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PLANO DE RECOMPOSIÇÃO DAS APRENDIZAGENS 1 SUMÁRIO INTRODUÇÃO .................................................................................................................................................................................... 2 OBJETIVO ............................................................................................................................................................................................. 3 PRINCÍPIOS DO PRA PARA 2024 ......................................................................................................................................... 3 1. Permanência dos estudantes ................................................................................................................................. 3 2. Garantia da Aprendizagem ....................................................................................................................................... 5 ORGANIZAÇÃO DAS ETAPAS DE TRABALHO .............................................................................................................. 7 AÇÕES DE FORTALECIMENTO DAS APRENDIZAGENS E PROJETOS INSTITUCIONAIS .................. 8 ESTRUTURA DE GESTÃO DO PRA ..................................................................................................................................... 12 FORMAÇÃO CONTINUADA .................................................................................................................................................... 13 INDICADORES ................................................................................................................................................................................. 14 MONITORAMENTO, AVALIAÇÃO E CICLO DE GESTÃO DO PRA ................................................................... 15 REFERÊNCIAS ................................................................................................................................................................................. 17 2 INTRODUÇÃO O Plano de Recomposição das Aprendizagens (PRA), criado em 2023, faz parte do Programa Gestão pela Aprendizagem, que visa garantir a política pública do direito constitucional à aprendizagem para todos os estudantes mineiros, contemplando os objetivos de melhorar aprendizagens e fluxo escolar, combater a evasão e reduzir desigualdades sócioeducacionais. Os desafios postos para a rede mineira no cumprimento desses objetivos, em especial, após a pandemia de Covid-19, verificados por meio de escuta atenta dos envolvidos, evidências apuradas no monitoramento próximo dos processos educativos feito pelos gestores e com base nos resultados das avaliações sistêmicas e externas de aprendizagem, demonstraram a urgência de se garantir o apoio às escolas no aprimoramento das práticas escolares, no apoio socioemocional e na gestão curricular. Em 2023, em razão dos efeitos devastadores do distanciamento social, foram priorizados o combate à evasão; a superação das lacunas de aprendizagem e o apoio socioemocional. Para o ano de 2024, após o intenso e emergencial trabalho desenvolvido em 2023 no apoio às unidades escolares e a partir das evidências coletadas no monitoramento feito, pactuou-se com a rede que o PRA irá priorizar a garantia de permanência e garantia de aprendizagem, à luz do Currículo Referência de Minas Gerais (CRMG), potencializando as ações de orientação e monitoramento das estratégias do Reforço Escolar; Agrupamento Temporário Intermitente e do Projeto de Literatura, Leitura, Escrita e Numeramento. https://www.educacao.mg.gov.br/documentos-legislacao/resolucao-see-n-o-4-825-2023/#gallery https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/banco-de-noticias/9-banco-de-noticias/132-curriculo-referencia-de-minas-gerais-o-que-muda-nas-escolas-mineiras-3#:~:text=O%20Curr%C3%ADculo%20Refer%C3%AAncia%20de%20Minas,existentes%20nas%20redes%20p%C3%BAblicas%20mineiras. 