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Prévia do material em texto

<p>Conteudista: Prof. Me. Alessandro José Nunes da Silva</p><p>Revisão Técnica: Prof. Me. Alessandro José Nunes da Silva</p><p>Revisão Textual: Prof.ª Dra. Luciene Oliveira da Costa Granadeiro</p><p>Objetivo da Unidade:</p><p>Apresentar aos alunos informações básicas sobre as atividades de trabalho com</p><p>movimentação</p><p>de cargas, visando aos seguintes aspectos: barreiras de segurança, obrigações</p><p>legais, responsabilidades técnicas e ações para proteção e prevenção de ocorrências de</p><p>incidentes e acidentes nesse tipo de trabalho.</p><p>📄 Contextualização</p><p>📄 Material Teórico</p><p>📄 Material Complementar</p><p>📄 Referências</p><p>Movimentação de Carga</p><p>A movimentação de carga, seja ela utilizada com máquinas e equipamentos ou no manuseio</p><p>manual, é atividade estratégica e deve ser pensada pelos profissionais que organizam a produção</p><p>porque promove interação de atividades, e pode gerar excessos de manipulação dos produtos e</p><p>de tráfego interno que são fatores que contribuem para boa parte dos acidentes que ocorrem em</p><p>muitos setores das empresas. O controle dos riscos de manuseio de materiais é um dos</p><p>principais riscos em vários setores de trabalho: como canteiros de obras, atividades rurais</p><p>“laranja, cana, eucalipto”, mineradoras, ferroviária, siderúrgicas, fundição, caldeiraria, usinagem,</p><p>automotivas, usinas, fábrica de papéis, armazéns, serrarias, estaleiros e outras indústrias</p><p>pesadas.</p><p>Os acidentes, em muitas indústrias de processo – como metalúrgica, portuária, química,</p><p>alimentícia, de papel, dentre outras –, ocorrem principalmente durante o manu-seio dos produtos</p><p>finais, seja manualmente ou no uso de equipamentos de elevação, como: talhas, ponte rolante,</p><p>guindastes e empilhadeiras.</p><p>Os riscos de acidentes, durante as atividades de movimentação de carga, têm alguns pontos que</p><p>devem ser observados, como: (a) a liberação de energia durante o manuseio e transporte do</p><p>material pode causar ferimentos e danos; (b) a quantidade de profissionais envolvidos nas</p><p>atividades e expostos é significativo; (c) a interação de atividade, uma vez que as diferentes</p><p>operações podem ser realizadas simultaneamente e exigir cooperação em vários ambientes,</p><p>apresentará uma necessidade particularmente urgente de informação e comunicação claras. A</p><p>alta probabilidade de erros e omissões humanas nessas situações de interação pode criar</p><p>situações perigosas.</p><p>Página 1 de 4</p><p>📄 Contextualização</p><p>Muito dos adoecimentos por LER/DORT são gerados na movimentação de carga manual onde a</p><p>manipulação da matéria-prima pode conter peças leves ou pesadas, repetividades ou não, mas a</p><p>magnitude do risco vai ser determinada pelas características tecnológicas e organizacionais, pelo</p><p>ambiente e pelas medidas ergonômicas adotadas. Para garantir a segurança no manuseio do</p><p>material, é necessário identificar o sistema com os vários elementos inter-relacionados. Quando</p><p>são feitas mudanças em qualquer elemento do sistema, seja equipamento, mercadoria,</p><p>procedimentos, ambiente, pessoas, administração ou organização, o risco também pode mudar.</p><p>Vídeo</p><p>Projeto Série 100% Seguro | Gruas – Parte 1 (Versão Completa)</p><p>Projeto Série 100% Seguro | Gruas - Parte 1 (Versão Completa)Projeto Série 100% Seguro | Gruas - Parte 1 (Versão Completa)</p><p>Legislação NR 11</p><p>Os acidentes com a movimentação de carga interna ou externa estão associados ao uso de</p><p>veículos de transporte, equipamentos de elevar ou carregamento manual. Nos locais de trabalho,</p><p>há diferentes tipos de situações associados ao manuseio e transporte de materiais, envolvendo</p><p>caminhões, empilhadeiras, guindastes, ponte rolante, correias transportadoras, pórticos ou</p><p>monovias, talhas, grua, caminhão munck e sistemas de transporte ferroviário. É importante</p><p>assistir ao vídeo a seguir para ver as formas de acidentes que ocorrem com guindastes e pontes</p><p>rolantes.</p><p>Página 2 de 4</p><p>📄 Material Teórico</p><p>Vídeo</p><p>Acidentes com Guindastes e Pontes Rolantes</p><p>A Norma Regulamentadora 11 trata das medidas de segurança mínimas que devem ser adotadas</p><p>no sistema de transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais, tanto de forma</p><p>mecânica, quanto manual, de modo a evitar acidentes no local de trabalho. Para maiores</p><p>conhecimentos práticos de como formar esses profissionais que atuam nessa atividade, é</p><p>importante assistir ao vídeo de movimentação de cargas, amarração, eslingas, disponível a</p><p>seguir:</p><p>acidentes com Guindastes e Pontes Rolantesacidentes com Guindastes e Pontes Rolantes</p><p>Vídeo</p><p>Movimentação de Cargas – Amarração Eslingas</p><p>Na fase de compra de um equipamento e máquinas, a equipe de segurança deve ficar atenta,</p><p>uma vez que isso deve ser calculado e construído, por profissionais com registro na categoria de</p><p>classe, seguindo as normas técnicas vigentes, de maneira que ofereçam as necessárias</p><p>garantias de resistência e segurança e conservados em perfeitas condições de trabalho.</p><p>A NR 11 determina que as equipes de logística, manutenção, segurança e produção atentem de</p><p>forma especial aos cabos de aço, cordas, correntes, roldanas e ganchos que deverão ser</p><p>inspecionados, permanentemente, substituindo-se as suas partes defeituosas. Devem adotar</p><p>regras de vida útil desses acessórios, a fim de preservar a integridade física dos trabalhadores,</p><p>bem como proteger os bens da empresa.