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CONTEXTO, LEGISLAÇÃO E TECNOLOGIA EM ENDOSCOPIA

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1 
 
 
CONTEXTO, LEGISLAÇÃO E TECNOLOGIA EM 
ENDOSCOPIA 
1 
 
 
 
2 
 
 
 
INTRODUÇÃO ............................................................................................ 3 
CONTEXTO HISTÓRICO ............................................................................................ 4 
DO QUE SE TRATA A ENDOSCOPIA........................................................................ 5 
COMO É FEITA A ENDOSCOPIA .............................................................................. 7 
Pré-Requisitos Para Fazer uma Endoscopia Digestiva Alta ........................................ 7 
Preparo do Exame de Endoscopia Digestiva Alta ....................................................... 7 
Contraindicações ......................................................................................................... 8 
Tempo de Duração ...................................................................................................... 8 
Periodicidade do Exame.............................................................................................. 8 
QUANDO FAZER A ENDOSCOPIA ............................................................................ 8 
SEDAÇÃO NA ENDOSCOPIA .................................................................................... 9 
Efeitos colaterais da anestesia da endoscopia digestiva........................................... 10 
PROTOCOLO DE ATENDIMENTO DA ENDOSCOPIA ............................................ 10 
TIPOS DE ENDOSCOPIA ......................................................................................... 11 
TECNOLOGIA NA ENDOSCOPIA ............................................................................ 12 
ULTRASSOM ENDOSCÓPICO ................................................................................ 14 
REFLEXOS DA TECNOLOGIA NA ENDOSCOPIA .................................................. 14 
FICE (FLEXIBE SPECTRAL IMAGING COLOR ENHANCEMENT – FUJINON) ...... 17 
BOAS PRÁTICAS NA ENDOSCOPIA ....................................................................... 20 
13.1 Classificação........................................................................................... 20 
INFRAESTRUTURA DA SALA DE ENDOSCOPIA ................................................... 21 
RECURSOS MATERIAS PARA A REAIZAÇÃO DA ENDOSCOPIA ........................ 22 
CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................... 23 
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 24 
 
Sumário 
3 
 
 
 
 
Conhecido como endoscopia digestiva baixa, o preparo da colonoscopia é igual 
ao da EDA. Em geral, ambos os procedimentos são realizados juntos, a fim de fazer 
dois exames em um único ato anestésico. 
Em ambos os casos a participação do profissional de enfermagem contempla 
desde a estruturação dos serviços, organização e gerenciamento até processos de 
desinfecção. Nesse contexto, entre as principais atribuições do enfermeiro estão: 
 Agendamento e recepção do paciente; 
 Emissão diagnóstico de enfermagem; 
 Manutenção dos equipamentos; 
 Atendimento a emergências; 
 Registro de avaliações e procedimentos; 
 Seleção dos materiais a serem utilizados 
 Auxílio em procedimentos complexos; 
 Estocagem e controle dos medicamentos; 
 Gerenciamento da equipe; 
 Definição de prioridades para garantir a segurança no cuidado do paciente; 
 Realização de limpeza e desinfecção de instrumentos seguindo normas 
específicas. 
O profissional que deseja atuar na área deve ter capacidade de trabalhar em 
equipes multidisciplinares, possuir conhecimento básico em microbiologia, 
transmissão de infecção, acessórios e equipamentos, além da prática nos cuidados 
de enfermagem clínica e cirúrgica. 
É necessário, também, que os enfermeiros dedicados aos procedimentos 
endoscópicos busquem atualização profissional constante para desempenhar a 
função. A Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn) desenvolve programas de 
atualização que podem ser bastante úteis para isso. 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
4 
 
 
 
O termo endoscopia é derivado do grego endo (dentro) e skopein (visão ou 
observação). A exploração visual dos orifícios naturais data das eras egípcia e greco-
romana por meio de espéculos para inspeção vaginal e anal. 
Em 1868, Adolf Kussmaul, foi o primeiro a alcançar a cavidade gástrica 
utilizando-se de um tudo rígido com fonte de luz originária de espelhos, no entanto a 
iluminação era insatisfatória para a avaliação do interior do tubo digestivo. 
O desenvolvimento da ciência da fibra ótica e sua associação com os 
endoscópios revolucionaram as possibilidades diagnósticas e posteriormente 
terapêuticas da endoscopia. Baseando-se nesta nova tecnologia, Basil Hirschowitz 
tornou público seu fibroscópio em 1957. Após três anos ele lançou no mercado o ACMI 
4990, um fibroscópio flexível de visão lateral com iluminação mediante luz elétrica na 
porção distal, um canal para insuflação de ar e lentes com foco ajustável. 
Phillip A. LoPresti, em 1964, modificou o ângulo de visão deste fibroscópio para 
oblíquo. Em 1971 este fibroscópio dispunha de 105 cm de comprimento, capacidade 
de deflexão de sua ponta em 180º nas quatro direções, permitindo a realização da 
pan-endoscopia (esôfago, estômago e duodeno). 
A videoendoscopia ou endoscopia digital, amplamente utilizada nos dias atuais, 
foi introduzida em 1984 pela Welch Allyn Inc., substituindo-se o feixe de imagem da 
fibra ótica por um chip de computador sensível à luz ou um dispositivo de carga 
combinada, no qual a imagem era focada por pequenas lentes e seu sinal digital era 
transmitido a um processador gráfico que gerava uma imagem em um monitor de 
televisão. 
A partir desta data a endoscopia atual sofreu grande avanço, não somente na 
resolução da imagem gerada pelo sistema endoscópico, mas também na flexibilidade, 
no diâmetro e na facilidade de seu manuseio, possibilitando a introdução da 
endoscopia digestiva na área terapêutica. 
Desde os tempos de Hipócrates (460 a.C. a 370 a.C.) havia a necessidade de 
se visualizar o interior do tubo digestivo de pacientes. O motivo: avaliar doenças no 
trato gastrointestinal. Foi justamente dessa necessidade que surgiu a endoscopia. 
 
