Prévia do material em texto
<p>Ernani Pimentel • Márcio Wesley • Luzia Pimenta • Maurício Nicácio • Anderson</p><p>Lopes • Élvis Corrêa Miranda • Edgard Antônio Lemos Alves • Welma Maia • Júlio</p><p>Lociks • Jorge Fernando • Marcelo Andrade</p><p>2017</p><p>Língua Portuguesa • Legislação • Conhecimentos Específcos</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>© 2017 Vestcon Editora Ltda.</p><p>Todos os direitos autorais desta obra são reservados e protegidos pela Lei nº 9.610, de 19/2/1998. Proibida a</p><p>reprodução de qualquer parte deste material, sem autorização prévia expressa por escrito do autor e da editora,</p><p>por quaisquer meios empregados, sejam eletrônicos, mecânicos, videográficos, fonográficos, reprográficos,</p><p>microfílmicos, fotográficos, gráficos ou outros. Essas proibições aplicam-se também à editoração da obra, bem</p><p>como às suas características gráficas.</p><p>Título da obra: Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN</p><p>Assistente em Administração – Nível Médio</p><p>Conhecimentos Gerais e Específicos</p><p>Atualizada até 6-2017 (AU02)</p><p>(De acordo com o Edital nº 018/2017 - Comperve)</p><p>Língua Portuguesa • Legislação</p><p>Conhecimentos Específcos</p><p>Autores:</p><p>Ernani Pimentel • Márcio Wesley • Luzia Pimenta • Maurício Nicácio</p><p>Anderson Lopes • Élvis Corrêa Miranda • Edgard Antônio Lemos Alves</p><p>Welma Maia • Júlio Lociks • Jorge Fernando • Marcelo Andrade</p><p>GESTÃO DE CONTEÚDOS</p><p>Welma Maia</p><p>PRODUÇÃO EDITORIAL</p><p>Érida Cassiano</p><p>REVISÃO</p><p>Érida Cassiano</p><p>Mariana Lacerda</p><p>Ylka Ramos</p><p>ASSISTENTE DE REVISÃO</p><p>Pedro Igor</p><p>EDITORAÇÃO ELETRÔNICA</p><p>Marcos Aurélio Pereira</p><p>Adenilton da Silva Cabral</p><p>www.vestcon.com.br</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>PARABÉNS. VOCÊ ACABA DE ADQUIRIR UM PRODUTO</p><p>QUE SERÁ DECISIVO NA SUA APROVAÇÃO.</p><p>Com as apostilas da Vestcon Editora, você tem acesso ao conteúdo mais atual e à metodologia mais eficiente. Entenda</p><p>por que nossas apostilas são líderes de preferência entre os consumidores:</p><p>• Todos os nossos conteúdos são preparados de acordo com o edital de cada concurso, ou seja, você recebe um</p><p>conteúdo customizado, direcionado para os seus estudos.</p><p>• Na folha de rosto, você pode conferir os nomes dos nossos autores. Dessa forma, comprovamos que os textos</p><p>usados em nossas apostilas são escritos exclusivamente para nós. Qualquer reprodução não autorizada desses</p><p>textos é considerada cópia ilegal.</p><p>• O projeto gráfico foi elaborado tendo como objetivo a leitura confortável e a rápida localização dos temas tratados.</p><p>Além disso, criamos o selo Efetividade Comprovada, que sinaliza ferramenta exclusiva da engenharia didática da</p><p>Vestcon Editora:</p><p>Com base em um moderno sistema de análise estatística, nossas apostilas são organizadas</p><p>de forma a atender ao edital e aos tópicos mais cobrados. Nossos autores recebem essa</p><p>avaliação e, a partir dela, reformulam os conteúdos, aprofundam as abordagens, acrescentam</p><p>exercícios. O resultado é um conteúdo “vivo”, constantemente atualizado e sintonizado com</p><p>as principais bancas organizadoras.</p><p>Conheça, também, nosso catálogo completo de apostilas, nossos livros e cursos online no site www.vestcon.com.br.</p><p>Todas essas ferramentas estão a uma página de você. A Vestcon Editora deseja sucesso nos seus estudos.</p><p>Participe do movimento que defende a simplificação da ortografia da língua portuguesa. Acesse o site</p><p>www.simplificandoaortografia.com, informe-se e assine o abaixo-assinado.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>Organização do texto. Propósito comunicativo. Tipos de texto (dialogal, descritivo, narrativo, injuntivo,</p><p>explicativo e argumentativo). Gêneros discursivos. Mecanismos coesivos. Fatores de coerência textual.</p><p>Progressão temática. Paragrafação. Citação do discurso alheio. Informações implícitas. Linguagem denotativa</p><p>e linguagem conotativa ......................................................................................................................................................... 3</p><p>Conhecimento linguístico. Variação linguística ..................................................................................................................... 5</p><p>Classes de palavras: usos e adequações. Convenções da norma padrão (no âmbito da concordância, da regência,</p><p>da ortografia e da acentuação gráfica). Organização do período simples e do período composto. Pontuação.</p><p>Relações semânticas entre palavras (sinonímia, antonímia, hiponímia e hiperonímia) ...................................................15</p><p>Produção de texto (Redação). A Prova Discursiva (redação) exigirá que o candidato produza um texto</p><p>argumentativo em prosa, segundo o padrão culto da língua portuguesa escrita, com base em uma situação</p><p>comunicativa determinada .................................................................................................................................................. 83</p><p>SUMÁRIO</p><p>Língua Portuguesa</p><p>UFRN</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>3</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>Língua Portuguesa</p><p>Ernani Pimentel / Márcio Wesley / Luzia Pimenta</p><p>Ernani Pimentel</p><p>COMPReeNSÃO e INTeRPReTAÇÃO De</p><p>TeXTOS</p><p>Textum, em latim, particípio do verbo tecer, significa</p><p>tecido. Dessa palavra originou-se textus, que gerou, em</p><p>português, “texto”. Portanto, está-se falando de “tecido” de</p><p>frases, orações, períodos, parágrafos... Uma “tessitura” de</p><p>ideias, de argumentos, de fatos, de relatos...</p><p>INTeLeCÇÃO (OU COMPReeNSÃO)</p><p>Intelecção significa entendimento, compreensão. Os</p><p>testes de intelecção exigem do candidato uma postura muito</p><p>voltada para o que realmente está escrito.</p><p>Comandos para Questão de Compreensão</p><p>O narrador do texto diz que...</p><p>O texto informa que...</p><p>Segundo o texto, é correto ou errado dizer que...</p><p>De acordo com as ideias do texto...</p><p>Questão</p><p>1. Assinale a opção correta em relação ao texto.</p><p>O Programa Nacional de Desenvolvimento dos Recur-</p><p>sos Hídricos – PROÁGUA Nacional é um programa do</p><p>Governo Brasileiro financiado pelo Banco Mundial. O</p><p>Programa originou-se da exitosa experiência do PRO-</p><p>ÁGUA / Semiárido e mantém sua missão estruturante,</p><p>com ênfase no fortalecimento institucional de todos os</p><p>atores envolvidos com a ges tão dos recursos hídricos</p><p>no Brasil e na implantação de infraestruturas hídricas</p><p>viáveis do ponto de vista técnico, financeiro, econômico,</p><p>ambiental e social, promovendo, assim, o uso racional</p><p>dos recursos hídricos.</p><p>(http://proagua.ana.gov.br/proagua)</p><p>a) O PROÁGUA / Semiárido é um dos subprojetos de-</p><p>rivados do PROÁGUA/Nacional.</p><p>b) A expressão “sua missão estruturante” (l. 5) refere-</p><p>-se a “Banco Mundial” (l. 3).</p><p>c) A ênfase no fortalecimento institucional de todos os</p><p>atores envolvidos com a gestão de recursos hídricos</p><p>é exclusiva do PROÁGUA/Semiárido.</p><p>d) Tanto o PROÁGUA/Semiárido como o PROÁGUA/</p><p>Nacional promovem o uso racional dos recursos</p><p>hídricos.</p><p>e) A implantação de infraestruturas hídricas viáveis do</p><p>ponto de vista técnico, financeiro, econômico, am-</p><p>biental e social é exclusiva do PROÁGUA/Nacional.</p><p>Gabarito</p><p>d</p><p>5</p><p>053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>17</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>Grau dos Substantivos</p><p>A flexão de grau exprime ideia de aumento ou de dimi-</p><p>nuição de tamanho, tendo como referência um grau normal,</p><p>que seria o substantivo tal como aparece no dicionário.</p><p>Formação do grau do substantivo</p><p>Utilizamos dois processos para formar o aumentativo e</p><p>o diminutivo:</p><p>a) sintético: acrescentam-se sufixos ao grau normal:</p><p>concurso – concursão (aumentativo sintético) e concursinho</p><p>(diminutivo sintético).</p><p>b) analítico: o substantivo é modificado por adjetivos que</p><p>expressem ideia de aumento ou de diminuição: concurso –</p><p>concurso grande e concurso pequeno.</p><p>É curioso notar que o processo sintético expressa, com</p><p>frequência, não uma variação de tamanho, mas uma carga</p><p>afetiva, ou pejorativa. Exemplo: falar que tal obra é um livri-</p><p>nho agradável ou que Fulano é um amigão são formas que</p><p>expressam juízos de valor, possuem conotação afetiva e não</p><p>podem ser classificadas como flexão de grau.</p><p>Por outro lado, a flexão de grau é mais nítida com o uso</p><p>do processo analítico.</p><p>Outra curiosidade é perceber que o grau pode conduzir</p><p>a novos significados. Exemplo: portão, cartão, cartilha, fo-</p><p>lhinha (calendário).</p><p>eXeRCíCIOS</p><p>1. Indique a opção em que só aparecem substantivos abs-</p><p>tratos.</p><p>a) tempo, angústia, saudade, ausência, esperança, ima-</p><p>gem.</p><p>b) angústia, choro, sol, presença, esperança, amizade.</p><p>c) amigo, dor, claridade, esperança, luz, tempo.</p><p>d) angústia, saudade, presença, esperança, amizade.</p><p>e) espaço, mãos, claridade, rosto, ausência, esperança.</p><p>2. Aponte a opção em que haja erro quanto à flexão do</p><p>nome composto.</p><p>a) vice-presidentes, amores-perfeitos, os bota-fora.</p><p>b) tico-ticos, salários-família, obras-primas.</p><p>c) reco-recos, sextas-feiras, sempre-vivas.</p><p>d) pseudoesferas, chefes de seção, pães de ló.</p><p>e) pisca-piscas, cartões-postais, mulas sem cabeças.</p><p>3. Preencha a frase seguinte com uma das opções. Dese-</p><p>javam transformar os...... em ....... do céu.</p><p>a) pagões – cidadões</p><p>b) pagãos – cidadões</p><p>c) pagões – cidadãos</p><p>d) pagãos – cidadãos</p><p>4. Assinale o par de vocábulos que formam o plural como</p><p>balão e caneta-tinteiro:</p><p>a) vulcão, abaixo-assinado.</p><p>b) irmão, salário-família.</p><p>c) questão, manga-rosa.</p><p>d) bênção, papel-moeda.</p><p>e) razão, guarda-chuva.</p><p>5. Assinale a opção incorreta.</p><p>a) Borboleta é substantivo epiceno.</p><p>b) Rival é comum de dois gêneros.</p><p>c) Omoplata é substantivo masculino.</p><p>d) Vítima é substantivo sobrecomum.</p><p>e) Nenhuma opção.</p><p>6. Indique o período que não contém um substantivo no</p><p>grau diminutivo.</p><p>a) Todas as moléculas foram conservadas com as</p><p>propriedades particulares, independentemente da</p><p>atuação do cientista.</p><p>b) O ar senhoril daquele homúnculo transformou-o no</p><p>centro de atenções na tumultuada assembleia.</p><p>c) Através da vitrina da loja, a pequena observava curio-</p><p>samente os objetos decorativos expostos à venda,</p><p>por preço bem baratinho.</p><p>d) De momento a momento, surgiam curiosas sombras</p><p>e vultos apressados na silenciosa viela.</p><p>e) Enquanto distraía as crianças, a professora tocava</p><p>flautim, improvisando cantigas alegres e suaves.</p><p>7. Numere a segunda coluna de acordo com o significado</p><p>das expressões da primeira coluna e assinale a opção</p><p>que contém os algarismos na sequência correta.</p><p>(1) o óleo santo ( ) a moral</p><p>(2) a relva ( ) a crisma</p><p>(3) um sacramento ( ) o moral</p><p>(4) a ética ( ) o crisma</p><p>(5) a unidade de massa ( ) a grama</p><p>(6) o ânimo ( ) o grama</p><p>a) 6, 1, 4, 3, 5, 2</p><p>b) 6, 3, 4, 1, 2, 5</p><p>c) 4, 1, 6, 3, 5, 2</p><p>d) 4, 3, 6, 1, 2, 5</p><p>e) 6, 1, 4, 3, 2, 5</p><p>8. Assinale a opção em que a flexão do substantivo com-</p><p>posto está errada.</p><p>a) os pés de chumbo.</p><p>b) os corre-corre.</p><p>c) as públicas-formas.</p><p>d) os cavalos-vapor.</p><p>e) os vai-véns.</p><p>GABARITO</p><p>1. d</p><p>2. e</p><p>3. d</p><p>4. c</p><p>5. c</p><p>6. e</p><p>7. d</p><p>8. e</p><p>Singular (ô) Plural (ó) Singular (ô) Plural (ó) Singular (ô) Plural (ó)</p><p>aposto apostos fogo fogos poço poços</p><p>caroço caroços forno fornos porco porcos</p><p>corno cornos foro foros porto portos</p><p>coro coros fosso fossos posto postos</p><p>corvo corvos imposto impostos povo povos</p><p>despojo despojos jogo jogos reforço reforços</p><p>desporto desportos miolo miolos socorro socorros</p><p>destroço destroços olho olhos tijolo tijolos</p><p>esforço esforços ovo ovos troco trocos</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>18</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>Artigo</p><p>Canção Mínima</p><p>No mistério do Sem-Fim,</p><p>Equilibra-se um planeta.</p><p>E, no planeta, um jardim,</p><p>e, no jardim, um canteiro;</p><p>no canteiro, uma violeta,</p><p>e, sobre ela, o dia inteiro,</p><p>entre o planeta e o sem-fim,</p><p>a asa de uma borboleta.</p><p>(Cecília Meireles)</p><p>Julgue os itens.</p><p>1. Nesse jogo de retomadas e acréscimos, os substantivos</p><p>surgem inicialmente precedidos pelo artigo um (“um</p><p>planeta”, “um jardim”) e depois pelo artigo o (“no pla-</p><p>neta”, “no jardim”). A diferença que essa troca de artigo</p><p>estabelece constitui passagem do particular para o geral.</p><p>2. A introdução do substantivo asa, no último verso do po-</p><p>ema, precedido pelo artigo a, rompe o processo indicado</p><p>na questão anterior, produzindo o efeito de retomar o</p><p>texto como um todo.</p><p>Comentários:</p><p>No poema “Canção mínima”, ocorre seguidamente um</p><p>mesmo processo: um substantivo surge inicialmente pre-</p><p>cedido pelo artigo um para, pouco depois, ser repetido,</p><p>desta vez precedido do artigo o. Dessa forma, passa-se de</p><p>“um planeta” para “o planeta”, de “um jardim” para “o</p><p>jardim” e de “um canteiro” para “o canteiro”. Há, nessa</p><p>substituição de um artigo por outro, uma evidente dife-</p><p>rença de significado: aquilo que era genérico e indefinido</p><p>ao ser nomeado pela primeira vez surge como particula-</p><p>rizado e definido ao ser retomado. No poema, esse jogo</p><p>envolvendo artigos e substantivos é o principal recurso</p><p>no caminho do amplo e universal ao mínimo e particular.</p><p>Artigo é a palavra que pressupõe substantivo escrito.</p><p>Generaliza ou particulariza o sentido desse substantivo. Ob-</p><p>serve: um planeta/o planeta; um canteiro/o canteiro; um</p><p>jardim/o jardim; uma violeta/a violeta.</p><p>Em muitos casos, o artigo é essencial na especificação</p><p>do gênero e do número do substantivo.</p><p>O jornalista recusou o convite do representante dos ar-</p><p>tistas. A jornalista recusou o convite da representante das</p><p>artistas.</p><p>A empresa colocou em circulação o ônibus de três eixos.</p><p>A empresa colocou em circulação os ônibus de três eixos.</p><p>Quando antepostos a palavras de qualquer classe gra-</p><p>matical, os artigos as transformam em substantivos. Nesses</p><p>casos, ocorre a chamada derivação imprópria.</p><p>É um falar que não tem fim.</p><p>O assalariado vive um sofrer interminável.</p><p>O aqui e o agora nem sempre se conjugam favoravel-</p><p>mente.</p><p>Sintaticamente, os artigos atuam sempre como adjuntos</p><p>adnominais.</p><p>Classificação dos artigos</p><p>a) Artigo indefinido: indica seres quaisquer dentro de</p><p>uma mesma espécie; seu sentido é genérico. Assume as for-</p><p>mas um, uma; uns, umas.</p><p>Gosto muito de animais: queria ter um cachorro, uma</p><p>gata, uns tucanos e umas araras.</p><p>b) Artigo definido: indica seres determinados dentro</p><p>de uma espécie; seu sentido é particularizante. Assume as</p><p>formas o, a; os, as.</p><p>Meu vizinho gosta muito de animais: você precisa ver o</p><p>cachorro, a gata, os tucanos e as araras que ele tem em casa.</p><p>Combinações dos Artigos</p><p>É muito frequente a combinação dos artigos definidos e</p><p>indefinidos com preposições. O quadro seguinte apresenta</p><p>a forma assumida por essas combinações:</p><p>Preposições Artigos Combinações</p><p>a</p><p>o, os, a,</p><p>as, um,</p><p>uma, uns,</p><p>umas</p><p>ao, aos, à, às</p><p>de do, dos, da, das, dum, duma,</p><p>duns, dumas</p><p>em no, nos, na, nas, num, numa,</p><p>nuns, numas</p><p>por (per) pelo, pelos, pela, pelas</p><p>Observações:</p><p>1. As formas à e às indicam a fusão da preposição a com</p><p>o artigo definido a. Essa fusão de vogais idênticas é conhe-</p><p>cida por crase.</p><p>2. As formas pelo(s) /pela(s) resultam da</p><p>combinação</p><p>dos artigos definidos com a forma per, equivalente a por.</p><p>eXeRCíCIOS</p><p>1. Os artigos são responsáveis por diversos detalhes de sig-</p><p>nificação nas diferentes situações comunicativas em que</p><p>são empregados. Leia as frases seguintes e comente o</p><p>valor dos artigos destacados.</p><p>a) Estou levando produtos da região.</p><p>b) O menino estava tão encabulado que não sabia o que</p><p>fazer com as mãos.</p><p>c) Em poucos instantes, pôs-se a chorar e a chamar pela</p><p>mãe.</p><p>d) A carne está custando 20 reais o quilo.</p><p>e) Aquele era o momento de minha vida.</p><p>2. Explique as diferenças de significado entre as frases de</p><p>cada par:</p><p>a) Todo dia ele faz isso.</p><p>Todo o dia ele faz isso.</p><p>b) Pedro não veio.</p><p>O Pedro não veio.</p><p>c) Essa caneta é minha.</p><p>Essa caneta é a minha.</p><p>d) O dirigente sindical apresentou reivindicações dos</p><p>trabalhadores na reunião.</p><p>O dirigente sindical apresentou as reivindicações dos</p><p>trabalhadores na reunião</p><p>e) Chico Buarque, grande compositor brasileiro, é tam-</p><p>bém escritor.</p><p>Chico Buarque, o grande compositor brasileiro, é tam-</p><p>bém escritor.</p><p>3. Observe:</p><p>“... foram intimados a comparecer...”</p><p>“... não a fizeram...”</p><p>“... a sua oração...”</p><p>As três ocorrências do a são, respectivamente:</p><p>a) preposição, pronome, preposição.</p><p>b) artigo, artigo, preposição.</p><p>c) pronome, artigo, preposição.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>19</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>d) preposição, pronome, artigo.</p><p>e) artigo, pronome, pronome.</p><p>4. Assinale a opção correta.</p><p>a) Mostraram-me cinco livros. Comprei todos cinco.</p><p>b) Mostraram-me cinco livros. Comprei todos cinco livros.</p><p>c) Mostraram-me cinco livros. Comprei todos os cinco.</p><p>d) Mostraram-me cinco livros. Comprei a todos cinco</p><p>livros.</p><p>e) Nenhuma das alternativas.</p><p>5. “O policial recebeu o ladrão a bala. Foi necessário ape-</p><p>nas um disparo: o assaltante recebeu a bala na cabeça e</p><p>morreu na hora.”</p><p>No texto, os vocábulos destacados são, respectivamente:</p><p>a) preposição e artigo.</p><p>b) preposição e preposição.</p><p>c) artigo e artigo.</p><p>d) artigo e preposição.</p><p>e) artigo e pronome indefinido.</p><p>6. Procure e assinale a única opção em que há erro no em-</p><p>prego do artigo.</p><p>a) Nem todas as opiniões são valiosas.</p><p>b) Disse-me que conhece todo o Brasil.</p><p>c) Leu todos os dez romances do escritor.</p><p>d) Andou por todo Portugal.</p><p>e) Todas as cinco, menos uma, estão corretas.</p><p>7. Assinale a opção em que há erro.</p><p>a) Li a notícia no Estado de S. Paulo.</p><p>b) Li a notícia em O Estado de S. Paulo.</p><p>c) Essa notícia, eu a vi em A Gazeta.</p><p>d) Vi essa notícia em A Gazeta.</p><p>e) Foi em O Estado de S. Paulo que li a notícia.</p><p>8. Indique o erro quanto ao emprego do artigo.</p><p>a) Em certos momentos, as pessoas as mais corajosas</p><p>se acovardam.</p><p>b) Em certos momentos, as pessoas mais corajosas se</p><p>acovardam.</p><p>c) Em certos momentos, pessoas as mais corajosas se</p><p>acovardam.</p><p>d) Em certos momentos, as mais corajosas pessoas se</p><p>acovardam.</p><p>GABARITO</p><p>1. a) Região específica.</p><p>b) Sentido de posse (mãos dele).</p><p>c) Posse (mãe dele).</p><p>d) Sentido de cada quilo.</p><p>e) Momento específico.</p><p>2. a) Diariamente x O dia inteiro.</p><p>b) Qualquer Pedro, pouco conhecido x Pedro especí-</p><p>fico, bem conhecido.</p><p>c) Uma entre minhas canetas x Minha única caneta.</p><p>d) Algumas reivindicações x A totalidade das reivindi-</p><p>cações.</p><p>e) Um dos grandes compositores brasileiros x O único</p><p>grande, o maior compositor brasileiro.</p><p>3. d 4. c 5. a 6. d 7. a</p><p>Adjetivo</p><p>Adjetivo é a palavra que caracteriza o substantivo,</p><p>atribuindo-lhe qualidades (ou defeitos) e modos de ser, ou</p><p>indicando-lhe o aspecto ou o estado.</p><p>Imprensa injusta, sensacionalista, partidária, tenden-</p><p>ciosa.</p><p>Acusações substantivas, ferozes, infundadas, justas.</p><p>A palavra adjetivo significa “colocado ao lado de, jus-</p><p>taposta a”. Esse significado enfatiza o caráter funcional do</p><p>conceito de adjetivo: observe que é necessário apresentar</p><p>a relação que se estabelece entre o substantivo e o adjetivo</p><p>para poder conceituar este último. Na realidade, substantivos</p><p>e adjetivos apresentam muitas características semelhantes e,</p><p>em muitas situações, a distinção entre ambos só é possível</p><p>a partir de elementos fornecidos pelo contexto:</p><p>O jovem brasileiro tornou-se participativo.</p><p>O brasileiro jovem enfrenta dificuldades profissionais.</p><p>Na primeira frase, jovem é substantivo, e brasileiro é</p><p>adjetivo. Na segunda, invertem-se esses papéis: brasileiro</p><p>é substantivo, e jovem passa a ser adjetivo. Ser adjetivo ou</p><p>ser substantivo não decorre, portanto, de características</p><p>morfológicas da palavra, mas de sua situação efetiva numa</p><p>frase da língua.</p><p>Há conjuntos de palavras que têm o valor de um adjetivo:</p><p>são as locuções adjetivas. Essas locuções são normalmente</p><p>formadas por uma preposição e um substantivo ou por uma</p><p>preposição e um advérbio; para muitas delas, existem adje-</p><p>tivos equivalentes.</p><p>Conselho de pai (= paterno) / Jornal de ontem / Inflama-</p><p>ção da boca (= bucal) Gente de longe.</p><p>Flexões dos Adjetivos</p><p>Os adjetivos se flexionam em gênero e número e apre-</p><p>sentam variações de grau bem mais complexas que as dos</p><p>substantivos.</p><p>Flexão de Gênero</p><p>O adjetivo concorda em gênero com o substantivo a que</p><p>se refere:</p><p>Um comportamento estranho.</p><p>Uma atitude estranha.</p><p>Um jornalista ativo.</p><p>Uma jornalista ativa.</p><p>Formação do feminino dos adjetivos biformes</p><p>Os adjetivos biformes possuem uma forma para o gênero</p><p>masculino e outra para o feminino. A formação do feminino</p><p>desses adjetivos costuma variar de acordo com a terminação</p><p>da forma masculina.</p><p>• Nos adjetivos compostos formados por dois adjetivos,</p><p>apenas o último elemento sobre flexão:</p><p>cidadão luso-brasileiro – cidadã luso-brasileira</p><p>casaco verde-escuro – saia verde-escura</p><p>consultório médico-dentário – clínica médico-dentária</p><p>Destaque-se surdo-mudo, em que variam os dois ele-</p><p>mentos:</p><p>rapaz surdo-mudo – moça surda-muda</p><p>Adjetivos uniformes</p><p>São os adjetivos que possuem uma única forma para</p><p>o masculino e o feminino.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>20</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>pássaro frágil/ave frágil</p><p>ator ruim/atriz ruim</p><p>empresa agrícola/planejamento agrícola</p><p>vida exemplar/comportamento exemplar</p><p>homem audaz/mulher audaz</p><p>• São uniformes os adjetivos compostos em que o se-</p><p>gundo elemento é um substantivo.</p><p>casaco amarelo-limão – camisa amarelo-limão</p><p>carro verde-garrafa – bicicleta verde-garrafa</p><p>papel verde-mar – tinta verde-mar</p><p>• Também são uniformes os compostos azul-marinho e</p><p>azul-celeste.</p><p>Flexão de Número</p><p>O adjetivo concorda em número com o substantivo a</p><p>que se refere.</p><p>governante capaz / governantes capazes</p><p>salário digno/salários dignos</p><p>Formação do plural dos adjetivos compostos</p><p>O plural dos adjetivos compostos segue os mesmos pro-</p><p>cedimentos da variação de gênero desses adjetivos:</p><p>• Nos adjetivos compostos formados por dois adjetivos,</p><p>apenas o segundo elemento vai para o plural:</p><p>tratado luso-brasileiro / tratados luso-brasileiros</p><p>intervenção médico-cirúrgica / intervenções médico-</p><p>-cirúrgicas</p><p>Destaque-se novamente surdo-mudo:</p><p>rapaz surdo-mudo / rapazes surdos-mudos</p><p>• Os adjetivos compostos em que o segundo elemento</p><p>é um substantivo são invariáveis também em número:</p><p>recipiente verde-mar / recipientes verde-mar</p><p>uniforme amarelo-canário / uniformes amarelo-canário</p><p>Também são invariáveis azul-marinho e azul-celeste:</p><p>camisa azul-marinho / camisas azul-marinho</p><p>camiseta azul-celeste / camisetas azul-celeste</p><p>Flexão de Grau</p><p>Os adjetivos variam em grau quando se deseja comparar</p><p>ou intensificar as características que atribuem. Há, portanto,</p><p>dois graus do adjetivo: o comparativo e o superlativo.</p><p>Grau comparativo</p><p>Compara-se a mesma característica atribuída a dois ou</p><p>mais seres ou duas ou mais características atribuídas a um</p><p>mesmo ser.</p><p>Observe as frases seguintes:</p><p>Comparativo</p><p>de igualdade</p><p>Ele é tão exigente quanto justo.</p><p>Ele é tão exigente quanto (ou</p><p>como) seu irmão.</p><p>Comparativo de</p><p>superioridade</p><p>Estamos mais atentos (do) que</p><p>eles.</p><p>Estamos mais atentos (do) que</p><p>ansiosos.</p><p>Comparativo de</p><p>inferioridade</p><p>Somos menos passivos (do) que</p><p>eles.</p><p>Somos menos passivos (do) que</p><p>tolerantes</p><p>Os adjetivos bom, mau, grande e pequeno têm formas</p><p>sintéticas para o grau comparativo de superioridade: melhor,</p><p>pior, maior e menor, respectivamente:</p><p>Essa solução é melhor (do) que a outra.</p><p>Minha voz é pior (do) que a sua.</p><p>O descaso pela miséria é maior (do) que o senso huma-</p><p>nitário.</p><p>A preocupação social é menor (do) que a ambição in-</p><p>dividual.</p><p>As formas analíticas correspondentes (mais bom, mais</p><p>mau, mais grande, mais pequeno) só devem ser usadas quan-</p><p>do se comparam duas características de um mesmo ser:</p><p>Ele é mais bom (do) que inteligente.</p><p>Todo corrupto é mais mau (do) que esperto.</p><p>Meu salário é mais pequeno (do) que justo.</p><p>Este país é mais grande (do) que equilibrado.</p><p>Atente para o fato de que a forma menor é um compara-</p><p>tivo de superioridade, pois equivale a mais pequeno.</p><p>Grau superlativo</p><p>A característica atribuída pelo adjetivo é intensificada de</p><p>forma relativa ou absoluta.</p><p>No grau superlativo relativo, a intensificação da caracte-</p><p>rística atribuída pelo adjetivo é feita em relação a todos os</p><p>demais seres de um conjunto que a possuem.</p><p>O superlativo relativo pode exprimir superioridade ou</p><p>inferioridade, e é sempre expresso de forma analítica:</p><p>Superlativo relativo</p><p>de superioridade</p><p>Ele é o mais atento de todos.</p><p>Ele é o mais exigente de todos</p><p>os irmãos.</p><p>Superlativo relativo</p><p>de inferioridade</p><p>Você é o menos crítico de todos.</p><p>Você é o menos passivo de to-</p><p>dos os amigos.</p><p>As formas do superlativo relativo de superioridade dos</p><p>adjetivos bom, mau, grande pequeno também são sintéticas:</p><p>o melhor, o pior, o maior e o menor.</p><p>No grau superlativo absoluto, intensifica-se a caracterís-</p><p>tica atribuída pelo adjetivo a um determinado ser. O super-</p><p>lativo absoluto pode ser analítico ou sintético:</p><p>a) O superlativo absoluto analítico é formado normal-</p><p>mente com a participação de um advérbio:</p><p>Você é muito crítico. Ele é demasiadamente exigente.</p><p>Somos excessivamente tolerantes.</p><p>b) O superlativo absoluto sintético é expresso com a</p><p>participação de sufixos. O mais comum deles é -íssimo; nos</p><p>adjetivos terminados em vogal, esta desaparece ao ser acres-</p><p>centado o sufixo do superlativo:</p><p>Trata-se de um artista originalíssimo.</p><p>Ele é exigentíssimo. Seremos tolerantíssimos.</p><p>Muitos adjetivos possuem formas irregulares para expri-</p><p>mir o grau superlativo absoluto sintético. Muitas dessas irre-</p><p>gularidades ocorrem porque o adjetivo, ao receber o sufixo,</p><p>reassume a forma latina. É o caso dos adjetivos terminados</p><p>em -vel, que assumem a terminação -bilíssimo:</p><p>volúvel – volubilíssimo / indelével – indelebilíssimo</p><p>Os adjetivos terminados em -io formam o superlativo</p><p>absoluto sintético em -íssimo:</p><p>sério – seriíssimo</p><p>necessário – necessariíssimo</p><p>frio – friíssimo</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>21</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>Locução Adjetiva</p><p>Compõe-se de preposição (de) e substantivo. Ex.: de pai</p><p>(paterno), bucal (da boca). Essa correspondência entre lo-</p><p>cução adjetiva e adjetivo, no entanto, nem sempre se verifica,</p><p>ou por não existir um dos dois, ou por não ser preservado o</p><p>sentido quando se substitui um pelo outro. Colar de marfim,</p><p>por exemplo, é expressão usada cotidianamente, mas seria</p><p>pouco recomendável dizer, no mesmo contexto cotidiano,</p><p>colar ebúrneo ou colar ebóreo, porque tais adjetivos têm</p><p>uso restrito à linguagem literária e, portanto, seriam ade-</p><p>quados somente em contextos eruditos, mais formais. Ana-</p><p>logamente, contrato leonino é uma expressão empregada na</p><p>linguagem jurídica; entretanto, é pouquíssimo provável que</p><p>os advogados passem a dizer contrato de leão.</p><p>Observe:</p><p>A greve de professores tem tomado proporções incontro-</p><p>láveis. O movimento docente se justifica em face da inércia</p><p>do governo.</p><p>eXeRCíCIOS</p><p>1. Complete as frases abaixo com a forma apropriada do</p><p>adjetivo colocado entre parênteses.</p><p>a) Apesar de ser uma dentista ___________________</p><p>(recém-formado), possuía já uma ______________</p><p>(numeroso) clientela.</p><p>b) Comprei uma camisa __________________ (ama-</p><p>relo-claro) e um chapéu __________________ (cor-</p><p>-de-rosa) para desfilar no Carnaval.</p><p>c) Aquela moça é __________ (sandeu). Onde já se viu</p><p>dar tanto dinheiro por uma motocicleta __________</p><p>____________ (amarelo-limão)!</p><p>d) Todas aquelas famílias __________ (sulino) são de</p><p>origem __________ (europeu).</p><p>e) Sou do tempo em que se usava camisa __________</p><p>(branco), calça _____________________ (azul-ma-</p><p>rinho) e sapatos __________ (preto) como uniforme</p><p>nos colégios ____________ (estadual).</p><p>2. Seguindo o modelo, construa frases comparativas a</p><p>partir dos elementos fornecidos em casa item seguinte.</p><p>A relação de comparação a ser feita vem indicada entre</p><p>parênteses.</p><p>País pobre – países vizinhos (igualdade)</p><p>É um país tão pobre quanto (ou como) os países vizinhos.</p><p>a) indivíduo capaz – seus companheiros (igualdade).</p><p>b) rio poluído – outros rios (inferioridade).</p><p>c) animal feroz – outros animais (superioridade).</p><p>d) cidade pequena – cidades vizinhas (superioridade).</p><p>3. Complete as frases de acordo com o modelo.</p><p>Ela não é apenas uma funcionária competente: ela é a</p><p>mais competente de todas!</p><p>a) Esta não é apenas uma solução razoável:</p><p>b) Ele não é apenas um aluno aplicado:</p><p>c) Esta não é apenas uma má saída:</p><p>d) Ele não é apenas um grande amigo:</p><p>4. Complete as frases de acordo com o modelo:</p><p>É um poema belo. Não: é belíssimo!</p><p>a) A vida é frágil.</p><p>b) Era um homem talentoso.</p><p>c) É um jogador ágil.</p><p>d) Foi um lugar agradável.</p><p>e) Será uma pessoa amável.</p><p>f) É uma moeda antiga.</p><p>g) É um corredor audaz.</p><p>h) Seria um homem bom.</p><p>i) É uma solução boa.</p><p>j) Teria sido um animal feroz.</p><p>k) Fora um espírito livre.</p><p>l) É um sujeito magro.</p><p>m) É um país pobre.</p><p>n) Tinha sido uma pessoa simpática.</p><p>o) É uma alma volúvel.</p><p>5. Alguns concursos cobram diferença entre o nível formal</p><p>e o nível coloquial. Observe algumas dessas formas co-</p><p>loquiais nas frases abaixo; reescreva as frases utilizando</p><p>o superlativo absoluto apropriado à língua formal.</p><p>a) É um piloto hiperveloz!</p><p>b) Crianças subnutridas têm uma constituição vulnerá-</p><p>vel, vulnerável.</p><p>c) Ela adotou uma posição supercrítica.</p><p>d) É superpossível que a gente vá viajar.</p><p>e) Tem uma cabeça arquipequena!</p><p>f) É um cão supermanso.</p><p>g) Ele é arquiamigo de meu irmão.</p><p>h) É uma planta fragilzinha.</p><p>i) Saiu daqui felizinho da silva!</p><p>j) É um cara sabidão!</p><p>GABARITO</p><p>1. a) recém-formada, numerosa.</p><p>b) amarelo-clara, cor-de-rosa.</p><p>c) sandia, amarelo-limão.</p><p>d) sulinas, europeia.</p><p>e) branca, azul-marinho, pretos.</p><p>2. a) É um indivíduo tão capaz quanto seus companheiros.</p><p>b) É um rio menos poluído (do) que outros.</p><p>c) É um animal mais feroz (do) que outros.</p><p>d) É uma cidade menor (do) que as cidades vizinhas.</p><p>3. a) é a mais razoável de todas.</p><p>b) é o mais aplicado de todos.</p><p>c) é a pior de todas.</p><p>d) é o maior de todos.</p><p>4. a) fragílima</p><p>b) talentosíssimo.</p><p>c) agílimo</p><p>d) agradabilíssimo</p><p>e) amabilíssima</p><p>f) antiguíssima</p><p>g) audacíssimo</p><p>h) boníssimo</p><p>I) boníssima</p><p>j) ferocíssimo</p><p>k) libérrimo</p><p>l) macérrimo/magríssimo</p><p>m) pobríssimo/paupérrimo</p><p>n) simpaticíssima</p><p>o) volubilíssima</p><p>5. a) velocíssimo</p><p>b) vulnerabilíssima</p><p>c) criticíssima</p><p>d) possibilíssimo</p><p>e) mínima</p><p>f) mansuetíssimo</p><p>g) amicíssimo</p><p>h) fragílima</p><p>i) felicíssimo</p><p>j) sapientíssimo</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>22</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>Pronomes</p><p>Pronome substitui e/ou acompanha o nome.</p><p>Pedro acordou tarde. Ele ainda dormia, quando sua mãe</p><p>o chamou.</p><p>Pronomes: Ele = Pedro (só substitui).</p><p>Sua = de Pedro (substitui Pedro e acompanha “mãe”).</p><p>O = Pedro (só substitui Pedro).</p><p>Existem seis tipos de pronomes:</p><p>• pessoais</p><p>• demonstrativos</p><p>• possessivos</p><p>• relativos</p><p>• interrogativos</p><p>• indefinidos</p><p>As provas cobram muito os pronomes relativos, os de-</p><p>monstrativos e os pessoais “o” e “lhe”.</p><p>Pronomes Substantivos e Pronomes Adjetivos</p><p>Quando um pronome é empregado junto de um subs-</p><p>tantivo, ele é chamado de pronome adjetivo; e quando um</p><p>pronome aparece isolado, sozinho na frase, ele é chamado</p><p>de pronome substantivo.</p><p>Ninguém pode adivinhar suas vontades?</p><p>Ninguém → pronome substantivo (pois está sozinho).</p><p>suas → pronome adjetivo (pois está junto do substantivo</p><p>vontades).</p><p>Encontrei minha caneta, mas não a apanhei.</p><p>minha → pronome adjetivo.</p><p>a → pronome substantivo.</p><p>eXeRCíCIO</p><p>Coloque: (1) para pronome substantivo e (2) para pro-</p><p>nome adjetivo.</p><p>a) estas montanhas escondem tesouros.</p><p>b) Aquilo jamais se repetirá.</p><p>c) Qualquer pessoa o ajudaria.</p><p>d) Nossa esperança é que ele volte.</p><p>Pronomes Pessoais</p><p>Vamos supor que a Gorete esteja com fome e que ela</p><p>queira contar isso para uma outra pessoa que a esteja ouvin-</p><p>do. É claro que, numa situação normal de comunicação, não</p><p>usaria a frase Gorete está com fome, e sim a frase:</p><p>Eu estou com fome.</p><p>• eu designa o que chamamos de 1ª pessoa gramatical,</p><p>isto é, a pessoa que fala.</p><p>Se, no entanto, fosse mais de uma pessoa que estivesse</p><p>com fome, uma delas poderia falar assim:</p><p>Nós estamos com fome.</p><p>Vamos supor, agora, que Gorete esteja conversando com</p><p>um amigo e queira saber se tal amigo está com fome. Ela,</p><p>então, usaria a seguinte frase:</p><p>Tu estás com fome? ou: Você está com fome?</p><p>• Tu (você) designa o que chamamos de 2ª pessoa gra-</p><p>matical, isto é, a pessoa com quem se fala.</p><p>Se, por outro lado, Gorete estiver conversando com mais de</p><p>uma pessoa e quiser saber se elas estão com fome, falará assim:</p><p>Vós estais com fome? ou: Vocês estão com fome?</p><p>Vamos imaginar, agora, que Gorete esteja conversando</p><p>com um amigo e queira afirmar que o cão que acompanha</p><p>esse amigo está doente. Ela pode se expressar assim:</p><p>O cão está doente, ou então, Ele está doente.</p><p>• ele designa o que chamamos de 3ª pessoa gramatical,</p><p>isto é, a pessoa, o ser a respeito de quem se fala.</p><p>eu, nós, tu, vós, ele, eles são, nas frases analisadas, exem-</p><p>plos de pronomes pessoais.</p><p>Podemos concluir, então, que pronomes pessoais são</p><p>aqueles que substituem os nomes e representam as pessoas</p><p>gramaticais.</p><p>São três as pessoas gramaticais:</p><p>• 1ª pessoa (a que fala): eu, nós</p><p>• 2ª pessoa (com quem se fala): tu, vós</p><p>• 3ª pessoa (de quem se fala): ele(s), ela(s).</p><p>Quadro dos pronomes pessoais</p><p>Caso reto</p><p>(sujeito)</p><p>Caso oblíquo (outras funções)</p><p>Átonos (sem</p><p>preposição escrita)</p><p>Tônicos (com</p><p>preposição escrita)</p><p>Singular:</p><p>eu,</p><p>tu</p><p>ele(a)</p><p>me,</p><p>te,</p><p>se, o, a, lhe</p><p>mim, comigo</p><p>ti, contigo</p><p>si, consigo, ele, ela</p><p>Plural:</p><p>nós,</p><p>vós,</p><p>eles(as)</p><p>nos,</p><p>vos,</p><p>se, os, as, lhes</p><p>nós, conosco</p><p>vós, convosco</p><p>si, consigo, eles, elas</p><p>Observações:</p><p>1. Um pronome pessoal é pronome reto quando exerce a</p><p>função de sujeito da oração e é um pronome oblíquo</p><p>quando exerce função que não seja a de sujeito da</p><p>oração.</p><p>Ela pediu ajuda para nós.</p><p>Ela: pronome reto (funciona como sujeito).</p><p>nós: pronome oblíquo (não funciona como sujeito).</p><p>Nós jamais a prejudicamos.</p><p>Nós: pronome reto (sujeito).</p><p>a: pronome oblíquo (não sujeito).</p><p>2. Os pronomes oblíquos átonos nunca aparecem pre-</p><p>cedidos de preposição.</p><p>A vida me ensina a ser realista.</p><p>pron. obl. átono</p><p>3. Os pronomes oblíquos tônicos sempre aparecem</p><p>precedidos de preposição.</p><p>Ela jamais iria sem mim.</p><p>prep. pron. obl. tônico</p><p>4. Os pronomes oblíquos tônicos, quando precedidos da</p><p>preposição com, combinam-se com ela, originando as</p><p>formas: comigo, contigo, consigo, conosco, convosco.</p><p>emprego dos Pronomes Pessoais</p><p>a) Os pronomes oblíquos me, nos, te, vos e se podem</p><p>indicar que a ação praticada pelo sujeito reflete-se no próprio</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>23</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>sujeito. Nas frases em que isso ocorre, tais pronomes são</p><p>chamados pronomes reflexivos.</p><p>Eu me machuquei. me (= a mim mesmo) → pronome</p><p>reflexivo.</p><p>b) Os pronomes oblíquos si e consigo são sempre re-</p><p>flexivos.</p><p>Márcia só pensa em si. (= pensa nela mesma)</p><p>Ele trouxe consigo o livro. (= com ele mesmo)</p><p>Note, portanto, que frases como as exemplificadas a se-</p><p>guir são gramaticalmente incorretas.</p><p>Marcos, eu preciso falar consigo.</p><p>Eu gosto muito de si, minha amiga.</p><p>c) Os pronomes oblíquos nos, vos e se, quando significam</p><p>um ao outro, indicam a reciprocidade (troca) da ação. Nesse</p><p>caso são chamados de pronomes reflexivos recíprocos.</p><p>Os jogadores se abraçavam após o gol. Onde: se (= um</p><p>ao outro) → pronome reflexivo recíproco.</p><p>d) eu x mim: eu (pronome reto) só pode funcionar como</p><p>sujeito, enquanto mim (pronome oblíquo) só pode ter outras</p><p>funções, nunca sujeito. Daí termos frases como:</p><p>Ela trouxe o livro para eu ler. (correto)</p><p>Sujeito</p><p>Ela trouxe o livro para mim. (correto)</p><p>Não pode ser sujeito</p><p>Ela trouxe o livro para mim ler. (errado)</p><p>Não pode ser sujeito</p><p>e) Entre todos os pronomes pessoais somente os pro-</p><p>nomes eu e tu não podem ser pronomes oblíquos (reveja</p><p>o quadro). Esses dois pronomes só podem exercer a função</p><p>de sujeito da oração. Nas frases em que não for para exercer</p><p>a função de sujeito, tais pronomes devem ser substituídos</p><p>pelos seus pronomes oblíquos correspondentes.</p><p>Eu → me, mim; Tu → te, ti.</p><p>Eu e ela iremos ao jogo. (correto)</p><p>Sujeito</p><p>Uma briga aconteceu entre mim e ti. (correto)</p><p>Sujeito não sujeito</p><p>Não houve nada entre eu e ela. (errado)</p><p>Não houve nada entre mim e ela. (correto)</p><p>Pronomes Pessoais de Tratamento</p><p>Os pronomes de tratamento* são pronomes pessoais</p><p>usados no tratamento cerimonioso e cortês entre pessoas.</p><p>Os principais são:</p><p>Vossa Alteza (V.A.) → Príncipe, Duques</p><p>Vossa Majestade (V.M.) → Reis</p><p>Vossa Santidade (V.S.) → Papas</p><p>Vossa Eminência (V.Emª.) → Cardeais</p><p>Vossa Excelência (V.Exª.) → Autoridades em geral</p><p>* Ver Manual de Redação da Presidência da República, para usos</p><p>conforme normas de redação oficial.</p><p>Observação:</p><p>Existem, para os pronomes de tratamento, duas formas</p><p>distintas: Vossa (Majestade, Excelência etc.) e Sua (Majesta-</p><p>de, Excelência etc.). Você deve usar a forma Vossa quando</p><p>estiver falando com a própria pessoa e usar a forma Sua</p><p>quando estiver falando a respeito da pessoa.</p><p>Vossa Majestade é cruel. (falando com o rei)</p><p>Sua Majestade é cruel. (falando a respeito do rei)</p><p>Pronomes Possessivos</p><p>Pronomes possessivos são aqueles que se referem às</p><p>três pessoas gramaticais (1ª, 2ª e 3ª), indicando o que cabe</p><p>ou pertence a elas.</p><p>Tuas opiniões são iguais às minhas.</p><p>• tuas: pronome possessivo correspondente à 2ª pessoa</p><p>do singular (tu).</p><p>• minhas: pronome possessivo correspondente à 1ª</p><p>pessoa do singular (eu).</p><p>É importante fixar bem que há uma relação entre os pro-</p><p>nomes possessivos e os pronomes pessoais.</p><p>Observe atentamente o quadro abaixo:</p><p>Pronomes pessoais Pronomes possessivos</p><p>eu → meu, minha, meus, minhas</p><p>tu → teu, tua, teus, tuas</p><p>ele → seu, sua, seus, suas</p><p>nós → nosso, nossa, nossos, nossas</p><p>vós → vosso, vossa, vossos, vossas</p><p>eles → seu, sua, seus, suas</p><p>emprego dos Pronomes Possessivos</p><p>a) Quando são usados pronomes de tratamento (V.Sª,</p><p>V.Excia etc.), o pronome possessivo deve ficar na 3ª pessoa</p><p>(do singular ou do plural) e não na 2ª pessoa do plural.</p><p>Vossa Majestade depende de seu povo.</p><p>Pron.</p><p>tratamento 3ª pessoa</p><p>Vossas Majestades confiam em seus conselheiros?</p><p>Pron. tratamento 3ª pessoa</p><p>b) Os pronomes possessivos seu(s) e sua(s) podem se</p><p>referir tanto à 2ª pessoa (pessoa com quem se fala), como</p><p>à 3ª pessoa (pessoa de quem se fala).</p><p>Sua casa foi vendida (sua = de você)</p><p>Sua casa foi vendida (sua = dele, dela)</p><p>Essa dupla possibilidade de uso de tais pronomes pode</p><p>gerar ambiguidade ou frases com duplo sentido. Quando isso</p><p>ocorrer, você deve procurar trocar os pronomes seu(s) e sua(s)</p><p>por dele(s) ou dela(s), a fim de tornar a frase mais clara.</p><p>c) Os pronomes seu(s) e sua(s) são usados tanto para 3ª</p><p>pessoa do singular como para 3ª pessoa do plural (confira</p><p>tal afirmação no quadro acima).</p><p>d) Os pronomes possessivos podem, em muitos casos,</p><p>ser substituídos por pronomes oblíquos equivalentes.</p><p>A chuva molha-me o rosto. (= molha meu rosto).</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>24</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>Pronomes Indefinidos</p><p>Pronomes indefinidos são pronomes que se referem à 3ª</p><p>pessoa gramatical (pessoa de quem se fala), quando consi-</p><p>derado de modo vago e indeterminado.</p><p>Acredita em tudo que lhe dizem certas pessoas.</p><p>Quadro dos pronomes indefinidos</p><p>Variáveis Invariáveis</p><p>algum(ns); alguma(s)</p><p>nenhum(ns); nenhuma(s)</p><p>todo(s); toda(s)</p><p>outro(s); outra(s)</p><p>muito(s); muita(s)</p><p>pouco(s); pouca(s)</p><p>certo(s); certa(s)</p><p>tanto(s); tanta(s)</p><p>quanto(s); quanta(s)</p><p>qualquer; quaisquer</p><p>alguém</p><p>ninguém</p><p>tudo</p><p>outrem</p><p>nada</p><p>cada</p><p>algo</p><p>Observação:</p><p>Um pronome indefinido pode ser representado por ex-</p><p>pressões formadas por mais de uma palavra. Tais expressões</p><p>são denominadas locuções pronominais. As mais comuns</p><p>são: qualquer um, todo aquele que, um ou outro, cada um,</p><p>seja quem for.</p><p>Seja qual for o resultado, não desistiremos.</p><p>Pronomes Interrogativos</p><p>Pronomes interrogativos são aqueles empregados para</p><p>fazer uma pergunta direta ou indireta. Da mesma forma que</p><p>ocorre com os indefinidos, os interrogativos também se re-</p><p>ferem, de modo vago, à 3ª pessoa gramatical.</p><p>Os pronomes interrogativos são os seguintes:</p><p>Que, quem, qual, quais, quanto(s) e quanta(s).</p><p>Que horas são? (frase interrogativa direta)</p><p>Gostaria de saber que horas são. (interrogativa indireta)</p><p>Quantas crianças foram escolhidas?</p><p>Pronomes Relativos</p><p>Vamos supor que alguém queira transmitir-nos duas in-</p><p>formações a respeito de um menino. Esse alguém poderia</p><p>falar assim:</p><p>Eu conheço o menino. O menino caiu no rio.</p><p>Mas essas duas informações poderiam também ser trans-</p><p>mitidas utilizando-se não duas frases separadas, mas uma</p><p>única frase formada por duas orações. Com isso, seria evitada</p><p>a repetição do substantivo menino. A frase ficaria assim:</p><p>Eu conheço o menino que caiu no rio.</p><p>1ª oração 2ª oração</p><p>Observe que a palavra que substitui, na segunda oração,</p><p>a palavra menino, que já apareceu na primeira oração. Essa</p><p>é a função dos pronomes relativos.</p><p>Podemos dizer, então, que pronomes relativos são os que</p><p>se referem a um substantivo anterior a eles, substituindo-o</p><p>na oração seguinte.</p><p>Quadro dos pronomes relativos</p><p>Variáveis</p><p>Invariáveis</p><p>Masculino Feminino</p><p>o qual, os quais,</p><p>cujo, cujos, quanto,</p><p>quantos</p><p>a qual, as quais,</p><p>cuja, cujas,</p><p>quanta, quantas</p><p>que, quem,</p><p>onde, como</p><p>Observações:</p><p>• Como relativo, o pronome que é substituível por o qual,</p><p>a qual, os quais, as quais.</p><p>Já li o livro que comprei. (= livro o qual comprei)</p><p>• Há frases em que a palavra retomada, repetida pelo</p><p>pronome relativo, é o pronome demonstrativo o, a,</p><p>os, as.</p><p>Ele sempre consegue o que deseja.</p><p>pron. dem. pron. relativo</p><p>(= aquilo) (o qual)</p><p>• O relativo quem só é usado em relação a pessoas e</p><p>aparece sempre precedido de preposição.</p><p>O professor de quem você gosta chegou.</p><p>pessoa preposição</p><p>• O relativo cujo (e suas variações) é, normalmente, em-</p><p>pregado entre dois substantivos, estabelecendo entre</p><p>eles uma relação de posse e equivale a do qual, da</p><p>qual, dos quais, das quais.</p><p>Compramos o terreno cuja frente está murada. (cuja</p><p>frente = frente do qual)</p><p>Note que após o pronome cujo (e variações) não se</p><p>usa artigo. Por isso, deve-se dizer, por exemplo:</p><p>Visitei a cidade cujo prefeito morreu, e não:</p><p>Visitei a cidade cujo o prefeito morreu.</p><p>• O relativo onde equivale a em que.</p><p>Conheci o lugar onde você nasceu.</p><p>(em que)</p><p>• Quanto(s) e quantas(s) só são pronomes relativos se</p><p>estiverem precedidos dos indefinidos tudo, tanto(s),</p><p>tanta(s), todo(s), toda(s).</p><p>Sempre obteve tudo quanto quis.</p><p>indefinido relativo</p><p>Outros exemplos de reunião de frases por meio de pro-</p><p>nomes relativos:</p><p>Eu visitei a cidade. Você nasceu na cidade.</p><p>onde</p><p>Eu visitei a cidade em que você nasceu.</p><p>na qual</p><p>Observe que, nesse exemplo, antes dos relativos que e</p><p>qual houve a necessidade de se colocar a preposição em, que é</p><p>exigida pelo verbo nascer (quem nasce, nasce em algum lugar).</p><p>Você comprou o livro. Eu gosto do livro.</p><p>Você comprou o livro de que eu gosto. do qual</p><p>Da mesma forma que no exemplo anterior, aqui houve</p><p>a necessidade de se colocar a preposição de, exigida pelo</p><p>verbo gostar (quem gosta, gosta de alguma coisa).</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>25</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>eXeRCíCIOS</p><p>(Cespe/Prefeitura do Rio Branco) À semelhança do Brasil, o</p><p>Acre compõe-se de uma grande diversidade de povos indí-</p><p>genas, cujas situações frente à sociedade nacional também</p><p>são muito variadas.</p><p>1. A substituição de “cujas” por as quais mantém a correção</p><p>gramatical do período e as relações lógicas originais.</p><p>Analisando o emprego do pronome relativo CUJO</p><p>• acompanha substantivo posterior;</p><p>• refere-se a substantivo anterior;</p><p>• sentido de posse;</p><p>• varia com a palavra posterior.</p><p>Observo os povos indígenas cujo líder é guerreiro.</p><p>Observo os povos indígenas cuja cultura é milenar.</p><p>Observo as tribos indígenas cujos líderes são guerreiros.</p><p>Observo as tribos indígenas cujas culturas são milenares.</p><p>Cuidado!</p><p>São estruturas inadequadas as seguintes:</p><p>Observo os povos indígenas que o líder é guerreiro.</p><p>Observo os povos indígenas que o líder deles é guerreiro.</p><p>Regra:</p><p>Para “ligar” dois substantivos com relação de posse entre</p><p>si, somente é correto no padrão da Língua Portuguesa o</p><p>emprego do relativo cujo e suas variações.</p><p>(PMVTEC/Analista) Na saúde, o município destaca o proje-</p><p>to MONICA – Monitoramento Cardiovascular –, em que se</p><p>quantificou o risco de a população de Vitória na faixa de 25</p><p>a 64 anos ter problemas cardiovasculares.</p><p>2. Mantendo-se a correção gramatical do período, o trecho</p><p>“em que se quantificou” poderia ser reescrito da seguinte</p><p>maneira: por meio do qual se quantificou.</p><p>(PMVSEMUS/Médico) Texto dos itens 3, 4 e 5:</p><p>Preocupam-se mais com a AIDS do que os meninos e as me-</p><p>ninas da África do Sul, onde a contaminação segue em ritmo</p><p>alarmante. Chegam até a se apavorar mais com a gripe do</p><p>frango do que as crianças chinesas, que conviveram com a</p><p>epidemia. Esses dados constam de uma pesquisa inédita que</p><p>ouviu 2.800 crianças com idade entre 8 e 15 anos das classes</p><p>A e C em catorze países.</p><p>3. Preservam-se as ideias e a correção gramatical do texto</p><p>ao se substituir o pronome “onde” por cuja, apesar de</p><p>o texto tornar-se menos formal.</p><p>estudando o pronome relativo ONDe</p><p>Observe:</p><p>Visitei o bairro. Você mora no bairro.</p><p>Note que no = em + o.</p><p>Então: Visitei o bairro no qual você mora.</p><p>Note que no qual = em + o qual.</p><p>Empregando onde, teremos:</p><p>Visitei o bairro onde você mora.</p><p>Regras:</p><p>• onde só</p><p>pode se referir a um lugar;</p><p>• podemos substituir onde por no qual e suas variações;</p><p>• podemos substituir onde por em que.</p><p>ONDe versus AONDe</p><p>Observe:</p><p>Visitei o bairro onde você mora. (Quem mora, mora em...)</p><p>Visitei o bairro aonde você foi. (Quem foi, foi a...)</p><p>Então: aonde = a + onde.</p><p>Pronomes Demonstrativos</p><p>Pronomes demonstrativos são os que indicam a posição</p><p>ou o lugar dos seres, em relação às três pessoas gramaticais.</p><p>Aquela casa é igual à nossa.</p><p>Pron. dem.</p><p>Quadro dos pronomes demonstrativos</p><p>Variáveis Invariáveis</p><p>este, esta, estes, estas isto</p><p>esse, essa, esses, essas isso</p><p>aquele, aquela,</p><p>aqueles, aquelas aquilo</p><p>o, a, os, as o</p><p>Atenção!</p><p>Também podem funcionar como pronomes demonstra-</p><p>tivos as palavras: o(s), a(s), mesmo(s), semelhante(s),</p><p>tal e tais, em frases como:</p><p>Chegamos hoje, não o sabias? (o = isto)</p><p>Quem diz o que quer, ouve o que não quer. (o = aquilo)</p><p>Tais coisas não se dizem em público! (tais = estas)</p><p>É importante saber distinguir quando temos artigo o,</p><p>a, os, as e quando pronomes demonstrativos o, a, os, as.</p><p>O livro que você trouxe não é o que te pedi.</p><p>– Note que o equivale a aquele.</p><p>A revista que você trouxe não é a que te pedi.</p><p>– Note que a equivale a aquela.</p><p>Pode fazer o que você quiser.</p><p>– Note que o equivale a aquilo.</p><p>Cuidado!</p><p>Artigo pressupõe um substantivo ligado a ele na expressão.</p><p>O livro, a revista, o grande e precioso livro, a nova e in-</p><p>teressante revista.</p><p>São três situações de uso dos pronomes demonstrativos:</p><p>este, esta, estes, estas, isto, esse, essa, esses, essas, isso,</p><p>aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo.</p><p>1) Para referência a objetos em relação às pessoas que</p><p>participam de um diálogo (pessoas do discurso).</p><p>Regra:</p><p>Primeira pessoa: eu, nós (pessoa que fala). Deve-se em-</p><p>pregar este, esta, isto com referência a objeto próximo de</p><p>quem fala.</p><p>Segunda pessoa: tu, vós, você (pessoa que ouve). Deve-</p><p>-se empregar esse, essa, isso com referência a objeto pró-</p><p>ximo de quem ouve.</p><p>Terceira pessoa: ele, ela, eles, elas (pessoa ou assunto</p><p>da conversa). Deve-se empregar aquele, aquela, aquilo com</p><p>referência a objeto distante tanto de quem fala, como de</p><p>quem ouve.</p><p>exemplo 1:</p><p>• Correspondência do Governador para o Presidente da</p><p>Assembleia Legislativa.</p><p>Senhor Presidente,</p><p>Solicito a V. Exa. que essa Casa Legislativa analise com</p><p>urgência o projeto que destina verba para reforma do</p><p>Ginásio Estadual Américo de Almeida.</p><p>• Resposta do Presidente da Assembleia Legislativa para</p><p>o Governador.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>26</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>Senhor Governador,</p><p>Informo a V. Exa. que esta Casa colocará em pauta na</p><p>quarta-feira próxima a análise do projeto que destina</p><p>verba para reforma do Ginásio Américo de Almeida.</p><p>Essa Governadoria pode aguardar informativo na</p><p>quinta-feira.</p><p>exemplo 2:</p><p>Aqui nesta sala onde estamos, às vezes, escutamos vo-</p><p>zes vindas daquela sala onde estão tendo aula de Finanças</p><p>Públicas.</p><p>2) Para referência a termos anteriores e posteriores</p><p>Regra:</p><p>Para termos a serem mencionados: este, esta, isto.</p><p>Para termos já mencionados: esse, essa, isso.</p><p>3) Para referência a termos anteriores separadamente</p><p>Regra:</p><p>Para referência ao primeiro mencionado: aquele, aquela,</p><p>aquilo.</p><p>Para referência ao último mencionado: este, esta, isto.</p><p>Para referência ao termo entre o primeiro e o último:</p><p>esse, essa, isso.</p><p>4. (AFRF) Em relação aos elementos que constituem a coe-</p><p>são do texto abaixo, assinale a opção correta.