p>Semelhante a um relógio, apresenta dois modelos. O primeiro é em madeira. Com formato de uma</p><p>pirâmide, aciona um pêndulo, que, a cada batida, corresponderá a um pulso. O outro corresponde</p><p>ao metrônomo digital. Esse equipamento vai auxiliá-lo a medir o número de batidas por minuto em</p><p>qualquer tipo de pulsação rítmica, músicas, palmas etc., exibindo o resultado em bpm.</p><p>Figura 2</p><p>A segunda forma para medir o andamento musical é utilizar a contagem dos pulsos da música em</p><p>um minuto sem interrupções. A quantidade de pulsos total (por exemplo, 130 bpm) deverá ser analisado</p><p>para perceber qual tipo de andamento a música apresenta (vagaroso, moderado ou rápido).</p><p>Em uma aula de bike indoor, também conhecida como spinning, também é utilizada essa estratégia</p><p>para contar a cadência do giro de pedalada da bike. A cadência, maior ou menor, é uma forma, entre</p><p>23</p><p>ED</p><p>FI</p><p>S</p><p>-</p><p>Re</p><p>vi</p><p>sã</p><p>o:</p><p>V</p><p>ito</p><p>r -</p><p>D</p><p>ia</p><p>gr</p><p>am</p><p>aç</p><p>ão</p><p>: F</p><p>ab</p><p>io</p><p>-</p><p>2</p><p>2/</p><p>07</p><p>/2</p><p>01</p><p>6</p><p>RITMO E DANÇA</p><p>outras estratégias, de se trabalhar a intensidade da aula, pois manter o ritmo de pedalada em uma</p><p>determinada cadência pode ser bem desafiador.</p><p>3.6 Pausa musical</p><p>No que se refere à pausa musical, imaginemos uma determinada música. Em alguns momentos</p><p>haverá ausência de som por curtos períodos. A essa ausência de som denominamos pausa musical.</p><p>As pausas são períodos na música em que o reconhecimento do início da frase e do bloco musical</p><p>é mais fácil.</p><p>Após a pausa, quando recomeça o som da música, acontece o primeiro pulso da frase e do bloco.</p><p>I I I I – I I I I .... I I I I – I I I I</p><p>3.7 Acento musical</p><p>Imaginemos uma música tocando e você identificando o pulso dela. Quando isso acontecer, repare</p><p>que sempre haverá pulsos que apresentam uma batida mais forte do que outros. Esses pulsos com</p><p>maiores intensidades são os acentos.</p><p>I I I I – I I I I</p><p>3.8 Ato de ouvir, som e suas características</p><p>Ouvir é a percepção dos sons pelo ouvido e é um ato sensorial. Todo o processo de interpretar</p><p>corporalmente determinado ritmo através do ato de ouvir passa agora pelo processo de escutar, ou seja,</p><p>o processo de escutar representa dar verdadeira atenção ao que se escuta. Isso nos permite ter maior</p><p>consciência sobre o som, compreensão mais elevada sobre a real proposta e, consequentemente, maior</p><p>aprendizado do que se ouve.</p><p>3.9 Som</p><p>Segundo Artaxo e Monteiro (2008, p. 15), “a origem da palavra som é do latim sonus, que</p><p>significa a vibração de um corpo percebida pelos ouvidos, ou energia sob a forma de vibrações</p><p>chamadas ondas sonoras”.</p><p>As vibrações estão presentes em qualquer tipo de som emitido. Os morcegos, por exemplo, emitem</p><p>sons de frequência muito alta, e isso funciona como um radar. Então, detectam qualquer objeto em seu</p><p>caminho, evitando a colisão.</p><p>De acordo com Garcia e Haas (2006, p. 47), o som depende, principalmente, do ar, e possui três</p><p>qualidades: altura, intensidade e timbre.