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CÓD: SL-095JN-24
7908433247623
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO BERNARDO
DO CAMPO - SÃO PAULO
SÃO BERNARDO DO CAMPO - SP
Auxiliar de Biblioteca I
a solução para o seu concurso!
Editora
CONCURSO PÚBLICO N.º 01/2024
INTRODUÇÃO
a solução para o seu concurso!
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Como passar em um concurso público?
Todos nós sabemos que é um grande desafio ser aprovado em concurso público, dessa maneira é muito importante o concurseiro
estar focado e determinado em seus estudos e na sua preparação. É verdade que não existe uma fórmula mágica ou uma regra de como
estudar para concursos públicos, é importante cada pessoa encontrar a melhor maneira para estar otimizando sua preparação.
Algumas dicas podem sempre ajudar a elevar o nível dos estudos, criando uma motivação para estudar. Pensando nisso, a Solução
preparou esta introdução com algumas dicas que irão fazer toda a diferença na sua preparação.
Então mãos à obra!
• Esteja focado em seu objetivo: É de extrema importância você estar focado em seu objetivo: a aprovação no concurso. Você vai ter
que colocar em sua mente que sua prioridade é dedicar-se para a realização de seu sonho;
• Não saia atirando para todos os lados: Procure dar atenção a um concurso de cada vez, a dificuldade é muito maior quando você
tenta focar em vários certames, pois as matérias das diversas áreas são diferentes. Desta forma, é importante que você defina uma
área e especializando-se nela. Se for possível realize todos os concursos que saírem que englobe a mesma área;
• Defina um local, dias e horários para estudar: Uma maneira de organizar seus estudos é transformando isso em um hábito,
determinado um local, os horários e dias específicos para estudar cada disciplina que irá compor o concurso. O local de estudo não
pode ter uma distração com interrupções constantes, é preciso ter concentração total;
• Organização: Como dissemos anteriormente, é preciso evitar qualquer distração, suas horas de estudos são inegociáveis. É
praticamente impossível passar em um concurso público se você não for uma pessoa organizada, é importante ter uma planilha
contendo sua rotina diária de atividades definindo o melhor horário de estudo;
• Método de estudo: Um grande aliado para facilitar seus estudos, são os resumos. Isso irá te ajudar na hora da revisão sobre o assunto
estudado. É fundamental que você inicie seus estudos antes mesmo de sair o edital, buscando editais de concursos anteriores. Busque
refazer a provas dos concursos anteriores, isso irá te ajudar na preparação.
• Invista nos materiais: É essencial que você tenha um bom material voltado para concursos públicos, completo e atualizado. Esses
materiais devem trazer toda a teoria do edital de uma forma didática e esquematizada, contendo exercícios para praticar. Quanto mais
exercícios você realizar, melhor será sua preparação para realizar a prova do certame;
• Cuide de sua preparação: Não são só os estudos que são importantes na sua preparação, evite perder sono, isso te deixará com uma
menor energia e um cérebro cansado. É preciso que você tenha uma boa noite de sono. Outro fator importante na sua preparação, é
tirar ao menos 1 (um) dia na semana para descanso e lazer, renovando as energias e evitando o estresse.
A motivação é a chave do sucesso na vida dos concurseiros. Compreendemos que nem sempre é fácil, e às vezes bate aquele desânimo
com vários fatores ao nosso redor. Porém tenha garra ao focar na sua aprovação no concurso público dos seus sonhos.
Como dissemos no começo, não existe uma fórmula mágica, um método infalível. O que realmente existe é a sua garra, sua dedicação
e motivação para realizar o seu grande sonho de ser aprovado no concurso público. Acredite em você e no seu potencial.
A Solução tem ajudado, há mais de 36 anos, quem quer vencer a batalha do concurso público. Vamos juntos!
ÍNDICE
a solução para o seu concurso!
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Língua Portuguesa
1. Leitura e interpretação de diversos tipos de textos (literários e não literários). ...................................................................... 7
2. Sinônimos e antônimos. Sentido próprio e figurado das palavras ............................................................................................. 9
3. Pontuação. ................................................................................................................................................................................ 10
4. Classes de palavras: substantivo, adjetivo, numeral, artigo, pronome, verbo, advérbio, preposição e conjunção: emprego e
sentido que imprimem às relações que estabelecem................................................................................................................ 12
5. Concordância verbal e nominal. ................................................................................................................................................ 21
6. Regência verbal e nominal. ........................................................................................................................................................ 22
7. Colocação pronominal. .............................................................................................................................................................. 25
8. Crase. ......................................................................................................................................................................................... 26
Matemática
1. Resolução de situações-problema, envolvendo: adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação ou radiciação com
números racionais, nas suas representações fracionária ou decimal ........................................................................................ 33
2. Mínimo múltiplo comum ........................................................................................................................................................... 34
3. Porcentagem .............................................................................................................................................................................. 35
4. Razão e proporção ..................................................................................................................................................................... 36
5. Regra de três simples ................................................................................................................................................................. 37
6. Equação do 1º grau .................................................................................................................................................................... 38
7. Grandezas e medidas – quantidade, tempo, comprimento, superfície, capacidade e massa ................................................... 39
8. Relação entre grandezas – tabela ou gráfico ............................................................................................................................. 41
9. Noções de geometria plana – forma, área, perímetro e Teorema de Pitágoras. ....................................................................... 46
Conhecimentos Específicos
Auxiliar de Biblioteca I
1. A biblioteca: missão, objetivos, recursos e serviços .................................................................................................................. 59
2. Noções de organização e ordenação física. Preparo e conservação física do material (livros, periódicos e diversas mídias .... 62
3. Serviços de atendimento ao usuário: circulação; empréstimo .................................................................................................. 62
4. Recuperação do material no acervo; serviço de referência. Formação do acervo: auxílio na seleção e aquisição; preserva-
ção. ............................................................................................................................................................................................67
5. Pesquisa escolar e orientação ao usuário. ................................................................................................................................ 79
6. Mediação de Leitura .................................................................................................................................................................. 80
7. Decreto Federal nº 520/1992 – Institui o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas ................................................................. 80
8. Lei Federal nº 13.696/2018 – Institui a Política Nacional de Leitura e Escrita .......................................................................... 81
9. Decreto Federal nº 11.453/2023 – Mecanismos de fomento do sistema de financiamento à cultura. .................................... 82
10. Decreto Federal nº 7.559/2011 – Plano Nacional do Livro e Leitura - PNLL .............................................................................. 94
11. Lei Federal nº 10.753/2003 – Institui a Política Nacional do Livro. ............................................................................................. 96
12. Lei Federal nº 13.709/2018 – Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais – LGPD. ....................................................................... 98
13. Lei Federal nº 12.527/2011 – Lei de Acesso à Informação ......................................................................................................... 111
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LÍNGUA PORTUGUESA
LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE DIVERSOS TIPOS DE TEX-
TOS (LITERÁRIOS E NÃO LITERÁRIOS).
Definição Geral
Embora correlacionados, esses conceitos se distinguem, pois
sempre que compreendemos adequadamente um texto e o objetivo
de sua mensagem, chegamos à interpretação, que nada mais é
do que as conclusões específicas. Exemplificando, sempre que
nos é exigida a compreensão de uma questão em uma avaliação,
a resposta será localizada no próprio no texto, posteriormente,
ocorre a interpretação, que é a leitura e a conclusão fundamentada
em nossos conhecimentos prévios.
Compreensão de Textos
Resumidamente, a compreensão textual consiste na análise do
que está explícito no texto, ou seja, na identificação da mensagem.
É assimilar (uma devida coisa) intelectualmente, fazendo uso
da capacidade de entender, atinar, perceber, compreender.
Compreender um texto é apreender de forma objetiva a mensagem
transmitida por ele. Portanto, a compreensão textual envolve a
decodificação da mensagem que é feita pelo leitor. Por exemplo,
ao ouvirmos uma notícia, automaticamente compreendemos
a mensagem transmitida por ela, assim como o seu propósito
comunicativo, que é informar o ouvinte sobre um determinado
evento.
Interpretação de Textos
É o entendimento relacionado ao conteúdo, ou melhor, os
resultados aos quais chegamos por meio da associação das ideias
e, em razão disso, sobressai ao texto. Resumidamente, interpretar
é decodificar o sentido de um texto por indução.
A interpretação de textos compreende a habilidade de se
chegar a conclusões específicas após a leitura de algum tipo de
texto, seja ele escrito, oral ou visual.
Grande parte da bagagem interpretativa do leitor é resultado
da leitura, integrando um conhecimento que foi sendo assimilado
ao longo da vida. Dessa forma, a interpretação de texto é subjetiva,
podendo ser diferente entre leitores.
Exemplo de compreensão e interpretação de textos
Para compreender melhor a compreensão e interpretação de
textos, analise a questão abaixo, que aborda os dois conceitos em
um texto misto (verbal e visual):
FGV > SEDUC/PE > Agente de Apoio ao Desenvolvimento Escolar Espe-
cial > 2015
Português > Compreensão e interpretação de textos
A imagem a seguir ilustra uma campanha pela inclusão social.
“A Constituição garante o direito à educação para todos e a
inclusão surge para garantir esse direito também aos alunos com
deficiências de toda ordem, permanentes ou temporárias, mais ou
menos severas.”
A partir do fragmento acima, assinale a afirmativa incorreta.
(A) A inclusão social é garantida pela Constituição Federal de
1988.
(B) As leis que garantem direitos podem ser mais ou menos
severas.
(C) O direito à educação abrange todas as pessoas, deficientes
ou não.
(D) Os deficientes temporários ou permanentes devem ser in-
cluídos socialmente.
(E) “Educação para todos” inclui também os deficientes.
Comentário da questão:
Em “A” o texto é sobre direito à educação, incluindo as pessoas
com deficiência, ou seja, inclusão de pessoas na sociedade. =
afirmativa correta.
Em “B” o complemento “mais ou menos severas” se refere à
“deficiências de toda ordem”, não às leis. = afirmativa incorreta.
Em “C” o advérbio “também”, nesse caso, indica a inclusão/
adição das pessoas portadoras de deficiência ao direito à educação,
além das que não apresentam essas condições. = afirmativa correta.
Em “D” além de mencionar “deficiências de toda ordem”, o
texto destaca que podem ser “permanentes ou temporárias”. =
afirmativa correta.
Em “E” este é o tema do texto, a inclusão dos deficientes. =
afirmativa correta.
Resposta: Logo, a Letra B é a resposta Certa para essa questão,
visto que é a única que contém uma afirmativa incorreta sobre o
texto.
LÍNGUA PORTUGUESA
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Compreender um texto trata da análise e decodificação do que
de fato está escrito, seja das frases ou das ideias presentes. Inter-
pretar um texto, está ligado às conclusões que se pode chegar ao
conectar as ideias do texto com a realidade. Interpretação trabalha
com a subjetividade, com o que se entendeu sobre o texto.
Interpretar um texto permite a compreensão de todo e qual-
quer texto ou discurso e se amplia no entendimento da sua ideia
principal. Compreender relações semânticas é uma competência
imprescindível no mercado de trabalho e nos estudos.
Quando não se sabe interpretar corretamente um texto pode-
-se criar vários problemas, afetando não só o desenvolvimento pro-
fissional, mas também o desenvolvimento pessoal.
Busca de sentidos
Para a busca de sentidos do texto, pode-se retirar do mesmo
os tópicos frasais presentes em cada parágrafo. Isso auxiliará na
apreensão do conteúdo exposto.
Isso porque é ali que se fazem necessários, estabelecem uma
relação hierárquica do pensamento defendido, retomando ideias já
citadas ou apresentando novos conceitos.
Por fim, concentre-se nas ideias que realmente foram explici-
tadas pelo autor. Textos argumentativos não costumam conceder
espaço para divagações ou hipóteses, supostamente contidas nas
entrelinhas. Deve-se ater às ideias do autor, o que não quer dizer
que o leitor precise ficar preso na superfície do texto, mas é fun-
damental que não sejam criadas suposições vagas e inespecíficas.
Importância da interpretação
A prática da leitura, seja por prazer, para estudar ou para se
informar, aprimora o vocabulário e dinamiza o raciocínio e a inter-
pretação. A leitura, além de favorecer o aprendizado de conteúdos
específicos, aprimora a escrita.
Uma interpretação de texto assertiva depende de inúmeros fa-
tores. Muitas vezes, apressados, descuidamo-nos dos detalhes pre-
sentes em um texto, achamos que apenas uma leitura já se faz sufi-
ciente. Interpretar exige paciência e, por isso, sempre releia o texto,
pois a segunda leitura pode apresentar aspectos surpreendentes
que não foram observados previamente. Para auxiliar na busca de
sentidos do texto, pode-se também retirar dele os tópicos frasais
presentes em cada parágrafo, isso certamente auxiliará na apreen-
são do conteúdo exposto. Lembre-se de que os parágrafos não es-
tão organizados, pelo menos em um bom texto, de maneira aleató-
ria, se estão no lugar que estão, é porque ali se fazem necessários,
estabelecendo uma relação hierárquica do pensamento defendido,
retomando ideias já citadas ou apresentando novos conceitos.
Concentre-se nasideias que de fato foram explicitadas pelo au-
tor: os textos argumentativos não costumam conceder espaço para
divagações ou hipóteses, supostamente contidas nas entrelinhas.
Devemos nos ater às ideias do autor, isso não quer dizer que você
precise ficar preso na superfície do texto, mas é fundamental que
não criemos, à revelia do autor, suposições vagas e inespecíficas.
Ler com atenção é um exercício que deve ser praticado à exaustão,
assim como uma técnica, que fará de nós leitores proficientes.
Diferença entre compreensão e interpretação
A compreensão de um texto é fazer uma análise objetiva do
texto e verificar o que realmente está escrito nele. Já a interpreta-
ção imagina o que as ideias do texto têm a ver com a realidade. O
leitor tira conclusões subjetivas do texto.
Detecção de características e pormenores que identifiquem o
texto dentro de um estilo de época
Principais características do texto literário
Há diferença do texto literário em relação ao texto referencial,
sobretudo, por sua carga estética. Esse tipo de texto exerce uma
linguagem ficcional, além de fazer referência à função poética da
linguagem.
Uma constante discussão sobre a função e a estrutura do tex-
to literário existe, e também sobre a dificuldade de se entenderem
os enigmas, as ambiguidades, as metáforas da literatura. São esses
elementos que constituem o atrativo do texto literário: a escrita
diferenciada, o trabalho com a palavra, seu aspecto conotativo,
seus enigmas.
A literatura apresenta-se como o instrumento artístico de análi-
se de mundo e de compreensão do homem. Cada época conceituou
a literatura e suas funções de acordo com a realidade, o contexto
histórico e cultural e, os anseios dos indivíduos daquele momento.
Ficcionalidade: os textos baseiam-se no real, transfigurando-o,
recriando-o.
Aspecto subjetivo: o texto apresenta o olhar pessoal do artista,
suas experiências e emoções.
Ênfase na função poética da linguagem: o texto literário mani-
pula a palavra, revestindo-a de caráter artístico.
Plurissignificação: as palavras, no texto literário, assumem vá-
rios significados.
Principais características do texto não literário
Apresenta peculiaridades em relação a linguagem literária, en-
tre elas o emprego de uma linguagem convencional e denotativa.
Ela tem como função informar de maneira clara e sucinta, des-
considerando aspectos estilísticos próprios da linguagem literária.
Os diversos textos podem ser classificados de acordo com a
linguagem utilizada. A linguagem de um texto está condicionada à
sua funcionalidade. Quando pensamos nos diversos tipos e gêneros
textuais, devemos pensar também na linguagem adequada a ser
adotada em cada um deles. Para isso existem a linguagem literária
e a linguagem não literária.
Diferente do que ocorre com os textos literários, nos quais há
uma preocupação com o objeto linguístico e também com o estilo,
os textos não literários apresentam características bem delimitadas
para que possam cumprir sua principal missão, que é, na maioria
das vezes, a de informar. Quando pensamos em informação, alguns
elementos devem ser elencados, como a objetividade, a transpa-
rência e o compromisso com uma linguagem não literária, afastan-
do assim possíveis equívocos na interpretação de um texto.
Gêneros Discursivos
Romance: descrição longa de ações e sentimentos de perso-
nagens fictícios, podendo ser de comparação com a realidade ou
totalmente irreal. A diferença principal entre um romance e uma
LÍNGUA PORTUGUESA
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novela é a extensão do texto, ou seja, o romance é mais longo. No
romance nós temos uma história central e várias histórias secun-
dárias.
Conto: obra de ficção onde é criado seres e locais totalmente
imaginário. Com linguagem linear e curta, envolve poucas perso-
nagens, que geralmente se movimentam em torno de uma única
ação, dada em um só espaço, eixo temático e conflito. Suas ações
encaminham-se diretamente para um desfecho.
Novela: muito parecida com o conto e o romance, diferencia-
do por sua extensão. Ela fica entre o conto e o romance, e tem a
história principal, mas também tem várias histórias secundárias. O
tempo na novela é baseada no calendário. O tempo e local são de-
finidos pelas histórias dos personagens. A história (enredo) tem um
ritmo mais acelerado do que a do romance por ter um texto mais
curto.
Crônica: texto que narra o cotidiano das pessoas, situações que
nós mesmos já vivemos e normalmente é utilizado a ironia para
mostrar um outro lado da mesma história. Na crônica o tempo não
é relevante e quando é citado, geralmente são pequenos intervalos
como horas ou mesmo minutos.
Poesia: apresenta um trabalho voltado para o estudo da lin-
guagem, fazendo-o de maneira particular, refletindo o momento,
a vida dos homens através de figuras que possibilitam a criação de
imagens.
Editorial: texto dissertativo argumentativo onde expressa a
opinião do editor através de argumentos e fatos sobre um assunto
que está sendo muito comentado (polêmico). Sua intenção é con-
vencer o leitor a concordar com ele.
Entrevista: texto expositivo e é marcado pela conversa de um
entrevistador e um entrevistado para a obtenção de informações.
Tem como principal característica transmitir a opinião de pessoas
de destaque sobre algum assunto de interesse.
Cantiga de roda: gênero empírico, que na escola se materiali-
za em uma concretude da realidade. A cantiga de roda permite as
crianças terem mais sentido em relação a leitura e escrita, ajudando
os professores a identificar o nível de alfabetização delas.
Receita: texto instrucional e injuntivo que tem como objetivo
de informar, aconselhar, ou seja, recomendam dando uma certa li-
berdade para quem recebe a informação.
SINÔNIMOS E ANTÔNIMOS. SENTIDO PRÓPRIO E FIGURA-
DO DAS PALAVRAS
Visão Geral: o significado das palavras é objeto de estudo
da semântica, a área da gramática que se dedica ao sentido das
palavras e também às relações de sentido estabelecidas entre elas.
Denotação e conotação
Denotação corresponde ao sentido literal e objetivo das
palavras, enquanto a conotação diz respeito ao sentido figurado das
palavras. Exemplos:
“O gato é um animal doméstico.”
“Meu vizinho é um gato.”
No primeiro exemplo, a palavra gato foi usada no seu verdadeiro
sentido, indicando uma espécie real de animal. Na segunda frase, a
palavra gato faz referência ao aspecto físico do vizinho, uma forma
de dizer que ele é tão bonito quanto o bichano.
Hiperonímia e hiponímia
Dizem respeito à hierarquia de significado. Um hiperônimo,
palavra superior com um sentido mais abrangente, engloba um
hipônimo, palavra inferior com sentido mais restrito.
Exemplos:
– Hiperônimo: mamífero: – hipônimos: cavalo, baleia.
– Hiperônimo: jogo – hipônimos: xadrez, baralho.
Polissemia e monossemia
A polissemia diz respeito ao potencial de uma palavra
apresentar uma multiplicidade de significados, de acordo com o
contexto em que ocorre. A monossemia indica que determinadas
palavras apresentam apenas um significado. Exemplos:
– “Língua”, é uma palavra polissêmica, pois pode por um idioma
ou um órgão do corpo, dependendo do contexto em que é inserida.
– A palavra “decalitro” significa medida de dez litros, e não
tem outro significado, por isso é uma palavra monossêmica.
Sinonímia e antonímia
A sinonímia diz respeito à capacidade das palavras serem
semelhantes em significado. Já antonímia se refere aos significados
opostos. Desse modo, por meio dessas duas relações, as palavras
expressam proximidade e contrariedade.
Exemplos de palavras sinônimas: morrer = falecer; rápido =
veloz.
Exemplos de palavras antônimas: morrer x nascer; pontual x
atrasado.
Homonímia e paronímia
A homonímia diz respeito à propriedade das palavras
apresentarem: semelhanças sonoras e gráficas, mas distinção de
sentido (palavras homônimas), semelhanças homófonas, mas
distinção gráfica e de sentido(palavras homófonas) semelhanças
gráficas, mas distinção sonora e de sentido (palavras homógrafas).
A paronímia se refere a palavras que são escritas e pronunciadas de
forma parecida, mas que apresentam significados diferentes. Veja
os exemplos:
– Palavras homônimas: caminho (itinerário) e caminho (verbo
caminhar); morro (monte) e morro (verbo morrer).
– Palavras homófonas: apressar (tornar mais rápido) e apreçar
(definir o preço); arrochar (apertar com força) e arroxar (tornar
roxo).
– Palavras homógrafas: apoio (suporte) e apoio (verbo apoiar);
boto (golfinho) e boto (verbo botar); choro (pranto) e choro (verbo
chorar) .
– Palavras parônimas: apóstrofe (figura de linguagem) e
apóstrofo (sinal gráfico), comprimento (tamanho) e cumprimento
(saudação).
LÍNGUA PORTUGUESA
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PONTUAÇÃO.
— Visão Geral
O sistema de pontuação consiste em um grupo de sinais
gráficos que, em um período sintático, têm a função primordial
de indicar um nível maior ou menor de coesão entre estruturas
e, ocasionalmente, manifestar as propriedades da fala (prosódias)
em um discurso redigido. Na escrita, esses sinais substituem os
gestos e as expressões faciais que, na linguagem falada, auxiliam a
compreensão da frase.
O emprego da pontuação tem as seguintes finalidades:
– Garantir a clareza, a coerência e a coesão interna dos diversos
tipos textuais;
– Garantir os efeitos de sentido dos enunciados;
– Demarcar das unidades de um texto;
– Sinalizar os limites das estruturas sintáticas.
— Sinais de pontuação que auxiliam na elaboração de um
enunciado
Vírgula
De modo geral, sua utilidade é marcar uma pausa do enunciado
para indicar que os termos por ela isolados, embora compartilhem
da mesma frase ou período, não compõem unidade sintática. Mas,
se, ao contrário, houver relação sintática entre os termos, estes
não devem ser isolados pela vírgula. Isto quer dizer que, ao mesmo
tempo que existem situações em que a vírgula é obrigatória, em
outras, ela é vetada. Confira os casos em que a vírgula deve ser
empregada:
• No interior da sentença
1 – Para separar elementos de uma enumeração e repetição:
ENUMERAÇÃO
Adicione leite, farinha, açúcar, ovos, óleo e chocolate.
Paguei as contas de água, luz, telefone e gás.
REPETIÇÃO
Os arranjos estão lindos, lindos!
Sua atitude foi, muito, muito, muito indelicada.
2 – Isolar o vocativo
“Crianças, venham almoçar!”
“Quando será a prova, professora?”
3 – Separar apostos
“O ladrão, menor de idade, foi apreendido pela polícia.”
4 – Isolar expressões explicativas:
“As CPIs que terminaram em pizza, ou seja, ninguém foi
responsabilizado.”
5 – Separar conjunções intercaladas
“Não foi explicado, porém, o porquê das falhas no sistema.”
6 – Isolar o adjunto adverbial anteposto ou intercalado:
“Amanhã pela manhã, faremos o comunicado aos funcionários
do setor.”
“Ele foi visto, muitas vezes, vagando desorientado pelas ruas.”
7 – Separar o complemento pleonástico antecipado:
“Estas alegações, não as considero legítimas.”
8 – Separar termos coordenados assindéticos (não conectadas
por conjunções)
“Os seres vivos nascem, crescem, reproduzem-se, morrem.”
9 – Isolar o nome de um local na indicação de datas:
“São Paulo, 16 de outubro de 2022”.
10 – Marcar a omissão de um termo:
“Eu faço o recheio, e você, a cobertura.” (omissão do verbo
“fazer”).
• Entre as sentenças
1 – Para separar as orações subordinadas adjetivas explicativas
“Meu aluno, que mora no exterior, fará aulas remotas.”
2 – Para separar as orações coordenadas sindéticas e
assindéticas, com exceção das orações iniciadas pela conjunção “e”:
“Liguei para ela, expliquei o acontecido e pedi para que nos
ajudasse.”
3 – Para separar as orações substantivas que antecedem a
principal:
“Quando será publicado, ainda não foi divulgado.”
4 – Para separar orações subordinadas adverbiais desenvolvidas
ou reduzidas, especialmente as que antecedem a oração principal:
Reduzida Por ser sempre assim, ninguém dá atenção!
Desenvolvida Porque é sempre assim, já ninguém dá
atenção!
5 – Separar as sentenças intercaladas:
“Querida, disse o esposo, estarei todos os dias aos pés do seu
leito, até que você se recupere por completo.”
• Antes da conjunção “e”
1 – Emprega-se a vírgula quando a conjunção “e” adquire
valores que não expressam adição, como consequência ou
diversidade, por exemplo.
“Argumentou muito, e não conseguiu convencer-me.”
2 – Utiliza-se a vírgula em casos de polissíndeto, ou seja, sempre
que a conjunção “e” é reiterada com com a finalidade de destacar
alguma ideia, por exemplo:
“(…) e os desenrolamentos, e os incêndios, e a fome, e a sede;
e dez meses de combates, e cem dias de cancioneiro contínuo; e o
esmagamento das ruínas...” (Euclides da Cunha)
3 – Emprega-se a vírgula sempre que orações coordenadas
apresentam sujeitos distintos, por exemplo:
“A mulher ficou irritada, e o marido, constrangido.”
LÍNGUA PORTUGUESA
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O uso da vírgula é vetado nos seguintes casos: separar sujeito
e predicado, verbo e objeto, nome de adjunto adnominal, nome
e complemento nominal, objeto e predicativo do objeto, oração
substantiva e oração subordinada (desde que a substantivo não seja
apositiva nem se apresente inversamente).
Ponto
1 – Para indicar final de frase declarativa:
“O almoço está pronto e será servido.”
2 – Abrevia palavras:
– “p.” (página)
– “V. Sra.” (Vossa Senhoria)
– “Dr.” (Doutor)
3 – Para separar períodos:
“O jogo não acabou. Vamos para os pênaltis.”
Ponto e Vírgula
1 – Para separar orações coordenadas muito extensas ou
orações coordenadas nas quais já se tenha utilizado a vírgula:
“Gosto de assistir a novelas; meu primo, de jogos de RPG;
nossa amiga, de praticar esportes.”
2 – Para separar os itens de uma sequência de itens:
“Os planetas que compõem o Sistema Solar são:
Mercúrio;
Vênus;
Terra;
Marte;
Júpiter;
Saturno;
Urano;
Netuno.”
Dois Pontos
1 – Para introduzirem apostos ou orações apositivas,
enumerações ou sequência de palavras que explicam e/ou resumem
ideias anteriores.
“Anote o endereço: Av. Brasil, 1100.”
“Não me conformo com uma coisa: você ter perdoado aquela
grande ofensa.”
2 – Para introduzirem citação direta:
“Desse estudo, Lavoisier extraiu o seu princípio, atualmente
muito conhecido: “Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma’.”
3 – Para iniciar fala de personagens:
“Ele gritava repetidamente:
– Sou inocente!”
Reticências
1 – Para indicar interrupção de uma frase incompleta
sintaticamente:
“Quem sabe um dia...”
2 – Para indicar hesitação ou dúvida:
“Então... tenho algumas suspeitas... mas prefiro não revelar
ainda.”
3 – Para concluir uma frase gramaticalmente inacabada com o
objetivo de prolongar o raciocínio:
“Sua tez, alva e pura como um foco de algodão, tingia-se nas
faces duns longes cor-de-rosa...” (Cecília - José de Alencar).
4 – Suprimem palavras em uma transcrição:
“Quando penso em você (...) menos a felicidade.” (Canteiros -
Raimundo Fagner).
Ponto de Interrogação
1 – Para perguntas diretas:
“Quando você pode comparecer?”
2 – Algumas vezes, acompanha o ponto de exclamação para
destacar o enunciado:
“Não brinca, é sério?!”
Ponto de Exclamação
1 – Após interjeição:
“Nossa Que legal!”
2 – Após palavras ou sentenças com carga emotiva
“Infelizmente!”
3 – Após vocativo
“Ana, boa tarde!”
4 – Para fechar de frases imperativas:
“Entre já!”
Parênteses
a) Para isolar datas, palavras, referências em citações, frases
intercaladas de valor explicativo, podendo substituir o travessão ou
a vírgula:
“Mal me viu, perguntou (sem qualquer discrição, como sempre)
quem seria promovido.”
Travessão
1 – Para introduzir a fala de um personagem no discurso direto:
“O rapaz perguntou ao padre:
— Amar demais é pecado?”
2 – Para indicar mudança do interlocutor nos diálogos:
“— Vou partir em breve.
— Vá com Deus!”
3 – Paraunir grupos de palavras que indicam itinerários:
“Esse ônibus tem destino à cidade de São Paulo — SP.”
4 – Para substituir a vírgula em expressões ou frases explicativas:
“Michael Jackson — o retorno rei do pop — era imbatível.”
Aspas
1 – Para isolar palavras ou expressões que violam norma culta,
como termos populares, gírias, neologismos, estrangeirismos,
arcaísmos, palavrões, e neologismos.
“Na juventude, ‘azarava’ todas as meninas bonitas.”
“A reunião será feita ‘online’.”
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2 – Para indicar uma citação direta:
“A índole natural da ciência é a longanimidade.” (Machado de Assis)
CLASSES DE PALAVRAS: SUBSTANTIVO, ADJETIVO, NUMERAL, ARTIGO, PRONOME, VERBO, ADVÉRBIO, PREPOSIÇÃO E CON-
JUNÇÃO: EMPREGO E SENTIDO QUE IMPRIMEM ÀS RELAÇÕES QUE ESTABELECEM.
— Definição
As classes gramaticais são grupos de palavras que organizam o estudo da gramática. Isto é, cada palavra existente na língua portuguesa
condiz com uma classe gramatical, na qual ela é inserida em razão de sua função. Confira abaixo as diversas funcionalidades de cada classe
gramatical.
— Artigo
É a classe gramatical que, em geral, precede um substantivo, podendo flexionar em número e em gênero.
A classificação dos artigos
– Artigos definidos: servem para especificar um substantivo ou para se referirem a um ser específico por já ter sido mencionado ou
por ser conhecido mutuamente pelos interlocutores. Eles podem flexionar em número (singular e plural) e gênero (masculino e feminino).
– Artigos indefinidos: indicam uma generalização ou a ocorrência inicial do representante de uma dada espécie, cujo conhecimento
não é compartilhado entre os interlocutores, por se tratar da primeira vez em que aparece no discurso. Podem variar em número e gênero.
Observe:
NÚMERO/GÊNERO MASCULINO FEMININO EXEMPLOS
Singular Um Uma Preciso de um pedreiro.
Vi uma moça em frente à casa.
Plural Umas Umas Localizei uns documentos antigos.
Joguei fora umas coisas velhas.
Outras funções do artigo
– Substantivação: é o nome que se dá ao fenômeno de transformação de adjetivos e verbos em substantivos a partir do emprego do
artigo. Observe:
– Em “O caminhar dela é muito elegante.”, “caminhar”, que teria valor de verbo, passou a ser o substantivo do enunciado.
– Indicação de posse: antes de palavras que atribuem parentesco ou de partes do corpo, o artigo definido pode exprimir relação de
posse. Por exemplo: “No momento em que ela chegou, o marido já a esperava.”
Na frase, o artigo definido “a” esclarece que se trata do marido do sujeito “ela”, omitindo o pronomes possessivo dela.
– Expressão de valor aproximado: devido à sua natureza de generalização, o artigo indefinido inserido antes de numeral indica valor
aproximado. Mais presente na linguagem coloquial, esse emprego dos artigos indefinidos representa expressões como “por volta de” e
“aproximadamente. Observe: “Faz em média uns dez anos que a vi pela última vez.” e Acrescente aproximadamente umas três ou quatro
gotas de baunilha.”
Contração de artigos com preposições
Os artigos podem fazer junção a algumas preposições, criando uma única palavra contraída. A tabela abaixo ilustra como esse processo
ocorre:
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— Substantivo
Essa classe atribui nome aos seres em geral (pessoas, animais,
qualidades, sentimentos, seres mitológicos e espirituais). Os
substantivos se subdividem em:
– Próprios ou Comuns: são próprios os substantivos que
nomeiam algo específico, como nomes de pessoas (Pedro, Paula)
ou lugares (São Paulo, Brasil). São comuns os que nomeiam algo na
sua generalidade (garoto, caneta, cachorro).
– Primitivos ou derivados: se não for formado por outra
palavra, é substantivo primitivo (carro, planeta); se formado por
outra palavra, é substantivo derivado (carruagem, planetário).
– Concretos ou abstratos: os substantivos que nomeiam seres
reais ou imaginativos, são concretos (cavalo, unicórnio); os que
nomeiam sentimentos, qualidades, ações ou estados são abstratos.
– Substantivos coletivos: são os que nomeiam os seres
pertencentes ao mesmo grupo. Exemplos: manada (rebanho de
gado), constelação (aglomerado de estrelas), matilha (grupo de
cães).
— Adjetivo
É a classe de palavras que se associa ao substantivo para alterar
o seu significado, atribuindo-lhe caracterização conforme uma
qualidade, um estado e uma natureza, bem como uma quantidade
ou extensão à palavra, locução, oração ou pronome.
Os tipos de adjetivos
– Simples e composto: com apenas um radical, é adjetivo
simples (bonito, grande, esperto, miúdo, regular); apresenta
mais de um radical, é composto (surdo-mudo, afrodescendente,
amarelo-limão).
– Primitivo e derivado: o adjetivo que origina outros adjetivos
é primitivo (belo, azul, triste, alegre); adjetivos originados de verbo,
substantivo ou outro adjetivo são classificados como derivados (ex.:
substantivo morte → adjetivo mortal; verbo lamentar → adjetivo
lamentável).
– Pátrio ou gentílico: é a palavra que indica a nacionalidade ou
origem de uma pessoa (paulista, brasileiro, mineiro, latino).
O gênero dos adjetivos
– Uniformes: possuem forma única para feminino e masculino,
isto é, não flexionam seu termo. Exemplo: “Fred é um amigo leal.”
/ “Ana é uma amiga leal.”
– Biformes: os adjetivos desse tipo possuem duas formas, que
variam conforme o gênero. Exemplo: “Menino travesso.”/”Menina
travessa”.
O número dos adjetivos
Por concordarem com o número do substantivo a que se
referem, os adjetivos podem estar no singular ou no plural. Assim,
a sua composição acompanha os substantivos. Exemplos: pessoa
instruída → pessoas instruídas; campo formoso → campos
formosos.
O grau dos adjetivos
Quanto ao grau, os adjetivos se classificam em comparativo
(compara qualidades) e superlativo (intensifica qualidades).
– Comparativo de igualdade: “O novo emprego é tão bom
quanto o anterior.”
– Comparativo de superioridade: “Maria é mais prestativa do
que Luciana.”
– Comparativo de inferioridade: “O gerente está menos atento
do que a equipe.”
– Superlativo absoluto: refere-se a apenas um substantivo,
podendo ser:
• Analítico: “A modelo é extremamente bonita.”
• Sintético: “Pedro é uma pessoa boníssima.”
– Superlativo relativo: refere-se a um grupo, podendo ser de:
• Superioridade - “Ela é a professora mais querida da escola.”
• Inferioridade - “Ele era o menos disposto do grupo.”
Pronome adjetivo
Recebem esse nome porque, assim como os adjetivos, esses
pronomes alteram os substantivos aos quais se referem. Assim,
esse tipo de pronome flexiona em gênero e número para fazer
concordância com os substantivos. Exemplos: “Esta professora é
a mais querida da escola.” (o pronome adjetivo esta determina o
substantivo comum professora).
Locução adjetiva
Uma locução adjetiva é formada por duas ou mais palavras,
que, associadas, têm o valor de um único adjetivo. Basicamente,
consiste na união preposição + substantivo ou advérbio. Exemplos:
– Criaturas da noite (criaturas noturnas).
– Paixão sem freio (paixão desenfreada).
– Associação de comércios (associação comercial).
— Verbo
É a classe de palavras que indica ação, ocorrência, desejo,
fenômeno da natureza e estado. Os verbos se subdividem em:
– Verbos regulares: são os verbos que, ao serem conjugados,
não têm seu radical modificado e preservam a mesma desinência do
verbo paradigma, isto é, terminado em “-ar” (primeira conjugação),
“-er” (segunda conjugação) ou “-ir” (terceira conjugação). Observe
o exemplo do verbo “nutrir”:
– Radical: nutr (a parte principal da palavra, onde reside seu
significado).
– Desinência: “-ir”, no caso, pois é a terminação da palavra e,
tratando-se dos verbos, indica pessoa (1a, 2a, 3a), número (singular
ou plural), modo (indicativo, subjuntivo ou imperativo) e tempo
(pretérito, presente ou futuro). Perceba que a conjugação desse
no presente do indicativo:o radical não sofre quaisquer alterações,
tampouco a desinência. Portanto, o verbo nutrir é regular: Eu nutro;
tu nutre; ele/ela nutre; nós nutrimos; vós nutris; eles/elas nutrem.
– Verbos irregulares: os verbos irregulares, ao contrário dos
regulares, têm seu radical modificado quando conjugados e/ou
têm desinência diferente da apresentada pelo verbo paradigma.
Exemplo: analise o verbo dizer conjugado no pretérito perfeito
do indicativo: Eu disse; tu dissestes; ele/ela disse; nós dissemos;
vós dissestes; eles/elas disseram. Nesse caso, o verbo da segunda
conjugação (-er) tem seu radical, diz, alterado, além de apresentar
duas desinências distintas do verbo paradigma”. Se o verbo dizer
fosse regular, sua conjugação no pretérito perfeito do indicativo
seria: dizi, dizeste, dizeu, dizemos, dizestes, dizeram.
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— Pronome
O pronome tem a função de indicar a pessoa do discurso (quem fala, com quem se fala e de quem se fala), a posse de um objeto
e sua posição. Essa classe gramatical é variável, pois flexiona em número e gênero. Os pronomes podem suplantar o substantivo ou
acompanhá-lo; no primeiro caso, são denominados “pronome substantivo” e, no segundo, “pronome adjetivo”. Classificam-se em:
pessoais, possessivos, demonstrativos, interrogativos, indefinidos e relativos.
Pronomes pessoais
Os pronomes pessoais apontam as pessoas do discurso (pessoas gramaticais), e se subdividem em pronomes do caso reto
(desempenham a função sintática de sujeito) e pronomes oblíquos (atuam como complemento), sendo que, para cada o caso reto, existe
um correspondente oblíquo.
CASO RETO CASO OBLÍQUO
Eu Me, mim, comigo.
Tu Te, ti, contigo.
Ele Se, o, a , lhe, si, consigo.
Nós Nós, conosco.
Vós Vós, convosco.
Eles Se, os, as, lhes, si, consigo.
Observe os exemplos:
– Na frase “Maria está feliz. Ela vai se casar.”, o pronome cabível é do caso reto. Quem vai se casar? Maria.
– Na frase “O forno? Desliguei-o agora há pouco. O pronome “o” completa o sentido do verbo. Fechei o que? O forno.
Lembrando que os pronomes oblíquos o, a, os, as, lo, la, los, las, no, na, nos e nas desempenham apenas a função de objeto direto.
Pronomes possessivos
Esses pronomes indicam a relação de posse entre o objeto e a pessoa do discurso.
PESSOA DO DISCURSO PRONOME
1a pessoa – Eu Meu, minha, meus, minhas
2a pessoa – Tu Teu, tua, teus, tuas
3a pessoa – Ele / Ela Seu, sua, seus, suas
Exemplo: “Nossos filhos cresceram.” → o pronome indica que o objeto pertence à 1ª pessoa (nós).
Pronomes de tratamento
Tratam-se de termos solenes que, em geral, são empregados em contextos formais — a única exceção é o pronome você. Eles têm a
função de promover uma referência direta do locutor para interlocutor (parceiros de comunicação).
São divididos conforme o nível de formalidade, logo, para cada situação, existe um pronome de tratamento específico. Apesar de
expressarem interlocução (diálogo), à qual seria adequado o emprego do pronome na segunda pessoa do discurso (“tu”), no caso dos
pronomes de tratamento, os verbos devem ser usados na 3a pessoa.
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Pronomes demonstrativos
Sua função é indicar a posição dos seres no que se refere ao tempo, ao espaço e à pessoa do discurso – nesse último caso, o pronome
determina a proximidade entre um e outro. Esses pronomes flexionam-se em gênero e número.
PESSOA DO DISCURSO PRONOMES POSIÇÃO
1a pessoa Este, esta, estes, estas, isto. Os seres ou objetos estão pró-
ximos da pessoa que fala.
2a pessoa Esse, essa, esses, essas, isso.
Os seres ou objetos estão
próximos da pessoa com quem
se fala.
3a pessoa Aquele, aquela, aqueles,
aquelas, aquilo. De quem/ do que se fala.
Observe os exemplos:
“Esta caneta é sua?”
“Esse restaurante é bom e barato.”
Pronomes Indefinidos
Esses pronomes indicam indeterminação ou imprecisão, assim, estão sempre relacionados à 3ª pessoa do discurso. Os pronomes
indefinidos podem ser variáveis (flexionam conforme gênero e número) ou invariáveis (não flexionam). Analise os exemplos abaixo:
– Em “Alguém precisa limpar essa sujeira.”, o termo “alguém” quer dizer uma pessoa de identidade indefinida ou não especificada.
– Em “Nenhum convidado confirmou presença.”, o termo “nenhum” refere-se ao substantivo “convidado” de modo vago, pois não se
sabe de qual convidado se trata.
– Em “Cada criança vai ganhar um presente especial.”, o termo “cada” refere-se ao substantivo da frase “criança”, sem especificá-lo.
– Em “Outras lojas serão abertas no mesmo local.”, o termo “outras” refere-se ao substantivo “lojas” sem especificar de quais lojas se
trata.
Confira abaixo a tabela com os pronomes indefinidos:
CLASSIFICAÇÃO PRONOMES INDEFINIDOS
VARIÁVEIS Muito, pouco, algum, nenhum, outro, qualquer, certo,
um, tanto, quanto, bastante, vários, quantos, todo.
INVARIÁVEIS Nada, ninguém, cada, algo, alguém, quem, demais,
outrem, tudo.
Pronomes relativos
Os pronomes relativos, como sugere o nome, se relacionam ao termo anterior e o substituem, ou seja, para prevenir a repetição
indevida das palavras em um texto. Eles podem ser variáveis (o qual, cujo, quanto) ou invariáveis (que, quem, onde).
Observe os exemplos:
– Em “São pessoas cuja história nos emociona.”, o pronome “cuja” se apresenta entre dois substantivos (“pessoas” e “história”) e se
relaciona àquele que foi dito anteriormente (“pessoas”).
– Em “Os problemas sobre os quais conversamos já estão resolvidos.” , o pronome “os quais” retoma o substantivo dito anteriormente
(“problemas”).
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CLASSIFICAÇÃO PRONOMES RELATIVOS
VARIÁVEIS O qual, a qual, os quais, cujo, cuja, cujos, cujas, quanto,
quanta, quantos, quantas.
INVARIÁVEIS Quem, que, onde.
Pronomes interrogativos
Os pronomes interrogativos são palavras variáveis e invariáveis cuja função é formular perguntas diretas e indiretas. Exemplos:
“Quanto vai custar a passagem?” (oração interrogativa direta)
“Gostaria de saber quanto custará a passagem.” (oração interrogativa indireta)
CLASSIFICAÇÃO PRONOMES INTERROGATIVOS
VARIÁVEIS Qual, quais, quanto, quantos, quanta, quantas.
INVARIÁVEIS Quem, que.
— Advérbio
É a classe de palavras invariável que atua junto aos verbos, aos adjetivos e mesmo aos advérbios, com o objetivo de modificar ou
intensificar seu sentido, ao adicionar-lhes uma nova circunstância. De modo geral, os advérbios exprimem circunstâncias de tempo, modo,
vlugar, qualidade, causa, intensidade, oposição, aprovação, afirmação, negação, dúvida, entre outras noções. Confira na tabela:
CLASSIFICAÇÃO PRINCIPAIS TERMOS EXEMPLOS
ADVÉRBIO DE MODO
Bem, mal, assim, melhor, pior,
depressa, devagar. Grande parte
das palavras que terminam em
“-mente”, como cuidadosamente,
calmamente, tristemente.
“Coloquei-o cuidadosamente
no berço.”
“Andou depressa por causa
da chuva.”
ADVÉRBIO DE LUGAR Perto, longe, dentro, fora,
aqui, lá, atrás.
“O carro está fora.”
“Procurei pelas chaves aqui e
acolá, mas elas estavam aqui, na
gaveta”
“Demorou, mas chegou
longe.”
ADVÉRBIO DE TEMPO
Antes, depois, hoje, ontem,
amanhã, sempre, nunca, cedo,
tarde
“Sempre que precisar de
algo, basta chamar-me.” “Cedo ou
tarde, far-se-á justiça.”
ADVÉRBIO DE INTENSIDADE Muito, pouco, bastante, tão,
demais, tanto
“Eles formam um casal tão
bonito!”
“Elas conversam demais!”
“Você saiu muito depressa.”
ADVÉRBIO DE AFIRMAÇÃO
Sim e decerto; palavras
afirmativas com sufixo “-mente”
(certamente, realmente). Palavras
como claro e positivo podem
ser advérbio, dependendo do
contexto
“Decerto passaram por aqui.”
“Claro que irei!”
“Entendi, sim.”
ADVÉRBIO DE NEGAÇÃO
Não e nem; palavras como
negativo, nenhum, nunca, jamais,
entre outras, podem ser advér-
bio de negação, dependendo do
contexto.
“Jamais reatarei meu namoro
com ele.”
“Sequer pensou para falar.”
“Não pediu ajuda.”
ADVÉRBIO DE DÚVIDA
Talvez, quiçá, porventura,e
palavras que expressem dúvida,
acrescidas do sufixo “: -mente”,
como possivelmente.
“Quiçá seremos recebidas.”
“Provavelmente, sairei mais
cedo.”
“Talvez eu saia cedo.”
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ADVÉRBIO DE INTERROGA-
ÇÃO
Quando, como, onde, aonde,
donde, por que; esse advérbio
pode indicar circunstâncias de
modo, tempo, lugar e causa; é
usado somente em frases interro-
gativas diretas ou indiretas.
“Por que vendeu o livro?”
(Oração interrogativa direta, que
indica causa)
“Quando posso sair?” (oração
interrogativa direta que indica
tempo)
“Explica como você fez is-
so.”(oração interrogativa indireta,
que indica modo.
— Conjunção
As conjunções integram a classe de palavras que tem a função de conectar os elementos de um enunciado ou oração e, com isso,
estabelecer uma relação de dependência ou de independência entre os termos ligados. Em função dessa relação entre os termos
conectados, as conjunções podem ser classificadas, respectivamente e de modo geral, como coordenativas ou subordinativas. Em outras
palavras, as conjunções são um vínculo entre os elementos de uma sentença, atribuindo ao enunciado maior clareza e precisão.
– Conjunções coordenativas: observe o exemplo:
Eles ouviram os pedidos de ajuda. Eles chamaram o socorro.” – “Eles ouviram os pedidos de ajuda e chamaram o socorro.”
No exemplo, a conjunção “e” estabelece uma relação de adição ao enunciado, ao conectar duas orações em um mesmo período: além
de terem ouvido os pedidos de ajuda, chamaram o socorro. Perceba que não há relação de dependência entre ambas as sentenças, e que,
para fazerem sentido, elas não têm necessidade uma da outra. Assim, classificam-se como orações coordenadas, e a conjunção que as
relaciona, como coordenativa.
– Conjunções subordinativas: analise este segundo caso:
Não passei na prova, apesar de ter estudado muito.”
Neste caso, temos uma locução conjuntiva (duas palavras desempenham a função de conjunção). Além disso, notamos que o sentido
da segunda sentença é totalmente dependente da informação que é dada na primeira. Assim, a primeira oração recebe o nome de oração
principal, enquanto a segunda, de oração subordinada. Logo, a conjunção que as relaciona é subordinativa.
Classificação das conjunções
Além da classificação que se baseia no grau de dependência entre os termos conectados (coordenação e subordinação), as conjunções
possuem subdivisões.
– Conjunções coordenativas: essas conjunções se reclassificam em razão do sentido que possuem cinco subclassificações, em função
o sentido que estabelecem entre os elementos que ligam. São cinco:
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Conjunções subordinativas: com base no sentido construído entre as duas orações relacionadas, a conjunção subordinativa pode ser
de dois subtipos:
1 – Conjunções integrantes: introduzem a oração que cumpre a função de sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo,
complemento nominal ou aposto de outra oração. Essas conjunções são que e se. Exemplos:
“É obrigatório que o senhor compareça na data agendada.”
“Gostaria de saber se o resultado sairá ainda hoje.”
