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Planejamento do desempenho financeiro 
futuro
Apresentação
As informações contidas nos demonstrativos financeiros auxiliam a área de planejamento em 
desenvolver ferramentas de planejamento referente ao desempenho das organizações. 
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai identificar como é desenvolvido o planejamento do 
desempenho financeiro futuro das empresas.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar os termos das demonstrações financeiras que auxiliam na previsão de eventos 
futuros.
•
Relacionar as ações da empresa com seus respectivos impactos financeiros.•
Comparar indicadores financeiros e projetar seus próximos resultados.•
Desafio
O bom conhecimento das demonstrações contábeis financeiras não é útil apenas aos contadores, 
afinal, o planejamento financeiro (ao qual estão subordinadas todas as atividades da empresa) é 
apresentado utilizando-se as demonstrações contábeis, ainda que com viés financeiro. Sabe-se 
também que, independentemente do tamanho da empresa, quanto mais profissional for sua 
administração, mais atenção será dada ao planejamento financeiro. 
Logo, para resolver este Desafio, você como gerente de planejamento financeiro da empresa, 
deverá explicar por que a maioria das empresas começa a elaboração de seus planejamentos 
financeiros estipulando os preços que serão cobrados pelos seus produtos e a previsão de suas 
vendas, para tentar prever o lucro que obterão no final do próximo ano contábil.
Infográfico
Para a devida tomada de decisão identificar o lucro almejado nas operações é uma condição 
importante para a gestão.
No Infográfico a seguir como as empresas preveem seu lucro total esperado, partindo do volume 
de vendas e dos preços dos produtos que irão vender.
Conteúdo do livro
O planejamento financeiro possui entre as suas principais funções a tarefa funcional de orientar o 
planejamento, ou seja, de indicar a direção que o planejamento estratégico financeiro deve seguir. 
Normalmente são ações que visam a permanência da organização no mercado e a sua 
sustentabilidade econômico financeira. 
No capítulo O planejamento do desempenho financeiro futuro você irá aprender sobre como as 
demonstrações e índices financeiros auxiliam a tomada de decisão.
Boa leitura. 
REALIDADE 
SOCIOECONÔMICA 
E POLÍTICA 
BRASILEIRA 
Rosângela Aparecida da Silva
Planejamento 
do desempenho 
financeiro futuro
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Identificar os termos das demonstrações financeiras que auxiliam na 
previsão de eventos futuros.
  Relacionar as ações da empresa com seus respectivos impactos 
financeiros.
  Comparar indicadores financeiros e projetar seus próximos resultados.
Introdução
Neste capítulo, você vai estudar o papel da administração financeira e 
como seus termos podem auxiliar nas decisões de investimento futuro 
de uma empresa. Para isso, você vai comparar indicadores financeiros que 
são obtidos de seus registros financeiros, realizados com muita dedicação 
e noção de sua importância para a organização.
A administração financeira como termômetro 
da empresa
O desempenho fi nanceiro futuro de uma empresa depende muito do quão 
comprometida ela está em analisar as suas possibilidades administrativas 
fi nanceiras dentro de um mercado específi co.
O lado da administração de empresas em uma economia tem várias faces: 
desde estudos do ambiente externo e suas variações até a compreensão sobre 
o ambiente interno da organização.
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Mas, afinal, o que é a administração financeira? Administrar financeira-
mente alguma empresa ou até mesmo sua família significa poder gerir seus 
recursos e receitas de forma a cobrir seus custos e despesas de maneira eficiente 
e, sobretudo, ter planejamento sustentável de longo prazo. A administração 
financeira tem relação com todos os agentes econômicos: produtores, consu-
midores, governo e instituições financeiras, de modo que se relaciona com a 
microconomia e com a macroeconomia.
Microeconomia e macroeconomia: influência nas organizações
A microeconomia, também chamada de teoria dos preços, tem como objetivo estudar 
o comportamento dos produtores e dos consumidores em mercados específicos. 
Para isso, analisa os agentes econômicos individuais, ou seja, como os consumidores 
tomam decisões de consumo, como os produtores tomam decisões de produção e, 
assim, de que jeito os mercados formarão os preços, entre outras variáveis. Ao levar 
em consideração esse estudo, a organização estará conhecendo seu público-alvo, suas 
percepções de consumo e tendo noção do que, quanto, como e por que produzir 
(VASCONCELLOS; GARCIA, 2014). Além disso, conseguirá verificar de que maneira seu 
mercado se comporta, se encontrará alguma barreira para a entrada em determinada 
região ou segmento, seja essa barreira de custo, de retaliação das empresas existentes ou 
mesmo de cunho institucional (como barreiras ditadas por licitações governamentais).
De acordo com Dornbusch, Fischer, Startz (2013), a macroeconomia se relaciona 
ao comportamento da economia como um todo, desde suas expansões e recessões, 
o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), as taxas de inflação e desemprego, as 
contas públicas do país até a taxa de câmbio. 
