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ITI Curso Teológico Módulo IV
Ética Cristã 124
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias)
Evangelismo e Missões
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
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Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias)
Evangelismo e Missões
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Índice
Reflexão: Faça missões HOJE, porque AMANHÃ pode ser tarde demais
Capitulo I - A História da Evangelização
Capitulo II - A Grande Comissão
Primeira ordem: IDE
Segunda ordem: PREGAI o evangelho
Terceira ordem: FAZEI discípulos
Quarta ordem: ENSINANDO-OS a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado
Capitulo III - Evangelização: A principal tarefa da igreja de Cristo
1. A urgência da tarefa a evangelização dos perdidos
2. O mundo está agonizando sem Salvação
3. O Estado dos Perdidos
4. Como a Igreja deve se portar em relação aos perdidos da sociedade?
Capitulo IV - Tipos de Evangelismo
1. Evangelismo Pessoal
2. Evangelismo em Massa
3. Outras formas variadas e novas de evangelização
Capitulo V - Métodos de Evangelização
1. O Método de André e Filipe
2. O Método da Pescaria
3. O método da igreja primitiva
Capitulo VI - Razões porque alguns não Evangelizam
1. Não foram treinados
2. Por causa de timidez e medo
3. Por causa de falsos conceitos
4. Não possuem o dom de evangelista
5. Por se julgarem desqualificados
6. Não têm mais amizade com incrédulos
7. Porque possuem vergonha do evangelho
Capitulo VII - Porque Evangelizar e Fazer Missões?
1. Porque devemos evangelizar?
2. Quando devemos evangelizar?
3. Onde devemos evangelizar?
4. Como devemos evangelizar?
5. Resultados de evangelizar?
Capitulo VIII - O Semeador
Capitulo IX - As Três Fases da Evangelização
Capitulo X – Evangelize hoje o Homem de amanhã
Capítulo XI - Missões um chamado para alcançar Nações
Capitulo XII – Tipos de Missões
1. Missões Urbanas
2. Missões Nacionais e Missões transculturais
Capitulo XIII - Quem é Jesus?
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Palavra Pastoral
Como bem disse o Pastor Antônio
Gilberto: O alvo no evangelismo
pessoal é tríplice: salvar os perdidos,
restaurar os desviados e edificar os
crentes. O irmão já experimentou o
gozo que há em ganhar uma alma
para Jesus? É uma bênção e uma
experiência inesquecíveis... Há um
gozo inexplicável em vermos alguém
no caminho para o céu, ou já na glória,
por nosso intermédio... Ganhar almas
foi a suprema tarefa do Senhor Jesus
aqui na terra. Lc 19.10; I Tm 1.15.
Paulo, o grande homem de Deus, do
Novo Testamento, tinha o mesmo alvo e visão. I Co 9.20. Uma grande parte dos crentes
pensa que a obra de ganhar almas para Jesus está afeta exclusivamente aos pregadores,
pastores e obreiros em geral. Contentam-se em, comodamente sentados, ouvir os
sermões, culto após culto, enquanto os campos estão brancos para a ceifa, como disse o
Senhor da seara em João 4.35. O "ide" de Jesus para irmos aos perdidos (Mc 16.15), não é
dirigido a um grupo especial de salvos, mas a todos, indistintamente, como bem revela o
texto citado. Portanto, a evangelização dos pecadores pertence a todos os salvos. Cada
crente pode e deve ser um ganhador de almas. Nada o pode impedir, irmão, de ganhar
almas para Jesus, se propuser isso agora em seu coração. A chamada especial de Deus para
o ministério está reservada a determinados crentes, mas a chamada geral para ganhar
almas é feita a todos os crentes. O evangelismo pessoal, vai além do pecador perdido:
ele alcança também o desviado e o crente necessitado de conforto, direção, ânimo, auxílio
e vitória. Ele reaviva a fé e a esperança nas promessas das Santas Escrituras.
Portanto, o evangelismo pessoal foi o meio básico empregado por Jesus e seus apóstolos no
princípio, e tem sido um dos mais eficientes meios usados pelos crentes há quase 2000
anos para salvação dos pecadores. Todo o tipo de evangelização é válido, mas nenhum
dispensa o apoio, a cooperação do evangelismo pessoal. Vemos, assim, a necessidade de co-
nhecer esta matéria para nos aperfeiçoarmos na arte de ganhar almas para o Senhor, pois,
a verdade é que todos nós, de uma maneira ou de outra, somos o resultado da obra de
evangelismo pessoal.
Reflexão: Um proeminente evangelista disse certa vez: “Que a cruz de Cristo seja uma vez
mais erguida no centro do mercado, como também na torre da igreja. Jesus não foi
crucificado numa catedral, num lugar suntuoso, mas numa cruz, entre dois ladrões - no
lixão da cidade, no cruzamento dos caminhos - tão cosmopolita que eles tiveram que
escrever o Seu título em hebraico, latim e grego. O Filho de Deus foi crucificado num tipo
de lugar onde os cínicos falam obscenidades, onde os ladrões xingam, e onde os soldados
jogam a dinheiro. Pelo fato de que foi este o lugar onde Cristo morreu e, uma vez que foi
para isto que Ele morreu, este é o lugar onde os cristãos podem compartilhar melhor a Sua
mensagem de amor, porque este é de fato o significado do verdadeiro Cristianismo.”
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Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias)
Evangelismo e Missões
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
(Uma história Real)
Todos os domingos à tarde, depois do culto da manhã na igreja, o pastor e seu filho de
11 anos saíam pela cidade e entregavam folhetos evangelísticos. Numa tarde de
domingo, quando chegou a hora do pastor e seu filho saírem pelas ruas com os
folhetos, fazia muito frio lá fora e também chovia muito. O menino se agasalhou e
disse:
- Ok, papai, estou pronto.
E seu pai perguntou:
- Pronto para quê?
- Pai, está na hora de juntarmos os nossos folhetos e sairmos.
Seu pai respondeu:
- Filho, está muito frio lá fora e também está chovendo muito.
O menino olhou para o pai surpreso e perguntou:
- Mas, pai, as pessoas não vão para o inferno até mesmo em dias de chuva?
Seu pai respondeu:- Filho, eu não vou sair nesse frio.
Triste, o menino perguntou:
- Pai, eu posso ir? Por favor!!!
Seu pai hesitou por um momento e depois disse:
- Filho, você pode ir. Aqui estão os folhetos. Tome cuidado, filho.
- Obrigado, pai!!!
Então ele saiu no meio daquela chuva. Este menino de onze anos caminhou pelas ruas
da cidade de porta em porta entregando folhetos evangelísticos a todos que via. Depois
de caminhar por duas horas na chuva, ele estava todo molhado, mas faltava o último
folheto. Ele parou na esquina e procurou por alguém para entregar o folheto, mas as
ruas estavam totalmente desertas. Então ele se virou em direção à primeira casa que
viu e caminhou pela calçada até a porta e tocou a campainha. Ele tocou a campainha,
mas ninguém respondeu. Ele tocou de novo, mais uma vez, mas ninguém abriu a
porta. Ele esperou, mas não houve resposta.
Finalmente, este garoto de onze anos se virou para ir embora, mas algo o deteve. Mais
uma vez, ele se virou para a porta, tocou a campainha e bateu na porta bem forte. Ele
esperou, alguma coisa o fazia ficar ali na varanda.
Ele tocou de novo e desta vez a porta se abriu bem devagar. De pé na porta estava uma
senhora idosa com um olhar muito triste. Ela perguntou gentilmente:
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Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
- O que eu posso fazer por você, meu filho? Com olhos radiantes e um sorriso que
iluminou o mundo dela, este pequeno menino disse:
- Senhora, me perdoe se eu estou perturbando, mas eu só gostaria de dizer que JESUS A
AMA MUITO e eu vim aqui para lhe entregar o meu último folheto que lhe dirá tudo
sobre JESUS e seu grande AMOR. Então ele entregou o seu último folheto e se virou
para ir embora. Ela o chamou e disse:
- Obrigada, meu filho!!! E que Deus te abençoe!!!
Bem, na manhã do seguinte domingo na igreja, o papai pastor estava no púlpito.
Quando o culto começou ele perguntou:
- Alguém tem um testemunho ou algo a dizer? Lentamente, na última fila da igreja,
uma senhora idosa se pôs de pé. Conforme ela começou a falar, um olhar glorioso
transparecia em seu rosto.
- Ninguém me conhece nesta igreja. Eu nunca estive aqui. Vocês sabem, antes do
domingo passado eu não era cristã. Meu marido faleceu a algum tempo deixando-me
totalmente sozinha neste mundo. No domingo passado, sendo um dia particularmente
frio e chuvoso, eu tinha decidido no meu coração que eu chegaria ao fim da linha, eu
não tinha mais esperança ou vontade de viver.
Então eu peguei uma corda e uma cadeira e subi as escadas para o sótão da minha
casa. Eu amarrei a corda numa madeira no telhado, subi na cadeira e coloquei a outra
ponta da corda em volta do meu pescoço. De pé naquela cadeira, tão só e de coração
partido, eu estava a ponto de saltar, quando, de repente, o toque da campainha me
assustou. Eu pensei:
- Vou esperar um minuto e quem quer que seja irá embora. Eu esperei e esperei, mas a
campainha parecia tocar cada vez mais alto e era mais insistente; depois a pessoa que
estava tocando também começou a bater bem forte. Eu pensei:
- Quem neste mundo pode ser? Ninguém toca a campainha da minha casa ou vem me
visitar. Eu afrouxei a corda do meu pescoço e segui em direção à porta, enquanto a
campainha soava cada vez mais alto.
Quando eu abri a porta e vi quem era, eu mal pude acreditar, pois na minha varanda
estava o menino mais radiante e angelical que já vi em minha vida. O seu SORRISO, ah,
eu nunca poderia descrevê-lo a vocês! As palavras que saíam da sua boca fizeram com
que o meu coração que estava morto há muito tempo SALTASSE PARA A VIDA quando
ele exclamou com voz de querubim:
- Senhora, eu só vim aqui para dizer que JESUS A AMA MUITO. Então ele me entregou
este folheto que eu agora tenho em minhas mãos. Conforme aquele anjinho
desaparecia no frio e na chuva, eu fechei a porta e atenciosamente li cada palavra deste
folheto.
Então eu subi para o sótão para pegar a minha corda e a cadeira. Eu não iria precisar
mais delas. Vocês vêem - eu agora sou uma Filha Feliz do Rei!!!
Já que o endereço da sua igreja estava no verso deste folheto, eu vim aqui
pessoalmente para dizer OBRIGADA ao anjinho de Deus que no momento certo livrou
a minha alma de uma eternidade no inferno. Não havia quem não tivesse lágrimas nos
olhos na igreja. E quando gritos de louvor e honra ao REI ecoaram por todo o edifício, o
papai pastor desceu do púlpito e foi em direção à primeira fila onde o seu anjinho
estava sentado. Ele tomou o seu filho nos braços e chorou copiosamente.
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Capitulo I
A História da Evangelização
Um Breve Resumo
Durante o Primeiro Século depois de Cristo, os Seus seguidores possuíam uma paixão
inextinguível e um zelo tremendo, no sentido de persuadirem as pessoas a receberem
Cristo. Eles se lembravam da promessa de Jesus de voltar tão logo o Evangelho fosse
pregado em todo mundo, em testemunho a todas as nações. Mt 24.14. No Segundo
Século, o Cristianismo enredou-se em controvérsias teológicas. Ao invés de prosseguirem
veementemente até os confins da terra e às regiões mais distantes ainda, eles começaram
a debater questões doutrinárias. O Terceiro Século encontrou o Cristianismo afundado na
apostasia. O Quarto Século fechou o ciclo — a apostasia estava completa.
O Cristianismo foi então mergulhando num período de mil anos de trevas espirituais a
Idade Média ou “Período de Trevas”. Este terrível período de mil anos, tornou-se um véu
que tem obstruído a igreja contemporânea no sentido de perceber os métodos neo-
testamentários. Martinho Lutero, o grande reformador, primeiramente irrompeu destas
trevas com a revelação de que (...) o justo viverá pela fé. Rm 1.17. No entanto, a Reforma
liderada por Lutero não foi uma volta à evangelização pessoal. Foi, sim, uma revolta contra
a hierarquia religiosa e um convite aos crentes no sentido de examinarem as Escrituras por
si mesmos, algo proibido naquela época pelo clero em supremacia.
Lutero não disse praticamente nada sobre Missões nem sobre a evangelização mundial. Na
verdade, foi quase em 1800 d.C. que William Carey trouxe de volta o conceito de Missões
aos corações dos crentes. O evangelismo, bem como a experiência de sermos batizados no
Espírito Santo, só foram amplamente divulgados ou conhecidos novamente a partir do
início do Século XX.
O Cristianismo tem oferecido uma prolongada e tenaz resistência aos conceitos neo-
testamentários. Muitos ainda não retornaram ao fundamento da Igreja Primitiva - o
princípio básico da evangelização pessoal, que é Cristo ministrando através do crente. A
evangelização em massa reapareceu há cerca de 200 anos atrás, através de John Wesley
(fundador da Igreja Metodista). Homens como George Whitefield a introduziram no
Ocidente. Nos dois últimos séculos, houve aproximadamente quatro ápices da
evangelização em massa: sob a liderança de Wesley, Finney, Moody, e de muitos outros
desde a virada do Século XX.
Em meados do Século XVIII, um grande mover do Espírito de Deus foi manifesto através do
que foi denominado de época dos acampamentos espirituais. No Século XIX, asreuniões
debaixo de arvoredos tornaram-se populares. Aí então, o reavivamento entrou em voga. No
Século XX, as palavras reavivamento e evangelização entre misturaram-se. Mais tarde, os
termos populares variavam de reavivamentos a cruzada ou campanha evangelística,
centralizadas em igrejas ou que abrangiam cidades inteiras. No entanto, a evangelização
pessoal ainda não foi geralmente redescoberta em termos genéricos pela igreja
institucionalizada. Torrey e Spurgeon escreveram os dois primeiros livros sobre a
evangelização pessoal no início do Século XX. Desde então, centenas e centenas de livros
foram publicados sobre o assunto. E muitas variedades de programas, projetos, planos e
cruzadas de evangelização espalharam-se rapidamente.
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Capitulo II
A Grande Comissão
"E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura" Mc 16.15
Um Pastor “sem visão” se levantou e, querendo encontrar alguma prova contra a Grande
Comissão dada por Jesus, perguntou-lhe; Mestre, o que devo fazer para realizar missões?
Jesus lhe respondeu; O que as Escrituras Sagradas dizem a respeito disso? O Pastor lhe
respondeu; “Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma, com todas as
forças e com toda a mente”. E ame o missionário como você ama a você mesmo. ”A sua
resposta está certa! – disse Jesus. Faça isso e você viverá.
Porém o Pastor “sem visão”, querendo se desculpar, perguntou-lhe; Mas quem é o
missionário? Jesus lhe respondeu assim; Um missionário, se preparando para ir ao Oriente
Médio, encontrou muitas dificuldades para prosseguir; Teve que renunciar o emprego,
separar-se da família amada, deixar seus estudos, lutou em fazer um seminário e depois
um curso de treinamento transcultural. Precisava de apoio espiritual e financeiro. Quem o
ajudaria a prosseguir? Acontece que um pastor de sua própria denominação, o encontrou.
Quando viu o missionário, disse-lhe; Hoje temos poucos irmãos no culto, é uma pena! Se
fosse em um domingo, a oferta seria boa! O missionário falou de seu chamado, foi embora,
e o pastor continuou o seu caminho, deixando o missionário sozinho. Também um outro
pastor da mesma denominação do missionário, o convidou à sua Igreja e disse-lhe; hoje o
culto é missionário, você tem 15 minutos para falar, por que depois eu vou pregar. O
missionário não pode falar sobre o seu chamado como deveria, o pastor pregou uma
mensagem fora do contexto de Missões, e no final do culto nem procurou o missionário
para cumprimentá-lo e nem deu uma oferta para o mesmo (era uma igreja rica).
O missionário sentiu-se triste. Mas uma Igreja de outra denominação, encontrando o
missionário, disse-lhe; Venha ao nosso culto. Chegando ao culto, o pastor “Samaritano”,
abraçou o missionário com um sorriso e disse-lhe; Você vai falar de seu chamado na Escola
Bíblica Dominical e no culto a noite. A Igreja, que tem vários gastos com as atividades
locais, deu-lhe uma boa oferta, deu-lhe presentes (roupas, shampoo, livros), deu-lhe
atenção e carinho, e por último o pastor disse-lhe: vamos estudar um plano para ajudar
você a chegar e permanecer no Oriente Médio.
O missionário reviveu, sentiu-se parte do corpo de Cristo e um embaixador de Cristo na
terra. Então Jesus perguntou ao Pastor “sem visão”: Na sua opinião, qual dessas três Igrejas
foi o próximo do missionário necessitado? Aquela Igreja que o socorreu! – respondeu-lhe o
Pastor “sem visão”. E Jesus lhe disse; – Pois vá e faça a mesma coisa. O que você diria para
os seus familiares se fosse fazer uma longa viagem? Além das palavras de despedida,
abraços e beijos, certamente você faria algumas recomendações. “Filhos obedeçam vossa
mãe, não briguem e não se esqueçam de alimentar os animais” diria um pai de família.
“Dia tal temos tantas contas a pagar, lembre-se de fazer aquele contato com os
fornecedores” talvez dissesse o diretor de uma empresa. Quando o Senhor Jesus
ressuscitou, antes de subir ao Céu, Ele também deu instruções aos Seus discípulos e
conseqüentemente à Sua igreja, que somos nós.
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Ética Cristã 131
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Certo dia Jesus desejava chegar a Galiléia, mas era preciso passar por Sicar uma cidade
samaritana, e pelo cansaço da caminhada parou junto a um poço de água, no exato
momento em que uma mulher samaritana se dirigia para tirar água daquele poço, Jesus
então não pensou duas vezes e pediu:
"Dá-me de beber" – espantada, aquela mulher o interrogou "Como, sendo tu judeu, me
pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana?" e com isso entendemos que os
judeus não se davam com os samaritanos.
E a partir daí um extenso dialogo ocorre entre os dois que esta descrito em todo capítulo 4
de João e dentro desse texto Jesus nos ensina sobre a missão a qual Ele nos encarregou. "É
me dado todo poder no céu e na terra. Portanto, ide e fazei discípulos de todas as nações,
batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Ensinando-os a guardar todas
as coisas que eu vos tenho mandado. E certamente estou convosco todos os dias, até à
consumação do século" Mt 28.18-20.
"Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado
será salvo, mas quem não crer será condenado estes sinais hão de seguir os que crerem:
Em meu nome expulsarão demônios; falaram em novas línguas; pegaram em serpentes; e
quando beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará mal algum; imporão as mãos sobre
os enfermos, e os curarão." Mc 16.15-18.
"e disse: Eis o que está escrito: O Cristo padecerá, e ao terceiro dia ressurgirá dentre os
mortos, e em seu nome se pregará o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas
as nações, começando por Jerusalém. Vós sois testemunhas destas coisas. Envio sobre vós
a promessa de meu Pai, mais ficai na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder". Lc
24.46-49.
"Disse-lhes Jesus de novo: Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, eu vos envio a
vós. Dizendo isto, soprou sobre eles, e disse: Recebei o Espírito Santo." Jo 20.21-22.
Bem, aqui esta os quatro textos básico extraídos dos quatro evangelhos, onde Jesus nos
comissiona, lembre-se quando Ele falou estas palavras, Ele estava diante de 11 discípulos
que também eram apóstolos e essas 11 pessoas eram a igreja de Jesus, na realidade era
toda a igreja que existia até aquele momento, é como se eu e você estivéssemos ali, Ele
falou para nós, para mim e para você com tudo isso, Ele quer dizer:
"Eu garanto, fui eu que mandei, podem deixar que eu garanto". Olhem que tremendo em
Mateus 28.18-19, ele fala "É me dado todo poder no céu e na terra e, portanto ide (...)" é
como se Ele falasse, "Agora todo poder me foi dado, eu posso tudo, por isso podem ir que
eu garanto, podem deixar que e o mais Eu vou fazer", tremendo Ele quer dizer que vamos
na mesma autoridade e poder olhem o texto de João 20.21" (...) Assim como o Pai me
enviou, eu vos envio a vós. (...)" pensei comigo como foi que o Pai enviou Jesus? Fazendo
milagres, libertando, salvando e tudo mais e então da mesma forma Ele me enviou e te
enviou.
A grande comissãodividiu-se em quatro partes que vamos vê-las separadamente.
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Primeira Ordem
Ide
A primeira coisa que Jesus quer de mim e de você é que tenhamos a disponibilidade de ir,
de buscar, lembre-se Jesus veio "(...) buscar o que se havia perdido (...)" então Ele foi até a
pessoa, Ele veio buscar e assim nós devemos buscar, ide, devemos ir onde os perdidos
estão quebrar as barreiras do nosso coração, e permitir que o amor de Deus flua em nós
tão livremente que nada possa nos impedir de levar a salvação a este mundo, certo
evangelista um dia disse: "Nenhum sacrifício é tão grande se ao final uma alma for salva,
nada é tão caro se ao final uma alma for salva".
E a ordenança do ide de Jesus quer dizer justamente isso, que eu não posso ter minha vida
como preciosa e sim antes, ter as vidas como preciosas, ide é a ordenança cabe a nós
cumprir essa ordenança. E qual é o limite desse ide, "(...) de todas as nações (...)" e "(...)
por todo mundo (...)" ai esta o limite os confins da terra, nada nos pode prender, nunca
poderemos dizer onde ir?, o que fazer?, nunca, pois a nossa missão é essa, ide por todo
mundo, e lembrando que o original de ide é indo, ou seja enquanto eu vou, eu vou
buscando os perdidos, com toda certeza o propósito de Deus na sua vida ainda não esta
100% cumprido.
Hoje você esta ai, amanhã podes estar em qualquer outro lugar que Deus queira te levar, o
detalhe é enquanto você vai caminhando para alcançar o propósito completo de Deus na
sua vida, você vai buscando os perdidos, isso é cumprir o ide (indo), enquanto caminho,
caminho na busca dos perdidos.
Enquanto houver na face da terra, pessoas que ainda não ouviram falar de Jesus, sempre
haverá onde ir, ainda que seja somente uma pessoa, o ide não estará terminado enquanto
todos não ouviram o verdadeiro evangelho de Jesus.
Segunda Ordem
Pregai o Evangelho
Mas não basta ir, não basta chegar perto, é preciso ter o que dizer, é preciso ter aquilo que
os perdidos necessitam e nós temos, Jesus nos mandou "Ide (...) e pregai o evangelho" aí
está a mensagem é o evangelho, Ele não nos mandou ir e falar sobre vários assuntos, Ele
nos mandou ir e pregar o evangelho e quantas vezes falamos sobre todos os assuntos,
menos o evangelho, não basta testemunhar do que Deus fez na sua vida, nenhuma
estratégia será 100% eficaz, se através dessa o evangelho não for pregado, somente o
evangelho pode salvar as pessoas, Jesus nos deu a boa notícia que precisa ser proclamada,
cabe a mim e a você fazê-lo.
Com isso entendemos que precisamos ir e pregar o evangelho, não qualquer mensagem
mais sim, o evangelho puro, simples e poderoso como ele é. Podemos iniciar uma
conversar sobre qualquer assunto, mas não podemos deixar de levar aquela pessoa a ter a
oportunidade de ouvir o evangelho, de receber as boas notícias que Jesus tem para ela.
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Que o nosso coração seja de fato um grande rio de amor e vida de onde o evangelho possa
fluir e que nenhum de nós venha por limites no evangelho, como dizendo que o evangelho
serve para uns e para outros não, chega de colocarmos amarras no evangelho, afinal ele
serve tanto para o livre como para o preso, o pobre ou o rico, todos, absolutamente todos
precisam do evangelho, sem exceção alguma, façamos como Paulo que disse: "(...) o
evangelho não esta acorrentado" não sejamos nós os primeiros a colocar correntes no
evangelho, Jesus disse "Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão." (Mc
13.31), o evangelho nunca mudou e nem mudará por um simples fator, ele não precisa
mudar, continua atual e poderoso, mais cortante que qualquer espada de dois gumes.
Simplesmente dentro do evangelho esta as respostas para as ansiedades da humanidade,
o evangelho muda o homem de dentro para fora, proporcionando uma transformação
completa, no corpo, na alma e no espírito. Temos a mensagem que mudará a humanidade,
não precisamos nos envergonhar do evangelho de forma nenhuma, todos precisam dele é
a boa notícia de libertação e cura, e essa poderosa mensagem que é o poder de Deus para
salvar todo aquele que crer, esta em sua boca. E a quem esse evangelho deve ser
pregado? "... a toda criatura", não façamos como os discípulos que debaixo dos seus
preconceitos foram resistentes quando Jesus estava evangelizando aquela mulher, não
deixemos que as pessoas se percam por causa de nossos preconceitos, que o jeito das
pessoas se vestirem, falarem e se comportarem não seja empecilho para você pregar o
evangelho, em nome de Jesus, veja as pessoas como gente não como arvores, aprenda a
ver com os olhos do coração de Deus, que bate forte pelas vidas.
Terceira Ordem
Fazei Discípulos
É como se nesse momento Jesus estivesse dizendo, vão é multipliquem-se, procriem,
façam filhos espirituais, pois na realidade discípulos são verdadeiros filhos espirituais.
Durante muitos séculos a igreja não tomou consciência do propósito de Jesus a respeito da
grande comissão, muitos acreditavam que ela se resumia a vocacionados, pastores,
evangelistas e etc. mais hoje nos últimos dias Deus levanta a sua igreja para entender a
sua responsabilidade nesta missão, que é de todos, nós. E apreenda uma coisa, a
evangelização só é completa quando há consolidação, ou seja, retenção do fruto, Jesus
disse que devíamos ir e dá fruto e o nosso fruto permanecer (Jo 15.16), isso é projeto de
Deus, somos responsáveis pêlos que ganhamos e se temos oportunidade de acompanhar o
fruto, devemos fazê-los para então obedecermos o chamado.
Quarta ordem
Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado
Além de mantermos os frutos é preciso ensinar a palavra, mesmo como evangelista, é
preciso ensinar os princípios básicos e elementares da Palavra, os mandamentos e como
viver a vida em Cristo. Isso é ordem de Jesus para toda a igreja, a grande comissão só esta
completa quando ensinamos os mandamentos, quando ganhamos e levamos essas
pessoas ao conhecimento de como viver sua vida em Cristo, até o momento em que ela
caminhe sozinha e possa fazer isso com outros. Portanto, investir em um evangelismo
eficaz que produz fruto permanente.
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Capitulo III
Evangelização: A principal tarefa da igreja de Cristo
“... Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura.” Mc 16.15
Todo o dia morrem aproximadamente 55 mil pessoas no mundo sem conhecer a Jesus
Cristo. A responsabilidade de evangelização e missionária da igreja significa o
compromisso permanente da pregação do evangelho. É a função principal da igreja. As
boas novas do evangelho foram deixadas na terra por JesusCristo para toda raça humana,
e não apenas para algumas regiões.
1. A urgência da tarefa a evangelização dos perdidos
Pregar o evangelho é uma tarefa urgente. “Prega a palavra... Pois haverá tempo em que
não suportarão a sã doutrina”. II Tm 4.2,3. Hermisten M. P. Costa chega a afirmar que “o
senso de urgência deve nos levar a falar como se aquela fosse a última vez”. Deus tem
pressa. Jesus olhou para Zaqueu em cima da árvore e disse: “Zaqueu, desça depressa.
Quero ficar em sua casa hoje” Lc 19.5. Desça depressa!
O que você diria de alguém que visse um cego andando em direção a um precipício e não
fizesse nada para impedi-lo? O mesmo acontece com os crentes que olham os incrédulos
caminhando para o inferno, mas não fazem nada para impedi-los de continuarem no
caminho do engano. A omissão da igreja é a perdição do mundo. Evangelizar é uma
tarefa inadiável. Devemos fazer a obra de Deus enquanto é dia, enquanto temos
oportunidade, enquanto as portas estão abertas. Existem milhões de pessoas que nunca
ouviram falar de Jesus. É tempo de ouvirmos a voz de Cristo, sua ordem e obedecê-lo.
Precisamos levar o evangelho a toda criatura. A evangelização é para ser feita agora, sem
demora. É hora de a igreja sair em busca dos perdidos. Multidões estão cegadas
espiritualmente e aprisionadas a falsas religiões. Está na hora de a igreja correr e avisar os
pecadores do grande e grave perigo que estão correndo.
2. O mundo está agonizando sem Salvação
“Perto das Cataratas do Iguaçu no Paraná, boiava o cadáver de um bezerro que corria
vagarosamente na direção do grande abismo. Era inverno, e uma águia faminta, subiu no
bezerro morto e enterrou nele suas garras possantes e, calmamente o ia devorando.
