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História da arte e do design

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História da
arte e do 
design
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LS
KLS
Ariadne Castilho Catanzaro
História da arte e do 
design
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) 
 Catanzaro, Ariadne Castilho 
 
 ISBN 978-85-8482-532-5
 1. Arte - História. 2. História do design. I. Título.
 CDD 700.9 
Catanzaro. – Londrina: Editora e Distribuidora 
Educacional S.A., 2017.
 268 p.
C357h História da arte e do design / Ariadne Castilho 
© 2017 por Editora e Distribuidora Educacional S.A.
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou transmitida de qualquer 
modo ou por qualquer outro meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo 
de sistema de armazenamento e transmissão de informação, sem prévia autorização, por escrito, da Editora e 
Distribuidora Educacional S.A.
Presidente
Rodrigo Galindo
Vice-Presidente Acadêmico de Graduação
Mário Ghio Júnior
Conselho Acadêmico 
Alberto S. Santana
Ana Lucia Jankovic Barduchi
Camila Cardoso Rotella
Cristiane Lisandra Danna
Danielly Nunes Andrade Noé
Emanuel Santana
Grasiele Aparecida Lourenço
Lidiane Cristina Vivaldini Olo
Paulo Heraldo Costa do Valle
Thatiane Cristina dos Santos de Carvalho Ribeiro
Revisão Técnica
Reinaldo Barros Cicone
Editoração
Adilson Braga Fontes
André Augusto de Andrade Ramos
Cristiane Lisandra Danna
Diogo Ribeiro Garcia
Emanuel Santana
Erick Silva Griep
Lidiane Cristina Vivaldini Olo
2017
Editora e Distribuidora Educacional S.A.
Avenida Paris, 675 – Parque Residencial João Piza
CEP: 86041-100 — Londrina — PR
e-mail: editora.educacional@kroton.com.br
Homepage: http://www.kroton.com.br/
Sumário
Unidade 1 | Conceitos de arte e design
Seção 1.1 - Arte: conceito e história 
Seção 1.2 - Natureza, atribuições e aplicações do design 
Seção 1.3 - Compreendendo o estudo do design e o mercado de 
trabalho
Seção 1.4 - Introdução à evolução histórica do design: aspectos sociais
Unidade 2 | História da arte da Pré-História, Antiguidade e Idade Média
Seção 2.1 - A arte e suas origens 
Seção 2.2 - Estética na antiguidade: arte mesopotâmica, arte egípcia 
Seção 2.3 - Estética na antiguidade: arte grega, arte romana
Seção 2.4 - Idade Média: arte românica, arte gótica
63
65
77
93
111
Unidade 3 | História da arte: da Idade Moderna ao início da 
Contemporânea
Seção 3.1 - O século XV e o Renascimento 
Seção 3.2 - O século XVII e a arte barroca 
Seção 3.3 - A arte no século XIX
Seção 3.4 - Transição entre os séculos XIX e XX
133
135
151
167
181
Unidade 4 | A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
Seção 4.1 - Arte e estética no mundo moderno 
Seção 4.2 - O vanguardismo europeu e a Bauhaus 
Seção 4.3 - Desafios do design no mundo pós-moderno
Seção 4.4 - Arte, estética e novos paradigmas
203
205
223
235
247
7
9
21
35
49
Palavras do autor
Caro aluno, seja bem-vindo. Este material foi elaborado com o intuito de 
abordar importantes fatos da história da arte e do design, a partir de sua origem, 
sua definição e sua natureza. No mercado de trabalho, quem conhece a história, 
está sempre um passo à frente. Neste material apresentaremos as características 
de diferentes momentos históricos, dando início a uma reflexão sobre o papel do 
designer na sociedade contemporânea. 
O conteúdo deste material lhe ajudará a atender às necessidades sociais e de 
mercado, colocando-o consciente de questões culturais e históricas, que farão 
diferença em seu contínuo processo de atualização, aperfeiçoamento e evolução 
profissional. O autoestudo é indispensável para que você conheça diferentes 
campos do design e para que encontre suas potencialidades e suas identificações. 
O conteúdo elaborado tem o objetivo de desenvolver em você um perfil reflexivo, 
criativo e técnico, com habilidade para observar problemas e soluções projetuais 
através de conhecimento histórico da arte e do design. Desta forma você estará 
mais preparado para atuar como um profissional mais crítico, consciente de seus 
valores éticos dentro da sua atuação profissional. Conheça melhor este livro: 
na Unidade 1, estudaremos o conceito e a função da Arte e compreenderemos 
o papel social do artista, além de entrar em contato com as considerações 
básicas para o Design: principais definições e exposições da origem do design, 
suas aplicações, seus aspectos evolucionistas, áreas de atuação, atribuições e 
aplicações do design. Na Unidade 2 vamos conhecer a arte pré-histórica, arte na 
Antiguidade e arte medieval. A Unidade 3 deste material lhe apresentará a história 
da arte da Idade Moderna ao início da Contemporânea, trazendo temas como 
Renascimento, arte barroca, Impressionismo e Pós-Impressionismo. Ainda nesta 
unidade, acompanharemos a transição entre o século XIX e o século XX, ou seja, 
as mudanças na arte e no design e o advento da produção em massa: o papel do 
design neste contexto – Arts e Crafts e Art Nouveau. A história da arte e do design 
no século XX será contemplada na Unidade 4, a partir do estudo dos principais 
movimentos artísticos da primeira metade do século XX e as consequências 
do novo tempo: design na era da informação e na revolução dos meios de 
comunicação; design e globalização e as novas formas do fazer artístico – Arte 
Conceitual e Instalação.
Prezado aluno, você está convidado a percorrer um caminho de descobertas e 
reflexões. Seja bem-vindo a este universo introdutório do design. O que o espera é 
um futuro profissional promissor. Boa caminhada e conte conosco!
Unidade 1
Conceitos de arte e design
Caro aluno, conhecer a história do design e seus elementos introdutórios 
é importante para desenvolvermos a reflexão acerca do design no mercado 
de trabalho e em nossa sociedade. Esta unidade curricular, composta por 4 
seções, irá abordar o universo da história da arte e das definições de design. 
Iniciaremos este trajeto a partir da Seção 1.1, na qual serão contemplados 
os conceitos de arte e estética, o que se estuda em história da arte, como 
a história da arte se divide, a função da arte e o papel social do artista. Na 
Seção 1.2 conheceremos a natureza do design, ou seja, o que é design 
e quais são as nomenclaturas das ramificações desta área profissional, 
por exemplo: design de produto; design gráfico; design visual; design de 
interação; design de moda; design de ambientes e design de interiores e 
suas atribuições e aplicações no mercado de trabalho. Iremos compreender 
o papel do designer, assim como as características das atribuições projetuais. 
Estudaremos, ainda, na Seção 1.3, a multidisciplinaridade relacionada ao 
design, as áreas de atuação, atribuições e aplicações do design. Na Seção 
1.4 apresentaremos uma introdução à evolução histórica do design e aos 
aspectos sociais: a industrialização e a organização industrial. Estudaremos 
como acontece a expansão do design neste contexto.
O principal objetivo desta unidade de ensino é capacitá-lo para 
compreender a importância da arte em um contexto social, proporcionando 
familiaridade com a relação da arte com os principais acontecimentos 
históricos, além da compreensão do mercado de trabalho do profissional 
de design, desenvolvendo um olhar crítico e reflexivo a respeito da profissão. 
Iremos desenvolver o conhecimento das definições e das evoluções de 
arte e design, além das características gerais dos movimentos artísticos na 
história e as abrangências do design.
Convite ao estudo
U1
8 Conceitos de arte e design
Para isso conheceremos a sua primeira Situação Geradora de 
Aprendizagem:
Vamos fazer uma viagem à Inglaterra? O objetivo da nossa viagem é 
conhecer o Geffrye Museum, um museu que conta a história da decoração 
de escritórios e de casas no Reino Unido desde a era vitoriana (meados 
do século XIX, período do reinado da rainha Vitória, de 1837 a 1901) até os 
dias atuais. Você irá acompanhar um grupo de designers brasileiros que 
pretendem se especializarem design de interiores. Preparado? Então vamos 
em frente que a viagem é longa. 
Inicie seu trajeto a partir das seguintes reflexões: o que é arte? Qual é a 
relação que a arte tem com o design? Por que é essencial que um profissional 
de design conheça a história da arte?
U1
9Conceitos de arte e design
Seção 1.1
Arte: conceito e história
Prezado aluno, você sabia que a Inglaterra foi o primeiro país a se industrializar? E 
que a Revolução Industrial teve um papel fundamental para a profissão do designer?Por 
este motivo, um grupo de designers brasileiros irá ampliar suas pesquisas em uma 
viagem ao Velho Mundo, e o destino principal é o Geffrye Museum, para um grande 
estudo sobre o processo estético evolutivo do mobiliário e objetos de decoração, 
através de uma viagem cronológica pela forma que os britânicos elaboraram o interior 
de suas casas e seus escritórios. 
Você está incluído neste grupo de designers e, a partir deste tour, irá estender seu 
conhecimento e se desenvolver ainda mais profissionalmente. 
O primeiro fator a se compreender é a relação que a história da arte tem com 
a história do design. A partir do entendimento dos conceitos de arte e estética, o 
profissional de design estará mais preparado para o mercado de trabalho, contando 
com um grande repertório de fontes e referências. 
Os objetivos de aprendizagem desta seção são:
- A compreensão da importância da arte em um contexto social;
- Proporcionar familiaridade com análises sobre a relação da arte com os principais 
acontecimentos e transformações sociais desde a pré-história;
- Motivar a realização de pesquisas sobre movimentos artísticos ao longo da história 
das civilizações;
- Compreensão artística, crítica e comparada, tendo em vista as suas futuras 
produções artísticas e seus trabalhos de pesquisa.
Para isso, na primeira seção do seu Livro Didático, você terá acesso a uma 
reflexão sobre o conceito e o papel da arte e a relação que ela tem com as principais 
transformações socioculturais.
Diálogo aberto 
U1
10 Conceitos de arte e design
Vamos nos preparar para nossa viagem a partir das seguintes questões: 
O que é arte e quais são suas principais manifestações?
O que é estética? É possível compreender a arte como forma de expressão da 
realidade e, por isso, como forma de compreender o passado? Dentro deste contexto, 
qual é o papel do artista?
Ao ler o conteúdo desta seção você encontrará o trajeto que o levará às respostas 
destas perguntas, entre outras reflexões, para as quais será convidado durante a leitura. 
Bom trabalho!
Você já parou para pensar o que é arte?
Vamos refletir juntos: o que você considera arte? Podemos usar como exemplos 
uma série de manifestações artísticas, como: pintura, escultura, desenho, música, 
dança, teatro, cinema, instalações, grafite, entre outros.
Observe as obras abaixo. O que você consegue encontrar em comum 
entre elas?
1.
2.
Figura 1.1 –Vênus de Brassempouy. 
Pequena cabeça de mulher 
em marfim trabalhado com 
instrumento de pedra lascada, 
alturade3cm, proveniente de 
Brassempouy, Landes;Museu 
das Antiguidades Nacionais, Saint 
Germain-em-Laye.
Fonte:<https://upload.wikimedia.org/
wikipedia/commons/7/72/Venus_of_
Brassempouy.png>. Acesso em: 3 out. 2015. 
Não pode faltar
Exemplificando
Figura 1.2 – Salvador Dalí, A 
persistência da memória, 1931. 
Óleo sobre tela. 24cm x 33cm. 
MOMA, Nova York. 
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/
wikipedia/en/d/dd/The_Persistence_of_
Memory.jpg >.Acesso em 6 ago. 2016
U1
11Conceitos de arte e design
Figura 1.4 – Keith Haring, Untitled (Dance), 
1987.
Fonte: <http://www.artwallpaper.eu/Keith-Haring/01/
Keith-Haring-Wallpaper-16801050.jpg>. Acesso em: 
6 ago. 2016.
Figura 1.3 – Arte performática de Chris 
Burden.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/
en/0/0e/Chris-Burden%2C-Through-the-Night-Softly.
jpg>. Acesso em 6 ago. 2016
Você sabe o que é estética? É uma área da filosofia que estuda o belo, 
ou seja, tudo o que desperta emoção estética através da contemplação, 
e o sentimento que ele suscita nos homens. É uma palavra que tem 
sua origem no grego: aesthesis, que significa “conhecimento sensorial; 
sensibilidade”.
Vamos passear pela história. 
A arte registra os testemunhos 
visuais de povos que viveram há 
muitos e muitos anos na Terra. 
Os primeiros registros artísticos 
são objetos utilitários, desenhos 
e pinturas em cavernas, 
construções e pequenas 
estatuetas.
Fonte: <https://goo.gl/FhAbaX>. Acesso em: 6 ago. 2016. 
Figura 1.5 | Vênus de Willendorf, 25.000 
a.C. Escultura; Museu de História Natural, 
Viena
Assimile
Como você pode perceber, todas estas obras são manifestações artísticas 
referentes a diversos períodos da história. Temos aqui exemplos que 
variam de arte realizada na antiguidade, como a Vênus de Brassempouy, 
datada entre 16.000 a.C. e 10.000 a.C. até a arte do importante grafiteiro 
americano Keith Haring (1958-1990), cujas obras refletem uma cultura 
nova-iorquina da década de 1990. Estas manifestações artísticas estão 
diretamente ligadas às transformações pelas quais cada período histórico 
passou, ou seja, estudar a história da arte é também estudar a história 
do mundo, já que a arte é um reflexo, ou uma forma de expressar os 
acontecimentos sociais e as consequências culturais das mudanças que 
a sociedade enfrenta.
U1
12 Conceitos de arte e design
Através destes registros, é possível compreender como viveram povos antigos, 
já que a arte traduz sinais, formas e cores que correspondem a pensamentos e 
acontecimentos de determinadas épocas. 
Para estudar a história da arte é importante que investiguemos etapas da história, 
fatos marcantes e os principais momentos de transformações.
Esta linha do tempo mostra as principais divisões da história e a ocorrência 
das manifestações artísticas ao longo do tempo.
PRÉ-HISTÓRIA
• De 35.000 a.C. 
ao surgimento da 
escrita
• Arte pré-
histórica: arte 
rupestre
HISTÓRIA 
MEDIEVAL
• De 476 d.C. até 
1453, queda do 
Império Romano 
do Oriente 
• Arte românica, 
arte gótica
HISTÓRIA ANTIGA
• 4.000 a.C., surgimento da 
escrita, até ano 476 d.C., 
queda do Império Romano 
do Ocidente (Roma) 
• Arte mesopotâmica; 
egípcia, grega e romana
HISTÓRIA MODERNA
• De 1453 até a Revolução 
Francesa, em 1789
• Renascimento
• Maneirismo
• Arte Barroca
• Rococó
HISTÓRIA 
CONTEMPORÂNEA
• Romantismo
• Neoclassicismo
• Impressionismo
• Invenção da fotografia
• Pós-Impressionistas
• Fauvismo
• Expressionismo
• Cubismo
• Dadaísmo
• Surrealismo
• Expressionismo Abstrat
Fonte: elaborada pela autora.
Reflita
Assimile
“Anos, séculos, milênios: dentro do período 
denominado Mundo Antigo, o ano 0 corresponde 
ao divisor de águas entre o mundo pagão e o mundo 
cristão; os anos precedentes ao nascimento de Jesus 
são indicados por um número acompanhado da sigla 
a.C., ao passo que aqueles sucessivos são indicados 
simplesmente pelo número. Os anos de 0 a 99 estão 
compreendidos no século I; os de 100 a 199, no 
século II; e assim por diante.” (PRETTE, 2008, p. 114)
U1
13Conceitos de arte e design
Iniciaremos nossos estudos nos mais antigos registros que os arqueólogos 
trouxeram para o nosso conhecimento: imagens de desenhos em cavernas ou 
objetos de necessidade básica do homem pré-histórico. Imagina-se que estes registros 
expressam crenças comuns ou que possuam uma espécie de significado mágico. 
Os egípcios acreditavam na vida após a morte e por isso erguiam imensos túmulos e 
templos funerários, que representam os monumentos mais expressivos e importantes 
da arte egípcia (FARTHING, 2011, p. 8).
Fonte: <https://goo.gl/grh9pk>. Acesso em: 6 ago. 2016.
Figura 1.6 | As pirâmides Miquerinos (c. 2575 a.C.), Quéfren (c. 2600 a.C.), Quéops (c. 2650 
a.C.), Gizé
Os gregos contemplam o racionalismo, a beleza, o homem e a democracia. Seus 
templos são simétricos, com imensas colunas. Na arte de cerâmica, os vasos gregos 
são famosos por causa do equilíbrio e da harmonia entre cores e ornamentos.U1
14 Conceitos de arte e design
Fonte: <https://goo.gl/14Zlnr>. Acesso em: 6 ago. 2016
Figura 1.7 | Zeus de Artemísio, atribuído ao escultor Cálamis, segundo quartel do século V 
a.C., bronze, altura: 2,09 m; Museu Arqueológico Nacional, Atenas
No século VI d.C., a arte passa por um longo período servindo à religião. A arte 
bizantina dava aos artistas um papel de executor, ou seja, um “funcionário” capaz de 
confeccionar mosaicos que, além de ornamentar paredes, tinham o principal objetivo 
de instruir os fiéis, recontando mitos religiosos. A atenção da arte também estava focada 
na arquitetura de igrejas, com a construção de espaços grandes e muito decorados. 
A Idade Média tem início no ano de 476, com o fim do Império Romano, e a 
arte desta época valoriza a religião cristã em todos os aspectos da vida medieval. É o 
surgimento da arte românica. Poucas pessoas sabiam ler e a Igreja Católica utilizou 
pinturas e esculturas para relatar histórias da Bíblia e disseminar os princípios religiosos.
Fonte: <https://goo.gl/kydbDf>. Acesso em: 6 ago. 2016. 
Figura 1.8 | Sacra di San Michele, mosteiro românico nas proximidades de Turim
U1
15Conceitos de arte e design
Ainda na Idade Média, a arte gótica apresenta mudanças que conduzem a uma 
renovação, sobretudo na arquitetura de grandes edifícios que expressam grandiosidade, 
voltados sempre a um Deus superior. Na prática percebemos que toda a estética desta 
época projeta-se na direção do céu.
Entre 1300 e 1650 deu-se o período do Renascimento, ou Renascença, com 
muitos progressos na arte, na literatura e na ciência, com a valorização do homem e 
da natureza, e não mais do divino e sobrenatural. Você certamente conhece algumas 
obras renascentistas, como O nascimento de Vênus, de Botticelli, o teto da Capela 
Sistina, do artista Michelangelo, ou a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, dona do sorriso 
mais enigmático da história da arte (GOMBRICH, 2008, p. 307).
Fonte: <https://goo.gl/GQOaS3>. Acesso em: 6 ago. 2016
Figura 1.9 | O nascimento de Vênus (c. 1485), Sandro Botticelli; Florença
No século XVII, originou-se na Itália a arte barroca, quando predominam as 
emoções, pois trata-se de um período de conflitos religiosos, e o Barroco representa o 
objetivo da Igreja Católica de impressionar o observador através de efeitos decorativos, 
ornamentos exagerados, incríveis contrastes e efeitos de luz e sombra. 
Nos séculos XVII e XIX, a arte voltou-se mais para a corte, com os artistas 
debruçando-se em retratos das famílias reais para mostrar suas glórias e notoriedade. 
Com o crescimento da sociedade burguesa, as obras de arte passaram a representar 
status e, assim, os ricos comerciantes encomendavam retratos aos artistas em voga 
como forma de ostentar sua riqueza e seu prestígio. 
FARTHING, Stephen. Tudo sobre arte. Rio de Janeiro: Sextante, 2011. 
Este livro é um guia dos movimentos mais importantes de todos os 
tempos, pois abrange todos os gêneros artísticos, da pintura e esculturas 
tradicionais à arte contemporânea.
Pesquise mais
U1
16 Conceitos de arte e design
Com a chegada do século XIX e as principais mudanças sociais e transformações 
tecnológicas, os pintores passaram a ter acesso a novos tipos de tintas, que possibilitavam 
o trabalho ao ar livre e não somente em estúdios. Novas cores e tonalidades também 
surgiram e os estilos artísticos expandiram e se diversificaram. Com a ascensão do 
imperialismo, os artistas passaram a viajar mais, o que trouxe elementos e paisagens 
exóticas às telas.
O século XX chega com um turbilhão de transformações e a arte atinge o auge do 
experimentalismo. As grandes guerras também influenciaram os caminhos da arte, e 
alguns artistas criaram manifestações que questionavam o seu sentido e o significado. 
O Dadaísmo teve seu momento de maior atividade em Paris entre 1919 e 1922, durante 
e após a Primeira Guerra Mundial, à medida que jovens artistas se agrupavam com 
o objetivo de expressar seu desprezo pelo conflito. Para eles, os horrores da guerra 
atestavam a hipocrisia de todos os valores estabelecidos. 
O “mito” do artista foi problematizado por Andy Warhol, que provocou a sociedade 
ao exaltar o objeto cotidiano, como, por exemplo, uma lata de sopa de tomate 
(PRETTE, 2008, p. 349).
Como você pode perceber, a relação do homem com a arte é antiga e ela faz parte 
do processo histórico. O artista teve desde o princípio um papel social importante, 
por vezes, de transformador, e outras, de narrador da história. Não há apenas uma 
definição para arte, assim como não há um único sentido para ela. A arte está ligada 
ao “fazer”, “expressar-se”, “manifestar-se”. A arte sensibiliza, modifica o olhar, a escuta, 
as reflexões. A arte questiona, embeleza, também choca e abala. Não há apenas um 
caminho a ser percorrido para estudar e fazer arte, porém é um trajeto encantador.
Agora é a sua vez de refletir sobre o que você considera arte. Ao ler o 
conteúdo desta seção, o que você pode afirmar acerca do conceito de 
arte? 
Nossas malas já estão prontas e estamos ansiosos pela visita ao Geffrye Museum.
Vamos à resolução das reflexões propostas no início desta seção. 
Este material abordou conceitos de arte e estética, nos trazendo um pouco dos 
importantes movimentos artísticos que tiveram grande importância no processo 
civilizatório. A história da arte conta também a história geral, apontando acontecimentos 
significantes e apresentando grandes mudanças sociopolíticas que influenciaram a 
Faça você mesmo
Sem medo de errar
U1
17Conceitos de arte e design
arte e a estética, consequentemente o design, de cada época. Alguns exemplos foram 
expostos, como as pequenas estatuetas femininas da antiguidade, as pirâmides do 
Egito, as esculturas perfeitas da civilização grega, as incríveis catedrais medievais, o 
progresso artístico do Renascimento, até chegarmos às ruas de Nova York, nos grafites 
do século XX. De diferentes maneiras, a arte sempre se manifesta, demonstrando os 
elementos, valores e protestos de cada época. 
Então, a que conclusão chegamos sobre o que é arte e quais são suas principais 
manifestações? O que é estética? É possível compreender a arte como forma de 
expressão da realidade e, por isso, como forma de compreender o passado? Dentro 
deste contexto, qual é o papel do artista?
A arte faz parte da evolução histórica. O artista sempre teve uma representação 
importante, por vezes transformadora e em outras cumprindo o papel de narrador 
da história. A arte não tem apenas uma definição e nem um único sentido. A arte é 
o ato de “fazer”, “expressar-se”, “manifestar-se”. Manifestações como dança, teatro, 
pintura, performances, escultura, fotografia, desenho e grafite podem ser consideradas 
arte, entre outras mais recentes, como web art, bodyart, instalações, videoarte, 
videoinstalação, soundart, etc. 
O artista acaba por exercer também um papel importante de historiador, 
fornecendo informações essenciais a respeito do contexto histórico de sua época.
A arte registra os testemunhos visuais de povos que viveram há muitos e 
muitos anos na Terra. Os primeiros registros artísticos são objetos utilitários, 
desenhos e pinturas em cavernas, construções e pequenas estatuetas.
Através desses registros é possível compreender como viveram povos 
antigos, já que a arte traduz sinais, formas e cores que correspondem a 
pensamentos e acontecimentos de determinadas épocas. 
Para estudar a História da Arte é importante que investiguemos etapas da 
história, fatos marcantes e os principais momentos de transformações.
Arte e design no Brasil
Descrição da situação-problema 
Você foi convidado a fazer parte de uma equipe de designers que irá realizar 
uma série de visitas técnicas a galerias, museus, ateliês e escritórios de design em 
diferentes estados do Brasil. A partir dessas visitas, você e sua equipe farão relatórios 
Atenção
Avançando na prática 
U1
18 Conceitos de arte e design
com informações precisas sobre o que pode ser encontrado e contemplado nesseslocais. Os relatórios serão publicados em um livro intitulado Arte e design no Brasil, 
dirigido a estudantes e profissionais da área.
A sua primeira visita será na cidade de São Paulo ao Museu da Casa Brasileira, uma 
instituição que se dedica às questões da morada brasileira com um olhar voltado à 
arquitetura e ao design de interiores. 
Vocês terão uma reunião para organizar esta primeira visita. Sua responsabilidade 
foi esboçar perguntas a serem feitas ao setor de curadoria do Museu a respeito da 
importância do estudo da história da arte para profissionais de design de interiores e 
arquitetos. Para começar, convide os curadores do Museu a falarem a respeito dos 
conceitos de arte e estética.
A relação do homem com a arte é antiga e ela faz parte do processo 
histórico. O artista teve desde o princípio um papel social importante, por 
vezes, de transformador, e em outras, de narrador da história. Não há 
apenas uma definição para arte, assim como não há um único sentido 
para ela. A arte está ligada ao “fazer”, “expressar-se”, “manifestar-se”.
Resolução da situação-problema 
Possíveis temas que podem estar presentes nas perguntas:
- Arte como manifestações artísticas: 
Podemos considerar arte como uma série de diferentes manifestações artísticas: 
pintura, escultura, desenho, música, dança, teatro, cinema, instalações, grafite, entre 
outros. Essas manifestações estão diretamente ligadas às transformações pelas quais cada 
período histórico passou, ou seja, estudar a história da arte é também estudar a história 
do mundo, já que a arte é um reflexo, ou uma forma de expressar os acontecimentos 
sociais e as consequências culturais das mudanças que a sociedade enfrenta.
- Estética:
Existe uma área de estudo da filosofia, cujo objeto de pesquisa é o belo. Este 
estudo consiste em observar tudo o que desperta emoção através da contemplação, 
ou seja, o sentimento que o belo, ou a beleza, suscita nos homens. Esta área filosófica 
está voltada para a reflexão a respeito de beleza sensível e do fenômeno artístico. 
Além disso, este estudo também se refere à filosofia da arte ou, ainda, ao estudo do 
que é belo nas manifestações artísticas e naturais. Sua origem vem da língua grega 
e está relacionada a uma palavra que indica a teoria do conhecimento sensível, da 
sensibilidade. Leia o trecho a seguir:
Lembre-se
U1
19Conceitos de arte e design
Para o desenvolvimento de uma autonomia em seus estudos, sugerimos 
que pesquise mais a respeito dos principais pontos desta seção: O que 
é arte? Oque é estética? Para ampliar seu conhecimento, sugerimos o 
seguinte artigo: 
LEÃO, Heloisa Helena da Fonseca C. A arte, o homem e o habitar como 
um construir o mundo. Cognitivo-Estudos: revista Eletrônica de Filosofia 
da PUC, São Paulo, v. 2. n. 2, jul./dez. 2005. Disponível em:<http://www.
pucsp.br/pragmatismo/dowloads/22cog_est_v2n2_t09_leao_heloisa_
helena.pdf>. Acesso em: 2 ago. 2016.
1. No século XXI a arte vai se tornando cada vez mais popular. Museus 
e galerias recebem um grande número de visitantes, não em exposição 
dos grandes mestres, mas também de artistas contemporâneos com 
obras polêmicas. A contemplação cada vez maior da arte está levando 
multidões com frequência a instalações incríveis, formando longas filas e 
horas de espera, pelo prazer da degustação da arte.
O que é arte?
a) Não há apenas uma definição para arte. Está ligada a “fazer”, 
“expressar-se”, “manifestar-se”, sensibilizar, modificar o olhar, a escuta 
e as reflexões.
b) É somente o que é realizado por um artista sem o intuito de comércio, 
através de manifestações culturais.
Faça você mesmo
Faça valer a pena
"Ao longo dos tempos, a filosofia sempre se interrogou a respeito 
da essência do belo, o tópico central deste estudo. Segundo 
Platão, o belo se identifica com o bom, e toda a beleza idealista 
tem como origem essa noção platônica. No caso de Aristóteles, 
esta beleza tem como base dois princípios realistas: a teoria 
da imitação e a catarse. Na contemporaneidade, é importante 
destacar duas tendências: a ontológica-metafísica, que muda 
radicalmente a categoria do belo, e a substitui pela vertente do 
verdadeiro ou do verídico; e a tendência histórico-sociológica, 
que contempla a obra de arte como um documento e como 
uma manifestação do trabalho do homem, analisada no seu 
próprio âmbito sócio-histórico". (Adaptado de: <http://www.
significados.com.br>. Acesso em: 6 ago. 2016)
U1
20 Conceitos de arte e design
c) São eventos culturais que reúnem várias manifestações artísticas 
como dança, teatro, pintura e música.
d) É a possibilidade de executar um projeto artístico e ser reconhecido 
como artista.
e) É uma área de estudo da filosofia que estuda o belo e a emoção que 
este causa no homem que o contempla.
2. “A partir do simbolismo, passando pelo dada e pelo surrealismo, até 
chegar à arte conceitual, os artistas declaram que a verdadeira função 
da arte não era retratar a realidade, mas representar os mundos internos 
da emoção, dos estados de espírito e da sensibilidade.” (DEMPSEY, 
2003, [s.p.]). Quais das seguintes manifestações são consideradas 
manifestações artísticas?
a) Ciência, entretenimento e estudo de idiomas.
b) Dança, literatura e ciência.
c) Teatro, matemática, esportes e pintura.
d) Dança, teatro, pintura, desenho e grafite.
e) Ciência, esporte e matemática.
3. Veja este trecho do seu Livro Didático: "Com a chegada do século XIX e 
as principais mudanças sociais e transformações tecnológicas, os pintores 
passaram a ter acesso a novos tipos de tintas, que possibilitavam o trabalho 
ao ar livre, e não somente em estúdios. Novas cores e tonalidades também 
surgiram, e os estilos artísticos expandiram e se diversificaram. Com a 
ascensão do imperialismo, os artistas passaram a viajar mais, o que trouxe 
elementos e paisagens exóticas às telas".
Qual é a relação entre a arte e as transformações socioculturais e 
políticas?
a) Nenhuma. A arte não possui responsabilidade relacionada à política, 
sociedade ou religião.
b) A arte teve apenas relação com estas transformações na Idade 
Média, em que estava ligada diretamente à igreja.
c) A arte copia a vida e as transformações sociais.
d) A arte é um reflexo, ou uma forma de expressar os acontecimentos 
sociais e as consequências culturais das mudanças que a sociedade 
enfrenta. 
e) Apenas na pré-história esta relação era possível, porém parou de 
existir depois que o homem inventou a escrita.
U1
21Conceitos de arte e design
Seção 1.2
Natureza, atribuições e aplicações do design
Nesta seção você vai conhecer a natureza do design e as diferentes aplicações 
no mercado de trabalho. Através do conhecimento adquirido nesta seção, você irá 
realizar sua primeira tarefa em sua viagem à Inglaterra.
Cada um dos designers de sua equipe ficou responsável pelo relatório de uma 
ramificação específica do design. Você ficou responsável por design de interiores. 
Com base em sua visita ao Geffrye Museum, você deverá criar uma apresentação 
sobre a importância do estudo da história do design para a profissão do designer de 
interiores. Você deverá pensar a respeito desta profissão e nos elementos que esta 
viagem agregará aos seus estudos e à sua formação. Vamos às questões de reflexão:
O que um designer de interiores faz e o que este profissional precisa estudar?
Em que consiste esta profissão e qual seu papel?
Analise a importância de um projeto e com quais profissionais ele estará sempre 
em contato. 
Qual é a diferença entre um designer de interiores e um designer de ambientes?
Fonte: <https://goo.gl/svzMUH>. Acesso em: 25 maio 2016.
Figura 1.10 | Geffrye Museum, Londres
Diálogo aberto 
U1
22 Conceitos de arte e design
Olhe à sua volta. Repare nos objetos que você utiliza em seu cotidiano. Desde a 
sua escova de dente até seu celular. Os móveis e os utensílios da cozinha. Cada um 
destes objetos foi planejado por um designer, profissional que tem a função de deixar 
as coisas mais funcionais, estilosas, chamativas,ergonômicas, modernas ou retrô.
Vamos juntos refletir a respeito da definição da palavra DESIGN. O termo 
vem do inglês, porém sua origem é do latim: designare, que significa: 
desenvolver, conceber. Com o progresso da industrialização é que este 
termo passou a ser utilizado com um sentido mais voltado a planejar, 
projetar, ordenar, configurar e estruturar. 
Trata-se portanto de uma atividade que gera projetos, no sentido 
objetivo de planos, esboços ou modelos. Diferentemente 
de outras atividades ditas projetuais como a arquitetura e a 
engenharia, o design costuma projetar determinados tipos de 
artefatos móveis. (CARDOSO, 2008, p. 20)
Muito bem. Agora, olhe novamente ao seu redor, reparando nos objetos do seu 
cotidiano. Pense então nas prateleiras dos supermercados. Vamos lembrar do setor 
de escovas de dente. O que faz uma escova ser mais interessante do que a outra? A 
maneira que ela foi desenhada, planejada, projetada e produzida. E o modelo do seu 
celular? Certamente foi planejado para ser moderno, bonito e funcional ao mesmo 
tempo. A capa do seu livro favorito? Já reparou nela? Veja as cores escolhidas. A 
tipografia (as letras) do título, a qualidade do papel. Quem pensou em tudo isso? O 
profissional do design, conhecido como designer. Design, então, é uma atividade que 
gera projetos que serão fabricados por outros profissionais, ou seja, pela indústria. 
Para exercer esta atividade, o designer precisa ser um profissional que, sintonizado à 
realidade, está consciente de questões sociais, culturais e ambientais. Entre os principais 
estudos do designer estão os seguintes pontos: estética, forma, cor, função, inovação 
e praticidade. Ele tem a habilidade de projetar esteticamente produtos ou peças 
gráficas com embasamento conceitual, com o objetivo de satisfazer as necessidades 
dos usuários dos produtos.
Designs – assim como os designers – têm uma enorme 
influência. De mobiliário a tecidos, de contendores a câmeras, 
Não pode faltar
Reflita
U1
23Conceitos de arte e design
de artigos de vidro a dispositivos, todos os objetos fabricados pelo 
homem foram projetados por alguém e afetam diretamente o usuário. 
Mas o que faz um design formidável? Será possível concordar em 
certos critérios? Muita gente tem opiniões firmes sobre a aparência 
que tem o bom design, como funciona e que materiais devem ser 
usados em sua fabricação. Existem tantas avaliações e conclusões 
quanto peças de design. (HODGE, 2015, p. 7)
Um designer deve estar sempre atualizado. Este profissional observa problemas e 
apresenta soluções projetuais embasadas nas demandas sociais. Para isso, o designer 
está constantemente em busca de novas possibilidades e novos recursos. Há muitas 
possibilidades de atuação profissional para o designer, como trabalhar com composição 
de imagens e de textos para a indústria gráfica e a indústria de comunicação visual, 
além de agências de publicidade e produtoras de conteúdo digital. O designer pode 
também optar por projetos de objetos e dos meios para produção destes objetos, 
através de uma extensa pesquisa de técnicas e materiais necessários, levando em 
consideração as possibilidades do mercado. Adiante estudaremos com mais detalhes 
o mercado de trabalho do designer, porém, agora é necessário que você entenda que 
este é um mercado amplo e em ascensão, com possibilidades de atuação na indústria, 
no comércio ou em prestações de serviços. 
O design é uma parte importante da sociedade porque ele 
delineia os modos como vivemos e trabalhamos. O nosso 
entendimento sobre se um projeto realmente funciona é 
afetado por muitos fatores tais como cultura, formação, 
entorno, percepções, idade, nacionalidade e raça, assim como 
nosso conhecimento dos elementos envolvidos na realização 
de uma peça de design esteticamente funcional. Algumas 
peças alcançam importância cultural ao longo do tempo, 
enquanto outras podem ser enfraquecidas por mudanças de 
cenário ou situações políticas. (HODGE, 2015, p. 8)
Há diversas ramificações do design. Vamos ver algumas características de cada 
uma delas:
Design de produto: também conhecido por design industrial ou projeto de produto, 
trabalha com a criação e produção de objetos específicos para bens de consumo. 
O design de produto teve seu início com a industrialização. Antes da Revolução 
Industrial, os produtos eram projetados e produzidos, um a um, por artesãos. Cada 
objeto era único, e muitas vezes personalizado, quando confeccionado para famílias 
U1
24 Conceitos de arte e design
ricas e importantes. Com a Revolução Industrial (final do século XVIII), a atividade 
do artesão foi substituída por máquinas, trazendo assim uma revolução estética às 
produções e confecções de produtos de bens de consumo. Estes passaram a ser mais 
baratos e produzidos em menos tempo, buscando assim atingir a população, que 
também crescia rapidamente. Com a produção em série, surge então o designer, que 
substitui o papel do artesão, pois temos a partir de então um contexto de sociedade 
de massa e, consequentemente, concorrência entre os produtos (lembra da prateleira 
de escovas de dente do supermercado?), que busca através do design diferenciado 
chamar a atenção do consumidor. O design de produto se refere diretamente ao 
advento da industrialização e da demanda da produção em série. Os produtos são 
planejados e projetados para serem produzidos em grande escala. Estamos falando 
de produtos para utilização humana, fabricados com diversos tipos de materiais, 
suportes tridimensionais (representação de objetos em perspectiva, ou seja, não é 
uma representação em superfície plana, como um produto gráfico, por exemplo) e 
ergonomia.
Figura 1.11 | Cafeteira Moka Express 
Fonte: <https://goo.gl/VEUi1c>. Acesso em: 6 
ago. 2016
Você sabe quando este estiloso modelo de 
cafeteira foi projetado e fabricado?
A Cafeteira Moka Express foi fabricada pelo 
engenheiro Alfonso Bialetti em 1930, a partir de um 
projeto do também engenheiro Luigi de Ponti. Até 
então o alumínio, material utilizado na cafeteira, 
tinha baixo custo e era raramente empregado para 
utensílios domésticos. A Cafeteira Moka Express 
teve a importante função de mudar o hábito das 
pessoas que, a partir daí, passaram a fazer café 
expresso em suas residências.
Figura 1.12 | iPhone 
Fonte: <https://goo.gl/afvff 8>. Acesso em: 2 
ago. 2016.
Você sabia que...
O primeiro iPhone foi lançado em 2007, como 
uma tecnologia completamente inovadora? 
Celular com tela gigante, sem teclado, estrutura 
metálica cromada e manuseio intuitivo. Assim a 
Apple introduzia a tecnologia touchscreen através 
de um projeto do designer chefe da empresa, 
Jonathan Ive.
Exemplificando
U1
25Conceitos de arte e design
Design gráfico: esta ramificação do design trabalha com a área de conhecimento 
relacionada com a estética de elementos textuais e não textuais que compõem peças 
gráficas destinadas à reprodução, com o objetivo comunicativo, sempre baseadas em 
um conceito. 
O design gráfico projeta cartazes, páginas de revistas, capas de livros, capas de 
CDs, folhetos, ou seja, peças gráficas que têm como principal suporte o papel e, como 
processo de produção, a impressão. 
Esta prática profissional é na verdade um conjunto de elementos visuais, ordenados 
esteticamente para comunicar uma ideia. Nessas peças, todos os elementos têm 
a mesma importância, por exemplo, a tipografia (caracteres tipográficos, ou seja, 
a estética das letras) é tão significativa quanto as imagens, sejam elas desenhos ou 
fotografias.
Figura 1.14 | Capa da revista Época 
Fonte: <http://goo.gl/jtcTLm>. Acesso em: 2
ago. 2016.
Quais prioridades um designer gráfico deve ter?
No caso desta capa de revista, o designer optou 
por uma estética focada em tipografia a fim de 
chamar a atenção para a matéria principal da 
edição. A tipografia diz respeito à forma, ao uso 
e à composição das letras. Estas transmitem 
pensamentos, alertas e esperanças em mensagens 
escritas. Nesta capa há opções de diferentes 
tipografiasnas mensagens, que certamente 
atraemainda mais a atenção do leitor. 
Fonte: elaborada pela autora.
Figura 1.13 | Design gráfico 
O design gráfico ordena elementos visuais com o fim de informar algo, vender 
um produto ou uma ideia, enfim, como já citado, o design gráfico sempre terá 
como finalidade a reprodução de peças gráficas para a comunicação, em suporte 
bidimensional (superfície plana) (VILLAS-BOAS, 2007, p. 31).
Vamos dar uma olhada nas seguintes peças gráficas:
DESIGN GRÁFICO
FOTOGRAFIA GRAFISMOS
ILUSTRAÇÃO
CRIAÇÃO
DIAGRAMAÇÃO
COMBINAÇÃO DE ELEMENTOS
VISUAIS NUMA PERSPECTIVA
PROJETUAL COM FINS EXPRESSIVOS
PARA REPRODUÇÃO
ORDENAÇÃO TIPOGRÁFICA
Exemplificando
U1
26 Conceitos de arte e design
Figura 1.15 | Campanha publicitária 
Benetton 
Fonte: <http://goo.gl/2sRYxS>. 
Acesso em: 26 out. 2016.
A marca de roupa Benetton tornou-se famosa, 
principalmente nos anos de 1990, pela publicidade 
irreverente. A companhia optou por uma estratégia 
de comunicação na qual grandes polêmicas 
como o racismo, a discriminação sexual ou a 
violência doméstica, e não as roupas, assumem 
o papel principal. As imagens inspiravam refl exões 
sobre importantes temas sociais.
O design gráfico é uma subárea da programação visual, que por sua vez é uma 
habilidade tradicional do desenho industrial. Vejamos algumas segmentações da 
programação visual:
• Design de identidade: logotipo, marca, cartões de visita, rótulos de embalagens, 
letreiros, símbolos etc.
• Design editorial: projetos gráficos para publicações como catálogos, livros, 
revistas, jornais.
• Design de sinalização (corporativa): sistemas sinalizadores internos de empresas.
• Design promocional: peças promocionais como folhetos, cartazes, informativos 
e fôlderes.
• Design hipermídia: vinhetas e menus animados.
VILLAS-BOAS, André. O que é (e o que nunca foi) design gráfico. Rio de 
Janeiro: 2AB, 2007.
Design de moda: cria vestuário e acessórios. Além de desenhar roupas, bolsas, 
sapatos e joias, o designer de moda está sempre pesquisando tendências e estilos, 
ao mesmo tempo analisando o comportamento e os hábitos de seus consumidores 
para, desta forma, desenvolver coleções adequadas a este comportamento. Trabalha 
também com desenhos de estampas. O designer de moda também pode prestar 
assessoria de moda para celebridades da indústria cultural, socialites ou políticos 
(atuado como personal stylist), além de poder definir a disposição de produtos de 
vitrines de grandes lojas e desenvolver novos tecidos (design têxtil). Há ainda mercado 
de trabalho para produção de desfiles ou editorais de moda. 
Entre as habilidades que este profissional deve desenvolver estão desenho técnico 
de moda, percepção visual, modelagem, estilização, confecção, fotografia, técnicas 
ilustrativas e produção, além de conhecimento sobre história da arte, do design e da 
moda, comunicação visual, harmonia de cores, criação de modelos com aplicação 
de harmonias e materiais de processos têxteis como texturas de tecidos e estampas. 
Pesquise mais
U1
27Conceitos de arte e design
AZEVEDO, Wilton. O que é design. São Paulo: Brasiliense, 2006. (Coleção 
Primeiros Passos).
Design de interiores: consiste em utilizar técnicas visuais para a composição e 
decoração de espaços internos, que podem ser escritórios, cômodos de casas, 
restaurantes, áreas de atendimento, escolas, lojas, órgãos públicos, hotéis etc. O 
designer de interiores tem a função de elaborar o espaço coerentemente, a partir 
de normas técnicas de ergonomia, acústica e luminotécnica, combinando estética, 
conforto e funcionalidade. A partir do conceito do projeto, este profissional vai 
definir os materiais de revestimento e acabamento, iluminação, cores utilizadas e a 
distribuição do mobiliário e dos objetos. O trabalho é realizado sempre em contato 
com arquitetos, marceneiros, pedreiros, eletricistas e pintores.
Entre os conhecimentos que o designer de interiores deve ter estão: história da arte, 
do design, do mobiliário e da arquitetura, cor e composição, habilidade desenvolvida 
em desenho de projetos de interiores, técnicas de desenho perspectivo, materiais e 
técnicas de construção, materiais e texturas de mobiliário, técnicas de iluminação e 
programação visual.
Fonte: <https://goo.gl/cuaCxP>. Acesso em: 2 ago. 2016.
Figura 1.16 | Interior do Geffrye Museum, Londres
Design de ambientes: o profissional desta área tem funções bem parecidas 
com o designer de interiores, porém, o designer de ambientes elabora projetos não 
somente de ambientes internos, e pode atuar também em paisagismo e iluminação 
Pesquise mais
U1
28 Conceitos de arte e design
de áreas externas, e isso pode incluir projetos de concepções de jardins, parques, 
clubes, praças etc. O designer de ambientes possui as seguintes habilidades e 
conhecimentos: história da arte, do design, do mobiliário e da arquitetura, expressão 
gráfica, comunicação, semiótica, ergonomia, criação, percepção, representação 
técnica, prática projetual, técnicas de desenho perspectivo, materiais e técnicas de 
construção, materiais e texturas de mobiliário, técnicas de iluminação, programação 
visual, botânica e paisagismo.
Você sabe o que é paisagismo? 
É a elaboração de jardins e praças, através de técnicas apuradas com foco 
em criação de áreas paisagísticas. O paisagista alia recursos artesanais à 
percepção estética, com elementos de botânica e ecologia, equilibrando 
formatos e cores.
Parque Brigadeiro Eduardo Gomes - Projeto do Paisagista Burle Marx na 
cidade do Rio de Janeiro
Fonte: <https://goo.gl/TgOXIm>. Acesso em: 6 ago. 2016.
Figura 1.17 | Parque Brigadeiro Eduardo Gomes
Assimile
Exemplificando
U1
29Conceitos de arte e design
Design de interação: área do design especializada em artefatos interativos, como 
jogos eletrônicos, softwares, intranets, dispositivos móveis, entre outros, visando 
desenvolver projetos que melhorem a relação entre o homem e a máquina em 
experiências interativas. Este profissional trabalhará sempre em conjunto com designers 
gráficos ou de produto, embasado em pesquisas específicas sobre as reais necessidades 
dos consumidores através dos mais recentes avanços da tecnologia, com o objetivo 
de ampliar cada vez mais a capacidade e a complexidade de dispositivos digitais. O 
designer de interação pode trabalhar em agências digitais de comunicação, escritórios 
de design digital, em setores de comunicação de grandes empresas ou mesmo como 
autônomo, ampliando técnicas de pesquisa com usuários, projetando estrutura de 
interface digital, criando fluxo de navegação, projetando interação e consumo do 
conteúdo, validando a acessibilidade da interface e testando a usabilidade do produto. 
O design, em sua ampla possibilidade de atuação, pode ser bem-sucedido a partir 
de um entendimento, por parte dos designers, dos materiais e processos e de uma 
visão clara de como e por quem o produto será utilizado. Os designers inovadores, 
muitas vezes, se desenvolvem a partir de prevalecentes influências sociais, culturais 
ou políticas, como movimentos de arte, novas tecnologias e até mesmo guerras 
(HODGE, 2015, p. 13).
Assim, este profissional deve estar em constante evolução, sempre atualizado e 
aberto ao desenvolvimento de novas habilidades e competências.