2 – Conjunções adverbiais: introduzem sintagmas adverbiais (orações que indicam uma circunstância adverbial relacionada à oração
principal) e se subdividem conforme a tabela abaixo:
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Numeral
É a classe de palavra variável que exprime um número determinado ou a colocação de alguma coisa dentro de uma sequência.
Os numerais podem ser: cardinais (um, dois, três...), ordinais (primeiro, segundo, terceiro...), fracionários (meio, terço, quarto...) e
multiplicativos (dobro, triplo, quádruplo...). Antes de nos profundarmos em cada caso, vejamos o emprego dos numerais e suas três
principais finalidades:
1 – indicar leis e decretos: nesses casos, emprega-se o numeral ordinal somente até o número nono; após, devem ser utilizados os
numerais cardinais. Exemplos: Parágrafo 9° (parágrafo nono); Parágrafo 10° (Parágrafo 10).
2 – indicar os dias do mês: nessas situações, empregam-se os numerais cardinais, sendo que a única exceção é a indicação do primeiro
dia do mês, para a qual deve-se utilizar o numeral ordinal. Exemplos: dezesseis de outubro; primeiro de agosto.
3 – indicar capítulos, séculos, reis e papas: após o substantivo emprega-se o numeral ordinal até o décimo; após o décimo utiliza-se
o numeral cardinal. Exemplos: capítulo X (décimo); século IV (quarto); Henrique VIII (oitavo), Bento XVI (dezesseis).
Os tipos de numerais
– Cardinais: são os números em sua forma fundamental e exprimem quantidades.
Exemplos: um dois, dezesseis, trinta, duzentos, mil.
– alguns deles flexionam em gênero (um/uma, dois/duas, quinhentos/quinhentas).
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2020
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– alguns números cardinais variam em número, como é o caso: milhão/milhões, bilhão/bilhões, trilhão/trilhões, e assim por diante.
– a palavra ambos(as) é considerada um numeral cardinal, pois significa os dois/as duas. Exemplo: Antônio e Pedro fizeram o teste,
mas os dois/ambos foram reprovados.
– Ordinais: indicam ordem de uma sequência (primeiro, segundo, décimo, centésimo, milésimo…), isto é, apresentam a ordem de
sucessão e uma série, seja ela de seres, de coisas ou de objetos.
– os numerais ordinais variam em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural). Exemplos: primeiro/primeira, primeiros/
primeiras, décimo/décimos, décima/décimas, trigésimo/trigésimos, trigésima/trigésimas.
– alguns numerais ordinais possuem o valor de adjetivo. Exemplo: A carne de segunda está na promoção.
– Fracionários: servem para indicar a proporções numéricas reduzidas, ou seja, para representar uma parte de um todo. Exemplos:
meio ou metade (½), um quarto (um quarto (¼), três quartos (¾), 1/12 avos.
– os números fracionários flexionam-se em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural). Exemplos: meio copo de leite,
meia colher de açúcar; dois quartos do salário-mínimo.
– Multiplicativos: esses numerais estabelecem relação entre um grupo, seja de coisas ou objetos ou coisas, ao atribuir-lhes uma
característica que determina o aumento por meio dos múltiplos. Exemplos: dobro, triplo, undécuplo, doze vezes, cêntuplo.
– em geral, os multiplicativos são invariáveis, exceto quando atuam como adjetivo, pois, nesse caso, passam a flexionar número e
gênero (masculino e feminino). Exemplos: dose dupla de elogios, duplos sentidos.
– Coletivos: correspondem aos substantivos que exprimem quantidades precisas, como dezena (10 unidades) ou dúzia (12 unidades).
– os numerais coletivos sofrem a flexão de número: unidade/unidades, dúzia/dúzias, dezena/dezenas, centena/centenas.
— Preposição
Essa classe de palavras tem o objetivo de marcar as relações gramaticais que outras classes (substantivos, adjetivos, verbos e advérbios)
exercem no discurso. Por apenas marcarem algumas relações entre as unidades linguísticas dentro do enunciado, as preposições não
possuem significado próprio se isoladas no discurso. Em razão disso, as preposições são consideradas classe gramatical dependente, ou
seja, sua função gramatical (organização e estruturação) é principal, embora o desempenho semântico, que gera significado e sentido,
esteja presente, apenas possui um menor valor.
Classificação das preposições
Preposições essenciais: só aparecem na língua propriamente como preposições, sem outra função. São elas:
– Exemplo 1) ”Luís gosta de viajar.” e “Prefiro doce de coco.” Em ambas as sentenças, a preposição de manteve-se sempre sendo
preposição, apesar de ter estabelecido relação entre unidades linguísticas diferentes, garantindo-lhes classificações distintas conforme o
contexto.
– Exemplo 2) “Estive com ele até o reboque chegar.” e “Finalizei o quadro com textura.” Perceba que nas duas fases, a mesma
preposição tem significados distintos: na primeira,indica recurso/instrumento; na segunda, exprime companhia. Por isso, afirma-se que a
preposição tem valor semântico, mesmo que secundário ao valor estrutural (gramática).
Classificação das preposições
– Preposições acidentais: são aquelas que, originalmente, não apresentam função de preposição, porém, a depender do contexto,
podem assumir essa atribuição. São elas:
Exemplo: ”Segundo o delegado, os depoimentos do suspeito apresentaram contradições.” A palavra “segundo”, que, normalmente
seria um numeral (primeiro, segundo, terceiro), ao ser inserida nesse contexto, passou a ser uma preposição acidental, por tem o sentido
de “de acordo com”, “em conformidade com”.
Locuções prepositivas
Recebe esse nome o conjunto de palavras com valor e emprego de uma preposição. As principais locuções prepositivas são constituídas
por advérbio ou locução adverbial acrescido da preposição de, a ou com. Confira algumas das principais locuções prepositivas.
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— Interjeição
É a palavra invariável ou sintagma que compõem frases que
manifestam por parte do emissor do enunciado uma surpresa, uma
hesitação, um susto, uma emoção, um apelo, uma ordem, etc.,
por parte do emissor do enunciado. São as chamadas unidades
autônomas, que usufruem de independência em relação aos demais
elementos do enunciado. As interjeições podem ser empregadas
também para chamar exigir algo ou para chamar a atenção do
interlocutor e são unidades cuja forma pode sofrer variações como:
– Locuções interjetivas: são formadas por grupos e palavras
que, associadas, assumem o valor de interjeição. Exemplos: “Ai de
mim!”, “Minha nossa!” Cruz credo!”.
– Palavras da língua: “Eita!” “Nossa!”
– Sons vocálicos: “Hum?!”, “Ué!”, “Ih…!”
Os tipos de interjeição
De acordo com as reações que expressam, as interjeições
podem ser de:
CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL.
Visão Geral: sumariamente, as concordâncias verbal e nominal
estudam a sintonia entre os componentes de uma oração.
– Concordância verbal: refere-se ao verbo relacionado ao
sujeito, sendo que o primeiro deve, obrigatoriamente, concordar
em número (flexão em singular e plural) e pessoa (flexão em 1a,
2a, ou 3a pessoa) com o segundo. Isto é, ocorre quando o verbo é
flexionado para concordar com o sujeito.
– Concordância nominal: corresponde à harmonia em gênero
(flexão em masculino e feminino) e número entre os vários nomes
da oração, ocorrendo com maior frequência sobre os substantivos
e o adjetivo. Em outras palavras, refere-se ao substantivo e suas
formas relacionadas: adjetivo, numeral, pronome, artigo. Tal
concordância ocorre em gênero e pessoa
Casos específicos de concordância verbal
Concordância verbal com o infinitivo pessoal: existem três
situações em que o verbo no infinitivo é flexionado:
I – Quando houver um sujeito definido;
II – Sempre que se quiser determinar o sujeito;
III – Sempre que os sujeitos da primeira e segunda oração
forem distintos.
Observe os exemplos:
“Eu pedir para eles fazerem a solicitação.”
“Isto é para nós solicitarmos.”
Concordância verbal com o infinitivo impessoal: não há flexão
verbal quando o sujeito não for definido, ou sempre que o sujeito
da segunda oração for igual ao da primeira oração, ou mesmo
em locuções verbais, com verbos preposicionados e com verbos
imperativos.
Exemplos:
“Os membros conseguiram fazer a solicitação.”
“Foram proibidos de realizar o atendimento.”
Concordância verbal com verbos impessoais: nesses casos,
verbo ficará sempre em concordância com a 3a pessoa do singular,
tendo em vista que não existe um sujeito.
Observe os casos a seguir:
– Verbos que indicam fenômenos da natureza, como anoitecer,
nevar, amanhecer.
Exemplo: “Não chove muito nessa região” ou “Já entardeceu.»
– O verbo haver com sentido de existir. Exemplo: “Havia duas
professoras vigiando as crianças.”
– O verbo fazer indicando tempo decorrido. Exemplo: “Faz
duas horas que estamos esperando.”
Concordância verbal com o verbo ser: diante dos pronomes
tudo, nada, o, isto, isso e aquilo como sujeito, há concordância
verbal com o predicativo do sujeito, podendo o verbo permanecer
no singular ou no plural:
– “Tudo que eu desejo é/são férias à beira-mar.”
– “Isto é um exemplo do que o ocorreria.” e “Isto são exemplos
do que ocorreria.”
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2222
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Concordância verbal com pronome relativo quem: o verbo, ou faz concordância com o termo precedente ao pronome, ou permanece
na 3a pessoa do singular:
– “Fui eu quem solicitou.» e “Fomos nós quem solicitou.»
Concordância verbal com pronome relativo que: o verbo concorda com o termo que antecede o pronome:
– “Foi ele que fez.» e “Fui eu que fiz.»
– “Foram eles que fizeram.” e “Fomos nós que fizemos.»
Concordância verbal com a partícula de indeterminação do sujeito se: nesse caso, o verbo cria concordância com a 3a pessoa do
singular sempre que a oração for constituída por verbos intransitivos ou por verbos transitivos indiretos:
– «Precisa-se de cozinheiro.” e «Precisa-se de cozinheiros.”
Concordância com o elemento apassivador se: aqui, verbo concorda com o objeto direto, que desempenha a função de sujeito
paciente, podendo aparecer no singular ou no plural:
– Aluga-se galpão.” e “Alugam-se galpões.”
Concordância verbal com as expressões a metade, a maioria, a maior parte: preferencialmente, o verbo fará concordância com a 3°
pessoa do singular. Porém, a 3a pessoa do plural também pode ser empregada:
– “A maioria dos alunos entrou” e “A maioria dos alunos entraram.”
– “Grande parte das pessoas entendeu.” e “Grande parte das pessoas entenderam.”
Concordância nominal muitos substantivos: o adjetivo deve concordar em gênero e número com o substantivo mais próximo, mas
também concordar com a forma no masculino plural:
– “Casa e galpão alugado.” e “Galpão e casa alugada.”
– “Casa e galpão alugados.” e “Galpão e casa alugados.”
Concordância nominal com pronomes pessoais: o adjetivo concorda em gênero e número com os pronomes pessoais:
– “Ele é prestativo.” e “Ela é prestativa.”
– “Eles são prestativos.” e “Elas são prestativas.”
Concordância nominal com adjetivos: sempre que existir dois ou mais adjetivos no singular, o substantivo permanece no singular, se
houver um artigo entre os adjetivos. Se o artigo não aparecer, o substantivo deve estar no plural:
– “A blusa estampada e a colorida.” e “O casaco felpudo e o xadrez.”
– “As blusas estampada e colorida.” e “Os casacos felpudo e xadrez.”
Concordância nominal com é proibido e é permitido: nessas expressões, o adjetivo flexiona em gênero e número, sempre que
houver um artigo determinando o substantivo. Caso não exista esse artigo, o adjetivo deve permanecer invariável, no masculino singular:
– “É proibida a circulação de pessoas não identificadas.” e “É proibido circulação de pessoas não identificadas.”
– “É permitida a entrada de crianças.” e “É permitido entrada de crianças acompanhadas.”
Concordância nominal com menos: a palavra menos permanece é invariável independente da sua atuação, seja ela advérbio ou
adjetivo:
– “Menos pessoas / menos pessoas”.
– “Menos problema /menos problemas.”
Concordância nominal com muito, pouco, bastante, longe, barato, meio e caro: esses termos instauram concordância em gênero e
número com o substantivo quando exercem função de adjetivo:
– “Tomei bastante suco.” e “Comprei bastantes frutas.”
– “A jarra estava meia cheia.” e “O sapato está meio gasto”.
– “Fizemos muito barulho.” e “Compramos muitos presentes.”
REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL.
Visão geral: na Gramática, regência é o nome dado à relação de subordinação entre dois termos. Quando, em um enunciado ou
oração, existe influência de um tempo sobre o outro, identificamos o que se denomina termo determinante, essa relação entre esses
termos denominamos regência.
LÍNGUA PORTUGUESA
23
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— Regência NominalÉ a relação entre um nome o seu complemento por meio de uma preposição. Esse nome pode ser um substantivo, um adjetivo ou um
advérbio e será o termo determinante.
O complemento preenche o significado do nome, cujo sentido estaria impreciso ou ambíguo se não fosse pelo complemento.
Observe os exemplos:
“A nova entrada é acessível a cadeirantes.”
“Eu tenho o sonho de viajar para o nordeste.”
“Ele é perito em investigações como esta.”
Na primeira frase, adjetivo “acessível” exige a preposição a, do contrário, seu sentido ficaria incompleto. O mesmo ocorre com os
substantivos “sonho“ e “perito”, nas segunda e terceira frases, em que os nomes exigem as preposições de e em para completude de seus
sentidos. Veja nas tabelas abaixo quais são os nomes que regem. Veja nas tabelas abaixo quais são os nomes que regem uma preposição
para que seu sentido seja completo.
REGÊNCIA COM A PREPOSIÇÃO A
acessível a cego a fiel a nocivo a
agradável a cheiro a grato a oposto a
alheio a comum a horror a perpendicular a
análogo a contrário a idêntico a posterior a
anterior a desatento a inacessível a prestes a
apto a equivalente a indiferente a surdo a
atento a estranho a inerente a visível a
avesso a favorável a necessário a
REGÊNCIA COM A PREPOSIÇÃO POR
admiração por devoção por responsável por
ansioso por respeito por
REGÊNCIA COM A PREPOSIÇÃO DE
amante de cobiçoso de digno de inimigo de natural de sedento
de
amigo de contemporâneo de dotado de livre de obrigação de seguro de
ávido de desejoso de fácil de longe de orgulhoso de sonho de
capaz de diferente de impossível de louco de passível de
cheio de difícil de incapaz de maior de possível de
REGÊNCIA COM A PREPOSIÇÃO EM
doutor em hábil em interesse em negligente em primeiro em
exato em incessante em lento em parco em versado em
firme em indeciso em morador em perito em
REGÊNCIA COM A PREPOSIÇÃO PARA
apto para essencial para mau para
bastante para impróprio para pronto para
bom para inútil para próprio para
LÍNGUA PORTUGUESA
2424
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REGÊNCIA COM A PREPOSIÇÃO COM
amoroso com compatível com descontente com intolerante com
aparentado com cruel com furioso com liberal com
caritativo com cuidadoso com impaciente com solícito com
— Regência Verbal
Os verbos são os termos regentes, enquanto os objetos (direto e indireto) e adjuntos adverbiais são os termos regidos. Um verbo
possui a mesma regência do nome do qual deriva.
Observe as duas frases:
I – “Eles irão ao evento.” O verbo ir requer a preposição a (quem vai, vai a algum lugar), e isso o classifica como verbo transitivo direto;
“ao evento” são os termos regidos pelo verbo, isto é, constituem seu complemento.
II – “Ela mora em região pantanosa.” O verbo morar exige a preposição em (quem mora mora em algum lugar), portanto, é verbo
transitivo indireto.
VERBO No sentido de / pela
transitividade
REGE
PREPOSIÇÃO? EXEMPLO
Assistir
ajudar, dar assistência NÃO “Por favor, assista o time.”
ver SIM “Você assistiu ao jogo?”
pertencer SIM “Assiste aos cidadãos o direito de protestar.”
Custar
valor, preço NÃO “Esse imóvel custa caro.”
desafio, dano, peso moral SIM “Dizer a verdade custou a ela.”
Proceder
fundamento / verbo
instransitivo NÃO “Isso não procede.”
origem SIM “Essa conclusão procede de muito vivência.”
Visar
finalidade, objetivo SIM “Visando à garantia dos direitos.”
avistar, enxergar NÃO “O vigia logo visou o suspeito.”
Querer
desejo NÃO “Queremos sair cedo.”
estima SIM “Quero muito aos meus sogros.”
Aspirar
pretensão SIM “Aspiro a ascensão política.”
absorção ou respiração NÃO “Evite aspirar fumaça.”
Implicar
consequência / verbo
transitivo direto NÃO “A sua solicitação implicará alteração do meu trajeto.”
insistência, birra SIM “Ele implicou com o cachorro.”
Chamar
convocação NÃO “Chame todos!”
apelido Rege complemento, com
e sem preposição
“Chamo a Talita de Tatá.”
“Chamo Talita de Tatá.”
“Chamo a Talita Tatá.”
“Chamo Talita Tatá.”
Pagar
o que se paga NÃO “Paguei o aluguel.”
a quem se paga SIM “Pague ao credor.”
Chegar
quem chega, chega a algum
lugar / verbo transitivo
indireto
SIM “Quando chegar ao local, espere.”
Obedecer quem obedece a algo /
alguém / transitivo indireto SIM “Obedeçam às regras.”
Esquecer verbo transitivo direito NÃO “Esqueci as alianças.”
LÍNGUA PORTUGUESA
25
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Informar verbo transitivo direito e
indireto, portanto...
... exige um
complemento sem e
outro com preposição
“Informe o ocorrido ao gerente.”
Ir quem vai vai a algum lugar /
verbo transitivo indireto SIM “Vamos ao teatro.”
Morar Quem mora em algum lugar
(verbo transitivo indireto) SIM “Eles moram no interior.”
(Preposição “em” + artigo “o”).
Namorar verbo transitivio direito NÃO “Júlio quer namorar Maria.”
Preferir verbo bi transitivo (direto e
indireto) SIM “Prefira assados a frituras.”
Simpatizar
quem simpatiza simpatiza
com algo/ alguém/ verbo
transitivo indireto
SIM “Simpatizei-me com todos.”
COLOCAÇÃO PRONOMINAL.
A colocação do pronome átono está relacionada à harmonia da frase. A tendência do português falado no Brasil é o uso do pronome
antes do verbo – próclise. No entanto, há casos em que a norma culta prescreve o emprego do pronome no meio – mesóclise – ou após o
verbo – ênclise.
De acordo com a norma culta, no português escrito não se inicia um período com pronome oblíquo átono. Assim, se na linguagem
falada diz-se “Me encontrei com ele”, já na linguagem escrita, formal, usa-se “Encontrei-me’’ com ele.
Sendo a próclise a tendência, é aconselhável que se fixem bem as poucas regras de mesóclise e ênclise. Assim, sempre que estas não
forem obrigatórias, deve-se usar a próclise, a menos que prejudique a eufonia da frase.
Próclise
Na próclise, o pronome é colocado antes do verbo.
Palavra de sentido negativo: Não me falou a verdade.
Advérbios sem pausa em relação ao verbo: Aqui te espero pacientemente.
Havendo pausa indicada por vírgula, recomenda-se a ênclise: Ontem, encontrei-o no ponto do ônibus.
Pronomes indefinidos: Ninguém o chamou aqui.
Pronomes demonstrativos: Aquilo lhe desagrada.
Orações interrogativas: Quem lhe disse tal coisa?
Orações optativas (que exprimem desejo), com sujeito anteposto ao verbo: Deus lhe pague, Senhor!
Orações exclamativas: Quanta honra nos dá sua visita!
Orações substantivas, adjetivas e adverbiais, desde que não sejam reduzidas: Percebia que o observavam.
Verbo no gerúndio, regido de preposição em: Em se plantando, tudo dá.
Verbo no infinitivo pessoal precedido de preposição: Seus intentos são para nos prejudicarem.
Ênclise
Na ênclise, o pronome é colocado depois do verbo.
Verbo no início da oração, desde que não esteja no futuro do indicativo: Trago-te flores.
Verbo no imperativo afirmativo: Amigos, digam-me a verdade!
Verbo no gerúndio, desde que não esteja precedido pela preposição em: Saí, deixando-a aflita.
Verbo no infinitivo impessoal regido da preposição a. Com outras preposições é facultativo o emprego de ênclise ou próclise: Apres-
sei-me a convidá-los.
Mesóclise
Na mesóclise, o pronome é colocado no meio do verbo.
É obrigatória somente com verbos no futuro do presente ou no futuro do pretérito que iniciam a oração.
Dir-lhe-ei toda a verdade.
Far-me-ias um favor?
LÍNGUA PORTUGUESA
2626
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Se o verbo no futuro vier precedido de pronome reto ou de
qualquer outro fator de atração, ocorrerá a próclise.
Eu lhe direi toda a verdade.
Tu me farias um favor?
Colocação do pronome átono nas locuções verbais
Verbo principal no infinitivo ou gerúndio: Se a locução verbal
não vier precedida de um fator de próclise, o pronome átono deve-
rá ficar depois do auxiliar ou depois do verbo principal.
Exemplos:
Devo-lhe dizer a verdade.
Devo dizer-lhe a verdade.
Havendo fator de próclise, o pronome átono deverá ficar antes
do auxiliar ou depois do principal.
Exemplos:
Não lhe devo dizer a verdade.
Não devo dizer-lhe a verdade.
Verbo principal no particípio:Se não houver fator de próclise,
o pronome átono ficará depois do auxiliar.
Exemplo: Havia-lhe dito a verdade.
Se houver fator de próclise, o pronome átono ficará antes do
auxiliar.
Exemplo: Não lhe havia dito a verdade.
Haver de e ter de + infinitivo: Pronome átono deve ficar depois
do infinitivo.
Exemplos:
Hei de dizer-lhe a verdade.
Tenho de dizer-lhe a verdade.
Observação
Não se deve omitir o hífen nas seguintes construções:
Devo-lhe dizer tudo.
Estava-lhe dizendo tudo.
Havia-lhe dito tudo.
CRASE.
Definição: na gramática grega, o termo quer dizer “mistura “ou
“contração”, e ocorre entre duas vogais, uma final e outra inicial,
em palavras unidas pelo sentido. Basicamente, desse modo: a
(preposição) + a (artigo feminino) = aa à; a (preposição) + aquela
(pronome demonstrativo feminino) = àquela; a (preposição) +
aquilo (pronome demonstrativo feminino) = àquilo. Por ser a junção
das vogais, a crase, como regra geral, ocorre diante de palavras
femininas, sendo a única exceção os pronomes demonstrativos
aquilo e aquele, que recebem a crase por terem “a” como sua vogal
inicial. Crase não é o nome do acento, mas indicação do fenômeno
de união representado pelo acento grave.
A crase pode ser a contração da preposição a com:
– O artigo feminino definido a/as: “Foi à escola, mas não
assistiu às aulas.”
– O pronome demonstrativo a/as: “Vá à paróquia central.”
– Os pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo:
“Retorne àquele mesmo local.”
– O a dos pronomes relativos a qual e as quais: “São pessoas às
quais devemos o maior respeito e consideração”.
Perceba que a incidência da crase está sujeita à presença de
duas vogais a (preposição + artigo ou preposição + pronome) na
construção sintática.
Técnicas para o emprego da crase
1 – Troque o termo feminino por um masculino, de classe
semelhante. Se a combinação ao aparecer, ocorrerá crase diante da
palavra feminina.
Exemplos:
“Não conseguimos chegar ao hospital / à clínica.”
“Preferiu a fruta ao sorvete / à torta.”
“Comprei o carro / a moto.”
“Irei ao evento / à festa.”
2 – Troque verbos que expressem a noção de movimento (ir, vir,
chegar, voltar, etc.) pelo verbo voltar. Se aparecer a preposição da,
ocorrerá crase; caso apareça a preposição de, o acento grave não
deve ser empregado.
Exemplos:
“Vou a São Paulo. / Voltei de São Paulo.”
“Vou à festa dos Silva. / Voltei da Silva.”
“Voltarei a Roma e à Itália. / Voltarei de Roma e da Itália.”
3 – Troque o termo regente da preposição a por um que
estabeleça a preposição por, em ou de. Caso essas preposições não
se façam contração com o artigo, isto é, não apareçam as formas
pela(s), na(s) ou da(s), a crase não ocorrerá.
Exemplos:
“Começou a estudar (sem crase) – Optou por estudar / Gosta
de estudar / Insiste em estudar.”
“Refiro-me à sua filha (com crase) – Apaixonei-me pela sua filha
/ Gosto da sua filha / Votarei na sua filha.”
“Refiro-me a você. (sem crase) – Apaixonei-me por você /
Gosto de você / Penso em você.”
4 – Tratando-se de locuções, isto é, grupo de palavras que
expressam uma única ideia, a crase somente deve ser empregada
se a locução for iniciada por preposição e essa locução tiver como
núcleo uma palavra feminina, ocorrerá crase.
Exemplos:
“Tudo às avessas.”
“Barcos à deriva.”
5 – Outros casos envolvendo locuções e crase:
Na locução «à moda de”, pode estar implícita a expressão
“moda de”, ficando somente o à explícito.
Exemplos:
“Arroz à (moda) grega.”
“Bife à (moda) parmegiana.”
Nas locuções relativas a horários, ocorra crase apenas no caso
de horas especificadas e definidas: Exemplos:
“À uma hora.”
“Às cinco e quinze”.
LÍNGUA PORTUGUESA
27
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QUESTÕES
1. PREFEITURA DE LUZIÂNIA-GO – PROFESSOR I – AROEIRA –
2021
Nos enunciados abaixo, pode-se observar a presença de dife-
rentes tipologias textuais como base dos gêneros materializados
nas sequências enunciativas. Numere os parênteses conforme o
código de cada tipologia.
( ) 1 - --- Não; é casada. --- Com quem? --- Com um estancieiro
do Rio grande. --- Chama-se? --- Ele? Fonseca, ela, Maria Cora. --- O
marido não veio com ela? --- Está no Rio Grande. (ASSIS, Machado
de Assis.Maria Cora.)
( ) 2 - Ao acertar os seis números na loteria, Paulo foi para casa,
entrou calado no quarto e dormiu.
( ) 3 - Incorpore em sua vida quatro sentimentos positivos: a
compaixão, a generosidade, a alegria e o otimismo.
( ) 4 - No meu ponto de vista, a mulher ideal deve ter como ca-
racterísticas fí sicas o cabelo liso, pele macia, olhos claros, nariz fino.
Ser amiga, compreensiva e, acima de tudo, ser fiel. (ALVES, André,
Escola. Estadual Pereira Barreto. Texto adaptado.)
( ) 5 - As palavras mal empregadas podem ter efeitos mais
negativos do que os traumas fí sicos.
( 1 ) narrativa;
( 2 ) dialogal;
( 3 ) argumentativa;
( 4 ) injuntiva;
( 5 ) descritiva.
Está correta a alternativa:
(A) 1 - 2 - 3 - 4 - 5.
(B) 1 - 3 - 2 - 4 - 5.
(C) 2 - 1 - 4 - 5 - 3.
(D) 4 - 3 - 2 - 5 - 1.
2. FCC - 2022 - TRT - 22ª Região (PI) - Analista Judiciário - Biblio-
teconomia- O rio de minha terra é um deus estranho.
Ele tem braços, dentes, corpo, coração,
muitas vezes homicida,
foi ele quem levou o meu irmão.
É muito calmo o rio de minha terra.
Suas águas são feitas de argila e de mistérios.
Nas solidões das noites enluaradas
a maldição de Crispim desce
sobre as águas encrespadas.
O rio de minha terra é um deus estranho.
Um dia ele deixou o monótono caminhar de corpo mole
para subir as poucas rampas do seu cais.
Foi conhecendo o movimento da cidade,
a pobreza residente nas taperas marginais.
Pois tão irado e tão potente fez-se o rio
que todo um povo se juntou para enfrentá-lo.
Mas ele prosseguiu indiferente,
carregando no seu dorso bois e gente,
até roçados de arroz e de feijão.
Na sua obstinada e galopante caminhada,
destruiu paredes, casas, barricadas,
deixando no percurso mágoa e dor.
Depois subiu os degraus da igreja santa
e postou-se horas sob os pés do Criador.
E desceu devagarinho, até deitar-se
novamente no seu leito.
Mas toda noite o seu olhar de rio
fica boiando sob as luzes da cidade.
(Adaptado de: MORAES, Herculano. O rio da minha
terra. Disponível em: https://www.escritas.org)
No trecho até roçados de arroz e de feijão, o termo “até” clas-
sifica-se como
(A) pronome.
(B) preposição.
(C) artigo.
(D) advérbio.
(E) conjunção.
3. INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para res-
ponder à questão que a ele se refere.
Texto 01
Disponível em: https://brainly.com.br/tarefa/38102601. Acesso em: 18
set. 2022.
De acordo com o texto, “[...] sair de um acidente em alta velo-
cidade pelo vidro da frente” indica uma
(A) solução.
(B) alternativa.
(C) prevenção.
(D) consequência.
(E) precaução.
LÍNGUA PORTUGUESA
2828
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4. FGV - 2022 - TJ-DFT - Oficial de Justiça Avaliador Federal- “Quando se julga por indução e sem o necessário conhecimento dos fatos,
às vezes chega-se a ser injusto até mesmo com os malfeitores.” O raciocínio abaixo que deve ser considerado como indutivo é:
(A) Os funcionários públicos folgam amanhã, por isso meu marido ficará em casa;
(B) Todos os juízes procuram julgar corretamente, por isso é o que ele também procura;
(C) Nos dias de semana os mercados abrem, por isso deixarei para comprar isso amanhã;
(D) No inverno, chove todos os dias, por isso vou comprar um guarda-chuva;
(E) Ontem nevou bastante, por isso as estradas devem estar intransitáveis.
5. FGV - 2022 - TJ-DFT - Analista Judiciário - Segurança da Informação- “Também leio livros, muitos livros: mas com eles aprendo
menos do que com a vida. Apenas um livro me ensinou muito: o dicionário. Oh, o dicionário, adoro-o. Mas também adoro a estrada, um
dicionário muito mais maravilhoso.”
Depreende-se desse pensamento que seu autor:
(A) nada aprende com os livros, com exceção do dicionário;
(B) deve tudo que conhece ao dicionário;
(C) adquire conhecimentos com as viagens querealiza;
(D) conhece o mundo por meio da experiência de vida;
(E)constatou que os dicionários registram o melhor da vida.
6. COTEC - 2022 - Prefeitura de Paracatu - MG - Técnico Higiene Dental - INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 a seguir para
responder à questão que a ele se refere.
Texto 01
Disponível em: http://bichinhosdejardim.com/triste-fim-relacoes-afetivas/. Acesso em: 18 set. 2022.
A vírgula, na fala do primeiro quadro, foi usada de acordo com a norma para separar um
(A) vocativo.
(B) aposto explicativo.
(C) expressão adverbial.
(D) oração coordenada.
(E) predicativo.
7. CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Maringá - PR - Médico Texto CG1A1
Por muitos séculos, pessoas surdas ao redor do mundo eram consideradas incapazes de aprender simplesmente por possuírem uma
deficiência. No Brasil, infelizmente, isso não era diferente. Essa visão capacitista só começou a mudar a partir do século XVI, com trans-
formações que ocorreram, num primeiro momento, na Europa, quando educadores, por conta própria, começaram a se preocupar com
esse grupo.
Um dos educadores mais marcantes na luta pela educação dos surdos foi Ernest Huet, ou Eduard Huet, como também era conheci-
do. Huet, acometido por uma doença, perdeu a audição ainda aos 12 anos; contudo, como era membro de uma família nobre da França,
teve, desde cedo, acesso à melhor educação possível de sua época e, assim, aprendeu a língua de sinais francesa no Instituto Nacional
de Surdos-Mudos de Paris. No Brasil, tomando-se como inspiração a iniciativa de Huet, fundouse, em 26 de setembro de 1856, o Impe-
rial Instituto de SurdosMudos, instituição de caráter privado. No seu percurso, o instituto recebeu diversos nomes, mas a mudança mais
significativa se deu em 1957, quando foi denominado Instituto Nacional de Educação dos Surdos – INES, que está em funcionamento até
hoje! Essa mudança refletia o princípio de modernização da década de 1950, pelo qual se guiava o instituto, com suas discussões sobre
educação de surdos.
Dessa forma, Huet e a língua de sinais francesa tiveram grande influência na língua brasileira de sinais, a Libras, que foi ganhando
espaço aos poucos e logo passou a ser utilizada pelos surdos brasileiros. Contudo, nesse mesmo período, muitos educadores ainda defen-
LÍNGUA PORTUGUESA
29
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diam a ideia de que a melhor maneira de ensinar era pelo método
oralizado, ou seja, pessoas surdas seriam educadas por meio de lín-
guas orais. Nesse caso, a comunicação acontecia nas modalidades
de escrita, leitura, leitura labial e também oral. No Congresso de
Milão, em 11 de setembro de 1880, muitos educadores votaram
pela proibição da utilização da língua de sinais por não acreditarem
na efetividade desse método na educação das pessoas surdas.
Essa decisão prejudicou consideravelmente o ensino da Língua
Brasileira de Sinais, mas, mesmo diante dessa proibição, a Libras
continuou sendo utilizada devido à persistência dos surdos. Poste-
riormente, buscou-se a legitimidade da Língua Brasileira de Sinais,
e os surdos continuaram lutando pelo seu reconhecimento e regu-
lamentação por meio de um projeto de lei escrito em 1993. Porém,
apenas em 2002, foi aprovada a Lei 10.436/2002, que reconhece a
Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio legal de comunicação
e expressão no país.
Internet:: <www.ufmg.br>(com adaptações)
Assinale a opção correta a respeito do emprego das formas ver-
bais e dos sinais de pontuação no texto CG1A1.
(A) A correção gramatical e a coerência do texto seriam preser-
vadas, caso a vírgula empregada logo após o vocábulo “mas”
(primeiro período do quarto parágrafo) fosse eliminada.
(B) A forma verbal “tiveram” (primeiro período do terceiro pa-
rágrafo) poderia ser substituída por “obtiveram” sem prejuízo
aos sentidos e à correção gramatical do texto.
(C) A forma verbal “continuou” (primeiro período do quarto
parágrafo) está flexionada no singular para concordar com o
artigo definido “a”, mas poderia ser substituída, sem prejuízo
à correção gramatical, pela forma verbal “continuaram”, que
estabeleceria concordância com o termo “Libras”.
(D) A forma verbal “acreditarem” (quarto período do terceiro
parágrafo) concorda com “educadores” e por isso está flexio-
nada no plural.
(E) No primeiro período do terceiro parágrafo do texto, é facul-
tativo o emprego da vírgula imediatamente após “Libras”.
8. FCC - 2022 - TRT - 14ª Região (RO e AC) - Analista Judiciário -
Área Judiciária- A chama é bela
Nos anos 1970 comprei uma casa no campo com uma bela la-
reira, e para meus filhos, entre 10 e 12 anos, a experiência do fogo,
da brasa que arde, da chama, era um fenômeno absolutamente
novo. E percebi que quando a lareira estava acesa eles deixavam a
televisão de lado. A chama era mais bela e variada do que qualquer
programa, contava histórias infinitas, não seguia esquemas fixos
como um programa televisivo.
O fogo também se faz metáfora de muitas pulsões, do infla-
mar-se de ódio ao fogo da paixão amorosa. E o fogo pode ser a luz
ofuscante que os olhos não podem fixar, como não podem encarar
o Sol (o calor do fogo remete ao calor do Sol), mas devidamente
amestrado, quando se transforma em luz de vela, permite jogos de
claro-escuro, vigílias noturnas nas quais uma chama solitária nos
obriga a imaginar coisas sem nome...
O fogo nasce da matéria para transformar-se em substância
cada vez mais leve e aérea, da chama rubra ou azulada da raiz à
chama branca do ápice, até desmaiar em fumaça... Nesse sentido,
a natureza do fogo é ascensional, remete a uma transcendência e,
contudo, talvez porque tenhamos aprendido que ele vive no cora-
ção da Terra, é também símbolo de profundidades infernais. É vida,
mas é também experiência de seu apagar-se e de sua contínua fra-
gilidade.
(Adaptado de: ECO, Umberto. Construir o inimigo. Rio de Janeiro:
Record, 2021, p. 54-55)
Está plenamente adequada a pontuação da seguinte frase:
(A) Os filhos do autor diante da lareira, não deixaram de se es-
pantar, com o espetáculo inédito daquelas chamas bruxulean-
tes.
(B) Como metáfora, o fogo por conta de seus inúmeros atribu-
tos, chega mesmo a propiciar expansões, simbólicas e metafó-
ricas.
(C) Tanto como a do Sol, a luz do fogo, uma vez expandida,
pode ofuscar os olhos de quem, imprudente, ouse enfrentá-la.
(D) O autor do texto em momentos descritivos, não deixa de
insinuar sua atração, pela magia dos poderes e do espetáculo
do fogo.
(E) Disponíveis metáforas, parecem se desenvolver quando,
por amor ou por ódio extremos somos tomados por paixões
incendiárias.
9. AGIRH - 2022 - Prefeitura de Roseira - SP - Enfermeiro 36
horas - Assinale o item que contém erro de ortografia.
(A) Na cultura japonesa, fica desprestigiado para sempre quem
inflinge as regras da lealdade.
(B) Não conseguindo prever o resultado a que chegariam, sen-
tiu-se frustrado.
(C) Desgostos indescritíveis, porventura, seriam rememorados
durante a sessão de terapia.
(D) Ao reverso de outros, trazia consigo autoconhecimento e
autoafirmação.
10. Unoesc - 2022 - Prefeitura de Maravilha - SC - Agente Admi-
nistrativo - Edital nº 2- Considerando a acentuação tônica, assinale
as alternativas abaixo com (V) verdadeiro ou (F) falso.
( ) As palavras “gramática” e “partir” são, respectivamente,
proparoxítona e oxítona.
( ) “Nós” é uma palavra oxítona.
( ) “César” não é proparoxítona, tampouco oxítona.
( ) “Despretensiosamente” é uma palavra proparoxítona.
( ) “Café” é uma palavra paroxítona.
A sequência correta de cima para baixo é:
(A) F, V, V, F, V.
(B) V, V, F, V, F.
(C) V, F, V, F, V.
(D) V, V, V, F, F.
11. CESPE / CEBRASPE - 2022 - TCE-PB - Médico- Texto CB1A1-I
A história da saúde não é a história da medicina, pois apenas
de 10% a 20% da saúde são determinados pela medicina, e essa
porcentagem era ainda menor nos séculos anteriores. Os outros
três determinantes da saúde são o comportamento, o ambiente e a
biologia – idade, sexo e genética. As histórias damedicina centradas
no atendimento à saúde não permitem uma compreensão global
da melhoria da saúde humana. A história dessa melhoria é uma his-
tória de superação. Antes dos primeiros progressos, a saúde huma-
na estava totalmente estagnada. Da Revolução Neolítica, há 12 mil
anos, até meados do século XVIII, a expectativa de vida dos seres
LÍNGUA PORTUGUESA
3030
a solução para o seu concurso!
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humanos ocidentais não evoluíra de modo significativo. Estava pa-
ralisada na faixa dos 25-30 anos. Foi somente a partir de 1750 que
o equilíbrio histórico se modificou positivamente. Vários elementos
alteraram esse contexto, provocando um aumento praticamente
contínuo da longevidade. Há 200 anos, as suecas detinham o re-
corde mundial com uma longevidade de 46 anos. Em 2019, eram as
japonesas que ocupavam o primeiro lugar, com uma duração média
de vida de 88 anos. Mesmo sem alcançar esse recorde, as popula-
ções dos países industrializados podem esperar viver atualmente
ao menos 80 anos. Desde 1750, cada geração vive um pouco mais
do que a anterior e prepara a seguinte para viver ainda mais tempo.
Jean-David Zeitoun. História da saúde humana: vamos viver cada vez
mais?
Tradução Patrícia Reuillard. São Paulo: Contexto, 2022, p. 10-11 (com
adaptações).
No que se refere a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, jul-
gue o item seguinte.
A inserção de uma vírgula imediatamente após o termo “au-
mento” (nono período) prejudicaria a correção gramatical e o sen-
tido original do texto.
( ) CERTO
( ) ERRADO
12. FGV - 2022 - SEAD-AP - Cuidador Uma das marcas da textu-
alidade é a coerência. Entre as frases abaixo, assinale aquela que se
mostra coerente.
(A) Avise-me se você não receber esta carta.
(B) Só uma coisa a vida ensina: a vida nada ensina.
(C) Quantos sofrimentos nos custaram os males que nunca
ocorreram.
(D) Todos os casos são únicos e iguais a outros.
(E) Como eu disse antes, eu nunca me repito.
13. OBJETIVA - 2022 - Prefeitura de Dezesseis de Novembro -
RS - Controlador Interno- Considerando-se a concordância nominal,
marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assi-
nalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) Agora que tudo passou, sinto que tenho menas tristezas na
minha vida.
( ) Posso pedir teu bloco e tua caneta emprestada?
( ) É proibido a entrada de animais na praia.
(A) C - E - C.
(B) C - E - E.
(C) E - E - C.
(D) E - C - E.
14. FCC - 2022 - TRT - 14ª Região (RO e AC) - Analista Judiciário
- Área Judiciária
O meu ofício
O meu ofício é escrever, e sei bem disso há muito tempo. Espe-
ro não ser mal-entendida: não sei nada sobre o valor daquilo que
posso escrever. Quando me ponho a escrever, sinto-me extraordi-
nariamente à vontade e me movo num elemento que tenho a im-
pressão de conhecer extraordinariamente bem: utilizo instrumen-
tos que me são conhecidos e familiares e os sinto bem firmes em
minhas mãos. Se faço qualquer outra coisa, se estudo uma língua
estrangeira, se tento aprender história ou geografia, ou tricotar
uma malha, ou viajar, sofro e me pergunto como é que os outros
conseguem fazer essas coisas. E tenho a impressão de ser cega e
surda como uma náusea dentro de mim.
Já quando escrevo nunca penso que talvez haja um modo mais
correto, do qual os outros escritores se servem. Não me importa
nada o modo dos outros escritores. O fato é que só sei escrever
histórias. Se tento escrever um ensaio de crítica ou um artigo sob
encomenda para um jornal, a coisa sai bem ruim. O que escrevo
nesses casos tenho de ir buscar fora de mim. E sempre tenho a sen-
sação de enganar o próximo com palavras tomadas de empréstimo
ou furtadas aqui e ali.
Quando escrevo histórias, sou como alguém que está em seu
país, nas ruas que conhece desde a infância, entre as árvores e os
muros que são seus. Este é o meu ofício, e o farei até a morte. Entre
os cinco e dez anos ainda tinha dúvidas e às vezes imaginava que
podia pintar, ou conquistar países a cavalo, ou inventar uma nova
máquina. Mas a primeira coisa séria que fiz foi escrever um conto,
um conto curto, de cinco ou seis páginas: saiu de mim como um mi-
lagre, numa noite, e quando finalmente fui dormir estava exausta,
atônita, estupefata.
(Adaptado de: GINZBURG, Natalia. As pequenas virtudes. Trad. Maurí-
cio Santana Dias. São Paulo: Cosac Naify, 2015, p, 72-77, passim)
As normas de concordância verbal encontram-se plenamente
observadas em:
(A) As palavras que a alguém ocorrem deitar no papel acabam
por identificar o estilo mesmo de quem as escreveu.
(B) Gaba-se a autora de que às palavras a que recorre nunca
falta a espontaneidade dos bons escritos.
(C) Faltam às tarefas outras de que poderiam se incumbir a fa-
cilidade que encontra ela em escrever seus textos.
(D) Os possíveis entraves para escrever um conto, revela a au-
tora, logo se dissipou em sua primeira tentativa.
(E) Não haveria de surgir impulsos mais fortes, para essa escri-
tora, do que os que a levaram a imaginar histórias.
15. SELECON - 2019 - Prefeitura de Cuiabá - MT - Técnico em
Nutrição Escolar- Considerando a regência nominal e o emprego do
acento grave, o trecho destacado em “inerentes a esta festa” está
corretamente substituído em:
(A) inerentes à determinado momento
(B) inerentes à regras de convivência
(C) inerentes à regulamentos anteriores
(D) inerentes à evidência de incorreções
16. Assinale a frase com desvio de regência verbal.
(A) Informei-lhe o bloqueio do financiamento de pesquisas.
(B) Avisaram-no a liberação de recursos para ciência e tecno-
logia.
(C) Os acadêmicos obedecem ao planejamento estratégico.
(D) Todos os homens, por natureza, aspiram ao saber.
(E) Assistimos ao filme que apresentou a obra daquele grande
cientista.
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a solução para o seu concurso!
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17. MPE-GO - 2022 - MPE-GO - Oficial de Promotoria - Edital
nº 007- Sendo (C) para as assertivas corretas e (E) para as erradas,
assinale a alternativa com a sequência certa considerando a obser-
vância das normas da língua portuguesa:
( ) O futebol é um esporte de que o povo gosta.
( ) Visitei a cidade onde você nasceu.
( ) É perigoso o local a que você se dirige.
( ) Tenho uma coleção de quadros pela qual já me ofereceram
milhões.
(A) E – E – E – C
(B) C – C – C – E
(C) C – E – E – E
(D) C – C – C – C
18. FADCT - 2022 - Prefeitura de Ibema - PR - Assistente Admi-
nistrativo- A frase “ O estudante foi convidado para assistir os deba-
tes políticos.” apresenta, de acordo com a norma padrão da Língua
portuguesa, um desvio de:
(A) Concordância nominal.
(B) Concordância verbal.
(C) Regência verbal.
(D) Regência nominal
19. FUNCERN - 2019 - Prefeitura de Apodi - RN - Professor de
Ensino Fundamental I ( 1º ao 5º ano)-
Os pontos cegos de nosso cérebro e o risco eterno de aciden-
tes
Luciano Melo
O motorista aguarda o momento seguro para conduzir seu car-
ro e atravessar o cruzamento. Olha para os lados que atravessará e,
estático, aguarda que outros veículos deixem livre o caminho pela
via transversal à sua frente. Enquanto espera, olha de um lado a ou-
tro a vigiar a pista quase livre. Finalmente não avista mais nenhum
veículo que poderá atrapalhar seu planejado movimento. É hora de
dirigir, mas, no meio da travessia, ele é surpreendido por uma grave
colisão. Uma motocicleta atinge a traseira de seu veículo.
Eu tomo a defesa do motorista: ele não viu a moto se aproxi-
mar. Presumo que vários dos leitores já passaram por situação se-
melhante, mas, caso você seja exceção e acredite que enxergaria
a motocicleta, eu o convido a assistir a um vídeo que existe sobre
isso. O filme prova quão difícil é perceber objetos que de repente
somem ou aparecem em uma cena.
Nossa condição humana está casada com uma inabilidade de
perceber certas mudanças. Claro que notamos muitas alterações à
nossa volta, especialmente se olharmos para o ponto alvo da modi-
ficação no momento em que ela ocorrerá. Assim, se olharmos fixa-
mente para uma janelacheia de vasos de flores, poderemos assistir
à queda de um deles. Mas, se desviarmos brevemente nossos olhos
da janela, justamente no momento do tombo, é possível que nem
notemos a falta do enfeite. O fenômeno se chama cegueira para
mudança: nossa incapacidade de visualizar variações do ambiente
entre uma olhada e outra.
No mundo real, mudanças são geralmente antecedidas por
uma série de movimentos. Se esses movimentos superam um limiar
atrativo, vão capturar nossa atenção que focará na alteração consi-
derada dominante. Por sua vez, modificações que não ultrapassam
o limiar não provocarão divergência da atenção e serão ignoradas.
Quando abrimos nossos olhos, ficamos com a impressão de
termos visão nítida, rica e bem detalhada do mundo que se estende
por todo nosso campo visual. A consciência de nossa percepção não
é limitada, mas nossa atenção e nossa memória de curtíssimo prazo
são. Não somos capazes de memorizar tudo instantaneamente à
nossa volta e nem podemos nos ater a tudo que nos cerca. Nossa in-
trospecção da grandiosidade de nossa experiência visual confronta
com nossas limitações perceptivas práticas e cria uma vivência rica,
porém efêmera e sujeita a erros de interpretações. Dimensiona um
gradiente entre o que é real e o que se presume, algo que favorece
os acidentes de trânsito.
Podemos interpretar que o acidente do exemplo do início do
texto se deu porque o motorista convergiu sua atenção às partes
centrais da pista, por onde os carros preferencialmente circulam
sob velocidade mais ou menos previsível. Assim que o último carro
passou, ficou fácil pressupor que o centro da pista permaneceria
vazio por um intervalo de tempo seguro para a travessia. As late-
rais da pista, locais em que motocicletas geralmente trafegam, não
tiveram a atenção merecida, e a velocidade da moto não estava no
padrão esperado.
O mundo aqui fora é um caos repleto de acontecimentos, e
nossos cérebros têm que coletar e reter alguns deles para que pos-
samos compreendê-lo e, assim, agirmos em busca da nossa sobre-
vivência. Mas essas informações são salpicadas, incompletas e mu-
táveis. Traçar uma linha que contextualize todos esses dados não é
simples. Eventualmente, esse jogo mental de ligar pontinhos cria
armadilha para nós mesmos, pois por vezes um ponto que deveria
ser descartado é inserido em uma lógica apenas por ser chamativo.
