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Problema 2 – Fechamento Módulo: Percepção 
 
@leticiafernandesgf 
Tecido nervoso: 
1. Neurônios: 
São células altamente excitáveis – se 
comunicam entre si ou com células 
efetoras – usando uma linguagem elétrica 
– potencial de membrana. 
A maioria dos neurônios possui três 
regiões responsáveis por funções 
especializadas: 
- Corpo celular: 
−> Contém núcleo e o citoplasma com as 
organelas citoplasmáticas usualmente 
encontradas em outras células. 
−> Núcleo geralmente vesiculoso, com um 
ou mais nucléolos evidentes. 
−> Citoplasma (pericário ou soma) rico em 
ribossomos, retículo endoplasmático 
rugoso e liso, aparelho de Golgi – 
organelas envolvidas com 
síntese de proteínas. 
−> Corpúsculo de Nissl (gumos basófilos 
também conhecidos como substância 
cromidial): local de concentração de 
retículo endoplasmático e ribossomos. 
−> Mitocôndrias abundantes – todo 
pericário, sobretudo nos corpúsculos de 
Nissl. 
−> Microtúbulos e microfilamentos de 
actina são idênticos de células não 
neuronais, mas os filamentos 
intermediários diferem, por sua 
constituição bioquímica, das demais 
células; são específicos dos neurônios, 
razão pela qual se denominam 
neurofilamentos. 
−> Centro metabólico do neurônio (corpo 
celular) é rico em lisossomos decorrentes 
de sua função de degradação e renovação 
de constituintes celulares, inclusive de 
membranas, além de ser responsável pela 
síntese de todas as proteínas neuronais. 
−> Apresenta forma variável 
−> Local de recepção de estímulos 
(através de contatos sinápticos) 
 
- Dendritos: 
−> Geralmente são curtos – ramificam-se 
profusamente – e possuem as mesmas 
organelas do pericário, no entanto, o 
aparelho de filho se limita às porções mais 
calibrosas, próximas ao pericárdio 
−> Especializados em receber estímulos, 
traduzindo-os em alterações do potencial 
de repouso da membrana – que se 
propagam em direção ao corpo do 
neurônio e do corpo ao cone de 
implantação do axônio. 
−> Espinhas Dendríticas: expansões da 
membrana plasmática – cada espinha é 
constituída por um componente distal 
globoso, ligado a superfície do dendrito por 
uma haste. A parte globosa está conectada 
a um ou dois terminais axônicos, formando 
com eles as sinapses axodendríticas. 
 
- Axônios: 
−> Presente na grande maioria dos 
neurônios. 
−> Originado do cone de implantação – do 
corpo ou de um dendrito principal, 
praticamente desprovida de substância 
cromidial. 
−> Apresenta comprimento variável. 
−> O citoplasma dos axônios contém: 
microtúbulos, neurofilamentos, 
microfilamentos, retículo endoplasmático 
liso, mitocôndrias e vesículas. 
−> É capaz de gerar, em seu segmento 
inicial, alteração do potencial de 
membrana, denominada potencial de ação 
ou impulso nervoso → despolarização da 
membrana. 
−> Através da porção terminal 
estabelecem comunicação com outros 
neurônios ou células efetoras. 
−> Alguns neurônios se especializam em 
secreções (neurossecretores): seus 
amônios terminam próximos a capilares 
sanguíneos, que captam o produto da 
secreção liberado. Ocorrem na região do 
hipotálamo. 
 
Problema 2 – Fechamento Módulo: Percepção 
 
@leticiafernandesgf 
 
 
Classificação dos Neurônios Quanto a 
seus Prolongamentos: 
● Multipolares: possui vários 
dendritos e um axônio (a maioria 
dos neurônios são multipolares) 
● Bipolares: Um dendrito e um 
axônio – retina e gânglio espiral do 
ouvido interno. 
● Pseudounipolares: os corpos 
celulares se localizam nos gânglios 
sensitivos. Um prolongamento 
deixa o corpo celular, dividindo-se 
como um T, em dois ramos, um 
periférico e outro central – o da 
periferia forma terminação nervosa 
sensitiva, e o outro dirige-se ao 
SNC onde estabelece contato com 
outros neurônios. 
OBS: Ambos os prolongamentos têm 
estrutura de axônio, embora o ramo 
periférico conduza o impulso nervoso em 
direção ao pericário, como um dendrito. 
Como um axônio, o ramo periférico é 
capaz de gerar potencial de ação. No 
entanto, a zona de gatilho situa-se perto da 
terminação nervosa sensitiva. 
 
 
 
Classificação dos neurônios quando a 
sua função: 
● Sensitivos ou aferentes – Recebem 
os estímulos produzidos fora do 
corpo e internamente. 
● Motores ou eferentes – Conduzem 
o impulso nervoso para glândulas, 
músculos lisos e estriados. 
● Interneurônios – São aqueles que 
conectam um neurônio a outro, 
sendo encontrados no SNC. 
 
2. Neuróglia: 
 Ao contrário dos neurônios, as células da 
neuróglia são capazes de se dividir por 
mitose. 
 
-> Neuróglia do SNC: 
No sistema nervoso central, a neuróglia 
compreende: astrócitos, oligodendrócitos, 
microgliócitos e um tipo de glia com 
disposição epitelial, as células 
ependimárias. 
Problema 2 – Fechamento Módulo: Percepção 
 
@leticiafernandesgf 
 
Essas células, com provável exceção dos 
microgliócitos, derivam do 
neuroectoderma. Os astrócitos e 
oligodendrócitos são coletivamente 
denominados como macróglia e os 
microgliócitos como micróglia. 
 
- Astrócitos: 
São abundantes e caracterizados por 
inúmeros prolongamentos, restando 
pequena massa citoplasmática ao redor do 
núcleo. Reconhecem-se dois tipos: 
-> Astrócitos protoplasmáticos: 
localizados na substância cinzenta, 
apresentam prolongamentos mais 
espessos e curtos que se ramificam 
profusamente 
-> Astrócitos fibrosos: encontrados na 
substância branca, apresentam 
prolongamentos finos e longos e 
ramificam-se relativamente pouco 
 
Possuíam riqueza em filamentos 
intermediários constituídos por polipeptídio 
específico da glia. Ambos os tipos de 
astrócitos, através de expansões 
conhecidas como pés vasculares, se 
apoiam em capilares sanguíneos. 
 
