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Prof. Danielle Silva 
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Estatuto da criança e do adolescente 
 
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Estatuto da Criança e do 
Adolescente – Lei 8.069/1990 
Artigos 7º a 69 
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Estatuto da criança e do adolescente 
Sumário 
TÍTULO II – DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 3 
CAPÍTULO I: DO DIREITO À VIDA E À SAÚDE (ARTS. 7º A 14) 3 
CAPÍTULO II: DO DIREITO À LIBERDADE, AO RESPEITO E À DIGNIDADE (ARTS. 15 A 18-B) 13 
CAPÍTULO III: DO DIREITO À CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA (ARTS. 19 A 52-D) 20 
Seção I: Disposições Gerais (arts. 19 a 24) 20 
Seção II: Da Família Natural (arts. 25 a 27) 30 
Seção III: Da Família Substituta (arts. 28 a 52-D) 31 
CAPÍTULO IV: DO DIREITO À EDUCAÇÃO, À CULTURA, AO ESPORTE E AO LAZER (ARTS. 53 A 59) 58 
CAPÍTULO V: DO DIREITO À PROFISSIONALIZAÇÃO E À PROTEÇÃO NO TRABALHO (ARTS. 60 A 69) 67 
QUESTÕES DE PROVA COMENTADAS 73 
ARTIGOS 7º A 14 73 
ARTIGOS 15 A 18-B 86 
ARTIGOS 19 A 52-D 96 
ARTIGOS 53 A 59 153 
ARTIGOS 60 A 69 176 
LISTA DE QUESTÕES 194 
ARTIGOS 7º A 14 194 
ARTIGOS 15 A 18-B 201 
ARTIGOS 19 A 52-D 206 
ARTIGOS 53 A 59 234 
ARTIGOS 60 A 69 245 
GABARITO 254 
RESUMO DIRECIONADO 256 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Estatuto da criança e do adolescente 
Título II – Dos Direitos Fundamentais 
 Neste título, estudaremos os direitos fundamentais destinados às crianças e aos adolescentes. Você 
notará que há direitos assegurados desde antes do nascimento, razão pela qual diversos artigos apresentam 
direitos da gestante. 
Capítulo I: Do Direito à Vida e à Saúde (arts. 7º a 14) 
Art. 7º A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais 
públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência. 
O artigo 7º explica que a proteção à vida e à saúde da criança e do adolescente será proporcionada por 
meio de políticas sociais públicas. O objetivo dessas políticas é proporcionar o nascimento e o desenvolvimento 
sadio e harmonioso, em condições dignas de existência. 
 
 
SELECON – Prefeitura de Boa Vista/RR – Pedagogo – 2019 – Q1241302 
O art. 7º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) trata do direito à proteção, à vida e à saúde mediante: 
a) o cadastro no Sistema Único de Saúde (SUS) 
b) o intermédio do Sistema Único de Saúde, garantido o acesso igualitário a ações e serviços para promoção e 
recuperação da saúde 
c) a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, 
em condições dignas de existência 
d) o Sistema Único de Saúde promover programas de assistência odontológica para a prevenção das enfermidades 
que ordinariamente afetam a população infantil, e campanhas de educação sanitária para pais, educadores e 
alunos 
RESOLUÇÃO: 
O enunciado faz referência ao artigo 7º do Estatuto da Criança e do Adolescente, que trata do direito à proteção, 
à vida e à saúde mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o 
desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência. 
Art. 7º A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais 
públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência. 
Gabarito: C 
 
Art. 8º É assegurado a todas as mulheres o acesso aos programas e às políticas de saúde da mulher e de planejamento 
reprodutivo e, às gestantes, nutrição adequada, atenção humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério e atendimento 
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Estatuto da criança e do adolescente 
pré-natal, perinatal e pós-natal integral no âmbito do Sistema Único de Saúde. (Redação dada pela Lei nº 13.257, de 
2016) 
§ 1º O atendimento pré-natal será realizado por profissionais da atenção primária. (Redação dada pela Lei nº 13.257, de 
2016) 
§ 2 o Os profissionais de saúde de referência da gestante garantirão sua vinculação, no último trimestre da gestação, ao 
estabelecimento em que será realizado o parto, garantido o direito de opção da mulher. (Redação dada pela Lei nº 
13.257, de 2016) 
§ 3 o Os serviços de saúde onde o parto for realizado assegurarão às mulheres e aos seus filhos recém-nascidos alta 
hospitalar responsável e contrarreferência na atenção primária, bem como o acesso a outros serviços e a grupos de apoio 
à amamentação. (Redação dada pela Lei nº 13.257, de 2016) 
§ 4 o Incumbe ao poder público proporcionar assistência psicológica à gestante e à mãe, no período pré e pós-natal, 
inclusive como forma de prevenir ou minorar as consequências do estado puerperal. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 5 o A assistência referida no § 4 o deste artigo deverá ser prestada também a gestantes e mães que manifestem 
interesse em entregar seus filhos para adoção, bem como a gestantes e mães que se encontrem em situação de privação 
de liberdade. (Redação dada pela Lei nº 13.257, de 2016) 
§ 6 o A gestante e a parturiente têm direito a 1 (um) acompanhante de sua preferência durante o período do pré-natal, 
do trabalho de parto e do pós-parto imediato. (Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016) 
§ 7 o A gestante deverá receber orientação sobre aleitamento materno, alimentação complementar saudável e 
crescimento e desenvolvimento infantil, bem como sobre formas de favorecer a criação de vínculos afetivos e de 
estimular o desenvolvimento integral da criança. (Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016) 
§ 8 o A gestante tem direito a acompanhamento saudável durante toda a gestação e a parto natural cuidadoso, 
estabelecendo-se a aplicação de cesariana e outras intervenções cirúrgicas por motivos médicos. (Incluído pela Lei nº 
13.257, de 2016) 
§ 9 o A atenção primária à saúde fará a busca ativa da gestante que não iniciar ou que abandonar as consultas de pré-
natal, bem como da puérpera que não comparecer às consultas pós-parto. (Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016) 
§ 10. Incumbe ao poder público garantir, à gestante e à mulher com filho na primeira infância que se encontrem sob 
custódia em unidade de privação de liberdade, ambiência que atenda às normas sanitárias e assistenciais do Sistema 
Único de Saúde para o acolhimento do filho, em articulação com o sistema de ensino competente, visando ao 
desenvolvimento integral da criança. (Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016) 
No artigo 8º do ECA, temos diversas disposições alteradas ou incluídas pela Lei nº 
13.257/2016. São direitos assegurados às gestantes e às mulheres e em geral. É importante 
ler todos os parágrafos deste artigo com bastante atenção. Para facilitar o entendimento, vou 
destacar o significado de algumas expressões bem específicas utilizadas neste artigo: 
▪ Puerpério (caput) = período entre o pós-parto e o momento em que o corpo da mulher 
e seu estado geral voltam à normalidade; 
▪ Perinatal (caput) = é o período entre a 22ª semana de gestação e o 7º dia de vida da 
criança; 
▪ Atenção primária (§ 1º) = o sistema de saúde está organizado em atenção primária, secundária e terciária. 
A atenção primária refere-se ao primeiro nível de atenção, em que são oferecidos cuidados mais básicos. 
No site do Ministério da Saúde, a atenção primária está definida como “principal porta de entrada do SUS 
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e do centro de comunicação com toda a Rede de Atenção dos SUS” 
https://aps.saude.gov.br/smp/smpoquee); 
▪ Contrarreferência na atenção primária (§ 3º) = a referência consiste no encaminhamento para níveis de 
especialização mais complexos, ao passo que a contrarreferência é o encaminhamentopara um grau de 
menor complexidade. 
 
 
Cespe – HUB – Serviço Social – 2017 – Q1378395 
O profissional de saúde deve realizar busca ativa da gestante que abandonar as consultas de pré-natal, assim como 
das puérperas que não comparecerem às consultas do pós-parto. 
RESOLUÇÃO: 
O profissional de saúde deve realizar busca ativa da gestante que abandonar as consultas de pré-natal, assim como 
das puérperas que não comparecerem às consultas do pós-parto. 
Art. 8º, § 9º, ECA - A atenção primária à saúde fará a busca ativa da gestante que não iniciar ou que abandonar as 
consultas de pré-natal, bem como da puérpera que não comparecer às consultas pós-parto. 
Gabarito: Certo 
 
 
Art. 8º-A. Fica instituída a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, a ser realizada anualmente na 
semana que incluir o dia 1º de fevereiro, com o objetivo de disseminar informações sobre medidas preventivas e 
educativas que contribuam para a redução da incidência da gravidez na adolescência. (Incluído pela Lei nº 13.798, de 
2019) 
Parágrafo único. As ações destinadas a efetivar o disposto no caput deste artigo ficarão a cargo do poder público, em 
conjunto com organizações da sociedade civil, e serão dirigidas prioritariamente ao público adolescente. (Incluído pela 
Lei nº 13.798, de 2019) 
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a gravidez na adolescência “eleva a prevalência de 
complicações para a mãe, para o feto e para o recém-nascido, além de agravar problemas socioeconômicos já 
existentes”1. A fim de evitar a gestação nessa faixa etária, foi instituída, pela Lei 13.798/2019, a Semana Nacional 
de Prevenção da Gravidez na Adolescência. É importante destacar que as ações desse evento ficam a cargo do 
poder público em conjunto com organizações da sociedade civil. 
 
 
1 Fonte: < http://bvs.saude.gov.br/ultimas-noticias/3123-01-a-08-02-semana-nacional-de-prevencao-da-gravidez-na-
adolescencia> 
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Art. 9º O poder público, as instituições e os empregadores propiciarão condições adequadas ao aleitamento materno, 
inclusive aos filhos de mães submetidas a medida privativa de liberdade. 
§ 1 o Os profissionais das unidades primárias de saúde desenvolverão ações sistemáticas, individuais ou coletivas, 
visando ao planejamento, à implementação e à avaliação de ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento 
materno e à alimentação complementar saudável, de forma contínua. (Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016) 
§ 2 o Os serviços de unidades de terapia intensiva neonatal deverão dispor de banco de leite humano ou unidade de 
coleta de leite humano. (Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016) 
O artigo 9º apresenta direitos relacionados à viabilização do aleitamento materno. 
Quem deve propiciar as condições adequadas para o aleitamento? São três: 
▪ o poder público 
▪ as instituições 
▪ os empregadores 
Quanto ao poder público e às instituições, cabe ressaltar que a Constituição Federal, em seu artigo 5º, L, 
informa: “às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos durante o período 
de amamentação”. 
No caso dos empregadores, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) tem disposições específicas para 
viabilizar o aleitamento aos filhos das trabalhadoras lactantes, como por exemplo a concessão de dois descansos 
de 30 minutos durante a jornada para que a mulher possa amamentar (artigo 396 da CLT). 
 
Art. 10. Os hospitais e demais estabelecimentos de atenção à saúde de gestantes, públicos e particulares, são obrigados 
a: 
I - manter registro das atividades desenvolvidas, através de prontuários individuais, pelo prazo de dezoito anos; 
II - identificar o recém-nascido mediante o registro de sua impressão plantar e digital e da impressão digital da mãe, sem 
prejuízo de outras formas normatizadas pela autoridade administrativa competente; 
III - proceder a exames visando ao diagnóstico e terapêutica de anormalidades no metabolismo do recém-nascido, bem 
como prestar orientação aos pais; 
IV - fornecer declaração de nascimento onde constem necessariamente as intercorrências do parto e do 
desenvolvimento do neonato; 
V - manter alojamento conjunto, possibilitando ao neonato a permanência junto à mãe. 
VI - acompanhar a prática do processo de amamentação, prestando orientações quanto à técnica adequada, enquanto 
a mãe permanecer na unidade hospitalar, utilizando o corpo técnico já existente. (Incluído pela Lei nº 13.436, de 2017) 
(Vigência) 
§ 1º Os testes para o rastreamento de doenças no recém-nascido serão disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde, 
no âmbito do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), na forma da regulamentação elaborada pelo Ministério 
da Saúde, com implementação de forma escalonada, de acordo com a seguinte ordem de progressão: (Incluído pela Lei 
nº 14.154, de 2021) Vigência 
I – etapa 1: (Incluído pela Lei nº 14.154, de 2021) 
 a) fenilcetonúria e outras hiperfenilalaninemias; (Incluída pela Lei nº 14.154, de 2021) 
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 b) hipotireoidismo congênito; (Incluída pela Lei nº 14.154, de 2021) 
 c) doença falciforme e outras hemoglobinopatias; (Incluída pela Lei nº 14.154, de 2021) 
 d) fibrose cística; (Incluída pela Lei nº 14.154, de 2021) 
 e) hiperplasia adrenal congênita; (Incluída pela Lei nº 14.154, de 2021) 
 f) deficiência de biotinidase; (Incluída pela Lei nº 14.154, de 2021) 
 g) toxoplasmose congênita; (Incluída pela Lei nº 14.154, de 2021) 
II – etapa 2: (Incluído pela Lei nº 14.154, de 2021) 
 a) galactosemias; (Incluída pela Lei nº 14.154, de 2021) 
 b) aminoacidopatias; (Incluída pela Lei nº 14.154, de 2021) 
 c) distúrbios do ciclo da ureia; (Incluída pela Lei nº 14.154, de 2021) 
 d) distúrbios da betaoxidação dos ácidos graxos; (Incluída pela Lei nº 14.154, de 2021) 
III – etapa 3: doenças lisossômicas; (Incluído pela Lei nº 14.154, de 2021) 
IV – etapa 4: imunodeficiências primárias; (Incluído pela Lei nº 14.154, de 2021) 
V – etapa 5: atrofia muscular espinhal. (Incluído pela Lei nº 14.154, de 2021) 
§ 2º A delimitação de doenças a serem rastreadas pelo teste do pezinho, no âmbito do PNTN, será revisada 
periodicamente, com base em evidências científicas, considerados os benefícios do rastreamento, do diagnóstico e do 
tratamento precoce, priorizando as doenças com maior prevalência no País, com protocolo de tratamento aprovado e 
com tratamento incorporado no Sistema Único de Saúde. (Incluído pela Lei nº 14.154, de 2021) 
§ 3º O rol de doenças constante do § 1º deste artigo poderá ser expandido pelo poder público com base nos critérios 
estabelecidos no § 2º deste artigo. (Incluído pela Lei nº 14.154, de 2021) 
§ 4º Durante os atendimentos de pré-natal e de puerpério imediato, os profissionais de saúde devem informar a gestante 
e os acompanhantes sobre a importância do teste do pezinho e sobre as eventuais diferenças existentes entre as 
modalidades oferecidas no Sistema Único de Saúde e na rede privada de saúde. (Incluído pela Lei nº 14.154, de 2021) 
Entre as obrigações atribuídas aos hospitais, é importante destacar a do inciso VI, pois se trata de uma 
obrigação incluída no ECA posteriormente, pela Lei 13.436/2017. 
Ademais, note que o inciso I estabelece o prazo de 18 anos para que o hospital mantenha o registro das 
atividades desenvolvidas, por meio de prontuários individuais. Em questões de prova, o examinador costuma 
trocar este prazo. 
Note que essas obrigações são destinadas não apenas aos hospitais públicos, mas também aos 
particulares. 
 
Vunesp – Prefeitura de São Bernardo do Campo/SP – Assistente Jurídico – 2018 – Q974662 
Nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente, os hospitais edemais estabelecimentos de atenção à saúde 
das gestantes, públicos e particulares, são obrigados a 
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Estatuto da criança e do adolescente 
a) manter registro das atividades desenvolvidas, por meio de prontuários individuais, pelo prazo de cinco anos. 
b) identificar o recém-nascido mediante o registro de sua impressão digital, bem como a impressão digital da mãe 
e do pai. 
c) fornecer declaração de nascimento, com ou sem as intercorrências do parto. 
d) manter alojamento separado entre o neonato e a mãe, para que o neonato receba os cuidados mais adequados. 
e) acompanhar a prática do processo de amamentação, prestando orientações quanto à técnica adequada, 
enquanto a mãe permanecer na unidade hospitalar, utilizando o corpo técnico já existente. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. O prazo não é de 05 anos, mas sim 18 anos. 
Art. 10, I - manter registro das atividades desenvolvidas, através de prontuários individuais, pelo prazo de dezoito 
anos; 
B – Errada. Quanto à criança, não basta a impressão digital, pois deve haver a impressão plantar também. 
Ademais, não é exigido o registro da impressão digital do pai, mas apenas da mãe. 
Art. 10, II - identificar o recém-nascido mediante o registro de sua impressão plantar e digital e da impressão digital da 
mãe, sem prejuízo de outras formas normatizadas pela autoridade administrativa competente; 
C – Errada. Na declaração de nascimento, devem constar necessariamente as intercorrências do parto. 
Art. 10, IV - fornecer declaração de nascimento onde constem necessariamente as intercorrências do parto e do 
desenvolvimento do neonato; 
D – Errada. O alojamento não deve ser separado, mas sim conjunto. 
Art. 10, V - manter alojamento conjunto, possibilitando ao neonato a permanência junto à mãe. 
E – Correta. A alternativa reproduz a literalidade do artigo 10, VI, do ECA. 
Art. 10, VI - acompanhar a prática do processo de amamentação, prestando orientações quanto à técnica adequada, 
enquanto a mãe permanecer na unidade hospitalar, utilizando o corpo técnico já existente. 
Gabarito: E 
 
 
Art. 11. É assegurado acesso integral às linhas de cuidado voltadas à saúde da criança e do adolescente, por intermédio 
do Sistema Único de Saúde, observado o princípio da equidade no acesso a ações e serviços para promoção, proteção e 
recuperação da saúde. (Redação dada pela Lei nº 13.257, de 2016) 
§ 1º A criança e o adolescente com deficiência serão atendidos, sem discriminação ou segregação, em suas necessidades 
gerais de saúde e específicas de habilitação e reabilitação. (Redação dada pela Lei nº 13.257, de 2016) 
§ 2 º Incumbe ao poder público fornecer gratuitamente, àqueles que necessitarem, medicamentos, órteses, próteses e 
outras tecnologias assistivas relativas ao tratamento, habilitação ou reabilitação para crianças e adolescentes, de acordo 
com as linhas de cuidado voltadas às suas necessidades específicas. (Redação dada pela Lei nº 13.257, de 2016) 
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Estatuto da criança e do adolescente 
§ 3º Os profissionais que atuam no cuidado diário ou frequente de crianças na primeira infância receberão formação 
específica e permanente para a detecção de sinais de risco para o desenvolvimento psíquico, bem como para o 
acompanhamento que se fizer necessário. (Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016) 
Por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), crianças e adolescentes terão acesso às linhas de cuidado 
voltadas à saúde, tendo em vista suas necessidades específicas, inclusive podendo receber gratuitamente os itens 
descritos no parágrafo 2º. 
O que significa a expressão “primeira infância” mencionada no parágrafo 3º? A primeira infância é definida 
como o período que abrange os primeiros 6 anos completos ou os 72 meses de vida da criança (artigo 2° da Lei 
13.257/2016). 
 
 
Vunesp – EBSERH – Assistente Social – 2020 – Q1355071 
De acordo com o artigo 11 da Lei n° 8.069/1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA), é assegurado acesso 
integral às linhas de cuidado voltadas à saúde da criança e do adolescente, por intermédio do Sistema Único de 
Saúde. O § 2° do referido artigo incumbe o poder público de fornecer àqueles que necessitarem medicamentos, 
órteses, próteses e outras tecnologias assistivas relativas ao tratamento, habilitação ou reabilitação para crianças 
e adolescentes, de acordo com as linhas de cuidado voltadas às suas necessidades específicas, serviço esse de 
caráter 
a) gratuito. 
b) terceirizado. 
c) emergencial. 
d) significativo. 
e) exclusivo. 
RESOLUÇÃO: 
O fornecimento, pelo poder público, de medicamentos, órteses, próteses e outras tecnologias assistivas relativas 
ao tratamento, habilitação ou reabilitação para crianças e adolescentes, será de caráter gratuito. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
Art. 11, § 2o, ECA - Incumbe ao poder público fornecer gratuitamente, àqueles que necessitarem, medicamentos, 
órteses, próteses e outras tecnologias assistivas relativas ao tratamento, habilitação ou reabilitação para crianças e 
adolescentes, de acordo com as linhas de cuidado voltadas às suas necessidades específicas. 
Gabarito: A 
 
 
Art. 12. Os estabelecimentos de atendimento à saúde, inclusive as unidades neonatais, de terapia intensiva e de 
cuidados intermediários, deverão proporcionar condições para a permanência em tempo integral de um dos pais ou 
responsável, nos casos de internação de criança ou adolescente. (Redação dada pela Lei nº 13.257, de 2016) 
Será proporcionado a crianças ou adolescentes internados a permanência em tempo integral de um dos 
pais ou responsável. Cuidado com as pegadinhas de prova! O examinador costuma trocar “um dos pais” por 
“ambos os pais” ou “a mãe”/ “o pai”. 
 
Art. 13. Os casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos 
contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, sem 
prejuízo de outras providências legais. (Redação dada pela Lei nº 13.010, de 2014) 
§ 1º As gestantes ou mães que manifestem interesse em entregar seus filhos para adoção serão obrigatoriamente 
encaminhadas, sem constrangimento, à Justiça da Infância e da Juventude. (Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016) 
§ 2º Os serviços de saúde em suas diferentes portas de entrada, os serviços de assistência social em seu componente 
especializado, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e os demais órgãos do Sistema de 
Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente deverão conferir máxima prioridade ao atendimento das crianças na 
faixa etária da primeira infância com suspeita ou confirmação de violência de qualquer natureza, formulando projeto 
terapêutico singular que inclua intervenção em rede e, se necessário, acompanhamento domiciliar. (Incluído pela Lei nº 
13.257, de 2016) 
 
Se houver suspeita ou confirmação de castigo físico, tratamento cruel 
ou degradante e maus-tratos contra criança ou adolescente, deve ser feita a 
comunicação ao Conselho Tutelar. Em se tratando da faixa etária da primeira 
infância (até 06 anos completos), será dada máxima prioridade ao atendimento 
por todos os serviços relacionados ao sistema de proteção. 
 
No parágrafo 2º, é informado que as gestantes ou mães que manifestem 
interesse em entregar seus filhos para adoção serão obrigatoriamente 
encaminhadas à Justiça da Infância e da Juventude. Note que este 
encaminhamento deverá ser sem constrangimento para a mulher. A doutrina 
chama esse ato de “parto anônimo”, que consiste na possiblidade de a mulher 
encaminhar seu filho para adoção. 
 
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Estatuto da criança e do adolescenteIBFC – Prefeitura de Vinhedo/SP – 2018 – Q1196655 
Ao que se refere a Lei nº 8.069/90 do “Estatuto da Criança e do Adolescente”, em seu Título II, Capítulo I (Do Direito 
à Vida e à Saúde) em seu artigo 13º em que se lê: “Os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra 
criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao ____________ da respectiva localidade, sem 
prejuízo de outras providências legais”. Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna. 
a) Juizado de menores 
b) Conselho Tutelar 
c) Departamento de Polícia 
d) Centro de Atenção Psico Social 
RESOLUÇÃO: 
Se houver suspeita ou confirmação de castigo físico, tratamento cruel ou degradante e maus-tratos contra criança 
ou adolescente, deve ser feita a comunicação ao Conselho Tutelar. Em se tratando da faixa etária da primeira 
infância (até 06 anos completos), será dada máxima prioridade ao atendimento por todos os serviços relacionados 
ao sistema de proteção. 
Art. 13. Os casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos 
contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, sem 
prejuízo de outras providências legais. 
Gabarito: B 
 
CESPE – TJDFT – Titular de Serviços de Notas e de Registros - Remoção – 2019 – Q987781 
Uma gestante, pretendendo entregar para adoção o seu filho que vai nascer, dirigiu-se ao cartório de registro civil. 
Nessa situação hipotética, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, a gestante deverá ser 
encaminhada para 
a) o Ministério Público local. 
b) a justiça da infância e da juventude local. 
c) assistente social cadastrado na serventia. 
d) o conselho tutelar local. 
e) o conselho de direitos da criança e do adolescente local. 
RESOLUÇÃO: 
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Estatuto da criança e do adolescente 
Nessa situação hipotética, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, a gestante deverá ser 
encaminhada para a justiça da infância e da juventude local. 
Art. 13, § 1o As gestantes ou mães que manifestem interesse em entregar seus filhos para adoção serão 
obrigatoriamente encaminhadas, sem constrangimento, à Justiça da Infância e da Juventude. 
Gabarito: B 
 
Art. 14. O Sistema Único de Saúde promoverá programas de assistência médica e odontológica para a prevenção das 
enfermidades que ordinariamente afetam a população infantil, e campanhas de educação sanitária para pais, 
educadores e alunos. 
§ 1º É obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias. (Renumerado do 
parágrafo único pela Lei nº 13.257, de 2016) 
§ 2º O Sistema Único de Saúde promoverá a atenção à saúde bucal das crianças e das gestantes, de forma transversal, 
integral e intersetorial com as demais linhas de cuidado direcionadas à mulher e à criança. (Incluído pela Lei nº 13.257, 
de 2016) 
§ 3º A atenção odontológica à criança terá função educativa protetiva e será prestada, inicialmente, antes de o bebê 
nascer, por meio de aconselhamento pré-natal, e, posteriormente, no sexto e no décimo segundo anos de vida, com 
orientações sobre saúde bucal. (Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016) 
§ 4º A criança com necessidade de cuidados odontológicos especiais será atendida pelo Sistema Único de Saúde. 
(Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016) 
§ 5º É obrigatória a aplicação a todas as crianças, nos seus primeiros dezoito meses de vida, de protocolo ou outro 
instrumento construído com a finalidade de facilitar a detecção, em consulta pediátrica de acompanhamento da criança, 
de risco para o seu desenvolvimento psíquico. (Incluído pela Lei nº 13.438, de 2017) (Vigência) 
O artigo 14 do ECA apresenta direitos relativos, principalmente, à assistência 
odontológica, saúde bucal, vacinação e desenvolvimento psíquico das crianças. Estas ações 
têm viés, sobretudo, de prevenção e educação. Como uma importante medida preventiva, a 
vacinação é obrigatória às crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias (§ 1º). 
Cabe destacar que a saúde bucal será cuidada antes mesmo de o bebê nascer, pois há diversos 
cuidados direcionados à gestante. 
Esquematizando as informações sobre atenção odontológica: 
 
A
te
n
çã
o
 o
d
o
n
to
ló
g
ic
a 
à 
cr
ia
n
ça
aconselhamento 
pré-natal
antes do 
nascimento
orientações sobre 
saúde bucal
6º ano de vida
12º ano de vida
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Estatuto da criança e do adolescente 
 
 
FGV – Prefeitura de Angra dos Reis/RJ – 2019 – Q1197852 
Uma família recusou-se a vacinar seu filho recém-nascido e foi denunciada ao Conselho Tutelar. Considerando a 
situação acima e o que dispõe o Estatuto da Criança e do Adolescente, assinale a afirmativa correta. 
a) O Estado não deve legislar sobre a obrigatoriedade de vacinas. 
b) O Conselho Tutelar não deve interferir em casos dessa natureza. 
c) O Conselho Tutelar deve aprovar (ou reprovar) as motivações alegadas pelas famílias. 
d) O Estado deve garantir vacinas, mas sua aplicação é facultada à decisão familiar. 
e) O Estado deve obrigar a vacinação nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias. 
RESOLUÇÃO: 
O ECA prevê expressamente que o Estado deve obrigar a vacinação nos casos recomendados pelas autoridades 
sanitárias. 
Art. 14. O Sistema Único de Saúde promoverá programas de assistência médica e odontológica para a prevenção das 
enfermidades que ordinariamente afetam a população infantil, e campanhas de educação sanitária para pais, 
educadores e alunos. § 1 o É obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades 
sanitárias. 
Gabarito: E 
 
Capítulo II: Do Direito à Liberdade, ao Respeito e à Dignidade (arts. 15 a 18-B) 
 Neste capítulo, estudaremos os artigos do ECA referentes ao direito à liberdade (artigo 16), ao respeito 
(artigo 17) e à dignidade (artigo 18) das crianças e adolescentes. 
 
Art. 15. A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo 
de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis. 
 O artigo 15 ressalta a condição peculiar de pessoa em desenvolvimento em que se encontram crianças e 
adolescentes. Destaca-se que são sujeitos de direitos garantidos na Constituição Federal e nas leis. 
 
Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: 
I - ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições legais; 
II - opinião e expressão; 
III - crença e culto religioso; 
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IV - brincar, praticar esportes e divertir-se; 
V - participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação; 
VI - participar da vida política, na forma da lei; 
VII - buscar refúgio, auxílio e orientação. 
 O artigo 16 elenca aspectos relativos ao direito à liberdade. Quando falamos em “liberdade”, logo 
pensamos no direito de ir e vir... mas é muito mais do que isso! Abrange a liberdade de pensamento (opinião e 
expressão), de crença e culto religioso, entre outros. É importante ressaltar um direito específico das crianças e 
adolescentes relativos à liberdade: o direito de “brincar” (inciso IV). Sobre o direito de brincar e se divertir, aqui 
está uma charge para reflexão: 
 
Perceba que, em dois incisos, há expressões restritivas que limitam o direito apresentado. São estas: 
• ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições legais (inciso I); 
• participar da vida política, na forma da lei (inciso VI). 
Exemplo: como vivemos em uma democracia, os menores de 18 anos podem participar da vida política. 
Todavia, esta participação será efetivada “na forma da lei”, ou seja,devem ser observados os parâmetros 
constitucionais e legais para o exercício desse direito. O artigo 14, §1º, II, “c” da Constituição Federal, por 
exemplo, informa que o voto é facultativo a maiores de 16 e menores de 18 anos. Então, temos aqui uma 
restrição: pessoas com 16 anos ou menos ainda não podem votar. 
 
 
Instituto AOCP – Prefeitura de Novo Hamburgo/RS – Guarda Municipal – 2020 – Q1258229 
A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo 
de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis. 
Ainda, o art. 16 do Estatuto da Criança e Adolescente – ECA – afirma que o direito à liberdade compreende, dentre 
outros, os seguintes: 
a) ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, sem restrições. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
b) participar da vida familiar e comunitária, com restrições. 
c) participar da vida política sem restrições. 
d) opinião e expressão. 
e) crença e culto religioso dentro da escola. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. O direito de ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários deve observar as restrições 
legais. 
Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: I - ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços 
comunitários, ressalvadas as restrições legais; 
B – Errada. O ECA não apresenta expressamente restrições relativas ao direito de participar da vida familiar e 
comunitária. 
Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: (...) V - participar da vida familiar e comunitária, sem 
discriminação; 
C – Errada. O direito participar da vida política deve observar as restrições legais, pois deve ser exercido na forma 
da lei. 
Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: (...) VI - participar da vida política, na forma da 
lei; 
D – Correta. O direito à liberdade compreende, dentre outros, opinião e expressão. 
Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: (...) II - opinião e expressão; 
E – Errada. O direito à crença e ao culto religioso não se restringe à escola. 
Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: (...) III - crença e culto religioso; 
Gabarito: D 
 
 
Art. 17. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do 
adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, idéias e crenças, dos 
espaços e objetos pessoais. 
 O direito ao respeito abrange a inviolabilidade da integridade em três aspectos: físico, psíquico e moral. 
 
 
Vunesp – Prefeitura de Cerquilho/SP – Guarda Municipal III – 2019 – Q1159708 
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Nos moldes do que prevê, expressamente, o Estatuto da Criança e do Adolescente, a inviolabilidade da integridade 
física, psíquica e moral da criança e do adolescente é um dos aspectos do direito 
a) à liberdade. 
b) ao respeito. 
c) público. 
d) coletivo. 
e) à cidadania. 
RESOLUÇÃO: 
Nos moldes do que prevê, expressamente, o Estatuto da Criança e do Adolescente, a inviolabilidade da integridade 
física, psíquica e moral da criança e do adolescente é um dos aspectos do direito ao respeito. 
Art. 17. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do 
adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, idéias e crenças, dos 
espaços e objetos pessoais. 
Gabarito: B 
 
 
Art. 18. É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento 
desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor. 
O cuidado com a dignidade das crianças e adolescentes é dever de todos! Se você vir uma questão de 
prova com expressão restritiva – informando que é apenas “dever do Estado”, por exemplo, a afirmação estará 
incorreta. 
O examinador costuma “misturar” os conceitos de liberdade, respeito e dignidade. Então, vamos 
sintetizar os três conceitos nesta tabela: 
 
Artigo Direito Conteúdo 
16 Liberdade 
Compreende os seguintes aspectos: I - ir, vir e estar nos logradouros públicos 
e espaços comunitários, ressalvadas as restrições legais; II - opinião e 
expressão; III - crença e culto religioso; IV - brincar, praticar esportes e divertir-
se; V - participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação; VI - 
participar da vida política, na forma da lei; VII - buscar refúgio, auxílio e 
orientação. 
17 Respeito Consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e 
do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da 
autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais. 
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Art. 18-A. A criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento 
cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos 
integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou 
por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los. (Incluído pela Lei nº 13.010, de 
2014) 
Parágrafo único. Para os fins desta Lei, considera-se: (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
I - castigo físico: ação de natureza disciplinar ou punitiva aplicada com o uso da força física sobre a criança ou o 
adolescente que resulte em: (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
a) sofrimento físico; ou (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
b) lesão; (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
II - tratamento cruel ou degradante: conduta ou forma cruel de tratamento em relação à criança ou ao adolescente que: 
(Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
a) humilhe; ou (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
b) ameace gravemente; ou (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
c) ridicularize. (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
Os artigos 18-A e 18-B do ECA foram inseridos pela Lei 13.010/2014, que ficou conhecida como “Lei 
Menino Bernardo”, em homenagem ao menino Bernardo Boldrini, morto em abril/2014, aos 11 anos, em Três 
Passos/RS, sendo os acusados o pai e a madrasta. A Lei também recebeu o apelido de “Lei da Palmada”. 
Destaca-se que o castigo físico ou tratamento cruel ou degradante não são formas válidas de correção, 
disciplina e educação. 
18 Dignidade É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a 
salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou 
constrangedor. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
Perceba que o parágrafo único apresenta os conceitos de castigo físico e tratamento cruel ou 
degradante. Vamos esquematizar: 
 
 
 
CESPE – TJ/PA – Juiz de Direito Substituto – 2019 – Q1100212 
O pai que usa de força física contra seu filho menor de idade para discipliná-lo incide no que o Estatuto da Criança 
e do Adolescente (ECA) denomina: 
a) tratamento degradante. 
b) tratamento cruel. 
c) vexame. 
d) violência doméstica. 
e) castigo físico. 
RESOLUÇÃO: 
O pai que usa de força física contra seu filho menor de idade para discipliná-lo incide no que o Estatuto da Criança 
e do Adolescente (ECA) denomina castigo físico. 
Art. 18-A, Parágrafo único. Para os fins desta Lei, considera-se: I - castigo físico: ação de natureza disciplinar ou 
punitiva aplicada com o uso da força física sobre a criança ou o adolescente que resulte em: a) sofrimento físico; ou b) 
lesão. 
Gabarito: E.
Castigo físico:
ação de natureza disciplinar ou 
punitiva aplicada com o uso da força 
física sobre a criança ou o adolescente
a) sofrimento físico
b) lesão
Tratamento cruel ou degradante: 
conduta ou forma cruel de 
tratamento em relação à criança ou 
ao adolescente 
a) humilha
b) ameaça gravemente
c) ridiculariza
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Art. 18-B. Os pais, os integrantes da família ampliada, os responsáveis, os agentes públicos executores de medidas 
socioeducativas ou qualquer pessoa encarregada de cuidar de crianças e de adolescentes, tratá-los, educá-los ou 
protegê-los que utilizarem castigo físico ou tratamento cruel ou degradante como formas de correção, disciplina, 
educação ou qualquer outro pretexto estarão sujeitos, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, às seguintes medidas, 
que serão aplicadas de acordo com a gravidade do caso: (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
I - encaminhamento a programa oficial ou comunitário de proteção à família; (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
II - encaminhamento a tratamento psicológico ou psiquiátrico; (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
III - encaminhamento a cursos ou programas de orientação; (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
IV - obrigação de encaminhar a criança a tratamento especializado; (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
V - advertência. (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
Parágrafo único. As medidas previstas neste artigo serão aplicadas pelo Conselho Tutelar, sem prejuízo de outras 
providências legais. (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
E se a criança sofrer castigo físico como forma de “correção”, o que acontece? O agressor estará sujeito às 
medidas previstas nos incisos do artigo 18-B do ECA. E quem aplica essas medidas? O Conselho Tutelar! 
 
 
 
 
 
Quadrix – CRP – Psicólogo – 2018 – Q1067736 
Com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n.º 8.069/1990), julgue o item: 
M
ed
id
as
 a
p
lic
áv
ei
s
encaminhamento a programa 
oficial ou comunitário de 
proteção à família
encaminhamento a 
tratamento psicológico ou 
psiquiátrico
encaminhamento a cursos ou 
programas de orientação
obrigação de encaminhar a 
criança a tratamento 
especializado
advertência
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Os agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou quaisquer pessoas encarregadas de cuidar de 
crianças e de adolescentes que utilizarem castigo físico ou tratamento cruel ou degradante como formas de 
correção estarão sujeitos, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, a encaminhamento a tratamento psicológico 
ou psiquiátrico. 
RESOLUÇÃO: 
A assertiva menciona corretamente uma das medidas aplicáveis aos agentes públicos executores de medidas 
socioeducativas ou quaisquer pessoas encarregadas de cuidar de crianças e de adolescentes que utilizarem castigo 
físico ou tratamento cruel ou degradante como formas de correção previstas no artigo 18-B do ECA. 
Gabarito: Certo 
 
Capítulo III: Do Direito à Convivência Familiar e Comunitária (arts. 19 a 52-D) 
Neste capítulo, estudaremos os artigos do ECA referentes ao direito à convivência familiar e comunitária, 
abrangendo disposições sobre a família natural, a família extensa/ ampliada e a família substituta. 
Primeiramente, vamos conhecer os significados dessas expressões: 
Família natural Família extensa ou ampliada Família substituta 
Artigo 25 Artigo 25, parágrafo único Artigo 28 
A comunidade formada pelos pais 
ou qualquer deles e seus 
descendentes (se for só um dos 
pais, também é chamada de 
“monoparental”). 
 
Aquela que se estende para além 
da unidade pais e filhos ou da 
unidade do casal, formada por 
parentes próximos com os quais a 
criança ou adolescente convive e 
mantém vínculos de afinidade e 
afetividade. 
Formada mediante: 
▪ guarda 
▪ tutela 
▪ adoção 
 
Seção I: Disposições Gerais (arts. 19 a 24) 
Art. 19. É direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio de sua família e, excepcionalmente, em família 
substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente que garanta seu desenvolvimento integral. 
(Redação dada pela Lei nº 13.257, de 2016) 
§ 1º Toda criança ou adolescente que estiver inserido em programa de acolhimento familiar ou institucional terá sua 
situação reavaliada, no máximo, a cada 3 (três) meses, devendo a autoridade judiciária competente, com base em 
relatório elaborado por equipe interprofissional ou multidisciplinar, decidir de forma fundamentada pela possibilidade 
de reintegração familiar ou pela colocação em família substituta, em quaisquer das modalidades previstas no art. 28 
desta Lei [guarda, tutela ou adoção]. (Redação dada pela Lei nº 13.509, de 2017) 
§ 2º A permanência da criança e do adolescente em programa de acolhimento institucional não se prolongará por mais 
de 18 (dezoito meses), salvo comprovada necessidade que atenda ao seu superior interesse, devidamente 
fundamentada pela autoridade judiciária. (Redação dada pela Lei nº 13.509, de 2017) 
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Estatuto da criança e do adolescente 
§ 3º A manutenção ou a reintegração de criança ou adolescente à sua família terá preferência em relação a qualquer outra 
providência, caso em que será esta incluída em serviços e programas de proteção, apoio e promoção, nos termos do § 1 
o do art. 23, dos incisos I e IV do caput do art. 101 e dos incisos I a IV do caput do art. 129 desta Lei. (Redação dada pela 
Lei nº 13.257, de 2016) 
§ 4º Será garantida a convivência da criança e do adolescente com a mãe ou o pai privado de liberdade, por meio de 
visitas periódicas promovidas pelo responsável ou, nas hipóteses de acolhimento institucional, pela entidade 
responsável, independentemente de autorização judicial. (Incluído pela Lei nº 12.962, de 2014) 
§ 5º Será garantida a convivência integral da criança com a mãe adolescente que estiver em acolhimento institucional. 
(Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017) 
§ 6º A mãe adolescente será assistida por equipe especializada multidisciplinar. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017) 
No artigo 19, vemos que o ECA prioriza a convivência da criança e do adolescente com sua família natural. 
Excepcionalmente, pode haver a colocação em família substituta. Como? Por meio de guarda, tutela ou adoção, 
conforme previsto no artigo 28 do ECA. Esquematizando: 
 
Veja os trechos deste artigo que corroboram a valorização da convivência com a família natural, ainda 
que a família não tenha condições financeiras ou que os pais estejam privados da liberdade: 
▪ A manutenção ou a reintegração de criança ou adolescente à sua família terá preferência em 
relação a qualquer outra providência, caso em que a família será incluída em serviços e programas 
de proteção, apoio e promoção; 
▪ É garantida a convivência da criança e do adolescente com a mãe ou o pai privado de liberdade 
ou em acolhimento institucional, independentemente de autorização judicial; 
▪ É garantida a convivência integral da criança com a mãe adolescente que estiver em acolhimento 
institucional. 
É importante memorizar os prazos mencionados no artigo 19, que são: 
▪ Reavaliação programa de acolhimento familiar ou institucional = 03 meses 
▪ Prazo máximo para a permanência em programa de acolhimento institucional = 18 meses (salvo 
comprovada necessidade que atenda ao seu superior interesse) 
 
Art. 19-A. A gestante ou mãe que manifeste interesse em entregar seu filho para adoção, antes ou logo após o 
nascimento, será encaminhada à Justiça da Infância e da Juventude. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017) 
Convivência 
familiar
Regra Família natural
Exceção
Família 
substituta
Guarda
Tutela
Adoção
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Estatuto da criança e do adolescente 
§ 1º A gestante ou mãe será ouvida pela equipe interprofissional da Justiça da Infância e da Juventude, que apresentará 
relatório à autoridade judiciária, considerando inclusive os eventuais efeitos do estado gestacional e puerperal. (Incluído 
pela Lei nº 13.509, de 2017) 
§ 2º De posse do relatório, a autoridade judiciária poderá determinar o encaminhamento da gestante ou mãe, mediante 
sua expressa concordância, à rede pública de saúde e assistência social para atendimento especializado. (Incluído pela 
Lei nº 13.509, de 2017) 
§ 3º A busca à família extensa, conforme definida nos termos do parágrafo único do art. 25 desta Lei, respeitará o prazo 
máximo de 90 (noventa) dias, prorrogável por igual período. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017) 
§ 4º Na hipótese de não haver a indicação do genitor e de não existir outro representante da família extensa apto a 
receber a guarda, a autoridade judiciária competente deverá decretar a extinção do poder familiar e determinar a 
colocação da criança sob a guarda provisória de quem estiver habilitado a adotá-la ou de entidade que desenvolva 
programa de acolhimento familiar ou institucional. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017) 
§ 5º Após o nascimento da criança, a vontade da mãe ou de ambos os genitores, se houver pai registral ou pai indicado, 
deve ser manifestada na audiência a que se refere o § 1º do art. 166 desta Lei, garantido o sigilo sobre a entrega. (Incluído 
pela Lei nº 13.509, de 2017) 
§ 6º Na hipótese de não comparecerem à audiência nem o genitor nem representante da família extensa para confirmar 
a intenção de exercer o poder familiar ou a guarda, a autoridade judiciária suspenderá o poder familiar da mãe, e a criança 
será colocada sob a guarda provisória de quem esteja habilitado a adotá-la. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017) 
§ 7º Os detentores da guarda possuem o prazo de 15 (quinze) dias para propor a ação de adoção, contado do dia seguinte 
à data do término do estágio de convivência. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017) 
§ 8º Na hipótese de desistência pelos genitores - manifestada em audiência ou perante a equipe interprofissional - da 
entrega da criança após o nascimento, a criança será mantida com os genitores, e será determinado pela Justiça da 
Infância e da Juventude o acompanhamento familiar pelo prazo de 180 (cento e oitenta) dias. (Incluído pela Lei nº 13.509, 
de 2017) 
§ 9º É garantido à mãe o direito ao sigilo sobre o nascimento, respeitado o disposto no art. 48 desta Lei. (Incluído pela 
Lei nº 13.509, de 2017) 
§ 10. Serão cadastrados para adoção recém-nascidos e crianças acolhidas não procuradas por suas famílias no prazo de 
30 (trinta) dias, contado a partir do dia do acolhimento. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017) 
Este artigo esclarece quais são as providências a serem tomadas quando a gestante ou mãe manifesta 
interesse em entregar seu filho para adoção. Note que ela será encaminhada à Justiça da Infância e da 
Juventude e haverá envolvimento de profissionais, tais como assistentes sociais. Ademais, será feita a busca pela 
família extensa. 
O poder familiar corresponde ao complexo de direitos e deveres dos pais sobre os filhos. Cabe destacar 
duas situações previstas neste artigo que ensejam a extinção ou suspensão desse poder familiar: 
 Extinção do poder familiar (§ 4º) Suspensão do poder familiar da mãe (§ 6º) 
Hipótese 
Não há indicação do genitor e não 
existe outro representante da 
família extensa apto a receber a 
guarda. 
Não comparecem à audiência nem o genitor 
nem representante da família extensa para 
confirmar a intenção de exercer o poder 
familiar ou a guarda. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
Consequência 
A criança será colocada sob a 
guarda provisória de quem estiver 
habilitado a adotá-la ou de 
entidade que desenvolva programa 
de acolhimento familiar ou 
institucional. 
 