CONTEXTO HISTÓRICO 
 
5 
 
 
Além de médicos, enfermeiros também desempenham papel fundamental na 
realização do procedimento. Tanto que desde 2011 passou a ser obrigatória a 
presença do enfermeiro antes, durante e depois do procedimento de Endoscopia 
Digestiva Alta (EDA) e outras intervenções endoscópicas – como a colonoscopia. 
 
 
 
A endoscopia digestiva diagnóstica compreende: videoendoscopia digestiva 
alta (EDA) e colonoscopia convencional, com ou sem biópsias, e os métodos 
avançados diagnósticos, como endoscopia de alta resolução, magnificação de 
imagem, narrow-band imaging (NBI) ou FICE (FUJI Intelligent Chromo Endoscopy), 
ultrassonografia endoscópica com ou sem biópsia por aspiração por agulha fina, 
espectroscopia de fluorescência e, futuramente, a endomicroscopia confocal a laser. 
Os procedimentos endoscópicos mais frequentemente realizados são: 
tratamento de varizes de esôfago com escleroterapia ou ligadura elástica, 
gastrostomia endoscópica, diverticulectomia de Zenker, polipectomias, 
mucosectomias, ressecção endoscópica submucosa (ESD), dilatação de estenoses e 
colocação de prótese endoscópica, colangiopancreatografia endoscópica retrógrada, 
drenagem de coleção abdominal por endoscopia ou ecoendoscopia e procedimentos 
biliopancreáticos por ultrassonografia endoscópica. Natural Orifice Translumenal 
Endoscopic Surgery (NOTES) ainda se trata de procedimento de caráter experimental 
e é realizado em alguns centros terciários. 
No contexto de organizar o encaminhamento para o exame endoscópico pode-
se selecionar os pacientes quantoà idade (endoscopia em pacientes pediátricos), à 
presença de comorbidades e seus efeitos gerais no estado de saúde (classificação da 
American Society of Anesthesiologists (ASA) – Tabela 6-1), além do suporte do local 
onde se realizará o procedimento. 
A endoscopia atual incorporou diversos procedimentos terapêuticos, alguns 
complexos, como são as cirurgias endoscópicas e que requerem estrutura de apoio 
equivalente ao ambiente cirúrgico. 
A Endoscopia Digestiva Alta consiste em um procedimento invasivo para 
inspeção de órgãos e cavidades do corpo, por meio de um endoscópio, capaz de gerar 
um grau de incômodo, de acordo com a tolerância da pessoa. Tem finalidades 
DO QUE SE TRATA A ENDOSCOPIA 
 
6 
 
 
diagnósticas e terapêuticas. A realização desse exame é uma prerrogativa médica, 
porém demanda atenção e atuação da Enfermagem em todos os momentos. Ou seja, 
desde o momento do preparo de materiais, instrumentais, equipamentos e ambiente, 
perpassando pelo acolhimento do usuário e seu acompanhante, até o momento da 
realização do exame e das práticas de educação em saúde e em serviço. 
Concernente a estrutura, destacamos a importância de Endoscopistas com 
treinamento apropriado e certificação da proficiência através dos meios competentes 
(no Brasil, certificado de conclusão de residência médica ou aprovação no título de 
especialista em endoscopia – AMB/SOBED); aparelhos com imagens em alta 
definição e cromoscopia virtual; reprocessamento de preferência automatizado, que 
cumpra todas as etapas e atenda a todos os pré-requisitos legais/sanitários; além de 
suporte de outras especialidades correlatas para condução adequada dos casos, 
como Patologia e Radiologia. 
Os resultados devem ser regularmente aferidos e confrontados com os dados 
da literatura para parametrização, como as taxas de detecção de câncer e notificação 
de eventos adversos, quer sejam relacionados à sedação ou ao procedimento 
endoscópico propriamente dito. 
Quanto ao procedimento, convém separar a etapa que antecede o mesmo 
(confirmação de tempo de jejum, preenchimento de termos de consentimento, coleta 
apropriada de história clínica/uso de medicações, etc), da etapa durante 
(documentação fotográfica, tempo de inspeção, etc) e da etapa após (critérios de alta, 
índice de satisfação do paciente, etc). 
Para contextualizar a indiscutível importância do controle de qualidade na EDA, 
gostaria de apresentar os resultados de uma Meta-análise publicada por Shyam 
Menon e Nigel Trudgillno Endoscopy Internacional Open em 2014, que se propôs a 
avaliar o quão comum é a perda diagnóstica do câncer do trato gastrointestinal alto 
(TGI) à EDA e traz números alarmantes. Foram 10 estudos, 3.787 pacientes 
diagnosticados com câncer do TGI alto. Como conclusão, obteve-se que 11,3% e 
6,4% dos CA’s não foram identificados em endoscopias prévias realizadas até 3 anos 
e 1 ano antes do diagnóstico, respectivamente. 
O tempo de inspeção apropriado para o exame de EDA está diretamente 
relacionado a uma maior detecção de câncer no TGI, um dos mais importantes 
resultados esperados deste procedimento. O professor Kenshi Yao numa publicação 
de 2013 no Annals of Gastroenterologyacerca do diagnóstico endoscópico do câncer 
7 
 