</p><p>O caráter ético das relações entre o cidadão e o</p><p>poder está naquilo que limita este último e, mais que</p><p>isso, o orienta. Os direitos humanos, em sua primei-</p><p>ra versão, como direitos civis, limitavam a ação do</p><p>Estado sobre o indivíduo, em especial na qualidade</p><p>que este tivesse, de proprietário. Com a extensão</p><p>dos direitos humanos a direitos políticos e sobretudo</p><p>sociais, aqueles passam – pelo menos idealmente</p><p>– a fazer mais do que limitar o governante: devem</p><p>orientar sua ação. Os fins de seus atos devem estar di-</p><p>recionados a um aumento da qualidade de vida, que</p><p>não se esgota na linguagem dos direitos humanos,</p><p>mas tem nela, ao menos, sua condição necessária,</p><p>ainda que não suficiente.</p><p>a) Em “o orienta” (l. 3), “o” refere-se a “cidadão” (l. 1).</p><p>b) Em “este tivesse” (l. 6), “este” refere-se a “Estado” (l. 5).</p><p>c) Em “aqueles passam” (l. 8), “aqueles” refere-se a “di-</p><p>reitos políticos” (l. 7).</p><p>d) “sua ação” (l. 10) e “seus atos” (l. 10) remetem ao</p><p>mesmo referente: “proprietário” (l. 6).</p><p>e) “sua condição” (l. 13) refere-se a “um aumento na</p><p>qualidade de vida” (l. 11).</p><p>(PMDF/Médico)</p><p>Notaria apenas que, em nossos dias, as regiões</p><p>onde essa grade é mais cerrada, onde os buracos</p><p>negros se multiplicam, são as regiões da sexualidade</p><p>e as da política: como se o discurso, longe de ser</p><p>elemento transparente ou neutro no qual a sexua-</p><p>lidade se desarma e a política se pacifica, fosse um</p><p>dos lugares onde elas exercem, de modo privilegiado,</p><p>alguns de seus mais temíveis poderes. Por mais que</p><p>o discurso seja aparentemente bem pouca coisa, as</p><p>interdições que o atingem revelam logo, rapidamen-</p><p>te, sua ligação com o desejo e com o poder.</p><p>Nisto não há nada de espantoso, visto que o</p><p>discurso — como a psicanálise nos mostrou — não</p><p>1</p><p>4</p><p>7</p><p>10</p><p>13</p><p>1</p><p>4</p><p>7</p><p>10</p><p>13</p><p>é simplesmente aquilo que manifesta (ou oculta) o</p><p>desejo; é, também, aquilo que é objeto do desejo; e</p><p>visto que — isto a história não cessa de nos ensinar</p><p>— o discurso não é simplesmente aquilo que traduz</p><p>as lutas ou os sistemas de dominação, mas aquilo por</p><p>que, pelo que se luta, o poder do qual nos queremos</p><p>apoderar.</p><p>Julgue os itens, relativos às estruturas linguísticas do texto.</p><p>5. Preservam-se a correção gramatical e o sentido do texto</p><p>se o pronome “onde” (l. 2) for substituído por as quais.</p><p>6. A expressão “no qual” (l. 5) tem como referente a ex-</p><p>pressão “elemento transparente ou neutro”.</p><p>7. O pronome “aquilo” (l. 14 e 17) pode ser substituído</p><p>por o, sem prejuízo do sentido original e de correção</p><p>gramatical.</p><p>8. O pronome “isto” (linha 16) recupera o sentido do trecho</p><p>“visto que o discurso (…) desejo”. (l. 12-15)</p><p>(TCE-AC/Analista) Há umas ocasiões oportunas e fugitivas,</p><p>em que o acaso nos inflige duas ou três primas de Sapucaia;</p><p>outras vezes, ao contrário, as primas de Sapucaia são an-</p><p>tes um benefício do que um infortúnio. Era à porta de uma</p><p>igreja. Eu esperava que as minhas primas Claudina e Rosa</p><p>tomassem água benta, para conduzi-las à nossa casa, onde</p><p>estavam hospedadas.</p><p>9. Na oração “em que o acaso nos inflige duas ou três pri-</p><p>mas de Sapucaia”, a substituição de “em que” por onde</p><p>manteria o sentido original e a correção gramatical do</p><p>texto.</p><p>(Cariacica/Assistente Social) Em alguns segmentos de nossa</p><p>sociedade, o trabalho fora de casa é considerado inconve-</p><p>niente para o sexo feminino. É óbvio que a participação de</p><p>um indivíduo em sua cultura depende de sua idade. Mas é</p><p>necessário saber que essa afirmação permite dois tipos de</p><p>explicações: uma de ordem cronológica e outra estritamente</p><p>cultural.</p><p>10. A expressão “essa afirmação” retoma a ideia de que o</p><p>trabalho fora de casa pode ser considerado inconveniente</p><p>para as mulheres.</p><p>(Iema-ES/Advogado) O destino dos compostos orgânicos</p><p>no meio ambiente, dos mata-matos aos medicamentos, é</p><p>largamente decidido pelos micróbios. Esses organismos que-</p><p>bram alguns compostos diretamente em dióxido de carbono</p><p>(CO2), mas outros produtos químicos permanecem no meio</p><p>ambiente por anos, absolutamente intocados.</p><p>11. O termo “Esses organismos” está empregado em referên-</p><p>cia a “mata-matos” e “medicamentos”, ambos na mesma</p><p>linha.</p><p>(BB/Escriturário) Em meio a uma crise da qual ainda não sabe</p><p>como escapar, a União Europeia celebra os 50 anos do Tra-</p><p>tado de Roma, pontapé inicial da integração no continente.</p><p>12. O emprego de preposição em “da qual” atende à regência</p><p>do verbo “escapar”.</p><p>(TRT 9ª R/Analista) Relação é uma coisa que não pode exis-</p><p>tir, que não pode ser, sem que haja uma outra coisa para</p><p>completá-la. Mas essa “outra coisa” fica sendo essencial</p><p>dela. Passa a pertencer à sua definição específica. Muitas</p><p>vezes ficamos com a impressão, principalmente devido aos</p><p>exemplos que são dados, de que relação seja algo que “une”,</p><p>que “liga” duas coisas.</p><p>16</p><p>19</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>27</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>13. Os pronomes “essa” e “dela” são flexionados no feminino</p><p>porque remetem ao mesmo referente do pronome em</p><p>“completá-la”.</p><p>14. Preservam-se a correção gramatical e a coerência textual,</p><p>ao se retirar do texto a expressão “que são”.</p><p>É preciso sublinhar o fato de que todas as posições existen-</p><p>ciais necessitam de pelo menos duas pessoas cujos papéis</p><p>combinem entre si. O algoz, por exemplo, não pode continuar</p><p>a sê-lo sem ao menos uma vítima. A vítima procurará seu</p><p>salvador e este último, uma vítima para salvar.</p><p>15. O pronome “cujos” atribui a “pessoas” a posse de uma</p><p>característica que também pode ser expressa da seguinte</p><p>maneira: com papéis que combinem entre si.</p><p>(MS/Agente) “Tempo é Vida” é o bordão da campanha, que</p><p>expressa o apelo daqueles que estão à espera de um trans-</p><p>plante.</p><p>16. A substituição de “daqueles” por dos prejudica a correção</p><p>gramatical e a informação original do período.</p><p>(TRT1ª R/Analista) A raça humana é o cristal de lágrima / Da</p><p>lavra da solidão / Da mina, cujo mapa / Traz na palma da mão.</p><p>17. A respeito do emprego dos pronomes relativos, assinale</p><p>a opção correta.</p><p>a) É correto colocar artigo após o pronome relativo cujo</p><p>(cujo o mapa, por exemplo).</p><p>b) O relativo cujo expressa lugar, motivo pelo qual apare-</p><p>ce no texto ligado ao substantivo mapa na expressão</p><p>“cujo mapa”.</p><p>c) O pronome cujo é invariável, ou seja, não apresenta</p><p>flexões de gênero e número.</p><p>d) O pronome relativo quem, assim como o relativo que,</p><p>tanto pode referir-se a pessoas quanto a coisas em</p><p>geral.</p><p>e) O pronome relativo que admite ser substituído por o</p><p>qual e suas flexões de gênero e número.</p><p>(DFTrans/Analista) Ao se criticar a concepção da linguagem</p><p>como representação do outro e para o outro, não se a de-</p><p>sautoriza nem sequer a refuta.</p><p>18. Mantêm-se a coerência e a correção da estrutura sintá-</p><p>tica e das relações semânticas do texto ao se inserir o</p><p>pronome se logo após “sequer”.</p><p>Pronomes Pessoais Oblíquos</p><p>(emprego e Colocação Pronominal)</p><p>o, a, os, as → somente no lugar de trechos sem prepo-</p><p>sição inicial.</p><p>lhe, lhes → somente no lugar de trechos com preposição</p><p>inicial.</p><p>Devemos dar valor aos pais. → Devemos dar-lhes valor.</p><p>Amo os pais. → Amo-os.</p><p>Apertei os pregos da caixa. → Apertei-lhe os pregos.</p><p>Apertei os pregos da caixa. → Apertei-os.</p><p>Cuidado!</p><p>Pronomes que podem ficar no lugar de trechos com ou</p><p>sem preposição: me, te, se, nos, vos.</p><p>Eu lhe amo. (errado)</p><p>Eu te amo. (certo)</p><p>Eu a amo. (certo)</p><p>Dei-lhe amor. (certo)</p><p>Dei-te amor. (certo)</p><p>Dei-a amor. (errado)</p><p>Alterações gráficas dos pronomes</p><p>Verbo com final -r, -s, -z, diante de pronomes o, a, os, as.</p><p>Vamos cantar os hinos. →Vamos cantá-los.</p><p>Cantamos os hinos. → Cantamo-los.</p><p>Fiz o relatório. → Fi-lo.</p><p>Verbo com final -m, -ão, -õe, diante de pronomes o, a,</p><p>os, as.</p><p>Eles cantam os hinos. → Eles cantam-nos.</p><p>Pais dão presentes aos filhos. → Pais dão-nos aos filhos.</p><p>Põe o livro aqui. → Põe-no aqui.</p><p>19. (S. Leopoldo-RS/Advogado) A substituição das palavras</p><p>grifadas pelo pronome está incorreta em:</p><p>a) “que transpõe um conceito moral” – que o transpõe.</p><p>b) Em “a democracia convida a um perpétuo exercício de</p><p>reavaliação. Isso quer dizer que, para bem funcionar,</p><p>exige crítica. Substituir “exige crítica” por exige-a.</p><p>c) “o que expõe o Brasil” – o que o expõe.</p><p>d) “seria extirpar suas camadas iletradas” – seria extir-</p><p>par-lhes.</p><p>e) “mais apto a exercer a crítica” – mais apto a exercê-la.</p><p>20. (Guarapari/Técnico de Informática) A substituição do</p><p>segmento grifado pelo pronome está feita de modo in-</p><p>correto em:</p><p>a) “o privilégio de acessar o caminho da universidade”</p><p>= o privilégio de acessá-lo.</p><p>b) “no final têm que saltar o muro do vestibular” = no</p><p>final têm que saltar-lhe.</p><p>c) “ficam impedidos de desenvolver seus talentos” =</p><p>ficam impedidos de desenvolvê-los.</p><p>d) “perdendo a proteção de escolas especiais desde a</p><p>infância” = perdendo-a desde a infância.</p><p>e) “Injusta porque usa seus recursos” = injusta porque</p><p>os usa.</p><p>Colocação dos pronomes oblíquos átonos: me, te, se,</p><p>nos, vos, o, a, os, as, lhe, lhes.</p><p>Pronome antes do verbo chama-se próclise:</p><p>Eu te amo. Você me ajudou.</p><p>Pronome depois do verbo chama-se ênclise:</p><p>Eu amo-te. Você ajudou-me.</p><p>Pronome no meio da estrutura do verbo chama-se me-</p><p>sóclise:</p><p>Amar-te-ei. Ajudar-te-ia.</p><p>21. (Seplan/MA) Quanto aos jovens de hoje, falta a estes</p><p>jovens maior perspectiva profissional, sem a qual não</p><p>há como motivar estes jovens para a vida que os espera.</p><p>Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituin-</p><p>do-se os elementos sublinhados, na ordem dada, por:</p><p>a) faltam-lhes - motivar-lhes.</p><p>b) falta-lhes - motivar-lhes.</p><p>c) lhes falta - lhes motivar.</p><p>d) falta-lhes - motivá-los.</p><p>e) lhes faltam - os motivar.</p><p>Colocação Pronominal</p><p>Pronomes oblíquos átonos: me, nos, te, vos, se, o, a, lhe.</p><p>Regras básicas:</p><p>• Não iniciar oração com pronome oblíquo átono:</p><p>Me dedico muito ao trabalho. (errado)</p><p>• Não escrever tais pronomes após verbo no particípio:</p><p>Tenho dedicado-me. (errado).</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>28</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>Correção: Tenho-me dedicado. (Portugal)</p><p>Tenho me dedicado. (Brasil)</p><p>• Não escrever esses pronomes após verbo no futuro:</p><p>Ele faria-me um favor. (errado)</p><p>Ele me faria um favor. (correto)</p><p>Casos de próclise obrigatória</p><p>1. Advérbios.</p><p>2. Negações.</p><p>3. Conjunções subordinativas (que, se, quando, embora</p><p>etc.).</p><p>4. Pronomes relativos (que, o qual, onde, quem, cujo).</p><p>5. Pronomes demonstrativos (este, esse, aquele, aquilo).</p><p>6. Pronomes indefinidos (algo, algum, tudo, todos, vários</p><p>etc.).</p><p>7. Exclamações.</p><p>8. Interrogações.</p><p>9. Em mais pronome mais gerúndio (-ndo).</p><p>Observação:</p><p>em caso de não ser obrigatória a próclise, então ela</p><p>será facultativa.</p><p>22. Julgue os itens seguintes, quanto à colocação pronominal.</p><p>a) Jamais devolver-te-ei aquela fita.</p><p>b) Deus pague-lhe esta caridade!</p><p>c) Tenho dedicado-me ao estudo das plantas.</p><p>d) Ali fazem-se docinhos e salgadinhos.</p><p>e) Te amo, Maria!</p><p>f) Algo vos perturba?</p><p>g) Eu me feri.</p><p>h) Eu feri-me.</p><p>i) Eu não feri-me.</p><p>j) O rapaz que ofendeu-te foi repreendido.</p><p>k) Em me chegando a notícia, tratarei de divulgá-la.</p><p>Colocando pronomes na locução verbal</p><p>Regra:</p><p>• Se não houver caso de próclise, o pronome está livre.</p><p>• Se houver caso de próclise, o pronome só pode ficar</p><p>antes do verbo auxiliar ou após o verbo principal, sem-</p><p>pre respeitadas as regras básicas.</p><p>23. Julgue as alternativas em C ou e.</p><p>a) Elas lhe querem obedecer.</p><p>b) Elas querem-lhe obedecer.</p><p>c) Elas querem obedecer-lhe.</p><p>d) Elas não querem-lhe obedecer.</p><p>e) Elas não querem obedecer-lhe.</p><p>Casos de ênclise obrigatória</p><p>1. Verbo no início de oração:</p><p>Me trouxeram este presente. (errado)</p><p>Trouxeram-me este presente. (certo)</p><p>2. Verbo no imperativo afirmativo:</p><p>Vá ali e me traga uma calça. (errado)</p><p>Vá ali e traga-me uma calça. (certo)</p><p>Casos de mesóclise obrigatória</p><p>A mesóclise é obrigatória somente se o verbo no futuro</p><p>iniciar a oração:</p><p>Te darei o céu. (errado)</p><p>Dar-te-ei o céu. (certo)</p><p>Eu te darei o céu. (certo)</p><p>Eu dar-te-ei o céu. (certo)</p><p>Observação:</p><p>Se houver caso de próclise, prevalece o pronome antes</p><p>do verbo.</p><p>Eu não te darei o céu. (certo)</p><p>Eu não dar-te-ei o céu. (errado)</p><p>Cuidado!</p><p>Verbo no infinitivo fica indiferente aos casos de</p><p>próclise.</p><p>É importante não se irritar à toa. (certo)</p><p>É importante não irritar-se à toa. (certo)</p><p>24. “Encontrará lavrado o campo”. Com pronome no lugar</p><p>de “campo”, escreveríamos assim:</p><p>a) encontrará-o lavrado</p><p>b) encontrará-lhe lavrado</p><p>c) encontrar-lhe-á lavrado</p><p>d) lhe encontrará lavrado</p><p>e) encontrá-lo-á lavrado</p><p>(Abin/Analista) Em 2005, uma brigada completa, atualmente</p><p>instalada em Niterói – com aproximadamente 4 mil soldados –,</p><p>será deslocada para a linha de divisa com a Colômbia.</p><p>25. A substituição de “será deslocada” por deslocar-se-á</p><p>mantém a correção gramatical do período.</p><p>26. (Metrô-SP/Advogado) O termo grifado está substituído</p><p>de modo incorreto pelo pronome em:</p><p>a) Como forma de motivar funcionários = como forma</p><p>de motivar-lhes.</p><p>b) De que todos na empresa tenham habilidades múlti-</p><p>plas = de que todos as tenham.</p><p>c) Para obter sucesso = para obtê-lo.</p><p>d) Essas mudanças causam perplexidade = essas mudan-</p><p>ças causam-na.</p><p>e) As pessoas buscam novas regras = as pessoas bus-</p><p>cam-nas.</p><p>27. (TRT 19ª R) Antonio Candido escreveu uma carta, fez</p><p>cópias da carta e enviou as cópias a amigos do Rio. Subs-</p><p>tituem de modo correto os termos sublinhados na frase,</p><p>respectivamente,</p><p>a) destas – enviou-as</p><p>b) daquela – os enviou</p><p>c) da mesma – enviou-lhes</p><p>d) delas – lhes enviou</p><p>e) dela – as enviou</p><p>28. Assinale abaixo a alternativa que não apresenta correta</p><p>colocação dos pronomes oblíquos átonos, de acordo com</p><p>a norma culta da língua portuguesa:</p><p>a) Eu vi a menina que apaixonou-se por mim na juven-</p><p>tude.</p><p>b) Agora se negam a falar.</p><p>c) Não te afastes de mim.</p><p>d) Muitos se recusaram a trabalhar.</p><p>GABARITO</p><p>1. E</p><p>2. C</p><p>3. E</p><p>4. e</p><p>5. E</p><p>6. C</p><p>7. C</p><p>8. E</p><p>9. E</p><p>10. E</p><p>11. E</p><p>12. C</p><p>13. E</p><p>14. C</p><p>15. C</p><p>16. E</p><p>17. e</p><p>18. C</p><p>19. e</p><p>20. b</p><p>21. d</p><p>22. E E E E E</p><p>C C C E E C</p><p>23. C C C E C</p><p>24. e</p><p>25. C</p><p>26. a</p><p>27. e</p><p>28. a</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>29</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>eMPReGO/CORReLAÇÃO De TeMPOS e</p><p>MODOS VeRBAIS</p><p>Tempos Verbais</p><p>Para visualizar e memorizar melhor, vamos esquematizar os</p><p>tempos e modos verbais com suas desinências (terminações).</p><p>No esquema a seguir, observe as letras a, b, c, d, e, f, g,</p><p>h, i. Essas letras representam os tempos verbais.</p><p>Já as letras I e S representam os modos indicativo e sub-</p><p>juntivo, respectivamente.</p><p>Em cada tempo, observe a terminação que o verbo ado-</p><p>tará, conforme a conjugação.</p><p>1 – primeira conjugação: final – ar. Cantar.</p><p>2 – segunda conjugação: final – er. Comer.</p><p>3 – terceira conjugação: final – ir. Sorrir.</p><p>I – Modo Indicativo S – Modo Subjuntivo</p><p>a – presente</p><p>b – futuro do presente</p><p>c – futuro do pretérito</p><p>d – pretérito imperfeito</p><p>e – pretérito perfeito</p><p>f – pretérito mais-que-perfeito</p><p>g – presente</p><p>h – futuro</p><p>i – pretérito imperfeito</p><p>Padrão dos Verbos Regulares</p><p>Na primeira pessoa singular (eU)</p><p>c b</p><p>1 – ria 1 – rei</p><p>2 – ria 2 – rei</p><p>3 – ria 3 – rei</p><p>a</p><p>1 – o</p><p>2 – o</p><p>3 – o</p><p>d (antigamente) e (ontem) f (outrora)</p><p>1 – ava 1 – ei 1 – ara</p><p>2 – ia 2 – i 2 – era</p><p>3 – ia 3 – i 3 – ira</p><p>h</p><p>1-r</p><p>2-r</p><p>(se/ quando) 3-r</p><p>g 1 – e</p><p>(que) 2 – a</p><p>3 – a</p><p>i (se) 1-asse</p><p>2-esse</p><p>3-isse</p><p>eXeRCíCIOS</p><p>Conjugue os verbos cantar, vender e partir em todos os</p><p>tempos simples.</p><p>Verbos irregulares sofrem mudança de letra e som no</p><p>radical e ou nas terminações padronizadas acima, para ver-</p><p>bos regulares. Repito: muda letra e som. Não basta mudar</p><p>letra para ser verbo irregular.</p><p>Certa vez a prova do concurso do Senado perguntou se</p><p>o verbo “agir” é irregular. Vamos fazer o teste?</p><p>O teste consiste em conjugar o verbo em uma pessoa</p><p>qualquer, no presente, no passado e no futuro. Se for regu-</p><p>lar, o verbo passa no teste completo, mantém-se inalterado.</p><p>Talvez mude letra, mas não muda o som.</p><p>Já para ser irregular, o verbo só precisa de uma mudança</p><p>em um desses tempos.</p><p>TESTE:</p><p>Verbo Presente Passado Futuro Classifi-</p><p>cação</p><p>Agir Eu ajo</p><p>(muda só</p><p>letra)</p><p>Eu agi</p><p>(no padrão)</p><p>Eu agirei</p><p>(no padrão)</p><p>Regular</p><p>Fazer Eu faço</p><p>(mudou</p><p>letra e</p><p>som)</p><p>Eu fiz</p><p>(mudou</p><p>letra e som)</p><p>Eu farei</p><p>Observe</p><p>que perde</p><p>o “z”.</p><p>Irregular</p><p>Observação:</p><p>Alguns verbos sofrem tantas alterações que seu radical</p><p>desaparece e muda totalmente ao longo da conjugação. Cha-</p><p>mamos tais verbos de anômalos: SeR e IR.</p><p>Conjugação dos Dois Verbos Anômalos: Ser e Ir</p><p>c b</p><p>2 – seria 2 – serei</p><p>3 – iria 3 – irei</p><p>a</p><p>2 – sou</p><p>3 – vou</p><p>d (antigamente) e (ontem) f (outrora)</p><p>2 – era 2 – fui 2 – fora</p><p>3 – ia 3 – fui 3 – fora</p><p>h</p><p>(se / quando) 2 – for</p><p>3 – for</p><p>g</p><p>(que) 2 – seja</p><p>3 – vá</p><p>i</p><p>(se) 2 – fosse</p><p>3 – fosse</p><p>eXeRCíCIOS</p><p>Conjugue os verbos ser e ir em todos os tempos simples.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>30</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>Nas provas de concursos em geral, podemos observar</p><p>que basta conhecer a conjugação de nove verbos irregulares.</p><p>E, melhor ainda, basta conhecer bem três tempos verbais</p><p>em que as questões incidem mais. É claro que não ficamos</p><p>dispensados de conhecer todos os tempos verbais.</p><p>Esses verbos mais importantes formam famílias de verbos</p><p>derivados deles. O resultado é que ficamos sabendo, por</p><p>tabela, um número grande de verbos.</p><p>São eles: ser, ir, ver, vir, intervir, ter, pôr, haver, reaver.</p><p>Conjugação dos Verbos Irregulares Ver e Vir</p><p>c b</p><p>2 – veria 2 – verei</p><p>3 – viria 3 – virei</p><p>a</p><p>2 – vejo</p><p>3 – venho</p><p>d (antigamente) e (ontem) f (outrora)</p><p>2 – via 2 – vi 2 – vira</p><p>3 – vinha 3 – vim 3 – viera</p><p>h</p><p>(se / quando) 2 – vir</p><p>3 – vier</p><p>g</p><p>(que) 2 – veja</p><p>3 – venha</p><p>i</p><p>(se) 2 – visse</p><p>3 – viesse</p><p>eXeRCíCIOS</p><p>Conjugue os verbos ver e vir em todos os tempos simples.</p><p>Conjugação dos Verbos Irregulares Haver, Ter e Pôr</p><p>c b</p><p>haveria haverei</p><p>teria terei</p><p>poria porei</p><p>a</p><p>hei</p><p>tenho</p><p>ponho</p><p>d (antigamente) e (ontem) f (outrora)</p><p>havia houve houvera</p><p>tinha tive tivera</p><p>punha pus pusera</p><p>h</p><p>(se / quando) houver</p><p>tiver</p><p>puser</p><p>g</p><p>(que) haja</p><p>tenha</p><p>ponha</p><p>i</p><p>(se) houvesse</p><p>tivesse</p><p>pusesse</p><p>eXeRCíCIOS</p><p>Conjugue os verbos haver, ter e pôr em todos os tempos</p><p>simples.</p><p>Verbos defectivos apresentam falhas na conjugação. Mas</p><p>tenha cuidado: a falha ocorre apenas no presente. Esses</p><p>verbos não serão defectivos no passado, nem no futuro.</p><p>Flexão Verbal</p><p>Verbo é a palavra variável que expressa:</p><p>• ação (estudar)</p><p>• posse (ter, possuir)</p><p>• fato (ocorrer)</p><p>• estado (ser, estar)</p><p>• fenômeno (chover, ventar), situados no tempo: chove</p><p>agora, choveu ontem, choverá amanhã.</p><p>Conjugação é a distribuição dos verbos em sistemas con-</p><p>forme a terminação do infinitivo:</p><p>-ar → cantar, estudar: primeira conjugação</p><p>-er → ver, crer: segunda conjugação</p><p>-ir → dirigir, sorrir: terceira conjugação.</p><p>As vogais a, e, i dessas terminações chamam-se vogais</p><p>temáticas. Somente “pôr” e derivados (compor, repor) ficam</p><p>sem vogal temática no infinito, mas têm nas conjugações:</p><p>põe, pusera etc.</p><p>• Radical: é a parte invariável do verbo no infinitivo, re-</p><p>tirada a vogal temática e a desinência “-r”: cant-, cr-,</p><p>dirig-.</p><p>• Tema: é o resultado de juntar a vogal temática ao ra-</p><p>dical: canta-, cre-, dirigi-.</p><p>• Rizotônica: é a forma verbal com vogal tônica no radi-</p><p>cal: estUda, vIvo, vImos.</p><p>• Arrizotônica: é a forma verbal com vogal tônica fora</p><p>do radical: estudAmos, viveis, virIam.</p><p>• Flexão verbal: pode ser de número (singular e plural),</p><p>de pessoa (primeira, segunda, terceira) ou de tempo e</p><p>modo.</p><p>– flexão de número: no singular, eu aprendo, ele che-</p><p>ga; no plural, nós aprendemos, eles chegam.</p><p>– flexão de pessoa: na primeira pessoa, ou emissor</p><p>da mensagem, eu canto, nós cantamos; eu venho,</p><p>nós vimos. Na segunda pessoa, o receptor da men-</p><p>sagem: tu cantas, vós cantais; tu vens, vós viestes.</p><p>Obs.: Quando “vós” se refere a uma só pessoa, indica</p><p>singular</p><p>apesar de tomar a flexão plural: Senhor, Vós</p><p>que sois todo poderoso, ouvi minha prece.</p><p>Flexão de Tempo</p><p>Situa o momento do fato: presente, pretérito e futuro.</p><p>São três tempos primitivos: infinitivo impessoal, presente</p><p>do indicativo e pretérito perfeito simples do indicativo.</p><p>Derivações:</p><p>• Do infinitivo impessoal, surge o pretérito imperfeito</p><p>do indicativo, o futuro do presente do indicativo, o</p><p>futuro do pretérito do indicativo, o infinitivo pessoal,</p><p>o gerúndio e o particípio.</p><p>• Da primeira pessoa do singular (eu) do presente do</p><p>indicativo, obtemos o presente do subjuntivo.</p><p>• Da terceira pessoa do plural do pretérito perfeito sim-</p><p>ples do indicativo, encontramos o pretérito mais que</p><p>perfeito do indicativo, o pretérito imperfeito do sub-</p><p>juntivo e o futuro do subjuntivo.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>31</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>Os tempos podem assumir duas formas:</p><p>• Simples: um só verbo: Estudo Francês. Terminamos o</p><p>livro. Faremos revisão.</p><p>• Composto: verbos “ter” ou “haver” com particípio:</p><p>tenho estudado, tínhamos estudado, haveremos feito.</p><p>Flexão de Modo</p><p>Modo Indicativo</p><p>Indica atitude do falante e condições do fato.</p><p>O modo indicativo traduz geralmente a segurança: Estu-</p><p>dei. Não agi mal. Amanhã chegarão os convites.</p><p>Tempos do Modo Indicativo</p><p>Presente: basicamente significa o fato realizado no mo-</p><p>mento da fala. Ele estuda Francês. A prova está fácil.</p><p>Pode significar também:</p><p>• Permanência: O Sol nasce no Leste. José é pai de Jesus.</p><p>A Constituição exige isonomia.</p><p>• Hábito: Márcio leciona Português. Vou ao cinema todos</p><p>os domingos.</p><p>• Passado histórico: Cabral chega ao Brasil em 1500.</p><p>Militares governam o Brasil por 20 anos.</p><p>• Futuro próximo: Amanhã eu descanso. No próximo ano,</p><p>o país tem eleições.</p><p>• Pedido: Você me envia os pedidos do memorando</p><p>amanhã.</p><p>O presente dos verbos regulares se forma com adição ao</p><p>radical das terminações:</p><p>• 1a conjugação: -o, -as, -a, -amos, -ais, -am: canto, can-</p><p>tas, canta, cantamos, cantais, cantam.</p><p>• 2a conjugação: -o, -es, -e, -emos, -eis, -em: vivo, vives,</p><p>vive, vivemos, viveis, vivem.</p><p>• 3a conjugação: -o, -es, -e, -imos, -is, -em: parto, partes,</p><p>parte, partimos, partis, partem.</p><p>Pretérito imperfeito</p><p>Passado em relação ao momento da fala, mas simultâneo</p><p>em relação a outro fato passado. Pode significar:</p><p>• Hábitos no passado: Quando jogava no Santos, Pelé</p><p>fazia gols espetaculares.</p><p>• Descrição no passado: Ela parecia satisfeita. A estrada</p><p>fazia uma curva fechada.</p><p>• Época: Era tempo da seca quando Fabiano emigrou.</p><p>• Simultaneidade: Paulo estudava quando cheguei. Es-</p><p>tava conversando quando a criança caiu.</p><p>• Frequência, causa e consequência: Eu sorria quando</p><p>ela chegava.</p><p>• Ação planejada, mas não feita: Eu ia estudar, mas</p><p>chegou visita. Pretendíamos chegar cedo, mas houve</p><p>congestionamento.</p><p>• Fábulas, lendas: Era uma vez um professor que canta-</p><p>va...</p><p>• Fato preciso, exato: Duas horas depois da prova, o ga-</p><p>barito saía no site da banca.</p><p>O imperfeito se forma com adição ao radical das termi-</p><p>nações a seguir (exceto ser, ter, vir e pôr):</p><p>• 1a conjugação: -ava, -avas, -ava, -ávamos, -áveis, -avam:</p><p>cantava, cantavas, cantava, cantávamos, cantáveis,</p><p>cantavam.</p><p>• 2a e 3a conjugação: -ia, -ias, -ia, -íamos, -íreis, -iam:</p><p>vivia, vivias, vivia, vivíamos, vivíeis, viviam.</p><p>Pretérito perfeito simples</p><p>Ação passada terminada antes da fala. Forma-se, nos</p><p>verbos regulares, com adição ao radical das terminações:</p><p>• 1ª conjugação: -ei, -aste, -ou, -amos, -astes, -aram: can-</p><p>tei, cantaste, cantou, cantamos, cantastes, cantaram.</p><p>• 2ª conjugação: -i, -este, -eu, -emos, -estes, -eram: vivi,</p><p>viveste, viveu, vivemos, vivestes, viveram.</p><p>• 3ª conjugação: -i, -iste, -iu, -imos, -istes, -iram: parti,</p><p>partiste, partiu, partimos, partistes, partiram.</p><p>Pretérito perfeito composto</p><p>Indica repetição ou continuidade do passado até o pre-</p><p>sente: Tenho feito o melhor possível. Não temos nos preju-</p><p>dicado.</p><p>Forma-se com o presente do indicativo de ter (ou haver)</p><p>mais o particípio.</p><p>Pretérito mais que perfeito simples</p><p>Fato concluído antes de outro no passado. Usa-se:</p><p>• Em situações formais na escrita: Já explicara o conte-</p><p>údo na aula anterior.</p><p>• Para substituir o imperfeito do subjuntivo: Comportou-</p><p>-se como se fora (=fosse) senhora das terras.</p><p>• Em frases exclamativas: Quem me dera trabalhar no</p><p>Senado.</p><p>Forma-se trocando o final –ram (cantaram, viveram, par-</p><p>tiram) por: -ra, -ras, -ra, -ramos, -reis, -ram:</p><p>cantara, cantaras, cantara, cantáramos, cantáreis, can-</p><p>taram.</p><p>vivera, viveras, vivera, vivêramos, vivêreis, viveram.</p><p>partira, partiras, partira, partíramos, partíreis, partiram.</p><p>Pretérito mais que perfeito composto</p><p>O mesmo sentido da forma simples. Usado na língua fa-</p><p>lada e também na escrita, sem causar erro, nem diminuir o</p><p>nível culto: Já tinha explicado o conteúdo na aula anterior.</p><p>Forma-se com o imperfeito de ter ou haver mais o par-</p><p>ticípio: havia explicado, tinha vivido (=vivera), havia partido</p><p>(partira).</p><p>Futuro do presente simples</p><p>Fato posterior em relação à fala: Trabalharei no Senado</p><p>em dois anos. E também:</p><p>• Fatos prováveis, condicionados: Se os juros caírem,</p><p>existirá mais consumo.</p><p>• Incerteza, dúvida: Será possível uma coisa dessas? Por</p><p>que estarei aqui?</p><p>Forma-se com adição ao infinitivo das seguintes termi-</p><p>nações: -ei, -ás, -á, -emos, -eis, -ão:</p><p>cantarei, cantarás, cantará, cantaremos, cantareis,</p><p>cantarão. Viverei, viverás, viverá, viveremos, vivereis,</p><p>viverão.</p><p>partirei, partirás, partirá, partiremos, partireis, partirão.</p><p>(Exceto fazer, dizer e trazer, que mudam o “z” em “r”.)</p><p>Obs.: Locuções verbais substituem o futuro do presente</p><p>simples. Veja:</p><p>• com ideia de intenção: Hei de falar com ele até do-</p><p>mingo.</p><p>• com ideia de obrigação: Tenho que falar com ele até</p><p>domingo.</p><p>• com ideia de futuro próximo ou imediato: verbo “ir”</p><p>mais infinitivo (exceto ir e vir): Que fome! Vou almoçar.</p><p>Corre, que o carro vai sair. (vou ir, vou vir – erros)</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>32</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>Futuro do presente composto</p><p>Indica:</p><p>• Futuro realizado antes de outro futuro: Já teremos lido</p><p>o livro quando o professor perguntar.</p><p>• Possibilidade: Já terão chegado?</p><p>Forma-se com o futuro do presente de ter (ou haver)</p><p>mais o particípio: teremos lido, haveremos lido.</p><p>Futuro do pretérito simples</p><p>• Futuro em relação a um passado: Ele me disse que</p><p>estaria aqui até as 17h.</p><p>• Hipóteses, suposições: Iríamos se ele permitisse.</p><p>• Incerteza sobre o passado: Quem poderia com isso?</p><p>Ele teria 25 anos quando se formou.</p><p>• Surpresa ou indignação: Nunca aceitaríamos tal humi-</p><p>lhação! Seria possível uma crise assim?</p><p>• Desejo presente de modo educado: Gostariam de sair</p><p>conosco? Poderia me ajudar?</p><p>Forma-se com adição ao infinitivo de: -ia, -ias, -ia, -íamos,</p><p>-íeis, -iam:</p><p>cantaria, cantarias, cantaria, cantaríamos, cantaríeis,</p><p>cantariam.</p><p>viveria, viverias, viveria, viveríamos, viveríeis, viveriam.</p><p>(Exceto fazer, dizer, trazer, que trocam “z” por “r”: faria,</p><p>diria, traria)</p><p>Futuro do pretérito composto</p><p>• Suposição no passado: Se os juros caíssem, o consumo</p><p>teria aumentado.</p><p>• Incerteza no passado: Quando teriam entregado as</p><p>notas?</p><p>• Possibilidade no passado: Teria sido melhor ficar.</p><p>Forma-se com o futuro do pretérito simples de ter (ou</p><p>haver) mais o particípio: teria aumentado, teriam entregado.</p><p>Modo Subjuntivo</p><p>Indica incerteza, dúvida, possibilidade. Usado sobretudo</p><p>em orações subordinadas: Quero que ele venha logo. Gosta-</p><p>ria que ele viesse logo. Será melhor se ele vier a pé.</p><p>Tempos do Modo Subjuntivo</p><p>Presente</p><p>Indica presente ou futuro: É pena que o país esteja em</p><p>crise. (presente) Espero que os</p><p>empregos voltem. (futuro)</p><p>Forma-se trocando o final -o do presente (canto, vivo,</p><p>parto) por:</p><p>• 1a conjugação: -e, -es, -e, -emos, -eis, -em: cante, can-</p><p>tes, cante, cantemos, canteis, cantem.</p><p>• 2a e 3a conjugação: -a, -as, -a, -amos, -ais, -am: viva,</p><p>vivas, viva, vivamos, vivais, vivam.</p><p>exceção: dar, ir, ser, estar, querer, saber, haver: dê, dês,</p><p>dê, demos, deis, deem; vá, vás, vá, vamos, vais, vão; seja...;</p><p>queira...; saiba...; haja...</p><p>Pretérito imperfeito</p><p>Ação simultânea ou futura: Duvidei que ele viesse. Eu</p><p>queria que ele fosse logo. Gostaríamos que eles trouxessem</p><p>os livros.</p><p>Forma-se trocando o final -ram do perfeito simples do</p><p>indicativo (cantaram, viveram, partiram) por: -sse, -sses,</p><p>-sse, -ssemos, -sseis, -ssem: cantasse, cantasses, cantasse,</p><p>cantássemos, cantásseis, cantassem; vivesse...; partisse...</p><p>Pretérito perfeito</p><p>• Suposta conclusão antes do tempo da fala: Talvez ele</p><p>tenha chegado. Duvido que ela tenha saído sozinha.</p><p>• Suposta conclusão antes de um futuro: É possível que</p><p>ele já tenha chegado quando vocês voltarem.</p><p>Forma-se com o presente do subjuntivo de ter (ou haver)</p><p>mais o particípio: tenha chegado, tenha saído.</p><p>Pretérito mais que perfeito</p><p>Passado suposto antes de outro passado: Se tivessem</p><p>lido o aviso, não se atrasariam.</p><p>Forma-se com o imperfeito do subjuntivo de ter (ou ha-</p><p>ver) mais o particípio: tivessem lido.</p><p>Futuro simples</p><p>Suposição no futuro: Posso aprender o que quiser. Poderei</p><p>aprender o que quiser.</p><p>Forma-se trocando o final -ram do perfeito do indicati-</p><p>vo (cantaram, viveram, partiram) por: r, res, r, rmos, rdes,</p><p>rem. Quando/que/se cantar, cantares, cantar, cantarmos,</p><p>cantardes, cantarem. Quando/que/se viver, viveres, viver,</p><p>vivermos, viverdes, viverem.</p><p>Futuro composto</p><p>Futuro suposto antes de outro: Isso será resolvido depois</p><p>que tivermos recebido a verba.</p><p>Forma-se com o futuro simples do subjuntivo de ter (ou</p><p>haver) mais o particípio: tivermos recebido.</p><p>Modo Imperativo</p><p>Expressa ordem, conselho, convite, súplica, pedido, a de-</p><p>pender da entonação da voz. Dirige-se aos ouvintes apenas:</p><p>tu, você, vós, vocês.</p><p>• Quando o falante se junta ao ouvinte, usa-se a primeira</p><p>pessoa plural (nós): cantemos, vivamos.</p><p>• O imperativo pode ser suavizado com:</p><p>a) Presente do indicativo: Você me ajuda amanhã.</p><p>b) Futuro do presente: Não matarás, não furtarás.</p><p>c) Pretérito imperfeito do subjuntivo: Se você falasse</p><p>baixo!</p><p>d) Locução com imperativo de ir mais infinitivo: Felipe</p><p>rasgou a roupa; não vá brigar com ele.</p><p>e) Expressões de polidez (por favor, por gentileza etc.):</p><p>Feche a porta, por favor.</p><p>f) Querer no presente ou imperfeito (interrogação),</p><p>ou imperativo, mais infinitivo: Quer calar a boca?</p><p>Queria calar a boca? Queira calar a boca.</p><p>g) Infinitivo (tom impessoal): Preencher as lacunas</p><p>com a forma verbal adequada.</p><p>• O imperativo pode ser reforçado:</p><p>a) Com repetição: Saia, saia já daqui!</p><p>b) Advérbio e expressões: Venha aqui! Repito outra</p><p>vez, fique quieto! Suma-se, seu covarde!</p><p>• O imperativo pode ser:</p><p>a) Afirmativo</p><p>1. Tu e vós vêm do presente do indicativo, retiran-</p><p>do-se -s final: deixa (tu), deixai (vós).</p><p>ð Exceção: “ser” forma sê (tu) e sede (vós).</p><p>ð Verbo “dizer” e terminados em -azer e -uzir</p><p>podem perder “-es” ou só “-s”: diz/dize (tu),</p><p>traz/traze (tu), traduz/traduze (tu).</p><p>2. Você, nós e vocês vêm do presente do subjunti-</p><p>vo: deixe (você), deixemos (nós), deixem (vocês).</p><p>ð Verbos sem a pessoa “eu” no presente indi-</p><p>cativo terão apenas tu e vós: abole (tu), aboli</p><p>(vós).</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>33</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>b) Negativo</p><p>Copia exatamente o presente do subjuntivo: não</p><p>deixes tu, não deixe você, não deixemos nós, não</p><p>deixeis vós, não deixem vocês.</p><p>ð Verbos sem “eu” no presente indicativo não pos-</p><p>suem imperativo negativo.</p><p>Formas Nominais</p><p>Não exprimem tempo nem modo. Valores de substantivo</p><p>ou adjetivo. São: infinitivo, gerúndio e particípio.</p><p>Infinitivo é a pura ideia da ação. Subdivide-se em infini-</p><p>tivo impessoal e pessoal.</p><p>1. Infinitivo impessoal: não se refere a uma pessoa, ne-</p><p>nhum sujeito próprio. É agradável viajar. Posso falar</p><p>com João. Usos:</p><p>• Como sujeito: Navegar é preciso, viver não é preciso.</p><p>• Como predicativo: Seu maior sonho é cantar.</p><p>• Objeto direto: Admiro o cantar dos pássaros.</p><p>• Objeto indireto: Gosto de viajar.</p><p>• Adjunto adnominal: Comprei livros de desenhar.</p><p>• Complemento nominal: Este livro é bom de ler.</p><p>• Em lugar do gerúndio: Estou a pensar (=Estou pen-</p><p>sando).</p><p>• Valor passivo: O dano é fácil de reparar. Frutas boas</p><p>de comer.</p><p>• Tom imperativo: O que nos falta é estudar.</p><p>Duas formas do infinitivo impessoal:</p><p>Simples (valor de presente). Ações de aspecto não con-</p><p>cluído: Estudar Português ajuda em todas as provas. Perder</p><p>o jogo irrita.</p><p>Composto (passado). Ações de aspecto concluído: Ter es-</p><p>tudado Português ajuda nas provas. Ter perdido o jogo irrita.</p><p>2. Infinitivo pessoal: refere-se a um sujeito próprio. Não</p><p>estudou para errar. Não estudei para errar. Não estu-</p><p>damos para errarmos. Não estudaram para errarem.</p><p>Usos:</p><p>• Mesmo sujeito: Para nós sermos pássaros, precisa-</p><p>mos de imaginação.</p><p>• Sujeitos diferentes: (Eu) Ouvi os pássaros cantarem.</p><p>(eu x os pássaros)</p><p>• Preposicionado: Nós lhes dissemos isso por sermos</p><p>amigos. Nós lhes dissemos por serem amigos.</p><p>• Sujeito indeterminado: Naquela hora ouvi chegarem.</p><p>Duas formas do infinitivo pessoal:</p><p>Simples (presente). Aspecto não concluído: Por chegar-</p><p>mos cedo, estamos em dia. Por chegarmos cedo, obtivemos</p><p>uma vaga.</p><p>Composto (passado). Aspecto concluído: Por termos</p><p>chegado cedo, estamos em dia. Por termos chegado cedo,</p><p>obtivemos uma vaga.</p><p>Gerúndio é processo em ação. Papel de adjetivo ou de</p><p>advérbio: Chegou com os olhos lacrimejando. Vi-o cantando.</p><p>Usos:</p><p>• Início da frase para: I) ação anterior encerrada (Jurando</p><p>vingança, atacou o ladrão.); II) ação anterior e continu-</p><p>ada (Fechando os olhos, começou a imaginar a festa.).</p><p>• Após um verbo, para ação simultânea: Saí cantando.</p><p>Morreu jurando inocência.</p><p>• Ação posterior: Os juros subiram, reduzindo o consumo.</p><p>Duas formas de gerúndio:</p><p>Simples (presente): aspecto não concluído. Sorrindo, olha</p><p>para o pai. Ignorando os perigos, continuou na estrada. =></p><p>Forma-se trocando o -r do infinitivo por -ndo.</p><p>Composto (passado): aspecto de ação concluída. Tendo</p><p>sorrido, olhou para o pai. Tendo compreendido os perigos,</p><p>abandonou a estrada.</p><p>Particípio</p><p>Com verbo auxiliar</p><p>• ter ou haver, locução verbal chamada tempo composto</p><p>(não varia em gênero e número): A polícia tem pren-</p><p>dido mais traficantes. Já havíamos chegado quando</p><p>você veio.</p><p>• ser ou estar, locução verbal (varia em gênero e nú-</p><p>mero): Muitos ladrões foram presos pela milícia. Os</p><p>corruptos estão presos.</p><p>Sem verbo auxiliar</p><p>Estado resultante de ação encerrada: Derrotados, os sol-</p><p>dados não ofereceram resistência.</p><p>Forma-se trocando o -r do infinitivo por -do: beber ⇒</p><p>bebido, aparecer ⇒ aparecido, cantar ⇒ cantado.</p><p>Atenção!</p><p>• Vir e derivados têm a mesma forma no gerúndio e no</p><p>particípio: Tenho vindo aqui todo dia. (particípio) Estou</p><p>vindo aqui todo dia. (gerúndio)</p><p>• Se apenas estado, trata-se de adjetivo: A criança as-</p><p>sustada não dorme.</p><p>• Pode ser substantivado: A morta era inocente. Muitos</p><p>mortos são enterrados como indigentes.</p><p>Vozes do Verbo</p><p>Verbos que indicam ação admitem voz ativa, voz passiva,</p><p>voz reflexiva. A voz verbal consiste em uma atitude do sujeito</p><p>em relação à ação do verbo.</p><p>Lembrete! Sujeito é o assunto da oração. Não precisa ser</p><p>o praticante da ação.</p><p>1. Voz ativa: o sujeito só pratica ação.</p><p>O governo aumentou os juros.</p><p>2. Voz passiva: o sujeito só recebe ação.</p><p>Os juros foram aumentados pelo governo.</p><p>Note que o sentido se mantém nas duas frases acima.</p><p>Há dois tipos de voz passiva:</p><p>a) Passiva analítica: com verbo ser (passiva de ação)</p><p>ou estar (passiva de estado):</p><p>10</p><p>INTeRPReTAÇÃO</p><p>Interpretação significa dedução, inferência, conclusão,</p><p>ilação. As questões de interpretação não querem saber o</p><p>que está escrito, mas o que se pode inferir, ou concluir, ou</p><p>deduzir do que está escrito.</p><p>Comandos para Questão de Interpretação</p><p>Da leitura do texto, infere-se que...</p><p>O texto permite deduzir que...</p><p>Da fala do articulista pode-se concluir que...</p><p>Depreende-se do texto que...</p><p>Qual a intenção do narrador quando afirma que...</p><p>Pode-se extrair das ideias e informações do texto que...</p><p>Questão</p><p>1. Observe a tirinha a seguir, da cartunista Rose Araújo:</p><p>(www.fotolog.com/rosearaujocartum)</p><p>Infere-se que o humor da tirinha se constrói:</p><p>a) pois a imagem resgata o valor original do radical que</p><p>compõe a gíria bombar.</p><p>b) pois o vocábulo bombar foi dito equivocadamente</p><p>no sentido de “bombear”.</p><p>c) pois reflete o problema da educação no país, em</p><p>que os alunos só se comunicam por gírias, como é</p><p>o caso de fessor.</p><p>d) porque a forma fessor é uma tentativa de incluir na</p><p>norma culta o regionalismo fessô.</p><p>e) porque o vocábulo bombar não está dicionarizado.</p><p>Gabarito</p><p>a</p><p>Preste, portanto, atenção aos comandos para não errar.</p><p>Se o texto diz que o rapaz está cabisbaixo, você não pode</p><p>“deduzir”, ou “inferir”, que ele está de cabeça baixa, porque</p><p>isso já está dito no texto. Mas você pode interpretar ou con-</p><p>cluir que, por exemplo, ele esteja preo cupado, ou tímido, em</p><p>função de estar de cabeça baixa.</p><p>Comandos para Medir Conhecimentos Gerais</p><p>Tendo o texto como referência inicial...</p><p>Considerando a amplitude do tema abordado no texto...</p><p>Enfocando o assunto abordado no texto...</p><p>Nesses casos, o examinador não se apega ao ponto de</p><p>vista do texto em relação ao assunto, mas quer testar o</p><p>conhecimento do candidato a respeito daquela matéria.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>4</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>Questões</p><p>Texto para os itens de 1 a 11.</p><p>Os oceanos ocupam 70% da superfície da Terra,</p><p>mas até hoje se sabe muito pouco sobre a vida em suas</p><p>regiões mais recônditas. Segundo estimativas de ocea-</p><p>nógrafos, há ainda 2 milhões de espécies desconhecidas</p><p>nas profundezas dos mares. Por ironia, as notícias mais</p><p>frequentes produzidas pelas pesquisas científicas relatam</p><p>não a descoberta de novos seres ou fronteiras marinhas,</p><p>mas a alarmante escalada das agressões impingidas</p><p>aos oceanos pela ação humana. Um estudo recente do</p><p>Greenpeace mostra que a concentração de material</p><p>plástico nas águas atingiu níveis inéditos na história. Se-</p><p>gundo o Programa Ambiental das Nações Unidas, existem</p><p>46.000 fragmentos de plástico em cada 2,5 quilômetros</p><p>quadrados da superfície dos oceanos. Isso significa que</p><p>a substância já responde por 70% da poluição marinha</p><p>por resíduos sólidos.</p><p>Veja, 5/3/2008, p. 93 (com adaptações).</p><p>Tendo o texto acima como referência inicial e considerando a</p><p>amplitude do tema por ele abordado, julgue os itens de 1 a 5.</p><p>1. Ao citar o Greenpeace, o texto faz menção a uma das</p><p>mais conhecidas organizações não governamentais</p><p>cuja atuação, em escala mundial, está concentrada na</p><p>melhoria das condições de vida das populações mais</p><p>pobres do planeta, abrindo-lhes frentes de trabalho no</p><p>setor secundário da economia.</p><p>2. Por se decompor muito lentamente, o plástico pas-</p><p>sa a ser visto como um dos principais responsáveis</p><p>pela degradação ambiental, razão pela qual cresce o</p><p>movimento de conscientização das pessoas para que</p><p>reduzam o consumo desse material.</p><p>3. Considerando o extraordinário desenvolvimento cien-</p><p>tífico que caracteriza a civilização contemporânea, é</p><p>correto afirmar que, na atualidade, pouco ou quase</p><p>nada da natureza resta para ser desvendado.</p><p>4. A exploração científica da Antártida, que enfrenta enor-</p><p>mes dificuldades naturais próprias da região, envolve</p><p>a participação cooperativa de vários países, mas os</p><p>elevados custos do empreendimento impedem que</p><p>representantes sul-americanos atuem no projeto.</p><p>5. Infere-se do texto que a Organização das Nações Unidas</p><p>(ONU) amplia consideravelmente seu campo de atuação</p><p>e, sem deixar de lado as questões cruciais da paz e da</p><p>segurança internacional, também se volta para temas</p><p>que envolvem o cotidiano das sociedades, como o meio</p><p>ambiente.</p><p>Gabarito</p><p>Itens 1, 3 e 4 errados; itens 2 e 5 certos.</p><p>Comandos para Medir Conhecimentos</p><p>Linguísticos</p><p>Considerando as estruturas linguísticas do texto, julgue</p><p>os itens.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta erro gramatical.</p><p>Aponte do texto a construção que não foge aos preceitos</p><p>da norma culta.</p><p>5</p><p>10</p><p>15</p><p>Aqui a questão pretende medir o conhecimento grama-</p><p>tical do candidato e pode abordar assuntos de morfologia,</p><p>sintaxe, semântica, estilística, coesão e coerência...</p><p>Questões</p><p>Considerando as estruturas linguísticas do texto, julgue os</p><p>itens seguintes.</p><p>6. No trecho “até hoje se sabe” (l.2), o elemento linguís-</p><p>tico “se” tem valor condicional.</p><p>7. O trecho “muito pouco sobre a vida em suas regiões</p><p>mais recônditas” (ls.2-3) é complemento da forma</p><p>verbal “sabe” (l.2).</p><p>8. A palavra “recônditas” (l.3) pode, sem prejuízo para</p><p>a informação original do período, ser substituída por</p><p>profundas.</p><p>9. O termo “mas” (l.8) corresponde a qualquer um dos</p><p>seguintes: todavia, entretanto, no entanto, conquanto.</p><p>10. Na linha 9, a presença de preposição em “aos oceanos”</p><p>justifica-se pela regência do termo “impingidas”.</p><p>11. O termo “a substância” (l.15) refere-se ao antecedente</p><p>“plástico” (l.11).</p><p>Gabarito</p><p>Itens 6, 7 e 9 errados; itens 8, 10 e 11 certos.</p><p>erros Comuns de Leitura</p><p>extrapolação ou ampliação</p><p>A questão abrange mais do que o texto diz.</p><p>O texto disse: Os alunos do Colégio Metropolitano es-</p><p>tavam felizes.</p><p>A questão diz: Os alunos estavam felizes.</p><p>Explicação: o significado de “alunos” é muito mais amplo</p><p>que o de “alunos de um único colégio”.</p><p>Redução ou limitação</p><p>A questão reduz a amplitude do que diz o texto.</p><p>O texto disse: Muitos se predispuseram a participar do</p><p>jogo.</p><p>A questão diz: Alguns se predispuseram a participar do</p><p>jogo.</p><p>Explicação: o sentido da palavra “alguns” é mais limitado</p><p>que o de “muitos”.</p><p>Contradição</p><p>A questão diz o contrário do que diz o texto.</p><p>O texto disse: Maria é educada porque é inteligente.</p><p>A questão diz: Maria é inteligente porque é educada.</p><p>Explicação: no texto, “inteligente” justifica “educada”; na</p><p>questão se inverteu a ordem e “educada” é que justifica</p><p>“inteligente”.</p><p>Desvio ou Deturpação</p><p>O texto disse: A contratação da funcionária pode ser</p><p>considerada competente.</p><p>A questão diz: A funcionária contratada pode ser consi-</p><p>derada competente.</p><p>Explicação: no texto, “competente” refere-se a “contra-</p><p>tação” e não a “funcionária”.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>5</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>Leia o Texto</p><p>Em vida, Gustav Mahler (1860-1911), tanto por sua per-</p><p>sonalidade artística como por sua obra, foi alvo de intensas</p><p>polêmicas – e de desprezo por boa parte da crítica. A incom-</p><p>preensão estética e o preconceito antissemita também o</p><p>acompanhariam postumamente e foram raros os maestros</p><p>que, nas décadas que se seguiram à sua morte, se empe-</p><p>nharam na apresentação de suas obras. [...]</p><p>Julgue os itens a seguir.</p><p>1. Deduz-se do texto que Gustav Mahler foi alvo de inten-</p><p>sas polêmicas.</p><p>2. Deduz-se do texto que o personagem central (Mahler)</p><p>foi um compositor.</p><p>3. Deduz-se do texto que o personagem central (Mahler)</p><p>era de origem judaica.</p><p>4. Pode-se deduzir do texto que o personagem central</p><p>(Mahler) foi um compositor de músicas eruditas.</p><p>5. Pode-se inferir do texto que só depois de se terem</p><p>passado algumas ou várias décadas desde sua morte</p><p>é que Mahler acabou por ser admirado artisticamente</p><p>e deixou de ter sua obra segregada.</p><p>Os juros foram au-</p><p>mentados pelo governo. O ladrão foi preso pelos</p><p>guardas. O ladrão está preso.</p><p>Repare:</p><p>• O agente da voz passiva (pelo governo, pelos</p><p>guardas) indica o ser que pratica a ação sofrida</p><p>pelo sujeito. Preposição “por” ou “de”: Ele é</p><p>querido de todos.</p><p>• Locuções: temos sido amados. Tenho sido ama-</p><p>do. Estou sendo amado.</p><p>b) Passiva sintética: a partícula apassivadora “se”</p><p>com verbo transitivo direto (não pede preposi-</p><p>ção): Não se revisou o relatório = O relatório não</p><p>foi revisado.</p><p>3. Voz reflexiva: o sujeito pratica e recebe ação. Ocorre</p><p>pronome oblíquo reflexivo (me, te, se, nos, vos): Eu me</p><p>lavei. Ele se feriu com facas. Nós nos arrependemos tarde.</p><p>Classificando os Verbos</p><p>a) Pela função:</p><p>• Principal é sempre o último verbo de uma locução</p><p>(verbos com o mesmo sujeito): Devo estudar. Co-</p><p>mecei a sorrir.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>34</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>• Auxiliar são os verbos anteriores na locução. Servem</p><p>para matizar aspectos da ação do verbo principal:</p><p>ser, estar, ter, haver, ir, vir, andar. Devo estudar.</p><p>Comecei a sorrir. O carro foi lavado. Temos vivido.</p><p>Ando estudando. Vou lavar.</p><p>Ser: forma a voz passiva de ação. O livro será aberto</p><p>pelo escolhido.</p><p>estar:</p><p>ð Na voz passiva de estado: O livro está aberto.</p><p>ð Com gerúndio, ação duradoura num momento</p><p>preciso: Estou escrevendo um livro.</p><p>ter e haver</p><p>ð Nos tempos compostos com particípio: Já tinham</p><p>(ou haviam) aberto o livro. Se tivesse (ou houvesse)</p><p>ficado, não perderia o trem.</p><p>ð Com preposição “de” e infinitivo, sentido de obriga-</p><p>ção (ter) ou de promessa (haver): Tenho de estudar</p><p>mais. Hei de chegar cedo amanhã.</p><p>Ir</p><p>ð Com gerúndio, indicando:</p><p>– ação duradoura: O professor ia entrando devagar.</p><p>– ação em etapas sucessivas: Os alunos iam chegando</p><p>a pé.</p><p>ð No presente do indicativo mais infinitivo, indicando</p><p>intenção firme ou certeza no futuro próximo: Vou</p><p>encerrar a reunião. Corra! O avião vai decolar!</p><p>Vir</p><p>ð Com gerúndio, indica:</p><p>– ação gradual: Venho estudando este fenômeno há</p><p>tempo.</p><p>– duração rumo à nossa época ou lugar: Os alunos</p><p>vinham chegando, quando o sinal tocou.</p><p>ð Com infinitivo, sentido de resultado final: Viemos</p><p>a descobrir o culpado mais tarde.</p><p>Andar, com gerúndio, sentido de duração, continui-</p><p>dade: Ando estudando muito. Ele anda escrevendo</p><p>livros.</p><p>b) Pela Flexão: regular, irregular, defectivo e abundante.</p><p>• Regular: o radical e as terminações do padrão de</p><p>cada conjugação não mudam letra e som. Pode até</p><p>mudar letra, mas o som permanece: agir ⇒ ajo, agi,</p><p>agirei; ficar ⇒ fico, fiquei, ficarei; tecer ⇒ teço, teci,</p><p>tecerei.</p><p>• Irregular: o radical e/ou as terminações mudam letra</p><p>e som. Não basta mudar letra. Deve mudar também</p><p>o som: fazer ⇒ faço, fiz, farei.</p><p>Obs.: fazer é capaz de substituir outro verbo na</p><p>sequência de frases. Veja: Gostaríamos de reverter</p><p>o quadro do país como fez (=reverteu) o governo</p><p>anterior.</p><p>• Defectivo: não possui certas formas, em razão de</p><p>eufonia ou homofonia.</p><p>Grupo 1: impessoais e unipessoais, conjugados</p><p>apenas na terceira pessoa. Indicam fenômenos da</p><p>natureza, vozes de animais, ruídos, ou pelo sentido</p><p>não admitem certas pessoas. chover, zurrar, zunir.</p><p>Grupo 2: verbos sem a primeira pessoa do singular</p><p>no presente do indicativo e suas derivadas: abolir,</p><p>jungir, puir, soer, demolir, explodir, colorir.</p><p>Grupo 3: adequar, doer, prazer, precaver, reaver,</p><p>urgir, viger, falir.</p><p>• Abundante: possui mais de uma forma correta.</p><p>Diz/dize, faz/faze, traz/traze, requer/requere, tu</p><p>destruis/destróis, tu construis/constróis, nós he-</p><p>mos/havemos. A maioria possui duplo particípio:</p><p>Tinha expulsado os invasores. Os invasores foram</p><p>expulsos. A gráfica havia imprimido o livro. O livro</p><p>está impresso. Tínhamos entregado a encomenda.</p><p>A encomenda será entregue.</p><p>Como regra: ter e haver pedem o particípio regular</p><p>(-ado/-ido); ser e estar pedem o particípio irregular.</p><p>eXeRCíCIOS</p><p>1. (FCC/TCE-SP) “... quando há melhoria também em fa-</p><p>tores de qualidade de vida ...”. O verbo flexionado nos</p><p>mesmos tempo e modo em que se encontra o grifado</p><p>está na frase:</p><p>a) que levou nota máxima...</p><p>b) O destaque, aqui, cabe ao Tocantins.</p><p>c) era um dos estados menos desenvolvidos do país.</p><p>d) ainda que siga como um dos mais atrasados ...</p><p>e) conseguiu se distanciar um pouco dos retardatários.</p><p>2. (FCC/Bagas) “De um lado, havia Chega de Saudade, de</p><p>Tom Jobim e Vinicius de Morais”. A frase cujo verbo está</p><p>flexionado nos mesmos tempo e modo que o grifado na</p><p>frase é:</p><p>a) A “Divina” era uma cantora presa ao sambacanção...</p><p>b) um compacto simples que ele gravou em julho de</p><p>1958.</p><p>c) A batida da bossa nova, por sua vez, aparecera no</p><p>LP...</p><p>d) Quando se pergunta a João Gilberto por que...</p><p>e) Ele recompõe músicas tradicionais e contemporâneas.</p><p>3. (FCC/PBGAS) “Assim, mesmo que tal evolução impacte</p><p>as contas públicas ...”. O verbo flexionado nos mesmos</p><p>tempo e modo em que se encontra o grifado está tam-</p><p>bém grifado na frase:</p><p>a) Entre os fatores apontados pela pesquisa, deve ser</p><p>considerado o controle dos índices de inflação.</p><p>b) Com a valorização do salário mínimo, percebe-se um</p><p>aumento do poder de compra dos trabalhadores mais</p><p>humildes.</p><p>c) A última pesquisa Pnad assinala expressiva melhoria</p><p>das condições de vida em todas as regiões do país.</p><p>d) É desejável que ocorra uma redução dos índices de</p><p>violência urbana, consolidando as boas notícias tra-</p><p>zidas pela pesquisa.