Tem funções de sustentação e 
isolamento de neurônios. Os astrócitos 
são também importantes para a função 
neuronal, uma vez que participam do 
controle dos níveis de potássio 
extraneuronal, captando esse Íon e, assim, 
ajudando na manutenção de sua baixa 
concentração extracelular. Também 
contribuem para a recaptação de 
neurotransmissores, em especial o 
glutamato, cujo excesso, causado por 
disparos axonais repetitivos, é tóxico para 
os neurônios. axonais repetitivos, é tóxico 
para os neurônios. Constituem também o 
principal sítio de armazenagem de 
glicogênio no sistema nervoso central, 
havendo evidências de que podem liberar 
glicose pelos neurônios. Nos casos de 
lesão do tecido, os astrócitos ativados 
aumentam localmente por mitoses e 
ocupam áreas lesadas à maneira de 
cicatriz. Em caso de degeneração 
axônica, adquirem função fagocítica nas 
sinapses, ou seja, qualquer botão sináptico 
em degeneração é fagocitado por 
astrócitos. Os astrócitos também 
secretam fatores neurotróficos 
essenciais para a sobrevivência e 
manutenção de neurônios. 
 
- Oligodendrócitos: 
São menores que os astrócitos e possuem 
poucos prolongamentos, que também 
podem formar pés vasculares. Conforme 
sua localização, distinguem-se dois tipos: 
oligodendrócito satélite ou 
perineuronal, situado junto ao corpo 
celular e dendritos e oligodendrócito 
fascicular encontrado junto às fibras 
nervosas. Os oligodendrócitos fasciculares 
são responsáveis pela formação da bainha 
de mielina em axônios do sistema nervoso 
central. 
 
- Microgliócitos: 
São células pequenas e alongadas, com 
núcleo denso e também alongado com 
contorno irregular. Possuem poucos 
prolongamentos, que partem das suas 
extremidades. Possuem função fagocítica 
e são encontradas tanto na substância 
branca quanto na cinzenta – aumentam em 
caso de injúria e inflamação. 
Evidências indicam serem os 
microgliócitos de origem mesodérmica ou, 
mais precisamente, de monócitos, 
equivalente, no sistema nervoso central, a 
um tipo demacrófago com funções de 
remoção, por fagocitose, de células 
mortas, detritos e microrganismos 
invasores. Adquirem forma ameboide 
quando ativados. Apresentam antígenos – 
papel central na resposta imune no 
sistema nervoso central. 
 
- Células Ependimárias: 
Problema 2 – Fechamento Módulo: Percepção 
 
@leticiafernandesgf 
São remanescentes do neuroepitélio 
embrionário, sendo coletivamente 
designadas epêndima ou epitélio 
ependimário (Células cubóides ou 
prismáticas que servem de revestimento 
(epitélio de revestimento) para as paredes 
dos ventrículos cerebrais, aqueduto 
cerebral e do canal da medula espinhal). 
Apresentam inúmeras microvilosidades e 
geralmente são ciliadas. Constituem os 
plexos coróides (as células ependimárias 
nos ventrículos cerebrais são modificadas, 
recobrindo tufos de tecido conjuntivo, rico 
em capilares sanguíneos, que se projetam 
da pia-máter) responsáveis pela formação 
do líquor. 
 
-> Neuróglia do SNP: 
A neuróglia periférica compreende as 
células satélites ou anfícitos e as 
células de Schwann, derivadas da crista 
neural. Na verdade, essas células podem 
ser consideradas como um único tipo de 
célula, que pode expressar dois fenótipos 
dependendo da parte do neurônio com que 
se relaciona. 
- As células satélites envolvem 
pericários dos neurônios, dos 
gânglios sensitivos e do sistema 
nervoso autônomo; são lamelares 
ou achatadas, dispostas de 
encontro aos neurônios. 
- As células de Schwann circundam 
os axônios, formando seus 
envoltórios, quais sejam, a bainha 
de mielina e o neurilema. têm 
núcleos ovoides ou alongados, 
com nucléolos evidentes. Em caso 
de injúria de nervos, as células de 
Schwann desempenham 
importante papel na regeneração 
das fibras nervosas, fornecendo 
substrato que permite o apoio e o 
crescimento dos axônios em 
regeneração. Apresentam 
capacidade fagocítica e podem 
secretar fatores tróficos que, 
captados pelo axônio e 
transportados ao corpo celular, vão 
desencadear ou incrementar o 
processo de regeneração axônica. 
 
Fibras nervosas: 
Uma fibra nervosa compreende um axônio 
e, quando presentes, seus envoltórios de 
origem glial. O principal envoltório das 
fibras nervosas é a bainha de mielina, que 
funciona como isolante elétrico. Quando 
envolvidos por bainha de mielina, os 
axônios são denominados fibras 
nervosas mielínicas. Na ausência de 
mielina, denominam-se fibras nervosas 
amielínicas. Ambos os tipos ocorrem 
tanto no sistema nervoso periférico como 
no central, sendo a bainha de mielina 
formada por células de Schwann, no 
periférico, e por oligodendrócitos, no 
central. 
- No SNC as fibras nervosas 
reúnem-se em feixes denominados 
de tractos ou fascículos. 
- No SNP também se agrupam em 
feixes, formando nervos. 
 
No sistema nervoso central, distinguem-
se, macroscopicamente, as áreas 
contendo basicamente fibras nervosas 
mielínicas e neuróglia (substância branca) 
daquelas em que se concentram os corpos 
dos neurônios, fibras amielínicas, além da 
neuróglia (substância cinzenta) 
 
● Fibras mielínicas: 
No SNP, logo após seus segmentos 
iniciais, cada axônio é circundado por 
células de Schwann, que se colocam em 
intervalos ao longo de seu comprimento. 
Nos axônios motores e na maioria dos 
sensitivos, essas células formam duas 
bainhas, a de mielina e de neurilema. Para 
isso, cada célula de Schwann forma um 
curto cilindro de mielina, dentro do qual 
localiza-se o axônio; o restante da célula 
fica completamente achatado sobre a 
mielina, formando a segunda bainha, o 
neurilema. 
Problema 2 – Fechamento Módulo: Percepção 
 
@leticiafernandesgf 
- Essas bainhas interrompem-se a 
intervalos mais ou menos regulares 
para cada tipo de fibra → essas 
interrupções são chamadas de 
nódulos de ranvier e cada 
segmento de fibra situado entre 
eles é denominado internódulo 
(Cada internódulo compreende a 
região ocupada por uma célula de 
Schwann). 
 