 
gástrico faz uma sistematização do exame de EDA, estabelecendo 8-10min como 
tempo mínimo necessário de efetiva avaliação do esôfago (2min), estômago (4min) e 
duodeno (2min), levando em consideração a adequada limpeza, insuflação e análise 
minuciosa de checkpoints pré-estabelecidos. Vários outros trabalhos corroboram 
inequivocamente esta associação, sendo na maioria deles 7min o ponto de corte da 
duração do exame para alcançar a significância na detecção do câncer. 
 
 
 
A endoscopia digestiva alta é realizada com sedativos intravenosos, pois o 
procedimento pode causar náuseas. O tempo de sedação dura somente até o exame 
ser concluído. O procedimento é seguro e é colocado um protetor de boca para evitar 
que o endoscópio seja mordido. 
A todo momento a oxigenação e a frequência cardíaca do paciente são 
monitoradas. 
O endoscópio é inserido por via oral e passa pelo esôfago e estômago, até 
chegar ao duodeno. São capturadas imagens, que são transmitidas em tempo real 
por uma máquina. Muitas lesões podem ser tratadas ou removidas na hora, sem ser 
necessário algum procedimento cirúrgico futuro. Também pode ser feita uma biópsia 
para investigações em laboratório. 
 
 
É 
imprescindível que o paciente esteja acompanhado de um adulto no dia do exame. 
Por conta da sedação, é normal o paciente tenha dificuldades em se locomover por 
sentir-se sonolento após o exame. 
 
 
 
Para realizar o exame, é necessário fazer uma dieta leve no dia anterior e não 
ingerir alimentos difíceis de digerir, como carne vermelha. O estômago deve estar 
completamente vazio para que seja possível ter visão completa dos órgãos. Deve ser 
feito um jejum absoluto de oito horas antes da realização do exame. 
 
COMO É FEITA A ENDOSCOPIA 
PRÉ-REQUISITOS PARA FAZER UMA ENDOSCOPIA DIGESTIVA ALTA 
PREPARO DO EXAME DE ENDOSCOPIA DIGESTIVA ALTA 
8 
 
 
Em alguns casos, médicos podem pedir para suspender algum medicamento 
que possa alterar a coagulação do sangue. 
 
 
 
Não há contraindicações para realizar o exame. Pessoas que apresentam 
problemas cardíacos, respiratórios ou neurológicos, devem expor isso aos seus 
médicos anteriormente para que ele dê a melhor alternativa. 
 
A endoscopia dura em torno de 5 a 20 minutos, dependendo da complexidade 
do caso. 
 
 
 
 
Geralmente é realizada uma vez, porém a periodicidade do exame é 
determinada pelo médico e pode variar de acordo com o tratamento de alguma doença 
já instalada ou para analisar o andamento de um tratamento. 
 
 
O seu médico pode solicitar esse exame quando você apresentar sintomas, 
como: 
 Azia ou pirose (queimação no estômago); 
 Náuseas e vômitos frequentes; 
 Fezes escuras; 
 Vômito acompanhado de sangue; 
 Dores na região superior do abdômen; 
 Refluxo; 
 Anorexia ou perda de peso sem motivo aparente. 
 
CONTRAINDICAÇÕES 
 
TEMPO DE DURAÇÃO 
PERIODICIDADE DO EXAME 
QUANDO FAZER A ENDOSCOPIA 
9 
 
 
 
 
 
 
A colonoscopia pode ser feita sem sedação, com sedação leve ou com sedação 
mais profunda. Em casos de sedação mais profunda, o exame deve ser acompanhado 
por um anestesiologista. O grau sedativo varia conforme o nível de ansiedade do 
paciente, sua capacidade de colaborar durante o exame e as condições do estado 
clínico. É importante lembrar que pacientes com doenças cardíacas ou pulmonares, 
por exemplo, toleram mal sedações mais agressivas. 
Já na endoscopia o paciente deve ficar completamente sedado. Além do 
aparelho gastrointestinal ser formado por um tecido delicado, o procedimento provoca 
desconforto e náuseas. Os sedativos mais comuns utilizados são: propofol e o 
midazolam. 
Um estudo feito em 2017 e publicado no The American Journal of Emergency 
Medicine comparou a eficácia e segurança dos dois sedativos. Após analisar 592 
sedações na emergência de cinco hospitais na Holanda, os pesquisadores concluíram 
que o propofol têm desempenho superior ao midazolam. 
A maioria dos exames é realizada com sedação endovenosa, salvo pela recusa 
do paciente ou pela identificação de contraindicações ao procedimento pelo 
endoscopista responsável. Por este motivo, os pacientes não poderão dirigir até que 
estejam completamente recuperados da sedação (em geral até o dia seguinte ao 
exame), devendo ser levados por acompanhante habilitado ou por transporte 
providenciado pela prefeitura. b. Os pacientes devem estar em jejum de pelo menos 
12 horas para realização do exame de EDA. c. 
Antibioticoprofilaxia isolada previamente à endoscopia diagnóstica ou 
terapêutica não é recomendada, salvo pacientes de elevado risco* em curso de 
infecção do trato gastrointestinal na qual o enterococo possa fazerparte da flora 
bacteriana infectante (como colangite). O regime antibiótico deve ter espectro de ação 
para enterococo (amoxicilina ou ampicilina, ou vancomicina em caso de alergia aos 
anteriores). 
 