Mas por que a macroeconomia se relaciona com as organizações? Se a organização 
analisa tudo em nível micro e não analisa se a macroeconomia favorece a sua ma-
nutenção e seu crescimento futuro, de nada adianta! A empresa pode ter problemas 
de custos de mão de obra com inflação, de compra de insumos para produção, de 
decisões de estoques, de taxas de juros para financiamentos e investimentos e muito 
mais. Qualquer ação governamental relacionada à macroeconomia pode afetar a 
organização, sobretudo no que tange à parte financeira.
Um administrador financeiro tem que entender que o papel dele não é só 
saber fazer contas (mesmo porque os sistemas informatizados já fazem isso), 
e sim, principalmente, interpretar essas contas e seus resultados para tentar, 
 Planejamento do desempenho financeiro futuro 2
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com um mínimo de riscos, prever eventos futuros e preparar a empresa ou a 
família para enfrentá-los. 
Os sistemas informatizados de planejamento de recursos das empresas são 
bem importantes para o registro de resultados econômicos e financeiros da 
organização e podem ser encontrados em vários formatos, desde os básicos, 
que registram apenas uma parte das operações da empresa (como a parte 
financeira), até os completos, que registram desde a compra de insumos para 
produção até a venda ao consumidor final.
O chamado ERP (Enterprise Resource Planning) 
é um sistema de informática responsável por cuidar de todas as operações 
diárias de uma empresa, desde o faturamento até o balanço contábil, de com-
pras a fluxo de caixa, de apuração de impostos a administração de pessoal, 
de inventário de estoque às contas a receber, do ponto dos funcionários a 
controle do maquinário da fábrica, enfim, todo o trabalho administrativo e 
operacional feito numa empresa. (ENTENDA, 2018).
Esses tipos de sistemas de gestão empresarial podem ser encontrados em 
diversas empresas de TI (Tecnologia da Informação) e, às vezes, são muito 
acessíveis se a empresa não for muito complexa. Podem ser encontrados e 
contratados, inclusive, de maneira virtual, pela internet (exemplos: ContaAzul, 
Meu Dinheiro e outros).
É possível, por meio de um sistema adequado, customizar o que a empresa 
quer de resultados. Assim, um bom administrador financeiro trabalhará com 
o técnico de sistemas para melhor adequar o sistema informatizado ao que a 
organização necessita como resultado para, então, conseguir analisar, ajudando 
na elaboração dos indicadores da empresa da melhor maneira possível. 
Dessa forma, não basta ter um sistemaeficiente que registre tudo, é preciso 
ter pessoal capacitado para colocar os dados certos nos lugares adequados e, 
assim, gerar resultados sem distorções da realidade da empresa. Ainda assim, 
esses resultados devem ser analisados com sabedoria pelo administrador 
financeiro.
Quantas vezes você se já deparou com empresas que pareciam ir absoluta-
mente bem financeiramente e, de repente, uma crise econômica as derrubou? 
Provavelmente, inúmeras vezes! As causas podem ser inúmeras – má gestão, 
corrupção, estoques elevados demais –, mas a principal é a falta de planeja-
mento financeiro. 
3 Planejamento do desempenho financeiro futuro 
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Caso de uma empresa têxtil de pequeno porte de Santa Catarina
A empresa X, de pequeno porte, do ramo têxtil e de origem familiar, que vende para 
outras grandes empresas do mesmo setor, ganhava muito dinheiro no curto prazo e, 
por isso, não se preocupava em gerir seu caixa, pois tinha faturamento alto por mês, 
suficiente para cobrir seus custos e despesas e ainda gerar um lucro líquido considerável.
Para uma empresa com 15 funcionários em um setor e região altamente competitivos, 
isso era muito bom. Mas havia graves problemas de gestão da empresa que foram sendo 
postergados: as contas da família detentora da empresa eram misturadas com as contas 
da própria empresa; o gestor financeiro (dono da empresa) não entendia de finanças e 
também fazia a gestão de RH (Recursos Humanos); as vendas da empresa dependiam 
quase exclusivamente de duas grandes empresas (80%), sem contrato por tempo, e 
sim por demanda; seus fornecedores só vendiam a prazo se a empresa comprasse uma 
grande quantidade de insumos e fosse adimplente (pagasse em dia).
Além desses, outros problemas de gestão eram os papéis designados aos funcionários 
que não eram bem definidos. Isso dificultava muito os momentos de decisões produtivas 
e financeiras a serem tomadas. Outro agravante era que a empresa quase não tinha 
reserva técnica, pois utilizava quase todo seu lucro para despesas familiares.
Com a chegada da crise econômica, o gestor não tinha condições de verificar em 
que estava ganhando ou perdendo e o que podia ser melhorado, uma vez que ele não 
acompanhava os movimentos de mercado e nem das suas contas. O descontrole das 
finanças levou ao desespero, pois o empresário não se conseguia mais cobrir os custos e 
as despesas. Isso ocorreu por causa da diminuição da demanda de seus grandes clientes. 
O que corrigir se não se sabia em que segmentos se ganhava mais ou menos? Quais 
eram as maiores despesas/custos da empresa? Será que o processo produtivo estava 
maximizando o uso de recursos? Se demitissem para reduzir os custos fixos, existiriam 
os custos empregatícios, porém faltavam recursos para essas rescisões. 