ITI Curso Teológico Módulo IV
Ética Cristã 135
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias)
Evangelismo e Missões
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
- Bezerro e água iam sendo levados pela correnteza do rio. Navegaram, navegaram e
navegaram... A águia estava ali absorvida com aquela presa gostosa e não pressentiu o
perigo eminente das altas cachoeiras...
- E como o banquete estava saboroso ela enterrava ainda mais suas garras para não perde-
lo! Ela avista a alguns metros a gigantesca cratera com imenso volume de águas caindo, e
não deu tanta atenção porque confiava na força brutal de suas asas, e, levantaria vôo
como tantas vezes já tinha feito...
-Até que uma das correntes do redemoinho arrastou o bezerro e o lançou no terrível
abismo. A águia já no perigo tentou largar à presa, mas suas garras estavam de tal modo
presas que não conseguiu. Se esforçou, fez várias tentativas... Até que as águas
encobriram aquela gigante do espaço.
Morreu porque estava presa nos manjares. Morreu porque deixou para depois...
Na verdade esta experiência acontece com muitas pessoas com respeito à salvação da
alma. Sabem que vão morrer um dia, mas apesar disso, não se preparam para a
morte. Sabem que estão perdidas, mas não buscam a salvação da alma.
Sabem que estão separadas de Cristo pelo pecado, mas não tomam nenhuma providencia
para uma aproximação com Deus. Sabem que a alma esta manchada pelo pecado e que
no céu não entra impureza, mas nada fazem para uma purificação. Sabem que só Cristo
Salva, mas não O buscam com sinceridade.
Sabem finalmente, que se morrerem nas condições em que se encontram irão fatalmente
para o inferno, mas permanecem na indiferença, no pecado, na indecisão. Vão deixando
para amanhã, para mais tarde, para depois.... e como a Águia distraída a comer o seu
manjar, estão sendo tragados pela correnteza da morte! Quando observamos a sociedade
hoje, o mundo em que estamos vivendo. Estamos vendo muitas pessoas agonizando neste
mundo, precisando conhecer a verdade da Palavra de Deus.
As pessoas estão se agonizando pelas terríveis enfermidades do espírito. São os pecados
que dominam e se impõem sobre a vontade de Deus. São os ataques malignos, as
opressões, as perturbações e em vários casos as possessões. Agonizam pela mais terrível
de todas as enfermidades do espírito: a fome de Deus.
As pessoas estão agonizando pelas doenças da alma e da mente. É a insegurança e o
medo que o mundo moderno impõe sobre nós. Saímos à rua e ficamos preocupados com
a segurança de nossas casas. Preocupados com a segurança de nossos filhos que estão
sozinhos na escola, no trabalho e nos afazeres da vida. E isso gera traumas, dúvidas e às
vezes falta o chão para a gente pisar firme!
As pessoas estão agonizando pelas doenças do corpo. São os vícios que dominam, tiram a
liberdade, afastam as pessoas do bem e as empurram para o abismo. Agonizam pelas
enfermidades das doenças que consomem a alegria do viver, minam as forças e impõe
sofrimento a toda família.
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Ética Cristã 136
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Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
As pessoas estão agonizadas pela calamidade da vida. Crescem a cada dia as famílias
desconcertadas, os casamentos falidos, os filhos desajustados na vida e os pais que se
tornam cicatrizes vivas na vida dos seus filhos. Porém, as pessoas estão agonizando
principalmente porque não tem Jesus.
3. O Estado dos Perdidos
Três jovens pescadores mexicanos ficaram nove meses à deriva no oceano Pacífico,
sobrevivendo da água da chuva, de gaivotas e peixes crus, até serem resgatados por um
barco pesqueiro taiwanês, a 8.000 km do México. Os imprudentes pescadores de tubarões
saíram do México, em outubro de 2005, em um barco de três metros de largura por nove
de comprimento, que ficou à deriva depois de uma tempestade. Além disso a gasolina
acabou e o motor quebrou, deixando-os à mercê de uma corrente marinha que
desemboca na costa da Austrália.
"Ficávamos alegres quando víamos um barco, fazíamos sinais e quando víamos que não
nos dava bola, que ia embora, ficávamos tristes e chorávamos...”
Este tipo de acidente incomum, principalmente pela longa duração, nos faz entender
melhor o significado da palavra “perdido”. Quem se perdeu ou está perdido, não tem
nenhuma possibilidade de remediar ou resolver a situação. A pessoa perdida está só,
distante e sem proteção, exposta a todo tipo de perigos como o frio, calor, chuva, fome e
até a morte. A pessoa perdida agoniza sem enxergar nenhuma possibilidade de salvação. A
pessoa perdida não é ouvida, não é vista e todos, depois de um determinado tempo as
consideram mortas e não se preocupam mais.
As pessoas perdidas no mar, na terra, nas montanhas e até nos desertos, ainda contam
com um fiapo de esperança de serem encontradas. Mas quando é Deus quem diz que uma
pessoa está perdida, não existe a mais remota possibilidade de salvação, e não se trata de
perdição temporária, mas eterna. Quando Jesus falou de si mesmo, apresentando o
propósito de sua vinda a este mundo, Ele falou de forma específica sobre as pessoas
perdidas, dizendo: “Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido". Lc
19.10.
Por isso é fácil entender porque Jesus se importa com os perdidos. Lc 15.1-32. Ele é o
“bom pastor” O propósito do pastor é levar a ovelha perdida a seu lugar de origem,
restaurando seu estado original. O que uma ovelha "perde quando se perde"? Uma ovelha
perdida perde sua utilidade, muda seu estado, mas não perde sua identidade e valor.
"Uma ovelhaem cem é só 1% do rebanho. Quem se importa com um por cento?"
Nenhum criador de ovelhas ou qualquer pecuarista diria tal frase ou deixaria de ir atrás de
uma única vaca fosse qual fosse o número de cabeças do rebanho. Jesus então faz a
pergunta retórica "Quem não deixaria as 99 e iria atrás da perdida?" Cuja resposta óbvia
justificava (perante os religiosos judeus) a importância que Cristo dava ao pecador
perdido. Não é difícil entender a lógica do Bom Pastor. Então porque os religiosos
condenavam Jesus por andar e comer com gente de tão baixo nível como prostitutas e
servidores públicos corruptos. Por que não compreendiam que Jesus era o pastor em
busca da ovelha perdida?
ITI Curso Teológico Módulo IV
Ética Cristã 137
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Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Na maioria das vezes o perdido não se parece com seu estado original. Por vezes,
parece até repulsivo. Pense nos objetos que perdeu e no estado que estavam quando os
recuperou depois de muito tempo: sujos, carcomidos, enferrujados, desbotados,
descaracterizados. Só quem perdeu reconhece o valor original. Para os outros é lixo.
Nem tudo está perdido para o perdido. É preciso sabermos o que foi perdido e o que
ainda permanece. De fato, não há nada tão radicalmente perdido que não possa ser
achado. Especialmente em se tratando dono ser Aquele diante de quem nada ou ninguém
está escondido.
Não há como fugirmos da graça de Deus: se estamos "achados" estamos em segurança
e bem servidos e se estamos perdidos, das duas uma: ou Jesus está nos procurando ou
esperando nossa volta. Ou ambas as coisas.
4. Como a Igreja deve se portar em relação aos perdidos da sociedade?
Quantas coisas perdidas você já recuperou? Assim como Jesus, a Igreja deve ser a
manifestação da possibilidade de recuperação do que foi perdido. O perdido deve olhar
para a igreja e dizer a si mesmo: "Ainda dá... Ainda tenho chance."
O perdido nem sempre foi perdido. Quem ele foi e como foi antes de se perder? Assim
como Jesus, a Igreja deve olhar para o perdido de uma forma que abranja o que ele foi, o
que é e o que pode vir a ser; numa perspectiva de utilidade, estado, identidade e valor. E
isso porque quando algo (ou alguém) se perde, também se perde a utilidade (não há como
usar algo desaparecido), perde-se o estado original (o perdido se estraga, se suja); muitas
vezes perde-se o valor. Mas não se perde a identidade.
Assim é que podemos olhar para o perdido, seja ele um político corrupto, um assassino ou
mesmo um religioso hipócrita e legalista de uma forma multidimensional: ele nem sempre
foi assim, ele é (está) assim; mas ele pode vir a ser outra pessoa.
Olhar apenas para o passado recente foi o erro do filho mais velho (na Parábola do Filho Pródigo)
Olhar apenas para o estado atual era o problema dos fariseus
"Amar uma pessoa significa vê-la como Deus pretendia que ela fosse" (Fiodor Dostoievski)
O perdido recebia de Jesus (e deve receber da Igreja) cuidados especiais, não por sua
utilidade, mas por suas necessidades. Dessa forma podemos dizer que quanto mais
perdido, maior o empenho de Cristo/Igreja na recuperação. Ocorre que não parecer ser
justo que aquele que teve um mau comportamento receba maiores cuidados. Por isso
nossos ciúmes aparentemente justificáveis. Mas a maneira de Deus não é a do Papai Noel
que recompensa "o bom menino que não faz mal-criação". E nós também não agimos
assim? Não nos empenhamos para salvar um marido alcoólatra, um filho dependente,
uma ovelha perdida? Por que negamos isso à Deus? O mais fascinante é que Jesus acolhia
(e a Igreja também deve acolher) os críticos dos perdidos. Jesus gastou tempo com os
fariseus para fazê-los compreender a necessidade de busca e acolhimento aos perdidos.
Ele contou a parábola da ovelha perdida aos fariseus justamente para ilustrar essa
realidade.
ITI Curso Teológico Módulo IV
Ética Cristã 138
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Evangelismo e Missões
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Capitulo IV
Tipos de Evangelismo
No livro de Atos havia somente dois métodos de evangelização: a evangelização em massa
e a evangelização pessoal. Dentro de pouco tempo, após a morte dos apóstolos,
controvérsias teológicas usurparam o lugar da evangelização na Igreja, resultando assim a
apostasia. Já em torno do Século IV, a Idade Média (conhecida como Período de Trevas) já
havia começado. Foi somente no Século XVIII que a evangelização em massa começou a
reaparecer com John Wesley. A evangelização pessoal, da maneira como a Igreja Primitiva
a praticava, foi redescoberta há pouco tempo.
Durante muitas gerações, os cristãos evangelizaram a igreja, as salas de aulas, os bancos de
igreja — mas não o mundo. As pessoas eram convidadas para o templo da igreja, onde
esperava-se que elas se decidissem por Cristo. Isto foi bom para os poucos que
freqüentavam a igreja, mas muitos dos não-convertidos nunca entram numa igreja e,
consequentemente, nunca podem ser alcançados. É por isto que a maior oportunidade do
cristão encontra-se fora da igreja. Isto nos estimula a ganharmos almas na fábrica, nos
parques, nas ruas, nos lares etc. A maior oportunidade do cristão não se encontra em seu
testemunho dentro do santuário da igreja, mas lá fora, no mundo, onde as pessoas estão.
A igreja nasceu numa labareda de evangelização pessoal. Foi um ministério de casa em
casa, face a face. Este material sobre evangelização é um estimulante para cada cristão, no
sentido de reacender nele a paixão pelas almas. Ele poderá servir como um passaporte aos
movimentados cruzamentos e mercados da humanidade; seus conceitos, apresentados em
forma simples e prática, pode produzir uma nova estirpe de seguidores de Jesus,
promovendo o contato entre os que estão dentro da igreja e os que estão fora, no mundo,
nos lares e escolas, nas salas e nos escritórios, nas fábricas e mercados, nos parques e ruas
— lá fora, onde a humanidade sofre mais, e onde somente o amor de Cristo pode curar.
Não existe nenhuma realização e satisfação semelhante a de fazermos
parte da tarefa número um de Deus: proclamar as Boas Novas a todas
as criaturas, ganhar almas — lá fora, onde as pessoas estão!
Na terra só existe um povo que pode fazer missões, levar as boas novas aos perdidos. Nem
mesmo os anjos têm a missão de anunciar o evangelho. Se a igreja não fizer missões
ninguém mais o fará e conseqüentemente, o mundo estará perdido. Só que Deus poderá
pedir conta de nós, pois somos seus atalaias. Ez 3.18. É agora ou nunca, missões é questão
de sobrevivência daqueles que perecem o remédio para a alma dos caídos, perdidos,
aflitos. Observemos alguns tipos de evangelismo:
ITI Curso Teológico Módulo IV
Ética Cristã 139
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias)
Evangelismo e Missões
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
1. Evangelismo Pessoal
Só ha uma maneira de combatermos ou pelo
menos restringirmos o crescimento das seitas. Esta
maneira é apreventiva, ou seja: “chegue antes
delas” através do evangelismo pessoal, o que
muitos chamam de corpo a corpo, de casa em casa
e termos semelhantes...
Se retrocedermos a historia e formos parar no
período apostólico, verificaremos que a igreja
primitiva usava a alavanca do evangelismo pessoal
como método natural de crescimento. Naquela
época, não havia televisão, radio, Internet ou
quaisquer meios modernos e rápidos de
comunicação, mas o escritor apostólico registrava que: “... a multidão dos que criam no
Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais.” Atos 5.14. Mas como se não
havia todos estes recursos discriminados acima? Simplesmente porque eles usaram o
evangelismo pessoal.
Infelizmente esse método que se constitui no maior segredo de ganharmos almas, esta
sendo usado pelas seitas, para espalharem seu falso evangelho nos lares de nossos
vizinhos, parentes e amigos. Quantas vezes não acordamos no sábado ou no domingo de
manhã com uma Testemunha de Jeová batendo à nossa porta, tentando nos empurrar
suas literaturas cheias de doutrinas heréticas? Elas estão ali, cumprindo um programa de
visitação para qual foram destinadas, até parece que não surte efeito de imediato, mas no
final do ano, após sair o relatório de crescimento delas na revista “A Sentinela”, veremos
que não é bem assim. Muitas vezes crescem mais do que muitas de nossas igrejas
evangélicas, porque simplesmente estão colocando em ação um segredo deixado por
Jesus, e que nós, seus verdadeiros discípulos, não estamos usando. Portanto, evangelismo
é ato de levar boas novas com estratégia e técnicas. Evangelizar é apresentar Jesus Cristo,
o Filho de Deus, como único e exclusivo Salvador, é também um ato de amor para com o
próximo. O evangelho de João é o que mais destaca esta atividade de Jesus.
Capítulo 1 – Jesus levou André para sua casa, e quando este saiu, havia aceitado como o seu Messias;
Capítulo III – Jesus passou parte de uma noite revelando o plano de salvação a uma só pessoa: Nicodemos;
Capítulo IV – Jesus passou a sua hora do almoço anunciando o evangelho a uma mulher samaritana;
Capítulo V – Jesus parou junto ao tanque de Betesda para dar atenção a um homem paralítico.
O Evangelismo Pessoal pode Produzir Avivamento
Todos os livros que que eu já li sobre "avivamento" referem-se ao mesmo, na igreja,
mediante a pregração da Palavra em evangelização em massa. Mas o evangelismo em
massa não é necessariamente o único meio para termos avivamento! O evangelismo
pessoal pode ser o instrumento mediante o qual vem o avivamento, e com a mesma
intensidade. De fato, mais intenso ainda, posto que o avivamento instaurado através do
evangelismo pessoal é mais profundo. Por quê ? Porque é o único tipo de avivamento que
tira o crente da posição de espectador.
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Ética Cristã 140
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias)
Evangelismo e Missões
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Pode-se manter o Espirito de Avivamento
Esse é o elemento que mais se destaca no evangelismo pessoal. Tanto o avivamento como
o evangelismo produzidos podem ser conservados. Uma vez que o coração de um pastor
ou de um leigo é incendiado com a conquista de almas, essa atitude pode ter
prosseguimento. A alegria não precisa ser passageira. A conquista de almas conserva o
crente mais perto de Cristo, em sua vida cotidiana. O testemunho é a própria expressão da
vida espiritual normal e abundante. A árvore só produz fruto da riqueza e extravasamento
de sua vida. Possui mais do que pode conter, e por isso produz fruto.
Entre em qualquer igreja "morta". Sente no banco. Contemple a congregação. A congre
gação ali se encontra, em estado quase hipnótico. Todos têm um ar inexpressivo. Porque?
Não há expectativa. Ninguém realmente espera encontrar-se com Deus, nem ver o Seu
poder! Semana após semana, nada realmente acontece na igreja. Por outro lado, a igreja
que está conquistando almas é como um formigueiro, esperando para ver o que Deus vai
fazer em seguida. Muitos pastores que tem visto suas próprias vidas e as de suas
congregações avivadas por meio do evangelismo pessoal, tem dito: "Agora prego com uma
unção como nunca conhecera antes. O povo espera, na expectativa do que Deus está
prestes a fazer".
Nada existe de mais emocionante para o crente do que vir à igreja e ver, em outro banco,
um recém-convertido que ele mesmo conquistou para Cristo. Uma igreja assim
certamente não está morta!
Outra característica da igreja que começa a conquistar almas é que perde milagrosamente
o seu complexo de culpa. Inadvertidamente, quase todos os pastores e congregações têm
um complexo de culpa por não conquistarem almas. Livrar-se desse complexo é estar em
completa liberdade. E o fato de não reconhecermos a existência desse complexo nos está
destruindo.
O Evangelismo Pessoal pode Evangelizar o Mundo
O vocábulo "evangelizar" não quer dizer conquistar o mundo para Cristo, e, sim,
apresentar o evangelho até todos terem tido a oportunidade de se decidirem se querem
aceitar ou rejeitar a Cristo. Jamais devemos esperar conquistar o mundo para Cristo
enquanto não tivermos reconquistado forte ênfase sobre o testemunho pessoal. Não
podemos esperar que os homens que saem como missionários evangelizem o mundo sem
esse instrumento.
Primeiramente devem ter experiência com o evangelismo pessoal, em suas próprias
pátrias. Os missionários trabalham sob a pressão de uma severa desvantagem, porquanto
não vêm de igrejas conquistadoras de almas, nem nunca viram o avivamento mediante o
cristianismo pessoal em ação. Portanto, não podem levar tal experiência para os campos
missionários. Nossos missionários não podem ser maiores que as igrejas de onde vieram.
O evangelismo pessoal é o único princípio de evangelismo que pode ser utilizado,
através do mundo inteiro, para chegar a cada habitante deste planeta.
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Ética Cristã 141
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias)
Evangelismo e Missões
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
(a) A Conquista de almas gera Conquistadores de Almas
Os homens que são ganhos para Cristo mediante o testemunho pessoal são sempre os
mais prontos a se torna rem pescadores de almas. Esse é um fato que geralmente foge à
nossa observação. Mas o terreno para sua multi plicação é muito fértil.
(b) O Evangelismo pessoal faz os crentes crescerem
Um notável evangelista, que dedicou a maior parte de sua vida ao evangelismo em massa,
mas que recentemente começou a dedicar todo o seu tempo ao ministério do
evangelismo pessoal, confidenciou certa vez: "Durante todos os anos de meu ministério
evangelístico, nunca recebi mais de três ou quatro cartas por anos de crentes que me
agradeciam pela influência de meu ministério em suas vidas. Mas, desde que me dediquei
integralmente ao evangelismo pessoal, não é extraordinário eu receber quinze dessas
cartas por semana!".
Se quiser conquistar uma alma para Cristo, terá de pôr em ação tua vida cristã inteira: a
Palavra, a oração, a dependência ao Espírito Santo, e todos os frutos da maturidade em
Cristo. Trata-se de um desafio constante. A nova experiência conserva o testemunho
cristão fresco e vivo. Como pode qualquer de nós sentir-se feliz em Cristo, quando nada
realmente de novo aconteceu conosco, desde a nossa conversão? Mas a testemunha
cristã,coerente consigo mesma, anda no poder manifesto de Deus. . . diariamente.
Contamos com muita gente que são grandes membros de igreja, mas que são
crentes excessivamente fracos. Quando esses membros de igrejas começam a conquistar
almas, pode-se notar que alteram sua área de devoção. Surge neles um amor profundo
pela pessoa de Jesus Cristo. Os crentes ficam realmente transformados quando ganham
almas.
O Evangelismo Pessoal é o mais Produtivo de Todos
Para muitos isso é um fato revelador, mas sempre vemos mais pessoas aceitarem a Cristo
— e entrarem como membros das igrejas — através de cruzadas de evangelismo pessoal,
do que aquelas que estão sendo ganhas para Cristo mediante quaisquer campanhas
similares, estilo evangelismo em massa.
Quanto à porcentagem, baseada no número de crentes que realmente participam do
evangelismo pessoal, esse é o tipo de evangelismo que se mostra mais rico em frutos.
Talvez chegue o dia em que o evangelismo pessoal receba igual ênfase à que é dada ao
evangelismo em massa, quanto ao número de pessoas e de igrejas participantes. Se chegar
o dia em que grande número de igrejas se unam para evangelizar cidades inteiras,
mediante o teste munho de casa em casa, então A IGREJA VERÁ A MAIOR CONQUISTA DE
ALMAS DE TODA A HISTÓRIA DA CRISTANDADE!
Se alguém te pedisse que descrevesse um "avivamento", o que diria? Talvez algo como o
seguinte: "Os crentes sairiam por toda parte, falando sobre Jesus para todos. Todo ser
humano numa cidade ficaria cônscio da mensagem de Cristo e poderia ter um encontro
pessoal com Ele. Multidões aceitariam a Cristo. Haveria o espírito de expectativa por toda
parte. Os crentes testificariam — aos banqueiros, aos carpinteiros, aos barbeiros, a todos,
enfim. Uma cidade inteira se sentiria convicta de seus pecados. Alegria e poder varreriam
as igrejas, e Cristo seria exaltado". Pois bem, meu amigo, isso é uma descrição do
evangelismo pessoal em ação!
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Vantagens do Evangelismo Pessoal
Mensagem própria condizente com a condição espiritual da pessoa; a mensagem é
pregada no ambiente da pessoa, pois muitas pessoas nunca entrariam num templo para
assistir um culto, por vários motivos: preconceitos, falta de interesse, falsos boatos, por
proibição e etc.
Quando e onde realizar Evangelismo Pessoal?
Não há momento específico para se evangelizar, qualquer hora é o momento, a bíblia nos
fala dos tempos:
- Agora – At 17.30
- Hoje – Hb 3.7
- Todos os dias – At 5.42.
Consideramos quatro oportunidades muito comuns, mas isso não significa que o trabalho
deve se limitar somente aos lugares e ocasiões aqui citados:
Viagens em condução coletiva: muitas pessoas sentem-se mais à vontade para conversar
enquanto viajam porque têm tempo à disposição. At 8.26-39.
Em lares: nos dias atuais parece que está havendo um novo interesse por estudos bíblicos
e oração conjunta nos lares. O crente pode oferecer sua própria casa para realização de
estudos bíblicos, ou pedir a um amigo descrente ter um desses estudos em sua casa. At
20.20.
Locais públicos: o ganhador de almas deve usar de tato para que não se torne
inoportuno e não venha a interferir na atividade de quem ele deseja evangelizar. Nunca
chamar a atenção dos presentes, querendo prevalecer sua opinião, nem iniciar uma
discussão acalorada. Mc 2.14
Em instituições: hospitais, escolas, penitenciárias, orfanatos e asilos, oferecem excelentes
oportunidades para evangelismo pessoal. Nestes lugares, sendo permitido, deve-se
realizar rápidas reuniões de evangelismo pessoal.
Como ganhar almas pessoalmente? Como o ganhador de almas executa o seu trabalho? Ter
entusiasmo e disposição, mas não preparo, resultará em fracasso.
Experiência pessoal: deve estar preparado para explanar seu testemunho pessoal de
salvação e para responder perguntas como: “Você acaba de me dizer que devo aceitar
Jesus como meu Salvador pessoal. Agora quero saber o que esta experiência realizou na
sua vida.”
Vida cristã: deve ter uma vida cristã acima de qualquer suspeita, senão todas as palavras
de sabedoria e argumentação serão vãs se o ouvinte sabe que ele é um hipócrita.
O conhecimento: deve estar fundamentado na fé, ter um conhecimento básico da palavra
e saber no que crê e por que crê. A falta de preparo poderá trazer dificuldades para si
mesmo e para sua igreja, além de deixar confusa a pessoa com quem irá tratar.
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Ética Cristã 143
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Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
A atitude: deve sentir profundo amor pelos perdidos, este amor abrirá muitas oportunida-
des. Este trabalho não terá resultados permanentes se a preocupação for ganhar louvor
dos homens.
A coragem: deve estar preparado para o dia da rejeição e mesmo da perseguição, nem
todos aplaudirão os esforços e dedicação, uma pessoa poderá rejeitar inúmeras vezes
antes de mostrar-se interessada e a oração, pois a batalha não é carnal, não é intelecto
luta contra intelecto. A batalha é espiritual e somente no poder do Espírito pode-se
vencer.
Alguns aspectos singulares do Evangelismo Pessoal
O tempo disponível do crente deve definir o tipo de abordagem produtiva no evangelismo
pessoal, geralmente a abordagem mais duradoura requer mais paciência, porém poderá
ser mais frutífera.
Amizades duradouras: se o tempo disponível for indefinido, é bom estabelecer primeiro
uma sólida amizade, posteriormente essa pessoa estará mais disposta a ouvir o que você
tem para dizer. Quando se trata de amizade duradoura, o pecador ficará mais
impressionado em ver Jesus na vida do crente, em todos seus aspectos da vida, vinte e
quatro horas por dia.
Amizades de curta duração: se o tempo está limitado a algumas horas é melhor primeiro
abordar um ponto de interesse comum, deste ponto o crente poderá estabelecer um
relacionamento social e daí entrar no assunto da salvação, sempre confiado na direção do
Espírito Santo. Se a pessoa não quiser fazer sua decisão de seguir a Jesus naquele instante,
é melhor fazê-la entender que não rejeitou ao Senhor definitivamente, incentive a
procurar uma igreja onde possa receber ajuda espiritual.
Contato único: se o tempo disponível é extremamente curto, o método mais eficaz é o de
deixar com a pessoa uma mensagem impressa. Multidões têm sido conduzidas à salvação
por intermédio da mensagem impressa. Essa literatura deve estar identificada com uma
referência onde a pessoa poderá encontrar uma ajuda espiritual.
Conteúdo dos folhetos: Nunca distribua um folheto sem primeiro ler cada palavra para
certificar se o conteúdo é totalmente bíblico. Esta certificação será válida se a instituição
for notoriamente idônea e defensora da fé cristã.
Seria cativante visitar uma igreja do primeiro século e notar o seu programa de
evangelismo. Poderiam informar-nos sem perda de tempo sobre a maneira de fazer
uma igreja tornar-se conquistadora de almas. Se hoje pudéssemos viajar até essas
antigas igrejas, sem duvida ficaríamos maravilhados com nossas descobertas.
Chegando em Éfeso, nossa visita seria mais ou menos assim:
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"Boa tarde, Áqúila. Sabemos que você é membro desta igreja. Queremos entrar e conversar".
"Sejam bem vindos. Entrem".
"Se não for demais, queremos que nos conte como as igrejas da Ásia Menor efetuam seu programa de
evangelização. Lemos que antes você era membro da igreja em Corinto, depois em Roma e, agora, aqui em
Efeso. Portanto, você deve saber informar-nos com exatidão e clareza acerca do evangelismo do Novo
Testamento. Também desejamos ver a igreja antes de regressarmos".
"Sentem-se. Já estamos na igreja. Ela se reúne em nossa casa". "Vocês não têm templo?"
"Quer dizer templo? Não, acho que não temos."
"Diga-nos, Áquila, o que a igreja está fazendo para atingir a cidade com o evangelho?"
"Ora, já evangelizamos a cidade de Éfeso. Todos os habitantes desta cidade compreendem bem o evangelho".
"Que?"
"É verdade... acha isso extraordinário?"
"E como é que a igreja conseguiu fazer isso? Por certo vocês não têm rádio nem televisão. Realizaram, então,
muitas cruzadas de evangelização?"
"Não. Como vocês provavelmente ouviram dizer, experimentamos evangelismo em massa nesta região, mas
quase sempre terminávamos na cadeia!"
"E então, como fizeram tudo?"
"Oh, então não sabem? Somente visitamos todas as casas da cidade. Foi assim que a igreja evangelizou a
princípio aquela cidade. Os discípulos evangelizaram a cidade inteira de Jerusalém em muito pouco tempo.
Todas as igrejas da Ásia Menor seguiram esse exemplo."
"E esse método tem dado bons resultados em todos os lugares?"
"Sim. Tem havido tantas conversões que os líderes das religiões pagãs temem que suas religiões sejam
extintas. Quando o irmão Paulo saiu de Éfeso pela última vez, lembrou-nos que deveríamos continuar
evangelizando com o mesmo método".
"Áquila, isso é maravilhoso! Nesse passo, quantas pessoas ouvirão o evangelho e o aceitarão?"
"Não ouviram ainda dizer? Já levamos o evangelho a todas as pessoas da Ásia Menor — tanto a gregos como a
judeus".
"Ora, isso é impossível. Você não está realmente dizendo que cada pessoa já foi evangelizada, não é mesmo?"
"É verdade. Cada pessoa".
