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HALLYU NO BRASIL: O CRESCIMENTO DA CULTURA SUL-COREANA
HALLYU IN BRAZIL: THE GROWTH OF SOUTH KOREAN CULTURE
Stefani de Cássia Couto FONSECA1
Giovanni Guizzo da ROCHA2
RESUMO: O trabalho abordará a influência da cultura sul-coreana, "Hallyu", no Brasil,
focando em K-pop e K-drama. Explora-se como estas manifestações culturais impactam a
população brasileira. A pesquisa visa entender o interesse crescente pelo universo sul-coreano
e seus reflexos na vida diária de jovens e adultos. Proporciona uma visão sobre a Hallyu no
cenário cultural brasileiro.
PALAVRAS-CHAVE: Hallyu, K-pop, Doramas, Coreia do Sul, K-dramas
ABSTRACT: The study will address the influence of South Korean culture, "Hallyu," in
Brazil, focusing on K-pop and K-drama. It explores how these cultural manifestations impact
the Brazilian population. The research aims to understand the growing interest in the South
Korean universe and its reflections on the daily lives of youths and adults. It provides insight
into Hallyu in the Brazilian cultural scene.
KEYWORDS: Hallyu, K-pop, Doramas, South Korea, K-dramas
2Orientador do Trabalho no curso de Jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul
1 Estudante de Graduação 8º. semestre do Curso de Jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul; e-mail:
stefanicouto.jornalismo@outlook.com
SUMÁRIO
1. Introdução
2. Objetivos
2.1. Objetivo Geral
2.2. Objetivos Específicos
3. Problema e/ou Hipótese(s) de Pesquisa
4. Justificativa
5. Metodologia
6. Resultado
7. A Emergência da Onda Hallyu no Mundo
7.1. Origem da Cultura Sul-coreana
7.2. O Conceito de Hallyu
7.3. Hallyu no Brasil: Chegada, Ascensão e Expansão
8. A popularidade das séries sul-coreanas no Brasil
9. K-pop: Música e Fandom
9.1. A Ascensão do K-pop no Brasil
9.2. O Preconceito contra os Fãs de K-pop no Brasil
10. Impactos da Cultura Sul-coreana no Brasil: Uma Análise Crítica
11. Considerações Finais
12. Referências
1
INTRODUÇÃO
Nos últimos anos, o Brasil tem sido palco de uma fascinante onda cultural originária
da Coreia do Sul, denominada "Hallyu". Essa influência sul-coreana tem se manifestado em
diversas frentes, desde a música com o K-pop até as produções televisivas através dos
K-dramas. Tal fenômeno não é mero acaso, mas o resultado de uma combinação de fatores
que vão desde a estratégia de soft power do governo sul-coreano até a identificação e atração
que o público brasileiro sente por essas manifestações culturais.
Essa crescente popularidade levanta questionamentos pertinentes sobre a razão de tal
encanto e sobre os impactos dessa cultura na vida dos brasileiros. A proposta deste trabalho é
mergulhar no universo da Hallyu no Brasil, desvendando as raízes dessa influência e
elucidando as razões pelas quais a cultura sul-coreana tem conquistado corações e mentes em
terras tupiniquins.
Ao longo desta investigação, buscamos não apenas traçar um panorama da presença
sul-coreana no Brasil, mas também entender as nuances e particularidades dessa relação
intercultural.
OBJETIVOS
OBJETIVO GERAL: Investigar a influência da cultura sul-coreana, representada pela onda
Hallyu, no Brasil e compreender as motivações e impactos desta presença na vida cotidiana
dos brasileiros.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
● Mapear a trajetória da disseminação da cultura sul-coreana no Brasil, identificando os
principais marcos e momentos de consolidação.
2
● Analisar a receptividade do público brasileiro em relação aos elementos da Hallyu,
especialmente o K-pop e os K-dramas.
● Compreender os fatores que contribuíram para o sucesso e a popularidade da cultura
sul-coreana no Brasil, considerando aspectos socioculturais, econômicos e políticos.
● Avaliar os impactos da Hallyu nas indústrias culturais brasileiras.
● Examinar a percepção e os sentimentos dos jovens e adultos brasileiros que
consomem e se identificam com a cultura sul-coreana, buscando entender as razões
por trás de tal fascinação.
METODOLOGIA
Neste trabalho utilizou-se uma abordagem mista, englobando técnicas qualitativas e
quantitativas. Inicialmente, foi feita uma revisão bibliográfica, buscando materiais
acadêmicos sobre o fenômeno Hallyu.
Paralelamente, analisaram-se websites e fóruns dedicados à cultura sul-coreana para
compreender a perspectiva digital da comunidade brasileira. Entrevistas qualitativas foram
realizadas com fãs de K-pop e K-dramas, usando um roteiro semi-estruturado, garantindo
diversidade na amostra.
