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ITI Curso Teológico Módulo IV 
Ética Cristã 124
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias) 
Evangelismo e Missões 
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
 
ITI Curso Teológico Módulo IV 
Ética Cristã 125
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias) 
Evangelismo e Missões 
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Índice 
 
Reflexão: Faça missões HOJE, porque AMANHÃ pode ser tarde demais 
 
Capitulo I - A História da Evangelização 
 
Capitulo II - A Grande Comissão 
 
 Primeira ordem: IDE 
 Segunda ordem: PREGAI o evangelho 
 Terceira ordem: FAZEI discípulos 
 Quarta ordem: ENSINANDO-OS a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado 
 
Capitulo III - Evangelização: A principal tarefa da igreja de Cristo 
 
 1. A urgência da tarefa a evangelização dos perdidos 
 2. O mundo está agonizando sem Salvação 
 3. O Estado dos Perdidos 
 4. Como a Igreja deve se portar em relação aos perdidos da sociedade? 
 
Capitulo IV - Tipos de Evangelismo 
 
 1. Evangelismo Pessoal 
 2. Evangelismo em Massa 
 3. Outras formas variadas e novas de evangelização 
 
Capitulo V - Métodos de Evangelização 
 
 1. O Método de André e Filipe 
 2. O Método da Pescaria 
 3. O método da igreja primitiva 
 
Capitulo VI - Razões porque alguns não Evangelizam 
 
 1. Não foram treinados 
 2. Por causa de timidez e medo 
 3. Por causa de falsos conceitos 
 4. Não possuem o dom de evangelista 
 5. Por se julgarem desqualificados 
 6. Não têm mais amizade com incrédulos 
 7. Porque possuem vergonha do evangelho 
 
Capitulo VII - Porque Evangelizar e Fazer Missões? 
 
 1. Porque devemos evangelizar? 
 2. Quando devemos evangelizar? 
 3. Onde devemos evangelizar? 
 4. Como devemos evangelizar? 
 5. Resultados de evangelizar? 
 
Capitulo VIII - O Semeador 
 
Capitulo IX - As Três Fases da Evangelização 
 
Capitulo X – Evangelize hoje o Homem de amanhã 
 
Capítulo XI - Missões um chamado para alcançar Nações 
 
Capitulo XII – Tipos de Missões 
 
 1. Missões Urbanas 
 2. Missões Nacionais e Missões transculturais 
 
Capitulo XIII - Quem é Jesus? 
ITI Curso Teológico Módulo IV 
Ética Cristã 126
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias) 
Evangelismo e Missões 
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Palavra Pastoral 
 Como bem disse o Pastor Antônio 
Gilberto: O alvo no evangelismo 
pessoal é tríplice: salvar os perdidos, 
restaurar os desviados e edificar os 
crentes. O irmão já experimentou o 
gozo que há em ganhar uma alma 
para Jesus? É uma bênção e uma 
experiência inesquecíveis... Há um 
gozo inexplicável em vermos alguém 
no caminho para o céu, ou já na glória, 
por nosso intermédio... Ganhar almas 
foi a suprema tarefa do Senhor Jesus 
aqui na terra. Lc 19.10; I Tm 1.15. 
Paulo, o grande homem de Deus, do 
Novo Testamento, tinha o mesmo alvo e visão. I Co 9.20. Uma grande parte dos crentes 
pensa que a obra de ganhar almas para Jesus está afeta exclusivamente aos pregadores, 
pastores e obreiros em geral. Contentam-se em, comodamente sentados, ouvir os 
sermões, culto após culto, enquanto os campos estão brancos para a ceifa, como disse o 
Senhor da seara em João 4.35. O "ide" de Jesus para irmos aos perdidos (Mc 16.15), não é 
dirigido a um grupo especial de salvos, mas a todos, indistintamente, como bem revela o 
texto citado. Portanto, a evangelização dos pecadores pertence a todos os salvos. Cada 
crente pode e deve ser um ganhador de almas. Nada o pode impedir, irmão, de ganhar 
almas para Jesus, se propuser isso agora em seu coração. A chamada especial de Deus para 
o ministério está reservada a determinados crentes, mas a chamada geral para ganhar 
almas é feita a todos os crentes. O evangelismo pessoal, vai além do pecador perdido: 
ele alcança também o desviado e o crente necessitado de conforto, direção, ânimo, auxílio 
e vitória. Ele reaviva a fé e a esperança nas promessas das Santas Escrituras. 
 
Portanto, o evangelismo pessoal foi o meio básico empregado por Jesus e seus apóstolos no 
princípio, e tem sido um dos mais eficientes meios usados pelos crentes há quase 2000 
anos para salvação dos pecadores. Todo o tipo de evangelização é válido, mas nenhum 
dispensa o apoio, a cooperação do evangelismo pessoal. Vemos, assim, a necessidade de co-
nhecer esta matéria para nos aperfeiçoarmos na arte de ganhar almas para o Senhor, pois, 
a verdade é que todos nós, de uma maneira ou de outra, somos o resultado da obra de 
evangelismo pessoal. 
 
Reflexão: Um proeminente evangelista disse certa vez: “Que a cruz de Cristo seja uma vez 
mais erguida no centro do mercado, como também na torre da igreja. Jesus não foi 
crucificado numa catedral, num lugar suntuoso, mas numa cruz, entre dois ladrões - no 
lixão da cidade, no cruzamento dos caminhos - tão cosmopolita que eles tiveram que 
escrever o Seu título em hebraico, latim e grego. O Filho de Deus foi crucificado num tipo 
de lugar onde os cínicos falam obscenidades, onde os ladrões xingam, e onde os soldados 
jogam a dinheiro. Pelo fato de que foi este o lugar onde Cristo morreu e, uma vez que foi 
para isto que Ele morreu, este é o lugar onde os cristãos podem compartilhar melhor a Sua 
mensagem de amor, porque este é de fato o significado do verdadeiro Cristianismo.” 
ITI Curso Teológico Módulo IV 
Ética Cristã 127
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias) 
Evangelismo e Missões 
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
 
 
 
 
 (Uma história Real) 
 
Todos os domingos à tarde, depois do culto da manhã na igreja, o pastor e seu filho de 
11 anos saíam pela cidade e entregavam folhetos evangelísticos. Numa tarde de 
domingo, quando chegou a hora do pastor e seu filho saírem pelas ruas com os 
folhetos, fazia muito frio lá fora e também chovia muito. O menino se agasalhou e 
disse: 
 
- Ok, papai, estou pronto. 
 
E seu pai perguntou: 
 
- Pronto para quê? 
 
- Pai, está na hora de juntarmos os nossos folhetos e sairmos. 
 
Seu pai respondeu: 
 
- Filho, está muito frio lá fora e também está chovendo muito. 
 
O menino olhou para o pai surpreso e perguntou: 
 
- Mas, pai, as pessoas não vão para o inferno até mesmo em dias de chuva? 
 
Seu pai respondeu:- Filho, eu não vou sair nesse frio. 
 
Triste, o menino perguntou: 
 
- Pai, eu posso ir? Por favor!!! 
 
Seu pai hesitou por um momento e depois disse: 
 
- Filho, você pode ir. Aqui estão os folhetos. Tome cuidado, filho. 
 
- Obrigado, pai!!! 
 
Então ele saiu no meio daquela chuva. Este menino de onze anos caminhou pelas ruas 
da cidade de porta em porta entregando folhetos evangelísticos a todos que via. Depois 
de caminhar por duas horas na chuva, ele estava todo molhado, mas faltava o último 
folheto. Ele parou na esquina e procurou por alguém para entregar o folheto, mas as 
ruas estavam totalmente desertas. Então ele se virou em direção à primeira casa que 
viu e caminhou pela calçada até a porta e tocou a campainha. Ele tocou a campainha, 
mas ninguém respondeu. Ele tocou de novo, mais uma vez, mas ninguém abriu a 
porta. Ele esperou, mas não houve resposta. 
 
Finalmente, este garoto de onze anos se virou para ir embora, mas algo o deteve. Mais 
uma vez, ele se virou para a porta, tocou a campainha e bateu na porta bem forte. Ele 
esperou, alguma coisa o fazia ficar ali na varanda. 
 
Ele tocou de novo e desta vez a porta se abriu bem devagar. De pé na porta estava uma 
senhora idosa com um olhar muito triste. Ela perguntou gentilmente: 
 
ITI Curso Teológico Módulo IV 
Ética Cristã 128
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias) 
Evangelismo e Missões 
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
- O que eu posso fazer por você, meu filho? Com olhos radiantes e um sorriso que 
iluminou o mundo dela, este pequeno menino disse: 
 
- Senhora, me perdoe se eu estou perturbando, mas eu só gostaria de dizer que JESUS A 
AMA MUITO e eu vim aqui para lhe entregar o meu último folheto que lhe dirá tudo 
sobre JESUS e seu grande AMOR. Então ele entregou o seu último folheto e se virou 
para ir embora. Ela o chamou e disse: 
 
- Obrigada, meu filho!!! E que Deus te abençoe!!! 
 
Bem, na manhã do seguinte domingo na igreja, o papai pastor estava no púlpito. 
Quando o culto começou ele perguntou: 
 
- Alguém tem um testemunho ou algo a dizer? Lentamente, na última fila da igreja, 
uma senhora idosa se pôs de pé. Conforme ela começou a falar, um olhar glorioso 
transparecia em seu rosto. 
 
- Ninguém me conhece nesta igreja. Eu nunca estive aqui. Vocês sabem, antes do 
domingo passado eu não era cristã. Meu marido faleceu a algum tempo deixando-me 
totalmente sozinha neste mundo. No domingo passado, sendo um dia particularmente 
frio e chuvoso, eu tinha decidido no meu coração que eu chegaria ao fim da linha, eu 
não tinha mais esperança ou vontade de viver. 
 
Então eu peguei uma corda e uma cadeira e subi as escadas para o sótão da minha 
casa. Eu amarrei a corda numa madeira no telhado, subi na cadeira e coloquei a outra 
ponta da corda em volta do meu pescoço. De pé naquela cadeira, tão só e de coração 
partido, eu estava a ponto de saltar, quando, de repente, o toque da campainha me 
assustou. Eu pensei: 
 
- Vou esperar um minuto e quem quer que seja irá embora. Eu esperei e esperei, mas a 
campainha parecia tocar cada vez mais alto e era mais insistente; depois a pessoa que 
estava tocando também começou a bater bem forte. Eu pensei: 
 
- Quem neste mundo pode ser? Ninguém toca a campainha da minha casa ou vem me 
visitar. Eu afrouxei a corda do meu pescoço e segui em direção à porta, enquanto a 
campainha soava cada vez mais alto. 
 
Quando eu abri a porta e vi quem era, eu mal pude acreditar, pois na minha varanda 
estava o menino mais radiante e angelical que já vi em minha vida. O seu SORRISO, ah, 
eu nunca poderia descrevê-lo a vocês! As palavras que saíam da sua boca fizeram com 
que o meu coração que estava morto há muito tempo SALTASSE PARA A VIDA quando 
ele exclamou com voz de querubim: 
 
- Senhora, eu só vim aqui para dizer que JESUS A AMA MUITO. Então ele me entregou 
este folheto que eu agora tenho em minhas mãos. Conforme aquele anjinho 
desaparecia no frio e na chuva, eu fechei a porta e atenciosamente li cada palavra deste 
folheto. 
 
Então eu subi para o sótão para pegar a minha corda e a cadeira. Eu não iria precisar 
mais delas. Vocês vêem - eu agora sou uma Filha Feliz do Rei!!! 
 
Já que o endereço da sua igreja estava no verso deste folheto, eu vim aqui 
pessoalmente para dizer OBRIGADA ao anjinho de Deus que no momento certo livrou 
a minha alma de uma eternidade no inferno. Não havia quem não tivesse lágrimas nos 
olhos na igreja. E quando gritos de louvor e honra ao REI ecoaram por todo o edifício, o 
papai pastor desceu do púlpito e foi em direção à primeira fila onde o seu anjinho 
estava sentado. Ele tomou o seu filho nos braços e chorou copiosamente. 
ITI Curso Teológico Módulo IV 
Ética Cristã 129
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias) 
Evangelismo e Missões 
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Capitulo I 
 
A História da Evangelização 
 
Um Breve Resumo 
 
Durante o Primeiro Século depois de Cristo, os Seus seguidores possuíam uma paixão 
inextinguível e um zelo tremendo, no sentido de persuadirem as pessoas a receberem 
Cristo. Eles se lembravam da promessa de Jesus de voltar tão logo o Evangelho fosse 
pregado em todo mundo, em testemunho a todas as nações. Mt 24.14. No Segundo 
Século, o Cristianismo enredou-se em controvérsias teológicas. Ao invés de prosseguirem 
veementemente até os confins da terra e às regiões mais distantes ainda, eles começaram 
a debater questões doutrinárias. O Terceiro Século encontrou o Cristianismo afundado na 
apostasia. O Quarto Século fechou o ciclo — a apostasia estava completa. 
 
O Cristianismo foi então mergulhando num período de mil anos de trevas espirituais a 
Idade Média ou “Período de Trevas”. Este terrível período de mil anos, tornou-se um véu 
que tem obstruído a igreja contemporânea no sentido de perceber os métodos neo-
testamentários. Martinho Lutero, o grande reformador, primeiramente irrompeu destas 
trevas com a revelação de que (...) o justo viverá pela fé. Rm 1.17. No entanto, a Reforma 
liderada por Lutero não foi uma volta à evangelização pessoal. Foi, sim, uma revolta contra 
a hierarquia religiosa e um convite aos crentes no sentido de examinarem as Escrituras por 
si mesmos, algo proibido naquela época pelo clero em supremacia. 
 
Lutero não disse praticamente nada sobre Missões nem sobre a evangelização mundial. Na 
verdade, foi quase em 1800 d.C. que William Carey trouxe de volta o conceito de Missões 
aos corações dos crentes. O evangelismo, bem como a experiência de sermos batizados no 
Espírito Santo, só foram amplamente divulgados ou conhecidos novamente a partir do 
início do Século XX. 
 
O Cristianismo tem oferecido uma prolongada e tenaz resistência aos conceitos neo-
testamentários. Muitos ainda não retornaram ao fundamento da Igreja Primitiva - o 
princípio básico da evangelização pessoal, que é Cristo ministrando através do crente. A 
evangelização em massa reapareceu há cerca de 200 anos atrás, através de John Wesley 
(fundador da Igreja Metodista). Homens como George Whitefield a introduziram no 
Ocidente. Nos dois últimos séculos, houve aproximadamente quatro ápices da 
evangelização em massa: sob a liderança de Wesley, Finney, Moody, e de muitos outros 
desde a virada do Século XX. 
 
Em meados do Século XVIII, um grande mover do Espírito de Deus foi manifesto através do 
que foi denominado de época dos acampamentos espirituais. No Século XIX, asreuniões 
debaixo de arvoredos tornaram-se populares. Aí então, o reavivamento entrou em voga. No 
Século XX, as palavras reavivamento e evangelização entre misturaram-se. Mais tarde, os 
termos populares variavam de reavivamentos a cruzada ou campanha evangelística, 
centralizadas em igrejas ou que abrangiam cidades inteiras. No entanto, a evangelização 
pessoal ainda não foi geralmente redescoberta em termos genéricos pela igreja 
institucionalizada. Torrey e Spurgeon escreveram os dois primeiros livros sobre a 
evangelização pessoal no início do Século XX. Desde então, centenas e centenas de livros 
foram publicados sobre o assunto. E muitas variedades de programas, projetos, planos e 
cruzadas de evangelização espalharam-se rapidamente. 
ITI Curso Teológico Módulo IV 
Ética Cristã 130
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias) 
Evangelismo e Missões 
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Capitulo II 
 
A Grande Comissão 
 
"E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura" Mc 16.15 
 
Um Pastor “sem visão” se levantou e, querendo encontrar alguma prova contra a Grande 
Comissão dada por Jesus, perguntou-lhe; Mestre, o que devo fazer para realizar missões? 
Jesus lhe respondeu; O que as Escrituras Sagradas dizem a respeito disso? O Pastor lhe 
respondeu; “Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma, com todas as 
forças e com toda a mente”. E ame o missionário como você ama a você mesmo. ”A sua 
resposta está certa! – disse Jesus. Faça isso e você viverá. 
 
Porém o Pastor “sem visão”, querendo se desculpar, perguntou-lhe; Mas quem é o 
missionário? Jesus lhe respondeu assim; Um missionário, se preparando para ir ao Oriente 
Médio, encontrou muitas dificuldades para prosseguir; Teve que renunciar o emprego, 
separar-se da família amada, deixar seus estudos, lutou em fazer um seminário e depois 
um curso de treinamento transcultural. Precisava de apoio espiritual e financeiro. Quem o 
ajudaria a prosseguir? Acontece que um pastor de sua própria denominação, o encontrou. 
 
Quando viu o missionário, disse-lhe; Hoje temos poucos irmãos no culto, é uma pena! Se 
fosse em um domingo, a oferta seria boa! O missionário falou de seu chamado, foi embora, 
e o pastor continuou o seu caminho, deixando o missionário sozinho. Também um outro 
pastor da mesma denominação do missionário, o convidou à sua Igreja e disse-lhe; hoje o 
culto é missionário, você tem 15 minutos para falar, por que depois eu vou pregar. O 
missionário não pode falar sobre o seu chamado como deveria, o pastor pregou uma 
mensagem fora do contexto de Missões, e no final do culto nem procurou o missionário 
para cumprimentá-lo e nem deu uma oferta para o mesmo (era uma igreja rica). 
 
O missionário sentiu-se triste. Mas uma Igreja de outra denominação, encontrando o 
missionário, disse-lhe; Venha ao nosso culto. Chegando ao culto, o pastor “Samaritano”, 
abraçou o missionário com um sorriso e disse-lhe; Você vai falar de seu chamado na Escola 
Bíblica Dominical e no culto a noite. A Igreja, que tem vários gastos com as atividades 
locais, deu-lhe uma boa oferta, deu-lhe presentes (roupas, shampoo, livros), deu-lhe 
atenção e carinho, e por último o pastor disse-lhe: vamos estudar um plano para ajudar 
você a chegar e permanecer no Oriente Médio. 
 
O missionário reviveu, sentiu-se parte do corpo de Cristo e um embaixador de Cristo na 
terra. Então Jesus perguntou ao Pastor “sem visão”: Na sua opinião, qual dessas três Igrejas 
foi o próximo do missionário necessitado? Aquela Igreja que o socorreu! – respondeu-lhe o 
Pastor “sem visão”. E Jesus lhe disse; – Pois vá e faça a mesma coisa. O que você diria para 
os seus familiares se fosse fazer uma longa viagem? Além das palavras de despedida, 
abraços e beijos, certamente você faria algumas recomendações. “Filhos obedeçam vossa 
mãe, não briguem e não se esqueçam de alimentar os animais” diria um pai de família. 
“Dia tal temos tantas contas a pagar, lembre-se de fazer aquele contato com os 
fornecedores” talvez dissesse o diretor de uma empresa. Quando o Senhor Jesus 
ressuscitou, antes de subir ao Céu, Ele também deu instruções aos Seus discípulos e 
conseqüentemente à Sua igreja, que somos nós. 
ITI Curso Teológico Módulo IV 
Ética Cristã 131
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias) 
Evangelismo e Missões 
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Certo dia Jesus desejava chegar a Galiléia, mas era preciso passar por Sicar uma cidade 
samaritana, e pelo cansaço da caminhada parou junto a um poço de água, no exato 
momento em que uma mulher samaritana se dirigia para tirar água daquele poço, Jesus 
então não pensou duas vezes e pediu: 
 
"Dá-me de beber" – espantada, aquela mulher o interrogou "Como, sendo tu judeu, me 
pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana?" e com isso entendemos que os 
judeus não se davam com os samaritanos. 
 
E a partir daí um extenso dialogo ocorre entre os dois que esta descrito em todo capítulo 4 
de João e dentro desse texto Jesus nos ensina sobre a missão a qual Ele nos encarregou. "É 
me dado todo poder no céu e na terra. Portanto, ide e fazei discípulos de todas as nações, 
batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Ensinando-os a guardar todas 
as coisas que eu vos tenho mandado. E certamente estou convosco todos os dias, até à 
consumação do século" Mt 28.18-20. 
 
"Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado 
será salvo, mas quem não crer será condenado estes sinais hão de seguir os que crerem: 
Em meu nome expulsarão demônios; falaram em novas línguas; pegaram em serpentes; e 
quando beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará mal algum; imporão as mãos sobre 
os enfermos, e os curarão." Mc 16.15-18. 
 
"e disse: Eis o que está escrito: O Cristo padecerá, e ao terceiro dia ressurgirá dentre os 
mortos, e em seu nome se pregará o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas 
as nações, começando por Jerusalém. Vós sois testemunhas destas coisas. Envio sobre vós 
a promessa de meu Pai, mais ficai na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder". Lc 
24.46-49. 
 
"Disse-lhes Jesus de novo: Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, eu vos envio a 
vós. Dizendo isto, soprou sobre eles, e disse: Recebei o Espírito Santo." Jo 20.21-22. 
 
Bem, aqui esta os quatro textos básico extraídos dos quatro evangelhos, onde Jesus nos 
comissiona, lembre-se quando Ele falou estas palavras, Ele estava diante de 11 discípulos 
que também eram apóstolos e essas 11 pessoas eram a igreja de Jesus, na realidade era 
toda a igreja que existia até aquele momento, é como se eu e você estivéssemos ali, Ele 
falou para nós, para mim e para você com tudo isso, Ele quer dizer: 
 
"Eu garanto, fui eu que mandei, podem deixar que eu garanto". Olhem que tremendo em 
Mateus 28.18-19, ele fala "É me dado todo poder no céu e na terra e, portanto ide (...)" é 
como se Ele falasse, "Agora todo poder me foi dado, eu posso tudo, por isso podem ir que 
eu garanto, podem deixar que e o mais Eu vou fazer", tremendo Ele quer dizer que vamos 
na mesma autoridade e poder olhem o texto de João 20.21" (...) Assim como o Pai me 
enviou, eu vos envio a vós. (...)" pensei comigo como foi que o Pai enviou Jesus? Fazendo 
milagres, libertando, salvando e tudo mais e então da mesma forma Ele me enviou e te 
enviou. 
 
A grande comissãodividiu-se em quatro partes que vamos vê-las separadamente. 
ITI Curso Teológico Módulo IV 
Ética Cristã 132
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias) 
Evangelismo e Missões 
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Primeira Ordem 
 
Ide 
 
A primeira coisa que Jesus quer de mim e de você é que tenhamos a disponibilidade de ir, 
de buscar, lembre-se Jesus veio "(...) buscar o que se havia perdido (...)" então Ele foi até a 
pessoa, Ele veio buscar e assim nós devemos buscar, ide, devemos ir onde os perdidos 
estão quebrar as barreiras do nosso coração, e permitir que o amor de Deus flua em nós 
tão livremente que nada possa nos impedir de levar a salvação a este mundo, certo 
evangelista um dia disse: "Nenhum sacrifício é tão grande se ao final uma alma for salva, 
nada é tão caro se ao final uma alma for salva". 
 
E a ordenança do ide de Jesus quer dizer justamente isso, que eu não posso ter minha vida 
como preciosa e sim antes, ter as vidas como preciosas, ide é a ordenança cabe a nós 
cumprir essa ordenança. E qual é o limite desse ide, "(...) de todas as nações (...)" e "(...) 
por todo mundo (...)" ai esta o limite os confins da terra, nada nos pode prender, nunca 
poderemos dizer onde ir?, o que fazer?, nunca, pois a nossa missão é essa, ide por todo 
mundo, e lembrando que o original de ide é indo, ou seja enquanto eu vou, eu vou 
buscando os perdidos, com toda certeza o propósito de Deus na sua vida ainda não esta 
100% cumprido. 
 
Hoje você esta ai, amanhã podes estar em qualquer outro lugar que Deus queira te levar, o 
detalhe é enquanto você vai caminhando para alcançar o propósito completo de Deus na 
sua vida, você vai buscando os perdidos, isso é cumprir o ide (indo), enquanto caminho, 
caminho na busca dos perdidos. 
 
Enquanto houver na face da terra, pessoas que ainda não ouviram falar de Jesus, sempre 
haverá onde ir, ainda que seja somente uma pessoa, o ide não estará terminado enquanto 
todos não ouviram o verdadeiro evangelho de Jesus. 
 
Segunda Ordem 
 
Pregai o Evangelho 
 
Mas não basta ir, não basta chegar perto, é preciso ter o que dizer, é preciso ter aquilo que 
os perdidos necessitam e nós temos, Jesus nos mandou "Ide (...) e pregai o evangelho" aí 
está a mensagem é o evangelho, Ele não nos mandou ir e falar sobre vários assuntos, Ele 
nos mandou ir e pregar o evangelho e quantas vezes falamos sobre todos os assuntos, 
menos o evangelho, não basta testemunhar do que Deus fez na sua vida, nenhuma 
estratégia será 100% eficaz, se através dessa o evangelho não for pregado, somente o 
evangelho pode salvar as pessoas, Jesus nos deu a boa notícia que precisa ser proclamada, 
cabe a mim e a você fazê-lo. 
 
Com isso entendemos que precisamos ir e pregar o evangelho, não qualquer mensagem 
mais sim, o evangelho puro, simples e poderoso como ele é. Podemos iniciar uma 
conversar sobre qualquer assunto, mas não podemos deixar de levar aquela pessoa a ter a 
oportunidade de ouvir o evangelho, de receber as boas notícias que Jesus tem para ela. 
 
ITI Curso Teológico Módulo IV 
Ética Cristã 133
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias) 
Evangelismo e Missões 
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Que o nosso coração seja de fato um grande rio de amor e vida de onde o evangelho possa 
fluir e que nenhum de nós venha por limites no evangelho, como dizendo que o evangelho 
serve para uns e para outros não, chega de colocarmos amarras no evangelho, afinal ele 
serve tanto para o livre como para o preso, o pobre ou o rico, todos, absolutamente todos 
precisam do evangelho, sem exceção alguma, façamos como Paulo que disse: "(...) o 
evangelho não esta acorrentado" não sejamos nós os primeiros a colocar correntes no 
evangelho, Jesus disse "Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão." (Mc 
13.31), o evangelho nunca mudou e nem mudará por um simples fator, ele não precisa 
mudar, continua atual e poderoso, mais cortante que qualquer espada de dois gumes. 
 
Simplesmente dentro do evangelho esta as respostas para as ansiedades da humanidade, 
o evangelho muda o homem de dentro para fora, proporcionando uma transformação 
completa, no corpo, na alma e no espírito. Temos a mensagem que mudará a humanidade, 
não precisamos nos envergonhar do evangelho de forma nenhuma, todos precisam dele é 
a boa notícia de libertação e cura, e essa poderosa mensagem que é o poder de Deus para 
salvar todo aquele que crer, esta em sua boca. E a quem esse evangelho deve ser 
pregado? "... a toda criatura", não façamos como os discípulos que debaixo dos seus 
preconceitos foram resistentes quando Jesus estava evangelizando aquela mulher, não 
deixemos que as pessoas se percam por causa de nossos preconceitos, que o jeito das 
pessoas se vestirem, falarem e se comportarem não seja empecilho para você pregar o 
evangelho, em nome de Jesus, veja as pessoas como gente não como arvores, aprenda a 
ver com os olhos do coração de Deus, que bate forte pelas vidas. 
 
Terceira Ordem 
 
Fazei Discípulos 
 
É como se nesse momento Jesus estivesse dizendo, vão é multipliquem-se, procriem, 
façam filhos espirituais, pois na realidade discípulos são verdadeiros filhos espirituais. 
Durante muitos séculos a igreja não tomou consciência do propósito de Jesus a respeito da 
grande comissão, muitos acreditavam que ela se resumia a vocacionados, pastores, 
evangelistas e etc. mais hoje nos últimos dias Deus levanta a sua igreja para entender a 
sua responsabilidade nesta missão, que é de todos, nós. E apreenda uma coisa, a 
evangelização só é completa quando há consolidação, ou seja, retenção do fruto, Jesus 
disse que devíamos ir e dá fruto e o nosso fruto permanecer (Jo 15.16), isso é projeto de 
Deus, somos responsáveis pêlos que ganhamos e se temos oportunidade de acompanhar o 
fruto, devemos fazê-los para então obedecermos o chamado. 
 
Quarta ordem 
 
Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado 
 
Além de mantermos os frutos é preciso ensinar a palavra, mesmo como evangelista, é 
preciso ensinar os princípios básicos e elementares da Palavra, os mandamentos e como 
viver a vida em Cristo. Isso é ordem de Jesus para toda a igreja, a grande comissão só esta 
completa quando ensinamos os mandamentos, quando ganhamos e levamos essas 
pessoas ao conhecimento de como viver sua vida em Cristo, até o momento em que ela 
caminhe sozinha e possa fazer isso com outros. Portanto, investir em um evangelismo 
eficaz que produz fruto permanente. 
ITI Curso Teológico Módulo IV 
Ética Cristã 134
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias) 
Evangelismo e Missões 
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Capitulo III 
 
Evangelização: A principal tarefa da igreja de Cristo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“... Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura.” Mc 16.15 
 
Todo o dia morrem aproximadamente 55 mil pessoas no mundo sem conhecer a Jesus 
Cristo. A responsabilidade de evangelização e missionária da igreja significa o 
compromisso permanente da pregação do evangelho. É a função principal da igreja. As 
boas novas do evangelho foram deixadas na terra por JesusCristo para toda raça humana, 
e não apenas para algumas regiões. 
 
1. A urgência da tarefa a evangelização dos perdidos 
 
Pregar o evangelho é uma tarefa urgente. “Prega a palavra... Pois haverá tempo em que 
não suportarão a sã doutrina”. II Tm 4.2,3. Hermisten M. P. Costa chega a afirmar que “o 
senso de urgência deve nos levar a falar como se aquela fosse a última vez”. Deus tem 
pressa. Jesus olhou para Zaqueu em cima da árvore e disse: “Zaqueu, desça depressa. 
Quero ficar em sua casa hoje” Lc 19.5. Desça depressa! 
 