Faça uma pesquisa e selecione as obras mais interessantes que encontrar 
em design de produto, gráfico, de moda, de interiores, de ambientes e de 
interação. Não esqueça de contextualizar a peça/obra anotando o nome 
do designer, o ano de criação e as características estéticas aplicadas.
Solução projetual: tem o objetivo de elaborar um projeto para atingir 
a solução de um problema. Para a criação de uma solução projetual é 
necessário adotar um método, que consiste em uma série de operações, 
dispostas em uma ordem lógica. No caso de design, o método projetual 
(que inclui muita pesquisa) é essencial para se chegar à solução. 
Agora que você já conheceu o Geffrye Museum e já percebeu a importância dos 
designers de interiores,vamos às principais reflexões sobre esta profissão. 
Faça você mesmo
Vocabulário 
Sem medo de errar
U1
30 Conceitos de arte e design
O designer de interiores utiliza técnicas visuais para a composição e decoração 
de espaços internos, como cômodos residenciais, escritórios, estabelecimentos 
comerciais – restaurantes, áreas de atendimento, hotéis, lojas, instituições como 
escolas, órgãos públicos entre outros. Este profissional tem a função de elaborar 
o espaço coerentemente, utilizando normas técnicas de ergonomia, acústica e 
luminotécnica, combinando elementos importantes como conforto, funcionalidade 
e beleza. 
O projeto é o ponto de partida do trabalho de um designer de interiores. É com base 
no projeto que este profissional vai definir os materiais de revestimento e acabamento, 
iluminação, cores utilizadas, bem como a distribuição do mobiliário e dos objetos. 
O designer de interiores trabalha em conjunto com outros profissionais: arquitetos, 
marceneiros, pedreiros, eletricistas e pintores.
É importante que este profissional esteja sempre atualizado e nunca cesse seus 
estudos. Entre seus conhecimentos, é essencial que o designer de interiores domine: 
história da arte, do design, do mobiliário e da arquitetura, cor e composição. Deverá 
também desenvolver habilidade em desenho de projetos de interiores, técnicas de 
desenho perspectivo e conhecer materiais e técnicas de construção, materiais e 
texturas de mobiliário, técnicas de iluminação e programação visual. 
Apesar da grande semelhança na função, o designer de ambientes elabora projetos 
não somente de ambientes internos, podendo atuar também em paisagismo e 
iluminação de áreas externas, e isso pode incluir projetos de concepções de jardins, 
parques, clubes, praças etc. O designer de ambientes possui as seguintes habilidades 
e conhecimentos: história da arte, do design, do mobiliário e da arquitetura, expressão 
gráfica, comunicação, semiótica, ergonomia, criação, percepção, representação 
técnica, prática projetual, técnicas de desenho perspectivo, materiais e técnicas de 
construção, materiais e texturas de mobiliário, técnicas de iluminação, programação 
visual, botânica e paisagismo.
Você se lembra do que é paisagismo? 
É a elaboração de jardins e praças, através de técnicas apuradas com foco 
em criação de áreas paisagísticas. O paisagista alia recursos artesanais à 
percepção estética, com elementos de botânica e ecologia, equilibrando 
formatos e cores.
Atenção
U1
31Conceitos de arte e design
Il Bello Interiores
Descrição da situação-problema 
A Il Bello Interiores é uma loja de móveis que está no mercado brasileiro há mais 
de 30 anos. Entre os produtos mais vendidos estão sofás, poltronas, pufes, mesas de 
centro, estantes, prateleiras e racks. A loja fabrica seu próprio produto e possui uma 
equipe de designers que aposta no estilo tradicional de móveis coloniais. 
Com o surgimento de outras lojas desse segmento e consequentemente com 
o aumento da concorrência, a Il Bello Interiores vem enfrentando uma queda 
significativa em suas vendas. O diretor de marketing já investiu em nova publicidade, 
mas a campanha não surtiu efeito. A equipe administrativa está querendo inovar em 
sua imagem e seus produtos.
Fonte: <https://goo.gl/F2ZmmC>. Acesso em: 6 ago. 2016.
Figura 1.18 | Como misturar estilos na decoração
O design surgiu com a industrialização, quando era necessária a realização 
de um leque maior de fabricação, distribuição e diversificação de bens 
de consumo. A urbanização moderna causou a ampliação das grandes 
metrópoles, com a concentração cada vez maior da população em busca 
de oportunidades de trabalho. 
Avançando na prática 
Lembre-se
U1
32 Conceitos de arte e design
Resolução da situação-problema 
Com base nas informações contidas neste Livro Didático, pense a respeito das 
seguintes questões, para elaborar um projeto visando à solução de problemas da Il 
Bello Interiores:
Qual é o profissional que deve ser chamado? 
De que ponto ele deve partir? 
Como este profissional deve iniciar seu projeto?
Uma equipe de designers gráficos e de interiores deverá ser contratada. A primeira 
etapa envolve uma ampla pesquisa sobre os hábitos do público-alvo e, a partir daí, é 
feito o mapeamento das lojas de decoração que são as principais concorrentes. Esse 
mapeamento em mercado global servirá como um importante exercício de análise, 
para o qual serão organizados os estéticos e conceituais, essenciais para um trabalho 
consistente. 
Com base em toda essa pesquisa será elaborada uma nova identidade visual 
para a Il Bello, através de investigação e pesquisa de campo. Para a elaboração deste 
projeto, será criado um briefing, destacando os principais desafios: reinventar a loja e 
sua logomarca, rejuvenescendo o estabelecimento e aumentando a atratividade, para, 
desta maneira, destacar-se da concorrência. 
A partir destas diretrizes serão criadas algumas propostas que ficarão a cargo do 
diretor de marketing da Il Bello decidir, através de uma identificação. O projeto da 
equipe de designers vai englobar toda a identidade visual, a composição e decoração 
da loja.
Você lembra qual é a função do design e algumas de suas ramificações? E 
quanto ao designer, quais são as oportunidades no mercado de trabalho, 
suas atribuições e aplicações? Que tal fazer uma resenha com essas 
anotações e alguns exemplos?
Faça você mesmo
U1
33Conceitos de arte e design
1. Design é uma atividade que gera projetos que serão fabricados por 
outros profissionais, ou seja, pela indústria. Assinale o que é CORRETO 
em relação à profissão do designer segundo o Livro Didático:
a) Deve saber desenhar e ter experiência com artes plásticas. 
b) Deve estar sintonizado à realidade e consciente de questões culturais, 
sociais e ambientais.
c) Precisa mais de criatividade do que de um conceito para projetar 
produtos ou peças gráficas.
d) Deve observar problemas e apresentar soluções projetuais 
embasadas no seu próprio gosto.
e) Deve saber vários idiomas, pois viaja para muitos congressos 
internacionais.
2. Design é uma área que inclui várias categorias de atividades profissionais. 
Fotografia, grafismo, ilustração, criação, ordenação tipográfica e 
diagramação são elementos visuais de qual ramificação:
a) Design de interiores.
b) Design de moda.
c) Design gráfico.
d) Design de interação.
e) Design de ambientes.
3. O que faz um designer de interação?
a) Utiliza técnicas visuais para a composição de espaços internos.
b) Elabora jardins e praças, através de técnicas apuradas.
c) Desenha roupas, bolsas, sapatos e joias.
d) Trabalha com a criação de objetos para bens de consumo.
e) Desenvolve projetos como jogos eletrônicos e dispositivos móveis.
Faça valer a pena
U1
34 Conceitos de arte e design
U1
35Conceitos de arte e design
Seção 1.3
Compreendendo o estudo do design e o mercado 
de trabalho
Vamos dar continuidade à nossa jornada pela história da arte e do design. Nesta 
seção, iremos investigar com mais detalhes o mercado de trabalho para estes 
profissionais, as oportunidades e as possibilidades. Esta seção apresentará alguns destes 
caminhos. Para iniciar esta etapa, voltamos a falar sobre a sua viagem à Inglaterra e ao 
Geffrye Museum.
A apresentação que você realizou sobre o profissional de design de interiores foi 
um grande sucesso. Sua equipe ficou satisfeita com o resultado, já o indicaram para 
dar uma palestra aos alunos do primeiro ano do curso de Desenho Industrial de uma 
faculdade da sua cidade, durante a Semana de Arquitetura e Design, evento anual que 
a instituição promove. 
Os organizadores pediram para que você fale sobre o mercado de trabalho para os 
designers, especificamente sobre a importância de uma formação acadêmica nesta 
área.
Para isso você precisa compreender muito bem as Diretrizes Curriculares Nacionais 
do Curso de Graduação em Design, a partir das resoluções do Ministério da Educação 
e Cultura – MEC, órgão máximo que regulamenta a educaçãono Brasil. Você já 
ouviu falar delas? Sabe por que existem estas diretrizes e a importância delas para 
sua formação? Sabe quais são as definições lá contidas que impactam o conteúdo 
e a formação geral dos alunos deste curso? Com certeza você já sabe a importância 
de conhecê-las e de pesquisar o campo de atuação do profissional do design, 
compreendendo as possibilidades reais em um mercado de trabalho; desenvolver a 
capacidade de reconhecer e compreender a relação entre o estudo do design e as 
práticas profissionais. 
Parece bem interessante! Vamos encontrar neste Livro Didático todas as 
informações de que precisamos para a elaboração de uma palestra bem instigante.
Diálogo aberto 
U1
36 Conceitos de arte e design
"[Se] as pessoas ficam mais seguras, mais confortáveis, mais ansiosas por comprar, 
mais eficientes, ou apenas mais felizes, o designer foi bem-sucedido.” Henry Dreyfuss 
(apud HODGE, 2015, p. 168).
Uma profissão em que é possível inovar um produto, projetar uma embalagem de 
geleia com um moderno dispositivo para abrir e fechar, desenhar uma logomarca, 
elaborar um figurino para um desfile de moda, criar um novo modelo de carro, 
desenvolver aplicativos interessantes, interfaces para games ou sites funcionais... fale a 
verdade, que profissão interessante, não é?
Trabalhar com design demanda diversos tipos de conhecimento e, por isso, um 
curso de design sempre vai lidar com artefatos materiais e semióticos para que os 
designers consigam chegar a resultados de atividades projetuais. 
Como vimos na seção anterior, a profissão de design abrange várias áreas de 
atuação e diversas nomenclaturas e atividades: design gráfico, design de interiores, 
design de produto, design de moda, design de interação e outras que veremos nesta 
seção, como webdesign, design de embalagens,design automobilístico etc. As práticas 
profissionais de cada uma dessas áreas são específicas, e isso faz com que cada 
ramificação do design siga caminhos diferentes. Vamos conversar um pouco sobre o 
mercado de trabalho e os estudos necessários para cada um destes caminhos.
Fonte: <https://goo.gl/34TkDQ>. Acesso em: 28 maio 2016.
Figura 1.19 | Telefone modelo 302, elaborado por Henry Dreyfuss, 1937
Os designers utilizam técnicas para a criação e desenvolvimento 
de projetos gráficos, concepção artística de novos produtos ou em 
comunicação visual. O profissional pode optar por trabalhar no ramo 
gráfico ou industrial. 
Não pode faltar
Assimile
U1
37Conceitos de arte e design
Há muitas possibilidades para atuação profissional. Os designers gráficos vão atuar 
na criação de logotipos, desenvolver a comunicação visual de cartazes, panfletos, 
anúncios, outdoors etc. e podem trabalhar como autônomos, abrindo seus próprios 
escritórios. Também podem trabalhar em editoras, agências de comunicação, 
agências de publicidade como diretores de arte, na imprensa com projetos gráficos 
de revistas e jornais, birôs de computação gráfica, escritórios de produção visual etc. 
Estes profissionais lidam com tipografia, colunas, cores, ilustrações e outros elementos 
visuais citados na seção anterior. 
Para aqueles que se interessam por web design e design de interação, com o 
aumento do uso da internet, de tablets e smartphones, há uma grande demanda por 
profissionais desta área para a elaboração de sites, páginas na internet, desenvolvimento 
de games, softwares e aplicativos. No ramo da animação, aplica-se também a 
profissão do designer à elaboração de projetos de animação 2D e 3D para cinema e 
publicidade, assim como desenvolvimento de design de personagens. Em se tratando 
de programação visual, o designer também pode produzir vinhetas para TV ou peças 
publicitárias. 
O ensino a distância também vem crescendo mais a cada ano, e web designers 
encontram excelentes oportunidades neste ramo, atuando na execução de softwares 
e finalização de projetos gráficos para agências de mídia digital. 
Outra característica interessante do design é que consiste em uma profissão 
que pode ser realizada a distância. A internet possibilita que o designer esteja se 
dedicando à criação artística e ao desenvolvimento do projeto em qualquer lugar, e 
não necessariamente em uma empresa ou um escritório físico.
Em relação ao design de produtos, pode-se trabalhar na criação, fabricação e no 
aprimoramento de objetos, móveis e utensílios em geral, seguindo critérios específicos 
de estética e funcionalidade. Também faz parte deste trabalho a pesquisa de novos 
materiais, tendências e tecnologias de fabricação. O designer de produto também 
pode se responsabilizar pelo design de embalagem e, para isso, o que será levado 
em conta serão possíveis problemas de estética tridimensional e ergonomia, porém 
o rótulo da embalagem, que é um produto gráfico, será responsabilidade do designer 
gráfico. Para os designers de interiores ou de ambientes, os maiores empregadores 
são as lojas de móveis planejados ou escritórios de arquitetura e paisagismo.
Design gráfico se refere à área de conhecimento e à prática 
profissional específicas relativas ao ordenamento estético-
formal de elementos textuais e não textuais que compõem peças 
gráficas destinadas à reprodução com objetivo expressamente 
comunicativo. (VILLAS-BOAS, 2007, p. 27)
U1
38 Conceitos de arte e design
Há também o trabalho do designer de produto em criações artísticas para a indústria 
da moda e de joia, elaborando peças e acessórios ou desenvolvendo coleções para 
grandes empresas. Este profissional encontrará boas oportunidades em multinacionais 
dos ramos alimentício e têxtil, e indústrias automobilística e moveleira, para citar alguns 
exemplos.
Como você descreveria esta cadeira?
Perceba que ela é uma cadeira de balanço, sem pés, moldada por injeção, 
formada a partir de uma única peça de plástico, simbolizando o otimismo, 
a cor e as linhas reduzidas dos anos de 1960 (HODGE, 2015, p. 67).
Cadeira “S” (1960), do designer Verner Panton. É também chamada de 
cadeira de empilhar, ou cadeira Panton. 
O designer fez a cadeira original com poliéster de fibra de vidro reforçado 
fundido em um molde, que era então polido, ferrado e pintado. Embora a 
cadeira tenha sido concebida na década de 1950, sua produção em massa 
só se tornou possível em 1967, em colaboração com a Vitra, quando 
foram usados plásticos produzidos industrialmente. Esse desenvolvimento 
possibilitou uma redução significativa dos custos (HODGE, 2015, p. 67).
Fonte: <https://goo.gl/OWIMgI>. Acesso em: 6 ago. 2016. 
Figura 1.20 | Cadeira “S” (1960), do designer Verner Panton
Exemplificando
U1
39Conceitos de arte e design
O designer também pode optar por uma carreira acadêmica e ser professor 
universitário ou pesquisador. Um designer ainda tem a opção de atuar no setor público 
desenvolvendo projetos de sinalização ou campanhas publicitárias de prestação de 
serviços para a população.
Que tipos de peças gráficas um designer pode desenvolver atuando no 
setor público?
Veja abaixo algumas das sinalizações e campanhas de conscientização 
voltadas à população: 
Logomarca dos Direitos Humanos
Fonte: <https://goo.gl/VCP6Eg>. Acesso em: 6 ago. 2016.
Fonte:<http://goo.gl/qb43hp>. Acesso em: 28 maio 2016.
Figura 1.21 | Direitos Humanos
Figura 1.22 | Imagens combate à dengue
Exemplificando
U1
40 Conceitos de arte e design
Como você pode perceber, há diversos segmentos em que um designer pode 
trabalhar. 
É importante que o aluno conheça os caminhos que pode seguir para direcionar 
também sua formação. Fazer um curso superior certamente é um diferencial no 
mercado de trabalho. Segundo informações do blog do Enem, com base em pesquisas 
realizadas pelo IBGE, aqueles que possuem graduação completa chegam a ganhar 
144% a mais do que aqueles que pararam os estudos no Ensino Médio.
Por isso, estar cursando a faculdade certamente já o deixa em vantagem no 
mercado de trabalho. E você sabia que em poucos países o design gráfico é um curso 
de nível superior? Em outros países geralmenteé oferecido como um curso técnico 
ou de especialização (VILLAS-BOAS, 2007, p. 49).
Os cursos de design costumam ter currículos bem generalistas, pois o aluno 
estuda disciplinas relacionadas a todas estas áreas. Elementos importantes que serão 
estudados no curso (tanto em design gráfico como em design de produto) são os 
seguintes:
Você sabe o que são as Diretrizes Curriculares? São normas que os cursos de 
graduação devem seguir ao oferecer um determinado curso. São concebidas e 
discutidas no órgão máximo que regulamenta a educação no Brasil, o Ministério da 
Educação e Cultura – MEC. 
Você sabe o que é estudado em um curso de design? Os conteúdos são divididos 
em três categorias, são eles básicos, específicos e teórico-práticos. Nestes conteúdos 
Concluir curso superior rende 144% a mais do que parar no Ensino Médio. 
Blog do Enem. Disponível em: <http://blogdoenem.com.br/curso-
superior-rende-mais-ensino-medio/>. Acesso em: 22 jun. 2016.
Fonte: elaborada pela autora.
Figura 1.23 | Design gráfico
desenho técnico
CURSO DE DESIGN
marketinginformática
protótipos
ilustração
estética
modelagem 3D
fotografia
processos gráficos
ergonomia
Pesquise mais
U1
41Conceitos de arte e design
há elementos como história do design, métodos de projeto, produções artísticas etc., 
ou seja, o curso abrange tudo o que é necessário para que o estudante tenha uma 
formação completa e se sinta seguro em um mercado de trabalho competitivo e 
desafiador. 
Para entendermos melhor a formação universitária de design, vamos compreendê-la 
a partir de suas resoluções. Além do conteúdo a ser consolidado durante o curso, elas 
irão apontar as competências e habilidades que os alunos devem desenvolver durante 
o aprendizado, ou seja, as capacidades, as visões e os conhecimentos que devem 
ser aprimorados. A seguir você terá acesso às Diretrizes na íntegra e, certamente, se 
identificará com elas: 
De acordo com a Resolução CNE/CES nº 5, de 8 de março de 2004, que aprova as 
Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Design (disponível em: 
<http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/rces05_04.pdf>. Acesso em: 2 ago. 2016) 
as exigências curriculares para este curso são as seguintes:
I – conteúdos básicos: estudo da história e das teorias do 
design em seus contextos sociológicos, antropológicos, 
psicológicos e artísticos, abrangendo métodos e técnicas de 
projetos, meios de representação, comunicação e informação, 
estudos das relações usuário/objeto/meio ambiente, estudos 
de materiais, processos, gestão e outras relações com a 
produção e o mercado;
II – conteúdos específicos: estudos que envolvam produções 
artísticas, produção industrial, comunicação visual, interface, 
modas, vestuários, interiores, paisagismos, design e outras 
produções artísticas que revelem adequada utilização de 
espaços e correspondam a níveis de satisfação pessoal;
III – conteúdos teórico-práticos: domínios que integram a 
abordagem teórica e a prática profissional, além de peculiares 
desempenhos no estágio curricular supervisionado, inclusive 
com a execução de atividades complementares específicas, 
compatíveis com o perfil desejado do formando.
E você sabe quais são as competências e habilidades que devem ser desenvolvidas 
nos estudantes de design de acordo com a mesma Resolução? Entre elas estão o 
desenvolvimento da capacidade criativa em relação a inovações, interação com 
especialistas de áreas diversas e equipes interdisciplinares, domínio das etapas variadas 
de um projeto, além do conhecimento do setor produtivo das muitas áreas específicas 
do design. Entre estas capacidades e habilidades a serem trabalhadas durante a 
formação, estão a visão histórica e a perspectiva, o que torna o conteúdo desta seção 
ainda mais importante. Veja abaixo o texto na íntegra:
U1
42 Conceitos de arte e design
Art. 4°: 
I – capacidade criativa para propor soluções inovadoras, 
utilizando o domínio de técnicas e de processos de criação;
II – capacidade para o domínio de linguagem própria 
expressando conceitos e soluções em seus projetos, de 
acordo com as diversas técnicas de expressão e reprodução 
visual;
III – capacidade de interagir com especialistas de outras áreas 
de modo a utilizar conhecimentos diversos e atuar em equipes 
interdisciplinares na elaboração e execução de pesquisas e 
projetos;
IV – visão sistêmica de projeto, manifestando capacidade de 
conceituá-lo a partir da combinação adequada de diversos 
componentes materiais e imateriais, processos de fabricação, 
aspectos econômicos, psicológicos e sociológicos do 
produto;
V – domínio das diferentes etapas do desenvolvimento de um 
projeto, a saber: definição de objetivos, técnicas de coleta e 
de tratamento de dados, geração e avaliação de alternativas, 
configuração de solução e comunicação de resultados;
VI – conhecimento do setor produtivo de sua especialização, 
revelando sólida visão setorial, relacionada ao mercado, 
materiais, processos produtivos e tecnologias, abrangendo 
mobiliário, confecção, calçados, joias, cerâmicas, embalagens, 
artefatos de qualquer natureza, traços culturais da sociedade, 
softwares e outras manifestações regionais;
VII – domínio de gerência de produção, incluindo qualidade, 
produtividade, arranjo físico de fábrica, estoques, custos e 
investimentos, além da administração de recursos humanos 
para a produção;
VIII – visão histórica e prospectiva, centrada nos aspectos 
socioeconômicos e culturais, revelando consciência das 
implicações econômicas, sociais, antropológicas, ambientais, 
estéticas e éticas de sua atividade.
Quanto ao perfil do formando, a Resolução descreve, no Art. 3°: 
U1
43Conceitos de arte e design
O curso de graduação deve ensejar, como perfil desejado do 
formando, capacitação para a apropriação do pensamento 
reflexivo e da sensibilidade artística, para que o designer 
seja apto a produzir projetos que envolvam sistemas 
de informações visuais, artísticas, estéticas culturais e 
tecnológicas, observando o ajustamento histórico, os traços 
culturais e de desenvolvimento das comunidades, bem 
como as características dos usuários e de seu contexto 
socioeconômico e cultural.
Lembre-se sempre de que você é o grande responsável pelo sucesso da sua 
formação e, consequentemente, da sua atuação no mercado de trabalho. 
Agora que você já conhece bem cada uma das áreas de atuação 
profissional e as exigências do Ministério da Educação e Cultura para o 
seu curso, fica mais fácil saber por onde caminhar e que características 
desenvolver durante os estudos. Quais são as competências e habilidades 
a serem desenvolvidas por estudantes de design que mais se aplicam ao 
mercado de trabalho, a partir do seu ponto de vista?
Realize uma pesquisa sobre o mercado de trabalho para o designer e aponte 
os locais mais interessantes nos quais este profissional pode trabalhar (a 
partir da sua opinião) e quais são as atividades que ele desenvolve nestes 
locais. Justifique suas respostas.
Ergonomia: desenvolvimento das condições de trabalho humano, por 
meio de métodos da tecnologia e do desenho industrial com o objetivo 
de otimizar e aplicar técnicas de adaptação de forma eficiente visando o 
bem-estar e, consequentemente, o aumento da produtividade.
Semiótica: teoria geral das representações, que leva em conta os signos 
e seus significados. Ciência que estuda como estes mecanismos de 
significação se processam natural e culturalmente. A semiótica expande 
sua pesquisa para qualquer sistema de signos – artes visuais, música, 
fotografia, cinema, moda, gestos, religião, entre outros.
Reflita
Lembre-se
Vocabulário 
U1
44 Conceitos de arte e design
Parabéns! Na seção anterior, você fez um excelente trabalho na apresentação da 
profissão do designer de interiores a partir de tudo que você aprendeu em sua visita ao 
Geffrye Museum, na Inglaterra. Sua repercussão no mercado foi muito boa e você foi 
convidado a falar com alunos do curso de Desenho Industrial no evento cultural anualde uma faculdade. 
Vamos pensar no que será interessante falar: você pode começar com uma 
demonstração do passo a passo realizado para a elaboração de uma identidade visual, 
por exemplo. Desta forma, você mostrará aos futuros designers como se produz uma 
solução projetual. 
É essencial que apresente as possibilidades de atuação profissional às quais você 
teve acesso nesta seção. 
E, finalmente, não deixe de falar dos pontos mais importantes das Diretrizes 
Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Design – apresente a estes alunos 
comentários sobre as Diretrizes a partir das resoluções do MEC. Leia com atenção e 
faça suas anotações e observações. Fale sobre o mercado de trabalho para os designers, 
especificamente sobre a importância de uma formação acadêmica nesta área. Exiba aos 
estudantes quais serão os conteúdos básicos, específicos e teórico-práticos que eles 
terão durante o curso. 
Sobre as habilidades e competências a serem desenvolvidas pelos alunos durante 
o curso, vamos juntos refletir sobre uma delas. Em sua palestra, você deverá ressaltar 
estas habilidades e dar exemplos práticos sobre como elas podem ajudar na atuação 
do profissional no mercado de trabalho. Por exemplo, “capacidade criativa para propor 
soluções inovadoras, utilizando o domínio de técnicas e de processos de criação”. 
Em que situação profissional esta competência será importante? Um exemplo é 
uma empresa/marca em crise, precisando inovar sua imagem. Vamos imaginar uma 
empresa de cosméticos, por exemplo. Um designer de produtos é contratado para 
projetar novas embalagens. Um designer gráfico pode ser chamado para inovar a 
logomarca e os rótulos dos produtos. Um designer de interiores poderá dar novos ares 
às lojas. Estes profissionais deverão criar soluções projetuais que tragam a inovação 
que o cliente busca, a partir de um estudo detalhado de todos os elementos que 
compõem a marca e seu produto. 
Certamente eles vão se encantar ainda mais com essa profissão!
Todo projeto de design conta um uma metodologia projetual. O que 
significa isso? A metodologia é uma ferramenta que serve para orientar e 
Sem medo de errar
Atenção
U1
45Conceitos de arte e design
organizar o trabalho e, assim, estimular a criatividade. 
A sua apresentação também deverá seguir uma metodologia projetual no 
processo de preparação, lembre-se disso.
Por que design?
Descrição da situação-problema 
Você é um professor universitário do curso de Design. 
Anualmente a instituição de ensino na qual você ministra aulas recebe grupos de 
alunos de ensino médio para conhecer alguns dos cursos oferecidos pela instituição. 
Uma estudante deste grupo, de 16 anos de idade, ainda está em dúvida sobre qual 
caminho seguir, apesar de estar inclinada a escolher o curso de Design. A questão é 
que ela não compreende muito bem as possibilidades de atuação no mercado de 
trabalho e nem as ramificações desta área, além de não saber se o mercado de trabalho 
oferece muitas oportunidades. O coordenador do curso pede a você para que receba 
a estudante e lhe apresente cada uma das áreas de atuação dessa profissão.
Resolução da situação-problema 
É importante conversar com a estudante e fazer um levantamento de interesses. 
Você pode preparar, para expor a essa aluna, uma planilha com cada uma das áreas 
e suas oportunidades no mercado de trabalho e apresentar também os conteúdos a 
serem estudados durante o curso, bem como as capacidades e habilidades a serem 
desenvolvidas durante a formação.
Design gráfico: criação de logotipos, desenvolvimento de comunicação visual 
como cartazes, panfletos, anúncios, outdoors etc.
A profissão de design abrange várias áreas de atuação e diversas 
nomenclaturas e atividades: design gráfico, design de interiores, design de 
produto, design de moda, design de interação e outras que vimos nesta 
seção como web design, design de embalagens, design automobilístico 
etc. As práticas profissionais de cada uma dessas áreas são específicas e 
isso faz com que cada ramificação do design siga caminhos diferentes. 
Avançando na prática 
Lembre-se
U1
46 Conceitos de arte e design
Design de interiores/ambientes: elaboração de projetos de ambientes e atuação 
em paisagismo.
Design de produto: criação e produção de objetos específicos para bens de 
consumo voltados à indústria. 
Design de embalagens: responsável pela criação da embalagem resolvendo 
problemas de estática tridimensional e ergonomia.
Design de moda: cria vestuário e acessórios.
Design de interação e web design: elaboração de sites, páginas na internet, 
desenvolvimento de games, softwares e aplicativos.
Design automobilístico: criação de modelos de automóveis.
Destaque os conteúdos trabalhados em um curso de Design e o perfil 
desejado do formando, segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais do 
Curso de Graduação em Design.
1. Elaboração de sites, páginas na internet, desenvolvimento de games, 
softwares e aplicativos. No ramo da animação, aplica-se também a 
profissão do designer à elaboração de projetos de animação 2D e 3D 
para cinema e publicidade, assim como desenvolvimento de design de 
personagens. São atividades profissionais relacionadas a que área de 
atuação?
a) Design de embalagens.
b) Design de produtos audiovisuais.
c) Design de internet.
d) Web design e design de interação.
e) Design gráfico.
2. Em uma carreira acadêmica, quais são as possíveis atuações de um 
designer:
a) Criações artísticas para a indústria da moda e de joia.
b) Produção de vinhetas para TV ou peças publicitárias.
c) Professor universitário ou pesquisador.
Faça você mesmo
Faça valer a pena
U1
47Conceitos de arte e design
d) Elaboração de projetos de sinalização ou campanhas publicitárias 
de prestação de serviços para a população.
e) Projetos de animação 2D e 3D.
3. Assinale a opção correta sobre os elementos estudados nos cursos de 
design:
a) Ilustração, literatura e tipografia.
b) Ergonomia, nefrologia e marketing.
c) Informática, algoritmos e ergonomia.
d) Protótipos, modelagem 3D e ilustração.
e) Protótipos, análise sintática e ilustração.
U1
48 Conceitos de arte e design
U1
49Conceitos de arte e design
Seção 1.4
Introdução à evolução histórica do design: 
aspectos sociais
Nesta seção teremos acesso à introdução da história do design, abordando a 
industrialização e a organização industrial. Viajaremos pelos séculos XVIII e XIX para 
compreendermos melhor o novo cenário urbano. 
Você irá conhecer os conceitos introdutórios e a história do design e também será 
capaz de alcançar os objetivos de compreender a condição humana como principal 
agente transformador do mundo, identificar as grandes mudanças ocorridas durante 
a Revolução Industrial, bem como entender o novo cenário social, cultural e as novas 
condições de trabalho, relacionando os fatos e percebendo que as transformações da 
sociedade não foram naturais ou espontâneas, mas determinadas por uma série de 
fatores anteriores. 
Sua viagem à Inglaterra é providencial para compreender o processo da 
industrialização, já que este foi o primeiro país a se industrializar.
Estamos na reta final de sua viagem, e você aproveitará esta oportunidade para 
elaborar um artigo sobre a história da industrialização e a importância deste processo 
para a profissão do designer. A Agência Entre Aspas entrou em contato com você 
solicitando este artigo. Essa agência é responsável por conteúdos para revistas 
corporativas, jornais, fôlderes, livros, anuários e até mesmo cases de empresas. A 
agência presta serviço para editoras como Abril, Nacional de Telecomunicações, 
Europa, Escala, entre outras. A intenção é enviar seu artigo para revistas direcionadas a 
designers profissionais, estudantes e pessoas interessadas no tema.
Por isso, vamos começar a elaborar o artigo. O título, nós já temos: A evolução 
histórica do design: industrialização e organização industrial.
Para uma melhor associação dos elementos importantes deste artigo, vamos refletir 
sobre questõescomo: O que foi a Revolução Industrial? O que significa processo de 
Diálogo aberto 
U1
50 Conceitos de arte e design
racionalização do trabalho? Qual invenção pode ser considerada fundamental para o 
início da Revolução Industrial? 
Esta seção o ajudará a abordar essas questões e a investigar este período tão 
transformador da história do design. Boa leitura!
Iniciaremos esta seção com um exercício de observação. O que lhe parece 
simplesmente uma cadeira antiga guarda detalhes importantes sobre a história da 
industrialização. Consequentemente, da história do design também. Essa cadeira 
virou moda no final do século XIX e no início do século XX, 2 milhões delas foram 
produzidas e vendidas, e não somente porque alguém criou seu design arrojado, 
mas, sobretudo, porque a tecnologia da época permitiu que a madeira fosse curvada 
num processo que utilizava vapor e pressão, permitindo a fabricação das cadeiras em 
grande escala. Por isso ela virou moda! Não é interessante olhar o mundo à nossa volta 
a partir deste ponto de vista? O ponto de vista tecnológico que permite a criação de 
novos designs e novas técnicas de fabricação. E foi assim, neste turbilhão de novidades, 
que a sociedade viveu a transição do século XVIII para o século XIX, período histórico 
conhecido como a primeira fase da Revolução Industrial. Foi um período de mudanças 
que começaram na Europa, especificamente na Inglaterra, entre os séculos XVIII e XIX. 
Imagine que até o final do século XVIII grande parte da população da Europa morava 
no campo e produzia artesanalmente o que consumia. Com a divisão do trabalho, a 
manufatura e a maquinofatura – equipamentos movidos pela força humana, hidráulica 
etc. – e, em seguida, com a inovação tecnológica das máquinas a vapor, as grandes 
fábricas aos poucos foram substituindo as pequenas oficinas. Foram exatamente essas 
mudanças que contribuíram para o surgimento do designer, profissional responsável 
Fonte: <https://goo.gl/FNvnoE>. Acesso em: 2 ago. 2016. 
Figura 1.24 | Cadeira Thonet
Não pode faltar
U1
51Conceitos de arte e design
pela elaboração de projetos para a produção em escala crescente. Já não eram 
necessários vários artesãos habilitados e, sim, um profissional que gerava o projeto e 
muitos operários que executavam as etapas do trabalho, operando as novas máquinas. 
Tudo supervisionado por um gerente. Como se pode perceber, a Revolução Industrial 
trouxe consigo uma nova estratégia de organização do trabalho. A divisão das tarefas, 
conhecida também como processo de racionalização do trabalho, implicava economia 
de tempo e aumento da produção, posto que inaugura a especialização em que cada 
operário era responsável por uma etapa da produção, diferentemente do artesão que 
dominava o processo como um todo.
O cercamento do campo e a expulsão dos camponeses geraram a mão de obra 
necessária ao aumento da produção, fazendo com que migrassem para os centros 
urbanos, em busca de emprego nas fábricas. Desta forma, a população das cidades 
aumentou e a demanda pela produção de bens de consumo também. Os operários, 
nesta fase da Revolução Industrial, eram submetidos a péssimas condições de trabalho 
com jornadas que variavam entre 14 e 16 horas por dia e baixa remuneração. Foi um 
período de exploração e miséria para a nascente classe trabalhadora. As fábricas daquele 
período não raramente utilizavam mão de obra infantil, com jornada que chegava 
a 10 horas diárias. Todavia, a par desse processo de exploração, a industrialização 
fez aumentar consideravelmente a oferta de bens de consumo, criando modas e 
tendências e, ao lado do surgimento da classe trabalhadora (proletariado), houve a 
formação de uma elite industrial, conhecida como classe burguesa ou burguesia. 
Fonte: <https://goo.gl/VEjG36>. Acesso em: 2 ago. 2016. 
Figura 1.25 | Crianças tinham jornada de trabalho de até 10 horas diárias
Hoje em dia, praticamente todos vivem nesse sistema, em que 
quase tudo o que se consome é produzido por indústrias, e é 
justamente o longo processo da transição global do sistema 
anterior para o atual que se entende por industrialização. 
(CARDOSO, 2008, p. 26)
A impressão mecânica dos tecidos valorizava a atuação do designer, profissional 
responsável pelo projeto estético, que anteriormente trabalhava de maneira artesanal, 
uma valorização crescente à medida que o processo industrial evoluía. O desenho, 
U1
52 Conceitos de arte e design
a partir dessas transformações, adquiriu uma finalidade industrial, em outras palavras, 
transformou-se em design, ou desenho industrial, evoluindo em pesquisa sobre 
ergonomia e usabilidade para atingir e satisfazer as crescentes necessidades da 
sociedade de consumo.
As roupas femininas, fabricadas artesanalmente entre 1700 e início de 1800, eram 
pesadas, com anáguas, babados, bordados e corselete. Com a Revolução Industrial, as 
roupas se tornam mais leves e mais simples, como se vê nas Figuras 1.26 e 1.27.
Fonte: <https://goo.gl/zU41VF>. Acesso em: 6 ago. 2016
Figura 1.26 | Moda em 1890
Voltemos agora ao exemplo da cadeira: inegavelmente adequação ergonômica 
e usabilidade do produto são itens importantes, contudo, não são suficientes. É 
importante a possibilidade que o projeto oferece para uma produção industrial em 
série, buscando sempre um sucesso comercial decorrente de grande aceitação 
pelos consumidores, o que implica estratégias mercadológicas perspicazes e muita 
publicidade. Está vendo como uma coisa leva à outra? 
Então vamos conhecer melhor a história da cadeira apresentada nesta seção. 
Ela foi projetada por Michel Thonet, alemão, filho de artesão. Ele era um marceneiro 
autônomo que se popularizou pela utilização de uma técnica de curvar madeira com 
Figura 1.27 | Moda em 1890
Fonte: <https://goo.gl/kikAUT>. Acesso em: 6 ago. 2016.
U1
53Conceitos de arte e design
calor e umidade através de vapor e pressão. Em função dessas habilidades Thonet foi 
contratado como profissional pelo príncipe austríaco Klemens Wenzel Von Metternich, 
produzindo móveis para os palácios de Viena. Adquiriu fama na indústria moveleira 
da Europa tornando-se referência estética deste período. Em 1859 desenvolveu um 
inovador processo de fabricação em série da cadeira que vimos no início desta seção 
(HODGE, 2015, p. 58).
A nova organização do trabalho, baseada em divisão de tarefas, resultou em 
significativa redução de custos de produção. Outra inovação do gênio Thonet foi a 
publicidade dos seus produtos através de catálogos, como este que vemos abaixo, que 
incluía variados tipos de cadeiras, mesas, poltronas, cadeiras de balanço, cantoneiras 
etc. Podemos considerar um pioneirismo respeitável, uma revolução à parte na 
indústria moveleira (CARDOSO, 2008, p. 41).
Nunca mais olharemos aquela cadeira da mesma maneira, concorda?
Outro exemplo de evolução no design foi a produção de máquinas de costura de 
uso doméstico. A partir de meados do século XIX a indústria Wheeler & Wilson investiu 
na produção destes produtos com inovação surpreendente, fabricando máquinas 
leves e bem-acabadas, com aplicações de decorações pintadas à mão, o que as 
tornava sedutoras ao público consumidor feminino. Uma inovação sem par para a 
época (CARDOSO, 2008, p. 40).
Outra empresa, a Singer, entrou no mercado como forte concorrente, ganhando 
o público com uma produção em grande escala no início do século XX, agregando às 
conquistas estéticas um sistema de vendas a prestação. 
Fonte: <https://goo.gl/E78aTS>. Acesso em: 2 ago. 2016.
Figura 1.28 | Móveis Thonet
U1
54 Conceitos de arte e design
Fonte: <https://goo.gl/t3uY1c>. Acesso em: 6 ago. 2016.
Fonte: <https://goo.gl/jemikk>. Acesso em: 6 ago. 2016.
Figura 1.29 | Máquina de costura produzida no final de 1878
Figura 1.30 | Modelo da Singer de 1922
Se pensarmos bem, a máquina de costura de uso doméstico abria uma 
brecha de possibilidades para se quebrar um pouco o padrão imposto 
pelo vestuário industrializado, pois, com ela, as donas de casa podiam 
fazer pequenasmodificações (hoje, chamadas de “customização”) em 
suas roupas.
Exemplificando
Reflita
U1
55Conceitos de arte e design
A passagem do século XIX para o século XX foi um período em que novas tecnologias 
se integraram ao processo produtivo e, à medida que isso acontecia, o processo 
industrial como um todo se tornou mais leve e ágil, aumentando significativamente 
a produção, fruto de aumento da demanda por produtos, resultante da melhoria nas 
condições de vida da população e crescimento das cidades (FORTY, 2013, p. 78).
O fenômeno urbano trouxe consigo uma importante mudança nos meios de 
transporte. No século XIX a primeira linha de metrô já começava a ser construída em 
Londres, sendo inaugurada em 1863 a primeira linha que ligava a estação Paddington 
à Farringdon Street. 
O acesso à eletricidade possibilitou o advento dos bondes e, posteriormente, vieram 
os primeiros modelos de ônibus como meio de transporte coletivo. É no século XX 
que nasce a indústria automobilística e ganha forte impulso, não só tecnológico como 
também em formas de gestão administrativa em que Henri Ford foi um dos pioneiros 
ao inaugurar a linha de montagem.
A urbanização traz consigo um incremento na cultura. Assim, entre as mercadorias 
que tiveram o consumo expandido estão os impressos de diversas espécies, como 
livros e jornais, pois na vida urbana, principalmente, a população se alfabetizou. A 
indústria agora mais técnica exigia uma qualidade cada vez maior da força de trabalho.
O significativo aumento do parque gráfico abriu um espaço considerável para o 
designer gráfico, particularmente na fabricação de cartazes, embalagens, catálogos 
e revistas. Estes últimos também contavam com ilustrações e com o surgimento 
de técnicas aperfeiçoadas de impressão de imagens como a litografia e a gravura 
em metal sobre chapas de aço, que possibilitavam a impressão de imagens para uso 
comercial e industrial, em grande escala e baixo custo. Sim, uma revolução também 
na indústria gráfica.
Como as condições de trabalho também melhoraram no início do século XX, os 
trabalhadores conquistaram maior tempo livre para usufruir com a família, nascendo 
assim o conceito de lazer. Com isso surge a demanda por teatro, parques, praças e, 
consequentemente, profissionais que projetem estes ambientes e suas decorações. 
Vamos pensar que no final do século XIX, com todas essas inovações tecnológicas, 
os meios de comunicação também estavam avançando. As primeiras experiências 
com a fotografia aconteceram por volta de 1830, marcando o início de um momento 
de profunda transformação no registro das imagens. Porém, o impacto da fotografia 
não foi tão grande sobre o design num primeiro momento, pois o processo de 
revelação era lento, difícil e de alto custo, e não servia para a produção e veiculação 
comercial das imagens. Por isso, a princípio, a fotografia era mais uma curiosidade e 
novidade tecnológica do que um potente elemento do design gráfico, como é nos 
dias de hoje. Ela assume este papel depois de 1880, com novas técnicas de revelação, 
que deixaram a fotografia mais acessível, mas mesmo assim a fotografia aplicada em 
U1
56 Conceitos de arte e design
matérias de jornais ainda era algo raro. Foi somente no século XX que a fotografia 
passou a ser utilizada em jornais e revistas (CARDOSO, 2008, p. 59).
A partir de agora, temos a certeza de que ficará cada vez mais fácil para você 
observar o mundo ao seu redor e reparar, com um olhar crítico e curioso, cada 
objeto que você utiliza. Desde sua caneta, até o assento do metrô. Não se esqueça, 
há sempre um designer responsável por cada objeto e há sempre um projeto com 
pesquisas específicas. Desta forma é importante ressaltar que por trás de cada detalhe 
do seu cotidiano há um enorme mercado de trabalho à sua espera.
MORAES, Dijon de. Limites do design. São Paulo: Studio Nobel, 1999.
O autor fala sobre avanços tecnológicos e científicos da Revolução 
Industrial, através de uma retrospectiva histórica do desenvolvimento do 
design. Na segunda parte do livro, o autor foca questões que falam sobre 
design de centro e design de periferia e, na terceira e última parte, Dijon 
fala a respeito do ensino de design no Brasil.
Escolha um objeto de consumo qualquer. Pode ser uma destas sugestões: 
um carro, uma peça de mobília, um alimento industrializado (fermento 
em pó, leite condensado, cereais matinais), um artigo de higiene pessoal 
(shampoo, sabonete, escova de cabelo, escola de dente, pasta de dente) 
ou um aparato tecnológico (telefone, computador, câmera fotográfica, 
aparelho de som, televisão). Faça uma pesquisa detalhada da história do 
design deste objeto. Em que ano ele surgiu? Em que país? Quem foi o 
designer responsável pelo primeiro modelo? Quais foram as formas que 
este objeto já teve? Ele sofreu mudanças em seu tamanho? Com o tempo, 
foi ficando menor ou maior?
Faça anotações sobre sua pesquisa. Reúna imagens, compare-as e escreva 
sobre a evolução histórica deste objeto e suas principais curiosidades.
Vamos enfrentar nosso desafio: elaborar um artigo para a Agência Entre Aspas, que 
será encaminhado para revistas direcionadas a designers profissionais, estudantes e 
pessoas interessadas no tema.
Retomaremos pontos essenciais para a elaboração do artigo “A evolução histórica 
Pesquise mais
Faça você mesmo
Sem medo de errar
U1
57Conceitos de arte e design
do design: industrialização e organização industrial”.
A Revolução Industrial foi um período de mudanças iniciadas na Europa, 
especificamente na Inglaterra, entre os séculos XVIII e XIX. Imagine que até o final 
do século XVIII grande parte da população europeia morava no campo e produzia 
artesanalmente o que consumia. Com a divisão do trabalho, manufatura e 
maquinofatura – equipamentos movidos pela força humana, hidráulica etc. – e, em 
seguida, com a inovação tecnológica das máquinas a vapor, as grandes fábricas aos 
poucos foram substituindo as pequenas oficinas. Foram exatamente essas mudanças 
que contribuíram para o surgimento do designer, profissional responsável pela 
elaboração de projetos para produção em escala crescente.
A Revolução Industrial trouxe consigo uma nova estratégia de organização do 
trabalho. A divisão das tarefas, conhecida também como processo de racionalização 
do trabalho, implicava economia de tempo e aumento da produção, uma vez que 
inaugura a especialização em que cada operário era responsável por uma etapa da 
produção, diferentemente do artesão que dominava o processo como um todo. A 
nova organização do trabalho, baseada em divisão de tarefas, resultou em significativa 
redução de custos de produção.
O surgimento da máquina a vapor foi o principal combustível da Revolução 
Industrial, e o fator que mais contribuiu para o surgimento do designer, profissional 
responsável pela elaboração de projetos para produção em escala crescente. Já não 
eram necessários vários artesãos habilitados, mas, sim, um profissional que gerava o 
projeto e muitos operários que executavam as etapas do trabalho, operando as novas 
máquinas. Tudo supervisionado por um gerente.
Você está percebendo que com estas incríveis mudanças também 
surge uma grande demanda por diversas ramificações de trabalho para 
os designers? Designer automobilístico, designer gráfico, designer de 
embalagem, designer de moda, para citar alguns.
Curadoria de arte e design
Descrição da situação-problema 
Parabéns! Você acaba de ser convidado para fazer a curadoria de uma exposição 
sobre a história do design. Vamos aplicar seu conhecimento dos aspectos históricos 
do design na montagem deste evento. 
Avançando na prática 
Atenção
U1
58 Conceitos de arte e design
Para isso, você deverá pensar no processo de organização, cuidado e montagem 
de uma exposição artística, formada por um conjunto de objetos de bens de consumo 
que foram evoluindo ao longo do tempo. O seu desafio é identificar e explicar a linha 
de evolução estética e de funcionalidade de produtos de bem de consumo.Portanto, é necessário que você tenha com clareza o seguinte conteúdo: a 
industrialização e seus efeitos; as características do design nos séculos XVIII e XIX, a 
partir do novo cenário urbano.
Resolução da situação-problema 
Primeiramente você deverá conhecer os objetos que estão disponíveis para 
a exposição. E também fazer a intermediação com os donos desses objetos e os 
responsáveis pelo local da exposição. 
