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UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDONÓPOLIS
INSTITUTO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E TECNOLÓGICAS
ENGENHARIA MECÂNICA
EM37 – ELEMENTOS DE MÁQUINAS II
Prof. Leonardo Resende
leonardo.resende@ufr.edu.br
Rondonópolis, 28 de maio de 2024.
ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO - 
CORRENTES
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑ CORRENTES
▪ Vantagens da transmissão por correntes
▪ Materiais de fabricação
▪ Tipos de correntes
o Corrente de blocos
o Corrente de dentes invertidos
o Corrente de elos
o Corrente de elos livres
o Corrente de rolos ou roletes
▪ Lubrificação
▪ Manutenção
▪ Limites de utilização e recomendações de projeto.
❑CORRENTES: são elementos de máquinas flexíveis utilizadas para 
a transmissão de potência ou transporte/movimentação de carga. 
São elementos geralmente metálicos, constituídos de uma série de 
anéis ou elos.
▪ A transmissão por correntes consiste basicamente de um par de 
rodas dentadas e uma corrente.
▪ A roda que transmite movimento e força é chamada roda motora. A 
roda que recebe movimento e força é a roda movida.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
▪ UM POUCO DE HISTÓRIA:
▪ Desenhos de Leonardo da Vinci datados do século 16 mostram o que 
aparenta ser a primeira corrente de aço para transmissão. 
▪ Porém, os créditos desta invenção são dados a Hans Renold que 
apresentou a patente da corrente de rolos (ou roletes) em 1880. Até 
então, as correntes utilizavam apenas pinos e placas.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
Projeto original de Hans Renold para a patente britânica -1880.
❑A seleção do tipo de transmissão mais adequado depende dos 
requerimentos específicos. 
▪ As correntes, apesar de possuírem características comuns a outros 
tipos de transmissão (correias e engrenagens), têm também 
características únicas, devendo o projetista analisá-las e considerá-
las como uma interessante opção (Ex: em substituição as correias) e 
decidir sobre sua utilização.
▪ Elas são largamente utilizadas na indústria mecânica, onde as 
aplicações abrangem diversas áreas, como automobilística 
(automóveis, motocicletas e bicicletas), naval, aeronáutica e etc. 
▪ São também utilizadas na indústria nuclear, de mineração e 
máquinas transportadoras.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
▪ A seleção da corrente mais adequada a certa aplicação implica em 
maior eficiência e menor custo. Assim o projetista deve considerar 
alguns parâmetros e critérios orientadores para a correta seleção de 
correntes, como:
➢ Potência transmitida;
➢Relação de transmissão (i) ou as velocidades dos eixos motor e 
movido;
➢Características da máquina movida e da motora;
➢Espaço disponível (distância entre os eixos);
➢Vida e confiabilidade requerida;
➢Condições de operação (presença de poeira ou sujeiras, 
temperatura e etc.);
➢Custo.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
▪ A transmissão ocorre por meio do acoplamento dos elos da corrente 
com os dentes da roda dentada. 
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
▪ Os acionamentos de maior sucesso têm razão (ou relação) de 
transmissão (i) de 6:1, porém pode-se utilizar razões mais elevadas 
com sacrifício da vida útil da corrente.
n1 = número de rotações por minuto (rpm) da roda dentada menor;
n2 = número de rotações por minuto (rpm) da roda dentada maior.
𝑖 =
𝑛1
𝑛2
▪ A transmissão por corrente normalmente é utilizada quando não se 
podem usar correias por causa da umidade, vapores, óleos, etc. 
▪ Deve ser tomado cuidado com a lubrificação do conjunto corrente e 
roda dentada. Uma boa lubrificação é condição essencial para um 
funcionamento suave e duradouro. 
▪ Por exemplo: se não houver lubrificação da corrente da bicicleta, vai 
ser mais difícil para o ciclista pedalar, pois ele terá que empregar 
mais força durante essa ação.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑VANTAGENS DA TRANSMISSÃO POR CORRENTE:
✓Adequada para grandes distâncias entre eixos (tornando 
impraticável a utilização de engrenagens);
✓Transmissão de maior potência (quando comparada com 
correias);
✓ Permite a variação do comprimento, com a remoção ou adição 
de elos;
✓Menor carga nos mancais, já que não necessita de uma carga 
inicial;
✓Não há perigo de deslizamento;
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑VANTAGENS DA TRANSMISSÃO POR CORRENTE:
✓Bons rendimentos e eficiência (98 a 99%, em condições ideais);
✓Longa vida;
✓ Permite grandes reduções (i < 7);
✓ São mais tolerantes em relação ao desalinhamento de centros;
✓Transmissão sincronizada;
✓Condições severas de operação (correias são inadequadas sob 
umidade, alta temperatura ou ambiente agressivo).
