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Fortaleza - Ceará -2010
As aventuras 
de Dom Lelê no 
Sertão da Poesia
Texto: Francélio Figueredo 
Ilustrações: Henrique Jorge
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
C387a 
Ceará. Secretaria da Educação. 
As aventuras de Dom Lelê no sertão da poesia/ Francélio Figueredo Alencar; ilustra-
ções de Henrique Jorge. – Fortaleza: SEDUC, 2010.
24p.; il. (Coleção PAIC Prosa e Poesia)
ISBN: 978-85-62362-80-4 
1. Literatura infanto-juvenil. I. Título.
CDD 028.5
CDU 087.5
Copyright © 2010 Francélio Figueredo
Ilustrador: Henrique Jorge
Governador
Cid Ferreira Gomes
Vice-Governador
Francisco José Pinheiro
Secretária da Educação
Maria Izolda Cela de Arruda Coelho
Secretário Adjunto
Maurício Holanda Maia
Coordenadora de Cooperação com os Municípios
Márcia Oliveira Cavalcante Campos
Orientadora da Célula de Programas e Projetos Estaduais
Lucidalva Pereira Bacelar
Organização e Coordenação Editorial 
Kelsen Bravos da Silva 
Preparação de Originais 
Lidiane Maria Gomes Moura
Projeto, Diagramação e Coordenação Gráfi ca 
Daniel Diaz
Revisão 
Marta Maria Braide Lima
Conselho Editorial
Maria Fabiana Skeff de Paula Miranda
Leniza Romero Frota Quinderé
Marta Maria Braide Lima
Isabel Sofia Mascarenhas de Abreu Ponte
Sammya Santos Araújo
Vânia Maria Chaves de Castro
Élder Sales 
Catalogação e Normalização
Gabriela Alves Gomes 
Ao Leon, meu poetinha, e a todos pequenos cavaleiros da poesia.
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Em uma terra fantástica
Banhada de uma cearense magia
Onde o rei sol morava e iluminava
A todos com seus raios inspirava
Encontramos o reino do sertão da poesia.
As fl orestas deste reino
Tinham o nome de Caatinga
E nas canções dos violeiros
Escutavam-se os suspiros 
Das princesas alencarinas.
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Das pedras de Quixadá
Às terras do Jaguaribe
Podiam-se, criaturas encantadas, encontrar,
Vestidas de gibão, 
A atravessar a selva de xique-xique.
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E foi no meio do sertão
Debaixo de um pé de juazeiro
Brotou de pés descalços um menino
Que de moleque virou cavaleiro
Na imaginação do seu destino.
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Por Dom Lelê era conhecido.
E pelo terreiro da vida foi se aventurar.
Com sua armadura de carnaúba
Seu embornal, cordel e rapadura,
Corria mundos com versos a recitar.
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Apeado em seu alazão,
Seu jumentinho Traquino,
Levava aos roceiros desse mundão
A poesia do passarinho
Espalhada de grão em grão.
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Nas aventuras de Dom Lelê,
Em terras de tamanha beleza,
Não tinha nada a que temer,
Nem a serpente, com sua frieza,
Podia o cavaleiro menino deter.
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Porém, em uma de suas aventuranças,
Dom Lelê foi descansar
Embaixo de um umbuzeiro.
Ficou ele a observar
Um lugar estranho e feio.
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Assustado com o que viu
Não soube o que fazer.
Uma terra seca e triste de doer
Onde a poesia sumiu
Onde nem rima ou verso podia crescer.
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Então, para o céu ele olhou,
Pedindo pra natureza ajudar.
E foi quando a ave patativa avistou,
Com suas asas a declamar,
O poema que a terra rogou.
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— Levanta seus olhos, bravo cavaleiro 
— falou a ave patativa
— Pois é com fé que o homem sertanejo
Restaura o chão da sua lida
E na esperança segue o seu cortejo.
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E antes o que era tristeza
Foi banhada em formosura.
Nasceu riacho e fl or de rara beleza
Mel de fi na doçura
Pelo amor do poema da natureza.
E nas feiras desta vida
Onde se encontra um cantador
A história de Dom Lelê é repetida
Suas aventuras e seu valor
No reino do sertão da poesia.
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Francélio Figueredo
Nasci em 1978, numa pequena cidade cearense 
chamada Tabuleiro do Norte, e minha primeira 
brincadeira foi inventar histórias. Depois fui colocando 
no papel cada uma. As brincadeiras viraram contos, 
poemas e canções. Hoje tenho publicado o livro de 
poesias “Inversos Felizes”, e os livros infantís: 
“A Borboleta e o Jacaré”,”Amor Menino”, “Deixe que a 
Vida Nasça” ,”Valente, o boi bumbá” e “O Sábio Aratu 
de Sabiaguaba”. Escrever foi a forma que encontrei de 
dizer ao mundo: Sejamos mais gentís e justos!
Henrique Jorge
Eu nasci faz um tempinho até, mas pra dizer bem a 
verdade nunca fui de cantar assim como a Rosamélia. 
Meu forte mesmo sempre foi sair por aí com um lápis 
e rabiscando por aqui e por acolá, faço isso desde 
pequeno e continuo até hoje. Sempre andando com 
um caderno e um lápis no bolso, desenhando gente, 
bicho, planta e um monte de coisa mais que você possa 
imaginar. Acho que é assim que eu vou levando um 
pouco mais de cor por onde passo. Se você quiser ver 
um pouco mais de meus desenhos, acesse: 
www.henriquejorge.daportfolio.com

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