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<p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico,</p><p>Ordem Econômica</p><p>Livro Eletrônico</p><p>Presidente: Gabriel Granjeiro</p><p>Vice-Presidente: Rodrigo Calado</p><p>Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi</p><p>Gerência de Produção de Conteúdo: Magno Coimbra</p><p>Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais</p><p>do Gran Cursos Online. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer</p><p>outra forma de uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o</p><p>transgressor às penalidades previstas civil e criminalmente.</p><p>CÓDIGO:</p><p>230411138231</p><p>NATALIA RICHE</p><p>Procuradora da Fazenda Nacional. Chefe da Divisão de Defesa da Primeira Instância</p><p>da PRFN da Primeira Região. Possui especialização em Direito Público. Tem experiência</p><p>na área de Direito, com ênfase em Direito Tributário, Financeiro e Econômico. Atuou</p><p>como membro do Núcleo de Estudos Constitucionais (UniCeub) e do Grupo de</p><p>Pesquisa Direito e Democracia no Pensamento de Peter Häberle (IDP). Trabalhou</p><p>como voluntária no United Nations Women´s Guild, em Viena (tradutora de projetos).</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>3 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>SUMÁRIO</p><p>Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5</p><p>1. Ponto de Partida: Contextualização Histórica do Direito Econômico . . . . . . . . . . 5</p><p>1.1. Liberalismo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5</p><p>1.2. Intervencionismo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6</p><p>1.3. Principais Críticas ao Liberalismo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8</p><p>1.4. Novas Regulações Jurídicas e Revisão de Dogmas do Liberalismo . . . . . . . . . 9</p><p>2. Noções Introdutórias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10</p><p>2.1. Conceito e Finalidade do Direito Econômico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10</p><p>2.2. Política Econômica Estatal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11</p><p>2.3. O Direito Econômico como Direito Público . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11</p><p>2.4. Micro e Macroeconomia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12</p><p>2.5. Identificando os Sujeitos da Atividade Econômica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15</p><p>2.6. Os Principais Sistemas Econômicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16</p><p>2.7. Caracterizando as Normas de Direito Econômico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21</p><p>3. Jurisprudência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37</p><p>Resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46</p><p>Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57</p><p>Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65</p><p>Gabarito Comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66</p><p>Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 85</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>4 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>APRESENTAÇÃOAPRESENTAÇÃO</p><p>Olá, querido aluno!</p><p>Meu nome é Natália Riche e leciono Direito Financeiro e Econômico no Gran. Será um</p><p>prazer acompanhá-lo durante essa árdua (e recompensadora) trajetória. Minha história no</p><p>ramo dos concursos públicos é concisa, após me formar em direito, fui aprovada no concurso</p><p>de analista do MPU, e, antes de ser convocada, fui aprovada no concurso de Procurador da</p><p>Fazenda Nacional (PGFN).</p><p>Atuo na PGFN há mais de 9 anos, 8 deles na divisão de defesa da 1ª Instância da</p><p>Procuradoria Regional da Fazenda Nacional da 1ª Região, em Brasília (onde exerci o cargo</p><p>de chefia por 3 anos).</p><p>A primeira observação que quero deixar registrada é que no “mundo” dos concursos cada</p><p>trajetória é única, mas o objetivo final é sempre o mesmo e por isso você deve se preparar</p><p>com antecedência, perseverança e muita dedicação. Sempre gosto de dizer que não importa</p><p>quantos concorrentes você tem, o maior desafio é vencer a si mesmo. Cansaço, desânimo,</p><p>falta de tempo, e, principalmente, falta de um material adequado são os maiores percalços</p><p>no caminho de quem busca a aprovação.</p><p>Aqui no Gran o nosso compromisso é trazer um material completo e atualizado. Nossa</p><p>proposta também inclui abranger todo o conteúdo cobrado nas provas mais recentes de</p><p>Magistratura, Ministério Público e Procuradorias, juntamente com comentários detalhados</p><p>das principais bancas.</p><p>Vamos debater questões atuais e disponibilizar informações importantes para</p><p>memorização e compreensão da matéria.</p><p>O Direito Econômico não é uma disciplina muito conhecida pelos alunos, mas é cobrado</p><p>em todos os concursos para Procuradorias federais e estaduais, Magistratura, Ministério</p><p>Público e, por isso, não pode ser menosprezado.</p><p>Pela análise de inúmeras provas da matéria, fica muito claro que nosso estudo deverá</p><p>se pautar basicamente em dois pontos básicos: Ordem Econômica na Constituição Federal</p><p>e Lei Antitruste.</p><p>Você irá notar que alguns temas exigem a transcrição de artigos (a intenção é que você</p><p>realmente decore os principais), em outras aulas recorreremos à uma vasta jurisprudência.</p><p>Como já ressaltado, a grande maioria das questões se refere às disposições da Lei</p><p>Antitruste, seguida de alguns aspectos constitucionais.</p><p>Nesse caso, o foco também tem sido muito mais na legislação do que em aspectos</p><p>doutrinários e jurisprudenciais, entretanto a jurisprudência aparece em peso quando</p><p>tratamos de competência legislativa (que é nosso tema da aula de hoje) e princípios.</p><p>Por fim, lembre-se de que a extensão dos editais, a dificuldade das questões e a</p><p>concorrência não devem assustar os candidatos, ninguém precisa saber tudo ou ser o</p><p>melhor para ser aprovado, pois os que permanecem no caminho muitas vezes são os mais</p><p>persistentes e que acreditam em si mesmos.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>5 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>(STF-ADPF 235, DJ em 30/08/19)</p><p>É inconstitucional lei lei do Estado do Rio Grande do Sul que isenta trabalhadores</p><p>desempregados do pagamento do consumo de energia elétrica e de água pelo período</p><p>de seis meses: competência privativa da União (STF-ADI 2298-DJ em 13/12/19)</p><p>É inconstitucional lei estadual que proíbe a cobrança de taxa de religação de energia</p><p>elétrica em caso de corte de fornecimento por falta de pagamento, sem qualquer</p><p>ônus para o consumidor: competência privativa da União para legislar sobre energia.</p><p>(STF-ADI 5620-DJ em 20/11/19)</p><p>É inconstitucional lei estadual que dispõe sobre o fornecimento de informações</p><p>por concessionária de telefonia fixa e móvel para fins de segurança pública.</p><p>Competência privativa da União para legislar sobre telecomunicações (STF-ADI 4401-</p><p>DJ em 28/11/19)</p><p>Para finalizar esse inciso, não confunda a competência legislativa privativa com a</p><p>competência material exclusiva prevista no art. 21.</p><p>Art. 21</p><p>(...)</p><p>XI – compete exclusivamente à União explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão</p><p>ou permissão, os serviços de telecomunicações, nos termos da lei, que disporá sobre a organização</p><p>dos serviços, a criação de um órgão regulador e outros aspectos institucionais</p><p>XII – b) é competência administrativa exclusiva da União “explorar, diretamente ou mediante</p><p>autorização, concessão ou permissão os serviços e instalações de energia elétrica e o</p><p>aproveitamento energético dos cursos de água, em articulação com os Estados onde se situam</p><p>os potenciais hidroenergéticos”.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>30 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>• Serviço postal (inciso V)</p><p>− Principal julgado:</p><p>JURISPRUDÊNCIA</p><p>É inconstitucional lei municipal que proíbe entrega em determinado horário, sob</p><p>pena de multa e cancelamento do alvará de funcionamento: competência privativa</p><p>da união para legislar e administrar serviço postal. (STF-ADPF 222-DJ em 02/10/19)</p><p>• Sistema monetário e de medidas, títulos e garantias dos metais (inciso VI)</p><p>− Principais julgados:</p><p>JURISPRUDÊNCIA</p><p>A alteração do padrão monetário envolve necessariamente a fixação do critério de</p><p>conversão para a moeda: competência privativa da União para legislar sobre sistema</p><p>monetário (STF-(RE 291188/RN-DJ em 14/11/02)</p><p>Não confunda a competência legislativa privativa com a competência material exclusiva</p><p>prevista no art. 21.</p><p>Nos termos do art. 21, VII e VIII, a competência administrativa para tratar de moeda</p><p>e câmbio é exclusiva da União.</p><p>• Política de crédito, câmbio, seguros e transferência de valores (inciso VII)</p><p>− Principais julgados:</p><p>JURISPRUDÊNCIA</p><p>ICMS. Incidência. Seguradoras. Venda de veículos salvados. Inconstitucionalidade.</p><p>Ofensa aos arts. 22, VII, e 153, V, da CF. (...) O art. 7º, § 1º, item 4, da Lei paulista</p><p>6.374, de 1º-3-1989, previu a incidência de ICMS sobre as operações de vendas, por</p><p>seguradoras, de veículos envolvidos em sinistros. Vendas que se integram à própria</p><p>operação de seguro, constituindo recuperação de receitas e não atividade mercantil.</p><p>(RE 588.149, rel. min. Gilmar Mendes, j. 16-2-2011, Tema 216, com mérito julgado)</p><p>É inconstitucional lei estadual que amplia as formas de pagamento dos planos</p><p>privados de assistência à saúde, individuais ou coletivos, por violação à competência</p><p>privativa da União para legislar sobre a matéria (ADI 7.023, rel. min. Roberto Barroso,</p><p>DJE de 2-3-2023)</p><p>A Lei n. 6.704/2015 do Estado do Piauí disciplina a transferência dos depósitos judiciais</p><p>em dinheiro referentes a processos judiciais – tributários ou não tributários, realizados</p><p>em processos vinculados ao Tribunal de Justiça do Estado do Piauí –, bem como dos</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>31 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>depósitos em processos administrativos, independentemente de o Estado ser ou não</p><p>parte, para conta única do Poder Executivo. (...)Veiculação de normas que caracterizam</p><p>a usurpação da competência da União para legislar sobre: (i) o Sistema Financeiro</p><p>Nacional (art. 21, VIII, CF); (ii) a política de crédito e transferência de valores (art. 22,</p><p>VII e 192, CF); (iii) direito civil e processual (art. 22, I); e (iv) normas gerais de direito</p><p>financeiro (art. 24, I, CF) – atuação além dos limites de sua competência suplementar,</p><p>ao prever hipóteses e finalidades não estabelecidas na norma geral editada pela União.</p><p>(ADI 5.392, rel. min. Rosa Weber, DJE de 5-10-2020)</p><p>A competência para legislar sobre planos de saúde é privativa da União. Ainda que a Lei</p><p>federal 9.656/1998 preceitue a prévia comunicação aos usuários sobre alteração da</p><p>rede credenciada, não pode Lei estadual impor meio e forma para o cumprimento</p><p>de tal dever, por não dispor de competência concorrente quanto à matéria (ADI 5.173,</p><p>rel. min. Gilmar Mendes, DJE de 17-12-2019)</p><p>A política creditícia no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação é regulada por</p><p>legislação federal. (...)É competência privativa da União legislar sobre política de</p><p>crédito (art. 22, VII, CF). Inconstitucionalidade formal de legislação estadual ou distrital</p><p>que trata da matéria. (ADI 3.532, rel. min. Edson Fachin, DJE de 18-12-2019.)</p><p>• Comércio exterior e interestadual (inciso VIII)</p><p>− Principais julgados:</p><p>JURISPRUDÊNCIA</p><p>Lei n. 7.814, de 15 de dezembro de 2017, do Estado do Rio de Janeiro, que dispõe sobre</p><p>a proibição, no Estado, da utilização de animais para desenvolvimento, experimento</p><p>e teste de produtos cosméticos, higiene pessoal, perfumes, limpeza e seus</p><p>componentes. (...) Usurpação de competência da União. Limitações a comercialização</p><p>dos produtos derivados dessas atividades no Estado do Rio de Janeiro. Restrição ao</p><p>mercado interestadual. Alegação de ofensa aos artigos 22, VIII e 24, VI da Constituição</p><p>Federal. Ocorrência. (ADI 5.995, rel. min. Gilmar Mendes, DJE de 20-10-2021.)</p><p>Lei n. 1.939, de 30 de dezembro de 2009, do Estado do Rio de Janeiro, que dispõe</p><p>sobre a obrigatoriedade de informações nas embalagens dos produtos alimentícios</p><p>comercializados no Estado do Rio de Janeiro. Alegação de ofensa aos artigos 22,</p><p>VIII, e 24, V, da Constituição Federal. Ocorrência. Ausência de justificativa plausível</p><p>que autorize restrições às embalagens de alimentos comercializados no Estado do Rio</p><p>de Janeiro. Competência legislativa concorrente em direito do consumidor. Ausência.</p><p>Predominância de interesse federal a evitar limitações ao mercado interestadual</p><p>(ADI 750, rel. min. Gilmar Mendes, DJE de 9-3-2018)</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>32 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>É inconstitucional a lei estadual que cria restrições à comercialização, à estocagem e</p><p>ao trânsito de produtos agrícolas importados no Estado, ainda que tenha por objetivo</p><p>a proteção da saúde dos consumidores: competência privativa da União para comércio</p><p>exterior e interestadual (ADI 3813, DJ em 20/04/15)</p><p>É inconstitucional a lei estadual que dispõe sobre suspensão gradativa do escoamento</p><p>de sal marinho não beneficiado para outras unidades</p><p>da Federação: competência</p><p>privativa da União para comércio exterior e interestadual (ADI 2866, DJ em 06/08/10)</p><p>É inconstitucional a proibição local para a comercialização de amianto da variedade</p><p>crisotila: competência privativa da União para comércio exterior e interestadual (ADPF</p><p>234 MC, DJ em 06/02/12)</p><p>• Diretrizes da política nacional de transportes (inciso IX)</p><p>• Regime dos portos, navegação lacustre, fluvial, marítima, aérea e aeroespacial</p><p>(inciso X)</p><p>• Trânsito e transporte (inciso XI)</p><p>− Principais julgados:</p><p>JURISPRUDÊNCIA</p><p>Os atos normativos questionados, ao autorizarem a circulação dos veículos automotores</p><p>nas vias públicas sem que tenha sido providenciado o regular pagamento do IPVA,</p><p>disciplinando, diferentemente do Código de Trânsito Brasileiro, sobre os requisitos de</p><p>licenciamento, vistoria anual e emissão do certificado de registro de veículo automotor,</p><p>antes de tratarem de matéria tributária, disciplinam típica matéria de trânsito e transporte,</p><p>cuja competência é privativa da União Federal, conforme estabelecido no art. 22, XI, da</p><p>Constituição da República. (ADI 5.796, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJE de 16-4-2021)</p><p>Lei n. 9.270/2009, do Rio Grande do Norte: programa de inspeção e manutenção veicular</p><p>da frota do estado quanto à emissão de poluentes e ruídos. Alegada inconstitucionalidade</p><p>dos dispositivos da lei potiguar determinante de pagamento de tarifa sobre inspeção</p><p>veicular. (...) Concessão de serviço público: norma indissociável da previsão legal de</p><p>cobrança de tarifa. Inconstitucionalidade formal por usurpação da competência</p><p>privativa da união para legislar sobre trânsito e transporte. inc. II do art. 22 da</p><p>Constituição da República. (ADI 4.551, rel. min. Cármen Lúcia, DJE de 25-8-2020)</p><p>Obrigatoriedade de equipar os ônibus utilizados no serviço público de transporte</p><p>coletivo com dispositivos redutores de estresse para motoristas e cobradores.</p><p>Inconstitucionalidade. Competência privativa da União para legislar sobre trânsito e</p><p>transporte bem como sobre direito do trabalho. (ADI 3.671, rel. min. Gilmar Mendes,</p><p>DJE de 20-3-2020)</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=752292897</p><p>33 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>Os Municípios, ao editarem as leis locais regulamentando o transporte de passageiros</p><p>mediante aplicativo, deverão observar as regras impostas pela Lei federal n. 13.640/2018</p><p>(STF- ADPF 449/DF, RE 1054110/SP, julgado em 8/05 e 9/05/2019 -repercussão geral</p><p>(informativo 939 STF)</p><p>São inconstitucionais leis municipais que proíbam o serviço de transporte de passageiros</p><p>mediante aplicativo (STF- ADPF 449/DF, RE 1054110/SP,, julgado em 8/05 e 9/05/2019</p><p>-repercussão geral (informativo 939 STF)</p><p>É inconstitucional lei distrital que estenda a aplicação do direito distrital ao transporte</p><p>de passageiros realizado entre o Distrito Federal e a região do Entorno, transcendendo</p><p>os limites territoriais: competência da União para explorar e regular o transporte</p><p>interestadual de passageiros (STF-ADI 4338-DJ em 09/09/19)</p><p>É inconstitucional lei estadual que limite o credenciamento de clínicas para realização</p><p>de exames de aptidão física, mental e de avaliação psicológica a critério demográfico:</p><p>competência da União para legislar sobre trânsito e transporte (STF-ADI 5774-DJ em</p><p>03/10/19)</p><p>A disciplina e emissão de Certificado de Registro Veicular – CRV está inserida na</p><p>competência privativa da União para legislar sobre trânsito e transporte (STF-ADI</p><p>5916-DJ em 06/06/19).</p><p>É inconstitucional lei municipal que trata do transporte de cargas vivas nos municípios</p><p>de Santos: competência da União para legislar sobre transporte de animais (STF-ADPF</p><p>514- DJ em 16/05/19).</p><p>É inconstitucional lei estadual que delegue de serviço público de trânsito (fabricação</p><p>de placas de veículos automotores): competência privativa da União para legislar</p><p>sobre trânsito e transporte (STF-ADI 5332-DJ em 24/08/17).</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>34 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>União</p><p>transporte</p><p>interestadual</p><p>transporte</p><p>internacional</p><p>Estados</p><p>transporte</p><p>intermunicipal</p><p>intraestadual</p><p>Municípios</p><p>intramunicipal</p><p>interesse local</p><p>Para finalizar esse inciso, não confunda a competência legislativa privativa com a</p><p>competência material exclusiva prevista no art. 21.</p><p>Art. 21</p><p>(...) XII Compete exclusivamente à União explorar, diretamente ou mediante autorização,</p><p>concessão ou permissão:</p><p>(...)</p><p>c) a navegação aérea, aeroespacial e a infra-estrutura aeroportuária;</p><p>d) os serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos brasileiros e fronteiras nacionais,</p><p>ou que transponham os limites de Estado ou Território;</p><p>e) os serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros;</p><p>f) os portos marítimos, fluviais e lacustres</p><p>• Jazidas, minas, outros recursos minerais e metalurgia (inciso XII)</p><p>− Principais julgados:</p><p>JURISPRUDÊNCIA</p><p>Compete privativamente à União legislar sobre jazidas, minas, outros recursos minerais</p><p>e metalurgia (art. 22, XII, da CF), em razão do que incorre em inconstitucionalidade</p><p>norma estadual que, a pretexto de regulamentar licenciamento ambiental, regulamenta</p><p>aspectos da própria atividade de lavra garimpeira. (ADI 6.672, rel. min. Alexandre</p><p>de Moraes, DJE de 22-9-2021)</p><p>É inconstitucional lei estadual que define as condições de recolhimento das compensações</p><p>financeiras de sua titularidade, ou mesmo para arrecadá-las diretamente, por intermédio</p><p>de seus órgãos fazendários (STF-ADI 4606 DJ em 03/05/19)</p><p>• Sistemas de poupança, captação e garantia da poupança popular (inciso XIX)</p><p>• Sistemas de consórcios e sorteios (inciso XX)</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>35 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>JURISPRUDÊNCIA</p><p>Súmula Vinculante 2: É inconstitucional a lei ou ato normativo estadual ou distrital</p><p>que disponha sobre sistemas de consórcios e sorteios, inclusive bingos e loterias.</p><p>• Atividades nucleares de qualquer natureza (inciso XXVI)</p><p>• Propaganda comercial (inciso XXIX)</p><p>− Principal julgado:</p><p>JURISPRUDÊNCIA</p><p>É inconstitucional lei estadual que veda a propaganda de medicamentos e similares</p><p>nos meios de comunicação sonoros: competência privativa da União para legislar sobre</p><p>propaganda comercial (STF-ADI 5424-DJ em 3/12/18).</p><p>• Outros temas relevantes:</p><p>A essa altura imagino que você já esteja surpreso com o número de julgados sobre nosso</p><p>tema. Fique tranquilo, você verá que as demais aulas serão baseadas na lei e na Constituição</p><p>Federal e que a jurisprudência aparecerá somente em temas pontuais.</p><p>Entretanto, nesse momento é indispensável a leitura dos pontos destacados nos julgados</p><p>apresentados, já que representam a maior parte da nossa matéria inicial.</p><p>Segue abaixo mais uma seleção de julgados e temas relevantes para o nosso estudo. A</p><p>exemplo da Súmula Vinculante 49 (a grande campeã nas provas) todos eles são cobrados</p><p>de modo recorrente nos concursos públicos.</p><p>• Fixação</p><p>de distância mínima para instalação de farmácias e drogarias: interesse</p><p>local. (STF-ADI 2327/SP, DJ em 22/08/03)</p><p>Repare que esse julgado tratou da competência para cuidar do tema.</p><p>Em relação ao mérito o STF editou a Súmula Vinculante 49:</p><p>JURISPRUDÊNCIA</p><p>Ofende o princípio da livre concorrência lei municipal que impede a instalação de</p><p>estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada área.</p><p>No que se refere a limitação da distância entre postos de gasolina, o STF entende que</p><p>é possível a fixação, por lei municipal, de distância mínima entre postos de revenda de</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=2.NUME. E S.FLSV.&base=baseSumulasVinculantes</p><p>36 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>combustíveis, por motivo de segurança, inexistindo ofensa aos princípios constitucionais</p><p>da livre iniciativa e da livre concorrência (STF-AGRE717883).</p><p>• Tempo máximo de espera de clientes em filas de instituições bancárias: interesse</p><p>local (STF-RE 25417/RS AgR, DJ em 17/05/11)</p><p>• Competência do Município para fixar o horário de funcionamento de estabelecimento</p><p>comercial: Súmula Vinculante 38</p><p>• Segurança em estabelecimentos financeiros (terminais de autoatendimento):</p><p>competência municipal (STF- ARE 784.981AGr-DJ em 17/03/15)</p><p>• Extensão da gratuidade do transporte público coletivo urbano às pessoas</p><p>compreendidas na faixa etária entre sessenta e sessenta e cinco anos por lei</p><p>municipal: possibilidade (STF-RE 702848-DJ em 15/05/13)</p><p>• Fiscalização de operações financeiras e de autenticidade do ativo circulante (adoção</p><p>de equipamento que ateste autenticidade das cédulas de dinheiro nas transações</p><p>bancárias):competência exclusiva da União ( STF-ADI 3515-DJ em 29/09/11)</p><p>• É inconstitucional a lei ou ato normativo estadual ou distrital que disponha sobre</p><p>sistemas de consórcios e sorteios, inclusive bingos e loterias (Súmula vinculante 2)</p><p>• É inconstitucional norma estadual ou distrital que regulamente o funcionamento</p><p>de loterias: competência privativa da União (STF-ADI 3630, DJ em 30/06/2017)</p><p>006. 