OBS: No nível de arborização terminal do 
axônio, a bainha de mielina desaparece, 
mas o neurilema continua até as 
proximidades das terminações nervosas 
motoras ou sensitivas. 
 
No SNC, prolongamentos de 
oligodendrócitos provêm a bainha de 
mielina. Os corpos dessas células ficam a 
uma certa distância do axônio, de modo 
que não há formação de qualquer estrutura 
semelhante ao neurilema. 
 
A bainha de mielina é formada por uma 
série de lamelas concêntricas, originadas 
de voltas de membrana da célula glial ao 
redor do axônio. É composta basicamente 
de lipídeos e proteínas → riqueza de 
fosfolipídios. No SNP a mielina apresenta 
constituição proteica diferente daquela do 
SNC. 
- Ao longo dos axônios mielínicos, os 
canais de sódio e potássio 
sensíveis à voltagem encontram-se 
apenas nos nódulos de Ranvier, A 
condução do impulso nervoso é, 
portanto, saltatória, ou seja, 
potenciais de ação só ocorrem nos 
nódulos de Ranvier e saltam em 
direção ao nódulo mais distal, o que 
confere maior velocidade ao 
impulso nervoso. Isso é possível 
em razão do caráter isolante da 
bainha de mielina, que permite à 
corrente eletrotônica, provocada 
por cada potencial de ação, 
percorrer todo o internódulo sem 
extinguir-se. 
- Quanto maiores o internódulo e as 
espessuras do axônio e da mielina, 
mais rápida é a condução. 
 
Mielinização: 
O processo de mielinização ocorre durante 
a última parte do desenvolvimento fetal e 
durante o primeiro ano pós-natal. 
1. Ocorre a partir do posicionamento 
das células de Schwann ao longo 
dos axônios 
2. Em cada célula de Schwann forma-
se um sulco ou goteira que contém 
o axônio 
3. Posteriormente há o fechamento 
dessa goteira com formação de 
uma estrutura com dupla 
membrana (mesaxônio) 
4. O mesaxônio, por sua vez, alonga-
se e enrola-se ao redor do axônio 
várias vezes, e o citoplasma é 
expulso entre as voltas, ocorrendo 
a aposição das faces 
citoplasmáticas da membrana, com 
fusão, surgindo a linha densa 
principal, ou periódica, contínua, 
facilmente identificada nas secções 
transversais da bainha de mielina. 
 
-> As faces externas da membrana do 
mesaxônio também se encontram 
formando a linha densa menor, ou 
interperíodo. 
-> O restante da célula de Schwann 
(citoplasma e núcleo) forma o neurilema. 
-> O mesaxônio persiste tanto do lado do 
axônio (mesaxônio interno) como do lado 
do neurilema (mesaxônio externo). 
● Em alguns pontos, formam-se as 
incisuras de Schmidt-Lantermann, 
que representam um conjunto de 
locais em que o citoplasma não foi 
expulso quanto da formação da 
linha densa principal. 
 
Problema 2 – Fechamento Módulo: Percepção 
 
@leticiafernandesgf 
 No SNC, o processo de mielinização é 
similar ao que ocorre na fibra nervosa 
periférica, com a diferença de que são os 
processos dos oligodendrócitos 
fasciculares os responsáveis pela 
formação da mielina. 
● Ao contrário do que ocorre com a 
célula de Schwann, um mesmo 
oligodendrócito pode prover 
internódulos para 20-30 axônios. 
 
 
 
● Fibras amielínicas: 
No SNP há fibras nervosas do SNA (fibras 
pós-ganglionares) e algumas fibras 
sensitivas muito finas, que se envolvem 
por células de Schwann (neurilema - 
camada externa que envolve as fibras 
nervosas e é composto pelas células de 
Schwann), sem que haja formação de 
mielina → cada célula de Schwann nessas 
fibras pode envolver em invaginações de 
sua membrana até 15 axônios. 
 
No SNC, as fibras amielínicas não 
apresentam envoltórios verdadeiros, ou 
seja, jamais uma célula glial envolve um 
axônio, à semelhança do que ocorre no 
periférico. Apenas os prolongamentos de 
astrócitos podem tocar os axônios 
amielínicos. 
- As fibras amielínicas conduzem o 
impulso nervoso mais lentamente,pois os conjuntos de canais de 
sódio e potássio sensíveis à 
voltagem não têm como se 
distanciar, ou seja, a ausência de 
mielina impede a condução 
saltatória. 
 
Sinapses: 
− A membrana do neurônio é excitável e 
permite que ele produza, conduza e 
transmita sinais elétricos a outros 
neurônios. Seus canais iônicos fazem 
permeabilidade seletiva. 
● Canais abertos: deixam o íon 
passar continuamente 
● Canais controlados por comportas: 
abrem em resposta a estímulos 
específicos 
Íons não conseguem atravessar a 
bicamada lipídica, por serem moléculas 
grandes - utilizam CANAIS IÔNICOS, que 
podem ser sem comportar (permanecem 
abertos) ou com comporta (abrem-se 
mediante estímulos específicos, podem 
ser ligante-dependentes: uma substância 
precisa se conectar; mecano-
dependentes: estímulos mecanismo ou 
voltagem-dependentes: se abrem 
mediante alteração de voltagem) 
 
-> Na membrana neuronal existem canais 
de vazamento de K+ (ficam abertos e não 
precisam de estímulo nem controle) que 
permitem a saída lenta de potássio. A 
perda de potássio pelos canais de 
vazamento modifica o potencial de 
membrana e faz com que o neurônio saia 
da estabilidade. Essa mudança ativa a 
Na+/K+ ATPase, que coloca 2K+ para 
dentro e 3Na+ pra fora. 
 
-> Existem canais de sódio que são 
voltagem-dependentes e, por isso, no 
estado de repouso, estão fechados, não 
permitindo a entrada de sódio. Só abrem 
com algum estímulo de mudança de 
potencial. Se fecham a partir de 
+30mV/+35mV. 
 