3 OBJETIVO Garantir a permanência e a aprendizagem dos estudantes mineiros, por meio de: • Gestão curricular desenvolvida pelos gestores das unidades escolares e SREs, com priorização da permanência e da garantida de aprendizagem dos estudantes, considerando as evidências diagnosticadas de forma personalizada, por meio do SIMAVE, visando a progressão curricular cuidadosamente planejada e executada pelos professores, equipe pedagógica e Conselho de Classe; • Formação de professores e equipes pedagógicas para o uso de metodologias ativas e ações educativas mobilizadoras dos estudantes, seja nos horários de atividades extraclasse, nas plataformas da Escola de Formação, nas comunidades de aprendizagem e outras possibilidades; • Mobilização para o protagonismo juvenil, por meio de clubes de protagonismo, projetos desenvolvidos nos Itinerários Formativos e outras ações criadas pela unidade escolar; • Condições para a alfabetização plena e a capacitação gradual, por meio do Projeto de Literatura, Leitura, Escrita e Numeramento; • Intervenções pedagógicas, como o Reforço Escolar e o Agrupamento Temporário Intermitente; • Ambiente acolhedor para os estudantes, integração da comunidade escolar, por meio do Programa de Convivência Democrática. PRINCÍPIOS DO PRA PARA 2024 1. Permanência dos estudantes A garantia de permanência dos estudantes será desenvolvida a partir de ações pedagógicas que possam incentivá-los ao pleno desenvolvimento de suas capacidades cognitivas, desenvolvimento socioemocional e ampliação do conhecimento com qualidade, por meio de ações de intervenção pedagógica, de acordo com a necessidade de cada estudante e escola, do Programa de Convivência Democrática, da Formação Saúde Mental e do Projeto Socioemocional, a fim de tornar o ambiente e cotidiano escolar acolhedores e significativos. Caracteriza-se como abandono escolar a situação do estudante que deixou de frequentar a escola antes do término do ano letivo, sem formalizar sua transferência e não respondendo às iniciativas da busca ativa. Já a evasão, por sua vez, é registrada quando o estudante abandonou a escola e não efetuou matrícula para o ano seguinte. As duas situações 4 impactam no desempenho escolar e nos indicadores educacionais. Nesse sentido, é essencial o acompanhamento sistemático da frequência escolar dos estudantes para prevenir abandono e evasão escolar. Para assegurar a continuidade dos estudantes no ambiente educacional, é essencial implementar políticas afirmativas. Isso inclui a criação de um ambiente acolhedor, espaços para interação social, adoção de metodologias ativas de ensino e a formação de grupos de estudo. Além disso, para prevenir o abandono e a evasão escolar, as instituições da Rede Estadual devem empreender ações estratégicas de busca ativa, incentivando o retorno dos alunos às salas de aula. Uma vez que o estudante retorne, é crucial desenvolver um plano de acompanhamento personalizado, reforçando sua sensação de inclusão e pertencimento, e capacitando-o a superar desafios acadêmicos. São ações estruturadas na rede a serem observadas pelas unidades escolares: • Ambiente acolhedor: pressupõe um ambiente saudável, preparado para receber seu estudante de forma segura tanto nos aspectos físicos (que envolve a infraestrutura e arquitetura) quanto sociais (que envolvem o bom relacionamento entre estudantes, equipe escolar e comunidade). 👉Saiba mais sobre ações de acolhimento no Documento Orientador da Educação Integral. • Espaços de convivência: incluem a estrutura e organização do mobiliário, bem como sua melhor utilização e funcionalidade para que sejam preparados para colaborar de forma positiva no processo de ensino e aprendizagem, no protagonismo dos estudantes e nas relações sociais. Nessas relações, espera-se que o estudante se sinta respeitado, acolhido, pertencente e protagonista no processo de aprendizagens.• Uso de metodologias ativas: são abordagens educacionais que colocam os estudantes como protagonistas do processo de aprendizagem, incentivando a participação ativa, a investigação, a autonomia e o pensamento crítico. Ela envolve atividades práticas, colaborativas, significativas e contextualizadas. O uso de metodologias ativas possibilita uma experiência mais engajadora e significativa para os alunos, promovendo aprendizagens mais profundas e duradouras. Além disso, estimula habilidades como trabalho em equipe, comunicação, tomada de decisão e resolução de problemas, que são essenciais para o sucesso pessoal e profissional, por exemplo: aprendizagem baseada em problemas, aprendizagem baseada em projetos, sala de aula invertida, gamificação e estudo de caso. • Grupos de estudos: permitem que os estudantes desenvolvam uma postura ativa na ampliação de suas aprendizagens junto de seus pares. Nessa oportunidade é possível aprender, ensinar, trocar ideias, instigar. Assim, a capacidade de cada estudante é https://www.educacao.mg.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/DOCUMENTO-ORIENTADOR-EMTI-2022.pdf https://www.educacao.mg.