A criança será colocada sob a guarda 
provisória de quem esteja habilitado a adotá-
la. 
É muito importante memorizar os prazos grifados no artigo 19-A: 
▪ busca à família extensa = 90 dias 
▪ ação de adoção pelos detentores da guarda = 15 dias 
▪ acompanhamento familiar na hipótese de desistência pelos genitores = 180 dias 
▪ cadastrar criança para adoção quando não procurada pela família = 30 dias 
Agora, Veja o exemplo de uma questão que cobrou o conhecimento dos prazos: 
 
 
Instituto AOCP – Prefeitura de Novo Hamburgo/RS – Advogado – 2020 – Q1277537 
Assinale a alternativa correta acerca do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). 
a) Toda criança ou adolescente que estiver inserido em programa de acolhimento familiar ou institucional terá sua 
situação reavaliada, no máximo, a cada 06 (seis) meses, devendo a autoridade judiciária competente, com base 
em relatório elaborado por equipe interprofissional ou multidisciplinar, decidir de forma fundamentada pela 
possibilidade de reintegração familiar ou pela colocação em família substituta. 
b) A permanência da criança e do adolescente em programa de acolhimento institucional não se prolongará por 
mais de 18 (dezoito meses), salvo comprovada necessidade que atenda ao seu superior interesse, devidamente 
fundamentada pela autoridade judiciária. 
c) Será garantida a convivência da criança e do adolescente com a mãe ou o pai privado de liberdade, por meio de 
visitas periódicas promovidas pelo responsável ou, nas hipóteses de acolhimento institucional, pela entidade 
responsável, desde que haja autorização judicial. 
d) A busca à família extensa respeitará o prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias, prorrogável por igual período. 
e) Os detentores da guarda possuem o prazo de 30 (trinta) dias para propor a ação de adoção, contado do dia 
seguinte à data do término do estágio de convivência. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. A reavaliação deve ocorrer a cada 3 meses. 
Art. 19, § 1º - Toda criança ou adolescente que estiver inserido em programa de acolhimento familiar ou institucional 
terá sua situação reavaliada, no máximo, a cada 3 (três) meses, devendo a autoridade judiciária competente, com base 
em relatório elaborado por equipe interprofissional ou multidisciplinar, decidir de forma fundamentada pela 
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Estatuto da criança e do adolescente 
possibilidade de reintegração familiar ou pela colocação em família substituta, em quaisquer das modalidades 
previstas no art. 28 desta Lei. 
B – Correta. A alternativa está em conformidade com o artigo 19, § 2º, do ECA, que determina: 
A permanência da criança e do adolescente em programa de acolhimento institucional não se prolongará por mais de 
18 (dezoito meses), salvo comprovada necessidade que atenda ao seu superior interesse, devidamente fundamentada 
pela autoridade judiciária. 
C – Errada. A convivência com a mãe ou o pai privado de liberdade por meio de visitas periódicas independe de 
autorização judicial. 
Art. 19, § 4º - Será garantida a convivência da criança e do adolescente com a mãe ou o pai privado de liberdade, por 
meio de visitas periódicas promovidas pelo responsável ou, nas hipóteses de acolhimento institucional, pela entidade 
responsável, independentemente de autorização judicial. 
D – Errada. O prazo máximo para busca da família extensa será de 90 dias. 
Art. 19-A, § 3º A busca à família extensa, conforme definida nos termos do parágrafo único do art. 25 desta Lei, 
respeitará o prazo máximo de 90 (noventa) dias, prorrogável por igual período. 
E – Errada. O prazo para propor ação de adoção será de apenas 15 dias. 
Art. 19-A, § 7º Os detentores da guarda possuem o prazo de 15 (quinze) dias para propor a ação de adoção, contado 
do dia seguinte à data do término do estágio de convivência. 
Gabarito: B 
 
 
Art. 19-B. A criançae o adolescente em programa de acolhimento institucional ou familiar poderão participar de 
programa de apadrinhamento. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017) 
§ 1º O apadrinhamento consiste em estabelecer e proporcionar à criança e ao adolescente vínculos externos à instituição 
para fins de convivência familiar e comunitária e colaboração com o seu desenvolvimento nos aspectos social, moral, 
físico, cognitivo, educacional e financeiro. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017) 
§ 2º Podem ser padrinhos ou madrinhas pessoas maiores de 18 (dezoito) anos não inscritas nos cadastros de adoção, 
desde que cumpram os requisitos exigidos pelo programa de apadrinhamento de que fazem parte. (Incluído pela Lei nº 
13.509, de 2017) 
§ 3º Pessoas jurídicas podem apadrinhar criança ou adolescente a fim de colaborar para o seu desenvolvimento. (Incluído 
pela Lei nº 13.509, de 2017) 
§ 4º O perfil da criança ou do adolescente a ser apadrinhado será definido no âmbito de cada programa de 
apadrinhamento, com prioridade para crianças ou adolescentes com remota possibilidade de reinserção familiar ou 
colocação em família adotiva. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017) 
§ 5º Os programas ou serviços de apadrinhamento apoiados pela Justiça da Infância e da Juventude poderão ser 
executados por órgãos públicos ou por organizações da sociedade civil. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017) 
§ 6º Se ocorrer violação das regras de apadrinhamento, os responsáveis pelo programa e pelos serviços de acolhimento 
deverão imediatamente notificar a autoridade judiciária competente. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017) 
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O apadrinhamento consiste em um programa em que se proporciona à criança e ao adolescente em 
acolhimento institucional ou familiar vínculos externos à instituição, visando à convivência familiar e comunitária 
e ao desenvolvimento em vários aspectos, inclusive o financeiro. 
Quem executa os programas de apadrinhamento? 
▪ são apoiados pela Justiça da Infância e da Juventude; 
▪ poderão ser executados por órgãos públicos ou por organizações da sociedade civil. 
Quem pode ser padrinho/ madrinha? 
▪ pessoas maiores de 18 anos não inscritas nos cadastros de adoção; 
▪ pessoas jurídicas. 
É importante ressaltar que pessoas inscritas no cadastro de adoção não podem apadrinhar. Porém, 
pessoas que apadrinham podem se inscrever no cadastro de adoção para adotar criança ou adolescente que não 
seja aquela que estava apadrinhando. Resumindo: quem está na fila não pode apadrinhar, mas quem está 
apadrinhando pode entrar na fila. 
Exemplo: Juninho é uma criança em acolhimento institucional. Por meio de um programa de 
apadrinhamento, Gertrudes se tornou madrinha de Juninho. Gertrudes não está inscrita nos cadastros de 
adoção. Porém, depois, Gertrudes sentiu o desejo de entrar na fila da adoção e adotar uma criança. 
Gertrudes poderá entrar na fila de adoção? Sim! Ela poderá adotar o Juninho? Não! Ela poderá adotar outra 
criança. 
 
Vunesp – SERTPREV/SP – Procurador Jurídico – 2019 – Q1135468 
Acerca do programa de apadrinhamento previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, assinale a alternativa 
correta. 
a) Apenas o adolescente em programa de acolhimento institucional ou familiar poderá participar de programa de 
apadrinhamento, que não pode ser estendido à criança. 
b) Pessoas jurídicas podem apadrinhar criança ou adolescente a fim de colaborar para o seu desenvolvimento. 
c) O apadrinhamento, vedado ao adolescente, consiste em estabelecer e proporcionar à criança vínculos externos 
à instituição para fins de convivência familiar e comunitária e colaboração com o seu desenvolvimento nos 
aspectos social, moral, físico, cognitivo, educacional e financeiro. 
d) Podem ser padrinhos ou madrinhas pessoas maiores de 21 (vinte e um) anos não inscritas nos cadastros de 
adoção, desde que cumpram os requisitos exigidos pelo programa de apadrinhamento de que fazem parte. 
e) O perfil da criança ou do adolescente a ser apadrinhado será definido no âmbito de cada programa de 
apadrinhamento, com prioridade para crianças ou adolescentes com grande possibilidade de reinserção familiar 
ou colocação em família adotiva. 
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RESOLUÇÃO: 
A – Errada. Tanto a criança quanto o adolescente podem participar do programa de apadrinhamento. 
Art. 19-B. A criança e o adolescente em programa de acolhimento institucional ou familiar poderão participar de 
programa de apadrinhamento. 
B – Correta. Pessoas jurídicas podem apadrinhar criança ou adolescente a fim de colaborar para o seu 
desenvolvimento. 
Art. 19-B, § 3º Pessoas jurídicas podem apadrinhar criança ou adolescente a fim de colaborar para o seu 
desenvolvimento. 
C – Errada. Tanto a criança quanto o adolescente podem participar do programa de apadrinhamento. 
Art. 19-B. A criança e o adolescente em programa de acolhimento institucional ou familiar poderão participar de 
programa de apadrinhamento. § 1º O apadrinhamento consiste em estabelecer e proporcionar à criança e ao 
adolescente vínculos externos à instituição para fins de convivência familiar e comunitária e colaboração com o seu 
desenvolvimento nos aspectos social, moral, físico, cognitivo, educacional e financeiro. 
D – Errada. A idade mínima para padrinhos e madrinhas é 18 anos. 
Art. 19-B, § 2º Podem ser padrinhos ou madrinhas pessoas maiores de 18 (dezoito) anos não inscritas nos cadastros de 
adoção, desde que cumpram os requisitos exigidos pelo programa de apadrinhamento de que fazem parte. 
E – Errada. A prioridade é para crianças ou adolescentes com remota possibilidade de reinserção familiar ou 
colocação em família adotiva. 
Art. 19-B, § 4º O perfil da criança ou do adolescente a ser apadrinhado será definido no âmbito de cada programa de 
apadrinhamento, com prioridade para crianças ou adolescentes com remota possibilidade de reinserção familiar ou 
colocação em família adotiva. 
Gabarito: B 
 
 
Art. 20. Os filhos, havidos ou não da relação do casamento, ou por adoção, terão os mesmos direitos e qualificações, 
proibidas quaisquer designações discriminatórias relativas à filiação. 
 Este artigo enfatiza a vedação à discriminação com relação aos filhos: haverá igualdade, 
independentemente de serem havidos da relação do casamento, fora do casamento ou por adoção. 
 
Art. 21. O pátrio poder poder familiar será exercido, em igualdade de condições, pelo pai e pela mãe, na forma do que 
dispuser a legislação civil, assegurado a qualquer deles o direito de, em caso de discordância, recorrer à autoridade 
judiciária competente para a solução da divergência. (Expressão substituída pela Lei nº 12.010, de 2009) Vigência 
A Lei 12.010/2009 alterou a expressão “pátrio poder” para “poder familiar”. A antiga expressão “pátrio” 
sugere a relação principalmente com a figura paterna. Já a expressão “poder familiar” é mais coerente com a 
orientação de que o pai e a mãe exercerão o poder familiar em igualdade de condições. 
 
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Art. 22. Aos pais incumbe o dever de sustento, guarda e educação dos filhos menores, cabendo-lhes ainda, no interesse 
destes, a obrigação de cumprir e fazer cumprir as determinações judiciais. 
Parágrafo único. A mãe e o pai, ou os responsáveis, têm direitos iguais e deveres e responsabilidades compartilhados 
no cuidado e na educação da criança, devendo ser resguardado o direito de transmissão familiar de suas crenças e 
culturas, assegurados os direitos da criança estabelecidos nesta Lei. (Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016) 
 São destacados diversos deveres dos pais quanto aos filhos menores: sustento, guarda, educação e 
cumprimento de determinaçõesjudiciais. Ademais, o parágrafo único reitera a igualdade entre mãe e pai. 
Perceba que, ao mesmo tempo em que os pais têm o direito de transmitir suas crenças e culturas, deve 
ser assegurado o direito da criança ter suas crenças. No artigo 16, III, por exemplo, vimos que a criança tem direito 
à liberdade, que compreende a liberdade de crença e culto religioso. 
 
Art. 23. A falta ou a carência de recursos materiais não constitui motivo suficiente para a perda ou a suspensão do pátrio 
poder poder familiar . (Expressão substituída pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 1º Não existindo outro motivo que por si só autorize a decretação da medida, a criança ou o adolescente será mantido 
em sua família de origem, a qual deverá obrigatoriamente ser incluída em serviços e programas oficiais de proteção, 
apoio e promoção. (Redação dada pela Lei nº 13.257, de 2016) 
§ 2º A condenação criminal do pai ou da mãe não implicará a destituição do poder familiar, exceto na hipótese de 
condenação por crime doloso sujeito à pena de reclusão contra outrem igualmente titular do mesmo poder familiar ou 
contra filho, filha ou outro descendente. (Redação dada pela Lei nº 13.715, de 2018) 
O ECA prioriza a convivência do menor de idade com sua família. Neste artigo, ressalta-se que nem mesmo 
a condenação criminal dos pais, tampouco a carência de recursos, é capaz de destituir o poder familiar. 
Quanto à condenação criminal, contudo, é importante ressaltar as exceções: se for por crime doloso 
sujeito à pena de reclusão contra outrem igualmente titular do mesmo poder familiar ou contra qualquer 
descendente. Antes da Lei 13.715/2018, a exceção incluía apenas o caso de crime contra o próprio filho ou filha. A 
referida lei expandiu as possibilidades. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
 
 
 
 
 
 
Quadrix – CRP/SP – 2016 – Q1233993 
Nos termos da Lei nº 8.069/90, é direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio de sua família e, 
excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente que 
garante seu desenvolvimento integral. Com relação ao tema, assinale a alternativa incorreta. 
a) Os filhos, havidos ou não da relação do casamento, ou por adoção, terão os mesmos direitos e qualificações, 
proibidas quaisquer designações discriminatórias relativas à filiação. 
b) O poder familiar será exercido, em igualdade de condições, pelo pai e pela mãe, observando as disposições da 
legislação civil. 
c) Aos pais incumbe o dever de sustento, guarda e educação dos filhos menores, cabendo-lhes ainda, no interesse 
destes, a obrigação de cumprir e fazer cumprir as determinações judiciais. 
d) A falta ou a carência de recursos materiais constitui motivo suficiente para a perda ou a suspensão do poder 
familiar. 
e) A mãe e o pai, ou os responsáveis, têm direitos iguais e deveres e responsabilidades compartilhados no cuidado 
e na educação da criança. 
destitui o poder familiar?
Condenação 
criminal
Exceção: SIM
crime doloso sujeito à pena de 
reclusão contra titular do mesmo 
poder familiar ou descendente
Regra:
NÃO
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Estatuto da criança e do adolescente 
RESOLUÇÃO: 
A – Correta, nos termos do artigo 20 do ECA: 
Art. 20. Os filhos, havidos ou não da relação do casamento, ou por adoção, terão os mesmos direitos e qualificações, 
proibidas quaisquer designações discriminatórias relativas à filiação. 
B – Correta, nos termos do artigo 21 do ECA: 
Art. 21. O poder familiar será exercido, em igualdade de condições, pelo pai e pela mãe, na forma do que dispuser a 
legislação civil, assegurado a qualquer deles o direito de, em caso de discordância, recorrer à autoridade judiciária 
competente para a solução da divergência. 
C – Correta, nos termos do artigo 22 do ECA: 
Art. 22. Aos pais incumbe o dever de sustento, guarda e educação dos filhos menores, cabendo-lhes ainda, no interesse 
destes, a obrigação de cumprir e fazer cumprir as determinações judiciais. 
D – Errada. A falta ou a carência de recursos materiais NÃO constitui motivo suficiente para a perda ou a suspensão 
do poder familiar. 
Art. 23. A falta ou a carência de recursos materiais não constitui motivo suficiente para a perda ou a suspensão do 
poder familiar. 
E – Correta, nos termos do artigo 22, parágrafo único, do ECA: 
Art. 22, parágrafo único. A mãe e o pai, ou os responsáveis, têm direitos iguais e deveres e responsabilidades 
compartilhados no cuidado e na educação da criança, devendo ser resguardado o direito de transmissão familiar de 
suas crenças e culturas, assegurados os direitos da criança estabelecidos nesta Lei. 
Gabarito: D 
 
 
Art. 24. A perda e a suspensão do pátrio poder poder familiar serão decretadas judicialmente, em procedimento 
contraditório, nos casos previstos na legislação civil, bem como na hipótese de descumprimento injustificado dos 
deveres e obrigações a que alude o art. 22. (Expressão substituída pela Lei nº 12.010, de 2009) 
 Podemos resumir o artigo 24 em duas perguntas: 
Como é o procedimento da perda/ suspensão do poder familiar? 
A perda/ suspensão é decretada judicialmente, sendo assegurado o contraditório. 
Em que casos ocorre a perda/ suspensão do poder familiar? 
Nos casos previstos na legislação civil, bem como na hipótese de descumprimento injustificado dos 
deveres e obrigações a que alude o artigo 22 do ECA (sustento, guarda, educação e cumprimento de 
determinações judiciais). 
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Estatuto da criança e do adolescente 
Seção II: Da Família Natural (arts. 25 a 27) 
Art. 25. Entende-se por família natural a comunidade formada pelos pais ou qualquer deles e seus descendentes. 
Parágrafo único. Entende-se por família extensa ou ampliada aquela que se estende para além da unidade pais e filhos 
ou da unidade do casal, formada por parentes próximos com os quais a criança ou adolescente convive e mantém 
vínculos de afinidade e afetividade. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
 O artigo 25 apresenta os conceitos de família natural e família extensa, também chamada de ampliada. 
Posteriormente, o artigo 28 disporá sobre a família substituta. Vejamos o quadro comparativo: 
 
Família natural Família extensa ou ampliada Família substituta 
Artigo 25 Artigo 25, parágrafo único Artigo 28 
A comunidade formada pelos pais 
ou qualquer deles e seus 
descendentes (se for só um dos 
pais, também é chamada de 
“monoparental”). 
 
Aquela que se estende para além 
da unidade pais e filhos ou da 
unidade do casal, formada por 
parentes próximos com os quais a 
criança ou adolescente convive e 
mantém vínculos de afinidade e 
afetividade. 
Formada mediante: 
▪ Guarda 
▪ Tutela 
▪ adoção 
 
 
 
Vunesp – EBSERH – Pedagogo – 2020 – Q1615669 
A legislação de proteção à criança e ao adolescente tem a preocupação de definir e caracterizar todos os agentes 
que possam proteger a criança e o adolescente em seus direitos. Assim, caracteriza a família como sendo “aquela 
que se estende para além da unidade pais e filhos ou da unidade do casal, formada por parentes próximos com os 
quais a criança ou adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade”. Trata-se, nesse caso, da 
família 
a) natural. 
b) tutelar. 
c) adotiva. 
d) substituta. 
e) extensa. 
RESOLUÇÃO: 
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Estatuto da criança e do adolescente 
A família extensa ou ampliada é aquela que se estende para além da unidade pais e filhos ou da unidade do casal, 
formada por parentes próximos com os quais a criança ou adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e 
afetividade. 
Art. 25. Entende-se por família natural a comunidade formada pelos pais ou qualquer delese seus descendentes. 
Parágrafo único. Entende-se por família extensa ou ampliada aquela que se estende para além da unidade pais e filhos 
ou da unidade do casal, formada por parentes próximos com os quais a criança ou adolescente convive e mantém 
vínculos de afinidade e afetividade. 
Gabarito: E 
 
Art. 26. Os filhos havidos fora do casamento poderão ser reconhecidos pelos pais, conjunta ou separadamente, no 
próprio termo de nascimento, por testamento, mediante escritura ou outro documento público, qualquer que seja a 
origem da filiação. 
Parágrafo único. O reconhecimento pode preceder o nascimento do filho ou suceder-lhe ao falecimento, se deixar 
descendentes. 
O reconhecimento de filhos havidos fora do casamento pode ser feito por meio de uma destas formas: 
próprio termo de nascimento, por testamento, mediante escritura ou outro documento público. 
 
Art. 27. O reconhecimento do estado de filiação é direito personalíssimo, indisponível e imprescritível, podendo ser 
exercitado contra os pais ou seus herdeiros, sem qualquer restrição, observado o segredo de Justiça. 
 Vejamos as características do direito ao reconhecimento do estado de filiação: 
▪ personalíssimo = também chamado de “direito da personalidade”, é inerente à dignidade da pessoa 
humana; 
▪ indisponível = não se pode dispor deste direito, ou seja, não é possível “abrir mão”; 
▪ imprescritível = é um direito que não está sujeito a prazo prescricional, ou seja, é uma pretensão que não 
se perde com o tempo. 
 
Seção III: Da Família Substituta (arts. 28 a 52-D) 
 Se não for possível a convivência com a família natural ou com a família extensa/ ampliada, o menor de idade 
pode ser colocado em uma família substituta. Como isso ocorre? Há três maneiras: guarda, tutela ou adoção. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
DDD = Dica da Dani → GTA: Guarda, Tutela, Adoção 
 
Subseção I: Disposições Gerais (arts. 28 a 32) 
Art. 28. A colocação em família substituta far-se-á mediante guarda, tutela ou adoção, independentemente da situação 
jurídica da criança ou adolescente, nos termos desta Lei. 
§ 1º Sempre que possível, a criança ou o adolescente será previamente ouvido por equipe interprofissional, respeitado 
seu estágio de desenvolvimento e grau de compreensão sobre as implicações da medida, e terá sua opinião devidamente 
considerada. (Redação dada pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 2º Tratando-se de maior de 12 (doze) anos de idade, será necessário seu consentimento, colhido em audiência. 
(Redação dada pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 3º Na apreciação do pedido levar-se-á em conta o grau de parentesco e a relação de afinidade ou de afetividade, a fim 
de evitar ou minorar as consequências decorrentes da medida. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 4º Os grupos de irmãos serão colocados sob adoção, tutela ou guarda da mesma família substituta, ressalvada a 
comprovada existência de risco de abuso ou outra situação que justifique plenamente a excepcionalidade de solução 
diversa, procurando-se, em qualquer caso, evitar o rompimento definitivo dos vínculos fraternais. (Incluído pela Lei nº 
12.010, de 2009) 
§ 5º A colocação da criança ou adolescente em família substituta será precedida de sua preparação gradativa e 
acompanhamento posterior, realizados pela equipe interprofissional a serviço da Justiça da Infância e da Juventude, 
preferencialmente com o apoio dos técnicos responsáveis pela execução da política municipal de garantia do direito à 
convivência familiar. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 6º Em se tratando de criança ou adolescente indígena ou proveniente de comunidade remanescente de quilombo, é 
ainda obrigatório: (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
I - que sejam consideradas e respeitadas sua identidade social e cultural, os seus costumes e tradições, bem como suas 
instituições, desde que não sejam incompatíveis com os direitos fundamentais reconhecidos por esta Lei e pela 
Constituição Federal; (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
II - que a colocação familiar ocorra prioritariamente no seio de sua comunidade ou junto a membros da mesma etnia; 
(Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
III - a intervenção e oitiva de representantes do órgão federal responsável pela política indigenista, no caso de crianças 
e adolescentes indígenas, e de antropólogos, perante a equipe interprofissional ou multidisciplinar que irá acompanhar 
o caso. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
Família substituta
Guarda
(arts. 33 a 35)
Tutela
(arts. 36 a 38)
Adoção
(arts. 39 a 52-D)
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Estatuto da criança e do adolescente 
A colocação do menor de idade em família substituta depende de seu consentimento? 
Depende! Aqui, o ECA aponta uma diferença entre criança e adolescente: o consentimento só é necessário 
para o maior de 12 anos (adolescente). Independentemente da idade, o menor será ouvido e terá sua opinião 
devidamente considerada. 
E como fica a colocação de irmãos em família substituta? 
▪ Regra = serão colocados na mesma família substituta 
▪ Exceção = risco de abuso ou outra situação que justifique plenamente a excepcionalidade de solução 
diversa, procurando-se, em qualquer caso, evitar o rompimento definitivo dos vínculos fraternais. 
Como é a preparação para a colocação em uma família substituta? 
Note que a colocação em família substituta envolve profissionais diversos para que essa transição ocorra 
da melhor maneira possível. Neste sentido, sempre que possível, a criança ou o adolescente será previamente 
ouvido por equipe interprofissional. Ademais, haverá equipe interprofissional trabalhando na preparação 
gradativa e no acompanhamento posterior. 
Quanto aos indígenas ou provenientes de quilombos, o § 6º destaca cuidados que devem ser tomados 
com o objetivo de respeitar sua identidade sociocultural. De preferência, serão colocados no seio de sua 
comunidade ou junto a membros da mesma etnia. 
 
 
CONSULPLAN – Prefeitura de Viana/ES– Assistente de Educação Básica – 2019 – Q1134750 
A colocação em família substituta far-se-á mediante guarda, tutela ou adoção, independentemente da situação 
jurídica da criança ou adolescente, nos termos do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA). Referente a colocação 
em família substitutiva assinale a opção CORRETA: 
a) Tratando-se de maior de 10 (dez) anos de idade, será necessário seu consentimento, colhido em audiência. 
b) Na apreciação do pedido levar-se-á em conta o grau de parentesco e a relação de afinidade ou de afetividade, a 
fim de evitar ou minorar as consequências decorrentes da medida. 
c) Os grupos de irmãos serão sempre colocados sob adoção, tutela ou guarda da mesma família substituta. 
d) Em se tratando de criança ou adolescente indígena é obrigatório que a colocação familiar ocorra em outra 
comunidade para miscigenação cultural. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. A idade a partir da qual é necessário o consentimento é 12 anos. 
Art. 28, § 2º Tratando-se de maior de 12 (doze) anos de idade, será necessário seu consentimento, colhido em 
audiência. 
B – Correta. A alternativa está correta, pois reproduz a literalidade do artigo 28, § 3º, do ECA: 
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Estatuto da criança e do adolescente 
Art. 28, § 3º Na apreciação do pedido levar-se-á em conta o grau de parentesco e a relação de afinidade ou de 
afetividade, a fim de evitar ou minorar as consequências decorrentes da medida. 
C – Errada. Há ressalvas para que o grupo de irmãos seja colocado na mesma família. Portanto, é errado afirmar 
que “sempre” serão colocados na mesma família. 
Art. 28, § 4º Os grupos de irmãos serão colocados sob adoção, tutela ou guarda da mesma família substituta, 
ressalvada a comprovada existência de risco de abuso ou outra situaçãoque justifique plenamente a excepcionalidade 
de solução diversa, procurando-se, em qualquer caso, evitar o rompimento definitivo dos vínculos fraternais. 
D – Errada. Não é obrigatório que a criança ou adolescente indígena seja colocado em outra comunidade. Ao 
contrário: de preferência, serão colocados no seio de sua comunidade ou junto a membros da mesma etnia. 
Art. 28, § 6º Em se tratando de criança ou adolescente indígena ou proveniente de comunidade remanescente de 
quilombo, é ainda obrigatório: (...) II - que a colocação familiar ocorra prioritariamente no seio de sua comunidade ou 
junto a membros da mesma etnia; 
Gabarito: B 
 
Art. 29. Não se deferirá colocação em família substituta a pessoa que revele, por qualquer modo, incompatibilidade com 
a natureza da medida ou não ofereça ambiente familiar adequado. 
Aqui, vemos duas situações nas quais não é deferida a colocação em família substituta: 
▪ a pessoa revela, por qualquer modo, incompatibilidade com a natureza da medida; 
▪ a pessoa não oferece ambiente familiar adequado. 
 
Art. 30. A colocação em família substituta não admitirá transferência da criança ou adolescente a terceiros ou a entidades 
governamentais ou não-governamentais, sem autorização judicial. 
Uma vez colocado o menor de idade em família substituta, sua transferência a terceiros ou entidades 
somente poderá ocorrer mediante autorização judicial. Cuidado com as pegadinhas de prova que afirmam que 
a transferência da criança não é admitia em hipótese alguma. Como você pode ver, essa transferência pode ocorrer 
com autorização judicial. 
 
Art. 31. A colocação em família substituta estrangeira constitui medida excepcional, somente admissível na modalidade 
de adoção. 
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Lembre-se de que há 3 formas de colocação em família substituta: Guarda, Tutela ou Adoção (GTA). Em 
se tratando de colocação em família estrangeira, a única hipótese aplicável é a adoção. Isso significa que não é 
possível a guarda ou tutela por família estrangeira. 
 
Art. 32. Ao assumir a guarda ou a tutela, o responsável prestará compromisso de bem e fielmente desempenhar o 
encargo, mediante termo nos autos. 
Na guarda e na tutela, o responsável prestará compromisso relativo ao bom e fiel desempenho de seu 
encargo. A adoção não consta neste artigo porque possui regras mais específicas, que veremos adiante. 
Subseção II: Da Guarda (arts. 33 a 35) 
Art. 33. A guarda obriga a prestação de assistência material, moral e educacional à criança ou adolescente, conferindo a 
seu detentor o direito de opor-se a terceiros, inclusive aos pais. (Vide Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 1º A guarda destina-se a regularizar a posse de fato, podendo ser deferida, liminar ou incidentalmente, nos 
procedimentos de tutela e adoção, exceto no de adoção por estrangeiros. 
§ 2º Excepcionalmente, deferir-se-á a guarda, fora dos casos de tutela e adoção, para atender a situações peculiares ou 
suprir a falta eventual dos pais ou responsável, podendo ser deferido o direito de representação para a prática de atos 
determinados. 
§ 3º A guarda confere à criança ou adolescente a condição de dependente, para todos os fins e efeitos de direito, inclusive 
previdenciários. 
§ 4º Salvo expressa e fundamentada determinação em contrário, da autoridade judiciária competente, ou quando a 
medida for aplicada em preparação para adoção, o deferimento da guarda de criança ou adolescente a terceiros não 
impede o exercício do direito de visitas pelos pais, assim como o dever de prestar alimentos, que serão objeto de 
regulamentação específica, a pedido do interessado ou do Ministério Público. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
O detentor da guarda tem o dever de proporcionar assistência material, moral e educacional. Por outro 
lado, tem o direito de se opor a terceiros, inclusive os pais do menor de idade. 
A guarda tem o objetivo de regularizar a posse de fato, ou seja, formalizar uma situação em que a pessoa 
já provê a assistência à criança ou adolescente. Nos procedimentos de tutela e adoção, a guarda pode ser deferida 
no curso do processo. 
A criança ou adolescente sob guarda será considerada dependente do detentor da guarda, inclusive para 
fins previdenciários (perante o INSS) – este detalhe cai bastante em provas! Aqui, é importante destacar que o 
STF, no Informativo nº 1020, de junho de 2021, confirmou que os menores sob guarda devem ser reconhecidos 
como dependentes “para todos os efeitos jurídicos, abrangendo, também, a esfera previdenciária”, com 
fundamento no “princípio da proteção integral e da prioridade absoluta, desde que comprovada a dependência 
econômica, nos termos da legislação previdenciária”. 
Guarda X
Tutela X
Adoção V
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QUADRIX – COREN/RS – Analista Enfermeiro – 2018 – Q1082693 
Conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a guarda da criança não 
a) inclui a obrigação de prestação educacional. 
b) inclui a obrigação de prestação de assistência moral. 
c) impede o direito de visitas dos pais. 
d) inclui a condição de dependente para fins previdenciários. 
e) inclui o direito de opor‐se a terceiros, inclusive aos pais. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. A guarda da criança inclui a obrigação de prestação educacional. 
Art. 33. A guarda obriga a prestação de assistência material, moral e educacional à criança ou adolescente, conferindo 
a seu detentor o direito de opor-se a terceiros, inclusive aos pais. 
B – Errada. A guarda da criança inclui a obrigação de prestação de assistência moral. 
Art. 33. A guarda obriga a prestação de assistência material, moral e educacional à criança ou adolescente, conferindo 
a seu detentor o direito de opor-se a terceiros, inclusive aos pais. 
C – Correta. A guarda da criança NÃO impede o direito de visitas dos pais. 
Art. 33, § 4º Salvo expressa e fundamentada determinação em contrário, da autoridade judiciária competente, ou 
quando a medida for aplicada em preparação para adoção, o deferimento da guarda de criança ou adolescente a 
terceiros não impede o exercício do direito de visitas pelos pais, assim como o dever de prestar alimentos, que serão 
objeto de regulamentação específica, a pedido do interessado ou do Ministério Público. 
D – Errada. A guarda da criança inclui a condição de dependente para fins previdenciários. 
Art. 33, § 3º A guarda confere à criança ou adolescente a condição de dependente, para todos os fins e efeitos de direito, 
inclusive previdenciários. 
E – Errada. A guarda da criança inclui o direito de opor‐se a terceiros, inclusive aos pais. 
Art. 33. A guarda obriga a prestação de assistência material, moral e educacional à criança ou adolescente, conferindo 
a seu detentor o direito de opor-se a terceiros, inclusive aos pais. 
Gabarito: C 
 
Art. 34. O poder público estimulará, por meio de assistência jurídica, incentivos fiscais e subsídios, o acolhimento, sob a 
forma de guarda, de criança ou adolescente afastado do convívio familiar. (Redação dada pela Lei nº 12.010, de 2009) 
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§ 1º A inclusão da criança ou adolescente em programas de acolhimento familiar terá preferência a seu acolhimento 
institucional, observado, em qualquer caso, o caráter temporário e excepcional da medida, nos termos desta Lei. 
(Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 2º Na hipótese do § 1º deste artigo a pessoa ou casal cadastrado no programa de acolhimento familiar poderá receber 
a criança ou adolescente mediante guarda, observado o disposto nos arts. 28 a 33 desta Lei. (Incluído pela Lei nº 12.010, 
de 2009) 
§ 3º A União apoiará a implementação de serviços de acolhimento em família acolhedora comopolítica pública, os quais 
deverão dispor de equipe que organize o acolhimento temporário de crianças e de adolescentes em residências de 
famílias selecionadas, capacitadas e acompanhadas que não estejam no cadastro de adoção. (Incluído pela Lei nº 13.257, 
de 2016) 
§ 4º Poderão ser utilizados recursos federais, estaduais, distritais e municipais para a manutenção dos serviços de 
acolhimento em família acolhedora, facultando-se o repasse de recursos para a própria família acolhedora. (Incluído pela 
Lei nº 13.257, de 2016) 
É preferível o acolhimento familiar ao acolhimento institucional. Por isso, o Poder Público estimulará o 
acolhimento sob a forma de guarda. De que forma? Por meio de assistência jurídica, incentivos fiscais e subsídios, 
inclusive com repasse de recursos para a família acolhedora. 
 
Art. 35. A guarda poderá ser revogada a qualquer tempo, mediante ato judicial fundamentado, ouvido o Ministério 
Público. 
Diferentemente da adoção, que é irrevogável, a guarda e a tutela podem ser revogadas. Atenção aos 
requisitos para a revogação da guarda: ato judicial fundamentado, com oitiva do Ministério Público. 
 
 
Vunesp – TJ/AP – Oficial de Justiça Avaliador – 2014 – Q1039990 
Assinale a alternativa correta. 
a) A inclusão da criança ou adolescente em programas de acolhimento familiar terá preferência a seu acolhimento 
institucional. 
b) A guarda obriga a prestação de assistência social, educacional e moral à criança ou adolescente, conferindo a 
seu detentor o direito de opor-se a terceiros, inclusive os pais. 
c) A guarda destina-se a regularizar a posse de fato, devendo sempre ser deferida, liminar ou incidentalmente, nos 
procedimentos de tutela e adoção. 
d) A guarda confere à criança ou adolescente a condição de dependente, para todos os fins e efeitos de direito, 
exceto previdenciários. 
e) A guarda poderá ser revogada a qualquer tempo, desde que precedida de informação ao juízo. 
RESOLUÇÃO: 
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A – Correta. A inclusão da criança ou adolescente em programas de acolhimento familiar terá preferência a seu 
acolhimento institucional. 
Art. 34, § 1º A inclusão da criança ou adolescente em programas de acolhimento familiar terá preferência a seu 
acolhimento institucional, observado, em qualquer caso, o caráter temporário e excepcional da medida, nos termos 
desta Lei. 
B – Errada. A alternativa está incompleta porque não mencionou a assistência material. 
Art. 33. A guarda obriga a prestação de assistência material, moral e educacional à criança ou adolescente, conferindo 
a seu detentor o direito de opor-se a terceiros, inclusive aos pais. 
C – Errada. No caso de procedimento de adoção por estrangeiros, a tutela não será deferida. 
Art. 33, § 1º A guarda destina-se a regularizar a posse de fato, podendo ser deferida, liminar ou incidentalmente, nos 
procedimentos de tutela e adoção, exceto no de adoção por estrangeiros. 
D – Errada. A condição de dependente inclui os fins previdenciários. 
Art. 33, § 3º A guarda confere à criança ou adolescente a condição de dependente, para todos os fins e efeitos de direito, 
inclusive previdenciários. 
E – Errada. Para a revogação da guarda, não basta “informação ao juízo.” É preciso haver ato judicial 
fundamentado, ouvido o Ministério Público. 
Art. 35. A guarda poderá ser revogada a qualquer tempo, mediante ato judicial fundamentado, ouvido o Ministério 
Público. 
Gabarito: A 
 
Subseção III: Da Tutela (arts. 36 a 38) 
Art. 36. A tutela será deferida, nos termos da lei civil, a pessoa de até 18 (dezoito) anos incompletos. (Redação dada 
pela Lei nº 12.010, de 2009) 
Parágrafo único. O deferimento da tutela pressupõe a prévia decretação da perda ou suspensão do pátrio poder poder 
familiar e implica necessariamente o dever de guarda. (Expressão substituída pela Lei nº 12.010, de 2009) 
A tutela é destinada à pessoa de até 18 anos incompletos, ou seja, à criança ou ao adolescente. 
A tutela poderá ser deferida nos casos em que houve perda ou suspensão do poder familiar. Quem detém 
a tutela é chamado de tutor e detém, necessariamente, o dever de guarda, que abrange a assistência material, 
moral e educacional. 
 
Art. 37. O tutor nomeado por testamento ou qualquer documento autêntico, conforme previsto no parágrafo único do 
art. 1.729 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 - Código Civil, deverá, no prazo de 30 (trinta) dias após a abertura da 
sucessão, ingressar com pedido destinado ao controle judicial do ato, observando o procedimento previsto nos arts. 165 
a 170 desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 12.010, de 2009) 
Parágrafo único. Na apreciação do pedido, serão observados os requisitos previstos nos arts. 28 e 29 desta Lei, somente 
sendo deferida a tutela à pessoa indicada na disposição de última vontade, se restar comprovado que a medida é 
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vantajosa ao tutelando e que não existe outra pessoa em melhores condições de assumi-la. (Redação dada pela Lei nº 
12.010, de 2009) 
Como é feita a nomeação do tutor? 
A nomeação é feita por testamento ou qualquer documento autêntico. Neste sentido, o artigo 1.729 do 
Código Civil estabelece: 
Art. 1.729, CC - O direito de nomear tutor compete aos pais, em conjunto. 
Parágrafo único. A nomeação deve constar de testamento ou de qualquer outro 
documento autêntico. 
Com a nomeação, o tutor terá o prazo de 30 dias para ingressar com pedido destinado ao controle judicial 
do ato. Os artigos 165 a 170 do ECA estabelecem os procedimentos acerca da colocação em família substituta. 
Na apreciação do pedido, serão observados os requisitos previstos nos artigos 28 e 29 do ECA. Esses artigos 
ressaltam a atuação da equipe interprofissional, a importância da opinião da criança ou adolescente e a 
necessidade de compatibilidade com a natureza da medida, bem como o oferecimento de ambiente familiar 
adequado. 
 
Art. 38. Aplica-se à destituição da tutela o disposto no art. 24. 
A destituição da tutela, assim como a perda e a suspensão do poder familiar previstas no artigo 24 do 
ECA, será decretada judicialmente, em procedimento contraditório, nos casos previstos na legislação civil, bem 
como na hipótese de descumprimento injustificado dos deveres e obrigações 
 
 
Cespe – MPE/PI – Analista Ministerial – 2018 – Q936140 
A tutela deferida de um menor pressupõe a prévia decretação da perda ou suspensão do poder familiar e implica 
necessariamente o dever de guarda. 
RESOLUÇÃO: 
A tutela deferida de um menor pressupõe a prévia decretação da perda ou suspensão do poder familiar e implica 
necessariamente o dever de guarda. 
Art. 36, Parágrafo único. O deferimento da tutela pressupõe a prévia decretação da perda ou suspensão do poder 
familiar e implica necessariamente o dever de guarda. 
Gabarito: Certo 
 
Subseção IV: Da Adoção (arts. 39 a 52-D) 
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Art. 39. A adoção de criança e de adolescente reger-se-á segundo o disposto nesta Lei. 
§ 1º A adoção é medida excepcional e irrevogável, à qual se deve recorrer apenas quando esgotados os recursos de 
manutenção da criança ou adolescente na família natural ou extensa, na forma do parágrafo único do art. 25 desta Lei. 
(Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 2º É vedada a adoção por procuração. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 3º Em caso de conflito entre direitos e interesses do adotando e de outras pessoas, inclusive seus pais biológicos, devem 
prevalecer os direitos e os interesses do adotando. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017) 
Cabe ressaltar as características da adoção citadas neste artigo: 
▪ Excepcional = a adoção é uma medida excepcional porque se trata deuma exceção. A “regra” é que a 
criança ou adolescente seja mantido, primeiramente, com sua família natural e, não sendo possível, com 
sua família extensa. 
▪ Irrevogável = Entre as três formas de colocação em família substituta, a adoção é a única que é irrevogável, 
isto é, em regra*, não pode ser “cancelada”; 
▪ Ato personalíssimo = a adoção não pode ser feita mediante procuração, ou seja, é um ato que deve ser 
realizado pelo próprio interessado. 
Perceba que, em caso de conflito, devem prevalecer os direitos e os interesses do adotando, em razão do 
princípio denominado do melhor interesse da criança e adolescente. 
* No Informativo 608 do STJ, de agosto/2017, por exemplo, foi destacada esta informação: “No caso de 
adoção unilateral, a irrevogabilidade prevista no art. 39, § 1º do Estatuto da Criança e do Adolescente pode ser 
flexibilizada no melhor interesse do adotando”. 
 
 
FGV – Prefeitura de Angra dos Reis/RJ – Docente/ Arte – 2019 – Q1157553 
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/90), relacione as situações listadas a seguir 
às suas respectivas atribuições legais. 
1. Guarda 
2. Tutela 
3. Adoção 
( ) É deferida, nos termos da lei civil, a pessoa de até 18 (dezoito) anos incompletos e pressupõe a prévia perda ou 
suspensão do poder familiar. 
( ) É uma medida excepcional e irrevogável, à qual se deve recorrer apenas quando esgotados os recursos de 
manutenção da criança ou adolescente na família natural ou extensa. 
( ) Obriga a prestação de assistência material, moral e educacional ao menor, que assume a condição de 
dependente, para todos os fins e efeitos de direito. 
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Assinale a opção que mostra a relação correta, segundo a ordem apresentada. 
a) 1, 2 e 3. 
b) 2, 1 e 3. 
c) 3, 2 e 1. 
d) 1, 3 e 2. 
e) 2, 3 e 1. 
RESOLUÇÃO: 
(2) A tutela é deferida, nos termos da lei civil, a pessoa de até 18 (dezoito) anos incompletos e pressupõe a prévia 
perda ou suspensão do poder familiar. 
Art. 36. A tutela será deferida, nos termos da lei civil, a pessoa de até 18 (dezoito) anos incompletos. Parágrafo único. 
O deferimento da tutela pressupõe a prévia decretação da perda ou suspensão do poder familiar e implica 
necessariamente o dever de guarda. 
(3) A adoção é uma medida excepcional e irrevogável, à qual se deve recorrer apenas quando esgotados os recursos 
de manutenção da criança ou adolescente na família natural ou extensa. 
Art. 39, § 1º A adoção é medida excepcional e irrevogável, à qual se deve recorrer apenas quando esgotados os recursos 
de manutenção da criança ou adolescente na família natural ou extensa, na forma do parágrafo único do art. 25 desta 
Lei. 
(1) A guarda obriga a prestação de assistência material, moral e educacional ao menor, que assume a condição de 
dependente, para todos os fins e efeitos de direito. 
Art. 33. A guarda obriga a prestação de assistência material, moral e educacional à criança ou adolescente, conferindo 
a seu detentor o direito de opor-se a terceiros, inclusive aos pais. 
Gabarito: E 
 
 
Art. 40. O adotando deve contar com, no máximo, dezoito anos à data do pedido, salvo se já estiver sob a guarda ou 
tutela dos adotantes. 
O adotante é a pessoa que adota, ao passo que adotando é a pessoa que está sendo adotada. Na data do 
pedido de adoção, o adotando deve ter no máximo 18 anos, a menos que já esteja sob a guarda ou tutela do 
adotante. 
 