O que você diria de alguém que visse um cego andando em direção a um precipício e não 
fizesse nada para impedi-lo? O mesmo acontece com os crentes que olham os incrédulos 
caminhando para o inferno, mas não fazem nada para impedi-los de continuarem no 
caminho do engano. A omissão da igreja é a perdição do mundo. Evangelizar é uma 
tarefa inadiável. Devemos fazer a obra de Deus enquanto é dia, enquanto temos 
oportunidade, enquanto as portas estão abertas. Existem milhões de pessoas que nunca 
ouviram falar de Jesus. É tempo de ouvirmos a voz de Cristo, sua ordem e obedecê-lo. 
Precisamos levar o evangelho a toda criatura. A evangelização é para ser feita agora, sem 
demora. É hora de a igreja sair em busca dos perdidos. Multidões estão cegadas 
espiritualmente e aprisionadas a falsas religiões. Está na hora de a igreja correr e avisar os 
pecadores do grande e grave perigo que estão correndo. 
 
2. O mundo está agonizando sem Salvação 
 
“Perto das Cataratas do Iguaçu no Paraná, boiava o cadáver de um bezerro que corria 
vagarosamente na direção do grande abismo. Era inverno, e uma águia faminta, subiu no 
bezerro morto e enterrou nele suas garras possantes e, calmamente o ia devorando. 
ITI Curso Teológico Módulo IV 
Ética Cristã 135
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias) 
Evangelismo e Missões 
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
- Bezerro e água iam sendo levados pela correnteza do rio. Navegaram, navegaram e 
navegaram... A águia estava ali absorvida com aquela presa gostosa e não pressentiu o 
perigo eminente das altas cachoeiras... 
 
- E como o banquete estava saboroso ela enterrava ainda mais suas garras para não perde-
lo! Ela avista a alguns metros a gigantesca cratera com imenso volume de águas caindo, e 
não deu tanta atenção porque confiava na força brutal de suas asas, e, levantaria vôo 
como tantas vezes já tinha feito... 
 
-Até que uma das correntes do redemoinho arrastou o bezerro e o lançou no terrível 
abismo. A águia já no perigo tentou largar à presa, mas suas garras estavam de tal modo 
presas que não conseguiu. Se esforçou, fez várias tentativas... Até que as águas 
encobriram aquela gigante do espaço. 
 
Morreu porque estava presa nos manjares. Morreu porque deixou para depois... 
 
Na verdade esta experiência acontece com muitas pessoas com respeito à salvação da 
alma. Sabem que vão morrer um dia, mas apesar disso, não se preparam para a 
morte. Sabem que estão perdidas, mas não buscam a salvação da alma. 
 
Sabem que estão separadas de Cristo pelo pecado, mas não tomam nenhuma providencia 
para uma aproximação com Deus. Sabem que a alma esta manchada pelo pecado e que 
no céu não entra impureza, mas nada fazem para uma purificação. Sabem que só Cristo 
Salva, mas não O buscam com sinceridade. 
 
Sabem finalmente, que se morrerem nas condições em que se encontram irão fatalmente 
para o inferno, mas permanecem na indiferença, no pecado, na indecisão. Vão deixando 
para amanhã, para mais tarde, para depois.... e como a Águia distraída a comer o seu 
manjar, estão sendo tragados pela correnteza da morte! Quando observamos a sociedade 
hoje, o mundo em que estamos vivendo. Estamos vendo muitas pessoas agonizando neste 
mundo, precisando conhecer a verdade da Palavra de Deus. 
 
As pessoas estão se agonizando pelas terríveis enfermidades do espírito. São os pecados 
que dominam e se impõem sobre a vontade de Deus. São os ataques malignos, as 
opressões, as perturbações e em vários casos as possessões. Agonizam pela mais terrível 
de todas as enfermidades do espírito: a fome de Deus. 
 
As pessoas estão agonizando pelas doenças da alma e da mente. É a insegurança e o 
medo que o mundo moderno impõe sobre nós. Saímos à rua e ficamos preocupados com 
a segurança de nossas casas. Preocupados com a segurança de nossos filhos que estão 
sozinhos na escola, no trabalho e nos afazeres da vida. E isso gera traumas, dúvidas e às 
vezes falta o chão para a gente pisar firme! 
 
As pessoas estão agonizando pelas doenças do corpo. São os vícios que dominam, tiram a 
liberdade, afastam as pessoas do bem e as empurram para o abismo. Agonizam pelas 
enfermidades das doenças que consomem a alegria do viver, minam as forças e impõe 
sofrimento a toda família. 
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Ética Cristã 136
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias) 
Evangelismo e Missões 
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
As pessoas estão agonizadas pela calamidade da vida. Crescem a cada dia as famílias 
desconcertadas, os casamentos falidos, os filhos desajustados na vida e os pais que se 
tornam cicatrizes vivas na vida dos seus filhos. Porém, as pessoas estão agonizando 
principalmente porque não tem Jesus. 
 
3. O Estado dos Perdidos 
 
Três jovens pescadores mexicanos ficaram nove meses à deriva no oceano Pacífico, 
sobrevivendo da água da chuva, de gaivotas e peixes crus, até serem resgatados por um 
barco pesqueiro taiwanês, a 8.000 km do México. Os imprudentes pescadores de tubarões 
saíram do México, em outubro de 2005, em um barco de três metros de largura por nove 
de comprimento, que ficou à deriva depois de uma tempestade. Além disso a gasolina 
acabou e o motor quebrou, deixando-os à mercê de uma corrente marinha que 
desemboca na costa da Austrália. 
 
"Ficávamos alegres quando víamos um barco, fazíamos sinais e quando víamos que não 
nos dava bola, que ia embora, ficávamos tristes e chorávamos...” 
 
Este tipo de acidente incomum, principalmente pela longa duração, nos faz entender 
melhor o significado da palavra “perdido”. Quem se perdeu ou está perdido, não tem 
nenhuma possibilidade de remediar ou resolver a situação. A pessoa perdida está só, 
distante e sem proteção, exposta a todo tipo de perigos como o frio, calor, chuva, fome e 
até a morte. A pessoa perdida agoniza sem enxergar nenhuma possibilidade de salvação. A 
pessoa perdida não é ouvida, não é vista e todos, depois de um determinado tempo as 
consideram mortas e não se preocupam mais. 
 
As pessoas perdidas no mar, na terra, nas montanhas e até nos desertos, ainda contam 
com um fiapo de esperança de serem encontradas. Mas quando é Deus quem diz que uma 
pessoa está perdida, não existe a mais remota possibilidade de salvação, e não se trata de 
perdição temporária, mas eterna. Quando Jesus falou de si mesmo, apresentando o 
propósito de sua vinda a este mundo, Ele falou de forma específica sobre as pessoas 
perdidas, dizendo: “Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido". Lc 
19.10. 
 
Por isso é fácil entender porque Jesus se importa com os perdidos. Lc 15.1-32. Ele é o 
“bom pastor” O propósito do pastor é levar a ovelha perdida a seu lugar de origem, 
restaurando seu estado original. O que uma ovelha "perde quando se perde"? Uma ovelha 
perdida perde sua utilidade, muda seu estado, mas não perde sua identidade e valor. 
 
"Uma ovelhaem cem é só 1% do rebanho. Quem se importa com um por cento?" 
 
Nenhum criador de ovelhas ou qualquer pecuarista diria tal frase ou deixaria de ir atrás de 
uma única vaca fosse qual fosse o número de cabeças do rebanho. Jesus então faz a 
pergunta retórica "Quem não deixaria as 99 e iria atrás da perdida?" Cuja resposta óbvia 
justificava (perante os religiosos judeus) a importância que Cristo dava ao pecador 
perdido. Não é difícil entender a lógica do Bom Pastor. Então porque os religiosos 
condenavam Jesus por andar e comer com gente de tão baixo nível como prostitutas e 
servidores públicos corruptos. Por que não compreendiam que Jesus era o pastor em 
busca da ovelha perdida? 
ITI Curso Teológico Módulo IV 
Ética Cristã 137
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias) 
Evangelismo e Missões 
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Na maioria das vezes o perdido não se parece com seu estado original. Por vezes, 
parece até repulsivo. Pense nos objetos que perdeu e no estado que estavam quando os 
recuperou depois de muito tempo: sujos, carcomidos, enferrujados, desbotados, 
descaracterizados. Só quem perdeu reconhece o valor original. Para os outros é lixo. 
 
Nem tudo está perdido para o perdido. É preciso sabermos o que foi perdido e o que 
ainda permanece. De fato, não há nada tão radicalmente perdido que não possa ser 
achado. Especialmente em se tratando dono ser Aquele diante de quem nada ou ninguém 
está escondido. 
 
Não há como fugirmos da graça de Deus: se estamos "achados" estamos em segurança 
e bem servidos e se estamos perdidos, das duas uma: ou Jesus está nos procurando ou 
esperando nossa volta. Ou ambas as coisas. 
 
4. Como a Igreja deve se portar em relação aos perdidos da sociedade? 
 
Quantas coisas perdidas você já recuperou? Assim como Jesus, a Igreja deve ser a 
manifestação da possibilidade de recuperação do que foi perdido. O perdido deve olhar 
para a igreja e dizer a si mesmo: "Ainda dá... Ainda tenho chance." 
 
O perdido nem sempre foi perdido. Quem ele foi e como foi antes de se perder? Assim 
como Jesus, a Igreja deve olhar para o perdido de uma forma que abranja o que ele foi, o 
que é e o que pode vir a ser; numa perspectiva de utilidade, estado, identidade e valor. E 
isso porque quando algo (ou alguém) se perde, também se perde a utilidade (não há como 
usar algo desaparecido), perde-se o estado original (o perdido se estraga, se suja); muitas 
vezes perde-se o valor. Mas não se perde a identidade. 
 
Assim é que podemos olhar para o perdido, seja ele um político corrupto, um assassino ou 
mesmo um religioso hipócrita e legalista de uma forma multidimensional: ele nem sempre 
foi assim, ele é (está) assim; mas ele pode vir a ser outra pessoa. 
 
Olhar apenas para o passado recente foi o erro do filho mais velho (na Parábola do Filho Pródigo) 
 
Olhar apenas para o estado atual era o problema dos fariseus 
 
"Amar uma pessoa significa vê-la como Deus pretendia que ela fosse" (Fiodor Dostoievski) 
 
O perdido recebia de Jesus (e deve receber da Igreja) cuidados especiais, não por sua 
utilidade, mas por suas necessidades. Dessa forma podemos dizer que quanto mais 
perdido, maior o empenho de Cristo/Igreja na recuperação. Ocorre que não parecer ser 
justo que aquele que teve um mau comportamento receba maiores cuidados. Por isso 
nossos ciúmes aparentemente justificáveis. Mas a maneira de Deus não é a do Papai Noel 
que recompensa "o bom menino que não faz mal-criação". E nós também não agimos 
assim? Não nos empenhamos para salvar um marido alcoólatra, um filho dependente, 
uma ovelha perdida? Por que negamos isso à Deus? O mais fascinante é que Jesus acolhia 
(e a Igreja também deve acolher) os críticos dos perdidos. Jesus gastou tempo com os 
fariseus para fazê-los compreender a necessidade de busca e acolhimento aos perdidos. 
Ele contou a parábola da ovelha perdida aos fariseus justamente para ilustrar essa 
realidade. 
ITI Curso Teológico Módulo IV 
Ética Cristã 138
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias) 
Evangelismo e Missões 
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Capitulo IV 
 
Tipos de Evangelismo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
No livro de Atos havia somente dois métodos de evangelização: a evangelização em massa 
e a evangelização pessoal. Dentro de pouco tempo, após a morte dos apóstolos, 
controvérsias teológicas usurparam o lugar da evangelização na Igreja, resultando assim a 
apostasia. Já em torno do Século IV, a Idade Média (conhecida como Período de Trevas) já 
havia começado. Foi somente no Século XVIII que a evangelização em massa começou a 
reaparecer com John Wesley. A evangelização pessoal, da maneira como a Igreja Primitiva 
a praticava, foi redescoberta há pouco tempo. 
 
Durante muitas gerações, os cristãos evangelizaram a igreja, as salas de aulas, os bancos de 
igreja — mas não o mundo. As pessoas eram convidadas para o templo da igreja, onde 
esperava-se que elas se decidissem por Cristo. Isto foi bom para os poucos que 
freqüentavam a igreja, mas muitos dos não-convertidos nunca entram numa igreja e, 
consequentemente, nunca podem ser alcançados. É por isto que a maior oportunidade do 
cristão encontra-se fora da igreja. Isto nos estimula a ganharmos almas na fábrica, nos 
parques, nas ruas, nos lares etc. A maior oportunidade do cristão não se encontra em seu 
testemunho dentro do santuário da igreja, mas lá fora, no mundo, onde as pessoas estão. 
 
A igreja nasceu numa labareda de evangelização pessoal. Foi um ministério de casa em 
casa, face a face. Este material sobre evangelização é um estimulante para cada cristão, no 
sentido de reacender nele a paixão pelas almas. Ele poderá servir como um passaporte aos 
movimentados cruzamentos e mercados da humanidade; seus conceitos, apresentados em 
forma simples e prática, pode produzir uma nova estirpe de seguidores de Jesus, 
promovendo o contato entre os que estão dentro da igreja e os que estão fora, no mundo, 
nos lares e escolas, nas salas e nos escritórios, nas fábricas e mercados, nos parques e ruas 
— lá fora, onde a humanidade sofre mais, e onde somente o amor de Cristo pode curar. 
 
Não existe nenhuma realização e satisfação semelhante a de fazermos 
parte da tarefa número um de Deus: proclamar as Boas Novas a todas 
as criaturas, ganhar almas — lá fora, onde as pessoas estão! 
 
Na terra só existe um povo que pode fazer missões, levar as boas novas aos perdidos. Nem 
mesmo os anjos têm a missão de anunciar o evangelho. Se a igreja não fizer missões 
ninguém mais o fará e conseqüentemente, o mundo estará perdido. Só que Deus poderá 
pedir conta de nós, pois somos seus atalaias. Ez 3.18. É agora ou nunca, missões é questão 
de sobrevivência daqueles que perecem o remédio para a alma dos caídos, perdidos, 
aflitos. Observemos alguns tipos de evangelismo: 
ITI Curso Teológico Módulo IV 
Ética Cristã 139
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias) 
Evangelismo e Missões 
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
1. Evangelismo Pessoal 
 
Só ha uma maneira de combatermos ou pelo 
menos restringirmos o crescimento das seitas. Esta 
maneira é apreventiva, ou seja: “chegue antes 
delas” através do evangelismo pessoal, o que 
muitos chamam de corpo a corpo, de casa em casa 
e termos semelhantes... 
 
Se retrocedermos a historia e formos parar no 
período apostólico, verificaremos que a igreja 
primitiva usava a alavanca do evangelismo pessoal 
como método natural de crescimento. Naquela 
época, não havia televisão, radio, Internet ou 
quaisquer meios modernos e rápidos de 
comunicação, mas o escritor apostólico registrava que: “... a multidão dos que criam no 
Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais.” Atos 5.14. Mas como se não 
havia todos estes recursos discriminados acima? Simplesmente porque eles usaram o 
evangelismo pessoal. 
 
Infelizmente esse método que se constitui no maior segredo de ganharmos almas, esta 
sendo usado pelas seitas, para espalharem seu falso evangelho nos lares de nossos 
vizinhos, parentes e amigos. Quantas vezes não acordamos no sábado ou no domingo de 
manhã com uma Testemunha de Jeová batendo à nossa porta, tentando nos empurrar 
suas literaturas cheias de doutrinas heréticas? Elas estão ali, cumprindo um programa de 
visitação para qual foram destinadas, até parece que não surte efeito de imediato, mas no 
final do ano, após sair o relatório de crescimento delas na revista “A Sentinela”, veremos 
que não é bem assim. Muitas vezes crescem mais do que muitas de nossas igrejas 
evangélicas, porque simplesmente estão colocando em ação um segredo deixado por 
Jesus, e que nós, seus verdadeiros discípulos, não estamos usando. Portanto, evangelismo 
é ato de levar boas novas com estratégia e técnicas. Evangelizar é apresentar Jesus Cristo, 
o Filho de Deus, como único e exclusivo Salvador, é também um ato de amor para com o 
próximo. O evangelho de João é o que mais destaca esta atividade de Jesus. 
 
Capítulo 1 – Jesus levou André para sua casa, e quando este saiu, havia aceitado como o seu Messias; 
Capítulo III – Jesus passou parte de uma noite revelando o plano de salvação a uma só pessoa: Nicodemos; 
Capítulo IV – Jesus passou a sua hora do almoço anunciando o evangelho a uma mulher samaritana; 
Capítulo V – Jesus parou junto ao tanque de Betesda para dar atenção a um homem paralítico. 
 
 
O Evangelismo Pessoal pode Produzir Avivamento 
 
Todos os livros que que eu já li sobre "avivamento" referem-se ao mesmo, na igreja, 
mediante a pregração da Palavra em evangelização em massa. Mas o evangelismo em 
massa não é necessariamente o único meio para termos avivamento! O evangelismo 
pessoal pode ser o instrumento mediante o qual vem o avivamento, e com a mesma 
intensidade. De fato, mais intenso ainda, posto que o avivamento instaurado através do 
evangelismo pessoal é mais profundo. Por quê ? Porque é o único tipo de avivamento que 
tira o crente da posição de espectador. 
ITI Curso Teológico Módulo IV 
Ética Cristã 140
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias) 
Evangelismo e Missões 
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Pode-se manter o Espirito de Avivamento 
 
Esse é o elemento que mais se destaca no evangelismo pessoal. Tanto o avivamento como 
o evangelismo produzidos podem ser conservados. Uma vez que o coração de um pastor 
ou de um leigo é incendiado com a conquista de almas, essa atitude pode ter 
prosseguimento. A alegria não precisa ser passageira. A conquista de almas conserva o 
crente mais perto de Cristo, em sua vida cotidiana. O testemunho é a própria expressão da 
vida espiritual normal e abundante. A árvore só produz fruto da riqueza e extravasamento 
de sua vida. Possui mais do que pode conter, e por isso produz fruto. 
 
Entre em qualquer igreja "morta". Sente no banco. Contemple a congregação. A congre 
gação ali se encontra, em estado quase hipnótico. Todos têm um ar inexpressivo. Porque? 
 
Não há expectativa. Ninguém realmente espera encontrar-se com Deus, nem ver o Seu 
poder! Semana após semana, nada realmente acontece na igreja. Por outro lado, a igreja 
que está conquistando almas é como um formigueiro, esperando para ver o que Deus vai 
fazer em seguida. Muitos pastores que tem visto suas próprias vidas e as de suas 
congregações avivadas por meio do evangelismo pessoal, tem dito: "Agora prego com uma 
unção como nunca conhecera antes. O povo espera, na expectativa do que Deus está 
prestes a fazer". 
 
Nada existe de mais emocionante para o crente do que vir à igreja e ver, em outro banco, 
um recém-convertido que ele mesmo conquistou para Cristo. Uma igreja assim 
certamente não está morta! 
 
Outra característica da igreja que começa a conquistar almas é que perde milagrosamente 
o seu complexo de culpa. Inadvertidamente, quase todos os pastores e congregações têm 
um complexo de culpa por não conquistarem almas. Livrar-se desse complexo é estar em 
completa liberdade. E o fato de não reconhecermos a existência desse complexo nos está 
destruindo. 
 
O Evangelismo Pessoal pode Evangelizar o Mundo 
 
O vocábulo "evangelizar" não quer dizer conquistar o mundo para Cristo, e, sim, 
apresentar o evangelho até todos terem tido a oportunidade de se decidirem se querem 
aceitar ou rejeitar a Cristo. Jamais devemos esperar conquistar o mundo para Cristo 
enquanto não tivermos reconquistado forte ênfase sobre o testemunho pessoal. Não 
podemos esperar que os homens que saem como missionários evangelizem o mundo sem 
esse instrumento. 
 
Primeiramente devem ter experiência com o evangelismo pessoal, em suas próprias 
pátrias. Os missionários trabalham sob a pressão de uma severa desvantagem, porquanto 
não vêm de igrejas conquistadoras de almas, nem nunca viram o avivamento mediante o 
cristianismo pessoal em ação. Portanto, não podem levar tal experiência para os campos 
missionários. Nossos missionários não podem ser maiores que as igrejas de onde vieram. 
 
O evangelismo pessoal é o único princípio de evangelismo que pode ser utilizado, 
através do mundo inteiro, para chegar a cada habitante deste planeta. 
ITI Curso Teológico Módulo IV 
Ética Cristã 141
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias) 
Evangelismo e Missões 
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
(a) A Conquista de almas gera Conquistadores de Almas 
 
Os homens que são ganhos para Cristo mediante o testemunho pessoal são sempre os 
mais prontos a se torna rem pescadores de almas. Esse é um fato que geralmente foge à 
nossa observação. Mas o terreno para sua multi plicação é muito fértil. 
 
(b) O Evangelismo pessoal faz os crentes crescerem 
 
Um notável evangelista, que dedicou a maior parte de sua vida ao evangelismo em massa, 
mas que recentemente começou a dedicar todo o seu tempo ao ministério do 
evangelismo pessoal, confidenciou certa vez: "Durante todos os anos de meu ministério 
evangelístico, nunca recebi mais de três ou quatro cartas por anos de crentes que me 
agradeciam pela influência de meu ministério em suas vidas. Mas, desde que me dediquei 
integralmente ao evangelismo pessoal, não é extraordinário eu receber quinze dessas 
cartas por semana!". 
 
Se quiser conquistar uma alma para Cristo, terá de pôr em ação tua vida cristã inteira: a 
Palavra, a oração, a dependência ao Espírito Santo, e todos os frutos da maturidade em 
Cristo. Trata-se de um desafio constante. A nova experiência conserva o testemunho 
cristão fresco e vivo. Como pode qualquer de nós sentir-se feliz em Cristo, quando nada 
realmente de novo aconteceu conosco, desde a nossa conversão? Mas a testemunha 
cristã,coerente consigo mesma, anda no poder manifesto de Deus. . . diariamente. 
Contamos com muita gente que são grandes membros de igreja, mas que são 
crentes excessivamente fracos. Quando esses membros de igrejas começam a conquistar 
almas, pode-se notar que alteram sua área de devoção. Surge neles um amor profundo 
pela pessoa de Jesus Cristo. Os crentes ficam realmente transformados quando ganham 
almas. 
 
O Evangelismo Pessoal é o mais Produtivo de Todos 
 
Para muitos isso é um fato revelador, mas sempre vemos mais pessoas aceitarem a Cristo 
— e entrarem como membros das igrejas — através de cruzadas de evangelismo pessoal, 
do que aquelas que estão sendo ganhas para Cristo mediante quaisquer campanhas 
similares, estilo evangelismo em massa. 
 
Quanto à porcentagem, baseada no número de crentes que realmente participam do 
evangelismo pessoal, esse é o tipo de evangelismo que se mostra mais rico em frutos. 
Talvez chegue o dia em que o evangelismo pessoal receba igual ênfase à que é dada ao 
evangelismo em massa, quanto ao número de pessoas e de igrejas participantes. Se chegar 
o dia em que grande número de igrejas se unam para evangelizar cidades inteiras, 
mediante o teste munho de casa em casa, então A IGREJA VERÁ A MAIOR CONQUISTA DE 
ALMAS DE TODA A HISTÓRIA DA CRISTANDADE! 
 
Se alguém te pedisse que descrevesse um "avivamento", o que diria? Talvez algo como o 
seguinte: "Os crentes sairiam por toda parte, falando sobre Jesus para todos. Todo ser 
humano numa cidade ficaria cônscio da mensagem de Cristo e poderia ter um encontro 
pessoal com Ele. Multidões aceitariam a Cristo. Haveria o espírito de expectativa por toda 
parte. Os crentes testificariam — aos banqueiros, aos carpinteiros, aos barbeiros, a todos, 
enfim. Uma cidade inteira se sentiria convicta de seus pecados. Alegria e poder varreriam 
as igrejas, e Cristo seria exaltado". Pois bem, meu amigo, isso é uma descrição do 
evangelismo pessoal em ação! 
ITI Curso Teológico Módulo IV 
Ética Cristã 142
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias) 
Evangelismo e Missões 
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Vantagens do Evangelismo Pessoal 
 
Mensagem própria condizente com a condição espiritual da pessoa; a mensagem é 
pregada no ambiente da pessoa, pois muitas pessoas nunca entrariam num templo para 
assistir um culto, por vários motivos: preconceitos, falta de interesse, falsos boatos, por 
proibição e etc. 
 
Quando e onde realizar Evangelismo Pessoal? 
 
Não há momento específico para se evangelizar, qualquer hora é o momento, a bíblia nos 
fala dos tempos: 
 
- Agora – At 17.30 
- Hoje – Hb 3.7 
- Todos os dias – At 5.42. 
 
Consideramos quatro oportunidades muito comuns, mas isso não significa que o trabalho 
deve se limitar somente aos lugares e ocasiões aqui citados: 
 
Viagens em condução coletiva: muitas pessoas sentem-se mais à vontade para conversar 
enquanto viajam porque têm tempo à disposição. At 8.26-39. 
 
Em lares: nos dias atuais parece que está havendo um novo interesse por estudos bíblicos 
e oração conjunta nos lares. O crente pode oferecer sua própria casa para realização de 
estudos bíblicos, ou pedir a um amigo descrente ter um desses estudos em sua casa. At 
20.20. 
 
Locais públicos: o ganhador de almas deve usar de tato para que não se torne 
inoportuno e não venha a interferir na atividade de quem ele deseja evangelizar. Nunca 
chamar a atenção dos presentes, querendo prevalecer sua opinião, nem iniciar uma 
discussão acalorada. Mc 2.14 
 
Em instituições: hospitais, escolas, penitenciárias, orfanatos e asilos, oferecem excelentes 
oportunidades para evangelismo pessoal. Nestes lugares, sendo permitido, deve-se 
realizar rápidas reuniões de evangelismo pessoal. 
 
Como ganhar almas pessoalmente? Como o ganhador de almas executa o seu trabalho? Ter 
entusiasmo e disposição, mas não preparo, resultará em fracasso. 
 
Experiência pessoal: deve estar preparado para explanar seu testemunho pessoal de 
salvação e para responder perguntas como: “Você acaba de me dizer que devo aceitar 
Jesus como meu Salvador pessoal. Agora quero saber o que esta experiência realizou na 
sua vida.” 
 
Vida cristã: deve ter uma vida cristã acima de qualquer suspeita, senão todas as palavras 
de sabedoria e argumentação serão vãs se o ouvinte sabe que ele é um hipócrita. 
 
O conhecimento: deve estar fundamentado na fé, ter um conhecimento básico da palavra 
e saber no que crê e por que crê. A falta de preparo poderá trazer dificuldades para si 
mesmo e para sua igreja, além de deixar confusa a pessoa com quem irá tratar. 
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Evangelismo e Missões 
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
A atitude: deve sentir profundo amor pelos perdidos, este amor abrirá muitas oportunida- 
des. Este trabalho não terá resultados permanentes se a preocupação for ganhar louvor 
dos homens. 
 
A coragem: deve estar preparado para o dia da rejeição e mesmo da perseguição, nem 
todos aplaudirão os esforços e dedicação, uma pessoa poderá rejeitar inúmeras vezes 
antes de mostrar-se interessada e a oração, pois a batalha não é carnal, não é intelecto 
luta contra intelecto. A batalha é espiritual e somente no poder do Espírito pode-se 
vencer. 
 
Alguns aspectos singulares do Evangelismo Pessoal 
 
O tempo disponível do crente deve definir o tipo de abordagem produtiva no evangelismo 
pessoal, geralmente a abordagem mais duradoura requer mais paciência, porém poderá 
ser mais frutífera. 
 
Amizades duradouras: se o tempo disponível for indefinido, é bom estabelecer primeiro 
uma sólida amizade, posteriormente essa pessoa estará mais disposta a ouvir o que você 
tem para dizer. Quando se trata de amizade duradoura, o pecador ficará mais 
impressionado em ver Jesus na vida do crente, em todos seus aspectos da vida, vinte e 
quatro horas por dia. 
 
Amizades de curta duração: se o tempo está limitado a algumas horas é melhor primeiro 
abordar um ponto de interesse comum, deste ponto o crente poderá estabelecer um 
relacionamento social e daí entrar no assunto da salvação, sempre confiado na direção do 
Espírito Santo. Se a pessoa não quiser fazer sua decisão de seguir a Jesus naquele instante, 
é melhor fazê-la entender que não rejeitou ao Senhor definitivamente, incentive a 
procurar uma igreja onde possa receber ajuda espiritual. 
 
Contato único: se o tempo disponível é extremamente curto, o método mais eficaz é o de 
deixar com a pessoa uma mensagem impressa. Multidões têm sido conduzidas à salvação 
por intermédio da mensagem impressa. Essa literatura deve estar identificada com uma 
referência onde a pessoa poderá encontrar uma ajuda espiritual. 
 
Conteúdo dos folhetos: Nunca distribua um folheto sem primeiro ler cada palavra para 
certificar se o conteúdo é totalmente bíblico. Esta certificação será válida se a instituição 
for notoriamente idônea e defensora da fé cristã. 
 
Seria cativante visitar uma igreja do primeiro século e notar o seu programa de 
evangelismo. Poderiam informar-nos sem perda de tempo sobre a maneira de fazer 
uma igreja tornar-se conquistadora de almas. Se hoje pudéssemos viajar até essas 
antigas igrejas, sem duvida ficaríamos maravilhados com nossas descobertas. 
Chegando em Éfeso, nossa visita seria mais ou menos assim: 
 
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"Boa tarde, Áqúila. Sabemos que você é membro desta igreja. Queremos entrar e conversar". 
 
"Sejam bem vindos. Entrem". 
 
"Se não for demais, queremos que nos conte como as igrejas da Ásia Menor efetuam seu programa de 
evangelização. Lemos que antes você era membro da igreja em Corinto, depois em Roma e, agora, aqui em 
Efeso. Portanto, você deve saber informar-nos com exatidão e clareza acerca do evangelismo do Novo 
Testamento. Também desejamos ver a igreja antes de regressarmos". 
 
"Sentem-se. Já estamos na igreja. Ela se reúne em nossa casa". "Vocês não têm templo?" 
 
"Quer dizer templo? Não, acho que não temos." 
 
"Diga-nos, Áquila, o que a igreja está fazendo para atingir a cidade com o evangelho?" 
 
"Ora, já evangelizamos a cidade de Éfeso. Todos os habitantes desta cidade compreendem bem o evangelho". 
 
"Que?" 
 
"É verdade... acha isso extraordinário?" 
 