</p><p>24</p><p>ED</p><p>FI</p><p>S</p><p>-</p><p>Re</p><p>vi</p><p>sã</p><p>o:</p><p>V</p><p>ito</p><p>r -</p><p>D</p><p>ia</p><p>gr</p><p>am</p><p>aç</p><p>ão</p><p>: F</p><p>ab</p><p>io</p><p>-</p><p>2</p><p>2/</p><p>07</p><p>/2</p><p>01</p><p>6</p><p>Unidade I</p><p>3.9.1 Altura</p><p>A altura é fixada pelo número de vibrações emitido por ondas sonoras em determinados intervalos</p><p>de tempo. Podendo apresentar um menor número de vibrações, tornando o som grave, ou exibir um</p><p>maior número de vibrações, tornando o som agudo.</p><p>Como som grave, temos o exemplo do rugido do tigre; como som agudos, o apito do juiz de futebol.</p><p>3.9.2 Intensidade</p><p>A intensidade é a distinção entre os sons fortes e fracos. Ela será determinada pela energia emitida</p><p>pela fonte sonora: quanto maior a energia emitida, maior será a altura do som; quanto menor for a</p><p>energia, menor será a altura do som.</p><p>Outra percepção que teremos da intensidade dependerá também da distância entre a pessoa e o</p><p>objeto que emite o som.</p><p>A intensidade, comumente utilizada nas músicas no momento em que são cantadas ou tocadas, exibe</p><p>propostas conforme seu objetivo. Por exemplo, uma canção de ninar é apresentada com intensidade</p><p>baixa devido ao seu objetivo, que é fazer alguém dormir.</p><p>Caso a intenção seja estimular alguma brincadeira, a intensidade em que se canta pode ser bastante alta.</p><p>Agora é oportuno destacar o elemento do ritmo que vimos, o acento. Os pulsos mais fortes, ou seja,</p><p>que apresentam maior intensidade, são os acentos. Como exemplo, Camargo (1994 apud ARTAXO NETO;</p><p>MONTEIRO, 2008) cita o flautista, que, através de seu instrumento, emite sons de igual duração, porém</p><p>alternando entre sons fortes e fracos.</p><p>A unidade de medida sonora chama-se decibéis (dB). Dependendo da duração à exposição, 85 dB já</p><p>é uma intensidade que pode vir a comprometer a audição.</p><p>Observação</p><p>Nosso organismo é muito sensível. A exposição a sons intensos causa</p><p>perda da audição e os fones de ouvido a potencializam. Desse modo, muitos</p><p>jovens estão perdendo níveis consideráveis de audição.</p><p>3.9.3 Timbre</p><p>O timbre é o grande responsável em reconhecer a origem do som. De forma precisa, ele nos permite</p><p>identificar o som de instrumentos musicais específicos. Através do timbre, conseguimos reconhecer uma</p><p>voz humana, inclusive quem está falando, pois cada pessoa apresenta um timbre peculiar.</p><p>25</p><p>ED</p><p>FI</p><p>S</p><p>-</p><p>Re</p><p>vi</p><p>sã</p><p>o:</p><p>V</p><p>ito</p><p>r -</p><p>D</p><p>ia</p><p>gr</p><p>am</p><p>aç</p><p>ão</p><p>: F</p><p>ab</p><p>io</p><p>-</p><p>2</p><p>2/</p><p>07</p><p>/2</p><p>01</p><p>6</p><p>RITMO E DANÇA</p><p>3.9.4 Duração</p><p>A duração é o intervalo de tempo em que ocorre a produção do som. Existem possibilidades em</p><p>manter o som por uma duração longa ou curta. Um exemplo comum é o assobio.</p><p>Com o sopro do apito, o mestre da bateria consegue se comunicar com os membros de sua escola.</p><p>Logo mais, destacaremos algumas formas de integração através da música.</p><p>Observação</p><p>O código Morse (técnica para se comunicar) é formado por sons, com</p><p>durações longas e curtas, que representam as letras e os números.</p><p>3.10 Música</p><p>Sem dúvida, a música exerce forte influência sobre nós, desencadeando diversas emoções. Dificilmente</p><p>alguém poderia imaginar a vida sem ela, pois sempre esteve presente na humanidade.