Art. 41. A adoção atribui a condição de filho ao adotado, com os mesmos direitos e deveres, inclusive sucessórios, 
desligando-o de qualquer vínculo com pais e parentes, salvo os impedimentos matrimoniais. 
§ 1º Se um dos cônjuges ou concubinos adota o filho do outro, mantêm-se os vínculos de filiação entre o adotado e o 
cônjuge ou concubino do adotante e os respectivos parentes. 
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§ 2º É recíproco o direito sucessório entre o adotado, seus descendentes, o adotante, seus ascendentes, descendentes e 
colaterais até o 4º grau, observada a ordem de vocação hereditária. 
A adoção possui a característica da plenitude. O fato de a adoção ser plena atribui ao adotado a condição 
de filho, com os mesmos direitos e deveres dos filhos biológicos, inclusive direitos sucessórios (herança, por 
exemplo). Neste sentido, o artigo 227, § 6º, da Constituição Federal estabelece: 
Art. 227, § 6º, CF - Os filhos, havidos ou não da relação do casamento, ou por 
adoção, terão os mesmos direitos e qualificações, proibidas quaisquer designações 
discriminatórias relativas à filiação. 
Além disso, a adoção desliga o adotado de qualquer vínculo com seus pais biológicos e parentes. 
Contudo, permanecem os impedimentos matrimoniais. 
O que são esses “impedimentos matrimoniais”? 
 Há impedimentos para o casamento que devem ser observados com o objetivo de evitar 
a concepção de descendentes com deficiência, o que normalmente ocorre com parentes 
próximos, bem como evitar configurações familiares que se afastem dos costumes morais. 
O Código Civil estabelece expressamente este impedimento ao casamento: 
Art. 1.521, CC - Não podem casar: (...) 
III - o adotante com quem foi cônjuge do adotado e o adotado com quem o foi do 
adotante; 
Perceba que o § 1º utiliza a expressão “concubino”. Esse termo era utilizado no Código Civil de 1916, 
quando se considerava que o casamento era a única forma legítima de se constituir família. A expressão mais 
adequada, atualmente, seria “companheiro”, uma vez que a união estável foi reconhecida como entidade familiar 
(artigo 226, § 3º, da Constituição Federal, com redação dada pela Emenda Constitucional nº 65, de 2010). 
Se uma pessoa adota o filho de seu (sua) cônjuge ou companheiro(a), mantêm-se os vínculos de filiação 
entre o cônjuge dessa pessoa e o adotado. Trata-se da chamada “adoção unilateral”. Em suma, esse tipo de 
adoção ocorre quando um dos cônjuges adota o filho do outro. É um caso excepcional em que a adoção não 
acarreta o rompimento de vínculo com a família natural. 
Exemplo: Girafales é casado com Dona Florinda, que é mãe de Kiko, fruto de seu primeiro casamento. 
Girafales decide adotar Kiko. Assim, será mantido o vínculo de filiação entre Dona Florinda e Kiko, pois a 
“adoção unilateral” não enseja o rompimento de vínculo entre Kiko (adotado) e Dona Florinda (família 
natural). 
Por fim, cabe ressaltar que o direito sucessório é recíproco entre o adotado, seus descendentes, o 
adotante, seus ascendentes, descendentes e colaterais até o 4º grau, observada a ordem de vocação hereditária. 
Isso significa que o direito à herança, por exemplo, é aplicável em todas essas situações. No que tange ao 
parentesco, cabe destacar exemplos a respeito dos graus: 
Grau Exemplos de parentesco consanguíneo 
1º pai, mãe e filhos 
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2º irmãos, avós e netos 
3º tios, sobrinhos, bisavós e bisnetos 
4º primos, trisavós, trinetos, tios-avós e sobrinhos-netos 
 
 
Art. 42. Podem adotar os maiores de 18 (dezoito) anos, independentemente do estado civil. (Redação dada pela Lei nº 
12.010, de 2009) 
§ 1º Não podem adotar os ascendentes e os irmãos do adotando. 
§ 2º Para adoção conjunta, é indispensável que os adotantes sejam casados civilmente ou mantenham união estável, 
comprovada a estabilidade da família. (Redação dada pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 3º O adotante há de ser, pelo menos, dezesseis anos mais velho do que o adotando. 
§ 4º Os divorciados, os judicialmente separados e os ex-companheiros podem adotar conjuntamente, contanto que 
acordem sobre a guarda e o regime de visitas e desde que o estágio de convivência tenha sido iniciado na constância do 
período de convivência e que seja comprovadaa existência de vínculos de afinidade e afetividade com aquele não 
detentor da guarda, que justifiquem a excepcionalidade da concessão. (Redação dada pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 5º Nos casos do § 4º deste artigo, desde que demonstrado efetivo benefício ao adotando, será assegurada a guarda 
compartilhada, conforme previsto no art. 1.584 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 - Código Civil. (Redação dada 
pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 6º A adoção poderá ser deferida ao adotante que, após inequívoca manifestação de vontade, vier a falecer no curso do 
procedimento, antes de prolatada a sentença. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
 Vamos sintetizar as regras sobre as idades do adotante e do adotado: 
 
Agora, vamos ver as diversas regrinhas do artigo 42 sobre quem pode e quem não pode adotar, em forma 
de perguntas e respostas: 
Quem NÃO pode adotar? 
Os ascendentes e os irmãos do adotando não podem adotá-lo. Os ascendentes são aqueles dos quais a 
pessoa é descendente, como por exemplo avós e bisavós. Na prática, há decisões do Superior Tribunal de Justiça 
idade 
máxima do 
adotando
18 anos
salvo se já 
estiver sob a 
guarda ou tutela 
dos adotantes
art. 40
idade 
mínima do 
adotante
18 anos
art. 42, 
caput
diferença de 
idade 
mínima
16 anos art. 42, § 3o
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(STJ) deferindo, excepcionalmente, a adoção por avós. Contudo, para provas de concursos, costuma ser 
considerada a literalidade da lei, a menos que haja expressa menção à jurisprudência no enunciado. 
No artigo 44, veremos que, enquanto não der conta de sua administração e saldar o seu alcance, o tutor 
ou curador também não pode adotar o pupilo ou o curatelado. 
Quais são os requisitos para a adoção conjunta? 
Uma pessoa maior de 18 anos pode adotar, independentemente do seu estado civil. Porém, se essa 
pessoa quiser adotar junto com outra pessoa (adoção conjunta), deve ser observado este requisito: os adotantes 
devem ser casados civilmente ou manterem união estável, comprovada a estabilidade da família. 
Um casal divorciado pode adotar? 
Sim! Porém, devem ser observados estes requisitos: 
▪ ambos devem entrar em acordo sobre a guarda e o regime de visitas; 
▪ o estágio de convivência deve ter sido iniciado na constância do período de convivência; 
▪ deve ser comprovada a existência de vínculos de afinidade e afetividade com aquele não detentor da 
guarda; 
▪ poderá ser assegurada a guarda compartilhada, desde que demonstrado efetivo benefício ao adotando. 
Exemplo: William e Fátima eram casados quando iniciariam o procedimento para adoção de Juninho. O 
estágio de convivência com Juninho teve início e o casal tinha bastante afinidade e afetividade com ele. 
Porém, logo depois, William e Fátima se separaram. O procedimento da adoção ainda não havia sido 
concluído. Mesmo assim, eles poderão adotar Juninho, pois entraram em acordo sobre a guarda e o regime 
de visitas e cumpriram os demais requisitos do artigo 42, § § 4º e 5º do ECA. 
Uma pessoa morta pode adotar? Como assim??? 
Trata-se da adoção póstuma ou post mortem. Se a pessoa expressou inequivocadamente sua vontade de 
adotar, mas veio a falecer durante o curso do procedimento da adoção, a adoção poderá ser deferida a ela mesmo 
assim. Neste caso, a adoção terá efeito retroativo à data do óbito (artigo 47, § 7º, do ECA). 
 
 
Cespe – Prefeitura de Campo Grande/MS – Procurador Municipal – 2019 – Q1135340 
Pessoa solteira e maior de dezoito anos de idade pode adotar, desde que a diferença de idade entre ela e o 
adotando seja de, pelo menos, dezesseis anos. 
RESOLUÇÃO: 
O adotante, independentemente do estado civil, deve ter, no mínimo, 18 anos de idade (art. 42 do ECA). Ademais, 
deve haver uma diferença de idade entre adotante e adotado de, no mínimo, 16 anos (art. 42, § 3º, do ECA). 
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Art. 42. Podem adotar os maiores de 18 (dezoito) anos, independentemente do estado civil. (...) § 3º O adotante há de 
ser, pelo menos, dezesseis anos mais velho do que o adotando. 
Gabarito: Certo 
 
Vunesp – Prefeitura de Arujá/SP – Assistente Jurídico – 2015 – Q1366537 
Pode adotar: 
a) o maior de 16 anos, desde que emancipado ou que apresentar estado civil de casado. 
b) aquele que, após inequívoca manifestação de vontade, vier a falecer no curso do procedimento, antes de 
prolatada a sentença. 
c) conjuntamente os divorciados, desde que fixada a guarda compartilhada e o divórcio tenha se dado de forma 
consensual. 
d) o ascendente e o irmão do adotando, desde que comprovada a necessidade da estabilidade da família. 
e) pessoa solteira, prestes a contrair casamento, uma vez seja comprovada a existência de vínculos de afinidade e 
afetividade com o futuro cônjuge. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. A idade mínima do adotante é 18 anos. 
Art. 42. Podem adotar os maiores de 18 (dezoito) anos, independentemente do estado civil. 
B – Correta. É possível a adoção por aquele que, após inequívoca manifestação de vontade, vier a falecer no curso 
do procedimento, antes de prolatada a sentença. 
Art. 42, § 6º A adoção poderá ser deferida ao adotante que, após inequívoca manifestação de vontade, vier a falecer 
no curso do procedimento, antes de prolatada a sentença. 
C – Errada. Os divorciados podem adotar. Não há previsão no ECA no sentido de que o divórcio deva ser 
consensual. 
Art. 42, § 4º Os divorciados, os judicialmente separados e os ex-companheiros podem adotar conjuntamente, contanto 
que acordem sobre a guarda e o regime de visitas e desde que o estágio de convivência tenha sido iniciado na 
constância do período de convivência e que seja comprovada a existência de vínculos de afinidade e afetividade com 
aquele não detentor da guarda, que justifiquem a excepcionalidade da concessão. 
D – Errada. Ascendentes e irmãos NÃO podem adotar. 
Art. 42, § 1º Não podem adotar os ascendentes e os irmãos do adotando. 
E – Errada. Não há exigência legal de que seja comprovada a existência de vínculos de afinidade e afetividade com 
o futuro cônjuge. 
Art. 42. Podem adotar os maiores de 18 (dezoito) anos, independentemente do estado civil. 
Gabarito: B 
 
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Art. 43. A adoção será deferida quando apresentar reais vantagens para o adotando e fundar-se em motivos legítimos. 
 Neste artigo, valoriza-se o princípio do melhor interesse da criança ou adolescente. 
 
Art. 44. Enquanto não der conta de sua administração e saldar o seu alcance, não pode o tutor ou o curador adotar o 
pupilo ou o curatelado. 
 Há impedimento para a adoção pelo tutor ou curador que não tenha êxito na administração e quitação de 
suas pendências. 
 
Art. 45. A adoção depende do consentimento dos pais ou do representante legal do adotando. 
§ 1º. O consentimento será dispensado em relação à criança ou adolescente cujos pais sejam desconhecidos ou tenham 
sido destituídos do pátrio poder poder familiar. (Expressão substituída pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 2º. Em se tratando de adotando maior de doze anos de idade, será também necessário o seu consentimento. 
No que tange ao consentimento para que se autorize a adoção, cabe destacar: 
 
 
 
Cespe – TJ/DFT – Analista Judiciário Área Judiciária – 2013 – Q311409 
A adoção, forma de colocação da criança ou adolescente em família substituta, pode ocorrer com ou sem a 
anuência dos pais biológicos. 
RESOLUÇÃO: 
Em regra, a adoção depende da a anuência dos pais biológicos. Porém, em casos excepcionais, pode ocorrer sem 
a anuência dos pais, como por exemplo quando os pais são desconhecidos ou tenham sido destituídos do poder 
familiar: 
ExceçãoRegraAdoção
é necessário o 
consentimento de 
quem?
pais ou 
representantelegal 
do adotando
pais desconhecidos 
ou destituídos do 
poder familiar
adotando
menor de 12 anos 
(criança)
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Art. 45. A adoção depende do consentimento dos pais ou do representante legal do adotando. § 1º. O consentimento 
será dispensado em relação à criança ou adolescente cujos pais sejam desconhecidos ou tenham sido destituídos do 
poder familiar. 
Gabarito: Certo 
 
Art. 46. A adoção será precedida de estágio de convivência com a criança ou adolescente, pelo prazo máximo de 90 
(noventa) dias, observadas a idade da criança ou adolescente e as peculiaridades do caso. (Redação dada pela Lei nº 
13.509, de 2017) 
§ 1º O estágio de convivência poderá ser dispensado se o adotando já estiver sob a tutela ou guarda legal do adotante 
durante tempo suficiente para que seja possível avaliar a conveniência da constituição do vínculo. (Redação dada pela 
Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 2º A simples guarda de fato não autoriza, por si só, a dispensa da realização do estágio de convivência. (Redação dada 
pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 2º-A. O prazo máximo estabelecido no caput deste artigo pode ser prorrogado por até igual período, mediante decisão 
fundamentada da autoridade judiciária. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017) 
§ 3º Em caso de adoção por pessoa ou casal residente ou domiciliado fora do País, o estágio de convivência será de, no 
mínimo, 30 (trinta) dias e, no máximo, 45 (quarenta e cinco) dias, prorrogável por até igual período, uma única vez, 
mediante decisão fundamentada da autoridade judiciária. (Redação dada pela Lei nº 13.509, de 2017) 
§ 3º-A. Ao final do prazo previsto no § 3 o deste artigo, deverá ser apresentado laudo fundamentado pela equipe 
mencionada no § 4 o deste artigo, que recomendará ou não o deferimento da adoção à autoridade judiciária. (Incluído 
pela Lei nº 13.509, de 2017) 
§ 4º O estágio de convivência será acompanhado pela equipe interprofissional a serviço da Justiça da Infância e da 
Juventude, preferencialmente com apoio dos técnicos responsáveis pela execução da política de garantia do direito à 
convivência familiar, que apresentarão relatório minucioso acerca da conveniência do deferimento da medida. (Incluído 
pela Lei nº 12.010, de 2009) Vigência 
§ 5º O estágio de convivência será cumprido no território nacional, preferencialmente na comarca de residência da 
criança ou adolescente, ou, a critério do juiz, em cidade limítrofe, respeitada, em qualquer hipótese, a competência do 
juízo da comarca de residência da criança. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017) 
Há uma importante preparação para a adoção: é o estágio de convivência. Esse estágio de convivência 
pode ser dispensado se o adotando já estiver sob a tutela ou guarda legal – note que o estágio só pode ser 
dispensado se a guarda for legal, formalizada, ou seja, não basta a guarda apenas “de fato”. Cabe destacar algumas 
diferenças entre a adoção nacional e a internacional no que tange aos prazos: 
Estágio de convivência 
Adoção nacional Adoção internacional 
Prazo máximo de 90 dias Prazo mínimo de 30 dias, máximo de 45 dias 
Pode ser dispensado se o adotando já estiver sob a 
tutela ou guarda legal do adotante durante tempo 
Não pode ser dispensado 
Será cumprido no território nacional 
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suficiente para que seja possível avaliar a 
conveniência da constituição do vínculo 
* Em ambos os casos, é possível a prorrogação por igual período, mediante decisão fundamentada da 
autoridade judiciária. 
 
Art. 47. O vínculo da adoção constitui-se por sentença judicial, que será inscrita no registro civil mediante mandado do 
qual não se fornecerá certidão. 
§ 1º A inscrição consignará o nome dos adotantes como pais, bem como o nome de seus ascendentes. 
§ 2º O mandado judicial, que será arquivado, cancelará o registro original do adotado. 
§ 3º A pedido do adotante, o novo registro poderá ser lavrado no Cartório do Registro Civil do Município de sua 
residência. (Redação dada pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 4º Nenhuma observação sobre a origem do ato poderá constar nas certidões do registro. (Redação dada pela Lei nº 
12.010, de 2009) 
§ 5º A sentença conferirá ao adotado o nome do adotante e, a pedido de qualquer deles, poderá determinar a 
modificação do prenome. (Redação dada pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 6º Caso a modificação de prenome seja requerida pelo adotante, é obrigatória a oitiva do adotando, observado o 
disposto nos §§ 1º e 2º do art. 28 desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 7º A adoção produz seus efeitos a partir do trânsito em julgado da sentença constitutiva, exceto na hipótese prevista 
no § 6º do art. 42 desta Lei, caso em que terá força retroativa à data do óbito. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 8º O processo relativo à adoção assim como outros a ele relacionados serão mantidos em arquivo, admitindo-se seu 
armazenamento em microfilme ou por outros meios, garantida a sua conservação para consulta a qualquer tempo. 
(Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 9º Terão prioridade de tramitação os processos de adoção em que o adotando for criança ou adolescente com 
deficiência ou com doença crônica. (Incluído pela Lei nº 12.955, de 2014) 
§ 10. O prazo máximo para conclusão da ação de adoção será de 120 (cento e vinte) dias, prorrogável uma única vez por 
igual período, mediante decisão fundamentada da autoridade judiciária. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017) 
Uma das características da adoção consiste no fato de ela ser constituída por sentença judicial. 
A inscrição no registro civil será feita mediante mandado do qual não se fornecerá certidão. Esse mandado 
judicial, que será arquivado, cancelará o registro original do adotado. 
Como fica a alteração do nome do adotando? 
Primeiramente, é importante esclarecer uma diferenciação: o ECA menciona “prenome” e “nome”. O 
prenome é o que costumamos chamar de nome (“Danielle”, por exemplo), ao passo que o “nome” é o que 
normalmente chamamos de sobrenome (“Silva”, por exemplo). 
Na Sentença que constitui a adoção, o adotado receberá o nome do adotante (sobrenome). O prenome 
também pode ser alterado, a pedido do adotante ou do adotado. Se o requerimento for feito pelo adotante, é 
obrigatória a oitiva do adotando, que terá sua opinião devidamente considerada e, se for maior de 12 anos, será 
necessário seu consentimento (artigo 28, § § 1º e 2º do ECA). 
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Qual é o prazo para conclusão da ação de adoção? 
O prazo máximo para conclusão da ação de adoção será de 120 dias, prorrogável uma 
única vez por igual período, mediante decisão fundamentada da autoridade judiciária. 
Terão prioridade de tramitação os processos de adoção em que o adotando for 
pessoa com deficiência ou doença crônica. 
 
Art. 48. O adotado tem direito de conhecer sua origem biológica, bem como de obter acesso irrestrito ao processo no 
qual a medida foi aplicada e seus eventuais incidentes, após completar 18 (dezoito) anos. (Redação dada pela Lei nº 
12.010, de 2009) 
Parágrafo único. O acesso ao processo de adoção poderá ser também deferido ao adotado menor de 18 (dezoito) anos, 
a seu pedido, assegurada orientação e assistência jurídica e psicológica. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
O adotado tem direito de conhecer sua origem biológica, bem como de obter acesso irrestrito ao 
processo de adoção. Após completar os 18 anos, esse direito é assegurado. Antes dos 18 anos, o adotado pode 
pleitear esse direito, hipótese em que terá orientação e assistência jurídica e psicológica. 
 
Art. 49. A morte dos adotantes não restabelece o pátrio poder poder familiar dos paisnaturais. (Expressão substituída 
pela Lei nº 12.010, de 2009) 
A adoção é incaducável. Isso significa que, ainda que os pais adotivos venham a falecer, os pais biológicos 
não terão a restituição do poder familiar. 
 
Art. 50. A autoridade judiciária manterá, em cada comarca ou foro regional, um registro de crianças e adolescentes em 
condições de serem adotados e outro de pessoas interessadas na adoção. (Vide Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 1º O deferimento da inscrição dar-se-á após prévia consulta aos órgãos técnicos do juizado, ouvido o Ministério Público. 
§ 2º Não será deferida a inscrição se o interessado não satisfizer os requisitos legais, ou verificada qualquer das hipóteses 
previstas no art. 29. 
Nome
o adotado 
receberá o nome
do adotante 
(sobrenome) 
Prenome
pode ser alterado, 
a pedido do 
adotante ou do 
adotado
Se requerido pelo 
adotante, é 
obrigatória a oitiva 
do adotando
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§ 3º A inscrição de postulantes à adoção será precedida de um período de preparação psicossocial e jurídica, orientado 
pela equipe técnica da Justiça da Infância e da Juventude, preferencialmente com apoio dos técnicos responsáveis pela 
execução da política municipal de garantia do direito à convivência familiar. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 4º Sempre que possível e recomendável, a preparação referida no § 3º deste artigo incluirá o contato com crianças e 
adolescentes em acolhimento familiar ou institucional em condições de serem adotados, a ser realizado sob a 
orientação, supervisão e avaliação da equipe técnica da Justiça da Infância e da Juventude, com apoio dos técnicos 
responsáveis pelo programa de acolhimento e pela execução da política municipal de garantia do direito à convivência 
familiar. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 5º Serão criados e implementados cadastros estaduais e nacional de crianças e adolescentes em condições de serem 
adotados e de pessoas ou casais habilitados à adoção. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 6º Haverá cadastros distintos para pessoas ou casais residentes fora do País, que somente serão consultados na 
inexistência de postulantes nacionais habilitados nos cadastros mencionados no § 5º deste artigo. (Incluído pela Lei nº 
12.010, de 2009) 
§ 7º As autoridades estaduais e federais em matéria de adoção terão acesso integral aos cadastros, incumbindo-lhes a 
troca de informações e a cooperação mútua, para melhoria do sistema. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 8º A autoridade judiciária providenciará, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, a inscrição das crianças e adolescentes 
em condições de serem adotados que não tiveram colocação familiar na comarca de origem, e das pessoas ou casais que 
tiveram deferida sua habilitação à adoção nos cadastros estadual e nacional referidos no § 5º deste artigo, sob pena de 
responsabilidade. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 9º Compete à Autoridade Central Estadual zelar pela manutenção e correta alimentação dos cadastros, com posterior 
comunicação à Autoridade Central Federal Brasileira. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 10. Consultados os cadastros e verificada a ausência de pretendentes habilitados residentes no País com perfil 
compatível e interesse manifesto pela adoção de criança ou adolescente inscrito nos cadastros existentes, será realizado 
o encaminhamento da criança ou adolescente à adoção internacional. (Redação dada pela Lei nº 13.509, de 2017) 
§ 11. Enquanto não localizada pessoa ou casal interessado em sua adoção, a criança ou o adolescente, sempre que 
possível e recomendável, será colocado sob guarda de família cadastrada em programa de acolhimento familiar. 
(Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 12. A alimentação do cadastro e a convocação criteriosa dos postulantes à adoção serão fiscalizadas pelo Ministério 
Público. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 13. Somente poderá ser deferida adoção em favor de candidato domiciliado no Brasil não cadastrado previamente nos 
termos desta Lei quando: (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
I - se tratar de pedido de adoção unilateral; (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
II - for formulada por parente com o qual a criança ou adolescente mantenha vínculos de afinidade e afetividade; (Incluído 
pela Lei nº 12.010, de 2009) 
III - oriundo o pedido de quem detém a tutela ou guarda legal de criança maior de 3 (três) anos ou adolescente, desde 
que o lapso de tempo de convivência comprove a fixação de laços de afinidade e afetividade, e não seja constatada a 
ocorrência de má-fé ou qualquer das situações previstas nos arts. 237 ou 238 desta Lei. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 
2009) 
§ 14. Nas hipóteses previstas no § 13 deste artigo, o candidato deverá comprovar, no curso do procedimento, que 
preenche os requisitos necessários à adoção, conforme previsto nesta Lei. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
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§ 15. Será assegurada prioridade no cadastro a pessoas interessadas em adotar criança ou adolescente com deficiência, 
com doença crônica ou com necessidades específicas de saúde, além de grupo de irmãos. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 
2017) 
O artigo 50 trata do cadastro de crianças e adolescentes em condições de serem adotados, bem como 
do cadastro das pessoas interessadas em adotar. Acerca desse cadastro, cabe destacar: 
▪ haverá cadastros regionais, estaduais e nacional; 
▪ as autoridades estaduais e nacional trocarão informações e haverá cooperação mútua para 
melhoria do sistema; 
▪ haverá cadastros distintos para pessoas ou casais residentes fora do país, que somente serão consultados 
na inexistência de postulantes nacionais habilitados, pois a adoção internacional é a exceção; 
▪ o cadastro e a convocação serão fiscalizados pelo Ministério Público; 
▪ terão prioridade no cadastro: pessoas interessadas em adotar criança ou adolescente com deficiência, com 
doença crônica ou com necessidades específicas de saúde, além de grupo de irmãos. 
DDD → Dica da Dani 
Terão prioridade no cadastro de adoção: DINDO 
Deficiência, Irmãos, Necessidades específicas de saúde, DOença crônica 
 
É possível a adoção sem que o candidato esteja previamente cadastrado? 
Sim! Veja as três hipóteses previstas no § 13: em todas elas, já existe alguma convivência com a criança ou 
adolescente que se pretende adotar. Como se trata de uma pessoa específica a ser adotada, não é necessário que 
o adotante entre no cadastro geral de pessoas que pretendem adotar. No caso de quem detém a tutela ou guarda 
legal de criança maior de 3 anos ou adolescente, a adoção pode ser realizada desde que o lapso de tempo de 
convivência comprove a fixação de laços de afinidade e afetividade, e não seja constatada a ocorrência de má-fé 
ou qualquer das situações previstas nos artigos 237 ou 238 do ECA (subtrair o menor, entregar ou prometer 
entregar a terceiro mediante pagamento). 
 
Art. 51. Considera-se adoção internacional aquela na qual o pretendente possui residência habitual em país-parte da 
Convenção de Haia, de 29 de maio de 1993, Relativa à Proteção das Crianças e à Cooperação em Matéria de Adoção 
Internacional, promulgada pelo Decreto n o 3.087, de 21 junho de 1999, e deseja adotar criança em outro país-parte da 
Convenção. (Redação dada pela Lei nº 13.509, de 2017) 
§ 1º A adoção internacional de criança ou adolescente brasileiro ou domiciliado no Brasil somente terá lugar quando 
restar comprovado: (Redação dada pela Lei nº 12.010, de 2009) Vigência 
I - que a colocação em família adotiva é a solução adequada ao caso concreto; (Redação dada pela Lei nº 13.509, de 2017) 
II - que foram esgotadas todas as possibilidades de colocação da criança ou adolescente em família adotiva brasileira,com a comprovação, certificada nos autos, da inexistência de adotantes habilitados residentes no Brasil com perfil 
compatível com a criança ou adolescente, após consulta aos cadastros mencionados nesta Lei; (Redação dada pela Lei 
nº 13.509, de 2017) 
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III - que, em se tratando de adoção de adolescente, este foi consultado, por meios adequados ao seu estágio de 
desenvolvimento, e que se encontra preparado para a medida, mediante parecer elaborado por equipe interprofissional, 
observado o disposto nos §§ 1º e 2º do art. 28 desta Lei. (Incluída pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 2º Os brasileiros residentes no exterior terão preferência aos estrangeiros, nos casos de adoção internacional de criança 
ou adolescente brasileiro. (Redação dada pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 3º A adoção internacional pressupõe a intervenção das Autoridades Centrais Estaduais e Federal em matéria de adoção 
internacional. (Redação dada pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 4º (Revogado pela Lei nº 12.010, de 2009) 
A adoção internacional é aquela que ocorre quando o adotante mora em país diferente 
do país do adotado. Não se trata, necessariamente, de adoção por pessoa estrangeira, uma vez 
que a adoção internacional pode ser realizada por pessoa brasileira que reside no exterior. O 
critério é, portanto, territorial. É importante destacar que, entre os residentes no exterior, os 
brasileiros terão preferência aos estrangeiros para adotar. 
A Convenção de Haia, também conhecida como “Apostila de Haia”, é um acordo em que os países 
signatários visam à facilitação e desburocratização do reconhecimento de documentos no exterior. Essa 
convenção foi assinada na cidade da Haia, nos Países Baixos. O Brasil aderiu à Convenção em 2016. 
A adoção internacional é a exceção, pois é a última solução para colocação em família substitua. Em regra, 
é preferível a adoção nacional. Em razão dessa excepcionalidade, o § 1º do artigo 51 informa que devem ser 
comprovados alguns requisitos, entre os quais, o esgotamento de todas as possibilidades de colocação da 
criança ou adolescente em família adotiva brasileira. 
 
Art. 52. A adoção internacional observará o procedimento previsto nos arts. 165 a 170 desta Lei, com as seguintes 
adaptações: (Redação dada pela Lei nº 12.010, de 2009) 
I - a pessoa ou casal estrangeiro, interessado em adotar criança ou adolescente brasileiro, deverá formular pedido de 
habilitação à adoção perante a Autoridade Central em matéria de adoção internacional no país de acolhida, assim 
entendido aquele onde está situada sua residência habitual; (Incluída pela Lei nº 12.010, de 2009) 
II - se a Autoridade Central do país de acolhida considerar que os solicitantes estão habilitados e aptos para adotar, 
emitirá um relatório que contenha informações sobre a identidade, a capacidade jurídica e adequação dos solicitantes 
para adotar, sua situação pessoal, familiar e médica, seu meio social, os motivos que os animam e sua aptidão para 
assumir uma adoção internacional; (Incluída pela Lei nº 12.010, de 2009) 
III - a Autoridade Central do país de acolhida enviará o relatório à Autoridade Central Estadual, com cópia para a 
Autoridade Central Federal Brasileira; (Incluída pela Lei nº 12.010, de 2009) 
IV - o relatório será instruído com toda a documentação necessária, incluindo estudo psicossocial elaborado por equipe 
interprofissional habilitada e cópia autenticada da legislação pertinente, acompanhada da respectiva prova de vigência; 
(Incluída pela Lei nº 12.010, de 2009) 
V - os documentos em língua estrangeira serão devidamente autenticados pela autoridade consular, observados os 
tratados e convenções internacionais, e acompanhados da respectiva tradução, por tradutor público juramentado; 
(Incluída pela Lei nº 12.010, de 2009) 
VI - a Autoridade Central Estadual poderá fazer exigências e solicitar complementação sobre o estudo psicossocial do 
postulante estrangeiro à adoção, já realizado no país de acolhida; (Incluída pela Lei nº 12.010, de 2009) 
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VII - verificada, após estudo realizado pela Autoridade Central Estadual, a compatibilidade da legislação estrangeira com 
a nacional, além do preenchimento por parte dos postulantes à medida dos requisitos objetivos e subjetivos necessários 
ao seu deferimento, tanto à luz do que dispõe esta Lei como da legislação do país de acolhida, será expedido laudo de 
habilitação à adoção internacional, que terá validade por, no máximo, 1 (um) ano; (Incluída pela Lei nº 12.010, de 2009) 
VIII - de posse do laudo de habilitação, o interessado será autorizado a formalizar pedido de adoção perante o Juízo da 
Infância e da Juventude do local em que se encontra a criança ou adolescente, conforme indicação efetuada pela 
Autoridade Central Estadual. (Incluída pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 1º Se a legislação do país de acolhida assim o autorizar, admite-se que os pedidos de habilitação à adoção internacional 
sejam intermediados por organismos credenciados. (Incluída pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 2º Incumbe à Autoridade Central Federal Brasileira o credenciamento de organismos nacionais e estrangeiros 
encarregados de intermediar pedidos de habilitação à adoção internacional, com posterior comunicação às Autoridades 
Centrais Estaduais e publicação nos órgãos oficiais de imprensa e em sítio próprio da internet. (Incluído pela Lei nº 
12.010, de 2009) 
§ 3º Somente será admissível o credenciamento de organismos que: (Incluída pela Lei nº 12.010, de 2009) 
I - sejam oriundos de países que ratificaram a Convenção de Haia e estejam devidamente credenciados pela Autoridade 
Central do país onde estiverem sediados e no país de acolhida do adotando para atuar em adoção internacional no Brasil; 
(Incluída pela Lei nº 12.010, de 2009) 
II - satisfizerem as condições de integridade moral, competência profissional, experiência e responsabilidade exigidas 
pelos países respectivos e pela Autoridade Central Federal Brasileira; (Incluída pela Lei nº 12.010, de 2009) 
III - forem qualificados por seus padrões éticos e sua formação e experiência para atuar na área de adoção internacional; 
(Incluída pela Lei nº 12.010, de 2009) 
IV - cumprirem os requisitos exigidos pelo ordenamento jurídico brasileiro e pelas normas estabelecidas pela Autoridade 
Central Federal Brasileira. (Incluída pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 4º Os organismos credenciados deverão ainda: (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
I - perseguir unicamente fins não lucrativos, nas condições e dentro dos limites fixados pelas autoridades competentes 
do país onde estiverem sediados, do país de acolhida e pela Autoridade Central Federal Brasileira; (Incluída pela Lei nº 
12.010, de 2009) 
II - ser dirigidos e administrados por pessoas qualificadas e de reconhecida idoneidade moral, com comprovada formação 
ou experiência para atuar na área de adoção internacional, cadastradas pelo Departamento de Polícia Federal e 
aprovadas pela Autoridade Central Federal Brasileira, mediante publicação de portaria do órgão federal competente; 
(Incluída pela Lei nº 12.010, de 2009) 
III - estar submetidos à supervisão das autoridades competentes do país onde estiverem sediados e no país de acolhida, 
inclusive quanto à sua composição, funcionamento e situação financeira; (Incluída pela Lei nº 12.010, de 2009) 
IV - apresentar à Autoridade Central Federal Brasileira, a cada ano, relatório geral das atividades desenvolvidas, bem 
como relatório de acompanhamento das adoções internacionais efetuadas no período, cuja cópia será encaminhada ao 
Departamento de Polícia Federal; (Incluída pela Lei nº 12.010, de 2009) 
V - enviar relatório pós-adotivo semestral para a Autoridade Central Estadual, com cópia para a Autoridade CentralFederal Brasileira, pelo período mínimo de 2 (dois) anos. O envio do relatório será mantido até a juntada de cópia 
autenticada do registro civil, estabelecendo a cidadania do país de acolhida para o adotado; (Incluída pela Lei nº 12.010, 
de 2009) 
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VI - tomar as medidas necessárias para garantir que os adotantes encaminhem à Autoridade Central Federal Brasileira 
cópia da certidão de registro de nascimento estrangeira e do certificado de nacionalidade tão logo lhes sejam 
concedidos. (Incluída pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 5º A não apresentação dos relatórios referidos no § 4º deste artigo pelo organismo credenciado poderá acarretar a 
suspensão de seu credenciamento. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 6º O credenciamento de organismo nacional ou estrangeiro encarregado de intermediar pedidos de adoção 
internacional terá validade de 2 (dois) anos. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 7º A renovação do credenciamento poderá ser concedida mediante requerimento protocolado na Autoridade Central 
Federal Brasileira nos 60 (sessenta) dias anteriores ao término do respectivo prazo de validade. (Incluído pela Lei nº 
12.010, de 2009) 
§ 8º Antes de transitada em julgado a decisão que concedeu a adoção internacional, não será permitida a saída do 
adotando do território nacional. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 9º Transitada em julgado a decisão, a autoridade judiciária determinará a expedição de alvará com autorização de 
viagem, bem como para obtenção de passaporte, constando, obrigatoriamente, as características da criança ou 
adolescente adotado, como idade, cor, sexo, eventuais sinais ou traços peculiares, assim como foto recente e a aposição 
da impressão digital do seu polegar direito, instruindo o documento com cópia autenticada da decisão e certidão de 
trânsito em julgado. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 10. A Autoridade Central Federal Brasileira poderá, a qualquer momento, solicitar informações sobre a situação das 
crianças e adolescentes adotados (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 11. A cobrança de valores por parte dos organismos credenciados, que sejam considerados abusivos pela Autoridade 
Central Federal Brasileira e que não estejam devidamente comprovados, é causa de seu descredenciamento. (Incluído 
pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 12. Uma mesma pessoa ou seu cônjuge não podem ser representados por mais de uma entidade credenciada para 
atuar na cooperação em adoção internacional. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 13. A habilitação de postulante estrangeiro ou domiciliado fora do Brasil terá validade máxima de 1 (um) ano, podendo 
ser renovada. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 14. É vedado o contato direto de representantes de organismos de adoção, nacionais ou estrangeiros, com dirigentes 
de programas de acolhimento institucional ou familiar, assim como com crianças e adolescentes em condições de serem 
adotados, sem a devida autorização judicial. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 15. A Autoridade Central Federal Brasileira poderá limitar ou suspender a concessão de novos credenciamentos sempre 
que julgar necessário, mediante ato administrativo fundamentado. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
Os artigos 165 a 170 do ECA, aos quais é feita referência no artigo 52, tratam dos procedimentos para 
colocação em família substituta (guarda, tutela e adoção). Em se tratando de adoção internacional, esses 
procedimentos serão adotados com algumas adaptações, que estão elencadas nos incisos do caput do artigo 52. 
Note que os procedimentos envolvem a comunicação entre as autoridades centrais dos países envolvidos. 
É possível que haja a intermediação de organismos credenciados. Esses organismos não podem ter fins 
lucrativos e devem atender a diversos requisitos, que estão descritos, principalmente, nos parágrafos 3º e 4º do 
artigo 52. 
Para concursos, é muito importante memorizar os prazos legais. Então, cabe destacar que a habilitação 
de postulante estrangeiro ou domiciliado fora do Brasil terá validade máxima de 1 ano, podendo ser renovada. 
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A partir de que momento o adotado mediante adoção internacional pode sair do Brasil? 
Somente será permitida a saída do adotando do território nacional após o trânsito em julgado da decisão 
que concedeu a adoção internacional, ou seja, quando não couber mais recurso dessa decisão. Após o trânsito 
em julgado da decisão, a autoridade judiciária determinará a expedição de alvará com autorização de viagem. 
 
 
ANTES  
Adotando não pode sair do 
território nacional 
Trânsito em julgado da 
decisão que concedeu a 
adoção internacional 
 
 
→ DEPOIS 
autoridade judiciária 
determinará a expedição de 
alvará com autorização de 
viagem 
 
 
 
Vunesp – TJ/RJ – Juiz Substituto – 2019 – Q1103331 
Pedro, criança de 4 anos, com pais desconhecidos, vive em uma instituição de menores abandonados. Em razão 
de sua aparência física (branco e de olhos claros) despertou o interesse na adoção por um casal alemão. Entretanto, 
outro casal brasileiro, regularmente cadastrado para adoção na forma da lei, também manifestou interesse em 
adotar Pedro. Acerca do caso hipotético, assinale a alternativa correta. 
a) Deverá ser dada preferência ao casal estrangeiro, tendo em vista que a adoção irá representar a Pedro a 
possibilidade de ser cidadão da comunidade europeia, o que significa uma manifesta vantagem em seu interesse. 
b) Deverá ser deferida a adoção ao casal que melhor apresentar condições de satisfazer os interesses da criança. 
c) Deverá ser dada preferência ao casal brasileiro, se este apresentar perfil compatível com a criança. 
d) Pedro deverá previamente ser inserido no programa de apadrinhamento e, apenas no caso de insucesso deste, 
poderá ser deferida a adoção, com preferência ao casal brasileiro. 
e) Caso seja deferida a adoção ao casal alemão, a saída de Pedro do território nacional somente poderá ocorrer a 
partir da publicação da decisão proferida pelo juiz em primeira instância, mesmo sem o trânsito em julgado, 
vedada a concessão de tutela provisória. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. Ao contrário do informado na alternativa, deverá ser dada preferência ao casal brasileiro. A adoção por 
família estrangeira é excepcional. 
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Art. 31. A colocação em família substituta estrangeira constitui medida excepcional, somente admissível na 
modalidade de adoção. 
Art. 51, § 1º. A adoção internacional de criança ou adolescente brasileiro ou domiciliado no Brasil somente terá lugar 
quando restar comprovado: (...) II - que foram esgotadas todas as possibilidades de colocação da criança ou 
adolescente em família adotiva brasileira, com a comprovação, certificada nos autos, da inexistência de adotantes 
habilitados residentes no Brasil com perfil compatível com a criança ou adolescente, após consulta aos cadastros 
mencionados nesta Lei; 
B – Errada. Será dada preferência ao casal brasileiro, ainda que o casal alemão ostente melhores condições. 
C – Correta. Deverá ser dada preferência ao casal brasileiro, se este apresentar perfil compatível com a criança. 
Art. 50, § 10. Consultados os cadastros e verificada a ausência de pretendentes habilitados residentes no País com 
perfil compatível e interesse manifesto pela adoção de criança ou adolescente inscrito nos cadastros existentes, será 
realizado o encaminhamento da criança ou adolescente à adoção internacional. 
Art. 51, § 1º. A adoção internacional de criança ou adolescente brasileiro ou domiciliado no Brasil somente terá lugar 
quando restar comprovado: (...) II - que foram esgotadastodas as possibilidades de colocação da criança ou 
adolescente em família adotiva brasileira, com a comprovação, certificada nos autos, da inexistência de adotantes 
habilitados residentes no Brasil com perfil compatível com a criança ou adolescente, após consulta aos cadastros 
mencionados nesta Lei; 
D – Errada. Não é necessária a inscrição prévia de Pedro no programa de apadrinhamento para que seja realizada 
a adoção. 
E – Errada. Caso seja deferida a adoção ao casal alemão, a saída de Pedro do território nacional somente poderá 
ocorrer a partir do trânsito em julgado da decisão que concedeu a adoção internacional. 
Art. 52, § 8 o Antes de transitada em julgado a decisão que concedeu a adoção internacional, não será permitida a 
saída do adotando do território nacional. § 9 o Transitada em julgado a decisão, a autoridade judiciária determinará a 
expedição de alvará com autorização de viagem, bem como para obtenção de passaporte, constando, 
obrigatoriamente, as características da criança ou adolescente adotado, como idade, cor, sexo, eventuais sinais ou 
traços peculiares, assim como foto recente e a aposição da impressão digital do seu polegar direito, instruindo o 
documento com cópia autenticada da decisão e certidão de trânsito em julgado. 
Gabarito: C 
 
Art. 52-A. É vedado, sob pena de responsabilidade e descredenciamento, o repasse de recursos provenientes de 
organismos estrangeiros encarregados de intermediar pedidos de adoção internacional a organismos nacionais ou a 
pessoas físicas. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
Parágrafo único. Eventuais repasses somente poderão ser efetuados via Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente 
e estarão sujeitos às deliberações do respectivo Conselho de Direitos da Criança e do Adolescente (Incluído pela Lei nº 
12.010, de 2009) 
É vedado o repasse de recursos de organismos estrangeiros a organismos nacionais ou a pessoas físicas. 
Então, como podem ser feitos esses repasses? Por intermédio do Fundo dos Direitos da Criança e do 
Adolescente. 
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Art. 52-B. A adoção por brasileiro residente no exterior em país ratificante da Convenção de Haia, cujo processo de 
adoção tenha sido processado em conformidade com a legislação vigente no país de residência e atendido o disposto na 
Alínea “c” do Artigo 17 da referida Convenção, será automaticamente recepcionada com o reingresso no Brasil. (Incluído 
pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 1º Caso não tenha sido atendido o disposto na Alínea “c” do Artigo 17 da Convenção de Haia, deverá a sentença ser 
homologada pelo Superior Tribunal de Justiça. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 2º O pretendente brasileiro residente no exterior em país não ratificante da Convenção de Haia, uma vez reingressado 
no Brasil, deverá requerer a homologação da sentença estrangeira pelo Superior Tribunal de Justiça. (Incluído pela Lei 
nº 12.010, de 2009) 
O artigo 17, “c”, da Convenção de Haia2 determina: 
“Toda decisão de confiar uma criança aos futuros pais adotivos somente poderá ser 
tomada no Estado de origem se: (...) c) as Autoridades Centrais de ambos os 
Estados estiverem de acordo em que se prossiga com a adoção”. 
Caso não tenha sido atendido esse requisito, a sentença deverá ser homologada pelo STJ. 
E se o país em que reside o adotante não for ratificante da Convenção de Haia? 
Neste caso, o adotante deverá requerer a homologação da sentença estrangeira pelo STJ. 
 
Art. 52-C. Nas adoções internacionais, quando o Brasil for o país de acolhida, a decisão da autoridade competente do 
país de origem da criança ou do adolescente será conhecida pela Autoridade Central Estadual que tiver processado o 
pedido de habilitação dos pais adotivos, que comunicará o fato à Autoridade Central Federal e determinará as 
providências necessárias à expedição do Certificado de Naturalização Provisório. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 1º A Autoridade Central Estadual, ouvido o Ministério Público, somente deixará de reconhecer os efeitos daquela 
decisão se restar demonstrado que a adoção é manifestamente contrária à ordem pública ou não atende ao interesse 
superior da criança ou do adolescente. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
§ 2º Na hipótese de não reconhecimento da adoção, prevista no § 1º deste artigo, o Ministério Público deverá 
imediatamente requerer o que for de direito para resguardar os interesses da criança ou do adolescente, comunicando-
se as providências à Autoridade Central Estadual, que fará a comunicação à Autoridade Central Federal Brasileira e à 
Autoridade Central do país de origem. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
Art. 52-D. Nas adoções internacionais, quando o Brasil for o país de acolhida e a adoção não tenha sido deferida no país 
de origem porque a sua legislação a delega ao país de acolhida, ou, ainda, na hipótese de, mesmo com decisão, a criança 
ou o adolescente ser oriundo de país que não tenha aderido à Convenção referida, o processo de adoção seguirá as regras 
da adoção nacional. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) 
Os artigos 52-C e 52-D especificam os procedimentos no caso de o Brasil ser o país de acolhida, isto é, 
quando o adotante é residente no Brasil e o adotado é residente no exterior. 
 
