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GEOGRAFIA I
PRÉ-VESTIBULAR 247SISTEMA PRODÍGIO DE ENSINO
GLOBALIZAÇÃO14
A GLOBALIZAÇÃO
• Globalização
• Indivíduos
• Estado.
• ONGS.
• Organizações Econômicas Regionais.
• Investidores Institucionais.
• Organizações Internacionais: OMC; FMI.
• Transnacionais.
• Cidades Globais
• Mídia
A expressão “globalização” tem sido utilizada mais recentemente 
num sentido marcadamente ideológico, no qual assiste-se no 
mundo inteiro a um processo de integração econômica sob a égide 
do neoliberalismo, caracterizado pelo predomínio dos interesses 
financeiros, pela desregulamentação dos mercados, pelas 
privatizações das empresas estatais e pelo abandono do estado de 
bem-estar social. Essa é uma das razões dos críticos acusarem-na 
de ser responsável pela intensificação da exclusão social (com o 
aumento do número de pobres e de desempregados) e de provocar 
crises econômicas sucessivas, arruinando milhares de poupadores 
e de pequenos empreendimentos.
Antes do início da primeira fase da globalização, os continentes 
encontravam-se separados por intransponíveis extensões 
acidentadas de terra e de águas, de oceanos e mares, que faziam 
com que a maioria dos povos e das culturas soubessem da 
existência uma das outras apenas por meio de lendas. Podemos 
identificar três etapas ao longo do tempo até chegar à globalização 
nos dias atuais: 
• Primeira Fase (1450 - 1850) - Caracterizada pela expansão 
mercantilista da economia-mundo europeia.
• Segunda Fase (1850 - 1950) - Caracterizada pelo 
expansionismo industrial-imperialista e colonialista.
• Terceira Fase (1989/1991 - até os dias atuais) - Representa a 
globalização propriamente dita que foi acelerada pela queda 
do muro de Berlim e pelo colapso da União Soviética (URSS).
A globalização pode ser entendida como o processo de 
integração industrial, financeira, tecnológica, social e cultural 
entre os diversos espaços do globo através de diversos tipos de 
fluxos. Isso ocorreu pelos avanços tecnológicos dos meios de 
comunicação e transporte que ocorreram principalmente a partir 
da segunda metade do século XX.
O termo “aldeia global”, muito utilizado quando a temática de 
globalização é apresentada, faz referência ao progresso tecnológico 
que parece diminuir as distâncias dos diversos espaços do planeta 
(compressão espaço-tempo). Neste cenário, assim em como uma 
aldeia, todos ali presentes apresentam algum tipo de ligação.
POR UMA OUTRA GLOBALIZAÇÃO
O geógrafo Milton Santos em seu livro "Por uma outra 
globalização: do pensamento único à consciência universal", 
destaca a importância de percebermos a globalização 
não apenas como ela nos é apresentada, não tendo assim 
um modelo único e verdadeiro. Na sua análise apontou 
três formas diferentes de ver o mundo, ou seja, três faces 
diferentes da globalização:
• A globalização como fábula (o mundo como nos 
fazem vê-lo...) - formada por diversos mitos como 
a presença de uma aldeia global e a comunicação 
universal.
• A globalização como perversidade (o mundo como 
ele é...) - aquela que causa uma maior presença de 
doenças, fome e miséria nos países mais pobres e 
que pelo domínio tecnológico dos países mais ricos 
causa a proliferação de ideologias perversas.
• Uma outra globalização (o mundo como ele pode 
ser...) - proporcionará a criação de ideologias mais 
humanas.
PRÉ-VESTIBULARSISTEMA PRODÍGIO DE ENSINO248
GEOGRAFIA I 14 GLOBALIZAÇÃO
Podemos então considerar a existência de diversos tipos de 
globalização:
• Globalização Econômica - Significa que a economia 
de diversos países adquire as mesmas características 
capitalistas controladas por multinacionais, inseridas no 
comércio global e na DIT.
