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<p>Imunizações</p><p>2</p><p>Imunizações</p><p>Como encontrar</p><p>na plataforma as</p><p>incidências dessa aula?</p><p>Na lista de temas gerais</p><p>das provas, a incidência</p><p>dessa aula é</p><p>Muito alta</p><p>Para conferir a incidência específica para a sua prova, consulte na plataforma</p><p>a lista de temas, que possui uma classificação baseada em três cores.</p><p>Essa classificação também será encontrada ao longo da apostila para</p><p>destacar os CCQs mais importantes. Veja as cores abaixo:</p><p>⚫ Muito alta ⚫ Alta ⚫ Moderada</p><p>Para você ter um aproveitamento completo da apostila digital, algumas imagens</p><p>recebem o recurso zoom ao deslizar o cursor sobre elas.</p><p>3</p><p>Imunizações</p><p>Sumário</p><p>1. Vacinas vivas ⚫ 5</p><p>2. Vacinas não vivas ⚫ 6</p><p>3. Contraindicações gerais à vacinação 6</p><p>4. Regras básicas sobre a aplicação das vacinas 7</p><p>5. Calendário vacinal 7</p><p>5.1 BCG ⚫ 7</p><p>Questão 01 9</p><p>5.2 Hepatite B 10</p><p>5.3 Poliomielite 10</p><p>VIP 10</p><p>VOP 10</p><p>5.4 VORH (vacina oral de rotavírus humano) 11</p><p>5.5 Meningocócica 12</p><p>Questão 02 12</p><p>5.6 Pneumocócica 13</p><p>5.7 Vacina contra difteria, tétano e pertussis 13</p><p>Questão 03 15</p><p>5.8 Pentavalente 16</p><p>Questão 04 16</p><p>5.9 Tríplice viral: sarampo, caxumba e rubéola ⚫ 17</p><p>Questão 05 19</p><p>4</p><p>Imunizações</p><p>Sumário</p><p>Questão 06 19</p><p>5.10 Varicela 20</p><p>Questão 07 21</p><p>5.11 Hepatite A 21</p><p>5.12 Febre amarela ⚫ 22</p><p>Questão 08 23</p><p>5.13 HPV 24</p><p>5.14 Dengue ⚫ 24</p><p>6. Vacinas sazonais/pandemia 24</p><p>6.1. Coronavírus 24</p><p>6.2 Influenza ⚫ 27</p><p>7. Vacinas e gestantes 27</p><p>Questão 09 33</p><p>Questão 10 33</p><p>Aprofundando o Pareto ▶ 35</p><p>TOP 3 35</p><p>↺</p><p>5</p><p>Imunizações</p><p>Tema essencial para as provas, imunizações é um dos assuntos mais cobrados. Para começar,</p><p>uma notícia que não agrada: decoreba! Não deixe de memorizar o Calendário Básico</p><p>de Vacinação do Ministério da Saúde (MS) deste ano e preste muita atenção nas mudanças</p><p>recentes. A versão mais atualizada se encontra ao final desse texto.</p><p>Parece complexo, mas com calma vamos conseguir aprender o que você precisa para acertar</p><p>a maioria das questões sobre esse tema.</p><p>O que você</p><p>precisa saber?</p><p>1. Vacinas vivas ⚫</p><p>As vacinas vivas são aquelas que contêm microrganismos vivos atenuados.</p><p>São 8 vacinas:</p><p>BCG, rotavírus (VORH), poliomielite oral (VOP), febre amarela ⚫, tríplice e tetra viral, varicela</p><p>e dengue (ainda não está no Calendário de vacinação do Ministério da Saúde — MS).</p><p>Quais são as suas características fundamentais?</p><p>Elas são mais duradouras, requerem poucas doses e a imunidade é humoral e celular. Podem</p><p>ser administradas por diferentes vias (oral, intramuscular, intradérmica ou subcutânea).</p><p>Importante: ⚫ são contraindicadas em imunossuprimidos, portadores de neoplasias malignas</p><p>e gestantes (exceto a da febre amarela, que é uma contraindicação relativa). Alguns pontos:</p><p>• Lembre-se que a mulher também não deve engravidar nos 30 dias subsequentes à</p><p>vacinação.</p><p>• Imunossupressão por uso de corticoide: considere se houver uso por 14 dias ou mais</p><p>de prednisona ou equivalente na dose de 2 mg/kg/dia, ou 20 mg/dia (no caso de crianças</p><p>maiores).</p><p>↺</p><p>6</p><p>Imunizações</p><p>• É necessário o adiamento da aplicação das vacinas quando há uso de imunoglobulina ou</p><p>hemoderivados.</p><p>2. Vacinas não vivas ⚫</p><p>As vacinas não vivas contêm microrganismos inativados, toxinas inativadas, fragmentos ou</p><p>polissacarídeos (conjugados ou não a proteínas).</p><p>São 8 vacinas:</p><p>Hepatite B, poliomielite injetável (VIP), pentavalente, pneumocócica (todas), meningocócica</p><p>(todas), HPV ⚫, influenza e hepatite A.</p><p>Quais são suas características fundamentais?</p><p>A imunidade é humoral, menos duradoura, necessitando de mais doses na maioria das vezes.</p><p>A administração é sempre intramuscular (IM). Sua grande vantagem é a segurança de sua</p><p>aplicação em imunossuprimidos e gestantes.</p><p>Atenção: as bancas, em geral, usam e abusam de comparações nas provas, portanto, revisar</p><p>as vacinas vivas e não-vivas de forma comparativa vai te ajudar.</p><p>3. Contraindicações gerais à vacinação</p><p>Além das limitações citadas acima, específicas das vacinas vivas, a anafilaxia imediata</p><p>a qualquer componente da fórmula é a única contraindicação absoluta à vacinação. ⚫</p><p>As doenças febris (> 37,8 °C) são indicações para o adiamento da aplicação de vacinas de forma</p><p>geral. Além disso, pacientes em terapia imunossupressora ou que receberam hemoderivados</p><p>ou imunoglobulinas devem ter a aplicação de qualquer vacina viva adiada.</p><p>Importante: prematuridade, uso de corticoides inalatórios ou orais por menos de 2 semanas,</p><p>história pessoal de evento adverso a alguma vacina (exceto anafilaxia), desnutrição e doenças</p><p>agudas sem febre, como resfriado, NÃO são contraindicações nem indicam adiamento de</p><p>vacinação. As bancas adoram cobrar esses pontos! ⚫</p><p>4. Regras básicas sobre a aplicação das vacinas</p><p>A maioria das vacinas do calendário nacional de vacinação podem ser administradas</p><p>simultaneamente. A exceção é a vacina da febre amarela, que não pode ser aplicada no mesmo</p><p>dia que a tríplice viral ou tetra viral. A vacina da dengue, apesar de não compor o calendário</p><p>do PNI, também não pode ser aplicada juntamente a outras vacinas.</p><p>↺</p><p>7</p><p>Imunizações</p><p>PNI</p><p>Quando Ao nascer</p><p>Tipo de vacina Bacilos vivos atenuados de Mycobacterium bovis</p><p>A BCG é aplicada em dose única por via intradérmica (ID), ao nascer. Ela pode ser aplicada</p><p>até os 5 anos incompletos. Previne contra formas graves de tuberculose (miliar e meníngea,</p><p>principalmente).</p><p>Evolução natural da cicatriz vacinal</p><p>1. Nódulo local: após a administração, de 3 a 4 semanas, surge um nódulo no local.</p><p>2. Pústula: entre 4 e 5 semanas, o nódulo evolui para uma pústula.</p><p>3. Úlcera: em seguida, a pústula evolui para uma úlcera de 4 a 10 mm de diâmetro.</p><p>4. Crosta: após 6–12 semanas surge uma crosta.</p><p>Durante essa evolução, pode acontecer um infarto ganglionar homolateral, em região axilar,</p><p>supra ou infraclavicular. O linfonodo geralmente é menor que 3 cm, é móvel e indolor, e não</p><p>possui sinais flogísticos locais nem sintomatologia sistêmica. Nesses casos, o linfonodo</p><p>desaparece espontaneamente, não sendo necessário tratamento. Caso o linfonodo tenha</p><p>mais que 3 cm e não esteja supurado, deve-se notificar e acompanhar a evolução. Caso</p><p>supure, a conduta será a prescrição de isoniazida, conforme o tópico abaixo.</p><p>Eventos adversos da BCG</p><p>• Abscesso frio ⚫, úlcera > 1 cm persistente por pelo menos 12 semanas e linfadenopatia</p><p>regional supurada são indicações do uso de isoniazida até regressão dos quadros.</p><p>Caso ocorra atraso na aplicação de alguma das vacinas, não é necessário reiniciar o esquema,</p><p>podendo-se aplicar a dose da vacina que estava atrasada. A maioria das vacinas possui um</p><p>intervalo de 30 dias entre as doses, sendo que algumas exigem um pouco mais de tempo de</p><p>intervalo. Lembre-se que o objetivo das doses de reforço é aumentar a memória imunológica,</p><p>logo, não haverá problema se houver atraso na aplicação.</p><p>5. Calendário vacinal</p><p>5.1 BCG ⚫</p><p>↺</p><p>8</p><p>Imunizações</p><p>Linfadenite regional supurada em região axilar direita de um recém-nascido após vacinação de BCG</p><p>• Os abscessos quentes são causados por bactérias da pele e o tratamento é feito da mesma</p><p>maneira que em qualquer abscesso de pele comum, com antibioticoterapia.