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Livro Eletrônico
Aula 00
Conhecimentos Básicos de Pedagogia p/ Prefeituras (Professor)
Professor: Fabiana Firmino, Fernanda Lima
Conhecimentos Básicos para Pedagogia 
para Prefeitura (professor) 
Profas Fernanda e Fabiana 
Aula 00 
 
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AULA 00: TEORIA PEDAGÓGICA: LDB (Lei 9394/96). Diretrizes 
Curriculares Nacionais para Educação Étnico-Raciais. Diretrizes 
Curriculares para a Educação Ambiental. Planos Nacionais de 
Educação de 2014 a 2024. Emenda Constitucional n 53/2006 
FUNDEB. Gestão da Educação: Constituição Federal de 1988. 
Sociedade e Estado no contexto da Educação. Educação e 
Diversidade. 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO 
 
Olá! Sejam tod@s muito bem vind@s! 
 
É com grande satisfação que damos início ao nosso curso de 
Conhecimentos Básicos para Pedagogia para Prefeitura 
(professor) 
SUMÁRIO PÁGINA 
1.APRESENTAÇÃ0 01 
2. LDB 09 
3. Diretrizes Curriculares Nacionais para a 
Educação Ambiental 
95 
4. Diretrizes Curriculares Nacionais para a 
Educação Étnico-Raciais 
117 
5.Plano Nacional de Educação 122 
6. FUNDEB 140 
7. Constituição Federal de 1988 188 
8. Educação e Diversidade 203 
9 Questões 212 
10. Gabarito 281 
11. Referências Bibliográficas 283 
Conhecimentos Básicos para Pedagogia 
para Prefeitura (professor) 
Profas Fernanda e Fabiana 
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Os conteúdos deste curso foram escolhidos, a partir de um estudo 
sobre os principais editais de prefeituras, para o cargo de 
professor. Ele é destinado aqueles alunos que estão iniciando seus 
estudos, visando exercer o cargo de professor de seu município. 
 
Mas estamos aqui para que você possa estudar com antecedência, 
visando aprovação para quando o edital for aprovado. 
 
Temos uma brincadeira entre os alunos. A proposta é a seguinte: 
aluno aprovado paga uma rodada de pão de queijo. Não quero 
carros, não quero bolsa, não quero joias. Apenas pão de queijo 
com café. Quem se habilita a ser aprovado para pagar uma rodada 
de pão de queijo1 pra professora? 
 
Pois bem, antes de iniciarmos a aula, queremos fazer algumas 
observações: 
 
 
Aqui faço um parêntese: nosso EaD foi completamente reformulado 
para que, apenas alunos que se comprometem com a estrutura dele, 
passem nos concursos. O que isso quer dizer? Todo nosso material está 
pensado naquele aluno que efetuou a matrícula, pensando em ter um 
contato direto com o professor, não deixando nada de dúvida para trás. 
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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Conhecimentos Básicos para Pedagogia 
para Prefeitura (professor) 
Profas Fernanda e Fabiana 
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Aluno que sabe investir em sua aprovação e não aceita qualquer 
material. 
 
- Nosso trabalho, hoje, inclui: 
- Respostas do fórum; 
- Respostas de dúvidas em áudio (trazendo maior proximidade 
na relação professor/aluno); 
- Instruções sobre forma de estudar, via e-mail (apenas para 
alunos matriculados). 
 
Com estes recursos, tivemos um aumento de alunos aprovados, 
em todo o Brasil. Alunos que hoje colhem os louros de sua 
dedicação. Para se ter uma ideia, nos últimos concursos 
ministrados por nós, tivemos os primeiros lugares em: 
- IFRO; 
- IFMA; 
- Ministério da Fazenda; 
- Secretaria de Educação do DF (diversas áreas); 
- Prefeitura da Cidade Ocidental (diversas áreas); 
- FUB; 
- TJRO; 
- ENAP; 
- MPOG 
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- UEG; 
- Secretaria de Educação de Minas Gerais (diversas áreas); 
- TJGO; 
- IFB; 
- IFRN; 
- Professor e Orientador de Valparaiso; 
- MPU; 
- Consultor da Câmara; 
- IFPI, dentre outros. 
 
Acessem a página do Estratégia Concursos e leia os depoimentos de 
diversos alunos nossos, aprovados nos concursos. 
http://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/depoimentos/ 
Antes de continuar com nosso bate papo, pedimos licença para 
nos apresentarmos: 
- Fernanda Lima: pedagoga, formada pela UnB, especialista. Tenho 
experiência em concursos voltados à educação, sendo aprovada em 
alguns da área como: Ministério da Justiça (pedagoga, 5o lugar), SEDF 
(professora e orientadora), prefeitura de Santo Antônio (orientadora), 
CODEVASF (pedagoga). Também fui aprovada no BRB, trabalhando lá por 
sete anos e atualmente sou concursada da Caixa, atuando junto aos 
programas sociais. Sou mãe coruja {O,O}, esposa, filha, amiga, irmã. 
Gosto de ver o sorriso no rosto de meus alunos e amo ser professora. É 
um grande prazer estar com vocês, contribuindo para vossa aprovação. ☺ 
 
- Fabiana Firmino: sou pedagoga, formada pela UnB, com vasta 
experiência na área educacional, tanto na parte de coordenação, quanto 
na docência. Executora pedagógica da SEDF e professora de cursos 
presenciais e virtuais. É uma grande alegria poder compartilhar de um 
momento tão importante na vida de vocês! Vamos juntos rumo ao serviço 
público! :) 
 
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DINÂMICA DO CURSO 
 
Nossas aulas, terão um enfoque totalmente voltado ao que é 
cobrado em provas de concursos. Porém, nunca deixaremos de fazer 
o paralelo com as nossas práticas diárias, pois tenho convicção de que 
assim, assimilaremos o conteúdo de forma leve e natural. 
 
Ao final de cada aula, faremos juntos, a resolução de questões já 
usadas em concursos anteriores para que, ainda juntos, possamos 
celebrar nossa vitória no dia da prova. 
 
SIM! A vitória de cada um será um tanto a minha também. Eu torço, 
vibro, mando as melhores energias e o melhor conteúdo para vocês. 
 
Farei bom uso da experiência que obtive em bancas de concursos 
distintas, para nosso benefício. Sendo assim, farei um mix de questões. A 
ideia é que a preparação para o seu cargo ocorra independente de quem 
seja o responsável pela sua prova. 
 
Peço-lhe, que mantenha o FOCO pois não conheço uma só pessoa 
que persistiu no seu objetivo e não o alcançou. Já os que ficam no meio 
do caminho, podem se perder. E esse não poderá ser o seu caso. 
 
Sei que muitos de vocês têm uma jornada pesada e querem conciliar 
com os estudos a fim de atingir um objetivo: que é o de passar em 
concurso. 
 
O que posso dizer é que meu objetivo é ajudá-los a ''tirar de letra'' o 
conteúdo estudando de uma maneira agradável, honesta e descontraída. 
 
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Ah! Temos páginas no facebook para comunicarmos com os alunos do 
Estratégia: 
 
Quem quiser nos acompanhar e ficar por dentro do mundo dos 
concursos de educação, nos encontre em: 
https://www.facebook.com/ProfessoraFabianaFirmino/?fref=ts 
 
https://www.facebook.com/Proffernandaestrategia/ 
 
https://www.facebook.com/FernandaLimaConhecimentosPedagogicosPara
Concursos/ 
 
 
Um grande abraço. :) 
 
Fernanda Lima & Fabiana Firmino. 
 
 
 
Gostaríamos de fazer um pedido: a prática de rateio é crime! Não 
incentive pessoas de má-fé a reproduzir nosso material sem nossaautorização. Isso, além de atrapalhar nosso trabalho, desvaloriza nossa 
classe: a de pedagogos. 
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Além do mais, quem adquire o conteúdo por meio de rateio não pode 
acessar ao fórum o que fará com que tenha uma perda significativa de 
rendimento durante o curso, pois é lá que ocorrem os debates, as trocas 
de informações e as resoluções de dúvidas. Não utilizaremos outros 
canais para debater a não ser o fórum, que é o canal oficial para nossos 
debates. 
 
Ou seja: não nos responsabilizamos pelo rendimento de quem não 
participa do fórum, pois ele faz parte da metodologia do Estratégia 
Concursos e foi formulada para garantir um curso de qualidade. 
 
Contamos com a corrente de ética, honestidade e moral que devemos ter. 
Afinal, é com a educação que pretendemos mudar o status quo desse 
Brasil que tem tantas mazelas. 
 
Preparados para a luta? 
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FOCA NOS ESTUDOS 
 
 
 
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A LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a Lei 9394/96, 
também é conhecida como Lei Darcy Ribeiro. 
É a mais importante lei do sistema educacional, pois traz as diretrizes 
gerais da educação brasileira, seja ela pública ou privada. 
Conhecer a fundo a LDB não é só condição sine qua non para 
quem deseja trabalhar na área de educação, como é fundamental 
àqueles que anseiam serem aprovados em concursos da área 
pedagógica/educacional. 
Sendo assim, a seguir vocês terão a lei, na íntegra, distribuída em 
quadros, com comentários do lado de fora, para que você possa 
compreender o que o texto da lei diz. 
Todos os artigos requerem leitura, entretanto, os artigos importantes 
vêm com destaques em negrito. Quando passar por eles, faça uma 
leitura mais atenta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Momento merchandising ☺ 
 
 
 
Sabia que nós temos um livro sobre a LDB? 
http://www.freitasbastos.com.br/produto/ldb-esquematizada-e-
comentada-para-concursos-19439 
 
Pronto!!! Podemos continuar a aula! 
 
 
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Considerações importantes – LDB – Lei 9394/96: 
Lei Nacional para as instituições públicas e privadas de ensino, 
disciplinando apenas a educação escolar. 
Da Educação 
Art. 1º A educação abrange os processos formativos que se 
desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas 
instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações 
da sociedade civil e nas manifestações culturais. 
§ 1º Esta Lei disciplina a educação escolar, que se desenvolve, 
predominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias. 
§ 2º A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à 
prática social. 
COMENTÁRIOS: 
Percebam que a educação ocorre de forma ampla, enquanto a 
educação escolar se dá em ambiente específico. 
 
Dos Princípios e Fins da Educação Nacional 
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Art. 2º A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos 
princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por 
finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o 
exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. 
 
COMENTÁRIOS: 
É o conjunto de finalidades que permeiam a educação que, por sua 
vez, é dever da família, mas não pode fazer sozinha, tendo então, a 
contribuição do Estado, para que juntos, prezem pelos princípios que 
visarão o pleno desenvolvimento do educando e sua qualificação 
para o trabalho. 
 
Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: 
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na 
escola; 
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o 
pensamento, a arte e o saber; 
III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; 
IV - respeito à liberdade e apreço à tolerância; 
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V - coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; 
VI - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; 
VII - valorização do profissional da educação escolar; 
VIII - gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e 
da legislação dos sistemas de ensino; 
IX - garantia de padrão de qualidade; 
X - valorização da experiência extraescolar; 
XI - vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as 
práticas sociais. 
XII - consideração com a diversidade étnico-racial. (Incluído pela Lei 
nº 12.796, de 2013) 
COMENTÁRIOS: 
Estes princípios que vocês acabam de ler, estão em consonância com a 
nossa Constituição Federal e seu artigo 206 e visam oferecer o ensino 
com condições de qualidade. 
 
TÍTULO III 
Do Direito à Educação e do Dever de Educar 
Art. 4º O dever do Estado com educação escolar pública será 
efetivado mediante a garantia de: 
I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 
(dezessete) anos de idade, organizada da seguinte forma: (Redação dada 
pela Lei nº 12.796, de 2013) 
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a) pré-escola; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) 
b) ensino fundamental; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) 
c) ensino médio; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) 
II - educação infantil gratuita às crianças de até 5 (cinco) anos 
de idade; (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
III - atendimento educacional especializado gratuito aos 
educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e 
altas habilidades ou superdotação, transversal a todos os níveis, etapas e 
modalidades, preferencialmente na rede regular de ensino; (Redação 
dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
IV - acesso público e gratuito aos ensinos fundamental e médio 
para todos os que não os concluíram na idade própria; (Redação 
dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da 
criação artística, segundo a capacidade de cada um; 
VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do 
educando; 
VII - oferta de educação escolar regular para jovens e adultos, com 
características e modalidades adequadas às suas necessidades e 
disponibilidades, garantindo-se aos que forem trabalhadores as condições 
de acesso e permanência na escola; 
VIII - atendimento ao educando, em todas as etapas da educação 
básica, por meio de programas suplementares de material didático-
escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde; (Redação dadapela Lei nº 12.796, de 2013) 
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IX - padrões mínimos de qualidade de ensino, definidos como a 
variedade e quantidade mínimas, por aluno, de insumos indispensáveis ao 
desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem. 
X – vaga na escola pública de educação infantil ou de ensino 
fundamental mais próxima de sua residência a toda criança a partir do dia 
em que completar 4 (quatro) anos de idade. (Incluído pela Lei nº 11.700, 
de 2008). 
COMENTÁRIOS: 
Atualmente, da educação básica vai dos 04 aos 17 anos, sendo 
obrigatória e gratuita nos estabelecimentos públicos oficiais de ensino. 
Atenção ao que diz respeito à vaga perto da residência: especialmente 
para a educação infantil ou de ensino fundamental. A Lei não inclui a 
regra para o Ensino Médio. 
 