E outro, ao contrário, deveria ser considerado, mas é menospreza-
do, pois à primeira vista não atendeu a um pressuposto.
Essas interpretações podem provocar outras tragédias além de
acidentes de carro.
Disponível em:<https://www1.folha.uol.com.br>. Acesso em: 20 abr.
2019. (texto adaptado)
No trecho “[...]poderemos assistir à queda de um deles.”, a
ocorrência do acento grave é justificada
(A) pela exigência de artigo do termo regente, que é um ver-
bo, e pela exigência de preposição do termo regido, que é um
nome.
(B) pela exigência de preposição do termo regente, que é um
nome, e pela exigência de artigo do termo regido, que é um
verbo.
(C) pela exigência de artigo do termo regente, que é um nome,
e pela exigência de artigo do termo regido, que é um verbo.
(D) pela exigência de preposição do termo regente, que é um
verbo, e pela exigência de artigo do termo regido, que é um
nome.
20. MPE-GO - 2022 - MPE-GO - Oficial de Promotoria - Edital
nº 006
A importância dos debates
É promissor que os candidatos ao governo gaúcho venham
dando ênfase nas conversas diretas a projetos de governo de inte-
resse específico dos eleitores
O primeiro confronto direto entre os candidatos Eduardo Leite
(PSDB) e José Ivo Sartori (MDB), que disputam o governo do Estado
em segundo turno, reafirmou a importância dessa alternativa de-
mocrática para ajudar os eleitores a fazer suas escolhas. Uma das
LÍNGUA PORTUGUESA
3232
a solução para o seu concurso!
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vantagens do sistema de votação em dois turnos, instituído pela
Constituição de 1988, é justamente a de propiciar um maior de-
talhamento dos programas de governo dos dois candidatos mais
votados na primeira etapa.
Foi justamente o que ocorreu ontem entre os postulantes ao
Palácio Piratini. Colocados frente a frente nos microfones da Rá-
dio Gaúcha, ambos tiveram a oportunidade de enfrentar questões
importantes ligadas ao cotidiano dos eleitores. A viabilidade de as
principais demandas dos gaúchos serem contempladas vai depen-
der acima de tudo da estratégia de cada um para enfrentar a crise
das finanças públicas.
Diferentemente do que os eleitores estão habituados a assistir
no horário eleitoral obrigatório e a acompanhar por postagens dos
candidatos nas redes sociais, debates se prestam menos para pro-
paganda pessoal, estratégias de marketing e para a disseminação
de informações inconfiáveis e notícias falsas, neste ano usadas lar-
gamente em campanhas. Além disso, têm a vantagem de desafiar
os candidatos com questionamentos de jornalistas e do público. As
respostas, inclusive, podem ser conferidas por profissionais de im-
prensa, com divulgação posterior, o que facilita o discernimento por
parte de eleitores sobre o que corresponde ou não à verdade.
O Rio Grande do Sul enfrenta uma crise fiscal no setor público
que, se não contar com uma perspectiva de solução imediata, pra-
ticamente vai inviabilizar a implantação de qualquer plano de go-
verno. Por isso, é promissor que, enquanto em outros Estados pre-
dominam denúncias e acusações, os candidatos ao governo gaúcho
venham dando ênfase nas conversas diretas a projetos de governo
de interesse específico dos eleitores.
Democracia se faz com diálogo e transparência. Sem discus-
sões amplas, perdem os cidadãos, que ficam privados de informa-
ções essenciais para fazer suas escolhas com mais objetividade e
menos passionalismo.
(A IMPORTÂNCIA dos debates. GaúchaZH, 17 de outubro de 2018. Dis-
ponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br. Acesso em: 30 de agosto
de 2022)
No segundo parágrafo do texto, há a frase: “Colocados frente
a frente nos microfones da Rádio Gaúcha, ambos tiveram a oportu-
nidade de enfrentar questões importantes ligadas ao cotidiano dos
eleitores.” Conforme se observa, na expressão em destaque, não há
ocorrência da crase.
Assim, seguindo a regra gramatical acerca da crase, assinale a
alternativa em que há o emprego da crase indevidamente:
(A) cara a cara; às ocultas; à procura.
(B) face a face; às pressas; à deriva.
(C) à frente; à direita; às vezes.
(D) à tarde; à sombra de; a exceção de.
GABARITO
1 C
2 D
3 D
4 E
5 D
6 A
7 D
8 C
9 A
10 D
11 CERTO
12 B
13 D
14 B
15 D
16 B
17 D
18 C
19 D
20 D
ANOTAÇÕES
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a solução para o seu concurso!
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MATEMÁTICA
RESOLUÇÃO DE SITUAÇÕES-PROBLEMA, ENVOLVENDO:
ADIÇÃO, SUBTRAÇÃO, MULTIPLICAÇÃO, DIVISÃO, POTEN-
CIAÇÃO OU RADICIAÇÃO COM NÚMEROS RACIONAIS, NAS
SUAS REPRESENTAÇÕES FRACIONÁRIA OU DECIMAL
A resolução de problemas matemáticos envolvea aplicação de
uma variedade de recursos matemáticos, sendo que os princípios
algébricos se destacam como uma parte fundamental desse proces-
so. Esses princípios são classificados de acordo com a complexidade
e a abordagem dos conteúdos matemáticos.
A prática constante na resolução de questões desse tipo é o
que proporciona o desenvolvimento de habilidades cada vez maio-
res para enfrentar problemas dessa natureza.
Exemplos:
01. (Câmara Municipal de São José dos Campos/SP – Analista
Técnico Legislativo – Designer Gráfico – VUNESP) Em um condomí-
nio, a caixa d’água do bloco A contém 10 000 litros a mais de água
do que a caixa d’água do bloco B. Foram transferidos 2 000 litros de
água da caixa d’água do bloco A para a do bloco B, ficando o bloco
A com o dobro de água armazenada em relação ao bloco B. Após a
transferência, a diferença das reservas de água entre as caixas dos
blocos A e B, em litros, vale
(A) 4 000.
(B) 4 500.
(C) 5 000.
(D) 5 500.
(E) 6 000.
Resolução:
A = B + 10000 ( I )
Transferidos: A – 2000 = 2.B , ou seja, A = 2.B + 2000 ( II )
Substituindo a equação ( II ) na equação ( I ), temos:
2.B + 2000 = B + 10000
2.B – B = 10000 – 2000
B = 8000 litros (no início)
Assim, A = 8000 + 10000 = 18000 litros (no início)
Portanto, após a transferência, fica:
A’ = 18000 – 2000 = 16000 litros
B’ = 8000 + 2000 = 10000 litros
Por fim, a diferença é de : 16000 – 10000 = 6000 litros
Resposta: E.
02. (IFNMG – Matemática - Gestão de Concursos) Uma linha de
produção monta um equipamento em oito etapas bem definidas,
sendo que cada etapa gasta exatamente 5 minutos em sua tarefa.
O supervisor percebe, cinco horas e trinta e cinco minutos depois
do início do funcionamento, que a linha parou de funcionar. Como
a linha monta apenas um equipamento em cada processo de oito
etapas, podemos afirmar que o problema foi na etapa:
(A) 2
(B) 3
(C) 5
(D) 7
Resolução:
Um equipamento leva 8.5 = 40 minutos para ser montado.
5h30 = 60.5 + 30 = 330 minutos
330min : 40min = 8 equipamentos + 20 minutos (resto)
20min : 5min = 4 etapas
Como as alternativas não apresentam a etapa 4, provavelmen-
te, o problema ocorreu na etapa 3.
Resposta: B.
03. (EBSERH/HU-UFGD – Técnico em Informática – AOCP) Joana
pretende dividir um determinado número de bombons entre seus 3
filhos. Sabendo que o número de bombons é maior que 24 e menor
que 29, e que fazendo a divisão cada um dos seus 3 filhos receberá
9 bombons e sobrará 1 na caixa, quantos bombons ao todo Joana
possui?
(A) 24.
(B) 25.
(C) 26.
(D) 27.
(E) 28
Resolução:
Sabemos que 9 . 3 = 27 e que, para sobrar 1, devemos fazer 27
+ 1 = 28.
Resposta: E.
04. (Câmara Municipal de São José dos Campos/SP – Analista
Técnico Legislativo – Designer Gráfico – VUNESP) Na biblioteca de
um instituto de física, para cada 2 livros de matemática, existem 3
de física. Se o total de livros dessas duas disciplinas na biblioteca é
igual a 1 095, o número de livros de física excede o número de livros
de matemática em
(A) 219.
(B) 405.
(C) 622.
(D) 812.
(E) 1 015.
Resolução:
, ou seja, 3.M = 2.F ( I )
M + F = 1095 , ou seja, M = 1095 – F ( II )
Vamos substituir a equação ( II ) na equação ( I ):
3 . (1095 – F) = 2.F
3285 – 3.F = 2.F
MATEMÁTICA
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a solução para o seu concurso!
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5.F = 3285
F = 3285 / 5
F = 657 (física)
Assim: M = 1095 - 657 = 438 (matemática)
A diferença é: 657 – 438 = 219
Resposta: A.
05. (CEFET – Auxiliar em Administração – CESGRANRIO) Caio é
15 cm mais alto do que Pedro. Pedro é 6 cm mais baixo que João.
João é 7 cm mais alto do que Felipe. Qual é, em cm, a diferença
entre as alturas de Caio e de Felipe?
(A) 1
(B) 2
(C) 9
(D) 14
(E) 16
Resolução:
Caio = Pedro + 15cm
Pedro = João – 6cm
João = Felipe + 7cm , ou seja: Felipe = João – 7
Caio – Felipe = ?
Pedro + 15 – (João – 7) =
João – 6 + 15 – João + 7 = 16
Resposta: E.
MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM
Múltiplos
Um número é múltiplo de outro quando ao dividirmos o pri-
meiro pelo segundo, o resto é zero.
Exemplo
O conjunto de múltiplos de um número natural não-nulo é in-
finito e podemos consegui-lo multiplicando-se o número dado por
todos os números naturais.
M(3)={0,3,6,9,12,...}
Divisores
Os números 12 e 15 são múltiplos de 3, portanto 3 é divisor de
12 e 15.
D(12)={1,2,3,4,6,12}
D(15)={1,3,5,15}
Observações:
– Todo número natural é múltiplo de si mesmo.
– Todo número natural é múltiplo de 1.
– Todo número natural, diferente de zero, tem infinitos múlti-
plos.
- O zero é múltiplo de qualquer número natural.
Mínimo Múltiplo Comum
O mínimo múltiplo comum (m.m.c) de dois ou mais números é
o menor número, diferente de zero.
Para calcular devemos seguir as etapas:
• Decompor os números em fatores primos
• Multiplicar os fatores entre si
Exemplo:
15,24 2
15,12 2
15,6 2
15,3 3
5,1 5
1
Para o mmc, fica mais fácil decompor os dois juntos.
Basta começar sempre pelo menor primo e verificar a divisão
com algum dos números, não é necessário que os dois sejam divisí-
veis ao mesmo tempo.
Observe que enquanto o 15 não pode ser dividido, continua
aparecendo.
Assim, o mmc (15,24) = 23.3.5 = 120
Exemplo
O piso de uma sala retangular, medindo 3,52 m × 4,16 m, será
revestido com ladrilhos quadrados, de mesma dimensão, inteiros,
de forma que não fique espaço vazio entre ladrilhos vizinhos. Os
ladrilhos serão escolhidos de modo que tenham a maior dimensão
possível.
Na situação apresentada, o lado do ladrilho deverá medir
(A) mais de 30 cm.
(B) menos de 15 cm.
(C) mais de 15 cm e menos de 20 cm.
(D) mais de 20 cm e menos de 25 cm.
(E) mais de 25 cm e menos de 30 cm.
Resposta: A.
352 2 416 2
176 2 208 2
88 2 104 2
44 2 52 2
22 2 26 2
11 11 13 13
1 1
Devemos achar o mdc para achar a maior medida possível
E são os fatores que temos iguais:25=32
MATEMÁTICA
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a solução para o seu concurso!
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Exemplo
(MPE/SP – Oficial de Promotora I – VUNESP/2016) No aeropor-
to de uma pequena cidade chegam aviões de três companhias aé-
reas. Os aviões da companhia A chegam a cada 20 minutos, da com-
panhia B a cada 30 minutos e da companhia C a cada 44 minutos.
Em um domingo, às 7 horas, chegaram aviões das três companhias
ao mesmo tempo, situação que voltará a se repetir, nesse mesmo
dia, às:
(A) 16h 30min.
(B) 17h 30min.
(C) 18h 30min.
(D) 17 horas.
(E) 18 horas.
Resposta: E.
20,30,44 2
10,15,22 2
5,15,11 3
5,5,11 5
1,1,11 11
1,1,1
Mmc(20,30,44)=2².3.5.11=660
1h---60minutos
x-----660
x=660/60=11
Então será depois de 11horas que se encontrarão
7+11=18h
PORCENTAGEM
Porcentagem é uma fração cujo denominador é 100, seu sím-
bolo é (%). Sua utilização está tão disseminada que a encontramos
nos meios de comunicação, nas estatísticas, em máquinas de cal-
cular, etc.
Os acréscimos e os descontos é importante saber porque ajuda
muito na resolução do exercício.
Acréscimo
Se, por exemplo, há um acréscimo de 10% a um determina-
do valor, podemos calcular o novo valor apenas multiplicando esse
valor por 1,10, que é o fator de multiplicação. Se o acréscimo for
de 20%, multiplicamos por 1,20, e assim por diante. Veja a tabela
abaixo:
ACRÉSCIMO OU LUCRO FATOR DE MULTIPLICAÇÃO
10% 1,10
15% 1,15
20% 1,20
47% 1,47
67% 1,67
Exemplo: Aumentando 10% no valor de R$10,00 temos:
10 x 1,10 = R$ 11,00
Desconto
No caso de haver um decréscimo, o fator de multiplicação será:
Fator de Multiplicação =1 - taxa de desconto (na forma decimal)
Veja a tabela abaixo:
DESCONTO FATOR DE MULTIPLICAÇÃO
10% 0,90
25% 0,75
34% 0,66
60% 0,40
90% 0,10
Exemplo: Descontando 10% no valor de R$10,00 temos:
10 X 0,90 = R$ 9,00
Chamamos de lucro em uma transação comercial de compra e
venda a diferença entre o preço de venda e o preço de custo.
Lucro=preço de venda -preço de custo
Podemos expressar o lucro na forma de porcentagem de duas
formas:
Exemplo
(DPE/RR – Analista de Sistemas – FCC/2015) Em sala de aula
com 25 alunos e 20 alunas, 60% desse total está com gripe. Se x%
das meninas dessa sala estão com gripe, o menor valor possível
parax é igual a
(A) 8.
(B) 15.
(C) 10.
(D) 6.
(E) 12.
Resolução
45------100%
X-------60%
X=27
MATEMÁTICA
3636
a solução para o seu concurso!
Editora
O menor número de meninas possíveis para ter gripe é se to-
dos os meninos estiverem gripados, assim apenas 2 meninas estão.
Resposta: C.
RAZÃO E PROPORÇÃO
Razão
Chama-se de razão entre dois números racionais a e b, com
b ≠ 0, ao quociente entre eles. Indica-se a razão de a para b por
a/b ou a : b.
Exemplo:
Na sala do 1º ano de um colégio há 20 rapazes e 25 moças.
Encontre a razão entre o número de rapazes e o número de moças.
(lembrando que razão é divisão)
Proporção
Proporção é a igualdade entre duas razões. A proporção entre
A/B e C/D é a igualdade:
Propriedade fundamental das proporções
Numa proporção:
Os números A e D são denominados extremos enquanto os nú-
meros B e C são os meios e vale a propriedade: o produto dos meios
é igual ao produto dos extremos, isto é:
A x D = B x C
Exemplo: A fração 3/4 está em proporção com 6/8, pois:
Exercício: Determinar o valor de X para que a razão X/3 esteja
em proporção com 4/6.
Solução: Deve-se montar a proporção da seguinte forma:
Segunda propriedade das proporções
Qualquer que seja a proporção, a soma ou a diferença dos dois
primeiros termos está para o primeiro, ou para o segundo termo,
assim como a soma ou a diferença dos dois últimos termos está
para o terceiro, ou para o quarto termo. Então temos:
Ou
Ou
Ou
Terceira propriedade das proporções
Qualquer que seja a proporção, a soma ou a diferença dos an-
tecedentes está para a soma ou a diferença dos consequentes, as-
sim como cada antecedente está para o seu respectivo consequen-
te. Temos então:
Ou
Ou
Ou
Grandezas Diretamente Proporcionais
Duas grandezas variáveis dependentes são diretamente pro-
porcionais quando a razão entre os valores da 1ª grandeza é igual a
razão entre os valores correspondentes da 2ª, ou de uma maneira
mais informal, se eu pergunto:
Quanto mais.....mais....
MATEMÁTICA
37
a solução para o seu concurso!
Editora
Exemplo
Distância percorrida e combustível gasto
DISTÂNCIA (KM) COMBUSTÍVEL (LITROS)
13 1
26 2
39 3
52 4
Quanto MAIS eu ando, MAIS combustível?
Diretamente proporcionais
Se eu dobro a distância, dobra o combustível
Grandezas Inversamente Proporcionais
Duas grandezas variáveis dependentes são inversamente pro-
porcionais quando a razão entre os valores da 1ª grandeza é igual
ao inverso da razão entre os valores correspondentes da 2ª.
Quanto mais....menos...
Exemplo
Velocidade x Tempo a tabela abaixo:
VELOCIDADE (M/S) TEMPO (S)
5 200
8 125
10 100
16 62,5
20 50
Quanto MAIOR a velocidade MENOS tempo??
Inversamente proporcional
Se eu dobro a velocidade, eu faço o tempo pela metade.
Diretamente Proporcionais
Para decompor um número M em partes X1, X2, ..., Xn direta-
mente proporcionais a p1, p2, ..., pn, deve-se montar um sistema
com n equações e n incógnitas, sendo as somas X1+X2+...+Xn=M e
p1+p2+...+pn=P.
A solução segue das propriedades das proporções:
Exemplo
Carlos e João resolveram realizar um bolão da loteria. Carlos
entrou com R$ 10,00 e João com R$ 15,00. Caso ganhem o prêmio
de R$ 525.000,00, qual será a parte de cada um, se o combinado
entre os dois foi de dividirem o prêmio de forma diretamente pro-
porcional?
Carlos ganhará R$210000,00 e Carlos R$315000,00.
Inversamente Proporcionais
Para decompor um número M em n partes X1, X2, ..., Xn inver-
samente proporcionais a p1, p2, ..., pn, basta decompor este número
M em n partes X1, X2, ..., Xn diretamente proporcionais a 1/p1, 1/p2,
..., 1/pn. A montagem do sistema com n equações e n incógnitas,
assume que X1+X2+...+ Xn=M e além disso
cuja solução segue das propriedades das proporções:
REGRA DE TRÊS SIMPLES
Regra de três simples
Regra de três simples é um processo prático para resolver pro-
blemas que envolvam quatro valores dos quais conhecemos três
deles. Devemos, portanto, determinar um valor a partir dos três já
conhecidos.
Passos utilizados numa regra de três simples:
1º) Construir uma tabela, agrupando as grandezas da mesma
espécie em colunas e mantendo na mesma linha as grandezas de
espécies diferentes em correspondência.
2º) Identificar se as grandezas são diretamente ou inversamen-
te proporcionais.
3º) Montar a proporção e resolver a equação.
Um trem, deslocando-se a uma velocidade média de 400Km/h,
faz um determinado percurso em 3 horas. Em quanto tempo faria
esse mesmo percurso, se a velocidade utilizada fosse de 480km/h?
MATEMÁTICA
3838
a solução para o seu concurso!
Editora
Solução: montando a tabela:
1) Velocidade (Km/h) Tempo (h)
400 ----- 3
480 ----- X
2) Identificação do tipo de relação:
VELOCIDADE Tempo
400 ↓ ----- 3 ↑
480 ↓ ----- X ↑
Obs.: como as setas estão invertidas temos que inverter os nú-
meros mantendo a primeira coluna e invertendo a segunda coluna
ou seja o que está em cima vai para baixo e o que está em baixo na
segunda coluna vai para cima
VELOCIDADE Tempo
400 ↓ ----- 3 ↓
480 ↓ ----- X ↓
480x=1200
X=25
EQUAÇÃO DO 1º GRAU
Equação do 1° Grau
Na Matemática, a equação é uma igualdade que envolve uma
ou mais incógnitas. Quem determina o “grau” dessa equação é o
expoente dessa incógnita, ou seja, se o expoente for 1, temos a
equação do 1º grau. Se o expoente for 2, a equação será do 2º grau;
se o expoente for 3, a equação será de 3º grau. Exemplos:
4x + 2 = 16 (equação do 1º grau)
x² + 2x + 4 = 0 (equação do 2º grau)
x³ + 2x² + 5x – 2 = 0 (equação do 3º grau)
A equação do 1º grau é apresentada da seguinte forma:
É importante dizer que a e b representam qualquer número real
e a é diferente de zero (a 0). A incógnita x pode ser representada por
qualquer letra, contudo, usualmente, utilizamos x ou y como valor
a ser encontrado para o resultado da equação. O primeiro membro
da equação são os números do lado esquerdo da igualdade, e o
segundo membro, o que estão do lado direito da igualdade.
Como resolver uma equação do primeiro grau
Para resolvermos uma equação do primeiro grau, devemos
achar o valor da incógnita (que vamos chamar de x) e, para que isso
seja possível, é só isolar o valor do x na igualdade, ou seja, o x deve
ficar sozinho em um dos membros da equação.
O próximo passo é analisar qual operação está sendo feita no
mesmo membro em que se encontra x e “jogar” para o outro lado
da igualdade fazendo a operação oposta e isolando x.
1° exemplo:
Nesse caso, o número que aparece do mesmo lado de x é o 4 e
ele está somando. Para isolar a incógnita, ele vai para o outro lado
da igualdade fazendo a operação inversa (subtração):
2° exemplo:
O número que está do mesmo lado de x é o 12 e ele está
subtraindo. Nesse exemplo, ele vai para o outro lado da igualdade
com a operação inversa, que é a soma:
3° exemplo:
Vamos analisar os números que estão no mesmo lado da
incógnita, o 4 e o 2. O número 2 está somando e vai para o outro
lado da igualdade subtraindo e o número 4, que está multiplicando,
passa para o outro lado dividindo.
4° exemplo:
Esse exemplo envolve números negativos e, antes de passar
o número para o outro lado, devemos sempre deixar o lado da
incógnita positivo, por isso vamos multiplicar toda a equação por -1.
MATEMÁTICA
39
a solução para o seu concurso!
Editora
Passando o número 3, que está multiplicando x, para o outro lado, teremos:
— Propriedade Fundamental das Equações
A propriedade fundamental das equações é também chamada de regra da balança. Não é muito utilizada no Brasil, mas tem a
vantagem de ser uma única regra. A ideia é que tudo que for feito no primeiro membro da equação deve também ser feito no segundo
membro com o objetivo de isolar a incógnita para se obter o resultado. Veja a demonstração nesse exemplo:
Começaremos com a eliminação do número 12. Como ele está somando, vamos subtrair o número 12 nos dois membros da equação:
Para finalizar, o número 3 que está multiplicando a incógnita será dividido por 3 nos dois membros da equação:
GRANDEZASE MEDIDAS – QUANTIDADE, TEMPO, COMPRIMENTO, SUPERFÍCIE, CAPACIDADE E MASSA
UNIDADES DE COMPRIMENTO
km hm dam m dm cm mm
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
1000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001m
Os múltiplos do metro são utilizados para medir grandes distâncias, enquanto os submúltiplos, para pequenas distâncias. Para medi-
das milimétricas, em que se exige precisão, utilizamos:
mícron (µ) = 10-6 m angströn (Å) = 10-10 m
Para distâncias astronômicas utilizamos o Ano-luz (distância percorrida pela luz em um ano):
Ano-luz = 9,5 · 1012 km
Exemplos de Transformação
1m=10dm=100cm=1000mm=0,1dam=0,01hm=0,001km
1km=10hm=100dam=1000m
Ou seja, para transformar as unidades, quando “ andamos” para direita multiplica por 10 e para a esquerda divide por 10.
Superfície
A medida de superfície é sua área e a unidade fundamental é o metro quadrado(m²).
Para transformar de uma unidade para outra inferior, devemos observar que cada unidade é cem vezes maior que a unidade imedia-
tamente inferior. Assim, multiplicamos por cem para cada deslocamento de uma unidade até a desejada.
MATEMÁTICA
4040
a solução para o seu concurso!
Editora
UNIDADES DE ÁREA
km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2
Quilômetro
Quadrado
Hectômetro
Quadrado
Decâmetro
Quadrado
Metro
Quadrado
Decímetro
Quadrado
Centímetro
Quadrado
Milímetro
Quadrado
1000000m2 10000m2 100m2 1m2 0,01m2 0,0001m2 0,000001m2
Exemplos de Transformação
1m²=100dm²=10000cm²=1000000mm²
1km²=100hm²=10000dam²=1000000m²
Ou seja, para transformar as unidades, quando “ andamos” para direita multiplica por 100 e para a esquerda divide por 100.
Volume
Os sólidos geométricos são objetos tridimensionais que ocupam lugar no espaço. Por isso, eles possuem volume. Podemos encontrar
sólidos de inúmeras formas, retangulares, circulares, quadrangulares, entre outras, mas todos irão possuir volume e capacidade.
UNIDADES DE VOLUME
km3 hm3 dam3 m3 dm3 cm3 mm3
Quilômetro
Cúbico
Hectômetro
Cúbico
Decâmetro
Cúbico
Metro
Cúbico
Decímetro
Cúbico
Centímetro
Cúbico
Milímetro
Cúbico
1000000000m3 1000000m3 1000m3 1m3 0,001m3 0,000001m3 0,000000001m3
Capacidade
Para medirmos a quantidade de leite, sucos, água, óleo, gasolina, álcool entre outros utilizamos o litro e seus múltiplos e submúltiplos,
unidade de medidas de produtos líquidos.
Se um recipiente tem 1L de capacidade, então seu volume interno é de 1dm³
1L=1dm³
UNIDADES DE CAPACIDADE
kl hl dal l dl cl ml
Quilolitro Hectolitro Decalitro Litro Decilitro Centilitro Mililitro
1000l 100l 10l 1l 0,1l 0,01l 0,001l
Massa
UNIDADES DE MASSA
kg hg dag g dg cg mg
Quilograma Hectograma Decagrama Grama Decigrama Centigrama Miligrama
1000g 100g 10g 1g 0,1g 0,01g 0,001
Toda vez que andar 1 casa para direita, multiplica por 10 e quando anda para esquerda divide por 10.
E uma outra unidade de massa muito importante é a tonelada
1 tonelada=1000kg
Tempo
A unidade fundamental do tempo é o segundo(s).
É usual a medição do tempo em várias unidades, por exemplo: dias, horas, minutos
Transformação de unidades
Deve-se saber:
1 dia=24horas
MATEMÁTICA
41
a solução para o seu concurso!
Editora
1hora=60minutos
1 minuto=60segundos
1hora=3600s
Adição de tempo
Exemplo: Estela chegou ao 15h 35minutos. Lá, bateu seu recor-
de de nado livre e fez 1 minuto e 25 segundos. Demorou 30 minutos
para chegar em casa. Que horas ela chegou?
15h 35 minutos
1 minutos 25 segundos
30 minutos
--------------------------------------------------
15h 66 minutos 25 segundos
Não podemos ter 66 minutos, então temos que transferir para
as horas, sempre que passamos de um para o outro tem que ser na
mesma unidade, temos que passar 1 hora=60 minutos
Então fica: 16h6 minutos 25segundos
Vamos utilizar o mesmo exemplo para fazer a operação inversa.
Subtração
Vamos dizer que sabemos que ela chegou em casa as 16h6 mi-
nutos 25 segundos e saiu de casa às 15h 35 minutos. Quanto tempo
ficou fora?
11h 60 minutos
16h 6 minutos 25 segundos
-15h 35 min
--------------------------------------------------
Não podemos tirar 6 de 35, então emprestamos, da mesma for-
ma que conta de subtração.
1hora=60 minutos
15h 66 minutos 25 segundos
15h 35 minutos
--------------------------------------------------
0h 31 minutos 25 segundos
Multiplicação
Pedro pensou em estudar durante 2h 40 minutos, mas demo-
rou o dobro disso. Quanto tempo durou o estudo?
2h 40 minutos
x2
----------------------------
4h 80 minutos OU
5h 20 minutos
Divisão
5h 20 minutos : 2
5h 20 minutos 2
1h 20 minutos 2h 40 minutos
80 minutos
0
1h 20 minutos, transformamos para minutos :60+20=80minu-
tos
RELAÇÃO ENTRE GRANDEZAS – TABELA OU GRÁFICO
A relação entre grandezas pode ser mais bem compreendida
por meio do uso de tabelas e gráficos, que são ferramentas essen-
ciais na representação e análise de dados. Tabelas e gráficos são
amplamente utilizados em diversas áreas, como ciência, economia,
estatística, educação e muitas outras, para apresentar informações
de forma organizada e visualmente acessível.
As tabelas podem mostrar a relação entre duas ou mais gran-
dezas de forma direta. Por exemplo, em uma tabela de vendas, as
colunas podem representar o tempo (mês), a quantidade de pro-
dutos vendidos e a receita gerada. Ao analisar a tabela, é possível
identificar como a quantidade de produtos vendidos e a receita es-
tão relacionadas ao longo do tempo.
Os gráficos são especialmente úteis para representar a rela-
ção entre grandezas. Gráficos de dispersão, por exemplo, mostram
como duas grandezas estão relacionadas, geralmente exibindo pon-
tos no plano cartesiano. Gráficos de barras e de linhas podem mos-
trar como as grandezas variam em relação a uma terceira variável,
como o tempo.
— Tabelas
As tabelas são uma representação não textual de informações,
onde os dados numéricos ocupam um papel central. Seu propósi-
to é organizar informações de maneira ordenada, clara e concisa,
permitindo a fácil interpretação dos dados em um espaço mínimo.
Componentes de uma tabela
Uma tabela estatística consiste em elementos essenciais e ele-
mentos complementares. Os elementos essenciais incluem:
Título: uma descrição que precede a tabela, fornecendo infor-
mações sobre o que está sendo observado, bem como o local e a
data da pesquisa.
Corpo: a parte principal da tabela, composta por linhas e colu-
nas que contêm os dados.
Cabeçalho: a seção superior da tabela que identifica o conteú-
do das colunas.
Coluna indicadora: a parte da tabela que descreve o conteúdo
das linhas.
Os elementos complementares podem incluir:
Fonte: a entidade responsável por fornecer os dados ou criar
a tabela.
MATEMÁTICA
4242
a solução para o seu concurso!
Editora
Notas: informações gerais destinadas a esclarecer o conteúdo da tabela.
Chamadas: informações específicas usadas para explicar ou definir dados em uma parte da tabela. As chamadas são numeradas com
algarismos arábicos, posicionados à esquerda nas células e à direita na coluna indicadora. Esses elementos complementares geralmente
são encontrados no rodapé da tabela, na ordem em que foram mencionados
.
Gráficos
Uma maneira alternativa de apresentar informações estatísticas é por meio de gráficos, que são representações visuais. Os gráficos
são altamente eficazes na apresentação de dados, proporcionando uma compreensão mais rápida e facilitada do comportamento dos
fenômenos em estudo.
Um gráfico é, fundamentalmente, uma representação gráfica de dados que é derivada de uma tabela. Embora as tabelas ofereçam
uma representação precisa e permitam uma análise detalhada dos dados, os gráficos são mais adequados para situações em que se deseja
fornecer uma impressão rápida e fácil do fenômeno em questão.
É importante ressaltar que tanto os gráficos quanto as tabelas têm finalidades distintas, e a escolha entre eles depende do objetivo
da apresentação. Frequentemente, a utilização de um não exclui o uso do outro, e ambos podem ser empregados complementarmente.
Ao criar um gráfico, é necessárioobservar algumas diretrizes gerais:
1) Os gráficos geralmente são criados em um sistema de eixos chamado sistema cartesiano ortogonal. A variável independente é re-
presentada no eixo horizontal (abscissas), enquanto a variável dependente é colocada no eixo vertical (ordenadas). O ponto de partida no
eixo vertical deve ser sempre zero, que é o ponto de encontro dos eixos.
2) Intervalos iguais de medidas devem corresponder a intervalos iguais nas escalas. Por exemplo, se o intervalo de 10-15 kg correspon-
der a 2 cm na escala, o intervalo de 40-45 kg também deverá corresponder a 2 cm, enquanto o intervalo de 40-50 kg corresponderá a 4 cm.
3) O gráfico deve conter um título, indicar a fonte dos dados, apresentar notas e legendas. Todas essas informações são essenciais para
que o gráfico seja compreensível por si só, sem depender de um texto explicativo.
4) O formato do gráfico deve ser aproximadamente quadrado, evitando problemas de escala que possam interferir na interpretação
correta dos dados.
Tipos de Gráficos
Estereogramas: são representações gráficas em que as grandezas são indicadas por meio de volumes. Normalmente, esses gráficos
são elaborados em um sistema de coordenadas bidimensional, embora também possam ser criados em um sistema tridimensional para
destacar a relação entre três variáveis.
MATEMÁTICA
43
a solução para o seu concurso!
Editora
Cartogramas: são representações em cartas geográficas (mapas).
MATEMÁTICA
4444
a solução para o seu concurso!
Editora
Pictogramas ou gráficos pictóricos: são representações visuais compostas principalmente por ilustrações, projetadas para serem
visualmente atrativas e direcionadas a um público amplo e diversificado. No entanto, eles não são adequados para situações que
demandam precisão detalhada.
Diagramas
São representações gráficas bidimensionais que são amplamente utilizadas devido à sua simplicidade e facilidade de criação. Eles po-
dem ser categorizados em vários tipos, incluindo gráficos de colunas, gráficos de barras, gráficos de linhas ou curvas, e gráficos de setores.
a) Gráfico de colunas: neste tipo de gráfico, as grandezas são comparadas por meio de retângulos de largura igual, dispostos verti-
calmente, com alturas proporcionais às grandezas. A distância entre os retângulos deve ser, no mínimo, igual a 1/2 e, no máximo, 2/3 da
largura da base dos retângulos.
b) Gráfico de barras: este tipo de gráfico segue as mesmas orientações do gráfico de colunas, com a única diferença sendo a disposição
horizontal dos retângulos. É preferido quando as etiquetas nos retângulos são mais extensas que suas bases.
MATEMÁTICA
45
a solução para o seu concurso!
Editora
c) Gráfico de linhas ou curvas: neste tipo de gráfico, os pontos são posicionados em um plano de acordo com suas coordenadas e, em
seguida, conectados por segmentos de linha ou curvas. É amplamente empregado em séries temporais e séries mistas quando uma das
variáveis em consideração é o tempo, facilitando a análise comparativa.
d) Gráfico em setores: este tipo de gráfico é apropriado para destacar a proporção de cada informação em relação ao todo. O gráfico
é representado por um círculo em que o total (100%) equivale a 360°, dividido em segmentos proporcionais à representação. Essa divisão
é realizada por meio de regra de três simples. Um transferidor é frequentemente utilizado para marcar os ângulos correspondentes a cada
divisão.
MATEMÁTICA
4646
a solução para o seu concurso!
Editora
NOÇÕES DE GEOMETRIA PLANA – FORMA, ÁREA, PERÍMETRO E TEOREMA DE PITÁGORAS.
Quadriláteros
Quadrilátero é todo polígono com as seguintes propriedades:
- Tem 4 lados.
- Tem 2 diagonais.
- A soma dos ângulos internos Si = 360º
- A soma dos ângulos externos Se = 360º
Trapézio: É todo quadrilátero tem dois paralelos.
- é paralelo a
- Losango: 4 lados congruentes
- Retângulo: 4 ângulos retos (90 graus)
- Quadrado: 4 lados congruentes e 4 ângulos retos.
Observações:
- No retângulo e no quadrado as diagonais são congruentes (iguais)
- No losango e no quadrado as diagonais são perpendiculares entre si (formam ângulo de 90°) e são bissetrizes dos ângulos internos
(dividem os ângulos ao meio).
Polígono
Chama-se polígono a união de segmentos que são chamados lados do polígono, enquanto os pontos são chamados vértices do po-
lígono.
MATEMÁTICA
47
a solução para o seu concurso!
Editora
Diagonal de um polígono é um segmento cujas extremidades são vértices não-consecutivos desse polígono.
Número de Diagonais
Ângulos Internos
A soma das medidas dos ângulos internos de um polígono convexo de n lados é (n-2).180
Unindo um dos vértices aos outros n-3, convenientemente escolhidos, obteremos n-2 triângulos. A soma das medidas dos ângulos
internos do polígono é igual à soma das medidas dos ângulos internos dos n-2 triângulos.
Ângulos Externos
MATEMÁTICA
4848
a solução para o seu concurso!
Editora
A soma dos ângulos externos=360°
Teorema de Tales
Se um feixe de retas paralelas tem duas transversais, então a razão de dois segmentos quaisquer de uma transversal é igual à razão
dos segmentos correspondentes da outra.
Dada a figura anterior, O Teorema de Tales afirma que são válidas as seguintes proporções:
Exemplo
Perímetros e áreas das figuras planas
Perímetro: é a soma de todos os lados de uma figura plana.
Exemplo:
Perímetro = 10 + 10 + 9 + 9 = 38 cm
Perímetros de algumas das figuras planas:
MATEMÁTICA
49
a solução para o seu concurso!
Editora
Área: é a medida da superfície de uma figura plana.
A unidade básica de área é o m2 (metro quadrado), isto é, uma superfície correspondente a um quadrado que tem 1 m de lado.
Fórmulas de área das principais figuras planas:
1) Retângulo
- sendo b a base e h a altura:
2. Paralelogramo
- sendo b a base e h a altura:
3. Trapézio
- sendo B a base maior, b a base menor e h a altura:
4. Losango
- sendo D a diagonal maior e d a diagonal menor:
MATEMÁTICA
5050
a solução para o seu concurso!
Editora
5. Quadrado
- sendo l o lado:
6. Triângulo: essa figura tem 6 fórmulas de área, dependendo dos dados do problema a ser resolvido.
I) sendo dados a base b e a altura h:
II) sendo dados as medidas dos três lados a, b e c:
III) sendo dados as medidas de dois lados e o ângulo formado entre eles:
IV) triângulo equilátero (tem os três lados iguais):
V) circunferência inscrita:
MATEMÁTICA
51
a solução para o seu concurso!
Editora
VI) circunferência circunscrita:
Área do círculo e suas partes
I- Círculo:
Quem primeiro descreveu a área de um círculo foi o matemá-
tico grego Arquimedes (287/212 a.C.), de Siracusa, mais ou menos
por volta do século II antes de Cristo. Ele concluiu que quanto mais
lados tem um polígono regular mais ele se aproxima de uma cir-
cunferência e o apótema (a) deste polígono tende ao raio r. Assim,
como a fórmula da área de um polígono regular é dada por A = p.a
(onde p é semiperímetro e a é o apótema), temos para a área do
círculo , então temos:
II- Coroa circular:
É uma região compreendida entre dois círculos concêntricos
(tem o mesmo centro). A área da coroa circular é igual a diferença
entre as áreas do círculo maior e do círculo menor. A = R2 – r2, como
temos o como fator comum, podemos colocá-lo em evidência, en-
tão temos:
III- Setor circular:
É uma região compreendida entre dois raios distintos de um
círculo. O setor circular tem como elementos principais o raio r, um
ângulo central e o comprimento do arco l, então temos duas fór-
mulas:
IV- Segmento circular:
É uma região compreendida entre um círculo e uma corda (seg-
mento que une dois pontos de uma circunferência) deste círculo.
Para calcular a área de um segmento circular temos que subtrair
a área de um triângulo da área de um setor circular, então temos:
Área e Volume dos sólidos geométricos
PRISMA: é um sólido geométrico que possui duas bases iguais
e paralelas.
Exemplo:
(PREF. JUCÁS/CE – PROFESSOR DE MATEMÁTICA – INSTITUTO
NEO EXITUS) O número de faces de um prisma, em que a baseé um
polígono de n lados é:
(A) n + 1.
(B) n + 2.
(C) n.
(D) n – 1.
(E) 2n + 1.
Resolução:
Se a base tem n lados, significa que de cada lado sairá uma face.
Assim, teremos n faces, mais a base inferior, e mais a base su-
perior.
Portanto, n + 2
Resposta: B
MATEMÁTICA
5252
a solução para o seu concurso!
Editora
PIRÂMIDE: é um sólido geométrico que tem uma base e um vértice superior.
Exemplo:
Uma pirâmide triangular regular tem aresta da base igual a 8 cm e altura 15 cm. O volume dessa pirâmide, em cm3, é igual a:
(A) 60
(B) 60
(C) 80
(D) 80
(E) 90
Resolução:
Do enunciado a base é um triângulo equilátero. E a fórmula da área do triângulo equilátero é . A aresta da base é a = 8 cm e h = 15 cm.
Cálculo da área da base:
Cálculo do volume:
Resposta: D
MATEMÁTICA
53
a solução para o seu concurso!
Editora
CILINDRO: é um sólido geométrico que tem duas bases iguais, paralelas e circulares.
CONE: é um sólido geométrico que tem uma base circular e vértice superior.
Exemplo:
Um cone equilátero tem raio igual a 8 cm. A altura desse cone, em cm, é:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E) 8
MATEMÁTICA
5454
a solução para o seu concurso!
Editora
Resolução:
Em um cone equilátero temos que g = 2r. Do enunciado o raio é 8 cm, então a geratriz é g = 2.8 = 16 cm.
g2 = h2 + r2
162 = h2 + 82
256 = h2 + 64
256 – 64 = h2
h2 = 192
Resposta: D
ESFERA: superfície curva, possui formato de uma bola.
TRONCOS: são cortes feitos nas superfícies de alguns dos sólidos geométricos. São eles:
MATEMÁTICA
55
a solução para o seu concurso!
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Exemplo:
(ESCOLA DE SARGENTO DAS ARMAS – COMBATENTE/LOGÍSTICA – TÉCNICA/AVIAÇÃO – EXÉRCITO BRASILEIRO) O volume de um tronco
de pirâmide de 4 dm de altura e cujas áreas das bases são iguais a 36 dm² e 144 dm² vale:
(A) 330 cm³
(B) 720 dm³
(C) 330 m³
(D) 360 dm³
(E) 336 dm³
Resolução:
AB=144 dm²
Ab=36 dm²
Resposta: E
Teorema de Pitágoras
Em todo triângulo retângulo, o maior lado é chamado de hipotenusa e os outros dois lados são os catetos. Deste triângulo tiramos a
seguinte relação:
“Em todo triângulo retângulo o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos”.
a2 = b2 + c2
Exemplo:
Um barco partiu de um ponto A e navegou 10 milhas para o oeste chegando a um ponto B, depois 5 milhas para o sul chegando a um
ponto C, depois 13 milhas para o leste chagando a um ponto D e finalmente 9 milhas para o norte chegando a um ponto E. Onde o barco
parou relativamente ao ponto de partida?
(A) 3 milhas a sudoeste.
(B) 3 milhas a sudeste.
(C) 4 milhas ao sul.
(D) 5 milhas ao norte.
(E) 5 milhas a nordeste.
Resolução:
MATEMÁTICA
5656
a solução para o seu concurso!
Editora
x2 = 32 + 42
x2 = 9 + 16
x2 = 25
Resposta: E
QUESTÕES
1. CS-UFG - 2023
Em um projeto de urbanização de uma região, pretende-se
construir Q+2 prédios novos a cada 2 anos, em que Q é a quanti-
dade de prédios existentes nos 2 anos anteriores. Cada prédio leva
exatamente dois anos para ser construído, terá 28 andares e cada
andar terá 8 apartamentos. No início do projeto, a região não tinha
nenhum prédio e, após 2 anos, foram construídos os 2 primeiros
prédios. Quantos apartamentos essa região terá após os 50 primei-
ros anos de desenvolvimento do projeto?
(A) 18.200
(B) 65.100
(C) 98.400
(D) 145.600
2. UNDATEC - 2023
Sabendo que o dobro de x somado com o quádruplo de y é
igual a 5 e que o triplo de x somado ao triplo de y é igual a 3, pode-
-se afirmar que o produto entre x e y é igual a:
(A) 0,75
(B) 0,50
(C) – 0,75
(D) – 1
3. VUNESP - 2023
Um cliente contratará três serviços de um mesmo arquiteto,
com custo médio de R$ 7.300,00 por serviço. Se o custo do serviço
de maior valor será R$ 4.000,00 acima do custo do serviço de me-
nor valor, e o custo do terceiro serviço será R$ 1.700,00 abaixo do
custo do serviço de maior valor, então o serviço de menor valor terá
um custo de
(A) R$ 5.200,00.
(B) R$ 5.300,00.
(C) R$ 5.400,00.
(D) R$ 5.500,00.
(E) R$ 5.600,00.
4. (CÂMARA DE SUMARÉ – ESCRITURÁRIO -VUNESP/2017)
No depósito de uma loja de doces, há uma caixa contendo n bom-
bons. Para serem vendidos, devem ser repartidos em pacotes
iguais, todos com a mesma quantidade de bombons. Com os bom-
bons dessa caixa, podem ser feitos pacotes com 5, ou com 6, ou
com 7 unidades cada um, e, nesses casos, não faltará nem sobrará
nenhum bombom. Nessas condições, o menor valor que pode ser
atribuído a n é
(A) 280.
(B) 265.
(C) 245.
(D) 230.
(E) 210.
5. (EMBASA – AGENTE ADMINISTRATIVO – IBFC/2017) Con-
siderando A o MDC (maior divisor comum) entre os números 24 e
60 e B o MMC (menor múltiplo comum) entre os números 12 e 20,
então o valor de 2A + 3B é igual a:
(A) 72
(B) 156
(C) 144
(D) 204
6. (MPE/GO – OFICIAL DE PROMOTORIA – MPEGO /2017)
Em um determinado zoológico, a girafa deve comer a cada 4 horas,
o leão a cada 5 horas e o macaco a cada 3 horas. Considerando
que todos foram alimentados às 8 horas da manhã de domingo, é
correto afirmar que o funcionário encarregado deverá servir a ali-
mentação a todos concomitantemente às:
(A) 8 horas de segunda-feira.
(B) 14 horas de segunda-feira.
(C) 10 horas de terça-feira.
(D) 20 horas de terça-feira.
(E) 9 horas de quarta-feira.
7. (SAP/SP - AGENTE DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIA - MS-
CONCURSOS/2017) Um aparelho de televisão que custa R$1600,00
estava sendo vendido, numa liquidação, com um desconto de 40%.
Marta queria comprar essa televisão, porém não tinha condições de
pagar à vista, e o vendedor propôs que ela desse um cheque para
15 dias, pagando 10% de juros sobre o valor da venda na liquidação.
Ela aceitou e pagou pela televisão o valor de:
(A) R$1120,00
(B)R$1056,00
(C)R$960,00
(D) R$864,00
8. (TST – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2017) A equipe de se-
gurança de um Tribunal conseguia resolver mensalmente cerca de
35% das ocorrências de dano ao patrimônio nas cercanias desse
prédio, identificando os criminosos e os encaminhando às autori-
dades competentes. Após uma reestruturação dos procedimentos
de segurança, a mesma equipe conseguiu aumentar o percentual
de resolução mensal de ocorrências desse tipo de crime para cer-
ca de 63%. De acordo com esses dados, com tal reestruturação, a
equipe de segurança aumentou sua eficácia no combate ao dano
ao patrimônio em
(A) 35%.
(B) 28%.
(C) 63%.
(D) 41%.
(E) 80%.
9. (TST – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2017) Três irmãos, An-
dré, Beatriz e Clarice, receberam de uma tia herança constituída pe-
las seguintes joias: um bracelete de ouro, um colar de pérolas e um
par de brincos de diamante. A tia especificou em testamento que
as joias não deveriam ser vendidas antes da partilha e que cada um
deveria ficar com uma delas, mas não especificou qual deveria ser
dada a quem. O justo, pensaram os irmãos, seria que cada um re-
cebesse cerca de 33,3% da herança, mas eles achavam que as joias
tinham valores diferentes entre si e, além disso, tinham diferentes
MATEMÁTICA
57
a solução para o seu concurso!
Editora
opiniões sobre seus valores. Então, decidiram fazer a partilha do
seguinte modo:
− Inicialmente, sem que os demais vissem, cada um deveria
escrever em um papel três porcentagens, indicando sua avaliação
sobre o valor de cada joia com relação ao valor total da herança.
− A seguir, todos deveriam mostrar aos demais suas avaliações.
− Uma partilha seria considerada boa se cada um deles rece-
besse uma joia que avaliou como valendo 33,3% da herança toda
ou mais.
As avaliações de cada um dos irmãos a respeito das joias foi a
seguinte:
ANDRÉ Bracelete: 40% Colar: 50% Brincos: 10%
BEATRIZ Bracelete: 30% Colar: 50% Brincos: 20%
CLARICE Bracelete: 30% Colar: 20% Brincos: 50%
Assim, uma partilha boa seria se André, Beatriz e Clarice rece-
bessem, respectivamente,
(A) o bracelete, os brincos e o colar.
(B) os brincos, o colar e o bracelete.
(C) o colar, o bracelete e os brincos.
(D) o bracelete, o colar e os brincos.
(E) o colar, os brincos e o bracelete.