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/DOCUMENTO-ORIENTADOR-EMTI-2022.pdf 5 explorada ao máximo, proporcionando o pertencimento, a motivação e, como consequência, a aprendizagem significativa. Nessa perspectiva, é fundamental compreender que não se trata apenas de o estudante absorver informações, mas sim de ele entender e aplicar o conhecimento de maneira prática e relevante em sua vida. Deve-se proporcionar espaços e horários adequados para atendimento às demandas. 2. Garantia da Aprendizagem Serão desenvolvidas ações de fortalecimento das aprendizagens, com análise constante das habilidades consolidadas e não consolidadas e da retomada de habilidades não consolidadas essenciais para o pleno desenvolvimento do educando. As análises poderão ocorrer através de instrumentos diversos de avaliação como: questionários, listas de exercícios, seminários, avaliações internas e externas, entre outros. Portanto, é necessário estratégias de ensino diferenciadas, atividades extracurriculares e apoio individualizado. Diferentes tipos de intervenção serão proporcionadas aos estudantes, permitindo novas possibilidades de aprendizagem, respeitando o tempo e o modo de aprender de cada estudante. • Agrupamento Temporário Intermitente: O objetivo é favorecer o desenvolvimento das capacidades e das habilidades cognitivas, em um curto espaço de tempo, com estudantes que tenham apresentado na avaliação diagnóstica, na avaliação intermediária e nas avaliações internas da escola, defasagem de aprendizagem. Esse tipo de intervenção pedagógica faz uso de todos os recursos disponíveis, cria novas oportunidades de aprendizagem para aqueles que apresentam baixo desempenho escolar e organiza turmas de agrupamento temporário para estudantes de níveis equivalentes de dificuldades. • Reforço Escolar: Visa consolidar as habilidades e competências dos estudantes com baixo rendimento em Língua Portuguesa e Matemática, por meio de nova enturmação, em tempo escolar diferenciado, com uso de metodologias personalizadas e professores exclusivos, além de mitigar a distorção de idade e ano de escolaridade, fortalecendo a garantia de permanência do estudante. • Recomposição das Aprendizagem e o portal SIMAVE: O foco é mitigar perdas de aprendizagens e recompor as habilidades não consolidadas para que os estudantes possam seguir sua jornada escolar sem lacunas de aprendizado. Garante-se que o processo de ensino e aprendizagem seja equânime a todos os estudantes, através da elaboração de atividades de ensino que retomem as habilidades que não foram consolidadas, assegurando um avanço escolar de qualidade. 6 Fonte: Estrutura da Recomposição de Aprendizagem PRA-2024. Arquivo interno SEE/MG. A compreensão de qual é a lacuna de aprendizagem, quais as habilidades não desenvolvidas e como mediar essa aprendizagem personalizada do estudante a partir das evidências, e avançando na progressão da aprendizagem são desafios pedagógicos consistentes e exigem gestão curricular a partir de uma ferramenta de trabalho apurada para tratar na dosagem certa a dificuldade apresentada. Nesse sentido, o portal SIMAVE da SEE/MG traz todo o repertório que o professor, a equipe pedagógica das unidades escolares e os gestores em todas as instâncias precisam para a tomada de decisão assertiva para cada caso. Para planejar a recomposição das aprendizagens, é importante apropriar-se de dados e evidências para uso pedagógico na garantia do direito à aprendizagem. Projeto de Literatura, Leitura, Escrita e Numeramento: visa assegurar as condições para a alfabetização plena e a capacitação gradual para leitura e escrita, no nível esperado para o ano de escolaridade, ao longo da educação básica, como requisitos indispensáveis para a garantia dos direitos e dos objetivos de aprendizagem e para o desenvolvimento dos estudantes. O estudante alfabetizado é alguém capaz de codificar e decodificar os códigos linguísticos, indo além da alfabetização, por meio do desenvolvimento de habilidades para o uso social da leitura e da escrita, que corresponde ao letramento (inclusive nos códigos e linguagem inclusiva) e numeramento. Serão priorizadas três premissas: Olhar profundo para a literatura; Atenção plena para a aprendizagem da leitura e da escrita, enquanto ação estratégica de todas as áreas do conhecimento, e Trabalho colaborativo nas diferentes áreas para a promoção da literatura, leitura e escrita e numeramento. A meta que guiará esta ação está prevista no Plano Decenal de Educação “alfabetização das crianças até o final do 2º ano do ensino fundamental, sem estabelecimento de terminalidade para crianças com deficiência e transtornos globais do desenvolvimento”. Inclusive nas suas modalidades e ao longo de toda a educação básica, deve-se garantir que as lacunas de aprendizagem em