"Mas isso incluiria Damasco, Éfeso e dezenas de cidades grandes, aldeias e povoações — e também as tribos
nômades do deserto. Quanto tempo foi necessário para as igrejas alcançarem todo esse povo?"
"Não muito tempo — exatamente 24 meses. O mesmo está acontecendo na África do Norte e no sul da Europa. O
evangelho também já chegou à Espanha. Ouvimos falar de um país que se chama Inglaterra, e muitos cristãos já
chegaram lá. Esperamos completar a Grande Comissão de Jesus antes do fim deste século".
"Áquila, o que você nos está contando é incrível. Vocês têm feito mais, em uma geração, do que nós em mil
anos". "Não compreendo a razão disso. Para nós foi algo simples. Pode ser que vocês tenham usado métodos
errados de evangelização".
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2. Evangelismo em Massa
O evangelismo em massa é comumente usado
em se tratando de cruzadas ou campanhas
realizadas com o interesse de despertar os
perdidos de uma comunidade inteira para a
salvação.
1. Jesus e a Evangelização em Massa
Jesus empregou na evangelização dois
métodos: Quando falamos sobre Evangelismo
em massa, estamos mencionando um dos dois métodos de ministrar a Palavra de Deus ao
mundo. Jesus esteve sempre empenhado nos dois tipos de Evangelismo. Nós o vemos
abrindo as portas da salvação a indivíduos, como Nicodemos, a mulher samaritana, o
jovem rico, Zaqueu e André. Por outro lado Jesus ministrou também muitas vezes às
massas. Fornecemos uma lista de alguns exemplos escolhidos:
Em Samaria (Jo 4.40) – multidão
Em Jericó (Lc 18.35-37) - multidão
Na Galiléia (Mt 4.23-25) - multidão
Mar da Galiléia (Mc 4.1-4) - multidão
Num lugar deserto (Mt 14.13,14) - multidão
Em Emaús, (Lucas 24.25-27) - duas pessoas
Em Samaria, (João 4.6-27) - para uma pessoa
Jesus Cristo ensinou nas sinagogas. Mt 4.23
Jesus Cristo ensinou nas aldeias. Mc 6.6
Jesus Cristo ensinou no Templo. Mc 12.35
Jesus Cristo ensinou nas praias. Mt 13.2,3
Jesus Cristo ensinou nos montes. Mt 5.1
Jesus Cristo ensinou nas casas. Mc 2.1,2.
2. Paulo e a Evangelização em Massa
As Campanhas ou Cruzadas Evangelísticas
Campanha de Chipre. A primeira viagem missionária do apóstolo Paulo durou cerca de
dois anos, 48 e 49 d.C. O verbo grego dierchomai, “atravessar”, usado nesta expressão:
“atravessado a ilha até Pafos” (13.6), dá a idéia de campanha evangelística. O Dr. Sir
William Ramsay, arqueólogo que investigou o livro de Atos, constata que Lucas não
cometeu nenhum erro ao mencionar os 32 países, as 54 cidades e as 9 ilhas em Atos. Ele
diz que o referido verbo significa “uma turnê evangelística em toda a ilha”.
Em Listra e Derbe. O texto sagrado diz: “Ali pregavam o evangelho”. At 14.7. O contexto
mostra que Paulo e Barnabé fizeram uma cruzada evangelística entre os gentios. Constata-
se isso em decorrência do movimento provocado pelos moradores da região em virtude da
cura do coxo de nascença, e por haverem confundido Paulo e Barnabé com divindades
romanas, Mercúrio e Júpiter. At 14.8-14.
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Ética Cristã 146
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Evangelismo e Missões
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
As diversas Estratégias
(a) Nas Casas. Paulo fundou igrejas não somente usando as sinagogas e através de
campanhas evangelísticas. Ele usou muitas outras estratégias. Em Corinto, começou por
uma sinagoga (18.4), em seguida encontrou abrigo na casa de Tito Justo, e depois teve o
apoio de Crispo, líder da sinagoga, que logo se converteu. At 18.7,8. Da mesma forma,
fundou a igreja de Filipos, na casa de uma empresária de nome Lídia (At 16.14,15), e em
Éfeso, começando por uma sinagoga (18.19), continuou nas casas (20.20). Até hoje, a
maioria das igrejas nasce nas casas dos crentes. Essa estratégia continua a ser usada em
nossos dias.
(b) Nas Praças. A pregação nas ruas e praças tem dado origem a muitas igrejas locais. Há
muitas localidades onde esse trabalho não é permitido; em outros lugares não dá
resultado. O apóstolo Paulo usou essa estratégia em Atenas. At 17.17. Esse método foi, no
princípio, usado por nossos pioneiros Daniel Berg e Gunnar Vingren. Em muitos lugares,
continua surtindo resultados. O modelo é bíblico; cabe a cada um ter o necessário
discernimento para aplicá-lo na hora e na localidade adequadas. As praças de sua cidade
podem ser uma terra fértil para semear a semente.
(c) Nos Centros Acadêmicos. A igreja de Atenas nasceu de um trabalho do apóstolo
Paulo entre os acadêmicos. At 17.19,22,34. O Senhor Jesus tem muitas testemunhas entre
os universitários, professores e eruditos de todo o mundo. Muitos destes organizam
trabalhos programados para alcançar os seus pares para Jesus. Muitos conseguem espaço
físico na própria instituição de ensino para reuniões, além de cultosem ação de graças em
eventos como formaturas. É um trabalho promissor, e tem suas bases na Bíblia.
(d) Os grandes centros urbanos. O apóstolo procurava os grandes centros urbanos
fundando neles igrejas. Ele passou por inúmeras cidades em suas viagens, mas sua meta
era alcançar as de maior porte. Depois, as igrejas das grandes cidades encarregam-se de
evangelizar as cidades menores vizinhas. Éfeso era o centro das sete igrejas da Ásia; Paulo,
portanto, foi o fundador delas através da cidade de Éfeso.
3. A igreja primitiva e o evangelismo em Massa
Após receberem o batismo do Espírito Santo, os discípulos foram às ruas e pregaram a
multidões compostas de judeus, provindos de todas as nações da terra. Atos 2.5,6. O
resultado foi três mil convertidos agregados à Igreja. No Novo Testamento existiam dois
tipos de evangelismo bem definidos, o evangelismo de massa e o evangelismo pessoal. Por
volta do século III essas maneiras de evangelizar praticamente desapareceram e só foram
ressurgir, pode se assustar, depois de 1.600 anos, com o ministério de John Wesley que
reacendeu o evangelismo em massa.
4. O Evangelismo nos dias atuais
Já passamos pela história da igreja primitiva e vimos como por quase 1.600 anos ficamos
apagados e inertes sem fazer nenhum tipo de evangelismo até a reforma de Lutero que
reacendeu a igreja. E nos dias atuais, o que a igreja tem feito para alcançar os perdidos?
Como a igreja tem feito para alcançar os perdidos?
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Atualmente, grande parte das igrejas trabalha basicamente com o evangelismo em massa,
como já vimos antes, esse estratégia é limitada, pois em um grande grupo de pessoas
presentes nessas campanhas, poucas realmente vão para a igreja e criam vínculo com o
evangelho de Jesus. O problema do evangelismo em massa feito nos templos, nas nossas
campanhas e congressos é que as únicas pessoas que serão ganhas serão aquelas que se
dispuserem a ir ao templo.
Medite nisto: As únicas pessoas a quem podemos conquistar para Cristo, em qualquer
campanha evangelística, são os perdidos que deliberadamente se levantam, se preparam e
vão aos auditórios de livre e espontânea vontade, para que se exponham à pregação da
Palavra. Essas são as únicas pessoas acerca das quais temos possibilidades de esperar
ganhar com o Evangelho. Só há um problema, a maioria das pessoas não se sujeita a isso!
O mundo perdido tem procurado transmitir-nos um recado: "Por favor, certifiquem-se que
seu pastor é formado em teologia; ponham ar condicionado em seus edifícios; ponham
almofadas nos bancos; convindem-nos à igreja por meio do rádio, da televisão, do
telefone, de cartas, boletins, anúncios nos jornais, e por visitas pessoais... E depois disso
tudo, eles não vão aos templos. Temos construído todo nosso esquema de evangelismo na
premissa de que se ao menos as pessoas vierem, nós as conquistaremos. Na verdade nós
achamos que estamos evangelizando o mundo, principalmente aos domingos, o problema
é que os perdidos não estão em nossas classes da Escola Dominical e sim lá fora do
templo.
Entende a diferença? A ordem foi "IDE" e não "RECEBA" as pessoas no templo. Vejam
bem, uma estrutura bem montada, equipes de recepção, hospitalidade, consolidação e
discipulado são importantíssimas no processo de ganhar e firmar o perdido, mas elas só
terão trabalho se houverem pessoas a serem consolidadas e discipuladas e recebidas e
etc. Pense comigo, quantas igrejas hoje tem um programa efetivo de ganhar as pessoas
que não vêem à igreja? Deus não espera que sejamos gênios da técnica, da publicidade, da
promoção, da organização, para que nosso evangelismo adquira maior eficácia. Podemos
estar certos que o programa que Deus quer utilizar para conquistar as comunidades e
evangelizar o mundo inteiro será algo simples. . . algo que qualquer congregação local
poderá organizar, dirigir e realizar! "Não por força nem por poder, mas pelo meu
Espírito..." Zc 4.6.
Que tipo de evangelismo podemos realizar e que não custe nada aos cofres da igreja, que
não dependa de uma data previamente marcada e nem da agenda de um grande
conferencista? O Evangelismo Pessoal. O Evangelismo Pessoal pode atingir a todos em
qualquer lugar e em qualquer tempo. Portanto, o Senhor Jesus disse: "... Mas recebereis
poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, E sereis minhas testemunhas tanto em
Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra". At 1.8. Se Jesus
tivesse de baixar novamente essa ordem, hoje em dia, aqui mesmo em nosso país, e você
estivesse presente para ouvi-Lo. . . Que te diria Ele? Primeiramente, pergunte-se:
Qual é a minha Jerusalém? Que era Jerusalém para eles, naqueles dias?
Que é a Judéia para mim? Que era a Judéia para eles?
E que é a Samaria para mim?
E que significa para mim os confins da terra?
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Jerusalém é o seu bairro.
Judéia é a sua cidade.
E a Samaria? Seu Estado, seu País.
E os Confins da Terra? Isso em nada mudou! É o vasto e inteiro mundo - tanto para nós
como o foi para aqueles primitivos cristãos. E aqueles discípulos do Novo Testamento
foram Obedientes à ordem de Jesus? Qual foi a reação deles a essa ordem suprema?
Qual foi o plano de ação de que se utilizaram? Jesus baixou a ordem. Subiu aos céus. Eles
retornaram a Jerusalém (depois de serem um tanto animados a isso pelos anjos). Depois
todos ficaram cheios do Espírito Santo. Depois saíram em obediência a Jesus. Começaram
sua obra por Jerusalém.
A pergunta mais importante que a Igreja do século XX tem para fazer à Igreja do primeiro
século é: COMO FIZERAM ISSO? Sim, que fizeram eles para alcançar toda a cidade de
Jerusalém? Talvez fosse melhor perguntar, antes de tudo: Como é que não fizeram?
No livro de Atos há o registro de apenas duas concentrações que poderíamos designar de
evangelismo em massa. Mas esse método verdadeiramente desempenhou papel sem
importância no evangelismo da Igreja do Novo Testamento. Há outra coisa que
obviamente não faziam. Não construíam edifícios nem batiam de porta em porta pedindo
que as pessoas que "fossem aos cultos da igreja". Precisamos lembrar-nos que não havia
templos cristãos nos dias do Novo Testamento. Isso nem ao menos é um conceito bíblico.
A Igreja não teve templos senão já no século III. Hoje, o conceito de evangelismo realizado
no templo da igreja é o maior impedimento isolado à evangelização do mundo. Não
porque tenhamos templos — mas porque não queremos sair deles! O templo da igreja não
é a igreja. O termo "igreja" vem do vocábulo grego, ekklesia, que significava "assembléia",
"congregação", e nada tem a ver com a idéia de templo, de santuário.
Precisamos corrigir isso em nossas mentes, pois do contrário sofreremos eternas
consequências. O templo da igreja serve apenas para um propósito: impedir-nos de
morrer de frio no inverno e de calor no verão, ou de ficarmos molhados quando chove!
Sem dúvida que o "conceito de templo da igreja" é necessário para nós, nestes dias.
Porém, devemos considerá-lo do ponto de vista correto!
Reconheçamos que o evangelismo não deveestar centralizado no templo da igreja. Pelo
contrário, deve estar centralizado fora do templo. (O templo não deve servir de lugar onde
levamos os perdidos, a fim de convertê-los. Mas é um posto avançado — do interior de
onde enviamos os crentes!)
O livro de Atos registra exatamente como os cristãos primitivos evangelizaram Jerusalém.
E isso tornou-se modelo para a Igreja, por todo o resto daquele século. Já lemos os
versículos abaixo por muitas vezes. Talvez seja bom reconsiderá-los: "Diariamente
perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa, e tomavam as suas refeições com
alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso,
acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos". At 2.46,47. A cada dia o Senhor
acrescentava alguém à igreja. O número mínimo de convertidos, nos dias do Novo Tes-
tamento, era de 365 por ano! Pelo menos um por dia! E como a Igreja do Novo
Testamento realizou esse feito? Trabalhando no templo e de casa em casa.
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As igrejas do nosso século têm experimentado apenas a primeira metade — no templo da
igreja. Como poderia uma igreja alcançar a média de ao menos um convertido por dia? Só
há um modo dos homens serem salvos a cada dia do ano, através do ministério de uma
igreja. É que os seus membros individuais ganhem almas todos os dias. Qualquer outra
modalidade de evangelismo que tentasse ganhar almas todos os dias do ano se esgotaria
dentro de poucos meses.
Somente o evangelismo pessoal pode alcançar essa façanha. Em Atos 5.42 vemos até que
ponto eles seguiram o conceito de "evangelismo de casa em casa": "E todos os dias, no
templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar, e de pregar Jesus, o
Cristo". Evangelizaram a cidade inteira de Jerusalém, visitando cada um dos lares! Desse
modo, sabiam quando obedientemente cumpriram a ordem do Senhor! Assim é que se
deve obedecer à ordem de Atos 1.8. Eis um conceito neo-testamentário tão radical, tão
novo, tão revolucionário, que é quase inacreditável. Trata-se do evangelismo primitivo,
bíblico.
Já evangelizou a sua "Jerusalém"? Os membros de sua igreja já bateram em cada casa, em
cada apartamento — em cada lar? Sua igreja já fêz isso? Seja honesto, ao menos já pensou
em fazer isso? Você pode fazê-lo! E pode fazê-lo do mesmo modo que os crentes
primitivos o fizeram! Esse é o propósito da igreja É a razão da existência da igreja —
evangelizar a comunidade inteira. Não conseguiremos isso da maneira como estamos
agindo, atingindo somente aqueles que vêm até nós. Não esqueça:
Ganhar almas é uma pescaria espiritual
Jesus disse: “... Não temas; doravante serás pescador de homens.” Lc 5:10. O verbo pescar,
como aqui usado, quer dizer no original grego pegar vivo. O objetivo da igreja é trabalhar
para libertar as vidas aprisionadas por satanás e conduzi-las à liberdade do Reino de Deus.
Rm 14.17.
Ganhar almas é uma colheita
Jesus preveniu os discípulos: “Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores
para a sua seara.” Mt 9.38. A tarefa não é fácil; as horas de labor são muitas e cansativas;
mas a colheita significa almas ganhas para a vida eterna. O salmista declara: “Os que com
lágrimas semeiam com júbilo ceifarão. Quem sai andando e chorando, enquanto semeia,
voltará com júbilo, trazendo os seus feixes.” Sl 126.5,6.
Ganhar almas é buscar o perdido
No evangelho de Lucas 15, Jesus falando por parábolas faz algumas comparações para
apresentar a alma perdida e o seu resgatador. Lc 19.10:
- Uma ovelha perdida e o pastor que a busca;
- Uma moeda perdia e a sua dona que a procura;
- Um filho pródigo e seu pai que o espera.
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O primeiro passo é aprendermos com Jesus, que temos que nos interessar pelos outros se
quisermos que eles se interessem pelo que temos a falar. O sentimento que nos leva ao
interesse pelas pessoas que não conhecem o evangelho é a compaixão. O segundo
passo é despertarmos a curiosidade das pessoas, agindo de forma diferente do mundo,
para que as pessoas enxerguem:
- Uma vida irrepreensível de um legítimo filho de Deus. Fl 2.14-15
- Uma fé inabalável. I Pe 1.7-9
- As boas obras que glorificam a Deus. Mt 5.13-16
- A nossa união, como corpo de Cristo. Jo 17.21.
O terceiro passo é a palavra certa no tempo oportuno, isto é um trabalho de dependência
do Espírito Santo, nos capacitando com poder, autoridade e sabedoria para evangelizar. At
1.8. E o quarto passo para levar um pecador a Jesus é anunciar as boas novas, isto
abrange:
- Necessidade de salvação. Rm 3.23
- Possibilidade de salvação. Jo 3.16
- Perdão de pecados. I Jo 1.9
- Vida abundante. Jo 10.10.
3. Outras formas variadas e novas de evangelização
Evangelização por e-mail;
Evangelização por site;
Evangelização por cartas;
Evangelização por panfletos;
Evangelização por adesivos- em casas e carros;
Evangelização por artigos especializados.
Devemos evangelizar, porque o mundo está por um fio. O vazio da vida dos seres humanos
cresce vertiginosamente, quer sejam eles médicos, engenheiros, comerciantes, operários
ou lixeiros. As páginas dos jornais estão, cada vez mais, marcadas pelas conseqüências do
pecado do homem – crimes, roubos, imoralidades, infidelidade e conflitos diversos de
grandes e pequenas proporções. O uso de drogas e o abuso sexual entre jovens e até
pessoas de idade estão praticamente incontroláveis.
A vida humana, para muitos, não tem valor algum. O individualismo é tão crescente como
a conhecida inflação, o seu produto mais recente aqui no Brasil foi à aprovação do
divórcio. Andar a noite pelas ruas de qualquer cidade é um risco muito grande. Tudo, tudo
isto é fruto do pecado que habita no homem. E o que os crentes estão fazendo?
Trancafiados e lotados de atividades nas quatro paredes dos templos. Luzes escondidas
debaixo do alqueire. Sal insípido. Quando saem para evangelizar apresentam uma
mensagem tão diluída, tão antropocêntrica (o homem no centro), que o evangelismo
perde a sua essência. Isto sem contar o desinteresse ou falta de tempo para providenciar a
integração do neófito na vida da Igreja e no Reino de Deus. Em vista disso procuramos
mostrar a necessidade de sairmos das quatro paredes e como fazer isto a fim de
ganharmos almas para Cristo nesta última hora da Igreja na terra.
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Ética Cristã 151
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Capitulo V
Métodos de Evangelização
"Existem dois grandes perigos na evangelização", disse um observador perspicaz.
"Um é mudar a mensagem; o outro é recusar mudar os métodos".
Procuremos, por todos os meios, preservar o que é útil nas velhas técnicas, mas não
fujamos à experiênciacriativa e imaginativa de novas formas de evangelização. O
evangelista cristão deve ser como o mordomo da parábola de Jesus: emprega meios
antigos e novos, usa métodos provados pela experiência, mas também outros que
precisam ser experimentados.
Não há dúvida de que a flexibilidade e a imaginação desses esforços concordam com o
Novo Testamento, onde "dar testemunho" cobre toda a variedade de métodos. Nele
encontramos exemplos de evangelização em massa (João Batista, Pedro, Estêvão, Jesus);
evangelização pessoal (35 entrevistas pessoais de Jesus estão registradas nos evangelhos);
evangelização circunstancial (Jesus junto ao poço de Jaco, Pedro e João na porta Formosa
do templo); evangelização através do diálogo (Paulo na Colina de Marte e Apoio em Éfeso,
At 18.28); evangelização sistemática (os 70 discípulos enviados por Jesus, dois a dois, e a
visitação domiciliar mencionada em Atos 5.42); evangelização através de literatura (Jo
20.31; Lc 1.1-4, ambos afirmando claramente a intenção evangelística destes evangelhos).
Não podemos esperar que todos os métodos sejam eficazes para todo mundo, mas
certamente existe um meio adequado de nos aproximarmos de cada pessoa. Ou então,
Deus pode usar uma combinação de métodos diferentes para ganhar um indivíduo....
Devemos procurar, na escolha dos nossos métodos, ser naturais, cheios de tato, pacientes,
cheios de imaginação, sensíveis, livres de tensões e confiantes.
Tenhamos sempre pronto algum método, por mais natural que seja. George Sweazey diz
com razão que a afirmação de que "tudo que nós fazemos é evangelização", usualmente
acoberta um testemunho tão vago que a frase deveria ser "nada que nós fazemos é
realmente evangelização".
Antes de criticarmos o que o outro está a fazer, deveríamos lembrar a clássica resposta de
Moody a um crítico que reprovou os seus métodos.
— Nem eu mesmo gosto muito deles, confessou Moody. Mas, que métodos você usa?
Quando o crítico disse que não usava nenhum, Moody respondeu com certa aspereza:
— Bem, prefiro a minha maneira de fazê-lo, do que a sua de não fazê-lo!
Evangelização, no Novo Testamento, combina três linhas: koinonia — o testemunho da
comunidade; diakonia — o testemunho do serviço; e kerygma — o testemunho da
proclamação.
Como evangelizava Jesus? Evangelizava amando (Mc 2.16), pois era, antes de tudo, um
amigo e especialmente para os necessitados e pecadores. Evangelizava servindo. Mc 1.34.
Quando encontrava um doente, o curava; um homem faminto, o alimentava. E
evangelizava também falando (Mc 1.14), pois era Mestre e pregador por excelência. Como
evangelizavam os discípulos de Jesus? Evangelizavam à maneira do seu Mestre. Davam
testemunho através do amor fraternal (At 2.44), do serviço compassivo (At 3.6) e da fiel
proclamação. At 5.42.
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Ética Cristã 152
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Cremos que a igreja que não evangeliza precisa ser evangelizada. Não vivemos para nós
mesmos. Existimos para a nossa missão como o fogo existe para a combustão. Cada crente
uma testemunha, a única maneira de ganharmos esta geração – Se não ganharmos nossa
geração teremos fracassado em nossa tarefa. Evangelização é um estilo de vida mais do
que um programa – Evangelização não é apenas uma questão de método, mas de
compromisso. É mais um estilo de vida do que um programa.
Evangelização como estilo de vida
1. Precisamos ter visão
(a) Visão de que o homem sem Cristo está perdido
(b) Visão de que as falsas religiões prosperam
(c) Visão de que a ignorância não salva
(d) Visão de que os campos estão brancos para a ceifa
2. Precisamos ter paixão
(a) A evangelização é uma tarefa imperativa
(b) A evangelização é uma tarefa intransferível
(c) A evangelização é uma tarefa impostergável
3. Precisamos ter compromisso
(a) A evangelização exige investimento financeiro
(b) A evangelização exige investimento de vida
Evangelização como influência
1. O Método de André e Filipe
(a) Vem e Vê – O envolvimento pessoal, a influência, o esforço.
(b) Levar alguém a Cristo – Os crentes novos que levam outras pessoas a Cristo.
(c) Culto da colheita – Um domingo por mês você faz um culto especial de evangelização.
(d) Só Jesus satisfaz o seu coração – Trabalho de mobilização dos jovens e adolescentes
para trazerem amigos.
(e) Reuniões de estudo em casa – para estudar a Bíblia, para assistir a uma mensagem de
DVD.
2. O Método da Pescaria
(a) Há diferentes tipos de peixes. Para cada um você precisa de uma isca diferente, de uma
abordagem diferente.
(b) Precisamos identificar os melhores métodos para alcançarmos os melhores resultados.
(c) Jesus foi estratégico no envio dos discípulos como pescadores de homens.
(d) Paulo foi flexível com os métodos.
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O método da igreja primitiva
Seguindo a ordem de seu mestre, os apóstolos e todos os crentes primitivos, não deixaram
de usar o evangelismo pessoal e os resultados eram tremendos. Vejamos: “Mas os que
andavam dispersos iam por toda a parte, anunciando a palavra. E, descendo Filipe a cidade
de Samaria, lhes pregava a Cristo”. Atos 8.4,5. Posteriormente com a conversão de Saulo
de Tarso o evangelismo pessoal explodiu de vez, falando aos anciãos de Éfeso ele diz:
“Como nada, que útil seja, deixei de vos anunciar, e ensinar publicamente e pelas casas”.
Atos 20.20.
Os frutos deste tipo de evangelismo eram maravilhosos. Veja o que Lucas registra: No
principio era apenas um pescador - Jesus. Depois doze almas que foram treinadas por
Cristo (Lucas 6.13) após esses doze, vieram mais setenta, (Lucas 10.1) em Pentecostes o
número já era de 120, (Atos 1.15) a multidão alargou-se para quase 3.000 almas (Atos
2.41) era algo contagiante, pois a multidão crescia cada vez mais e chegava a 5000 (Atos
4.4; 5.14) o número dos discípulos crescia e multiplicava (Atos 6.1,7) as igrejas se
multiplicavam (Atos 9.31) e por fim diz o apostolo Paulo que aquele evangelho tinha sido
pregado a toda criatura debaixo do sol. Cl 1.23.
É algo realmente miraculoso não é? Mas será que isto se encerrou com a era apostólica?
Será que os apóstolos tinham algo que nós não possuímos hoje? Sim e não. A diferença
entre os crentes primitivos e nós é que eles obedeciam, levavam a sério o “Ide” de Jesus.
Você tem o mesmo Jesus, a mesma mensagem, o mesmo evangelho, os mesmos tipo de
pecadores, então o que falta? Por que nossas igrejas estão vazias e os templos das seitas
cheios? Por que, se o nosso Deus é o mesmo, ontem, hoje e o será para sempre?. Hb 13.8.
Creio então que o problema esta em nos, não em Deus ou nos pecadores, não são eles que
estão com os corações mais duros, somos nós!
Descobrindo o segredo do livro de Atos
Qual era o segredo de tanto sucesso para ganharmos almas? Seria novas estratégias, um
novo vocabulário para abordarmos os incrédulos, até mesmo empregar marketing como
fazem muitas igrejas? Não. O segredo se encontra em Atos 1.8: “Mas recebereis a virtude
do Espírito Santo, que ha de vir sobre vos; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém
como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”. É o poderde Deus que faz a
diferença meus irmãos!Temos que aprender a cooperar com Ele e Ele cooperara conosco!.
“E eles tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor...”. Mc
16.20.
Nunca teremos uma igreja conquistadora de almas enquanto não tivermos crentes com o
desejo de buscarem o poder de Deus, de estarem cheios do Espírito Santo. Enquanto não
tivermos a coragem de nos dispormos de corpo e alma para tal tarefa nunca teremos uma
igreja evangelizadora nos moldes da igreja primitiva e, por conseguinte nunca teremos
crentes avivados. Da-se pouca importância a este fato em reuniões de evangelismo passa
por cima dele apenas superficialmente, e isto é perigoso porque ele, e unicamente ele, é o
principal motor do avivamento para o evangelismo, não existe outro, não ha métodos,
formulas, ou truques que o substitua. Se quisermos ter resultados duradouros não
podemos agir de outra maneira a não ser a que esta em (Atos 4.24- 31), pare neste
instante e leia-o.
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Ética Cristã 154
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Evangelismo e Missões
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Preparando os crentes para o Evangelismo, através do Avivamento e do Arrependimento
Para que haja avivamento é necessário arrependimento de pecados, sondagem do
coração, ou como diz Hebreus 12.1: “... deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de
perto nos rodeia...”. Não gostamos muito de fazer isso não é verdade? A carne clama,
protesta, briga e se debate. O Diabo fará de tudo para te impedir, pois ele sabe, que um
crente com a vida inteiramente nas mãos de Deus, pode fazer um estrago no seu reino, e
isto ele não quer!. Todo grande avivamento na Bíblia começou com arrependimento:
(a) Ezequias - II Reis capitulo 18
(b) Josias - II Reis capitulo 22 e 23
(c) Neemias - Neemias capitulo 9
Agora chegou a hora do seu avivamento! Deus precisa de crentes corajosos que deixem de
viver dentro de seu mundinho egoísta e carnal e passe a viver no reino do Espírito!
Oração: Muitos crentes vão para o evangelismo despreparados, as vezes sem orar durante
dias,como podem querer ter sucesso na pesca de almas desta maneira? A oração é
essencial, indispensável na vida do crente, é a respiração espiritual da alma, sem a qual,
esta morrera. Geralmente uma reunião de evangelismo em nossas igrejas se assim:
O líder de evangelismo, que no caso pode ser o pastor (muito difícil hoje em dia) ou um
simples membro, reúne o pessoal na igreja. Uns chegam desanimados, outros com medo,
uns afoitos para que comece e acabe logo, pois tem outras coisas mais importantes para
fazer, como por exemplo, namorar. Alguns reclamam, mas finalmente saem apos
repartirem os folhetos, sem nenhuma explicação ou treinamento e o pior de tudo, sem
oração.