Os dados coletados foram submetidos a uma análise criteriosa. Reconhecem-se as
limitações do estudo, mas acredita-se que a metodologia proporcionou uma visão ampla sobre
a influência da Hallyu no Brasil.
RESULTADO
A crescente presença da cultura sul-coreana no Brasil, personificada pela onda Hallyu,
tem despertado o interesse de diversos segmentos da sociedade. Diante disso, emerge a
seguinte indagação: Qual é a magnitude da influência da Hallyu no Brasil e quais fatores têm
contribuído para a consolidação e popularização da cultura sul-coreana no país?
3
A Hallyu tem se estabelecido no Brasil não apenas por sua qualidade artística e
produção cultural, mas também devido a estratégias bem-sucedidas de marketing e de soft
power por parte da Coreia do Sul. O público brasileiro, especialmente a juventude,
identifica-se com a cultura sul-coreana por encontrar nela ressonâncias emocionais, estéticas e
temáticas que dialogam com seus anseios, desejos e realidades.
JUSTIFICATIVA
O fenômeno Hallyu, ou onda coreana, não é apenas uma moda passageira no cenário
global; ele representa uma notável incursão cultural que tem conquistado corações e mentes
em diferentes partes do mundo. No Brasil, essa influência tem se tornado cada vez mais
palpável, sendo evidente não apenas no número crescente de fãs de K-pop e K-dramas, mas
também na adoção e adaptação de diversos outros elementos culturais sul-coreanos.
Portanto, ao abordar a influência da cultura sul-coreana no Brasil, este trabalho não
apenas ilumina um fenômeno cultural contemporâneo de grande relevância, mas também
contribui para um melhor entendimento das dinâmicas culturais, econômicas e sociais que
moldam o mundo atual.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A onda Hallyu no Brasil não é apenas uma tendência passageira. Demonstrando a
capacidade da arte de atravessar fronteiras, a cultura sul-coreana, com seu K-pop cativante e
K-dramas envolventes, encontrou um lugar no coração dos brasileiros. E não se trata apenas
de música e drama; é um vínculo emocional e cultural que conecta dois países distantes.
Várias engrenagens movimentaram esse fenômeno aqui. Estratégias de marketing
afiadas, a expansão da globalização e a facilidade de acesso à informação foram essenciais.
Porém, o que realmente selou o acordo foi a identificação da juventude brasileira com a
essência sul-coreana – uma combinação de emoção, estética e temática.
4
E há uma dimensão econômica. A onda coreana abriu portas para novos mercados,
desde o turismo até o comércio, estreitando os laços econômicos e alimentando intercâmbios
culturais. E essa troca não é unilateral; a Coreia do Sul também teve um gostinho da vasta
cultura brasileira, mostrando que a admiração é mútua.
Olhando pelo prisma sociológico, o Hallyu no Brasil é uma representação de uma
geração que anseia por conexões globais, mas ainda preza por suas origens. A forma como os
brasileiros adotaram e moldaram a cultura sul-coreana fala muito sobre a adaptabilidade das
identidades culturais hoje.
Para encerrar, o Hallyu no Brasil vai além do entretenimento. Ele conecta, ensina e
inspira. Este fenômeno ilustra o poder da cultura e a riqueza das interações interculturais na
nossa era.
REFERÊNCIAS
CONVARD, Quentin. A Guerra da Coreia: Da Guerra Mundial à Guerra Fria. [s.l.]:
Plurilingua Publishing, 2023.
TURISMO, Publicado pelo Serviço de Cultura e Informação sobre a Coreia Ministério da
Cultura, Esportes e. Fatos sobre a Coreia: Coreia do Sul, Passado e Presente. [s.l.]:
길잡이미디어, 2013.
IM, YUN JUNG. Na onda da HALLYU:o fenômeno mundial e seus reflexos no Brasil e
Portugal.
[s.l.]: Digitaliza Conteudo, 2022.
DEWET, Babi; IMENES, Érica; PAIK, Sol. K-Pop - Além da sobrevivência: Tudo o que
você ainda precisa saber sobre a cultura pop coreana. [s.l.: s.n.], 2019.
5
Onda Coreana? Entenda o que é Hallyu e o seu impacto no entretenimento -
NerdBunker. Jovem Nerd. Disponível em:
<https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/onda-coreana-halluy-o-que-e/>. Acesso em: 25 Oct.
2023.
LUCIO, Amanda. Fãs de k-pop movimentam as buscas por produtos da cultura
sul-coreana no e-commerce. E-Commerce Brasil - Artigos e Dicas sobre comércio
eletrônico. Disponível em:
<https://www.ecommercebrasil.com.br/noticias/fas-de-k-pop-movimentam-as-buscas-por-pro
dutos-dacultura-sul-coreana-no-e-commerce>. Acesso em: 25 Oct. 2023.