• Globalização Financeira - Ocorre hoje principalmente 
porque praticamente todas as bolsas de valores (mercado 
financeiro) do mundo estão integradas.
• Globalização Cultural - Formada através da ocidentalização 
dos costumes (americanização). Comer em redes de 
fast-food e assistir filmes de Hollywood, que são práticas 
comuns em todo o mundo, são hábitos que representam 
essa ideologia.
• Globalização Política - Representada pela adoção do 
neoliberalismo, um modelo político propagado pelos 
Estados Unidos, em quase todo o globo, incluindo o Brasil.
Portanto, a globalização não só possibilita a integração, mas 
principalmente fragmenta através de um aumento da diferença 
socioeconômica entre os países do globo, amplificando o conflito 
“norte (países ricos) x sul (países pobres)”. Nesse cenário atual, em 
que as industrias são predominantemente baseadas no toyotismo e 
na qual os países são neoliberais, as condições de trabalho são cada 
vez mais precárias (contratos flexíveis) e o desemprego (estrutural) 
causando pela automação (robotização) tem aumentado.
PRIMEIRA FASE DA GLOBALIZAÇÃO 
(1450-1850)
A primeira etapa, resultado da procura de uma rota marítima 
para as Índias, assegurou o estabelecimento das primeiras 
feitorias comerciais europeias na Índia, China e Japão, e, 
principalmente, abriu aos conquistadores europeus as terras do 
Novo Mundo. Enquanto as especiarias eram embarcadas para os 
portos de Lisboa e de Sevilha, de Roterdã e Londres, milhares de 
imigrantes iberos, ingleses e holandeses, e um bem menor número 
de franceses, atravessaram o Atlântico para vir ocupar a América. 
Aqui formaram dois tipos de colônias:
• Colônias de exploração, no sul da América do Norte, no 
Caribe e no Brasil, baseadas geralmente num só produto 
(açúcar, tabaco, café, minério etc.) utilizando-se de mão de 
obra escrava vinda da África ou mesmo indígena; 
• Colônias de povoamento, estabelecidas majoritariamente 
na América do Norte, baseadas na média propriedade de 
exploração familiar. 
Para atender às primeiras colônias de exploração, o brutal 
tráfico negreiro tornou-se rotina, fazendo com que 11 milhões de 
africanos (40% deles destinados ao Brasil) fossem transportados 
pelo Atlântico para labutar nas lavouras e nas minas. Igualmente 
não se deve omitir que a colonização europeia promoveu uma 
espantosa expropriação das terras indígenas e no sufocamento ou 
destruição da sua cultura. Em quase toda a América ocorreu uma 
catástrofe demográfica, devido aos maus tratos que a população 
nativa sofreu e as doenças e epidemias que os devastaram devido 
ao contato com os colonizadores europeus.
Nesta primeira fase, estrutura-se um sólido comércio triangular 
entre a Europa (fornecedora de manufaturas), África (que vende seus 
escravos) e América (que exporta produtos coloniais). A imensa 
expansão deste mercado favorece os artesãos e os industriais 
emergentes da Europa, que passam a contar com consumidores 
num raio bem mais vasto do que aquele abrigado nas suas cidades, 
enquanto que a importação de produtos coloniais faz ampliar as 
relações intereuropeias. Exemplo disso ocorre com o açúcar cuja 
produção é confiada aos senhores de engenho no Brasil, mas que 
é transportado pelos lusos para os portos holandeses, onde lá, 
encarregam-se do seu refino e distribuição.
Politicamente, a primeira fase fez-se quase toda ela sob a 
égide das monarquias absolutistas que concentram enorme poder 
e mobilizam os recursos econômicos, militares e burocráticos para 
manterem e expandirem seus impérios coloniais. Os principais 
desafios que enfrentam advinham das rivalidades entre elas, 
seja pelas disputas dinásticas territoriais ou pela posse de novas 
colônias no além-mar, sem esquecer-se do enorme estrago que os 
corsários e piratas faziam, especialmente nos séculos XVI e XVII, 
contra os navios carregados de ouro e prata e produtos coloniais.