"E como é que a igreja conseguiu fazer isso? Por certo vocês não têm rádio nem televisão. Realizaram, então, 
muitas cruzadas de evangelização?" 
 
"Não. Como vocês provavelmente ouviram dizer, experimentamos evangelismo em massa nesta região, mas 
quase sempre terminávamos na cadeia!" 
 
"E então, como fizeram tudo?" 
 
"Oh, então não sabem? Somente visitamos todas as casas da cidade. Foi assim que a igreja evangelizou a 
princípio aquela cidade. Os discípulos evangelizaram a cidade inteira de Jerusalém em muito pouco tempo. 
Todas as igrejas da Ásia Menor seguiram esse exemplo." 
 
"E esse método tem dado bons resultados em todos os lugares?" 
 
"Sim. Tem havido tantas conversões que os líderes das religiões pagãs temem que suas religiões sejam 
extintas. Quando o irmão Paulo saiu de Éfeso pela última vez, lembrou-nos que deveríamos continuar 
evangelizando com o mesmo método". 
 
"Áquila, isso é maravilhoso! Nesse passo, quantas pessoas ouvirão o evangelho e o aceitarão?" 
 
"Não ouviram ainda dizer? Já levamos o evangelho a todas as pessoas da Ásia Menor — tanto a gregos como a 
judeus". 
 
"Ora, isso é impossível. Você não está realmente dizendo que cada pessoa já foi evangelizada, não é mesmo?" 
 
"É verdade. Cada pessoa". 
 
"Mas isso incluiria Damasco, Éfeso e dezenas de cidades grandes, aldeias e povoações — e também as tribos 
nômades do deserto. Quanto tempo foi necessário para as igrejas alcançarem todo esse povo?" 
 
"Não muito tempo — exatamente 24 meses. O mesmo está acontecendo na África do Norte e no sul da Europa. O 
evangelho também já chegou à Espanha. Ouvimos falar de um país que se chama Inglaterra, e muitos cristãos já 
chegaram lá. Esperamos completar a Grande Comissão de Jesus antes do fim deste século". 
 
"Áquila, o que você nos está contando é incrível. Vocês têm feito mais, em uma geração, do que nós em mil 
anos". "Não compreendo a razão disso. Para nós foi algo simples. Pode ser que vocês tenham usado métodos 
errados de evangelização". 
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Evangelismo e Missões 
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2. Evangelismo em Massa 
 
O evangelismo em massa é comumente usado 
em se tratando de cruzadas ou campanhas 
realizadas com o interesse de despertar os 
perdidos de uma comunidade inteira para a 
salvação. 
 
1. Jesus e a Evangelização em Massa 
 
Jesus empregou na evangelização dois 
métodos: Quando falamos sobre Evangelismo 
em massa, estamos mencionando um dos dois métodos de ministrar a Palavra de Deus ao 
mundo. Jesus esteve sempre empenhado nos dois tipos de Evangelismo. Nós o vemos 
abrindo as portas da salvação a indivíduos, como Nicodemos, a mulher samaritana, o 
jovem rico, Zaqueu e André. Por outro lado Jesus ministrou também muitas vezes às 
massas. Fornecemos uma lista de alguns exemplos escolhidos: 
 
Em Samaria (Jo 4.40) – multidão 
Em Jericó (Lc 18.35-37) - multidão 
Na Galiléia (Mt 4.23-25) - multidão 
Mar da Galiléia (Mc 4.1-4) - multidão 
Num lugar deserto (Mt 14.13,14) - multidão 
Em Emaús, (Lucas 24.25-27) - duas pessoas 
Em Samaria, (João 4.6-27) - para uma pessoa 
Jesus Cristo ensinou nas sinagogas. Mt 4.23 
Jesus Cristo ensinou nas aldeias. Mc 6.6 
Jesus Cristo ensinou no Templo. Mc 12.35 
Jesus Cristo ensinou nas praias. Mt 13.2,3 
Jesus Cristo ensinou nos montes. Mt 5.1 
Jesus Cristo ensinou nas casas. Mc 2.1,2. 
 
2. Paulo e a Evangelização em Massa 
 
As Campanhas ou Cruzadas Evangelísticas 
 
Campanha de Chipre. A primeira viagem missionária do apóstolo Paulo durou cerca de 
dois anos, 48 e 49 d.C. O verbo grego dierchomai, “atravessar”, usado nesta expressão: 
“atravessado a ilha até Pafos” (13.6), dá a idéia de campanha evangelística. O Dr. Sir 
William Ramsay, arqueólogo que investigou o livro de Atos, constata que Lucas não 
cometeu nenhum erro ao mencionar os 32 países, as 54 cidades e as 9 ilhas em Atos. Ele 
diz que o referido verbo significa “uma turnê evangelística em toda a ilha”. 
 
Em Listra e Derbe. O texto sagrado diz: “Ali pregavam o evangelho”. At 14.7. O contexto 
mostra que Paulo e Barnabé fizeram uma cruzada evangelística entre os gentios. Constata-
se isso em decorrência do movimento provocado pelos moradores da região em virtude da 
cura do coxo de nascença, e por haverem confundido Paulo e Barnabé com divindades 
romanas, Mercúrio e Júpiter. At 14.8-14. 
 
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As diversas Estratégias 
 
(a) Nas Casas. Paulo fundou igrejas não somente usando as sinagogas e através de 
campanhas evangelísticas. Ele usou muitas outras estratégias. Em Corinto, começou por 
uma sinagoga (18.4), em seguida encontrou abrigo na casa de Tito Justo, e depois teve o 
apoio de Crispo, líder da sinagoga, que logo se converteu. At 18.7,8. Da mesma forma, 
fundou a igreja de Filipos, na casa de uma empresária de nome Lídia (At 16.14,15), e em 
Éfeso, começando por uma sinagoga (18.19), continuou nas casas (20.20). Até hoje, a 
maioria das igrejas nasce nas casas dos crentes. Essa estratégia continua a ser usada em 
nossos dias. 
 
(b) Nas Praças. A pregação nas ruas e praças tem dado origem a muitas igrejas locais. Há 
muitas localidades onde esse trabalho não é permitido; em outros lugares não dá 
resultado. O apóstolo Paulo usou essa estratégia em Atenas. At 17.17. Esse método foi, no 
princípio, usado por nossos pioneiros Daniel Berg e Gunnar Vingren. Em muitos lugares, 
continua surtindo resultados. O modelo é bíblico; cabe a cada um ter o necessário 
discernimento para aplicá-lo na hora e na localidade adequadas. As praças de sua cidade 
podem ser uma terra fértil para semear a semente. 
 
(c) Nos Centros Acadêmicos. A igreja de Atenas nasceu de um trabalho do apóstolo 
Paulo entre os acadêmicos. At 17.19,22,34. O Senhor Jesus tem muitas testemunhas entre 
os universitários, professores e eruditos de todo o mundo. Muitos destes organizam 
trabalhos programados para alcançar os seus pares para Jesus. Muitos conseguem espaço 
físico na própria instituição de ensino para reuniões, além de cultosem ação de graças em 
eventos como formaturas. É um trabalho promissor, e tem suas bases na Bíblia. 
 
(d) Os grandes centros urbanos. O apóstolo procurava os grandes centros urbanos 
fundando neles igrejas. Ele passou por inúmeras cidades em suas viagens, mas sua meta 
era alcançar as de maior porte. Depois, as igrejas das grandes cidades encarregam-se de 
evangelizar as cidades menores vizinhas. Éfeso era o centro das sete igrejas da Ásia; Paulo, 
portanto, foi o fundador delas através da cidade de Éfeso. 
 
3. A igreja primitiva e o evangelismo em Massa 
 
Após receberem o batismo do Espírito Santo, os discípulos foram às ruas e pregaram a 
multidões compostas de judeus, provindos de todas as nações da terra. Atos 2.5,6. O 
resultado foi três mil convertidos agregados à Igreja. No Novo Testamento existiam dois 
tipos de evangelismo bem definidos, o evangelismo de massa e o evangelismo pessoal. Por 
volta do século III essas maneiras de evangelizar praticamente desapareceram e só foram 
ressurgir, pode se assustar, depois de 1.600 anos, com o ministério de John Wesley que 
reacendeu o evangelismo em massa. 
 
4. O Evangelismo nos dias atuais 
 
Já passamos pela história da igreja primitiva e vimos como por quase 1.600 anos ficamos 
apagados e inertes sem fazer nenhum tipo de evangelismo até a reforma de Lutero que 
reacendeu a igreja. E nos dias atuais, o que a igreja tem feito para alcançar os perdidos? 
Como a igreja tem feito para alcançar os perdidos? 
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Atualmente, grande parte das igrejas trabalha basicamente com o evangelismo em massa, 
como já vimos antes, esse estratégia é limitada, pois em um grande grupo de pessoas 
presentes nessas campanhas, poucas realmente vão para a igreja e criam vínculo com o 
evangelho de Jesus. O problema do evangelismo em massa feito nos templos, nas nossas 
campanhas e congressos é que as únicas pessoas que serão ganhas serão aquelas que se 
dispuserem a ir ao templo. 
 
Medite nisto: As únicas pessoas a quem podemos conquistar para Cristo, em qualquer 
campanha evangelística, são os perdidos que deliberadamente se levantam, se preparam e 
vão aos auditórios de livre e espontânea vontade, para que se exponham à pregação da 
Palavra. Essas são as únicas pessoas acerca das quais temos possibilidades de esperar 
ganhar com o Evangelho. Só há um problema, a maioria das pessoas não se sujeita a isso! 
 
O mundo perdido tem procurado transmitir-nos um recado: "Por favor, certifiquem-se que 
seu pastor é formado em teologia; ponham ar condicionado em seus edifícios; ponham 
almofadas nos bancos; convindem-nos à igreja por meio do rádio, da televisão, do 
telefone, de cartas, boletins, anúncios nos jornais, e por visitas pessoais... E depois disso 
tudo, eles não vão aos templos. Temos construído todo nosso esquema de evangelismo na 
premissa de que se ao menos as pessoas vierem, nós as conquistaremos. Na verdade nós 
achamos que estamos evangelizando o mundo, principalmente aos domingos, o problema 
é que os perdidos não estão em nossas classes da Escola Dominical e sim lá fora do 
templo. 
 
Entende a diferença? A ordem foi "IDE" e não "RECEBA" as pessoas no templo. Vejam 
bem, uma estrutura bem montada, equipes de recepção, hospitalidade, consolidação e 
discipulado são importantíssimas no processo de ganhar e firmar o perdido, mas elas só 
terão trabalho se houverem pessoas a serem consolidadas e discipuladas e recebidas e 
etc. Pense comigo, quantas igrejas hoje tem um programa efetivo de ganhar as pessoas 
que não vêem à igreja? Deus não espera que sejamos gênios da técnica, da publicidade, da 
promoção, da organização, para que nosso evangelismo adquira maior eficácia. Podemos 
estar certos que o programa que Deus quer utilizar para conquistar as comunidades e 
evangelizar o mundo inteiro será algo simples. . . algo que qualquer congregação local 
poderá organizar, dirigir e realizar! "Não por força nem por poder, mas pelo meu 
Espírito..." Zc 4.6. 
 
Que tipo de evangelismo podemos realizar e que não custe nada aos cofres da igreja, que 
não dependa de uma data previamente marcada e nem da agenda de um grande 
conferencista? O Evangelismo Pessoal. O Evangelismo Pessoal pode atingir a todos em 
qualquer lugar e em qualquer tempo. Portanto, o Senhor Jesus disse: "... Mas recebereis 
poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, E sereis minhas testemunhas tanto em 
Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra". At 1.8. Se Jesus 
tivesse de baixar novamente essa ordem, hoje em dia, aqui mesmo em nosso país, e você 
estivesse presente para ouvi-Lo. . . Que te diria Ele? Primeiramente, pergunte-se: 
 
Qual é a minha Jerusalém? Que era Jerusalém para eles, naqueles dias? 
 
Que é a Judéia para mim? Que era a Judéia para eles? 
 
E que é a Samaria para mim? 
 
E que significa para mim os confins da terra? 
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Jerusalém é o seu bairro. 
Judéia é a sua cidade. 
E a Samaria? Seu Estado, seu País. 
E os Confins da Terra? Isso em nada mudou! É o vasto e inteiro mundo - tanto para nós 
como o foi para aqueles primitivos cristãos. E aqueles discípulos do Novo Testamento 
foram Obedientes à ordem de Jesus? Qual foi a reação deles a essa ordem suprema? 
 
Qual foi o plano de ação de que se utilizaram? Jesus baixou a ordem. Subiu aos céus. Eles 
retornaram a Jerusalém (depois de serem um tanto animados a isso pelos anjos). Depois 
todos ficaram cheios do Espírito Santo. Depois saíram em obediência a Jesus. Começaram 
sua obra por Jerusalém. 
 
A pergunta mais importante que a Igreja do século XX tem para fazer à Igreja do primeiro 
século é: COMO FIZERAM ISSO? Sim, que fizeram eles para alcançar toda a cidade de 
Jerusalém? Talvez fosse melhor perguntar, antes de tudo: Como é que não fizeram? 
 
No livro de Atos há o registro de apenas duas concentrações que poderíamos designar de 
evangelismo em massa. Mas esse método verdadeiramente desempenhou papel sem 
importância no evangelismo da Igreja do Novo Testamento. Há outra coisa que 
obviamente não faziam. Não construíam edifícios nem batiam de porta em porta pedindo 
que as pessoas que "fossem aos cultos da igreja". Precisamos lembrar-nos que não havia 
templos cristãos nos dias do Novo Testamento. Isso nem ao menos é um conceito bíblico. 
A Igreja não teve templos senão já no século III. Hoje, o conceito de evangelismo realizado 
no templo da igreja é o maior impedimento isolado à evangelização do mundo. Não 
porque tenhamos templos — mas porque não queremos sair deles! O templo da igreja não 
é a igreja. O termo "igreja" vem do vocábulo grego, ekklesia, que significava "assembléia", 
"congregação", e nada tem a ver com a idéia de templo, de santuário. 
 
Precisamos corrigir isso em nossas mentes, pois do contrário sofreremos eternas 
consequências. O templo da igreja serve apenas para um propósito: impedir-nos de 
morrer de frio no inverno e de calor no verão, ou de ficarmos molhados quando chove! 
Sem dúvida que o "conceito de templo da igreja" é necessário para nós, nestes dias. 
Porém, devemos considerá-lo do ponto de vista correto! 
 
Reconheçamos que o evangelismo não deveestar centralizado no templo da igreja. Pelo 
contrário, deve estar centralizado fora do templo. (O templo não deve servir de lugar onde 
levamos os perdidos, a fim de convertê-los. Mas é um posto avançado — do interior de 
onde enviamos os crentes!) 
 
O livro de Atos registra exatamente como os cristãos primitivos evangelizaram Jerusalém. 
E isso tornou-se modelo para a Igreja, por todo o resto daquele século. Já lemos os 
versículos abaixo por muitas vezes. Talvez seja bom reconsiderá-los: "Diariamente 
perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa, e tomavam as suas refeições com 
alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, 
acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos". At 2.46,47. A cada dia o Senhor 
acrescentava alguém à igreja. O número mínimo de convertidos, nos dias do Novo Tes-
tamento, era de 365 por ano! Pelo menos um por dia! E como a Igreja do Novo 
Testamento realizou esse feito? Trabalhando no templo e de casa em casa. 
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As igrejas do nosso século têm experimentado apenas a primeira metade — no templo da 
igreja. Como poderia uma igreja alcançar a média de ao menos um convertido por dia? Só 
há um modo dos homens serem salvos a cada dia do ano, através do ministério de uma 
igreja. É que os seus membros individuais ganhem almas todos os dias. Qualquer outra 
modalidade de evangelismo que tentasse ganhar almas todos os dias do ano se esgotaria 
dentro de poucos meses. 
 
Somente o evangelismo pessoal pode alcançar essa façanha. Em Atos 5.42 vemos até que 
ponto eles seguiram o conceito de "evangelismo de casa em casa": "E todos os dias, no 
templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar, e de pregar Jesus, o 
Cristo". Evangelizaram a cidade inteira de Jerusalém, visitando cada um dos lares! Desse 
modo, sabiam quando obedientemente cumpriram a ordem do Senhor! Assim é que se 
deve obedecer à ordem de Atos 1.8. Eis um conceito neo-testamentário tão radical, tão 
novo, tão revolucionário, que é quase inacreditável. Trata-se do evangelismo primitivo, 
bíblico. 
 
Já evangelizou a sua "Jerusalém"? Os membros de sua igreja já bateram em cada casa, em 
cada apartamento — em cada lar? Sua igreja já fêz isso? Seja honesto, ao menos já pensou 
em fazer isso? Você pode fazê-lo! E pode fazê-lo do mesmo modo que os crentes 
primitivos o fizeram! Esse é o propósito da igreja É a razão da existência da igreja — 
evangelizar a comunidade inteira. Não conseguiremos isso da maneira como estamos 
agindo, atingindo somente aqueles que vêm até nós. Não esqueça: 
 
Ganhar almas é uma pescaria espiritual 
 
Jesus disse: “... Não temas; doravante serás pescador de homens.” Lc 5:10. O verbo pescar, 
como aqui usado, quer dizer no original grego pegar vivo. O objetivo da igreja é trabalhar 
para libertar as vidas aprisionadas por satanás e conduzi-las à liberdade do Reino de Deus. 
Rm 14.17. 
 
Ganhar almas é uma colheita 
 
Jesus preveniu os discípulos: “Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores 
para a sua seara.” Mt 9.38. A tarefa não é fácil; as horas de labor são muitas e cansativas; 
mas a colheita significa almas ganhas para a vida eterna. O salmista declara: “Os que com 
lágrimas semeiam com júbilo ceifarão. Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, 
voltará com júbilo, trazendo os seus feixes.” Sl 126.5,6. 
 
Ganhar almas é buscar o perdido 
 
No evangelho de Lucas 15, Jesus falando por parábolas faz algumas comparações para 
apresentar a alma perdida e o seu resgatador. Lc 19.10: 
 
- Uma ovelha perdida e o pastor que a busca; 
- Uma moeda perdia e a sua dona que a procura; 
- Um filho pródigo e seu pai que o espera. 
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O primeiro passo é aprendermos com Jesus, que temos que nos interessar pelos outros se 
quisermos que eles se interessem pelo que temos a falar. O sentimento que nos leva ao 
interesse pelas pessoas que não conhecem o evangelho é a compaixão. O segundo 
passo é despertarmos a curiosidade das pessoas, agindo de forma diferente do mundo, 
para que as pessoas enxerguem: 
 
- Uma vida irrepreensível de um legítimo filho de Deus. Fl 2.14-15 
- Uma fé inabalável. I Pe 1.7-9 
- As boas obras que glorificam a Deus. Mt 5.13-16 
- A nossa união, como corpo de Cristo. Jo 17.21. 
 
O terceiro passo é a palavra certa no tempo oportuno, isto é um trabalho de dependência 
do Espírito Santo, nos capacitando com poder, autoridade e sabedoria para evangelizar. At 
1.8. E o quarto passo para levar um pecador a Jesus é anunciar as boas novas, isto 
abrange: 
 
- Necessidade de salvação. Rm 3.23 
- Possibilidade de salvação. Jo 3.16 
- Perdão de pecados. I Jo 1.9 
- Vida abundante. Jo 10.10. 
 
3. Outras formas variadas e novas de evangelização 
 
Evangelização por e-mail; 
Evangelização por site; 
Evangelização por cartas; 
Evangelização por panfletos; 
Evangelização por adesivos- em casas e carros; 
Evangelização por artigos especializados. 
 
Devemos evangelizar, porque o mundo está por um fio. O vazio da vida dos seres humanos 
cresce vertiginosamente, quer sejam eles médicos, engenheiros, comerciantes, operários 
ou lixeiros. As páginas dos jornais estão, cada vez mais, marcadas pelas conseqüências do 
pecado do homem – crimes, roubos, imoralidades, infidelidade e conflitos diversos de 
grandes e pequenas proporções. O uso de drogas e o abuso sexual entre jovens e até 
pessoas de idade estão praticamente incontroláveis. 
 
A vida humana, para muitos, não tem valor algum. O individualismo é tão crescente como 
a conhecida inflação, o seu produto mais recente aqui no Brasil foi à aprovação do 
divórcio. Andar a noite pelas ruas de qualquer cidade é um risco muito grande. Tudo, tudo 
isto é fruto do pecado que habita no homem. E o que os crentes estão fazendo? 
 
Trancafiados e lotados de atividades nas quatro paredes dos templos. Luzes escondidas 
debaixo do alqueire. Sal insípido. Quando saem para evangelizar apresentam uma 
mensagem tão diluída, tão antropocêntrica (o homem no centro), que o evangelismo 
perde a sua essência. Isto sem contar o desinteresse ou falta de tempo para providenciar a 
integração do neófito na vida da Igreja e no Reino de Deus. Em vista disso procuramos 
mostrar a necessidade de sairmos das quatro paredes e como fazer isto a fim de 
ganharmos almas para Cristo nesta última hora da Igreja na terra. 
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Ética Cristã 151
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Capitulo V 
 
Métodos de Evangelização 
 
 
"Existem dois grandes perigos na evangelização", disse um observador perspicaz. 
"Um é mudar a mensagem; o outro é recusar mudar os métodos". 
 
Procuremos, por todos os meios, preservar o que é útil nas velhas técnicas, mas não 
fujamos à experiênciacriativa e imaginativa de novas formas de evangelização. O 
evangelista cristão deve ser como o mordomo da parábola de Jesus: emprega meios 
antigos e novos, usa métodos provados pela experiência, mas também outros que 
precisam ser experimentados. 
 
Não há dúvida de que a flexibilidade e a imaginação desses esforços concordam com o 
Novo Testamento, onde "dar testemunho" cobre toda a variedade de métodos. Nele 
encontramos exemplos de evangelização em massa (João Batista, Pedro, Estêvão, Jesus); 
evangelização pessoal (35 entrevistas pessoais de Jesus estão registradas nos evangelhos); 
evangelização circunstancial (Jesus junto ao poço de Jaco, Pedro e João na porta Formosa 
do templo); evangelização através do diálogo (Paulo na Colina de Marte e Apoio em Éfeso, 
At 18.28); evangelização sistemática (os 70 discípulos enviados por Jesus, dois a dois, e a 
visitação domiciliar mencionada em Atos 5.42); evangelização através de literatura (Jo 
20.31; Lc 1.1-4, ambos afirmando claramente a intenção evangelística destes evangelhos). 
 
Não podemos esperar que todos os métodos sejam eficazes para todo mundo, mas 
certamente existe um meio adequado de nos aproximarmos de cada pessoa. Ou então, 
Deus pode usar uma combinação de métodos diferentes para ganhar um indivíduo.... 
Devemos procurar, na escolha dos nossos métodos, ser naturais, cheios de tato, pacientes, 
cheios de imaginação, sensíveis, livres de tensões e confiantes. 
 
Tenhamos sempre pronto algum método, por mais natural que seja. George Sweazey diz 
com razão que a afirmação de que "tudo que nós fazemos é evangelização", usualmente 
acoberta um testemunho tão vago que a frase deveria ser "nada que nós fazemos é 
realmente evangelização". 
 
Antes de criticarmos o que o outro está a fazer, deveríamos lembrar a clássica resposta de 
Moody a um crítico que reprovou os seus métodos. 
 
— Nem eu mesmo gosto muito deles, confessou Moody. Mas, que métodos você usa? 
 
Quando o crítico disse que não usava nenhum, Moody respondeu com certa aspereza: 
 
— Bem, prefiro a minha maneira de fazê-lo, do que a sua de não fazê-lo! 
 
Evangelização, no Novo Testamento, combina três linhas: koinonia — o testemunho da 
comunidade; diakonia — o testemunho do serviço; e kerygma — o testemunho da 
proclamação. 
 
Como evangelizava Jesus? Evangelizava amando (Mc 2.16), pois era, antes de tudo, um 
amigo e especialmente para os necessitados e pecadores. Evangelizava servindo. Mc 1.34. 
Quando encontrava um doente, o curava; um homem faminto, o alimentava. E 
evangelizava também falando (Mc 1.14), pois era Mestre e pregador por excelência. Como 
evangelizavam os discípulos de Jesus? Evangelizavam à maneira do seu Mestre. Davam 
testemunho através do amor fraternal (At 2.44), do serviço compassivo (At 3.6) e da fiel 
proclamação. At 5.42. 
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Ética Cristã 152
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias) 
Evangelismo e Missões 
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Cremos que a igreja que não evangeliza precisa ser evangelizada. Não vivemos para nós 
mesmos. Existimos para a nossa missão como o fogo existe para a combustão. Cada crente 
uma testemunha, a única maneira de ganharmos esta geração – Se não ganharmos nossa 
geração teremos fracassado em nossa tarefa. Evangelização é um estilo de vida mais do 
que um programa – Evangelização não é apenas uma questão de método, mas de 
compromisso. É mais um estilo de vida do que um programa. 
 
Evangelização como estilo de vida 
 
1. Precisamos ter visão 
 
(a) Visão de que o homem sem Cristo está perdido 
(b) Visão de que as falsas religiões prosperam 
(c) Visão de que a ignorância não salva 
(d) Visão de que os campos estão brancos para a ceifa 
 
2. Precisamos ter paixão 
 
(a) A evangelização é uma tarefa imperativa 
(b) A evangelização é uma tarefa intransferível 
(c) A evangelização é uma tarefa impostergável 
 
3. Precisamos ter compromisso 
 
(a) A evangelização exige investimento financeiro 
(b) A evangelização exige investimento de vida 
 
Evangelização como influência 
 
1. O Método de André e Filipe 
 
(a) Vem e Vê – O envolvimento pessoal, a influência, o esforço. 
(b) Levar alguém a Cristo – Os crentes novos que levam outras pessoas a Cristo. 
(c) Culto da colheita – Um domingo por mês você faz um culto especial de evangelização. 
(d) Só Jesus satisfaz o seu coração – Trabalho de mobilização dos jovens e adolescentes 
para trazerem amigos. 
(e) Reuniões de estudo em casa – para estudar a Bíblia, para assistir a uma mensagem de 
DVD. 
 
2. O Método da Pescaria 
 
(a) Há diferentes tipos de peixes. Para cada um você precisa de uma isca diferente, de uma 
abordagem diferente. 
(b) Precisamos identificar os melhores métodos para alcançarmos os melhores resultados. 
(c) Jesus foi estratégico no envio dos discípulos como pescadores de homens. 
(d) Paulo foi flexível com os métodos. 
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Ética Cristã 153
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O método da igreja primitiva 
 
Seguindo a ordem de seu mestre, os apóstolos e todos os crentes primitivos, não deixaram 
de usar o evangelismo pessoal e os resultados eram tremendos. Vejamos: “Mas os que 
andavam dispersos iam por toda a parte, anunciando a palavra. E, descendo Filipe a cidade 
de Samaria, lhes pregava a Cristo”. Atos 8.4,5. Posteriormente com a conversão de Saulo 
de Tarso o evangelismo pessoal explodiu de vez, falando aos anciãos de Éfeso ele diz: 
“Como nada, que útil seja, deixei de vos anunciar, e ensinar publicamente e pelas casas”. 
Atos 20.20. 
 
Os frutos deste tipo de evangelismo eram maravilhosos. Veja o que Lucas registra: No 
principio era apenas um pescador - Jesus. Depois doze almas que foram treinadas por 
Cristo (Lucas 6.13) após esses doze, vieram mais setenta, (Lucas 10.1) em Pentecostes o 
número já era de 120, (Atos 1.15) a multidão alargou-se para quase 3.000 almas (Atos 
2.41) era algo contagiante, pois a multidão crescia cada vez mais e chegava a 5000 (Atos 
4.4; 5.14) o número dos discípulos crescia e multiplicava (Atos 6.1,7) as igrejas se 
multiplicavam (Atos 9.31) e por fim diz o apostolo Paulo que aquele evangelho tinha sido 
pregado a toda criatura debaixo do sol. Cl 1.23. 
 
É algo realmente miraculoso não é? Mas será que isto se encerrou com a era apostólica? 
Será que os apóstolos tinham algo que nós não possuímos hoje? Sim e não. A diferença 
entre os crentes primitivos e nós é que eles obedeciam, levavam a sério o “Ide” de Jesus. 
Você tem o mesmo Jesus, a mesma mensagem, o mesmo evangelho, os mesmos tipo de 
pecadores, então o que falta? Por que nossas igrejas estão vazias e os templos das seitas 
cheios? Por que, se o nosso Deus é o mesmo, ontem, hoje e o será para sempre?. Hb 13.8. 
Creio então que o problema esta em nos, não em Deus ou nos pecadores, não são eles que 
estão com os corações mais duros, somos nós! 
 
Descobrindo o segredo do livro de Atos 
 
Qual era o segredo de tanto sucesso para ganharmos almas? Seria novas estratégias, um 
novo vocabulário para abordarmos os incrédulos, até mesmo empregar marketing como 
fazem muitas igrejas? Não. O segredo se encontra em Atos 1.8: “Mas recebereis a virtude 
do Espírito Santo, que ha de vir sobre vos; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém 
como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”. É o poderde Deus que faz a 
diferença meus irmãos!Temos que aprender a cooperar com Ele e Ele cooperara conosco!. 
“E eles tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor...”. Mc 
16.20. 
 
Nunca teremos uma igreja conquistadora de almas enquanto não tivermos crentes com o 
desejo de buscarem o poder de Deus, de estarem cheios do Espírito Santo. Enquanto não 
tivermos a coragem de nos dispormos de corpo e alma para tal tarefa nunca teremos uma 
igreja evangelizadora nos moldes da igreja primitiva e, por conseguinte nunca teremos 
crentes avivados. Da-se pouca importância a este fato em reuniões de evangelismo passa 
por cima dele apenas superficialmente, e isto é perigoso porque ele, e unicamente ele, é o 
principal motor do avivamento para o evangelismo, não existe outro, não ha métodos, 
formulas, ou truques que o substitua. Se quisermos ter resultados duradouros não 
podemos agir de outra maneira a não ser a que esta em (Atos 4.24- 31), pare neste 
instante e leia-o. 
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Ética Cristã 154
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Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Preparando os crentes para o Evangelismo, através do Avivamento e do Arrependimento 
 
Para que haja avivamento é necessário arrependimento de pecados, sondagem do 
coração, ou como diz Hebreus 12.1: “... deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de 
perto nos rodeia...”. Não gostamos muito de fazer isso não é verdade? A carne clama, 
protesta, briga e se debate. O Diabo fará de tudo para te impedir, pois ele sabe, que um 
crente com a vida inteiramente nas mãos de Deus, pode fazer um estrago no seu reino, e 
isto ele não quer!. Todo grande avivamento na Bíblia começou com arrependimento: 
 
(a) Ezequias - II Reis capitulo 18 
 
(b) Josias - II Reis capitulo 22 e 23 
 
(c) Neemias - Neemias capitulo 9 
 
Agora chegou a hora do seu avivamento! Deus precisa de crentes corajosos que deixem de 
viver dentro de seu mundinho egoísta e carnal e passe a viver no reino do Espírito! 
 