-> No estado de repouso a célula é 
negativa internamente em relação ao meio 
Problema 2 – Fechamento Módulo: Percepção 
 
@leticiafernandesgf 
externo. Potássio em grande quantidade 
dentro da célula e pouco potássio fora da 
célula. Sódio e cloro em grande quantidade 
fora da célula e em menor quantidade 
dentro da célula. Canais abertos permitem 
o fluxo desses íons. O fluxo depende única 
e exclusivamente da concentração 
(gradiente eletroquímico). Os íons em 
maior concentração tendem a fluir para o 
meio de menor concentração. Porém o 
fluxo não é uniforme, já que o potássio é 
mais permeável que o sódio (no estado de 
repouso). Dessa forma, o fluxo de saída 
(efluxo) é maior que o fluxo de entrada 
(influxo). Isso significa que a célula está 
perdendo cargas positivas e recebendo 
menos carga positiva de volta, ficando 
negativa. Por isso a face interna da 
membrana é carregada negativamente, 
porque perde mais carga positiva do que 
ganha. Para evitar que as cargas se 
igualem, aqui entra a bomba sódio-
potássio ATPase, em que tira 3Na+ e 
devolve 2K+, mantendo a carga negativa 
no interior. 
● OBS: Quimicamente o transporte 
de íons ocorre até alcançar um 
equilíbrio de concentrações. Isto é, 
50% de um lado e 50% do outro. 
Para evitar que as cargas se 
igualem temos o transporte ativo de 
membrana (contra o gradiente de 
concentração). 
 
> Potencial de repouso (-60mV/-70mV): 
Estado de inatividade de comunicação 
neuronal. Diferença de cargas dos meios 
intra e extracelular, sendo que o meio 
intracelular é negativo em relação ao meio 
extracelular. O íon principal que contribui 
para esse potencial é o potássio. 
- Determinantes do potencial de 
repouso: 
-> Propriedades de permeabilidade da 
membrana: alta permeabilidade 
plasmática ao potássio em relação ao 
sódio (aproxima o potencial de repouso ao 
potencial de equilíbrio do K+) 
-> Presença de mecanismos de transporte 
e ação de bombas: canais abertos, bomba 
de Na+/K+ATPase 
-> Distribuição diferente dos íons nos 
compartimentos celulares: alta 
concentração de potássio intracelular e 
sódio extracelular é alta concentração de 
proteínas e outros ânions (sobretudo 
moléculas orgânicas, grupos fosfato do 
ATP) 
 
> Potencial de ação (+35mV/+40mV): 
Evento elétrico transitório no qual ocorre a 
inversão (total ou parcial) da polaridade 
elétrica da membrana. Caminha em 
direção à positividade. Acontece apenas 
no final do axônio. 
● Etapas do PA 
- Fase ascendente: despolarização 
(entrada de sódio através dos canais 
voltagem-dependentes, depois eles se 
tornam inativos e cessam a corrente de 
sódio) -> íon mais importante dessa fase é 
o sódio 
- Fase descendente: repolarização, fase 
mais rápida (saída de potássio: realizada 
pela abertura dos canais de potássio 
pouco depois que os de sódio fecham) - 
íon mais importante dessa fase é o 
potássio 
- Fase final: hiperpolarização (mais 
negativa que o estado de repouso: a saída 
de potássio restaura a polaridade para os 
níveis de repouso e posteriormente, ela 
passa um tempo inexcitável, sendo este 
chamado de período refratário) - íon mais 
importante dessa fase é o potássio. 
● Tudo ou nada: ou sempre faz e faz 
até o limiar ou não faz e o estímulo 
não é propagado. Ou alcança o 
limiar e chega no máximo. Ou não 
alcança e não propaga o impulso. 
● Limiar de Excitação: o estímulo 
inicial precisa causar uma 
alteração elétrica suficiente para 
que a voltagem chegue, nesse 
caso, a -55mV, isto é, o limiar. 
 
Problema 2 – Fechamento Módulo: Percepção 
 
@leticiafernandesgf 
-> Período refratário: 
Enquanto a membrana está nesse 
período, vai ser resistente à chegada de 
um novo potencial. 
● Período refratário absoluto: os 
canais de Na+ que desencadeiam 
o estímulo estão todos inativos 
(ocorre na despolarização - fase 
ascendente) -> não há a menor 
possibilidade de chegar estímulo 
● Período refratário relativo: os 
canais de Na+ que desencadeiam 
o estímulo estão parcialmente 
inativos. (Final da repolarização e 
início da hiperpolarização) -> aceita 
estímulo supralimiar 
 
OBS: A zona de gatilho (início do axônio) é 
uma região rica em canais de sódio 
voltagem-dependentes 
 
Importância da hiperpolarização: 
dificulta a ocorrência de um novo potencial 
de ação (canais de sódio estão inativos) e 
por isso direciona o potencial de ação para 
uma única direção. No macro, permite que 
a comunicação neuronal aconteça. 
● O potencial de ação é 
autorregenerativo e 
autopropagável, isto é, algo que se 
multiplica em casa local vizinho da 
membrana cujo potencial é levado 
ao limiar pelas correntes locais 
(mesma amplitude, da mesma 
forma da origem) 
 
> Importante: Nas regiões dos nódulos de 
Ranvier (espaços entre as bainhas de 
mielina), por causa da propriedade isolante 
da bainha de mielina, a onda de 
despolarização “salta” diretamente de um 
nódulo para o outro (sendo por isso 
denominada condução saltatória), 
acarretando o aumento da velocidade de 
impulso. 
 
 
 
Sinapses: 
É o local de comunicação entre dois 
neurônios. 
 
- Transmissão Sináptica: passagem de 
informação através da sinapse. 
● As transmissões são mutáveis. 
Consiste em uma dupla conversão 
de códigos: a informação é 
veiculada eletricamente por meio 
de potencial de ação e no terminal 
axônico vira resposta química. As 
moléculas são percebidas pelo 
segundo neurônio e volta a ser 
veiculada eletricamente. Na 
conversão, o conteúdo é quase 
sempre modificado. 
 
