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<p>UNIVERSIDADE UNIGRANRIO</p><p>ADEMILCE NOGUEIRA PEREIRA LEMOS – MATRÍCULA: 2113202</p><p>LAILA CECÍLIA VIEIRA JARIM – MATRÍCULA: 101399</p><p>RAQUEL DO NASCIMENTO SIMÕES – MATRÍCULA: 2112656</p><p>RENATA PIRES DE OLIVEIRA – MATRÍCULA: 2113207</p><p>ROSANA FEITOSA DA SILVA – MATRÍCULA: 2113147</p><p>CONTABILIDADE INTERMEDIÁRIA</p><p>DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS</p><p>DUQUE DE CAXIAS, 2024</p><p>2</p><p>SUMÁRIO</p><p>1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 3</p><p>2 DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (DMPL) ....................... 4</p><p>2.1 CONCEITO ..................................................................................................................................... 4</p><p>2.2 OBJETIVO ...................................................................................................................................... 4</p><p>2.3 IMPORTÂNCIA .............................................................................................................................. 4</p><p>2.4 LEGISLAÇÃO ................................................................................................................................. 6</p><p>2.5 NORMAS APLICÁVEIS ................................................................................................................ 6</p><p>2.6 IDENTIFICAÇÃO DA ESTRUTURA ........................................................................................... 8</p><p>2.7 A COMPOSIÇÃO E O CONTEÚDO DA DMPL ........................................................................ 9</p><p>2.8 ANÁLISE DAS CONTAS COMPONENTES DE ATIVO, PASSIVO E PATRIMÔNIO</p><p>LÍQUIDO: UM GUIA PARA COMPREENSÃO FINANCEIRA ..................................................... 10</p><p>3 DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS (DLPA) ..................... 11</p><p>3.1 CONCEITO ................................................................................................................................... 11</p><p>3.2 OBJETIVO .................................................................................................................................... 11</p><p>3.3 LEGISLAÇÃO ............................................................................................................................... 12</p><p>3.4 NORMAS APLICÁVEIS .............................................................................................................. 12</p><p>3.5 ESTRUTURA ................................................................................................................................ 12</p><p>3.6 COMPOSIÇÃO E O CONTEÚDO DA DLPA ........................................................................... 13</p><p>3.7 ANÁLISE DAS CONTAS COMPONENTES DE ATIVO, PASSIVO E PATRIMÔNIO</p><p>LÍQUIDO .............................................................................................................................................. 13</p><p>4 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE (DRA) .............................................. 13</p><p>5 IMPORTÂNCIA DA DIVULGAÇÃO DA DMPL E DRA PARA A COMPANHIA BETA:</p><p>ALÉM DA TRANSPARÊNCIA CONTÁBIL ................................................................................... 18</p><p>5.1 DMPL (DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO): .................. 18</p><p>5.2 DRA (DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE): ..................................... 18</p><p>6 EXIGÊNCIAS LEGAIS E CONTÁBEIS PARA DEMONSTRATIVOS FINANCEIROS: UMA</p><p>ANÁLISE DA LEI 6.404/76 E DO CPC 26(R1) ............................................................................. 19</p><p>7 ANÁLISE COMPARTIVA: RELEVÂNCIA DA DMPL E DLPA PARA USUÁRIOS DA</p><p>CONTABILIDADE .............................................................................................................................. 20</p><p>8 CONCLUSÃO .................................................................................................................................. 21</p><p>REFERÊNCIAS .................................................................................................................................. 22</p><p>3</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>A transparência e a prestação de contas são elementos essenciais para</p><p>qualquer empresa que busca manter a confiança de seus stakeholders e do mercado</p><p>em geral. Nesse sentido, a elaboração e divulgação de demonstrações contábeis</p><p>precisas e abrangentes desempenham um papel fundamental. No contexto das</p><p>normas contábeis brasileiras e internacionais, a Demonstração das Mutações do</p><p>Patrimônio Líquido (DMPL) e a Demonstração do Resultado Abrangente (DRA)</p><p>emergem como ferramentas cruciais para fornecer uma visão detalhada do</p><p>desempenho financeiro e das mudanças no patrimônio líquido de uma empresa, como</p><p>exemplificado pelo caso da Companhia Beta, uma fabricante de softwares em</p><p>expansão.</p><p>Este trabalho tem como objetivo analisar a importância da divulgação da DMPL</p><p>e da DRA para a Companhia Beta, destacando um ponto de relevância para cada uma</p><p>dessas demonstrações. Além disso, serão abordadas as exigências da Lei 6.404/76</p><p>e do CPC 26 (R1), bem como outros aspectos relevantes a serem considerados ao</p><p>divulgar tais demonstrações. Por fim, será realizada uma avaliação comparativa da</p><p>estrutura e complexidade da DMPL e da DLPA, visando determinar qual delas pode</p><p>ser considerada mais relevante para os usuários da contabilidade.