A doutrina econômica desta primeira fase foi o Mercantilismo, 
adotado pela maioria das monarquias europeias para estimular o 
desenvolvimento da economia dos reinos. Ele era baseado numa 
legislação que recorria a medidas protecionistas, incentivos fiscais 
e doação de monopólios para promover a prosperidade geral. 
A produção e distribuição do comércio internacional era feita 
por mercadores privados e por grandes companhias comerciais 
(ascompanhias inglesas e holandesas das Índias Orientais 
e Ocidentais) e, em geral, eram controladas localmente por 
corporações de ofício.
Todo o universo econômico destinava-se a um só fim: acumular 
riqueza. O poder de um reino era aferido pela quantidade de metal 
precioso (ouro, prata e joias preciosas) existente nos cofres reais. 
Para assegurar seu aumento, o Estado exercia um sério controle 
das importações e do comércio com as colônias. Esta política 
levou a que cada reino europeu terminasse por se transformar 
num império comercial, tendo colônias e feitorias espalhadas pelo 
mundo todo (os principais impérios coloniais foram o inglês, o 
espanhol, o português, o holandês e o francês). 
SEGUNDA FASE DA GLOBALIZAÇÃO 
(1850-1950)
Os principais acontecimentos que marcam a transição da 
primeira fase para a segunda dão-se nos campos da técnica e 
da política. A partir do século XVIII, a Inglaterra industrializa-se 
aceleradamente e, depois dela, a França, a Bélgica, a Alemanha 
e a Itália. A máquina a vapor é introduzida nos transportes 
terrestres (estradas de ferro) e marítimos (barcos a vapor). 
Consequentemente, essa nova época será regida pelos interesses 
da indústria e das finanças, ou seja, pela grande burguesia industrial 
e bancária. Essa interpenetração dos bancos com a indústria, com 
tendências ao monopólio ou ao oligopólio, fez com que ocorresse 
“uma prática imperialista”.
A ampliação dos mercados e a obtenção de novas e diversas 
fontes de matérias-primas fazia-se necessária. Esse momento 
irá se caracterizar pela ocupação territorial de certas partes da 
África e da Ásia, além de estimular o povoamento das terras pouco 
habitadas da Austrália e da Nova Zelândia. A posse de novas 
colônias torna-se um ornamento na política das potências (só a 
Grã-Bretanha possuía mais de 50). O cobiçado mercado chinês 
finalmente foi aberto pelo Tratado de Nanquim de 1842 e o Japão 
também foi forçado a abandonar a política de isolamento da época.
Cada uma das potências europeias rivaliza-se com as demais 
na luta pela hegemonia do mundo. O resultado é um acirramento 
da corrida imperialista e da política belicista que levará os europeus 
a duas guerras mundiais, a de 1914-18 e a de 1939-45. Ademais, 
outros aspectos técnicos ajudam a globalização: o trem e o barco 
a vapor encurtam as distâncias; o telégrafo e o telefone aproximam 
os continentes e a comunicação. E, principalmente depois do voo 
transatlântico de Charles Lindbergh em 1927, a aviação passa a ser 
mais um elemento que permite o mundo tornar-se menor.
Nestes cem anos da segunda fase (1850-1950), os antigos 
impérios dinásticos desabaram (o dos Bourbons em 1789 e, 
definitivamente, em 1830, o dos Habsburgos e dos Hohenzollers 
em 1914, o dos Romanov em 1917). Se em 1914 haviam diversas 
potências, como o Império britânico, o francês, o alemão, o austro-
húngaro, o italiano, o russo e o turco otomano, após a 2ª Guerra 
PRÉ-VESTIBULAR SISTEMA PRODÍGIO DE ENSINO
14 GLOBALIZAÇÃO
249
GEOGRAFIA I
Mundial só restaram duas superpotências: os Estados Unidos e a 
União Soviética.