2 Fonte: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d3087.htm#:~:text=Artigo%2023-,1.,2. > 
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Capítulo IV: Do Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazer (arts. 53 a 59) 
Neste capítulo, conheceremos as disposições do ECA referentes à educação, à cultura, ao esporte e ao 
lazer da criança e do adolescente. Embora o título seja extenso, você notará que quase todos os artigos deste 
capítulo se referem ao direito à educação. 
 
Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo 
para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes: 
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; 
II - direito de ser respeitado por seus educadores; 
III - direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores; 
IV - direito de organização e participação em entidades estudantis; 
V - acesso à escola pública e gratuita, próxima de sua residência, garantindo-se vagas no mesmo estabelecimento a 
irmãos que frequentem a mesma etapa ou ciclo de ensino da educação básica. (Redação dada pela Lei nº 13.845, de 2019) 
Parágrafo único. É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição 
das propostas educacionais. 
O direito à educação deve ser visto de maneira ampla, e não apenas com vistas à qualificação para o 
trabalho. A primeira finalidade mencionada neste artigo é, justamente, o desenvolvimento pleno, ou seja, o 
desenvolvimento que abrange diversos aspectos da vida da criança e do adolescente. Nesse sentido, o artigo 53 
do ECA destaca três objetivos principais: 
 
O direito à escola próxima da residência é denominado critério de georreferenciamento. 
Entre as prerrogativas mencionadas neste artigo, cabe ressaltar a importância da participação dos pais e 
das crianças e adolescentes na educação, evidenciando o viés democrático desse direito. Perceba que a criança 
ou adolescente tem direito de, até mesmo, contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias 
escolares superiores. Além disso, os pais ou responsáveis têm direito a ter ciência do processo pedagógico, bem 
como participar da definição das propostas educacionais. 
D
ir
ei
to
 à
 e
d
u
ca
ça
o
pleno desenvolvimento da pessoa
preparo para o exercício da 
cidadania 
qualificação para o trabalho
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Anteriormente, o inciso V previa apenas o “acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência”. 
A Lei nº 13.845/2019 alterou a redação deste inciso para acrescentar que irmãos que frequentem a mesma etapa 
ou ciclo de ensino da educação básica terão garantia de vagas no mesmo estabelecimento. 
 
 
Quadrix – SEDF – Professor Substituto – 2018 – Q947847 
Considere‐se que, após a aplicação de uma avaliação pelo professor de matemática, o aluno adolescente não 
concorde com o critério avaliativo. Nesse caso, o discente poderá contestar os critérios avaliativos utilizados para 
a correção, assim como recorrer às instâncias escolares superiores. 
RESOLUÇÃO: 
A criança e o adolescente têm, sim, direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias 
escolares superiores. Portanto, neste caso, o aluno poderá contestar a avaliação aplicada pelo professor de 
matemática. 
Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo 
para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes: I - igualdade de condições para o 
acesso e permanência na escola; II - direito de ser respeitado por seus educadores; III - direito de contestar critérios 
avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores; 
Gabarito: Certo 
 
Quadrix – Prefeitura de Jataí/GO – Monitor Social – 2019 – Q1104462 
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei n.º 8.069/1990, é a lei que cria as condições de exigibilidade 
para os direitos da criança e do adolescente que estão descritos no artigo 227 da Constituição Federal de 1988. Em 
relação à educação, o ECA assegura 
a) condições especiais para o acesso e a permanência na escola. 
b) o acesso à escola pública mais próxima de casa, desde que não haja irmãos na mesma escola. 
c) o direito de ser respeitado por seus educadores. 
d) o acatamento, sem questionamentos, dos critérios avaliativos impostos pela escola. 
e) o direito de ingressar no ensino superior sem processo seletivo. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. O ECA não assegura “condições especiais”, mas sim “igualdade de condições” para o acesso e 
permanência na escola. 
Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo 
para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes: I - igualdade de condições para o 
acesso e permanência na escola. 
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B – Errada. O acesso à escola pública mais próxima de casa é assegurado mesmo que haja grupo de irmãos. Aliás, 
serão garantidas vagas no mesmo estabelecimento para irmãos que frequentem a mesma etapa ou ciclo de ensino 
da educação básica. 
Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo 
para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes: (...) V - acesso à escola pública e 
gratuita, próxima de sua residência, garantindo-se vagas no mesmo estabelecimento a irmãos que frequentem a 
mesma etapa ou ciclo de ensino da educação básica. 
C – Correta. A criança e o adolescente têm o direito de ser respeitado por seus educadores. 
Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo 
para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes: (...) II - direito de ser respeitado por 
seus educadores. 
D – Errada. É assegurado o direito de contestar critérios avaliativos. 
Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo 
para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes: (...) III - direito de contestar critérios 
avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores. 
E – Errada. O ECA não assegura o direito de ingressar no ensino superior sem processo seletivo. Ao contrário, o 
acesso ao nível superior será ofertado conforme a capacidade de cada um. 
Art. 54. É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente: (...) V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da 
pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um. 
Gabarito: C 
 
Art. 53-A. É dever da instituição de ensino, clubes e agremiações recreativas e de estabelecimentos congêneres 
assegurar medidas de conscientização, prevenção e enfrentamento ao uso ou dependência de drogas ilícitas. (Incluído 
pela Lei nº 13.840, de 2019) 
Este artigo foi incluído no ECA pela Lei nº 13.840/2019 e estabelece deveres relativos à conscientização, à 
prevenção e ao enfrentamento ao uso ou dependência de drogas ilícitas. 
 
Art. 54. É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente: 
I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria; 
II - progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio; 
III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino; 
IV – atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a cinco anos de idade; (Redação dada pela Lei nº 13.306, de 
2016) 
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um; 
VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do adolescente trabalhador; 
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VII - atendimento no ensino fundamental, através de programas suplementares de material didático-escolar, 
transporte, alimentação e assistência à saúde. 
§ 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo. 
§ 2º O não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público ou sua oferta irregular importa responsabilidade da 
autoridade competente. 
§ 3º Compete ao poder público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos 
pais ou responsável, pela freqüência à escola. 
Com base no artigo 54 do ECA e na Lei 9.394/1996 (Lei de diretrizes e bases da educação nacional), 
podemos esquematizar os níveis de escolaridade da seguinte forma: 
 
Agora, vamos conhecer as principais peculiaridades de cada nível: 
▪ Educação infantil = quanto à creche e pré-escola, o direito é assegurado às crianças de 0 a 5 anos de idade. 
Essa alteração foi introduzida pela Lei 13.306/2016. Antes, as idades mencionadas eram zero a 6 anos. A 
nova redação está em conformidade com o artigo 7º, XXV, da Constituição Federal, que estabelece, como 
direito dos trabalhadores, “assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até 5 (cinco) 
anos de idade em creches e pré-escolas”; 
▪ Ensino fundamental = é obrigatório e gratuito. Trata-se de um direito público subjetivo, ou seja, pode 
ser exigido do poder público. Caso não seja oferecido ou seja oferecido de forma irregular, enseja 
responsabilidade da autoridade competente; 
▪ Ensino médio = a obrigatoriedade e a gratuidade são progressivas, ou seja, segundo a literalidade do ECA, 
ainda não é um direito que possa ser garantido a todos; 
▪ Nível superior = o acesso aos níveis mais elevados será ofertado conforme a capacidade de cada um. 
Essa “capacidade” pode ser medida, por exemplo, por intermédio de exames, tais como o ENEM e 
vestibulares. 
Educação
Básica
Educação infantil
Creche 
(0 a 3 anos)
Pré-escola
(4 a 5 anos)
Ensino 
fundamental
Ensino médio
Superior
Graduação
Pós-graduação
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Quanto ao direito à educação das crianças e adolescentes com deficiência, perceba que o atendimento 
educacional, embora seja especializado,será ofertado, preferencialmente, na rede regular de ensino. Cuidado 
com as pegadinhas de prova: não confunda “preferencialmente” com “obrigatoriamente”! 
Quanto ao fato de o ensino obrigatório e gratuito ser direito público subjetivo (§ 1º), cabe ressaltar esta 
decisão do STF (RE 956475 / RJ), de relatoria do Ministro Celso de Mello: 
 
 
 
Vunesp – Prefeitura de Caraguatatuba/SP – Guarda Civil Municipal – 2019 – Q1251658 
Nos termos da Lei n° 8.069/1990, é dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente: 
a) Ensino médio, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria. 
b) Progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino superior. 
c) Atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, exclusivamente na rede regular de 
ensino. 
d) Atendimento no ensino fundamental e médio, através de programas suplementares de material didático-
escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde, bolsa-educação e lazer. 
e) oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do adolescente trabalhador. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. Não é o ensino médio, mas sim o ensino fundamental que é assegurado de modo obrigatório e gratuito, 
inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria. 
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Art. 54. É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente: (...) I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, 
inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria; II - progressiva extensão da obrigatoriedade e 
gratuidade ao ensino médio. 
B – Errada. A Progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade é assegurada com relação ao ensino médio, e 
não ao ensino superior. O acesso ao nível superior será conforme capacidade de cada um. 
Art. 54. É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente: (...) II - progressiva extensão da obrigatoriedade e 
gratuidade ao ensino médio; (...) V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, 
segundo a capacidade de cada um. 
C – Errada. O atendimento educacional especializado às crianças e adolescentes com deficiência, será ofertado 
“preferencialmente” na rede regular de ensino. A alternativa está incorreta porque menciona “exclusivamente” no 
lugar de “preferencialmente”. 
Art. 54. É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente: (...) III - atendimento educacional especializado aos 
portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino. 
D – Errada. Os programas suplementares destacados na alternativa são assegurados apenas ao nível fundamental, 
não se estendendo ao nível médio. 
Art. 54. É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente: (...) VII - atendimento no ensino fundamental, através 
de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde. 
E – Correta. O ECA realmente assegura oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do adolescente 
trabalhador. 
Art. 54. É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente: (...) VI - oferta de ensino noturno regular, adequado 
às condições do adolescente trabalhador. 
Gabarito: E 
 
Art. 55. Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino. 
No artigo 54, vimos diversos deveres do estado relativos à oferta do ensino. O artigo 55, por sua vez, 
estabelece um dever dos pais ou responsável: matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino. 
No Brasil pode haver “homeschooling”? 
O homeschooling consiste na possibilidade de os pais ensinaram seus filhos em casa, sem matriculá-los na 
escola regular. Segundo o STF, essa modalidade de ensino não pode ser praticada no Brasil porque não há lei que 
a regulamente (RE 888.815/RG). 
 
Art. 56. Os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de: 
I - maus-tratos envolvendo seus alunos; 
II - reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares; 
III - elevados níveis de repetência. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
Este artigo apresenta uma importante responsabilidade dos dirigentes de estabelecimentos de ensino, 
reiterando uma obrigação que também consta no artigo 13 do ECA. Vamos esquematizar assim: 
 
Quem comunica? O quê? Para quem? 
Dirigentes de estabelecimentos 
de ensino fundamental 
▪ Maus tratos 
▪ faltas injustificadas e evasão 
▪ elevados níveis de repetência 
Conselho Tutelar 
Vale ressaltar que os casos de reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar só devem ser 
comunicados após esgotados os recursos escolares, tais como o contato com os pais da criança ou adolescente 
para tentar solucionar o problema que está impedindo o comparecimento às aulas. 
 
IBFC – Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho/PE – Professor de Educação Especial – Braille – 2019 – 
Q1080558 
Lúcia é uma mãe muito dedicada e prefere ensinar sua filha Júlia de 7 (sete) anos em casa. Lúcia alega que sua filha 
não aprende na escola. Neste ano Júlia não está matriculada em nenhuma instituição e está com aquisições de 
aprendizagem que já ultrapassam a fase que vivenciaria em uma instituição formal. Sobre este contexto, analise 
as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F). 
( ) Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino. 
( ) Os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de 
reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares. 
( ) No processo educacional respeitar-se-ão os valores culturais, artísticos e históricos próprios do contexto social 
da criança e do adolescente, garantindo-se a estes a liberdade de aprenderem saberes diversos em uma instituição 
formal ou somente no seio familiar. 
Assinale a alternativa que apresente a sequência correta de cima para baixo. 
a) V, V, F 
b) F, V, V 
c) V, F, F 
d) F, F, V 
RESOLUÇÃO: 
(V) Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino. 
Art. 55. Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino. 
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(V) Os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de 
reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares. 
Art. 56. Os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de: I - 
maus-tratos envolvendo seus alunos; II - reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos 
escolares; III - elevados níveis de repetência. 
(F) O ECA não garante a liberdade de aprendizado “somente no seio familiar” como consta na alternativa. Ao 
contrário, a matrícula na rede regular de ensino é obrigatória. 
Art. 55. Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino. 
Gabarito: A 
 
Art. 57. O poder público estimulará pesquisas, experiências e novas propostas relativas a calendário, seriação, currículo, 
metodologia, didática e avaliação, com vistas à inserção de crianças e adolescentes excluídos do ensino fundamental 
obrigatório. 
O ensino fundamental é obrigatório. Sendo assim, o poder público tem a incumbência de estimular 
pesquisas, experiências e novas propostas com o objetivo de inserir crianças e adolescentes excluídos desse nível 
de ensino. 
 
Art. 58. No processo educacional respeitar-se-ão os valores culturais, artísticos e históricos próprios do contexto social 
da criança e do adolescente,garantindo-se a estes a liberdade da criação e o acesso às fontes de cultura. 
Cada criança e adolescente vive em um contexto social que tem seus próprios valores culturais, artísticos 
e históricos, sobretudo em um país de vasta dimensão como o Brasil. Tais valores serão respeitados no processo 
educacional. 
 
Art. 59. Os municípios, com apoio dos estados e da União, estimularão e facilitarão a destinação de recursos e espaços 
para programações culturais, esportivas e de lazer voltadas para a infância e a juventude. 
O Município deve estimular e destinar recursos e espaços para programações culturais, esportivas e de 
lazer para a infância e a juventude. Note que esta atribuição terá o apoio dos estados e da União. 
 
FGV – Prefeitura de Salvador/BA – Professor de Educação Física – 2019 – Q1092155 
Com relação ao Estatuto da Criança e do Adolescente, analise as afirmativas a seguir. 
I. A criança e o(a) adolescente têm direito à educação, centrando-se no pleno desenvolvimento para o trabalho. 
II. Os Municípios, com apoio dos Estados e da União, estimularão e facilitarão a destinação de recursos e espaços 
para programações culturais, esportivas e de lazer voltadas para a infância e a juventude. 
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III. Os dirigentes de estabelecimentos de Ensino Fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar apenas os casos 
de maus tratos envolvendo seus alunos. 
Está correto o que se afirma em 
a) I, somente. 
b) II, somente. 
c) I e II, somente. 
d) II e III, somente. 
e) I, II e III. 
RESOLUÇÃO: 
I – Errada. O direito à educação é centrado no pleno desenvolvimento da pessoa, e não do trabalho. 
Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo 
para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho. 
II – Correta. Os Municípios, com apoio dos Estados e da União, estimularão e facilitarão a destinação de recursos 
e espaços para programações culturais, esportivas e de lazer voltadas para a infância e a juventude. 
Art. 59. Os municípios, com apoio dos estados e da União, estimularão e facilitarão a destinação de recursos e espaços 
para programações culturais, esportivas e de lazer voltadas para a infância e a juventude. 
III – Errada. O erro da assertiva está em afirmar que “apenas” os casos de maus tratos serão comunicados ao 
Conselho Tutelar. Também devem ser comunicados: reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, 
esgotados os recursos escolares, e elevados níveis de repetência. 
Art. 56. Os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de: I - 
maus-tratos envolvendo seus alunos; II - reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos 
escolares; III - elevados níveis de repetência. 
Gabarito: B 
 
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Estatuto da criança e do adolescente 
Capítulo V: Do Direito à Profissionalização e à Proteção no Trabalho (arts. 60 a 69) 
Este capítulo trata do direito à profissionalização e à proteção no trabalho, que abrange os artigos 60 a 
69. Esses artigos reproduzem muitas regras previstas na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e na 
Constituição Federal. Esteja atento(a) à proibição do trabalho infantil e às regras protetivas relativas ao trabalho 
do menor de idade. 
 
Art. 60. É proibido qualquer trabalho a menores de quatorze anos de idade, salvo na condição de aprendiz. (Vide 
Constituição Federal) 
Art. 61. A proteção ao trabalho dos adolescentes é regulada por legislação especial, sem prejuízo do disposto nesta Lei. 
Art. 62. Considera-se aprendizagem a formação técnico-profissional ministrada segundo as diretrizes e bases da 
legislação de educação em vigor. 
Embora conste no artigo 60 do ECA que seria possível o trabalho para o menor de 14 anos como aprendiz, 
prevalece o disposto na Constituição Federal: “proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de 
dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos” 
(CF, artigo 7º, XXXIII). Esquematizando: 
 
Por que existe essa diferença entre o ECA e a Constituição Federal de 1988? 
menor de 14 anos
Proibição de qualquer 
trabalho
14 a 16 anos
Proibição de qualquer 
trabalho, salvo na condição 
de aprendiz.
Como aprendiz, proibição de 
trabalho noturno, perigoso 
ou insalubre.
16 a 18 anos
Proibição de trabalho 
noturno, perigoso ou 
insalubre.
A partir dos 18 anos
Não há restrições em razão 
da idade
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Estatuto da criança e do adolescente 
O ECA é de 1990, ao passo que o inciso XXXIII do artigo 7º da Constituição Federal foi alterado pela Emenda 
Constitucional nº 20 de 1998, elevando a idade mínima para o trabalho como aprendiz. O ECA ainda não foi 
alterado para seguir essa nova determinação. 
Em julgamento realizado no dia 13/10/2020, o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou que a elevação 
da idade mínima para o trabalho do adolescente promovida pela EC 20/1998 está em plena conformidade com 
os princípios e diretrizes que orientam a doutrina da proteção integral (ADI 2096/DF3, Relator Ministro Celso de 
Mello, informativo 994 do STF). 
 
Atenção!! 
A redação do artigo 60 do ECA leva à interpretação de que os menores 
de 14 anos poderiam trabalhar como aprendizes. Porém, prevalece o 
disposto na Constituição Federal: menores de 14 anos de idade não 
podem trabalhar, nem mesmo como aprendizes! 
 
O que responder na prova? 
Depende! Se o enunciado fizer expressa menção ao ECA (e geralmente é assim!), você deve considerar que 
os menores de 14 anos podem trabalhar como aprendizes (art. 60, ECA). Porém, se o enunciado fizer referência à 
Constituição Federal ou à jurisprudência, você deve considerar que o trabalho como aprendiz só é possível a partir 
dos 14 anos (artigo 7º, XXXIII, CF). Se o enunciado não especificar e a questão estiver na matéria relativa ao ECA, 
considere o disposto no ECA. 
 
Art. 63. A formação técnico-profissional obedecerá aos seguintes princípios: 
I - garantia de acesso e freqüência obrigatória ao ensino regular; 
II - atividade compatível com o desenvolvimento do adolescente; 
III - horário especial para o exercício das atividades. 
O artigo 63 do ECA estabelece os princípios da formação técnico-profissional. Note que os princípios têm 
o objetivo de assegurar o desenvolvimento da criança e do adolescente, sobretudo no que tange à escolarização. 
 
Cespe – Prefeitura de Campo Grande/MS – Procurador Municipal – 2019 – Q1135342 
Com base no Estatuto da Criança e do Adolescente, julgue o item subsequente. 
 
3 Fonte: < http://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=1788525> 
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Estatuto da criança e do adolescente 
É permitido que menor de quatorze anos de idade trabalhe, na condição de aprendiz, em atividade compatível 
com o seu desenvolvimento, devendo-lhe ser garantidos o acesso e a frequência obrigatória ao ensino regular e 
horário especial para o exercício das atividades. 
RESOLUÇÃO: 
Segundo a literalidade do artigo 60 do ECA, o menor de 14 anos pode trabalhar como aprendiz. 
Art. 60. É proibido qualquer trabalho a menores de quatorze anos de idade, salvo na condição de aprendiz. (Vide 
Constituição Federal) 
Na prática, embora conste no artigo 60 do ECA que seria possível o trabalho para o menor de 14 anos como 
aprendiz, prevalece o disposto atualmente na Constituição Federal, que determina a proibição de qualquer 
trabalho aos menores de 14 anos, nestes termos: “proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores 
de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo nacondição de aprendiz, a partir de quatorze 
anos” (CF, artigo 7º, XXXIII). Antes, a CF estava em consonância com o ECA neste ponto. Porém, a Emenda 
Constitucional nº 20 de 1998 elevou a idade mínima para o trabalho como aprendiz. 
Nesta questão, o enunciado requer a resposta “Com base no Estatuto da Criança e do Adolescente”. Portanto, será 
considerada a literalidade do ECA. 
No mais, a alternativa está de acordo com o artigo 63 do ECA: 
Art. 63. A formação técnico-profissional obedecerá aos seguintes princípios: I - garantia de acesso e freqüência 
obrigatória ao ensino regular; II - atividade compatível com o desenvolvimento do adolescente; III - horário especial 
para o exercício das atividades. 
Gabarito: Certo 
 
Art. 64. Ao adolescente até quatorze anos de idade é assegurada bolsa de aprendizagem. 
Art. 65. Ao adolescente aprendiz, maior de quatorze anos, são assegurados os direitos trabalhistas e previdenciários. 
O artigo 64 do ECA reitera a possibilidade do trabalho como aprendiz antes dos 14 anos, embora não 
esteja em consonância com a atual redação do artigo 7º, XXXIII, da Constituição Federal. 
Para as questões de concurso que exigem o conhecimento da literalidade do ECA, você deve considerar 
que os trabalhadores menores de 18 anos possuem estes direitos: 
 
 
 
 
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Art. 66. Ao adolescente portador de deficiência é assegurado trabalho protegido. 
Cuidado com as pegadinhas de prova: você verá questões afirmando que a pessoa menor de 18 anos com 
deficiência não pode trabalhar. Pode sim! No entanto, deve ser observado este requisito: é assegurado o trabalho 
protegido. 
 
Art. 67. Ao adolescente empregado, aprendiz, em regime familiar de trabalho, aluno de escola técnica, assistido em 
entidade governamental ou não-governamental, é vedado trabalho: 
I - noturno, realizado entre as vinte e duas horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte; 
II - perigoso, insalubre ou penoso; 
III - realizado em locais prejudiciais à sua formação e ao seu desenvolvimento físico, psíquico, moral e social; 
IV - realizado em horários e locais que não permitam a freqüência à escola. 
 
O ECA reitera peculiaridades que também estão previstas na CLT: proibição do trabalho noturno, perigoso 
ou insalubre, prejudicial à formação e em horário que impeça a frequência à escola. Quanto ao trabalho noturno, 
vale memorizar o horário: das 22h00 às 05h00. 
Veja o conceito de contrato de aprendizagem constante no artigo 428 da CLT: 
 Art. 428, CLT - Contrato de aprendizagem é o contrato de trabalho especial, 
ajustado por escrito e por prazo determinado, em que o empregador se compromete 
a assegurar ao maior de 14 (quatorze) e menor de 24 (vinte e quatro) anos inscrito 
em programa de aprendizagem formação técnico-profissional metódica, 
compatível com o seu desenvolvimento físico, moral e psicológico, e o aprendiz, a 
executar com zelo e diligência as tarefas necessárias a essa formação. 
 
 
Vunesp – AVAREPREV-SP – Procurador Jurídico – 2020 – Q1149604 
Até 14 anos:
bolsa de 
aprendizagem
A partir de 14 anos:
direitos trabalhistas 
e previdenciários
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No que diz respeito ao direito à profissionalização e à proteção no trabalho das crianças e dos adolescentes, 
previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, é permitido, ao 
adolescente empregado, aprendiz, em regime familiar de trabalho, aluno de escola técnica, assistido em entidade 
governamental ou não governamental, o trabalho 
a) realizado após as cinco horas da manhã e até as vinte e duas horas. 
b) perigoso, insalubre ou penoso, desde que com os equipamentos de segurança necessários. 
c) realizado em locais prejudiciais à sua formação e ao seu desenvolvimento físico, psíquico, moral e social, desde 
que assistido por superiores. 
d) em horários e locais que não permitam a frequência à escola, desde que o adolescente se comprometa a estudar 
em outros horários compatíveis com o trabalho. 
e) realizado entre as vinte e duas horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte, desde que com adicional 
noturno. 
RESOLUÇÃO: 
A – Correta. Ao adolescente empregado é vedado o trabalho noturno, que é aquele realizado entre as 22h00 e as 
05h00. Consequentemente, é correto afirmar que é permitido o trabalho após as 05h00 e até as 22h00, pois não 
corresponde a trabalho noturno. 
Art. 67. Ao adolescente empregado, aprendiz, em regime familiar de trabalho, aluno de escola técnica, assistido em 
entidade governamental ou não-governamental, é vedado trabalho: I - noturno, realizado entre as vinte e duas horas 
de um dia e as cinco horas do dia seguinte; 
B – Errada. Ao adolescente empregado é vedado o trabalho perigoso, insalubre ou penoso, independentemente 
de existirem equipamentos de segurança. 
Art. 67. Ao adolescente empregado, aprendiz, em regime familiar de trabalho, aluno de escola técnica, assistido em 
entidade governamental ou não-governamental, é vedado trabalho: (...) II - perigoso, insalubre ou penoso; 
C – Errada. Ao adolescente empregado é vedado o trabalho realizado em locais prejudiciais à sua formação e ao 
seu desenvolvimento físico, psíquico, moral e social. Não há exceção quanto a ser “assistido por superiores” como 
consta na alternativa. 
Art. 67. Ao adolescente empregado, aprendiz, em regime familiar de trabalho, aluno de escola técnica, assistido em 
entidade governamental ou não-governamental, é vedado trabalho: (...) III - realizado em locais prejudiciais à sua 
formação e ao seu desenvolvimento físico, psíquico, moral e social; 
D – Errada. Ao adolescente empregado é vedado o trabalho em horários e locais que não permitam a frequência à 
escola. Não há exceção quanto ao comprometimento de “estudar em outros horários compatíveis com o trabalho” 
como consta na alternativa. 
Art. 67. Ao adolescente empregado, aprendiz, em regime familiar de trabalho, aluno de escola técnica, assistido em 
entidade governamental ou não-governamental, é vedado trabalho: (...) IV - realizado em horários e locais que não 
permitam a freqüência à escola. 
E – Errada. Ao adolescente empregado é vedado o trabalho noturno, isto é, realizado entre as 22h00 de um dia e 
as 05h00 do dia seguinte, ainda que tenha pagamento do adicional noturno. 
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Art. 67. Ao adolescente empregado, aprendiz, em regime familiar de trabalho, aluno de escola técnica, assistido em 
entidade governamental ou não-governamental, é vedado trabalho: I - noturno, realizado entre as vinte e duas horas 
de um dia e as cinco horas do dia seguinte; 
Gabarito: A 
 
Art. 68. O programa social que tenha por base o trabalho educativo, sob responsabilidade de entidade governamental 
ou não-governamental sem fins lucrativos, deverá assegurar ao adolescente que dele participe condições de capacitação 
para o exercício de atividade regular remunerada. 
§ 1º Entende-se por trabalho educativo a atividade laboral em que as exigências pedagógicas relativas ao 
desenvolvimento pessoal e social do educando prevalecem sobre o aspecto produtivo. 
§ 2º A remuneração que o adolescente recebe pelo trabalho efetuado ou a participação na venda dos produtos de seu 
trabalho não desfigura o caráter educativo. 
Este artigo apresenta o conceito de trabalho educativo e ressalta que o fato de receber remuneração não 
descaracteriza o caráter educativo. Há questões de concursos (“pegadinhas”!) que transcrevem o § 2º retirando o 
advérbio “não”. 
 
Cespe – Correios – Analista de Correios - Assistente Social – 2011 – Q132157 
O produto do trabalho efetuado pelo adolescente, na condição de aprendiz, não deve ser vendido,para não 
descaracterizar a natureza pedagógica da atividade laboral. 
RESOLUÇÃO: 
Se o produto do trabalho efetuado pelo adolescente, na condição de aprendiz, for vendido não será 
descaracterizada a natureza pedagógica da atividade laboral. 
Art. 68, § 2º A remuneração que o adolescente recebe pelo trabalho efetuado ou a participação na venda dos produtos 
de seu trabalho não desfigura o caráter educativo. 
Gabarito: Errado 
 
Art. 69. O adolescente tem direito à profissionalização e à proteção no trabalho, observados os seguintes aspectos, entre 
outros: 
I - respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento; 
II - capacitação profissional adequada ao mercado de trabalho. 
As regras relativas ao trabalho do adolescente sempre levam em conta o respeito à sua condição de pessoa 
em desenvolvimento sob diversos aspectos – físico, psíquico, moral etc. Note que há, também, a preocupação no 
sentido de que a capacitação ofertada seja adequada ao mercado de trabalho. 
 