</p><p>4</p><p>2. DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (DMPL)</p><p>2.1 CONCEITO</p><p>A Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) é um</p><p>demonstrativo contábil projetado para registrar e explicar todas as alterações que</p><p>ocorreram no patrimônio líquido de uma empresa durante um período contábil</p><p>específico. Ela fornece uma análise detalhada das mudanças nos componentes do</p><p>patrimônio líquido, incluindo lucros ou prejuízos acumulados, reservas de lucros,</p><p>ajustes de avaliação patrimonial, entre outros.</p><p>2.2 OBJETIVO</p><p>O objetivo principal da Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido</p><p>(DMPL) é fornecer uma visão detalhada e transparente das variações que ocorreram</p><p>no patrimônio líquido de uma empresa durante um período contábil específico.</p><p>Buscando apresentar todas as alterações nos componentes do patrimônio líquido,</p><p>como lucros ou prejuízos acumulados, reservas de lucros, capital social, ajustes de</p><p>avaliação patrimonial, entre outros.</p><p>Ao apresentar essas mutações de forma clara e organizada, a DMPL permite</p><p>que os usuários das demonstrações contábeis compreendem as mudanças no</p><p>patrimônio líquido da empresa. Isso inclui distribuição de dividendos, incorporação de</p><p>lucros, aumento de capital, ajustes devido a mudanças nas políticas contábeis, entre</p><p>outros eventos relevantes.</p><p>Portanto, o objetivo da DMPL é proporcionar transparência e insights sobre a</p><p>evolução do patrimônio líquido da empresa ao longo do tempo, auxiliando</p><p>investidores, gestores, analistas financeiros e outros stakeholders na avaliação da</p><p>saúde financeira e na tomada de decisões relacionadas ao investimento e à gestão</p><p>da empresa.</p><p>2.3 IMPORTÂNCIA</p><p>A Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) desempenha um</p><p>papel fundamental na prestação de contas das empresas e na transparência das suas</p><p>operações financeiras. Algumas das principais razões que destacam a importância da</p><p>DMPL incluem:</p><p>5</p><p>1. Transparência e Prestação de Contas: A DMPL fornece uma visão</p><p>detalhada das variações ocorridas no patrimônio líquido ao longo de um</p><p>período contábil específico. Isso promove transparência, permitindo que os</p><p>stakeholders entendam como o patrimônio líquido da empresa mudou e quais</p><p>fatores contribuíram para essas mudanças.</p><p>2. Análise da Saúde Financeira: A DMPL ajuda na avaliação da</p><p>saúde financeira da empresa, fornecendo informações sobre a distribuição de</p><p>lucros, a retenção de lucros, o aumento de capital e outros eventos que afetam</p><p>o patrimônio líquido. Isso é essencial para investidores,</p><p>credores e outros</p><p>interessados em entender a capacidade da empresa de gerar valor e financiar</p><p>suas operações.</p><p>3. Tomada de Decisões Gerenciais: Para os gestores, a DMPL é</p><p>uma ferramenta valiosa para monitorar o desempenho financeiro da empresa</p><p>e tomar decisões estratégicas. Ao analisar as mutações do patrimônio líquido,</p><p>os gestores podem identificar tendências, avaliar o impacto das políticas de</p><p>dividendos e planejar a alocação de recursos de forma eficiente.</p><p>4. Conformidade Regulatória: Em muitas jurisdições, a elaboração e</p><p>divulgação da DMPL são requisitos legais ou regulatórios. Portanto, é</p><p>importante para as empresas cumprirem essas exigências para evitar</p><p>penalidades e manter a conformidade com as normas contábeis e regulatórias</p><p>aplicáveis.</p><p>5. Compreensão do Valor Empresarial: A DMPL fornece insights</p><p>sobre a criação de valor ao longo do tempo, mostrando como o patrimônio</p><p>líquido da empresa é afetado por diferentes eventos e atividades. Isso é crucial</p><p>para avaliar o desempenho financeiro e o potencial de crescimento da empresa</p><p>no longo prazo.</p><p>Ou seja, a DMPL é uma ferramenta essencial para comunicar informações</p><p>financeiras relevantes as partes interessadas e auxiliando na tomada de decisões</p><p>estratégicas e de investimento. Sua importância reside na transparência, na análise</p><p>da saúde financeira, na conformidade regulatória e na compreensão do valor</p><p>empresarial.</p><p>6</p><p>2.4 LEGISLAÇÃO</p><p>A legislação da Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL)</p><p>está fundamentada tanto no CPC 26 quanto na Lei 6.404/76 (Lei das Sociedades por</p><p>Ações), que são os principais marcos regulatórios contábeis no Brasil.</p><p>O CPC 26 (R1) é o Pronunciamento Técnico que trata especificamente da</p><p>apresentação das demonstrações contábeis, incluindo a DMPL. Ele define os</p><p>requisitos e as diretrizes para a elaboração e divulgação adequada das informações</p><p>contidas nessa demonstração. Buscando harmonizar as práticas contábeis brasileiras</p><p>com as normas internacionais de contabilidade, garantindo que as demonstrações</p><p>contábeis, incluindo a DMPL, atendam aos padrões internacionais de transparência e</p><p>comparabilidade.</p><p>A Lei 6.404/76, também conhecida como Lei das Sociedades por Ações,</p><p>estabelece as normas gerais sobre a contabilidade das empresas brasileiras,</p><p>especialmente as de capital aberto. Ela define a obrigatoriedade da elaboração e</p><p>divulgação das demonstrações contábeis, incluindo a DMPL, e estabelece as</p><p>diretrizes para a sua apresentação.