K-pop é o aspecto cultural que mais representa a Coreia do Sul no Brasil. Extra Online.
Disponível em:
<https://extra.globo.com/tv-e-lazer/k-pop/k-pop-o-aspecto-cultural-que-mais-representa-corei
a-do-sulno-brasil-25628764.html>. Acesso em: 25 Oct. 2023.
QUEIROGA, Louise. Na onda do K-pop: como a Hallyu fez do Brasil o terceiro maior
consumidor de
K-dramas na pandemia. O Globo, Disponível em:
<https://oglobo.globo.com/cultura/na-onda-do-pop-como-hallyu-fez-do-brasil-terceiro-maior-
consumi dor-de-dramas-na-pandemia-25098742>. Acesso em: 25 Oct. 2023.
FERREIRA, Gabriela. Linha do tempo: a história do k-pop até dominar o mundo.
Tangerina. Disponível em: <https://tangerina.uol.com.br/musica/k-pop-linha-do-tempo/>.
Acesso em: 25 Oct. 2023.
DURVAL, Nathalia Lima; MARTINS, Pedro. Por que doramas e k-dramas, as novelas
conservadoras da Ásia, viraram febre no Brasil. Folha de S.Paulo. Disponível em:
6
<https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2022/07/por-que-doramas-e-k-dramas-as-novelas-c
onservad oras-da-asia-viraram-febre-no-brasil.shtml>. Acesso em: 25 Oct. 2023.
Soft power e a Hallyu: Pesquisadora da UFF aborda a expansão da influência
sul-coreana através do entretenimento. Universidade Federal Fluminense. Disponível em:
<https://www.uff.br/?q=noticias/14-02-2023/soft-power-e-hallyu-pesquisadora-da-uff-aborda-
expansa o-da-influencia-sul>. Acesso em: 25 Oct. 2023.
7
K O R E A N
M A G A Z I N E B R
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H A L L Y U N O B R A S I L : O
C R E S C I M E N T O D A
C U L T U R A S U L - C O R E A N A
Foto 1: Mapa Coreia do Sul.
Créditos: Canva
Stefani de Cássia Couto Fonseca
RGM: 28748239
índ
ice
03 INTRODUÇÃO
04 A Emergência da Onda
Hallyu no Mundo
Origem da cultura suL- coreana
O conceito de Hallyu
Hallyu no Brasil: Chegada,
Ascensão e Expansão
07 A popularidade das
séries sul-coreanas no
Brasil
11 K-pop: Música e
Fandom
A Ascensão do K-pop no Brasil
O Preconceito contra os fãs de
K-pop no Brasil
15 Impactos da Cultura
Sul-coreana no Brasil:
Uma Análise Crítica
17 Conclusão
K M B R | P Á G I N A 2
Foto 2: Canva
Nos últimos anos, o Brasil tem sido palco de uma fascinante onda cultural originária da
Coreia do Sul, denominada "Hallyu". Essa influência sul-coreana tem se manifestado em
diversas frentes, desde a música com o K-pop até as produções televisivas através dos K-
dramas. Tal fenômeno não é mero acaso, mas o resultado de uma combinação de fatores
que vão desde a estratégia de soft power do governo sul-coreano até a identificação e
atração que o público brasileiro sente por essas manifestações culturais
Essa crescente popularidade levanta questionamentos pertinentes sobre a razão de tal
encanto e sobre os impactos dessa cultura na vida dos brasileiros. A proposta deste
trabalho é mergulhar no universo da Hallyu no Brasil, desvendando as raízes dessa
influência e elucidando as razões pelas quais a cultura sul-coreana tem conquistado
corações e mentes em terras tupiniquins.
Ao longo desta investigação, buscamos não apenas traçar um panorama da presença sul-
coreana no Brasil, mas também entender as nuances e particularidades dessa relação
intercultural.
K M B R | P Á G I N A 3
KOREAN MAGAZINE BR 2023
A EMERGÊNCIA
DA ONDA HALLYU
NO MUNDO 
ORIGEM DA CULTURA SUL-
COREANA
Em meio aos ecos de milênios de
história, a cultura sul-coreana se destaca
por uma tapeçaria rica e diversificada,
tecida através de interações contínuas. O
ponto de partida? Gojoseon, o berço do
país, estabelecido em 2333 a.C. pelo
pioneiro Dangun, um marco
fundamental na moldura da identidade
nacional.
