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Eyshila Nunes

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Anatomia Patológica - Medicina Veterinária
Alterações cadavéricas (post mortem)
Alterações cadavéricas são todas as alterações orgânicas que podem ser observadas a partir da morte do indivíduo, isto é, não estavam presentes no animal vivo e sem relação com a doença.
As alterações são divididas em:
· Abióticas: não modificam o cadáver;
· Imediatas: acontecem assim que morre (ausência de dor, perda de reflexos, inconsciência)
· Mediata ou Consecutivas: acontecem poucas horas após a morte (HFR - Hipostase, Frialdade, Rigidez / Coagulação sanguínea e falta de oxigenação)
· Bióticas: alterações no organismo que geram sinais;
· Autólise: enzimas proteolíticas das células eliminadas por lise celular (a microbiota interna auxilia na velocidade)
· Decomposição bacteriana: proliferação de microbiota interna sem controle (putrefação)
· Putrefação: microrganismos saprófitas oportunistas de ambiente que liberam enzimas de degradação
Bióticas
Autólise
Destruição de um tecido por enzimas proteolíticas produzidas pelo próprio tecido a partir da morte
· Cérebro e rins sofrem rapidamente autólise (morte cerebral)
· Insensibilidade, imobilidade e inconsciência, e arreflexia vem após a morte cerebral
· Parada das funções cardiorrespiratórias devido à não oxigenação do corpo
· Colonização por bactérias anaeróbias (processo metabólico celular condicionado em ambientes caracterizados pela ausência de gás oxigênio)
· Autólise acelerada por microrganismos saprófitas intestinais - início da putrefação
Decomposição Bacteriana
Bactérias migram do intestino para o resto do corpo através do sangue e tecidos
· Preservação do corpo por congelamento (0⁰C) se for APENAS para necrópsia
· Para análises histopatológicas, o cadáver precisa estar conservado em formol (congelamento cria cristais intracelulares que danificam as células da amostra)
· Ações bacterianas provocam alterações de cor, textura e produção de gases (enfisema - bolhas presas em tecidos)
Abióticas Mediatas
Hipostase Cadavérica (Liver mortis)
Acomodação gradual do sangue no sentido ao decúbito por ação da gravidade
· Pressão ao solo impede total “coloração” pelo sangue (aparição de manchas esbranquiçadas)
· Tempo médio: 2-4 horas
· Maior intensidade: perto de 12h após morte
Frialdade Cadavérica (Algor mortis)
Resfriamento do corpo em relação à temperatura ambiente (queda até estabilização)
· Tempo médio: 3-4 horas
· Tempo depende de fatores externos como clima, temperatura real/sensação térmica, local onde o animal faleceu
Rigidez Cadavérica (Rigor mortis)
Enrijecimento muscular temporário do cadáver devido ao gasto energético dos músculos
· Quanto menos glicogênio muscular no músculo (usado para gerar ATP), mais é produzido ácido lático como substituição, tornando o ambiente PH Ácido (formando a rigidez)
· A rigidez começa dos músculos involuntários para os voluntários (do músculo liso e estriado cardíaco para músculos estriados esqueléticos)
· Tempo médio: 2-4 horas
· Ápice da rigidez: 12-15 horas após morte
· Rigidez pode ser acelerada por diversos fatores:
· Doenças infecciosas (aumento da autólise e da colonização por microbiota saprófita)
· Quadros convulsivos (gasto de glicogênio sem controle - espasmos involuntários)
· Caquexia (perda de tecido adiposo e músculo ósseo)
· Trabalho muscular intenso (ex: Doença da Segunda-feira em cavalos)
· Temperatura ambiental alta (favorece microrganismos a se multiplicarem)
· Fase pós rigor mortis: retorno da flacidez (degradação enzimática das fibras musculares e decomposição)
· Momento da necrópsia tardia (pode afetar o diagnóstico, pois se passou muitas horas após a morte)
Coagulação Sanguínea Post Mortem
Tromboquinase é responsável pela coagulação, porém é inativada com o corpo vivo. Após morte, não há regulação dessa enzima, logo ocorre a coagulação no organismo 
· São lisos, brilhantes, elásticos e não aderentes às paredes cardiovasculares (coágulo circulante)
· Possuem 3 tipos: 
· Cruóricos: possuem coloração vermelho forte
· Lardáceos: coloração roseada à amarelada
· Mistos: possuem tanto cruóricos quanto lardáceos no mesmo coágulo
· Tempo médio: 2-8 horas
· Doenças hemolíticas em vida podem acelerar o processo (Ex: Tristeza Parasitária Bovina)
· Coágulos começam a se desfazer depois de algumas horas por hemólise (lise celular de hemácias - indução da embebição por hemoglobina)
· Trombos: resultante de uma lesão na parede do vaso em vida
· São rugosos, opacos, friáveis e adertentes à parede do vaso)
Embebição em hemoglobina
Órgãos podem ficar avermelhados pela presença de hemoglobina solta (hemólise)
· Manchas avermelhadas em serosas (peritônio, pleura, omentos, mesentério, vasos, etc)
· Tempo médio: 8 horas ou mais
Embebição em bile
Órgãos podem ficar esverdeados/amarelados devido ao vazamento da bile acumulada na vesícula biliar (exceto em cavalos)
· Tempo médio: 8 horas 
Alterações oculares
· Pálpebras entreabertas devido à rigidez dos músculos palpebrais
· Retração dos globos oculares devido à desidratação
· Midríase (aumento da pupila) cadavérica: perda de tônus muscular
· Opacidade da córnea: cor acinzentada em globo ocular (“tela viscosa”)
Alterações Transformativas
Pseudomelanose (Fase de coloração)
· Produção de sulfureto ferroso por ação bacteriana (putrefação)
· Sulfureto ferroso causa manchas cinza-esverdeadas em órgãos
Timpanismo Pos Mortem (Fase gasosa)
· Alteração de cheiro (cadaverina)
· Alteração de forma (distensão de abdômen - gás sulfídrico - fermentação bacteriana)
Maceração Cadavérica
· Desprendimento da mucosa intestinal (proteólise - aspecto gelatinoso)
· Tempo: 24h após a morte
Pseudo Prolapso Retal
· Exposição do reto exterior devido ao acúmulo de gases no timpanismo
· Tempo: 24 horas após a morte
Enfisema cadavérico
· Putrefação de pele e vísceras devido à produção de gás sulfídrico
· Tempo: 24 horas após a morte
Coliquação (Fase coliquativa)
· Liquefação parenquimatosa
· Progressiva do aspecto e estrutura das vísceras
· Enzimas proteolíticas geradas pela proliferação bacteriana decompõem e liquefazem o parênquima das vísceras
· Tempo: 7 dias após a morte
Esqueletização (Fase de esqueletização)
· Aparecimento dos ossos e couro
· Degradação dos minerais presentes
· Tempo: variável à espécie

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