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑MATERIAIS DE FABRICAÇÃO:
▪ Os materiais de fabricação das correntes devem atender a algumas 
exigências, como:
✓ requerimento de carga elevada, 
✓ alta resistência, 
✓ alta suscetibilidade ao tratamento térmico, 
✓ alta resistência aos esforços de fadiga, 
✓ baixa temperatura de transição dúctil-frágil, 
✓ baixa sensibilidade ao impacto, 
✓ excelentes possibilidades de usinagem, conformação, corte e 
solda. 
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑MATERIAIS DE FABRICAÇÃO:
▪ As correntes são normalmente fabricadas em aços especiais, (aço 
cromo-níquel), tratados termicamente (têmpera e revenido).
▪ As superfícies de apoio (pinos e buchas) são endurecidas, para 
aumentar a resistência à fadiga, ao desgaste e à corrosão. 
▪ Aços inox também são utilizados, bem como ferro e ferro fundido.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑TIPOS DE CORRENTES:
▪ Os tipos mais comuns de correntes são:
✓Corrente de blocos
✓Corrente de dentes invertidos
✓Corrente de elos
✓Corrente de elos livres
✓Corrente de rolos ou roletes
▪ Temos também as correntes:
✓Galle
✓Zobel ou Lamelar
✓ Fleyer
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑Corrente de blocos:
▪ Cada par de rolos, com seus elos, forma um sólido (bloco).
▪ Esse tipo de corrente apresenta mais resistência, também se desgasta 
mais rapidamente e provoca mais ruído do que a corrente de rolos.
▪ É usada, por exemplo, em esteiras transportadoras.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑Corrente de dentes invertidos:
▪ Também são chamadas de correntes silenciosas, devido à sua 
operação relativamente sem ruído.
▪ Este tipo de corrente tem as placas laterais fabricadas em forma de 
dentes invertidos que se acoplam com os dentes da engrenagem. O 
perfil dos dentes da corrente e do pinhão é normalmente reto.
▪ Devido a esta geometria, o acoplamento é feito com um perfil 
equivalente aos dentes de engrenagem (maior distância entre 
centros), proporcionado um engrenamento gradual. 
▪ Assim, tem-se uma melhor distribuição da carga ao longo do 
“dente”, diminuindo, assim, o impacto, o desgaste e o ruído em altas 
velocidades (7 a 16 m/s).
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑Corrente de dentes invertidos:
▪ Com a lubrificação adequada, correntes silenciosas operam com 
eficiência entre 95% e 99%.
▪ Devido à sua operação mais suave e silenciosa, as correntes de 
dentes invertidos podem operar à velocidades maiores do que as 
correntes de rolos.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
Correntes silenciosas com juntas de deslizamento e com juntas de rolamento.
❑Corrente de dentes invertidos:
▪ A parte mais crítica da corrente é a conexão por pinos. 
▪ As correntes e rodas dentadas de dentes invertidos são padronizadas 
pela norma ANSI (American National Standards Institute) e ASME 
(American Society of Mechanical Engineers).
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑Corrente de elos:
▪ Possui os elos formados de vergalhões redondos soldados, podendo 
ter um vergalhão transversal para esforço. 
▪ É usada para suspensão de cargas pesadas, por exemplo, em talhas 
manuais.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑Corrente de elos livres:
▪ É usada, por exemplo, em esteiras transportadoras. 
▪ É empregada quando os esforços são pequenos.
▪ Sua característica principal é a facilidadede retirar qualquer elo, 
sendo apenas necessário suspendê-lo.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑Corrente Galle:
▪ São correntes sem roletes, compostas apenas por placas laterais e 
pinos maciços. 
▪ Aumentando-se o número de placas laterais pode-se obter maiores 
capacidades de carga. Normalmente são utilizadas para elevar ou 
abaixar pequenas cargas, tais como: máquinas de elevação até 20 T 
e com pequena altura, portões e transmissão de pequenas potências 
em baixas rotações. 