Na do evangelismo jogam os folhetos nos quintais, nos correios como se fossem panfletos
políticos, sabendo que irão ser molhados ou rasgados por algum cão travesso, gastando
assim dinheiro e tempo! Na rua enquanto evangelizam, conversam sobre tudo: futebol, o
ultimo filme que assistiram à namorada, riem brincam a vontade, e tudo isso na frente de
incrédulos. Não ha oração, antes, durante e muito menos depois do evangelismo. É
lastimável!! Você acha que tal evangelismo teria sucesso? Não? Mas é justamente essa a
realidade hoje da maioria das igrejas (as que ainda fazem evangelismo!).
Precisamos orar, buscar o poder de Deus a todo tempo. Não devemos contentar apenas
com o batismo com o Espírito Santo, mas procurarmos ser cheios todos os dias como
faziam os crentes primitivos Atos 16.13. Até mesmo Jesus precisava ser cheio, pois orava
continuamente. Lc 5.16; 6.12.
Temos tempo para tudo hoje em dia, menos para orar, mas é justamente ai que nos
erramos, pois quanto mais tempo gastamos com o Senhor em oração, mais direção nosso
espírito recebera para as coisas do cotidiano. Lc 10.41,42. Se quisermos ser ganhadores de
alma temos que pagar o preço, negar nossa própria vida pra viver a vida de Cristo em nós.
Gl 2.20. Não se contente com uma vida fraca, morna e inerte sem experimentar o poder
de Deus. Ele não te obrigara a nada, a decisão é sua, (Apoc 3.20), Deus não trabalha em
cima de ameaças, pois tudo o que fazemos pra obra de Deus tem que levar a marca do
amor e finalmente quando entrarmos no seu tribunal esse será o critério para julgar
nossas obras. I Jo 4.18.
ITI Curso Teológico Módulo IV
Ética Cristã 155
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias)
Evangelismo e Missões
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Lembre-se: Somente o crente cheio do Espírito Santo poderá levar almas a Cristo com
eficácia, enquanto o gemido do Espírito (Rm 8.26) não for o nosso gemido de intercessão
por este mundo perdido, enquanto a paixão pelas almas não queimar dentro de nos como
fazia em Whitefild que disse: “Se não queres dar-me almas, retira a minha ”ou Hyde
missionario na China que orava assim: “Da-me almas, ou morrerei” não seremos realmente
discípulos de Cristo. Precisamos nos compadecermos da multidão.
A importância do testemunho pessoal
Um bom testemunho vale mais do que um milhão de palavras. Os homens podem
questionar nossas palavras, mas não podem contestar o nosso testemunho. Um ouvinte
disse ao pregador: O que tu fazes, fala tão alto que eu não consigo ouvir tua voz.
A importância do testemunho no mundo: O cristão tem grande responsabilidade diante de
Deus e dos homens, para que, com seu testemunho glorifique o nome do Senhor. Jesus
estabeleceu o testemunho cristão como referencial ao mundo. Jesus disse que o cristão
deve ser o sal da terra. Mt 5.13. Todos nós conhecemos a importância do sal e o seu
significado. O próprio Jesus reconhecia o valor do sal, por isso afirmou: "Bom é o sal, mas,
se o sal se tornar insulso, com que o adubareis? Tende sal em vós mesmo e paz uns com os
outros." Mc 9. 50. Qualidade do sal:
O sal preserva
Desde tempos imemoriais, o sal tem sido utilizado pelos povos como substância
conservante, que preserva as características dos alimentos. O cristão, como o sal
espiritual, tem a capacidade de preservar o ambiente sob sua influência. Este mundo ainda
existe porque, apesar de sua degeneração, a igreja, formada pelos cristãos, está
preservando o que resta de saúde moral e espiritual no mundo. Quando a igreja for tirada
da terra, a podridão tomará conta dos povos sem Deus, levando-os à decomposição final,
que os levará ao inferno.
O sal dá sabor
Uma comida sem sal nunca é vista como saborosa. Normalmente, é Indicada para pessoas
que estão com problemas de saúde, para quem é contra-indicado o uso de sal. Por isso, a
Bíblia registra a importância do sal, como elemento que dá sabor, Jó 6.6.
O sal é humilde
"Sal sob medida" - uma importante característica do sal é sua humildade. Ele preserva e dá
sabor, sem aparecer. Assim é o crente humilde, "não faz questão de aparecer". Quando o
sal aparece pelo excesso, ninguém suporta. Quando o crente tem sal demais, se torna
insuportável. Isto acontece, quando se torna fanático em lugar de passar para os outros o
sabor da vida cristã, acaba afugentando as pessoas, com excesso de santidade. São
pessoas legalistas que vêem pecado em tudo. Por outro lado, há os que não têm mais sal
em suas vidas, são os liberalistas, que se acomodam com o mundanismo e dizem que nada
é pecado. São extremos.Por tanto é imprescindível ter equilíbrio no testemunho e na vida
cristã, Cl 4.6 e Gl 5.22.
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Ética Cristã 156
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Evangelismo e Missões
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Os viajantes no deserto costumavam levar na bolsa uma vasilha com sal para provocar
mais sede e assim evitar a desidratação, visto que no deserto era muito elevado. Quando
Jesus disse que o cristão deve ser salvo isto significa que além de preservar, devemos
provocar sede (desejo) no pecador. Estamos?
No lar
Os cristãos devem também dar um bom testemunho no seu lar, principalmente os pais, na
formação moral e espiritual dos filhos, no relacionamento conjugal, parentes, amigos e
com os vizinhos.
Num depoimento dramático, um ex-líder do comando vermelho, ex-traficante, e agora
convertido ao Evangelho, demonstra bem essa situação. Segundo ele, 50% dos jovens que
compravam drogas nas "bocas de fumo" eram filhos de crentes ou desviados. E mais, 70%
dos jovens que estão presos por infrações, são nascidos em lares evangélicos. Apesar de
ser filho de pastor, entrou para os "guetos" do trafico aos quatorze anos. Buscou nos
amigos o que não encontrou em casa. "Fui vítima de um sistema religioso" diz ele. Via uma
coisa dita no púlpito e outra sendo em casa. "A maioria dos meus amigos não tinha medo
de chegar no pai e ouvir os gritos ou levar aquela surra, quando faziam coisas erradas.
Minha vida era uma tensão o tempo todo. Não havia dialogo e nem companheirismo,
apenas surras e surras. Meu pai falava do amor de Deus na igreja, mas em casa eu não
podia perguntar nada, ou demonstrar qualquer atitude que fosse contrária ao que diz a
Bíblia", declara.
Na igreja
O testemunho na comunidade é de suma importância. Ecl 5.1, At 2.42-47. Luz: Jesus Cristo
afirmou que o cristão deve ser luz neste mundo de trevas. A luz é o oposto do sal (que não
é visto em ação). A luz só tem valor quando é percebida, quando aparece. Mt 5.14-16.
O testemunho elevado: Comparando seus seguidores como luz do mundo, Jesus disse que:
"Não se pode esconder uma cidade edificada sobre o monte." Antigamente as cidades
eram edificadas sobre os montes, o que tornava impossível esconder a sua iluminação.
Como luz, o crente está edificada em Cristo em posição muito elevada, Ef 2.6.
O cristão no velador: Mt 5.15 - Jesus declarou também que não se "acende" e se coloca de
baixo do alqueire mas no velador, para iluminar todos os que estão na casa. Infelizmente
há pessoas nas igrejas que se colocam no de baixo alqueire do comodismo, da indiferença,
da falta de fé e de ação, e apagam-se, por lhes faltar oxigênio de Deus.
Preparação: Já sabemos da necessidade do:
(a) Por que evangelizarmos?. Mc 16.15
(b) Quando evangelizarmos?. II Tm 4.2
(c) Onde evangelizarmos?. At 20.20
(d) Para que evangelizarmos?. Ez 3.18
(e) O que evangelizarmos?. Rm 1.16
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Ética Cristã 157
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Mas o “como” evangelizar, muitos de nós não sabemos! Nesta parte iremos mostrar ao
crente como proceder no evangelismo pessoal. Já vimos que o melhor preparo é o crente
se revestir com o poder de Deus, sem o qual não poderá responder como Samuel. I Sm
3.10. Passaremos agora para a preparação de um evangelista. Mas... antes de começar:
Como vai sua aparência?
Você já parou para analisar como os mórmons se apresentam diante das pessoas?
Pessoalmente nunca vi um mórmon com o cabelo despenteado ou com tênis e calcas
Jeans sair para evangelizar. E as testemunhas de Jeová? Fazem questão de se
apresentarem bem vestidas! Sabe porquê? Por que as seitas sabem que a primeira
impressão é a que fica.
Por que nos servos de Deus temos que ser diferentes? Pense nisso: “eu e você somos os
cartões postais de nossas igrejas”, e as pessoas sabem disso! Imagine se um vendedor de
salgados batesse a sua porta para lhe vender seu produto e você percebesse que suas
unhas estão compridas, cabelos despenteados, roupas não muito limpas, barba mal feita;
você compraria tal produto? Creio que não, não é verdade?
Infelizmente acontece quase a mesma coisa com membros de nossas igrejas que saem de
porta em porta a evangelizar, não se dão conta que as pessoas dão muita importância
aquela conhecida frase: “O mundo trata melhor quem se veste bem”. Não estou querendo
dizer com isso que o homem tenha que vestir terno e gravata e a mulher tenham que ir ao
salão de beleza antes de sair para o evangelismo! De modo algum, mas não podemos
descuidar de nossa aparência pessoal.
Muitos confundem o que é humildade, acham que precisam vestir a roupa mais velha que
tem para poder dizer que são humildes, nada mais longe da verdade. Ha pessoas que são
muito humildes que se vestem bem, e pessoas muito orgulhosas que se vestem
relaxadamente.
Homens: Barba feita, se possível roupa social, camisa por dentro das calcas, unhas
cortadas, higiene bucal bem feita (pois no evangelismo pessoal você terá que conversar
cara-a-cara com a pessoa a ser evangelizada, creio que ninguém ira gostar de conversar
com alguém que solta bafo de cebola em seu rosto ou lhe mostre restos de alimento em
seus dentes) sapatos limpos, camisa com os botões fechados, não chupar balas ou
chicletes quando estiver conversando etc...
Mulheres: Cabelo preso, higiene feita, roupa decente e as demais regras gerais...
Cuide de suas ferramentas
Quais são as ferramentas de trabalho de um evangelista? Basicamente são duas: Bíblia e
folhetos. Lembro-me certa vez quando estava evangelizando, e passando por uma rua
estavam dois meninos, um virou para o outro e apontando para minha Bíblia disse: “Oia
fulano, a Bibria dele é veia e a du outro é nova”. Não é preciso dizer que fiquei muito
envergonhado!
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Ética Cristã 158
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Evangelismo e Missões
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
A Bíblia: A Bíblia de um evangelista tem que estar em condições de uso, não caindo aos
pedaços ou cheia de papeis que mal da’ para fechá-la! Se possível sublinhar os principais
versículos que tratam sobre a salvação, fé,pecado,amor de Deus etc... Ninguém consegue
guardar todos os versículos na mente por isso uma Bíblia sublinhada seria muito útil no
evangelismo.
Os folhetos: Uma das ferramentas que menos damos importância são os folhetos. A
literatura impressa é uma arma poderosa no evangelismo pessoal. Poderá ser que alguém
queira discutir com você, mas com um folheto ninguém discutira. Entretanto precisamos
tomar alguns cuidados com os folhetos.
(a) Ao sair para o evangelismo não amasse os folhetos, se possível ponha-o em uma pasta
onde eles poderão ficar sempre no estado em que você os comprou. Ninguém gosta de ler
um folheto todo amassado. É horrível!!
(b) Não deixe-os ficar molhados com o suor de suas mãos, sempre entregue-os em
perfeito estado ao pecador.
(c) Prefira folhetoscoloridos, que chamam a atenção. Às vezes é preferível pagar um
pouco mais em um folheto atraente, do que em outro, mais barato, que ninguém irá se
interessar. Existem várias editoras no Brasil que possuem catálogos de folhetos, é sempre
útil ao evangelista possuir um ou mais catálogos para sempre se dispor de variedades.
(d) Entregue o folheto apropriado a pessoa certa. Por exemplo: a um jovem não entregue
um folheto que serviria para uma criança e vice-versa. Os folhetos são como remédios,
para cada tipo de enfermidade, um tipo de medicamento. Assim também são os folhetos.
Para um doente um folheto que fale sobre cura, a uma pessoa aflita, um folheto que fale
sobre esperança. O evangelista pessoal deve sempre ter em mãos vários tipos de folhetos
(e) Leia sempre a mensagem de todos eles, você precisa saber do que se trata para falar ao
pecador.
(f) O folheto deve sempre ter atrás, o carimbo da igreja com o endereço e dias de culto de
modo legível.
Quantos testemunhos ha de pessoas que se converteram através de um folhetinho!
Como entregar um folheto?
(a) Entregue o folheto sempre sorrindo. Um evangelista nunca irá conquistar uma alma
oferecendo-lhe um folheto com a cara fechada ou sem mesmo olhar na pessoa! Portanto,
seja jovial.
(b) Entregue o folheto debaixo de oração. Ora antes, durante e depois de entregá-lo. Os
demônios fazem de tudo para atrapalhar a obra de evangelização.
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Ética Cristã 159
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(c) Não force ninguém a pegar o folheto. Quando a pessoa rejeitar não tente forçá-la, isso
só piora a situação, mesmo por que, a pessoa esta no direito dela de rejeitá-lo. Nesse
ínterim agradeça de modo gentil e não a ameace com versículos bíblicos ou coisas do
gênero.
Como preparar um grupo de evangelismo?
Ha um grande inimigo da igreja que deseja ganhar almas! Ele não permite que seus
membros se disponham na obra do evangelismo pessoal, de maneira sistemática, continua
e primordial. Este inimigo é: atividades demais. Atividades demais é o maior problema na
igreja atual é a arma que o inimigo usa para barrar o crescimento da igreja. Algo que
deveria ser secundário na vida da igreja, tornou-se a coisa principal e o pior de tudo é que
muitas dessas atividades acabaram virando tradição no seio das igrejas, e não pretendem
sair tão fácil. Sim, louvar a Deus é bom, mas fomos chamados a ganharmos almas, Jesus
não disse “ide e louvai”, mas antes “ide e pregai o evangelho”.
Hoje muitos se escondem atrás da fachada de músicos, pregador, aliás, pregador de igrejas
é o que não falta, às paredes das igrejas são os locais mais evangelizados do mundo!
Mas ninguém quer ir lá fora no sol quente pescar; esperam que os peixes venham limpos!
Certamente que Deus deu dons a igreja como pastores, doutores, ajudadores, cantores
etc... Mas não encontramos nenhum apoio bíblico para que essas pessoas não
evangelizem. Antes de um pastor ser um pastor, ele tem que ser antes de tudo um
evangelista pessoal ganhador de almas, e o mesmo se aplica aos músicos e outros cargos
dentro da igreja. Enquanto não percebermos que a tarefa principal da igreja é ganhar
almas, continuaremos a contentarmos com uma igreja fraca e vazia, cheia de
departamento de louvores, mas sem nenhum pecador salvo, sendo que o maior louvor é
quando uma alma se converte. Lc 15.7; Apoc 5.9,10.
Formando uma equipe
Se conseguir levar a igreja toda ao evangelismo, isto será maravilhoso, caso contrário terá
que usar o método que Deus mostrou a Gideão. Muitos dentro de nossas igrejas estão
dentro de uma dessas categorias descritas abaixo:
Categoria Tomé: São aquelas que duvidam de tudo, por isso não saem para evangelizar e
não conseguem crer que Deus poderá dar uma grande quantidade de peixes, mas estão
completamente enganadas. Lc 5.4,5,6.
Categoria do filho desobediente: São aqueles que se aprontam dão o nome, se entusiasmam,
mas nunca aparecem. Mt 21.28,29,30.
Categoria de Isaías: Estes sim estão prontos a fazerem a obra de Deus, pois sempre dirão:
“Eis me aqui Senhor, usa-me a mim”. Eles podem ser poucos, no entanto, são os que darão
resultado, pois estão dispostos, custe o que custar a fazer a obra de Deus.
Onde Evangelizar?
Vamos examinar o Novo Testamento. Vamos ver em quais lugares os primeiros
evangelizadores, a começar por Jesus, anunciaram o Evangelho:
Em Lucas 8.1: Jesus pregando o evangelho nas cidades e aldeias.
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Em Atos 5.42: Os discípulos anunciando a Jesus Cristo no templo e nas casas.
Em Atos 16.31: Paulo e Silas pregando o Evangelho na prisão.
Em Atos 8.29: O diácono Filipe pregando durante uma viagem.
Em II Timóteo 4:2, Paulo recomenda a Timóteo: "que pregues a palavra, que instes a
tempo e fora de tempo...". Assim, o plano de evangelização da igreja do Senhor Jesus
Cristo deve ser: “todas as pessoas em todos os lugares”.
Alguns lugares: Como exemplos, relacionamos alguns lugares onde se pode anunciar o
Evangelho. Podendo ser por contato pessoal ou oferecendo literatura evangelística
(folhetos evangelísticos, evangelho, revistas bíblicas, Bíblias): Nas filas: comércio, ônibus,
bancos, nas portas de bancos, de escolas, de feiras, de estádios, de estações, nas festas
religiosas, nos hospitais, nos presídios, etc.
Depois do Evangelismo: Depois de ganhar almas, não as deixe a mercê da sorte, mas crie
para elas um departamento de discipulado dentro da igreja. Onde poderão fazer
perguntas e ter a chance de se expressarem. Mas cuidado, não coloque qualquer pessoa
para este cargo, prefira pessoas que conheçam bem a Bíblia e que seja sábia no
tratamento com tais indivíduos. Geralmente, os pecadores vêem feridos (com traumas,
preconceitos, complexos, etc...) para o aprisco e é necessário que o pastor saiba aplicar os
tipos certos de remédios para cada tipo de ferimento. Uma vida vale todo investimento.
Um missionário na China, forçado pelas circunstâncias da guerra a deixar seu campo
de trabalho, recebendo ordenado pequeníssimo para enfrentar o encarecimento da vida
naquela região, foi procurado por um industrial chinês que lhe ofereceu o lugar de
chefe em um dos departamentos de sua organização, com um excelente ordenado.
Travou-se no coração do missionário uma luta titânica. De um lado, a precariedade da
situação financeira, a filhinha enferma, precisando de tratamento adequado, a esposa
sobrecarregada porque o ordenado insuficiente não permitia o luxo de uma
empregada; do outro, a possibilidade de tudo se resolver com um emprego honroso e
bem remunerado.
Depois de pensar por algum tempo, respondeu o nosso missionário ao industrial
chinês: - Agradeço-lhe, mas não posso aceitar o emprego que me oferece. - Mas, por
que? perguntou o chinês.
Se você acha o ordenado pequeno, podemos aumentá-lo. - Não - foi a resposta - o
ordenado é bom, o emprego é que é pequeno.
E o chinês, meio "queimado", foi dizendo - Não compreendo!
E o missionário: - Não pretendo insultá-lo. Do ponto de vista do mundo, a posição que
o senhor me oferece é a que se pode chamar de grande. Mas, não percebe o senhor que,
comparando-acom a tarefa que o Senhor me deu, esta é incomparavelmente maior?
Ganho um pequeno ordenado, insuficiente para as nossas necessidades, mas eu tenho
um grande emprego: ganhar almas para Deus.
Eu seria um louco se deixasse essa obra magnífica para ir vender mercadorias....
"Quão formosos os pés dos que anunciam a paz, dos que anunciam coisas boas!". Rm
10.15.
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Ética Cristã 161
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Capitulo VI
Razões porque Alguns não Evangelizam
Edison Queiroz afirma: Descobri uma coisa
interessante em meu ministério: os crentes não
evangelizam porque não sabem fazê-lo. Antigamente
eu pensava que se tratava de falta de consagração, de
falta de fé, de desânimo etc., mas logo descobri que o
grande problema era a falta de um ensino prático.
Certo domingo preguei, sobre a importância de o
crente ganhar vidas para Cristo. Durante minha
pregação exortei a igreja, afirmando que todo crente deve ser um ganhador de almas e
que o crente que não ganha almas está em pecado, etc. Após o culto um jovem venho
falar comigo e disse: “Pastor, você fica o tempo todo nos dando chicotadas do púlpito, nos
exortando a ganhar vidas para Cristo, mas nunca nos ensinou a fazê-lo.”
Confesso que tive de reconhecer meu erro e dar a mão à palmatória. Pedi perdão àquele
jovem e disse que iria providenciar o treinamento. Naquela época convidei a equipe da
Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo para vir dar um treinamento de evangelização
e discipulado para a igreja; telefonei-lhes e perguntei se tinha um treinamento para a
igreja.
Eles me informaram que sim e que necessitavam de um período de 12 horas/aula. Agendei
o mês de outubro e usei o tempo do culto e da escola dominical nos quatro domingos
daquele mês para o treinamento. Foi maravilhoso o trabalho do Espírito Santo, que levou
os crentes a entender que podem pregar o evangelho.
No terceiro domingo de treinamento, preparamos uma surpresa para os membros da
igreja. Cheguei mais cedo com a Equipe da Cruzada, colocamos uma mesa na calçada da
igreja, fechamos o portão e esperamos os crentes chegarem.
Cada um que chegava perguntava: “O que aconteceu, pastor? Não haverá treinamento
hoje?” Logo explicávamos que iríamos fazer uma experiência e enviávamos pares a
evangelizar na praça; pedimos que voltassem ás 11h para darem testemunhos.
Lembro-me do testemunho de um diácono que falou com lágrimas nos olhos: “Pastor, sou
crente há mais de 30 anos e nunca alguém orou comigo entregando a vida a Cristo, mas
nesta manhã eu tive a alegria de ver alguém orando comigo, convidando Cristo para entrar
em sua vida. Aleluia!”.
Hoje o treinamento em evangelização faz parte da instrução dos novatos na Escola
Dominical, e a meta é que todos os membros da igreja saibam explicar o plano de
salvação, levar uma pessoa a orar recebendo Cristo como Senhor e Salvador e dar os
primeiros passos no discipulado. Portanto observemos os principais motivos de muitos
não se envolverem diretamente na evangelização.
ITI Curso Teológico Módulo IV
Ética Cristã 162
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I. Não foram treinados
A primeira e principal razão porque não evangelizamos é porque não fomos treinados para
isso. Não sabemos realmente o que dizer e como proceder. As tentativas mal sucedidas do
passado servem ainda de um grande bloqueio.
II. Por causa de timidez e medo
Muitos são demasiadamente tímidos e entram em pânico somente com a idéia de terem
de abordar alguém, mesmo que seja conhecido.
III. Por causa de falsos conceitos
Qual a primeira idéia que vem na mente de um crente quando lhe falamos sobre
evangelismo? Alguns pensam na situação desagradável de ter de ficar de pé numa praça
gritando para pessoas desinteressadas. Outros se angustiam com a idéia de que devem
bater à porta de um desconhecido.
A maioria associa o evangelismo a algo desagradável, inconveniente e embaraçoso.
Podemos fazer cada uma dessas coisas, mas não temos necessariamente de fazê-las. Não
podemos levar a igreja a evangelizar a menos que os ajudemos nesses conceitos
exagerados.
IV. Não possuem o dom de evangelista
Esse é certamente o principal equívoco, a idéia de que somente aqueles que possuem o
dom de evangelista podem realmente evangelizar com sucesso. Creio que a visão
departamental da Igreja tem contribuído para que a maioria dos crentes se sintam
eximidos de pregar por causa desse pensamento.
V. Por se julgarem desqualificados
Existe uma mentira maligna de que precisamos ser mais santos que o anjo Gabriel para
podermos evangelizar. A idéia de que o testemunho é mais importante que as palavras
tem levado as pessoas ao extremo de se calarem. Por melhor que seja o nosso
testemunho, as pessoas somente serão salvas se ouvirem a mensagem do evangelho e
aceitarem.
VI. Não têm mais amizade com incrédulos
A igreja tem confundido separação com isolamento. Muitos crentes já não possuem
amigos incrédulos depois de alguns anos de conversão. Separação é a estratégia de Deus
para a nossa santificação, mas isolamento é a estratégia do diabo para impedir que
influenciemos. O barco deve estar no mar, mas o mar não pode estar nele. Isto é separação.
Um barco que nunca sai da areia da praia, porém, está isolado e fora do seu propósito.
VII. Porque possuem vergonha do evangelho
Parece estranho, mas alguns confundem vergonha dos evangélicos com vergonha do
evangelho. Se não confessarmos o Senhor hoje ele não nos confessará naquele dia diante
do Pai. Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação
de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego. Rm 1.16.
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Ética Cristã 163
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Capitulo VII
Por que Evangelizar e Fazer Missões?
Quantas vezes nos perguntamos qual o significado de
evangelismo e também por que devemos evangelizar? A
palavra “evangelho” vem de duas palavras grega seu, que quer dizer “bom”, e de angelia,
que significa “mensagem, notícia, novas”. Assim, a palavra euuangelion quer dizer “boas
novas, notícias alvissareiras”. Essa palavra aparece tanto no Antigo Testamento como na
literatura extra-bíblica. No hebraico é bessorah (II Sm 18.20,25,27; II Rs 7.9), que a
Septuaginta traduziu por euuangelion. Originalmente significava “pagamento pela
transmissão de uma boa notícia”. Com o tempo, passou a ganhar novo significado no
mundo romano de fala grega, em virtude do culto ao imperador, pois a palavra
euuangelion era usada para anunciar o nascimento deste ou a sua coroação.
Evangelizar segundo Cannon May Warren, da Abadia de Westminster, é “apresentar Jesus
Cristo no poder do Espírito Santo, de tal maneira que os homens possam conhecê-lo como
Salvador e servi-lo como Senhor, na comunhão da igreja e na vocação davida comum”.
Portanto, evangelização é a transmissão do Evangelho de Cristo de forma clara, objetiva e
direta, mostrando todo o plano de Deus para o ser humano. Qualquer outro tipo de
conteúdo, que não mostre o pecado do homem e a sua separação do seu Criador, é
apenas informação sobre o Evangelho e, nunca, evangelização. Vale ressaltar que o nosso
papel é a transmissão oral; o convencer e o converter pertencem ao Espírito Santo que faz
a obra como lhe apraz e na hora certa. Mas, por que eu devo evangelizar?
1. Porque é uma ordem do Senhor. Mt 28.19,20; Mc 16.15-18
2. Porque o Senhor ordenou pregar o Evangelho a todas as aldeias. Mt 9.35
3. Porque o Senhor ordenou pregar o Evangelho em todo o lugar. At 17.30
4. Porque o Senhor ordenou pregar o Evangelho a toda a criatura. Mc 16.15
5. Porque o Senhor ordenou pregar o Evangelho a todas as nações. Mt 28.19
6. Porque o Senhor ordenou pregar a todo o mundo. Mc 16.15
7. Porque não é opcional e sim compulsório. I Co 9.16
8. Porque é um privilégio de cada salvo. Mt 10.32
9. Porque é uma responsabilidade de cada crente. I Tm 2.4
10. Porque é uma prova de que temos a natureza de Deus. I Pe 1.4 e I Jo 4.8
11. Porque é uma dívida de todo crente. Rm 1.14,15
12. Porque a noite vem, quando ninguém pode trabalhar. Jo 9.4
13. Porque os cristãos são os únicos que podem tornar Cristo conhecido. At 20.26
14. Porque temos recebido o ministério da pregação. I Tm 1.11,13-15
15. Porque sem evangelização, milhões perecerão sem salvação. Ef 2.1,12
Como afirmou o Pr. Antonio Gilberto, tendo em vista a obra de ganhar almas para Jesus,
mediante a evangelização pessoal, vamos considerar este assunto sob os cinco pontos
seguintes:
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Ética Cristã 164
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias)
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Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
1. “Porque” devemos Evangelizar
2. “Quando” devemos Evangelizar
3. “Onde” devemos Evangelizar
4. “Como” devemos Evangelizar
5. “Resultados” de Evangelizar
Porque devemos Evangelizar? Mc 16.15
Para muitos cristãos, Jesus é apenas o Salvador de suas almas, mas não Senhor e Rei de
suas vidas. O evangelho integral apresenta Jesus não só como Salvador, mas também como
Senhor. At 16.31. A ordem de evangelizar vem do Senhor para os seus súditos. Não é um
convite: é um mandamento do nosso Senhor. Mas não devemos evangelizar só porque é
um mandamento, mas porque amamos a Jesus e queremos ser-lhe gratos. Vejamos as
desculpas mais comuns dos crentes quanto a esta ordem do Senhor:
"Estou muito ocupado"; "Não tenho tempo". Entretanto o Senhor Jesus não estava tão
ocupado a ponto de não poder vir morrer em nosso lugar. Aqui no mundo Ele sempre
cumpria na hora o programa do Pai, mesmo sabendo que o final seria o Calvário. Mt
26.45; Lc 22.14; Jo 2.4; 13.1; 17.1. Ele não andava tão ocupado a ponto de não ouvir o
clamor das almas aflitas. Mc 5.30; Lc 18.40.