10. (DESENBAHIA – TÉCNICO ESCRITURÁRIO - INSTITUTO
AOCP/2017) João e Marcosresolveram iniciar uma sociedade para
fabricação e venda de cachorro quente. João iniciou com um capital
de R$ 30,00 e Marcos colaborou com R$ 70,00. No primeiro final de
semana de trabalho, a arrecadação foi de R$ 240,00 bruto e ambos
reinvestiram R$ 100,00 do bruto na sociedade, restando a eles R$
140,00 de lucro. De acordo com o que cada um investiu inicialmen-
te, qual é o valor que João e Marcos devem receber desse lucro,
respectivamente?
(A) 30 e 110 reais.
(B) 40 e 100 reais.
(C)42 e 98 reais.
(D) 50 e 90 reais.
(E) 70 e 70 reais.
11. (TST – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2017) Em uma empre-
sa, trabalham oito funcionários, na mesma função, mas com car-
gas horárias diferentes: um deles trabalha 32 horas semanais, um
trabalha 24 horas semanais, um trabalha 20 horas semanais, três
trabalham 16 horas semanais e, por fim, dois deles trabalham 12
horas semanais. No final do ano, a empresa distribuirá um bônus
total de R$ 74.000,00 entre esses oito funcionários, de forma que a
parte de cada um seja diretamente proporcional à sua carga horária
semanal. Dessa forma, nessa equipe de funcionários, a diferença
entre o maior e o menor bônus individual será, em R$, de
(A) 10.000,00.
(B) 8.000,00.
(C) 20.000,00.
(D) 12.000,00.
(E) 6.000,00.
12. (CÂMARA DE SUMARÉ – ESCRITURÁRIO – VUNESP/2017)
Para uma pesquisa, foram realizadas entrevistas nos estados da Re-
gião Sudeste do Brasil. A amostra foi composta da seguinte maneira:
– 2500 entrevistas realizadas no estado de São Paulo;
– 1500 entrevistas realizadas nos outros três estados da Região
Sudeste.
Desse modo, é correto afirmar que a razão entre o número de
entrevistas realizadas em São Paulo e o número total de entrevistas
realizadas nos quatro estados é de
(A) 8 para 5.
(B) 5 para 8.
(C) 5 para 7.
(D) 3 para 5.
(E) 3 para 8.
13. (IPRESB/SP - ANALISTA DE PROCESSOS PREVIDENCIÁ-
RIOS- VUNESP/2017) Para imprimir 300 apostilas destinadas a um
curso, uma máquina de fotocópias precisa trabalhar 5 horas por dia
durante 4 dias. Por motivos administrativos, será necessário impri-
mir 360 apostilas em apenas 3 dias. O número de horas diárias que
essa máquina terá que trabalhar para realizar a tarefa é
(A) 6.
(B) 7.
(C) 8.
(D) 9.
(E) 10.
14. (SEPOG – ANALISTA EM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
E COMUNICAÇÃO – FGV/2017) Uma máquina copiadora A faz 20%
mais cópias do que uma outra máquina B, no mesmo tempo.
A máquina B faz 100 cópias em uma hora.
A máquina A faz 100 cópias em
(A) 44 minutos.
(B) 46 minutos.
(C) 48 minutos.
(D) 50 minutos.
(E) 52 minutos.
15. (SAP/SP - AGENTE DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIA - MS-
CONCURSOS/2017) Para a construção de uma rodovia, 12 operários
trabalham 8 horas por dia durante 14 dias e completam exatamente
a metade da obra. Porém, a rodovia precisa ser terminada daqui a
exatamente 8 dias, e então a empresa contrata mais 6 operários
de mesma capacidade dos primeiros. Juntos, eles deverão trabalhar
quantas horas por dia para terminar o trabalho no tempo correto?
(A) 6h 8 min
(B)6h 50min
(C) 9h 20 min
(D) 9h 33min
16. COMUR DE NOVO HAMBURGO/RS - AGENTE DE ATENDI-
MENTO E VENDAS - FUNDATEC/2021 Qual o resultado da equação
de primeiro grau 2x - 7 = 28 - 5x?
(A) 3.
(B) 5.
(C) 7.
(D) -4,6.
(E) Não é possível resolver essa equação.
MATEMÁTICA
5858
a solução para o seu concurso!
Editora
17. Assinale a alternativa incorreta, acerca de sistemas de
equação.
Alternativas
(A) Um sistema de equações é constituído por um conjunto de
equações que apresentam mais de uma incógnita.
(B) Para resolver um sistema de equações do 1º grau, com duas
incógnitas, usando o método da substituição ou o da soma.
(C) No método da adição consiste em escolher uma das equa-
ções e isolar uma das incógnitas, para determinar o seu valor
em relação a outra incógnita.
(D) Um sistema é chamado do 1º grau, quando o maior expoen-
te das incógnitas, que integram as equações, é igual a 1 e não
existe multiplicação entre essas incógnitas.
18. (CÂMARA DE SUMARÉ – ESCRITURÁRIO – VUNESP/2017)
Renata foi realizar exames médicos em uma clínica. Ela saiu de sua
casa às 14h 45 min e voltou às 17h 15 min. Se ela ficou durante uma
hora e meia na clínica, então o tempo gasto no trânsito, no trajeto
de ida e volta, foi igual a
(A) 1/2h.
(B) 3/4h.
(C) 1h.
(D) 1h 15min.
(E) 1 1/2h.
19. (CÂMARA DE SUMARÉ – ESCRITURÁRIO – VUNESP/2017)
Uma indústria produz regularmente 4500 litros de suco por dia. Sa-
be-se que a terça parte da produção diária é distribuída em caixi-
nhas P, que recebem 300 mililitros de suco cada uma. Nessas condi-
ções, é correto afirmar que a cada cinco dias a indústria utiliza uma
quantidade de caixinhas P igual a
(A) 25000.
(B) 24500.
(C) 23000.
(D) 22000.
(E) 20500.
20. (TJM-SP - Oficial de Justiça – VUNESP) Um grande terreno
foi dividido em 6 lotes retangulares congruentes, conforme mostra
a figura, cujas dimensões indicadas estão em metros.
Sabendo-se que o perímetro do terreno original, delineado em
negrito na figura, mede x + 285, conclui-se que a área total desse
terreno é, em m2, igual a:
(A) 2 400.
(B) 2 600.
(C) 2 800.
(D) 3000.
(E) 3 200.
GABARITO
1 D
2 C
3 A
4 E
5 E
6 D
7 B
8 E
9 D
10 C
11 A
12 B
13 C
14 D
15 C
16 B
17 C
18 C
19 A
20 D
ANOTAÇÕES
___________________________________________
___________________________________________
___________________________________________
___________________________________________
___________________________________________
___________________________________________
___________________________________________
___________________________________________
___________________________________________
___________________________________________
___________________________________________
___________________________________________
___________________________________________
Auxiliar de Biblioteca I
CONHECIMENTOS
ESPECÍFICOS
59
a solução para o seu concurso!
Editora
A BIBLIOTECA: MISSÃO, OBJETIVOS, RECURSOS E SERVI-
ÇOS
Conceito de Biblioteca
Segundo Ferreira1 define no dicionário a palavra biblioteca re-
fere-se a:
1. Coleção pública ou privada de livros e documentos congêne-
res, organizada para estudo, leitura e consulta;
2. Edifício ou recinto onde se instala essa coleção;
3. Estante ou outro móvel onde se guardam e/ou ordenam os
livros.
É interessante saber que não é à toa que a palavra biblioteca
tem sua origem nos termos gregos biblíon (livro) e theka (caixa),
significando o móvel ou lugar onde se guardam livros.
Foi no Egito que existiu, desde o século IV a.C., a mais célebre
e grandiosa biblioteca da Antiguidade, a Biblioteca de Alexandria,
que tinha como ambição reunir em um só lugar todo o conhecimen-
to humano. Seu acervo era constituído de rolos de papiro manuscri-
tos – aproximadamente 60 mil, contendo literatura grega, egípcia,
assíria e babilônica.
No entanto, o conceito e as explicações para a palavra biblio-
teca vêm se transformando e se ajustando por meio da própria
história das bibliotecas. Para Fonseca2 um novo conceito “é o de
biblioteca menos como coleção de livros e outros documentos, de-
vidamente classificados e catalogados do que como assembleia de
usuários da informação”.
Isso quer dizer que as bibliotecas não devem ser vistas como
simples depósitos de livros. Elas devem ter seu foco voltado para as
pessoas no uso que essas fazem da informação oferecendo meios
para que esta circule da forma mais dinâmica possível.
Tipos de Bibliotecas3
De acordo com os princípios e diretrizes das bibliotecas públi-
cas, elaborado pela Fundação Biblioteca Nacional4, as bibliotecas,
geralmente, são classificadas de acordo com as funções que de-
1 FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário da língua portuguesa.
2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.
2 FONSECA, Edson Nery da. Introdução à biblioteconomia. São Paulo: Pioneira,
1992.
3 Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. Disponível em: http://snbp.culturadigi-
tal.br/tipos-de-bibliotecas/
4 Biblioteca Pública: princípiose diretrizes 2ª EDIÇÃO REVISTA E AMPLIADA,
sempenham, o tipo de leitor para o qual direcionam seus serviços
e o nível de especialização de seu acervo. São identificadas como
bibliotecas nacionais, universitárias, públicas, escolares, especiais
e especializadas. Como, por exemplo, uma biblioteca universitária
tem como função apoiar o desenvolvimento das atividades aca-
dêmicas, e seus serviços visam atender aos alunos, professores e
funcionários das universidades, sendo sua coleção voltada para o
ensino e a pesquisa.
Segundo o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas o tipo de
uma biblioteca é determinado pelas funções e serviços que esta
oferece, pela comunidade que atende, e pelo seu vínculo institucio-
nal. De acordo com este entendimento, elas podem ser:5
Biblioteca Pública
O conceito de biblioteca pública baseia-se na igualdade de
acesso para todos, sem restrição de idade, raça, sexo, status social
etc. e na disponibilização à comunidade de todo tipo de conheci-
mento. Deve oferecer todos os gêneros de obras que sejam do in-
teresse da comunidade a que pertence, bem como literatura em
geral, além de informações básicas sobre a organização do governo,
serviços públicos em geral e publicações oficiais.
A biblioteca pública é um elo entre a necessidade de informa-
ção de um membro da comunidade e o recurso informacional que
nela se encontra organizado e à sua disposição. Além disso, uma
biblioteca pública deve constituir-se em um ambiente realmente
público, de convivência agradável, onde as pessoas possam se en-
contrar para conversar, trocar ideias, discutir problemas, auto ins-
truir-se e participar de atividades culturais e de lazer.
Assim, as bibliotecas públicas são caracterizadas por:
1) Destinar-se a toda coletividade, ao contrário de outras que
têm funções mais específicas;
2) Possuir todo tipo de material (sem restrições de assuntos ou
de materiais);
3) Ser subvencionada pelo poder público (federal, estadual ou
municipal).
Ela difere da biblioteca comunitária/popular, que surge da co-
munidade e é por ela gerida, sendo o atendimento feito, geralmen-
te, por voluntários. A biblioteca pública tem como objetivo atender,
por meio do seu acervo e de seus serviços, os variados interesses
Rio de Janeiro, 2010. Disponível em: https://www.bn.gov.br/sites/default/files/
documentos/miscelanea/2015/bibliotecapublica_principiosdiretrizes_edicao2.pdf -
Acesso em 10.02.2020 as 08h55.
5 Disponível em: https://www.bn.gov.br/sites/default/files/documentos/mis-
celanea/2015/bibliotecapublica_principiosdiretrizes_edicao2.pdf - Acesso em
10.02.2020 as 08h55.
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
6060
a solução para o seu concurso!
Editora
de leitura e informação da comunidade em que está localizada, co-
laborando para ampliar o acesso à informação, à leitura e ao livro,
de forma gratuita. Atende a todos os públicos, infantil, infanto-ju-
venil, adulto, pessoas da melhor idade e pessoas com necessidades
especiais e segue os preceitos estabelecidos no Manifesto da IFLA/
Unesco sobre Bibliotecas Públicas.
É considerada equipamento estrutural cultural e, portanto,
está sob responsabilidade das políticas públicas do Ministério da
Cultura. Em sua maioria é criada e mantida pelo Estado (Município,
Estado ou Federação).
Existem bibliotecas públicas que possuem acervos especializa-
dos e, por isso vem sendo denominadas como Bibliotecas Públi-
cas Temáticas, ou que oferecem serviços especializados para um
determinado público e por isso são identificadas pelo público, tal
como Biblioteca Pública Infantil, ou Biblioteca Pública Especial.
Biblioteca Pública Temática
São bibliotecas de natureza pública que se caracterizam como
bibliotecas especializadas em uma determinada área ou assunto.
O ambiente configura-se de maneira a representar a área/assunto
determinado, assim como as coleções que compõe o seu acervo,
os serviços que oferecem e a programação cultural. Sendo uma bi-
blioteca pública, diferenciam-se das bibliotecas especializadas por
atender a todos os públicos, bebes, crianças, jovens, adultos, pes-
soas da melhor idade e pessoas com necessidades especiais.
Biblioteca Comunitária
Espaço de incentivo à leitura e acesso ao livro. É criada e man-
tida pela comunidade local, sem vínculo direto com o Estado. De
maneira geral, as bibliotecas comunitárias não possuem orçamento
pré-determinado, mas são mantidas por meio de doações, tanto
para formação de acervos quanto de estrutura física.
Ponto de Leitura
Espaços de incentivo à leitura e acesso ao livro, criados em
comunidades, empresas, hospitais, presídios e instituições em ge-
ral, em sua maioria sua criação contou com o apoio do Programa
Mais Cultura. É uma forma de incentivo à criação de bibliotecas
comunitárias nas comunidades.
Biblioteca Nacional
Tem por função reunir e preservar toda produção bibliográfica
do país. Em cada país existe uma Biblioteca Nacional. No Brasil, toda
produção bibliográfica do país deve ser enviada para a Biblioteca
Nacional, isto é garantido pela lei de Deposito Legal. No Brasil a Bi-
blioteca Nacional está sediada no Rio de Janeiro.
Sobre a Biblioteca Nacional6
A Fundação Biblioteca Nacional é o órgão responsável pela exe-
cução da política governamental de captação, guarda, preservação
e difusão da produção intelectual do País
Possui um acervo com mais de 10 milhões de itens, por isso foi
considerada pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a
Educação, a Ciência e a Cultura) como a sétima maior biblioteca na-
cional do mundo e, também, a maior biblioteca da América Latina.
O Acervo da Biblioteca Nacional cresce constantemente a partir
de doações, aquisições e com a lei do depósito legal, que assegu-
ra o registro e a guarda da produção intelectual nacional, além de
possibilitar o controle, a elaboração e a divulgação da Bibliografia
6 Biblioteca Nacional. Disponível em https://www.bn.br/biblioteca-nacional/missao:
Brasileira corrente, bem como a defesa e a preservação da língua e
da cultura nacionais. Para efeito de Depósito Legal, entende-se toda
obra registrada, em qualquer suporte físico, destinada à venda ou
distribuição gratuita.
As principais atribuições da Fundação Biblioteca Nacional são:
- Captar, preservar e difundir os registros da memória bibliográ-
fica e documental nacional;
- Adotar as medidas necessárias para a conservação e proteção
do patrimônio bibliográfico e digital sob sua custódia;
- Atuar como centro referencial de informações bibliográficas;
- Atuar como órgão responsável pelo controle bibliográfico na-
cional;
- Ser depositária e assegurar o cumprimento da legislação rela-
tiva ao depósito legal;
- Registrar obras intelectuais e averbar a cessão dos direitos
patrimoniais do autor;
- Promover a cooperação e a difusão nacionais e internacionais
relativas à missão da Fundação Biblioteca Nacional; e
- Fomentar a produção de conhecimento por meio de pesquisa,
elaboração e circulação bibliográficas referentes à missão da Fun-
dação Biblioteca Nacional.
Biblioteca Escolar
Tem por objetivo atender os interesses de leitura e informa-
ção da sua comunidade e trabalha em consonância com o projeto
pedagógico da escola a qual está inserida. Atende prioritariamente
alunos, professores, funcionários da unidade de ensino, podendo
também ampliar sua ação para atender os familiares de alunos e a
comunidade moradora do entorno. Está localizada dentro de uma
unidade de ensino pré-escolar, fundamental e/ou médio. Segue os
preceitos do Manifesto da IFLA/UNESCO para a Biblioteca Escolar e
no Brasil a Lei no. 12.244 dispõe sobre a universalização das biblio-
tecas nas instituições de ensino no país.
Biblioteca Universitária
Tem por objetivo apoiar as atividades de ensino, pesquisa e
extensão científicaspor meio de seu acervo e dos seus serviços.
Atende alunos, professores, pesquisadores e comunidade acadêmi-
ca em geral. É importante ressaltar que as bibliotecas Universitárias
públicas são de livre acesso por parte da população. É vinculada
a uma unidade de ensino superior, podendo ser uma instituição
pública ou privada. A Biblioteca Universitária dá continuidade ao
trabalho iniciado pela Biblioteca Escolar.
As bibliotecas são equipamentos sociais de uso coletivo. Nes-
te sentido, cresce a responsabilidade das bibliotecas de garantir o
acesso ao público, sendo assim, tanto as bibliotecas como as uni-
versidades são pontos de convergência de ideias e distribuição dos
saberes, onde todas as formas de conhecimento podem dialogar,
desenvolvendo as peculiaridades de cada região onde estiverem
estabelecidas. Na estrutura organizacional da biblioteca universitá-
ria, verifica-se que há significativa parcela de tarefas repetitivas e
monótonas.
A informatização resolve boa parte dos problemas, realizando
de forma rápida e eficiente o trabalho de rotina, liberando o biblio-
tecário para desenvolver outros serviços. Mas, quando a bibliote-
ca é um sistema ou uma rede normalmente gera centralização de
processamento ou controle do acervo, conforme a distribuição das
responsabilidades; uma parte das bibliotecas reduz as atividades e
outras acumulam funções, principalmente as bibliotecas centrais.
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
61
a solução para o seu concurso!
Editora
A informatização na biblioteca, se não tiver outros méritos, já
vale apenas pela libertação do bibliotecário das tarefas burocráticas
e rotineiras e para que desenvolva seu potencial como agente disse-
minador da informação. Diante desta realidade, percebe-se que as
bibliotecas universitárias detêm um papel essencial nos processos
de pesquisa da comunidade acadêmica, uma vez que a biblioteca
tem a posse do conhecimento universitário; sua principal função é
ser intermediária entre o conhecimento científico e o tecnológico
em apoio a seus usuários. Desse modo, a biblioteca universitária
deve estar preparada para atender a demanda de pesquisas e le-
vantamentos bibliográficos e técnicos, visando suprir os projetos
em desenvolvimento na universidade.
É necessário analisar o papel das bibliotecas universitárias,
principalmente na sua inserção nos projetos em desenvolvimento
como um elemento de cooperação técnica e científica. Assim, os
recursos humanos e financeiros devem estar previstos nos projetos,
visando principalmente à melhoria dos acervos, para que possam
responder as necessidades específicas de cada projeto. Entre as
principais funções da biblioteca universitária, podem ser mencio-
nados, o repositório do acervo, a disseminadora de informação e
conhecimento e o elo de ligação entre o conhecimento e o usuário
final; essas funções continuam importantes mesmo depois da In-
ternet, tecnologia que contempla pequena parte do conhecimento
especializado.
Nesse contexto, percebe-se que a biblioteca universitária é o
principal recurso para facilitar o acesso à informação. Assim, é vi-
sível a necessidade de inserir a biblioteca como coparticipante nos
projetos da universidade visando melhorar o acervo documental, as
bases de dados e os demais serviços indispensáveis à comunidade
acadêmica. É preciso ressaltar, no âmbito das universidades públi-
cas, a necessidade do aperfeiçoamento da estrutura administrativa
que influencia os serviços bibliotecários, a fim de torná-los mais efi-
cientes e ágeis atendendo as necessidades dos usuários.
Destaca-se que o Ministério da Educação recomenda a aqui-
sição de 1 exemplar para 10 alunos matriculados por disciplina. É
importante acompanhar o crescimento da instituição, observando
o surgimento de novos cursos, como também a ampliação na oferta
de vagas.
Biblioteca Especializada7
Voltada a um campo específico do conhecimento. Seu acervo
e seus serviços atendem às necessidades de informação e pesquisa
de usuários interessados em uma ou mais áreas específicas do co-
nhecimento. É vinculada a uma instituição pública, ou privada po-
dendo também se caracterizar como uma biblioteca universitária,
quando vinculada a uma unidade de ensino superior.
Os bibliotecários especialistas precisam possuir o conhecimen-
to na área específica a que se destina a coleção, ou seja, qualifica-
ção profissional através de treinamentos específicos para a área de
atuação, bem como adequar suas ações ao contexto, visto que a
grande maioria dos Cursos de Graduação em Biblioteconomia for-
ma bibliotecários generalistas
7 SALASÁRIO, M. G. C. BIBLIOTECA ESPECIALIZADA E INFORMAÇÃO: DA
TEORIA CONCEITUAL À PRÁTICA NA BIBLIOTECA DO LABORATÓRIO DE
MECÂNICA DE PRECISÃO -LMP/UFSC. Biblioteconomia em Santa Catarina / v.
5 / n. 5 /2000.
Nas bibliotecas especializadas uma quantidade superior de do-
cumentos não convencionais, exigindo dos bibliotecários um maior
empenho na busca, obtenção e processamento técnico desses ma-
teriais.
Existem bibliotecas públicas especializadas em literatura in-
fantil e, por isso, costumam ser denominadas Bibliotecas Infantis.
Outras especializadas no atendimento a pessoas com necessidades
especiais e por isso denominadas Bibliotecas Especiais.
A biblioteca especializada tem como finalidade o armazena-
mento, a organização e a disseminação das informações afins do
local onde esta biblioteca está inserida.
Para as bibliotecas conseguirem atingir seus objetivos é ne-
cessário a automação dos serviços de circulação, catalogação e de
referência visando agilidade e confiança dos usuários. A biblioteca
especializada tem funções mais específicas, como recreação, edu-
cação continuada e aperfeiçoamento profissional, cultural e social
dos seus usuários.
A biblioteca especializada tem ainda a função de investimento
educacional, cultural e social, o qual é um importante fator para a
motivação individual do usuário.
Neste sentido, pode-se dizer que a Biblioteca especializada
adota como funções:
- Aquisição de informações pertinentes à especialidade da
biblioteca e a de seus pesquisadores;
- Organização do acervo e/ou as informações;
- Análise das informações quanto à pertinência e atualidade;
- Síntese e disseminação das informações;
- Criação e disponibilização de produtos e serviços.
Atualmente, existem bibliotecas tão especializadas que só con-
centram informação, por exemplo, sobre determinado grupo de
animais ou plantas. Para além disso, os bibliotecários encontram-se
muitas vezes agrupados em associações nas quais discutem as for-
mas de melhorar a organização e classificação científica dos docu-
mentos que se encontram à sua guarda.
As bibliotecas especializadas têm características peculiares,
principalmente em relação ao acervo. Este destaca-se, se compa-
rado aos modelos de bibliotecas tradicionais (bibliotecas públicas
e escolares), e mesmo às bibliotecas universitárias, por revelar um
carácter mais seletivo e atual, com seus acervos mais diversifica-
dos em termos de áreas de conhecimento. As primeiras bibliotecas
especializadas organizaram-se nas universidades que, desde cedo,
se organizaram em departamentos especializados ou faculdades
e, cada um destes iniciou a coleção de documentos relativos à sua
área específica. Provavelmente, as primeirasbibliotecas especiali-
zadas surgiram na área da medicina, uma vez que, por exemplo a
matemática se desenvolveu inicialmente ligada à filosofia, portanto
com necessidade de informações de vários campos do saber.
Biblioteca/Centro de referência
Bibliotecas especializadas que atuam com o foco no acesso,
disseminação, produção e utilização da informação para um deter-
minado público. Também denominados como Centro de Informa-
ção e Referência. Muitas delas não possuem acervo próprio e tra-
balham exclusivamente com a forma de referência de documentos
sobre determinado assunto (resumos e resenhas).
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
6262
a solução para o seu concurso!
Editora
NOÇÕES DE ORGANIZAÇÃO E ORDENAÇÃO FÍSICA. PREPA-
RO E CONSERVAÇÃO FÍSICA DO MATERIAL (LIVROS, PERIÓ-
DICOS E DIVERSAS MÍDIAS)
Quanto à Localização
A biblioteca deve situar-se em local de fácil acesso, de prefe-
rência no andar térreo devido ao peso dos livros, bem silencioso,
iluminado, em área que permita ampliações futuras, e sem a inci-
dência direta dos raios solares, que danificam o acervo documenta.
Mobiliário e Equipamentos
Os móveis podem ser de madeira ou de aço, sendo os de aço
mais resistentes e práticos. Hoje, empresas especializadas em mo-
biliário de escritório e biblioteca, oferecem várias opções e modelos
além de orientar quanto ao espaço e arranjo interno, uma vez que
o bibliotecário tenha designado toda a disposição de móveis, equi-
pamentos e a posição estratégica de cada seção.
Distribuição do Espaço Físico
É feita matematicamente. Por exemplo, já é padrão que em
podem ser colocados cinquenta volumes. Para se saber qual o es-
paço para colocar 30 mil volumes, divide-se 30 mil por cinquenta
(30.000/50) = . Temos, então, a área necessária.
Estrutura Organizacional
A biblioteca é uma instituição imprescindível ao desenvolvi-
mento cultural e social de um país. Uma biblioteca, como qualquer
instituição, pública ou privada, precisará dispor de um suporte ad-
ministrativo para atender a toda sua estrutura. Em geral, serão ne-
cessárias:
- Legislação;
- Regulamentação;
- Definição clara dos seus objetivos e responsabilidades;
- Hierarquia;
- Raio de influência;
- Funções e atribuições;
- Coordenação.
Para que o pessoal empregado, na biblioteca, se oriente e tenha
a compreensão apropriada dos serviços que executa, bem como, da
subordinação administrativa a que a biblioteca está sujeita, torna-
-se importante estabelecer um organograma e fluxogramas.
Produtos e Serviços
As bibliotecas oferecem, basicamente, os seguintes serviços
aos usuários:
- Orientação dos serviços prestados pela biblioteca e como uti-
lizá-los;
- Consulta do recinto da biblioteca;
- Empréstimo domiciliar;
- Empréstimo entre bibliotecas;
- Acesso as bases de dados da biblioteca;
- Acesso as bases de dados em rede;
- Levantamento de bibliografias;
- Serviços de referência fornecendo respostas a pedidos de in-
formação;
- Indicação ao usuário onde encontrar a informação desejada;
- Facilitar ou fornecer cópias de documentos, respeitando a Lei
dos direitos autorais. (Lei n° 9610/98).
SERVIÇOS DE ATENDIMENTO AO USUÁRIO: CIRCULAÇÃO;
EMPRÉSTIMO
Geralmente as bibliotecas consideram o Atendimento ao Usuá-
rio como as atividades e serviços oferecidos à comunidade acadê-
mica (alunos, professores, funcionários e visitantes) e ao público
em geral (comunidade), bem como à movimentação e ocorrências
nos ambientes a ela disponibilizados. Trata do processo de trabalho
que permeia o atendente e o usuário, com foco na qualidade, uti-
lizando a capacitação, planejamento e eficiência no atendimento.
O bom atendimento é o elemento mais importante para pro-
mover o alto conceito da Biblioteca, que foca o usuário como seu
objeto principal. A busca da qualidade em satisfazê-lo está em aten-
dê-lo como pessoa e não como produto. Assim, mesmo que o clien-
te cometa erros, isso não deve pautar o diálogo com o atendente,
quando a destreza desse último deverá prevalecer de maneira a
deixar o usuário a vontade.
O atendimento ao usuário pode ter como atividade principal a
pesquisa e levantamento bibliográfico em base de dados em busca
de livros para o empréstimo do mesmo.
Para conceituar a qualidade no Atendimento ao Usuário, al-
gumas características significativas, como habilidades e atitudes,
são consideradas como:
a) Tangibilidade: aparência;
b) Confiabilidade: capacidade de realizar serviços confiáveis e
precisos, conforme o pactuado;
c) Aptidão para responder ao usuário: boa vontade, disponibili-
dade, saber ouvir e expressar-se corretamente;
d) Segurança / Confiança: conhecimento e habilidade profissio-
nal dos atendentes;
e) Empatia: cuidado e atenção individualizada ao usuário, cor-
tesia;
f) Comprometimento: individual e em equipe.
Considera-se que a qualidade está sendo alcançada, na medida
em que existir uma demanda crescente de usuários, e/ou expecta-
tivas crescentes por parte da comunidade em relação à biblioteca
Circulação e Empréstimo
A circulação corresponde a toda e qualquer movimentação fí-
sica de materiais emprestados a usuários. Compreende materiais
bibliográficos do acervo e equipamentos.
A circulação do material bibliográfico pode ocorrer pela sim-
ples retirada da prateleira, seja para seu manuseio no local ou em
outro espaço da Biblioteca, seja para sua retirada por empréstimo
fora da sede. Já a circulação de equipamentos, normalmente ocorre
apenas nas dependências da Biblioteca.
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
63
a solução para o seu concurso!
Editora
Coleções Bibliográficas
A coleção da Biblioteca contém diferentes tipos de materiais de
informação, os quais devem ser distribuídos e organizados confor-
me suas características físicas, forma ou suporte, compondo uma,
duas, três ou mais coleções bibliográficas, geralmente as bibliotecas
dividem suas coleções em Coleção Geral e Coleção Memória.
Os maiores conjuntos de documentos da Coleção Geral são os
livros e os periódicos, ambos organizados em blocos compactos de
estantes, não viabilizando áreas de estudo entre elas. Ao usuário
deve ser solicitado a não reposição dos materiais em seu lugar, para
fins de coleta de dados e evitar equívocos na organização, deixan-
do-os nos locais indicados.
Pode-se permitir livre acesso a coleção, e sua localização
adequada consiste no local cuja a incidência solar seja menor. É
aconselhável detalhar sua organização em um manual de rotinas e
procedimento e, se necessário afixar cartazes informativo com in-
formações pertinentes.
A responsabilidade pela manutenção destas coleções é do Se-
tor de Circulação. Assim, a partir da entrada na coleção e respectiva
disponibilização ao usuário, o cuidado com o documento é deste
Setor, cabendo-lhe as alterações de status de circulação, sempre
que necessário.
Todos os tipos de documentos podem ser emprestados para
uso na sede e fora dela, com exceção das normas técnicas, que
devem permanecer na Biblioteca, por questões de direito autoral
e por serem obras de referência. O Regulamento de Circulação de
Materiais Bibliográficos detalha as especificidades e prazos de cada
tipo de material e coleção.
Já para a Coleção Memória, pode-se restringir o acesso, por
isso, esta coleção pode ser abrigada em um ambiente único e fecha-
do, com acesso para consulta mediante solicitação/
No que concerne à circulação, os objetivos específicos são:
a) Viabilizar o uso racional e equilibrado do acervoda biblio-
teca;
b) Identificar os materiais de informação adequados ao desen-
volvimento da coleção;
c) Propor prioridades para aquisição de material bibliográfico;
d) Sugerir diretrizes para avaliação da coleção;
e) Permitir maior rotatividade do material bibliográfico com
maior demanda;
f) Facilitar o empréstimo fora da sede para os itens menos pro-
curados;
g) Determinar princípios de organização e manutenção ade-
quadas ao acervo e ambientes de leitura da biblioteca;
h) Nortear os procedimentos de circulação, independentemen-
te de sua implementação.
Equipamentos
Os equipamentos destinados aos usuários da biblioteca podem
ser fixos ou móveis. Entretanto mesmo aqueles que têm total mobi-
lidade na Biblioteca não podem ser retirados para uso fora de suas
dependências. Seu detalhamento e funcionalidade são objeto do
manual de rotinas e procedimentos.
O empréstimo pode variar conforme o tipo de equipamento. A
depender da demanda, a biblioteca pode requisitar que o usuário
faça uma reserva para uso. A biblioteca deve também estipular o
tempo e forma de utilização que podem ser agrupados em um re-
gulamento de circulação de equipamentos.
Por exemplo: para o usuário utilizar um notebook da biblioteca,
ele precisa fazer uma reserva, dessa forma, ele dirigir-se-á ao aten-
dimento da biblioteca pessoalmente ou se a biblioteca oferecer
atendimento pela internet, e fará a reserva. O auxiliar de biblioteca
deve verificar a disponibilidade do equipamento e agendar um ho-
rário. Na disponibilização do equipamento, o auxiliar de biblioteca
deverá informar o usuário de suas responsabilidades para com o
equipamento. É realizada uma conferência do notebook e equipa-
mentos como mouse e adaptador de tomada, case, etc. E o usuário
se compromete a entregar o material com a mesma integridade
e no horário combinado. O usuário também deve ser informado
dos locais onde o uso do equipamento é permitido, bem como, das
senhas de acesso para fazer o login do equipamento. O usuário assi-
na um termo e/ou utiliza-se de cartão ou reconhecimento de usuá-
rio pela digital. Um comprovante pode ser emitido, e se a biblioteca
disponibilizar perfil para o usuário, fica em seu registro que este
realizou o empréstimo do equipamento tal, como prazo tal.
O armazenamento dos equipamentos móveis pode situa-se no
em um setor de circulação, onde são controlados e preservados em
local seguro e chaveado.
No que concerne à circulação, os objetivos específicos são:
a) Ampliar a disponibilização de recursos tecnológicos aos
usuários;
b) Viabilizar acesso monitorado à localização de documentos
bibliográficos dentro e fora da Biblioteca;
c) Facilitar a movimentação dos equipamentos em locais que
não possuem desktops;
d) Fomentar a utilização de e-readers e tablets para leitura de
e-books, com vistas à redução de espaço físico nas estantes com
títulos em vários exemplares.
O espaço de armazenamento do material bibliográfico é total-
mente de livre acesso ao usuário. Com vistas a manter o ambiente
agradável e induzir o usuário a manter a ordem, é recomendado
que o acervo seja constantemente examinado, a fim de assegurar
sua organização, com os livros e demais materiais devidamente ali-
nhados e sem material depositado fora da posição adequada.
Além dessa área do acervo, podem existir ambientes com fina-
lidades específicas para leitura, uso de computadores com priorida-
de para assuntos acadêmicos, salas de estudo em grupos, sala de
videoconferência e área de convivência. A ordem nesses ambien-
tes é de responsabilidade do setor de circulação, que ao constatar
problemas de limpeza e/ou higiene em qualquer dessas áreas, ou
mesmo em seus móveis ou equipamentos, deve comunicar à Secre-
taria, responsável pela manutenção da limpeza na Biblioteca. Isso
significa que, ao menos ao final de cada turno, os livros deixados
para serem guardados sejam recolhidos, bem como as mesas e ca-
deiras sejam realinhadas.
Leitura
A biblioteca universitária deve propiciar ambientes de estudo
individual distintos de outros para atividades em grupos. Para tanto,
a biblioteca pode disponibilizar mesas de trabalho individuais em
ambiente reservado e com preservação do silêncio, salas de estudo
em grupo, mesas para atividades individuais e/ou em grupos, onde
o silêncio absoluto não é uma contingência. A leitura de lazer ou
de simples informação rotineira inclui a possibilidade de assistir TV
(sem som, apenas com legendas).
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
6464
a solução para o seu concurso!
Editora
Salas de Estudo em Grupo
A biblioteca pode disponibilizar salas para estudos em grupo
que se destinam, preferencialmente, a atividades acadêmicas em
grupos de duas ou mais pessoas. Para ter acesso às salas de estu-
do, o usuário, normalmente deve fazer a reserva, embora também
possa utilizá-las sem essa condição, dependendo da sua disponibi-
lidade.
Área de Convivência
Ambiente que se configura como um espaço de convívio para
a comunidade usuária da biblioteca, não necessariamente para es-
tudo ou pesquisa. Trata-se de um espaço para descanso com a pos-
sibilidade de assistir televisão com legendas, leitura de lazer, perió-
dicos recentes ou de jornais diários com a possibilidade de apreciar
um cafezinho nessa ocasião.
Sala de Videoconferência
Destinada a reuniões por videoconferência, sessões de ensino
à distância, produção de conteúdo de vídeo e outras atividades aca-
dêmicas que exijam a utilização dos equipamentos disponíveis na
sala. Para ter acesso à sala de videoconferência, o usuário deverá
fazer reserva, podendo utilizá-la sem prévia reserva, dependendo
da sua disponibilidade.
Espaço para Guarda de Volumes
A fim de viabilizar livre trânsito aos usuários nas dependências
da Biblioteca, esta pode disponibilizar armários com compartimen-
tos individuais para depositarem seus pertences com segurança,
através de fechaduras com senhas ou chave, podendo o ambiente
ser monitorado por câmeras de vídeo. Dessa forma, pode-se vedar
a entrada de usuários na biblioteca com objetos pessoais dispensá-
veis para as atividades que estão em busca.
Sinalização
A sinalização ambiental tem papel importante para os usuários
e visa facilitar-lhes a localização dos produtos e serviços oferecidos,
bem como a prestação de informações gerais para a locomoção das
pessoas.
O sistema de sinalização tem como objetivo identificar, am-
bientar e qualificar os espaços da Biblioteca, oferecendo também
conforto físico e visual aos seus frequentadores. Para orientar os
usuários pode ser utilizada placa locacional, placa direcional, placa
informacional, placa direcional geral, conjunto de adesivos e adesi-
vos informacionais, totem direcional e totem informativo. Todos es-
ses elementos e outros que se venham implementar, devem seguir
uma orientação específica, que pode ser elaborado/encontrado em
um manual de sinalização.
Comunicação
Além da comunicação visual estabelecida na sinalização dos
ambientes, a comunicação com o usuário da biblioteca pode ser
realizada por diversos meios, sempre preservando a sobriedade
dos espaços, sem torná-los poluídos ou sobrecarregados, cultivan-
do uma estética vibrante, objetiva, alegre, atrativa e aconchegante.
São recursos como:
a) Folders: materiais de divulgação impressa com informações
relevantes sobre o funcionamento e regras de utilização da Biblio-
teca e demais recursos da Instituição;
b) Site: divulgação através da internet, contendo informações
institucionais (administrativas e históricas), disponibilizando docu-
mentos (técnicos e administrativos) úteis à comunidade, tutoriais
de serviços bibliográficos, formulários para solicitação de serviços
diversos, links para produtos e serviços externos a instituição.
c) Painéis e murais: para colocação de cartazes, avisos, e infor-
mações de interesse aos usuários produzidos pela Biblioteca. Os de
outra origem são de livre utilização dos usuários, mas com localiza-
ção no saguão externo à entrada da Biblioteca;d) Expositores: módulo para colocação de periódicos recentes
e totens para colocação de folders diversos;
e) Outros materiais de divulgação, como marcadores de livros,
sacolas para transportar livros, canetas, etc.
Os conteúdos disponibilizados através desses meios são pro-
venientes, principalmente, do setor de referência e do núcleo de
informática, porém a operacionalidade, produção, manutenção e
atualização dos que são em meio eletrônico ou digital são de res-
ponsabilidade deste último.
Os Serviços correspondem às atividades ou série de atividades
tangíveis ou não, realizadas pelos funcionários. A fim de atender
demandas realizadas ou futuras, com base em recursos físicos ou
sistemas de informação, gerando produtos ou informações para
solução do(s) problema(s) do usuário. Portanto, a informação é
a base do serviço oferecido e trabalhar com a informação requer,
além de sua organização e disponibilização, sua comunicação en-
tre quem atende e seu cliente, de forma que essa interação seja
ótima e sincronizada. O valor desse atendimento também consiste
em compreender o usuário e ambientes apropriados para construir
relacionamentos duradouros.
A qualidade do serviço, como é percebida pelo usuário, é a
mais importante força impulsionadora do desenvolvimento de um
sistema de informação ou da biblioteca. Os recursos humanos assu-
mem o papel de intermediários responsáveis pela satisfação ou não
do usuário pela imagem boa ou ruim do serviço oferecido.
Os serviços oferecidos aos usuários possuem objetivos espe-
cíficos, entre eles:
a) Instruir no uso da Biblioteca;
b) Auxiliar na resolução de suas questões de referência;
c) Ajudar na seleção e localização de livros e outras fontes de
informação;
d) Promover o uso da Biblioteca;
e) Ampliar o espectro de buscas da informação.
O atendimento ao usuário, na maioria das vezes, ainda é feito
da própria biblioteca, contudo pode se dar também fora dela. Assim
são caracterizados três tipos de atendimento:
a) Na sede: qualquer interação atendente/usuário que se efe-
tivar na biblioteca durante todo seu horário de expediente externo.
No balcão de empréstimos são realizadas as transações de emprés-
timos, devoluções e reservas de itens; no plantão de referência o
atendente auxilia e orienta o usuário quanto aos recursos da Bi-
blioteca; e a sala de atendimento personalizado serve para atender
solicitações mais complexas, como orientações sobre normalização
de documentos, utilização de bases de dados e questões referentes
a pendências dos usuários;
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
65
a solução para o seu concurso!
Editora
b) No prédio Centenário da Escola de Engenharia: para consulta da Coleção Memória da Engenharia, feita sob agendamento no plan-
tão de referência. Deve ser realizado por membro da equipe da Divisão de Atendimento ao Usuário, que se deslocará até aquele prédio;
c) Virtual: refere-se ao contato telefônico ou através da internet, denominado Serviço Referência Virtual Assíncrono - SRVA, que aten-
de usuários remotos de forma efetiva, utilizando a ferramenta e-mail.
Acessibilidade
Como o próprio nome já diz, a acessibilidade, deve dar acesso a todas as pessoas à biblioteca, adaptando a biblioteca para dar acesso
a pessoas com dificuldades físicas como locomoção ou dificuldades visuais ou quais sejam as suas dificuldades.
Empréstimos e Reservas
Geralmente, as bibliotecas universitárias concedem o empréstimo domiciliar para:
- Usuários regulares: professores (efetivos, substitutos, visitantes, adjuntos, etc.), estudantes de graduação e de pós-graduação e fun-
cionários técnico-administrativos da instituição.
- Usuários especiais: bolsistas da CAPES e do CNPq e pessoas ligadas a convênios executados pela Universidade, assim considerados
por solicitação de Diretor de Centro ou Faculdade, e alunos de cursos especiais, por indicação dos respectivos coordenadores.
- Estudantes Estrangeiros
Apresentamos os usuários de uma biblioteca universitária, caso tratemos de um outro tipo de biblioteca, como a biblioteca pública,
por exemplo, os usuários são a sociedade em geral. Se tratarmos de uma biblioteca escolar, os usuários são os professores, alunos e fun-
cionários.
Para cadastrar o usuário e atribuir-lhe uma a senha de acesso ao empréstimo e aos serviços disponíveis via Internet, ao usuário é
requisitado:
1. Que se dirija a biblioteca, apresentando documento de identidade com foto e documento de confirmação do vínculo com a uni-
versidade (comprovante de matrícula, ou declaração com tempo de vigência do convênio/projeto e assinatura do professor responsável);
2. Confirmação dos dados disponíveis na rede.
3. Cadastrar senha de usuário.
Atenção: Nas bibliotecas automatizadas, é necessário manipular equipamentos como computadores, leitores óticos, aparelhos de
reconhecimento digital, etc. Por isso, a senha de usuário deve ser solicitada sempre.
Empréstimo domiciliar8
Considerações gerais
- Para o bom funcionamento deste serviço é recomendável estabelecer-se um regulamento onde estejam definidos claramente: prazo
de empréstimo por tipo de material, quantidade de obras emprestadas por leitor, renovação, penalidades ao leitor faltoso (suspensão
temporária, suspensão definitiva, multa em moeda corrente e outras), sistema de reserva e outros que o responsável pela biblioteca jul-
gar convenientes. O número de volumes a ser emprestado para crianças deve ser superior ao que normalmente as bibliotecas adotam (2
volumes/pessoa, por 2 semanas). O regulamento deve ser afixado em lugar visível, perto do balcão de empréstimo. (Anexo 6 – Modelo de
regulamento da biblioteca).
- Nem todas as obras da biblioteca podem ser emprestadas. As obras que são constantemente consultadas ou de consulta local (dicio-
nários, enciclopédias, atlas etc.), as obras raras, as obras em mal estado de conservação, as obras preciosas – eis algumas que não saem do
recinto da biblioteca, e que, portanto, não precisam de bolso, nem do “cartão do livro”. Em caso de muita demanda de uma obra didática,
com poucos exemplares, pode-se restringir seu empréstimo por um período de tempo. Os recortes de jornal não são emprestados.
- Aconselha-se cuidado especial com o empréstimo de periódicos pois, dificilmente, podem ser repostos, quando se estragam ou se
perdem: em geral um periódico não é reeditado e é raro as editoras o terem em estoque. O caso dos jornais é ainda mais alarmante, uma
vez que são impressos em papel de pouca durabilidade. As revistas consideradas de lazer e não de informação podem ser emprestadas
após determinado tempo de sua publicação, com exceção das revistas do mês corrente. No caso de empréstimo domiciliar dos periódicos,
o funcionário anotará em uma ficha avulsa o seu título e data, nome e nº de usuário já inscrito para empréstimo e dia para a devolução. A
data da publicação será completa, anotando-se ano, mês e dia (se for diário).
- Empréstimo interbibliotecas. É o recurso para atender sempre ao leitor. O bibliotecário responsabiliza-se pelo empréstimo através
de formulários apropriados que vêm sendo usados já há algum tempo. Para localizar um livro ou periódico, pode-se recorrer aos catálogos
coletivos: de livros, como por exemplo, o da Universidade de São Paulo ou de periódicos, em base de dados do IBICT.
8 Biblioteca Pública: princípios e diretrizes / Fundação Biblioteca Nacional, Coordenadoria do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. – Rio de Janeiro : Fundação
Biblioteca Nacional, Dep. de Processos Técnicos, 2000. 160p.: il; 26 cm. – (Documentos técnicos; 6).
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
6666
a solução para o seu concurso!
Editora
Preparo do livro para empréstimo
Para o empréstimo domiciliar são necessários alguns impressos que asseguram a devolução da obra em bom estado e em tempo hábil:
O leitor deve assinar na coluna “Assinatura do leitor”, de acordo com sua assinatura no cartão de inscrição. O cartão do livro deve ser
guardado em fichário bem visível, organizado por data de devolução, paracontrole da coleção. Em algumas bibliotecas, os livros têm dois
cartões que são preenchidos quando do empréstimo, o primeiro para arquivamento por data de devolução (controle de obras em atraso) e
o segundo, por ordem alfabética de sobrenome do autor, possibilitando responder ao leitor se uma obra está emprestada e a data prevista
de sua devolução.
Bolso do livro
Trata-se de um suporte colado na face interna da contracapa da obra. Nele se guarda o Cartão do livro acima descrito. Quando a obra
é emprestada, o Cartão do livro é retirado do bolso devidamente anotado e guardado num fichário, para controle. A sua simples presença
nesse fichário, significa que a obra está emprestada. Após a devolução da obra, o Cartão é novamente colocado no bolso do livro.
Rotina para o empréstimo e devolução de obras Empréstimo:
- Solicitar ao leitor a apresentação do seu cartão;
- Anotar, no seu cartão, a data da devolução (ou carimbar, caso a biblioteca tenha um carimbo datador). No caso de mais de uma obra
sendo emprestadas, colocar duas ou mais datas;
- Retirar os cartões do livro do seu bolso e anotar o número de registro de leitor e a data de devolução (ou carimbar, caso a biblioteca
tenha um carimbo datador);
- Solicitar ao leitor que assine seu nome nos cartões;
- Anotar ou carimbar, na papeleta de devolução de cada livro, a data da mesma.
- Devolver o cartão do leitor e o(s) livro(s) ao leitor, reiterando a data de devolução;
- Arquivar os dois cartões do livro, um por ordem alfabética de sobrenome de autor (para em caso de pedido do mesmo livro, verificar
se está emprestado e a data de sua devolução) e o outro por ordem cronológica crescente, usando para isso fichas guia numeradas de 1 a
31 (é aconselhável que sigam, para cada dia, a ordem de sobrenome do autor facilitando sua retirada na hora da devolução);
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
67
a solução para o seu concurso!
Editora
- Ao fim do dia, anotar o total de livros emprestados por assun-
to, no formulário de controle de uso da coleção, utilizando para a
contagem os cartões do livro inseridos atrás da ficha-guia corres-
pondente ao dia da devolução, das obras emprestadas naquele dia.
Devolução:
- Verificar na papeleta de devolução (colada no livro), se a obra
está sendo devolvida no dia certo e verificar o estado da mesma;
- Retirar as duas fichas do livro (da ordem alfabética e da crono-
lógica), conferir e recolocar no livro;
- Cancelar o empréstimo, no cartão do leitor, com a rubrica do
funcionário que recebeu a obra;
- Caso o leitor queira renovar o empréstimo, verificar se não há
reservas e emprestá-lo novamente;
- Colocar o(s) livro(s) num carrinho para reposição ou prateleira
no balcão de empréstimo;
- Recolocar o(s) livro(s) nas estantes.
Controle do empréstimo:
- Verificar, periodicamente, os livros em atraso e efetuar a co-
brança por carta modelo ou telefone.
- Verificar, quando os livros forem devolvidos, se existem reser-
vas e, em caso afirmativo, avisar as pessoas que efetuaram reservas
que o livro já se encontra disponível.