</p><p>As empresas brasileiras devem observar tanto as diretrizes estabelecidas pelo</p><p>CPC 26 quanto as disposições da Lei 6.404/76 para cumprir as obrigações legais</p><p>relacionadas à elaboração e divulgação da DMPL, garantindo assim a conformidade</p><p>com as normas contábeis e societárias vigentes. Pois possuem requisitos comuns em</p><p>relação à DMPL, como a necessidade de apresentar informações sobre o resultado</p><p>abrangente do período, os efeitos de mudanças de políticas contábeis, a conciliação</p><p>do saldo inicial e final do patrimônio líquido, entre outros aspectos.</p><p>Portanto, de acordo com o CPC 26 e a Lei 6.404/76, as normas estabelecidas</p><p>para a DMPL fornecem o conjunto necessário de diretrizes para que as empresas</p><p>elaborem e apresentem essa demonstração de forma adequada, garantindo a</p><p>transparência e a confiabilidade das informações contábeis para os usuários das</p><p>demonstrações financeiras.</p><p>2.5 NORMAS APLICÁVEIS</p><p>As normas aplicáveis à elaboração da Demonstração das Mutações do</p><p>Patrimônio Líquido (DMPL) incluem:</p><p>7</p><p>1. CPC 26 (R1): Este é o Pronunciamento Técnico do Comitê de</p><p>Pronunciamentos Contábeis (CPC) que trata da apresentação das</p><p>demonstrações contábeis, incluindo a DMPL. Ele estabelece os requisitos para</p><p>a elaboração e apresentação das informações contábeis, garantindo a</p><p>comparabilidade, a transparência e a relevância das demonstrações</p><p>financeiras.</p><p>2. Lei 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações): Esta é a legislação</p><p>brasileira que estabelece as normas gerais sobre as sociedades por ações. Ela</p><p>contém disposições relacionadas à elaboração e apresentação das</p><p>demonstrações financeiras, incluindo a DMPL, e define as responsabilidades</p><p>dos administradores das empresas em relação à prestação de contas aos</p><p>acionistas e demais partes interessadas.</p><p>3. Normas do Conselho Federal de Contabilidade (CFC): O</p><p>Conselho Federal de Contabilidade emite normas contábeis aplicáveis no</p><p>Brasil, alinhadas com as normas internacionais de contabilidade. Essas normas</p><p>fornecem orientações detalhadas sobre a elaboração e divulgação das</p><p>demonstrações contábeis, incluindo a DMPL.</p><p>4. Interpretações Técnicas e Orientações do CPC: Além do CPC 26,</p><p>o CPC emite interpretações técnicas e orientações que podem fornecer</p><p>esclarecimentos adicionais sobre questões específicas relacionadas à</p><p>elaboração da DMPL.</p><p>Essas normas e regulamentações fornecem o quadro legal e técnico para a</p><p>preparação da DMPL, garantindo que ela seja elaborada de acordo com padrões</p><p>contábeis reconhecidos e atenda às necessidades dos usuários das demonstrações</p><p>financeiras.</p><p>8</p><p>2.6 IDENTIFICAÇÃO DA ESTRUTURA</p><p>Fonte: Secretaria do Tesouro Nacional – Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público– 9ª</p><p>De acordo com o no manual "Contabilidade Aplicada ao Setor Público" da</p><p>Secretaria do Tesouro Nacional, a estrutura da Demonstração das Mutações do</p><p>Patrimônio Líquido (DMPL) para um ente da federação no exercício de determinado</p><p>ano pode ser identificada da seguinte maneira:</p><p>1. Título e Identificação: O documento deve ser claramente</p><p>identificado como "Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido",</p><p>seguido pelo nome do ente da federação e o exercício ao qual se refere.</p><p>2. Especificações dos Componentes do Patrimônio Líquido: A DMPL</p><p>lista os diferentes componentes do patrimônio líquido, como Patrimônio</p><p>Social/Capital Social, Adiantamento para Futuro Aumento de Capital (AFAC),</p><p>Reserva de Capital, Ajustes de Avaliação Patrimonial, Reservas de Lucros,</p><p>Demais Reservas, Resultados Acumulados, Ações/Cotas em Tesouraria, e o</p><p>Total desses componentes.</p><p>3. Saldos Iniciais: Apresenta os saldos iniciais de cada componente</p><p>do patrimônio líquido no início do exercício.</p><p>9</p><p>4. Ajustes de Exercícios Anteriores: Mostra os ajustes realizados em</p><p>componentes do patrimônio líquido referentes a exercícios anteriores, se</p><p>houver.</p><p>5. Movimentações durante o Exercício: Inclui as movimentações que</p><p>afetaram o patrimônio líquido durante o exercício, como aumento de capital,</p><p>resgate ou reemissão de ações/cotas, juros sobre capital próprio, resultado do</p><p>exercício, ajustes de avaliação patrimonial, constituição ou reversão de</p><p>reservas, entre outros.</p><p>6. Dividendos a Distribuir: Indica o montante de dividendos a ser</p><p>distribuído aos acionistas ou cotistas, expresso em reais por ação ou cota.</p><p>7. Saldos Finais: Apresenta os saldos finais de cada componente do</p><p>patrimônio líquido no final do exercício.</p><p>Ao identificar esses elementos na DMPL, é possível compreender a estrutura e</p><p>as variações no patrimônio líquido do ente da federação ao longo do período contábil.</p><p>2.7 A COMPOSIÇÃO E O CONTEÚDO DA DMPL</p><p>Para definir a composição e o conteúdo da DMPL envolve identificar os</p><p>elementos que compõem o patrimônio líquido da entidade e descrever as informações</p><p>que serão apresentadas na demonstração.</p><p>Composição da DMPL é composta pelos diversos componentes que compõem</p><p>o patrimônio líquido da entidade. Estes podem incluir:</p><p>• Capital Social: Montante de capital investido pelos sócios ou acionistas</p><p>da empresa.</p><p>• Reservas de Capital: Recursos decorrentes de operações específicas,</p><p>como ágio na emissão de ações.</p><p>• Ajustes de Avaliação Patrimonial: Variações no valor justo de ativos e</p><p>passivos da empresa.