Art. 5o O acesso à educação básica obrigatória é direito público 
subjetivo, podendo qualquer cidadão, grupo de cidadãos, associação 
comunitária, organização sindical, entidade de classe ou outra legalmente 
constituída e, ainda, o Ministério Público, acionar o poder público para 
exigi-lo. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
§ 1o O poder público, na esfera de sua competência federativa, 
deverá: (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
I - recensear anualmente as crianças e adolescentes em idade 
escolar, bem como os jovens e adultos que não concluíram a educação 
básica; (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
II - fazer-lhes a chamada pública; 
III - zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela frequência à escola. 
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§ 2º Em todas as esferas administrativas, o Poder Público assegurará 
em primeiro lugar o acesso ao ensino obrigatório, nos termos deste 
artigo, contemplando em seguida os demais níveis e modalidades de 
ensino, conforme as prioridades constitucionais e legais. 
§ 3º Qualquer das partes mencionadas no caput deste artigo tem 
legitimidade para peticionar no Poder Judiciário, na hipótese do § 2º do 
art. 208 da Constituição Federal, sendo gratuita e de rito sumário a ação 
judicial correspondente. 
§ 4º Comprovada a negligência da autoridade competente para 
garantir o oferecimento do ensino obrigatório, poderá ela ser imputada 
por crime de responsabilidade. 
§ 5º Para garantir o cumprimento da obrigatoriedade de ensino, o 
Poder Público criará formas alternativas de acesso aos diferentes níveis de 
ensino, independentemente da escolarização anterior. 
COMENTÁRIOS: 
O acesso à educação básica é obrigatório é direito público subjetivo 
isto significa que: é direito irrenunciável de cada um, configurando o 
não cumprimento, portanto, razão para o mandado de injunção, 
isto é, caso o demandante da vaga não a encontre na rede pública, 
poderá impetrar recurso junto ao Poder Judiciário contra a 
autoridade responsável (Governador/Secretário Estadual ou 
Prefeito/Secretário Municipal de Educação). 
 
Art. 6o É dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula das 
crianças na educação básica a partir dos 4 (quatro) anos de 
idade. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
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COMENTÁRIOS: 
Atentem-se, que com a atualização da Lei, a obrigatoriedade passou 
ser a partir dos 04 anos de idade e não aos 06 como era antes. 
 
Da iniciativa privada 
Art. 7º O ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as seguintes 
condições: 
I - cumprimento das normas gerais da educação nacional e do 
respectivo sistema de ensino; 
II - autorização de funcionamento e avaliação de qualidade pelo 
Poder Público; 
III - capacidade de autofinanciamento, ressalvado o previsto no art. 
213 da Constituição Federal. 
COMENTÁRIOS: 
A liberdade de ensino à iniciativa privada deve atender as condições de 
cumprimento das normas que regem a educação e, para além disso, 
devem ter autorização de funcionamento, sendo avaliadas sua qualidade, 
sob pena de fechamento. Além disso, deve ter capacidade de se 
autofinanciarem. 
 
Da Organização da Educação Nacional 
Art. 8º A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
organizarão, em regime de colaboração, os respectivos sistemas de 
ensino. 
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§ 1º Caberá à União a coordenação da política nacional de educação, 
articulando os diferentes níveis e sistemas e exercendo função normativa, 
redistributiva e supletiva em relação às demais instâncias educacionais. 
§ 2º Os sistemas de ensino terão liberdade de organização nos 
termos desta Lei. 
COMENTÁRIOS: 
Quando o legislador fala em organização está preocupado em 
definir os elementos estruturadores da educação escolar, começando 
pelos sistemas e chegando às escolas. 
 
 
INCUBÊNCIAS DA UNIÃO 
Art. 9º A União incumbir-se-á de: (Regulamento) 
I - elaborar o Plano Nacional de Educação, em colaboração com os 
Estados, o Distrito Federal e os Municípios; 
II - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais 
do sistema federal de ensino e o dos Territórios; 
III - prestar assistência técnica e financeira aos Estados, ao Distrito 
Federal e aos Municípios para o desenvolvimento de seus sistemas de 
ensino e o atendimento prioritário à escolaridade obrigatória, exercendo 
sua função redistributiva e supletiva; 
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IV - estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e 
os Municípios, competências e diretrizes para a educação infantil, o ensino 
fundamental e o ensino médio, que nortearão os currículos e seus 
conteúdos mínimos, de modo a assegurar formação básica comum; 
IV-A - estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito 
Federal e os Municípios, diretrizes e procedimentos para identificação, 
cadastramento e atendimento, na educação básica e na educação 
superior, de alunos com altas habilidades ou superdotação; (Incluído 
pela Lei nº 13.234, de 2015) 
V - coletar, analisar e disseminar informações sobre a educação; 
 VI - assegurar processo nacional de avaliação do rendimento escolar 
no ensino fundamental, médio e superior, em colaboração com os 
sistemas de ensino, objetivando a definição de prioridades e a melhoria 
da qualidade do ensino; 
VII - baixar normas gerais sobre cursos de graduação e pós-
graduação; 
 VIII - assegurar processo nacional de avaliação das 
instituições de educação superior, com a cooperação dos sistemas 
que tiverem responsabilidade sobre este nível de ensino; 
IX - autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar, 
respectivamente, os cursos das instituições de educação superior 
e os estabelecimentos do seu sistema de ensino. (Vide Lei nº 
10.870, de 2004) 
§ 1º Na estrutura educacional, haverá um Conselho Nacional de 
Educação, com funções normativas e de supervisão e atividade 
permanente, criado por lei. 
Conhecimentos Básicos para Pedagogia 
para Prefeitura(professor) 
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§ 2° Para o cumprimento do disposto nos incisos V a IX, a União terá 
acesso a todos os dados e informações necessários de todos os 
estabelecimentos e órgãos educacionais. 
§ 3º As atribuições constantes do inciso IX poderão ser delegadas 
aos Estados e ao Distrito Federal, desde que mantenham instituições de 
educação superior. 
 
INCUBÊNCIAS DOS ESTADOS 
 Art. 10. Os Estados incumbir-se-ão de: 
I - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais 
dos seus sistemas de ensino; 
II - definir, com os Municípios, formas de colaboração na oferta do 
ensino fundamental, as quais devem assegurar a distribuição proporcional 
das responsabilidades, de acordo com a população a ser atendida e os 
recursos financeiros disponíveis em cada uma dessas esferas do Poder 
Público; 
III - elaborar e executar políticas e planos educacionais, em 
consonância com as diretrizes e planos nacionais de educação, integrando 
e coordenando as suas ações e as dos seus Municípios; 
IV - autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar, 
respectivamente, os cursos das instituições de educação superior e os 
estabelecimentos do seu sistema de ensino; 
V - baixar normas complementares para o seu sistema de ensino; 
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VI - assegurar o ensino fundamental e oferecer, com prioridade, o 
ensino médio a todos que o demandarem, respeitado o disposto no art. 
38 desta Lei; (Redação dada pela Lei nº 12.061, de 2009) 
VII - assumir o transporte escolar dos alunos da rede 
estadual. (Incluído pela Lei nº 10.709, de 31.7.2003) 
Parágrafo único. Ao Distrito Federal aplicar-se-ão as competências 
referentes aos Estados e aos Municípios. 
 
 
INCUMBÊNCIAS DOS MUNICÍPIOS 
Art. 11. Os Municípios incumbir-se-ão de: 
I - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais 
dos seus sistemas de ensino, integrando-os às políticas e planos 
educacionais da União e dos Estados; 
II - exercer ação redistributiva em relação às suas escolas; 
III - baixar normas complementares para o seu sistema de ensino; 
IV - autorizar, credenciar e supervisionar os estabelecimentos do seu 
sistema de ensino; 
V - oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas, e, com 
prioridade, o ensino fundamental, permitida a atuação em outros níveis 
de ensino somente quando estiverem atendidas plenamente as 
necessidades de sua área de competência e com recursos acima dos 
percentuais mínimos vinculados pela Constituição Federal à manutenção e 
desenvolvimento do ensino. 
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VI - assumir o transporte escolar dos alunos da rede 
municipal. (Incluído pela Lei nº 10.709, de 31.7.2003) 
Parágrafo único. Os Municípios poderão optar, ainda, por se integrar 
ao sistema estadual de ensino ou compor com ele um sistema único de 
educação básica. 
 
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INCUBÊNCIAS DOS ESTABELECIMENTOS DE ENSINO 
Art. 12. Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas 
comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de: 
I - elaborar e executar sua proposta pedagógica; 
II - administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financeiros; 
III - assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aula 
estabelecidas; 
IV - velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente; 
V - prover meios para a recuperação dos alunos de menor 
rendimento; 
VI - articular-se com as famílias e a comunidade, criando processos 
de integração da sociedade com a escola; 
VII - informar pai e mãe, conviventes ou não com seus filhos, e, se 
for o caso, os responsáveis legais, sobre a frequência e rendimento dos 
alunos, bem como sobre a execução da proposta pedagógica da 
escola; (Redação dada pela Lei nº 12.013, de 2009) 
VIII – notificar ao Conselho Tutelar do Município, ao juiz competente 
da Comarca e ao respectivo representante do Ministério Público a relação 
dos alunos que apresentem quantidade de faltas acima de cinquenta por 
cento do percentual permitido em lei.(Incluído pela Lei nº 10.287, de 
2001) 
 
INCUBÊNCIA DOS DOCENTES 
Art. 13. Os docentes incumbir-se-ão de: 
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I - participar da elaboração da proposta pedagógica do 
estabelecimento de ensino; 
II - elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta 
pedagógica do estabelecimento de ensino; 
III - zelar pela aprendizagem dos alunos; 
IV - estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor 
rendimento; 
V - ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de 
participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento, à 
avaliação e ao desenvolvimento profissional; 
VI - colaborar com as atividades de articulação da escola com as 
famílias e a comunidade. 
COMENTÁRIOS: 
Os artigos 9º, 10, 11, 12 e 13 são de natureza atributiva, ou seja, 
trata da atribuição de responsabilidade dos níveis federal, estadual, 
municipal, institucional e docente. Portanto, a leitura compreensiva de 
cada um supõe uma visão de conjunto dos demais, a fim de se preservar 
o eixo compreensivo de distribuição das tarefas das respectivas 
incumbências. 
 
Art. 14. Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão 
democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as 
suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: 
I - participação dos profissionais da educação na elaboração do 
projeto pedagógico da escola; 
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II - participação das comunidades escolar e local em conselhos 
escolares ou equivalentes. 
COMENTÁRIOS: 
Lembrem-se da importância da participação da comunidade escolar 
para que o projeto político pedagógico (ou proposta pedagógica) seja 
formatado com “a cara” dessa comunidade e não seja um mero 
documento burocrático. 
 
Art. 15. Os sistemas de ensino assegurarão às unidades escolares 
públicas de educação básica que os integram progressivos graus de 
autonomia pedagógica e administrativa e de gestão financeira, 
observadas as normas gerais de direito financeiro público. 
COMENTÁRIOS: 
As escolas podem criar seus projetos políticos, há forma de gerirem 
parte dos recursos financeiros que recebem, desde que o façam de acordo 
com as normas. 
 
Art. 16. O sistema federal de ensino 
compreende: (Regulamento) 
I - as instituições de ensino mantidas pela União; 
II - as instituições de educação superior criadas e mantidas pela 
iniciativa privada; 
III - os órgãos federais de educação. 
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().∀,%,/%(0+−%(((((((((((((((((((((∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!!!!!!!!!!!!!∀#∃%&∋!26!()!234!Art. 17. Os sistemas de ensino dos Estados e do Distrito Federal 
compreendem: 
I - as instituições de ensino mantidas, respectivamente, pelo Poder 
Público estadual e pelo Distrito Federal; 
II - as instituições de educação superior mantidas pelo Poder Público 
municipal; 
III - as instituições de ensino fundamental e médio criadas e 
mantidas pela iniciativa privada; 
IV - os órgãos de educação estaduais e do Distrito Federal, 
respectivamente. 
Parágrafo único. No Distrito Federal, as instituições de 
educação infantil, criadas e mantidas pela iniciativa privada, 
integram seu sistema de ensino. 
Art. 18. Os sistemas municipais de ensino compreendem: 
I - as instituições do ensino fundamental, médio e de educação 
infantil mantidas pelo Poder Público municipal; 
II - as instituições de educação infantil criadas e mantidas pela 
iniciativa privada; 
III – os órgãos municipais de educação. 
COMENTÁRIOS: 
Os artigos 16 17 e 18 fazem referência aos elementos que 
constituem cada sistema (Federal, Estadual, do DF, dos municípios e da 
iniciativa privada). Para esclarecer: sistema, na LDB, refere-se às 
instituições, que neste caso incluem-se as escolas de vários níveis, e 
também aos órgãos de gerenciamento. 
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Art. 19. As instituições de ensino dos diferentes níveis classificam-se 
nas seguintes categorias 
administrativas: (Regulamento) (Regulamento) 
I - públicas, assim entendidas as criadas ou incorporadas, mantidas 
e administradas pelo Poder Público; 
II - privadas, assim entendidas as mantidas e administradas por 
pessoas físicas ou jurídicas de direito privado. 
COMENTÁRIOS: 
A base das categorias públicas e privadas encontra apoio no artigo 
206 da Constituição Federal, inciso III, que prevê: “pluralismo de ideias e 
de concepções pedagógicas e a coexistência de instituições públicas e 
privadas de ensino”. 
Art. 20. As instituições privadas de ensino se enquadrarão nas 
seguintes categorias: (Regulamento) (Regulamento) 
I - particulares em sentido estrito, assim entendidas as que são 
instituídas e mantidas por uma ou mais pessoas físicas ou jurídicas de 
direito privado que não apresentem as características dos incisos abaixo; 
II - comunitárias, assim entendidas as que são instituídas por 
grupos de pessoas físicas ou por uma ou mais pessoas jurídicas, inclusive 
cooperativas educacionais, sem fins lucrativos, que incluam na sua 
entidade mantenedora representantes da comunidade; (Redação dada 
pela Lei nº 12.020, de 2009) 
III - confessionais, assim entendidas as que são instituídas por 
grupos de pessoas físicas ou por uma ou mais pessoas jurídicas que 
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atendem a orientação confessional e ideologia específicas e ao disposto 
no inciso anterior; 
IV - filantrópicas, na forma da lei. 
COMENTÁRIOS: 
Sobre as instituições filantrópicas, é importante saber que o que as 
qualifica, de fato, é o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência 
Social. Um exemplo de instituição filantrópica é a Fundação Bradesco. 
As instituições confessionais e filantrópicas prestam serviços importantes, 
relacionados à bolsas de estudo e de projetos sociais. 
 