leitura e escrita detectadas, independentemente do ano de escolaridade e da idade-série, sejam https://dados.educacao.mg.gov.br/relatorios 7 ajustadas à condição leitora e de escrita adequada para o ano de escolaridade corrente, com o trabalho de todos os componentes curriculares. Outro ponto importante é que o compromisso sobre leitura, escrita e numeramento deve perpassar por todas as áreas de conhecimento, visto que, para todas elas, essas são habilidades indispensáveis para a formação de um estudante. A reflexão por área sobre leitura e escrita deve relacionar os tipos de textos e suportes textuais mais praticados em cada componente curricular, evidenciando como um contribui com o outro, como podem ser melhor aproveitados de forma interdisciplinar e por área de conhecimento. ORGANIZAÇÃO DAS ETAPAS DE TRABALHO • CONSOLIDAÇÃO DE ETAPAS - 2º ANO EF/5º ANO EF/9º ANO EF/3º ANO EM: Anos escolares em que os estudantes consolidam e aprofundam os conhecimentos adquiridos nas etapas anteriores. A Resolução SEE Nº 4.948 /24, em seu artigo 43 orienta a finalização do ciclo de alfabetização no 2° ano do Ensino Fundamental e define a finalização do ciclo complementar no 5° ano do Ensino Fundamental. Além disso, os artigos 48 e 53 definem, respectivamente, a finalização dos anos finais do ensino fundamental no 9° ano e do Ensino Médio no 3° ano. • ETAPAS DE INTERESSE - 3º ANO EF/7ºANO EF: Anos escolares em que as singularidades do percurso escolar refletem na aprendizagem acumulada. Há de se considerar, numa escala de progressão, o aumento da complexidade das habilidades do currículo e a queda na curva de aprendizagem e desempenho dos estudantes, de acordo com os resultados das avaliações. Essa situação demanda um olhar diferenciado para as possíveis dificuldades de aprendizagem apresentadas pelos estudantes. Além dos aspectos cognitivos, não se pode deixar de consideraros desafios relacionados à formação da personalidade na transição dos estágios de desenvolvimento das infâncias e das adolescências. • TRANSIÇÃO DE ETAPAS - 1º ANO EF/6ºANO EF/1ºANO EM: Anos escolares que marcam o início de uma nova etapa da trajetória escolar, nas quais os estudantes estão realizando a passagem de um nível de escolaridade para outro. Deve-se considerar o momento anterior para a preparação, seguindo-se o momento de acolhimento e ambientação ao novo. https://www.educacao.mg.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/4948-24-r-Public.-26-01-24.pdf 8 AÇÕES DE FORTALECIMENTO DAS APRENDIZAGENS E PROJETOS INSTITUCIONAIS 9 10 11 12 ESTRUTURA DE GESTÃO DO PRA O PRA é organizado por meio de Núcleos. O Núcleo de Gestão Pedagógica Central (NGPC) e os Núcleos de Gestão Pedagógica Regionais (NPGR) atuarão no monitoramento e no apoio às escolas estaduais, na elaboração de estratégias de ensino para melhoria da aprendizagem por meio do Reforço Escolar, do Agrupamento Temporário Intermitente e do Projeto de Literatura, Leitura, Escrita e Numeramento. Ambos serão compostos por Especialista em Educação Básica (EEB), Professor de Educação Básica (PEB) - Regente de Turma e Regente de Aula, nos componentes curriculares de Língua Portuguesa e Matemática, prioritariamente, e para as áreas de conhecimento de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, que serão selecionados por meio de edital publicado para o Processo Seletivo Interno. O Núcleo de Gestão Pedagógica Central (NGPC) tem por atribuições: • Ministrar formação para docentes e equipe pedagógica sobre as ações de fortalecimento das aprendizagens, considerando a análise dos indicadores escolares para assegurar a garantia de aprendizagem dos estudantes e atingir os índices propostos neste documento orientador. • Acompanhar o desenvolvimento das estratégias pedagógicas e monitorar ações de fortalecimento das aprendizagens por meio de reuniões periódicas com o NGPR. • Acompanhar e apoiar as equipes das SREs no desenvolvimento e implementação das ações de fortalecimento das aprendizagens. • Monitorar ações estratégicas, gerando dados e evidências para assegurar a recomposição de aprendizagens e subsidiar a proposição de atividades pedagógicas mais assertivas e ajustadas à realidade que avancem na garantia do direito à educação pública de qualidade para todos os estudantes da rede estadual. • Difundir metodologias de recomposição das aprendizagens, com uso de recursos tecnológicos, materiais pedagógicos desenvolvidos pela SEE/MG, ações remotas e presenciais, gerando repertório técnico-científico para a rede. Os Núcleos de Gestão Pedagógica Regionais (NGPR) têm por atribuições: • Orientar as escolas estaduais da regional na implementação das ações de fortalecimento das aprendizagens. • Monitorar o desenvolvimento das ações nas escolas, de forma mais sistemática, nas escolas prioritárias. • Elaborar estratégias e atividades de ensino para apoiar as escolas nas intervenções a serem realizadas com os estudantes em defasagem de ensino. 