006. (FUNDEP/MPE-MG/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/2019/ADAPTADA) A lei</p><p>municipal que regulamenta o horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais</p><p>padece de inconstitucionalidade formal derivada da imprópria ingerência da Administração</p><p>Pública em atividade privada.</p><p>O item está incorreto, pois contraria a Súmula Vinculante n. 38.</p><p>Errado.</p><p>007. 007. (CESPE/TCE-RO/PROCURADOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE CONTAS/2019) Determinado</p><p>município editou lei proibindo a utilização de automóveis particulares cadastrados em</p><p>aplicativos para o transporte individual remunerado de pessoas.</p><p>Nessa situação hipotética, a referida lei é inconstitucional, pois viola os princípios da livre</p><p>iniciativa e da livre concorrência, não sendo permitido ao município impor qualquer restrição</p><p>à atividade.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>37 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>Conforme vimos na aula de hoje, o item está incorreto, pois contraria o julgado do STF de</p><p>09/05/19 (RE 1054110/SP).</p><p>Errado.</p><p>3 . JURISPRUDÊNCIA3 . JURISPRUDÊNCIA</p><p>JURISPRUDÊNCIA</p><p>AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. COMERCIALIZAÇÃO DE ÁGUA</p><p>MINERAL. LEI MUNICIPAL. PROTEÇÃO E DEFESA DA SAÚDE. COMPETÊNCIA CONCORRENTE.</p><p>INTERESSE LOCAL. EXISTÊNCIA DE LEI DE ÂMBITO NACIONAL SOBRE O MESMO TEMA.</p><p>CONTRARIEDADE. INCONSTITUCIONALIDADE. 1. A Lei Municipal n. 8.640/00, ao proibir a</p><p>circulação de água mineral com teor de flúor acima de 0, 9 mg/l, pretendeu disciplinar</p><p>sobre a proteção e defesa da saúde pública, competência legislativa concorrente, nos</p><p>termos do disposto no art. 24, XII, da Constituição do Brasil. 2. É inconstitucional lei</p><p>municipal que, na competência legislativa concorrente, utilize-se do argumento</p><p>do interesse local para restringir ou ampliar as determinações contidas em texto</p><p>normativo de âmbito nacional. Agravo regimental a que se nega provimento. (STF-</p><p>RE 596489/RS AgR, DJ em 19//11/09)</p><p>A regra que confia privativamente à União legislar sobre ‘sistema monetário’ (art.</p><p>22, VI) é norma especial e subtrai, portanto, o direito monetário, para esse efeito,</p><p>da esfera material do direito econômico, que o art. 24, I, da CR inclui no campo da</p><p>competência legislativa concorrente da União, do Estados e do Distrito Federal.(STF-</p><p>RE 291.188-DJ em 14/11/02)</p><p>Proibição de fabricar, vender e comercializar armas de fogo de brinquedo no Estado.</p><p>Competência concorrente da União, dos Estados, do Distrito Federal e Municípios</p><p>para legislar sobre proteção à infância e à juventude. Competência concorrente</p><p>para legislar sobre matéria de produção e consumo. A mera circunstância de uma</p><p>norma demandar atuação positiva do Poder Executivo não a insere no rol de leis cuja</p><p>iniciativa é privativa do Chefe do Executivo. (ADI 5.126, rel. min. Gilmar Mendes,</p><p>DJE de 18-1-2023.)</p><p>A autorização e regulamentação da venda e do consumo de bebidas alcoólicas em</p><p>eventos esportivos, estádios e arenas desportivas em um Estado-membro não invade</p><p>a competência da União prevista no art. 24, V e IX e §§1º a 3º, da Constituição da</p><p>República. (...) Espaço constitucional deferido ao sentido do federalismo cooperativo</p><p>inaugurado pela Constituição Federal de 1988. (ADI 5.112, rel. min. Edson Fachin, DJE</p><p>de 10-9-2021.)O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>38 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>Proibição da Lei paranaense 20.276/2020 a instituições financeiras, correspondentes</p><p>bancários e sociedades de arrendamento mercantil realizarem telemarketing, oferta</p><p>comercial, proposta, publicidade ou qualquer tipo de atividade tendente a convencer</p><p>aposentados e pensionistas a celebrarem contratos de empréstimos resulta do</p><p>legítimo exercício da competência concorrente do ente federado em matéria de</p><p>defesa do consumidor, suplementando-se os princípios e as normas do Código de</p><p>Defesa do Consumidor e reforçando-se a proteção de grupo em situação de especial</p><p>vulnerabilidade econômica e social.(ADI 6.727, rel. min. Cármen Lúcia, DJE de 20-5-2021)</p><p>São constitucionais as normas estaduais que veiculam proibição de suspensão do</p><p>fornecimento do serviço de energia elétrica, o modo de cobrança e pagamentos dos</p><p>débitos e exigibilidade de multa e juros moratórios, limitadas ao tempo da vigência</p><p>do plano de contingência, em decorrência da pandemia de Covid-19, por versarem,</p><p>essencialmente, sobre defesa e proteção dos direitos do consumidor e da saúde pública.</p><p>(...) É concorrente a competência da União, dos Estados e do Distrito Federal para</p><p>legislar sobre consumo e proteção à saúde pública, nos termos dos incs. V e XII do</p><p>art. 24 da Constituição da República. (ADI 6.432, rel. min. Cármen Lúcia, j. 8-4-2021,</p><p>P, DJE de 14-5-2021.)</p><p>A Lei n. 6.886/2016 do Estado do Piauí, ao obrigar que as operadoras de telefonia</p><p>móvel e fixa disponibilizem, na internet, o extrato detalhado de conta das chamadas</p><p>telefônicas e serviços utilizados pelos usuários</p><p>de planos pré-pagos, não tratou</p><p>diretamente de legislar sobre telecomunicações, mas sim de direito do consumidor.</p><p>Isso porque o fato de disponibilizar o extrato da conta de plano pré-pago detalhado na</p><p>internet não diz respeito à matéria específica de contrato de telecomunicação, tendo</p><p>em vista que tal serviço não se enquadra em nenhuma atividade de telecomunicações</p><p>definida pelas Leis 4.117/1962 e 9.472/1997. Trata-se, portanto, de norma sobre direito</p><p>do consumidor que admite regulamentação concorrente pelos Estados-Membros,</p><p>nos termos do art. 24, V, da Constituição Federal (ADI 5.724, red. do ac. min. Roberto</p><p>Barroso, DJE de 29-3-2021)</p><p>Consumidor. Proteção (...). Ausente intervenção direta no núcleo de atuação das instituições</p><p>voltadas ao exercício de atividades de natureza mercantil ou financeira, surge constitucional</p><p>norma estadual a impor, em caráter obrigatório, a instalação de itens de segurança em</p><p>caixas eletrônicos, reduzindo riscos à integridade dos usuários dos serviços bancários (...)</p><p>(ADI 3.155, rel. min. Marco Aurélio, DJE de 5-10-2020.)</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>39 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>Lei estadual pode impor que as agências bancárias instalem divisórias individuais nos</p><p>caixas de atendimento. Trata-se de matéria relativa a relação de consumo, o que garante</p><p>ao Estado competência concorrente para legislar sobre o tema (art. 24, V, da CF/88) (STF.</p><p>Plenário-ADI 4633/SP, julgado em 10/04/2018)</p><p>A instituição de taxa de fiscalização do funcionamento de torres e antenas de transmissão</p><p>e recepção de dados e voz é de competência privativa da União, nos termos do art. 22, IV,</p><p>da Constituição Federal, não competindo aos municípios instituir referida taxa.(RE 776.594,</p><p>rel. min. Dias Toffoli, DJE de 9-2-2023, Tema 919, com mérito julgado)</p><p>A cláusula de fidelidade contratual é uma contrapartida decorrente de benefícios oferecidos</p><p>aos consumidores, como a redução de custos para aquisição de aparelhos ou oferecimento</p><p>de planos por valores reduzidos, de modo que a exclusão pura e simples dessa variável</p><p>repercute no campo regulatório das atividades de caráter público. Diante da interferência no</p><p>núcleo regulatório das telecomunicações, normas que disciplinam limites e possibilidades</p><p>da cláusula de fidelização nos contratos de prestação de serviço TV por assinatura,</p><p>telefonia, internet e serviços assemelhados devem ser editadas privativamente pela</p><p>União, no exercício da competência normativa para dispor sobre telecomunicações (art.</p><p>22, IV).</p><p>(ADI 7.211, rel. min. Alexandre de Moraes, j. 3-10-2022, P, DJE de 10-10-2022)</p><p>Lei estadual não pode, sob pena de ingerência reflexa no contrato de concessão</p><p>celebrado entre a União e a concessionária, proibir ou limitar as receitas alternativas</p><p>complementares ou acessórias da empresa. Eventual proibição dessa natureza pode</p><p>potencializar o surgimento de diferentes padrões de serviço no âmbito nacional,</p><p>dado o incentivo para as concessionárias investirem preferencialmente onde podem</p><p>auferir mais recursos. É eivada de inconstitucionalidade lei estadual que proíbe as</p><p>concessionárias dos serviços de telecomunicação de comercializarem SVA ou qualquer</p><p>outro agregado ao serviço. (ADI 6.199, rel. min. Nunes Marques, DJE de 26-8-2022.)</p><p>(...) Lei Estadual n. 15.854/2015, que cria a obrigação das concessionárias de serviços</p><p>telefônicos móveis de estender benefícios aos clientes antigos, das promoções</p><p>oferecidas a novos clientes. Lei que cria obrigações e sanções para empresas de</p><p>telefonia. Violação da competência privativa da União para legislar sobre serviços de</p><p>telecomunicações (ADI 5.399, rel. min. Roberto Barroso, DJE de 7-12-2022.)</p><p>(...) ao definir unilateralmente e tornar obrigatória a divulgação diária de fotos de</p><p>crianças desaparecidas em noticiários de TV, a lei catarinense impugnada invadiu a</p><p>competência legislativa da União para dispor privativamente sobre radiodifusão de</p><p>sons e imagens, afrontado o previsto no inc. IV do art. 22 da Constituição brasileira e O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=5737323</p><p>40 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>cuidou de tema entregue, constitucionalmente, ao legislador nacional, à Administração</p><p>Pública federal e aos cuidados e com os instrumentos de convênio fixados em normas</p><p>nacionais. (ADI 5.292, voto da rel. min. Cármen Lúcia, DJE de 19-5-2022.)</p><p>Dispositivos que determinam que as prestadoras de serviço telefônico são obrigadas a</p><p>fornecer, sob pena de multa, os dados pessoais dos usuários de terminais utilizados para</p><p>passar trotes aos serviços de emergência. Alegação de inconstitucionalidade formal, por</p><p>invasão da competência da União para legislar sobre serviços de telecomunicações – art.</p><p>22, IV, da CF. A norma trata do relacionamento entre as prestadoras e a administração</p><p>pública, em uma relação diversa daquela decorrente da outorga da prestação do</p><p>serviço – prestação de informações para processo administrativo. Norma compatível</p><p>com a legislação federal, que não estabelece um direito ao sigilo absoluto dos dados</p><p>pessoais, sendo perfeitamente compatível com a requisição de dados no curso de um</p><p>procedimento de apuração de infração administrativa. (ADI 4.924, rel. min. Gilmar</p><p>Mendes, DJE de 29-3-2022.)</p><p>A legislação estadual impugnada com o escopo de coibir a atividade de ‘delivery de</p><p>gasolina e etanol’ exorbitou sua competência e usurpou competência privativa da</p><p>União para legislar sobre energia.</p><p>(ADI 6.580, rel. min. Cármen Lúcia, DJE de 24-5-2021)</p><p>A Lei n. 16.734/2018 do Estado do Ceará, ao vedar às operadoras de telefonia móvel</p><p>que procedam, entre outras providências, ao bloqueio de acesso à internet quando</p><p>esgotada a franquia de dados contratada, violou o art. 22, inciso IV, da Lei Maior, que</p><p>confere à União a competência privativa para dispor sobre telecomunicações.(ADI</p><p>6.089, red. do ac. min. Dias Toffoli, DJE de 4-3-2021)</p><p>O art. 22, inciso IV, da Constituição de 1988, que fixa a competência privativa da</p><p>União para dispor sobre águas, deve ser interpretado à luz do art. 21, inciso XIX, que</p><p>reserva ao campo de atribuições do ente federal a instituição do sistema nacional</p><p>de gerenciamento de recursos hídricos e a definição dos critérios de outorga dos</p><p>direitos de uso desses recursos.(ADI 5.025, rel. min. Marco Aurélio, DJE de 30-3-2021.)</p><p>Medida cautelar em ação direta de inconstitucionalidade. Conversão em julgamento</p><p>definitivo. Lei n. 14.228/2020 da Bahia. Proibição a concessionárias de telecomunicações</p><p>de limitação de tempo para utilização de créditos de telefones celulares pré-</p><p>pagos. Usurpação Da Competência Da União. Inc. XI do art. 21 e inc. IV do art. 22 da</p><p>constituição da república. Precedentes do supremo tribunal federal. Ação Direta de</p><p>Inconstitucionalidade julgada procedente (ADI 6.326, rel. min. Cármen Lúcia, DJE de</p><p>3-12-2020)</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=4749466</p><p>http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=754566821</p><p>41 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>Bloqueio de aparelhos celulares pelas operadoras nas hipóteses de furto e roubo:</p><p>competência privativa da União para legislar sobre telecomunicações.(STF AD1 5574-</p><p>DJ em 15/10/19)</p><p>É inconstitucional a Lei n. 416/08, do Município de Augustinópolis/TO, que autoriza</p><p>o Poder Executivo Municipal a conceder a exploração do Serviço de Radiodifusão</p><p>Comunitária no âmbito do território do Município: competência privativa da União</p><p>(STF-ADPF 235, DJ em 30/08/19)</p><p>É inconstitucional lei do Estado do Rio Grande do Sul que isenta trabalhadores</p><p>desempregados do pagamento do consumo de energia elétrica e de água pelo período</p><p>de seis meses: competência privativa da União (STF-ADI 2298-DJ em 13/12/19)</p><p>É inconstitucional lei estadual que proíbe a cobrança de taxa de religação de energia</p><p>elétrica em caso de corte de fornecimento por falta de pagamento, sem qualquer</p><p>ônus para o consumidor: competência privativa da União para legislar sobre energia.</p><p>(STF-ADI 5620-DJ em 20/11/19)</p><p>É inconstitucional lei estadual que dispõe sobre o fornecimento de informações</p><p>por concessionária de telefonia fixa e móvel para fins de segurança pública.</p><p>Competência privativa da União para legislar sobre telecomunicações (STF-ADI 4401-</p><p>DJ em 28/11/19)</p><p>É inconstitucional lei municipal que proíbe entrega em determinado horário, sob</p><p>pena de multa e cancelamento do alvará de funcionamento: competência privativa</p><p>da união para legislar e administrar serviço postal. (STF-ADPF 222-DJ em 02/10/19</p><p>A alteração do padrão monetário envolve necessariamente a fixação do critério de</p><p>conversão para a moeda: competência privativa da União para legislar sobre sistema</p><p>monetário (STF-(RE 291188/RN-DJ em 14/11/02)</p><p>Lei n. 7.814, de 15 de dezembro de 2017, do Estado do Rio de Janeiro, que dispõe sobre</p><p>a proibição, no Estado, da utilização de animais para desenvolvimento, experimento</p><p>e teste de produtos cosméticos, higiene pessoal, perfumes, limpeza e seus</p><p>componentes. (...) Usurpação de competência da União. Limitações a comercialização</p><p>dos produtos derivados dessas atividades no Estado do Rio de Janeiro. Restrição ao</p><p>mercado interestadual. Alegação de ofensa aos artigo 22, VIII e 24, VI da Constituição</p><p>Federal. Ocorrência. (ADI 5.995, rel. min. Gilmar Mendes, DJE de 20-10-2021.)</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>42 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>Lei n. 1.939, de 30 de dezembro de 2009, do Estado do Rio de Janeiro, que dispõe</p><p>sobre a obrigatoriedade de informações nas embalagens dos produtos alimentícios</p><p>comercializados no Estado do Rio de Janeiro. Alegação de ofensa aos artigos 22,</p><p>VIII, e 24, V, da Constituição Federal. Ocorrência. Ausência de justificativa plausível</p><p>que autorize restrições às embalagens de alimentos comercializados no Estado do Rio</p><p>de Janeiro. Competência legislativa concorrente em direito do consumidor. Ausência.</p><p>Predominância de interesse federal a evitar limitações ao mercado interestadual</p><p>(ADI 750, rel. min. Gilmar Mendes, DJE de 9-3-2018)</p><p>É inconstitucional a lei estadual que cria restrições à comercialização, à estocagem e</p><p>ao trânsito de produtos agrícolas importados no Estado, ainda que tenha por objetivo</p><p>a proteção da saúde dos consumidores: competência privativa da União para comércio</p><p>exterior e interestadual (ADI 3813, DJ em 20/04/15)</p><p>É inconstitucional a lei estadual que dispõe sobre suspensão gradativa do escoamento</p><p>de sal marinho não beneficiado para outras unidades da Federação: competência</p><p>privativa da União para comércio exterior e interestadual (ADI 2866, DJ em 06/08/10)</p><p>É inconstitucional a proibição local para a comercialização de amianto da variedade</p><p>crisotila: competência privativa da União para comércio exterior e interestadual (ADPF</p><p>234 MC, DJ em 06/02/12)</p><p>Os atos normativos questionados, ao autorizarem a circulação dos veículos automotores</p><p>nas vias públicas sem que tenha sido providenciado o regular pagamento do IPVA,</p><p>disciplinando, diferentemente do Código de Trânsito Brasileiro, sobre os requisitos de</p><p>licenciamento, vistoria anual e emissão do certificado de registro de veículo automotor,</p><p>antes de tratarem de matéria tributária, disciplinam típica matéria de trânsito e</p><p>transporte, cuja competência é privativa da União Federal, conforme estabelecido</p><p>no art. 22, XI, da Constituição da República. (ADI 5.796, rel. min. Ricardo Lewandowski,</p><p>DJE de 16-4-2021)</p><p>Lei n. 9.270/2009, do Rio Grande do Norte: programa de inspeção e manutenção veicular</p><p>da frota do estado quanto à emissão de poluentes e ruídos. Alegada inconstitucionalidade</p><p>dos dispositivos da lei potiguar determinante de pagamento de tarifa sobre inspeção</p><p>veicular. (...) Concessão de serviço público: norma indissociável da previsão legal de</p><p>cobrança de tarifa. Inconstitucionalidade formal por usurpação da competência</p><p>privativa da união para legislar sobre trânsito e transporte. inc. II do art. 22 da</p><p>Constituição da República. (ADI 4.551, rel. min. Cármen Lúcia, DJE de 25-8-2020)</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>43 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>Obrigatoriedade de equipar os ônibus utilizados no serviço público de transporte</p><p>coletivo com dispositivos redutores de estresse para motoristas e cobradores.</p><p>Inconstitucionalidade. Competência privativa da União para legislar sobre trânsito e</p><p>transporte bem como sobre direito do trabalho. (ADI 3.671, rel. min. Gilmar Mendes,</p><p>DJE de 20-3-2020)</p><p>Os Municípios, ao editarem as leis locais regulamentando o transporte de passageiros</p><p>mediante aplicativo, deverão observar as regras impostas pela Lei federal n. 13.640/2018</p><p>(STF- ADPF 449/DF, RE 1054110/SP, julgado em 8/05 e 9/05/2019 -repercussão geral</p><p>(informativo 939 STF)</p><p>São inconstitucionais leis municipais que proíbam o serviço de transporte de passageiros</p><p>mediante aplicativo (STF- ADPF 449/DF, RE 1054110/SP, julgado em 8/05 e 9/05/2019</p><p>-repercussão geral (informativo 939 STF)</p><p>É inconstitucional lei distrital que estenda a aplicação do direito distrital ao transporte</p><p>de passageiros realizado entre o Distrito Federal e a região do Entorno, transcendendo</p><p>os limites territoriais: competência da União para explorar e regular o transporte</p><p>interestadual de passageiros (STF-ADI 4338-DJ em 09/09/19)</p><p>É inconstitucional lei estadual que limite o credenciamento de clínicas para realização</p><p>de exames de aptidão física, mental e de avaliação psicológica a critério demográfico:</p><p>competência da União para legislar sobre trânsito e transporte (STF-ADI 5774-DJ em</p><p>03/10/19)</p><p>A disciplina e emissão de Certificado de Registro Veicular – CRV está inserida na</p><p>competência privativa da União para legislar sobre trânsito e transporte (STF-ADI</p><p>5916-DJ em 06/06/19).</p><p>É inconstitucional lei municipal que trata do transporte de cargas vivas nos municípios</p><p>de Santos: competência da União para legislar sobre transporte de animais (STF-ADPF</p><p>514- DJ em 16/05/19).</p><p>É inconstitucional lei estadual que delegue de serviço público de trânsito (fabricação</p><p>de placas de veículos automotores): competência privativa da União para legislar</p><p>sobre trânsito e transporte (STF-ADI 5332-DJ em 24/08/17).</p><p>Compete privativamente à União legislar sobre jazidas, minas, outros recursos</p><p>minerais</p><p>e metalurgia (art. 22, XII, da CF), em razão do que incorre em inconstitucionalidade</p><p>norma estadual que, a pretexto de regulamentar licenciamento ambiental, regulamenta O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=752292897</p><p>44 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>aspectos da própria atividade de lavra garimpeira. (ADI 6.672, rel. min. Alexandre</p><p>de Moraes, DJE de 22-9-2021)</p><p>É inconstitucional lei estadual que define as condições de recolhimento das compensações</p><p>financeiras de sua titularidade, ou mesmo para arrecadá-las diretamente, por intermédio</p><p>de seus órgãos fazendários (STF-ADI 4606 DJ em 03/05/19)</p><p>É inconstitucional lei estadual que veda a propaganda de medicamentos e similares</p><p>nos meios de comunicação sonoros: competência privativa da União para legislar sobre</p><p>propaganda comercial (STF-ADI 5424-DJ em 3/12/18).</p><p>É possível a fixação, por lei municipal, de distância mínima entre postos de revenda de</p><p>combustíveis, por motivo de segurança, inexistindo ofensa aos princípios constitucionais</p><p>da livre iniciativa e da livre concorrência (STF-AGRE717883).</p><p>• Tempo máximo de espera de clientes em filas de instituições bancárias: interesse</p><p>local (STF-RE 25417/RS AgR, DJ em 17/05/11)</p><p>• Segurança em estabelecimentos financeiros (terminais de autoatendimento):</p><p>competência municipal (STF- ARE 784.981AGr-DJ em 17/03/15)</p><p>• Extensão da gratuidade do transporte público coletivo urbano às pessoas</p><p>compreendidas na faixa etária entre sessenta e sessenta e cinco anos por lei</p><p>municipal: possibilidade (STF-RE 702848-DJ em 15/05/13)</p><p>• Fiscalização de operações financeiras e de autenticidade do ativo circulante (adoção</p><p>de equipamento que ateste autenticidade das cédulas de dinheiro nas transações</p><p>bancárias):competência exclusiva da União ( STF-ADI 3515-DJ em 29/09/11)</p><p>• É inconstitucional norma estadual ou distrital que regulamente o funcionamento de</p><p>loterias: competência privativa da União (STF-ADI 3630, DJ em 30/06/2017)</p><p>• Fixação de distância mínima para instalação de farmácias e drogarias: interesse local.