TÍTULO V 
Dos Níveis e das Modalidades de Educação e Ensino 
CAPÍTULO I 
Da Composição dos Níveis Escolares 
Art. 21. A educação escolar compõe-se de: 
I - educação básica, formada pela educação infantil, ensino 
fundamental e ensino médio; 
II - educação superior. 
 COMENTÁRIOS: 
Compreendam que a educação escolar vai desde a educação infantil até a 
educação superior, enquanto a educação básica, deixa a educação 
superior de fora. Ilustrando abaixo a classificação, visto que nunca esgota 
questão de prova, a respeito desse artigo. 
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EDUCAÇÃO 
ESCOLAR 
 
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EDUCAÇÃO 
BÁSICA 
 
EDUCAÇÃO 
SUPERIOR 
 
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EDUCAÇÃO 
INFANTIL 
(creche e pré-
escola) 
 
ENSINO 
FUNDAMENTAL 
 
 
 ENSINO 
MÉDIO 
 
 
 
DA EDUCAÇÃO BÁSICA 
Seção I 
Das Disposições Gerais 
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Art. 22. A educação básica tem por finalidades desenvolver o 
educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o 
exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e 
em estudos posteriores. 
Art. 23. A educação básica poderá organizar-se em séries anuais, 
períodos semestrais, ciclos, alternância regular de períodos de estudos, 
grupos não-seriados, com base na idade, na competência e em outros 
critérios, ou por forma diversa de organização, sempre que o interesse do 
processo de aprendizagem assim o recomendar. 
§ 1º A escola poderá reclassificar os alunos, inclusive quando se 
tratar de transferências entre estabelecimentos situados no País e no 
exterior, tendo como base as normas curriculares gerais. 
§ 2º O calendário escolar deverá adequar-se às peculiaridades 
locais, inclusive climáticas e econômicas, a critério do respectivo 
sistema de ensino, sem com isso reduzir o número de horas 
letivas previsto nesta Lei. 
Art. 24. A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será 
organizada de acordo com as seguintes regras comuns: 
I - a carga horária mínima anual será de oitocentas horas, 
distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho 
escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando 
houver; 
II - a classificação em qualquer série ou etapa, exceto a primeira do 
ensino fundamental, pode ser feita: 
a) por promoção, para alunos que cursaram, com aproveitamento, a 
série ou fase anterior, na própria escola; 
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b) por transferência, para candidatos procedentes de outras escolas; 
c) independentemente de escolarização anterior, mediante avaliação 
feita pela escola, que defina o grau de desenvolvimento e experiência do 
candidato e permita sua inscrição na série ou etapa adequada, conforme 
regulamentação do respectivo sistema de ensino; 
III - nos estabelecimentos que adotam a progressão regular por 
série, o regimento escolar pode admitir formas de progressão parcial, 
desde que preservada a sequência do currículo, observadas as normas do 
respectivo sistema de ensino; 
IV - poderão organizar-se classes, ou turmas, com alunos de séries 
distintas, com níveis equivalentes de adiantamento na matéria, para o 
ensino de línguas estrangeiras, artes, ou outros componentes 
curriculares; 
V - a verificação do rendimento escolar observará os seguintes 
critérios: 
a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com 
prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos 
resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais; 
b) possibilidade de aceleração de estudos para alunos com atraso 
escolar; 
c) possibilidade de avanço nos cursos e nasséries mediante 
verificação do aprendizado; 
d) aproveitamento de estudos concluídos com êxito; 
e) obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência 
paralelos ao período letivo, para os casos de baixo rendimento escolar, a 
serem disciplinados pelas instituições de ensino em seus regimentos; 
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VI - o controle de frequência fica a cargo da escola, conforme o 
disposto no seu regimento e nas normas do respectivo sistema de ensino, 
exigida a frequência mínima de setenta e cinco por cento do total de 
horas letivas para aprovação; 
VII - cabe a cada instituição de ensino expedir históricos escolares, 
declarações de conclusão de série e diplomas ou certificados de conclusão 
de cursos, com as especificações cabíveis. 
Art. 25. Será objetivo permanente das autoridades responsáveis 
alcançar relação adequada entre o número de alunos e o professor, a 
carga horária e as condições materiais do estabelecimento. 
Parágrafo único. Cabe ao respectivo sistema de ensino, à vista 
das condições disponíveis e das características regionais e locais, 
estabelecer parâmetro para atendimento do disposto neste artigo. 
COMENTÁRIOS: 
Várias informações importantes nos artigos 22, 23, 24 e 25. 
Vejamos: 
 
São finalidades da educação básica: 
- Desenvolver o educando, assegurando-lhe a formação 
indispensável para o exercício da cidadania, provendo meios de progredir 
no trabalho e nos estudos superiores. 
Importante saber que existem diversas formas de 
organização da educação básica: 
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- Períodos semestrais. Por exemplo, a Educação de Jovens e 
Adultos (EJA); 
- Alternância regular de períodos de estudos: Há localidades em 
que isso é necessário, por exemplo as fases do ciclo agrícola; 
- Séries anuais (são as mais comuns); 
- Em ciclos e outras formas de organização. 
Deve-se observar ainda que é um objetivo permanente das 
autoridades: 
- alcançar a relação entre o número de alunos e o professor, além da 
carga horaria e as condições do estabelecimento. 
O calendário escolar deve se organizar de acordo com as 
peculiaridades locais, como as de clima e econômicas, respeitando os 
limites de horas letivas, previstas na LDB 
Uma observação importante: o controle da frequência, obrigatório 
legalmente e necessário, pedagogicamente, é submetido a três condições: 
I- é de responsabilidade da escola; 
II- deve estar disciplinado no regimento escolar e 
III- obedece a normas gerais de cada sistema de ensino. 
 
Art. 26. Os currículos da educação infantil, do ensino 
fundamental e do ensino médio devem ter base nacional comum, a 
ser complementada, em cada sistema de ensino e em cada 
estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida 
pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, 
da economia e dos educandos. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 
2013) 
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§ 1º Os currículos a que se refere o caput devem abranger, 
obrigatoriamente, o estudo da língua portuguesa e da matemática, o 
conhecimento do mundo físico e natural e da realidade social e política, 
especialmente do Brasil. 
§ 2o O ensino da arte, especialmente em suas expressões regionais, 
constituirá componente curricular obrigatório nos diversos níveis da 
educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos 
alunos. (Redação dada pela Lei nº 12.287, de 2010) 
§ 3o A educação física, integrada à proposta pedagógica da escola, é 
componente curricular obrigatório da educação básica, sendo sua prática 
facultativa ao aluno: (Redação dada pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003) 
I – que cumpra jornada de trabalho igual ou superior a seis 
horas; (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003) 
II – maior de trinta anos de idade; (Incluído pela Lei nº 10.793, de 
1º.12.2003) 
III – que estiver prestando serviço militar inicial ou que, em situação 
similar, estiver obrigado à prática da educação física; (Incluído pela Lei nº 
10.793, de 1º.12.2003) 
IV – amparado pelo Decreto-Lei no 1.044, de 21 de outubro de 
1969; (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003) 
V – (VETADO) (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003) 
VI – que tenha prole. (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003) 
§ 4º O ensino da História do Brasil levará em conta as 
contribuições das diferentes culturas e etnias para a formação do 
povo brasileiro, especialmente das matrizes indígena, africana e 
europeia. 
==0==
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§ 5º Na parte diversificada do currículo será incluído, 
obrigatoriamente, a partir da quinta série, o ensino de pelo menos uma 
língua estrangeira moderna, cuja escolha ficará a cargo da comunidade 
escolar, dentro das possibilidades da instituição. 
§ 6o A música deverá ser conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, 
do componente curricular de que trata o § 2o deste artigo. (Incluído pela 
Lei nº 11.769, de 2008) 
§ 6o As artes visuais, a dança, a música e o teatro são as linguagens 
que constituirão o componente curricular de que trata o § 2o deste artigo. 
(Redação dada pela Lei nº 13.278, de 2016) 
§ 7o Os currículos do ensino fundamental e médio devem incluir os 
princípios da proteção e defesa civil e a educação ambiental de forma 
integrada aos conteúdos obrigatórios. (Incluído pela Lei nº 12.608, de 
2012) 
§ 8º A exibição de filmes de produção nacional constituirá 
componente curricular complementar integrado à proposta pedagógica da 
escola, sendo a sua exibição obrigatória por, no mínimo, 2 (duas) horas 
mensais. (Incluído pela Lei nº 13.006, de 2014) 
§ 9o Conteúdos relativos aos direitos humanos e à prevenção de 
todas as formas de violência contra a criança e o adolescente serão 
incluídos, como temas transversais, nos currículos escolares de que trata 
o caput deste artigo, tendo como diretriz a Lei no 8.069, de 13 de julho 
de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), observada a produção e 
distribuição de material didático adequado. (Incluído pela Lei nº 13.010, 
de 2014) 
COMENTÁRIOS: 
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O currículo da educação infantil, fundamental e médio trazem uma 
base comum a todos e uma parte diversificada. 
PARTE COMUM: um nivelamento mínimo de conhecimentos em 
qualquer estado brasileiro. 
PARTE DIVERSIFICADA: Dá a autonomia para que cada sistema de 
ensino trabalhe as práticas pedagógicas e conhecimentos que tenham 
relação com as realidades culturais, econômicas, sociais e políticas de 
cada localidade. 
Ensino da arte: obrigatório. 
A Educação Física é componente obrigatório, exceto: 
- Quem cumpre jornada de trabalho = ou > que seis horas diárias; 
- Pessoas > de 30 anos de idade ; 
- que estiver prestando serviço militar inicial ou que, em situação 
similar, estiver obrigado à prática da educação física 
- esteja amparadopelo Decreto-Lei 1.044 que fala de doença que 
pode ser agravada com a prática da atividade física e 
- quem tem filho. 
Percebam que as exceções visam não dificultar a vida de quem tem 
uma rotina de vida mais “puxada” que os jovens e adolescentes. As 
exceções têm como objetivo não sobrecarregar os enquadrados na regra, 
visando não comprometer o processo escolar. Muita gente, nas condições 
citadas, pode se sentir desmotivado a continuar seus estudos e a 
educação física, neste contexto, poderia contribuir para este cansaço. 
Observem que a respeito da música, esta deve ser CONTEÚDO 
obrigatório e não disciplina. E não deve ser vinculado apenas à arte 
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Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de 
ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo 
da história e cultura afro-brasileira e indígena. (Redação dada pela 
Lei nº 11.645, de 2008). 
§ 1o O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá 
diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da 
população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o 
estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos 
indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o 
índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas 
contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história 
do Brasil. (Redação dada pela Lei nº 11.645, de 2008). 
§ 2o Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e 
dos povos indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o 
currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística e de 
literatura e história brasileiras. (Redação dada pela Lei nº 11.645, de 
2008). 
COMENTÁRIOS: 
O estudo da história e da cultura afro-brasileira pretende resgatar o 
débito que a sociedade tem para com os povos indígenas e os 
afrodescendentes. Conhecer a história desse povo, ajuda na 
conscientização e objetiva, também, diminuir o preconceito. 
 
Art. 27. Os conteúdos curriculares da educação básica observarão, 
ainda, as seguintes diretrizes: 
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I - a difusão de valores fundamentais ao interesse social, aos direitos 
e deveres dos cidadãos, de respeito ao bem comum e à ordem 
democrática; 
II - consideração das condições de escolaridade dos alunos em cada 
estabelecimento; 
III - orientação para o trabalho; 
IV - promoção do desporto educacional e apoio às práticas 
desportivas não-formais. 
 
EDUCAÇÃO BÁSICA PARA A POPULAÇÃO RURAL 
Art. 28. Na oferta de educação básica para a população rural, os 
sistemas de ensino promoverão as adaptações necessárias à sua 
adequação às peculiaridades da vida rural e de cada região, 
especialmente: 
I - conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às reais 
necessidades e interesses dos alunos da zona rural; 
II - organização escolar própria, incluindo adequação do calendário 
escolar às fases do ciclo agrícola e às condições climáticas; 
III - adequação à natureza do trabalho na zona rural. 
Parágrafo único. O fechamento de escolas do campo, indígenas e 
quilombolas será precedido de manifestação do órgão normativo do 
respectivo sistema de ensino, que considerará a justificativa apresentada 
pela Secretaria de Educação, a análise do diagnóstico do impacto da ação 
e a manifestação da comunidade escolar. (Incluído pela Lei nº 12.960, 
de 2014) 
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COMENTÁRIOS: 
Palavra-chave: peculiaridades. Os conteúdos curriculares e 
metodologias apropriadas às reais necessidades . Ou seja: baseado no 
contexto em que vivem, devendo observar, ainda, as condições de 
clima, organizando o calendário às fases do ciclo agrícola. 
 
DA EDUCAÇÃO INFANTIL 
Art. 29. A educação infantil, primeira etapa da educação básica, 
tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança de até 5 
(cinco) anos, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, 
complementando a ação da família e da comunidade. (Redação dada 
pela Lei nº 12.796, de 2013) 
Art. 30. A educação infantil será oferecida em: 
I - creches, ou entidades equivalentes, para crianças de até três anos 
de idade; 
II - pré-escolas, para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos de 
idade. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
Art. 31. A educação infantil será organizada de acordo com as 
seguintes regras comuns: (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
I - avaliação mediante acompanhamento e registro do 
desenvolvimento das crianças, sem o objetivo de promoção, mesmo 
para o acesso ao ensino fundamental; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 
2013) 
II - carga horária mínima anual de 800 (oitocentas) horas, 
distribuída por um mínimo de 200 (duzentos) dias de trabalho 
educacional; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) 
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III - atendimento à criança de, no mínimo, 4 (quatro) horas diárias 
para o turno parcial e de 7 (sete) horas para a jornada integral; (Incluído 
pela Lei nº 12.796, de 2013) 
IV - controle de frequência pela instituição de educação pré-escolar, 
exigida a frequência mínima de 60% (sessenta por cento) do total de 
horas; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) 
V - expedição de documentação que permita atestar os processos de 
desenvolvimento e aprendizagem da criança. (Incluído pela Lei nº 
12.796, de 2013) 
COMENTÁRIOS: 
Desenvolvimento INTEGRAL da criança até cinco (5) anos nos aspectos: 
físico, psicológico, intelectual e social. 
E como a educação infantil é oferecida hoje? 
Até 03 anos: CRECHES 
04 A 05 anos: PRÉ-ESCOLAS. 
Ou seja: a educação infantil vai até os 5 anos! 
Não existe PROMOÇÃO na educação infantil. Ou seja: não há reprovação 
nesta etapa. 
AVALIAÇÃO: ocorre mediante registro e acompanhamento do 
desenvolvimento, sem o objetivo de promover, ainda que seja para o 
acesso ao ensino fundamental. Ou seja: quando a criança completa 6 
anos, ela está apta para cursar o Ensino Fundamental. 
Além disso: carga horária mínima anual de 800 horas, distribuídas 
por no mínimo 200 dias de trabalho educacional, sendo, no 
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mínimo 04 horas/dia para o turno parcial e 07 horas/dia para a 
jornada integral. 
Então, você me pergunta: e pode ser uma jornada parcial de 5 
horas? A resposta é sim! Tem que se cumprir, pelo menos 04 
horas por dia. 
 