▪ A relação de transmissão máxima recomendada é de 1:10 e a 
velocidade máxima recomendada de 0,5 m/s, devido ao grande 
desgaste das placas laterais.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
(a) Corrente tipo 
GALLE com dupla 
placa lateral e (b) 
simples.
(a) (b)
❑Corrente Zobel ou Lamelar:
▪ Este tipo de corrente é empregado em transmissão de potência em 
médias velocidades (até 3,5 m/s) e relação de transmissão máxima 
recomendada de 1:10. 
▪ São mais resistentes ao desgaste do que as correntes do tipo Galle, 
pois possuem maior superfície de contato. Possuem as buchas fixas 
às placas internas e os pinos fixos às placas externas. Os pinos 
podem ser ocos, resultando em uma corrente com menor peso.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑Corrente Fleyer:
▪ São semelhantes às correntes Galle e não possuem roletes. 
▪ Não são utilizadas em transmissão de movimento. 
▪ São empregadas para elevação de carga, tracionamento, máquinas 
siderúrgicas de pequeno porte e etc..
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑CORRENTE DE ROLOS OU ROLETES:
▪ É composta por elementos internos e externos, talas ligadas através 
de pinos e buchas, e sobre as buchas são colocados rolos.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑CORRENTE DE ROLOS OU ROLETES:
▪ As correntes de rolos são as mais utilizadas, tanto para transmissão 
de potência como para esteira transportadora.
▪ São fabricadas com diversos elos sendo cada um deles composto de 
placas, roletes, grampos ou anéis e pinos. 
▪ A corrente se acopla as engrenagens motora (pinhão) e movida 
(coroa) que transmitem o movimento. Os dentes das engrenagens se 
acoplam com os roletes rotativos, onde o desgaste é reduzido, pois 
acontecem contatos do tipo deslizante e rolante. 
▪ Estas correntes estão disponíveis em diversas formas padronizadas e 
materiais, tais como aço, aço inox, plásticos.
▪ Permitem velocidade de até 11 m/s, porém a faixa recomendada é de 
3 a 5 m/s.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑CORRENTE DE ROLOS OU ROLETES:
▪ Uma corrente de rolos é formada por elos externos e internos que se 
repetem alternadamente.
▪ Os pinos e as buchas são os principais componentes sujeitos a 
desgaste.
▪ As placas internas e externas suportam as cargas de tensão aplicadas 
na corrente e estruturalmente mantêm pinos e buchas no lugar.
▪ Os rolos absorvem os choques, reduzindo o impacto do 
engrenamento da corrente na roda dentada.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑CORRENTE DE ROLOS OU ROLETES:
▪ A tabela seguinte apresenta os componentes das correntes de rolos, 
suas funções e os esforços aos quais estão submetidos:
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑CORRENTE DE ROLOS OU ROLETES:
▪ Esse sistema assegura um rendimento de 98% em condições 
corretas de trabalho, obtendo-se uma relação de velocidade 
constante entre a engrenagem motriz e a movida.
▪ Várias correntes podem ser ligadas em paralelo, formando correntes 
múltiplas; podem ser montadas até 8 correntes em paralelo.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑CORRENTE DE ROLOS OU ROLETES:
▪ Normalmente, as correntes simples satisfazem a maioria das 
exigências e têm menor custo.
▪ Recomenda-se usar o menor passo possível capaz de transmitir a 
potência e a carga na velocidade exigida pela aplicação.
▪ Correntes múltiplas, de passo pequeno, devem ser usadas para 
transmitir potência a altas velocidades ou quando se desejar um 
baixo nível de ruído, desde que possam ser usadas rodas dentadas 
com grande número de dentes.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑CORRENTE DE ROLOS OU ROLETES:
▪ As correntes de rolos são tão flexíveis quanto as correias e tão 
eficientes quanto as engrenagens. Além disso, fornecem resistência a 
choques, facilidade de instalação e confiabilidade na transmissão.
▪ Vantagens das correntes de rolos:
✓ Não escorregam: mantêm constante a relação de transmissão;
✓ Rendimento de 98%: esta eficiência se mantêm ao longo de toda 
sua vida útil;
✓ Versatilidade de operação: eficiência em vários ambientes de 
trabalho;
✓ Absorvem choques: a sua inerente elasticidade mais a película 
de óleo entre seus componentes, reduz os efeitos danosos de 
choques e impactos;
✓ Leves e compactas: menor espaço e peso por HP transmitido;
✓ Maior durabilidade: a distribuição de carga entre vários dentes 
da roda, garante uma longa vida útil. 