</p><p>Contraindicações:</p><p>• Recém-nascido (RN) abaixo de 2 kg deve ter a aplicação da BCG adiada até atingir esse</p><p>peso. ⚫</p><p>• RNs filhos de mães infectadas pelo HIV devem receber a BCG ao nascimento normalmente,</p><p>exceto aqueles que forem sintomáticos (raro).</p><p>• Em caso de crianças com suspeita de imunodeficiência grave, deve-se adiar a vacinação</p><p>até diagnóstico.</p><p>• Lesão de pele grave no local da aplicação.</p><p>• ⚫ RNs filhos de mães bacilíferas: perguntas sobre esse caso são clássicas nas provas.</p><p>O RN não deve receber a BCG inicialmente e precisa ser tratado com isoniazida ou rifampicina</p><p>por 3 meses. Após isso, deve ser realizado o PPD. Se o resultado do exame for reagente</p><p>(PPD ≥ 5mm), mantém-se a isoniazida por mais 3 meses ou rifampicina por mais 1 mês, além</p><p>de a vacina permanecer contraindicada. Se não for reagente, interrompe-se a isoniazida ou</p><p>a rifampicina e aplica-se a BCG. Caso, em qualquer momento,</p><p>o RN desenvolva clínica e/ou</p><p>radiografia compatível com tuberculose, inicia-se o tratamento da doença (esquema RIP).</p><p>O aleitamento materno deve ser mantido, com o uso de máscara cirúrgica.</p><p>↺</p><p>9</p><p>Imunizações</p><p>Questão 01</p><p>(SCMSP - SP - 2020) Uma criança com sete meses de vida foi avaliada em consulta de</p><p>puericultura. A criança apresentava desenvolvimento pôndero-estatural, desenvolvimento</p><p>neuropsicomotor, vacinação e alimentação adequados. Ao exame físico, o médico observou</p><p>que a criança não tinha a cicatriz de BCG. Com base nesse caso hipotético e nas</p><p>recomendações do Ministério da Saúde, é correto afirmar que a conduta indicada no</p><p>momento é:</p><p>a) A vacinação imediata com BCG.</p><p>b) Não dar BCG, pois não há recomendação de revacinação.</p><p>c) Realizar teste tuberculínico imediato e vacinar com BCG se o resultado for não reator.</p><p>d) Iniciar isoniazida e realizar teste tuberculínico após.</p><p>e) Avaliar a epidemiologia da criança e vacinar com BCG em caso de contato com</p><p>tuberculose.</p><p>CCQ: Ausência de cicatriz da BCG não indica revacinação</p><p>Aqui vai uma atualização de 2018 que cai repetidamente nas provas. O novo documento</p><p>emitido pela OMS refere que a ausência de cicatriz de BCG após a vacinação não é indicativa</p><p>de ausência de proteção. Desta forma, a partir desse posicionamento da OMS, o Programa</p><p>Nacional de Imunizações (PNI) emitiu uma nota informativa atualizando a conduta e passando</p><p>a não mais indicar a revacinação das crianças que não desenvolveram a cicatriz vacinal.</p><p>O teste tuberculínico também não tem indicação no caso descrito, apenas em casos de</p><p>contato com tuberculose. Já a isoniazida seria indicada em RNs contactantes de tuberculose</p><p>ou com alguns eventos adversos da BCG, como abscesso frio, úlcera > 1 cm persistente por</p><p>pelo menos 12 semanas e linfadenopatia regional supurada.</p><p>E, no caso de contato com a tuberculose, deve-se investigar os sintomas e pedir radiografia</p><p>e teste tuberculínico.</p><p>Gabarito: alternativa B.</p><p>Outras particularidades:</p><p>• Em caso de não surgimento de cicatriz vacinal, não há necessidade de revacinar,</p><p>independentemente do tempo transcorrido da vacinação. ⚫</p><p>• Contactantes acima de 1 ano de pacientes com hanseníase devem receber uma segunda</p><p>dose de BCG (exceto aqueles que possuem duas cicatrizes).</p><p>Antes de seguirmos, vamos a uma questão sobre o tema:</p><p>↺</p><p>10</p><p>Imunizações</p><p>PNI</p><p>Quando 0, 2 e 6 meses (acaba entrando nos 4 meses por</p><p>fazer parte da pentavalente)</p><p>Tipo de vacina Vírus inativado</p><p>PNI</p><p>Quando</p><p>VIP: 2, 4 e 6 meses</p><p>VOP: 15 meses e 4 anos</p><p>Tipo de vacina</p><p>VIP: vírus inativado</p><p>VOP: vírus vivo atenuado</p><p>5.2 Hepatite B</p><p>A vacina de hepatite B é a primeira que todos os recém-nascidos recebem, ainda na sala de</p><p>parto ou nas primeiras horas de vida. Idealmente, deve ser aplicada nas primeiras 12 horas de</p><p>vida, mas pode ser feita até 30 dias. Diferentemente da BCG, ela não possui contraindicação</p><p>por peso, então pode ser aplicada mesmo em recém-nascidos prematuros/de baixo peso.</p><p>Em recém-nascidos filhos de mães com hepatite B, a vacina deve ser feita igualmente,</p><p>associada à imunoglobulina, administrada idealmente nas primeiras 12 a 24 horas, porém,</p><p>pode ser realizada em até 7 dias.</p><p>5.3 Poliomielite</p><p>VIP</p><p>VIP é a vacina IM, de vírus inativado, recomendada pelo MS nas 3 primeiras doses (2, 4</p><p>e 6 meses), além de ser a preferência da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) em todas</p><p>as doses. Não causa poliomielite vacinal ⚫ e pode ser aplicada com segurança em</p><p>imunodeprimidos.</p><p>VOP</p><p>Vacina oral, de vírus vivo atenuado, recomendada pelo MS somente como reforço aos</p><p>15 meses e 4 anos, além das campanhas. Seu grande problema é a possibilidade de causar</p><p>a poliomielite vacinal (paralisia flácida aguda) ⚫ e a vantagem é a imunidade de rebanho</p><p>(pela replicação e disseminação do vírus vivo atenuado via fecal-oral).</p><p>↺</p><p>11</p><p>Imunizações</p><p>Fique atento a uma pegadinha clássica: se por algum motivo o lactente cuspir ou regurgitar</p><p>logo após a vacinação oral da poliomielite, não há necessidade de revacinação. ⚫ Outro</p><p>detalhe importante é que a imunossupressão, o contato com imunodeprimidos e a hospitalização</p><p>contraindicam a vacina oral.</p><p>Imagem ilustrativa para campanha de vacinação oral</p><p>5.4 VORH (vacina oral de rotavírus humano)</p><p>PNI</p><p>Quando 2 e 4 meses</p><p>Tipo de vacina Vírus vivo atenuado</p><p>A vacina oferece proteção contra diarreia por rotavírus. ⚫ Você precisa saber que, entre as</p><p>vacinas com faixas etárias máximas de aplicação, ela é a que mais aparece, sendo que a 1.ª</p><p>dose deve ser aplicada até 3 meses e 15 dias e a 2.ª dose, até 7 meses e 29 dias. Após essa</p><p>faixa etária, aumenta-se o risco de intussuscepção intestinal secundária à vacina do rotavírus,</p><p>portanto, a vacina passa a ser contraindicada.</p><p>Aqui vale a mesma regra da vacina oral contra poliomielite: caso a criança cuspa, vomite</p><p>ou regurgite após receber a vacina, não há necessidade de reaplicação da dose.</p><p>Existe uma contraindicação à vacina que pode aparecer nas provas: crianças com malformação</p><p>do trato gastrointestinal ou com histórico de invaginação intestinal prévia não devem receber</p><p>a vacina.</p><p>↺</p><p>12</p><p>Imunizações</p><p>5.5 Meningocócica</p><p>PNI</p><p>Quando</p><p>Meningocócica C: 3, 5 e 12 meses</p><p>Meningocócica ACWY: 11–14 anos</p><p>Tipo de vacina Conjugada</p><p>A vacina disponibilizada pelo MS era só a meningocócica C, que protege contra esse sorotipo,</p><p>mas em 2020, a vacina ACWY, que amplia a proteção para 4 sorogrupos, foi incluída no</p><p>calendário do PNI para os jovens de 11 a 14 anos ⚫ como reforço (essa dose é indicada</p><p>independentemente do histórico anterior, tendo sido aplicada ou não a meningocócica C).</p><p>Essas duas vacinas são conjugadas e de alta eficácia. Além disso, existe uma vacina</p><p>recombinante nova, a meningocócica B (que não é conjugada), que também é recomendada</p><p>pela SBP, mas não está no PNI. Pela SBP, a meningocócica B deve ser realizada em 3 doses,</p><p>com 3, 5 e 12 meses.</p><p>Antes de seguirmos ao nosso próximo tópico, vamos a mais uma questão:</p><p>Questão 02</p><p>(SCML - 2021) Em 2020, o Programa Nacional de Imunizações ampliou a imunização contra</p><p>a doença meningocócica adotando a vacina:</p><p>a) Meningocócica tipo C para adolescentes entre 11 e 14 anos.</p><p>b) Meningocócica ACWY no lugar da vacina meningocócica tipo C aos 3, 5 e 12 meses.</p><p>c) Meningocócica ACWY para adolescentes de 11 e 12 anos.</p><p>d) Meningocócica tipo B aos 3, 5 e 12 meses.</p><p>e) Meningocócica tipo B para crianças de 2, 4 e 6 meses.</p><p>CCQ: A vacina meningocócica C é aplicada aos 3, 5 e 12 meses</p><p>e a meningocócica ACWY para adolescentes de 11 e 12 anos</p><p>O assunto vacinação é sempre uma oportunidade de cobrar as novidades, tendo em</p><p>vista que anualmente há uma atualização no calendário vacinal. Novidades chovem nas</p><p>provas!