Seu papel é pensar em como esses objetos serão dispostos, pois o objetivo desta 
exposição é de cunho educacional, para que as pessoas compreendam o importante 
papel do designer. 
Você será o profissional responsável pela concepção, montagem e supervisão 
desta exposição, além de executar e revisar o catálogo dela. 
Um bom exercício para esta curadoria será visitar museus e galerias de arte, observar 
a disposição das obras, o tipo de texto escrito nos catálogos e a forma de divulgação 
das exposições.
As constantes mudanças socioculturais promovem uma grande demanda 
por diversas ramificações de trabalho para os designers: designers gráficos, 
designers de embalagem, designers de ambientes etc.
Que tal pesquisar mais sobre curadoria de exposições? 
Disponível em: <http://casadosaber.com.br/sp/cursos/artes/curadoria-e-
arte-contemporanea-em-s-o-paulo.html>. Acesso em: 26 jun. 2016.
Lembre-se
Faça você mesmo
U1
59Conceitos de arte e design
1. Qual foi a principal mudança que contribuiu para o surgimento do 
designer?
a) A invenção das jornadas de trabalho de 14 horas diárias.
b) A invenção das locomotivas e dos bondes.
c) A divisão do trabalho, a manufatura e a maquinofatura.
d) A exploração e miséria da nascente classe trabalhadora.
e) A imigração italiana e seus hábitos e costumes.
2. Qual é a definição de designer?
a) Profissional responsável pela elaboração de projetos para produção 
em escala crescente.
b) Profissional que produz artesanalmente o que consome.
c) Profissional que executa as etapas do trabalho, operando as novas 
máquinas.
d) Profissional que domina todo o processo de fabricação de um 
produto. 
e) Profissional que abandonou o campo e migrou para os centros 
urbanos, em busca de emprego nas fábricas.
3. Quais eram as condições de trabalho dos operários na primeira fase da 
Revolução Industrial?
a) Moravam no campo e plantavam o que consumiam com a ajuda das 
crianças.
b) Eram submetidos a jornadas que variavam entre 14 e 16 horas por 
dia e baixa remuneração.
c) Iam para o trabalho de carro, nos primeiros modelos criados por 
Henri Ford.
d) Passavam os fins de semanas com suas famílias, visitando parques 
e teatros.
e) Elaboravam projetos e supervisionavam todo o processo de 
fabricação em série.
Faça valer a pena
U1
60 Conceitos de arte e design
U1
61Conceitos de arte e design
Referências
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www.youtube.com/watch?v=cZg3Ty2xmSI>. Acesso em: 6 jun. 2016.
AZEVEDO, Wilton. O que é design. São Paulo: Brasiliense, 2006.
BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação 
Superior. Resolução nº 5, de 8 de março de 2004. Aprova as Diretrizes Curriculares 
Nacionais do Curso de Graduação em Design e dá outras providências. Diário Oficial da 
União, Brasília, 15 mar. 2004. Seção 1, p. 24. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/
cne/arquivos/pdf/rces05_04.pdf>. Acesso em: 27 jul. 2015.
CARDOSO, Rafael. Uma introdução à história do design. São Paulo: Blucher, 2008.
Como está atualmente o mercado de design de interiores? Arquitec, 1 maio 2012. 
Disponível em: <http://www.arquitec.com.br/como-esta-atualmente-o-mercado-de-
design-deinteriores/>. Acesso em: 6 jun. 2016.
COUTO, Hudson de Araújo. Ergonomia aplicada ao trabalho: o manual técnico 
damáquina humana. Belo Horizonte: Ergo Editora, 1995. v. 1.
FARTHING, Stephen. Tudo sobre arte. Rio de Janeiro: Sextane, 2011.
FONSECA, Kern Flavio Ono; MIASAKI, Deborah. Ensino de design: uma aproximação com a 
realidade de mercado. Revista design em foco, Salvador, v. 3, n. 1, jan./jun. 2006. Disponível 
em: <http://www.cbd.org.br/wp-content/uploads/2013/02/Uma_Aproximacao_Realidade_
Mercado.pdf>. Acesso em: 11 jun. 2015.
FORTY, Adrian. Objetos de desejo: design e sociedade desde 1750. São Paulo: Cosac 
Naify, 2013.
GOMBRICH, E. H. A história da arte. Rio de Janeiro: LTC, 2008.
HODGE, Susie. Quando o design é genial: 80 obras-primas em detalhes. São Paulo: 
Gustavo Gili, 2015.
LEÃO, Heloisa Helena da Fonseca Carneiro. A arte, o homem e o habitar como um 
construir o mundo. Cognitio-Estudos: revista eletrônica de filosofia, São Paulo, v. 2, 
n. 2, p. 64-67, jul./dez. 2005. Disponível em: <http://www.pucsp.br/pragmatismo/
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MAIOR, Mônica Maria Souto; STORNI, Maria Otília Telles. O design de interiores 
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U1
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Vida de estagiário: moda. Youtube canal Guia do Estudante, 7 jan. 2010. Disponível em: 
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VELLEI, Carolina. Fred Gelli, um dos criadores do logo das Olimpíadas de 2016, fala sobre a 
carreira e o curso de Design. Guia do Estudante, São Paulo, 2012. Disponível em: <http://
guiadoestudante.abril.com.br/blogs/pordentrodasprofissoes/tag/design-de-produto/>. 
Acesso em: 6 jun. 2016.
VILLAS-BOAS, André. O que é (e o que nunca foi) design gráfico. Rio de Janeiro: 2AB, 2007.
WHITELEY, Nigel. O designer valorizado. Arcos, Rio de Janeiro, v. 1, n. 1, p. 63-75, 1998. 
Disponível em: <http://www.esdi.uerj.br/arcos/arcos-01/01-05.artigo_nigel(63a75).pdf>. 
Acesso em: 11 jun. 2015.
Unidade 2
História da arte da Pré-História, 
antiguidade e Idade Média
Seja bem-vindo à segunda unidade de ensino do seu Livro Didático. 
Vamos trilhar um caminho muito interessante, para conhecermos as 
definições e evoluções de arte e do design, além das características gerais 
dos movimentos artísticos na história e as abrangências do design.
Convidamos você, aluno, a conhecer o universo da artee da estética. 
Nesta unidade serão abordadas as origens da história da arte, o que se estuda 
em história da arte, como a história da arte se divide, a função da arte e o 
papel social do artista. Na Seção 2.1 focaremos o nosso estudo na arte da 
Pré-História: arte rupestre; Lascaux; Altamira; e na arte pré-histórica brasileira.
As Seções 2.2 e 2.3 são dedicadas à arte na Antiguidade: arte 
mesopotâmica, arte egípcia, arte grega e arte romana. A última seção desta 
unidade abordará temas como Idade Média, e conheceremos as artes 
românica e gótica.
Vamos combinar os conteúdos teóricos com a situação geradora de 
aprendizagem, envolvendo o mercado de design de interiores no Brasil, que 
segue em constante crescimento. Desde que a decoração deixou de ser 
relacionada apenas à estética e passou a ter um papel fundamental para a 
otimização de espaços físicos em casas ou escritórios, o profissional desta 
área tem encontrado uma grande abrangência de atividades em seu setor.
Você foi convidado a fazer parte da diretoria da ABD – Associação Brasileira 
de Designers de Interiores e tem a responsabilidade de agregar apoiadores à 
associação. Com este objetivo, iremos fazer uma visita a alguns importantes 
eventos que incluem exposições, cursos, workshops, lançamentos, fóruns e 
palestras. 
Convite ao estudo
U2
64 História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
Encontraremos nestes eventos diversas tendências da área, e focaremos 
nosso olhar nas influências da história da arte na estética do design de 
interiores. 
Passeando por estes eventos, vamos identificar elementos artísticos, 
oriundos de movimentos importantes, que mudaram a história da arte e da 
estética para sempre.
U2
65História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
Seção 2.1
A arte e suas origens
O primeiro evento que conheceremos nesta unidade será o DMAIS Design, que 
acontece anualmente em Minas Gerais, na cidade de Belo Horizonte, e consiste em 
dezenas de eventos sobre decoração e design, abordando também arquitetura, arte 
e moda. 
Estaremos presentes neste evento em busca de artigos cuja principal estética tenha 
elementos artísticos oriundos de algum movimento importante para a história da arte, 
e vamos iniciar nosso tour procurando características que remetam à arte rupestre, ou 
seja, os primeiros registros de arte dos quais a civilização tem conhecimento.
Para isso, a primeira coisa que precisamos saber é: o que é arte rupestre? E de 
que se trata esta arte? A que se referem estes nomes: Altamira e Lascaux? O que 
são petróglifos? Quais instrumentos e materiais o homem pré-histórico utilizava para 
produzir o que chamamos de arte?
A partir da leitura do item Não Pode Faltar e de todo o material de apoio sugerido 
pelo seu professor e também na webaula, você estará pronto para fazer sua primeira 
visita a um dos mais importantes eventos de design do país, e iniciará suas pesquisas 
neste setor em constante crescimento e evolução no Brasil. Boa sorte e bom trabalho.
Um começo extraordinário
Você sabe quais foram os primeiros registros de arte da humanidade? Nós 
geralmente desconhecemos o início da arte, e pouco sabemos sobre o sentido que 
ela tinha para o homem pré-histórico. 
A arte rupestre, produzida em pedras ou no interior das cavernas, criada 
provavelmente por caçadores da Idade da Pedra, é o primeiro registro do qual temos 
conhecimento. Trata-se de uma prática que os povos antigos nutriam pintando e 
entalhando rochas ou mesmo empilhando pedras com o objetivo de formar grandes 
desenhos no chão (FARTHING, 2011, p. 16).
Diálogo aberto 
Não pode faltar
U2
66 História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
Outro registro de arte pré-histórica são as pequenas estatuetas femininas, feitas a 
partir de pedra lascada. Objetos de uso cotidiano também são considerados peças 
de arte pré-histórica, e nós o convidamos a aprofundar-se neste universo sedutor, 
misterioso e fascinante. Preparado?
Para compreendermos a arte na pré-história é importante assimilarmos os 
diferentes períodos e suas características:
Paleolítico: época em que o homem morava em cavernas e disputava 
sua moradia com animais selvagens. O homem dependia completamente 
das condições climáticas e, por isso, tinha uma forma de vida nômade, ou 
seja, não podia ter uma habitação fixa, já que em determinadas épocas do 
ano, em virtude do clima, ele tinha que se mudar à procura de animais que 
lhe serviam como alimento. A caça era sua principal forma de alimentação 
e sobrevivência, além da pesca e a coleta de frutas ou raízes. 
Neolítico: período em que as mudanças climáticas na Europa 
possibilitaram que o homem não precisasse mais do nomadismo. Com 
a extinção de espécies de grandes animais, que representavam uma forte 
ameaça, o homem passou a viver das primeiras formas de agricultura, o 
que favorecia a vida sedentária, ou seja, em moradia fixa – primeiramente 
as cabanas e, em seguida, as aldeias.
Fonte: elaborada pela autora.
Figura 2.1 | Linha do tempo
Linha do tempo da Pré-História
Paleolítico
Caça e Coleta
Arco e Flecha
Nomadismo
Domínio do Fogo
Pintura Rupestre
Neolítico
Agricultura
Pastoreio
Sedentarização
Cerâmica
Tecidos
12000 a.C.
Estabilização 
Climática
Idade dos Metais
Metalurgia
Agricultura Intensiva
Escambos
Cidades
Barco à Vela
5000 a.C.
Invenção 
da Metalurgia
Assimile
U2
67História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
Começaremos então pelo Paleolítico: a vida do homem pré-histórico era 
extremamente difícil, em um ambiente hostil e ameaçador. Não é fácil interpretar o 
pensamento de alguém que viveu há tantos anos, mas existem muitos estudos que 
podem nos sinalizar o significado que estas pinturas podem ter (PRETTE, 2008, p. 118).
Um exemplo muito rico são as paredes de cavernas do norte da Espanha e sudoeste 
da França, onde foram encontradas pinturas de uma imponência particular. São elas 
Altamira (Espanha) e Lascaux (França).
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/8b/9_Bisonte_Magdaleniense_pol%C3%ADcromo.
jpg/1024px-9_Bisonte_Magdaleniense_pol%C3%ADcromo.jpg>. Acesso em: 3 out. 2015. 
Figura 2.2 | Bisão, 12000 a.C. Pintura em caverna; Altamira, Espanha
Na caverna de Altamira há representações de bisões, mamutes, renas, animais de 
caça. Essas imagens foram pintadas com terras coloridas, carvão e gordura animal, 
e estão localizadas em áreas quase inacessíveis da caverna, que provavelmente 
não serviam como locais de permanência. Os arqueólogos também identificaram 
marcas de flechas sobre as imagens, o que nos sinaliza que essas pinturas podiam 
ter dois significados: serviam como treinos e ensinamentos sobre técnicas de caça e 
também como uma espécie de culto mágico que evocava forças sobrenaturais que 
ajudavam o homem a dominar seu espaço e vencer as feras inimigas que hostilizavam 
a sobrevivência humana. 
Reflita
“A explicação mais provável para essas pinturas rupestres 
ainda é a de que se trata das mais antigas relíquias de 
crença universal no poder produzido pelas imagens; 
dito em outras palavras, parece que esses caçadores 
primitivos imaginavam que, se fizessem uma imagem 
da sua presa – e até a espicaçassem com suas lanças e 
machados de pedra –, os animais verdadeiros também 
sucumbiriam ao seu poder.” (GOMBRICH, 2008, p. 42)
U2
68 História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
Agora, vamos refletir juntos: será que todos os homens pré-históricos possuíam 
habilidade com a pintura? Não precisamos voltar 40 mil anos para respondermos a 
esta pergunta. Olhe ao seu redor. Quantos dos seus amigos possuem esta habilidade?
Fonte: <https://goo.gl/PU6c1w>. Acesso em: 26 jul. 2016.
Figura 2.3 | Pintura em caverna, 14000 a.C. Lascaux, França
Na gruta de Lascaux, na França, há pinturas datadas de 14000 a.C. que representam 
cavalos e bovídeos. Para essas pinturaso homem pré-histórico utilizava terras coloridas: 
pigmentos provenientes de minerais, vegetais e sangue, produzindo diversas cores.
Nos desenhos destas cavernas não há representações humanas, apenas cenas 
relacionadas às caças, porém há também registro de esculturas na pré-história, e estas 
sim possuem interpretações do corpo humano (BAUMGART, 2007, p. 6).
 Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/89/Venus_de_Lespugue_%28replica%29.jpg/600px-
Venus_de_Lespugue_%28replica%29.jpg>. Acesso em: 7 jul. 2016.
Figura 2.4 | Vênus de Lespugue, 25000 a.C. Escultura em marfim de mamute; Museu do 
Homem, Paris
Várias estatuetas femininas foram encontradas e todas elas datam do período 
Paleolítico. Os arqueólogos as denominaram de Vênus. Vamos conhecer algumas 
delas! Uma das mais célebres é a escultura em rocha com cerca de 10,5 cm de altura 
U2
69História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
de uma figura feminina nua, que foi encontrada na Áustria e ficou conhecida como 
Vênus de Willendorf. A pequena escultura tem sua datação entre 25000 e 20000 
a.C. e sua interpretação está relacionada à magia da fertilidade, principalmente pelo 
fato de os seios, o ventre e o sexo estarem realçados na escultura. Outra importante 
estatueta é a Vênus de Brassempouy, pequena cabeça de mulher, esculpida em 
marfim trabalhado com instrumento de pedra lascada, com altura de 3 cm, datada em 
torno de 21000 a.C., proveniente de Brassempouy, Landes.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/
commons/thumb/b/b8/Vestonicka_venuse_edit.
jpg/320px-Vestonicka_venuse_edit.jpg>. Acesso em: 
7 jul. 2016.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/
commons/thumb/5/50/Venus-de-Laussel-vue-
generale.jpg/435px-Venus-de-Laussel-vue-generale.
jpg>. Acesso em: 27 jul. 2016.
Figura 2.5 | Vênus de Dolní Věstonice, 
29000-25000 a.C. Estatueta de 
terracota; Museu da Morávia, Brno
Figura 2.6 | Vênus de Laussel, 27000-
18000 a.C. Figura feminina obesa, 
talhada em bloco de pedra calcária dura, 
46 cm de altura. Representa uma mulher 
de perfil, segurando um chifre de bisão; 
Museu da Aquitânia, Bordeaux
Já no período Neolítico, o homem vivia de maneira sedentária e cultivava as 
primeiras formas de agricultura, a vida das comunidades e as suas técnicas de 
manufatura mudaram. Os instrumentos passaram a ser polidos.
U2
70 História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/61/LakeTaupo-RockCarvings.jpg>. Acesso 
em: 26 jul. 2016.
Figura 2.7 | Enorme gravura rupestre no Lago Taupo; Nova Zelândia.
Nas imagens rupestres da população neolítica também representam-se homens 
estilizados e não mais somente animais e natureza. 
A Austrália é rica em arte rupestre. Na Ilha de Murujuga, perto do arquipélago 
de Dampier, na Austrália Ocidental, está localizado o maior complexo de entalhes 
na pedra do mundo, datados de 28000 a.C. Essas imagens representam formas 
geométricas, além de desenhos realistas de cerimônias aborígines e animais como 
baleias, cangurus e tigres-da-tasmânia.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/20/MtnSheepPetroglyph.jpg/440px-
MtnSheepPetroglyph.jpg>. Acesso em: 19 jun. 2016. 
Figura 2.8 | Arte rupestre. Petróglifos (entalhes na pedra); Utah, Estados Unidos 
Exemplificando
Exemplificando
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71História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
O Brasil também tem muitos sítios arqueológicos onde podemos encontrar arte 
rupestre. As regiões com grande quantidade destes registros são: Rio Grande do Norte, 
Paraíba, Piauí, Minas Gerais, Mato Grosso e Santa Catarina. Os temas da arte rupestre 
brasileira são praticamente os mesmos: caça, fertilidade, cotidiano.
Niède Guidon é uma personalidade importante da arqueologia nacional. A 
arqueóloga brasileira, com ascendência francesa, descobriu o esqueleto mais antigo 
do Brasil – uma mulher que viveu há 9.800 anos. Niède também encontrou mais de 
800 sítios pré-históricos, 426 são cavernas com pinturas rupestres, no Parque Nacional 
Serra da Capivara, no Piauí, que é o único parque latino-americano incluído na lista da 
Unesco como patrimônio histórico mundial.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/98/Arte_rupestre_no_Piau%C3%AD.JPG/800px-Arte_
rupestre_no_Piau%C3%AD.JPG>. Acesso em: 27 jul. 2016. 
Fonte: <https://goo.gl/vwSYbU>. Acesso em: 27 jul. 2016.
Figura 2.9 | Arte rupestre; Parque Nacional da Serra da Capivara, Piauí
Figura 2.10 | Arte rupestre; Parque Nacional da Serra da Capivara, Piauí
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72 História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
Fonte: <https://goo.gl/eigMWd>. Acesso em: 27 jul. 2016.
Figura 2.11 | Arte rupestre; Parque Nacional da Serra da Capivara, Piauí 
O que podemos concluir é que, desde a Pré-História, a atividade artística servia 
à comunicação e à interpretação do mundo e aos rituais. O primeiro legado da 
humanidade foram as pinturas e as esculturas. A partir da arte, e de ferramentas simples 
e utensílios domésticos, iniciamos a história da humanidade. Veremos na sequência 
desta seção que as expressões de arte sempre existiram, talvez como necessidade 
de sobrevivência, talvez como ornamentação de objetos diários, talvez como puro 
deleite, porém, não há história da humanidade sem história da arte. 
FEIST, Hildegard. Arte rupestre. São Paulo: Editora Moderna, 2010.
O livro trata das imagens desenhadas, pintadas ou gravadas que, na Pré-
-História, os homens elaboraram em pedras, muitas delas em cavernas. 
Estes desenhos sobreviveram ao tempo.
Agora que você compreende melhor o início da história da arte, vamos aplicar este 
conhecimento à sua visita ao DMAIS Design, em Belo Horizonte.
A data do evento se aproxima, e você deve estar ansioso para assistir às muitas 
palestras, exposições e lançamentos que o DMAIS Design, promete. Vamos à procura 
de elementos estéticos que remetam à arte rupestre. 
Mas, você já respondeu às questões levantadas no início desta seção? Então vamos 
às respostas. 
Pesquise mais
Sem medo de errar
U2
73História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
Lembre-se de que a arte rupestre, como são chamadas as representações artísticas 
pré-históricas produzidas em pedras ou no interior das cavernas, criados provavelmente 
por caçadores da Idade da Pedra, é o primeiro registro do qual temos conhecimento. 
A arte rupestre se refere a uma prática nutrida por povos pré-históricos que pintavam e 
entalhavam rochas e empilhavam pedras que formavam grandes desenhos no chão. 
Outro registro de arte pré-histórica são as pequenas estatuetas femininas, feitas a 
partir de pedra lascada, destacando alguns traços do corpo feminino. É importante 
salientar as regiões da Europa onde foram encontradas manifestações deste tipo de 
arte, como as cavernas da Espanha e França. O homem pré-histórico utilizava terras 
coloridas para confeccionar sua tinta e, entre os principais tons, destacavam-se o ocre, 
marrom, amarelo e vermelho, além da utilização de gordura animal e carvão. Para 
pintar, eles usavam os dedos ou pincéis feitos com pelos de animais.
Não podemos deixar de mencionar a arte rupestre em nosso país. O Brasil também 
tem muitos sítios arqueológicos onde podemos encontrar esse tipo de arte. As regiões 
com grande quantidade destes registros são: Rio Grande do Norte, Paraíba, Piauí, 
Minas Gerais, Mato Grosso e Santa Catarina. Os temas da arte rupestre brasileira são 
praticamente os mesmos: caça, fertilidade, cotidiano. 
Arte pré-histórica é aquela produzida antes do aparecimento da escrita. Portanto, 
são alguns dos registros materiais mais importantes, se não forem os mais relevantes, 
para conhecermos o pensamento e o modo de vida deste distante período.
Não há muitas certezas nos estudos sobre estas civilizações, poréma 
explicação mais provável para a arte rupestre é que se trata da crença 
universal no poder produzido pelas imagens, ou seja, os caçadores 
primitivos imaginavam que, se produzissem uma imagem da sua caça, os 
animais verdadeiros também sucumbiriam ao seu poder. 
Bienal Brasileira de Design
Descrição da situação-problema
A Bienal Brasileira de Design é um grande evento que expõe o que há de mais 
importante na produção nacional, estimulando a percepção de seu público em 
relação à presença do design no cotidiano e favorecendo a atividade em todo o país. 
Avançando na prática 
Atenção
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74 História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
Você é um profissional que trabalha em um grande escritório de design e 
vai participar de um fórum de discussão na próxima Bienal Brasileira de Design, 
representando seu escritório.
O tema do fórum é “A arte pré-histórica” e você está encarregado de expor os 
principais aspectos da arte rupestre, além de apresentar alguns modelos de produtos 
que utilizaram esta estética. 
O Brasil também tem muitos sítios arqueológicos onde podemos encontrar arte 
rupestre em grande quantidade no Rio Grande do Norte, na Paraíba, no Piauí, em 
Minas Gerais, Mato Grosso e Santa Catarina. 
Muitos desses Estados utilizam a estética da arte rupestre para produzir e 
comercializar artigos como louças, semijoias, almofadas, vasos, tapetes, roupas etc. 
Você deverá preparar uma apresentação expondo o significado de arte rupestre 
e mostrando muitas opções de produtos elaborados a partir deste conhecimento 
estético e histórico.
Arte rupestre, como são chamadas as representações artísticas pré-
históricas produzidas em pedras ou no interior das cavernas, é o primeiro 
registro do qual temos conhecimento. Trata--se de uma prática que 
os povos antigos nutriam pintando e entalhando rochas ou mesmo 
empilhando pedras com o objetivo de formar grandes desenhos no chão. 
Resolução da situação-problema 
Monte um esquema que pode ajudá-lo:
- Reúna as informações e o conhecimento que adquiriu até o momento sobre arte 
rupestre.
- Estenda sua pesquisa acerca dos produtos comercializados que possuem esta 
referência estética. 
Alguns links serão úteis para que você encontre mais informações e as organize:
Arte rupestre de Monte Alegre inspira coleção de joias. Disponível em: <http://
turismoparaense.blogspot.com.br/2013/05/arte-rupestre-de-monte-alegre-inspira.
html>. Acesso em: 19 jun. 2016.
Homens das cavernas recebem homenagem: designer apaixonada por arte 
rupestre lança livro. Disponível em: <http://casavogue.globo.com/LazerCultura/
Lembre-se
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75História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
Livros/noticia/2014/09/homens-das-cavernas-recebem-homenagem.html>. Acesso 
em: 19 jun. 2016.
Conheça algumas camisetas com estampas de arte rupestre. Disponível em: 
<http://www.cafepress.com/+cave-drawing+t-shirts>. Acesso em: 19 jun. 2016.
A casa dos Flintstones. Disponível em: <http://revistacasaejardim.globo.com/
Revista/Common/0,,EMI322364-16938,00-A+CASA+DOS+FLINTSTONES.html>. 
Acesso em: 19 jun. 2016.
Que tal colocar a mão na massa?
Desenhe um objeto de design de interiores que possua a estética da arte 
rupestre.
Pode ser um tapete, um abajur, um móvel, uma cortina, ou seja, o que a 
sua criatividade escolher. 
Não se esqueça de ampliar as suas pesquisas antes de começar a elaborar 
seu projeto. Pense em quem seria seu público-alvo e quais materiais 
seriam necessários para a fabricação desse produto.
1. Desenhos produzidos em pedras ou no interior das cavernas, criados 
provavelmente por caçadores da Idade da Pedra. Trata-se de uma prática 
que os povos antigos nutriam pintando e entalhando rochas ou mesmo 
empilhando pedras com o objetivo de formar grandes desenhos no chão. 
A que estamos nos referindo?
a) Arte gótica.
b) Arte rupestre.
c) Arte na Idade Média.
d) Arte primitiva.
e) Arte na Antiguidade.
Faça você mesmo
Faça valer a pena
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76 História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
2. O que é Paleolítico?
a) Desenhos produzidos em pedras ou no interior das cavernas.
b) Pequenas estatuetas femininas.
c) Período em que as mudanças climáticas na Europa possibilitaram a 
vida sedentária.
d) Um sítio arqueológico localizado na Espanha.
e) Época em que o homem morava em cavernas e disputava sua 
moradia com animais selvagens.
3. Segundo estudos de arqueólogos, quais eram as prováveis funções das 
pinturas nas paredes e no teto das cavernas?
a) Serviam como treinos e ensinamentos sobre técnicas de caça, assim 
como uma espécie de culto mágico.
b) Serviam para ensinar as próximas gerações a cozinhar e colher frutos 
e raízes.
c) Serviam para rituais de culto à fertilidade e aos padrões de beleza 
feminina.
d) Serviam para espantar os inimigos de comunidades vizinhas.
e) Serviam como ensinamentos bíblicos aos que não sabiam ler.
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77História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
Seção 2.2
Estética na antiguidade: arte mesopotâmica, arte 
egípcia
Caro aluno, chegamos à Seção 2.2 do seu Livro Didático. Você está preparado para 
seu próximo desafio?
Vamos seguir visitando feiras e eventos de design e direcionaremos nosso olhar ao 
conteúdo desta seção.
O evento desta semana é o Expo Rio Móbile, que acontece anualmente na 
cidade do Rio de Janeiro, reunindo profissionais da indústria moveleira e designers de 
interiores e ambientes, com o propósito de apresentar tendências da área facilitando 
as possíveis relações comerciais. 
É um evento muito importante para profissionais do setor e você não pode deixar 
de participar.
Ao chegar, você encontrará um importante designer de interiores, que ministrará 
uma oficina sobre tendências em decoração e materiais. Este profissional sugere 
estética de arte egípcia e mesopotâmica para luminárias, estofados, almofadas, tapetes 
e objetos, como estatuetas ou quadros. 
A proposta deste designer parece bem interessante, e você irá conversar com ele 
sobre suas principais referências. 
Para isso, vamos nos concentrar no conteúdo apresentado até aqui, para que 
você esteja preparado para sua visita ao evento, bem como apto para a oficina de 
tendências em decoração e materiais. 
O que será que você precisará saber sobre o Egito e sobre a Mesopotâmia? Quais 
serão as manifestações artísticas, seus principais símbolos e o significado da arte destes 
locais tão fascinantes? Vamos pontuar alguns elementos significativos:
- Quais eram as crenças do povo egípcio;
Diálogo aberto 
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78 História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
- Qual é o significado das pirâmides;
- Como eram contemplados os corpos dos faraós depois de sua morte;
- Quem eram os sumérios;
- Por que a Mesopotâmia foi extremamente importante como base para a civilização 
ocidental. 
Nossos objetivos com este trabalho serão: compreender as civilizações egípcia 
e mesopotâmica; incrementar o repertório quanto ao significado da arte egípcia e 
mesopotâmica e desenvolver a capacidade de aplicar o conhecimento adquirido em 
projetos do mercado de trabalho.
Vamos em frente! O primeiro passo para seu entendimento destas questões está 
logo a seguir.
Mesopotâmia
Aqui começamos a jornada da Seção 2.2. Você já ouviu falar nos sumérios? Eles 
ocupavam a Mesopotâmia, região de vale entre os rios Tigre e Eufrates, em 4000 
a.C., e representavam um povo habilidoso e agrário, que foi capaz de constituir 
uma sociedade urbana próspera, comandada por reis, fundamentada num sistema 
teocrático. Esta civilização foi extremamente relevante como base para a civilização 
ocidental, pois foi a pioneira de vários fatores importantes: criou a primeira cidade-
-estado, Uruk, governada pelo rei Gilgamesh; a primeira religião estruturada numa 
hierarquia de deuses, homens e rituais; foi precursora também na primeira língua 
escrita conhecida – a cuneiforme; foiresponsável pelos primeiros sistemas de irrigação 
para o cultivo de grãos; também inventou os primeiros veículos sobre rodas – eram 
carroças de madeira e couro que tinham um tronco como roda e eram puxadas por 
onagros, uma espécie de cavalo – e esses veículos eram utilizados para o transporte 
de bens e de exércitos. As redes comerciais dos sumérios alcançavam a África, a Ásia e 
a Europa. A religião era muito importante nesta civilização, portanto a arte e arquitetura 
sumérias expressavam crenças e rituais religiosos. Toda cidade suméria possuía um 
grande templo com formato de torre, construído com tijolo e argila. Seus templos não 
possuíam colunas e suas paredes eram grandes, com o objetivo de proporcionar uma 
forte sustentação. Suas construções tinham formas ovaladas, quadradas ou redondas. 
Os templos também tinham um aspecto de fortaleza, que mostrava que os sumérios 
eram uma civilização preparada para guerras e batalhas (PRETTE, 2008, p. 137).
Não pode faltar
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79História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/93/Ancient_ziggurat_at_Ali_Air_Base_Iraq_2005.
jpg/800px-Ancient_ziggurat_at_Ali_Air_Base_Iraq_2005.jpg>. Acesso em: 27 jul. 2016.
Figura 2.12 | Zigurate de Ur, Iraque
Os palácios eram decorados com relevos e pintados com cores vivas. Os poderosos 
reis dedicavam-se à caça de leões. 
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/24/Human_headed_winged_bull_profile.jpg/800px-
Human_headed_winged_bull_profile.jpg>. Acesso em: 27 jul. 2016.
Figura 2.13 | Touro alado com cabeça de homem, conhecido como shedu, calcário, século 
VIII a.C.; Museu do Louvre, Paris
Embora a arte da Mesopotâmia não tivesse como propósito a decoração de 
túmulos, também tinha que garantir que a imagem de homens poderosos se 
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80 História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
mantivesse viva, porém de maneira diferente dos egípcios (GOMBRICH, 2008, p. 70). 
Os reis mesopotâmios encomendavam monumentos para celebrar suas vitórias na 
guerra.
Egito Antigo
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/18/All_Gizah_Pyramids-2.jpg/800px-All_Gizah_
Pyramids-2.jpg>. Acesso em: 11 out. 2015.
Figura 2.14 | As pirâmides Miquerinos (c. 2575 a.C.), Quéfren (c. 2600 a.C.) e Quéops (c. 
2650 a.C.); Gizé
Quando pensamos em Egito, qual é a primeira coisa que vem à cabeça? Pirâmides! 
E você sabe qual é o significado destas antiquíssimas relíquias da arquitetura humana? 
Sabe quando foram construídas? A história do Egito Antigo contém informações 
preciosas para entendermos como vivia esta civilização: em que acreditava, o 
que julgava belo e como utilizava a arte para unir e ordenar fenômenos cósmicos 
e terrenos. Aos artistas egípcios era concedida a responsabilidade de comunicar 
doutrinas espirituais e suas obras exerciam uma função religiosa. 
As riquezas da arte do Egito Antigo sobreviveram por cerca de 5 mil anos.
Você já pensou na importância que os rios Nilo, Tigre e Eufrates têm na 
história da civilização?
Reflita
“As primeiras grandes civilizações floresceram 
quase contemporaneamente nas áreas por onde 
correm os grandes rios, o Nilo, no Egito, o Tigre e o 
Eufrates, na Mesopotâmia. As cheias sazonais desses 
grandes cursos d’água depositam argila rica em 
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81História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
A cultura egípcia se desenvolveu no decorrer do quarto milênio a.C. O surgimento 
da escrita foi o fato principal que separou o período da Pré-História da Antiguidade. 
Nesta seção estudaremos a Antiguidade Oriental, da qual fazem parte as civilizações 
do Egito e da Mesopotâmia. 
Na linha do tempo a seguir você compreenderá as divisões do Império Egípcio: 
Antigo Império, Médio Império e Novo Império. 
No período entre os anos de 2649 a.C. e 1070 a.C., no Antigo Egito, 18 
dinastias chegaram ao poder. Como resultado, uma grande produção 
de esculturas, pinturas, arquitetura, joalheria e cerâmica nos guia neste 
estudo. O conhecimento que temos da civilização egípcia está baseado 
nos templos, no conteúdo dos túmulos, nas oferendas colocadas junto aos 
mortos e nas representações em relevos e pinturas de túmulos dos nobres. 
Figura 2.15 | Linha do tempo
Fonte: adaptada de <http://images.slideplayer.com.br/3/399985/slides/slide_8.jpg>. Acesso em: 11 out. 2016.
Assimile
Antigo Império
2750 - 2140 a.C.
Médio Império
1955 - 1785 a.C.
Novo Império
1550 - 1070
Invasões dos 
Assírios, persas e 
macedônios
Domínio 
Romano
2.500
a.C.
2.000
a.C.
1.500
a.C.
1.000
a.C.
500
a.C.
Ano 1
Tutancâmon: 1333-1323 a.C.
Aquenaton (Amenófis IV): 1353-1335 a.C.
Amósis: 1550-1525 a.C.
Amenemá III: 1844-1797 a.C.
Quéops: 2696-2673 a.C.
Quéfren: 2665-2609 a.C.
Miquerinos: 2520-2472 a.C.
substâncias minerais e orgânicas (limo), tornando fértil 
a terra. Nessas regiões se desenvolveram sociedades 
agrárias, ligadas aos ciclos de semeadura e colheita, 
governadas por um poder central absoluto. Somente 
um estado monárquico podia custear o grande esforço 
tecnológico e econômico do controle das águas e da 
planificação dos trabalhados agrícolas. No Egito, esse 
poder estava nas mãos do faraó.” (PRETTE, 2008, p. 124)
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82 História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
Vamos pensar juntos. Anote tudo o que lhe vem à mente quando você 
pensa em Egito Antigo. 
Agora dê uma olhada no texto abaixo. Você tinha conhecimento dessas 
informações?
O Egito é a terra das pirâmides e são elas que nos revelam toda a história. 
As pirâmides, na verdade, são gigantescos morros tumulares, construídos 
por milhares de escravos ou trabalhadores, durante anos. Estes homens 
cortavam pedras e as arrastavam até o local da construção. Todo o esforço 
é justificado pelo significado desses túmulos: os faraós eram considerados 
seres divinos e, quando morriam, juntavam-se aos deuses.
As pirâmides, voltadas ao céu, serviam para ajudá-los no caminho pós-morte. Os 
egípcios acreditavam que o corpo deveria ser preservado, para que a alma pudesse 
continuar vivendo e, por este motivo, impediam a decomposição do cadáver através 
de um aperfeiçoado método de embalsamar e enfaixar o corpo em tiras de pano. 
A pirâmide era erguida para acomodar o corpo do rei, fechado em um sarcófago e 
disposto na câmara sepulcral, junto de suas riquezas, objetos que o falecido utilizava 
em vida e até mesmo seus escravos. Em volta da câmara funerária, encantamentos 
e fórmulas mágicas eram escritos para auxiliá-lo em sua jornada para o outro mundo 
(GOMBRICH, 2008, p. 55).
As pirâmides do complexo funerário de Gizé foram construídas pelos reis do Antigo 
Império. A pirâmide maior, de Quéops, é prestigiada como uma das sete maravilhas 
do mundo antigo.
Fonte: <https://goo.gl/ZpuZs0>. Acesso em: 27 jul. 2016.
Figura 2.16 | Esfinge e Pirâmide de Gizé, c. 2613-2363 a.C.; Cairo, Egito
Exemplificando
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83História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
Uma imagem do rei também deveria ser preservada para ele viver eternamente, 
e, por isso, os egípcios esculpiam em granito a cabeça do rei e esta era depositada 
também nos túmulos reais. Dessa maneira a imagem do rei continuaria sempre viva. 
Entre as artes visuais, a estátua tinha um caráter sagrado, com o objetivo de materializar 
a divindade. Os egípcios do Império Antigo eram aficionados por esculturas (PRETTE, 
2008, p. 124).
As esculturas não eram feitas exatamente a partir da imagem do faraó, mas 
sim a partir de um padrão geral de representação humana pautada na abstração e 
simplificação das formas. A única exceção a essa regra se deu na dinastia do faraó 
Aquenáton.
Como citado anteriormente, houve um momento da história em que os escravos 
eram sacrificados para acompanharem seu rei na sepultura, para que este chegasseao outro mundo com seus serviçais. Mais tarde, os escravos foram substituídos por 
imagens: eram pintadas figuras de servos nos túmulos egípcios, para que o rei não 
partisse sozinho. A passagem do faraó para a vida após a morte é retratada nas tumbas, 
em pinturas e relevos nas paredes. 
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/
commons/e/e0/Djoser_a.gif>. Acesso em: 27 jul. 2016.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/
commons/d/d5/Khafre_statue.jpg>. Acesso em: 27 jul. 2016.
Figura 2.17 | Rei Djoser (reinou de c. 
2630-2611 a.C.). Escultura em tamanho 
natural, pedra calcária com acabamento 
em policromia
Figura 2.18 | Detalhe da escultura do 
Faraó Quéfren (diorito, altura total: 1,68 
m); Museu Egípcio, Cairo
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84 História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
Fonte: <https://goo.gl/sqhJ44>. Acesso em: 28 jul. 2016.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/7c/La_tombe_de_Horemheb_%28KV.57%29_%28Vall%C3%A
9e_des_Rois_Th%C3%A8bes_ouest%29_-2.jpg>. Acesso em: 28 jul. 2016.
Figura 2.19 | Tumba de Horemheb, Vale dos Reis, Egito
Figura 2.20 | Detalhe da tumba de Horemheb na qual as cores ainda estão preservadas; 
Vale dos Reis, Egito 
Repare bem nas imagens das pinturas acima. Vamos observar a estética utilizada 
nos desenhos dos artistas egípcios: a cabeça era desenhada sempre de perfil, porém, 
veja bem como eles representam os olhos – é como se estivéssemos vendo os olhos 
de frente. O tronco e os braços também estão de frente. Os braços e as pernas estão 
sempre em movimento, porém os pés estão de lado. Parece estranho se compararmos 
aos desenhos contemporâneos, mas esta estética era vigente na época, e os artistas 
egípcios deviam seguir regras que permitiam que eles incluíssem tudo que fosse 
importante na imagem humana, ou seja, todas as partes do corpo deveriam estar bem 
representadas na figura, para que cumprissem a função principal de levar ou receber 
oferendas e concluir a jornada do faraó da vida após a morte.
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85História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/be/HouseAltar-AkhenatenNefertitiAndThreeOfTheirDau
ghters.png/757px-HouseAltar-AkhenatenNefertitiAndThreeOfTheirDaughters.png>. Acesso em: 28 jul. 2016.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/28/Abu_Simbel%2C_Ramesses_Temple%2C_
front%2C_Egypt%2C_Oct_2004.jpg/800px-Abu_Simbel%2C_Ramesses_Temple%2C_front%2C_Egypt%2C_Oct_2004.
jpg>. Acesso em: 28 jul. 2016.
Figura 2.21 | Akhnaton e Nefertiti com seus filhos, c. 1345 a.C. Relevo em altar de pedra 
calcária, 32,5 cm x 39 cm; Museu Egípcio, Staatliche Museem, Berlim
Figura 2.22 | Templo de Ramsés II, em Abu Simbel
Os templos dos deuses egípcios também são uma maravilha à parte. Antigamente 
as estruturas eram pintadas em cores vivas. Os complexos tinham estrutura para festas 
e procissões. 
O mais interessante a ser destacado na arte egípcia é que esta era uma arte 
praticamente toda voltada aos deuses e espíritos, ou seja, que devia ser apreciada 
apenas pela alma do morto. O objetivo não era causar apreciação ou deleite, e sua 
função era manter viva a alma do faraó (PRETTE, 2008, p. 128).
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86 História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
EZQUERRA, Sabatino. Como reconhecer a arte mesopotâmica. São 
Paulo: Martins Fontes, 1985. Leia o livro e conheça esta interessante 
civilização, seus principais hábitos e costumes representados pela arte e 
também entre em contato com aspectos de seus templos, esculturas e 
relevos, bem como seus principais significados. 
Escolha um dos três impérios egípcios e pesquise a fundo sua história, 
seus faraós, suas crenças e sua arte.
Preparado para a vista ao Expo Rio Móbile? 
Você terá o privilégio de conversar com um importante profissional de design 
que está apresentando as próximas tendências em design de interiores. O que ele 
sugere são estampas e materiais que remetam às antigas civilizações egípcias e 
mesopotâmicas.
Parece bem interessante, porém um designer deve sempre conhecer muito bem 
suas referências, para que seu trabalho seja consistente o suficiente para fazer parte 
de um mercado de trabalho tão rico e competitivo. Preparado para o desafio? Então 
vamos aos elementos significativos dessas ricas civilizações da antiguidade.
Como você viu nesta seção, o Egito é a terra das pirâmides que, na verdade, são 
gigantescos morros tumulares construídos por milhares de escravos ou trabalhadores 
durante anos. Estes homens cortavam pedras e as arrastavam até o local da 
construção. Todo este esforço é justificado pelo significado dos túmulos: os faraós 
eram considerados seres divinos e, quando morriam, juntavam-se aos deuses. Os 
egípcios preservavam o corpo após a morte, pois acreditavam que a alma continuaria 
vivendo, e impediam a decomposição do cadáver através de um aperfeiçoado método 
de embalsamar e enfaixar o corpo em tiras de pano.
E quem foram os sumérios? Por que essa civilização foi tão importante?
Os sumérios eram os habitantes da Mesopotâmia em 4000 a.C. Representavam um 
povo agrário, que construiu com muita habilidade uma sociedade urbana comandada 
por reis. Possuíam a primeira cidade-estado; a primeira religião estruturada numa 
Pesquise mais
Faça você mesmo
Sem medo de errar
U2
87História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
A história do Egito Antigo apresenta informações preciosas para 
entendermos como vivia essa civilização: em que acreditava e como 
utilizava a arte para unir e ordenar fenômenos cósmicos e terrenos. Aos 
artistas egípcios era concedida a responsabilidade de comunicar doutrinas 
espirituais, e suas obras exerciam uma função religiosa. 
As riquezas da arte do Egito Antigo sobreviveram mais de três milênios e 
são elas que declaram os valores de uma civilização que tinha a arte como 
principal ferramenta para a prosperidade de seu povo.
Egito Antigo, moda atual
Descrição da situação-problema
Você foi convidado a compor um cenário para um desfile de moda que terá 
como principal referência o Egito Antigo. Você já se reuniu com sua equipe e tiveram 
ótimas ideias. O desfile tem tudo para ser um sucesso. Você já fez uma planilha com 
as principais características estéticas que deverão ser expostas no cenário, em termos 
de cores, texturas, materiais e iluminação. Agora é a hora de compor um texto para o 
encarte do desfile. 
Os designers de moda responsáveis pelas roupas já elaboraram seus textos. Você 
deverá fazer o mesmo em relação ao cenário.
Vamos desenvolver um pequeno texto que informe ao público em geral os 
símbolos escolhidos para decorar este evento?
hierarquia de deuses, homens e rituais; foram precursores na primeira língua escrita 
conhecida; foram responsáveis pelos primeiros sistemas de irrigação para o cultivo de 
grãos e criaram os primeiros veículos sobre rodas.
Atenção
Avançando na prática 
U2
88 História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
Fonte: <http://i.istockimg.com/file_thumbview_approve/54818154/6/stock-photo-54818154-beautiful-woman.jpg>. Acesso 
em: 28 jul. 2016.
Fonte: <http://i.istockimg.com/file_thumbview_approve/24292848/6/stock-photo-24292848-a-woman-in-a-black-
dress-and-a-nefertiti-style-headdress.jpg>. Acesso em: 28 jul. 2016.
Figura 2.23 | Moda: acessórios egípcios
Figura 2.24 | Moda: estilo Egito Antigo
U2
89História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
Para mais informações, acesse o link e veja informações interessantes para este 
desafio sobre Moda e Egito Antigo. Disponível em: <http://lumorazzi.blogspot.com.
br/2013/01/moda-historia-e-evolucao-antiguidade.html>. Acesso em: 24 jun. 2016.
Resolução da situação-problema 
Como vimos nesta seção, a estética dos desenhos dos artistas egípcios mantinha 
a cabeça desenhadasempre de perfil, e os olhos representados como se os víssemos 
de frente. Quanto ao tronco e aos braços, eram também representados de frente. 
Repare bem: os braços e as pernas estão em movimento, mas os pés estão de lado. 
Não é a mesma estética dos desenhos de hoje e, por isso, nos parecem tão estranhos. 
Acredita-se que os artistas egípcios seguissem regras para incluir tudo que fosse 
importante na figura humana, ou seja, todas as partes do corpo deveriam estar bem 
representadas na imagem, para que cumprissem a função principal de levar ou receber 
oferendas e concluir a jornada do faraó da vida após a morte. Estas rígidas normas de 
representação do corpo humano na produção bidimensional egípcia recebe o nome 
de Lei da Frontalidade.
Agora, use a sua criatividade para misturar estes elementos com o mundo atual da 
moda. Temos certeza de que você acabou de ter ideias bem promissoras. 
Conforme foi visto neste Livro Didático, no período entre os anos de 2649 
a.C. e 1070 a.C., no Antigo Egito, 18 dinastias chegaram ao poder. Como 
resultado, uma grande produção de esculturas, pinturas, arquitetura, 
joalheria e cerâmica nos guia neste estudo. O conhecimento que temos 
da civilização egípcia está baseado nos templos, no conteúdo dos 
túmulos, nas oferendas colocadas junto aos mortos e nas representações 
em relevos e pinturas de túmulos dos nobres.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/43/Pharaoh.svg/320px-Pharaoh.svg.png>. Acesso em: 
27 jul. 2016. 
Figura 2.25 | Estética egípcia
Lembre-se
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90 História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
Faça uma pesquisa e descubra quais indústrias já utilizaram em seus 
produtos a estética da arte egípcia: roupas, objetos decorativos, utensílios 
domésticos, material de escritório e papelaria, sapatos etc. Anote os 
produtos e analise o resultado. Ficou bom? A ideia foi bem aproveitada? A 
arte utilizada possui um conceito claro?