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Questões de prova comentadas 
Artigos 7º a 14 
1. Ano: 2017 - Banca: CESPE / CEBRASPE - Órgão: HUB - Prova: Serviço Social - Q1378395 
De acordo com as legislações vigentes, julgue o item subsequente, relativo ao direto à saúde. Nesse sentido, 
considere que a sigla SUS, sempre que utilizada, refere-se a Sistema Único de Saúde. 
O profissional de saúde deve realizar busca ativa da gestante que abandonar as consultas de pré-natal, assim como 
das puérperas que não comparecerem às consultas do pós-parto. 
RESOLUÇÃO: 
O profissional de saúde deve realizar busca ativa da gestante que abandonar as consultas de pré-natal, assim como 
das puérperas que não comparecerem às consultas do pós-parto. 
Art. 8º, § 9º, ECA - A atenção primária à saúde fará a busca ativa da gestante que não iniciar ou que abandonar as 
consultas de pré-natal, bem como da puérpera que não comparecer às consultas pós-parto. 
Gabarito: Certo 
2. Ano: 2020 - Banca: VUNESP - Órgão: EBSERH - Prova: Assistente Social – Q1355071 
De acordo com o artigo 11 da Lei n° 8.069/1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA), é assegurado acesso 
integral às linhas de cuidado voltadas à saúde da criança e do adolescente, por intermédio do Sistema Único de 
Saúde. O § 2° do referido artigo incumbe o poder público de fornecer àqueles que necessitarem medicamentos, 
órteses, próteses e outras tecnologias assistivas relativas ao tratamento, habilitação ou reabilitação para crianças 
e adolescentes, de acordo com as linhas de cuidado voltadas às suas necessidades específicas, serviço esse de 
caráter 
a) gratuito. 
b) terceirizado. 
c) emergencial. 
d) significativo. 
e) exclusivo. 
RESOLUÇÃO: 
O fornecimento, pelo poder público, de medicamentos, órteses, próteses e outras tecnologias assistivas relativas 
ao tratamento, habilitação ou reabilitação para crianças e adolescentes, será de caráter gratuito. 
Art. 11, § 2o, ECA - Incumbe ao poder público fornecer gratuitamente, àqueles que necessitarem, medicamentos, 
órteses, próteses e outras tecnologias assistivas relativas ao tratamento, habilitação ou reabilitação para crianças e 
adolescentes, de acordo com as linhas de cuidado voltadas às suas necessidades específicas. (Redação dada pela Lei 
nº 13.257, de 2016) 
Gabarito: A 
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Estatuto da criança e do adolescente 
3. Ano: 2020 - Banca: SELECON - Órgão: Prefeitura de Boa Vista – RR - Prova: Assistente Social – 
Q1314484 
Sobre o direito à vida e à saúde da criança e do adolescente, segundo o ECA (Lei nº 8.069/90), é correto afirmar: 
a) As unidades neonatais deverão proporcionar condições para a permanência exclusiva da mãe em tempo integral 
no caso da internação da criança. 
b) Os hospitais e demais estabelecimentos de atenção à saúde de gestantes são obrigados a manter registro em 
prontuários pelo prazo máximo de 10 anos. 
c) Os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente 
comunicados ao Juizado da Infância e Juventude. 
d) A criança com necessidade de cuidados odontológicos especiais será atendida pelo Sistema Único de Saúde. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. O direito à permanência em tempo integral será para um dos pais ou responsável, e não 
necessariamente para a mãe. 
Art. 12. Os estabelecimentos de atendimento à saúde, inclusive as unidades neonatais, de terapia intensiva e de 
cuidados intermediários, deverão proporcionar condições para a permanência em tempo integral de um dos pais ou 
responsável, nos casos de internação de criança ou adolescente. 
B – Errada. Os hospitais e demais estabelecimentos de atenção à saúde de gestantes são obrigados a manter 
registro em prontuários pelo prazo de 18 anos. 
Art. 10. Os hospitais e demais estabelecimentos de atenção à saúde de gestantes, públicos e particulares, são 
obrigados a: I - manter registro das atividades desenvolvidas, através de prontuários individuais, pelo prazo de dezoito 
anos; 
C – Errada. Os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra criança ou adolescente serão 
obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar, e não ao Juizado da Infância e Juventude, como consta da 
alternativa. 
Art. 13. Os casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos 
contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, sem 
prejuízo de outras providências legais. (Redação dada pela Lei nº 13.010, de 2014) 
D – Correta. A criança com necessidade de cuidados odontológicos especiais será atendida pelo Sistema Único de 
Saúde (SUS). 
Art. 14, § 4º A criança com necessidade de cuidados odontológicos especiais será atendida pelo Sistema Único de 
Saúde. 
Gabarito: D 
4. Ano: 2020 - Banca: INSTITUTO AOCP - Órgão: Prefeitura de Novo Hamburgo – RS - Prova: Advogado 
do CREAS/SUAS – Q1277536 
Conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), assinale a alternativa correta. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
a) Considera-se criança, para os efeitos do ECA, a pessoa até quatorze anos de idade incompletos, e adolescente 
aquela entre quatorze e dezoito anos de idade. 
b) A gestante e a parturiente têm direito a 02 (dois) acompanhantes de sua preferência durante o período do pré-
natal, do trabalho de parto e do pós-parto imediato. 
c) Os hospitais e demais estabelecimentos de atenção à saúde de gestantes, públicos e particulares, são obrigados 
a manter registro das atividades desenvolvidas, através de prontuários individuais, pelo prazo de dezoito anos. 
d) Os profissionais de saúde de referência da gestante garantirão sua vinculação, no último trimestre da gestação, 
ao estabelecimento em que será realizado o parto, vedado o direito de opção da mulher. 
e) É obrigatória a aplicação a todas as crianças, nos seus primeiros vinte e quatro meses de vida, de protocolo ou 
outro instrumento construído com a finalidade de facilitar a detecção, em consulta pediátrica de 
acompanhamento da criança, de risco para o seu desenvolvimento psíquico. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. Considera-se criança, para os efeitos do ECA, a pessoa até 12 anos de idade incompletos, e adolescente 
aquela entre 12 e 18 anos de idade. 
Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente 
aquela entre doze e dezoito anos de idade. 
B – Errada. A gestante e a parturiente têm direito a apenas 01 acompanhante de sua preferência durante o período 
do pré-natal, do trabalho de parto e do pós-parto imediato. 
Art. 8º, § 6º. A gestante e a parturiente têm direito a 1 (um) acompanhante de sua preferência durante o período do 
pré-natal, do trabalhode parto e do pós-parto imediato. 
C – Correta. Os hospitais e demais estabelecimentos de atenção à saúde de gestantes, públicos e particulares, são 
obrigados a manter registro das atividades desenvolvidas, através de prontuários individuais, pelo prazo de 18 
anos, nos termos do artigo 10, I, do ECA. 
D – Errada. Neste caso, o direito de opção da mulher é garantido. 
Art. 8º, § 2º Os profissionais de saúde de referência da gestante garantirão sua vinculação, no último trimestre da 
gestação, ao estabelecimento em que será realizado o parto, garantido o direito de opção da mulher. 
E – Errada. Esta aplicação deve ser realizada nos primeiros 18 meses de vida. 
Art. 14, § 5 º É obrigatória a aplicação a todas as crianças, nos seus primeiros dezoito meses de vida, de protocolo ou 
outro instrumento construído com a finalidade de facilitar a detecção, em consulta pediátrica de acompanhamento da 
criança, de risco para o seu desenvolvimento psíquico. 
Gabarito: C 
5. Ano: 2019 - Banca: SELECON - Órgão: Prefeitura de Boa Vista – RR - Prova: Analista - Grupo Especial 
– Pedagogo – Q1241302 
Art. 7º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) trata do direito à proteção, à vida e à saúde mediante: 
a) o cadastro no Sistema Único de Saúde (SUS) 
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Estatuto da criança e do adolescente 
b) o intermédio do Sistema Único de Saúde, garantido o acesso igualitário a ações e serviços para promoção e 
recuperação da saúde 
c) a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, 
em condições dignas de existência 
d) o Sistema Único de Saúde promover programas de assistência odontológica para a prevenção das enfermidades 
que ordinariamente afetam a população infantil, e campanhas de educação sanitária para pais, educadores e 
alunos 
RESOLUÇÃO: 
O enunciado faz referência ao artigo 7º do Estatuto da Criança e do Adolescente, que trata do direito à proteção, 
à vida e à saúde mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o 
desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência. 
Art. 7º A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais 
públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência. 
Gabarito: C 
6. Ano: 2019 - Banca: FGV - Órgão: Prefeitura de Angra dos Reis – RJ – Q1197852 
Uma família recusou-se a vacinar seu filho recém-nascido e foi denunciada ao Conselho Tutelar. Considerando a 
situação acima e o que dispõe o Estatuto da Criança e do Adolescente, assinale a afirmativa correta. 
a) O Estado não deve legislar sobre a obrigatoriedade de vacinas. 
b) O Conselho Tutelar não deve interferir em casos dessa natureza. 
c) O Conselho Tutelar deve aprovar (ou reprovar) as motivações alegadas pelas famílias. 
d) O Estado deve garantir vacinas, mas sua aplicação é facultada à decisão familiar. 
e) O Estado deve obrigar a vacinação nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias. 
RESOLUÇÃO: 
O ECA prevê expressamente que o Estado deve obrigar a vacinação nos casos recomendados pelas autoridades 
sanitárias. 
Art. 14. O Sistema Único de Saúde promoverá programas de assistência médica e odontológica para a prevenção das 
enfermidades que ordinariamente afetam a população infantil, e campanhas de educação sanitária para pais, 
educadores e alunos. § 1 o É obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades 
sanitárias. 
Gabarito: E 
7. Ano: 2018 - Banca: IBFC - Órgão: Prefeitura de Vinhedo – SP – Q1196655 
Ao que se refere a Lei nº 8.069/90 do “Estatuto da Criança e do Adolescente”, em seu Título II, Capítulo I (Do Direito 
à Vida e à Saúde) em seu artigo 13º em que se lê: “Os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra 
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criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao ____________ da respectiva localidade, sem 
prejuízo de outras providências legais”. Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna. 
a) Juizado de menores 
b) Conselho Tutelar 
c) Departamento de Polícia 
d) Centro de Atenção Psico Social 
RESOLUÇÃO: 
Se houver suspeita ou confirmação de castigo físico, tratamento cruel ou degradante e maus-tratos contra criança 
ou adolescente, deve ser feita a comunicação ao Conselho Tutelar. Em se tratando da faixa etária da primeira 
infância (até 06 anos completos), será dada máxima prioridade ao atendimento por todos os serviços relacionados 
ao sistema de proteção. 
Art. 13. Os casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos 
contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, sem 
prejuízo de outras providências legais. 
Gabarito: B 
8. Ano: 2019 - Banca: INSTITUTO AOCP - Órgão: Prefeitura de Umuarama - PR – Provas: Professor - 
Educação Infantil - Professor – Q1129890 
Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta. 
De acordo com a Lei n° 8069/90, está(ão) assegurado(s) à criança e ao adolescente: 
( ) O acesso integral às linhas de cuidado voltadas à saúde, por intermédio do Sistema Único de Saúde. 
( ) Que os profissionais que atuam no cuidado diário ou frequente de crianças na primeira infância receberão 
formação específica e permanente para a detecção de sinais de risco para o desenvolvimento psíquico, bem como 
para o acompanhamento que se fizer necessário. 
( ) Que os casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos 
contra eles serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, sem prejuízo de 
outras providências legais. 
a) V – F – V. 
b) F – V – V. 
c) V – V – F. 
d) V – V – V. 
RESOLUÇÃO: 
I – Correta. É assegurado à criança e ao adolescente o acesso integral às linhas de cuidado voltadas à saúde, por 
intermédio do Sistema Único de Saúde. 
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Art. 11. É assegurado acesso integral às linhas de cuidado voltadas à saúde da criança e do adolescente, por intermédio 
do Sistema Único de Saúde, observado o princípio da equidade no acesso a ações e serviços para promoção, proteção 
e recuperação da saúde. 
II – Correta. Os profissionais que atuam no cuidado diário ou frequente de crianças na primeira infância receberão 
formação específica e permanente para a detecção de sinais de risco para o desenvolvimento psíquico, bem como 
para o acompanhamento que se fizer necessário. 
Art. 11, § 3º. Os profissionais que atuam no cuidado diário ou frequente de crianças na primeira infância receberão 
formação específica e permanente para a detecção de sinais de risco para o desenvolvimento psíquico, bem como para 
o acompanhamento que se fizer necessário. 
III – Correta. Os casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-
tratos contra eles serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, sem 
prejuízo de outras providências legais. 
Art. 13. Os casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos 
contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, sem 
prejuízo de outras providências legais. (Redação dada pela Lei nº 13.010, de 2014) 
Gabarito: D 
9. Ano: 2019 - Banca: VUNESP - Órgão: Prefeitura de Peruíbe – SP - Prova: VUNESP - 2019 - Prefeitura 
de Peruíbe - SP - Auxiliar de Transporte – Q1076833 
Nos termos do que disciplina o Estatuto da Criança e do Adolescente,os profissionais que atuam no cuidado diário 
ou frequente de crianças na primeira infância receberão formação específica e permanente para 
a) a detecção de sinais de risco para o desenvolvimento psíquico. 
b) a detecção de sinais de risco de negligência por parte da família. 
c) o acompanhamento da família da criança. 
d) a constante atualização de aplicação de atividades lúdicas. 
e) o acompanhamento da escolarização 
RESOLUÇÃO: 
Nos termos do que disciplina o Estatuto da Criança e do Adolescente, os profissionais que atuam no cuidado diário 
ou frequente de crianças na primeira infância receberão formação específica e permanente para a detecção de 
sinais de risco para o desenvolvimento psíquico. 
Art. 11, § 3o. Os profissionais que atuam no cuidado diário ou frequente de crianças na primeira infância receberão 
formação específica e permanente para a detecção de sinais de risco para o desenvolvimento psíquico, bem como para 
o acompanhamento que se fizer necessário. 
Gabarito: A 
10. Ano: 2018 - Banca: Quadrix - Órgão: CRP – SP - Prova: Psicólogo Analista Técnico - Q1067735 
Com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n.º 8.069/1990), julgue o item 
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Estatuto da criança e do adolescente 
Nos primeiros dezoito meses de vida, é obrigatória a aplicação, a todas as crianças, de protocolo ou outro 
instrumento construído com a finalidade de facilitar a detecção, em consulta pediátrica de acompanhamento da 
criança, de risco para seu desenvolvimento psíquico. 
RESOLUÇÃO: 
A assertiva está de acordo com o artigo 14, § 5º, do ECA, que estabelece: 
É obrigatória a aplicação a todas as crianças, nos seus primeiros dezoito meses de vida, de protocolo ou outro 
instrumento construído com a finalidade de facilitar a detecção, em consulta pediátrica de acompanhamento da 
criança, de risco para o seu desenvolvimento psíquico. 
Gabarito: Certo 
11. Ano: 2018 - Banca: Quadrix - Órgão: CRP - SP Prova: Psicólogo Analista Técnico– Q1067734 
Com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n.º 8.069/1990), julgue o item 
Os profissionais que atuam no cuidado diário ou frequente de crianças na primeira infância não necessitam de 
formação específica e permanente para a detecção de sinais de risco para o desenvolvimento psíquico. 
RESOLUÇÃO: 
Os profissionais que atuam no cuidado diário ou frequente de crianças na primeira infância necessitam, sim, de 
formação específica e permanente para a detecção de sinais de risco para o desenvolvimento psíquico. 
Art. 11, § 3o. Os profissionais que atuam no cuidado diário ou frequente de crianças na primeira infância receberão 
formação específica e permanente para a detecção de sinais de risco para o desenvolvimento psíquico, bem como para 
o acompanhamento que se fizer necessário. (Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016) 
Gabarito: Errado 
12. Ano: 2018 - Banca: Quadrix - Órgão: CRP – SP - Prova: Psicólogo Analista Técnico – Q1067733 
Com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n.º 8.069/1990), julgue o item 
Cabe ao Poder Público proporcionar assistência psicológica à gestante e à mãe no período pré e pós‐natal, inclusive 
como forma de prevenir ou minorar as consequências do estado puerperal. 
RESOLUÇÃO: 
Cabe ao Poder Público proporcionar assistência psicológica à gestante e à mãe no período pré e pós‐natal, inclusive 
como forma de prevenir ou minorar as consequências do estado puerperal. 
Art. 8o, § 4o. Incumbe ao poder público proporcionar assistência psicológica à gestante e à mãe, no período pré e pós-
natal, inclusive como forma de prevenir ou minorar as consequências do estado puerperal. 
Gabarito: Certo 
13. Ano: 2019 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Arujá - SP Prova: VUNESP - 2019 - Prefeitura 
de Arujá - SP - Professor de Educação Básica Infantil I – Q1049521 
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Estatuto da criança e do adolescente 
Paula, professora de uma turma de 3 anos, percebeu que uma criança, Aline, apresentou mudança de 
comportamento: chora ou se irrita com facilidade, isola-se e não aceita tirar o casaco mesmo em dias quentes. 
Certo dia, ao convencer Aline a tirar o casaco, Paula percebeu uma grande marca no ombro da criança. Ao observar 
melhor, foram constatadas inúmeras lesões pelo corpo da menina, que chorava intensamente ao ser questionada 
sobre o que teria acontecido. Diante da situação, Paula comunicou o fato à diretora da unidade escolar que agiu 
de acordo com o artigo 13, da Lei Federal n° 8.069 de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), que entre 
outros, afirma: 
a) Apenas os casos confirmados de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos contra 
crianças serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, sem a necessidade 
de outras providências legais pela instituição de ensino. 
b) Os casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos 
contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, 
sem prejuízo de outras providências legais. 
c) Os casos de suspeita e confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos contra 
criança serão, se necessário, comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, após conversa com a 
família e anuência dos responsáveis. 
d) Os casos de suspeita de maus-tratos reiterados contra crianças serão comunicados ao Conselho Tutelar. Os 
casos confirmados de maus-tratos e abusos devem ser obrigatoriamente encaminhados ao hospital público mais 
próximo para que as autoridades policias sejam acionadas. 
e) Os casos de suspeita e confirmação de castigo físico e de maus-tratos contra criança serão comunicados 
preferencialmente ao Conselho Tutelar e serão obrigatoriamente comunicados pelos responsáveis pela instituição 
de ensino ao Ministério Público e à Secretaria Municipal de Educação. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. A simples suspeita de maus-tratos já deve ser comunicada ao Conselho Tutelar. Não é necessário que 
haja prévia confirmação. 
B – Correta. Os casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-
tratos contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva 
localidade, sem prejuízo de outras providências legais, nos termos do artigo 13 do ECA. 
C – Errada. A comunicação ao Conselho Tutelar independe de “conversa com a família e anuência dos 
responsáveis” como consta na alternativa, motivo pelo qual está incorreta. 
D – Errada. Não há previsão expressa no ECA de que os casos confirmados de maus-tratos e abusos devem ser 
obrigatoriamente encaminhados ao hospital público. O que deve ser feito é a comunicação ao Conselho Tutelar, 
seja na suspeita ou confirmação de maus tratos. 
E – Errada. A comunicação ao Conselho Tutelar não será feita “preferencialmente”, mas sim obrigatoriamente. 
Art. 13. Os casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos 
contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, sem 
prejuízo de outras providências legais. 
Gabarito: B 
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Estatuto da criança e do adolescente 
14. Ano: 2019 Banca: Quadrix Órgão: FHGV Provas: Quadrix - 2019 - FHGV - Médico Auditor – 
Q1037800 
Com base no Estatuto da Criança e do Adolescente, assinale a alternativa correta. 
a) O atendimento pré e pós‐natal será realizado por profissionais da atenção terciária. 
b) Nos casos de internação de criança ou adolescente, os estabelecimentos de atendimento à saúde deverão 
proporcionar condições para a permanência, em tempo integral, de ambos os pais ou responsáveis. 
c) É recomendávelque os casos de suspeita de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus‐tratos 
contra criança ou adolescente sejam encaminhados à Vara da Infância e da Juventude. 
d) Os profissionais de saúde de referência da gestante garantirão sua vinculação, no último mês da gestação, ao 
estabelecimento mais próximo de sua residência para realização do parto. 
e) Incumbe ao Poder Público proporcionar, no período pré e pós‐natal, assistência psicológica à gestante e à mãe, 
inclusive as que desejam entregar os filhos para adoção e as que se encontrem presas. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. O atendimento pré e pós‐natal será realizado por profissionais da atenção primária. 
Art. 8º, § 1 º. O atendimento pré-natal será realizado por profissionais da atenção primária. 
B – Errada. A permanência, em tempo integral, é garantida para apenas um dos pais ou responsável. 
Art. 12. Os estabelecimentos de atendimento à saúde, inclusive as unidades neonatais, de terapia intensiva e de 
cuidados intermediários, deverão proporcionar condições para a permanência em tempo integral de um dos pais ou 
responsável, nos casos de internação de criança ou adolescente. 
C – Errada. Os casos de suspeita de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus‐tratos contra 
criança ou adolescente devem ser obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar. 
Art. 13. Os casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos 
contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, sem 
prejuízo de outras providências legais. 
D – Errada. A vinculação da gestante ao estabelecimento mais próximo de sua residência para realização do parto 
é garantida no último trimestre, e não somente no último mês, como constou na alternativa. 
Art. 8º, § 2 º. Os profissionais de saúde de referência da gestante garantirão sua vinculação, no último trimestre da 
gestação, ao estabelecimento em que será realizado o parto, garantido o direito de opção da mulher. 
E – Correta. Incumbe ao Poder Público proporcionar, no período pré e pós‐natal, assistência psicológica à gestante 
e à mãe, inclusive as que desejam entregar os filhos para adoção e as que se encontrem presas. 
Art. 8º, § 4º. Incumbe ao poder público proporcionar assistência psicológica à gestante e à mãe, no período pré e pós-
natal, inclusive como forma de prevenir ou minorar as consequências do estado puerperal. 
Gabarito: E 
15. Ano: 2018 - Banca: VUNESP - Órgão: Prefeitura de Barretos – SP - Prova: Agente de Saúde 
Pública - ESF – Q1033977 
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Estatuto da criança e do adolescente 
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, 
a) os casos de confirmação de maus-tratos contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados á 
Unidade Básica de Saúde da respectiva localidade. 
b) é facultativo aos pais ou responsáveis a aplicação de qualquer vacina em seus filhos, mesmo nos casos 
recomendados pelas autoridades sanitárias. 
c) os estabelecimentos de atendimento à saúde deverão proporcionar condições para a permanência em tempo 
integral de um dos pais ou responsável, nos casos de internação de criança ou adolescente. 
d) o poder público, as instituições e os empregadores propiciarão condições adequadas ao aleitamento materno, 
exceto aos filhos de mães submetidas a medida privativa de liberdade. 
e) os hospitais e demais estabelecimentos de atenção à saúde de gestantes, públicos e particulares, não são 
obrigados a manter registro das atividades desenvolvidas, durante o atendimento a parturiente. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. A comunicação será feita ao Conselho Tutelar. 
Art. 13. Os casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos 
contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, sem 
prejuízo de outras providências legais. 
B – Errada. Nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias, a vacinação é obrigatória. 
Art. 14, § 1 o É obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias. 
C – Correta. A alternativa está em consonância com o artigo 12 do ECA. 
Art. 12. Os estabelecimentos de atendimento à saúde, inclusive as unidades neonatais, de terapia intensiva e de 
cuidados intermediários, deverão proporcionar condições para a permanência em tempo integral de um dos pais ou 
responsável, nos casos de internação de criança ou adolescente. 
D – Errada. As condições adequadas ao aleitamento materno serão proporcionadas, inclusive, aos filhos de mães 
submetidas a medida privativa de liberdade. 
Art. 9º O poder público, as instituições e os empregadores propiciarão condições adequadas ao aleitamento materno, 
inclusive aos filhos de mães submetidas a medida privativa de liberdade. 
E – Errada. Há, sim, a obrigatoriedade de manter registro das atividades desenvolvidas. 
Art. 10. Os hospitais e demais estabelecimentos de atenção à saúde de gestantes, públicos e particulares, são 
obrigados a: I - manter registro das atividades desenvolvidas, através de prontuários individuais, pelo prazo de dezoito 
anos; 
Gabarito: C 
16. Ano: 2019 - Banca: VUNESP - Órgão: CMDCA de São José do Rio Preto – SP - Prova: 
Conselheiro Tutelar – Q1029247 
O Estatuto da Criança do Adolescente (ECA), em vista do desenvolvimento integral desse segmento, no cap. I, 
dedica especial atenção ao direito à vida e a saúde. Nesse sentido, prevê a garantia desse direito mediante a 
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Estatuto da criança e do adolescente 
efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso. Para 
tanto, o art. 11 do ECA define que é assegurado acesso integral às linhas de cuidado voltadas à saúde da criança e 
do adolescente, por intermédio do Sistema Único de Saúde (SUS), observado o princípio da equidade no acesso a 
ações e serviços. O parágrafo 3° desse artigo, define que os profissionais, que atuam no cuidado diário ou 
frequente de crianças na primeira infância, receberão formação específica e permanente para o acompanhamento 
que se fizer necessário e para 
a) a reparação de problemas amplos e de ordens diversas. 
b) a convivência harmoniosa no ambiente escolar. 
c) a plena e harmoniosa adaptação orgânica. 
d) a detecção de sinais de risco para o desenvolvimento psíquico. 
e) a superação e solução de desordens familiares. 
RESOLUÇÃO: 
Os profissionais que atuam no cuidado diário ou frequente de crianças na primeira infância receberão formação 
específica e permanente para a detecção de sinais de risco para o desenvolvimento psíquico, bem como para o 
acompanhamento que se fizer necessário, nos termos do art. 11, § 3, do ECA. 
Gabarito: D 
17. Ano: 2019 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: SLU-DF Prova: CESPE - 2019 - SLU-DF - Analista 
de Gestão de Resíduos Sólidos - Serviço Social– Q996981 
Acerca de políticas, diretrizes, ações e desafios na área da família, da criança e do adolescente, julgue o item 
subsecutivo. 
Em atendimento a gestante adulta, o assistente social deve informar-lhe que o acompanhamento pré-natal será 
realizado por profissionais da atenção secundária. 
RESOLUÇÃO: 
Em atendimento a gestante adulta, o assistente social deve informar-lhe que o acompanhamento pré-natal será 
realizado por profissionais da atenção primária. 
Art. 8º, § 1º. O atendimento pré-natal será realizado por profissionais da atenção primária. 
Gabarito: Errado 
18. Ano: 2019 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: TJ-DFT Prova: CESPE - 2019 - TJ-DFT - Titular de 
Serviços de Notas e de Registros - Remoção– Q987781 
Uma gestante, pretendendo entregar para adoção o seu filho que vai nascer, dirigiu-se ao cartório de registro civil. 
Nessa situação hipotética, deacordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, a gestante deverá ser 
encaminhada para 
a) o Ministério Público local. 
b) a justiça da infância e da juventude local. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
c) assistente social cadastrado na serventia. 
d) o conselho tutelar local. 
e) o conselho de direitos da criança e do adolescente local. 
RESOLUÇÃO: 
Nessa situação hipotética, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, a gestante deverá ser 
encaminhada para a justiça da infância e da juventude local. 
Art. 13, § 1o As gestantes ou mães que manifestem interesse em entregar seus filhos para adoção serão 
obrigatoriamente encaminhadas, sem constrangimento, à Justiça da Infância e da Juventude. 
Gabarito: B 
19. Ano: 2019 - Banca: VUNESP - Órgão: TJ-AC - Prova: Juiz de Direito Substituto – Q984646 
Com relação à assistência médica prestada pelo Sistema Único de Saúde para prevenção de enfermidades que 
ordinariamente afetam a população infantil, é correto afirmar que 
a) a atenção à saúde bucal das crianças e das gestantes será promovida de forma transversal, integral e 
intersetorial com as demais linhas de cuidado direcionadas à mulher e à criança. 
b) a atenção odontológica à criança terá função educativa e será prestada quando o bebê nascer, e, após, no sexto 
e no décimo segundo anos de vida, com orientação sobre saúde bucal. 
c) nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias, não será obrigatória a vacinação das crianças se 
justificada a recusa pelos pais ou responsável, por crença pessoal ou religiosa, no prazo estabelecido pelo 
calendário de vacinação estabelecido pelo PNI. 
d) a obrigatoriedade de aplicação de protocolo ou outro instrumento desenvolvido para a detecção de risco para 
o desenvolvimento psíquico da criança tem como marco inicial o primeiro ano de vida. 
RESOLUÇÃO: 
A – Correta. A atenção à saúde bucal das crianças e das gestantes será promovida de forma transversal, integral e 
intersetorial com as demais linhas de cuidado direcionadas à mulher e à criança. 
Art. 14, § 2º. O Sistema Único de Saúde promoverá a atenção à saúde bucal das crianças e das gestantes, de forma 
transversal, integral e intersetorial com as demais linhas de cuidado direcionadas à mulher e à criança. 
B – Errada. A atenção odontológica à criança terá função não apenas educativa, mas sim “educativa protetiva”. 
Além disso, essa atenção não será prestada apenas quando o bebê nascer, mas sim antes mesmo do nascimento, 
por meio de aconselhamento pré-natal. 
Art. 14, § 3º A atenção odontológica à criança terá função educativa protetiva e será prestada, inicialmente, antes de 
o bebê nascer, por meio de aconselhamento pré-natal, e, posteriormente, no sexto e no décimo segundo anos de vida, 
com orientações sobre saúde bucal. 
C – Errada. A vacinação será, sim, obrigatória. Não há previsão no ECA de que a recusa pelos pais ou responsável 
poderia afastar tal obrigatoriedade. 
Art. 14, § 1º É obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
D – Errada. O marco inicial não é “o primeiro ano de vida” como consta na alternativa. Na verdade, esses protocolos 
devem ser aplicados nos primeiros 18 meses de vida. 
Art. 14, § 5 º É obrigatória a aplicação a todas as crianças, nos seus primeiros dezoito meses de vida, de protocolo ou 
outro instrumento construído com a finalidade de facilitar a detecção, em consulta pediátrica de acompanhamento da 
criança, de risco para o seu desenvolvimento psíquico. 
Gabarito: A 
20. Ano: 2018 - Banca: VUNESP - Órgão: Prefeitura de São Bernardo do Campo – SP - Prova: 
Assistente Jurídico – Q974662 
Nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente, os hospitais e demais estabelecimentos de atenção à saúde 
das gestantes, públicos e particulares, são obrigados a 
a) manter registro das atividades desenvolvidas, por meio de prontuários individuais, pelo prazo de cinco anos. 
b) identificar o recém-nascido mediante o registro de sua impressão digital, bem como a impressão digital da mãe 
e do pai. 
c) fornecer declaração de nascimento, com ou sem as intercorrências do parto. 
d) manter alojamento separado entre o neonato e a mãe, para que o neonato receba os cuidados mais adequados. 
e) acompanhar a prática do processo de amamentação, prestando orientações quanto à técnica adequada, 
enquanto a mãe permanecer na unidade hospitalar, utilizando o corpo técnico já existente. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. O prazo não é de 05 anos, mas sim 18 anos. 
Art. 10, I - manter registro das atividades desenvolvidas, através de prontuários individuais, pelo prazo de dezoito 
anos; 
B – Errada. Quanto à criança, não basta a impressão digital, pois deve haver a impressão plantar também. 
Ademais, não é exigido o registro da impressão digital do pai, mas apenas da mãe. 
Art. 10, II - identificar o recém-nascido mediante o registro de sua impressão plantar e digital e da impressão digital da 
mãe, sem prejuízo de outras formas normatizadas pela autoridade administrativa competente; 
C – Errada. Na declaração de nascimento, devem constar necessariamente as intercorrências do parto. 
Art. 10, IV - fornecer declaração de nascimento onde constem necessariamente as intercorrências do parto e do 
desenvolvimento do neonato; 
D – Errada. O alojamento não deve ser separado, mas sim conjunto. 
Art. 10, V - manter alojamento conjunto, possibilitando ao neonato a permanência junto à mãe. 
E – Correta. A alternativa reproduz a literalidade do artigo 10, VI, do ECA. 
Art. 10, VI - acompanhar a prática do processo de amamentação, prestando orientações quanto à técnica adequada, 
enquanto a mãe permanecer na unidade hospitalar, utilizando o corpo técnico já existente. 
Gabarito: E 
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Estatuto da criança e do adolescente 
21. Ano: 2019 - Banca: Quadrix - Órgão: CRESS - SC - Prova: Agente Fiscal – Q967434 
Julgue o item, relativo ao Estatuto da Criança e do Adolescente. 
Os estabelecimentos de atendimento à saúde, excluindo as unidades de terapia intensiva, deverão proporcionar 
condições para a permanência, em tempo integral, de um dos pais ou responsáveis, nos casos de internação de 
criança ou adolescente. 
RESOLUÇÃO: 
O erro da assertiva está em excluir as unidades de terapia intensiva. Estas também devem proporcionar condições 
para a permanência, em tempo integral, de um dos pais ou responsáveis, nos casos de internação de criança ou 
adolescente. 
Art. 12. Os estabelecimentos de atendimento à saúde, inclusive as unidades neonatais, de terapia intensiva e de 
cuidados intermediários, deverão proporcionar condições para a permanência em tempo integral de um dos pais ou 
responsável, nos casos de internação de criança ou adolescente. (Redação dada pela Lei nº 13.257, de 2016) 
Gabarito: Errado 
Artigos 15 a 18-B 
22. Ano: 2016 - Banca: VUNESP - Órgão: PPSA - Prova: Assistente Jurídico– Q1368339 
Com relação ao direito fundamental de crianças e adolescentes à liberdade, ao respeito e à dignidade, como 
pessoas em desenvolvimento, previstos nos artigos 15 a 18 do Estatuto da Criança e do Adolescente, é correto 
afirmar que 
a) ao facultar aos adolescentes que tenham entre catorze e dezoito anos de idade o direito a voto, o artigo 16, 
inciso VI, do Estatuto da Criança do Adolescente busca afirmar o Brasil como Estado Democrático de Direito. 
b) o direito ao respeito se restringe à inviolabilidade da integridade física da criança e do adolescente, como forma 
de garantir o seu desenvolvimento como pessoa titular de direitos e obrigações. 
c) não se trata de assunto afeto à competência da sociedade civil velar pela dignidade da criança e do adolescente, 
a fim de colocá-losa salvo de tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor. 
d) a exploração sexual atinge o direito à integridade moral da criança e do adolescente, cabendo à família, única 
responsável pela educação do menor, noticiar – ou não – ato abusivo às autoridades competentes. 
e) o direito à liberdade se divide em liberdade da pessoa física, liberdade de pensamento, liberdade de expressão 
coletiva, liberdade de ação profissional e liberdade de conteúdo econômico e social. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. O artigo 14, §1º, II, “c” da Constituição Federal, por exemplo, informa que o voto é facultativo a maiores 
de 16 e menores de 18 anos. A alternativa menciona, erroneamente, que o voto seria facultativo a partir dos 14 
anos. 
Art. 14, § 1º, CF. O alistamento eleitoral e o voto são: 
I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos; 
II - facultativos para: 
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Estatuto da criança e do adolescente 
a) os analfabetos; 
b) os maiores de setenta anos; 
c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. 
B – Errada. O direito ao respeito não se restringe à inviolabilidade da integridade física, pois também abrange a 
integridade psíquica e moral. 
Art. 17, ECA. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do 
adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, idéias e crenças, dos 
espaços e objetos pessoais. 
C – Errada. A sociedade civil também deve velar pela dignidade da criança e do adolescente, pois se trata de um 
dever de todos. 
Art. 18. É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento 
desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor. 
D – Errada. A família não é a única responsável pela educação do menor de idade. Ademais, todos têm o dever de 
noticiar ato abusivo às autoridades competentes. 
Art. 18. É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento 
desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor. 
E – Correta. A alternativa menciona corretamente as diversas facetas do direito à liberdade. 
Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: 
I - ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições legais; 
II - opinião e expressão; 
III - crença e culto religioso; 
IV - brincar, praticar esportes e divertir-se; 
V - participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação; 
VI - participar da vida política, na forma da lei; 
VII - buscar refúgio, auxílio e orientação. 
Gabarito: E 
23.Ano: 2019 - Banca: IBFC - Órgão: Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Prova: Educador Social – 
Q1363886 
O Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/90) disciplina sobre os direitos de crianças e adolescentes no 
Brasil. De acordo com essa legislação, artigo 15 a criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e a 
dignidade. Considere o disposto no artigo 16 e assinale a alternativa incorreta. 
a) O direito a liberdade corresponde à inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do 
adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, 
dos espaços e objetos pessoais 
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Estatuto da criança e do adolescente 
b) O direito à liberdade compreende buscar refúgio, auxílio e orientação 
c) O direito à liberdade corresponde também à opinião e expressão 
d) O direito à liberdade corresponde a ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas 
as restrições legais 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. A assertiva menciona o direito à liberdade, mas explica o direito ao respeito. O examinador 
simplesmente trocou “respeito” por “liberdade”. 
Art. 17. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do 
adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, idéias e crenças, dos 
espaços e objetos pessoais. 
B – Correta. O direito à liberdade compreende buscar refúgio, auxílio e orientação. 
Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: (...) VII - buscar refúgio, auxílio e orientação. 
C – Correta. O direito à liberdade corresponde também à opinião e expressão. 
Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: (...) II - opinião e expressão; 
D – Correta. O direito à liberdade corresponde a ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, 
ressalvadas as restrições legais. 
Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: I - ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços 
comunitários, ressalvadas as restrições legais; 
Gabarito: A 
24. Ano: 2020 - Banca: VUNESP - Órgão: Prefeitura de Cananéia – SP - Prova: Auxiliar Feminino 
da Casa da Criança e do Adolescente – Q1317169 
O direito à liberdade, ao respeito e à dignidade é um dos cinco direitos fundamentais garantidos pelo Estatuto da 
Criança e do Adolescente (ECA). Conforme artigo 17 dessa Lei, respeitar a criança e o adolescente consiste na 
inviolabilidade da sua integridade física, psíquica e moral, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, 
da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos 
a) pessoais. 
b) de valor. 
c) escolares. 
d) de comunicação. 
e) de família. 
RESOLUÇÃO: 
Conforme artigo 17 do ECA, respeitar a criança e o adolescente consiste na inviolabilidade da sua integridade física, 
psíquica e moral, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e 
crenças, dos espaços e objetos pessoais. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
 Art. 17. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do 
adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, idéias e crenças, dos 
espaços e objetos pessoais. 
Gabarito: A 
25.Ano: 2020 - Banca: INSTITUTO AOCP - Órgão: Prefeitura de Novo Hamburgo – RS - Prova: Educador 
Social – Q1277662 
Conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é dever de todos velar pela dignidade da criança 
e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou 
constrangedor. A partir dessa prerrogativa, é correto afirmar, segundo o ECA, que 
a) a criança e o adolescente têm o direito de serem educados e cuidados com o uso de recursos e limites disponíveis 
como formas de correção, disciplina, educação, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos 
responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada 
de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los. 
b) os pais, os integrantes da família ampliada, os responsáveis, os agentes públicos executores de medidas 
socioeducativas ou qualquer pessoa encarregada de cuidar de crianças e de adolescentes, tratá-los, educá-los ou 
protegê-los devem utilizar de todas as formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro que for julgado 
conveniente pelos responsáveis, de acordo com a gravidade do caso. 
c) é direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio de sua família e em família substituta, em 
ambiente que garanta seu desenvolvimento, impondo-lhes limites e restrições quando necessárias. 
d) a criança e o adolescente têm o direito de serem educados e cuidados sem o uso de violência física, mas como 
formas de correção disciplinar podem ser impostos castigos salutares pelos pais, pelos integrantes da família 
ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicosexecutores de medidas socioeducativas ou por qualquer 
pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-lo. 
e) a criança e o adolescente têm o direito de serem educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de 
tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos 
pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas 
socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. A criança e o adolescente têm o direito de serem educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou 
de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto. 
B – Errada. É incorreto afirmar que poderão “utilizar de todas as formas de correção, disciplina, educação ou 
qualquer outro que for julgado conveniente”. O castigo físico ou tratamento cruel ou degradante não podem ser 
utilizados com esse pretexto. 
C – Errada. A colocação da família substituta é medida excepcional. Ademais, não há previsão expressa no ECA de 
imposição de “limites e restrições quando necessárias” 
D – Errada. Nem mesmo sob o pretexto de serem “formas de correção disciplinar” podem ser impostos castigos a 
crianças e adolescentes. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
E – Correta. A alternativa corresponde corretamente ao teor do artigo 18-A do ECA. 
Art. 18-A. A criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de 
tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, 
pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas 
socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los. 
Gabarito: E 
26. Ano: 2020 - Banca: INSTITUTO AOCP - Órgão: Prefeitura de Novo Hamburgo – RS - Prova: 
Guarda Municipal – Q1258229 
A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo 
de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis. 
Ainda, o art. 16 do Estatuto da Criança e Adolescente – ECA – afirma que o direito à liberdade compreende, dentre 
outros, os seguintes: 
a) ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, sem restrições. 
b) participar da vida familiar e comunitária, com restrições. 
c) participar da vida política sem restrições. 
d) opinião e expressão. 
e) crença e culto religioso dentro da escola. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. O direito de ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários deve observar as restrições 
legais. 
Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: I - ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços 
comunitários, ressalvadas as restrições legais; 
B – Errada. O ECA não apresenta expressamente restrições relativas ao direito de participar da vida familiar e 
comunitária. 
Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: (...) V - participar da vida familiar e comunitária, sem 
discriminação; 
C – Errada. O direito participar da vida política deve observar as restrições legais, pois deve ser exercido na forma 
da lei. 
Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: (...) VI - participar da vida política, na forma da lei; 
D – Correta. O direito à liberdade compreende, dentre outros, opinião e expressão. 
Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: (...) II - opinião e expressão; 
E – Errada. O direito à crença e ao culto religioso não se restringe à escola. 
Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: 
I - ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições legais; 
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Estatuto da criança e do adolescente 
II - opinião e expressão; 
III - crença e culto religioso; 
Gabarito: D 
27.Ano: 2019 - Banca: VUNESP - Órgão: Prefeitura de Caraguatatuba - SP - Prova: Guarda Civil Municipal 
– Q1251657 
O direito _________ consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, 
abrangendo a preservação da _____________ , da identidade, da autonomia, dos valores, ________ , dos espaços 
e objetos pessoais. 
Nos termos da Lei n° 8.069/1990, assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas do 
texto. 
a) ao respeito ... propriedade ... ideias e crenças 
b) ao respeito ... imagem ... ideias e crenças 
c) à dignidade ... vida ... do ensino 
d) à liberdade ... propriedade ... do ensino 
e) à liberdade ... vida ... do ensino 
RESOLUÇÃO: 
O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, 
abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e 
objetos pessoais, conforme artigo 17 do ECA. 
Gabarito: B 
28. Ano: 2019 - Banca: SELECON - Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR - Prova: Técnico de 
Enfermagem - Q1242257 
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) descreve que a criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao 
respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, 
humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis. O direito à liberdade compreende inúmeros aspectos, 
dentre eles o direito de: 
a) impossibilidade de opinião e expressão 
b) eliminação de ações como brincar e praticar esportes 
c) proibição para participar da vida política, na forma da lei 
d) participação da vida familiar e comunitária, sem discriminação 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. É garantido o direito de opinião e expressão como forma de liberdade. 
Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: (...) II - opinião e expressão; 
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Estatuto da criança e do adolescente 
B – Errada. O direito à liberdade inclui ações como brincar e praticar esportes. 
Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: (...) IV - brincar, praticar esportes e divertir-se; 
C – Errada. Não há proibição para participar da vida política, ao contrário, é assegurada a participação, na forma 
da lei. 
Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: (...) VI - participar da vida política, na forma da lei; 
D – Correta. O direito à liberdade compreende a participação da vida familiar e comunitária, sem discriminação. 
Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: (...) V - participar da vida familiar e comunitária, sem 
discriminação; 
Gabarito: D 
29. Ano: 2019 - Banca: VUNESP - Órgão: Prefeitura de Cerquilho - SP - Prova: Guarda Municipal III 
– Q1159708 
Nos moldes do que prevê, expressamente, o Estatuto da Criança e do Adolescente, a inviolabilidade da integridade 
física, psíquica e moral da criança e do adolescente é um dos aspectos do direito 
a) à liberdade. 
b) ao respeito. 
c) público. 
d) coletivo. 
e) à cidadania. 
RESOLUÇÃO: 
Nos moldes do que prevê, expressamente, o Estatuto da Criança e do Adolescente, a inviolabilidade da integridade 
física, psíquica e moral da criança e do adolescente é um dos aspectos do direito ao respeito. 
 Art. 17. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do 
adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, idéias e crenças, dos 
espaços e objetos pessoais. 
Gabarito: B 
30. Ano: 2019 - Banca: VUNESP - Órgão: Prefeitura de Francisco Morato - SP - Prova: Auxiliarde 
Atendimento Educacional – Q1151873 
O ECA, Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei Federal nº 8.069/1990, inclui o “brincar, praticar esportes e 
divertir-se” no inciso IV de seu art. 16, estabelecendo-o, desse modo, como um dos sete aspectos compreendidos 
a) pela premiação ao bom comportamento. 
b) pelo desenvolvimento motor. 
c) pelo direito ao respeito. 
d) pela saúde mental. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
e) pelo direito à liberdade. 
RESOLUÇÃO: 
O ECA, Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei Federal nº 8.069/1990, inclui o “brincar, praticar esportes e 