</p><p>(STF-ADI 2327/SP, DJ em 22/08/03)</p><p>JURISPRUDÊNCIA</p><p>Súmula Vinculante 2: É inconstitucional a lei ou ato normativo estadual ou distrital</p><p>que disponha sobre sistemas de consórcios e sorteios, inclusive bingos e loterias.</p><p>Súmula Vinculante 38: é competente o Município para fixar o horário de funcionamento</p><p>de estabelecimento comercial.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>45 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>Súmula Vinculante 49: ofende o princípio da livre concorrência lei municipal que impede</p><p>a instalação de estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada área.</p><p>Aqui encerramos a parte teórica da nossa primeira aula.</p><p>Não deixe de resolver as questões a seguir para fixar os conhecimentos, e, se ficar</p><p>alguma dúvida, me procure no fórum de dúvidas.</p><p>Grande abraço!</p><p>Natália Riche</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>46 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>RESUMORESUMO</p><p>Esta seção é destinada à revisão dos principais pontos tratados em aula.</p><p>A primeira parte traz a revisão por meio de perguntas e palavras-chave, na segunda</p><p>parte temos tabelas e desenhos esquemáticos.</p><p>Escolha qual a sua melhor maneira de fixar a matéria e mãos à obra!!</p><p>1. Como se deu a evolução histórica do Direito Econômico?</p><p>• Antiguidade</p><p>− Não se falava em economia como ciência ou em Direito Econômico propriamente</p><p>dito.</p><p>• Liberalismo</p><p>− Intervenção do Estado na economia de forma bastante reduzida.</p><p>− Fisiocratas, Adam Smith (mão invisível), David Ricardo.</p><p>• Intervencionismo</p><p>− Buscava corrigir as falhas de mercado por meio de uma maior intervenção estatal</p><p>(Keynes).</p><p>2. Qual o conceito do Direito Econômico?</p><p>sistema normativo voltado à ordenação do processo econômico mediante a regulação, sob o</p><p>ponto de vista macrojurídico, da atividade econômica, de sorte a definir uma disciplina destinada</p><p>à efetivação da política econômica estatal8.</p><p>3. Quais os principais objetivos do Direito Econômico?</p><p>• Estado fiscaliza, regula e participa da atividade econômica.</p><p>• Desenvolvimento e equilíbrio econômicos.</p><p>• Tutela dos valores concorrenciais, das relações de dominação e dos sujeitos que dela</p><p>participam.</p><p>• Instrumentos e objetos de política econômica.</p><p>• Controle de variáveis econômicas e de quaisquer atividades que possam afetar a</p><p>economia.</p><p>4. Em que consiste a política econômica estatal?</p><p>• Ações governamentais micro e macroeconômicas voltadas à regulação da economia</p><p>e aos seguintes objetivos:</p><p>− Estabilidade econômica</p><p>− Desenvolvimento econômico</p><p>− Distribuição de renda</p><p>8 Grau, Eros Roberto. A Ordem Econômica na Constituição de 1988: Interpretação e Crítica. 14ª edição ed. São Paulo:</p><p>Malheiros.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>47 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>5. Quais os fundamentos para inserção do Direito Econômico no Direito Público?</p><p>• Regulação de serviços públicos prestados direta ou indiretamente pelo Estado;</p><p>• Rege condutas de instituições públicas, agências reguladoras e outras;</p><p>• Imposição de obrigações fundamentadas no interesse sociais.</p><p>6. Em que consiste a atividade econômica?</p><p>Organização dos fatores de produção;</p><p>• Produção de bens;</p><p>• Satisfação de necessidades públicas.</p><p>7. Em que consiste a análise macroeconômica?</p><p>• Análise de setores da economia em conjunto: análise de recessões, mudanças da taxa</p><p>de desemprego ao longo do tempo, nível de juros, carga tributária.</p><p>8. Quais são os instrumentos da política macroeconômica?</p><p>• Fiscal: relacionado aos gastos e receitas governamentais.</p><p>EXEMPLO</p><p>Arrecadação de tributos, progressividade do IR.</p><p>• Monetário: relacionado à moeda.</p><p>EXEMPLO</p><p>Controle da produção de moeda por meio da taxa de juros, e da limitação de crédito.</p><p>• Cambial: relacionado ao valor da moeda nacional perante as moedas estrangeiras.</p><p>EXEMPLO</p><p>Fixação do câmbio (pode influenciar exportações, se estiver elevado) etc.</p><p>9. Quais são os principais conceitos relacionados à microeconomia?</p><p>• Teoria da Empresa: forma de proceder da sociedade empresária ao desenvolver a</p><p>sua atividade produtiva, para a produção de bens ou de serviços com mais eficiência.</p><p>• Teoria do Consumidor: estuda a tomada de decisões dos consumidores, considerando</p><p>a existência de restrições orçamentárias e de mudanças em seu ambiente.</p><p>• Ótimo de Pareto: indica um estado de eficiência máxima dos sistemas por meio da</p><p>melhor alocação possível de recursos: ponto no qual o crescimento de um agente</p><p>necessariamente prejudicará o outro</p><p>• Concorrência Perfeita: vários produtores e consumidores de um determinado bem,</p><p>mas nenhum deles tem</p><p>poder econômico para que, individualmente, interfira na</p><p>quantidade ou no preço da oferta e demanda do produto.</p><p>• Concorrência Imperfeita: um ou poucos produtores de um lado da oferta e um ou</p><p>poucos produtores do lado da demanda.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>48 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>• Elasticidade da demanda: variação da quantidade consumida de um determinado</p><p>bem, diante da variação de seu preço.</p><p>10. Quem são os agentes econômicos?</p><p>• Empresas, grupos econômicos, estados, organismos nacionais ou internacionais e o</p><p>próprio indivíduo.</p><p>• Escolhem como agir economicamente: o que produzir e o que consumir; gastam</p><p>recursos; produzem bens e serviços.</p><p>11. Como se define e quais são os sistemas econômicos?</p><p>Baseados na titularidade dos meios de produção:</p><p>• Capitalismo:</p><p>− Propriedade privada e livre iniciativa.</p><p>• Socialismo:</p><p>− Supressão da propriedade privada dos meios de produção em proveito dos pró-</p><p>prios trabalhadores.</p><p>12. Como é explorada a atividade econômica no sistema brasileiro?</p><p>• Explorada pela iniciativa privada, salvo:</p><p>− Relevante interesse coletivo;</p><p>− Segurança nacional;</p><p>− Casos previstos na própria Constituição:</p><p>◦ Art. 21, XII:</p><p>◦ serviços de radiofusão sonora de sons e imagens;</p><p>◦ serviços e instalações de energia elétrica e aproveitamento energético dos</p><p>cursos de água;</p><p>◦ navegação aérea, aeroespacial e infraestrutura aeroportuária;</p><p>◦ serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos brasileiros e fron-</p><p>teiras nacionais, ou que transponham limites do estado ou território;</p><p>◦ serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros;</p><p>◦ portos marítimos, fluviais e lacustres.</p><p>◦ Art. 177:</p><p>◦ pesquisa e lavra do petróleo, refinação do petróleo nacional e estrangeiro;</p><p>◦ importação e exportação dos produtos e derivados das atividades anteriores.</p><p>13. Como se caracterizam as normas de Direito Econômico?</p><p>• Tipos e conceitos indeterminados.</p><p>• Natureza programática.</p><p>• Flexibilidade, mutabiliade, mobilidade.</p><p>• Direito Premial.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>49 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>14. Quais são as fontes de Direito Econômico?</p><p>• Constituição Federal</p><p>• Leis Complementares:</p><p>− Desenvolvimento regional (art.43, §1)</p><p>− Sistema Financeiro Nacional (art. 192)</p><p>− Tratamento favorecido a pequenas empresas (art. 146, III, d)</p><p>• Leis ordinárias</p><p>• Tratados internacionais</p><p>• Normas infralegais</p><p>− Decretos</p><p>− Portarias</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>50 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>51 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 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000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>55 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>56 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>57 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>EXERCÍCIOSEXERCÍCIOS</p><p>001. 001. (FGV/PGE-SC/PROCURADOR DO ESTADO/2022) Com vistas ao estudo e regulação do</p><p>Direito Econômico, são considerados sujeitos ou agentes econômicos aqueles:</p><p>a) que possam gastar recursos disponíveis ou que possam produzir bens e serviços, desde</p><p>que sejam empresários;</p><p>b) que possam produzir bens e serviços apenas de forma economicamente organizada;</p><p>c) que não tenham recursos disponíveis para gastar ou que estejam impedidos de escolher</p><p>como agir economicamente;</p><p>d) que possam gastar recursos disponíveis, produzir bens e serviços ou, ainda, escolher</p><p>como agir economicamente, mas</p><p>desde que seja empresário;</p><p>e) que possam gastar recursos disponíveis, produzir bens e serviços ou, ainda, escolher</p><p>como agir economicamente, independentemente de ser empresário.</p><p>002. 002. (FUNDATEC/PGE-RS/PROCURADOR DO ESTADO/2021) Analise as assertivas abaixo:</p><p>I – O mercado interno integra o patrimônio público nacional e será incentivado nos termos</p><p>de Lei Federal.</p><p>II – Quanto à competência para legislar em matéria de Direito Econômico, as normas gerais</p><p>que a União editar irão ofertar balizamentos para a política econômica a ser adotada por</p><p>ela, pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios.</p><p>III – As normas gerais editadas pela União em matéria de Direito Econômico podem impor a</p><p>todos os entes da Federação o dever de desregulamentar a economia e alienar os respectivos</p><p>ativos.</p><p>Quais estão corretas?</p><p>a) Apenas I.</p><p>b) Apenas II.</p><p>c) Apenas III.</p><p>d) Apenas I e II.</p><p>e) Apenas II e III.</p><p>003. 003. (CESPE/CEBRASPE/PGE-RO/PROCURADOR DO ESTADO/2022) Acerca do direito econômico</p><p>e da atuação do Estado na ordem econômica, assinale a opção correta.</p><p>a) Subjetivamente, a ordem econômica é um conjunto de normas amplas que estabelecem</p><p>um dever-ser das relações econômicas.</p><p>b) O Estado brasileiro pode exercer função fiscalizadora, incentivadora e até mesmo</p><p>planejadora da atividade econômica.</p><p>c) O Estado intervencionista econômico busca garantir que sejam efetivadas políticas sociais</p><p>e assistencialistas na sociedade, com vistas ao bem-estar social.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>58 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>d) O direito econômico apresenta normas rígidas para oferecer segurança jurídica ao mercado.</p><p>e) A escola econômica do direito trata o direito econômico sob um enfoque infraconstitucional,</p><p>em que o Poder Executivo deve planejar e direcionar a exploração dessas atividades.</p><p>004. 004. (CESPE/TCE-RO/PROCURADOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE CONTAS/2019/ADAPTADA)</p><p>Determinado município editou lei proibindo a utilização de automóveis particulares</p><p>cadastrados em aplicativos para o transporte individual remunerado de pessoas.</p><p>Nessa situação hipotética, a referida lei é</p><p>a) inconstitucional, pois viola os princípios da livre iniciativa e da livre concorrência, não</p><p>sendo permitido ao município impor qualquer restrição à atividade.</p><p>b) inconstitucional, visto que viola os princípios da livre iniciativa e da livre concorrência,</p><p>sendo permitido ao município regulamentar e fiscalizar o serviço, desde que não contrarie</p><p>lei federal.</p><p>c) constitucional, uma vez que compete privativamente ao município legislar sobre trânsito</p><p>e transporte e regular o uso das vias públicas</p><p>d) constitucional, porque a proibição de atividades que importam em risco para os usuários</p><p>atende ao princípio da proporcionalidade.</p><p>e) constitucional, pois o transporte individual remunerado de passageiros é serviço público</p><p>dependente de permissão ou autorização.</p><p>005. 005. (MPE-PR/MPE-PR/PROMOTOR DE JUSTIÇA/2019/ADAPTADA) Assinale a alternativa</p><p>incorreta:</p><p>a) Ofende o princípio da livre concorrência lei municipal que impede a instalação de</p><p>estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada área.</p><p>b) Viola o princípio da livre iniciativa contrato pactuado entre ente federativo e instituição</p><p>financeira, que assegura exclusividade de concessão de empréstimo consignado em folha</p><p>de pagamento aos servidores da pessoa jurídica.</p><p>c) É inconstitucional a lei que inclui a CDA no rol de títulos sujeitos a protesto, pois a</p><p>publicidade que é conferida ao débito tributário pelo protesto representa embaraço à</p><p>livre iniciativa e à liberdade profissional, comprometendo diretamente a organização e a</p><p>condução das atividades societárias.</p><p>006. 006. (VUNESP/TJ-RS/JUIZ DE DIREITO/2018) A Súmula Vinculante no 49 afirma que a lei</p><p>municipal que impede a instalação de estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em</p><p>determinada área é:</p><p>a) inconstitucional, porque compete privativamente à União legislar sobre atividades</p><p>financeiras, econômicas e comerciais.</p><p>b) inconstitucional, porque viola o princípio da livre concorrência, previsto como princípio</p><p>expresso da ordem econômica na Constituição Federal de 1988.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>59 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>c) inconstitucional, porque um dos princípios da ordem econômica na Constituição Federal</p><p>de 1988 é a redução das desigualdades regionais e sociais.</p><p>d) constitucional, porque os Municípios são competentes para legislar sobre assuntos de</p><p>interesse local conforme prevê o texto da Carta da República.</p><p>e) constitucional, porque no âmbito da ordem econômica da Constituição Federal de 1988,</p><p>a intervenção do Estado deve coibir o abuso do poder econômico.</p><p>007. 007. (QUADRIX/CRA-PR/ADVOGADO/2019) Conforme a CF e a jurisprudência do STF, julgue</p><p>o item a seguir acerca dos princípios gerais da atividade econômica.</p><p>É constitucional, e não atenta contra o livre exercício de atividade econômica ou profissional,</p><p>a lei municipal que, no exercício de competência dada pela Carta, limita, no plano diretor,</p><p>a instalação de estabelecimentos comerciais, de um mesmo ramo, em determinada área.</p><p>008. 008. (VUNESP/PREFEITURA DE FRANCISCO MORATO/PROCURADOR/2019/ADAPTADA) É</p><p>constitucional a lei ou ato normativo estadual ou distrital que disponha sobre sistemas de</p><p>consórcios e sorteios, inclusive bingos e loterias.</p><p>009. 009. (FUNDEP/MPE-MG/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/2019/ADAPTADA) Assinale</p><p>a assertiva verdadeira:</p><p>a) Ofende o direito á livre concorrência a lei municipal que possibilita à Administração Pública</p><p>impedir a instalação de estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada área.</p><p>b) Os estabelecimentos comerciais, por força da diretriz da livre iniciativa, não podem sofrer</p><p>restrições de direitos pela Administração Pública municipal, excetuando-se nas matérias</p><p>tributárias e na temática de vigilância sanitária.</p><p>c) O horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais e as restrições ao seu</p><p>funcionamento não representam assunto de interesse local e, portanto, podem sofrer</p><p>interferências pelo Prefeito apenas nas situações estritas autorizadas pela legislação</p><p>estadual, conforme o direito à livre iniciativa.</p><p>010. 010. (FGV/MPE-RJ/ANALISTA/2019) A Lei n. XX/2018, do Estado Alfa, dispôs sobre a</p><p>gratuidade nos serviços portuários, nas condições que indicava, no porto existente no</p><p>Rio Alfa, que atravessava o território do Estado. No dia da promulgação desse diploma</p><p>normativo, a sociedade empresária responsável pela exploração do porto solicitou que</p><p>sua assessoria jurídica analisasse a compatibilidade do referido diploma normativo com a</p><p>ordem constitucional.</p><p>A assessoria respondeu, corretamente, que a Lei n. XX/2018 é:</p><p>a) inconstitucional, pois o serviço é explorado pela União, o que impede o Estado de conceder</p><p>a isenção;</p><p>b) inconstitucional, apenas pelo fato de a lei estadual não ter indicado a fonte de custeio</p><p>da gratuidade concedida;O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>60 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao</p><p>Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>c) constitucional, pois o porto está situado no território do Estado, o que atrai a sua</p><p>competência para conceder a isenção;</p><p>d) constitucional, pois a União e o Estado possuem competência concorrente para legislar</p><p>sobre o regime dos portos, incluindo a concessão de isenções;</p><p>e) inconstitucional, pois a necessidade de ser preservado o equilíbrio econômico-financeiro</p><p>impede a concessão de gratuidades em qualquer serviço público.</p><p>011. 011. (FUNDEP/DPE-MG/DEFENSOR PÚBLICO/2019/ADAPTADA) São inconstitucionais as leis</p><p>que obrigam os supermercados ou similares à prestação de serviços de acondicionamento</p><p>ou embalagem das compras, por violação ao princípio da livre iniciativa.</p><p>012. 012. (VUNESP/CÂMARA DE PIRACICABA–SP/ADVOGADO/2019/ADAPTADA) Assinale a</p><p>alternativa cujo conteúdo está de acordo com o disposto nas súmulas vinculantes do</p><p>Supremo Tribunal Federal.</p><p>I – ( ) Não viola a Constituição Federal a lei ou o ato normativo estadual ou distrital que</p><p>disponha sobre sistemas de consórcios e sorteios, inclusive bingos e loterias.</p><p>II – ( ) Ofende o princípio da livre concorrência lei municipal que impede a instalação de</p><p>estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada área.</p><p>013. 013. (INÉDITA/2023) Para o liberalismo clássico, apesar de a economia ser autorregulável,</p><p>a intervenção estatal seria necessária em razão da existência de falhas de mercado.</p><p>014. 014. (INÉDITA/2023) A teoria cepalina da substituição das importações representa um</p><p>exemplo de defesa da intervenção do Estado na economia de natureza meramente regulatória.</p><p>015. 015. (INÉDITA/2023) A criação do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial</p><p>representaram tentativas de aplicar o liberalismo econômico no plano internacional, com</p><p>base nas premissas da busca do interesse individual e da autorregulação da economia mundial.</p><p>016. 016. (CESPE/TRF 5ª REGIÃO/JUIZ FEDERAL/2011/ADAPTADA) No que se refere a liberalismo</p><p>e intervencionismo, assinale a opção correta.</p><p>a) O intervencionismo valoriza o indivíduo como agente econômico e ente responsável pela</p><p>condução das regras de mercado.</p><p>b) Com o liberalismo, buscou-se atingir a justiça social por meio da imposição de regras</p><p>estatais na condução da atividade econômica, sem se considerar o lucro.</p><p>c) O objetivo do liberalismo foi o de livrar o indivíduo da usurpação e dos abusos do poder</p><p>estatal na condução da atividade econômica.</p><p>017. 017. (CESPE/TRF 1ª REGIÃO/JUIZ FEDERAL/2009/ADAPTADA) A respeito dos sistemas</p><p>econômicos e da intervenção do Estado no domínio econômico, julgue:</p><p>O estado de bem-estar social é aquele que provê diversos direitos sociais aos cidadãos, de</p><p>modo a mitigar os efeitos naturalmente excludentes da economia capitalista.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>61 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>018. 018. (CESPE/TRF 5ª REGIÃO/JUIZ FEDERAL/2011/ADAPTADA) Acerca do direito</p><p>econômico, julgue:</p><p>O Estado intervencionista socialista atua com o fito de garantir o exercício racional das</p><p>liberdades individuais, e sua política intervencionista não visa ferir os postulados liberais,</p><p>mas, apenas, coibir o exercício abusivo e pernicioso do liberalismo.</p><p>019. 019. (CESPE/TRF 5ª REGIÃO/JUIZ FEDERAL/2011/ADAPTADA) No que se refere à ordem</p><p>jurídico-econômica, julgue:</p><p>A mudança dos paradigmas liberais na atividade econômica, com a inclusão da obrigatória</p><p>observância de princípios como o da dignidade da pessoa humana, deveu-se à atuação do</p><p>próprio Estado, que passou a intervir no mercado em busca do bem coletivo.</p><p>020. 020. (CESPE/TRF 2ª REGIÃO/JUIZ FEDERAL/2011/ADAPTADA) A respeito de institutos de</p><p>direito econômico, julgue:</p><p>I – ( ) No plano econômico, a concepção de Estado liberal é fruto direto das doutrinas</p><p>de Adam Smith, para quem a harmonia social seria alcançada por meio da liberdade de</p><p>mercado, aliando-se a persecução do interesse privado dos agentes econômicos a ambiente</p><p>concorrencialmente equilibrado.</p><p>II – ( ) O conceito de Estado intervencionista econômico surgiu como reação contrária</p><p>aos postulados do Estado liberal, com o fito de garantir o exercício racional das liberdades</p><p>individuais, afastando a doutrina liberalista por completo no âmbito econômico para</p><p>materializar os princípios da defesa do mercado e da concorrência.</p><p>021. 021. (CESPE/PJC-MT/DELEGADO/2018) De acordo com o entendimento dos tribunais</p><p>superiores, lei municipal que impedir a instalação de mais de um estabelecimento comercial</p><p>do mesmo ramo em determinada área do município será considerada</p><p>a) inconstitucional, por ofender o princípio da livre concorrência.</p><p>b) inconstitucional, por ofender o princípio da busca do pleno emprego.</p><p>c) constitucional, por versar sobre assunto de interesse exclusivamente local.</p><p>d) constitucional, por não ofender o princípio da defesa do consumidor.</p><p>e) inconstitucional, por ofender o princípio da propriedade privada.</p><p>022. 022. (CESPE/PGE-MT/PROCURADOR/2016/ADAPTADA) Ao atuar como agente normativo</p><p>e regulador da atividade econômica, o Estado dispõe de variados meios de intervenção,</p><p>com vistas a propiciar o desenvolvimento nacional equilibrado. NÃO é considerada uma</p><p>intervenção válida</p><p>a) o estabelecimento, por lei federal, de monopólio do serviço postal.</p><p>b) a criação, por lei federal, de passe livre em favor de deficientes físicos, no transporte</p><p>interestadual.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>62 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>c) a limitação, por lei municipal, de número de estabelecimentos comerciais do mesmo</p><p>ramo em determinada área.</p><p>d) a fixação, por lei municipal, de horário para funcionamento de estabelecimentos comerciais.</p><p>023. 023. (CESPE/TCE-PB/PROCURADOR/2014/ADAPTADA) A respeito do conceito de direito</p><p>econômico e da evolução histórica desse direito, assinale a opção correta.</p><p>a) O direito econômico surgiu como disciplina autônoma após a Segunda Guerra Mundial,</p><p>diante da necessidade do Estado de se dedicar a dirigir a economia.</p><p>b) A CF não elenca o direito econômico como disciplina autônoma.