</p><p>e) Segundo a pesquisa, a renda obtida por aposentados</p><p>acaba sendo veículo de movimentação da economia</p><p>regional.</p><p>4. (FCC/PBGAS) “Apesar do rigor científico das pesquisas</p><p>que conduzira ...”. O tempo e o modo em que se encontra</p><p>o verbo grifado acima indicam</p><p>a) ação passada anterior a outra, também passada.</p><p>b) fato que acontece habitualmente.</p><p>c) ação repetida no momento em que se fala.</p><p>d) situação presente em um tempo passado.</p><p>e) situação passada num tempo determinado.</p><p>5. (FCC/Assembl.Leg./SP) Os verbos grifados estão corre-</p><p>tamente flexionados na frase:</p><p>a) Após a catástrofe climática que se abateu sobre a</p><p>região, os responsáveis propuseram a liberação dos</p><p>recursos necessários para sua reconstrução.</p><p>b) Em vários países, autoridades se disporam a elaborar</p><p>projetos que prevessem a exploração sustentável o</p><p>meio ambiente.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>35</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>c) Os consumidores se absteram de comprar produtos</p><p>de empresas que não consideram a sustentabilidade</p><p>do planeta.</p><p>d) A constatação de que a vida humana estaria compro-</p><p>metida deteu a exploração descontrolada daquela</p><p>área de mata nativa.</p><p>e) Com a alteração climática sobreviu o excesso de chuvas</p><p>que destruiu cidades inteiras com os alagamentos.</p><p>6. (FCC/Bagas) Ambos os verbos estão corretamente fle-</p><p>xionados na frase:</p><p>a) O descrédito sofrido pelo mais recente relatório so-</p><p>breviu da descoberta de ter havido manipulação dos</p><p>dados nele apresentados.</p><p>b) As informações que comporam o relatório sobre</p><p>Mudanças Climáticas contiam erros só descobertos</p><p>depois de algum tempo.</p><p>c) Os relatórios sobre o aquecimento global, sem que</p><p>se queresse, troxeram conclusões pessimistas sobre</p><p>a vida no planeta.</p><p>d) Alguns cientistas de todo o mundo tiveram sua repu-</p><p>tação abalada por fazerem previsões aleatórias, sem</p><p>base científica.</p><p>e) Ninguém preveu com segurança as consequências</p><p>que o derretimento de geleiras poderia trazer para</p><p>diversas populações.</p><p>7. (FCC/Bagas) Transpondo-se o segmento “João Gilberto</p><p>segue as duas estratégias” para a voz passiva, a forma</p><p>verbal resultante é:</p><p>a) eram seguidos.</p><p>b) segue-se.</p><p>c) é seguido.</p><p>d) são seguidas.</p><p>e) foram seguidas.</p><p>8. (FCC/Sergas) Transpondo-se para a voz passiva a</p><p>cons-</p><p>trução “um artista plástico pesquisando linguagem”, a</p><p>forma verbal resultante será:</p><p>a) sendo pesquisada.</p><p>b) estando a pesquisar.</p><p>c) tendo sido pesquisada.</p><p>d) tendo pesquisado.</p><p>e) pesquisava-se.</p><p>9. (FCC/Bagas) “Os relatórios do IPCC são elaborados por</p><p>3000 cientistas de todo o mundo ...”. O verbo que ad-</p><p>mite transposição para a voz passiva, como no exemplo</p><p>grifado, está na frase:</p><p>a) Cientistas de todo o mundo oferecem dados para os</p><p>relatórios sobre os efeitos do aquecimento global.</p><p>b) As geleiras do Himalaia estão sujeitas a um rápido der-</p><p>retimento, em virtude do aquecimento do planeta.</p><p>c) Os cientistas incorreram em erros na análise de dados</p><p>sobre o derretimento das geleiras do Himalaia.</p><p>d) Populações inteiras dependem da água resultante do</p><p>derretimento de geleiras, especialmente na Ásia.</p><p>e) São evidentes os efeitos desastrosos, em todo o mun-</p><p>do, do aquecimento global decorrente da atividade</p><p>humana.</p><p>10. (FCC/PBGAS) “... de como se pensavam essas coisas antes</p><p>dele”. A forma verbal grifada acima pode ser substituída</p><p>corretamente por</p><p>a) havia pensado.</p><p>b) deveriam ser pensadas.</p><p>c) eram pensadas.</p><p>d) seria pensada.</p><p>e) tinham sido pensados.</p><p>11. (FCC/Assembl.Leg./SP) Quanto à flexão e à correlação</p><p>de tempos e modos, estão corretas as formas verbais</p><p>da frase:</p><p>a) Não constitue desdouro valer-se de uma frase feita, a</p><p>menos que se pretendesse que ela venha a expressar</p><p>um pensamento original.</p><p>b) Se os valores antigos virem a se sobrepor aos novos, a</p><p>sociedade passaria a apoiar-se em juízos anacrônicos</p><p>e hábitos desfibrados.</p><p>c) Dizia o Barão de Itararé que, se ninguém cuidar da</p><p>moralidade, não haveria razão para que todos não</p><p>obtessem amplas vantagens.</p><p>d) Para que uma sociedade se cristalize e se estaguine,</p><p>basta que seus valores tivessem chegado à triste con-</p><p>solidação dos lugares-comuns.</p><p>e) Não conviria a ninguém valer-se de um cargo público</p><p>para auferir vantagens pessoais, houvesse no hori-</p><p>zonte a certeza de uma sanção.</p><p>12. (FCC/Bagas) Está correta a flexão verbal, bem como</p><p>adequada a correlação entre os tempos e os modos na</p><p>frase:</p><p>a) Zeus teria irritado-se com a ousadia de Prometeu e</p><p>o havia condenado a estar acorrentado ao monte</p><p>Cáucaso.</p><p>b) Seu sofrimento teria durado várias eras, até que Hér-</p><p>cules intercedera, compadecido que ficou.</p><p>c) O sofrimento de Prometeu duraria várias eras ainda,</p><p>não viesse Hércules a abater a águia e livrá-lo do su-</p><p>plício.</p><p>d) Irritado com a ousadia que Prometeu cometesse,</p><p>Zeus o teria condenado e acorrentado ao monte</p><p>Cáucaso.</p><p>e) Prometeu haveria de sofrer por várias eras, quando</p><p>Hércules o livrara do suplício, e abateu a águia.</p><p>13. (FCC/Sergas) Está plenamente adequada a correlação</p><p>entre tempos e modos verbais na frase:</p><p>a) Se separássemos drasticamente o visível do invisível,</p><p>o efeito de beleza das obras de arte pode reduzir-se,</p><p>ou mesmo perder-se.</p><p>b) Diante do frêmito que notou na relva, o autor com-</p><p>pusera um verso que havia transcrito nesse texto.</p><p>c) Ambrosio Bierce lembraria que houvesse sons inau-</p><p>díveis, da mesma forma que nem todas as cores se</p><p>percebam no espectro solar.</p><p>d) Se o próprio ar que respiramos é invisível, argumenta</p><p>Mário Quintana, por que não viéssemos a crer que</p><p>pudesse haver cor na passagem do tempo?</p><p>e) A caneta esferográfica, de onde saírem as mágicas</p><p>imagens de um escritor, é a mesma que repousará</p><p>sobre a cômoda, depois de o haver servido.</p><p>(Cespe/Anatel/Analista) Durante muitos anos discutiu-se</p><p>apaixonadamente se as empresas multinacionais (EMNs) iam</p><p>dominar o mundo, ou se serviam aos interesses imperialistas</p><p>de seus países-sede, mas esses debates foram murchando,</p><p>seja porque não fazia sentido econômico hostilizar as EMNs,</p><p>seja porque elas pareciam, ao menos nas grandes questões,</p><p>alheias e inofensivas ao mundo da política.</p><p>14. A substituição das formas verbais “iam” e “serviam” por</p><p>iriam e serviriam preserva a coerência e a correção textual.</p><p>(Cespe/Anatel/Analista) Até agora, quando os países-mem-</p><p>bros divergiam sobre assuntos comerciais, era acionado o</p><p>Tribunal Arbitral. Quem estivesse insatisfeito com o resul-</p><p>tado do julgamento, no entanto, tinha de apelar a outras</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>36</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>instâncias internacionais, como a Organização Mundial do</p><p>Comércio (OMC).</p><p>15. Pelo emprego do subjuntivo em “estivesse”, estaria de</p><p>acordo com a norma culta escrita a substituição de “ti-</p><p>nha de apelar” por teria de apelar.</p><p>(Cespe/IRBr/Diplomata) Píndaro nos preveniu de que o futu-</p><p>ro é muralha espessa, além da qual não podemos vislumbrar</p><p>um só segundo. O poeta tanto admirava a força, a agilidade</p><p>e a coragem de seus contemporâneos nas competições dos</p><p>estádios quanto compreendia a fragilidade dos seres huma-</p><p>nos no curto instante da vida. Dele é a constatação de que o</p><p>homem é apenas o sonho de uma sombra. Apesar de tudo,</p><p>ele se consolará no mesmo poema: e como a vida é bela!</p><p>16. Embora o efeito de sentido seja diferente, no lugar do</p><p>futuro do presente em “consolará”, estaria gramatical-</p><p>mente correto e textualmente coerente o emprego do</p><p>futuro do pretérito consolaria ou do pretérito perfeito</p><p>consolou.</p><p>(Cespe/STJ/Técnico) Tudo o que signifique para os negros</p><p>possibilidades de ascensão social mais amplas do que as</p><p>oferecidas pelo antigo e caricato binômio futebol/música</p><p>popular representará um passo importante na criação de</p><p>uma sociedade harmônica e civilizada.</p><p>17. O emprego do tempo futuro do presente do verbo re-</p><p>presentar é exigência do emprego do modo subjuntivo</p><p>em signifique.</p><p>A opinião é de Paul Krugman, um dos mais importantes e</p><p>polêmicos economistas do mundo, atualmente. Segundo ele,</p><p>países emergentes como o Brasil embarcaram, durante a dé-</p><p>cada passada, na ilusão de que a adoção de reformas liberais</p><p>resolveria todos os seus problemas. Isso não aconteceu. E,</p><p>segundo ele, está claro que faltaram políticas de investimento</p><p>em educação e em saúde.</p><p>18. Como introduz a ideia de probabilidade, se a forma ver-</p><p>bal “resolveria” fosse substituída por poderia resolver,</p><p>estariam preservadas as relações semânticas e a corre-</p><p>ção gramatical.</p><p>O Brasil ratificou o Protocolo de Kyoto, para combater o au-</p><p>mento do efeito estufa, e apresentou uma proposta à Rio+10</p><p>de aumento da participação de energias renováveis na matriz</p><p>energética em todo o mundo. Se os líderes mundiais não</p><p>foram capazes de dar um passo significativo em prol das</p><p>energias do futuro, o Rio de Janeiro demonstrou que não</p><p>aceita mais os impactos ambientais negativos da energia do</p><p>passado, apontando a direção a ser seguida por uma política</p><p>energética realmente sustentável no país.</p><p>19. Por fazer parte de uma estrutura condicional, a forma</p><p>verbal “foram” pode ser substituída por fossem.</p><p>(Cespe/TRT-PE/Analista Judiciário) Talvez o habeas corpus da</p><p>saudade consinta o teu regresso ao meu amor.</p><p>20. O advérbio “Talvez” admite que a forma verbal “Consin-</p><p>ta” seja alterada para Consente, no modo indicativo.</p><p>(Cespe/TRT 9ª R/Técnico) O material orgânico presente no</p><p>lixo se decompõe lentamente, formando biogás rico em</p><p>metano, um dos mais nocivos ao meio ambiente por con-</p><p>tribuir intensamente para a formação do efeito estufa. No</p><p>Aterro Bandeirantes, foi instalada, no ano passado, a Usina</p><p>Termelétrica Bandeirantes, uma parceria entre a prefeitura</p><p>e a Biogás Energia Ambiental. Lá, 80% do biogás é usado</p><p>como combustível para gerar 22 megawatts, energia elétrica</p><p>suficiente para atender às necessidades de 300 mil famílias.</p><p>Em relação às ideias e a aspectos morfossintáticos do texto</p><p>acima, julgue os itens a seguir.</p><p>21. A substituição de “se decompõe” por é decomposto</p><p>mantém a correção gramatical do período.</p><p>22. A substituição de “foi instalada” por instalou-se preju-</p><p>dica a correção gramatical do período.</p><p>(Cespe/TRT 9ª R) Relação é uma coisa que não pode exis-</p><p>tir,</p><p>que não pode ser, sem que haja uma outra coisa para</p><p>completá-la.</p><p>23. O emprego do modo subjuntivo em “haja”, além de ser</p><p>exigido sintaticamente, indica que a existência de “uma</p><p>outra coisa” é uma hipótese ou uma conjectura.</p><p>É preciso sublinhar o fato de que todas as posições existen-</p><p>ciais necessitam de pelo menos duas pessoas cujos papéis</p><p>combinem entre si. O algoz, por exemplo, não pode continuar</p><p>a sê-lo sem ao menos uma vítima. A vítima procurará seu</p><p>salvador e este último, uma vítima para salvar. O condicio-</p><p>namento para o desempenho de um dos papéis é bastante</p><p>sorrateiro e trabalha de forma invisível.</p><p>24. O uso do futuro do presente em “procurará” sugere mais</p><p>uma probabilidade ou suposição decorrente da situação</p><p>do que uma realização em tempo posterior à fala.</p><p>(TRE-AP)</p><p>Nesse período foram implantados 2.343 projetos de</p><p>assentamento (PA). A criação de um PA é uma das etapas</p><p>do processo da reforma agrária. Quando uma família de</p><p>trabalhador rural é assentada, recebe um lote de terra para</p><p>morar e produzir dentro do chamado assentamento rural.</p><p>A partir da sua instalação na terra, essa família passa a ser</p><p>beneficiária da reforma agrária, recebendo créditos de apoio</p><p>(para compra de maquinários e sementes) e melhorias na</p><p>infraestrutura (energia elétrica, moradia, água etc.), para se</p><p>estabelecer e iniciar a produção. O valor dos créditos para</p><p>apoio à instalação dos assentados aumentou. Os montantes</p><p>investidos passaram de R$ 191 milhões em 2003 para R$</p><p>871,6 milhões, empenhados em 2006.</p><p>Também a partir do assentamento, essa família passa a</p><p>participar de uma série de programas que são desenvolvidos</p><p>pelo governo federal. Além de promover a geração de renda</p><p>das famílias de trabalhadores rurais, os assentamentos da</p><p>reforma agrária também contribuem para inibir a grilagem</p><p>de terras públicas, combater a violência no campo e auxiliar</p><p>na preservação do meio ambiente e da biodiversidade local,</p><p>especialmente na região Norte do país.</p><p>Na qualificação dos assentamentos, foram investidos R$</p><p>2 bilhões em quatro anos. Os recursos foram aplicados na</p><p>construção de estradas, na educação e na oferta de luz elétri-</p><p>ca, entre outros benefícios. O governo também construiu ou</p><p>reformou mais de 32 mil quilômetros de estradas e pontes,</p><p>beneficiando diretamente 197 mil assentados. Além disso, o</p><p>número de famílias assentadas beneficiadas com assistência</p><p>técnica cresceu significativamente. Em 2006, esse número</p><p>foi superior a 555 mil.</p><p>O Programa Nacional de Educação na Reforma Agrá-</p><p>ria (PRONERA), que garante o acesso à educação entre os</p><p>trabalhadores rurais, promoveu, mediante convênios com</p><p>instituições de ensino, a realização de 141 cursos. Com o</p><p>programa Luz Para Todos – parceria do Ministério do Desen-</p><p>volvimento Agrário, INCRA e Ministério das Minas e Energia</p><p>–, os assentamentos também ganharam luz elétrica. Mais de</p><p>132 mil famílias em 2,3 mil assentamentos já foram benefi-</p><p>ciadas com o programa.</p><p>O fortalecimento institucional do INCRA, com a realiza-</p><p>ção de dois concursos públicos, e o aumento no número de</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>37</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>28 superintendências e sua modernização tecnológica tam-</p><p>bém foram algumas das ações realizadas no período. Foram</p><p>nomeados 1.300 servidores aprovados no concurso realizado</p><p>em 2005. Somado aos nomeados desde 2003, o número de</p><p>novos servidores passou para 1.800, o que representa um</p><p>aumento de mais de 40% na força de trabalho do Instituto.</p><p>Em questão, nº 481, Brasília, 14/2/2007 (com adaptações).</p><p>25. Estão empregadas em função adjetiva as seguintes pala-</p><p>vras do texto: “investidos”, “aplicados”, “beneficiando”</p><p>e “assentados”.</p><p>26. O vocábulo “Somado” é forma nominal no particípio e</p><p>introduz oração reduzida com valor condicional.</p><p>(TCU)</p><p>Veja – Dez anos não é tempo curto demais para mudanças</p><p>capazes de afetar o clima em escala global?</p><p>Al Gore – Não precisamos fazer tudo em dez anos. De qual-</p><p>quer forma, seria impossível. A questão é outra. De acordo</p><p>com muitos cientistas, se nada for feito, em dez anos já não</p><p>teremos mais como reverter o processo de degradação da</p><p>Terra. (Veja, 11/10/2006, com adaptações).</p><p>27. O emprego do futuro-do-presente do indicativo em “te-</p><p>remos” indica que a preposição “em”, que precede “dez</p><p>anos”, tem o sentido de daqui a.</p><p>Época – Em seu livro, o senhor diz que todos os países devem</p><p>ter uma estratégia para se desenvolver.</p><p>Vietor – Qualquer país precisa ter uma estratégia de cres-</p><p>cimento.</p><p>28. A locução verbal “devem ter” expressa uma ação ocor-</p><p>rida em um passado recente.</p><p>(Cespe/Prefeitura de Rio Branco/AC) As sociedades indígenas</p><p>acreanas dividem-se de maneira desigual em duas grandes</p><p>famílias linguísticas: Pano e Arawak. Alguns desses povos</p><p>encontram-se também nas regiões peruanas e bolivianas</p><p>fronteiriças ao Acre.</p><p>29. A substituição de “dividem-se” por são divididas man-</p><p>tém a correção gramatical do período.</p><p>30. Em “encontram-se”, o pronome “se” indica que o sujei-</p><p>to da oração é indeterminado, o que contribui para a</p><p>impessoalização do texto.</p><p>A história do Acre começou a se definir em 1895, quando</p><p>uma comissão demarcatória foi encarregada de estabelecer</p><p>os limites entre o Brasil e a Bolívia, com base no Tratado de</p><p>Ayacucho, de 1867.</p><p>No processo demarcatório foi constatado, no ponto inicial</p><p>da linha divisória entre os dois países (nascente do Javari),</p><p>que a Bolívia ficaria com uma região rica em látex, na época</p><p>ocupada por brasileiros. Internet: <www.agenciaamazonia.</p><p>com.br> (com adaptações).</p><p>31. A substituição de “se definir” por ser definida prejudica</p><p>a correção gramatical e a informação original do período.</p><p>32. O emprego do futuro do pretérito em “ficaria” justifica-</p><p>-se por se tratar de uma ideia provável no futuro.</p><p>O Brasil tem-se caracterizado por perenizar problemas, para</p><p>os quais não se encontram soluções ao longo de décadas.</p><p>Ellen Gracie e Paulo Skaf. Folha de S. Paulo, 18/3/2007</p><p>33. Para o trecho “não se encontram soluções”, a redação</p><p>não são encontradas soluções mantém a correção gra-</p><p>matical do período.</p><p>Na região entre Caravelas, sul da Bahia, e São Mateus, norte</p><p>do Espírito Santo, a plataforma continental prolonga-se por</p><p>mais de 200 quilômetros para fora da costa, formando 25</p><p>extensos planaltos submersos com profundidades médias</p><p>de 200 metros.</p><p>34. A redação para fora da costa e forma em lugar de “para</p><p>fora da costa, formando” mantém a correção gramatical</p><p>do período.</p><p>A Petrobras e o governo do Espírito Santo assinaram um</p><p>protocolo de intenções com o objetivo de identificar opor-</p><p>tunidades de negócios que potencializem o valor agregado</p><p>da indústria de petróleo e gás no estado.</p><p>35. O emprego do modo subjuntivo em “que potencializem”</p><p>justifica-se por tratar-se de uma hipótese.</p><p>(PM-ES) A economia colonial brasileira gerou uma divisão</p><p>de classes muito hierarquizada e bastante simples. No topo</p><p>da pirâmide, estavam os grandes proprietários rurais e os</p><p>grandes comerciantes das cidades do litoral. No meio, loca-</p><p>lizavam-se os pequenos proprietários rurais e urbanos, os</p><p>pequenos mineradores e comerciantes, além dos funcioná-</p><p>rios públicos.</p><p>36. A substituição de “localizavam-se” por estavam locali-</p><p>zados prejudica a correção gramatical do período.</p><p>(Petrobras/Advogado) Cabe lembrar que o efeito estufa</p><p>existe na Terra independentemente da ação do homem. É</p><p>importante que este fenômeno não seja visto como um pro-</p><p>blema: sem o efeito estufa, o Sol não conseguiria aquecer</p><p>a Terra o suficiente para que ela fosse habitável. Portanto o</p><p>problema não é o efeito estufa, mas, sim, sua intensificação.</p><p>37. Preservam-se a coerência da argumentação e a correção</p><p>gramatical do texto ao se substituir “que este fenômeno</p><p>não seja” por este fenômeno não ser.</p><p>Trabalho Semiescravo</p><p>Autoridades europeias ameaçam impor barreiras não tari-</p><p>fárias</p><p>ao etanol e exigir certificados de que, desde o cultivo,</p><p>são observadas relações de trabalho não degradantes e pro-</p><p>cessos autossustentáveis.</p><p>38. No fragmento intitulado “Trabalho semiescravo”, pre-</p><p>servam-se a correção gramatical e a coerência textual</p><p>ao se empregar forem em lugar de “são”.</p><p>(Inmetro) Atualmente, o PEFC é composto por 30 membros</p><p>representantes de programas nacionais de certificação flo-</p><p>restal.</p><p>39. A substituição da expressão “é composto” por com-</p><p>põem-se mantém a correção gramatical do período.</p><p>Em dezembro de 2004, foi editado o Decreto nº 5.296.</p><p>40. A substituição de “foi editado” por editou-se mantém</p><p>a correção gramatical do período.</p><p>O Inmetro tem realizado estudos aprofundados que visam</p><p>diagnosticar a realidade do país e encontrar melhores solu-</p><p>ções técnicas para que o Programa de Acessibilidade para</p><p>Transportes Coletivos e de Passageiros seja eficaz. Idem,</p><p>ibidem (com adaptações).</p><p>41. O segmento “tem realizado” pode, sem prejuízo para</p><p>a correção gramatical do período, ser substituído por</p><p>qualquer uma das seguintes opções: vem realizando,</p><p>está realizando, realiza.</p><p>(MS/Agente) Não ingira nem dê remédio no escuro para que</p><p>não haja trocas perigosas.</p><p>42. Em “para que não haja trocas perigosas”, o emprego do</p><p>modo subjuntivo justifica-se por se tratar de situação</p><p>hipotética.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>38</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>Os pequenos tecercam, perguntam se você será o pai delas,</p><p>disputam o teu colo ou a garupa como que implorando pelo</p><p>toque físico, Te convidam para voltar, te perguntam se você</p><p>irá passear com elas.</p><p>43. O pronome “te” destacado pode ser corretamente subs-</p><p>tituído por lhe.</p><p>“Ações que não emancipam os usuários, pelo contrário, re-</p><p>forçam sua condição de subalternização perante os serviços</p><p>prestados.”</p><p>44. O fragmento ações que não emancipam os usuários,</p><p>pelo contrário, reforçam a condição deles de subalter-</p><p>nização perante os serviços prestados substitui corre-</p><p>tamente o original.</p><p>(Terracap) A respeito do fragmento “qualquer país que passe</p><p>pela nossa mente – e alguns outros de cuja existência sequer</p><p>desconfiávamos.”</p><p>45. O pronome “cuja” tem valor possessivo, já que equivale</p><p>a sua.</p><p>Ao coração, coube a função de bombear sangue para o res-</p><p>to do corpo, mas é nele que se depositam também nossos</p><p>mais nobres sentimentos. Qual é o órgão responsável pela</p><p>saudade, pela adoração? Quem palpita, quem sofre, quem</p><p>dispara? O próprio.</p><p>46. A repetição do pronome na frase “Quem palpita, quem</p><p>sofre, quem dispara?” cria destaque e certo suspense</p><p>na informação.</p><p>47. A resposta “O próprio.”, dada às perguntas feitas ante-</p><p>riormente, omite o nome (coração) ao qual se refere o</p><p>adjetivo, o que valoriza enfaticamente o termo “próprio”.</p><p>(Terracap) Foi pensando nisso que me ocorreu o seguinte:</p><p>se alguém está com o coração dilacerado nos dois sentidos,</p><p>biológico e emocional, e por ordens médicas precisa de um</p><p>novo, o paciente irá se curar da dor de amor ao receber o</p><p>órgão transplantado?</p><p>Façamos de conta que sim. Você entrou no hospital com o</p><p>coração em frangalhos, literalmente. Além de apaixonado por</p><p>alguém que não lhe dá a mínima, você está com as artérias</p><p>obstruídas e os batimentos devagar quase parando. A vida</p><p>se esvai, mas localizaram um doador compatível: já para a</p><p>mesa de cirurgia.</p><p>Horas depois, você acorda. Coração novo.</p><p>48. O pronome “Você” é empregado na frase como forma</p><p>de indeterminar o agente da ação, traço característico</p><p>da oralidade brasileira. Assim, “Você entrou no hospital”</p><p>corresponde a entrou-se no hospital.</p><p>49. A sequência “a mínima”, à qual falta o nome importân-</p><p>cia, faz do qualificativo “mínima” o núcleo, o foco da</p><p>informação.</p><p>(Adasa) Na história da humanidade, a formação de grandes</p><p>comunidades, com a sobrecarga do meio natural que ela</p><p>implica, priva cada vez mais os seres humanos de seu acesso</p><p>livre aos recursos de subsistência de que eles necessitam e re-</p><p>cai, necessariamente, sobre a sociedade enquanto sistema de</p><p>convivência, a tarefa (responsabilidade) de proporcioná-los.</p><p>Essa tarefa (responsabilidade) é frequentemente negada com</p><p>algum argumento que põe o ser individual como contrário ao</p><p>ser social. Isso é falacioso. A natureza é, para o ser humano, o</p><p>reino de Deus, o âmbito em que encontra à mão tudo aquilo</p><p>de que necessita, se convive adequadamente nela.</p><p>50. O pronome demonstrativo ‘Isso’ tem como referência</p><p>anafórica o termo “ser social” do período anterior.</p><p>(Iphan) Os povos da oralidade são portadores de uma cul-</p><p>tura cuja fecundidade é semelhante à dos povos da escrita.</p><p>Em vez de transmitir seja lá o que for e de qualquer ma-</p><p>neira, a tradição oral é uma palavra organizada, elaborada,</p><p>estruturada, um imenso acervo de conhecimentos adquiridos</p><p>pela coletividade, segundo cânones bem determinados. Tais</p><p>conhecimentos são, portanto, reproduzidos com uma meto-</p><p>dologia rigorosa. Existem, também, especialistas da palavra</p><p>cujo papel consiste em conservar e transmitir os eventos do</p><p>passado: trata-se dos griôs.</p><p>51. O termo “cujo” refere-se a palavra.</p><p>(Terracap) Há cinquenta anos, a cidade artificial procura en-</p><p>contrar uma identidade que lhe seja natural. “Nós queremos</p><p>ação! Acabar com o tédio de Brasília, essa jovem cidade mor-</p><p>ta! Agitar é a palavra do dia, da hora, do mês!”, gritava Renato</p><p>Russo, com todas as exclamações possíveis, no fim dos anos 70,</p><p>quando era voz e baixo da banda punk Aborto Elétrico. Em</p><p>meio à burocracia oficial, o rock ocupou o espaço urbano, os</p><p>parques, as superquadras de Lucio Costa, cresceu e apareceu.</p><p>Foi a primeira manifestação cultural coletiva a dizer ao país</p><p>que a cidade existia fora da Praça dos Três Poderes e que,</p><p>além disso, estava viva.</p><p>52. A palavra “que” pode ser substituída por o(a) qual em</p><p>todas as ocorrências do primeiro parágrafo.</p><p>Texto: A alternativa existente seria o aproveitamento da</p><p>energia elétrica da Usina Hidroelétrica de Cachoeira Dourada</p><p>53. O tempo do verbo indica um fato passado em relação a</p><p>outro, ocorrido também no passado.</p><p>Texto: No que se refere às práticas assistenciais, tem sido</p><p>comum a confusão na utilização dos termos assistência e</p><p>assistencialismo.</p><p>54. O fragmento Referindo-se às práticas assistenciais, era</p><p>comum a confusão na utilização dos termos assistência</p><p>e assistencialismo é uma reescrita correta, de acordo</p><p>com as normas gramaticais, do original acima.</p><p>(Terracap) A respeito do fragmento “qualquer país que passe</p><p>pela nossa mente – e alguns outros de cuja existência sequer</p><p>desconfiávamos.”, julgue.</p><p>55. A forma verbal “desconfiávamos” indica a ideia de tempo</p><p>passado inacabado.</p><p>56. A forma verbal “passe” indica a ideia de possibilidade,</p><p>um fato incerto de acontecer.</p><p>(Iphan) Pode-se dizer que ele assume o papel de historiador</p><p>se admitirmos que a história é sempre um reordenamento</p><p>dos fatos proposto pelo historiador.</p><p>57. A forma verbal “é” pode ser substituída por seja.</p><p>GABARITO</p><p>1. b</p><p>2. a</p><p>3. d</p><p>4. a</p><p>5. a</p><p>6. d</p><p>7. d</p><p>8. a</p><p>9. a</p><p>10. c</p><p>11. e</p><p>12. c</p><p>13. e</p><p>14. C</p><p>15. C</p><p>16. C</p><p>17. E</p><p>18. C</p><p>19. E</p><p>20. E</p><p>21. C</p><p>22. E</p><p>23. C</p><p>24. C</p><p>25. E</p><p>26. E</p><p>27. C</p><p>28. E</p><p>29. C</p><p>30. E</p><p>31. E</p><p>32. C</p><p>33. C</p><p>34. C</p><p>35. C</p><p>36. E</p><p>37. C</p><p>38. E</p><p>39. E</p><p>40. C</p><p>41. C</p><p>42. C</p><p>43. E</p><p>44. C</p><p>45. C</p><p>46. C</p><p>47. C</p><p>48. C</p><p>49. C</p><p>50. E</p><p>51. E</p><p>52. E</p><p>53. C</p><p>54. E</p><p>55. C</p><p>56. C</p><p>57. C</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>39</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>Advérbio e Locução Adverbial</p><p>Advérbio exprime uma circunstância do fato expresso</p><p>pelo verbo, pelo adjetivo ou pelo advérbio.</p><p>Um advérbio</p><p>Longe, o rio roncava ameaçadoramente.</p><p>Uma locução adverbial</p><p>Fabiano falava com dificuldade.</p><p>Uma oração adverbial</p><p>Quando começou a chuva, todos se recolheram.</p><p>Conforme</p><p>a circunstância que exprimir, o advérbio ou a</p><p>locução adverbial podem ser:</p><p>De modo: O vento soprava fortemente.</p><p>De lugar: A família estava em tomo da fogueira.</p><p>De tempo: Amanhã procuraremos água fresca.</p><p>De afirmação: De fato, o tempo se apresenta nublado.</p><p>De negação: Não era propriamente uma conversa de</p><p>amigos.</p><p>De dúvida: Talvez o frio diminua pela madrugada.</p><p>De intensidade: Iniciou uma história bastante confusa.</p><p>De causa: Os meninos tremiam de frio.</p><p>De companhia: Os meninos mais velhos saíram com o pai.</p><p>De instrumento: O garoto feriu-se com a faca.</p><p>De meio: Fabiano navegava a vela.</p><p>De fim ou finalidade: O lenhador trouxe o machado para</p><p>o trabalho.</p><p>De concessão: Apesar do calor, permanecemos na praia.</p><p>De preço: Vendemos os ovos a cinco cruzeiros.</p><p>De opção: Lutava contra a tempestade.</p><p>OBS.: estudaremos as conjunções, com maior detalhe,</p><p>juntamente com as orações subordinadas.</p><p>Numeral</p><p>Do Ponto de Vista Semântico</p><p>Numeral é a palavra que quantifica numericamente os</p><p>seres ou indica a ordem que eles ocupam numa certa se-</p><p>quência.</p><p>Apenas dois fatos ocorreram.</p><p>Apenas o segundo fato merece atenção.</p><p>Subclassificação do Numeral</p><p>• Cardinal: indica uma quantidade determinada de seres.</p><p>Há cinco vagas para cem candidatos.</p><p>• Ordinal: indica a posição relativa de um ou vários seres</p><p>numa determinada sequência.</p><p>Acerte o quarto botão da esquerda para a direita.</p><p>• Multiplicativo: indica quantas vezes uma quantidade</p><p>é multiplicada.</p><p>Os especuladores lucraram o triplo do capital investido.</p><p>• Fracionário: indica em quantas partes uma quantidade</p><p>é dividida.</p><p>Os agricultores só recuperaram um terço das sementes</p><p>plantadas.</p><p>Do Ponto de Vista Sintático</p><p>O numeral, sintaticamente, pode funcionar como:</p><p>• palavra adjetiva</p><p>O juiz expulsou dois jogadores.</p><p>O corretor cometeu duplo engano.</p><p>• palavra substantiva</p><p>Dois mais dois são quatro.</p><p>A inflação subiu o dobro em 1982.</p><p>Do Ponto de Vista Mórfico</p><p>Numeral cardinal: exceto um, os cardinais são todos</p><p>plurais. Os cardinais terminados em ão ocorrem sob forma</p><p>singular e plural (um milhão / dois milhões) e são masculinos.</p><p>Os milhares de vítimas (certo).</p><p>As milhares de vítimas (errado).</p><p>Os cardinais um, dois e todas as centenas a partir de</p><p>duzentos apresentam forma masculina e feminina.</p><p>um – uma; dois – duas; duzentos – duzentas; novecentos</p><p>– novecentas</p><p>Numeral ordinal: flexiona-se em gênero e número.</p><p>primeiro – primeira</p><p>primeiro – primeiros</p><p>Numeral multiplicativo: flexiona-se em gênero e número</p><p>quando funcionam como palavras adjetivas. Caso contrário,</p><p>ficam invariáveis.</p><p>Arriscou dois palpites duplos.</p><p>O atacante cometeu dupla falta.</p><p>Os atletas renderam o dobro do que costumavam.</p><p>Alguns numerais multiplicativos</p><p>duplo ou dobro = duas vezes</p><p>triplo ou tríplice = três vezes</p><p>quádruplo = quatro vezes</p><p>quíntuplo = cinco vezes</p><p>sêxtuplo = seis vezes</p><p>séptuplo, sétuplo = sete vezes</p><p>óctuplo = oito vezes</p><p>nônuplo = nove vezes</p><p>décuplo = dez vezes</p><p>undécuplo = onze vezes</p><p>duodécuplo = doze vezes</p><p>cêntuplo = cem vezes</p><p>Desses, os mais usados são duplo ou dobro e triplo ou</p><p>tríplice. Os demais, muito menos usados, são substituídos</p><p>pelo cardinal seguido de vezes. Assim, em vez de undécuplo,</p><p>usa-se onze vezes; em vez de duodécuplo, usa-se doze vezes.</p><p>Obs.: Muitas vezes o numeral foge do seu significado exato,</p><p>indicando uma quantidade indefinida e conseguindo, com</p><p>isso, um efeito expressivo ou enfático.</p><p>Eu já lhe disse mil vezes que não gosto dessa sua atitude.</p><p>(exagero)</p><p>Numeral fracionário: concorda com o cardinal indicador</p><p>do número de partes em que se dividiu a quantidade. Com-</p><p>prou um terço das terras do município.</p><p>Comprou dois quartos da produção anual.</p><p>Obs.: O fracionário meio concorda em gênero e número</p><p>com o substantivo a que se refere.</p><p>É meio-dia e meia (hora).</p><p>São homens de meias palavras.</p><p>Leitura dos Numerais Fracionários</p><p>Apenas dois numerais fracionários apresentam formas</p><p>típicas: meio e terço. Os demais fracionários são indicados</p><p>de duas maneiras:</p><p>• por um cardinal (representando o numerador da fra-</p><p>ção) seguido de um ordinal (representando o deno-</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>40</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>minador). 1/4 = um quarto; 2/8 = dois oitavos ; 5/10 =</p><p>cinco décimos ; 3/100 = três centésimos;</p><p>• por um cardinal (representando o numerador) e outro</p><p>cardinal seguido de avos (representando o denomina-</p><p>dor). Esse processo é utilizado para os ordinais que se</p><p>situam no intervalo de onze a noventa e nove.</p><p>5/12 = cinco doze avos ; 3/67 = três sessenta e sete</p><p>avos</p><p>Alguns numerais cardinais e ordinais apresentam formas</p><p>variantes: quatorze / catorze; bilhão / bilião; septuagésimo /</p><p>setuagésimo. Entretanto, as formas cincoenta (50) e hum (1),</p><p>ainda que usadas nas relações bancárias, não são registradas</p><p>e, portanto, devem ser tidas como erradas.</p><p>Leitura do cardinal</p><p>Na leitura (ou escrita por extenso) do cardinal, coloca-se</p><p>e após as centenas e após as dezenas.</p><p>2623 = dois mil seiscentos e vinte e três.</p><p>Leitura dos ordinais superiores a dois mil</p><p>Segundo a tradição gramatical, nos ordinais superiores</p><p>a dois mil (2000), lê-se o milhar como cardinal e os demais</p><p>como ordinais. Ex.: 2101ª inscrição – a duas milésima centési-</p><p>ma primeira inscrição. Nesse caso, entretanto, o número todo</p><p>pode ser lido como ordinal. Ex.: 10203º quilômetro rodado –</p><p>o décimo milésimo ducentésimo terceiro quilômetro rodado.</p><p>Obs.: Muitas vezes, como forma de compensar a dificul-</p><p>dade de se ler um ordinal muito extenso, usa-se o cardinal</p><p>posposto ao substantivo. O cardinal, nessa situação, fica</p><p>invariável. Ex.: Usa-se inscrição 2101 e lê-se: inscrição dois</p><p>mil cento e um, em vez de 2101ª inscrição (dois milésima</p><p>centésima primeira inscrição).</p><p>Bento XVI – Século XIX</p><p>Na inscrição de séculos, reis, papas, capítulos de obras:</p><p>• Usa-se o ordinal até dez:</p><p>século V = século quinto</p><p>Paulo VI = Paulo sexto</p><p>• Usa-se o cardinal acima de dez:</p><p>século XIX = século dezenove</p><p>Luiz XIV = Luiz quatorze</p><p>Bento XVI = Bento dezesseis</p><p>Obs.: se, nesses casos, o numeral vier antes do substan-</p><p>tivo, sempre se usa o ordinal:</p><p>vigésimo século</p><p>décimo nono século</p><p>eXeRCíCIOS</p><p>1. Complete os espaços, segundo o modelo:</p><p>O dólar subiu duas vezes mais. (o dobro)</p><p>a) Cada quilo de grão produziu dez vezes mais. _________</p><p>b) Em condições mais favoráveis, os operários renderão</p><p>cem vezes mais. __________</p><p>2. Complete os espaços vazios com o numeral fracionário,</p><p>segundo o modelo:</p><p>Queria duas de cada cem sacas de café. (dois centésimos)</p><p>a) Seu lucro era de um por mil. ___________________</p><p>______________________</p><p>b) Pretendia nove partes entre cinquenta da produção.</p><p>_______________________</p><p>c) A seca estragou sete de cada dez alqueires da plan-</p><p>tação. _____________________________</p><p>d) Treze entre vinte e cinco perfurações jorravam petró-</p><p>leo. _____________________________</p><p>3. Classifique os numerais destacados nos versos a seguir.</p><p>“A primeira vez que te vi, / Era menino e tu menina (...)</p><p>Quando te vi pela segunda vez, / Já eras moça. (...)</p><p>Vejo-te agora. Oito anos faz / Oito anos que não te via...</p><p>(...)” (Manuel Bandeira)</p><p>Resposta:</p><p>Primeira: _____________________________________</p><p>Segunda: _____________________________________</p><p>Oito: _________________________________________</p><p>4. “Inquietante expectativa marcou a aproximação do 800º.</p><p>pavimento.” (Murilo Rubião)</p><p>A leitura correta do numeral destacado na frase acima é:</p><p>a) octogésimo.</p><p>b) octagésimo.</p><p>c) octogenário.</p><p>d) octingentésimo.</p><p>5. Estabeleça correspondência entre as duas colunas, rela-</p><p>cionando o numeral cardinal ao ordinal correspondente.</p><p>a) 91 ( ) quinquagésimo quinto</p><p>b) 901 ( ) quingentésimo quinto</p><p>c) 55 ( ) nonagésimo primeiro</p><p>d) 505 ( ) noningentésimo primeiro</p><p>e) 704 ( ) setingentésimo quarto</p><p>f) 74 ( ) setuagésimo quarto</p><p>6. No preenchimento de cheques, faz-se uso dos</p><p>numerais</p><p>cardinais. Preencha o cheque abaixo com a quantia indi-</p><p>cada.</p><p>Pague por este cheque a quantia de: R$5657,12</p><p>______________________________________________</p><p>______________________________________________</p><p>_____________________________________________</p><p>ou a sua ordem.</p><p>7. Assinale a alternativa em que o numeral não está em-</p><p>pregado corretamente.</p><p>a) A citação encontra-se à altura da página vinte e duas.</p><p>b) As declarações estão na página duzentos e trinta e</p><p>dois.</p><p>c) A vigésima quarta hora já havia soado.</p><p>d) A encomenda foi entregue na Rua Vinte e um, casa</p><p>dois.</p><p>8. Assinale a alternativa que traz a leitura correta dos nu-</p><p>merais destacados nas frases seguintes.</p><p>I – “João Paulo II manteve-se em Roma por 27 anos.”</p><p>II – Segundo dizem, o capítulo X é o mais interessante</p><p>do livro todo.</p><p>III – A supremacia papal entrou em declínio no fim do</p><p>século XI.</p><p>IV – Tutmósis III subiu ao trono egípcio em 174+9 1479</p><p>a.C.</p><p>a) João Paulo Dois; capítulo dez; século onze; Tutmósis</p><p>três.</p><p>b) João Paulo Segundo; capítulo décimo; século décimo</p><p>primeiro; Tutmósis terceiro.</p><p>c) João Paulo segundo; capítulo décimo; século onze;</p><p>Tutmósis terceiro.</p><p>d) João Paulo segundo; capítulo dez; século onze; Tut-</p><p>mósis terceiro.</p><p>9. Muitas vezes os numerais são utilizados para indicar</p><p>quantidade indeterminada. Assinale, dentre as frases</p><p>abaixo, aquela em que isso ocorreu:</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>41</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>a) “já pedi duzentos mil réis emprestados ao André</p><p>Gonzaga, para as alianças e outros proveitos.” (José</p><p>Candido de Carvalho)</p><p>b) “Como e por que lhe veio aos vinte anos a deter-</p><p>minação de sair do convento, não sei (...)” (Clarice</p><p>Lispector)</p><p>c) “Mas reconheço que em Frederico viveu uma raposa</p><p>de mil astúcias.” (José Cândido de Carvalho)</p><p>GABARITO</p><p>1. a) O décuplo</p><p>b) O cêntuplo</p><p>2. a) Um milésimo</p><p>b) Nove cinquenta avos</p><p>c) Sete décimos</p><p>d) Treze vinte avos</p><p>3. Ordinal, ordinal, cardinal.</p><p>4. d</p><p>5. c, d, a, b, e ,f</p><p>6. Cinco mil seiscentos e cinquenta e sete reais e doze</p><p>centavos.</p><p>7. b 8. C 9. c</p><p>Preposição</p><p>Preposição é a palavra invariável que liga dois termos da</p><p>oração, subordinando um ao outro.</p><p>Chegou de ônibus.</p><p>O termo que antecede a preposição é denominado re-</p><p>gente; o termo que a sucede é denominado regido.</p><p>Classificação das Preposições</p><p>a) essenciais: a, ante, após, até, com, contra, de, desde,</p><p>em, entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás.</p><p>Obs.: A preposição per só é utilizada na expressão de per</p><p>si (que significa cada um por sua vez, isoladamente) ou nas</p><p>contrações pelo, pela, pelos, pelas.</p><p>b) Acidentais. Não são efetivamente preposições, mas</p><p>podem funcionar como tal: afora, conforme, consoante, du-</p><p>rante, exceto...</p><p>Locução Prepositiva</p><p>Conjunto de duas ou mais palavras com valor de pre-</p><p>posição:</p><p>abaixo de, acerca de, a fim de, ao lado de, apesar de,</p><p>através de, de acordo com, em vez de, junto de, para</p><p>com, perto de, ...</p><p>emprego das Preposições</p><p>Algumas preposições podem aparecer combinadas com</p><p>outras palavras. Quando na junção da preposição com outra</p><p>palavra não houver alteração fonética, temos combinação.</p><p>Caso a preposição sofra redução, temos contração.</p><p>combinação contração</p><p>ao (a + o) do (de + o)</p><p>aos (a + os) dum (de + um)</p><p>aonde (a + onde) desta (de + esta)</p><p>Obs.: Não se deve contrair a preposição de com o artigo</p><p>que encabeça o sujeito de um verbo.</p><p>Está na hora da onça beber água. (errado)</p><p>Está na hora de a onça beber água. (certo)</p><p>Esta regra vale também para construções como:</p><p>Chegou a hora de sair. (Errado)</p><p>Chegou a hora de ele sair. (Errado)</p><p>As preposições podem assumir inúmeros valores:</p><p>• de lugar: ver de perto</p><p>• de origem: ele vem de Brasília</p><p>• de causa: morreu de fome</p><p>• de assunto: falava de futebol</p><p>• de meio: veio de trem</p><p>• de posse: casa de Paulo</p><p>• de matéria: chapéu de palha</p><p>Morfossintaxe da Preposição</p><p>A preposição não desempenha função sintática na ora-</p><p>ção. Ela apenas une termos, palavras. É um conectivo e, como</p><p>tal, é responsável pela coesão de um texto.</p><p>eXeRCíCIOS</p><p>1. Indique as relações estabelecidas pelas preposições des-</p><p>tacadas nas frases seguintes.</p><p>a) Ergueram-se todos contra Getúlio.</p><p>b) Resido em São Paulo há anos.</p><p>c) O estádio fica a dois quilômetros daqui.</p><p>d) O mendigo morreu de fome.</p><p>e) Ganhei uma linda caneta de ouro.</p><p>f) Os cavalos partiram a galope.</p><p>g) Arrombaram a porta com uma chave falsa.</p><p>h) Ele não entende nada de política.</p><p>i) A vaca não vai para o brejo.</p><p>j) Ante o crime organizado, o governo tomará atitude.</p><p>k) Desde maio, chove continuamente.</p><p>l) entre hoje e amanhã, sairá o resultado.</p><p>m) Tu vais comparecer perante o trono.</p><p>n) Sem combater a inflação, não se pode baixar os juros.</p><p>o) Existe interesse por concursos aqui.</p><p>2. Explique a diferença de sentido entre:</p><p>a) Ele queria vender antiguidades no museu.</p><p>b) Ele queria vender antiguidades ao museu.</p><p>3. Nas frases seguintes, selecione as locuções prepositivas.</p><p>a) Apesar de João ter saído cedo, de acordo com as ins-</p><p>truções de seu pai, não chegou a tempo.</p><p>b) Em vez de Marica ficar perto de mim, ela preferiu ficar</p><p>junto de ti.</p><p>4. Reescreva as frases seguintes, corrigindo-as.</p><p>a) Está na hora do menino sair.</p><p>b) Chegou a hora do povo falar.</p><p>5. As relações expressas pelas preposições estão corretas</p><p>na sequência:</p><p>I – Sai com ela.</p><p>II – Ficaram sem um tostão.</p><p>III – Esconderam o lápis de Maria.</p><p>IV – Ela prefere viajar de navio.</p><p>V – Estudou para passar.</p><p>a) companhia, falta, posse, meio, fim.</p><p>b) falta, companhia, posse, meio, fim.</p><p>c) companhia, falta, posse, fim, meio.</p><p>d) companhia, posse, falta, meio, fim.</p><p>e) companhia, falta, meio, posse, fim.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>42</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>GABARITO</p><p>1. a) oposição</p><p>b) lugar fixo</p><p>c) distância</p><p>d) causa</p><p>e) material</p><p>f) modo</p><p>g) instrumento</p><p>h) assunto</p><p>i) lugar de destino</p><p>j) posição</p><p>k) tempo de início</p><p>l) intervalo de tempo</p><p>m) posição</p><p>n) condição</p><p>o) assunto.</p><p>2. a) dentro do museu para visitante comprar.</p><p>b) para o museu comprar.</p><p>3. a) apesar de, de acordo com</p><p>b) em vez de, perto de, junto de</p><p>4. a) Está na hora de o menino sair.</p><p>b) Chegou a hora de o povo falar.</p><p>5. a</p><p>Interjeição</p><p>Palavra invariável que exprime sensações e estados emo-</p><p>cionais.</p><p>Tipos de Interjeição</p><p>Classifica-se de acordo com o sentimento traduzido:</p><p>• Alegria: oba!, oh!, ah! Viva!, aleluia!, maravilha</p><p>• Alívio: ufa!, uf!, arre!, até que enfim</p><p>• Animação ou estímulo: coragem!, vamos!, avante!,</p><p>eia!, firme!</p><p>• Aplauso: bravo!, bis!, viva!</p><p>• Desejo: tomara!, oxalá!</p><p>• Dor: ai!, ui!</p><p>• espanto ou surpresa: ah!, chi!, ih!, oh!, ué!, puxa!,</p><p>uau!, opa!, caramba!, gente!, céus!, uai!, hem! (va-</p><p>riante: hein!), hã!</p><p>• Impaciência: hum!</p><p>• Invocação ou chamamento: olá!, alô!, ô!, psiu!, psit!,</p><p>ó!, atenção!, olha!</p><p>• Silêncio: silêncio!, psiu!</p><p>• Suspensão: alto!, basta!, chega!</p><p>• Medo ou terror: credo!, cruzes!, uh!, ai!, Jesus!, ui!</p><p>• Tristeza: oh! meu Deus! que pena! que azar!</p><p>Obs.: Essa lista pode ser aumentada com palavras que</p><p>passam a funcionar como interjeições, dependendo do con-</p><p>texto em que ocorrem.</p><p>Locuções Interjetivas</p><p>São grupos de duas ou mais palavras que funcionam</p><p>como interjeições:</p><p>Valha-me Deus!</p><p>Meu Deus do céu!</p><p>Ai, meu Deus!</p><p>Minha Nossa Senhora!</p><p>Jesus Cristo!</p><p>Macacos me mordam!</p><p>Ai de mim!</p><p>Ora, bolas!</p><p>Oh, céus!</p><p>Que horror!</p><p>Puxa vida!</p><p>Raios o partam!</p><p>Quem me dera!</p><p>Que coisa incrível!</p><p>Quem diria!</p><p>Cruz-credo!</p><p>Alto lá!</p><p>Bico fechado!</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>O Alfabeto</p><p>Com a nova ortografia, o alfabeto passa a ter 26 letras.</p><p>Foram reintroduzidas as letras k, w e y.</p><p>A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z</p><p>As letras k, w e y, que na verdade não tinham desapare-</p><p>cido da maioria dos dicionários</p><p>da nossa língua, são usadas</p><p>em várias situações. Por exemplo:</p><p>a) na escrita de símbolos de unidades de medida: km</p><p>(quilômetro), kg (quilograma), w (watt);</p><p>b) na escrita de palavras e nomes estrangeiros (e seus</p><p>derivados): show, playboy, playground, windsurf, kung fu,</p><p>yin, yang, William, kaiser, Kafka, kafkiano.</p><p>emprego das Letras</p><p>• Ortho = Correta</p><p>Graphia = Escrita</p><p>• A Nova Ortografia, desde 2016, vigora como forma</p><p>obrigatória.</p><p>emprego do “S”</p><p>• O “s” intervocálico tem sempre o som de “z”:</p><p>casa, mesa, acesa etc.</p><p>• O “s” em início de palavras tem sempre o som de “ss”:</p><p>sílaba, sabonete, seno etc.</p><p>Usa-se o “S”</p><p>• Depois de ditongos:</p><p>Neusa, Sousa, maisena, lousa, coisa, deusa, faisão,</p><p>mausoléu etc.</p><p>• Adjetivos terminados pelos sufixos “oso”, “osa” (indi-</p><p>cadores de abundância):</p><p>cheiroso, prazeroso, amoroso, ansioso etc.</p><p>• Palavras com os sufixos “es”, “esa” e “isa” (indicadores</p><p>de títulos de nobreza, de origem, gentílicos ou pátrios,</p><p>cargo ou profissão):</p><p>duquesa, chinês, poetisa etc.</p><p>• Nas palavras em que haja “trans”:</p><p>transigir, transação, transeunte etc.</p><p>• Nos substantivos não derivados de adjetivos:</p><p>marquesa (de marquês), camponesa (de camponês),</p><p>defesa (de defender).</p><p>• Nos derivados dos verbos “pôr” e “querer”:</p><p>ela não quis; se quiséssemos; ela pôs o disco na estante;</p><p>compus uma música; se ela quisesse; eu pus etc.</p><p>• Nos sufixos gregos “ese”, “ise”, “ose” (de aplicação</p><p>científica, ou erudita – culta):</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>43</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>trombose, análise, metamorfose, virose, exegese, os-</p><p>mose etc.</p><p>• Nos vocábulos derivados de outros primitivos que são</p><p>escritos com “s”:</p><p>análise – analisar, analisado</p><p>atrás – atrasar, atrasado</p><p>casa – casinha, casarão, casebre</p><p>Porém há algumas exceções:</p><p>catequese – catequizar</p><p>síntese – sintetizar</p><p>batismo – batizar</p><p>• Nos diminutivos “inho”, “inha”, “ito”, “ita”:</p><p>Obs.: Se a palavra primitiva já termina com “s”, basta</p><p>acrescentar o sufixo de diminutivo adequado:</p><p>pires – piresinho</p><p>casa – casinha, casita</p><p>empresa – empresinha</p><p>• Usa-se o “s” nos substantivos cognatos (pertencentes</p><p>à mesma família de formação) de verbos em “-dir” e</p><p>“-ender”.</p><p>dividir – divisão</p><p>colidir – colisão</p><p>aludir – alusão</p><p>rescindir – rescisão</p><p>iludir – ilusão</p><p>eXeRCíCIOS</p><p>1. Assinale a alternativa em que, na frase, a palavra subli-</p><p>nhada esteja escrita incorretamente.</p><p>a) Paula saiu da sala muito pesarosa.</p><p>b) Esta água possui muita impuresa.</p><p>c) Faça a gentileza de sair rapidamente.</p><p>d) A nossa amizade é muito sólida.</p><p>e) A buzina do meu carro disparou, o que faço?</p><p>2. Assinale a alternativa em que, na frase, a palavra subli-</p><p>nhada esteja escrita incorretamente.</p><p>a) O rapaz defendeu uma tese.</p><p>b) O teste será realizado amanhã.</p><p>c) Comerei, mais tarde, um sanduíche misto.</p><p>d) Deixe os parafusos em uma lata com querozene.</p><p>e) A usina de açúcar fica distante da fazenda.</p><p>3. O sufixo “isar” foi usado incorretamente na alternativa:</p><p>a) É necessário bisar muitas músicas.</p><p>b) De longe, não consigo divisar as coisas.</p><p>c) É necessário pesquisar incansavelmente.</p><p>d) É muito importante paralisar as obras, agora.</p><p>e) Não há erro em nenhuma alternativa.</p><p>4. Há palavra estranha em um dos grupos abaixo:</p><p>a) pesaroso – previsão – empresário.</p><p>b) querosene – gasolina – música.</p><p>c) celsa – virose – maisena.</p><p>d) quiser – puser – hipnotisar.</p><p>e) anestesia – dosagem – divisa.</p><p>5. Assinale a frase em que a palavra sublinhada esteja es-</p><p>crita incorretamente.</p><p>a) Eu não quero acusar ninguém.</p><p>b) Ela é uma mulher obesa.</p><p>c) Ela está com náusea, está grávida.</p><p>d) Ao dirigir, cuidado com os transeuntes.</p><p>e) Devemos suavisar o impacto.</p><p>GABARITO</p><p>1. b 2. d 3. e 4. d 5. e</p><p>emprego do “Z”</p><p>Usa-se o “z”</p><p>• Nas palavras derivadas de uma primitiva já grafada</p><p>com “z”:</p><p>cruz - cruzamento – cruzeta – cruzeiro</p><p>juiz – juízo – ajuizado – juizado</p><p>desliza – deslizamento – deslizante</p><p>• Nos sufixos “ez/eza” formadores de substantivos abs-</p><p>tratos e adjetivos com o acréscimo dos sufixos citados:</p><p>beleza – belo + eza</p><p>gentileza – gentil + eza</p><p>insensatez – insensato + ez</p><p>• Nos diminutivos “inho” e “inha”:</p><p>Obs. 1: Se a palavra escrita primitiva já termina com “z”,</p><p>basta acrescentar o sufixo de diminutivo adequado:</p><p>juiz – juizinho</p><p>raiz – raizinha</p><p>xadrez – xadrezinho</p><p>Obs. 2: Se a palavra primitiva não tiver “s” nem “z”;</p><p>então se acrescenta: “zinho” ou “zinha”:</p><p>sofá – sofazinho</p><p>mãe – mãezinha</p><p>pé – pezinho</p><p>eXeRCíCIOS</p><p>1. Em todas as alternativas abaixo as palavras são grafadas</p><p>com “z”, exceto:</p><p>a) limpeza – beleza.</p><p>b) canalizar – utilizar.</p><p>c) avizar – improvizar.</p><p>d) catequizar – sintetizar.</p><p>e) batizar – hipnotizar.</p><p>2. Complete corretamente os espaços do período a seguir</p><p>com uma das alternativas abaixo.</p><p>“Nossa ______ não tem ______ para terminar, disse a</p><p>______.”</p><p>a) amizade – praso – meretriz</p><p>b) amisade – prazo – meretris</p><p>c) amizade – prazo – meretris</p><p>d) amizade – prazo – meretriz</p><p>e) amisade – praso – meretriz</p><p>3. Há, nas alternativas abaixo, uma palavra diferente do</p><p>grupo em relação à ortografia:</p><p>a) avidez, beleza.</p><p>b) algoz, baliza.</p><p>c) defesa, limpeza.</p><p>d) gozado, bazar.</p><p>e) miudeza, jeitoza.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>44</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>4. Todas as alternativas abaixo estão corretas em relação</p><p>à ortografia, exceto:</p><p>a) utilizar.</p><p>b) grandeza.</p><p>c) certeza.</p><p>d) orgulhoza.</p><p>e) agonizar.</p><p>5. Complete os espaços do período abaixo com uma das</p><p>alternativas que se seguem de forma correta e ordenada.</p><p>“Ela era ______ de ______ e ______ o trabalho com</p><p>______.”</p><p>a) incapaz – atualizar – finalizar – presteza</p><p>b) incapás – atualisar – finalisar – prestesa</p><p>c) incapas – atualizar – finalizar – presteza</p><p>d) incapaz – atualisar – finalisar – presteza</p><p>e) incapaz – atualizar – finalizar – prestesa</p><p>GABARITO</p><p>1. c 2. d 3. e 4. d 5. a</p><p>emprego do “G”</p><p>• Nas palavras que representam o mesmo som de “j”</p><p>quando for empregada antes das vogais “e” e “i”:</p><p>gente, girafa, urgente, gengiva, gelo, gengibre, giz etc.</p><p>Obs.: apenas nesses casos, surgem dúvidas quanto ao</p><p>uso. Nos demais casos, usa-se o “g”.</p><p>• Nas palavras derivadas de outras que já são escritas</p><p>com “g”:</p><p>ágio – agiota – agiotagem</p><p>gesso – engessado – engessar</p><p>exigir – exigência – exigível</p><p>afligir – afligem – afligido</p><p>• Nas terminações “agem”, “igem” e “ugem”:</p><p>margem, coragem, vertigem, ferrugem, fuligem,</p><p>garagem, origem etc.</p><p>exceção:</p><p>pajem, lajem, lambujem.</p><p>Note bem:</p><p>O substantivo viagem escreve-se com “g”, mas viajem</p><p>(forma verbal de viajar) escreve- se com “j”:</p><p>Dica:</p><p>Quando podemos escrever artigo antes (a, uma), temos</p><p>o substantivo “viagem”, com “g”.</p><p>A viagem para Búzios foi maravilhosa.</p><p>Quando podemos ter o sujeito e conjugar, então tere-</p><p>mos o verbo, escrito com “j”:</p><p>Que eles viajem muito bem.</p><p>• Nas terminações “ágio”, “égio”, “ígio”, “ógio”, “úgio”,</p><p>“ege”, “oge”:</p><p>pedágio, relógio, litígio, colégio, subterfúgio, estágio,</p><p>prodígio, egrégio, herege, doge etc.</p><p>• Nos verbos terminados em “ger” e “gir”:</p><p>corrigir, fingir, fugir, mugir etc.</p><p>eXeRCíCIOS</p><p>1. Todas as palavras sublinhadas nas frases abaixo são es-</p><p>critas com “g”, exceto:</p><p>a) Joga esta geringonça no lixo.</p><p>b) A geada foi muito forte na região Sul do Brasil.</p><p>c) A giboia é uma serpente não venenosa.</p><p>d) Guarde a tigela no armário da sala.</p><p>e) Pessoas cultas não falam muita gíria.