ENSINO FUNDAMENTAL 
Art. 32. O ensino fundamental obrigatório, com duração de 9 
(nove) anos, gratuito na escola pública, iniciando-se aos 6 (seis) anos 
de idade, terá por objetivo a formação básica do cidadão, 
mediante: (Redação dada pela Lei nº 11.274, de 2006) 
I - o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios 
básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo; 
II - a compreensão do ambientenatural e social, do sistema político, 
da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a 
sociedade; 
III - o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em 
vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes 
e valores; 
IV - o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de 
solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida 
social. 
§ 1º É facultado aos sistemas de ensino desdobrar o ensino 
fundamental em ciclos. 
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§ 2º Os estabelecimentos que utilizam progressão regular por série 
podem adotar no ensino fundamental o regime de progressão continuada, 
sem prejuízo da avaliação do processo de ensino-aprendizagem, 
observadas as normas do respectivo sistema de ensino. 
§ 3º O ensino fundamental regular será ministrado em língua 
portuguesa, assegurada às comunidades indígenas a utilização de suas 
línguas maternas e processos próprios de aprendizagem. 
§ 4º O ensino fundamental será presencial, sendo o ensino a 
distância utilizado como complementação da aprendizagem ou em 
situações emergenciais. 
§ 5o O currículo do ensino fundamental incluirá, obrigatoriamente, 
conteúdo que trate dos direitos das crianças e dos adolescentes, tendo 
como diretriz a Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990, que institui o 
Estatuto da Criança e do Adolescente, observada a produção e 
distribuição de material didático adequado. (Incluído pela Lei nº 
11.525, de 2007). 
§ 6º O estudo sobre os símbolos nacionais será incluído como tema 
transversal nos currículos do ensino fundamental. (Incluído pela Lei nº 
12.472, de 2011). 
COMENTÁRIOS: 
Ensino Fundamental tem duração de 9 anos e inicia-se aos 6 anos de 
idade, podendo os sistemas de ensino, desdobrá-los em ciclos. 
 O Ensino Fundamental deve ser oferecido presencialmente, sendo o 
ensino a distância, utilizado apenas como complementação de 
aprendizagem ou em situações de emergência. 
 
 
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Art. 33. O ensino religioso, de matrícula facultativa, é parte 
integrante da formação básica do cidadão e constitui disciplina dos 
horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado 
o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer 
formas de proselitismo. (Redação dada pela Lei nº 9.475, de 22.7.1997) 
§ 1º Os sistemas de ensino regulamentarão os procedimentos para a 
definição dos conteúdos do ensino religioso e estabelecerão as normas 
para a habilitação e admissão dos professores. (Incluído pela Lei nº 
9.475, de 22.7.1997) 
§ 2º Os sistemas de ensino ouvirão entidade civil, constituída pelas 
diferentes denominações religiosas, para a definição dos conteúdos do 
ensino religioso. (Incluído pela Lei nº 9.475, de 22.7.1997) 
 
Gosta bastante de cair em provas: o ensino religioso tem que ser 
oferecido, entretanto, a matrícula é facultativa. A crítica que é feita aqui é 
a seguinte: como os estabelecimentos de ensino se preparam para 
oferecer um ensino religioso pautado nos preceitos da Constituição que 
preveem um Estado laico e uma pluralidade religiosa? 
 
Art. 34. A jornada escolar no ensino fundamental incluirá pelo 
menos quatro horas de trabalho efetivo em sala de aula, sendo 
progressivamente ampliado o período de permanência na escola. 
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§ 1º São ressalvados os casos do ensino noturno e das formas 
alternativas de organização autorizadas nesta Lei. 
§ 2º O ensino fundamental será ministrado progressivamente em 
tempo integral, a critério dos sistemas de ensino. 
 
 
DO ENSINO MÉDIO 
Art. 35. O ensino médio, etapa final da educação básica, com 
duração mínima de três anos, terá como finalidades: 
I - a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos 
no ensino fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos; 
II - a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, 
para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com 
flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento 
posteriores; 
III - o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo 
a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do 
pensamento crítico; 
IV - a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos 
processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de 
cada disciplina. 
Art. 36. O currículo do ensino médio observará o disposto na Seção I 
deste Capítulo e as seguintes diretrizes: 
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I - destacará a educação tecnológica básica, a compreensão do 
significado da ciência, das letras e das artes; o processo histórico de 
transformação da sociedade e da cultura; a língua portuguesa como 
instrumento de comunicação, acesso ao conhecimento e exercício da 
cidadania; 
II - adotará metodologias de ensino e de avaliação que estimulem a 
iniciativa dos estudantes; 
III - será incluída uma língua estrangeira moderna, como disciplina 
obrigatória, escolhida pela comunidade escolar, e uma segunda, em 
caráter optativo, dentro das disponibilidades da instituição. 
IV – serão incluídas a Filosofia e a Sociologia como disciplinas 
obrigatórias em todas as séries do ensino médio. (Incluído pela Lei nº 
11.684, de 2008) 
§ 1º Os conteúdos, as metodologias e as formas de avaliação serão 
organizados de tal forma que ao final do ensino médio o educando 
demonstre: 
I - domínio dos princípios científicos e tecnológicos que presidem a 
produção moderna; 
II - conhecimento das formas contemporâneas de linguagem; 
§ 3º Os cursos do ensino médio terão equivalência legal e habilitarão 
ao prosseguimento de estudos. 
COMENTÁRIOS: 
Etapa final da educação básica, devendo durar, pelo menos 03 anos. 
Conteúdos e disciplinas obrigatórias do Ensino Médio 
Pelo menos uma língua estrangeira moderna, será incluída; 
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Caso haja disponibilidade na instituição, pode ser incluída uma segunda 
língua estrangeira moderna, em caráter optativo. 
Filosofia e sociologia são disciplinas obrigatórias em todas as séries do 
ensino médio. 
 
EDUCAÇÃO PROFISSIONAL TÉCNICA DE NÍVEL MÉDIO 
Seção IV-A 
Da Educação Profissional Técnica de Nível Médio 
(Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) 
Art. 36-A. Sem prejuízo do disposto na Seção IV deste Capítulo, o 
ensino médio, atendida a formação geral do educando, poderá prepará-lo 
para o exercício de profissões técnicas. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 
2008) 
Parágrafo único. A preparação geral para o trabalho e, 
facultativamente, a habilitação profissional poderão ser desenvolvidas nos 
próprios estabelecimentos de ensino médio ou em cooperação com 
instituições especializadas em educação profissional. (Incluído pela Lei nº 
11.741, de 2008) 
Art. 36-B. A educação profissional técnica denível médio será 
desenvolvida nas seguintes formas: (Incluído pela Lei nº 11.741, de 
2008) 
I - articulada com o ensino médio; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 
2008) 
II - subsequente, em cursos destinados a quem já tenha concluído o 
ensino médio.(Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) 
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Parágrafo único. A educação profissional técnica de nível médio 
deverá observar: (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) 
I - os objetivos e definições contidos nas diretrizes curriculares 
nacionais estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação; (Incluído 
pela Lei nº 11.741, de 2008) 
II - as normas complementares dos respectivos sistemas de 
ensino; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) 
III - as exigências de cada instituição de ensino, nos termos de seu 
projeto pedagógico. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) 
Art. 36-C. A educação profissional técnica de nível médio articulada, 
prevista no inciso I do caput do art. 36-B desta Lei, será desenvolvida de 
forma: (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) 
I - integrada, oferecida somente a quem já tenha concluído o ensino 
fundamental, sendo o curso planejado de modo a conduzir o aluno à 
habilitação profissional técnica de nível médio, na mesma instituição de 
ensino, efetuando-se matrícula única para cada aluno; (Incluído pela Lei 
nº 11.741, de 2008) 
II - concomitante, oferecida a quem ingresse no ensino médio ou já o 
esteja cursando, efetuando-se matrículas distintas para cada curso, e 
podendo ocorrer: (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) 
a) na mesma instituição de ensino, aproveitando-se as oportunidades 
educacionais disponíveis; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) 
b) em instituições de ensino distintas, aproveitando-se as 
oportunidades educacionais disponíveis; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 
2008) 
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c) em instituições de ensino distintas, mediante convênios de 
intercomplementaridade, visando ao planejamento e ao desenvolvimento 
de projeto pedagógico unificado. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) 
Art. 36-D. Os diplomas de cursos de educação profissional técnica de 
nível médio, quando registrados, terão validade nacional e habilitarão ao 
prosseguimento de estudos na educação superior. (Incluído pela Lei nº 
11.741, de 2008) 
Parágrafo único. Os cursos de educação profissional técnica de nível 
médio, nas formas articulada concomitante e subseqüente, quando 
estruturados e organizados em etapas com terminalidade, possibilitarão a 
obtenção de certificados de qualificação para o trabalho após a conclusão, 
com aproveitamento, de cada etapa que caracterize uma qualificação para 
o trabalho. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) 
COMENTÁRIOS: 
A Educação Profissional técnica de Nível Médio poderá ser articulada com 
o ensino médio e será desenvolvida de forma: 
INTEGRADA: para aqueles que tenham concluído o ensino fundamental; 
CONCOMITANTE: oferecida a quem ingresse no ensino médio ou já o 
esteja cursando, efetuando-se matriculas distintas para cada curso, e 
podendo ocorrer 
- Na mesma instituição de ensino; 
- Em instituições de ensino distintas; 
- Em instituições de ensino distintas, mediante convênios de 
intercomplementaridade, visando ao planejamento e ao desenvolvimento 
de projeto pedagógico unificado. 
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SUBSEQUENTE: para aqueles que já terminaram o Ensino Médio. 
 
Seção V 
DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS 
Art. 37. A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que 
não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e 
médio na idade própria. 
§ 1º Os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos jovens e 
aos adultos, que não puderam efetuar os estudos na idade regular, 
oportunidades educacionais apropriadas, consideradas as características 
do alunado, seus interesses, condições de vida e de trabalho, mediante 
cursos e exames. 
§ 2º O Poder Público viabilizará e estimulará o acesso e a 
permanência do trabalhador na escola, mediante ações integradas e 
complementares entre si. 
§ 3o A educação de jovens e adultos deverá articular-se, 
preferencialmente, com a educação profissional, na forma do 
regulamento. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) 
COMENTÁRIOS: 
O mais interessante do artigo 37 é que a EJA dá a oportunidade de 
reparar o direito negado ao cidadão em idade própria, aos estudos, além 
de equalizar a possibilidade de acesso, permanência e aprendizagem, via 
educação escolar, viando qualificar, capacitando para o exercício da 
cidadania e ampliando a chance de torna-lo um cidadão participativo e 
socialmente produtivo. 
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Art. 38. Os sistemas de ensino manterão cursos e exames supletivos, 
que compreenderão a base nacional comum do currículo, habilitando ao 
prosseguimento de estudos em caráter regular. 
§ 1º Os exames a que se refere este artigo realizar-se-ão: 
I - no nível de conclusão do ensino fundamental, para os maiores de 
quinze anos; 
II - no nível de conclusão do ensino médio, para os maiores de 
dezoito anos. 
§ 2º Os conhecimentos e habilidades adquiridos pelos 
educandos por meios informais serão aferidos e reconhecidos 
mediante exames. 
COMENTÁRIOS: 
Deve articular-se com a educação profissional PREFERENCIALMENTE. O 
perigo aqui, na hora da prova, se dá por conta da palavra 
preferencialmente, pois as bancas, gostam de trocá-la por 
obrigatoriamente, por exemplo. 
 
DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 
Da Educação Profissional e Tecnológica 
(Redação dada pela Lei nº 11.741, de 2008) 
Art. 39. A educação profissional e tecnológica, no cumprimento dos 
objetivos da educação nacional, integra-se aos diferentes níveis e 
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modalidades de educação e às dimensões do trabalho, da ciência e da 
tecnologia. (Redação dada pela Lei nº 11.741, de 2008) 
§ 1o Os cursos de educação profissional e tecnológica poderão ser 
organizados por eixos tecnológicos, possibilitando a construção de 
diferentes itinerários formativos, observadas as normas do respectivo 
sistema e nível de ensino.(Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) 
§ 2o A educação profissional e tecnológica abrangerá os seguintes 
cursos: (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) 
I – de formação inicial e continuada ou qualificação 
profissional; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) 
II – de educação profissional técnica de nível médio; (Incluído 
pela Lei nº 11.741, de 2008) 
III – de educação profissional tecnológica de graduação e pós-
graduação. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) 
§ 3o Os cursos de educação profissional tecnológica de graduação e 
pós-graduação organizar-se-ão, no que concerne a objetivos, 
características e duração, de acordo com as diretrizes curriculares 
nacionais estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação.(Incluído 
pela Lei nº 11.741, de 2008) 
Art. 40. A educação profissional será desenvolvida em 
articulação com o ensino regular ou por diferentes estratégias de 
educação continuada, em instituições especializadas ou no 
ambiente de 
trabalho. (Regulamento)(Regulamento) (Regulamento) 
Art. 41. O conhecimento adquirido na educação profissional e 
tecnológica, inclusive no trabalho, poderá ser objeto de avaliação, 
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reconhecimento e certificação para prosseguimento ou conclusão de 
estudos.(Redação dada pela Lei nº 11.741, de 2008) 
Art. 42. As instituições de educação profissional e tecnológica, além 
dos seus cursos regulares, oferecerão cursos especiais, abertos à 
comunidade, condicionada a matrícula à capacidade de aproveitamento e 
não necessariamente ao nível de escolaridade. (Redação dada pela Lei nº 
11.741, de 2008) 
COMENTÁRIOS: 
A educação profissional deve comprometer-se com a formação visando 
um indivíduo produtivo para o mercado de trabalho. 
 