13 • Apoiar as escolas na elaboração de estratégias pedagógicas para um trabalho equânime com foco no fortalecimento das aprendizagens dos estudantes. • Analisar os resultados das avaliações formativas da Superintendência Regional de Ensino e das escolas da sua circunscrição. • Assegurar a articulação curricular entre as atividades integradoras e os componentes curriculares da formação geral básica buscando promover o fortalecimento das aprendizagens. • Analisar e elaborar relatórios sistematizando os dados e informações decorrentes do monitoramento e do acompanhamento das escolas. • Ter conhecimento das orientações gerais apresentadas pelo NGPC adaptando-as às especificidades de cada escola. • Orientar a equipe pedagógica da escola na criação de ferramentas para desenvolvimento de competências e habilidades a serem consolidadas de acordo com o CRMG. O fluxo de ações dos Núcleos inicia-se com o NGPC, que, após alinhamento interno e análise dos dados das avaliações da rede, orientará os NGPR quanto aos resultados das escolas da regional, para definição e elaboração de diretrizes necessárias a serem discutidas e enviadas a cada escola. Delimitadas as prioridades, o NGPR organiza os dados, os relatórios e o cronograma de acompanhamento e informa à gestão escolar sobre a data e o horário para tal ação, além de apresentar e ajustar as possíveis estratégias que devem ser desenvolvidas na escola para as ações de fortalecimento das aprendizagens. FORMAÇÃO CONTINUADA Antes do início da execução das ações, os profissionais do NGPC e dos NGPRs receberão formação que será planejada e executada pela Superintendência de Políticas Pedagógicas em parceria com a Escola de Formação (EFE). A formação básica compreende o estudo sobre: Habilidades prioritárias da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e do CRMG; Objetivos de conhecimento essenciais e flexibilização curricular; Diagnóstico com os dados e as evidências em relação ao desempenho dos estudantes; Compreensão sobre a aceleração da aprendizagem; Estratégias de apoio educacional aos professores; Políticas públicas intersetoriais; Planejamento e reorganização de atividades pedagógicas, considerando continuidades e rupturas, os novos e anteriores saberes construídos, visando um olhar criterioso para o currículo e o PPP da escola; Uso de Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC) adequadas ao pedagógico escolar e metodologias de acompanhamento da recomposição. Além da formação básica, será disponibilizada a Trilha Formativa PRA - ANO 2, contendo os seguintes cursos: Introdução ao PRA - Ano 2; Reconexões: as Escolas e as Pessoas; 14 Reforço Escolar: Aprendizagem da Leitura e Escrita; Introdução a formação pedagógica: Reforço Escolar; Estratégia de Intervenção Pedagógica: Agrupamento temporário; Avaliação Escolar em benefício da aprendizagem e Indicadores, metas e monitoramento. INDICADORES Serão adotados três indicadores no desenvolvimento das ações do PRA: O primeiro indicador são os resultados das avaliações formativas (diagnóstica e intermediária) que terá por meta percentuais pactuados no plano de ação de cada unidade escolar de acordo com sua realidade, visando o avanço contínuo da aprendizagem. As escolas poderão analisar, por meio das escalas de aprendizagem, o resultado da turma e do estudante com definição específica de quais habilidades não estão consolidadas. O segundo indicador é o Aproveitamento escolar bimestral, que tem por meta mínimo de 60% de aproveitamento. E o terceiro indicador é o acompanhamento das taxas de frequência escolar, que tem por meta 80% de frequência (base para avaliações do SAEB). As metas precisam dialogar com as metas do IDEB Minas. O monitoramento dos três indicadores será feito por meio do do Sistema Mineiro de Administração Escolar (SIMADE), do Diário Eletrônico Digital (DED+), do Sistema Mineiro de Avaliação e Equidade da Educação Pública (SIMAVE) e do Painel de Gestão dos dados das escolas. Além das ferramentas serão adotados relatórios, pesquisas de percepção qualitativas e por intermédio de grupos focais, visando dados e evidências para a potencialização das ações a serem priorizadas no PRA, que se somarão aos dados quantitativos apurados nas avaliações Fonte: Infográfico de indicadores do