Oração: Muitos crentes vão para o evangelismo despreparados, as vezes sem orar durante 
dias,como podem querer ter sucesso na pesca de almas desta maneira? A oração é 
essencial, indispensável na vida do crente, é a respiração espiritual da alma, sem a qual, 
esta morrera. Geralmente uma reunião de evangelismo em nossas igrejas se assim: 
 
O líder de evangelismo, que no caso pode ser o pastor (muito difícil hoje em dia) ou um 
simples membro, reúne o pessoal na igreja. Uns chegam desanimados, outros com medo, 
uns afoitos para que comece e acabe logo, pois tem outras coisas mais importantes para 
fazer, como por exemplo, namorar. Alguns reclamam, mas finalmente saem apos 
repartirem os folhetos, sem nenhuma explicação ou treinamento e o pior de tudo, sem 
oração. 
 
Na do evangelismo jogam os folhetos nos quintais, nos correios como se fossem panfletos 
políticos, sabendo que irão ser molhados ou rasgados por algum cão travesso, gastando 
assim dinheiro e tempo! Na rua enquanto evangelizam, conversam sobre tudo: futebol, o 
ultimo filme que assistiram à namorada, riem brincam a vontade, e tudo isso na frente de 
incrédulos. Não ha oração, antes, durante e muito menos depois do evangelismo. É 
lastimável!! Você acha que tal evangelismo teria sucesso? Não? Mas é justamente essa a 
realidade hoje da maioria das igrejas (as que ainda fazem evangelismo!). 
 
Precisamos orar, buscar o poder de Deus a todo tempo. Não devemos contentar apenas 
com o batismo com o Espírito Santo, mas procurarmos ser cheios todos os dias como 
faziam os crentes primitivos Atos 16.13. Até mesmo Jesus precisava ser cheio, pois orava 
continuamente. Lc 5.16; 6.12. 
 
Temos tempo para tudo hoje em dia, menos para orar, mas é justamente ai que nos 
erramos, pois quanto mais tempo gastamos com o Senhor em oração, mais direção nosso 
espírito recebera para as coisas do cotidiano. Lc 10.41,42. Se quisermos ser ganhadores de 
alma temos que pagar o preço, negar nossa própria vida pra viver a vida de Cristo em nós. 
Gl 2.20. Não se contente com uma vida fraca, morna e inerte sem experimentar o poder 
de Deus. Ele não te obrigara a nada, a decisão é sua, (Apoc 3.20), Deus não trabalha em 
cima de ameaças, pois tudo o que fazemos pra obra de Deus tem que levar a marca do 
amor e finalmente quando entrarmos no seu tribunal esse será o critério para julgar 
nossas obras. I Jo 4.18. 
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Ética Cristã 155
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Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Lembre-se: Somente o crente cheio do Espírito Santo poderá levar almas a Cristo com 
eficácia, enquanto o gemido do Espírito (Rm 8.26) não for o nosso gemido de intercessão 
por este mundo perdido, enquanto a paixão pelas almas não queimar dentro de nos como 
fazia em Whitefild que disse: “Se não queres dar-me almas, retira a minha ”ou Hyde 
missionario na China que orava assim: “Da-me almas, ou morrerei” não seremos realmente 
discípulos de Cristo. Precisamos nos compadecermos da multidão. 
 
A importância do testemunho pessoal 
 
Um bom testemunho vale mais do que um milhão de palavras. Os homens podem 
questionar nossas palavras, mas não podem contestar o nosso testemunho. Um ouvinte 
disse ao pregador: O que tu fazes, fala tão alto que eu não consigo ouvir tua voz. 
 
A importância do testemunho no mundo: O cristão tem grande responsabilidade diante de 
Deus e dos homens, para que, com seu testemunho glorifique o nome do Senhor. Jesus 
estabeleceu o testemunho cristão como referencial ao mundo. Jesus disse que o cristão 
deve ser o sal da terra. Mt 5.13. Todos nós conhecemos a importância do sal e o seu 
significado. O próprio Jesus reconhecia o valor do sal, por isso afirmou: "Bom é o sal, mas, 
se o sal se tornar insulso, com que o adubareis? Tende sal em vós mesmo e paz uns com os 
outros." Mc 9. 50. Qualidade do sal: 
 
O sal preserva 
 
Desde tempos imemoriais, o sal tem sido utilizado pelos povos como substância 
conservante, que preserva as características dos alimentos. O cristão, como o sal 
espiritual, tem a capacidade de preservar o ambiente sob sua influência. Este mundo ainda 
existe porque, apesar de sua degeneração, a igreja, formada pelos cristãos, está 
preservando o que resta de saúde moral e espiritual no mundo. Quando a igreja for tirada 
da terra, a podridão tomará conta dos povos sem Deus, levando-os à decomposição final, 
que os levará ao inferno. 
 
O sal dá sabor 
 
Uma comida sem sal nunca é vista como saborosa. Normalmente, é Indicada para pessoas 
que estão com problemas de saúde, para quem é contra-indicado o uso de sal. Por isso, a 
Bíblia registra a importância do sal, como elemento que dá sabor, Jó 6.6. 
 
O sal é humilde 
 
"Sal sob medida" - uma importante característica do sal é sua humildade. Ele preserva e dá 
sabor, sem aparecer. Assim é o crente humilde, "não faz questão de aparecer". Quando o 
sal aparece pelo excesso, ninguém suporta. Quando o crente tem sal demais, se torna 
insuportável. Isto acontece, quando se torna fanático em lugar de passar para os outros o 
sabor da vida cristã, acaba afugentando as pessoas, com excesso de santidade. São 
pessoas legalistas que vêem pecado em tudo. Por outro lado, há os que não têm mais sal 
em suas vidas, são os liberalistas, que se acomodam com o mundanismo e dizem que nada 
é pecado. São extremos.Por tanto é imprescindível ter equilíbrio no testemunho e na vida 
cristã, Cl 4.6 e Gl 5.22. 
 
 
 
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Ética Cristã 156
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias) 
Evangelismo e Missões 
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Os viajantes no deserto costumavam levar na bolsa uma vasilha com sal para provocar 
mais sede e assim evitar a desidratação, visto que no deserto era muito elevado. Quando 
Jesus disse que o cristão deve ser salvo isto significa que além de preservar, devemos 
provocar sede (desejo) no pecador. Estamos? 
 
No lar 
 
Os cristãos devem também dar um bom testemunho no seu lar, principalmente os pais, na 
formação moral e espiritual dos filhos, no relacionamento conjugal, parentes, amigos e 
com os vizinhos. 
 
Num depoimento dramático, um ex-líder do comando vermelho, ex-traficante, e agora 
convertido ao Evangelho, demonstra bem essa situação. Segundo ele, 50% dos jovens que 
compravam drogas nas "bocas de fumo" eram filhos de crentes ou desviados. E mais, 70% 
dos jovens que estão presos por infrações, são nascidos em lares evangélicos. Apesar de 
ser filho de pastor, entrou para os "guetos" do trafico aos quatorze anos. Buscou nos 
amigos o que não encontrou em casa. "Fui vítima de um sistema religioso" diz ele. Via uma 
coisa dita no púlpito e outra sendo em casa. "A maioria dos meus amigos não tinha medo 
de chegar no pai e ouvir os gritos ou levar aquela surra, quando faziam coisas erradas. 
Minha vida era uma tensão o tempo todo. Não havia dialogo e nem companheirismo, 
apenas surras e surras. Meu pai falava do amor de Deus na igreja, mas em casa eu não 
podia perguntar nada, ou demonstrar qualquer atitude que fosse contrária ao que diz a 
Bíblia", declara. 
 
Na igreja 
 
O testemunho na comunidade é de suma importância. Ecl 5.1, At 2.42-47. Luz: Jesus Cristo 
afirmou que o cristão deve ser luz neste mundo de trevas. A luz é o oposto do sal (que não 
é visto em ação). A luz só tem valor quando é percebida, quando aparece. Mt 5.14-16. 
 
O testemunho elevado: Comparando seus seguidores como luz do mundo, Jesus disse que: 
"Não se pode esconder uma cidade edificada sobre o monte." Antigamente as cidades 
eram edificadas sobre os montes, o que tornava impossível esconder a sua iluminação. 
Como luz, o crente está edificada em Cristo em posição muito elevada, Ef 2.6. 
 
O cristão no velador: Mt 5.15 - Jesus declarou também que não se "acende" e se coloca de 
baixo do alqueire mas no velador, para iluminar todos os que estão na casa. Infelizmente 
há pessoas nas igrejas que se colocam no de baixo alqueire do comodismo, da indiferença, 
da falta de fé e de ação, e apagam-se, por lhes faltar oxigênio de Deus. 
 
Preparação: Já sabemos da necessidade do: 
 
(a) Por que evangelizarmos?. Mc 16.15 
(b) Quando evangelizarmos?. II Tm 4.2 
(c) Onde evangelizarmos?. At 20.20 
(d) Para que evangelizarmos?. Ez 3.18 
(e) O que evangelizarmos?. Rm 1.16 
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Ética Cristã 157
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Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Mas o “como” evangelizar, muitos de nós não sabemos! Nesta parte iremos mostrar ao 
crente como proceder no evangelismo pessoal. Já vimos que o melhor preparo é o crente 
se revestir com o poder de Deus, sem o qual não poderá responder como Samuel. I Sm 
3.10. Passaremos agora para a preparação de um evangelista. Mas... antes de começar: 
 
Como vai sua aparência? 
 
Você já parou para analisar como os mórmons se apresentam diante das pessoas? 
Pessoalmente nunca vi um mórmon com o cabelo despenteado ou com tênis e calcas 
Jeans sair para evangelizar. E as testemunhas de Jeová? Fazem questão de se 
apresentarem bem vestidas! Sabe porquê? Por que as seitas sabem que a primeira 
impressão é a que fica. 
 
Por que nos servos de Deus temos que ser diferentes? Pense nisso: “eu e você somos os 
cartões postais de nossas igrejas”, e as pessoas sabem disso! Imagine se um vendedor de 
salgados batesse a sua porta para lhe vender seu produto e você percebesse que suas 
unhas estão compridas, cabelos despenteados, roupas não muito limpas, barba mal feita; 
você compraria tal produto? Creio que não, não é verdade? 
 
Infelizmente acontece quase a mesma coisa com membros de nossas igrejas que saem de 
porta em porta a evangelizar, não se dão conta que as pessoas dão muita importância 
aquela conhecida frase: “O mundo trata melhor quem se veste bem”. Não estou querendo 
dizer com isso que o homem tenha que vestir terno e gravata e a mulher tenham que ir ao 
salão de beleza antes de sair para o evangelismo! De modo algum, mas não podemos 
descuidar de nossa aparência pessoal. 
 
Muitos confundem o que é humildade, acham que precisam vestir a roupa mais velha que 
tem para poder dizer que são humildes, nada mais longe da verdade. Ha pessoas que são 
muito humildes que se vestem bem, e pessoas muito orgulhosas que se vestem 
relaxadamente. 
 
Homens: Barba feita, se possível roupa social, camisa por dentro das calcas, unhas 
cortadas, higiene bucal bem feita (pois no evangelismo pessoal você terá que conversar 
cara-a-cara com a pessoa a ser evangelizada, creio que ninguém ira gostar de conversar 
com alguém que solta bafo de cebola em seu rosto ou lhe mostre restos de alimento em 
seus dentes) sapatos limpos, camisa com os botões fechados, não chupar balas ou 
chicletes quando estiver conversando etc... 
 
Mulheres: Cabelo preso, higiene feita, roupa decente e as demais regras gerais... 
 
Cuide de suas ferramentas 
 
Quais são as ferramentas de trabalho de um evangelista? Basicamente são duas: Bíblia e 
folhetos. Lembro-me certa vez quando estava evangelizando, e passando por uma rua 
estavam dois meninos, um virou para o outro e apontando para minha Bíblia disse: “Oia 
fulano, a Bibria dele é veia e a du outro é nova”. Não é preciso dizer que fiquei muito 
envergonhado! 
 
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Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
A Bíblia: A Bíblia de um evangelista tem que estar em condições de uso, não caindo aos 
pedaços ou cheia de papeis que mal da’ para fechá-la! Se possível sublinhar os principais 
versículos que tratam sobre a salvação, fé,pecado,amor de Deus etc... Ninguém consegue 
guardar todos os versículos na mente por isso uma Bíblia sublinhada seria muito útil no 
evangelismo. 
 
Os folhetos: Uma das ferramentas que menos damos importância são os folhetos. A 
literatura impressa é uma arma poderosa no evangelismo pessoal. Poderá ser que alguém 
queira discutir com você, mas com um folheto ninguém discutira. Entretanto precisamos 
tomar alguns cuidados com os folhetos. 
 
(a) Ao sair para o evangelismo não amasse os folhetos, se possível ponha-o em uma pasta 
onde eles poderão ficar sempre no estado em que você os comprou. Ninguém gosta de ler 
um folheto todo amassado. É horrível!! 
 
(b) Não deixe-os ficar molhados com o suor de suas mãos, sempre entregue-os em 
perfeito estado ao pecador. 
 
(c) Prefira folhetoscoloridos, que chamam a atenção. Às vezes é preferível pagar um 
pouco mais em um folheto atraente, do que em outro, mais barato, que ninguém irá se 
interessar. Existem várias editoras no Brasil que possuem catálogos de folhetos, é sempre 
útil ao evangelista possuir um ou mais catálogos para sempre se dispor de variedades. 
 
(d) Entregue o folheto apropriado a pessoa certa. Por exemplo: a um jovem não entregue 
um folheto que serviria para uma criança e vice-versa. Os folhetos são como remédios, 
para cada tipo de enfermidade, um tipo de medicamento. Assim também são os folhetos. 
Para um doente um folheto que fale sobre cura, a uma pessoa aflita, um folheto que fale 
sobre esperança. O evangelista pessoal deve sempre ter em mãos vários tipos de folhetos 
 
(e) Leia sempre a mensagem de todos eles, você precisa saber do que se trata para falar ao 
pecador. 
 
(f) O folheto deve sempre ter atrás, o carimbo da igreja com o endereço e dias de culto de 
modo legível. 
 
Quantos testemunhos ha de pessoas que se converteram através de um folhetinho! 
 
Como entregar um folheto? 
 
(a) Entregue o folheto sempre sorrindo. Um evangelista nunca irá conquistar uma alma 
oferecendo-lhe um folheto com a cara fechada ou sem mesmo olhar na pessoa! Portanto, 
seja jovial. 
 
(b) Entregue o folheto debaixo de oração. Ora antes, durante e depois de entregá-lo. Os 
demônios fazem de tudo para atrapalhar a obra de evangelização. 
 
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(c) Não force ninguém a pegar o folheto. Quando a pessoa rejeitar não tente forçá-la, isso 
só piora a situação, mesmo por que, a pessoa esta no direito dela de rejeitá-lo. Nesse 
ínterim agradeça de modo gentil e não a ameace com versículos bíblicos ou coisas do 
gênero. 
 
Como preparar um grupo de evangelismo? 
 
Ha um grande inimigo da igreja que deseja ganhar almas! Ele não permite que seus 
membros se disponham na obra do evangelismo pessoal, de maneira sistemática, continua 
e primordial. Este inimigo é: atividades demais. Atividades demais é o maior problema na 
igreja atual é a arma que o inimigo usa para barrar o crescimento da igreja. Algo que 
deveria ser secundário na vida da igreja, tornou-se a coisa principal e o pior de tudo é que 
muitas dessas atividades acabaram virando tradição no seio das igrejas, e não pretendem 
sair tão fácil. Sim, louvar a Deus é bom, mas fomos chamados a ganharmos almas, Jesus 
não disse “ide e louvai”, mas antes “ide e pregai o evangelho”. 
 
Hoje muitos se escondem atrás da fachada de músicos, pregador, aliás, pregador de igrejas 
é o que não falta, às paredes das igrejas são os locais mais evangelizados do mundo! 
Mas ninguém quer ir lá fora no sol quente pescar; esperam que os peixes venham limpos! 
Certamente que Deus deu dons a igreja como pastores, doutores, ajudadores, cantores 
etc... Mas não encontramos nenhum apoio bíblico para que essas pessoas não 
evangelizem. Antes de um pastor ser um pastor, ele tem que ser antes de tudo um 
evangelista pessoal ganhador de almas, e o mesmo se aplica aos músicos e outros cargos 
dentro da igreja. Enquanto não percebermos que a tarefa principal da igreja é ganhar 
almas, continuaremos a contentarmos com uma igreja fraca e vazia, cheia de 
departamento de louvores, mas sem nenhum pecador salvo, sendo que o maior louvor é 
quando uma alma se converte. Lc 15.7; Apoc 5.9,10. 
 
Formando uma equipe 
 
Se conseguir levar a igreja toda ao evangelismo, isto será maravilhoso, caso contrário terá 
que usar o método que Deus mostrou a Gideão. Muitos dentro de nossas igrejas estão 
dentro de uma dessas categorias descritas abaixo: 
 
Categoria Tomé: São aquelas que duvidam de tudo, por isso não saem para evangelizar e 
não conseguem crer que Deus poderá dar uma grande quantidade de peixes, mas estão 
completamente enganadas. Lc 5.4,5,6. 
 
Categoria do filho desobediente: São aqueles que se aprontam dão o nome, se entusiasmam, 
mas nunca aparecem. Mt 21.28,29,30. 
 
Categoria de Isaías: Estes sim estão prontos a fazerem a obra de Deus, pois sempre dirão: 
“Eis me aqui Senhor, usa-me a mim”. Eles podem ser poucos, no entanto, são os que darão 
resultado, pois estão dispostos, custe o que custar a fazer a obra de Deus. 
 
Onde Evangelizar? 
 
Vamos examinar o Novo Testamento. Vamos ver em quais lugares os primeiros 
evangelizadores, a começar por Jesus, anunciaram o Evangelho: 
Em Lucas 8.1: Jesus pregando o evangelho nas cidades e aldeias. 
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Em Atos 5.42: Os discípulos anunciando a Jesus Cristo no templo e nas casas. 
Em Atos 16.31: Paulo e Silas pregando o Evangelho na prisão. 
Em Atos 8.29: O diácono Filipe pregando durante uma viagem. 
Em II Timóteo 4:2, Paulo recomenda a Timóteo: "que pregues a palavra, que instes a 
tempo e fora de tempo...". Assim, o plano de evangelização da igreja do Senhor Jesus 
Cristo deve ser: “todas as pessoas em todos os lugares”. 
 
Alguns lugares: Como exemplos, relacionamos alguns lugares onde se pode anunciar o 
Evangelho. Podendo ser por contato pessoal ou oferecendo literatura evangelística 
(folhetos evangelísticos, evangelho, revistas bíblicas, Bíblias): Nas filas: comércio, ônibus, 
bancos, nas portas de bancos, de escolas, de feiras, de estádios, de estações, nas festas 
religiosas, nos hospitais, nos presídios, etc. 
 
Depois do Evangelismo: Depois de ganhar almas, não as deixe a mercê da sorte, mas crie 
para elas um departamento de discipulado dentro da igreja. Onde poderão fazer 
perguntas e ter a chance de se expressarem. Mas cuidado, não coloque qualquer pessoa 
para este cargo, prefira pessoas que conheçam bem a Bíblia e que seja sábia no 
tratamento com tais indivíduos. Geralmente, os pecadores vêem feridos (com traumas, 
preconceitos, complexos, etc...) para o aprisco e é necessário que o pastor saiba aplicar os 
tipos certos de remédios para cada tipo de ferimento. Uma vida vale todo investimento. 
 
Um missionário na China, forçado pelas circunstâncias da guerra a deixar seu campo 
de trabalho, recebendo ordenado pequeníssimo para enfrentar o encarecimento da vida 
naquela região, foi procurado por um industrial chinês que lhe ofereceu o lugar de 
chefe em um dos departamentos de sua organização, com um excelente ordenado. 
 
Travou-se no coração do missionário uma luta titânica. De um lado, a precariedade da 
situação financeira, a filhinha enferma, precisando de tratamento adequado, a esposa 
sobrecarregada porque o ordenado insuficiente não permitia o luxo de uma 
empregada; do outro, a possibilidade de tudo se resolver com um emprego honroso e 
bem remunerado. 
 
Depois de pensar por algum tempo, respondeu o nosso missionário ao industrial 
chinês: - Agradeço-lhe, mas não posso aceitar o emprego que me oferece. - Mas, por 
que? perguntou o chinês. 
 
Se você acha o ordenado pequeno, podemos aumentá-lo. - Não - foi a resposta - o 
ordenado é bom, o emprego é que é pequeno. 
 
E o chinês, meio "queimado", foi dizendo - Não compreendo! 
 
E o missionário: - Não pretendo insultá-lo. Do ponto de vista do mundo, a posição que 
o senhor me oferece é a que se pode chamar de grande. Mas, não percebe o senhor que, 
comparando-acom a tarefa que o Senhor me deu, esta é incomparavelmente maior? 
Ganho um pequeno ordenado, insuficiente para as nossas necessidades, mas eu tenho 
um grande emprego: ganhar almas para Deus. 
 
Eu seria um louco se deixasse essa obra magnífica para ir vender mercadorias.... 
 
"Quão formosos os pés dos que anunciam a paz, dos que anunciam coisas boas!". Rm 
10.15. 
 
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Capitulo VI 
 
Razões porque Alguns não Evangelizam 
 
Edison Queiroz afirma: Descobri uma coisa 
interessante em meu ministério: os crentes não 
evangelizam porque não sabem fazê-lo. Antigamente 
eu pensava que se tratava de falta de consagração, de 
falta de fé, de desânimo etc., mas logo descobri que o 
grande problema era a falta de um ensino prático. 
 
Certo domingo preguei, sobre a importância de o 
crente ganhar vidas para Cristo. Durante minha 
pregação exortei a igreja, afirmando que todo crente deve ser um ganhador de almas e 
que o crente que não ganha almas está em pecado, etc. Após o culto um jovem venho 
falar comigo e disse: “Pastor, você fica o tempo todo nos dando chicotadas do púlpito, nos 
exortando a ganhar vidas para Cristo, mas nunca nos ensinou a fazê-lo.” 
 
Confesso que tive de reconhecer meu erro e dar a mão à palmatória. Pedi perdão àquele 
jovem e disse que iria providenciar o treinamento. Naquela época convidei a equipe da 
Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo para vir dar um treinamento de evangelização 
e discipulado para a igreja; telefonei-lhes e perguntei se tinha um treinamento para a 
igreja. 
 
Eles me informaram que sim e que necessitavam de um período de 12 horas/aula. Agendei 
o mês de outubro e usei o tempo do culto e da escola dominical nos quatro domingos 
daquele mês para o treinamento. Foi maravilhoso o trabalho do Espírito Santo, que levou 
os crentes a entender que podem pregar o evangelho. 
 
No terceiro domingo de treinamento, preparamos uma surpresa para os membros da 
igreja. Cheguei mais cedo com a Equipe da Cruzada, colocamos uma mesa na calçada da 
igreja, fechamos o portão e esperamos os crentes chegarem. 
 
Cada um que chegava perguntava: “O que aconteceu, pastor? Não haverá treinamento 
hoje?” Logo explicávamos que iríamos fazer uma experiência e enviávamos pares a 
evangelizar na praça; pedimos que voltassem ás 11h para darem testemunhos. 
 
Lembro-me do testemunho de um diácono que falou com lágrimas nos olhos: “Pastor, sou 
crente há mais de 30 anos e nunca alguém orou comigo entregando a vida a Cristo, mas 
nesta manhã eu tive a alegria de ver alguém orando comigo, convidando Cristo para entrar 
em sua vida. Aleluia!”. 
 
Hoje o treinamento em evangelização faz parte da instrução dos novatos na Escola 
Dominical, e a meta é que todos os membros da igreja saibam explicar o plano de 
salvação, levar uma pessoa a orar recebendo Cristo como Senhor e Salvador e dar os 
primeiros passos no discipulado. Portanto observemos os principais motivos de muitos 
não se envolverem diretamente na evangelização. 
 
ITI Curso Teológico Módulo IV 
Ética Cristã 162
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias) 
Evangelismo e Missões 
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
I. Não foram treinados 
 
A primeira e principal razão porque não evangelizamos é porque não fomos treinados para 
isso. Não sabemos realmente o que dizer e como proceder. As tentativas mal sucedidas do 
passado servem ainda de um grande bloqueio. 
 
II. Por causa de timidez e medo 
 
Muitos são demasiadamente tímidos e entram em pânico somente com a idéia de terem 
de abordar alguém, mesmo que seja conhecido. 
 
III. Por causa de falsos conceitos 
 
Qual a primeira idéia que vem na mente de um crente quando lhe falamos sobre 
evangelismo? Alguns pensam na situação desagradável de ter de ficar de pé numa praça 
gritando para pessoas desinteressadas. Outros se angustiam com a idéia de que devem 
bater à porta de um desconhecido. 
 
A maioria associa o evangelismo a algo desagradável, inconveniente e embaraçoso. 
Podemos fazer cada uma dessas coisas, mas não temos necessariamente de fazê-las. Não 
podemos levar a igreja a evangelizar a menos que os ajudemos nesses conceitos 
exagerados. 
 
IV. Não possuem o dom de evangelista 
 
Esse é certamente o principal equívoco, a idéia de que somente aqueles que possuem o 
dom de evangelista podem realmente evangelizar com sucesso. Creio que a visão 
departamental da Igreja tem contribuído para que a maioria dos crentes se sintam 
eximidos de pregar por causa desse pensamento. 
 
V. Por se julgarem desqualificados 
 
Existe uma mentira maligna de que precisamos ser mais santos que o anjo Gabriel para 
podermos evangelizar. A idéia de que o testemunho é mais importante que as palavras 
tem levado as pessoas ao extremo de se calarem. Por melhor que seja o nosso 
testemunho, as pessoas somente serão salvas se ouvirem a mensagem do evangelho e 
aceitarem. 
 
VI. Não têm mais amizade com incrédulos 
 
A igreja tem confundido separação com isolamento. Muitos crentes já não possuem 
amigos incrédulos depois de alguns anos de conversão. Separação é a estratégia de Deus 
para a nossa santificação, mas isolamento é a estratégia do diabo para impedir que 
influenciemos. O barco deve estar no mar, mas o mar não pode estar nele. Isto é separação. 
Um barco que nunca sai da areia da praia, porém, está isolado e fora do seu propósito. 
 
VII. Porque possuem vergonha do evangelho 
 
Parece estranho, mas alguns confundem vergonha dos evangélicos com vergonha do 
evangelho. Se não confessarmos o Senhor hoje ele não nos confessará naquele dia diante 
do Pai. Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação 
de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego. Rm 1.16. 
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Ética Cristã 163
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Evangelismo e Missões 
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Capitulo VII 
 
Por que Evangelizar e Fazer Missões? 
 
 
 
 
 
Quantas vezes nos perguntamos qual o significado de 
evangelismo e também por que devemos evangelizar? A 
palavra “evangelho” vem de duas palavras grega seu, que quer dizer “bom”, e de angelia, 
que significa “mensagem, notícia, novas”. Assim, a palavra euuangelion quer dizer “boas 
novas, notícias alvissareiras”. Essa palavra aparece tanto no Antigo Testamento como na 
literatura extra-bíblica. No hebraico é bessorah (II Sm 18.20,25,27; II Rs 7.9), que a 
Septuaginta traduziu por euuangelion. Originalmente significava “pagamento pela 
transmissão de uma boa notícia”. Com o tempo, passou a ganhar novo significado no 
mundo romano de fala grega, em virtude do culto ao imperador, pois a palavra 
euuangelion era usada para anunciar o nascimento deste ou a sua coroação. 
 
Evangelizar segundo Cannon May Warren, da Abadia de Westminster, é “apresentar Jesus 
Cristo no poder do Espírito Santo, de tal maneira que os homens possam conhecê-lo como 
Salvador e servi-lo como Senhor, na comunhão da igreja e na vocação davida comum”. 
Portanto, evangelização é a transmissão do Evangelho de Cristo de forma clara, objetiva e 
direta, mostrando todo o plano de Deus para o ser humano. Qualquer outro tipo de 
conteúdo, que não mostre o pecado do homem e a sua separação do seu Criador, é 
apenas informação sobre o Evangelho e, nunca, evangelização. Vale ressaltar que o nosso 
papel é a transmissão oral; o convencer e o converter pertencem ao Espírito Santo que faz 
a obra como lhe apraz e na hora certa. Mas, por que eu devo evangelizar? 
 