As batidas rítmicas do xamanismo, a fé
primordial da Coreia, ainda ressoam nos
festivais e rituais contemporâneos. É
quase palpável a presença dos reinos
ancestrais - Goguryeo, Baekje e Silla -
cada um deixando sua marca indelével
na paisagem cultural da nação.
E enquanto o Budismo, um presente de
Silla, permeou as esferas da arte,
arquitetura e espiritualidade coreanas, a
nação não foi uma mera sombra de suas
vizinhas. Sim, a Coreia acolheu o
confucionismo da China, mas também
brilhou com sua própria luz,
exemplificado pelo Hangul, um sistema
de escrita inovador introduzido no
século XV.
Mas a trilha não foi sem obstáculos.
Invasões, adversidades e até a sombria
ocupação japonesa no século XX
tentaram abalar sua fundação. No
entanto, esses desafios apenas
cimentaram a resiliência e o fervor
patriótico do povo coreano. E, embora
uma fissura política possa separar o
Norte do Sul hoje, as raízes culturais
permanecem inabaláveis, testemunhando
a unidade indomável do espírito
coreano.
Foto 3: Rachel Luna
Foto 4: Coreia do Sul.
Créditos: Canva
K M B R | P Á G I N A 4
The 1st Journal
By Estelle Darcy
24 September, 2014
O mundo se curva ao ritmo da Hallyu. Esta não
é apenas a tradução literal para "Onda
Coreana", mas uma manifestação da crescente
influência da cultura sul-coreana que tem
inundado o cenário global desde os anos 90.
Atingindo até mesmo terras brasileiras, a Coreia
do Sul se estabelece como um colosso cultural,
com impactos econômicos e sociais
imensuráveis.
A Hallyu não foi mera coincidência. Originou-se
a partir dos dramas televisivos coreanos que
capturaram corações em toda a Ásia. Estes
dramas, como "Winter Sonata" e "Jewel in the
Palace", serviram de ponte para a globalização
da cultura coreana, desencadeando uma
avalanche de interesse que poucos poderiam
prever.
Mas o que levou a Coreia a investir tão
pesadamente na exportação de sua cultura? A
resposta remonta a 1993, quando "Jurassic
Park" bateu recordes de bilheteria, superando
até mesmo os lucros da Hyundai, uma das
gigantes automobilísticas do país. Foi um
momento 'eureca' para o então governo de Kim
Young-sam, que reconheceu o poder do
entretenimento.
Revigorando o Ministério da Cultura, o país
casou tradições seculares com inovações globais.
Surgiram assim titãs da cultura pop como o k-
pop, o cinema de vanguarda e os populares
webtoons.
O salto não se restringiu à cultura popular. A
aclamada produção "Parasita" e a série global
"Round 6" servem como testemunhos do vigor
criativo sul-coreano. De fato, essa influência é
tão marcante que o estudo do idioma coreano
cresceu em impressionantes 40% entre 2018 e
2020.
Mas a rica história cultural da Coreia não
começou com a Hallyu. Esta nação, com uma
herança que data de séculos, já enfrentou
adversidades, incluindo a tentativa de supressão
cultural durante a ocupação japonesa. Alguns
argumentam que as gisaeng, artistas femininas
da era Joseon, foram as precursoras deste legado
cultural.
Hoje, a Hallyu representa a tenacidade e
adaptabilidade da Coreia. É um lembrete de que
a cultura, quando compartilhada, torna-se uma
força capaz de transformar e conectar. E o
mundo, sem dúvida, está ouvindo.
O CONCEITO DE HALLYU
KOREAN MAGAZINE BR 2023
Foto 5: Hallyu
Créditos: Google Imagens
K M B R | P Á G I N A 5
Dos becos de Seul aos palcos do mundo, o fenômeno televisivo
da Coreia do Sul, conhecido como K-drama, conquistou
audiências globais. Estes dramas, consagrados por suas
narrativas cativantes, personagens densos e produção
impecável, têm suas raízes mais profundasdo que a mera ficção.
Produções icônicas como “Boys Before Flowers”, “Goblin”, “O
Rei de Porcelana” e "Pousando no Amor" destacam-se no
cenário global, provando a capacidade sul-coreana de criar
histórias universais com toques culturais únicos.
Ao contrário da típica produção televisiva ocidental, que se
estende por múltiplas temporadas, o K-drama geralmente se
concentra em uma única temporada, variando de 12 a 24
episódios. No entanto, não se surpreende ao se deparar com
dramas históricos de fôlego ainda maior.
Essa onda não surgiu por acaso. A inspiração inicial veio das
novelas japonesas da década de 1950. Apesar da opressão do
regime militar sul-coreano da época, o K-drama fincou seu
espaço na mídia televisiva, moldando-se e adaptando-se ao
longo das décadas.