"Estou muito cansado". Jesus, no sol de meio-dia, junto à fonte de Jacó, não estava tão
cansado a ponto de não poder atender a samaritana perdida. Jo 4.6,7.
"Não sei falar"; "Não dou para nada na igreja".
"Não tenho capacidade". Outros também já deram as mesmas desculpas, mas ao obedecerem
à ordem do Senhor, foram maravilhosamente usados por Ele. Estude os exemplos de:
Moisés (Ex 3.11)
Gideão (Jz 6.15)
Isaías (Is 6.5)
Jeremias (Jr 1.6)
Amos (Am 7.14)
Portanto, entregue ao Senhor o que você tem, irmão. Ele transformará o pouco no muito.
Jo 6.9-13. Ele dará a capacidade necessária. Mt 4.19; II Co 3.5. A missão de evangelizar o
mundo, entregue por Jesus à sua Igreja, implica em dever e responsabilidade. Ez 33.8,9; Rm
1.14; I Co 9.16. Uma das razões da inatividade de muitas igrejas e crentes na obra de
evangelização vem do seu descuido quanto à vinda de Jesus. Os cristãos primitivos foram
ativos na evangelização, não só porque eram cheios do Espírito Santo, mas também
porque esperavam a volta de Jesus em seus dias.
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Ética Cristã 165
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Porque temos recebido de Deus talentos, e assim temos uma mordomia para dar conta.
Mt 25.14-30; Lc 16.2; 19.13. O dia da prestação de contas com o nosso Senhor está perto.
Rm 14.10; I Co 3.13-15; II Co 5.10.
Porque Deus nos concedeu o privilégio de participar do seu trabalho: Servir ao Senhor
não é apenas um dever cristão, é também um grande privilégio. Deus podia usar outros
meios para levar a mensagem de salvação ao pecador. Ele assim faz quando lhe apraz, mas
isto não é regra geral; é exceção. Seu método é usar homens para falar a homens. O
trabalho de ganhar almas para Deus é um privilégio que Ele nos concede para obtermos
galardão no dia de Cristo. Fp 2.16. Há, neste sentido, uma solene declaração da Bíblia em
Pv 11. 30. A salvação é dádiva de Deus, mas galardão é recompensa que o crente obtém
mediante sua atividade na obra do Senhor.
Porque o pecador sem Jesus está perdido. Rm 5.12. A palavra perdido, significa perdido
mesmo, isto é, sem solução, desenganado, extraviado, desgarrado, arruinado. Jesus usou
esta palavra em Lucas 19.10. Precisamos compreender que esta é a situação atual do
pecador não-salvo. Jesus não usou termos menores, nem arrodeios.
Aqui, entre nós, quando desaparece um avião, um navio, uma expedição ou mesmo uma
pessoa, todos os recursos disponíveis são mobilizados para salvar o que está perdido.
Vamos nós fazer menos, ou cruzar os braços ante o perdido pecador, que se não aceitar
Jesus como seu Salvador, irá para o Inferno eterno? Se, como parte de um curso de
evangelismo pessoal, tivéssemos de passar 24 horas no Inferno, para ver o que se passa lá
entre os perdidos, ao voltarmos, toda nossa vida giraria em torno da obra de evangelizar
e ganhar almas perdidas, e também desviados, e jamais pôr tropeço na vida de alguém.
Uma alma vale mais do que todo o mundo. Mc 8.36,37. O amor que Jesus demonstrou por
nós no Calvário deve nos constranger. II Co 5.14. A visão deste sublime amor de Jesus
torna-se mais real quando meditamos a respeito do seu suor de sangue, da traição de
Judas, das vergastadas, do esbofeteamento, dos pregos nas mãos e nos pés; na sede, na
zombaria; sim, quando sentimos seu coração rasgado de dor; quando vemos seu rosto
desfigurado pelos maus-tratos; quando ouvimos seu brado pungente nas trevas e
contemplamos a sua cabeça pendente na cruz!
Na mensagem ao profeta Isaías, Deus dirige-se a todos nós: "A quem enviarei eu? E quem
irá por nós?". Is 6.8. O irmão já teve a visão horrível das almas condenadas caminhando
nas trevas para o abismo? Lembre-se de que está agora salvo porque alguém duma
maneira ou de outra o levou a Cristo, meu caro irmão! Queremos somente receber e não
dar também?
“Quando” devemos Evangelizar
A única resposta é: Agora! Como os pecadores crerão agora, se eu não falar agora?. Ml 1.9;
At 17.30; Hb 3.7. As almas precisam ser ganhas para Jesus agora, porque:
Agora é que estamos vivos. Em Lucas 16 temos a história de um homem que se interessou
pela salvação dos outros, mas só depois de morto, quando nada mais podia fazer.
Agora temos pouco tempo. Jesus não tarda a vir. Se no tempo do apóstolo João, sua
vinda já estava próxima (Ap 22.20), que diremos nós hoje? Urge atentar para Jo9.4.
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Nosso tempo também pode ser pouco no sentido de a liberdade religiosa ser cerceada
ou mesmo cassada, como já aconteceu e está acontecendo em certos países. Quanto à
idade daqueles a quem devemos evangelizar, a resposta sempre será - agora. Crianças,
jovens e velhos podem ser ganhos para Jesus agora. Na igreja, um dos grandes setores de
evangelização das crianças é a Escola Dominical, quando devidamente aparelhada. Nela, o
professor de crianças tanto pode levar as crianças a Cristo, como ensiná-las a viver para
Cristo. Quem ganha uma criança para Jesus salva uma vida inteira. Quem ganha um
adulto, salva apenas meia vida, pois a outra metade o mundo já levou. Cuidado, pois! Uma
oportunidade perdida pode nunca mais voltar. Um coração hoje aberto pode amanhã
estar fechado, e... para sempre.
“Onde” devemos Evangelizar
Nem em todos os locais podemos fazer cultos de pregação, mas ganhar almas
individualmente, sim. Vejamos alguns locais onde isso pode suceder:
Nos Cultos: Os crentes ganhadores de almas devem ficar alerta nos cultos de pregação,
especialmente quando estes chegam ao término. Há pecadores que, mesmo depois de
convencidos pelo Espírito Santo, precisam de ajuda para fazer sua decisão. Muitos têm
dúvidas, temores e dificuldades internas. Nessas horas, uma palavra de encorajamento
da parte de Deus é decisiva. Há pessoas que nunca entraram num templo. Acham tudo
estranho. Uma voz amiga vence tais barreiras. Quantos milhares de pecadores fizeram sua
decisão porque alguém os conduziu à frente. Não convém insistir demais nem também
forçar. Deixe o Espírito Santo dirigir as coisas. Muitas almas se extraviam por falta de uma
palavra amiga, portanto, dê atenção pessoal a elas. Nos cultos ao ar livre, o trabalho
pessoal com os circunstantes é valiosíssimo. Muitos frutos têm sido colhidos assim.
Nos Lares: O lar pode ser o nosso. Muitas vezes o campo de trabalho não é o interior do
país nem o exterior, mas a nossa própria casa, isto é, pais, irmãos, filhos, parentes. Jesus
disse que o campo é o mundo. Mt 13.38; ora, o mundo começa à nossa porta. Os crentes
primitivos evangelizavam de casa em casa. Mc 5.19; At 5.42; 20.20. Muitas grandes igrejas
de hoje, começaram em casas particulares. O lar foi a primeira instituição divina, e Deus tem
em mira a salvação de todos no lar. Gn 19.12; Êx 12.3; Js 6.23-25; At 11.14; 16.31.
Em Público: Aqui, há muitos locais a considerar. O apóstolo Paulo pregou em praças. At
17.17. À beira de rios. At 16.13. Na parábola das bodas, o Senhor Jesus fez menção disso. Lc
14.21. Há pessoas de tal temperamento e formação; de tais superstições e preconceitos,
que jamais entrarão num templo evangélico. Muitas vezes há também proibição. Tais pes-
soas só poderão ser atingidas pelo evangelismo pessoal em público. Evangelizar é ir ao
encontro do povo. Jesus não disse: "Venha todo o povo ouvir a pregação do Evangelho",
mas, "Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura".
No trabalho (indústrias, profissões particulares, etc.): Jesus chamou vários discípulos
quando ocupados em seus trabalhos habituais. Mt 9.9; Mc 1.16-19. O grande evangelista
D.L. Moody foi salvo quando trabalhava no interior duma sapataria. Há ocasiões em que a
melhor maneira de falar de Jesus em .tais lugares é através da própria vida, vivendo diante
dos patrões, empregados e colegas como um verdadeiro filho de Deus, deixando a luz
brilhar nas trevas. Uma vida assim atrai os outros para Cristo.
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"A única Bíblia que muitas pessoas lêem é a vida de um crente" (D.V. Hurst). É como se
fosse o "Evangelho Segundo Fulano de Tal". É preciso prudência para falar nos locais
acima mencionados, de modo que não haja violação de rotinas, quebra de instruções, etc. A
hora de almoço e. o tempo de descanso podem ser as ocasiões apropriadas. Não é preciso
um sermão. Muita gente pode ser alcançada em público: barbeiros, ascensoristas,
engraxates, comerciantes, comerciários, empregados em geral, balconistas etc. O irmão
R.A. Torrey dava cinco características de uma boa oportunidade em público. Ei-las:
Quando a pessoa está só;
Quando desocupada;
Quando de bom humor;
Quando comunicativa;
Quando em atitude séria.
Nos transportes em geral (trens, navios, aviões, ônibus, etc): Em viagem, normalmente
as pessoas estão dispostas: gostam de conversar e ler. Outras ficam apreensivas. O
transporte em que viajamos diariamente pode ser o meio de ganharmos muitas almas
para o reino de Deus. Peça, irmão, ardentemente ao Senhor que o dirija a falar aos
pecadores. Às vezes, quando não é possível falar, podemos entregar um folheto
apropriado.
Nas instituições públicas (hospitais, prisões, abrigos, penitenciárias, institutos, etc):
Aqui, a primeira providência é obter a devida permissão para o serviço que se pretende
fazer. É um ato nobre e cristão levar alegria e prazer aos internos de tais instituições.
Muitos deles, dali não voltarão mais ao convívio dos seus. A única oportunidade que terão
de ouvir o Evangelho será pelo testemunho pessoal, pelo rádio ou pela página impressa.
"Estando enfermo e na prisão, não me visitaste". Mt 25.43.
Paulo ganhou o carcereiro dentro da prisão. At 16.23,24. Há pessoas que em são estado de
saúde e em plena liberdade, jamais ouviriam o Evangelho, mas nas instituições de
internamento podem ouvir de boa mente. O campo é vasto nas organizações deste tipo.
Milhares têm aceitado Cristo nas prisões, sanatórios, abrigos, etc. Outros estão a espera
que alguém lhes leve a mensagem da salvação. Hb 13.3.
Aproveitando as ocasiões: Pessoas atingidas por infortúnios, desgraças, catástrofes, etc,
ouvindo do poder salvador de Cristo, poderão render-se a Ele. Quando uma pessoa acha-se
no centro de tais acontecimentos, esvaem-se-lhe a vaidade, o egoísmo, os pontos de vista,
os preconceitos, etc. Numa situação assim, o Evangelho deve ser indicado como a
felicidade eterna. Há pessoas que em situações normais não dão qualquer importância
ao assunto da salvação, mas atingidas pela adversidade, tornam-se receptivas. Muitos
têm sido salvos em tais circunstâncias. Por exemplo: ali está um homem morrendo sem
salvação. Ele treme ao enfrentar a eternidade sem Deus. Em tais momentos o testemunho
de Jesus pode ser vital e decisivo. Quantos já estão na glória, tendo sido salvos nos
últimos momentos de vida? O malfeitor ao lado de Cristo, foi salvo assim. Lc 23.42,43.
Momentos de decisões importantes também são ocasiões próprias para se falar de
Jesus.
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“Como” devemos Evangelizar
Para começar, o ganhador de almas tem de ter experiência própria da salvação. É um
paradoxo alguém conduzirum pecador a Cristo, sem ele próprio conhecer o Salvador. Isto
é apontar o caminho do Céu sem conhecê-lo. Quem fala de Jesus deve ter experiência
própria da salvação. Sl 34.8; II Tm 1.12.
O uso da Palavra de Deus e seu estudo constante. II Tm 2.15: Este é um dos fatores do
crescimento espiritual e da prática de ganhar almas. Estando nosso coração cheio da
Palavra de Deus, nossa boca falará dela. Mt 12.34. É evidente que o ganhador de almas
precisa de um conhecimento prático da Bíblia; conhecimento esse, não só quanto à
mensagem do Livro, mas também quanto ao volume em si, suas divisões, estrutura em
geral, etc. Sim, para ganhar almas é preciso "começar pela Escritura". At 8.35.
Aquilo que a eloqüência, o argumento e a persuasão humana não podem fazer, a
Palavra de Deus faz, quando apresentada sob a unção do Espírito Santo. Ela é qual
espelho. Quando você fala a Palavra, está pondo um espelho diante do homem. Deixe o
pecador mirar-se neste maravilhoso espelho! Assim fazendo, ele aborrecerá a si mesmo ao
ver sua situação deplorável.
Está escrito que "Pela lei vem o conhecimento do pecado". Rm 3.20. Através da poderosa
Palavra de Deus, o homem vê seu retrato sem qualquer retoque, conforme Is 1.6. No
estudo da obra de ganhar almas, há muito proveito no manuseio de livros bons e
inspirados sobre o assunto. Há livros deste tipo que focalizam métodos de ganhar almas;
outros focalizam experiências adquiridas, o desafio, o apelo e a paixão que deve haver no
ministério em apreço. A igreja de Éfeso foi profundamente espiritual pelo fato de Paulo
ter ensinado a Palavra ali durante três anos, expondo todo o conselho de Deus. At 20.27-
31. Em Corinto ele ensinou dezoito meses. At 18.11. Veja a diferença entre essas duas
igrejas através do texto das duas epístolas (Coríntios e Efésios).
Uma vida correta: Paulo evangelizando pessoalmente a Félix, o governador da Judéia,
disse: "Procuro sempre ter uma consciência sem ofensa, tanto para com Deus como para
com os homens". At 24.16. A consciência nos seus dois lados - para com Deus e para com os
homens - deve estar limpa. Muitos crentes têm sido desaprovados por Deus por falharem
nesta parte. Trabalham à toda força e frutos não há. Perguntam: "Por que não há frutos
no meu trabalho?" As Escrituras respondem em Is 52.11. Davi compreendia que o pecado é
um impedimento à conversão dos pecadores. Sl 51.2-13. Consideremos aqui os seguintes
textos:
I Pe 1.15 - Aqui a santidade é requerida em todas as maneiras de viver.
Fp 1.27 - Mostra que a nossa conduta deve ser conforme o Evangelho.
Rm 12.1,2 - O ensino aqui é que não devemos ter uma vida conformada com o mundo.
O povo de Deus deve caminhar o mais possível distante do mundo.
Certo patrão estava examinando um grupo de motoristas, a fim de selecionar um deles
para ficar como empregado de sua firma. A certa altura do teste, surgiu a seguinte
pergunta dele: "Se vocês fossem por uma estrada, beirando um precipício, qual seria a
menor distância a que chegariam da beira do abismo, respeitando os limites de segurança?"
Os motoristas querendo demonstrar habilidade e experiência, foram dizendo: "um metro",
"menos de um metro", "meio metro".
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Nenhuma resposta agradava o patrão até que um deles disse: "Eu caminharia tão longe
quanto possível do precipício". Este candidato foi aceito para o emprego. Assim deve ser
também na vida espiritual... O descrente não lê a Bíblia, mas lê a vida do crente, que de
fato deve ser uma Bíblia aberta!. II Co 3.2.
Aprendendo com o supremo ganhador de almas – Jesus. Mt 4.19
Em sacrifício, amor, serviço e métodos na obra de ganhar almas, Jesus é o nosso perfeito
exemplo. Entre os diversos casos de evangelização pessoal do Senhor Jesus, abordaremos
um - o da mulher samaritana, em João cap.4. Se seguirmos os passos de Jesus para ganhar
a samaritana, muito aprenderemos quanto à evangelização pessoal. Em seu ministério,
inúmeras vezes Jesus pregou a milhares de ouvintes; entretanto, um dos seus mais
belos sermões - o de João capitulo 4, foi proferido perante uma só alma. Isto revela
também a importância do testemunho pessoal. Noutra ocasião, Jesus dirigiu um extenso
estudo bíblico para dois discípulos. Lc 24.27. Sigamos, pois, os passos do Senhor ao
ganhar a samaritana:
Ter amor, espírito de sacrifício (vv. 4,6,8). O v.4 fala de sacrifício; o v.6, de cansaço; e v.8,
de necessidade (fome). Tudo por causa duma alma perdida. É interessante notar que
Jesus estava cansado da viagem (v.6), mas não do trabalho. O ganhador de almas deve
estar possuído de ardente amor e compaixão pelos perdidos. O apóstolo Paulo tinha a
mesma paixão. Rm 9.2,3.
Ir ao encontro do pecador (v.5). Observe como o Senhor Jesus foi do geral ao particular:
primeiro, à província de Samaria (v.4), depois à cidade de Sicar (v.5), e por último à fonte de
Jacó, para onde a mulher deveria vir (v.6). Jamais deveremos esperar que os pecadores
venham ao nosso encontro. Jesus mostrou, em Mateus 4.19, que a obra de ganhar almas é
comparada a uma pescaria espiritual. O pescador tem de colocar-se no local da pesca, se
quiser apanhar peixes. Noutras passagens da Bíblia encontramos o mesmo ensino, como em Lc
15.4. O profeta Ezequiel, conduzido pelo Espírito Santo, foi até os cativos do seu povo e
sentou-se entre eles. Ez 3.14,15.
Paciência (v.6). "Assentou-se". Assim fez, esperando pelo pecador. At 17. 2.
Entrar logo no assunto da salvação (v. 7). Há sempre uma porta aberta para se falar da
salvação. No caso da samaritana, o assunto do mo mento era água e sede, e logo Jesus falou
da água da vida que sacia a sede da alma. Vemos um caso idêntico em Atos capítulo 8. Aí o
assunto era leitura e logo o servo de Deus iniciou a conversa com uma pergunta também sobre
leitura (v.30). Em João, capítulo 2, quando Jesus conversava com Nicodemos, talvez soprasse
uma brisa, e logo Ele usou o vento como figura (v.8).
Ficar a sós com quem está falando (v. 8). Quando alguém estiver falando com um
pecador a respeito da salvação, evite perturbá-lo, a menos que seja convidado.
Deixar os preconceitos raciais ou sociais (vv.9,10). Jesus veio desfazer todas as barreiras
que impedem a perfeita relação entre Deus e o homem, e entre este e seu semelhante. Os
preconceitos têm causado grandes males na sua ação destruidora de separar, ao passo que
Jesus veio unir. Ef 2.11-22.
Não se afastar do assunto da salvação (vv.9-13). No v.9, a mulher alega o problema do
preconceito. No v.12, Jesus volta ao assunto inicial: água, mas agora água da
vida. Nos w.11,12, a mulher apresenta dificuldades.
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Ética Cristã 170
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Nos w.13,14, Jesus volta ao assunto inicial: salvação. Resultado: no v.15 já há na
pecadora um certo grau de interesse.
Fazer ver ao ouvinte que ele é pecador (v.16). Jesus sabia que a samaritana não
tinha marido, mas para motivar uma declaração dela, disse-lhe: "Chama o teu
marido e vem cá". Muitos pecadores não se podem salvar porque não querem
reconhecer que são pecadores e muito menos perdidos.
Não atacar defeitos, nem condenar (v.18). Isto não quer dizer que vamos bajular
alguém ou concordar com sua vida ímpia e pecaminosa.
Evitar discussão (vv.20-24). Não permitir que a conversa degenere em discussão. No v.20,
a mulher aponta o fato de os judeus desacreditarem na religião dos samaritanos. É
costume também o pecador apontar falhas nas igrejas e nas vidas de certas pessoas
crentes. Isto mostra que tais ouvintes, em lugar de olhar para Cristo, estão atrás de
igrejas e pessoas. O alvo perfeito é Cristo. Hb 12.2. Crentes errados darão conta de si
mesmos. Rm 14.12.
Diz uma autoridade em Relações Humanas: "Você nunca vencerá uma discussão. Se
perder, perdeu mesmo, e se ganhar perdeu também, porque um homem convencido
contra a vontade, conserva sempre a opinião anterior. Quem perde numa discussão fica
ferido no seu amor próprio".
O sexo influi, às vezes (v.27). O ideal é falar com pessoas do mesmo sexo, sem contudo
fazer disso uma lei. É provável que se uma mulher falasse à samaritana, talvez não
prendesse tanto a sua atenção. Outros exemplos de Jesus evangelizando pessoalmente:
Jesus e Nicodemos. Jo 3.1-21.
Zaqueu, o publicano. Lc 19.1-28.
O cego Bartimeu. Mc 10.46-52.
O malfeitor na cruz. Lc 23.39-43.
O doutor da lei. Lc 10.25-37.
O jovem rico. Mt 19.16-30.
A mulher adúltera. Jo 8.1-11.
A mulher enferma. Mc 5.25-34.
A mulher siro-fenícia. Mc 7.24-30.
O paralítico de Cafarnaum. Mc 2.1-12.
Ser cheio do Espírito Santo. Nos negócios puramente humanos, o homem pode ter êxito
e promover o progresso. Isto acontece nas construções, nas indústrias, no comércio, na ar-
te, nas ciências, etc, mas no tocante à obra de Deus, só pode de fato haver avanço
quando ela é acionada pelo Espírito de Deus. Ele é que comunica vida. Quando o
trabalho do Senhor passa a ser dirigido exclusivamente pelo homem, torna-se em
organização mecânica, fria e estéril. A Igreja de Deus, quando dinamizada pelo Espírito
Santo, é de fato um organismo vivo, que cresce sempre para a glória de Deus. A ordem de
Jesus à Igreja para pregar o Evangelho está intimamente ligada à ordem para receber o
poder do alto, como se vê em Lc 24.49; At 1.8. O poder de Deus faz a diferença.
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O apóstolo Pedro, fraco e tímido antes do Pentecoste, tornou-se coluna, após o
revestimento de poder. Todo o crente nascido de novo tem em si o Espírito Santo (I Co
3.16), mas o poder glorioso para o testemunho e serviço de Cristo, vem com toda ple-
nitude aos servos batizados com o Espírito Santo. At 1.4,5,8; 2.1-4. Após o crente ter sido
cheio do Espírito Santo é preciso permanecer cheio sempre. Ef 5.18. Aí não se trata de um
convite divino, mas de uma ordem.
É preciso orar sempre. Ef 6.18,19. A oração abre portas e remove barreiras. Ela é o meio
de comunicação com Deus. A Igreja nasceu quando em oração, e é nesse ambiente que ela
cresce e se desenvolve. At 1.14. Pedro estava orando quando Deus o usou para a salvação
de Cornélio, seus parentes e amigos. At 10; Sl 126.6; At 20.31. É mais fácil falar ao pecador
sobre Deus, depois que falamos com Deus sobre o pecador...
Fé na operação da Palavra de Deus. Quando falamos a Palavra de Deus, precisamos confiar
no seu autor. À nós crentes compete anunciar a Palavra; a Deus, operar. Aquele que disse
"Ide por todo o mundo", também disse "Eis que estou convosco". Devemos falar a Palavra
com plena convicção de que é o poder de Deus para salvação de todo o que crê. Is 55.11;
Rm 1.16. Há pecadores que aceitam a mensagem da salvação com toda a simplicidade,
outros não. Se o irmão está procurando levar uma alma a Cristo, nunca desanime.
Certo irmão sueco orou 50 anos para Jesus salvar determinada pessoa, e viu-a aceitar o
Salvador. O Dr. R. A. Torrey, célebre ganhador de almas, orou 15 anos por uma pessoa, e
esta veio a crer em Jesus. Os homens que conduziam o paralítico de Lucas cap. 5 só
conseguiram chegar à presença de Jesus, subindo ao eirado, o que não era muito fácil.
Mas não desanimaram. Isto é perseverança. Às vezes é preciso um esforço assim. Qual-
quer caso, mesmo os piores, acham solução no Senhor Jesus. Para Deus nunca houve
impossíveis. Ele é especialista nisso! Portanto, é preciso anunciar a Palavra com plena
confiança na sua divina ação. Quando você estiver falando de Jesus, ore em espírito para
que Deus honre a Palavra dele e manifeste o seu poder salvador.
É preciso amor. Fé e amor andam juntos na evangelização. Quaisquer outros recursos
serão meros paliativos, como relações humanas, sociologia etc. Jesus foi a personificação
do amor. Ele salvou os pecadores amando-os até o fim. Jo 13.1. Sua posição ao morrer de
braços abertos na cruz é a expressão máxima do amor. Ali, num gesto de infinito alcance,
Ele uniu os dois povos com seus braços acolhedores (judeus e gentios).
A apresentação pessoal: Cuide disso. Sua aparência é importante, como é importante a
mensagem que você leva. Deus pode usar quem Ele quiser e o que Ele quiser, até uma
queixada de jumento, como no caso de Sansão, mas quanto à sua aparência pessoal,
irmão, fica a seu critério. Cuide de sua apresentação, mas sem exagero. O traje deve ser
modesto, decente e de bom gosto. Um traje mundano, imoral e indecente não é próprio
do cristão; pode atrair o povo, mas não para Cristo. Não permita que seu traje seja motivo
de atração para os ímpios, desviando, assim, a atenção a Cristo. Diz a Palavra de Deus no Sl
103.1: "Tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome". Portanto o Senhor Jesus
constituiu a Igreja como a única agência do Reino de Deus na terra encarregada de
anunciar as boas novas de salvação. É necessário, pois, a mobilização de toda a Igreja para
que essas metas sejam alcançadas. Cada crente dos dias apostólicos era um dedicado,
fervoroso e próspero ganhador de almas. At 8.4.
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Capitulo VIII
O Semeador
Ouvi: Eis que saiu o semeador a semear. E aconteceu que, semeando ele, uma
parte da semente caiu junto ao caminho, e vieram as aves do céu e a comeram.
E outra caiu sobre pedregais, onde não havia muita terra, e nasceu logo, porque
não tinha terra profunda. Mas, saindo o sol, queimou-se e, porque não tinha
raiz, secou-se. E outra caiu entre espinhos, e, crescendo os espinhos, a
sufocaram, e não deu fruto. E outra caiu em boa terra e deu fruto, que vingou e
cresceu; e um produziu trinta, outro, sessenta, e outro, cem. E disse-lhes: Quem
tem ouvidos para ouvir, que ouça. Marcos 4.3-9.
A Bíblia é o livro sagrado de um povo de agricultores e
pastores e, por isso, não é de admirar o uso da
linguagem simbólica das sementeiras e das sementes
para falar de realidades espirituais e transmitir
mensagens de fé.
A semente, embora pequena, tem a capacidade de
produzir uma enorme quantidade de outros grãos e
de estar na origem de uma grande árvore. Um saco de
semente pode encher um campo de trigo. A semente
já contém em si mesma o que no futuro se vai
manifestar.
Ela é o símbolo de todas as capacidades e
possibilidades, da abundância de vida. É este o sentido
dado no 1º capítulo da Bíblia, quando o Senhor promete o florescer da vida em
abundância, criandoas sementes de todas as árvores, plantas e ervas. Gn 1.11.
O povo hebraico utilizou a mesma palavra ("zera", traduzido geralmente na Bíblia por
descendência) para falar da semente das plantas e da "semente" que origina a vida
humana e animal, pois toda a semente vem do Senhor. Jr 31.27. Se a semente produz
frutos, a ação de semear origina a esperança de um fruto que ainda não se colheu, que
passará por muitas dificuldades, que pode aparecer impossível. A ação de semear
contrapõe-se à alegria da colheita. Sl 126.6.
A semente é sinal das bênçãos de Deus e para falar da fidelidade de Deus ao seu povo ou
da fidelidade do povo a Deus, os profetas usam o símbolo da semente. Is 30.23. Quando
não se pode semear ou se semeia e não há produção, significa qualquer maldição. Is 5.10.
O semear para ceifar é também símbolo da luta pela sobrevivência de cada dia. Mt
6.26. O gesto do semeador é dos mais belos e característicos da vida no campo, sendo
um símbolo do bem ou do mal praticados. Jo 4.8; Prov 11,18. Longe de Deus a sementeira
das obras humanas só produz espinhos. Jr 12.13. A semente é ainda símbolo da palavra de
Deus. Os três primeiros evangelistas insistem na comparação entre semente e Palavra de
Deus.
http://www.bibliaon.com/versiculo/marcos_4_3-9/
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Na parábola da semente e do semeador, diz-se que o "semeador semeia a Palavra" (Mc
4,14) e esta foi uma das poucas parábolas que Jesus explicou aos seus discípulos. "A
semente é a Palavra de Deus" (Lc. 8,11) e Jesus compara-se a um semeador a semear a
semente da Palavra no campo do coração de cada um de nós. Agora temos a
responsabilidade de sermos “semeadores” assim como Ele foi.