 
CAPÍTULO IV 
DA EDUCAÇÃO SUPERIOR 
Art. 43. A educação superior tem por finalidade: 
I - estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito 
científico e do pensamento reflexivo; 
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II - formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos 
para a inserção em setores profissionais e para a participação no 
desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação 
contínua; 
III - incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, 
visando o desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e 
difusão da cultura, e, desse modo, desenvolver o entendimento do 
homem e do meio em que vive; 
IV - promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e 
técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber 
através do ensino, de publicações ou de outras formas de comunicação; 
V - suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e 
profissional e possibilitar a correspondente concretização, integrando os 
conhecimentos que vão sendo adquiridos numa estrutura intelectual 
sistematizadora do conhecimento de cada geração; 
VI - estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, 
em particular os nacionais e regionais, prestar serviços especializados à 
comunidade e estabelecer com esta uma relação de reciprocidade; 
VII - promover a extensão, aberta à participação da população, 
visando à difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação 
cultural e da pesquisa científica e tecnológica geradas na instituição. 
VIII - atuar em favor da universalização e do aprimoramento da 
educação básica, mediante a formação e a capacitação de profissionais, a 
realização de pesquisas pedagógicas e o desenvolvimento de atividades 
de extensão que aproximem os dois níveis escolares. (Incluído pela Lei 
nº 13.174, de 2015) 
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A Educação superior faz parte apenas da educação escolar, o que se 
justifica por ela ter objetivos bem específicos e voltados a uma cultura de 
transformação, de forma avançada para trabalhar conhecimentos, 
atitudes, valores. Uma educação para aperfeiçoar competências voltadas 
ao mundo do trabalho, além da perspectiva de pesquisa. 
 
Art. 44. A educação superior abrangerá os seguintes cursos e 
programas: (Regulamento) 
I - cursos sequenciais por campo de saber, de diferentes níveis de 
abrangência, abertos a candidatos que atendam aos requisitos 
estabelecidos pelas instituições de ensino, desde que tenham concluído o 
ensino médio ou equivalente; (Redação dada pela Lei nº 11.632, de 
2007). 
II - de graduação, abertos a candidatos que tenham concluído o 
ensino médio ou equivalente e tenham sido classificados em processo 
seletivo; 
III - de pós-graduação, compreendendo programas de mestrado e 
doutorado, cursos de especialização, aperfeiçoamento e outros, abertos a 
candidatos diplomados em cursos de graduação e que atendam às 
exigências das instituições de ensino; 
IV - de extensão, abertos a candidatos que atendam aos requisitos 
estabelecidos em cada caso pelas instituições de ensino. 
§ 1º. Os resultados do processo seletivo referido no inciso II 
do caput deste artigo serão tornados públicos pelas instituições de ensino 
superior, sendo obrigatória a divulgação da relação nominal dos 
classificados, a respectiva ordem de classificação, bem como do 
cronograma das chamadas para matrícula, de acordo com os critérios 
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para preenchimento das vagas constantes do respectivo edital. (Incluído 
pela Lei nº 11.331, de 2006) (Renumerado do parágrafo único para § 1º 
pela Lei nº 13.184, de 2015) 
 
Art. 45. A educação superior será ministrada em instituições de 
ensino superior, públicas ou privadas, com variados graus de abrangência 
ou especialização. (Regulamento) (Regulamento) 
COMENTÁRIOS: 
Educação superior envolve: 
Cursos sequenciais, de graduação, de pós graduação e de extensão. 
Uma observação sobre os cursos de pós-graduação. 
São divididos em: 
STRICTO SENSU: Mestrado, Mestrado Profissional e Doutorado e 
pós-Doutorado. Em que para cursar o Mestrado, além de ser aprovado em 
processo seletivo, deve ter concluído a graduação. O Mestrado tem 
natureza acadêmica. O Mestrado Profissional propicia o estudo em 
áreas específicas do mercado de trabalho. Já o doutorado tem como 
característica, estudos avançados em determinado campo de 
conhecimento. Já o Pós-Doutorado consiste na etapa de consolidação 
dos estudos do Doutorado. 
 
 
Art. 46. A autorização e o reconhecimento de cursos, bem 
como o credenciamento de instituições de educação superior, 
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terão prazos limitados, sendo renovados, periodicamente, após 
processo regular de 
avaliação.(Regulamento) (Regulamento) (Vide Lei nº 10.870, 
de 2004) 
§ 1º Após um prazo para saneamento de deficiências eventualmente 
identificadas pela avaliação a que se refere este artigo, haverá 
reavaliação, que poderá resultar, conforme o caso, em desativação de 
cursos e habilitações, em intervenção na instituição, em suspensão 
temporária de prerrogativas da autonomia, ou em 
descredenciamento. (Regulamento) (Regulamento) (Vide Lei 
nº 10.870, de 2004) 
§ 2º No caso de instituição pública, o Poder Executivo responsável 
por sua manutenção acompanhará o processo de saneamento e fornecerá 
recursos adicionais, se necessários, para a superação das deficiências. 
COMENTÁRIOS: 
O MEC é o responsável pelo reconhecimento, credenciamento e 
avaliação das Instituições. A avaliação dos cursos e instituições superiores 
se dá no conjunto de procedimentos que constitui o Sistema Nacional de 
Avaliação da Educação Superior, conhecido como SINAES 
 
 
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Art. 47. Na educação superior, o ano letivo regular, independente do 
ano civil, tem, no mínimo, duzentos dias de trabalho acadêmico 
efetivo, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver. 
§ 1o As instituições informarão aos interessados, antes de cada 
período letivo, os programas dos cursos e demais componentes 
curriculares, sua duração, requisitos, qualificação dos professores, 
recursos disponíveis e critérios de avaliação, obrigando-se a cumprir as 
respectivas condições, e a publicação deve ser feita, sendo as 3 (três) 
primeiras formas concomitantemente: (Redação dada pela lei nº 13.168, 
de 2015) 
I - em página específica na internet no sítio eletrônico oficial da 
instituição de ensino superior, obedecido o seguinte: (Incluído pela lei 
nº 13.168, de 2015) 
a) toda publicação a que se refere esta Lei deve ter como título 
“Grade e Corpo Docente”; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015) 
b) a página principal da instituição de ensino superior, bem como a 
página da oferta de seus cursos aos ingressantes sob a forma de 
vestibulares, processo seletivo e outras com a mesma finalidade, deve 
conter a ligação desta com a página específica prevista neste 
inciso; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015) 
c) caso a instituição de ensino superior não possua sítio eletrônico, 
deve criar página específica para divulgação das informações de que trata 
esta Lei; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015) 
d) a página específica deve conter a data completa de sua última 
atualização; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015) 
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II - em toda propaganda eletrônica da instituição de ensino superior, 
por meio de ligação para a página referida no inciso I; (Incluído pela lei 
nº 13.168, de 2015) 
III - em local visível da instituição de ensino superior e de fácil 
acesso ao público; (Incluído pela lei nº 13.168, de 2015) 
IV - deve ser atualizada semestralmente ou anualmente, de acordo 
com a duração das disciplinas de cada curso oferecido, observando o 
seguinte: (Incluído pela lei nº 13.168, de 2015) 
a) caso o curso mantenha disciplinas com duração diferenciada, a 
publicação deve ser semestral; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015) 
b) a publicação deve ser feita até 1 (um) mês antes do início das 
aulas; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015) 
c) caso haja mudança na grade do curso ou no corpo docente até o 
início das aulas, os alunos devem ser comunicados sobre as 
alterações; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015) 
V - deve conter as seguintes informações: (Incluído pela lei nº 
13.168, de 2015) 
a) a lista de todos os cursos oferecidos pela instituição de ensino 
superior; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015) 
b) a lista das disciplinas que compõem a grade curricular de cada 
curso e as respectivas cargas horárias; (Incluída pela lei nº 13.168, de 
2015) 
c) a identificação dos docentes que ministrarão as aulas em cada 
curso, as disciplinas que efetivamente ministrará naquele curso ou cursos, 
sua titulação, abrangendo a qualificação profissional do docente e o 
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tempo de casa do docente, de forma total, contínua ou 
intermitente. (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015) 
§ 2º Os alunos que tenham extraordinário aproveitamento nos 
estudos, demonstrado por meio de provas e outros instrumentos de 
avaliação específicos, aplicados por banca examinadora especial, poderão 
ter abreviada a duração dos seus cursos, de acordo com as normas dos 
sistemas de ensino. 
§ 3º É obrigatória a frequência de alunos e professores, salvo nos 
programas de educação a distância. 
§ 4º As instituições de educação superior oferecerão, no período 
noturno, cursos de graduação nos mesmos padrões de qualidade 
mantidos no período diurno, sendo obrigatória a oferta noturna nas 
instituições públicas, garantida a necessária previsão orçamentária. 
COMENTÁRIOS: 
A grande novidade referente a educação superior se dá no artigo 47 
que traz um controle maior sobre o que cada IES oferece, tendo a 
obrigação de divulgar, antes de cada período letivo, informações sobre os 
cursos, grade do curso, docentes, etc. Leiam com atenção, pois tende a 
ser objeto de prova, pelo teor de novidade. 
 
Art. 48. Os diplomas de cursos superiores reconhecidos, quando 
registrados, terão validade nacional como prova da formação recebida por 
seu titular. 
§ 1º Os diplomas expedidos pelas universidades serão por elas 
próprias registrados, e aqueles conferidos por instituições não-
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universitárias serão registrados em universidades indicadas pelo Conselho 
Nacional de Educação. 
§ 2º Os diplomas de graduação expedidos por universidades 
estrangeiras serão revalidados por universidades públicas que tenham 
curso do mesmo nível e área ou equivalente, respeitando-se os acordos 
internacionais de reciprocidade ou equiparação. 
§ 3º Os diplomas de Mestrado e de Doutorado expedidos por 
universidades estrangeiras só poderão ser reconhecidos por 
universidades que possuam cursos de pós-graduação 
reconhecidos e avaliados, na mesma área de conhecimento e em 
nível equivalente ou superior. 
COMENTÁRIOS: 
Para que o diploma possa ser registrado, ele deve ser referido a 
cursos superiores que sejam reconhecidos. Caso ele cumpra esta 
exigência, ele terá validade nacional. Para que a própria universidade que 
expede o diploma, o registre, esta deve estar autorizada a funcionar e 
deve ser reconhecida pelo MEC. 
 
Art. 49. As instituições de educação superior aceitarão a 
transferência de alunos regulares, para cursos afins, na hipótese de 
existência de vagas, e mediante processo seletivo. 
Parágrafo único. As transferências ex officio dar-se-ão na forma da 
lei. (Regulamento) 
COMENTÁRIOS: 
É importante que se faça esta seleção, para evitar que ocorram 
transferências de forma mais criteriosa. Quanto às transferências ex 
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officio são aquelas de um aluno para outra instituição, no mesmo curso 
ou em curso de área afim (quando a instituição de destino não tiver o 
mesmo curso da instituição de origem), de funcionário público civil ou 
militar (dele próprio, de seu cônjuge ou filhos) transferido, a serviço, para 
outro estado . 
 
Art. 50. As instituições de educação superior, quando da ocorrência 
de vagas, abrirão matrícula nas disciplinas de seus cursos a alunos não 
regulares que demonstrarem capacidade de cursá-las com proveito, 
mediante processo seletivo prévio. 
 
Art. 51. As instituições de educação superior credenciadas como 
universidades, ao deliberar sobre critérios e normas de seleção e 
admissão de estudantes, levarão em conta os efeitos desses critérios 
sobre a orientação do ensino médio, articulando-secom os órgãos 
normativos dos sistemas de ensino. 
COMENTÁRIOS: 
Hoje, presenciamos uma amplitude de critérios de seleção tais como 
ENEM-Exame Nacional do Ensino Médio, por exemplo. 
 
Art. 52. As universidades são instituições pluridisciplinares de 
formação dos quadros profissionais de nível superior, de pesquisa, de 
extensão e de domínio e cultivo do saber humano, que se caracterizam 
por: (Regulamento) (Regulamento) 
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I - produção intelectual institucionalizada mediante o estudo 
sistemático dos temas e problemas mais relevantes, tanto do ponto de 
vista científico e cultural, quanto regional e nacional; 
II - um terço do corpo docente, pelo menos, com titulação 
acadêmica de mestrado ou doutorado; 
III - um terço do corpo docente em regime de tempo integral. 
Parágrafo único. É facultada a criação de universidades 
especializadas por campo do 
saber. (Regulamento) (Regulamento) 
COMENTÁRIOS: 
- 1//3 do corpo docente deve ter mestrado ou doutorado. 
- 1/3 deve trabalhar em regime de tempo integral (dedicação 
exclusiva), que significa quarenta horas semanais de trabalho acadêmico 
(ensino, pesquisa e extensão). 
Sobre o parágrafo único: é possível que se crie uma 
Universidade de Medicina, por exemplo. 
 
 
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Art. 53. No exercício de sua autonomia, são asseguradas às 
universidades, sem prejuízo de outras, as seguintes atribuições: 
I - criar, organizar e extinguir, em sua sede, cursos e programas de 
educação superior previstos nesta Lei, obedecendo às normas gerais da 
União e, quando for o caso, do respectivo sistema de 
ensino; (Regulamento) 
II - fixar os currículos dos seus cursos e programas, 
observadas as diretrizes gerais pertinentes; 
III - estabelecer planos, programas e projetos de pesquisa científica, 
produção artística e atividades de extensão; 
IV - fixar o número de vagas de acordo com a capacidade 
institucional e as exigências do seu meio; 
V - elaborar e reformar os seus estatutos e regimentos em 
consonância com as normas gerais atinentes; 
VI - conferir graus, diplomas e outros títulos; 
VII - firmar contratos, acordos e convênios; 
VIII - aprovar e executar planos, programas e projetos de 
investimentos referentes a obras, serviços e aquisições em geral, bem 
como administrar rendimentos conforme dispositivos institucionais; 
IX - administrar os rendimentos e deles dispor na forma prevista no 
ato de constituição, nas leis e nos respectivos estatutos; 
X - receber subvenções, doações, heranças, legados e cooperação 
financeira resultante de convênios com entidades públicas e privadas. 
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Parágrafo único. Para garantir a autonomia didático-científica das 
universidades, caberá aos seus colegiados de ensino e pesquisa decidir, 
dentro dos recursos orçamentários disponíveis, sobre: 
I - criação, expansão, modificação e extinção de cursos; 
II - ampliação e diminuição de vagas; 
III - elaboração da programação dos cursos; 
IV - programação das pesquisas e das atividades de extensão; 
V - contratação e dispensa de professores; 
VI - planos de carreira docente. 
COMENTÁRIOS: 
As universidades gozam de autonomia, conforme artigo 207 da 
Nossa Constituição Federal: “As universidades gozam de autonomia 
didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e 
obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e 
extensão. 
 