1. Qual a relação que a civilização egípcia tinha com o Rio Nilo?
a) As enchentes do rio causavam grandes estragos, e os egípcios faziam 
oferendas aos deuses, pedindo que o período de enchentes acabasse.
b) Os egípcios realizavam grandes rituais de funerais na beira do rio e 
jogavam no Nilo os corpos dos reis e de outros nobres.
c) Não há registros de nenhuma relação entre o povo egípcio e o Rio 
Nilo, pois pouco se sabe sobre esta civilização, a não ser de seus rituais 
religiosos.
d) As mulheres utilizavam o rio para fazer oferendas à representantes 
da Igreja Católica.
e) As cheias sazonais depositam argila rica em substâncias minerais e 
orgânicas (limo), tornando fértil a terra e, por isso, o Egito desenvolveu 
uma sociedade agrária nesta região.
2. Em que está baseado o conhecimento que temos sobre a civilização 
egípcia?
a) Apenas em relatos escritos em livros históricos, pois na Antiguidade 
a linguagem escrita já havia sido inventada.
b) O conhecimento está baseado principalmente no desenvolvimento 
agrário que a região possui.
c) Na produção de esculturas, pinturas, arquitetura, joalheria e cerâmica 
datadas deste período da Antiguidade.
d) Em relatos que foram passados oralmente de geração para geração.
e) Em filmes de Hollywood, que retratam com perfeição esta época da 
Antiguidade.
Faça você mesmo
Faça valer a pena
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91História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
3. Quando a cultura egípcia se desenvolveu?
a) 25.000 anos a.C.
b) 4.000 anos a.C.
c) 400 anos d.C.
d) No século II.
e) Durante a Idade Média.
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92 História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
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93História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
Seção 2.3
Estética na antiguidade: arte grega, arte romana
Estamos na Idade Antiga, porém, desta vez, nossa viagem será à Grécia e a Roma, 
entre deuses, templos, esculturas incríveis, blocos de mármore ou peças de bronze. 
Essa viagem lhe servirá como base para seu próximo desafio profissional, em mais 
uma visita técnica a um grande evento de design.
Nesta seção você desenvolverá seu conhecimento sobre as civilizações 
grega e romana e suas principais manifestações artísticas, seus significados e seu 
desenvolvimento ao longo dos anos.
Portanto, iremos visitar um dos mais importantes e maiores festivais de Design de 
Interiores e Decoração da cidade de São Paulo, o Design Weekend, que acontece 
anualmente, em que universidades, fabricantes e artistas expõem novas tendências 
em design, arquitetura, urbanismo, tecnologia e inclusão social. Sua responsabilidade 
é gravar e editar um vídeo para ser exibido no evento, com o objetivo deestreitar a 
relação entre o estudo de design e de história da arte, assim seu olhar estará direcionado 
às influências da arte antiga no estudo e na prática da atividade do design.
O vídeo também será exibido em um canal do Youtube voltado a designers e 
estudantes de design e arquitetura. 
Nesta seção você encontrará um conteúdo rico, que vai inspirá-lo a preparar esse 
vídeo. É importante que você mostre como a arte da Antiguidade é surpreendente e 
esplêndida. Durante sua leitura, escolha pontos que julgar importantes, faça anotações, 
observações e selecione tópicos que mereçam uma pesquisa mais rica em detalhes, 
para ilustrar seu vídeo. Afinal, com certeza o público vai querer saber para que os gregos 
utilizavam a arte e qual a importância da arquitetura romana. Você sabe explicar isso?
Leia com atenção a Seção 2.3 e organize os pontos principais a serem apresentados 
em seu vídeo.
Vamos em frente?
Diálogo aberto 
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94 História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
Arte grega, equilíbrio e harmonia e a contínua busca da perfeição
Os gregos se destacam na história da arte, pois sua manifestação artística 
testemunha a grandeza dessa civilização. Estudando a arte grega temos acesso à 
origem da democracia e da cultura ocidental. O desenvolvimento da arte grega, de 
750 a.C. até o surgimento dos romanos, nos conta a história de uma sociedade que 
valorizava o homem, a inteligência humana, os Jogos Olímpicos, a beleza e a razão. 
Essa civilização utilizava a arte para ornamentar os templos e edifícios públicos, 
solenizar vitórias em batalhas, homenagear heróis e atletas e glorificar deuses.
Linha do tempo: Grécia Antiga
Vamos entender primeiro as diferentes etapas desta história, para podermos 
compreender melhor as características e o processo de desenvolvimento da arte 
grega:
Figura 2.26 | Linha do tempo: Grécia Antiga
Os primórdios da civilização grega, após o declínio de Micenas, 
não foram muito gloriosos. Por volta do ano 1000 a.C., povos 
que falavam diversos dialetos gregos viviam ao redor do mar 
Egeu. Entre eles, os principais eram os dórios, que habitavam 
sobretudo a Grécia continental, e os jônios, que povoavam 
muitas das ilhas e parte da costa oeste da Ásia Menor. 
Reuniam-se em pequenas comunidades, distantes umas das 
outras, muitas das quais se converteram finalmente em póleis 
(“cidades-estados”, como são frequentemente – ainda que de 
forma imprecisa – chamadas; singular: polis). (WOODFORD, 
1982, p. 4)
Palácios
Pequenos
Povoados "Pólis"
GRÉCIA HELÊNICAGRÉCIA MICÊNICA
Civilização Minoica
Civilização 
Micênica
Civilização 
Homérica
Civilização 
Arcaica
Civilização 
Clássica
1.600
a.C.
1.400
a.C.
1.200
a.C.
1.000
a.C.
800
a.C.
500
a.C.
323
a.C.
Não pode faltar
Fonte: Woodford (1982).
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95História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
Aos poucos estas comunidades começaram a prosperar, e em meados do século 
VIII a.C. a população já havia aumentado significativamente e as pólis ampliaram seu 
comércio, entrando assim em contato com outras culturas. Neste período a arte grega 
estava voltada a obras poéticas e teatrais, porém artesãos já tinham a habilidade de 
produzir grandes e belos monumentosfunerários de cerâmica. 
As trocas comerciais entre a Grécia e o Egito atraíram a atenção dos gregos para a 
arte egípcia, da qual tiraram suas primeiras referências para esculturas. 
O período arcaico (meados do século VII – cerca de 650 a.C. – até a primeira 
metade do século V – 490 a 479 a.C.) é a fase em que os gregos começam então a 
desenvolver técnicas estimulados pela arte egípcia.
Observe as primeiras estátuas produzidas pelos gregos, o Koûros 
masculino: jovem nu de pé. Este tipo de escultura evidencia a influência 
egípcia sobretudo na postura, no estilo linear e nas proporções (FARTHING, 
2011, p. 48).
Estas esculturas eram feitas em grandes blocos de mármore, técnica 
também egípcia. Você deve imaginar que esculpir uma figura humana em 
um bloco de pedra não seja uma tarefa muito simples. Os gregos adotaram 
o método egípcio de desenhar a figura que desejavam esculpir em três 
faces no bloco de pedra (frontal e perfil) e então iniciavam o trabalho de 
esculpir até atingirem o resultado desejado. Repare na posição do Koûros: 
figura ereta, posição rigorosamente frontal, com o peso igualmente 
distribuído sobre as duas pernas. “Um koûros podia ser a representação 
de um deus, servir como um belo objeto destinado como oferenda a um 
deus ou ser a representação in memoriam de um homem, sendo por 
vezes colocado sobre seu túmulo” (WOODFORD, 1982, p. 9).
Fonte: <https://commons.wikimedia.org/w/index.php?title=Category:Kouroi&uselang=pt-br#/media/
File:Kouros_of_Naucratis.jpg>. Acesso em: 26 jul. 2016.
Figura 2.27 | Koûros
Assimile
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96 História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
Porém, diferentemente dos egípcios, os gregos desenvolveram o estilo de suas 
esculturas em busca de mais realismo, atingindo finalmente a perfeição de suas 
estátuas, padrão artístico insuperável até os dias de hoje. 
Já no período clássico (500 a 330 a.C.), através de muitas tentativas, o imenso 
desafio técnico consistia em dar vida às estátuas. Nos primeiros decênios do século V, 
os gregos desenvolveram técnicas refinadas de fusão de bronze, que era um material 
mais resistente à ruptura e, dessa maneira, uma grande variedade de poses foram 
possíveis. Observe a imagem de Zeus de Artemísio e compare à imagem do koûros: é 
impressionante constatar o desenvolvimento da técnica e a busca pela representação 
de emoção, movimento, ritmo e ação no corpo das estátuas. As estátuas de bronze 
eram mais leves do que as de mármore, o que permitia que elas fossem mais facilmente 
transportadas.
Fonte: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_Arqueol%C3%B3gico_Nacional_de_Atenas#/media/File:Netuno19b.jpg>. 
Acesso em: 28 jul. 2016.
Figura 2.28 | Zeus de Artemísio, atribuído ao escultor Cálamis, segundo quartel do século 
V a.C., bronze, altura: 2,09 m; Museu Arqueológico Nacional, Atenas
A figura masculina e o corpo do atleta:
O escultor Míron é o autor de uma das mais famosas obras da Antiguidade: a 
escultura do atleta que faz o giro sobre si mesmo para lançar o disco. A obra original 
era feita de bronze e foi produzida no auge do período clássico grego. Infelizmente 
Reflita
“Na sua maior parte, as obras eram esculturas 
masculinas, porque na Grécia predominava o ideal 
esportivo. Os campeões conquistavam o direito 
de erguer na cidade uma estátua com seu nome 
para deixar às gerações futuras a memória das suas 
vitórias. Os escultores concentravam seus estudos no 
corpo atlético.” (PRETTE, 2008, p. 150)
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97História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
a escultura original se perdeu, mas sobreviveram as cópias que os romanos fizeram 
em mármore. “Aqui, Míron captura o estado de momentânea imobilidade do atleta. A 
definição grega para esse momento é 'rhytmos' e se refere a uma ação de graciosa 
harmonia e equilíbrio” (FARTHING, 2011, p. 55). Essa estátua foi considerada tão ilustre 
anos depois, que no fim do século IV a.C. os romanos ordenaram a execução de 
cópias dessa obra, destinadas a grupos de abastados colecionadores, porém as réplicas 
eram confeccionadas em mármore, porque era um material mais barato. Graças a 
essas cópias temos hoje ideia da grandiosidade das obras originais. Muitas esculturas 
de bronze se perderam. O bronze foi um material que se tornou escasso durante a 
Idade Média, então acredita-se que estátuas gregas podem ter sido derretidas para 
reutilização da matéria-prima. 
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/97/SFEC_BritMus_Roman_021-2.jpg>. Acesso em: 28 jul. 2016.
Figura 2.29 | Discóbolo, de Míron, cópia romana do original do século V a.C., mármore, 
altura: 1,24 m; Museu Nacional Romano
Certamente as estátuas originais eram muito mais impressionantes. As estátuas 
feitas de mármore, por exemplo, eram pintadas, inclusive as pupilas dos olhos, assim, 
no lugar que vemos hoje um olhar inexpressivo havia cores e expressão, fazendo com 
que as estátuas parecessem vivas, porém as tintas desapareceram com o passar do 
tempo. Resta-nos observar e adorar o que delas restou, pois nos dá pistas importantes 
acerca de sua aparência original. 
Policleto foi também um importante artista grego muito admirado. Fez 
várias estátuas em bronze e escreveu um livro, infelizmente perdido, sobre 
as técnicas e os princípios que utilizava em suas obras. A perfeita harmonia 
alcançada em suas esculturas foi apreciada por todas as eras seguintes. 
Como você descreveria a escultura a seguir?
Exemplificando
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98 História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
A flexão da perna esquerda, a cabeça reclinada, os braços dobrados são 
aspectos que criam a impressão de movimento, ao mesmo tempo que 
indicam tranquilidade e leveza.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/4f/Diadoumenos-Atenas.jpg/800px-
Diadoumenos-Atenas.jpg>. Acesso em: 28 jul. 2016.
Figura 2.30 | Diadúmeno, Policleto, século V a.C.; Museu Arqueológico 
Nacional de Atenas
As imagens de deuses também era um tema de extrema importância para a arte. Os 
gregos atribuíam a eles formas e sentimentos humanos. Os poetas eram responsáveis 
por definirem suas personalidades, enquanto aos escultores ficava a responsabilidade 
de modelar sua imagem material, destinadas aos seus extraordinários templos, como 
objetos de adoração (PRETTE, 2011, p. 152). Observe alguns dos deuses retratados nas 
esculturas:
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b7/Sommer%2C_Giorgio_%281834-1914%29_-_n._1515_-_
Museo_di_Napoli.jpg>. Acesso em: 28 jul. 2016.
Figura 2.31 | Afrodite de Cápua, cópia romana, meados do século IV a.C., altura: 2,10 m; 
Museu Arqueológico Nacional de Nápoles
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99História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
O período Helenístico (338 a 30 a.C.) contou com as conquistas de Alexandre, o 
Grande e a consequente expansão da cultura grega. “Do terceiro ao primeiro século 
antes de nossa era a cultura helenística foi admirada e imitada desde as fronteiras 
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9c/MG-Paris-Aphrodite_of_Milos.jpg/800px-MG-Paris-
Aphrodite_of_Milos.jpg>. Acesso em: 28 jul. 2016.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/e6/Belvedere_Apollo_Pio-Clementino_Inv1015.
jpg/800px-Belvedere_Apollo_Pio-Clementino_Inv1015.jpg>. Acesso em: 28 jul. 2016
Figura 2.32 | Vênus de Milo, descoberta em 1820 na ilha de Milo, 200 a.C., altura: 2,02 m; 
Museu do Louvre, Paris
Figura 2.33 | Apolo de Belvedere, cópia romana a partir de um original grego em bronze, 
século IV a.C., altura: 2,24 m; Museo Pio Clementino, Vaticano
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100 História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
ocidentais da Índia até as vertentes meridionais dos Alpes” (WOODFORD, 1982, p. 
2). Nesta época a arte valorizava a experiência do homem e o conhecimento da 
realidade. Assim, as esculturas passam a expor novos temas a partir desta fase, com 
imagens maisreais ou naturalistas, com aspectos da vida humana como, por exemplo, 
a feiura, a fraqueza e a velhice, criando estátuas que representavam tipos humanos 
mais convincentes. 
Uma das obras mais impressionantes deste período é o grupo escultural de 
Laocoonte, atribuído à escola de Rodes, século I a.C.
O tema representado na escultura é Laocoonte, filho de Príamo e sacerdote de 
Apolo, que foi condenado por Atena a ser esganado por duas grandes serpentes. 
É incrível observar a tensão física das figuras esculpidas, e no desespero de suas 
feições, os corpos contorcidos e a ideia de esforço transmitida pelos braços em luta 
(GOMBRICH, 2001, p. 111). Parece que conseguimos ouvir a respiração deste bloco de 
mármore, tamanho realismo impresso.
Fonte: <https://goo.gl/xGQvr9> Acesso em: 26 jul. 2016.
Figura 2.34 | Laocoonte e seus filhos, Hagesandro, Atenodoro e Polidoro de Rodes. 175-50 
a.C. Mármore. Altura: 2,42 m. Museo Pio Clementino, Vaticano
Há também uma instituição cultural de grande importância na Grécia 
Antiga, que simbolizava principalmente a expressão da sociedade. Você 
sabe qual é?
O teatro. Arquitetonicamente era dividido em três partes distintas: a 
Exemplificando
U2
101História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
A arquitetura grega também consiste em um espetáculo à parte. Os templos 
eram espaços reservados para o culto de seus deuses e deusas, simbolizados por 
gigantescas esculturas, acomodando uma congregação de fiéis, porém, poucas 
pessoas realmente entravam nos templos. Os rituais religiosos eram realizados na 
parte de fora, em um altar colocado diante de uma de suas fachadas. Os templos 
gregos eram pintados com cores vivas.
orquestra – espaço circular onde eram representadas as danças, pelo coro 
e pelos artistas; o semicírculo da arquibancada, onde ficava o público, e 
o palco. Havia espaço para milhares de espectadores. Toda cidade grega 
importante tinha seu teatro.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/0f/Epidaurus_Theater.jpg/1280px-
Epidaurus_Theater.jpg>. Acesso em: 28 jul. 2016.
Figura 2.35 | Teatro de Epidauro, ainda bem conservado, possuía uma acústica 
perfeita
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/
a7/Hephaistos.temple.AC.01.jpg>. Acesso em: 28 jul. 2016.
Fonte: <http://www.formacco.com.br/fmanager/formacco/partenon.jpg>. Acesso em: 25 out. 2015.
Figura 2.36 | Templo de Hefestos, em Atenas. 
Figuras 2.38 | Partenon, Grécia
Figuras 2.37 | Terceiro quartel do seculo 
V a.C
Fonte:<https://upload.wikimedia.org/wikipedia/
commons/3/3c/Templo_de_Hefesto_Atenas9.JPG>. 
Acesso em: 25 out. 2016.
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102 História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
Escultor de extrema importância na Grécia, Fídias foi responsável pela decoração 
escultural do Partenon. Seu projeto exaltava o prestígio da Grécia e a superioridade 
física e cultural da Grécia perante os bárbaros (PRETTE, 2008, p. 166).
Além dos gregos, a arte romana também tinha influência nos etruscos, porém, 
os romanos tiveram um papel muito importante com uma originalidade genial na 
arquitetura, além da pintura, do mosaico e da escultura. A gigantesca arena, conhecida 
como Coliseu, é uma típica construção romana que ainda suscita muita admiração. 
O arquiteto responsável pelo Coliseu utilizou alguns dos estilos de construção usados 
nos templos gregos. O Coliseu possui uma estrutura utilitária, com três ordens de 
arcos sobrepostos, que sustentam os assentos do anfiteatro interior. A característica 
mais marcante da arquitetura romana é a utilização de arcos. 
A Grécia tornou-se província do Império Romano na Batalha de Corinto 
em 146 a.C. e, a partir de então, a península grega ficou sob o domínio de 
Roma, porém a cultura grega exercia forte influência sobre a romana. Os 
romanos admiravam a literatura e arte da Grécia, que passaram a servir de 
exemplo e de modelo à arte romana. 
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/d8/Colosseum_in_Rome-
April_2007-1-_copie_2B.jpg/1280px-Colosseum_in_Rome-April_2007-1-_copie_2B.jpg>. Acesso em: 28 
jul. 2016.
Figura 2.39 | O Coliseu, Roma. 80 d.C
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/fe/Pont_Du_Gard.JPG/1024px-Pont_Du_Gard.JPG>. 
Acesso em: 26 jul. 2016. 
Figura 2.40 | Aqueduto
Assimile
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103História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
Esta estrutura, multiplicada por muitas dezenas de 
quilômetros, formou os aquedutos que levam a água das 
nascentes apenínicas através de tubulações de terracota e de 
chumbo às cidades romanas. O arco e o pilar de reforço, sobre 
o qual se apoia, estão na base dos edifícios colossais, como os 
mercados, os anfiteatros, as pontes, e de todas as grandiosas 
construções que constituem o mais original testemunho da 
arquitetura romana. (PRETTE, 2008, p. 174)
Os romanos tornaram-se grandes especialistas na arte da construção. Um ótimo 
exemplo de sua arquitetura é o Panteão, um templo dedicado a todos os deuses, 
utilizado como local de culto até ser convertido em igreja na era cristã. Não há janelas, 
porém, o recinto recebe luz através de uma abertura circular no teto. 
Embora os romanos se baseassem na arte grega para a elaboração de estátuas, 
davam mais destaque aos detalhes realísticos, como contornos e dobras da pele. Na 
estátua equestre de Marco Aurélio (Figura 2.42), temos um excelente exemplo do 
retrato imperial feito pelos romanos. Essa magnífica escultura sobreviveu à Idade Média, 
em que várias estátuas como esta eram derretidas e, muitas vezes, transformadas em 
moedas. Nesta imagem, o imperador está retratado no auge do seu poder. A mão 
direita erguida simbolizava uma saudação, um gesto de pacificação e de benevolência. 
A escultura de Marco Aurélio é considerada a mais célebre estátua da Antiguidade e 
foi feita para celebrar o triunfo do imperador sobre os sármatas e sobre os germanos 
(PRETTE, 2008, p. 185).
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/8f/Pantheon_wider_centered.jpg/700px-Pantheon_
wider_centered.jpg>. Acesso em: 27 out. 2015.
Figura 2.41 | Interior do Panteão, Roma, 130 d.C.
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104 História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/cf/Statua_equestre_di_Marco_Aurelio%2C_176_dc._02.
JPG/800px-Statua_equestre_di_Marco_Aurelio%2C_176_dc._02.JPG>. Acesso em: 28 jul. 2016.
Figura 2.42 | Marco Aurélio, 164-166 d.C. Artista desconhecido. Bronze dourado. 3,50 m de 
altura; Museus Capitolinos, Roma
Escultura, pintura em cerâmica, teatro, arquitetura, poesia, mitologia. Os gregos e 
romanos são responsáveis por pilares significantes da História da Arte. Os fortes registros 
sobreviventes dessas culturas nos mostram o berço da civilização ocidental, nossos 
antepassados, responsáveis pela vida democrática que gozamos nos dias de hoje.
WOODFORD, Susan. História da arte da Universidade de Cambridge: 
Grécia e Roma. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1982. Um livro completo 
que aborda especificamente sobre a Grécia: estátuas livres, templos 
gregos e sua decoração, pintura e cerâmica pintada, período helenístico: 
inovação e renovação.
Escolha uma área da arte grega que lhe interesse mais: poesia, arquitetura, 
teatro, escultura ou pintura. Faça uma pesquisa detalhada e monte um 
documento explicativo, com imagens e informações importantes, para 
futuras pesquisas.
A arte grega e a arte romana são realmente um universo à parte na História da Arte, 
por onde poderíamos transitar durante muito tempo. 
É um tema muito interessante, sobretudo se apresentado de maneira clara, 
ressaltando o que há de mais fascinante. 
Pesquise mais
Faça você mesmo
Sem medo de errar
U2
105História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
As civilizações grega e romana mudarama história do mundo, e somos todos filhos 
herdeiros dessas civilizações.
Para a elaboração do vídeo pelo qual você será responsável no evento Design 
Weekend, é importante que você tenha conhecimento sobre os seguintes tópicos: 
Para que os gregos utilizavam a arte? Ornamentar os templos e edifícios públicos, 
solenizar vitórias em batalhas, homenagear heróis e atletas e glorificar deuses. 
A arte grega se desenvolveu significativamente ao longo dos anos. Observe essa 
evolução a partir das estaturas de koûros até as fascinantes esculturas do período 
helenístico. 
Você pode utilizar como exemplo uma análise de características das duas estátuas 
a seguir:
a) b)
A respeito da arte romana, é importante que você saiba argumentar a respeito do 
importante papel que ela tem para o desenvolvimento da arquitetura. Exemplo claro e 
magnífico é a gigantesca arena, conhecida como Coliseu: típica construção romana, que 
ainda suscita muita admiração. Nessa construção foram utilizados alguns elementos em 
comum aos templos gregos. O Coliseu possui uma estrutura utilitária, com três ordens 
de arcos sobrepostos, que sustentam os assentos do anfiteatro interior. A característica 
mais marcante da arquitetura romana é a utilização de arcos. Também são famosos 
pelo esmero de suas esculturas.
Use sua imaginação para, ao final desta unidade, criar uma maneira de envolver os 
visitantes do evento Design Weekend com a arte grega e a arte romana, este universo 
singular e tão impressionante. 
Temos certeza de que o Design Weekend será um sucesso e seu vídeo visto por 
centenas de profissionais de design e arquitetura. Bom trabalho!
Estudando a arte grega temos acesso à origem da democracia e da cultura 
ocidental. O desenvolvimento da arte grega, de 750 a.C. até o surgimento 
Atenção
Fonte: <https://classconnection.s3.amazonaws.
com/1540/flashcards/655960/jpg/kouros2a.jpg>. 
Acesso em: 26 jul. 2016.
Fonte: <https://commons.wikimedia.org/wiki/
Category:Laocoon_group#/media/File:0_Laocoon_Group_-_
Museo_Pro_Clementino_(Vatican).jpg>.Acesso em: 26 jul. 2016.
U2
106 História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
dos romanos, nos conta a história de uma sociedade que valorizava o 
homem, a inteligência humana, os Jogos Olímpicos, a beleza e a razão.
Escultura, pintura em cerâmica, teatro, arquitetura, poesia, mitologia. Os 
gregos são responsáveis por pilares significantes da História da Arte. Os 
fortes registros sobreviventes dessa cultura nos mostram como foi o início 
da civilização ocidental, nossos antepassados, responsáveis pela vida 
democrática que gozamos nos dias de hoje. 
Arte grega e os Jogos Olímpicos
Descrição da situação-problema
Nesta seção do seu livro didático você conheceu e analisou o deslumbrante 
Discóbolo, do artista Míron. Trata-se de um atleta lançador de discos, uma estátua 
anatomicamente perfeita que transmite uma sensação de movimento.
O jovem atleta é um dos muitos heróis olímpicos representados na arte grega. Você 
sabe qual a importância do esporte para esta civilização?
Faça uma pesquisa detalhada sobre a origem dos Jogos Olímpicos e de seu 
significado. Anote as informações mais importantes. Compreenda o papel dos atletas 
para esta sociedade e amplie sua pesquisa para as obras de arte que retratem atletas em 
movimento. Qual é o papel dessas obras? Qual sua função?
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/97/SFEC_BritMus_Roman_021-2.jpg>. Acesso em: 28 jul. 2016.
Lembre-se
Avançando na prática 
U2
107História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
A figura masculina e o corpo do atleta:
“Na sua maior parte, as obras eram esculturas masculinas, porque na 
Grécia predominava o ideal esportivo. Os campeões conquistavam o 
direito de erguer na cidade uma estátua com seu nome para deixar 
às gerações futuras a memória das suas vitórias. Os escultores 
concentravam seus estudos no corpo atlético.” (PRETTE, 2008, p. 150)
Resolução da situação-problema 
Os Jogos Olímpicos têm este nome porque as competições eram organizadas em 
Olímpia. As primeiras referências escritas que mencionam uma competição são datadas 
de 776 a.C., os jogos eram realizados em honra ao deus grego Zeus e reuniam atletas de 
toda a Grécia, os quais competiam por fama, riqueza e glória. 
Para mais informações, sugerimos algumas fontes de pesquisa:
Olímpia e os Jogos Olímpicos. Disponível em: <http://seguindopassoshistoria.
blogspot.com.br/2012/08/olimpia-e-os-jogos-olimpicos.html>. Acesso em: 27 jun. 
2016.
A verdade Olímpica: como surgiram os jogos na Grécia Antiga. Disponível em: 
<http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/verdade-olimpica-como-
surgiram-jogos-grecia-antiga-435358.shtml>. Acesso em: 27 jun. 2016.
A nudez do guerreiro grego. Disponível em: <http://www.uc.pt/fluc/eclassicos/
publicacoes/ficheiros/humanitas63/11_NSR.pdf>. Acesso em: 27 jun. 2016.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/a9/Greek_vase_with_runners_at_the_panathenaic_
games_530_bC.jpg/1024px-Greek_vase_with_runners_at_the_panathenaic_games_530_bC.jpg>. Acesso em: 28 jul. 2016.
Figura 2.43 | Pintura em um vaso que representa atletas correndo
Lembre-se
U2
108 História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
A partir desta pesquisa, escolha a sua obra de arte favorita e descubra quem 
a elaborou e em que época. Observe também quando foi encontrada e 
em que museu está exposta nos dias de hoje. 
1. Quais são as manifestações artísticas gregas às quais temos acesso nos 
dias de hoje?
a) Nenhuma manifestação original ou intacta. Há apenas fragmentos 
de poemas, algumas ruínas de templos e cópias de esculturas.
b) Infelizmente não há nenhuma escultura original. Temos acesso a 
cópias que os romanos fizeram.
c) Há muitas esculturas e cerâmicas originais espalhadas por museus 
do mundo todo, além de teatros conservados e ruínas de templos.
d) Esculturas em mármore e pirâmides que ainda se encontram intactas.
e) Infelizmente a arte grega foi totalmente saqueada pelos persas 
e pelos romanos e, dessa maneira, só restam registros escritos e 
desenhos de como eram suas manifestações artísticas.
2. O que foi o período helenístico?
a) Período dos primórdios da civilização grega, após o declínio de 
Micenas. Não foram anos muito gloriosos.
b) Período em que os dórios habitavam sobretudo a Grécia continental, 
e os jônios povoavam muitas das ilhas e parte da costa oeste da Ásia 
Menor. 
c) Período de 500 a 330 a.C., quando os gregos desenvolveram técnicas 
refinadas de fusão de bronze, que era um material mais resistente à 
ruptura e, desse modo, uma grande variedade de poses foi possível.
d) Período de 338 a 30 a.C., que contou com as conquistas de Alexandre, 
o Grande e a consequente expansão da cultura grega. Momento em 
que a arte grega era admirada e imitada desde as fronteiras ocidentais 
da Índia até as vertentes meridionais dos Alpes.
e) Ano de 146 a.C., quando a Grécia tornou-se província do Império 
Romano na Batalha de Corinto e, a partir de então, a península grega 
ficou sob o domínio de Roma.
Faça você mesmo
Faça valer a pena
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109História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
3. Como é dividida a história da Grécia Antiga?
a) Período Medieval, Período Grego Moderno e Período Greco-Romano.
b) Período das Influências Egípcias, Período do desenvolvimento da 
arte grega arcaica e Período de influências gregas.
c) Período da Guerra de Troia, civilização clássica e civilização 
greco-romana.
d) Grécia Micênica, Grécia Helênica e Grécia Helenística. 
e) Civilização Arcaica, Medieval, Clássica e Homérica.
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110 História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
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111História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
Seção 2.4
Idade Média: arte românica, arte gótica
Chegamosà Seção 2.4 deste Livro Didático e vamos encerrar esta unidade 
com a nossa última visita a um grande acontecimento de design. Desta vez iremos 
conhecer o N Design, considerado o maior evento de estudantes de Design do Brasil. 
Esta edição acontecerá em João Pessoa, na Paraíba. O evento é direcionado para as 
áreas de design gráfico, produto, games, web, moda, economia criativa e interiores. O 
objetivo principal é a capacitação e a troca de experiências, e conta sempre com uma 
vasta programação, incluindo workshops, palestras, desfiles de moda e até mesmo 
intervenções urbanas. 
Suas malas já estão prontas para essa viagem? Então vamos nos preparar para ela!
A produção artística de cada época representa as mudanças vividas na história 
da civilização, exercendo um papel significante neste contexto. Nesta seção vamos 
conhecer a arte românica, estilo que estava presente na arquitetura, em esculturas, 
tapeçarias, afrescos, vitrais, bordados, crucifixos, castiçais e cálices. Ainda na Idade Média 
surge o estilo gótico – sucedendo o românico – como uma ideia revolucionária, na 
França, e consistia em uma nova técnica, que transformou drasticamente a arquitetura 
de monumentos gigantescos e surpreendentes. São catedrais e monastérios dignos 
de profunda admiração.
Sua visita ao N Design tem como principal objetivo coordenar um encontro cultural 
sobre a arte no período medieval. A recepção dos convidados e a coordenação do 
fórum de discussões serão sua responsabilidade. 
Você se lembra de como era a vida na Idade Média? 
Depois do final do período clássico, com as invasões dos povos chamados bárbaros, 
a Europa entra numa nova fase. As cidades perdem força, assim como o comércio. 
O feudalismo, de base rural, é marcado por uma economia não monetária, 
autossuficiente, com produção artesanal voltada ao próprio consumo ou poucas 
Diálogo aberto 
U2
112 História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
trocas, e não visando à venda. Predominava a fé e não a razão e, logo, havia grande 
poderio da Igreja Católica. 
A produção artística representa o pensamento e a forma de viver de cada época. 
Como será que esta realidade influenciava a arte românica, estilo que estava presente 
na arquitetura, nas esculturas, na elaboração de afrescos e vitrais, na produção de 
tapeçarias, crucifixos, castiçais e cálices? Como você explicaria – ou provocaria 
discussões com o grupo visitante – o estilo gótico? Quais são as principais características 
desta arquitetura? O que você diria para eles sobre a relação entre a arte e a Igreja 
Católica?
Como conseguimos identificar esta proximidade nas características artísticas dos 
principais estilos da Idade Média: românico e gótico? Como podemos descrever a 
arte românica e por que tem esse nome, possui alguma relação com a arte romana? 
Você já reparou nas catedrais góticas? Já percebeu como são imponentes? Em que 
aspectos elas são diferentes das construções do período anterior? Está pronto para 
receber seus convidados? 
Vamos juntos em busca dessas informações para que você possa tornar este 
evento o mais interessante possível.
A arte românica
Idade das Trevas, como é chamado o período que veio depois da queda do Império 
Romano do Ocidente, por ter sido uma fase de muitas guerras, invasões e migrações, 
pouca preocupação com o conhecimento, valorização da crença e da fé e não da 
ciência. A produção de arte também representa essas grandes mudanças e, como 
temos visto até aqui, exerce um papel de extrema importância nessas transformações. 
Vamos conhecer a arte românica: o estilo de arte e arquitetura vigente entre os 
séculos XI e XIII, na Europa. Esse estilo está relacionado ao poder da Igreja Católica, e 
boa parte da produção artística saía dos grandes centros de saber: os mosteiros.
Além da arquitetura, a produção artística românica consistia em estátuas, tapeçarias, 
afrescos, vitrais, bordados, crucifixos, castiçais e cálices, que eram utilizados para a 
decoração das igrejas, ou como objetos usados nas cerimônias religiosas. Os artistas 
desta época tinham o objetivo de transmitir aos fiéis a mensagem da história sagrada. 
A pintura e a escultura tinham a mesma função para os analfabetos que a escrita tinha 
para os letrados (GOMBRICH, 2008, p. 167).
Não pode faltar
U2
113História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
Vamos pensar sobre como era o contexto histórico em que surge a arte 
românica: com a queda do Império Romano, a Igreja Católica provocou 
um momento de grande expansão do cristianismo pela Europa. Depois 
de enfrentar muitas inquietações, invasões bárbaras, o medo do fim do 
milênio e o consequente fim do mundo (com a chegada do ano 1000), 
ataques vindos dos árabes e problemas de diversas ordens, a Europa enfim 
alcançou um momento de estabilidade. Com a irradiação da Igreja Católica, 
a Europa passou a viver com uma nova exaltação de esperança. A arte é 
um elemento de propagação da religião nesse período e, até então, as 
manifestações artísticas continham estilos diferentes. A arte românica criou 
uma unificação nesses estilos. Nesta época também foram construídos 
imensos castelos, porém, com as guerras, estes acabaram sendo parcial ou 
totalmente destruídos, ao contrário das igrejas, que eram poupadas, já que 
a arte religiosa é sempre cuidada com mais zelo e mais respeito. 
O poder estava nas mãos do Papa, e não de um único rei, centralizando na Igreja 
todo o controle. Como consequência, houve um grande número de construções de 
novas igrejas e mosteiros, bem maiores e imponentes do que construções anteriores, 
sugerindo através da arquitetura uma forte religiosidade. O conceito da arquitetura 
românica foi indicado pela estrutura dessas construções.
Baseavam-se na planta da basílica romana, com nave, abside 
e corredores, apesar de ter sido adicionado um transepto 
atravessando a nave, além de uma área que permitia que os 
fiéis caminhassem pelos santuários e visitassem as pequenas 
capelas laterais. (FARTHING, 2011, p. 108)
Você sabe o que é transepto? Como é a estrutura de uma catedral 
românica?
Exemplificando
Assimile
“Uma nave central que levava a um abside ou coro, 
e duas ou quatro naves colaterais. Às vezes esse 
plano simples era enriquecido por um certo número 
de adições. Alguns arquitetos gostavam da ideia 
de construir igrejas na forma de uma cruz, e para 
isso acrescentavam uma galeria transversal entre o 
coro e a nave, à qual se deu o nome de transepto.” 
(GOMBRICH, 2008, p. 173)
U2
114 História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
Os bispos firmavam o poder da Igreja através das construções de imensas e poderosas 
igrejas e mosteiros. Para entendermos melhor o papel das igrejas para os povos daquela 
época, devemos olhar pelo seguinte ângulo: elas representavam a construção mais 
imponente da cidade (geralmente o único edifício feito de pedra da região, contrastava 
drasticamente com casas pobres e humildes), e eram um local de ponto de referência 
para peregrinos que vinham de longe. Todos os habitantes se encontravam nos 
cultos aos domingos. Certamente toda a comunidade se interessava e se envolvia na 
construção das igrejas, que levavam anos, e eram um fator de grande representação 
em suas vidas. Imagine só a transformação que a construção causava na cidade, com a 
extração de pedras, transporte, andaimes, trabalhadores que vinham de longe. Tudo isso 
mexia com a vida de todos os moradores (GOMBRICH, 2008, p. 171).
As principais características das igrejas românicas são fachadas esculturais, 
utilização da abóbada de aresta (usada anteriormente pelos romanos) sustentada por 
pilares, arcos arredondados e maciços pés-direitos, dando uma sensação da robustez 
compacta de uma fortaleza. Na parte interna não há muitas decorações, há poucas 
janelas e, consequentemente, pouca iluminação.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/94/Celles_JPG00.jpg/800px-Celles_JPG00.jpg>.Acesso em: 26 jul. 2016.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/6d/Xhignesse_JPG02.jpg/800px-Xhignesse_JPG02.
jpg>. Acesso em: 26 jul. 2016.
Figura 2.44 | Igreja Saint Hadelin, Bélgica
Figura 2.45 | Igreja St. Médard, Bélgica
U2
115História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
As novas igrejas e mosteiros construídos nesta época tinham o objetivo de 
receber muitos fiéis durante as peregrinações e, por esse motivo, tinham dimensões 
apreciáveis. Os muros das construções são extremamente sólidos, utilizando pedra 
como matéria-prima para a sustentação das pesadas abóbadas. 
É nesta época, na França, que ressurgem as esculturas monumentais de pedra, 
pois haviam desaparecido quase que completamente desde o século V. Através da 
arquitetura românica, houve um retorno das esculturas, entre os anos de 1050 e 1100, 
ainda com motivos religiosos ou vinculadas à arquitetura, “enfeitando” fachadas, portais, 
narrando eventos bíblicos. “Tudo o que pertencia à igreja tinha sua função definida e 
expressava uma ideia precisa, relacionada com os ensinamentos da igreja.” (GOMBRICH, 
2008, p. 176).
Considerada um dos pontos de arte românica mais importantes da Europa, e também 
um Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco, a Catedral de Módena apresenta 
painéis externos esculpidos por Wiligelmo. Na parte interior encontra-se outro exemplo 
de escultura românica: o pontile, obra de um mestre da cidade de Campione d’Italia. É 
nessa catedral que fica a cripta, na qual se encontram os restos de São Geminiano, santo 
patrono de Módena. A escultura em alto-relevo do interior da catedral é mais detalhada 
do que a de Wiligelmo, na parte externa, porém, exprime a mesma e forte religiosidade 
(PRETTE, 2008, p. 201).
Fonte: <https://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Duomo_(Modena)#/media/File:Modena_duomo.jpg>. Acesso em: 
26 jul. 2016.
Fonte: <https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Duomo_di_Modena_-_interno.jpg?uselang=pt-br>. Acesso em: 26 jul. 
2016.
Figura 2.46 | Catedral de Módena, iniciada em 1099, arquitetura românica de tipo Emiliano: 
beiras em diferentes níveis, galeria de arcos, portal sustentado por duas colunas
Figura 2.47 | Interior da Catedral de Módena 
U2
116 História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
Um centro importante da primeira escultura românica foi a Abadia de Moissac, ao 
norte de Toulouse. Os detalhes das esculturas externas da abadia demonstram um 
esmero na arte da escultura. Podemos ver imagens humanas e de animais esculpidas 
com muita precisão. As cenas esculpidas ilustram o Profeta, a Anunciação, a Visitação e 
a Adoração dos Magos, entre outras cenas da infância de Cristo (JANSON, 1993, p. 411). 
As formas são rígidas, sólidas e pesadas, carentes de leveza, mas é inegável o quanto 
estas esculturas são capazes de expressar.
Fonte: <https://commons.wikimedia.org/w/index.php?title=Romanesque_architecture&uselang=pt-br>. Acesso em: 26 jul. 
2016.
Fonte: <https://commons.wikimedia.org/w/index.php?title=Romanesque_architecture&uselang=pt-br#/media/
File:PisaDuomoSunset20020322.JPG>. Acesso em: 26 jul. 2016.
Figura 2.48 | Detalhe da coluna de Strzelno, Polônia 
Figura 2.49 | Campo dos Milagres, em Pisa
Cada região italiana desenvolveu seu próprio estilo românico diferenciando alguns 
detalhes importantes. O estilo de Pisa, onde fica a famosa torre italiana, possui uma 
importante representante: a Catedral de Pisa, fundada em 1064, elaborada pelos 
arquitetos Buschetto e Rainaldo. A catedral é conhecida por sua grandiosidade e pelos 
dois importantes monumentos que a adornam: a Torre e o Batistério. Há uma influência 
oriental que pode ser notada em motivos muçulmanos na decoração interna, na altura 
dos pilares e na luminosidade difusa (PRETTE, 2008, p. 203).
U2
117História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
“O estilo românico irrompeu por toda Europa Ocidental quase ao 
mesmo tempo; consiste numa ampla variedade de estilos regionais, com 
numerosos pontos comuns, mas sem uma fonte central” (JANSON, 1993, 
p. 390). Entre as principais heranças acolhidas pelo estilo românico estão: 
a arte bárbara, elementos romanos tardios, paleocristãos, bizantinos, 
influências islâmicas e céltico-germânicas. 
O estilo gótico
O estilo românico, porém, viveu pouco. No século XII uma ideia revolucionária 
surge na França: uma nova técnica que modificava a arquitetura das grandes catedrais. 
É o nascimento do estilo gótico. A arquitetura gótica nos apresenta monumentos 
gigantescos e surpreendentes.
Fonte: <https://commons.wikimedia.org/wiki/Cath%C3%A9drale_Notre-Dame_de_Paris#/media/File:Notredame_Paris.
JPG>. Acesso em: 26 jul. 2016. 
Figura 2.50 | Catedral de Notre-Dame de Paris, 1163-1250
As catedrais eram o maior símbolo da fé cristã e do poder da Igreja Católica sobre as 
forças das trevas e, por isso, elas deviam ser mais altas do que qualquer outro edifício da 
cidade. As enormes alturas, que chegavam a ser vertiginosas, obrigando o observador a 
olhar para cima ao contemplar uma igreja, é uma das mais marcantes características da 
arquitetura gótica. No interior, multiplicaram-se as naves, cobertas de abóbadas ogivais 
de arestas e grandes janelas. Podemos perceber harmonia entre beleza e imponência. 
As grandes janelas permitem a entrada da “luz divina”, que inunda o local. 
Os arquitetos do Norte tiveram que abrir grandes janelas, 
para que a luz escassa do exterior penetrasse nas naves, 
clareando-as. O novo sistema construtivo permitia aliviar os 
muros, substituindo as janelas por janelões, aos quais foram 
aplicados vitrais policromos, que difundiam no interior da 
igreja sugestivos feixes de luz colorida. (PRETTE, 2008, p. 215)
Reflita
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118 História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
Fonte: <https://commons.wikimedia.org/wiki/Sainte-Chapelle#/media/File:Paris-SainteChapelle-Interieur.jpg>. Acesso em: 
26 jul. 2016.
Figura 2.51 | Sainte-Chapelle, Paris, 1248 – Janelões com grandes vitrais policromos
Os vitrais são um elemento fundamental na arquitetura gótica. A janela não é feita 
com grandes vidraças, ao invés disso, centenas de pequenos pedaços de vidro colorido 
unidos por tiras de chumbo, realizando assim um mosaico, ou uma espécie de quebra-
-cabeça. Os vitrais consistiam em um trabalho muito especial e meticuloso, além da 
especial dificuldade que os artistas enfrentavam em cobrir superfícies tão amplas. “A tarefa 
requeria um planejamento metódico dos projetos, para o qual não havia precedentes na 
tradição da pintura românica.” (JANSON, 1993, p. 483).
A arquitetura gótica foi certamente muito marcante, porém o estilo também se 
expandiu para a escultura e para a pintura. Na escultura podemos afirmar que, em 
comparação com a arte românica, cujas figuras são sólidas, a escultura gótica parece 
que dá vida às suas figuras, com fortes expressões em seus olhares e mais fluidez nos 
tecidos de suas roupas.
Fonte: <https://commons.wikimedia.org/wiki/Cath%C3%A9drale_Notre-Dame_de_Paris#/media/File:ND_portail_central_
gauche.jpg>. Acesso em: 26 jul. 2016.
Figura 2.52 | Esculturas na Catedral de Notre-Dame de Paris
U2
119História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
Fonte: <https://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Naumburg_Cathedral?uselang=pt-br#/media/File:Naumburg-Uta.
JPG>. Acesso em: 26 jul. 2016.
Figura 2.53 | Detalhe da escultura de Ekkehart e Uta, de 1260. Da série de 12 esculturas 
de seus fundadores no coro da catedral de Naumburg, estão consideradas entre as mais 
importantes da arte gótica na Alemanha
Sobre a pintura gótica podemos afirmar que esta atingiu seu apogeu entre 1300 e 
1350 na Itália Central; ao norte dos Alpes, no começo de 1400. A partir do século XIII, 
passa a ser mais utilizada a pintura mural, ou painéis em madeira pintada doque os 
mosaicos das igrejas. Os altares começam a ser pintados com figuras dramáticas de 
Cristo crucificado entre a Virgem e São João. Giotto di Bondone (Colle di Vespignano, 
1266 – Florença, 1337) é considerado o inovador da pintura italiana.
Fonte: <https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Giotto_di_Bondone_009.jpg>. Acesso em: 26 jul. 2016.
Figura 2.54 | A Lamentação de Cristo, Giotto di Bondone, 1305
O painel A Lamentação de Cristo faz parte do conjunto de afrescos sobre a salvação 
de Cristo pintados por Giotto no interior da Capela de Scrovegni, ou Capela Arena, em 
Pádua. “Essa narrativa simplificada permite ao espectador se ater ao momento mais 
intenso do drama. Os rostos das imagens realistas são naturais e repletos de vida, ao 
passo que a angústia dos anjos é mais teatral e caótica” (FARTHING, 2011, p. 120). Os 
italianos inovaram as pinturas deste período através de novas técnicas da harmonia 
entre luz e sombra que inundam as cenas bíblicas, e foi esta originalidade que trouxe 
notoriedade para a pintura, em contraste com todo o prestígio da arquitetura gótica. 
U2
120 História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
Na arquitetura, você sabe quais são as principais diferenças entre o estilo 
românico e o estilo gótico?
Fonte: Adaptado de <http://contandoohistoria.blogspot.com.br/2012/06/arte-romanica-e-arte-gotica.
html>. Acesso em: 2 jul. 2016.
ROMÂNICO GÓTICO
Ênfase Horizontal Vertical
Elevação Altura modesta Altíssima
Planta Múltiplas unidades Espaço unificado inteiro
Traço principal Arco redondo Arco pontudo
Sistema de suporte Pilastras, paredes Contratores externos
Engenharia Abóbadas em cilindros e 
de arestas 
Abóbadas com arestas e 
traves 
Ambiente exterior Simples, severo Ricamente decorado
Ambiente interior Escuro, solene Leve, claro
Abóbada: aduela que ocupa o ponto central e proporciona firmeza e 
equilíbrio a um arco.
Abside: recinto semicircular ou poligonal, de teto abobadado, em 
geral situado na extremidade de uma construção. Nas igrejas cristãs, 
normalmente é o local em que fica o altar-mor.
Afresco: pintura feita diretamente sobre o revestimento ainda úmido da 
parede ou teto.
Batistério: local em que são realizados os batismos.