O cristão como semeador deve estar consciente de que possui não apenas uma boa
semente, mas, a melhor semente. É imprescindível acreditar naquilo que está nas suas
mãos. O budista, o islâmico, o mórmon, o católico, o espírita, divulgam a sua crença
porque crêem naquilo que professam e pregam. Se eles semeiam suas crenças por que
crêem, muito mais o cristão. Três coisas são necessárias para o bom semeador, a saber:
Primeira: Levar semente selecionada.
Segunda: Ter disposição para o trabalho
Terceira: Ser persistente.
No primeiro caso ele deve levar "a preciosa semente", que é a Palavra de Deus. Sl 126.6; Lc
8.11. Isto porque o poder de fazer nascer e frutificar a semente não está no semeador, e,
sim, na própria semente. Há um provérbio que diz: "Se a semente é boa, ainda que a mão
do semeador seja torta, a planta nasce certa". No segundo, ele deve ter disposição para o
trabalho: "Eis que o semeador Saiu a semear." Mt 13.3. Isto significa que o semeador não
ficou em casa semeando apenas no seu quintal, ou em sua área de lazer. Não! " Ele saiu a
semear!". Eis a razão porque o Senhor Jesus disse: "Ide!". Aquele que já recebeu "Vinde"
de Jesus para a salvação Mt 11.28, deve também obedecer o seu "Ide" para proclamar o
Evangelho, Mc 16:15. Finalmente, no mesmo caso, o semeador deve ser persistente. Isso é
necessário, devido a desigualdade de terreno. Por isso, muitos trabalhos não prosperam
de acordo com o esperado. A culpa , porém, não está no semeador, e , sim, na
qualidade do terreno. Mt 13.4-6. O semeador da parábola realizou três trabalhos
perdidos:
A semente a beira do caminho: Estes são aqueles que tem prazer apenas em ouvir a
pregação da palavra e isto não é suficiente, como conseqüência não compreendem a
palavra, Mt 13.19, se transformam em presas fácil do adversário, Mt 13:15 e seu coração
permanece endurecido, isto é, um coração duro é como uma terra ressecada e marcada
pelos pés dos homens. Este tipo de terreno não é apenas dos ímpios, mas dos indiferentes
que não deixam a semente penetrar. At 26.28; Lc 18.22.
A semente sobre os pedregais: Os que residem em áreas rurais conhecem bem o que
significa semear em terreno pedregoso. Como nascem depressa as sementes que caem em
terra sobre rocha, porque não há profundidade de solo; assim também é o coração de
algumas pessoas; "O que foi semeado em pedregais é o que ouve a palavra e logo a recebe
com grande alegria. Mt 13.20". Aceitam a palavra apenas de forma superficial. Este tipo de
coração é atraído pela glória da vida cristã, chegam com alegria, mas não tem coragem de
romper com seus vícios, nem com seus amigos que amam o mundo, e este abandono é
fundamental na vida cristã, I Jo 2.15, isto é, para se ganhar na vida cristã e preciso perder.
Jo 12.25. Infelizmente, na vida cristã seguem a Cristo movidos por sentimentos ou
comoção. Mt 8.21,22. Em algumas reuniões extravasam os sentimentos de alegrias e
lágrimas, todavia são incapazes de viver o dia-a-dia em amor e fervor. Hb 12.16,17.
ITI Curso Teológico Módulo IV
Ética Cristã 174
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Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Outros são excessivamente sensíveis. Não estando muito bem edificados em Cristo,
sentem demasiadamente toda a censura da parte do próximo, cedem a ciladas de
sentimentalismo causando efeito de amargura. Hb 12.15. Todos os defeitos dos irmãos lhe
servem como pedra de tropeço, II Co 11.23-33. Se alguém anda de alguma outra maneira a
que ele entende ser a correta, logo se entristece porque falta raiz, (Lc 8.13), e morrem
espiritualmente por causa das tribulações.
A semente entre os espinhos: O solo de espinheiro é fofo, tem profundidade. É como o
coração que está aberto e talentoso. Tem muito dinamismo, bastante vontade e
criatividade. O grande problema é a mistura das raízes, não devemos esperar que a
Palavra de Deus sufoque os espinhos (a sedução das riquezas do mundo e das ambições,
(Mt 13.22; I Tm 6.9), temos é que capinar (remover) nosso coração. Na parábola em
evidência se o semeador não fosse persistente, teria voltado com muitas dúvidas e de
mãos vazias. Sl 126.6. Mas ele foi perseverante e prosseguiu até encontrar o terreno bom.
Mt 13.8.
A semente em boa terra: Os que receberam a semente em boa terra são os que tem seus
corações arados pelo Senhor. Os espinhos foram arrancados e as pedras removidas. Estes
são os que ouvem a Palavra e praticam. Tg 1.19; Apoc 1.3. São os que compreendem a
Palavra - para que haja a compreensão das escrituras é preciso estar com o coração
preparado. At 32.1.
O Semeador
Saiu o Semeador a semear.
De norte a sul. De leste a oeste.
Pelos quatro cantos da Terra.
Faça Sol ou faça chuva,
ele sempre semeou.
Tempo bom ou ruim,
não importa, lá estava ele.
Não escolheu terreno bom..
Nem fez distinção de lugares especiais.
Nas cidades e nos campos.
Nas vilas e no deserto..
No calor do dia e no brilho das estrelas.
Sua semente sempre lançou.
Semeou sem esperar pela colheita.
Semeou porque assim estava escrito.
Desde que aqui pisou, já sabia a que vinha.
E até hoje, tantos séculos depois..
Ainda tem sementes que continuam dormindo.
Portanto, o grande alvo do semeador é que as sementes caiam em boa terra, e produzam
frutos abundantes. Mt 13.23. Jesus começou esta parábola dizendo que o "semeador saiu"
mas não disse que ele voltou. Isto significa que a semeadura continua através da igreja até
que Ele venha, quando então receberemos o galardão pelo que tivermos feito.II Co 5.10.
Independentemente do tipo de solo (solo duro, cheio de pedras, infestados de espinhos ou
boa terra) somos responsáveis pela semeadura.
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Ética Cristã 175
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Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Capitulo IX
As Três Fases da Evangelização
Primeira fase: Ontem- O dia que passou
Devemos ser cuidadosos e vigilantes no cumprimento de nossos deveres espirituais, não
permitindo que escape de nossas mãos a grande oportunidade que o Senhor nos concede
de realizarmos a sua obra. Hoje muitos choram porque passou sua oportunidade. Se não
aproveitarmos a oportunidade certamente viveremos. Jr 8.20 que diz: "Passou a sega,
findou o verão, e nós não estamos salvos."
Segunda fase: Amanhã- O dia que nunca chegará
O Faraó do tempo do Êxodo é o exemplo típico do homem que põe sua confiança no dia
de amanhã, Ex 8.9,10. Nunca devemos deixar a obra da evangelização para o dia seguinte.
Terceira fase: Hoje o dia do Espírito Santo
Hoje é o dia do cumprimento das escrituras. Lc 4.21.
Hoje é o dia da salvação. II Co 6.2; Hb 3.15.
Hoje é o dia das grandes exortações de Deus, Hb 3.13.
Jesus disse ao ladrão na cruz: Hoje estarás comigo no paraíso, Lc 23.43.
"Não dizeis: ainda há quatro meses até a ceifa? Eu vos digo: Erguei os vossos olhos, e
vede os campos! Já estão brancos para a ceifa". João 4. As palavras do Senhor Jesus têm
poder permanente e alcançam todos os crentes de todas as épocas em todas as
circunstâncias. Quando os discípulos perguntaram a Cristo sobre a questão do tempo para
se fazer algo, a resposta foi franca e direta; sempre é tempo. O tempo é agora. Jesus disse
que os campos estão prontos.
O tom do verso indica que os campos estão prontos e sempre estarão. Que maravilhosa
palavra! Somos enriquecidos sabendo disto. Alguns crentes estão sempre esperando
confirmações especiais para fazerem algo relacionado com o evangelismo. Sempre dizem:
não sei se estou pronto. Não sei se é o tempo, e assim, estão sempre à procura de uma
confirmação especial para se, porém a obedecer. Esta teologia equivocada tem sido a
razão direta da inércia de muitas Igrejas e da falta de entusiasmo na proclamação da
mensagem de Salvação.
Não espere confirmações especiais para sair e ir aos campos brancos. Esta confirmação já
recebemos. Foi dada a nós há dois mil anos atrás. Jesus disse: Ide. Nada nos foi dito para
esperar algum toque especial. Ao contrário, foi nos dada uma ordem seguida de uma
gloriosa promessa da presença e dos sinais que nos acompanhariam. Além de tudo, se nos
faltassem garantias temos aquela que nos diz que o Evangelho é o poder de Deus. Então,
vá. Obedeça a Cristo. Levante-se! Corra! Alcance! Sempre é tempo de pregar! Erga-se a
altura de sua missão!
Muitos estarão no reino celestial simplesmente e gloriosamente porque você não
esperou demais, mas foi.
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Ética Cristã 176
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Evangelismo e Missões
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Capitulo X
Evangelize HOJE o homem de AMANHÃ
Um menino, de seis anos idade, foi interrogado:
— O que você vai ser quando crescer?
A resposta foi dada com toda a tranqüilidade:
— Bandido... Ou missionário.
— O quê?! — exclamou admirado o adulto. —
Como assim?
— Depende de quem me ganhar primeiro —
completou rapidamente o garoto.
Realmente, depende de quem ganhá-lo primeiro!
É urgente e prioritário alcançar as crianças com a
mensagem do Evangelho. Não há tempo a perder.
Se negligenciarmos a criança, uma geração inteira
se perderá. Depende de cada um de nós.
Alcancemos as crianças com a Palavra de Deus.
Evangelizemos hoje o homem de amanhã!
Lembremos das palavras do Senhor Jesus Cristo:
“Assim, pois, não é da vontade de vosso Pai
celeste que um só destes pequeninos se perca”.
Mt 18.14.
Como será o homem de amanhã? Antes de olhar
para o futuro e fazer conjecturas sobre como serão e como viverão os homens amanhã,
deveríamos olhar para o agora, e verificar como são e como vivem as crianças de hoje.
Hoje, infelizmente, está difícil olhar para as crianças e observar a inocência, a pureza, a
ingenuidade, a beleza, o sorriso, as brincadeiras, as cantigas, a felicidade na escola, no lar e
a própria esperança.
Hoje, milhões de crianças desamparadas nos colocam diante de um monstruoso quadro de
dor, de lágrimas, de tristeza, de fome, de exploração, de abandono, de engano, de
frustração, de miséria, de abuso sexual, de droga, de promiscuidade, de delinqüência, de
crime, de analfabetismo, de violência, de suicídio, de morte e de desesperança. Crianças
perdidas!
Outras, embora de condição social bem elevada, são mantidas o dia todo fora de casa, em
colégios e em aulas de música, de ginástica, de inglês, de judô, etc. Quando estão na rua,
estão dentro de um automóvel e, quando em casa, estão diante de um computador.
Outras ainda, que raramente vêem seus pais, pois ambos trabalham fora, passam a maior
parte do tempo diante da televisão e se alimentam de espetáculos de violência, de
intrigas, de cenas sexuais.
Diante deste quadro, perguntamos: “O que virá a ser, pois, este menino?”. Lc 1.66. Existem
milhões de crianças sem Cristo. O que acontecerá amanhã com o menino de rua?
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Ética Cristã 177
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias)
Evangelismo e Missões
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Com o menino da vila? Com aquele cujos pais se separaram? Com o menino do asilo ou
casas de internos? Com as crianças que são deficientes? O que acontecerá amanhã com o
menino que convive com as guerras e rumores de guerras que acontecem em todos os
continentes? Quantas crianças cujas famílias desapareceram, ou que estão em campos de
refugiados, ou que procuram no lixo algo para comer. Que tipo de homens estas crianças
serão amanhã?
Os homens de hoje – como foram no tempo da infância?
As crianças são importantes para Deus. Elas têm uma alma imortal e uma vida inteira pela
frente. Elas ouvem e atendem à mensagem do Evangelho mais prontamente do que
qualquer outro grupo de pessoas. Os homens incrédulos de hoje, em sua grande maioria,
não ouviram de Cristo na infância. Pensemos em alguns homens famosos da história
recente. Você certamente já ouviu falar de Hitler, Stalin, Mao Tse-Tung e Billy Graham. Por
causa das decisões que Hitler tomou, morreram 55 milhões de pessoas na Europa. Por
causa das decisões de Stalin, morreram 30 milhões de pessoas na Rússia. Por causa das
decisões de Mao Tse-Tung, morreram 25 milhões de pessoas na China. Por intermédio do
ministério de Billy Graham, muitos milhares de pessoas vieram a Cristo em todo o mundo.
Billy Graham, o maior evangelista de todos os tempos, recebeu a Cristo como seu Salvador
quando ainda era criança. A História teria sido muito diferente se Hitler, Stalin ou Mao Tse-
Tung, tivessem sido levados a ter uma relaçãopessoal com Jesus Cristo na infância.
Muitos líderes evangélicos têm asseverado que o evangelismo de crianças é frutífero.
D. L. Moody disse: "Eu creio que, se as crianças têm idade suficiente para vir à Escola
Dominical, elas têm idade suficiente para vir ao Calvário. Vamos abrir nossas mentes e que
Deus nos ajude a ganhar as crianças para Cristo."
C. H. Spurgeon afirmou: "Geralmente tenho encontrado um conhecimento mais claro do
Evangelho e um amor mais fervoroso a Cristo na criança convertida do que no adulto
convertido. Elas não precisam abandonar a incredulidade e as noções erradas que
impedem tantos de aceitar o Evangelho". E ainda acrescentou: "Uma criança de cinco
anos, devidamente instruída, pode verdadeiramente crer e ser regenerada tanto quanto
um adulto."
Certa ocasião, Jesus Cristo teve uma contenda com os Seus discípulos, porque estes
impediam que as crianças se aproximassem dEle. O Senhor ficou indignado e disse-lhes:
“Deixai vir a Mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus. Em
verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira
nenhuma entrará nele”. Mc 10.14,15.
Pode-se provar, sem sombra de dúvida, que 85% dos atuais cristãos receberam a Cristo
quando ainda eram crianças, antes dos 15 anos de idade. 10% o fizeram dos 15 aos 30
anos e 5% só tomaram esta decisão após os 30 anos. E mesmo assim, há muito tropeço
para impedir que as crianças venham a Cristo. Muitos trabalhos com crianças se resumem
em contar historinhas, cantar musiquinhas, fazer oraçõezinhas, preparar programinhas,
sem nenhuma preocupação em mostrar a realidade do pecado e como uma criança pode
receber a Cristo como seu Salvador Pessoal.
Este quadro precisa mudar u r g e n t e m e n t e !
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Ética Cristã 178
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias)
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Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Capítulo XI
Missões um chamado para alcançar Nações
A história de Missões inicia, na verdade, já na promessa de Deus de resgatar o homem
caído através da descendência de Eva, proferida Logo após a queda do ser humano no
pecado. Mas, em termos de uma divulgação do Reino de Deus pelos cristãos, é claro que
teremos que buscar as origens na Igreja Primitiva. Costuma-se dizer que missões nasce no
seio da Igreja de Antioquia e de fato é, a partir da viagem missionária de Barnabé e Saulo,
que o movimento missionário, propriamente dito, inicia.
Antecedentes no Antigo Testamento
A tarefa missionária não é nova quando a Igreja nasce no dia de Pentecostes. Já fazia parte
da chamada a Abraão e ao povo de Israel a tarefa de abençoar as nações. Gn 12.1-3.
A história do povo israelita, no entanto, não contém grandes feitos na área de divulgação
dos planos divinos, com raras exceções. Segundo J. Blauw, Israel foi comissionado, tanto
para uma obra centrípeta - ser um ambiente de atração onde Deus pudesse ser adorado,
como centrífuga - espalhar o conhecimento acerca de Deus para outras nações. No
primeiro aspecto, o povo eleito foi um pouco mais feliz, mas no segundo, houve um
fracasso quase que total. Entretanto, a preocupação divina com a humanidade como um
todo e a expansão do Reino a todos os povos existem claramente afirmadas nas páginas
do Antigo Testamento. Por isso, missões é também um cumprimento das profecias. At
26.22,23.
Proselitismo judaico
Após o exílio na Babilônia e a volta de parte do povo de Judá à Palestina, o Judaísmo
começa a se estruturar tal como se apresenta na época do Novo Testamento. Jerusalém é,
naturalmente, o grande centro de culto ao Senhor, mas sinagogas surgem em diferentes
pontos do Império Grego, e mais tarde do Império Romano, onde havia um número
suficiente de judeus.
Através do proselitismo, isto é, a conversão de um gentio para a fé judaica, aceitando ser
circuncidado e guardar as tradições judaicas, houve certa expansão do Judaísmo. A busca
de prosélitos levava líderes religiosos e “missionários” a percorrerem grandes extensões
para converter os gentios. Mt 23.15.
Elementos de contribuição: A época escolhida por Deus para enviar seu Filho Jesus e para
implantar a Igreja na terra, não poderia ter sido mais acertada. Soberano e Senhor da
história, o seu planejamento é perfeito e coincide com, até então, a melhor situação para
o “lançamento” do desafio missionário. Podemos destacar três elementos decisivos, cada
um representando uma cultura:
Primeiro: A Diáspora - o elemento judaico. Nem todos os judeus voltaram à Palestina após
a libertação do exílio babilônico. Muitos ficaram e outros se espalharam pelas terras ao
redor do Mar Mediterrâneo. Onde se fixaram, estabeleceram sinagogas e tentaram
guardar as tradições de seu povo.
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Ética Cristã 179
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Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Nas sinagogas se reuniam, tanto judeus, como prosélitos e os “tementes a Deus”. Este
último era um grupo formado por gentios que não queriam assumir completamente os
costumes judaicos, mas estavam interessados na fé num único Deus.
As sinagogas e as colônias judaicas serviram como centros de apoio aos primeiros
empreendimentos missionários e Paulo costumava começar seu trabalho ali. Como a
recepção nem sempre era a melhor, principal mente após ouvirem a mensagem do
apóstolo, a pregação era dirigida aos demais habitantes de uma cidade. Os “tementes a
Deus” eram geralmente receptivos e compunham, muitas vezes, a base inicial da nova
igreja.
Segundo: O helenismo - o elemento grego. Devido à expansão do helenismo, ou seja, a
cultura grega, por causa das vitórias de Alexandre, o Grande, no século IV a.C., a língua
grega era falada em todo o Império Romano. A abertura para novas idéias também era um
resultado direto da mente analítica grega. O uso de um idioma e o interesse por idéias
inovadoras facilitaram a divulgação do Evangelho durante o primeiro século.
Terceiro: A Pax Romana - o elemento romano. O Império Romano tinha na época relativa
paz - chamada pax romana. Havia forte comércio entre as diferentes partes do Império e
comunicações bem estabelecidas. A unidade política dava condições de se viajar de uma
região para outra, principalmente para um cidadão romano como Paulo.
Outro aspecto relacionado, tanto com a cultura romana, como a grega, era a fraqueza
espiritual das religiões pagãs que dominavam estas culturas e o declínio moral resultante.
O evangelho encontrou um povo sedento e cansado de falsidade, ilusão e imoralidade.
As ordens missionárias de Jesus
Naturalmente, o próprio Mestre Jesus Cristo faz parte da história de Missões. Afinal, ele foi
o maior de todos os missionários, enviado por seu Pai para resgatar a humanidade. Sua
tarefa, no entanto, era mais restrita ao povo de Israel, mantendo-se dentro dos limites da
Palestina. Encontrou pessoas também de outras culturas e mostrou aos discípulos que, por
exemplo, os samaritanos também necessitavam das boas novas.
A estratégia de Jesus consistia tanto na pregação, como na ação. Atendeu a necessidade
do ser humano em todos os aspectos, deixando um importante exemplo a ser seguido por
seus discípulos. Nas ordens missionárias de Jesus encontramos uma visão ampla da tarefa.
Deveria:
1. Alcançar até os confins da terra - At 1.8
2. Incluir todosos povos - Mc 16.15
3. Fazer discípulos - MT 28.19
4. Seguir o modelo dado pelo Mestre - JO 20.21
5. Contar com a presença de Jesus - MT 28.20
6. Demonstrar as características do Reino - Mc 16.17,18
7. Resultar na salvação dos homens - Mc 16.16
8. Ser cumprida antes do fim dos tempos - MT 24.14
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Ética Cristã 180
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Os apóstolos missionários
As ordens missionárias de Jesus são suficientemente claras, mas parece que os discípulos e
a Igreja em Jerusalém tiveram certa dificuldade em obedecê-las no início. Com a ajuda do
Espírito Santo e a contribuição das perseguições, a Igreja foi obrigada a se espalhar.
Segundo a tradição cristã, com base principalmente no historiador Eusébio (cerca de 260 a
340), os apóstolos fundaram igrejas em:
1. João - na Ásia
2. Pedro - em Ponto, Galácia, Bitínia e Capadócia
3. André - na Cítia
4. Mateus - em outras nações após ter escrito o evangelho
5. Bartolomeu - na Índia
6. Tomé - entre os partos (Irá, Iraque, Paquistão) e Índia
7. Marcos - no Egito, fundando Igreja em Alexandria
8. Simão, o zelote - na Pérsia
9. Tiago, o grande - na Espanha
10. Tiago, o justo - na Arábia
11. Filipe - na Frígia.
Estes dados não podem ser comprovados inteiramente, mas nos dão uma boa idéia de
como a Igreja se espalha no primeiro século, chegando aos mais remotos rincões do
Império e até além.
A iniciativa missionária do Espírito de Deus
As viagens missionárias dos apóstolos como vimos, se deram depois que o apóstolo Paulo
já tinha iniciado sua carreira de pregador. Pelo menos na sua maioria, os apóstolos se man
tinham em Jerusalém. At 8.1.
É na Igreja de Antioquia que vamos encontrar o nascimento de missões numa cooperação
entre duas estruturas paralelas: a fixa = igreja local e a móvel = equipe missionária. Quem
dá origem ao movimento missionário é o próprio Deus através do seu Santo Espírito ativo
na Igreja de Antioquia. At 13.1-3. O Espírito dirige também os planos missionários (At
16.6,9) e dá ousadia na pregação. At 13.46-52.
Uma igreja preparada
Outro aspecto do início da história de missões, é que o berço do movimento missionário se
deu numa igreja preparada para a incumbência transcultural. Algumas características da
Igreja em Antioquia são:
1. Surgida devido à perseguição aos crentes em Jerusalém. At 11.19,20
2. Composta por nacionalidades diferentes - com liderança pluricultural. At 13.1
3. Generosidade. At 11.27-30.
4. De oração (sensível à voz de Deus). At 13.2
5. Envio dos melhores líderes, segundo a expressa vontade de Deus.
ITI Curso Teológico Módulo IV
Ética Cristã 181
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias)
Evangelismo e Missões
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Situação no fim do primeiro século
É impressionante como o Evangelho alcançou o mundo conhecido no primeiro século da
era cristã. Já em 80-85 d.C. havia em torno de 300.000 cristãos! As perseguições por parte
dos imperadores romanos tentaram reprimir o movimento cristão, mas a Igreja continuou
avançando e no ano de 300 já contava com 8 milhões de adeptos.
A conquista do Império Romano
No fim do 1o século, a Igreja se encontrava num
franco progresso, alcançando os diversos pontos
do Império Romano - o período de 100 a 500 d.C.
esta expansão continuou, pelo menos enquanto a
Igreja era livre e não se comprometera ainda com
o poder terreno. Estes 400 anos englobam
extremos, como forte expansão e o retrocesso, a
perseguição por parte dos imperadores romanos
e o casamento entre a igreja e o império.
Formas de expansão do evangelho no Império Romano
Várias formas de propagação do Evangelho contribuíram para a expansão nos dois
primeiros séculos da era cristã:
1. A pregação e o ensino de evangelistas;
2. O testemunho pessoal dos crentes;
3. A fé mostrada na perseguição e morte; e
4. O raciocínio intelectual dos primeiros apologistas.
Havia um forte entusiasmo por parte dos primeiros cristãos em levar a mensagem de
Cristo a outros e em relatar sua experiência pessoal. Os imperadores romanos podiam
impedir reuniões em massa, mas o testemunho pessoal dado no dia a dia era impossível
de controlar.
O Relacionamento entre a Igreja e o Império
Com o aumento do número de adeptos da fé cristã, a Igreja começou a ser incômoda para
os governantes do Império. Perseguições foram as armas imperiais para liquidar com os
cristãos. Paulo e Pedro sentiram o poder da perseguição já nos anos 64-67 quando foram
martirizados. No ano de 81, sob o domínio de Dominicano, as perseguições se agravaram e
perduraram por mais de dois séculos.
Imperadores como Décio, que reinou entre 249 e 251, e Diocleciano (284-305), fizeram
tentativas de eliminar a Igreja de uma vez por todas. Mas, no meio de todas as
perseguições, a Igreja cresceu e chegou, como citamos no capítulo anterior, a 8 milhões de
adeptos em torno do ano 300.
ITI Curso Teológico Módulo IV
Ética Cristã 182
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias)
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Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Constantino ascendeu ao poder em 306 e, inicialmente, continuou a perseguição imposta
por seus antecessores. Converteu-se, no entanto, ao Cristianismo e em 311 decretou a lei
da tolerância e dois anos mais tarde a lei da igualdade, dando liberdade de religião no
Império. Foi, entretanto, o Imperador Teodósio, o Grande, que em 380 impôs uma lei que
elevava a Igreja de Cristo a religião oficial do Estado e que proibia os demais cultos
religiosos dentro do Império. Os interesses se misturaram e o imperador e o bispo
principal, o metropolita, dividiam o poder, tanto na Igreja, como no Estado.
As Lutas contra as heresias
Numa Igreja que se expandia fortemente e que estava ainda em fase de estruturação,
líderes de diversos tipos foram surgindo. As idéias sobre o Cânon Bíblico, especialmente o
do Novo Testamento, ou sobre aspectos de liturgia, administração da Igreja, hierarquia
eclesiástica, etc, divergiam. Centros teológicos se estabeleceram em alguns pontos do
Império e, geralmente, tinham sua linha a defender. As divergências entre o lado ocidental
e o lado oriental se agravaram e levaram a uma divisão. Para tentar manter um padrão
apostólico quanto aos ensinamentos básicos da Igreja, refutando hereges como Ano
(faleceu cerca de 335) e antes dele Marcião (faleceu cerca de 160), concílios e sínodos
eram organizados. Dois importantes concílios foram: Nicéia em 325 e Constantinopla em
381.
Personagens de destaque
Poderíamos mencionar muitas pessoas importantes nestes primeiros séculos do
Cristianismo. Por exemplo, os “pais da Igreja” que defenderam a fé contra as heresias e se
empenharam em conduz ir a Igreja conforme deixada pelos apóstolos. Vamos, todavia,
destacar um personagem de cada século, que com sua coragem e testemunho, contribuiu
para a obra missionária.
1. Policarpo (século II)
Bispo em Esmirna, discípulo de João, teve um ministério de cerca de 50 anoscomo bispo.
Foi martirizado, queimado numa estaca no ano de 156.
2. Perpétua (século III)
Juntou-se a um grupo de crentes em Cartago, no norte da África, que funcionava apesar da
proibição do imperador. Presa, assim como os demais do grupo, foi condenada à morte e
após ter sofrido tortura psicológica e física, foi decapitada.
3. Ulfilas (311 a 383)
Um dos maiores missionários da Igreja Primitiva. Trabalhou entre os godos (atual
Romênia) durante 40 anos. Traduziu a Bíblia para a língua nativa dos godos tendo que,
primeiramente, montar um alfabeto. Era ariano e deixou de incluir alguns livros do Antigo
Testamento, mas deixou um importante testemunho de coragem e persistência.
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Ética Cristã 183
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias)
Evangelismo e Missões
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
4. Patrício (cerca de 389 a 474)
Nascido na Escócia, filho de um sacerdote celta. Foi feito escravo quando tinha 16 anos de
idade e levado à Irlanda. Escapou após 6 anos e passou 10 anos com sua família, sendo
novamente aprisionado e levado à França. Recuperou sua liberdade e voltou aos seus, mas
desejou Fogo voltar aos “pagãos” para evangelizá-los. Preparou-se na França para depois
viajar de novo à Irlanda. Ficou conhecido como o apóstolo da Irlanda onde fundou, calcula-
se, 200 igrejas com mais de cem mil convertidos.
5. Columba (521 a 597)
Nascido na Irlanda, foi um dos mais famosos missionários celtas. Não deve ser confundido
com outro Columba, mais frequentemente chamado Columbano, que viveu alguns anos
mais tarde.
Columba estabeleceu um centro celta na ilha de lona, no litoral da Escócia, do qual fez sua
base de trabalho. Além da vida monástica praticada em seu mosteiro com alto grau de
piedade, ele primava pelo preparo de evangelistas que eram enviados para a Escócia a fim
de pregarem o evangelho, construírem igrejas e estabelecerem novos mosteiros. O
trabalho se estendeu por todo o país e posteriormente, também para outros países
europeus.