Renovação: renove os materiais emprestados, antes ou na
data prevista para a devolução, desde que não estejam atrasados
ou reservados para outros usuários. Cada obra pode ser renovada
até N vezes (a quantidade N de vezes que uma obra pode ser reno-
vada é estipulada pelo regulamento de empréstimo da biblioteca)
Reserva: caso não haja nenhum exemplar da obra de seu inte-
resse disponível, é possível fazer uma reserva na Biblioteca. Consul-
te suas reservas diariamente, pois o tempo de disponibilidade do
material após a devolução é de 24 horas.
Material pendente: verifique quais as datas de devolução dos
materiais que estão em seu poder.
Dados pessoais: mantenha seu e-mail atualizado para receber
os avisos da Biblioteca.
Histórico de empréstimos: consulte os empréstimos que reali-
zou no intervalo de datas desejado.
RECUPERAÇÃO DO MATERIAL NO ACERVO; SERVIÇO DE
REFERÊNCIA. FORMAÇÃO DO ACERVO: AUXÍLIO NA SELE-
ÇÃO E AQUISIÇÃO; PRESERVAÇÃO.
Conjunto de documentos, devidamente selecionados, adquiri-
dos e organizados tendo em vista a natureza de seus objetivos. Esse
conjunto forma a coleção da biblioteca que se constitui na memória
cultural da humanidade. Essa coleção é formada por diversos tipos
de documentos.
Organização de Acervo9
O acervo da biblioteca é formado por livros, periódicos, folhe-
tos, fotografias, discos, mapas, gravuras, filmes, fitas cassete etc.
Todo material que contém informação pode ser incluído no acervo
da biblioteca. Entretanto, o livro, por seu formato e sua natureza,
é o veículo mais difundido para a informação e o material mais co-
mum nas bibliotecas, complementado por outros materiais gráficos
e audiovisuais.
A formação do acervo da biblioteca requer atenção especial
do bibliotecário ou do responsável pela biblioteca, uma vez que no
acervo está contida a maioria das informações que os usuários bus-
cam.
As possibilidades de informação poderão ser ampliadas na
medida em que se estabelece intercâmbio com outras bibliotecas,
instituições e acesso a sistemas de informação externos em escala
local e regional ou até nacional e internacional.
É essencial que toda biblioteca disponha de um método de or-
ganização que permita a localização rápida e eficiente de uma obra.
Como em qualquer armazém, farmácia ou supermercado onde haja
grande variedade de produtos, estes estão separados de acordo
com as suas características mais comuns: cereais, verduras, brin-
quedos, vestuário etc. Caso contrário, torna-se difícil localizar qual-
quer mercadoria. Numa biblioteca não pode ser diferente. Os livros
devem ser agrupados de acordo com os seus assuntos (literatura,
história, matemática etc.).
Numa biblioteca bem organizada é possível responder-se com
rapidez às seguintes perguntas:
• Que obras de determinado autor a biblioteca possui?
• A biblioteca possui determinada obra?
• O que existe, na biblioteca, sobre determinado autor ou as-
sunto?
• Que obras existem, na biblioteca, de um autor, sobre certo
assunto, em tal língua?
Para que essas perguntas possam ser respondidas, é preciso
que os serviços de preparação técnica do acervo e de atendimento
ao usuário funcionem com perfeição.
Seleção/Aquisição10
A seleção e aquisição do fundo documental, nos seus vários su-
portes, tenta responder ao interesse e curiosidade dos utilizadores
e à especificidade das diferentes Áreas Curriculares Disciplinares e
não Disciplinares. A seleção de livros é um trabalho importantíssi-
mo na biblioteca e de extrema responsabilidade. Precisamos estar
cientes de que, ao selecioná-los, estaremos escolhendo os livros
que formarão osso acervo e que serão as fontes para atender às
necessidades de informação do nosso leitor, bem como de seus de-
sejos de leituras recreativas.
9 Biblioteca Pública: princípios e diretrizes / Fundação Biblioteca Nacional,
Coordenadoria do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. – Rio de Janeiro:
Fundação Biblioteca Nacional, Dep. de Processos Técnicos, 2000. Disponível em:
<http://consorcio.bn.br/consorcio/manuais/manualsnbp/ArquivoFinal28_08.pdf>.
Acesso em: 25 mai. 2015.
10 Manual de Orientações Básicas para Organização de Bibliotecas Públicas.
Disponível em: <http://www.cultura.mt.gov.br/download.php?id=256964 >. Acesso
em: 15 mai. 2015.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
6868
a solução para o seu concurso!
Editora
Para bem selecionar é preciso conhecer muitíssimo bem as
pessoas, os usuários a quem os livros se destinam: quem são eles?
o que fazem? onde trabalham? estudam? em que grau de ensino?
gostam de ler? que tipo de livros: aventura, romance ou ficção cien-
tífica? livros com assuntos científicos? técnicos? como ocupam suas
horas de folga? a que lazer se dedicam: à leitura? a jogos? A pas-
seios? a maioria dos leitores reais são crianças? jovens? adultos?
velhos? são homens ou mulheres? são donas de casa? Estas e ou-
tras perguntas servirão de diretrizes na seleção dos livros, quevão
formar ou integrar a coleção da biblioteca. Quanto mais rigorosos
formos na seleção de nossos acervos, mais chances teremos de me-
lhor atender às solicitações de nossos usuários, não esquecendo
que a satisfação do usuário o trará de volta à biblioteca, fazendo-o
também recomendá-la aos seus colegas e amigos.
Outro aspecto importante e indispensável é a atualização das
informações feita pelo responsável pela seleção de livros. É preciso
saber o que está sendo publicado, quais os últimos lançamentos
das editoras no mercado livreiro, o que os jornais estão publican-
do sobre o lançamento de livros etc. Aspecto muito importante é
saber quais os assuntos mais procurados na biblioteca (isto é veri-
ficado através dos dados estatísticos relativos à frequência à biblio-
teca e às consultas feitas); a biblioteca tem livros suficientes sobre
esses assuntos ou é preciso adquirir mais? Devem-se verificar as
anotações feitas sobre assuntos procurados e que não existem na
biblioteca; são falhas da coleção. As sugestões dos leitores são fator
importante na seleção de novos livros.
Política de seleção
Objetivos
A política de seleção tem os seguintes objetivos:
- atualizar permanentemente o acervo permitindo o cresci-
mento racional e equilíbrio do acervo em todos os campos do co-
nhecimento;
- identificar os elementos adequados a formação da coleção;
determinar critérios para a duplicação de títulos;
- elaborar os programas cooperativos;
-estabelecer prioridades de aquisição de material;
-traçar diretrizes para o descarte de material.
Critérios para a seleção
Quando da formação do acervo, o material bibliográfico e au-
diovisual devem ser rigorosamente selecionados, observando os
seguintes critérios:
- adequação do material aos objetivos e nível educacional da
instituição;
- autoridade do autor e/ou editor;
- atualidade técnica;
- escassez de material sobre o assunto na coleção da Biblioteca;
- aparecimento do título em bibliografias e índices;
- preço acessível
- linguagem acessível;
- número de usuários potenciais que poderão utilizar o mate-
rial;
- reputação do publicador ou produtor
- condições físicas dos materiais;
Tipos de Aquisição e Formação do Acervo11
Compra
Observados os aspectos da seleção expostos anteriormente,
é então elaborada a lista dos livros a serem adquiridos, e encami-
nhado para o departamento responsável, onde é feita uma análi-
se orçamentária, para verificar a disponibilidade de recursos para
aquisição dos materiais requisitados. Se a própria biblioteca é quem
realiza a compra, é importante buscar livrarias que ofereçam des-
contos, a fim de que os recursos sejam mais bem aproveitados. O
que ocorre, mais comumente, é que a lista dos livros seja encami-
nhada ao setor de compras da entidade à qual a biblioteca é vincu-
lada. Nesse caso, depois de feita a compra e dos livros adquiridos
terem sido entregues à biblioteca com uma cópia da nota fiscal, o
encarregado da biblioteca deverá conferir se todos os livros que
constam da nota foram entregues, e se estão em perfeito estado.
Doação
É a oferta gratuita de livros à biblioteca. As doações são prove-
nientes dos próprios usuários, de editoras, instituições, particulares
etc. Todo o material doado à biblioteca deve passar por uma ava-
liação prévia e ter anotados o nome do doador e a data da doação.
É importante que a biblioteca divulgue sua receptividade a
doações, bem como promova campanhas nesse sentido. Nestas,
deverão se envolver tanto os responsáveis pela biblioteca como os
usuários e a comunidade em geral onde a biblioteca está situada.
O responsável pela biblioteca esclarecerá aos doadores que os
materiais recebidos por doação, se adequados (deverão ser subme-
tidos aos mesmos critérios de seleção que orientam a aquisição),
serão incorporados ao acervo; se não, poderão ser usados para
permuta ou mesmo para recortes, enriquecendo a coleção de gra-
vuras e recortes. A biblioteca deve sempre agradecer as doações
recebidas.
Permuta
Permuta é a troca de obras entre bibliotecas, que se realiza uti-
lizando obras sem utilidade ou com número excessivo de exempla-
res presentes na biblioteca. Para permutar devem ser feitas listas
contendo o nome do autor e o título da obra, e estas divulgadas
para outras bibliotecas. Com esse procedimento, além de se ganhar
mais espaço nas estantes, adquirem-se, gratuitamente, obras de in-
teresse para os leitores.
O Descarte na formação do acervo
Para formar o acervo da biblioteca, precisamos ter sempre o
cuidado de realizar minucioso e rigoroso trabalho de seleção. So-
mente os livros e materiais que possuem valor quanto à informação
que contêm é que permanecem no acervo. Deve-se ressaltar, no
entanto, que muitos livros, embora apresentando informações já
defasadas, são obras com informações sobre a localidade, históri-
cos, ou contendo aspectos que as tornam importantes e que deve-
rão permanecer na biblioteca, pelo menos até que um especialista
possa examiná-las.
Nessa seleção, entretanto, deve-se ter um extremo cuidado,
pois existem algumas obras literárias que, embora antigas e sem
muito uso, tem grande valor histórico. Como a biblioteca tem por
função preservar também a memória da comunidade, essas obras
11 Manual de Orientações Básicas para Organização de Bibliotecas Públicas.
Disponível em: <http://www.cultura.mt.gov.br/download.php?id=256964 >. Acesso
em: 15 mai. 2015.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
69
a solução para o seu concurso!
Editora
devem ser conservadas. Em se tratando de livros tombados, ou
seja, registrados como patrimônio municipal, a biblioteca poderá se
desfazer dando baixa no registro e colocando-os em algum depósito
fora do acervo da biblioteca.
Coleção básica e coleção de referência
Como vimos, a incorporação de livros ao acervo da biblioteca
pode ser feita por três modalidades: compra, doação e permuta. Ao
tratarmos da estruturação do acervo, necessitamos ter presentes
os materiais que dele farão parte:
1. Livros informativos.
2. Livros de referência.
3. Livros recreativos.
4. Materiais especiais: discos, fitas cassete, filmes etc.
Livros informativos são os que servem para consulta e estudo,
que complementam as pesquisas, sendo utilizados pelos professo-
res para a elaboração de seus planos de aula e pelos alunos para
desenvolverem seus trabalhos.
Livros de referência são destinados a consulta e oferecem ao
leitor informações resumidas e de caráter rápido e imediato, ser-
vindo mesmo como ponto de partida para estudos mais completos.
Coleção de periódicos, fascículos avulsos e jornais
Os periódicos ou revistas, como também são chamados, carac-
terizam-se por serem publicados em intervalos regulares ou irregu-
lares. O que se distingue neste tipo de publicação é a atualidade das
informações que contém. As bibliotecas, sempre que os recursos
financeiros permitem, devem ter a assinatura dos periódicos que
contenham informações de maior importância para os seus usuá-
rios. As revistas Veja, IstoÉ, Manchete, Globo Rural, Nova Escola,
Terra, Superinteressante, dentre muitas outras, são importantes na
composição do acervo de bibliotecas públicas por possuírem assun-
tos de interesse geral.
Os periódicos devem estar organizados em um local próprio
nas estantes da biblioteca, dispondo-se as coleções em ordem al-
fabética de título.
Considerando-se que os fascículos dos periódicos em geral não
oferecem resistência, eles poderão ser colocados em caixas pró-
prias, que se encontram no comércio e que lhes permitem ficar em
pé. Caso isso não seja possível, poderão ser amarrados, formando
blocos por mês, ou a cada seis meses, dependendo da periodicidade
de publicação e que mais ou menos fascículos sejam acumulados.
A biblioteca poderá também possuir fascículos avulsos (perió-
dicos dos quais não possua a coleção completa). Se os assuntos que
eles contenham forem do interesse da biblioteca, poderão ser inse-
ridos na sequência das coleções de periódicos, compondo a mesmaordem alfabética de títulos.
Outro exemplo de periódico é o jornal, na maioria das vezes
diário, mas também com periodicidade diversa.
Ainda é reduzido o número de periódicos nas bibliotecas. En-
tretanto, principalmente em bibliotecas especializadas, represen-
tam uma fonte de informação muito valiosa, uma vez que o livro-
texto apresenta processo de produção mais lento, chegando com
demora à biblioteca. A produção de periódicos e sua circulação
ocorrem com maior rapidez.
• Materiais não livro, multimeios ou materiais especiais
Integrando o acervo geral da biblioteca, os multimeios são ma-
teriais não bibliográficos e audiovisuais.
O crescente desenvolvimento tecnológico dos meios de comu-
nicação impulsionou a existência e a inclusão de multimeios nos
acervos das bibliotecas.
Dentre esses materiais que integram o acervo da biblioteca,
além dos documentos impressos, podemos citar: slides, discos, fil-
mes, fitas, mapas, fitas de vídeo, fitas cassete, disquetes, gravuras,
plantas, fotos aéreas, imagens de satélite, objetos referenciais.
• Divulgação de novas aquisições da biblioteca
A chegada de novos livros na biblioteca deverá ser amplamente
divulgada. O responsável usará, para isso, de todos os meios a seu
alcance. Sugerimos algumas modalidades:
- divulgação da lista das novas aquisições aos usuários em ge-
ral, comunidade escolar etc.;
- exposição da lista no recinto da biblioteca ou em lojas, clubes,
supermercados, farmácias etc., e todos os locais públicos possíveis.
Essa divulgação poderá também ser feita através de cartazes,
do boletim da escola, da
Associação de Pais e Mestres, do jornal da cidade, de serviços
de alto-falantes, da rádio local etc.
Armazenagem e Reposição do material
A armazenagem em depósito da biblioteca do material biblio-
gráfico retirado do acervo ativo, com o objetivo de abrir espaços
para materiais novos. Este material ficará organizado e à disposição
da comunidade quando solicitado.
Critérios para se remanejar materiais bibliográfico:
- Títulos históricos e não utilizados durante os últimos 5 (cinco)
anos;
- Coleção de periódicos correntes, anteriores aos últimos 3
(três) anos;
- Coleções de periódicos de compra encerrada e que tenham
possibilidade de serem reativados;
- Coleções de periódicos de valor histórico.
Reposição do Material
Os materiais desaparecidos não serão repostos automatica-
mente.
A reposição deverá ser baseada nos seguintes critérios:
- Demanda do título;
- Número de exemplares existentes;
- Relevância do título para a área;
- Existência de outro título mais atualizado.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
7070
a solução para o seu concurso!
Editora
Tratamento Técnico de Material Bibliográfico e não Bibliográfico12
Como registrar livros e folhetos13
Registrar é atribuir um número, em ordem sequencial, por ordem de chegada, a qualquer material bibliográfico ou não, incorporando-
-o, assim, ao acervo da biblioteca. Antes de registrar-se uma obra, deve verificar-se, no catálogo, se ela já existe ou não na biblioteca. Caso
exista, verificar seu grau de utilização, pois não vale a pena incorporar ao acervo obras repetidas de pouca demanda, mas nem toda dupli-
cação é desnecessária. Os materiais podem e devem ser duplicados desde que visem atender às demandas dos usuários. Outro fator que
leva à duplicação é a necessidade de preservar a memória local. No entanto, é importante observar-se a disponibilidade de espaço físico.
Os dados necessários para efetuar o registro de livros são encontrados em suas diferentes partes. Para melhor orientá-lo neste tra-
balho veja o Anexo 13 – Partes do livro.
Normalmente, os registros são feitos no livro de tombo, também conhecido como livro de registro. Na sua falta, porém, pode-se
improvisar, utilizando-se um caderno ou fichas numeradas, formando estas, o fichário de registro. Qualquer que seja sua forma, estes
registros das publicações pertencentes à biblioteca são de uso exclusivo dos funcionários.
Se preenchido devidamente, forma-se um instrumento de trabalho muito útil, pois:
• Auxilia no inventário do acervo;
• Fornece o número de baixas durante o ano e o motivo das mesmas;
Nº. Data Autor Título Ex. Vol. Local Editora Ano de
public.
Forma
de aqui-
sição
Obs.
01 22/10/97
VERÍS-
SIMO,
Érico
Tibiquera Porto
Alegre Globo 1982 Compra
02 22/10/97
Instituto
Nacional
do Livro
Manual
para bib.
públicas
Brasília O Insti-
tuto 1982 Doação
03 22/10/97 SCHAFF,
Adam
História
e verda-
de
São
Paulo
Martins
Fontes 1991 Permuta
04 22/10/97
PAES, P.
R. Tava-
res
Curso de
Direito
Comer-
cial
02 São
Paulo
R. dos
Tribunais 1985 Compra
05 22/10/97
VERÍS-
SIMO,
Érico
Tibiquera 02 Porto
Alegre Globo 1982 Compra
06 23/10/97
23/10/97
MELO,
Maia de
Lourdes
Curso de
Comuni-
cação
Fortaleza 1984 Doação
07 24/10/97
BAR-
BOSA,
Mareão
Um
encon-
tro com
Deus
Rio de
Janeiro
José
Olympio 1985 Doação
09 24/10/97 AMADO,
Jorge
Os
Subterrâ-
neos da
Liberda-
de
01 02 Rio de
Janeiro Record 1987 Doação
12 Biblioteca Pública: princípios e diretrizes / Fundação Biblioteca Nacional, Coordenadoria do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. – Rio de Janeiro: Fundação
Biblioteca Nacional, Dep. de Processos Técnicos, 2000. Disponível em: <http://consorcio.bn.br/consorcio/manuais/manualsnbp/ArquivoFinal28_08.pdf>. Acesso em: 25
mai. 2015.
13 Ibidem.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
71
a solução para o seu concurso!
Editora
10 24/10/97 AMADO,
Jorge
Os
Subterrâ-
neos da
Liberda-
de
03 Rio de
Janeiro Record 1987 Doação
11 24/10/97
PAES, P.
R. Tava-
res
Curso de
Direito
Comercia
01 São
Paulo
R. dos
Tribunais 1985 Doação
12 24/10/97 PAES, P.
R. Tavares
Curso de
Direito
Comercial
02 02 São
Paulo
R. dos
Tribunais 1985 Doação
13
Figura – Livro de tombo
Campos ou itens de um registro (seja em livro de tombo ou em fichas):
• NÚMERO: número de registro da obra, ordem crescente e infinita.
• DATA: dia, mês e ano em que o registro é feito.
• AUTOR: inicia-se o registro pelo último sobrenome do autor, vírgula, prenome.
• TÍTULO: poderá ser abreviado se for muito extenso.
• EXEMPLAR: caso exista mais de um exemplar da mesma obra anota-se a quantidade. Caso haja obra com mais de um volume ou
exemplar, cada um receberá seu próprio número. Assim, em hipótese alguma o número de registro deve ser repetido, mesmo se um deles
tiver sido retirado definitivamente da coleção.
• VOLUME E TOMO: anotar o número do volume que está sendo registrado, e do tomo, quando existir.
• LOCAL: local de publicação da obra.
• EDITORA: nome da editora que publicou a obra.
• ANO DE PUBLICAÇAO: em geral este dado encontra-se na folha-de-rosto, às vezes na ficha de catalogação na fonte. Infelizmente,
algumas editoras não colocam data.
• FORMA DE AQUISIÇÃO: anotar se a obra foi adquirida por compra, doação ou permuta.
Observações
O número de registro de cada obra deve ser anotado no verso da sua folha de rosto.
Existe um carimbo próprio de registro. Pode-se, também, como alternativa, utilizar etiquetas gomadas numeradas sequencialmente.
Como registrar periódicos14
Revistas e jornais devem ser registrados em fichas apropriadas, por serem materiais diferentes dos livros e folhetos, tanto pela perio-
dicidade como pela apresentação gráfica.
As fichas de registro dos periódicos (tamanho 20,5 x 12,5cm) são arrumadas em ordem alfabética de títulos. Há dois tipos de fichas
de registro de periódicos: um para revistas e outro para jornais. Em ambas aparece o termo periodicidade que é o intervalo de tempo em
que a publicação periódica é editada. Podendo ser:
• DIÁRIO (todos os dias).
• SEMANAL (uma vez por semana).
• QUINZENAL OU BIMENSAL (duas vezes por mês).
• MENSAL (uma vez por mês).
• BIMESTRAL (de dois em dois meses).
• TRIMESTRAL (de três em três meses).
• QUADRIMESTRAL (de quatro em quatro meses).
• SEMESTRAL (de seis em seis meses).
• ANUAL (uma vez ao ano).
• IRREGULAR (sem periodicidade certa).
14 Biblioteca Pública: princípios e diretrizes/ Fundação Biblioteca Nacional, Coordenadoria do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. – Rio de Janeiro: Fundação
Biblioteca Nacional, Dep. de Processos Técnicos, 2000. Disponível em: <http://consorcio.bn.br/consorcio/manuais/manualsnbp/ArquivoFinal28_08.pdf>. Acesso em: 25
mai. 2015.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
7272
a solução para o seu concurso!
Editora
FICHA DE REGISTRO DE REVISTAS
TÍTULO
CIDADE: PERIODICIDADE:
FORNECEDOR:
Ano Volume N° do fascículo Ano Volume N° do fascículo
Modelo no. /00
Figura – Ficha de registro de revistas
Descrição da ficha de registro de revistas (campos ou itens):
• Título da revista que se está registrando;
• Cidade / estado da publicação da revista;
• Periodicidade (se é mensal, bimestral, semanal, etc.);
• Fornecedor
• Ano de publicação da revista;
• Volume;
• Número do fascículo;
Escrevem-se nos espaços os volumes e números recebidos. Deixa-se em branco as falhas.
FICHA DE REGISTRO DE JORNAIS
Título:
Cidade: UF:
Ano: Periodicidade: Fornecedor:
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
1
2
3
Modelo no. /00
Figura – Ficha de registro de jornais
Descrição da ficha de registro de jornais (campos ou itens):
• TÍTULO: do jornal.
• ANO: de publicação.
Nos quadrinhos, marcar, com X, os dias correspondentes aos números do jornal que compõem o acervo da biblioteca.
Outros materiais15
Para o registro de outros materiais como mapas e materiais audiovisuais, usa-se o mesmo modelo sugerido para livros, acrescentan-
do-se ou substituindo dados, se necessário:
• no registro de diapositivos/slides, acrescentar uma coluna para a quantidade de diapositivos que compõe a coleção;
• no registro de discos compactos (CD), em lugar de editora anotar gravadora.
Acrescentar uma coluna para intérprete ou compositor ou utilizar a coluna de autor;
• os mapas também poderão ser carimbados com o Carimbo de Registro da biblioteca.
O carimbo deve ser batido no verso da obra ou na margem, para não cobrir dados importantes;
15 Biblioteca Pública: princípios e diretrizes / Fundação Biblioteca Nacional, Coordenadoria do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. – Rio de Janeiro: Fundação
Biblioteca Nacional, Dep. de Processos Técnicos, 2000. Disponível em: <http://consorcio.bn.br/consorcio/manuais/manualsnbp/ArquivoFinal28_08.pdf>. Acesso em: 25
mai. 2015.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
73
a solução para o seu concurso!
Editora
• como os livros, o registro dos materiais não-bibliográficos (audiovisuais, eletrônicos, objetos) pode ser feito em um caderno ou em
fichas separadas, datando e numerando o material por ordem de entrada.
Inventário16
O inventário é o cotejo das estantes com o catálogo topográfico (fichas principais na mesma ordem em que os livros se encontram na
estante). Além de gerar um dado valioso para a biblioteca, por relacionar, com precisão, a quantidade de volumes existentes no acervo, o
inventário tem também a vantagem de mostrar a situação em que se acham as publicações; se há danos, se houve extravios.
O inventário dever ser realizado anualmente, podendo ser feito através de amostragem.
Acervo total17
Para conhecer o número total de títulos de uma biblioteca, conta-se apenas cada título existente e não o número de exemplares ou
volumes. Para conhecer o volume total de livros, conta-se todos os livros, incluindo exemplares, volumes, tomos etc.; o mesmo se faz em
relação aos periódicos.
Normalmente, o termo usado é peças pois inclui todo tipo de material.
Carimbos18
São usados dois carimbos para identificar a obra que está sendo incorporada ao acervo: o de identificação da biblioteca e o de registro
da obra.
• o carimbo de identificação da biblioteca deve ser colocado no corte do livro ou em páginas pré-determinadas. É costume carimbar,
para fins de segurança, uma ou duas páginas previamente escolhidas sempre as mesmas, em todas as publicações de determinada biblio-
teca. Exemplo: a biblioteca tal, põe o seu carimbo de identificação na página 3 e na página 31
• o carimbo de registro é colocado no verso da folha-de-rosto, no canto esquerdo inferior ou o mais próximo possível deste local, mas
sempre no mesmo local. Esse carimbo deve ter os seguintes dados: nome da biblioteca/número de registro/data (dia, mês e ano).
Exemplos:
Figura - Carimbos de identificação da biblioteca e de registro de livros
NOTAS: nunca o carimbo deve ser colocado em cima de uma imagem ou em página que possa lesar ou ofender a mancha de infor-
mação. Os referidos carimbos são apostos em todos os documentos. Devem respeitar-se as zonas específicas ou recomendadas para a
carimbagem.
No caso dos audiovisuais, obras com folhas plastificadas ou material em que a tinta não adere, o carimbo é efetuado numa etiqueta
autocolante que é colocada no local estabelecido para carimbar.
Cada livro será devidamente etiquetado com o número de chamada e carimbado, antes de ir para o acervo. Isso irá ajudar a identificar
a propriedade do livro em caso de extravio. Nas bibliotecas que possuem sistemas de segurança, cada livro receberá um alarme.
A maioria das bibliotecas costuma colocar o número do tombo no exemplar, em alguns casos, ainda se coloca data de aquisição. Além
dos carimbos e etiquetas, também podem ser colocados bolso e uma “folha de devolução”, onde é carimbada a data em que o livro deve
ser entregue. Tanto um quanto outro são mais comuns em sistemas não automatizados.
16 Biblioteca Pública: princípios e diretrizes / Fundação Biblioteca Nacional, Coordenadoria do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. – Rio de Janeiro: Fundação
Biblioteca Nacional, Dep. de Processos Técnicos, 2000. Disponível em: <http://consorcio.bn.br/consorcio/manuais/manualsnbp/ArquivoFinal28_08.pdf>. Acesso em: 25
mai. 2015.
17 Ibidem.
18 Ibidem.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
7474
a solução para o seu concurso!
Editora
Processamento técnico19
O processamento técnico do acervo é um serviço interno, de responsabilidade do profissional bibliotecário, consistindo na classifica-
ção e na catalogação de uma obra. A catalogação descreve fisicamente a publicação e a classificação descreve o tema, o assunto; aquilo
de que trata a obra. Os dados referentes à catalogação e classificação podem tanto ser transcritos em fichas formando os catálogos ou
inseridos em base de dados.
Nem todos os livros de uma biblioteca necessitam ser processados tecnicamente: por exemplo, uma grande coleção de livros de bolso
ou obras totalmente descartáveis com pouco tempo de durabilidade.
O processamento técnico não deve ser um empecilho para que uma obra esteja o mais rápido possível disponível para o leitor: a
biblioteca precisa mostrar que tem um serviço ágil e uma coleção atualizada. O responsável poderá fazer uma identificação sumária da
obra para agilizar sua disponibilização logo após a entrada da obra na biblioteca, mesmo que seu jogo de fichas não tenha ainda sido com-
pletado e inserido nos fichários.
Um grande auxílio para processar um livro é a ficha da catalogação na fonte, elaborada pela Câmara Brasileira do Livro, habitualmente
transcrita no verso da página de rosto. Para bibliotecas que acessam a Internet, a base de dados da Biblioteca Nacional é o melhor auxílio
para a catalogação: www.bn.br, selecionar no menu o item: catálogos on line.
Classificação20
Pode agrupar-se os assuntos de uma obra através de uma codificação denominada de número de classificação. Utiliza-se um sistema
que possibilita a reunião, nas estantes, dos livros de um mesmo assunto. O sistema mais conhecido e utilizado internacionalmente é a
Classificação Decimal de Dewey (CDD) que divide as áreas do conhecimento em dez classes principais:
000 Obras Gerais (Ex.: Enciclopédias)
100 Filosofia
200 Religião
300 Ciências sociais (Ex.: Direito, Economia, etc.)
400 Filologia. (Estudo das línguas)
500 Ciências puras (Ex.: Matemática, Física, Química, etc.)
600 Ciências aplicadas. Tecnologia (Ex.: Medicina, Engenharia, Agricultura, etc.)
700 Arte, Esporte, Lazer
800 Literatura
900 História, Geografia e BiografiasEstas classes por sua vez são subdivididas em mais 10 classes:
600 Ciências aplicadas. Tecnologia
610 Medicina
611 Anatomia humana
611.1 Órgãos cardiovasculares
611.11 Pericárdio
Alguns tipos de obras têm uma letra antes do número de classificação: as obras de referência com o “R” e os folhetos com o “F”. Outras
utilizam letras que substituem o número de classificação, como “F” para todas as obras de ficção e “B” para as biografias. Para os livros
infantis de estórias pode-se usar, “Fi”, para os livros em quadrinhos, “Q”, “CD” para discos compactos. Os administradores de biblioteca,
podem adotar outros códigos de acordo com suas necessidades. Muito utilizado para assuntos na área infantil, é o código de cores para
diferenciar os livros sem texto, histórias de nível elementar, poesia, músicas, e outros. A ficção para jovens e adultos pode ser dividida
como as fitas de vídeo em lojas de aluguel em: aventuras, crime, ficção científica, romances, mistério, terror, etc.
Tipo de material Acrescentar ao nº. de
classificação:
Substituir o nº. de classifi-
cação por: Arranjo nas prateleiras
Biografias B B+três primeiras letras do sobrenome do
biografado
Cassete (fita) C Por função: de estudos de línguas, de música
Disco compacto (CD) CD Como nas lojas: mpb, pagode, rock, funk,
clássicos, etc.
19 Biblioteca Pública : princípios e diretrizes / Fundação Biblioteca Nacional, Coordenadoria do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. – Rio de Janeiro : Fundação
Biblioteca Nacional, Dep. de Processos Técnicos, 2000. Disponível em: <http://consorcio.bn.br/consorcio/manuais/manualsnbp/ArquivoFinal28_08.pdf>. Acesso em: 25
mai. 2015.
20 Ibidem.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
75
a solução para o seu concurso!
Editora
Ficção adulto Fa Fa+3 últimas letras do sobrenome do autor ou
como proposto acima
Ficção infantil Fi
Fi +3 últimas letras do sobrenome do autor ou
por código de cores para contos de fadas, de
animais, etc.
Ficção juvenil Fj Fj+3 últimas letras do sobrenome do autor ou
como proposto acima
Livro fácil e livro brin-
quedo infantil Lf, Lb
Quadrinhos para adulto Qa Qa+3 últimas letras do sobrenome do autor
Quadrinhos infantis Qi Qi+3 últimas letras do sobrenome do autor
Vídeos V Como as lojas locação de vídeo: educativos,
documentários, infantil, esporte, etc.
Outros materiais: CD
Rom
Mapas
Programas de compu-
tador
CR
M P
Figura: Tipologia de materiais, arranjo e classificação alternativos
Ao número de classificação de uma obra corresponde também um termo que identifica seu assunto. Geralmente são utilizadas listas
preestabelecidas com estes assuntos. Este termo aparece na ficha principal (figura abaixo) e nas fichas de autor.
Número de chamada de uma obra21
O número de chamada é um código, formado por números e letras, que identificam a obra e a localizam nas estantes e prateleiras; é,
portanto, o endereço de um livro nas estantes. Compõe-se de símbolos: na primeira linha, o número de classificação e, na segunda linha,
códigos correspondentes à autoria do livro. O modo mais fácil de simbolizar a autoria é pelas três primeiras letras do sobrenome do autor.
O número de chamada aparece nas etiquetas colocadas nas lombadas dos livros.
Em bibliotecas de grande porte usa-se uma tabela com números correspondentes aos sobrenomes dos autores. O sobrenome é sim-
bolizado por sua inicial e pelos números a ele correspondentes; a estes números segue-se, em letra minúscula, a primeira inicial do título
(último exemplo acima). A tabela mais conhecida e utilizada para simbolizar, em números, os sobrenomes, é a tabela de Cutter. Existe uma
tabela mais simples, incluindo sobrenomes em português, elaborada por Heloisa Almeida Prado, a tabela PHA.
Fi
LOB
Fj
MAR
R
036.9
ENC
v 1
Fa
RAM
658.1
048p
Catalogação22
É a transcrição dos elementos que identificam uma obra ou outro material em uma ficha catalográfica.
Os elementos que compõem a ficha encontram-se no início da obra, antes do texto, na chamada “folha de rosto” ou “página de rosto”.
21 Biblioteca Pública: princípios e diretrizes / Fundação Biblioteca Nacional, Coordenadoria do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. – Rio de Janeiro: Fundação
Biblioteca Nacional, Dep. de Processos Técnicos, 2000. Disponível em: <http://consorcio.bn.br/consorcio/manuais/manualsnbp/ArquivoFinal28_08.pdf>. Acesso em: 25
mai. 2015.
22 Biblioteca Pública: princípios e diretrizes / Fundação Biblioteca Nacional, Coordenadoria do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. – Rio de Janeiro: Fundação
Biblioteca Nacional, Dep. de Processos Técnicos, 2000. Disponível em: <http://consorcio.bn.br/consorcio/manuais/manualsnbp/ArquivoFinal28_08.pdf>. Acesso em: 25
mai. 2015.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
7676
a solução para o seu concurso!
Editora
O quadro abaixo apresenta os elementos que compõem a ficha catalográfica, sua definição e representação.
Título Palavra ou frase que dá nome à
obra. Ex.: A mudança da capital
Subtítulo Palavra ou frase que complementa
ou explica o título.
Edição Todos os exemplares produzidos da
mesma matriz Registra-se de maneira abreviada. Ex.: 2. ed.
Lugar de Publicação
Local geográfico no qual foi publi-
cada a obra (Usa-se a cidade e não
o país)
Ex.: Brasília
Editor Entidade responsável pela edição
da obra.
Registra-se a empresa sem se levar em conta palavras
tais como editora, editores, editorial, etc. salvo quando
necessárias para evitar interpretações errôneas do nome.
Ex.: Ed. Salvador, Ed. Do Brasil
Data Ano de publicação da obra Ex.: 1978
Número de Páginas Número total de páginas de uma
obra. Ex.: 375p.
Dados Complementares: Número
de registro da obra. Indicação
dos assuntos da obra Número de
Chamada
Como descrito anteriormente 68.940/86 58.623/98ex.2 Brasil – Capital – Transferência.
Brasília (DF) – História 981.74 V331m
Figura: Elementos de um livro
A ficha principal reúne um conjunto de informações que possibilitam a identificação e a localização da obra no acervo (número de
chamada, autoria, título, descrição física e pista). É utilizada como base para elaboração das demais fichas secundárias. Quando a obra não
tiver autor, a ficha principal terá entrada pelo título.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
77
a solução para o seu concurso!
Editora
Definição dos elementos23
Elementos ou campos Definição Representação e exemplos
AUTOR
Pessoa ou entidade responsável pelo conteúdo
de uma obra (pode haver mais de um autor),
Marques, Fábio, 1937 – (pessoa) Fundação
Getúlio Vargas (entidade
Escreve-se primeiro o sobrenome e logo depois o
nome, separados por vírgula. Em sendo possível
determinar-se, colocam-se as datas de nascimen-
to e morte. Ex.: Vasconcelos, Adirson, 1936
TÍTULO Nome que se dá a uma publicação ou nome da
obra Ex.:A mudança da capital
Subtítulo Título auxiliar ou secundário da obra (não é
obrigatório)
EDIÇÃO Conjunto de exemplares de uma obra impressa
de uma só vez (1ª edição, 2ª edição, etc).
Registrar de maneira abreviada a partir da Se-
gunda edição de uma obra. Ex.: 2. ed.
LUGAR DE PUBLICAÇÃO Local geográfico no qual se publicou uma obra
(Usa-se a cidade e não o país) Ex.:Brasília
EDITOR Empresa responsável pela edição da obra
Registra-se a empresa sem se levar em conta
palavras tais como editora, imprenta24∗, etc. salvo
quando necessárias para se evitar interpretações
errôneas do nome da empresa Ex.: Ed. Indepen-
dência
DATA Ano de publicação da obra Ex.: 1978
NÚMERO DE PÁGINAS Número total de páginas de uma obra Ex.:375p.
DADOS COMPLE-MENTARES:
Número de registro da obra; In-
dicação dos assuntos da obra;
NÚMERO DE CHAMADA
como descrito anteriormente
6.8940/86; 58.623/98 ex.2 Brasil – Capital –
Transferência. Brasília (DF) – História 981.74
V331m
Ordenação física do acervo25
O acervo de uma biblioteca deve ser organizado de modo que os livros e demais materiais que o compõem possam ser facilmente
localizados pelos leitores, uma vez que numa biblioteca pública os leitores têm livre acesso às estantes.
A arrumação deveser feita obedecendo a critérios previamente estabelecidos que agrupem na estante as obras de um mesmo as-
sunto, geralmente usando-se o sistema de Classificação Decimal de Dewey (CDD). Na impossibilidade de usar esse sistema, por falta de
bibliotecário, outra organização pode ser criada, como por exemplo, agrupar os livros nas estantes identificados por etiquetas coloridas
que corresponderão a determinados assuntos. A arrumação de obras depende também do tipo do material, por exemplo, as fitas de vídeo
podem ter o mesmo arranjo das locadoras, isto é, por grandes assuntos; os recortes de jornal, por ordem alfabética dos assuntos tratados;
os discos compactos, por tipo de música, etc.
Outro cuidado a ser tomado na organização do acervo: acostumar os leitores a nunca recolocarem as obras nas estantes. Cada livro,
cada revista, cada jornal têm o seu lugar certo; e, uma obra colocada no lugar errado dificilmente será reencontrada. Depois de utilizá-las,
os leitores devem deixar as obras sobre a mesa de leitura ou no balcão de entrada, para que os funcionários as arrumem, após a coleta da
estatística diária.
Livros26
Cada livro já registrado e catalogado tem na parte inferior da lombada a ETIQUETA DE LOMBADA, da qual consta o código do seu lugar
nas estantes e prateleiras da biblioteca, ou seja, o número de chamada. Assim, a sequência dos livros na estante segue a mesma ordem do
catálogo topográfico, como descrito acima.
23 Biblioteca Pública: princípios e diretrizes / Fundação Biblioteca Nacional, Coordenadoria do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. – Rio de Janeiro : Fundação
Biblioteca Nacional, Dep. de Processos Técnicos, 2000. Disponível em: <http://consorcio.bn.br/consorcio/manuais/manualsnbp/ArquivoFinal28_08.pdf>. Acesso em: 25
mai. 2015.
24 ∗ é um termo usado para designar lugar de publicação de uma obra, casa editora e data da publicação e/ ou direito autoral
25 Biblioteca Pública: princípios e diretrizes / Fundação Biblioteca Nacional, Coordenadoria do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. – Rio de Janeiro: Fundação
Biblioteca Nacional, Dep. de Processos Técnicos, 2000. Disponível em: <http://consorcio.bn.br/consorcio/manuais/manualsnbp/ArquivoFinal28_08.pdf>. Acesso em: 25
mai. 2015.
26 Ibidem.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
7878
a solução para o seu concurso!
Editora
Alguns pontos devem ser observados em relação à organização dos livros:
• Estantes: devem ser abertas para facilitar a ventilação e de preferência metálicas pois facilitam a limpeza. É fundamental a sinaliza-
ção das estantes para orientar na localização dos assuntos.
• Prateleiras: não devem ficar inteiramente ocupadas e ter espaço para novas obras do mesmo assunto. Com isso, evita-se o constante
remanejamento de toda a estante. Essa folga nas prateleiras tem outra utilidade além da reserva de crescimento, pois permite que os livros
sejam puxados pela parte mediana da lombada, e jamais pela sua borda superior.
As prateleiras devem ter etiquetas com o número de classificação e o assunto dos livros nelas colocados. É aconselhável, sempre que
possível, que numa mesma prateleira fiquem todas as obras sobre um mesmo assunto. Quando isto não for possível devido à grande quan-
tidade de publicações sobre o mesmo assunto, colocar um aviso bem visível, indicando onde fica a sua continuação.
Posição dos livros nas estantes: os livros são colocados da esquerda para a direita e devem ser mantidos na posição vertical. Para não
caírem, usam-se cantoneiras especiais denominadas bibliocantos (peças em forma de L, de metal ou de madeira). Na falta de bibliocantos
e quando há espaço suficiente na prateleira, pode-se usar um peso para manter os livros na posição vertical.
Alguns tipos de livros necessitam um arranjo especial (veja também acima o item Classificação – Número de Chamada para os tipos
de material, seus códigos e seu arranjo):
• As obras de referência devem ficar em estantes separadas, uma vez que são utilizadas com maior frequência.
• Para incentivar e aprofundar o conhecimento dos jovens, os livros informativos apropriados a leitores acima de 12 anos podem ser
colocados ao lado dos livros dos adultos.
Uma outra alternativa é destacar na área destinada aos jovens ou adolescentes (outro local de convívio na biblioteca), as obras de
especial interesse desta faixa etária, como esporte, amor, corpo e saúde, educação sexual, etc.
• É muito utilizado, na área infantil, o código de cores para diferenciar os livros sem texto, histórias de nível elementar, poesia, can-
ções, e outros. A separação dos livros de ficção infantil por assuntos (histórias de bichos, contos de fada e outros) é um outro modo de
arranjo de livros infantis.
• Os livros para crianças até 4 anos podem ser colocados em caixotes de madeira com base antiderrapante. A criança vai brincar com
o livro e irá então se familiarizando com este outro brinquedo, até se habituar e considerar como algo muito especial.
• Também a ficção para jovens ou adultos pode ser dividida em: aventura, clássicos, crime, ficção científica, mistério, romances, ro-
mances históricos, terror etc.
Figura - Organização de livros nas estantes
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
79
a solução para o seu concurso!
Editora
Para facilitar a localização dos assuntos, coloca-se ao alto de
cada estante indicações com o número de classificação seguido do
nome da classe em letras maiúsculas.
Periódicos27
Não devem ficar nas mesmas estantes onde se guardam os li-
vros. A biblioteca deve ter estantes separadas, exclusivamente para
os periódicos.
Quando soltas (não encadernadas), as revistas serão guardadas
em posição vertical, em caixas especiais de madeira, metal ou pape-
lão, por ordem alfabética de títulos.
Na falta dessas caixas, as revistas, bem como os jornais, podem
ser guardados em posição horizontal nas estantes. Neste caso, cada
pilha não deve ultrapassar a altura de 22,5 centímetros, pois, se a
pilha for mais alta, dificultará tanto a retirada quanto a posterior
arrumação dos fascículos.
No Anexo 10 – Móveis e equipamentos, são mostrados alguns
móveis, bem práticos, para exposição dos periódicos mais recentes.
As revistas e livros em quadrinhos podem ser destinados tanto
para adultos como jovens e crianças. Podem ser organizados em
caixas ou em gôndolas.
Sugestão: os fascículos de um determinado título, podem ser
colocados em uma caixa de papelão – desde que as dimensões da
caixa utilizada permitam que fiquem adequadamente acomodados.
O conteúdo destas caixas deve ser devidamente identificado por
etiqueta colocada de forma bem visível. Estas caixas, dependendo
do público-alvo (crianças, jovens ou adultos) e do local da biblioteca
onde serão disponibilizadas aos leitores, podem ser colocadas no
chão, ou dispostas separadamente, nas estantes.
Material audiovisual / Multimeios28
As fitas de vídeo e os discos compactos (CDs) devem ter um
tratamento especial: as capas originais ficam em estantes ou cai-
xas de madeira (como lojas de música) e os vídeos e os CDs ficam
estocados em estantes atrás da mesa de atendimento do setor de
música. Neste local também ficam os equipamentos, com saída de
som através de fones de ouvidos próximos a poltronas ou cadeiras
confortáveis. O leitor não manuseia estes materiais e o equipamen-
to de som, somente aqueles destinados ao estudo de línguas.
As fitas cassetes ou de vídeo e CD-ROMs para estudo de lín-
guas, bem como o material gráfico que os acompanham podem
também ficar estocados no atendimento do setor de música. Esse
material é colocado à disposição dos leitores para que possam re-
tornar e/ou avançar as fitas, nos aparelhos de vídeos ou toca-fitas
destinados a esse fim.
As fitas de vídeo podem ter o mesmo arranjo utilizado nas loca-
doras de vídeo: aventuras, documentários, temas de livros, espor-
tes, infantis e outros.
27 Biblioteca Pública: princípios e diretrizes / Fundação Biblioteca Nacional,
Coordenadoria do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. – Rio de Janeiro:Fundação Biblioteca Nacional, Dep. de Processos Técnicos, 2000. Disponível em:
<http://consorcio.bn.br/consorcio/manuais/manualsnbp/ArquivoFinal28_08.pdf>.
Acesso em: 25 mai. 2015.
28 Biblioteca Pública: princípios e diretrizes / Fundação Biblioteca Nacional,
Coordenadoria do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. – Rio de Janeiro:
Fundação Biblioteca Nacional, Dep. de Processos Técnicos, 2000. Disponível em:
<http://consorcio.bn.br/consorcio/manuais/manualsnbp/ArquivoFinal28_08.pdf>.
Acesso em: 25 mai. 2015.
Os CDs podem ter o mesmo arranjo das lojas: música clássica,
MPB, músicas regionais, etc, dependendo da criatividade dos res-
ponsáveis pela biblioteca.
Avaliação da coleção e Desbastamento
Depois de desenvolvida e incorporada à política e desenvol-
vimento de coleções, é necessário agora fazer uma avaliação dos
métodos de seleção, a fim de analisar se os materiais que compõem
o acervo da biblioteca atenderam aos interesses dos usuários e da
instituição.
Para se realizar a avaliação, necessário utilizar algumas técnicas
de pesquisa como: entrevistas, observações, questionários etc. A
avaliação deve ocorrer em períodos definidos de forma bem pla-
nejada. Terminada a avaliação da coleção, ocorre o desbastamento
que consiste em deslocar ou extrair materiais da coleção. Esses ma-
teriais podem ser remanejados, que tem a finalidade de deslocar
alguns materiais para locais menos acessíveis, ou descartá-los que
consiste na retirada definitiva de materiais para doações ou para
eliminação.
Quando alguns títulos estão em péssimas condições de uso,
mas que possuem um conteúdo importante e atualizado, esses ma-
teriais podem ir para o processo de restauração e conservação, a
fim de retornar para o acervo e serem utilizados novamente.
Desbastamento é o processo pelo qual se retira do acervo ati-
vo, títulos e/ou exemplares, parte de coleções, quer para remane-
jamento ou para descarte. Deve ser um processo continuo e siste-
mático, para manter a qualidade da coleção. O desbastamento da
coleção deverá ser feito no máximo a cada 05 (cinco) anos.
PESQUISA ESCOLAR E ORIENTAÇÃO AO USUÁRIO.
A pesquisa escolar é um elemento crucial no processo educa-
cional, pois desenvolve habilidades importantes como pensamento
crítico, análise detalhada e capacidade de síntese. Quando orien-
tamos os alunos sobre como conduzir pesquisas escolares, o foco
deve estar em cultivar a curiosidade e a habilidade de questionar
de forma construtiva. O primeiro passo é ensinar os alunos a de-
finir o escopo de sua pesquisa. Isso envolve a identificação do tó-
pico, compreensão de suas nuances e determinação dos objetivos
da pesquisa. É essencial encorajar os alunos a escolherem temas
que despertem seu interesse, pois isso aumenta a motivação e o
engajamento.
O próximo passo é a coleta de informações. Os alunos devem
ser orientados sobre como buscar informações de fontes confiáveis.
A importância de distinguir entre fontes primárias e secundárias
deve ser enfatizada, assim como a habilidade de avaliar a credibili-
dade e a relevância das informações encontradas. Em uma era do-
minada pela internet, é crucial ensinar os alunos a navegarem com
discernimento no vasto mar de informações online, evitando fontes
duvidosas ou tendenciosas.
Após a coleta de informações, vem a etapa da organização e
análise dos dados. Os alunos devem aprender a extrair o essen-
cial, identificar padrões e conexões, e sintetizar suas descobertas
de maneira coesa. Aqui, a habilidade de tomar notas eficientes e
a capacidade de criar esquemas ou mapas conceituais podem ser
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
8080
a solução para o seu concurso!
Editora
extremamente úteis. Essas ferramentas não apenas ajudam na or-
ganização das informações, mas também facilitam a compreensão
e a retenção do conhecimento.