 
SEDAÇÃO NA ENDOSCOPIA 
 
10 
 
 
 
 
 
Pode ocorrer do paciente ter alguma reação por conta do anestésico usado na 
realização do exame, os que merecem atenção e se persistirem necessitam de uma 
análise médica, são: 
 Dificuldade para respirar; 
 Batimento cardíaco lento; 
 Espasmos de laringe; 
 Transpiração excessiva; 
 Baixa pressão arterial. 
 
 
 
Fatores como a aquisição de equipamentos mais modernos e complexos, o 
conhecimento acerca dos problemas ligados à desinfecção passíveis de serem 
provocadas por aparelhos endoscópicos, as exigências legais decorrentes destes 
riscos, as mudanças no perfil do usuário do serviço, que aumenta em termos de 
complexidade e gravidade, levaram a necessidade de planejar a assistência de 
enfermagem de forma mais individualizada e segura. 
Nesse contexto emergiu a proposta de construção de um protocolo de 
acolhimento e atendimento para nortear as ações do enfermeiro e da equipe de 
enfermagem atuantes num setor de exames endoscópicos. 
Um protocolo de atendimento é um conjunto de dados que permite direcionar o 
trabalho e registrar oficialmente os cuidados executados para a resolução ou 
prevenção de um problema. A implantação de protocolos proporciona efetivamente 
um instrumento de mudanças e de aumento de capacidade crítica dos profissionais, 
melhorando o desempenho e a postura individual e coletiva, gerando um trabalho 
capaz de produzir mais saúde. 
Quando pensamos na concretização de um cuidado humanizado, acolhedor e 
seguro para o serviço de saúde devemos considerar as particularidades e 
complexidades do indivíduo que nos procura, principalmente quando decidimos adotar 
novas formas de organização da estrutura, dos processos de trabalho existentes e de 
uma prática assistencial diferenciada. Tais ações são desenvolvidas desde o 
EFEITOS COLATERAIS DA ANESTESIA DA ENDOSCOPIA DIGESTIVA 
PROTOCOLO DE ATENDIMENTO DA ENDOSCOPIA 
 
11 
 
 
momento da recepção do usuário no serviço, onde o mesmo é encaminhado para uma 
consulta de enfermagem. Nessa consulta, o enfermeiro realiza o Histórico de 
Enfermagem, através da entrevista, anamnese e exame físico; desenvolve ações 
educativas e de orientações, além da prescrição de enfermagem, de acordo com as 
necessidades e peculiaridades de cada usuário. 
Dessa forma ao construirmos um protocolo de acolhimento e atendimento 
contamos com os resultados do estudo realizado anteriormente neste hospital de 
ensino, com o usuário de saúde submetido à Endoscopia Digestiva Alta com o fim de 
diagnóstico e seu acompanhante, que permitiu elaborar o perfil e as suas percepções 
a respeito do cuidado. Constatamos também a importância de implantar o 
acolhimento como uma prática de saúde, levando em conta quem são os envolvidos 
na assistência. 
O protocolo de acolhimento e atendimento construído por sugestão dos 
usuários de saúde e seus acompanhantes contemplou as atividades assistenciais e 
gerenciais que a enfermeira e sua equipe deveriam executar no período pré, trans e 
pós-exame de endoscopia digestiva alta, além de ter permitido a instrumentalização e 
motivação da equipe de profissionais de enfermagem do Centro Endoscópico, para 
uma prática crítico-reflexiva e inovadora. 
 
 
 
Broncoscopia 
Ideal para analisar a região da traqueia, brônquios e parte dos pulmões. O 
exame é realizado através do broncoscópio na boca ou no nariz. 
 
Cistoscopia 
Exame realizado através de um cistoscópio na região da uretra, introduzindo 
uma quantidade de soro fisiológico para que a bexiga seja expandida e seja possível 
analisar o órgão de maneira mais eficiente. Tem como finalidade relatar casos de 
cálculos, tumores, endometriose, infecções urinárias, inflamações e entre outros. 
 
 
 
 
TIPOS DE ENDOSCOPIA 
 
 
12 
 
 
Colonoscopia 
Identifica a região interna do cólon, podendo diagnosticar: úlcera, tumores, 
lesões e até mesmo o câncer de cólon. É realizado através do colonoscópio que é 
inserido no ânus do paciente e direcionado até o intestino delgado. 
 
Gastroscopia 
Conhecida popularmente como endoscopia. Tem a finalidade de avaliar os 
órgãos do sistema digestivo e diagnosticar doenças, como: gastrite, esofagite, 
tumores, sangramentos e outras doenças mais graves. 
 