Diante disto, o proprietário decidiu pedir um empréstimo. O problema é que ele não 
pesquisou as taxas de mercado para empréstimos ao seu setor e o quanto poderia pagar 
mensalmente, utilizando crédito fácil com taxas mais altas.
Resultado: como não calculou quanto podia pagar, chegou um momento em que 
não conseguia mais arcar com suas obrigações, ficando inadimplente e, então, em uma 
situação quase irreversível. Para comprar insumos, tinha que comprar à vista, pois o 
fornecedor não vendia a prazo para inadimplentes. Assim, para toda clientela da empresa 
que pagava a prazo (30, 60, 90 dias), a empresa ia ao banco e vendia essas duplicatas, 
recebendo a taxas maiores ainda (ninguém estava comprando muito à vista) para pagar 
seus fornecedores. Isso tudo virou uma “bola de neve”: no mês seguinte, havia furo no 
caixa porque a empresa já havia gasto no mês anterior o dinheiro que entraria depois. 
Todos os bens da empresa já estavam comprometidos, pois serviram de garantia para 
novos empréstimos e os donos entrarm em depressão.
Só então resolveram contratar um consultor/assessor financeiro, o que acabou 
salvando a empresa. O mais importante, em termos de aprendizado financeiro é que, 
com as próprias perguntas dos gestores no momento de crise, pode-se tirar várias 
lições de administração financeira. 
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No exemplo citado neste texto, como resposta às perguntas do gestor 
da empresa, tem-se vários aprendizados: ser administrador financeiro 
não é só olhar para o que entra e o que sai, e sim saber o que compõe 
tudo isso, controlar, cuidar do nível e da composição do endividamento 
e/ou financiamento, ter uma conta de reserva ou investimentos, tratar de 
manter boas relações com quem compra e com quem fornece (por isso a 
relação do setor financeiro com o setor de compras e vendas dentro de 
uma organização é de importância elevada), gerenciar as relações com os 
intermediários financeiros (bancos, entre outros), não misturar contas da 
empresa com contas familiares (ter pró-labore – salário para o dono que 
trabalha), entre outros fatores. 
Reestruturar a empresa, definindo melhor as funções de cada colaborador 
ali dentro, foi o primeiro passo de uma longa jornada de adequação ao mercado 
e ao planejamento financeiro que a empresa teve que fazer. 
De acordo com o estudo de caso exemplificado, o tempo é uma coisa bem 
relevante, pois irá gerar históricos e possibilidades de projeção futura. O valor 
do dinheiro no tempo é um fator que, sem sombra de dúvidas, tem que ser 
considerado pelo administrador financeiro. O dinheiro que você tem agora não 
tem o mesmo valor depois de um tempo. Isso ocorre porque, primeiramente, 
em economias com inflação, o dinheiro perde poder aquisitivo, ou seja, o 
que você compra hoje com determinada quantia, não comprará mais adiante 
com a mesma quantia. 
Em segundo lugar, considera-se que, ao longo do tempo, o dinheiro 
será corrigido por taxas de juros (dinheiro que fica parado não está sendo 
administrado financeiramente) e, assim, possa cobrir a inflação e ainda 
proporcionar um ganho real. Mas o que é ganho real? É quando o dinheiro 
ganho no futuro cobre as taxas de inflação do período e ainda dá ganhos 
para que se consuma mais do que no presente. É nesse caso que entra o 
fator risco! Será que realmente vou ter, no futuro, o que tenho agora em 
termos financeiros? 
Depende da aversão, ou não, do investidor ao risco. Em geral, os adminis-
tradores financeiros de empresas têm uma maior aversão ao risco e, portanto, 
há preferência geral de lucros em curto prazo. Contudo, é importante salientar 
que os maiores retornos de longo prazo estão associados a riscos maiores. 
É por isso que, nesse caso, para diminuir os riscos, é necessário acompanhar 
cada detalhe financeiro da empresa por meio de planilhas e indicadores e 
comparar os ganhos do negócio com o que se teria se aplicasse o dinheiro em 
investimentos financeiros que proporcionassem riscos menores ou proporcio-
nais. Essa é uma das formas de analisar o custo de oportunidade do capital ou 
5 Planejamento do desempenho financeiro futuro 
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o custo do capital: se eu aplicar uma quantia nisso, quanto estarei perdendo 
de ganhos em outra coisa e quanto estou ganhando nessa?
Essa é uma premissa básica da administração financeira: os retornos 
têm trade offs com riscos, ou seja, têm relação e, portanto, são passíveis 
de escolhas – quanto maior o tempo de retorno, o risco tende a ser maior 
(GITMAN, 2010).
Trade off, de acordo com Gitman (2010), é quando se tem que fazer uma escolha em 
detrimento de outra. Como exemplo, no caso aqui apresentado, pode-se abrir mão 
de ter retorno no curto prazo para ganhar mais no longo prazo, com riscos maiores.
