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SAÚDE PUBLICA 
 
Conceito de saúde O que é saúde? Segundo o conceito de 1947 da Organização Mundial da 
Saúde (OMS), com ampla divulgação e conhecimento em nossa área, a saúde é definida como: 
“Um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença 
ou enfermidade.” 
O plano sub individual seria o correspondente ao nível biológico e orgânico, fisiológico ou 
fisiopatológico. Portanto, as alterações no processo saúde-adoecimento resultam não apenas 
de aspectos biológicos, mas também das condições gerais da existência dos indivíduos, grupos 
e classes sociais, ou seja, teriam dimensões individuais e coletivas. 
O plano coletivo expande ainda mais o entendimento sobre a família, domicílio, micro área, 
bairro, município, região, país, continente etc. (NARVAI et al., 2008). Nessa linha, fica mais fácil 
compreender a definição de Minayo (1994 apud NARVAI et al., 2008) sobre saúde: “fenômeno 
clínico e sociológico 
A saúde é silenciosa, geralmente não a percebemos em sua plenitude; na maior parte das 
vezes apenas a identificamos quando adoecemos. É uma experiência de vida, vivenciada no 
âmago do corpo individual. Ouvir o próprio corpo é uma boa estratégia para assegurar a saúde 
com qualidade, pois não existe um limite preciso entre a saúde e a doença, mas uma relação 
de reciprocidade entre ambas; entre a normalidade e a patologia, na qual “os mesmos fatores 
que permitem ao homem viver (alimento, água, ar, clima, habitação, trabalho, tecnologia, 
relações familiares e sociais) podem causar doença, se agem com determinada intensidade, se 
pesam em excesso ou faltam, se agem sem controle” 
Essa relação é demarcada pela forma de vida dos seres humanos, pelos determinantes 
biológicos, psicológicos e sociais. Tal constatação nos remete à reflexão de o processo saúde-
doença-adoecimento ocorrer de maneira desigual entre os indivíduos, as classes e os povos, 
recebendo influência direta do local que os seres ocupam na sociedade. (BERLINGUER in 
BRÊTAS; GAMBA, 2006). 
 Dessa maneira, podemos deduzir que o ser humano precisa conhecer-se, necessita saber 
avaliar as transformações sofridas por seu corpo e identificar os sinais expressos por ele. Esse 
processo é viável apenas na perspectiva relacional, pois o normal e o patológico só podem ser 
apreciados em uma relação. 
Considerando o avanço do conhecimento na ocorrência e terapêutica das doenças, surgiram 
novos modelos de explicação e compreensão da saúde, da doença e do processo saúde-
doença, como o modelo epidemiológico baseado nos três componentes – agente, hospedeiro 
e meio, considerados como fatores causais, que evoluiu para modelos mais abrangentes, como 
o do campo de saúde, com o envolvimento do ambiente (não apenas o ambiente físico), estilo 
de vida, biologia humana e sistema de serviços de saúde, numa permanente inter-relação e 
interdependência. (GAMBA e TADINI, 2010). 
 
 
 
 
 
 
 
Em 1986, foram lançadas as diretrizes para a construção de um sistema 
descentralizado e único. Saúde é vista como dever do Estado. 
Cinco dias de debates, mais de quatro mil participantes, 135 grupos de trabalho e objetivos 
muito claros: contribuir para a formulação de um novo sistema de saúde e subsidiar as 
discussões sobre o setor na futura Constituinte. A 8ª Conferência Nacional de Saúde, 
realizada entre 17 e 21 de março de 1986, foi um dos momentos mais importantes na 
definição do Sistema Único de Saúde (SUS) e debateu três temas principais: ‘A saúde 
como dever do Estado e direito do cidadão’, ‘A reformulação do Sistema Nacional de 
Saúde’ e ‘O financiamento setorial’. 
Mesmo em 2019, prestes à realização da 16ª Conferência Nacional de Saúde (8ª+8), que 
faz um resgate à Reforma Sanitária Brasileira, é possível encontrar semelhanças na luta 
constante em defesa do SUS. O relatório final da 8ª Conferência apontou a importante 
conclusão de que as mudanças necessárias para a melhoria do sistema de saúde 
brasileiro não seriam alcançadas apenas com uma reforma administrativa e financeira. Era 
preciso que se ampliasse o conceito de saúde e se fizesse uma revisão da legislação. 
O crescimento do movimento sanitário, organizado desde os anos 1970, foi crucial para o 
amplo debate dessas questões. Enquanto o país passava pelo processo de 
redemocratização, o movimento ganhou consistência e avançou na produção de 
 
 
 
conhecimento, com a criação de órgãos como o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde 
(Cebes), em 1976, e a Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva 
(Abrasco), em 1979. Em meados dos anos 1980, Sergio Arouca assumiu a Secretaria de 
Estado da Saúde do Rio de Janeiro. 
 