</p><p>2. Todas as palavras das alternativas abaixo estão corretas</p><p>em relação à ortografia, exceto:</p><p>a) gengiva – Sergipe – evangelho.</p><p>b) trage – ogeriza – cangica.</p><p>c) giz – monge – sargento.</p><p>d) vagem – ogiva – tangerina.</p><p>e) gim – ogiva – sugestão.</p><p>3. Todas as palavras das alternativas abaixo estão incorretas</p><p>em relação à ortografia, exceto:</p><p>a) ultrage – lage – berinjela.</p><p>b) cangerê – cafageste – magé.</p><p>c) refúgio – estágio – ferrugem.</p><p>d) geca – girau -cangica.</p><p>4. Todas as alternativas abaixo estão corretas em relação</p><p>à ortografia, exceto:</p><p>a) fuselagem.</p><p>b) aflige.</p><p>c) angina.</p><p>d) grangear.</p><p>e) fuligem.</p><p>5. Todas as palavras das alternativas abaixo são grafadas</p><p>com “g”, exceto:</p><p>a) ceregeira.</p><p>b) cingir.</p><p>c) contágio.</p><p>d) algema.</p><p>e) página.</p><p>GABARITO</p><p>1. c 2. b 3. c 4. d 5. a</p><p>emprego do “J”</p><p>Usa-se o “j”:</p><p>• Nos vocábulos de origem tupi:</p><p>maracujá, caju, jenipapo, pajé, jerimum, Ubirajara etc.</p><p>exceção:</p><p>Mogi das cruzes, Mogi-guaçu, Mogi-mirim, Sergipe.</p><p>• Nas palavras cuja origem latina assim o exijam:</p><p>majestade, jeito, hoje, Jesus etc.</p><p>• Nas palavras de origem árabe:</p><p>alforje, alfanje, berinjela.</p><p>• Nas palavras derivadas de outras já escritas com “j”:</p><p>gorja – gorjeio, gorjeta, gorjear</p><p>laranja – laranjinha, laranjeira, laranjeirinha</p><p>loja – lojinha, lojista</p><p>granja – granjear, granjinha, granjeiro</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>45</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>• Nas palavras de uso um tanto e quanto discutíveis:</p><p>manjerona, jerico, jia, jumbo etc.</p><p>• A terminação “aje” é sempre com “j”:</p><p>ultraje, laje etc.</p><p>eXeRCíCIOS</p><p>1. Assinale a alternativa incorreta em relação à ortografia.</p><p>a) pajem.</p><p>b) varejo.</p><p>c) gorjeta.</p><p>d) ajiota.</p><p>e) rijeza.</p><p>2. Assinale a alternativa correta em relação à ortografia.</p><p>a) refújio.</p><p>b) estájio.</p><p>c) rijeza.</p><p>d) pedájio.</p><p>e) ferrujem.</p><p>3. Observe as frases que se seguem:</p><p>I – Minha coragem é algo incontestável.</p><p>II – O jiló é um fruto amargo, mas delicioso.</p><p>III – A giboia é uma serpente brasileira.</p><p>Agora, responda, em relação à ortografia das palavras</p><p>sublinhadas.</p><p>a) Todas estão corretas.</p><p>b) Somente a III está correta.</p><p>c) Todas estão incorretas.</p><p>d) Somente a III está incorreta.</p><p>e) Somente a I está correta.</p><p>4. Assinale a alternativa correta em relação à ortografia.</p><p>a) Jertrudes.</p><p>b) jestão.</p><p>c) jerimum.</p><p>d) jesso.</p><p>e) jerminar.</p><p>5. Assinale a alternativa incorreta em relação à ortografia.</p><p>a) jereré.</p><p>b) jeropiga.</p><p>c) jenipapo.</p><p>d) jequitibá.</p><p>e) jervão.</p><p>GABARITO</p><p>1. d 2. c 3. d 4. c 5. e</p><p>emprego do “ch”</p><p>O “ch” provém da evolução de grupos consonantais la-</p><p>tinos:</p><p>CI - clave / Ch – Chave</p><p>FI – Flagrae / Ch – Cheirar</p><p>PI – Plenu / Ch – Cheio</p><p>PI – Planu / Ch – Chão.</p><p>• Na palavra derivada de outra que já vem escrita com</p><p>“ch”:</p><p>charco / encharcar, encharcado</p><p>chafurda / enchafurdar</p><p>chocalho / enchocalhar</p><p>chouriço / enchouriçar</p><p>chumaço / enchumaçar</p><p>cheio / encher, enchimento</p><p>enchova / enchovinha</p><p>• Nas palavras após “re”:</p><p>brecha, trecho, brechó</p><p>• Nas palavras aportuguesadas, oriundas de outros idio-</p><p>mas:</p><p>salsicha / do itálico “salsíccia”</p><p>sanduíche / do inglês “sandwich”</p><p>chapéu / do francês “chapei”</p><p>chope / do francês “chope” e do alemão “Schoppen”</p><p>• O “ch” provém, também, da formação do dígrafo “ch”</p><p>latino que se originou da evolução ao longo dos tempos:</p><p>cheirar, cheio, chão, chaleira etc.</p><p>eXeRCíCIOS</p><p>1. Todas as palavras das alternativas abaixo estão correta-</p><p>mente grafadas, exceto:</p><p>a) enchumaçar.</p><p>b) cachumba.</p><p>c) chave.</p><p>d) brecha.</p><p>e) galocha.</p><p>2. Todas as palavras abaixo estão incorretamente grafadas,</p><p>exceto:</p><p>a) faicha.</p><p>b) fachina.</p><p>c) repuchão.</p><p>d) chuteira.</p><p>e) relachado.</p><p>3. Assinale a alternativa incorreta em relação à ortografia.</p><p>a) chilindró.</p><p>b) estrebuchar.</p><p>c) facho.</p><p>d) chafurdar.</p><p>e) chamego.</p><p>4. Assinale a afirmação incorreta.</p><p>a) A palavra “boliche” está corretamente grafada.</p><p>b) A palavra “rocho” está corretamente grafada.</p><p>c) A palavra “mecha” está corretamente grafada.</p><p>d) A palavra “richa” está incorretamente grafada.</p><p>e) A palavra “chereta” está incorretamente grafada.</p><p>5. Assinale a alternativa correta.</p><p>a) tachinha (prego).</p><p>b) chilindró.</p><p>c) cocho (manco).</p><p>d) muchocho.</p><p>e) muchiba.</p><p>GABARITO</p><p>1. b 2. d 3. a 4. b 5. a</p><p>emprego do “X”</p><p>• O “x” representa cinco fonemas tradicionais:</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>46</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>– “s” em final de sílabas seguido de consoante:</p><p>extático, externo, experiência, contexto etc.</p><p>– “z” em palavras com prefixo “ex”, seguido de vogal:</p><p>exame, exultar, exequível etc.</p><p>– “ss” como “ss” intervocálico:</p><p>trouxe, próximo, sintaxe etc.</p><p>– “ch” no início ou no interior de algumas palavras:</p><p>xícara, xarope, luxo, ameixa etc.</p><p>– “cs” no meio ou no fim de algumas palavras:</p><p>fixo, tórax, conexão, tóxico etc.</p><p>Obs.:</p><p>Quando no final de sílabas o “x” não for precedido da</p><p>vogal “a”, deve-se empregar o “s” em vez de “x”:</p><p>misto, justaposição etc.</p><p>• Em vocábulos de origem árabe e castelhana:</p><p>xadrez, oxalá, enxaqueca, enxadrista etc.</p><p>• Em palavras de formação popular, africana ou indígena:</p><p>xepa, xereta, xingar, abacaxi, caxumba, muxoxo, xa-</p><p>vante, xiquexique, xodó etc.</p><p>• Geralmente é usado após a sílaba inicial “en”, em pa-</p><p>lavras primitivas:</p><p>enxada, enxergar, enxaqueca, enxó, enxadrezar, enxam-</p><p>brar, enxertar, enxoval, enxovalhar, enxurrada, enxofre,</p><p>enxovia, enxuto etc.</p><p>exceções:</p><p>encher, derivada de cheio</p><p>anchova ou enchova e seus derivados etc.</p><p>Obs.:</p><p>Se a palavra é derivada, dependerá da grafia da primitiva.</p><p>charco – encharcar; chocalho – enchocalhar</p><p>chafurda – enchafurdar; chouriço – enchouriçar</p><p>chumaço – enchumaçar (estofar) etc.</p><p>• Emprega-se o “x” após ditongos:</p><p>ameixa, caixa, peixe, feixe, frouxo, deixar, baixa, rou-</p><p>xinol etc.</p><p>exceções:</p><p>caucho, cauchal, caucheiro, recauchutar, recauchuta-</p><p>gem etc.</p><p>• Emprega-se “ex” quando seguido de vogal:</p><p>exame, exército, exato etc.</p><p>• Emprega-se “ex” quando se segue:</p><p>PLI – exPLIcar</p><p>CI – exCItante</p><p>CE – exCElência</p><p>PLO – exPLOrar</p><p>eXeRCíCIOS</p><p>1. Assinale a alternativa incorreta.</p><p>a) enxada.</p><p>b) enxaqueca.</p><p>c) enxova.</p><p>d) enxofre.</p><p>e) enxertar.</p><p>2. Assinale a alternativa correta.</p><p>a) enxarcar.</p><p>b) enxocalhar.</p><p>c) enxouriçar.</p><p>d) enxurrada.</p><p>e) enxumaçar.</p><p>3. Assinale a alternativa incorreta em relação ao uso do</p><p>“X”:</p><p>a) cambaxirra.</p><p>b) flexar.</p><p>c) taxar (preço).</p><p>d) explicar.</p><p>4. Todas as palavras abaixo estão corretas em relação ao</p><p>uso do “X”, exceto:</p><p>a) enxerto.</p><p>b) sintaxe.</p><p>c) textual.</p><p>d) síxtole.</p><p>5. Complete as lacunas das palavras, com uma das alter-</p><p>nativas que se segue:</p><p>e__pontâneo; e__terior; e__perto; e__cessivo.</p><p>a) x – s – x – s</p><p>b) s – x – s – x</p><p>c) s – s – x – x</p><p>d) x – x – s – s</p><p>GABARITO</p><p>1. c 2. d 3. b 4. d 5. b</p><p>Uso do “e”</p><p>• Nos verbos terminados em “uar”, “oar”, nas formas do</p><p>presente do subjuntivo:</p><p>continuar – continue – continues</p><p>efetuar – efetue – efetues</p><p>habituar – habitue – habitues</p><p>averigue – averigues</p><p>perdoar – perdoe – perdoes</p><p>abençoar – abençoe – abençoes</p><p>• Palavras formadas com o prefixo “ante”:</p><p>antecipar, anterior, antevéspera</p><p>Uso do “I”.</p><p>• Nos verbos terminados em “uir” nas segunda e tercei-</p><p>ra pessoas do singular do presente do indicativo e a</p><p>segunda pessoa do singular do imperativo afirmativo:</p><p>constituir – constitui – constituis</p><p>possuir – possui – possuís</p><p>influir – influi – influis</p><p>fluir – flui – fluis</p><p>diminuir -diminui – diminuis</p><p>instituir – institui – instituis</p><p>eXeRCíCIOS</p><p>1. Assinale a alternativa incorreta em relação ao uso do</p><p>“e” e do “i”:</p><p>a) destilar.</p><p>b) cumeeira.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>47</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>c) quase.</p><p>d) cadiado.</p><p>2. Assinale a alternativa correta em relação ao uso do “e”</p><p>e do “i”:</p><p>a) criolina.</p><p>b) cemitério.</p><p>c) palitó.</p><p>d) orquídia.</p><p>3. Todas as alternativas abaixo estão corretas em relação</p><p>ao uso do “e” e do “i”, exceto:</p><p>a) seringa.</p><p>b) seriema.</p><p>c) umedecer.</p><p>d) desinteria.</p><p>4. Todas as alternativas abaixo estão incorretas em relação</p><p>ao uso do “e” e do “i”, exceto:</p><p>a) crâneo.</p><p>b) meretíssimo.</p><p>c) previlégio.</p><p>d) Filipe.</p><p>5. Quanto às palavras</p><p>I – impigem;</p><p>II – terebentina;</p><p>III – pinicilina.</p><p>podemos afirmar:</p><p>a) somente a I está correta.</p><p>b) somente a II está correta.</p><p>c) todas estão incorretas.</p><p>d) todas estão corretas.</p><p>GABARITO</p><p>1. d 2. b 3. d 4. d 5. a</p><p>Uso do “O” e do “U”</p><p>A letra “o” átono pode soar como “u”, acarretando he-</p><p>sitação na grafia.</p><p>Pode-se recorrer ao artifício da comparação com palavras</p><p>da mesma família:</p><p>abolir – abolição</p><p>tábua – tabular</p><p>comprimento – comprido</p><p>cumprimento – cumprimentar</p><p>explodir – explosão</p><p>eXeRCíCIOS</p><p>1. Todas as palavras das alternativas abaixo estão corretas</p><p>em relação à grafia, exceto:</p><p>a) nódoa.</p><p>b) óbolo.</p><p>c) poleiro.</p><p>d) pulir.</p><p>2. Todas as palavras das alternativas abaixo estão corretas</p><p>em relação à grafia, exceto:</p><p>a) capueira.</p><p>b) embolo.</p><p>c) focinho.</p><p>d) goela.</p><p>3. Em relação às seguintes palavras:</p><p>I – muleque;</p><p>II – mulambo;</p><p>III – buate,</p><p>podemos afirmar:</p><p>a) todas estão corretas.</p><p>b) somente a I e II estão corretas.</p><p>c) somente a I e III estão corretas.</p><p>d) todas estão incorretas.</p><p>4. Em relação às seguintes palavras:</p><p>I – bueiro;</p><p>II – manoel;</p><p>III – jaboticaba</p><p>podemos afirmar como verdadeiro:</p><p>a) somente a II e III estão incorretas.</p><p>b) somente a II e III estão corretas.</p><p>c) somente a I está correta.</p><p>d) todas estão corretas.</p><p>e) somente II está incorreta.</p><p>5. Assinale a alternativa de palavra incorretamente grafada.</p><p>a) custume.</p><p>b) tribo.</p><p>c) romênia.</p><p>d) buliçoso.</p><p>GABARITO</p><p>1. d 2. a 3. d 4. e 5. a</p><p>Algumas Dificuldades Gramaticais</p><p>Notações sobre o uso de “mal” e “mau”:</p><p>• Usa-se “mal” nos seguintes casos:</p><p>Como substantivo (opõe-se a “bem”)</p><p>Assim varia de número (males) e, geralmente, vem</p><p>precedido de artigo:</p><p>“O chato da bebida não é o mal que ela nos pode trazer,</p><p>são os bêbados que ela nos traz.” (Leon Eliachar)</p><p>“Para se trilhar o caminho do mal, é indispensável não</p><p>se importar com o constrangimento.” (Fraga)</p><p>Como advérbio (opõe-se a “bem”)</p><p>Nesse caso, modifica o verbo, o adjetivo e o próprio</p><p>advérbio:</p><p>“Andam mal os versos de pé quebrado.” (Jaab)</p><p>“Varam o espaço foguetes mal intencionados.” (Cecília</p><p>Meireles)</p><p>“Mendicância vai muito mal: falta de verba.” (Sylvio</p><p>Abreu)</p><p>Como conjunção</p><p>Equivale a quando, assim que, apenas:</p><p>“Mal o Flamengo entrou em campo, foi delirantemente</p><p>aplaudido”.</p><p>“Mal colocou o papel na máquina, o menino começou</p><p>a empurrar a cadeira pela sala, fazendo um barulho</p><p>infernal”. (Fernando Sabino)</p><p>• Usa-se “mau” nos seguintes casos</p><p>Como adjetivo (opõe-se a bom)</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>48</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>Modifica o substantivo a que se relaciona:</p><p>“Um bom romance nos diz a verdade sobre o seu herói,</p><p>mas um mau romance nos diz a verdade sobre seu</p><p>autor”. (Chesterton Apud Josué Montello)</p><p>“Quando a previsão diz tempo bom, isso é mau.” (Leon</p><p>Eliachar)</p><p>Como substantivo</p><p>Normalmente vem precedido de artigo:</p><p>“Por que não prender os maus para vivermos tranqui-</p><p>los?”</p><p>“O Belo e o Feio... O Bom e o Mau... Dor e Prazer”.</p><p>(Mário Quintana)</p><p>“... só que viera a pé e foi-se sentado, cansado talvez</p><p>de cavalgar por montes e vales do Oeste, e de tantas</p><p>lutas contra os maus”. (CDA)</p><p>Notações sobre o uso de “a”, “há” e “ah”</p><p>• Usa-se “há”</p><p>Com referência a tempo passado:</p><p>“Estou muito doente. Há dez anos venho sofrendo de</p><p>mal súbito”. (Aldu)</p><p>“Isso aconteceu há quatro ou cinco anos”. (Rubem Braga)</p><p>Quando é formado do verbo haver:</p><p>“Já não há mais tempo. O futuro chegou”.</p><p>“O garçom era atencioso, você sabia que há garçons</p><p>atenciosos?” (CDA)</p><p>• Usa-se “a”</p><p>Com referência a tempo futuro:</p><p>“... mas daí a pouco tinha a explicação”. (Machado de</p><p>Assis)</p><p>“Fui casado, disse ele, depois de algum tempo, daqui</p><p>a três meses posso dizer outra vez: sou casado”. (Ma-</p><p>chado de Assis)</p><p>• Usa-se “ah”</p><p>Como interjeição enfatizante:</p><p>“Ah, ia-se me esquecendo: um escritório funcional deve</p><p>ter também uma secretária funcional”. (Leon Eliachar)</p><p>“Ah! Disse o velho com indiferença”. (Machado de Assis)</p><p>Notações sobre o uso de “mas”, “más” e “mais”</p><p>• Mas</p><p>É conjunção adversativa (dá ideia de oposição, retifi-</p><p>cação):</p><p>“Sinto muito, doutor, mas não sinto nada”. (Aldu)</p><p>“O dinheiro não traz felicidade, mas acalma os nervos”.</p><p>(Aldu)</p><p>• Más</p><p>Plural feminino de “MAU”</p><p>“Não tinha más qualidades, ou se as tinha, eram de</p><p>pouca monta”. (Machado de Assis)</p><p>“Não há coisas, na vida, inteiramente más”. (Mário</p><p>Quintana)</p><p>• Mais</p><p>Advérbio de intensidade</p><p>“As fantasias mais usadas no carnaval são: homem</p><p>vestido de mulher e mulher vestida de homem”. (Leon</p><p>Eliachar)</p><p>Ele nunca está satisfeito. Sempre quer mais do que</p><p>recebe.</p><p>Notações sobre o uso do porquê (e variações)</p><p>• Porque – Conjunção causal ou explicativa:</p><p>“Vende-se um segredo de cofre a quem conseguir abrir</p><p>o cofre, porque o dono não consegue”. (Leon Eliachar)</p><p>“Os macróbios são macróbios porque não acreditam</p><p>em micróbios”. (Mário Quintana)</p><p>• Por que – Nas interrogações</p><p>“ – Diga-se cá, por que foi que você não apareceu mais</p><p>lá em casa?” (Graciliano Ramos) (Interrogativa direta)</p><p>“Não sei por que você foi embora”. (Interrogação indi-</p><p>reta)</p><p>Como pronome relativo, equivalente a o qual, a qual,</p><p>os quais, as quais.</p><p>“Não sei a razão por que me ofenderam”.</p><p>“Contavam fatos da vida, incidentes perigosos por que</p><p>tinham passado”. (José Lins do Rego)</p><p>• Por quê – No final da frase.</p><p>“Mas por quê? Por quê? Por amor? (Eça de Queiroz)</p><p>“Sou a que chora sem saber por quê”. (Florbela Espanca)</p><p>• Porquê</p><p>É substantivo e, então, varia em número; normalmen-</p><p>te, o artigo o precede:</p><p>“Eu sem você não tenho porquê”. (Vinícius de Morais)</p><p>“Só mesmo Deus é quem sabe o porquê de certas von-</p><p>tades femininas, se é que consegue saber.” (CDA)</p><p>Notações sobre o uso de “quê” e “’que”</p><p>• Quê</p><p>Como interjeição exclamativa (seguida de ponto de</p><p>exclamação):</p><p>“Quê! Você ainda não tomou banho?”</p><p>No final de frases:</p><p>Zombaria de todos, mesmo sem saber de quê.</p><p>“Medo de quê?” (José Lins do Reco)</p><p>Como substantivo</p><p>“Um quê misterioso aqui me fala.” (Gonçalves Dias)</p><p>“A arte de escrever é, por essência, irreverente e tem</p><p>sempre um quê de proibido...” (Mário Quintana)</p><p>• Que</p><p>Em outros casos usa-se a forma sem acento:</p><p>“Da igreja – exclamou. Que horror.” (Eça de Queiroz)</p><p>“E que sonho mau eu tive.” (Humberto de Campos)</p><p>Notações sobre o uso de “onde”, “aonde” e “donde”</p><p>• Onde</p><p>É estático. Usa-se com os verbos chamados de repouso,</p><p>situação, fixação, como o verbo “ser” e suas modali-</p><p>dades (estar – permanecer) e outros (ficar, estacionar</p><p>etc.); corresponde a “lugar em que” (ubi, em latim):</p><p>“Onde foi inventado o feijão com arroz? (Clarice Lis-</p><p>pector)</p><p>“Vende-se uma bússola enguiçada. Infelizmente não</p><p>sei onde estou, senão não venderia a bússola”. (Leon</p><p>Eliachar)</p><p>• Aonde</p><p>É dinâmico. Usa-se com os verbos chamados de mo-</p><p>vimento, como ir, andar, caminhar etc.; corresponde</p><p>a lugar em que (quo, em latim):</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>49</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>“Tal prática era possível na cidade, aonde ainda não</p><p>haviam chegado os automóveis.” (Manuel Bandeira)</p><p>“Se chegares sempre aonde quiseres, ganharás”. (Paulo</p><p>Mendes Campos)</p><p>• Donde</p><p>Equivale a “de onde” e apresenta ideia de afastamento;</p><p>corresponde a lugar do qual (unde, em latim):</p><p>“Tomás estava, mas encerrara-se no quarto, donde só</p><p>saíra...” (Machado de Assis)</p><p>“Às vezes se atiram a distantes excursões donde regres-</p><p>sas com uma enorme lava.” (Manoel Bandeira)</p><p>Notações sobre o uso de “senão” e “se não”</p><p>• Senão</p><p>Conjunção adversativa com o sentido de “em caso</p><p>contrário”, “de outra forma”:</p><p>“Cala a boca, mulher, senão aparece polícia”. (Raquel</p><p>de Queiroz)</p><p>Com o sentido de “mas sim” e com o sentido de “a não</p><p>ser”:</p><p>“Ele, a quem eu nada podia dar senão minha sincerida-</p><p>de, ele passou a ser uma acusação de minha pobreza”.</p><p>(Clarice Lispector)</p><p>Quando substantivo com o sentido de “falha”, “defei-</p><p>to”, “imperfeição”. Admite, então, flexão de número:</p><p>“Esfregam as mãos, têm júbilos de solteiras histéricas, dão</p><p>pulinhos, apenas porque encontram senões miúdos nas</p><p>páginas que não saberiam compor”. (Josué Montello)</p><p>• Se não</p><p>Quando conjunção condicional “se”:</p><p>‘’Se não fosse Van Gogh, o que seria do amarelo?”</p><p>(Mário Quintana)</p><p>Quando advérbio de negação “Não”</p><p>“Os ex-seminaristas, como os ex-padres, permanecem</p><p>ligados indissoluvelmente à Igreja. Se não, pela fé –</p><p>pelo rito”. (Josué Montello)</p><p>‘’Se não fosse Van Gogh, o que seria do amarelo?”</p><p>(Mário Quintana)</p><p>Notações sobre “afim” e “a fim de”</p><p>• Afim</p><p>Adjetivo com o sentido de parente, próximo:</p><p>“... era meu parente afim, [...] interrogou-nos de cara</p><p>amarrada e mandou-nos embora.” (CDA)</p><p>Naquele grupo todos eram afins; por isso brigavam</p><p>tanto.</p><p>• A fim</p><p>Locução prepositiva; dá ideia de finalidade; equivale</p><p>a “para”:</p><p>Viajou a fim de se esconder.</p><p>“Metade da massa ralada vai para a rede da goma, a fim</p><p>de se lhe tirar o excesso de amido”. (Raquel de Queiroz)</p><p>Notações sobre o uso de “a par” e “ao par”</p><p>• A par</p><p>Tem o significado de conhecer, saber, tomar conheci-</p><p>mento:</p><p>Estamos a par da evolução técnica.</p><p>• Ao par</p><p>Tem o significado de igual, equilibrado, paralelo:</p><p>O câmbio está ao par.</p><p>eXeRCíCIOS</p><p>1. Preencha as lacunas com “mal”, “mau”, “má”:</p><p>a) Foi um _______ resultado para a equipe.</p><p>b) Foi um ______ irrecuperável.</p><p>c) Não me interprete _____ quando lhe digo _____ que</p><p>responderá pelo que fez a esta criança.</p><p>d) ______ entrou no campo, deu um _______ jeito no</p><p>pé, devido à _______ condição do gramado.</p><p>e) Uma redação _______ escrita pode ser, apenas, o</p><p>resultado de uma _______ organização de ideias.</p><p>f) Ele organizou ______ o texto.</p><p>g) Sua _______ redação foi um negócio ________ para</p><p>ela.</p><p>h) Este menino é _______ porque sempre aprendeu a</p><p>praticar o _______.</p><p>i) Se não tivesse recebido ______ exemplos, evitaria os</p><p>______ que tem causado.</p><p>j) Há pessoas que têm o _____ costume de fazer ______</p><p>juízo dos outros, ______ os conhecem.</p><p>2. Preencha as lacunas com porque, por que, porquê, por</p><p>quê, ou quê:</p><p>a) Você não disse _________ veio, ontem, à festa.</p><p>b) Não sei ________ você não veio, ontem, à festa.</p><p>c) Você sabe se José não veio à aula hoje, ________ não</p><p>chegou ainda do passeio de final de semana?</p><p>d) Todos temos direitos inalienáveis, ________ somos</p><p>pessoas humanas.</p><p>e) _________ se questiona tanto o progresso e se ques-</p><p>tionam pouco os responsáveis pela ampliação desu-</p><p>mana da técnica? ___________?</p><p>f) Os caminhos __________ temos andado, os valores</p><p>_________ temos lutado, podem não ser os mais</p><p>certos, porém são aqueles em que acreditamos.</p><p>g) Há um _______ misterioso em tudo isso.</p><p>h) Não consigo perceber o _________ de tudo isso, mas</p><p>as razões ________ não consigo perceber tudo isso</p><p>já estão bem identificadas.</p><p>GABARITO</p><p>1. a) mau</p><p>b) mal</p><p>c) mal, mal</p><p>d) Mal, mau, má</p><p>e) mal, má</p><p>f) mal</p><p>g) má, mau</p><p>h) mau, mal</p><p>i) maus, males</p><p>j) mau, mau, mal</p><p>2. a) por que</p><p>b) por que</p><p>c) porque</p><p>d) porque</p><p>e) Por que, Por quê</p><p>f) por que, por que</p><p>g) porquê</p><p>h) porquê, por que</p><p>emprego do Hífen</p><p>(Conforme a Nova Ortografia)</p><p>a) Não será usado hífen quando o prefixo termina em</p><p>vogal e o segundo elemento começa com r ou s. Essas letras</p><p>serão duplicadas. Observe as regras no quadro abaixo.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>50</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>Velha Regra Nova Regra</p><p>ante-sala</p><p>anti-reumatismo</p><p>antessala</p><p>antirreumatismo</p><p>auto-recuo</p><p>contra-senso</p><p>autorrecuo</p><p>contrassenso</p><p>extra-rigoroso</p><p>infra-solo</p><p>extrarrigoroso</p><p>infrassolo</p><p>ultra-rede</p><p>ultra-sentimental</p><p>ultrarrede</p><p>ultrassentimental</p><p>semi-sótão</p><p>supra-renal</p><p>semissótão</p><p>suprarrenal</p><p>supra-sigiloso suprassigiloso</p><p>Os prefixos hiper-, inter- e super- se ligam com hífen a</p><p>elementos iniciados por r.</p><p>hiper-risonho, hiper-realidade, hiper-rústico, hiper-regu-</p><p>lagem, inter-regional, inter-relação, inter-racial, super-</p><p>-ramificado, super-risco, super-revista.</p><p>b) Passa a ser usado o hífen, agora, quando o prefixo</p><p>termina com a mesma vogal que inicia o segundo elemento.</p><p>Lembremos que, nas regras anteriores ao acordo ortográfico,</p><p>os prefixos abaixo eram grafados sem hífen diante de vogal.</p><p>Observe o quadro:</p><p>Velha Regra Nova Regra</p><p>antiinflacionário</p><p>antiictérico</p><p>antiinflamatório</p><p>anti-inflacionário</p><p>anti-ictérico</p><p>anti-inflamatório</p><p>arquiinimigo</p><p>arquiinteligente</p><p>arqui-inimigo</p><p>arqui-inteligente</p><p>microondas</p><p>microônibus</p><p>microorganismo</p><p>micro-ondas</p><p>micro-ônibus</p><p>micro-organismo</p><p>exceção:</p><p>Não se usa hífen com o prefixo co-, mesmo que o segundo</p><p>elemento comece com a vogal o:</p><p>coordenação, cooperação, coocorrência, coocupante,</p><p>coonestar, coobrigar, coobrar.</p><p>c) Não será mais usado quando o prefixo termina em</p><p>vogal diferente da que inicia o segundo elemento. Lem-</p><p>bremos que, nas regras anteriores ao acordo ortográfico, os</p><p>prefixos abaixo eram sempre grafados com hífen antes de</p><p>vogal. Observe o quadro:</p><p>Velha Regra Nova Regra</p><p>auto-análise</p><p>auto-afirmação</p><p>auto-adesivo</p><p>auto-estrada</p><p>auto-escola</p><p>auto-imune</p><p>autoanálise</p><p>autoafirmação</p><p>autoadesivo</p><p>autoestrada</p><p>autoescola</p><p>autoimune</p><p>extra-estatutário</p><p>extra-escolar</p><p>extra-estatal</p><p>extra-ocular</p><p>extra-oficial</p><p>extraordinário*</p><p>extra-urbano</p><p>extra-uterino</p><p>extraestatutário</p><p>extraescolar</p><p>extraestatal</p><p>extraocular</p><p>extraoficial</p><p>extraordinário</p><p>extraurbano</p><p>extrauterino</p><p>infra-escapular</p><p>infra-escrito</p><p>infra-específico</p><p>infra-estrutura</p><p>infra-ordem</p><p>infraescapular</p><p>infraescrito</p><p>infraespecífico</p><p>infraestrutura</p><p>infraordem</p><p>intra-epidérmico</p><p>intra-estelar</p><p>intra-orgânico</p><p>intra-ósseo</p><p>intraepidérmico</p><p>intraestelar</p><p>intraorgânico</p><p>intraósseo</p><p>neo-academicismo</p><p>neo-aristotélico</p><p>neo-aramaico</p><p>neo-escolástica</p><p>neo-escocês</p><p>neo-estalinismo</p><p>neo-idealismo</p><p>neo-imperialismo</p><p>neoacademicismo</p><p>neoaristotélico</p><p>neoaramaico</p><p>neoescolástico</p><p>neoescocês</p><p>neoestalinismo</p><p>neoidealismo</p><p>neoimperialismo</p><p>semi-erudito</p><p>supra-ocular</p><p>semierudito</p><p>supraocular</p><p>* Observe que a palavra extraordinário já era escrita sem hífen antes</p><p>do novo acordo.</p><p>d) Não se usa mais o hífen em palavras compostas por</p><p>justaposição, quando se perde a noção de composição e</p><p>surge um vocábulo autônomo. Observe o quadro:</p><p>Velha Regra Nova Regra</p><p>manda-chuva mandachuva</p><p>pára-quedas paraquedas</p><p>pára-lama, pára-brisa paralama, parabrisa</p><p>pára-choque parachoque</p><p>Devemos observar que continuam com hífen: ano-luz,</p><p>arco-íris, decreto-lei, és-sueste, médico-cirurgião, tio-avô,</p><p>mato-grossense, norte-americano, sul-africano, afro-luso-</p><p>-brasileiro, primeiro-sargento, segunda-feira, guarda-chuva.</p><p>e) Fica sendo regra geral o hífen antes de h:</p><p>anti-higiênico, circum-hospitalar, co-herdeiro, contra-</p><p>-harmônico, extra-humano, pré-histórico, sub-hepático,</p><p>super-homem.</p><p>O que não muda no hífen</p><p>Continua-se a usar hífen nos seguintes casos:</p><p>• Em palavras compostas que constituem unidade sin-</p><p>tagmática e semântica e nas que designam espécies:</p><p>ano-luz, azul-escuro, conta-gotas, guarda-chuva,</p><p>segunda-feira, tenente-coronel, beija-flor, couve-flor,</p><p>erva-doce, mal-me-quer, bem-te-vi.</p><p>• Com os prefixos ex-, sota-, soto-, vice-, vizo-:</p><p>ex-mulher, sota-piloto, soto-mestre, vice-campeão,</p><p>vizo-rei.</p><p>• Com prefixos circum- e pan- se o segundo elemento</p><p>começa por vogal h e m ou n:</p><p>circum-adjacência, pan-americano, pan-histórico.</p><p>• Com prefixos tônicos acentuados pré-, pró- e pós- se</p><p>o segundo elemento tem vida à parte na língua:</p><p>pré-bizantino, pró-romano, pós-graduação.</p><p>• Com sufixos de base tupi-guarani que representam for-</p><p>mas</p><p>6. Pode-se inferir do texto que hoje a avaliação positiva da</p><p>obra de Mahler constitui uma unanimidade nacional.</p><p>7. Intelecção, ou entendimento do texto é a captação</p><p>objetiva das informações que o texto traz abertamente,</p><p>explicitamente.</p><p>8. Interpretação, ilação, dedução, conclusão, percepção</p><p>do texto é resultado de raciocínio aplicado, permitindo</p><p>captar-lhe tanto as informações explícitas, quanto as</p><p>implícitas.</p><p>9. A aplicação do raciocínio lógico às informações contidas</p><p>no texto, expostas ou subentendidas, permite ao leitor</p><p>tirar dele conclusões ou interpretá-lo corretamente.</p><p>10. A leitura de um texto deve levar em consideração o mo-</p><p>mento e as circunstâncias em que foi construído, bem</p><p>como à finalidade a que se propõe.</p><p>11. Segundo opinião dedutível do texto, os críticos que</p><p>desprezaram o compositor estavam errados.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>1. Errado. Por quê? Esta informação – “foi alvo de in-</p><p>tensas polêmicas” – não “se deduz” do tex-</p><p>to, está claramente expressa nele.</p><p>2. Certo Por quê? Esta dedução se origina da infor-</p><p>mação de que “maestros” apresentaram</p><p>obras dele.</p><p>3. Certo Por quê? A informação de que ele foi alvo</p><p>de ”preconceito antissemita” leva à conclu-</p><p>são de que ele era “de origem judaica”.</p><p>4. Certo Por quê? A palavra “maestro” tem uma co-</p><p>notação diferente (sem vírgula) de “cantor”,</p><p>“compositor”, “DJ”, “intérprete” etc. Maes-</p><p>tro pressupõe erudição, por sua própria for-</p><p>mação acadêmica; por isso, “pode-se dedu-</p><p>zir que as músicas sejam eruditas, pois ‘eru-</p><p>ditos’ se empenham na sua apresentação”.</p><p>O “pode-se deduzir” é aceitável, porque não</p><p>impõe que seja uma “dedução obrigatória”.</p><p>5. Certo Por quê? Essa inferência (dedução) nasce</p><p>da informação de que “foram raros os ma-</p><p>estros que, nas décadas que se seguiram à</p><p>sua morte, se empenharam na apresenta-</p><p>ção de suas obras.”</p><p>6. Errado Por quê? Primeiro, o texto não abrange as-</p><p>sunto nacional, mas internacional. Segun-</p><p>do, não se pode deduzir que haja unanimi-</p><p>dade, mas uma boa ou grande aceitação.</p><p>7. Certo</p><p>8. Certo</p><p>9. Certo</p><p>10. Certo</p><p>11. Certo Por quê? Conforme o texto, tais críticos,</p><p>além de não compreenderem o lado esté-</p><p>tico do artista, incorreram em preconceito.</p><p>IDeIA PRINCIPAL e SeCUNDÁRIA</p><p>Em vida, Gustav Mahler (1860-1911), tanto por sua per-</p><p>sonalidade artística como por sua obra, foi alvo de intensas</p><p>polêmicas – e de desprezo por boa parte da crítica. A incom-</p><p>preensão estética e o preconceito antissemita também o</p><p>acompanhariam postumamente e foram raros os maestros</p><p>que, nas décadas que se seguiram à sua morte, se empenha-</p><p>ram na apresentação de suas obras.</p><p>Julgue os itens.</p><p>12. O parágrafo lido constitui-se de dois períodos, residindo</p><p>a ideia principal no segundo.</p><p>13. A ideia principal está contida no primeiro período,</p><p>representando o segundo um desenvolvimento das</p><p>ideias do primeiro.</p><p>14. Qual a ideia principal do texto?</p><p>a) Mahler foi um compositor.</p><p>b) Mahler tinha origem judaica.</p><p>c) Mahler compunha música erudita.</p><p>d) O valor de Mahler só foi reconhecido devidamente</p><p>a partir de algumas décadas após seu falecimento.</p><p>e) A finalidade do texto é dizer que boa parte da críti-</p><p>ca foi contrária a Mahler.</p><p>Gabarito Comentado</p><p>12. Errado A questão seguinte esclarece o assunto.</p><p>13. Certo</p><p>14. d</p><p>Nesta questão 14, todas as cinco alternativas exprimem</p><p>informações contidas no texto dado. Contudo, entre as</p><p>ideias lançadas em qualquer texto, existe uma hierarquia,</p><p>uma gradação de importância. Daí os conceitos de IDEIA</p><p>CENTRAL OU PRINCIPAL e IDEIAS SECUNDÁRIAS OU PERIFÉ-</p><p>RICAS. A ideia central ou principal será a responsável pelo</p><p>TEMA, que não se define por uma só palavra, mas por uma</p><p>AFIRMAÇÃO. Pode-se dizer que o tema do trecho lido é a</p><p>valorização póstuma da obra mahleriana. As demais ideias,</p><p>secundárias, servem para dar maior compreensão ao texto</p><p>e propiciar ao leitor uma visão mais detalhada do assunto.</p><p>COMO ACHAR A IDeIA PRINCIPAL OU O TeMA</p><p>Tratando-se de texto expositivo, argumentativo, os exa-</p><p>minadores buscam avaliar no candidato a capacidade de</p><p>captar o mais importante. Quando você tem pouco tempo</p><p>na prova e precisa responder a uma questão que indaga</p><p>sobre o tema ou a ideia central de um longo texto, ou de</p><p>um texto completo, basta concentrar-se na leitura do último</p><p>parágrafo. Necessariamente lá está a resposta da questão.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>6</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>Normalmente, num parágrafo, a ideia principal se encon-</p><p>tra na parte inicial sendo seguida de um desenvolvimento,</p><p>em forma de explicação, detalhamento, exemplificação etc..</p><p>Essa ideia principal também é conhecida por TÓPICO FRASAL.</p><p>Mais raramente, pode ser encontrada no final do parágrafo,</p><p>sob a forma de conclusão das informações ou explanações</p><p>que a antecedem. Repetindo: a ideia central ou principal de</p><p>um parágrafo se situa no início ou no final. Nas outras partes,</p><p>aparecem os argumentos.</p><p>Quando a abordagem é não apenas de um parágrafo,</p><p>mas de um texto completo, o tema ou ideia principal se</p><p>encontra no último parágrafo, podendo também aparecer</p><p>no primeiro, conhecido como parágrafo introdutório. Os</p><p>parágrafos centrais são reservados às argumentações, que</p><p>contribuem para dar suporte à principal ideia.</p><p>INTeRTeXTUALIDADe</p><p>Chama-se intertextualidade a relação explícita ou implí-</p><p>cita de um texto com outro.</p><p>Quando Chico Buarque diz, na música Bom Conselho, “de-</p><p>vagar é que não se vai longe”, “quem espera nunca alcança”,</p><p>cria uma intertextualidade implícita com os ditos populares</p><p>“devagar se vai ao longe” e “quem espera sempre alcança”.</p><p>Veja a estrofe seguinte:</p><p>Minha terra tem palmares</p><p>Onde gorjeia o mar</p><p>Os passarinhos daqui</p><p>Não cantam como os de lá</p><p>(Oswald de Andrade)</p><p>E responda C (certo) ou E (errado):</p><p>( ) Esses versos lembram “Minha terra tem palmeiras, /</p><p>Onde canta o sabiá; / As aves, que aqui gorjeiam, / Não</p><p>gorjeiam como lá. /”, de Gonçalves Dias.</p><p>( ) A criação de Oswald de Andrade constitui um combate</p><p>à estética romântica.</p><p>( ) trata-se de bom exemplo de intertextualidade.</p><p>Gabarito</p><p>C, C, C</p><p>IMPLíCITOS: PReSSUPOSTOS e SUBeNTeNDIDOS</p><p>Implícitos</p><p>Implícitos constituem informações que não se encontram</p><p>exteriorizadas (ou escritas ou pronunciadas) no texto, estando</p><p>apenas sugeridas por um ou outro índice linguístico. É a leitura</p><p>atenta e competente que permite ao leitor a percepção do que</p><p>ficou implícito, ou se mostra apenas nas entrelinhas.</p><p>Pressupostos</p><p>Os pressupostos são identificados por estarem sugeridos</p><p>por palavras ou outros elementos do texto, não são difíceis</p><p>de encontrar-se e não podem ser desmentidos pelo uso do</p><p>raciocínio lógico.</p><p>Ex.: Teresa voltou da Índia.</p><p>Pressupostos: ela foi à Índia (indiscutível); a viagem teve</p><p>início há mais que dois dias (indiscutível).</p><p>Subentendidos</p><p>Os subentendidos se formam por dedução subjetiva do</p><p>leitor, pois baseiam-se em sua visão de mundo, por isso são</p><p>discutíveis.</p><p>Ex.: Teresa voltou da Índia.</p><p>Subentendidos: Teresa gastou muito (discutível, pois</p><p>pode alguém ter pago tudo); ela é uma felizarda, aproveitou</p><p>bastante (discutível, porque pode ter ido a trabalho, com</p><p>pouco dinheiro, e ter ficado hospitalizada o tempo todo).</p><p>exercícios</p><p>Assinale C ou E nos parênteses.</p><p>Na frase Carlos mudará de profissão,</p><p>1. ( ) tem-se como pressuposto que ele ganha pouco.</p><p>2. ( ) tem-se como pressuposto que ele tem profissão.</p><p>3. ( ) é possível que ele esteja contrariado.</p><p>4. ( ) é possível que ele tenha profissão.</p><p>Gabarito</p><p>1. E 2. C 3. C 4. E</p><p>TIPOLOGIA TeXTUAL</p><p>Narração ou história</p><p>Texto que conta uma história, curtíssima ou longa, tendo</p><p>personagem, ação, espaço e tempo, mas o tempo tem de</p><p>estar em desenvolvimento.</p><p>Ela chegou, abriu a porta, entrou e olhou para mim. (As</p><p>ações acontecem em sequência)</p><p>Descrição ou retrato</p><p>1. Texto que mostra um ambiente.</p><p>O Sol estava a pino, as portas trancadas,</p><p>adjetivas: -açu, -guaçu, e -mirim, se o primeiro</p><p>elemento acaba em vogal acentuada ou a pronúncia</p><p>exige a distinção gráfica entre ambos:</p><p>amoré-guaçu, manacá-açu, jacaré-açu, paraná-mirim.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>51</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>• Com topônimos iniciados por grão- e grã- e forma ver-</p><p>bal ou elementos com artigo:</p><p>Grã-Bretanha, Santa Rita do Passa-Quatro, Baía de</p><p>Todos-os-Santos, Trás-os-Montes etc.</p><p>• Com os advérbios mal e bem quando formam uma</p><p>unidade sintagmática com significado e o segundo</p><p>elemento começa por vogal ou h:</p><p>bem-aventurado, bem-estar, bem-humorado, mal-</p><p>-estar, mal-humorado.</p><p>Obs.: Os compostos com o advérbio bem se escrevem</p><p>sem hífen quando tal prefixo é seguido por elemento</p><p>iniciado por consoante:</p><p>bem-nascido, bem-criado, bem-visto (ao contrário de</p><p>“malnascido”, “malcriado” e “malvisto”).</p><p>• Nos compostos com os elementos além, aquém, recém</p><p>e sem:</p><p>além-mar, além-fronteiras, aquém-oceano, recém-</p><p>-casados, sem-número, sem-teto.</p><p>Hífen em locuções</p><p>Não se usa hífen nas locuções (substantivas, adjetivas,</p><p>pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas ou conjunti-</p><p>vas), como em: cão de guarda, fim de semana, café com leite,</p><p>pão de mel, pão com manteiga, sala de jantar, cor de vinho,</p><p>à vontade, abaixo de, acerca de, a fim de que.</p><p>São exceções algumas locuções consagradas pelo uso. É</p><p>o caso de expressões como: água-de-colônia, arco-da-velha,</p><p>cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao-deus-dará, à</p><p>queima-roupa.</p><p>eXeRCíCIOS</p><p>Responda conforme as novas regras da ortografia.</p><p>1. Nas frases que seguem, indique a única que apresente a</p><p>expressão incorreta, levando em conta o emprego do hífen.</p><p>a) Aqueles frágeis recém-nascidos bebiam o ar com</p><p>aflição.</p><p>b) Nunca mais hei-de dizer os meus segredos.</p><p>c) Era tão sem ternura aquele afago, que ele saiu mal-</p><p>-humorado.</p><p>d) Havia uma super-relação entre aquela região deserta</p><p>e esta cidade enorme.</p><p>e) Este silêncio imperturbável, amá-lo-emos como uma</p><p>alegria que não deixa de ser triste.</p><p>2. Suponha que você tenha que agregar o prefixo sub- às</p><p>palavras que aparecem nas alternativas a seguir. Assinale</p><p>aquela que tem que ser escrita com hífen.</p><p>a) (sub) chefe.</p><p>b) (sub) entender.</p><p>c) (sub) desenvolvido.</p><p>d) (sub) reptício.</p><p>e) (sub) liminar.</p><p>3. Assinale a alternativa errada quanto ao emprego do hífen:</p><p>a) O semi-analfabeto desenhou um semicírculo.</p><p>b) O meia-direita fez um gol sem-pulo na semifinal do</p><p>campeonato.</p><p>c) Era um sem-vergonha, pois andava seminu.</p><p>d) O recém-chegado veio de além-mar.</p><p>e) O vice-reitor está em estado pós-operatório.</p><p>4. Em qual alternativa ocorre erro quanto ao emprego do</p><p>hífen?</p><p>a) Foi iniciada a campanha pró-leite.</p><p>b) O ex-aluno fez a sua autodefesa.</p><p>c) O contra-regra comeu um contrafilé.</p><p>d) Sua autobiografia é um verdadeiro contrassenso.</p><p>e) O meia-direita deu início ao contra-ataque.</p><p>5. Uma das alternativas abaixo apresenta incorreção quan-</p><p>to ao emprego do hífen.</p><p>a) O pseudo-hermafrodita não tinha infraestrutura para</p><p>assumir um relacionamento extraconjugal.</p><p>b) Era extra-oficial a notícia da vinda de um extraterreno.</p><p>c) Ele estudou línguas neolatinas nas colônias ultrama-</p><p>rinas.</p><p>d) O antissemita tomou antibiótico e vacina antirrábica.</p><p>e) Era um suboficial de uma superpotência.</p><p>6. Assinale a alternativa errada quanto ao emprego do</p><p>hífen.</p><p>a) Pelo interfone ele me comunicou bem-humorado que</p><p>estava fazendo uma superalimentação.</p><p>b) Nas circunvizinhanças há uma casa mal-assombrada.</p><p>c) Depois de comer a sobrecoxa, tomou um antiácido.</p><p>d) Nossos antepassados realizaram vários anteprojetos.</p><p>e) O autodidata fez uma auto-análise.</p><p>7. Fez um esforço ______ para vencer o campeonato</p><p>_________.</p><p>a) sobre-humano – inter-regional</p><p>b) sobrehumano – interregional</p><p>c) sobreumano – interregional</p><p>d) sobrehumano – inter-regional</p><p>e) sobre-humano – inter-regional</p><p>8. Usa-se hífen nos vocábulos formados por sufixos que re-</p><p>presentam formas adjetivas, como açu, guaçu, e mirim.</p><p>Com base nisso, marque as formas corretas.</p><p>a) capim-açu.</p><p>b) anajá-mirim.</p><p>c) paraguaçu.</p><p>d) para-guaçu.</p><p>9. Marque as formas corretas.</p><p>a) autoescola.</p><p>b) contra-mestre.</p><p>c) contra-regra.</p><p>d) infraestrutura.</p><p>e) semisselvagem.</p><p>f) extraordinário.</p><p>g) proto-plasma.</p><p>h) intra-ocular.</p><p>i) neo-republicano.</p><p>j) ultrarrápido.</p><p>10. Marque, então, as formas corretas.</p><p>a) supra-renal.</p><p>b) supra-sensível.</p><p>c) supracitado.</p><p>d) supra-enumerado.</p><p>e) suprafrontal.</p><p>f) supra-ocular.</p><p>GABARITO</p><p>1. b</p><p>2. d</p><p>3. a</p><p>4. c</p><p>5. b</p><p>6. e</p><p>7. a</p><p>8. a, b, c</p><p>9. a, d, e, f, j</p><p>10. c, e</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>52</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>eMPReGO DA ACeNTUAÇÃO GRÁFICA</p><p>Regras Básicas</p><p>Importante!</p><p>A nova ortografia não modificou estas regras básicas de</p><p>acentuação.</p><p>Posição da</p><p>sílaba tônica Terminação exemplos</p><p>Proparoxítonas todas lúcido, anátema, arsê-</p><p>nico, paralelepípedo.</p><p>Monossílabas</p><p>tônicas</p><p>a(s), e(s), o(s) lá, ré, pó, pás, mês,</p><p>cós.</p><p>Oxítonas a(s), e(s), o(s),</p><p>em, ens</p><p>crachá, Irecê, trenó,</p><p>ananás, Urupês, re-</p><p>trós, armazém, para-</p><p>béns.</p><p>Paroxítonas r, n, l, x, ditongo,</p><p>ps, i, is, us, um,</p><p>uns, ão(s), ã(s).</p><p>fêmur, próton, fácil,</p><p>látex, colégio, pônei,</p><p>bíceps, júri, lápis, bô-</p><p>nus, álbum, fóruns,</p><p>acórdão, ímã, órfãs.</p><p>Obs. 1:</p><p>Monossílabo tônico é a palavra (sílaba) com sentido pró-</p><p>prio. Continua com seu sentido mesmo que fora da frase.</p><p>Geralmente, verbos, advérbios, substantivos e adjetivos.</p><p>Quando não possui sentido, o monossílabo é átono.</p><p>Tenho dó do menino.</p><p>dó: monossílaba tônica</p><p>do: monossílaba átona (de + o)</p><p>Os nomes das notas musicais são monossílabos tôni-</p><p>cos: dó, ré, mi, fá, sol, lá, si. Apesar de serem todos tônicos,</p><p>acentuam-se apenas: dó, ré, fá, lá.</p><p>Dica:</p><p>O sistema de acentuação da Língua Portuguesa se baseia</p><p>nas terminações a(s), e(s), o(s), em, ens.</p><p>Memorize!</p><p>As paroxítonas terão acento quando a terminação for</p><p>diferente de a(s), e(s), o(s), em, ens.</p><p>Obs. 2:</p><p>O sinal til (~) não é acento. É apenas o sinal para indicar</p><p>vogal com som nasal. Portanto: rã (monossílaba tônica sem</p><p>acento), sã (feminino de são = saudável), irmã (oxítona sem</p><p>acento), ímã (paroxítona com acento agudo e final ã).</p><p>Obs. 3:</p><p>O único caso de palavra com dois acentos no Português</p><p>é verbo no futuro com pronome mesoclítico:</p><p>Cantará o hino → Cantará + o → Cantar + o + á → Cantá-lo-á.</p><p>Note acima a forma verbal oxítona em “cantará” e em</p><p>“cantá”.</p><p>Regras especiais</p><p>As regras especiais resolvem casos que as regras básicas</p><p>não resolviam.</p><p>Atenção!</p><p>Estas regras mudam com a nova ortografia.</p><p>Dica:</p><p>Só muda na penúltima sílaba da palavra.</p><p>Lembrete: a pronúncia não se altera.</p><p>Velha Ortografia Nova Ortografia</p><p>Acentuavam-se os ditongos abertos tônicos: éi, ói, éu:</p><p>idéia, asteróide, jóia, factóide, platéia, colméia, esquizóide,</p><p>Eritréia, fiéis, corrói, chapéu.</p><p>Note que a regra básica das paroxítonas não acentuaria:</p><p>ideia, asteroide, plateia, colmeia, esquizoide, Eritreia.</p><p>Nos ditongos abertos tônicos ei, oi perdeu-se o acento na</p><p>penúltima sílaba:</p><p>ideia, asteroide, joia, factoide, plateia, colmeia, esquizoide,</p><p>Eritreia.</p><p>Cuidado!</p><p>Continuam acentuados éi e ói de oxítonas e monossílabas</p><p>tônicas de timbre aberto:</p><p>corrói, dói, fiéis, papéis, faróis, anéis, anzóis.</p><p>Note que é a sílaba final. Não muda, continua acentuada.</p><p>Lembre-se: Só muda na penúltima sílaba da palavra.</p><p>Também se conserva o acento do ditongo de timbre aberto</p><p>éu:</p><p>céu, véu, chapéu, escarcéu, ilhéu, tabaréu, mausoléu.</p><p>Note que é a sílaba final. Não muda.</p><p>Atenção!</p><p>Na palavra “dêitico” temos proparoxítona. O acento deve-se</p><p>à regra das proparoxítonas. Continua acentuado.</p><p>Velha Ortografia Nova Ortografia</p><p>Acentuavam-se a penúltima sílaba das terminações ee e oo.</p><p>Verbos crer, dar, ler, ver</p><p>e seus derivados:</p><p>Eles crêem, eles dêem, eles lêem, eles vêem. Eles descrêem,</p><p>eles relêem, eles prevêem.</p><p>Lembrete: são verbos do credelever.</p><p>Perdeu-se o acento na penúltima sílaba das terminações ee</p><p>e oo.</p><p>Verbos crer, dar, ler, ver e seus derivados:</p><p>Eles creem, eles deem, eles leem, eles veem. Eles descreem,</p><p>eles releem, eles preveem.</p><p>Lembrete: são verbos do credelever.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>53</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>Velha Ortografia Nova Ortografia</p><p>Verbos com final -oar, -oer:</p><p>perdoar: perdôo,</p><p>voar: vôo,</p><p>moer: môo,</p><p>roer: rôo.</p><p>Note que o acento é na penúltima sílaba. São paroxítonas.</p><p>A regra básica não acentuaria essas palavras.</p><p>Verbos com final -oar, -oer:</p><p>perdoar: perdoo,</p><p>voar: voo,</p><p>moer: moo,</p><p>roer: roo.</p><p>Velha Ortografia Nova Ortografia</p><p>Acentuavam-se í e ú na 2ª vogal diferente do hiato, tônico,</p><p>sozinho na sílaba ou com s, não seguido de nh:</p><p>caído, país, miúdo, baús, ruim (com m não acentuamos), sair,</p><p>Saul, tainha, moinho, xiita, Piauí (Pi-au-í), tuiuiú (tui-ui-ú).</p><p>Cuidado!</p><p>Em friíssimo e seriíssimo temos proparoxítonas. É outra re-</p><p>gra. Não é a regra do hiato com i ou u.</p><p>Perdem o acento o i e o u tônicos na penúltima sílaba, se</p><p>precedidos de ditongo.</p><p>Lembre-se: só muda na penúltima sílaba:</p><p>sau-í-pe (velha) → sau-i-pe (nova regra)</p><p>bo-cai-ú-va (velha) → bo-cai-u-va (nova regra)</p><p>Outros na nova regra:</p><p>bai-u-ca, fei-u-ra.</p><p>Note que o acento dessas palavras desaparece da penúltima</p><p>sílaba após ditongo.</p><p>Atenção:</p><p>Em Pi-au-í e tui-ui-ú, o acento está na sílaba final. Não muda</p><p>nada.</p><p>Cuidado!</p><p>Em fri-ís-si-mo, se-ri-ís-si-mo, pe-rí-o-do continuamos tendo</p><p>proparoxítonas acentuadas. Não é a regra do hiato com i ou u.</p><p>Velha Ortografia Nova Ortografia</p><p>Trema ( ¨ )</p><p>Era usado sobre a semivogal u antecedida de g ou q, e se-</p><p>guida de e ou i:</p><p>seqüela, tranqüilo, agüenta, argüir, argüir, delinqüir, tran-</p><p>qüilo, cinqüenta, agüentar, pingüim, seqüestro, qüinqüênio.</p><p>Obs.: Quando temos vogal u tônica, nesses grupos, surge um</p><p>acento agudo diferencial:</p><p>obliqúes, apazigúe, argúi, averigúe.</p><p>O trema está extinto das palavras portuguesas e aportu-</p><p>guesamentos. Lembre que a pronúncia continua a mesma.</p><p>O acordo é só ortográfico.</p><p>Porém, é mantido o trema em nomes próprios estrangeiros</p><p>e seus derivados:</p><p>Müller, mülleriano, Hübner, hübneriano, Bündchen.</p><p>Atenção:</p><p>Como o trema foi extinto, então perdeu o acento o u tônico</p><p>de formas verbais rizotônicas (com acento na raiz) quando</p><p>parte dos grupos que e qui, gue e gui:</p><p>obliques, apazigue, argui, averigue.</p><p>Velha Ortografia Nova Ortografia</p><p>Acento Diferencial</p><p>Morei no Pará. → oxítona final “a”, nome do Estado. Regra</p><p>básica.</p><p>Vou para casa. → paroxítona final “a” não tem acento pela</p><p>regra básica.</p><p>Pára com isso. → paroxítona final “a” não deveria ter acento</p><p>pela regra básica, mas recebe acento para diferenciar a forma</p><p>verbal “pára” e a preposição “para”.</p><p>Lista de palavras com acento diferencial:</p><p>pára (verbo) x para (prep.); côa, côas (verbo) x coa, coas (com</p><p>+a); pêlo, pêlos (subst.), pélo (verbo) x pelo, pelos (per + o);</p><p>péla, pélas (subst. ou verbo) x pela, pelas (per + a; arcaico);</p><p>pôlo, pôlos [filhote de gavião], pólo, pólos [extremidade]</p><p>(substantivos) x polo, polos (por + o; arcaico); pêra (subst.)</p><p>x pera (= para; arcaico), mas peras (plural da fruta “pêra”).</p><p>Atenção:</p><p>Para os verbos ter, vir e derivados: têm (eles), tem (ele),</p><p>vêm (eles), vem (ele).</p><p>Cuidado com pôde (passado) e pode (presente).</p><p>Acento Diferencial</p><p>Fica extinto na penúltima sílaba (palavras paroxítonas ho-</p><p>mógrafas):</p><p>para (verbo) x para (prep.); coa, coas (verbo) x coa, coas (com</p><p>+a); pelo, pelos (subst.), pelo (verbo) x pelo, pelos (per + o);</p><p>pela, pelas (subst. ou verbo) x pela, pelas (per + a; arcaico);</p><p>polo, polos [filhote de gavião], polo, polos [extremidade]</p><p>(substantivos) x polo, polos (por + o; arcaico); pera (subst.) x</p><p>pera (= para; arcaico).</p><p>Entretanto, é mantido pôde e pôr. Além desses, também</p><p>ficam mantidos têm e tem, vêm e vem.</p><p>pôde (passado) x pode (presente); pôr (verbo) x por (prep.);</p><p>têm (eles), tem (ele); vêm (eles), vem (ele).</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>54</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>Curiosidade!</p><p>O caso da proparoxítona eventual</p><p>Palavras paroxítonas terminadas em ditongo crescente</p><p>(semivogal + vogal) podem ser pronunciadas como se fosse</p><p>hiato no final.</p><p>História → duas pronúncias: his-tó-ria ou his-tó-ri-a</p><p>Vácuo → duas pronúncias: vá-cuo ou vá-cu-o</p><p>Cárie → duas pronúncias: cá-rie ou cá-ri-e</p><p>Colégio → duas pronúncias: co-lé-gio ou co-lé-gi-o</p><p>E com hiato final, tais palavras são chamadas proparoxí-</p><p>tonas eventuais. As duas pronúncias são aceitas. A pronúncia</p><p>como hiato no final atende ao uso regional de Portugal. Note</p><p>bem: são duas pronúncias, mas apenas uma separação si-</p><p>lábica correta (como ditongo final).</p><p>eXeRCíCIOS</p><p>Responda às questões conforme as novas regras de acen-</p><p>tuação.</p><p>1. Assinale a alternativa de vocábulo corretamente acen-</p><p>tuado:</p><p>a) hífen.</p><p>b) hífens.</p><p>c) itens.</p><p>d) rítmo.</p><p>e) ítem.</p><p>2. Assinale a alternativa que completa corretamente as</p><p>frases:</p><p>I – Normalmente ela não ... em casa.</p><p>II – Não sabíamos onde ... os discos.</p><p>III – De algum lugar ... essas ideias.</p><p>a) pára / pôr / provém</p><p>b) para / pôr / provém</p><p>c) pára / por / provêem</p><p>d) para / pôr / provêm</p><p>e) para / por / provém</p><p>3. Assinale a alternativa onde aparecem os vocábulos que</p><p>completem corretamente as lacunas dos períodos:</p><p>I – Os professores ... seus alunos constantemente.</p><p>II – Temos visto, com alguma ... fatos escandalosos nos</p><p>jornais.</p><p>III – Estudam-se as ... da questão social.</p><p>a) arguem / freqüência / raízes</p><p>b) argúem / freqüência / raízes</p><p>c) arguem /freqüência / raízes</p><p>d) argüem /freqüência / raízes</p><p>e) arguem / frequência / raízes</p><p>GABARITO</p><p>1. a</p><p>2. d</p><p>3. e</p><p>CONCORDÂNCIA VeRBAL</p><p>• Sujeito composto com pessoas gramaticais diferentes.</p><p>Verbo no plural e na pessoa de número mais baixo.</p><p>Carlos, eu e tu vencemos.</p><p>Carlos e tu vencestes ou venceram.</p><p>• Sujeito composto posposto ao verbo. Verbo no plural ou</p><p>de acordo com o núcleo mais próximo.</p><p>Vencemos Carlos, eu e tu. Ou:</p><p>Venceu Carlos, eu e tu.</p><p>• Sujeito composto de núcleos sinônimos (ou quase) ou em</p><p>gradação. Verbo no plural ou conforme o núcleo próximo.</p><p>A alegria e o contentamento rejuvenescem. Ou:</p><p>A alegria e o contentamento rejuvenesce.</p><p>Os EUA, a América, o mundo lembraram ontem o Onze de</p><p>Setembro. Ou:</p><p>Os EUA, a América, o mundo lembrou ontem o Onze de</p><p>Setembro.</p><p>• Núcleos no infinitivo, verbo no singular.</p><p>Obs.: artigo e contrários, verbo no plural.</p><p>Cantar e dançar relaxa.</p><p>Obs.: O cantar e o dançar relaxam.</p><p>Subir e descer cansam.</p><p>• Sujeito = mais de, verbo de acordo com o numeral.</p><p>Obs.: repetição ou reciprocidade, só plural.</p><p>Mais de um político se corrompeu.</p><p>Mais de dois políticos se corromperam.</p><p>Obs.: Mais de um político, mais de um empresário se cor-</p><p>romperam. Mais de um político se cumprimentaram.</p><p>• Sujeito coletivo, partitivo ou percentual, verbo concorda</p><p>com o núcleo do sujeito ou com o adjunto.</p><p>Obs.: coletivo distante do verbo fica no singular ou no plural.</p><p>O bando assaltou a cidade (assaltar, no passado).</p><p>O bando de meliantes assaltou ou assaltaram a cidade.</p><p>A maior parte das pessoas acredita nisso. Ou:</p><p>A maior parte das pessoas acreditam nisso.</p><p>A maior parte acredita.</p><p>Oitenta por cento da turma passaram ou passou.</p><p>Obs.: O povo, apesar de toda a insistência e ousadia, não</p><p>conseguiu ou conseguiram evitar a catástrofe.</p><p>• Sujeito = pronome pessoal preposicionado</p><p>a) núcleo singular, verbo singular.</p><p>Algum de nós errou. Qual de nós passou.</p><p>b) núcleo plural, verbo plural ou com o pronome pessoal.</p><p>Alguns de nós erraram ou erramos. Quais de nós</p><p>erraram</p><p>ou erramos.</p><p>• Sujeito = nome próprio que só tem plural</p><p>a) Não precedido de artigo, verbo no singular.</p><p>Estados Unidos é uma potência. Emirados Árabes fica</p><p>no Oriente Médio.</p><p>b) precedido de artigo no plural, verbo no plural.</p><p>Os Estados Unidos são uma potência. Os Emirados Ára-</p><p>bes ficam no Oriente Médio.</p><p>• Parecer + outro verbo no infinitivo, só um deles varia.</p><p>Os alunos parecem gostar disso. Ou:</p><p>Os alunos parece gostarem disso.</p><p>• Pronome de tratamento, verbo na 3ª pessoa.</p><p>Vossas Excelências receberão o convite.</p><p>Vossa Excelência receberá seu convite.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>55</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>• Sujeito = que, verbo de acordo com o antecedente.</p><p>Fui eu que prometi.</p><p>Foste tu que prometeste.</p><p>Foram eles que prometeram.</p><p>• Sujeito = quem</p><p>a) verbo na 3ª pessoa singular; ou</p><p>Fui eu quem prometeu. (prometer, passado)</p><p>Foste tu quem prometeu. Foram eles quem prometeu.</p><p>b) verbo concorda com o antecedente.</p><p>Fui eu quem prometi. Foste tu quem prometeste. Foram</p><p>eles quem prometeram.