Quando falamos em retorno em administração financeira, estamos supondo 
que a empresa possa ter lucros positivos, e não receitas ou faturamentos ne-
cessariamente altos. Não confunda: uma empresa pode ter um faturamento 
muito alto, vender muito, mas se os seus custose despesas forem maiores do 
que esse rendimento, a empresa estará com prejuízo. O que deve ficar claro 
é que o objetivo aqui é a maximização do lucro, que é o ganho auferido pelo 
dono do capital ao diminuir do faturamento da empresa os gastos totais da 
mesma (custos e despesas gerais)!
Um administrador financeiro tem que ter todas as atividades financeiras da 
organização registradas em planilhas e/ou sistemas informatizados que gerem 
resultados de indicadores financeiros – a começar pelo registro, que deve ser 
muito bem executado e realmente ser colocado a cada fator que lhe compete para 
que, na hora dos resultados, não cause interpretações errôneas. Constantemente, 
deparamo-nos com casos de empresas que têm um sistema excelente de registros 
econômicos e financeiros, mas não têm a menor ideia do que significam todos 
os seus resultados. Se esse for o caso, reuniões conjuntas com desenvolvedores 
de sistemas e especialistas em finanças devem gerar bons resultados. 
A primeira e mais importante conta de uma empresa é seu fluxo de caixa, 
que registra as entradas e saídas da empresa em determinado período, indicando 
o saldo de caixa ao final do tempo considerado.
De acordo com Olivo (2012), há diferenças entre os fluxos de caixa depen-
dendo de para que fins de análise se quer utilizar. 
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Quando se analisa pelo princípio da competência, os dados que utili-
zamos para colocar no fluxo é do tempo do seu fato gerador, ou seja, se as 
despesas, custos e receitas foram do mês de março, os valores que irão ser 
contabilizados a fim de gerar o Balanço Patrimonial (BP), o Demonstrativo 
do Resultado do Exercício (DRE) e dados para a Controladoria serão do mês 
de março (não importando se o pagamento foi feito depois) – isto é, compete 
àquele período. Se for utilizado o conceito de caixa, serão registrados todos 
os valores que entrarem e/ou saírem naquele mês em dinheiro (operacional), 
data de pagamento e/ou recebimento, independentemente de quando foram 
gerados (OLIVO, 2012).
Utilizamos com frequência, para a construção de indicadores, o fluxo 
de caixa feito pelo princípio da competência; para projetar valores futu-
ros, em casos de investimentos, utilizamos o fluxo de caixa projetado, que 
é uma estimativa do quanto se pode ganhar ou perder com determinado 
investimento. É importante salientar que, depois de projetar e realizar o 
investimento, é possível confrontar o fluxo de caixa futuro realizado com o 
estimado ou projetado e perceber até que ponto o administrador financeiro 
está conseguindo acertar nas estimativas da organização e, assim, poder 
corrigir os rumos futuros da empresa.
Por último, vale perceber que as demais contas de fluxo de caixa que a 
empresa deve ter, se quiser gerenciar financeiramente bem o seu negócio, 
além das contas registradas anteriormente, são:
  A conta financiamento, na qual a empresa registra todos os empréstimos 
e financiamentos que tem desde períodos de pagamentos, amortizações, 
taxas de juros até saldo devedor.
  A conta investimentos, que mostra desde o quanto a empresa tem apli-
cado, qual é a disponibilidade de retirada, taxa de juros a receber até 
o saldo credor.
Com base nas contas anteriores, você pode se perguntar por que não retirar 
o dinheiro da conta investimentos e pago os empréstimos e financiamentos 
da outra conta?
Existem razões coerentes e, a seguir, veremos algumas:
  A empresa precisa ter dinheiro para cobrir uma eventual perda de 
demanda e para capital de giro, ou seja, precisa ter liquidez.
  Se um bom administrador financeiro deixou uma razoável soma de 
valores na conta investimentos, é porque ele percebeu que as taxas de 
7 Planejamento do desempenho financeiro futuro 
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juros ganhas nos investimentos superam as taxas perdidas nos finan-
ciamentos, além dos custos de transação.
  Muitos financiamentos de equipamentos, por exemplo, podem ser aba-
tidos por meio de sua depreciação do Imposto de Renda quando este é 
cobrado sobre o lucro real da empresa.
Enfim, o administrador financeiro deve ter uma visão holística (do todo) 
para que consiga minimizar os custos, maximizar os ganhos e planejar o futuro 
financeiro da organização com eficiência.
Termos comumente utilizados em administração financeira: 
  Faturamento: é a receita (preço da mercadoria ou serviços vendidos X quantidade 
vendida) que se obtém na venda de bens ou serviços.
  Receita Bruta (RB): equivale ao faturamento, sem excluir os impostos sobre receita 
da empresa.
  Receita Líquida (RL): é a Receita Bruta menos os impostos.
  Lucro Bruto (LB): equivale à RL menos o Custo de Mercadorias Vendidas (CMV).
  Lucro Líquido (LL): é o Lucro Bruto (LB) menos todas as despesas, incluindo nesta 
diminuição os impostos ou contribuições sobre o lucro, se houver.