1. Sinapses elétricas: 
As sinapses elétricas são as mais comuns 
no desenvolvimento e recebe o nome de 
junção comunicante (e não sinapse). As 
membranas da região de contato têm 
Problema 2 – Fechamento Módulo: Percepção 
 
@leticiafernandesgf 
canais iônicos especiais chamados de 
conexons que são formados por 6 
subunidades protéicas – conexinas – que 
se acoplam quimicamente formando 
poros. Não há intermediários químicos e 
por isso a resposta é ultra rápida. 
 
A transmissão elétrica pode ser controlada 
pelas células acopladas e o acoplamento é 
regulado por variações metabólicas, como 
cálcio e pH. Existem algumas junções 
comunicantes unidirecionais (chamadas 
de junções retificadoras).- A rapidez de transmissão das 
sinapses elétricas é importante 
para a sincronização de numerosas 
populações acopladas. 
 
2. Sinapses químicas: 
O espaço entre as membranas nessa 
região é conhecido como fenda sináptica e 
mede 20-50 nm, bastante maior que o das 
junções comunicantes (3nm). 
 
Como a transmissão sináptica é 
unidirecional, chamaremos a região 
sináptica da primeira célula de elemento 
pré-sináptico, e a região sináptica da 
segunda célula de elemento pós-
sináptico. 
- O elemento pré-sináptico tem como 
característica a presença de 
vesículas sinápticas, que ficam 
perto das membranas e os 
grânulos secretores. 
 
Dessa forma: 
1. As informações que chegam ao 
elemento pré-sináptico vêm na 
forma de potenciais de ação 
propagados pelo axônio até os 
terminais. A fenda sináptica e a 
ausência de conexons faz com que 
a informação elétrica se transforme 
em química. 
2. Os potenciais de ação liberam os 
neurotransmissores e eles se 
difundem até o neurônio pós-
sináptico, onde pode ocorrer: (1) a 
reconversão da informação 
química em elétrica ou (2) a 
transferência de informações 
químicas para uma cadeia de sinais 
moleculares no interior da célula. 
3. Sinapses entre neurônios têm 
como finalidade aumentar, diminuir 
ou bloquear a atividade do 
neurônio pós-sináptico. Por isso, os 
potenciais de ação que chegam no 
terminal pré-sináptico nem sempre 
liberam mediadores capazes de 
provocar a mesma resposta no 
pós-sináptico. Isso é a modulação 
da informação transmitida 
 
Tipos Morfológicos e Funcionais da 
Sinapse 
- Sinapse Excitatória: potencial de 
ação pós-sináptico despolarizante, 
que aproxima o potencial de 
repouso do nível limiar da zona de 
disparo. 
- Sinapse Inibitória: potencial de 
ação pós-sináptico é 
hiperpolarizante, o qual afasta o 
potencial de repouso do limiar da 
zona de disparo do neurônio. 
 
− Classificação das Sinapses: 
● Quanto a Natureza: axodendrítica, 
axossomática (é a mais eficaz 
quando mais próxima da zona de 
disparo), axoaxônicas, 
dendrodendrítica e 
somatossomática. 
● Quanto à Simetria: assimétricas 
(membrana pós-sináptica mais 
espessa que a pré-sináptica, 
vesículas esféricas, geralmente 
excitatória) e simétricas (mesma 
espessura, vesículas achatadas, 
geralmente inibitórias). 
 
Problema 2 – Fechamento Módulo: Percepção 
 
@leticiafernandesgf 
 
 
Transmissão sináptica: 
1. Síntese, transporte e 
armazenamento do 
neuromediador: 
Nossa atual compreensão é de que os 
principais neurotransmissores estão 
dentro de uma de três categorias químicas: 
(1) aminoácidos, (2) aminas e (3) 
peptídeos. 
 
 
 
Diferentes neurotransmissores são 
sintetizados de diferentes maneiras. Por 
exemplo, o glutamato e a glicina estão 
entre os 20 aminoácidos que são os blocos 
de construção utilizados na síntese 
proteica, consequentemente, eles são 
abundantes em todas as células do corpo, 
incluindo os neurônios. Em contrapartida, 
o GABA e as aminas são produzidos 
apenas pelos neurônios que os liberam. 
Esses neurônios contêm enzimas 
específicas que os sintetizam a partir de 
vários precursores metabólicos. As 
enzimas envolvidas na síntese de ambos 
os neurotransmissores, aminoácidos e 
aminas, são transportadas até o terminal 
axonal, e, nesse local, elas rapidamente 
promovem a síntese de 
neurotransmissores. 
 
Uma vez sintetizados no citosol do terminal 
axonal, os neurotransmissores 
aminoácidos e aminas devem ser 
captados pelas vesículas sinápticas. 
Concentrar esses neurotransmissores 
dentro da vesícula é o trabalho dos 
transportadores, proteínas especiais 
embutidas na membrana vesicular. 
 
Mecanismos bastante distintos são usados 
para sintetizar e armazenar 
neurotransmissores nos grânulos 
secretores: 
(a) Peptídeos: O peptídeo precursor é 
sintetizado no retículo 
endoplasmático rugoso. O 
precursor peptídico é clivado no 
aparelho de Golgi, produzindo o 
neurotransmissor ativo. As 
vesículas secretoras contendo os 
peptídeos processados originam-
se do aparelho de Golgi. Os 
grânulos secretores são 
transportados ao longo do axônio 
até o terminal onde os peptídeos 
são armazenados. 
(b) Neurotransmissores dos tipos 
aminoácidos e aminas: As 
enzimas convertem moléculas 
precursoras em 
neurotransmissores no citosol. Os 
transportadores proteicos 
carregam os neurotransmissores 
para dentro da vesícula sináptica 
no terminal axonal, onde ficam 
armazenados. 
 
Problema 2 – Fechamento Módulo: Percepção 
 
@leticiafernandesgf 
2. Deflagração e controle da 
liberação do neuromediador na 
fenda sináptica: 
A liberação de neurotransmissores é 
desencadeada pela chegada de um 
potencial de ação ao terminal axonal. A 
despolarização da membrana do terminal 
causa a abertura de canais de cálcio 
dependentes de voltagem nas zonas 
ativas. A elevação resultante na 
concentração de cálcio é o sinal que causa 
a liberação dos neurotransmissores da 
vesícula sináptica. O cálcio entra e se liga 
a proteínas que ativarão as vesículas 
(sustentadas pelo citoesqueleto) que 
contém os neurotransmissores. 
 