</p><p>• Dar, bater, soar</p><p>a) Se o sujeito for número de horas, concordam com nú-</p><p>mero.</p><p>Deu uma hora. Deram duas horas.</p><p>Soaram dez horas no relógio.</p><p>b) Se o sujeito não for número de horas.</p><p>O relógio deu duas horas. Soou dez horas no relógio.</p><p>• Faltar, restar, sobrar, bastar, concordam com seu sujeito</p><p>normalmente.</p><p>Obs.: sujeito oracional, verbo no singular.</p><p>Faltam cinco minutos para o fim do jogo.</p><p>Restavam apenas algumas pessoas.</p><p>Sobraram dez reais.</p><p>Basta uma pessoa.</p><p>Obs.: Ainda falta depositar dez reais. (note o sujeito ora-</p><p>cional)</p><p>• Com os verbos mandar, deixar, fazer, ver, ouvir e sentir</p><p>a) seguidos de pronome oblíquo, o infinitivo não se fle-</p><p>xiona.</p><p>Mandei-os sair da sala. Ele deixou-as falar. O professor</p><p>viu-os assinar o papel. Eu os senti bater à porta.</p><p>b) seguidos de substantivo, o infinitivo pode se flexionar</p><p>ou não.</p><p>Mandei os rapazes sair ou saírem. Ele deixou as amigas</p><p>falar ou falarem. O professor viu os diretores assinar ou</p><p>assinarem.</p><p>c) seguidos de infinitivo reflexivo, este pode se flexionar</p><p>ou não.</p><p>Cuidado: Na locução verbal, o infinitivo é impessoal</p><p>(sem variação).</p><p>Vi-os agredirem-se no comício. Ou: Vi-os agredir-se no</p><p>comício. Ele prefere vê-las abraçarem-se ou abraçar-se.</p><p>Cuidado: Os números da fome podem ficar piores. (fi-</p><p>carem: errado)</p><p>• Concordância especial do verbo ser.</p><p>a) se sujeito indica coisa no singular, e predicativo indica</p><p>coisa no plural, ser prefere o plural, mas admite o sin-</p><p>gular.</p><p>Tua vida são essas ilusões. (presente). Ou: Tua vida é</p><p>essas ilusões.</p><p>b) se sujeito ou predicativo for pessoa, ser conforme a</p><p>pessoa.</p><p>Você é suas decisões. Seu orgulho eram os velhinhos.</p><p>O motorista sou eu. Ou: Eu sou o motorista.</p><p>c) data, hora e distância, verbo conforme o numeral.</p><p>É primeiro de junho. (presente) São ou é quinze de maio.</p><p>É uma hora. São vinte para as duas. É uma légua. São</p><p>três léguas.</p><p>d) indicando quantidade pura, verbo na 3ª pessoa singular.</p><p>Quinze quilos é pouco. Três quilômetros é suficiente.</p><p>eXeRCíCIOS</p><p>Regra Básica</p><p>O núcleo do sujeito conjuga o verbo.</p><p>Dica:</p><p>Núcleo do sujeito começa sem preposição.</p><p>1. (TRT 1ª R/Analista) Julgue os fragmentos de texto apre-</p><p>sentados nos itens a seguir quanto à concordância verbal.</p><p>I – De acordo com o respectivo estatuto, a proteção</p><p>à criança e ao adolescente não constituem obrigação</p><p>exclusiva da família.</p><p>II – A legislação ambiental prevê que o uso de água para</p><p>o consumo humano e para a irrigação de culturas de</p><p>subsistência são prioritários em situações de escassez.</p><p>III – A administração não pode dispensar a realização</p><p>do EIA, mesmo que o empreendedor se comprometa</p><p>expressamente a recuperar os danos ambientais que,</p><p>porventura, venham a causar.</p><p>IV – A ausência dos elementos e requisitos a que se</p><p>referem o CPC pode ser suprida de ofício pelo juiz, em</p><p>qualquer tempo e grau de jurisdição, enquanto não for</p><p>proferida a sentença de mérito.</p><p>A quantidade de itens certos é igual a</p><p>a) 0.</p><p>b) 1.</p><p>c) 2</p><p>d) 3.</p><p>e) 4.</p><p>Obs.: 1</p><p>Depois que o primeiro núcleo do sujeito já está escrito,</p><p>o segundo que houver deve estar escrito ou representado</p><p>por um pronome.</p><p>O uso de água e o de combustível são prioritários. (dois</p><p>núcleos)</p><p>Veja a repetição do “o”. O segundo é pronome. Sem</p><p>preposição. É núcleo.</p><p>Mas em: O uso de água e de combustível é prioritário.</p><p>(um só núcleo = uso)</p><p>Obs.: 2</p><p>O pronome relativo pode exercer a função de sujeito,</p><p>de objeto, de complemento etc., sempre dentro da oração</p><p>adjetiva.</p><p>Cuidado!</p><p>O pronome relativo refere-se a um termo antes, mas</p><p>esse termo faz parte de outra oração. O termo referido pre-</p><p>enche, supre apenas o sentido. Esse termo referido não é o</p><p>sujeito, o objeto etc. da oração subordinada adjetiva.</p><p>A casa / que comprei / era velha.</p><p>Oração principal: A casa era velha</p><p>Sujeito = A casa</p><p>Oração subordinada adjetiva: que comprei</p><p>Sujeito = eu</p><p>Objeto direto (sintático) = que</p><p>Atenção:</p><p>Somente o sentido é que nos leva a ver que: comprei a casa.</p><p>Porém, o pronome relativo está no lugar da casa. O pronome</p><p>relativo é o objeto sintático.</p><p>Podemos chamar de objeto semântico o termo “A casa”,</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>56</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>mas apenas pelo sentido, jamais pela análise sintática. A aná-</p><p>lise sintática deve ser feita dentro de cada oração.</p><p>(TCU) “Se virmos o fenômeno da globalização sob esta luz,</p><p>creio que não poderemos escapar da conclusão de que o pro-</p><p>cesso é totalmente coerente com as premissas da ideologia</p><p>econômica que têm se afirmado como a forma dominante</p><p>de representação do mundo ao longo dos últimos 100 anos,</p><p>aproximadamente.”</p><p>2. A forma verbal “têm” em “têm se afirmado” estabele-</p><p>ce relação de concordância com o termo antecedente</p><p>“ideologia”.</p><p>3. Qual é o sujeito sintático de “têm”?</p><p>4. Qual é o sujeito semântico de “têm”?</p><p>5. Qual é a função sintática de “as premissas da ideologia”?</p><p>(TCU) “Dentro de um mês tinha comigo vinte aranhas; no</p><p>mês seguinte cinquenta e cinco; em março de 1877 contava</p><p>quatrocentas e noventa.”</p><p>6. O verbo ter está empregado no sentido de haver, existir,</p><p>por isso mantém-se no singular, sem concordar com o</p><p>sujeito da oração – “vinte aranhas”.</p><p>Obs.: Verbo sem sujeito chama-se verbo impessoal.</p><p>A regra é ficar na 3ª pessoa do singular. Ver verbo haver.</p><p>“Novos instrumentos vêm ocupar o lugar dos instrumentos</p><p>velhos e passam a ser utilizados para fazer algo que nunca</p><p>tinha sido imaginado antes.”</p><p>7. É gramaticalmente correta e coerente com a argumen-</p><p>tação do texto a seguinte reescrita para o período final:</p><p>Cada novo instrumento que vêm ocupar o lugar dos ins-</p><p>trumentos antigos passam a ser utilizados para fazer algo</p><p>que ainda não fôra imaginado.</p><p>“Agora, ao vê-lo assim, suado e nervoso, mudando de lugar</p><p>o tempo todo e murmurando palavras que me escapavam,</p><p>temia que me abordasse para conversar sobre o filho.”</p><p>8. A forma verbal “temia” concorda com o sujeito de tercei-</p><p>ra pessoa do singular ele, que foi omitido pelo narrador.</p><p>9. A substituição de “teria” por teriam não altera o sentido</p><p>nem a adequação gramatical do trecho “o valor de suas</p><p>casas, que serviam de garantia para os empréstimos,</p><p>teria de continuar subindo indefinidamente”.</p><p>Regras especiais</p><p>Verbo haver com sujeito.</p><p>Eles haviam chegado.</p><p>Verbo haver sem sujeito tem o sentido de existir, acon-</p><p>tecer ou tempo decorrido.</p><p>Regra:</p><p>Verbo sem sujeito (impessoal) fica no singular (3ª pessoa).</p><p>Aqui havia uma escola. → Aqui existia uma escola.</p><p>uma escola = objeto direto</p><p>uma escola = sujeito</p><p>Aqui havia duas escolas. → Aqui existiam duas escolas.</p><p>Cuidado: Aqui haviam duas escolas. (errado)</p><p>Obs.: O verbo haver</p><p>no sentido de existir é invariável.</p><p>Certo ou errado?</p><p>10. ( ) Na sala, havia vinte pessoas.</p><p>11. ( ) Na sala, haviam vinte pessoas.</p><p>12. ( ) Na sala, existiam vinte pessoas.</p><p>13. ( ) Na sala, existia vinte pessoas.</p><p>14. ( ) No carnaval, houve menos acidentes.</p><p>15. ( ) No carnaval, houveram menos acidentes.</p><p>16. ( ) No carnaval, ocorreram menos acidentes.</p><p>17. ( ) No carnaval, ocorreu menos acidentes.</p><p>18. ( ) Haverá dois meses que não o vejo.</p><p>19. ( ) Haverão dois meses que não o vejo.</p><p>20. ( ) Jamais pode haver incoerências no texto.</p><p>21. ( ) Jamais podem haver incoerências no texto.</p><p>22. ( ) Jamais podem existir incoerências no texto.</p><p>23. ( ) Jamais pode existir incoerências no texto.</p><p>24. ( ) Haviam sido eleitos novos presidentes.</p><p>25. ( ) Havia sido eleito novos presidentes.</p><p>Julgue os fragmentos de texto apresentados nos itens a se-</p><p>guir quanto à concordância verbal.</p><p>26. (TRT 9ª R) Na redação da peça exordial, deve haver indi-</p><p>cações precisas quanto à identificação das partes bem</p><p>como do representante daquele que figurará no polo</p><p>ativo da eventual ação.</p><p>(TCU) “O melhor é afrouxar a rédea à pena, e ela que vá</p><p>andando, até achar entrada. Há de haver alguma”.</p><p>27. Na expressão Há de haver verifica-se o emprego impes-</p><p>soal do verbo haver na forma “Há”.</p><p>(DFTrans) “As estradas da Grã-Bretanha tinham sido cons-</p><p>truídas pelos romanos, e os sulcos foram escavados por car-</p><p>ruagens romanas”.</p><p>28. Devido ao valor de mais-que-perfeito das duas formas</p><p>verbais, preservam-se a coerência textual e a correção</p><p>gramatical ao se substituir “tinham sido” por havia sido.</p><p>(PMDF) “Jamais houve tanta liberdade e o crescimento das</p><p>democracias foi extraordinário”.</p><p>29. A substituição do verbo impessoal haver, na sua forma</p><p>flexionada “houve”, pelo verbo pessoal existir exige</p><p>que se faça a concordância verbal com “liberdade” e</p><p>“crescimento”, de modo que, fazendo-se a substituição,</p><p>deve-se escrever existiram.</p><p>(Abin) “Melhorar o mecanismo de solução de controvérsias</p><p>é um dos requisitos para o fortalecimento do Mercosul, vide</p><p>as últimas divergências entre Brasil e Argentina”.</p><p>30. Mantém-se a obediência à norma culta escrita ao se</p><p>substituir a palavra “vide” por haja visto, uma vez que</p><p>as relações sintáticas permanecem sem alteração.</p><p>Outros Verbos Impessoais</p><p>Verbo fazer indicando tempo ou clima.</p><p>31. (Metrô-DF) Assinale a opção correspondente ao período</p><p>gramaticalmente correto.</p><p>a) Fazem dez anos que eles iniciaram as suas pesquisas,</p><p>mas até agora eles não tem nenhum resultado con-</p><p>clusivo.</p><p>b) Faz dez anos que eles iniciaram suas pesquisas. En-</p><p>tretanto, até agora, eles não têm nenhum resultado</p><p>conclusivo.</p><p>c) Fazem dez anos que eles iniciaram as suas pesquisas,</p><p>mas, até agora eles não têm nenhum resultado con-</p><p>clusivo.</p><p>d) Faz dez anos que eles iniciaram suas pesquisas en-</p><p>tretanto, até agora, eles não tem nenhum resultado</p><p>conclusivo.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>57</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>Sujeito com Núcleo Coletivo, Partitivo ou Percentual</p><p>Regra:</p><p>O núcleo conjuga o verbo, ou o adjunto adnominal</p><p>conjuga o verbo.</p><p>(Ibram-DF) “Um caso de amor e ódio. A maioria dos estudio-</p><p>sos evita os clichês como o diabo foge da cruz, mas as frases</p><p>feitas dão o tom do uso da língua.”</p><p>32. No segundo período do texto, a forma verbal “evita”, em-</p><p>pregada no singular, poderia ser substituída pela forma</p><p>flexionada no plural, evitam, caso em que concordaria</p><p>com “estudiosos”, sem que houvesse prejuízo gramatical</p><p>para o período.</p><p>(MPU) “A maioria dos países prefere a paz.”</p><p>33. Está de acordo com a norma gramatical escrever “pre-</p><p>ferem”, em lugar de “prefere”.</p><p>(PF) “Hoje, 13% da população não sabe ler.”</p><p>34. A forma verbal “sabe”, no texto, está flexionada para</p><p>concordar com o núcleo do sujeito.</p><p>(PCDF) “Uma equipe de policiais está junta por dez anos e</p><p>aprenderam a investigar.”</p><p>35. Está adequada à norma culta a redação do texto.</p><p>(TCU) “Os meus pupilos não são os solários de Campanela</p><p>ou os utopistas de Morus; formam um povo recente, que</p><p>não pode trepar de um salto ao cume das nações seculares.”</p><p>36. A forma verbal “formam” está flexionada na 3ª pessoa</p><p>do plural para concordar com a ideia de coletividade</p><p>que a palavra “povo” expressa.</p><p>Cuidado com a exceção!</p><p>Quando o núcleo coletivo, partitivo ou percentual está</p><p>após o verbo, somente o núcleo conjuga o verbo.</p><p>(Iema-ES) “Quando se constrói um transgênico, os objetivos</p><p>são previsíveis, bem como seus benefícios. Entretanto, os</p><p>riscos de efeitos indesejáveis ao meio ambiente e à saúde</p><p>humana são imprevisíveis, a não ser que se gere também</p><p>uma série de estudos para avaliar suas reais consequências.”</p><p>37. Seria mantida a correção gramatical do período caso a</p><p>forma verbal “gere” estivesse flexionada no plural, em</p><p>concordância com a palavra “estudos”.</p><p>Sujeito com Núcleos Sinônimos ou Quase</p><p>Regra:</p><p>Os núcleos conjugam o verbo no plural, ou o núcleo</p><p>próximo conjuga o verbo.</p><p>A paz e a tranquilidade descansam a alma.</p><p>A paz e a tranquilidade descansa a alma.</p><p>(Abin) “A criação do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin)</p><p>e a consolidação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin)</p><p>permitem ao Estado brasileiro institucionalizar a atividade de</p><p>Inteligência.”</p><p>38. Como o sujeito do primeiro período sintático é formado</p><p>por duas nominalizações articuladas entre si pelo sentido</p><p>– “criação” e “consolidação” –, estaria também gramati-</p><p>calmente correta a concordância com o verbo permitir</p><p>no singular – permite.</p><p>Sujeito Composto escrito após o Verbo</p><p>Regra:</p><p>Os núcleos conjugam o verbo no plural, ou o núcleo</p><p>próximo conjuga o verbo.</p><p>“Palavra puxa palavra, uma ideia traz outra, e assim se faz</p><p>um livro, um governo, ou uma revolução”.</p><p>39. No trecho “assim se faz um livro”, a expressão “um livro”</p><p>exerce a função de sujeito.</p><p>Atenção:</p><p>Com a palavra se, o verbo de ação não tem objeto direto.</p><p>Quando temos a palavra se, o objeto direto vira sujeito pacien-</p><p>te. Então, chamamos a palavra se de partícula apassivadora.</p><p>“Acho que se compreenderia melhor o funcionamento da lin-</p><p>guagem supondo que o sentido é um efeito do que dizemos,</p><p>e não algo que existe em si, independentemente da enun-</p><p>ciação, e que envelopamos em um código também pronto.</p><p>Poderiam mudar muitas perspectivas: se o sentido nunca</p><p>é prévio, empregar ou não um estrangeirismo teria menos a</p><p>ver com a existência ou não de uma palavra equivalente na</p><p>língua do falante. O que importa é o efeito que palavras es-</p><p>trangeiras produzem. Pode-se dar a entender que se viajou,</p><p>que se conhecem línguas. Uma palavra estrangeira em uma</p><p>placa ou em uma propaganda pode indicar desejo de ver-se</p><p>associado a outra cultura e a outro país, por seu prestígio.”</p><p>40. Para se manter o paralelismo com o primeiro e o último</p><p>períodos sintáticos do texto, o segundo período também</p><p>admitiria uma construção sintática de sujeito indeter-</p><p>minado, podendo ser alterado para Poderia se mudar</p><p>muitas perspectivas.</p><p>Atenção:</p><p>Muito cuidado com as duas opções de análise! Em lo-</p><p>cução verbal com a palavra Se na função de partícula apas-</p><p>sivadora, podemos analisar como sujeito simples nominal,</p><p>(regra: o núcleo conjuga o verbo) ou como sujeito oracional,</p><p>(regra: o verbo fica no singular).</p><p>41. A flexão de plural em lugar de “Pode-se” respeita as</p><p>regras de concordância com o sujeito oracional “dar a</p><p>entender”.</p><p>Regra:</p><p>Sujeito oracional pede verbo no singular.</p><p>Cantar e dançar relaxa. (certo) => O sujeito de “relaxa”</p><p>é oração: cantar e dançar.</p><p>Cantar e dançar relaxam (errado).</p><p>Atenção:</p><p>Caso os verbos do sujeito oracional expressem sentidos</p><p>opostos, teremos plural.</p><p>Subir e descer cansam. (certo) => Note os opostos: subir</p><p>e descer.</p><p>Subir e descer cansa. (errado)</p><p>Verbo no Infinitivo</p><p>Regra 1:</p><p>Como verbo principal, não pode ser flexionado.</p><p>Temos de estudarmos. (errado)</p><p>Temos de</p><p>estudar. (certo)</p><p>Observe:</p><p>Os países precisam investir em novas tecnologias e oti-</p><p>mizarem os processos burocráticos. (errado)</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>58</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>Os países precisam investir em novas tecnologias e oti-</p><p>mizar os processos burocráticos. (certo)</p><p>Note:</p><p>Subentendemos “precisam” antes de “otimizar”. Então,</p><p>“otimizar” é verbo principal. Forma locução verbal.</p><p>Dica:</p><p>O verbo principal é o último da locução verbal. O pri-</p><p>meiro é auxiliar. Conforme o padrão da Língua Portuguesa,</p><p>só o verbo auxiliar se flexiona.</p><p>Regra 2:</p><p>Como verbo que complementa algum termo, o infinitivo</p><p>pode se flexionar ou não. É facultativo. Claro que precisa se</p><p>referir, pelo menos, a um sujeito semântico no plural.</p><p>(TRT 9ª R) “E a crise norte-americana, que levou investidores</p><p>a apostar no aumento dos preços de alimentos em fundos</p><p>de hedge.”</p><p>42. No trecho “que levou investidores a apostar no aumento</p><p>dos preços de alimentos em fundos de hedge”, a substi-</p><p>tuição de “apostar” por apostarem manteria a correção</p><p>gramatical do texto.</p><p>(Iema-ES) “O Ibama tem capacitado seus quadros para au-</p><p>xiliar as comunidades a elaborarem o planejamento do uso</p><p>sustentável de áreas de proteção ambiental, florestas nacio-</p><p>nais e reservas extrativistas.”</p><p>43. Se a forma verbal “elaborarem” estivesse no singular</p><p>elaborar, a correção gramatical seria preservada.</p><p>(HFA) “Essa fartura de tal modo contrasta com o padrão de</p><p>vida médio, que obriga aquelas pessoas a se protegerem</p><p>do assédio, do assalto e da inveja, sob forte esquema de</p><p>segurança.”</p><p>44. Se o infinitivo em “se protegerem” fosse empregado,</p><p>alternativamente, na forma não flexionada, o texto man-</p><p>teria a correção gramatical e a coerência textual.</p><p>Regra 3:</p><p>Muita atenção com os verbos causativos mandar, fazer,</p><p>deixar e semelhantes e os sensitivos ver, ouvir, notar, per-</p><p>ceber, sentir, observar e semelhantes.</p><p>Esses verbos não são auxiliares do infinitivo, ou seja, não</p><p>formam locução verbal como verbo principal do infinitivo.</p><p>É simples: basta ver que o sujeito de um, geralmente,</p><p>não é o mesmo do outro. E verbos que formam locução</p><p>verbal devem possuir o mesmo sujeito sintático.</p><p>Vejamos as regras em três situações diferentes:</p><p>a) O sujeito do infinitivo é representado por substantivo.</p><p>Regra:</p><p>A flexão do infinitivo é opcional.</p><p>Mandei os meninos entrar. (certo)</p><p>Mandei os meninos entrarem. (certo também)</p><p>b) O sujeito do infinitivo é representado por pronome.</p><p>Regra:</p><p>A flexão do infinitivo é proibida.</p><p>Mandei-os entrar. (certo)</p><p>Mandei-os entrarem. (errado)</p><p>Observação:</p><p>Note o pronome “OS” no lugar de “os meninos”.</p><p>c) O sentido do infinitivo é de reciprocidade.</p><p>Regra:</p><p>A flexão volta a ser opcional, mesmo que o sujeito</p><p>do infinitivo seja representado por pronome.</p><p>Mandei-os abraçar-se. (certo)</p><p>Mandei-os abraçarem-se. (certo também)</p><p>Note que o sentido de “abraçar” é fazer ação um ao</p><p>outro (recíproca).</p><p>(MI) “A primeira ideia do Pádua, quando lhe saiu o prêmio,</p><p>foi comprar um cavalo do Cabo, um adereço de brilhantes</p><p>para a mulher, uma sepultura perpétua de família, mandar</p><p>vir da Europa alguns pássaros etc.”</p><p>45. Em “mandar vir da Europa alguns pássaros”, a forma</p><p>verbal “vir” poderia concordar com a expressão nominal</p><p>“alguns pássaros”, que é o sujeito desse verbo.</p><p>Regra 4:</p><p>Infinitivo após o verbo parecer.</p><p>Regra:</p><p>Flexionamos o verbo parecer, mas não o verbo no infini-</p><p>tivo; ou deixamos o verbo parecer no singular e flexionamos</p><p>o verbo no infinitivo.</p><p>Os meninos parecem brincar. (certo)</p><p>Os meninos parece brincarem. (certo também)</p><p>Atenção:</p><p>Somente quando flexionamos apenas o verbo auxiliar é</p><p>que se pode considerar de fato uma locução verbal.</p><p>Os meninos parecem brincar.</p><p>Portanto, não temos locução verbal em</p><p>Os meninos parece brincarem.</p><p>Trata-se de uma figura de linguagem de ordem sintáti-</p><p>ca que consiste em antepor a uma oração parte da oração</p><p>seguinte (prolepse).</p><p>Traduzindo: a oração subordinada substantiva subjetiva</p><p>tem seu sujeito escrito antes do verbo da oração principal,</p><p>mas o predicado da oração subordinada substantiva subjetiva</p><p>permanece após o verbo da principal.</p><p>Os meninos parece brincarem. É o mesmo que, na ordem</p><p>direta: Os meninos brincarem parece.</p><p>Oração principal: parece.</p><p>Oração subordinada substantiva subjetiva: Os meninos</p><p>brincarem.</p><p>Regra especial do verbo ser.</p><p>Sujeito “Ser” varia Predicativo</p><p>Coisa Singular Singular ou Plural Coisa Plural</p><p>Obs.: o plural é preferível.</p><p>Seu orgulho são os livros.</p><p>Seu orgulho é os livros.</p><p>Cuidado!</p><p>Se o plural vier primeiro, somente verbo no plural.</p><p>Os livros são seu orgulho.</p><p>Coisa Com a Pessoa Pessoa</p><p>Obs.: a ordem não importa.</p><p>Seu orgulho eram os filhos.</p><p>Os filhos eram seu orgulho.</p><p>As alegrias da casa será Gabriela.</p><p>Gabriela será as alegrias da casa.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>59</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>Sem Sujeito Com o Numeral Hora</p><p>Distância</p><p>Data</p><p>São nove horas.</p><p>Eram vinte para a uma da tarde.</p><p>É uma e quarenta da manhã.</p><p>Até lá são duzentos quilômetros.</p><p>Obs.: nas datas, o núcleo do predicativo conjuga o verbo.</p><p>Hoje são 19.</p><p>Amanhã serão 20.</p><p>É dia 20.</p><p>(núcleo = dia)</p><p>Quantidade pura Singular Nada</p><p>Pouco</p><p>Bastante...</p><p>Dois litros é bastante.</p><p>Vinte milhões de reais é muito.</p><p>Três quilômetros será suficiente.</p><p>Quinze quilos é pouco.</p><p>(PMDF) “Antes da Revolução Industrial, um operário só pos-</p><p>suía a roupa do corpo. Sua maior riqueza eram os pregos</p><p>de sua casa.”</p><p>46. A flexão de plural na forma verbal “eram” deve-se à</p><p>concordância com “os pregos”; mas as regras gramaticais</p><p>permitiriam usar também a flexão de singular, era.</p><p>GABARITO</p><p>1. a</p><p>2. E</p><p>3. que, pronome relativo</p><p>com função de sujeito</p><p>sintático.</p><p>4. As premissas da ideolo-</p><p>gia econômica, referen-</p><p>te do pronome relativo.</p><p>5. Complemento nominal</p><p>do adjetivo “coerente”.</p><p>6. E</p><p>7. E</p><p>8. E</p><p>9. E</p><p>7. C</p><p>8. C</p><p>9. E</p><p>10. C</p><p>11. E</p><p>12. C</p><p>13. E</p><p>14. C</p><p>15. E</p><p>16. C</p><p>17. E</p><p>18. C</p><p>19. E</p><p>20. C</p><p>21. E</p><p>22. C</p><p>23. E</p><p>24. C</p><p>25. E</p><p>26. C</p><p>27. C</p><p>28. E</p><p>29. E</p><p>30. E</p><p>31. b</p><p>32. C</p><p>33. C</p><p>34. E</p><p>35. E</p><p>36. E</p><p>37. E</p><p>38. E</p><p>39. C</p><p>40. E</p><p>41. E</p><p>42. C</p><p>43. C</p><p>44. C</p><p>45. C</p><p>46. C</p><p>CONCORDÂNCIA NOMINAL</p><p>Regra Geral</p><p>Adjetivo concorda com substantivo</p><p>Acordo diplomático, relação diplomática, acordos diplo-</p><p>máticos, relações diplomáticas.</p><p>Substantivos + Adjetivo</p><p>Adjetivo concorda com substantivo mais próximo ou com</p><p>todos. No plural, o masculino prevalece sobre o feminino.</p><p>Acordo e relação diplomática / diplomáticos</p><p>Proposta e relação diplomática / diplomáticas</p><p>Relação e acordos diplomáticos</p><p>Adjetivo + Substantivo</p><p>Adjetivo concorda com substantivo mais próximo.</p><p>Novo acordo e relação, nova relação e acordo.</p><p>Substantivo + Adjetivos</p><p>Artigo e substantivo no plural + adjetivos no singular.</p><p>Artigo e substantivo no sing. + adjetivos no sing. (2º com</p><p>artigo)</p><p>As embaixadas brasileira e argentina.</p><p>A embaixada brasileira e a argentina.</p><p>O mercado europeu e o americano.</p><p>Os mercados europeu e americano.</p><p>Ordinais + Substantivo</p><p>Ordinais com artigo => substantivo no singular ou no plural.</p><p>Só o 1º ordinal com artigo => substantivo no plural.</p><p>O penúltimo e o último discurso / discursos</p><p>O penúltimo e último discursos.</p><p>É bom, é necessário, é proibido</p><p>Não variam com sujeito em sentido vago ou geral (sem</p><p>artigo definido, pronome...)</p><p>É necessário aprovação rápida do acordo.</p><p>É necessária a aprovação rápida do acordo.</p><p>Um e outro, nem um nem outro</p><p>Substantivo seguinte no singular, adjetivo no plural.</p><p>Um e outro memorando foi encaminhado.</p><p>O governo não aprovou nem uma nem outra medida</p><p>provisória.</p><p>Particípio</p><p>Só não varia nos tempos compostos (com ter ou haver)</p><p>– voz ativa.</p><p>O Ministério havia obtido informações.</p><p>Informações foram obtidas. Terminada a</p><p>conferência,</p><p>procedeu-se ao debate.</p><p>De + Adjetivo</p><p>Adjetivo não varia ou concorda com termo a que se refere.</p><p>Essa decisão tem pouco de sábio / de sábia.</p><p>Meio, bastante, barato e caro</p><p>Variam quando adjetivos (modificam substantivo).</p><p>Não variam quando advérbios (modificam verbo ou ad-</p><p>jetivo).</p><p>Bastantes índios invadiram o Ministério. Reivindicações</p><p>de meias palavras, porém protestos meio confusos.</p><p>Atendê-las custa caro, pois não são baratos os prejuízos.</p><p>Possível</p><p>O mais, o menos, o maior... + possível.</p><p>Os mais, os menos, os maiores... + possíveis.</p><p>Quanto possível não varia.</p><p>Haverá reuniões o mais curtas possível.</p><p>Haverá reuniões as mais curtas possíveis.</p><p>As reuniões serão tão curtas quanto possível.</p><p>Só</p><p>Varia = sozinho.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>60</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>Não varia = somente.</p><p>Não estamos sós na sala.</p><p>Só nós estamos na sala.</p><p>Variam</p><p>• Mesmo, próprio</p><p>Os membros mesmos / próprios ignoram a solução.</p><p>• mesmo = realmente ou até: não varia</p><p>A solução será mesmo essa.</p><p>Mesmo os membros criticaram.</p><p>• extra</p><p>As horas extras serão pagas.</p><p>• quite</p><p>Os servidores estão quites com suas obrigações.</p><p>• nenhum</p><p>Não entregaremos propostas nenhumas.</p><p>• obrigado</p><p>– Obrigada, disse a secretária.</p><p>• anexo, incluso</p><p>As planilhas estão anexas / inclusas.</p><p>Em anexo não varia</p><p>As planilhas estão em anexo.</p><p>• todo</p><p>As regras todas foram estabelecidas.</p><p>Não variam</p><p>• alerta</p><p>Os vigias do prédio estão alerta.</p><p>• menos</p><p>Essas eram nações menos desenvolvidas.</p><p>• haja vista</p><p>Haja vista as negociações, os americanos não cederão.</p><p>• em via de</p><p>Os europeus estão em via de superar os americanos.</p><p>• em mão</p><p>Entregue em mão os convites.</p><p>• a olhos vistos</p><p>A reforma agrária cresce a olhos vistos.</p><p>• de maneira que, de modo que, de forma que</p><p>Os ouvintes silenciaram, de maneira que estão do nosso</p><p>lado.</p><p>• cor com nome proveniente de objeto</p><p>Papéis rosa, tecidos abóbora. Carros vinho.</p><p>eXeRCíCIOS</p><p>Julgue os itens seguintes quanto à concordância nominal.</p><p>1. É proibida entrada de pessoas não autorizadas.</p><p>2. Fica vedada visita às segundas-feiras.</p><p>3. Os consumidores não somos nenhuns bobocas.</p><p>4. Traga cervejas o mais geladas possível.</p><p>5. Houve menas gente no comício hoje.</p><p>6. Vai inclusa à relação o recibo dos depósitos.</p><p>7. Era deserta a vila, a casa, o campo.</p><p>8. É necessária muita fé.</p><p>9. Em sua juventude, escreveu bastantes poemas.</p><p>10. Ele usava uma calça meia desbotada.</p><p>11. A Marinha e o Exército brasileiro participaram do desfile.</p><p>12. A Marinha e o Exército brasileiros participaram do desfile.</p><p>13. Remeto-lhe incluso uma fotocópia do certificado.</p><p>14. O garoto queria ficar a só.</p><p>15. Os Galhofeiros é um ótimo filme dos Irmãos Marx.</p><p>16. Descontado o imposto, restou apenas R$10.000,00.</p><p>17. Muito obrigada – disse-me ela – eu mesma resolverei o</p><p>problema: vou comprar trezentos gramas de presunto.</p><p>18. Necessitam-se de leis mais rigorosas para controlar os</p><p>abusos dos motoristas inescrupulosos.</p><p>19. Já faziam duas semanas que a reunião estava marcada,</p><p>mas os diretores não compareciam para concretizá-la.</p><p>20. Senhor diretor, já estamos quite com a tesouraria.</p><p>Julgue os itens seguintes.</p><p>“Ainda estava sob a impressão da cena meio cômica entre</p><p>sua mãe e seu marido”.</p><p>21. O vocábulo meio é um advérbio, por isso não concorda</p><p>com cômica.</p><p>“Existe toda uma hierarquia de funcionários e autoridades re-</p><p>presentados pelo superintendente da usina, o diretor-geral,</p><p>o presidente da corporação, a junta executiva do conselho</p><p>de diretoria e o próprio conselho de diretoria.”</p><p>22. Com relação à norma gramatical de concordância, o</p><p>autor poderia ter usado, sem incorrer em erro, a forma</p><p>funcionários e autoridades representadas.</p><p>“Não podia tirar os olhos daquela criatura de quatorze anos,</p><p>alta, forte e cheia, apertada em um vestido de chita, meio</p><p>desbotado.”</p><p>23. No texto lido seria gramaticalmente correta a construção</p><p>apertada em uma roupa de chita, meia desbotada.</p><p>(Iades) “Oitenta e cinco por cento dos casos estudados foram</p><p>muito bem-sucedidos”.</p><p>24. O verbo ser, conjugado como “foram”, pode ser empre-</p><p>gado também no singular.</p><p>(Iades) “O fundamental é não morrer de fome e ver supridas</p><p>certas necessidades básicas”.</p><p>25. O termo “supridas” poderia ser usado no masculino</p><p>singular, sem prejuízo gramatical.</p><p>(Iades) “Essa é uma questão delicada, daí a importância que</p><p>se tenha clareza sobre ela, pois, quando se trabalha com a</p><p>política de assistência social nos espaços”,</p><p>26. O verbo “trabalha” poderia ser usado no plural, sem</p><p>prejuízo gramatical.</p><p>(Funiversa/Terracap) “São emissoras transmitidas de qual-</p><p>quer país que passe pela nossa mente – e alguns outros de</p><p>cuja existência sequer desconfiávamos.”</p><p>27. A forma verbal “passe”, se usada no plural, provocaria</p><p>mudança inaceitável de sentido, uma vez que remeteria</p><p>a emissoras, e não mais a país.</p><p>(Funiversa/Terracap) “Já existem vários portais ativos e em</p><p>crescimento que disponibilizam para o internauta canais de</p><p>televisão. O wwitv, por exemplo, oferece atualmente nada</p><p>menos de 1.827 estações on-line (número de 4 de dezembro,</p><p>crescendo à razão de duas por dia). São emissoras transmiti-</p><p>das de qualquer país que passe pela nossa mente – e alguns</p><p>outros de cuja existência sequer desconfiávamos.”</p><p>28. A forma verbal “São” é usada no plural porque concorda</p><p>com o sujeito implícito duas por dia.</p><p>(Funiversa/Terracap) “Em meio à burocracia oficial, o rock</p><p>ocupou o espaço urbano, os parques, as superquadras de</p><p>Lucio Costa, cresceu e apareceu.”</p><p>29. Os verbos “cresceu” e “apareceu” deveriam vir flexio-</p><p>nados no plural para concordar com seus referentes, os</p><p>parques e as superquadras.</p><p>GABARITO</p><p>1. E</p><p>2. C</p><p>3. C</p><p>4. C</p><p>5. E</p><p>6. E</p><p>7. C</p><p>8. E</p><p>9. C</p><p>10. E</p><p>11. C</p><p>12. C</p><p>13. E</p><p>14. E</p><p>15. C</p><p>16. E</p><p>17. C</p><p>18. E</p><p>19. E</p><p>20. E</p><p>21. C</p><p>22. C</p><p>23. E</p><p>24. E</p><p>25. E</p><p>26. E</p><p>27. E</p><p>28. E</p><p>29. E</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>61</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>ReGÊNCIA NOMINAL e VeRBAL</p><p>Observe:</p><p>Todos leram o relatório.</p><p>Todos se referiram ao rela-</p><p>tório.</p><p>Verbo + objeto</p><p>Regência</p><p>verbal</p><p>Todos chegaram ao colégio. Verbo + adjunto</p><p>adverbial</p><p>Todos fizeram referência ao</p><p>relatório.</p><p>O voto foi favorável ao re-</p><p>latório.</p><p>Nome +</p><p>complemento</p><p>nominal</p><p>Regência</p><p>nominal</p><p>Problemas estudados pela regência:</p><p>1) Diferença entre o uso formal e o uso informal: Chegamos</p><p>em São Paulo. (informal) x Chegamos a São Paulo. (formal)</p><p>2) Diferença de sentido com diferentes regências: Assis-</p><p>timos ao filme. (sentido de “ver”) x Assistimos os doentes.</p><p>(sentido de “ajudar”)</p><p>Atenção!</p><p>Os verbos que serão estudados aqui exigem cuidado,</p><p>porque podem receber diferentes tipos de complemen-</p><p>to e mudar de sentido. CUIDADO também para notar</p><p>que pode existe uma forma culta (correta) e uma forma</p><p>coloquial (incorreta). E as provas podem pedir que o can-</p><p>didato saiba a diferença.</p><p>Verbos Importantes:</p><p>assistir, avisar, informar, comunicar, visar, aspirar, custar, cha-</p><p>mar, implicar, lembrar, esquecer, obedecer, constar, atender,</p><p>proceder.</p><p>Para as provas de diversas bancas, é importante estudar</p><p>e saber a maneira correta de completar esses verbos.</p><p>Verbo Prep. Complemento Sentido</p><p>Assistir a algo = ver</p><p>Assistir (a) alguém = ajudar</p><p>Obs.: Entre parênteses (a) quando for elemento facultativo.</p><p>Julgue os itens a seguir.</p><p>1. Ontem, assistimos ao jogo do Vasco.</p><p>2. Ontem, assistimos o jogo do Vasco.</p><p>3. O bombeiro assistiu o acidentado.</p><p>4. O bombeiro assistiu ao acidentado.</p><p>5. Foi bom o jogo que assistimos.</p><p>6. Foi bom o jogo a que assistimos.</p><p>7. Foi bom o jogo ao qual assistimos.</p><p>8. Foi bom o jogo o qual assistimos.</p><p>9. O acidentado que o bombeiro assistiu melhorou.</p><p>10. O acidentado a que o bombeiro assistiu melhorou.</p><p>11. O acidentado a quem o bombeiro</p><p>assistiu melhorou.</p><p>12. O acidentado ao qual o bombeiro assistiu melhorou.</p><p>13. O acidentado o qual o bombeiro assistiu melhorou.</p><p>Verbo Prep. Complemento Sentido</p><p>visar a algo = almejar</p><p>visar (a) verbo = almejar</p><p>visar algo/alguém = mirar</p><p>Julgue os itens a seguir.</p><p>14. O plano visa o combate da inflação.</p><p>15. O plano visa ao combate da inflação.</p><p>16. O plano visa combater a inflação.</p><p>17. O plano visa a combater a inflação.</p><p>18. O policial visou o sequestrador e atirou.</p><p>19. O policial visou ao sequestrador e atirou.</p><p>20. O combate que o plano visa exige rigor.</p><p>21. O combate a que o plano visa exige rigor.</p><p>22. O combate ao qual o plano visa exige rigor.</p><p>23. O combate a quem o plano visa exige rigor.</p><p>24. O sequestrador que o policial visou fugiu.</p><p>25. O sequestrador a que o policial visou fugiu.</p><p>26. O sequestrador a quem o policial visou fugiu.</p><p>Obs.: o pronome relativo “quem” sempre é preposicio-</p><p>nado, quando seu papel é complemento.</p><p>27. O sequestrador ao qual o policial visou fugiu.</p><p>Verbo Prep. Complemento Sentido</p><p>implicar algo = acarretar</p><p>implicar com alguém = embirrar</p><p>Julgue os itens.</p><p>28. A crise implicou em desemprego.</p><p>29. A crise implicou desemprego.</p><p>30. Ele implica com a sogra.</p><p>31. Foi grande o desemprego em que a crise implicou.</p><p>32. Foi grande o desemprego que a crise implicou.</p><p>33. O estudo implica vitória.</p><p>34. O estudo implica na vitória.</p><p>Verbo Prep. Complemento</p><p>obedecer a algo/alguém</p><p>Julgue os itens.</p><p>35. Os motoristas obedecem o código de trânsito.</p><p>36. Os motoristas obedecem ao código de trânsito.</p><p>37. Eles estudaram o código e o obedecem.</p><p>38. Eles estudaram o código e lhe obedecem.</p><p>39. Eles estudaram o código e obedecem a ele.</p><p>40. O código que eles obedecem é rigoroso.</p><p>41. O código a que eles obedecem é rigoroso.</p><p>42. Os funcionários obedecem o chefe.</p><p>43. Os funcionários obedecem ao chefe.</p><p>44. Eles ouvem o chefe e o obedecem.</p><p>45. Eles ouvem o chefe e lhe obedecem.</p><p>46. Eles ouvem o chefe e obedecem a ele.</p><p>47. O chefe que eles obedecem é rigoroso.</p><p>48. O chefe a que eles obedecem é rigoroso.</p><p>49. O chefe a quem eles obedecem é rigoroso.</p><p>avisar</p><p>informar</p><p>comunicar</p><p>algo a alguém</p><p>alguém de /</p><p>sobre</p><p>algo</p><p>Julgue os itens.</p><p>50. Avise o prazo aos estudantes.</p><p>51. Avise os estudantes sobre o prazo.</p><p>52. Avise do prazo os estudantes.</p><p>53. Avise aos estudantes o prazo.</p><p>54. Avise aos estudantes sobre o prazo.</p><p>55. Avise-lhes o prazo.</p><p>56. Avise-lhes do prazo.</p><p>57. Avise-os do prazo.</p><p>58. Avise-os o prazo.</p><p>59. Avise-o a eles.</p><p>60. O prazo que lhes avisei expirou.</p><p>61. O prazo de que lhes avisei expirou.</p><p>62. O prazo de que os avisei expirou.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>62</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>63. O prazo que os avisei expirou.</p><p>64. Avisamos-lhe que é feriado.</p><p>65. Avisamos-lhe de que é feriado.</p><p>66. Avisamo-lo que é feriado.</p><p>67. Avisamo-lo de que é feriado.</p><p>Verbo Prep. Complemento Sentido</p><p>aspirar a algo = almejar</p><p>aspirar algo = respirar, sorver</p><p>Julgue os itens.</p><p>68. Estava no centro de São Paulo. Ali, aspirava o ar puro</p><p>do campo.</p><p>69. Estava no centro de São Paulo. Ali, aspirava ao ar puro</p><p>do campo.</p><p>70. Estava na fazenda. Ali, aspirava o ar puro do campo.</p><p>71. Estava na fazenda. Ali, aspirava ao ar puro do campo.</p><p>Verbo Prep. Complemento Sentido</p><p>chamar alguém = convidar, invocar</p><p>chamar (a) alguém = qualificar, atribuir</p><p>característica</p><p>Julgue os itens.</p><p>72. Chamaram o delegado para o evento.</p><p>73. Chamaram ao delegado para o evento.</p><p>74. Chamaram o delegado de corajoso.</p><p>75. Chamaram ao delegado de corajoso.</p><p>76. Chamaram corajoso o delegado.</p><p>77. Chamaram corajoso ao delegado.</p><p>78. Chamaram-lhe corajoso.</p><p>79. Chamaram-lhe de corajoso.</p><p>80. Chamaram-no de corajoso.</p><p>81. Chamaram-no corajoso.</p><p>Verbo Prep. Complemento</p><p>esqueci algo ou alguém</p><p>esqueci-me de algo ou alguém</p><p>esqueci-me (de) algo ou alguém</p><p>Lembre-se: entre parênteses (de), preposição facultativa.</p><p>Julgue os itens.</p><p>82. Esqueci dos eventos.</p><p>83. Esqueci os eventos.</p><p>84. Esqueci-me dos eventos.</p><p>85. Esqueci-me que era feriado.</p><p>86. Esqueci-me de que era feriado.</p><p>87. Esqueci de que era feriado.</p><p>88. Esqueci que era feriado.</p><p>Atenção! Existe um uso literário raro:</p><p>Esqueceu-me o seu aniversário. Sentido: o seu aniversário</p><p>saiu de minha memória.</p><p>Sujeito: o seu aniversário (não é complemento). Aqui o com-</p><p>plemento é representado pelo pronome “me”.</p><p>Obs.: A mesma regra do verbo “esquecer” vale também para</p><p>os verbos “lembrar” e “recordar”.</p><p>Verbo Prep. Complemento</p><p>atender (a) algo</p><p>atender (a) alguém</p><p>Julgue os itens a seguir.</p><p>89. Atendi o cliente.</p><p>90. Atendi ao cliente.</p><p>91. Atendi o telefonema.</p><p>92. Atendi ao telefonema.</p><p>93. Vi o cliente e o atendi.</p><p>94. Vi o cliente e lhe atendi.</p><p>Verbo Prep. Complemento Sentido</p><p>proceder a algo = realizar, fazer</p><p>proceder = ter fundamento</p><p>proceder de lugar = ser originário de</p><p>proceder = agir, comportar-se</p><p>Julgue os itens seguintes.</p><p>95. O delegado procedeu ao inquérito.</p><p>96. O delegado procedeu o inquérito.</p><p>97. Os argumentos do advogado procedem.</p><p>98. O delegado procede de Brasília.</p><p>99. O delegado procedeu com firmeza.</p><p>Verbo Prep. Complemento Sentido</p><p>constar de partes = ser formado de</p><p>partes</p><p>constar em um todo = estar dentro de um</p><p>todo</p><p>constar = estar presente</p><p>Julgue os itens.</p><p>100. O nome do candidato constava na lista de aprovados.</p><p>101. O nome do candidato constava da lista de aprovados.</p><p>102. O relatório consta de dez páginas.</p><p>103. O relatório consta com dez páginas.</p><p>104. Tais informações constam.</p><p>105. Consta uma multa.</p><p>Verbo Prep. Complemento Sentido</p><p>custar adverbial = valor</p><p>Julgue os itens.</p><p>106. O carro custa R$20.000,00.</p><p>Atenção! O sentido não pode ser “demorar”:</p><p>107. O desfile custou a terminar.</p><p>Cuidado! O sujeito não pode ser pessoa.</p><p>108. O pai custou a acreditar no filho.</p><p>Importante! O sentido adequado é algo (sujeito) custar</p><p>(ser difícil) para alguém (complemento). Veja:</p><p>O relatório custou ao especialista.</p><p>Custou-me acreditar. (Sentido: acreditar foi difícil para</p><p>mim). Aqui o sujeito é oracional: acreditar.</p><p>Custou ao pai acreditar no filho. (Certo). Aqui o sujeito</p><p>é a oração: acreditar no filho. O complemento é: ao pai.</p><p>Julgue os itens.</p><p>(PMDF/Médico) A leitura crítica pressupõe a capacidade do</p><p>indivíduo de construir o conhecimento, sua visão de mundo,</p><p>sua ótica de classe.</p><p>109. O trecho “de construir o conhecimento” estabelece</p><p>relação de regência com o termo “capacidade”, espe-</p><p>cificando-lhe o significado.</p><p>(TRT 9ª R/Técnico) Ao realizar leilões de créditos de carbono</p><p>no mercado internacional, São Paulo dá o exemplo a outras</p><p>cidades brasileiras de como transformar os aterros, de fontes</p><p>de poluição e de encargos onerosos para as finanças muni-</p><p>cipais, em fontes de receitas, inofensivas ao meio ambiente.</p><p>110. Em “de como transformar”, o emprego da preposição</p><p>“de” é exigido pela regência de “transformar”.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>63</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>(TRT 9ª R/Analista) Há séculos os estudiosos tentam entender</p><p>os motivos que levam algumas sociedades a evoluir mais</p><p>rápido que outras. Só recentemente ficou patente que, além</p><p>da liberdade, outros fatores intangíveis são essenciais ao</p><p>desenvolvimento das nações.</p><p>O principal deles é a capacidade de as sociedades criarem</p><p>regras de conduta que, caso desrespeitadas, sejam impla-</p><p>cavelmente seguidas de sanções.</p><p>111. O emprego da preposição de separada do artigo que</p><p>determina “sociedades”, em “a capacidade de as socie-</p><p>dades”, indica que o termo “as sociedades” é o sujeito</p><p>da oração subordinada.</p><p>(Crea-DF) Caso uma indústria lance uma grande concentra-</p><p>ção de poluentes na parte alta do rio, por exemplo, a coleta</p><p>de uma amostra na parte baixa não será capaz de detectar</p><p>o impacto, mesmo que esta seja</p><p>feita apenas um minuto</p><p>antes de a onda tóxica atingir o local. Esse tipo de controle,</p><p>portanto, pode ser comparado à fotografia de um rio.</p><p>112. No trecho “antes de a onda tóxica atingir o local”, a</p><p>substituição da parte grifada por da resulta em um su-</p><p>jeito preposicionado.</p><p>(HUB) É possível comparar a saúde mental de pessoas que</p><p>vivem em uma região de conflitos à das pessoas que vivem</p><p>em favelas ou na periferia das grandes cidades brasileiras?</p><p>113. Considerando, para a regência do verbo comparar, o se-</p><p>guinte esquema: comparar X a Y, é correto afirmar que,</p><p>no texto, X corresponde a “a saúde mental de pessoas</p><p>que vivem em uma região de conflitos” e Y corresponde</p><p>a “[a saúde mental] das pessoas que vivem em favelas</p><p>ou na periferia das grandes cidades brasileiras”.</p><p>114. (MPE-RS/Agente Administrativo) “... para aprovar, até o</p><p>final de 2009, um texto ...” O verbo que exige o mesmo</p><p>tipo de complemento que o destacado está na frase:</p><p>a) De fato, o resultado é modesto.</p><p>b) como fugir aos temas ...</p><p>c) já respondem por 20% do total das emissões globais.</p><p>d) que já estão na atmosfera ...</p><p>e) só prejudica formas insustentáveis de desenvolvimento.</p><p>115. (Metrô-SP/Advogado) “... que preferiu a vida breve glorio-</p><p>sa a uma vida longa obscurecida”. O verbo que apresenta</p><p>o mesmo tipo de regência que o destacado está na frase:</p><p>a) para finalizar com uma celebridade do contagiante</p><p>futebol.</p><p>b) “as fronteiras entre a ficção e realidade são cada vez</p><p>mais vagas”.</p><p>c) e retirou a menininha do berço incendiado.</p><p>d) Lembrei o exemplo de mártires...</p><p>e) Não foram estes homens combatentes de grandes</p><p>feitos militares ...</p><p>116. (Seplan-MA) Está correto o emprego da expressão des-</p><p>tacada na frase:</p><p>a) É vedada a exposição às cenas de violência a que</p><p>estão sujeitas as crianças.</p><p>b) Os fatos violentos de que se deparam as crianças</p><p>multiplicam-se dia a dia.</p><p>c) O autor refere-se a um tempo em cujo os índices de</p><p>violência eram bem menores.</p><p>d) As tensões urbanas à que se refere o autor já estão</p><p>banalizadas.</p><p>e) As mudanças sociais de cujas o autor está tratando</p><p>pioraram a qualidade de vida.</p><p>117. (AFRF) Marque o item em que a regência empregada</p><p>atende ao que prescreve a norma culta da língua escrita.</p><p>a) A causa por que lutou ao longo de uma década po-</p><p>deria tornar-se prioridade de programas sociais de</p><p>seu estado.</p><p>b) Seria implementado o plano no qual muitos funcio-</p><p>nários falaram a respeito durante a assembleia anual.</p><p>c) A equipe que a instituição mantinha parceria a lon-</p><p>go tempo manifestou total discordância da linha de</p><p>pesquisa escolhida.</p><p>d) Todos concordavam que as empresas que a licença</p><p>de funcionamento não estivesse atualizada deveriam</p><p>ser afastadas do projeto.</p><p>e) Alheio aos assuntos sociais, o diretor não se afinava</p><p>com a nova política que devia adequar-se para de-</p><p>senvolver os projetos.</p><p>(Detran-DF) Das 750 filiadas ao Instituto Ethos, 94% dos car-</p><p>gos das diretorias são ocupados por homens brancos.</p><p>118. A substituição de “Das” por Nas não acarretaria pro-</p><p>blema de regência no período, que se manteria gama-</p><p>ticalmente correto.</p><p>De janeiro a maio, as vendas ao mercado chinês atingiram</p><p>US$ 1,774 bilhão.</p><p>119. Pelos sentidos textuais, a substituição da preposição a,</p><p>imediatamente antes de “mercado”, por em não alte-</p><p>raria os sentidos do texto.</p><p>(MRE/Assistente) O Brasil só conseguiu passar da condição de</p><p>país temerário para a aplicação de recursos, em uma época</p><p>de prosperidade mundial, para a de mercado preferencial dos</p><p>investidores, justamente no auge de um período de turbu-</p><p>lência financeira nos mercados internacionais, porque está</p><p>colhendo agora os resultados de uma política econômica</p><p>ortodoxa. (Zero Hora (RS), 26/2/2008 – com adaptações).</p><p>120. Imediatamente após “para a”, subentende-se o termo</p><p>elíptico condição.</p><p>A ética aponta o caminho por meio da consideração daquilo</p><p>que se convencionou chamar de direitos e deveres.</p><p>121. O pronome “daquilo” pode ser substituído, sem prejuízo</p><p>para a correção gramatical do período, por do ou por</p><p>de tudo.</p><p>Estudo do Banco Mundial (BIRD) sobre políticas fundiá-</p><p>rias em todo o mundo defende que a garantia do direito à</p><p>posse de terra a pessoas pobres promove o crescimento</p><p>econômico.</p><p>122. As regras de regência da norma culta exigem o emprego</p><p>da preposição “a” imediatamente antes de “pessoas</p><p>pobres” para que se complemente sintaticamente o</p><p>termo garantia.</p><p>A cocaína é um negócio bilionário que conta com a proteção</p><p>das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), cujo</p><p>contingente é estimado em 20.000 homens.</p><p>123. No texto, “cujo”, pronome de uso culto da língua, corres-</p><p>ponde à forma mais coloquial, mas igualmente correta,</p><p>do qual.</p><p>(TRF) Um dos motivos principais pelos quais a temática das</p><p>identidades é tão frequentemente focalizada tanto na mídia</p><p>assim como na universidade são as mudanças culturais.</p><p>124. Preserva-se a correção gramatical e a coerência textual</p><p>ao usar o pronome relativo que em lugar de “quais”,</p><p>desde que precedido da preposição por.</p><p>(TRF) A busca de sentido para o cosmos se engata com a</p><p>procura de sentido para a existência da família humana.</p><p>125. Substituir “com a” por na não prejudicaria os sentidos</p><p>originais ou a correção gramatical do texto.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>64</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>(TJBA) Por seis julgamentos passou Cristo, três às mãos dos</p><p>judeus, três às dos romanos, e em nenhum teve um juiz. Aos</p><p>olhos dos seus julgadores refulgiu sucessivamente a inocên-</p><p>cia divina, e nenhum ousou estender-lhe a proteção da toga.</p><p>126. “Lhe” equivale à expressão a ele e se refere a “Cristo”.</p><p>(TJBA) Julgue o trecho abaixo quanto à correção gramatical.</p><p>127. Exatamente no processo do justo por excelência, daquele</p><p>em cuja memória todas as gerações até hoje adoram por</p><p>excelência o justo, não houve no código de Israel norma</p><p>que escapasse à prevaricação dos seus magistrados.</p><p>(DFTrans/Analista) Seja qual for a função ou a combinatória</p><p>de funções dominantes em um determinado momento de</p><p>comunicação, postula-se que preexiste a todas elas a função</p><p>pragmática de ferramenta de atuação sobre o outro, de recur-</p><p>so para fazer o outro ver/conceber o mundo como o emissor/</p><p>locutor o vê e o concebe, ou para fazer o destinatário tomar</p><p>atitudes, assumir crenças e eventualmente desejos do locutor.</p><p>128. No período sintático “postula-se que (...) desejos do lo-</p><p>cutor”, as três ocorrências da preposição “de” estabelecem</p><p>a dependência dos termos que regem para com o termo</p><p>“função pragmática”, como mostra o esquema seguinte.</p><p>função pragmática:</p><p>de ferramenta</p><p>de atuação sobre o outro</p><p>de recurso para fazer o outro con-</p><p>ceber o mundo</p><p>(MS/Agente) A diretora-geral da OPAS, com sede em Washing-</p><p>ton (EUA), Mirta Roses Periago, elogiou a iniciativa de estados</p><p>e municípios brasileiros de levar a vacina contra a rubéola</p><p>aos locais de maior fluxo de pessoas, especialmente homens,</p><p>como forma de garantir a maior cobertura vacinal possível.</p><p>129. O emprego de preposição em “aos locais” justifica-se</p><p>pela regência de “vacina”.</p><p>130. (TRT 21ª R) Está correto o emprego do elemento des-</p><p>tacada na frase:</p><p>a) Quase todas as novidades à que os moradores tive-</p><p>ram acesso são produtos da moderna tecnologia.</p><p>b) O gerador a diesel é o meio pelo qual os moradores</p><p>de Aracampinas têm acesso à luz elétrica.</p><p>c) A hipertensão na qual foram acometidos muitos mo-</p><p>radores tem suas causas na mudança de estilo de vida.</p><p>d) O extrativismo, em cujo os caboclos tanto se empe-</p><p>nhavam, foi substituído por outras atividades.</p><p>e) Biscoitos e carne em conserva são alguns dos alimen-</p><p>tos dos quais o antropólogo exemplifica a mudança</p><p>dos hábitos alimentares dos caboclos.</p><p>131. (Sesep-SE) Isso proporciona à fábula a característica de</p><p>ser sempre nova. A mesma regência do verbo detacado</p><p>na frase acima repete-se em:</p><p>a) Histórias criadas por povos</p><p>primitivos desenvolviam</p><p>explicações fantasiosas a respeito de seu mundo.</p><p>b) As narrativas de povos primitivos constituem um rico</p><p>acervo de fábulas, tanto em prosa quanto em versos.</p><p>c) Pequenas narrativas sempre foram instrumento,</p><p>nas sociedades primitivas, de transmissão de va-</p><p>lores morais.</p><p>d) Nas fábulas, seus autores transferem atitudes e</p><p>características humanas para animais e seres ina-</p><p>nimados.</p><p>e) Fábulas tornaram-se recursos valiosos de transmissão</p><p>de valores, desde sua origem, em todas as sociedades.</p><p>132. (Ipea) Preferimos confiar e acreditar nas coisas ..., a</p><p>expressão destacada complementa corretamente, ao</p><p>mesmo tempo, dois verbos que têm a mesma regên-</p><p>cia: confiar em, acreditar em. Do mesmo modo, está</p><p>também correta a seguinte construção: Preferimos</p><p>a) ignorar e desconfiar das coisas...</p><p>b) subestimar e descuidar das coisas...</p><p>c) não suspeitar e negligenciar as coisas...</p><p>d) nos desviar e evitar as coisas...</p><p>e) nos contrapor e resistir às coisas...</p><p>133. (Ipea) Ambos os elementos destacados estão empre-</p><p>gados de modo correto na frase:</p><p>a) Nas sociedades mais antigas, em cujas venerava-</p><p>-se a sabedoria dos ancestrais, não se manifestava</p><p>qualquer repulsa com os valores tradicionais.</p><p>b) Os pais experientes, a cujas recomendações o ado-</p><p>lescente não costuma estar atento, não devem es-</p><p>morecer diante das reações rebeldes.</p><p>c) A autoridade da experiência, na qual os pais julgam</p><p>estar imbuídos, costuma mobilizar os filhos em bus-</p><p>car seu próprio caminho.</p><p>d) Quando penso em fazer algo de que ninguém tenha</p><p>ainda experimentado, arrisco-me a colher as desven-</p><p>turas com que me alertaram meus pais.</p><p>e) A autoridade dos pais, pela qual os adolescentes cos-</p><p>tumam se esquivar, não deve ser imposta aos jovens,</p><p>cuja a reação tende a ser mais e mais libertária.</p><p>134. (Codesp) A matança ............estão sujeitas as baleias é</p><p>preocupação da Comissão Baleeira Internacional, ........</p><p>atuação se iniciou em 1946 e ........ participam mais de</p><p>50 países.