Art. 54. As universidades mantidas pelo Poder Público gozarão, na 
forma da lei, de estatuto jurídico especial para atender às peculiaridades 
de sua estrutura, organização e financiamento pelo Poder Público, assim 
como dos seus planos de carreira e do regime jurídico do seu 
pessoal. (Regulamento) (Regulamento) 
§ 1º No exercício da sua autonomia, além das atribuições 
asseguradas pelo artigo anterior, as universidades públicas poderão: 
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I - propor o seu quadro de pessoal docente, técnico e administrativo, 
assim como um plano de cargos e salários, atendidas as normas gerais 
pertinentes e os recursos disponíveis; 
II - elaborar o regulamento de seu pessoal em conformidade com as 
normas gerais concernentes; 
III - aprovar e executar planos, programas e projetos de 
investimentos referentes a obras, serviços e aquisições em geral, de 
acordo com os recursos alocados pelo respectivo Poder mantenedor; 
IV - elaborar seus orçamentos anuais e plurianuais; 
V - adotar regime financeiro e contábil que atenda às suas 
peculiaridades de organização e funcionamento; 
VI - realizar operações de crédito ou de financiamento, com 
aprovação do Poder competente, para aquisição de bens imóveis, 
instalações e equipamentos; 
VII - efetuar transferências, quitações e tomar outras providências 
de ordem orçamentária, financeira e patrimonial necessárias ao seu bom 
desempenho. 
§ 2º Atribuições de autonomia universitária poderão ser estendidas a 
instituições que comprovem alta qualificação para o ensino ou para a 
pesquisa, com base em avaliação realizada pelo Poder Público. 
COMENTÁRIOS: 
O artigo 54 trata da autonomia das universidades públicas. Estas 
terão um estatuto jurídico especial que servirá de base para o uso 
adequado dos recursos de uma forma geral. Os gastos das universidades 
públicas são supridos pela conta do Tesouro e os pagamentos com 
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pessoal são realizados de acordo com os limites das disponibilidades 
orçamentárias. 
 
Art. 55. Caberá à União assegurar, anualmente, em seu Orçamento 
Geral, recursos suficientes para manutenção e desenvolvimento das 
instituições de educação superior por ela mantidas. 
 
 
Art. 56. As instituições públicas de educação superior 
obedecerão ao princípio da gestão democrática, assegurada a 
existência de órgãos colegiados deliberativos, de que participarão 
os segmentos da comunidade institucional, local e regional. 
Parágrafo único. Em qualquer caso, os docentes ocuparão setenta 
por cento dos assentos em cada órgão colegiado e comissão, inclusive nos 
que tratarem da elaboração e modificações estatutárias e regimentais, 
bem como da escolha de dirigentes. 
COMENTÁRIOS: 
A gestão democrática nas instituições públicas é prevista também no 
artigo 206 da Constituição: Art. 206. O ensino será ministrado com base 
nos seguintes princípios: 
... 
VI - gestão democrática do ensino público, na forma da lei. 
 
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Art. 57. Nas instituições públicas de educação superior, o 
professor ficará obrigado ao mínimo de oito horassemanais de 
aulas. (Regulamento) 
 
CAPÍTULO V 
DA EDUCAÇÃO ESPECIAL 
Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, 
a modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede 
regular de ensino, para educandos com deficiência, transtornos globais do 
desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. (Redação dada 
pela Lei nº 12.796, de 2013) 
§ 1º Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na 
escola regular, para atender às peculiaridades da clientela de educação 
especial. 
§ 2º O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou 
serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas 
dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns de 
ensino regular. 
§ 3º A oferta de educação especial, dever constitucional do Estado, 
tem início na faixa etária de zero a seis anos, durante a educação infantil. 
COMENTÁRIOS: 
A novidade do assunto que trata da educação especial é a mudança 
da nomenclatura de: educando portadores de necessidades 
especiais para educando com deficiências, além da inclusão dos 
transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou 
superdotação. 
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A educação especial deve ser oferecida, preferencialmente, na 
rede regular de ensino. 
 
 
Art. 59. Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com 
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou 
superdotação: (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
I - currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização 
específicos, para atender às suas necessidades; 
II - terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o 
nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas 
deficiências, e aceleração para concluir em menor tempo o programa 
escolar para os superdotados; 
III - professores com especialização adequada em nível médio ou 
superior, para atendimento especializado, bem como professores do 
ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas 
classes comuns; 
IV - educação especial para o trabalho, visando a sua efetiva 
integração na vida em sociedade, inclusive condições adequadas para os 
que não revelarem capacidade de inserção no trabalho competitivo, 
mediante articulação com os órgãos oficiais afins, bem como para aqueles 
que apresentam uma habilidade superior nas áreas artística, intelectual 
ou psicomotora; 
V - acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais 
suplementares disponíveis para o respectivo nível do ensino regular. 
COMENTÁRIOS: 
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Observem que o termo especial não é dado à toa. É muito 
importante que o sistema escolar esteja preparado para atender todas as 
diferenças, oferecendo um acesso igualitário e uma educação de 
qualidade. Isto é possível com um corpo docente especializado, 
preparado com condições adequadas de trabalho, para que o educando 
com deficiência não seja apenas um corpo estranho na turma regular. 
 
 
Art. 59-A. O poder público deverá instituir cadastro nacional de 
alunos com altas habilidades ou superdotação matriculados na educação 
básica e na educação superior, a fim de fomentar a execução de políticas 
públicas destinadas ao desenvolvimento pleno das potencialidades desse 
alunado. (Incluído pela Lei nº 13.234, de 2015) 
Parágrafo único. A identificação precoce de alunos com altas 
habilidades ou superdotação, os critérios e procedimentos para inclusão 
no cadastro referido no caput deste artigo, as entidades responsáveis 
pelo cadastramento, os mecanismos de acesso aos dados do cadastro e 
as políticas de desenvolvimento das potencialidades do alunado de que 
trata o caput serão definidos em regulamento. 
COMENTÁRIOS: 
A criação deste cadastro é um avanço para a educação especial, pois 
possibilita um maior controle do público com altas habilidades e 
superdotação, visando direcionar a atenção para eles. 
 
Art. 60. Os órgãos normativos dos sistemas de ensino estabelecerão 
critérios de caracterização das instituições privadas sem fins lucrativos, 
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especializadas e com atuação exclusiva em educação especial, para fins 
de apoio técnico e financeiro pelo Poder Público. 
Parágrafo único. O poder público adotará, como alternativa 
preferencial, a ampliação do atendimento aos educandos com 
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas 
habilidades ou superdotação na própria rede pública regular de 
ensino, independentemente do apoio às instituições previstas 
neste artigo. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
 
 
TÍTULO VI 
DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO 
Art. 61. Consideram-se profissionais da educação escolar básica os 
que, nela estando em efetivo exercício e tendo sido formados em cursos 
reconhecidos, são: (Redação dada pela Lei nº 12.014, de 2009) 
I – professores habilitados em nível médio ou superior para a 
docência na educação infantil e nos ensinos fundamental e 
médio; (Redação dada pela Lei nº 12.014, de 2009) 
II – trabalhadores em educação portadores de diploma de pedagogia, 
com habilitação em administração, planejamento, supervisão, inspeção e 
orientação educacional, bem como com títulos de mestrado ou doutorado 
nas mesmas áreas;(Redação dada pela Lei nº 12.014, de 2009) 
III – trabalhadores em educação, portadores de diploma de curso 
técnico ou superior em área pedagógica ou afim. (Incluído pela Lei nº 
12.014, de 2009) 
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Parágrafo único. A formação dos profissionais da educação, de modo 
a atender às especificidades do exercício de suas atividades, bem como 
aos objetivos das diferentes etapas e modalidades da educação básica, 
terá como fundamentos: (Incluído pela Lei nº 12.014, de 2009) 
I – a presença de sólida formação básica, que propicie o 
conhecimento dos fundamentos científicos e sociais de suas competências 
de trabalho; (Incluído pela Lei nº 12.014, de 2009) 
II – a associação entre teorias e práticas, mediante estágios 
supervisionados e capacitação em serviço; (Incluído pela Lei nº 12.014, 
de 2009) 
III – o aproveitamento da formação e experiências anteriores, em 
instituições de ensino e em outras atividades. (Incluído pela Lei nº 
12.014, de 2009) 
 
 
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Art. 62. A formação de docentes para atuar na educação básica far-
se-á em nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em 
universidades e institutos superiores de educação, admitida, como 
formação mínima para o exercício do magistério na educação 
infantil e nos 5 (cinco) primeiros anos do ensino fundamental, a 
oferecida em nível médio na modalidade normal. (Redação dada 
pela Lei nº 12.796, de 2013) 
§ 1º A União, o Distrito Federal,os Estados e os Municípios, em 
regime de colaboração, deverão promover a formação inicial, a 
continuada e a capacitação dos profissionais de magistério. (Incluído pela 
Lei nº 12.056, de 2009). 
§ 2º A formação continuada e a capacitação dos profissionais de 
magistério poderão utilizar recursos e tecnologias de educação a 
distância. (Incluído pela Lei nº 12.056, de 2009). 
§ 3º A formação inicial de profissionais de magistério dará 
preferência ao ensino presencial, subsidiariamente fazendo uso de 
recursos e tecnologias de educação a distância. (Incluído pela Lei nº 
12.056, de 2009). 
§ 4o A União, o Distrito Federal, os Estados e os Municípios adotarão 
mecanismos facilitadores de acesso e permanência em cursos de 
formação de docentes em nível superior para atuar na educação básica 
pública. (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) 
§ 5o A União, o Distrito Federal, os Estados e os Municípios 
incentivarão a formação de profissionais do magistério para atuar na 
educação básica pública mediante programa institucional de bolsa de 
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iniciação à docência a estudantes matriculados em cursos de licenciatura, 
de graduação plena, nas instituições de educação superior. (Incluído pela 
Lei nº 12.796, de 2013) 
§ 6o O Ministério da Educação poderá estabelecer nota mínima em 
exame nacional aplicado aos concluintes do ensino médio como pré-
requisito para o ingresso em cursos de graduação para formação de 
docentes, ouvido o Conselho Nacional de Educação - CNE. (Incluído pela 
Lei nº 12.796, de 2013) 
§ 7o (VETADO). (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) 
 
 
COMENTÁRIOS: 
O inciso I do artigo 61 aceita a habilitação de professores que 
cursaram o ensino médio. Neste caso, para que seja aceito, o ensino 
médio deve ser aquele chamado Normal ou Magistério. 
Uma nota: Atualmente, no DF, não é possível ingressar na carreira 
de professor da Secretaria de Educação, quem tenha apenas o curso dito 
Normal ou Magistério. É necessário que se tenha a graduação em 
Pedagogia, em virtude da Lei 4.075, de 28 de dezembro de 2007. 
Uma das metas do Plano Nacional de Educação (PNE), porém, prevê 
que todos os professores da Educação Básica tenham formação específica 
de nível superior em curso de licenciatura na área de conhecimento em 
que atuam até 2020. 
 
Art. 62-A. A formação dos profissionais a que se refere o inciso 
III do art. 61 far-se-á por meio de cursos de conteúdo técnico-
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pedagógico, em nível médio ou superior, incluindo habilitações 
tecnológicas. (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) 
Parágrafo único. Garantir-se-á formação continuada para os 
profissionais a que se refere o caput, no local de trabalho ou em 
instituições de educação básica e superior, incluindo cursos de educação 
profissional, cursos superiores de graduação plena ou tecnológicos e de 
pós-graduação. (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) 
 
 
Art. 63. Os institutos superiores de educação 
manterão: (Regulamento) 
I - cursos formadores de profissionais para a educação básica, 
inclusive o curso normal superior, destinado à formação de docentes 
para a educação infantil e para as primeiras séries do ensino 
fundamental; 
II - programas de formação pedagógica para portadores de diplomas 
de educação superior que queiram se dedicar à educação básica; 
III - programas de educação continuada para os profissionais de 
educação dos diversos níveis. 
COMENTÁRIOS: 
Curso Normal Superior: para formação de professores da Educação 
Infantil e das séries iniciais do Ensino Fundamental. 
Cursos de Licenciatura: destinados à formação de professores dos 
Ensinos Fundamental e Médio. 
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Programas de formação continuada: como o próprio nome 
sugere, para a atualização profissional de docentes da educação básica. 
Programas de formação pedagógica: para profissionais que, 
embora não estejam matriculados em cursos de licenciaturas, que 
queiram ensinar nas séries iniciais do Ensino Fundamental, Médio ou na 
Educação Profissional de nível técnico, em áreas de conhecimento ou 
disciplinas de sua especialidade. 
Art. 64. A formação de profissionais de educação para administração, 
planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional para a 
educação básica, será feita em cursos de graduação em pedagogia ou em 
nível de pós-graduação, a critério da instituição de ensino, garantida, 
nesta formação, a base comum nacional. 
COMENTÁRIOS: 
Até 2006, os cursos de Pedagogia apresentavam opções, chamadas: 
habilitações, em que o aluno, poderia escolher até duas: dentre elas havia 
a de orientação, supervisão, administração, planejamento, inspeção e 
ensino especial. Com a Resolução CNE/CP 1/06, extinguiu-se essa 
possibilidade e o curso de Pedagogia passou a ser generalista, formando 
um educador em sentido amplo. Com isso, para aqueles que se formaram 
antes da resolução, ainda têm validade, entretanto, em regime de 
extinção. 
Com isso, para a formação dos profissionais que o artigo 64 elenca, 
exige-se pedagogia (para aqueles habilitados, até 2006) ou uma pós-
graduação na área. 
 