PRA. Arquivo PRA/SEE, 2024. https://dados.educacao.mg.gov.br/relatorios 15 de aprendizagem e registrados nos sistemas. Nesse sentido os membros do NGPR que atuarão diretamente com as escolas irão identificar, registrar e analisar os resultados da aprendizagem, as estratégias adotadas de acordo com a realidade local, a fim de reorientar o processode aprendizagem, de maneira a distinguir ações pedagógicas adequadas a situações individuais e/ou coletivas. MONITORAMENTO, AVALIAÇÃO E CICLO DE GESTÃO DO PRA Serão adotados dois formulários para o monitoramento: O "Formulário Diagnóstico" será preenchido três vezes ao ano e conterá dados sobre o panorama geral e a respeito das ações desenvolvidas, permitindo identificar áreas de avanço e outras que necessitam de ajustes. O "Formulário de Acompanhamento" é detalhado e será feito em tempo real, permitindo a intervenção em tempo hábil para ajustes na garantia do direito à aprendizagem. Todo o processo de atuação do PRA será avaliado a partir dos indicadores e metas cumpridos, retroalimentando as ações no cumprimento do objetivo do PRA 2024. 16 PLANEJAMENTO DO CICLO DAS AÇÕES DO PRA 2024: Fonte: Ciclo PRA 2024. Arquivo interno SEE/MG. 17 REFERÊNCIAS BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB. 9394/1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. BRASIL. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em 03 nov. 2022. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=79601-anexo- texto-bncc-reexportado-pdf-2&category_slug=dezembro-2017-pdf&Itemid=30192. Acesso em 05 abr. 2024. BRASIL, Setor de Educação da Representação da UNESCO no. Educação: UM TESOURO A DESCOBRIR. Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI. Trad. Guilherme João de Freitas Teixeira. Brasília: 2010, p. 31. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000109590_por. Acesso em 04 abr. 2024. GUEDES, P. C.; SOUZA, J. M. de. Leitura e escrita são tarefas da escola e não só do professor de português. In: NEVES, I. C. B. (Org.). Ler e escrever: compromisso de todas as áreas. Porto Alegre: U. F. R. G. S., 8ª ed. 2007. p. 17-22. Minas Gerais. Resolução SEE Nº 4.777/2022, de 13 de setembro de 2022. Dispõe sobre as matrizes curriculares destinadas às turmas do 1º e 2º ano do Ensino Médio e às turmas do 1º, 2º e 3º período do Ensino Médio da Modalidade da Educação de Jovens e Adultos com início em 2023 na Rede Estadual de Ensino de Minas Gerais. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1AJ1yLCQ_C7ZaV8cKQiM9dupYN7BZz0td/view?usp=share_link Acesso em 28 out. 2022. ____________. Resolução SEE Nº 4.948/2024, de 25 de janeiro de 2024. Dispõe sobre a organização e o funcionamento do ensino nas Escolas Estaduais de Educação Básica de Minas Gerais e dá outras providências. ____________. Resolução SEE Nº4.825/2023, de 08 de março de 2023. Dispõe sobre o Plano de Recomposição das Aprendizagens (PRA) no apoio às escolas estaduais na elaboração de estratégias de ensino para melhoria da aprendizagem dos estudantes e dos resultados nos indicadores educacionais, e dá outras providências. ____________. Guia de Ações para Fortalecimento das Aprendizagens 2024. O documento norteia políticas, programas, projetos ações, avaliação da aprendizagem dos estudantes e a formação continuada dos docentes. Disponível em: https://sresetelagoas.educacao.mg.gov.br/90- noticias/noticias-dire/divep/492-see-mg-lanca-o-guia-para-fortalecimento-das-aprendizagens- em-2024. Acesso em 05 abr. 2024. ____________. Documento Orientador - PRA 2023. Disponível em: https://www.educacao.mg.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/2023-Documento-Orientador- PRA.pdf. Acesso em 05 abr. 2024. http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=79601-anexo-texto-bncc-reexportado-pdf-2&category_slug=dezembro-2017-pdf&Itemid=30192 http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=79601-anexo-texto-bncc-reexportado-pdf-2&category_slug=dezembro-2017-pdf&Itemid=30192 https://sresetelagoas.educacao.mg.gov.br/90-noticias/noticias-dire/divep/492-see-mg-lanca-o-guia-para-fortalecimento-das-aprendizagens-em-2024 https://sresetelagoas.educacao.mg.gov.br/90-noticias/noticias-dire/divep/492-see-mg-lanca-o-guia-para-fortalecimento-das-aprendizagens-em-2024 https://sresetelagoas.educacao.mg.gov.br/90-noticias/noticias-dire/divep/492-see-mg-lanca-o-guia-para-fortalecimento-das-aprendizagens-em-2024 https://www.educacao.mg.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/2023-Documento-Orientador-PRA.pdf https://www.educacao.mg.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/2023-Documento-Orientador-PRA.pdf