</p><p>↺</p><p>13</p><p>Imunizações</p><p>Essa foi uma atualização que se mantém até hoje e que você deve conhecer. A vacina</p><p>meningocócica C é dada aos 3 e 5 meses, com dose de reforço aos 12 meses. A novidade</p><p>foi a meningocócica ACWY, que inclui outras 3 cepas (A, W e Y) que vêm aparecendo</p><p>em algumas regiões do país, indicada para adolescentes de 11 e 12 anos.</p><p>A meningocócica tipo B ainda não é oferecida pelo SUS, mas pode ser encontrada nos</p><p>centros de vacinas particulares.</p><p>Gabarito: alternativa C.</p><p>5.6 Pneumocócica</p><p>PNI</p><p>Quando 2, 4 e 12 meses</p><p>Tipo de vacina Conjugada ou polissacarídica</p><p>A vacina disponibilizada pelo MS é a conjugada 10-valente, com alta eficácia contra 10</p><p>sorotipos importantes do S. pneumoniae. É administrada aos 2 e 4 meses com reforço aos</p><p>12 meses, podendo ser aplicada até 4 anos, 11 meses e 29 dias. No caso de crianças entre</p><p>1 a 5 anos incompletos e que nunca foram vacinadas, pode ser aplicada uma dose única da</p><p>vacina.</p><p>Existe outra vacina, a 13-valente (também conjugada), que adiciona mais 3 sorotipos. A SBP</p><p>recomenda, sempre que possível, que seja utilizada a pneumo-13 pelo seu maior espectro</p><p>de cobertura, no esquema de 3 doses (2, 4 e 6 meses) com um reforço entre 12 e 15 meses.</p><p>⚫ Além disso, é importante que você conheça a vacina polissacarídica 23-valente, que</p><p>não possui antígeno proteico, por</p><p>isso, gera uma imunidade T-independente, de curta</p><p>duração. Ela está disponível somente para pessoas com mais de 2 anos e com alguma dessas</p><p>condições: HIV/AIDS, cardiopatia crônica, pneumopatia crônica (exceto asma leve), nefropatia,</p><p>hepatopatia, diabetes mellitus, imunodepressão, idosos que vivem em instituições fechadas, etc.</p><p>Devem ser administradas no máximo duas doses, separadas por 5 anos, caso a indicação</p><p>permaneça.</p><p>5.7 Vacina contra difteria, tétano e pertussis</p><p>PNI</p><p>Quando</p><p>DTP: 2, 4 e 6 meses; reforço aos 15 meses e 4 anos</p><p>dT: reforço aos 13-15 anos e a cada 10 anos</p><p>Tipo de vacina Conjugada</p><p>↺</p><p>14</p><p>Imunizações</p><p>É administrada aos 2, 4 e 6 meses dentro da vacina pentavalente (inclui anti-hemófilos B</p><p>e hepatite B), com doses de reforço aos 15 meses e 4 anos. É usada somente até os 7 anos</p><p>incompletos (6 anos, 11 meses e 29 dias); após isso, é substituída pela dT do tipo adulto. ⚫</p><p>A dTPa é a que contém a B. pertussis acelular, e é indicada para as gestantes (a partir da</p><p>20ª semana); tem alguns eventos adversos, conforme citado abaixo.</p><p>Eventos adversos ⚫</p><p>É a vacina mais relacionada a eventos adversos sistêmicos, especialmente ligados à B. pertussis</p><p>(bactéria inativada). Os principais eventos e condutas são:</p><p>• Leves: febre, sonolência e vômitos. Não modificam a conduta quanto às doses posteriores.</p><p>• Choro persistente (até 48 horas): eventos leves não modificam a conduta quanto às doses</p><p>posteriores.</p><p>• Episódio hipotônico-hiporresponsivo ou convulsão: eventos moderados. Deve-se aplicar</p><p>a vacina DTP acelular nas doses subsequentes.</p><p>• Encefalite: é um evento grave e indica o uso de vacina DT em doses seguintes (sem</p><p>B. pertussis).</p><p>• Anafilaxia: como vale para qualquer vacina, não pode mais ser aplicada (em nenhuma das</p><p>formas!).</p><p>Mas, o que é o episódio hipotônico-hiporresponsivo que ocorre após administração da</p><p>vacina DTP?</p><p>É um evento que pode acontecer nas primeiras 48 horas após a aplicação da vacina, se</p><p>manifestando com hiporresponsividade, palidez ou cianose, podendo durar de minutos até</p><p>horas; é autolimitado e tem bom prognóstico.</p><p>Dentro dessa vacina, o tópico mais cobrado são os eventos adversos.</p><p>Vamos a uma questão:</p><p>↺</p><p>15</p><p>Imunizações</p><p>Questão 03</p><p>(UFSC - 2021) Lactente de 2 meses, sexo feminino, chega ao pronto atendimento,</p><p>apresentando-se hiporreativo, com quadro de hipotonia generalizada, palidez cutânea</p><p>e sudorese.</p><p>A mãe informou que a criança tomou a primeira dose da vacina pentavalente há cerca de</p><p>12 horas e que apresentou febre e choro contínuo após oito horas da aplicação da vacina.</p><p>A mãe refere ter administrado uma dose de dipirona (4 gotas de uma solução 500 mg/mL).</p><p>Ao exame físico, a criança está eutrófica, hidratada, sem lesões aparentes e sem alterações</p><p>dos dados vitais. Há hipotonia e sonolência durante o exame. A oximetria revela saturação</p><p>de O₂ de 94%.</p><p>O diagnóstico mais provável é:</p><p>a) Síndrome hipotônica-hiporresponsiva.</p><p>b) Síndrome de Münchausen por procuração.</p><p>c) Intoxicação por dipirona.</p><p>d) Síndrome de West.</p><p>e) Convulsão febril.</p><p>CCQ: Hipotonia + alteração do estado mental após aplicação</p><p>da vacina DTP = síndrome hipotônico-hiporresponsiva</p><p>Efeito adverso em vacinas foi o grande assunto desde o início da pandemia de COVID-19.</p><p>Mas eles sempre estiveram presentes em outras tantas vacinas do calendário vacinal.</p><p>Neste caso, estamos diante de um lactente de 2 meses que se apresenta hiporreativo,</p><p>com quadro de hipotonia generalizada, palidez cutânea e sudorese, 12 horas após tomar</p><p>a primeira dose da vacina pentavalente (DTP + hepatite B + Haemophilus influenzae</p><p>tipo B). Sempre que estivermos frente a uma criança com hipotonia súbita e alteração</p><p>do nível de consciência após receber a vacina DTP, devemos pensar em síndrome</p><p>hipotônico-hiporresponsiva.</p><p>A síndrome hipotônico-hiporresponsiva é um quadro em que a criança torna-se pálida,</p><p>perde o tônus muscular e a consciência. Mas apesar de angustiante, é um evento que se</p><p>resolve e não deixa sequelas.</p><p>Já a síndrome de Münchausen por procuração consiste na simulação ou provocação de</p><p>um sintoma por parte do cuidador. A dose de dipirona pediátrica é 1 gota/kg da solução</p><p>de 500 mg/mL. Um lactente de 2 meses tem aproximadamente 4 kg, sendo 4 gotas uma</p><p>dose habitual e adequada. Apesar de não ser uma medicação oficialmente liberada nessa</p><p>faixa etária, não há eventos adversos desse tipo descritos.</p><p>↺</p><p>16</p><p>Imunizações</p><p>Quanto à síndrome de West, trata-se de uma doença neuroléptica com episódios de</p><p>espasmos e atraso no desenvolvimento, com um achado específico no eletroencefalograma</p><p>de hipsarritmia. A convulsão febril, por sua vez, cai com frequência nas provas e consiste</p><p>em um episódio convulsivo tônico-clônico generalizado em vigência de febre em uma</p><p>criança de 6 meses a 5 anos.</p><p>Gabarito: alternativa A.</p><p>5.8 Pentavalente</p><p>PNI</p><p>Quando 2, 4 e 6 meses</p><p>Tipo de vacina Combinada (DTP + Haemophilus influenzae</p><p>tipo B + hepatite B)</p><p>A vacina pentavalente, combinação da hepatite B, DTP e Haemophilus influenzae tipo B,</p><p>é realizada aos 2, 4 e 6 meses na rede pública. Na rede particular, temos a hexavalente, que,</p><p>além dessas, inclui a VIP.</p><p>A vacina contra Haemophilus influenzae tipo B foi uma importante contribuição para a redução</p><p>de doenças invasivas relacionadas a esse patógeno, especialmente meningites.</p><p>Antes de seguirmos, vamos ver um tipo de questão bastante cobrado — vacinas por faixa</p><p>etária:</p><p>Questão 04</p><p>(SES - MA - 2020) Durante todas as consultas, é muito importante o preenchimento</p><p>da Caderneta de Saúde da Criança. Além disso, deve-se explicar para os pais como buscar</p><p>as informações nela. A Caderneta de Saúde da Criança é um documento que deve ficar</p><p>de posse da família e que, se devidamente preenchido pelo médico, contém informações</p><p>valiosas sobre vários aspectos de saúde da criança, que podem ser utilizadas por</p><p>diversos profissionais e serviços, sendo uma delas a condição vacinal da criança.