No decorrer do século XX, três grandes projetos de liderança da 
globalização conflitaram-se entre si:
• Comunista - Inaugurado com a revolução bolchevique na 
Rússia (1917) e reforçado pela revolução maoísta na China 
(1949).
• Contrarevolução Nazifascista - Reação da direita ao 
projeto comunista, surgido nos anos de 1919, na Itália e 
na Alemanha e que se estendeu até o Japão, tendo sido 
debilitado no final da Segunda Guerra Mundial (1945).
• Liberal Capitalista - Representado principalmente pelos 
países anglo-saxões, a Grã-Bretanha e os Estados Unidos.
Num primeiro momento, ocorreu a aliança entre o liberalismo 
e o comunismo (entre 1941 e 1945) para a autodefesa 
e, depois, a destruição do nazifascismo. Num segundo 
momento, os vencedores, EUA e a URSS, desentenderam-
se gerando a Guerra Fria (1947-89), quando o liberalismo 
norte-americano rivalizou com o comunismo soviético 
numa guerra ideológica mundial e numa competição 
armamentista e tecnológica que quase levou a humanidade 
a uma catástrofe (a crise dos mísseis de 1962).
Com a política da glasnost, adotada por Mikhail Gorbatchev 
na URSS desde 1986, a Guerra Fria encerrou-se e os Estados 
Unidos saíram vencedores. Os três momentos-símbolo disto 
foram a derrubada do Muro de Berlim ocorrida em novembro de 
1989; a retirada das tropas soviéticas da Alemanha reunificada; e 
a dissolução da URSS em 1991. A China, por sua vez, que desde 
os anos 1970 adotara reformas visando sua modernização, abriu-
se em várias zonas especiais para a implantação de indústrias 
multinacionais, deixando seus aspectos ideológicos comunistas 
para trás. Desde então, só restou hegemônica, no moderno sistema 
mundial, a economia-mundo capitalista, não havendo nenhuma 
outra barreira a antepor-se à globalização.
A TERCEIRA FASE DA GLOBALIZAÇÃO 
(1989-HOJE)
Chegamos desta forma à situação presente, onde sobreviveu 
uma só superpotência mundial: os Estados Unidos. É a única que tem 
condições operacionais de realizar intervenções militares em qualquer 
parte do planeta. Alguns exemplos de suas intervenções são:
• Kuwait (1991).
• Haiti (1994).
• Somália (1996).
• Bósnia (1997).
• Afeganistão (2001).
• Iraque (2003).
Se a segunda fase da globalização foi marcada pelo uso da libra 
esterlina (já que a Inglaterra era a principal potência), atualmente é 
o dólar que domina as transações internacionais – assim como o 
idioma inglês tornou-se a língua universal por excelência. Alguns 
autores chegam a afirmar que a globalização recente nada mais é 
do que a americanização do mundo.
A produção industrial nos dias de hoje é controlada 
predominantemente por um conjunto de grandes corporações 
transnacionais, que tem seus investimentos espalhados por todo 
o globo. A nacionalidade dessas empresas é majoritariamente 
de países centrais como: Estados Unidos, Alemanha, França, 
Inglaterra, Itália e Holanda. Isso comprova que é possível perceber 
uma concentração de riquezas e tecnologias entre poucos países.
A ONU, que deveria ser o embrião de um governo mundial, foi 
fragilizada pelos interesses e vetos das superpotências durante a 
Guerra Fria. Em consequência dessa debilidade, tormou-se uma 
espécie de representante dos interesses dos países dominantes.
CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU
A Organização das Nações Unidas(ONU) fundada em 
outubro de 1945 e que tem como objetivo principal garantir 
a paz mundial e o respeito dos direitos humanos, além de 
promover o desenvolvimento mundial, é uma organização 
intergovernamental formada por países que se reúnem de 
maneira voluntária. Em sua estrutura é formada por seis 
órgãos principais:
• Assembleia Geral.