</p><p>• Reservas de Lucros: Lucros retidos pela empresa para fins específicos,</p><p>como reservas estatutárias.</p><p>• Prejuízos Acumulados: Acumulação de prejuízos líquidos</p><p>ao longo dos</p><p>exercícios anteriores.</p><p>• Lucros Acumulados (se aplicável): Lucros retidos pela empresa ao longo</p><p>dos exercícios anteriores, após distribuição de dividendos.</p><p>10</p><p>• Outros Componentes Específicos: Como ações ou quotas em tesouraria,</p><p>quando aplicável.</p><p>Conteúdo da DMPL apresenta as seguintes informações:</p><p>• Saldos Iniciais: Saldo de cada componente do patrimônio líquido no</p><p>início do período contábil.</p><p>• Movimentações do Período: Variações ocorridas em cada componente</p><p>durante o período, como aumento de capital, distribuição de dividendos, entre outros.</p><p>• Saldos Finais: Saldo de cada componente do patrimônio líquido no final</p><p>do período contábil.</p><p>• Outras Informações: Como ajustes de exercícios anteriores, dividendos</p><p>a distribuir, entre outros detalhes relevantes.</p><p>Ao redefinir a composição e o conteúdo da DMPL, garantimos uma</p><p>compreensão clara dos elementos que compõem a demonstração e das informações</p><p>que serão apresentadas, promovendo transparência e clareza para os usuários das</p><p>demonstrações financeiras.</p><p>2.8 ANÁLISE DAS CONTAS COMPONENTES DE ATIVO, PASSIVO E</p><p>PATRIMÔNIO LÍQUIDO: UM GUIA PARA COMPREENSÃO FINANCEIRA</p><p>Para analisar as contas componentes de Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido</p><p>em um balanço patrimonial, podemos destacar:</p><p>Ativo: O Ativo é composto por todos os recursos controlados pela empresa, dos</p><p>quais se espera que resultem benefícios econômicos futuros. Aqui estão algumas das</p><p>contas componentes do Ativo:</p><p>a. Ativo Circulante: Inclui ativos que são convertíveis em dinheiro no curto</p><p>prazo (geralmente em até um ano), como caixa, equivalentes de caixa, contas a</p><p>receber, estoques etc.</p><p>b. Ativo Não Circulante: Compreende ativos que não são convertidos em</p><p>dinheiro no curto prazo. Isso pode incluir Ativo Fixo (como imóveis, equipamentos),</p><p>Investimentos de Longo Prazo, Intangíveis (como patentes, marcas registradas) e</p><p>outros ativos de longo prazo.</p><p>Passivo: O Passivo representa as obrigações financeiras e outras dívidas que</p><p>uma empresa deve a terceiros. Aqui estão algumas contas componentes do Passivo:</p><p>11</p><p>a. Passivo Circulante: Inclui obrigações que devem ser pagas no curto</p><p>prazo (geralmente em até um ano), como contas a pagar, empréstimos de curto prazo,</p><p>obrigações fiscais etc.</p><p>b. Passivo Não Circulante: Compreende obrigações de longo prazo, como</p><p>empréstimos de longo prazo, debêntures, financiamentos etc.</p><p>Patrimônio Líquido: O Patrimônio Líquido representa os recursos próprios da</p><p>empresa, ou seja, o valor residual dos ativos depois de subtraídas todas as suas</p><p>obrigações. Algumas das contas componentes do Patrimônio Líquido incluem:</p><p>a. Capital Social: O montante investido pelos acionistas ou proprietários na</p><p>empresa.</p><p>b. Reservas de Lucros: Lucros retidos pela empresa ao longo do tempo,</p><p>que não foram distribuídos aos acionistas como dividendos.</p><p>c. Prejuízos Acumulados: Se a empresa teve perdas ao longo do tempo,</p><p>essas perdas são acumuladas nessa conta.</p><p>d. Ajustes de Avaliação Patrimonial: Refere-se a mudanças no valor dos</p><p>ativos da empresa que são reconhecidas diretamente no patrimônio líquido, como</p><p>ajustes de valor de mercado de investimentos disponíveis para venda.</p><p>O balanço patrimonial é uma das principais demonstrações financeiras de uma</p><p>empresa e fornece uma visão geral da posição financeira da mesma em um</p><p>determinado momento.</p><p>3. DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS (DLPA)</p><p>3.1 CONCEITO</p><p>É uma demonstração contábil prevista na Lei 6.404 de 1976, sendo obrigatória</p><p>para as empresas, a partir de informações obtidas no Balanço Patrimonial e na</p><p>Demonstração do Resultado do Exercício.</p><p>3.2 OBJETIVO</p><p>Possuindo como objetivo de mostrar variações da conta de Lucro ou Prejuízos</p><p>Acumulados, é possível avaliar a saúde econômica e financeira da empresa, ajudando</p><p>os gestores e até potenciais investidores a ter uma visão mais real da saúde da</p><p>empresa.</p><p>12</p><p>3.3 LEGISLAÇÃO</p><p>É uma das demonstrações obrigatórias apresentadas pelo item II do art. 176</p><p>da Lei 6.404/76, sendo obrigatória a todas as empresas tanto de capital fechado</p><p>quanto aberto e deverá ser apresentada no final de cada exercício, já o CPC 26 não</p><p>prevê essa demonstração como obrigatória.</p><p>3.4 NORMAS APLICÁVEIS</p><p>Por mais que seja apenas obrigatória pela lei das sociedades em ações,</p><p>conhecida como a lei das sociedades anônimas, podemos aplicar as orientações</p><p>dadas para a conta de Lucros e Prejuízos Acumulados da Demonstração das</p><p>Mutações do Patrimônio Líquido, pois é esta a conta a qual se refere.</p><p>3.5 ESTRUTURA</p><p>Para que possamos identificar uma DLPA, precisamos observar o Art. 186 da</p><p>Lei nº 6404/76:</p><p>Art. 186: A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados</p><p>discriminará:</p><p>I — o saldo do início do período, os ajustes de exercícios anteriores e</p><p>a correção monetária do saldo inicial;</p><p>II — as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício;</p><p>III — as transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos</p><p>lucros incorporada ao capital e o saldo ao fim do período.