</p><p>As formas que preenchem corretamente as lacunas na</p><p>frase acima são, respectivamente:</p><p>a) a que – cuja – de que</p><p>b) que – cujo – de que</p><p>c) à que – cuja – com que</p><p>d) à que – cuja a – com que</p><p>e) a que – cuja a – de que</p><p>GABARITO</p><p>1. C</p><p>2. E</p><p>3. C</p><p>4. C</p><p>5. E</p><p>6. C</p><p>7. C</p><p>8. E</p><p>9. C</p><p>10. C</p><p>11. C</p><p>12. C</p><p>13. C</p><p>14. E</p><p>15. C</p><p>16. C</p><p>17. C</p><p>18. C</p><p>19. E</p><p>20. E</p><p>21. C</p><p>22. C</p><p>23. E</p><p>24. C</p><p>25. E</p><p>26. C</p><p>27. E</p><p>28. E</p><p>29. C</p><p>30. C</p><p>31. E</p><p>32. C</p><p>33. C</p><p>34. E</p><p>35. E</p><p>36. C</p><p>37. E</p><p>38. E</p><p>39. C</p><p>40. E</p><p>41. C</p><p>42. E</p><p>43. C</p><p>44. E</p><p>45. C</p><p>46. C</p><p>47. E</p><p>48. C</p><p>49. C</p><p>50. C</p><p>51. C</p><p>52. C</p><p>53. C</p><p>54. E</p><p>55. C</p><p>56. E</p><p>57. C</p><p>58. E</p><p>59. C</p><p>60. C</p><p>61. E</p><p>62. C</p><p>63. E</p><p>64. C</p><p>65. E</p><p>66. E</p><p>67. C</p><p>68. E</p><p>69. C</p><p>70. C</p><p>71. E</p><p>72. C</p><p>73. E</p><p>74. C</p><p>75. C</p><p>76. C</p><p>77. C</p><p>78. C</p><p>79. C</p><p>80. C</p><p>81. C</p><p>82. E</p><p>83. C</p><p>84. C</p><p>85. C</p><p>86. C</p><p>87. E</p><p>88. C</p><p>89. C</p><p>90. C</p><p>91. C</p><p>92. C</p><p>93. C</p><p>94. C</p><p>95. C</p><p>96. E</p><p>97. C</p><p>98. C</p><p>99. C</p><p>100. C</p><p>101. E</p><p>102. C</p><p>103. E</p><p>104. C</p><p>105. C</p><p>106. C</p><p>107. E</p><p>108. E</p><p>109. C</p><p>110. E</p><p>111. C</p><p>112. C</p><p>113. C</p><p>114. e</p><p>115. c</p><p>116. a</p><p>117. a</p><p>118. C</p><p>119. E</p><p>120. C</p><p>121. C</p><p>122. C</p><p>123. E</p><p>124. C</p><p>125. C</p><p>126. C</p><p>127. C</p><p>128. E</p><p>129. e</p><p>130. b</p><p>131. d</p><p>132. e</p><p>133. b</p><p>134. a</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>65</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>SINTAXe DA ORAÇÃO</p><p>Relações Morfossintáticas e Semânticas no</p><p>Período Simples</p><p>Conceituando frase, período e oração</p><p>Frase precisa ter sentido completo. Sem verbo, é frase</p><p>nominal. Com verbo, é frase verbal. Início com maiúscula, fim</p><p>com ponto, exclamação, interrogação ou reticências.</p><p>Psiu! Chuva, fogo, vento, neve, tudo de uma vez. (frases</p><p>nominais)</p><p>Choveu, ventou, nevou, tudo de uma vez. (frase verbal)</p><p>O governo descobriu que mais sanguessugas havia. (frase</p><p>verbal)</p><p>Período é frase com verbo, ou seja, é frase verbal. Sen-</p><p>tido completo. Início com maiúscula, fim com ponto, excla-</p><p>mação, interrogação ou reticências.</p><p>O período é simples quando tem só uma oração. Esta</p><p>oração é chamada de oração absoluta.</p><p>Entre as várias oportunidades de trabalho no mercado,</p><p>destacam-se as vagas em concurso público. (período simples</p><p>tem apenas um verbo ou locução, com o mesmo sujeito; a</p><p>oração é absoluta)</p><p>O período é composto quando tem mais de uma ora-</p><p>ção. Haverá oração principal, oração coordenada e oração</p><p>subordinada.</p><p>Choveu, ventou, nevou, tudo de uma vez. (período com-</p><p>posto tem dois ou mais verbos independentes. Orações in-</p><p>dependentes são coordenadas)</p><p>O governo descobriu que mais sanguessugas havia. (perí-</p><p>odo composto. Uma oração tem função sintática para outra:</p><p>uma é subordinada e a outra é principal).</p><p>Oração só precisa ter verbo. O sentido não precisa ser</p><p>completo.</p><p>Choveu, ventou, nevou, tudo de uma vez. (três orações,</p><p>porque são três verbos independentes)</p><p>O governo descobriu que mais sanguessugas havia. (duas</p><p>orações, porque são dois verbos com sentidos próprios, in-</p><p>dependentes, ou seja, não formam locução verbal)</p><p>Entre as várias oportunidades de trabalho no mercado,</p><p>destacam-se as vagas em concurso público. (uma oração</p><p>absoluta)</p><p>eXeRCíCIOS</p><p>Identifique frases, períodos e orações</p><p>1. Casa de ferreiro, espeto de pau.</p><p>2. Todos os que lançam mão da espada, à espada perece-</p><p>rão. (Mt. 26, 52)</p><p>3. O temer ao Senhor é o princípio da sabedoria.</p><p>4. Foi escolhido o projeto que tinha sido mais bem elaborado.</p><p>5. Dentre as mais belas histórias, uma não tão bela.</p><p>6. Sobre a mesa, um copo de leite.</p><p>7. O candidato da oposição está melhor do que os da situação.</p><p>Termos da Oração</p><p>• Termos essenciais: sujeito e predicado.</p><p>• Termos integrantes: objeto, complemento nominal,</p><p>agente da passiva.</p><p>• Termos acessórios: adjunto adnominal, adjunto ad-</p><p>verbial, aposto.</p><p>• Vocativo.</p><p>estudo dos Termos em Sequência Didática</p><p>1) Sujeito</p><p>O primeiro passo para uma análise sintática correta é</p><p>encontrar o sujeito.</p><p>Para encontrar o sujeito, lembremos que o sujeito é o</p><p>assunto da oração.</p><p>Uma pergunta bem feita ajuda a encontrar o sujeito com</p><p>segurança. Devemos perguntar antes do verbo: O que é que</p><p>+ verbo? ou Quem é que + verbo?</p><p>Aqui faltava um caderno.</p><p>Pergunte: O que é que faltava?</p><p>Resposta (sujeito): um caderno.</p><p>A resposta pode estar onde estiver (antes ou depois do</p><p>verbo). Ela será o sujeito. Só depois de encontrar o sujeito,</p><p>podemos procurar complementos para o verbo.</p><p>São quatro casos de sujeito inexistente</p><p>VeRBO SeNTIDO</p><p>haver</p><p>= existir</p><p>= ocorrer</p><p>= tempo decorrido</p><p>fazer</p><p>= tempo</p><p>= clima</p><p>ser</p><p>= tempo</p><p>= data, hora</p><p>= distância</p><p>Fenômenos naturais: chover, ventar, nevar etc.</p><p>Coloque nos parênteses que precedem as orações:</p><p>(S) para sujeito simples (um só núcleo).</p><p>(C) para sujeito composto (dois ou mais núcleos).</p><p>(O) para sujeito oculto, elíptico ou implícito (subentendido</p><p>no contexto).</p><p>(I) para sujeito indeterminado (3ª plural; ou com índice e</p><p>verbo na 3ª singular).</p><p>(SS) para sujeito inexistente ou oração sem sujeito.</p><p>(SO) para sujeito for uma oração (sujeito oracional).</p><p>8. ( ) Voavam, nas alturas, os pássaros.</p><p>9. ( ) Entraram, apressadamente na sala, o diretor e o</p><p>secretário.</p><p>10. ( ) Deixaremos a cidade amanhã.</p><p>11. ( ) Havia muitas pessoas no gabinete do diretor.</p><p>12. ( ) Todos os dias passavam muitos vendedores pelas</p><p>estradas.</p><p>13. ( ) Entregaram a ela um bilhete anônimo.</p><p>14. ( ) Choveu copiosamente no dia de ontem.</p><p>15. ( ) Apareceu um pássaro no jardim.</p><p>16. ( ) Hoje, pela manhã, telefonaram muitas vezes para você.</p><p>17. ( ) A mente humana é poderosa arma contra o mal.</p><p>18. ( ) A vida e a morte são os extremos da raça humana.</p><p>19. ( ) Necessitamos de muita paz.</p><p>20. ( ) O querer e o fazer são alcançáveis.</p><p>21. ( ) ( ) ( ) Querer e fazer é alcançável.</p><p>22. ( ) Todos necessitam de ajuda.</p><p>23. ( ) O valor do homem é medido pela cultura.</p><p>24. ( ) Houve dias de sol em pleno inverno.</p><p>25. ( ) Caíram ao solo os lápis e os cadernos.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição</p><p>é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>66</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>26. ( ) Assaltaram um banco na cidade.</p><p>27. ( ) Já é muito tarde.</p><p>28. ( ) São sete horas da noite.</p><p>29. ( ) ( ) Convém que o país cresça.</p><p>30. ( ) Abre a porta, Maria!</p><p>31. ( ) Chegaste antes da hora marcada.</p><p>32. ( ) Devagar, caminhavam os tropeiros na estrada.</p><p>33. ( ) Aquelas aves azuis cruzavam o céu cinzento.</p><p>34. ( ) Nada o aborrecia.</p><p>35. ( ) Poucos entenderam a palavra do chefe.</p><p>36. ( ) Brincavam na calçada os meninos e as meninas.</p><p>37. ( ) Chegaram os primeiros imigrantes italianos.</p><p>38. ( ) Ouviu-se uma voz de choro dentro da noite brasi-</p><p>leira.</p><p>39. ( ) Ao longe, tocavam os sinos da aldeia.</p><p>40. ( ) Atropelaram um cão na estrada.</p><p>41. (MJ/Adm.) Aparece uma oração sem sujeito em:</p><p>a) “... há uma linha divisória entre o trabalho formal e</p><p>informal...”</p><p>b) “No entanto, creditam à prática apenas um ‘jeito de</p><p>ganhar a vida’ sem cometer crimes.”</p><p>c) “Todos gostariam de trabalhar tendo um patrão...”</p><p>d) “Isso é quase um sonho para muitos”</p><p>e) “São pouquíssimos os que ganham mais de R$ 300</p><p>por mês.”</p><p>2) Predicativo Versus Aposto</p><p>Observe a Questão:</p><p>(Cespe/Abin) A criação do Sistema Brasileiro de Inteligência</p><p>(Sisbin) e a consolidação da Agência Brasileira de Inteligên-</p><p>cia (Abin) permitem ao Estado brasileiro institucionalizar a</p><p>atividade de Inteligência, mediante uma ação coordenadora</p><p>do fluxo de informações necessárias às decisões de governo,</p><p>no que diz respeito ao aproveitamento de oportunidades,</p><p>aos antagonismos e às ameaças, reais ou potenciais, relativos</p><p>aos mais altos interesses da sociedade e do país.</p><p>42. As vírgulas que isolam a expressão “reais ou potenciais”</p><p>são obrigatórias, uma vez que se trata de um aposto</p><p>explicativo.</p><p>Veja o quadro:</p><p>Predicativo Aposto</p><p>É adjetivo ou equivalente. É substantivo ou equivalente.</p><p>Refere-se a um substantivo</p><p>ou equivalente.</p><p>Refere-se a um substantivo</p><p>ou equivalente.</p><p>Estado passageiro ou perma-</p><p>nente.</p><p>Explica, resume, restringe,</p><p>enumera.</p><p>Separado do nome. Separado explica, junto res-</p><p>tringe.</p><p>exemplos de Predicativo</p><p>Nós somos estudantes. (substantivo na função de pre-</p><p>dicativo)</p><p>Nós somos vinte. (numeral na função de predicativo)</p><p>Eu sou seu. (pronome na função de predicativo)</p><p>Nós somos esforçados. (adjetivo na função de predicativo)</p><p>Nós somos de ferro. (locução adjetiva na função de pre-</p><p>dicativo)</p><p>A solução é que você venha. (oração não função de pre-</p><p>dicativo)</p><p>(SGA-AC/Administrador) Uma decisão singular de um juiz</p><p>da Vara de Execuções Criminais de Tupã, pequena cidade a</p><p>534 km da cidade de São Paulo, impondo critérios bastante</p><p>rígidos para que os estabelecimentos penais da região pos-</p><p>sam receber novos presos, confirma a dramática dimensão</p><p>da crise do sistema prisional.</p><p>43. O trecho “pequena cidade a 534 km da cidade de São</p><p>Paulo” encontra-se entre vírgulas por exercer a função</p><p>de aposto.</p><p>(MS/Agente) A diretora-geral da OPAS, com sede em Washing-</p><p>ton (EUA), Mirta Roses Periago, elogiou a iniciativa de estados</p><p>e municípios brasileiros de levar a vacina contra a rubéola</p><p>aos locais de maior fluxo de pessoas, especialmente homens,</p><p>como forma de garantir a maior cobertura vacinal possível.</p><p>44. O nome próprio “Mirta Roses Periago” funciona como</p><p>aposto de “A diretora-geral da OPAS”.</p><p>Indique se o termo destacado é aposto ou predicativo.</p><p>45. A moça, bonita, chegou.</p><p>Morfologia:</p><p>Sintaxe:</p><p>Semântica:</p><p>46. A moça, chefe da seção, chegou.</p><p>Morfologia:</p><p>Sintaxe:</p><p>Semântica:</p><p>47. A mãe, carinhosa, observava o filho.</p><p>Morfologia:</p><p>Sintaxe:</p><p>Semântica:</p><p>48. A mãe, fonte de carinho, observava o filho.</p><p>Morfologia:</p><p>Sintaxe:</p><p>Semântica:</p><p>49. As ameaças, reais ou potenciais, ainda existem.</p><p>Morfologia:</p><p>Sintaxe:</p><p>Semântica:</p><p>3) Adjunto Adnominal Versus Predicativo</p><p>Adjunto adnominal Predicativo</p><p>É adjetivo ou equivalente. É adjetivo ou equivalente.</p><p>Refere-se ao substantivo. Refere-se ao substantivo.</p><p>Estado permanente. Estado passageiro ou perma-</p><p>nente.</p><p>Restrição. Explicação.</p><p>Indique se o termo sublinhado é adjunto adnominal ou</p><p>predicativo.</p><p>50. A moça bonita chegou.</p><p>Morfologia:</p><p>Sintaxe:</p><p>Semântica:</p><p>51. A moça, bonita, chegou.</p><p>Morfologia:</p><p>Sintaxe:</p><p>Semântica:</p><p>52. A moça parece bonita.</p><p>Morfologia:</p><p>Sintaxe:</p><p>Semântica:</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>67</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>53. A mãe carinhosa observava o filho.</p><p>Morfologia:</p><p>Sintaxe:</p><p>Semântica:</p><p>54. A mãe, carinhosa, observava o filho.</p><p>Morfologia:</p><p>Sintaxe:</p><p>Semântica:</p><p>55. A mãe era carinhosa.</p><p>Morfologia:</p><p>Sintaxe:</p><p>Semântica:</p><p>56. O trem atrasado chegou.</p><p>Morfologia:</p><p>Sintaxe:</p><p>Semântica:</p><p>57. O trem chegou atrasado.</p><p>Morfologia:</p><p>Sintaxe:</p><p>Semântica:</p><p>58. O trem, atrasado, chegou.</p><p>Morfologia:</p><p>Sintaxe:</p><p>Semântica:</p><p>59. O trem continua atrasado.</p><p>Morfologia:</p><p>Sintaxe:</p><p>Semântica:</p><p>60. Os inquietos meninos esperavam o resultado.</p><p>Morfologia:</p><p>Sintaxe:</p><p>Semântica:</p><p>61. Os meninos esperavam o resultado inquietos.</p><p>Morfologia:</p><p>Sintaxe:</p><p>Semântica:</p><p>62. Os meninos, inquietos, esperavam o resultado.</p><p>Morfologia:</p><p>Sintaxe:</p><p>Semântica:</p><p>63. O furioso Otelo matou Desdêmona.</p><p>Morfologia:</p><p>Sintaxe:</p><p>Semântica:</p><p>64. Otelo estava furioso.</p><p>Morfologia:</p><p>Sintaxe:</p><p>Semântica:</p><p>4) Adjunto Adnominal Versus Predicativo do Objeto</p><p>Técnica. Fazer a voz passiva. Ver se fica junto ou separado,</p><p>quando faz mais sentido.</p><p>Lembrar que junto é adjunto adnominal.</p><p>Lembrar que separado é predicativo.</p><p>Obs.: separado significa fora do objeto, quando anali-</p><p>samos.</p><p>65. O juiz considerou a jogada ilegal.</p><p>Na voz passiva: A jogada foi considerada ilegal pelo juiz.</p><p>Note: “ilegal” separado de “a jogada”. Então:</p><p>Morfologia: adjetivo.</p><p>Sintaxe: predicativo do objeto.</p><p>Semântica: estado.</p><p>66. O juiz observou a jogada ilegal.</p><p>Na voz passiva: A jogada ilegal foi observada pelo juiz.</p><p>Note: “ilegal” junto de “a jogada”. Então:</p><p>Morfologia: adjetivo.</p><p>Sintaxe: adjunto adnominal.</p><p>Semântica: característica.</p><p>67. O edital deixou a turma agitada.</p><p>Morfologia:</p><p>Sintaxe:</p><p>Semântica:</p><p>68. Um fraco rei faz fraca a forte gente.</p><p>Morfologia:</p><p>Sintaxe:</p><p>Semântica:</p><p>69. Gosto de vocês alegres.</p><p>Morfologia:</p><p>Sintaxe:</p><p>Semântica:</p><p>70. O pai tornou o filho um vencedor.</p><p>Morfologia:</p><p>Sintaxe:</p><p>Semântica:</p><p>71. Helena virou professora.</p><p>Morfologia:</p><p>Sintaxe:</p><p>Semântica:</p><p>72. A vida fez dele um lutador.</p><p>Morfologia:</p><p>Sintaxe:</p><p>Semântica:</p><p>73. (Idene-MG/Analista) No fragmento a seguir (...) não con-</p><p>sidero desertor um jogador que, por qualquer motivo,</p><p>não queira defender a seleção de seu país), o termo</p><p>“desertor” desempenha a função de</p><p>a) predicativo do sujeito.</p><p>b) predicativo do objeto direto.</p><p>c) predicativo do objeto indireto.</p><p>d) adjunto adverbial de modo.</p><p>e) adjunto adverbial de causa.</p><p>5) Adjunto Adnominal Versus Adjunto Adverbial</p><p>Adjunto adnominal Adjunto adverbial</p><p>É adjetivo ou equivalente. É advérbio ou locução ad-</p><p>verbial.</p><p>Refere-se a um substantivo. Refere-se a um verbo, um</p><p>adjetivo ou um advérbio.</p><p>Varia. Não varia.</p><p>Estado, situação. Tempo, modo, lugar, causa,</p><p>intensidade etc.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>68</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>Analise os termos destacados colocando ADN para adjunto</p><p>adnominal e ADV para adjunto adverbial.</p><p>74. Muitos animais da floresta são perigosos.</p><p>75. Estes belos animais vieram da floresta.</p><p>76. Ele é um narciso às avessas.</p><p>77. Ele sempre agiu às avessas.</p><p>78. Investigaram em sigilo os escândalos de alguns políticos.</p><p>79. Uma investigação em sigilo desvendou alguns mistérios.</p><p>80. É saudável caminhar de manhã.</p><p>81. Passeios de manhã fazem bem à saúde.</p><p>82. Devemos dirigir com cautela.</p><p>83. Manobras com cautela</p><p>as janelas</p><p>escancaradas, as ruas vazias, os carros estacionados, os</p><p>galhos das árvores e o capim absolutamente parados.</p><p>2. Texto que mostra ações simultâneas.</p><p>Enquanto ela falava, o cachorro latia, a criança cho-</p><p>rava, o vizinho aplaudia. (As ações acontecem no</p><p>mesmo momento, o tempo está parado)</p><p>Dissertação ou ideias</p><p>Texto construído não para contar história ou fazer um</p><p>retrato, mas para desenvolver um raciocínio.</p><p>É sábio dizer-se que o limite de um homem é o limite de</p><p>seu próprio medo.</p><p>Na prática, um texto pode misturar as tipologias, por isso</p><p>é comum classificá-lo com base em qual tipologia predomina,</p><p>ou seja, para atender a qual tipologia o texto foi feito.</p><p>O tipo DISSERTAÇÃO modernamente vem sendo subs-</p><p>tituído, conforme o caso, por Argumentação, Exposição, ou</p><p>Injunção:</p><p>• Argumentação: apresenta argumentos na defesa</p><p>de um ponto de vista:</p><p>A sua expansão industrial e comercial ocorreu muito antes</p><p>dos países vizinhos, não só porque dispunha de extensa</p><p>rede de ferrovias, hidrovias e rodovias, mas também por-</p><p>que detinha maiores recursos para investimento.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>7</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>• exposição: apenas expõe as ideias, sem apresentar</p><p>argumentos:</p><p>A Bulgária se tornou membro da União Europeia em</p><p>janeiro de 2007, após dez anos de negociação.</p><p>• Injunção: orienta o comportamento do receptor:</p><p>Manuais de utilização de equipamentos. Orientações</p><p>de como tomar um remédio. Como ligar e desligar a</p><p>irrigação do jardim...</p><p>exercícios</p><p>Use as letras iniciais das cinco frases seguintes para identificar</p><p>nos parênteses, os cinco textos que as acompanham.</p><p>N. Constitui exemplo de narração.</p><p>D. Predomina o caráter de descrição.</p><p>I. Tem como base um parágrafo injuntivo.</p><p>E. Exemplifica dissertação expositiva.</p><p>A. Classifica-se como dissertação argumentativa.</p><p>Atenção para as partes em itálico.</p><p>Texto 1 (EP).</p><p>( ) Quando Clarice se mostrou chateada com algumas es-</p><p>trias no seio, Rogério prontamente informou:</p><p>– Tenho solução para isso.</p><p>– É verdade que você tem?</p><p>– Claro!</p><p>– Então me ensina.</p><p>– Ponha duas colheres de sopa de azeite numa frigi-</p><p>deira. Amasse três dentes de alho, depois de tirar a</p><p>casca, e misture-os ao azeite. Deixe a mistura no fogo</p><p>médio por cinco minutos e apague o fogo. Aguarde que</p><p>ela esfrie um pouco até a temperatura ficar suportável</p><p>ao tato. Durante oito minutos, embeba quantas vezes</p><p>necessárias um algodão naquele azeite, e passe-o su-</p><p>avemente em movimentos circulares no seio estriado.</p><p>Vá ao espelho e veja o resultado.</p><p>– As estrias vão embora?</p><p>– Podem ir, mas se não forem, você pode estrear um</p><p>peitinho a alho e óleo.</p><p>Texto 2 (EP).</p><p>( ) Paulo abriu a porta devagar, observou com calma o</p><p>ambiente, caminhou pé ante pé até a janela, abriu a</p><p>cortina, esperou que os olhos se acostumassem à clari-</p><p>dade que invadiu o quarto, só então deitou-se no chão</p><p>e vasculhou com os olhos a parte embaixo da cama.</p><p>Teve certeza de que o bicho não estava lá.</p><p>Texto 3 (EP).</p><p>( ) Berenice percebeu que André não lhe estava sendo fiel</p><p>porque ele dissera não conhecer Isaura, mesmo depois</p><p>de ter dormido na casa dela. Além disso, as duas vezes</p><p>que Berenice citou o nome de Isaura, André desviou</p><p>primeiro o olhar, em seguida mudou de assunto. Sem</p><p>falar no perfume que o acompanhava quando entrou</p><p>em casa: o preferido de Isaura.</p><p>Texto 4.</p><p>( ) Para investigadores, há indícios de que parte do dinheiro</p><p>desviado tenha sido usado por Collor para compra de</p><p>carros de luxo em nome de empresas de fachada. Al-</p><p>guns desses automóveis foram apreendidos pela Polícia</p><p>Federal na Operação Politeia, um desdobramento da</p><p>Lava Jato, realizada em 14 de julho.</p><p>Texto 5.</p><p>( ) A manhã estava radiosa e cálida. Sequer uma nuvem.</p><p>As folhagens das árvores, dos arbustos e das gramíneas</p><p>oscilavam suavemente. Juritis, sabiás e bemtevis har-</p><p>monizavam seus cantares, vez por outra salpicados por</p><p>latidos um tanto quanto lentos e preguiçosos. O perfu-</p><p>me do jasmim ocupava a beira da piscina, envolvendo</p><p>o tom rosado da pele de Janaína.</p><p>( ) Ponha nestes parênteses o número do texto que faz uso</p><p>do diálogo em sua organização.</p><p>Gabarito</p><p>Texto 1 (I)</p><p>Texto 2 (N)</p><p>Texto 3 (A)</p><p>Texto 4 (E)</p><p>Texto 5 (D)</p><p>Texto 1</p><p>NíVeIS De FORMALIDADe/INFORMALIDADe</p><p>Níveis de Fala (Tipos de Norma)</p><p>Registro formal ou adloquial</p><p>No registro formal (adloquial, culto, padrão), as circuns-</p><p>tâncias exigem do emissor postura concentrada e adequada</p><p>a um grupo sofisticado de falantes. Tende ao uso da norma</p><p>culta (também chamada de padrão, ou erudita), que se</p><p>estuda nas gramáticas normativas.</p><p>Por favor, entenda que seria importante para nós sua</p><p>presença.</p><p>Registro informal ou coloquial</p><p>A informalidade ou coloquialismo acontece quando o</p><p>ambiente permite ao emissor uma postura mais à vontade,</p><p>sem preocupações gramaticais.</p><p>Vem, que sua presença é importante. (A gramática orien-</p><p>ta: Vem, que tua presença... ou Venha, que sua presença...)</p><p>Na informalidade, a língua é usada na forma de cada</p><p>região, profissão, esporte, gíria, internet...</p><p>Registro vulgar</p><p>Normalmente envolve uso de calão ou gíria.</p><p>Oi, cara, pinta lá no pedaço.</p><p>Registro de baixo calão</p><p>É o nível das gírias pesadas e dos palavrões.</p><p>Naquele cafofo só vai ter piranha e Zé-mané, porra.</p><p>Cada texto deve obedecer a um nível de formalidade</p><p>ou informalidade, com a escolha do vocabulário e de cons-</p><p>truções frásicas adequada ao público e ao ambiente a que</p><p>se destina.</p><p>Variação linguística</p><p>Uma língua se realiza na fala de grupos diferentes, no</p><p>tempo (compare os escritos da carta de Caminha, de José</p><p>de Alencar e de hoje), no espaço (veja as diferenças de ex-</p><p>pressão das várias regiões brasileiras), nas profissões (atente</p><p>para seus jargões ou expressões características), em grupos</p><p>de relacionamentos (cada um com suas gírias e constru-</p><p>ções frásicas identificadoras: DJs, políticos, cantores de rap,</p><p>religiosos, surfistas, tatuadores, traficantes, escaladores...)</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>8</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>Já houve o tempo em que se considerava certo apenas o</p><p>uso da norma então conhecida como culta ou erudita, porém a</p><p>sociolinguística substituiu o conceito de certo/errado pelo de</p><p>adequado/inadequado. Em termos de comunicação, fala-se</p><p>em o emissor adequar seu código ao do receptor para se</p><p>fazer entender bem. Por isso, tanto o “nós vai”, como o</p><p>“nós vamos” podem ou não estar adequados, dependendo</p><p>do ambiente ou do grupo de falantes a que se destine, bem</p><p>como da intenção do comunicador, que pode justamente</p><p>pretender comunicar que pertence a outro grupo.</p><p>FUNÇÕeS DA LINGUAGeM</p><p>Todo emissor, no momento em que realiza um ato de fala,</p><p>atribui, consciente ou inconscientemente, maior importância</p><p>a um dos seis elementos da comunicação (emissor, recep-</p><p>tor, referente, canal, código ou mensagem). Descobrir qual</p><p>elemento está em destaque é definir a função da linguagem.</p><p>Função emotiva (ou expressiva)</p><p>Predomina em importância o emissor e é muito usada</p><p>em textos líricos, amorosos, autobiográficos, testemunhais...</p><p>Constitui uma característica de subjetividade.</p><p>Emissor: aquele que fala, representado por eu, nós, a</p><p>gente (no sentido de “nós”).</p><p>São índices desta função:</p><p>1. sujeito emissor – eu vi Mariana chegar. A gente viu</p><p>Mariana chegar. Nós vimos Mariana chegar.</p><p>2. uso de exclamação – Mariana chegou!</p><p>3. uso de interjeição – Ih! Mariana chegou.</p><p>Função Conativa (ou Apelativa)</p><p>Predomina em importância o receptor e é frequente em</p><p>linguagem de publicidade e de oratória.</p><p>Receptor: com quem se fala, representado por tu, vós,</p><p>você(s), Vossa Senhoria, Vossa Alteza, Vossa...</p><p>São índices desta</p><p>são mais seguras.</p><p>84. As enchentes causam muito prejuízo à população.</p><p>85. A população sofre muito com as enchentes.</p><p>6) Adjunto Adverbial</p><p>Indique a circunstância expressa pelos adjuntos adverbiais</p><p>destacados.</p><p>86. No Pátio do Colégio afundem meu coração paulistano.</p><p>87. As cores das janelas e da porta estão lavadas de velhas.</p><p>88. Clara passeava no jardim com as crianças.</p><p>89. Ainda era muito cedo, não podia aparecer ninguém.</p><p>90. Foi para vós que ontem colhi, senhora, este ramo de</p><p>flores que ora envio.</p><p>91. A gente não pode dormir com os oradores e os perni-</p><p>longos.</p><p>92. Quando Ismália enlouqueceu, pôs-se na torre a sonhar...</p><p>93. És tão mansa e macia, que teu nome a ti mesma acaricia.</p><p>94. Sigo depressa machucando a areia.</p><p>95. Saio de meu poema como quem lava as mãos.</p><p>96. O céu jamais me dê a tentação funesta de adormecer</p><p>ao léu, na lomba da floresta.</p><p>97. A bunda, que engraçada. Está sempre sorrindo, nunca</p><p>é trágica.</p><p>98. Talvez um dia o meu amor se extinga.</p><p>7) Predicativo Versus Adjunto Adverbial</p><p>Predicativo Adjunto adverbial</p><p>É adjetivo ou equivalente. É advérbio ou locução ad-</p><p>verbial.</p><p>Refere-se ao substantivo. Refere-se a um verbo, um</p><p>adjetivo ou um advérbio.</p><p>Estado passageiro ou perma-</p><p>nente.</p><p>Tempo, modo, lugar, causa,</p><p>intensidade etc.</p><p>Varia. Não varia.</p><p>Analise os termos destacados colocando PDV para predica-</p><p>tivo e ADV para adjunto adverbial.</p><p>99. A moça chegou bonita.</p><p>100. A moça chegou rápido.</p><p>101. A moça chegou rápida.</p><p>102. A moça chegou rapidamente.</p><p>103. A cerveja desceu redondo.</p><p>104. A cerveja desceu redonda.</p><p>105. Dona Vitória entrou lenta.</p><p>106. Dona Vitória lentamente entrou.</p><p>107. Dona Vitória, lento, entrou.</p><p>108. Dona Vitória, lenta, entrou.</p><p>109. Vivem tranquilos os anões do orçamento.</p><p>110. Vivem na tranquilidade os anões do orçamento.</p><p>8) Complemento Nominal Versus Adjunto Adnominal</p><p>Complemento nominal Adjunto adnominal</p><p>É alvo, é passivo. Pode ser agente, posse ou</p><p>espécie.</p><p>Completa adjetivo, advérbio</p><p>ou substantivo abstrato. Só determina substantivo.</p><p>Identifique os termos destacados conforme o código: CN</p><p>para complemento nominal e ADN para adjunto adnominal.</p><p>111. Foi forte o chute do jogador na bola.</p><p>112. O mergulho do atleta no mar causou espanto.</p><p>113. A comunicação do crime à polícia deixou revoltada a</p><p>população do bairro.</p><p>114. O ataque dos EUA ao Iraque promoveu inimizade do</p><p>povo árabe contra o Ocidente.</p><p>115. Nenhum de nós seria capaz de tanto.</p><p>116. Rumor suspeito quebra a doce harmonia da seta.</p><p>117. As outras filhas do latim se mantiveram mais ou menos</p><p>fiéis às suas tradições.</p><p>118. Quebrei a imagem dos meus próprios sonhos!</p><p>119. As leis de assistência ao proletariado ainda não são</p><p>muito eficientes.</p><p>120. O interesse do povo não diminuiu.</p><p>121. Minha terra tem macieiras da Califórnia.</p><p>122. Os vigilantes, enérgicos, regularizavam a ocupação dos</p><p>lugares.</p><p>123. O tempo rodou num instante nas voltas do meu coração.</p><p>124. (...) fez o paraíso cheio de amores e frutos, e pôs o</p><p>homem nele.</p><p>125. O olho da vida inventa luar.</p><p>126. Lá vem o acendedor de lampiões da rua!</p><p>127. O estudante de Direito elogiou o leitor de alfarrábios.</p><p>(Jucerja/Administrador)</p><p>“Velhos e novos”</p><p>Rio de Janeiro, 22 de outubro de 2006.</p><p>Quero discutir uma questão que vem há muito me in-</p><p>comodando. Há alguns anos, o governo e a sociedade se</p><p>preocupam com o ingresso no mercado de trabalho de jovens</p><p>e idosos (o que acho válido). E a faixa intermediária, como</p><p>fica? Sendo velhos para o mercado de trabalho e novos para</p><p>se aposentarem, ficam esquecidos, sujeitos a todo tipo de</p><p>humilhação, caindo muitas vezes na depressão, no alcoolis-</p><p>mo, com baixa autoestima. Por que até o momento ainda</p><p>não foram lembrados? Alguém já fez alguma pesquisa a esse</p><p>respeito, para saber o número dos cidadãos brasileiros que</p><p>passam por esse momento?</p><p>Atenciosamente,</p><p>Jussimar de Jesus</p><p>128. Com referência às palavras e expressões empregadas</p><p>no texto, está incorreto o que se afirma em:</p><p>a) A carta foi escrita em linguagem formal, e as inter-</p><p>rogações cumprem um papel retórico.</p><p>b) A maioria dos verbos está no presente do indicativo,</p><p>mas “ainda não foram lembrados” está no pretérito</p><p>perfeito passivo.</p><p>c) “que vem há muito me incomodando”, que refere-se</p><p>à questão e é sujeito de vem.</p><p>d) “de jovens e idosos” é locução adjetiva e funciona</p><p>como complemento nominal de ingresso.</p><p>e) O emprego dos parênteses em “(o que acho válido)”</p><p>deve-se à intercalação de um comentário à margem.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>69</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>129. (Idene-MG/Analista) O segmento inicial do Hino Na-</p><p>cional Brasileiro diz o seguinte: “Ouviram do Ipiranga</p><p>as margens plácidas// De um povo heroico o brado</p><p>retumbante”. Mantendo o sentido original do excerto,</p><p>reescrevendo seus versos a partir do sujeito da oração</p><p>original e desfazendo as inversões nele ocorrentes, o</p><p>texto resultaria em</p><p>a) As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado</p><p>retumbante de um povo heroico.</p><p>b) As plácidas margens ouviram do Ipiranga o heroico</p><p>brado retumbante de um povo.</p><p>c) As margens do Ipiranga, plácidas, ouviram de um</p><p>povo o retumbante brado heroico.</p><p>d) Do Ipiranga as margens plácidas ouviram o brado</p><p>retumbante de um povo heroico.</p><p>e) Ouviram as margens plácidas do Ipiranga de um povo</p><p>o heroico brado retumbante.</p><p>9) Função Sintática dos Pronomes Oblíquos</p><p>Indique a função sintática dos pronomes oblíquos destaca-</p><p>dos:</p><p>(OD) objeto direto</p><p>(OI) objeto indireto</p><p>(CN) complemento nominal</p><p>(ADN) adjunto adnominal</p><p>(S) sujeito</p><p>Técnica: trocar o pronome por o menino e analisar.</p><p>130. Agora, meu filho, diga-me toda a verdade.</p><p>Trocando por “o menino”: Agora, meu filho, diga toda a</p><p>verdade AO MENINO.</p><p>Assim, temos “diga” como VTDI e “AO MENINO” como</p><p>objeto indireto. Portanto, o pronome “me” também será</p><p>objeto indireto.</p><p>131. O vento batia-me gostosamente no rosto.</p><p>Trocando por “o menino”: O vento batia gostosamente</p><p>no rosto DO MENINO.</p><p>Assim, temos “DO MENINO” conectado a “rosto”, que</p><p>é substantivo concreto. Portanto, “do menino” só pode ser</p><p>adjunto adnominal e, portanto, o pronome “me” também</p><p>será adjunto adnominal.</p><p>Agora, continue seguindo o modelo acima.</p><p>132. Aquele mal atormentou-me durante muito tempo.</p><p>133. Deixei-me ficar ali em paz.</p><p>134. O processo me foi favorável.</p><p>135. Comuniquei-lhe os fatos ontem de manhã.</p><p>136. Os meus conselhos foram-lhe bastante úteis.</p><p>137. Vejo-lhe na fronte uma certa amargura.</p><p>138. Confiei-lhe todos os meus segredos.</p><p>139. Sempre te considerei um grande amigo.</p><p>140. Vocês devem ser-me sempre fiéis.</p><p>141. Contou-nos essa jovem uma triste história.</p><p>142. Deixou-nos o moribundo uma bela obra.</p><p>143. Eles nos viram entrar aqui.</p><p>144. O resultado nos será benéfico.</p><p>145. Chora-lhe de saudade o coração.</p><p>146. O leitor deve permitir-se repousar um pouco.</p><p>147. O leitor deve perguntar-se a razão da leitura.</p><p>148. O professor deu-se férias.</p><p>149. A minha paz vos dou.</p><p>150. Esta regra vos permitirá entender o caso.</p><p>151. Batei na porta e abrir-se-vos-á.</p><p>(Jucerja/Administrador)</p><p>Operário em construção (fragmento)</p><p>Era ele que erguia casas</p><p>Onde antes só havia chão.</p><p>Como um pássaro sem asas</p><p>Ele subia com as casas</p><p>Que lhe brotavam da mão.</p><p>Mas tudo desconhecia</p><p>De sua grande missão:</p><p>Não sabia, por exemplo</p><p>Que a casa de um homem é um templo</p><p>Um templo sem religião</p><p>Como tampouco sabia</p><p>Que a casa que ele fazia</p><p>Sendo a sua liberdade</p><p>Era a sua escravidão.</p><p>De fato, como podia</p><p>Um operário em construção</p><p>Compreender por que um tijolo</p><p>Valia mais do que um pão?</p><p>Tijolos ele empilhava</p><p>Com pá, cimento e esquadria</p><p>Quanto ao pão, ele o comia...</p><p>Mas fosse comer tijolo!</p><p>E assim o operário ia</p><p>Com suor e com cimento</p><p>Erguendo uma casa aqui</p><p>Adiante um apartamento</p><p>Além uma igreja, à frente</p><p>Um quartel e uma prisão:</p><p>Prisão de que sofreria</p><p>Não fosse, eventualmente</p><p>Um operário em construção.</p><p>(MORAES, Vinícius de. Poesia completa e prosa. Org.</p><p>Eucanaã Ferraz. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2004, p. 461)</p><p>152. Considere as afirmações a seguir sobre o emprego dos</p><p>pronomes nos versos.</p><p>I – “Era ele que erguia casas” – pronome pessoal reto,</p><p>em função de sujeito.</p><p>II – “Que lhe brotavam da mão.” – pronome pessoal</p><p>oblíquo, em função de objeto indireto.</p><p>III – “Que a casa que ele fazia” – pronome relativo, em</p><p>função de objeto direto.</p><p>IV – “Sendo a sua liberdade” – pronome possessivo,</p><p>em função de adjunto adnominal.</p><p>É correto apenas o que se afirma na alternativa:</p><p>a) I e II.</p><p>b) I e III.</p><p>c) I, II e IV.</p><p>d) I, III e IV.</p><p>e) I, II e III.</p><p>(Prefeitura Cel. Fabriciano-MG/) Há duas expressões no futebol</p><p>que me incomodam. (...) Sem ditar regras, e muito menos</p><p>sem a pretensão de dar aula de educação cívica, prefiro que</p><p>a cidadania, muitas vezes com o hino nacional de fundo, seja</p><p>exercida em outras atividades do dia-a-dia. Por exemplo? Na</p><p>cobrança de transparência das ações de políticos, no controle</p><p>do dinheiro arrecadado pelos impostos, no banimento da vida</p><p>pública daqueles que nos roubam recursos, mas, sobretudo</p><p>sonhos.</p><p>153. Os pronomes pessoais são muito versáteis quanto aos</p><p>valores sintáticos que expressam, em função dos con-</p><p>textos frasais em que se encontrem. Considerando essa</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>70</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>reflexão, compare, nos dois fragmentos retirados do</p><p>texto de Grecco, o emprego dos pronomes pessoais</p><p>nele presentes e indique a alternativa que contém a</p><p>indicação correta das funções que eles desempenham</p><p>nas orações.</p><p>I. “que nos roubam recursos”</p><p>II. “que me incomodam”</p><p>Ambos os termos desempenham a função de:</p><p>a) objeto direto tanto de roubar quanto de incomodar.</p><p>b) objeto indireto tanto de roubar quanto de incomodar.</p><p>c) objeto direto e indireto, respectivamente.</p><p>d) objeto indireto e direto, respectivamente.</p><p>e) adjunto adnominal e complemento nominal.</p><p>10) Podem ser Verbos de Ligação</p><p>Veja o mnemônico: CAFÉ SPP MTV</p><p>C Continuar</p><p>Obs.: somente serão verbos de liga-</p><p>ção se tiverem predicativo do sujeito.</p><p>Nota: Outros verbos sinônimos des-</p><p>tes podem ser de ligação.</p><p>A Andar</p><p>F Ficar</p><p>E Estar</p><p>S Ser</p><p>P Parecer</p><p>P Permanecer</p><p>M Manter-se</p><p>T Tornar-se</p><p>V Virar</p><p>Classifique os verbos.</p><p>154. Ana estava tranquila.</p><p>155. Ana estava em casa.</p><p>156. Fernando foi elogiado.</p><p>157. Fernando era calmo.</p><p>158. O país anda preocupado.</p><p>159. O país anda depressa com as reformas.</p><p>160. João continua esforçado.</p><p>161. João continua no trabalho.</p><p>162. A moça chegou bonita.</p><p>163. A moça chegou rápido.</p><p>164. A moça chegou a piloto.</p><p>165. Ela vive despreocupada.</p><p>166. Ela vive bem aqui.</p><p>167. Ele tornou o setor mais produtivo.</p><p>168. Ele tornou-se mais produtivo.</p><p>11) Termo essencial: Predicado</p><p>V.LIG. + P.S. => P.N.</p><p>SUJeITO V. NÃO LIG. + SeM P.S. => P.V.</p><p>V. NÃO LIG. + COM predvo.=> P.V.N.</p><p>Classifique os predicados: verbal, nominal ou verbo-nominal.</p><p>169. Todo aquele monumento foi restaurado.</p><p>170. Muitos vícios são curados pelas boas leituras.</p><p>171. Ana continua a mesma doçura.</p><p>172. Elogiaram Pafúncio.</p><p>173. Faz quatro noites que me estão observando.</p><p>174. A cantora apareceu sorridente e parecia cansada.</p><p>175. Alguém chegou atrasado.</p><p>176. Eles falaram sério.</p><p>177. Elas falaram sérias.</p><p>178. Joana e eu entramos apressados no cinema.</p><p>12) Aposto Versus Vocativo</p><p>Aposto Vocativo</p><p>Fala sobre. Fala com.</p><p>Explica, resume, restringe ou enumera. Chama.</p><p>Identifique predicativos, adjuntos adnominais, apostos e</p><p>vocativos nas orações.</p><p>179. Bem-vindo sejas às terras dos Tabajaras, senhores da</p><p>aldeia.</p><p>180. Bem-vindo sejas às terras dos Tabajaras, senhor da al-</p><p>deia.</p><p>181. A mãe, dona de bela voz, entre cantos dizia:</p><p>– Vá ao mercado para mim, filho!</p><p>182. Durante sete anos, Jacó serviu Labão, pai de Raquel,</p><p>serrana, bela.</p><p>183. Jacó serviu ao pai de Raquel, serrana bela.</p><p>Tipos de Aposto</p><p>Aposto explicativo Versus Aposto Restritivo</p><p>Restrição significa atributo dado a uma parte do todo.</p><p>Explicação significa atributo dado à totalidade.</p><p>entendendo restrição e explicação</p><p>184. homem honesto.</p><p>185. homem mortal.</p><p>186. pedra amarela.</p><p>187. pedra dura.</p><p>188. homem fiel.</p><p>189. céu azul.</p><p>entendendo aposto explicativo e aposto restritivo</p><p>• Aposto restritivo é nome próprio atribuído a um substan-</p><p>tivo anterior, com a finalidade de particularizar um ser</p><p>entre outros.</p><p>• Aposto explicativo repete o sentido com outras palavras,</p><p>igualando o sentido das expressões.</p><p>190. Gosto do poeta Fernando Pessoa e do Drummond, mi-</p><p>neirão ensimesmado.</p><p>191. A obra de Drummond é orgulho da citada de Itabira.</p><p>192. O rio São Francisco nasce na serra da Canastra, no es-</p><p>tado de Minas Gerais.</p><p>193. O rio Amazonas nasce na Cordilheira dos Andes, maior</p><p>acidente geográfico das Américas.</p><p>Aposto enumerativo Versus Aposto Resumitivo</p><p>• Aposto enumerativo constitui lista de seres que especifica</p><p>um termo genérico antecedente. Veja:</p><p>Lemos autores românticos: Castro Alves, Casimiro de</p><p>Abreu, Álvares de Azevedo.</p><p>=> Aposto enumerativo: Castro Alves, Casimiro de Abreu,</p><p>Álvares de Azevedo.</p><p>Termo genérico antecedente: autores românticos.</p><p>• Aposto resumitivo consiste de termo que sintetiza uma</p><p>lista de elementos já citados. Veja:</p><p>Lemos Castro Alves, Casimiro de Abreu, Álvares de Azevedo,</p><p>todos poetas do Romantismo.</p><p>Obs.: aposto resumitivo: todos.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>71</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>194. A cidade, os campos, as plantações, as montanhas, tudo</p><p>era mar.</p><p>195. João, Maria, Lúcio e Teresa, ninguém acreditava.</p><p>196. Piratas modernos, os sequestradores precisam ser de-</p><p>tidos.</p><p>197. Piratas modernos, os sequestradores, serão detidos.</p><p>198. Nem todos estavam escalados. Restavam alguns: Robi-</p><p>nho, Fernando e Franco.</p><p>GABARITO</p><p>1. frase nominal.</p><p>2. frase verbal, período composto, duas orações.</p><p>3. frase verbal, período simples, oração absoluta.</p><p>4. frase verbal, período composto, duas orações.</p><p>5. frase nominal.</p><p>6. frase nominal.</p><p>7. frase verbal, período composto, duas orações (note</p><p>verbo subentendido: estão).</p><p>8. S</p><p>9. C</p><p>10. O</p><p>11. SS</p><p>12. S</p><p>13. I</p><p>14. SS</p><p>15. S</p><p>16. I</p><p>17. S</p><p>18. C</p><p>19. O</p><p>20. C</p><p>21. I,I,SO</p><p>22. S</p><p>23. S</p><p>24. SS</p><p>25. C</p><p>26. I</p><p>27. SS</p><p>28. SS</p><p>29. SO,S</p><p>30. O</p><p>31. O</p><p>32. S</p><p>33. S</p><p>34. S</p><p>35. S</p><p>36. C</p><p>37. S</p><p>38. S</p><p>39. S</p><p>40. I</p><p>41. a</p><p>42. E</p><p>43. C</p><p>44. C</p><p>45. Morfologia: adjetivo</p><p>Sintaxe: predicativo</p><p>Semântica: estado</p><p>46. Morfologia: substantivo (chefe)</p><p>Sintaxe: aposto</p><p>Semântica: explicação</p><p>47. Morfologia: adjetivo</p><p>Sintaxe: predicativo</p><p>Semântica: estado</p><p>48. Morfologia: substantivo (mãe)</p><p>Sintaxe: aposto</p><p>Semântica: explicação</p><p>49. Morfologia: adjetivo</p><p>Sintaxe: predicativo</p><p>Semântica: estado</p><p>50. Morfologia: adjetivo</p><p>Sintaxe: adj. adn.</p><p>Semântica: característica</p><p>51. Morfologia: adjetivo</p><p>Sintaxe: predicativo</p><p>Semântica: estado</p><p>52. Morfologia: adjetivo</p><p>Sintaxe: predicativo</p><p>Semântica: estado</p><p>53. Morfologia: adjetivo</p><p>Sintaxe: adj. adn.</p><p>Semântica: característica:</p><p>54. Morfologia: adjetivo</p><p>Sintaxe: predicativo</p><p>Semântica: estado</p><p>55. Morfologia: adjetivo</p><p>Sintaxe: predicativo</p><p>Semântica: estado</p><p>56. Morfologia: adjetivo</p><p>Sintaxe: adj. adn.</p><p>Semântica: característica</p><p>57. Morfologia: adjetivo</p><p>Sintaxe: predicativo</p><p>Semântica: estado</p><p>58. Morfologia: adjetivo</p><p>Sintaxe: predicativo</p><p>Semântica: estado</p><p>59. Morfologia: adjetivo</p><p>Sintaxe: predicativo</p><p>Semântica: estado</p><p>60. Morfologia: adjetivo</p><p>Sintaxe: adj. adn.</p><p>Semântica: característica</p><p>61. Morfologia: adjetivo</p><p>Sintaxe: predicativo</p><p>Semântica: estado</p><p>62. Morfologia: adjetivo</p><p>Sintaxe: predicativo</p><p>Semântica: estado</p><p>63. Morfologia: adjetivo</p><p>Sintaxe: adj. adn.</p><p>Semântica: característica</p><p>64. Morfologia: adjetivo</p><p>Sintaxe: predicativo</p><p>Semântica: estado</p><p>65. Morfologia: adjetivo</p><p>Sintaxe: predicativo do objeto</p><p>Semântica: estado</p><p>66. Morfologia:</p><p>adjetivo</p><p>Sintaxe: adj. adn.</p><p>Semântica: característica</p><p>67. Morfologia: adjetivo</p><p>Sintaxe: predicativo</p><p>Semântica: estado</p><p>68. Morfologia: adjetivo</p><p>Sintaxe: adj. adn.</p><p>Semântica: característica</p><p>69. Morfologia: adjetivo</p><p>Sintaxe: predicativo do objeto</p><p>Semântica: estado.</p><p>70. Morfologia: substantivo (vencedor)</p><p>Sintaxe: predicativo do objeto</p><p>Semântica: estado</p><p>71. Morfologia: substantivo</p><p>Sintaxe: predicativo do sujeito</p><p>Semântica: estado</p><p>72. Morfologia: substantivo</p><p>Sintaxe: predicativo do sujeito</p><p>Semântico: estado</p><p>73. b</p><p>74. ADN</p><p>75. ADV</p><p>76. ADN</p><p>77. ADV</p><p>78. ADV</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>72</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>79. ADN</p><p>80. ADV</p><p>81. ADN</p><p>82. ADV</p><p>83. ADN</p><p>84. ADN</p><p>85. ADV</p><p>86. lugar</p><p>87. causa</p><p>88. companhia</p><p>89. tempo, intensidade, tempo, negação</p><p>90. finalidade</p><p>91. causa</p><p>92. lugar</p><p>93. intensidade</p><p>94. modo</p><p>95. lugar</p><p>96. negação, lugar, lugar</p><p>97. tempo, negação/tempo</p><p>98. negação</p><p>99. PDV</p><p>100. ADV</p><p>101. PDV</p><p>102. ADV</p><p>103. ADV</p><p>104. PDV</p><p>105. PDV</p><p>106. ADV</p><p>107. ADV</p><p>108. PDV</p><p>109. PDV</p><p>110. ADV</p><p>111. CN</p><p>112. ADN, CN</p><p>113. CN, CN, ADN</p><p>114. AND, CN, ADN, CN</p><p>115. CN</p><p>116. ADN</p><p>117. CN</p><p>118. ADN</p><p>119. CN</p><p>120. ADN</p><p>121. ADN</p><p>122. CN</p><p>123. ADN</p><p>124. CN</p><p>125. ADN</p><p>126. ADN</p><p>127. ADN, ADN</p><p>128. D (ADN)</p><p>129. A</p><p>130. OI</p><p>131. ADN</p><p>132. OD</p><p>133. S</p><p>134. CN</p><p>135. OI</p><p>136. CN</p><p>137. ADN</p><p>138. OI</p><p>139. OD</p><p>140. CN</p><p>141. OI</p><p>I</p><p>142. OI</p><p>143. S</p><p>144. CN</p><p>145. ADN</p><p>146. S</p><p>147. OI</p><p>148. OI</p><p>149. OI</p><p>150. O</p><p>151. OI</p><p>152. D</p><p>153. D</p><p>154. VL</p><p>155. VI</p><p>156. VTD (loc. verbal)</p><p>157. VL</p><p>158. VL</p><p>159. VI</p><p>160. VL</p><p>161. VI</p><p>162. VI</p><p>163. VI</p><p>164. VL</p><p>165. VL</p><p>166. VI</p><p>167. VL</p><p>168. VL</p><p>169 - PV</p><p>170. PV</p><p>171. PN</p><p>172. PV</p><p>173. PV, PV</p><p>174. PVN, PN</p><p>175. PVN</p><p>176. PV</p><p>177. PVN</p><p>178. PVN</p><p>179. aposto</p><p>180. vocativo</p><p>181. aposto, vocativo</p><p>182. aposto</p><p>183. aposto</p><p>184. restrição</p><p>185. explicação</p><p>186. restrição</p><p>187. explicação</p><p>188. restrição</p><p>189. explicação</p><p>190. restritivos: Fernando Pessoa, Drummond.</p><p>Explicativo: Mineirão ensimesmado.</p><p>191. ADN: de Drummond.</p><p>Aposto restritivo: de Itabira.</p><p>192. apostos restritivos: São Francisco, da Canastra, de</p><p>Minas Gerais. ADV: no estado de Minas Gerais.</p><p>193. apostos restritivos: Amazonas, dos Andes.</p><p>Aposto explicativo: maior acidente geográfico das</p><p>Américas. ADN: das Américas.</p><p>194. aposto resumitivo: TUDO.</p><p>195. aposto resumitivo: NINGUÉM.</p><p>196. aposto explicativo: piratas modernos.</p><p>197. aposto explicativo: os sequestradores.</p><p>198. aposto enumerativo: Robinho, Fernando e Franco.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>73</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>SINTAXe DO PeRíODO</p><p>Relações Morfossintáticas e Semânticas no</p><p>Período Composto</p><p>Período Composto por Coordenação</p><p>No período composto por coordenação, as orações re-</p><p>cebem o nome de orações coordenadas e podem ser assin-</p><p>déticas ou sindéticas.</p><p>• São assindéticas quando não são introduzidas por co-</p><p>nectivos (conjunções).</p><p>• São sindéticas quando são introduzidas por conectivos</p><p>(conjunções).</p><p>Observe:</p><p>No período:</p><p>Compramos, vendemos, fazemos qualquer negócio.</p><p>Há quatro orações coordenadas e todas assindéticas.</p><p>Porém no período:</p><p>As casas estavam fechadas e as ruas desertas.</p><p>Há duas orações coordenadas, sendo a primeira assin-</p><p>dética e a segunda sindética.</p><p>As orações coordenadas sintédicas podem ser:</p><p>1. Orações coordenadas sindéticas aditivas</p><p>Quando simplesmente ligadas à anterior, sendo introdu-</p><p>zidas por conjunções ou locuções conjuntivas coordenativas</p><p>aditivas, que são: e, nem, e não, mas também, bem como,</p><p>também etc.</p><p>Ele não toma uma atitude nem nos apoia.</p><p>A casa foi vendida e o carro trocado.</p><p>Ele comprou o carro e não comprou a casa.</p><p>2. Orações coordenadas sindéticas adversativas</p><p>Quando o seu sentido se opõe ao da anterior, sendo in-</p><p>troduzidas por conjunções ou locuções conjuntivas coorde-</p><p>nativas adversativas, que são: mas, porém, todavia, contudo,</p><p>entretanto, no entanto, não obstante etc.</p><p>Queremos lutar, mas ninguém nos apoia.</p><p>Estou estudando, porém preciso parar.</p><p>Ele estudou, contudo não passou.</p><p>3. Orações coordenadas sindéticas alternativas</p><p>Quando têm significados que se excluem (ou um ou ou-</p><p>tro), sendo introduzidas por conjunções ou locuções conjun-</p><p>tivas coordenativas alternativas, que são: ou, ou... ou, já...</p><p>já, ora... ora, seja... seja, quer... quer etc.</p><p>Ou ele resolve tudo, ou tenho de ir eu mesmo.</p><p>Quer estude, quer trabalhe, ele não muda.</p><p>Esta terra é assim mesmo, ora chove, ora faz sol.</p><p>4. Orações coordenadas sindéticas conclusivas</p><p>Quando exprimem uma conclusão, sendo introduzidas</p><p>por conjunções ou locuções conjuntivas coordenativas con-</p><p>clusivas, que são: logo, portanto, então, por isso, por con-</p><p>seguinte, pois (depois do verbo) etc.</p><p>Houve algum engano, por isso vamos verificar.</p><p>Ele estudou muito, logo venceu na vida.</p><p>Ele pagou seus compromissos, então merece crédito.</p><p>5. Orações coordenadas sindéticas explicativas</p><p>Quando encerram uma explicação daquilo que vem ex-</p><p>presso na anterior, sendo introduzidas por conjunções ou</p><p>locuções conjuntivas coordenativas explicativas, que são:</p><p>pois (antes do verbo), que, porque, por quanto etc.</p><p>Saia logo, pois já são nove horas.</p><p>Ele está lutando, pois precisa vencer.</p><p>Não a prejudique, porque ela é doente.</p><p>eXeRCíCIOS</p><p>Coloque nos parênteses que precedem os períodos a seguir,</p><p>em relação às orações sublinhadas:</p><p>(A) para oração coordenada assindética.</p><p>(B) para oração coordenada sindética adversativa.</p><p>(C) para oração coordenada sindética aditiva.</p><p>(D) para oração coordenada sindética alternativa.</p><p>(E) para oração coordenada sindética explicativa.</p><p>(F) para oração coordenada sindética conclusiva.</p><p>1. ( ) O vaqueiro do Sul ou está cavalgando ou está par-</p><p>ticipando de corrida.</p><p>2. ( ) Havia muita gente na sala, mas ninguém socorreu</p><p>a vítima.</p><p>3. ( ) O vaqueiro no Norte conhece bem os seus espaços,</p><p>pois nasceu nas caatingas.</p><p>4. ( ) Ele devia estar muito enfraquecido, pois desmaiou.</p><p>5. ( ) O trabalho do vaqueiro é duro, portanto ele tem de</p><p>ser um homem forte.</p><p>6. ( ) Você vem comigo, ou vai-se embora com eles?</p><p>7. ( ) Telefonei-lhe ontem, mas você tinha saído.</p><p>8. ( ) Meus amigos, o verdadeiro homem não foge, en-</p><p>frenta tudo.</p><p>9. ( ) Ele foi a São Paulo de automóvel e voltou de avião.</p><p>10. ( ) Passou a noite, veio o novo dia e ele continuava</p><p>dormindo.</p><p>11. ( ) Você não estuda, portanto não passará de ano.</p><p>12. ( ) Tudo parecia difícil, mas ela não reclamava, nem</p><p>perdia o ânimo.</p><p>13. ( ) Havia problemas, mas ninguém tentava resolvê-los.</p><p>14. ( ) Ninguém nos atendeu; ou estavam dormindo, ou</p><p>tinham saído.</p><p>15. ( ) Não perturbes teu pai, que ele está trabalhando.</p><p>16. ( ) Nós o prevenimos; portanto ele acautelou-se.</p><p>17. ( ) Ele não só me atrapalha, como também me preju-</p><p>dica.</p><p>18. ( ) Nós o prevenimos, mas ele descuidou-se.</p><p>19. ( ) Vocês sentem-se prejudicados; ninguém, no entan-</p><p>to, protesta.</p><p>20. ( ) Certamente ele acautelou-se, pois nós o prevenimos.</p><p>21. ( ) Tudo já está terminado, portanto vamo-nos embora.</p><p>22. ( ) Provavelmente seremos punidos, porque transgre-</p><p>dimos a lei.</p><p>23. ( ) O professor não veio; logo não haverá aula.</p><p>24. ( ) Transgredimos a lei, logo seremos punidos.</p><p>25. ( ) Você se diz meu amigo, todavia nem sempre o en-</p><p>tendo.</p><p>GABARITO</p><p>1. D</p><p>2. B</p><p>3. E</p><p>4. E</p><p>5. F</p><p>6. D</p><p>7. B</p><p>8. A</p><p>9. C</p><p>10. A</p><p>11. F</p><p>12. B</p><p>13. A</p><p>14. D</p><p>15. E</p><p>16. F</p><p>17. C</p><p>18. B</p><p>19. B</p><p>20. E</p><p>21. F</p><p>22. E</p><p>23. F</p><p>24. A</p><p>25. B</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>74</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>Período Composto por Subordinação</p><p>Vimos no período composto por coordenação que as</p><p>orações são</p><p>independentes, não havendo nenhuma ligação</p><p>de subordinação entre elas, ou seja, uma principal e uma,</p><p>ou várias subordinadas.</p><p>Quanto ao período composto por subordinação, haverá</p><p>uma espécie de dependência entre elas, havendo é claro,</p><p>uma principal e uma ou mais subordinadas.</p><p>As orações de um período composto por subordinação</p><p>podem ser:</p><p>• substantivas;</p><p>• adjetivas;</p><p>• adverbiais.</p><p>• Orações Subordinadas Substantivas</p><p>As orações subordinadas substantivas, além de desempe-</p><p>nharem as funções de substantivo, desempenham também</p><p>as funções dos elementos de um período simples, ou seja:</p><p>a) Sujeito – oração subordinada substantiva subjetiva</p><p>Desempenha a função de sujeito da oração principal.</p><p>Veja:</p><p>Período simples:</p><p>É necessário a morte do peru.</p><p>(sujeito)</p><p>Período composto:</p><p>É necessário que o peru morra.</p><p>(oração subordinada substantiva subjetiva)</p><p>b) Objeto direto – oração subordinada substantiva ob-</p><p>jetiva direta</p><p>Desempenha a função de objeto direto da oração prin-</p><p>cipal.</p><p>Veja:</p><p>Período simples:</p><p>Eu quero a tua colaboração.</p><p>(objeto direto)</p><p>Período composto:</p><p>Eu quero que tu colabores.</p><p>(oração subordinada substantiva objetiva direta)</p><p>c) Objeto indireto – oração subordinada substantiva</p><p>objetiva indireta</p><p>Desempenha a função de objeto indireto da oração</p><p>principal.</p><p>Veja:</p><p>Período simples:</p><p>Eu preciso de tua colaboração.</p><p>(objeto indireto)</p><p>Período composto:</p><p>Eu preciso de que tu colabores.</p><p>(oração subordinada substantiva objetiva indireta)</p><p>d) Complemento nominal – oração subordinada subs-</p><p>tantiva completiva nominal</p><p>Desempenha a função de complemento nominal da</p><p>oração principal.</p><p>Veja:</p><p>Período simples:</p><p>Sou favorável à execução da fera.</p><p>(complemento nominal)</p><p>Período composto:</p><p>Sou favorável a que executem a fera.</p><p>(oração subordinada substantiva completiva nominal)</p><p>e) Predicativo – oração subordinada substantiva pre-</p><p>dicativa</p><p>Desempenha a função de predicativo do sujeito da ora-</p><p>ção principal.</p><p>Período simples:</p><p>Meu desejo é a vossa felicidade.</p><p>(predicativo do sujeito)</p><p>Período composto:</p><p>Meu desejo é que sejais feliz.</p><p>(oração subordinada substantiva predicativa)</p><p>f) Aposto – oração subordinada substantiva apositiva</p><p>Desempenha a função de aposto da oração principal.</p><p>Veja:</p><p>Período simples:</p><p>Só quero uma coisa: a tua absolvição.</p><p>(aposto)</p><p>Período composto:</p><p>Só quero uma coisa: que sejais absolvido.</p><p>(oração subordinada substantiva apositiva)</p><p>Observação:</p><p>Você deve ter notado que as orações subordinadas subs-</p><p>tantivas começaram todas por:</p><p>• Conjunção integrante: que ou se</p><p>Todavia podem também ser introduzidas por:</p><p>• Advérbio interrogativo: por que? onde? quando?</p><p>como?</p><p>• Pronomes interrogativos: que? quem? qual? quanto?</p><p>• Pronomes indefinidos: quem? quantos?</p><p>eXeRCíCIOS</p><p>Coloque nos parênteses que precedem os períodos a seguir,</p><p>analisando o que estiver sublinhado.</p><p>(OSSSU) para oração subordinada substantiva subjetiva.</p><p>(OSSSOD) para oração subordinada substantiva objetiva di-</p><p>reta.</p><p>(OSSSOI) para oração subordinada substantiva objetiva in-</p><p>direta.</p><p>(OSSSPR) para oração subordinada substantiva predicativa.</p><p>(OSSSAP) para oração subordinada substantiva apositiva.</p><p>(OSSSCN) para oração subordinada substantiva completava</p><p>nominal.</p><p>1. ( ) Ali, bem ali, esperávamos que os balões caíssem.</p><p>2. ( ) É necessário que você colabore.</p><p>3. ( ) Alberto disse que não morava na cidade.</p><p>4. ( ) Ficamos à espera de que o barco se aproximasse.</p><p>5. ( ) Somos gratos a quem nos ajuda.</p><p>6. ( ) Reconheço-lhe uma qualidade: você é sincera.</p><p>7. ( ) O sonho do pai era que o filho se formasse.</p><p>8. ( ) Convém que te justifiques.</p><p>9. ( ) Está provado que esta doença já tem cura.</p><p>10. ( ) Roberto era quem mais reclamava.