 1. Porque é uma ordem do Senhor. Mt 28.19,20; Mc 16.15-18 
 2. Porque o Senhor ordenou pregar o Evangelho a todas as aldeias. Mt 9.35 
 3. Porque o Senhor ordenou pregar o Evangelho em todo o lugar. At 17.30 
 4. Porque o Senhor ordenou pregar o Evangelho a toda a criatura. Mc 16.15 
 5. Porque o Senhor ordenou pregar o Evangelho a todas as nações. Mt 28.19 
 6. Porque o Senhor ordenou pregar a todo o mundo. Mc 16.15 
 7. Porque não é opcional e sim compulsório. I Co 9.16 
 8. Porque é um privilégio de cada salvo. Mt 10.32 
 9. Porque é uma responsabilidade de cada crente. I Tm 2.4 
10. Porque é uma prova de que temos a natureza de Deus. I Pe 1.4 e I Jo 4.8 
11. Porque é uma dívida de todo crente. Rm 1.14,15 
12. Porque a noite vem, quando ninguém pode trabalhar. Jo 9.4 
13. Porque os cristãos são os únicos que podem tornar Cristo conhecido. At 20.26 
14. Porque temos recebido o ministério da pregação. I Tm 1.11,13-15 
15. Porque sem evangelização, milhões perecerão sem salvação. Ef 2.1,12 
 
Como afirmou o Pr. Antonio Gilberto, tendo em vista a obra de ganhar almas para Jesus, 
mediante a evangelização pessoal, vamos considerar este assunto sob os cinco pontos 
seguintes: 
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Ética Cristã 164
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Evangelismo e Missões 
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
 
1. “Porque” devemos Evangelizar 
 
2. “Quando” devemos Evangelizar 
 
3. “Onde” devemos Evangelizar 
 
4. “Como” devemos Evangelizar 
 
5. “Resultados” de Evangelizar 
 
Porque devemos Evangelizar? Mc 16.15 
 
Para muitos cristãos, Jesus é apenas o Salvador de suas almas, mas não Senhor e Rei de 
suas vidas. O evangelho integral apresenta Jesus não só como Salvador, mas também como 
Senhor. At 16.31. A ordem de evangelizar vem do Senhor para os seus súditos. Não é um 
convite: é um mandamento do nosso Senhor. Mas não devemos evangelizar só porque é 
um mandamento, mas porque amamos a Jesus e queremos ser-lhe gratos. Vejamos as 
desculpas mais comuns dos crentes quanto a esta ordem do Senhor: 
 
"Estou muito ocupado"; "Não tenho tempo". Entretanto o Senhor Jesus não estava tão 
ocupado a ponto de não poder vir morrer em nosso lugar. Aqui no mundo Ele sempre 
cumpria na hora o programa do Pai, mesmo sabendo que o final seria o Calvário. Mt 
26.45; Lc 22.14; Jo 2.4; 13.1; 17.1. Ele não andava tão ocupado a ponto de não ouvir o 
clamor das almas aflitas. Mc 5.30; Lc 18.40. 
 
"Estou muito cansado". Jesus, no sol de meio-dia, junto à fonte de Jacó, não estava tão 
cansado a ponto de não poder atender a samaritana perdida. Jo 4.6,7. 
 
"Não sei falar"; "Não dou para nada na igreja". 
 
"Não tenho capacidade". Outros também já deram as mesmas desculpas, mas ao obedecerem 
à ordem do Senhor, foram maravilhosamente usados por Ele. Estude os exemplos de: 
 
Moisés (Ex 3.11) 
Gideão (Jz 6.15) 
Isaías (Is 6.5) 
Jeremias (Jr 1.6) 
Amos (Am 7.14) 
 
Portanto, entregue ao Senhor o que você tem, irmão. Ele transformará o pouco no muito. 
Jo 6.9-13. Ele dará a capacidade necessária. Mt 4.19; II Co 3.5. A missão de evangelizar o 
mundo, entregue por Jesus à sua Igreja, implica em dever e responsabilidade. Ez 33.8,9; Rm 
1.14; I Co 9.16. Uma das razões da inatividade de muitas igrejas e crentes na obra de 
evangelização vem do seu descuido quanto à vinda de Jesus. Os cristãos primitivos foram 
ativos na evangelização, não só porque eram cheios do Espírito Santo, mas também 
porque esperavam a volta de Jesus em seus dias. 
 
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Ética Cristã 165
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Porque temos recebido de Deus talentos, e assim temos uma mordomia para dar conta. 
Mt 25.14-30; Lc 16.2; 19.13. O dia da prestação de contas com o nosso Senhor está perto. 
Rm 14.10; I Co 3.13-15; II Co 5.10. 
 
Porque Deus nos concedeu o privilégio de participar do seu trabalho: Servir ao Senhor 
não é apenas um dever cristão, é também um grande privilégio. Deus podia usar outros 
meios para levar a mensagem de salvação ao pecador. Ele assim faz quando lhe apraz, mas 
isto não é regra geral; é exceção. Seu método é usar homens para falar a homens. O 
trabalho de ganhar almas para Deus é um privilégio que Ele nos concede para obtermos 
galardão no dia de Cristo. Fp 2.16. Há, neste sentido, uma solene declaração da Bíblia em 
Pv 11. 30. A salvação é dádiva de Deus, mas galardão é recompensa que o crente obtém 
mediante sua atividade na obra do Senhor. 
 
Porque o pecador sem Jesus está perdido. Rm 5.12. A palavra perdido, significa perdido 
mesmo, isto é, sem solução, desenganado, extraviado, desgarrado, arruinado. Jesus usou 
esta palavra em Lucas 19.10. Precisamos compreender que esta é a situação atual do 
pecador não-salvo. Jesus não usou termos menores, nem arrodeios. 
 
Aqui, entre nós, quando desaparece um avião, um navio, uma expedição ou mesmo uma 
pessoa, todos os recursos disponíveis são mobilizados para salvar o que está perdido. 
Vamos nós fazer menos, ou cruzar os braços ante o perdido pecador, que se não aceitar 
Jesus como seu Salvador, irá para o Inferno eterno? Se, como parte de um curso de 
evangelismo pessoal, tivéssemos de passar 24 horas no Inferno, para ver o que se passa lá 
entre os perdidos, ao voltarmos, toda nossa vida giraria em torno da obra de evangelizar 
e ganhar almas perdidas, e também desviados, e jamais pôr tropeço na vida de alguém. 
 
Uma alma vale mais do que todo o mundo. Mc 8.36,37. O amor que Jesus demonstrou por 
nós no Calvário deve nos constranger. II Co 5.14. A visão deste sublime amor de Jesus 
torna-se mais real quando meditamos a respeito do seu suor de sangue, da traição de 
Judas, das vergastadas, do esbofeteamento, dos pregos nas mãos e nos pés; na sede, na 
zombaria; sim, quando sentimos seu coração rasgado de dor; quando vemos seu rosto 
desfigurado pelos maus-tratos; quando ouvimos seu brado pungente nas trevas e 
contemplamos a sua cabeça pendente na cruz! 
 
Na mensagem ao profeta Isaías, Deus dirige-se a todos nós: "A quem enviarei eu? E quem 
irá por nós?". Is 6.8. O irmão já teve a visão horrível das almas condenadas caminhando 
nas trevas para o abismo? Lembre-se de que está agora salvo porque alguém duma 
maneira ou de outra o levou a Cristo, meu caro irmão! Queremos somente receber e não 
dar também? 
 
“Quando” devemos Evangelizar 
 
A única resposta é: Agora! Como os pecadores crerão agora, se eu não falar agora?. Ml 1.9; 
At 17.30; Hb 3.7. As almas precisam ser ganhas para Jesus agora, porque: 
 
Agora é que estamos vivos. Em Lucas 16 temos a história de um homem que se interessou 
pela salvação dos outros, mas só depois de morto, quando nada mais podia fazer. 
Agora temos pouco tempo. Jesus não tarda a vir. Se no tempo do apóstolo João, sua 
vinda já estava próxima (Ap 22.20), que diremos nós hoje? Urge atentar para Jo9.4. 
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Ética Cristã 166
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Nosso tempo também pode ser pouco no sentido de a liberdade religiosa ser cerceada 
ou mesmo cassada, como já aconteceu e está acontecendo em certos países. Quanto à 
idade daqueles a quem devemos evangelizar, a resposta sempre será - agora. Crianças, 
jovens e velhos podem ser ganhos para Jesus agora. Na igreja, um dos grandes setores de 
evangelização das crianças é a Escola Dominical, quando devidamente aparelhada. Nela, o 
professor de crianças tanto pode levar as crianças a Cristo, como ensiná-las a viver para 
Cristo. Quem ganha uma criança para Jesus salva uma vida inteira. Quem ganha um 
adulto, salva apenas meia vida, pois a outra metade o mundo já levou. Cuidado, pois! Uma 
oportunidade perdida pode nunca mais voltar. Um coração hoje aberto pode amanhã 
estar fechado, e... para sempre. 
 
“Onde” devemos Evangelizar 
 
Nem em todos os locais podemos fazer cultos de pregação, mas ganhar almas 
individualmente, sim. Vejamos alguns locais onde isso pode suceder: 
 
Nos Cultos: Os crentes ganhadores de almas devem ficar alerta nos cultos de pregação, 
especialmente quando estes chegam ao término. Há pecadores que, mesmo depois de 
convencidos pelo Espírito Santo, precisam de ajuda para fazer sua decisão. Muitos têm 
dúvidas, temores e dificuldades internas. Nessas horas, uma palavra de encorajamento 
da parte de Deus é decisiva. Há pessoas que nunca entraram num templo. Acham tudo 
estranho. Uma voz amiga vence tais barreiras. Quantos milhares de pecadores fizeram sua 
decisão porque alguém os conduziu à frente. Não convém insistir demais nem também 
forçar. Deixe o Espírito Santo dirigir as coisas. Muitas almas se extraviam por falta de uma 
palavra amiga, portanto, dê atenção pessoal a elas. Nos cultos ao ar livre, o trabalho 
pessoal com os circunstantes é valiosíssimo. Muitos frutos têm sido colhidos assim. 
 
Nos Lares: O lar pode ser o nosso. Muitas vezes o campo de trabalho não é o interior do 
país nem o exterior, mas a nossa própria casa, isto é, pais, irmãos, filhos, parentes. Jesus 
disse que o campo é o mundo. Mt 13.38; ora, o mundo começa à nossa porta. Os crentes 
primitivos evangelizavam de casa em casa. Mc 5.19; At 5.42; 20.20. Muitas grandes igrejas 
de hoje, começaram em casas particulares. O lar foi a primeira instituição divina, e Deus tem 
em mira a salvação de todos no lar. Gn 19.12; Êx 12.3; Js 6.23-25; At 11.14; 16.31. 
 
Em Público: Aqui, há muitos locais a considerar. O apóstolo Paulo pregou em praças. At 
17.17. À beira de rios. At 16.13. Na parábola das bodas, o Senhor Jesus fez menção disso. Lc 
14.21. Há pessoas de tal temperamento e formação; de tais superstições e preconceitos, 
que jamais entrarão num templo evangélico. Muitas vezes há também proibição. Tais pes-
soas só poderão ser atingidas pelo evangelismo pessoal em público. Evangelizar é ir ao 
encontro do povo. Jesus não disse: "Venha todo o povo ouvir a pregação do Evangelho", 
mas, "Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura". 
 
No trabalho (indústrias, profissões particulares, etc.): Jesus chamou vários discípulos 
quando ocupados em seus trabalhos habituais. Mt 9.9; Mc 1.16-19. O grande evangelista 
D.L. Moody foi salvo quando trabalhava no interior duma sapataria. Há ocasiões em que a 
melhor maneira de falar de Jesus em .tais lugares é através da própria vida, vivendo diante 
dos patrões, empregados e colegas como um verdadeiro filho de Deus, deixando a luz 
brilhar nas trevas. Uma vida assim atrai os outros para Cristo. 
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"A única Bíblia que muitas pessoas lêem é a vida de um crente" (D.V. Hurst). É como se 
fosse o "Evangelho Segundo Fulano de Tal". É preciso prudência para falar nos locais 
acima mencionados, de modo que não haja violação de rotinas, quebra de instruções, etc. A 
hora de almoço e. o tempo de descanso podem ser as ocasiões apropriadas. Não é preciso 
um sermão. Muita gente pode ser alcançada em público: barbeiros, ascensoristas, 
engraxates, comerciantes, comerciários, empregados em geral, balconistas etc. O irmão 
R.A. Torrey dava cinco características de uma boa oportunidade em público. Ei-las: 
 
Quando a pessoa está só; 
Quando desocupada; 
Quando de bom humor; 
Quando comunicativa; 
Quando em atitude séria. 
 
Nos transportes em geral (trens, navios, aviões, ônibus, etc): Em viagem, normalmente 
as pessoas estão dispostas: gostam de conversar e ler. Outras ficam apreensivas. O 
transporte em que viajamos diariamente pode ser o meio de ganharmos muitas almas 
para o reino de Deus. Peça, irmão, ardentemente ao Senhor que o dirija a falar aos 
pecadores. Às vezes, quando não é possível falar, podemos entregar um folheto 
apropriado. 
 
Nas instituições públicas (hospitais, prisões, abrigos, penitenciárias, institutos, etc): 
Aqui, a primeira providência é obter a devida permissão para o serviço que se pretende 
fazer. É um ato nobre e cristão levar alegria e prazer aos internos de tais instituições. 
Muitos deles, dali não voltarão mais ao convívio dos seus. A única oportunidade que terão 
de ouvir o Evangelho será pelo testemunho pessoal, pelo rádio ou pela página impressa. 
"Estando enfermo e na prisão, não me visitaste". Mt 25.43. 
 
Paulo ganhou o carcereiro dentro da prisão. At 16.23,24. Há pessoas que em são estado de 
saúde e em plena liberdade, jamais ouviriam o Evangelho, mas nas instituições de 
internamento podem ouvir de boa mente. O campo é vasto nas organizações deste tipo. 
Milhares têm aceitado Cristo nas prisões, sanatórios, abrigos, etc. Outros estão a espera 
que alguém lhes leve a mensagem da salvação. Hb 13.3. 
 
Aproveitando as ocasiões: Pessoas atingidas por infortúnios, desgraças, catástrofes, etc, 
ouvindo do poder salvador de Cristo, poderão render-se a Ele. Quando uma pessoa acha-se 
no centro de tais acontecimentos, esvaem-se-lhe a vaidade, o egoísmo, os pontos de vista, 
os preconceitos, etc. Numa situação assim, o Evangelho deve ser indicado como a 
felicidade eterna. Há pessoas que em situações normais não dão qualquer importância 
ao assunto da salvação, mas atingidas pela adversidade, tornam-se receptivas. Muitos 
têm sido salvos em tais circunstâncias. Por exemplo: ali está um homem morrendo sem 
salvação. Ele treme ao enfrentar a eternidade sem Deus. Em tais momentos o testemunho 
de Jesus pode ser vital e decisivo. Quantos já estão na glória, tendo sido salvos nos 
últimos momentos de vida? O malfeitor ao lado de Cristo, foi salvo assim. Lc 23.42,43. 
Momentos de decisões importantes também são ocasiões próprias para se falar de 
Jesus. 
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“Como” devemos Evangelizar 
 
Para começar, o ganhador de almas tem de ter experiência própria da salvação. É um 
paradoxo alguém conduzirum pecador a Cristo, sem ele próprio conhecer o Salvador. Isto 
é apontar o caminho do Céu sem conhecê-lo. Quem fala de Jesus deve ter experiência 
própria da salvação. Sl 34.8; II Tm 1.12. 
 
O uso da Palavra de Deus e seu estudo constante. II Tm 2.15: Este é um dos fatores do 
crescimento espiritual e da prática de ganhar almas. Estando nosso coração cheio da 
Palavra de Deus, nossa boca falará dela. Mt 12.34. É evidente que o ganhador de almas 
precisa de um conhecimento prático da Bíblia; conhecimento esse, não só quanto à 
mensagem do Livro, mas também quanto ao volume em si, suas divisões, estrutura em 
geral, etc. Sim, para ganhar almas é preciso "começar pela Escritura". At 8.35. 
 
Aquilo que a eloqüência, o argumento e a persuasão humana não podem fazer, a 
Palavra de Deus faz, quando apresentada sob a unção do Espírito Santo. Ela é qual 
espelho. Quando você fala a Palavra, está pondo um espelho diante do homem. Deixe o 
pecador mirar-se neste maravilhoso espelho! Assim fazendo, ele aborrecerá a si mesmo ao 
ver sua situação deplorável. 
 
Está escrito que "Pela lei vem o conhecimento do pecado". Rm 3.20. Através da poderosa 
Palavra de Deus, o homem vê seu retrato sem qualquer retoque, conforme Is 1.6. No 
estudo da obra de ganhar almas, há muito proveito no manuseio de livros bons e 
inspirados sobre o assunto. Há livros deste tipo que focalizam métodos de ganhar almas; 
outros focalizam experiências adquiridas, o desafio, o apelo e a paixão que deve haver no 
ministério em apreço. A igreja de Éfeso foi profundamente espiritual pelo fato de Paulo 
ter ensinado a Palavra ali durante três anos, expondo todo o conselho de Deus. At 20.27-
31. Em Corinto ele ensinou dezoito meses. At 18.11. Veja a diferença entre essas duas 
igrejas através do texto das duas epístolas (Coríntios e Efésios). 
 
Uma vida correta: Paulo evangelizando pessoalmente a Félix, o governador da Judéia, 
disse: "Procuro sempre ter uma consciência sem ofensa, tanto para com Deus como para 
com os homens". At 24.16. A consciência nos seus dois lados - para com Deus e para com os 
homens - deve estar limpa. Muitos crentes têm sido desaprovados por Deus por falharem 
nesta parte. Trabalham à toda força e frutos não há. Perguntam: "Por que não há frutos 
no meu trabalho?" As Escrituras respondem em Is 52.11. Davi compreendia que o pecado é 
um impedimento à conversão dos pecadores. Sl 51.2-13. Consideremos aqui os seguintes 
textos: 
 
I Pe 1.15 - Aqui a santidade é requerida em todas as maneiras de viver. 
Fp 1.27 - Mostra que a nossa conduta deve ser conforme o Evangelho. 
Rm 12.1,2 - O ensino aqui é que não devemos ter uma vida conformada com o mundo. 
 O povo de Deus deve caminhar o mais possível distante do mundo. 
 
Certo patrão estava examinando um grupo de motoristas, a fim de selecionar um deles 
para ficar como empregado de sua firma. A certa altura do teste, surgiu a seguinte 
pergunta dele: "Se vocês fossem por uma estrada, beirando um precipício, qual seria a 
menor distância a que chegariam da beira do abismo, respeitando os limites de segurança?" 
Os motoristas querendo demonstrar habilidade e experiência, foram dizendo: "um metro", 
"menos de um metro", "meio metro". 
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Nenhuma resposta agradava o patrão até que um deles disse: "Eu caminharia tão longe 
quanto possível do precipício". Este candidato foi aceito para o emprego. Assim deve ser 
também na vida espiritual... O descrente não lê a Bíblia, mas lê a vida do crente, que de 
fato deve ser uma Bíblia aberta!. II Co 3.2. 
 
Aprendendo com o supremo ganhador de almas – Jesus. Mt 4.19 
 
Em sacrifício, amor, serviço e métodos na obra de ganhar almas, Jesus é o nosso perfeito 
exemplo. Entre os diversos casos de evangelização pessoal do Senhor Jesus, abordaremos 
um - o da mulher samaritana, em João cap.4. Se seguirmos os passos de Jesus para ganhar 
a samaritana, muito aprenderemos quanto à evangelização pessoal. Em seu ministério, 
inúmeras vezes Jesus pregou a milhares de ouvintes; entretanto, um dos seus mais 
belos sermões - o de João capitulo 4, foi proferido perante uma só alma. Isto revela 
também a importância do testemunho pessoal. Noutra ocasião, Jesus dirigiu um extenso 
estudo bíblico para dois discípulos. Lc 24.27. Sigamos, pois, os passos do Senhor ao 
ganhar a samaritana: 
 
Ter amor, espírito de sacrifício (vv. 4,6,8). O v.4 fala de sacrifício; o v.6, de cansaço; e v.8, 
de necessidade (fome). Tudo por causa duma alma perdida. É interessante notar que 
Jesus estava cansado da viagem (v.6), mas não do trabalho. O ganhador de almas deve 
estar possuído de ardente amor e compaixão pelos perdidos. O apóstolo Paulo tinha a 
mesma paixão. Rm 9.2,3. 
 
Ir ao encontro do pecador (v.5). Observe como o Senhor Jesus foi do geral ao particular: 
primeiro, à província de Samaria (v.4), depois à cidade de Sicar (v.5), e por último à fonte de 
Jacó, para onde a mulher deveria vir (v.6). Jamais deveremos esperar que os pecadores 
venham ao nosso encontro. Jesus mostrou, em Mateus 4.19, que a obra de ganhar almas é 
comparada a uma pescaria espiritual. O pescador tem de colocar-se no local da pesca, se 
quiser apanhar peixes. Noutras passagens da Bíblia encontramos o mesmo ensino, como em Lc 
15.4. O profeta Ezequiel, conduzido pelo Espírito Santo, foi até os cativos do seu povo e 
sentou-se entre eles. Ez 3.14,15. 
 
Paciência (v.6). "Assentou-se". Assim fez, esperando pelo pecador. At 17. 2. 
 
Entrar logo no assunto da salvação (v. 7). Há sempre uma porta aberta para se falar da 
salvação. No caso da samaritana, o assunto do mo mento era água e sede, e logo Jesus falou 
da água da vida que sacia a sede da alma. Vemos um caso idêntico em Atos capítulo 8. Aí o 
assunto era leitura e logo o servo de Deus iniciou a conversa com uma pergunta também sobre 
leitura (v.30). Em João, capítulo 2, quando Jesus conversava com Nicodemos, talvez soprasse 
uma brisa, e logo Ele usou o vento como figura (v.8). 
 
Ficar a sós com quem está falando (v. 8). Quando alguém estiver falando com um 
pecador a respeito da salvação, evite perturbá-lo, a menos que seja convidado. 
 
Deixar os preconceitos raciais ou sociais (vv.9,10). Jesus veio desfazer todas as barreiras 
que impedem a perfeita relação entre Deus e o homem, e entre este e seu semelhante. Os 
preconceitos têm causado grandes males na sua ação destruidora de separar, ao passo que 
Jesus veio unir. Ef 2.11-22. 
 
Não se afastar do assunto da salvação (vv.9-13). No v.9, a mulher alega o problema do 
preconceito. No v.12, Jesus volta ao assunto inicial: água, mas agora água da 
vida. Nos w.11,12, a mulher apresenta dificuldades. 
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Ética Cristã 170
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Nos w.13,14, Jesus volta ao assunto inicial: salvação. Resultado: no v.15 já há na 
pecadora um certo grau de interesse. 
 
Fazer ver ao ouvinte que ele é pecador (v.16). Jesus sabia que a samaritana não 
tinha marido, mas para motivar uma declaração dela, disse-lhe: "Chama o teu 
marido e vem cá". Muitos pecadores não se podem salvar porque não querem 
reconhecer que são pecadores e muito menos perdidos. 
 
Não atacar defeitos, nem condenar (v.18). Isto não quer dizer que vamos bajular 
alguém ou concordar com sua vida ímpia e pecaminosa. 
 
Evitar discussão (vv.20-24). Não permitir que a conversa degenere em discussão. No v.20, 
a mulher aponta o fato de os judeus desacreditarem na religião dos samaritanos. É 
costume também o pecador apontar falhas nas igrejas e nas vidas de certas pessoas 
crentes. Isto mostra que tais ouvintes, em lugar de olhar para Cristo, estão atrás de 
igrejas e pessoas. O alvo perfeito é Cristo. Hb 12.2. Crentes errados darão conta de si 
mesmos. Rm 14.12. 
 
Diz uma autoridade em Relações Humanas: "Você nunca vencerá uma discussão. Se 
perder, perdeu mesmo, e se ganhar perdeu também, porque um homem convencido 
contra a vontade, conserva sempre a opinião anterior. Quem perde numa discussão fica 
ferido no seu amor próprio". 
 
O sexo influi, às vezes (v.27). O ideal é falar com pessoas do mesmo sexo, sem contudo 
fazer disso uma lei. É provável que se uma mulher falasse à samaritana, talvez não 
prendesse tanto a sua atenção. Outros exemplos de Jesus evangelizando pessoalmente: 
 
Jesus e Nicodemos. Jo 3.1-21. 
Zaqueu, o publicano. Lc 19.1-28. 
O cego Bartimeu. Mc 10.46-52. 
O malfeitor na cruz. Lc 23.39-43. 
O doutor da lei. Lc 10.25-37. 
O jovem rico. Mt 19.16-30. 
A mulher adúltera. Jo 8.1-11. 
A mulher enferma. Mc 5.25-34. 
A mulher siro-fenícia. Mc 7.24-30. 
O paralítico de Cafarnaum. Mc 2.1-12. 
 
Ser cheio do Espírito Santo. Nos negócios puramente humanos, o homem pode ter êxito 
e promover o progresso. Isto acontece nas construções, nas indústrias, no comércio, na ar-
te, nas ciências, etc, mas no tocante à obra de Deus, só pode de fato haver avanço 
quando ela é acionada pelo Espírito de Deus. Ele é que comunica vida. Quando o 
trabalho do Senhor passa a ser dirigido exclusivamente pelo homem, torna-se em 
organização mecânica, fria e estéril. A Igreja de Deus, quando dinamizada pelo Espírito 
Santo, é de fato um organismo vivo, que cresce sempre para a glória de Deus. A ordem de 
Jesus à Igreja para pregar o Evangelho está intimamente ligada à ordem para receber o 
poder do alto, como se vê em Lc 24.49; At 1.8. O poder de Deus faz a diferença. 
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O apóstolo Pedro, fraco e tímido antes do Pentecoste, tornou-se coluna, após o 
revestimento de poder. Todo o crente nascido de novo tem em si o Espírito Santo (I Co 
3.16), mas o poder glorioso para o testemunho e serviço de Cristo, vem com toda ple-
nitude aos servos batizados com o Espírito Santo. At 1.4,5,8; 2.1-4. Após o crente ter sido 
cheio do Espírito Santo é preciso permanecer cheio sempre. Ef 5.18. Aí não se trata de um 
convite divino, mas de uma ordem. 
 
É preciso orar sempre. Ef 6.18,19. A oração abre portas e remove barreiras. Ela é o meio 
de comunicação com Deus. A Igreja nasceu quando em oração, e é nesse ambiente que ela 
cresce e se desenvolve. At 1.14. Pedro estava orando quando Deus o usou para a salvação 
de Cornélio, seus parentes e amigos. At 10; Sl 126.6; At 20.31. É mais fácil falar ao pecador 
sobre Deus, depois que falamos com Deus sobre o pecador... 
 
Fé na operação da Palavra de Deus. Quando falamos a Palavra de Deus, precisamos confiar 
no seu autor. À nós crentes compete anunciar a Palavra; a Deus, operar. Aquele que disse 
"Ide por todo o mundo", também disse "Eis que estou convosco". Devemos falar a Palavra 
com plena convicção de que é o poder de Deus para salvação de todo o que crê. Is 55.11; 
Rm 1.16. Há pecadores que aceitam a mensagem da salvação com toda a simplicidade, 
outros não. Se o irmão está procurando levar uma alma a Cristo, nunca desanime. 
 
Certo irmão sueco orou 50 anos para Jesus salvar determinada pessoa, e viu-a aceitar o 
Salvador. O Dr. R. A. Torrey, célebre ganhador de almas, orou 15 anos por uma pessoa, e 
esta veio a crer em Jesus. Os homens que conduziam o paralítico de Lucas cap. 5 só 
conseguiram chegar à presença de Jesus, subindo ao eirado, o que não era muito fácil. 
Mas não desanimaram. Isto é perseverança. Às vezes é preciso um esforço assim. Qual-
quer caso, mesmo os piores, acham solução no Senhor Jesus. Para Deus nunca houve 
impossíveis. Ele é especialista nisso! Portanto, é preciso anunciar a Palavra com plena 
confiança na sua divina ação. Quando você estiver falando de Jesus, ore em espírito para 
que Deus honre a Palavra dele e manifeste o seu poder salvador. 
 
É preciso amor. Fé e amor andam juntos na evangelização. Quaisquer outros recursos 
serão meros paliativos, como relações humanas, sociologia etc. Jesus foi a personificação 
do amor. Ele salvou os pecadores amando-os até o fim. Jo 13.1. Sua posição ao morrer de 
braços abertos na cruz é a expressão máxima do amor. Ali, num gesto de infinito alcance, 
Ele uniu os dois povos com seus braços acolhedores (judeus e gentios). 
 
A apresentação pessoal: Cuide disso. Sua aparência é importante, como é importante a 
mensagem que você leva. Deus pode usar quem Ele quiser e o que Ele quiser, até uma 
queixada de jumento, como no caso de Sansão, mas quanto à sua aparência pessoal, 
irmão, fica a seu critério. Cuide de sua apresentação, mas sem exagero. O traje deve ser 
modesto, decente e de bom gosto. Um traje mundano, imoral e indecente não é próprio 
do cristão; pode atrair o povo, mas não para Cristo. Não permita que seu traje seja motivo 
de atração para os ímpios, desviando, assim, a atenção a Cristo. Diz a Palavra de Deus no Sl 
103.1: "Tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome". Portanto o Senhor Jesus 
constituiu a Igreja como a única agência do Reino de Deus na terra encarregada de 
anunciar as boas novas de salvação. É necessário, pois, a mobilização de toda a Igreja para 
que essas metas sejam alcançadas. Cada crente dos dias apostólicos era um dedicado, 
fervoroso e próspero ganhador de almas. At 8.4. 
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Capitulo VIII 
 
O Semeador 
 
Ouvi: Eis que saiu o semeador a semear. E aconteceu que, semeando ele, uma 
parte da semente caiu junto ao caminho, e vieram as aves do céu e a comeram. 
E outra caiu sobre pedregais, onde não havia muita terra, e nasceu logo, porque 
não tinha terra profunda. Mas, saindo o sol, queimou-se e, porque não tinha 
raiz, secou-se. E outra caiu entre espinhos, e, crescendo os espinhos, a 
sufocaram, e não deu fruto. E outra caiu em boa terra e deu fruto, que vingou e 
cresceu; e um produziu trinta, outro, sessenta, e outro, cem. E disse-lhes: Quem 
tem ouvidos para ouvir, que ouça. Marcos 4.3-9. 
 
 
A Bíblia é o livro sagrado de um povo de agricultores e 
pastores e, por isso, não é de admirar o uso da 
linguagem simbólica das sementeiras e das sementes 
para falar de realidades espirituais e transmitir 
mensagens de fé. 
 
A semente, embora pequena, tem a capacidade de 
produzir uma enorme quantidade de outros grãos e 
de estar na origem de uma grande árvore. Um saco de 
semente pode encher um campo de trigo. A semente 
já contém em si mesma o que no futuro se vai 
manifestar. 
 
Ela é o símbolo de todas as capacidades e 
possibilidades, da abundância de vida. É este o sentido 
dado no 1º capítulo da Bíblia, quando o Senhor promete o florescer da vida em 
abundância, criandoas sementes de todas as árvores, plantas e ervas. Gn 1.11. 
 
