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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ CENTRO DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA TEXTIL RELATÓRIO EXPERIMENTAL MOMENTO DE INÉRCIA Juliana Kovalski Dias – R.A: 128467 Luiz Carlos Anibal Junior - RA: 132501 Lucas Krachinski – R.A: 127058 Meirielen Duvoizen – R.A: 132429 Profº Maria Apª da Conceição dos Santos GOIOERE 2022 RESUMO Esse experimento do momento de inércia consiste em estudar quanto maior for o momento de inércia de um corpo, mais difícil será girá-lo ou alterar sua rotação, isso contribui mais para o aumento do valor do momento de inércia a porção de massa que está afastada do eixo de giro. Para a realização desse experimento utilizamos dois discos centrados sobre um mesmo eixo, que girava devido a uma força de tração provocada por um fio enrolado em torno do disco menor amarrado por uma massa suspensa na ponta desse fio, foram feitas 8 repetições com a mesma massa, e anotando o tempo de cada repetição, afim de escolher 5 amostra das repetições cujo tempo seriam mais próximas da outra, assim foi possível calcular o tempo médio e utilizar a equação de inércia e encontrar os devidos resultados afim de comprovar a teoria do momento de inércia. Palavras-Chave: Momento de Inércia; Rotação; Eixo. 1 INTRODUÇÃO No experimento que estuda o momento de inércia, nota-se grandezas translacionais que sofrem modificações importantes. Se a força rotacional possui torque () que é o correspondente relacional da força translacional. O momento de inércia é uma grandeza física relacionada à inércia de rotação. O momento de Inércia () de um corpo rígido que gira em torno de um eixo fixo é uma grandeza análoga à massa () no movimento de translação. Matematicamente a equação que expressa esta grandeza é: (1.0) Quando consideramos corpos homogêneos significa que sua densidade de massa é constante, tal que escrevemos a equação (1.0) em termos desta grandeza, ou seja, dm é escrita em função da densidade volumétrica ρ (Lembre-se que , e a espessura do disco, e R o raio do disco) Para os discos do laboratório que são dois discos acoplados centralizados, teremos: (1.1) Para o cálculo o I Experimental temos: (1.2) Utilizamos também a equação da queda livre para encontramos a velocidade: (1.3) Para encontrarmos a velocidade linear utilizamos: (1.4) Por fim para encontrarmos a energia cinética de rotação utilizamos: (1.5) e se referem a massa e raio do disco maior e e a massa e raio do disco menor. Considere a equação (1.1) como a expressão para obter o resultado do momento de inércia “teórico”. A unidade do momento de inércia no SI é e em cgs é . Para obter a expressão do momento de inércia experimental, utiliza-se um sistema onde um corpo translada (massa suspensa) enquanto o outro rotaciona em torno de um único eixo fixo (dois discos homogêneos de diâmetros diferentes acoplados pelo centro em um único eixo). A massa suspensa e os discos estão conectados por meio de um fio (Figura 1.1) Figura 1.1 – Foto do disco na parede Laboratório DFI/UEM, e figura esquemática (não proporcional, somente ilustrativa) apresentando as grandezas: o raio do disco maior, ms a massa suspensa, h a trajetória de percurso da massa suspensa, e em destaque: o raio do disco menor, ω a velocidade angular, torque, tração e a força peso. (Manual de Laboratório – Física Experimental I-Hatsumi Mukai e Paulo R. G. Fernandes, 2018) 2 OBJETIVOS · Estudar o momento de inércia de um disco girando em torno de um eixo perpendicular à face circular. 3 DESENVOLVIMENTO EXPERIMENTAL 3.1. Materiais Utilizados · Conjunto de discos · Corpo de prova · Balança · Fio inextensível (cordonê) · Cronômetro. 3.2 Montagem Experimental Na Figura 3.1 demonstra o esquema de montagem para estudo do momento de inércia de um disco, apresentando as grandezas: r, o raio do disco maior, m, a massa suspensa, h, a trajetória de percurso da massa suspensa. Figura 3.1 – Desenho esquemático ilustrando a montagem experimental a ser utilizada para a coleta de dados referente ao experimento Momento de Inércia (Figura elaborada e cedida pelo Prof. Arlindo Antonio Savi – Professor aposentado do DFI/UEM).(2018) 3.3 Descrição do Experimento 1. Escolha um dos corpos de prova fornecidos e verifique a respectiva massa com o auxílio da balança; 2. Amarre o fio inextensível no corpo de prova e corte a quantidade suficiente para que o corpo atinja o chão (ver figura 3.1); 3. Fixe a outra extremidade do fio no disco menor e enrole-o até que o corpo de prova esteja na posição inicial; 4. Meça a altura de queda; 5. Solte o corpo de prova e, simultaneamente, dispare o cronômetro, verificando o tempo de descida; 6. Repita o procedimento 5 até obter 5 tomadas de tempo com flutuação máxima de 10% do valor médio; 7. Anote as informações contidas nos discos: diâmetro e massa de cada conjunto (encontram-se fixos na parede); 8. Desmonte o sistema e guarde o corpo de prova. 4 RESULTADOS E DISCUSSÕES 4.1 Dados obtidos experimentalmente A Tabela 4.1 apresenta os dados medidos no sistema discos-massa suspensa, sendo: ms a massa do corpo suspenso, M e D massa e diâmetro do disco maior, e m e d massa e diâmetro do disco menor, respectivamente, e h a altura de percurso do corpo suspenso. M(g) r h(cm) 3066,64 5,55 0,11825 1,37 m(g) r (g) 83,36 23,65 0,02775 76,22 Tabela 4.1 - Dados experimentais das massas, altura e diâmetros, com seus desvios. Na Tabela 4.2 apresenta-se os dados dos tempos aferidos para que o corpo suspenso percorra a altura h fixa. t1 (s) t2 (s) t3 (s) t4 (s) t5 (s) Tm (s) 9,91 9,81 9,50 9,95 9,93 9,9 Tabela 4.2 Dados experimentais dos tempos de percurso na vertical da massa ms. 4.1 Interpretação dos Resultados Utilizando a equação 1.1 encontramos: Utilizando a equação 1.2 encontramos: Utilizando a equação 1.3 encontramos: Utilizando a equação 1.4 encontramos: Utilizando a equação 1.5 encontramos: 5 RESULTADOS E DISCUSSÕES Após a realização do experimento, onde ocorreu tudo como planejado, notamos que foi necessário realizarmos, entre 8 a 10 repetições para conseguirmos anotar 5 amostras a qual se mais aproximava das outras, para enfim darmos início ao experimento, isso foi preciso por que na hora de soltar a massa que estava presa ao fio, ocorria uma interferência externa, como acabar esbarrando a massa no suporte, soltar o objeto sem que estivesse totalmente estável, e isso acaba ocasionando um tempo totalmente fora do estimado para a realização do experimento. 6 CONCLUSÃO Com base nesse experimento sobre momento de inércia, e nos devidos cálculos obtidos, utilizando as equações necessárias para chegar a esses resultados, encontrou-se o momento de inércia de dois discos homogêneos acoplados por um único eixo passando pelo centro, neste sistema mostrou-se que o resultado está de acordo com o previsto teoricamente onde se leva em consideração somente as massas e raios dos dois discos cujo eixo de rotação encontra-se no seus centros. E assim concluindo que, quanto mais longe for a distância a massa do seu eixo de rotação o seu momento de inércia será maior. 6 REFERÊNCIAS MUKAI, Hatsumi e FERNANDES, Paulo. Manual de Laboratório de Física I. Maringá. 2018 image1.png image2.png