</p><p>De acordo com o calendário de imunização infantil preconizado pelo Ministério da Saúde,</p><p>são vacinas que a criança deve receber aos 2 meses de vida:</p><p>a) BCG, hepatite B, DTP e VOP.</p><p>b) Pentavalente, VIP, VORH e pneumocócica.</p><p>c) Pneumocócica, meningocócica e sarampo.</p><p>d) Sarampo, rubéola e varicela.</p><p>e) VOP, febre amarela e meningocócica.</p><p>↺</p><p>17</p><p>Imunizações</p><p>CCQ: Aos 2 meses de vida um lactente deve receber as vacinas VIP, pentavalente</p><p>(DTP, hepatite B e Haemophilus influenzae tipo B) e a do rotavírus humano</p><p>Essa questão está aqui para te mostrar que não tem jeito, você vai ter que decorar</p><p>o calendário. Não vai ser de uma vez, use a repetição e refresque a memória perto das</p><p>provas porque essa é uma questão muito provável de cair.</p><p>Aos 2 meses de vida, um lactente deve receber a VIP, pentavalente (DTP, hepatite B</p><p>e Haemophilus influenzae tipo B) e rotavírus humano, conforme diz a letra B.</p><p>A BCG é dada no nascimento e a VOP somente aos 15 meses. Já a meningocócica</p><p>é a vacina dada aos 3 e 5 meses, com reforço aos 12 meses, e o sarampo está na tríplice</p><p>viral, junto com caxumba e rubéola, com 1.ª dose aos 12 meses e 2.ª dose junto da varicela</p><p>aos 15 meses.</p><p>Assim como a VOP e a meningocócica, a vacina contra a febre amarela também não deve</p><p>ser aplicada aos 2 meses, e sim aos 9 meses de acordo com o calendário.</p><p>Gabarito: alternativa B.</p><p>5.9 Tríplice viral: sarampo, caxumba e rubéola ⚫</p><p>PNI</p><p>Quando 12 meses + 15 meses (tetra viral = tríplice viral + varicela)</p><p>Tipo de vacina Vírus vivo atenuado</p><p>Devido à epidemia de sarampo em 2019, houve uma mudança no esquema vacinal para essas</p><p>doenças. Pelo PNI, a criança recebe uma dose de tríplice viral aos 12 meses e na segunda</p><p>dose, aos 15 meses, utiliza-se a tetra viral (sarampo, rubéola, caxumba e varicela). Se</p><p>houver vacinação aos 12 e 15 meses, não há necessidade de aplicar outras doses. Se não há</p><p>comprovação de vacinação nas faixas indicadas, há necessidade de receber a vacina.</p><p>A criança, o adolescente e o adulto até 29 anos devem receber 2 doses, com um intervalo de</p><p>30 dias. Se o indivíduo recebeu</p><p>apenas uma dose, ele deve atualizar a sua situação vacinal,</p><p>seja na fase adolescente ou adulta. Aqueles entre 30 a 59 anos e que não tomaram nenhuma</p><p>dose da vacina devem buscar os postos para receber uma dose única. Os profissionais de</p><p>saúde devem comprovar a realização de duas doses.</p><p>Já as gestantes devem esperar para serem vacinadas após o parto. Em casos de mulheres</p><p>que pretendem engravidar e não foram vacinadas, estas devem receber a dose pelo menos</p><p>4 semanas antes do início da gestação.</p><p>↺</p><p>18</p><p>Imunizações</p><p>Resumindo:</p><p>• Quem tiver 2 doses: não precisa receber novas doses.</p><p>• Até 29 anos e/ou profissionais da saúde: quem não tiver o calendário vacinal completo deve</p><p>receber 2 doses.</p><p>• De 30–59 anos: quem não tiver o calendário vacinal completo deve receber 1 dose.</p><p>Atenção: o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde recomenda,</p><p>habitualmente, duas doses da vacina tríplice viral (que inclui o sarampo) aos 12 e 15 meses.</p><p>Diante da epidemia em 2019, houve a recomendação de uma dose adicional, chamada de</p><p>dose zero (para deixar claro que essa dose não entra na conta das duas doses de tríplice viral</p><p>do PNI), destinada à faixa etária de 6 meses até 11 meses e 29 dias. ⚫</p><p>Imagem da campanha contra o sarampo</p><p>durante a epidemia em 2019 (DOSE ZERO)</p><p>Após o aumento significativo do número de casos em 2019, o sarampo e a vacina tríplice</p><p>viral começaram a aparecer cada vez mais em provas. Atente-se a esse tema! Um tópico</p><p>importante, lembrando da aula de doenças exantemáticas, é que a vacina pode ser feita para</p><p>pacientes expostos, não imunizados e imunocompetentes como forma de bloqueio. A vacina</p><p>pode ser administrada em até 72h após o contato com um caso suspeito.</p><p>Após a epidemia de sarampo, questões desse tema tem sido frequentes nas provas, como</p><p>visto nos seguintes exemplos:</p><p>↺</p><p>19</p><p>Imunizações</p><p>Questão 05</p><p>(UNIGRANRIO - RJ - 2020) Devido aos recentes casos de sarampo no Brasil, a Secretaria</p><p>da Saúde do Rio de Janeiro adotou a chamada dose zero, que visa vacinar crianças:</p><p>a) De zero meses de vida a menos de 1 mês de vida.</p><p>b) De dois meses de vida a quatro meses de vida.</p><p>c) De seis meses de vida a menores de um ano (1 ano incompleto).</p><p>d) Maiores de um ano a um ano e três meses.</p><p>CCQ: A dose zero contra o sarampo é recomendada</p><p>para crianças de 6 meses a 1 ano incompleto</p><p>Vamos a outro conceito que tem sido frequente nas provas, uma outra atualização devido</p><p>à reemergência de casos de sarampo em 2019.</p><p>A campanha consiste na aplicação de uma dose zero da vacina contra o sarampo</p><p>para crianças de 6 meses a 1 ano incompleto, como se fosse uma dose para proteção</p><p>temporária, que não conta a longo prazo. Por ser de vírus vivo atenuado, a dose zero</p><p>não é recomendada antes dos 6 meses.</p><p>Lembre-se que aos 12 meses, a criança deve receber a primeira dose da tríplice viral,</p><p>que já conta como imunizante a longo prazo, portanto, não seria uma “dose zero”.</p><p>Gabarito: alternativa C.</p><p>Questão 06</p><p>(IAMSPE - SP - 2020) A vacina contra o sarampo é contraindicada para:</p><p>a) Mulheres em idade fértil (10 a 49 anos).</p><p>b) Crianças de 6 meses até 1 ano.</p><p>c) Profissionais de empresas privadas.</p><p>d) Mulheres durante a gestação.</p><p>e) Mulheres amamentando crianças com até 6 meses.</p><p>↺</p><p>20</p><p>Imunizações</p><p>CCQ: A vacina do sarampo é de vírus vivo atenuado e é contraindicada para gestantes</p><p>Conhecer os componentes de cada vacina é importante também para entender suas</p><p>contraindicações. O sarampo está junto com a rubéola e a caxumba na tríplice viral,</p><p>uma vacina de vírus vivo atenuado que, pelo pequeno risco de causar a doença, é</p><p>contraindicada em gestantes e imunodeprimidos. As mulheres em idade fértil podem</p><p>receber a vacina, apenas devem evitar engravidar até um mês após a aplicação da mesma.</p><p>A recomendação da tríplice viral entra no calendário aos 12 meses, mas existe a dose zero,</p><p>uma estratégia utilizada em surtos para lactentes a partir de 6 meses. Também não há</p><p>contraindicações para funcionários de empresas privadas.</p><p>Apesar da contraindicação para as gestantes, as lactantes estão liberadas para tomar</p><p>a vacina, sem idade mínima do bebê.</p><p>Gabarito: alternativa D.</p><p>5.10 Varicela</p><p>PNI</p><p>Quando 15 meses (tetra viral) + 4 anos</p><p>Tipo de vacina Vírus vivo atenuado</p><p>A vacina da varicela, doença também conhecida como catapora, tem sua primeira dose</p><p>aplicada em conjunto com a de sarampo, caxumba e rubéola, na chamada tetra viral (SCRV),</p><p>realizada aos 15 meses. Aos 4 anos é feita sua 2.ª dose, sozinha (a dose dos 4 anos pode ser</p><p>feita até a idade de 6 anos, 11 meses e 29 dias).</p><p>⚫ Um ponto importante a ser lembrado, abordado na aula de doenças exantemáticas,</p><p>é a possibilidade da vacinação de bloqueio após exposição de varicela. Normalmente, ela</p><p>é realizada apenas em casos de surtos hospitalares em maiores de 9 meses, em até 5 dias</p><p>do contato. Para menores de 9 meses ou imunossuprimidos que tenham indicação, pode</p><p>ser administrada a imunoglobulina em até 96 horas.</p><p>Vamos treinar com mais uma questão?</p><p>↺</p><p>21</p><p>Imunizações</p><p>Questão 07</p><p>(SUS - SP - 2020) Durante a orientação para alta, um paciente internado na enfermaria</p><p>apresenta lesões de pele compatíveis com varicela. No mesmo quarto, estão internados</p><p>mais 2 pacientes imunocompetentes, suscetíveis e não vacinados: (A) com 5 meses</p><p>e (B) com 10 meses. Considerando que o caso índice receberá alta hospitalar, além do</p><p>isolamento com precaução para contato, gotículas e aerossóis, a melhor conduta, dentre</p><p>as abaixo, em relação aos pacientes comunicantes A e B é:</p><p>a) Paciente A: vacina contra varicela. Paciente B: vacina contra varicela.