</p><p>c) O direito econômico tem por objeto as relações entre os agentes produtivos e o Estado,</p><p>não se preocupando com o estudo da política econômica.</p><p>d) O direito econômico confunde-se com o direito penal econômico, operando primordialmente</p><p>com sanções e penalidades pelo descumprimento de suas normas.</p><p>024. 024. (CESPE/BANCO DA AMAZÔNIA/TÉCNICO CIENTÍFICO/2012) Julgue os itens que se</p><p>seguem, referentes a evolução histórica do direito econômico, conceitos e objeto do direito</p><p>econômico e sujeitos econômicos.</p><p>O direito econômico surgiu com o objetivo de orientar e coordenar, por meio de normas,</p><p>as relações econômicas de forma que, a partir de então, não mais se admite que a ordem</p><p>natural da economia dirija os fenômenos econômicos.</p><p>025. 025. (CESPE/ANP/ESPECIALISTA EM REGULAÇÃO/2013) Pode-se conceituar o direito</p><p>econômico como a disciplina normativa da ação estatal sobre as estruturas do sistema</p><p>econômico, seja ele centralizado ou descentralizado.</p><p>026. 026. (CESPE/BACEN/PROCURADOR/2009/ADAPTADA) No que se refere à repartição de</p><p>competência entre os entes da Federação brasileira, julgue:</p><p>I – ( ) Os estados-membros não possuem competência para explorar nem regulamentar</p><p>a prestação de serviços de transporte intermunicipal, por se tratar de</p><p>matéria de interesse</p><p>local.</p><p>II – ( ) Segundo o STF, é constitucional, e não se confunde com a atividade-fim das</p><p>instituições bancárias, lei municipal que disponha sobre atendimento ao público e tempo</p><p>de espera nas filas de atendimento das referidas instituições.</p><p>027. 027. (CESPE/AGU/ADVOGADO DA UNIÃO/2012) A respeito do processo legislativo e da</p><p>competência legislativa da União e dos estados, julgue os próximos itens.</p><p>Serão constitucionais leis estaduais que disponham sobre direito tributário, financeiro,</p><p>penitenciário, econômico e urbanístico, matérias que se inserem no âmbito da competência</p><p>concorrente da União, dos estados e do DF.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>63 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>028. 028. (ESAF/PGFN/PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL/2012/ADAPTADA) Sobre a repartição</p><p>constitucional de competências entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios,</p><p>é incorreto afirmar que:</p><p>a) no âmbito da competência material comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e</p><p>dos Municípios, leis complementares fixarão normas para a cooperação entre os diversos</p><p>entes da federação, tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e o bem-estar em</p><p>âmbito nacional, sem prejuízo da eventual disciplina, por meio de lei, dos consórcios públicos</p><p>e dos convênios de cooperação entre os mesmos entes federados.</p><p>b) no âmbito da competência concorrente da União, dos Estados e do Distrito Federal</p><p>para legislar, que inclui o direito tributário, o direito financeiro, a matéria orçamentária e</p><p>os procedimentos em matéria processual, inexistindo lei federal sobre normas gerais, os</p><p>Estados exercerão a competência legislativa plena para dispor sobre situações urgentes e</p><p>transitórias de suas peculiaridades administrativas.</p><p>029. 029. (CESPE/AGU/PROCURADOR FEDERAL/2002) As políticas de incentivo fiscal, que importam</p><p>a aplicação do valor de um tributo devido em uma atividade econômica qualquer, têm</p><p>natureza de política econômica, destinada ao desenvolvimento de determinado setor.</p><p>030. 030. (CESPE/TRF 1ª REGIÃO/JUIZ/ADAPTADA) O capitalismo assenta-se no individualismo</p><p>do liberalismo econômico, tendo como característica o direito de propriedade limitado e</p><p>mitigado pela vontade estatal.</p><p>031. 031. (CESPE/TRF 5ª REGIÃO/JUIZ FEDERAL/ADAPTADA) Sistema econômico é a forma por</p><p>meio da qual o Estado estrutura sua política e organiza suas relações sociais de produção,</p><p>isto é, a forma adotada pelo Estado no que se refere à distribuição do produto do trabalho</p><p>e à propriedade dos fatores de produção. Atualmente, existem apenas dois sistemas</p><p>econômicos bem distintos e delineados no mundo: o capitalismo e o socialismo.</p><p>032. 032. (CESPE/TRF 5ª REGIÃO/JUIZ FEDERAL/ADAPTADA) No que se refere à ordem jurídico-</p><p>econômica, assinale a opção correta.</p><p>I – ( ) O modelo político adotado pelo Estado brasileiro, conforme previsto na CF, é imposto</p><p>pela ordem econômica vigente no mercado.</p><p>II – ( ) As normas econômicas dispostas na CF são de natureza essencialmente estatutária,</p><p>e não, diretiva.</p><p>033. 033. (CESPE/TC-DF/PROCURADOR/2013) Sob o aspecto doutrinário, o Estado pode ser</p><p>considerado um dos sujeitos econômicos, pois também desenvolve atividade econômica.</p><p>034. 034. (CESPE/TRF 2ª REGIÃO/JUIZ FEDERAL/ADAPTADA) Verifica-se, na CF, a opção por sistema</p><p>econômico voltado primordialmente para a livre-iniciativa, o que legitima a assertiva de</p><p>que o Estado só deve intervir na economia em situações excepcionais, quando necessário</p><p>aos imperativos da segurança nacional ou de relevante interesse coletivo.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>64 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>035. 035. (FCC/INFRAERO/ENGENHEIRO ELETRICISTA/2011/ADAPTADA) A Macroeconomia estuda</p><p>o comportamento do sistema econômico por um reduzido número de fatores, como a</p><p>produção ou produto total de uma economia, o nível de emprego e poupança, o investimento,</p><p>o consumo, o nível geral dos preços. Seus principais objetivos estão no rápido crescimento</p><p>do produto e do consumo, no aumento da oferta de empregos, na inflação reduzida e no</p><p>comércio internacional vantajoso.</p><p>036. 036. (ESAF/ANAC/ESPECIALISTA EM REGULAÇÃO/2016/ADAPTADA) Em relação à intervenção</p><p>do Estado no domínio econômico, bem como ao disposto no texto constitucional, marque</p><p>a opção correta.</p><p>a) A economia capitalista pode ter seus efeitos mitigados pelo estado de bem-estar social,</p><p>situação em que se faz necessária a intervenção estatal.</p><p>b) Por meio da atividade de intervenção fiscalizatória o Estado visa a regular previamente</p><p>a atividade econômica, normatizando-a.</p><p>c) O Estado não pode ser considerado um dos sujeitos econômicos, ainda que desenvolva</p><p>atividade econômica, ante a função social que desempenha.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>65 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>GABARITOGABARITO</p><p>1. e</p><p>2. d</p><p>3. b</p><p>4. b</p><p>5. c</p><p>6. b</p><p>7. E</p><p>8. E</p><p>9. a</p><p>10. a</p><p>11. C</p><p>12. E / C</p><p>13. E</p><p>14. E</p><p>15. E</p><p>16. c</p><p>17. C</p><p>18. E</p><p>19. C</p><p>20. C / E</p><p>21. a</p><p>22. c</p><p>23. Anulada</p><p>24. C</p><p>25. C</p><p>26. E / C</p><p>27. C</p><p>28. a</p><p>29. C</p><p>30. E</p><p>31. E</p><p>32. E / E</p><p>33. C</p><p>34. E</p><p>35. C</p><p>36. aO conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>66 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO</p><p>001. 001. (FGV/PGE-SC/PROCURADOR DO ESTADO/2022) Com vistas ao estudo e regulação do</p><p>Direito Econômico, são considerados sujeitos ou agentes econômicos aqueles:</p><p>a) que possam gastar recursos disponíveis ou que possam produzir bens e serviços, desde</p><p>que sejam empresários;</p><p>b) que possam produzir bens e serviços apenas de forma economicamente organizada;</p><p>c) que não tenham recursos disponíveis para gastar ou que estejam impedidos de escolher</p><p>como agir economicamente;</p><p>d) que possam gastar recursos disponíveis, produzir bens e serviços ou, ainda, escolher</p><p>como agir economicamente, mas desde que seja empresário;</p><p>e) que possam gastar recursos disponíveis, produzir bens e serviços ou, ainda, escolher</p><p>como agir economicamente, independentemente de ser empresário.</p><p>Os sujeitos ou agentes econômicos são aqueles que desenvolvem a atividade econômica</p><p>(produção ou consumo de bens) ou atuam no mercado.</p><p>Como vimos, podem ser considerados agentes as empresas, grupos econômicos, estados,</p><p>organismos nacionais ou internacionais e o próprio indivíduo.</p><p>Assim, o conceito de sujeito econômico é mais amplo que o de empresário.</p><p>Letra e.</p><p>002. 002. (FUNDATEC/PGE-RS/PROCURADOR DO ESTADO/2021) Analise as assertivas abaixo:</p><p>I – O mercado interno integra o patrimônio público nacional e será incentivado nos termos</p><p>de Lei Federal.</p><p>II – Quanto à competência para legislar em matéria de Direito Econômico, as normas gerais</p><p>que a União</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>INTRODUÇÃO AO DIREITO ECONÔMICO, ORDEM INTRODUÇÃO AO DIREITO ECONÔMICO, ORDEM</p><p>ECONÔMICAECONÔMICA</p><p>1 . PONTO DE PARTIDA: CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA 1 . PONTO DE PARTIDA: CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA</p><p>DO DIREITO ECONÔMICODO DIREITO ECONÔMICO</p><p>Desde a antiguidade já existiam regras que se destinavam a disciplinar fenômenos</p><p>relacionados à economia. Entretanto, ainda não se falava em economia como ciência ou</p><p>em Direito Econômico propriamente dito.</p><p>Não havia muito sentido, naquela época, em discutir as espécies e graus de intervenção</p><p>do Estado na economia. A própria etimologia do termo economia aponta nesse sentido</p><p>(oikos nomos – regras para a administração do lar)</p><p>A noção de Direito Econômico e da necessidade de um ramo do direito dedicado ao tema</p><p>está intimamente associada à concepção moderna de Estado somada ao reconhecimento</p><p>de que o mercado não é capaz de autorregular-se.</p><p>A discussão sobre a relação entre Estado e atividade econômica começa a ganhar relevo</p><p>sob a forma do Liberalismo Clássico ou Liberalismo Econômico.</p><p>1 .1 . LIBERALISMO1 .1 . LIBERALISMO</p><p>Os liberalistas acreditavam que quanto maior fosse o nível de liberdade garantido aos</p><p>agentes privados no desempenho de suas atividades econômico-comerciais (leia-se livre</p><p>iniciativa), maior seria o crescimento da economia de um país.</p><p>Nesse contexto, admitia-se a intervenção do Estado na economia de forma bastante</p><p>reduzida (alguns autores inclusive classificam o Liberalismo Econômico como não</p><p>intervencionista),</p><p>Ainda que o Liberalismo tenha algumas nuances (que fogem ao escopo dos nossos</p><p>estudos) podemos defini-lo, em linhas gerais, como a corrente de pensamento que defende</p><p>que os fenômenos econômicos devem ser regidos por leis quase tão precisas quanto as leis</p><p>das ciências físicas e da natureza, razão pela qual a intervenção estatal apenas tenderia a</p><p>perturbar a “ordem natural” da economia.</p><p>Abaixo, segue uma breve síntese dos principais pensamentos que se destacaram na época:</p><p>• Os Fisiocratas</p><p>Escola do pensamento econômico francês do século XVIII, considerada como uma das</p><p>primeiras tentativas de se formular uma teoria científica da economia.</p><p>Ainda que algumas ideias dos fisiocratas tenham se mostrado falhas principalmente a</p><p>associação da riqueza de um país única e exclusivamente ao valor das terras – trata-se de</p><p>uma referência importante, pois introduz a ideia de que a economia obedeceria a leis da</p><p>natureza, tal como outras ciências, e.g., a física.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>6 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>A máxima fisiocrata era “laissez-faire, laissez-passer, le monde va de lui-même” (deixe</p><p>fazer, deixe passar, que o mundo caminha por si só) que pode ser assim interpretada:</p><p>devemos defender a liberdade de produção e de circulação de bens (comércio) pois o mundo</p><p>econômico possui leis precisas que prescindem de qualquer intervenção.</p><p>• Adam Smith e a Riqueza das Nações</p><p>Ao falarmos de Liberalismo Clássico sempre devemos observar as ideias de Adam Smith,</p><p>considerado o fundador dessa corrente.</p><p>Em sua obra clássica, “A Riqueza das Nações”, o autor defende que os indivíduos,</p><p>mesmo agindo com base no autointeresse, terminam por contribuir para o crescimento</p><p>econômico do país.</p><p>É nesse contexto que surge o famoso conceito de “mão invisível”, que se refere a um</p><p>mercado guiado pela lei da oferta e da procura cujo equilíbrio decorre da atuação dos</p><p>próprios agentes econômicos, sem a necessidade de um agente coordenador ou de um</p><p>interventor (que seria o Estado).</p><p>• David Ricardo</p><p>É considerado um dos fundadores da escola clássica inglesa da Economia Política ao</p><p>lado de Adam Smith e Thomas Malthus.</p><p>Ao contrário de Adam Smith, que buscou investigar as causas do crescimento das nações,</p><p>Ricardo defendeu em uma de suas obras mais famosas denominada Princípios de Economia</p><p>Política e Tributação que o problema central da economia política seria:</p><p>determinar as leis que regem a distribuição do produto total da terra entre as três classes, o</p><p>proprietário da terra, o dono do capital necessário para seu cultivo e os trabalhadores, que</p><p>entram com o trabalho para o cultivo da terra1</p><p>O autor também desenvolveu outras teorias importantes para nossos estudos:</p><p>− Teoria das Vantagens Comparativas: tratava da especialização de mão de obra</p><p>pelos países em relação aos bens em que tinham maior vantagem comparativa, o</p><p>que aumentaria o proveito econômico das nações envolvidas. Esse pensamento</p><p>serviu de substrato teórico para várias teorias acerca do comércio internacional.</p><p>− Teoria do Valor Trabalho: defende que o trabalho utilizado na produção das mer-</p><p>cadorias é que define seu valor.</p><p>1 .2 . INTERVENCIONISMO1 .2 . INTERVENCIONISMO</p><p>O modelo liberal fundamentou o funcionamento da economia até o final do século</p><p>XIX, quando as suas deficiências foram se tornando cada vez mais evidentes. Isso acabou</p><p>levando os Estados a procurarem desenvolver regulações sistemáticas para as atividades</p><p>econômicas, dando início à intervenção estatal.</p><p>1 RICARDO, David. Princípios de Economia Política e Tributação. Nova Cultural.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>7 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>Vamos conferir os dois exemplos que são mais cobrados nas provas:</p><p>• modelo europeu: o Estado atuava apenas para adquirir novas colônias como forma</p><p>de garantir mercado para as indústrias de seu país e obter insumos baratos para sua</p><p>produção industrial.</p><p>Conforme os territórios a serem conquistados foram tornando-se escassos, esse modelo</p><p>de capitalismo imperialista foi chegando a seu limite, ao mesmo tempo em que os conflitos</p><p>entre potências europeias em busca de novas colônias aumentavam (especialmente entre</p><p>países que haviam iniciado anteriormente sua expansão colonial e países cuja expansão</p><p>colonial ocorreu de forma tardia, como a Alemanha), desembocando posteriormente na</p><p>Primeira Guerra Mundial.</p><p>• modelo norte-americano: a livre concorrência cede espaço a um número cada vez</p><p>maior de monopólios (com destaque para John Rockfeller na indústria do querosene</p><p>e da gasolina e Andrew Carnegie na indústria do aço).</p><p>Essa situação levou ao surgimento do Sherman Act - uma Lei Antitruste que busca evitar</p><p>a exploração dos trabalhadores, bem como a elevação exacerbada de preços. Todavia, a</p><p>dissolução dos monopólios gerou grande circulação das ações de empresas, o que se mostrou</p><p>problemático, haja vista que à época não havia uma regulação devidamente estabelecida</p><p>para o mercado financeiro.</p><p>Daí resultaram crises econômicas, com destaque para a queda da bolsa de Nova</p><p>Iorque em 1929.</p><p>A partir dos dois modelos acima podemos chegar à duas conclusões que prevaleceram</p><p>no período do final do século XIX para o começo do século XX. A primeira delas é a de que o</p><p>mercado não é capaz de regular a si mesmo e a segunda impõe que alguma intervenção</p><p>do estado na economia, mesmo que seja regulatória, faz-se necessária.</p><p>Surgem nesse contexto as primeiras tentativas sistemáticas de intervenção do Estado</p><p>na economia.</p><p>1 .2 .1 . O KEYNESIANISMO</p><p>Nos Estados Unidos pós-crise de 1929, ganharam força as teses de John Maynard Keynes,</p><p>que buscava corrigir as falhas de mercado por meio da intervenção estatal. Caberia ao</p><p>Estado atuar</p><p>editar irão ofertar balizamentos para a política econômica a ser adotada por</p><p>ela, pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios.</p><p>III – As normas gerais editadas pela União em matéria de Direito Econômico podem impor a todos</p><p>os entes da Federação o dever de desregulamentar a economia e alienar os respectivos ativos.</p><p>Quais estão corretas?</p><p>a) Apenas I.</p><p>b) Apenas II.</p><p>c) Apenas III.</p><p>d) Apenas I e II.</p><p>e) Apenas II e III.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>67 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>I – Certo. Nos termos do art. 219 da CF.</p><p>II – Certo. Nos termos do art. 24, §§1º e 2º.</p><p>Vale lembrar que no âmbito da legislação concorrente, a União estabelecerá normais gerais</p><p>sobre a matéria (art. 24, §1º) e que essas normas visam possibilitar a unidade federativa</p><p>no tratamento das matérias previstas no artigo 24.</p><p>III – Errado. A União só detém competência para legislar sobre normas gerais.</p><p>Letra d.</p><p>003. 003. (CESPE/CEBRASPE/PGE-RO/PROCURADOR DO ESTADO/2022) Acerca do direito econômico</p><p>e da atuação do Estado na ordem econômica, assinale a opção correta.</p><p>a) Subjetivamente, a ordem econômica é um conjunto de normas amplas que estabelecem</p><p>um dever-ser das relações econômicas.</p><p>b) O Estado brasileiro pode exercer função fiscalizadora, incentivadora e até mesmo</p><p>planejadora da atividade econômica.</p><p>c) O Estado intervencionista econômico busca garantir que sejam efetivadas políticas sociais</p><p>e assistencialistas na sociedade, com vistas ao bem-estar social.</p><p>d) O direito econômico apresenta normas rígidas para oferecer segurança jurídica ao mercado.</p><p>e) A escola econômica do direito trata o direito econômico sob um enfoque infraconstitucional,</p><p>em que o Poder Executivo deve planejar e direcionar a exploração dessas atividades.</p><p>a) Errada. O conceito de ordem econômica trata das normas positivadas ou não, jurídicas</p><p>ou não que regulam o comportamento dos agentes econômicos.</p><p>b) Certa. Nos termos do art. 174 da Constituição Federal, como agente normativo e regulador</p><p>da atividade econômica, o Estado exercerá, na forma da lei, as funções de fiscalização,</p><p>incentivo e planejamento, sendo este determinante para o setor público e indicativo para</p><p>o setor privado.</p><p>c) Errada. O estado intervencionista econômico, é baseado nas ideias de John Maynard</p><p>Keynes, com foco na correção das falhas de mercado e na busca do pleno emprego por</p><p>meio da intervenção estatal, esse modelo sustenta que o Estado deve atuar como indutor</p><p>do crescimento.</p><p>É importante lembrar que nesse modelo, o Estado busca conter o exercício abusivo de ideias</p><p>liberais, mas não fere seus postulados.</p><p>O foco é a proteção da livre concorrência, sem preocupações com a área social.</p><p>d) Errada. As normas de direito econômico são flexíveis, móveis e mutáveis. A dinamicidade</p><p>da economia também exige que as normas sejam</p><p>Ressalta-se, inclusive, que existem várias exceções ao princípio da legalidade, com o intuito</p><p>de se adequar à realidade econômica (instável e dinâmica).O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>68 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>e) Errada. Vamos lembrar que a escola econômica estuda a estrutura e os impactos do direito</p><p>e das instituições legais, adotando três pressupostos: a ideia de equilíbrio e eficiência de</p><p>mercado,, de racionalidade individual e de escassez de recursos.</p><p>Letra b.</p><p>004. 004. (CESPE/TCE-RO/PROCURADOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE CONTAS/2019/ADAPTADA)</p><p>Determinado município editou lei proibindo a utilização de automóveis particulares</p><p>cadastrados em aplicativos para o transporte individual remunerado de pessoas.</p><p>Nessa situação hipotética, a referida lei é</p><p>a) inconstitucional, pois viola os princípios da livre iniciativa e da livre concorrência, não</p><p>sendo permitido ao município impor qualquer restrição à atividade.</p><p>b) inconstitucional, visto que viola os princípios da livre iniciativa e da livre concorrência,</p><p>sendo permitido ao município regulamentar e fiscalizar o serviço, desde que não contrarie</p><p>lei federal.</p><p>c) constitucional, uma vez que compete privativamente ao município legislar sobre trânsito</p><p>e transporte e regular o uso das vias públicas</p><p>d) constitucional, porque a proibição de atividades que importam em risco para os usuários</p><p>atende ao princípio da proporcionalidade.</p><p>e) constitucional, pois o transporte individual remunerado de passageiros é serviço público</p><p>dependente de permissão ou autorização.</p><p>Conforme vimos na aula de hoje, o gabarito correto é a letra B.</p><p>O fundamento está em recente julgado do STF (RE 1054110/SP, DJ em 9/05/2019 -repercussão</p><p>geral)</p><p>Letra b.</p><p>005. 005. (MPE-PR/MPE-PR/PROMOTOR DE JUSTIÇA/2019/ADAPTADA) Assinale a alternativa</p><p>incorreta:</p><p>a) Ofende o princípio da livre concorrência lei municipal que impede a instalação de</p><p>estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada área.</p><p>b) Viola o princípio da livre iniciativa contrato pactuado entre ente federativo e instituição</p><p>financeira, que assegura exclusividade de concessão de empréstimo consignado em folha</p><p>de pagamento aos servidores da pessoa jurídica.</p><p>c) É inconstitucional a lei que inclui a CDA no rol de títulos sujeitos a protesto, pois a</p><p>publicidade que é conferida ao débito tributário pelo protesto representa embaraço à</p><p>livre iniciativa e à liberdade profissional, comprometendo diretamente a organização e a</p><p>condução das atividades societárias.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>69 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>a) Certa. Nos termos da Súmula Vinculante 49:</p><p>JURISPRUDÊNCIA</p><p>Ofende o princípio da livre concorrência lei municipal que impede a instalação de</p><p>estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada área.</p><p>b) Certa. Conforme julgado do STF sobre o tema. Confira:</p><p>JURISPRUDÊNCIA</p><p>Exclusividade de concessão de empréstimo consignado pactuado entre determinada</p><p>instituição financeira e o ente federado. (...) os contratos de exclusividade pactuados</p><p>entre instituição financeira e ente federado violam os princípios da livre concorrência e da</p><p>livre escolha do consumidor. (STF-rel. min. Dias Toffoli, j. 8-6-2018, 2ª T, DJE de 26-6-201</p><p>c) Errada. Em novembro de 2016, o protesto de certidões de dívida ativa foi julgado</p><p>constitucional pelo STF.