</p><p>A movimentação de cargas, por envolver uma interação de atividade em sua maioria, seja no</p><p>momento do carregamento e descarregamento, seja no momento do deslocamento, deve ter, nos</p><p>ambientes de trabalho, sinalização de forma preventiva, os equipamentos devem possuir</p><p>sinalização indicando, em lugar visível, a carga máxima de trabalho permitida. Os equipamentos</p><p>de transporte motorizados deverão possuir sinal de advertência sonora (buzina). A seguir, há um</p><p>Movimentação de Cargas - Amarração EslingasMovimentação de Cargas - Amarração Eslingas</p><p>vídeo de sinalização e carga suspensa que mostra a importância da sinalização no local de</p><p>trabalho onde existe a interação de atividade:</p><p>Clique no botão para conferir o vídeo indicado.</p><p>ASSISTA</p><p>As operações manuais, como carregamento e descarregamento de produtos e matérias-primas,</p><p>podem envolver, por exemplo, o carregamento de sacos de cimentos em um comércio de material</p><p>de construção, o reabastecimento das prateleiras em um supermercado, a atividade de um</p><p>vendedor de calçados em uma loja com escadas, a movimentação manual em peças de até 20 kg</p><p>em atividade de logística em grandes indústrias. As variabilidades e as diferenças entre as</p><p>atividades devem ser analisadas com um olhar sistêmico atendendo à NR 17 (BRASIL, NR 17,</p><p>2015).</p><p>A atividade de logística em uma empresa, cada vez mais, tem a sua importância, visto que está</p><p>diretamente ligada a custos, produtividade, segurança, dentre outras coisas. Por isso as técnicas</p><p>de armazenagem influenciam diretamente no meio ambiente de trabalho, porque, se não for bem</p><p>projetada, pode dificultar o trânsito, a iluminação e o acesso às saídas de emergência. Portanto,</p><p>devem estar em espaço que não haja grandes deslocamentos para evitar perda de produtividade</p><p>Vídeo</p><p>Napo e os Sinais de Segurança: Sinais de Proibição/Perigo</p><p>e aumento de risco de acidente, conforme mostra o vídeo do Napo sobre o planejamento do</p><p>layout para movimentação de carga.</p><p>Clique no botão para conferir o vídeo indicado.</p><p>ASSISTA</p><p>A NR 11 determina que os operadores de equipamentos de transporte motorizado sejam</p><p>habilitados e só dirijam se, durante o horário de trabalho, portarem um cartão de identificação,</p><p>com nome e fotografia, em lugar visível. A formação dos profissionais para a movimentação de</p><p>carga deve se estender aos acessórios, à manutenção, aos ajustes, dentre outros assuntos.</p><p>Vídeo</p><p>Napo: Movimentos Seguros</p><p>Saiba Mais</p><p>Para maiores conhecimentos sobre movimentação de carga, pesquisar a</p><p>Cultura de Segurança</p><p>A cultura de segurança é um conjunto de maneiras de fazer e de pensar amplamente</p><p>compartilhadas pelos atores de uma organização, sobre o controle dos riscos mais graves</p><p>relacionados às suas atividades (BOISSIÈRES, 2017).</p><p>Para compreender a segurança,</p><p>é preciso entender os dois componentes que são</p><p>complementares:</p><p>A segurança pode se encontrar ameaçada nas duas dimensões, tanto por uma falta de respeito a</p><p>regras fundamentais em situações bem identificadas, como por uma capacidade de adaptação</p><p>insuficiente diante de situações que não foram previstas (BOISSIÈRES, 2017).</p><p>A equipe de segurança deve reconhecer que ninguém possui por si só todas as chaves da</p><p>segurança. Ela supõe um debate entre os conhecimentos científicos dos especialistas de</p><p>processos e segurança e os conhecimentos oriundos da experiência individual e coletiva dos</p><p>operadores e gestores do chão de fábrica (BOISSIÈRES, 2017).</p><p>Norma Regula-mentadora nº 29 Segurança e Saúde no Trabalho Portuário</p><p>(BRASIL, NR 29, 2014).</p><p>A segurança normatizada valoriza a conformidade às regras – no campo</p><p>da ergonomia, chamamos de trabalho prescrito;</p><p>A segurança em ação valoriza as competências dos trabalhadores,</p><p>presentes em tempo real, que identificam a situação real e reagem de</p><p>maneira apropriada – no campo da ergonomia, chamamos de trabalho</p><p>real.</p><p>Portanto, os gestores devem investir nas duas dimensões, uma vez que a articulação entre os</p><p>dois, por meio de uma melhor consideração do retorno de experiência do campo para a prescrição</p><p>do trabalho. Esse é um papel essencial dos gestores chão de fábrica (BOISSIÈRES, 2017). Para</p><p>elucidar, apresentaremos a Figura 1 a seguir:</p><p>Figura 1 – Segurança normatizada e segurança em ação</p><p>Fonte: BOISSIÈRES, 2017</p><p>#ParaTodosVerem: o fluxograma apresenta uma comparação entre "Segurança</p><p>normatizada" e "Segurança em ação", destacando como a combinação das duas resulta</p><p>em "Segurança industrial". No lado esquerdo, há um círculo laranja com o texto "Segurança</p><p>normatizada prever da melhor maneira possível". Abaixo dele, há três itens listados:</p><p>Especialistas; Barreiras técnicas; Regras e procedimentos; Estes itens levam a um bloco</p><p>cinza com o texto "Comportamentos de conformidade". No lado direito, há um círculo azul</p><p>com o texto "Segurança em ação a presença para lidar com o imprevisto". Abaixo dele, há</p><p>três itens listados: Competência; Capacidade de aprendizagem; Adaptação; Estes itens</p><p>levam a um bloco cinza com o texto "Comportamentos proativos". Os dois círculos são</p><p>ligados por um sinal de mais no centro, e há um sinal de igual ligando a soma deles ao</p><p>círculo cinza com o texto "Segurança industrial". Fim da descrição.</p><p>Assim sendo, para que um Sistema de Gestão de Saúde e Segurança seja atuante, as equipes</p><p>devem investir nas duas dimensões: a segurança normatizada, que prevê a nidificação das</p><p>tarefas críticas e estabelecer uma segurança técnica (barreiras de segurança), descrevendo os</p><p>procedimentos mais realistas; a segurança em ação, que valoriza a experiência e a competência</p><p>das equipes e dos gestores de chão de fábrica.