Fonte: BECKETT, Wendy. A história da pintura. São Paulo: Editora Ática, 
1997.
ROCHAEL, Denise. Entre o céu e o inferno: Arte na Idade Média. São 
Paulo: Editora Cortez, 2014. Em um livro com linguagem simples, Rochael 
comenta a arte medieval, que se estendeu por mais de dez séculos, 
desde a criação imaterial de uma profusão de símbolos na formação da 
Roma cristã, no século V, até a construção vertical e desmaterializada das 
catedrais góticas, quando, então, foi surpreendida pela transformação 
revolucionária do pensamento renascentista.
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121História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
Você leu o conteúdo desta seção no tópico Não Pode Faltar e seguiu as dicas de leitura 
extra e pesquisa que sugerimos? Então está pronto para resolver a situação-problema (SP) 
desta seção. 
Com a leitura dos conceitos apresentados neste material, você está preparado 
para ser um bom mediador no encontro cultural que acontecerá juntamente com a 
programação do N Design, um dos mais importantes eventos direcionados a estudantes 
de Design do Brasil. 
Quando o fórum começar, faça uma introdução geral lembrando como era a vida 
no período medieval e como as pessoas viviam, convide os participantes a agregarem à 
discussão o que eles sabem a respeito. 
A arte românica é o estilo de arte e arquitetura vigente entre os séculos XI e XIII, na 
Europa, e está diretamente relacionada ao poder da Igreja Católica, já que boa parte da 
produção artística saía dos grandes centros de saber: os mosteiros. O principal objetivo 
dos artistas desta época era transmitir aos fiéis a mensagem da história sagrada, e quando 
nos referimos a artistas estamos falando da arquitetura, da produção das esculturas 
e da pintura. Era com essas manifestações artísticas que os fiéis não alfabetizados 
tinham acesso a grandes temas bíblicos. O poder estava nas mãos do Papa. Por esse 
motivo o número de grandiosas construções de novas igrejas e mosteiros cresceu 
significantemente nesta época. As construções eram bem maiores do que as anteriores, 
sugerindo a forte religiosidade através da arquitetura. A igreja representava a construção 
mais imponente da cidade (geralmente o único edifício feito de pedra da região, que 
contrastava com casas pobres e humildes), e era um ponto de referência para peregrinos 
que vinham de longe. Quanto às suas características, as igrejas românicas possuem 
fachadas esculturais, utilização da abóbada de aresta (utilizada anteriormente pelos 
romanos, e por causa desta influência o nome românico) sustentada por pilares, arcos 
arredondados e maciços pés-direitos. A parte interna não exibe muitas decorações. Há 
poucas janelas, por isso a iluminação escassa. 
O estilo gótico tinha a mesma função de representar o poder da Igreja através da arte. 
O estilo gótico, porém, é posterior ao estilo românico, e suas principais características 
na arquitetura são: verticalismo, alturas imensas, abóbadas de arcos cruzados, torres, 
agulhas, paredes finas, grandes janelas com vitrais coloridos, estrutura pontiaguda. 
Ambiente decorado com arte narrativa e iluminado.
Apesar dos estilos românico e gótico estarem presentes em outras manifestações 
artísticas, foi na arquitetura que eles se desenvolveram profundamente, mudando para 
sempre as construções de igrejas e mosteiros, conforme vemos nas figuras a seguir: 
Sem medo de errar
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122 História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/ed/Catedral_de_Col%C3%B4nia_-_lateral_
(6266766371).jpg/1131px-Catedral_de_Col%C3%B4nia_-_lateral_(6266766371).jpg>.Acesso em: 26 jul. 2016.
Fonte: <https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Abteilkirche_Murbach2_(modificat).jpg?uselang=pt-br>. Acesso em: 26 jul. 
2016.
Figura 2.55 | Catedral de Colônia, Alemanha, estilo gótico
Figura 2.56 | Igreja Beneditina de Murbach, Alsácia, estilo românico
Relendo o item Não Pode Faltar você também encontrará outras informações 
importantes. Aproveite e incremente as suas reflexões e observações a serem inseridas 
no fórum de discussões.
Você se lembra do que vimos sobre a pintura gótica? Atingiu seu apogeu 
entre 1300 e 1350 na Itália Central; ao norte dos Alpes, no início de 1400. 
A partir do século XIII, passa a ser mais utilizada a pintura mural, ou painéis 
em madeira pintada, do que os mosaicos das igrejas. Os altares começam 
Atenção
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123História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
a ser pintados com figuras dramáticas de Cristo crucificado entre a Virgem 
e São João. Giotto di Bondone (Colle di Vespignano, 1266 – Florença, 
1337) é considerado o inovador da pintura italiana. 
Um centro importante da primeira escultura românica foi a Abadia de 
Moissac, ao norte de Toulouse. Os detalhes das esculturas externas 
da abadia demonstram um esmero na arte da escultura. Podemos ver 
imagens humanas e de animais esculpidas com muita precisão.
Arte românica e arte gótica no Brasil
Descrição da situação-problema
Você sabia que é possível encontrar exemplos de arquitetura gótica e românica no 
Brasil?
Uma agência de turismo o chamou com o objetivo de realizar consultoria para um 
curso de história da arte que eles querem montar. A ideia é elaborar um roteiro para que 
os turistas visitem igrejas com estilo gótico e estilo românico no Brasil, ou mesmo igrejas 
que contenham algumas das características marcantes de cada época.
Estamos nos referindo à arquitetura desenvolvida principalmente na Europa, entre os 
séculos XI e XII. Pode ser que vocêencontre no Brasil exemplos de construções tardias, 
porém que contenham as características mais marcantes de cada estilo, ou que tenham 
elementos de referência de cada estilo. Elas poderão ser incluídas no roteiro.
A arquitetura gótica é muito conhecida, pois exerceu certamente um 
papel muito marcante, mas não podemos esquecer que o estilo gótico 
também estava presente em esculturas e pinturas.
Você se lembra quais são as características da escultura gótica? Podemos 
afirmar que, em comparação com a arte românica, cujas figuras são 
sólidas, a escultura gótica parece que dá vida às suas figuras, com fortes 
expressões em seus olhares e mais fluidez nos tecidos de suas roupas.
Lembre-se
Avançando na prática 
Lembre-se
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124 História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
Resolução da situação-problema 
Faça uma pesquisa e descubra quais são as igrejas que podem ser incluídas neste 
roteiro. Não se esqueça de citar a localização e o ano de sua construção. 
Para enriquecer sua pesquisa:
Arquitetura gótica no Brasil e Portugal. Disponível em: <http://arteoasis.blogspot.
com.br/2011/05/arquitetura-gotica-no-brasil-e-portugal.html>. Acesso em: 3 jul. 2016.
Arte gótica. Disponível em: <http://pointdaarte.webnode.com.br/news/a-historia-da-
arte-gotica/>. Acesso em: 3 jul. 2016.
Por qual dos dois estilos apresentados você se interessa mais? Românico 
ou gótico?
Escolha um e realize uma pesquisa mais elaborada. Escreva um texto, cite 
exemplos, utilize imagens para ilustrar. Não esqueça de mencionar artistas 
importantes de cada estilo, seja na escultura ou na pintura. Você pode 
fazer um blog sobre história da arte e elaborar, a partir dessa pesquisa, sua 
primeira postagem e dividir com outros usuários informações importantes 
e interessantes sobre arte na Idade Média.
1. O período que veio depois da queda do Império Romano representou 
um momento histórico de muitas guerras, invasões e migrações, pouco 
conhecimento e principalmente um período de transição entre o fim 
do mundo antigo e o surgimento de uma nova forma de vida e novas 
crenças. A produção de arte também representa essas grandes mudanças 
e, como temos visto até aqui, exerce um papel de extrema importância 
nessas transformações.
Como foi chamado este período?
a) Pré-História.
b) Idade Antiga.
c) Idade das Trevas.
d) Período Paleolítico.
e) Idade Moderna.
Faça você mesmo
Faça valer a pena
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125História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
2. O que é arte românica?
a) O estilo de arte e arquitetura vigente entre os séculos XI e XIII, na 
Europa. 
b) O estilo de pintura e escultura que os romanos desenvolveram 
durante o Império Romano.
c) A influência que os romanos exerceram sobre a arte grega, nos 
séculos XI e XII.
d) A arquitetura de castelos e igrejas, com alturas vertiginosas, torres, 
agulhas e arcos.
e) Arquitetura utilizada em aquedutos e anfiteatros, com grandes arcos 
e pilares.
3. Qual era o objetivo dos artistas da época da Idade Média?
a) Pintar paredes de cavernas, com ensinamentos para seus 
descendentes.
b) Pintar a parte interna das pirâmides, com mensagens destinadas aos 
faraós na vida após a morte.
c) Transmitir aos fiéis a mensagem da história sagrada através da pintura 
e da escultura.
d) Fazer retratos de burgueses e aristocratas, já que não havia a 
tecnologia da fotografia.
e) Registrar paisagens naturais e paisagens urbanas, para mostrar às 
futuras gerações como era o mundo na Idade Média.
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126 História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
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127História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
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História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
U2
130 História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
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SZPALER, Eliane de Jesus Honório. As artes visuais e a educação. 2009. 86 f. Monografia 
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VILLAS-BOAS, André. O que é (e o que nunca foi) design gráfico. Rio de Janeiro: 
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VILAR, Leandro. Olímpia e os jogos olímpicos. Seguindo os passos da história. 27 ago. 
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e-os-jogos-olimpicos.html>. Acesso em: 27 jun. 2016.
História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média 131
U2
História da arte da Pré-História, antiguidade e Idade Média
WOODFORD, Susan. História da arte da Universidade de Cambridge: Grécia e Roma. 
Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1982.
Unidade 3
História da arte: da Idade 
Moderna ao início da 
Contemporânea
Seja bem-vindo à terceira unidade deste material. Estamos estudando 
História da Arte e do Design, e você já leu a respeito da arte na Antiguidade, 
conhecendo a Mesopotâmia, o Egito Antigo, a Grécia Antiga e Roma e, na 
Idade Média, arte românica e estilo gótico. 
Esta unidade lhe apresentará os seguintes tópicos: Renascença (que 
marca a transição da Idade Média para a Idade Moderna), Arte Barroca, 
Impressionismo e Pós-Impressionismo e a transição entre o século XIX e 
o século XX: as mudanças na arte e no design. Vamos analisar o advento 
da produção em massa e o papel do design neste contexto. Com isso, 
estudaremos Arts and Crafts e Art Nouveau.Ao final desta unidade você 
será capaz de reconhecer as características de todas essas manifestações 
artísticas, além dos principais artistas de cada período. Estudaremos grandes 
transformações na história da civilização humana e, consequentemente, na 
maneira de fazer, interpretar e contemplar arte.
Para compreender a importância do aprendizado destes tópicos, imagine 
que você foi contratado pela Escola Brasileira de Design e Artes Criativas, 
que oferece cursos técnicos e livres, nas áreas de artes, audiovisual, design 
e computação gráfica. Além de cursos, a Escola Brasileira de Design e Artes 
Criativas também promove encontros, eventos culturais e possui uma grande 
área destinada a importantes exposições, abertas e gratuitas ao público. 
Você terá uma série de desafios a serem enfrentados e o conteúdo desta 
unidade o auxiliará em todos eles. Vamos iniciar nosso trabalho refletindo 
sobre algumas questões da história da arte: o que foi o Renascimento e 
onde ocorreu? Você sabe o que é Arte Barroca e quem são os principais 
artistas representantes desta importante manifestação artística? E quem são 
Convite ao estudo
U3
134 História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
os precursores da arte moderna, responsáveis por movimentos como 
Impressionismo e Pós-Impressionismo? 
Estes e outros fatos interessantes o esperam nas próximas páginas.
Vamos, juntos, buscar respostas para essas questões.
U3
135História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
Seção 3.1
O século XV e o Renascimento
O Renascimento, também conhecido como Renascença, é muito explorado nos 
cursos ministradosno seu novo local de trabalho, a Escola Brasileira de Design e Artes 
Criativas. 
Nesta seção, sairemos do período medieval para adentrarmos na Idade Moderna, 
que vem acompanhada de muita beleza em suas manifestações artísticas. 
Com o conhecimento que você irá adquirir nas páginas seguintes, seu próximo 
trabalho na Escola Brasileira de Design e Artes Criativas ficará mais fácil. Você 
foi selecionado para elaborar o conteúdo sobre Renascimento para o aplicativo 
desenvolvido pela escola, que tem como objetivo disponibilizar textos de qualidade 
e imagens em alta resolução para seus alunos. O tema a ser desenvolvido é: Grandes 
Mestres Renascentistas, e você deverá estar a par do assunto para poder participar 
da primeira reunião sobre a elaboração deste conteúdo. Com este estudo você irá 
desenvolver sua capacidade de pesquisa e de análise de obras de arte. 
Para organizar as informações acerca do tema, você deve refletir sobre as 
seguintes questões: O que marca o período do Renascimento? Qual é a base da 
arte renascentista? Qual o objetivo da arte neste período? E os artistas, quais são os 
principais nomes do Renascimento? Quais são suas obras mais importantes?
A partir da leitura realizada nesta seção, você estará preparado para atuar na Escola 
Brasileira de Design e Artes Criativas, compartilhando seu conhecimento com os 
estudantes da escola. 
Boa leitura!
Diálogo aberto 
U3
136 História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
Nesta seção, nossa viagem será para os séculos XIV e XVII. Vamos conhecer o 
Renascimento, que foi o período cultural que se desenvolveu a partir da Itália. Você 
certamente conhece uma série de obras artísticas desse período, quando surgiram 
muitos artistas que admiramos até os dias de hoje. O Renascimento italiano pode 
ser reconhecido em pinturas, esculturas e na arquitetura. O Renascimento, ou 
Renascença, marca a transição da Idade Média para a Idade Moderna.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f2/Sandro_Botticelli_046.jpg>. Acesso em: 27 jul. 2016.
Figura 3.1 | O nascimento de Vênus (1485), Sandro Botticelli; Galleria degli Uffizi, Florença
Vamos entender o contexto histórico do surgimento da Renascença. 
A Europa do século XIV enfrentou uma epidemia, conhecida como 
a peste negra, que exterminou a maior parte da população, além de 
grandes mudanças econômicas, intelectuais, culturais, políticas e 
artísticas, crises, fome, guerras e revoltas de camponeses, que foram 
capazes de restabelecer as estruturas sociais. O antigo sistema feudal caiu 
e todas essas transformações deram espaço a um novo período histórico, 
favorecendo o surgimento de um modelo econômico comercial e 
consequentemente o advento da burguesia mercantil, que representava 
uma nova classe social, exercendo uma importante função para a política 
e para a arte, através de grandes incentivos fiscais que proporcionavam 
vida longa à carreira de muitos artistas.
Não pode faltar
Assimile
U3
137História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
A arte Renascentista tinha como alguns de seus principais objetivos a superação 
da Antiguidade Clássica, o que levava à pesquisa, à experimentação, à especulação 
e à inovação. Era uma época em que os ideais da Antiguidade clássica estavam sendo 
restaurados através de uma nova concepção criativa e humanista. Isso na prática 
representa uma valorização maior das obras de arte e, dessa maneira, o artista ganha 
um novo papel social, ocupando um lugar de respeito e admiração, não sendo mais 
um escravo, artesão ou mero prestador de serviço, como em outras épocas. Florença 
é o berço do Renascimento no século XV, tendo a política da família Médici como 
grande responsável pelo financiamento da arte deste período (PRETTE, 2008, p. 228).
A arte renascentista tinha como base a análise de ruínas romanas e a recuperação 
de textos clássicos. Neste período o mundo presenciou uma importante ruptura com 
a manifestação artística da Idade Média – o românico e o gótico – inovando a maneira 
de fazer arte e os temas representados, a partir de um movimento cultural chamado 
Humanismo, que surgiu em Florença, no século XIV, que se manifestou no uso de 
mecanismos reflexivos de análise do mundo, baseados em explicações racionais, 
dando prioridade ao homem e às realizações humanas, sem rejeitar o conhecimento 
teológico (FARTHING, 2011, p. 150). 
A cultura humanista alterou substancialmente a pintura, a escultura e a arquitetura 
na Itália, resgatando a história e a mitologia romanas como principais temas. Trouxe 
também consequências fundamentais, como o desenvolvimento da técnica da 
perspectiva artificial, ou seja, um sistema de representação que reproduz os ambientes 
e as personagens de uma pintura de maneira proporcional. 
Vamos conhecer alguns artistas importantes deste período:
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/67/Santa_Maria_del_Fiore.jpg>. Acesso em: 27 jul. 2016.
Figura 3.2 | Santa Maria de del Fiore, Florença. Cúpula projetada por Brunelleschi
U3
138 História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
Filippo Brunelleschi (1377-1446), ourives, arquiteto e pesquisador. Projetou a 
cúpula da Catedral de Florença, entre 1417 e 1420, a partir de um sistema de nervuras, 
ao estilo gótico, com perfil em ponta reforçado com ligaduras horizontais. Criou 
uma nova linguagem arquitetônica, a partir de estudos que realizou quando foi com 
seu amigo Donatello, também artista, para Roma, com o objetivo de aprofundar seu 
conhecimento em arquitetura romana antiga.
A obra de Brunelleschi, que tem suas maiores obras-primas 
em edificações para o culto religioso, caracteriza-se por um 
novo modo de construir o espaço no interior do edifício. Uma 
sucessão de espaços bem definidos pelas arcadas clássicas 
de arcos plenos e em pedra escura cria um efeito perspectivo 
ordenado e claro nas igrejas florentinas de São Lourenço e 
do Santo Espírito. Na estrutura global dessas construções se 
alternam paredes lisas e brancas e colunas elegantes, esguias 
e em pedra cinzenta. As colunas são clássicas, com capitéis 
coríntios, e o teto é decorado com caixotões como os edifícios 
clássicos romanos. Nenhuma decoração pictórica perturba a 
clareza geométrica das construções de Brunelleschi. (PRETTE, 
2008, p. 238)
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/df/Einblick_LH_San_Lorenzo_Florenz.jpg/800px-
Einblick_LH_San_Lorenzo_Florenz.jpg>. Acesso em: 27 jul. 2016.
Figura 3.3 | Interior da Basílica de São Lourenço (1419). Brunelleschi; Florença
U3
139História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
Donatello di Niccoló (1386-1466), renomado escultor, com um talento 
extraordinário. Agregava às suas esculturas expressões dramáticas que surpreendiam 
a todos. Ele se interessou pela estatuária greco-romana e ampliou os estudos em 
anatomia humana, o que reforçava os conceitos humanistas aplicados à arte.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/c5/Donatello_San_Jorge_05.JPG/400px-Donatello_
San_Jorge_05.JPG>. Acesso em: 27 jul. 2016.
Figura 3.4 | São Jorge (1416) esculpido por Donatello; Museo Nazionale del Bargello, 
Florença
Masaccio (1401-1428) foi um grande mestre da pintura, criando uma nova linguagem 
pictórica. Afastou-se do estilo gótico e desenvolveu uma nova linguagem de formas 
modeladas de claro-escuro (PRETTE, 2008, p. 231). Suas obras de arte racionalizam a 
representação por meio da perspectiva. Seus trabalhos mais significativos são: afrescos 
da Capela Brancacci, na Igreja do Carmo de Florença, com diversas cenas da vida 
de São Pedro e A Santíssima Trindade, para a Igreja de Santa Maria Novella, afresco 
funerário, para ser contemplado de baixo, imitando uma capela.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/d2/Masaccio%2C_trinit%C3%A0.jpg/320px-Masaccio%2C_
trinit%C3%A0.jpg>. Acesso em: 27 jul. 2016.
Figura 3.5 | A Santíssima Trindade (1426-28). Masaccio; Igreja de Santa MariaNovella, 
Florença
U3
140 História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
Michelangelo Buonarroti (1475-1564), também um nome muito importante do 
Renascimento, com admiráveis trabalhos como escultor, pintor e arquiteto, mas foi 
na escultura que Michelangelo ganhou sua primeira notoriedade, sendo Pietà e Davi 
algumas das obras mais magníficas de todos os tempos.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/d5/David_von_Michelangelo.jpg/320px-David_von_
Michelangelo.jpg>. Acesso em: 27 jul. 2016.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/1f/Michelangelo%27s_Pieta_5450_cropncleaned_edit.
jpg/572px-Michelangelo%27s_Pieta_5450_cropncleaned_edit.jpg>. Acesso em: 27 jul. 2016.
Figura 3.6 | Davi de Michelangelo (1501-04); Galleria dell'Accademia, Florença 
Figura 3.7 | Pietà de Michelangelo (1498); Basílica de São Pedro, Vaticano
U3
141História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/30/%27Adam%27s_Creation_Sistine_Chapel_
ceiling%27_by_Michelangelo_JBU33cut.jpg/1280px-%27Adam%27s_Creation_Sistine_Chapel_ceiling%27_by_
Michelangelo_JBU33cut.jpg>. Acesso em: 27 jul. 2016.
Figura 3.8 | Detalhe do teto da Capela Sistina: A criação de Adão (1508-12) de Michelangelo; 
Vaticano
Michelangelo se considerava muito mais um escultor do que um pintor, e foi com 
certa resistência que aceitou o pedido do Papa Júlio II (nascido Giuliano della Rovere) 
para decorar o teto da Capela Sistina, onde, pela tradição, os cardeais se reúnem para 
eleger um novo pontífice.
O artista rejeitou as ideias do Vaticano no que dizia respeito 
ao tema e se encarregou de substituir a decoração existente, 
de um céu simples cheio de estrelas, por uma composição 
mais arquitetônica, na qual a Criação Divina e a Queda do 
Homem foram reencenadas. Pilastras pintadas se estendem 
de um lado a outro do teto, criando nove painéis nos quais as 
principais cenas do Livro do Gênesis foram retratadas. Uma 
divisão harmônica do teto em grandes pinturas horizontais e 
cenas adjacentes menores, cercadas por ignudi (jovens nus) 
ressaltam as quatro imagens principais dispostas em ordem 
cronológica: A Separação da luz e das trevas, A criação de 
Adão, O pecado original e a expulsão do Jardim do Éden e O 
dilúvio. (FARTHING, 2011, p. 178)
Esta é certamente considerada a obra principal de Michelangelo como pintor. A 
imagem da criação de Adão é uma das mais famosas da história da arte. Deus Pai, com 
um severo rosto de barba branca que denota sua autoridade, cercado por anjos. Adão, 
fisicamente perfeito, recebe do dedo indicador de Deus uma espécie de carga elétrica 
que lhe dá vida. Podemos notar obediência e encantamento no olhar de Adão para 
Deus (CUMMING, 1995, p. 31).
U3
142 História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
Em quanto tempo você acha que Michelangelo pintou o teto da Capela 
Sistina?
O enorme empreendimento, que conta com mais de 300 personagens, 
foi concluído em quatro anos, com início em 1508 e término em 1512. 
O Juízo Final foi pintado alguns anos mais tarde, tendo início em 1535 e 
término em 1541.
Sandro Botticelli (1446-1510), pintor de importância significativa. Entre suas obras 
mais importantes está O nascimento de Vênus (1485). O quadro possui 172,5 cm x 
278,5 cm, e causou revolução em sua época, já que foi a primeira pintura renascentista 
com tema mitológico. Vênus, ao centro do quadro, está rodeada por Zéfiro, o Vento 
Oeste, pela Ninfa Clóris (raptada por Zéfiro) e uma Hora que a acompanha, cujo manto 
representa a primavera. Vênus é uma das deusas mais importantes da Antiguidade. 
Os gregos a chamavam de Afrodite. Ela é a deusa da beleza e do amor humano. 
Botticelli representou-a com um ideal de beleza clássica muito admirado no início da 
Renascença. O quadro foi uma encomenda feita por um membro da rica e poderosa 
família Médici. “A história do nascimento de Vênus era símbolo de mistério através do 
qual a mensagem divina da beleza veio ao mundo. Pode-se imaginar que Botticelli 
se dedicou ao trabalho com reverência, a fim de representar esse mito de um modo 
condigno” (GOMBRICH, 2008, p. 264). 
Botticelli foi um pintor culto, apaixonado pela mitologia e pela filosofia e, certamente, 
um dos mais importantes nomes da arte da Renascença. 
Ticiano Vecellio (1485?-1576) foi considerado o maior pintor da escola veneziana. 
Viveu em Veneza, na época uma das mais poderosas cidades da Itália, durante toda 
sua vida, encontrando na intensa luz e na cor dos canais da cidade inspiração para 
suas magníficas pinturas. Ticiano foi um pintor muito bem-sucedido, recebendo 
encomendas do Papa, de reis da França e da Espanha. O célebre quadro Baco e Ariadne 
(1522-23) faz parte de uma série de obras com temas mitológicos encomendadas por 
Alfonso d’Este, duque de Ferrara, para decorar sua casa de campo. A pintura retrata 
o momento em que a princesa grega Ariadne, logo após ter sido abandonada na 
ilha de Naxos pelo seu amante Teseu, encontra Baco, o deus do vinho, e os dois se 
apaixonam à primeira vista. Baco é representado como um jovem bem nutrido, que 
traz em sua cabeça uma coroa de folhas de louro e de parreira. Seus olhos, com uma 
expressão intensa e ardente, encaram sua futura esposa. Inicialmente assustada com 
o aparecimento de Baco, o rosto da princesa exterioriza uma combinação de medo e 
interesse (FARTHING, 2011, p. 170). 
Esta obra-prima é uma das primeiras de Ticiano, que se tornou o artista mais famoso 
da Europa na época da Renascença.
Exemplificando
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143História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/6f/Tiziano%2C_bacco_e_arianna_01.jpg/661px-
Tiziano%2C_bacco_e_arianna_01.jpg>. Acesso em: 27 jul. 2016.
Figura 3.9 | Ticiano; Baco e Ariadne (1522- 23). Óleo sobre tela; National Gallery, Londres
Repare bem na Figura 3.9. Há muitos elementos a serem notados na 
pintura.
- A assinatura de Ticiano aparece, em latim, num vaso de bronze que 
está em cima de um tecido amarelo no chão. “TICIANVS F(ecit)”, o que 
significa: Feito por Ticiano. 
Ticiano foi um dos primeiros pintores a assinar seus quadros. 
- Observe o encontro dos olhares dos protagonistas: há uma linha invisível 
que vai do rosto de Ariadne ao rosto de Baco, intensificando o momento 
(CUMMING, 1995, p. 36).
Leonardo da Vinci (1452-1519), nome obrigatório a ser estudado em história da 
arte, o artista não poderia ficar de fora de sua exposição virtual. Um dos maiores 
representantes da essência humanista da Renascença, Leonardo da Vinci é um nome 
muito importante em praticamente todos os campos do saber. Em suas pinturas, dá 
uma atenção especial ao completo estudo da anatomia e à caracterização fisionômica 
em relação às expressões de ânimo e sentimento de seus personagens. Entre suas 
obras mais importantes estão A última ceia (1495-8), no refeitório do convento de 
Santa Maria delle Grazie, em Milão, e a Mona Lisa (c. 1503-19), também conhecida 
como A Gioconda. Esta deve ser a pintura mais famosa do mundo, e pode ser vista no 
Museu do Louvre, em Paris. O quadro, com dimensões de 77 x 53 cm, está protegido 
por um forte vidro resistente a tiros. Não é para menos. A Mona Lisa foi considerada 
Reflita
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144 História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
a obra que trouxe uma nova dimensão de realismo e veracidade à arte da pintura 
(CUMMING, 1995, p. 27). Um típico retrato renascentista, A Gioconda tem composição 
equilibrada e a protagonista exibe um olhar sereno e um sorriso misterioso. Leonardo 
da Vinci era um talentoso pintor de mãos. Repare que as mãos cruzadas de Mona 
Lisa estão placidamente pousadas sobre seu colo, num sinal de decoro da época. Em 
regras de bom comportamento, uma mulher devia manter sua mão direita sempre 
sobre a esquerda, na altura da cintura, imóvel ou andando (FARTHING, 2011, p. 177).
A imortal Mona Lisa até hoje é uma grande inspiraçãopara poemas, canções, 
esculturas e inúmeros anúncios comerciais. “O que mais impressiona é o sorriso que 
nasce nos olhos mais do que na boca. [...] Quem olha se sente olhado” (PRETTE, 2008, 
p. 242).
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/ec/Mona_Lisa%2C_by_Leonardo_da_Vinci%2C_from_
C2RMF_retouched.jpg/235px-Mona_Lisa%2C_by_Leonardo_da_Vinci%2C_from_C2RMF_retouched.jpg>. Acesso em: 27 
jul. 2016.
Figura 3.10 | Leonardo da Vinci, Mona Lisa (c. 1503-19), óleo sobre madeira; Museu do 
Louvre, Paris
Este livro é um marco no desenvolvimento da teoria estética moderna. 
O autor explica a evolução dos estilos artísticos através de análises de 
grandes obras. 
WOLFFLIN, Heinrich. Conceitos fundamentais da história da arte. São 
Paulo: Martins Fontes, 2015.
Pesquise mais
U3
145História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
Vimos até aqui alguns dos mais importantes mestres da Renascença, 
porém há muitos outros, de grande importância e magníficas obras. 
Escolha uma área que mais lhe agrade: escultura, arquitetura ou pintura, 
e realize uma pesquisa sobre outros artistas significativos desta época 
fazendo anotações sobre suas características, obras de arte e seu papel 
no período renascentista. 
O Renascimento, também conhecido como Renascença, foi o período cultural 
que se desenvolveu na Itália a partir a partir do século XIV e pode ser reconhecido 
em pinturas, esculturas e na arquitetura. Ele marca a transição do fim da Idade Média 
para o surgimento da Idade Moderna e, por esse motivo, a inovação era um de seus 
principais objetivos, além de especulação e experimentação. 
Estamos nos referindo a uma época em que os ideais da Antiguidade clássica 
estavam sendo restaurados, através de uma nova concepção criativa e humanista.
A arte da Renascença tinha como base a Antiguidade Clássica e a recuperação de 
textos clássicos. Neste período houve uma importante ruptura com as manifestações 
artísticas da Idade Média, que estudamos na Seção 2.1, o românico e o gótico, 
inovando a maneira de fazer arte e os temas representados a partir de um movimento 
cultural chamado Humanismo, que surgiu em Florença, no século XIV. O movimento 
humanista se manifestou através do uso de mecanismos reflexivos de análise do 
mundo, baseados em explicações racionais, priorizando assim o homem e as 
realizações humanas, sem, claro, rejeitar o conhecimento teológico. 
Alguns dos principais artistas renascentistas, e suas grandes obras, são: 
- Arquiteto: Filippo Brunelleschi (1377-1446), responsável pela igreja de São Lourenço 
(1419) e pela cúpula da Catedral de Florença (1417-20).
- Escultor: Donatello di Niccoló (1386-1466), escultor de São Jorge (1416).
- Pintor: Masaccio (1401-1428), responsável pela obra A Santíssima Trindade (1420-
25).
- Pintor e escultor: Michelangelo Buonarroti (1476-1564), responsável pelo teto da 
Capela Sistina, Vaticano (1508-12), e pela escultura de Davi (1501-04).
- Pintor: Sandro Botticelli (1444-1510), pintou O nascimento de Vênus (1485).
- Pintor: Ticiano Vecellio (1485-1576), pintou Baco e Ariadne (1522-23).
Faça você mesmo
Sem medo de errar
U3
146 História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
- Pintor: Leonardo da Vinci (1452-1519), pintou a Mona Lisa (c. 1503-19).
O Renascimento marca um período de grandes transformações. Foi a 
transição da Idade Média para a Idade Moderna. A arte representa essa 
mudança através da inovação e da experimentação dos artistas em suas 
estupendas obras-primas, reconhecidas e contempladas até os dias de 
hoje nos mais importantes museus do mundo.
Florença é o berço do Renascimento no século XV, tendo a política da 
família Médici como grande responsável pelo financiamento da arte deste 
período. Veneza também se destacou nesta época com Ticiano, seu 
nome mais importante.
Analisando obras de arte
Descrição da situação-problema
Você foi convidado a trabalhar durante uma semana no Museu de Arte de São 
Paulo – MASP e, juntamente com sua equipe (um grupo de 4 integrantes), você irá 
passar uma semana contemplando e analisando obras de arte renascentistas.
O museu conta com obras de Rafael (Rafaello Sanzio), como Ressurreição de Cristo 
(1499-1502); São Jerônimo penitente no deserto (1448-51), de Andrea Mantegna; Ecce 
Homo ou Pilatos apresenta Cristo à multidão (1518-94), de Tintoretto; Virgem com o 
Menino e São João Batista criança (1490-1500), de Sandro Botticelli, e São Sebastião 
na coluna (1500-10), de Pietro Perugino. 
Em conjunto com sua equipe, escolha uma obra, faça uma pesquisa sobre a 
pintura e o artista. 
A sua análise será publicada no site do MASP, ficando disponível a todos os 
interessados por arte renascentista.
O Renascimento, ou Renascença, foi um período no qual houve o resgate 
da glória do Império Romano e, por esse motivo, a cultura voltou-se à 
Atenção
Lembre-se
Avançando na prática 
Lembre-se
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147História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
estética utilizada pelas civilizações grega e romana. Os artistas passaram 
a usar os temas da mitologia greco-romana nas esculturas e pinturas. A 
primeira pintura renascentista com tema mitológico foi O nascimento de 
Vênus, de Sandro Botticelli, em 1485.
Resolução da situação-problema 
Observe as obras do MASP citadas e escolha a que mais lhe interessa:
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/24/Perugino_-_ssebastiao03.jpg/401px-Perugino_-_
ssebastiao03.jpg>. Acesso em: 27 jul. 2016.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/45/Sandro_botticelli_-_virgem_com_o_
menino_e_s%C3%A3o_jo%C3%A3o_batista_crian%C3%A7a_04.jpg/400px-Sandro_botticelli_-_virgem_com_o_
menino_e_s%C3%A3o_jo%C3%A3o_batista_crian%C3%A7a_04.jpg >. Acesso em: 12 set. 2016.
Figura 3.11 | São Sebastião na coluna, de Pietro Perugino
Figura 3.12 | Virgem com o Menino e São João Batista criança (1490-1500), de Sandro 
Botticelli
U3
148 História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/32/Raffaello_Sanzio_Auferstehung_Christi_Sao_Paulo.
jpg/491px-Raffaello_Sanzio_Auferstehung_Christi_Sao_Paulo.jpg>. Acesso em: 27 jul. 2016.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/2b/Andrea_Mantegna_Hieronymus.jpg>. Acesso em: 27 jul. 
2016.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/0a/Tintoretto_-_ecce_homo_masp.JPG>. Acesso em: 27 jul. 
2016.
Figura 3.13 | Ressurreição de Cristo, de Rafael
Figura 3.14 | São Jerônimo penitente no deserto, de Andrea Mantegna
Figura 3.15 | Ecce Homo ou Pilatos apresenta Cristo à multidão, de Tintoretto
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149História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
A partir da pesquisa realizada, escolha a obra que mais lhe agrada e escreva 
um texto, de uma a duas páginas, com uma análise pessoal da pintura 
ou escultura escolhida. Você pode falar sobre a sua própria sensação ao 
contemplar a obra e quais elementos mais lhe chamam a atenção.
1. O Renascimento é conhecido por ser uma época de renovação de 
antigas ideias. Iniciou na Itália, porém, logo se expandiu para outros países 
da Europa. Foi também um período em que surgiram excelentes artistas, 
como Leonardo da Vinci e Michelangelo, e importantes escritores, como 
Shakespeare, na literatura. A Igreja Católica já não tinha mais o mesmo 
poder sobre a vida cultural, que sofreu influência de estudiosos da 
Antiguidade greco-romana, chamados de humanistas.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/25/Sandro_Botticelli_-_La_Primavera_-_Google_
Art_Project.jpg/1024px-Sandro_Botticelli_-_La_Primavera_-_Google_Art_Project.jpg>. Acesso em: 27 jul. 2016. 
Figura 3.16 | Botticelli, Primavera (1478); Galleria degli Uffizi, Florença
É correto afirmar que:
a) O Renascimento, ou Renascença, marca a transição do fim da Idade 
Média para o surgimento da Idade Moderna.
b) O Renascimento é influenciado pela cultura do período da Pedra 
Lascada.
c) Lascaux é umaimportante catedral renascentista, localizada na França.
d) As catedrais renascentistas são obras gigantescas e monumentais, de 
Faça você mesmo
Faça valer a pena
U3
150 História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
2. Observe as afirmações abaixo:
I. O Renascimento, ou Renascença, marca a transição do fim da Idade 
Média para o surgimento da Idade Moderna.
II. O Renascimento italiano pode ser reconhecido em pinturas, esculturas 
e na arquitetura.
III. O Renascimento italiano é uma manifestação artística medieval.
Podemos dizer que:
a) As afirmações I, II e III são verdadeiras.
b) Apenas a afirmação I é verdadeira.
c) Apenas a afirmação II é verdadeira.
d) As afirmações I e II são verdadeiras.
e) As afirmações I e III são verdadeiras.
3. Eram objetivos da arte renascentista:
a) Devoção à Igreja Católica através de peregrinações e visitas a grandes 
catedrais.
b) Experimentação, especulação e inovação.
c) Construção de catedrais góticas e românicas.
d) Resgate do estilo e dos mitos da arte rupestre.
e) Educação religiosa através da arte, em altas catedrais de estilo gótico.
grandes janelas com vitrais coloridos.
e) O Renascimento é o período cultural que se desenvolveu na Itália a 
partir do ano de 1700.
U3
151História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
Seção 3.2
O século XVII e a arte barroca
A história da arte é contada a partir da sucessão de vários estilos artísticos. 
Já estudamos a Idade Média e os estilos presentes na arquitetura, pintura e escultura. 
São eles: o estilo românico, com seus arcos perfeitos, e o estilo gótico, com enormes 
catedrais e o arco ogival. Vimos que o estilo gótico foi substituído por uma fase muito 
peculiar da história da arte: a Renascença, que começou na Itália no início do século 
XV e se propagou a vários outros países da Europa. Compreendemos o pensamento 
humanista e conhecemos os principais artistas renascentistas.
Você sabe o que vem depois? O estilo que sucedeu a Renascença é conhecido 
como Barroco. 
Você vai precisar deste conhecimento na Escola Brasileira de Design e Artes 
Criativas, que receberá um importante historiador, especialista em período barroco, o 
qual fará uma palestra aos alunos e professores e analisará uma obra de arte barroca. 
Você, juntamente com sua equipe, também faz parte da organização e produção 
desse evento e também irá escrever alguns textos analíticos sobre arquitetura, escultura 
e pintura desse período. Seu trabalho será exposto durante a programação.
Para se preparar melhor, você deverá refletir sobre as seguintes questões: O 
que significou a Contrarreforma da Igreja Católica? Qual foi o papel da arte nesse 
movimento? Quem são os principais artistas barrocos? Qual a diferença deste estilo 
em relação aos anteriores?
A leitura do item Não Pode Faltar vai ajudá-lo a responder essas e outras questões. 
Com isso você irá compreender a evolução da história da arte e o contexto histórico 
ocidental a partir de 1600, desenvolvendo a capacidade de reconhecer os principais 
artistas da arte barroca. 
Para isso bastar concentrar-se na leitura do seu Livro Didático. Bons estudos!
Diálogo aberto 
U3
152 História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
Europa, século XVII. Um período de grandes transformações na política, nas ciências 
e na religião. O cristianismo ocidental foi dividido entre a Igreja Católica e a Protestante, 
o que fez com que a Igreja Católica refletisse sobre novas estratégias para a recuperação 
dos seus fiéis, por meio da ênfase da divulgação dos ideais religiosos e por meio de 
imagens que despertariam a renovação do entusiasmo de devoção. Mas o Barroco foi 
mais do que um estilo ligado à religião Católica, repercutindo em outras formas de arte e 
em regiões dominadas pelo protestantismo, como apontam Janson e Janson (1996, p. 
250): "(...) o novo estilo difundiu-se tão rapidamente pelo Norte protestante que devemos 
ter cuidado de não enfatizar em excesso o seu aspecto de Contrarreforma".
O estilo Barroco colocou a Itália em uma posição de destaque como centro de difusão 
artística. A Europa estava vivendo um período de mudança de mentalidade. Verdades até 
então conservadas pela Igreja Católica, que defendia que a Terra era o centro do universo, 
passaram a ser questionadas pela ciência, com Kepler e Galileu. Os estudos astronômicos 
expandiram e a ideia do Sistema Solar aproximou-se de estudos filosóficos, que discutiam 
a insignificância do homem neste contexto. O Ocidente vivia sem dúvida um momento 
de questionamentos e mudanças no pensamento. A arte também sofreu transformações, 
pois como vimos em todas as seções deste Livro Didático, ela reflete (ou mesmo 
representa) as mudanças sociais vividas em cada período histórico.
Neste contexto surge o Barroco, que denomina as manifestações na arte, na 
arquitetura e na música, sendo posterior à Renascença. Roma era a capital do mundo 
católico e por isso virou referência na produção e disseminação da linguagem barroca. 
São características desse estilo as decorações intensas, ornamentações abundantes, 
emprego considerável de luzes e sombras. É um estilo difícil de esclarecer, devido à 
diversidade de conjunturas religiosas, políticas, sociais e culturais de cada local onde se 
desenvolveu. Sua aplicação pretendia ser grandiosa e fascinante aos sentidos.
Observe a Figura 3.17 referente ao interior da igreja do mosteiro de Melk.
Há nuvens por toda parte, com anjos tocando música 
e gesticulando na bem-aventurança do Paraíso. Alguns 
pousaram no púlpito, tudo parece mover-se e dançar, e a 
arquitetura que cerca o suntuoso altar parece oscilar ao 
ritmo dos cânticos jubilosos. Nada é “natural” ou “normal” em 
semelhante igreja... nem pretendia ser. A intenção é fazer-nos 
antegozar a glória do Paraíso. Talvez não seja essa a ideia que 
o homem comum faz do Paraíso, mas quando está envolvida 
por tudo aquilo, qualquer pessoa sentir-se-á feliz, pondo de 
lado todas as interrogações. (GOMBRICH, 2008, p. 452)
Não pode faltar
U3
153História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/5f/Stift_Melk_church_dsc01494.jpg/800px-Stift_Melk_
church_dsc01494.jpg>. Acesso em: 13 ago. 2016.
Figura 3.17 | Jakob Prandtauer, AntonioBeduzzi & Josef Munggenast. Interior da igreja do 
mosteiro de Melk, 1738
O estilo Barroco teve início na Itália, com um processo de condensação de novas 
ideias para construção de edifícios e decorações, e logo se espalhou por vários 
países europeus. Quando observamos o interior de igrejas barrocas, o que sentimos 
é o deslumbramento causado pela pompa de ouro, estuque e pedras preciosas, 
“deliberadamente usados para suscitar uma visão de glória celestial, e de uma forma 
muito mais completa do que nas catedrais medievais” (GOMBRICH, 2008, p. 436). A 
Igreja Católica passou a utilizar a arte de maneira diferente da que costumava fazer 
através dos estilos românicos e góticos, ensinando a doutrina aos iletrados. No período 
da arte barroca, a Igreja usava a arte para converter também os intelectuais e, para isso, 
grandes arquitetos, escultores e pintores receberam importantes encomendas para 
trazer às igrejas o sentimento de esplendor e glória.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/ad/Religion_Overthrowing_Heresy_and_Hatred_
Legros.jpg/800px-Religion_Overthrowing_Heresy_and_Hatred_Legros.jpg>. Acesso em: 13 ago. 2016.
Figura 3.18 | Pierre Legros: A Religião derrotando a Heresia e o Ódio; Igreja de Jesus, Roma
U3
154 História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
Importante artista Barroco, o italiano Gian Lorenzo Bernini (1598-1680) atuou como 
arquiteto, escultor e cenógrafo, realizando obras muito importantes como a escultura 
O êxtase de Santa Teresa (1645-52), o baldaquino sobre a tumba de São Pedro e a 
Cátedra de Pedro no Vaticano, símbolos significantes da Contrarreforma.
Fonte: <https://cdn.getyourguide.com/img/tour_img-388447-70.jpg>.Acesso em: 13 ago. 2016.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/e0/Bernini_-_Santa_Teresa_em_extase.jpg/800px-
Bernini_-_Santa_Teresa_em_extase.jpg>. Acesso em: 13 ago. 2016.
Figura 3.19 | Gian Lorenzo Bernini, Baldaquino sobre a tumba de São Pedro, 1624-33;Basílica 
de São Pedro, Vaticano
Figura 3.20 | Gian Lorenzo Bernini, O êxtase de Santa Teresa, 1645-52. Altar para a capela 
Cornaro, dedicado à santa espanhola Teresa. Mármore, 3,50m de altura; igreja Santa Maria 
della Vittoria, Roma
A arte barroca transformou-se em uma competente forma de propaganda religiosa, 
ilustrando o preceito elaborado no Concílio de Trento (1545-1563), que enfatizou a 
divulgação dos ideais religiosos através de imagens. O concílio foi convocado pelo 
U3
155História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
Papa Paulo III e é chamado de “Concílio da Contrarreforma” com o objetivo de 
reafirmar o poder da Igreja Católica e a autoridade do Papa como representante de 
Deus na Terra. Essa mensagem deveria ser transmitida na representação de narrativas 
bíblicas e com obras que podiam despertar devoção e adoração religiosa (FARTHING, 
2011, p. 213).
A pintura barroca italiana conta com uma grande diversidade de técnicas, estilos e 
funções e, dessa maneira, é difícil definir suas características. Na Itália, a pintura religiosa 
ganha grande importância, pois evidencia o poder divino, porém, nesta mesma época, 
desenvolve-se o que chamamos de pintura de gênero, que retratava cenas da vida 
diária. Outro estilo que teve um lugar muito significativo foi a natureza-morta: uma 
representação de objetos inanimados das mais variadas espécies, como frutas, flores, 
jarros, copos, instrumentos musicais etc. Era um gênero muito procurado pelos 
burgueses.
Muitas vezes as naturezas-mortas de flores ou frutos são 
alegorias: não denotam simplesmente objetos comuns, mas 
têm também um significado conceitual. As mesas postas, as 
imagens de alimentos, o canto da cozinha, são temas que 
colocam em evidência inconsciente temor das carestias, 
frequentes naquele século, e a exibição de bens materiais. 
(PRETTE, 2008, p. 270)
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/5e/Michelangelo_Caravaggio_019.jpg/800px-
Michelangelo_Caravaggio_019.jpg>. Acesso em: 13 ago. 2016.
Figura 3.21 | Caravaggio, Cesta de frutas, 1600. Óleo sobre tela, 31 cm x 47 cm; Pinacoteca 
Ambrosiana, Milão
U3
156 História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/cb/Willem_Kalf_001.jpg/800px-Willem_Kalf_001.jpg>. 
Acesso em: 13 ago. 2016.
Figura 3.22 | WillenKalf, Natureza-morta, 1666; Museu do Louvre, Paris
Figura 3.23 | Exemplo de pintura de gênero: Diego Velázquez, O aguadeiro de Sevilha, 
1619-20. Óleo sobre tela, 10,6 cm x 81 cm; Wellington Museum, Apsley House, Londres
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/2a/El_aguador_de_Sevilla%2C_por_Diego_
Vel%C3%A1zquez.jpg/444px-El_aguador_de_Sevilla%2C_por_Diego_Vel%C3%A1zquez.jpg>. Acesso em: 13 ago. 2016.
No século XVI também houve a consolidação das monarquias absolutas e a arte 
também teve a função de atestar esse poder. Por esse motivo encontramos também 
muitas pinturas de retratos desta época.
U3
157História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
Michelangelo Merisi (1571-1610), conhecido pelo nome de sua cidade natal, 
Caravaggio, é um importante artista do período barroco. Desenvolveu um estilo 
naturalista que rompeu com o estilo tradicional de pintura conhecido e respeitado até 
então. A princípio suas obras não foram bem aceitas, pois se acreditava que ele queria 
apenas chocar o público. Seu estilo foi considerado inadequado porque representava 
temas sacros a partir do real, sem ornamentação. Caravaggio pintava pessoas comuns. 