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑CORRENTE DE ROLOS OU ROLETES:
▪ A corrente de rolos é utilizada em: 
o Locais de difícil acesso;
o Grandes distâncias entre centros;
o Condições abrasivas ou sujas.
▪ Ao longo da trajetória da corrente, existem diversos locais 
potencialmente críticos:
✓ Na interferência entre o dente da roda dentada e o rolete da 
corrente ocorre uma tensão de contato;
✓ Ocorre impacto quando cada novo dente entra em contado com 
o rolete da corrente. A intensidade desse impacto aumenta 
significativamente com o aumento da velocidade da corrente;
✓ As placas de ligação ficam sujeitas a uma carga de tração 
variando de zero até um valor máximo.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑CORRENTE DE ROLOS OU ROLETES:
▪ As correntes de rolos ou roletes são projetadas de modo que 
raramente se rompem, porém eventualmente elas precisam ser 
substituídas devido ao desgaste entre os pinos e as buchas.
✓ Esse desgaste faz com que o passo, a distância entre os centros 
de roletes adjacentes, aumente.
✓ Quando o desgaste alonga a corrente em cerca de 3%, o passo 
aumentado faz com que os roletes se movam de forma 
indesejada, fazendo com que seja preciso a substituição da 
corrente e também da roda dentada, se esta apresentar desgaste.
▪ Uma corrente lubrificada corretamente normalmente possui uma 
vida útil de cerca de 15.000 horas.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑CORRENTE DE ROLOS OU ROLETES:
▪ As correntes de rolos foram padronizadas com respeito às suas 
dimensões pela ANSI (American National Standards Institute). A 
nomenclatura utilizada é a seguinte:
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
▪ Passo: é a distância linear 
entre os centros dos roletes.
▪ Largura: é a distância 
entre as placas internas de 
conexão.
❑CORRENTE DE ROLOS OU ROLETES:
▪ Temos também a seguinte nomenclatura utilizada na transmissão por 
correntes de rolos, bem como algumas simbologias e definições:
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑CORRENTE DE ROLOS OU ROLETES:
▪ Temos também a seguinte nomenclatura utilizada na transmissão por 
correntes de rolos, bem como algumas simbologias e definições:
ᵧ → ângulo de articulação
𝛾 =
2. 𝜋
𝑧
=
360
𝑧
zp,c → número de dentes do pinhão e da coroa
n1,2 → rotação do pinhão e da coroa
dp,c → diâmetro primitivo do pinhão e da coroa
c → distância entre centros
p → passo
F → carga na corrente
P → potência transmitida
i → relação de transmissão
θ → ângulo de contato (abraçamento) da corrente e pinhão.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑CORRENTE DE ROLOS OU ROLETES:
▪ Temos também a seguinte nomenclatura utilizada na transmissão por 
correntes de rolos, bem como algumas simbologias e definições:
𝑖 =
𝑛1
𝑛2
=
𝑑𝑐
𝑑𝑝
sin
𝛾
2
=
Τ𝑝 2
Τ𝑑 2
→ d =
𝑝
sin Τ𝛾 2
→ d =
𝑝
sin
180
𝑧
𝑣 =
𝜋. 𝑑 . 𝑛
60
→ 𝑣 =
𝑧. 𝑝 . 𝑛
60
 [𝑚/𝑠]
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑CORRENTE DE ROLOS OU ROLETES:
▪ Exemplos de utilização:
✓A aplicação mais familiar deste tipo de corrente é a corrente de 
acionamento de umabicicleta.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑CORRENTE DE ROLOS OU ROLETES:
▪ Exemplos de utilização:
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
✓É aplicado na movimentação do 
eixo do comando de válvulas de 
alguns veículos.
❑CORRENTE DE ROLOS OU ROLETES:
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
▪ O tipo mais comum de tensionador de 
corrente em automóveis é o tensionador de 
almofada, que fica preso ao bloco do motor e 
se mantém em contato com a corrente pela 
pressão de uma mola.
❑CORRENTE DE ROLOS OU ROLETES:
▪ Quantidade de dentes (z):
▪ Para o funcionamento suave em velocidades altas ou moderadas é 
aconselhável o uso de rodas dentadas com, no mínimo, 17 dentes.