</p><p>Fonte: Modelo de DLPA adaptado de Dicionário Financeiro, disponível em:</p><p>https://www.dicionariofinanceiro.com/dlpa/</p><p>https://www.dicionariofinanceiro.com/dlpa/</p><p>13</p><p>3.6 COMPOSIÇÃO E O CONTEÚDO DA DLPA</p><p>Deverão ser encontradas nessa demonstração o lucro líquido, a distribuição</p><p>dos lucros, reservas de lucro, resultados acumulados, ajuste dos exercícios anteriores</p><p>e prejuízos acumulados, em posse desses dados os gestores poderão tomar uma</p><p>decisão mais estratégica para empresa, entendendo o momento e prospectando o</p><p>futuro.</p><p>A Demonstração de Lucros ou Prejuízo Acumulados (DLPA) é representada</p><p>por apenas uma conta do Patrimônio Líquido e por isso algumas empresas se</p><p>apresentarem o Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) estão</p><p>isentas de apresentarem a Demonstração de Lucros ou Prejuízo Acumulados.</p><p>3.7 ANÁLISE DAS CONTAS COMPONENTES DE ATIVO, PASSIVO E</p><p>PATRIMÔNIO LÍQUIDO</p><p>A DLPA ela é elaborada a partir do Balanço Patrimonial e da Demonstração de</p><p>Resultado do Exercício.</p><p>Com isso conseguimos perceber que as contas que envolve os ativos são as</p><p>de banco, caixa, estoque, matérias primas, por exemplo e as contas do passivo</p><p>utilizadas são as referente a impostos, e fornecedores, pois são basicamente os dados</p><p>que vão para a conseguimos analisar o lucro que a empresa obteve naquele período.</p><p>Do Patrimônio Líquido é utilizado apenas a conta de lucros e prejuízos</p><p>acumulados, para conseguir descrever saldo inicial, lucro líquido, a destinação dos</p><p>lucros, incluindo seus dividendos.</p><p>Com base nisso conseguimos perceber que esta demonstração é apenas uma</p><p>parte da Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido, fazendo com que a</p><p>DLPA seja substituída pela DMPL.</p><p>4. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE (DRA)</p><p>A Demonstração do Resultado Abrangente (DRA) é um documento contábil que</p><p>apresenta informações sobre o desempenho financeiro de uma empresa em um</p><p>determinado período. Ela vai além da tradicional Demonstração do Resultado do</p><p>Exercício (DRE) ao incluir itens que não são parte do lucro ou prejuízo líquido, mas</p><p>14</p><p>que afetam o patrimônio líquido da empresa. Aqui estão alguns aspectos gerais que</p><p>a empresa pode esperar encontrar na DRA:</p><p>1. Receitas e Despesas: Assim como na DRE, a DRA inclui as receitas e</p><p>despesas operacionais, financeiras e extraordinárias da empresa durante o período</p><p>contábil.</p><p>2. Lucro ou Prejuízo Líquido: A DRA começa com o lucro ou prejuízo líquido</p><p>do período, que é a diferença entre as receitas totais e as despesas totais.</p><p>3. Itens Abrangentes: A principal diferença entre a DRE e a DRA é que a</p><p>última inclui itens abrangentes, que são ganhos ou perdas que não são reconhecidos</p><p>no lucro ou prejuízo líquido. Isso pode incluir, por exemplo, ganhos e perdas atuariais</p><p>em planos de benefícios pós-emprego, variações cambiais, ajustes de conversão de</p><p>demonstrações contábeis de subsidiárias estrangeiras, entre outros.</p><p>4. Resultado Abrangente: O resultado abrangente é a soma do lucro ou</p><p>prejuízo líquido e dos itens abrangentes. Ele mostra o impacto total das operações da</p><p>empresa no patrimônio líquido durante o período contábil.</p><p>5. Divulgações Adicionais: A DRA geralmente inclui divulgações adicionais</p><p>para fornecer informações sobre as políticas contábeis utilizadas, estimativas</p><p>significativas feitas pela administração e outros detalhes que possam ser relevantes</p><p>para os usuários das demonstrações financeiras.</p><p>Em resumo, a DRA fornece uma visão mais abrangente do desempenho</p><p>financeiro de uma empresa do que a DRE, ao incluir itens abrangentes que impactam</p><p>o patrimônio líquido, além do lucro ou prejuízo líquido. Isso ajuda os investidores e</p><p>outras partes interessadas a entenderem melhor a saúde financeira e o desempenho</p><p>da empresa.</p><p>A Demonstração do Valor Adicionado (DVA) é um documento contábil</p><p>elaborado para ilustrar a riqueza criada pela empresa e como essa riqueza é</p><p>distribuída entre os diferentes participantes que contribuíram para as operações da</p><p>organização. Os ajustes de reclassificação na DVA referem-se a certos itens que</p><p>podem ser necessários para apresentar informações mais precisas e representativas</p><p>sobre o valor adicionado pela empresa.</p><p>Aqui estão alguns exemplos comuns de ajustes de reclassificação na DVA:</p><p>1. Despesas Financeiras e Receitas Financeiras: Algumas empresas</p><p>optam por incluir as despesas financeiras e as receitas financeiras na seção de valor</p><p>15</p><p>adicionado bruto (VAB) da DVA, ao invés de classificá-las como parte do valor</p><p>adicionado líquido (VAL). Isso é feito para refletir o impacto das atividades financeiras</p><p>na geração de valor.</p><p>2. Depreciação e Amortização: A depreciação e a amortização podem ser</p><p>tratadas de maneira diferente na DVA, dependendo das políticas contábeis da</p><p>empresa. Em alguns casos, esses valores são excluídos do cálculo do valor</p><p>adicionado bruto, enquanto em outros casos podem ser incluídos.</p><p>3. Impostos Indiretos: Os impostos indiretos, como o ICMS, IPI, PIS,</p><p>COFINS, entre outros, são geralmente incluídos na seção de distribuição do valor</p><p>adicionado (DVA) para mostrar como parte do valor adicionado é transferido para o</p><p>governo.