6. O monasticismo e os celtas
O Monasticismo contribuiu fortemente para o movimento missionário, gerando grande
parte dos missionários entre os séculos VI e XVIII. Surgido inicialmente no deserto do Egito
com liderança leiga, ganhou adeptos em diferentes partes do Império dominado pela
Igreja. Os objetivos da vida monástica eram, principalmente, trabalho, adoração,
ascetismo, estudo, obediência e cooperativismo. Com o passar do tempo, deixou de ser
unicamente voltado para dentro de si e ganhou um aspecto missionário.
Reforma e Missões
Após mais de 1.000 anos na sombra dos interesses políticos e
econômicos, a Igreja é sacudida por um movimento de peso que
cria condições de mudanças profundas e duradouras. Trata-se da
reforma iniciada por Lutero no começo do século XVI.
Tentativas anteriores tinham mobilizado partes da Igreja por
períodos mais ou menos longos, porém, é a partir da reforma
protestante que uma parte significativa da Igreja busca uma
volta aos conceitos neotestamentários de igreja e de vida cristã.
Para o cumprimento da tarefa missionária da Igreja, a Reforma
contribuiu positivamente em muitos aspectos. Além da Reforma
em si, com uma tentativa de voltar aos conceitos bíblicos de
igreja e de vida cristã, temos outros resultados práticos.
ITI Curso Teológico Módulo IV
Ética Cristã 184
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias)
Evangelismo e Missões
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
O Grande Século Missionário
O Grande Século Missionário, período que compreende os anos de 1792 a 1914, pertence
às épocas mais brilhantes da história da Igreja e especialmente da história de missões. Um
movimento missionário sem igual, desde os tempos dos apóstolos, caracterizou estes 122
anos onde a determinação, a coragem, a fé e o sucesso acompanharam a maioria dos
pioneiros e seus sucessores.
A história missionária é a história de homens e mulheres que se colocaram à disposição
para levar o Evangelho aos mais remotos lugares do planeta. Estudando as biografias
destes heróis que ao mesmo tempo são humanos e falhos, podemos entender o
movimento missionário e apreciar a obra de Deus no meio da humanidade.
Personagens de destaque: Vamos mencionar alguns dos grandes nomes desta época:
1. William Carey (1761-1834)
Inglês, chamado o “pai das missões modernas”. Foi sapateiro dos 16 aos 28 anos de idade.
Converteu-se na adolescência e pertencia a um grupo de batistas. Dedicava-se ao estudo
nas horas de folga e assumiu o primeiro pastorado em 1785. Publicou em 1792 um livro de
87 páginas com o título: ”Uma Inquirição sobre a Responsabilidade dos Cristãos em
Usarem Meios para a Conversão dos Pagãos”. Já demonstrava uma forte preocupação
missionária e um profundo desejo de se envolver diretamente.
2. Hudson Taylor (1832-1905)
Inglês, filho de um farmacêutico e pregador metodista leigo. Converteu-se aos 17 anos,
mas desde criança queria ser missionário. Em 1853 viajou para a China onde mais tarde
fundou a “Missão para o interior da China”. Em sua estratégia de trabalho, destaca-se seu
desejo de identificação com o povo chinês. Vestiu-se como os chineses igualando-se a eles
o máximo possível, inclusive quanto ao cabelo e às unhas. Recebeu, por isto, muitas
críticas de seus colegas missionários, com os quais teve um relacionamento difícil.
3. David Livingstone (1813-1873)
Escocês, quem sabe o mais famoso de todos os missionários do período. Estudou medicina
e teologia, finalizando os estudos em 1840, sendo enviado no mesmo ano para a África,
pela Sociedade Missionária Londrina. Foi um grande desbravador do interior africano,
contribuindo, tanto para a divulgação do Evangelho, como para a exploração do
continente.
4. John Paton (1824-1907)
Escocês, presbiteriano, trabalhou inicialmente entre os cortiços de Glasgow, como
missionário. Em 1858 nave gou para as Ilhas do Pacífico onde trabalhou em diver sas ilhas,
contribuindo para que, no final do século XIX, poucas ilhas não tivessem sido alcançadas.
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Ética Cristã 185
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias)
Evangelismo e Missões
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
O conceito bíblico sobre Missões
Missões é um sentimento de renuncia os próprios interesses. Gn 24.33
Missões é um sentimento de responsabilidade na geração de filhos espirituais. Gn 30.1
Missões é um sentimento que envolve a própria segurança espiritual. Êx 32.30-33
Missões é um sentimento que dá prioridade absoluta aos valores espirituais. Mt 6.33
Missões é um sentimento de renuncia as necessidades pessoais. Jo 4.31-35
Missões é um sentimento de sinceridade para com o cumprimento do dever. II Tm 4.5
Missões é um sentimento de paixão pelos perdidos da terra. Gl 14.19.
O conceito Paulino sobre Missões
Paulo tinha um profundo sentimento de obrigação com a obra missionária. I Co 9.16
Paulo tinha um profundo sentimento de responsabilidade com missões. I Co 9.19,20
Paulo tinha um profundo sentimento de entrega à causa missionária. I Co 9.24-27Paulo tinha um profundo sentimento de gratidão pessoal a Deus. I Co 9.21-23
Paulo tinha um profundo sentimento de cumprimento do dever missionário. At 20.24
Paulo tinha um profundo sentimento de obediência à vontade do Senhor. At 21.8-14
Paulo tinha um profundo sentimento de amor pelos perdidos. Rm 9.1-3.
A mensagem central: Jesus Cristo
Poderá haver outro Homero, poderá haver outro Virgílio, poderá haver outro Dante,
poderá haver outro Milton, mas jamais haverá outro Jesus. Sejam quais forem as surpresas
que possam estar reservadas para o mundo, Jesus jamais será ultrapassado. Ele é o alvo de
toda bondade, o ápice de todo o pensamento, a coroa de todo o caráter e a perfeição de
toda a beleza. Ele é a encarnação de toda a ternura, a focalização do vigor, a manifestação
da força, a personificação do poder, a concentração do caráter, a materialização do
pensamento e a ilustração viva de toda a verdade. Ele é a profecia da possibilidade do
homem.
Nós olhamos para ele e vemos nele a realização de todas as expectativas humanas, um
líder maior do que Moisés, um sacerdote maior do que Arão, um rei maior do que Davi,
um comandante maior do que Josué, um filósofo maior do que Salomão e um profeta
maior do que Elias. Ele anda como um homem. Fala como Deus. Suas palavras são
oráculos. Seus atos, milagres. A coroa da divindade repousa em sua fronte. O cetro do
domínio universal está firme em sua mão; o brilho da eternidade, em seus olhos. A retidão
eterna está escrita em sua face; o sorriso de Jeová transforma sua aparência.
Ele é a imagem expressa de seu Pai. As criança se agrupam aos seus pais. Os ventos lhe
obedecem. Um olhar seu e as águas cristalinas se transformam em vinho cor de âmbar. Os
mortos esquecem-se de si mesmo e vivem. Os cochos pulam de alegria. Ouvidos que
nunca ouviram anseiam pelo próprio som de sua voz e os olhos sem visão negam seu
passado e descerraram suas pálpebras abatidas para a beleza de sua presença. A dor se
desvanece sobre seu toque.
O nome de Jesus permanece sozinho. Deus lhe deu um nome que está acima de todo
nome. Nenhum credo pode contender, nenhum catecismo pode explica-lo, carne de nossa
carne, o próprio Deus do nosso Deus.
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Ética Cristã 186
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias)
Evangelismo e Missões
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
H. Bender escreveu sobre Jesus: Em meio à história do mundo encontra-se uma figura,
inserida nessa história em todos os seus aspectos, mas que a tudo sobrepuja. É Jesus
Cristo. Ele é completamente diferente, Ele é singular. Ele é o único que podia ousar
colocar-se diante de uma multidão hostil e fazer-lhe a pergunta: "Quem dentre vós me
convence de pecado"? A única resposta foi o silêncio da platéia, uma resposta eloqüente.
Sua vontade estava plenamente inserida na vontade de Deus. Sua postura era
completamente dirigida por Deus e direcionada para Deus. Nele não havia discrepância,
não havia imperfeição alguma. Jesus é Inigualável.
Para o Cego, Jesus é Luz.
Para o Faminto, Jesus é o Pão.
Para o Sedento, Jesus é a Fonte.
Para o Morto, Jesus é a Vida.
Para o Enfermo, Jesus é a Cura.
Para o Prisioneiro, Jesus é a Liberdade.
Para o Solitário, Jesus é o Companheiro.
Para o Mentiroso, Jesus é a Verdade.
Para o Viajante, Jesus é o Caminho.
Para o Visitante, Jesus é a Porta.
Para o Sábio, Jesus é a Sabedoria.
Para a Medicina, Jesus é o Médico dos Médicos.
Para o Réu, Jesus é o Advogado.
Para o Advogado, Jesus é o Juiz.
Para o Juiz, Jesus é a Justiça.
Para o Triste, Jesus é a Alegria.
Para o Pobre, Jesus é o Tesouro.
Para o Devedor, Jesus é o Perdão.
Para o Fraco, Jesus é a Força.
Para o Forte, Jesus é o Vigor.
Para o Inquilino, Jesus é a Morada.
Para o Fugitivo, Jesus é o Esconderijo.
Para a Ovelha, Jesus é o Bom Pastor.
Para o Problemático, Jesus é a Solução.
Para os Magos, Jesus é a Estrela do Oriente.
Para o Mundo, Jesus é o Salvador.
Para os Demônios, Jesus é o Santo de Deus.
Para Deus, Jesus é o Filho Amado.
Para o Tempo, Jesus é o Relógio de Deus.
Para o Relógio, Jesus é a Última Hora.
Para Israel, Jesus é o Messias.
Para as Nações, Jesus é o Desejado.
Para a Igreja, Jesus é o Noivo Amado.
Para o Vencedor, Jesus é a Coroa.
Para a Gramática, Jesus é o Verbo.
Jesus Cristo é inteiramente diferente, singular. Movimentou o mundo como ninguém
antes ou depois dEle. A Encyclopaedia Britannica utiliza 20.000 palavras para descrever a
pessoa de Jesus. Sua descrição ocupa mais espaço que as biografias de Aristóteles, Cícero,
Alexandre Magno, Júlio César, Buda, Confúcio, Maomé ou Napoleão Bonaparte.
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Ética Cristã 187
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias)
Evangelismo e Missões
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
O homem Jesus tornou-se o maior tema da história mundial. Sobre nenhum outro se
escreveu mais do que sobre Ele. A respeito de ninguém se discutiu tanto quanto sobre
Jesus. Ninguém foi mais odiado, mas também mais amado; combatido, mas também mais
louvado. Sobre nenhum outro foram feitas tantas obras de arte, hinos, poemas, discursos,
e compêndios do que sobre Cristo. Diante dEle dividem-se as opiniões – uns gostariam de
amaldiçoá-lO, outros testemunham que sua vida foi radicalmente mudada por Jesus e
enchida de esperança. Não é possível imaginar a história humana sem Jesus.
Nenhum personagem fora tanto escrutinado como o homem de Nazaré; cientistas,
arqueólogos, paleontólogos, antropólogos, historiadores, sociólogos, psicólogos, teólogos,
ateus, agnóstico... Enfim, todos querem comentar sobre esse personagem chamado Jesus!
Uns para abordar sua importância sociológica e o teor de suas mensagens, outros para
absorver sua teologia e ensinamentos. Entretanto, os que mais chamam atenção e batem
recordes de vendas de livros e revistas, são aqueles que querem desmistificar o homem
Jesus ou aqueles que arvoram a não existência do Cristo. A mídia atual sabe que, apesar da
morte de Deus ter sido anunciada pelos iluministas, o mundo está cada vez mais voltado à
religiosidade e ao espiritualismo, por isso as abordagens sobre o tema se tornam cada vez
mais acirradas e controvertidas.
Um desses autores que tem batido recordes de vendas é a escritora K. Armstrong, ela
afirma o seguinte sobre a existência de Jesus: "Sabemos muito pouco sobre Jesus. O
primeiro relato mais abrangente sobre sua vida aparece no evangelho segundo Marcos,
que só foi escrito por volta do ano 70, cerca de 40 anos depois de sua morte. Aquela
altura, os fatos históricos achavam-se misturados a elementos míticos... É esse significado,
basicamente, que o evangelista nos apresenta, e não uma descrição direta e confiável".
O Prof. João Flávio Martinez, neste artigo mostra a historicidade de Cristo, utilizando
fontes não só de autores cristãos, mas principalmente de autores seculares e de
credibilidade, além de documentos reconhecidos como provas comprobatórias disponíveis
em grandes bibliotecas.
Jesus - Um Homem Localizado na História
A atuação de Jesus deu-se na Palestina, pequena faixa de terra com área de 20 mil
quilômetros quadrados, dividida de alto a baixo por uma cadeia de montanhas. A cidade
de Jerusalém contava com aproximadamente 50 mil habitantes. Por ocasião das grandes
festas religiosas, chegava a receber 180 mil peregrinos.A economia centrava-se na
agricultura, pecuária, pesca e artesanato. O poder efetivo sobre a região estava nas mãos
dos romanos, que respeitavam a autonomia interna das regiões dominadas. O centro do
poder político interno localizava-se no Templo de Jerusalém. Assessorado por 71 membros
do Sinédrio (tribunal criminal, político e religioso), o sumo sacerdote exercia grande
influência sobre os judeus, mesmo os que viviam fora da Palestina. Para o Templo e as
sinagogas convergia a vida dos judeus. E foi nesta realidade que Jesus apareceu na História
dessa região.
Os Evangelhos dizem-nos imensas coisas sobre Jesus. Mesmo se o seu objetivo,
propriamente dito, não é contar a história dia a dia e nem fazer a descrição jornalística
como gostaríamos hoje de fazer. Contudo, eles são muito mais precisos do que se pensou
durante muito tempo.
ITI Curso Teológico Módulo IV
Ética Cristã 188
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias)
Evangelismo e Missões
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Acontece que estão cheios de pormenores acerca das cidades e aldeias do tempo, das
maneiras de viver, de falar, acerca das personagens oficiais. A história e a arqueologia
confirmam que todos estes elementos são exatos, verídicos.
Aliás, certos pormenores não podiam ter sido inventados ou escritos mais tarde porque
certas instituições, certas práticas tinham mudado pouco tempo depois da morte de Jesus,
particularmente no ano 70, ano da destruição de Jerusalém. 1900 anos depois dos
acontecimentos, descobre-se que os Evangelhos é que tinham razão ao contrário do que,
durante muito tempo, os historiadores julgaram que estava errado, precisamente em
algumas das suas passagens: por exemplo, no Evangelho segundo S. João, considerado o
mais espiritual e, portanto, o menos concreto, menos preciso, mais afastado dos tempos e
dos locais, encontramos o nome de mais vinte localidades concretas do que nos outros
três evangelistas.
Certos números destas localidades desapareceram completamente, mas puderam ser
identificadas. Só recentemente os historiadores puderam provar a sua existência...
Também em dada altura se perguntou se a localidade de Nazaré não tinha sido inventada
pelos Evangelhos. Porquê? Porque o Antigo Testamento e os antigos comentários
hebraicos não falam dela. Críticos e jornalistas fizeram disto um romance completo. Mas,
na realidade, já em 1962, uma equipa de arqueólogos israelitas, dirigida pelo professor Avi
Jonah tinha encontrado nas ruínas de Cesaréia Marítima uma placa gravada em hebreu,
datando do século III antes de Cristo e com o nome da aldeia de Nazaré.
Em 1927, o arqueólogo francês Vincent encontrou o lithostrotos ou Gabbatha esse espaço
lajeado do pretório em que Jesus esteve quando compareceu diante de Pilatos (Evangelho
segundo S. João, capítulo 19, versículo 13). Quanto ao próprio Pilatos, o prefeito romano
que condenou Jesus à morte e do qual não se encontrava rasto concreto ao longo de
dezoito séculos (ainda que Pilatos seja várias vezes citado pelo Historiador épico Flávio
Josefo), arqueólogos italianos encontraram em 1961, também nas ruínas de Cesaréia
Marítima, o seu nome gravado numa pedra com o seu título exacto: praefectus. Esta
averiguação a partir dos dados arqueológicos, geográficos e políticos podia ser muito mais
desenvolvida. Entretanto, a falta de espaço desse escopo não nos permite nos determos
mais nessa questão, mas cada um poderá compreender como o argumentado é fidedigno!
Fontes Não-Bíblicas Atestam a Historicidade de Jesus
Flávio Josefo (37-100 d.C.)
O historiador Josefo que viveu ainda no primeiro século (nasceu no ano 37 ou 38 e
participou da guerra contra os romanos no ano 70, escreveu em seu livro Antiguidades
Judaicas):
"O sumo sacerdote Hanan reúne o Sinedrim em conselho judiciário e faz comparecer
perante ele o irmão de Jesus cognominado Cristo (Tiago era o nome dele) com alguns
outros" (Flavio Josefo, Antiguidades Judaicas, XX, p.1, apud Suma Católica contra os sem
Deus, dirigida por Ivan Kologrivof. Ed José Olympio, Rio de Janeiro 1939, p. 254). E mais
adiante, no mesmo livro, escreveu Flávio Josefo:
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Ética Cristã 189
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias)
Evangelismo e Missões
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
"Foi naquele tempo (por ocasião da sublevação contra Pilatos que queria servir-se do
tesouro do Templo para aduzir a Jerusalém a água de um manancial longínquo), que
apareceu Jesus, homem sábio, se é que, falando dele, podemos usar este termo - homem.
Pois ele fez coisas maravilhosas, e, para os que aceitam a verdade com prazer, foi um
mestre. Atraiu a si muitos judeus, e também muitos gregos. Foi ele o Messias esperado; e
quando Pilatos, por denúncia dos notáveis de nossa nação, o condenou a ser crucificado,
os que antes o haviam amado durante a vida persistiram nesse amor, pois Ele lhes
apareceu vivo de novo no terceiro dia, tal como haviam predito os divinos profetas, que
tinham predito também outras coisas maravilhosas a respeito dele; e a espécie de gente
que tira dele o nome de cristãos subsiste ainda em nossos dias". (Flávio Josefo, História
dos Hebreus, Antiguidades Judaicas, XVIII, III, 3 , ed. cit. p. 254). (1, pg. 311 e 3).
Tácito (56-120 d.C.)
Tácito, historiador romano, também fala de Jesus. "Para destruir o boato (que o acusava
do incêndio de Roma), Nero supôs culpados e infringiu tormentos requintadíssimos
àqueles cujas abominações os faziam detestar, e a quem a multidão chamava cristãos.
Este nome lhes vem de Cristo, que, sob o principado de Tibério, o procurador Pôncio
Pilatos entregara ao suplício. Reprimida incontinenti, essa detestável superstição
repontava de novo, não mais somente na Judéia, onde nascera o mal, mas anda em Roma,
pra onde tudo quanto há de horroroso e de vergonhoso no mundo aflui e acha numerosa
clientela" (Tácito, Anais , XV, 44 trad.) (1 pg. 311; 3)
Suetônio (69-122 d.C.)
Suetônio, na Vida dos Doze Césares, publicada nos anos 119-122, diz que o imperador
Cláudio "expulsou os judeus de Roma, tornados sob o impulso de Chrestos, uma causa de
desordem"; e, na vida de Nero, que sucedeu a Cláudio, acrescenta: "Os cristãos, espécie de
gente dada a uma superstição nova e perigosa, foram destinados ao suplício" (Suetônio,
Vida dos doze Césares, n. 25, apud Suma Católica contra os sem Deus, p. 256-257). (1 pg.
311; 3)
Plínio o Moço (61-114 d.C.)
Plínio, o moço, em carta ao imperador Trajano (Epist. lib. X, 96), nos anos 111 - 113, pede
instrução a respeito dos cristãos, que se reuniam de manhã para cantar louvores a Cristo.
(4, pg. 106).
Tertuliano (155-220 d.C.)
Escritor latino. Seus escritos constituem importantes documentos para a compreensão dos
primeiros séculos do cristianismo. Ele escreveu: "Portanto, naqueles dias em que o nome
cristão começou a se tornar conhecido no mundo, Tibério, tendo ele mesmo recebido
informações sobre a verdade da divindade de Cristo, trouxe a questão perante o Senado,
tendo já se decidido a favor de Cristo...".
ITI Curso Teológico Módulo IV
Ética Cristã190
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Os Talmudes Judeus:
A tradição judaica recolhe também notícias acerca de Jesus. Assim, no Talmude de
Jerusalém e no da Babilônia incluem-se dados que, evidentemente, contradizem a visão
cristã, mas que confirmam a existência histórica de Jesus de Nazaré. Além, evidentemente
dos pais da igreja, como: Policarpo, Eusébio, Irineu, Justino, Orígenes, etc...
Considerações sobre a existência de Jesus Cristo
Para o leitor ter uma idéia do quanto à existência de Cristo é rica em suas fontes,
analisemos analogamente a biografia de Alexandre (o Grande) e Jesus. As duas biografias
mais antigas sobre a vida de Alexandre foram escritas por Adriano e Plutarco depois de
mais de 400 anos da morte de Alexandre, ocorrida em 323 a.C. e mesmo assim os
historiadores as consideram muito confiáveis. Para a maioria dos historiadores, nos
primeiros 500 anos, a história de Alexandre ficou quase intacta.
Portanto, comparativamente, é insignificante saber que os evangelhos foram escritos 60
ou 30 anos (isso no máximo) depois da morte de Jesus e esse tempo seria insuficiente para
se mitificar um indivíduo. Por exemplo, embora os Gathas de Zoroastro, que datam de
1000 a.C., sejam consideradas autênticas, a maior parte das escrituras do zoroastrismo só
foram postas por escrito no século III d.C. A biografia pársi mais popular de Zoroastro foi
escrita em 1278 d.C. Os escritos de Buda, que viveu no século VI a.C., só foram registrados
depois da era cristã. A primeira biografia de Buda foi escrita no século I d.C.
Embora as palavras de Maomé (570-632 d.C.) estejam registradas no Alcorão, sua biografia
só foi escrita em 767 d.C., mais de um século depois de sua morte. Portanto, o caso de
Jesus não tem paralelo, e é impressionante o quanto podemos aprender sobre ele fora do
Novo Testamento... Ainda que não tivéssemos nenhum dos escritos do Novo Testamento
e nenhum outro livro cristão, poderíamos ter um prisma nítido do homem que viveu na
Judéia no século I.
Saberíamos, em primeiro lugar, que Jesus era um professor judeu; segundo, muitas
pessoas acreditavam que ele curava e fazia exorcismos; terceiro, algumas acreditavam que
ele era o Messias; quarto, ele foi rejeitado pelos líderes judeus; quinto, foi crucificado por
ordem de Pöncio Pilatos durante o reinado de Tibério; sexto, apesar de sua morte infame,
seus seguidores, que ainda acreditavam que ele estivesse vivo, deixaram a Palestina e se
espalharam, assim é que havia muitos deles em Roma por volta de 64 d.C.; sétimo, todo
tipo de gente, da cidade e do campo, homens e mulheres, escravos e livres, o adoravam
como se ele fosse Deus. Sem dúvida a quantidade de provas corroborativas extrabíblicas é
muito grande. Com elas, podemos não somente reconstruir a vida de Jesus sem termos de
recorrer à Bíblia como também ter acesso à informação sobre Cristo por meio de um
material mais antigo do que os próprios evangelhos. (Adaptado de 7 pg. 113 e 114).
Pelo que argumentamos acima, diante de tão significativa testemunha documental,
podemos afirmar que verdadeiramente Jesus Cristo é um homem da História, tanto que
ele a dividiu em antes e depois dele. O pesquisador que acurar a questão sem preconceito
chegará à conclusão que as provas são substanciais.
ITI Curso Teológico Módulo IV
Ética Cristã 191
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Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
As provas existem, mas quem quiser escapar a elas, escapa. Como se, afinal de contas,
Jesus nos quisesse deixar a decisão de lhe conceder um lugar na história, na nossa história.
Recordemos quando Ele devolveu a pergunta aos apóstolos: "E vós, quem dizeis que eu
sou?". Os homens daquela época viam Jesus como sendo o João Batista que havia
ressuscitado, outros diziam que Jesus era o Elias, aquele que foi o mais respeitado de
todos os profetas; outros diziam que Jesus era o profeta Jeremias. Vemos que nivelavam
Jesus aos profetas, nivelavam Jesus aos homens mais proeminentes daquele tempo,
respeitando assim os homens e não a Jesus... Mas, a pergunta continua: “vós quem dizeis
que Eu Sou?”
Napoleão I (1769-1821), imperador da França, teve muito tempo para pensar a respeito da
maior prova da realidade divina quando se encontrava deportado na ilha da Elba. Certo
dia, durante um passeio, Napoleão parou de repente, virou-se para Montholon, que o
acompanhava, e perguntou-lhe: “Que pensais vós de Cristo?” O mesmo ficou confuso com
a pergunta e disse-lhe: “Senhor, eu tenho de confessar que nunca pensei sobre esse
assunto em profundidade e não tenho opinião formada sobre Jesus Cristo.” Pior para vós!.
Respondeu o imperador, e enquanto prosseguia em sua caminhada, foi expressando os
seus pensamentos a respeito de Jesus Cristo.
"Conheço os homens, e os digo isto: Jesus não é um homem. Manda-nos que creiamos e
para isso não dá outra razão senão sua palavra, Eu Sou Deus. Os filósofos procuram solver
os ministérios do universo com suas dissertações vãs! Tolos: são como as crianças que
choram pedindo a luz para com ela brincar. Cristo jamais hesita. Fala com autoridade. Sua
religião é um mistério, porém subsiste por sua própria força. Procura e requer de modo
absoluto o amor dos homens, a coisa, neste mundo, mais difícil de se conseguir Alexandre,
César, Aníbal conquistaram o mundo, mas não tiveram amigos. Talvez seja eu a única
pessoa da atualidade que ame Alexandre, César, Aníbal. Carlos Magno e eu mesmo
fundamos impérios; mas sobre o quê? Sobre a força.
Jesus fundou seu império sobre o Amor; e nesta hora milhões morriam por Ele. Eu próprio
tenho inspirado a multidões tamanha aflição que elas morriam por mim. Mas a minha
presença era necessária. Agora que estou em Sta. Helena, onde estão meus amigos? Estou
esquecido, para voltar em breve à terra e tornar-me pasto de vermes . Que abismo entre a
minha miséria e o reino eterno de Cristo que é proclamado amado, adorado e que se vai
estendendo por todo o mundo. Isso é morte? Digo-vos, a morte de Cristo é a morte de um
Deus. Eu vos digo, Jesus Cristo é Deus."
Eis aqui o conquistador que realmente unifica, que não une uma nação apenas, mas toda a
humanidade. Que milagre! A alma humana com todas as suas capacidades sente-se ligada
à existência de Jesus Cristo. E como? Através de um milagre que supera todos os outros
milagres. Cristo quer o amor das pessoas, e isso é o mais difícil de se conseguir. Ele exige o
coração. Isso é tudo o que Ele quer, e Ele o recebe. Portanto, “Se a importância histórica
for medida pelo impacto no maior número de pessoas, pode-se afirmar com certeza que
nenhum evento isolado, nos tempos antigos, e em toda a História humana, foi tão
importante como o nascimento do homem que passou para a História com o nome de
Jesus... Desde então toda a História da humanidade comprova a sua importância,
simplesmente porque aqueles que mais tarde se intitularam cristãos, seguidores de Jesus,
mudariam a História de todo o globo.”
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Missões no Século XX
O fim do Grande Século Missionário é
contado a partir do início da 1 Guerra
Mundial em 1914. Mas a obra
missionárianão terminou. O século XX
é também um “grande século de
missões” com características diferentes
do século anterior e com métodos
novos.
O desenvolvimento da Missiologia e
sua confrontação com outras ciências,
como a Antropologia, fez com que
novos rumos surgissem e o empreendimento missionário se preocupasse também com
aspectos culturais, sociais, educacionais, de saúde, etc. Não que esta preocupação faltasse
completamente na obra de missionários anteriores, mas a partir de estratégias formuladas
por homens como Henry Venn (1796 a 1873), Rufus Andersson (1796 a 1880), John Nevius
(1829 a 1893) e Roland Allen (1868 a 1947), o conceito de missões sofreu profundas
mudanças. As próprias necessidades vividas pelo chamado Terceiro Mundo forçaram a
adoção de novos métodos e a mudança de prioridades, assim como a dificuldade de se
entrar em algumas regiões do mundo, criou novos tipos de estratégias e de missionários.
Visão geral do avanço no mundo
Diferentes tipos de agências missionárias e de missionários surgem em nosso século. Com
a liberação da mulher, as irmãs, até então mais acompanhantes de seus maridos, que
missionárias propriamente dito, começaram a ganhar espaço no terreno das missões. Não
encontrando a aceitação em muitas agências, criaram agências próprias. É impossível
descrever o movimento missionário no mundo, em todos os seus lances, num período de
grandes mudanças e de muitas iniciativas missionárias.