</p><p>Valorizando a cultura de segurança, para as ações de movimentação de carga, de-vem-se avaliar</p><p>as situações mais frequentes de riscos presentes, tais como: a) Esforço físico durante a</p><p>manipulação manual; b) Queda da carga sobre trabalhadores; c) Trabalhadores presos entre</p><p>objetos; d) Choque entre equipamentos ou cargas; e) Queda de trabalhadores; e) Cortes e</p><p>ferimentos recebidos através de contato com os equipamentos ou cargas.</p><p>Diante desse cenário, é importante avaliar os sistemas de manuseio de materiais. Para cada</p><p>atividade, no projeto, deve-se pensar sobre quais são as influências de risco de acidentes.</p><p>Considerando a variabilidade de tarefas, atividades e setores de trabalho, devem ser utilizados</p><p>diferentes critérios de segurança. É importante considerar todas as etapas do ciclo de vida do</p><p>sistema: projeto, operação normal e problemas ocorridos no passado, somente após essa</p><p>avaliação que a equipe deve projetar e implementar o sistema de melhorias na movimentação de</p><p>carga, conforme mostra a Figura 2 a seguir:</p><p>Figura 2 – Sistema de avaliação de manuseio de material</p><p>Fonte: HAKKINEN, 2019</p><p>#ParaTodosVerem: descrição de um fluxograma com três partes principais. Na primeira</p><p>parte, quatro pessoas sentadas ao redor de uma mesa quadrada, cada uma</p><p>representando um elemento: "Entorno", "Equipamento", "Pessoal" e "Carga". No centro da</p><p>mesa, há uma engrenagem com setas apontando para ela de cada um desses elementos,</p><p>indicando que todos contribuem para a engrenagem central. Abaixo da mesa está escrito:</p><p>"Organização/Gestão - Projetos - Sistemas de Segurança". A segunda parte mostra uma</p><p>tarefa com uma linha pontilhada indo para "Correto" (representado por uma medalha) e</p><p>"Incorreto" (representado por uma engrenagem quebrada). A linha que vai para "Correto"</p><p>continua para "Análise de Segurança". A terceira parte, à direita, mostra duas pessoas em</p><p>outra mesa com um padrão quadriculado, com várias setas apontando em diferentes</p><p>direções, sugerindo melhorias. As palavras "Resultado", "Tarefa", "Análise de Segurança" e</p><p>"Melhorias" estão conectadas por linhas pontilhadas, indicando o fluxo do processo. Fim</p><p>da descrição.</p><p>Princípios Práticos de Prevenção</p><p>Ao desenvolver o material educativo (HAKKINEN, 2019) para ações de proteção e prevenção</p><p>sobre atividades de movimentação de carga, a Organização Internacional do Trabalho (OIT)</p><p>descreve os 22 princípios práticos de prevenção apresentados a seguir:</p><p>Eliminar todas as operações desnecessárias de transporte e</p><p>manipulação de carga: considerando que muitos processos de</p><p>movimentação de carga são intrinsecamente perigosos, a primeira</p><p>estratégia a ser adotada pela equipe de segurança é eliminar algumas</p><p>operações de manuseio de materiais e transporte. Com essa ação, o risco</p><p>nesse processo produtivo diminui. A organização, através de fluxo</p><p>contínuo sem fases separadas de transporte e manuseio pode ser uma</p><p>estratégia. Na fase de planejamento e de projetos, pode-se eliminar o</p><p>transporte de cargas complexas e fatigantes. A equipe também pode</p><p>encontrar soluções para um trans-porte mais eficiente e racional,</p><p>analisando a logística e o fluxo de materiais durante os processos de</p><p>fabricação e transporte.</p><p>Um ergonomista com olhar sistêmico, que teve em sua formação ergonomia de projeto,</p><p>concepção e atividade, pode ajudar muito nas propostas de melhorias.</p><p>Exemplo: a proibição de passar desnecessariamente por locais de carga e descarga</p><p>basicamente elimina a exposição a vários tipos de riscos associados à movimentação de carga.</p><p>Eliminar as pessoas do espaço delimitado para transporte e manipulação</p><p>de carga: quando os trabalhadores se afastam fisicamente das cargas</p><p>que devem ser movidas, as condições de segurança melhoram reduzindo</p><p>a exposição a perigos. Por isso, em áreas de risco e perigo previamente</p><p>identificados na movimentação de carga, devem ser criadas regras de</p><p>tráfego, sinalização e guarda corpo que impeça de trabalhadores circulem</p><p>pela área. Em muitos locais, a visualização no manuseio de peças</p><p>grandes impede os operadores observarem todos os pontos necessários,</p><p>por isso a interação de atividade nesses locais tem que ser combatida</p><p>adotando como estratégia a eliminação das pessoas da área de</p><p>risco/perigo.</p><p>Separar ao máximo as operações de transporte de carga para evitar</p><p>choques entre as cargas: quanto maior a frequência de cruzamento entre</p><p>veículos, veículos e equipamentos, veículos e pessoas, equipamentos e</p><p>pessoas, maior a probabilidade de colisões. A separação das operações</p><p>de transporte é importante ao planejar o transporte seguro dentro da</p><p>fábrica que vise, no mínimo, evitar a queda de materiais, atropelamentos e</p><p>batidas. Diferentes tipos de separações podem ser considerados, por</p><p>exemplo: pedestres, veículos de tráfego leve e pesado, transpor-te entre</p><p>locais de trabalho, manuseio de materiais dentro de um local de trabalho,</p><p>armazenamento, movimentação da linha de produção, embarque e</p><p>desembarque.</p><p>Saiba Mais</p><p>Para maiores conhecimentos, pesquisar no item 34.10 Movimentação de</p><p>Cargas da Norma Regulamentadora nº 34 condições e meio ambiente de</p><p>trabalho na indústria da construção, reparação e desmonte naval (BRASIL,</p><p>NR 34, 2018).