divertir-se” no inciso IV de seu art. 16, estabelecendo-o, desse modo, como um dos sete aspectos compreendidos 
pelo direito à liberdade. 
Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: 
I - ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições legais; 
II - opinião e expressão; 
III - crença e culto religioso; 
IV - brincar, praticar esportes e divertir-se; 
V - participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação; 
VI - participar da vida política, na forma da lei; 
VII - buscar refúgio, auxílio e orientação. 
Gabarito: E 
31. Ano: 2019 - Banca: CONSULPAM - Órgão: Prefeitura de Viana - ES - Prova: Assistente de Educação 
Básica – Q1134770 
A De acordo como artigo 17 do capítulo II do Estatuto da Criança e Adolescente, consiste na inviolabilidade da 
integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da 
identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais: 
a) Pensamento de igualdade cristã. 
b) A intenção de integração da criança na sociedade. 
c) O direito ao respeito. 
d) Simultaneidade de ações para as crianças. 
RESOLUÇÃO: 
De acordo como artigo 17 do capítulo II do Estatuto da Criança e Adolescente, o direito ao respeito consiste na 
inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da 
imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais. 
 Art. 17. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do 
adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, idéias e crenças, dos 
espaços e objetos pessoais. 
Gabarito: C 
32. Ano: 2019 - Banca: CESPE / CEBRASPE - Órgão: TJ-PA – Prova: Juiz de Direito Substituto – 
Q1100212 
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Estatuto da criança e do adolescente 
O pai que usa de força física contra seu filho menor de idade para discipliná-lo incide no que o Estatuto da Criança 
e do Adolescente (ECA) denomina 
a) tratamento degradante. 
b) tratamento cruel. 
c) vexame. 
d) violência doméstica. 
e) castigo físico. 
RESOLUÇÃO: 
O pai que usa de força física contra seu filho menor de idade para discipliná-lo incide no que o Estatuto da Criança 
e do Adolescente (ECA) denomina castigo físico. 
Art. 18-A, Parágrafo único. Para os fins desta Lei, considera-se: I - castigo físico: ação de natureza disciplinar ou 
punitiva aplicada com o uso da força física sobre a criança ou o adolescente que resulte em: a) sofrimento físico; ou b) 
lesão. 
Gabarito: E 
33. Ano: 2019 - Banca: VUNESP - Órgão: Prefeitura de Birigui - SP - Provas: Diretor de CEI – Q1082095 
Conforme a Lei Federal n° 8.069/1990, Estatuto da Criança e do Adolescente, artigo 15, a criança e o adolescente 
têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e 
como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis. De acordo com o artigo 17 
da referida Lei, o direito ao respeito consiste 
a) em estar a salvo de qualquer ação de natureza disciplinar ou punitiva e no direito da inclusão em projetos ou 
serviços de redução de violações de direitos, seus agravamentos ou reincidências. 
b) no direito de ser criado e educado no seio de sua família, assegurada a convivência familiar em ambiente que 
esteja livre de situação de pobreza e livre de pessoas que possam colocar em risco a sua integridade. 
c) em ir, vir, viajar e estar nos logradouros públicos, privados e espaços comunitários, desde que acompanhado por 
um adulto; de brincar, praticar esportes, divertir-se e expressar-se livremente. 
d) na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação 
da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais. 
e) no direito do menor, quando há suspensão do pátrio poder determinada pelo Conselho Tutelar, de receber 
acolhimento, tratamento psicológico ou psiquiátrico e encaminhamento a programa de proteção. 
RESOLUÇÃO: 
Nos termos do artigo 17 do ECA, o direito ao respeito "consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e 
moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, 
idéias e crenças, dos espaços e objetos pessoais". 
Gabarito: D 
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Estatuto da criança e do adolescente 
34. Ano: 2019 - Banca: IBFC - Órgão: Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Prova: Professor 
I - Educação Infantil – Q1080477 
Sobre os aspectos que envolvem o direito à liberdade, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), 
assinale a alternativa incorreta. 
a) buscar refúgio, auxílio e orientação 
b) brincar, praticar esportes e divertir-se 
c) participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação 
d) ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, sem ressalvas de restrições legais 
RESOLUÇÃO: 
O direito de ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários deve observar a ressalva de restrições 
legais. Os direitos mencionados nos demais artigos estão mencionados corretamente. 
Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: 
I - ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições legais; 
II - opinião e expressão; 
III - crença e culto religioso; 
IV - brincar, praticar esportes e divertir-se; 
V - participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação; 
VI - participar da vida política, na forma da lei; 
VII - buscar refúgio, auxílio e orientação. 
Gabarito: D 
35. Ano: 2018 - Banca: Quadrix - Órgão: CRP - SP - Prova: Psicólogo Analista Técnico – Q1067736 
Com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n.º 8.069/1990), julgue o item 
Os agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou quaisquer pessoas encarregadas de cuidar de 
crianças e de adolescentes que utilizarem castigo físico ou tratamento cruel ou degradante como formas de 
correção estarão sujeitos, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, a encaminhamento a tratamento psicológico 
ou psiquiátrico. 
RESOLUÇÃO: 
A assertiva menciona corretamente uma das medidas aplicáveis aos agentes públicos executores de medidas 
socioeducativas ou quaisquer pessoas encarregadas de cuidar de crianças e de adolescentes que utilizarem castigo 
físico ou tratamento cruel ou degradante como formas de correção. 
Art. 18-B. Os pais, os integrantes da família ampliada, os responsáveis, os agentes públicos executores de medidas 
socioeducativas ou qualquer pessoa encarregada de cuidar de crianças e de adolescentes, tratá-los, educá-los ou 
protegê-los que utilizarem castigo físico ou tratamento cruel ou degradante como formas de correção, disciplina, 
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Estatuto da criança e do adolescente 
educação ou qualquer outro pretexto estarão sujeitos, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, às seguintesmedidas, 
que serão aplicadas de acordo com a gravidade do caso: 
I - encaminhamento a programa oficial ou comunitário de proteção à família; 
II - encaminhamento a tratamento psicológico ou psiquiátrico; 
III - encaminhamento a cursos ou programas de orientação; 
IV - obrigação de encaminhar a criança a tratamento especializado; 
V - advertência. 
Gabarito: Certo 
Artigos 19 a 52-D 
36. Ano: 2003 - Banca: CESPE / CEBRASPE - Órgão: DPE-AM - Prova: Defensor Público – Q1636753 
Acerca do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) — Lei n.º 8.069/1990 —, julgue o item a seguir. 
Considere a seguinte situação hipotética. 
Pablo e Pilar, um casal espanhol residente em Barcelona, na Espanha, veio ao Brasil com a intenção de adotar uma 
criança, obedecendo a todas as regras legais. Durante o período necessário a consumar-se a adoção, eles passaram 
a conviver com a criança Frederica e tiveram a certeza de que ela era a criança desejada. 
Nessa situação, a medida jurídica legalmente adequada para regularizar a posse de fato de Frederica por Pablo e 
Pilar será o deferimento da guarda, a qual poderá ser concedida liminar ou incidentalmente. 
RESOLUÇÃO: 
A colocação em família substituta que reside no exterior é excepcional e somente pode ocorrer na modalidade de 
adoção. 
Art. 31. A colocação em família substituta estrangeira constitui medida excepcional, somente admissível na 
modalidade de adoção. 
Gabarito: Errado 
37. Ano: 2020 - Banca: VUNESP - Órgão: EBSERH - Prova: Pedagogo – Q1615669 
A legislação de proteção à criança e ao adolescente tem a preocupação de definir e caracterizar todos os 
agentes que possam proteger a criança e o adolescente em seus direitos. Assim, caracteriza a família como sendo 
“aquela que se estende para além da unidade pais e filhos ou da unidade do casal, formada por parentes próximos 
com os quais a criança ou adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade”. Trata-se, nesse caso, 
da família 
a) natural. 
b) tutelar. 
c) adotiva. 
d) substituta. 
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e) extensa. 
RESOLUÇÃO: 
A família extensa ou ampliada é aquela que se estende para além da unidade pais e filhos ou da unidade do casal, 
formada por parentes próximos com os quais a criança ou adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e 
afetividade. 
 Art. 25. Entende-se por família natural a comunidade formada pelos pais ou qualquer deles e seus descendentes. 
Parágrafo único. Entende-se por família extensa ou ampliada aquela que se estende para além da unidade pais e filhos 
ou da unidade do casal, formada por parentes próximos com os quais a criança ou adolescente convive e mantém 
vínculos de afinidade e afetividade. 
Gabarito: E 
38. Ano: 2016 - Banca: VUNESP - Órgão: PPSA - Prova: Assistente Jurídico – Q1368340 
J.,criança de 7 (sete) anos de idade, permaneceu sob os cuidados de Zenaide, sua avó materna, viúva, desde o 
falecimento dos pais, há 5 (cinco) anos, mostrando- -se plenamente ajustado ao lar familiar, bem constituído. 
Ajuizada ação de guarda, por Zenaide, com pedido de antecipação de tutela, o Juiz de Direito encaminhou os autos 
em vista ao Ministério Público, para manifestação inicial. Nos termos dos artigos 33 e seguintes do Estatuto da 
Criança e do Adolescente, assinale a ajustada manifestação ministerial. 
a) O Ministério Público opinou pelo indeferimento da liminar, e, anotando situação de risco, porque a avó materna, 
durante cinco anos, exerceu a posse de fato, sem regularizá-la, requereu o abrigamento do menor. 
b) O Ministério Público opinou pelo deferimento da liminar de guarda, como forma de regularizar a posse de fato, 
com o reconhecimento do menor como dependente da avó materna, inclusive para fins previdenciários. 
c) O Ministério Público opinou pela citação dos avós paternos, para manifestação de interesse na ação de guarda, 
porque os avós – paternos e maternos – possuem os mesmos direitos com relação ao menor. 
d) O Ministério Público, diante da ausência dos pais, requereu a nomeação da avó materna como representante 
legal do menor, apenas para a prática de determinados atos: matrícula em escola e acompanhamento médico. 
e) O Ministério Público requereu o indeferimento da inicial, por falta de interesse processual, porque há 
impedimento legal à adoção por ascendentes, no artigo 42, parágrafo 1o, do Estatuto da Criança e do Adolescente, 
não se justificando, assim, o pedido de guarda. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. O ECA não prevê “situação de risco” neste caso. 
B – Correta. A guarda é uma forma de regularizar a posse de fato, com o reconhecimento do menor como 
dependente da avó materna, inclusive para fins previdenciários. 
Art. 33, § 1º A guarda destina-se a regularizar a posse de fato, podendo ser deferida, liminar ou incidentalmente, nos 
procedimentos de tutela e adoção, exceto no de adoção por estrangeiros. (...) § 3º A guarda confere à criança ou 
adolescente a condição de dependente, para todos os fins e efeitos de direito, inclusive previdenciários. 
C – Errada. Foi a avó materna quem deteve a posse de fato, motivo pelo qual a guarda poderá ser deferida a ela. 
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Art. 33, § 1º A guarda destina-se a regularizar a posse de fato, podendo ser deferida, liminar ou incidentalmente, nos 
procedimentos de tutela e adoção, exceto no de adoção por estrangeiros. 
D – Errada. Como a avó materna já detém a posse de fato, a guarda poderá ser deferida, conferindo-lhe a obrigação 
de prestar assistência material, moral e educacional. 
Art. 33. A guarda obriga a prestação de assistência material, moral e educacional à criança ou adolescente, conferindo 
a seu detentor o direito de opor-se a terceiros, inclusive aos pais. 
E – Errada. Há impedimento legal à adoção por ascendentes. Contudo, neste caso, trata-se de guarda, e não de 
adoção. 
Art. 42, § 1º Não podem adotar os ascendentes e os irmãos do adotando. 
Gabarito: B 
39. Ano: 2015 - Banca: VUNESP - Órgão: Prefeitura de Arujá - SP - Prova: Assistente Jurídico – 
Q1366537 
Pode adotar: 
a) o maior de 16 anos, desde que emancipado ou que apresentar estado civil de casado. 
b) aquele que, após inequívoca manifestação de vontade, vier a falecer no curso do procedimento, antes de 
prolatada a sentença. 
c) conjuntamente os divorciados, desde que fixada a guarda compartilhada e o divórcio tenha se dado de forma 
consensual. 
d) o ascendente e o irmão do adotando, desde que comprovada a necessidade da estabilidade da família. 
e) pessoa solteira, prestes a contrair casamento, uma vez seja comprovada a existência de vínculos de afinidade e 
afetividade com o futuro cônjuge. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. A idade mínima do adotante é 18 anos. 
Art. 42. Podem adotar os maiores de 18 (dezoito) anos, independentemente do estado civil. 
B – Correta. É possível a adoção por aquele que, após inequívoca manifestação de vontade, vier a falecer no curso 
do procedimento, antes de prolatada a sentença. 
Art. 42, § 6º A adoção poderá ser deferida ao adotante que, após inequívoca manifestação de vontade, vier a falecer 
no curso do procedimento, antes de prolatada a sentença. 
C – Errada. Os divorciados podem adotar. Não há previsão no ECA no sentido de que o divórcio deva ser 
consensual. 
Art. 42, § 4º Os divorciados, os judicialmente separados e os ex-companheiros podem adotar conjuntamente, contanto 
que acordem sobre a guarda e o regime de visitas e desde que o estágio de convivência tenha sido iniciado na 
constância do período de convivência e que seja comprovada a existência de vínculos de afinidade e afetividade com 
aquele não detentor da guarda, que justifiquem a excepcionalidade da concessão. 
D – Errada. Ascendentes e irmãos NÃO podem adotar. 
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Art. 42, § 1º Não podem adotar os ascendentes e os irmãos do adotando. 
E – Errada. Não há exigência legal de que seja comprovada a existência de vínculos de afinidade e afetividade com 
o futuro cônjuge. 
Art. 42. Podem adotar os maiores de 18 (dezoito) anos, independentemente do estado civil. 
Gabarito: B 
40. Ano: 2015 - Banca: VUNESP - Órgão: Prefeitura de Arujá - SP - Prova: Assistente Jurídico – 
Q1366520 
Em matéria de adoção, é correto afirmar que 
a) é juridicamente irrelevante a diferença de idade entre o adotando e o adotante, desde que este seja mais velho 
que aquele. 
b) quando o adotando for portador de deficiência ou doença crônica, o processo de adoção terá prioridade de 
tramitação. 
c) o divórcio dos cônjuges impede a adoção conjunta, ainda que o estágio de convivência tenha se iniciado antes 
do divórcio. 
d) a morte dos adotantes restabelece o poder familiar de seus pais naturais, salvo se houverem perdido o poder 
familiar em razão de maus-tratos. 
e) o laudo de habilitação à adoção internacional terá validade indeterminada. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. É necessário haver uma diferença de idade de pelo menos 16 anos entre adotante e adotado. 
Art. 42, § 3º O adotante há de ser, pelo menos, dezesseis anos mais velho do que o adotando. 
B – Correta. Quando o adotando for portador de deficiência ou doença crônica, o processo de adoção terá 
prioridade de tramitação. 
Art. 47, § 9º Terão prioridade de tramitação os processos de adoção em que o adotando for criança ou adolescente com 
deficiência ou com doença crônica. 
C – Errada. O divórcio dos cônjuges NÃO impede a adoção conjunta. 
Art. 42, § 4º Os divorciados, os judicialmente separados e os ex-companheiros podem adotar conjuntamente, contanto 
que acordem sobre a guarda e o regime de visitas e desde que o estágio de convivência tenha sido iniciado na 
constância do período de convivência e que seja comprovada a existência de vínculos de afinidade e afetividade com 
aquele não detentor da guarda, que justifiquem a excepcionalidade da concessão. 
D – Errada. A morte dos adotantes NÃO restabelece o poder familiar de seus pais naturais. 
Art. 49. A morte dos adotantes não restabelece o poder familiar dos pais naturais. 
E – Errada. O laudo de habilitação à adoção internacional terá validade de 01 ano. 
Art. 52, VII - verificada, após estudo realizado pela Autoridade Central Estadual, a compatibilidade da legislação 
estrangeira com a nacional, além do preenchimento por parte dos postulantes à medida dos requisitos objetivos e 
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subjetivos necessários ao seu deferimento, tanto à luz do que dispõe esta Lei como da legislação do país de acolhida, 
será expedido laudo de habilitação à adoção internacional, que terá validade por, no máximo, 1 (um) ano; 
Gabarito: B 
41. Ano: 2015 - Banca: VUNESP - Órgão: Prefeitura de Arujá - SP - Prova: Assistente Jurídico – 
Q1366519 
Assinale a alternativa correta, de acordo com as disposições do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n° 
8.069/90). 
a) A assistência psicológica à gestante não inclui o período pós-natal, salvo quando houver expressa requisição 
médica ou a mãe manifeste interesse em entregar seu filho para adoção. 
b) O pai ou a mãe privado da liberdade perde o direito de convivência com a criança ou adolescente. 
c) Os menores de 12 (doze) anos não serão ouvidos sobre sua colocação em família substituta, confiando-se a 
análise à equipe interprofissional que atuar no caso. 
d) A carência de recursos materiais não constitui motivo suficiente para a perda ou suspensão do poder familiar. 
e) Em regra, o deferimento de guarda de criança ou adolescente a terceiros impede o exercício do direito de visitas 
pelos pais, não os exonerando, no entanto, do dever de prestar alimentos. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. A assistência psicológica à gestante não inclui, SIM, o período pós-natal. 
Art. 8º É assegurado a todas as mulheres o acesso aos programas e às políticas de saúde da mulher e de planejamento 
reprodutivo e, às gestantes, nutrição adequada, atenção humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério. (...) § 4º 
Incumbe ao poder público proporcionar assistência psicológica à gestante e à mãe, no período pré e pós-natal, inclusive 
como forma de prevenir ou minorar as consequências do estado puerperal. 
B – Errada. O pai ou a mãe privado da liberdade NÃO perde o direito de convivência com a criança ou adolescente. 
Art. 19, § 4º - Será garantida a convivência da criança e do adolescente com a mãe ou o pai privado de liberdade, por 
meio de visitas periódicas promovidas pelo responsável ou, nas hipóteses de acolhimento institucional, pela entidade 
responsável, independentemente de autorização judicial. 
C – Errada. Os menores de 12 anos serão ouvidos sobre sua colocação em família substituta sempre que possível. 
É importante destacar que, quanto aos maiores de 12 anos, será necessário seu consentimento. 
Art. 28, § 1º - Sempre que possível, a criança ou o adolescente será previamente ouvido por equipe interprofissional, 
respeitado seu estágio de desenvolvimento e grau de compreensão sobre as implicações da medida, e terá sua opinião 
devidamente considerada. § 2º Tratando-se de maior de 12 (doze) anos de idade, será necessário seu consentimento, 
colhido em audiência. 
D – Correta. A carência de recursos materiais não constitui motivo suficiente para a perda ou suspensão do poder 
familiar. 
Art. 23. A falta ou a carência de recursos materiais não constitui motivo suficiente para a perda ou a suspensão do 
poder familiar. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
E – Errada. Em regra, o deferimento de guarda de criança ou adolescente a terceiros NÃO impede o exercício do 
direito de visitas pelos pais. 
Art. 33, § 4 o Salvo expressa e fundamentada determinação em contrário, da autoridade judiciária competente, ou 
quando a medida for aplicada em preparação para adoção, o deferimento da guarda de criança ou adolescente a 
terceiros não impede o exercício do direito de visitas pelos pais, assim como o dever de prestar alimentos, que serão 
objeto de regulamentação específica, a pedido do interessado ou do Ministério Público. 
Gabarito: D 
42. Ano: 2018 - Banca: Quadrix - Órgão: CFP – Prova: Especialista em Psicologia - Jurídica – 
Q1299594 
O ECA prevê que o vínculo da adoção se constitui por sentença judicial, que será inscrita no registro civil mediante 
mandado do qual não se fornecerá certidão. Acerca desse assunto, julgue os itens subsequentes. 
I A inscrição consignará o nome dos adotantes como pais, bem como o nome de seus ascendentes. 
II O mandado judicial, que será arquivado, cancelará o registro original do adotado. 
III A pedido do adotante, o novo registro poderá ser lavrado no cartório de registro civil do município de sua 
residência. 
IV Nenhuma observação sobre a origem do ato poderá constar nas certidões do registro. 
A quantidade de itens certos é igual a 
a) 0. 
b) 1. 
c) 2. 
d) 3. 
e) 4. 
RESOLUÇÃO: 
I – Correta. A inscrição consignará o nome dos adotantes como pais, bem como o nome de seus ascendentes. 
Art. 47, § 1º A inscrição consignará o nome dos adotantes como pais, bem como o nome de seus ascendentes. 
II – Correta. O mandado judicial, que será arquivado, cancelará o registro original do adotado. 
Art. 47, § 2º O mandado judicial, que será arquivado, cancelará o registro original do adotado. 
III – Correta. A pedido do adotante, o novo registro poderá ser lavrado no cartório de registro civil do município de 
sua residência. 
Art. 47, § 3º A pedido do adotante, o novo registro poderá ser lavrado no Cartório do Registro Civil do Município de sua 
residência. 
IV – Correta.Nenhuma observação sobre a origem do ato poderá constar nas certidões do registro. 
Art. 47, § 4º Nenhuma observação sobre a origem do ato poderá constar nas certidões do registro. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
Gabarito: E 
43. Ano: 2020 - Banca: Quadrix - Órgão: CFP - Prova: Especialista em Psicologia - Jurídica – 
Q1299416 
Julgue os próximos itens. 
I. Somente poderá ser deferida adoção em favor de candidato domiciliado no Brasil não cadastrado previamente 
nos termos da Lei n.⁰ 8.069/1990 quando se tratar de pedido de adoção unilateral. 
II. Somente poderá ser deferida adoção em favor de candidato domiciliado no Brasil não cadastrado previamente 
nos termos da Lei n.⁰ 8.069/1990 quando for formulada por parente com o qual a criança ou o adolescente 
mantenha vínculos de afinidade e afetividade. 
III. Somente poderá ser deferida adoção em favor de candidato domiciliado no Brasil não cadastrado previamente 
nos termos da Lei n.⁰ 8.069/1990 quando oriundo o pedido de quem detém a tutela ou guarda legal de criança 
maior de três anos de idade ou adolescente, desde que o lapso de tempo de convivência comprove a fixação de 
laços de afinidade e afetividade e não seja constatada a ocorrência de má-fé ou qualquer das situações previstas 
nos arts. 237 ou 238. 
Assinale a alternativa correta 
a) Apenas o item I está certo. 
b) Apenas os itens I e II estão certos. 
c) Apenas os itens I e III estão certos. 
d) Apenas os itens II e III estão certos. 
e) Todos os itens estão certos. 
RESOLUÇÃO: 
Todas as assertivas apresentam corretamente as 3 hipóteses excepcionais em que poderá ser deferida adoção em 
favor de candidato domiciliado no Brasil não cadastrado previamente. O uso da palavra “somente” em cada 
assertiva pode induzir ao erro. Contudo, lembre-se de seguir a literalidade da lei. No texto do ECA, palavra 
“somente” aparece no § 13 do artigo 50. Veja: 
Art. 50, § 13. Somente poderá ser deferida adoção em favor de candidato domiciliado no Brasil não cadastrado 
previamente nos termos desta Lei quando: 
I - se tratar de pedido de adoção unilateral; 
II - for formulada por parente com o qual a criança ou adolescente mantenha vínculos de afinidade e afetividade; 
III - oriundo o pedido de quem detém a tutela ou guarda legal de criança maior de 3 (três) anos ou adolescente, desde 
que o lapso de tempo de convivência comprove a fixação de laços de afinidade e afetividade, e não seja constatada a 
ocorrência de má-fé ou qualquer das situações previstas nos arts. 237 ou 238 desta Lei. 
Gabarito: E 
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Estatuto da criança e do adolescente 
44. Ano: 2020 - Banca: VUNESP - Órgão: Prefeitura de Cananéia - SP - Prova: Coordenador da Casa 
da Criança e do Adolescente – Q1279380 
De acordo com ECA, na subseção IV, que versa sobre adoção de criança e de adolescente, o parágrafo terceiro do 
art. 42 determina que o adotante há de ser, no mínimo, quantos anos mais velho que o adotado? 
a) Doze anos. 
b) Quatorze anos. 
c) Dezesseis anos. 
d) Dezoito anos. 
e) Vinte e um anos. 
RESOLUÇÃO: 
De acordo com ECA, na subseção IV, que versa sobre adoção de criança e de adolescente, o parágrafo terceiro do 
art. 42 determina que o adotante há de ser, no mínimo, 16 anos mais velho que o adotado. 
Art. 42, § 3º O adotante há de ser, pelo menos, dezesseis anos mais velho do que o adotando. 
Gabarito: C 
45. Ano: 2020 - Banca: VUNESP - Órgão: Prefeitura de Cananéia - SP - Prova: Coordenador da Casa 
da Criança e do Adolescente – Q1279377 
De acordo com o art. 28 do ECA, a colocação em família substituta se fará mediante guarda, tutela ou adoção. O 
parágrafo segundo do mesmo artigo determina que será necessário consentimento do adolescente, colhido em 
audiência, quando se tratar de maior de 
a) dez anos. 
b) doze anos. 
c) quatorze anos. 
d) dezesseis anos. 
e) dezoitos anos. 
RESOLUÇÃO: 
No tocante à colocação em família substituta, será necessário o consentimento do adolescente maior de 12 anos, 
colhido em audiência. 
Art. 28, § 2 o Tratando-se de maior de 12 (doze) anos de idade, será necessário seu consentimento, colhido em 
audiência. 
Gabarito: B 
46. Ano: 2020 - Banca: VUNESP - Órgão: Prefeitura de Cananéia - SP - Prova: Coordenador 
da Casa da Criança e do Adolescente – Q1279375 
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Estatuto da criança e do adolescente 
De acordo com o art. 19 do ECA, é direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio de sua família 
e, excepcionalmente, em família substituta. O parágrafo segundo do mesmo artigo define que a permanência da 
criança e do adolescente em programa de acolhimento institucional, salvo comprovada necessidade que atenda 
ao seu superior interesse, devidamente fundamentada pela autoridade judiciária, não se prolongará por mais de: 
a) seis meses. 
b) doze meses. 
c) dezoito meses. 
d) vinte e quatro meses. 
e) trinta meses. 
RESOLUÇÃO: 
a permanência da criança e do adolescente em programa de acolhimento institucional, salvo comprovada 
necessidade que atenda ao seu superior interesse, devidamente fundamentada pela autoridade judiciária, não se 
prolongará por mais de 18 meses. 
Art. 19, § 2o A permanência da criança e do adolescente em programa de acolhimento institucional não se prolongará 
por mais de 18 (dezoito meses), salvo comprovada necessidade que atenda ao seu superior interesse, devidamente 
fundamentada pela autoridade judiciária. 
Gabarito: C 
47. Ano: 2020 - Banca: INSTITUTO AOCP - Órgão: Prefeitura de Novo Hamburgo – RS - Prova: 
Advogado do CREAS/SUAS – Q1277541 
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), analise as assertivas e assinale a alternativa que 
aponta as corretas. 
I. É recíproco o direito sucessório entre o adotado, seus descendentes, o adotante, seus ascendentes, 
descendentes e colaterais até o 4º grau, observada a ordem de vocação hereditária. II. O adotante há de ser, pelo 
menos, dezesseis anos mais velho do que o adotando. III. Enquanto não der conta de sua administração e saldar o 
seu alcance, não pode o tutor ou o curador adotar o pupilo ou o curatelado. IV. A adoção será precedida de estágio 
de convivência com a criança ou adolescente, pelo prazo máximo de 90 (noventa) dias, observadas a idade da 
criança ou adolescente e as peculiaridades do caso. 
a) Apenas I e IV. 
b) Apenas II e III. 
c) Apenas I, II e III. 
d) Apenas II, III e IV. 
e) I, II, III e IV. 
RESOLUÇÃO: 
Todas as assertivas estão corretas, conforme artigos do ECA reproduzidos a seguir: 
I – Correta, conforme artigo 41, § 2º, do ECA: 
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Estatuto da criança e do adolescente 
Art. 41, § 2º É recíproco o direito sucessório entre o adotado, seus descendentes, o adotante, seus ascendentes, 
descendentes e colaterais até o 4º grau, observada a ordem de vocação hereditária. 
II – Correta, conforme artigo 42, § 3º, do ECA: 
Art. 42, § 3º O adotante há de ser, pelo menos, dezesseis anos mais velho do que o adotando. 
III – Correta, conforme artigo 44 do ECA: 
Art. 44. Enquanto não der conta de sua administração e saldar o seu alcance, não pode o tutor ou o curador adotar o 
pupilo ou o curatelado. 
IV – Correta, conforme artigo 46 do ECA: 
Art. 46. A adoção será precedida de estágio de convivência com a criança ou adolescente, pelo prazo máximo de 90 
(noventa) dias, observadas a idade da criança ou adolescente e as peculiaridades do caso. (Redação dada pela Lei nº 
13.509, de 2017) 
Gabarito: E 
48. Ano: 2020 - Banca: INSTITUTO AOCP - Órgão: Prefeitura de Novo Hamburgo – RS - 
Prova: Advogado do CREAS/SUAS – Q1277539 
Assinale a alternativa correta segundo as disposições do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).a) Entende-se por família natural a comunidade formada pelos pais ou qualquer deles, seus descendentes e os 
parentes próximos com os quais a criança ou adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade. 
b) A colocação em família substituta não admitirá, em qualquer caso, a transferência da criança ou adolescente a 
terceiros ou a entidades governamentais ou não-governamentais. 
c) A colocação em família substituta estrangeira constitui medida excepcional, somente admissível na modalidade 
de adoção. 
d) A guarda obriga a prestação de assistência material, moral e educacional à criança ou adolescente, conferindo 
a seu detentor o direito de opor-se a terceiros, exceto aos pais. 
e) A guarda confere à criança ou adolescente a condição de dependente, para todos os fins e efeitos de direito, 
salvo os previdenciários. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. A alternativa mistura os conceitos de família natural e família extensa/ ampliada. A família natural é 
formada apenas pelos pais ou qualquer deles e seus descendentes. 
Art. 25. Entende-se por família natural a comunidade formada pelos pais ou qualquer deles e seus descendentes. 
Parágrafo único. Entende-se por família extensa ou ampliada aquela que se estende para além da unidade pais e filhos 
ou da unidade do casal, formada por parentes próximos com os quais a criança ou adolescente convive e mantém 
vínculos de afinidade e afetividade. 
B – Errada. Com autorização judicial, é possível a realização da transferência mencionada na alternativa. 
Art. 30. A colocação em família substituta não admitirá transferência da criança ou adolescente a terceiros ou a 
entidades governamentais ou não-governamentais, sem autorização judicial. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
C – Correta. A colocação em família substituta estrangeira constitui medida excepcional, somente admissível na 
modalidade de adoção. 
Art. 31. A colocação em família substituta estrangeira constitui medida excepcional, somente admissível na 
modalidade de adoção. 
D – Errada. O detentor da guarda pode se opor, inclusive, aos pais. 
Art. 33. A guarda obriga a prestação de assistência material, moral e educacional à criança ou adolescente, conferindo 
a seu detentor o direito de opor-se a terceiros, inclusive aos pais. 
E – Errada. A guarda confere a condição de dependente inclusive para fins previdenciários. 
Art. 33, § 3º A guarda confere à criança ou adolescente a condição de dependente, para todos os fins e efeitos de direito, 
inclusive previdenciários. 
Gabarito: C 
49. Ano: 2020 - Banca: INSTITUTO AOCP - Órgão: Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Prova: 
Advogado do CREAS/SUAS – Q1277538 
Considerando as normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), assinale a alternativa correta. 
a) Na hipótese de desistência pelos genitores manifestada em audiência ou perante a equipe interprofissional da 
entrega da criança após o nascimento, a criança será mantida com os genitores, e será determinado pela Justiça 
da Infância e da Juventude o acompanhamento familiar pelo prazo de 180 (cento e oitenta) dias. 
b) Serão cadastrados para adoção recém-nascidos e crianças acolhidas não procuradas por suas famílias no prazo 
mínimo de 90 (noventa) dias, contado a partir do dia do acolhimento. 
c) É vedado às pessoas jurídicas apadrinhar criança ou adolescente. 
d) Os programas ou serviços de apadrinhamento apoiados pela Justiça da Infância e da Juventude somente 
poderão ser executados por órgãos públicos. 
e) A falta ou a carência de recursos materiais constitui motivo suficiente para a perda ou a suspensão do poder 
familiar. 
RESOLUÇÃO: 
A – Correta, nos termos do artigo 19-A, § 8º, do ECA, que determina: 
Na hipótese de desistência pelos genitores - manifestada em audiência ou perante a equipe interprofissional - da 
entrega da criança após o nascimento, a criança será mantida com os genitores, e será determinado pela Justiça da 
Infância e da Juventude o acompanhamento familiar pelo prazo de 180 (cento e oitenta) dias. 
B – Errada. O prazo mínimo é de 30 dias. 
Art. 19-A, § 10. Serão cadastrados para adoção recém-nascidos e crianças acolhidas não procuradas por suas famílias 
no prazo de 30 (trinta) dias, contado a partir do dia do acolhimento. 
C – Errada. Pessoa jurídica também pode apadrinhar criança ou adolescente. 
Art. 19-B, § 3º Pessoas jurídicas podem apadrinhar criança ou adolescente a fim de colaborar para o seu 
desenvolvimento. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
D – Errada. Os programas ou serviços de apadrinhamento apoiados pela Justiça da Infância e da Juventude podem 
ser executados não somente por órgãos públicos, mas também por organizações da sociedade civil. 
Art. 19-B, § 5 o Os programas ou serviços de apadrinhamento apoiados pela Justiça da Infância e da Juventude poderão 
ser executados por órgãos públicos ou por organizações da sociedade civil. 
E – Errada. A falta ou a carência de recursos materiais NÃO constitui motivo suficiente para a perda ou a suspensão 
do poder familiar. 
Art. 23. A falta ou a carência de recursos materiais não constitui motivo suficiente para a perda ou a suspensão do 
poder familiar. 
Gabarito: A 
50. Ano: 2020 - Banca: INSTITUTO AOCP - Órgão: Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - 
Prova: Advogado do CREAS/SUAS – Q1277537 
Assinale a alternativa correta acerca do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). 
a) Toda criança ou adolescente que estiver inserido em programa de acolhimento familiar ou institucional terá sua 
situação reavaliada, no máximo, a cada 06 (seis) meses, devendo a autoridade judiciária competente, com base 
em relatório elaborado por equipe interprofissional ou multidisciplinar, decidir de forma fundamentada pela 
possibilidade de reintegração familiar ou pela colocação em família substituta. 
b) A permanência da criança e do adolescente em programa de acolhimento institucional não se prolongará por 
mais de 18 (dezoito meses), salvo comprovada necessidade que atenda ao seu superior interesse, devidamente 
fundamentada pela autoridade judiciária. 
c) Será garantida a convivência da criança e do adolescente com a mãe ou o pai privado de liberdade, por meio de 
visitas periódicas promovidas pelo responsável ou, nas hipóteses de acolhimento institucional, pela entidade 
responsável, desde que haja autorização judicial. 
d) A busca à família extensa respeitará o prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias, prorrogável por igual período. 
e) Os detentores da guarda possuem o prazo de 30 (trinta) dias para propor a ação de adoção, contado do dia 
seguinte à data do término do estágio de convivência. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. A reavaliação deve ocorrer a cada 3 meses. 
Art. 19, § 1º - Toda criança ou adolescente que estiver inserido em programa de acolhimento familiar ou institucional 
terá sua situação reavaliada, no máximo, a cada 3 (três) meses, devendo a autoridade judiciária competente, com base 
em relatório elaborado por equipe interprofissional ou multidisciplinar, decidir de forma fundamentada pela 
possibilidade de reintegração familiar ou pela colocação em família substituta, em quaisquer das modalidades 
previstas no art. 28 desta Lei. 
B – Correta. A alternativa está em conformidade com o artigo 19, § 2º, do ECA, que determina: 
A permanência da criança e do adolescente em programa de acolhimento institucional não se prolongará por mais de 
18 (dezoito meses), salvo comprovada necessidade que atenda ao seu superior interesse, devidamente fundamentada 
pela autoridade judiciária. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
C – Errada. A convivência com a mãe ou o pai privado de liberdade por meio de visitas periódicas independe de 
autorização judicial.Art. 19, § 4º - Será garantida a convivência da criança e do adolescente com a mãe ou o pai privado de liberdade, por 
meio de visitas periódicas promovidas pelo responsável ou, nas hipóteses de acolhimento institucional, pela entidade 
responsável, independentemente de autorização judicial. 
D – Errada. O prazo máximo para busca da família extensa será de 90 dias. 
Art. 19-A, § 3º A busca à família extensa, conforme definida nos termos do parágrafo único do art. 25 desta Lei, 
respeitará o prazo máximo de 90 (noventa) dias, prorrogável por igual período. 
E – Errada. O prazo para propor ação de adoção será de apenas 15 dias. 
Art. 19-A, § 7º Os detentores da guarda possuem o prazo de 15 (quinze) dias para propor a ação de adoção, contado 
do dia seguinte à data do término do estágio de convivência. 
Gabarito: B 
51. Ano: 2016 - Banca: Quadrix - Órgão: CRP - SP – Q1233993 
Nos termos da Lei nº 8.069/90, é direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio de sua família e, 
excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente que 
garante seu desenvolvimento integral. Com relação ao tema, assinale a alternativa incorreta. 
a) Os filhos, havidos ou não da relação do casamento, ou por adoção, terão os mesmos direitos e qualificações, 
proibidas quaisquer designações discriminatórias relativas à filiação. 
b) O poder familiar será exercido, em igualdade de condições, pelo pai e pela mãe, observando as disposições da 
legislação civil. 
c) Aos pais incumbe o dever de sustento, guarda e educação dos filhos menores, cabendo-lhes ainda, no interesse 
destes, a obrigação de cumprir e fazer cumprir as determinações judiciais. 
d) A falta ou a carência de recursos materiais constitui motivo suficiente para a perda ou a suspensão do poder 
familiar. 
e) A mãe e o pai, ou os responsáveis, têm direitos iguais e deveres e responsabilidades compartilhados no cuidado 
e na educação da criança. 
RESOLUÇÃO: 
A – Correta, nos termos do artigo 20 do ECA: 
Art. 20. Os filhos, havidos ou não da relação do casamento, ou por adoção, terão os mesmos direitos e qualificações, 
proibidas quaisquer designações discriminatórias relativas à filiação. 
B – Correta, nos termos do artigo 21 do ECA: 
Art. 21. O poder familiar será exercido, em igualdade de condições, pelo pai e pela mãe, na forma do que dispuser a 
legislação civil, assegurado a qualquer deles o direito de, em caso de discordância, recorrer à autoridade judiciária 
competente para a solução da divergência. 
C – Correta, nos termos do artigo 22 do ECA: 
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Estatuto da criança e do adolescente 
Art. 22. Aos pais incumbe o dever de sustento, guarda e educação dos filhos menores, cabendo-lhes ainda, no interesse 
destes, a obrigação de cumprir e fazer cumprir as determinações judiciais. 
D – Errada. A falta ou a carência de recursos materiais NÃO constitui motivo suficiente para a perda ou a suspensão 
do poder familiar. 
Art. 23. A falta ou a carência de recursos materiais não constitui motivo suficiente para a perda ou a suspensão do 
poder familiar. 
E – Correta, nos termos do artigo 22, parágrafo único, do ECA: 
Art. 22, parágrafo único. A mãe e o pai, ou os responsáveis, têm direitos iguais e deveres e responsabilidades 
compartilhados no cuidado e na educação da criança, devendo ser resguardado o direito de transmissão familiar de 
suas crenças e culturas, assegurados os direitos da criança estabelecidos nesta Lei. 
Gabarito: D 
52. Ano: 2019 - Banca: SELECON - Órgão: Prefeitura de Cuiabá - MT – Q1220652 
Os menores B. e C foram vítimas de trágico acidente que acarretou o falecimento dos seus pais. No município X, 
onde todos habitavam, não se tem notícia de outros familiares. Nos termos do Estatuto da Criança e do 
Adolescente, é direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio de sua família e, excepcionalmente, 
em família: 
a) moral 
b) substituta 
c) próxima 
d) afetiva 
RESOLUÇÃO: 
Nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente, é direito da criança e do adolescente ser criado e educado 
no seio de sua família e, excepcionalmente, em família substituta. 
Art. 19. É direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio de sua família e, excepcionalmente, em 
família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente que garanta seu desenvolvimento 
integral. (Redação dada pela Lei nº 13.257, de 2016) 
Gabarito: B 
53. Ano: 2018 - Banca: Quadrix - Órgão: CRESS-PR – Q1193175 
A trajetória histórica dos movimentos sociais e das lutas para a garantia de direitos de crianças, adolescentes, 
mulheres e idosos permitiu a criação de leis para esses públicos: o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA); o 
Estatuto do Idoso; e a Lei n.º 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha. Com base nessas legislações, 
julgue o item. O ECA declara que é direito da criança e do adolescente a convivência familiar e comunitária. 
Visando a essa máxima, determina que toda criança e todo adolescente que esteja em uma instituição de 
acolhimento ou em programa de acolhimento familiar tenha sua situação reavaliada por autoridade judiciária, no 
máximo, a cada seis meses. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
RESOLUÇÃO: 
A reavaliação deve ocorrer, no máximo, a cada 03 meses. 
Art. 19, § 1 o Toda criança ou adolescente que estiver inserido em programa de acolhimento familiar ou institucional 
terá sua situação reavaliada, no máximo, a cada 3 (três) meses, devendo a autoridade judiciária competente, com base 
em relatório elaborado por equipe interprofissional ou multidisciplinar, decidir de forma fundamentada pela 
possibilidade de reintegração familiar ou pela colocação em família substituta, em quaisquer das modalidades 
previstas no art. 28 desta Lei. 
Gabarito: Errado 
54. Ano: 2019 - Banca: FGV - Órgão: Prefeitura de Angra dos Reis - RJ - Prova: Docente II - Arte – 
Q1157553 
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/90), relacione as situações listadas a seguir 
às suas respectivas atribuições legais. 
1. Guarda 
2. Tutela 
3. Adoção 
( ) É deferida, nos termos da lei civil, a pessoa de até 18 (dezoito) anos incompletos e pressupõe a prévia perda ou 
suspensão do poder familiar. 
( ) É uma medida excepcional e irrevogável, à qual se deve recorrer apenas quando esgotados os recursos de 
manutenção da criança ou adolescente na família natural ou extensa. 
( ) Obriga a prestação de assistência material, moral e educacional ao menor, que assume a condição de 
dependente, para todos os fins e efeitos de direito. 
Assinale a opção que mostra a relação correta, segundo a ordem apresentada. 
a) 1, 2 e 3. 
b) 2, 1 e 3. 
c) 3, 2 e 1. 
d) 1, 3 e 2. 
e) 2, 3 e 1. 
RESOLUÇÃO: 
(2) A tutela é deferida, nos termos da lei civil, a pessoa de até 18 (dezoito) anos incompletos e pressupõe a prévia 
perda ou suspensão do poder familiar. 
Art. 36. A tutela será deferida, nos termos da lei civil, a pessoa de até 18 (dezoito) anos incompletos. Parágrafo único. 
O deferimento da tutela pressupõe a prévia decretação da perda ou suspensão do poder familiar e implica 
necessariamente o dever de guarda. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
(3) A adoção é uma medida excepcional e irrevogável, à qual se deve recorrer apenas quando esgotados os recursos 
de manutenção da criança ou adolescente na família natural ou extensa. 
Art. 39, § 1º A adoção é medida excepcional e irrevogável, à qual se deve recorrer apenas quando esgotados os recursos 
de manutenção da criança ou adolescente na família natural ou extensa, na forma do parágrafo único do art. 25 desta 
Lei. 
(1) A guarda obriga a prestaçãode assistência material, moral e educacional ao menor, que assume a condição de 
dependente, para todos os fins e efeitos de direito. 
Art. 33. A guarda obriga a prestação de assistência material, moral e educacional à criança ou adolescente, conferindo 
a seu detentor o direito de opor-se a terceiros, inclusive aos pais. 
Gabarito: E 
55. Ano: 2020 - Banca: CESPE / CEBRASPE - Órgão: MPE-CE - Prova: Ministerial - Serviço Social – 
Q1153760 
Flávia, com vinte e três anos de idade, deu entrada no hospital estadual de sua cidade em trabalho de parto, 
acompanhada de uma amiga à qual comunicou sua decisão de entregar o filho para adoção logo após o 
nascimento. Do início ao final do parto, a jovem falou ao médico sobre sua decisão, mas nada foi feito pelo 
profissional em questão. Flávia está desempregada, encontra-se em situação de extrema pobreza e alega que, 
além disso, não conta com o apoio de familiares. Segundo ela, o pai da criança, seu ex-companheiro, está 
envolvido com tráfico de drogas e não reúne condições psicossociais para criar a criança, uma vez que é agressivo 
e apresenta atitudes com as quais Flávia não concorda, como, por exemplo, entregar com frequência sua arma de 
fogo, como se fosse um brinquedo, para um sobrinho de oito anos de idade que mora com ele. 
Considerando essa situação hipotética, julgue o item que se segue, à luz do Estatuto da Criança e do Adolescente. 
Caso não haja indicação do ex-companheiro de Flávia e não exista outro representante da família extensa apto a 
receber a guarda do recém-nascido, a autoridade judiciária competente deverá decretar a extinção do poder 
familiar. 
RESOLUÇÃO: 
Nesta hipótese, como não há indicação do ex-companheiro de Flávia e não existe outro representante da família 
extensa apto a receber a guarda do recém-nascido, a autoridade judiciária competente deverá decretar a extinção 
do poder familiar. 
Art. 19-A, § 4 o Na hipótese de não haver a indicação do genitor e de não existir outro representante da família extensa 
apto a receber a guarda, a autoridade judiciária competente deverá decretar a extinção do poder familiar e determinar 
a colocação da criança sob a guarda provisória de quem estiver habilitado a adotá-la ou de entidade que desenvolva 
programa de acolhimento familiar ou institucional. 
Gabarito: Certo 
56. Ano: 2020 - Banca: CESPE / CEBRASPE - Órgão: MPE-CE - Prova: Serviço Social – Q1153757 
Flávia, com vinte e três anos de idade, deu entrada no hospital estadual de sua cidade em trabalho de parto, 
acompanhada de uma amiga à qual comunicou sua decisão de entregar o filho para adoção logo após o 
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Estatuto da criança e do adolescente 
nascimento. Do início ao final do parto, a jovem falou ao médico sobre sua decisão, mas nada foi feito pelo 
profissional em questão. Flávia está desempregada, encontra-se em situação de extrema pobreza e alega que, 
além disso, não conta com o apoio de familiares. Segundo ela, o pai da criança, seu ex-companheiro, está 
envolvido com tráfico de drogas e não reúne condições psicossociais para criar a criança, uma vez que é agressivo 
e apresenta atitudes com as quais Flávia não concorda, como, por exemplo, entregar com frequência sua arma de 
fogo, como se fosse um brinquedo, para um sobrinho de oito anos de idade que mora com ele. 
Considerando essa situação hipotética, julgue o item que se segue, à luz do Estatuto da Criança e do Adolescente. 
Flávia deverá ser obrigatoriamente encaminhada à justiça da infância e da juventude, devido ao interesse por ela 
manifestado. 
RESOLUÇÃO: 
Flávia manifestou interesse em entregar seu filho para adoção, o que se depreende das informações do enunciado 
sobre ela ter informado seu desejo ao médico e a sua amiga. Por ter manifestado seu interesse, Flávia deverá ser 
obrigatoriamente encaminhada à justiça da infância e da juventude. 
Art. 19-A. A gestante ou mãe que manifeste interesse em entregar seu filho para adoção, antes ou logo após o 
nascimento, será encaminhada à Justiça da Infância e da Juventude. 
Gabarito: Certo 
57. Ano: 2019 - Banca: VUNESP - Órgão: SERTPREV - SP Prova: Procurador Jurídico – Q1135468 
Acerca do programa de apadrinhamento previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, assinale a alternativa 
correta. 
a) Apenas o adolescente em programa de acolhimento institucional ou familiar poderá participar de programa de 
apadrinhamento, que não pode ser estendido à criança. 
b) Pessoas jurídicas podem apadrinhar criança ou adolescente a fim de colaborar para o seu desenvolvimento. 
c) O apadrinhamento, vedado ao adolescente, consiste em estabelecer e proporcionar à criança vínculos externos 
à instituição para fins de convivência familiar e comunitária e colaboração com o seu desenvolvimento nos 
aspectos social, moral, físico, cognitivo, educacional e financeiro. 
d) Podem ser padrinhos ou madrinhas pessoas maiores de 21 (vinte e um) anos não inscritas nos cadastros de 
adoção, desde que cumpram os requisitos exigidos pelo programa de apadrinhamento de que fazem parte. 
e) O perfil da criança ou do adolescente a ser apadrinhado será definido no âmbito de cada programa de 
apadrinhamento, com prioridade para crianças ou adolescentes com grande possibilidade de reinserção familiar 
ou colocação em família adotiva. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. Tanto a criança quanto o adolescente podem participar do programa de apadrinhamento. 
Art. 19-B. A criança e o adolescente em programa de acolhimento institucional ou familiar poderão participar de 
programa de apadrinhamento. 
B – Correta. Pessoas jurídicas podem apadrinhar criança ou adolescente a fim de colaborar para o seu 
desenvolvimento. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
Art. 19-B, § 3º Pessoas jurídicas podem apadrinhar criança ou adolescente a fim de colaborar para o seu 
desenvolvimento. 
C – Errada. Tanto a criança quanto o adolescente podem participar do programa de apadrinhamento. 
Art. 19-B. A criança e o adolescente em programa de acolhimento institucional ou familiar poderão participar de 