 
 
Mais participação no CNS 
A partir da promulgação da Constituição, em 1988, a saúde ganhou rumos diferentes com a 
criação do Sistema Único de Saúde (SUS). Em 28 de dezembro de 1990, a Lei n° 8.142 
instituiu as Conferências e os Conselhos de Saúde, instâncias de controle social. O Decreto 
nº 99.438, de 7 de julho de 1990, regulamentou as novas atribuições do Conselho Nacional 
de Saúde (CNS) e definiu entidades e órgãos para o novo plenário, com 30 membros. 
Essa legislação fixou na composição do CNS entre representantes dos usuários, 
trabalhadores da saúde, gestores (governo) e prestadores de serviço de saúde. Os usuários 
ficaram com 50% das vagas, e os outros 50% eram divididos entre trabalhadores, gestores 
e prestadores de serviço. A composição do CNS de 1990 foi fruto de longa negociação do 
movimento social com o Ministério da Saúde. 
Primeira conferência aberta ao povo 
 
 
 
A 8ª foi a primeira conferência que contou com a participação de usuários. Antes dela, os 
debates se restringiam à presença de deputados, senadores e autoridades do setor. As 
conferências eram “intraministério”. O Ministério da Saúde convidava pessoas das 
secretarias e intelectuais, mas os eventos não tinham a dimensão atual. Arouca, que 
estava no núcleo do movimento sanitário e na época era presidente da Fiocruz, foi 
convidado a presidir a 8ª Conferência. 
Os temas foram divulgados e postos em discussão através das pré-conferências estaduais 
e municipais. O interesse da sociedade levou à participação popular. As pré-conferências 
ativaram a mobilização em torno dos temas, que extrapolavam o ambiente técnico. Então, 
no ginásio Nilson Nelson, em Brasília, onde foi realizada a 8ª Conferência, reuniram-se, 
além dos delegados da sociedade civil que representavam formalmente seus grupos, 
vários outros grupos que começaram a fazer passeatas exigindo participar. Houve uma 
grande assembleia durante a Conferência para discutir a possibilidade de incorporação 
dessas pessoas, e elas acabaram sendo admitidas, como observadores. 
 
 
Conclusões 
O relatório final apontou o consenso em relação à formação de um sistema único de 
saúde, separado da previdência, e coordenado, em nível federal, por um único ministério. 
Também foram aprovadas as propostas de integralização das ações, de regionalização e 
 
 
 
hierarquização das unidades prestadoras de serviço e de fortalecimento do município. O 
relatório aponta ainda a necessidade de participação popular, através de entidades 
representativas, na formulação da política, no planejamento, na gestão e na avaliação do 
sistema. 
Outra grande resolução diz respeito a um conceito mais abrangente de saúde, que é 
descrita no relatório final como uma resultante das condições de alimentação, habitação, 
educação, renda, meio-ambiente, trabalho, transporte, lazer, liberdade, acesso à posse de 
terra e a serviços de saúde. Os delegados da 8ª atribuíram ao Estado o dever de garantir 
condições dignas de vida e de acesso universal à saúde, e apontaram a necessidade de 
integrar a política de saúde às demais políticas econômicas e sociais. 
A 8ª ainda discutiu o papel do setor privado, apesar de ele não estar presente. A ideia era 
ter um sistema exclusivamente público, com o setorprivado subordinado às normas do 
SUS, assim como está estabelecido hoje. Por isso, apesar de convidados, os 
representantes do setor privado não compareceram. 
 
 
 
RESUMO 
Antes de 1988 
O sistema público de saúde atendia a quem contribuía para a Previdência Social. 
Quem não tinha dinheiro dependia da caridade e da filantropia. 
Centralizado e de responsabilidade federal, sem a participação dos usuários. 
Assistência médico-hospitalar. 
Saúde é ausência de doenças. 
30 milhões de pessoas com acesso aos serviços hospitalares. 
Hoje 
O sistema público de saúde é para todos, sem discriminação. Desde a gestação 
e por toda a vida a atenção integral à saude é um direito. 
 