</p><p>Proporcionar espaço</p><p>suficiente para o transporte e manipulação: uma</p><p>causa frequente de acidentes é a existência de espaço insuficiente para o</p><p>manuseio de materiais. Por exemplo, as mãos dos trabalhadores podem</p><p>ser deixadas entre a carga e a parede quando estiver movimentando os</p><p>materiais manualmente. O espaço necessário para as operações de</p><p>transporte e manuseio deve ser cuidadosamente considerado no projeto</p><p>da instalação ou durante as modificações. É aconselhável reservar uma</p><p>“margem de segurança” para poder fazer alterações futuras nas</p><p>dimensões das cargas e tipos de equipamentos. Frequentemente, o</p><p>volume de produtos fabricados tende a aumentar ao longo do tempo, mas</p><p>o espaço para sua manipulação se torna cada vez menor. É importante</p><p>garantir o espaço de manobra para as empilhadeiras;</p><p>Projetar processos de transporte contínuo, evitando pontos de</p><p>descontinuidade: o fluxo contínuo de materiais reduz a probabilidade de</p><p>acidentes. O projeto de uma instalação é de importância crucial para a</p><p>aplicação desse princípio de segurança. Os acidentes concentram-se em</p><p>pontos onde o fluxo de materiais é interrompido porque o equipamento de</p><p>transporte e manuseio é trocado, ou por razões de produção. A</p><p>intervenção humana é frequentemente necessária para descarregar e</p><p>carregar, consertar, empacotar, levantar e arrastar etc. Dependendo dos</p><p>materiais manipulados, as correias transportadoras geralmente permitem</p><p>um fluxo mais contínuo de materiais do que empilhadeiras ou guindastes.</p><p>As atividades de transporte devem ser organizadas de tal forma que os</p><p>veículos circulem pela fábrica em um círculo de mão única, sem</p><p>movimentos em ziguezague ou contratempos. Como os pontos de</p><p>descontinuidade tendem a ocorrer em áreas que separam diferentes</p><p>departamentos ou locais de trabalho, a produção e o transporte devem ser</p><p>planejados de modo a evitar aquelas “terras de ninguém” com</p><p>movimentação descontrolada de materiais;</p><p>Utilizar elementos padrão na manipulação de materiais: por motivos de</p><p>segurança, geralmente é melhor organizar a movimentação de cargas</p><p>utilizando dispositivo padrão de cargas. Uma estratégia é utilizar o</p><p>conceito de carregamento por unidade, que é realizado através dos</p><p>materiais colocados em contêineres ou paletes, assim ficam mais fáceis</p><p>de serem ajustados e movimentados, mas depende de que outros</p><p>elementos da cadeia de transporte sejam ajustados, como, por exemplo,</p><p>prateleiras de armazenamento, empilhadeiras, veículos motorizados e</p><p>dispositivos de fixação de guindastes projetados para essas cargas</p><p>unitárias;</p><p>Conhecer o material a ser manipulado ou transportado: o conhecimento</p><p>das características dos materiais a serem transportados é um pré-</p><p>requisito para a segurança do transporte. A seleção dos fixadores</p><p>apropriados da carga ou dos mecanismos de elevação deve ser feita</p><p>levando-se em conta o peso, o centro de gravidade e as dimensões da</p><p>mercadoria que deve ser fixada para elevação e transporte. Ao manusear</p><p>materiais perigosos, são necessárias informações sobre reatividade,</p><p>inflamabilidade e riscos à saúde.</p><p>Exemplo de caso: o material pode ser maleável, cilíndrico, quadrado, contendo produtos</p><p>perigosos, produto com alça, produtos em pallets, encaixotados, dentre outros. Ao avaliar o</p><p>produto, a equipe deve definir quais equipamentos e mecanismos de elevação devem ser</p><p>adotados, juntamente com os acessórios de içamento como ganchos, cintas, correntes, olhal,</p><p>dentre outros e também do formato de amarração de cargas.</p><p>NR 11: os equipamentos devem possuir sinalização indicando, em lugar visível, a carga máxima</p><p>de trabalho permitida.</p><p>Manter o peso da carga abaixo da capacidade de trabalho segura: o uso</p><p>de cargas acima do peso é muito comum, uma vez que os equipamentos</p><p>são fabricados com as margens de segurança, mas a equipe de</p><p>segurança deve criar regras específicas rígidas para evitar tais situações,</p><p>porque o uso com sobrecargas é uma das causas mais comuns de lesões</p><p>associadas a sistemas de manuseio de materiais. A perda de equilíbrio e</p><p>quebra de materiais são resultados típicos da sobrecarga de</p><p>equipamentos de manuseio. A sobrecarga pode ocorrer quando o peso ou</p><p>centro de gravidade da carga é mal avaliado, resultando em fixação e</p><p>manuseio inadequados.</p><p>Estabelecer um limite de velocidade suficientemente baixo para garantir</p><p>um movimento seguro: os limites de velocidade dos veículos nos locais</p><p>de trabalho variam entre 10 km/h a 40 km/h. Em corredores, portas,</p><p>cruzamentos e corredores estreitos, velocidades mais baixas devem ser</p><p>utilizadas. Um operador experiente pode adaptar a velocidade do veículo</p><p>Exemplo de caso: um supervisor estava falando ao celular e, ao sair da porta do barracão, seguiu</p><p>em linha contínua, não pelo local demarcado, e acabou sendo atropelado por uma empilhadeira,</p><p>vindo a sofrer fraturas de membros inferiores e superiores. O uso de celular tem sido uma das</p><p>principais causas de acidentes de trânsito, sejam nas batidas ou nos atropelamentos.</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>conforme exigido por cada situação, mas é importante que a equipe de</p><p>segurança crie a regra para estabelecer a velocidade dos locais, bem</p><p>como organize a sinalização dos locais de movimentação, sempre</p><p>avaliando a interação de atividades de trabalhadores próprios e terceiros.</p><p>Leitura</p><p>Estatística – Óbitos no Estado de São Paulo</p><p>Evitar a elevação de cargas em altura acima do tronco dos</p><p>trabalhadores: o levantamento de materiais acima da altura do tronco</p><p>aumenta o risco da gravidade da lesão. É importante que a equipe no</p><p>levantamento de risco aponte todos os pontos críticos em que as cargas</p><p>fiquem suspensas acima do tronco do trabalhador, e nesses locais devem</p><p>ter regras para a demarcação do espaço para que se possa movimentar a</p><p>carga. Nos pontos onde os riscos maiores foram identificados no uso do</p><p>transporte elevado de cargas, a equipe deve propor estratégias de redução</p><p>de risco.