 
 
A tecnologia está o tempo todo contribuindo para que a medicina evolua. Assim, 
possibilita a obtenção de diagnósticos mais precisos e tratamentos mais eficazes. É o 
caso de muitas inovações na área de endoscopia digestiva, usadas desde a 
realização de exames até os procedimentos mais complexos para tratar câncer e 
outras doenças graves. 
De fato, a endoscopia é uma área bem abrangente, que inclui a área 
diagnóstica e terapêutica, alta e baixa (colonoscopia). Por isso, há uma grande 
demanda por profissionais capacitados, que entendam não apenas as tecnologias, 
como também as técnicas e abordagens utilizadas. 
 
Endoscopia digestiva em HD 
A tecnologia HD (High Definition) já é amplamente usada em monitores e 
aparelhos de televisão. Trata-se de uma melhoria significativa na imagem, que se 
torna mais nítida. Ou seja, ao ser aplicada na endoscopia, ela permite uma melhor 
visualização das imagens endoscópicas. 
Diversos equipamentos disponíveis hoje no mercado contam com essa 
tecnologia. Alguns deles utilizam o sistema FICE (Flexible spectral Imaging Color 
Enhancement), que possibilita uma maior definição de alterações a nível celular. 
Outras usam tecnologias inteligentes de colorimetria virtual, regulando melhor as 
ondas de cores invisíveis a olho nu. Esses são apenas alguns exemplos de como a 
alta definição pode ser usada para melhorar as imagens diagnósticas. 
 
TECNOLOGIA NA ENDOSCOPIA 
13 
 
 
Stent 
Trata-se de um dispositivo usado para facilitar a passagem do endoscópio por 
um tecido ou órgão. Ele se expande no local de interesse, formando um tubo dentro 
do aparelho digestivo, pelo qual podem ser realizados procedimentos ou ministrados 
medicamentos e até alimentos. 
O stent é mais empregado na endoscopia digestiva terapêutica, contribuindo 
para a remoção de tecidos necrosados e de tumores, como nos casos de 
necrosectomia e de drenagens. Dessa forma, o aparelho ajuda a reduzir 
significativamente o tempo de realização dos procedimentos. 
 
Spyglass 
O Spyglass é um aparelho que pode ser acoplado ao endoscópio biliar 
tradicional. É indicado para o diagnóstico de estenoses biliares e na litotripsia a laser, 
ajudando na retirada de cálculos mais difíceis de serem removidos. 
A ferramenta torna o procedimento de remoção de cálculos biliares menos 
invasivo. Deste modo, evita-se a cirurgia e, consequentemente, inúmeras 
complicações. Também pode ser usada para auxiliar em outros procedimentos, como 
a colangiopancreastocopia, aumentando a eficiência do exame. 
 
Ecoendoscopia 
Outra tecnologia moderna na endoscopia digestiva é a ecoendoscopia, que une 
o procedimento à ultrassonografia. É uma forma de obter imagens ainda mais 
realistas. 
Também chamada de ultrassonografia endoscópica, é bastante recomendada 
para o diagnóstico de doenças pancreáticas e lesões epiteliais no tubo digestivo. 
 
Cápsula endoscópica 
Considerada uma versão menos invasiva da endoscopia, a cápsula 
endoscópica é usada para a análise do intestino delgado. Além disso, pode ser 
complementar à colonoscopia, para investigar: 
 doença de Crohn; 
 hemorragia gastrointestinal; 
 doença celíaca; 
 síndromes de polipose; entre outras. 
14 
 
 
A cápsula é mais indicada para pacientes obesos ou com histórico de 
problemas com o procedimento normal. Pode ajudar também em casos em que o 
procedimento comum não apresentou resultados consistentes. 
 
 
 
O ultrassom endoscópicousa ondas sonoras para produzir imagens de órgãos 
como o estômago. Na ultrassonografia endoscópica, um pequeno transdutor é 
colocado na ponta do endoscópio. Esse endoscópio é passado pela garganta até o 
estômago. Desse modo, o transdutor é posicionado diretamente sobre a parede do 
estômago, permitindo que o médico visualize as camadas da parede do estômago, 
bem como os linfonodos e outras estruturas. A qualidade da imagem é melhor do que 
um ultrassom padrão em função da proximidade. 
O ultrassom endoscópico é útil para verificar a disseminação da doença na 
parede do estômago, nos tecidos próximos e linfonodos. Também pode ser usado 
para guiar uma agulha a uma área suspeita para obter uma amostra de tecido (biópsia 
guiada por ultrassom endoscópico). 
 