O povo hebraico utilizou a mesma palavra ("zera", traduzido geralmente na Bíblia por 
descendência) para falar da semente das plantas e da "semente" que origina a vida 
humana e animal, pois toda a semente vem do Senhor. Jr 31.27. Se a semente produz 
frutos, a ação de semear origina a esperança de um fruto que ainda não se colheu, que 
passará por muitas dificuldades, que pode aparecer impossível. A ação de semear 
contrapõe-se à alegria da colheita. Sl 126.6. 
 
A semente é sinal das bênçãos de Deus e para falar da fidelidade de Deus ao seu povo ou 
da fidelidade do povo a Deus, os profetas usam o símbolo da semente. Is 30.23. Quando 
não se pode semear ou se semeia e não há produção, significa qualquer maldição. Is 5.10. 
O semear para ceifar é também símbolo da luta pela sobrevivência de cada dia. Mt 
6.26. O gesto do semeador é dos mais belos e característicos da vida no campo, sendo 
um símbolo do bem ou do mal praticados. Jo 4.8; Prov 11,18. Longe de Deus a sementeira 
das obras humanas só produz espinhos. Jr 12.13. A semente é ainda símbolo da palavra de 
Deus. Os três primeiros evangelistas insistem na comparação entre semente e Palavra de 
Deus. 
http://www.bibliaon.com/versiculo/marcos_4_3-9/
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Ética Cristã 173
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Na parábola da semente e do semeador, diz-se que o "semeador semeia a Palavra" (Mc 
4,14) e esta foi uma das poucas parábolas que Jesus explicou aos seus discípulos. "A 
semente é a Palavra de Deus" (Lc. 8,11) e Jesus compara-se a um semeador a semear a 
semente da Palavra no campo do coração de cada um de nós. Agora temos a 
responsabilidade de sermos “semeadores” assim como Ele foi. 
 
O cristão como semeador deve estar consciente de que possui não apenas uma boa 
semente, mas, a melhor semente. É imprescindível acreditar naquilo que está nas suas 
mãos. O budista, o islâmico, o mórmon, o católico, o espírita, divulgam a sua crença 
porque crêem naquilo que professam e pregam. Se eles semeiam suas crenças por que 
crêem, muito mais o cristão. Três coisas são necessárias para o bom semeador, a saber: 
 
Primeira: Levar semente selecionada. 
 
Segunda: Ter disposição para o trabalho 
 
Terceira: Ser persistente. 
 
No primeiro caso ele deve levar "a preciosa semente", que é a Palavra de Deus. Sl 126.6; Lc 
8.11. Isto porque o poder de fazer nascer e frutificar a semente não está no semeador, e, 
sim, na própria semente. Há um provérbio que diz: "Se a semente é boa, ainda que a mão 
do semeador seja torta, a planta nasce certa". No segundo, ele deve ter disposição para o 
trabalho: "Eis que o semeador Saiu a semear." Mt 13.3. Isto significa que o semeador não 
ficou em casa semeando apenas no seu quintal, ou em sua área de lazer. Não! " Ele saiu a 
semear!". Eis a razão porque o Senhor Jesus disse: "Ide!". Aquele que já recebeu "Vinde" 
de Jesus para a salvação Mt 11.28, deve também obedecer o seu "Ide" para proclamar o 
Evangelho, Mc 16:15. Finalmente, no mesmo caso, o semeador deve ser persistente. Isso é 
necessário, devido a desigualdade de terreno. Por isso, muitos trabalhos não prosperam 
de acordo com o esperado. A culpa , porém, não está no semeador, e , sim, na 
qualidade do terreno. Mt 13.4-6. O semeador da parábola realizou três trabalhos 
perdidos: 
 
A semente a beira do caminho: Estes são aqueles que tem prazer apenas em ouvir a 
pregação da palavra e isto não é suficiente, como conseqüência não compreendem a 
palavra, Mt 13.19, se transformam em presas fácil do adversário, Mt 13:15 e seu coração 
permanece endurecido, isto é, um coração duro é como uma terra ressecada e marcada 
pelos pés dos homens. Este tipo de terreno não é apenas dos ímpios, mas dos indiferentes 
que não deixam a semente penetrar. At 26.28; Lc 18.22. 
 
A semente sobre os pedregais: Os que residem em áreas rurais conhecem bem o que 
significa semear em terreno pedregoso. Como nascem depressa as sementes que caem em 
terra sobre rocha, porque não há profundidade de solo; assim também é o coração de 
algumas pessoas; "O que foi semeado em pedregais é o que ouve a palavra e logo a recebe 
com grande alegria. Mt 13.20". Aceitam a palavra apenas de forma superficial. Este tipo de 
coração é atraído pela glória da vida cristã, chegam com alegria, mas não tem coragem de 
romper com seus vícios, nem com seus amigos que amam o mundo, e este abandono é 
fundamental na vida cristã, I Jo 2.15, isto é, para se ganhar na vida cristã e preciso perder. 
Jo 12.25. Infelizmente, na vida cristã seguem a Cristo movidos por sentimentos ou 
comoção. Mt 8.21,22. Em algumas reuniões extravasam os sentimentos de alegrias e 
lágrimas, todavia são incapazes de viver o dia-a-dia em amor e fervor. Hb 12.16,17. 
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Ética Cristã 174
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Outros são excessivamente sensíveis. Não estando muito bem edificados em Cristo, 
sentem demasiadamente toda a censura da parte do próximo, cedem a ciladas de 
sentimentalismo causando efeito de amargura. Hb 12.15. Todos os defeitos dos irmãos lhe 
servem como pedra de tropeço, II Co 11.23-33. Se alguém anda de alguma outra maneira a 
que ele entende ser a correta, logo se entristece porque falta raiz, (Lc 8.13), e morrem 
espiritualmente por causa das tribulações. 
 
A semente entre os espinhos: O solo de espinheiro é fofo, tem profundidade. É como o 
coração que está aberto e talentoso. Tem muito dinamismo, bastante vontade e 
criatividade. O grande problema é a mistura das raízes, não devemos esperar que a 
Palavra de Deus sufoque os espinhos (a sedução das riquezas do mundo e das ambições, 
(Mt 13.22; I Tm 6.9), temos é que capinar (remover) nosso coração. Na parábola em 
evidência se o semeador não fosse persistente, teria voltado com muitas dúvidas e de 
mãos vazias. Sl 126.6. Mas ele foi perseverante e prosseguiu até encontrar o terreno bom. 
Mt 13.8. 
 
A semente em boa terra: Os que receberam a semente em boa terra são os que tem seus 
corações arados pelo Senhor. Os espinhos foram arrancados e as pedras removidas. Estes 
são os que ouvem a Palavra e praticam. Tg 1.19; Apoc 1.3. São os que compreendem a 
Palavra - para que haja a compreensão das escrituras é preciso estar com o coração 
preparado. At 32.1. 
 
O Semeador 
 
Saiu o Semeador a semear. 
De norte a sul. De leste a oeste. 
Pelos quatro cantos da Terra. 
Faça Sol ou faça chuva, 
ele sempre semeou. 
Tempo bom ou ruim, 
não importa, lá estava ele. 
 
Não escolheu terreno bom.. 
Nem fez distinção de lugares especiais. 
Nas cidades e nos campos. 
Nas vilas e no deserto.. 
No calor do dia e no brilho das estrelas. 
Sua semente sempre lançou. 
 
Semeou sem esperar pela colheita. 
Semeou porque assim estava escrito. 
Desde que aqui pisou, já sabia a que vinha. 
E até hoje, tantos séculos depois.. 
Ainda tem sementes que continuam dormindo. 
 
Portanto, o grande alvo do semeador é que as sementes caiam em boa terra, e produzam 
frutos abundantes. Mt 13.23. Jesus começou esta parábola dizendo que o "semeador saiu" 
mas não disse que ele voltou. Isto significa que a semeadura continua através da igreja até 
que Ele venha, quando então receberemos o galardão pelo que tivermos feito.II Co 5.10. 
Independentemente do tipo de solo (solo duro, cheio de pedras, infestados de espinhos ou 
boa terra) somos responsáveis pela semeadura. 
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Capitulo IX 
As Três Fases da Evangelização 
 
Primeira fase: Ontem- O dia que passou 
 
Devemos ser cuidadosos e vigilantes no cumprimento de nossos deveres espirituais, não 
permitindo que escape de nossas mãos a grande oportunidade que o Senhor nos concede 
de realizarmos a sua obra. Hoje muitos choram porque passou sua oportunidade. Se não 
aproveitarmos a oportunidade certamente viveremos. Jr 8.20 que diz: "Passou a sega, 
findou o verão, e nós não estamos salvos." 
 
Segunda fase: Amanhã- O dia que nunca chegará 
 
O Faraó do tempo do Êxodo é o exemplo típico do homem que põe sua confiança no dia 
de amanhã, Ex 8.9,10. Nunca devemos deixar a obra da evangelização para o dia seguinte. 
 
Terceira fase: Hoje o dia do Espírito Santo 
 
Hoje é o dia do cumprimento das escrituras. Lc 4.21. 
Hoje é o dia da salvação. II Co 6.2; Hb 3.15. 
Hoje é o dia das grandes exortações de Deus, Hb 3.13. 
Jesus disse ao ladrão na cruz: Hoje estarás comigo no paraíso, Lc 23.43. 
 
"Não dizeis: ainda há quatro meses até a ceifa? Eu vos digo: Erguei os vossos olhos, e 
vede os campos! Já estão brancos para a ceifa". João 4. As palavras do Senhor Jesus têm 
poder permanente e alcançam todos os crentes de todas as épocas em todas as 
circunstâncias. Quando os discípulos perguntaram a Cristo sobre a questão do tempo para 
se fazer algo, a resposta foi franca e direta; sempre é tempo. O tempo é agora. Jesus disse 
que os campos estão prontos. 
 
O tom do verso indica que os campos estão prontos e sempre estarão. Que maravilhosa 
palavra! Somos enriquecidos sabendo disto. Alguns crentes estão sempre esperando 
confirmações especiais para fazerem algo relacionado com o evangelismo. Sempre dizem: 
não sei se estou pronto. Não sei se é o tempo, e assim, estão sempre à procura de uma 
confirmação especial para se, porém a obedecer. Esta teologia equivocada tem sido a 
razão direta da inércia de muitas Igrejas e da falta de entusiasmo na proclamação da 
mensagem de Salvação. 
 
Não espere confirmações especiais para sair e ir aos campos brancos. Esta confirmação já 
recebemos. Foi dada a nós há dois mil anos atrás. Jesus disse: Ide. Nada nos foi dito para 
esperar algum toque especial. Ao contrário, foi nos dada uma ordem seguida de uma 
gloriosa promessa da presença e dos sinais que nos acompanhariam. Além de tudo, se nos 
faltassem garantias temos aquela que nos diz que o Evangelho é o poder de Deus. Então, 
vá. Obedeça a Cristo. Levante-se! Corra! Alcance! Sempre é tempo de pregar! Erga-se a 
altura de sua missão! 
 
Muitos estarão no reino celestial simplesmente e gloriosamente porque você não 
esperou demais, mas foi. 
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Capitulo X 
 
Evangelize HOJE o homem de AMANHÃ 
 
Um menino, de seis anos idade, foi interrogado: 
— O que você vai ser quando crescer? 
A resposta foi dada com toda a tranqüilidade: 
— Bandido... Ou missionário. 
— O quê?! — exclamou admirado o adulto. — 
Como assim? 
— Depende de quem me ganhar primeiro — 
completou rapidamente o garoto. 
 
Realmente, depende de quem ganhá-lo primeiro! 
É urgente e prioritário alcançar as crianças com a 
mensagem do Evangelho. Não há tempo a perder. 
Se negligenciarmos a criança, uma geração inteira 
se perderá. Depende de cada um de nós. 
 
Alcancemos as crianças com a Palavra de Deus. 
Evangelizemos hoje o homem de amanhã! 
Lembremos das palavras do Senhor Jesus Cristo: 
“Assim, pois, não é da vontade de vosso Pai 
celeste que um só destes pequeninos se perca”. 
Mt 18.14. 
 
Como será o homem de amanhã? Antes de olhar 
para o futuro e fazer conjecturas sobre como serão e como viverão os homens amanhã, 
deveríamos olhar para o agora, e verificar como são e como vivem as crianças de hoje. 
 
Hoje, infelizmente, está difícil olhar para as crianças e observar a inocência, a pureza, a 
ingenuidade, a beleza, o sorriso, as brincadeiras, as cantigas, a felicidade na escola, no lar e 
a própria esperança. 
 
Hoje, milhões de crianças desamparadas nos colocam diante de um monstruoso quadro de 
dor, de lágrimas, de tristeza, de fome, de exploração, de abandono, de engano, de 
frustração, de miséria, de abuso sexual, de droga, de promiscuidade, de delinqüência, de 
crime, de analfabetismo, de violência, de suicídio, de morte e de desesperança. Crianças 
perdidas! 
 
Outras, embora de condição social bem elevada, são mantidas o dia todo fora de casa, em 
colégios e em aulas de música, de ginástica, de inglês, de judô, etc. Quando estão na rua, 
estão dentro de um automóvel e, quando em casa, estão diante de um computador. 
Outras ainda, que raramente vêem seus pais, pois ambos trabalham fora, passam a maior 
parte do tempo diante da televisão e se alimentam de espetáculos de violência, de 
intrigas, de cenas sexuais. 
 
Diante deste quadro, perguntamos: “O que virá a ser, pois, este menino?”. Lc 1.66. Existem 
milhões de crianças sem Cristo. O que acontecerá amanhã com o menino de rua? 
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Com o menino da vila? Com aquele cujos pais se separaram? Com o menino do asilo ou 
casas de internos? Com as crianças que são deficientes? O que acontecerá amanhã com o 
menino que convive com as guerras e rumores de guerras que acontecem em todos os 
continentes? Quantas crianças cujas famílias desapareceram, ou que estão em campos de 
refugiados, ou que procuram no lixo algo para comer. Que tipo de homens estas crianças 
serão amanhã? 
 
Os homens de hoje – como foram no tempo da infância? 
 
As crianças são importantes para Deus. Elas têm uma alma imortal e uma vida inteira pela 
frente. Elas ouvem e atendem à mensagem do Evangelho mais prontamente do que 
qualquer outro grupo de pessoas. Os homens incrédulos de hoje, em sua grande maioria, 
não ouviram de Cristo na infância. Pensemos em alguns homens famosos da história 
recente. Você certamente já ouviu falar de Hitler, Stalin, Mao Tse-Tung e Billy Graham. Por 
causa das decisões que Hitler tomou, morreram 55 milhões de pessoas na Europa. Por 
causa das decisões de Stalin, morreram 30 milhões de pessoas na Rússia. Por causa das 
decisões de Mao Tse-Tung, morreram 25 milhões de pessoas na China. Por intermédio do 
ministério de Billy Graham, muitos milhares de pessoas vieram a Cristo em todo o mundo. 
 
Billy Graham, o maior evangelista de todos os tempos, recebeu a Cristo como seu Salvador 
quando ainda era criança. A História teria sido muito diferente se Hitler, Stalin ou Mao Tse-
Tung, tivessem sido levados a ter uma relaçãopessoal com Jesus Cristo na infância. 
 
Muitos líderes evangélicos têm asseverado que o evangelismo de crianças é frutífero. 
 
D. L. Moody disse: "Eu creio que, se as crianças têm idade suficiente para vir à Escola 
Dominical, elas têm idade suficiente para vir ao Calvário. Vamos abrir nossas mentes e que 
Deus nos ajude a ganhar as crianças para Cristo." 
 
C. H. Spurgeon afirmou: "Geralmente tenho encontrado um conhecimento mais claro do 
Evangelho e um amor mais fervoroso a Cristo na criança convertida do que no adulto 
convertido. Elas não precisam abandonar a incredulidade e as noções erradas que 
impedem tantos de aceitar o Evangelho". E ainda acrescentou: "Uma criança de cinco 
anos, devidamente instruída, pode verdadeiramente crer e ser regenerada tanto quanto 
um adulto." 
 
Certa ocasião, Jesus Cristo teve uma contenda com os Seus discípulos, porque estes 
impediam que as crianças se aproximassem dEle. O Senhor ficou indignado e disse-lhes: 
“Deixai vir a Mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus. Em 
verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira 
nenhuma entrará nele”. Mc 10.14,15. 
 
Pode-se provar, sem sombra de dúvida, que 85% dos atuais cristãos receberam a Cristo 
quando ainda eram crianças, antes dos 15 anos de idade. 10% o fizeram dos 15 aos 30 
anos e 5% só tomaram esta decisão após os 30 anos. E mesmo assim, há muito tropeço 
para impedir que as crianças venham a Cristo. Muitos trabalhos com crianças se resumem 
em contar historinhas, cantar musiquinhas, fazer oraçõezinhas, preparar programinhas, 
sem nenhuma preocupação em mostrar a realidade do pecado e como uma criança pode 
receber a Cristo como seu Salvador Pessoal. 
Este quadro precisa mudar u r g e n t e m e n t e ! 
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Capítulo XI 
 
Missões um chamado para alcançar Nações 
 
 A história de Missões inicia, na verdade, já na promessa de Deus de resgatar o homem 
caído através da descendência de Eva, proferida Logo após a queda do ser humano no 
pecado. Mas, em termos de uma divulgação do Reino de Deus pelos cristãos, é claro que 
teremos que buscar as origens na Igreja Primitiva. Costuma-se dizer que missões nasce no 
seio da Igreja de Antioquia e de fato é, a partir da viagem missionária de Barnabé e Saulo, 
que o movimento missionário, propriamente dito, inicia. 
 
Antecedentes no Antigo Testamento 
 
A tarefa missionária não é nova quando a Igreja nasce no dia de Pentecostes. Já fazia parte 
da chamada a Abraão e ao povo de Israel a tarefa de abençoar as nações. Gn 12.1-3. 
A história do povo israelita, no entanto, não contém grandes feitos na área de divulgação 
dos planos divinos, com raras exceções. Segundo J. Blauw, Israel foi comissionado, tanto 
para uma obra centrípeta - ser um ambiente de atração onde Deus pudesse ser adorado, 
como centrífuga - espalhar o conhecimento acerca de Deus para outras nações. No 
primeiro aspecto, o povo eleito foi um pouco mais feliz, mas no segundo, houve um 
fracasso quase que total. Entretanto, a preocupação divina com a humanidade como um 
todo e a expansão do Reino a todos os povos existem claramente afirmadas nas páginas 
do Antigo Testamento. Por isso, missões é também um cumprimento das profecias. At 
26.22,23. 
 
Proselitismo judaico 
 
Após o exílio na Babilônia e a volta de parte do povo de Judá à Palestina, o Judaísmo 
começa a se estruturar tal como se apresenta na época do Novo Testamento. Jerusalém é, 
naturalmente, o grande centro de culto ao Senhor, mas sinagogas surgem em diferentes 
pontos do Império Grego, e mais tarde do Império Romano, onde havia um número 
suficiente de judeus. 
 
Através do proselitismo, isto é, a conversão de um gentio para a fé judaica, aceitando ser 
circuncidado e guardar as tradições judaicas, houve certa expansão do Judaísmo. A busca 
de prosélitos levava líderes religiosos e “missionários” a percorrerem grandes extensões 
para converter os gentios. Mt 23.15. 
 
Elementos de contribuição: A época escolhida por Deus para enviar seu Filho Jesus e para 
implantar a Igreja na terra, não poderia ter sido mais acertada. Soberano e Senhor da 
história, o seu planejamento é perfeito e coincide com, até então, a melhor situação para 
o “lançamento” do desafio missionário. Podemos destacar três elementos decisivos, cada 
um representando uma cultura: 
 
Primeiro: A Diáspora - o elemento judaico. Nem todos os judeus voltaram à Palestina após 
a libertação do exílio babilônico. Muitos ficaram e outros se espalharam pelas terras ao 
redor do Mar Mediterrâneo. Onde se fixaram, estabeleceram sinagogas e tentaram 
guardar as tradições de seu povo. 
ITI Curso Teológico Módulo IV 
Ética Cristã 179
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias) 
Evangelismo e Missões 
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Nas sinagogas se reuniam, tanto judeus, como prosélitos e os “tementes a Deus”. Este 
último era um grupo formado por gentios que não queriam assumir completamente os 
costumes judaicos, mas estavam interessados na fé num único Deus. 
 
As sinagogas e as colônias judaicas serviram como centros de apoio aos primeiros 
empreendimentos missionários e Paulo costumava começar seu trabalho ali. Como a 
recepção nem sempre era a melhor, principal mente após ouvirem a mensagem do 
apóstolo, a pregação era dirigida aos demais habitantes de uma cidade. Os “tementes a 
Deus” eram geralmente receptivos e compunham, muitas vezes, a base inicial da nova 
igreja. 
 
Segundo: O helenismo - o elemento grego. Devido à expansão do helenismo, ou seja, a 
cultura grega, por causa das vitórias de Alexandre, o Grande, no século IV a.C., a língua 
grega era falada em todo o Império Romano. A abertura para novas idéias também era um 
resultado direto da mente analítica grega. O uso de um idioma e o interesse por idéias 
inovadoras facilitaram a divulgação do Evangelho durante o primeiro século. 
 
Terceiro: A Pax Romana - o elemento romano. O Império Romano tinha na época relativa 
paz - chamada pax romana. Havia forte comércio entre as diferentes partes do Império e 
comunicações bem estabelecidas. A unidade política dava condições de se viajar de uma 
região para outra, principalmente para um cidadão romano como Paulo. 
 
Outro aspecto relacionado, tanto com a cultura romana, como a grega, era a fraqueza 
espiritual das religiões pagãs que dominavam estas culturas e o declínio moral resultante. 
O evangelho encontrou um povo sedento e cansado de falsidade, ilusão e imoralidade. 
 
As ordens missionárias de Jesus 
 
Naturalmente, o próprio Mestre Jesus Cristo faz parte da história de Missões. Afinal, ele foi 
o maior de todos os missionários, enviado por seu Pai para resgatar a humanidade. Sua 
tarefa, no entanto, era mais restrita ao povo de Israel, mantendo-se dentro dos limites da 
Palestina. Encontrou pessoas também de outras culturas e mostrou aos discípulos que, por 
exemplo, os samaritanos também necessitavam das boas novas. 
 
A estratégia de Jesus consistia tanto na pregação, como na ação. Atendeu a necessidade 
do ser humano em todos os aspectos, deixando um importante exemplo a ser seguido por 
seus discípulos. Nas ordens missionárias de Jesus encontramos uma visão ampla da tarefa. 
Deveria: 
 
1. Alcançar até os confins da terra - At 1.8 
2. Incluir todosos povos - Mc 16.15 
3. Fazer discípulos - MT 28.19 
4. Seguir o modelo dado pelo Mestre - JO 20.21 
5. Contar com a presença de Jesus - MT 28.20 
6. Demonstrar as características do Reino - Mc 16.17,18 
7. Resultar na salvação dos homens - Mc 16.16 
8. Ser cumprida antes do fim dos tempos - MT 24.14 
 
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Ética Cristã 180
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Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Os apóstolos missionários 
 
As ordens missionárias de Jesus são suficientemente claras, mas parece que os discípulos e 
a Igreja em Jerusalém tiveram certa dificuldade em obedecê-las no início. Com a ajuda do 
Espírito Santo e a contribuição das perseguições, a Igreja foi obrigada a se espalhar. 
Segundo a tradição cristã, com base principalmente no historiador Eusébio (cerca de 260 a 
340), os apóstolos fundaram igrejas em: 
 
 1. João - na Ásia 
 2. Pedro - em Ponto, Galácia, Bitínia e Capadócia 
 3. André - na Cítia 
 4. Mateus - em outras nações após ter escrito o evangelho 
 5. Bartolomeu - na Índia 
 6. Tomé - entre os partos (Irá, Iraque, Paquistão) e Índia 
 7. Marcos - no Egito, fundando Igreja em Alexandria 
 8. Simão, o zelote - na Pérsia 
 9. Tiago, o grande - na Espanha 
10. Tiago, o justo - na Arábia 
11. Filipe - na Frígia. 
 
Estes dados não podem ser comprovados inteiramente, mas nos dão uma boa idéia de 
como a Igreja se espalha no primeiro século, chegando aos mais remotos rincões do 
Império e até além. 
 
A iniciativa missionária do Espírito de Deus 
 
As viagens missionárias dos apóstolos como vimos, se deram depois que o apóstolo Paulo 
já tinha iniciado sua carreira de pregador. Pelo menos na sua maioria, os apóstolos se man 
tinham em Jerusalém. At 8.1. 
 
É na Igreja de Antioquia que vamos encontrar o nascimento de missões numa cooperação 
entre duas estruturas paralelas: a fixa = igreja local e a móvel = equipe missionária. Quem 
dá origem ao movimento missionário é o próprio Deus através do seu Santo Espírito ativo 
na Igreja de Antioquia. At 13.1-3. O Espírito dirige também os planos missionários (At 
16.6,9) e dá ousadia na pregação. At 13.46-52. 
 
Uma igreja preparada 
 
Outro aspecto do início da história de missões, é que o berço do movimento missionário se 
deu numa igreja preparada para a incumbência transcultural. Algumas características da 
Igreja em Antioquia são: 
 
1. Surgida devido à perseguição aos crentes em Jerusalém. At 11.19,20 
2. Composta por nacionalidades diferentes - com liderança pluricultural. At 13.1 
3. Generosidade. At 11.27-30. 
4. De oração (sensível à voz de Deus). At 13.2 
5. Envio dos melhores líderes, segundo a expressa vontade de Deus. 
 
 
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Situação no fim do primeiro século 
 
É impressionante como o Evangelho alcançou o mundo conhecido no primeiro século da 
era cristã. Já em 80-85 d.C. havia em torno de 300.000 cristãos! As perseguições por parte 
dos imperadores romanos tentaram reprimir o movimento cristão, mas a Igreja continuou 
avançando e no ano de 300 já contava com 8 milhões de adeptos. 
 
A conquista do Império Romano 
 
 No fim do 1o século, a Igreja se encontrava num 
franco progresso, alcançando os diversos pontos 
do Império Romano - o período de 100 a 500 d.C. 
esta expansão continuou, pelo menos enquanto a 
Igreja era livre e não se comprometera ainda com 
o poder terreno. Estes 400 anos englobam 
extremos, como forte expansão e o retrocesso, a 
perseguição por parte dos imperadores romanos 
e o casamento entre a igreja e o império. 
 
Formas de expansão do evangelho no Império Romano 
 
Várias formas de propagação do Evangelho contribuíram para a expansão nos dois 
primeiros séculos da era cristã: 
 
1. A pregação e o ensino de evangelistas; 
2. O testemunho pessoal dos crentes; 
3. A fé mostrada na perseguição e morte; e 
4. O raciocínio intelectual dos primeiros apologistas. 
 
Havia um forte entusiasmo por parte dos primeiros cristãos em levar a mensagem de 
Cristo a outros e em relatar sua experiência pessoal. Os imperadores romanos podiam 
impedir reuniões em massa, mas o testemunho pessoal dado no dia a dia era impossível 
de controlar. 
 
O Relacionamento entre a Igreja e o Império 
 
Com o aumento do número de adeptos da fé cristã, a Igreja começou a ser incômoda para 
os governantes do Império. Perseguições foram as armas imperiais para liquidar com os 
cristãos. Paulo e Pedro sentiram o poder da perseguição já nos anos 64-67 quando foram 
martirizados. No ano de 81, sob o domínio de Dominicano, as perseguições se agravaram e 
perduraram por mais de dois séculos. 
 
Imperadores como Décio, que reinou entre 249 e 251, e Diocleciano (284-305), fizeram 
tentativas de eliminar a Igreja de uma vez por todas. Mas, no meio de todas as 
perseguições, a Igreja cresceu e chegou, como citamos no capítulo anterior, a 8 milhões de 
adeptos em torno do ano 300. 
 
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Constantino ascendeu ao poder em 306 e, inicialmente, continuou a perseguição imposta 
por seus antecessores. Converteu-se, no entanto, ao Cristianismo e em 311 decretou a lei 
da tolerância e dois anos mais tarde a lei da igualdade, dando liberdade de religião no 
Império. Foi, entretanto, o Imperador Teodósio, o Grande, que em 380 impôs uma lei que 
elevava a Igreja de Cristo a religião oficial do Estado e que proibia os demais cultos 
religiosos dentro do Império. Os interesses se misturaram e o imperador e o bispo 
principal, o metropolita, dividiam o poder, tanto na Igreja, como no Estado. 
 
As Lutas contra as heresias 
 
Numa Igreja que se expandia fortemente e que estava ainda em fase de estruturação, 
líderes de diversos tipos foram surgindo. As idéias sobre o Cânon Bíblico, especialmente o 
do Novo Testamento, ou sobre aspectos de liturgia, administração da Igreja, hierarquia 
eclesiástica, etc, divergiam. Centros teológicos se estabeleceram em alguns pontos do 
Império e, geralmente, tinham sua linha a defender. As divergências entre o lado ocidental 
e o lado oriental se agravaram e levaram a uma divisão. Para tentar manter um padrão 
apostólico quanto aos ensinamentos básicos da Igreja, refutando hereges como Ano 
(faleceu cerca de 335) e antes dele Marcião (faleceu cerca de 160), concílios e sínodos 
eram organizados. Dois importantes concílios foram: Nicéia em 325 e Constantinopla em 
381. 
 
Personagens de destaque 
 
Poderíamos mencionar muitas pessoas importantes nestes primeiros séculos do 
Cristianismo. Por exemplo, os “pais da Igreja” que defenderam a fé contra as heresias e se 
empenharam em conduz ir a Igreja conforme deixada pelos apóstolos. Vamos, todavia, 
destacar um personagem de cada século, que com sua coragem e testemunho, contribuiu 
para a obra missionária. 
 
1. Policarpo (século II) 
 
Bispo em Esmirna, discípulo de João, teve um ministério de cerca de 50 anoscomo bispo. 
Foi martirizado, queimado numa estaca no ano de 156. 
 
2. Perpétua (século III) 
 
Juntou-se a um grupo de crentes em Cartago, no norte da África, que funcionava apesar da 
proibição do imperador. Presa, assim como os demais do grupo, foi condenada à morte e 
após ter sofrido tortura psicológica e física, foi decapitada. 
 
