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O que diz a Súmula 182 do STJ? SÚMULA 182/STJ. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. I. Incumbe ao agravante infirmar, especificamente, os fundamentos da decisão que inadmitiu o Recurso Especial, demonstrando o seu desacerto, de modo a justificar o processamento do apelo nobre, sob pena de não ser conhecido o Agravo em Recurso Especial (art. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. ARBITRAMENTO DE ALUGUEL DE BEM COMUM. GRATUIDADE DE JUSTIÇA. PARÂMETROS ADOTADOS PELA DEFENSORIA PÚBLICA DO DF. RENDA LIQUIDA DE CINCO SALÁRIOS MÍNIMOS. GASTOS COMPROVADOS PARA SUBSISTÊNCIA PRÓPRIA E DA FAMÍLIA. DEFERIMENTO. 1. A presunção de veracidade da declaração de hipossuficiência, constante do parágrafo 3º do Art. 99 do CPC, é relativa, e pode ser impugnada pela parte adversa, nos termos do Art. 100 do CPC, ou ainda pelo próprio magistrado, pela análise dos elementos e provas constantes nos autos, inteligência do Art. 99, § 2º, do CPC. 2. A lei não estabeleceu parâmetros objetivos para análise da concessão do benefício pretendido, apenas requisito geral de que o requerente deve comprovar a insuficiência de recursos. Infere-se, assim que a análise será feita caso a caso, a partir da alegação e efetiva comprovação de peculiar situação de impossibilidade de pagamento das despesas. 3. Diante desse panorama, no intuito de preservar a isonomia e face às inúmeras ocorrências de pedidos abusivos, entendo por suficiente os critérios adotados pela Defensoria Pública do Distrito Federal, previstos na RESOLUÇÃO N.º 140/2015: ?I ? aufira renda familiar mensal não superior a 05 (cinco) salários mínimos; II - não possua recursos financeiros em aplicações ou investimentos em valor superior a 20 (vinte) salários mínimos; III - não seja proprietário, titular de direito à aquisição, usufrutuário ou possuidor a qualquer título de mais de 01 (um) imóvel?. 5. No caso em tela, a renda demonstrada mostra-se inferior ao limite de cinco salários mínimos, considerando que os descontos em folha de pagamento e os gastos devidamente comprovados guardam relação com a subsistência própria e familiar. 6. Agravo de instrumento provido. (TJ-DF XXXXX20178070000 DF XXXXX-61.2017.8.07.0000, Relator: ROBERTO FREITAS, Data de Julgamento: Prima facie, embora presentes outros requisitos de admissibilidade, no que toca, porém, ao preparo recursal, a parte ora agravante não é beneficiária da assistência judiciária gratuita, todavia, postula no bojo recursal a dispensa do preparo, ou em caso de indeferimento o prazo de 48 (quarenta e oito) horas para pagamento. Há de se ressaltar que o pedido em espeque deve vir acompanhado de documentos minimamente sólidos a comprovar a alegação de hipossuficiência. Em que pese a alegação supra, cotejando-se os autos originários, vê-se que a agravante é Agente Penitenciária do Instituto de Administração Penitenciária (IAPEN), cujos contracheques acostados às pp. 114/130, demonstram a percepção da remuneração variável entre R$ 10.000,00 e R$ 7.800,00, corroborado pela Declaração de Imposto de Renda (pp.131/135), de modo a afastar de plano, a declaração de hipossuficiência, mormente quando o valor do preparo para o agravo de instrumento é de R$ 371,10 (trezentos e setenta e um reais, e dez centavos). De qualquer forma, a Recorrente é pessoa pobre, trabalha como policial penal , no Iapen, e recebe mensalmente a quantia liquida por volta de R$ 3.800, conforme documento em anexo (doc. f/nº 136). O valor analisado pelo magistrado refere-se ao salário bruto da recorrente, bem como as declarações de imposto de renda anexadas demonstram o valor bruto recebido pela Recorrente em anos anteriores. O Fato é que esses valores não se mantem atualmente pois como foi demonstrado nas folhas 128;129 e 130 os últimos contracheques mostram detalhadamente os descontos aplicados em seu salário. Reforça o fato da Agravante ter mais um filho, pagar o financiamento do seu imóvel residencial, portanto, o que ganha mal consegue manter as despesas básicas de sua família, quanto mais para prover os custos processuais (docs. nº75 e 76). Com efeito, estabelece o § 2º, do artigo 99, do Código de Processo Civil: “O juiz somente poderá indeferir o pedido se houver nos autos elementos que evidenciem a falta dos pressupostos legais para a concessão de gratuidade, devendo, antes de indeferir o pedido, determinar à parte a comprovação do preenchimento dos referidos pressupostos”. image1.png