O marco inicial dessa trajetória foi após a devastadora Guerra
da Coreia, em 1956, quando a primeira estação televisiva foi
inaugurada na Coreia do Sul. Mas foi em 1962, com a
produção "Backstreet of Seoul" da Korean Broadcasting
System (KBS), que o termo K-drama foi criado. Vale ressaltar
que, neste início, os dramas refletiam a realidade política,
submetendo-se aos princípios do governo militar.
Hoje, esses dramas são mais do que entretenimento – são um
retrato da evolução cultural e social da Coreia do Sul, que
encontrou sua voz e a compartilhou com o mundo.
HALLYU NO BRASIL:
CHEGADA, ASCENSÃO
E EXPANSÃO
KOREAN MAGAZINE BR 2023
Foto 6: Goblin.
Créditos: Site Pxfuel
K M B R | P Á G I N A 6
A popularidade das séries sul-
coreanas no Brasil
Na corrida global pelo entretenimento, os K-
dramas, seriados originários da Coreia do Sul,
ganham destaque no cenário brasileiro.
Plataformas de streaming, como Netflix, Viki e
Kocowa, viram sua oferta dessas séries disparar
diante de um público ávido e crescente.
O fenômeno não se restringe apenas ao mundo
das telas. Ele se insere na Hallyu, a onda
cultural sul-coreana que domina o mundo.
Durante o período crítico da pandemia de
COVID-19, quando a necessidade por
distração se acentuou, muitos brasileiros se
refugiaram nos envolventes enredos dos K-
dramas, alavancando a demanda por esse tipo
de conteúdo.
Em números, o Brasil se posiciona com
destaque: é o terceiro maior consumidor de K-
dramas no mundo, ficando atrás apenas da
Malásia e da Tailândia. Esse dado
surpreendente provém de um estudo realizado
pela Fundação Coreana para Intercâmbio
Cultural Internacional, a pedido do Ministério
da Cultura, Esportes e Turismo da Coreia do
Sul. O levantamento, feito entre setembro e
novembro de 2020, abrangeu 18 países e ouviu
8,5 mil pessoas, com idades entre 15 e 59 anos,
em nações que vão da China ao Reino Unido,
passando por Estados Unidos, Brasil e até
Emirados Árabes Unidos.
Essa ascensão dos K-dramas no Brasil reforça
a crescente influência da cultura coreana e o
poder do entretenimento como agente de
conexão global.
KOREAN MAGAZINE BR 2023
Foto 7: Gráfico
Créditos: Agência O Globo
K M B R | P Á G I N A 7
As plataformas de streaming vêm
moldando o consumo de entretenimento
dos brasileiros. Uma prova disso é a
crescente onda dos doramas - séries
televisivas asiáticas. Um levantamento
recente do Viki, plataforma líder nesse
segmento, desvenda um retrato interessante
desse público: são majoritariamente jovens
mulheres, entre 13 e 18 anos, representando
77% dos usuários e 53% dentro dessa faixa
etária. A plataforma já registra mais de 1
milhão de acessos mensais apenas no Brasil.
“Artistas de K-pop, também conhecidos
como “idols”, não são distantes do cenário de
atuação quando se trata de K-dramas, e isso
definitivamente atrai o público brasileiro. Na
maioria das vezes, você verá vários cantores
estreando como ator, sempre trazendo sua
enorme fanbase com eles para aumentar os
números de audiência”, afirmou Edgard
Elizarraras, especialista em marketing
digital.
Os três pilares do sucesso? Comédia
romântica, séries protagonizadas por idols –
referindo-se às estrelas do K-pop – e tramas
de fantasia. E é essa tendência que direciona
o ranking. A Rakuten, conglomerado
detentor do Viki, listou as 10 séries mais
aclamadas pelo público brasileiro até julho
de 2021. O resultado? Sete produções sul-
coreanas e três chinesas dominando as
paradas.
Por trás desse fenômeno, alguns fatores
emergem como propulsores. O acesso à
internet, mais facilitado que nunca,
combinado com a emergência de
plataformas de streaming, democratizou a
disseminação de filmes e séries
internacionais. Entretanto, é impossível
desassociar essa ascensão da forte influência
do K-pop no Brasil, que funcionou como
porta de entrada para a rica cultura sul-
coreana.
KOREAN MAGAZINE BR 2023
Foto 8 e 9: Dados K-Dramas no Brasil
Créditos: 
K M B R | P Á G I N A 8
A prova concreta desse apetite cultural? A aposta
da RedeTV! ao transmitir "Descendentes do Sol",
dorama de 2016, atendendo a uma demanda
crescente por conteúdos coreanos. A mensagem é
clara: o Brasil abriu suas portas para a Ásia, e o
futuro do entretenimento promete ser ainda mais
diversificado.