</p><p>Na oportunidade, a Corte entendeu pela constitucionalidade do artigo e ressaltou que o</p><p>protesto das certidões de Dívida Ativa constitui mecanismo constitucional e legítimo por</p><p>não restringir de forma desproporcional quaisquer direitos fundamentais garantidos aos</p><p>contribuintes e assim não constituir sanção política.</p><p>Na mesma linha, o STJ entendeu que a Fazenda Pública possui interesse e pode efetivar</p><p>o protesto da Certidão de Dívida Ativa na forma do artigo 1, I, da Lei n. 9.492/97, com a</p><p>redação da Lei n. 12.767/12. Essa foi a tese repetitiva fixada pela 1ª Seção do Superior</p><p>Tribunal de Justiça, no dia 28/11/18.</p><p>Letra c.</p><p>006. 006. (VUNESP/TJ-RS/JUIZ DE DIREITO/2018) A Súmula Vinculante no 49 afirma que a lei</p><p>municipal que impede a instalação de estabelecimentos comerciais</p><p>do mesmo ramo em</p><p>determinada área é:</p><p>a) inconstitucional, porque compete privativamente à União legislar sobre atividades</p><p>financeiras, econômicas e comerciais.</p><p>b) inconstitucional, porque viola o princípio da livre concorrência, previsto como princípio</p><p>expresso da ordem econômica na Constituição Federal de 1988.</p><p>c) inconstitucional, porque um dos princípios da ordem econômica na Constituição Federal</p><p>de 1988 é a redução das desigualdades regionais e sociais.</p><p>d) constitucional, porque os Municípios são competentes para legislar sobre assuntos de</p><p>interesse local conforme prevê o texto da Carta da República.</p><p>e) constitucional, porque no âmbito da ordem econômica da Constituição Federal de 1988,</p><p>a intervenção do Estado deve coibir o abuso do poder econômico.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>70 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>O item B é o correto. Como vimos, a Súmula Vinculante 49 dispõe que ofende o princípio da</p><p>livre concorrência lei municipal que impede a instalação de estabelecimentos comerciais</p><p>do mesmo ramo em determinada área.</p><p>Letra b.</p><p>007. 007. (QUADRIX/CRA-PR/ADVOGADO/2019) Conforme a CF e a jurisprudência do STF, julgue</p><p>o item a seguir acerca dos princípios gerais da atividade econômica.</p><p>É constitucional, e não atenta contra o livre exercício de atividade econômica ou profissional,</p><p>a lei municipal que, no exercício de competência dada pela Carta, limita, no plano diretor,</p><p>a instalação de estabelecimentos comerciais, de um mesmo ramo, em determinada área.</p><p>O item está incorreto pois contraria a Súmula Vinculante 49.</p><p>Errado.</p><p>008. 008. (VUNESP/PREFEITURA DE FRANCISCO MORATO/PROCURADOR/2019/ADAPTADA) É</p><p>constitucional a lei ou ato normativo estadual ou distrital que disponha sobre sistemas de</p><p>consórcios e sorteios, inclusive bingos e loterias.</p><p>O item está incorreto, nos termos da Súmula Vinculante 2 é inconstitucional a lei ou ato</p><p>normativo Estadual ou Distrital que disponha sobre sistemas de consórcios e sorteios,</p><p>inclusive bingos e loterias.</p><p>Errado.</p><p>009. 009. (FUNDEP/MPE-MG/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/2019/ADAPTADA) Assinale</p><p>a assertiva verdadeira:</p><p>a) Ofende o direito á livre concorrência a lei municipal que possibilita à Administração Pública</p><p>impedir a instalação de estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada área.</p><p>b) Os estabelecimentos comerciais, por força da diretriz da livre iniciativa, não podem sofrer</p><p>restrições de direitos pela Administração Pública municipal, excetuando-se nas matérias</p><p>tributárias e na temática de vigilância sanitária.</p><p>c) O horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais e as restrições ao seu</p><p>funcionamento não representam assunto de interesse local e, portanto, podem sofrer</p><p>interferências pelo Prefeito apenas nas situações estritas autorizadas pela legislação</p><p>estadual, conforme o direito à livre iniciativa.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>71 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>a) Certa. Súmula Vinculante 49.</p><p>b) Errada. As súmulas citadas acima demonstram que pode haver outras restrições.</p><p>c) Errada. Não há necessidade de autorização conforme súmulas acima.</p><p>Letra a.</p><p>010. 010. (FGV/MPE-RJ/ANALISTA/2019) A Lei n. XX/2018, do Estado Alfa, dispôs sobre a</p><p>gratuidade nos serviços portuários, nas condições que indicava, no porto existente no</p><p>Rio Alfa, que atravessava o território do Estado. No dia da promulgação desse diploma</p><p>normativo, a sociedade empresária responsável pela exploração do porto solicitou que</p><p>sua assessoria jurídica analisasse a compatibilidade do referido diploma normativo com a</p><p>ordem constitucional.</p><p>A assessoria respondeu, corretamente, que a Lei n. XX/2018 é:</p><p>a) inconstitucional, pois o serviço é explorado pela União, o que impede o Estado de conceder</p><p>a isenção;</p><p>b) inconstitucional, apenas pelo fato de a lei estadual não ter indicado a fonte de custeio</p><p>da gratuidade concedida;</p><p>c) constitucional, pois o porto está situado no território do Estado, o que atrai a sua</p><p>competência para conceder a isenção;</p><p>d) constitucional, pois a União e o Estado possuem competência concorrente para legislar</p><p>sobre o regime dos portos, incluindo a concessão de isenções;</p><p>e) inconstitucional, pois a necessidade de ser preservado o equilíbrio econômico-financeiro</p><p>impede a concessão de gratuidades em qualquer serviço público.</p><p>O item A está correto, nos termos do art. 22, X, da CF, trata-se de competência legislativa</p><p>privativa da União. Além disso, o art.21, XII, dispõe que a exploração é de competência</p><p>material exclusiva da União.</p><p>Letra a.</p><p>011. 011. (FUNDEP/DPE-MG/DEFENSOR PÚBLICO/2019/ADAPTADA) São inconstitucionais as leis</p><p>que obrigam os supermercados ou similares à prestação de serviços de acondicionamento</p><p>ou embalagem das compras, por violação ao princípio da livre iniciativa.</p><p>O item está correto. A tese foi fixada pelo STF (tema 525 Repercussão geral).</p><p>Certo.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>72 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>012. 012. (VUNESP/CÂMARA DE PIRACICABA–SP/ADVOGADO/2019/ADAPTADA) Assinale a</p><p>alternativa cujo conteúdo está de acordo com o disposto nas súmulas vinculantes do</p><p>Supremo Tribunal Federal.</p><p>I – ( ) Não viola a Constituição Federal a lei ou o ato normativo estadual ou distrital que</p><p>disponha sobre sistemas de consórcios e sorteios, inclusive bingos e loterias.</p><p>II – ( ) Ofende o princípio da livre concorrência lei municipal que impede a instalação de</p><p>estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada área.</p><p>I – Errado. Súmula Vinculante 2.</p><p>II – Certo. Súmula vinculante 49.</p><p>Errado. / Certo.</p><p>013. 013. (INÉDITA/2023) Para o liberalismo clássico, apesar de a economia ser autorregulável,</p><p>a intervenção estatal seria necessária em razão da existência de falhas de mercado.</p><p>O item está incorreto. Para os liberais clássicos, a economia seria autorregulável justamente</p><p>por inexistirem falhas de mercado. Em outras palavras, os liberais clássicos (Adam Smith,</p><p>entre outros) defendem que a busca de interesses individuais jamais trará prejuízos, do</p><p>ponto de vista econômico, para a sociedade como um todo.</p><p>Errado.</p><p>014. 014. (INÉDITA/2023) A teoria cepalina da substituição das importações representa um</p><p>exemplo de defesa da intervenção do Estado na economia de natureza meramente regulatória.</p><p>O item está incorreto. A substituição de importações defendida pela CEPAL implicava</p><p>uma intervenção direta por parte do Estado na economia. Exemplo no Brasil foi a criação</p><p>da Companhia Siderúrgica Nacional durante o Estado Novo, assim como diversos outros</p><p>investimentos estatais ocorridos à época (criação da Vale do Rio Doce etc.)</p><p>Errado.</p><p>015. 015. (INÉDITA/2023) A criação do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial</p><p>representaram tentativas de aplicar o liberalismo econômico no plano internacional, com</p><p>base nas premissas da busca do interesse individual e da autorregulação da economia mundial.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00,</p><p>vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>73 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>O item está incorreto. Tais instituições foram criadas justamente a partir do reconhecimento</p><p>das insuficiências das referidas premissas. Se o mercado é falho no plano interno, com</p><p>muito mais razão o seria no plano internacional, em razão da maior complexidade e variáveis</p><p>envolvidas. O candidato pode ser induzido a marcar certo, haja visto que muitas das</p><p>recomendações propostas pelo FMI para países em desenvolvimento, especialmente ao</p><p>longo dos anos 1980 e 1990, possuíam forte viés liberalizante. Há, contudo, uma nuance a</p><p>ser observada: é possível defender-se medidas liberalizantes sem se aceitar por completo</p><p>as premissas do liberalismo clássico.</p><p>Errado.</p><p>016. 016. (CESPE/TRF 5ª REGIÃO/JUIZ FEDERAL/2011/ADAPTADA) No que se refere a liberalismo</p><p>e intervencionismo, assinale a opção correta.</p><p>a) O intervencionismo valoriza o indivíduo como agente econômico e ente responsável pela</p><p>condução das regras de mercado.</p><p>b) Com o liberalismo, buscou-se atingir a justiça social por meio da imposição de regras</p><p>estatais na condução da atividade econômica, sem se considerar o lucro.</p><p>c) O objetivo do liberalismo foi o de livrar o indivíduo da usurpação e dos abusos do poder</p><p>estatal na condução da atividade econômica.</p><p>a) Errada. Na verdade, o intervencionismo gera exatamente o efeito oposto, uma vez que</p><p>afasta a atuação dos sujeitos particulares no mercado.</p><p>b) Errada. Foi o intervencionismo que buscou atingir a justiça social, principalmente a partir</p><p>da Constituição de Weimar e do México em 1917.</p><p>Lembre-se de que a crítica mais dura – e mais radical – ao liberalismo econômico ocorreu</p><p>nos países socialistas, sob inspiração do pensamento de Karl Marx entre outros. Tais países</p><p>desenvolveram um modelo planificado de economia com forte intervenção estatal e pouco</p><p>espaço para a autonomia individual e à iniciativa privada. Tal modelo, naturalmente, não</p><p>se sustentou com o passar do tempo.</p><p>c) Certa. O liberalismo clássico (ou liberalismo econômico) somente admitia a intervenção</p><p>do Estado na economia de forma bastante reduzida (alguns autores inclusive classificam</p><p>o liberalismo econômico como não intervencionista), pois partia do pressuposto de que</p><p>quanto maior fosse o nível de liberdade garantido aos agentes privados no desempenho de</p><p>suas atividades econômico-comerciais (leia-se livre iniciativa), maior seria o crescimento</p><p>da economia de um país.</p><p>Letra c.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>74 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>017. 017. (CESPE/TRF 1ª REGIÃO/JUIZ FEDERAL/2009/ADAPTADA) A respeito dos sistemas</p><p>econômicos e da intervenção do Estado no domínio econômico, julgue:</p><p>O estado de bem-estar social é aquele que provê diversos direitos sociais aos cidadãos, de</p><p>modo a mitigar os efeitos naturalmente excludentes da economia capitalista.</p><p>O item está correto.</p><p>Lembre-se de que o Welfare State se desenvolveu no pós-guerra, na Europa, associando</p><p>a promoção de política social ao desenvolvimento econômico de um país, com o intuito</p><p>justamente reduzir os efeitos excludentes da economia capitalista.</p><p>Certo.</p><p>018. 018. (CESPE/TRF 5ª REGIÃO/JUIZ FEDERAL/2011/ADAPTADA) Acerca do direito</p><p>econômico, julgue:</p><p>O Estado intervencionista socialista atua com o fito de garantir o exercício racional das</p><p>liberdades individuais, e sua política intervencionista não visa ferir os postulados liberais,</p><p>mas, apenas, coibir o exercício abusivo e pernicioso do liberalismo.</p><p>O item está incorreto. O Estado intervencionista socialista desenvolve um modelo planificado</p><p>de economia com forte intervenção estatal e pouco espaço para a autonomia individual e</p><p>à iniciativa privada.</p><p>Errado.</p><p>019. 019. (CESPE/TRF 5ª REGIÃO/JUIZ FEDERAL/2011/ADAPTADA) No que se refere à ordem</p><p>jurídico-econômica, julgue:</p><p>A mudança dos paradigmas liberais na atividade econômica, com a inclusão da obrigatória</p><p>observância de princípios como o da dignidade da pessoa humana, deveu-se à atuação do</p><p>próprio Estado, que passou a intervir no mercado em busca do bem coletivo.</p><p>O item está correto.</p><p>Como vimos, o modelo liberal fundamentou o funcionamento da economia até o final do</p><p>século XIX, quando as deficiências do liberalismo clássico tornaram-se mais evidentes,</p><p>levando os Estados a procurarem desenvolver regulações sistemáticas para as atividades</p><p>econômicas. Duas lições podem ser extraídas dos casos das economias europeia e norte-</p><p>americana no período do final do século XIX para o começo do século XX: (i) o mercado não</p><p>é capaz de regular a si mesmo; (ii) alguma intervenção do estado na economia (ainda que</p><p>regulatória) faz-se necessária.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>75 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>Teremos, a partir de então, as primeiras tentativas sistemáticas de intervenção do Estado</p><p>na economia.</p><p>Na Europa do pós-guerra, desenvolveu-se o Estado de bem-estar social (Welfare State) que</p><p>associou a promoção de política social ao desenvolvimento econômico de um país. Assim,</p><p>o Estado passou a intervir no mercado em busca do bem coletivo.</p><p>Importante notar que, junto com essas novas concepções acerca da relação entre estado</p><p>e atividade econômica vieram novas regulações jurídicas, que não somente reconheciam</p><p>a insuficiência do direito privado para regulamentar fenômenos como o desemprego e as</p><p>crises econômicas, como também implicavam a revisão de “dogmas” do liberalismo, e.g.,</p><p>a concepção absoluta do direito de propriedade, sendo incorporado a este instituto a</p><p>noção de função social. Os direitos dos trabalhadores também passaram a ter tratamento</p><p>específico, merecendo destaque as Constituições mexicana (1917) e de Weimar (1919),</p><p>nas quais se percebe um forte teor social.</p><p>Certo.</p><p>020. 020. (CESPE/TRF 2ª REGIÃO/JUIZ FEDERAL/2011/ADAPTADA) A respeito de institutos de</p><p>direito econômico, julgue:</p><p>I – ( ) No plano econômico, a concepção de Estado liberal é fruto direto das doutrinas</p><p>de Adam Smith, para quem a harmonia social seria alcançada por meio da liberdade de</p><p>mercado, aliando-se a persecução do interesse privado dos agentes econômicos a ambiente</p><p>concorrencialmente equilibrado.</p><p>II – ( ) O conceito de Estado intervencionista econômico surgiu como reação contrária</p><p>aos postulados do Estado liberal, com o fito de garantir o exercício racional das liberdades</p><p>individuais, afastando a doutrina liberalista por completo no âmbito econômico para</p><p>materializar os princípios da defesa do mercado e da concorrência.</p><p>I – Certo. Quando falamos de liberalismo clássico, temos em mente principalmente as ideias</p><p>de Adam Smith, considerado o fundador dessa corrente.</p><p>A premissa central do pensamento de Adam Smith, expresso em sua obra clássica, “A Riqueza</p><p>das Nações“, é a de que os indivíduos, mesmo que agindo com base no autointeresse,</p><p>terminam por contribuir para o crescimento econômico do país.</p><p>É dele a famosa ideia da mão invisível, segundo a qual o mercado seria guiado pela lei da oferta</p><p>e da procura e encontraria seu equilíbrio pela atuação dos próprios agentes econômicos, sem</p><p>a necessidade</p><p>de um agente coordenador, muito menos interventor (que seria o Estado).</p><p>II – Errado. O liberalismo (ou liberalismo econômico) é que buscava garantir o exercício das</p><p>liberdades individuais, somente admitindo a intervenção do Estado na economia de forma</p><p>bastante reduzida, pois partia do pressuposto de que quanto maior fosse o nível de liberdade</p><p>garantido aos agentes privados no desempenho de suas atividades econômico-comerciais</p><p>(leia-se livre iniciativa), maior seria o crescimento da economia de um país.</p><p>Certo. / Errado.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>76 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>021. 021. (CESPE/PJC-MT/DELEGADO/2018) De acordo com o entendimento dos tribunais</p><p>superiores, lei municipal que impedir a instalação de mais de um estabelecimento comercial</p><p>do mesmo ramo em determinada área do município será considerada</p><p>a) inconstitucional, por ofender o princípio da livre concorrência.</p><p>b) inconstitucional, por ofender o princípio da busca do pleno emprego.</p><p>c) constitucional, por versar sobre assunto de interesse exclusivamente local.</p><p>d) constitucional, por não ofender o princípio da defesa do consumidor.</p><p>e) inconstitucional, por ofender o princípio da propriedade privada.</p><p>Vejam como essa questão é recorrente em concursos de diferentes bancas.</p><p>A resposta correta é a letra A, conforme explicação da questão anterior.</p><p>Letra a.</p><p>022. 022. (CESPE/PGE-MT/PROCURADOR/2016/ADAPTADA) Ao atuar como agente normativo</p><p>e regulador da atividade econômica, o Estado dispõe de variados meios de intervenção,</p><p>com vistas a propiciar o desenvolvimento nacional equilibrado. NÃO é considerada uma</p><p>intervenção válida</p><p>a) o estabelecimento, por lei federal, de monopólio do serviço postal.</p><p>b) a criação, por lei federal, de passe livre em favor de deficientes físicos, no transporte</p><p>interestadual.</p><p>c) a limitação, por lei municipal, de número de estabelecimentos comerciais do mesmo</p><p>ramo em determinada área.</p><p>d) a fixação, por lei municipal, de horário para funcionamento de estabelecimentos comerciais.</p><p>Embora ainda não tenhamos estudado as formas de intervenção do estado, essa questão</p><p>aborda a jurisprudência e os artigos que estudamos acerca da competência legislativa em</p><p>matéria de direito econômico.</p><p>a) Certa. Nos termos do art. 21 da CF, a União tem competência privativa para legislar sobre</p><p>serviço postal.</p><p>b) Certa. Confiram a seguinte jurisprudência.</p><p>JURISPRUDÊNCIA</p><p>AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS EMPRESAS</p><p>DE TRANSPORTE RODOVIÁRIO INTERMUNICIPAL, INTERESTADUAL E INTERNACIONAL</p><p>DE PASSAGEIROS - ABRATI. CONSTITUCIONALIDADE DA LEI N. 8.899, DE 29 DE JUNHO</p><p>DE 1994, QUE CONCEDE PASSE LIVRE ÀS PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA.</p><p>ALEGAÇÃO DE AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DA ORDEM ECONÔMICA, DA ISONOMIA, DA</p><p>LIVRE INICIATIVA E DO DIREITO DE PROPRIEDADE, ALÉM DE AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>77 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>DE FONTE DE CUSTEIO (ARTS. 1º, INC. IV, 5º, INC. XXII, E 170 DA CONSTITUIÇÃO DA</p><p>REPÚBLICA): IMPROCEDÊNCIA. 1. A Autora, associação de associação de classe, teve sua</p><p>legitimidade para ajuizar ação direta de inconstitucionalidade reconhecida a partir do</p><p>julgamento do Agravo Regimental na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.153,</p><p>Rel. Min. Celso de Mello, DJ 9.9.2005. 2. Pertinência temática entre as finalidades da</p><p>Autora e a matéria veiculada na lei questionada reconhecida. 3. Em 30.3.2007, o Brasil</p><p>assinou, na sede das Organizações das Nações Unidas, a Convenção sobre os Direitos</p><p>das Pessoas com Deficiência, bem como seu Protocolo Facultativo, comprometendo-se</p><p>a implementar medidas para dar efetividade ao que foi ajustado. 4. A Lei n. 8.899/94</p><p>é parte das políticas públicas para inserir os portadores de necessidades especiais</p><p>na sociedade e objetiva a igualdade de oportunidades e a humanização das relações</p><p>sociais, em cumprimento aos fundamentos da República de cidadania e dignidade</p><p>da pessoa humana, o que se concretiza pela definição de meios para que eles sejam</p><p>alcançados. 5. Ação Direta de Inconstitucionalidade julgada improcedente.</p><p>c) Errada. Nos termos da Súmula Vinculante 49:</p><p>JURISPRUDÊNCIA</p><p>Ofende o princípio da livre concorrência lei municipal que impede a instalação de</p><p>estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada área.</p><p>d) Certa. Nos termos do art. 30 da CF, compete aos municípios legislar sobre assuntos de</p><p>interesse local.</p><p>Ademais, conforme Súmula Vinculante 38:</p><p>JURISPRUDÊNCIA</p><p>É competente o Município para fixar o horário de funcionamento de estabelecimento</p><p>comercial.</p><p>Letra c.</p><p>023. 023. (CESPE/TCE-PB/PROCURADOR/2014/ADAPTADA) A respeito do conceito de direito</p><p>econômico e da evolução histórica desse direito, assinale a opção correta.</p><p>a) O direito econômico surgiu como disciplina autônoma após a Segunda Guerra Mundial,</p><p>diante da necessidade do Estado de se dedicar a dirigir a economia.</p><p>b) A CF não elenca o direito econômico como disciplina autônoma.</p><p>c) O direito econômico tem por objeto as relações entre os agentes produtivos e o Estado,</p><p>não se preocupando com o estudo da política econômica.</p><p>d) O direito econômico confunde-se com o direito penal econômico, operando primordialmente</p><p>com sanções e penalidades pelo descumprimento de suas normas.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>78 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>A questão foi anulada, devido a existência de divergência doutrinária acerca dos itens a e</p><p>b, que tratam da autonomia do direito econômico.</p><p>Entretanto, optei por inseri-la na lista, para que você tenha conhecimento e, se necessário,</p><p>também requeiram a anulação de uma eventual questão objetiva nesse sentido.</p><p>O gabarito inicial havia sido a letra A (autonomia do direito econômico).</p><p>Em relação ao item C, está errado. Lembre-se de que o Direito Econômico é a disciplina que</p><p>cuida das normas que serão aplicadas pelo Estado nas práticas econômicas, incluindo os meios</p><p>de políticas de intervenção no domínio econômico, regulação, fiscalização e participação estatal</p><p>na atividade econômica, bem como a disciplina das relações de dominação, como os monopólios</p><p>e a tutela dos sujeitos dessas relações, coibindo condutas ilícitas dos agentes econômicos.</p><p>Resta claro que a política econômica é uma das principais preocupações do direito econômico.