▪ O uso de rodas dentadas com 19 ou 21 dentes, por exemplo, 
fornecem maiores durabilidade e suavidade de operação.
▪ Quando as limitações de espaço são predominantes ou quando a 
velocidade é muito baixa, pode-se usar um número de dentes menor, 
com o consequente sacrifício para a vida útil da corrente.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑CORRENTE DE ROLOS OU ROLETES:
▪ Em geral, uma maior capacidade de carga de corrente é necessária 
quando ocorrer qualquer uma das seguintes condições:
✓ A roda menor possui menos de 9 dentes para velocidades baixas 
de acionamento ou menos de 16 dentes para velocidades altas de 
acionamento;
✓ Ocorrem cargas de choque, ou há frequentes reversões de carga;
✓ Há três ou mais de três rodas no conjunto;
✓ A lubrificação é deficiente;
✓ A corrente trabalha em presença de sujeira ou poeira excessivas.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑LUBRIFICAÇÃO DE CORRENTES:
▪ Lubrificação e armaduras de proteção contra sujeiras e poeiras são 
essenciais para prevenir o desgaste e prolongar a vida da corrente. 
▪ Sua performance é bastante melhorada através de lubrificação 
adequada nas articulações e nos dentes das engrenagens. 
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
Exemplo de caixas 
de proteção para 
correntes.
❑LUBRIFICAÇÃO DE CORRENTES:
▪ A lubrificação reduz o atrito entre as partes e, consequentemente, o 
desgaste, e ainda atua como refrigerante, retirando o calor gerado 
pelo atrito, aumentando a eficiência da transmissão. 
▪ Óleos pesados ou graxas não são recomendados, pois são muito 
viscosos e não conseguem penetrar as folgas das peças de uma 
corrente. 
▪ Entretanto, óleos com viscosidade muito baixa são incapazes de 
manter uma camada de lubrificante adequada capaz de resistir às 
pressões de contato atuantes na transmissão. 
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑LUBRIFICAÇÃO DE CORRENTES:
▪ O método adequado de lubrificação depende de vários fatores: 
número de dentes da engrenagem menor, potência transmitida, 
velocidade, temperatura, etc..
▪ Existem alguns métodos básicos para a lubrificação: 
✓Manual;
✓Gotejamento;
✓Banho de óleo;
✓Disco rotativo;
✓Lubrificação forçada ou spray sob pressão. 
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑LUBRIFICAÇÃO DE CORRENTES:
✓Manual
▪ Este método não necessita de equipamentos especiais para sua 
implementação. O óleo pode ser aplicado periodicamente com 
pincel, aerosol (spray) ou almotolia (lata de óleo), diretamente nos 
pontos de lubrificação da corrente. 
▪ A frequência deve ser tal que mantenha a corrente sempre 
lubrificada, o que implica na utilização de um lubrificante de baixa 
viscosidade para que penetre nas juntas. Porém se a viscosidade for 
baixa demais o lubrificante poderá ser ejetado para fora da corrente 
em velocidades muito altas.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑LUBRIFICAÇÃO DE CORRENTES:
✓Manual
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑LUBRIFICAÇÃO DE CORRENTES:
✓Gotejamento
▪ Este método requer um sistema composto de um reservatório e 
dutos, garantindo que uma regular e controlada quantidade de óleo 
pingue sobre a corrente. 
▪ As gotas de óleo caem diretamente entre as bordas das placas, perto 
do ponto de entrada da roda dentada.
▪ Deve-se tomar cuidado para evitar o deslocamento das gotas por 
vibração do sistema, deslocamento do ar, etc.
▪ A recomendação é um fluxo de 5 a 20 gotas por minuto.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑LUBRIFICAÇÃO DE CORRENTES:
✓Gotejamento
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑LUBRIFICAÇÃO DE CORRENTES:
✓Banho de óleo
▪ Este tipo de lubrificação é normalmente utilizado quando a corrente 
é protegida por uma armadura, na qual normalmente está contido na 
parte inferior um reservatório de óleo.
▪ O nível do óleo deve alcançar a linha de passo da corrente nos seus 
pontos mais fundos, durante a operação (aproximadamente 10 mm 
de profundidade). 