</p><p>A música nos deixa mais alegres ou mais tristes, empolgados ou desanimados, dependendo sempre</p><p>das recordações que provoca. Comemoração, ninar um bebê, diversão, homenagem, enfim, ela pode ter</p><p>diversas intenções.</p><p>A linguagem musical possui elementos de forte relação com a linguagem corporal. Dentre as</p><p>propostas nas quais a música se manifesta, representa grande significado na prática dos exercícios</p><p>físicos, afinal, a vibração animada da música estimula o movimento a ser executado.</p><p>Você consegue imaginar, nos dias atuais, uma aula de exercícios sem um</p><p>fundo musical? [....] Kate Gfeller, professora da Universidade de Iowa,</p><p>realizou um estudo que examinou as atitudes de jovens adultos (entre 18</p><p>e 30 anos) com relação às suas atitudes e preferências musicais quando</p><p>usadas em conjunto com atividades aeróbias. Seu estudo mostrou que</p><p>97% disseram que a música fazia diferença no desempenho apresentado.</p><p>[....] Outras descobertas de seu estudo indicam que a música beneficia a</p><p>atividade, seja aumentando a motivação, seja ajudando a manter o ritmo</p><p>do exercício; o uso de músicas preferidas é essencial, pois o casamento</p><p>entre a música e o gosto pessoal tende a facilitar a concentração ativa</p><p>na atividade; a música escolhida deve favorecer o ritmo apropriado</p><p>para coordenar os movimentos exigidos pela atividade; a música deve</p><p>evocar associações extramusicais agradáveis, como as imagens vistas</p><p>nos filmes Rocky ou Fama, nos quais os personagens superam as</p><p>adversidades (ORTIZ, 1998, p. 222-3).</p><p>26</p><p>ED</p><p>FI</p><p>S</p><p>-</p><p>Re</p><p>vi</p><p>sã</p><p>o:</p><p>V</p><p>ito</p><p>r -</p><p>D</p><p>ia</p><p>gr</p><p>am</p><p>aç</p><p>ão</p><p>: F</p><p>ab</p><p>io</p><p>-</p><p>2</p><p>2/</p><p>07</p><p>/2</p><p>01</p><p>6</p><p>Unidade I</p><p>A música</p><p>é expressa através do som, e o ritmo é a matéria-prima da música, exibindo força e energia,</p><p>ora forte, ora fraca, entre os tempos que se seguem. O ritmo é a combinação de valores que se encontram</p><p>em determinada ordem e que definem o gênero da música. Como proposta de interação entre as pessoas,</p><p>a música é praticada conforme a cultura e geração específica de cada povo, sendo considerada um meio</p><p>de comunicação que valoriza o ato criativo e a natural expressão do indivíduo.</p><p>Além do ritmo, outros dois componentes básicos da música são a melodia e a harmonia.</p><p>Observação</p><p>A História narra que a 5a Sinfonia de Beethowen foi escrita por influência</p><p>de alguém que bateu na porta de seu quarto num ritmo semelhante ao da</p><p>melodia.</p><p>3.10.1 Melodia</p><p>“Possibilita que reconheçamos a composição executada. É representada pelas figuras e símbolos</p><p>musicais que determinam o andamento, a tonalidade e a intenção melódica do compositor” (VERDERI,</p><p>1998, p. 52).</p><p>A melodia origina-se nos fenômenos de natureza efetiva, irradia e promove vida ao ritmo. Forma</p><p>uma linha musical (ou melodia), que pode ser cantada ou tocada, ou seja, exibe sons que são tocados</p><p>em sequência, um após o outro, possibilitando a identificação da música.</p><p>Em música, a melodia consiste na emissão linear de sons apoiados no ritmo.