</p><p>b) Paciente A: imunoglobulina humana antivaricela-zoster. Paciente B: vacina contra</p><p>varicela.</p><p>c) Paciente A: vacina contra varicela. Paciente B: imunoglobulina humana antivaricela-</p><p>zoster.</p><p>d) Paciente A: imunoglobulina humana antivaricela-zoster. Paciente B: imunoglobulina</p><p>humana antivaricela-zoster.</p><p>e) Paciente A: imunoglobulina humana antivaricela-zoster, se apresentar sintomas.</p><p>Paciente B: imunoglobulina humana antivaricela-zoster, se apresentar sintomas.</p><p>CCQ: Na profilaxia pós-exposição de varicela, pacientes com idade menor que</p><p>9 meses recebem imunoglobulina e maior que 9 meses recebem a vacina</p><p>Vamos falar um pouco de profilaxia pós-exposição, tema frequente nas provas. Você deve</p><p>saber quando indicar cada modalidade, porque a cara das questões é assim: a banca</p><p>descreve as características e você indica a profilaxia adequada para o caso.</p><p>Nos surtos hospitalares de varicela, para os imunodeprimidos e aqueles menores de</p><p>9 meses, administra-se a imunoglobulina porque esses pacientes não podem receber</p><p>ainda a vacina. Nos pacientes maiores de 9 meses com boa imunidade pode-se aplicar</p><p>a vacina de bloqueio.</p><p>Gabarito: alternativa B.</p><p>5.11 Hepatite A</p><p>PNI</p><p>Quando 15 meses</p><p>Tipo de vacina Inativada</p><p>↺</p><p>22</p><p>Imunizações</p><p>Apesar de haver recomendação de duas doses, foi observada uma grande taxa de imunização</p><p>(90%) em crianças na primeira dose. Levando isso em conta, o Ministério da Saúde recomenda</p><p>uma dose única aos 15 meses. Pela SBP devem ser feitas 2 doses, uma com 12 e outra com</p><p>18 meses.</p><p>5.12 Febre amarela ⚫</p><p>PNI</p><p>Quando 9 meses e 4 anos</p><p>Tipo de vacina Vírus vivo atenuado</p><p>É indicada para toda a população brasileira, independentemente de ser de área endêmica</p><p>ou não; isso mudou, pois, antigamente, o território brasileiro possuía regiões que realizavam</p><p>a vacina de rotina e algumas não, de acordo com o número de casos, sendo que indivíduos</p><p>da região não endêmica só recebiam a vacina caso fossem viajar para algum local endêmico,</p><p>com 10 dias de antecedência. ⚫</p><p>Além disso, em 2020 houve uma atualização do calendário vacinal, que incluiu uma dose</p><p>de reforço aos 4 anos após a primeira dose aos 9 meses ⚫. Aqueles que iniciaram a vacinação</p><p>antes dos 5 anos deverão realizar obrigatoriamente a dose de reforço (por exemplo: se</p><p>vacinou pela primeira vez aos 9 meses e irá realizar o reforço aos 4 anos). Já aquele que, por</p><p>acaso, recebeu a primeira dose da vacina após os 5 anos</p><p>poderá ficar somente com uma</p><p>dose.</p><p>A vacina pode ser realizada até os 59 anos. No Brasil, a endemia acontece principalmente</p><p>nas regiões Norte e Centro-Oeste, Minas Gerais, Maranhão e alguns municípios dos estados</p><p>do Sul, Piauí, São Paulo e Bahia. Em caso de viagens internacionais com destino à zona</p><p>endêmica, a OMS recomenda uma dose. Idosos e gestantes podem ser vacinados para febre</p><p>amarela, devendo-se avaliar caso a caso a relação risco-benefício. Outro ponto importante</p><p>é a possibilidade do uso da dose fracionada (⅕ da dose habitual, que induz à resposta por</p><p>8 anos) em indivíduos acima de 2 anos, especialmente em campanhas.</p><p>E fique atento a alguns detalhes! Como se trata de uma vacina de vírus vivo atenuado, ela</p><p>não deve ser aplicada no mesmo dia que as vacinas tríplice e tetra viral devido ao risco</p><p>de interferência e diminuição da imunogenicidade, especialmente em menores de 2 anos.</p><p>O intervalo entre essas vacinas deve ser de pelo menos 30 dias. ⚫ Além disso, em</p><p>mulheres lactantes que tomarem a vacina da febre amarela, o aleitamento materno deve ser</p><p>suspenso idealmente por 28 dias, sendo 10 dias o tempo mínimo.</p><p>Assim como outras vacinas de vírus vivo atenuado, a vacina de febre amarela é, normalmente,</p><p>contraindicada para gestantes. Entretanto, em casos de emergência epidemiológica, como</p><p>surtos e epidemias, a relação risco-benefício deve ser pesada e a vacinação pode ser</p><p>considerada.</p><p>↺</p><p>23</p><p>Imunizações</p><p>Algumas bancas costumam cobrar questões com conceitos de diferentes vacinas de forma</p><p>misturada como tentativa de confundir o aluno. Portanto, atente-se aos principais conceitos</p><p>de cada vacina! Vamos a uma questão:</p><p>Questão 08</p><p>(FHSTE - RS - 2021) As vacinas podem produzir efeitos adversos e dentre as afirmações</p><p>abaixo, a única que se apresenta CORRETA é:</p><p>a) Na vacinação com BCG, está indicado o uso da isoniazida na presença de linfonodo</p><p>axilar.</p><p>b) A vacina DPT (difteria, pertussis e tétano) pode provocar a síndrome hipotônica-</p><p>hiporresponsiva.</p><p>c) A vacina contra febre amarela pode ser aplicada em gestantes, pois é composta</p><p>por vírus inativados.</p><p>d) A vacina de pólio oral (VPO) está sendo substituída pela vacina injetável (VPI), pelo</p><p>risco de convulsão.</p><p>CCQ: Conhecer os principais efeitos adversos das vacinas</p><p>do Programa Nacional de Imunizações</p><p>Vamos a mais uma questão para relembrar outros conceitos importantes, os efeitos</p><p>adversos mais comuns e as suas principais condutas.</p><p>Vamos analisar cada alternativa!</p><p>Alternativa A - Incorreta: A vacina BCG é dose única, administrada ao nascimento.</p><p>Geralmente, há uma reação no local de aplicação da vacina, com posterior formação</p><p>de cicatriz. Durante a evolução normal da lesão, pode haver enfartamento ganglionar</p><p>único ou múltiplo (axilar, supra ou infraclavicular). Somente a presença de linfonodo axilar</p><p>não indica o uso de isoniazida, pois, na maioria das vezes, não estão acompanhados</p><p>de sintomas sistêmicos e tendem a involuir espontaneamente, sem necessidade de</p><p>tratamento. Se houver supuração, a isoniazida está indicada.</p><p>Alternativa B - Correta: A vacina DTP pode causar eventos adversos importantes,</p><p>geralmente atribuídos ao componente B. pertussis (que protege da coqueluche).</p><p>O principal que você deve conhecer é a síndrome hipotônica-hiporresponsiva.</p><p>Alternativa C - Incorreta: A vacina contra a febre amarela, assim como a tríplice viral,</p><p>é constituída de vírus vivos atenuados e é, normalmente, contraindicada para gestantes.</p><p>Alternativa D - Incorreta: A vacina da poliomielite oral (VOP) tem como efeito colateral</p><p>principal a possibilidade de causar paralisia flácida (poliomielite), por isso, poderia ser</p><p>substituída pela VIP. Entretanto, ela tem o benefício de gerar imunidade de rebanho.</p><p>Gabarito: alternativa B.</p><p>↺</p><p>24</p><p>Imunizações</p><p>5.13 HPV</p><p>5.14 Dengue ⚫</p><p>PNI</p><p>Quando</p><p>Meninas e Meninos: 9–14 anos</p><p>(2 doses) ⚫</p><p>Mulheres e Homens imunossuprimidos:</p><p>9–45 anos (3 doses)</p><p>Tipo de vacina Partículas inativadas</p><p>PNI</p><p>Quando Não está inclusa</p><p>Tipo de vacina Vírus vivo atenuado</p><p>A vacina do HPV oferecida pelo PNI é a quadrivalente, que inclui os tipos 6, 11, 16 e 18.</p><p>Deve ser feita a aplicação em 2 doses com intervalo de 6 meses entre elas. Para pacientes</p><p>imunossuprimidos são 3 doses, a segunda após 2 meses da primeira, e a terceira dose</p><p>6 meses após a segunda (meses 0, 2, 6).</p><p>Fique atento, pois tivemos uma nova atualização em 2022 na faixa etária de homens e</p><p>mulheres imunossuprimidos cobertos pela vacina: antes era de 9–26 anos, e agora vai até</p><p>os 45 anos ⚫! Não é uma vacina indicada na gestação, mas se for aplicada inadvertidamente,</p><p>não há nenhuma medida a ser tomada.