Art. 65. A formação docente, exceto para a educação superior, 
incluirá prática de ensino de, no mínimo, trezentas horas. 
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COMENTÁRIOS: 
Contam-se a prática pedagógica e o estágio supervisionado, para a 
formação. 
Art. 66. A preparação para o exercício do magistério superior far-se-á 
em nível de pós-graduação, prioritariamente em programas de mestrado 
e doutorado. 
Parágrafo único. O notório saber, reconhecido por universidade com 
curso de doutorado em área afim, poderá suprir a exigência de título 
acadêmico. 
COMENTÁRIOS: 
Magistério superior= professor universitário. Como já vimos, as 
universidades devem contar com, pelo menos, um terço do seu corpo 
docente, advindo de mestrado e doutorado. Logo, aceitam-se as pós 
graduação latu sensu, sendo prioritariamente, a preparação por 
programas de mestrado e doutorado. 
Art. 67. Os sistemas de ensino promoverão a valorização dos 
profissionais da educação, assegurando-lhes, inclusive nos termos dos 
estatutos e dos planos de carreira do magistério público: 
I - ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos; 
II - aperfeiçoamento profissional continuado, inclusive com 
licenciamento periódico remunerado para esse fim; 
III - piso salarial profissional; 
IV - progressão funcional baseada na titulação ou habilitação, e na 
avaliação do desempenho; 
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V - período reservado a estudos, planejamento e avaliação, incluído 
na carga de trabalho; 
VI - condições adequadas de trabalho. 
§ 1o A experiência docente é pré-requisito para o exercício 
profissional de quaisquer outras funções de magistério, nos termosdas 
normas de cada sistema de ensino.(Renumerado pela Lei nº 11.301, de 
2006) 
§ 2o Para os efeitos do disposto no § 5º do art. 40 e no § 8o do art. 
201 da Constituição Federal, são consideradas funções de magistério as 
exercidas por professores e especialistas em educação no desempenho de 
atividades educativas, quando exercidas em estabelecimento de educação 
básica em seus diversos níveis e modalidades, incluídas, além do 
exercício da docência, as de direção de unidade escolar e as de 
coordenação e assessoramento pedagógico. (Incluído pela Lei nº 11.301, 
de 2006) 
§ 3o A União prestará assistência técnica aos Estados, ao Distrito 
Federal e aos Municípios na elaboração de concursos públicos para 
provimento de cargos dos profissionais da educação. (Incluído pela Lei nº 
12.796, de 2013) 
COMENTÁRIOS: 
O artigo 206, V da Constituição Federal prevê a obrigatoriedade de 
admissão de professores somente por concurso público de provas e 
títulos. Infelizmente, vimos que esta realidade ainda está longe de ser 
alcançada. A ideia com o artigo 67 da LDB é a valorização do profissional, 
além das condições adequadas de trabalho. Sabemos que estamos um 
pouco distantes dessa realidade. 
 
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TÍTULO VII 
DOS RECURSOS FINANCEIROS 
Art. 68. Serão recursos públicos destinados à educação os originários 
de: 
I - receita de impostos próprios da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios; 
II - receita de transferências constitucionais e outras transferências; 
III - receita do salário-educação e de outras contribuições sociais; 
IV - receita de incentivos fiscais; 
V - outros recursos previstos em lei. 
COMENTÁRIOS: 
RECEITAS DE IMPOSTOS: é aquela que vem dos tributos 
arrecadados por cada uma das esferas da administração pública (União, 
Estados, DF e Municípios). 
TRANSFERÊNCIAS CONSTITUCIONAIS OU OUTRAS 
TRANSFERÊNCIAS: vêm de múltiplas bases, por exemplo: 20% do que 
for arrecadado pela União quando se institui um novo imposto e 
transferência, aos Estados e DF, de 10% do que for arrecadado, a partir 
da cobrança de impostos de produtos industrializados pela União. Essas 
justificativas encontram-se nos artigos 157, 158 e 159 da Constituição. 
SALÁRIO-EDUCAÇÃO: é uma contribuição social, que tem como 
objetivo “suplementar as despesas públicas com a educação elementar.” 
RECEITA DE INCENTIVOS FISCAIS: é formada dos incentivos 
fiscais, como o Imposto de Renda, ou de isenções fiscais. Funciona assim: 
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pessoas físicas ou jurídicas que financiarem programas escolares ou 
bolsas de estudo, com recursos próprios, poderão ter estas despesas 
abatidas no imposto de renda a pagar. 
 OUTROS RECURSOS PREVISTOS EM LEI: são criadas em 
situações de emergência, para atender, em caráter provisório. 
 
 
Art. 69. A União aplicará, anualmente, nunca menos de 
dezoito, e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, vinte e 
cinco por cento, ou o que consta nas respectivas Constituições ou 
Leis Orgânicas, da receita resultante de impostos, compreendidas 
as transferências constitucionais, na manutenção e 
desenvolvimento do ensino público. 
§ 1º A parcela da arrecadação de impostos transferida pela União aos 
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, ou pelos Estados aos 
respectivos Municípios, não será considerada, para efeito do cálculo 
previsto neste artigo, receita do governo que a transferir. 
§ 2º Serão consideradas excluídas das receitas de impostos 
mencionadas neste artigo as operações de crédito por antecipação de 
receita orçamentária de impostos. 
§ 3º Para fixação inicial dos valores correspondentes aos mínimos 
estatuídos neste artigo, será considerada a receita estimada na lei do 
orçamento anual, ajustada, quando for o caso, por lei que autorizar a 
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abertura de créditos adicionais, com base no eventual excesso de 
arrecadação. 
§ 4º As diferenças entre a receita e a despesa previstas e as 
efetivamente realizadas, que resultem no não atendimento dos 
percentuais mínimos obrigatórios, serão apuradas e corrigidas a cada 
trimestre do exercício financeiro. 
§ 5º O repasse dos valores referidos neste artigo do caixa da União, 
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios ocorrerá imediatamente 
ao órgão responsável pela educação, observados os seguintes prazos: 
I - recursos arrecadados do primeiro ao décimo dia de cada mês, até 
o vigésimo dia; 
II - recursos arrecadados do décimo primeiro ao vigésimo dia de 
cada mês, até o trigésimo dia; 
III - recursos arrecadados do vigésimo primeiro dia ao final de cada 
mês, até o décimo dia do mês subsequente. 
§ 6º O atraso da liberação sujeitará os recursos a correção monetária 
e à responsabilização civil e criminal das autoridades competentes. 
COMENTÁRIOS: 
O artigo 69 gosta muito de ser cobrado em provas. Os valores 
mínimos são fixados na lei orçamentária anual. 
UNIÃO: aplicará nunca menos que 18%, da receita resultante de 
seus impostos. 
ESTADOS, MUNICÍPIOS E DF: nunca menos que 25%. 
Estes percentuais são os mínimos que as diversas esferas 
administrativas são obrigadas a aplicar em manutenção e 
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desenvolvimento do ensino. Como são percentuais mínimos, em alguns 
estados, como São Paulo e Rio Grande do Sul, o percentual aplicado é 
superior aos 25% obrigatórios em lei. 
 
Art. 70. Considerar-se-ão como de manutenção e 
desenvolvimento do ensino as despesas realizadas com vistas à 
consecução dos objetivos básicos das instituições educacionais de 
todos os níveis, compreendendo as que se destinam a: 
I - remuneração e aperfeiçoamento do pessoal docente e 
demais profissionais da educação; 
II - aquisição, manutenção, construção e conservação de instalações 
e equipamentos necessários ao ensino; 
III – uso e manutenção de bens e serviços vinculados ao 
ensino; 
IV - levantamentos estatísticos, estudos e pesquisas visando 
precipuamente ao aprimoramento da qualidade e à expansão do ensino; 
V - realização de atividades-meio necessárias ao funcionamento dos 
sistemas de ensino; 
VI - concessão de bolsas de estudo a alunos de escolas 
públicas e privadas; 
VII - amortização e custeio de operações de crédito destinadas a 
atender ao disposto nos incisos deste artigo; 
VIII - aquisição de material didático-escolar e manutenção de 
programas de transporte escolar. 
COMENTÁRIOS: 
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O legislador considerou como manutenção e desenvolvimento as 
despesas intrínsecas ao ensino. 
Obs: incisos I, III e VI costumam cair em provas. 
 
Art. 71. Não constituirão despesas de manutenção e 
desenvolvimento do ensino aquelas realizadas com: 
I - pesquisa, quando não vinculada às instituições de ensino, ou, 
quando efetivada fora dos sistemas de ensino,que não vise, 
precipuamente, ao aprimoramento de sua qualidade ou à sua expansão; 
II - subvenção a instituições públicas ou privadas de caráter 
assistencial, desportivo ou cultural; 
III - formação de quadros especiais para a administração pública, 
sejam militares ou civis, inclusive diplomáticos; 
IV - programas suplementares de alimentação, assistência médico-
odontológica, farmacêutica e psicológica, e outras formas de assistência 
social; 
V - obras de infraestrutura, ainda que realizadas para beneficiar 
direta ou indiretamente a rede escolar; 
VI - pessoal docente e demais trabalhadores da educação, quando 
em desvio de função ou em atividade alheia à manutenção e 
desenvolvimento do ensino. 
COMENTÁRIOS: 
Observem que os incisos trazem itens que não fazem relação direta 
ao ensino e aos objetivos básicos das instituições. 
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Art. 72. As receitas e despesas com manutenção e desenvolvimento 
do ensino serão apuradas e publicadas nos balanços do Poder Público, 
assim como nos relatórios a que se refere o § 3º do art. 165 da 
Constituição Federal. 
Art. 73. Os órgãos fiscalizadores examinarão, prioritariamente, na 
prestação de contas de recursos públicos, o cumprimento do disposto 
no art. 212 da Constituição Federal, no art. 60 do Ato das Disposições 
Constitucionais Transitórias e na legislação concernente. 
COMENTÁRIOS: 
Sobre os órgãos fiscalizadores, entendemos que o Tribunal de Contas 
assume de forma precípua, mas não de forma exclusiva. 
 
Art. 74. A União, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e 
os Municípios, estabelecerá padrão mínimo de oportunidades educacionais 
para o ensino fundamental, baseado no cálculo do custo mínimo por 
aluno, capaz de assegurar ensino de qualidade. 
Parágrafo único. O custo mínimo de que trata este artigo será 
calculado pela União ao final de cada ano, com validade para o ano 
subsequente, considerando variações regionais no custo dos insumos e as 
diversas modalidades de ensino. 
COMENTÁRIOS: 
Sabemos que a educação de qualidade não custa barato e o 
legislador, ao estabelecer um mínimo, por aluno, pretende manter o 
mínimo de padrão de qualidade no ensino. 
 
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Art. 75. A ação supletiva e redistributiva da União e dos 
Estados será exercida de modo a corrigir, progressivamente, as 
disparidades de acesso e garantir o padrão mínimo de qualidade 
de ensino. 
§ 1º A ação a que se refere este artigo obedecerá a fórmula de 
domínio público que inclua a capacidade de atendimento e a medida do 
esforço fiscal do respectivo Estado, do Distrito Federal ou do Município em 
favor da manutenção e do desenvolvimento do ensino. 
§ 2º A capacidade de atendimento de cada governo será definida 
pela razão entre os recursos de uso constitucionalmente obrigatório na 
manutenção e desenvolvimento do ensino e o custo anual do aluno, 
relativo ao padrão mínimo de qualidade. 
§ 3º Com base nos critérios estabelecidos nos §§ 1º e 2º, a União 
poderá fazer a transferência direta de recursos a cada estabelecimento de 
ensino, considerado o número de alunos que efetivamente frequentam a 
escola. 
§ 4º A ação supletiva e redistributiva não poderá ser exercida em 
favor do Distrito Federal, dos Estados e dos Municípios se estes 
oferecerem vagas, na área de ensino de sua responsabilidade, conforme o 
inciso VI do art. 10 e o inciso V do art. 11 desta Lei, em número inferior à 
sua capacidade de atendimento. 
 
Art. 76. A ação supletiva e redistributiva prevista no artigo anterior 
ficará condicionada ao efetivo cumprimento pelos Estados, Distrito Federal 
e Municípios do disposto nesta Lei, sem prejuízo de outras prescrições 
legais. 
COMENTÁRIOS: 
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Ação redistributiva: cunho quantitativo. De acordo com o professor 
Moaci Alves, refere-se à dimensão de insuficiência de recursos. 
Ação supletiva: cunho qualitativo. Refere-se à dimensão das 
dissimetrias sociais. Este dispositivo estabelece uma relação baseada no 
volume de recursos existentes para a manutenção e desenvolvimento do 
ensino, e também, no esforço fiscal que cada instância faz para o uso 
obrigatório em educação básica. 
 
Art. 77. Os recursos públicos serão destinados às escolas 
públicas, podendo ser dirigidos a escolas comunitárias, 
confessionais ou filantrópicas que: 
I - comprovem finalidade não-lucrativa e não distribuam 
resultados, dividendos, bonificações, participações ou parcela de seu 
patrimônio sob nenhuma forma ou pretexto; 
II - apliquem seus excedentes financeiros em educação; 
III - assegurem a destinação de seu patrimônio a outra escola 
comunitária, filantrópica ou confessional, ou ao Poder Público, no caso de 
encerramento de suas atividades; 
IV - prestem contas ao Poder Público dos recursos recebidos. 
§ 1º Os recursos de que trata este artigo poderão ser destinados a 
bolsas de estudo para a educação básica, na forma da lei, para os que 
demonstrarem insuficiência de recursos, quando houver falta de vagas e 
cursos regulares da rede pública de domicílio do educando, ficando o 
Poder Público obrigado a investir prioritariamente na expansão da sua 
rede local. 
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§ 2º As atividades universitárias de pesquisa e extensão poderão 
receber apoio financeiro do Poder Público, inclusive mediante bolsas de 
estudo. 
COMENTÁRIOS: 
Observem que as instituições privadas estão fora do rol de alcance dos 
recursos que trata o artigo 77. 
 