</p><p>Uma simples sucessão de sons não constitui melodia, é necessário possuir</p><p>como característica essencial a cantabilidade, que nos permite poder</p><p>cantar uma linha melódica. Toda melodia é apresentada por combinações</p><p>de tons altos e baixos, graves e agudos, fortes e fracos, de intensidade</p><p>alta ou baixa, criando uma variedade imensa de ritmos (ARTAXO NETO;</p><p>MONTEIRO, 2008, p. 25).</p><p>3.10.2 Harmonia</p><p>A harmonia provém de uma ordem mais mental e realça o sentimento da composição musical criada</p><p>pelo compositor. É uma combinação de notas que são diferentes e soam simultaneamente.</p><p>[...] é a ciência de combinar notas em um conjunto coerente, sons tocados ao</p><p>mesmo tempo, para a percepção do todo. Desde o século passado, é usada</p><p>para designar o que se refere à formação de “acordes” – complexos sonoros</p><p>resultantes da emissão simultânea de sons de diferentes frequências, blocos</p><p>de notas tocadas ao mesmo tempo (ARTAXO NETO; MONTEIRO, 2008, p. 25).</p><p>27</p><p>ED</p><p>FI</p><p>S</p><p>-</p><p>Re</p><p>vi</p><p>sã</p><p>o:</p><p>V</p><p>ito</p><p>r -</p><p>D</p><p>ia</p><p>gr</p><p>am</p><p>aç</p><p>ão</p><p>: F</p><p>ab</p><p>io</p><p>-</p><p>2</p><p>2/</p><p>07</p><p>/2</p><p>01</p><p>6</p><p>RITMO E DANÇA</p><p>3.10.3 Leitura musical</p><p>A orquestra interpreta as músicas por meio das partituras. Com elas, os músicos podem ler as notas</p><p>musicais. Estas são representadas por símbolos universais lidos em qualquer país, auxiliando a identificar</p><p>a duração em que ocorre o som da música.</p><p>Vejamos alguns símbolos musicais.</p><p>Figura 3 – Semibreve: denota sons de duração longa</p><p>Figura 4 – Mínima: utilizado para indicar sons de duração média</p><p>Figura 5 – Semínima: expressa sons curtos</p><p>Figura 6 – Colcheia: representa sons muito curtos</p><p>Outro elemento que também pode ser representado com símbolos é a pausa.</p><p>Quando o cantor, durante a leitura, encontrar esses símbolos, terá que ficar em silêncio. Essa pausa</p><p>terá a duração de acordo com o símbolo encontrado, podendo ser longa, média, curta ou muito curta.</p><p>Destacamos a seguir os símbolos de pausa:</p><p>Figura 7 – Semibreve</p><p>Figura 8 – Mínima</p><p>28</p><p>ED</p><p>FI</p><p>S</p><p>-</p><p>Re</p><p>vi</p><p>sã</p><p>o:</p><p>V</p><p>ito</p><p>r -</p><p>D</p><p>ia</p><p>gr</p><p>am</p><p>aç</p><p>ão</p><p>: F</p><p>ab</p><p>io</p><p>-</p><p>2</p><p>2/</p><p>07</p><p>/2</p><p>01</p><p>6</p><p>Unidade I</p><p>Figura 9 – Semínima</p><p>Figura 10 – Colcheia</p><p>3.10.4 Mapeamento musical</p><p>Você já tentou montar uma sequência de movimentos utilizando uma música para uma aula e se</p><p>sentiu perdido?</p><p>O mapeamento musical é uma excelente ferramenta para ajudá-lo a compreender como uma música</p><p>foi montada. Pode auxiliar na montagem de uma sequência de movimentos, o que na área de dança</p><p>chama-se coreografia.</p><p>O mapeamento trabalha basicamente com a divisão dos compassos (quaternário, ternário e binário).</p><p>Indica quantos compassos existem na música e quais outros elementos podemos encontrar na estrutura</p><p>musical, por exemplo, pausas, acentos, entre outros.</p><p>Em suma, é como se pudéssemos pegar a música e transferi-la para uma folha, enxergando como</p><p>ela foi feita.