</p><p>É uma vacina nova, com vírus vivo, disponível somente na rede privada. Está indicada somente</p><p>para pessoas que tiveram contato com o vírus da dengue (sorologia positiva) ⚫, com</p><p>9 a 45 anos ⚫. É aplicada em 3 doses, separadas por 6 meses. Reduz em aproximadamente</p><p>65% a chance de adoecimento e 93% a chance de dengue grave. Não deve ser aplicada</p><p>simultaneamente a outras vacinas.</p><p>6. Vacinas sazonais/pandemia</p><p>6.1. Coronavírus</p><p>A corrida por uma vacina para o coronavírus foi a todo vapor desde que a pandemia começou,</p><p>em 2020. Vários países e instituições se juntaram e muitas vacinas foram propostas.</p><p>↺</p><p>25</p><p>Imunizações</p><p>Como ainda estamos vivendo esse momento, esse é um tema que pode ter atualizações, então</p><p>fique atento às novidades!</p><p>Aqui vamos trazer os principais aspectos gerais das vacinas que estão sendo aplicadas.</p><p>Para mais detalhes você terá uma apostila especial somente sobre o coronavírus.</p><p>Como estamos vivendo dia a dia o processo de criação e aprovação de vacinas novas,</p><p>é importante conhecer as principais fases dos estudos, e quais as suas finalidades, pelas</p><p>quais uma vacina passa antes de ser aprovada.</p><p>Fase pré-clínica</p><p>• Fase exploratória: pesquisa básica em laboratório, mais conceitual, sobre o tipo de antígeno</p><p>que será usado.</p><p>• Fase experimental: avalia segurança e imunogenicidade em cultura de células, tecidos</p><p>e testes em animais (camundongos, macacos, coelhos, etc.).</p><p>Fases clínicas</p><p>Envolvem seres humanos, em progressão de amostra.</p><p>• Fase I: avalia dose, segurança e imunogenicidade em pequenas amostras de seres humanos</p><p>saudáveis.</p><p>• Fase II: avalia dose, segurança e imunogenicidade, além dos efeitos adversos, em centenas</p><p>de pessoas.</p><p>• Fase III: confirma segurança e eficácia; testes são feitos com milhares de pessoas, incluindo</p><p>grupos como idosos e crianças.</p><p>• Fase IV: farmacovigilância. É a fase posterior ao registro, avaliação e aprovação para</p><p>comercialização da vacina; monitora os efeitos adversos enquanto a vacina é distribuída no</p><p>comércio.</p><p>Para as vacinas contra o coronavírus, esse processo foi acelerado, bem mais rápido que</p><p>o normal, pela necessidade de conter a propagação do vírus. Foram usadas diferentes</p><p>tecnologias nos projetos, desde as clássicas de vírus vivo atenuado ou inteiro e vírus inativados</p><p>às novas técnicas de DNA e mRNA e vetores virais. O que você precisa saber é que todas</p><p>têm como alvo a proteína S (spike), que é a responsável pela ligação do vírus SARS-CoV-2</p><p>com as células humanas.</p><p>Observe a tabela abaixo que traz as principais informações sobre as vacinas aprovadas para</p><p>uso de emergência no Brasil até o momento:</p><p>↺</p><p>26</p><p>Imunizações</p><p>Com as vacinas em produção e uma demanda mundial, foi necessária a criação de um plano</p><p>nacional de vacinação contra a COVID-19 com base nos grupos prioritários, a fim de reduzir</p><p>a morbimortalidade até que se atinja um número alto de imunizados que efetivamente contribua</p><p>para a redução da circulação do vírus.</p><p>A vacinação começou com os profissionais da saúde e seguiu conforme a idade, prioritariamente</p><p>para maiores de 60 anos e com comorbidades. De forma gradual, mais grupos de pacientes</p><p>e uma maior faixa etária passou a ser contemplada com a vacinação conforme avançaram</p><p>os estudos.</p><p>Atualmente,a vacina é disponibilizada para crianças e adolescentes de 3 a 17 anos, com ou</p><p>sem comorbidades, sendo a Pfizer liberada a partir</p><p>de 5 anos e a CoronaVac a partir de</p><p>3 anos, ambas em duas doses. Quanto à dose a ser aplicada é administrada em dose menor</p><p>(10 microgramas do imunizante) na idade de 5 a 11 anos, enquanto para os maiores de 12 anos</p><p>é realizada na mesma dose que para os adultos (30 microgramas). Já a vacina CoronaVac</p><p>é aplicada na mesma dose que a dos adultos, por ser feita de agente não vivo. A Anvisa,</p><p>recentemente, aprovou a vacina Pfizer para crianças de 6 meses a 5 anos, porém ainda está</p><p>em fase de implementação.</p><p>Além disso, foi liberada a dose de reforço (3.ª dose) para a população acima de 18 anos,</p><p>4 meses após a 2.ª dose. A dose de reforço também está liberada para adolescentes gestantes,</p><p>puérperas (12 a 17 anos) e indivíduos imunossuprimidos.</p><p>Vacinas contra o coronavírus aprovadas para uso de emergência no Brasil</p><p>Desenvolvedor País Tipo</p><p>de vacina</p><p>Esquema</p><p>de doses Observação</p><p>University</p><p>of Oxford/</p><p>AstraZeneca</p><p>Reino</p><p>Unido</p><p>Vetor viral</p><p>não</p><p>replicante</p><p>2 doses, com</p><p>intervalo de</p><p>4–12 semanas</p><p>Contém partículas</p><p>virais do vetor</p><p>adenovírus</p><p>recombinante</p><p>de chimpanzé</p><p>Instituto</p><p>Butantan/Sinovac</p><p>(CoronaVac)</p><p>China Vírus</p><p>inativado</p><p>2 doses, com</p><p>intervalo de</p><p>2–4 semanas</p><p>Pfizer/BioNtech EUA/</p><p>Alemanha mRNA</p><p>2 doses. Bula</p><p>prevê 21 dias.</p><p>MS indicou</p><p>12 semanas,</p><p>inicialmente</p><p>Janssen</p><p>Pharmaceuticals/</p><p>Johnson & Johnson</p><p>Bélgica</p><p>Vetor viral</p><p>não</p><p>replicante</p><p>Dose única</p><p>Contém</p><p>adenovírus</p><p>humano 26</p><p>↺</p><p>27</p><p>Imunizações</p><p>Outra novidade de 2022 foi a liberação da 4.ª dose para a população com início de aplicação</p><p>nos idosos, além de imunodeprimidos graves (acima de 12 anos).</p><p>6.2 Influenza ⚫</p><p>PNI</p><p>Quando Entre 6 meses e 5 anos ou a depender</p><p>de comorbidades</p><p>Tipo de vacina Inativado</p><p>A última pandemia por influenza foi em 2009, pelo H1N1. Por ser um vírus com grande</p><p>capacidade de modificação, novas cepas são geradas com frequência e estudos mostram</p><p>que a memória imunológica contra as cepas tem uma validade, tornando necessária</p><p>a revacinação anual.</p><p>As vacinas são feitas conforme as cepas mais frequentes no último ano: na trivalente são</p><p>escolhidas duas cepas de influenza A (H1N1 e H3N2) e uma cepa de influenza tipo B; na</p><p>quadrivalente são escolhidas 2 cepas de cada. Na campanha de 2022 está sendo utilizada</p><p>a vacina trivalente.</p><p>Como é uma doença sazonal, a campanha deve acontecer nos meses que precedem o período</p><p>de maior contágio (normalmente tem início entre março e abril). Ela é oferecida pelo SUS</p><p>para indivíduos de 6 meses a 5 anos (até 4 anos, 11 meses e 29 dias) e maiores de 60 anos.</p><p>Fora destas faixas etárias, ela é oferecida para pessoas com comorbidades e deficiências,</p><p>gestantes, indígenas, professores, trabalhadores de transporte coletivo, trabalhadores</p><p>portuários, funcionários da segurança pública e sistema prisional e população privada de</p><p>liberdade ⚫. É importante lembrar que crianças menores de 9 anos (até 8 anos, 11 meses</p><p>e 29 dias), quando forem vacinadas pela primeira vez, devem receber duas doses da vacina</p><p>com intervalo de 30 dias entre as doses.</p><p>7. Vacinas e gestantes</p><p>A gestação é um período importante para assegurar a saúde da mãe e da futura criança.</p><p>As infecções maternas durante a gestação podem implicar em malformações e morte fetal.</p><p>Como muitas dessas infecções são imunopreveníveis, profilaxias (como a imunização)</p><p>adequadamente estimuladas e implementadas asseguram uma gestação saudável e livre de</p><p>complicações.</p><p>Além disso, sabe-se que o IgG, imunoglobulina de memória imunológica, tem a capacidade de</p><p>atravessar a barreira placentária e de ser secretada no leite materno, garantindo proteção até</p><p>o período de 6 meses e o primeiro ano de vida, momento em que há imaturidade imunológica</p><p>do bebê.</p><p>↺</p><p>28</p><p>Imunizações</p><p>O melhor momento para a imunização da gestante para a maioria das doenças é a pré-</p><p>concepção, conforme o calendário vacinal vigente. Se alguma vacina estiver faltando, existem</p><p>alguns conceitos básicos que você precisa guardar sobre vacinação em gestantes:</p><p>• Vacinas de vírus vivo não devem ser administradas pelo risco de causar transmissão do</p><p>vírus vacinal para o feto.