• Conselho de Segurança.
• Conselho Econômico e Social.
• Corte Internacional de Justiça.
• Conselho de Tutela.
• Secretariado.
Nessa estrutura o Conselho de Segurança é responsável 
pela paz e a segurança internacionais. Busca isso 
determinando o início, a continuação e o fim de missões de 
paz, solicitando sanções econômicas, fiscalizando situações 
que possam se tornar conflitos internacionais, recomendando 
métodos de diálogos entre países, além de recomendar o 
ingresso de novos membros na ONU e a eleição de um novo 
Secretário-Geral para a Assembleia Geral.
Em sua estrutura conta com 15 países, sendo dez deles 
membros não permanentes que são eleitos pela Assembleia 
Geral de dois em dois anos e cinco membros permanentes 
que apresentam o poder de veto (Estados Unidos, Rússia, 
Reino Unido, China e França).
É importante destacar que esses membros permanentes 
por apresentarem o poder de veto no único órgão com poder 
decisório na ONU tem uma grande influência geopolítica. No 
cenário atual muitos países buscam a sua entrada nesse 
grupo além de contestarem essa estrutura antiga que segue 
os moldes do período de Guerra Fria.
Enquanto no passado os instrumentos da integração foram a 
caravela, o galeão, o barco à vela, o barco a vapor e o trem, seguidosdo telégrafo e do telefone, a globalização recente se faz pelos 
satélites e pelos computadores ligados na Internet. O domínio da 
tecnologia por um seleto grupo de países ricos abriu um fosso com 
os demais, talvez o mais profundo em toda a história conhecida. 
Hoje, os países núcleos da globalização (os integrantes do G-7), 
estão, em quase todos os campos do conhecimento, muito à frente 
dos países subdesenvolvidos. Ou seja: o abismo entre os ricos do 
Norte e os pobres do Sul se ampliou.
Podemos identificar esse abismo através do controle que 
alguns países detêm sobre a tecnologia de ponta (microeletrônica, 
computadores, aeroespaciais, equipamento de telecomunicações, 
máquinas e robôs, equipamento científico de precisão, medicina 
e biologia e químicos orgânicos). Os EUA são responsáveis por 
20,7%; a Alemanha por 13,3%; o Japão por 12,6%; o Reino Unido 
por 6,2%, e a França por 3,0% das exportações mundiais. Deste 
modo, apenas estes 5 países detêm 55,8% dessas exportações dos 
produtos de alta tecnologia. 
A globalização, como movimento de transformação social e de 
produção que promete a melhoria da qualidade de vida, pasteuriza 
os comportamentos e as aspirações humanas, criando uma relativa 
homogeneização dos costumes. O cidadão brasileiro comum, 
embora não tenha conhecimento dos movimentos da produção e 
dos mercados mundiais, já está consumindo “globalmente”. Come 
macarrão da Itália, bebe água da França, veste camisetas da China, 
vê noticiários fabricados nos Estados Unidos, anda com tênis da 
Indonésia e viaja com carros da Coreia. 
PRÉ-VESTIBULARSISTEMA PRODÍGIO DE ENSINO250
GEOGRAFIA I 14 GLOBALIZAÇÃO
GLOCALIZAÇÃO
A palavra "glocalização" faz uma referência a junção de 
duas concepções importantes na estrutura de um mundo 
globalizado: local; global.
Para o sucesso dessas empresas é importante que o 
pensamento e suas ações sejam realizadas em escala global 
e que a aproximação do mercado consumidor venha através 
de produtos adaptados a cultura local.
DESGLOBALIZAÇÃO
Processo atual que se manifesta através de políticas públicas, 
como aquelas adotadas pelo governo de Donald Trump nos 
Estados Unidos e a saída do Reino Unido da União Europeia, que 
visam principalmente o aumento do protecionismo econômico 
(dificulta os fluxos de mercadorias) e a restrição dos movimentos 
migratórios (dificulta os fluxos de pessoas).