</p><p>Para que você entenda melhor como elaborar um mapeamento musical, o modelo em questão será</p><p>de uma música formada com compassos quaternários, pois abrange a grande maioria das músicas,</p><p>principalmente as que utilizamos em aulas coletivas. Vamos determinar que a cada oito tempos (ou</p><p>pulsos), completando uma frase musical, haverá a representação de um traço.</p><p>Exemplo:</p><p>I = 8</p><p>Assim, quando formarmos quatro oitos (ou quatro frases), teremos um bloco musical.</p><p>I I I I = 4 x 8</p><p>Desse modo, faremos estratégias para elaborar um mapeamento musical.</p><p>Primeiramente, ouça a música escolhida para a elaboração da coreografia e faça a marcação de um</p><p>traço a cada oito tempos. Depois, observe quantos traços você marcou.</p><p>29</p><p>ED</p><p>FI</p><p>S</p><p>-</p><p>Re</p><p>vi</p><p>sã</p><p>o:</p><p>V</p><p>ito</p><p>r -</p><p>D</p><p>ia</p><p>gr</p><p>am</p><p>aç</p><p>ão</p><p>: F</p><p>ab</p><p>io</p><p>-</p><p>2</p><p>2/</p><p>07</p><p>/2</p><p>01</p><p>6</p><p>RITMO E DANÇA</p><p>A seguir, escute novamente a música e comece a separação dos blocos musicais. A cada formação</p><p>de um bloco musical, faça um traço separando-os como no modelo a seguir:</p><p>I I I I – I I I I – I I I I</p><p>I I I I – I I I I – I I I I</p><p>Essa etapa é fundamental. Exige maior nível de atenção quando comparada à fase anterior, em que</p><p>era preciso marcar apenas as frases da música. Caso necessite, repita esse processo para que nenhuma</p><p>“quebra” da música passe despercebida.</p><p>Feito isso, deve-se nomear cada bloco, considerando a representatividade de cada um. Por exemplo,</p><p>os primeiros blocos anotados representam a introdução da música.</p><p>Introdução Introdução</p><p>I I I I – I I I I</p><p>É preciso saber quais movimentos e possibilidades (como caminhadas, rolamentos utilizando</p><p>o solo) você empregará na introdução. Essa introdução possui sons fortes ou mais suaves? Quais</p><p>movimentos combinariam?</p><p>Destaquemos outro exemplo, o refrão da música.</p><p>Refrão Refrão Refrão Refrão</p><p>I I I I – I I I I – I I I I – I I I I</p><p>Você pode colocar movimentos de destaque no refrão, já que este é considerado, na maioria dos</p><p>casos, como a parte mais forte da música.</p><p>É importante lembrar que nem todas as composições musicais denotam o mesmo padrão. Quando a</p><p>música respeita essa formação de blocos completa, dizemos que ela é “redonda”. Vejamos um exemplo:</p><p>I I I I – I I I I – I I I I – I I I I</p><p>Quando a música possui formação incompleta, por exemplo, um bloco com três frases em um bloco,</p><p>dizemos que a música tem uma “quebra” em sua composição.</p><p>Exemplo de música quebrada:</p><p>I I I I – I I I – I I I I – I I</p><p>Por isso, ao escutar a música, é vital fazer a separação dos blocos e identificar se existe ou não</p><p>alguma “quebra”.</p><p>30</p><p>ED</p><p>FI</p><p>S</p><p>-</p><p>Re</p><p>vi</p><p>sã</p><p>o:</p><p>V</p><p>ito</p><p>r -</p><p>D</p><p>ia</p><p>gr</p><p>am</p><p>aç</p><p>ão</p><p>: F</p><p>ab</p><p>io</p><p>-</p><p>2</p><p>2/</p><p>07</p><p>/2</p><p>01</p><p>6</p><p>Unidade I</p><p>Assim que você tiver nomeado todos os blocos da música, é só começar a montar os movimentos</p><p>sobre cada bloco. Com o tempo, será mais fácil interpretá-la. Então, poderá montar sobre os blocos toda</p><p>a movimentação de aula de step, minitrampolim ou de ritmos.