 
 
 
As inovações tecnológicas ratificaram a endoscopia digestiva como método 
principal para rastreamento, diagnóstico e tratamento de tumores de esôfago e 
estômago, reto e cólon. O câncer de esôfago e estômago possui elevada incidência 
na população brasileira e a endoscopia digestiva é o melhor método para o 
diagnóstico. Já o câncer de reto e cólon, terceira neoplasia (tumor maligno) mais 
frequente no país, pode ser identificado pela colonoscopia. 
Se detectados no início, os chamados de câncer precoce são tratados de forma 
curativa, por técnicas endoscópicas desenvolvidas no Japão, e que temos implantado 
progressivamente no Brasil. Reconhecida como método apenas de diagnóstico de 
doenças gastrointestinais, a endoscopia digestiva, nas últimas duas décadas, evoluiu 
muito em equipamentos, aprimoramento dos especialistas e desenvolvimento de 
técnicas. E, se tornou mais que um método de diagnóstico de elevada acurácia e 
exatidão em gastroenterologia, mas, sobretudo, uma nova opção de tratamento 
 
ULTRASSOM ENDOSCÓPICO 
 
REFLEXOS DA TECNOLOGIA NA ENDOSCOPIA 
 
15 
 
 
menos invasivo para inúmeras de afecções digestivas, de menor morbidade e 
mortalidade, com preservação do órgão, com menor custo e mais rápida recuperação 
e qualidade de vida. 
É preciso ressaltar, e a população precisa saber, que os avanços em tecnologia 
e capacitação humana em endoscopia digestiva que pude ver na Europa e nos 
eventos que participei, transferindo conhecimentos no Sul do Brasil e da América 
Latina, podem ser encontrados em Belo Horizonte, no Hospital Mater Dei Contorno. 
O Hospital possui a mais alta tecnologia em diagnóstico e tratamento endoscópico de 
lesões neoplásicas superficiais, com especialista treinado no Japão para esses 
procedimentos. Investimento para diagnósticos mais precisos e tratamentos mais 
adequados para todos, reafirmando o compromisso do Mater Dei com a qualidade 
pela vida. 
Contamos com o auxílio da cromoendoscopia para melhor visualização de 
estruturas, definir limite de lesões, auxiliar a visualizar lesões precoces entre outras. 
O uso de substancias para este fim já são clássicas e bem difundidas em nosso meio. 
Porém, para serem realizadas, necessitam de materiais específicos para sua 
aplicação, não são disponíveis em todos os centros, e podem levar a danos no 
aparelho utilizado. 
Visando manter os benefícios da cromoendoscopia, porém, sem os aspectos 
negativos, as grandes empresas fabricantes de aparelhos de endoscopia, 
desenvolveram sistemas de cromoscopia, baseados em alterações computadorizadas 
das imagens geradas pelo endoscópio, ou através de filtros adicionados as fontes de 
luz dos mesmos, tentando assim reproduzir os benefícios da cromoendoscopia 
habitual. 
Três são os métodos chamados de cromoscopia virtual computadorizada (ou 
óptica): o NBI, FICE e o i-SCAN 
 
NBI (Narrow Band Imaging – Olympus) 
A luz branca natural visível, produzida pelo endoscópio tem um comprimento 
de onda entre 300 a 700nm, estando contido neste espectro, todas as cores, que 
juntas, compõe a luz branca. Quanto maior a onda, mais ela penetra nas estruturas 
da mucosa, formando assim a imagem do aparelho. 
O NBI baseia-se no uso de um filtro, junto a fonte de luz branca xenom do 
aparelho, que permite apenas a passagem de espectro das ondas, com 415 e 540 
16 
 
 
nm. Estes dois espectros da luz, coincidem com a absorção de luz da hemoglobina, 
mais superficial no feixe de 415nm, e mais profunda no feixe de 540nm. Na prática, a 
imagem formada, realça em um tom acinzentado os vasos mais superficiais, e em um 
tom mais azul-esverdeado, os vasos mais profundos, em contraste com as áreas 
circunvizinhas, avasculares, mais escurecidas. 
 
Figura 1: Exemplo raio x cromoendoscopia 
 
Fonte: https://endoscopiaterapeutica.com.br/assuntosgerais/novas-tecnologias-cromoscopia-digital-e-
optica/ 
Para utilizar o recurso de NBI, basta apertar um botão na manopla do aparelho, 
que aciona e desliga o sistema de filtros da fonte. 
Como serve para caracterizar os vasos da mucosa e submucosa, o NBI tem 
seu uso em lesões que alteram a vasculatura habitual, sendo seu uso acoplado a 
magnificação , importante em determinar áreas de displasia em regiões de Barret, 
caracterizar casos de refluxo com poucas alterações mucosas, avaliar o potencial 
malignos de pólipos e lesões de crescimento lateral entre outras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Figura 2: Visão interna cromoendoscopia 
 
Fonte: https://endoscopiaterapeutica.com.br/assuntosgerais/novas-tecnologias-cromoscopia-digital-e-
optica/ 
 
 
 
 
A Fujinon, trabalha com uma metodologia digital de tratamento da imagem. 
Após a imagem com luz branca ser obtida pelo aparelho, a processadora de imagem 
realizada cálculos matemáticos na mesma, conseguindo então separar os 
comprimentos de onda adquiridos, reforçando aquele de interesse (alterando sua cor). 
Como a imagem é tratada, e não por meio de filtros de luz, pode-se obter vários 
tipos de recomposição da mesma, gerando contraste maior entre as estruturas 
visualizadas, facilitando assim a sua interpretação, ou alterando a imagem de forma a 
melhor visualização de vasos mucosos. Também é acionado por um simples comando 
na manopla do aparelho, dispondo de vários “presets”, cada um com uma melhor 
aplicabilidade (melhor visualização de criptas em pólipos, alterações vasculares ou 
lesões displásicas em áreas de Barret). 
 