</p><p>Vídeo</p><p>Projeto Série 100% Seguro | Gruas – Parte 1 (Versão Completa)</p><p>Projeto Série 100% Seguro | Gruas - Parte 1 (Versão Completa)Projeto Série 100% Seguro | Gruas - Parte 1 (Versão Completa)</p><p>Evitar métodos de manipulação que exijam subir ou trabalhar em alturas</p><p>elevadas: o trabalho em altura é um dos maiores riscos na atividade</p><p>laboral, por isso deve-se de toda forma diminuir esse risco,</p><p>primeiramente criando meios de identificação do</p><p>trabalho em altura durante a movimentação de carga,</p><p>não é uma tarefa fácil, por causa da grande</p><p>variabilidade de tarefas, mas os operadores podem</p><p>informar quando ocorre. Esse mapeamento permite</p><p>um melhor planejamento, modificando a sequência de</p><p>trabalho, usando vários acessórios e ferramentas de</p><p>içamento por controle remoto ou através de</p><p>mecanização e automação para reduzir o risco no</p><p>trabalho em altura;</p><p>Colocar proteções nos pontos de perigo: devem-se instalar barreiras de</p><p>segurança em pontos de perigo dos equipamentos de manuseio de</p><p>materiais, tais como correntes de empilhadeiras, acionadores de cabos de</p><p>guindaste e correias transportadoras. As barreiras devem impedir o</p><p>acesso aos pontos de perigo;</p><p>Transportar e elevar pessoas utilizando somente equipamentos</p><p>destinados a esse fim: a equipe de segurança deve criar regras para</p><p>evitar que as máquinas usadas para mover materiais, sejam utilizadas</p><p>para a movimentação de pessoas. Existem plataformas especiais para</p><p>elevar as pessoas conforme determinação da NR 18 anexo IV das</p><p>Plataformas de Trabalho Aéreo;</p><p>Manter a estabilidade de equipamentos e cargas: alguns acidentes</p><p>ocorrem como resultado da perda de estabilidade de equipamentos,</p><p>mercadorias ou prateleiras de armazenamento, especialmente no caso de</p><p>empilhadeiras ou guindastes móveis. A seleção de equipamentos e</p><p>máquinas estáveis é a primeira medida para reduzir o perigo. A</p><p>contratação de operadores com experiência é um primeiro passo para</p><p>garantir a segurança, é preciso, nesses casos, criar meio de busca do</p><p>retorno de experiência dos operadores, bem como realizar treinamentos</p><p>rotineiros com exemplos</p><p>de centro de gravidade e para reconhecimentos</p><p>das condições de instabilidade sempre utilizando a prática dos</p><p>trabalhadores.</p><p>Nesse caso, deve-se reforçar a segurança em ação, em complemento da</p><p>segurança normatizada, porque é uma oportunidade de progresso,</p><p>garantido a vivência dos operadores. Por isso é um momento de a equipe</p><p>de segurança adquirir aprendizado (BOISSIÈRE, 2017);</p><p>Proporcionar aos operadores uma boa visibilidade: considerando os</p><p>princípios ergonômicos de redução de risco, a visibilidade na</p><p>movimentação de carga é importantíssima para a segurança e para a</p><p>saúde do trabalhador. A utilização de empilhadeira para abastecer uma</p><p>prateleira de 10 pavimentos (10 metros de altura) pode influenciar na</p><p>flexão cervical do trabalhador que se utiliza do corpo para ter uma boa</p><p>visualização e, em um dado momento, o trabalhador pode ter uma hérnia</p><p>discal na cervical, ou uma operação de ponte rolante perigosa, no</p><p>momento de encaixar os eletrodos em espaço específico, em forno de</p><p>alta capacidade, a distância e a iluminação podem atrapalhar e gerar</p><p>acidentes. Nesse caso, uma medida poderia ser adotada, uma câmara,</p><p>por exemplo, por se tratar de atividade habitual.</p><p>Em qualquer caso, os materiais causam perda de visibilidade e esse</p><p>efeito deve ser sempre considerado. Utilizar os espelhos em pontos</p><p>estratégicos podem favorecer o olhar em locais encobertos ampliando a</p><p>visibilidade dos operadores. Importante eliminar os locais encobertos para</p><p>permitir visão direta. Para isso, é preciso ter o retorno de experiência dos</p><p>operadores. A sinalização ou pintura é uma boa medi-da de segurança</p><p>porque, ao marcar os pontos de perigo e obstruções na área de trabalho –</p><p>por exemplo, colunas, bordas de portas e docas de carga, elementos</p><p>protuberantes das máquinas e partes móveis do equipamento – podem</p><p>auxiliar os operadores e também garantir boa iluminação, e melhorar</p><p>consideravelmente a visibilidade em pontos estratégicos como escadas,</p><p>corredores e portas de saída;</p><p>Substituir a manipulação e transporte manual por mecanizada e</p><p>automatizada: após uma avaliação ergonômica, deve-se pensar em</p><p>formas mais seguras de movimentação manual de carga, uma vez que a</p><p>movimentação manual, durante uma jornada de trabalho, gera muitos</p><p>acidentes e adoecimentos. Deve-se pensar em meios que possam ser</p><p>utilizados como carrinhos, esteiras, talhas, paletizadoras e manipuladores</p><p>mecânicos, dentre outros que a equipe de ergo-nomia pensar. Nesse</p><p>caso, é importante identificar esses pontos para planejar, em longo prazo,</p><p>a melhoria do ambiente de trabalho;</p><p>Proporcionar e manter uma comunicação eficaz: nas atividades de</p><p>manuseio de material, a comunicação proporciona a propagação e a</p><p>transmissão de uma informação, um sinal, dentre outras. Podem ser uma</p><p>comunicação não verbal, comunicação assertiva e comunicação escrita.</p><p>Considerando que a comunicação, em muitas atividades de</p><p>movimentação de carga, é determinante na qualidade do trabalho e tem</p><p>um papel importantíssimo para a redução de acidente com perda de</p><p>material e de vidas.