3. Ulfilas (311 a 383) 
 
Um dos maiores missionários da Igreja Primitiva. Trabalhou entre os godos (atual 
Romênia) durante 40 anos. Traduziu a Bíblia para a língua nativa dos godos tendo que, 
primeiramente, montar um alfabeto. Era ariano e deixou de incluir alguns livros do Antigo 
Testamento, mas deixou um importante testemunho de coragem e persistência. 
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4. Patrício (cerca de 389 a 474) 
 
Nascido na Escócia, filho de um sacerdote celta. Foi feito escravo quando tinha 16 anos de 
idade e levado à Irlanda. Escapou após 6 anos e passou 10 anos com sua família, sendo 
novamente aprisionado e levado à França. Recuperou sua liberdade e voltou aos seus, mas 
desejou Fogo voltar aos “pagãos” para evangelizá-los. Preparou-se na França para depois 
viajar de novo à Irlanda. Ficou conhecido como o apóstolo da Irlanda onde fundou, calcula-
se, 200 igrejas com mais de cem mil convertidos. 
 
5. Columba (521 a 597) 
 
Nascido na Irlanda, foi um dos mais famosos missionários celtas. Não deve ser confundido 
com outro Columba, mais frequentemente chamado Columbano, que viveu alguns anos 
mais tarde. 
 
Columba estabeleceu um centro celta na ilha de lona, no litoral da Escócia, do qual fez sua 
base de trabalho. Além da vida monástica praticada em seu mosteiro com alto grau de 
piedade, ele primava pelo preparo de evangelistas que eram enviados para a Escócia a fim 
de pregarem o evangelho, construírem igrejas e estabelecerem novos mosteiros. O 
trabalho se estendeu por todo o país e posteriormente, também para outros países 
europeus. 
 
6. O monasticismo e os celtas 
 
O Monasticismo contribuiu fortemente para o movimento missionário, gerando grande 
parte dos missionários entre os séculos VI e XVIII. Surgido inicialmente no deserto do Egito 
com liderança leiga, ganhou adeptos em diferentes partes do Império dominado pela 
Igreja. Os objetivos da vida monástica eram, principalmente, trabalho, adoração, 
ascetismo, estudo, obediência e cooperativismo. Com o passar do tempo, deixou de ser 
unicamente voltado para dentro de si e ganhou um aspecto missionário. 
 
Reforma e Missões 
 
Após mais de 1.000 anos na sombra dos interesses políticos e 
econômicos, a Igreja é sacudida por um movimento de peso que 
cria condições de mudanças profundas e duradouras. Trata-se da 
reforma iniciada por Lutero no começo do século XVI. 
 
Tentativas anteriores tinham mobilizado partes da Igreja por 
períodos mais ou menos longos, porém, é a partir da reforma 
protestante que uma parte significativa da Igreja busca uma 
volta aos conceitos neotestamentários de igreja e de vida cristã. 
 
Para o cumprimento da tarefa missionária da Igreja, a Reforma 
contribuiu positivamente em muitos aspectos. Além da Reforma 
em si, com uma tentativa de voltar aos conceitos bíblicos de 
igreja e de vida cristã, temos outros resultados práticos. 
 
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Ética Cristã 184
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O Grande Século Missionário 
 
O Grande Século Missionário, período que compreende os anos de 1792 a 1914, pertence 
às épocas mais brilhantes da história da Igreja e especialmente da história de missões. Um 
movimento missionário sem igual, desde os tempos dos apóstolos, caracterizou estes 122 
anos onde a determinação, a coragem, a fé e o sucesso acompanharam a maioria dos 
pioneiros e seus sucessores. 
 
A história missionária é a história de homens e mulheres que se colocaram à disposição 
para levar o Evangelho aos mais remotos lugares do planeta. Estudando as biografias 
destes heróis que ao mesmo tempo são humanos e falhos, podemos entender o 
movimento missionário e apreciar a obra de Deus no meio da humanidade. 
Personagens de destaque: Vamos mencionar alguns dos grandes nomes desta época: 
 
1. William Carey (1761-1834) 
 
Inglês, chamado o “pai das missões modernas”. Foi sapateiro dos 16 aos 28 anos de idade. 
Converteu-se na adolescência e pertencia a um grupo de batistas. Dedicava-se ao estudo 
nas horas de folga e assumiu o primeiro pastorado em 1785. Publicou em 1792 um livro de 
87 páginas com o título: ”Uma Inquirição sobre a Responsabilidade dos Cristãos em 
Usarem Meios para a Conversão dos Pagãos”. Já demonstrava uma forte preocupação 
missionária e um profundo desejo de se envolver diretamente. 
 
2. Hudson Taylor (1832-1905) 
 
Inglês, filho de um farmacêutico e pregador metodista leigo. Converteu-se aos 17 anos, 
mas desde criança queria ser missionário. Em 1853 viajou para a China onde mais tarde 
fundou a “Missão para o interior da China”. Em sua estratégia de trabalho, destaca-se seu 
desejo de identificação com o povo chinês. Vestiu-se como os chineses igualando-se a eles 
o máximo possível, inclusive quanto ao cabelo e às unhas. Recebeu, por isto, muitas 
críticas de seus colegas missionários, com os quais teve um relacionamento difícil. 
 
3. David Livingstone (1813-1873) 
 
Escocês, quem sabe o mais famoso de todos os missionários do período. Estudou medicina 
e teologia, finalizando os estudos em 1840, sendo enviado no mesmo ano para a África, 
pela Sociedade Missionária Londrina. Foi um grande desbravador do interior africano, 
contribuindo, tanto para a divulgação do Evangelho, como para a exploração do 
continente. 
 
4. John Paton (1824-1907) 
 
Escocês, presbiteriano, trabalhou inicialmente entre os cortiços de Glasgow, como 
missionário. Em 1858 nave gou para as Ilhas do Pacífico onde trabalhou em diver sas ilhas, 
contribuindo para que, no final do século XIX, poucas ilhas não tivessem sido alcançadas. 
 
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Ética Cristã 185
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O conceito bíblico sobre Missões 
 
Missões é um sentimento de renuncia os próprios interesses. Gn 24.33 
Missões é um sentimento de responsabilidade na geração de filhos espirituais. Gn 30.1 
Missões é um sentimento que envolve a própria segurança espiritual. Êx 32.30-33 
Missões é um sentimento que dá prioridade absoluta aos valores espirituais. Mt 6.33 
Missões é um sentimento de renuncia as necessidades pessoais. Jo 4.31-35 
Missões é um sentimento de sinceridade para com o cumprimento do dever. II Tm 4.5 
Missões é um sentimento de paixão pelos perdidos da terra. Gl 14.19. 
 
O conceito Paulino sobre Missões 
 
Paulo tinha um profundo sentimento de obrigação com a obra missionária. I Co 9.16 
Paulo tinha um profundo sentimento de responsabilidade com missões. I Co 9.19,20 
Paulo tinha um profundo sentimento de entrega à causa missionária. I Co 9.24-27Paulo tinha um profundo sentimento de gratidão pessoal a Deus. I Co 9.21-23 
Paulo tinha um profundo sentimento de cumprimento do dever missionário. At 20.24 
Paulo tinha um profundo sentimento de obediência à vontade do Senhor. At 21.8-14 
Paulo tinha um profundo sentimento de amor pelos perdidos. Rm 9.1-3. 
 
A mensagem central: Jesus Cristo 
 
Poderá haver outro Homero, poderá haver outro Virgílio, poderá haver outro Dante, 
poderá haver outro Milton, mas jamais haverá outro Jesus. Sejam quais forem as surpresas 
que possam estar reservadas para o mundo, Jesus jamais será ultrapassado. Ele é o alvo de 
toda bondade, o ápice de todo o pensamento, a coroa de todo o caráter e a perfeição de 
toda a beleza. Ele é a encarnação de toda a ternura, a focalização do vigor, a manifestação 
da força, a personificação do poder, a concentração do caráter, a materialização do 
pensamento e a ilustração viva de toda a verdade. Ele é a profecia da possibilidade do 
homem. 
 
Nós olhamos para ele e vemos nele a realização de todas as expectativas humanas, um 
líder maior do que Moisés, um sacerdote maior do que Arão, um rei maior do que Davi, 
um comandante maior do que Josué, um filósofo maior do que Salomão e um profeta 
maior do que Elias. Ele anda como um homem. Fala como Deus. Suas palavras são 
oráculos. Seus atos, milagres. A coroa da divindade repousa em sua fronte. O cetro do 
domínio universal está firme em sua mão; o brilho da eternidade, em seus olhos. A retidão 
eterna está escrita em sua face; o sorriso de Jeová transforma sua aparência. 
 
Ele é a imagem expressa de seu Pai. As criança se agrupam aos seus pais. Os ventos lhe 
obedecem. Um olhar seu e as águas cristalinas se transformam em vinho cor de âmbar. Os 
mortos esquecem-se de si mesmo e vivem. Os cochos pulam de alegria. Ouvidos que 
nunca ouviram anseiam pelo próprio som de sua voz e os olhos sem visão negam seu 
passado e descerraram suas pálpebras abatidas para a beleza de sua presença. A dor se 
desvanece sobre seu toque. 
 
O nome de Jesus permanece sozinho. Deus lhe deu um nome que está acima de todo 
nome. Nenhum credo pode contender, nenhum catecismo pode explica-lo, carne de nossa 
carne, o próprio Deus do nosso Deus. 
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H. Bender escreveu sobre Jesus: Em meio à história do mundo encontra-se uma figura, 
inserida nessa história em todos os seus aspectos, mas que a tudo sobrepuja. É Jesus 
Cristo. Ele é completamente diferente, Ele é singular. Ele é o único que podia ousar 
colocar-se diante de uma multidão hostil e fazer-lhe a pergunta: "Quem dentre vós me 
convence de pecado"? A única resposta foi o silêncio da platéia, uma resposta eloqüente. 
Sua vontade estava plenamente inserida na vontade de Deus. Sua postura era 
completamente dirigida por Deus e direcionada para Deus. Nele não havia discrepância, 
não havia imperfeição alguma. Jesus é Inigualável. 
 
Para o Cego, Jesus é Luz. 
Para o Faminto, Jesus é o Pão. 
Para o Sedento, Jesus é a Fonte. 
Para o Morto, Jesus é a Vida. 
Para o Enfermo, Jesus é a Cura. 
Para o Prisioneiro, Jesus é a Liberdade. 
Para o Solitário, Jesus é o Companheiro. 
Para o Mentiroso, Jesus é a Verdade. 
Para o Viajante, Jesus é o Caminho. 
Para o Visitante, Jesus é a Porta. 
Para o Sábio, Jesus é a Sabedoria. 
Para a Medicina, Jesus é o Médico dos Médicos. 
Para o Réu, Jesus é o Advogado. 
Para o Advogado, Jesus é o Juiz. 
Para o Juiz, Jesus é a Justiça. 
Para o Triste, Jesus é a Alegria. 
Para o Pobre, Jesus é o Tesouro. 
Para o Devedor, Jesus é o Perdão. 
Para o Fraco, Jesus é a Força. 
Para o Forte, Jesus é o Vigor. 
Para o Inquilino, Jesus é a Morada. 
Para o Fugitivo, Jesus é o Esconderijo. 
Para a Ovelha, Jesus é o Bom Pastor. 
Para o Problemático, Jesus é a Solução. 
Para os Magos, Jesus é a Estrela do Oriente. 
Para o Mundo, Jesus é o Salvador. 
Para os Demônios, Jesus é o Santo de Deus. 
Para Deus, Jesus é o Filho Amado. 
Para o Tempo, Jesus é o Relógio de Deus. 
Para o Relógio, Jesus é a Última Hora. 
Para Israel, Jesus é o Messias. 
Para as Nações, Jesus é o Desejado. 
Para a Igreja, Jesus é o Noivo Amado. 
Para o Vencedor, Jesus é a Coroa. 
Para a Gramática, Jesus é o Verbo. 
 
Jesus Cristo é inteiramente diferente, singular. Movimentou o mundo como ninguém 
antes ou depois dEle. A Encyclopaedia Britannica utiliza 20.000 palavras para descrever a 
pessoa de Jesus. Sua descrição ocupa mais espaço que as biografias de Aristóteles, Cícero, 
Alexandre Magno, Júlio César, Buda, Confúcio, Maomé ou Napoleão Bonaparte. 
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Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
O homem Jesus tornou-se o maior tema da história mundial. Sobre nenhum outro se 
escreveu mais do que sobre Ele. A respeito de ninguém se discutiu tanto quanto sobre 
Jesus. Ninguém foi mais odiado, mas também mais amado; combatido, mas também mais 
louvado. Sobre nenhum outro foram feitas tantas obras de arte, hinos, poemas, discursos, 
e compêndios do que sobre Cristo. Diante dEle dividem-se as opiniões – uns gostariam de 
amaldiçoá-lO, outros testemunham que sua vida foi radicalmente mudada por Jesus e 
enchida de esperança. Não é possível imaginar a história humana sem Jesus. 
 
Nenhum personagem fora tanto escrutinado como o homem de Nazaré; cientistas, 
arqueólogos, paleontólogos, antropólogos, historiadores, sociólogos, psicólogos, teólogos, 
ateus, agnóstico... Enfim, todos querem comentar sobre esse personagem chamado Jesus! 
Uns para abordar sua importância sociológica e o teor de suas mensagens, outros para 
absorver sua teologia e ensinamentos. Entretanto, os que mais chamam atenção e batem 
recordes de vendas de livros e revistas, são aqueles que querem desmistificar o homem 
Jesus ou aqueles que arvoram a não existência do Cristo. A mídia atual sabe que, apesar da 
morte de Deus ter sido anunciada pelos iluministas, o mundo está cada vez mais voltado à 
religiosidade e ao espiritualismo, por isso as abordagens sobre o tema se tornam cada vez 
mais acirradas e controvertidas. 
 
Um desses autores que tem batido recordes de vendas é a escritora K. Armstrong, ela 
afirma o seguinte sobre a existência de Jesus: "Sabemos muito pouco sobre Jesus. O 
primeiro relato mais abrangente sobre sua vida aparece no evangelho segundo Marcos, 
que só foi escrito por volta do ano 70, cerca de 40 anos depois de sua morte. Aquela 
altura, os fatos históricos achavam-se misturados a elementos míticos... É esse significado, 
basicamente, que o evangelista nos apresenta, e não uma descrição direta e confiável". 
 
O Prof. João Flávio Martinez, neste artigo mostra a historicidade de Cristo, utilizando 
fontes não só de autores cristãos, mas principalmente de autores seculares e de 
credibilidade, além de documentos reconhecidos como provas comprobatórias disponíveis 
em grandes bibliotecas. 
 
Jesus - Um Homem Localizado na História 
 
A atuação de Jesus deu-se na Palestina, pequena faixa de terra com área de 20 mil 
quilômetros quadrados, dividida de alto a baixo por uma cadeia de montanhas. A cidade 
de Jerusalém contava com aproximadamente 50 mil habitantes. Por ocasião das grandes 
festas religiosas, chegava a receber 180 mil peregrinos.A economia centrava-se na 
agricultura, pecuária, pesca e artesanato. O poder efetivo sobre a região estava nas mãos 
dos romanos, que respeitavam a autonomia interna das regiões dominadas. O centro do 
poder político interno localizava-se no Templo de Jerusalém. Assessorado por 71 membros 
do Sinédrio (tribunal criminal, político e religioso), o sumo sacerdote exercia grande 
influência sobre os judeus, mesmo os que viviam fora da Palestina. Para o Templo e as 
sinagogas convergia a vida dos judeus. E foi nesta realidade que Jesus apareceu na História 
dessa região. 
 
Os Evangelhos dizem-nos imensas coisas sobre Jesus. Mesmo se o seu objetivo, 
propriamente dito, não é contar a história dia a dia e nem fazer a descrição jornalística 
como gostaríamos hoje de fazer. Contudo, eles são muito mais precisos do que se pensou 
durante muito tempo. 
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Evangelismo e Missões 
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Acontece que estão cheios de pormenores acerca das cidades e aldeias do tempo, das 
maneiras de viver, de falar, acerca das personagens oficiais. A história e a arqueologia 
confirmam que todos estes elementos são exatos, verídicos. 
 
Aliás, certos pormenores não podiam ter sido inventados ou escritos mais tarde porque 
certas instituições, certas práticas tinham mudado pouco tempo depois da morte de Jesus, 
particularmente no ano 70, ano da destruição de Jerusalém. 1900 anos depois dos 
acontecimentos, descobre-se que os Evangelhos é que tinham razão ao contrário do que, 
durante muito tempo, os historiadores julgaram que estava errado, precisamente em 
algumas das suas passagens: por exemplo, no Evangelho segundo S. João, considerado o 
mais espiritual e, portanto, o menos concreto, menos preciso, mais afastado dos tempos e 
dos locais, encontramos o nome de mais vinte localidades concretas do que nos outros 
três evangelistas. 
 
Certos números destas localidades desapareceram completamente, mas puderam ser 
identificadas. Só recentemente os historiadores puderam provar a sua existência... 
Também em dada altura se perguntou se a localidade de Nazaré não tinha sido inventada 
pelos Evangelhos. Porquê? Porque o Antigo Testamento e os antigos comentários 
hebraicos não falam dela. Críticos e jornalistas fizeram disto um romance completo. Mas, 
na realidade, já em 1962, uma equipa de arqueólogos israelitas, dirigida pelo professor Avi 
Jonah tinha encontrado nas ruínas de Cesaréia Marítima uma placa gravada em hebreu, 
datando do século III antes de Cristo e com o nome da aldeia de Nazaré. 
 
Em 1927, o arqueólogo francês Vincent encontrou o lithostrotos ou Gabbatha esse espaço 
lajeado do pretório em que Jesus esteve quando compareceu diante de Pilatos (Evangelho 
segundo S. João, capítulo 19, versículo 13). Quanto ao próprio Pilatos, o prefeito romano 
que condenou Jesus à morte e do qual não se encontrava rasto concreto ao longo de 
dezoito séculos (ainda que Pilatos seja várias vezes citado pelo Historiador épico Flávio 
Josefo), arqueólogos italianos encontraram em 1961, também nas ruínas de Cesaréia 
Marítima, o seu nome gravado numa pedra com o seu título exacto: praefectus. Esta 
averiguação a partir dos dados arqueológicos, geográficos e políticos podia ser muito mais 
desenvolvida. Entretanto, a falta de espaço desse escopo não nos permite nos determos 
mais nessa questão, mas cada um poderá compreender como o argumentado é fidedigno! 
 
Fontes Não-Bíblicas Atestam a Historicidade de Jesus 
 
Flávio Josefo (37-100 d.C.) 
 
O historiador Josefo que viveu ainda no primeiro século (nasceu no ano 37 ou 38 e 
participou da guerra contra os romanos no ano 70, escreveu em seu livro Antiguidades 
Judaicas): 
 
"O sumo sacerdote Hanan reúne o Sinedrim em conselho judiciário e faz comparecer 
perante ele o irmão de Jesus cognominado Cristo (Tiago era o nome dele) com alguns 
outros" (Flavio Josefo, Antiguidades Judaicas, XX, p.1, apud Suma Católica contra os sem 
Deus, dirigida por Ivan Kologrivof. Ed José Olympio, Rio de Janeiro 1939, p. 254). E mais 
adiante, no mesmo livro, escreveu Flávio Josefo: 
 
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"Foi naquele tempo (por ocasião da sublevação contra Pilatos que queria servir-se do 
tesouro do Templo para aduzir a Jerusalém a água de um manancial longínquo), que 
apareceu Jesus, homem sábio, se é que, falando dele, podemos usar este termo - homem. 
Pois ele fez coisas maravilhosas, e, para os que aceitam a verdade com prazer, foi um 
mestre. Atraiu a si muitos judeus, e também muitos gregos. Foi ele o Messias esperado; e 
quando Pilatos, por denúncia dos notáveis de nossa nação, o condenou a ser crucificado, 
os que antes o haviam amado durante a vida persistiram nesse amor, pois Ele lhes 
apareceu vivo de novo no terceiro dia, tal como haviam predito os divinos profetas, que 
tinham predito também outras coisas maravilhosas a respeito dele; e a espécie de gente 
que tira dele o nome de cristãos subsiste ainda em nossos dias". (Flávio Josefo, História 
dos Hebreus, Antiguidades Judaicas, XVIII, III, 3 , ed. cit. p. 254). (1, pg. 311 e 3). 
 
Tácito (56-120 d.C.) 
 
Tácito, historiador romano, também fala de Jesus. "Para destruir o boato (que o acusava 
do incêndio de Roma), Nero supôs culpados e infringiu tormentos requintadíssimos 
àqueles cujas abominações os faziam detestar, e a quem a multidão chamava cristãos. 
Este nome lhes vem de Cristo, que, sob o principado de Tibério, o procurador Pôncio 
Pilatos entregara ao suplício. Reprimida incontinenti, essa detestável superstição 
repontava de novo, não mais somente na Judéia, onde nascera o mal, mas anda em Roma, 
pra onde tudo quanto há de horroroso e de vergonhoso no mundo aflui e acha numerosa 
clientela" (Tácito, Anais , XV, 44 trad.) (1 pg. 311; 3) 
 
Suetônio (69-122 d.C.) 
 
Suetônio, na Vida dos Doze Césares, publicada nos anos 119-122, diz que o imperador 
Cláudio "expulsou os judeus de Roma, tornados sob o impulso de Chrestos, uma causa de 
desordem"; e, na vida de Nero, que sucedeu a Cláudio, acrescenta: "Os cristãos, espécie de 
gente dada a uma superstição nova e perigosa, foram destinados ao suplício" (Suetônio, 
Vida dos doze Césares, n. 25, apud Suma Católica contra os sem Deus, p. 256-257). (1 pg. 
311; 3) 
 
Plínio o Moço (61-114 d.C.) 
 
Plínio, o moço, em carta ao imperador Trajano (Epist. lib. X, 96), nos anos 111 - 113, pede 
instrução a respeito dos cristãos, que se reuniam de manhã para cantar louvores a Cristo. 
(4, pg. 106). 
 
Tertuliano (155-220 d.C.) 
 
Escritor latino. Seus escritos constituem importantes documentos para a compreensão dos 
primeiros séculos do cristianismo. Ele escreveu: "Portanto, naqueles dias em que o nome 
cristão começou a se tornar conhecido no mundo, Tibério, tendo ele mesmo recebido 
informações sobre a verdade da divindade de Cristo, trouxe a questão perante o Senado, 
tendo já se decidido a favor de Cristo...". 
 
 
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Os Talmudes Judeus: 
 
A tradição judaica recolhe também notícias acerca de Jesus. Assim, no Talmude de 
Jerusalém e no da Babilônia incluem-se dados que, evidentemente, contradizem a visão 
cristã, mas que confirmam a existência histórica de Jesus de Nazaré. Além, evidentemente 
dos pais da igreja, como: Policarpo, Eusébio, Irineu, Justino, Orígenes, etc... 
 
Considerações sobre a existência de Jesus Cristo 
 
Para o leitor ter uma idéia do quanto à existência de Cristo é rica em suas fontes, 
analisemos analogamente a biografia de Alexandre (o Grande) e Jesus. As duas biografias 
mais antigas sobre a vida de Alexandre foram escritas por Adriano e Plutarco depois de 
mais de 400 anos da morte de Alexandre, ocorrida em 323 a.C. e mesmo assim os 
historiadores as consideram muito confiáveis. Para a maioria dos historiadores, nos 
primeiros 500 anos, a história de Alexandre ficou quase intacta. 
 
Portanto, comparativamente, é insignificante saber que os evangelhos foram escritos 60 
ou 30 anos (isso no máximo) depois da morte de Jesus e esse tempo seria insuficiente para 
se mitificar um indivíduo. Por exemplo, embora os Gathas de Zoroastro, que datam de 
1000 a.C., sejam consideradas autênticas, a maior parte das escrituras do zoroastrismo só 
foram postas por escrito no século III d.C. A biografia pársi mais popular de Zoroastro foi 
escrita em 1278 d.C. Os escritos de Buda, que viveu no século VI a.C., só foram registrados 
depois da era cristã. A primeira biografia de Buda foi escrita no século I d.C. 
 
Embora as palavras de Maomé (570-632 d.C.) estejam registradas no Alcorão, sua biografia 
só foi escrita em 767 d.C., mais de um século depois de sua morte. Portanto, o caso de 
Jesus não tem paralelo, e é impressionante o quanto podemos aprender sobre ele fora do 
Novo Testamento... Ainda que não tivéssemos nenhum dos escritos do Novo Testamento 
e nenhum outro livro cristão, poderíamos ter um prisma nítido do homem que viveu na 
Judéia no século I. 
 
Saberíamos, em primeiro lugar, que Jesus era um professor judeu; segundo, muitas 
pessoas acreditavam que ele curava e fazia exorcismos; terceiro, algumas acreditavam que 
ele era o Messias; quarto, ele foi rejeitado pelos líderes judeus; quinto, foi crucificado por 
ordem de Pöncio Pilatos durante o reinado de Tibério; sexto, apesar de sua morte infame, 
seus seguidores, que ainda acreditavam que ele estivesse vivo, deixaram a Palestina e se 
espalharam, assim é que havia muitos deles em Roma por volta de 64 d.C.; sétimo, todo 
tipo de gente, da cidade e do campo, homens e mulheres, escravos e livres, o adoravam 
como se ele fosse Deus. Sem dúvida a quantidade de provas corroborativas extrabíblicas é 
muito grande. Com elas, podemos não somente reconstruir a vida de Jesus sem termos de 
recorrer à Bíblia como também ter acesso à informação sobre Cristo por meio de um 
material mais antigo do que os próprios evangelhos. (Adaptado de 7 pg. 113 e 114). 
 
Pelo que argumentamos acima, diante de tão significativa testemunha documental, 
podemos afirmar que verdadeiramente Jesus Cristo é um homem da História, tanto que 
ele a dividiu em antes e depois dele. O pesquisador que acurar a questão sem preconceito 
chegará à conclusão que as provas são substanciais. 
 
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As provas existem, mas quem quiser escapar a elas, escapa. Como se, afinal de contas, 
Jesus nos quisesse deixar a decisão de lhe conceder um lugar na história, na nossa história. 
Recordemos quando Ele devolveu a pergunta aos apóstolos: "E vós, quem dizeis que eu 
sou?". Os homens daquela época viam Jesus como sendo o João Batista que havia 
ressuscitado, outros diziam que Jesus era o Elias, aquele que foi o mais respeitado de 
todos os profetas; outros diziam que Jesus era o profeta Jeremias. Vemos que nivelavam 
Jesus aos profetas, nivelavam Jesus aos homens mais proeminentes daquele tempo, 
respeitando assim os homens e não a Jesus... Mas, a pergunta continua: “vós quem dizeis 
que Eu Sou?” 
 
Napoleão I (1769-1821), imperador da França, teve muito tempo para pensar a respeito da 
maior prova da realidade divina quando se encontrava deportado na ilha da Elba. Certo 
dia, durante um passeio, Napoleão parou de repente, virou-se para Montholon, que o 
acompanhava, e perguntou-lhe: “Que pensais vós de Cristo?” O mesmo ficou confuso com 
a pergunta e disse-lhe: “Senhor, eu tenho de confessar que nunca pensei sobre esse 
assunto em profundidade e não tenho opinião formada sobre Jesus Cristo.” Pior para vós!. 
Respondeu o imperador, e enquanto prosseguia em sua caminhada, foi expressando os 
seus pensamentos a respeito de Jesus Cristo. 
 
"Conheço os homens, e os digo isto: Jesus não é um homem. Manda-nos que creiamos e 
para isso não dá outra razão senão sua palavra, Eu Sou Deus. Os filósofos procuram solver 
os ministérios do universo com suas dissertações vãs! Tolos: são como as crianças que 
choram pedindo a luz para com ela brincar. Cristo jamais hesita. Fala com autoridade. Sua 
religião é um mistério, porém subsiste por sua própria força. Procura e requer de modo 
absoluto o amor dos homens, a coisa, neste mundo, mais difícil de se conseguir Alexandre, 
César, Aníbal conquistaram o mundo, mas não tiveram amigos. Talvez seja eu a única 
pessoa da atualidade que ame Alexandre, César, Aníbal. Carlos Magno e eu mesmo 
fundamos impérios; mas sobre o quê? Sobre a força. 
 
Jesus fundou seu império sobre o Amor; e nesta hora milhões morriam por Ele. Eu próprio 
tenho inspirado a multidões tamanha aflição que elas morriam por mim. Mas a minha 
presença era necessária. Agora que estou em Sta. Helena, onde estão meus amigos? Estou 
esquecido, para voltar em breve à terra e tornar-me pasto de vermes . Que abismo entre a 
minha miséria e o reino eterno de Cristo que é proclamado amado, adorado e que se vai 
estendendo por todo o mundo. Isso é morte? Digo-vos, a morte de Cristo é a morte de um 
Deus. Eu vos digo, Jesus Cristo é Deus." 
 
Eis aqui o conquistador que realmente unifica, que não une uma nação apenas, mas toda a 
humanidade. Que milagre! A alma humana com todas as suas capacidades sente-se ligada 
à existência de Jesus Cristo. E como? Através de um milagre que supera todos os outros 
milagres. Cristo quer o amor das pessoas, e isso é o mais difícil de se conseguir. Ele exige o 
coração. Isso é tudo o que Ele quer, e Ele o recebe. Portanto, “Se a importância histórica 
for medida pelo impacto no maior número de pessoas, pode-se afirmar com certeza que 
nenhum evento isolado, nos tempos antigos, e em toda a História humana, foi tão 
importante como o nascimento do homem que passou para a História com o nome de 
Jesus... Desde então toda a História da humanidade comprova a sua importância, 
simplesmente porque aqueles que mais tarde se intitularam cristãos, seguidores de Jesus, 
mudariam a História de todo o globo.” 
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Missões no Século XX 
 
O fim do Grande Século Missionário é 
contado a partir do início da 1 Guerra 
Mundial em 1914. Mas a obra 
missionárianão terminou. O século XX 
é também um “grande século de 
missões” com características diferentes 
do século anterior e com métodos 
novos. 
 
O desenvolvimento da Missiologia e 
sua confrontação com outras ciências, 
como a Antropologia, fez com que 
novos rumos surgissem e o empreendimento missionário se preocupasse também com 
aspectos culturais, sociais, educacionais, de saúde, etc. Não que esta preocupação faltasse 
completamente na obra de missionários anteriores, mas a partir de estratégias formuladas 
por homens como Henry Venn (1796 a 1873), Rufus Andersson (1796 a 1880), John Nevius 
(1829 a 1893) e Roland Allen (1868 a 1947), o conceito de missões sofreu profundas 
mudanças. As próprias necessidades vividas pelo chamado Terceiro Mundo forçaram a 
adoção de novos métodos e a mudança de prioridades, assim como a dificuldade de se 
entrar em algumas regiões do mundo, criou novos tipos de estratégias e de missionários. 
 