 
 
Descentralizado, municipalizado e participativo com 100 mil conselheiros de 
saúde. 
Promoção, proteção, recuperação e reabilitação. 
Saúde é qualidade de vida. 
152 milhões de pessoas têm no SUS o seu único acesso aos serviços de saúde. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DIAGNOSTICO DE SAÚDE 
 
Saneamento básico 
A falta de saneamento básico é uma realidade em muitas casas no Brasil. 
Segundo os dados realizados pela Pesquisa Nacional de Saneamento Básico e 
do Suplemento de Saneamento da Pesquisa de Informações Básicas 
Municipais, em 2017, cerca de 39,7% dos municípios brasileiros não contavam 
com o serviço de esgoto sanitário. 
Sem o recolhimento adequado das águas sujas e a garantia de receber água 
limpa encanada, as doenças proliferam. 
Neste caso, as disparidades regionais são evidentes. Enquanto na região 
Sudeste, 91% das casas estão ligadas à rede de esgoto, na região norte, apenas 
7,1% dos lares contam com este serviço. 
 
Causas dos problemas sociais do Brasil 
Além da concentração de renda, podemos citar outras causas dos problemas 
sociais no Brasil: 
• Falta de planejamento familiar: muitas famílias não tem acesso a métodos 
contraceptivos e acabam tendo mais crianças do que poderiam sustentar. 
• Ausência de compromisso dos governantes: certos dirigentes políticos 
não se esforçam para resolver os problemas sociais na sua região, o que 
dificulta a erradicação dos mesmos. 
• Corrupção: o desvio de verbas destinadas a hospitais e escolas, bem 
como o encarecimento de obras de infraestrutura, prejudica a população 
carente. 
Igualmente, constatamos que as regiões norte e o nordeste são mais atingidas 
pelo analfabetismo e saúde deficiente. 
Soluções para os problemas sociais do Brasil 
O fato de os problemas sociais estarem interligados torna a sua resolução mais 
complexa. 
Um exemplo: o baixo nível de escolaridade resulta no desemprego ou em 
subemprego, que reflete na qualidade de vida do indivíduo. 
 
 
 
Apenas um bom planejamento com objetivo de atacar as causas desses 
problemas, abriria espaço para uma solução progressiva. Desemprego 
Estudos indicam que a baixa escolarização e a pouca qualificação profissional 
são os maiores obstáculos para a ocupação das vagas existentes no mercado 
de trabalho. 
Para os jovens, especialmente do ensino médio, esse tema é causa de 
preocupação. Segundo o IBGE, em 2020, 27,1% dos jovens entre 18 a 24 anos, 
estão desempregados. 
Violência e Criminalidade 
Uma das causas da criminalidade é a má distribuição de renda e à dificuldade 
ao acesso à escola. Sem ter iguais oportunidades de escolaridade, transporte e 
saúde, muitos jovens se veem cooptados para o mundo do crime. 
 
Segundo o relatório da ONU, de 2019, no Brasil 1% da população concentra 
28,3% da renda total do país. Por isso, encontramos pessoas que ganham 
altíssimos salários e outras que ganham muito pouco. 
A solução seria promover a inclusão social dos jovens da periferia através da 
educação formal e a melhoria de instalações urbanas nos setores 
marginalizados. 
Moradia 
Segundo dados do IPEA (2009), existe um sério déficit habitacional de 7,9 
milhões de casas no Brasil e ainda existem lares sem esgoto, água potável e luz 
elétrica. 
Há famílias que vivem em casas com um número de habitantes muito superior 
ao número de cômodos. Uma das consequências é a falta de privacidade e a 
propensão para o surgimento de doenças. 
 
 
 
 
 
Vários estudos apontam a escassez ou ausência de médicos em diversas 
regiões do Brasil. Isso acontece especialmente em regiões mais afastadas 
dos grandes centros urbanos, onde normalmente as estruturas para o 
atendimento à população são mais precárias. Por outro lado, há uma 
grande concentração de médicos nas capitais, onde há mais serviços de 
saúde e mais oportunidades de trabalho. 
Segundo a Organização Mundial da Saúde, agência da ONU especializada em 
saúde, o parâmetro ideal de atenção à saúde é de 1 médico para cada mil 
habitantes. O Brasil supera essa razão: hoje, são 2,11 médicos para cada mil 
habitantes. Porém, devido a essa concentração, a distribuição pelo território 
brasileiro é bastante desigual. Veja na tabela abaixo, retirada do 
relatório Demografia Médica. 
Alguns problemas de saúde no Brasil 
Atualmente, hipertensão e diabetes são as duas maiores epidemias do país. 
Para os portadores de ambas doenças já existe toda uma estrutura de 
atendimento pelo SUS. Outro problema de saúde que que deve ser analisado 
com cautela é a obesidade, que cresce a níveis alarmantes. Esta doença é uma 
das principais causas da diabetes e da hipertensão, além de ser responsável por 
diversas outras complicações para a saúde. 
 