Finalmente, os alunos devem ser orientados sobre como apre-
sentar suas descobertas. Isso inclui a habilidade de escrever relató-
rios, artigos ou ensaios de maneira clara e lógica. A apresentação
oral também pode ser uma parte importante do processo de pes-
quisa, onde os alunos aprendem a comunicar suas ideias de forma
eficaz e persuasiva. Neste ponto, é importante ensinar sobre a ética
na pesquisa, incluindo a importância de citar corretamente as fon-
tes e evitar o plágio.
Além disso, a orientação ao usuário na pesquisa escolar envol-
ve não apenas a transmissão de conhecimentos técnicos, mas tam-
bém o apoio emocional e motivacional. Os educadores devem estar
preparados para responder a dúvidas, oferecer orientação persona-
lizada e encorajar os alunos em seus esforços. A pesquisa escolar,
quando bem orientada, pode ser uma experiência enriquecedora
e transformadora para os alunos, despertando neles uma paixão
duradoura pelo aprendizado e pela descoberta.
MEDIAÇÃO DE LEITURA
A mediação de leitura é uma prática pedagógica essencial que
visa a fomentar o amor pela leitura e desenvolver a compreensão
leitora entre os alunos. Esta atividade não se limita apenas a ensinar
a ler, mas a criar um ambiente onde a leitura se torna uma experi-
ência significativa e prazerosa. A mediação eficaz começa com a se-
leção cuidadosa de materiais de leitura que sejam ao mesmo tempo
desafiadores e adequados ao nível de compreensão dos alunos. É
importante que os textos escolhidos se conectem com as experi-
ências, interesses e necessidades dos leitores, pois isso aumenta a
probabilidade de engajamento e identificação com a leitura.
O papel do mediador de leitura, que pode ser um professor,
bibliotecário ou até mesmo um colega mais experiente, é crucial
neste processo. Ele não apenas apresenta os textos, mas também
cria um espaço de diálogo e reflexão em torno dos mesmos. Uma
abordagem eficaz é a de questionar, incentivando os alunos a pen-
sar criticamente sobre o que leram. Perguntas que exploram temas,
personagens, configurações e a mensagem do texto ajudam a apro-
fundar a compreensão e estimulam os alunos a expressarem suas
próprias ideias e interpretações.
Além disso, é essencial criar um ambiente acolhedor e positivo
para a leitura. Isso pode ser feito através da organização de espaços
de leitura confortáveis e convidativos, e da promoção de atividades
como clubes de leitura ou sessões de leitura em grupo. Estas ativi-
dades não só incentivam a prática regular da leitura, mas também
proporcionam oportunidades para que os alunos compartilhem
suas experiências de leitura uns com os outros, enriquecendo assim
a sua compreensão e apreciação dos textos.
A mediação de leitura também deve incluir o desenvolvimento
de habilidades de compreensão leitora. Isso envolve ensinar os alu-
nos a identificar ideias principais, entender o vocabulário, reconhe-
cer pontos de vista e analisar estilos literários. Ao aprimorar estas
habilidades, os alunos tornam-se leitores mais confiantes e capazes
de abordar uma variedade maior de textos.
Por fim, a mediação de leitura deve sempre ser adaptável e
responder às mudanças nas necessidades e interesses dos alunos.
Isso significa atualizar constantemente os materiais de leitura, ex-
perimentar diferentes métodos de mediação e estar aberto ao fee-
dback dos alunos. Ao valorizar suas opiniões e preferências, o me-
diador não só promove um maior envolvimento com a leitura, mas
também contribui para o desenvolvimento de alunos autônomos e
apaixonados pela literatura. A mediação de leitura, portanto, é mais
do que um mero exercício acadêmico; é uma jornada enriquecedo-
ra que abre as portas para o mundo ilimitado da imaginação e do
conhecimento.
DECRETO FEDERAL Nº 520/1992 – INSTITUI O SISTEMA NA-
CIONAL DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS
DECRETO N 520, DE 13 DE MAIO DE 1992.
Institui o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas e dá outras
providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe
confere o art. 84, inciso VI, e de acordo com o disposto no art. 23,
inciso V, da Constituição, e nos arts. 10 da Lei nº 8.028, de 12 de
abril de 1990, e 2º, incisoIII, da Lei nº 8.029, de 12 de abril de 1990,
DECRETA:
Art. 1o Fica instituído, junto ao Ministério da Cultura, o Sistema
Nacional de Bibliotecas Públicas, visando proporcionar à população
bibliotecas públicas racionalmente estruturadas, de modo a favo-
recer a formação do hábito de leitura e estimular a comunidade
ao acompanhamento do desenvolvimento sócio-cultural do País.
(Redação dada pelo Decreto nº 8.297, de 2014) (Vigência)
Art. 2º O Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas tem os se-
guintes objetivos:
I - incentivar a implantação de serviços bibliotecários em todo
o território nacional;
II - promover a melhoria do funcionamento da atual rede de
bibliotecas, para que atuem como centros de ação cultural e educa-
cional permanentes;
III - desenvolver atividades de treinamento e qualificação de
recursos humanos, para o funcionamento adequado das bibliotecas
brasileiras;
IV - manter atualizado o cadastramento de todas as bibliotecas
brasileiras;
V - incentivar a criação de bibliotecas em municípios desprovi-
dos de bibliotecas públicas;
VI - proporcionar, obedecida a legislação vigente, a criação e
atualização de acervos, mediante repasse de recursos financeiros
aos sistemas estaduais e municipais;
VII - favorecer a ação dos coordenadores dos sistemas estadu-
ais e municipais, para que atuem como agentes culturais, em favor
do livro e de uma política de leitura no País;
VIII - assessorar tecnicamente as bibliotecas e coordenadorias
dos sistemas estaduais e municipais, bem assim fornecer material
informativo e orientador de suas atividades;
IX - firmar convênios com entidades culturais, visando à promo-
ção de livros e de bibliotecas.
Art. 3º Respeitado o princípio federativo, o Sistema Nacional de
Bibliotecas Públicas atuará no sentido de fortalecer os respectivos
sistemas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
81
a solução para o seu concurso!
Editora
Art. 4º Para consecução dos objetivos do Sistema Nacional de
Bibliotecas Públicas, poderão ser celebrados convênios e contratos
de prestação de serviços que visem:
I - à especialização do quadro de recursos humanos;
II - à orientação técnica, dentro dos padrões biblioteconômicos
e normas comuns ou para casos localizados;
III - ao incremento da circulação de bens culturais;
IV- ao apoio a programas de atualização profissional, com a co-
laboração das universidades, especialmente mediante seus cursos
de biblioteconomia e de ação cultural;
V- à colaboração em projetos que envolvam entidades nacio-
nais e internacionais.
Art. 5o Constituem receitas do Ministério da Cultura destina-
das ao Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas: (Redação
dada pelo Decreto nº 8.297, de 2014) (Vigência)
I-recursos do orçamento da União;
II - doações e contribuições nacionais e internacionais;
III - participação financeira dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios.
Art. 6o O Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas será dirigi-
do pelo Secretário-Executivo do Ministério da Cultura, competin-
do-lhe: (Redação dada pelo Decreto nº 8.297, de 2014)
(Vigência)
I - gerir os seus recursos financeiros na forma da lei;
II - celebrar convênios com instituições públicas ou privadas,
nacionais ou internacionais, para a execução dos seus programas;
III - firmar contratos de prestação de serviços, visando ao de-
senvolvimento de projetos a ele vinculados.
Art. 7º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 13 de maio de 1992; 171º da Independência e 104º da
República.
LEI FEDERAL Nº 13.696/2018 – INSTITUI A POLÍTICA NA-
CIONAL DE LEITURA E ESCRITA
LEI Nº 13.696, DE 12 DE JULHO DE 2018.
Institui a Política Nacional de Leitura e Escrita.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Na-
cional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º Fica instituída a Política Nacional de Leitura e Escrita
como estratégia permanente para promover o livro, a leitura, a es-
crita, a literatura e as bibliotecas de acesso público no Brasil.
Parágrafo único. A Política Nacional de Leitura e Escrita será im-
plementada pela União, por intermédio do Ministério da Cultura e
do Ministério da Educação, em cooperação com os Estados, o Dis-
trito Federal e os Municípios e com a participação da sociedade civil
e de instituições privadas.
Art. 2º São diretrizes da Política Nacional de Leitura e Escrita:
I - a universalização do direito ao acesso ao livro, à leitura, à
escrita, à literatura e às bibliotecas;
II - o reconhecimento da leitura e da escrita como um direito,
a fim de possibilitar a todos, inclusive por meio de políticas de estí-
mulo à leitura, as condições para exercer plenamente a cidadania,
para viver uma vida digna e para contribuir com a construção de
uma sociedade mais justa;
III - o fortalecimento do Sistema Nacional de Bibliotecas Públi-
cas (SNBP), no âmbito do Sistema Nacional de Cultura (SNC);
IV - a articulação com as demais políticas de estímulo à leitura,
ao conhecimento, às tecnologias e ao desenvolvimento educacio-
nal, cultural e social do País, especialmente com a Política Nacional
do Livro, instituída pela Lei nº 10.753, de 30 de outubro de 2003 ;
V - o reconhecimento das cadeias criativa, produtiva, distri-
butiva e mediadora do livro, da leitura, da escrita, da literatura e
das bibliotecas como integrantes fundamentais e dinamizadoras da
economia criativa.
Parágrafo único. A Política Nacional de Leitura e Escrita obser-
vará, no que couber, princípios e diretrizes de planos nacionais es-
truturantes, especialmente do:
I - Plano Nacional de Educação (PNE);
II - Plano Nacional de Cultura (PNC);
III - Plano Plurianual da União (PPA).
Art. 3º São objetivos da Política Nacional de Leitura e Escrita:
I - democratizar o acesso ao livro e aos diversos suportes à lei-
tura por meio de bibliotecas de acesso público, entre outros espa-
ços de incentivo à leitura, de forma a ampliar os acervos físicos e
digitais e as condições de acessibilidade;
II - fomentar a formação de mediadores de leitura e fortalecer
ações de estímulo à leitura, por meio da formação continuada em
práticas de leitura para professores, bibliotecários e agentes de lei-
tura, entre outros agentes educativos, culturais e sociais;
III - valorizar a leitura e o incremento de seu valor simbólico
e institucional por meio de campanhas, premiações e eventos de
difusão cultural do livro, da leitura, da literatura e das bibliotecas;
IV - desenvolver a economia do livro como estímulo à produção
intelectual e ao fortalecimento da economia nacional, por meio de
ações de incentivo ao mercado editorial e livreiro, às feiras de livros,
aos eventos literários e à aquisição de acervos físicos e digitais para
bibliotecas de acesso público;
V - promover a literatura, as humanidades e o fomento aos
processos de criação, formação, pesquisa, difusão e intercâmbio li-
terário e acadêmico em território nacional e no exterior, para auto-
res e escritores, por meio de prêmios, intercâmbios e bolsas, entre
outros mecanismos;
VI - fortalecer institucionalmente as bibliotecas de acesso pú-
blico, com qualificação de espaços, acervos, mobiliários, equipa-
mentos, programação cultural, atividades pedagógicas, extensão
comunitária, incentivo à leitura, capacitação de pessoal, digitaliza-
ção de acervos, empréstimos digitais, entre outras ações;
VII - incentivarpesquisas, estudos e o estabelecimento de
indicadores relativos ao livro, à leitura, à escrita, à literatura e às
bibliotecas, com vistas a fomentar a produção de conhecimento e
de estatísticas como instrumentos de avaliação e qualificação das
políticas públicas do setor;
VIII - promover a formação profissional no âmbito das cadeias
criativa e produtiva do livro e mediadora da leitura, por meio de
ações de qualificação e capacitação sistemáticas e contínuas;
IX - incentivar a criação e a implantação de planos estaduais,
distrital e municipais do livro e da leitura, em fortalecimento ao
SNC;
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
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X - incentivar a expansão das capacidades de criação cultural e
de compreensão leitora, por meio do fortalecimento de ações edu-
cativas e culturais focadas no desenvolvimento das competências
de produção e interpretação de textos.
Art. 4º Para a consecução dos objetivos da Política Nacional de
Leitura e Escrita, será elaborado, a cada decênio, o Plano Nacional
do Livro e Leitura (PNLL), que estabelecerá metas e ações, nos ter-
mos de regulamento.
§ 1º O PNLL será elaborado nos 6 (seis) primeiros meses de
mandato do chefe do Poder Executivo, com vigência para o decênio
seguinte.
§ 2º O PNLL será elaborado em conjunto pelo Ministério da Cul-
tura e pelo Ministério da Educação de forma participativa, assegu-
rada a manifestação do Conselho Nacional de Educação (CNE), do
Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) e de representantes
de secretarias estaduais, distritais e municipais de cultura e de edu-
cação, da sociedade civil e do setor privado.
§ 3º O PNLL deverá viabilizar a inclusão de pessoas com defi-
ciência, observadas as condições de acessibilidade e o disposto em
acordos, convenções e tratados internacionais que visem a facilitar
o acesso de pessoas com deficiência a obras literárias.
Art. 5º O Prêmio Viva Leitura será concedido no âmbito da
Política Nacional de Leitura e Escrita com o objetivo de estimular,
fomentar e reconhecer as melhores experiências que promovam o
livro, a leitura, a escrita, a literatura e as bibliotecas, nos termos de
regulamento.
Art. 6º Ato conjunto do Ministério da Cultura e do Ministério da
Educação regulamentará o disposto nesta Lei.
Art. 7º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 12 de julho de 2018; 197º da Independência e 130º da
República.
DECRETO FEDERAL Nº 11.453/2023 – MECANISMOS DE FO-
MENTO DO SISTEMA DE FINANCIAMENTO À CULTURA.
DECRETO Nº 11.453, DE 23 DE MARÇO DE 2023
Dispõe sobre os mecanismos de fomento do sistema de finan-
ciamento à cultura.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe
confere o art. 84, caput, incisos IV e VI, alínea “a”, da Constituição,
e tendo em vista o disposto no art. 216-A, § 2º, inciso VI, da Consti-
tuição, na Lei Complementar nº 195, de 8 de julho de 2022, na Lei
nº 8.313, de 23 de dezembro de 1991, nos art. 5º a art. 7º da Lei nº
12.343, de 2 de dezembro de 2010, na Lei nº 13.018, de 22 de julho
de 2014, e na Lei nº 14.399, de 8 de julho de 2022,
DECRETA:
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 1º Este Decreto dispõe sobre os mecanismos de fomento
do sistema de financiamento à cultura de que trata o inciso VI do §
2º do art. 216-A da Constituição, instituídos pela Lei nº 8.313, de 23
de dezembro de 1991, pela Lei nº 13.018, de 22 de julho de 2014,
pela Lei nº 14.399, de 8 de julho de 2022, e pela Lei Complementar
nº 195, de 8 de julho de 2022, e estabelece procedimentos padro-
nizados de prestação de contas para instrumentos não previstos em
legislação específica, na forma do disposto na Lei Complementar nº
195, de 2022.
Art. 2º A utilização dos mecanismos de fomento cultural visa
à implementação:
I - do Programa Nacional de Apoio à Cultura - Pronac, de que
trata a Lei nº 8.313, de 1991;
II - da Política Nacional de Cultura Viva, de que trata a Lei nº
13.018, de 2014;
III - da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, de
que trata a Lei nº 14.399, de 2022;
IV - das ações emergenciais destinadas ao setor cultural previs-
tas na Lei Complementar nº 195, de 2022; e
V - de outras políticas públicas culturais formuladas pelos ór-
gãos e pelas entidades do Sistema Nacional de Cultura.
Art. 3º Os mecanismos de fomento cultural contribuirão para:
I - valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matri-
zes e formas de expressão;
II - estimular a expressão cultural dos diferentes grupos e co-
munidades que compõem a sociedade brasileira;
III - viabilizar a expressão cultural de todas as regiões do País e
a sua difusão em escala nacional;
IV - promover o restauro, a preservação e o uso sustentável do
patrimônio cultural brasileiro em suas dimensões material e ima-
terial;
V - incentivar a ampliação do acesso da população à fruição e à
produção dos bens culturais;
VI - fomentar atividades culturais afirmativas para a promoção
da cidadania cultural, da acessibilidade às atividades artísticas e da
diversidade cultural;
VII - desenvolver atividades que fortaleçam e articulem as ca-
deias produtivas e os arranjos produtivos locais, nos diversos seg-
mentos culturais;
VIII - fomentar o desenvolvimento de atividades artísticas e
culturais pelos povos indígenas e pelas comunidades tradicionais
brasileiras;
IX - apoiar as atividades culturais de caráter inovador ou expe-
rimental;
X - apoiar ações artísticas e culturais que usem novas tecnolo-
gias ou sejam distribuídas por plataformas digitais;
XI - apoiar e impulsionar festejos, eventos e expressões artís-
tico-culturais tradicionais e bens culturais materiais ou imateriais
acautelados ou em processo de acautelamento;
XII - impulsionar a preparação e o aperfeiçoamento de recursos
humanos para a produção e a difusão culturais;
XIII - promover a difusão e a valorização das expressões cul-
turais brasileiras no exterior e o intercâmbio cultural com outros
países;
XIV - estimular ações com vistas a valorizar artistas, mestres
de culturas populares tradicionais, técnicos e estudiosos da cultura
brasileira;
XV - apoiar o desenvolvimento de ações que integrem cultura
e educação;
XVI - apoiar ações de produção de dados, informações e indica-
dores sobre o setor cultural; e
XVII - apoiar outros projetos e atividades culturais considera-
dos relevantes pelo Ministro de Estado da Cultura.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
83
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Parágrafo único. A implementação dos mecanismos de fomen-
to cultural garantirá a liberdade para a expressão artística, intelec-
tual, cultural e religiosa, respeitada a laicidade do Estado.
Art. 4º Poderão ser agentes culturais destinatários do fomento
cultural os artistas, os produtores culturais, os gestores culturais, os
mestres da cultura popular, os curadores, os técnicos, os assistentes
e outros profissionais dedicados à realização de ações culturais.
Parágrafo único. Os agentes culturais poderão ser pessoas físi-
cas ou pessoas jurídicas com atuação no segmento cultural.
Art. 5º As ações afirmativas e reparatórias de direitos poderão
ser realizadas por meio de editais específicos, de linhas exclusivas
em editais, da previsão de cotas, da definição de bônus de pontua-
ção, da adequação de procedimentos relativos à execução de ins-
trumento ou prestação de contas, entre outros mecanismos simila-
res destinados especificamente a determinados territórios, povos,
comunidades, grupos ou populações.
CAPÍTULO II
DO FOMENTO DIRETO
SEÇÃO I
DOS MECANISMOS E DAS MODALIDADES
Art. 6º São mecanismos de fomento direto à cultura no âmbito
federal:
I - Fundo Nacional da Cultura; e
II - dotações orçamentárias destinadas ao Ministério da Cultura
e às suas entidades vinculadas.Parágrafo único. A gestão de recursos do Fundo Nacional da
Cultura observará as diretrizes recomendadas pela Comissão do
Fundo Nacional da Cultura, responsável por atividades de formula-
ção e avaliação técnica, cujas regras de organização e funcionamen-
to serão estabelecidas em ato do Ministro de Estado da Cultura.
Art. 7º A utilização dos recursos dos mecanismos de fomento
direto poderá ocorrer por:
I - execução direta de políticas públicas culturais pela União ou
pelas entidades vinculadas ao Ministério da Cultura;
II - transferência direta do Fundo Nacional da Cultura para os
Fundos de Cultura dos Estados, dos Municípios ou do Distrito Fede-
ral, conforme o disposto nos art. 5º e art. 6º da Lei nº 12.343, de 2
de dezembro de 2010; ou
III - transferência via convênios, contratos de repasse ou instru-
mentos similares para a administração direta, autárquica e funda-
cional dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal, observado
o regulamento específico.
§ 1º A União oferecerá assistência técnica para a implementa-
ção de políticas públicas de fomento cultural nos Estados, nos Mu-
nicípios e no Distrito Federal.
§ 2º A administração pública federal, estadual, distrital e mu-
nicipal, nos limites de suas competências, poderá credenciar ins-
tituições financeiras para auxiliar a operacionalização de recursos.
§ 3º Nas hipóteses de que tratam os incisos II e III do caput,
o ente federativo informará se a execução dos recursos ocorrerá
por meio do procedimento previsto neste Capítulo ou por meio de
regime jurídico específico estabelecido no âmbito do referido ente.
§ 4º A gestão de procedimentos e a operacionalização dos
instrumentos pela administração pública federal ocorrerá prefe-
rencialmente por meio eletrônico, por intermédio da plataforma
Transferegov.br.
§ 5º A interface entre os Estados e Municípios e os agentes
culturais destinatários dos recursos federais poderá ocorrer por
meio de plataforma eletrônica mantida pelo ente federativo ou por
organização da sociedade civil parceira, ou por meio de plataforma
contratada para essa finalidade, observada a obrigatoriedade de
fornecimento de informações para a administração pública federal
por intermédio do Transferegov.br.
Art. 8º Os recursos dos mecanismos de fomento direto pode-
rão ser aplicados nas seguintes modalidades:
I - fomento à execução de ações culturais;
II - apoio a espaços culturais;
III - concessão de bolsas culturais;
IV - concessão de premiação cultural; e
V - outras modalidades previstas em ato do Ministro de Estado
da Cultura.
Parágrafo único. As modalidades de que tratam os incisos I a
IV do caput poderão ser celebradas por quaisquer dos agentes cul-
turais a que se refere o art. 4º, independentemente do seu formato
de constituição jurídica.
SEÇÃO II
DOS CHAMAMENTOS PÚBLICOS
Art. 9º Os chamamentos públicos das políticas culturais de fo-
mento observarão o disposto nesta Seção, exceto na hipótese de
haver previsão de outro procedimento específico em regime jurídi-
co aplicável ao instrumento escolhido pela administração pública.
§ 1º Os processos seletivos a que se refere esta Seção se pauta-
rão por procedimentos claros, objetivos e simplificados, com uso de
linguagem simples e formatos visuais que orientem os interessados
e facilitem o acesso dos agentes culturais ao fomento.
§ 2º O disposto nesta Seção aplica-se às modalidades de con-
cessão de bolsas culturais e de concessão de premiação cultural
somente no que for compatível com a natureza jurídica de doação.
Art. 10. Os agentes culturais poderão sugerir à administração
pública o lançamento de editais, mediante requerimento que ini-
ciará procedimento de manifestação de interesse cultural, com as
seguintes etapas:
I - requerimento inicial, com identificação do agente cultural,
do conteúdo da sugestão e da justificativa de sua coerência com
metas do Plano de Cultura;
II - análise da sugestão em parecer técnico;
III - decisão de arquivamento do processo ou de realização do
chamamento público; e
IV - envio de resposta ao agente cultural requerente.
§ 1º O conteúdo da sugestão poderá ser apresentado em for-
mato de texto livre ou de minuta de edital, conforme a opção do
agente cultural.
§ 2º A apresentação da sugestão não gerará impedimento de
que o agente cultural autor do requerimento inicial participe do
chamamento público subsequente, desde que o prazo de inscrição
de propostas seja de, no mínimo, trinta dias.
Art. 11. Os chamamentos públicos poderão ser:
I - de fluxo contínuo, nos casos em que for possível a celebração
de instrumentos à medida que as propostas forem recebidas; ou
II - de fluxo ordinário, nos casos em que a administração públi-
ca optar pela concentração do recebimento, da análise e da seleção
de propostas em período determinado.
§ 1º Os instrumentos sem repasse de recursos públicos pode-
rão ser celebrados sem chamamento público.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
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§ 2º A celebração de instrumentos com repasse de recursos
públicos sem a realização de chamamento público somente pode-
rá ocorrer em situações excepcionais previstas na legislação e com
justificativa expressa da autoridade competente.
§ 3º A minuta anexa ao edital preverá as condições de rece-
bimento de recursos, os encargos e as obrigações decorrentes da
celebração do instrumento.
§ 4º A previsão de contrapartida somente constará na minuta
a que se refere o § 3º nas hipóteses em que houver expressa exi-
gência na legislação.
Art. 12. As fases do chamamento público serão:
I - planejamento;
II - processamento; e
III - celebração.
Parágrafo único. Nos casos de chamamentos públicos de fluxo
contínuo, os procedimentos poderão ser adaptados de acordo com
o cronograma e com a sistemática de celebração dos instrumentos.
Art. 13. Na fase de planejamento do chamamento público, se-
rão realizadas as seguintes etapas:
I - preparação e prospecção;
II - proposição técnica da minuta de edital;
III - análise jurídica e verificação de adequação formal da mi-
nuta de edital; e
IV - assinatura e publicação do edital, com minuta de instru-
mento jurídico anexada.
§ 1º Na etapa de preparação e prospecção, a elaboração da
minuta de edital será realizada a partir de diálogo da administração
pública com a comunidade, os Conselhos de Cultura e demais ato-
res da sociedade civil, mediante reuniões técnicas com potenciais
interessados em participar do chamamento público, sessões públi-
cas presenciais, consultas públicas ou outras estratégias de partici-
pação social, desde que observados procedimentos que promovam
transparência e assegurem a impessoalidade.
§ 2º Nas hipóteses de implementação da modalidade de fo-
mento à execução de ações culturais ou da modalidade de apoio
a espaços culturais, os elementos exigidos no teor das propostas
permitirão a compreensão do objeto e da metodologia, sem obriga-
toriedade de o proponente apresentar detalhamento de elementos
que poderão ser pactuados no momento de elaboração do plano de
trabalho, com diálogo técnico entre agente cultural e administração
pública, na fase de celebração.
Art. 14. Os editais e as minutas de instrumentos jurídicos serão
disponibilizados, preferencialmente, em formatos acessíveis para
pessoas com deficiência, como audiovisual e audiodescrição.
Art. 15. O edital poderá prever a busca ativa de agentes cultu-
rais integrantes de grupos vulneráveis e admitir a inscrição de suas
propostas por meio da oralidade, reduzida a termo escrito pelo ór-
gão responsável pelo chamamento público.
Parágrafo único. Na hipótese de agentes culturais que atuem
como grupo ou coletivo cultural sem constituição jurídica, será indi-
cada pessoa física como responsável legal para o ato da assinatura
do instrumento jurídico e a representação será formalizada em de-
claração assinada pelos demais integrantes do grupo ou coletivo.
Art. 16. Na fase de processamento do chamamento público,
serão realizadas asseguintes etapas:
I - inscrição de propostas, preferencialmente por plataforma
eletrônica, com abertura de prazo de, no mínimo, cinco dias úteis;
II - análise de propostas pela Comissão de Seleção;
III - divulgação de resultado provisório, com abertura de prazo
recursal de, no mínimo, três dias úteis e, se necessário, dois dias
úteis para contrarrazões;
IV - recebimento e julgamento de recursos; e
V - divulgação do resultado final.
Art. 17. Na etapa de recebimento de inscrição de propostas,
a administração pública poderá utilizar estratégias para ampliar a
concorrência e para estimular a qualidade técnica das propostas,
como:
I - implantar canal de atendimento de dúvidas;
II - realizar visitas técnicas ou contatos com potenciais interes-
sados para divulgar o chamamento público, com o respectivo regis-
tro no processo administrativo;
III - realizar sessões públicas para prestar esclarecimentos; e
IV - promover ações formativas, como cursos e oficinas de ela-
boração de propostas, com ampla divulgação e abertas a quaisquer
interessados.
Parágrafo único. O cadastro prévio poderá ser utilizado como
ferramenta para dar celeridade à etapa de inscrição de propostas.
Art. 18. A etapa de análise de propostas poderá contar com o
apoio técnico de especialistas:
I - convidados pela administração pública para atuar como
membros da Comissão de Seleção, em caráter voluntário;
II - contratados pela administração pública para atuar como
membros da Comissão de Seleção, por inexigibilidade de licitação,
mediante edital de credenciamento ou caracterização como serviço
técnico especializado, conforme o disposto na Lei nº 14.133, de 1º
de abril de 2021; e
III - contratados pela administração pública para emitir pare-
ceres técnicos que subsidiem as decisões da Comissão de Seleção,
por inexigibilidade de licitação, mediante edital de credenciamento
ou caracterização como serviço técnico especializado, conforme o
disposto na Lei nº 14.133, de 2021.
§ 1º A análise de propostas poderá utilizar critérios quantita-
tivos ou critérios qualitativos adequados à especificidade da pro-
dução artística e cultural, tais como originalidade, inventividade
artística, singularidade, promoção de diversidade, coerência da me-
todologia em relação aos objetivos descritos, potencial de impacto
ou outros parâmetros similares, conforme estabelecido no edital.
§ 2º As propostas que apresentem quaisquer formas de pre-
conceito de origem, raça, etnia, gênero, cor, idade ou outras formas
de discriminação serão desclassificadas, com fundamento no dis-
posto no inciso IV do caput do art. 3º da Constituição, garantidos o
contraditório e a ampla defesa.
Art. 19. Na fase de celebração do chamamento público, serão
realizadas as seguintes etapas:
I - habilitação dos agentes culturais contemplados no resultado
final;
II - convocação de novos agentes culturais para habilitação, na
hipótese de inabilitação de contemplados; e
III - assinatura física ou eletrônica dos instrumentos jurídicos
com os agentes culturais habilitados.
§ 1º Os documentos para habilitação poderão ser solicitados
após a divulgação do resultado provisório, vedada a sua exigência
na etapa de inscrição de propostas.
§ 2º Os requisitos de habilitação serão compatíveis com a na-
tureza do instrumento jurídico respectivo e não poderão implicar
restrições que prejudiquem a democratização do acesso de agentes
culturais às políticas públicas de fomento.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
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§ 3º A comprovação de regularidade fiscal será obrigatória
para a celebração de termos de execução cultural.
§ 4º O cadastro prévio poderá ser utilizado como ferramenta
para dar celeridade à etapa de habilitação.
§ 5º Eventual verificação de nepotismo na etapa de habilitação
impedirá a celebração de instrumento pelo agente cultural que seja
cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por
afinidade, até o terceiro grau, de servidor público do órgão respon-
sável pelo edital, nos casos em que o referido servidor tiver atuado
nas etapas a que se refere o caput do art. 20, sem prejuízo da veri-
ficação de outros impedimentos previstos na legislação específica
ou no edital.
§ 6º A comprovação de endereço para fins de habilitação po-
derá ser realizada por meio da apresentação de contas relativas à
residência ou de declaração assinada pelo agente cultural.
§ 7º A comprovação de que trata o § 6º poderá ser dispensada
nas hipóteses de agentes culturais:
I - pertencentes a comunidade indígena, quilombola, cigana ou
circense;
II - pertencentes a população nômade ou itinerante; ou
III - que se encontrem em situação de rua.
§ 8º Na hipótese de instrumento com obrigações futuras, sua
celebração poderá ser precedida de diálogo técnico entre a admi-
nistração pública e o agente cultural para definição de plano de tra-
balho.
§ 9º Na hipótese de decisão de inabilitação, poderá ser inter-
posto recurso no prazo de três dias úteis.
§ 10. O agente cultural poderá optar por constituir sociedade
de propósito específico para o gerenciamento e a execução do pro-
jeto fomentado.
Art. 20. O edital preverá a vedação à celebração de instrumen-
tos por agentes culturais diretamente envolvidos na etapa de pro-
posição técnica da minuta de edital, na etapa de análise de propos-
tas ou na etapa de julgamento de recursos.
Parágrafo único. O agente cultural que integrar Conselho de
Cultura poderá participar de chamamentos públicos para receber
recursos do fomento cultural, exceto quando se enquadrar na veda-
ção prevista no caput.
Art. 21. O instrumento jurídico poderá ter escopo plurianual
quando otimizar o alcance dos objetivos da política pública de fo-
mento cultural, conforme previsão no edital de chamamento públi-
co, ou quando for relativo:
I - à manutenção:
a) de instituição cultural, incluídas as suas atividades de caráter
permanente ou continuado e as demais ações constantes do seu
planejamento;
b) de espaços culturais, incluídos a sua programação de ati-
vidades, as suas ações de comunicação, a aquisição de móveis, a
aquisição de equipamentos e soluções tecnológicas, os serviços de
reforma ou construção e os serviços para garantir acessibilidade,
entre outras necessidades de funcionamento; ou
c) de corpos artísticos estáveis ou outros grupos culturais com
execução contínua de atividades;
II - à realização de eventos periódicos e continuados, como
festivais, mostras, seminários, bienais, feiras e outros tipos de ação
cultural realizada em edições recorrentes; ou
III - ao reconhecimento da atuação de mestres da cultura popu-
lar mediante premiação cujo pagamento ocorra em parcelas.
SEÇÃO III
DA MODALIDADE DE FOMENTO À EXECUÇÃO DE AÇÕES
CULTURAIS E DA MODALIDADE DE APOIO A ESPAÇOS
CULTURAIS
Art. 22. A modalidade de fomento à execução de ações cultu-
rais e a modalidade de apoio a espaços culturais poderão ser im-
plementadas por meio da celebração dos seguintes instrumentos:
I - acordo de cooperação, termo de fomento ou termo de cola-
boração, conforme os procedimentos previstos na Lei nº 13.019, de
31 de julho de 2014, e no Decreto nº 8.726, de 27 de abril de 2016;
II - termo de compromisso cultural, conforme os procedimen-
tos previstos na Lei nº 13.018, de 2014, e em ato do Ministro de
Estado da Cultura, nas hipóteses em que o fomento enquadrar-se
no escopo da Política Nacional de Cultura Viva, conforme regula-
mento específico;
III - termo de execução cultural, conforme os procedimentos
previstos neste Decreto, para a execução de recursos de que trata a
Lei nº 14.399, de 2022, e a Lei Complementar nº 195, de 2022; ou
IV - outro instrumento previsto na legislação de fomento cultu-
ral do Estado, do Distrito Federal ou do Município, na hipótese de o
gestor público do ente federativo optar por não utilizar os procedi-
mentos a que se referem os incisos I a III.
§ 1º A escolha do instrumento a ser utilizado deverá ser in-
dicada pelo gestor públicono processo administrativo em que for
planejada a sua celebração, conforme os objetivos pretendidos,
observados os princípios constitucionais da eficiência e da duração
razoável do processo.
§ 2º A administração pública poderá optar pela utilização dos
instrumentos previstos na Lei nº 14.133, de 2021, nos casos em que
necessitar adquirir bens ou contratar serviços, vedada a aplicação
do disposto no art. 184 da referida Lei às hipóteses previstas no
caput.
§ 3º A vedação estabelecida no § 2º deste artigo não se aplica
às hipóteses previstas nos incisos II e III do caput do art. 18.
§ 4º Nas hipóteses de celebração dos instrumentos a que se
referem os incisos I a III do caput, não será exigível a complemen-
tação de que trata o § 2º do art. 6º da Lei nº 8.313, de 1991, tendo
em vista que a destinação dos recursos está especificada na origem.
§ 5º Nas hipóteses de celebração dos instrumentos a que se
referem os incisos I, II ou IV do caput, a aplicação das regras so-
bre chamamento público previstas na Seção II deste Capítulo será
subsidiária em relação aos procedimentos previstos na legislação
específica.
SUBSEÇÃO I
DO TERMO DE EXECUÇÃO CULTURAL
Art. 23. O termo de execução cultural visa estabelecer as obri-
gações da administração pública e do agente cultural para o alcance
do interesse mútuo de promover a realização de ações culturais ou
apoiar espaços culturais, na implementação das modalidades a que
se referem os incisos I e II do caput do art. 8º.
Art. 24. O plano de trabalho anexo ao termo de execução cul-
tural celebrado preverá, no mínimo:
I - a descrição do objeto;
II - o cronograma de execução; e
III - a estimativa de custos.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
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§ 1º A estimativa de custos do plano de trabalho será prevista
por categorias, sem a necessidade de detalhamento por item de
despesa.
§ 2º A compatibilidade entre a estimativa de custos do pla-
no de trabalho e os preços praticados no mercado será avaliada de
acordo com tabelas referenciais de valores, com a análise de es-
pecialistas ou de técnicos da administração pública ou com outros
métodos de identificação de valores praticados no mercado.
§ 3º A estimativa de custos do plano de trabalho poderá apre-
sentar valores divergentes das práticas de mercado convencionais
na hipótese de haver significativa excepcionalidade no contexto de
sua implementação, consideradas variáveis territoriais e geográfi-
cas e situações específicas, como a de povos indígenas, ribeirinhos,
atingidos por barragens e comunidades quilombolas e tradicionais.
Art. 25. Os recursos do termo de execução cultural serão de-
positados pela administração pública em conta bancária específica,
em desembolso único ou em parcelas, e os rendimentos de ativos
financeiros poderão ser aplicados para o alcance do objeto, sem a
necessidade de autorização prévia.
§ 1º A conta bancária a que se refere o caput poderá enqua-
drar-se nas seguintes hipóteses:
I - conta bancária de instituição financeira pública, preferencial-
mente isenta de tarifas bancárias; e
II - conta bancária de instituição financeira privada em que não
haja a cobrança de tarifas.
§ 2º A hipótese de que trata o inciso II do § 1º poderá ocorrer
nos casos em que a administração pública tiver credenciado insti-
tuição financeira privada ou em que o edital de chamamento públi-
co facultar ao agente cultural a escolha da instituição financeira da
conta bancária específica.
§ 3º A conta bancária a que se refere o caput conterá funcio-
nalidade de aplicação automática dos valores em modalidades de
investimento de baixo risco, a fim de que haja rendimentos finan-
ceiros enquanto os recursos não forem utilizados.
§ 4º Nos casos em que estiver pactuada a transferência de re-
cursos em parcelas, o agente cultural poderá solicitar que haja a
conversão para desembolso único ou a alteração do cronograma de
desembolsos, com os seguintes objetivos:
I - busca de ganho de escala;
II - observância de sazonalidades; ou
III - maior efetividade ou economicidade na execução do plano
de trabalho.
Art. 26. Os recursos do termo de execução cultural poderão ser
utilizados para o pagamento de:
I - prestação de serviços;
II - aquisição ou locação de bens;
III - remuneração de equipe de trabalho com os respectivos en-
cargos;
IV - diárias para cobrir deslocamento, viagem, hospedagem,
alimentação, transporte e necessidades similares de integrantes da
equipe de trabalho, independentemente do regime de contratação;
V - despesas com tributos e tarifas bancárias;
VI - assessoria jurídica, serviços contábeis e assessoria de ges-
tão de projeto;
VII - fornecimento de alimentação para a equipe de trabalho ou
para a comunidade em que ocorrer a execução;
VIII - desenvolvimento e manutenção de soluções de tecnolo-
gia da informação;
IX - assessoria de comunicação e despesas com a divulgação e
o impulsionamento de conteúdo;
X - despesas com a manutenção de espaços, inclusive aluguel e
contas de água e energia, entre outros itens de custeio;
XI - realização de obras, reformas e aquisição de equipamentos
relacionados à execução do objeto; e
XII - outras despesas necessárias para o cumprimento do ob-
jeto.
§ 1º As compras e as contratações de bens e serviços pelo
agente cultural com recursos transferidos pela administração pú-
blica federal adotarão os métodos usualmente utilizados pelo setor
privado.
§ 2º O agente cultural será o responsável exclusivo pelo geren-
ciamento administrativo e financeiro dos recursos recebidos.
§ 3º As escolhas de equipe de trabalho e de fornecedores se-
rão de responsabilidade do agente cultural, vedada a exigência de
que sejam adotados procedimentos similares aos realizados no âm-
bito da administração pública em contratações administrativas no
processo decisório.
§ 4º Nos casos em que o agente cultural celebrante do instru-
mento jurídico seja pessoa jurídica, seus dirigentes ou sócios pode-
rão receber recursos relativos à sua atuação como integrantes da
equipe de trabalho ou como prestadores de serviços necessários ao
cumprimento do objeto.
§ 5º O agente cultural poderá ser reembolsado por despe-
sas executadas com recursos próprios ou de terceiros, desde que,
cumulativamente:
I - possam ser comprovadas por meio da apresentação de do-
cumentos fiscais válidos; e
II - tenham sido realizadas em atividades previstas no plano de
trabalho, até o limite de vinte por cento do valor global do instru-
mento.
§ 6º Se o valor efetivo da compra ou da contratação for supe-
rior ao previsto no plano de trabalho, o agente cultural assegurará a
compatibilidade entre o valor efetivo e os novos preços praticados
no mercado.
Art. 27. O termo de execução cultural poderá estabelecer que
os bens permanentes adquiridos, produzidos ou transformados em
decorrência do fomento serão de titularidade do agente cultural
desde a data de sua aquisição, nas seguintes hipóteses:
I - quando a finalidade do fomento for viabilizar a constituição
de acervo, fortalecer a transmissão de saberes e práticas culturais,
fornecer mobiliário, viabilizar aquisição de equipamentos, viabilizar
modernização, reforma ou construção de espaços culturais, prover
recursos tecnológicos para agentes culturais, prover recursos para
garantir acessibilidade, ou objetivo similar; ou
II - quando a análise técnica da administração pública indicar
que a aquisição de bens com titularidade do agente cultural é a me-
lhor forma de promover o fomento cultural no caso concreto.
Parágrafo único. Nos casos de rejeição da prestação de contas
em razão da aquisição ou do uso do bem, o valor pago pela aquisi-
ção será computado no cálculo de valores a devolver, com atualiza-
ção monetária.
Art. 28. A alteração do termo de execução cultural será forma-
lizada por meio de termo aditivo.
§ 1º A formalização de termo aditivo não será necessária nas
seguintes hipóteses:
I - prorrogação de vigência realizada de ofício pela administra-ção pública quando der causa a atraso na liberação de recursos; e
II - alteração do plano de trabalho sem modificação do valor
global do instrumento e sem modificação substancial do objeto.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
87
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§ 2º Na hipótese de prorrogação de vigência, o saldo de recur-
sos será automaticamente mantido na conta, a fim de viabilizar a
continuidade da execução do objeto.
§ 3º As alterações de plano de trabalho cujo escopo seja de, no
máximo, vinte por cento poderão ser realizadas pelo agente cultural
e comunicadas à administração pública em seguida, sem a necessi-
dade de autorização prévia.
§ 4º A variação inflacionária poderá ser fundamento de solici-
tação de celebração de termo aditivo para alteração de valor global
do instrumento.
§ 5º A aplicação de rendimentos de ativos financeiros em be-
nefício do objeto do termo de execução cultural poderá ser reali-
zada pelo agente cultural sem a necessidade de autorização prévia
da administração pública, observado o disposto no § 3º do art. 25.
§ 6º Nas hipóteses de alterações em que não seja necessário
termo aditivo, poderá ser realizado apostilamento.
Art. 29. O agente cultural que celebrou o termo de execução
cultural prestará contas à administração pública por meio das se-
guintes categorias:
I - prestação de informações in loco;
II - prestação de informações em relatório de execução do ob-
jeto; ou
III - prestação de informações em relatório de execução finan-
ceira.
§ 1º A definição da categoria de prestação de informações apli-
cável ao caso concreto observará os procedimentos previstos neste
Decreto.
§ 2º Na hipótese de a administração pública não dispor de ca-
pacidade operacional para realizar a visita de verificação obrigató-
ria, será exigida a prestação de informações em relatório de execu-
ção do objeto.
§ 3º A documentação relativa à execução do objeto e à execu-
ção financeira será mantida pelo beneficiário pelo prazo de cinco
anos, contado do fim da vigência do instrumento.
Art. 30. A prestação de informações in loco poderá ser reali-
zada quando o apoio recebido tiver valor inferior a R$ 200.000,00
(duzentos mil reais), nos casos em que a administração pública con-
siderar que uma visita de verificação será suficiente para aferir o
cumprimento integral do objeto.
§ 1º A utilização da categoria a que se refere o caput condi-
ciona-se ao juízo de conveniência e oportunidade da administração
pública, considerada a viabilidade operacional da realização das vi-
sitas.
§ 2º O agente público responsável elaborará relatório de visi-
ta de verificação e poderá adotar os seguintes procedimentos, de
acordo com o caso concreto:
I - encaminhar o processo à autoridade responsável pelo jul-
gamento da prestação de informações, caso conclua que houve o
cumprimento integral do objeto ou o cumprimento parcial justifi-
cado;
II - recomendar que seja solicitada a apresentação, pelo bene-
ficiário, de relatório de execução do objeto, caso considere que não
foi possível aferir na visita de verificação que houve o cumprimento
integral do objeto ou o cumprimento parcial justificado; ou
III - recomendar que seja solicitada a apresentação, pelo bene-
ficiário, de relatório de execução financeira, caso considere que não
foi possível aferir o cumprimento integral do objeto no relatório de
execução do objeto ou que as justificativas apresentadas sobre o
cumprimento parcial do objeto foram insuficientes.
§ 3º A autoridade responsável pelo julgamento da prestação
de informações poderá:
I - determinar o arquivamento, caso considere que houve o
cumprimento integral do objeto ou o cumprimento parcial justifi-
cado;
II - solicitar a apresentação, pelo beneficiário, de relatório de
execução do objeto, caso considere que não foi possível aferir o
cumprimento integral do objeto ou que as justificativas apresen-
tadas sobre o cumprimento parcial do objeto foram insuficientes;
III - solicitar a apresentação, pelo beneficiário, de relatório de
execução financeira, caso considere que não foi possível aferir o
cumprimento integral do objeto no relatório de execução do objeto
ou que as justificativas apresentadas sobre o cumprimento parcial
do objeto foram insuficientes; ou
IV - aplicar sanções ou decidir pela rejeição da prestação de
informações, caso verifique que não houve o cumprimento integral
do objeto ou o cumprimento parcial justificado, ou caso identifique
irregularidades no relatório de execução financeira.
Art. 31. A prestação de informações em relatório de execução
do objeto comprovará que foram alcançados os resultados da ação
cultural, por meio dos seguintes procedimentos:
I - apresentação de relatório de execução do objeto pelo bene-
ficiário no prazo estabelecido pelo ente federativo no regulamento
ou no instrumento de seleção; e
II - análise do relatório de execução do objeto por agente pú-
blico designado.
§ 1º O agente público competente elaborará parecer técnico
de análise do relatório de execução do objeto e poderá adotar os
seguintes procedimentos, de acordo com o caso concreto:
I - encaminhar o processo à autoridade responsável pelo jul-
gamento da prestação de informações, caso conclua que houve o
cumprimento integral do objeto; ou
II - recomendar que seja solicitada a apresentação, pelo benefi-
ciário, de relatório de execução financeira, caso considere que não
foi possível aferir o cumprimento integral do objeto no relatório de
execução do objeto ou que as justificativas apresentadas sobre o
cumprimento parcial do objeto foram insuficientes.
§ 2º A autoridade responsável pelo julgamento da prestação
de informações poderá:
I - determinar o arquivamento, caso considere que houve o
cumprimento integral do objeto ou o cumprimento parcial justifi-
cado;
II - solicitar a apresentação, pelo beneficiário, de relatório de
execução financeira, caso considere que não foi possível aferir o
cumprimento integral do objeto no relatório de execução do objeto
ou que as justificativas apresentadas sobre o cumprimento parcial
do objeto foram insuficientes; ou
III - aplicar sanções ou decidir pela rejeição da prestação de
informações, caso verifique que não houve o cumprimento integral
do objeto ou o cumprimento parcial justificado, ou caso identifique
irregularidades no relatório de execução financeira.
Art. 32. O relatório de execução financeira será exigido somen-
te nas seguintes hipóteses:
I - quando não estiver comprovado o cumprimento do objeto,
observados os procedimentos previstos nos art. 30 e art. 31; ou
II - quando for recebida, pela administração pública, denúncia
de irregularidade na execução da ação cultural, mediante juízo de
admissibilidade que avaliará os elementos fáticos apresentados.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
8888
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Parágrafo único. O prazo para apresentação do relatório de
execução financeira será de, no mínimo, trinta dias, contado do re-
cebimento da notificação.
Art. 33. O julgamento da prestação de informações realizado
pela autoridade do ente federativo que celebrou o termo de execu-
ção cultural avaliará o parecer técnico de análise de prestação de
informações e poderá concluir pela:
I - aprovação da prestação de informações, com ou sem res-
salvas; ou
II - reprovação da prestação de informações, parcial ou total.
Art. 34. Na hipótese de o julgamento da prestação de infor-
mações apontar a necessidade de devolução de recursos, o agente
cultural será notificado para que exerça a opção por:
I - devolução parcial ou integral dos recursos ao erário;
II - apresentação de plano de ações compensatórias; ou
III - devolução parcial dos recursos ao erário juntamente com a
apresentação de plano de ações compensatórias.
§ 1º A ocorrência de caso fortuito ou força maior impeditiva
da execução do instrumento afasta a reprovação da prestação de
informações, desde que comprovada.
§ 2º Nos casos em que estiver caracterizada má-fé do agen-te cultural, será imediatamente exigida a devolução de recursos ao
erário, vedada a aceitação de plano de ações compensatórias.
§ 3º Nos casos em que houver exigência de devolução de re-
cursos ao erário, o agente cultural poderá solicitar o parcelamento
do débito, na forma e nas condições previstas na legislação.
§ 4º O prazo de execução do plano de ações compensatórias
será o menor possível, conforme o caso concreto, limitado à me-
tade do prazo originalmente previsto de vigência do instrumento.
SUBSEÇÃO II
DOS INSTRUMENTOS DE FINANCIAMENTO
REEMBOLSÁVEL
Art. 35. A administração pública poderá lançar editais de fo-
mento cultural para a celebração de instrumentos de financiamen-
to reembolsável, conforme procedimentos previstos em ato do Mi-
nistro de Estado da Cultura.