</p><p>Um dos desafios da equipe de segurança é diminuir as falhas de</p><p>comunicações. Os equipamentos de comunicação são importantes para o</p><p>uso dos operadores na comunicação com o pessoal de produção, os</p><p>transportadores, os estivadores, os motoristas de equipamentos e o</p><p>pessoal de manutenção. Os sinais de trânsito para os locais de trabalho</p><p>não são tão conhecidos como os das vias públicas. No entanto, muitos</p><p>dos riscos são comuns. Portanto, é importante usar sinais apropriados</p><p>para o tráfego interno para facilitar a comunicação de advertências de</p><p>perigo e alertar os motoristas sobre as precauções necessárias;</p><p>Aplicar os princípios de ergonomia, visando as interfaces humanas com</p><p>a manipulação de material: a análise ergonômica deve ser realizada nas</p><p>atividades que os trabalhadores apontarem como prioritárias, uma vez que</p><p>muitas atividades podem ser resolvidas com o retorno de experiência dos</p><p>trabalhadores no momento da identificação, sempre considerando que os</p><p>trabalhadores têm excelentes ideias para melhorar o trabalho. Devem-se</p><p>observar os princípios ergonômicos para evitar erros e esforços</p><p>desnecessários. A iluminação, a comunicação e a visualização são itens</p><p>importantes para os operadores e para a equipe de segurança que</p><p>profissionais de ergonomia podem auxiliar.</p><p>É importante garantir que haja espaço suficiente para que os</p><p>trabalhadores realizem os movimentos necessários para o manuseio</p><p>É importante se atentar para as variações individuais em idade, força, saúde, experiência e as</p><p>características físicas podem exigir modificação de tarefas e espaço de trabalho.</p><p>manual dos materiais. Além disso, posturas excessivamente forçadas</p><p>devem ser evitadas, como o levantamento manual de cargas acima da</p><p>cabeça, e não exceder os pesos máximos permitidos para elevação</p><p>manual.</p><p>Proporcionar capacitação e assessoramento adequados: trabalhos de</p><p>movimentação de carga são geralmente considerados pelos recursos</p><p>humanos como de baixo nível de estudo para justificar o treinamento aos</p><p>trabalhadores. O número de motoristas especializados de guindastes e</p><p>empilhadeiras está diminuindo no ambiente de trabalho e há uma</p><p>tendência crescente de considerar o trabalho com guindastes e</p><p>empilhadeiras como uma tarefa que quase todos os trabalhadores</p><p>possam fazer, mas essa lógica deve causar preocupação na equipe de</p><p>segurança. Embora as medidas técnicas e ergonômicas possam reduzir</p><p>os riscos, a habilidade do trabalhador é o fator principal e decisivo para</p><p>evitar situações perigosas em lo-cais de trabalho dinâmicos e em</p><p>interação de atividades;</p><p>Proporcionar aos trabalhadores envolvidos os EPI adequados: alguns</p><p>tipos de lesões podem ser evitados com o uso de equipamentos de</p><p>proteção individual adequados durante as tarefas de manuseio de</p><p>material, como calçados de segurança que evitam o escorregamento e</p><p>quedas, luvas grossas, óculos de segurança e capacetes. Se houver</p><p>riscos especiais que exijam isso, deve-se usar proteção contra quedas,</p><p>respiradores e roupas especiais de segurança. Uma equipe de trabalho</p><p>deve garantir que o EPI diminua a visibilidade, e é importante fornecer EPI</p><p>Formação Profissional para a Movimentação de Carga</p><p>No que tange à formação profissional, a equipe de segurança deve pensar muito sobre cinco</p><p>estágios de aprendizado (DREYFUS & DREYFUS, 1980) os quais são classificados como:</p><p>iniciante, competente, proficiente, experiente e mestre.</p><p>Para a operação de máquinas de movimentação de carga, deve-se pensar nesses estágios de</p><p>formação para, no mínimo, deixar os profissionais proficientes executarem as atividades. Muito</p><p>cuidado com a troca constante de profissionais, pois pode deixar os riscos muito altos no meio</p><p>ambiente de trabalho.</p><p>que evite ser facilmente capturado por equipamentos ou fisgado por</p><p>partes móveis;</p><p>Realizar trabalhos de inspeção e manutenção adequados: uma</p><p>problemática constante e de pouca intervenção da equipe de segurança</p><p>são a inspeção e a manutenção, uma vez que, quando ocorrem acidentes</p><p>devido a falhas no equipamento, os motivos são frequentemente</p><p>procedimentos de inspeção e manutenção deficientes. As instruções</p><p>relativas às tarefas de inspeção e manutenção estão incluídas nos</p><p>padrões de segurança e nos manuais dos fabricantes. O não</p><p>cumprimento dos procedimentos indicados pode levar a situações</p><p>perigosas. Devem-se garantir inspeções detalhadas semanais e diárias</p><p>mais simplificadas. As auditorias devem ser feitas mensal, trimestral e</p><p>anualmente;</p><p>Prever mudanças nas condições ambientais e planejar de acordo: a</p><p>capacidade de pessoas e equipamentos se adaptarem às mudanças das</p><p>condições ambientais é limitada. As variáveis ambientais como vento,</p><p>chuva, calor, neve, devem ser consideradas pela equipe de segurança. Às</p><p>vezes, esses fatores climáticos também representam um risco adicional</p><p>quando, por exemplo, você trabalha acima ou abaixo da carga durante o</p><p>levantamento. O planejamento também deve incluir procedimentos</p><p>seguros para executar essas tarefas.</p><p>Para o desenvolvimento dos conteúdos de cada curso, além do obrigatório, deve-se atentar para</p><p>princípios práticos de prevenção, riscos de acidentes, formas de inspeções, responsabilidades,</p><p>amarração de cargas, critérios de descarte para cabos de aço, cintas e correntes, capacidade de</p><p>carga dos cabos de aço, cintas e correntes, prática de operação e inspeção de ponte rolante,</p><p>valorizar a aula prática, avaliação teórica, dentre outros que a equipe entender necessários para</p><p>realidade da empresa.</p><p>Vídeo</p><p>Modelo de Expertise de Dreyphus: Aplicação Prática</p><p>Modelo de expertise de Dreyphus: aplicação práticaModelo de expertise de Dreyphus: aplicação prática</p><p>No campo das ações de movimentação de carga, seja ela com uso de máquinas e equipamentos</p><p>ou na movimentação manual, o profissional de segurança precisa ficar atento as várias</p><p>legislações que tratam do assunto presentes nas Normas regulamentadoras, dentre elas</p><p>destaco: Nº 12, 17, 18, 19, 22, 29, 30, 31, 34, 36 e 37.