Quais os principais desafios enfrentados pelo SUS hoje? 
O SUS é um dos maiores sistemas de saúde pública do mundo, são 190 
milhões de brasileiros potencialmente usuários e 150 milhões que dependem 
exclusivamente desse sistema. Apesar de inúmeras conquistas e avanços desde 
a sua criação, a saúde pública no Brasil enfrenta diversos problemas. É comum 
pacientes esperarem horas para ser atendidos, hospitais sem leitos suficientes, 
estrutura precária e grandes filas para consultas e tratamentos. 
Muitos pesquisadores e especialistas na área têm se debruçado sobre o tema a 
fim de verificar os principais gargalos do sistema e há certa unanimidade em 
https://www.politize.com.br/onu-organizacao-das-nacoes-unidas/
https://amb.org.br/wp-content/uploads/2018/03/DEMOGRAFIA-M%C3%89DICA.pdf
https://www.politize.com.br/saude-publica-e-como-funciona-o-sus/
 
 
 
relação a dois aspectos: o sistema é mau gerenciado e o financiamento é 
insuficiente. 
Gestão e financiamento 
Não há como separar as dificuldades de gestão da saúde pública com o seu 
financiamento, pois em grande medida, eles são causa e consequência. O SUS 
tem um caráter de descentralização, o que visa dar mais autonomia aos entes 
federados. O grande problema é que descentralizou-se a gestão, porém os 
recursos não foram descentralizados de maneira proporcional. 
O que acontece na prática é: os estados e municípios possuem grandes 
responsabilidades em relação aos atendimentos em seu território, porém não 
recebem recursos suficientes para isso. 
Também é muito comum constatar incapacidade de municípios pequenos em 
estabelecer e gerenciar seus sistemas de atendimento. Como o município é 
responsável pela atenção básica, que pode resolver cerca de 85% dos 
problemas de saúde, as deficiências nesse nível podem comprometer em grande 
medida a qualidade da saúde da população. 
• Afinal, por que dizemos que o SUS é subfinanciado? 
O SUS é subfinanciado pois não recebe recursos suficientes para atender 
toda a população da maneira que propõe a Constituição. Dados de 2015 
mostram que o Brasil gastava cerca de 3,1% do PIB em saúde pública. São em 
média 525 dólares por habitante gastos anualmente no Brasil. Em outros países 
onde há sistema de saúde pública como o Brasil, investe-se, em média, 3 
mil dólares anuais. 
• Ainda temos alguns agravantes… 
Um dos principais agravantes é o envelhecimento da população brasileira. 
Uma pesquisa realizada pelo IBGE mostrou que em 2016, 26 milhões de 
habitantes tinham mais de 60 anos.Como nessa faixa etária os problemas de 
saúde se tornam mais recorrentes, isso representa um alto custo para a saúde 
pública. 
https://www.politize.com.br/niveis-de-governo-federal-estadual-municipal/
https://www.politize.com.br/niveis-de-governo-federal-estadual-municipal/
https://www.politize.com.br/niveis-de-governo-federal-estadual-municipal/
https://www.politize.com.br/divida-dos-estados/
 
 
 
Considerando o subfinancia mento e a má gestão, quais seriam as 
soluções para melhorar o SUS? Reunimos as opiniões de alguns 
especialistas. 
Sérgio Piola, coordenador da área de Saúde do Instituto de Pesquisa Econômica 
Aplicada (IPEA) afirma que não há solução se não houver mais recursos, pois 
inclusive para a melhoria da gestão, seriam necessários investimentos. Segundo 
ele, também é preciso investir para que se resolvam as disparidades regionais; 
a população que depende do SUS nas regiões Sul e Sudeste, recebem muito 
mais serviços que os moradores do Norte e Nordeste. 
Para Gonzalo Vecina, médico e superintendente do Hospital Sírio 
Libanês, o modelo do SUS é bom e não precisa ser reformulado, é 
necessário melhorar a gestão administrativa, aumentando a produtividade do 
sistema. Drauzio Varella destaca que há mudanças importantes a serem feitas 
em relação à concepção do sistema. Segundo ele, a saúde está focada na 
doença, mas é preciso focar na prevenção, é preciso agir antes. Uma medicina 
preventiva reduz as chances de doenças e por consequência, reduz os gastos 
necessários com tratamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIA. 
https://slideplayer.com.br/slide/1862472/7/images/20/PROGRAMA+DE+SA%C3%9ADE+DO
+IDOSO.jpg 
 
https://webreportagem.files.wordpress.com/2011/10/infogrc3a1ficofinal-cocc81pia-2.jpeg 
 
https://conselho.saude.gov.br/ultimas-noticias-cns/592-8-conferencia-nacional-de-saude-
quando-o-sus-ganhou-forma

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