Esse novo cenário é então exemplificado através :
• Retração de investimentos.
• Discursos e práticas anti-imigração.
• Enfraquecimento dos blocos econômicos.
Portanto, podemos perceber que ao mesmo tempo em que 
alguns países passam por uma maior interação, outros têm 
realizado o fechamento de fronteiras e posto em prática ações que 
dificultam os fluxos.
PROPOSTOS
EXERCÍCIOS
01. (ENEM) No final do século XX e em razão dos avanços da ciência, 
produziu-se um sistema presidido pelas técnicas da informação, 
que passaram a exercer um papel de elo entre as demais, unindo-
as e assegurando ao novo sistema uma presença planetária. Um 
mercado que utiliza esse sistema de técnicas avançadas resulta 
nessa globalização perversa.
SANTOS, M. Por uma outra globalização. Rio de Janeiro: Record, 2008 (adaptado).
Uma consequência para o setor produtivo e outra para o mundo 
do trabalho advindas das transformações citadas no texto estão 
presentes, respectivamente, em: 
a) Eliminação das vantagens locacionais e ampliação da 
legislação laboral. 
b) Limitação dos fluxos logísticos e fortalecimento de associações 
sindicais. 
c) Diminuição dos investimentos industriais e desvalorização dos 
postos qualificados. 
d) Concentração das áreas manufatureiras e redução da jornada 
semanal. 
e) Automatização dos processos fabris e aumento dos níveis de 
desemprego. 
02. (ENEM) Não acho que seja possível identificar apenas com 
a criação de uma economia global, embora este seja seu ponto 
focal e sua característica mais óbvia. Precisamos olhar além da 
economia. Antes de tudo, a globalização depende da eliminação 
de obstáculos técnicos, não de obstáculos econômicos. Isso 
tornou possível organizar a produção, e não apenas o comércio, 
em escala internacional.
HOBSBAWM, E. O novo século: entrevista a Antonio Polito. 
São Paulo: Cia. das Letras, 2000 (adaptado).
Um fator essencial para a organização da produção, na conjuntura 
destacada no texto, é a 
a) criação de uniões aduaneiras. 
b) difusão de padrões culturais. 
c) melhoria na infraestrutura de transportes. 
d) supressão das barreiras para comercialização. 
e) organização de regras nas relações internacionais
03. (ENEM) O cidadão norte-americano desperta num leito construído 
segundo padrão originário do Oriente Próximo, mas modificado na 
Europa Setentrional antes de ser transmitido à América. Sai debaixo 
de cobertas feitas de algodão cuja planta se tornou doméstica na 
Índia. No restaurante, toda uma série de elementos tomada de 
empréstimo o espera. O prato é feito de uma espécie de cerâmica 
inventada na China. A faca é de aço, liga feita pela primeira vez na 
Índia do Sul; o garfo é inventado na Itália medieval; a colher vem de 
um original romano. Lê noticias do dia impressas em caracteres 
inventados pelos antigos semitas, em material inventado na China e 
por um processo inventado na Alemanha.
LINTON, R. O homem: uma introdução à antropologia. 
São Paulo; Martins, 1959 (adaptado).
A situação descrita é um exemplo de como os costumes resultam da 
a) assimilação de valores de povos exóticos. 
b) experimentação de hábitos sociais variados. 
c) recuperação de heranças da Antiguidade Clássica. 
d) fusão de elementos de tradições culturais diferentes. 
e) valorização de comportamento de grupos privilegiados. 
04. (ENEM)
Disneylândia
Multinacionais japonesas instalam empresas em Hong-Kong
E produzem com matéria-prima brasileira
Para competir no mercado americano
[...]
Pilhas americanas alimentam eletrodomésticos ingleses na 
Nova Guiné
Gasolina árabe alimenta automóveis americanos na África do 
Sul
[...]