Seu “naturalismo” dizia respeito à sua intenção de copiar fielmente a natureza, quer a 
considerasse feia ou bela (GOMBRICH, 2008, p. 393). Seus personagens eram sempre 
inspirados em figuras humanas, ou seja, eram santos que viviam na Terra e passavam 
por dramas humanos. 
O pintor se consagrou como o mais influente de Roma e foi contratado para pintar 
várias igrejas na cidade.
“A linguagem expressiva da pintura de Caravaggio se baseia 
fundamentalmente no contraste luz-sombra. A luz não é solar, mas 
inventada” (PRETTE, 2008, p. 264).
A técnica que Caravaggio utiliza, que faz seus personagens surgirem da 
escuridão, ficou conhecida como “tenebrismo”.
O quadro A ceia em Emaús retrata Jesus abençoando dois discípulos 
depois da Ressurreição. Repare na iluminação da cena e o ar dramático 
que ela traz.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/0f/Michelangelo_Caravaggio_011.jpg>. 
Acesso em: 29 nov. 2015.
Figura 3.24 | Caravaggio, A ceia em Emaús, 1601. Óleo sobre tela, 141 cm x 196 
cm; National Gallery, Londres 
Assimile
Exemplificando
U3
158 História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
“A refeição noturna oferece um pretexto óbvio para mostrar uma sala que 
está imersa na escuridão da qual os personagens surgem graças às várias 
luzes individualmente direcionadas. Considerando a sombra sobre a cabeça 
de Cristo e o assento do homem à esquerda, uma fonte de luz parece ser 
baixa, como um fogo ou lanterna. Essa fonte, contudo, é complementada 
por uma mais alta e forte, que ilumina toda a toalha e realça os solidéus, 
rostos, mãos e mangas dos participantes, numa sugestão sutil do caráter 
divino do acontecimento, relembrando a comum identificação de Deus 
como uma luz brilhante vinda do céu” (FARTHING, 2011, p. 217).
Outro nome muito importante deste período é o pintor espanhol Diego Velázquez 
(1599-1660), que retratou como poucos a vida da realeza. 
Como cortesão de grande sucesso, Velázquez precisou observar e manipular 
grandeza/realismo e intimidade/afastamento no ambiente intenso e artificial de uma 
poderosa corte real (CUMMING, 1996, p. 56). 
Você certamente conhece um dos seus quadros mais famosos, As meninas, 
ambientado no Palácio Alcázar, em Sevilha, que tem no centro do quadro a infanta 
Margarita Teresa, de 5 anos de idade, acompanhada de duas damas de honra e duas 
anãs da corte. O rei Felipe IV e sua rainha Mariana aparecem refletidos em um grande 
espelho no fundo da sala. Emoldurado pelo marco da porta no fundo sala, está Don 
José Nieto Velázquez, camareiro da rainha e, no canto esquerdo da tela, vemos Diego 
Velázquez pintando uma grande tela. O quadro que retrata uma cena espontânea 
parece mais um registro fotográfico de uma tarde comum na corte espanhola.
Fonte: <https://goo.gl/IBQscQ>. Acesso em: 13 ago. 2016.
Figura 3.25 | Diego Velázquez, As meninas, 1656. Óleo sobre tela, 3,20 m x 2,76 m; Museu 
do Prado, Madri
U3
159História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
Compreendendo a pintura:
“Em estilo típico do Barroco, o artista cria uma convincente ilusão de 
espaço com seu jogo de luz e sombra. Velázquez dirige a luz da janela 
especificamente para o rosto e o vestido da infanta. Examinadas de perto, 
suas pinceladas são visíveis e deixam claro que o artista acrescentou textura 
e luminosidade pela adição e subtração de camadas de tinta” (FARTHING, 
2011, p. 221).
Como se lê uma obra de arte?
Adaptamos um texto do livro Para entender a arte, de Maria Carla Prette, 
que poderá auxiliá-lo na observação de uma obra de arte.
Ao olhar uma obra de arte é preciso alinhar as informações reunidas numa 
ficha que contenha:
Se estivermos analisando uma pintura, vamos observar quais são suas 
características técnicas, como pintura a óleo, têmpera etc. Em caso de 
esculturas: mármore, madeira etc.
Uma obra de arte pode pertencer a gêneros diferentes: arte sacra ou 
arte profana; temas mitológicos, históricos, alegóricos; retrato, paisagem, 
natureza-morta etc.
Depois de observar esses dados, vamos a uma leitura descritiva do 
conteúdo. A leitura denotativa nos diz o que está representadona obra, o 
que vemos na imagem.
Em seguida, vamos à leitura interpretativa, ou leitura conotativa, que 
representa a fase mais complexa, pois interpreta uma obra de arte a partir 
da compreensão da mensagem e a função que lhe foi atribuída pelo 
artista, ou seja, o que ele queira comunicar. Para isso, examine o contexto 
religioso, histórico e cultural em que a obra foi produzida. Observe a 
maneira que o artista utiliza cores, espaços e linhas. No caso de esculturas, 
formas modeladas (plásticas) e, em arquitetura, formas arquitetônicas 
(PRETTE, 2008, p. 12).
* o autor (nome, sobrenome, data e lugar de nascimento e de morte) * 
o título * a datação (o ano em que a obra foi realizada) * as dimensões 
* a localização * a técnica utilizada * o gênero.
Reflita
Exemplificando
U3
160 História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
O Barroco no Brasil
O Barroco apresentou-se tardiamente no Brasil, onde desenvolveu aspectos 
específicos, tanto em esculturas de santos como na arquitetura de igrejas. Podemos 
encontrar exemplos de arte barroca em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco e 
Bahia. O primeiro ciclo da arte barroca no Brasil vai de 1700 a 1730 e é conhecido como 
“período nacional português”, com influências barrocas principalmente em Salvador e 
Recife. As igrejas viraram edifícios opulentos e faustosos, com madeira esculpida em 
alto e em baixo-relevo. Os retábulos – painéis que ficam atrás do altar – apresentam 
grandes colunas torcidas e decoração exuberante. De 1730 a 1760, as estátuas integram-
-se à madeira dos retábulos e passam a utilizar mais pinturas de grandes dimensões, 
causando ilusão de ótica, que geralmente recobrem o teto da igreja.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/d3/StFranciscoChurch3-CCBY.jpg/800px-
StFranciscoChurch3-CCBY.jpg>. Acesso em: 13 ago. 2016.
Figura 3.26 | Igreja de São Francisco de Assis (1703); Salvador-BA
O Barroco no Brasil pode ser encontrado na cidade de Salvador, que 
contém diversos monumentos representando o estilo. A imponente 
igreja do convento de São Francisco de Assis se destaca entre os mais 
significativos templos barrocos no Brasil. Neste livro de ilustrações 
requintadas, o autor Mozart Alberto Bonazzida Costa apresenta um dos 
Pesquise mais
U3
161História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
mais importantes exemplares do Barroco no Brasil, analisando os aspectos 
históricos, estéticos e simbólicos. 
COSTA, Mozart Alberto Bonazzida. A talha ornamental barrocana Igreja 
Conventual Franciscana de Salvador. São Paulo: Edusp, 2010.
Observe imagens de igrejas barrocas no Brasil e faça anotações sobre 
todos os aspectos visuais que você vê. 
Seguem alguns nomes para guiar sua pesquisa: Capela Dourada (1695), 
em Recife; Igreja de São Francisco de Assis (1703) e Nossa Senhora da 
Conceição da Praia (1758), em Salvador; Capela de Nossa Senhora do 
Ó (1719), em Sabará; Nossa Senhora do Pilar (1734) e Nossa Senhora do 
Rosário (1750), em Ouro Preto.
Você já deve estar com tudo organizado para receber o palestrante do evento e 
para escrever seu texto analisando uma obra de arte barroca.
A partir de todo este material que leu e dos links que visitou, você já sabe que o estilo 
barroco colocou a Itália em uma posição de destaque como centro de difusão artística. 
A Europa vivia um momento de grandes transformações na política, nas ciências e na 
religião. A arte também passou por uma grande mudança, pois ela está relacionada 
com as mudanças sociais vividas em cada período histórico.
Além das sugestões apresentadas no Exemplificando, para realizar sua tarefa você 
teve que relembrar que a Contrarreforma, ou Reforma Católica, foi o movimento que 
surgiu na Igreja Católica como uma resposta à Reforma Protestante iniciada com Lutero, 
a partir de 1517. A Reforma Protestante fez com que a Igreja Católica perdesse o poder 
religioso, econômico e político e sua influência na região da Alemanha, Inglaterra, França, 
Boêmia, Hungria e dos Países Baixos. Por esse motivo a Igreja Católica reconheceu a 
necessidade de reagir. O Papa Paulo III convocou o “Concílio da Contrarreforma”, em 
que foi enfatizada a divulgação dos ideais religiosos através de imagens, reafirmando 
assim o poder da Igreja e a autoridade do Papa como representante de Deus na Terra. 
Essa mensagem deveria ser transmitida na representação de narrativas bíblicas e com 
obras que podiam despertar devoção e adoração religiosa, embora a arte Barroca 
tenha sido muito maior que isso, como já vimos acima.
As principais características da arte barroca são decorações intensas, ornamentações 
abundantes, aplicação considerável de luzes e sombras. 
Faça você mesmo
Sem medo de errar
U3
162 História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
Os artistas barrocos apresentados nesta seção foram: Gian Lorenzo Bernini (1598-
1680), que atuou como arquiteto, escultor e cenógrafo, realizando obras muito 
importantes; Caravaggio (1571-1610), que desenvolveu um estilo naturalista rompendo 
com o modelo tradicional de pintura, e o pintor espanhol Diego Velázquez (1599-1660), 
que retratou como poucos a vida na corte.
O estilo barroco foi um processo de condensação de novas ideias para a 
construção de edifícios e decorações. Ao contemplar o interior de uma 
igreja barroca, o que sentimos é deslumbramento. Neste período, a Igreja 
utilizava a arte para converter também os intelectuais e, para isso, grandes 
arquitetos, escultores e pintores receberam importantes encomendas 
para trazer aos templos cristãos o sentimento de esplendor e glória. 
No Brasil também há inúmeros exemplos desse gênero, porém o Barroco 
apresentou-se tardiamente por aqui e desenvolveu aspectos específicos, 
tanto em esculturas de santos como na arquitetura de igrejas. O primeiro 
ciclo da arte barroca no Brasil vai de 1700 a 1730 e é conhecido como 
“período nacional português”, com influências barrocas principalmente 
em Salvador e Recife. Mas encontramos exemplos dessa arte também em 
Minas Gerais e Rio de Janeiro. 
Caravaggio e a arte barroca
Descrição da situação-problema 
Uma importante agência de notícias está lançando uma série de blogs, de assuntos 
segmentados, e convidando diferentes autores e escritores a fazerem parte postando 
textos e análises interessantes.
O blog “Aqui Tem Arte” será o segmento responsável por arte, cultura e design, e 
o primeiro post será relacionado à História da Arte Barroca. A agência pediu para você 
escrever o primeiro post, homenageando o grande mestre desse período, Caravaggio. 
É importante que você aborde aspectos da vida pessoal do pintor e comente algumas 
de suas obras mais relevantes.
Lembre-se
Atenção
Avançando na prática 
U3
163História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
Caravaggio pintava pessoas comuns. Seu “naturalismo” dizia respeito à sua 
intenção de copiar fielmente a natureza, quer a considerasse feia ou bela 
(GOMBRICH, 2008, p. 393). Seus personagens eram sempre inspirados 
em figuras humanas, ou seja, eram santos que viviam na Terra e passavam 
por dramas humanos. 
O pintor se consagrou como o mais influente de Roma e foi contratado 
para pintar várias igrejas da cidade.
Resolução da situação-problema 
Você conheceu o grande mestre da arte barroca. Estudou algumas de suas obras e 
percebeu que a linguagem expressiva de seu trabalho está baseada essencialmente no 
contraste entre a luz e a sombra. A luz é inventada, ou seja, não se trata da representação 
de uma luz solar. O pintor utilizava esse contraste para fazer com que seus personagens 
surgissem da escuridão, e essa técnica é conhecida como “tenebrismo”. Seu nome de 
batismo era Michelangelo Merisi (1571-1610), mas ficou conhecido pelo nome de sua 
cidade natal: Caravaggio. 
Talvez ele seja um dos mais importantes artistas do período barroco por ter 
desenvolvido um estilo naturalista que rompeu com o estilo tradicional de pintura 
conhecido e respeitado até então. Suas obras não forambem aceitas no início, pois 
suas inovações chocaram o público e, por isso, sua maneira de pintar foi considerada 
inadequada. 
Para reforçar sua pesquisa, indicamos algumas fontes que podem ajudá-lo, além do 
conteúdo deste livro didático:
• Luzes e sombras, na vida e na obra. Disponível em: <http://mestres.folha.com.br/
pintores/12/>. Acesso em: 18 jul. 2016.
• Caravaggio – O genial rebelde do Barroco. Disponível em: <http://lounge.
obviousmag.org/apagando_o_horizonte_com_uma_esponja/2012/05/caravaggio-o-
genial-rebelde-do-barroco.html>. Acesso em: 18 jul. 2016.
Escolha as obras de Caravaggio que mais o impressionam e escreva sobre 
elas, abordando os aspectos estéticos, a sensação que essas pinturas 
transmitem e seu contexto histórico, baseado em suas pesquisas. 
Lembre-se
Faça você mesmo
U3
164 História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
1. “Há nuvens por toda parte, com anjos tocando música e gesticulando 
na bem-aventurança do Paraíso. Alguns pousaram no púlpito, tudo parece 
mover-se e dançar, e a arquitetura que cerca o suntuoso altar parece 
oscilar ao ritmo dos cânticos jubilosos. Nada é “natural” ou “normal” em 
semelhante igreja... nem pretendia ser” (GOMBRICH, 2008, p. 452).
O texto é referente ao interior da igreja do mosteiro de Melk, construção 
barroca. Sobre a Contrarreforma, é correto afirmar que:
a) O estilo barroco teve início na Alemanha, com um processo de 
condensação de novas ideias para construção de edifícios e decorações, 
e logo se espalhou por vários países europeus.
b) Quando observamos o interior de igrejas barrocas, o que sentimos 
é o deslumbramento causado pela pompa de ouro, estuque e pedras 
preciosas.
c) A Igreja Protestante passou a utilizar a música, a literatura e a 
arquitetura para ensinar a doutrina aos iletrados.
d) Arquitetos, escultores e pintores enfrentaram uma grande crise, pois 
pararam de receber importantes encomendas da Igreja. 
e) Na França ressurgem as esculturas monumentais de pedra, pois 
haviam desaparecido quase completamente desde o século V.
2. O que foi a Contrarreforma da Igreja Católica?
a) No século XVI as igrejas encontravam-se em péssimo estado de 
conservação e, por esse motivo, foi necessária uma grande reforma 
das principais catedrais romanas.
b) Contrarreforma é o nome dado ao movimento artístico que precede 
o estilo barroco.
c) Contrarreforma é uma linha de construção de novas igrejas e 
mosteiros, que contavam com imensos edifícios, feitos de pedra, e 
com grandes vitrais coloridos.
d) O cristianismo ocidental foi dividido entre a Igreja Católica e a Igreja 
Protestante, o que fez com que a Igreja Católica repensasse novas 
estratégias para a recuperação dos seus fiéis.
e) Um novo estilo artístico que copiava as características da arte grega 
e da arte romana nas principais esculturas de santos da Igreja Católica.
Faça valer a pena
U3
165História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
3. Observe a imagem e escolha a alternativa correta:
a) As princesas, de Caravaggio, óleo sobre tela, 1609.
b) As crianças, de Ticiano, óleo sobre tela, 1600.
c) As meninas, de Diego Velázquez, óleo sobre tela, 1656.
d) A vida na corte, de Don José Nieto Velázquez, óleo sobre tela, 1638.
e) Corte espanhola, de Antonio Canova, óleo sobre tela, 1670.
U3
166 História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
U3
167História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
Seção 3.3
A arte no século XIX
Estamos na Seção 3.3. Você está preparado para seu desafio na Escola Brasileira de 
Design e Artes Criativas?
Vamos relembrar um pouco do que já estudamos neste Livro Didático: além da 
arte desenvolvida na Antiguidade, você compreendeu como ela se manifestou durante 
a Idade Média, através da arte românica e da arte gótica. Desenvolveu também a 
capacidade de reconhecer e analisar estas características apresentadas principalmente 
em esculturas e na arquitetura. 
Passamos pela Renascença e conhecemos seus principais artistas e suas obras 
impressionantes. Em seguida, partimos para os estudos acerca da arte barroca: 
suas manifestações na pintura, na escultura e na arquitetura, exercendo um papel 
protagonista na Contrarreforma da Igreja Católica. 
Chegamos ao século XIX e vamos conhecer os movimentos que antecedem a arte 
moderna. 
A Escola Brasileira de Design e Artes Criativas está organizando um campeonato de 
games e aplicativos, que serão desenvolvidos por seus alunos, e você foi convidado 
a ajudar nesta produção, criando um game, para celulares, que tenha como público-
-alvo jovens estudantes de artes. O jogo terá como finalidade a consolidação do 
conhecimento de História da Arte. A ideia é que os games e aplicativos desenvolvidos 
para o evento sirvam como incentivo aos estudos. 
Você é o responsável pelo game que tem como tema o Impressionismo.
A primeira reunião a respeito da sua elaboração será na próxima semana e, para estar 
organizado para esse encontro, nossa sugestão é que você sistematize as seguintes 
reflexões: A princípio, como o Impressionismo foi recebido pelo público e pela crítica? 
Por quê? Em que diferem as pinturas impressionistas dos estilos anteriores? 
Diálogo aberto 
U3
168 História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
As informações necessárias para suas reflexões serão encontradas a seguir, no item 
Não Pode Faltar. Preparado? Desafio lançado!
O Impressionismo foi um movimento artístico que revolucionou intensamente a 
pintura e deu um novo rumo à arte do final do século XIX e início do século XX. Foi 
uma grande ruptura na estética à qual o público e a crítica estavam adaptados.
Vamos compreender primeiramente o contexto social do século XIX. A Revolução 
Industrial foi um período de grandes transformações que aconteceram inicialmente na 
Europa, especificamente na Inglaterra, entre os séculos XVIII e XIX. Até o final do século 
XVIII muitos cidadãos europeus ainda viviam no campo e fabricavam artesanalmente 
o que consumiam.
Imagine a mudança que o mundo viveu a partir da Revolução Industrial. 
Você acha que a arte também sofreu alterações a partir dessa grande 
transformação social? De que maneira os novos artistas podem 
revolucionar o modo de olhar a arte desta nova sociedade?
A Revolução Industrial trouxe inovações tecnológicas, como as máquinas a vapor, 
com a habilidade da produção em série e, dessa maneira, as pequenas oficinas foram 
substituídas pelas grandes fábricas. Em busca de trabalho, o camponês deixou o campo 
e migrou para os centros urbanos. Com o crescimento das fábricas, a população das 
cidades se multiplicou e a necessidade de produção de bens de consumo também, 
gerando a partir daí modas e tendências. Com o surgimento do proletariado, ou seja, 
da classe trabalhadora, constituiu-se uma elite industrial, conhecida como burguesia, 
que passou a ser uma importante clientela consumidora de arte. 
As mudanças industriais e a rápida urbanização atingiram diretamente a arquitetura. 
A grande quantidade de construções realizadas no século XIX passou a levar em conta 
cada vez menos a beleza e o estilo.
O mundo estava enfrentando novamente uma grande transformação. 
A arte não poderia permanecer estática, e os artistas começaram novas 
pesquisas em relação à luz e cor, e diferentes maneiras de se manifestar. 
Não pode faltar
Reflita
Assimile
U3
169História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
Édouard Manet (1832-1883) herdou do Realismo (movimento artístico anterior ao 
Impressionismo) a retratação de cenas do cotidiano e de pessoas "comuns", que não 
pertenciam às camadas mais abastadas da sociedade. Foi um dos primeiros pintores 
revolucionários do século XIX, que apresentou a necessidade de repensar a natureza 
como a vemos e novas formas de representar homens ou objetos, provocando uma 
revolução na interpretação de cores. Manet e seus seguidores descobriram que “se 
olharmos a natureza ao ar livre, não vemos objetos individuais, cada um comsua cor 
própria, mas uma brilhante mistura de matizes que se combinam em nossos olhos ou, 
melhor dizendo, em nossa mente” (GOMBRICH, 2008, p. 514). Ou seja, ao refletir a luz 
do sol, os objetos passam a ter tonalidades diferentes. Desse modo, o pintor saiu do 
ateliê e foi pintar cenas ao ar livre. 
Um dos maiores entusiastas dessa ideia foi Claude Monet (1840-1926) e, para isso, 
foi necessária a evolução de novas técnicas de pintura. A pesquisa de Monet estava 
relacionada às mudanças que as luzes da natureza sofrem quando, por exemplo, 
um vento altera o reflexo na água, ou uma nuvem cobre o sol. Monet observava 
cuidadosamente os contornos e as sombras a cada alteração de luz. 
Foi em uma exposição em Paris, em 1874, no estúdio de um fotógrafo, que as 
pessoas tiveram pela primeira vez contato com uma obra impressionista. Tratava-se de 
uma exposição coletiva. O público e a crítica não reagiram bem imediatamente ao novo 
estilo de arte, pois ainda estavam acostumados aos princípios acadêmicos da pintura. 
Havia uma tela de Monet intitulada Impressão, nascer do sol, que mostrava um porto 
visto através de névoas matinais. Um dos críticos presentes na mostra ridicularizou o 
grupo de pintores, apelidando-os de “impressionistas”. A crítica foi muito dura com esses 
artistas, afirmando que eles besuntavam na tela algumas manchas de tinta e chamavam 
de arte. Técnicas adquiridas pelos impressionistas, como misturar cores diretamente na 
tela, e não mais nas paletas, para que o observador da obra as combinasse no momento 
da contemplação e também os temas das pinturas, irritavam os críticos. 
Todas as características da pintura impressionista eram revolucionárias: o registro de 
diferentes tonalidades, mostrando que as cores da natureza se modificam continuamente, 
dependendo da incidência da luz do sol; as figuras que não possuem contornos 
evidentes: a linha passou a ser uma abstração para representar imagens; as sombras 
não eram mais escuras ou pretas, como os antigos pintores faziam: no Impressionismo 
passaram a ser coloridas; os contrastes entre luz e sombra passaram a ser obtidos de 
acordo com a lei das cores complementares, ou seja, cores complementares quando 
estão próximas umas das outras causam uma impressão de luz e sombra mais naturalista 
do que o contraste entre claro e escuro que foi valorizado na arte barroca. 
Tudo isso fazia com que as telas impressionistas fossem mais fáceis de serem 
admiradas a distância. Provavelmente o primeiro público que contemplou as obras 
impressionistas, as olhou muito de perto, e não entendeu o conjunto de pinceladas “ao 
acaso”, o que o fez acreditar que aqueles pintores só podiam estar loucos (GOMBRICH, 
U3
170 História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
2008, p. 522).
O Impressionismo foi enfim aceito pelo público e pela crítica posteriormente, e 
considerado, até hoje, um movimento notável e inovador.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/ec/Claude_Monet%2C_The_Gare_St-Lazare%2C_1877.
jpg/800px-Claude_Monet%2C_The_Gare_St-Lazare%2C_1877.jpg>. Acesso em: 13 ago. 2016.
Figura 3.27 | Claude Monet, Estação de St-Lazare, 1877. Óleo sobre tela, 75,5 cm x 104 cm; 
Museu d'Orsay, Paris
Claude Monet foi um assíduo pesquisador da luz e de seus efeitos nas telas. Pintou 
várias paisagens em diferentes momentos, com o objetivo de estudar as mutações 
e as variações da luminosidade e dos reflexos coloridos. No quadro Estação de St-
Lazare vemos uma impressão real de uma cena da vida cotidiana e percebemos a 
preocupação de Monet com o efeito da luz em relação ao telhado de vidro, o vapor 
evidente que se mistura às nuvens, equilibrando muito bem os tons claros e escuros. 
Pierre Auguste Renoir (1841-1919) também é um nome muito importante do 
Impressionismo. Pintor de grande prestígio, tornou-se popular e teve reconhecimento 
da crítica ainda em vida. Suas obras manifestam a agitação do cotidiano na Paris do 
fim do século XIX. Com formas genuínas e sem conotação de erotismo, Renoir pintou 
o corpo feminino e tinha preferência por nus ao ar livre, personagens do dia a dia, 
retratos e naturezas-mortas.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/8d/Pierre-Auguste_Renoir_-_Luncheon_of_the_
Boating_Party_-_Google_Art_Project.jpg/300px-Pierre-Auguste_Renoir_-_Luncheon_of_the_Boating_Party_-_Google_
Art_Project.jpg>. Acesso em: 13 ago. 2016.
Figura 3.28 | Pierre Auguste Renoir, Almoço dos remadores, 1881; 129 cm x 173 cm; óleo 
sobre tela; Coleção Phillips, Washington, DC
U3
171História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
Na tela Almoço dos remadores observamos um grupo de jovens amigos 
desfrutando uma agradável tarde. Num pequeno espaço entre o toldo e os arbustos, 
vemos alguns barcos à vela no rio. O restaurante era famoso por ser inclusive um 
ponto de encontro de remadores. Percebemos uma atmosfera alegre e descontraída. 
O quadro é a captação de um momento espontâneo tal qual uma fotografia. Renoir 
era também um ilustre pintor de naturezas-mortas, e os restos na mesa são, em si, um 
extraordinário exemplo (CUMMING, 1996, p. 88).
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/a7/Edgar_Germain_Hilaire_Degas_021.jpg/800px-
Edgar_Germain_Hilaire_Degas_021.jpg>. Acesso em: 13 ago. 2016.
Figura 3.29 | Edgar Degas, A aula de dança, 1873-75; 85 cm x 75 cm; óleo sobre tela. Museu 
D'Orsay, Paris
Edgar Degas (1834-1917), famoso por pintar bailarinas, valorizava o desenho, 
além das cores. Foi pintor de poucas paisagens e cenas ao ar livre, sendo que seus 
ambientes favoritos são interiores e a luz é artificial. Manteve-se um pouco distanciado 
dos impressionistas, embora simpatizasse com seus propósitos.
Degas era excepcionalmente bom em captar em suas telas um instante da vida 
cotidiana, representando um simples movimento de um corpo ou da expressão de 
um rosto. “Em seus retratos procurava realçar a impressão de espaço e de formas 
sólidas, vistos dos ângulos mais inesperados” (GOMBRICH, 2008, p. 526).
O que você vê ao observar a tela A aula de dança?
Segundo análise de Cumming (1998, p. 86), vemos fortes linhas verticais 
espalhadas pelo quadro: as colunas de mármore escuro que adornam o 
salão e conduzem nosso olhar para o fundo da sala, onde uma moça, 
sobre uma plataforma, arruma sua gargantilha. 
Degas utiliza, sobretudo, tons terra, porém moderniza esse esquema cromático 
com toques de cores vivas, sobretudo na faixa da cintura das bailarinas.
Exemplificando
U3
172 História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
O pintor assinou seu nome com uma precisão típica da sua arte, em 
um regador verde no canto inferior esquerdo da tela. Você deve estar se 
perguntando por que há um regador em uma aula de dança. O objeto era 
usado para molhar o assoalho – quando ficava empoeirado – deixando-o 
perigoso para as bailarinas, que poderiam escorregar. 
Perceba a forte composição diagonal, marcada pelas linhas nítidas das 
tábuas do piso, que atrai nosso olhar para o fundo do quadro.
Vemos, no centro, Jules Perrot, famoso bailarino, com sua parceira Maria 
Taglioni, que foi na juventude uma estrela do balé de Paris. Parece que 
ele está falando com a dançarina emoldurada pelo batente da porta. O 
professor é o eixo central da pintura. No fundo da sala há um grupo de 
bailarinas que conversam, acompanhadas provavelmente por suas mães. 
Nesta época a dança não era uma atividade respeitada. Não sabemos se 
as mães estão ali para proteger a moral das filhas ou para garantir que elas 
recebam um bom papel no espetáculo.
O movimento impressionista revolucionou a arte e influenciou muitos outros artistas 
que surgiram posteriormente. Um deles é Paul Cézanne (1839-1906), considerado 
pós-impressionista. Era filho de um comerciante rico, o que lhe proporcionou uma 
vida diferente da vida de outros artistas da mesma época que morreram pobres antes 
de terem seu trabalho reconhecido. Porém, sua condição social foi de certa formauma barreira em sua carreira, já que seu pai queria que Cézanne se formasse em 
Direito. Com o apoio de sua mãe, foi estudar arte na Escola de Desenho de Aix-en-
Provence em 1856. Com objeção do pai, Cézanne mudou para a Suíça em 1861 
para dar continuidade aos estudos de pintura, onde conheceu Claude Monet. Apesar 
da influência do Impressionismo, Cézanne desenvolve outras técnicas de pintura, 
analisando a geometria subjacente às cenas que pinta. 
Conheça outros artistas impressionistas e pós-impressionistas e veja 
algumas de suas obras. O site a seguir conta com textos e imagens que 
auxiliam na compreensão do que é arte. Disponível em: <http://www.
historiadasartes.com/>. Acesso em: 11 nov. 2015.
Pesquise mais
U3
173História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/d2/Paul_C%C3%A9zanne_107.jpg/1024px-
Paul_C%C3%A9zanne_107.jpg>. Acesso em: 13 ago. 2016.
Figura 3.30 | Paul Cézanne, O Monte Santa Vitória com pinheiro, c. 1887; óleo sobre tela; 
675 cm x 92 cm; Courtauld Gallery, Londres
Observe a Figura 3.30. Como você vê a luz, a profundidade e a 
representação desta paisagem? Repare nas pinceladas do pintor. O que 
você consegue constatar? Veja a análise de E. H. Gombrich, no livro 
História da arte:
Outro gênio da pintura pós-impressionista é o holandês Vincent van Gogh (1853-
1890). Van Gogh era um pintor autodidata extraordinário que possuía acessos de 
loucura e forte instabilidade emocional, que o faziam ser internado em um hospital 
psiquiátrico. Porém, Van Gogh tinha intervalos de lucidez, durante os quais continuava 
pintando. Sua carreira não durou mais do que dez anos, pois o pintor pôs fim à sua 
vida em 1890, aos 37 anos de idade. Suas obras ganharam fama, popularidade e muita 
admiração. Muitas delas você já conhece, como Os girassóis, O quarto em Arles ou 
mesmo seus autorretratos.
Exemplificando
“A paisagem como O Monte Santa Vitória, no sul da 
França, está banhada em luz e, no entanto, é firme 
e sólida. Apresenta um padrão lúcido e, ao mesmo 
tempo, dá-nos a impressão de grande profundidade 
e distância. Há uma sensação de ordem e repouso 
no modo como Cézanne marcou a horizontal do 
viaduto, a estrada no centro e as verticais da casa em 
primeiro plano, mas em nenhuma parte sentimos 
tratar-se de uma ordem imposta por Cézanne à 
natureza. Suas pinceladas estão dispostas de modo 
a coincidirem com as principais linhas do desenho 
e a reforçarem a sensação de harmonia natural” 
(GOMBRICH, 2008, p. 540).
U3
174 História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
Em 1886 Van Gogh foi a Paris e conheceu o Impressionismo. Ficou maravilhado 
com o uso das pinceladas e com os efeitos de luminosidade e passou, então, a utilizar 
tons mais brilhantes e contrastes mais fortes de cor e a pintar temas cotidianos.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b6/Gogh4.jpg>. Acesso em: 13 ago. 2016
Figura 3.31 | Vincent van Gogh, O terraço do café à noite, 1888; óleo sobre tela; 81 x 65,5 
cm; RijksmuseumKröller-Müller, Otterlo, Holanda
Van Gogh pintou O terraço do café à noite quando vivia em Arles, na Provença – 
região no sul da França, época em que o artista trabalha intensamente, desenvolvendo 
e praticando novas técnicas. Neste quadro o pintor queria representar a escuridão de 
maneira natural, sem utilizar tinta preta, apenas tons de azul, violeta e verde (FARTHING, 
2011, p. 337).
Paul Gauguin (1848-1903) foi um grande amigo de Van Gogh e os dois inclusive 
viveram juntos por um tempo em Arles. Num acesso de loucura, porém, Van Gogh 
agrediu Gauguin, que foi embora para Paris. Dois anos mais tarde Gauguin se mudou 
para o Taiti e, a partir daí, a temática de seus quadros passa a ser mais exótica, 
esforçando-se para harmonizar a arte primitiva aos retratos que fazia dos taitianos. 
Simplificou contornos e passou a utilizar cores mais fortes. 
“Cézanne, Van Gogh e Gauguin foram três homens desesperadamente solitários; 
eles trabalharam com escassa esperança de ser algum dia compreendidos” 
(GOMBRICH, 2008, p. 551).
U3
175História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/dc/Arearea%2C_by_Paul_Gauguin.jpg/757px-
Arearea%2C_by_Paul_Gauguin.jpg>. Acesso em: 13 ago. 2016
Figura 3.32 | Paul Gauguin, Arearea, 1892; óleo sobre tela; 73 x 94 cm; Museu d'Orsay, Paris
No livro indicado a autora analisa a arte de países ocidentais e a arte 
brasileira, estudando diferentes períodos da arte moderna, situando as 
manifestações artísticas e os importantes acontecimentos sociais de cada 
época. 
CANTON, Katia. Retrato da arte moderna: uma história no Brasil e no 
mundo ocidental. São Paulo: Martins Fontes, 2002.
Vamos trabalhar o olhar? 
“Van Gogh pintava com força emocional muito grande, muitas vezes 
condensando as formas retratadas, abusando de cores e pinceladas, 
imprimindo às imagens um impulso de expressão que poderia tornar um 
tema aparentemente singelo em uma cena cheia de tensões” (CANTON, 
2002, p. 32).
Escolha uma obra de Van Gogh e escreva um texto sobre a emoção que 
a tela apresenta.
Agora que você possui o conhecimento necessário para sua próxima produção na 
Escola Brasileira de Design e Artes Criativas, vamos articular as informações necessárias 
para a elaboração do material que você levará à reunião.
Pesquise mais
Faça você mesmo
Sem medo de errar
U3
176 História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
Como vimos anteriormente, o Impressionismo foi um movimento artístico que 
inovou profundamente a pintura, trazendo um sentido diferente à arte do final do 
século XIX e início do século XX. A princípio, o público e a crítica não reagiram bem 
imediatamente ao novo estilo de arte, por tratar-se de uma grande ruptura com os 
princípios acadêmicos aos quais estavam adaptados. 
A crítica foi muito rígida com os artistas impressionistas, argumentando que eles 
lambuzavam a tela com borrões de tinta e chamavam de arte. 
Os quadros impressionistas eram completamente diversos dos estilos anteriores, 
pois os artistas utilizavam temas e técnicas distintas, como misturar cores diretamente 
na tela, e não mais nas paletas, para que o observador da obra combinasse as cores 
no momento da contemplação, além de outras diferenças: o registro das tonalidades, 
exibindo variações em referência à incidência da luz do sol; as figuras que não possuem 
contornos evidentes; as sombras que não eram mais escuras ou pretas e os contrastes 
entre luz e sombra.
Pós-impressionistas: o movimento impressionista revolucionou a 
arte e influenciou muitos outros artistas que surgiram posteriormente. 
Paul Cézanne, Paul Gauguin e Vincent van Gogh fizeram parte do Pós-
Impressionismo, formando uma nova geração que ampliou as pesquisas 
de cor, luz e forma geradas pelos impressionistas.
Mudanças e inovações: o final do século XIX é um momento de profundas 
e intensas transformações. A Revolução Industrial trouxe mudanças 
tecnológicas, como as máquinas a vapor, com a habilidade da fabricação 
em série e, dessa maneira, as pequenas oficinas foram substituídas pelas 
grandes fábricas. O camponês deixou o campo e migrou para os centros 
urbanos. A produção cresceu significativamente e como consequência a 
população das cidades se multiplicou, trazendo a necessidade de fabricação 
de bens de consumo, gerando a partir daí modas e tendências. Com o 
surgimento da classe trabalhadora, constituiu-se uma elite, chamada de 
burguesia industrial, importante clientela consumidora de arte. 
As mudanças industriais e a rápida urbanização atingiram diretamente a 
arquitetura. A grande quantidade de construções realizadas no século XIX 
passou a levar em conta cada vez menos a beleza e o estilo.
Pesquise mais sobre o seu movimento favorito. Disponível em: <http://
www.historiadasartes.com/>. Acesso em: 11 jan. 2015.
Atenção
Lembre-se
U3
177História da arte: da Idade Moderna ao início da ContemporâneaAnalisando uma obra impressionista
Descrição da situação-problema 
Como você viu anteriormente, Pierre-Auguste Renoir foi um pintor popular que 
contou, ainda em vida, com o reconhecimento da crítica e do público. Seus quadros 
manifestam a agitação da vida em Paris do fim do século XIX. Renoir tinha preferência 
por personagens do cotidiano, retratos e naturezas-mortas. 
Vamos observar uma de suas obras mais célebres e realizar um exercício de análise.
Fonte: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Pierre-Auguste_Renoir#/media/File:Pierre-Auguste_Renoir_158.jpg>. Acesso em: 13 
ago. 2016.
Figura 3.33 | Renoir, Ao piano, 1892; Museu d’Orsay, Paris
Resolução da situação-problema 
Alguns pontos devem guiar o nosso olhar ao realizar uma análise:
- Que sensação a imagem transmite: movimento ou estática?
- Como Renoir retrata as meninas do quadro? Descreva detalhes: 
* Como estão vestidas?
* Qual a idade aproximada?
* Onde elas estão? (descreva as características do local)
* Para onde está dirigido o olhar de cada uma?
Observe o quadro como um todo.
Avançando na prática 
U3
178 História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
- Quais cores são utilizadas? Renoir trabalha com contrastes?
- Como são feitas as pinceladas de Renoir?
- De acordo com a luz e as cores da obra, você saberia dizer se é dia ou noite?
- Qual é a impressão/sensação que esta pintura lhe transmite?
Fonte: adaptado de Canton (2002, p. 24).
Renoir (1841-1919) foi, juntamente com Monet, um dos criadores do 
movimento impressionista. Em 1878 parou de participar das exposições 
coletivas e passou a expor seus trabalhos em salões tradicionais. Renoir é 
um grande pesquisador de tons e combinações de cores. 
A partir dos materiais indicados nesta seção, pesquise mais obras de Renoir. 
Escolha a que mais lhe chama atenção e desenvolva um olhar crítico e 
detalhado. Você sabe explicar por que a pintura o inspira ou ressalta sua 
atenção? Convide os colegas de sala a participarem desta discussão.
1. Observe as obras abaixo e escolha a alternativa correta quanto aos 
pintores:
a) I. Claude Monet, II. Paul Gauguin, III. Van Gogh, IV. Paul Cézanne.
b) I. Paul Gauguin, II. Van Gogh, III. Paul Cézanne, IV. Edgar Degas.
c) I. Edgar Degas, II. Paul Cézanne, III. Claude Monet, IV. Van Gogh.
d) I. Claude Monet, II. Van Gogh, III. Van Gogh, IV. Paul Gauguin.
e) I. Van Gogh, II. Paul Cézanne, III. Van Gogh, IV. Claude Monet.
I. II. III. IV.
Lembre-se
Faça você mesmo
Faça valer a pena
U3
179História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
2. São características da arte impressionista:
I. O registro de diferentes tonalidades, mostrando que as cores da natureza 
se modificam continuamente, dependendo da incidência da luz do sol.
II. As figuras não possuem contornos evidentes: a linha passou a ser uma 
abstração para representar imagens; as sombras não eram mais escuras 
ou pretas, como os antigos pintores faziam, no Impressionismo passaram 
a ser coloridas. 
III. Os contrastes entre luz e sombra passaram a ser obtidos de acordo com 
a lei das cores complementares, ou seja, quando cores complementares 
estão próximas umas das outras causam uma impressão de luz e sombra 
mais naturalista do que o contraste entre claro e escuro que foi valorizado 
na arte barroca.
Quais afirmações são verdadeiras?
a) Apenas a afirmação I está correta.
b) Apenas as afirmações I e III estão corretas.
c) As afirmações I, II e III estão corretas.
d) Apenas a afirmação III está correta.
e) Apenas a afirmação II está correta.
3. Sobre o Impressionismo: quando e onde surgiu?
a) 1910, em Paris.
b) 1874, em Paris.
c) 1810, em Arles.
d) 1812, na Holanda.
e) 1896, na Alemanha.
U3
180 História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
U3
181História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
Seção 3.4
Transição entre os séculos XIX e XX
Prezado aluno, chegamos à Seção 3.4 do Livro Didático. 
Seus desafios profissionais na Escola Brasileira de Design e Artes Criativas têm sido 
bem interessantes. Vamos ao último desafio desta unidade.
Desta vez você realizará um trabalho em conjunto com os alunos do curso de 
Design de Embalagens. O projeto envolverá uma pesquisa para a elaboração de 
embalagens com estética Art Nouveau. 
É um exercício que os alunos irão desenvolver e você será o orientador. A atividade 
resultará em uma exposição dos rótulos e embalagens criados pelos estudantes.
A estética Art Nouveau é rica em elementos femininos, com imagens que remetem 
às belas curvas do corpo da mulher. O conceito da criação dos rótulos e embalagens 
deverá resgatar esses elementos, dando margem à feminilidade. 
A sua primeira tarefa nesse trabalho é pesquisar sobre a manifestação artística Art 
Nouveau e, através da leitura de textos, encontrar argumentos que reforcem o uso 
dessa estética em embalagens. 
Vamos então às primeiras reflexões: Você sabe como surgiu e o que foi o Art 
Nouveau? Quais são as suas principais características? Qual é a relação entre o Art 
Nouveau e o Arts and Crafts? De que maneira o Art Nouveau se manifestou?
Ao final desta seção, você terá todas estas respostas e estará preparado para 
orientar os alunos do curso de Design de Embalagens.
Nossa caminhada pela história da arte e do design chega à transição dos séculos XIX 
e XX. Para encerrar a Unidade 3, vamos focar nossos estudos nas grandes mudanças 
Diálogo aberto 
Não pode faltar
U3
182 História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
que acompanharam o conceito e a produção de arte, e no crescimento do design 
enquanto mercado de trabalho.
Como pudemos observar, a industrialização trouxe profundas transformações nos 
hábitos de consumo da sociedade: fartura de mercadorias baratas que traziam uma 
sensação de progresso e conforto, porém, no século XIX, na Inglaterra, um grande 
debate sobre o excesso dessas mercadorias e o seu real significado para a sociedade 
teve início.
A modificação nos meios de fabricação tinha como público-alvo os 
trabalhadores assalariados, principais consumidores de objetos de custo 
mais baixo. Na década de 1830 discutia-se a qualidade da mão de obra e 
de todo o processo de fabricação desses bens de consumo. A Inglaterra 
temia perder valor das mercadorias na exportação em virtude da má 
qualidade dos seus produtos. O “bom gosto” também foi questionado 
e, partir dessa hesitação, surgiram as primeiras propostas de se fazer do 
design um agente de transformação, ou seja, a possibilidade do designer 
influenciar e reformar o gosto da sociedade consumidora. Assim passa-se 
a discutir sobre a moralidade e a imoralidade estética.
A decoração excessiva (enfeites) passou a ser condenada, ou seja, considerada 
imoral ou indecorosa. A degradação do meio ambiente causada pelas novas indústrias 
também era reprovada, portanto a estética que levasse em consideração as questões 
ambientais era acertadamente moral. Neste contexto de insatisfação com os processos 
de fabricação de produtos de consumo, surgem os movimentos de reforma como Arts 
and Crafts – Artes e Ofícios –, que é um questionamento sobre método de produção 
salientando uma forma contrária à máquina. 
O movimento surgiu com ideias de John Ruskin (1819-1900) e Augustus W. N. Pugin 
(1812-1852). A participação deles, que eram críticos de arte e medievalistas, foi essencial 
para a solidificação da sustentação conceitual do movimento. John Ruskin tinha o 
objetivo de relacionar reforma social ao esteticismo, pretendendo combinar aspectos da 
vida cotidiana com a arte. O movimento argumentava que a manufatura criativa deveria 
ser uma opção para a resistência à utilização excessiva das máquinas e da fabricação em 
escala crescente. A intenção era valorizar o traço do designer, que na época exercia o 
papel de artista. O pintor de tecidos padronizados, papéis de parede, escritor de poesia 
e ficção William Morris (1834-1896) foi a mais importante liderança dessa manifestação. 
William Morris, um dos fundadoresdo movimento socialista na Inglaterra, defendia a 
ideia de que os operários se tornassem artistas, agregando qualidade na mão de obra 
das indústrias. Surgiram então várias oficinas na Inglaterra com o objetivo de projetar e 
produzir artefatos de maneira mais artesanal ou semi-industrial.
Assimile
U3
183História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
Os integrantes do movimento buscavam promover maior 
integração entre projeto e execução, relação mais igualitária 
e democrática entre os trabalhadores envolvidos na produção 
e manutenção dos padrões elevados em termos de qualidade 
de materiais e de acabamento, ideais estes que podem ser 
resumidos pela palavra inglesa craftsmanship, a qual expressa 
simultaneamente as ideias de um alto grau de acabamento 
artesanal e de um profundo conhecimento do ofício. 
(CARDOSO, 2008, p. 82)
No ano de 1888 houve uma exposição em Londres, a Arts and Crafts Exhibition 
Society, que contava com artigos de mobília, tapeçaria e estofados. Os trabalhos de 
vários artistas que aderiram ao Arts and Crafts foram reunidos. Nessa mostra estavam 
presentes artistas como Morris, o ilustrador e pintor Walter Crane (1845-1915), os 
designers e arquitetos Charles Robert Ashbee (1863-1942) e Charles F. Annesley Voysey 
(1857-1941), e o arquiteto William Richard Lethaby (1857-1931).
Morris foi o designer mais influente do século XIX, sendo o grande 
responsável pela mudança da maneira que as pessoas decoravam suas 
casas. Além de móveis, a Morris & Co. fabricava vitrais, murais, azulejos, 
artigos de metal e vidro, têxteis, papéis de parede, tapetes, bordados e 
tapeçarias. Peças feitas à mão, que utilizavam processos anteriores aos da 
Revolução Industrial.
Fonte: <https://en.wikipedia.org/wiki/Morris_%26_Co.#/media/File:Morris_Evenlode_printed_textile.jpg>.
Acesso em: 13 ago. 2016.
Figura 3.34 | Tecido elaborado por William Morris, 1883
Exemplificando
U3
184 História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
A filosofia central do movimento era a alta qualidade artesanal dos produtos, 
porém isso os deixava caros, apresar da intenção de Morris de oferecer ambientes e 
objetos altamente estéticos para toda a população. O Arts and Crafts se estendeu a 
países como Alemanha e Estados Unidos, mesmo não sendo acessível a todos, e se 
caracterizou como um dos movimentos mais importantes para a história do design. 
Walter Crane exerceu grande influência no design gráfico e na ilustração.
Fonte: <https://en.wikipedia.org/wiki/Walter_Crane#/media/File:Walter-crane-little-red-riding-hood-
meets-the-wolf-in-the-woods.jpg>. Acesso em: 14 ago. 2016.
Fonte: <https://en.wikipedia.org/wiki/Walter_Crane#/media/File:Midas_gold2.jpg>. Acesso em: 14 ago. 
2016.
Figura 3.35 | Chapeuzinho Vermelho
Figura 3.36 | A wonder-book for girls and boys, 1893
Exemplificando
U3
185História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
A manifestação artística Arts and Crafts inspirou outro movimento, o Art Nouveau, 
que possuía uma ideologia diferente. Surgiu em 1883 e se espalhou pela Europa e 
Estados Unidos até a Primeira Guerra Mundial, com a necessidade de exaltar a natureza 
e a vida bucólica, que aos poucos desapareciam em consequência da industrialização. 