</p><p>11. No período: “Que conversassem de amores, é possível”.</p><p>A primeira oração classifica-se como:</p><p>a) subordinada substantiva predicativa.</p><p>b) subordinada substantiva apositiva.</p><p>c) subordinada substantiva subjetiva.</p><p>d) subordinada substantiva objetiva direta.</p><p>e) Principal.</p><p>12. A oração sublinhada em: “Não permita Deus que eu</p><p>morra...” tem:</p><p>Valor de função sintática de</p><p>a) adjetivo objeto direto</p><p>b) substantivo sujeito</p><p>c) advérbio adjunto adverbial</p><p>d) substantivo objeto direto</p><p>e) adjetivo sujeito</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>75</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>13. Observe as orações sublinhadas nos períodos seguintes:</p><p>I – Era necessário que Tistu compreendesse.</p><p>II – Todos esperavam que vencêssemos.</p><p>III – Tistu precisava de que o ajudassem.</p><p>São respectivamente:</p><p>a) objetiva direta, objetiva direta e subjetiva.</p><p>b) subjetiva, objetiva direta e objetiva indireta.</p><p>c) subjetiva, subjetiva e completiva nominal.</p><p>d) predicativa, completiva nominal e subjetiva.</p><p>e) subjetiva, objetiva indireta e objetiva direta.</p><p>14. Numere corretamente, de acordo com a classificação</p><p>das orações subordinadas substantivas:</p><p>(1) Subjetiva</p><p>(2) Objetiva direta</p><p>(3) Objetiva indireta</p><p>(4) Predicativa</p><p>(5) Completiva nominal</p><p>(6) Apositiva</p><p>( ) Fabiano viu que tudo estava perdido.</p><p>( ) O seu desespero era que os bichos se finavam.</p><p>( ) Era preciso que chovesse.</p><p>( ) Tudo dependia de que Deus fizesse um milagre.</p><p>( ) Eles só esperavam uma coisa: que chovesse.</p><p>( ) Sinhá Vitória fez referência a que Fabiano a acom-</p><p>panhasse.</p><p>Assinale a sequência obtida:</p><p>a) 2 – 4 – 1 – 3 – 6 – 5</p><p>b) 2 – 4 – 3 – 1 – 5 – 6</p><p>c) 1 – 2 – 3 – 4 – 5 – 6</p><p>d) 2 – 4 – 1 – 6 – 5 – 3</p><p>GABARITO</p><p>1. OD</p><p>2. SU</p><p>3. OD</p><p>4. CN</p><p>5. CN</p><p>6. AP</p><p>7. PR</p><p>8. SU</p><p>9. SU</p><p>10. PR</p><p>11. c</p><p>12. d</p><p>13. b</p><p>14. a</p><p>• Orações Subordinadas Adjetivas</p><p>A oração subordinada adjetiva é aquela que tem o valor</p><p>de um adjetivo e funciona como adjunto adnominal de um</p><p>termo que a antecede. Observe:</p><p>Na hora da despedida, o japonês disse uma frase co-</p><p>movente.</p><p>A palavra sublinhada funciona como adjunto adnominal</p><p>da palavra frase.</p><p>Veja agora a substituição:</p><p>Na hora da despedida, o japonês disse uma frase que</p><p>me comoveu.</p><p>O termo sublinhado, que substitui a palavra comovente</p><p>da oração, recebe o nome de oração subordinada adjetiva,</p><p>e está sendo introduzida pelo pronome relativo que.</p><p>Veja outros exemplos:</p><p>Restavam-se as conversas interrompidas à noite.</p><p>Restavam-se as conversas que eram interrompidas à noite.</p><p>Algumas fábricas liberam gases prejudiciais à saúde.</p><p>Algumas fábricas liberam gases que prejudicam à saúde.</p><p>As orações subordinadas adjetivas são introduzidas por</p><p>um pronome relativo (que, quem, qual, cujo, onde, quando).</p><p>Que: Mulher que muito se mira, pouco fiado tira.</p><p>Quem: Sou eu quem perde.</p><p>Observação:</p><p>Para analisar orações em que entre o relativo quem, é</p><p>necessário desdobrá-lo em: aquele que.</p><p>Qual: Dê-me o troco do dinheiro com o qual você pagou</p><p>a entrada.</p><p>Cujo: Xadrez é um jogo cujas regras nunca entendi.</p><p>Onde: Conheço a rua onde mora o professor.</p><p>Observação:</p><p>Onde = em que</p><p>Quanto: Tudo quanto existe é obra divina.</p><p>A oração subordinada adjetiva pode ser:</p><p>Restritiva ou explicativa</p><p>É restritiva quando restringe ou limita o sentido do nome</p><p>ou pronome a que se refere. A qualidade ou propriedade</p><p>expressa pela oração subordinada adjetiva, nesses casos, não</p><p>é intrínseca, não é essencial ao nome ou pronome a que se</p><p>reporta a oração.</p><p>O homem que crê, nunca se desespera.</p><p>Oração principal: O homem nunca se desespera.</p><p>Oração subordinada adjetiva: que crê.</p><p>Justificativa: Nem todo homem crê.</p><p>Logo, a crença não é qualidade comum a todos os ho-</p><p>mens.</p><p>A oração restringe ou limita o sentido do termo homem,</p><p>pois o autor refere-se somente ao homem que crê, e não a</p><p>todo e qualquer homem.</p><p>É explicativa quando exprime uma qualidade inerente,</p><p>essencial ao nome com que se relaciona.</p><p>O homem, que é mortal, tem no túmulo o epílogo da vida.</p><p>Oração</p><p>principal: O homem tem no túmulo o epílogo da</p><p>vida.</p><p>Oração subordinada adjetiva explicativa: que é mortal.</p><p>Justificativa: todo homem é mortal.</p><p>Logo, a morte é inerente à natureza do homem.</p><p>Os exemplos apresentados revelam-nos que a adjetiva</p><p>restritiva é indispensável ao sentido do período, enquanto</p><p>que a adjetiva explicativa pode ser retirada do período sem</p><p>prejudicar o sentido. A adjetiva explicativa vem sempre en-</p><p>tre vírgulas e as restritivas aceitam vírgulas apenas, onde</p><p>terminam.</p><p>Importante:</p><p>Se, no entanto, as palavras: quem, qual, onde, quan-</p><p>to, quando e como figuram na oração, sem antecedente</p><p>expresso, as orações por eles introduzidas não mais serão</p><p>adjetivas, mas sim, subjetivas.</p><p>Exemplifiquemos comparando adjetivas com subjetivas:</p><p>Conheço a rua onde mora o professor.</p><p>Antecedente expresso: rua</p><p>Or. sub. adj. restr.: onde mora o professor</p><p>Diga-me onde mora o professor.</p><p>oração sub. sub. ob. direta</p><p>Ficamos admirados todos quantos o viram.</p><p>Antecedente expresso: todos</p><p>Or. sub. adj. restr.: quantos o viram</p><p>Veja quanto pode emprestar-me.</p><p>or. sub. sub. obj. direta</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>76</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>• Oração Subordinada Adjetiva</p><p>1. Restritiva</p><p>Características</p><p>a) Restringe a significação do substantivo ou do pronome</p><p>antecedente .</p><p>b) É indispensável ao sentido da frase.</p><p>c) Não se separa por vírgula da oração principal.</p><p>O livro que ela lia era a loucura do homem agoniado.</p><p>2. explicativa</p><p>Características</p><p>a) Acrescenta uma qualidade acessória ao antecedente.</p><p>b) É dispensável ao sentido da frase.</p><p>c) Vem separada por vírgulas da oração principal.</p><p>Jorge de Lima, que foi um poeta da segunda fase, do</p><p>Modernismo brasileiro, escreveu uma obra junto com</p><p>Murilo Mendes.</p><p>eXeRCíCIOS</p><p>Coloque nos parênteses que precedem os períodos seguin-</p><p>tes, em relação à oração que estiver sublinhada.</p><p>(R) para oração subordinada adjetiva restritiva.</p><p>(E) para oração subordinada adjetiva explicativa.</p><p>1. ( ) Os alunos que chegarem atrasados serão advertidos.</p><p>2. ( ) A vida, que é curta, deve ser bem aproveitada.</p><p>3. ( ) A perseverança, que a marca dos fortes, leva a su-</p><p>cessos na vida.</p><p>4. ( ) Quero somente as fotos que saírem perfeitas.</p><p>5. ( ) Pedra que rola fica lisa.</p><p>6. ( ) O carro que bateu vinha a mais de oitenta.</p><p>7. ( ) O Amazonas, que é o maior rio do mundo em vo-</p><p>lume d’água, nasce nos Andes.</p><p>8. ( ) O cavalo que ganhou o grande prêmio Brasil chama-</p><p>-se Sun Set.</p><p>9. ( ) Os carros que não tiverem placa serão multados.</p><p>10. ( ) O homem, que é um ser mortal, tem uma missão</p><p>sobre a terra.</p><p>11. ( ) A lua, que é um satélite da terra, recebe a luz solar.</p><p>12. ( ) O negro que está faminto precisa de cuidados especiais.</p><p>13. ( ) A vida, que é boa, deve ser aproveitada.</p><p>14. ( ) Ali fica o consultório que pertence a meu amigo.</p><p>15. ( ) As justificativas, que escutei, são do pobre coitado.</p><p>16. ( ) Ontem vi o amigo que vai viajar comigo.</p><p>17. ( ) O médico, que está a serviço do povo, atendeu a</p><p>um chamado.</p><p>18. ( ) Era um homem que tinha muita coragem.</p><p>19. ( ) O médico prestou favores que não podem ser esti-</p><p>mados.</p><p>20. ( ) É deliciosa a sensação inusitada que senti.</p><p>21. ( ) Ontem examinei a senhora gorda que está diabética.</p><p>22. ( ) O cliente que chegar atrasado será advertido.</p><p>23. ( ) O médico que ajudou o preto chama-se Jamur.</p><p>24. ( ) O Rio de Janeiro, que é a cidade rica em belezas</p><p>naturais, é hospitaleira.</p><p>25. ( ) O homem que desmaiou vinha mal intencionado.</p><p>GABARITO</p><p>1. R</p><p>2. E</p><p>3. E</p><p>4. R</p><p>5. R</p><p>6. R</p><p>7. E</p><p>8. R</p><p>9. R</p><p>10. E</p><p>11. E</p><p>12. R</p><p>13. E</p><p>14. R</p><p>15. E</p><p>16. R</p><p>17. E</p><p>18. R</p><p>19. R</p><p>20. R</p><p>21. R</p><p>22. R</p><p>23. R</p><p>24. E</p><p>25. R</p><p>• Orações Subordinadas Adverbiais</p><p>Além das orações subordinadas substantivas e adjeti-</p><p>vas, existem as adverbiais, que exercem a função de adjunto</p><p>adverbial, ou seja, funcionam como adjunto adverbial de</p><p>outras orações e vêm, normalmente, introduzidas por uma</p><p>conjunção subordinativa (com exceção das integrantes).</p><p>São classificadas de acordo com a conjunção ou locução</p><p>conjuntiva que as introduz.</p><p>1) Causal</p><p>Indica a causa da ação expressa pelo verbo da oração</p><p>principal. As principais conjunções introdutoras são: porque,</p><p>visto que, já que, uma vez que, como.</p><p>Só não morri à míngua, porque o povo daqui me socorreu.</p><p>2) Comparativa</p><p>Estabelece uma comparação com a ação indicada pelo</p><p>verbo da oração principal. As principais conjunções introdu-</p><p>toras são: que e do que (precedidos do mais, menos, melhor,</p><p>pior, maior, menor), como.</p><p>Obs.: frequentemente, omite-se nas comparativas o ver-</p><p>bo da oração subordinada.</p><p>Ela é tão bela como uma flor.</p><p>3) Concessiva</p><p>Indica uma concessão às ações do verbo da oração prin-</p><p>cipal. Isto é, admite uma contradição ou um fato inesperado.</p><p>As principais conjunções introdutoras são: embora, a menos</p><p>que, se bem que, ainda que, contanto etc.</p><p>Fiz a prova, embora tivesse chegado atrasado.</p><p>4) Condicional</p><p>Indica a situação necessária à ocorrência da ação do</p><p>verbo da oração principal. As principais conjunções condi-</p><p>cionais que as introduzem são: se, salvo se, exceto, desde</p><p>que, contanto que, sem que.</p><p>Só irei com vocês, se me pagarem a passagem.</p><p>5) Conformativa</p><p>Indica uma conformidade entre o fato que expressa e a</p><p>ação do verbo da oração principal. As principais conjunções</p><p>introdutórias são: como, consoante, segundo, conforme.</p><p>Como havíamos previsto, a festa esteve ótima.</p><p>6) Consecutiva</p><p>Indica a consequência resultante da ação do verbo da</p><p>oração principal. As principais conjunções introdutórias são:</p><p>(tão)... que, (tanto) ... que, (tamanho)... que etc.</p><p>Tremia tanto, que mal podia andar.</p><p>7) Final</p><p>Indica o fim, o objetivo a que se destina o verbo da oração</p><p>principal. As principais conjunções que as introduzem são:</p><p>para que, afim de que, (= para que).</p><p>Fiz-lhe sinal, para que viesse.</p><p>8) Proporcional</p><p>Indica uma relação de proporcionalidade com o verbo</p><p>da oração principal. As principais conjunções introdutoras</p><p>são: à medida que, enquanto, quanto mais... mais, quanto</p><p>mais... menos, à proporção que.</p><p>À medida que caminhávamos, víamos aparecer a casa.</p><p>9) Temporal</p><p>Indica a circunstância de tempo em que ocorre a ação do</p><p>verbo da oração principal. As principais conjunções introdu-</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>77</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>toras são: antes que, quando, assim que, logo que, até que,</p><p>depois que, mal, apenas.</p><p>Assim que deu o sinal, os alunos saíram.</p><p>eXeRCíCIOS</p><p>1. No período: “As nuvens são cabelos crescendo como</p><p>rios” (JCMN).</p><p>A oração sublinhada é classificada como:</p><p>a) adverbial consecutiva.</p><p>b) adverbial final.</p><p>c) adverbial proporcional.</p><p>d) adverbial comparativa.</p><p>2. Nos versos:</p><p>“... delas se emite um canto</p><p>de uma tal continuidade</p><p>que continua cantando (1)</p><p>se deixa de ouvi-lo a gente;</p><p>como a gente às vezes canta (2)</p><p>para sentir-se existente” (3)</p><p>(J.C.M.N.)</p><p>Temos nos versos (1), (2) e (3) sublinhados, respectiva-</p><p>mente, orações subordinadas adverbiais:</p><p>a) consecutiva - comparativa – final.</p><p>b) final – proporcional – comparativa.</p><p>c) Causal – conformativa – final.</p><p>d) causal – comparativa – final.</p><p>3. No período: “Não permita Deus que eu morra sem que</p><p>eu volte para lá”. (Gonçalves Dias)</p><p>A oração subordinada adverbial deve ser classifica como:</p><p>a) comparativa.</p><p>b) consecutiva.</p><p>c) condicional.</p><p>d) final.</p><p>4. No período: “Como havia pouca gente presente, a reu-</p><p>nião foi suspensa”.</p><p>A oração destacada apresenta uma circunstância de:</p><p>a) tempo.</p><p>b) condição.</p><p>c) causa.</p><p>d) consequência.</p><p>5. Coloque nos parênteses que precedem os períodos</p><p>abaixo, em relação às orações subordinadas</p><p>adverbiais</p><p>sublinhadas:</p><p>(1) para causal</p><p>(2) para comparativa</p><p>(3) para concessiva</p><p>(4) para condicional</p><p>(5) para conformativa</p><p>(6) para consecutiva</p><p>(7) para final</p><p>(8) para proporcional</p><p>(9) para temporal</p><p>a) ( ) À medida que o trem se aproximava, o barulho</p><p>aumentava.</p><p>b) ( ) Ele agia, como devia.</p><p>c) ( ) Nada farei, sem que me auxilies.</p><p>d) ( ) Leem, como analfabetos.</p><p>e) ( ) Sempre que posso, leio alguma coisa.</p><p>f) ( ) Ainda que as estatísticas comprovem, não acre-</p><p>dito no que dizem.</p><p>g) ( ) A inflação está tão acelerada, que os preços dos</p><p>gêneros alimentícios aumentam diariamente.</p><p>h) ( ) Os preços dos gêneros alimentícios aumentam</p><p>diariamente, porque a inflação está acelerada.</p><p>i) ( ) Semeie hoje, para que colha bons frutos amanhã.</p><p>j) ( ) Os deveres tomam-se agradáveis, se os cumpri-</p><p>mos com boa vontade.</p><p>k) ( ) Os outros nos tratam, conforme os tratamos.</p><p>l) ( ) À proporção que lemos, vamos adquirindo mais</p><p>cultura.</p><p>m) ( ) Só valorizamos certas coisas, quando as perdemos.</p><p>n) ( ) Tanto vai o vaso à fonte, que um dia se rompe.</p><p>o) ( ) O amor só floresce, se o regarmos com muito</p><p>carinho.</p><p>p) ( ) O silêncio pode comunicar tanto, quanto a palavra.</p><p>q) ( ) Habituai-vos a obedecer, para aprender a mandar</p><p>(R.R.)</p><p>r) ( ) Se eu não fosse imperador, desejaria ser profes-</p><p>sor (D. Pedro II)</p><p>s) ( ) Os olhos nunca enganam; nem mesmo quando</p><p>pretendem enganar.</p><p>t) ( ) Se os espelhos falassem, haveria menos gente</p><p>diante deles.</p><p>GABARITO</p><p>1. d</p><p>2. a</p><p>3. c</p><p>4. c</p><p>5. a) 8</p><p>b) 5</p><p>c) 4</p><p>d) 2</p><p>e) 9</p><p>f) 3</p><p>g) 6</p><p>h) 1</p><p>i) 7</p><p>j) 4</p><p>k) 5</p><p>l) 8</p><p>m) 9</p><p>n) 6</p><p>o) 4</p><p>p) 2</p><p>q) 7</p><p>r) 4</p><p>s) 9</p><p>t) 4</p><p>eXeRCíCIOS</p><p>(MMA) Foram expedidas cerca de 7 mil cartas de expulsão</p><p>de brasileiros no ano passado. O medo faz parte da rotina</p><p>de boa parte dos cerca de 60 mil brasileiros sem papéis,</p><p>que vivem de casa para o trabalho e do trabalho para casa,</p><p>receosos de serem detidos e repatriados.</p><p>1. O uso das vírgulas justifica-se por isolar oração subor-</p><p>dinada adjetiva restritiva.</p><p>(MMA/Analista) Quando, há cerca de cinco anos, chegou ao</p><p>mercado brasileiro o primeiro modelo de carro bicombustí-</p><p>vel, que pode utilizar gasolina e álcool em qualquer propor-</p><p>ção, ninguém apostava no seu êxito imediato e muito menos</p><p>na sua permanência no mercado por muito tempo.</p><p>2. A vírgula após “bicombustível” isola oração subordinada</p><p>adjetiva explicativa.</p><p>(MPE-RR/Atendente) Os Estados Unidos da América (EUA),</p><p>que desde a última década vinham relegando para um segun-</p><p>do plano esforços direcionados à conservação de energia – os</p><p>carros grandes têm hoje maior participação relativa, no total</p><p>da frota norte-americana, que a registrada antes do primeiro</p><p>choque do petróleo, em 1973/1974 –, até estabeleceram me-</p><p>tas ambiciosas de redução do consumo de óleo no setor de</p><p>transportes, contando com expressiva produção de etanol.</p><p>3. A vírgula empregada após “transportes” isola oração</p><p>adjetiva restritiva.</p><p>(MRE/Assistente de Chancelaria) Segundo o ex-assessor es-</p><p>pecial de Lula, Frei Betto, que chegou recentemente de Cuba,</p><p>onde esteve com Raúl Castro, de quem é amigo pessoal, os</p><p>cubanos fazem sérias ressalvas ao processo chinês, exata-</p><p>mente por valorizar o crescimento econômico sem levar em</p><p>conta o desenvolvimento social.</p><p>4. O trecho “que chegou recentemente de Cuba” está entre</p><p>vírgulas por tratar-se de oração subordinada adjetiva</p><p>restritiva.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>78</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>(Teresina-PI/Agente Fiscal) A produtividade industrial, que</p><p>se mede dividindo o volume da produção pelo número de</p><p>trabalhadores, vem crescendo há bastante tempo, mas, até</p><p>recentemente, o crescimento era fruto da redução do nível</p><p>de emprego.</p><p>5. A oração “que se mede dividindo o volume da produ-</p><p>ção pelo número de trabalhadores” está entre vírgulas</p><p>porque tem natureza restritiva.</p><p>emprego das Conjunções</p><p>1) Conjunções subordinativas e locuções prepositivas</p><p>Causais: porque, pois, visto que, já que, na medida em</p><p>que, que, visto como, uma vez que, como (anteposto à oração</p><p>principal), porquanto.</p><p>Os turistas desistiram da visita, visto que chovia.</p><p>Já que o país não crescia, o investidor se retirava.</p><p>Concessivas: embora, ainda que, se bem que, mesmo</p><p>que, posto que, apesar de que, por mais que, por menos que,</p><p>apesar de, não obstante, malgrado, conquanto.</p><p>Embora chova, sairei.</p><p>Por mais que tente, não te entendo.</p><p>A fé ainda move montanhas, posto que esteja abalada.</p><p>Malgrado seja domingo, ela está trabalhando.</p><p>Condicionais: se, caso, desde que, contanto que, a não</p><p>ser que, sem que.</p><p>O amor não se rompe, desde que sejam fortes os laços.</p><p>Se viagens instruíssem homens, os marinheiros seriam</p><p>o mais sábios.</p><p>A não ser que trabalhe, não prosperará.</p><p>Consecutivas: tal que, tanto que, de sorte que, de modo</p><p>que, de forma que, tamanho que.</p><p>A fé era tamanha que muitos milagres se operavam.</p><p>Choveu tanto que a ponte caiu.</p><p>Conformativas: conforme, como, segundo, consoante.</p><p>Chorarão as pedras das ruas, como diz Jeremias sobre as</p><p>de Jerusalém destruída.</p><p>Comparativas: como, assim como, tal qual, que, do que,</p><p>(tanto) quanto / como.</p><p>Janete estuda mais que trabalha.</p><p>Elias canta tal qual Zezé.</p><p>Jesus crescia tanto em estatura quanto em sabedoria.</p><p>Finais: para que, porque, a fim de que, para, a fim de.</p><p>O gerente deu ordens para que nada faltasse aos hós-</p><p>pedes.</p><p>Estudei porque vencesse na vida.</p><p>Proporcionais: à medida que, à proporção que, ao pas-</p><p>so que, quanto mais... mais, quanto mais... menos, quanto</p><p>menos... mais, quanto menos... menos.</p><p>Quanto mais conhecia os homens, mais Pafúncio confiava</p><p>em Deus.</p><p>À medida que enxergava, o ex-cego se alegrava.</p><p>Temporais: quando, enquanto, logo que, antes que, de-</p><p>pois que, mal, sempre que.</p><p>Sempre que corríamos à janela, assistíamos ao pôr-do-sol.</p><p>Mal as provas chegaram, os alunos se agitaram.</p><p>2) Conjunções coordenativas (para comparar e distin-</p><p>guir)</p><p>Aditivas: e, nem ( = e não), mas também.</p><p>Astolfo não cantou nem dançou.</p><p>Anita trabalhou e estudou.</p><p>O povo não só exige respeito, mas também paga im-</p><p>postos.</p><p>Adversativas: mas, porém, todavia, contudo, no entanto,</p><p>entretanto, não obstante.</p><p>O país cresceu, mas não gerou empregos.</p><p>Alternativas: ou, ou...ou, ora...ora, quer...quer, seja...seja.</p><p>Ou saio para ir com você ou fico em casa.</p><p>Conclusivas: logo, pois (após o verbo da oração e entre</p><p>vírgulas), portanto, assim, por isso, por conseguinte, dessar-</p><p>te/destarte, posto isso.</p><p>Mílvio estuda Português faz dois anos, portanto já sabe</p><p>muito.</p><p>explicativas: pois (antes do verbo), que ( = porque), por-</p><p>que, porquanto.</p><p>Feche a porta, que está frio.</p><p>O país cresceu, porque o desemprego diminuiu.</p><p>eXeRCíCIOS</p><p>(Banco do Brasil/Escriturário) As empresas que pretendem</p><p>fazer um investimento social mais eficaz tendem a não ser as</p><p>executoras dos projetos, contratando consultores ou orga-</p><p>nizações especializadas para desenvolvê-los. Ao adotar essa</p><p>estratégia, a empresa compartilha o papel de produtora so-</p><p>cial com a organização executora.</p><p>6. A substituição de “Ao adotar” por Quando adota man-</p><p>tém a correção gramatical e o sentido original do perí-</p><p>odo.</p><p>(Banco do Brasil/Escriturário) O número de mulheres no</p><p>mercado de trabalho mundial é o maior da História, tendo</p><p>alcançado, em 2007, a marca de 1,2 bilhão, segundo relatório</p><p>da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Em dez anos,</p><p>houve um incremento de 200 milhões na ocupação feminina.</p><p>Ainda assim, as mulheres representaram um contingente</p><p>distante do universo de 1,8 bilhão de homens empregados.</p><p>7. O desenvolvimento das ideias do texto confere à ora-</p><p>ção reduzida iniciada por “tendo alcançado” um valor</p><p>adjetivo, correspondente a que tem alcançado.</p><p>8. A relação de sentidos entre as orações do 1º parágrafo</p><p>do texto permite substituir “Ainda assim” por No en-</p><p>tanto ou por Apesar disso, sem</p><p>prejuízo da correção</p><p>gramatical do texto.</p><p>(Banco do Brasil/Escriturário) Vale notar, também, que os</p><p>bons resultados dos bancos médios brasileiros atraíram gran-</p><p>des instituições do setor bancário internacional interessa-</p><p>das em participação segmentada em forma de parceria. O</p><p>Sistema Financeiro Nacional só tem a ganhar com esse tipo</p><p>de integração. Dessa forma, o cenário, no médio prazo, é</p><p>de acelerado movimento de fusões entre bancos médios,</p><p>processo que já começou. Será um novo capítulo da história</p><p>bancária do país.</p><p>9. A relação semântico-sintática entre o período que ter-</p><p>mina em “parceria” e o que começa com “O Sistema</p><p>Financeiro” seria corretamente explicitada por meio da</p><p>conjunção entretanto.</p><p>(Banco do Brasil/Escriturário) A Airbus mantém 4.463 aerona-</p><p>ves em operação, enquanto a Boeing tem 24 mil – incluindo</p><p>5 mil Boeing 737, o principal rival do Airbus 320, o mesmo</p><p>modelo do envolvido em recente acidente aéreo. As duas</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>79</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>empresas travam um duelo à parte pelo mercado da aero-</p><p>náutica. No ano passado, a Airbus recebeu 791 encomendas</p><p>contra 1.044 da Boeing. No entanto, a Airbus entregou 434</p><p>aviões a jato; sua concorrente, 398.</p><p>10. O termo “enquanto” pode, sem prejuízo para a correção</p><p>gramatical do período, ser substituído por ao passo que.</p><p>(Banco do Brasil/Escriturário) Uma pesquisa realizada em 16</p><p>países mostrou que os jovens brasileiros são os que colecio-</p><p>nam o maior número de amigos virtuais. A média brasileira</p><p>de contatos é mais do que o dobro da mundial, que tem como</p><p>base países como Estados Unidos da América (EUA) e China.</p><p>11. Em “mais do que”, a eliminação de “do” prejudica a cor-</p><p>reção gramatical do período.</p><p>(Banco do Brasil/Escriturário) O século XX testemunhou o</p><p>desenvolvimento de grandes eventos esportivos, tanto em</p><p>escala mundial – como os Jogos Olímpicos e a Copa do Mun-</p><p>do – quanto regional, com disputas nos vários continentes.</p><p>12. O emprego de “tanto” está articulado ao emprego de</p><p>“quanto” e ambos conferem ao período o efeito de sen-</p><p>tido de comparação.</p><p>13. Subentende-se após “quanto” a elipse da expressão</p><p>como.</p><p>(CBM-ES/Soldado) Exigências da paz</p><p>Acredito na paz e na sua possibilidade como forma</p><p>normal de existência humana. Mas não acredito nas ca-</p><p>ricaturas de paz que nos são constantemente propostas,</p><p>e até inculcadas. Há por aí uma paz muito proclamada,</p><p>mas que na realidade atrapalha a verdadeira paz.</p><p>A paz não é uma abstração. É uma forma de convi-</p><p>vência humana. Expressa o modo existencial como os</p><p>homens trabalham, se relacionam e conduzem o destino</p><p>da História.</p><p>Sendo assim, não adianta apregoar a sublime paz.</p><p>Que não passe de fórmula sem conteúdo. Pois o</p><p>que importa são as situações concretas em que vive a</p><p>humanidade.</p><p>Sociedade pacífica não é a sociedade que usa e con-</p><p>some slogans de paz, mas a que desenvolve concreta-</p><p>mente formas de existência social em que os homens</p><p>vivam com dignidade, e possam participar dos valores</p><p>materiais e espirituais que respondam às necessidades</p><p>básicas da vida humana.</p><p>Se a humanidade quiser a paz efetiva, deve estar</p><p>disposta a remover tudo aquilo que a impede. E a buscar</p><p>tudo aquilo que a possibilita. Antes de tudo, remover a</p><p>falsa paz: A paz concordista que aceita, com tolerância</p><p>descabida, situações injustas.</p><p>A paz conformista que adia soluções contorna pro-</p><p>blemas, silencia dramas sob a alegação de que o mun-</p><p>do sempre foi assim, e de que é preciso esperar com</p><p>paciência.</p><p>A paz alienante que distrai a consciência para que</p><p>não se percebam os males que machucam o corpo e</p><p>encolerizam a alma da humanidade. A paz cúmplice que</p><p>disfarça absurdos, desculpa atrocidades, justifica opres-</p><p>sões e torna razoáveis espoliações desumanas.</p><p>A paz não tem a missão de camuflar erros, mas</p><p>de diagnosticá-los com lucidez. Não é um subterfúgio</p><p>para evitar a solução reclamada. Existe para resolver o</p><p>problema.</p><p>Pode haver paz onde há fome crônica? Pode haver</p><p>paz no lar em que a criança está morrendo por falta de</p><p>remédios? Pode haver paz onde há desemprego? Pode</p><p>1</p><p>4</p><p>7</p><p>10</p><p>13</p><p>16</p><p>19</p><p>22</p><p>25</p><p>28</p><p>31</p><p>34</p><p>37</p><p>40</p><p>haver paz onde o ódio domina? Pode haver paz onde a</p><p>perseguição age bem acobertada? Nesses casos, o pri-</p><p>meiro passo é suprimir a fome, a doença, o desemprego,</p><p>o ódio, a perseguição.</p><p>E então a paz começa a chegar.</p><p>A paz é uma infatigável busca de valores para o bem</p><p>de todos. É o esforço criador da humanidade gerando</p><p>recursos econômicos, culturais, sociais, morais, espiri-</p><p>tuais, que são indispensáveis à subsistência, ao cresci-</p><p>mento e ao relacionamento consciente e fraterno da</p><p>humanidade.</p><p>Acerca das ideias e da sintaxe do texto, julgue os itens.</p><p>14. A oração “Pois o que importa são as situações concretas”</p><p>(l.11-12) estabelece uma relação de causa com a oração</p><p>anterior.</p><p>15. A oração “Se a humanidade quiser a paz efetiva” (l. 20)</p><p>estabelece uma relação de condição.</p><p>16. Nos períodos “A paz conformista que adia soluções”</p><p>(l. 25), “A paz alienante que distrai a consciência” (l. 28)</p><p>e “A paz cúmplice que disfarça absurdos” (l. 31), o vo-</p><p>cábulo “que” é um pronome relativo que exerce função</p><p>de sujeito.</p><p>17. Na oração “A paz é uma infatigável busca de valores”</p><p>(l. 46), a expressão sublinhada é predicativo do sujeito.</p><p>Julgue os itens subsequentes, relativos à sintaxe do trecho:</p><p>“Expressa o modo existencial como os homens trabalham,</p><p>se relacionam e conduzem o destino da História”.</p><p>18. Subentende-se a expressão essa forma de convivência</p><p>como sujeito da forma verbal “Expressa”.</p><p>19. Antes de “se relacionam” e de “conduzem” subentende-</p><p>-se o conector “como”.</p><p>20. A expressão “o destino da história” é complemento</p><p>direto das formas verbais “trabalham”, “relacionam” e</p><p>“conduzem”.</p><p>(CPC) Se a Holanda tivesse vencido os portugueses no Nor-</p><p>deste no século XVII, nosso herói não seria Matias de Albu-</p><p>querque, mas Domingos Fernandes Calabar, senhor de terras</p><p>e contrabandista que traiu os portugueses e se passou para</p><p>o lado dos batavos.</p><p>21. A substituição de “Se a Holanda tivesse vencido” por</p><p>Tivesse a Holanda vencido preserva a correção e o sig-</p><p>nificado.</p><p>(Seplag/DFTrans/Técnico)</p><p>A compreensão dos processos históricos relacio-</p><p>nados a determinados assuntos é possível quando se</p><p>levam em consideração manifestações concretas que</p><p>acontecem na vida das pessoas, contextualizando-as no</p><p>espaço e no tempo. Assim sendo, é de suma importância</p><p>relacionar fatos históricos brasileiros ao desenvolvimen-</p><p>to dos meios de transporte para facilitar o entendimento</p><p>da participação e da importância destes na integração</p><p>das regiões brasileiras e no seu desenvolvimento so-</p><p>cioeconômico.</p><p>Tão antigos quanto a existência do próprio homem</p><p>são o desejo e a necessidade humanos de se deslocar, de</p><p>se mover, de transportar, enfim, de transitar, fato que se</p><p>antecipa mesmo ao surgimento dos meios de transporte.</p><p>Foi exatamente pela necessidade de transitar que, há</p><p>500 anos, os europeus chegaram ao continente ameri-</p><p>cano e fizeram do território que hoje se chama Brasil o</p><p>seu espaço de exploração. Entretanto, para descobrir as</p><p>43</p><p>46</p><p>49</p><p>1</p><p>4</p><p>7</p><p>10</p><p>13</p><p>16</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>80</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>potencialidades de um país com tamanha vastidão terri-</p><p>torial e conhecê-lo em sua totalidade, desenrolaram-se</p><p>muitas histórias.</p><p>22. A relação que o período iniciado por “Assim sendo”</p><p>(l. 5-6) mantém com as ideias do período imediatamente</p><p>anterior permite que esse termo seja substituído por</p><p>Desse modo ou Por isso.</p><p>23. As ocorrências da preposição “para” nas linhas 7 e 18</p><p>introduzem, no desenvolvimento da argumentação,</p><p>fi-</p><p>nalidades para as ações centradas em “relacionar” (l. 6)</p><p>e em “desenrolaram-se” (l. 20), respectivamente.</p><p>(MMA/Analista) Por ironia, as notícias mais frequentes pro-</p><p>duzidas pelas pesquisas científicas relatam não a descober-</p><p>ta de novos seres ou fronteiras marinhas, mas a alarmante</p><p>escalada das agressões impingidas aos oceanos pela ação</p><p>humana.</p><p>24. O termo “mas” corresponde a qualquer um dos seguin-</p><p>tes: todavia, entretanto, no entanto, conquanto.</p><p>(MPE-RR/Atendente) Enquanto autoridades internacionais</p><p>vêm condenando duramente a expansão da produção de</p><p>biocombustíveis, o governo federal arma-se, acertadamente,</p><p>para enfrentar a onda de rejeição daí nascida.</p><p>25. A substituição do termo “Enquanto” por À medida que</p><p>prejudica a correção gramatical do período.</p><p>(MRE/Assistente de Chancelaria) O boom no preço das com-</p><p>modities exportadas pelo Brasil amplia o fôlego da economia</p><p>nacional para absorver importações crescentes sem ameaçar</p><p>o equilíbrio externo. O nível do câmbio, entretanto, também</p><p>produz efeitos adversos, não neutralizados pela política eco-</p><p>nômica.</p><p>26. O termo “entretanto” pode, sem prejuízo para a corre-</p><p>ção gramatical e a informação original do período, ser</p><p>substituído por qualquer um dos seguintes: contudo,</p><p>mas, porém, todavia, conquanto.</p><p>(MRE/Assistente de Chancelaria) Certamente, o recorde de</p><p>atração de investimentos externos confirmado agora tem</p><p>relação direta com o fato de o país ter-se transformado de</p><p>devedor em credor internacional. Ao assegurar um volume</p><p>de reservas cambiais superior ao necessário para garantir o</p><p>pagamento da dívida externa, o Brasil tranquilizou os credo-</p><p>res sobre a sua possibilidade de honrar os compromissos.</p><p>27. A substituição de “Ao assegurar” por Quando assegurou</p><p>prejudica a correção gramatical do período e altera as</p><p>suas informações originais.</p><p>(MRE/Assistente de Chancelaria) O afastamento de Fidel Cas-</p><p>tro, como quer que deva ser analisado de diversos pontos</p><p>de vista, tem certamente significado simbólico. Ele aponta</p><p>para o fim de uma singular experiência revolucionária no</p><p>hemisfério, que, não obstante o que aparece como sobrevi-</p><p>da melancólica nas condições de hoje, ao nascer incendiou</p><p>romanticamente a imaginação de muitos de nós e nos mo-</p><p>bilizou.</p><p>28. O termo “não obstante o” pode, sem prejuízo para a</p><p>correção gramatical e para as informações originais do</p><p>período, ser substituído por apesar do ou a despeito do.</p><p>(Teresina-PI/Agente Fiscal) No ano passado, a produção in-</p><p>dustrial cresceu 6%, enquanto o emprego aumentou 2,2% e o</p><p>total de horas pagas pela indústria aumentou 1,8%. Isso quer</p><p>dizer que a produtividade cresceu sem necessidade de de-</p><p>missões de trabalhadores, como ocorreu entre 1990 e 2003.</p><p>19 29. O termo “enquanto” pode, sem prejuízo para a correção</p><p>gramatical e para as informações originais do período,</p><p>ser substituído por qualquer um dos seguintes: ao passo</p><p>que, na medida que, conquanto.</p><p>(Teresina-PI/Agente Fiscal) A despeito da desaceleração</p><p>econômica nas nações ricas, as cotações das commodities</p><p>agrícolas, minerais e energéticas persistem em ascensão.</p><p>30. A expressão “A despeito da” pode, sem prejuízo para a</p><p>correção gramatical e as informações originais do perí-</p><p>odo, ser substituída por qualquer uma das seguintes:</p><p>Apesar da, embora haja, Não obstante a.</p><p>(Prefeitura de Vila Velha-ES) O restante corresponde à água</p><p>salgada dos mares (97%) e ao gelo nos polos e no alto das</p><p>montanhas. Administrar essa cota de água doce já desperta</p><p>preocupação.</p><p>31. A oração “Administrar essa cota de água doce” exerce</p><p>função sintática de sujeito.</p><p>Ele só descobre que um bem é fundamental quando dei-</p><p>xa de possuí-lo. Preso naquele porão, eu descobria que a</p><p>liberdade mais importante que existia era a liberdade de ir</p><p>e vir, a liberdade de movimento. Eu tinha todas as outras</p><p>liberdades, preso no porão.</p><p>32. A oração “que um bem é fundamental” exerce a mesma</p><p>função sintática que “todas as outras liberdades”.</p><p>33. No trecho “de que me adiantava isso”, o pronome “isso”</p><p>complementa a forma verbal “adiantava”.</p><p>(Abin/Analista) A criação do Sistema Brasileiro de Inteligência</p><p>(Sisbin) e a consolidação da Agência Brasileira de Inteligência</p><p>(Abin) permitem ao Estado brasileiro institucionalizar a ativi-</p><p>dade de Inteligência, mediante uma ação coordenadora do</p><p>fluxo de informações necessárias às decisões de governo, no</p><p>que diz respeito ao aproveitamento de oportunidades, aos</p><p>antagonismos e às ameaças, reais ou potenciais, relativos</p><p>aos mais altos interesses da sociedade e do país.</p><p>34. O primeiro período sintático permaneceria gramatical-</p><p>mente correto e as informações originais estariam pre-</p><p>servadas com a substituição da palavra “mediante” por</p><p>qualquer uma das seguintes expressões: por meio de,</p><p>por intermédio de, com, desencadeando, realizando,</p><p>desenvolvendo, empreendendo, executando.</p><p>O dinheiro foi aplicado em um poderoso esquema para evitar</p><p>ataques terroristas, como ocorreu nos Jogos de Munique, em</p><p>1972, quando palestinos da organização Setembro Negro</p><p>invadiram a Vila Olímpica e mataram dois atletas israelenses.</p><p>35. A inserção de o que imediatamente antes de “ocorreu”</p><p>prejudicaria a sintaxe do período e modificaria o sentido</p><p>da informação original.</p><p>36. (TRT 1ª R/Analista)As conjunções destacadas nos trechos</p><p>a seguir estão associadas a uma determinada interpre-</p><p>tação. Assinale a opção que apresenta trecho do texto</p><p>seguido de interpretação correta da conjunção desta-</p><p>cada.</p><p>a) A série de dados do Caged tem início em 1992. Con-</p><p>tra os três primeiros meses de 2007, quando foram</p><p>criadas 399 mil vagas (recorde anterior), segundo</p><p>informações do MTE, o crescimento no número de</p><p>empregos formais criados foi de 38,7%. (proporcio-</p><p>nalidade)</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>81</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>b) “Esse primeiro trimestre, como dizem meus filhos,</p><p>bombou”, afirmou o ministro do Trabalho a jornalis-</p><p>tas. (comparação)</p><p>c) “É um erro imaginar que há inflação no Brasil. ‘É um</p><p>erro imaginar que há inflação no Brasil’. (consequência)</p><p>d) “Os preços dos bens duráveis (fogões, geladeiras e</p><p>carros, por exemplo, que são impactados pela decisão</p><p>dos juros) não estão aumentando”, disse ele a jorna-</p><p>listas. O ministro avaliou, entretanto, que o impacto</p><p>maior se dará nas operações de comércio exterior.</p><p>(oposição)</p><p>e) “Os preços dos bens duráveis (fogões, geladeiras e</p><p>carros, por exemplo, que são impactados pela de-</p><p>cisão dos juros) não estão aumentando”, disse ele</p><p>a jornalistas. O ministro avaliou, entretanto, que o</p><p>impacto maior se dará nas operações de comércio</p><p>exterior. Isso porque a decisão sobre juros tende a</p><p>trazer mais recursos para o Brasil “Isso porque a de-</p><p>cisão sobre juros tende a trazer mais recursos para</p><p>o Brasil”. (conclusão)</p><p>(SGA-AC) A sentença determina, entre outras medidas, que</p><p>as penitenciárias somente acolham presos que residam em</p><p>um raio de 200 km. Segundo o juiz, as medidas que tomou</p><p>são previstas pela Lei de Execuç��o Penal. Sua sentença foi</p><p>muito elogiada. Contudo, o governo estadual anunciou que</p><p>irá recorrer ao Tribunal de Justiça.</p><p>37. As orações subordinadas “que as penitenciárias somente</p><p>acolham presos”, “que tomou” e “que irá recorrer ao</p><p>Tribunal de Justiça” desempenham a função de com-</p><p>plemento do verbo.</p><p>(SGA-AC) Sua sentença foi muito elogiada. Contudo, o gover-</p><p>no estadual anunciou que irá recorrer ao Tribunal de Justiça.</p><p>38. O emprego da conjunção “Contudo” estabelece uma</p><p>relação de causa e efeito entre as orações.</p><p>(SGA-AC) Falara com voz sincera, exaltando a beleza da pai-</p><p>sagem e revelando que, se dependesse só dele, passaria o</p><p>resto da vida ali, morreria na varanda, abraçado à visão do</p><p>rio e da floresta. Era isso o que mais queria, se Alícia estivesse</p><p>ao seu lado.</p><p>39. As orações “se dependesse só dele” e “se Alícia estivesse</p><p>ao seu lado” estabelecem</p><p>circunstância de condição em</p><p>relação às orações às quais se subordinam.</p><p>(SGA-AC) Não parecia estar no iate, e sim em sua casa, em</p><p>Manaus: sentado, pernas e pés juntos, tronco ereto, a cabeça</p><p>oscilando, como se fizesse um não em câmera lenta.</p><p>40. A oração “como se fizesse um não em câmera lenta”</p><p>expressa uma comparação estabelecida pelo narrador.</p><p>(SGA-AC) Eu esperava o fim da tarde com ansiedade.</p><p>41. A correção gramatical e o sentido do texto seriam manti-</p><p>dos se a preposição a fosse incluída após a forma verbal</p><p>“esperava”: Eu esperava ao fim da tarde com ansiedade.</p><p>(DFTrans/Analista) Acho que se compreenderia melhor o</p><p>funcionamento da linguagem supondo que o sentido é um</p><p>efeito do que dizemos, e não algo que existe em si, inde-</p><p>pendentemente da enunciação, e que envelopamos em um</p><p>código também pronto.</p><p>42. O valor condicional da oração iniciada por “supondo”</p><p>permite sua substituição, no texto, por se supusermos,</p><p>sem que sejam prejudicadas a coerência ou a correção</p><p>gramatical.</p><p>(MS/Agente) Para aumentar o volume de doações e trans-</p><p>plantes de órgãos no país, o ministro da Saúde lançou a Cam-</p><p>panha Nacional de Incentivo à Doação de Órgãos.</p><p>43. A primeira oração do texto estabelece com a segunda</p><p>uma relação de tempo.</p><p>(MS/Agente) Acredito que todos possam fazer uma reflexão</p><p>diante disso: 28,6% das intoxicações por medicamentos ocor-</p><p>ridas com 25 crianças são acidentais, portanto, poderiam ser</p><p>evitadas, observa a coordenadora.</p><p>44. O termo “portanto” estabelece uma relação adversativa</p><p>entre as informações da oração que o precede e as da</p><p>oração subsequente.</p><p>(Abin/Oficial de Inteligência) Há histórias, no plural; o mundo</p><p>tornou-se intensamente complexo e as respostas não são</p><p>diretas nem estáveis. Mesmo que não possamos olhar de</p><p>um curso único para a história, os projetos humanos têm um</p><p>assentamento inicial que já permite abrir o presente para a</p><p>construção de futuros possíveis.</p><p>45. A relação que a oração iniciada por “e as respostas” man-</p><p>tém com a anterior mostra que a função da conjunção</p><p>“e” corresponde à função de por isso.</p><p>(Detran/Analista de Trânsito) Construções e usos de interesse</p><p>particular desrespeitam sistematicamente os códigos de obra</p><p>e as leis de ocupação do solo. Invadem o espaço público, e</p><p>o resultado é uma cidade de edificação monstruosa e hostil</p><p>ao transeunte. É preciso, portanto, que o espírito da blitz na</p><p>avenida Paulista seja estendido para toda a cidade.</p><p>46. A palavra “portanto” estabelece relação de condição</p><p>entre segmentos do texto.</p><p>(Detran/Analista de Trânsito) Há, porém, outras mais graves,</p><p>que se instalam lentamente no organismo, como o aumento</p><p>da pressão arterial e a ocorrência de paradas cardíacas. Estas</p><p>podem passar despercebidas, já que nem sempre apresen-</p><p>tam uma relação tão clara e direta com o fator ambiental.</p><p>De imediato, existe o alerta: onde morar em metrópoles?</p><p>47. A locução “já que” estabelece uma relação de compa-</p><p>ração no período.</p><p>(Detran/Analista de Trânsito) Todavia, foi somente após a</p><p>Independência que começou a se manifestar explicitamente,</p><p>no Brasil, a preocupação com o isolamento das regiões do</p><p>país como um obstáculo ao desenvolvimento econômico.</p><p>48. O termo “Todavia” estabelece uma relação de causa</p><p>entre as ideias expressas no primeiro e no segundo pe-</p><p>ríodos do texto.</p><p>(Detran/Analista de Trânsito) Observe o trecho:</p><p>linguagem. S.f. 1. o uso da palavra articulada ou escrita como</p><p>meio de expressão e de comunicação entre as pessoas.</p><p>49. No texto do verbete de dicionário, o valor de comparação</p><p>da palavra “como” deixa subentender uma expressão</p><p>mais complexa: assim como.</p><p>(Ibama/Analista) Preso em diversas ocasiões, só foi defini-</p><p>tivamente absolvido em 1º de março de 1984, quatro anos</p><p>depois, portanto, de iniciadas as perseguições. De acordo</p><p>com a conselheira Sueli Bellato, embora o relatório não tenha</p><p>se aprofundado na questão, foi possível constatar que Chico</p><p>Mendes também foi torturado enquanto estava sob custódia</p><p>de policiais federais.</p><p>50. Os termos “portanto” e “enquanto” estabelecem idên-</p><p>ticas relações de sentido.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>82</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>GABARITO</p><p>1. E</p><p>2. C</p><p>3. E</p><p>4. E</p><p>5. E</p><p>6. C</p><p>7. E</p><p>8. C</p><p>9. E</p><p>10. C</p><p>11. E</p><p>12. C</p><p>13. E</p><p>14. E</p><p>15. C</p><p>16. C</p><p>17. C</p><p>18. E</p><p>19. C</p><p>20. E</p><p>21. C</p><p>22. C</p><p>23. C</p><p>24. E</p><p>25. E</p><p>26. E</p><p>27. E</p><p>28. C</p><p>29. E</p><p>30. C</p><p>31. C</p><p>32. C</p><p>33. E</p><p>34. C</p><p>35. E</p><p>36. d</p><p>37. E</p><p>38. E</p><p>39. C</p><p>40. C</p><p>41. E</p><p>42. E</p><p>43. E</p><p>44. E</p><p>45. C</p><p>46. E</p><p>47. E</p><p>48. E</p><p>49. E</p><p>50. E</p><p>SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS</p><p>emprego de expressões, Homônimos, Parônimos,</p><p>Sinônimos e Antônimos</p><p>Denotação consiste no sentido real, exato, dicionarizado.</p><p>O homem tinha dez mil animais.</p><p>Conotação consiste no sentido figurado, literário, ima-</p><p>ginário.</p><p>O homem tinha dez mil cabeças de gado.</p><p>Homônimos são palavras com escrita igual e ou pronún-</p><p>cia igual, mas sentidos diferentes.</p><p>A sede(ê) x a sede(é)</p><p>sessão x cessão x seção</p><p>Parônimos são palavras com escrita semelhante, com</p><p>sentidos diferentes.</p><p>infringir = desobedecer</p><p>inflingir = aplicar, impor</p><p>despercebido = não foi notado</p><p>desapercebido = não preparado, desprevenido</p><p>Sinônimos são palavras diferentes com sentidos seme-</p><p>lhantes.</p><p>cachorro / cão</p><p>cotidiano / dia a dia</p><p>Antônimos são palavras diferentes com sentidos opostos.</p><p>claro / escuro</p><p>alto / baixo</p><p>feio / bonito</p><p>eXeRCíCIOS</p><p>Complete as lacunas com a palavra adequada.</p><p>1. O fato passou _______________ . (despercebido - de-</p><p>sapercebido).</p><p>2. O projeto novo não era conhecido do diretor</p><p>_____________ . (despercebido - desapercebido)</p><p>3. Os bancos transacionam somas ______________. (vul-</p><p>tuosas - vultosas)</p><p>4. Hoje a ________ de trabalho se encerra às quatro. (ses-</p><p>são - seção - cessão - secção)</p><p>5. Encaminharemos à _______ de Normas Técnicas esse</p><p>texto. (sessão - seção - cessão - secção)</p><p>6. O governo efetivou a _______ de auxílio-gás. (sessão -</p><p>seção - cessão - secção)</p><p>7. Foi feita uma pequena ________ para introduzir o ca-</p><p>teter. (sessão - seção - cessão - secção)</p><p>8. ________ os direitos políticos de José Orfeu. (caçaram</p><p>- cassaram)</p><p>9. Ele perdeu seu ________ político. (mandado - mandato)</p><p>10. O criminoso foi apanhado em _____________. (flagrante</p><p>- fragrante).</p><p>11. Os surdos não conseguem ___________ música e baru-</p><p>lho. (descriminar - discriminar).</p><p>12. É intensa a campanha para __________ o aborto. (des-</p><p>criminar - discriminar)</p><p>13. O político foi ___________ de subversivo. (tachado -</p><p>taxado)</p><p>14. O estacionamento não era ____________ naquele pré-</p><p>dio. (tachado - taxado)</p><p>15. O professor _________ metáfora e metonímia. (deferiu</p><p>- diferiu)</p><p>16. O secretário ___________ o pedido do aluno. (deferiu</p><p>- diferiu)</p><p>17. Chegou à cidade um _____________ conferencista.</p><p>(eminente - iminente)</p><p>18. O edital do concurso é _________ . Pode sair a qualquer</p><p>hora. (eminente - iminente)</p><p>19. Aquele homem ____________ a “lei seca”. (infringiu -</p><p>infligiu)</p><p>20. O delegado _______ -lhe uma dura pena. (infringiu -</p><p>infligiu)</p><p>21. A escolha do candidato ___________ os prognósticos</p><p>do partido. (retificou - ratificou)</p><p>22. O comentário do professor __________ os erros do es-</p><p>tudante. (retificou - ratificou)</p><p>23. A mensagem do autor ficou _________ . (subtendida -</p><p>subentendida)</p><p>24. Com maior valor do dólar, os produtores podem</p><p>__________ mais lucros. (auferir - aferir)</p><p>25. Os técnicos do Inmetro vão ___________ a balança.</p><p>(auferir - aferir)</p><p>26. É verdade que, __________, a inflação deixou de inco-</p><p>modar. (em princípio - a princípio)</p><p>27. É verdade que, __________, a reunião demorou a co-</p><p>meçar. (em princípio - a princípio)</p><p>28. Todos trabalharam _________ obter reconhecimento.</p><p>(a fim de - afim)</p><p>29. Priscila e Ana têm uma preocupação _______ (a fim</p><p>de - afim)</p><p>30. Obteremos lucro apenas ___________ rigoroso controle.</p><p>(através de - por meio de)</p><p>Gabarito</p><p>1. despercebido</p><p>2. desapercebido</p><p>3. vultosas</p><p>4. sessão</p><p>5. seção</p><p>6. cessão</p><p>7. secção</p><p>8. Cassaram</p><p>9. mandato</p><p>10. flagrante</p><p>11. discriminar</p><p>12. descriminar</p><p>13. tachado</p><p>14. taxado</p><p>15. diferiu</p><p>16. deferiu</p><p>17. eminente</p><p>18. iminente</p><p>19. infringiu</p><p>20. infligiu</p><p>21. ratificou</p><p>22. retificou</p><p>23. subentendida</p><p>24. auferir</p><p>25. aferir</p><p>26. em princípio</p><p>27. a princípio</p><p>28. a fim de</p><p>29. afim</p><p>30. por meio de</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>83</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>Luzia Pimenta</p><p>ReDAÇÃO DISCURSIVA</p><p>Leia Atentamente a Proposta</p><p>Este é um aspecto absolutamente essencial e talvez o</p><p>mais importante da prova: ler atentamente o que é solicitado</p><p>que se faça. Nas dissertações, a construção da tese é peça-</p><p>-chave para elaborar o texto. Para isso, deve-se escolher qual</p><p>aspecto quer abordar, formular sua tese e os argumentos que</p><p>utilizará. Essa escolha é o que chamamos de recorte textual,</p><p>e é esse recorte que diferencia sua redação das feitas por</p><p>outros candidatos. Sua tese e o recorte que você escolhe</p><p>mostram a sua visão. Podemos dizer que toda a sua disser-</p><p>tação será uma defesa dessa face – os argumentos tentarão</p><p>prová-la, e a conclusão vai reafirmá-la.</p><p>Organize suas Ideias</p><p>Lida e compreendida a proposta, deve-se preparar a</p><p>organização do texto, o que significa ordenar suas ideias.</p><p>Você pode fazer isso por diferentes meios: esquematize suas</p><p>ideias, anotar palavras- chaves, escrever as principais frases</p><p>que usará ou tentar fazer um rascunho completo. Organizar</p><p>as ideias implica mudar algo que não esteja bem claro, acres-</p><p>centar informações que reforcem os argumentos e retirar</p><p>aquilo que prejudica a compreensão do leitor.</p><p>Selecione os Argumentos</p><p>Normalmente, temos várias ideias quando deparamos</p><p>com um tema, e nosso ímpeto é apresentar todas. Porém,</p><p>geralmente essa não é a melhor estratégia. Convém lembrar</p><p>que temos um espaço limitado para a redação e devemos</p><p>aproveitá-lo da melhor maneira possível. Dessa forma, um</p><p>número reduzido de argumentos bem embasados é uma</p><p>estratégia mais adequada que despejar um monte deles</p><p>apenas superficialmente. Selecione dois ou três argumen-</p><p>tos e trabalhe cada um individualmente em cada parágrafo.</p><p>Lembre-se de que, além de estarem relacionados com a tese,</p><p>os argumentos têm de ser coerentes entre si e levar o leitor</p><p>a um raciocínio lógico e coeso.</p><p>A Importância da Leitura</p><p>Apesar do grande poder dos meios eletrônicos, a leitura</p><p>é ainda uma das formas mais ricas de informação, pois gran-</p><p>de parte do conhecimento nos é apresentado sob forma de</p><p>linguagem escrita. Lembre-se: estar bem informado é uma</p><p>das normas mais importantes para quem quer escrever bem.</p><p>Mitos, Mentiras e Verdades sobre a Redação</p><p>1. Alinhamento dos parágrafos: o alinhamento é es-</p><p>sencial para a estética textual (apresentação). Use</p><p>a tampa da caneta bic para medir o espaçamento</p><p>ideal e mantenha a margem alinhada.</p><p>2. Aspas: o aspeamento é empregado para dar des-</p><p>taques aos textos. Por não ser possível empregar</p><p>negritos e sublinhados, o sinal mais adequado é o</p><p>de aspas. Cuidado com os excessos.</p><p>3. Correção de erros: utilize um traço horizontal sim-</p><p>ples sem maiores demarcações. Outras formas de</p><p>correção evidenciam os erros.</p><p>4. Divisão silábica: evite translinear muitas vezes</p><p>(separar palavras em sílabas). Este procedimento</p><p>impede a leitura fluente do texto.</p><p>5. espaço entre as palavras: não há medidas absolu-</p><p>tas, mas evite utilizar os espaços entre palavras para</p><p>dar a impressão de que escreveu mais linhas.</p><p>6. Letra cursiva: o ideal é o uso da letra cursiva contí-</p><p>nua (sem interrupções).</p><p>7. Letra de forma: diferencie as letras maiúsculas das</p><p>minúsculas e não promova ligações entre as letras.</p><p>8. Quantidade de linhas efetivamente escritas: caso o</p><p>edital diga a quantidade de linhas a serem escritas,</p><p>você estará obrigado a cumprir o mínimo exigido.</p><p>Evite surpresas desagradáveis e ocupe as linhas de</p><p>forma efetiva.</p><p>9. Tamanho da letra maiúscula em relação à minús-</p><p>cula: a letra minúscula deve representar metade da</p><p>letra maiúscula.</p><p>10. Tamanho normal da letra: o ideal é que a linha</p><p>esteja ocupada. Se não for possível, evite deixar</p><p>mais que o espaço de mais uma letra entre a última</p><p>palavra e a margem direita.</p><p>11. Titulo. Sim ou Não? Unicamente, mediante solici-</p><p>tação.</p><p>12. Procure sempre frases curtas. Uma, duas ou no</p><p>máximo, três orações por períodos sintático. A frase</p><p>curta tem várias vantagens. A primeira é diminuir</p><p>o número de erros, principalmente em pontuação.</p><p>A segunda é tornar o texto mais claro. A terceira é</p><p>apresentar a ideia de forma mais objetiva. Vinícius</p><p>de Moraes afirmava que “uma frase longa não é</p><p>mais que duas curtas”. Períodos longos geralmente</p><p>estão associados a ideias incertas e facilitam falha</p><p>na compreensão.</p><p>13. evite Queísmo. O uso reiterado do “que” pode</p><p>constituir erro de estilo. O jornalista que redigiu</p><p>a reportagem que apareceu no jornal receberá o</p><p>prêmio que todos desejavam. Você tem que ter uma</p><p>letra que todos possam entender o que está escrito.</p><p>O diretor afirmou que o relatório que foi escrito</p><p>denuncia que tudo foi feito errado. Os amigos que</p><p>ouvem o programa que você produz dizem que as</p><p>notícias que você comenta são falsas.</p><p>Texto Dissertativo-Argumentativo</p><p>Dissertar é o mesmo que desenvolver ou explicar um</p><p>assunto, discorrer sobre ele. Assim, o texto dissertativo per-</p><p>tence ao grupo dos textos expositivos, juntamente com o</p><p>texto de apresentação científica, o relatório, o texto didático,</p><p>o artigo enciclopédico. Em princípio, o texto dissertativo não</p><p>está preocupado com a persuasão e, sim, com a transmissão</p><p>de conhecimento, sendo, portanto, um texto informativo.</p><p>Os textos argumentativos, ao contrário, têm por finalida-</p><p>de principal persuadir o leitor sobre o ponto de vista do autor</p><p>a respeito do assunto. Quando o texto, além de explicar, tam-</p><p>bém persuade o interlocutor e modifica seu comportamento,</p><p>temos um texto dissertativo-argumentativo.