</p><p>4. Subsídios: Os subsídios recebidos pela empresa podem ser tratados de</p><p>diferentes maneiras na DVA. Alguns subsídios podem ser incluídos no valor</p><p>adicionado bruto, enquanto outros podem ser tratados como receita extraordinária e</p><p>não incluídos.</p><p>5. Gastos com Pessoal: Os gastos com pessoal podem incluir não apenas</p><p>salários e benefícios, mas também outros custos relacionados aos funcionários, como</p><p>treinamento, assistência médica etc. Esses gastos podem ser reclassificados ou</p><p>detalhados de maneira diferente na DVA para fornecer uma visão mais completa do</p><p>valor adicionado pelos funcionários.</p><p>Estes são apenas alguns exemplos de ajustes de reclassificação que podem</p><p>ocorrer na DVA. As empresas podem fazer esses ajustes de acordo com suas políticas</p><p>contábeis, necessidades de relatórios e para fornecer informações mais relevantes e</p><p>úteis aos usuários das demonstrações financeiras.</p><p>Os ajustes de reclassificação na Demonstração do Valor Adicionado (DVA) são</p><p>aqueles que visam modificar ou realocar certos valores para garantir uma</p><p>apresentação mais precisa e informativa do valor adicionado pela empresa e como</p><p>ele é distribuído entre os diversos agentes econômicos envolvidos. Aqui estão alguns</p><p>exemplos comuns de ajustes de reclassificação na DVA:</p><p>1. Reclassificação de receitas e custos operacionais: Em algumas</p><p>situações, certas receitas ou custos operacionais podem ser reclassificados para</p><p>garantir que o valor adicionado bruto (VAB) seja calculado de forma precisa. Por</p><p>exemplo, receitas ou custos relacionados a operações específicas podem ser</p><p>16</p><p>realocados para garantir que apenas atividades relevantes sejam consideradas no</p><p>cálculo do VAB.</p><p>2. Exclusão de certos itens não operacionais: Itens não operacionais, como</p><p>ganhos ou perdas extraordinárias, podem ser excluídos do cálculo do valor adicionado</p><p>bruto para evitar distorções na avaliação do desempenho operacional da empresa.</p><p>3. Inclusão de itens financeiros: Em alguns casos, determinados itens</p><p>financeiros, como receitas de investimentos financeiros, podem ser incluídos no</p><p>cálculo do valor adicionado bruto para refletir adequadamente a contribuição dessas</p><p>atividades para a geração de valor.</p><p>4. Reclassificação de impostos: Impostos diretos e indiretos podem ser</p><p>reclassificados para garantir que sejam adequadamente refletidos na seção de</p><p>distribuição do valor adicionado (DVA), mostrando como parte do valor adicionado é</p><p>distribuída para o governo.</p><p>5. Ajustes de remuneração dos empregados: Os custos com pessoal</p><p>podem ser ajustados para incluir não apenas salários, mas também outros benefícios</p><p>e custos relacionados aos funcionários, proporcionando uma visão mais abrangente</p><p>da contribuição dos funcionários para o valor adicionado pela empresa.</p><p>6. Tratamento de depreciação e amortização: A depreciação e a</p><p>amortização podem ser ajustadas de acordo com as políticas contábeis da empresa,</p><p>garantindo que seu impacto seja adequadamente refletido no cálculo do valor</p><p>adicionado bruto.</p><p>Esses são apenas alguns exemplos de ajustes de reclassificação que podem</p><p>ser aplicados na DVA. A natureza e a extensão desses ajustes podem variar</p><p>dependendo das práticas contábeis adotadas pela empresa e das necessidades de</p><p>relatórios específicas para fornecer informações relevantes aos usuários das</p><p>demonstrações financeiras.</p><p>A Demonstração do Resultado Abrangente (DRA) é um relatório financeiro que</p><p>apresenta o desempenho financeiro de uma empresa durante um determinado</p><p>período. Ela vai além da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) ao incluir</p><p>itens que não são parte do lucro líquido, mas que afetam o patrimônio líquido da</p><p>empresa. Aqui está a estrutura típica da DRA:</p><p>17</p><p>1. Receitas Operacionais: Esta seção inclui todas as receitas geradas pelas</p><p>operações principais da empresa durante o período contábil. Isso pode incluir vendas</p><p>de produtos ou serviços, receitas de aluguel, royalties, entre outros.</p><p>2. Custo das Mercadorias Vendidas ou Custo dos Serviços Prestados: Aqui</p><p>são registrados os custos associados à produção de mercadorias vendidas ou</p><p>serviços prestados pela empresa durante o período. Isso inclui custos como matéria-</p><p>prima, mão-de-obra direta e custos indiretos de produção.</p><p>3. Margem Bruta: A margem bruta é calculada subtraindo o custo das</p><p>mercadorias vendidas ou o custo dos serviços prestados das receitas operacionais.</p><p>Isso representa a rentabilidade bruta das operações principais da empresa.</p><p>4. Despesas Operacionais: Nesta seção são registradas as despesas</p><p>associadas à operação do negócio que não estão diretamente relacionadas à</p><p>produção de mercadorias ou prestação de serviços. Isso pode incluir despesas com</p><p>vendas, administrativas, de marketing, entre outras.</p><p>5. Lucro Operacional: O lucro operacional é calculado subtraindo as</p><p>despesas operacionais da margem bruta. Ele representa o lucro gerado pelas</p><p>operações principais da empresa antes de considerar itens não operacionais.</p><p>6. Outras Receitas e Despesas: Aqui são registradas receitas e despesas</p><p>que não são parte das operações principais da empresa. Isso pode incluir receitas de</p><p>investimentos, ganhos ou perdas cambiais, entre outros.