</p><p>O item D também está incorreto. Conforme vimos, as normas de direito econômico, em regra,</p><p>buscam estimular a realização de uma determinada atividade pelos agentes econômicos,</p><p>por meio do oferecimento de uma recompensa ou prêmio (direito premial).</p><p>Anulada.</p><p>024. 024. (CESPE/BANCO DA AMAZÔNIA/TÉCNICO CIENTÍFICO/2012) Julgue os itens que se</p><p>seguem, referentes a evolução histórica do direito econômico, conceitos e objeto do direito</p><p>econômico e sujeitos econômicos.</p><p>O direito econômico surgiu com o objetivo de orientar e coordenar, por meio de normas,</p><p>as relações econômicas de forma que, a partir de então, não mais se admite que a ordem</p><p>natural da economia dirija os fenômenos</p><p>econômicos.</p><p>O item está correto. Lembre-se de que os fisiocratas introduziram a ideia de que a economia</p><p>obedeceria a leis da natureza, tal como outras ciências, e.g., a física.</p><p>A máxima fisiocrata era “laissez-faire, laissez-passer, le monde va de lui-même” (deixe</p><p>fazer, deixe passar, que o mundo caminha por si só) – que pode ser assim interpretada:</p><p>devemos defender a liberdade de produção e de circulação de bens (comércio) pois o mundo</p><p>econômico possui leis precisas que prescindem de qualquer intervenção.</p><p>Entretanto, o liberalismo fundamentou o funcionamento da economia até o final do século</p><p>XIX, quando as deficiências do liberalismo clássico tornaram-se mais evidentes, levando os</p><p>Estados a procurarem desenvolver regulações sistemáticas para as atividades econômicas.</p><p>Duas lições podem ser extraídas dos casos das economias europeia e norte-americana no</p><p>período do final do século XIX para o começo do século XX: (i) o mercado não é capaz de</p><p>regular a si mesmo; (ii) alguma intervenção do estado na economia (ainda que regulatória)</p><p>faz-se necessária.</p><p>Teremos, a partir de então, as primeiras tentativas sistemáticas de intervenção do Estado</p><p>na economia.</p><p>Certo.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>79 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>025. 025. (CESPE/ANP/ESPECIALISTA EM REGULAÇÃO/2013) Pode-se conceituar o direito</p><p>econômico como a disciplina normativa da ação estatal sobre as estruturas do sistema</p><p>econômico, seja ele centralizado ou descentralizado.</p><p>O item está correto. Lembre-se de que o Direito Econômico é o ramo do Direito que tem por</p><p>objeto a regulamentação da política econômica e cuida das normas que serão aplicadas pelo</p><p>Estado nas práticas econômicas, incluindo os meios de políticas de intervenção no domínio</p><p>econômico, regulação, fiscalização e participação estatal na atividade econômica, bem</p><p>como a disciplina das relações de dominação, como os monopólios e a tutela dos sujeitos</p><p>dessas relações, coibindo condutas ilícitas dos agentes econômicos.</p><p>Certo.</p><p>026. 026. (CESPE/BACEN/PROCURADOR/2009/ADAPTADA) No que se refere à repartição de</p><p>competência entre os entes da Federação brasileira, julgue:</p><p>I – ( ) Os estados-membros não possuem competência para explorar nem regulamentar</p><p>a prestação de serviços de transporte intermunicipal, por se tratar de matéria de interesse</p><p>local.</p><p>II – ( ) Segundo o STF, é constitucional, e não se confunde com a atividade-fim das</p><p>instituições bancárias, lei municipal que disponha sobre atendimento ao público e tempo</p><p>de espera nas filas de atendimento das referidas instituições.</p><p>I – Errado. Observe o seguinte esquema:</p><p>União</p><p>tranporte</p><p>interestadual</p><p>ou transporte</p><p>internacional</p><p>Estados</p><p>transporte</p><p>intermunicipal</p><p>intraestadual</p><p>Municípios</p><p>intramunicipal</p><p>interesse local</p><p>II – Certo. De acordo com a jurisprudência do STF:</p><p>JURISPRUDÊNCIA</p><p>AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. COMPETÊNCIA DE MUNICÍPIO</p><p>PARA LEGISLAR SOBRE ATIVIDADE BANCÁRIA. INTERESSE LOCAL. POSSIBILIDADE. 1. O</p><p>Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o RE 610.221, da relatoria da ministra O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>80 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>Ellen Gracie, reconheceu a repercussão geral da controvérsia sobre a competência</p><p>dos Municípios para legislar sobre o tempo máximo de espera de clientes em filas</p><p>de instituições bancárias. Na oportunidade, esta nossa Casa de Justiça reafirmou a</p><p>jurisprudência, no sentido de que os Municípios possuem competência para legislar</p><p>sobre assuntos de interesse local, tais como medidas que propiciem segurança, conforto</p><p>e rapidez aos usuários de serviços bancários. 2. Agravo regimental desprovido. (STF-</p><p>RE 25417/RS AgR, DJ em 17/05/11)</p><p>Errado. / Certo.</p><p>027. 027. (CESPE/AGU/ADVOGADO DA UNIÃO/2012) A respeito do processo legislativo e da</p><p>competência legislativa da União e dos estados, julgue os próximos itens.</p><p>Serão constitucionais leis estaduais que disponham sobre direito tributário, financeiro,</p><p>penitenciário, econômico e urbanístico, matérias que se inserem no âmbito da competência</p><p>concorrente da União, dos estados e do DF.</p><p>O item trata do art. 24 da CF, que prevê todas essas matérias na competência legislativa</p><p>concorrente entre União, estados e DF.</p><p>Certo.</p><p>028. 028. (ESAF/PGFN/PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL/2012/ADAPTADA) Sobre a repartição</p><p>constitucional de competências entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios,</p><p>é incorreto afirmar que:</p><p>a) no âmbito da competência material comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e</p><p>dos Municípios, leis complementares fixarão normas para a cooperação entre os diversos</p><p>entes da federação, tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e o bem-estar em</p><p>âmbito nacional, sem prejuízo da eventual disciplina, por meio de lei, dos consórcios públicos</p><p>e dos convênios de cooperação entre os mesmos entes federados.</p><p>b) no âmbito da competência concorrente da União, dos Estados e do Distrito Federal</p><p>para legislar, que inclui o direito tributário, o direito financeiro, a matéria orçamentária e</p><p>os procedimentos em matéria processual, inexistindo lei federal sobre normas gerais, os</p><p>Estados exercerão a competência legislativa plena para dispor sobre situações urgentes e</p><p>transitórias de suas peculiaridades administrativas.</p><p>a) Errada. O início da afirmação é correto, entretanto, torna-se errado ao afirmar que “sem</p><p>prejuízo da eventual disciplina, por meio de lei, dos consórcios públicos e dos convênios de</p><p>cooperação entre os mesmos entes federados”</p><p>b) Certa. Trata-se do art. 24 da CF:</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>81 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>§ 1º No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a estabelecer</p><p>normas gerais.</p><p>§ 2º A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência</p><p>suplementar dos Estados.§ 3º Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão</p><p>a competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades.</p><p>§ 4º A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual, no</p><p>que lhe for contrário.</p><p>Letra a.</p><p>029. 029. (CESPE/AGU/PROCURADOR FEDERAL/2002) As políticas de incentivo fiscal, que importam</p><p>a aplicação do valor de um tributo devido em uma atividade econômica qualquer, têm</p><p>natureza de política econômica, destinada ao desenvolvimento de determinado setor.</p><p>O item está correto. Temos uma aula reservada para as formas de intervenção do Estado</p><p>na economia. Todavia, lembre-se de que já mencionei nessa aula que o direito econômico</p><p>tem como objetivo cuidar das políticas econômicas, incluindo os meios de políticas de</p><p>intervenção no domínio econômico, regulação, fiscalização e participação estatal na atividade</p><p>econômica, bem como a disciplina das relações de dominação, como os monopólios e a</p><p>tutela dos sujeitos dessas relações, coibindo condutas ilícitas dos agentes econômicos.</p><p>Recorde-se, também, que os incentivos fiscais são instrumentos de política</p><p>econômica.</p><p>Certo.</p><p>030. 030. (CESPE/TRF 1ª REGIÃO/JUIZ/ADAPTADA) O capitalismo assenta-se no individualismo</p><p>do liberalismo econômico, tendo como característica o direito de propriedade limitado e</p><p>mitigado pela vontade estatal.</p><p>O item está incorreto. Ocorre justamente o contrário, pois o sistema capitalista baseia-se</p><p>na propriedade privada e na livre iniciativa e liberdade de concorrência.</p><p>Os agentes têm a propriedade dos meios de produção e a liberdade para tomar as decisões</p><p>econômicas (o que, como e para quem produzir) sendo que o limite dessa liberdade é dado</p><p>pelo próprio mercado (sistema de livre mercado).</p><p>A intervenção do estado é reduzida.</p><p>Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade</p><p>econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança</p><p>nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei.</p><p>Errado.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>82 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>031. 031. (CESPE/TRF 5ª REGIÃO/JUIZ FEDERAL/ADAPTADA) Sistema econômico é a forma por</p><p>meio da qual o Estado estrutura sua política e organiza suas relações sociais de produção,</p><p>isto é, a forma adotada pelo Estado no que se refere à distribuição do produto do trabalho</p><p>e à propriedade dos fatores de produção. Atualmente, existem apenas dois sistemas</p><p>econômicos bem distintos e delineados no mundo: o capitalismo e o socialismo.</p><p>O item está incorreto. O início corresponde, de fato, ao conceito de sistema econômico,</p><p>nos termos do conceito visto na aula de hoje. Entretanto, a segunda parte está incorreta</p><p>quando afirma existirem apenas dois sistemas econômicos, o capitalismo e o socialismo.</p><p>Embora esses sejam os mais estudados, existem outros. Ex.: neoliberalismo.</p><p>Errado.</p><p>032. 032. (CESPE/TRF 5ª REGIÃO/JUIZ FEDERAL/ADAPTADA) No que se refere à ordem jurídico-</p><p>econômica, assinale a opção correta.</p><p>I – ( ) O modelo político adotado pelo Estado brasileiro, conforme previsto na CF, é imposto</p><p>pela ordem econômica vigente no mercado.</p><p>II – ( ) As normas econômicas dispostas na CF são de natureza essencialmente estatutária,</p><p>e não, diretiva.</p><p>I – Errado. Na verdade é a ordem econômica vigente que é imposta pelo modelo político</p><p>do Estado.</p><p>II – Errado. As normas econômicas dispostas na CF são, em sua maioria, dirigentes ou</p><p>diretivas, ou seja, dispõe sobre uma programação para a realização de determinado objetivo.</p><p>Por exemplo, o caput do art. 170 traz a valorização do trabalho humano e a livre iniciativa</p><p>como princípios fundamentais da ordem econômica e afirma que deverão ter como objetivo</p><p>assegurar uma existência digna, conforme os ditames da justiça social</p><p>Errado. / Errado.</p><p>033. 033. (CESPE/TC-DF/PROCURADOR/2013) Sob o aspecto doutrinário, o Estado pode ser</p><p>considerado um dos sujeitos econômicos, pois também desenvolve atividade econômica.</p><p>O item está correto. De fato, os sujeitos ou agentes econômicos são aqueles que desenvolvem</p><p>a atividade econômica ou atuam no mercado.</p><p>Poderão ser considerados agentes econômicos empresas, grupos econômicos, estados,</p><p>organismos nacionais ou internacionais e o próprio indivíduo ou a coletividade.</p><p>Certo.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>83 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>034. 034. (CESPE/TRF 2ª REGIÃO/JUIZ FEDERAL/ADAPTADA) Verifica-se, na CF, a opção por sistema</p><p>econômico voltado primordialmente para a livre-iniciativa, o que legitima a assertiva de</p><p>que o Estado só deve intervir na economia em situações excepcionais, quando necessário</p><p>aos imperativos da segurança nacional ou de relevante interesse coletivo.</p><p>O item está incorreto. O art. 173 da CF faz referência às hipóteses excepcionais de exploração</p><p>direta de atividade econômica pelo estado e não à intervenção indireta, como afirma a</p><p>questão. Confira:</p><p>Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade econômica</p><p>pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a</p><p>relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei.</p><p>Errado.</p><p>035. 035. (FCC/INFRAERO/ENGENHEIRO ELETRICISTA/2011/ADAPTADA) A Macroeconomia estuda</p><p>o comportamento do sistema econômico por um reduzido número de fatores, como a</p><p>produção ou produto total de uma economia, o nível de emprego e poupança, o investimento,</p><p>o consumo, o nível geral dos preços. Seus principais objetivos estão no rápido crescimento</p><p>do produto e do consumo, no aumento da oferta de empregos, na inflação reduzida e no</p><p>comércio internacional vantajoso.</p><p>O item está correto. Como vimos, a macroeconomia cuida de todos os setores da economia</p><p>em conjunto, extrapolando a preocupação individual dos agentes econômicos. Os principais</p><p>objetivos dessa análise são o desenvolvimento econômico, a estabilidade econômica e a</p><p>distribuição de renda.</p><p>EXEMPLO</p><p>Análise de recessões, mudanças da taxa de desemprego ao longo do tempo, nível de juros,</p><p>carga tributária.</p><p>Certo.</p><p>036. 036. (ESAF/ANAC/ESPECIALISTA EM REGULAÇÃO/2016/ADAPTADA) Em relação à intervenção</p><p>do Estado no domínio econômico, bem como ao disposto no texto constitucional, marque</p><p>a opção correta.</p><p>a) A economia capitalista pode ter seus efeitos mitigados pelo estado de bem-estar social,</p><p>situação em que se faz necessária a intervenção estatal.</p><p>b) Por meio da atividade de intervenção fiscalizatória o Estado visa a regular previamente</p><p>a atividade econômica, normatizando-a.</p><p>c) O Estado não pode ser considerado um dos sujeitos econômicos, ainda que desenvolva</p><p>atividade econômica, ante a função social que desempenha.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>84 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>a) Certa. Lembre-se de que no Welfare State, os dois pressupostos básicos do capitalismo:</p><p>livre iniciativa e propriedade privada, passam a sofrer uma maior ingerência do estado, com</p><p>o intuito de cumprir determinados fins sociais.</p><p>b) Errada. A intervenção fiscalizatória do estado atua de modo concomitantemente e a</p><p>posteriori. Esse tema será estudado em aula específica.</p><p>c) Errada. Vimos que os sujeitos ou agentes econômicos são aqueles que desenvolvem a</p><p>atividade econômica ou atuam no mercado.</p><p>Poderão ser considerados agentes econômicos empresas, grupos econômicos, estados,</p><p>organismos nacionais ou internacionais e o próprio indivíduo.</p><p>Letra a.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>85 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>REFERÊNCIASREFERÊNCIAS</p><p>BENSOUSSAN, Fábio Guimarães; GOUVEIA. Marcus de Freitas. Manual de Direito</p><p>Econômico.2 ed. Jus Podium.</p><p>DEL MASSO, Fabiano. Direito Econômico Esquematizado. 3 ed. Método.</p><p>FIGUEIREDO, Leonardo Vizeu. Lições de Direito Econômico.</p><p>6 ed. Rio de Janeiro: Forense.</p><p>GRAU, Eros Roberto. A Ordem Econômica na Constituição de 1988: Interpretação e Crítica.</p><p>14ª ed. São Paulo: Malheiros.</p><p>RICARDO, David. Princípios de Economia Política e Tributação. Nova Cultural.</p><p>SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo. 42 ed. Malheiros Editores.</p><p>SOUZA, Washington Peluso Albino de. Direito Econômico. São Paulo. Saraiva</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>Abra</p><p>caminhos</p><p>crie</p><p>futuros</p><p>gran.com.br</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>Sumário</p><p>Apresentação</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>1. Ponto de Partida: Contextualização Histórica do Direito Econômico</p><p>1.1. Liberalismo</p><p>1.2. Intervencionismo</p><p>1.3. Principais Críticas ao Liberalismo</p><p>1.4. Novas Regulações Jurídicas e Revisão de Dogmas do Liberalismo</p><p>2. Noções Introdutórias</p><p>2.1. Conceito e Finalidade do Direito Econômico</p><p>2.2. Política Econômica Estatal</p><p>2.3. O Direito Econômico como Direito Público</p><p>2.4. Micro e Macroeconomia</p><p>2.5. Identificando os Sujeitos da Atividade Econômica</p><p>2.6. Os Principais Sistemas Econômicos</p><p>2.7. Caracterizando as Normas de Direito Econômico</p><p>3. Jurisprudência</p><p>Resumo</p><p>Exercícios</p><p>Gabarito</p><p>Gabarito Comentado</p><p>Referências</p><p>como indutor do crescimento com vistas a conduzir o país ao pleno emprego.</p><p>1 .2 .2 . O WELFARE STATE</p><p>Na Europa do pós-guerra, desenvolveu-se o Estado de bem-estar social (Welfare</p><p>State) que associou a promoção de política social ao desenvolvimento econômico de um</p><p>país – inclusive como forma de se contrapor à expansão do regime socialista.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>8 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>001. 001. (CESPE/CEBRASPE/PGE-RO/PROCURADOR DO ESTADO/2022/ADAPTADA) O Estado</p><p>intervencionista econômico busca garantir que sejam efetivadas políticas sociais e</p><p>assistencialistas na sociedade, com vistas ao bem-estar social.</p><p>O item está incorreto, o estado intervencionista econômico é baseado nas ideias de John</p><p>Maynard Keynes, com foco na correção das falhas de mercado e na busca do pleno emprego</p><p>por meio da intervenção estatal, esse modelo sustenta que o Estado deve atuar como</p><p>indutor do crescimento.</p><p>É importante lembrar que nesse modelo, o Estado busca conter o exercício abusivo de ideias</p><p>liberais, mas não fere seus postulados.</p><p>O foco é a proteção da livre concorrência, sem preocupações com a área social.</p><p>Errado.</p><p>002. 002. (CESPE/TRF 5ª REGIÃO/JUIZ FEDERAL/2011/ADAPTADA) Acerca do direito</p><p>econômico, julgue:</p><p>O modelo do Estado intervencionista econômico é fortemente influenciado pelas doutrinas</p><p>de John Maynard Keynes, que sustentou que os níveis de emprego e de desenvolvimento</p><p>socioeconômico devem-se muito mais às políticas públicas implementadas pelo governo e a</p><p>certos fatores gerais macroeconômicos, e não meramente ao somatório dos comportamentos</p><p>microeconômicos individuais dos empresários.</p><p>O item está correto. De fato, John Maynard Keynes defendia a tese de que as falhas de</p><p>mercado seriam corrigidas por meio da intervenção estatal. Caberia ao Estado atuar como</p><p>indutor do crescimento com vistas a conduzir o país ao pleno emprego, portanto, os níveis de</p><p>emprego e de desenvolvimento socioeconômico devem-se muito mais às políticas públicas</p><p>implementadas pelo governo do que a outros fatores.</p><p>Certo.</p><p>1 .3 . PRINCIPAIS CRÍTICAS AO LIBERALISMO1 .3 . PRINCIPAIS CRÍTICAS AO LIBERALISMO</p><p>Uma das maiores críticas ao liberalismo econômico ocorreu nos países socialistas,</p><p>sob inspiração do pensamento de Karl Marx entre outros. Tais países desenvolveram um</p><p>modelo planificado de economia com forte intervenção estatal e pouco espaço para a</p><p>autonomia individual e à iniciativa privada. Tal modelo, naturalmente, não se sustentou</p><p>com o passar do tempo.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>9 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>Os países em desenvolvimento também desenvolveram sua crítica ao liberalismo. Por meio</p><p>da teoria de substituição de importações da Comissão Econômica para a América Latina</p><p>(CEPAL), defendeu-se que tais países apenas conseguiriam desenvolver suas economias</p><p>caso houvesse alguma forma de intervenção do Estado que permitisse o desenvolvimento</p><p>da indústria nacional e a diminuição da dependência de produtos manufaturados vindos</p><p>dos países do primeiro mundo.</p><p>1 .4 . NOVAS REGULAÇÕES JURÍDICAS E REVISÃO DE DOGMAS DO LIBERALISMO1 .4 . NOVAS REGULAÇÕES JURÍDICAS E REVISÃO DE DOGMAS DO LIBERALISMO</p><p>Importante notar que, junto com essas novas concepções acerca da relação entre estado</p><p>e atividade econômica vieram novas regulações jurídicas, que não somente reconheciam</p><p>a insuficiência do direito privado para regulamentar fenômenos como o desemprego e as</p><p>crises econômicas, como também implicavam a revisão de “dogmas” do liberalismo, e.g., a</p><p>concepção absoluta do direito de propriedade, sendo incorporado a este instituto a noção</p><p>de função social.</p><p>Os direitos dos trabalhadores também passaram a ter tratamento específico, merecendo</p><p>destaque as Constituições mexicana (1917) e de Weimar (1919), nas quais se percebe um</p><p>forte teor social. Surgia, assim, a codificação do direito econômico.</p><p>O reconhecimento de que o mercado é falho também ocorrera no plano internacional.</p><p>Especialmente após o fim da Segunda Guerra Mundial, diversas organizações foram</p><p>criadas com lastro nessa premissa. Apenas para citar algumas: Banco Mundial (fomentar o</p><p>desenvolvimento de países do então terceiro mundo), Fundo Monetário Internacional (socorrer</p><p>países em dificuldades financeiras); Acordo Geral e Tarifas e Comércio e, posteriormente,</p><p>Organização Mundial do Comércio (estabelecer regulações para o comércio internacional).</p><p>Antiguidade</p><p>• não se falava</p><p>em economia</p><p>como ciência</p><p>ou em Direito</p><p>Econômico</p><p>propriamente</p><p>dito.</p><p>Liberalismo</p><p>• intervenção do</p><p>Estado na</p><p>economia de</p><p>forma bastante</p><p>reduzida</p><p>Intervencionismo</p><p>• buscava</p><p>corrigir as</p><p>falhas de</p><p>mercado por</p><p>meio de uma</p><p>maior</p><p>intervenção</p><p>estatal</p><p>(Keynes)</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>10 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>2 . NOÇÕES INTRODUTÓRIAS2 . NOÇÕES INTRODUTÓRIAS</p><p>2 .1 . CONCEITO E FINALIDADE DO DIREITO ECONÔMICO2 .1 . CONCEITO E FINALIDADE DO DIREITO ECONÔMICO</p><p>Um dos conceitos mais simples e didáticos para o Direito Econômico é trazido por Eros</p><p>Roberto Grau:</p><p>sistema normativo voltado à ordenação do processo econômico mediante a regulação, sob o</p><p>ponto de vista macrojurídico, da atividade econômica, de sorte a definir uma disciplina destinada</p><p>à efetivação da política econômica estatal2.</p><p>Essa definição torna claro que o Direito Econômico cuida das normas que serão aplicadas</p><p>pelo Estado nas práticas econômicas. Essa intervenção estatal na liberdade dos cidadãos</p><p>poderá ocorrer de diferentes formas, incluindo:</p><p>• meios de políticas de intervenção no domínio econômico;</p><p>• regulação;</p><p>• fiscalização e participação estatal na atividade econômica;</p><p>• disciplina das relações de dominação, como os monopólios e a tutela dos sujeitos</p><p>dessas relações, coibindo condutas ilícitas dos agentes econômicos.