programa de apadrinhamento. § 1º O apadrinhamento consiste em estabelecer e proporcionar à criança e ao 
adolescente vínculos externos à instituição para fins de convivência familiar e comunitária e colaboração com o seu 
desenvolvimento nos aspectos social, moral, físico, cognitivo, educacional e financeiro. 
D – Errada. A idade mínima para padrinhos e madrinhas é 18 anos. 
Art. 19-B, § 2º Podem ser padrinhos ou madrinhas pessoas maiores de 18 (dezoito) anos não inscritas nos cadastros de 
adoção, desde que cumpram os requisitos exigidos pelo programa de apadrinhamento de que fazem parte. 
E – Errada. A prioridade é para crianças ou adolescentes com remota possibilidade de reinserção familiar ou 
colocação em família adotiva. 
Art. 19-B, § 4º O perfil da criança ou do adolescente a ser apadrinhado será definido no âmbito de cada programa de 
apadrinhamento, com prioridade para crianças ou adolescentes com remota possibilidade de reinserção familiar ou 
colocação em família adotiva. 
Gabarito: B 
58. Ano: 2019 - Banca: CESPE / CEBRASPE - Órgão: Prefeitura de Campo Grande - MS - 
Prova: Procurador Municipal – Q1135343 
Com base no Estatuto da Criança e do Adolescente, julgue o item subsequente. 
O instituto da guarda confere à criança ou ao adolescente a condição de dependente para todos os fins de direito. 
Certo 
Errado 
RESOLUÇÃO: 
O instituto da guarda confere à criança ou ao adolescente a condição de dependente para todos os fins de direito. 
Art. 33, § 3º A guarda confere à criança ou adolescente a condição de dependente, para todos os fins e efeitos de direito, 
inclusive previdenciários. 
Gabarito: Certo 
59. Ano: 2019 - Banca: CESPE / CEBRASPE - Órgão: Prefeitura de Campo Grande - MS Prova: 
Procurador Municipal– Q1135340 
Com base no Estatuto da Criança e do Adolescente, julgue o item subsequente. 
Pessoa solteira e maior de dezoito anos de idade pode adotar, desde que a diferença de idade entre ela e o 
adotando seja de, pelo menos, dezesseis anos. 
Certo 
Errado 
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Estatuto da criança e do adolescente 
RESOLUÇÃO: 
O adotante, independentemente do estado civil, deve ter, no mínimo, 18 anos de idade (art. 42 do ECA). Ademais, 
deve haver uma diferença de idade entre adotante e adotado de, no mínimo, 16 anos (art. 42, § 3º, do ECA). 
Art. 42. Podem adotar os maiores de 18 (dezoito) anos, independentemente do estado civil. (...) § 3º O adotante há de 
ser, pelo menos, dezesseis anos mais velho do que o adotando. 
Gabarito: Certo 
60. Ano: 2019 - Banca: CONSULPAM - Órgão: Prefeitura de Viana - ES - Prova: Assistente 
de Educação Básica – Código 
A colocação em família substituta far-se-á mediante guarda, tutela ou adoção, independentemente da situação 
jurídica da criança ou adolescente, nos termos do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA). Referente a colocação 
em família substitutiva assinale a opção CORRETA: 
a) Tratando-se de maior de 10 (dez) anos de idade, será necessário seu consentimento, colhido em audiência. 
b) Na apreciação do pedido levar-se-á em conta o grau de parentesco e a relação de afinidade ou de afetividade, a 
fim de evitar ou minorar as consequências decorrentes da medida. 
c) Os grupos de irmãos serão sempre colocados sob adoção, tutela ou guarda da mesma família substituta. 
d) Em se tratando de criança ou adolescente indígena é obrigatório que a colocação familiar ocorra em outra 
comunidade para miscigenação cultural. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. A idade a partir da qual é necessário o consentimento é 12 anos. 
Art. 28, § 2º Tratando-se de maior de 12 (doze) anos de idade, será necessário seu consentimento, colhido em 
audiência. 
B – Correta. A alternativa está correta, pois reproduz a literalidade do artigo 28, § 3º, do ECA: 
Art. 28, § 3º Na apreciação do pedido levar-se-á em conta o grau de parentesco e a relação de afinidade ou de 
afetividade, a fim de evitar ou minorar as consequências decorrentes da medida. 
C – Errada. Há ressalvas para que o grupo de irmãos seja colocado na mesma família. Portanto, é errado afirmar 
que “sempre” serão colocados na mesma família. 
Art. 28, § 4º Os grupos de irmãos serão colocados sob adoção, tutela ou guarda da mesma família substituta, 
ressalvada a comprovada existência de risco de abuso ou outra situação que justifique plenamente a excepcionalidade 
de solução diversa, procurando-se, em qualquer caso, evitar o rompimento definitivo dos vínculos fraternais. 
D – Errada. Não é obrigatório que a criança ou adolescente indígena seja colocado em outra comunidade. Ao 
contrário: de preferência, serão colocados no seio de sua comunidade ou junto a membros da mesma etnia. 
Art. 28, § 6º Em se tratando de criança ou adolescente indígena ou proveniente de comunidade remanescente de 
quilombo, é ainda obrigatório: (...) II - que a colocação familiar ocorra prioritariamente no seio de sua comunidade ou 
junto a membros da mesma etnia; 
Gabarito: B 
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Estatuto da criança e do adolescente 
61. Ano: 2019 - Banca: VUNESP - Órgão: TJ-RJ - Prova: Juiz Substituto – Q1103331 
Pedro, criança de 4 anos, com pais desconhecidos, vive em uma instituição de menores abandonados. Em razão 
de sua aparência física (branco e de olhos claros) despertou o interesse na adoção por um casal alemão. Entretanto, 
outro casal brasileiro, regularmente cadastrado para adoção na forma da lei, também manifestou interesse em 
adotar Pedro. Acerca do caso hipotético, assinale a alternativa correta. 
a) Deverá ser dada preferência ao casal estrangeiro, tendo em vista que a adoção irá representar a Pedro a 
possibilidade de ser cidadão da comunidade europeia, o que significa uma manifesta vantagem em seu interesse. 
b) Deverá ser deferida a adoção ao casal que melhor apresentar condições de satisfazer os interesses da criança. 
c) Deverá ser dada preferência ao casal brasileiro, se este apresentar perfil compatível com a criança. 
d) Pedro deverá previamente ser inserido no programa de apadrinhamento e, apenas no caso de insucesso deste, 
poderá ser deferida a adoção, com preferência ao casal brasileiro. 
e) Caso seja deferida a adoção ao casal alemão, a saída de Pedro do território nacional somente poderá ocorrer a 
partir da publicação da decisão proferida pelo juiz em primeira instância, mesmo sem o trânsito em julgado, 
vedada a concessão de tutela provisória. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. Ao contrário do informado na alternativa, deverá ser dada preferência ao casal brasileiro. A adoção por 
família estrangeira é excepcional. 
Art. 31. A colocação em família substituta estrangeira constitui medida excepcional, somente admissível na 
modalidade de adoção. 
Art. 51, § 1º. A adoção internacional de criança ou adolescente brasileiro ou domiciliado no Brasil somente terá lugar 
quando restar comprovado: (...) II - que foram esgotadas todas as possibilidades de colocação da criança ou 
adolescente em família adotiva brasileira, com a comprovação, certificada nos autos, da inexistência de adotantes 
habilitados residentes no Brasil com perfil compatível com a criança ou adolescente, após consulta aos cadastros 
mencionados nesta Lei; 
B – Errada. Será dada preferência ao casal brasileiro, ainda que o casal alemão ostente melhores condições. 
C – Correta. Deverá ser dada preferência ao casal brasileiro, se este apresentar perfil compatível com a criança. 
Art. 50, § 10. Consultados os cadastros e verificada a ausência de pretendentes habilitados residentes no País com 
perfil compatível e interesse manifesto pela adoção de criança ou adolescente inscrito nos cadastros existentes, será 
realizado o encaminhamento da criança ou adolescente à adoção internacional. 
Art. 51, § 1º. A adoção internacional de criança ou adolescente brasileiro ou domiciliado no Brasil somente terá lugar 
quando restar comprovado: (...) II - que foram esgotadas todas as possibilidades de colocação da criança ou 
adolescente em família adotiva brasileira, com a comprovação, certificada nos autos, da inexistência de adotantes 
habilitados residentes no Brasil com perfil compatível com a criança ou adolescente, após consulta aos cadastros 
mencionados nesta Lei; 
D – Errada. Não é necessária a inscrição prévia de Pedro no programa de apadrinhamento para que seja realizada 
a adoção. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
E – Errada. Caso seja deferida a adoção ao casal alemão, a saída de Pedro do território nacional somente poderá 
ocorrer a partir do trânsito em julgado da decisão que concedeu a adoção internacional. 
Art. 52, § 8 o Antes de transitada em julgado a decisão que concedeu a adoção internacional, não será permitida a 
saída do adotando do território nacional. § 9 o Transitada em julgado a decisão, a autoridade judiciária determinará a 
expedição de alvará com autorização de viagem, bem como para obtenção de passaporte, constando, 
obrigatoriamente, as características da criança ou adolescente adotado, como idade, cor, sexo, eventuais sinais ou 
traços peculiares, assim como foto recente e a aposição da impressão digital do seu polegar direito, instruindo o 
documento com cópia autenticada da decisão e certidão de trânsito em julgado. 
Gabarito: C 
62. Ano: 2019 - Banca: Quadrix - Órgão: Prefeitura de Jataí - GO - Prova: Auxiliar de 
Secretaria – Q1097926 
Em relação à adoção, assinale a alternativa correta. 
a) Irmãos podem adotar uns aos outros. 
b) Pessoa maior de dezoito anos de idade pode adotar, desde que casada. 
c) O adotante deve ser pelo menosdezesseis anos mais velho que o adotando. 
d) A adoção pode ser feita por procuração. 
e) A adoção não depende do consentimento dos pais nem do adotando. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. Irmãos NÃO podem adotar uns aos outros. 
Art. 42, § 1º Não podem adotar os ascendentes e os irmãos do adotando. 
B – Errada. Pessoa maior de 18 anos de idade pode adotar, independentemente do estado civil. 
Art. 42. Podem adotar os maiores de 18 (dezoito) anos, independentemente do estado civil. 
C – Correta. O adotante deve ser pelo menos 16 anos mais velho que o adotando. 
Art. 42, § 3º O adotante há de ser, pelo menos, dezesseis anos mais velho do que o adotando. 
D – Errada. A adoção é um ato personalíssimo e, portanto, NÃO pode ser feita por procuração. 
Art. 39, § 2º É vedada a adoção por procuração. 
E – Errada. A adoção depende do consentimento dos pais ou responsável, bem como do adotando, se este for 
maior de 12 anos. 
Art. 45. A adoção depende do consentimento dos pais ou do representante legal do adotando. (...) § 2º. Em se tratando 
de adotando maior de doze anos de idade, será também necessário o seu consentimento. 
Gabarito: C 
63. Ano: 2019 - Banca: VUNESP - Órgão: ESEF - SP - Prova: Procurador Jurídico – Q1093940 
No que diz respeito às regras de adoção de crianças e adolescentes, assinale a alternativa correta. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
a) Podem adotar os maiores de 18 (dezoito) anos, independentemente do estado civil, desde que não sejam 
ascendentes ou irmãos do adotando. 
b) O adotante há de ser, pelo menos, dezoito anos mais velho do que o adotando. 
c) É recíproco o direito sucessório entre o adotado, seus descendentes, o adotante, seus ascendentes, 
descendentes e colaterais até o 3º grau, observada a ordem de vocação hereditária. 
d) A adoção atribui a condição de filho ao adotado, com os mesmos direitos e deveres, inclusive sucessórios, 
desligando-o de qualquer vínculo com pais e parentes, inclusive os impedimentos matrimoniais. 
e) É permitida a adoção por procuração pública. 
RESOLUÇÃO: 
A – Correta. Podem adotar os maiores de 18 anos, independentemente do estado civil. Os ascendentes ou irmãos, 
porém, NÃO podem adotar. 
Art. 42. Podem adotar os maiores de 18 (dezoito) anos, independentemente do estado civil. § 1º Não podem adotar os 
ascendentes e os irmãos do adotando. 
B – Errada. O adotante há de ser, pelo menos, 16 anos mais velho do que o adotando. 
Art. 42, § 3º O adotante há de ser, pelo menos, dezesseis anos mais velho do que o adotando. 
C – Errada. É recíproco o direito sucessório entre o adotado, seus descendentes, o adotante, seus ascendentes, 
descendentes e colaterais até o 4º grau, observada a ordem de vocação hereditária. A alternativa está errada 
porque menciona “3º grau”. 
Art. 41, § 2º É recíproco o direito sucessório entre o adotado, seus descendentes, o adotante, seus ascendentes, 
descendentes e colaterais até o 4º grau, observada a ordem de vocação hereditária. 
D – Errada. Mesmo com a adoção, permanecem os impedimentos matrimoniais com relação à família biológica. 
Art. 41. A adoção atribui a condição de filho ao adotado, com os mesmos direitos e deveres, inclusive sucessórios, 
desligando-o de qualquer vínculo com pais e parentes, salvo os impedimentos matrimoniais. 
E – Errada. A adoção é um ato personalíssimo e, portanto, NÃO pode ser feita por procuração. 
Art. 39, § 2º É vedada a adoção por procuração. 
Gabarito: A 
64. Ano: 2019 - Banca: VUNESP - Órgão: TJ-RO - Prova: Juiz de Direito Substituto – Q1092922 
Com relação à adoção, nos termos dos artigos 39 e seguintes do ECA, é correto afirmar: 
a) Conforme art. 46 do ECA, o prazo máximo do estágio de convivência será de 90 dias, improrrogável, 
dispensando-se referido estágio se o adotando já estiver sob a tutela ou guarda legal do adotante durante tempo 
suficiente para que seja possível avaliar a conveniência da constituição do vínculo. 
b) Os divorciados, os judicialmente separados e os ex-companheiros podem adotar conjuntamente, contanto que 
tenham formalizado o pedido de adoção em juízo enquanto ainda conviviam e acordem sobre guarda e regime de 
visitas, independentemente do início do estágio de convivência, conforme § 4° do art. 42 do ECA. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
c) Nos termos do § 6° do art. 42 do ECA, a adoção poderá ser deferida, se comprovadamente benéfica à criança ou 
adolescente, ao cônjuge ou companheiro já falecido do adotante supérstite quando da data de propositura da ação 
ou formalização do pedido por este, desde que se comprove no curso do processo que a pessoa falecida tinha 
inequívoca vontade de adotar e desde que não se tenham passado mais de dois anos entre o falecimento e a 
propositura da ação ou formalização do pedido. 
d) A adoção produz seus efeitos a partir do trânsito em julgado da sentença constitutiva, exceto na hipótese 
prevista no § 6° do art. 42 do ECA, caso em que terá força retroativa à data do óbito, conforme prevê o § 7° do art. 
47 do ECA. 
e) Em se tratando de adotando maior de dez anos de idade, será necessário seu consentimento expresso, 
conforme § 2° do art. 45 do ECA. No caso de adolescente maior de doze anos de idade, tal consentimento deverá 
ser colhido em audiência, na presença do Ministério Público. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. O erro da alternativa está em afirmar que o prazo de 90 dias do estágio é improrrogável. Na verdade, 
é possível a prorrogação por até igual período, mediante decisão fundamentada da autoridade judiciária. 
Art. 46. A adoção será precedida de estágio de convivência com a criança ou adolescente, pelo prazo máximo de 90 
(noventa) dias, observadas a idade da criança ou adolescente e as peculiaridades do caso. 
§ 1º O estágio de convivência poderá ser dispensado se o adotando já estiver sob a tutela ou guarda legal do adotante 
durante tempo suficiente para que seja possível avaliar a conveniência da constituição do vínculo. 
§ 2º A simples guarda de fato não autoriza, por si só, a dispensa da realização do estágio de convivência. 
§ 2º -A. O prazo máximo estabelecido no caput deste artigo pode ser prorrogado por até igual período, mediante 
decisão fundamentada da autoridade judiciária. 
B – Errada. A adoção por s divorciados, os judicialmente separados e os ex-companheiros é possível. Porém, é 
necessário ter havido estágio de convivência iniciado na constância do período de convivência do ex-casal. 
Art. 42, § 4 o Os divorciados, os judicialmente separados e os ex-companheiros podem adotar conjuntamente, 
contanto que acordem sobre a guarda e o regime de visitas e desde que o estágio de convivência tenha sido iniciado na 
constância do período de convivência e que seja comprovada a existência de vínculos de afinidade e afetividade com 
aquele não detentor da guarda, que justifiquem a excepcionalidade da concessão. 
C – Errada. Não há previsão legal de que, para a adoção póstuma, tenha decorrido o período máximo de 2 anos 
entre o falecimento e a propositura da ação ou formalização do pedido. 
Art. 42, § 6º A adoção poderá ser deferida ao adotante que, após inequívoca manifestação de vontade, vier a falecer 
no curso do procedimento, antes de prolatada a sentença. 
D – Correta. A adoção produz seus efeitos a partir do trânsito em julgado da sentença constitutiva, exceto na 
hipótese de adoção póstuma, caso em que terá força retroativa à data do óbito. 
Art. 42, § 6º A adoção poderá ser deferida ao adotante que, após inequívoca manifestação de vontade, vier a falecer 
no curso do procedimento, antes de prolatada a sentença. 
Art. 47, § 7 o A adoção produz seus efeitos a partir do trânsito em julgado da sentença constitutiva, exceto na hipótese 
prevista no § 6 o do art. 42 desta Lei, caso em que terá força retroativa à data do óbito. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
E – Errada. O consentimento do adotando será necessário para os maiores de 12 anos, e não 10 anos como consta 
da alternativa. 
Art. 28, § 2 o Tratando-se de maior de 12 (doze) anos de idade, será necessário seu consentimento, colhido em 
audiência. 
Art. 45, § 2º. Em se tratando de adotando maior de doze anos de idade, será também necessário o seu consentimento. 
Gabarito: D 
65. Ano: 2018 - Banca: IBFC - Órgão: Prefeitura de Divinópolis - MG - Prova: IBFC - 2018 -Assistente 
Social – Q1086911 
A adoção, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente, é uma medida excepcional e irrevogável, e, somente 
é adotada quando todos os recursos para manutenção da criança ou adolescente na família de origem forem 
esgotados. A adoção deve, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, observar alguns aspectos. Seguindo 
o disposto em tal legislação, julgue os itens abaixo: I. Quando a situação da criança ou do adolescente é 
considerada grave é autorizada, excepcionalmente, a adoção por procuração. II. A adoção depende do 
consentimento dos pais ou do representante legal do adotando. III. O adotante há de ser, pelo menos, dezesseis 
anos mais velho do que o adotando. IV. O adotando deve contar com, no máximo, dezesseis anos à data do pedido, 
salvo se já estiver sob a guarda ou tutela dos adotantes. Estão corretas as afirmativas: 
a) I e IV 
b) II e IV 
c) II e III 
d) III e IV 
RESOLUÇÃO: 
I – Errada. A adoção é um ato personalíssimo e, portanto, NÃO pode ser feita por procuração. 
Art. 39, § 2º É vedada a adoção por procuração. 
II – Correta. Em regra, a adoção depende do consentimento dos pais ou do representante legal do adotando. 
Art. 45. A adoção depende do consentimento dos pais ou do representante legal do adotando. § 1º. O consentimento 
será dispensado em relação à criança ou adolescente cujos pais sejam desconhecidos ou tenham sido destituídos do 
poder familiar. 
III – Correta. O adotante há de ser, pelo menos, 16 anos mais velho do que o adotando. 
Art. 42, § 3º O adotante há de ser, pelo menos, dezesseis anos mais velho do que o adotando. 
IV – Errada. O adotando deve contar com, no máximo, 18 anos à data do pedido, salvo se já estiver sob a guarda 
ou tutela dos adotantes. 
Art. 40. O adotando deve contar com, no máximo, dezoito anos à data do pedido, salvo se já estiver sob a guarda ou 
tutela dos adotantes. 
Gabarito: C 
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Estatuto da criança e do adolescente 
66. Ano: 2018 - Banca: IBFC - Órgão: Prefeitura de Divinópolis - MG - Prova: Advogado da 
Assistência Social – Q1086846 
No que se refere à adoção, assinale a alternativa correta: 
a) A adoção é medida excepcional e revogável, à qual se deve recorrer quando esgotados os recursos de 
manutenção da criança ou adolescente na família natural ou extensa 
b) Em caso de conflito entre direitos e interesses do adotando e de outras pessoas, inclusive seus pais biológicos, 
devem prevalecer os direitos e os interesses dos genitores 
c) A adoção atribui a condição de filho ao adotado, com os mesmos direitos e deveres, inclusive sucessórios, 
desligando-o de qualquer vínculo com pais e parentes, salvo os impedimentos matrimoniais 
d) O adotante há de ser, pelo menos, dez anos mais velho do que o adotando 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. A adoção é medida excepcional e irrevogável. O erro da alternativa está em afirmar que a adoção é 
revogável. 
Art. 39, § 1º A adoção é medida excepcional e irrevogável, à qual se deve recorrer apenas quando esgotados os recursos 
de manutenção da criança ou adolescente na família natural ou extensa, na forma do parágrafo único do art. 25 desta 
Lei. 
B – Errada. Em caso de conflito entre direitos e interesses, devem prevalecer os direitos e os interesses do 
adotando, tendo em vista o princípio do melhor interesse da criança ou adolescente. 
Art. 39, § 3º Em caso de conflito entre direitos e interesses do adotando e de outras pessoas, inclusive seus pais 
biológicos, devem prevalecer os direitos e os interesses do adotando. 
C – Correta. A adoção atribui a condição de filho ao adotado, com os mesmos direitos e deveres, inclusive 
sucessórios, desligando-o de qualquer vínculo com pais e parentes, salvo os impedimentos matrimoniais. 
Art. 41. A adoção atribui a condição de filho ao adotado, com os mesmos direitos e deveres, inclusive sucessórios, 
desligando-o de qualquer vínculo com pais e parentes, salvo os impedimentos matrimoniais. 
D – Errada. O adotante há de ser, pelo menos, 16 anos mais velho do que o adotando. 
Art. 42, § 3º O adotante há de ser, pelo menos, dezesseis anos mais velho do que o adotando. 
Gabarito: C 
67. Ano: 2019 - Banca: Quadrix - Órgão: COREN-RS - Prova: Assistente Técnico – 
Fiscalização – Q1083273 
A colocação em família substituta estrangeira constitui medida excepcional, somente admissível na modalidade 
de 
a) tutela. 
b) guarda. 
c) adoção. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
d) apadrinhamento. 
e) suspensão do poder familiar. 
RESOLUÇÃO: 
A colocação em família substituta estrangeira constitui medida excepcional, somente admissível na modalidade 
de adoção. 
Art. 31. A colocação em família substituta estrangeira constitui medida excepcional, somente admissível na 
modalidade de adoção. 
Gabarito: C 
68. Ano: 2019 - Banca: Quadrix - Órgão: COREN-RS – Prova: Assistente Técnico – 
Fiscalização – Q1083272 
De acordo com o ECA, a adoção 
a) é permitida ao solteiro, desde que maior de 21 anos de idade. 
b) é permitida ao ascendente e ao irmão do adotando. 
c) é permitida ao adotante dezesseis anos mais velho que o adotando. 
d) pode ser feita por procuração pública. 
e) independe do consentimento dos pais. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. A adoção é permitida ao solteiro, pois independe do estado civil. A idade mínima, contudo, é 18 anos. 
Art. 42. Podem adotar os maiores de 18 (dezoito) anos, independentemente do estado civil. 
B – Errada. A adoção NÃO é permitida ao ascendente e ao irmão do adotando. 
Art. 42, § 1º Não podem adotar os ascendentes e os irmãos do adotando. 
C – Correta. A adoção é permitida ao adotante 16 anos mais velho que o adotando, pois esta é a diferença mínima 
de idade exigida. 
Art. 42, § 3º O adotante há de ser, pelo menos, dezesseis anos mais velho do que o adotando. 
D – Errada. A adoção é um ato personalíssimo e, portanto, NÃO pode ser feita por procuração. 
Art. 39, § 2º É vedada a adoção por procuração. 
E – Errada. A adoção depende do consentimento dos pais ou representante legal do adotando. 
Art. 45. A adoção depende do consentimento dos pais ou do representante legal do adotando. 
Gabarito: C 
69. Ano: 2019 - Banca: Quadrix - Órgão: COREN-RS – Prova: Técnico – Fiscalização – Q1083271 
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Estatuto da criança e do adolescente 
O instituto previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que estabelece e proporciona à criança e ao 
adolescente vínculos externos à instituição para fins de convivência familiar e comunitária e colaboração com o 
seu desenvolvimento nos aspectos social, moral, físico, cognitivo, educacional e financeiro é o(a) 
a) adoção. 
b) família substituta. 
c) medida protetiva. 
d) apadrinhamento. 
e) tutela. 
RESOLUÇÃO: 
O instituto previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que estabelece e proporciona à criança e ao 
adolescente vínculos externos à instituição para fins de convivência familiar e comunitária e colaboração com o 
seu desenvolvimento nos aspectos social, moral, físico, cognitivo, educacional e financeiro é o apadrinhamento. 
Art. 19-B, § 1o O apadrinhamento consiste em estabelecer e proporcionar à criança e ao adolescentevínculos externos 
à instituição para fins de convivência familiar e comunitária e colaboração com o seu desenvolvimento nos aspectos 
social, moral, físico, cognitivo, educacional e financeiro. 
Gabarito: D 
70. Ano: 2018 - Banca: Quadrix - Órgão: COREN-RS - Prova: Analista Enfermeiro - 
Administrativo – Q1082693 
Conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a guarda da criança não 
a) inclui a obrigação de prestação educacional. 
b) inclui a obrigação de prestação de assistência moral. 
c) impede o direito de visitas dos pais. 
d) inclui a condição de dependente para fins previdenciários. 
e) inclui o direito de opor‐se a terceiros, inclusive aos pais. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. A guarda da criança inclui a obrigação de prestação educacional. 
Art. 33. A guarda obriga a prestação de assistência material, moral e educacional à criança ou adolescente, conferindo 
a seu detentor o direito de opor-se a terceiros, inclusive aos pais. 
B – Errada. A guarda da criança inclui a obrigação de prestação de assistência moral. 
Art. 33. A guarda obriga a prestação de assistência material, moral e educacional à criança ou adolescente, conferindo 
a seu detentor o direito de opor-se a terceiros, inclusive aos pais. 
C – Correta. A guarda da criança NÃO impede o direito de visitas dos pais. 
Art. 33, § 4º Salvo expressa e fundamentada determinação em contrário, da autoridade judiciária competente, ou 
quando a medida for aplicada em preparação para adoção, o deferimento da guarda de criança ou adolescente a 
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terceiros não impede o exercício do direito de visitas pelos pais, assim como o dever de prestar alimentos, que serão 
objeto de regulamentação específica, a pedido do interessado ou do Ministério Público. 
D – Errada. A guarda da criança inclui a condição de dependente para fins previdenciários. 
Art. 33, § 3º A guarda confere à criança ou adolescente a condição de dependente, para todos os fins e efeitos de direito, 
inclusive previdenciários. 
E – Errada. A guarda da criança inclui o direito de opor‐se a terceiros, inclusive aos pais. 
Art. 33. A guarda obriga a prestação de assistência material, moral e educacional à criança ou adolescente, conferindo 
a seu detentor o direito de opor-se a terceiros, inclusive aos pais. 
Gabarito: C 
71. Ano: 2019 Banca: FGV Órgão: MPE-RJ Prova: FGV - 2019 - MPE-RJ - Analista do Ministério Público - 
Processual – Q1082487 
Célio é casado com Justina há dez anos e com ela tem dois filhos, de oito e dez anos de idade. Na última semana, 
desconfiou que a esposa o traía. Consumido pela raiva, Célio agrediu Justina e causou-lhe a morte. 
No que concerne aos dois filhos, Célio sofrerá a sanção conhecida como: 
a) inversão da guarda; 
b) suspensão da guarda; 
c) perda da tutela dos filhos; 
d) suspensão do poder familiar; 
e) perda do poder familiar. 
RESOLUÇÃO: 
Célio poderá perder o poder familiar sobre os filhos, pois seu crime doloso com pena de reclusão (homicídio) contra 
a mãe das crianças, que era igualmente titular do poder familiar. 
Art. 23, § 2º A condenação criminal do pai ou da mãe não implicará a destituição do poder familiar, exceto na hipótese 
de condenação por crime doloso sujeito à pena de reclusão contra outrem igualmente titular do mesmo poder familiar 
ou contra filho, filha ou outro descendente. 
Gabarito: E 
72. Ano: 2019 - Banca: FGV - Órgão: MPE-RJ - Prova: Analista do Ministério Público - Processual – 
Q1082475 
Ezequiel e Maria, devidamente habilitados, propõem ação de adoção de Paulo Henrique, de 8 anos. O casal é 
entrevistado pela equipe técnica da Vara da Infância e Juventude, no curso do estágio de convivência iniciado com 
a criança, e ratifica o interesse na adoção, pois já consideram Paulo Henrique como seu filho, nutrindo muito afeto 
pela criança. O estudo técnico conclui que a adoção apresenta reais vantagens para o adotando, sendo favorável 
ao deferimento do pedido. Antes da realização da audiência de instrução e julgamento, Ezequiel sofre grave 
acidente de trânsito e vem a falecer. Maria se mantém firme no propósito de adotar Paulo Henrique e deseja que 
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Estatuto da criança e do adolescente 
a adoção seja julgada procedente inclusive em relação a Ezequiel, para que o nome deste conste do novo registro 
de nascimento que será efetuado para Paulo Henrique, após o trânsito em julgado da sentença de adoção. 
Tendo em vista o disposto na Lei nº 8.069/90 (ECA) e as peculiaridades do caso ora apresentado: 
a) a ação deve ser obrigatoriamente extinta em relação a Ezequiel, em virtude de seu falecimento, prosseguindo 
em relação a Maria, que poderá adotar a criança; 
b) a sentença de adoção tem natureza constitutiva, motivo pelo qual o pedido formulado por Ezequiel não poderia 
prevalecer após o seu falecimento, em razão de impossibilidade jurídica; 
c) a morte do adotante Ezequiel restabelece o poder familiar do pai biológico da criança, razão pela qual seu nome 
não poderá constar do novo registro de nascimento da criança; 
d) a adoção produz efeitos a partir do trânsito em julgado da sentença, exceto na hipótese narrada, caso em que 
retroage à data do óbito; 
e) a manifestação de vontade de Ezequiel no estudo técnico realizado pela equipe da Vara da Infância não é válida, 
pois a Lei nº 8.069/90 exige escritura pública para essa finalidade. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. A ação não precisa ser extinta em relação a Ezequiel, uma vez que é possível a adoção póstuma. 
Art. 42, § 6º A adoção poderá ser deferida ao adotante que, após inequívoca manifestação de vontade, vier a falecer 
no curso do procedimento, antes de prolatada a sentença. 
B – Errada. Na adoção póstuma, os efeitos da Sentença retroagem à data do óbito. 
Art. 47, § 7 o A adoção produz seus efeitos a partir do trânsito em julgado da sentença constitutiva, exceto na hipótese 
prevista no § 6 o do art. 42 desta Lei, caso em que terá força retroativa à data do óbito. 
C – Errada. A adoção é incaducável, motivo pelo qual a morte do adotante Ezequiel NÃO restabelece o poder 
familiar do pai biológico da criança. 
Art. 49. A morte dos adotantes não restabelece o poder familiar dos pais naturais. 
D – Correta. Em regra, a adoção produz efeitos a partir do trânsito em julgado da sentença. Na hipótese de adoção 
póstuma, os efeitos retroagem à data do óbito. 
Art. 42, § 6º A adoção poderá ser deferida ao adotante que, após inequívoca manifestação de vontade, vier a falecer 
no curso do procedimento, antes de prolatada a sentença. 
Art. 47, § 7 o A adoção produz seus efeitos a partir do trânsito em julgado da sentença constitutiva, exceto na hipótese 
prevista no § 6 o do art. 42 desta Lei, caso em que terá força retroativa à data do óbito. 
E – Errada. A manifestação de vontade de Ezequiel é válida. Não há as exigências legais mencionadas na 
alternativa, motivo pelo qual está incorreta. 
Gabarito: D 
73. Ano: 2019 Banca: Quadrix Órgão: FHGV Prova: Farmacêutico - Q1069098 
a) À luz do Estatuto da Criança e do Adolescente, assinale a alternativa correta em relação à adoção. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
b) Não pode ser feita por procuração. 
c) Admite revogação, desde que justificada junto ao juízo. 
d) Na falta dos pais, os avós e os irmãos do adotando poderão adotá‐lo. 
e) Toda pessoa, independentemente da idade, pode ser legalmente adotada. 
Podem adotar os maiores de dezesseis anos de idade emancipados, independentemente do estado civil. 
RESOLUÇÃO: 
A – Correta. A adoção é um ato personalíssimo e, portanto, NÃO pode ser feita por procuração. 
Art. 39, § 2º É vedada a adoção por procuração. 
B – Errada. A adoção é irrevogável. 
Art. 39, § 1 o A adoção é medida excepcionale irrevogável, à qual se deve recorrer apenas quando esgotados os recursos 
de manutenção da criança ou adolescente na família natural ou extensa, na forma do parágrafo único do art. 25 desta 
Lei. 
C – Errada. Os avós e os irmãos do adotando NÃO poderão adotá‐lo. 
Art. 42, § 1º Não podem adotar os ascendentes e os irmãos do adotando. 
D – Errada. Há limite de idade para ser adotado: até 18 anos na data do pedido, salvo se já estiver sob a guarda ou 
tutela dos adotantes. 
Art. 40. O adotando deve contar com, no máximo, dezoito anos à data do pedido, salvo se já estiver sob a guarda ou 
tutela dos adotantes. 
E – Errada. Podem adotar os maiores de 18 anos de idade, independentemente do estado civil. Não há previsão 
legal autorizando os menores de 18 anos a adotarem, ainda que sejam emancipados. 
Art. 42. Podem adotar os maiores de 18 (dezoito) anos, independentemente do estado civil. 
Gabarito: A 
74. Ano: 2018 - Banca: Quadrix - Órgão: CRP – SP - Prova: Psicólogo Analista Técnico – Q1067740 
Com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n.º 8.069/1990), julgue o item 
É necessária autorização judicial para a convivência da criança e do adolescente com a mãe ou o pai privado de 
liberdade, por meio de visitas periódicas promovidas pelo responsável. 
RESOLUÇÃO: 
A convivência da criança e do adolescente com a mãe ou o pai privado de liberdade, por meio de visitas periódicas 
independe de autorização judicial. 
Art. 19, § 4 o Será garantida a convivência da criança e do adolescente com a mãe ou o pai privado de liberdade, por 
meio de visitas periódicas promovidas pelo responsável ou, nas hipóteses de acolhimento institucional, pela entidade 
responsável, independentemente de autorização judicial. 
Gabarito: Errado 
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Estatuto da criança e do adolescente 
75. Ano: 2018 - Banca: Quadrix - Órgão: CRP - SP - Prova: Psicólogo Analista Técnico - Q1067739 
Com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n.º 8.069/1990), julgue o item 
Não se prolongará por mais de dezoito meses a permanência da criança e do adolescente em programa de 
acolhimento institucional, salvo comprovada necessidade que atenda a seu superior interesse, devidamente 
fundamentada pela autoridade judiciária. 
RESOLUÇÃO: 
A assertiva está em conformidade com o artigo 19, § 2o, do ECA, que determina: 
A permanência da criança e do adolescente em programa de acolhimento institucional não se prolongará por mais de 
18 (dezoito meses), salvo comprovada necessidade que atenda ao seu superior interesse, devidamente fundamentada 
pela autoridade judiciária. 
Gabarito: Certo 
76. Ano: 2019 - Banca: VUNESP - Órgão: Prefeitura de Valinhos - SP - Prova: VUNESP - 2019 - 
Prefeitura de Valinhos - SP - Guarda Civil Municipal – SSPC – Q1047499 
Ísis é maior de idade e, há um mês, deu à luz uma criança. No entanto, como ela não tem condições de sustentar a 
sua prole, Ísis procurou a Guarda Civil de Valinhos manifestando o interesse em entregar seu filho para adoção. 
Nessa hipótese, o Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece que a conduta da Guarda deverá ser a seguinte: 
a) acompanhar Ísis e a criança até a Delegacia de Polícia para formalizar o ato de encaminhamento da criança para 
adoção. 
b) receber a criança, mediante o termo próprio, para o devido encaminhamento à autoridade competente, e 
dispensar Ísis. 
c) encaminhar Ísis à Justiça da Infância e da Juventude para os devidos procedimentos legais. 
d) lavrar o competente boletim de ocorrência e comunicar o Ministério Público. 
e) levar a criança para o Conselho Tutelar, que a encaminhará a um abrigo, e conduzir Ísis à presença do Ministério 
Público. 
RESOLUÇÃO: 
A guarda civil deverá encaminhar Ísis à Justiça da Infância e da Juventude para os devidos procedimentos legais. 
Art. 19-A. A gestante ou mãe que manifeste interesse em entregar seu filho para adoção, antes ou logo após o 
nascimento, será encaminhada à Justiça da Infância e da Juventude. 
Gabarito: C 
77. Ano: 2018 - Banca: VUNESP - Órgão: Prefeitura de Serrana - SP - Prova: Educador Social – Q1047069 
De acordo com o artigo 19 da Lei nº 8.069/1990, é direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio 
de sua família e, excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em 
ambiente que garanta seu desenvolvimento integral. Conforme estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente 
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(artigos 22 e 23), aos pais incumbe o dever de sustento, guarda e educação dos filhos menores, não constituindo 
motivo suficiente para a perda ou a suspensão do poder familiar, a falta ou a carência de 
a) afeto familiar. 
b) recursos materiais. 
c) cuidados de saúde. 
d) educação fundamental. 
e) harmonia familiar. 
RESOLUÇÃO: 
A falta ou a carência de recursos materiais NÃO constitui motivo suficiente para a perda ou a suspensão do poder 
familiar. 
Art. 23. A falta ou a carência de recursos materiais não constitui motivo suficiente para a perda ou a suspensão do 
poder familiar. 
Gabarito: B 
78. Ano: 2014 - Banca: VUNESP - Órgão: TJ-PA - Prova: Oficial de Justiça Avaliador– Q1039990 
Assinale a alternativa correta 
a) A inclusão da criança ou adolescente em programas de acolhimento familiar terá preferência a seu acolhimento 
institucional. 
b) A guarda obriga a prestação de assistência social, educacional e moral à criança ou adolescente, conferindo a 
seu detentor o direito de opor-se a terceiros, inclusive os pais. 
c) A guarda destina-se a regularizar a posse de fato, devendo sempre ser deferida, liminar ou incidentalmente, nos 
procedimentos de tutela e adoção. 
d) A guarda confere à criança ou adolescente a condição de dependente, para todos os fins e efeitos de direito, 
exceto previdenciários. 
e) A guarda poderá ser revogada a qualquer tempo, desde que precedida de informação ao juízo. 
RESOLUÇÃO: 
A – Correta. A inclusão da criança ou adolescente em programas de acolhimento familiar terá preferência a seu 
acolhimento institucional. 
Art. 34, § 1º A inclusão da criança ou adolescente em programas de acolhimento familiar terá preferência a seu 
acolhimento institucional, observado, em qualquer caso, o caráter temporário e excepcional da medida, nos termos 
desta Lei. 
B – Errada. A alternativa está incompleta porque não mencionou a assistência material. 
Art. 33. A guarda obriga a prestação de assistência material, moral e educacional à criança ou adolescente, conferindo 
a seu detentor o direito de opor-se a terceiros, inclusive aos pais. 
C – Errada. No caso de procedimento de adoção por estrangeiros, a tutela não será deferida. 
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Art. 33, § 1º A guarda destina-se a regularizar a posse de fato, podendo ser deferida, liminar ou incidentalmente, nos 
procedimentos de tutela e adoção, exceto no de adoção por estrangeiros. 
D – Errada. A condição de dependente inclui os fins previdenciários. 
Art. 33, § 3º A guarda confere à criança ou adolescente a condição de dependente, para todos os fins e efeitos de direito, 
inclusive previdenciários. 
E – Errada. Para a revogação da guarda, não basta “informação ao juízo.” É preciso haver ato judicial 
fundamentado, ouvido o Ministério Público. 
Art. 35. A guarda poderá ser revogada a qualquer tempo, mediante ato judicial fundamentado, ouvido o Ministério 
Público. 
Gabarito: A 
79. Ano: 2019 - Banca: CESPE / CEBRASPE - Órgão: DPE-DF - Prova: Defensor Público– Q1006942 
Joana, de vinte e cinco anos de idade, é mãe de Maria, de dois anos de idade, cujo pai falecera antes de ela ter 
nascido. Para que Joana fosse submetida a tratamento médico em outro estado da Federação, a guarda judicialde Maria foi concedida aos avós paternos, João e Clarissa. Na sentença que concedeu a guarda, o magistrado 
impôs a Joana o dever de prestar alimentos a Maria. Por todos serem hipossuficientes, Clarissa procurou a 
Defensoria Pública para orientação jurídica. 
Considerando a situação hipotética apresentada, julgue o item seguinte, de acordo com a legislação pertinente e 
a jurisprudência dos tribunais superiores. 
A guarda dada aos avós paternos de Maria é irrevogável, porque foi concedida por sentença judicial e obriga a 
prestação de assistência material, moral e educacional. 
RESOLUÇÃO: 
A guarda é revogável, nos termos do art. 35 do ECA: 
Art. 35. A guarda poderá ser revogada a qualquer tempo, mediante ato judicial fundamentado, ouvido o Ministério 
Público. 
Gabarito: Errado 
80. Ano: 2019 - Banca: CESPE / CEBRASPE - Órgão: DPE-DF - Prova: Defensor Público – Q1006941 
Joana, de vinte e cinco anos de idade, é mãe de Maria, de dois anos de idade, cujo pai falecera antes de ela ter 
nascido. Para que Joana fosse submetida a tratamento médico em outro estado da Federação, a guarda judicial 
de Maria foi concedida aos avós paternos, João e Clarissa. Na sentença que concedeu a guarda, o magistrado 
impôs a Joana o dever de prestar alimentos a Maria. Por todos serem hipossuficientes, Clarissa procurou a 
Defensoria Pública para orientação jurídica. 
Considerando a situação hipotética apresentada, julgue o item seguinte, de acordo com a legislação pertinente e 
a jurisprudência dos tribunais superiores. 
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Agiu equivocadamente o magistrado ao impor a Joana o dever de prestar alimentos a Maria: os alimentos 
prestados pelos pais são incompatíveis com a guarda, modalidade de colocação de criança e adolescente em 
família substituta. 
RESOLUÇÃO: 
O deferimento da guarda não obsta o dever que os pais têm de prestar alimentos. 
Art. 33, § 4 o Salvo expressa e fundamentada determinação em contrário, da autoridade judiciária competente, ou 
quando a medida for aplicada em preparação para adoção, o deferimento da guarda de criança ou adolescente a 
terceiros não impede o exercício do direito de visitas pelos pais, assim como o dever de prestar alimentos, que serão 
objeto de regulamentação específica, a pedido do interessado ou do Ministério Público. 
Gabarito: Errado 
81. Ano: 2019 - Banca: CESPE / CEBRASPE - Órgão: DPE-DF - Prova: Defensor Público – Q1006940 
Joana, de vinte e cinco anos de idade, é mãe de Maria, de dois anos de idade, cujo pai falecera antes de ela ter 
nascido. Para que Joana fosse submetida a tratamento médico em outro estado da Federação, a guarda judicial 
de Maria foi concedida aos avós paternos, João e Clarissa. Na sentença que concedeu a guarda, o magistrado 
impôs a Joana o dever de prestar alimentos a Maria. Por todos serem hipossuficientes, Clarissa procurou a 
Defensoria Pública para orientação jurídica. 
Considerando a situação hipotética apresentada, julgue o item seguinte, de acordo com a legislação pertinente e 
a jurisprudência dos tribunais superiores. 
Segundo jurisprudência pacificada do STJ, Maria é dependente previdenciária dos seus avós paternos. 
RESOLUÇÃO: 
A guarda confere à criança ou adolescente a condição de dependente, inclusive para fins previdenciários. 
Art. 33, § 3º A guarda confere à criança ou adolescente a condição de dependente, para todos os fins e efeitos de direito, 
inclusive previdenciários. 
Gabarito: Certo 
82. Ano: 2018 - Banca: FGV - Órgão: Prefeitura de Niterói - RJ - Prova: Pedagogo – Q997899 
O Estatuto da Criança e do Adolescente, no capítulo que trata do direito à convivência familiar e comunitária, 
ressalta que toda criança ou adolescente que estiver inserido em programa de acolhimento familiar ou 
institucional terá sua situação reavaliada, no máximo, a cada: 
a) dois meses; 
b) três meses; 
c) seis meses; 
d)nove meses; 
e) dez meses. 
RESOLUÇÃO: 
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Estatuto da criança e do adolescente 
O ECA ressalta que toda criança ou adolescente que estiver inserido em programa de acolhimento familiar ou 
institucional terá sua situação reavaliada, no máximo, a cada 03 meses. 
Art. 19, § 1 o Toda criança ou adolescente que estiver inserido em programa de acolhimento familiar ou institucional 
terá sua situação reavaliada, no máximo, a cada 3 (três) meses, devendo a autoridade judiciária competente, com base 
em relatório elaborado por equipe interprofissional ou multidisciplinar, decidir de forma fundamentada pela 
possibilidade de reintegração familiar ou pela colocação em família substituta, em quaisquer das modalidades 
previstas no art. 28 desta Lei. 
Gabarito: B 
83. Ano: 2019 - Banca: CESPE / CEBRASPE - Órgão: SLU-DF - Prova: Analista de Gestão de 
Resíduos Sólidos - Serviço Social – Q996980 
Acerca de políticas, diretrizes, ações e desafios na área da família, da criança e do adolescente, julgue o item 
subsecutivo. 
O Estatuto da Criança e do Adolescente compreende o conceito de família extensa ou ampliada com base nos 
laços parentais, consanguíneos e nas relações de afinidade e afetividade. 
RESOLUÇÃO: 
O conceito de família extensa ou ampliada adotado pelo ECA se baseia em laços parentais, consanguíneos 
(“parentes próximos”) e nas relações de afinidade e afetividade (“a criança ou adolescente convive e mantém 
vínculos de afinidade e afetividade”.) 
Art. 25, Parágrafo único. Entende-se por família extensa ou ampliada aquela que se estende para além da unidade 
pais e filhos ou da unidade do casal, formada por parentes próximos com os quais a criança ou adolescente convive e 
mantém vínculos de afinidade e afetividade. 
Gabarito: Certo 
84. Ano: 2018 - Banca: CESPE / CEBRASPE - Órgão: PGM - João Pessoa - PB - Prova: Procurador 
do Município – Q948928 
Caso ocorram violações às regras de apadrinhamento de criança e adolescente, os responsáveis pelo programa e 
pelos serviços de acolhimento deverão imediatamente 
a) suspender o ato de apadrinhamento. 
b) instaurar processo administrativo para apuração da falta. 
c) comunicar o fato ao Ministério Público. 
d) notificar o fato à autoridade judiciária competente. 
e) proibir o contato da criança com o representante do apadrinhador. 
RESOLUÇÃO: 
Caso ocorram violações às regras de apadrinhamento de criança e adolescente, os responsáveis pelo programa e 
pelos serviços de acolhimento deverão imediatamente notificar o fato à autoridade judiciária competente. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
Art. 19-B, § 6 o Se ocorrer violação das regras de apadrinhamento, os responsáveis pelo programa e pelos serviços de 
acolhimento deverão imediatamente notificar a autoridade judiciária competente. 
Gabarito: D 
85. Ano: 2018 - Banca: CONSULPLAN - Órgão: TJ-MG - Prova: Titular de Serviços de Notas e de 
Registros – Remoção – Q941648 
A colocação de criança e adolescente em família substituta estrangeira 
a) é absolutamente vedada. 
b) é admitida em todas as modalidades 
c) constitui medida excepcional, somente admissível na modalidade de guarda. 
d) constitui medida excepcional, somente admissível na modalidade de adoção. 
RESOLUÇÃO: 
A colocação de criança e adolescente em família substituta estrangeira constitui medida excepcional, somente 
admissível na modalidade de adoção. 
Art. 31. A colocação em família substituta estrangeira constitui medida excepcional, somente admissível na 
modalidade de adoção. 
Gabarito: D 
86. Ano: 2018 - Banca: VUNESP - Órgão: MPE-SP - Prova: Analista Jurídico do Ministério 
Público – Q938426 
Nos termos do disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em relação à Família Natural, Substituta, 
Guarda, Tutela ou Adoção, é correto afirmar que 
a) os filhos havidosfora do casamento poderão ser reconhecidos pelos pais, conjunta ou separadamente, no 
próprio termo de nascimento, por testamento, mediante escritura ou outro documento público, qualquer que seja 
a origem da filiação, não podendo tal reconhecimento preceder o nascimento do filho. 
b) poderá ser deferida adoção em favor de candidato domiciliado no Brasil não cadastrado previamente nos 
termos expressos da Lei n° 8.069/90 (ECA) quando for formulada por parente com o qual a criança ou adolescente 
mantenha vínculos de afinidade e afetividade. 
c) a colocação em família substituta far-se-á mediante guarda, tutela ou adoção, independentemente da situação 
jurídica da criança ou adolescente, nos termos da Lei n° 8.069/90 (ECA), sendo que em se tratando de criança 
maior de 10 (dez) anos de idade, será necessário seu consentimento, colhido em audiência. 
d) salvo expressa e fundamentada determinação em contrário, da autoridade judiciária competente, o 
deferimento da guarda de criança ou adolescente a terceiros não impede o exercício do direito de visitas pelos 
pais, afastando apenas o dever de prestar alimentos. 
e) o deferimento da tutela pressupõe a prévia decretação da perda ou suspensão do poder familiar e estabelece, 
salvo decisão expressa da autoridade judiciária, o dever de guarda. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
RESOLUÇÃO: 
 A – Errada. O reconhecimento do filho havido fora do casamento pode preceder seu nascimento. 
Art. 26. Os filhos havidos fora do casamento poderão ser reconhecidos pelos pais, conjunta ou separadamente, no 
próprio termo de nascimento, por testamento, mediante escritura ou outro documento público, qualquer que seja a 
origem da filiação. Parágrafo único. O reconhecimento pode preceder o nascimento do filho ou suceder-lhe ao 
falecimento, se deixar descendentes. 
B – Correta. A alternativa cita corretamente uma das hipóteses em que não é necessário o cadastro prévio para a 
adoção. 
Art. 50, § 13. Somente poderá ser deferida adoção em favor de candidato domiciliado no Brasil não cadastrado 
previamente nos termos desta Lei quando: (...) II - for formulada por parente com o qual a criança ou adolescente 
mantenha vínculos de afinidade e afetividade; 
C – Errada. O consentimento expresso é necessário apenas após os 12 anos de idade. 
Art. 28, § 2º Tratando-se de maior de 12 (doze) anos de idade, será necessário seu consentimento, colhido em 
audiência. 
D – Errada. A guarda não obsta o dever de prestação alimentícia pelos pais. 
Art. 33, § 4º Salvo expressa e fundamentada determinação em contrário, da autoridade judiciária competente, ou 
quando a medida for aplicada em preparação para adoção, o deferimento da guarda de criança ou adolescente a 
terceiros não impede o exercício do direito de visitas pelos pais, assim como o dever de prestar alimentos, que serão 
objeto de regulamentação específica, a pedido do interessado ou do Ministério Público. 
E – Errada. O deferimento da tutela implica, necessariamente, a guarda. 
Art. 36, Parágrafo único. O deferimento da tutela pressupõe a prévia decretação da perda ou suspensão do poder 