 
 
 
 
 
 
 
FICE (FLEXIBE SPECTRAL IMAGING COLOR ENHANCEMENT – FUJINON) 
 
 
 
 
 
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Figura 3: Exemplo Fice 
 
Fonte: https://endoscopiaterapeutica.com.br/assuntosgerais/novas-tecnologias-cromoscopia-digital-e-
optica/ 
 
i-SCAN (Pentax) 
Como metodologia de tratamento de imagem por software, o i-scan é muito 
semelhante ao sistema FICE, também gerando imagens trabalhadas, onde é possível 
melhor avaliação de superfícies mucosas, limites e alterações capilares, através de 
imagens aprimoradas. 
Possui três tipos (i-scan 1,2 e 3), sendo o subtipo1 mais utilizado para aumentar 
o contraste entre as estruturas da mucosa (melhor definição de margens por 
exemplo), o subtipo 2, além do melhor contraste, também gera maior individualização 
de vasos mucosos e o subtipo3, gera melhor avaliação de estruturas um pouco mais 
distantes (não e necessária muita aproximação do local a ser estudado, maior campo 
pode ser explorado). 
 
Figura 4: Exemplo I-Scan 
 
Fonte: https://endoscopiaterapeutica.com.br/assuntosgerais/novas-tecnologias-cromoscopia-digital-e-
optica/ 
 
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Muitos estudos tem sido publicados sobre tais tecnologias, principalmente, com 
o uso do NBI, porém deve ser ressaltado, que o uso de tais metodologias ainda não 
substituem o uso da cromoendoscopia tradicional, e principalmente o treinamento 
exaustivo do endoscopista e um exame bem realizado. 
Em especial, em nosso país, os aparelhos com esta tecnologia, tem um custo 
elevado, o seu uso, assim como o uso de corantes tradicionais, não épago por alguns 
convênios, o que dificulta seu uso indiscriminado. 
Pessoalmente, uso aparelho equipado com FICE, que uso de rotinaem 
avaliação de pacientes com Barret e em acompanhamento de doenças inflamatórias 
de longa data (screening para tumores). Ressalto, que além da tecnologia já descrita 
acima, estes aparelhos por serem mais modernos, em geral possuem melhor imagem 
(em High Definition), fator já associado a um exame de maior qualidade (detecção de 
lesões). 
A nova resolução da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância 
Sanitária (ANVISA), nº 6, de 1º de março de 2013, publicada no dia 4 de março, 
regulamenta as boas práticas do funcionamento dos serviços de saúde públicos e 
privados de endoscopia, que realizam procedimentos endoscópicos, diagnósticos e 
intervencionistas. 
Para a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED), a resolução é 
uma vitória tanto para a população, como para a endoscopia do país. “A norma 
começou a ser formulada em 2009. Estamos há cinco anos nesta luta. A resolução 
regulamenta todos os pontos de funcionamento da endoscopia digestiva, cria um 
padrão de qualidade que todos os centros terão que seguir. Quem ganha é a 
população que terá maior segurança em procedimentos endoscópicos”, afirma o 
endoscopista Flávio Hayato Ejima, membro da SOBED e um dos elaboradores da 
resolução. 
O texto apresenta, entre outros pontos, as classificações dos serviços de 
endoscopia, os processos detalhados, como o registro diário dos procedimentos 
endoscópicos realizados, contendo data e horário do exame, nome do paciente, data 
de nascimento, sexo, procedimento realizado, nome do profissional que executou o 
procedimento e identificação do equipamento. Em situações emergenciais, a norma 
afirma que o serviço de endoscopia deve estar preparado para garantir a estabilização 
do paciente até que seja possível a sua remoção em condições de segurança ou a 
sua liberação para o domicílio. 
20 
 
 
O paciente submetido à endoscopia sob qualquer tipo de sedação ou anestesia 
só poderá ser liberado na presença de um acompanhante adulto. Os centros de saúde 
também devem exigir que o paciente com idade inferior a dezoito anos e não 
emancipado ou que tenha sido considerado legalmente incapaz esteja acompanhado 
pelo responsável legal. Todos os materiais, equipamentos, instrumentos e 
medicamentos que são utilizados em endoscopias estão regulamentados, bem como 
os ambientes necessários para as realizações dos exames. 
“Vale destacar as normas referentes ao processamento de equipamentos e 
acessórios. Deve ser elaborado Procedimento Operacional Padrão (POP) no qual 
sejam detalhadas todas as etapas do processamento de equipamentos e acessórios 
utilizados nos procedimentos endoscópicos, respeitando a legislação referente ao uso 
dos agentes saneantes e as orientações contidas nos manuais de processamento, 
seja de limpeza, esterilização, acondicionamento, manuseio e conservação”, 
completa Ejima. 
Os estabelecimentos têm prazo de 3 a 12 meses, dependendo da adequação, 
para promover as adaptações necessárias. Os novos serviços de endoscopia e 
aqueles que pretendem reiniciar suas atividades devem atender integralmente às 
exigências, previamente ao início de seu funcionamento. 
 
 
 
Considerando os requisitos de Boas Práticas de Funcionamento para os 
serviços de endoscopia dispostos na RDC nº 6, de 01/03/2013, a Vigilância Sanitária 
de Jundiaí, com o objetivo de contribuir para a promoção de serviços de endoscopia 
qualificados perante as determinações legais, elaborou este material ilustrativo, 
contendo um resumo da nova Resolução citada, complementado por outras normas 
técnicas pertinentes. 
 