</p><p>O esquema abaixo resume as principais áreas de atuação do Direito Econômico:</p><p>2 Grau, Eros Roberto. A Ordem Econômica na Constituição de 1988: Interpretação e Crítica. 14ª edição ed. São Paulo:</p><p>Malheiros.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>11 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>2 .2 . POLÍTICA ECONÔMICA ESTATAL2 .2 . POLÍTICA ECONÔMICA ESTATAL</p><p>A Política Econômica Estatal pode ser definida como o conjunto de ações governamentais</p><p>micro e macroeconômicas voltadas à consecução de determinados objetivos, bem como</p><p>à regulação da economia.</p><p>Esses objetivos podem ser resumidos em três pontos fundamentais: o desenvolvimento</p><p>econômico, a estabilidade econômica e a distribuição de renda.</p><p>Nesse sentido o conceito dado pelo autor Fábio Bensoussan:</p><p>A política econômica consiste num conjunto de medidas governamentais,</p><p>micro e macroeconômicas,</p><p>notadamente fiscais, monetárias, cambiais e creditícias voltadas à regulação da economia e</p><p>obtenção de determinados fins.3</p><p>Na mesma linha é a definição de Leonardo Vizeu Figueiredo:</p><p>Conjunto normativo que rege as medidas de política econômica concebidas pelo Estado, para</p><p>disciplinar o uso racional dos fatores de produção, com o fito de regular a ordem econômica</p><p>interna e externa.4</p><p>Política Econômica Estatal</p><p>estabilidade econômica desenvolvimento</p><p>econômico distribuição de renda</p><p>2 .3 . O DIREITO ECONÔMICO COMO DIREITO PÚBLICO2 .3 . O DIREITO ECONÔMICO COMO DIREITO PÚBLICO</p><p>Para a maioria da doutrina nossa matéria está inserida dentro do Direito Público</p><p>justamente por ter em sua essência a política econômica estatal acima delineada.</p><p>Além disso, embora o Direito Econômico também regule as atividades privadas e imponha</p><p>limites à autonomia da vontade, outros fatores fundamentam sua localização no ramo do</p><p>direito público:</p><p>• regulação de serviços públicos prestados direta ou indiretamente pelo Estado;</p><p>• rege condutas de instituições públicas, agências reguladoras e outras;</p><p>• imposição de obrigações fundamentadas no interesse sociais.</p><p>3 Bensoussan, Fabio Guimaraes. Manual de Direito Econômico. 2 ed, Ed. JusPodivm, 2016.</p><p>4 Figueiredo, Leonardo Vizeu. Lições de Direito Econômico. 6.ed. Rio de Janeiro: Forense, 2013.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>12 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>Professora, em que consiste a atividade econômica?Professora, em que consiste a atividade econômica?</p><p>A área de atuação do Direito Econômico está intimamente ligada à noção de atividade</p><p>econômica, abrangendo as normas que a regulam, fiscalizam, bem como as formas de</p><p>intervenção.</p><p>Nesse sentido, reitero a definição de Eros Grau que já foi mencionada na aula de hoje:</p><p>sistema normativo voltado à ordenação do processo econômico mediante a regulação, sob o</p><p>ponto de vista macrojurídico, da atividade econômica, de sorte a definir uma disciplina destinada</p><p>à efetivação da política econômica estatal.</p><p>Veja que a atividade econômica está relacionada com a organização dos fatores</p><p>de produção (capital, trabalho, tecnologia) para produzir bens, visando a satisfação de</p><p>necessidades públicas.</p><p>Em outras palavras, trata-se da ação destinada a produzir, distribuir ou consumir</p><p>riquezas e desse modo satisfazer determinadas necessidades.</p><p>Ação destinada a</p><p>produzir</p><p>distribuir ou</p><p>consumir</p><p>riquezas</p><p>com o intuito de</p><p>satisfazer</p><p>determinadss</p><p>necessidades</p><p>Atividade</p><p>econômica</p><p>2 .4 . MICRO E MACROECONOMIA2 .4 . MICRO E MACROECONOMIA</p><p>Quando estudamos o fenômeno econômico também devemos ter conhecimento da</p><p>técnica utilizada. Nesse contexto aparece o conceito de análise econômica cuja finalidade</p><p>é constatar um efeito de natureza econômica.</p><p>A técnica é baseada nos seguintes pontos:</p><p>• criação de uma estrutura para que o sistema econômico funcione com eficiência;</p><p>• verificação e solução de problemas da atividade econômica;</p><p>• criação de fundamentos que sustentem a escolha a ser realizada.</p><p>Por sua vez, a análise poderá ser macro ou microeconômica.</p><p>O termo Macroeconomia surgiu após a crise de 1929 e teve como um dos seus principais</p><p>expoentes John Maynard Keynes ( já mencionado no início da aula) que publicou a famosa</p><p>obra Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda.</p><p>A Macroeconomia trata de todos os setores da economia em conjunto, extrapolando a</p><p>preocupação individual dos agentes econômicos.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>13 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>Assim, a análise poderá ser feita a nível regional ou nacional, mas sempre considerando</p><p>a economia como um todo, não havendo destinatário individualizado.</p><p>Quando falamos em política econômica, normalmente nos referimos a macroeconomia.</p><p>Por isso aqui também o foco será o desenvolvimento econômico, a estabilidade econômica,</p><p>a distribuição de renda e o pleno emprego.</p><p>Por exemplo, a análise de recessões, mudanças da taxa de desemprego ao longo do</p><p>tempo, definição da taxa de juros e carga tributária atinge todos os agentes econômicos</p><p>e a sociedade, não havendo como um destinatário individualizado.</p><p>Vejamos abaixo quais são os principais instrumentos da política macroeconômica, que</p><p>já foram cobrados em algumas provas.</p><p>• Instrumento fiscal: relacionado aos gastos e receitas governamentais.</p><p>− Haverá um aumento de gastos com a finalidade de movimentar a economia. Em</p><p>contrapartida, o estado precisará arrecadar mais receitas para fazer frente aos</p><p>novos gastos</p><p>− Por essa razão é recomendado que os gastos mantenham um certo equilíbrio e só</p><p>sejam elevados em casos de necessidade pública.</p><p>EXEMPLO</p><p>Arrecadação de tributos, progressividade do IR.</p><p>• Instrumento monetário: relacionado à moeda.</p><p>EXEMPLO</p><p>Controle da produção de moeda por meio da taxa de juros, e da limitação de crédito.</p><p>• Instrumento cambial: relacionado ao valor da moeda nacional perante as moedas</p><p>estrangeiras.</p><p>EXEMPLO</p><p>Fixação do câmbio (pode influenciar exportações, se estiver elevado) etc.</p><p>Por sua vez, a Microeconomia trata das secções do sistema produtivo, ou seja, de</p><p>mercados e setores individualizados e específicos. Seus principais expoentes foram John</p><p>Hicks e Paul Samuelson.</p><p>O foco da análise se direciona à formação de preços e quantidades ofertadas e consumidas</p><p>de um determinado bem em um mercado específico. Os direitos regulados são, portanto,</p><p>subjetivos e individuais.</p><p>EXEMPLO</p><p>Análise do mercado de algodão: custos de produção, número de produtores, regulação de</p><p>fusões entre empresas.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>14 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>Existem muitos termos utilizados nessa parte de nossa matéria que não são tão familiares</p><p>aos alunos. Assim, para evitar que você seja surpreendido na prova, destacarei abaixo os</p><p>principais conceitos utilizados em Microeconomia:</p><p>Teoria da empresa ou da firma: estuda o comportamento do setor de produção,</p><p>buscando definir os preços e quantidades ofertadas e consumidas de um determinado bem.</p><p>Em outras palavras, estuda a forma de proceder da sociedade empresária ao desenvolver</p><p>a sua atividade produtiva, para a produção de bens ou de serviços com mais eficiência.</p><p>Teoria do consumidor ou da escolha: estuda a tomada de decisões dos consumidores,</p><p>considerando a existência de restrições orçamentárias e de mudanças em seu ambiente.</p><p>Teoria do Ótimo Econômico (Ótimo de Pareto): elaborada pelo economista italiano</p><p>Vilfredo Pareto, busca indicar um estado de eficiência máxima dos sistemas por meio da</p><p>melhor alocação possível de recursos.</p><p>O equilíbrio de Pareto é atingido quando se chega a um ponto no qual para que um dos</p><p>envolvidos no sistema cresça economicamente, o outro será obrigatoriamente prejudicado.</p><p>Em outras palavras, a melhora de um agente irá gerar necessariamente a piora do outro.</p><p>Para nossa matéria, esse conceito é suficiente. Deixo apenas registrado que a ideia de</p><p>eficiência defendida por essa teoria não está</p><p>relacionada a questões de equidade, portanto,</p><p>a alocação eficiente de recursos não é sinônimo de uma alocação equânime entre os agentes.</p><p>• Concorrência perfeita: existem vários produtores e consumidores de um determinado</p><p>bem, mas nenhum deles tem poder econômico para que, individualmente, interfira</p><p>na quantidade ou no preço da oferta e demanda do produto.</p><p>• Concorrência imperfeita: existem um ou alguns poucos produtores de um lado da</p><p>oferta e um ou alguns poucos produtores do lado da demanda. Esse ponto será estudado</p><p>em aula específica quando tratarmos dos conceitos de oligopólio, monopólio etc.</p><p>• Elasticidade da demanda: variação da quantidade consumida de um determinado</p><p>bem, diante da variação de seu preço.</p><p>Uma demanda elástica possui uma grande variação de quantidade.</p><p>Macroeconomia Microeconomia</p><p>Principais autores: John Maynard Keynes John Hicks e Paul Samuelson</p><p>Conceito:</p><p>Todos os setores da economia em</p><p>conjunto</p><p>Mercados e setores individualizados</p><p>e específicos</p><p>Pontos importantes</p><p>Instrumentos:</p><p>Fiscal;</p><p>Monetário;</p><p>Cambial.</p><p>Teoria da empresa</p><p>Teoria do Consumidor</p><p>Ótimo de Pareto</p><p>Concorrência perfeita e imperfeita</p><p>Elasticidade da demanda</p><p>Exemplos</p><p>Análise de recessões; mudanças da taxa</p><p>de desemprego ao longo do tempo; nível</p><p>de juros; carga tributária.</p><p>Mercado de algodão: custos de</p><p>produção, número de produtores,</p><p>análise de fusão de duas empresas.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>15 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>Instrumentos da Política Macroeconômica</p><p>Fiscal Monetário Cambial</p><p>relacionado aos gastos e</p><p>receitas governamentais.</p><p>relacionado à moeda</p><p>relacionado ao valor da moeda nacional</p><p>perante as moedas estrangeiras</p><p>Conceitos Relevantes em Microeconomia</p><p>Teoria da empresa: forma de proceder da sociedade empresária ao desenvolver a sua atividade produtiva,</p><p>para a produção de bens ou de serviços com mais eficiência.</p><p>Teoria do Consumidor: estuda a tomada de decisões dos consumidores, considerando a existência de</p><p>restrições orçamentárias e de mudanças em seu ambiente.</p><p>Ótimo de Pareto: indica um estado de eficiência máxima dos sistemas por meio da melhor alocação possível</p><p>de recursos: ponto no qual o crescimento de um agente necessariamente prejudicará o outro.</p><p>Concorrência perfeita: vários produtores e consumidores de um determinado bem, mas nenhum deles tem</p><p>poder econômico para que, individualmente, interfira na quantidade ou no preço da oferta e demanda do</p><p>produto.</p><p>Concorrência imperfeita: existem um ou alguns poucos produtores de um lado da oferta e um ou alguns</p><p>poucos produtores do lado da demanda.</p><p>Elasticidade da demanda: variação da quantidade consumida de um determinado bem, diante da variação</p><p>de seu preço.</p><p>22 .5 . IDENTIFICANDO OS SUJEITOS DA ATIVIDADE ECONÔMICA .5 . IDENTIFICANDO OS SUJEITOS DA ATIVIDADE ECONÔMICA</p><p>Já vimos que a atividade econômica consiste tanto na produção como no consumo de</p><p>bens. Pois bem, os sujeitos ou agentes econômicos são justamente aqueles que desenvolvem</p><p>essa atividade econômica ou atuam no mercado.</p><p>Poderão ser considerados agentes econômicos empresas, grupos econômicos, estados,</p><p>organismos nacionais ou internacionais e o próprio indivíduo.</p><p>Conforme lição de Washington Peluso Albino de Souza:</p><p>O Direito Econômico é o ramo do Direito que tem por objeto a juridicização, ou seja, o tratamento</p><p>jurídico da política econômica e por sujeito, o agente que dela participe5</p><p>003. 003. (FGV/PGE-SC/PROCURADOR DO ESTADO/2022) Com vistas ao estudo e regulação do</p><p>Direito Econômico, são considerados sujeitos ou agentes econômicos aqueles:</p><p>a) que possam gastar recursos disponíveis ou que possam produzir bens e serviços, desde</p><p>que sejam empresários;</p><p>b) que possam produzir bens e serviços apenas de forma economicamente organizada;</p><p>c) que não tenham recursos disponíveis para gastar ou que estejam impedidos de escolher</p><p>como agir economicamente;</p><p>5 Souza, Washington Peluso Albino de. Direito Econômico. São Paulo. SaraivaO conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>16 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>d) que possam gastar recursos disponíveis, produzir bens e serviços ou, ainda, escolher</p><p>como agir economicamente, mas desde que seja empresário;</p><p>e) que possam gastar recursos disponíveis, produzir bens e serviços ou, ainda, escolher</p><p>como agir economicamente, independentemente de ser empresário.</p><p>Os sujeitos ou agentes econômicos são aqueles que desenvolvem a atividade econômica</p><p>(produção ou consumo de bens) ou atuam no mercado.</p><p>Como vimos, podem ser considerados agentes as empresas, grupos econômicos, estados,</p><p>organismos nacionais ou internacionais e o próprio indivíduo.</p><p>Assim, o conceito de sujeito econômico é mais amplo que o de empresário.</p><p>Letra e.</p><p>gastam recursos produzem bens e serviços</p><p>escolhem como agir economicamente: o</p><p>que produzir e o que consumir</p><p>empresas, grupos econômicos, estados,</p><p>organismos nacionais ou internacionais e o</p><p>próprio individuo.</p><p>Agentes econômicos</p><p>2 .6 . OS PRINCIPAIS SISTEMAS ECONÔMICOS2 .6 . OS PRINCIPAIS SISTEMAS ECONÔMICOS</p><p>Outro ponto salutar para nossa aula inicial é o conceito de sistema econômico.</p><p>A criação de um sistema econômico parte da observação de todos os elementos que</p><p>de alguma forma se relacionem com a realização da atividade econômica. Além disso,</p><p>busca-se resolver problemas de escassez: o que, como e para quem deverá ser produzido</p><p>determinado bem?</p><p>De acordo com Eros Roberto Grau:</p><p>O sistema econômico compreende um conjunto coerente de instituições jurídicas sociais, de</p><p>conformidade com as quais se realiza o modo de produção e a forma de repartição do produto</p><p>econômico6</p><p>6 Grau, Eros Roberto. A Ordem Econômica na Constituição de 1988: Interpretação e Crítica. 14ª edição ed. São Paulo:</p><p>Malheiros.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>17 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>A classificação mais conhecida e utilizada fundamenta-se na titularidade dos meios de</p><p>produção (conjunto formado pelos meios de trabalho, objetos de trabalho e pelo modo de</p><p>organização econômica da sociedade). Essa titularidade é o traço essencial que distingue</p><p>o capitalismo do socialismo.</p><p>A dinamicidade e complexidade fazem com que cada economia concreta possua ao</p><p>mesmo tempo características de diferentes sistemas econômicos, embora exista um</p><p>sistema dominante.</p><p>Vamos conceituar os dois principais sistemas econômicos: capitalismo e socialismo.</p><p>2 .6 .1 . CAPITALISMO</p><p>Esse sistema encontra fundamento na propriedade privada, na livre iniciativa e na</p><p>liberdade de concorrência.</p><p>Os agentes têm a propriedade dos meios de produção e a liberdade para tomar as</p><p>decisões econômicas (o que, como e para quem produzir) sendo que o limite dessa liberdade</p><p>é dado pelo próprio mercado (sistema de livre mercado).</p><p>É claro que existem variações dentro do sistema capitalista, podendo preponderar a iniciativa</p><p>privada (EUA) iniciativa dual com exploração da economia pela iniciativa privada e papel relevante</p><p>do Estado (Brasil) e iniciativa dual com atuação preponderante</p><p>do Estado (Dinamarca).</p><p>No caso brasileiro, dispõe o artigo 173 da Constituição Federal:</p><p>Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade</p><p>econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança</p><p>nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei.</p><p>Com base no artigo acima, podemos dizer que em nosso país a atividade econômica é</p><p>explorada pela iniciativa privada, cabendo ao Estado em três casos:</p><p>• Previsão de casos específicos na própria CF:</p><p>− Art. 21, XII:</p><p>◦ serviços de radiofusão sonora de sons e imagens;</p><p>◦ serviços e instalações de energia elétrica e aproveitamento energético dos</p><p>cursos de água;</p><p>◦ navegação aérea, aeroespacial e infraestrutura aeroportuária;</p><p>◦ serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos brasileiros e fron-</p><p>teiras nacionais, ou que transponham limites do estado ou território;</p><p>◦ serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros;</p><p>◦ portos marítimos, fluviais e lacustres.</p><p>− Art. 177:</p><p>◦ pesquisa e lavra do petróleo, refinação do petróleo nacional e estrangeiro;</p><p>◦ importação e exportação dos produtos e derivados das atividades anteriores.</p><p>• Relevante interesse coletivo</p><p>• Segurança nacionalO conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>18 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>004. 004. (FGV/SENADO FEDERAL/CONSULTOR LEGISLATIVO/2022/ADAPTADA) O exercício de</p><p>atividade econômica pelo ente público somente é admissível por parte da União em situações</p><p>de monopólio legal ou constitucional.</p><p>O item está incorreto. O exercício de atividade econômica pode ser realizado também nos</p><p>casos de imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme</p><p>definidos em lei (art. 173 da CF).</p><p>Errado.</p><p>005. 005. (CESPE/TRF 5ª REGIÃO/JUIZ FEDERAL/ADAPTADA) A atuação do Estado, seja por meio do</p><p>condicionamento da atividade econômica, seja por meio da exploração direta de determinada</p><p>atividade econômica, anula, por inteiro, a forma econômica capitalista prevista na CF.</p><p>O item está incorreto. O Estado e o indivíduo atuam na exploração da atividade econômica. Além</p><p>disso, o princípio da livre iniciativa, que vige em nosso ordenamento jurídico, é uma das bases</p><p>do capitalismo: modelo de sistema econômico baseado na propriedade privada e no capital.</p><p>Errado.</p><p>Também é imprescindível que você conheça o artigo 170 da CF, que dispõe que a ordem</p><p>econômica será regida pela livre iniciativa, propriedade privada e pela livre concorrência.,</p><p>deixando claro que foi adotado o sistema de produção capitalista fundado na livre</p><p>iniciativa e na apropriação privada dos meios de produção.</p><p>Conforme ensina José Afonso da Silva:</p><p>O princípio da propriedade privada envolve, evidentemente, a propriedade privada dos meios de</p><p>produção, e o fato mesmo de admitir investimentos de capital estrangeiro, ainda que sujeitos</p><p>à disciplina da lei, de reconhecer o poder econômico como elemento atuante no mercado (pois</p><p>só se condena o abuso desse poder) e a excepcionalidade da exploração direta da atividade</p><p>econômica pelo Estado (art. 173), bem mostra que a Constituição é capitalista7</p><p>Apesar de o art. 170 indicar a adoção de um sistema capitalista pela nossa Constituição</p><p>Federal, é salutar que você entenda que não se trata de um capitalismo puro, mas de um</p><p>capitalismo social.</p><p>E o que significa o capitalismo social, professora?E o que significa o capitalismo social, professora?</p><p>7 SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo. 42 ed. Malheiros Editores.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>19 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>Significa que o sistema econômico brasileiro é capitalista, mas também impõe aos</p><p>detentores dos meios de produção deveres positivos e negativos, para evitar a exploração</p><p>dos trabalhadores e consumidores, o uso desregrado dos recursos naturais, o abuso do</p><p>poder econômico e a redução das desigualdades sociais e regionais.</p><p>Os deveres têm como principal objetivo garantir a todos o acesso a recursos e meios</p><p>que lhes garantam um mínimo para existir dignamente.</p><p>Portanto, existe uma notória preocupação com a dignidade da pessoa humana e com a</p><p>valorização do trabalho buscando assegurar a todos a existência digna, conforme os ditames</p><p>da justiça social e observar os seguintes princípios (que serão estudados em aula específica):</p><p>• função social da propriedade</p><p>• defesa do consumidor</p><p>• defesa do meio ambiente</p><p>• redução das desigualdades sociais e regionais</p><p>• busca do pleno emprego.</p><p>Apesar disso, não podemos considerar que temos um Estado intervencionista, já que a</p><p>livre iniciativa e a livre concorrência estão fortemente presentes.</p><p>2 .6 .2 . SOCIALISMO</p><p>Quando falamos em socialismo devemos ter em mente que a iniciativa é pública e que</p><p>a propriedade privada é substituída pela propriedade coletiva dos meios de produção.</p><p>Podemos dizer que as características do socialismo e do capitalismo se contrapõem,</p><p>mas isso não nos permite concluir que a mera supressão da livre iniciativa e da apropriação</p><p>privada dos meios de produção são suficientes para que tenhamos um modelo socialista.</p><p>Explico. No modelo socialista a supressão da propriedade privada dos meios de produção</p><p>é realizada em proveito dos próprios trabalhadores. Caso contrário, não teremos socialismo,</p><p>mas sim uma espécie de sociedade pós-capitalista com um modo de produção diverso,</p><p>conhecido como estatismo ou modo de produção estatista ( expressão utilizada por José</p><p>Afonso da Silva) no qual os meios de produção são dominados pelo Estado.</p><p>Sistemas econômicos</p><p>Capitalismo Socialismo</p><p>propriedade privada e livre iniciativa</p><p>supressão da propriedade privada dos meios de</p><p>produção em proveito dos próprios trabalhadores</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>20 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>Sistemas econômicos</p><p>Brasil: capitalismo com viés social</p><p>Exploração da atividade econômica pelo Estado</p><p>casos previstos na própria</p><p>Constituição (arts. 21, XII e 177)</p><p>relevante interesse coletivo segurança nacional</p><p>Quais são as fontes do Direito Econômico, professora?Quais são as fontes do Direito Econômico, professora?</p><p>Aqui temos um tema pouco cobrado nos concursos e por isso não precisaremos perder</p><p>nosso precioso tempo nessa análise.</p><p>Vamos direto ao ponto e caso apareça alguma questão, basta que você tenha em mente</p><p>as informações trazidas nessa aula.