O Art Nouveau utilizou a combinação de materiais contemporâneos, como vidro e 
ferro, e integrou a arte com a lógica industrial, remetendo a caules, folhas, flores, 
troncos e insetos, com desenhos ornamentais. O estilo individual do artesão é 
ressaltado nesse movimento, o que o deixa com uma filosofia mais artesanal e com 
a intenção de criar uma arte totalmente moderna, sem estilos históricos, com ênfase 
na linha – ondulante, figurativa, abstrata ou geométrica – trabalhada com simplicidade, 
delicadeza e ousadia. O movimento defendia a unidade nas artes, valorizando o 
artesão sem ignorar o papel essencial da máquina na fabricação, que já estava refinada 
e podia executar projetos com precisão, mas a sensibilidade dos artistas para elaborar 
e finalizar a execução ainda era essencial.
Designer de interiores e mobiliário Art Nouveau: Hector Guimard
Fonte: <https://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Hector_Guimard?uselang=pt-br#/media/
File:Buffet,_Hector_Guimard,_Paris,_1899-1900,_cherry,_brass,_glass_-_Br%C3%B6han_Museum,_
Berlin_-_DSC03965.JPG>. Acesso em: 14 ago. 2016.
Figura 3.37 | Buffet, Hector Guimard, 1899
Exemplificando
U3
186 História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
Fonte: <https://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Hector_Guimard?uselang=pt-br#/media/
File:Hector_guimard,_divano_da_fumoir,_dalla_sala_da_biliardo_della_casa_del_farmacista_albert_
roy_a_g%C3%A9vrils,_1897-98.JPG>. Acesso em: 14 ago. 2016.
Fonte: <https://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Hector_Guimard?uselang=pt-br#/media/
File:Hector_guimard,_porta_a_due_ante,_dal_negizio_Coutolleau_ad_angers,_1897.JPG>. Acesso em: 14 
ago. 2016.
Figura 3.38 | Banco de fumar, Hector Guimard, 1897;Museu d'Orsay, Paris 
Figura 3.39 | Porta, Hector Guimard, 1897; Museu d'Orsay, Paris
U3
187História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
O Art Nouveau tinha como inspiração o exótico, como a arte e a decoração 
japonesa. Suas manifestações mais bem-sucedidas se deram na confecção de objetos, 
na arquitetura e nas artes gráficas, e tornou-se um estilo de lucro, pois sua produção 
era cara e por esse motivo excluía o popular. O movimento teve caráter peculiarmente 
urbano, pois se difundiu onde a indústria já estava mais desenvolvida caindo no gosto 
da burguesia moderna, entusiasta do progresso industrial.
A estrutura do estilo é, portanto, baseada em curvas e nas suas diversidades, que 
emergem dos cantos e estendem-se por toda a área disponível. Tem uma preferência 
por tons frios, pálidos e transparentes e comunicam as mesmas características da 
época que está por vir: agilidade, liberdade, juventude e otimismo, através de detalhes 
delicados que chamam a atenção. 
A divulgação do movimento se deu basicamente por intermédio de revistas, bem 
como pelas exposições mundiais e espetáculos.
Você consegue imaginar por que o Art Nouveau tem uma preferência por 
formas sinuosas que remetem a flores, folhas e galhos? O teor naturalista 
é uma das características centrais do movimento, que por se declinar a ter 
qualquer elo com o passado se volta para formas orgânicas e sensuais, as 
quais revelam o florescimento não ligado ao homem. 
Louis Comfort Tiffany ficou conhecido por seu trabalho com vitrais, 
luminárias com mosaicos de vidro e joalheria. Também fez decoração 
de interiores e foi o autor da nova decoração dos salões da Casa Branca, 
em Washington. A partir de 1916 dedicou-se especialmente à joalheria, 
fundando uma empresa com seu nome, até hoje famosa.
Fonte: <https://commons.wikimedia.org/wiki/Art_Nouveau#/media/File:Table_lamp_by_Louis_Comfort_
Tiffany,_De_Young_Museum.JPG>. Acesso em: 13 ago. 2016.
Figura 3.40 | Luminária de Louis Comfort Tiffany, 1905, bronze e vidro; de 
Young Museum, São Francisco
Reflita
Exemplificando
U3
188 História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/66/WLA_nyhistorical_Tiffany_Studios.jpg>.
Acesso em: 13 ago. 2016.
Fonte: <https://en.wikipedia.org/wiki/Art_Nouveau#/media/File:Louis_comfort_tiffany,_lampada_da_
tavolo_pomb_lily,_1900-10_ca..JPG>. Acesso em: 14 ago. 2016.
Figura 3.41 | Abajur Tiffany
Figura 3.42 | Abajur Tiffany, 1900-10–By I, Sailko, CC BY-SA 3.0
U3
189História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
A arquitetura e o mobiliário se configuravam como objetos de desejo das massas, 
mas sendo reservados apenas aos que possuíam poder aquisitivo para comprá-los. 
Isso fez com que o Art Nouveau e tudo inspirado nele se tornasse moda, assim, todo 
objeto possível de ser consumido pelas massas era rapidamente adquirido.
Arquitetura Art Nouveau
Fonte: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Art_nouveau#/media/File:Fachada_Casa_Estudio_V%C3%ADctor_Horta.jpg>. Acesso em: 14 ago. 2016.
Fonte: <https://en.wikipedia.org/wiki/Art_Nouveau#/media/File:Traubensaal.jpg>. Acesso em: 14 ago. 2016.
Figura 3.43 | Casa Estúdio (atual Museu Victor Horta), Victor Horta; Bruxelas
Figura 3.44 | Interior da Paris Universal Exhibition, elaborado por Bruno 
Möhring em 1900
Exemplificando
U3
190 História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
Fonte: <https://en.wikipedia.org/wiki/Art_Nouveau#/media/File:Immeuble_rue_
de_l%27%C3%A9glise_d%C3%A9tail_Porte.jpg>. Acesso em: 14 ago. 2016.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/06/Le_Vesinet_villa_Berthe_La_Hublotiere_
Hector_Guimard.jpg?uselang=pt-br>. Acesso em: 14 ago. 2016.
Figura 3.45 | Entrada de um edifício em Paris, projetada pelo arquiteto Alfred 
Wagon em 1905
Figura 3.46 | Villa Berthe, projetada por Hector Guimard, 1896. Monumento 
histórico; França
U3
191História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
Fonte: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Art_nouveau#/media/File:La_station_art_nouveau_de_la_porte_
Dauphine_(Hector_Guimard).jpg>. Acesso em: 4 ago. 2016.
Figura 3.47 | Entrada de estação de metrô em Paris, projetada por Hector 
Guimard em 1900
Hector Guimard projetou várias entradas/saídas de metrô em Paris 
(Métropolitain), utilizando exclusivamente o ferro e o vidro com o 
objetivo do acesso ao transporte com leveza, através de linhas sinuosas, 
contrastando com detalhes salientes e ossudos.
Ilustrações, cartazes, revistas e folhetos em estilo Art Nouveau também estavam 
em alta, com um nível gráfico de grande qualidade. 
Alphonse Mucha
A obra de Alphonse Mucha foi extensamente distribuída e vendida. O 
artista produziu cartazes para teatro, folhetos, propagandas publicitárias 
(cigarros, bicicletas, cerveja, espetáculos etc.). Até hoje, seu estilo gráfico e 
modelos publicitários influenciam artistas e propagandas.
Exemplificando
U3
192 História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
Fonte: <https://commons.wikimedia.org/wiki/Alfons_Mucha#/media/File:Alfons_Mucha_-_1896_-_
Biscuits_Lef%C3%A8vre-Utile.jpg>. Acesso em: 14 ago. 2016.
Fonte: <https://commons.wikimedia.org/wiki/Alfons_Mucha#/media/File:Alfons_Mucha_-_1897_-_
Bi%C3%A8res_de_la_Meuse.jpg>. Acesso em: 14 ago. 2016.
Figura 3.48 | Alphonse Mucha, Biscuits Lefèvre-Utile, 1896
Figura3.49 | Alphonse Mucha, Bières de la Meuse, 1897
U3
193História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
Os principais artistas do movimento foram Hector Guimard (1867-1942), arquiteto 
e desenhista industrial francês; o arquiteto belga Victor Horta (1861-1947); o ilustrador 
tcheco Alphonse Mucha (1860-1939); Louis Comfort Tiffany (1848-1933), artista, 
designer de interiores e empresário norte-americano, e o pintor simbolista austríaco 
Gustav Klimt (1862-1918).
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/af/Tassel_House_stairway.JPG/1024px-Tassel_House_
stairway.JPG>. Acesso em: 2 ago. 2016.
Figura 3.50 | Interior da Casa Tassel, Victor Horta, 1892-93; Bruxelas
Este livro faz um panorama da história da arte moderna, começando no 
Impressionismo, num percurso de 150 anos, abordando artes plásticas, 
arquitetura, fotografia, mobiliário e web art.
DEMPSEY, Amy. Estilos, escolas e movimentos. São Paulo: Cosac Naify, 
2003.
Escolha um dos artistas apresentados nesta seção e realize uma pesquisa 
detalhada sobre sua vida e suas obras. Monte um portfólio sobre ele e 
anote suas observações a respeito do que foi revelado em sua pesquisa.
Agora que você já conhece bem o Art Nouveau e suas características, vamos 
sistematizar seu conhecimento de forma com que você já inicie seu trabalho de 
orientação aos alunos do curso de Design de Embalagens, para que eles elaborem 
Pesquise mais
Faça você mesmo
Sem medo de errar
U3
194 História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
rótulos e embalagens com base no estilo estudado hoje nesta seção.
No século XIX surge o Arts and Crafts, ou Artes e Ofícios, que simbolizou um 
movimento de reforma, cuja abordagem salienta o método de produção de uma 
maneira contrária à máquina, durante o auge da Revolução Industrial. Essa manifestação 
artística inspirou o Art Nouveau, que possuía uma ideologia diferente. Surgiu em 1883 
e se espalhou pela Europa e Estados Unidos até a Primeira Guerra Mundial. Através 
de suas características estéticas, exaltava a natureza e a vida bucólica, que estavam 
desaparecendo em consequência da industrialização.
O Art Nouveau utilizou a combinação dos novos materiais modernos, como 
vidro, ferro e cimento, integrando a arte à lógica industrial, remetendo para caules, 
folhas, flores, troncos e insetos, com desenhos ornamentais. O estilo individual do 
artesão foi ressaltado com o Art Nouveau, por meio de sua ideologia artesanal e com 
a intenção de criar uma arte totalmente inovadora, sem estilos históricos, com ênfase 
na linha – ondulante, figurativa, abstrata ou geométrica – trabalhada com simplicidade, 
delicadeza e ousadia. O movimento protegia a ideia da unidade nas artes, valorizando 
o artesão sem ignorar o papel essencial da máquina na fabricação, que já estava 
refinada e podia executar projetos com precisão, mas a sensibilidade dos artistas para 
elaborar e finalizar a execução ainda era essencial.
Arts and Crafts na TV
Descrição da situação-problema
A equipe de produção de um programa de TV entrou em contato com você 
para uma matéria sobre Arts and Crafts. Eles irão criar um programa com formato de 
documentário e estão buscando materiais e entrevistados. 
Você será uma das fontes para o documentário, fornecendo importantes 
informações. 
Veja as perguntas que a produção pediu para você responder:
• O que significa Arts and Crafts?
• Qual era o contexto histórico quando esse movimento surgiu?
• Em que consiste esse movimento?
• Quais são os principais e mais importantes artistas desse movimento?
• Cite algumas realizações (obras/produtos) desse movimento.
Avançando na prática 
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195História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
Em 1888, trabalhos de vários adeptos do movimento são reunidos na Arts 
and Crafts Exhibition Society, uma exposição realizada em Londres com 
tapeçaria, estofados e mobiliário. Estavam presentes nessa mostra William 
Morris; Walter Crane, ilustrador e pintor; Charles Robert Ashbee, arquiteto 
e designer; Charles F. Annesley Voysey, também arquiteto e designer; o 
arquiteto e estudioso de técnicas medievais de construção William Richard 
Lethaby (1857-1931), entre outros.
Resolução da situação-problema 
Arts and Crafts significa Artes e Ofícios e foi uma manifestação artística, estética 
e social que surgiu na Inglaterra durante o século XIX. Esse movimento defendia o 
artesanato criativo como uma alternativa à utilização excessiva das máquinas e à 
fabricação em escala crescente.
Releia o conteúdo desta seção e encontre informações precisas que respondam 
às questões levantadas pela equipe de produção.
Escolha, a partir deste material e das sugestões de leituras e vídeos contidas na 
webaula, os seus produtos favoritos. O que mais lhe chama atenção? As peças de 
Charles Robert Ashbee, o mobiliário de Morris and Co.? O célebre design gráfico de 
Walter Crane?
Reforce sua pesquisa e prepare-se para as gravações.
O arquiteto e designer Charles Robert Ashbee possui um trabalho bem 
extenso. Pesquise mais sobre sua obra. 
Alguns links que poderão ajudá-lo:
Arts&Crafts – Enciclopédia Itaú Cultural. Disponível em: <http://
enciclopedia.itaucultural.org.br/termo4986/arts-and-crafts>. Acesso em: 
24 jul. 2016.
Arts&Crafts Museum. Disponível em: <http://www.artsandcraftsmuseum.
org.uk/>. Acesso em: 24 jul. 2016.
Lembre-se
Faça você mesmo
U3
196 História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
1. O que foi o movimento Arts and Crafts (Artes e Ofícios)?
a) Conjunto de elementos de uma obra de arte ou peça artística 
que apelam aos sentidos (cor) ou despertam sensações (formae 
movimento).
b) Manifestação artística, estética e social que surgiu na Inglaterra, no 
século XIX, que protege a ideia do artesanato criativo como resistência 
à utilização excessiva das máquinas e à fabricação em escala crescente.
c) Técnica de organizar espaços e criar ambientes para abrigar os 
diversos tipos de atividades humanas, visando também determinada 
intenção plástica.
d) Estilo decorativo de artes aplicadas, design e arquitetura caracterizado 
pelo uso de geometria de formas simétricas.
e) Pioneirismo inglês, invenções de máquinas, passagem da manufatura 
para a industrialização com as principais invenções técnicas.
2. O movimento Arts and Crafts inspirou outro movimento que possuía 
uma filosofia um pouco distinta. Surgiu em 1883 e se espalhou pela Europa 
e Estados Unidos até a Primeira Guerra Mundial. Esse movimento utilizou 
a combinação dos novos materiais do mundo moderno, como vidro, 
ferro e cimento, integrando a arte com a lógica industrial, remetendo a 
caules, folhas, flores, troncos e insetos, com desenhos ornamentais.
De que movimento estamos falando?
a) Art Nouveau.
b) Art Pop.
c) Arts & Crafts.
d) Art Déco.
e) Dadaísmo.
Faça valer a pena
Fonte: <https://goo.gl/vkCbXJ>. Acesso em: 23 nov. 2016.
U3
197História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
3. Figura 3.51 | Colher de prata criada por C. R. Ashbee, 1901
Charles Robert Ashbee nasceu em 1863 em Isleworth, era filho do 
empresário e bibliófilo Henry Spencer Ashbee. Sua mãe judia foi sufragista 
e suas irmãs eram progressistas também. Ashbee foi um arquiteto famoso 
de sua época, também responsável por design de interiores, mobiliário e 
objetos de decoração. 
Podemos afirmar que o objeto da Figura 3.51 é resultante de que 
movimento?
a) Art Nouveau.
b) Arts & Crafts.
c) Art Déco.
d) Revolução Industrial.
e) Advertising Art.
Fonte: <https://goo.gl/waZG6z>. Acesso em: 14 ago. 2016.
U3
198 História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
U3
199História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea
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Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=Q2X7kqrbNBU>. Acesso em: 18 
set. 2016.
ARAUJO, G. Arquitetura medieval: estilo gótico e romântico. Estudo prático, 26 nov 
2013. Disponível em: <http://www.estudopratico.com.br/arquitetura-medieval-estilo-
gotico-e-romantico/>. Acesso em: 9 nov. 2015.
Arquitetura na Idade Média. Arquiteto fala..., 11 dez. 2011. Disponível em: <http://
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Docentes/MariaJoseVicentiniJorente/barroco.pdf>. Acesso em: 9 nov. 2015.
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16 out. 2012. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=peR3MzJnxOQ>. 
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ROCHAEL, Denise. Entre o céu e o inferno. Arte na Idade Média. São Paulo: Cortez 
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SALDANHA, Olavo. A arte de Alphonse Mucha. Diversidade cultural: imagens e letras. 
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Acesso em: 24 jul. 2016.
História da arte: da Idade Moderna ao início da Contemporânea202
U3
VIEIRA, Miriam de Paiva. O lugar da natureza no movimento Art Nouveau. Cadernos 
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Acesso em: 24 jul. 2016.
VILARINHO, Sabrina. Barroco no Brasil. Mundo Educação. Disponível em: <http://
mundoeducacao.bol.uol.com.br/literatura/barroco-no-brasil.htm>. Acesso em: 9 nov. 
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WOLFFLIN, Heinrich. Conceitos fundamentais da história da arte. São Paulo: Martins 
Fontes, 2015.
ZANCHETTA, Luciene. Impressionismo: 230 anos de luz. Ciência e Cultura, São 
Paulo, v. 56, n. 3, jul./set. 2004. Disponível em: <http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.
php?pid=S0009-67252004000300027&script=sci_arttext>. Acesso em: 10 nov. 2015.
Unidade 4
A trajetória da história da arte e 
do design na pós-modernidade
Chegamos à última unidade deste material.
Passamos pela Pré-História, pela Antiguidade, Idade Média e Idade 
Moderna. Conhecemos a arte rupestre, arte grega, egípcia e romana, além do 
Renascimento e arte barroca. Acompanhamos a trajetória da história do design 
durante a Revolução Industrial e entramos em contato com os movimentos 
precursores da arte moderna para enfim chegarmos ao século XX.
E que turbilhão é este século, cheio de transformações nos meios 
de comunicação, nos meios de transporte, na política, no trabalho e, 
consequentemente, na forma de socialização. Você deve estar imaginando 
o quanto a arte mudou neste período. Muito! A arte refletiu todas essas 
transformações velozes e intensas.
Os movimentos artísticos vão representar as conjunturas sociais e se 
manifestar, contra ou a favor. Você irá compreender como foi possível 
se expressar, escandalizando ou ditando novos conceitos de belo. A arte, 
como sempre, tem um papel fundamental no século XX. Convidamos 
você a compreender este papel e a tirar suas conclusões, escolhendo qual 
movimento lhe causa maior interesse e curiosidade.
Para isso, utilizaremos como pano de fundo uma visita técnica ao 
Museum of Modern Art – MoMA, em Nova York. O museu oferece cursos, 
exposições, coleções, acervo em biblioteca e seminários para todos que 
possuam interesse especial pela arte.
Sua visita técnica ao MoMA será cercada de grandes desafios, e para que 
você esteja preparado para todos eles o importante é que leia com atenção 
todo o conteúdo fornecido neste material. 
Convite ao estudo
U4
204 A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
Para isso vamos refletir sobre as seguintes questões: qual é o papel da 
arte no século XX? Quais foram as manifestações artísticas que, na sua 
opinião, foram mais representativas em termos de inovação? Qual foi o 
impacto que a arte teve sobre a sociedade? Quais questionamentos ela 
incitou? Esta unidade trará respostas para essas perguntas e outros fatos 
interessantes que enriquecerão seu futuro profissional. 
Desejamos a você um bom trabalho!
U4
205A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
Seção 4.1
Arte e estética no mundo moderno
O século XX é um século de inúmeras transformações. A ciência deu um salto 
essencial neste período. A tecnologia avançou como nunca havia acontecido 
anteriormente. Em cem anos, o mundo não é mais o mesmo. Guerras e conflitos 
alteraram drasticamente a vida das pessoas. Os meios de transporte mudaram a 
maneira de os indivíduos se locomoverem, os meios de comunicação transmitiam 
as mensagens com uma velocidade jamais imaginada antes. A medicina avançou. A 
eletricidade chegou. O rádio e o cinema passaram a entreter a população.
E a arte acompanhou as mudanças. Movimentos como Fauvismo, Expressionismo, 
Cubismo, Abstracionismo e Dadaísmo mostraram que a arte também ditou tendências 
e expressou indignação pelos conflitos, desconstruiu conceitos, restaurou caminhos e 
elaborou um novo rumo da história da arte e das civilizações.
O que você sabe sobre esses movimentos de vanguarda do início do século XX?
Vamos pensar sobre sua visita técnica ao MoMA. Seu currículo foi escolhido entre 
outros estudantes e, agora, no segundo momento do processo de seleção para a 
visitação, a equipe do MoMA solicitou que você escreva um texto sobre o que é Arte 
Moderna, para ser publicado no site do museu, juntamente com textos de outros 
estudantes de diferentes países. 
Com a finalidade de prepará-lo para esse trabalho, convidamos você a pensar 
nas seguintes questões: quais são as características dos movimentos Fauvismo, 
Expressionismo e Cubismo? Quais são os principais artistas da arte abstrata e dadaísta? 
Qual era o principal objetivo do Dadaísmo? Como a Primeira Guerra Mundial 
influenciou a arte?
Vamos ajudá-lo nesse desafio, assim, é importante que leia o item Não Pode 
Faltar, no qual você encontrará as respostas para essas reflexões, além de exemplos 
interessantes e informações essenciais para a compreensão da arte moderna.
Diálogo aberto 
U4
206 A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
O século XX foi um período difícil e complexo para a história das civilizações, 
marcado por grandes invenções, guerras e revoluções. No campo das artes não seria 
diferente: muitas correntes artísticas inovaram o conceito de arte. Novos manifestos, 
propostos por movimentos artísticos de vanguarda, traziam modernas e pictóricas 
formas que correspondiam e refletiam a nova realidade: um mundo em constante e 
veloz transformação. 
A Europa viveu, logo no início do século, a Primeira Guerra Mundial, que influenciou 
a pintura, a arquitetura, a música, a dança, a literatura etc. Houve um avanço vertiginoso 
na tecnologia, trazendo inúmeras transformações para o cenário urbano.
A rápida evolução dos meios de comunicação auxiliava a informação e as 
tendências a serem mais facilmente propagadas. Essa grande difusão favoreceu o 
crescimento das atividades artísticas bem como o desenvolvimento de técnicas de 
produção e, consequentemente, o consumo de produtos artísticos. A fotografia foi 
aceita como forma de arte, fotógrafos americanos e europeus criaram sociedades 
para divulgar e expor suas fotos. A grande novidade no campo do entretenimento 
foi a invenção do cinema, que reunia espectadores nos porões de cafés franceses 
para a exibição de filmes de curta duração. Nos meios de transporte destacavam-se 
as ferrovias, os navios a vapor, a linha de produção desenvolvida por Henry Ford, os 
diversos modelos de automóveis que passaram a fazer parte das paisagens urbanas. A 
chegada da eletricidade e a consequente mudança na vida doméstica e no trabalho 
nas grandes fábricas completavam o momento.
O século XX é um turbilhão. O mundo das artes não poderia estagnar, e mais uma 
vez representará toda a transformação social vivida neste período. “Quer se chamassem 
cubistas, futuristas, expressionistas, metafísicos, surrealistas, os artistas dessa geração 
queriam mudar tudo” (PRETTE, 2008, p. 308). Se a Primeira Guerra Mundial influencioutodas as áreas do campo artístico, na Segunda Guerra Mundial, período dos regimes 
totalitários, a arte se colocou a serviço dos regimes políticos. A arte do século XX tem 
caráter experimental, com a criação de uma linguagem artística seguida da outra, 
com propósitos diferentes, renovando a estética e dando novos rumos ao sentido do 
belo, e novos caminhos para a história da arte. “A arte não aceita mais esquemas ou 
limitações e a comunicação artística pode abranger campos infinitos, acompanhando 
Desde o fim do século XIX uma verdadeira fonte de inovação 
criativa autônoma vinha se acumulando nos setores populares e 
de diversão de algumas grandes cidades. Estava longe de exaurida, 
e a revolução nas comunicações levou seus produtos muito além 
de seus ambientes originais. (HOBSBAWM, 1995, p. 196)
Não pode faltar
U4
207A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
as modalidades de expressão mais variadas” (PRETTE, 2008, p. 309).
Vamos compreender os caminhos percorridos pelos artistas no início deste século 
agitado. Nossa jornada começa em 1905. Em Paris, um grupo de jovens pintores expõe 
suas telas no Salão de Outono, em um espaço chamado Grand Palais. Os salões eram 
grandes exposições que geralmente reuniam vários artistas. 
Essa exposição de 1905 apresentou a primeira das manifestações de vanguarda do 
século XX, que perturbou o mundo das artes. O grupo causou escândalo com suas 
inovações: pinceladas espontâneas e violentas, um colorido forte e selvagem que não 
correspondia à realidade; liberdade, ousadia e autonomia que os artistas tiveram ao 
transformar cenas reais; uso exclusivo de cores puras, tintas utilizadas diretamente da 
bisnaga, manchas largas e abandono de contornos. O público e a crítica não estavam 
preparados para tanto!
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/73/Danseuse_jaune%2C_M%C3%A8rodack-Jeanneau.
JPG/320px-Danseuse_jaune%2C_M%C3%A8rodack-Jeanneau.JPG>. Acesso em: 1º ago. 2016. 
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/c/c3/Andr%C3%A9_Derain%2C_1905%2C_Le_s%C3%A9chage_des_
voiles_%28The_Drying_Sails%29%2C_oil_on_canvas%2C_82_x_101_cm%2C_Pushkin_Museum%2C_Moscow._Exhibited_
at_the_1905_Salon_d%27Automne.jpg>. Acesso em: 1º ago. 2016.
Figura 4.1 | La danseuse jaune, Alexis Mérodack-Jeanneau, 1912; Musée des Beaux-Arts 
d'Angers
Figura 4.2 | Le séchage des voiles, André Derain, 1905, óleo sobre tela
U4
208 A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
O grupo ficou conhecido como Fauvista (fovista, em português). O nome veio 
de um parecer negativo feito pelo crítico Louis Vauxcelles: eram como fauves 
(feras/bestas – em francês, pela violência de suas pinceladas). Passado o choque 
do primeiro momento, a obra dos fauvistas foi reconhecida como profundamente 
inovadora. Os principais artistas do grupo são Henri Matisse (1869-1954), André 
Derain (1880-1954) e Maurice de Vlaminck (1876-1958). O movimento dos fauvistas 
definiu-se como uma afiliação livre de artistas, amigos e estudiosos que partilhavam 
seus conceitos sobre arte. Matisse, o mais velho e o mais bem-sucedido, em breve 
tornou-se conhecido como “rei das feras” com sua paleta vibrante e o emprego 
emancipado e subjetivo da cor.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/thumb/f/fb/Matisse-Woman-with-a-Hat.jpg/800px-Matisse-Woman-
with-a-Hat.jpg>. Acesso em: 1º ago. 2016.
Figura 4.3 | Mulher com chapéu, Henri Matisse, 1905, óleo sobre tela, coleção particular
Observe o quadro Mulher com chapéu (Figura 4.3). O que mais lhe 
chama atenção?
Repare que as cores utilizadas nessa pintura são cores reais, ou seja, a 
representação que Matisse faz da mulher não é fiel à realidade, ou 
naturalista, como era, por exemplo, a obra de Caravaggio, que vimos 
anteriormente. 
“O retrato dessa mulher com seu grande chapéu é repleto de cores que 
se misturam no rosto, na roupa, no chapéu e no fundo da tela. São verdes, 
vermelhos, amarelos, azuis, pretos e brancos aplicados por toda parte” 
(CANTON, 2002, p. 41).
Exemplificando
U4
209A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
Em 1907 os fauvistas começaram a seguir caminhos diferentes, porém Henri 
Matisse continuou a desenvolver as possibilidades sugeridas pelo movimento durante 
muitos anos, sendo o uso de cores uma característica marcante em sua obra. 
Enquanto isso, na Alemanha, artistas sintonizados com os fauvistas e influenciados 
por eles fundam um movimento chamado A Ponte (Die Brücke). Esses artistas são 
Ernst Ludwig Kirchner (1880-1938), Erich Heckel (1883-1970), Karl Schmidt-Rottluff 
(1884-1976) e Fritz Bleyl (1880-1966). O grupo desenvolvia arte através de pinturas, 
desenhos, gravuras e esculturas. Tinham em comum o desejo de expressar-se 
verdadeiramente e, portanto, foram chamados de Expressionistas. Os austríacos 
Oskar Kokoschka (1886-1980) e Egon Schiele (1890-1918), além de outros artistas, 
também são considerados expressionistas.
O Fauvismo foi o primeiro e um dos mais breves movimentos de 
vanguarda, que dá início à arte moderna do século XX. Teve seu apogeu 
entre 1905 e 1907. Representou uma inovação na arte e, por isso, causou 
estranhamento à primeira vista. Suas principais características são: 
pinceladas vigorosas, falta de nuance e uso estridente e não naturalista 
das cores (FARTHING, 2011, p. 370).
A Ponte tenta recriar a realidade buscando a essência das 
coisas por trás de sua aparência. Assim como nos simbolistas 
e nos fauvistas, os artistas expressionistas não precisavam 
mais escolher cores de acordo com a realidade, mas podiam 
refazê-las dando às imagens novos significados. É como se 
a arte quisesse transformar a realidade e não mais segui-la 
simplesmente. (CANTON, 2002, p. 43)
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/70/Egon_Schiele_-_M%C3%A4dchenakt_mit_
verschr%C3%A4nkten_Armen_-_1910.jpeg/74px-Egon_Schiele_-_M%C3%A4dchenakt_mit_verschr%C3%A4nkten_
Armen_-_1910.jpeg>. Acesso em: 1º ago. 2016.
Figura 4.4 | Jovem nua de braços cruzados, Egon Schiele, 1910, aquarela
Assimile
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210 A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
Observe o quadro Jovem nua de braços cruzados (Figura 4.4). Como você 
descreveria esta imagem? Quais são os sentimentos que a pintura apresenta?
Expressionismo é um termo aplicado às artes visuais, ao teatro, ao cinema e à 
literatura do início do século XX. Para a história da arte, é um movimento que tem 
como característica o uso simbólico e emotivo das cores e das linhas. Ao contrário 
do Impressionismo, que registrava a impressão do mundo, o artista expressionista 
representava seu próprio temperamento sobre sua visão do mundo. O Expressionismo 
estava mais ligado a uma postura ideológica do que a elementos estéticos, apresentando 
um olhar mais sombrio da humanidade do que os franceses fauvistas. O norueguês 
Edvard Munch (1863-1944) foi uma influência importante para os expressionistas, a 
partir do preceito de que “arte deveria expressar a perturbação íntima diante de um 
mundo em que reinam a incompreensão e a negligência” (DEMPSEY, 2008, p. 71).
O Expressionismo também transformou Berlim em um centro importante da 
vanguarda internacional nos anos que precederam a Primeira Guerra Mundial. Foi um 
dos movimentos que mais se propagou pelo mundo.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/8/8c/%27Bride_of_the_Wind%27%2C_oil_on_canvas_painting_by_
Oskar_Kokoschka%2C_a_self-portrait_expressing_his_unrequited_love_for_Alma_Mahler_%28widow_of_composer_
Gustav_Mahler%29%2C_1913.jpg>. Acesso em: 1º ago. 2016.
Figura 4.5 | A noiva do vento (A tempestade), Oskar Kokoschka, 1913-14, óleo sobre tela
O grupo A Ponte durou apenas dois anos, desfazendo-se em 1911. Cada um de 
seus integrantes seguiu uma direção diferente. Surgiu então, também na Alemanha, 
outro grupo importante: o Cavaleiro Azul (Der Blaue Reiter), que tinha como objetivo 
libertar-se da realidade. 
O Cavaleiro Azul era o nome de uma revista publicada porWassily Kandinsky e 
Exemplificando
“A maestria que se nota no desenho de Schiele 
expressa vigorosamente o desespero, a paixão, a 
solidão e o erotismo. A crua sexualidade das figuras 
femininas o tornou um artista controvertido e muitos 
de seus desenhos foram confiscados ou queimados” 
(DEMPSEY, 2008, p. 70).
U4
211A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/98/EineK%C3%BCnstlergemeinschaft.jpg>. Acesso em: 1 ago. 
2016.
Figura 4.6 | Um grupo de artistas, Erich Heckel, 1926-27, óleo sobre tela
Os expressionistas criaram uma arte que confrontou o espectador com uma visão mais 
direta e pessoal de seu estado de espírito. Seus elementos essenciais eram: distorção linear, 
reavaliação do conceito de beleza artística, simplificação radical de detalhes e cores intensas 
(FARTHING, 2011, p. 378).
Enquanto os fauvistas e os expressionistas buscavam a libertação através da cor, 
os cubistas empenhavam-se em uma nova construção para a forma. O Cubismo foi 
provavelmente o mais famoso dos movimentos de vanguarda do século XX, tendo Pablo 
Picasso (1881-1973) e Georges Braque (1882-1963) como os pais desse movimento, cujas 
principais características são: múltiplas perspectivas, a partir de diferentes planos, conduzindo 
o olhar a diversas áreas da pintura, criando ao mesmo tempo um sentido de profundidade.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/pt/7/76/579px-Les_Demoiselles_d%27Avignon.jpg>. Acesso em: 1 ago. 2016.
Figura 4.7 | Les demoiselles d’Avignon, Pablo Picasso, 1907, óleo sobre tela, 243 cm x 233 
cm; MoMA, Nova York
Franz Marc, entre 1912 e 1913, com artigos de vários artistas. O título foi retirado de 
uma série de pinturas realizadas pelo próprio Kandinsky, que adorava mitos, contos 
e fábulas. Em suas pinturas a imagem do cavaleiro ligava-se a São Jorge, montado 
em seu cavalo, e, de forma geral, à imagem da batalha. A cor azul, para Kandinsky, é 
a cor da calma, cor celeste por natureza. (CANTON, 2002, p. 43)
U4
212 A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
O Cubismo atribui à arte uma mudança no ponto de vista da representação da 
forma desejada e põe em evidência as muitas faces que compõem o mesmo objeto. 
Pela primeira vez na história da arte, a pintura não representa mais a aparência 
exterior da realidade e passa a inventar formas e cores autônomas. A partir dos 
vários possíveis pontos de vista, a obra cubista proporciona ao espectador uma visão 
completa, global e simultânea. O quadro Les demoiselles d’Avignon (As senhoritas 
de Avignon), de Pablo Picasso – muito marcante para a história da arte – teve grande 
importância, pois chocou os espectadores não pelo tema (prostitutas em um bordel 
espanhol) e, sim, pelo estilo, que antecipava uma fragmentação comum às artes do 
século XX. Essa obra dá início ao Cubismo.
Era uma tela apresentando cinco mulheres nuas, exibindo 
corpos com seus contornos simplificados, geometrizados. 
Nela, dois rostos de mulheres olham para frente, um está de 
perfil, pintado em uma cor mais escura, e outros dois estão 
fragmentados, distorcidos, reduzidos a formas geométricas 
que lembram máscaras africanas. O fundo também parece um 
tapete de fundos e cores ‘quebrados’. (CANTON, 2002, p. 47)
A relação entre Pablo Picasso e Georges Braque era tão intensa que um colaborava 
significativamente com a pintura do outro, de maneira que é difícil distinguir a autoria 
das obras.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/thumb/e/e0/Georges_Braque%2C_1911-12%2C_Man_with_a_Guitar_%2
8Figure%2C_L%E2%80%99homme_%C3%A0_la_guitare%29%2C_oil_on_canvas%2C_116.2_x_80.9_cm_%2845.75_x_31.9_
in%29%2C_Museum_of_Modern_Art%2C_New_York.jpg/800px-thumbnail.jpg>. Acesso em: 1º ago. 2016.
Figura 4.8 | Homem com violão, Georges Braque, 1911-12, óleo sobre tela, 116 cm x 81 cm; 
MoMA, Nova York
U4
213A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
A tela Homem com violão é um exemplo de Cubismo Analítico, cuja aparência do 
objeto retratado é representada com uma série de superfícies planas interconectadas, 
geralmente pintada com uma paleta de cores tênues (FARTHING, 2012, p. 394). 
Pablo Picasso é uma ilustre personalidade do século XX. Criativo e complexo, 
o artista se expressou de maneiras diferentes durante sua vida. Afastou-se do 
Cubismo e explorou novas direções de pesquisa. A pintura Guernica é talvez uma 
das mais célebres de todos os tempos. Vemos formas fragmentadas representando 
o bombardeamento aéreo que devastou a pequena cidade espanhola de Guernica, 
durante a Guerra Civil (1936-1939), às vésperas da Segunda Guerra Mundial. A obra 
mostra o tormento de uma mãe, com seu filho morto, um cavalo simbolizando o 
sofrimento dos animais e fragmentos de corpos de soldados (PRETTE, 2008, p. 317). 
Outra personalidade significativa é o russo Wassily Kandinsky (1866-1944), um 
dos nomes mais relevantes da pintura moderna. Foi o pioneiro da arte abstrata, com 
profundas contribuições teóricas sobre a arte pictórica. Kandinsky idealizou a pintura 
abstrata inspirado por conceitos metafísicos a respeito do triunfo do espírito sobre 
a matéria, tal como descrevia em seu primeiro texto teórico sobre a cor e a forma: 
Do espiritual na arte. Influenciado pelos horrores da Primeira Guerra Mundial, seus 
grandes trabalhos retrataram motivos apocalípticos.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/6f/Mural_del_Gernika.jpg>. Acesso em: 1 ago. 2016.
Figura 4.9 | Guernica, Pablo Picasso, 1937, óleo sobre tela, 3,45 m x 7,70 m; Museu Nacional 
Centro de Arte Reina Sofia, Madri
A arte abstrata não tem como objetivo imitar a realidade. O objeto real é 
excluído da representação. Não há imagem de natureza ou vida, e sim 
sensações e percepções. A arte abstrata liberta o artista da realidade a 
qual estamos acostumados nos apresentando formas irregulares ou 
geométricas, planos coloridos, linhas e pontos. 
Reflita
U4
214 A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/d2/Vasily_Kandinsky_-_All_Saints.jpg>. Acesso em: 1 ago. 2016.
Fonte: <http://uploads0.wikiart.org/images/wassily-kandinsky/in-blue-1925.jpg>. Acesso em: 1 ago. 2016.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/fa/Fontaine_Duchamp.jpg>. Acesso em: 1 ago. 2016.
Figura 4.10 | All Saints Day I, Wassily Kandinsky, 1911, óleo sobre tela, 50 cm x 64 cm; 
Städtische Galerie im Lenbachhaus, Munique
Figura 4.11 | No azul, Wassily Kandinsky, 1925, óleo sobre cartão, 80 cm x 110 cm; 
Kunstsammlung Nordrhein-Westfalen, Düsseldorf
Figura 4.12 | Fonte, Marcel Duchamp, 1917 (réplica, 1963)
U4
215A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
E esse urinol invertido de porcelana, você sabe a importância que ele tem para 
a história da arte? Essa peça “levou o mundo da arte a se posicionar sobre sua 
tão propalada largueza de visão, ao mesmo tempo em que fazia um comentário 
instigante sobre o peso que uma assinatura tem na avaliação de uma obra de arte” 
(DEMPSEY, 2008, p. 114). A atitude de Marcel Duchamp (1887-1968) chocou muita 
gente. Em 1917, por exemplo, ele mandou sua obra Fonte para um salão de arte de 
Nova York, mas que foi impedida de participar da mostra. Três anos depois, enviou 
para uma exposição em Paris uma réplica da Mona Lisa com um bigode comprido. 
O artista escandalizou, lançando mão do conceito de arte e dando um novo rumo à 
arte moderna e suas provocações.
Surge o Dadaísmo ou Movimento Dadá, um fenômeno internacional e 
multidisciplinar. Teve seu período de maior atividade em Paris, durante e após a 
Primeira Guerra Mundial (1919 e 1922). Cada vez mais jovens artistas se agrupavam 
com o objetivo de expressar sua aversão pelo conflito. Eles queriam, por meio da arte, 
mostrar que os horrores da guerra estavam comprovando a ruína e a hipocrisia dos 
valores vigentes. Tinham o intuito de utilizar a arte para destruir sistemas baseadosna razão e na lógica, dando lugar a valores baseados na anarquia, no primitivo e 
no irracional. Explorando métodos cínicos, os dadaístas atacavam violentamente 
as tradições consagradas na arte, na filosofia e na literatura, através de suas obras 
inusitadas.
Para os dadaístas, não adiantava mais pensar ou buscar coerência nas coisas, 
pois o ser humano tinha perdido a razão. A fim de fugir do raciocínio, eles criaram 
o automatismo psíquico. Trata-se de uma maneira de criação automática, rápida, 
que só usa o instinto e a ação subconsciente e, assim, não dá espaço para a razão 
(DEMPSEY, 2008, p. 115).
Duchamp desenvolveu a arte conceitual, ou seja, o artista precisava basicamente 
de um conceito ou uma ideia e não mais do talento manual para pinturas ou 
esculturas. O importante era que esses conceitos questionassem a arte, o mundo, 
as guerras, o que precisasse ser questionado. 
O Dadaísmo surgiu na Suíça, cidade de Zurique. O nome do movimento, Dadá, 
também parecia tão absurdo e provocativo quanto suas obras.
Uns dizem que foi escolhido quando Hugo Ball abriu uma 
enciclopédia em uma página qualquer e achou o verbete 
‘dadá’, que em francês significa cavalinho de madeira. Outros 
afirmam que ‘dadá’ se refere ao barulhinho de balbuciar feito 
pelos bebês, ou ainda, à expressão afirmativa que se usa na 
Romênia, país natal de Tzara. (CANTON, 2002, p. 74)
U4
216 A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
O Dadaísmo não busca coerência, já que eles julgam que a partir da guerra o 
homem perde a razão, a lógica e o raciocínio. O movimento foi perdendo a força 
com o fim da Primeira Guerra Mundial, mas teve uma importância indiscutível, abrindo 
caminho para discussões relevantes a respeito de pilares sensíveis da sociedade, 
além de transfigurar, de maneira significativa e essencial, os rumos da história da arte 
moderna e também da Arte Contemporânea.
É importante compreender todo o contexto histórico e a conjuntura 
sociopolítica do século XX para poder entender a produção artística 
denominada como arte moderna.
HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. São 
Paulo: Companhia das Letras, 1995.
Por qual dos movimentos citados nesta seção você mais se interessa? 
Escolha a manifestação artística que achou mais intrigante e aumente 
sua pesquisa através dos livros e links sugeridos por seu professor e na 
webaula desta seção.
Vamos às informações importantes que o auxiliarão na produção do texto sobre 
arte moderna que faz parte do processo de seleção da visita técnica ao MoMA. 
Reflita: você viu neste material que o Fauvismo foi o primeiro movimento de 
vanguarda do século XX. Surgiu na França e as características apresentadas pelos 
fauvistas, para grande susto do público e da crítica foram: pinceladas espontâneas 
e violentas; um colorido forte e selvagem que não correspondia à realidade; a 
liberdade, ousadia e autonomia que os artistas tiveram ao transformar cenas reais; 
uso exclusivo de cores puras; tintas utilizadas diretamente da bisnaga; manchas 
largas e abandono de contornos.
E quanto ao Expressionismo? Você se lembra o que ele apresentou ao espectador? 
Trata-se de um movimento que tem como característica o uso simbólico e emotivo 
das cores e das linhas. Estava mais ligado a uma postura ideológica do que a elementos 
estéticos, apresentando um olhar mais sombrio da humanidade do que os franceses 
fauvistas. Os expressionistas acreditavam que a arte deveria expressar a perturbação 
íntima diante de um mundo em que reinam a incompreensão e a negligência. 
Pesquise mais
Faça você mesmo
Sem medo de errar
U4
217A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
Quanto ao Cubismo, foi provavelmente o mais famoso dos movimentos 
de vanguarda do século XX. Pablo Picasso e Georges Braque foram os pais do 
movimento cubista, que possui como características: múltiplas perspectivas, a partir 
de diferentes planos, conduzindo o olhar a diferentes áreas da pintura, criando ao 
mesmo tempo um sentido de profundidade. 
O Cubismo atribui à arte uma mudança no ponto de vista da representação da 
forma desejada e põe em evidência as muitas faces que compõem o mesmo objeto. 
Pela primeira vez na história da arte, a pintura não representa mais a aparência 
exterior da realidade e passa a inventar formas e cores autônomas. A partir dos 
vários possíveis pontos de vista, a obra cubista proporciona ao espectador uma visão 
completa, global e simultânea.
O russo Wassily Kandinsky foi o criador da arte abstrata e, certamente, um dos 
nomes mais relevantes da pintura moderna. Kandinsky idealizou a pintura abstrata 
inspirado por conceitos metafísicos a respeito do triunfo do espírito sobre a matéria, 
tal como descrevia em seu primeiro texto teórico sobre a cor e a forma. 
Muitos artistas de diversos movimentos expressaram-se horrorizados com a 
Primeira Guerra Mundial. Os dadaístas foram um deles. Cada vez mais jovens artistas 
se agrupavam com o objetivo de expressar sua aversão pelo conflito. Eles queriam, 
por meio da arte, mostrar que os horrores da guerra estavam comprovando a ruína 
e a hipocrisia dos valores vigentes. Tinham o intuito de utilizar a arte para destruir 
sistemas baseados na razão e na lógica, dando lugar a valores baseados na anarquia, 
no primitivo e no irracional.
Explorando métodos cínicos, os dadaístas atacavam violentamente as tradições 
consagradas na arte, na filosofia e na literatura, através de suas obras inusitadas.
Você compreendeu melhor as manifestações artísticas do início do século XX? 
Temos certeza de que agora você está bem mais preparado e seguro para escrever 
aquele texto que lhe foi pedido.
Preocupados em se renovar através de experiências de vanguarda, 
os artistas foram se libertando do realismo, como impressões, 
geometrizações, fragmentações, abstrações e ideias de movimento, mas 
ainda não tinham se libertado da manufatura, da necessidade de fazer 
uma pintura ou objeto para expressar determinada ideia.
O importante a partir deste momento é adaptar-se à ideia de criar conceitos 
que questionem a sociedade e seus valores.
Atenção
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218 A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
A rápida evolução dos meios de comunicação fazia com que a informação 
e as tendências fossem mais facilmente propagadas. Essa grande difusão 
favoreceu o crescimento das atividades artísticas e o desenvolvimento de 
técnicas de produção e, consequentemente, o consumo de produtos 
artísticos. A fotografia foi aceita como forma de arte, e fotógrafos americanos 
e europeus criaram sociedades para divulgar e expor suas fotos. A grande 
novidade no campo do entretenimento foi a invenção do cinema, que 
reunia espectadores nos porões de cafés franceses para a exibição de filmes 
com curta duração. Nos meios de transporte foram as ferrovias, os navios 
a vapor, a linha de produção desenvolvida por Henry Ford, os diversos 
modelos de automóveis que passaram a fazer parte das paisagens urbanas. 
A chegada da eletricidade e a consequente mudança na vida doméstica e 
no trabalho nas grandes fábricas. O século XX é um turbilhão (HOBSBAWM, 
1995).
Dadaísmo
Fonte: <http://uploads3.wikiart.org/images/hannah-hoch/strauss-1965.jpg>. Acesso em: 3 ago. 2016.
Figura 4.13 | Strauss, Hannah Höch, 1965, fotomontagem dadaísta
Descrição da situação-problema 
Vamos colocar em prática o que aprendemos nesta seção, compreendendo 
acerca do surgimento da arte moderna: os primeiros movimentos de vanguarda, 
os principais artistas, as primeiras rupturas, as mais importantes obras do início do 
século XX.