Em uma manobra inovadora, a RedeTV! decidiu
apostar em k-dramas, inaugurando sua “Sessão
Dorama” durante as noites de segunda a sexta-
feira. Em pouco tempo, a hashtag
#DoramaNaRedeTV alçou voo, tornando-se um
dos tópicos mais debatidos no Twitter,
confirmando o apetite voraz dos brasileiros por
dramas coreanos.
O anúncio veio à tona durante o 16º Festival de
Cultura Coreana em São Paulo, um marco que
solidifica ainda mais a influência coreana em
território nacional.
A estreia registrou uma média de 0,2 ponto no
IBOPE, com picos de 0,3. Pode parecer modesto,
mas, considerando a volatilidade da audiência
televisiva e os recentes desafios da emissora, é um
sinal promissor. O boom virtual dos k-dramas
demonstra o poder dessa onda. O cerne agora é
transformar esse entusiasmo em números
estáveis.
Plataformas como Kocowa e Viki têm sido
testemunhas do fenômeno. A Kocowa, por
exemplo, revela que 85% de seu público global
são mulheres, e impressionantes 90% não são de
origem coreana. Outra estatística surpreendente?
70% não são asiáticos e a maioria (86%) está
abaixo dos 44 anos.
KOREAN MAGAZINE BR 2023
Fotos 10, 11 e 12: Logos das principais plataformas de k-
dramas no Brasil
Créditos: Viki, Netflix e Kocowa
K M B R | P Á G I N A 9
No Brasil, os fãs estão dispostos a pagar:
cerca de 4,5 milhões deles
desembolsam entre R$ 25 e R$ 50 para
mergulhar no universo dos k-dramas.
Com uma base de usuários de 2,2
milhões, a Kocowa revelou que 26% de
suas inscrições vêm do Brasil, país onde
a plataforma estreou em 2019. São Paulo
lidera o consumo, seguida por cidades
como Rio, Fortaleza e Brasília. E as
visualizações brasileiras? Em um ano,
cresceram 53%.
Se ainda havia alguma dúvida, a Netflix
dissipou: entre 2019 e 2022, a demanda por
k-dramas sextuplicou globalmente. E,
somente na primeira metade de 2023, 16
séries coreanas figuraram entre as dez mais
vistas no Brasil.
A popularidade das séries sul-coreanas – K-
dramas – tem crescido notoriamente no
Brasil. Especialistas apontam que esse
fenômeno é impulsionado pela habilidade
destas produções em abordar temas
universais: amor, relacionamentos, conexões
familiares e a capacidade de superação. Tais
temas encontram profunda ressonância no
público brasileiro.
Mais do que simples entretenimento, os K-
dramas proporcionam aos telespectadores
brasileiros uma imersão em uma cultura
diferente. E essa diversidade cultural parece
ser um chamariz. Serviços de streaming,
como a Netflix, evidenciam esse sucesso,
destacando-se títulos como "Sorriso Real" e
"Round 6" entre os mais vistos no país.
O impacto dos K-dramas no Brasil
ultrapassa a esfera do consumo.
Recentemente, a série “Além do Guarda-
Roupa” marcou história, sendo o primeiro
dorama gravado em solo brasileiro com a
colaboração de elenco sul-coreano e
brasileiro. Isso reforça a ideia de que o
apreço pelos doramas transcende modismos,
estabelecendo-se como um fenômeno
cultural duradouro no país.
KOREAN MAGAZINE BR 2023
Foto 13: K-drama “Pousando no Amor”
Créditos:TVN
K M B R | P Á G I N A 1 0
K-POP: MÚSICA E
FANDOM
Em 1992, a Coreia do Sul testemunhou um
divisor de águas em sua cultura musical quando
o grupo de hip-hop Seo Taiji & Boys se
apresentou na TV. Sua popularidade
astronômica até 1996 impulsionou uma revisão
da paisagem cultural pelo governo sul-coreano.
Em resposta, a música pop sul-coreana
transformou-se rapidamente em uma
mercadoria valiosa, com novas leis de incentivo
desencadeando investimentos robustos no setor.
A onda do K-pop, que dominou o leste asiático
nos anos 1990, teve como principais
protagonistas três gigantes da indústria: SM
Entertainment, YG Entertainment e JYP
Entertainment. Mas foi a virada do milênio,
marcada pelo advento das redes sociais e
plataformas de streaming, que posicionou o K-
pop no mapa global. PSY, com "Gangnam
Style", pavimentou o caminho para o
reconhecimento mundial. Desde então, nomes
como BTS, EXO, NCT, ATEEZ, Stray Kids,
Seventeen, Twice e BLACKPINK, aliando
talento, produções sofisticadas e presença
online marcante, romperam fronteiras,
conquistando fãs desde as Américas até a
Europa e África.