  Custos: todo gasto realizado que está diretamente ligado à produção de algo 
(exemplos: custo de equipamento para produção, tecido para produzir camisas).
  Despesas: todo gasto da empresa que não está ligado diretamente ao processo 
produtivo (exemplos: despesas administrativas, financeiras, almoxarifado).
  Liquidez: significa o quanto se terá de dinheiro a tempo de honrar os compromis-
sos. Quanto mais rápido um ativo se transforma em dinheiro, mais líquido ele é.
  Taxa de juros nominal: é a taxa de mercado anunciada pela instituição financeira.
  Taxa de juros real: é a taxa nominal menos a taxa de inflação.
  Capital de giro: dinheiro necessário para cobrir os gastos de uma empresa entre 
um período e outro.
Decisão produtiva e impacto financeiro futuro
As ações das empresas têm que ser muito bem pensadas, já que suas decisões 
provavelmente terão impactos fi nanceiros devido ao fato de que toda a atividade 
produtiva é interdependente da fi nanceira e vice-versa.
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O processo de tomada de decisões reflete a essência do conceito de Adminis-
tração. Administrar é decidir, e a continuidade de qualquer negócio depende 
da qualidade das decisões tomadas por seus administradores nos vários níveis 
organizacionais. E estas decisões, por sua vez, são tomadas com os dados e 
as informações viabilizados pela Contabilidade, levantados pelo comporta-
mento do mercado e desempenho interno da empresa. (ASSAF NETO, 1997).
Esse processo vem se tornando cada vez mais complexo em economias 
como a do Brasil, na qual a inflação e as taxas de juros oscilam de maneira que 
o investidor tem que ajustar cada vez com mais frequência seu planejamento 
produtivo e financeiro. 
Modelos pré-concebidos de organização financeira que servem a outros 
países desenvolvidos provavelmente necessitarão de uma intensa adaptação 
em um país em que o marco regulatório da atividade econômica é tão mutável 
quanto o da brasileira. Tudo isso faz com que investimentos tenham um risco 
maior nessa região (ASSAF NETO, 1997).
Contudo, apesar dessas dificuldades regionais, é preciso estudar os pres-
supostos básicos de análise de investimentos para que, então, possamos 
adaptá-los.
Com isso em mente, vem a pergunta: o que é realmente investimento? 
Investimento é aquilo que você abre mão de usufruir agora para poder ganhar 
mais no futuro. Segundo Olivo (2012), investimento é usar recursos disponíveis 
no presente para criar mais recursos no futuro.
Então, comprar um carro para utilizar na atividade produtiva da empresa 
é um investimento financeiro? Depende! Se o carro for servir para alguma 
atividade que compense seus gastos e possa gerar ganhos futuros maiores, 
é investimento financeiro. Agora, se o carro for usado eventualmente para 
alguma atividade da empresa que não é rotineira, deve-se pensar se vale 
financeiramente comprá-lo ou alugá-lo, visto que, no último caso, em geral, 
quemarca com as manutenções preventivas, corretivas e com a depreciação 
do veículo é o locador.
Lembre-se que, no caso de compra, haverá custos de prestações (se a 
compra foi a prazo), manutenção, combustível, seguro, IPVA, licenciamento, 
DPVAT e perda do valor do carro ao longo do tempo, entre outros gastos. 
Pode-se até pensar que é um investimento, mas, no fim, pode acabar sendo 
um custo que não compense.
Perceba que é muito importante pensar em investimento financeiro se você 
quer um futuro melhor e mais rentável para a sua empresa. Mas por que os 
investimentos das empresas são tão importantes para a economia?
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O investimento gera empregos que, por consequência, gerarão renda para a 
sociedade, que vai adquirir mais mercadorias e serviços e pagar mais impostos, 
de modo que a economia continue girando. Se as empresas pararem de investir 
em produção, todos os agentes econômicos saem prejudicados (produtores, 
consumidores, governo).
Quais tipos de investimentos as empresas costumam fazer?
Tudo que a empresa decidir fazer reduzindo seus ganhos hoje para receber 
mais no futuro se trata de investimento. Essas escolhas não são simples: a 
empresa pode ter que escolher, por falta de recursos financeiros, se vai fazer 
um investimento ou outro a partir de análise econômico-financeira (exemplo: 
será que como gestor financeiro devo aumentar a capacidade produtiva ou 
melhorar a tecnologia do produto e, assim, melhorar o preço do mesmo?). 
É importante frisar que, mesmo no caso em que há recursos financeiros 
para realizar um determinado investimento, deve-se fazer a análise de sua 
viabilidade econômico-financeira para que não se perca dinheiro no processo.
Outro princípio não menos importante: na análise de investimentos em que 
não há recursos suficientes para se fazer todo o investimento, entra a possi-
bilidade de financiamento, que também é um dos fatores a serem estudados 
pelo administrador financeiro para verificar até que ponto o investimento 
compensa o uso de recursos de terceiros. Mesmo quando se tem recursos 
próprios, também convém verificar as possibilidades de financiamentos, 
sobretudo quando estes têm incentivos governamentais (como do BNDES 
– Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e, quem sabe, 
aplicar o dinheiro próprio em algo mais rentável.