As vesículas liberam seus conteúdos por 
um processo denominado exocitose. A 
membrana da vesícula sináptica funde-se 
com a membrana pré-sináptica nas zonas 
ativas, permitindo que o conteúdo da 
vesícula seja derramado na fenda 
sináptica. 
 
OBS: Diferentemente da liberação rápida 
de neurotransmissores como os 
aminoácidos e as aminas, a liberação dos 
peptídeos é um processo vagaroso. 
 
 
 
3. Difusão, reconhecimento do 
neuromediador pela célula pós-
sináptica e deflagração do 
potencial pós-sináptico 
Os neurotransmissores liberados dentro 
da fenda sináptica afetam os neurônios 
pós-sinápticos por se ligarem a proteínas 
receptoras específicas que estão 
embutidas nas densidades pós-sinápticas. 
A ligação do neurotransmissor ao receptor 
é como inserir uma chave em uma 
fechadura: isso causa uma mudança 
conformacional na proteína, e esta, então, 
pode funcionar diferentemente. 
- Receptores ionotrópicos: canais 
iônicos dependentes de ligante. 
Quando o neurotransmissor se liga 
a sítios específicos na região 
extracelular do canal, ele induz 
uma mudança conformacional – 
uma delicada torção das 
subunidades –, a qual, em 
microssegundos, causa a abertura 
do canal, causando a passagem de 
íons. 
Se predominar o fluxo de SÓDIO de fora 
para dentro da célula, a ligação mediador-
receptor é DESPOLARIZANTE, ou seja, 
EXCITATÓRIA (porque a despolarização 
aproxima a membrana do neurônio pós-
sináptico do limiar de disparo de potenciais 
de ação, chama-se o potencial 
despolarizante de PEPS - potencial 
excitatório pós sináptico) 
 
Se predominar o fluxo de CLORO de fora 
para dentro ou de POTÁSSIO de dentro 
pra fora da célula, a ligação mediador-
receptor é HIPERPOLARIZANTE, ou seja, 
INIBITÓRIA (porque afasta o neurônio 
pós-sináptico do limiar, dificultando a 
deflagração do potencial de ação, chama-
se o potencial hiperpolarizante de PIPS - 
potencial inibitório pós sináptico) 
 
Problema 2 – Fechamento Módulo: Percepção 
 
@leticiafernandesgf 
OBS: esses potenciais são potenciais 
graduados e acontecem no corpo celular, 
nos dendritos e nos receptores sensoriais. 
● não é tudo ou nada: é graduado, 
proporcional à intensidade do estímulo. 
● Pode ser somado: pode somar vários 
potenciais graduados gerados 
sincronicamente 
● É o estímulo necessário para fazer gerar 
o potencial de ação 
- O somatório dos dois (PEPS e 
PIPS) determina se ocorrerá ou 
não potencial de ação: 
> Somação espacial: A integração de 
potenciais pós-sinápticos que ocorrem em 
locais diferentes (várias sinapses), mas ao 
mesmo tempo — é conhecidacomo 
somatório espacial. 
> Somação temporal: A integração de 
potenciais pós-sinápticos que ocorrem no 
mesmo lugar (mesma sinapse), mas em 
momentos ligeiramente diferentes — é 
chamada de somatório temporal. 
 
- Receptores metabotrópicos: 
receptor acoplado à proteína G 
Produz ações pós-sinápticas mais lentas, 
mais duradouras e muito mais 
diversificadas. Esse tipo de ação do 
neurotransmissor envolve três passos: 
 
1. O neurotransmissor liga-se ao receptor 
na membrana pós-sináptica. 
2. O receptor proteico ativa pequenas 
proteínas, denominadas proteínas G,* as 
quais se movem livremente ao longo da 
face intracelular da membrana 
pós-sináptica. 
3. As proteínas G ativadas, por sua vez, 
ativam proteínas efetoras. 
 
As proteínas efetoras podem ser canais 
iônicos (ativados por proteínas G) 
presentes na membrana ou podem ser 
enzimas que sintetizam moléculas, 
denominadas segundos mensageiros, que 
se difundem para o citosol. 
 
4. Desativação do neuromediador: 
Uma vez que os neurotransmissores 
liberados tenham interagido com 
receptores pós-sinápticos, eles devem ser 
removidos da fenda sináptica para permitir 
um novo ciclo de transmissão sináptica. 
Uma maneira de isso acontecer é pela 
simples difusão das moléculas de 
neurotransmissor através do líquido 
extracelular para longe das sinapses. 
 
Entretanto, para a maioria dos 
neurotransmissores dos tipos aminoácidos 
e aminas, a difusão é auxiliada por sua 
recaptação para dentro do terminal pré-
sináptico. A recaptação ocorre por ação de 
transportadores proteicos específicos para 
neurotransmissores presentes na 
membrana pré-sináptica. Uma vez dentro 
do citosol do terminal, os 
neurotransmissores podem ser 
recarregados nas vesículas sinápticas ou 
degradados por enzimas, sendo seus 
produtos reciclados. Transportadores de 
neurotransmissores também existem nas 
membranas da glia, que envolvem a 
sinapse e auxiliam na remoção de 
neurotransmissores da fenda sináptica. 
 
A ação do neurotransmissor também pode 
ser terminada por degradação enzimática 
na própria fenda sináptica. 
 
Neurotransmissores: 
● Aminoácidos: GABA; Glu; Gly; 
Asp (são degradados na glia) 
● Aminas e catecolaminas: Ach 
(degradação enzimática), 
Adrenalina, Noradrenalina, 
Dopamina, Histamina (são 
recaptados para o neurônio pré-
sináptico) 
 
OBS: Neurotransmissores são sintetizados 
no terminal pré-sináptico, já os 
neuropeptídeos são sintetizados no corpo 
celular. A diferença é que a capacidade de 
disponibilizar um neuropeptídeo é muito 
Problema 2 – Fechamento Módulo: Percepção 
 
@leticiafernandesgf 
mais devagar do que a possibilidade de 
reciclar e ressintetizar os 
neurotransmissores. 
 