</p><p>• Leis Complementares:</p><p>− Matérias expressamente previstas na CF:</p><p>◦ Desenvolvimento regional (art.43, §1º)</p><p>◦ Sistema Financeiro Nacional (art. 192)</p><p>◦ Tratamento favorecido a pequenas empresas (art. 146, III, d)</p><p>• Constituição Federal</p><p>• Leis ordinárias</p><p>• Tratados Internacionais</p><p>• Normas infralegais: decretos, portarias</p><p>Prestação direta da atividade econômica pelo Estado (art.21, XII e 177 da CF)</p><p>art. 21, XII</p><p>-serviços de radiofusão sonora de sons e imagens</p><p>- serviços e instalações de energia elétrica e aproveitamento energético dos cursos de</p><p>água</p><p>-navegação aérea, aeroespacial</p><p>e infraestrutura aeroportuária</p><p>-serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos brasileiros e fronteiras</p><p>nacionais, ou que transponham limites do estado ou território</p><p>-serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros</p><p>-portos marítimos, fluviais e lacustres</p><p>-art 177</p><p>-pesquisa e lavra do petróleo,refinação do petróleo nacional e estrangeiro -</p><p>-importação e exportação dos produtos e derivados das atividades anteriores</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>21 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>2 .7 . CARACTERIZANDO AS NORMAS DE DIREITO ECONÔMICO2 .7 . CARACTERIZANDO AS NORMAS DE DIREITO ECONÔMICO</p><p>A primeira característica notória das normas de Direito Econômico é seu caráter</p><p>programático, ou seja, o objetivo de traçar os fins públicos a serem alcançados pelo Estado.</p><p>Na linha do que se estuda em Direito Constitucional, as normas programáticas se destacam:</p><p>• pela sua força jurídica vinculante: revogação dos atos normativos anteriores que</p><p>disponham em sentido colidente com o princípio que substanciam e carreiam um</p><p>juízo de inconstitucionalidade para os atos normativos e</p><p>• pela sua aplicação mediata: não produzem todos os seus efeitos desde a sua vigência,</p><p>exigindo a aprovação de leis infraconstitucionais, bem como programas sociais, para</p><p>obter sua plena eficácia.</p><p>Outra característica importante é a utilização de tipos e conceitos indeterminados.</p><p>Trata-se de conceitos caracterizados por um elevado grau de abstração, que demandam</p><p>uma técnica legislativa própria para possibilitar que a norma se adeque melhor às constantes</p><p>alterações da realidade.</p><p>Um dos principais exemplos dessa característica pode ser retirado do art. 36 da Lei n.</p><p>12.529/2011 que traz conceitos abstratos para as infrações da ordem econômica. Veja</p><p>que as definições dos termos grifados abaixo não são determinadas pela norma, exigindo</p><p>que o aplicador faça sua adequação à realidade econômica.</p><p>Art. 36. Constituem infração da ordem econômica, independentemente de culpa, os atos sob</p><p>qualquer forma manifestados, que tenham por objeto ou possam produzir os seguintes efeitos,</p><p>ainda que não sejam alcançados:</p><p>I – limitar, falsear ou de qualquer forma prejudicar a livre concorrência ou a livre iniciativa;</p><p>II – dominar mercado relevante de bens ou serviços;</p><p>(...)</p><p>A dinamicidade da economia também exige que as normas sejam flexíveis, móveis</p><p>e mutáveis.</p><p>Ressalta-se, inclusive, que existem várias exceções ao princípio da legalidade, com o</p><p>intuito de se adequar à realidade econômica (instável e dinâmica).</p><p>Para facilitar a compreensão do tema, cito dois exemplos:</p><p>• Possibilidade de alteração da alíquota do Imposto de Importação por ato do Poder</p><p>Executivo.</p><p>CTN</p><p>Art. 41</p><p>O Poder Executivo pode, nas condições e nos limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas</p><p>ou as bases de cálculo do imposto, a fim de ajustá-lo aos objetivos da política cambial e do</p><p>comércio exterior.</p><p>• Poder normativo das agências reguladoras.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>22 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>Outra característica peculiar das normas de Direito Econômico é o fato de, em regra,</p><p>buscarem estimular a realização de uma determinada atividade pelos agentes, por meio</p><p>do oferecimento de uma recompensa ou prêmio (direito premial).</p><p>Veja que o mais comum é que as normas de outros ramos do direito busquem punir o</p><p>agente que não realiza determinada conduta (sanção negativa).</p><p>Dadas as peculiaridades da nossa matéria, muitas vezes é mais indicado que se estimule</p><p>a realização de determinada conduta (sanção positiva). Para isso, existem diversas formas</p><p>de incentivos fiscais, estímulos a determinado tipo de indústria, abertura de linhas de</p><p>crédito, redução de impostos ou alíquotas etc.</p><p>Fontes de Direito Econômico</p><p>Leis</p><p>Complementares</p><p>Constituição</p><p>Federal Leis ordinárias Tratados</p><p>Internacionais</p><p>Normas</p><p>infralegais</p><p>Professora, a quem compete legislar sobre Direito Econômico?Professora, a quem compete legislar sobre Direito Econômico?</p><p>A competência para legislar sobre Direito Econômico é concorrente da União, dos</p><p>Estados e do DF, conforme disposto na CF:</p><p>Art. 24 Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre:</p><p>I – direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico</p><p>Os entes devem ser cautelosos ao exercer a competência, evitando restrições ou</p><p>ampliações indevidas que sejam incompatíveis com normas editadas no âmbito nacional.</p><p>Nesse sentido, confira o julgado abaixo:</p><p>JURISPRUDÊNCIA</p><p>AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. COMERCIALIZAÇÃO DE ÁGUA</p><p>MINERAL. LEI MUNICIPAL. PROTEÇÃO E DEFESA DA SAÚDE. COMPETÊNCIA CONCORRENTE.</p><p>INTERESSE LOCAL. EXISTÊNCIA DE LEI DE ÂMBITO NACIONAL SOBRE O MESMO TEMA.</p><p>CONTRARIEDADE. INCONSTITUCIONALIDADE. 1. A Lei Municipal n. 8.640/00, ao proibir a</p><p>circulação de água mineral com teor de flúor acima de 0, 9 mg/l, pretendeu disciplinar</p><p>sobre a proteção e defesa da saúde pública, competência legislativa concorrente, nos</p><p>termos do disposto no art. 24, XII, da Constituição do Brasil. 2. É inconstitucional lei O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>23 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>municipal que, na competência legislativa concorrente, utilize-se do argumento</p><p>do interesse local para restringir ou ampliar as determinações contidas em texto</p><p>normativo de âmbito nacional. Agravo regimental a que se nega provimento. (STF-</p><p>RE 596489/RS AgR, DJ em 19//11/09)</p><p>Também existe a previsão de competência privativa da União para algumas matérias</p><p>específicas previstas no artigo 22 da CF. Nesses casos, prevalece a regra específica</p><p>(competência privativa) sobre a regra geral (competência concorrente).</p><p>• Veja o entendimento do STF sobre o tema:</p><p>JURISPRUDÊNCIA</p><p>A regra que confia privativamente à União legislar sobre ‘sistema monetário’ (art.</p><p>22, VI) é norma especial e subtrai, portanto, o direito monetário, para esse efeito,</p><p>da esfera material do direito econômico, que o art. 24, I, da CR inclui no campo da</p><p>competência legislativa concorrente da União, do Estados e do Distrito Federal.(STF-</p><p>RE 291.188-DJ em 14/11/02)</p><p>Uma observação semelhante a que fazemos nas aulas de Direito Financeiro é cabível</p><p>nesse momento, pois pela interpretação literal do art. 24, I, os municípios não teriam</p><p>competência concorrente para legislar sobre Direito Econômico.</p><p>Essa afirmação também se sustenta no fato de que não cabe legislação suplementar</p><p>municipal que trate de normas gerais, pois nos termos do art. 24, §3º, tais normas somente</p><p>poderão ser federais ou estaduais. Assim, a competência do município não seria autônoma,</p><p>pois irá suplementar uma lei prévia da União ou dos estados.</p><p>A maioria da doutrina entende que embora a Constituição não mencione os munícipios</p><p>no caput do artigo 24, eles podem legislar sobre Direito Econômico, baseando-se em uma</p><p>interpretação sistemática do art. 30, II, da CF que dispõe que compete aos municípios</p><p>suplementar</p><p>a legislação federal e estadual, no que couber.</p><p>A controvérsia é grande, inclusive entre as bancas examinadoras. O Cespe e a FGV</p><p>consideraram erradas as assertivas que negavam competência concorrente aos municípios.</p><p>Portanto, se houver uma questão objetiva mais bem elaborada ou uma questão subjetiva,</p><p>lembre-se da divergência doutrinária.</p><p>Vamos agora falar das normas gerais. Pois bem, o art. 24, §1 dispõe que no âmbito da</p><p>legislação concorrente, a União estabelecerá normais gerais sobre a matéria.</p><p>Professora, e qual a função dessas normas?Professora, e qual a função dessas normas?</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>24 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>Possibilitar a unidade federativa no tratamento das matérias previstas no artigo 24.</p><p>Entretanto, nada impede que certas matérias sejam reguladas de forma específica no</p><p>âmbito federal.</p><p>Desse modo, a competência da União para editar normas gerais não afasta sua</p><p>competência própria para suplementar tais normas gerais, no âmbito de sua atuação</p><p>funcional e geográfica.</p><p>Competência</p><p>Concorrente (art. 24) Privativa da União (art.22)</p><p>União (normais gerais ou específicas no âmbito</p><p>de sua atuação geográfica) Estados e DF</p><p>Município (maioria da doutrina)</p><p>prevalece sobre a regra geral (competência concorrente).</p><p>Direito Econômico</p><p>Produção e consumo</p><p>águas, energia, informática, telecomunicações e</p><p>radiodifusão</p><p>serviço postal</p><p>sistema monetário e de medidas, títulos e garantias</p><p>dos metais</p><p>política de crédito, câmbio, seguros e transferência</p><p>de valores</p><p>comércio exterior e interestadual</p><p>diretrizes da política nacional de transportes</p><p>regime dos portos, navegação lacustre, fluvial, marítima,</p><p>aérea e aeroespacial</p><p>trânsito e transporte</p><p>jazidas, minas, outros recursos minerais e metalurgia</p><p>sistemas de poupança, captação e garantia da poupança</p><p>popular;</p><p>sistemas de consórcios e sorteios;</p><p>atividades nucleares de qualquer natureza;</p><p>propaganda comercial</p><p>Para finalizar esse tema, temos outras observações relevantes que embora sejam “velhas</p><p>conhecidas” dos concurseiros, continuam aparecendo em algumas provas:</p><p>• Art. 24, § 2º: a competência da União não exclui a competência suplementar dos</p><p>estados e do DF.</p><p>• Art. 24, § 3º: se não existirem normas gerais estatuídas pela União, os estados e o DF</p><p>exercerão a competência legislativa plena.</p><p>• Art. 24, § 4º: a superveniência da lei federal suspenderá a eficácia da lei estadual ou</p><p>distrital, no que lhe for contrária.</p><p>Mantendo o compromisso de oferecer um material completo e atualizado, destaco</p><p>abaixo as principais competências previstas na Constituição acompanhadas dos principais</p><p>julgados sobre cada uma delas.</p><p>Esses temas têm grande incidência nas provas de Direito Econômico e, nesse ponto</p><p>específico, as bancas examinadoras abordam muito mais a jurisprudência do que a lei seca.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>25 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>Para facilitar seu estudo, ofereço duas opções de leitura da jurisprudência na aula de</p><p>hoje: você pode ler os julgados separados por tema (abaixo de cada inciso apresentado)</p><p>ou pode optar por ler todos no final da aula onde temos um título destinado somente à</p><p>jurisprudência.</p><p>Vamos juntos nessa?</p><p>2.7.1. COMPETÊNCIA LEGISLATIVA CONCORRENTE (ART. 24)</p><p>• Direito econômico</p><p>EXEMPLO</p><p>Código de Defesa do Consumidor (federal)</p><p>• Produção e consumo</p><p>EXEMPLO</p><p>Leis que tratam da inclusão de devedores em cadastros de proteção crédito (competência</p><p>suplementar estadual)</p><p>Confira a jurisprudência abaixo:</p><p>JURISPRUDÊNCIA</p><p>Proibição de fabricar, vender e comercializar armas de fogo de brinquedo no Estado.</p><p>Competência concorrente da União, dos Estados, do Distrito Federal e Municípios</p><p>para legislar sobre proteção à infância e à juventude. Competência concorrente</p><p>para legislar sobre matéria de produção e consumo. A mera circunstância de uma</p><p>norma demandar atuação positiva do Poder Executivo não a insere no rol de leis cuja</p><p>iniciativa é privativa do Chefe do Executivo. (ADI 5.126, rel. min. Gilmar Mendes,</p><p>DJE de 18-1-2023.)</p><p>A autorização e regulamentação da venda e do consumo de bebidas alcoólicas em</p><p>eventos esportivos, estádios e arenas desportivas em um Estado-membro não invade</p><p>a competência da União prevista no art. 24, V e IX e §§1º a 3º, da Constituição da</p><p>República. (...) Espaço constitucional deferido ao sentido do federalismo cooperativo</p><p>inaugurado pela Constituição Federal de 1988. (ADI 5.112, rel. min. Edson Fachin, DJE</p><p>de 10-9-2021.)</p><p>Proibição da Lei paranaense 20.276/2020 a instituições financeiras, correspondentes</p><p>bancários e sociedades de arrendamento mercantil realizarem telemarketing, oferta</p><p>comercial, proposta, publicidade ou qualquer tipo de atividade tendente a convencer</p><p>aposentados e pensionistas a celebrarem contratos de empréstimos resulta do</p><p>legítimo exercício da competência concorrente do ente federado em matéria de</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>26 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>defesa do consumidor, suplementando-se os princípios e as normas do Código de</p><p>Defesa do Consumidor e reforçando-se a proteção de grupo em situação de especial</p><p>vulnerabilidade econômica e social.(ADI 6.727, rel. min. Cármen Lúcia, DJE de 20-5-2021)</p><p>São constitucionais as normas estaduais que veiculam proibição de suspensão do</p><p>fornecimento do serviço de energia elétrica, o modo de cobrança e pagamentos dos</p><p>débitos e exigibilidade de multa e juros moratórios, limitadas ao tempo da vigência</p><p>do plano de contingência, em decorrência da pandemia de Covid-19, por versarem,</p><p>essencialmente, sobre defesa e proteção dos direitos do consumidor e da saúde pública.</p><p>(...) É concorrente a competência da União, dos Estados e do Distrito Federal para</p><p>legislar sobre consumo e proteção à saúde pública, nos termos dos incs. V e XII do</p><p>art. 24 da Constituição da República. (ADI 6.432, rel. min. Cármen Lúcia, j. 8-4-2021,</p><p>P, DJE de 14-5-2021.)</p><p>A Lei n. 6.886/2016 do Estado do Piauí, ao obrigar que as operadoras de telefonia</p><p>móvel e fixa disponibilizem, na internet, o extrato detalhado de conta das chamadas</p><p>telefônicas e serviços utilizados pelos usuários de planos pré-pagos, não tratou</p><p>diretamente de legislar sobre telecomunicações, mas sim de direito do consumidor.</p><p>Isso porque o fato de disponibilizar o extrato da conta de plano pré-pago detalhado na</p><p>internet não diz respeito à matéria específica de contrato de telecomunicação, tendo</p><p>em vista que tal serviço não se enquadra em nenhuma atividade de telecomunicações</p><p>definida pelas Leis 4.117/1962 e 9.472/1997. Trata-se, portanto, de norma sobre direito</p><p>do consumidor que admite regulamentação concorrente pelos Estados-Membros,</p><p>nos termos do art. 24, V, da Constituição Federal (ADI 5.724, red. do ac. min. Roberto</p><p>Barroso, DJE de 29-3-2021)</p><p>Consumidor. Proteção (...). Ausente intervenção direta no núcleo de atuação das</p><p>instituições voltadas ao exercício de atividades de natureza mercantil ou financeira,</p><p>surge constitucional</p><p>norma estadual a impor, em caráter obrigatório, a instalação de</p><p>itens de segurança em caixas eletrônicos, reduzindo riscos à integridade dos usuários</p><p>dos serviços bancários (...) (ADI 3.155, rel. min. Marco Aurélio, DJE de 5-10-2020.)</p><p>Lei estadual pode impor que as agências bancárias instalem divisórias individuais</p><p>nos caixas de atendimento. Trata-se de matéria relativa a relação de consumo, o que</p><p>garante ao Estado competência concorrente para legislar sobre o tema (art. 24, V,</p><p>da CF/88) (STF. Plenário-ADI 4633/SP, julgado em 10/04/2018)</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=755906375</p><p>http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=755855233</p><p>27 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>2.7.2. COMPETÊNCIA LEGISLATIVA PRIVATIVA DA UNIÃO (ART. 22)</p><p>• Águas, energia, informática, telecomunicações e radiodifusão (inciso IV)</p><p>− Principais julgados:</p><p>JURISPRUDÊNCIA</p><p>A instituição de taxa de fiscalização do funcionamento de torres e antenas de</p><p>transmissão e recepção de dados e voz é de competência privativa da União, nos</p><p>termos do art. 22, IV, da Constituição Federal, não competindo aos municípios instituir</p><p>referida taxa.(RE 776.594, rel. min. Dias Toffoli, DJE de 9-2-2023, Tema 919, com</p><p>mérito julgado)</p><p>A cláusula de fidelidade contratual é uma contrapartida decorrente de benefícios</p><p>oferecidos aos consumidores, como a redução de custos para aquisição de aparelhos ou</p><p>oferecimento de planos por valores reduzidos, de modo que a exclusão pura e simples</p><p>dessa variável repercute no campo regulatório das atividades de caráter público. Diante</p><p>da interferência no núcleo regulatório das telecomunicações, normas que disciplinam</p><p>limites e possibilidades da cláusula de fidelização nos contratos de prestação de</p><p>serviço TV por assinatura, telefonia, internet e serviços assemelhados devem ser</p><p>editadas privativamente pela União, no exercício da competência normativa para</p><p>dispor sobre telecomunicações (art. 22, IV).</p><p>(ADI 7.211, rel. min. Alexandre de Moraes, j. 3-10-2022, P, DJE de 10-10-2022)</p><p>Lei estadual não pode, sob pena de ingerência reflexa no contrato de concessão</p><p>celebrado entre a União e a concessionária, proibir ou limitar as receitas alternativas</p><p>complementares ou acessórias da empresa. Eventual proibição dessa natureza pode</p><p>potencializar o surgimento de diferentes padrões de serviço no âmbito nacional,</p><p>dado o incentivo para as concessionárias investirem preferencialmente onde podem</p><p>auferir mais recursos. É eivada de inconstitucionalidade lei estadual que proíbe as</p><p>concessionárias dos serviços de telecomunicação de comercializarem SVA ou qualquer</p><p>outro agregado ao serviço. (ADI 6.199, rel. min. Nunes Marques, DJE de 26-8-2022.)</p><p>(...) Lei Estadual n. 15.854/2015, que cria a obrigação das concessionárias de serviços</p><p>telefônicos móveis de estender benefícios aos clientes antigos, das promoções</p><p>oferecidas a novos clientes. Lei que cria obrigações e sanções para empresas de</p><p>telefonia. Violação da competência privativa da União para legislar sobre serviços de</p><p>telecomunicações (ADI 5.399, rel. min. Roberto Barroso, DJE de 7-12-2022.)</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=5737323</p><p>28 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>(...) ao definir unilateralmente e tornar obrigatória a divulgação diária de fotos de</p><p>crianças desaparecidas em noticiários de TV, a lei catarinense impugnada invadiu a</p><p>competência legislativa da União para dispor privativamente sobre radiodifusão de</p><p>sons e imagens, afrontado o previsto no inc. IV do art. 22 da Constituição brasileira e</p><p>cuidou de tema entregue, constitucionalmente, ao legislador nacional, à Administração</p><p>Pública federal e aos cuidados e com os instrumentos de convênio fixados em normas</p><p>nacionais. (ADI 5.292, voto da rel. min. Cármen Lúcia, DJE de 19-5-2022.)</p><p>Dispositivos que determinam que as prestadoras de serviço telefônico são obrigadas a</p><p>fornecer, sob pena de multa, os dados pessoais dos usuários de terminais utilizados para</p><p>passar trotes aos serviços de emergência. Alegação de inconstitucionalidade formal, por</p><p>invasão da competência da União para legislar sobre serviços de telecomunicações – art.</p><p>22, IV, da CF. A norma trata do relacionamento entre as prestadoras e a administração</p><p>pública, em uma relação diversa daquela decorrente da outorga da prestação do</p><p>serviço – prestação de informações para processo administrativo. Norma compatível</p><p>com a legislação federal, que não estabelece um direito ao sigilo absoluto dos dados</p><p>pessoais, sendo perfeitamente compatível com a requisição de dados no curso de um</p><p>procedimento de apuração de infração administrativa. (ADI 4.924, rel. min. Gilmar</p><p>Mendes, DJE de 29-3-2022.)</p><p>A legislação estadual impugnada com o escopo de coibir a atividade de ‘delivery de</p><p>gasolina e etanol’ exorbitou sua competência e usurpou competência privativa da</p><p>União para legislar sobre energia.</p><p>(ADI 6.580, rel. min. Cármen Lúcia, DJE de 24-5-2021)</p><p>A Lei n. 16.734/2018 do Estado do Ceará, ao vedar às operadoras de telefonia móvel</p><p>que procedam, entre outras providências, ao bloqueio de acesso à internet quando</p><p>esgotada a franquia de dados contratada, violou o art. 22, inciso IV, da Lei Maior, que</p><p>confere à União a competência privativa para dispor sobre telecomunicações.(ADI</p><p>6.089, red. do ac. min. Dias Toffoli, DJE de 4-3-2021)</p><p>O art. 22, inciso IV, da Constituição de 1988, que fixa a competência privativa da</p><p>União para dispor sobre águas, deve ser interpretado à luz do art. 21, inciso XIX, que</p><p>reserva ao campo de atribuições do ente federal a instituição do sistema nacional</p><p>de gerenciamento de recursos hídricos e a definição dos critérios de outorga dos</p><p>direitos de uso desses recursos.(ADI 5.025, rel. min. Marco Aurélio, DJE de 30-3-2021.)</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=4749466</p><p>29 de 86www.grancursosonline.com.br</p><p>DIREITO ECONÔMICO</p><p>Introdução ao Direito Econômico, Ordem Econômica</p><p>Natalia Riche</p><p>Medida cautelar em ação direta de inconstitucionalidade. Conversão em julgamento</p><p>definitivo. Lei n. 14.228/2020 da Bahia. Proibição a concessionárias de telecomunicações</p><p>de limitação de tempo para utilização de créditos de telefones celulares pré-</p><p>pagos. Usurpação Da Competência Da União. Inc. XI do art. 21 e inc. IV do art. 22 da</p><p>constituição da república. Precedentes do supremo tribunal federal. Ação Direta de</p><p>Inconstitucionalidade julgada procedente (ADI 6.326, rel. min. Cármen Lúcia, DJE de</p><p>3-12-2020)</p><p>Bloqueio de aparelhos celulares pelas operadoras nas hipóteses de furto e roubo:</p><p>competência privativa da União para legislar sobre telecomunicações.(STF AD1 5574-</p><p>DJ em 15/10/19)</p><p>É inconstitucional a Lei n. 416/08, do Município de Augustinópolis/TO, que autoriza</p><p>o Poder Executivo Municipal a conceder a exploração do Serviço de Radiodifusão</p><p>Comunitária no âmbito do território do Município: competência privativa da União</p>