Exemplos comuns de alvos de análise econômico-financeira de investimentos na 
empresa:
  Aumento da capacidade produtiva: é o mais comum, pois a maioria das empresas 
querem melhorar sua posição representativa no mercado.
  Compra de equipamentos com maior tecnologia: também é normal que as em-
presas queiram trocar equipamentos que já estejam depreciados e não produzam 
tanto quanto o necessário.
  Investimento em um novo produto: requer, em geral, um maior dispêndio financeiro 
e, portanto, deve ser bem estratégico e analisado, pois envolve riscos maiores.
Esses são apenas alguns exemplos, mas o que importa é que sejam bem analisados, 
acompanhados e revistos ao longo do tempo. 
 Planejamento do desempenho financeiro futuro 10
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Na compra de equipamento com maior tecnologia, por exemplo, o gestor 
da empresa tem que se fazer várias perguntas: será que a organização terá 
demanda suficiente para suportar o custo desse equipamento? Será que não 
é mais interessante alugar esse equipamento e deixar a manutenção com o 
locador? Existe pessoal capacitado para trabalhar com esse novo equipamento 
ou terei que contratar novos? São inúmeras perguntas com respostas diversas 
para que a organização tenha uma diminuição do risco de investimento no 
seu negócio.
Não devemos esquecer, aqui, nas ações e decisões da empresa, da avaliação 
constante das contas de financiamento e investimento, que vão dar uma noção 
realista do quanto a empresa pode gastar e emprestar, além de considerar que, 
durante esse período, a empresa tem que continuar funcionando e, portanto, 
tem que ter capital de giro.
Para entender mais sobre análise econômica e financeira 
de investimentos, acesse o link a seguir (SEBRAE, 2018).
https://goo.gl/45DcJM 
Você pode saber mais sobre formas de avaliar a viabilidade econômico-financeira 
de investimentos, fazer planos de negócio e, assim, reduzir riscos de perda finan-
ceira a partir da obra indicada: “Análise de investimentos: matemática financeira, 
engenharia econômica, tomada de decisão, estratégia empresarial” (CASAROTO 
FILHO; KOPITTKE, 2000). 
11 Planejamento do desempenho financeiro futuro 
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Contas da empresa e geração de indicadores 
financeiros
O fl uxo de caixa pode ser utilizado para registrar as entradas e saídas da 
empresa diariamente e, com isso, fazer seu histórico. Enquanto isso, o fl uxo 
de caixa projetado serve para a análise de viabilidade econômico-fi nanceira 
de investimentos, pois pode demonstrar o tempo de retorno do investimento, 
a taxa interna de retorno do investimento (em valores percentuais) e o va-
lor líquido atualizado ganho com o projeto. Com a análise correta desses 
indicadores, podemos estimar a viabilidade, ou não, de um investimento 
considerado. Se, por exemplo, a taxa de retorno de um novo investimento não 
compensar o que a empresa ganharia em outro investimento (seja produtivo 
ou no mercado fi nanceiro), não valeria, em termos fi nanceiros, realizar esse 
novo investimento.
Além das contas do demonstrativo do fluxo de caixa, o administrador 
financeiro da empresa deverá ter, em seu poder, as contas registradas pela 
contabilidade e saber como elas foram elaboradas com base na legislação 
pertinente, para, então, analisá-las de forma que consiga retirar históricos 
de indicadores financeiros e consiga projetar dados futuros de controle da 
empresa.
As contas mais utilizadas da contabilidade que irão gerar dados para a 
administração e para a construção de indicadores financeiros são a do Ba-
lanço Patrimonial (BP) e o Demonstrativo do Resultado do Exercício (DRE).
O Balanço Patrimonial (BP) dá uma visão geral da empresa em determinado 
período de tempo; mostra seus bens, direitos e obrigações por meio dos ativos 
e passivos de curto e longo prazo e o patrimônio líquido resultante.
Dessa conta BP, podem sair os indicadores do período analisado de:
  Liquidez: os índices de liquidez vão determinar a capacidade de 
pagamento da empresa no tempo calculado. Os índices de liquidez 
calculados são liquidez geral, seca, imediata e corrente. As variações 
nesses índices são de grande importância para a empresa avaliar 
financeiramente seus recursos e, portanto, sua capacidade de honrar 
seus compromissos financeiros em um período determinado (ZAN-
LUCA, 2018).
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  Estrutura do capital: Além dos índices de liquidez, o BP fornece dados 
para a análise da estrutura do capital, como grau de endividamento, 
composição de endividamento, grau de imobilização do patrimônio 
líquido e grau de imobilização de recursos não correntes, que também 
são elementos importantes para a avaliação do desempenho da empresa 
(SILVA, 2013).
Além do BP, o DRE (Demonstrativo do Resultado do Exercício) pode 
oferecer resultados de rentabilidade para a empresa, como a Rentabilidade 
do Ativo ou do Investimento (ROA ou ROI), que é amplamente utilizada para 
mostrar o poder de ganho da organização.