 
 
Em resumo, a sequência da transmissão 
sináptica é: 
1. Chegada do potencial de ação até 
o terminal axônico (promove a 
abertura dos canais de sódio, que 
permitem a entrada do sódio, 
gerando uma despolarização e a 
célula fica mais positiva) 
2. No terminal existem canais de 
cálcio voltagem-dependentes, que 
serão abertos pela despolarização 
ocasionada pela entrada de sódio. 
3. O cálcio é um íon que predomina 
no meio extracelular e tende a 
entrar na célula 
4. O cálcio entra e se liga a proteínas 
que ativarão as vesículas 
(sustentadas pelo citoesqueleto) 
que contém os 
neurotransmissores. Essas 
proteínas estão relacionadas ao 
citoesqueleto, fazendo-o de 
movimentar 
5. As vesículas se movem em direção 
à borda e se fundem à membrana 
plasmática (através do complexo 
snare (proteínas que estão na 
vesícula - v-snare - e na membrana 
do neurônio - t-snare) 
6. Assim os neurotransmissores 
caem na fenda sináptica 
7. Na fenda, esses 
neurotransmissores se ligam ao 
receptor específico, promove sua 
ação e retorna para a fenda 
8. Os neurotransmissores podem ser 
eliminados da fenda por: 
degradação enzimática - por 
monoamina oxidase (a 
acetilcolinesterase degrada a 
acetilcolina em acetato e colina e a 
colina volta para serem 
sintetizadas novas acetilcolinas); 
uma bomba que capte o 
neurotransmissor de volta para o 
terminal sináptico, onde será 
degradado e ressintetizado (mais 
comum); neurotransmissores são 
levados para a glia (astrócitos), 
onde são degradados e seus 
componentes são reencaminhados 
para o terminal pré-sináptico para 
síntese de novo neurotransmissor. 
Uma parte dos neurotransmissores 
irão se difundir e irão se perder. 
 
Neurotransmissores: 
Com o passar dos anos, os neurocientistas 
foram estabelecendo certos critérios que 
devem ser atingidos para que uma 
molécula possa ser considerada um 
neurotransmissor. 
1. A molécula deve ser sintetizada e 
estocada no neurônio pré-
sináptico. 
2. A molécula deve ser liberada pelo 
terminal axonal pré-sináptico sob 
estimulação. 
3. A molécula, quando aplicada 
experimentalmente, deve produzir 
na célula pós-sináptica uma 
resposta que mimetiza a resposta 
produzida pela liberação do 
neurotransmissor do neurônio pré-
sináptico. 
 
Tipos de neurotransmissores: 
A) Neurônios serotoninérgicos: 
Problema 2 – Fechamento Módulo: Percepção 
 
@leticiafernandesgf 
Produzem serotonina pelos núcleos da 
rafe (agrupamento de neurônios 
localizados na região dorsal do tronco 
encefálico). A serotonina produzida pode 
seguir para: 
1. Região bulbar e região de medula 
2. Cerebelo e região pontinha 
3. Córtex pré-frontal (através do feixe 
prosencefálico medial) -> 
Caracteriza a via MESOCORTICAL 
Uma vez recebida pelo córtex pré-frontal, 
essa serotonina será projetada 
difusamente para outros córtex do SNC. 
 
Contudo, a serotonina também pode ser 
projetada para áreas do SISTEMA 
LÍMBICO (hipotálamo, hipocampo, 
amígdala) 
 
Está envolvida com: ciclo sono-vigília, 
comportamentos emocionais e humor. 
Acredita-se que a serotonina esteja 
envolvida na formação e consolidação da 
memória, bem como no controle do humor 
e das emoções associadas à memória. 
 
 
 
 B) Neurônios dopaminérgicos: 
Possui 4 vias específicas: 
- Via nigroestriada: 
Essa via é a principal por compor cerca de 
75% da dopamina do cérebro. Os corpos 
celulares encontram-se na substância 
negra, localizada no mesencéfalo, e os 
axônios se direcionam ao corpo estriado, 
onde terminam. 
 
Essa via possui íntima relação com o 
controle da atividade motora. Esse 
controle dos nossos movimentos é 
realizado de forma que, quando 
desejamos realizar um movimento não 
precisamos pensar, ou seja, conseguimos 
movimentar “automaticamente” 
● O sistema extrapiramidal engloba 
algumas estruturas como tálamo, 
cerebelo, gânglios da base (núcleo 
lentiforme – formado pelo putâmen 
e globo pálido -, núcleo caudado, 
substância negra e núcleo 
subtalâmico). Esse conjunto de 
estruturas atuam realizando o 
controle motor. 
 
- Via túbero-hipofisal ou túbero-
infundibular: 
Os neurônios dopaminérgicos partem do 
hipotálamo para a eminência mediana e 
para a hipófise. 
 
Assim, interfere e modula as secreções 
hipofisárias. A dopamina atua nessa via 
como um neurotransmissor inibitório, 
inibindo a produção de um dos hormônios 
produzidos pela hipófise anterior, que é a 
prolactina. 
 
- Via mesocortical: 
Os corpos celulares estão localizados na 
área tegmental ventral e suas fibras se 
projetam para o córtex frontal. 
 
Essa via está relacionada com aspectos 
emocionais e comportamentais, como o 
controle do comportamento afetivo. Possui 
ampla relação com a via mesolímbica 
 
- Via mesolímbica: 
A via mesolímbica, também conhecida 
como via de recompensa, é composta por 
neurônios dopaminérgicos, sendo que os 
corpos celulares estão localizados na área 
tegmental ventral no mesencéfalo, e as 
fibras nervosas dirigem-se ao nucleus 
Problema 2 – FechamentoMódulo: Percepção 
 
@leticiafernandesgf 
accumbens e o núcleo amigdaloide, os 
quais fazem parte do sistema límbico. 
 
Essa via está relacionada ao nosso 
sistema de recompensa, atuando sobre 
nossas respostas comportamentais e 
controle do comportamento afetivo. 
 
A dopamina liberada nessa via e atuando 
no núcleo accumbens, promove a 
regulação do incentivo e da recompensa. 
Tem importância também na percepção do 
prazer. 
 
A dopamina está envolvida em regular a 
atenção, a busca por recompensas e a 
persistência em tarefas desafiadoras, 
todas as quais são aspectos importantes 
da motivação. 
 
 
 
 C) Neurônios noradrenérgicos: 
Corpo celulares se localizam no locus 
cerúleos e, pelo feixe prosencefálico 
medial, a noradrenalina é projetada ao 
córtex pré-frontal. A noradrenalina 
também é projetada para regiões como o 
cerebelo e sistema límbico. 
 
Esse sistema está relacionado à atenção, 
alerta, ciclos sono-vigília, aprendizado, 
memória, ansiedade, dor e humor. 
 
Os neurônios do locus ceruleus são 
ativados mais intensamente por estímulos 
sensoriais novos, inesperados ou não 
dolorosos que ocorrem no ambiente. O 
locus ceruleus pode participar do alerta 
geral do encéfalo durante eventos 
interessantes no mundo exterior. Uma vez 
que a NA pode tornar neurônios do córtex 
cerebral mais responsivos a estímulos 
sensoriais salientes, o locus ceruleus pode 
funcionar, de uma forma mais geral, 
aumentando a capacidade encefálica de 
responder a estímulos, acelerando o 
processamento da informação ponto a 
ponto pelos sistemas sensorial e motor e 
tornando esses estímulos mais eficientes. 
 
 
 
 D) Neurônios colinérgicos: 
O sistema colinérgico mais bem conhecido 
se localiza nos núcleos mediais do 
septo, que fornecem inervação colinérgica 
ao hipocampo, e o núcleo basal de 
Meynert, que fornece a maior parte da 
inervação colinérgica do neocórtex. 
 
Um segundo sistema colinérgico de 
projeção difusa é chamado de complexo 
pontomesencefalotegmentar. Ele inclui 
células da ponte e do tegmento 
mesencefálico que utilizam ACh. Esse 
sistema atua principalmente no tálamo 
dorsal, onde, juntamente com os sistemas 
noradrenérgico e serotoninérgico, regula a 
excitabilidade de núcleos retransmissores 
(ou relés) sensoriais. Essas células 
também projetam vias ascendentes ao 
Problema 2 – Fechamento Módulo: Percepção 
 
@leticiafernandesgf 
telencéfalo, fornecendo um elo colinérgico 
entre o tronco encefálico e os complexos 
prosencefálicos basais. 
 
Está associado ao ciclo do sono-vigília, 
alerta, aprendizado, memória. 
 
Assim como os sistemas noradrenérgico e 
serotoninérgico, o sistema colinérgico tem 
sido implicado na regulação geral da 
excitabilidade cerebral durante o alerta e 
os ciclos sono-vigília. O complexo do 
prosencéfalo basal também pode ter um 
papel especial no aprendizado e na 
formação da memória. 
 
 
 
 E) Neurônios glutamatérgicas: 
As principais vias glutamatérgicas: 
- Vias Corticais: O glutamato é 
amplamente utilizado nas vias 
corticais, que estão envolvidas em 
várias funções cognitivas, como 
percepção, memória, atenção e 
pensamento. Essas vias conectam 
diferentes regiões do córtex 
cerebral, permitindo a 
comunicação entre elas. 
- Vias Hipocampais: O hipocampo 
é uma região crucial para a 
formação e a consolidação da 
memória. As vias glutamatérgicas 
no hipocampo desempenham um 
papel importante na transmissão 
de sinais e na plasticidade sináptica 
associada à memória. 
- Vias Basais-Ganglionares: As 
vias glutamatérgicas no sistema de 
gânglios basais, que inclui 
estruturas como o núcleo estriado, 
o globo pálido e o núcleo 
subtalâmico, estão envolvidas no 
controle motor, aprendizado de 
habilidades motoras e regulação do 
movimento. 
- Vias Talamocorticais: O 
glutamato é essencial nas vias 
talamocorticais, que conectam o 
tálamo (uma estrutura subcortical) 
ao córtex cerebral. Essas vias são 
responsáveis pela transmissão de 
informações sensoriais, como 
visão, audição, olfato, paladar e 
tato. 
- Vias do Cerebelo: O cerebelo 
contém vias glutamatérgicas que 
são cruciais para a coordenação e 
o controle motor, bem como para o 
aprendizado de habilidades 
motoras. 
 
 
Problema 2 – Fechamento Módulo: Percepção 
 
@leticiafernandesgf 
 F) GABA: 
O GABA é o principal neurotransmissor 
inibitório no sistema nervoso central e 
desempenha um papel essencial na 
regulação da atividade neural. Aqui estão 
algumas das principais vias gabaérgicas 
no cérebro: 
 
- Vias Corticais-GABAérgicas: As 
vias gabaérgicas corticais estão 
envolvidas na regulação da 
atividade excitatória no córtex 
cerebral. Os interneurônios 
gabaérgicos no córtex cerebral 
inibem a atividade de outros 
neurônios, ajudando a equilibrar a 
excitação e a inibição na rede 
cortical. 
- Vias Talamocorticais: As vias 
gabaérgicas também 
desempenham um papel 
importante nas vias 
talamocorticais. Os neurônios 
gabaérgicos no tálamo têm a 
função de modular o fluxo de 
informações sensoriais para o 
córtex cerebral, controlando a 
transmissão sináptica e a atividade 
dos neurônios talâmicos. 
- Vias Basais-Ganglionares: O 
sistema de gânglios basais, que 
inclui o núcleo estriado, o globo 
pálido e o núcleo subtalâmico, 
possui uma importante via 
gabaérgica. O GABA é o principal 
neurotransmissor utilizado nas vias 
inibitórias do sistema de gânglios 
basais e desempenha um papel 
crítico na regulação do movimento 
e na supressão de atividade 
indesejada. 
- Vias Hipotalâmicas-
GABAérgicas: O hipotálamo é 
uma região importante para a 
regulação do sistema endócrino e 
de várias funções autonômicas. As 
vias gabaérgicas hipotalâmicas 
estão envolvidas no controle da 
secreção hormonal, na regulação 
do ciclo sono-vigília, na 
temperatura corporal e em outras 
funções fisiológicas. 
- Vias Locus Cerúleo-
GABAérgicas: O locus cerúleo é 
uma região do tronco cerebral 
envolvida na regulação do estado 
de alerta e da resposta ao estresse. 
Neurônios gabaérgicos nessa 
região exercem um efeito inibitório 
sobre outras regiões do cérebro, 
desempenhando um papel na 
modulação do estado de alerta.

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