13.1 Classificação 
 
Tipo I - realiza procedimentos endoscópicos sem sedação, com ou 
sem anestesia tópica. 
Tipo II - além do descrito no tipo I, realiza ainda procedimentos 
 
BOAS PRÁTICAS NA ENDOSCOPIA 
21 
 
 
endoscópicos sob sedação consciente, com medicação passível de reversão com o 
uso de antagonistas. 
Tipo III - além do descrito no tipo I e tipo II, realiza procedimentos 
endoscópicos sob qualquer tipo de sedação ou anestesia. 
 
 
 
Conforme determina a portaria cvs nº 4/2011, as clínicas de endoscopia devem 
apresentar lta – laudo técnico de avaliação para licenciamento da atividade – cnae 
fiscal 8640-2/09 – serviço de diagnóstico por métodos ópticos – endoscopia e outros 
exames análogos. para obtenção do lta, antes do licenciamento, o interessado deve 
solicitar aprovação do projeto arquitetônico da edificação que passará por análise 
físico-funcional, executada pela vigilância sanitária, que após aprovação emitirá o lta. 
Consultar tabela anexa: 
RDC nº 50, de 21 de fevereiro de 2002 - dispõe sobre o regulamento técnico 
para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de 
estabelecimentos assistenciais de saúde. 
Ambientes mínimos: 
1. sala de recepção de pacientes; 
2. sala de consulta / procedimento; 
3. sala para recuperação (exceto para serviços tipo i); 
4. sala de processamento de equipamentos. 
 
Caso o serviço de endoscopia utilize no processamento produtos químicos para 
desinfecção de alto nível, a limpeza e desinfecção devem ser realizadas 
obrigatoriamente na sala de processamento de forma distintas. 
 
 
INFRAESTRUTURA DA SALA DE ENDOSCOPIA 
 
22 
 
 
 
 
Obrigatórios para serviços tipo II e III: 
 termômetro; 
 esfigmomanômetro; 
 estetoscópio; 
 oxímetro de pulso com alarme; 
 oxigênio a 100%; 
 aspirador; 
 suporte para fluido endovenoso; 
 carro para atendimento de emergência cardiorrespiratória, 
Contendo: 
 ressuscitador manual (ambú) com reservatório e máscara 
 cânulas nasal (oxigenioterapia) e orofaríngeas (guedel) 
 laringoscópio com lâminas 
 tubo endotraqueais 
 sondas para aspiração 
 materiais e medicamentos emergenciais 
 desfibrilador 
RECURSOS MATERIAS PARA A REAIZAÇÃO DA ENDOSCOPIA 
23 
 
 
 
 
Em termos médicos, a endoscopia se refere a uma técnica que, por meio de 
um tubo flexível bem fininho com uma câmera em sua extremidade, investiga ao vivo 
imagens das cavidades ocas do corpo. A colonoscopia, portanto, seria um tipo de 
endoscopia. 
Mas, hoje em dia, o termo virou quase sinônimo entre a população da 
endoscopia digestiva alta, exame que coleta imagens em tempo real do aparelho 
digestivo, do esôfago ao duodeno, passando pelo estômago. 
Mesmo sabendo que é um procedimento seguro, feito por tantas pessoas todos 
os dias, sair do consultório médico com um pedido de endoscopia em mãos faz 
algumas pessoas ficarem ansiosas – pelo processo de "engolir" uma microcâmera, 
pela sedação. Mas entender por que e como ela é feita ajuda a tranquilizar. 
A endoscopia digestiva alta (aquela feita por via oral) é uma rotina preventiva 
segura, capaz de diagnosticar inúmeras doenças do aparelho digestivo – até mesmo 
cânceres em estágio inicial. 
O exame permite visualizar o esôfago, o estômago e o duodeno, que é o início 
do intestino delgado. Muitas lesões são, inclusive, tratadas ou removidas na hora, 
evitando cirurgias. 
 
 
 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
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KEMP, Rafael, apud CASTANHEIRA, Suzeide Bernardo. Protocolo Clínico e de 
Regulação de Acesso e de Preparo para Endoscopia Digestiva. 
 
GIRONDI, Juliana Balbinot Reis.Protocolo de acolhimento e atenção para 
usuários submetidos a endoscopia digestiva alta e seus acompanhantes. 
vol.67 no.4. Brasília, 2014. 
 
Oliveira VL, Pimentel D, Vieira MJ. O uso do termo de consentimento livre e 
esclarecido na prática médica. Rev Bioét.18(3):705-24. 2010. 
BRASIL, Gerson. Quantas endoscopias digestivas altas qualificadas podem ser 
realizadas em 6h.2020. 
 
SUBRAMANIAN V, Ragunath K. Advanced endoscopic imaging: a review of 
commercially available technologies. Clin Gastroenterol Hepatol. 2014 
Mar;12(3):368-76. e1. doi: 10.1016/j.cgh.2013.06.015. 
 
EJIMA, Resolução da ANVISA normatiza procedimentos de Endoscopia no 
Brasil. 2013. 
 
MULLER, Adriana Swain. Boas práticas de funcionamentopara serviço de 
endoscopia. RDC nº 6/2013. 2013. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS