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ABNT 14039 “Se você pode sonhar, você pode realizar.” Walt Disney Aula 3 3 *Conteúdo de distribuição limitada aos Alunos do Treinamento da Mesh Engenharia 2 M3. ABNT 14039 3.3.1 – Nível de Subestação #3 Basicamente , nós temos quatro tipos de subestações. - As subestações Aéreas; - Subestações subterrâneas; - As subestações blindadas, instaladas ao tempo; - As subestações abrigadas. As subestações abrigadas se dividem em subestações convencionais e subestações compactas. Para instalação acima do nível do solo, exceto para subestações aéreas, não é permitido o uso de transformadores s óleo. Os transformadores á óleo podem ser instalados no nível do solo ou subestações subterrâneas desde que mitigados os problemas devido ao uso do óleo mineral isolante. Subestação Aérea / Posto Simplificado Subestação no Pavimento Superior Subestação Abrigada Subestação Subterrânea 3 #3 A subestação é parte não integrante da construção se a saída da subestação der acesso ao lado externo da edificação como ilustra a imagem abaixo. Neste caso, caso não haja outros impeditivos, qualquer tipo de equipamento é permitido na instalação. M3. ABNT 14039 3.3.2 – SE Integrante e Não Integrante Parte não Integrante A subestação é parte integrante da construção se porta de acesso á subestação for pelo lado interno da edificações como ilustra a imagem abaixo. Neste caso, é permitido apenas transformadores à seco e disjuntores à gás e à vácuo. Parte Integrante 4 #3M3. ABNT 14039 3.3.3.1 – Particularidades 1 1 As portas deverão abrir em direção ao ambiente externo 4 5 3 2 2 Caixa com luva de borracha para média tensão 3 Tapete de borracha para média tensão 4 Iluminação de emergência - Autonomia de 2 horas (min) 5 Iluminação artificial conforme ABNT NBR 5413 EPI/EPC ILUMINAÇÃO ABERTURA DAS PORTAS 6 7 SALA ELÉTRICA - BT QGBT PROTEÇÃO SOBRECORRENTE 6 Relé de proteção secundária 50/51 – 50N/51N DOCUMENTAÇÃO 7 Projeto e outros TEMPERATURAS 8 A temperatura interna da subestação deve ser no máximo 35°C ou igual à temperatura do ambiente externo. 1000mm 9 A diferença de temperatura medida à 1 metro da fonte de calor a plena carga e a externa medida à sombra não pode ultrapassar 15°C. 8 9 SALA ELÉTRICA – BT A sala elétrica deve ser separada fisicamente da subestação 10 10 5 #3M3. ABNT 14039 3.3.3.2 – Particularidades 1 5 2 3 4 VENTILAÇÃO 1 As portas de acesso poderão ser do tipo metálica (parte não integrante) ou corta fogo (parte integrante). 2 As subestações deverão ser providas de ventilação forçada. Caso o ar aspirado pela ventilação forçada contiver poeira em suspensão ou partículas provenientes do processo produtivo, devem ser providos filtros adequados no sistema. 3 As aberturas para iluminação natural devem ser dispostas de modo a prover nível de iluminação uniforme. PROTEÇÃO 4 As portas de acesso à subestação devem ser identificadas com placas de advertência “Perigo – Média Tensão”. 5 Deverá ser instalado dispositivos de combate à incêndio do tipo extintor de pó químico 6kg próximo à porta de acesso, no mínimo. 6 #3M3. ABNT 14039 3.3.3.3 – Particularidades 1 Devem ser providos estruturas que bloqueiem o contato com os equipamentos energizados. PROTEÇÃO 2 1 2 Internamente as estruturas que bloqueiam o acesso devem ser identificados com placas de advertência “Perigo – Média Tensão”. Barreira Incombustível Tanque de Contenção S.A.O (Separador de Água e Óleo) 3 Devem ser providas de barreiras incombustível 7 #3M3. ABNT 14039 3.3.4.1 – Proteções Exigidas - Contato a) Proteção por isolação das partes vivas – Isolação direto de fábrica / realização de isolação b) Proteção por meio de barreira ou invólucros – Destinada a impedir todo contato direto com partes vivas. O interior deve ter grau do proteção mínimo IP3X. Superfície superiores IP4X*. Fixação de forma segura com abertura para acesso às partes vivas apenas com utilização de chave ou ferramenta, ou liberação de bloqueio. c) Proteção por meio de obstáculos – Os obstáculos visam evitar contatos com partes vivas de forma involuntária impedindo aproximação física e contatos não intencionais. d) Proteção parcial por colocação fora de alcance – Rede aérea, torres de transmissão. Contatos diretos são aqueles que, em casos de eventualidades, o colaborador encosta nas partes vivas da instalação, ou seja, as partes energizadas. Já os contatos indiretos são aqueles que o colaborador entra em contato ,de forma indireta, com a parte energizada. Abaixo são informadas formas de como devem ser dispostas essas proteções. *Protegido no mínimo contra objetos sólidos maiores a 1mm. Consultar tabela de certificação IP. 8 #3M3. ABNT 14039 3.3.4.2 – Proteções Exigidas – Efeitos Térmicos Os equipamentos da subestação naturalmente vão esquentar em sua operação normal, e devem ser tomadas as contra medidas de radiação ou efeitos de calor, ou até mesmo combustão e deterioração dos materiais. a) Proteção de pessoas e componentes dos efeitos do calor ou radiação térmica produzida pelos equipamentos elétricos – Risco de queimadura, prejuízo de funcionamento dos componentes, combustão ou deterioração dos materiais; b) Proteção contra incêndio – materiais devem suportar altas temperaturas, ser separados dos elementos construtivos, montados de modo a permitir a dissipação térmica; c) Proteção contra queimaduras – deve receber proteção contra contato acidental; 3.3.4.3 – Proteções Exigidas – Sobretensão Normalmente, é exigido que seja posicionado para-raios na entrada e na saída das subestações. 9 #3M3. ABNT 14039 3.3.4.4 – Proteções Exigidas – Proteção de Pessoas a) EPI’S mínimos – Capacete, óculos de segurança, luvas, detector de tensão, botas, estrado ou tapete isolante. b) Dispositivos que permitam isolar todas as fontes de energia – Chaves seccionadoras, disjuntores. c) Dispositivo de bloqueio - Dispositivos devem ter condição de travamento mecânico para evitar religamento. 10 #3M3. ABNT 14039 3.3.4.5 – Proteções Exigidas – Líquido Isolante a) Contenção – Deve ser previsto tanques de contenção para líquidos isolantes para instalações que contenham mais de 100 litros deste líquido. 2.200 Litros 3.3.4.6 – Proteções Exigidas –Arcos Elétricos a) Utilização de dispositivos de abertura sob carga – Chaves seccionadora abertura sob carga, disjuntores. b) Sistemas de intertravamento – Por lógica ou eletromecânico. c) Chave de aterramento resistente ao curto-circuito presumido d) Corredores operacionais curtos, altos e largos e) Coberturas sólidas, ou barreiras ao invés de coberturas perfuradas ou telas f) Equipamentos ensaiados para resistir às faltas de arcos internas g) Seleção de tempos de interrupção curtos ou através de dispositivos sensíveis à luz ou calor, atuando nos dispositivos de interrupção. 11 #3M3. ABNT 14039 3.3.5.1 – Espaçamentos – Instalações Internas A B D E F G H C A Distância Fase-Terra: Mín. 160mm B Distância Fase-Fase: 13,8kV – Mín. 160mm 24,2kV - Mín. 160mm 36,2kV - Mín. 270mm D Altura mín. do anteparo vertical (grade): 1700mm E Distância máxima da grade até o chão: Máx. 300mm F Altura do punho de acionamento: 1200mm G Altura mínima da rede à área de circulação: Mín. 4000mm H Altura mínima de ruas e avenidas: Mín. 6000mm C Distância entre a parte viva e o anteparo: 24,2kV - Mín. 300mm 36,2kV - Mín. 400mm 12 #3M3. ABNT 14039 3.3.5.2 – Espaçamentos –Comparativo de Normas 15kV 24,5kV 34,5kV ABNT 14.039 Concessionária Fase / Fase Fase / Terra ABNT 14.039 Concessionária ABNT 14.039 Concessionária Fase / Fase Fase / Terra Fase / Fase Fase / Terra Fase / Fase Fase / Terra Fase / Fase Fase / Terra Fase / Fase Fase / Terra 160 160 150* 115* 160 160 270* 190* 270 270 390* 265* 150** 115** 270** 190** 390** 265** 200*** 160*** 300*** 200*** - - Estas tabelas são comparativos entre três normas de concessionárias do Brasil se tratando dosmesmos aspectos. É notório que as distâncias são diferentes, porém todas obedecem a ABNT 14.039 * CEMIG ** Eletrobrás *** ENEL SP 13 #3M3. ABNT 14039 3.3.6 – Aterramento Aterramento é a ligação de um equipamento ou de um sistema à terra, por motivos de proteção ou por exigência quanto ao funcionamento do equipamento. CARCAÇANEUTRO CARCAÇA DA CARGA Você pode ter três tipos de aterramento: aterramento do neutro do transformador, na carcaça do transformador ou na carcaça da carga. Sendo assim, existem diferentes tipos de classificações para diferentes tipos de aterramento e iremos abordá-los em breve. 3.3.6.1 – Aterramento - Finalidades O aterramento tem por finalidade a estabilização da tensão em relação à terra e proporcionar um caminho de retorno de baixa impedância para os correntes de falta para terra. NEUTRO Z≅0 14 #3M3. ABNT 14039 3.3.6.2 – Aterramento - Classificação Quanto à classificação do aterramento, temos três tipos: NEUTRO Z Neutro diretamente aterrado Aterrado através de impedâncias (resistor ou reator) Não aterrado 3.3.7 – Aterramento - Nomenclatura T N R 1 2 3 Situação das massas da instalação Situação da alimentação em relação à terra Situação de ligações eventuais com as massas da subestação A 14039 trás a nomenclatura para definir qual o tipo de aterramento está sendo abordado, que são: T – um ponto de alimentação (geralmente o neutro) diretamente aterrado. I – Isolação de todas partes vivas em relação à terra ou aterramento em um ponto através de uma impedância; 1 T – massas diretamente aterradas, independente do aterramento eventual dentro da alimentação; N – massas ligadas diretamente ao ponto de alimentação aterrado (em corrente alternada, o ponto aterrado é normalmente o neutro); 2 R – as massas da subestação estão ligadas simultaneamente ao aterramento do neutro da instalação e às massas da instalação; N – as massas da subestação estão ligadas diretamente ao aterramento do neutro da instalação, mas não estão ligadas às massas da instalação; S – as massas da subestação estão ligadas a um aterramento eletricamente separado daquele do neutro e daquele das massas da instalação. 3 15 #3M3. ABNT 14039 3.3.8 – Esquemas de Aterramento T – Alimentação aterrada. N – Massa da fonte interligada ao neutro e aterrada. R- Massas da instalação conectadas ao neutro e aterrada 3.3.8.1 – TNR T – Alimentação aterrada. T– Massa da alimentação diretamente ligada ao neutro e ao aterramento. N – Massa da instalação ligada a um aterramento independente do aterramento da fonte 3.3.8.2 – TTN 16 #3M3. ABNT 14039 3.3.8 – Esquemas de Aterramento T – Alimentação é conectada ao aterramento de forma independente T – As massas da alimentação são conectadas ao aterramento da fonte de forma independente. S – Massas das cargas são conectadas a um aterramento independente do aterramento da fonte 3.3.8.3 – TTS I – Alimentação aterrada por impedância ou isolada (sem aterramento) T – Massa da alimentação diretamente ligada ao aterramento. N – Massa da instalação ligada ao aterramento de forma independente 3.3.8.4 – ITN Z 17 #3M3. ABNT 14039 3.3.8 – Esquemas de Aterramento I – Alimentação aterrada por impedância de forma independente ou isolada. T – Massa da instalação independente- mente ligada ao aterramento. S – Massa da da instalação ligada a um aterramento independente do aterramento da fonte. 3.3.8.5 – ITS 3.3.8.6 – ITR Z Z I – Alimentação aterrada por impedância ou isolada. T – Massa da subestação diretamente ligada ao ponto de aterramento da fonte. aterrado e à massa da instalação. R – Massa da instalação ligado ao mesmo aterramento da fonte