</p><p>7. Lucro Antes de Impostos: O lucro antes de impostos é calculado</p><p>adicionando ou subtraindo outras receitas e despesas do lucro operacional.</p><p>Representa o lucro da empresa antes de considerar o impacto dos impostos sobre o</p><p>lucro.</p><p>8. Impostos sobre o Lucro: Aqui são registrados os impostos devidos pela</p><p>empresa com base no lucro antes de impostos.</p><p>9. Lucro Líquido: O lucro líquido é calculado subtraindo os impostos sobre</p><p>o lucro do lucro antes</p><p>de impostos. Ele representa o lucro líquido da empresa após o</p><p>pagamento de impostos.</p><p>10. Itens Abrangentes: Esta seção inclui itens que afetam o patrimônio</p><p>líquido da empresa, mas que não são reconhecidos no lucro líquido. Isso pode incluir</p><p>ganhos ou perdas atuariais em planos de benefícios pós-emprego, variações</p><p>cambiais, entre outros.</p><p>18</p><p>11. Resultado Abrangente: O resultado abrangente é a soma do lucro líquido</p><p>e dos itens abrangentes. Ele representa o resultado total das operações da empresa</p><p>que afetam o patrimônio líquido.</p><p>5. IMPORTÂNCIA DA DIVULGAÇÃO DA DMPL E DRA PARA A COMPANHIA</p><p>BETA: ALÉM DA TRANSPARÊNCIA CONTÁBIL</p><p>Os pontos de importância para a Companhia Beta ao divulgar a DMPL</p><p>(Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido) e a DRA (Demonstração do</p><p>Resultado Abrangente), além de destacar outros pontos relevantes que devem ser</p><p>observados durante a divulgação dessas demonstrações.</p><p>5.1 DMPL (DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO):</p><p>Ponto de Importância para a Companhia Beta: Ao divulgar a DMPL, a</p><p>Companhia Beta pode destacar mudanças significativas no seu patrimônio líquido ao</p><p>longo de um período específico. Isso inclui variações no capital social, distribuição de</p><p>dividendos, realização de lucros ou prejuízos acumulados, emissão ou recompra de</p><p>ações, entre outros. Um ponto crucial para a Companhia Beta ao divulgar a DMPL é</p><p>fornecer uma explicação clara e detalhada das razões por trás dessas mudanças. Isso</p><p>promove transparência e ajuda os stakeholders a entenderem como as decisões da</p><p>empresa impactaram seu patrimônio líquido ao longo do tempo.</p><p>Outros Pontos de Importância: Além de atender às expectativas dos usuários</p><p>contábeis, ao divulgar a DMPL, a Companhia Beta deve garantir a consistência das</p><p>informações com outras demonstrações financeiras, fornecer notas explicativas</p><p>adequadas para esclarecer eventos incomuns ou transações significativas e garantir</p><p>conformidade com as normas contábeis e regulamentações aplicáveis.</p><p>5.2 DRA (DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE):</p><p>Ponto de Importância para a Companhia Beta: A DRA apresenta informações</p><p>sobre o desempenho financeiro abrangente da empresa, incluindo itens que podem</p><p>não ser refletidos na Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) tradicional. Para</p><p>a Companhia Beta, um ponto de importância ao divulgar a DRA é destacar os</p><p>componentes do resultado abrangente, como ganhos e perdas atuariais, variações</p><p>cambiais, ajustes de avaliação patrimonial, entre outros. Isso permite que os</p><p>19</p><p>stakeholders tenham uma visão mais completa do desempenho financeiro da empresa</p><p>e compreendam melhor os fatores que influenciam seus resultados.</p><p>Outros Pontos de Importância: Além de atender às expectativas dos usuários</p><p>contábeis, ao divulgar a DRA, a Companhia Beta deve garantir a transparência na</p><p>apresentação dos resultados abrangentes, fornecer explicações claras sobre os</p><p>diferentes componentes e seus impactos nos resultados financeiros, e garantir</p><p>conformidade com as normas contábeis e regulamentações relevantes.</p><p>Além disso, é fundamental que a Companhia Beta mantenha consistência na</p><p>divulgação das demonstrações financeiras ao longo do tempo, fornecendo</p><p>informações relevantes e confiáveis para os stakeholders tomarem decisões</p><p>informadas sobre seus investimentos ou relacionamentos com a empresa.</p><p>6. EXIGÊNCIAS LEGAIS E CONTÁBEIS PARA DEMONSTRATIVOS</p><p>FINANCEIROS: UMA ANÁLISE DA LEI 6.404/76 E DO CPC 26(R1)</p><p>No que se diz respeito à Lei 6.404/76, a partir do art.34 já se consegue ter um</p><p>entendimento maior sobre o dever do contador em fabricantes, onde diz que o estatuto</p><p>da companhia pode autorizar que todas as ações da mesma, ou uma, ou mais classes</p><p>delas, sejam mantidas em contas de depósito, em nome de seus titulares, na</p><p>instituição que designar, sem emissão de certificados, ou seja, em um relatório essas</p><p>contas não precisariam de um certificado para serem validadas, porém em suas</p><p>vertentes no caso de alteração estatutária, a conversão em ação escritural depende</p><p>da apresentação e do cancelamento do respectivo certificado em circulação, em</p><p>seguida no art.75, diz que a companhia poderá emitir, dentro do limite de aumento de</p><p>capital autorizado no estatuto(artigo 168), títulos negociáveis denominados "Bônus de</p><p>Subscrição", as demonstrações sobre a lei são essas as de maior importância.</p><p>Conforme estabelecido pelo CPC 26 (R1), a demonstração de resultados e</p><p>outros resultados abrangentes deve conter diversas seções, incluindo o total do</p><p>resultado do período e o total de outros resultados abrangentes. Além disso, é</p><p>necessário apresentar a alocação do resultado do período atribuível a participações</p><p>de não controladores e sócios da controladora. Se a demonstração de resultados for</p><p>exibida separadamente, essa alocação deve ser claramente indicada.