O mais importante, nas contas de uma empresa, é saber analisá-las para 
ter um quadro geral da situação financeira dessa empresa e, assim, poder 
tomar decisões mais assertivas, com conhecimento de causa, melhorando as 
possibilidades de sucesso em projetos futuros.
O aprofundamento do estudo do Demonstrativo do Fluxo de Caixa, do 
Balanço Patrimonial, do Demonstrativo do Resultado do Exercícioe de todos 
eles no conjunto e seus indicadores fornecem um mapa financeiro da organi-
zação que não deve ser ignorado.
No link a seguir, você encontra um conteúdo de fácil 
compreensão e que mostra as contas e os indicadores 
financeiros mais utilizados (EQUIPE INFOMONEY, 2006). 
https://goo.gl/y3zLFY 
13 Planejamento do desempenho financeiro futuro 
C06_Planejamento_desempenho_financeiro.indd 13 16/03/2018 11:25:08
ASSAF NETO, A. A dinâmica das decisões financeiras. Cadernos de Estudos, São Paulo, 
n. 16, 1997. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pi
d=S1413-92511997000300001>. Acesso em: 15 fev. 2018.
CASAROTO FILHO, N.; KOPITTKE, B. H. Análise de investimentos: matemática financeira, 
engenharia econômica, tomada de decisão, estratégia empresarial. 9. ed. São Paulo: 
Atlas, 2000.
DORNBUSCH, R.; FISCHER, S.; STARTZ, R. Macroeconomia. 11. ed. Porto Alegre: AMGH, 
2013. 
ENTENDA o que é ERP (Sistemas de Gestão Empresarial). Portal ERP, São Paulo, 2018. 
Disponível em: <https://portalerp.com/erp/5-entenda-erp>. Acesso em: 22 fev. 2018.
EQUIPE INFOMONEY. Análise financeira: conheça os indicadores mais usados pelos 
analistas. InfoMoney, São Paulo, 2018. Disponível em: <http://www.infomoney.com.
br/educacao/guias/noticia/568514/analise-financeira-conheca-indicadores-mais-
-usados-pelos-analistas>. Acesso em: 14 mar. 2018
GITMAN, L. J. Princípios de Administração Financeira. 12. ed. São Paulo: Pearson, 2010.
OLIVO, R. L. F. Análise de investimentos. 2. ed. Campinas: Alínea, 2012.
SEBRAE. Como elaborar um plano de negócio. São Paulo, 2018. Disponível em: <http://
www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/como-elaborar-um-plano-de-nego
cio,37d2438af1c92410VgnVCM100000b272010aRCRD#0>. Acesso em: 14 mar. 2018.
SILVA, E. C. Como administrar o fluxo de caixa das empresas. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2013.
VASCONCELLOS, M. A. S.; GARCIA, M. Fundamentos de Economia. 5. ed. São Paulo: 
Saraiva, 2014.
ZANLUCA, J. S. Cálculo e análise dos índices de liquidez. Portal da Contabilidade, São 
Paulo, 2018. Disponível em: <http://www.portaldecontabilidade.com.br/tematicas/
indices-de-liquidez.htm>. Acesso em: 19 fev. 2018.
Leituras recomendadas
DRAMBROWISK, A.; BRESSIANI, C. E. Gestão financeira e custos. Blumenau: Edifurb, 2008. 
VASCONCELOS, Y. L. Planejamento financeiro. Curitiba: IESDE, 2008.
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Dica do professor
A profissionalização da gestão empresarial é uma necessidade nos dias atuais, pela crescente 
competitividade existente no mercado. Não atentar para este novo posicionamento torna o 
provável planejamento financeiro inócuo, pois não haverá um acompanhamento adequado para 
controlar as variáveis de mercado e conduzir a empresa à melhores resultados. 
Na Dica do Professor, você irá compreender como é desenvolvido o planejamento do desempenho 
financeiro futuro das empresas.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/1216dce4aca944b1c879d0864e96bb0b
Exercícios
1) Você foi convidado para ministrar uma palestra em um seminário sobre planejamento do 
desempenho financeiro das empresas e escolheu o tema “sazonalidade”. Posto isso, assinale 
a alternativa que indica com assertividade um item a ser levantado sobre planejamento do 
desempenho financeiro da empresa:
A) A sazonalidade importa pouco no planejamento financeiro, pois as pequenas oscilações ao 
longo do ano não o impactam de modo significativo, afinal, ele é anual.
B) A sazonalidade impacta no desempenho financeiro da organização, pela variação cambial das 
exportações. 
C) A importância da sazonalidade vai depender de cada tipo de empresa, mas sempre de forma 
anualizada. 
D) A importância da sazonalidade é relevante no planejamento e resultado financeiro, pois 
depende de cada tipo de empresa e nem sempre será apenas de forma anualizada. 
E) A importância da sazonalidade vai depender de cada tipo de empresa e das oscilações 
econômicas. 