Lembre-se
Avançando na prática 
U4
219A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
Observe a fotomontagem Strauss, da artista dadaísta Hannah Höch (1889-1978), 
realizada em 1965 (Figura 4.13). Você se lembra de que o Dadaísmo tinha como 
principal objetivo a desconstrução da arte vigente?
Vamos realizar esta atividade em duas etapas.
Ao olhar a arte de Hannah Höch, escrevauma análise da mesma. Lembre-se de 
detalhar o que você vê e qual é a impressão que a figura lhe transmite. O que você 
acha que ela representa?
Marcel Duchamp realmente mudou o rumo da arte moderna que, a partir 
de então, poderia ser pesquisada como a arte dos ‘objetos encontrados’ 
ou ‘objetos achados’. Para fazer arte já não era necessário partir do zero, 
criando algo do nada. A manufatura poderia ser substituída pelo conceito.
Para conhecer mais sobre o movimento dadaísta, assista ao vídeo:
Cabaret Voltaire, o lar do Dadaísmo – Movimento artístico foi reação à 
Primeira Guerra Mundial. Disponível em: <https://www.youtube.com/
watch?v=0aZP9jfwKJ0>. Acesso em: 20 dez. 2015.
Resolução da situação-problema 
Vamos executar uma obra a partir dos preceitos dadaístas?
Faremos uma colagem! Lembre-se de que para Duchamp a arte tinha que partir 
de uma ideia, ou um conceito. Escolha uma ideia intrigante. Pode ser uma frase ou 
uma pergunta, como: o que você faria se o mundo fosse acabar em 24 horas? Ou 
Qual é o segredo da longevidade? 
Nas artes visuais os dadaístas aplicaram técnicas não tradicionais: a colagem com 
papel reciclado e a colagem feita com vários materiais; a fotomontagem e o ready-
made.
Ready-made é o nome que o próprio Duchamp inventou para designar os objetos 
encontrados ao acaso e dos quais os artistas deveriam se apropriar para criar arte. 
Nesse ato de ousadia, Duchamp mudou o modo de encarar a arte.
A forma de fazer pintura com o uso de colagens foi apropriada pelo Dadaísmo, 
que utilizava a técnica para questionar o conceito de arte. A colagem de Hannah 
Höch traz retratos de seus amigos e de pessoas famosas. Höch foi uma importante 
ativista dadaísta na Alemanha e considerada uma das precursoras da fotomontagem.
Pegue revistas, tesoura, cola e papel. Selecione imagens e monte sua colagem.
Lembre-se
U4
220 A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
Marcel Duchamp estava sempre surpreendendo, porém, para chegar 
a essa ideia ele reuniu conhecimento por meio de leituras, reflexões e 
pesquisas a respeito dos caminhos que a arte do século XX tinha tomado. 
Preocupados em revolucionar através de experiências de vanguarda que 
vão do Impressionismo ao Cubismo, os artistas se libertaram do realismo, 
como impressões, geometrizações, fragmentações, abstrações e ideias 
de movimento, mas não haviam conseguido se libertar da manufatura, 
ou seja, da necessidade de fazer uma pintura ou objeto para expressar 
uma ideia. Duchamp surgiu então com o conceito de ready-made e, a 
partir daí, a ideia ou conceito poderia ser transmitida com um objeto que 
já existia.
Olhe ao seu redor. O que é considerado arte nos dias de hoje? E qual é a 
sua opinião a respeito dos artistas atuais? Se fosse questionar o conceito 
de arte na atualidade, como você faria? Utilizaria um ready-made? Uma 
colagem? Escreveria um texto? 
Escolha a sua maneira e reflita sobre o conceito de arte no século XXI.
1. Movimento artístico de vanguarda do século XX que apresentou uma 
exposição em Paris, em 1905, e perturbou o mundo das artes através de 
um colorido forte e selvagem que não correspondia à realidade.
a) Fauvismo.
b) Impressionismo.
c) Pós-Impressionismo.
d) Expressionismo.
e) Dadaísmo.
2. Manifestação artística que não tem como objetivo imitar a realidade. O 
objeto real é excluído da representação. Não há imagem de natureza ou 
vida e, sim, sensações e percepções.
a) Arte abstrata.
b) Arte dadá.
c) Arte expressionista.
d) Arte cubista.
e) Arte fauvista.
Faça você mesmo
Faça valer a pena
U4
221A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
3. Na Alemanha, artistas sintonizados e influenciados pelos fauvistas 
fundam um movimento chamado Die Brücke (A Ponte). Estes artistas 
são Ernst Ludwig Kirchner (1880-1938), Erich Heckel (1883-1970), Karl 
Schmidt-Rottluff (1884-1976) e Fritz Bleyl (1880-1966). De que movimento 
fazem parte estes artistas?
a) Impressionismo.
b) Dadaísmo.
c) Pop Arte.
d) Expressionismo.
e) Surrealismo.
U4
222 A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
U4
223A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
Seção 4.2
O vanguardismo europeu e a Bauhaus
Estamos em Nova York cumprindo com sua visita técnica a um dos mais importantes 
museus de arte moderna do mundo, o MoMA.
O museu está atualmente apresentando uma grande exposição sobre a Bauhaus, 
com inúmeros objetos criados por alunos desta tão importante escola de design. 
Você terá a oportunidade de ver de perto peças da história da arte e do design 
que marcaram uma época muito significativa. Na Seção 4.2 você irá conhecer com 
detalhes a Bauhaus e compreender sua importância. 
Seu desafio nesta semana será, com base na exposição do MOMA e do conteúdo 
desta seção, redigir um texto para o site do museu, explicando o que foi a Bauhaus 
e por que os turistas que vão até Nova York não podem deixar de visitar o MoMA e 
prestigiar esta incrível exposição.
Por onde começar? Pela pesquisa, sempre. Ao ler o item Não Pode Faltar, procure 
responder a estas questões: por que se afirma que a Bauhaus é muito significativa 
para a história do design e da arquitetura? Quais são as principais características dos 
produtos elaborados e fabricados na Bauhaus?
Vamos iniciar esta seção a partir da observação da Figura 4.14. Olhe bem para este vaso.
Fonte: <http://migre.me/vma9c>. Acesso em: 7 ago. 2016.
Figura 4.14 | Vaso de cristal Art Déco; Seraing (Belgium), Val Saint Lambert crystal 
manufacture show-room
Diálogo aberto 
Não pode faltar
U4
224 A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
Vamos descrevê-lo: o vaso é obra da fábrica de cristais belga Val Saint Lambert, 
fundada em 1826, em Seraing. 
É certamente uma peça extravagante, harmoniosa e brilhante. O que mais vemos? 
Apesar do objeto não ser quadrado ou retangular, ele possui linhas geométricas 
como ornamentos. Essa é uma genuína peça Art Déco, o movimento sucessor do Art 
Nouveau. Foi entre os anos 1920 e 1930 que esse estilo floresceu e esteve presente em 
todas as formas de design trazendo consigo uma demonstração do mundo moderno. 
O termo deriva da língua francesa e vem da expressão Arts Décoratifs. Constitui numa 
escola de natureza internacional com características marcantes para a decoração, 
a moda, a arquitetura, as artes plásticas, a indústria gráfica e o desenho industrial. A 
primeira exposição aconteceu em 1925, em Paris, intitulada Exposição Internacional 
de Artes Decorativas e Industriais Modernas. Ao contrário do Art Nouveau, o Art Déco 
é caracterizado por menos ornamentos, suas linhas são mais geométricas do que 
sinuosas ou florais, é menos orgânico e mais mecânico. Ambos eram considerados 
expressões da modernidade e foram amplamente aceitos como estilos decorativos. 
Enquanto o Art Nouveau tinha um ar autoral, ou seja, era importante saber quem tinha 
projetado cada peça, o Art Déco está mais ligado ao surgimento do Modernismo, ou 
seja, era vastamente consumido nas grandes metrópoles e sobretudo divulgado pelo 
cinema de Hollywood. 
O então diretor de arte da MGM, Cedric Gibbons, esteve na Exposição em 1925 
em Paris e voltou para os Estados Unidos com grande influência Art Déco na criação 
da cenografia elaborada por ele, em filmes como Our dancing daughters (Garotas 
modernas), de 1928, e The kiss (O beijo), de 1929, com as atrizes Joan Crawford e 
Greta Garbo, respectivamente.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/thumb/c/c9/Our_Dancing_Daughters_lobby_card.jpg/800px-Our_
Dancing_Daughters_lobby_card.jpg>. Acesso em: 7 ago. 2016. 
Figura 4.15 | Cartaz do filme Our dancing daughters
A década de 1920 fervilhava culturalmente e o Art Déco teve suas 
influências em vários movimentos de vanguarda, como o Cubismo, o 
Reflita
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225A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
Construtivismo e o Futurismo, além de referências estéticas das artes 
hindu, asteca, egípcia, orientale árabe. O estilo também se influenciou a 
partir dos exóticos cenários e figurinos do ballet russo de Diaguileve, que 
estava em alta na época.
É interessante pensarmos na popularização dos estilos Art Nouveau e Art Déco 
principalmente como ciclos de moda do século XX. A passagem do século XIX para 
o século XX trouxe uma significativa importância para a moda, principalmente em se 
tratando da busca de um estilo moderno. A partir do século XIX, temos a aparência 
como o principal indicador de identidade de grupos e status social, ou seja, a moda 
sugere ou até mesmo afirma a identificação de cada um através de corte de cabelo, 
estilo da roupa, tecido e decoração da casa. Passa a existir o desafio de manter 
claras as distinções dentro de uma cultura urbana em que as identidades são fluidas 
e o acesso aos meios para forjar as aparências é condicionado apenas pelo poder 
aquisitivo (CARDOSO, 2008).
A moda tem como um importante combustível o advento da produção em massa, 
que passa a abarcar cada vez mais pessoas e estender-se mais rapidamente, através 
da produção em larga escala de produtos padronizados e a consequente liberação 
desses bens para o consumo a preços baixos.
No começo, o movimento artístico Art Déco estava direcionado à alta burguesia, 
pois utilizava matérias-primas mais caras e mais valiosas, como marfim, porém, se 
popularizou nos Estados Unidos a partir de 1934, quando houve a Exposição Art 
Déco no Metropolitan Museum de Nova York. O estilo então passa a ser produzido 
industrialmente utilizando materiais suscetíveis à reprodução em massa.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/97/The_Octopus_Gown_-_Photoplay%2C_September_1921.
jpg?uselang=pt-br>. Acesso em: 7 ago. 2016.
Figura 4.16 | Octopus gown (Vestido “Polvo”), desenhado por Clare West, em 1921, com 
estética Art Déco
U4
226 A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
A sociedade queria se esquecer do trauma da Primeira Guerra Mundial, divertindo-se 
e olhando para o futuro. Nada mais propício que a moda de um novo estilo que traz 
a modernidade para o cotidiano. Assim, a chegada do Art Déco às camadas populares 
fez com que o estilo se fizesse marcante em utensílios de uso doméstico, no design de 
interiores, nas propagandas, na moda e em todos os segmentos de consumo.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/2a/Fashions_at_Nyngan_Picnic_races_-_Nyngan%2C_NSW%
2C_%28between_1927-1930%29_-_by_unknown_photographer_%282968453258%29.jpg?uselang=pt-br>. Acesso em: 7 
ago. 2016.
Figura 4.17 | Moda entre 1927 e 1930
O costureiro francês Paul Poiret (1879 - 1944) foi uma figura bem significativa da 
época. Ele ficou impressionado quando conheceu o Art Déco e utilizou as características 
em suas criações de moda, tornando-se também um essencial representante do estilo. 
Fonte: <http://i.istockimg.com/file_thumbview_approve/29643224/6/stock-photo-29643224-spiral-staircase.jpg>. Acesso 
em: 7 ago. 2016.
Figura 4.18 | Escada Art Déco
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227A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
Na arquitetura, os grandes representantes do Art Déco são os arranha-céus 
americanos. Um clássico exemplo disso é o Edifício Chrysler (1926-30), em Nova York, 
elaborado pelo arquiteto William van Alen (1883-1954). 
Fonte: <http://i.istockimg.com/file_thumbview_approve/53828568/6/stock-photo-53828568-chrysler-building-new-york-
city.jpg>. Acesso em: 7 ago. 2016
Figura 4.19 | Edifício Chrysler, Nova York
Falando em design, arte e arquitetura do início do século XX, é imprescindível que 
estudemos a Bauhaus, escola sediada na Alemanha, fundada em 1919 sob a direção 
do arquiteto Walter Gropius (1883-1969) que qualificava os alunos na teoria e prática 
das artes, dando-lhes a possibilidade de elaborar produtos que fossem ao mesmo 
tempo artísticos e comerciais, com estudos de novas técnicas, novos materiais e 
novas formas para aplicação em arquitetura, decoração e objetos utilitários. A ideia era 
uma comunidade em que professores e alunos morassem e trabalhassem juntos. O 
significado de Bauhaus é casa para construir, crescer, nutrir.
O livro indicado apresenta, através de fotografias e depoimentos, a 
maneira como a arquitetura dos monumentos da cidade podem ser vistas 
e apropriadas por artistas que atuam na defesa do patrimônio histórico.
BARRETO, Amanda. Art Déco: depoimentos e imagens. Goiânia: R&F 
Editora, 2007.
Pesquise mais
U4
228 A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
A intenção da Bauhaus era graduar designers, artistas e arquitetos mais 
responsáveis socialmente. Lá os estudantes tinham cursos de marcenaria, 
tecelagem, cerâmica, pintura, artes gráficas e fotografia, acompanhados 
de estudos teóricos sobre a percepção e a cor com a finalidade de libertar 
a criatividade dos alunos. Assim nasceu o moderno desenho industrial.
"Criemos uma nova guilda de artesãos, sem as distinções de classe que erguem 
uma barreira de arrogância entre o artista e o artesão", declarou o arquiteto germânico 
Walter Adolf Gropius, quando inaugurou a Bauhaus, em 1919.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/6c/Peter_keler%2C_culla%2C_1922%2C_01.
JPG/1024px-Peter_keler%2C_culla%2C_1922%2C_01.JPG>. Acesso em: 7 ago. 2016.
Fonte: <https://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Wassily_Chair?uselang=pt-br#/media/
File:Bauhaus_Chair_Breuer.png>. Acesso em: 7 ago. 2016.
Fonte 4.20 | Berço da Escola Bauhaus, projetado pelo aluno Peter Keler, em 
1922, com formas geométricas bastante simples
Figura 4.21 | Cadeira Wassily – Leve e fácil de montar, feita com couro e tubos 
de aço, criada em 1925 pelo arquiteto e designer húngaro Marcel Breuer, 
aluno e depois professor responsável pela oficina de móveis da Bauhaus. O 
nome da cadeira é uma homenagem a seu amigo Wassily Kandinsky
Assimile
Exemplificando
U4
229A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
Fonte: <https://commons.wikimedia.org/wiki/Marcel_Breuer#/media/File:Breuer-FREISCHWINGER.JPG>. 
Acesso em: 7 ago. 2016.
Figura 4.22 | Cadeira feita com aço tubular – Também desenhada por Marcel 
Breuer, esta cadeira leve e funcional foi feita com aço tubular. Foi a primeira 
vez que extensões de tubos de aço cromado de aparência industrial eram 
utilizadas em objetos de decoração e por isso foi uma criação tão original
Gropius agregou um grupo excepcional de artistas-professores para a nova escola. 
“É nosso dever recrutar personalidades famosas e poderosas sempre que possível, 
mesmo que ainda não as compreendamos inteiramente”, declarou ele. Para citar dois 
exemplos, Wassily Kandinsky e Paul Klee lecionaram na Bauhaus. 
A Bauhaus passou por três fases bem distintas: o período inicial, com a direção 
de Gropius; a segunda fase, comandada pelo arquiteto suíço Hannes Meyer (1889-
1954), em que a Bauhaus assumiu-se como uma escola de formação de arquitetos e 
desenhistas industriais. Foram criados novos cursos, incluindo planejamento urbano 
e fotografia. Sob a direção de Meyer a Bauhaus tornou-se um sucesso comercial, 
com a fabricação de luminárias criadas na oficina de artefatos de metal orientada por 
Marianne Brandt (1893-1983), a industrialização de papel de parede criado nas oficinas 
de murais e oficinas de tecelagem, mobiliário e cartazes publicitários. 
 Por questões políticas a Bauhaus foi transferida para a cidade socialista de Dassau 
em 1925. Em 1930, Meyer, que tinha uma orientação marxista, viu-se forçado a se 
afastar e foi substituído pelo arquiteto Ludwig Mies van der Rohe (1886-1969). Rohe 
se preocupou em distanciar a escola da política, porém com a vitória do Partido 
Nacional-Socialista nas eleições locais, a Bauhaus foi acusada em 1931 de ser uma 
escola excessivamente cosmopolita, e não suficientemente nacionalista. Em 1932 ela 
se mudou para Berlim, numa tentativa de salvá-la, porém foi fechada pelos nazistas 
em 1933.
A Bauhaus também foi um sucesso comercial com a produção de 
cartazes publicitários. Faça uma pesquisasobre a estética desses cartazes 
Faça você mesmo
U4
230 A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
e monte uma pasta com imagens e análises estéticas desses produtos 
gráficos. Sugerimos a leitura do artigo indicado.
Bauhaus. Disponível em: <http://historiaeteoriadodesign.blogspot.com.
br/2009/04/staatliches-bauhaus-literalmente-casa.html>. Acesso em: 28 
ago. 2016.
Modernismo: movimentos artísticos (Cubismo, Construtivismo, Futurismo, 
entre outros) que surgiram no fim do século XIX e início do século XX, os 
quais pretendiam desconstruir os sistemas estéticos da arte tradicional.
Paul Klee (1879-1940): poeta e pintor suíço naturalizado alemão. O 
seu estilo, foi influenciado por diversas tendências artísticas, incluindo o 
Expressionismo, Cubismo e Surrealismo.
Serguei Diaguilev (1872-1929): empresário artístico russo e fundador do 
Ballet Russes, famosa companhia de dança muito em voga na década de 
1920.
Marianne Brandt (1893-1983): pintora e designer, nascida na Alemanha. 
Com grande atuação na Bauhaus, conhecida pela criação de objetos 
utilitários domésticos como chaleiras, serviços de chá e candeeiros. Tornou-
-se diretora adjunta e mestre assistente da Oficina de Metais da escola.
A Bauhaus foi uma escola sediada na Alemanha, fundada em 1919 sob a direção do 
arquiteto Walter Gropius, que qualificava os alunos na teoria e prática das artes, dando-
-lhes a possibilidade de elaborar produtos que fossem ao mesmo tempo artísticos 
e comerciais, com estudos de novas técnicas, novos materiais e novas formas para 
aplicação em arquitetura, decoração e objetos utilitários. 
A ideia era uma comunidade em que professores e alunos morassem e trabalhassem 
juntos. O significado de Bauhaus é casa para construir, crescer, nutrir. A intenção da 
famosa escola alemã era graduar designers, artistas e arquitetos com o intuito de 
torná-los mais responsáveis socialmente. Os estudantes tinham cursos de marcenaria, 
tecelagem, cerâmica, pintura, artes gráficas e fotografia, acompanhados de estudos 
teóricos sobre a percepção e a cor com a finalidade de libertar a criatividade dos 
alunos. Assim nasceu o moderno desenho industrial.
Vocabulário 
Sem medo de errar
U4
231A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
Entre suas principais características estão: a interligação com outras artes, como a 
escultura, a tecelagem, a pintura, a cerâmica, marcenaria e a metalurgia; a arquitetura 
e o urbanismo têm uma relação próxima. Há um corte com o passado, pois são 
abolidas as formas naturais, contando também com a utilização de novos materiais 
como madeira, aço e vidro.
Oficina de metal da Bauhaus
Descrição da situação-problema
Estamos na Alemanha, em 1928.
Você é um aluno da Bauhaus e está tendo aulas na oficina de artefatos de metal. 
Você deverá desenvolver um projeto para um utensílio doméstico, a partir das 
características da escola. 
Seu trabalho será realizado com mais dois integrantes, assim, realize sua primeira 
reunião levantando as seguintes informações:
- Quais são as características dos produtos elaborados na Bauhaus?
- Qual utensílio vocês irão desenvolver?
- Quem será seu público-alvo?
Na Bauhaus os estudantes tinham cursos de marcenaria, tecelagem, 
cerâmica, pintura, artes gráficas e fotografia, acompanhados de estudos 
teóricos sobre a percepção e a cor.
A Bauhaus tinha o objetivo de qualificar os alunos na teoria e prática das 
artes. Para isso, a escola fornecia a oportunidade de os alunos elaborarem 
produtos que fossem ao mesmo tempo artísticos e comerciais, utilizando 
novas técnicas, novos materiais e novas formas para aplicação em 
arquitetura, decoração e objetos utilitários.
Atenção
Avançando na prática 
Lembre-se
U4
232 A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
Resolução da situação-problema 
Entre as principais características dos produtos fabricados na Bauhaus, está a 
interligação com outras artes. Isso será importante em seu projeto.
Você pode combinar a elaboração de um utensílio doméstico com escultura, 
tecelagem, pintura, cerâmica ou marcenaria.
Você conhece os produtos fabricados na Bauhaus? Amplie sua pesquisa, 
para que estas informações possam inspirá-lo ainda mais.
Bauhaus Graphic Design. Disponível em: <https://www.youtube.com/
watch?v=trCp5rurnTI&index=20&list=PL9JqZRkikD3qld9OfiRds5_
sZCjPDRy6>. Acesso em: 7 ago. 2016.
COVERT, Adrian. 8 lindos produtos da Bauhaus: a mais influente escola 
de design. Disponível em: <http://gizmodo.uol.com.br/8-lindos-produtos-
da-bauhaus-a-mais-influente-escola-de-design/>. Acesso em: 7 ago. 2016.
1. Quais são as principais características do estilo Art Déco?
a) Linhas retas, poucas curvas, ornamentos florais com referências à 
natureza.
b) Muitos ornamentos, geralmente nas cores dourado e vermelho.
c) Curvas sinuosas decorando mosaicos em vitrais da alta burguesia.
d) Linhas geométricas e influências das artes egípcia, hindu e oriental, 
além de movimentos modernistas.
e) Funcionalidade, simplicidade e racionalidade em produtos fabricados 
manual e artesanalmente.
2. Quando e com qual objetivo a Escola Bauhaus foi fundada?
a) Em 1919, para graduar designers, artistas e arquitetos mais 
responsáveis socialmente. Lá os estudantes tinham cursos de 
marcenaria, tecelagem, cerâmica, pintura, artes gráficas e fotografia, 
acompanhados de estudos teóricos sobre a percepção e a cor.
b) Em 1925, para criar um design caracterizado por muitos ornamentos, 
e processos manuais e artesanais de fabricação de objetos.
Faça você mesmo
Faça valer a pena
U4
233A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
c) Em 1900, para construir cenários e figurinos para o cinema 
hollywoodiano.
d) Em 1915, na Alemanha, com o intuito de ser uma expressão da 
modernidade, amplamente aceita como estilos decorativos nas artes, 
na arquitetura e no design.
e) Em 1918, para esquecer do trauma da Primeira Guerra Mundial, 
divertindo-se e olhando para o futuro.
3. O estilo Art Déco floresceu na Europa na década de:
a) 1910.
b) 1920.
c) 1940.
d) 1950.
e) 1890.
U4
234 A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
U4
235A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
Seção 4.3
Desafios do design no mundo pós-moderno
Daremos continuidade nas atividades às quais você vem se dedicando em Nova 
York, durante sua visita técnica ao MoMA.
Enquanto você passeia pela cidade, descobre que está havendo, em uma galeria 
de arte moderna, uma exposição de cartazes de propagandas políticas e ideológicas. 
Você se interessa pelo tema e resolve visitar a exposição.
Vamos aproveitar esta ocasião e juntar informações suficientes para você utilizar na 
sua volta ao Brasil. Que tal participar de um encontro anual que acontece na cidade de 
São Paulo sobre a Propaganda Política e Suas Peculiaridades? Você pode trazer a este 
evento dados acerca da propaganda política internacional no período entre guerras. 
Para isso você deverá concentrar-se no conteúdo desta seção, refletindo 
primeiramente sobre estas questões: em que situação estava a indústria durante os 
anos de 1920? Quanto aos meios de comunicação, qual foi a maior conquista dessa 
década? Como era a indústria automobilística nessa década? O que foi a Grande 
Depressão? Por que o design gráfico do período entre guerras focou significativamente 
a propaganda ideológica?
Entre 1914 e 1918, o mundo enfrentou a Primeira Guerra Mundial, que representou 
uma época de horror, medo e destruição com a perda de muitos cidadãos nos 
campos de batalha e fora deles, e a ruína da economia. Quando a guerra terminou, o 
Ocidente enfrentou uma fase de recuperação de graves danos provocados por essa 
catástrofe, e o resgate da felicidade e da prosperidade.
Diálogo aberto 
Não pode faltar
U4
236 A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
A década de 1920 foi uma época muito rica, em que se viveu intensamente, e 
ficou conhecida como “osloucos anos 20”, famosos por um consumo desenfreado, 
aumento da população urbana e uma indústria que produzia cada vez mais em virtude 
da melhoria do nível de vida e, consequentemente, maior poder de compra. A indústria 
enfrentava uma fase de transformações rápidas e significativas, o que exigiu do design 
uma intensificação evidente, em todas as áreas. Novos materiais e novas tecnologias 
também surgiram nesse cenário, como o plástico e o alumínio, que tiveram seu uso 
disseminado na indústria. 
Era uma década com uma nova esperança, um entusiasmo pela novidade, pelo 
moderno e pelo futuro. Foi a era em que as pessoas passaram a ter energia elétrica em 
casa, e esse fato certamente significou a integração dos trabalhadores e operários à 
modernidade. Com a recente tecnologia, surgem novos bens de consumo e diversas 
demandas da indústria.
Nos meios de comunicação, a novidade sem precedentes esteve nas primeiras 
transmissões de rádio. Em 1922 nasce a BBC na Grã-Bretanha. No Brasil, em 1923, 
surge a primeira estação, a Radio Sociedade do Rio de Janeiro. Em 1924, nos EUA, já 
havia mais de 600 estações de rádio. A indústria de aparelhos receptores torna-se mais 
importante do que a indústria automobilística e passa a ser considerada a mais popular 
(o ferro elétrico fica em segundo lugar).
Já vimos neste Livro Didático alguns acontecimentos importantes. Os 
movimentos Arts & Crafts e Art Nouveau que encerram o século XIX e 
iniciaram o século XX, o surgimento da Bauhaus em 1919 e o Art Déco, 
estilo que predominou em todas as áreas do design na década de 1920. 
Os aparelhos de rádio foram os primeiros aparatos domésticos comprados 
em massa na Inglaterra, e representaram o primeiro equipamento elétrico 
a ter um design futurista. 
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/5f/Girl_listening_to_radio.gif>. Acesso em: 21 
ago. 2016.
Figura 4.23 | Rádio
Assimile
Exemplificando
U4
237A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
Um importante acontecimento desta época foi a emancipação feminina. Em 
muitos países a mulher lutava pelo direito ao voto. Nos EUA, no começo da década, 
já havia uma média de 8 milhões de mulheres no mercado de trabalho. Em 1924, o 
Texas elegeu a primeira mulher a ocupar o cargo de governadora no país.
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/thumb/3/30/Coco_Chanel%2C_1920.jpg/1024px-Coco_Chanel%2C_1920.
jpg>. Acesso em: 21 ago. 2016.
Figura 4.24 | Coco Chanel em 1920
Essa emancipação também se refletiu na moda. As vestimentas femininas mudaram, 
adequando-se à liberdade. Figura superimportante da época, a estilista Gabrielle “Coco” 
Chanel (1883-1971) libertou as mulheres do espartilho apertado e das saias cheias de 
babados que as impediam de movimentar-se com agilidade e conforto, introduzindo 
à moda tecidos leves como o jérsei e a malha fina. Em 1926, Chanel lançou o “Pretinho 
Básico” (Little Black Dress – LBD), com divulgação na revista Vogue. Antes disso, moças 
não usavam preto, e as senhoras usavam quando estavam de luto.
As mulheres de vanguarda vestiam-se com calças compridas, peças consideradas 
até então unicamente masculinas, influência que também podemos atribuir a Coco 
Chanel, que como você pode perceber marcou forte presença no design de moda da 
década de 1920, com grande responsabilidade por mudanças significativas de valores, 
paradigmas e comportamento.
A indústria da alta-costura contribuiu muito para o surgimento de outra importante 
área de atuação para os designers, através de revistas ilustradas especializadas.
U4
238 A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/
commons/9/90/Gabrielle_Chanel_en_
marini%C3%A8re.jpg>. Acesso em: 21 ago. 2016.
Fonte: <http://media.istockphoto.com/photos/
chanel-no-5-perfume-picture-id459394861>. 
Acesso em: 21 ago. 2016.
Figura 4.25 | Coco Chanel Figura 4.26 | Perfume Chanel Nº 5
A estilista também lançou seu perfume em 1921 – Chanel Nº 5. Ela própria 
desenhou o frasco, que contrastava com o design dos perfumes da época, totalmente 
ornamentais, enquanto o Chanel Nº 5 tinha uma forma retangular, simples e discreta. 
O perfume era produzido em série e, com essas características, foi um importante 
produto do Modernismo. 
Enquanto isso a economia dos EUA prosperava, o país evoluía e se tornava uma 
superpotência. A Primeira Guerra Mundial acarretou grandes vantagens a esta nação, 
dobrando assim sua atividade industrial com extraordinário crescimento da propensão 
produtiva voltada à fabricação de bens de consumo. Os americanos exportavam sua 
produção em grandes quantidades, sobretudo para os países da Europa, já que esses 
estavam ocupados com a restauração de suas próprias indústrias e cidades, precisando 
manter suas importações. No auge dessa prosperidade, em 1927, a Ford e a General 
Motors introduziram opções de estilos e de cores nos automóveis que produziam, 
tornando-se um grande sucesso de vendas.
Essa expansão do consumismo americano terminou no final da década, quando 
as nações europeias já estavam com suas economias praticamente reconstruídas, 
diminuindo assim a necessidade de importação de bens industrializados e agrícolas 
dos EUA. Em virtude da diminuição das exportações, as indústrias tiveram um acúmulo 
de mercadorias em seus estoques, as vendas caíram drasticamente e dessa maneira 
as ações das grandes empresas americanas ficaram desvalorizadas, isso ocorreu 
em poucos dias, e um grande número de estabelecimentos e corporações foram à 
falência, levando assim a uma alta taxa de desemprego no país. Foi a quebra da bolsa 
de Nova York, em 1929, período conhecido como Grande Depressão.
U4
239A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
A década de 1930 foi um período de recuperação econômica e reinvenção do 
design, para alavancar as vendas, o desejo de consumo e o consequente resgate 
econômico.
No período entre as duas guerras mundiais, ficaram evidentes grandes oposições 
ideológicas. Com essas hostilidades e possibilidades intensas de conflitos, uma das 
áreas mais relevantes para a atuação do designer passa a ser a propaganda política, 
com uma grande produção de cartazes, sobretudo em países como a Alemanha, os 
Estados Unidos e a União Soviética, com a intenção de propagação do nacionalismo. 
Esse período estabeleceu uma importância especial ao design gráfico, pois diagramas, 
ilustrações e legendas transmitiam informações e instruções, convocando cidadãos a 
participarem dos esforços de guerra. 
O poder da propaganda política se estendeu para bem além de 1945, é claro, em 
decorrência da perpetuação das rivalidades ideológicas entre os Estados Unidos e a 
União Soviética na chamada Guerra Fria (CARDOSO, 2011, p. 156).
Ou seja, o campo do design gráfico voltado à propaganda política ainda teve 
muito espaço no século XX. E vale ressaltar que a Segunda Guerra Mundial foi 
incontestavelmente crucial para o progresso do design, levando em consideração os 
avanços tecnológicos desenvolvidos durante o conflito.
Esta é uma boa leitura para resgatar a história da Grande Depressão, os 
motivos, a repercussão e também investigar os dispositivos econômicos 
que estiveram presentes nessa fase difícil que o capitalismo enfrentou. 
GAZIER, Bernard. A crise de 1929. [S.l.]: L&PM Editores, 2009. (Coleção 
L&PM Pocket). 
Os Estados Unidos se tornaram os principais fornecedores de equipamentos 
eletrônicos e outros produtos fabricados na época, conquistando assim 
uma evolução importante em seu parque industrial, e solicitando sempre o 
ofício dos designers, que como podemos perceber, em tempos de guerra 
ou de paz, têm sempre um papel importante diante dos acontecimentos 
históricos significativos. O desenvolvimento do design está sempre atrelado 
ao crescimento da sociedade em que está inserido. 
O design se apoia nos principais acontecimentos históricos, nas transformações 
sociais e políticas de cada época. Se ele não se baseasse nessasmudanças, não 
haveria evolução, o design seria sempre o mesmo, sem progressos ou avanços na 
Pesquise mais
Reflita
U4
240 A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
funcionalidade e na estética dos produtos. 
Ao estudarmos a história do design, percebemos que ele é reflexo das diferenças 
entre as gerações e também é uma forma de expressão das mudanças de crenças e 
valores da sociedade. O período pós-guerra conheceu uma fase de liberdade social, e 
o design acompanhou essa tendência.
A partir de 1945, durante a Guerra Fria, os Estados Unidos expandiram através 
da mídia o American Way of Life, com o intuito de deixar clara a diferença entre as 
sociedades capitalistas e socialistas.
O American Way of Life nada mais é do que a demonstração da cultura e 
do estilo de vida americano que afirmava que qualquer indivíduo é capaz 
de melhorar sua qualidade de vida através de determinação e trabalho. E 
certamente quando falamos em qualidade de vida, estamos nos referindo 
ao poder de compra. 
Havia uma grande produção no parque industrial americano e era necessário criar 
uma demanda para todos esses produtos, e estimular o consumidor a trocar aparelhos 
antigos, como fogões, rádios, geladeiras e até mesmo automóveis, por novos. O 
American Way of Life cria o hábito de consumo não associado à necessidade e sim ao 
conceito de obsolescência estilística (ou seja, troca-se um produto por um mais novo 
e mais bonito). 
Os Estados Unidos se transformam no símbolo da maior sociedade 
consumista, em que a prosperidade depende de um consumo sempre 
progressivo, o que gera uma produção de itens descartáveis ou de curta 
duração (produtos fabricados para funcionar por um tempo reduzido), pois 
quanto mais se descarta, mais há a possibilidade de manufatura e de venda. 
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/74/Apple2.jpg>. Acesso em: 21 ago. 2016.
Figura 4.27 | Computador doméstico Apple II 
Assimile
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U4
241A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
O século XX trouxe, com a revolução tecnológica, produtos muito importantes 
para o cotidiano como: discos de vinil, televisão, fitas cassete, rádios portáteis, 
relógios digitais, calculadoras de bolso, câmeras de fotografia e de vídeo etc. A pós-
-modernidade apresenta um dos aspectos mais significativos dessas inovações: o 
processo de miniaturização e portabilidade desses aparatos eletrônicos. Foi na década 
de 1990 que o processo começou a ganhar força e impulso, e transformou-se num 
período de rápido desenvolvimento tecnológico, com a popularização e o progresso 
de equipamentos inventados na década anterior. 
A maneira com que nos comunicamos muda a partir da massificação de 
telefones celulares e, assim, a sociedade experimenta a comunicação instantânea. 
O videocassete é logo substituído pelo DVD. Videogames se aperfeiçoam e, com a 
popularização dos PCs, cresce também a demanda de jogos para computadores. 
A internet nos possibilita o download de filmes e músicas, e os canais de televisão 
passam a disponibilizar conteúdo na web. Câmeras ficam menores e mais fáceis de 
manusear. 
A partir de 1990 o mundo encara uma avalanche de possibilidades tecnológicas, 
em constante avanço, que transforma completamente a vida cotidiana. 
Outro fator também muito significativo, tanto para a revolução dos meios de 
comunicação quanto para a economia mundial e aspectos culturais diversos, foi a 
globalização que trouxe o barateamento dos meios de transporte e de comunicação, a 
dinâmica do capitalismo que permitiu maiores mercados para os países desenvolvidos, 
a nova forma dos países interagirem, aproximarem pessoas e culturas. Com a 
desagregação do bloco soviético e as mudanças políticas econômicas nas nações 
de regimes socialistas, a globalização se generalizou e se intensificou através do 
desenvolvimento extensivo e intensivo do capitalismo pelo mundo, havendo uma nova 
divisão do trabalho internacional, bem como a flexibilização dos processos produtivos, 
e o desenvolvimento da tecnologia proporcionou a possibilidade de máquinas mais 
eficientes substituírem o trabalho humano. 
Com a globalização, o mercado ficou mais desafiador para o designer, que deve 
criar uma identidade em seu produto para se diferenciar. Porém, o desafio não está 
relacionado apenas à estética do produto criado e, sim, ao acesso a este produto. 
Com a globalização, o produto importado é tão barato e acessível quanto o fabricado 
nacionalmente, então o designer tem que encontrar formas de atrair a atenção do 
consumidor ou, então, percorrer uma trajetória no mercado internacional e exportar 
sua criação.
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242 A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
Passeando por Nova York você resolveu conhecer uma nova galeria, que estava 
oferecendo em sua programação uma exposição sobre propaganda política e ideológica. 
Você então decidiu utilizar essas informações com o objetivo de preparar-se para participar 
de um encontro anual na cidade de São Paulo sobre As Propagandas Políticas e Suas 
Peculiaridades. 
Vamos primeiramente às informações necessárias para esta tarefa.
Entre 1914 e 1918, o mundo enfrentou a Primeira Guerra Mundial, que representou 
uma época de horror, medo e destruição, com a perda de muitos cidadãos nos 
campos de batalha e fora deles, e a ruína da economia. Quando a guerra terminou, 
o Ocidente enfrentou uma fase de recuperação de graves danos provocados pela 
grande guerra, e de resgate da felicidade e da prosperidade. 
Na década de 1920, a indústria enfrentava uma fase de transformações rápidas e 
significativas, o que exigiu do design uma intensificação evidente, em todas as áreas. 
Era uma década com uma nova esperança, um entusiasmo pela novidade, pelo 
moderno e pelo futuro. Foi a era em que as pessoas passaram a ter energia elétrica 
em suas casas, e esse fato certamente significou a integração dos trabalhadores e 
operários à modernidade. Com a nova tecnologia, surgem diversos bens de consumo 
e muitas demandas da indústria.
Nos meios de comunicação, a novidade sem precedentes foram as primeiras 
transmissões de rádio. Em 1922 nasce a BBC na Grã-Bretanha. No Brasil, em 1923, 
surge a primeira estação, a Radio Sociedade do Rio de Janeiro. Em 1924, nos EUA, já 
havia mais de 600 estações de rádio. A indústria de aparelhos receptores torna-se mais 
importante do que a indústria automobilística e passa a ser considerada a mais popular 
(o ferro elétrico fica em segundo lugar). Os aparelhos de rádio foram os primeiros 
aparatos domésticos comprados em massa na Inglaterra, e representaram o primeiro 
equipamento elétrico a ter um design futurista.
No início da década de 1920 a economia dos EUA prosperava, o país evoluía e se 
tornava uma superpotência. A Primeira Guerra Mundial acarretou grandes vantagens 
a esta nação, dobrando assim sua atividade industrial com extraordinário crescimento 
da propensão produtiva voltada à fabricação de bens de consumo. Os americanos 
exportavam sua produção em grandes quantidades, sobretudo para os países da 
Europa, já que esses estavam ocupados com a restauração de suas próprias indústrias 
e cidades, precisando manter suas importações. 
No auge dessa prosperidade, em 1927, a Ford e a General Motors introduziram 
opções de estilos e de cores nos automóveis que produziam, e foram um grande 
sucesso de vendas. A expansão do consumismo americano terminou no final da 
Sem medo de errar
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243A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
década, quando as nações europeias já estavam com suas economias praticamente 
reconstruídas, diminuindo assim a necessidade de importação de bens industrializados 
e agrícolas dos EUA. Em virtude da diminuição das exportações, as indústrias tiveram 
um acúmulo de mercadorias em seus estoques, as vendas caíram drasticamente e, 
dessa maneira, as ações das grandes empresas americanas ficaram desvalorizadas. Isso 
ocorreu em poucos dias, e um grande número de estabelecimentose corporações 
foram à falência, levando assim a uma alta taxa de desemprego no país. Esta foi a 
Grande Depressão, ou seja, a quebra da bolsa de valores que aconteceu em 1929, na 
cidade de Nova York. 
No período entre as duas guerras mundiais, ficaram evidentes grandes oposições 
ideológicas. Com essas hostilidades e possibilidades intensas de conflitos, uma das 
áreas mais importantes para a atuação do designer passa a ser a propaganda política, 
com uma grande produção de cartazes, sobretudo em países como a Alemanha, os 
Estados Unidos e a União Soviética, com a intenção de propagação do nacionalismo. 
Esse período estabeleceu uma importância especial ao design gráfico, pois diagramas, 
ilustrações e legendas transmitiam informações e instruções, convocando cidadãos a 
participarem dos esforços de guerra.
A importância da propaganda política se estendeu para bem além de 
1945, é claro, em decorrência da perpetuação das rivalidades ideológicas 
entre os Estados Unidos e a União Soviética na chamada Guerra Fria 
(CARDOSO, 2011, p. 156).
Desfile: Revista Vogue
Descrição da situação-problema 
Estamos em Paris e a Vogue está promovendo um desfile de moda para homenagear 
as peças de roupa e acessórios mais importantes da história da revista. Entre as peças 
exibidas, estará o “pretinho básico”, de Coco Chanel. 
Você é o designer gráfico escolhido para criar a divulgação desse desfile e decidiu 
utilizar a famosa estilista como referência estética do convite. Para isso você deverá 
realizar uma pesquisa completa sobre o papel dessa importante personalidade da 
costura francesa.
Concentre-se nas informações sobre a década de 1920. Qual era o contexto social 
desse período e qual a importância de Coco Chanel – uma artista ousada e irreverente?
Atenção
Avançando na prática 
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244 A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
A década de 1920 foi uma época muito rica, na qual se viveu intensamente, 
e ficou conhecida como “os loucos anos 20”, famosos por um consumo 
desenfreado, aumento da população urbana e uma indústria que produzia 
cada vez mais em virtude da melhoria do nível de vida e, consequentemente, 
maior poder de compra. 
Resolução da situação-problema 
A emancipação feminina representou um importante acontecimento de 1920. Foi 
um momento em que, em muitos países, as mulheres lutavam pelo direito ao voto. O 
mercado de trabalho também sofreu alterações. Nos EUA, por exemplo, no começo 
da década já havia uma média de 8 milhões de mulheres atuando profissionalmente. 
Em 1924 o Texas elegeu a primeira mulher a ocupar o cargo de governadora no país.
Na moda não poderia ter sido diferente já que as vestimentas femininas mudaram, 
adequando-se à liberdade. A estilista Coco Chanel tem um papel fundamental, pois 
libertou as mulheres do espartilho apertado e das saias cheias de babados que as 
impediam de movimentar-se com agilidade e conforto, introduzindo à moda tecidos 
leves como o jérsei e a malha fina. 
Outra influência que também podemos atribuir à estilista francesa é a utilização de 
calças compridas, peças consideradas até então unicamente masculinas.
Pesquise a arte gráfica dessa época. 
Observe cartazes publicitários, capas de revistas e livros, rótulos de embalagens 
etc. Anote suas observações sobre os elementos visuais mais marcantes. 
Verifique as formas, os ornamentos, as ilustrações, a tipografia. Cheque se 
eram utilizados desenhos ou fotografias. Cores e tons mais usados.
1. Quais foram as características marcantes da década de 1920?
a) Uma época de horror, medo e destruição, com a perda de muitos 
cidadãos nos campos de batalha e fora deles, e a ruína da economia.
b) Uma época em que era necessário levar médicos dos centros 
urbanos para atuarem nos vilarejos.
Lembre-se
Faça você mesmo
Faça valer a pena
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245A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
c) Uma época famosa pelo consumo desenfreado, aumento da 
população urbana e por uma indústria que produzia cada vez mais em 
virtude da melhoria do nível de vida.
d) Uma época de pouca fabricação de novos produtos e poucas formas 
de entretenimento.
e) Uma época em que os operários saíam do campo para trabalhar nas 
novas indústrias dos centros urbanos.
2. Quais foram os novos materiais que tiveram seu uso disseminado na 
indústria e no design de produtos na década de 1920?
a) A madeira e o vidro.
b) O vidro e o ferro.
c) O plástico e o alumínio.
d) O cimento e a madeira.
e) O couro e a prata.
3. Estilista que libertou as mulheres do espartilho apertado e das saias 
cheias de babados, que as impediam de movimentar-se com agilidade e 
conforto, introduzindo à moda tecidos leves como o jérsei e a malha fina.
a) Coco Chanel.
b) Christian Dior.
c) Giorgio Armani.
d) Alexander McQueen.
e) Donatella Versace.
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246 A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
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247A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
Seção 4.4
Arte, estética e novos paradigmas
Estamos chegando ao fim deste Livro Didático e, nesta seção, iremos abordar 
importantes movimentos artísticos desenvolvidos no século XX e início do século XXI.
A arte e o design estarão sempre em constante mudança, acompanhando os 
principais acontecimentos históricos, como você pôde perceber ao longo deste 
material.
Durante o século XX o mundo viveu mudanças substanciais, que repercutiram na arte 
e em todas as áreas da vida. Os artistas deste período presenciaram e acompanharam 
essas transformações, renunciando aos padrões anteriores e dando novos rumos à 
forma de fazer e contemplar arte. A partir desse século, a arte não possui mais uma 
função de assimilação do belo, com a elaboração de formas perfeitas. A arte moderna 
terá um papel de questionamento, posicionamento e inovação diante de mudanças 
profundas. 
Voltando ao cenário profissional desta unidade, sua viagem a Nova York lhe 
possibilitou conhecer de perto importantes movimentos artísticos e, nesta seção, seu 
desafio será o seguinte: o MoMA possui um aplicativo voltado a estudantes de artes, e 
você terá o privilégio de conhecer a equipe que produz o conteúdo desse aplicativo, 
bem como estagiar neste departamento durante um mês. Seguindo o exemplo da 
equipe e com base no conteúdo desta seção, você deverá iniciar sua pesquisa a partir 
dos seguintes questionamentos: o que foi o movimento surrealista? Qual é a relação 
do movimento com a teoria psicanalítica de Freud? Quais são as características do 
Surrealismo? O que foi o movimento Realismo Social? Qual era o objetivo dessa 
manifestação artística? O que é Expressionismo Abstrato? Sabe citar alguns artistas 
desse movimento? Qual era o objetivo da Pop Art? Quais são as características desse 
movimento?
Bem-vindo à Seção 4.4. O item Não Pode Faltar lhe trará respostas para essas 
perguntas, apresentando pontos muito interessantes sobre a arte moderna e sua 
capacidade contestadora. Boa leitura.
Diálogo aberto 
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248 A trajetória da história da arte e do design na pós-modernidade
Durante o século XX o mundo viveu mudanças substanciais, que repercutiram na arte 
e em todas as áreas da vida. Os artistas deste período presenciaram e acompanharam 
essas transformações, renunciando aos padrões anteriores e dando novos rumos à 
forma de fazer e contemplar arte. No campo do design, também percebemos que 
é necessário que o designer esteja sempre atualizado para ser capaz de acompanhar 
grandes mudanças, projetando e idealizando produtos com base nos conceitos de 
usabilidade, interação e interface. 
O século XX representou um período de profundas transformações na arte. Vamos 
conhecer a seguir algumas manifestações artísticas que mudaram o rumo da maneira 
como pensamos e admiramos arte:
O Surrealismo, movimento para o qual migraram alguns artistas dadaístas, 
também menosprezava os limites da razão, apresentando uma nova maneira de 
compor arte: a utilização dos canais do subconsciente. Os surrealistas tinham a teoria 
psicanalítica,

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