</p><p>Observação</p><p>Um dos requisitos básicos ao elaborar um mapeamento musical e</p><p>montar uma coreografia é escutar várias vezes a música. É preciso saber</p><p>onde começam e terminam as partes fortes e fracas da música.</p><p>3.10.5 Variações de contagem musical em aulas coletivas</p><p>Podemos utilizar a contagem musical de outra forma ao elaborar coreografias em aulas coletivas.</p><p>Usaremos como exemplo o agachamento, que é muito utilizado em academias.</p><p>• 1/1: utiliza quatro tempos da música para execução de um movimento completo, e em uma frase,</p><p>você fará dois movimentos completos.</p><p>Para direcionar os alunos, poderá dizer: “direto! sobe e desce”.</p><p>• 2/2: emprega oito tempos da música para realização de um movimento completo. Assim, em</p><p>uma frase musical, você fará um movimento completo. Nesse modelo, a fase inicial (descida) do</p><p>agachamento é feita em quatro tempos, e a fase final (subida), do mesmo modo.</p><p>Ao motivar os alunos, poderá ordenar:</p><p>“desce em dois (quatro tempos) e sobe em dois (quatro tempos)”.</p><p>• 3/1: aplica quatro tempos da música para produção de um movimento completo. Então, em uma</p><p>frase musical, você fará dois movimentos completos. Nesse modelo, a fase inicial (descida) do</p><p>agachamento é exercida em três tempos; a fase final (subida), em um tempo.</p><p>Você poderá se dirigir aos seus alunos da seguinte maneira: “Desce em três e sobe em um”.</p><p>• 1/3: utiliza quatro tempos da música para operação de um movimento completo, de modo que em</p><p>uma frase musical, você fará dois movimentos completos. A fase inicial (descida) do agachamento</p><p>é feita em um tempo; a fase final (subida), em três tempos.</p><p>Então, haverá o seguinte comando: “Desce em um e sobe em três”.</p><p>• 4/4: opera com 16 tempos da música para aplicação de um movimento completo. A fase inicial</p><p>(descida) do agachamento é executada em oito tempos, do mesmo modo que a fase final (subida).</p><p>Poderá chamar a atenção de seus alunos do seguinte modo: “Desce muito, muito lento”.</p><p>31</p><p>ED</p><p>FI</p><p>S</p><p>-</p><p>Re</p><p>vi</p><p>sã</p><p>o:</p><p>V</p><p>ito</p><p>r -</p><p>D</p><p>ia</p><p>gr</p><p>am</p><p>aç</p><p>ão</p><p>: F</p><p>ab</p><p>io</p><p>-</p><p>2</p><p>2/</p><p>07</p><p>/2</p><p>01</p><p>6</p><p>RITMO E DANÇA</p><p>4 ACOMPANHAMENTO RÍTMICO</p><p>Como destacamos, música e ritmo estão sempre entrelaçados. Contudo, a música é apenas uma das</p><p>“ferramentas” que você pode lançar mão quando trabalhar o ritmo corporal.</p><p>O uso de sons do próprio corpo é o meio mais natural encontrado em extrair sons, como palmas</p><p>de formas diversas, batidas de pés, batuque no peito e nas pernas, sons da voz ou cantorias, assovios,</p><p>estalos de dedos, apitos formados com as mãos, entre outras propostas.</p><p>Outras formas são os instrumentos: clavas, batuques, chocalhos, tampas, vidros, instrumentos de sopro e</p><p>de cordas, madeira etc. Há muitos objetos que você pode utilizar para extrair sons de diversos tons.</p><p>A seguir, vamos estudar alguns grupos profissionais que se apresentam pelo mundo e utilizam, entre</p><p>outras propostas, acompanhamentos rítmicos instrumentais e corporais.</p><p>4.1 Instrumentos musicais</p><p>Desde o período primitivo, materiais como ossos e pedras eram usados para produzir sons. Tais</p><p>utensílios, através das manifestações corporais, ajudaram o homem a expressar sentimentos e emoções</p><p>de seu povo.