</p><p>Para iniciar o processo de formação profissional, o profissional de segurança, deve considerar o</p><p>que é determinado na NR 1, onde:</p><p>O empregador deve promover capacitação e treinamento dos trabalhadores.</p><p>Para a formação profissional deve ser emitido certificado contendo o nome e assinatura do</p><p>trabalhador, conteúdo programático, carga horária, data, local de realização do treinamento, nome</p><p>e qualificação dos instrutores e assinatura do responsável técnico do treinamento. O certificado</p><p>deve ser disponibilizado ao trabalhador e uma cópia arquivada na organização.</p><p>A capacitação deve incluir:</p><p>Treinamento inicial que deve ocorrer antes de o trabalhador iniciar suas</p><p>funções;</p><p>Treinamento periódico deve ocorrer de acordo com periodicidade</p><p>estabelecida nas NRs ou, quando não estabelecido, em prazo</p><p>determinado pelo empregador;</p><p>Treinamento eventual deve ocorrer quando houver mudança nos</p><p>procedimentos, condições ou operações de trabalho, que impliquem em</p><p>alteração dos riscos ocupacionais; na ocorrência de acidente grave ou</p><p>Regras de Segurança na Operação de Empilhadeira</p><p>fatal, que indique a necessidade de novo treina-mento; ou após retorno de</p><p>afastamento ao trabalho por período superior a 180 (cento e oitenta) dias.</p><p>Importante!</p><p>A carga horária, o prazo para sua realização e o conteúdo programático do</p><p>treinamento eventual deve atender à situação que o motivou. A capacitação</p><p>pode incluir:</p><p>Estágio prático, prática profissional supervisionada ou orientação em</p><p>serviço;</p><p>Exercícios simulados;</p><p>Ou habilitação para operação de veículos, embarcações, máquinas ou</p><p>equipamentos.</p><p>Inspecionar a área ao redor da empilhadeira antes de movimentá-la;</p><p>Obedecer à regra de sinalização de trânsito, circulando nas áreas</p><p>demarcadas para tal fim. Obedeça à placa de sinalização de tráfego ou</p><p>aos avisos de precaução;</p><p>É perigoso deixar ferramentas ou outros equipamentos sobre</p><p>empilhadeiras. Deixar desobstruídos os acessos aos pedais. Não operar</p><p>com os pés e as mãos molhados e/ou sujos de graxa e óleo;</p><p>Manter os garfos levantados a aproximadamente 15 cm em movimento;</p><p>É proibido realizar acrobacias, corridas ou brincadeiras enquanto estiver</p><p>operando empilhadeira;</p><p>É proibido transportar pessoas sobre cargas ou sobre a empilhadeira;</p><p>É proibido exceder o limite de peso especificado na placa de identificação</p><p>na empilhadeira;</p><p>É proibido deixar passagem de pessoas sob ou sobre os garfos;</p><p>Garantir a segurança ao elevar as cargas de grande porte e largura;</p><p>É proibido levantar cargas com apenas um dos garfos;</p><p>Reduza a velocidade em curvas, rampas, nos cruzamentos, em</p><p>superfícies molhadas ou escorregadias;</p><p>É proibido realizar curvas em rampas e/ou terrenos inclinados;</p><p>O corpo do operador deve permanecer na cabine do operador;</p><p>É proibido empilhar ou passar próximo ou sob tubulações de gás natural,</p><p>água, oxigênio, ar comprimido e outros;</p><p>A regra para estacionar a empilhadeira: seguir a inclinação da torre de</p><p>elevação para frente, abaixando os garfos até o solo; acionar o freio de</p><p>estacionamento; re-tirar a chave do contato; calçar as rodas quando em</p><p>declive;</p><p>Transitar em marcha à ré para transportar cargas volumosas que lhe</p><p>obstruam a visão ou para descer rampas;</p><p>É proibido transportar cargas sobrepostas que se tornem instáveis e difícil</p><p>de controlar;</p><p>Não ultrapasse outros veículos em locais de risco;</p><p>É proibido andar a uma distância menor do que, aproximadamente, três</p><p>vezes o comprimento da empilhadeira, em relação a outro veículo;</p><p>É proibido usar os garfos para empurrar peças, materiais e outros;</p><p>Não deve frear bruscamente, uma vez que pode despejar a carga e tombar</p><p>a empilhadeira;</p><p>É obrigatório o uso cinto de segurança;</p><p>Atenção para a altura de portas e instalações suspensas;</p><p>Não utilizar a empilhadeira para rebocar outra empilhadeira;</p><p>Cuidado com os desníveis;</p><p>Como medida de segurança, não salte da empilhadeira quando a mesma</p><p>estiver em movimento e/ou em situação de capotamento;</p><p>Incline o corpo para lado contrário do tombamento se ocorrer o</p><p>capotamento;</p><p>Em caso de capotamento, segure firme ao volante de direção;</p><p>Em caso de capotamento, firme os pés junto ao piso da cabine;</p><p>Manutenção</p><p>Uma das ações de garantir a segurança é desenvolver um plano de manutenção, sempre</p><p>respeitando a periodicidade indicada pelo fabricante, privilegiando a manutenção preventiva, que</p><p>deve ser programada e realizada regularmente, respeitando as boas práticas e executada por</p><p>equipe especializada, em conformidade com normas técnicas, manuais e determinada pela NR</p><p>12.</p><p>As manutenções preventivas com potencial de causar acidentes de trabalho devem ser objeto de</p><p>planejamento e gerenciamento efetuado por profissional legalmente habilitado. Conforme</p><p>determina a NR 12, as manutenções preventivas e corretivas devem ser registradas em livro</p><p>próprio, ficha ou sistema informatizado, com os seguintes dados: a) cronograma de manutenção;</p><p>b) intervenções realizadas; c) data da realização de cada intervenção; d) serviço realizado; e)</p><p>peças reparadas ou substituídas; f) condições de segurança do equipamento; g) indicação</p><p>conclusiva quanto às condições de segurança da máquina; h) nome do responsável pela</p><p>execução das intervenções.