Crianças iraquianas fugidas da guerra
Não obtêm visto no consulado americano do Egito
Para entrarem na Disneylândia
ANTUNES, A. Disponível em: www.radio.uol.com.br. Acesso em: 3 fev. 2013 (fragmento).
Na canção, ressalta-se a coexistência, no contexto internacional 
atual, das seguintes situações: 
a) Acirramento do controle alfandegário e estímulo ao capital 
especulativo. 
b) Ampliação das trocas econômicas e seletividade dos fluxos 
populacionais. 
c) Intensificação do controle informacional e adoção de barreiras 
fitossanitárias. 
d) Aumento da circulação mercantil e desregulamentação do 
sistema financeiro. 
e) Expansão do protecionismo comercial e descaracterização de 
identidades nacionais. 
PRÉ-VESTIBULAR SISTEMA PRODÍGIO DE ENSINO
14 GLOBALIZAÇÃO
251
GEOGRAFIA I
05. (ENEM) O mundo entrou na era do globalismo. Todos estão 
sendo desafiados pelos dilemas e horizontes que se abrem com a 
formação da sociedade global. Um processo de amplas proporções 
envolvendo nações e nacionalidades, regimes políticos e projetos 
nacionais, grupos e classes sociais, economias e sociedades, 
culturas e civilizações. 
IANNI. O. A era do globalismo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1997.
No texto, é feita referência a um momento do desenvolvimento do 
capitalismo. A expansão do sistema capitalista de produção nesse 
momento está fundamentada na 
a) difusão de práticas mercantilistas. 
b) propagação dos meios de comunicação. 
c) ampliação dos protecionismos alfandegários. 
d) manutenção do papel controlador dos Estados. 
e) conservação das partilhas imperialistas europeias. 
06. (ENEM) Uma mesma empresa pode ter sua sede 
administrativa onde os impostos são menores, as unidades de 
produção onde os salários são os mais baixos, os capitais onde 
os juros são os mais altos e seus executivos vivendo onde a 
qualidade de vida é mais elevada.
SEVCENKO, N. A corrida para o século XXI: no loop da montanha russa. 
São Paulo: Companhia dasLetras, 2001 (adaptado).
No texto estão apresentadas estratégias empresariais no contexto 
da globalização. Uma consequência social derivada dessas 
estratégias tem sido 
a) o crescimento da carga tributária. 
b) o aumento da mobilidade ocupacional. 
c) a redução da competitividade entre as empresas. 
d) o direcionamento das vendas para os mercados regionais. 
e) a ampliação do poder de planejamento dos Estados nacionais. 
07. (FUVEST) É de grande relevância aqui o fato de que uma grande 
proporção do trânsito de internet do mundo passa pelos Estados 
Unidos (...). Isso significa que a NSA (a agência de segurança 
nacional dos EUA) poderia acessar uma quantidade alarmante 
de ligações telefônicas simplesmente escolhendo as instalações 
certas. O que é ainda mais inacreditável: essas instalações 
não passam de alguns prédios, conhecidos como “hotéis de 
telecomunicação”, que hospedam os principais centros de conexão 
de internet e telefonia do planeta todo.
Stephen Graham, Cidades Sitiadas: o novo urbanismo militar, 2016. Adaptado.
A respeito da configuração espacial e geopolítica retratada no 
excerto e no mapa, é possível afirmar que 
a) essa é a razão do grande deficit econômico dos Estados 
Unidos atualmente, uma vez que a maior parte dos negócios e 
transações é feita pela internet. 
b) essa situação explica o fato de que os Estados Unidos tenham, 
atualmente, a maior dívida pública do planeta, já que os custos 
com o tratamento de dados são muito altos.
c) em um mundo cada vez mais dependente dos fluxos imateriais 
de informação, a presença de objetos técnicos fixos torna-se 
irrelevante para a posição geopolítica dos Estados Unidos.
d) o mapa representa, por meio do “trânsito de internet” e do 
fluxo de “ligações telefônicas”, uma globalização que integrou 
completamente tanto os norte-americanos quanto as 
populações da África.
e) a presença de fixos, como algumas instalações de 
armazenagem e conexão, influencia a orientação de fluxos e 
dá aos EUA uma posição de destaque no contexto geopolítico. 