</p><p>O batuque está diretamente ligado à dança e ao batimento do coração, não necessitando de</p><p>refinamento técnico.</p><p>Qualquer objeto que pode ser utilizado para fazer música pode ser chamado de instrumento. Este pode</p><p>ser empregado para várias finalidades. Por exemplo: tambores, para afastar maus espíritos, instrumentos</p><p>de sopro, para anunciar a chegada da realeza e estimular os soldados no campo de batalha ou mesmo</p><p>em momentos de lazer. Ao longo dos tempos, apetrechos musicais foram descobertos e produzidos</p><p>para o acompanhamento das músicas, e sua classificação é feita de acordo com o material pelo qual</p><p>foi produzido. Eles se dividem em três famílias: instrumentos de corda, de sopro e de percussão. Vamos</p><p>conhecer cada um deles?</p><p>4.1.1 Instrumentos de corda</p><p>A vibração das cordas, ao serem friccionadas ou dedilhadas, criam vibrações, e estas são</p><p>ampliadas nas caixas de ressonância, presentes na grande maioria dos instrumentos de corda.</p><p>Quanto menor for o tamanho da corda, mais agudo será o som. Alguns exemplos são: viola, violão,</p><p>violino, contrabaixo, harpa.</p><p>4.1.2 Instrumentos de sopro</p><p>Nos instrumentos de sopro, o fluxo de ar que percorre o corpo do instrumento, em geral feito</p><p>com canos e tubos de latão e metal ou de madeira, é soprado, comumente, pela boca de quem o toca.</p><p>Vejamos alguns exemplos: flauta, saxofone, trombeta, gaita.</p><p>32</p><p>ED</p><p>FI</p><p>S</p><p>-</p><p>Re</p><p>vi</p><p>sã</p><p>o:</p><p>V</p><p>ito</p><p>r -</p><p>D</p><p>ia</p><p>gr</p><p>am</p><p>aç</p><p>ão</p><p>: F</p><p>ab</p><p>io</p><p>-</p><p>2</p><p>2/</p><p>07</p><p>/2</p><p>01</p><p>6</p><p>Unidade I</p><p>4.1.3 Instrumentos de percussão</p><p>Os instrumentos de percussão são considerados os mais antigos tipos de materiais usados para</p><p>produzir sons. São os ancestrais de toda a família dos instrumentos.</p><p>Nesses apetrechos, a produção dos sons ocorre através de batidas ou ficções utilizando as mãos ou</p><p>baquetas em sua superfície. É comum serem empregados para dar o ritmo da música. Exemplos: bateria,</p><p>chocalho, sinos, pratos.</p><p>Observação</p><p>Materiais sucateados, como paus, madeira, bambu, plástico, metais,</p><p>entre outros, podem servir de instrumentos musicais, pois todos emanam</p><p>sons e suas misturas sonoras podem surpreender.</p><p>4.2 Grupos de percussão: Stomp e Barbatuques</p><p>4.2.1 Stomp</p><p>Formado por pessoas de várias nacionalidades e que dominam o ritmo corporal, o grupo de percussão</p><p>instrumental chamado Stomp mistura música, dança, teatro, coreografia e algumas performances de</p><p>seus componentes em suas apresentações por todo o mundo.</p><p>De origem inglesa, direto das ruas de Brighton, seus fundadores foram Luke Cresswell, que era</p><p>percussionista, e o ator e escritor Steve McNicholas. Uma tríade de força, tempo e espaço são os</p><p>elementos presentes nas diversas apresentações do Stomp.</p><p>Os instrumentos empregados pelos integrantes são simples. Vejamos alguns deles: caixas de fósforos,</p><p>isqueiros, rodos e esfregões de limpeza, tampas e panelas, bolas de todos os tipos, plástico, madeira,</p><p>garrafas, entre outros. Em alguns momentos, utilizam o próprio corpo como instrumento.