Art. 36. O Ministério da Cultura promoverá credenciamento
de instituições financeiras para a operacionalização dos financia-
mentos reembolsáveis e pactuará taxa de administração, prazo de
carência, limite para taxa de remuneração, garantias exigidas e for-
mas de pagamento, que deverão ser aprovados pelo Banco Central
do Brasil, conforme o disposto no art. 7º da Lei nº 8.313, de 1991.
§ 1º A taxa de administração não poderá ser superior a três por
cento do montante dos recursos.
§ 2º A taxa de remuneração deverá, no mínimo, preservar o
valor originalmente concedido, conforme o disposto no inciso IX do
caput do art. 5º da Lei nº 8.313, de 1991.
§ 3º Os subsídios decorrentes de financiamentos realizados
a taxas inferiores à taxa de captação dos recursos financeiros pelo
Governo federal serão registrados pelo Fundo Nacional da Cultura
para constar na lei orçamentária e em suas informações comple-
mentares.
SEÇÃO IV
DA MODALIDADE DE CONCESSÃO DE BOLSAS CULTURAIS
Art. 37. A modalidade de concessão de bolsas culturais será
utilizada para promover ações culturais de pesquisa, promoção, di-
fusão, circulação, manutenção temporária, residência, intercâmbio
cultural e similares.
Art. 38. A modalidade de concessão de bolsas culturais será
implementada em formato de doação com encargo, de acordo com:
I - o procedimento previsto neste Decreto;
II - o procedimento previsto na Lei nº 13.018, de 2014, e em ato
do Ministro de Estado da Cultura, nas hipóteses em que o fomento
enquadrar-se no escopo da Política Nacional de Cultura Viva; ou
III - regras específicas previstas na legislação de fomento cultu-
ral do Estado, do Distrito Federal ou do Município, quando o gestor
público do ente federativo optar por não utilizar os procedimentos
a que se referem os incisos I e II.
§ 1º A concessão de bolsas com os recursos de que trata a Lei
nº 14.399, de 2022, ou com os recursos previstos na Lei Comple-
mentar nº 195, de 2022, poderá ser realizada por meio de qualquer
dos procedimentos a que se refere o caput, a critério do gestor pú-
blico.
§ 2º A escolha do procedimento a ser utilizado em cada caso
será especificada pelo gestor público no processo administrativo
em que for formalizado o edital, conforme os objetivos pretendi-
dos, observados os princípios constitucionais da eficiência e da du-
ração razoável do processo.
§ 3º Nas hipóteses dos procedimentos de que trata este artigo,
não será exigível a complementação de que trata o § 2º do art. 6º da
Lei nº 8.313, de 1991, tendo em vista que a destinação dos recursos
está especificada na origem.
Art. 39. O chamamento público para a concessão de bolsas ob-
servará o disposto na Seção II, ressalvados os dispositivos relativos
a plano de trabalho, análise de instrumento jurídico e demais regras
não aplicáveis à natureza jurídica de doação com encargo.
Parágrafo único. O edital de concessão de bolsas poderá pre-
ver a destinação de valores fixos, o pagamento de diárias, o ressar-
cimento de valores relativos a passagens aéreas, o pagamento de
despesas com ações formativas ou qualquer outro formato adequa-
do à implementação da modalidade.
Art. 40. O cumprimento do encargo previsto no edital de con-
cessão de bolsas será demonstrado no Relatório de Bolsista, vedada
a exigência de demonstração financeira.
§ 1º Conforme estabelecido em edital, o Relatório de Bolsista
poderá conter diploma, certificado, relatório fotográfico, matérias
jornalísticas ou quaisquer outros documentos que demonstrem o
cumprimento do encargo, em formato adequado à natureza da ati-
vidade fomentada.
§ 2º As regras relativas à execução de recursos e à prestação de
contas não se aplicam à modalidade de concessão de bolsas cultu-
rais, em razão da natureza jurídica de doação com encargo.
§ 3º Nos casos em que a bolsa resultar na materialização de
produtos, o edital poderá prever a destinação ao acervo da adminis-
tração pública ou outras destinações que garantam democratização
de acesso.
§ 4º O não cumprimento do encargo resultará em:
I - suspensão da bolsa;
II - cancelamento da bolsa; ou
III - determinação de ressarcimento de valores.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
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SEÇÃO V
DA MODALIDADE DE CONCESSÃO DE PREMIAÇÃO
CULTURAL
Art. 41. A modalidade de concessão de premiação cultural visa
reconhecer relevante contribuição de agentes culturais ou iniciati-
vas culturais para a realidade municipal, estadual, distrital ou nacio-
nal da cultura, com natureza jurídica de doação sem encargo, sem
estabelecimento de obrigações futuras.
§ 1º A inscrição de candidato em chamamento público de pre-
miação cultural poderá ser realizada pelo próprio interessado ou
por terceiro que o indicar.
§ 2º O edital de chamamento público conterá seção informati-
va sobre incidência tributária, conforme legislação aplicável no ente
federativo.
Art. 42. O agente cultural premiado firmará recibo do paga-
mento direto realizado pela administração pública.
Parágrafo único. As regras relativas à execução de recursos e
à prestação de contas não se aplicam à modalidade de concessão
de premiação cultural, dada a natureza jurídica de doação sem en-
cargo.
CAPÍTULO III
DO FOMENTO INDIRETO PELO MECANISMO DOS FUNDOS
DE INVESTIMENTO CULTURAL E ARTÍSTICO
Art. 43. As normas de constituição, funcionamento e adminis-
tração dos Fundos de Investimento Cultural e Artístico - Ficart serão
estabelecidas pela Comissão de Valores Mobiliários - CVM, nos ter-
mos do disposto no art. 10 da Lei nº 8.313, de 1991.
Parágrafo único. A CVM prestará informações ao Ministério da
Cultura sobre a constituição dos Ficart e seus respectivos agentes
financeiros, inclusive quanto às suas áreas de atuação.
Art. 44. As ações culturais aptas a receber recursos dos Ficart
se destinarão:
I - à produção e à distribuição independentes de bens culturais
e à realização de espetáculos artísticos e culturais;
II - à construção, à restauração, à reforma, à aquisição e manu-
tenção de equipamento e à operação de espaços destinados a ativi-
dades culturais, de propriedade de entidades com fins lucrativos; e
III - a outras atividades comerciais e industriais de interesse cul-
tural, conforme estabelecido pelo Ministério da Cultura.
Art. 45. A aplicação dos recursos dos Ficart será feita, exclusi-
vamente, por meio de:
I - contratação de pessoas jurídicas com sede no território bra-
sileiro, com a finalidade exclusiva de executar programas, projetos
e ações culturais;
II - participação em programas, projetos e ações culturais rea-
lizados por pessoas jurídicas de natureza cultural com sede no ter-
ritório brasileiro; e
III - aquisição de direitos patrimoniais para a exploração comer-
cial de obras literárias, audiovisuais, fonográficas e de artes cênicas,
visuais, digitais e similares.
Art. 46. O Ministério da Cultura, em articulação com a CVM,
estabelecerá regras e procedimentos para o acompanhamento e a
fiscalização da execução dos programas, dos projetos e das ações
culturais beneficiados com recursos dos Ficart.
CAPÍTULO IV
DO FOMENTO INDIRETO PELO MECANISMO DE INCENTIVO
FISCAL
SEÇÃO I
DA GESTÃO E DOS PROCEDIMENTOS
Art. 47. Para fins do dispostoneste Capítulo, considera-se:
I - incentivador - contribuinte do Imposto sobre a Renda e Pro-
ventos de Qualquer Natureza, pessoa física ou jurídica, que efetue
doação ou patrocínio em favor de programas, projetos e ações cul-
turais aprovados pelo Ministério da Cultura, com vistas a incentivos
fiscais, conforme estabelecido na Lei nº 8.313, de 1991;
II - doação de contribuintes - transferência definitiva e irrever-
sível de numerário ou bens de contribuintes em favor de pessoa
física ou jurídica sem fins lucrativos cujo programa, projeto ou ação
cultural tenha sido aprovado pelo Ministério da Cultura no âmbito
do mecanismo de incentivo fiscal;
III - patrocínio de contribuintes - transferência definitiva e ir-
reversível de numerário ou serviços, com finalidade promocional,
cobertura de gastos ou utilização de bens móveis ou imóveis do
patrocinador, sem a transferência de domínio, para a realização de
programa, projeto ou ação cultural que tenha sido aprovado pelo
Ministério da Cultura no âmbito do mecanismo de incentivo fiscal;
IV - produção audiovisual de rádio e televisão - aquela realizada
por empresa de rádio e televisão pública ou estatal, de caráter cul-
tural-educativo e não comercial;
V - processo público de seleção de projetos - certame de sele-
ção de projetos realizado por incentivador pessoa jurídica, com vis-
tas à definição de investimentos como incentivo fiscal, nos termos
do disposto na Lei nº 8.313, de 1991; e
VI - proponente - pessoa física ou jurídica com atuação na área
cultural que apresente programa, projeto ou ação cultural perante
o Ministério da Cultura com vistas a obter autorização de captação
de recursos de incentivadores.
Art. 48. O Ministério da Cultura poderá selecionar, mediante
chamamento público, as ações culturais a serem financiadas pelo
mecanismo de incentivo fiscal.
§ 1º A empresa patrocinadora interessada em aderir a cha-
mamento público promovido pelo Ministério da Cultura informará,
previamente, o volume de recursos que pretende investir e a sua
área de interesse, observados o montante e a distribuição dos re-
cursos estabelecidos pelo Ministério da Cultura.
§ 2º A realização de processo público de seleção de projetos,
via edital lançado por incentivador pessoa jurídica, seguirá orienta-
ções do Ministério da Cultura, com vistas à adesão das ações pro-
postas às políticas culturais.
Art. 49. Os procedimentos administrativos do mecanismo de
incentivo fiscal relativos à apresentação, à recepção, à seleção, à
análise, à aprovação, ao acompanhamento, ao monitoramento, à
prestação de contas e à avaliação de resultados dos programas, dos
projetos e das ações culturais serão estabelecidos em ato do Minis-
tro de Estado da Cultura.
§ 1º Nos casos de programas, projetos e ações culturais que
tenham como objeto a preservação de bens culturais reconhecidos
pelo Poder Público como patrimônio cultural por um dos instru-
mentos previstos no § 1º do art. 216 da Constituição, em âmbito
federal, estadual, distrital ou municipal, será obrigatória a aprecia-
ção pelo órgão responsável pelo respectivo instrumento protetivo,
observada a legislação aplicável.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
9090
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§ 2º Os programas, os projetos e as ações culturais apresen-
tados serão analisados tecnicamente no âmbito do Ministério da
Cultura, pelos seus órgãos ou entidades vinculadas, de acordo com
as respectivas competências.
§ 3º A apreciação técnica de que trata o § 2º verificará o aten-
dimento das finalidades do Pronac e a adequação dos custos pro-
postos aos praticados no mercado, sem prejuízo dos demais aspec-
tos exigidos pela legislação aplicável, vedada a apreciação subjetiva
fundamentada em valores artísticos ou culturais.
§ 4º Os programas, os projetos e as ações culturais com o pa-
recer técnico serão submetidos à Comissão Nacional de Incentivo à
Cultura, que recomendará ao Secretário de Economia Criativa e Fo-
mento Cultural do Ministério da Cultura a aprovação total ou parcial
ou a não aprovação do programa, do projeto ou da ação.
§ 5º Da decisão a que se refere o § 4º caberá recurso dirigido
ao Ministro de Estado da Cultura, no prazo de dez dias, contado da
comunicação oficial ao proponente.
Art. 50. O mecanismo de incentivo fiscal conterá medidas de
democratização, descentralização e regionalização do investimento
cultural, com ações afirmativas e de acessibilidade que estimulem
a ampliação do investimento nas regiões Norte, Nordeste e Centro-
-Oeste e em projetos de impacto social relevante.
Parágrafo único. Os parâmetros para a adoção das medidas de
que trata o caput serão estabelecidos em ato do Ministro de Estado
da Cultura, considerados:
I - o perfil do público a que a ação cultural é direcionada, os
recortes de vulnerabilidade social e as especificidades territoriais;
II - o objeto da ação cultural que aborde linguagens, expres-
sões, manifestações e temáticas de grupos historicamente vulnera-
bilizados socialmente; e
III - mecanismos de estímulo à participação e ao protagonismo
de agentes culturais e equipes compostas de forma representativa
por mulheres, pessoas negras, pessoas oriundas de povos indíge-
nas, comunidades tradicionais, inclusive de terreiro e quilombolas,
populações nômades e povos ciganos, pessoas do segmento LGBT-
QIA+, pessoas com deficiência e outros grupos minorizados.
Parágrafo único. Os mecanismos de que trata o inciso III do
caput serão implementados por meio de cotas, critérios diferencia-
dos de pontuação, editais específicos ou qualquer outra modalida-
de de ação afirmativa que garanta a participação e o protagonismo,
observadas a realidade local, a organização social do grupo, quando
aplicável, e a legislação.
Art. 51. A metodologia de prestação de contas dos programas,
dos projetos e das ações culturais financiados com recursos do me-
canismo de incentivo fiscal será estabelecida a partir de matriz de
risco adotada pelo Ministério da Cultura, observados os seguintes
procedimentos:
I - nos projetos cujo montante dos valores captados seja de pe-
queno porte, a definição da categoria de prestação de informações
aplicável ao caso concreto observará o disposto nos art. 29 a art. 34;
II - nos projetos cujo montante dos valores captados seja de
médio porte, o relatório de execução do objeto e o relatório de exe-
cução financeira serão exigidos em todos os casos, vedada a adoção
da categoria de prestação de informações in loco; e
III - nos projetos cujo montante dos valores captados seja de
grande porte, o relatório de execução do objeto e o relatório de
execução financeira serão exigidos em todos os casos e haverá pla-
no de monitoramento específico para a ação cultural.
Parágrafo único. Os procedimentos de que trata este artigo se-
rão detalhados em ato do Ministro de Estado da Cultura, observado
o disposto nos art. 29 a art. 34.
Art. 52. A opção prevista no art. 24 da Lei nº 8.313, de 1991,
será exercida:
I - em favor do próprio contribuinte do Imposto sobre a Renda
e Proventos de Qualquer Natureza, quando proprietário ou titular
de posse legítima de bens móveis e imóveis tombados pela União,
após o cumprimento das exigências legais aplicáveis a bens tomba-
dos e mediante prévia apreciação pelo Instituto do Patrimônio His-
tórico e Artístico Nacional - Iphan ou pelo órgão estadual, distrital
ou municipal responsável, no valor das despesas efetuadas com o
objetivo de conservar ou restaurar os bens; e
II - em favor de pessoa jurídica contribuinte do Imposto sobre
a Renda e Proventos de Qualquer Natureza, para compra de ingres-
sos de espetáculos culturais e artísticos, desde que para distribui-
ção gratuita comprovada a seus empregados e aos respectivos de-
pendentes legais, observados os critérios estabelecidos em ato do
Ministro de Estado da Cultura.
Art. 53. As opções previstas nos art. 18 e art. 26 da Lei nº 8.313,
de 1991, serão exercidas:
I - em favor do Fundo Nacional da Cultura, com destinaçãolivre
ou direcionada a programas, projetos e ações culturais específicos,
sob a forma de doação, ou com destinação especificada pelo patro-
cinador, sob a forma de patrocínio;
II - em favor de programas, projetos e ações culturais apresen-
tados por pessoas físicas ou jurídicas sem fins lucrativos, sob a for-
ma de doação, e abrangerão:
a) numerário ou bens para realização de programas, projetos e
ações culturais; e
b) numerário para aquisição de produtos culturais e ingressos
para espetáculos culturais e artísticos, de distribuição pública e gra-
tuita, conforme o disposto em ato do Ministro de Estado da Cultura;
III - em favor de programas, projetos e ações culturais apresen-
tados por pessoas físicas ou jurídicas, com ou sem fins lucrativos,
sob a forma de patrocínio, e abrangerão:
a) numerário ou utilização de bens para realização de progra-
mas, projetos e ações culturais; e
b) numerário para cobertura de parte do valor unitário de pro-
dutos culturais e ingressos para espetáculos culturais e artísticos,
conforme o disposto em ato do Ministro de Estado da Cultura;
IV - em favor dos projetos culturais selecionados pelo Ministé-
rio da Cultura por meio de processo público de seleção; e
V - em favor de projetos que tenham por objeto a valorização
de artistas, mestres de culturas tradicionais, técnicos e estudiosos
com relevantes serviços prestados à cultura brasileira.
§ 1º Os programas, os projetos e as ações culturais apresen-
tados por órgãos integrantes da administração pública direta so-
mente poderão receber doação ou patrocínio na forma prevista no
inciso I do caput.
§ 2º É vedada a destinação de novo subsídio para atividade ou
produto cultural anteriormente subsidiado.
§ 3º As ações de natureza continuada e as novas edições de ati-
vidades ou produtos culturais não serão consideradas a mesma ati-
vidade ou o mesmo produto cultural, para fins do disposto no § 2º.
Art. 54. O fomento por meio do mecanismo de incentivo fis-
cal poderá contemplar planos anuais ou plurianuais de atividades
apresentados por pessoa jurídica sem fins lucrativos, pelo período
de doze, vinte e quatro, trinta e seis ou quarenta e oito meses, coin-
cidentes com os anos fiscais, com vistas à:
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
91
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I - manutenção:
a) de instituição cultural, incluídas suas atividades de caráter
permanente e continuado e demais ações constantes do seu pla-
nejamento;
b) de espaços culturais, incluídos sua programação de ativi-
dades, ações de comunicação, aquisição de móveis, aquisição de
equipamentos e soluções tecnológicas, serviços de reforma ou
construção e serviços para garantia de acessibilidade, entre outras
necessidades de funcionamento; ou
c) de corpos artísticos estáveis ou outros grupos culturais com
execução contínua de atividades; ou
II - realização de eventos periódicos e continuados, como festi-
vais, mostras, seminários, bienais, feiras e outros tipos de ação cul-
tural realizada em edições recorrentes.
§ 1º O disposto no caput poderá ser aplicado para projetos
apresentados por instituições que desenvolvam ações consideradas
estruturantes ou relevantes para o desenvolvimento dos segmen-
tos culturais, por recomendação da Comissão Nacional de Incentivo
à Cultura, homologados pelo Ministro de Estado da Cultura.
§ 2º Poderão apresentar planos anuais ou plurianuais os se-
guintes proponentes:
I - associações civis de natureza cultural, sem fins lucrativos,
cuja finalidade estatutária principal seja apoiar instituições federais,
estaduais, distritais ou municipais no atendimento aos objetivos
previstos no art. 3º da Lei nº 8.313, de 1991; e
II - outras pessoas jurídicas de natureza cultural, sem fins lu-
crativos.
§ 3º O valor a ser incentivado nos planos anuais ou plurianuais
de atividades será equivalente à estimativa dos recursos a serem
captados a título de doações e patrocínios, conforme o constante
da previsão anual de receita e despesa apresentada pelo proponen-
te.
§ 4º Os planos anuais ou plurianuais estarão submetidos às
regras de aprovação, execução, avaliação e prestação de contas
aplicáveis aos programas, aos projetos e às ações culturais incenti-
vados, sem prejuízo das exceções estabelecidas em ato do Ministro
de Estado da Cultura.
Art. 55. As despesas relativas aos serviços de captação dos re-
cursos, no âmbito do mecanismo de incentivo fiscal, para a execu-
ção de programas, projetos e ações culturais aprovados no âmbito
da Lei nº 8.313, de 1991, serão detalhadas em planilha de custos,
observados os limites e os critérios estabelecidos em ato do Minis-
tro de Estado da Cultura.
Parágrafo único. É vedado o uso de rubricas de captação de
recursos para pagamento por serviços de consultoria, assessoria
técnica ou avaliação de projetos prestados diretamente aos patro-
cinadores.
Art. 56. Aplica-se o disposto no art. 26 às contratações reali-
zadas durante a execução de programas, projetos e ações culturais
fomentados pelo mecanismo de incentivo fiscal.
Art. 57. A democratização do acesso aos bens e serviços cultu-
rais constará nos programas, nos projetos e nas ações fomentados
pelo mecanismo de incentivo fiscal, com vistas a:
I - tornar os preços de comercialização de obras ou de ingressos
mais acessíveis à população em geral;
II - proporcionar, quando tecnicamente possível, condições de
acessibilidade a pessoas idosas, nos termos do disposto no art. 23
da Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003, e portadoras de defi-
ciência, nos termos do disposto no art. 46 do Decreto nº 3.298, de
20 de dezembro de 1999;
III - promover distribuição gratuita de obras ou de ingressos; e
IV - desenvolver estratégias de difusão que ampliem o acesso.
§ 1º Ato do Ministro de Estado da Cultura estabelecerá limites
de valores de comercialização e percentuais de gratuidade dos pro-
dutos e serviços resultantes dos projetos culturais.
§ 2º O Ministério da Cultura poderá autorizar outras formas de
ampliação do acesso não previstas no caput, desde que justificadas
pelo proponente dos programas, dos projetos e das ações culturais.
Art. 58. Nas hipóteses de doação ou de patrocínio de pessoas
físicas e jurídicas em favor de programas e projetos culturais am-
parados pelo disposto no art. 18 da Lei nº 8.313, de 1991, a dedu-
ção será de até cem por cento do valor do incentivo, observados
os limites estabelecidos na legislação do Imposto sobre a Renda e
Proventos de Qualquer Natureza e o disposto no § 4º do art. 3º
da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, e não será permitida
a utilização do referido montante como despesa operacional pela
empresa incentivadora.
Art. 59. Os valores transferidos por pessoa física, a título de
doação ou patrocínio, em favor de programas e projetos culturais
enquadrados em um dos segmentos culturais previstos no art. 25
da Lei nº 8.313, de 1991, poderão ser deduzidos do imposto devido,
na declaração de rendimentos relativa ao período de apuração em
que for efetuada a transferência de recursos, observados os seguin-
tes limites:
I - oitenta por cento do valor das doações; e
II - sessenta por cento do valor dos patrocínios.
Parágrafo único. As deduções de que trata o caput estarão li-
mitadas, ainda, a seis por cento do imposto devido, nos termos do
disposto no art. 22 da Lei nº 9.532, de 10 de dezembro de 1997.
Art. 60. Os valores correspondentes a doações e patrocínios
realizados por pessoa jurídica em favor de programas e projetos
culturais enquadrados em um dos segmentos culturais previstos no
art. 25 da Lei nº 8.313, de 1991, poderão ser deduzidos do imposto
devido, a cada período de apuração, observado o disposto no § 4º
do art. 3º da Lei nº 9.249, de 1995, observados os seguintes limites:
I - quarenta por cento do valor das doações; e
II - trinta por cento do valor dos patrocínios.
§ 1º A pessoa jurídica tributada com base no lucro real poderá
lançar em seus registros contábeis, como despesa operacional, o
valor total dasdoações e dos patrocínios efetuados no período de
apuração de seus tributos.
§ 2º As deduções de que trata o caput estarão limitadas, ainda,
a quatro por cento do imposto devido, nos termos do disposto no
inciso II do caput do art. 6º da Lei nº 9.532, de 1997.
Art. 61. Não constitui vantagem financeira ou material nos ter-
mos do disposto no § 1º do art. 23 da Lei nº 8.313, de 1991:
I - a destinação ao patrocinador de até dez por cento dos pro-
dutos resultantes do programa, do projeto ou da ação cultural, com
a finalidade de distribuição gratuita promocional, nos termos do
plano de distribuição apresentado na inscrição do programa, do
projeto ou da ação, desde que previamente autorizado pelo Minis-
tério da Cultura; e
II - a aplicação de marcas do patrocinador em material de di-
vulgação das ações culturais realizadas com recursos incentivados,
observadas as regras estabelecidas pelo Ministério da Cultura.
§ 1º Ato do Ministro de Estado da Cultura poderá estabelecer
outras situações que não constituam vantagem financeira ou ma-
terial nos termos do disposto no § 1º do art. 23 da Lei nº 8.313, de
1991.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
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§ 2º Na hipótese de haver mais de um patrocinador, cada um
poderá receber produtos resultantes do projeto em quantidade
proporcional ao investimento efetuado, observado o limite total de
dez por cento para o conjunto de incentivadores.
Art. 62. O valor da renúncia fiscal autorizado no âmbito do
Pronac e a correspondente execução orçamentário-financeira de
programas, projetos e ações culturais integrarão o relatório anual
de atividades.
Parágrafo único. O valor da renúncia de que trata o caput será
registrado anualmente no demonstrativo de benefícios tributários
da União para integrar as informações complementares à Lei Orça-
mentária Anual.
Art. 63. Os programas, os projetos e as ações culturais a serem
analisados nos termos do disposto no inciso II do caput do art. 25 da
Lei nº 8.313, de 1991, beneficiarão somente as produções culturais
independentes.
Art. 64. A aprovação do projeto no âmbito do mecanismo de
incentivo fiscal será publicada no Diário Oficial da União e conterá,
no mínimo, os seguintes dados:
I - título do projeto;
II - número de registro no Ministério da Cultura;
III - nome do proponente e respectivo número de inscrição no
Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ ou no Cadastro de Pes-
soas Físicas - CPF;
IV - extrato da proposta aprovada pelo Ministério da Cultura;
V - valor e prazo autorizados para captação dos recursos; e
VI - enquadramento quanto ao disposto na Lei nº 8.313, de
1991.
§ 1º As instituições beneficiárias não poderão ressarcir-se de
despesas efetuadas em data anterior à da publicação da portaria de
autorização para captação de recursos.
§ 2º A captação dos recursos será realizada até o término do
exercício fiscal subsequente àquele em que o projeto tiver sido
aprovado.
§ 3º No caso de nenhuma captação ou de captação parcial dos
recursos autorizados no prazo a que se refere o § 2º, os programas,
os projetos e as ações culturais serão prorrogados automaticamen-
te por mais vinte e quatro meses, exceto se houver pedido de arqui-
vamento apresentado pelo proponente.
Art. 65. As transferências financeiras dos incentivadores do
mecanismo de incentivo fiscal para os agentes culturais serão efe-
tuadas, direta e obrigatoriamente, em conta bancária específica,
aberta em instituição financeira credenciada pelo Ministério da
Cultura.
Art. 66. O controle do fluxo financeiro entre os incentivadores
e os agentes culturais será feito por meio da captura automática de
dados dos depósitos realizados pelo sistema eletrônico utilizado no
âmbito do mecanismo de incentivo fiscal.
SEÇÃO II
DOS PRODUTOS E DA DIVULGAÇÃO
Art. 67. Os programas, os projetos e as ações culturais fomen-
tados pelo mecanismo de incentivo fiscal apresentarão, obrigato-
riamente, planos de distribuição dos produtos deles decorrentes,
observado o que segue:
I - até dez por cento dos produtos para distribuição gratuita
promocional pelo patrocinador; e
II - até dez por cento dos produtos, conforme os critérios esta-
belecidos pelo Ministério da Cultura, para distribuição gratuita pelo
beneficiário.
Art. 68. Serão destinadas ao Ministério da Cultura, para com-
posição do acervo, no mínimo duas cópias dos produtos culturais
resultantes de programas, projetos e ações culturais financiados
pelo mecanismo de incentivo fiscal, conforme especificado no res-
pectivo projeto cultural.
Art. 69. Os produtos materiais e os serviços resultantes de fo-
mento pelo mecanismo de incentivo fiscal serão de exibição, utiliza-
ção e circulação públicas e não poderão ser destinados ou restritos
a circuitos privados ou a coleções particulares, exceto as hipóteses
previstas neste Decreto.
Art. 70. É obrigatória a inserção da marca do Governo federal
e do Ministério da Cultura, de acordo com manual de uso de marca
divulgado pelo Ministério da Cultura:
I - nos produtos materiais resultantes de programas, projetos e
ações culturais resultantes de fomento pelo mecanismo de incenti-
vo fiscal e nas atividades relacionadas com a sua difusão, divulga-
ção, promoção e distribuição, incluída a placa da obra, durante sua
execução, e a placa permanente na edificação, com visibilidade pelo
menos igual à da marca do patrocinador majoritário; e
II - nas peças promocionais e campanhas institucionais dos pa-
trocinadores que façam referência a programas, projetos e ações
culturais beneficiados com incentivos fiscais.
§ 1º As marcas e os critérios de inserção serão estabelecidos
no manual a que se refere o caput, aprovado pelo Ministro de Esta-
do da Cultura, ouvida a Secretaria de Comunicação Social da Presi-
dência da República, e publicado no Diário Oficial da União.
§ 2º Para fins de cumprimento da obrigação de inserção da
marca, serão consideradas a regra e a marca vigentes na época da
execução do objeto.
CAPÍTULO V
DA COMISSÃO NACIONAL DE INCENTIVO À CULTURA
Art. 71. Compete à Comissão Nacional de Incentivo à Cultura,
instituída pelo art. 32 da Lei nº 8.313, de 1991:
I - subsidiar, mediante parecer técnico fundamentado do re-
lator designado, as decisões do Ministério da Cultura quanto aos
incentivos fiscais e ao enquadramento dos programas, dos projetos
e das ações culturais nas finalidades e nos objetivos previstos na Lei
nº 8.313, de 1991, observado o plano anual do Pronac;
II - subsidiar a definição, pelo Ministro de Estado da Cultura,
dos segmentos culturais não previstos expressamente nos Capítu-
los III e IV da Lei nº 8.313, de 1991;
III - analisar, por solicitação do seu Presidente, as ações consi-
deradas relevantes ou não previstas no art. 3º da Lei nº 8.313, de
1991;
IV - fornecer subsídios para a avaliação do Pronac e propor me-
didas para o seu aperfeiçoamento;
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
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V - emitir parecer sobre recursos apresentados contra decisões
desfavoráveis à aprovação de programas e projetos culturais apre-
sentados;
VI - emitir parecer sobre recursos apresentados contra deci-
sões desfavoráveis quanto à avaliação e à prestação de contas de
programas, projetos e ações culturais realizados com recursos de
incentivos fiscais;
VII - apresentar subsídios para a elaboração de plano de tra-
balho anual de incentivos fiscais, com vistas à aprovação do plano
anual do Pronac;
VIII - apresentar subsídios para a aprovação dos projetos de
que trata o inciso V do caput do art. 53;
IX - emitir súmulas administrativas com orientações técnicas
para o Ministério da Cultura, com vistas ao aperfeiçoamento do
Pronac e à uniformização de critérios para aprovação de projetos; e
X - exercer outras atribuições que lhe forem conferidas pelo
seu Presidente.
§ 1º O Presidente da Comissão poderá deliberar ad referen-
dum do colegiado, hipótese em que apresentará posteriormente ao
colegiado as razões de suadeliberação.
§ 2º O quórum de aprovação da Comissão será de maioria sim-
ples.
§ 3º Na hipótese de empate, além do voto ordinário, o Presi-
dente da Comissão terá o voto de qualidade.
Art. 72. São membros da Comissão Nacional de Incentivo à
Cultura:
I - o Ministro de Estado da Cultura, que a presidirá;
II - os Presidentes das entidades vinculadas ao Ministério da
Cultura;
III - o Presidente de entidade nacional que congrega os Secretá-
rios de Cultura dos entes federativos;
IV - um representante do empresariado nacional; e
V - seis representantes de entidades associativas de setores
culturais e artísticos, de âmbito nacional.
§ 1º Os membros da Comissão a que se referem os incisos II e
III do caput indicarão seus respectivos primeiro e segundo suplen-
tes, que os substituirão em suas ausências e seus impedimentos.
§ 2º Os membros da Comissão a que se referem os incisos IV
e V do caput e os respectivos primeiro e segundo suplentes terão
mandato de dois anos, permitida uma recondução.
§ 3º O processo e as regras da indicação dos membros titula-
res e suplentes a que se refere o § 2º serão estabelecidos em ato
específico do Ministro de Estado da Cultura, observados os critérios
estabelecidos neste Decreto.
§ 4º A Comissão poderá instituir grupos técnicos com a finali-
dade de assessorá-la no exercício de suas competências.
§ 5º O Ministério da Cultura prestará o apoio técnico e admi-
nistrativo aos trabalhos da Comissão.
§ 6º O Presidente da Comissão poderá convidar especialistas
nas linguagens artísticas ou representantes de outros órgãos e en-
tidades, públicos e privados, para participar de suas reuniões, sem
direito a voto.
Art. 73. A indicação dos membros da Comissão Nacional de
Incentivo à Cultura a que se refere o inciso V do caput do art. 72
contemplará os seguintes segmentos:
I - artes cênicas - circo, dança, mímica, ópera, teatro e congê-
neres;
II - artes visuais - artes gráficas e artes digitais, incluídos pin-
tura, gravura, desenho, escultura, fotografia, arquitetura, grafite e
congêneres;
III - audiovisual - produção cinematográfica e videográfica, rá-
dio, televisão, difusão e formação audiovisual, jogos eletrônicos e
congêneres;
IV - humanidades - literatura, filologia, história, obras de refe-
rência e obras afins;
V - música - música popular, instrumental e erudita e canto co-
ral; e
VI - patrimônio cultural - patrimônio histórico material e ima-
terial, patrimônio arquitetônico, patrimônio arqueológico, bibliote-
cas, museus, arquivos e outros acervos.
Parágrafo único. Serão designados como membros titulares ou
suplentes da Comissão, no mínimo:
I - um representante da arte e cultura dos povos originários e
tradicionais;
II - um representante da cultura popular;
III - um representante de instituição que atue com acessibilida-
des artísticas;
IV - um representante de instituição cultural que atue no com-
bate a discriminações e preconceitos; e
V - dois representantes e residentes de cada uma das cinco re-
giões do País.
Art. 74. Os membros da Comissão Nacional de Incentivo à Cul-
tura e os respectivos suplentes ficam impedidos de participar da
apreciação de programas, projetos e ações culturais dos quais:
I - tenham interesse direto ou indireto na matéria;
II - tenham participado como colaborador na elaboração ou te-
nham participado da instituição proponente nos últimos dois anos;
ou
III - estejam litigando judicial ou administrativamente com o
proponente ou o respectivo cônjuge ou companheiro.
§ 1º A vedação de que trata o inciso II do caput aplica-se, ain-
da, na hipótese de o cônjuge, o companheiro ou parentes consan-
guíneos ou afins até o terceiro grau do membro terem participado
como colaboradores na elaboração do programa, do projeto ou da
ação cultural ou terem participado da instituição proponente nos
últimos dois anos.
§ 2º O membro da Comissão que incorrer em impedimento
deverá comunicar o fato ao colegiado e abster-se de atuar, sob pena
de nulidade dos atos que praticar.
Art. 75. Os membros da Comissão Nacional de Incentivo à Cul-
tura a que se refere o inciso II do caput do art. 72 e os respectivos
suplentes ficam impedidos de atuar na apreciação de programas,
projetos e ações culturais dos quais as respectivas entidades vincu-
ladas tenham interesse direto na matéria.
Art. 76. A Comissão Nacional de Incentivo à Cultura elaborará
o seu regimento interno, a ser aprovado pela maioria absoluta de
seus membros, observado o disposto na Lei nº 8.313, de 1991, e
neste Decreto, e submetido à homologação do Ministro de Estado
da Cultura.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
9494
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CAPÍTULO VI
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
Art. 77. O Ministério da Cultura concederá anualmente certi-
ficado de reconhecimento a investidores, beneficiários e entidades
culturais que se destacarem pela contribuição à realização dos ob-
jetivos das políticas de fomento cultural, na forma estabelecida em
ato do Ministro de Estado da Cultura.
Parágrafo único. Será facultada a utilização do certificado a que
se refere o caput pelo seu detentor para fins promocionais.
Art. 78. As ações, os programas e os projetos culturais aprova-
dos no mecanismo de incentivo fiscal com fundamento no disposto
no Decreto nº 10.755, de 26 de julho de 2021, observarão as nor-
mas sob as quais foram aprovados e permanecerão válidos até o
final de sua execução.
§ 1º No caso de projetos já em execução, com captação parcial
ou total dos recursos aprovados, o proponente poderá apresentar
solicitação de adequação ao disposto neste Decreto, o que será ava-
liado pelo Ministério da Cultura.
§ 2º No caso de projetos com execução não iniciada, com cap-
tação parcial ou total dos recursos aprovados, o proponente poderá
apresentar solicitação de adequação ao disposto neste Decreto, o
que será avaliado pelo Ministério da Cultura.
§ 3º No caso de projetos sem captação de recursos, o propo-
nente poderá:
I - solicitar o arquivamento e a apresentação de nova proposta,
similar e adequada ao disposto neste Decreto; ou
II - solicitar a adequação do projeto ao disposto neste Decreto
antes de iniciar a captação dos recursos.
§ 4º Para fins do disposto no § 3º, a adequação será solicitada
ao Ministério da Cultura, que emitirá parecer com observância ao
disposto neste Decreto.
Art. 79. O Ministério da Cultura conhecerá de ofício os casos
de prescrição do poder administrativo sancionatório, nos termos do
disposto na Lei nº 9.873, de 23 de novembro de 1999.
Parágrafo único. A análise da ocorrência de prescrição para o
exercício das pretensões punitivas e de ressarcimento precederá as
análises de documentação de prestações de contas.
Art. 80. O Ministro de Estado da Cultura editará, em até trinta
dias, as instruções normativas necessárias ao cumprimento do dis-
posto neste Decreto, que poderão incluir:
I - regras de transição para os projetos em execução, de forma
a garantir sua adequação ao disposto neste Decreto e sua regula-
mentação;
II - possibilidade de transferência de recursos captados em pro-
jetos por instituições sem fins lucrativos que optem por utilizar pla-
nos anuais ou plurianuais de atividades;
III - possibilidade de prorrogação de prazos de captação e exe-
cução de projetos em execução cuja análise de pendências adminis-
trativas esteja atrasada;
IV - análise, em regime de urgência, de planos anuais ou pluria-
nuais de instituições culturais que tenham apresentado suas pro-
postas em 2022 e ainda não tenham obtido sua aprovação para o
exercício de 2023; e
V - possibilidade de apresentação ou desarquivamento de pro-
postas de planos anuais ou plurianuais por instituições culturais,
para início imediato no exercício de 2023.
Art. 81. O Ministério da Cultura procederá a novo processo de
escolha e posse dos membros da Comissão Nacional de Incentivo à
Cultura para o biênio 2023-2024, de acordo com o disposto neste
Decreto.
Parágrafo único. O mandato dos atuais comissáriosficará vi-
gente até a posse dos novos membros da Comissão Nacional de
Incentivo à Cultura.
Art. 82. Fica revogado o Decreto nº 10.755, de 2021.
Art. 83. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 23 de março de 2023; 202º da Independência e 135º
da República.
DECRETO FEDERAL Nº 7.559/2011 – PLANO NACIONAL DO
LIVRO E LEITURA - PNLL
DECRETO Nº 7.559, DE 1º DE SETEMBRO DE 2011.
Dispõe sobre o Plano Nacional do Livro e Leitura - PNLL e dá
outras providências.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA , no uso das atribuições que lhe
confere o art. 84, incisos IV e VI, alínea “a”, da Constituição, e tendo
em vista o disposto nos arts. 1º , 13 e 14 da Lei nº 10.753, de 30 de
outubro de 2003,
DECRETA:
Art. 1º O Plano Nacional do Livro e Leitura - PNLL consiste em
estratégia permanente de planejamento, apoio, articulação e refe-
rência para a execução de ações voltadas para o fomento da leitura
no País.
§ 1º São objetivos do PNLL:
I - a democratização do acesso ao livro;
II - a formação de mediadores para o incentivo à leitura;
III - a valorização institucional da leitura e o incremento de seu
valor simbólico; e
IV - o desenvolvimento da economia do livro como estímulo à
produção intelectual e ao desenvolvimento da economia nacional.
§ 2º As ações, programas e projetos do PNLL serão implemen-
tados de forma a viabilizar a inclusão de pessoas com deficiência,
observadas as condições de acessibilidade.
Art. 2º O PNLL será coordenado em conjunto pelos Ministérios
da Cidadania e da Educação. (Redação dada pelo Decreto nº 9.930,
de 2019)
Parágrafo único. Os Ministros de Estado da Cidadania e da
Educação designarão, em ato conjunto, o Secretário- Executivo do
PNLL. (Redação dada pelo Decreto nº 9.930, de 2019)
Art. 3º A implementação do PNLL será feita em regime de coo-
peração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municí-
pios.
Parágrafo único. A implementação dos programas, projetos e
ações instituídos no âmbito do PNLL poderá ser realizada com a par-
ticipação de instituições públicas ou privadas, mediante a celebra-
ção de instrumentos previstos em Lei.
Art. 4º O PNLL será gerido pelas seguintes instâncias colegia-
das:
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
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I - Conselho Diretivo; e (Redação dada pelo Decreto nº 9.930,
de 2019)
II - Coordenação-Executiva. (Redação dada pelo Decreto nº
9.930, de 2019)
§ 1º A participação no Conselho Diretivo e na Coordenação-
-Executiva será considerada prestação de serviço público relevante,
não remunerada. (Incluído pelo Decreto nº 9.930, de 2019)
§ 2º Cada membro do Conselho Diretivo e da Coordenação-
-Executiva terá um suplente, que o substituirá em suas ausências e
seus impedimentos. (Incluído pelo Decreto nº 9.930, de 2019)
Art. 5º Compete ao Conselho Diretivo:
I - estabelecer metas, ações e estratégias para a elaboração e a
execução do PNLL; (Redação dada pelo Decreto nº 9.930, de 2019)
II - definir o modelo de gestão e o processo de revisão periódica
do PNLL, observada a Política Nacional do Livro, instituída pela Lei
nº 10.753, de 30 de outubro de 2003, e a Política Nacional de Lei-
tura e Escrita, instituída pela Lei nº 13.696, de 12 de julho de 2018;
(Redação dada pelo Decreto nº 9.930, de 2019)
III - elaborar o calendário anual de atividades e eventos do
PNLL; (Redação dada pelo Decreto nº 9.930, de 2019)
IV - elaborar o regimento interno do PNLL e de suas instâncias,
que será aprovado pelos Ministros de Estado da Cidadania e da Edu-
cação; e (Redação dada pelo Decreto nº 9.930, de 2019)
V - formar comissão especial com o objetivo de organizar a
realização do Prêmio Viva Leitura, de que trata o art. 5º da Lei nº
13.696, de 2018. (Incluído pelo Decreto nº 9.930, de 2019)
Art. 6º O Conselho Diretivo é composto por representantes
dos seguintes órgãos e entidades: (Redação dada pelo Decreto nº
9.930, de 2019)
I - dois da Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cida-
dania, que o coordenarão; (Redação dada pelo Decreto nº 9.930,
de 2019)
II - dois do Ministério da Educação; (Redação dada pelo Decreto
nº 9.930, de 2019)
III - um da sociedade civil com notório conhecimento literário;
(Redação dada pelo Decreto nº 9.930, de 2019)
IV - um da sociedade civil, indicado por autores de livros; (Re-
dação dada pelo Decreto nº 9.930, de 2019)
V - um da sociedade civil, indicado por editores de livros; (Re-
dação dada pelo Decreto nº 9.930, de 2019)
VI - um das bibliotecas públicas ; (Redação dada pelo Decreto
nº 9.930, de 2019)
VII - um da sociedade civil com reconhecida atuação ou conhe-
cimento sobre a temática da acessibilidade; e (Redação dada pelo
Decreto nº 9.930, de 2019)
VIII - o Secretário-Executivo do PNLL. (Incluído pelo Decreto nº
9.930, de 2019)
§ 1º Os representantes de que trata o caput serão designados
em ato conjunto dos Ministros de Estado da Cidadania e da Educa-
ção, para exercer o mandato pelo período de dois anos, admitida
uma recondução por igual período. (Redação dada pelo Decreto nº
9.930, de 2019)
§ 2º Caberá ao Ministério da Cidadania e ao Ministério da Edu-
cação a consulta a entidades representativas de autores, de edito-
res, de bibliotecas públicas e de especialistas em leitura e em aces-
sibilidade para indicação dos seus representantes. (Redação dada
pelo Decreto nº 9.930, de 2019)
§ 3º O Conselho Diretivo se reunirá, em caráter ordinário, bi-
mestralmente, conforme o calendário anual de atividades e even-
tos do PNLL, e, em caráter extraordinário, sempre que convocado
pela Coordenação. (Redação dada pelo Decreto nº 9.930, de 2019)
§ 4º Os membros do Conselho Diretivo se reunirão por meio
de videoconferência e poderão se reunir presencialmente até duas
vezes por ano. (Redação dada pelo Decreto nº 9.930, de 2019)
§ 5º O quórum de reunião é de sete membros e o quórum de
aprovação é de maioria simples. (Incluído pelo Decreto nº 9.930,
de 2019)
§ 6º O Conselho Diretivo deverá, ao final de cada período de
gestão de seus membros, apresentar relatório das atividades reali-
zadas. (Incluído pelo Decreto nº 9.930, de 2019)
Art. 7º Compete à Coordenação Executiva:
I - coordenar a execução do PNLL, de modo a garantir:
a) o cumprimento de suas metas, ações e estratégias; (Redação
dada pelo Decreto nº 9.930, de 2019)
b) a articulação com os executores de programas, ações e pro-
jetos do PNLL ou que com ele tenham pertinência; e
c) a divulgação de seus programas, ações e projetos;
II - participar dos processos de revisão periódica do PNLL e de
definição de seu modelo de gestão; e
III - divulgar o balanço de cumprimento de metas, de ações e de
estratégias do PNLL e as decisões adotadas pelo Conselho Diretivo,
ao final de cada período de gestão de seus membros, nos termos
estabelecidos em seu regimento interno. (Redação dada pelo De-
creto nº 9.930, de 2019)
Art. 8º A Coordenação-Executiva será composta pelos seguin-
tes membros: (Redação dada pelo Decreto nº 9.930, de 2019)
I - o Secretário-Executivo do PNLL, que a coordenará;
II - um representante da Secretaria Especial da Cultura do Mi-
nistério da Cidadania; (Redação dada pelo Decreto nº 9.930, de
2019
III - um representante do Ministério da Educação; e (Redação
dada pelo Decreto nº 9.930, de 2019
IV - um representante do Conselho Nacional de Política Cultu-
ral, com atuação na área de literatura, livro e leitura. (Redação dada
pelo Decreto nº 9.930, de 2019
§ 1º Os representantes de que trata o caput serão designados
em ato conjunto dos Ministros de Estado da Cidadania e da Educa-
ção, para exercer a função pelo período de dois anos, admitida uma
recondução por igual período. (Incluído pelo Decreto nº 9.930, de
2019)
§ 2º A Coordenação-Executiva se reunirá, em caráter ordinário,
bimestralmente, conforme o calendário anual de atividades e even-
tos do PNLL, e, em caráter extraordinário, sempre que convocado
por seu Coordenador. (Incluído pelo Decreto nº 9.930, de 2019)
§ 3º Os membros do Conselho Diretivo se reunirãopor meio
de videoconferência e poderão se reunir presencialmente até duas
vezes por ano. (Incluído pelo Decreto nº 9.930, de 2019)
§ 4º O quórum de reunião é de maioria absoluta dos membros
e o quórum de aprovação é de maioria simples. (Incluído pelo De-
creto nº 9.930, de 2019)
§ 5º A Coordenação-Executiva deverá, ao final de cada perío-
do de gestão de seus membros, apresentar relatório das atividades
realizadas no período. (Incluído pelo Decreto nº 9.930, de 2019)
Art. 9º. (Revogado pelo Decreto nº 9.930, de 2019)
Art. 10. O PNLL está estruturado em quatro eixos estratégicos e
dezenove linhas de ação.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
9696
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Parágrafo único. São eixos estratégicos e respectivas linhas de
ação do PNLL:
I - eixo estratégico I - democratização do acesso:
a) linha de ação 1 - implantação de novas bibliotecas contem-
plando os requisitos de acessibilidade;
b) linha de ação 2 - fortalecimento da rede atual de bibliotecas
de acesso público integradas à comunidade, contemplando os re-
quisitos de acessibilidade;
c) linha de ação 3 - criação de novos espaços de leitura;
d) linha de ação 4 - distribuição de livros gratuitos que con-
templem as especificidades dos neoleitores jovens e adultos, em
diversos formatos acessíveis;
e) linha de ação 5 - melhoria do acesso ao livro e a outras for-
mas de expressão da leitura; e
f) linha de ação 6 - disponibilização e uso de tecnologias de
informação e comunicação, contemplando os requisitos de acessi-
bilidade;
II - eixo estratégico II - fomento à leitura e à formação de me-
diadores:
a) linha de ação 7 - promoção de atividades de reconhecimento
de ações de incentivo e fomento à leitura;
b) linha de ação 8 - formação de mediadores de leitura e de
educadores leitores;
c) linha de ação 9 - projetos sociais de leitura;
d) linha de ação 10 - estudos e fomento à pesquisa nas áreas
do livro e da leitura;
e) linha de ação 11 - sistemas de informação nas áreas de bi-
blioteca, bibliografia e mercado editorial; e
f) linha de ação 12 - prêmios e reconhecimento às ações de
incentivo e fomento às práticas sociais de leitura;
III - eixo estratégico III - valorização institucional da leitura e de
seu valor simbólico:
a) linha de ação 13 - ações para converter o fomento às práticas
sociais da leitura em política de Estado; e
b) linha de ação 14 - ações para criar consciência sobre o valor
social do livro e da leitura; e
IV - eixo estratégico IV - fomento à cadeia criativa e à cadeia
produtiva do livro:
a) linha de ação 15 - desenvolvimento da cadeia produtiva do
livro;
b) linha de ação 16 - fomento à distribuição, circulação e con-
sumo de bens de leitura;
c) linha de ação 17 - apoio à cadeia criativa do livro e incentivo
à leitura literária;
d) linha de ação 18 - fomento às ações de produção, distribui-
ção e circulação de livros e outros materiais de leitura, contemplan-
do as especificidades dos neoleitores jovens e adultos e os diversos
formatos acessíveis; e
e) linha de ação 19 - maior presença da produção nacional lite-
rária, científica e cultural no exterior.