08. (UNICAMP) A origem da sociedade em rede decorre do 
desenvolvimento dos meios de transporte, das comunicações e da 
transmissão de energia, característica essencial da organização 
espacial da sociedade moderna – uma sociedade umbilicalmente 
ligada à evolução da técnica, à aceleração das interligações e da 
movimentação das pessoas, de objetos e de capitais sobre os 
territórios. Nesse contexto, tem lugar a mudança, associada à 
rapidez do aumento da densidade e da escala da circulação.
(Adaptado de Ruy Moreira, Da região à rede e ao lugar: a nova realidade e o novo olhar 
geográfico sobre o mundo. etc..., espaço, tempo e crítica. n. 1(3), p. 57,2007.)
No mundo contemporâneo, as redes configuram uma nova forma 
de organização geográfica das sociedades porque 
a) colocam todos os lugares em conexão, garantem fluidez ao 
processo global de produção e homogeneízam os espaços. 
b) anulam a importância dos territórios e fronteiras nacionais na 
articulação da geopolítica mundial, reconfigurando a geografia 
do poder. 
c) constituem sistemas usados livremente pelas sociedades em 
busca de projetos emancipatórios, ampliando os conflitos e as 
disputas políticas. 
d) sobrepõem-se, na escala mundo, às configurações regionais 
do passado, impondo um novo funcionamento reticular e 
hierárquico aos territórios. 
09. (UNICAMP) No período da Guerra Fria, os conflitos geopolíticos 
implicavam riscos nucleares e ataques físicos a infraestruturas 
como estradas, redes elétricas ou gasodutos. Hoje, além dessas 
implicações, a Ciberguerra ou Guerra Fria Digital 
a) representa uma possibilidade real de interferência em sistemas 
informacionais nacionais, mas seu uso efetivo mantém-se 
apenas como uma ameaça. 
b) baseia-se na capacidade integrada de sistemas 
computacionais espionarem governos antagônicos, com o 
objetivo de manipular informações de todo tipo. 
c) envolve o uso de softwares (malwares) e programas robôs para 
invadir redes sociais e computadores, mas nunca interferiu em 
processos eleitorais. 
d) visa ao controle da informação como uma forma de poder 
político, mas inexistem, no mundo, cibercomandos, ou seja, a 
quarta força armada. 
PRÉ-VESTIBULARSISTEMA PRODÍGIO DE ENSINO252
GEOGRAFIA I 14 GLOBALIZAÇÃO
10. (UERJ) 
Imagine mandar um sinal para todos os dispositivos conectados à 
Internet ao redor do globo? Foi exatamente o que fez John Matherly, 
que se autointitula um “cartógrafo” da rede. Com essa técnica, 
que permite sondar tão rapidamente o panorama de conexões no 
mundo, o criador pretende fazer isso mais vezes ao longo do tempo, 
para comparar a evolução do acesso à rede. Quanto mais intensa a 
cor, maior o número de dispositivos, e por enquanto sabemos bem 
onde eles se concentram.
Adaptado de revistagalileu.globo.com, setembro/2014.
A análise do mapa possibilita visualizar o uso da Internet nas 
diversas regiões do mundo.
A principal causa para as diferenças regionais na concentração do 
uso dessa rede é: 
a) baixa densidade demográfica 
b) redução do crescimento econômico 
c) descontinuidade das transmissões globais 
d) desigualdade de desenvolvimento tecnológico 
GABARITO
 EXERCÍCIOS PROPOSTOS
01. E
02. C
03. D
04. B
05. B
06. B
07. E
08. D
09. B
10. D
ANOTAÇÕES

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