</p><p>Para conseguir cumprir todas as apresentações agendadas, o grupo foi dividido, facilitando sua</p><p>promoção pelo globo.</p><p>Um dos integrantes do Stomp é um percussionista brasileiro chamado Marivaldo dos Santos. Ele está</p><p>no grupo desde 1996 e é praticante de capoeira e danças folclóricas.</p><p>A criatividade e o sincronismo do grupo são fatores que encantam a plateia.</p><p>33</p><p>ED</p><p>FI</p><p>S</p><p>-</p><p>Re</p><p>vi</p><p>sã</p><p>o:</p><p>V</p><p>ito</p><p>r -</p><p>D</p><p>ia</p><p>gr</p><p>am</p><p>aç</p><p>ão</p><p>: F</p><p>ab</p><p>io</p><p>-</p><p>2</p><p>2/</p><p>07</p><p>/2</p><p>01</p><p>6</p><p>RITMO E DANÇA</p><p>4.2.2 Barbatuques</p><p>Figura 11</p><p>O grupo de percussão corporal Barbatuques é nacional. É referência mundial em percussão corporal,</p><p>ou seja, utiliza todas as possibilidades de extrair sons harmoniosos do corpo de seus integrantes.</p><p>Imagine um conjunto musical que faz música e ritmos através de variações de palmas, assobios,</p><p>estalos dos dedos, batidas no peito, sopros entre as mãos unidas, sapateados, efeitos de voz, todos esses</p><p>sons na mais completa sintonia. O Barbatuques foi fundado em 1997 pelo músico Fernando Barba e hoje</p><p>possui 15 integrantes, que fazem revezamento nos shows entre os números que compõem o espetáculo.</p><p>Atua pelo mundo afora em apresentações e workshops para outros grupos, escolas, empresas, ONGs</p><p>e instituições culturais. Mantém um núcleo de pesquisas sobre a linguagem sonora corporal e possui</p><p>vasto repertório de criação própria, interagindo com o público nos shows.</p><p>Os componentes do grupo acreditam que cada indivíduo apresenta um corpo sonoro que é único.</p><p>Acreditam também que a forma de coletividade sonora é uma forma eficaz de produzir melodias e</p><p>harmonias através da percussão corporal.</p><p>Saiba mais</p><p>O grupo Barbatuques promove diversas oficinas gratuitas a grupos e</p><p>profissionais.</p><p>Acesse o site:</p><p><www.barbatuques.com.br>.</p><p>Resumo</p><p>A compreensão sobre o ritmo, suas características e possibilidades de</p><p>trabalho é de máxima importância ao profissional de educação física, e</p><p>usar o conhecimento do ritmo em aulas de ginástica, sejam coletivas, sejam</p><p>particulares, pode ser um grande diferencial.</p><p>34</p><p>ED</p><p>FI</p><p>S</p><p>-</p><p>Re</p><p>vi</p><p>sã</p><p>o:</p><p>V</p><p>ito</p><p>r -</p><p>D</p><p>ia</p><p>gr</p><p>am</p><p>aç</p><p>ão</p><p>: F</p><p>ab</p><p>io</p><p>-</p><p>2</p><p>2/</p><p>07</p><p>/2</p><p>01</p><p>6</p><p>Unidade I</p><p>Nesta unidade, vimos que o ritmo está ligado a tudo que vive, é um</p><p>princípio vital. Sua estruturação apresenta diversas formas de divisão. Está</p><p>presente nos seres vivos, no funcionamento das máquinas, na natureza</p><p>etc. Possui movimentos regulares e harmoniosos e a sua ausência pode</p><p>gerar desequilíbrio a alguns aspectos. A essa falta de ritmo dá-se o nome</p><p>de arritmia.</p><p>Relatamos que há vários objetivos ao se trabalhar o ritmo: a descoberta</p><p>do próprio corpo e suas possibilidades de movimento, a formação de</p><p>uma condição rítmica de base, a criação de movimentos mais técnicos</p><p>e econômicos, o fortalecimento da autoestima e a continuidade de uma</p><p>prática esportiva, pois o ritmo estimula a atividade do</p>

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