Art. 11. O Prêmio Viva Leitura integra o PNLL e tem como obje-
tivo estimular, fomentar e reconhecer as melhores experiências que
promovam a leitura.
Parágrafo único. Ato conjunto dos Ministros de Estado da Cul-
tura e da Educação disporá sobre as regras e o funcionamento do
Prêmio Viva Leitura.
Art. 12. Os Ministérios da Cultura e da Educação darão o su-
porte técnico-operacional para o gerenciamento do PNLL, inclusive
aporte de pessoal, se necessário, permitindo-se a celebração de
convênios ou instrumentos congêneres.
Art. 13. Os gestores do PNLL adotarão a consulta pública como
um instrumento permanente para assegurar a participação interati-
va do setor público e da sociedade civil.
Art. 14. O Conselho Diretivo terá o prazo de noventa dias, a
contar da publicação deste Decreto, para estabelecer metas e estra-
tégias de que trata o inciso I do caput do art. 5º .
Art. 15. As despesas decorrentes da implementação do PNLL
correrão à conta da dotação orçamentária dos órgãos ou entidades
executores das ações, projetos e programas.
Art. 16. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 1º de setembro de 2011; 190º da Independência e
123º da República.
LEI FEDERAL Nº 10.753/2003 – INSTITUI A POLÍTICA NACIO-
NAL DO LIVRO.
LEI NO 10.753, DE 30 DE OUTUBRO DE 2003.
Institui a Política Nacional do Livro
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Na-
cional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
CAPÍTULO I
DA POLÍTICA NACIONAL DO LIVRO
DIRETRIZES GERAIS
Art. 1o Esta Lei institui a Política Nacional do Livro, mediante as
seguintes diretrizes:
I - assegurar ao cidadão o pleno exercício do direito de acesso
e uso do livro;
II - o livro é o meio principal e insubstituível da difusão da cul-
tura e transmissão do conhecimento, do fomento à pesquisa social
e científica, da conservação do patrimônio nacional, da transforma-
ção e aperfeiçoamento social e da melhoria da qualidade de vida;
III - fomentar e apoiar a produção, a edição, a difusão, a distri-
buição e a comercialização do livro;
IV - estimular a produção intelectual dos escritores e autores
brasileiros, tanto de obras científicas como culturais;
V - promover e incentivar o hábito da leitura;
VI - propiciar os meios para fazer do Brasil um grande centro
editorial;
VII - competir no mercado internacional de livros, ampliando a
exportação de livros nacionais;
VIII - apoiar a livre circulação do livro no País;
IX - capacitar a população para o uso do livro como fator funda-
mental para seu progresso econômico, político, social e promover a
justa distribuição do saber e da renda;
X - instalar e ampliar no País livrarias, bibliotecas e pontos de
venda de livro;
XI - propiciar aos autores, editores, distribuidores e livreiros as
condições necessárias ao cumprimento do disposto nesta Lei;
XII - assegurar às pessoas com deficiência visual o acesso à lei-
tura.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
97
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CAPÍTULO II
DO LIVRO
Art. 2o Considera-se livro, para efeitos desta Lei, a publicação
de textos escritos em fichas ou folhas, não periódica, grampeada,
colada ou costurada, em volume cartonado, encadernado ou em
brochura, em capas avulsas, em qualquer formato e acabamento.
Parágrafo único. São equiparados a livro:
I - fascículos, publicações de qualquer natureza que represen-
tem parte de livro;
II - materiais avulsos relacionados com o livro, impressos em
papel ou em material similar;
III - roteiros de leitura para controle e estudo de literatura ou
de obras didáticas;
IV - álbuns para colorir, pintar, recortar ou armar;
V - atlas geográficos, históricos, anatômicos, mapas e cartogra-
mas;
VI - textos derivados de livro ou originais, produzidos por edi-
tores, mediante contrato de edição celebrado com o autor, com a
utilização de qualquer suporte;
VII - livros em meio digital, magnético e ótico, para uso exclusi-
vo de pessoas com deficiência visual;
VIII - livros impressos no Sistema Braille.
Art. 3o É livro brasileiro o publicado por editora sediada no Bra-
sil, em qualquer idioma, bem como o impresso ou fixado em qual-
quer suporte no exterior por editor sediado no Brasil.
Art. 4o É permitida a entrada no País de livros em língua es-
trangeira ou portuguesa, imunes de impostos nos termos do art.
150, inciso VI, alínea d, da Constituição, e, nos termos do regula-
mento, de tarifas alfandegárias prévias, sem prejuízo dos controles
aduaneiros e de suas taxas. (Redação dada pela Lei nº 10.833, de
29.12.2003)
CAPÍTULO III
DA EDITORAÇÃO, DISTRIBUIÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DO
LIVRO
Art. 5o Para efeitos desta Lei, é considerado:
I - autor: a pessoa física criadora de livros;
II - editor: a pessoa física ou jurídica que adquire o direito de
reprodução de livros, dando a eles tratamento adequado à leitura;
III - distribuidor: a pessoa jurídica que opera no ramo decom-
pra e venda de livros por atacado;
IV - livreiro: a pessoa jurídica ou representante comercial autô-
nomo que se dedica à venda de livros.
Art. 6o Na editoração do livro, é obrigatória a adoção do Nú-
mero Internacional Padronizado, bem como a ficha de catalogação
para publicação.
Parágrafo único. O número referido no caput deste artigo cons-
tará da quarta capa do livro impresso.
Art. 7o O Poder Executivo estabelecerá formas de financiamen-
to para as editoras e para o sistema de distribuição de livro, por
meio de criação de linhas de crédito específicas.
Parágrafo único. Cabe, ainda, ao Poder Executivo implemen-
tar programas anuais para manutenção e atualização do acervo de
bibliotecas públicas, universitárias e escolares, incluídas obras em
Sistema Braille.
Art. 8o As pessoas jurídicas que exerçam as atividades descritas
nos incisos II a IV do art. 5o poderão constituir provisão para perda
de estoques, calculada no último dia de cada período de apuração
do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido,
correspondente a 1/3 (um terço) do valor do estoque existente na-
quela data, na forma que dispuser o regulamento, inclusive em re-
lação ao tratamento contábil e fiscal a ser dispensado às reversões
dessa provisão. (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 29.12.2003)
Art. 9o A provisão referida no art. 8o será dedutível para fins
de determinação do lucro real e da base de cálculo da contribuição
social sobre o lucro líquido. (Redação dada pela Lei nº 10.833, de
29.12.2003)
Art. 10. (VETADO)
Art. 11. Os contratos firmados entre autores e editores de livros
para cessão de direitos autorais para publicação deverão ser cadas-
trados na Fundação Biblioteca Nacional, no Escritório de Direitos
Autorais.
Art. 12. É facultado ao Poder Executivo a fixação de normas
para o atendimento ao disposto nos incisos VII e VIII do art. 2o desta
Lei.
CAPÍTULO IV
DA DIFUSÃO DO LIVRO
Art. 13. Cabe ao Poder Executivo criar e executar projetos de
acesso ao livro e incentivo à leitura, ampliar os já existentes e im-
plementar, isoladamente ou em parcerias públicas ou privadas, as
seguintes ações em âmbito nacional:
I - criar parcerias, públicas ou privadas, para o desenvolvimento
de programas de incentivo à leitura, com a participação de entida-
des públicas e privadas;
II - estimular a criação e execução de projetos voltados para o
estímulo e a consolidação do hábito de leitura, mediante:
a) revisão e ampliação do processo de alfabetização e leitura de
textos de literatura nas escolas;
b) introdução da hora de leitura diária nas escolas;
c) exigência pelos sistemas de ensino, para efeito de autoriza-
ção de escolas, de acervo mínimo de livros para as bibliotecas es-
colares;
III - instituir programas, em bases regulares, para a exportação
e venda de livros brasileiros em feiras e eventos internacionais;
IV - estabelecer tarifa postal preferencial, reduzida, para o livro
brasileiro;
V - criar cursos de capacitação do trabalho editorial, gráfico e
livreiro em todo o território nacional.
VI - instituir concursos regionais em todo o território nacional,
visando a descobrir e a incentivar novos autores. (Incluído pela Lei
nº 13.905, de 2019)
Art. 14. É o Poder Executivo autorizado a promover o desen-
volvimento de programas de ampliação do número de livrarias e
pontos de venda no País, podendo ser ouvidas as Administrações
Estaduais e Municipais competentes.
Art. 15. (VETADO)
CAPÍTULO V
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 16. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios
consignarão, em seus respectivos orçamentos, verbas às bibliotecas
para sua manutenção e aquisição de livros.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
9898
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Art. 17. A inserção de rubrica orçamentária pelo Poder Execu-
tivo para financiamento da modernização e expansão do sistema
bibliotecário e de programas de incentivo à leitura será feita por
meio do Fundo Nacional de Cultura.
Art. 18. Com a finalidade de controlar os bens patrimoniais das
bibliotecas públicas, o livro não é considerado material permanen-
te.
Art. 19. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 30 de outubro de 2003; 182o da Independência e 115o
da República.
LEI FEDERAL Nº 13.709/2018 – LEI GERAL DE PROTEÇÃO DE
DADOS PESSOAIS – LGPD.
LEI GERAL DE PROTEÇÃO DE DADOS PESSOAIS (LGPD).
(REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº 13.853, DE 2019)
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso
Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre o tratamento de dados pessoais,
inclusive nos meios digitais, por pessoa natural ou por pessoa
jurídica de direito público ou privado, com o objetivo de proteger
os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre
desenvolvimento da personalidade da pessoa natural.
Parágrafo único. As normas gerais contidas nesta Lei são de
interesse nacional e devem ser observadas pela União, Estados,
Distrito Federal e Municípios. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
Vigência
Art. 2º A disciplina da proteção de dados pessoais tem como
fundamentos:
I - o respeito à privacidade;
II - a autodeterminação informativa;
III - a liberdade de expressão, de informação, de comunicação
e de opinião;
IV - a inviolabilidade da intimidade, da honra e da imagem;
V - o desenvolvimento econômico e tecnológico e a inovação;
VI - a livre iniciativa, a livre concorrência e a defesa do
consumidor; e
VII - os direitos humanos, o livre desenvolvimento da
personalidade, a dignidade e o exercício da cidadania pelas pessoas
naturais.
Art. 3º Esta Lei aplica-se a qualquer operação de tratamento
realizada por pessoa natural ou por pessoa jurídica de direito
público ou privado, independentemente do meio, do país de sua
sede ou do país onde estejam localizados os dados, desde que:
I - a operação de tratamento seja realizada no território
nacional;
II - a atividade de tratamento tenha por objetivo a oferta ou
o fornecimento de bens ou serviços ou o tratamento de dados de
indivíduos localizados no território nacional; ou (Redação dada pela
Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
III - os dados pessoais objeto do tratamento tenham sido
coletados no território nacional.
§ 1º Consideram-se coletados no território nacional os dados
pessoais cujo titular nele se encontre no momento da coleta.
§ 2º Excetua-se do disposto no inciso I deste artigo o tratamento
de dados previsto no inciso IV do caput do art. 4º desta Lei.
Art. 4º Esta Lei não se aplica ao tratamento de dados pessoais:
I - realizado por pessoa natural para fins exclusivamente
particulares e não econômicos;
II - realizado para fins exclusivamente:
a) jornalístico e artísticos; ou
b) acadêmicos, aplicando-se a esta hipótese os arts. 7º e 11
desta Lei;
III - realizado para fins exclusivos de:
a) segurança pública;
b) defesa nacional;
c) segurança do Estado; ou
d) atividades de investigação e repressão de infrações penais;
ou
IV - provenientes de fora do território nacional e que não sejam
objeto de comunicação, uso compartilhado de dados com agentes
de tratamento brasileiros ou objeto de transferência internacional
de dados com outro país que não o de proveniência, desde que
o país de proveniência proporcione grau de proteção de dados
pessoais adequado ao previsto nesta Lei.
§ 1º O tratamento de dados pessoais previsto no inciso III
será regido por legislação específica, que deverá prever medidas
proporcionais e estritamente necessárias ao atendimento do
interesse público, observados o devido processo legal, os princípios
gerais de proteção e os direitos do titular previstos nesta Lei.
§ 2º É vedado o tratamento dos dados a que se refere o inciso
III do caput deste artigo por pessoa de direito privado, exceto em
procedimentos sob tutela de pessoa jurídica de direito público, que
serão objeto de informe específico à autoridade nacional e que
deverão observar a limitação imposta no § 4º deste artigo.§ 3º A autoridade nacional emitirá opiniões técnicas ou
recomendações referentes às exceções previstas no inciso III do
caput deste artigo e deverá solicitar aos responsáveis relatórios de
impacto à proteção de dados pessoais.
§ 4º Em nenhum caso a totalidade dos dados pessoais de banco
de dados de que trata o inciso III do caput deste artigo poderá ser
tratada por pessoa de direito privado, salvo por aquela que possua
capital integralmente constituído pelo poder público. (Redação
dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
Art. 5º Para os fins desta Lei, considera-se:
I - dado pessoal: informação relacionada a pessoa natural
identificada ou identificável;
II - dado pessoal sensível: dado pessoal sobre origem racial
ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação a sindicato
ou a organização de caráter religioso, filosófico ou político, dado
referente à saúde ou à vida sexual, dado genético ou biométrico,
quando vinculado a uma pessoa natural;
III - dado anonimizado: dado relativo a titular que não possa ser
identificado, considerando a utilização de meios técnicos razoáveis
e disponíveis na ocasião de seu tratamento;
IV - banco de dados: conjunto estruturado de dados pessoais,
estabelecido em um ou em vários locais, em suporte eletrônico ou físico;
V - titular: pessoa natural a quem se referem os dados pessoais
que são objeto de tratamento;
VI - controlador: pessoa natural ou jurídica, de direito público
ou privado, a quem competem as decisões referentes ao tratamento
de dados pessoais;
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
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VII - operador: pessoa natural ou jurídica, de direito público ou
privado, que realiza o tratamento de dados pessoais em nome do
controlador;
VIII - encarregado: pessoa indicada pelo controlador e operador
para atuar como canal de comunicação entre o controlador, os
titulares dos dados e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados
(ANPD); (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
IX - agentes de tratamento: o controlador e o operador;
X - tratamento: toda operação realizada com dados pessoais,
como as que se referem a coleta, produção, recepção, classificação,
utilização, acesso, reprodução, transmissão, distribuição,
processamento, arquivamento, armazenamento, eliminação,
avaliação ou controle da informação, modificação, comunicação,
transferência, difusão ou extração;
XI - anonimização: utilização de meios técnicos razoáveis e
disponíveis no momento do tratamento, por meio dos quais um
dado perde a possibilidade de associação, direta ou indireta, a um
indivíduo;
XII - consentimento: manifestação livre, informada e inequívoca
pela qual o titular concorda com o tratamento de seus dados
pessoais para uma finalidade determinada;
XIII - bloqueio: suspensão temporária de qualquer operação de
tratamento, mediante guarda do dado pessoal ou do banco de dados;
XIV - eliminação: exclusão de dado ou de conjunto de dados
armazenados em banco de dados, independentemente do
procedimento empregado;
XV - transferência internacional de dados: transferência de
dados pessoais para país estrangeiro ou organismo internacional
do qual o país seja membro;
XVI - uso compartilhado de dados: comunicação, difusão,
transferência internacional, interconexão de dados pessoais ou
tratamento compartilhado de bancos de dados pessoais por órgãos
e entidades públicos no cumprimento de suas competências legais,
ou entre esses e entes privados, reciprocamente, com autorização
específica, para uma ou mais modalidades de tratamento permitidas
por esses entes públicos, ou entre entes privados;
XVII - relatório de impacto à proteção de dados pessoais:
documentação do controlador que contém a descrição dos
processos de tratamento de dados pessoais que podem gerar riscos
às liberdades civis e aos direitos fundamentais, bem como medidas,
salvaguardas e mecanismos de mitigação de risco;
XVIII - órgão de pesquisa: órgão ou entidade da administração
pública direta ou indireta ou pessoa jurídica de direito privado sem
fins lucrativos legalmente constituída sob as leis brasileiras, com
sede e foro no País, que inclua em sua missão institucional ou em
seu objetivo social ou estatutário a pesquisa básica ou aplicada de
caráter histórico, científico, tecnológico ou estatístico; e (Redação
dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
XIX - autoridade nacional: órgão da administração pública
responsável por zelar, implementar e fiscalizar o cumprimento
desta Lei em todo o território nacional. (Redação dada pela Lei nº
13.853, de 2019) Vigência
Art. 6º As atividades de tratamento de dados pessoais deverão
observar a boa-fé e os seguintes princípios:
I - finalidade: realização do tratamento para propósitos
legítimos, específicos, explícitos e informados ao titular, sem
possibilidade de tratamento posterior de forma incompatível com
essas finalidades;
II - adequação: compatibilidade do tratamento com as
finalidades informadas ao titular, de acordo com o contexto do
tratamento;
III - necessidade: limitação do tratamento ao mínimo
necessário para a realização de suas finalidades, com abrangência
dos dados pertinentes, proporcionais e não excessivos em relação
às finalidades do tratamento de dados;
IV - livre acesso: garantia, aos titulares, de consulta facilitada e
gratuita sobre a forma e a duração do tratamento, bem como sobre
a integralidade de seus dados pessoais;
V - qualidade dos dados: garantia, aos titulares, de exatidão,
clareza, relevância e atualização dos dados, de acordo com a
necessidade e para o cumprimento da finalidade de seu tratamento;
VI - transparência: garantia, aos titulares, de informações claras,
precisas e facilmente acessíveis sobre a realização do tratamento
e os respectivos agentes de tratamento, observados os segredos
comercial e industrial;
VII - segurança: utilização de medidas técnicas e administrativas
aptas a proteger os dados pessoais de acessos não autorizados e
de situações acidentais ou ilícitas de destruição, perda, alteração,
comunicação ou difusão;
VIII - prevenção: adoção de medidas para prevenir a ocorrência
de danos em virtude do tratamento de dados pessoais;
IX - não discriminação: impossibilidade de realização do
tratamento para fins discriminatórios ilícitos ou abusivos;
X - responsabilização e prestação de contas: demonstração,
pelo agente, da adoção de medidas eficazes e capazes de comprovar
a observância e o cumprimento das normas de proteção de dados
pessoais e, inclusive, da eficácia dessas medidas.
CAPÍTULO II
DO TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS
SEÇÃO I
DOS REQUISITOS PARA O TRATAMENTO DE DADOS
PESSOAIS
Art. 7º O tratamento de dados pessoais somente poderá ser
realizado nas seguintes hipóteses:
I - mediante o fornecimento de consentimento pelo titular;
II - para o cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo
controlador;
III - pela administração pública, para o tratamento e uso
compartilhado de dados necessários à execução de políticas
públicas previstas em leis e regulamentos ou respaldadas em
contratos, convênios ou instrumentos congêneres, observadas as
disposições do Capítulo IV desta Lei;
IV - para a realização de estudos por órgão de pesquisa,
garantida, sempre que possível, a anonimização dos dados pessoais;
V - quando necessário para a execução de contrato ou de
procedimentos preliminares relacionados a contrato do qual seja
parte o titular, a pedido do titular dos dados;
VI - para o exercício regular de direitos em processo judicial,
administrativo ou arbitral, esse último nos termos da Lei nº 9.307,
de 23 de setembro de 1996 (Lei de Arbitragem) ;
VII - para a proteção da vida ou da incolumidade física do titular
ou de terceiro;
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
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VIII - para a tutela da saúde, exclusivamente, em procedimento
realizado por profissionais de saúde, serviços de saúde ou
autoridade sanitária; (Redação dada pela Lei nº 13.853,de 2019)
Vigência
IX - quando necessário para atender aos interesses legítimos do
controlador ou de terceiro, exceto no caso de prevalecerem direitos
e liberdades fundamentais do titular que exijam a proteção dos
dados pessoais; ou
X - para a proteção do crédito, inclusive quanto ao disposto na
legislação pertinente.
§ 1º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019)
Vigência
§ 2º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019)
Vigência
§ 3º O tratamento de dados pessoais cujo acesso é público
deve considerar a finalidade, a boa-fé e o interesse público que
justificaram sua disponibilização.
§ 4º É dispensada a exigência do consentimento previsto no
caput deste artigo para os dados tornados manifestamente públicos
pelo titular, resguardados os direitos do titular e os princípios
previstos nesta Lei.
§ 5º O controlador que obteve o consentimento referido
no inciso I do caput deste artigo que necessitar comunicar ou
compartilhar dados pessoais com outros controladores deverá
obter consentimento específico do titular para esse fim, ressalvadas
as hipóteses de dispensa do consentimento previstas nesta Lei.
§ 6º A eventual dispensa da exigência do consentimento
não desobriga os agentes de tratamento das demais obrigações
previstas nesta Lei, especialmente da observância dos princípios
gerais e da garantia dos direitos do titular.
§ 7º O tratamento posterior dos dados pessoais a que se
referem os §§ 3º e 4º deste artigo poderá ser realizado para novas
finalidades, desde que observados os propósitos legítimos e
específicos para o novo tratamento e a preservação dos direitos do
titular, assim como os fundamentos e os princípios previstos nesta
Lei. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
Art. 8º O consentimento previsto no inciso I do art. 7º desta Lei
deverá ser fornecido por escrito ou por outro meio que demonstre
a manifestação de vontade do titular.
§ 1º Caso o consentimento seja fornecido por escrito, esse
deverá constar de cláusula destacada das demais cláusulas
contratuais.
§ 2º Cabe ao controlador o ônus da prova de que o
consentimento foi obtido em conformidade com o disposto nesta
Lei.
§ 3º É vedado o tratamento de dados pessoais mediante vício
de consentimento.
§ 4º O consentimento deverá referir-se a finalidades
determinadas, e as autorizações genéricas para o tratamento de
dados pessoais serão nulas.
§ 5º O consentimento pode ser revogado a qualquer momento
mediante manifestação expressa do titular, por procedimento
gratuito e facilitado, ratificados os tratamentos realizados sob
amparo do consentimento anteriormente manifestado enquanto
não houver requerimento de eliminação, nos termos do inciso VI
do caput do art. 18 desta Lei.
§ 6º Em caso de alteração de informação referida nos incisos
I, II, III ou V do art. 9º desta Lei, o controlador deverá informar ao
titular, com destaque de forma específica do teor das alterações,
podendo o titular, nos casos em que o seu consentimento é exigido,
revogá-lo caso discorde da alteração.
Art. 9º O titular tem direito ao acesso facilitado às informações
sobre o tratamento de seus dados, que deverão ser disponibilizadas
de forma clara, adequada e ostensiva acerca de, entre outras
características previstas em regulamentação para o atendimento
do princípio do livre acesso:
I - finalidade específica do tratamento;
II - forma e duração do tratamento, observados os segredos
comercial e industrial;
III - identificação do controlador;
IV - informações de contato do controlador;
V - informações acerca do uso compartilhado de dados pelo
controlador e a finalidade;
VI - responsabilidades dos agentes que realizarão o tratamento;
e
VII - direitos do titular, com menção explícita aos direitos
contidos no art. 18 desta Lei.
§ 1º Na hipótese em que o consentimento é requerido, esse será
considerado nulo caso as informações fornecidas ao titular tenham
conteúdo enganoso ou abusivo ou não tenham sido apresentadas
previamente com transparência, de forma clara e inequívoca.
§ 2º Na hipótese em que o consentimento é requerido, se houver
mudanças da finalidade para o tratamento de dados pessoais não
compatíveis com o consentimento original, o controlador deverá
informar previamente o titular sobre as mudanças de finalidade,
podendo o titular revogar o consentimento, caso discorde das
alterações.
§ 3º Quando o tratamento de dados pessoais for condição
para o fornecimento de produto ou de serviço ou para o exercício
de direito, o titular será informado com destaque sobre esse fato
e sobre os meios pelos quais poderá exercer os direitos do titular
elencados no art. 18 desta Lei.
Art. 10. O legítimo interesse do controlador somente poderá
fundamentar tratamento de dados pessoais para finalidades
legítimas, consideradas a partir de situações concretas, que
incluem, mas não se limitam a:
I - apoio e promoção de atividades do controlador; e
II - proteção, em relação ao titular, do exercício regular de seus
direitos ou prestação de serviços que o beneficiem, respeitadas as
legítimas expectativas dele e os direitos e liberdades fundamentais,
nos termos desta Lei.
§ 1º Quando o tratamento for baseado no legítimo interesse do
controlador, somente os dados pessoais estritamente necessários
para a finalidade pretendida poderão ser tratados.
§ 2º O controlador deverá adotar medidas para garantir a
transparência do tratamento de dados baseado em seu legítimo
interesse.
§ 3º A autoridade nacional poderá solicitar ao controlador
relatório de impacto à proteção de dados pessoais, quando
o tratamento tiver como fundamento seu interesse legítimo,
observados os segredos comercial e industrial.
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SEÇÃO II
DO TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS SENSÍVEIS
Art. 11. O tratamento de dados pessoais sensíveis somente
poderá ocorrer nas seguintes hipóteses:
I - quando o titular ou seu responsável legal consentir, de forma
específica e destacada, para finalidades específicas;
II - sem fornecimento de consentimento do titular, nas
hipóteses em que for indispensável para:
a) cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo
controlador;
b) tratamento compartilhado de dados necessários à execução,
pela administração pública, de políticas públicas previstas em leis
ou regulamentos;
c) realização de estudos por órgão de pesquisa, garantida,
sempre que possível, a anonimização dos dados pessoais sensíveis;
d) exercício regular de direitos, inclusive em contrato e em
processo judicial, administrativo e arbitral, este último nos termos
da Lei nº 9.307, de 23 de setembro de 1996 (Lei de Arbitragem);
e) proteção da vida ou da incolumidade física do titular ou de
terceiro;
f) tutela da saúde, exclusivamente, em procedimento realizado
por profissionais de saúde, serviços de saúde ou autoridade
sanitária; ou (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
g) garantia da prevenção à fraude e à segurança do titular, nos
processos de identificação e autenticação de cadastro em sistemas
eletrônicos, resguardados os direitos mencionados no art. 9º
desta Lei e exceto no caso de prevalecerem direitos e liberdades
fundamentais do titular que exijam a proteção dos dados pessoais.
§ 1º Aplica-se o disposto neste artigo a qualquer tratamento
de dados pessoais que revele dados pessoais sensíveis e que
possa causar dano ao titular, ressalvado o disposto em legislação
específica.
§ 2º Nos casos de aplicação do disposto nas alíneas “a” e “b” do
inciso II do caput deste artigo pelos órgãos e pelas entidades públicas,
será dada publicidade à referida dispensa de consentimento, nos
termos do inciso I do caput do art. 23 desta Lei.
§ 3º A comunicação ou o uso compartilhado de dados pessoais
sensíveis entre controladores com objetivo de obter vantagem
econômica poderá ser objeto de vedação ou de regulamentação
por parte da autoridade nacional, ouvidos os órgãos setoriais do
Poder Público, no âmbito desuas competências.
§ 4º É vedada a comunicação ou o uso compartilhado entre
controladores de dados pessoais sensíveis referentes à saúde
com objetivo de obter vantagem econômica, exceto nas hipóteses
relativas a prestação de serviços de saúde, de assistência
farmacêutica e de assistência à saúde, desde que observado o § 5º
deste artigo, incluídos os serviços auxiliares de diagnose e terapia,
em benefício dos interesses dos titulares de dados, e para permitir:
(Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
I - a portabilidade de dados quando solicitada pelo titular; ou
(Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
II - as transações financeiras e administrativas resultantes
do uso e da prestação dos serviços de que trata este parágrafo.
(Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
§ 5º É vedado às operadoras de planos privados de assistência
à saúde o tratamento de dados de saúde para a prática de seleção
de riscos na contratação de qualquer modalidade, assim como
na contratação e exclusão de beneficiários. (Incluído pela Lei nº
13.853, de 2019) Vigência
Art. 12. Os dados anonimizados não serão considerados
dados pessoais para os fins desta Lei, salvo quando o processo de
anonimização ao qual foram submetidos for revertido, utilizando
exclusivamente meios próprios, ou quando, com esforços razoáveis,
puder ser revertido.
§ 1º A determinação do que seja razoável deve levar em
consideração fatores objetivos, tais como custo e tempo necessários
para reverter o processo de anonimização, de acordo com as
tecnologias disponíveis, e a utilização exclusiva de meios próprios.
§ 2º Poderão ser igualmente considerados como dados
pessoais, para os fins desta Lei, aqueles utilizados para formação
do perfil comportamental de determinada pessoa natural, se
identificada.
§ 3º A autoridade nacional poderá dispor sobre padrões
e técnicas utilizados em processos de anonimização e realizar
verificações acerca de sua segurança, ouvido o Conselho Nacional
de Proteção de Dados Pessoais.
Art. 13. Na realização de estudos em saúde pública, os órgãos
de pesquisa poderão ter acesso a bases de dados pessoais, que
serão tratados exclusivamente dentro do órgão e estritamente para
a finalidade de realização de estudos e pesquisas e mantidos em
ambiente controlado e seguro, conforme práticas de segurança
previstas em regulamento específico e que incluam, sempre que
possível, a anonimização ou pseudonimização dos dados, bem
como considerem os devidos padrões éticos relacionados a estudos
e pesquisas.
§ 1º A divulgação dos resultados ou de qualquer excerto
do estudo ou da pesquisa de que trata o caput deste artigo em
nenhuma hipótese poderá revelar dados pessoais.
§ 2º O órgão de pesquisa será o responsável pela segurança
da informação prevista no caput deste artigo, não permitida, em
circunstância alguma, a transferência dos dados a terceiro.
§ 3º O acesso aos dados de que trata este artigo será objeto de
regulamentação por parte da autoridade nacional e das autoridades
da área de saúde e sanitárias, no âmbito de suas competências.
§ 4º Para os efeitos deste artigo, a pseudonimização é o
tratamento por meio do qual um dado perde a possibilidade de
associação, direta ou indireta, a um indivíduo, senão pelo uso de
informação adicional mantida separadamente pelo controlador em
ambiente controlado e seguro.
SEÇÃO III
DO TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS DE CRIANÇAS E DE
ADOLESCENTES
Art. 14. O tratamento de dados pessoais de crianças e de
adolescentes deverá ser realizado em seu melhor interesse, nos
termos deste artigo e da legislação pertinente.
§ 1º O tratamento de dados pessoais de crianças deverá ser
realizado com o consentimento específico e em destaque dado por
pelo menos um dos pais ou pelo responsável legal.
§ 2º No tratamento de dados de que trata o § 1º deste artigo, os
controladores deverão manter pública a informação sobre os tipos
de dados coletados, a forma de sua utilização e os procedimentos
para o exercício dos direitos a que se refere o art. 18 desta Lei.
§ 3º Poderão ser coletados dados pessoais de crianças sem
o consentimento a que se refere o § 1º deste artigo quando a
coleta for necessária para contatar os pais ou o responsável legal,
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utilizados uma única vez e sem armazenamento, ou para sua
proteção, e em nenhum caso poderão ser repassados a terceiro
sem o consentimento de que trata o § 1º deste artigo.
§ 4º Os controladores não deverão condicionar a participação
dos titulares de que trata o § 1º deste artigo em jogos, aplicações
de internet ou outras atividades ao fornecimento de informações
pessoais além das estritamente necessárias à atividade.
§ 5º O controlador deve realizar todos os esforços razoáveis
para verificar que o consentimento a que se refere o § 1º deste
artigo foi dado pelo responsável pela criança, consideradas as
tecnologias disponíveis.
§ 6º As informações sobre o tratamento de dados referidas
neste artigo deverão ser fornecidas de maneira simples, clara
e acessível, consideradas as características físico-motoras,
perceptivas, sensoriais, intelectuais e mentais do usuário, com
uso de recursos audiovisuais quando adequado, de forma a
proporcionar a informação necessária aos pais ou ao responsável
legal e adequada ao entendimento da criança.
SEÇÃO IV
DO TÉRMINO DO TRATAMENTO DE DADOS
Art. 15. O término do tratamento de dados pessoais ocorrerá
nas seguintes hipóteses:
I - verificação de que a finalidade foi alcançada ou de que os
dados deixaram de ser necessários ou pertinentes ao alcance da
finalidade específica almejada;
II - fim do período de tratamento;
III - comunicação do titular, inclusive no exercício de seu direito
de revogação do consentimento conforme disposto no § 5º do art.
8º desta Lei, resguardado o interesse público; ou
IV - determinação da autoridade nacional, quando houver
violação ao disposto nesta Lei.
Art. 16. Os dados pessoais serão eliminados após o término de
seu tratamento, no âmbito e nos limites técnicos das atividades,
autorizada a conservação para as seguintes finalidades:
I - cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo
controlador;
II - estudo por órgão de pesquisa, garantida, sempre que
possível, a anonimização dos dados pessoais;
III - transferência a terceiro, desde que respeitados os requisitos
de tratamento de dados dispostos nesta Lei; ou
IV - uso exclusivo do controlador, vedado seu acesso por
terceiro, e desde que anonimizados os dados.
CAPÍTULO III
DOS DIREITOS DO TITULAR
Art. 17. Toda pessoa natural tem assegurada a titularidade
de seus dados pessoais e garantidos os direitos fundamentais de
liberdade, de intimidade e de privacidade, nos termos desta Lei.
Art. 18. O titular dos dados pessoais tem direito a obter do
controlador, em relação aos dados do titular por ele tratados, a
qualquer momento e mediante requisição:
I - confirmação da existência de tratamento;
II - acesso aos dados;
III - correção de dados incompletos, inexatos ou desatualizados;
IV - anonimização, bloqueio ou eliminação de dados
desnecessários, excessivos ou tratados em desconformidade com
o disposto nesta Lei;
V - portabilidade dos dados a outro fornecedor de serviço
ou produto, mediante requisição expressa, de acordo com a
regulamentação da autoridade nacional, observados os segredos
comercial e industrial; (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019)
Vigência
VI - eliminação dos dados pessoais tratados com o
consentimento do titular, exceto nas hipóteses previstas no art. 16
desta Lei;
VII - informação das entidades públicas e privadas com as quais
o controlador realizou uso compartilhado de dados;
VIII - informação sobre a possibilidade de não fornecer
consentimento e sobre as consequências da negativa;
IX - revogação do consentimento, nos termos do § 5º do art.
8º desta Lei.
§ 1º O titular dos dados pessoais tem o direito de peticionar em
relação aos seusdados contra o controlador perante a autoridade
nacional.
§ 2º O titular pode opor-se a tratamento realizado com
fundamento em uma das hipóteses de dispensa de consentimento,
em caso de descumprimento ao disposto nesta Lei.
§ 3º Os direitos previstos neste artigo serão exercidos mediante
requerimento expresso do titular ou de representante legalmente
constituído, a agente de tratamento.
§ 4º Em caso de impossibilidade de adoção imediata da
providência de que trata o § 3º deste artigo, o controlador enviará
ao titular resposta em que poderá:
I - comunicar que não é agente de tratamento dos dados e
indicar, sempre que possível, o agente; ou
II - indicar as razões de fato ou de direito que impedem a
adoção imediata da providência.
§ 5º O requerimento referido no § 3º deste artigo será atendido
sem custos para o titular, nos prazos e nos termos previstos em
regulamento.
§ 6º O responsável deverá informar, de maneira imediata,
aos agentes de tratamento com os quais tenha realizado uso
compartilhado de dados a correção, a eliminação, a anonimização
ou o bloqueio dos dados, para que repitam idêntico procedimento,
exceto nos casos em que esta comunicação seja comprovadamente
impossível ou implique esforço desproporcional. (Redação dada
pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
§ 7º A portabilidade dos dados pessoais a que se refere o
inciso V do caput deste artigo não inclui dados que já tenham sido
anonimizados pelo controlador.
§ 8º O direito a que se refere o § 1º deste artigo também poderá
ser exercido perante os organismos de defesa do consumidor.
Art. 19. A confirmação de existência ou o acesso a dados
pessoais serão providenciados, mediante requisição do titular:
I - em formato simplificado, imediatamente; ou
II - por meio de declaração clara e completa, que indique a
origem dos dados, a inexistência de registro, os critérios utilizados
e a finalidade do tratamento, observados os segredos comercial e
industrial, fornecida no prazo de até 15 (quinze) dias, contado da
data do requerimento do titular.
§ 1º Os dados pessoais serão armazenados em formato que
favoreça o exercício do direito de acesso.
§ 2º As informações e os dados poderão ser fornecidos, a
critério do titular:
I - por meio eletrônico, seguro e idôneo para esse fim; ou
II - sob forma impressa.
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§ 3º Quando o tratamento tiver origem no consentimento do
titular ou em contrato, o titular poderá solicitar cópia eletrônica
integral de seus dados pessoais, observados os segredos comercial
e industrial, nos termos de regulamentação da autoridade nacional,
em formato que permita a sua utilização subsequente, inclusive em
outras operações de tratamento.
§ 4º A autoridade nacional poderá dispor de forma diferenciada
acerca dos prazos previstos nos incisos I e II do caput deste artigo
para os setores específicos.
Art. 20. O titular dos dados tem direito a solicitar a revisão
de decisões tomadas unicamente com base em tratamento
automatizado de dados pessoais que afetem seus interesses,
incluídas as decisões destinadas a definir o seu perfil pessoal,
profissional, de consumo e de crédito ou os aspectos de sua
personalidade. (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
§ 1º O controlador deverá fornecer, sempre que solicitadas,
informações claras e adequadas a respeito dos critérios e dos
procedimentos utilizados para a decisão automatizada, observados
os segredos comercial e industrial.
§ 2º Em caso de não oferecimento de informações de que trata
o § 1º deste artigo baseado na observância de segredo comercial
e industrial, a autoridade nacional poderá realizar auditoria
para verificação de aspectos discriminatórios em tratamento
automatizado de dados pessoais.
§ 3º (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
Art. 21. Os dados pessoais referentes ao exercício regular de
direitos pelo titular não podem ser utilizados em seu prejuízo.
Art. 22. A defesa dos interesses e dos direitos dos titulares de
dados poderá ser exercida em juízo, individual ou coletivamente, na
forma do disposto na legislação pertinente, acerca dos instrumentos
de tutela individual e coletiva.
CAPÍTULO IV
DO TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS PELO PODER
PÚBLICO
SEÇÃO I
DAS REGRAS
Art. 23. O tratamento de dados pessoais pelas pessoas jurídicas
de direito público referidas no parágrafo único do art. 1º da Lei nº
12.527, de 18 de novembro de 2011 (Lei de Acesso à Informação) ,
deverá ser realizado para o atendimento de sua finalidade pública,
na persecução do interesse público, com o objetivo de executar
as competências legais ou cumprir as atribuições legais do serviço
público, desde que:
I - sejam informadas as hipóteses em que, no exercício de suas
competências, realizam o tratamento de dados pessoais, fornecendo
informações claras e atualizadas sobre a previsão legal, a finalidade,
os procedimentos e as práticas utilizadas para a execução dessas
atividades, em veículos de fácil acesso, preferencialmente em seus
sítios eletrônicos;
II - (VETADO); e
III - seja indicado um encarregado quando realizarem operações
de tratamento de dados pessoais, nos termos do art. 39 desta Lei; e
(Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
IV - (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
§ 1º A autoridade nacional poderá dispor sobre as formas de
publicidade das operações de tratamento.
§ 2º O disposto nesta Lei não dispensa as pessoas jurídicas
mencionadas no caput deste artigo de instituir as autoridades
de que trata a Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 (Lei de
Acesso à Informação) .
§ 3º Os prazos e procedimentos para exercício dos direitos do
titular perante o Poder Público observarão o disposto em legislação
específica, em especial as disposições constantes da Lei nº 9.507,
de 12 de novembro de 1997 (Lei do Habeas Data) , da Lei nº 9.784,
de 29 de janeiro de 1999 (Lei Geral do Processo Administrativo) ,
e da Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 (Lei de Acesso à
Informação) .
§ 4º Os serviços notariais e de registro exercidos em caráter
privado, por delegação do Poder Público, terão o mesmo tratamento
dispensado às pessoas jurídicas referidas no caput deste artigo, nos
termos desta Lei.
§ 5º Os órgãos notariais e de registro devem fornecer acesso
aos dados por meio eletrônico para a administração pública, tendo
em vista as finalidades de que trata o caput deste artigo.
Art. 24. As empresas públicas e as sociedades de economia
mista que atuam em regime de concorrência, sujeitas ao disposto
no art. 173 da Constituição Federal , terão o mesmo tratamento
dispensado às pessoas jurídicas de direito privado particulares, nos
termos desta Lei.
Parágrafo único. As empresas públicas e as sociedades de
economia mista, quando estiverem operacionalizando políticas
públicas e no âmbito da execução delas, terão o mesmo tratamento
dispensado aos órgãos e às entidades do Poder Público, nos termos
deste Capítulo.
Art. 25. Os dados deverão ser mantidos em formato
interoperável e estruturado para o uso compartilhado, com vistas
à execução de políticas públicas, à prestação de serviços públicos, à
descentralização da atividade pública e à disseminação e ao acesso
das informações pelo público em geral.
Art. 26. O uso compartilhado de dados pessoais pelo Poder
Público deve atender a finalidades específicas de execução de
políticas públicas e atribuição legal pelos órgãos e pelas entidades
públicas, respeitados os princípios de proteção de dados pessoais
elencados no art. 6º desta Lei.
§ 1º É vedado ao Poder Público transferir a entidades privadas
dados pessoais constantes de bases de dados a que tenha acesso,
exceto:
I - em casos de execução descentralizada de atividade pública
que exija a transferência, exclusivamente para esse fim específico
e determinado, observado o disposto na Lei nº 12.527, de 18 de
novembro de 2011 (Lei de Acesso à Informação) ;
II - (VETADO);III - nos casos em que os dados forem acessíveis publicamente,
observadas as disposições desta Lei.
IV - quando houver previsão legal ou a transferência for
respaldada em contratos, convênios ou instrumentos congêneres;
ou (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
V - na hipótese de a transferência dos dados objetivar
exclusivamente a prevenção de fraudes e irregularidades, ou
proteger e resguardar a segurança e a integridade do titular dos
dados, desde que vedado o tratamento para outras finalidades.
(Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
§ 2º Os contratos e convênios de que trata o § 1º deste artigo
deverão ser comunicados à autoridade nacional.
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Art. 27. A comunicação ou o uso compartilhado de dados
pessoais de pessoa jurídica de direito público a pessoa de direito
privado será informado à autoridade nacional e dependerá de
consentimento do titular, exceto:
I - nas hipóteses de dispensa de consentimento previstas nesta
Lei;
II - nos casos de uso compartilhado de dados, em que será dada
publicidade nos termos do inciso I do caput do art. 23 desta Lei; ou
III - nas exceções constantes do § 1º do art. 26 desta Lei.
Parágrafo único. A informação à autoridade nacional de que
trata o caput deste artigo será objeto de regulamentação. (Incluído
pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
Art. 28. (VETADO).
Art. 29. A autoridade nacional poderá solicitar, a qualquer
momento, aos órgãos e às entidades do poder público a realização
de operações de tratamento de dados pessoais, informações
específicas sobre o âmbito e a natureza dos dados e outros
detalhes do tratamento realizado e poderá emitir parecer técnico
complementar para garantir o cumprimento desta Lei. (Redação
dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
Art. 30. A autoridade nacional poderá estabelecer normas
complementares para as atividades de comunicação e de uso
compartilhado de dados pessoais.
SEÇÃO II
DA RESPONSABILIDADE
Art. 31. Quando houver infração a esta Lei em decorrência do
tratamento de dados pessoais por órgãos públicos, a autoridade
nacional poderá enviar informe com medidas cabíveis para fazer
cessar a violação.
Art. 32. A autoridade nacional poderá solicitar a agentes do
Poder Público a publicação de relatórios de impacto à proteção de
dados pessoais e sugerir a adoção de padrões e de boas práticas
para os tratamentos de dados pessoais pelo Poder Público.
CAPÍTULO V
DA TRANSFERÊNCIA INTERNACIONAL DE DADOS
Art. 33. A transferência internacional de dados pessoais
somente é permitida nos seguintes casos:
I - para países ou organismos internacionais que proporcionem
grau de proteção de dados pessoais adequado ao previsto nesta Lei;
II - quando o controlador oferecer e comprovar garantias de
cumprimento dos princípios, dos direitos do titular e do regime de
proteção de dados previstos nesta Lei, na forma de:
a) cláusulas contratuais específicas para determinada
transferência;
b) cláusulas-padrão contratuais;
c) normas corporativas globais;
d) selos, certificados e códigos de conduta regularmente
emitidos;
III - quando a transferência for necessária para a cooperação
jurídica internacional entre órgãos públicos de inteligência, de
investigação e de persecução, de acordo com os instrumentos de
direito internacional;
IV - quando a transferência for necessária para a proteção da
vida ou da incolumidade física do titular ou de terceiro;
V - quando a autoridade nacional autorizar a transferência;
VI - quando a transferência resultar em compromisso assumido
em acordo de cooperação internacional;
VII - quando a transferência for necessária para a execução de
política pública ou atribuição legal do serviço público, sendo dada
publicidade nos termos do inciso I do caput do art. 23 desta Lei;
VIII - quando o titular tiver fornecido o seu consentimento
específico e em destaque para a transferência, com informação
prévia sobre o caráter internacional da operação, distinguindo
claramente esta de outras finalidades; ou
IX - quando necessário para atender as hipóteses previstas nos
incisos II, V e VI do art. 7º desta Lei.
Parágrafo único. Para os fins do inciso I deste artigo, as
pessoas jurídicas de direito público referidas no parágrafo único
do art. 1º da Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 (Lei de
Acesso à Informação) , no âmbito de suas competências legais, e
responsáveis, no âmbito de suas atividades, poderão requerer
à autoridade nacional a avaliação do nível de proteção a dados
pessoais conferido por país ou organismo internacional.
Art. 34. O nível de proteção de dados do país estrangeiro ou do
organismo internacional mencionado no inciso I do caput do art.
33 desta Lei será avaliado pela autoridade nacional, que levará em
consideração:
I - as normas gerais e setoriais da legislação em vigor no país de
destino ou no organismo internacional;
II - a natureza dos dados;
III - a observância dos princípios gerais de proteção de dados
pessoais e direitos dos titulares previstos nesta Lei;
IV - a adoção de medidas de segurança previstas em
regulamento;
V - a existência de garantias judiciais e institucionais para o
respeito aos direitos de proteção de dados pessoais; e
VI - outras circunstâncias específicas relativas à transferência.
Art. 35. A definição do conteúdo de cláusulas-padrão
contratuais, bem como a verificação de cláusulas contratuais
específicas para uma determinada transferência, normas
corporativas globais ou selos, certificados e códigos de conduta, a
que se refere o inciso II do caput do art. 33 desta Lei, será realizada
pela autoridade nacional.
§ 1º Para a verificação do disposto no caput deste artigo,
deverão ser considerados os requisitos, as condições e as garantias
mínimas para a transferência que observem os direitos, as garantias
e os princípios desta Lei.
§ 2º Na análise de cláusulas contratuais, de documentos ou de
normas corporativas globais submetidas à aprovação da autoridade
nacional, poderão ser requeridas informações suplementares
ou realizadas diligências de verificação quanto às operações de
tratamento, quando necessário.
§ 3º A autoridade nacional poderá designar organismos de
certificação para a realização do previsto no caput deste artigo,
que permanecerão sob sua fiscalização nos termos definidos em
regulamento.
§ 4º Os atos realizados por organismo de certificação poderão
ser revistos pela autoridade nacional e, caso em desconformidade
com esta Lei, submetidos a revisão ou anulados.
§ 5º As garantias suficientes de observância dos princípios
gerais de proteção e dos direitos do titular referidas no caput deste
artigo serão também analisadas de acordo com as medidas técnicas
e organizacionais adotadas pelo operador, de acordo com o previsto
nos §§ 1º e 2º do art. 46 desta Lei.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
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Art. 36. As alterações nas garantias apresentadas como
suficientes de observância dos princípios gerais de proteção e dos
direitos do titular referidas no inciso II do art. 33 desta Lei deverão
ser comunicadas à autoridade nacional.
CAPÍTULO VI
DOS AGENTES DE TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS
SEÇÃO I
DO CONTROLADOR E DO OPERADOR
Art. 37. O controlador e o operador devem manter registro
das operações de tratamento de dados pessoais que realizarem,
especialmente quando baseado no legítimo interesse.
Art. 38. A autoridade nacional poderá determinar ao
controlador que elabore relatório de impacto à proteção de dados
pessoais, inclusive de dados sensíveis, referente a suas operações
de tratamento de dados, nos termos de regulamento, observados
os segredos comercial e industrial.
Parágrafo único. Observado o disposto no caput deste artigo, o
relatório deverá conter, no mínimo, a descrição dos tipos de dados
coletados, a metodologia utilizada para a coleta e para a garantia da
segurança das informações e a análise do controlador com relação
a medidas,