familiar e implica necessariamente o dever de guarda. 
Gabarito: B 
87. Ano: 2018 - Banca: CESPE / CEBRASPE - Órgão: MPE-PI - Prova: Analista Ministerial - 
Área Processual – Q936140 
Julgue o item a seguir, relativo a Conselho Tutelar, medidas de proteção, direito à convivência familiar e 
consequências da prática de atos infracionais. 
A tutela deferida de um menor pressupõe a prévia decretação da perda ou suspensão do poder familiar e implica 
necessariamente o dever de guarda. 
RESOLUÇÃO: 
A tutela deferida de um menor pressupõe a prévia decretação da perda ou suspensão do poder familiar e implica 
necessariamente o dever de guarda. 
Art. 36, Parágrafo único. O deferimento da tutela pressupõe a prévia decretação da perda ou suspensão do poder 
familiar e implica necessariamente o dever de guarda. 
Gabarito: Certo 
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Estatuto da criança e do adolescente 
88. Ano: 2018 - Banca: CONSULPLAN - Órgão: TJ-MG - Prova: Juiz de Direito Substituto – 
Q927236 
Quanto à família substituta, analise as afirmativas a seguir. 
I. A colocação da criança ou adolescente em família substituta se fará mediante a guarda, tutela ou adoção e 
independentemente da sua situação jurídica. II. Os grupos de irmãos deverão ser colocados sob adoção, tutela ou 
guarda da mesma família substituta, ressalvada a comprovada existência de risco de abuso ou outra situação que 
justifique plenamente a excepcionalidade de solução diversa. III. A colocação em família substituta estrangeira 
constitui medida excepcional, somente admissível nas modalidades de tutela e adoção. IV. Tratando-se de menor 
de 12 (doze) anos de idade, não será necessário seu consentimento expresso. 
Estão corretas as afirmativas 
a) I, II, III e IV. 
b) II e III, apenas. 
c) I, II e IV, apenas. 
d) II, III e IV, apenas. 
RESOLUÇÃO: 
I – Correta. A colocação da criança ou adolescente em família substituta se fará mediante a guarda, tutela ou 
adoção e independentemente da sua situação jurídica. 
Art. 28. A colocação em família substituta far-se-á mediante guarda, tutela ou adoção, independentemente da 
situação jurídica da criança ou adolescente, nos termos desta Lei. 
II – Correta. Os grupos de irmãos deverão ser colocados sob adoção, tutela ou guarda da mesma família substituta, 
ressalvada a comprovada existência de risco de abuso ou outra situação que justifique plenamente a 
excepcionalidade de solução diversa. 
Art. 28, § 4º Os grupos de irmãos serão colocados sob adoção, tutela ou guarda da mesma família substituta, 
ressalvada a comprovada existência de risco de abuso ou outra situação que justifique plenamente a excepcionalidade 
de solução diversa, procurando-se, em qualquer caso, evitar o rompimento definitivo dos vínculos fraternais. 
III – Errada. A colocação em família substituta estrangeira constitui medida excepcional, somente admissível na 
modalidade de adoção. A assertiva está incorreta porque menciona também a tutela. 
Art. 31. A colocação em família substituta estrangeira constitui medida excepcional, somente admissível na 
modalidade de adoção. 
IV – Correta. Tratando-se de menor de 12 anos de idade, não será necessário seu consentimento expresso. 
Art. 28, § 2º Tratando-se de maior de 12 (doze) anos de idade, será necessário seu consentimento, colhido em 
audiência. 
Gabarito: C 
89. Ano: 2018 - Banca: SELECON - Órgão: SECITEC – MT - Prova: Técnico de Apoio Educacional – 
Q925385 
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Estatuto da criança e do adolescente 
Nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente, o que consiste em estabelecer e proporcionar à criança e ao 
adolescente vínculos externos à instituição para fins de convivência familiar e comunitária e colaboração com o 
seu desenvolvimento nos aspectos social, moral, físico, cognitivo, educacional e financeiro é denominado: 
a) perfilhação 
b) apadrinhamento 
c) adoção 
d) Guarda 
RESOLUÇÃO: 
O apadrinhamento consiste em estabelecer e proporcionar à criança e ao adolescente vínculos externos à 
instituição para fins de convivência familiar e comunitária e colaboração com o seu desenvolvimento nos aspectos 
social, moral, físico, cognitivo, educacional e financeiro. 
Art. 19-B, § 1 o O apadrinhamento consiste em estabelecer e proporcionar à criança e ao adolescente vínculos externos 
à instituição para fins de convivência familiar e comunitária e colaboração com o seu desenvolvimento nos aspectos 
social, moral, físico, cognitivo, educacional e financeiro. 
Gabarito: B 
90. Ano: 2018 - Banca: CESPE / CEBRASPE - Órgão: DPE-PE – Prova: Defensor Público – 
Q866439 
Acerca dos institutos guarda, tutelae adoção, previstos no ECA, assinale a opção correta. 
a) A morte dos adotantes restabelece o poder familiar dos pais naturais se estes ainda estiverem vivos e não lhes 
tiver sido destituído o poder familiar. 
b) O tutor nomeado por testamento deverá, no prazo de trinta dias após a abertura da sucessão, registrar no 
cartório competente a sua anuência, sendo dispensada a análise judicial. 
c) Em caso de adoção por pessoa ou casal residente fora do Brasil, o estágio de convivência cumprido no território 
nacional poderá ser dispensado, desde que comprovado o exercício de guarda de fato. 
d) O deferimento da guarda de criança ou adolescente a terceiros impossibilita o exercício do direito de visita dos 
pais e extingue o dever de prestar alimentos. 
d) Divorciados podem adotar conjuntamente, desde que haja acordo sobre a guarda e o regime de visitas e desde 
que o estágio de convivência tenha sido iniciado na constância do casamento e seja comprovada a existência de 
vínculos de afinidade e afetividade com aquele não detentor da guarda. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. A adoção é incaducável. Portanto, a morte dos adotantes NÃO restabelece o poder familiar dos pais 
naturais. 
Art. 49. A morte dos adotantes não restabelece o poder familiar dos pais naturais. 
B – Errada. O prazo de 30 dias para o tutor é para ingressar com pedido destinado ao controle judicial do ato. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
Art. 37. O tutor nomeado por testamento ou qualquer documento autêntico, conforme previsto no parágrafo único do 
art. 1.729 da Lei n o 10.406, de 10 de janeiro de 2002 - Código Civil, deverá, no prazo de 30 (trinta) dias após a abertura 
da sucessão, ingressar com pedido destinado ao controle judicial do ato, observando o procedimento previsto nos arts. 
165 a 170 desta Lei. 
C – Errada. A adoção internacional exige, sim, estágio de convivência. 
Art. 46, § 3º Em caso de adoção por pessoa ou casal residente ou domiciliado fora do País, o estágio de convivência 
será de, no mínimo, 30 (trinta) dias e, no máximo, 45 (quarenta e cinco) dias, prorrogável por até igual período, uma 
única vez, mediante decisão fundamentada da autoridade judiciária. 
D – Errada. A guarda não impede o exercício do direito de visita dos pais e não extingue o dever de prestar 
alimentos. 
Art. 33, § 4º Salvo expressa e fundamentada determinação em contrário, da autoridade judiciária competente, ou 
quando a medida for aplicada em preparação para adoção, o deferimento da guarda de criança ou adolescente a 
terceiros não impede o exercício do direito de visitas pelos pais, assim como o dever de prestar alimentos, que serão 
objeto de regulamentação específica, a pedido do interessado ou do Ministério Público. 
E – Correta. A alternativa explica corretamente a adoção por divorciados. 
Art. 42, § 4º Os divorciados, os judicialmente separados e os ex-companheiros podem adotar conjuntamente, contanto 
que acordem sobre a guarda e o regime de visitas e desde que o estágio de convivência tenha sido iniciado na 
constância do período de convivência e que seja comprovada a existência de vínculos de afinidade e afetividade com 
aquele não detentor da guarda, que justifiquem a excepcionalidade da concessão. 
Gabarito: E 
91. Ano: 2017 - Banca: VUNESP - Órgão: DPE-RO - Prova: Defensor Público Substituto – Q860723 
Assinale a alternativa correta em relação à guarda, tutela e adoção de criança ou adolescente. 
a) O deferimento da tutela deve anteceder a decretação da perda ou suspensão do poder familiar e implica 
necessariamente o dever de guarda. 
b) É vedada a adoção por procuração de criança ou adolescente. 
c) O adotante de criança ou adolescente há de ser, pelo menos, dez anos mais velho do que o adotando. 
d) A adoção internacional de criança ou adolescente brasileiro ou domiciliado no Brasil somente terá lugar quando 
restar comprovado se tratar de pedido de adoção unilateral. 
e) A guarda obriga a prestação de assistência material, moral e educacional à criança ou adolescente, conferindo 
a seu detentor o direito de opor-se a terceiros, inclusive aos pais, não podendo ser revogada, sob pena de prejuízo 
à criança ou ao adolescente. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. É a perda ou suspensão do poder familiar que antecede a tutela. 
Art. 36, Parágrafo único. O deferimento da tutela pressupõe a prévia decretação da perda ou suspensão do poder 
familiar e implica necessariamente o dever de guarda. 
B – Correta. A adoção é um ato personalíssimo. Portanto, é vedada a adoção por procuração. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
Art. 39, § 2º É vedada a adoção por procuração. 
C – Errada. O adotante de criança ou adolescente há de ser, pelo menos, 16 anos mais velho do que o adotando. 
Art. 42, § 3º O adotante há de ser, pelo menos, dezesseis anos mais velho do que o adotando. 
D – Errada. O ECA não prevê que a adoção internacional depende da comprovação de adoção unilateral. 
E – Errada. A guarda, assim como a tutela, podem ser revogadas. Das três formas de colocação em família 
substituta, apenas a adoção é irrevogável. 
Art. 35. A guarda poderá ser revogada a qualquer tempo, mediante ato judicial fundamentado, ouvido o Ministério 
Público. 
Gabarito: B 
92. Ano: 2017 - Banca: VUNESP - Órgão: TJ-SP - Prova: Juiz Substituto – Q826717 
Assinale a alternativa correta. 
a) O deferimento da tutela não pressupõe a decretação da perda ou da suspensão do poder familiar. 
b) A criança ou o adolescente colocado em família substituta pode ser transferido a terceiros ou a entidades 
governamentais ou não governamentais, desde que mediante autorização judicial. 
c)A criança ou o adolescente colocado sob guarda fica sob a dependência material e moral do detentor, exceto 
para efeitos previdenciários. 
d) A revogação da guarda exige o esgotamento do duplo grau de jurisdição, a elaboração de parecer pelo Conselho 
Tutelar e a oitiva do Ministério Público. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. O deferimento da tutela pressupõe, sim, a decretação da perda ou da suspensão do poder familiar. 
Art. 36, parágrafo único. O deferimento da tutela pressupõe a prévia decretação da perda ou suspensão do poder 
familiar e implica necessariamente o dever de guarda. 
B – Correta. A criança ou o adolescente colocado em família substituta pode ser transferido a terceiros ou a 
entidades governamentais ou não governamentais, desde que mediante autorização judicial. 
Art. 30. A colocação em família substituta não admitirá transferência da criança ou adolescente a terceiros ou a 
entidades governamentais ou não-governamentais, sem autorização judicial. 
C – Errada. A guarda acarreta a dependência, inclusive, para fins previdenciários. 
Art. 33, § 3º A guarda confere à criança ou adolescente a condição de dependente, para todos os fins e efeitos de direito, 
inclusive previdenciários. 
D – Errada. Para a revogação da guarda, é suficiente ato judicial fundamentado, ouvido o Ministério Público. 
Art. 35. A guarda poderá ser revogada a qualquer tempo, mediante ato judicial fundamentado, ouvido o Ministério 
Público. 
Gabarito: B 
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Estatuto da criança e do adolescente 
93. Ano: 2017 - Banca: CESPE / CEBRASPE - Órgão: MPE-RR – Prova: Promotor de Justiça 
Substituto – Q821281 
Com base na legislação relativa às crianças e aos adolescentes, julgue os itens que se seguem. 
I A criança e o adolescente têm o direito de ser criados em suas famílias naturais, embora, em determinados 
momentos, possa ser necessária sua colocação em família substituta. 
II A guarda pressupõe a obrigação da prestação de assistência material, moral e educacional à criança ou ao 
adolescente, e o seu detentor poderá opor-se a terceiros, destes excetuados os pais da criança oudo adolescente. 
III A tutela pressupõe a prévia perda do poder familiar, mas nem sempre implicará o dever de guarda. 
IV Além de ser orientada pelo princípio do melhor interesse da criança ou do adolescente, a adoção deverá 
representar real vantagem para o adotando e fundar-se em motivos legítimos. 
Estão certos apenas os itens 
a) I e II. 
b) I e IV. 
c) II e III. 
d) III e IV. 
RESOLUÇÃO: 
I – Correta. Em regra, a criança e o adolescente têm o direito de ser criados em suas famílias naturais. Porém, há 
situações em que pode vir a ser necessária sua colocação em família substituta. 
Art. 19. É direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio de sua família e, excepcionalmente, em 
família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente que garanta seu desenvolvimento 
integral. 
II – Errada. O detentor da guarda poderá opor-se a terceiros, inclusive aos pais da criança ou do adolescente. 
Art. 33. A guarda obriga a prestação de assistência material, moral e educacional à criança ou adolescente, conferindo 
a seu detentor o direito de opor-se a terceiros, inclusive aos pais. 
III – Errada. A tutela sempre implicará o dever de guarda. 
Art. 36, parágrafo único. O deferimento da tutela pressupõe a prévia decretação da perda ou suspensão do poder 
familiar e implica necessariamente o dever de guarda. 
IV – Correta. A adoção deve ser orientada pelo princípio do melhor interesse da criança ou do adolescente, 
representar real vantagem para o adotando e fundar-se em motivos legítimos. 
Art. 43. A adoção será deferida quando apresentar reais vantagens para o adotando e fundar-se em motivos legítimos. 
Gabarito: B 
94. Ano: 2016 - Banca: CESPE / CEBRASPE - Órgão: TCE-PA - Prova: Auditor de Controle Externo 
- Área Administrativa - Serviço Social – Q697359 
Julgue o item subsecutivo, acerca do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). 
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Estatuto da criança e do adolescente 
Quando a mãe estiver sujeita a pena de dois ou mais anos de reclusão, por condenação criminal, ela perderá o 
poder legal sobre seus filhos menores, devendo a tutela das crianças ser direcionada a instituição pública de guarda 
de menores, desde que seja na mesma unidade federada. 
RESOLUÇÃO: 
Ainda que a mãe esteja sujeita a pena de reclusão por condenação criminal, em regra, ela NÃO perderá o poder 
legal sobre seus filhos menores. Contudo, pode haver destituição do poder familiar na hipótese de condenação 
por crime doloso sujeito à pena de reclusão contra outrem igualmente titular do mesmo poder familiar ou contra 
filho, filha ou outro descendente. 
Art. 23, § 2º A condenação criminal do pai ou da mãe não implicará a destituição do poder familiar, exceto na hipótese 
de condenação por crime doloso sujeito à pena de reclusão contra outrem igualmente titular do mesmo poder familiar 
ou contra filho, filha ou outro descendente. (Redação dada pela Lei nº 13.715, de 2018) 
Gabarito: Errado 
95. Ano: 2016 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: TJ-AM Prova: CESPE - 2016 - TJ-AM - Juiz 
Substituto – Q620602 
Com referência aos institutos da família natural e da família substituta, da guarda, da tutela e da adoção, assinale 
a opção correta. 
a) O conceito de família natural abrange o de família extensa, como aquela formada pelos pais ou qualquer deles 
e seus descendentes, inclusive parentes próximos e vizinhos com os quais a criança ou adolescente conviva e 
mantenha vínculos de afinidade e afetividade. 
b) A colocação em família substituta far-se-á mediante guarda, tutela ou adoção, após definida a situação jurídica 
da criança ou adolescente por meio de suspensão ou destituição do poder familiar, salvo quando ambos os 
genitores forem falecidos. 
c) Os grupos de irmãos colocados sob adoção, tutela ou guarda terão de permanecer com a mesma família 
substituta, ressalvada a suspeita da existência de risco de abuso ou outra situação que justifique razoavelmente o 
rompimento definitivo dos vínculos fraternais. 
d) O deferimento da guarda de criança ou adolescente em preparação para adoção não impede o exercício do 
direito de visitas pelos pais, assim como o dever de prestar alimentos, que serão objeto de regulamentação 
específica, a pedido do interessado ou do MP. 
e) Entre outras exigências legais, criança ou adolescente indígenas ou provenientes de comunidade remanescente 
de quilombo encaminhados para adoção, tutela ou guarda devem prioritariamente ser colocados em família 
substituta de sua comunidade ou junto a membros da mesma etnia. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. O conceito de família natural não se confunde com o de família extensa. Família natural é a comunidade 
formada pelos pais ou qualquer deles e seus descendentes. Família extensa é aquela que se estende para além da 
unidade pais e filhos ou da unidade do casal, formada por parentes próximos com os quais a criança ou adolescente 
convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade. Nota-se que, diferentemente do que consta na alternativa, 
a família extensa não abrange “vizinhos”. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
Art. 25. Entende-se por família natural a comunidade formada pelos pais ou qualquer deles e seus descendentes. 
Parágrafo único. Entende-se por família extensa ou ampliada aquela que se estende para além da unidade pais e filhos 
ou da unidade do casal, formada por parentes próximos com os quais a criança ou adolescente convive e mantém 
vínculos de afinidade e afetividade. 
B – Errada. Primeiramente, a colocação em família substituta independe da situação jurídica da criança ou 
adolescente (art. 28). Ademais, para a guarda NÃO é exigida a suspensão ou destituição do poder familiar. 
Art. 28. A colocação em família substituta far-se-á mediante guarda, tutela ou adoção, independentemente da 
situação jurídica da criança ou adolescente, nos termos desta Lei. 
C – Errada. Ainda que não seja possível manter os irmãos na mesma unidade familiar, procurar-se-á, em qualquer 
caso, evitar o rompimento definitivo dos vínculos fraternais. 
Art. 28, § 4 o Os grupos de irmãos serão colocados sob adoção, tutela ou guarda da mesma família substituta, 
ressalvada a comprovada existência de risco de abuso ou outra situação que justifique plenamente a excepcionalidade 
de solução diversa, procurando-se, em qualquer caso, evitar o rompimento definitivo dos vínculos fraternais. 
D – Errada. Se a guarda for aplicada como preparação para adoção, não se aplicam as disposições mencionadas 
na alternativa. Trata-se de uma exceção, pois normalmente o deferimento da guarda não impede o exercício do 
direito de visitas pelos pais, assim como o dever de prestar alimentos, que serão objeto de regulamentação 
específica, a pedido do interessado ou do MP. 
Art. 33, § 4 o Salvo expressa e fundamentada determinação em contrário, da autoridade judiciária competente, ou 
quando a medida for aplicada em preparação para adoção, o deferimento da guarda de criança ou adolescente a 
terceiros não impede o exercício do direito de visitas pelos pais, assim como o dever de prestar alimentos, que serão 
objeto de regulamentação específica, a pedido do interessado ou do Ministério Público. 
E – Correta. A alternativa menciona corretamente os cuidados a serem tomados quando se trata de adotando 
indígena ou quilombola: entre outras exigências legais, devem prioritariamente ser colocados em família 
substituta de sua comunidade ou junto a membros da mesma etnia. 
Art. 28, § 6o Em se tratando de criança ou adolescente indígena ou proveniente de comunidade remanescente de 
quilombo, é ainda obrigatório: (...) II - que a colocação familiar ocorra prioritariamente no seio de sua comunidade ou 
junto a membros da mesma etnia. 
Gabarito: E 
96. Ano: 2015 - Banca: FGV - Órgão: Prefeitura de Cuiabá - MT - Prova:Pedagogo – Q576429 
Com base nas disposições gerais presentes no Estatuto da Criança e do Adolescente sobre a colocação em família 
substituta, assinale afirmativa incorreta. 
a) Poderá ocorrer mediante guarda, tutela ou adoção. 
b) Para maiores de 15 anos de idade, será necessário consentimento, colhido em audiência. 
c) Os grupos de irmãos serão colocados na mesma família substituta, salvo algumas excepcionalidades. 
d) Para crianças ou adolescentes indígenas, é obrigatório que a colocação familiar ocorra prioritariamente no seio 
de sua comunidade ou membro de mesma etnia. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
e) A colocação em família substituta estrangeira somente é admissível na modalidade de adoção. 
RESOLUÇÃO: 
A – Correta. A colocação em família substituta poderá ocorrer mediante guarda, tutela ou adoção. 
Art. 28. A colocação em família substituta far-se-á mediante guarda, tutela ou adoção, independentemente da 
situação jurídica da criança ou adolescente, nos termos desta Lei. 
B – Errada. Para maiores de 12 anos de idade, será necessário consentimento, colhido em audiência. 
Art. 28, § 2o Tratando-se de maior de 12 (doze) anos de idade, será necessário seu consentimento, colhido em 
audiência. 
C – Correta. Os grupos de irmãos serão colocados na mesma família substituta, salvo algumas excepcionalidades, 
tais como a existência de risco de abuso ou outra situação que justifique plenamente a excepcionalidade de solução 
diversa. 
Art. 28, § 4o Os grupos de irmãos serão colocados sob adoção, tutela ou guarda da mesma família substituta, 
ressalvada a comprovada existência de risco de abuso ou outra situação que justifique plenamente a excepcionalidade 
de solução diversa, procurando-se, em qualquer caso, evitar o rompimento definitivo dos vínculos fraternais. 
D – Correta. Para crianças ou adolescentes indígenas, assim como para os quilombolas, é obrigatório que a 
colocação familiar ocorra prioritariamente no seio de sua comunidade ou membro de mesma etnia. 
Art. 28, § 6o Em se tratando de criança ou adolescente indígena ou proveniente de comunidade remanescente de 
quilombo, é ainda obrigatório: (...) II - que a colocação familiar ocorra prioritariamente no seio de sua comunidade ou 
junto a membros da mesma etnia; 
E – Correta. A colocação em família substituta estrangeira é excepcional e somente é admissível na modalidade 
de adoção. 
Art. 31. A colocação em família substituta estrangeira constitui medida excepcional, somente admissível na 
modalidade de adoção. 
Gabarito: B 
97. Ano: 2015 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: MPOG Prova: CESPE - 2015 - MPOG - Assistente 
Social - Cargo 16 – Q561165 
De acordo com o disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), julgue o item subsequente. 
A guarda de uma criança confere-lhe a condição de dependente, inclusive para fins previdenciários, e pode ser 
revogada, a qualquer tempo, mediante ato judicial fundamentado, depois de ouvido o Ministério Público. 
RESOLUÇÃO: 
A guarda de uma criança confere-lhe a condição de dependente, inclusive para fins previdenciários (art. 33, § 3º ), 
e pode ser revogada, a qualquer tempo, mediante ato judicial fundamentado, depois de ouvido o Ministério 
Público (art. 35). 
Art. 33, § 3º A guarda confere à criança ou adolescente a condição de dependente, para todos os fins e efeitos de direito, 
inclusive previdenciários. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
Art. 35. A guarda poderá ser revogada a qualquer tempo, mediante ato judicial fundamentado, ouvido o Ministério 
Público. 
Gabarito: Certo 
98. Ano: 2015 - Banca: VUNESP - Órgão: TJ-MS – Prova: Juiz Substituto – Q532512 
A colocação em família substituta, nos termos dos artigos 28 e seguintes do Estatuto da Criança e do Adolescente, 
far-se-á 
a) a partir da impossibilidade permanente – e não momentânea –, de a criança ou o adolescente permanecer junto 
à sua família natural e mediante três formas: guarda, tutela e adoção. 
b) mediante comprovação de nacionalidade brasileira do requerente. 
c) mediante apreciação, em grau crescente de importância, de condições sociais e financeiras da família substituta 
e do grau de parentesco e da relação de afinidade e afetividade de seus integrantes. 
d) após realização de perícia por equipe multidisciplinar, que emitirá laudo com atenção ao estágio de 
desenvolvimento da criança e do adolescente e mediante seu consentimento sobre a medida, que condicionará a 
decisão do juiz. 
e) mediante o consentimento de maior de 12 (doze) anos de idade, colhido em audiência. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. A colocação em família substituta poderá ocorrer independentemente da situação jurídica da criança 
ou adolescente. Ademais, a guarda, por exemplo, pode ser deferida para suprir situações momentâneas e não 
necessariamente “impossibilidade permanente” como consta na alternativa. 
Art. 28. A colocação em família substituta far-se-á mediante guarda, tutela ou adoção, independentemente da 
situação jurídica da criança ou adolescente, nos termos desta Lei. 
Art. 33, § 2º Excepcionalmente, deferir-se-á a guarda, fora dos casos de tutela e adoção, para atender a situações 
peculiares ou suprir a falta eventual dos pais ou responsável, podendo ser deferido o direito de representação para a 
prática de atos determinados. 
B – Errada. A colocação em família substituta não exige comprovação de nacionalidade brasileira do requerente. 
É possível a colocação em família estrangeira, embora seja medida excepcional. 
Art. 31. A colocação em família substituta estrangeira constitui medida excepcional, somente admissível na 
modalidade de adoção. 
C – Errada. A colocação em família substituta levará em conta o grau de parentesco e a relação de afinidade ou de 
afetividade. No ECA, não há previsão de que serão levadas em conta as “condições sociais e financeiras da família 
substituta” com consta na alternativa. 
Art. 28, § 3º Na apreciação do pedido levar-se-á em conta o grau de parentesco e a relação de afinidade ou de 
afetividade, a fim de evitar ou minorar as consequências decorrentes da medida. 
D – Errada. O laudo pericial NÃO condiciona a decisão do juiz, pois não há tal previsão no ECA. É importante 
ressaltar que a opinião da criança e do adolescente será considerada e, no caso de adolescente, será necessário 
seu consentimento. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
Art. 28, § 1º Sempre que possível, a criança ou o adolescente será previamente ouvido por equipe interprofissional, 
respeitado seu estágio de desenvolvimento e grau de compreensão sobre as implicações da medida, e terá sua opinião 
devidamente considerada. § 2o Tratando-se de maior de 12 (doze) anos de idade, será necessário seu consentimento, 
colhido em audiência. 
E – Correta. A colocação em família substituta do maior de 12 anos de idade depende de seu consentimento, 
colhido em audiência. 
Art. 28, § 2o Tratando-se de maior de 12 (doze) anos de idade, será necessário seu consentimento, colhido em 
audiência. 
Gabarito: E 
99. Ano: 2015 - Banca: VUNESP - Órgão: MPE-SP - Prova: Analista de Promotoria – Q528087 
A colocação da criança e/ou do adolescente em família substituta, nos termos ao artigo 28 do Estatuto da Criança 
e do Adolescente, é regida pela seguinte premissa: 
a) faz-se por procedimento em que o adolescente, maior de 12 (doze) anos, será ouvido por equipe 
interprofissional, respeitado seu estágio de desenvolvimento e grau de compreensão sobre as implicações da 
medida, e terá sua opinião considerada, sem exigência de consentimento. 
b) na apreciação do pedido, levar-se-á em conta o grau de parentesco e a relação de afinidade ou de afetividade, 
a fim de evitar ou minorar as consequências decorrentesda medida. 
c) faz-se por procedimento em que a criança será ouvida pelo Ministério Público, que reduzirá a termo sua opinião 
sobre a medida, para utilização em razões recursais, se necessário. 
d) seguindo a linha de preocupação com o superior interesse da criança e do adolescente, a capacidade financeira 
da família substituta será considerada como elemento de principal relevância na análise da necessidade de 
separação de grupo de irmãos. 
e) independentemente da situação jurídica da criança e do adolescente, far-se-á mediante guarda ou adoção. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. É necessário o consentimento do maior de 12 anos para que seja colocado em família substituta. 
Art. 28, § 2o Tratando-se de maior de 12 (doze) anos de idade, será necessário seu consentimento, colhido em 
audiência. 
B – Correta. Na apreciação do pedido de colocação em família substituta, levar-se-á em conta o grau de parentesco 
e a relação de afinidade ou de afetividade, a fim de evitar ou minorar as consequências decorrentes da medida. 
Art. 28, § 3o Na apreciação do pedido levar-se-á em conta o grau de parentesco e a relação de afinidade ou de 
afetividade, a fim de evitar ou minorar as consequências decorrentes da medida. 
C – Errada. A criança não será ouvida pelo MP, mas sim por equipe interprofissional, sempre que possível. 
Art. 28, § 1º Sempre que possível, a criança ou o adolescente será previamente ouvido por equipe interprofissional, 
respeitado seu estágio de desenvolvimento e grau de compreensão sobre as implicações da medida, e terá sua opinião 
devidamente considerada. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
D – Errada. No ECA, não há previsão de que a capacidade financeira da família substituta será considerada como 
elemento de principal relevância na análise da necessidade de separação de grupo de irmãos. 
Art. 28, § 3o Na apreciação do pedido levar-se-á em conta o grau de parentesco e a relação de afinidade ou de 
afetividade, a fim de evitar ou minorar as consequências decorrentes da medida. § 4o Os grupos de irmãos serão 
colocados sob adoção, tutela ou guarda da mesma família substituta, ressalvada a comprovada existência de risco de 
abuso ou outra situação que justifique plenamente a excepcionalidade de solução diversa, procurando-se, em qualquer 
caso, evitar o rompimento definitivo dos vínculos fraternais. 
E – Errada. A colocação em família substituta ocorre não apenas mediante guarda ou adoção, pois há, ainda, a 
possibilidade de tutela. 
Art. 28. A colocação em família substituta far-se-á mediante guarda, tutela ou adoção, independentemente da 
situação jurídica da criança ou adolescente, nos termos desta Lei. 
Gabarito: B 
100. Ano: 2014 Banca: VUNESP Órgão: TJ-PA Prova: VUNESP - 2014 - TJ-PA - Analista Judiciário – 
Direito – Q492583 
Assinale a alternativa correta, no que concerne à tutela. 
a) Será deferida, nos termos da lei civil, à pessoa de até 21 (vinte e um) anos incompletos. 
b) Seu deferimento não pressupõe a prévia decretação da perda ou suspensão do poder familiar. 
c) Seu deferimento pressupõe a prévia decretação da perda ou suspensão do poder familiar, mas não implica 
necessariamente o dever de guarda. 
d) Será deferida, nos termos da lei civil, à pessoa de até 18 (dezoito) anos completos. 
e) Sua destituição será decretada judicialmente, em procedimento contraditório, nos casos previstos na legislação 
civil. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. O limite não é 21 anos, mas sim 18 anos incompletos. 
Art. 36. A tutela será deferida, nos termos da lei civil, a pessoa de até 18 (dezoito) anos incompletos. 
B – Errada. O deferimento da tutela pressupõe, sim, a prévia decretação da perda ou suspensão do poder familiar. 
Art. 36, parágrafo único. O deferimento da tutela pressupõe a prévia decretação da perda ou suspensão do poder 
familiar e implica necessariamente o dever de guarda. 
C – Errada. O deferimento da tutela, além de pressupor a prévia decretação da perda ou suspensão do poder 
familiar, implica necessariamente o dever de guarda. 
Art. 36, parágrafo único. O deferimento da tutela pressupõe a prévia decretação da perda ou suspensão do poder 
familiar e implica necessariamente o dever de guarda. 
D – Errada. A tutela será deferida à pessoa de até 18 anos ”incompletos”, e não “completos” como consta na 
alternativa. 
Art. 36. A tutela será deferida, nos termos da lei civil, a pessoa de até 18 (dezoito) anos incompletos. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
E – Correta. A destituição da tutela será decretada judicialmente, em procedimento contraditório, nos casos 
previstos na legislação civil, tal como ocorre com a perda e a suspensão do poder familiar. 
Art. 38. Aplica-se à destituição da tutela o disposto no art. 24 
Art. 24. A perda e a suspensão do poder familiar serão decretadas judicialmente, em procedimento contraditório, nos 
casos previstos na legislação civil, bem como na hipótese de descumprimento injustificado dos deveres e obrigações a 
que alude o art. 22. 
Gabarito: E 
101. Ano: 2014 - Banca: FGV - Órgão: TJ-RJ - Prova: Analista Judiciário - Especialidade Comissário 
de Justiça, da Infância, da Juventude e do Idoso – Q457353 
Quanto à colocação em família substituta, é correto afirmar que: 
a) a partir dos 12 anos, é necessário o consentimento do adolescente, expresso por qualquer meio de prova; 
b) se a família substituta for estrangeira e sendo recomendada pela Equipe Técnica do Juizado, pode ser concedida 
a guarda de criança ou adolescente brasileiro; 
c) ela pode se realizar mediante guarda, tutela, adoção ou abrigamento; 
d) se realiza mediante guarda, tutela ou adoção; 
e) a colocação em família substituta permite a transferência da criança ou adolescente a terceiros, devendo ser 
posteriormente comunicado o fato ao juiz, se problemas ocorrerem nessa transferência. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. A partir dos 12 anos, é necessário o consentimento do adolescente. Contudo, este consentimento é 
colhido em audiência e não apenas “expresso por qualquer meio de prova” como consta na alternativa. 
Art. 28, § 2o Tratando-se de maior de 12 (doze) anos de idade, será necessário seu consentimento, colhido em 
audiência. 
B – Errada. Para família substituta estrangeira, a forma de colocação na família só poderá ser mediante adoção. 
Art. 31. A colocação em família substituta estrangeira constitui medida excepcional, somente admissível na 
modalidade de adoção. 
Art. 33, § 1º A guarda destina-se a regularizar a posse de fato, podendo ser deferida, liminar ou incidentalmente, nos 
procedimentos de tutela e adoção, exceto no de adoção por estrangeiros. 
C – Errada. A colocação em família substituta pode se realizar mediante guarda, tutela ou adoção. Não há no ECA 
previsão de “abrigamento” como uma das modalidades. 
Art. 28. A colocação em família substituta far-se-á mediante guarda, tutela ou adoção, independentemente da 
situação jurídica da criança ou adolescente, nos termos desta Lei. 
D – Correta. A colocação em família substituta pode se realizar mediante guarda, tutela ou adoção. 
Art. 28. A colocação em família substituta far-se-á mediante guarda, tutela ou adoção, independentemente da 
situação jurídica da criança ou adolescente, nos termos desta Lei. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
E – Errada. A colocação em família substituta NÃO admitirá transferência da criança ou adolescente a terceiros 
sem autorização judicial. 
Art. 30. A colocação em família substituta não admitirá transferência da criança ou adolescente a terceiros ou a 
entidades governamentais ou não-governamentais, sem autorização judicial. 
Gabarito: D 
102. Ano: 2014 - Banca: FGV - Órgão: SEDUC-AM - Prova: Psicólogo – Q446445 
O ECA inclui uma série dedisposições sobre procedimentos relativos à manutenção da criança na família ou 
colocação em família substituta. 
A esse respeito, assinale a opção correta. 
a) A escassez de recursos financeiros para cuidar da criança determina a perda do poder familiar. 
b) A condenação criminal implica na perda do poder familiar. 
c) A colocação em família substituta supõe a preparação gradual anterior à colocação e o acompanhamento 
posterior. 
d) A colocação em família substituta é feita por meio dos procedimentos de guarda ou adoção. 
e) O adotando, nos casos de adoção, deve ter, no máximo, 20 anos. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. A escassez de recursos financeiros para cuidar da criança NÃO determina a perda do poder familiar. 
Art. 23. A falta ou a carência de recursos materiais não constitui motivo suficiente para a perda ou a suspensão do 
poder familiar. 
B – Errada. Em regra, a condenação criminal NÃO implica a perda do poder familiar. Excepcionalmente, isso pode 
acontecer, se for o caso de condenação por crime doloso sujeito à pena de reclusão contra outrem igualmente 
titular do mesmo poder familiar ou contra filho, filha ou outro descendente. 
Art. 23, § 2º A condenação criminal do pai ou da mãe não implicará a destituição do poder familiar, exceto na hipótese 
de condenação por crime doloso sujeito à pena de reclusão contra outrem igualmente titular do mesmo poder familiar 
ou contra filho, filha ou outro descendente. 
C – Correta. A colocação em família substituta supõe a preparação gradual anterior à colocação e o 
acompanhamento posterior, realizados pela equipe interprofissional a serviço da Justiça da Infância e da 
Juventude. 
Art. 28, § 5o A colocação da criança ou adolescente em família substituta será precedida de sua preparação 
gradativa e acompanhamento posterior, realizados pela equipe interprofissional a serviço da Justiça da Infância e 
da Juventude, preferencialmente com o apoio dos técnicos responsáveis pela execução da política municipal de 
garantia do direito à convivência familiar. 
D – Errada. A colocação em família substituta é feita por meio dos procedimentos de guarda, tutela ou adoção. A 
alternativa está incompleta porque não mencionou a “tutela”. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
Art. 28. A colocação em família substituta far-se-á mediante guarda, tutela ou adoção, independentemente da 
situação jurídica da criança ou adolescente, nos termos desta Lei. 
E – Errada. O adotando, nos casos de adoção, deve ter, no máximo, 18 anos na data do pedido, salvo se já estiver 
sob a guarda ou tutela dos adotantes. 
Art. 40. O adotando deve contar com, no máximo, dezoito anos à data do pedido, salvo se já estiver sob a guarda ou 
tutela dos adotantes. 
Gabarito: C 
103. Ano: 2014 - Banca: VUNESP - Órgão: TJ-SP - Prova: Juiz – Código 
Assinale a opção verdadeira: 
a) A falta ou a carência de recursos materiais pode constituir motivo exclusivo para a perda ou a suspensão do 
poder familiar, que serão decretadas judicialmente em procedimento contraditório. 
b) A condenação criminal do pai ou da mãe não implicará a destituição do poder familiar em qualquer hipótese. 
c) colocação em família substituta estrangeira constitui medida admissível apenas na modalidade adoção. 
d) No ECA, a tutela será deferida, nos termos da lei civil, a pessoa de até 18 (dezoito) anos incompletos, e seu 
deferimento independe de prévia decretação da perda ou suspensão do poder familiar, mas implica no dever de 
guarda. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. A falta ou a carência de recursos materiais NÃO pode constituir motivo exclusivo para a perda ou a 
suspensão do poder familiar. 
Art. 23. A falta ou a carência de recursos materiais não constitui motivo suficiente para a perda ou a suspensão do 
poder familiar. 
B – Errada. Em regra, a condenação criminal do pai ou da mãe não implicará a destituição do poder familiar. Porém, 
há exceção: condenação por crime doloso sujeito à pena de reclusão contra outrem igualmente titular do mesmo 
poder familiar ou contra filho, filha ou outro descendente. 
Art. 23, § 2º A condenação criminal do pai ou da mãe não implicará a destituição do poder familiar, exceto na hipótese 
de condenação por crime doloso sujeito à pena de reclusão contra outrem igualmente titular do mesmo poder familiar 
ou contra filho, filha ou outro descendente. 
C – Correta. A colocação em família substituta estrangeira é excepcional e admitida apenas na modalidade adoção. 
Art. 31. A colocação em família substituta estrangeira constitui medida excepcional, somente admissível na 
modalidade de adoção. 
D – Errada. O deferimento da tutela depende de prévia decretação da perda ou suspensão do poder familiar. As 
demais informações apresentadas na alternativa estão corretas. 
Art. 36. A tutela será deferida, nos termos da lei civil, a pessoa de até 18 (dezoito) anos incompletos. Parágrafo único. 
O deferimento da tutela pressupõe a prévia decretação da perda ou suspensão do poder familiar e implica 
necessariamente o dever de guarda. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
Gabarito: C 
104. Ano: 2014 - Banca: VUNESP - Órgão: TJ-SP - Prova: Juiz – Q429592 
Assinale a opção verdadeira: 
a) A criança e o adolescente deverão ficar sob os cuidados de sua família natural. Se isso não for possível, serão 
encaminhados a um dos integrantes de sua família extensa e, na inviabilidade destas situações, serão 
encaminhados para família substituta. 
b) A colocação em família substituta far-se-á, exclusivamente, mediante adoção, independentemente da situação 
jurídica da criança ou adolescente, nos termos do ECA. 
c) Na colocação em família substituta, sempre que possível, a criança e o adolescente serão previamente ouvidos 
e as suas opiniões devidamente consideradas, sendo necessários seus consentimentos, colhidos em audiência. 
d) Entende-se por família natural, segundo o ECA, aquela composta da unidade de pais e filhos ou da unidade do 
casal, formada por parentes próximos com os quais a criança ou adolescente convive e mantém vínculos de 
afinidade e afetividade. 
RESOLUÇÃO: 
A – Correta. O ECA prioriza que a criança e o adolescente fiquem sob os cuidados de sua família natural. Se isso 
não for possível, serão encaminhados a um dos integrantes de sua família extensa e, na inviabilidade destas 
situações, serão encaminhados para família substituta. 
Art. 19. É direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio de sua família e, excepcionalmente, em 
família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente que garanta seu desenvolvimento 
integral. 
B – Errada. A colocação em família substituta far-se-á mediante guarda, tutela ou adoção. A alternativa está 
incompleta, pois menciona apenas a adoção. 
Art. 28. A colocação em família substituta far-se-á mediante guarda, tutela ou adoção, independentemente da 
situação jurídica da criança ou adolescente, nos termos desta Lei. 
C – Errada. É necessário o consentimento do maior de 12 anos. O menos de 12 anos terá sua opinião considerada, 
mas não é necessário seu consentimento. 
Art. 28, § 1o Sempre que possível, a criança ou o adolescente será previamente ouvido por equipe interprofissional, 
respeitado seu estágio de desenvolvimento e grau de compreensão sobre as implicações da medida, e terá sua opinião 
devidamente considerada. § 2 o Tratando-se de maior de 12 (doze) anos de idade, será necessário seu consentimento, 
colhido em audiência. 
D – Errada. A família natural não abrange “parentes próximos com os quais a criança ou adolescente convive e 
mantém vínculos de afinidade e afetividade”. Esses parentes seriam classificados como família extensa ou 
ampliada. 
Art. 25. Entende-se por família natural a comunidade formada pelos pais ou qualquer deles e seus descendentes.Parágrafo único. Entende-se por família extensa ou ampliada aquela que se estende para além da unidade pais e filhos 
ou da unidade do casal, formada por parentes próximos com os quais a criança ou adolescente convive e mantém 
vínculos de afinidade e afetividade. 
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Estatuto da criança e do adolescente 
Gabarito: A 
105. Ano: 2014 Banca: FGV Órgão: DPE-DF Prova: FGV - 2014 - DPE-DF - Analista - Assistência 
Judiciária – Q402238 
Valéria e Arnaldo são interditados em virtude de sérios distúrbios provocados pelo uso compulsivo e contínuo de 
substância entorpecente que lhes subtraiu a possibilidade de coordenação de suas faculdades psíquicas, inclusive 
inviabilizando que Fátima, treze anos de idade, filha do casal, continue sob seus cuidados e sob seu poder familiar. 
Requerida a tutela pela tia, é correto afirmar que: 
a) a adolescente não precisa ser ouvida para que seja deferida a medida. 
b) a adolescente não deve ser ouvida para que seja deferida a medida. 
c) a adolescente deve ser ouvida, mas o deferimento da medida não depende de seu consentimento. 
d) a adolescente deve dar o seu consentimento em audiência, para que seja deferida a medida. 
e) o pedido deve ser indeferido, por se tratar de um caso de guarda. 
RESOLUÇÃO: 
A colocação em família substituta, que pode ser por guarda, tutela ou adoção, dependerá de consentimento da 
pessoa maior de 12 anos. 
Art. 28, § 2 o Tratando-se de maior de 12 (doze) anos de idade, será necessário seu consentimento, colhido em 
audiência. 
Gabarito: D 
106. Ano: 2014 Banca: VUNESP Órgão: DESENVOLVESP Prova: VUNESP - 2014 - 
DESENVOLVESP – Advogado – Código 
As crianças e os adolescentes possuem um tratamento diferenciado pela lei porque encontram-se em uma 
situação distinta enquanto passam por essas fases da vida. O Estatuto da Criança e do Adolescente é a legislação 
atual que prevê, especificamente, quais os direitos fundamentais que devem ser garantidos a esse nicho da 
população brasileira. A respeito desses direitos, é correto afirmar: 
a) entende-se por família natural aquela que se estende para além da unidade de pais e filhos ou da unidade do 
casal, formada apenas por parentes próximos com os quais a criança e o adolescente convivem e mantêm vínculos 
de afinidade e afetividade. 
b) o reconhecimento do estado de filiação é direito personalíssimo, indisponível, imprescritível, podendo ser 
exercitado apenas contra os pais, observado o segredo de justiça. 
c) para colocação em família substituta serão, sempre que possível, ouvidos a criança ou o adolescente, por uma 
equipe interprofissional, sendo que, em se tratando de maior de 12 anos, será necessário seu consentimento, a ser 
colhido em audiência. 
d) a guarda sempre será concedida fora dos casos de adoção e tutela, para atender a situações peculiares, ou suprir 
a falta eventual dos pais ou responsáveis pela criança ou pelo adolescente. 
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e) o deferimento da tutela independe de prévia decretação da perda ou suspensão do poder familiar e implica, 
necessariamente, o dever de guarda. 
RESOLUÇÃO: 
A – Errada. A alternativa apresenta o conceito de “família extensa ou ampliada”, e não o conceito de “família 
natural”, motivo pelo qual está incorreta. 
Art. 25. Entende-se por família natural a comunidade formada pelos pais ou qualquer deles e seus descendentes. 
Parágrafo único. Entende-se por família extensa ou ampliada aquela que se estende para além da unidade pais e filhos 
ou da unidade do casal, formada por parentes próximos com os quais a criança ou adolescente convive e mantém 
vínculos de afinidade e afetividade. 
B – Errada. O reconhecimento do estado de filiação é direito personalíssimo, indisponível, imprescritível, podendo 
ser exercitado contra os pais e também contra os seus herdeiros, sem restrição. 
Art. 27. O reconhecimento do estado de filiação é direito personalíssimo, indisponível e imprescritível, podendo ser 
exercitado contra os pais ou seus herdeiros, sem qualquer restrição, observado o segredo de Justiça. 
C – Correta. Para colocação em família substituta serão, sempre que possível, ouvidos a criança ou o adolescente, 
por uma equipe interprofissional, sendo que, em se tratando de maior de 12 anos, será necessário seu 
consentimento, a ser colhido em audiência. 
Art. 28, § 1o Sempre que possível, a criança ou o adolescente será previamente ouvido por equipe interprofissional, 
respeitado seu estágio de desenvolvimento e grau de compreensão sobre as implicações da medida, e terá sua opinião 
devidamente considerada. § 2o Tratando-se de maior de 12 (doze) anos de idade, será necessário seu consentimento, 
colhido em audiência. 
D – Errada. Em regra, a guarda sempre será concedida nos casos de adoção e tutela. O erro da alternativa está em 
afirmar que “a guarda sempre será concedida fora dos casos de adoção e tutela”. Na verdade, o deferimento fora 
desses casos é excepcional, para atender a situações peculiares ou suprir a falta eventual dos pais ou responsável. 
Art. 33, § 2º Excepcionalmente, deferir-se-á a guarda, fora dos casos de tutela e adoção, para atender a situações 
peculiares ou suprir a falta eventual dos pais ou responsável, podendo ser deferido o direito de representação para a 
prática de atos determinados. 
E – Errada. O deferimento da tutela depende de prévia decretação da perda ou suspensão do poder familiar. 
Art. 36, parágrafo único. O deferimento da tutela pressupõe a prévia decretação da perda ou suspensão do poder 
familiar e implica necessariamente o dever de guarda. 
Gabarito: C 
107. Ano: 2014 - Banca: FGV - Órgão: DPE-RJ - Prova: Técnico Superior Jurídico – Q368526 
Maria e Eduardo estavam retornando para sua residência quando o motorista do ônibus que os conduzia perdeu o 
controle do veículo, vindo a colidir com um caminhão, fato que ocasionou a morte do casal. Eles deixaram 
testamento nomeando Flávio, irmão de Eduardo, como tutor de Carla, única filha do casal, à época com treze anos 
de idade. Carla, contudo, após tomar conhecimento dos fatos, manifestou para a sua avó materna a insatisfação 
com a indicação testamentária de seu tutor, alegando que não tinha qualquer afinidade com seu tio Flávio. Com o 
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Estatuto da criança e do adolescente 
intuito de satisfazer a neta, a avó de Carla procurou a Defensoria Pública para obter esclarecimentos a respeito 
dos fatos. Na hipótese, é correto afirmar que; 
a) por ser nomeação por disposição de última vontade, não há como nomear outro tutor. 
b) por haver manifestação do pai e da mãe, não há como nomear outro tutor. 
c) por haver ascendentes vivos de Carla, a nomeação testamentária é absolutamente nula. 
d) por haver ascendentes vivos de Carla, a nomeação testamentária é ineficaz. 
e) a tutela somente será deferida a Flávio se ficar comprovado que a medida é vantajosa para Carla. 
RESOLUÇÃO: 
Como o tutor foi nomeado por testamento, a tutela somente será deferida a Flávio se ficar comprovado que a 
medida é vantajosa para Carla. 
Art. 37. O tutor nomeado por testamento ou qualquer documento autêntico, conforme previsto no parágrafo único do 
art. 1.729 da Lei n o 10.406, de 10 de janeiro de 2002 - Código Civil , deverá, no prazo de 30 (trinta) dias após a abertura 
da sucessão, ingressar com pedido destinado ao controle judicial do ato, observando o procedimento previsto nos arts. 
165 a 170 desta Lei. Parágrafo único. Na apreciação do pedido, serão observados os requisitos previstos nos arts. 28 e 
29 desta Lei, somente sendo deferida a tutela à pessoa indicada na disposição de última vontade, se restar 
comprovado que a medida é vantajosa ao tutelando e que não existe outra pessoa em melhores condições de assumi-

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