2) Você foi contratado para prestar consultoria a uma empresa que enfrenta o seguinte dilema: 
como prever com exatidão as despesas com juros se, para isso, é necessário conhecer o total 
do endividamento. Além disso, para calcular esse total, é preciso saber quanto será gasto 
com o pagamento de juros. A empresa ouviu falar que existem duas alternativas. Assinale a 
alternativa que contém a colocação MAIS ADEQUADA:
A) Você vai explicar que é necessário estabelecer um dos valores e, com base neste, calcular o 
outro, que será uma meta a atingir.
B) Você vai explicar que uma alternativa é aceitar certa margem de erro em ambas as previsões, 
e a outra é utilizar planilhas eletrônicas para solucionar a equação. Em ambos os casos, não se 
deve esperar uma precisão muito grande.
C) Você vai analisar os dados da empresa e levantar o preciso ponto de equilíbrio entre as duas 
contas.
D) Você vai utilizar “regra de três” para determinar a melhor solução.
E) Você vai explicar que a despesa com juros deverá ser a mesma do ano anterior.
3) Você é o responsável pelo planejamento do desempenho financeiro da área de vendas de 
uma grande empresa e tem as seguintes informações: 
- Receita Total Anual de vendas do período (ano) anterior: R$ 7.910,00 
- Quantidade de produtos vendidos no período anterior: 565 unidades 
- O setor após analisar o contexto macro e micro econômico prevê que as vendas em 
quantidade do período atual deverão ser 20% superiores ao período passado. E que o preço 
médio dos produtos vendidos deverá ser reajustado em 15%.
Considerando tais informações, assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE o 
preço unitário médio do ano anterior e a receita projetada do ano atual:
A) O preço será R$ 14,00, e a receita do ano atual será R$ 10.915,80.
B) O preço não há como ser determinado , mas a receita do ano atual será R$ 10.915,80.
C) A receita do ano atual não há como ser determinada , mas o preço será R$ 14,00.
D) O preço será R$ 14,00, e a receita do ano atual será R$ 19.015,80.
E) O preço será R$ 16,10, e a receita do ano atual será R$ 10.915,80.
4) Considerando a continuidade do planejamento financeiro da área de vendas, as seguintes 
informações foram identificadas: 
- Receita Total Anual de vendas do período (ano) anterior: R$ 7.910,00 
- Quantidade de produtos vendidos no período anterior: 565 unidades 
- O setor após analisar o contexto macro e micro econômico prevê que as vendas do período 
atual deverão ser 20% superior ao período passado. E que o preço médio dos produtos 
vendidos deverá ser reajustado em 15%.
Baseada nestas premissas a diretoria da empresa solicitou que você projetasse o lucro total 
esperado para o próximo período (ano) e você recebeu as seguintes informações: 
- O custo variável unitário médio no período anterior era de R$ 3,50 e sofrerá um reajuste de 
10%. 
- O custo fixo total foi de R$ 2.700,00 e reduzirá em 12%.
Com essas novas informações, assinale a alternativa que apresenta o lucro total esperado 
CORRETO para o ano atual:
A) O lucro previsto será de R$ 10.915,80.
B) O lucro previsto será de R$ 2.610,30.
C) O lucro previsto será de R$ 2.410,71.
D) O lucro previsto será de R$ 5.021,01.
E) O lucro previsto será de R$ 5.929,50.
5) Ao apresentar para a direção da empresa o valor projetado do lucro total esperado à 
diretoria (R$ 5.929,50), os diretores perceberam que cometeram um erro e lhe pediram para 
recalculá-lo. 
Pois o custo fixo total de R$ 2.700,00, sofrerá um reajuste de 12%, em vez da redução 
anteriormente informada.
Realize o ajuste necessário e assinale a alternativa que apresenta o lucro total esperado 
CORRETO para o ano atual:
A) O lucro previsto será de R$ 10.915,80.
B) O lucro previsto será R$ 2.610,30.
C) O lucro previsto será R$ 5.281,50.
D) O lucro previsto será R$ 5.021,01.
E) O lucro previsto seráR$ 5.894,79.
Na prática
O conhecimento do endividamento da empresa é uma premissa para a composição do 
planejamento financeiro. Assim pode-se projetar os custos com os juros dos recursos captados e 
relacionar com o resultado que é a lucratividade. Quando esta prática é desenvolvida pelos 
gestores o resultado é presente.
Na Prática você vai conhecer um exemplo que ocorre no mercado siderúrgico.
Aponte a câmera para o 
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https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/af5d86c4-5f0f-462e-b154-a7c1526f80ce/d5d84736-a61d-4c04-b04d-6385d3e7e1ef.png
 
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Planejamento e previsão de vendas
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Os principais indicadores para avaliar as vendas do negócio
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
HIGGINS, Robert C. Análise para Administração Financeira. 
Leia o Capítulo 3 - Previsão Financeira, páginas 89 a 107.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
https://www.youtube.com/embed/tqPiUodiQw0
https://exame.com/pme/os-principais-indicadores-para-avaliar-as-vendas-do-negocio/

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