</p><p>O registro das manutenções deve ficar disponível aos trabalhadores envolvidos na operação,</p><p>manu-tenção e reparos, bem como à Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA –, ao</p><p>É proibido movimentar ou transportar material em caso de chuvas</p><p>intensas;</p><p>Utilize sempre o cinto de segurança;</p><p>Em caso da perda do controle por velocidade em marcha à ré, baixar</p><p>imediatamente os garfos como um sistema auxiliar de frenagem;</p><p>Não permita que pessoas aproximem-se do sistema de elevação (torre e</p><p>correntes), quando o mesmo estiver em funcionamento.</p><p>Serviço de Segurança e Medicina do Trabalho – SESMT – e à fiscalização do Ministério do</p><p>Trabalho e Emprego.</p><p>De acordo com a NR 11, que trata de Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de</p><p>Materiais, “Todos os transportadores industriais serão permanentemente inspecionados e as</p><p>peças defeituosas, ou que apresentem deficiências, deverão ser imediatamente substituídas”.</p><p>Inspeção Prévia</p><p>A inspeção deve ser realizada antes de iniciar a operação, os equipamentos devem ser checados</p><p>através de um check-list pré-operacional, elaborado pela equipe de segurança e de manutenção.</p><p>Um exemplo de check-list é o da empilhadeira que deve possuir: a) abastecimento (água, óleo,</p><p>combustível e bateria); b) buzina e dispositivos de sinalização; c) garfos e torre de levantamento;</p><p>d) pneus e proteções; e) freio de pé e de estacionamento; f) sinal sonoro para marcha à ré; g)</p><p>pisca-pisca no teto (giroflex); h) cinto de segurança.</p><p>No caso de o operador encontrar item desconforme, se for item que compromete a segurança, o</p><p>operador tem o direito de recusar operar um equipamento que oferece risco à vida, e deve realizar</p><p>a comunicação imediata com a equipe de manutenção enviando uma cópia do check-list.</p><p>No caso de o operador encontrar</p><p>algum equipamento de movimentação de carga, fora de</p><p>funcionamento, deverá entrar em contato imediato com a equipe de manutenção. Em hipótese</p><p>alguma, o operador deverá tentar solucionar o problema.</p><p>Importante!</p><p>A equipe de segurança deve sempre alertar que: ao operar um equipamento</p><p>com defeito, o profissional está colocando sua vida em risco e também a de</p><p>outros profissionais.</p><p>Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta</p><p>Unidade:</p><p>Livros</p><p>ABNT NBR 5418</p><p>Instalações elétricas em atmosferas explosivas.</p><p>ABNT NBR 6327</p><p>Cabo de aço para uso geral: requisitos mínimos.</p><p>ABNT NBR 7500</p><p>Identificação para transporte terrestre, manuseio, movimentação e armazenamento de produtos.</p><p>Página 3 de 4</p><p>📄 Material Complementar</p><p>ABNT NBR 9518</p><p>Equipamentos elétricos para atmosferas explosivas.</p><p>ABNT NBR 11900</p><p>Extremidades de laços de cabos de aço.</p><p>ABNT NBR 13541</p><p>Movimentação de carga: laço de cabo de aço.</p><p>ABNT NBR 13542</p><p>Movimentação de carga: anel de carga.</p><p>ABNT NBR 13543</p><p>Movimentação de carga: laços de cabo de aço: utilização e inspeção.</p><p>ABNT NBR 13544</p><p>Movimentação de carga: sapatilho para cabo de aço.</p><p>ABNT NBR 13544</p><p>Movimentação de carga: sapatilho para cabo de aço.</p><p>ABNT NBR 13545</p><p>Movimentação de carga: manilhas.</p><p>Capítulo V do Título II da CLT</p><p>Refere-se à Segurança e Medicina do Trabalho.</p><p>Convenção OIT 127</p><p>Peso máximo das cargas que podem ser transportadas por um só trabalhador.</p><p>Portaria MTE/GM no 86, de 3/3/05</p><p>Aprova o texto da NR 31, relativa à segurança e saúde no trabalho na agricultura, pecuária,</p><p>silvicultura, exploração florestal e aquicultura.</p><p>Portaria MTE/SIT/DSST no 56, de 17/09/03</p><p>Aprova e inclui na NR 11 o Regulamento Técnico de Procedimentos para Movimentação,</p><p>Armazenagem e Manuseio de Chapas de Mármore, Granito e Outras Rochas.</p><p>Resolução ANTT no 420, de 12/02/04</p><p>Instruções Complementares ao Regulamento do Transporte Terrestre de Produtos Perigosos.</p><p>Leituras</p><p>Ferramentas Ergonômicas? Para quê?</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>O Mito da Postura Correta</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>BOISSIÈRES, I. O ESSENCIAL – DA CULTURA DE SEGURANÇA. 12/2017. Disponível em:</p><p><https://www.icsi-eu.org/sites/default/fi-les/2020-07/Icsi_essencial_PO_cultura-</p><p>seguranca_2017.pdf>.</p><p>BRASIL. Ministério da Economia. Normas Regulamentadoras de Segurança e Saúde no Trabalho.</p><p>NR 11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais. Secretaria de</p><p>Trabalho 2016.</p><p>BRASIL. Ministério da Economia. Normas Regulamentadoras de Segurança e Saúde no Trabalho.</p><p>NR 17 – Ergonomia. Secretaria de Trabalho 2018.</p><p>BRASIL. Ministério da Economia. Normas Regulamentadoras de Segurança e Saúde no Trabalho.</p><p>NR 29 – Segurança e Saúde no Trabalho Portuário. Secretaria de Trabalho 2014.</p><p>BRASIL. Ministério da Economia. Normas Regulamentadoras de Segurança e Saúde no Trabalho.</p><p>NR 34 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção, Reparação e</p><p>Desmonte Naval. Secretaria de Trabalho 2019.</p><p>DREYFUS, S.; DREYFUS, H. (1980). A Five-Stage Model of the Mental Activities Involved. In:</p><p>Directed Skill Acquisition. Storming Media, 18.</p><p>HAKKINEN, K. Aplicaciones de la Seguridad. In: Principios de la prevención: mani-pulación de</p><p>materiales y tráfico interno. p. 58-82. Disponível em: <https://www.insst.es/tomo-ii>. 2019.</p><p>Página 4 de 4</p><p>📄 Referências</p><p>SESI. (20 de 06 de 2013). Projeto Série 100% Seguro | Gruas. Fonte: YOUTUBE:</p><p><https://www.youtube.com/watch?v=pQ7oVUeKXIA>.</p><p>SESI; SINDUSCON-BA; CBIC. (16 de 05 de 2014). 100% Seguro. Fonte: Transporte e Levantamento</p><p>de Carga Versão Completa: <https://www.youtube.com/watch?v=f4q4Z9NpMO4>.</p>

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