A indústria do K-pop enfrenta contínuas
críticas quanto à pressão imposta aos ídolos,
expectativas irreais e invasão de privacidade. O
rigoroso sistema de treinamento, pilar do
sucesso do setor, tem sido apontado por vezes
como desumano. Contudo, o cenário se
transforma: o K-pop abraça a diversidade,
incorporando artistas de várias etnias. As
agências redirecionam seus esforços para a
saúde mental e o bem-estar dos artistas. Além
disso, a musicalidade se expande, com
experimentações em diversos gêneros e
sonoridades.
KOREAN MAGAZINE BR 2023
Fotos 14, 15 e 16: grupos de K-pop EXO, BTS e BLACKPINK
Créditos: SM, HYBE, YG.
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A ASCENSÃO DO K-POP
NO BRASIL
Desde 2009, o Brasil se rendeu à onda do K-
pop, com a difusão da cultura pop coreana
na web. Pioneiros como Super Junior, Girls’
Generation e Big Bang capturaram a atenção
dos brasileiros. Em apenas um ano, o
consumo deste gênero musical saltou 47%,
posicionando o país como o quinto maior
ouvinte de K-pop no Spotify. E o impacto
vai além das paradas de sucesso: a moda, a
dança e até a culinária nacional foram
tocadas por esta febre. Não é raro encontrar
fãs brasileiros adotando desde o vestuário,
passando por coreografias, até degustando
pratos coreanos, um testemunho da extensiva
influência dos ídolos k-pop no território
brasileiro.
E a paixão não para por aí. A comunidade k-
pop no Brasil fervilha. Com a organização de
eventos, competições de dança e maratonas
para ver shows e dramas juntos, os fãs se
mostram tão ativos quanto engajados em
ações online, como streamings e votações em
premiações.
KOREAN MAGAZINE BR 2023
É importante valorizar a figura dos
fãs quando se fala na difusão da
onda coreana, porque são eles que
vão sempre atrás demais e também
compartilham com suas redes de
amigos. Eles são a maior voz ativa
que a gente tem em relação à
propagação da cultura coreana.
Gabi Guimel via Correio Braziliense
Fotos 17 e 18: gráficos
Créditos: Stefani Couto
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O Brasil aparece como o quinto maior consumidor de K-Pop no Spotify globalmente. Só
entre janeiro e agosto de 2022, a playlist "K-pop ON" cresceu 36%, com 11 milhões desses
streams vindo diretamente do Brasil, representando 2,6% do total mundial.
E o Spotify não é o único reflexo dessa onda. Em 2021, o país figurou em oitavo no ranking
global do Twitter de menções e diálogos sobre K-Pop.
Voltando a 2019, até o dia 11 de outubro, astros do K-Pop como BTS e BLACKPINK já
acumulavam mais de 19,653 milhões de streams só no território brasileiro. Se comparado
com os anos anteriores, essa marca aponta um salto impressionante de 484,9%, confirmando
o boom do K-Pop por aqui.
Economicamente, esse fenômeno tem duas faces. De um lado, fortalece o mercado de música
digital no Brasil, beneficiando plataformas e lojas de música. Por outro, há um possível
declínio no consumo de músicas locais, impactando diretamente artistas brasileiros e a
diversidade cultural na música.
Mas o K-Pop também tem impulsionado outros setores: o aumento da demanda por
mercadorias de bandas, vestuário e produtos de beleza atrelados ao gênero abriu novos
caminhos de negócios e empregos, especialmente em áreas de varejo e produção.
No entanto, um alerta: embora o K-Pop esteja enriquecendo a indústria musical sul-coreana,
o mesmo não ocorre com a indústria brasileira. A maior parte dos lucros desse movimento
flui para as grandes empresas de entretenimento na Coreia do Sul.
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Fotos 19 e 20: gráficos
Créditos: Stefani Couto
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O Preconceito contra os fãs de K-pop no Brasil
A ascensão do K-pop no Brasil,
impulsionada pela globalização e
plataformas digitais, tem um preço: o
estigma. A barreira linguística e as
diferenças culturais do ritmo sul-coreano
têm desencadeado preconceitos. O
resultado? Uma legião de jovens, muitas
vezes vistos como "alienados", sendo
apontados como traidores da cultura
brasileira. Há ainda um debate acerca da
estética do K-pop, que desafia convenções
ocidentais de gênero, colocando em xeque a
masculinidade de artistas e fãs.
Dados coletados pelo site Uva Dados em
2022 mostram que a resistência vai além da
simples paixão pela música: 89,1% dos
entrevistados foram vítimas de preconceito
devido ao seu apreço pelo ritmo sul-coreano.