*</p><p>• Se não há comprovação de aplicação da vacina questionada, a gestante é considerada</p><p>não vacinada.</p><p>• Se a gestante não tiver completado o esquema vacinal, deve-se continuar o esquema</p><p>a partir da dose registrada porque toda dose recebida e registrada é considerada válida.</p><p>* Uma exceção é em relação à vacina da febre amarela, em que deve ser avaliada com cautela</p><p>a relação de risco-benefício em áreas onde a doença é endêmica, por se tratar de uma vacina</p><p>de vírus vivo atenuado com risco teórico de transmissão ao feto. Se for ponderada a situação</p><p>e concluído que os benefícios são superiores aos riscos, a vacinação deverá ser realizada.</p><p>Agora chegamos ao ponto de maior importância desse subtema!</p><p>São vacinas indicadas durante a gestação:</p><p>• Vacina influenza na campanha anual em qualquer período gestacional. ⚫</p><p>• Esquema da vacina hepatite B para as gestantes que não foram previamente imunizadas.</p><p>• Esquema das vacinas de difteria e tétano (dT) para as gestantes que não foram previamente</p><p>imunizadas.</p><p>• dTpa (difteria, tétano e coqueluche do tipo acelular) após a 20.ª semana de gestação para</p><p>prevenir a coqueluche no lactente.</p><p>• Coronavírus, caso não a tenha recebido previamente.</p><p>Ou seja, toda gestante vai tomar a vacina de influenza e a dTpa durante a gestação e em todas</p><p>as gestações, mesmo se já tiver tomado essas vacinas em outra gravidez ou se seu calendário</p><p>vacinal estiver completo.</p><p>A seguir, encontra-se o calendário vacinal para o ano de 2022.</p><p>Memorize-o! Desta decoreba realmente não dá para escapar!</p><p>↺</p><p>29</p><p>Imunizações</p><p>Calendário básico do Ministério da Saúde de 2022 ⚫</p><p>G</p><p>ru</p><p>po</p><p>a</p><p>lv</p><p>o</p><p>Id</p><p>ad</p><p>e</p><p>BC</p><p>G</p><p>H</p><p>ep</p><p>at</p><p>ite</p><p>B</p><p>Pe</p><p>nt</p><p>a/</p><p>D</p><p>TP</p><p>V</p><p>IP</p><p>/V</p><p>O</p><p>P</p><p>Pn</p><p>eu</p><p>m</p><p>oc</p><p>óc</p><p>ic</p><p>a</p><p>10</p><p>V</p><p>(c</p><p>on</p><p>ju</p><p>ga</p><p>da</p><p>)</p><p>Ro</p><p>ta</p><p>ví</p><p>ru</p><p>s</p><p>hu</p><p>m</p><p>an</p><p>o</p><p>M</p><p>en</p><p>in</p><p>go</p><p>có</p><p>ci</p><p>ca</p><p>C</p><p>(c</p><p>on</p><p>ju</p><p>ga</p><p>da</p><p>)</p><p>Fe</p><p>br</p><p>e</p><p>am</p><p>ar</p><p>el</p><p>a</p><p>H</p><p>ep</p><p>at</p><p>ite</p><p>A</p><p>Tr</p><p>íp</p><p>lic</p><p>e</p><p>vi</p><p>ra</p><p>l</p><p>Te</p><p>tr</p><p>a</p><p>vi</p><p>ra</p><p>l</p><p>V</p><p>ar</p><p>ic</p><p>el</p><p>a</p><p>H</p><p>PV</p><p>Pn</p><p>eu</p><p>m</p><p>oc</p><p>óc</p><p>ic</p><p>a</p><p>23</p><p>V</p><p>D</p><p>up</p><p>la</p><p>a</p><p>du</p><p>lto</p><p>dT</p><p>pa</p><p>In</p><p>flu</p><p>en</p><p>za</p><p>C</p><p>ri</p><p>an</p><p>ça</p><p>s</p><p>Ao</p><p>nascer</p><p>Dose</p><p>única</p><p>Dose ao</p><p>nascer</p><p>2</p><p>meses</p><p>1.ª dose</p><p>(com</p><p>penta)</p><p>1.ª dose</p><p>(com</p><p>VIP)</p><p>1.ª</p><p>dose</p><p>1.ª</p><p>dose</p><p>3</p><p>meses</p><p>1.ª</p><p>dose</p><p>4</p><p>meses</p><p>2.ª dose</p><p>(com</p><p>penta)</p><p>2.ª dose</p><p>(com</p><p>VIP</p><p>2.ª dose 2.ª</p><p>dose</p><p>5</p><p>meses</p><p>2.ª</p><p>dose</p><p>6</p><p>meses</p><p>3.ª dose</p><p>(com</p><p>penta)</p><p>3.ª dose</p><p>(com</p><p>VIP)</p><p>1 ou 2</p><p>doses</p><p>(anual)</p><p>9</p><p>meses</p><p>1</p><p>dose</p><p>12</p><p>meses Reforço Reforço 1</p><p>dose</p><p>15</p><p>meses</p><p>1.º</p><p>reforço</p><p>(com</p><p>DTP)</p><p>1.º</p><p>reforço</p><p>(com</p><p>VOP)</p><p>1</p><p>dose</p><p>1</p><p>dose</p><p>4 anos</p><p>2.º</p><p>reforço</p><p>(com</p><p>DTP)</p><p>2.º</p><p>reforço</p><p>(com</p><p>VOP)</p><p>Reforço 1</p><p>dose</p><p>5 anos</p><p>1 dose (a</p><p>depender</p><p>da situação</p><p>vacinal</p><p>anterior</p><p>com a</p><p>PNM10V)</p><p>9 anos 2 doses</p><p>(meninas</p><p>de 9 a 14</p><p>anos)</p><p>2 doses</p><p>(meninos</p><p>de 11 a 14</p><p>anos)A</p><p>do</p><p>le</p><p>sc</p><p>en</p><p>te</p><p>s</p><p>10 a 19</p><p>anos</p><p>3 doses</p><p>(verificar</p><p>a situação</p><p>vacinal</p><p>anterior)</p><p>1 reforço</p><p>ou dose</p><p>única</p><p>(verificar</p><p>a situação</p><p>vacinal)</p><p>Vacina</p><p>ACWY</p><p>Dose</p><p>única</p><p>(verificar</p><p>a situação</p><p>vacinal</p><p>2 doses</p><p>(verificar</p><p>a situação</p><p>vacinal)</p><p>1 dose (a</p><p>depender</p><p>da situação</p><p>vacinal</p><p>anterior)</p><p>Reforço</p><p>a cada 10</p><p>anos</p><p>A</p><p>du</p><p>lto</p><p>s</p><p>20 a 59</p><p>anos</p><p>3 doses</p><p>(verificar</p><p>a situação</p><p>vacinal</p><p>anterior)</p><p>Dose</p><p>única</p><p>(verificar</p><p>a situação</p><p>vacinal)</p><p>2 doses</p><p>(20 a 29</p><p>anos)</p><p>1 dose (30</p><p>a 49 anos)</p><p>(verificar a</p><p>situação</p><p>vacinal)</p><p>1 dose (a</p><p>depender</p><p>da situação</p><p>vacinal</p><p>anterior)</p><p>Reforço</p><p>a cada 10</p><p>anos</p><p>1 dose</p><p>(anual)</p><p>(a partir</p><p>de 55</p><p>anos)</p><p>↺</p><p>30</p><p>Imunizações</p><p>Id</p><p>os</p><p>os 60</p><p>anos ou</p><p>mais</p><p>3 doses</p><p>(verificar</p><p>a situação</p><p>vacinal</p><p>anterior)</p><p>Dose</p><p>única</p><p>(verificar</p><p>a situação</p><p>vacinal</p><p>Reforço</p><p>Reforço</p><p>a cada 10</p><p>anos</p><p>1 dose</p><p>(anual)</p><p>G</p><p>es</p><p>ta</p><p>nt</p><p>es 3 doses</p><p>(verificar</p><p>a situação</p><p>vacinal</p><p>anterior</p><p>3 doses</p><p>(verificar</p><p>a situação</p><p>vacinal)</p><p>1 dose a</p><p>cada</p><p>gestação</p><p>a partir</p><p>da 20.ª</p><p>semana</p><p>1 dose</p><p>(anual)</p><p>Calendário vacinal PNI</p><p>CALENDÁRIO NACIONAL DE VACINAÇÃO 2022 - Calendário de vacinação da criança</p><p>IDADE VACINAS DOSES DOENÇAS EVITADAS</p><p>Ao nascer</p><p>BCG — ID Dose única Formas graves</p><p>de tuberculose</p><p>Vacina</p><p>hepatite B Dose Hepatite B</p><p>2 meses</p><p>Vacina pentavalente</p><p>(DTP + HB + Hib)</p><p>1.ª dose</p><p>Difteria, tétano, coqueluche, hepatite B,</p><p>meningite e outras infecções causadas</p><p>pelo Haemophilus influenzae tipo b</p><p>VIP (vacina inativada</p><p>poliomielite)</p><p>Poliomielite</p><p>(paralisia infantil)</p><p>VORH (vacina oral</p><p>de rotavírus humano) Diarreia por rotavírus</p><p>Vacina pneumocócica</p><p>10 valente</p><p>Doenças invasivas e otite média aguda</p><p>causadas por Streptococcus pneumoniae</p><p>sorotipos 1, 4, 5, 68, 7F, 9V, 14, 18C, 19F e 23F</p><p>3 meses Vacina meningocócica C</p><p>(conjugada) 1.ª dose Doenças invasivas causadas por Neisseria</p><p>meningitidis do sorogrupo C</p><p>4 meses</p><p>Vacina pentavalente</p><p>(DTP + HB + Hib)</p><p>2.ª dose</p><p>Difteria, tétano, coqueluche, hepatite B,</p><p>meningite e outras infecções causadas pelo</p><p>Haemophilus influenzae tipo b</p><p>VIP (vacina inativada</p><p>poliomielite) Poliomielite (paralisia infantil)</p><p>VORH (vacina oral</p><p>de rotavírus humano) Diarreia por rotavírus</p><p>Vacina pneumocócica</p><p>10 valente</p><p>Doenças invasivas e otite média aguda</p><p>causadas por Streptococcus pneumoniae</p><p>sorotipos 1, 4, 5, 68, 7F, 9V, 14, 18C, 19F e 23F</p><p>5 meses Vacina meningocócica C</p><p>(conjugada) 2.ª dose Doenças invasivas causadas por</p><p>Neisseria meningitidis do sorogrupo C</p><p>6 meses</p><p>Vacina pentavalente</p><p>(DTP + HB + Hib)</p><p>3.ª dose</p><p>Difteria, tétano, coqueluche, hepatite B,</p><p>meningite e outras infecções causadas</p><p>pelo Haemophilus influenzae tipo b</p><p>VIP (vacina inativada</p><p>poliomielite) Poliomielite (paralisia infantil)</p><p>9 meses Vacina febre amarela 1.ª dose Febre amarela</p><p>↺</p><p>31</p><p>Imunizações</p><p>12 meses</p><p>SRC (tríplice viral) 1.