▪ A cada rotação, a corrente passa através deste óleo, sendo 
lubrificada e também refrigerada.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑LUBRIFICAÇÃO DE CORRENTES:
✓Banho de óleo
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑LUBRIFICAÇÃO DE CORRENTES:
✓Disco rotativo
▪ A lubrificação da corrente é feita pela circulação do óleo através de 
um disco rotativo adicional, imerso aproximadamente 20 mm no 
óleo. A velocidade deve ser superior a 200 m/s.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
▪ A corrente opera acima 
do nível do óleo. Um 
disco pega o óleo do 
depósito e coloca na 
corrente por meio de 
placas de flexão.
❑LUBRIFICAÇÃO DE CORRENTES:
✓Lubrificação forçada ou spray sob pressão
▪ O óleo armazenado em uma caixa de proteção vedada (armadura) é 
injetado continuamente sobre os pontos de lubrificação da corrente 
depois de impulsionado por um sistema de bombeamento em 
circuito fechado.
▪ O spray deve ser direcionado, sempre que possível, para a parte 
interna da corrente, perto do engrenamento para diminuir o impacto 
entre o rolete e o dente. 
▪ Os efeitos centrífugos sobre o óleo quando ele é forçado em volta da 
engrenagem ajudam a penetração através dos elementos da corrente 
e também melhoram a taxa de refrigeração.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑LUBRIFICAÇÃO DE CORRENTES:
✓Lubrificação forçada ou spray sob pressão
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑LUBRIFICAÇÃO DE CORRENTES:
✓Lubrificação forçada ou spray sob pressão
▪ Regularmente devem ser feitas inspeções no sistema de lubrificação, 
durante a operação do equipamento, para se ter certeza que os níveis 
de óleo estejam corretos. 
▪ Também deve ser verificada a ausência de entupimento no filtro, 
ralos de aspiração e no sistema em geral.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑LUBRIFICAÇÃO DE CORRENTES:
▪ Para transmissões de altas cargas em altas velocidades normalmente 
é requerido certo volume de lubrificante. 
▪ O óleo precisa evitar (ou diminuir) o contato entre as superfícies 
(lubrificação), dissipar o calor gerado (refrigeração) e levar 
impurezas e poeiras acumuladas (limpeza). Tudo isto requer certa 
quantidade de lubrificante. 
▪ A tabela seguinte fornece o fluxo de óleo mínimo necessário para 
uma lubrificação estável, em função da potência transmitida:
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑LUBRIFICAÇÃO DE CORRENTES:
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
Fluxo de óleo recomendado 
x Potência transmitida.
❑MANUTENÇÃO DE CORRENTES:
▪ A manutenção apropriada para correntes requer:
✓Lubrificação adequada
✓ Inspeção periódica
✓Tensão adequada da corrente
▪ Uma cuidadosa inspeção periódica das correntes e rodas dentadas é 
necessária para detectar eventuais problemas, antes que danos 
apareçam na transmissão.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑MANUTENÇÃO DE CORRENTES:
▪ O custo de manutenção preventiva é diluído na extensão da vida útil 
da corrente.
▪ A frequência de inspeção será feita em função da aplicação da 
corrente.
▪ Uma lista de inspeção deve fazer parte da rotina de manutenção 
onde constem dados como: data da instalação da corrente, 
frequência de lubrificação, data do último ajuste (tensão adequada), 
etc.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑AJUSTE DE CORRENTES:
▪ O ajuste da folga ou flecha da corrente é de fundamental 
importânciapara o seu correto funcionamento.
▪ Ao contrário das correias, as correntes não requerem tensão inicial 
na montagem.
▪ Uma flecha de 2 a 3%, da distância entre centros, que permita sua 
flexão com a mão, é a folga recomendada na montagem da corrente 
nas rodas dentadas.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑LIMITES DE UTILIZAÇÃO E RECOMENDAÇÕES DE 
PROJETO:
1. A relação de transmissão, sempre que possível, não deve 
ultrapassar 7 (i ≤ 7). 
2. O número de dentes do pinhão deve, sempre que possível, ser 
maior do que (zp ≥ 17), para minimizar o efeito poligonal. A soma 
do número de dentes de ambas as engrenagens não deve ser menor 
do que 50. O número de dentes máximo não deve ultrapassar 120.