Visão geral do avanço no mundo 
 
Diferentes tipos de agências missionárias e de missionários surgem em nosso século. Com 
a liberação da mulher, as irmãs, até então mais acompanhantes de seus maridos, que 
missionárias propriamente dito, começaram a ganhar espaço no terreno das missões. Não 
encontrando a aceitação em muitas agências, criaram agências próprias. É impossível 
descrever o movimento missionário no mundo, em todos os seus lances, num período de 
grandes mudanças e de muitas iniciativas missionárias. 
 
O Preparo para uma nova era missionária 
 
A iniciativa missionária tem passado por diferentes fases ao longo dos anos: 
 
A primeira fase encontramos na Palestina com o envio dos apóstolos pelo próprio Mestre 
e o trabalho realizado por Paulo. 
 
A segunda fase foi na Europa no século XIX com o surgimento das missões modernas, 
mas com antecedentes desde a Idade Média. 
 
A terceira fase coube à América do Norte que “invadiu” o mundo com seus missionários 
durante este século. 
 
A quarta fase e quem sabe a última fase, é de responsabilidade do Terceiro Mundo (ou 
2/3 do mundo como vem sendo chamado). O número de missionários dos antigos países 
receptores vem aumentando e existe a perspectiva que dentro de alguns anos iguale ao 
número de missionários do Primeiro Mundo. 
 
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Capitulo XII 
 
Tipos de Missões 
 
 
MISSÕES: Deus inventou isto, Jesus morreu por isto, Paulo viveu isto, Alguém reiniciou 
isto, Você está disposto a terminar isto? 
 
 
1. Missões Urbanas 
 
2. Missões Nacionais 
 
3. Missões transculturais 
 
Missões Urbanas: é a missão que 
trabalha especificamente em cidades 
atingindo escolas, hospitais, viciados 
em drogas, evangelização, através de 
rádio, teatro e demais áreas culturais. 
 
Missões Nacionais: Desenvolve seu 
trabalho na evangelização de regiões 
dentro do próprio país, com 
conotações transculturais. Ex.: 
Nordeste, centro-oeste, amazonas e 
etc. 
 
Missões transculturais: è o ministério 
desenvolvido pela igreja além de suas 
fronteiras culturais, fazendo discípulos 
além das barreiras étnicas. 
 
Jonas – um missionário que tentou fugir de sua missão 
 
O profeta Jonas foi designado por Deus para fazer missões. Deus queria fazer uma grande 
obra de salvação por intermédio de Jonas e lhe contou seu plano de salvar os moradores 
de uma cidade chamada Nínive. Porém se recusou sistematicamente ao chamado divino e 
tentou fugir para Tarsis. 
 
Nínive estava com os dias contados para enfrentar um temível juízo divino. O fundador de 
Nínive, (Ninrode), era tão mal que matou seu pai, cohabitou com sua própria mãe e teve 
filhos com ela. Queria também fazer um caminho que chegasse mais perto de Deus. "O 
único caminho que nos leva á Deus, é o caminho da humilhação!". 
 
Ninrode, seduziu as pessoas á ajudá-lo a construir uma torre chamada Babel. O nome 
Babel quer dizer confusão. Deus então confundiu a língua do povo e, eles se separaram. 
Ninrode foi para um lugar onde construiu uma cidade chamada Nínive, que fica localizada 
na margem oriental do rio Tigre, a mais de 800 KM da Palestina. O nome Jonas, quer dizer 
"Pombo". Os pombos foram muito usados como pombos-correio, transmitindo mensagens 
importantes. 
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Jonas tinha a incumbência de levar a mensagem de Deus á cidade de Nínive. Era uma 
cidade temida. As pessoas que passavam por alí, eram roubadas, espancadas, saqueadas e 
até mortas e decapitadas! Eles matavam os profetas e dependuravam suas cabeças na 
entrada da cidade exibindo-as como um troféu. Jonas, então, fugiu, descendo á Jope, onde 
comprou uma passagem de navio para Társis, localizada ao sul da Espanha, próximo á 
gibraltar, 3.200 KM, a Oeste da Palestina. "seja qual for a distância ou lugar, ninguém pode 
se esconder do olhos de Deus". 
 
O profeta estava determinado, inflexível. Recusou-se a entregar a mensagem de Deus à 
Nínive, porque receava que os seus habitantes se arrependessem e se livrassem da 
destruição iminente. Jn 4.1,2. Jonas não queria que o Senhor tivesse misericórdia de 
nenhuma nação, exceto Israel, e sobretudo que não tivesse compaixão da Assíria. Jonas se 
esquecera de que o propósito supremo de Deus para com Israel era que este fosse uma 
bênção para os gentios. Gn 12.3 Is 49.6. 
 
O coração de Jonas estava tão obstinado e endurecido que mesmo tendo conhecimento 
da vontade divina em perdoar o povo de Nínive, ele nutria a esperança de Deus mudar de 
idéia e destruir a cidade. Jn 4.5. A característica principal do coração impiedoso de Jonas 
era o egoísmo, pois ele estava mais interessado em seu próprio conforto do que na 
salvação de milhares de pessoas. Jn 4.9-11. Mas Deus não desiste dos seus planos e enviou 
um enorme peixe que engoliu Jonas e ele esteve três dias e três noites dentro da barriga 
do peixe. Nesse período o profeta reconheceu o seu erro, orou e se dispôs a obedecer a 
ordem que o Senhor lhe havia dado. Assim, Deus fez o enorme peixe vomitar Jonas em 
terra. 
 
Jonas, então, foi a Nínive e, em um só dia, percorreu a cidade proclamando a mensagem 
que Deus lhe havia mandado. Os Ninivitas creram em Deus e o rei proclamou um jejum em 
toda a cidade. Deus, então, teve misericórdia do povo e não destruiu a cidade, conforme 
havia dito antes. Mas Jonas ficou irado com a misericórdia de Deus e fez uma oração (Jn 
4.2,3) em que pedia para morrer, pois ele não aceitava a decisão do Senhor de não ter 
destruído Nínive. 
 
O Senhor, então, lhe deu uma grande lição de amor. Fez nascer, próximo à barraca de 
Jonas uma árvore que cresceu rapidamente e dava sombra sobre a cabeça de Jonas. 
Aparecendo o sol, o Senhor mandou um bicho que matou a árvore e ela secou. Ao nascer 
o sol, novamente, seus raios queimavam a cabeça de Jonas e ele novamente se irou com 
Deus, desejando morrer porque a sua árvore havia morrido. Disse o Senhor a Jonas: Tu 
estás assim por causa de uma árvore, que tu não plantastes e nem cuidastes, que nasceu 
numa noite e na outra morreu? Em Nínive há mais de 120 mil pessoas que ainda não têm 
discernimento das coisas. Não havia Eu de ter compaixão delas?. Jn 4.10,11. 
 
Jonas foi o único pregador que ficou profundamente frustrado com o seu sucesso. Elequis morrer porque os ninivitas receberam vida. Jonas fazia do seu nacionalismo 
extremado uma bandeira maior do que a obra missionária. Tinha prazer de pregar 
condenação aos pagãos, mas não se alegrava com sua salvação. 
 
Pare e Pense: Fugir de um chamado divino não é a melhor escolha!!! 
 
Onde você anda se escondendo de Deus? Hoje Deus te convida a sair do seu esconderijo, 
obedecer e aceitar o Seu chamado! 
 
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Jesus Cristo foi o Maior Missionário que este Mundo jamais viu 
 
“Deus tinha um único filho e fez dele um missionário - David Livingnstone” 
 
É impossível compreender a vida e o ministério de Jesus fora do contexto missiológico. Foi 
o Seu amor pelo mundo perdido que o trouxe do lar da glória a este mundo, onde deu a 
Sua vida na cruz do Calvário para redenção de todas as tribos, línguas, povos e nações. Jo 
3.16; Apoc 5.9,10; 11.2. 
 
A igreja e a Responsabilidade Missionária 
 
Jesus é o nosso modelo e padrão de missionário, pois da mesma forma como Ele foi 
enviado pelo Pai Ele também nos enviou. Jo 17.18,20. Ele organiza um movimento que 
divulga o Reino. Primeiro, envolvendo os doze. Mt 10.5-8. Depois, numa segunda etapa, 
envolvendo setenta. Lc 10.1. Em etapa última, o envio não é mais de um grupo, mas de 
toda a comunidade dos salvos. Mc 16.15 Mt 28.18-20. Um chamado para dar continuidade 
ao ministério missionário de Jesus. At 1.1 Hb 2.3,4. Para continuarmos a obra missionária 
que Jesus iniciou. Jo 14.12 
 
A Igreja primitiva entendeu que sua missão era mundial: ”(…) ser-me-eis testemunhas, 
tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra”. At 1.8. 
Primeiro ela se dirigiu aos judeus. Lc 24.47 At 13.46. Não só porque os judeus tinham as 
promessas (Rm 9.4,5), mas porque a própria Igreja era composta por elementos de cultura 
judaica. 
 
A Igreja, enfim, rompe com o judaísmo e perde sua visão exclusivista. Foi, porém, um 
rompimento custoso. Havia um preconceito muito forte contra os gentios arraigado na 
mente dos judeus. Em Atos 10.9-23 tomamos conhecimento do trabalho que Deus 
precisou desenvolver com Pedro para direcioná-lo à casa de Cornélio. 
 
Foi preciso que por três vezes uma voz do céu, que Pedro identificou como sendo de Deus, 
lhe dissesse: “não chames tu comum ao que Deus purificou” (comum, aqui, está associado 
a imundo, impuro, do ponto de vista ritual, diferente de algo que um judeu poderia tocar). 
Pedro reconhece que o evangelho não é uma mensagem de propriedade exclusiva dos 
judeus. At 10.34,35; 15.6-11. 
 
A vinda do Espírito Santo sobre os gentios produziu um grande espanto nos cristãos de 
origem judaica. At 10.45. Isso porque, no Antigo Testamento, o Espírito não era de todos, 
mas de uma elite “espiritual”, e eles não podiam imaginar que algo tão precioso fosse 
derramado sobre gentios, a escória do mundo, segundo pensavam. À luz desse fato, de o 
Espírito vir sobre os gentios, é que decidiram balizá-los, aceitando-os como membros da 
Igreja. At 10.46,47. 
 
Somente após a explicação de Pedro (At 11.4-17) é que os primeiros cristãos entenderam 
que o evangelho era de alcance mundial: “Ouvindo eles estas coisas, apaziguaram-se e 
glorificaram a Deus, dizendo: Assim, pois, Deus concedeu também aos gentios o 
arrependimento para a vida”. At 11.18. 
 
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O Espírito Santo e a Obra Missionária na vida de Paulo 
 
A história da vida de Paulo como missionário é um exemplo excepcional. Nele vemos uma 
pessoa que pela operação do Espírito Santo dedicou-se inteiramente ao chamado do 
Senhor. At 13.2. 
 
Veremos as manifestações do Espírito Santo na vida de Paulo como missionário enviado 
pelo Senhor. O Espírito Santo encheu Paulo do amor de Deus. Paulo era dominado por 
este amor, ele estava sempre disposto a, de boa vontade, deixar-se gastar para ganhar as 
almas. II Co 12.15. 
 
O Espírito Santo capacitou Paulo para dar sua vida em sacrifício vivo a Deus. Ele chegou à 
situação de poder dizer “e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim”. Gl 2.20. Para Paulo, 
a sua vida era Cristo, e seu intenso desejo era que Cristo fosse engrandecido no seu corpo, 
fosse pela vida, fosse pela morte. Fp 1.20-21. 
 
O Espírito Santo operou poderosamente na vida de Paulo. O poder de Deus operava por 
meio do ministério de Paulo como um arado, abrindo profundos sulcos no coração do 
povo, preparando os corações para receberem a semeadura da Palavra. At 19.11,12 Rm 
15.18,19. 
 
O Espírito Santo operou na vida de Paulo uma total dependência de Deus. Paulo entendia 
que tudo o que havia sido feito através de seu ministério era uma operação da graça 
divina. I Co 15.10. Ele conhecia a sua grande limitação a ponto de dizer: “Não que sejamos 
capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos, mas a nossa capacidade 
vem de Deus, o qual nos fez também capazes de ser ministros…”. II Co 3.5,6. 
 
O Espírito Santo deu a Paulo a visão da vitória que sempre acompanha o evangelho. Ele 
pregava com muita ousadia o evangelho de Cristo, que é “o poder de Deus para salvação 
de todo aquele que crê”. Rm 1.16. A sede de ganhar almas para o Senhor, o impelia 
sempre para frente. Fp 3.13,14. 
 
Cristo também confiou a igreja uma tarefa missionária maior do que a de Jonas – pregar o 
evangelho ao mundo todo, entretanto, tal como Jonas, muitas igrejas pouco ou nada se 
interessam pela obra missionária. É a missão da Igreja proclamar o Reino de Deus e 
chamar ao arrependimento o mundo perdido. Partidos políticos não podem fazer isso. O 
governo não pode fazê-lo. O que o evangelho pode fazer pelos homens nenhuma ideologia 
política o pode, nem filosofia humana. Só o evangelho. Nós o temos. Nós o professamos 
como verdade e como poder de Deus para salvação de todo aquele que crê. Nós somos a 
Igreja de Cristo. Esta tarefa é nossa e de mais ninguém. Se não a fizermos, ninguém mais a 
fará. Vamos fazê-la. Sejamos conscientes de nossa vocação missionária. Perder esta 
consciência, abafar essa vocação, é negar nossa razão de ser. 
 
Não podemos esquecer em circunstâncias nenhuma que: 
 
1. Fazer missões é uma obra que exige urgência - O trabalho missionário não pode 
esperar. A seara é grande, os trabalhadores são poucos e o tempo urge. Não há esperança 
para os pecadores fora de Cristo. Não há salvação senão no evangelho da graça. 
ITI Curso Teológico Módulo IV 
Ética Cristã 197
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias) 
Evangelismo e Missões 
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Ninguém pode ser reconciliado com Deus por meio das obras, da religião ou dos 
sacrifícios. Somente Cristo é o caminho para Deus. Somente ele é a porta do céu. Só ele é 
o mediador entre Deus e os homens. Qualquer outra mensagem é inútil. Qualquer outro 
atalho somente conduzirá os homens à desilusão e à perdição eterna. A evangelização dos 
povos é uma tarefa impostergável.Deve ser a prioridade absoluta da nossa agenda. É 
tempo de sermos luz para as nações. É tempo de investirmos o melhor dos recursos que 
Deus nos tem dado na obra missionária. 
 
2. Fazer missões é uma obra que exige envolvimento de todos - O privilégio de fazer 
missões não é apenas para aqueles que têm o chamado de sair de sua cultura e ir além 
fronteiras. Todos nós podemos orar por missões. Todos nós devemos contribuir com 
missões. Todos nós precisamos fazer missões. Toda a igreja deve estar engajada nesse 
projeto de conseqüências eternas. A obra missionária não deve ser apenas um apêndice 
na agenda da igreja, mas uma frente de ação em que todos os crentes estejam envolvidos. 
 
A evangelização não é um programa, mas um estilo de vida. Fazemos missões na dinâmica 
da vida, em nosso lar, em nossa escola, em nosso trabalho e até mesmo em nosso lazer. 
Fazemos missões quando oramos pelos missionários e quando contribuímos para a sua 
manutenção no campo. Tanto os que descem ao poço como os que seguram as cordas 
estão igualmente comprometidos com esta tarefa de conseqüências eternas. 
 
3. Fazer missões é uma obra que exige os melhores investimentos - Não podemos cumprir 
a agenda estabelecida por Cristo de ir por todo o mundo e fazer discípulos de todas as 
nações sem fazer investimentos financeiros na obra. Somente uma igreja fiel na mordomia 
dos bens pode ser missionária. Somente uma igreja generosa no ofertar pode ser luz para 
as nações. O melhor e mais duradouro investimento que fazemos é na salvação de vidas. 
 
A Bíblia diz que quem ganha almas é sábio. O dinheiro que investimos em missões é uma 
semente que se multiplica e produz frutos para a vida eterna. Mas, não é suficiente apenas 
investimentos de recursos financeiros; precisamos também de investimento de vida. Deus 
chama uns para ir; outros para ficar. Uns devem estar numa ponta da corda, descendo aos 
lugares sombrios para resgatar as ovelhas errantes; outros devem estar na outra 
extremidade da corda para sustentar aqueles que descem com a provisão necessária. 
 
Missões não é trabalho de um missionário visionário e aventureiro que deixa sua terra, sua 
cultura e embrenha-se no meio de tribos e povos ignotos para levar-lhes a luz do 
evangelho. Missões é um trabalho planejado, onde a igreja toda se dispõe a fazer seus 
melhores investimentos para que mais pessoas sejam alcançadas e salvas pelo evangelho 
de Cristo. Esta igreja tem o privilégio de ser uma agência do Reino de Deus nesta cidade, 
neste Estado, neste País e, também, no mundo inteiro. Cumpramos nossa missão 
enquanto é tempo!. 
 
 
 
"Cada coração com Deus, um missionário. Cada coração sem Deus um campo 
missionário!". 
 
 
 
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Ética Cristã 198
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Inimigos da Evangelização Eficaz 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. Ativismo: O excesso de atividade de uma igreja, ou na vida particular de cada cristão 
geralmente produz grandes prejuízos no trabalho de evangelização. 
 
2. Mensagem Inadequada: Muitos estão pregando uma mensagem diluída do Evangelho, 
tipo garapa “água com açúcar”. Onde não se utiliza o arrependimento e a mudança de 
vida. Este não é o Evangelho de Cristo. 
 
3. Individualismo: Muitos estão salvos, mas não se preocupam pelos outros. Falta amor 
pelas almas. 
 
4. Vidas cristãs inexpressivas: Crentes que não tenham vida de profunda intimidade com 
Cristo não sentem disposição para a evangelização. Sem ter certeza da salvação e uma vida 
espiritual profunda não podem ganhar almas. 
 
5. Evangelização sem integração: Muitos pensam que a única tarefa é evangelizar, e 
centralizam tudo nisto, mas os novos convertidos não permanecem na igreja, por falta de 
discipulado e de ensino das doutrinas da Bíblia. 
 
6. Falta de conhecimento: Muitos cristãos não sabem o que falar para evangelizar, nem 
mesmo como começar uma conversa evangelística. Outros pensam que evangelizar é 
apenas trabalho para o pastor e o ministério. Isto é muito prejudicial ä grande missão da 
Igreja. 
 
7. Evangelização pulpitocêntrica: Em muitas igrejas o trabalho evangelístico se restringe 
ao púlpito. O crente se limita a convidar pessoas para que o pastor as evangelize. Assim 
não ganharemos o mundo. Leia Atos 8.1-8. 
 
8. Evangelho por prestações: “Venha para igreja com está e continue do mesmo jeito”, 
“Cristo só que o coração”, etc. Ou pregamos a mensagem viva e transformadora ou nada 
acontecerá. 
 
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Ética Cristã 199
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Evangelismo e Missões 
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Oito Reflexões Edificantes 
 
Primeira: Conta-se que certa vez um menino ouvira uma mensagem sobre o trabalho 
missionário entre os pagãos. Pelas necessidades daqueles povos que vivem nas trevas, o 
menino procurou a esposa do pastor e entregou-lhe uma moeda de pouco valor. Aquela 
senhora estava fazendo um embrulho com roupas, remédios e alimentos para enviar ao 
oriente. Ela comprou um folheto com aquela pequena moeda e colocou-o dentro do 
pacote. O folheto caiu nas mãos de um dos chefes da Birmânia, que por meio de sua 
leitura converteu-se ao evangelho. Mais tarde esse chefe, depois de haver experimentado 
as alegrias da salvação, falou da sua regeneração a seus amigos. Ao ouvirem seu 
testemunho, muitos deles também se converteram. Depois, foi organizada uma igreja que 
por sua vez, solicitou um missionário. Como fruto desse trabalho, quinze mil pessoas, 
direta ou indiretamente, foram atingidas pelo evangelho. E tudo isso devido a uma 
pequena moeda! 
 
Segunda: Outro dia estava lendo uma tirinha de jornal bastante curiosa: Um crente norte-
americano deixou seu país e foi para a África evangelizar uma tribo. O primeiro convertido 
desta tribo, muito agradecido, disse ao missionário norte-americano: "Obrigado por viajar 
quilômetros para pregar o evangelho para nossa tribo... agora estou indo como 
missionário para os Estados Unidos! Ouvi dizer que há uma grande necessidade lá...". 
 
Terceira: Dez ambiciosos missionários colocaram suas vidas em risco: Um parou para 
calcular o custo; e então sobraram nove. Nove missionários em potencial, preocupados 
com o destino do mundo: Um achou que era velho demais; e então restaram oito. Oito 
missionários estudiosos aprenderam a pregar sobre o céu: Um preferiu ser fazendeiro; e 
então ficaram sete. Sete sinceros missionários partiram em direção ao arado: Um não 
conseguiu apoio; e então ficaram seis. Seis ansiosos missionários desejando muito chegar: 
Um cansou de esperar, pelo visto, e então ficaram cinco. Cinco missionários idealistas 
chegaram ao solo estrangeiro: Um sofreu "choque cultural"; e então ficaram quatro. 
Quatro sérios missionários, tão ocupados quanto possível: Um não manteve o casamento; 
e então ficaram três. Três missionários cansados tentando não ficar tristes: Um não voltou 
das férias; e então ficaram dois. Dois missionários maduros louvaram a Deus pelo que 
tinham feito: Um foi chamado à glória, e então só resta um. Um missionário idoso fazendo 
o que pode fazer. Mas o trabalho é muito grande. Quem irá ajudá-lo? Será você? 
 
Quarta: O missionário Guilherme Carey, tinha vários filhos também missionários. Quando 
um deles, Félix, começou a pregar, Carey escreveu com satisfação em seu Diário de Vida: 
"Meu filho, Félix, respondeuao chamado de pregar o evangelho". Anos mais tarde, 
quando esse mesmo filho aceitou o cargo de embaixador da Grã Bretanha, Carey, 
desiludido e angustiado, escreveu a um amigo: "Félix se rebaixou ao tornar-se um 
embaixador!" Carey tinha uma correta visão do valor que as coisas tem para Deus. E é 
assim também que temos de ver a suprema vocação que temos em Jesus Cristo. 
 
Quinta: Um dia uma mulher criticou o grande evangelista do século XIX, D.L. Moody pelos 
seus métodos de evangelismo no intuito de ganhar pessoas para Cristo. Moody 
respondeu, "Concordo com você, eu não gosto do jeito com que faço isso também. Diga-
me, como fazê-lo?" A mulher respondeu, "Eu não sei fazer isso!" Moody então disse," 
Então eu gosto do meu jeito de fazer isso melhor que o seu jeito de não fazê-lo!". 
ITI Curso Teológico Módulo IV 
Ética Cristã 200
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias) 
Evangelismo e Missões 
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Sexta: O falecido pastor Oswald Smith, da Igreja do Povo em Toronto, Canadá, contou a 
seguinte história, a respeito de um cristão na China: João Chinês estava ao lado de um 
ateu que lhe perguntou: Qual será a primeira coisa que você fará quando chegar ao céu? 
Ele respondeu: Vou percorrer as ruas de ouro até encontrar o Salvador Jesus e me 
prostrarei perante Ele para adorá-Lo pela minha salvação. Ótimo, disse o ateu zombando. 
E então, João Chinês, o que fará em seguida? Ah! Percorrerei as ruas do céu até encontrar 
o missionário que veio ao meu país trazendo o evangelho. Tomarei sua mão e lhe 
agradecerei pelo seu papel em minha salvação. E o que fará em seguida, João Chinês? 
Inquiriu o ateu. Então continuarei até encontrar o homem ou a mulher que tornou 
possível ao missionário vir à China, sustentando-o com orações e dinheiro e também 
agradecerei pelo seu trabalho e pela sua contribuição na minha salvação. 
 
Sétima: Uma menina de 11 anos chegou ao púlpito e sob o olhar de quase 8 mil pessoas 
que participam de uma das assembléias da Convenção Batista Brasileira, contou sua 
história. Órfã de mãe, pai incrédulo, mas ela uma crente fiel e dedicada. Vocacionada para 
a obra de missões fez um apelo que calou todo o auditório: "Mande um pastor para nossa 
igreja. Eu quero ser missionária, mas precisamos de um pastor em nossa igreja". 
 
Oitava: "E chamando ele os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deu mais 
do que todos os que deitavam ofertas no cofre; porque todos deram daquilo que lhes sobrava; mas esta, da s ua 
pobreza, deu tudo o que tinha mesmo todo o seu sustento". Mt 12.43,44. Conta-se que uma senhora 
estava enchendo uma caixa que seria mandada para a Índia quando um filho trouxe uma 
pequena moeda para que fosse enviada também para a obra missionária. Com a moeda a 
mãe comprou um folheto bíblico e colocou na caixa. O folheto foi entregue a um chefe 
birmanês que, após ler o folheto, entregou sua vida a Cristo. Logo o chefe quis contar a 
história de seu novo Deus e da sua felicidade para todos os amigos. Eles também creram e 
abriram o coração para o Salvador. Uma igreja foi construída no local e um missionário 
enviado para ensinar-lhes a Palavra de Deus. Cerca de 1.500 pessoas tiveram as vidas 
transformadas apenas porque uma criança ofereceu sua moeda para Deus. 
 
Muitas vezes nos omitimos em ajudar na obra missionária porque achamos que o que 
temos é muito pouco e nada acrescentará no trabalho de Deus. Mas temos o exemplo 
daquela pobre senhora que foi vista pelo Senhor Jesus oferecendo algumas moedas. Seu 
exemplo é citado até hoje, dois mil anos depois, como gesto de fidelidade a Deus. Não é o 
valor de nossa oferta que conta para o Senhor, mas o desejo de compartilhar o que temos 
com os mais necessitados. 
 
Se queres ter algo bonito, para ser por 1 dia lembrado. Crie uma borboleta em casa. Ela 
ficará em sua casa um dia, e com sua beleza iluminará toda sua casa, mas é passageira, 
ficará em sua casa só um dia e talvez não mais será lembrada.Se queres ter algo bonito 
para ser lembrado por mais de 1 mês. Plante em seu quintal uma muda de rosa, q se 
transformará em uma roseira, seu perfume espargirá por todo seu quintal e ficará bonita 
por algum tempo, mas ela não terá mais vida e pode ser esquecida. Se queres ter algo 
bonito, para ser lembrado por mais de 1 ano. Plante um ipê amarelo, onde você plantar, 
ele ficará ali plantado por muito tempo, e se você se mudar, poderá ser lembrado um dia 
por outra pessoa, mas o ipê ficará ali e não será eterno. Se queres ter algo bonito, para ser 
lembrado por toda a vida. Faça a obra missionária, ganhe uma alma, porque quando seu 
nome for esquecido na terra, será lembrado no céu. 
ITI Curso Teológico Módulo IV 
Ética Cristã 201
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Frases Inesquecíveis sobre Missões!!! 
 
Muitos querem viver a sombra da igreja, eu quero uma missão de resgate a um metro do inferno . Jonh Wesley 
 
Quando Jesus diz: "Vinde" - Ele vem nos encontrar. Quando Ele diz: "Ide" - Ele vai conosco. Walter B. Knight 
 
Muitos crentes consagrados jamais atingirão os campos missionários com os seus próprios pés, mas poderão 
alcançá-los com os seus joelhos. Adoniran Judson 
 
Por que alguém deveria ouvir do evangelho duas vezes, quando há pessoas que não ouviram nenhuma 
vez. Oswald Smith 
 
Contribua de acordo com a sua renda para que Deus não transforme a sua renda de acordo com a sua 
contribuição. Peter Marshall 
 
Coloque missões em primeiro lugar e Deus dará as coisas necessárias. Edison Queiróz 
 
Nós somos imortais até que cumpramos a tarefa a nós encomendada. James Frazer 
 
É raro ver o sustento de pastores locais ser cortado ou diminuído, mas isto é comum na vida de 
missionários. É isto justo? David Botelho 
 
É inconcebível imaginar que pastores locais devem ser desafiados para missões transculturais quando 
isto é ordem de nosso Senhor Jesus. David Botelho 
 
Quem não ama missões transculturais deve começar a duvidar de sua salvação, pois é o diabo que 
odeia o término da tarefa da evangelização mundial, pois isso significaria o fim de sua obra na terra. 
David Botelho 
 
Uma igreja não existe para si mesma, mas sim para o mundo. George Carey 
 
Uma igreja que não prega e envia pessoas para missões transculturais não está cumprindo plenamente 
o Evangelho de Jesus. Fred Nuckley 
 
Obediência parcial às palavras de Jesus ainda é desobediência – precisamos ir nós mesmos ou então 
enviar pessoas para os "confins da Terra". Fred Nuckley 
 
Se entusiasme com missões mundiais, pelo amor de Deus! Fred Nuckley 
 
Eu o desafio para adquirir a visão da "Grande Colheita" e ver como Jesus poderá mudar sua 
cosmovisão e o futuro dos povos. Fred Nuckley 
 
Vida com Jesus é eterna e cheia de felicidade, mas vida sem Jesus é morte e sofrimento – que direito 
você tem de guardar esse dom para si mesmo diante de 96% da população mundial que ainda não O 
conhece? Fred Nuckley 
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Ética Cristã 202
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Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Colaboradores 
 
Rev. Hernandes Dias Lopes 
Pr.Missionário,Clodoaldo Pereira 
Giordani, Mário Curtis. "História de Roma" Antiguidade Clássica II, Editora Vozes, 1968. 
Macdowell, J., "Verdades que Exigem Um Veredito" Vol. 1, Ed. Candeia, 1992, São Paulo. 
Mccgedtb.vilabol.uol.com.br/Ged_Tubarao/Reflexoes/reflexoes01.htm 
Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda. 
Strobel, Lee, "Em Defesa de Cristo", Editora Vida, 1998, São Paulo. 
Armstrong, K., A History of God, New York, Ballantine/Epiphany 
Pr. 
 
 
 
 
 
 Carneiro Missionário da Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil 
Estudo sobre Missões (Supervisão: Pastor Décio Stefanov[Elaborado: Presb. Marcos F. Zanellato]) 
Hernandes Dias Lopes

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