As cifras revelam que a animosidade pode
estar enraizada em implicações culturais e
raciais.
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Foto 21: NCT 127 no Brasil
Créditos: NCT 127
Fotos 22 e 23: Rede Social X
Créditos: Rede Social X
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E onde está o cerne dessa resistência? Em
grande parte, nos estereótipos que envolvem
artistas asiáticos. O consumo musical global
historicamente se inclinou para artistas norte-
americanos e europeus. Diante desse cenário,
artistas asiáticos que ganham destaque global
encontram resistência: 76,4% dos amantes do
K-pop se sentiram rejeitados em seus grupos
sociais por conta de sua preferência musical.
Mas, ao contrário do que muitos podem
pensar, o K-pop não é só "coisa de
adolescente". A mesma pesquisa destaca que
85% dos fãs têm entre 18 e 24 anos. Mesmo
assim, comentários como “você não é muito
velho para gostar disso?” ou “isso é música de
criança” ainda ecoam, ilustrando preconceitos
ainda mais profundos sobre o gênero.
O K-pop e os K-dramas têm conquistado
rapidamente espaço no Brasil e em outros
países, gerando debates sobre homogeneização
cultural e idealização da Coreia do Sul. O
processo de homogeneização se manifesta
quando culturas locais incorporam
características de uma cultura dominante,
muitas vezes perdendo sua essência.
No mundo do K-pop, a preocupação surge
com a estética uniforme adotada pelos ídolos,
que nem sempre reflete a diversidade real da
população. Esse padrão estético tem o
potencial de influenciar visões de beleza
globalmente, restringindo a aceitação da
diversidade. Mesmo com o K-pop sendo
diverso em gêneros, sua grande popularidade
pode eclipsar estilos musicais locais.
Impactos da Cultura Sul-
coreana no Brasil: Uma Análise
Crítica
KOREAN MAGAZINE BR 2023
Fotos 24 e 25: Lisa / J-Hope
Créditos: Billboard / Google Imagens
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Este intenso fascínio tem suas
consequências. Pode causar isolamento
cultural, obscurecendo a riqueza de
outras culturas. No Brasil, país
reconhecido por sua diversidade, é vital
manter o equilíbrio no consumo cultural.
O K-pop, especialmente, tem impacto
visível na juventude brasileira, mas a
idolatria pode levar a pressões estéticas e
comportamentais desalinhadas com a
realidade local, afetando a saúde mental
dos jovens.
Há também o risco de perda da
identidade cultural brasileira e o
fortalecimento de estereótipos. Com o
destaque do Hallyu, sul-coreanos e seus
descendentes no Brasil podem enfrentar
preconceitos.
Enquanto o fenômeno Hallyu enriquece
culturalmente o Brasil, também traz
desafios. É vital uma reflexão crítica paraque essa influência se consolide de
forma integrada e respeitosa.
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Foto 27: Banner do K-Festival.
Créditos: K-Festival
Foto 26: Banner do K-Festival.
Créditos: K-Festival
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Conclusão
A onda Hallyu no Brasil não é apenas uma
tendência passageira. Demonstrando a
capacidade da arte de atravessar fronteiras, a
cultura sul-coreana, com seu K-pop cativante
e K-dramas envolventes, encontrou um lugar
no coração dos brasileiros. E não se trata
apenas de música e drama; é um vínculo
emocional e cultural que conecta dois países
distantes.
Várias engrenagens movimentaram esse
fenômeno aqui. Estratégias de marketing
afiadas, a expansão da globalização e a
facilidade de acesso à informação foram
essenciais. Porém, o que realmente selou o
acordo foi a identificação da juventude
brasileira com a essência sul-coreana – uma
combinação de emoção, estética e temática.
E há uma dimensão econômica. A onda
coreana abriu portas para novos mercados,
desde o turismo até o comércio, estreitando os
laços econômicos e alimentando intercâmbios
culturais. E essa troca não é unilateral; a
Coreia do Sul também teve um gostinho da
vasta cultura brasileira, mostrando que a
admiração é mútua.
Olhando pelo prisma sociológico, o Hallyu no
Brasil é uma representação de uma geração
que anseia por conexões globais, mas ainda
preza por suas origens. A forma como os
brasileiros adotaram e moldaram a cultura
sul-coreana fala muito sobre a adaptabilidade
das identidades culturais hoje.
Para encerrar, o Hallyu no Brasil vai além do
entretenimento. Ele conecta, ensina e inspira.
Este fenômeno ilustra o poder da cultura e a
riqueza das interações interculturais na nossa
era.
Foto 28: Luzes da Coreia.
Créditos: KCC Brazil
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Foto 29: Bom Retiro
Créditos: Folha

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