</p><p>As receitas com juros devem ser calculadas utilizando o método de juros</p><p>efetivos e devem abranger ganhos e perdas recorrentes. Ademais, caso ocorra a</p><p>20</p><p>reclassificação de ativos financeiros da categoria de custo amortizado para valor justo</p><p>por meio do resultado, quaisquer ganhos ou perdas decorrentes dessa diferença</p><p>devem ser registrados de forma apropriada. Este aspecto é particularmente</p><p>importante para garantir a transparência e a conformidade com os padrões contábeis.</p><p>7. ANÁLISE COMPARTIVA: RELEVÂNCIA DA DMPL E DLPA PARA</p><p>USUÁRIOS DA CONTABILIDADE</p><p>Para contadores temos dois métodos no caso, a DLPA (demonstração de</p><p>lucros ou prejuízos acumulados e a DMPL (Demonstração de Mutação do Patrimônio</p><p>Líquido). A DLPA cujo nome da sigla já foi dito anteriormente, trabalha mais com uma</p><p>demonstração contábil para apresentar as movimentações ocorridas nas contas</p><p>lucros ou prejuízos acumulados, do patrimônio líquido que é apurado pela DRE</p><p>(Demonstração de Resultados do Exercício). Desse modo a DLPA apresenta,</p><p>basicamente, como será feita essa distribuição, por meio das contas Lucros ou</p><p>Prejuízos Acumulados, essa demonstração está na Lei 6.404/76, a lei das sociedades</p><p>por Ações, onde diz que a demonstração é de obrigação da empresa ao final de cada</p><p>exercício, ao contrário da CPC 26 onde já não há essa obrigação.</p><p>Já a DMPL tem o objetivo de apresentar alterações realizadas em todas as</p><p>contas do patrimônio líquido no período, desse modo as informações trazidas pela</p><p>DLPA também vão estar inclusas na DMPL, isso é permitido por lei (lei 6.404/76), já</p><p>na CPC 26 essa apresentação é obrigatória ao final do período contábil. Essa seria</p><p>sem dúvidas a pedida mais correta para um contador, assim apresentaria de forma</p><p>mais abrangente qualquer gasto, alteração ou lucro obtido pela empresa.</p><p>21</p><p>8. CONCLUSÃO</p><p>Conclui-se que a divulgação das Demonstrações das Mutações do Patrimônio</p><p>Líquido (DMPL), Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) e</p><p>Demonstração do Resultado Abrangente (DRA) desempenha um papel crucial na</p><p>transparência e compreensão das operações financeiras de uma empresa,</p><p>fornecendo informações detalhadas sobre seu desempenho e posição financeira.</p><p>A DMPL permite que os usuários das demonstrações contábeis compreendam</p><p>as variações que ocorrem no patrimônio líquido ao longo do tempo, destacando</p><p>mudanças importantes nos componentes essenciais desse patrimônio. Isso promove</p><p>transparência e ajuda os stakeholders a entenderem como as decisões da empresa</p><p>afetam sua posição financeira.</p><p>Por outro lado, embora a DLPA não seja prevista como obrigatória pelo CPC</p><p>26, ela continua sendo uma ferramenta relevante para avaliar a saúde econômica e</p><p>financeira da empresa, mostrando as variações na conta de Lucros ou Prejuízos</p><p>Acumulados ao longo do tempo.</p><p>Além disso, a DRA fornece uma análise mais completa do resultado financeiro</p><p>da empresa, indo além da tradicional Demonstração do Resultado do Exercício (DRE),</p><p>ao incluir itens abrangentes que afetam o patrimônio líquido.</p><p>Isso permite uma</p><p>compreensão mais holística do desempenho financeiro da empresa e contribui para a</p><p>tomada de decisões informadas pelos stakeholders.</p><p>Dessa forma, a divulgação adequada dessas demonstrações financeiras não</p><p>apenas promove transparência e conformidade regulatória, mas também fornece</p><p>informações valiosas para os investidores, gestores e outras partes interessadas</p><p>avaliarem o desempenho e a saúde financeira da empresa, contribuindo assim para</p><p>uma gestão eficaz e decisões estratégicas bem fundamentadas. Consequentemente,</p><p>a equipe de contabilidade da fabricante deveria apresentar uma planilha seguindo o</p><p>formato da DMPL e de acordo com as normas estabelecidas na Lei 6.404/76 e no</p><p>CPC 26. Isso permitiria uma estruturação mais sólida para a expansão da empresa</p><p>para novos mercados, garantindo segurança para futuros negócios, patrocínios e</p><p>acordos.</p><p>22</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BRASIL. Casa Civil. Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Disponível em</p><p><https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6404consol.htm>. Acessado em 14 de</p><p>março de 2024.</p><p>Comite de Pronunciamentos Contábeis. CPC 26 (R1) - Apresentação das</p><p>Demonstrações Contábeis. 2011. Disponível em</p><p><https://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos</p><p>/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=57>. Acessado em 13 de março de 2024.</p><p>HENRIQUE, Kassio. Quais são as diferenças entre a DLPA e a DMPL na</p><p>Contabilidade. 2022. Disponível em:</p><p><https://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/diferencas-dlpa-dmpl/>. Acessado em</p><p>14 de março de 2024.</p><p>RIBEIRO, Osni M. Contabilidade geral fácil. Editora Saraiva, 2013. E-book. ISBN</p><p>9788502202023. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788502202023/. Acesso em: 15</p><p>mar. 2024.</p><p>RIBEIRO, Osni M. Contabilidade intermediária. [Digite o Local da Editora]: Editora</p><p>Saraiva, 2018. E-book. ISBN 9788547220860. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788547220860/. Acesso em: 15</p><p>mar. 2024.</p>