ª dose Sarampo, caxumba e rubéola</p><p>Vacina pneumocócica</p><p>10 valente Reforço</p><p>Doenças invasivas e otite média aguda</p><p>causadas por Streptococcus pneumoniae</p><p>sorotipos 1, 4, 5, 68, 7F, 9V, 14, 18C, 19F e 23F</p><p>Vacina meningocócica C</p><p>(conjugada) Reforço Doenças invasivas causadas por</p><p>Neisseria meningitidis do sorogrupo C</p><p>15 meses</p><p>VOP (vacina oral</p><p>poliomielite) 1.º reforço Poliomielite (paralisia infantil)</p><p>Vacina hepatite A Dose única Hepatite A</p><p>DTP (tríplice bacteriana) 1.º reforço Difteria, tétano e coqueluche</p><p>SCRV (tetra viral) Dose única Sarampo, caxumba, rubéola e varicela</p><p>4 anos</p><p>DTP (tríplice bacteriana) 2.º reforço Difteria, tétano e coqueluche</p><p>VOP (vacina oral</p><p>poliomielite) 2.º reforço Poliomielite (paralisia infantil)</p><p>Vacina varicela 2.ª dose Varicela (catapora)</p><p>Vacina febre amarela Reforço Febre amarela</p><p>De 5 a 11 anos Vacina Covid-19 2 doses Covid-19</p><p>9 anos* (meninas)</p><p>* Até 14 anos, 11 meses e 29 dias</p><p>HPV quadrivalente 2 doses Infecções pelo papilomavírus</p><p>humano 6, 11, 16 e 18</p><p>Campanha Influenza 2 doses ou</p><p>dose única Infecções pelos vírus influenza</p><p>A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) possui algumas vacinas com diferenças em relação</p><p>ao PNI. A maioria das instituições cobra apenas o PNI e, por esse motivo, o foco da nossa</p><p>aula foi nele, mas vamos deixar abaixo o calendário da SBP, caso precise consultá-lo.</p><p>↺</p><p>32</p><p>Imunizações</p><p>Calendário vacinal SBP</p><p>Idade</p><p>Ao</p><p>n</p><p>as</p><p>ce</p><p>r Meses Anos</p><p>2 3 4 5 6 7-11 12 15 18 4 a 6 10 11-12 13-15 16 17-19</p><p>BCG ID</p><p>Hepatite B Adolescentes não vacinados</p><p>deverão receber 3 doses</p><p>Rotavírus</p><p>DTP/DTPa</p><p>dT/dTpa</p><p>Hib</p><p>VOP/VIP</p><p>Pneumocócica</p><p>conjugada</p><p>Meningocócica</p><p>conjugada C</p><p>e ACWY</p><p>Meningocócica B</p><p>recombinante</p><p>Adolescentes não vacinados</p><p>deverão receber duas doses</p><p>Influenza A partir dos 6 meses</p><p>SCR/ Varicela/</p><p>SCRV</p><p>Reforço entre</p><p>15 meses a</p><p>4 anos</p><p>Adolescentes não vacinados</p><p>deverão receber duas doses</p><p>de ambas as vacinas</p><p>Hepatite A Adolescentes não vacinados</p><p>deverão receber duas doses</p><p>HPV Meninos e meninas a partir</p><p>dos 9 anos</p><p>Febre amarela A partir dos 9 meses e</p><p>1 reforço aos 4 anos</p><p>1 dose para não vacinados</p><p>previamente</p><p>Dengue</p><p>Crianças e adolescentes</p><p>a partir dos 9 anos com</p><p>infecção prévia comprovada</p><p>E para finalizar a aula, vamos a 2 questões para treinar o conhecimento sobre o calendário</p><p>vacinal.</p><p>↺</p><p>33</p><p>Imunizações</p><p>Questão 09</p><p>(SES - RJ - 2021) Lactente de 10 meses é levado à consulta ambulatorial de rotina, sem</p><p>queixas. Seu exame físico está normal. Verifica-se que seu calendário vacinal está completo</p><p>até os 5 meses. Segundo o Calendário Nacional de Vacinação, a atualização das vacinas</p><p>desse paciente deve ser realizada da seguinte forma:</p><p>a) Penta, VIP e febre amarela, simultaneamente.</p><p>b) Penta e VIP imediatamente; febre amarela após quatro semanas.</p><p>c) Penta imediatamente; VIP e febre amarela após quatro semanas.</p><p>d) Penta imediatamente; VIP após quatro semanas da dose da penta; febre amarela</p><p>após quatro semanas da dose da VIP.</p><p>CCQ: As vacinas pentavalente, VIP e febre amarela</p><p>podem ser administradas simultaneamente</p><p>Questão bastante comum que nos pede para analisar quais vacinas estão faltando de</p><p>acordo com a faixa etária.</p><p>Então, vamos lá: como fazer para recuperar a imunização dessa criança? As bancas</p><p>gostam desse estilo de questão porque exige alguns conhecimentos além da “decoreba”.</p><p>Nesse caso, a criança tem 10 meses, mas o seu calendário vacinal só está completo até</p><p>os 5 meses. Então, estão faltando as vacinas dos 6 meses, que são a pentavalente</p><p>(difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, Haemophilus influenzae b) e VIP (a vacina</p><p>inativada contra a poliomielite), e a dos 9 meses, de febre amarela.</p><p>A única recomendação é que a vacina da febre amarela não seja aplicada simultaneamente</p><p>à vacina tríplice/tetra viral, sendo necessário aguardar pelo menos 30 dias entre elas.</p><p>Como não é o caso, podemos administrar todas simultaneamente.</p><p>Gabarito: alternativa A.</p><p>Questão 10</p><p>(HBP - RP - 2021) Sobre o programa de imunizações indicado pelo Ministério da Saúde,</p><p>qual das alternativas abaixo é verdadeira?</p><p>a) A vacina contra HPV apresenta ação contra os subtipos carcinogênicos 6 e 11.</p><p>b) A idade máxima para a primeira dose de rotavírus é de 6 meses.</p><p>c) Aos 12 meses a criança recebe as vacinas contra sarampo, caxumba, rubéola,</p><p>pneumocócica 10-valente e meningocócica C.</p><p>d) Pacientes HIV positivos recebem 3 doses da vacina contra hepatite B com o triplo</p><p>da dosagem.</p><p>↺</p><p>34</p><p>Imunizações</p><p>CCQ: As vacinas dos 12 meses são a tríplice viral</p><p>e o reforço da pneumocócica e meningocócica</p><p>Ótima questão que traz vários CCQs que consideramos importantes de serem guardados.</p><p>Outra forma de cobrar o tema é exatamente assim, abordando conceitos variados em</p><p>cada alternativa.</p><p>Vamos comentar cada uma:</p><p>Alternativa A - Incorreta: A vacina contra o HPV é a quadrivalente, que protege contra</p><p>os subtipos 6, 11, 16 e 18. Lembrando que os tipos 6 e 11 estão envolvidos nas lesões</p><p>benignas epiteliais e o 16 e 18 são os comprovadamente carcinogênicos.</p><p>Alternativa B - Incorreta: As idades de vacinação para o rotavírus são aos 2 meses ou</p><p>até, no máximo, 3 meses e 15 dias para a primeira dose, e a segunda dose aos 4 meses</p><p>ou, no máximo, 7 meses e 29 dias, limites impostos pela predisposição à intussuscepção</p><p>pós-vacina em lactentes maiores.</p><p>Alternativa C - Correta: As vacinas realizadas aos 12 meses estão corretamente descritas</p><p>na alternativa. Lembrando que as doses de pneumocócica 10-valente e meningocócica C</p><p>são reforços enquanto a tríplice viral é a primeira dose.</p><p>Alternativa D - Incorreta: Os pacientes HIV positivos recebem uma dose da vacina contra</p><p>hepatite B ao nascer e aos 2, 4, 6 meses sob a forma de penta com o dobro do volume</p><p>recomendado e um reforço aos 15 meses.</p><p>Gabarito: alternativa C.</p><p>↺</p><p>35</p><p>Imunizações</p><p>Top 3</p><p>1 Calendário vacinal por faixa etária.</p><p>2 Vacinas contraindicadas em casos de imunossupressão</p><p>(vacinas vivas X não vivas).</p><p>3 Vacinação do sarampo.</p><p>Aprofundando o Pareto ▶</p><p>Clique aqui e</p><p>assista ao</p><p>Aprofundando</p><p>o Pareto</p><p>http://https://cdn.jwplayer.com/previews/P6joa2Go-BgKRBVhQ</p><p>https://aristoclass.com.br/mais-aristo/videos/Aprofundando%20o%20Pareto/Pediatria?id=62a74c9bd7023b4b4de5a772</p><p>www.aristo.com.br</p><p>equipe@aristo.com.br</p><p>aristoresidenciamedica</p><p>+55 21 9 9699 8020</p><p>http://www.aristo.com.br</p><p>mailto:equipe@aristo.com.br</p><p>https://www.instagram.com/aristoresidenciamedica/</p><p>https://wa.me/5521996998020</p><p>1. Vacinas vivas ⚫</p><p>2. Vacinas não vivas ⚫</p><p>3. Contraindicações gerais à vacinação</p><p>4. Regras básicas sobre a aplicação das vacinas</p><p>5. Calendário vacinal</p><p>5.1 BCG ⚫</p><p>Questão 01</p><p>5.2 Hepatite B</p><p>5.3 Poliomielite</p><p>VIP</p><p>VOP</p><p>5.4 VORH (vacina oral de rotavírus humano)</p><p>5.5 Meningocócica</p><p>Questão 02</p><p>5.6 Pneumocócica</p><p>5.7 Vacina contra difteria, tétano e pertussis</p><p>Questão 03</p><p>5.8 Pentavalente</p><p>Questão 04</p><p>5.9 Tríplice viral: sarampo, caxumba e rubéola ⚫</p><p>Questão 05</p><p>Questão 06</p><p>5.10 Varicela</p><p>Questão 07</p><p>5.11 Hepatite A</p><p>5.12 Febre amarela ⚫</p><p>Questão 08</p><p>5.13 HPV</p><p>5.14 Dengue ⚫</p><p>6. Vacinas sazonais/pandemia</p><p>6.1. Coronavírus</p><p>6.2 Influenza ⚫</p><p>7. Vacinas e gestantes</p><p>Questão 09</p><p>Questão 10</p><p>Aprofundando o Pareto ▶</p><p>TOP 3</p>

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