</p><p>A estrutura básica de uma dissertação argumentativa</p><p>é formada por introdução, desenvolvimento e conclusão.</p><p>Cada uma dessas partes tem uma função no conjunto e traz</p><p>elementos e comprimentos (extensões) diferentes. Aprender</p><p>a desenvolver assim a sua redação é o que ajuda a dar coesão</p><p>e progressão textual a ela.</p><p>Vamos apreciar cada parte separadamente.</p><p>1ª) Introdução</p><p>Apresenta o tema e traz os argumentos que serão feitos</p><p>dele. Introduzir não significa simplesmente iniciar o texto,</p><p>mas inserir as ideias, torná-las parte da composição. Como a</p><p>introdução faz o primeiro contato com leitor, é recomendável</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>84</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>que ela exponha a tese do redator, o que tornará a leitura</p><p>direcionada e facilitará a compreensão dos argumentos.</p><p>Lembre-se: a dissertação é um texto argumentativo, que</p><p>pretende convencer o leitor. Assim sendo, deve ser direta</p><p>e não fazer rodeios – por isso, é importante que, logo no</p><p>começo, o leitor já entenda a linha de raciocínio do texto.</p><p>Dicas Possíveis para Iniciar a Introdução</p><p>É do conhecimento de todos os/as...</p><p>Um grave problema presente no Brasil é ...</p><p>Ao se analisar...</p><p>É sabido que...</p><p>Sabe-se que...</p><p>Muito se tem falada a respeito de...</p><p>Ninguém desconhece que...</p><p>Acredita-se em no/na...</p><p>Todos sabem que...</p><p>É do conhecimento geral...</p><p>Entre os vários obstáculos ao pleno desenvolvimento</p><p>do Brasil , está a ...</p><p>Não é segredo que...</p><p>Sua introdução possivelmente apresentará, por exem-</p><p>plo, a tese que quer defender e uma síntese dos meios que</p><p>usará para defendê-la. Existem várias formas de introduzir</p><p>um bom texto. Aqui, há as mais usadas pelos alunos.</p><p>Como começar o texto? A dificuldade de muitos candi-</p><p>datos é elaborar o primeiro parágrafo da</p><p>função:</p><p>1. sujeito receptor – Você sabia que Mariana chegou?</p><p>2. vocativo – Paulo, tu estás correto.</p><p>3. imperativo – Por favor, venha cá. Beba guaraná.</p><p>Função Referencial (ou Informativa)</p><p>Predomina em importância o referente e é empregada</p><p>nos textos científicos, jornalísticos, profissionais – correspon-</p><p>dências oficiais, atas... É uma característica de objetividade.</p><p>Referente: de que ou de quem se fala, representado por</p><p>ele(s), ela(s), Sua Excelência, Sua Majestade, Sua..., ou por qual-</p><p>quer substantivo ou pronome substantivo de terceira pessoa.</p><p>É índice desta função:</p><p>1. sujeito referente – Mariana chegou. ele chegou. Sua</p><p>Senhoria chegou. Quem chegou?</p><p>Função Fática</p><p>Predomina em importância o canal e normalmente</p><p>aparece em trechos pequenos, dentro de outras funções.</p><p>Canal: meio físico (ar, luz, telefone...) e psicológico (a</p><p>atenção) que interliga emissor e receptor.</p><p>Usa-se a função fática para:</p><p>1. testar o funcionamento do canal – Um, dois, três...</p><p>Alô, alô...</p><p>2. prender a atenção do receptor – Bom dia. Como vai?</p><p>Até logo. Certo ou errado?</p><p>3. distrair a atenção do receptor –</p><p>Ele: Onde você estava até esta hora?</p><p>Ela: Por favor, ligue agora para o José e lhe deseje</p><p>sorte. (Ela desviou a atenção do assunto dele)</p><p>Função Metalinguística</p><p>Predomina o assunto “língua”, é o uso da língua para</p><p>falar da própria língua.</p><p>Língua: tipo de código usado na comunicação.</p><p>Os dicionários, as gramáticas, os livros de texto, de re-</p><p>dação, as críticas literárias são exemplos de metalinguagem.</p><p>Função Poética (ou estética)</p><p>Predomina em importância a elaboração da mensagem.</p><p>Mensagem, fala ou discurso: é o como se diz e não o</p><p>que se diz.</p><p>As frases “Você roubou minha caneta” e “Você achou</p><p>minha caneta antes de eu a perder”, embora tenham o mes-</p><p>mo assunto ou referente, são mensagens, falas ou discursos</p><p>diferentes, tanto é que provocam sensações diferentes no</p><p>receptor.</p><p>A função poética valoriza a escolha das palavras, ora pela</p><p>sonoridade, ora pelo ritmo (Quem casa quer casa. Quem tudo</p><p>quer tudo perde. Quem com ferro fere com ferro será ferido),</p><p>ora pelo significado inusitado (Penso, logo desisto), ora por</p><p>mais de uma dessas ou outras características.</p><p>Obs.: todas essas funções podem interpenetrar-se no</p><p>texto, mas uma (qualquer uma) tenderá a ser predominante.</p><p>No caso de um texto poético ou estético, as demais funções</p><p>ocupam o segundo plano.</p><p>TIPOS De DISCURSO</p><p>Discurso Direto</p><p>Reprodução exata da fala do personagem.</p><p>Julieta respondeu: Estou satisfeita com sua resposta.</p><p>Pode vir entre aspas: “Estou satisfeita com sua resposta.”</p><p>Pode vir após travessão: – Estou satisfeita com sua</p><p>resposta.</p><p>Discurso Indireto</p><p>O narrador traduz a fala do personagem.</p><p>Julieta respondeu que estava satisfeita com a resposta</p><p>dele.</p><p>Julieta respondeu estar satisfeita com a resposta dele.</p><p>Discurso Indireto Livre</p><p>A fala do personagem se confunde com a do narrador.</p><p>Mariana sentou-se em frente ao guri, o que se passava</p><p>naquela cabecinha? Que sorrisinho maroto...</p><p>Discurso do Narrador</p><p>É a fala de quem conta a história.</p><p>Julieta respondeu: Estou satisfeita com sua resposta.</p><p>Monólogo</p><p>Fala de um personagem consigo mesmo.</p><p>Paulo atravessou o bar, resmungando: “Não acredito no</p><p>que acabei de ver”.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>9</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>Diálogo</p><p>Conversa entre dois ou mais personagens.</p><p>– Você devia ser mais suave na sua fala.</p><p>– Vou tentar.</p><p>GÊNeROS DO DISCURSO, GÊNeROS TeXTUAIS</p><p>Desde os estudos de Bakhtin até os de Koch, chegou-se</p><p>à percepção de certas sequências relativamente estáveis de</p><p>enunciados, voltadas a atender necessidades diferentes da</p><p>vida social, sequências essas definidoras do que se conven-</p><p>cionou chamar Gêneros do Discurso, adaptáveis à sociedade</p><p>e seus comportamentos.</p><p>Gêneros primários</p><p>São os que se desenvolvem primeiro, realizados em situa-</p><p>ções de comunicação, no âmbito social cotidiano das relações</p><p>humanas: diálogo, telefonema, bilhete, carta, piada, oração,</p><p>comando militar rápido, situações de interação face a face..</p><p>Gêneros secundários</p><p>Referentes a circunstâncias mais complexas, públicas, de</p><p>interação social, muitas vezes escritas, monologadas, capazes</p><p>de incorporar e transmutar os gêneros primários. Necessitam</p><p>de instrução formal e aparecem sob a forma de 1. Gêneros</p><p>literários: provérbios, crônicas, contos, novelas, romances,</p><p>dramas...; 2. Gêneros oficiais: cartas, ofícios, memorandos,</p><p>anais, tratados, textos de lei, documentos de escritório...; 3.</p><p>Gêneros científicos: pesquisas, relatórios, críticas, análises,</p><p>teses, ensaios... 4. Gêneros Jornalísticos: notícia, matéria,</p><p>entrevista, charge ... 5. Gêneros outros como dos círculos</p><p>artísticos, sócio-políticos, retóricos, jurídicos, políticos,</p><p>publicísticos, esportivos...</p><p>Eis alguns tipos explorados em provas elaboradas pelo</p><p>Cespe:</p><p>Crônica</p><p>Texto curto dissertativo, comentando fato ou situação</p><p>do momento.</p><p>Conto</p><p>História curta com poucos personagens em torno de um</p><p>núcleo de ação.</p><p>Novela</p><p>História mais longa que o conto e que também envolve</p><p>só um núcleo de ação.</p><p>Romance</p><p>História longa e complexa em que os personagens atuam</p><p>em torno de vários núcleos de ação. As chamadas novelas de</p><p>televisão literariamente são romances porque revezam vários</p><p>núcleos temáticos, revezando também como protagonistas</p><p>grupos diferentes de personagens.</p><p>Parábola</p><p>Narrativa que transmite uma mensagem indireta, geral-</p><p>mente de cunho moral, por meio de comparação ou analogia.</p><p>Cristo falava por parábolas, como a do Filho Pródigo e a</p><p>do Joio e do Trigo.</p><p>Fábula</p><p>Tipo de parábola curta, em prosa ou verso, que apresenta</p><p>animais como personagens e que ilustra um ensinamento</p><p>moral. Famosas são as fábulas de Esopo, como A Raposa e</p><p>as Uvas, O Lobo e o Cordeiro.</p><p>Sátira</p><p>Texto crítico, picante, sarcástico, maledicente, irônico,</p><p>zombeteiro para criticar instituições, costumes ou ideias.</p><p>Apólogo</p><p>Narrativa didática, em prosa ou verso, em que se animam</p><p>e dialogam seres inanimados. Um bom exemplo é o texto de</p><p>Machado de Assis intitulado A Agulha e a Linha.</p><p>Lenda</p><p>História com base em informações imaginárias. São len-</p><p>dários o saci-pererê, a boiuna, a mula sem cabeça...</p><p>Anedota</p><p>História curta engraçada ou picante.</p><p>Paródia</p><p>Imitação artística, jocosa, satírica, bufa; arremedo de</p><p>outro texto. Vejam-se os segundos textos.</p><p>Quem com ferro fere com ferro será ferido.</p><p>Quem confere ferro, com ferro...</p><p>Penso, logo existo.</p><p>Penso, logo desisto.</p><p>Paráfrase ou frase paralela</p><p>É um texto criado na tentativa de reproduzir o sentido</p><p>de outro. É um texto sinônimo, de sentido semelhante. Veja</p><p>o segundo texto.</p><p>Todo dia ela faz tudo sempre igual / Me sacode às três</p><p>horas da manhã / Me sorri um sorriso pontual / E me beija</p><p>com a boca de hortelã... (Chico Buarque)</p><p>Dia após dia ela faz as mesmas coisas. Me tira da cama</p><p>às três da madrugada. Me dá um sorriso rotineiro e um beijo</p><p>com gosto de pasta de dente...</p><p>Obs.: a paráfrase sempre altera algo no sentido subjetivo</p><p>do texto.</p><p>epígrafe</p><p>Inscrição que antecede um texto (no frontispício de um</p><p>livro, no início de um capítulo, de um poema, de uma crô-</p><p>nica...).</p><p>Título: EPICÉDIO III</p><p>Epígrafe: À morte apressada de um amigo</p><p>Texto: Comigo falas; eu te escuto; eu vejo</p><p>Quanto apesar de meu letargo, e pejo,</p><p>Me intentas persuadir, ó sombra muda,</p><p>Que tudo ignora quem te não estuda.</p><p>(Cláudio Manuel da Costa)</p><p>SeMÂNTICA</p><p>Sema</p><p>É unidade de significado. A palavra “garotas” tem três</p><p>semas:</p><p>1. garot é o radical e significa ser humano em formação;</p><p>2. a é desinência e significa feminino;</p><p>3. s é desinência e significa plural.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>10</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>prova discursiva, a</p><p>introdução. Não existem regras rígidas, mas algumas orien-</p><p>tações são fundamentais. O importante é que na introdução</p><p>haja a tese a ser defendida (dissertação argumentativa) ou</p><p>o pressuposto orientador sobre o qual se vai expor (disser-</p><p>tação expositiva).</p><p>Introdução por Citação de Argumentos: a chamada in-</p><p>trodução roteiro ou plano de desenvolvimento.</p><p>Neste tipo, o mais tradicional deles, o candidato deve</p><p>contextualizar o tema (Que tema é esse? Qual a importância</p><p>dele no mundo atual?), e apenas citar os pontos que serão</p><p>aprofundados ao longo do texto, com palavras-chave.</p><p>Por se tratar de um assunto relativamente recente e</p><p>complexo, a Engenharia Genética ainda não foi discutida de</p><p>forma abrangente e conclusiva. Para compreendê-la melhor,</p><p>deve-se, primeiramente, entender como se dá o processo de</p><p>evolução da ciência, à luz de inúmeros exemplos históricos...</p><p>Introdução conceitual ou definidora: parte da definição</p><p>do significado do tema, ou de uma parte dele.</p><p>Engenharia Genética é o conjunto das técnicas por meio</p><p>das quais é possível alterar a carga genética de um ser vivo,</p><p>atribuindo-lhe novas características. Estas podem variar da</p><p>maior resistência de vegetais ao ataque de predadores, até</p><p>a possibilidade de tornar real o sonho nazista da eugenia.</p><p>Introdução uma pergunta: (tema: a saúde no Brasil)</p><p>Será que é com novos impostos que a saúde melhorará</p><p>no Brasil? Os contribuintes já estão cansados de tirar dinheiro</p><p>do bolso para tapar um buraco que parece não ter fim. A cada</p><p>ano, somos lesados por novos impostos para alimentar um</p><p>sistema que só parece piorar.</p><p>2ª) Desenvolvimento</p><p>1ª) Desenvolvimento por explicação ou fundamenta-</p><p>ção: nessa modalidade de desenvolvimento, a mais adotada</p><p>pelos candidatos, explicitam-se, em cada parágrafo, explica-</p><p>ções ou fundamentações para os tópicos evidenciados na</p><p>proposta de redação. O objetivo é sempre confirmar a tese</p><p>ou o pressuposto orientador exposto na introdução. Nesse</p><p>sentido, você será avaliado em relação à consistência argu-</p><p>mentativa ou expositiva. Claro que o examinador levará em</p><p>conta a sua capacidade de improvisação, já que você não</p><p>dispõe de material para consulta. Só dará consistência às</p><p>ideias aquele que, efetivamente, dominar o assunto.</p><p>2ª) Desenvolvimento por causas e efeitos: nessa mo-</p><p>dalidade, expõem-se as causas e os efeitos da questão tra-</p><p>tada. O ideal é encadear as causas em um parágrafo e as</p><p>consequências em outro.</p><p>3ª) Desenvolvimento por fundamentação histórica: os</p><p>conhecimentos de história poderão ajudá-lo. A relação passa-</p><p>do, presente e futuro pode fundamentar bem as suas ideias.</p><p>4ª) Desenvolvimento por refutação ou contra argumen-</p><p>tação: nessa modalidade de desenvolvimento, o candidato</p><p>expõe um argumento de que discorda e, por meio de um</p><p>contra-argumento mais convincente, refuta-o, nega-o, cor-</p><p>rige-o. Trata-se de excelente recurso argumentativo.</p><p>Deve ser constituído de, no mínimo, dois parágrafos que</p><p>fundamentam a tese. Normalmente, em cada parágrafo, é</p><p>apresentado e desenvolvido um argumento. Cada um deles</p><p>pode estabelecer relações de causa e efeito ou comparações</p><p>entre situações, épocas e lugares diferentes, pode também se</p><p>apoiar em depoimentos ou citações de pessoas especializa-</p><p>das no assunto abordado, em dados estatísticos, pesquisas,</p><p>alusões históricas.</p><p>Exemplos de expressões utilizadas em parágrafos de</p><p>desenvolvimento:</p><p>Confronto:</p><p>“É possível que... no entanto....”</p><p>“É certo que... entretanto...”</p><p>“É provável que... porém...”</p><p>Divisão de Ideias</p><p>“Em primeiro lugar...; em segundo...; por último...”</p><p>“Por um lado...; por outro...;”</p><p>“Primeiramente,...; em seguida,...; finalmente,...”</p><p>“Outro fator existente,...”</p><p>enumeração</p><p>“É preciso considerar que...”</p><p>“Também não devemos esquecer que...”</p><p>“Não podemos deixar de lembrar que...”</p><p>Uso de Citações</p><p>“Segundo...”</p><p>“Conforme...”</p><p>“De acordo com o que afirma...”</p><p>Reafirmação</p><p>“Compreende-se então que....”</p><p>“É bom acrescentar ainda que...”</p><p>“É interessante reiterar...”</p><p>exemplificação</p><p>“A fim de comprovar o que foi fito,...”</p><p>“Para exemplificar...”</p><p>“Exemplo disso é...”</p><p>Oposição de Ideias</p><p>“Por outro lado,...”</p><p>“Em contrapartida,...”</p><p>“Ao contrario do que se pensa,....”</p><p>“Em compensação,...”</p><p>Atenção!</p><p>Há algumas expressões que podem ser utilizadas em</p><p>seu texto:</p><p>“Para tanto...”</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>85</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>“Em ambos os casos,...”,</p><p>“Para isso...”</p><p>“De tal forma que...”</p><p>“Além disso...”</p><p>“De toda forma,...”</p><p>“Se é assim...”</p><p>“Nesse momento,...”</p><p>“Na verdade...”</p><p>“Tudo isso é...”</p><p>“É fundamental que...”</p><p>3ª) Conclusão</p><p>Fechamento-reforço: trata-se do tipo elementar de fe-</p><p>chamento. Reforça o ponto de vista apresentado na intro-</p><p>dução (dissertação argumentativa) ou sintetizam-se bases</p><p>expositivas (dissertação expositiva).</p><p>Fechamento com proposta: nessa modalidade, apresen-</p><p>tam-se propostas para solucionar ou pelo menos atenuar a</p><p>questão tratada. Esse tipo de fechamento é muito comum</p><p>em relatórios e pareceres. Pode-se, também, elaborar o</p><p>fechamento-reforço com proposta.</p><p>Fechamento-expansão: nessa modalidade, apresenta-se</p><p>o melhor argumento ou a melhor base expositiva, estabelece-</p><p>-se conexão com o desenvolvimento e promove-se o esgo-</p><p>tamento da discussão.</p><p>É o último parágrafo que deve reafirmar o que está na</p><p>introdução. É hora de dar uma opinião, advertência ou afir-</p><p>mação diante do assunto. Pode-se utilizar expressões iniciais</p><p>do tipo:</p><p>“Assim,...”</p><p>“Portanto,...”</p><p>“Mediante os fatos expostos,...”</p><p>“Dessa forma,...”</p><p>“Diante do que foi dito, ...”</p><p>“Resumindo,...”</p><p>“Em suma,...”</p><p>“Em vista disso, pode-se concluir que, ... “</p><p>“É imprescindível que todos se conscientizem de que..”</p><p>“Faz-se necessário que...”</p><p>“É preciso que...”</p><p>Atenção!</p><p>A linguagem do texto dissertativo-argumentativo cos-</p><p>tuma ser impessoal, objetiva e denotativa. Mais raramente,</p><p>entretanto, há a combinação da objetividade com recursos</p><p>poéticos, como metáforas e alegorias. Predominam formas</p><p>verbais no presente do indicativo e emprega-se o padrão</p><p>culto e formal da língua.</p><p>Coesão e Coerência</p><p>Entre os critérios com que as redações de concursos</p><p>são corrigidas, há dois itens que sempre aparecem: coesão</p><p>e coerência.</p><p>Coesão</p><p>É o relacionamento harmônico entre termos ou segmen-</p><p>tos de um texto, resultante do correto emprego dos recursos</p><p>(vocabulares, sintáticos e semânticos) de que a língua dispõe.</p><p>Então, elementos de coesão, também chamados de conec-</p><p>tores, são mecanismos linguísticos destinados a estabelecer</p><p>relações entre as várias unidades do texto. Assim, orações,</p><p>períodos e parágrafos devem estar amarrados de forma que</p><p>possam levar o leitor a compreender a relação entre eles.</p><p>Deve ficar clara, para quem ler, a passagem de uma ideia para</p><p>outra e o tipo de relação lógica que as une. Isso se consegue</p><p>principalmente pelo uso adequado de conectores.</p><p>Coesão por retomada ou por antecipação: como re-</p><p>cursos para evitar repetições excessivas, existem elementos</p><p>anafóricos e catafóricos.</p><p>• Anafóricos: são elementos linguísticos com os quais</p><p>recuperamos uma palavra, expressão ou frase que já</p><p>apareceu. Ex.: Patácio era meu vizinho, mas até então</p><p>eu nunca havia falado com ele. Conhecia-o apenas de</p><p>vista. Os pronomes ele e o são anafóricos, uma vez</p><p>que recuperam Patácio, citado anteriormente.</p><p>• Catafóricos: são elementos linguísticos com os quais</p><p>antecipamos algo que ainda vai aparecer na frase. Ex.:</p><p>não perca isto de vista: seus pais são seus melhores</p><p>amigos! Se parássemos no isto, a frase ficaria sem</p><p>sentido. Seu “conteúdo” só vai aparecer adiante.</p><p>Coesão por elipse: elipse é a supressão de uma palavra</p><p>ou expressão do texto, levando-se em conta que o contexto</p><p>é capaz de, por si só, manter a referência. Todos suprimimos</p><p>com facilidade os termos que ficaram elípticos em frases</p><p>como: Patácio formou-se em Direito; Maria, em Economia.</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>Monossemia ou unissignificação</p><p>É o fato de uma expressão ter no texto apenas um sig-</p><p>nificado.</p><p>Polissemia ou plurissignificação</p><p>É o fato de uma expressão, no texto, ter múltiplos sig-</p><p>nificados.</p><p>Ambiguidade ou anfibologia</p><p>Significa duplo sentido.</p><p>Denotação</p><p>Sentido objetivo da palavra – Teresa é agressiva.</p><p>Conotação</p><p>Sentido figurado da palavra – Teresa é um espinho.</p><p>Campo Semântico</p><p>Área de abrangência ou de interpenetração de</p><p>significado(s).</p><p>Chuteira, pênalti, drible, estádio... pertencem ao campo</p><p>semântico do futebol.</p><p>Oboé, melodia, contralto... pertencem ao campo semân-</p><p>tico da música.</p><p>Aeromoça, aterrissar, taxiar... pertencem ao campo se-</p><p>mântico da aviação.</p><p>Contexto</p><p>As palavras ou signos podem estar soltos ou contextua-</p><p>lizados. O contexto é a frase, o texto, o ambiente em que a</p><p>palavra ou signo se insere. Normalmente, uma palavra solta,</p><p>fora de um contexto, desperta vários sentidos (polissemia)</p><p>e os dicionários tentam relacioná-los, apresentando cada</p><p>um dos sentidos (monossemia) ligado a um determinado</p><p>contexto.</p><p>No Dicionário Houaiss, a palavra ponto tem 62 significa-</p><p>dos e contextos; linha tem outros 58, sendo que, em cada</p><p>um desses contextos, a monossemia prevalece.</p><p>Nos textos literários ou artísticos, ambiguidade e po-</p><p>lissemia são valores positivos. O texto artístico pode ser</p><p>considerado tão mais valioso quanto mais plurissignificativo.</p><p>Nos textos informativos (jornalísticos, históricos, cien-</p><p>tíficos... ), a monossemia é valor positivo, enquanto a ambi-</p><p>guidade e a polissemia devem ser evitadas.</p><p>Sinonímia</p><p>Existência de palavras ou termos com significados con-</p><p>vergentes, semelhantes: vermelho e encarnado, brilho e</p><p>luminosidade, branquear e alvejar...</p><p>Antonímia</p><p>Existência de palavras ou termos de sentidos opostos:</p><p>claro e escuro, branco e negro, alto e baixo, belo e feio...</p><p>Homonímia</p><p>Palavras iguais na escrita ou no som com sentidos dife-</p><p>rentes: cassa e caça, cardeal (religioso), cardeal (pássaro),</p><p>cardeal (principal)...</p><p>Paronímia</p><p>Palavras parecidas: eminência e iminência, vultoso e</p><p>vultuoso...</p><p>QUALIDADeS DO TeXTO</p><p>Um texto bem redigido deve ter algumas qualidades.</p><p>A seguir, cada tópico apresenta uma dessas qualidades e,</p><p>também, seu defeito, o oposto.</p><p>Clareza</p><p>Clareza é a qualidade que faz um texto ser facilmente</p><p>entendido. Obscuridade é o seu antônimo.</p><p>Questões</p><p>O menino e seu pai foram hospedados em prédios diferentes</p><p>o que o fez ficar triste.</p><p>Assinale C para certo e e para errado.</p><p>1. ( ) A estruturação da frase se dá de maneira clara e</p><p>objetiva.</p><p>2. ( ) A leitura desse trecho se torna ambígua em virtude</p><p>do mau uso do pronome oblíquo “o”.</p><p>3. ( ) Colocando-se o oblíquo “o” no plural, caberia plu-</p><p>ralizar “ficar triste” (o que os fez ficarem tristes) e a</p><p>clareza se restaura porque o “triste” passa a se referir</p><p>a ambos, “o menino” e “seu pai”.</p><p>4. ( ) Substituindo-se o oblíquo “o” por “este” (o que fez</p><p>este ficar triste ), também se elimina a ambiguidade,</p><p>passando a significar que só o pai ficou triste.</p><p>5. ( ) Substituindo-se o oblíquo “o” por “aquele” (o que</p><p>fez aquele ficar triste) comete-se uma incorreção</p><p>gramatical.</p><p>6. ( ) Substituindo-se o oblíquo “o” por “aquele” (o que</p><p>fez aquele ficar triste) resolve-se também a obscu-</p><p>ridade, pois afirma-se que só o menino ficou triste,</p><p>porque o demonstrativo “aquele” refere-se ao subs-</p><p>tantivo mais distante.</p><p>Gabarito</p><p>Itens 2, 3, 4 e 6 certos; itens 1 e 5 errados.</p><p>Coerência</p><p>Se as ideias estão entrelaçadas harmoniosamente em</p><p>termos lógicos, encontra-se no texto coerência. O seu an-</p><p>tônimo é ilogicidade, incoerência.</p><p>Questões</p><p>I – Toda mulher gosta de ser elogiada. Se queres agradar a</p><p>uma, mostra-lhe suas qualidades.</p><p>II – Toda mulher gosta de ser elogiada. Se queres agradar a</p><p>uma, mostra-lhe seus defeitos.</p><p>Assinale C para certo e e para errado.</p><p>1. ( ) O texto I exemplifica raciocínio incoerente.</p><p>2. ( ) O texto II desenvolve raciocínio coerente.</p><p>3. ( ) A incoerência se faz presente em ambos os parágrafos.</p><p>4. ( ) Os dois parágrafos são perfeitamente coerentes.</p><p>5. ( ) O raciocínio do texto I é perfeitamente lógico e</p><p>coerente.</p><p>6. ( ) O desenvolvimento racional do texto II peca por</p><p>incoerência.</p><p>Gabarito</p><p>Itens 1, 2, 3 e 4 errados; itens 5 e 6 certos.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>11</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>Concisão</p><p>Concisão é a capacidade de se falar com poucas palavras.</p><p>O seu oposto é prolixidade.</p><p>Questões</p><p>I – Andresa trouxe Ramiro e Osvaldo à minha presença, no</p><p>meu escritório e me apresentou essas duas pessoas.</p><p>II – Andresa trouxe-me ao escritório Ramiro e Osvaldo e</p><p>mos apresentou.</p><p>Assinale C para certo e e para errado.</p><p>1. ( ) Os dois textos apresentam o mesmo teor informativo.</p><p>2. ( ) O primeiro é mais prolixo (dezessete palavras, uma</p><p>vírgula e um ponto final).</p><p>3. ( ) O segundo é mais conciso (onze palavras e um ponto</p><p>final).</p><p>4. ( ) A última oração da frase II deve ser corrigida para</p><p>“e nos apresentou”.</p><p>5. ( ) No período II, “mos” funciona como objeto indireto e</p><p>direto, porque representa a fusão de dois pronomes</p><p>oblíquos átonos (me + os).</p><p>Gabarito</p><p>Itens 1, 2, 3 e 5 certos; item 4 errado.</p><p>Correção Gramatical</p><p>Correção é o ajuste do texto a um determinado padrão</p><p>gramatical. Tradicionalmente as provas sempre visaram a</p><p>medir o conhecimento da norma culta (também chamada de</p><p>erudita ou padrão), por isso, quando simplesmente pedem</p><p>para apontar o que está certo ou errado gramaticalmente,</p><p>estão-se referindo à adequação ou inadequação do texto a</p><p>essa norma culta.</p><p>Questões</p><p>I – Nóis num é loco, nóis só véve ansim pruquê nóis qué.</p><p>II – Não somos loucos, só vivemos assim porque queremos.</p><p>Assinale C ou e, conforme julgue a afirmação certa ou errada.</p><p>a) O texto I está correto em relação ao padrão popular</p><p>regional e errado relativamente ao culto.</p><p>b) O texto II está certo de acordo com o padrão culto e</p><p>errado se a referência for o popular regional.</p><p>Gabarito</p><p>Ambas as afirmações estão corretas.</p><p>Coesão</p><p>Coesão é a inter-relação bem construída entre as partes</p><p>de um texto. Seu antônimo é a incoesão ou desconexão.</p><p>COeSÃO e CONeCTOReS</p><p>Coesão é a inter-relação bem construída entre as partes</p><p>de um texto e se faz com o uso de conectores ou elementos</p><p>coesivos.</p><p>Coesão gramatical (ou coesão referencial</p><p>endofórica)</p><p>Os componentes de um texto se inter-relacionam, referin-</p><p>do-se uns aos outros, evidenciando o que se chama coesão</p><p>referencial endofórica, ou coesão gramatical. Além do uso das</p><p>preposições e conjunções, eis alguns recursos de coesão refe-</p><p>rencial endofórica e seus elementos coesivos ou conectores:</p><p>Nominalização</p><p>Substantivo que retoma ideia de verbo anteriormente</p><p>expresso.</p><p>Os alunos esforçados foram aprovados e a aprovação</p><p>lhes trouxe euforia.</p><p>Elemento coesivo: “aprovação” retoma “foram apro-</p><p>vados”.</p><p>Pronominalização</p><p>Pronome retomando ou antecipando substantivo.</p><p>Conector: na frase anterior, “lhes” retoma “alunos”.</p><p>Repetição vocabular</p><p>Repetição de palavra.</p><p>A mulher se apoia no homem e o homem na mulher.</p><p>Elemento coesivo: na segunda oração repetem-se os</p><p>substantivos “homem” e “mulher”.</p><p>Sintetização</p><p>Uso de expressão sintetizadora.</p><p>Viagens, passeios, teatros, espetáculos... Tudo nos mos-</p><p>tra o mundo.</p><p>Conector: na segunda oração, a expressão “tudo” sinte-</p><p>tiza “Viagens, passeios, teatros, espetáculos...”.</p><p>Uso de numerais</p><p>São possíveis três situações. A primeira é ela estar sendo</p><p>sincera. A segunda é estar mentindo. A terceira é não saber</p><p>o que fala.</p><p>Elemento coesivo: os ordinais, “primeira”, “segunda” e</p><p>“terceira” retomam o cardinal “três”.</p><p>Uso de advérbios</p><p>Hesitando, entrou no quarto de Raquel. Ali deveria estar</p><p>escondida a resposta.</p><p>Conector: o advérbio “Ali” recupera a expressão “quarto</p><p>de Raquel”.</p><p>elipse</p><p>Omissão de termo facilmente identificável.</p><p>Nós chegamos ao jardim. Estávamos sedentos.</p><p>Elemento coesivo: a desinência verbal “mos” retoma o</p><p>sujeito “nós” expresso na primeira oração.</p><p>Sinonímia</p><p>Palavras ou expressões de sentidos semelhantes.</p><p>O extenso discurso se prolongou por mais de duas horas.</p><p>A peça de oratória cansativa foi responsável pelo desinte-</p><p>resse geral.</p><p>Conector: o sinônimo “peça de oratória” retoma a ex-</p><p>pressão “discurso”.</p><p>Hiperonímia</p><p>Hiperônimo é palavra cujo sentido abrange o de outra(s).</p><p>Roupa constitui hiperônimo em relação a calça, vestido,</p><p>paletó, camisa, pijama, saia...</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>12</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>Ela escolheu a saia, a blusa, o cinto, o sapato e as meias...</p><p>Aquele conjunto estaria, sim, adequado ao ambiente.</p><p>Elemento coesivo: o hiperônimo “conjunto” retoma os</p><p>substantivos anteriores.</p><p>Hiponímia</p><p>Hipônimo é palavra de sentido incluído no sentido de</p><p>outra. Boneca, pião, pipa, bambolê, carrinho, bola de gude...</p><p>são hipônimos de brinquedo.</p><p>Naquela disputa havia cinco times, contudo apenas o</p><p>Flamengo se pronunciou.</p><p>Conector: o hipônimo “Flamengo” cria coesão com a</p><p>palavra “times”.</p><p>Anáfora</p><p>chama-se anafórico ao elemento de coesão que retoma</p><p>algo já dito.</p><p>O lobo e o cordeiro se olharam; aquele, com fome; este,</p><p>com temor.</p><p>Coesivos anafóricos: “aquele” e “este” retomam “lobo”</p><p>e “cordeiro”.</p><p>Catáfora</p><p>Palavra ou expressão que antecipa o que vai ser dito.</p><p>Não se esqueça disto: já estamos comprometidos.</p><p>Conector catafórico: “disto” antecipa a oração “já esta-</p><p>mos comprometidos”.</p><p>Obs.: a coesão é uma qualidade do texto e sua falta cons-</p><p>titui erro. Desconexo ou incoeso é o texto a que falta coesão.</p><p>DOMíNIO DOS MeCANISMOS De COeSÃO</p><p>TeXTUAL</p><p>Os mecanismos de coesão textual exigem conhecimentos</p><p>outros, como uso dos pronomes, regência, concordância,</p><p>colocação...</p><p>Resolva as questões seguintes, onde aparecem 10 co-</p><p>esões bem feitas e 10 imperfeitas, com relação à norma</p><p>padrão oficial.</p><p>Qual dos dois textos está mais bem escrito, levando em con-</p><p>sideração os mecanismos de coesão textual?</p><p>1. a) O cavalo, o ganso e a ovelha andavam lado a lado;</p><p>enquanto este relinchava, aquele grasnava e ela</p><p>balia.</p><p>b) O cavalo, o ganso e a ovelha andavam lado a lado;</p><p>enquanto aquele relinchava, esse grasnava e esta</p><p>balia.</p><p>2. a) Atenção a este aviso: “Piso Escorregadio”.</p><p>b) Atenção a esse aviso: “Piso Escorregadio”.</p><p>3. a) Silêncio e respeito. Essas palavras se viam por toda</p><p>parte.</p><p>b) Silêncio e respeito. Estas palavras se viam por toda</p><p>parte.</p><p>4. a) Encontrei o artigo que você falou.</p><p>b) Encontrei o artigo de que você falou.</p><p>5. a) Foi essa a frase que você falou.</p><p>b) Foi essa a frase de que você falou.</p><p>6. a) Era uma situação que ele fugia.</p><p>b) Era uma situação de que ele fugia.</p><p>7. a) Estamos diante de um texto que falta coesão.</p><p>b) Estamos diante de um texto a que falta coesão.</p><p>8. a) Finalmente chegou ao quarto onde estava escondido</p><p>o dinheiro.</p><p>b) Finalmente chegou ao quarto aonde estava escon-</p><p>dido o dinheiro.</p><p>9. a) Veja o local onde você chegou.</p><p>b) Veja o local aonde você chegou.</p><p>10. a) Convide para a mesa as senhoras cujos os maridos</p><p>estão presentes.</p><p>b) Convide para a mesa as senhoras cujos maridos estão</p><p>presentes.</p><p>Gabarito</p><p>1. b. Uso dos demonstrativos: aquele, para o mais dis-</p><p>tante; esse, para o intermediário; este, para o mais</p><p>próximo.</p><p>2. a. Uso dos demonstrativos: este refere-se ao que se</p><p>vai falar; esse, ao que já foi dito.</p><p>3. a. Uso dos demonstrativos: este refere-se ao que se</p><p>vai falar; esse, ao que já foi dito.</p><p>4. b (falar de um artigo).</p><p>5. a (falar uma frase).</p><p>6. b (fugir de algo).</p><p>7. b (falta coesão a algo).</p><p>8. a (o dinheiro estava escondido no quarto).</p><p>9. b (você chegou a um local).</p><p>10. b (cujo não vem seguido de artigo).</p><p>OUTROS CONCeITOS</p><p>Barbarismo</p><p>Erro no uso de uma palavra.</p><p>1. Erro de pronúncia ou grafia: Ele é adevogado e co-</p><p>nhece o pograma.</p><p>2. Erro de flexão: Eu reavi os leitães. (O certo é reouve</p><p>os leitões)</p><p>3. Troca de sentido: tráfico x tráfego, estrutura x esta-</p><p>tura, ascendente x descendente...</p><p>Cacofonia</p><p>Som desagradável ou ambíguo.</p><p>Meus afetos por ti são (tição). Louca dela (cadela), por</p><p>não perceber que dedico a ti (quati) o meu amor.</p><p>eco ou Colisão</p><p>Rima na prosa.</p><p>Depois da primeira porteira, encontrou a costureira</p><p>descendo a ladeira da goiabeira.</p><p>estrangeirismo</p><p>Uso de palavras ou expressões estrangeiras.</p><p>Internet, slow motion, pick-up, abat-jour, débauche,</p><p>front-light...</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>13</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>Solecismo</p><p>Erro sintático.</p><p>1. De regência: Emprestei de você um calção. Ele obede-</p><p>ceu o pai.</p><p>2. De concordância: Nós vai... A gente pensamos... As</p><p>menina...</p><p>Arcaísmo</p><p>Uso de palavras ou expressões antigas.</p><p>Palavras adrede escolhidas (especialmente). Brincavam</p><p>de trocar piparotes (petelecos).</p><p>Neologismo</p><p>Palavra recém-inventada.</p><p>– O que ele está fazendo?</p><p>– Ah! Deve estar internetando.</p><p>Preciosismo</p><p>Preocupação exagerada com a construção do texto.</p><p>FIGURAS De LINGUAGeM</p><p>Podem-se subdividir em Figuras de Pensamento, Figuras</p><p>de Sintaxe, Figuras de Sonoridade, e ainda Tropos (Uso de</p><p>Sentido Figurado ou Conotação).</p><p>Figuras de Pensamento</p><p>São as figuras que atuam no campo do significado.</p><p>Antítese</p><p>Aproximação de ideias opostas – O belo e o feio podem</p><p>ser agressivos ou não.</p><p>Paradoxo</p><p>Aparente contradição – Esta sua tia é uma beleza de</p><p>feiura.</p><p>Ironia</p><p>Afirmação do contrário – O animal estava limpo, com</p><p>os cascos reluzentes, firme, saudável... Muito maltratado!</p><p>eufemismo</p><p>Suavização do desagradável – Passou desta para a me-</p><p>lhor (= morreu).</p><p>Hipérbole</p><p>Exagero – Já repeti cem mil vezes.</p><p>Perífrase</p><p>Substituição de uma expressão mais curta por uma mais</p><p>longa e pode ser estilisticamente negativa ou positiva, de-</p><p>pendendo do contexto.</p><p>Texto: Apoio sinceramente sua decisão.</p><p>Perífrase: Antes de mais nada, é importante que você</p><p>me permita neste momento comunicar-lhe meus sinceros</p><p>sentimentos de apoio ao resultado de suas meditações.</p><p>Também constitui perífrase o uso de duas ou mais pala-</p><p>vras em vez de uma:</p><p>titular da presidência (= presidente); a região das mil e</p><p>uma noites (= Arábia)</p><p>Figuras de Sintaxe</p><p>São as figuras relacionadas à construção da frase.</p><p>elipse</p><p>Omissão de termo facilmente identificável – (eu) cheguei,</p><p>(nós) chegamos.</p><p>Zeugma</p><p>Elipse de termo já dito.</p><p>– Comprei dois presentes; ela, três.</p><p>– José chegou cedo; Maria, não.</p><p>Hipérbato</p><p>Inversão da frase – Para o pátio correram todos.</p><p>Pleonasmo vicioso</p><p>Repetição desnecessária de ideia – Chutou com o pé,</p><p>roeu com os dentes, saiu para fora, lustro de cinco anos...</p><p>Pleonasmo estilístico</p><p>A mim, não me falaste. Aos pais, lhes respondi que...</p><p>Assíndeto</p><p>Ausência de conjunção coordenativa – Chegou, olhou,</p><p>sorriu, sentou.</p><p>Polissíndeto</p><p>Repetição de conjunção coordenativa – Chegou, e olhou,</p><p>e sorriu, e sentou.</p><p>Gradação</p><p>Sequência de dados em crescendo – Balbuciou, sussur-</p><p>rou, falou, gritou...</p><p>Paralelismo Sintático</p><p>Obediência a um mesmo padrão.</p><p>Sem paralelismo: Quero de você admiração, honestidade</p><p>e que me obedeça.</p><p>Ela é alta, inteligente e tem beleza.</p><p>Com paralelismo: Quero de você admiração, honestidade</p><p>e obediência. (todos, substantivos)</p><p>Ela é alta, inteligente e bela. (todos, adjetivos)</p><p>Silepse</p><p>Concordância com a ideia, não com a palavra.</p><p>Silepse de Gênero: Vossa Senhoria está cansado?</p><p>Silepse de Número: E o casal de garças pousaram tran-</p><p>quilamente.</p><p>Silepse de Pessoa: Todos deveis estar atentos.</p><p>Figuras de Sonoridade</p><p>São as figuras relacionadas ao trabalho com os sons das</p><p>palavras.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação</p><p>ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>14</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>Aliteração</p><p>Repetição de sons consonantais próximos – “Gil engendra</p><p>em Gil rouxinol” (Caetano Veloso).</p><p>Assonância</p><p>Repetição de sons vocálicos próximos – Cunhã poranga</p><p>na manhã louçã.</p><p>Onomatopeia</p><p>Tentativa de imitação do som – coxixo, tique-taque, zum-</p><p>-zum, miau...</p><p>Paronomásia ou trocadilho</p><p>Contudo... ele está com tudo.</p><p>Tropos (Uso do Sentido Figurado ou</p><p>Conotação)</p><p>Comparação ou Analogia</p><p>Relação de semelhança explícita sintaticamente.</p><p>Ele voltou da praia parecendo um peru assado.</p><p>Teresa está para você, assim como Júlia, para mim.</p><p>Corria qual uma lebre assustada.</p><p>Sua voz é igual ao som de panela rachada.</p><p>Metáfora</p><p>Relação de semelhança subentendida, sem conjunção</p><p>ou palavra comparativa.</p><p>Voltou da praia um peru assado.</p><p>A sua Tereza é a minha Júlia.</p><p>Correndo, ele era uma lebre assustada.</p><p>Sua voz era uma panela rachada.</p><p>Metonímia</p><p>Relação de extensão de significado, não de semelhança.</p><p>Continente x conteúdo</p><p>Só bebi um copo. (Bebeu o conteúdo e não o copo)</p><p>Origem x produto</p><p>Comeu um bauru. (Bauru é a origem do sanduíche)</p><p>Causa x efeito</p><p>Cigarro incomoda os vizinhos. (A fumaça é que incomoda)</p><p>Autor x obra</p><p>Vamos curtir um Gilberto Gil? (Curtir a música)</p><p>Abstrato x concreto</p><p>Estou com a cabeça em Veneza. (O pensamento em Veneza)</p><p>Símbolo x simbolizado</p><p>A balança impôs-se à espada. (Justiça... Forças Armadas)</p><p>Instrumento x artista</p><p>O cavaquinho foi a grande atração. (O artista)</p><p>Parte x todo</p><p>Havia mais de cem cabeças no pasto. (Cem reses)</p><p>Catacrese</p><p>Metáfora estratificada, que já faz parte do uso comum.</p><p>Asa da xícara, asa do avião, barriga da perna, bico de</p><p>bule, pé de limão...</p><p>Prosopopeia ou Personificação</p><p>O céu sorria aberto e cintilante... As folhas das palmeiras</p><p>sussurravam aos nossos ouvidos.</p><p>PONTO De VISTA DO AUTOR</p><p>Todo e qualquer autor, ao produzir um texto, falado,</p><p>cantado ou escrito, seja para descrever uma cena, narrar</p><p>um fato, ou desenvolver um raciocínio, coloca nesse texto,</p><p>mesmo que não o perceba, sua visão de mundo, sua posição</p><p>política, religiosa, artística, econômica, social etc., além de</p><p>sua preferência por este ou aquele assunto, este ou aquele</p><p>personagem. A linguística textual levanta com base nos vo-</p><p>cábulos escolhidos e na organização dos enunciados, o que</p><p>se denomina Ponto de Vista do Autor.</p><p>INTeNCIONALIDADe</p><p>Paralelamente ao ponto de vista, o autor também mani-</p><p>festa uma intencionalidade, ou tendência psicológica, a favor</p><p>ou contra determinada realidade, personalidade ou atitude,</p><p>o que se pode deduzir, também, das palavras utilizadas e/ou</p><p>da organização das frases. Nos cartazes das ruas e da im-</p><p>prensa, duas frases usando as palavras “impeachment” e</p><p>“golpe” se opuseram insistentemente: 1) Impeachment sem</p><p>crime é golpe e 2) Impeachment não é golpe. Por trás de</p><p>cada uma está a intencionalidade do emissor. A intenção da</p><p>frase 1 é impedir o impeachment, enquanto a frase 2 tem</p><p>como propósito a sua aprovação.</p><p>Leia com atenção o depoimento de duas testemunhas</p><p>sobre o fato que presenciaram.</p><p>Testemunha A: o irmão Antônio, com frieza, gestos con-</p><p>trolados, voz macia e baixa, olhar de Madalena arrependida,</p><p>consciente da importância de sua postura no convencimento</p><p>dos irmãos, desfiava um rosário de mentiras que convencia os</p><p>presentes. Em dado momento, deixou escapar, numa fração</p><p>de segundo, um esboço de sorriso vitorioso que fez o irmão</p><p>Lauro levantar-se e se aproximar dele. De repente estavam os</p><p>dois no chão, irmão Antônio por cima, irmão Lauro por baixo</p><p>e com dificuldade foram separados pelos outros.</p><p>Testemunha B: Seu Antônio estava falando, Seu Lauro</p><p>voou pra cima dele com um soco armado que passou no</p><p>vazio. Seu Antônio, mais forte e mais pesado, atracou-se ao</p><p>agressor, derrubou-o no chão e o dominou completamente,</p><p>segurando-lhe ambos os punhos, numa montada completa,</p><p>sem desferir um golpe sequer, mas incapaz de impedir que o</p><p>subjugado lhe mandasse, de baixo para cima, uma cusparada</p><p>no rosto. Eu e um colega caímos sobre eles, seguramos os</p><p>dois e os separamos.</p><p>exercícios</p><p>Veja agora como os pontos de vista das duas testemunhas são</p><p>diferentes, respondendo C ou E para as afirmações seguintes</p><p>e conferindo suas respostas com as do gabarito.</p><p>1 ( ) O fato motivador de ambas as narrativas foi o mes-</p><p>mo: uma briga entre dois indivíduos.</p><p>2 ( ) Ambas as narrativas indicam que as duas testemu-</p><p>nhas demonstram bom nível de escolaridade pelo</p><p>domínio do padrão linguístico apresentado.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>15</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>3 ( ) No trecho “o irmão Antônio, com frieza, gestos con-</p><p>trolados, voz macia e baixa, olhar de Madalena arre-</p><p>pendida, consciente da importância de sua postura</p><p>no convencimento dos irmãos, desfiava um rosário</p><p>de mentiras”, a testemunha A descreve psicologica-</p><p>mente Antônio como frio, calculista e mentiroso.</p><p>4 ( ) as expressões “o irmão”, “Madalena arrependida”,</p><p>“dos irmãos”, ”rosário”, “o irmão”, “outros irmãos”</p><p>e a própria repetitividade, refletem repertório reli-</p><p>gioso e caracterizam o autor do texto como conviva</p><p>do mesmo grupo dos demais personagens.</p><p>5 ( ) No segundo período a testemunha A indica que</p><p>Antônio agrediu moralmente com “um esboço de</p><p>sorriso vitorioso” a Lauro, tendo provocado a briga.</p><p>6 ( ) A testemunha A se mostrou imparcial.</p><p>7 ( ) Com a descrição psicológica (item 3) e a agressão</p><p>moral (item 5), pode-se perceber, na testemunha A, a</p><p>tendência para construir a culpabilidade de Antônio.</p><p>8 ( ) A testemunha A narra em 3ª pessoa, como obser-</p><p>vadora dos acontecimentos.</p><p>9 ( ) O tratamento “Seu” usado em “Seu Antônio” e “Seu</p><p>Lauro” indica pouca intimidade e distanciamento</p><p>respeitoso da testemunha B.</p><p>10. ( ) A linguagem da testemunha B não indica ponto de</p><p>vista religioso, mas de quem entende ou convive</p><p>com ambiente de luta (“voou pra cima dele com</p><p>um soco armado que passou no vazio”, “mais forte</p><p>e mais pesado, atracou-se ao agressor, derrubou”,</p><p>“dominou completamente”, “montada completa”,</p><p>“desferir golpe” , “subjugado” ).</p><p>11. ( ) Segundo a testemunha B, “Seu Lauro” agrediu duas</p><p>vezes “Seu Antônio”: uma fisicamente (“voou pra</p><p>cima dele com um soco armado”) e outra física e</p><p>moralmente (“uma cusparada no rosto”).</p><p>12. ( ) A testemunha B mostrou-se imparcial.</p><p>13. ( ) Pode-se perceber na testemunha B a intencionali-</p><p>dade de culpar “seu Lauro”.</p><p>14. ( ) A testemunha B, como narrador de 1ª pessoa (eu</p><p>e um colega caímos sobre eles, seguramos os dois</p><p>e os separamos), coloca-se na cena como um dos</p><p>personagens, ou seja, como narrador participante.</p><p>Gabarito</p><p>1. V</p><p>2. V</p><p>3. V</p><p>4. V</p><p>5. V</p><p>6. F</p><p>7. V</p><p>8. V</p><p>9. V</p><p>10. V</p><p>11. V</p><p>12. F</p><p>13. V</p><p>14. V</p><p>Conclusão:</p><p>Pela leitura dos dois textos, percebem-se pontos de vis-</p><p>ta diferentes dos dois autores, no caso os dois narradores.</p><p>Ponto de vista do narrador A: usa a 3ª pessoa, fala</p><p>como observador, visão de fora; demonstra bom domínio</p><p>linguístico; posta-se como integrante de uma irmandade;</p><p>considera agressor e provocador o “irmão Antônio””.</p><p>Ponto de vista do narrador B: usa a 1ª pessoa, fala</p><p>como um dos personagens; demonstra bom domínio lin-</p><p>guístico; posta-se como entendedor de luta; mostra distan-</p><p>ciamento e pouca intimidade com os envolvidos na briga;</p><p>considera agressor e provocador o “Seu Lauro”.</p><p>Márcio Wesley</p><p>CLASSeS De PALAVRAS</p><p>Substantivo</p><p>É a palavra que se emprega para nomear seres, coisas,</p><p>ideias, qualidades, ações, estados, sentimentos.</p><p>Classificação dos Substantivos</p><p>• Comuns (nomes comuns a todos os seres da mesma</p><p>espécie): casa, felicidade, mesa, chão, criança, bondade.</p><p>• Concretos (seres com existência própria, real ou ima-</p><p>ginária): fada, saci, mesa, cadeira, caneta.</p><p>• Abstratos (nomeiam ações, qualidades ou estados, to-</p><p>mados</p><p>como seres. Indicam coisas que não existem por</p><p>si, que são o resultado de uma abstração): felicidade,</p><p>pobreza, honra, caridade.</p><p>• Próprios (designam um ser específico, determinado):</p><p>Tânia, Pagu, Recife, Brasil, Coca-Cola.</p><p>• Simples (um só radical): janela, livro, trem, porta.</p><p>• Composto (mais de um radical): arco-íris, sempre-viva,</p><p>arranha-céu.</p><p>• Primitivo (forma outros substantivos): rosa, pedra, mar.</p><p>• Derivado (formado a partir de um primitivo): roseiral,</p><p>rosácea, pedreiro, pedregulho.</p><p>• Coletivos (nomeiam uma coleção de seres ou coisas</p><p>da mesma espécie): acervo (bens, obras artísticas), al-</p><p>cateia (lobos), atilho (espigas), arsenal (armas), atlas</p><p>(mapas), baixela (utensílios de mesa), banca (exami-</p><p>nadores), bandeira (exploradores), boana (peixes miú-</p><p>dos), cabilda (selvagens), cáfila (camelos), código (leis),</p><p>corja (bandidos), cortiço (abelhas, casas velhas), correi-</p><p>ção (formigas), dactilioteca (anéis), enxoval (roupas),</p><p>falange (soldados, anjos), farândola (maltrapilhos),</p><p>fressura (vísceras), girândola (fogos), hemeroteca (jor-</p><p>nais, revistas), matilha (cães), mó (gente), pinacoteca</p><p>(quadros), tertúlia (amigos), súcia (gente ordinária).</p><p>Gênero dos Substantivos</p><p>Uniformes (uma só forma para o masculino e para o</p><p>feminino):</p><p>• Comum de dois gêneros (masculino e feminino dis-</p><p>tinguem-se com artigo, pronome ou outra): dentista,</p><p>jovem, imigrante, fã, motorista, jornalista, rival.</p><p>• Sobrecomum (um só gênero, sem flexão nem do ar-</p><p>tigo): a criança, o cônjuge, o sósia, a vítima, o ídolo,</p><p>a mascote.</p><p>• epiceno (designa certos animais, diferindo-se pelo</p><p>acréscimo de macho e fêmea): o jacaré, a cobra,</p><p>a onça, a borboleta, mosca, tatu, barata, anta.</p><p>Biformes (uma forma para masculino e outra para o fe-</p><p>minino):</p><p>• Feminino com o mesmo radical (flexão por desinên-</p><p>cia): menino / menina, aluno / aluna, prefeito / prefeita,</p><p>pintor / pintora.</p><p>• Heterônimos (feminino com radical diferente da for-</p><p>ma masculina): bode / cabra, cão / cadela, carneiro /</p><p>ovelha, cavaleiro / amazona, cavalheiro / amazona,</p><p>compadre / comadre, genro / nora, homem / mulher,</p><p>patriarca / matriarca.</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF: 053.049.833-27.</p><p>A sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição é vedada, sujeitando-se aos infratores à responsabilidade civil e criminal.</p><p>16</p><p>L</p><p>íN</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>PO</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>eS</p><p>A</p><p>Substantivos que podem Suscitar Dúvidas</p><p>• Só masculinos: o alvará, o anátema, o aneurisma, o</p><p>apêndice, o axioma, o champanha, o diadema, o dó</p><p>(pena; nota musical), o lança-perfume, o matiz, o pro-</p><p>clama.</p><p>• Só femininos: a agravante, a aguardente, a alface,</p><p>a apendicite, a bacanal, a cal, a cataplasma, a cólera,</p><p>a comichão, a elipse, a gênese, a ioga, a libido, a nuança,</p><p>a sentinela.</p><p>• Masculinos ou femininos: ágape, aluvião, amálgama,</p><p>diabete (ou diabetes), ilhós, laringe, sabiá, suéter,</p><p>usucapião.</p><p>Gênero e Semântica</p><p>Cabeça Masculino: o chefe, o dirigente, o líder.</p><p>Feminino: parte do corpo; pessoa muito in-</p><p>teligente; extremidade mais dilatada de um</p><p>objeto; pessoa ou animal numericamente.</p><p>Caixa Masculino: livro contábil.</p><p>Feminino: recipiente; seção de pagamentos;</p><p>estabelecimento financeiro.</p><p>Capital Masculino: riqueza, conjunto de bens.</p><p>Feminino: cidade onde se localiza a sede do</p><p>Poder Executivo.</p><p>Moral Masculino: ânimo, brio.</p><p>Feminino: conjunto de regras de comporta-</p><p>mento; parte da filosofia que estuda essas</p><p>regras; conclusão que se tira de uma história.</p><p>Grama Masculino: unidade de massa.</p><p>Feminino: erva, relva, planta rasteira.</p><p>Número dos Substantivos</p><p>Alguns substantivos usados só no plural: as núpcias, as</p><p>fezes, os óculos, as cócegas, os víveres.</p><p>Outros são uniformes, ou seja, uma única forma tanto</p><p>para o plural como singular: tênis, vírus, lápis, ônibus, pires.</p><p>Nesses casos, o número será indicado por artigo, pronome</p><p>ou outra palavra que especifique o substantivo: o ônibus, os</p><p>ônibus, um pires, dois pires, meu lápis, meus lápis.</p><p>1) Formação do plural dos substantivos simples</p><p>a) Substantivos terminados em vogal ou ditongo.</p><p>Acrescenta-se a desinência s: caneta(s), livro(s), rei(s), pai(s),</p><p>herói(s), mãe(s).</p><p>b) Substantivos terminados em ão. Plural em ôes, ães ou</p><p>ãos: balão – balões; alemão – alemães; cidadão – cidadãos.</p><p>Admitem mais de uma forma para o plural: ancião – anciões,</p><p>anciães, anciãos; corrimão – corrimões, corrimãos; guardião</p><p>– guardiões, guardiães; vilão – vilões, vilãos.</p><p>c) Substantivos terminados em r ou z. Acrescenta-se es</p><p>ao singular (no caso, o e é vogal temática; o s é desinência):</p><p>pintor – pintores, cruz – cruzes, hambúrguer – hambúrgueres,</p><p>júnior – juniores, sênior – seniores.</p><p>d) Substantivos terminados em s. Podemos distinguir</p><p>dois casos: se o substantivo é proparoxítono ou paroxítono,</p><p>ele invariável (ônibus, pires, lápis); se é oxítono, acrescenta-</p><p>-se es (país – países, japonês – japoneses).</p><p>e) Substantivos terminados em n. Podem formar o plural</p><p>em es ou s, sendo a última forma a mais usada (hífen – hífens</p><p>ou hífenes; pólen – pólens ou pólenes; abdômen – abdomens</p><p>ou abdômenes).</p><p>f) Substantivos terminados em al, el, ol, ul. Perdem o l</p><p>final, que é substituído por is: varal – varais, papel – papéis,</p><p>farol – faróis, paul – pauis. Exceções: cônsul – cônsules, mal</p><p>– males, real – réis (a moeda).</p><p>g) Substantivos terminados em il:</p><p>• quando oxítonos, trocam o l por s: fuzil – fuzis, barril</p><p>– barris.</p><p>• quando paroxítonos, trocam o l por eis: projétil – pro-</p><p>jéteis, réptil – répteis, fóssil – fósseis.</p><p>h) Todos os substantivos terminados em x são unifor-</p><p>mes: o tórax – os tórax, o látex – os látex, a fênix – as fênix.</p><p>2) Formação do plural dos substantivos compostos</p><p>a) Elementos grafados sem hífen, o plural segue as re-</p><p>gras utilizadas para os substantivos simples: passatempo –</p><p>passatempos, pontapé – pontapés, televisão – televisões,</p><p>planalto – planaltos.</p><p>b) Radicais unidos por hífen:</p><p>• Ambos se flexionam:</p><p>substantivo + substantivo: couve-flor – couves-flores.</p><p>substantivo + adjetivo: guarda-florestal – guardas-</p><p>-florestais, obra-prima – obras-primas.</p><p>adjetivo + substantivo: puro-sangue – puros-sangues.</p><p>numeral + substantivo: terça-feira – terças-feiras.</p><p>• Somente o primeiro varia</p><p>Substantivo + preposição + substantivo: pé de mole-</p><p>que – pés de moleque; mula sem cabeça – mulas sem</p><p>cabeça; água-de-colônia – águas-de-colônia.</p><p>• Somente o segundo varia:</p><p>verbo + substantivo: guarda-sol – guarda-sóis; beija-</p><p>-flor – beija-flores; arranha-céu – arranha-céus.</p><p>advérbio + adjetivo: sempre-viva – sempre-vivas;</p><p>abaixo-assinado – abaixo-assinados; alto-falante –</p><p>alto-falantes.</p><p>prefixo + substantivo: vice-reitor – vice-reitores; pré-</p><p>-candidato – pré-candidatos.</p><p>Reduplicação (palavras repetidas ou quase): ono-</p><p>matopeias (pingue-pongues, tico-ticos, tique-taques,</p><p>bem-te-vis, reco-recos), mas verbos repetidos têm dois</p><p>plurais (pisca-piscas ou piscas-piscas, corre-corres ou</p><p>corres-corres).</p><p>• Varia somente o primeiro ou variam os dois</p><p>Substantivo + substantivo (o segundo especifica tipo,</p><p>finalidade, semelhança ao primeiro, parecendo um ad-</p><p>jetivo): pombo-correio – pombos-correio ou pombos-</p><p>-correios; peixe-espada – peixes-espada ou peixes-es-</p><p>padas; manga-rosa – mangas-rosa ou mangas-rosas.</p><p>• Invariáveis</p><p>Verbo + advérbio: pisa-mansinho – os pisa-mansinho.</p><p>Verbos antônimos: senta-levanta – os senta-levanta.</p><p>Frases substantivas: deus-nos-acuda – os deus-nos-</p><p>-acuda; maria-vai-com-as-outras – os/as maria-vai-</p><p>-com-as-outras; louva-a-deus – os louva-a-deus, estou-</p><p>-fraco – os estou-fraco.</p><p>• Alguns substantivos que admitem dois plurais</p><p>guarda-marinha – guardas-marinhas ou guardas-</p><p>-marinha</p><p>salvo-conduto – salvos-condutos ou salvo-condutos</p><p>xeque-mate – xeques-mates ou xeques-mate</p><p>fruta-pão – frutas-pães ou frutas-pão</p><p>3) Plural com metafonia. Alguns substantivos, no singu-</p><p>lar, têm o o tônico fechado e, quando se pluralizam, trocam</p><p>o o tônico fechado pelo o tônico aberto. Principais casos:</p><p>Este eBook foi adquirido por ANA LIGIA SOLANGE DE SOUSA SILVA - CPF:</p>