O Preparo para uma nova era missionária
A iniciativa missionária tem passado por diferentes fases ao longo dos anos:
A primeira fase encontramos na Palestina com o envio dos apóstolos pelo próprio Mestre
e o trabalho realizado por Paulo.
A segunda fase foi na Europa no século XIX com o surgimento das missões modernas,
mas com antecedentes desde a Idade Média.
A terceira fase coube à América do Norte que “invadiu” o mundo com seus missionários
durante este século.
A quarta fase e quem sabe a última fase, é de responsabilidade do Terceiro Mundo (ou
2/3 do mundo como vem sendo chamado). O número de missionários dos antigos países
receptores vem aumentando e existe a perspectiva que dentro de alguns anos iguale ao
número de missionários do Primeiro Mundo.
ITI Curso Teológico Módulo IV
Ética Cristã 193
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias)
Evangelismo e Missões
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Capitulo XII
Tipos de Missões
MISSÕES: Deus inventou isto, Jesus morreu por isto, Paulo viveu isto, Alguém reiniciou
isto, Você está disposto a terminar isto?
1. Missões Urbanas
2. Missões Nacionais
3. Missões transculturais
Missões Urbanas: é a missão que
trabalha especificamente em cidades
atingindo escolas, hospitais, viciados
em drogas, evangelização, através de
rádio, teatro e demais áreas culturais.
Missões Nacionais: Desenvolve seu
trabalho na evangelização de regiões
dentro do próprio país, com
conotações transculturais. Ex.:
Nordeste, centro-oeste, amazonas e
etc.
Missões transculturais: è o ministério
desenvolvido pela igreja além de suas
fronteiras culturais, fazendo discípulos
além das barreiras étnicas.
Jonas – um missionário que tentou fugir de sua missão
O profeta Jonas foi designado por Deus para fazer missões. Deus queria fazer uma grande
obra de salvação por intermédio de Jonas e lhe contou seu plano de salvar os moradores
de uma cidade chamada Nínive. Porém se recusou sistematicamente ao chamado divino e
tentou fugir para Tarsis.
Nínive estava com os dias contados para enfrentar um temível juízo divino. O fundador de
Nínive, (Ninrode), era tão mal que matou seu pai, cohabitou com sua própria mãe e teve
filhos com ela. Queria também fazer um caminho que chegasse mais perto de Deus. "O
único caminho que nos leva á Deus, é o caminho da humilhação!".
Ninrode, seduziu as pessoas á ajudá-lo a construir uma torre chamada Babel. O nome
Babel quer dizer confusão. Deus então confundiu a língua do povo e, eles se separaram.
Ninrode foi para um lugar onde construiu uma cidade chamada Nínive, que fica localizada
na margem oriental do rio Tigre, a mais de 800 KM da Palestina. O nome Jonas, quer dizer
"Pombo". Os pombos foram muito usados como pombos-correio, transmitindo mensagens
importantes.
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Ética Cristã 194
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias)
Evangelismo e Missões
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Jonas tinha a incumbência de levar a mensagem de Deus á cidade de Nínive. Era uma
cidade temida. As pessoas que passavam por alí, eram roubadas, espancadas, saqueadas e
até mortas e decapitadas! Eles matavam os profetas e dependuravam suas cabeças na
entrada da cidade exibindo-as como um troféu. Jonas, então, fugiu, descendo á Jope, onde
comprou uma passagem de navio para Társis, localizada ao sul da Espanha, próximo á
gibraltar, 3.200 KM, a Oeste da Palestina. "seja qual for a distância ou lugar, ninguém pode
se esconder do olhos de Deus".
O profeta estava determinado, inflexível. Recusou-se a entregar a mensagem de Deus à
Nínive, porque receava que os seus habitantes se arrependessem e se livrassem da
destruição iminente. Jn 4.1,2. Jonas não queria que o Senhor tivesse misericórdia de
nenhuma nação, exceto Israel, e sobretudo que não tivesse compaixão da Assíria. Jonas se
esquecera de que o propósito supremo de Deus para com Israel era que este fosse uma
bênção para os gentios. Gn 12.3 Is 49.6.
O coração de Jonas estava tão obstinado e endurecido que mesmo tendo conhecimento
da vontade divina em perdoar o povo de Nínive, ele nutria a esperança de Deus mudar de
idéia e destruir a cidade. Jn 4.5. A característica principal do coração impiedoso de Jonas
era o egoísmo, pois ele estava mais interessado em seu próprio conforto do que na
salvação de milhares de pessoas. Jn 4.9-11. Mas Deus não desiste dos seus planos e enviou
um enorme peixe que engoliu Jonas e ele esteve três dias e três noites dentro da barriga
do peixe. Nesse período o profeta reconheceu o seu erro, orou e se dispôs a obedecer a
ordem que o Senhor lhe havia dado. Assim, Deus fez o enorme peixe vomitar Jonas em
terra.
Jonas, então, foi a Nínive e, em um só dia, percorreu a cidade proclamando a mensagem
que Deus lhe havia mandado. Os Ninivitas creram em Deus e o rei proclamou um jejum em
toda a cidade. Deus, então, teve misericórdia do povo e não destruiu a cidade, conforme
havia dito antes. Mas Jonas ficou irado com a misericórdia de Deus e fez uma oração (Jn
4.2,3) em que pedia para morrer, pois ele não aceitava a decisão do Senhor de não ter
destruído Nínive.
O Senhor, então, lhe deu uma grande lição de amor. Fez nascer, próximo à barraca de
Jonas uma árvore que cresceu rapidamente e dava sombra sobre a cabeça de Jonas.
Aparecendo o sol, o Senhor mandou um bicho que matou a árvore e ela secou. Ao nascer
o sol, novamente, seus raios queimavam a cabeça de Jonas e ele novamente se irou com
Deus, desejando morrer porque a sua árvore havia morrido. Disse o Senhor a Jonas: Tu
estás assim por causa de uma árvore, que tu não plantastes e nem cuidastes, que nasceu
numa noite e na outra morreu? Em Nínive há mais de 120 mil pessoas que ainda não têm
discernimento das coisas. Não havia Eu de ter compaixão delas?. Jn 4.10,11.
Jonas foi o único pregador que ficou profundamente frustrado com o seu sucesso. Elequis morrer porque os ninivitas receberam vida. Jonas fazia do seu nacionalismo
extremado uma bandeira maior do que a obra missionária. Tinha prazer de pregar
condenação aos pagãos, mas não se alegrava com sua salvação.
Pare e Pense: Fugir de um chamado divino não é a melhor escolha!!!
Onde você anda se escondendo de Deus? Hoje Deus te convida a sair do seu esconderijo,
obedecer e aceitar o Seu chamado!
ITI Curso Teológico Módulo IV
Ética Cristã 195
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias)
Evangelismo e Missões
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Jesus Cristo foi o Maior Missionário que este Mundo jamais viu
“Deus tinha um único filho e fez dele um missionário - David Livingnstone”
É impossível compreender a vida e o ministério de Jesus fora do contexto missiológico. Foi
o Seu amor pelo mundo perdido que o trouxe do lar da glória a este mundo, onde deu a
Sua vida na cruz do Calvário para redenção de todas as tribos, línguas, povos e nações. Jo
3.16; Apoc 5.9,10; 11.2.
A igreja e a Responsabilidade Missionária
Jesus é o nosso modelo e padrão de missionário, pois da mesma forma como Ele foi
enviado pelo Pai Ele também nos enviou. Jo 17.18,20. Ele organiza um movimento que
divulga o Reino. Primeiro, envolvendo os doze. Mt 10.5-8. Depois, numa segunda etapa,
envolvendo setenta. Lc 10.1. Em etapa última, o envio não é mais de um grupo, mas de
toda a comunidade dos salvos. Mc 16.15 Mt 28.18-20. Um chamado para dar continuidade
ao ministério missionário de Jesus. At 1.1 Hb 2.3,4. Para continuarmos a obra missionária
que Jesus iniciou. Jo 14.12
A Igreja primitiva entendeu que sua missão era mundial: ”(…) ser-me-eis testemunhas,
tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra”. At 1.8.
Primeiro ela se dirigiu aos judeus. Lc 24.47 At 13.46. Não só porque os judeus tinham as
promessas (Rm 9.4,5), mas porque a própria Igreja era composta por elementos de cultura
judaica.
A Igreja, enfim, rompe com o judaísmo e perde sua visão exclusivista. Foi, porém, um
rompimento custoso. Havia um preconceito muito forte contra os gentios arraigado na
mente dos judeus. Em Atos 10.9-23 tomamos conhecimento do trabalho que Deus
precisou desenvolver com Pedro para direcioná-lo à casa de Cornélio.
Foi preciso que por três vezes uma voz do céu, que Pedro identificou como sendo de Deus,
lhe dissesse: “não chames tu comum ao que Deus purificou” (comum, aqui, está associado
a imundo, impuro, do ponto de vista ritual, diferente de algo que um judeu poderia tocar).
Pedro reconhece que o evangelho não é uma mensagem de propriedade exclusiva dos
judeus. At 10.34,35; 15.6-11.
A vinda do Espírito Santo sobre os gentios produziu um grande espanto nos cristãos de
origem judaica. At 10.45. Isso porque, no Antigo Testamento, o Espírito não era de todos,
mas de uma elite “espiritual”, e eles não podiam imaginar que algo tão precioso fosse
derramado sobre gentios, a escória do mundo, segundo pensavam. À luz desse fato, de o
Espírito vir sobre os gentios, é que decidiram balizá-los, aceitando-os como membros da
Igreja. At 10.46,47.
Somente após a explicação de Pedro (At 11.4-17) é que os primeiros cristãos entenderam
que o evangelho era de alcance mundial: “Ouvindo eles estas coisas, apaziguaram-se e
glorificaram a Deus, dizendo: Assim, pois, Deus concedeu também aos gentios o
arrependimento para a vida”. At 11.18.
ITI Curso Teológico Módulo IV
Ética Cristã 196
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Evangelismo e Missões
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
O Espírito Santo e a Obra Missionária na vida de Paulo
A história da vida de Paulo como missionário é um exemplo excepcional. Nele vemos uma
pessoa que pela operação do Espírito Santo dedicou-se inteiramente ao chamado do
Senhor. At 13.2.
Veremos as manifestações do Espírito Santo na vida de Paulo como missionário enviado
pelo Senhor. O Espírito Santo encheu Paulo do amor de Deus. Paulo era dominado por
este amor, ele estava sempre disposto a, de boa vontade, deixar-se gastar para ganhar as
almas. II Co 12.15.
O Espírito Santo capacitou Paulo para dar sua vida em sacrifício vivo a Deus. Ele chegou à
situação de poder dizer “e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim”. Gl 2.20. Para Paulo,
a sua vida era Cristo, e seu intenso desejo era que Cristo fosse engrandecido no seu corpo,
fosse pela vida, fosse pela morte. Fp 1.20-21.
O Espírito Santo operou poderosamente na vida de Paulo. O poder de Deus operava por
meio do ministério de Paulo como um arado, abrindo profundos sulcos no coração do
povo, preparando os corações para receberem a semeadura da Palavra. At 19.11,12 Rm
15.18,19.
O Espírito Santo operou na vida de Paulo uma total dependência de Deus. Paulo entendia
que tudo o que havia sido feito através de seu ministério era uma operação da graça
divina. I Co 15.10. Ele conhecia a sua grande limitação a ponto de dizer: “Não que sejamos
capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos, mas a nossa capacidade
vem de Deus, o qual nos fez também capazes de ser ministros…”. II Co 3.5,6.
O Espírito Santo deu a Paulo a visão da vitória que sempre acompanha o evangelho. Ele
pregava com muita ousadia o evangelho de Cristo, que é “o poder de Deus para salvação
de todo aquele que crê”. Rm 1.16. A sede de ganhar almas para o Senhor, o impelia
sempre para frente. Fp 3.13,14.
Cristo também confiou a igreja uma tarefa missionária maior do que a de Jonas – pregar o
evangelho ao mundo todo, entretanto, tal como Jonas, muitas igrejas pouco ou nada se
interessam pela obra missionária. É a missão da Igreja proclamar o Reino de Deus e
chamar ao arrependimento o mundo perdido. Partidos políticos não podem fazer isso. O
governo não pode fazê-lo. O que o evangelho pode fazer pelos homens nenhuma ideologia
política o pode, nem filosofia humana. Só o evangelho. Nós o temos. Nós o professamos
como verdade e como poder de Deus para salvação de todo aquele que crê. Nós somos a
Igreja de Cristo. Esta tarefa é nossa e de mais ninguém. Se não a fizermos, ninguém mais a
fará. Vamos fazê-la. Sejamos conscientes de nossa vocação missionária. Perder esta
consciência, abafar essa vocação, é negar nossa razão de ser.
Não podemos esquecer em circunstâncias nenhuma que:
1. Fazer missões é uma obra que exige urgência - O trabalho missionário não pode
esperar. A seara é grande, os trabalhadores são poucos e o tempo urge. Não há esperança
para os pecadores fora de Cristo. Não há salvação senão no evangelho da graça.
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Ética Cristã 197
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias)
Evangelismo e Missões
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Ninguém pode ser reconciliado com Deus por meio das obras, da religião ou dos
sacrifícios. Somente Cristo é o caminho para Deus. Somente ele é a porta do céu. Só ele é
o mediador entre Deus e os homens. Qualquer outra mensagem é inútil. Qualquer outro
atalho somente conduzirá os homens à desilusão e à perdição eterna. A evangelização dos
povos é uma tarefa impostergável.Deve ser a prioridade absoluta da nossa agenda. É
tempo de sermos luz para as nações. É tempo de investirmos o melhor dos recursos que
Deus nos tem dado na obra missionária.
2. Fazer missões é uma obra que exige envolvimento de todos - O privilégio de fazer
missões não é apenas para aqueles que têm o chamado de sair de sua cultura e ir além
fronteiras. Todos nós podemos orar por missões. Todos nós devemos contribuir com
missões. Todos nós precisamos fazer missões. Toda a igreja deve estar engajada nesse
projeto de conseqüências eternas. A obra missionária não deve ser apenas um apêndice
na agenda da igreja, mas uma frente de ação em que todos os crentes estejam envolvidos.
A evangelização não é um programa, mas um estilo de vida. Fazemos missões na dinâmica
da vida, em nosso lar, em nossa escola, em nosso trabalho e até mesmo em nosso lazer.
Fazemos missões quando oramos pelos missionários e quando contribuímos para a sua
manutenção no campo. Tanto os que descem ao poço como os que seguram as cordas
estão igualmente comprometidos com esta tarefa de conseqüências eternas.
3. Fazer missões é uma obra que exige os melhores investimentos - Não podemos cumprir
a agenda estabelecida por Cristo de ir por todo o mundo e fazer discípulos de todas as
nações sem fazer investimentos financeiros na obra. Somente uma igreja fiel na mordomia
dos bens pode ser missionária. Somente uma igreja generosa no ofertar pode ser luz para
as nações. O melhor e mais duradouro investimento que fazemos é na salvação de vidas.
A Bíblia diz que quem ganha almas é sábio. O dinheiro que investimos em missões é uma
semente que se multiplica e produz frutos para a vida eterna. Mas, não é suficiente apenas
investimentos de recursos financeiros; precisamos também de investimento de vida. Deus
chama uns para ir; outros para ficar. Uns devem estar numa ponta da corda, descendo aos
lugares sombrios para resgatar as ovelhas errantes; outros devem estar na outra
extremidade da corda para sustentar aqueles que descem com a provisão necessária.
Missões não é trabalho de um missionário visionário e aventureiro que deixa sua terra, sua
cultura e embrenha-se no meio de tribos e povos ignotos para levar-lhes a luz do
evangelho. Missões é um trabalho planejado, onde a igreja toda se dispõe a fazer seus
melhores investimentos para que mais pessoas sejam alcançadas e salvas pelo evangelho
de Cristo. Esta igreja tem o privilégio de ser uma agência do Reino de Deus nesta cidade,
neste Estado, neste País e, também, no mundo inteiro. Cumpramos nossa missão
enquanto é tempo!.
"Cada coração com Deus, um missionário. Cada coração sem Deus um campo
missionário!".
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Ética Cristã 198
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Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Inimigos da Evangelização Eficaz
1. Ativismo: O excesso de atividade de uma igreja, ou na vida particular de cada cristão
geralmente produz grandes prejuízos no trabalho de evangelização.
2. Mensagem Inadequada: Muitos estão pregando uma mensagem diluída do Evangelho,
tipo garapa “água com açúcar”. Onde não se utiliza o arrependimento e a mudança de
vida. Este não é o Evangelho de Cristo.
3. Individualismo: Muitos estão salvos, mas não se preocupam pelos outros. Falta amor
pelas almas.
4. Vidas cristãs inexpressivas: Crentes que não tenham vida de profunda intimidade com
Cristo não sentem disposição para a evangelização. Sem ter certeza da salvação e uma vida
espiritual profunda não podem ganhar almas.
5. Evangelização sem integração: Muitos pensam que a única tarefa é evangelizar, e
centralizam tudo nisto, mas os novos convertidos não permanecem na igreja, por falta de
discipulado e de ensino das doutrinas da Bíblia.
6. Falta de conhecimento: Muitos cristãos não sabem o que falar para evangelizar, nem
mesmo como começar uma conversa evangelística. Outros pensam que evangelizar é
apenas trabalho para o pastor e o ministério. Isto é muito prejudicial ä grande missão da
Igreja.
7. Evangelização pulpitocêntrica: Em muitas igrejas o trabalho evangelístico se restringe
ao púlpito. O crente se limita a convidar pessoas para que o pastor as evangelize. Assim
não ganharemos o mundo. Leia Atos 8.1-8.
8. Evangelho por prestações: “Venha para igreja com está e continue do mesmo jeito”,
“Cristo só que o coração”, etc. Ou pregamos a mensagem viva e transformadora ou nada
acontecerá.
ITI Curso Teológico Módulo IV
Ética Cristã 199
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias)
Evangelismo e Missões
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Oito Reflexões Edificantes
Primeira: Conta-se que certa vez um menino ouvira uma mensagem sobre o trabalho
missionário entre os pagãos. Pelas necessidades daqueles povos que vivem nas trevas, o
menino procurou a esposa do pastor e entregou-lhe uma moeda de pouco valor. Aquela
senhora estava fazendo um embrulho com roupas, remédios e alimentos para enviar ao
oriente. Ela comprou um folheto com aquela pequena moeda e colocou-o dentro do
pacote. O folheto caiu nas mãos de um dos chefes da Birmânia, que por meio de sua
leitura converteu-se ao evangelho. Mais tarde esse chefe, depois de haver experimentado
as alegrias da salvação, falou da sua regeneração a seus amigos. Ao ouvirem seu
testemunho, muitos deles também se converteram. Depois, foi organizada uma igreja que
por sua vez, solicitou um missionário. Como fruto desse trabalho, quinze mil pessoas,
direta ou indiretamente, foram atingidas pelo evangelho. E tudo isso devido a uma
pequena moeda!
Segunda: Outro dia estava lendo uma tirinha de jornal bastante curiosa: Um crente norte-
americano deixou seu país e foi para a África evangelizar uma tribo. O primeiro convertido
desta tribo, muito agradecido, disse ao missionário norte-americano: "Obrigado por viajar
quilômetros para pregar o evangelho para nossa tribo... agora estou indo como
missionário para os Estados Unidos! Ouvi dizer que há uma grande necessidade lá...".
Terceira: Dez ambiciosos missionários colocaram suas vidas em risco: Um parou para
calcular o custo; e então sobraram nove. Nove missionários em potencial, preocupados
com o destino do mundo: Um achou que era velho demais; e então restaram oito. Oito
missionários estudiosos aprenderam a pregar sobre o céu: Um preferiu ser fazendeiro; e
então ficaram sete. Sete sinceros missionários partiram em direção ao arado: Um não
conseguiu apoio; e então ficaram seis. Seis ansiosos missionários desejando muito chegar:
Um cansou de esperar, pelo visto, e então ficaram cinco. Cinco missionários idealistas
chegaram ao solo estrangeiro: Um sofreu "choque cultural"; e então ficaram quatro.
Quatro sérios missionários, tão ocupados quanto possível: Um não manteve o casamento;
e então ficaram três. Três missionários cansados tentando não ficar tristes: Um não voltou
das férias; e então ficaram dois. Dois missionários maduros louvaram a Deus pelo que
tinham feito: Um foi chamado à glória, e então só resta um. Um missionário idoso fazendo
o que pode fazer. Mas o trabalho é muito grande. Quem irá ajudá-lo? Será você?
Quarta: O missionário Guilherme Carey, tinha vários filhos também missionários. Quando
um deles, Félix, começou a pregar, Carey escreveu com satisfação em seu Diário de Vida:
"Meu filho, Félix, respondeuao chamado de pregar o evangelho". Anos mais tarde,
quando esse mesmo filho aceitou o cargo de embaixador da Grã Bretanha, Carey,
desiludido e angustiado, escreveu a um amigo: "Félix se rebaixou ao tornar-se um
embaixador!" Carey tinha uma correta visão do valor que as coisas tem para Deus. E é
assim também que temos de ver a suprema vocação que temos em Jesus Cristo.
Quinta: Um dia uma mulher criticou o grande evangelista do século XIX, D.L. Moody pelos
seus métodos de evangelismo no intuito de ganhar pessoas para Cristo. Moody
respondeu, "Concordo com você, eu não gosto do jeito com que faço isso também. Diga-
me, como fazê-lo?" A mulher respondeu, "Eu não sei fazer isso!" Moody então disse,"
Então eu gosto do meu jeito de fazer isso melhor que o seu jeito de não fazê-lo!".
ITI Curso Teológico Módulo IV
Ética Cristã 200
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias)
Evangelismo e Missões
Escatologia (Um Tratado sobre os Últimos Acontecimentos)
Sexta: O falecido pastor Oswald Smith, da Igreja do Povo em Toronto, Canadá, contou a
seguinte história, a respeito de um cristão na China: João Chinês estava ao lado de um
ateu que lhe perguntou: Qual será a primeira coisa que você fará quando chegar ao céu?
Ele respondeu: Vou percorrer as ruas de ouro até encontrar o Salvador Jesus e me
prostrarei perante Ele para adorá-Lo pela minha salvação. Ótimo, disse o ateu zombando.
E então, João Chinês, o que fará em seguida? Ah! Percorrerei as ruas do céu até encontrar
o missionário que veio ao meu país trazendo o evangelho. Tomarei sua mão e lhe
agradecerei pelo seu papel em minha salvação. E o que fará em seguida, João Chinês?
Inquiriu o ateu. Então continuarei até encontrar o homem ou a mulher que tornou
possível ao missionário vir à China, sustentando-o com orações e dinheiro e também
agradecerei pelo seu trabalho e pela sua contribuição na minha salvação.
Sétima: Uma menina de 11 anos chegou ao púlpito e sob o olhar de quase 8 mil pessoas
que participam de uma das assembléias da Convenção Batista Brasileira, contou sua
história. Órfã de mãe, pai incrédulo, mas ela uma crente fiel e dedicada. Vocacionada para
a obra de missões fez um apelo que calou todo o auditório: "Mande um pastor para nossa
igreja. Eu quero ser missionária, mas precisamos de um pastor em nossa igreja".
Oitava: "E chamando ele os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deu mais
do que todos os que deitavam ofertas no cofre; porque todos deram daquilo que lhes sobrava; mas esta, da s ua
pobreza, deu tudo o que tinha mesmo todo o seu sustento". Mt 12.43,44. Conta-se que uma senhora
estava enchendo uma caixa que seria mandada para a Índia quando um filho trouxe uma
pequena moeda para que fosse enviada também para a obra missionária. Com a moeda a
mãe comprou um folheto bíblico e colocou na caixa. O folheto foi entregue a um chefe
birmanês que, após ler o folheto, entregou sua vida a Cristo. Logo o chefe quis contar a
história de seu novo Deus e da sua felicidade para todos os amigos. Eles também creram e
abriram o coração para o Salvador. Uma igreja foi construída no local e um missionário
enviado para ensinar-lhes a Palavra de Deus. Cerca de 1.500 pessoas tiveram as vidas
transformadas apenas porque uma criança ofereceu sua moeda para Deus.
Muitas vezes nos omitimos em ajudar na obra missionária porque achamos que o que
temos é muito pouco e nada acrescentará no trabalho de Deus. Mas temos o exemplo
daquela pobre senhora que foi vista pelo Senhor Jesus oferecendo algumas moedas. Seu
exemplo é citado até hoje, dois mil anos depois, como gesto de fidelidade a Deus. Não é o
valor de nossa oferta que conta para o Senhor, mas o desejo de compartilhar o que temos
com os mais necessitados.
Se queres ter algo bonito, para ser por 1 dia lembrado. Crie uma borboleta em casa. Ela
ficará em sua casa um dia, e com sua beleza iluminará toda sua casa, mas é passageira,
ficará em sua casa só um dia e talvez não mais será lembrada.Se queres ter algo bonito
para ser lembrado por mais de 1 mês. Plante em seu quintal uma muda de rosa, q se
transformará em uma roseira, seu perfume espargirá por todo seu quintal e ficará bonita
por algum tempo, mas ela não terá mais vida e pode ser esquecida. Se queres ter algo
bonito, para ser lembrado por mais de 1 ano. Plante um ipê amarelo, onde você plantar,
ele ficará ali plantado por muito tempo, e se você se mudar, poderá ser lembrado um dia
por outra pessoa, mas o ipê ficará ali e não será eterno. Se queres ter algo bonito, para ser
lembrado por toda a vida. Faça a obra missionária, ganhe uma alma, porque quando seu
nome for esquecido na terra, será lembrado no céu.
ITI Curso Teológico Módulo IV
Ética Cristã 201
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias)
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Frases Inesquecíveis sobre Missões!!!
Muitos querem viver a sombra da igreja, eu quero uma missão de resgate a um metro do inferno . Jonh Wesley
Quando Jesus diz: "Vinde" - Ele vem nos encontrar. Quando Ele diz: "Ide" - Ele vai conosco. Walter B. Knight
Muitos crentes consagrados jamais atingirão os campos missionários com os seus próprios pés, mas poderão
alcançá-los com os seus joelhos. Adoniran Judson
Por que alguém deveria ouvir do evangelho duas vezes, quando há pessoas que não ouviram nenhuma
vez. Oswald Smith
Contribua de acordo com a sua renda para que Deus não transforme a sua renda de acordo com a sua
contribuição. Peter Marshall
Coloque missões em primeiro lugar e Deus dará as coisas necessárias. Edison Queiróz
Nós somos imortais até que cumpramos a tarefa a nós encomendada. James Frazer
É raro ver o sustento de pastores locais ser cortado ou diminuído, mas isto é comum na vida de
missionários. É isto justo? David Botelho
É inconcebível imaginar que pastores locais devem ser desafiados para missões transculturais quando
isto é ordem de nosso Senhor Jesus. David Botelho
Quem não ama missões transculturais deve começar a duvidar de sua salvação, pois é o diabo que
odeia o término da tarefa da evangelização mundial, pois isso significaria o fim de sua obra na terra.
David Botelho
Uma igreja não existe para si mesma, mas sim para o mundo. George Carey
Uma igreja que não prega e envia pessoas para missões transculturais não está cumprindo plenamente
o Evangelho de Jesus. Fred Nuckley
Obediência parcial às palavras de Jesus ainda é desobediência – precisamos ir nós mesmos ou então
enviar pessoas para os "confins da Terra". Fred Nuckley
Se entusiasme com missões mundiais, pelo amor de Deus! Fred Nuckley
Eu o desafio para adquirir a visão da "Grande Colheita" e ver como Jesus poderá mudar sua
cosmovisão e o futuro dos povos. Fred Nuckley
Vida com Jesus é eterna e cheia de felicidade, mas vida sem Jesus é morte e sofrimento – que direito
você tem de guardar esse dom para si mesmo diante de 96% da população mundial que ainda não O
conhece? Fred Nuckley
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Ética Cristã 202
Heresiologia (Estudo de Seitas e Heresias)
Evangelismoe Missões
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Colaboradores
Rev. Hernandes Dias Lopes
Pr.Missionário,Clodoaldo Pereira
Giordani, Mário Curtis. "História de Roma" Antiguidade Clássica II, Editora Vozes, 1968.
Macdowell, J., "Verdades que Exigem Um Veredito" Vol. 1, Ed. Candeia, 1992, São Paulo.
Mccgedtb.vilabol.uol.com.br/Ged_Tubarao/Reflexoes/reflexoes01.htm
Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.
Strobel, Lee, "Em Defesa de Cristo", Editora Vida, 1998, São Paulo.
Armstrong, K., A History of God, New York, Ballantine/Epiphany
Pr.
Carneiro Missionário da Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil
Estudo sobre Missões (Supervisão: Pastor Décio Stefanov[Elaborado: Presb. Marcos F. Zanellato])
Hernandes Dias Lopes