3. O número de elos da corrente não deve ser múltiplo do número de 
dentes do pinhão nem da coroa, para evitar que um determinado 
dente e um rolete específico se encontrem com frequência, 
prevenindo, assim, o desgaste.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑LIMITES DE UTILIZAÇÃO E RECOMENDAÇÕES DE 
PROJETO:
4. Caso a distância entre centros (c) não seja conhecida a 
recomendação indicada é: 
30.p ≤ c ≤ 50.p
Não deve ser nunca maior que 80.p, para evitar uma flecha 
excessiva devido ao peso da corrente e consequente perda de 
eficiência. Outra recomendação para a distância mínima entre 
centros é dada pela seguinte equação.
cmin=(dp+dc)/2
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑LIMITES DE UTILIZAÇÃO E RECOMENDAÇÕES DE 
PROJETO:
5. A vida de uma corrente é determinada estatisticamente e estimada 
em 15000 h, correspondente a confiabilidade de 90% (R(t) = 0.9).
6. As principais falhas nas correntes são:
▪ alongamento da corrente, proveniente do aumento do passo 
causado pelo desgaste das articulações. Para que o alongamento 
não ultrapasse 3% (Δℓ/ℓmáx = 3%) devesse utilizar velocidades 
até 6 m/s.
▪ falha das articulações (rolete, pino e dentes) são minimizadas 
através de lubrificação.
▪ falhas de fabricação e montagem são minimizadas através de 
controle de qualidade.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑LIMITES DE UTILIZAÇÃO E RECOMENDAÇÕES DE 
PROJETO:
7. A limpeza da corrente deve ser feita em dois estágios:
▪ limpeza com querosene para a retirada de óleo e sujeiras e
▪ imersão em óleo para restaurar a lubrificação interna.
8. Podem ser utilizados estiradores, tensores para compensar o 
alongamento e/ou a diminuição do espaço, mas nunca no ramo 
tenso da corrente.
9. As folgas recomendadas para as correntes são:
▪ transmissão horizontal: 2%
▪ transmissão vertical: 1%
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑LIMITES DE UTILIZAÇÃO E RECOMENDAÇÕES DE 
PROJETO:
10. A utilização de corrente simples com passo grande ou múltipla 
com passo pequeno depende de considerações econômicas e do 
espaço disponível. As transmissões mais econômicas, normalmente, 
utilizam correntes simples com os menores passos possíveis, porém 
se o espaço limitar o tamanho da transmissão, a utilização de 
correntes múltiplas permitirá um maior número de dentes do 
pinhão. De uma forma geral pode-se utilizar a seguinte relação para 
a escolha do passo:
▪ passo pequeno ⇒ pequenas cargas em altas velocidades.
▪ passos grandes ⇒ cargas maiores em baixas velocidades.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑LIMITES DE UTILIZAÇÃO E RECOMENDAÇÕES DE 
PROJETO:
11. A disposição da corrente de transmissão e suas engrenagens não 
devem ser negligenciadas. O lado frouxo, sempre que possível, 
deve estar para baixo. 
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑LIMITES DE UTILIZAÇÃO E RECOMENDAÇÕES DE 
PROJETO:
11. 
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑LIMITES DE UTILIZAÇÃO E RECOMENDAÇÕES DE 
PROJETO:
12. Armaduras e proteção são frequentemente utilizados e fortemente 
recomendados. Os principais motivos são:
▪ lubrificação:
o reservatório para armazenamento de óleo;
o armazenar o excesso de óleo contaminado proveniente da 
lubrificação permitindo sua troca.
▪ segurança:
o proteger pessoal e equipamento contra eventuais rupturas das 
correntes.
As armaduras e proteções são geralmente fabricadas com chapas ou 
telas de aço; possuem portas de acesso para manutenção e inspeção.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
❑ EXERCÍCIOS:
1. Quando normalmente é utilizada a transmissão por correntes e 
quais as vantagens desse tipo de transmissão?
2. Quais exigências devem ser cumpridas para a realização de uma 
manutenção adequada em um sistema de transmissão por corrente?
3. Quais elementos compõem uma corrente de rolos ou roletes, quais 
as vantagens da sua utilização e em que locais essas correntes 
podem ser utilizadas?
4. Explique os diferentes tipos de lubrificação para as correntes.
5. Ao longo da trajetória da corrente, existem alguns locais 
potencialmente críticos; identifique e explique quais são esses 
pontos críticos.
ELEM. FLEXÍVEIS DE TRANSM. - CORRENTES
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	Slide 2: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO - CORRENTES
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