TÍTULO VIII 
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS 
Art. 78. O Sistema de Ensino da União, com a colaboração das 
agências federais de fomento à cultura e de assistência aos índios, 
desenvolverá programas integrados de ensino e pesquisa, para oferta de 
educação escolar bilingue e intercultural aos povos indígenas, com os 
seguintes objetivos: 
I - proporcionar aos índios, suas comunidades e povos, a 
recuperação de suas memórias históricas; a reafirmação de suas 
identidades étnicas; a valorização de suas línguas e ciências; 
II - garantir aos índios, suas comunidades e povos, o acesso às 
informações, conhecimentos técnicos e científicos da sociedade nacional e 
demais sociedades indígenas e não-índias. 
COMENTÁRIOS: 
As disposições gerais farão par com tudo o que a LDB afirma em seu 
texto, estendendo aos índios e seus povos. Sabemos que os povos 
indígenas foram os primeiros habitantes do Brasil e eles mantém 
tradições que devem ser respeitadas. Além disso, o legislador se 
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preocupou em garantir o acesso à informação e conhecimento, para eles 
e demais povos, visando a integração. 
 
 
Art. 79. A União apoiará técnica e financeiramente os sistemas 
de ensino no provimento da educação intercultural às 
comunidades indígenas, desenvolvendo programas integrados de 
ensino e pesquisa.§ 1º Os programas serão planejados com audiência das comunidades 
indígenas. 
§ 2º Os programas a que se refere este artigo, incluídos nos Planos 
Nacionais de Educação, terão os seguintes objetivos: 
I - fortalecer as práticas socioculturais e a língua materna de cada 
comunidade indígena; 
II - manter programas de formação de pessoal especializado, 
destinado à educação escolar nas comunidades indígenas; 
III - desenvolver currículos e programas específicos, neles incluindo 
os conteúdos culturais correspondentes às respectivas comunidades; 
IV - elaborar e publicar sistematicamente material didático específico 
e diferenciado. 
§ 3o No que se refere à educação superior, sem prejuízo de outras 
ações, o atendimento aos povos indígenas efetivar-se-á, nas 
universidades públicas e privadas, mediante a oferta de ensino e de 
assistência estudantil, assim como de estímulo à pesquisa e 
Conhecimentos Básicos para Pedagogia 
para Prefeitura (professor) 
Profas Fernanda e Fabiana 
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desenvolvimento de programas especiais. (Incluído pela Lei nº 12.416, de 
2011) 
COMENTÁRIOS: 
Não basta oferecer uma educação indígena qualquer. É imperativo 
que haja adequação das condições de acesso e aprendizagem. Em função 
disso, a LDB se preocupa em planejar o ensino de acordo com as 
peculiaridades dos índios, fortalecendo as práticas socioculturais e a 
língua materna de cada comunidade, oferecendo uma educação que 
atenda aos anseios, com o aval da própria comunidade indígena. 
 
Art. 79-A. (VETADO) (Incluído pela Lei nº 10.639, de 9.1.2003) 
Art. 79-B. O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como 
‘Dia Nacional da Consciência Negra’.(Incluído pela Lei nº 10.639, de 
9.1.2003) 
COMENTÁRIO: 
Desde a inclusão em 2003, do Dia Nacional da Consciência Negra, no 
calendário escolar, já foi algumas vezes, objeto de prova de concurso. 
 
Art. 80. O Poder Público incentivará o desenvolvimento e a 
veiculação de programas de ensino a distância, em todos os níveis e 
modalidades de ensino, e de educação continuada. (Regulamento) 
§ 1º A educação a distância, organizada com abertura e regime 
especiais, será oferecida por instituições especificamente credenciadas 
pela União. 
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§ 2º A União regulamentará os requisitos para a realização de 
exames e registro de diploma relativos a cursos de educação a distância. 
§ 3º As normas para produção, controle e avaliação de programas de 
educação a distância e a autorização para sua implementação, caberão 
aos respectivos sistemas de ensino, podendo haver cooperação e 
integração entre os diferentes sistemas. (Regulamento) 
§ 4º A educação a distância gozará de tratamento diferenciado, que 
incluirá: 
I - custos de transmissão reduzidos em canais comerciais de 
radiodifusão sonora e de sons e imagens e em outros meios de 
comunicação que sejam explorados mediante autorização, concessão ou 
permissão do poder público; (Redação dada pela Lei nº 12.603, de 
2012) 
II - concessão de canais com finalidades exclusivamente educativas; 
III - reserva de tempo mínimo, sem ônus para o Poder Público, pelos 
concessionários de canais comerciais. 
COMENTÁRIOS: 
O artigo 80 tem regulamentação no Decreto 5622/052 que 
trata das Diretrizes e Bases da educação a distância. 
- Para oferecer a educação a distância, a instituição deve ser 
credenciada pela União, que por sua vez, regulamentará os 
requisitos para a realização de exames e registro de diploma 
relativos a cursos de educação a distância. 
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- A educação a distância pode ser oferecida nos seguintes níveis 
e modalidades educacionais: 
I- Educação básica; 
II- Educação de jovens e adultos; 
III- Educação Especial (tomando cuidado com as 
especificidades legais pertinentes); 
IV- Educação Profissional (tanto técnicos de nível médio, 
quanto tecnológicos de nível superior). 
V- Educação Superior que pode ser sequencial, graduação, 
especialização, mestrado e doutorado. 
Lembrem-se que para o Ensino Fundamental e Médio, o Decreto 5622/05 
e a LDB (art. 32) impõem restrição, sendo possível a educação a distância 
para eles apenas para complementação de aprendizagem ou em situações 
de emergência. 
 
Art. 81. É permitida a organização de cursos ou instituições de ensino 
experimentais, desde que obedecidas as disposições desta Lei. 
COMENTÁRIOS: 
Com este artigo, abre possibilidade de experimentar propostas 
pedagógicas diferentes das usuais, entretanto, deve-se obedecer as 
disposições da LDB. Ou seja: não se criará nada que não seja apropriado 
e adequado ao que a legislação educacional entenda, apesar da 
possibilidade de experimentação. 
 
 Art. 82. Os sistemas de ensino estabelecerão as normas de 
realização de estágio em sua jurisdição, observada a lei federal sobre a 
matéria. (Redação dada pela Lei nº 11.788, de 2008) 
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COMENTÁRIOS: 
Há dois tipos de estágios: obrigatório e não obrigatório. Cada 
instituição de ensino deve deixar claro que tipo de estágio está 
oferecendo. Para cursar o estágio (de acordo com a lei do estágio3), deve-
se cumprir algumas exigências. 
Art. 83. O ensino militar é regulado em lei específica, admitida a 
equivalência de estudos, de acordo com as normas fixadas pelos sistemas 
de ensino. 
COMENTÁRIOS: 
O ensino militar é regulamentado em lei específica e passou por 
transformações ao longo do tempo. Antes, era oferecido apenas para 
alunos homens, filhos de militares. Atualmente, seu corpo discente é 
misto (feminino e masculino) e há possibilidade de ingresso, para alunos 
que não são filhos de militares, de acordo com alguns critérios, dentre 
eles, prova de seleção e sorteio. 
 
 
Art. 84. Os discentes da educação superior poderão ser aproveitados 
em tarefas de ensino e pesquisa pelas respectivas instituições, exercendo 
funções de monitoria, de acordo com seu rendimento e seu plano de 
estudos. 
 
COMENTÁRIOS: 
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A possibilidade de monitoria é uma forma de o aluno desenvolver 
habilidades e estar em contato com a academia, proporcionando-o um 
relacionamento produtivo entre alunos e professores. 
 
Art. 85. Qualquer cidadão habilitado com a titulação própria poderá 
exigir a abertura de concurso público de provas e títulos para cargo de 
docente de instituição pública de ensino que estiver sendo ocupado por 
professor não concursado, por mais de seis anos, ressalvados os direitos 
assegurados pelos arts. 41 da Constituição Federal e 19 do Ato das 
Disposições Constitucionais Transitórias.COMENTÁRIOS: 
Aposto que na prática, a incidência deste direito ser levado à prática 
seja como o cometa Halley: ocorra com uma frequência mínima. 
Art. 86. As instituições de educação superior constituídas como 
universidades integrar-se-ão, também, na sua condição de instituições de 
pesquisa, ao Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia, nos termos da 
legislação específica. 
COMENTÁRIOS: 
As universidades já possuem um papel de natureza científica, sendo 
assim, o artigo 86 ratifica a sua identidade. 
 
TÍTULO IX 
Das Disposições Transitórias 
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 Art. 87. É instituída a Década da Educação, a iniciar-se um ano a 
partir da publicação desta Lei. 
§ 1º A União, no prazo de um ano a partir da publicação desta Lei, 
encaminhará, ao Congresso Nacional, o Plano Nacional de Educação, com 
diretrizes e metas para os dez anos seguintes, em sintonia com a 
Declaração Mundial sobre Educação para Todos. 
§ 2º O Poder Público deverá recensear os educandos no ensino 
fundamental, com especial atenção para os grupos de sete a quatorze e 
de quinze a dezesseis anos de idade. 
§ 2o O poder público deverá recensear os educandos no ensino 
fundamental, com especial atenção para o grupo de 6 (seis) a 14 
(quatorze) anos de idade e de 15 (quinze) a 16 (dezesseis) anos de 
idade. (Redação dada pela Lei nº 11.274, de 2006) (Revogado pela lei 
nº 12.796, de 2013) 
§ 3o O Distrito Federal, cada Estado e Município, e, 
supletivamente, a União, devem: (Redação dada pela Lei nº 11.330, 
de 2006) 
I – matricular todos os educandos a partir dos 6 (seis) anos de idade 
no ensino fundamental; (Redação dada pela Lei nº 11.274, de 
2006) (Revogado pela lei nº 12.796, de 2013) 
a) (Revogado) (Redação dada pela Lei nº 11.274, de 2006) 
b) (Revogado) (Redação dada pela Lei nº 11.274, de 2006) 
c) (Revogado) (Redação dada pela Lei nº 11.274, de 2006) 
II - prover cursos presenciais ou a distância aos jovens e 
adultos insuficientemente escolarizados; 
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III - realizar programas de capacitação para todos os professores em 
exercício, utilizando também, para isto, os recursos da educação a 
distância; 
IV - integrar todos os estabelecimentos de ensino fundamental do 
seu território ao sistema nacional de avaliação do rendimento escolar. 
§ 4º Até o fim da Década da Educação somente serão admitidos 
professores habilitados em nível superior ou formados por treinamento 
em serviço. (Revogado pela lei nº 12.796, de 2013) 
§ 5º Serão conjugados todos os esforços objetivando a progressão 
das redes escolares públicas urbanas de ensino fundamental para o 
regime de escolas de tempo integral. 
§ 6º A assistência financeira da União aos Estados, ao Distrito 
Federal e aos Municípios, bem como a dos Estados aos seus Municípios, 
ficam condicionadas ao cumprimento do art. 212 da Constituição 
Federal e dispositivos legais pertinentes pelos governos beneficiados. 
 
Art. 87-A. (VETADO). (Incluído pela lei nº 12.796, de 2013) 
Art. 88. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
adaptarão sua legislação educacional e de ensino às disposições desta Lei 
no prazo máximo de um ano, a partir da data de sua 
publicação. (Regulamento)(Regulamento) 
§ 1º As instituições educacionais adaptarão seus estatutos e 
regimentos aos dispositivos desta Lei e às normas dos respectivos 
sistemas de ensino, nos prazos por estes estabelecidos. 
§ 2º O prazo para que as universidades cumpram o disposto nos 
incisos II e III do art. 52 é de oito anos. 
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Art. 89. As creches e pré-escolas existentes ou que venham a 
ser criadas deverão, no prazo de três anos, a contar da publicação 
desta Lei, integrar-se ao respectivo sistema de ensino. 
 
Art. 90. As questões suscitadas na transição entre o regime anterior 
e o que se institui nesta Lei serão resolvidas pelo Conselho Nacional de 
Educação ou, mediante delegação deste, pelos órgãos normativos dos 
sistemas de ensino, preservada a autonomia universitária. 
Art. 91. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Art. 92. Revogam-se as disposições das Leis nºs 4.024, de 20 de 
dezembro de 1961, e 5.540, de 28 de novembro de 1968, não alteradas 
pelas Leis nºs 9.131, de 24 de novembro de 1995 e 9.192, de 21 de 
dezembro de 1995 e, ainda, as Leis nºs 5.692, de 11 de agosto de 
1971 e 7.044, de 18 de outubro de 1982, e as demais leis e decretos-lei 
que as modificaram e quaisquer outras disposições em contrário. 
Brasília, 20 de dezembro de 1996; 
175º da Independência e 108º da República. 
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO 
Paulo Renato Souza 
 
 
 
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Dando continuidade a nossa aula. 
DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO 
AMBIENTAL 
 
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO 
CONSELHO PLENO 
RESOLUÇÃO No 2, DE 15 DE JUNHO DE 2012 (*) 
Estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação 
Ambiental. 
O Presidente do Conselho Nacional de Educação, de conformidade 
com o disposto na alínea “c” do § 1o e na alínea “c” do § 2o do artigo 9o 
da Lei no 4.024, de 20 de dezembro de 1961, com a redação dada pela 
Lei no 9.131, de 24 de novembro de 1995, e nos artigos 22 ao 57 da Lei 
no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e com fundamento no Parecer 
CNE/CP no 14/2012, homologado por Despacho do Senhor Ministro de 
Estado da Educação, publicado no DOU de 15 de junho de 2012, 
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CONSIDERANDO que: 
A Constituição Federal (CF), de 1988, no inciso VI do § 1o do artigo 225 
determina que o Poder Público deve promover a Educação Ambiental em 
todos os níveis de ensino, pois “todos têm direito ao meio ambiente 
ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à 
sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o 
dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”; 
 
As Diretrizes têm por base a Carta Magna de 1988 que prevê a 
promoção da Educação ambiental em TODOS os níveis de ensino. 
A Lei no 6.938, de 31 de agosto de 1981, que dispõe sobre a Política 
Nacional do Meio Ambiente, no inciso X do artigo 2o, já estabelecia que a 
educação ambiental deve ser ministrada a todos os níveis de ensino, 
objetivando capacitá-la para a participação ativa na defesa do meio 
ambiente; 
 
 A educação ambiental também é prevista na nossa LDB. 
E, segundo a lei, tem o objetivo de capacitar para a participação 
ativa na defesa do meio ambiente. Salve o Planeta (grifo meu) 
A Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, de Diretrizes e Bases da 
Educação Nacional (LDB), prevê que na formação básica do cidadão seja 
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assegurada a compreensão do ambiente natural e social; que os 
currículos do Ensino Fundamental e do Médio devem abranger o 
conhecimento do mundo físico e natural; que a Educação Superior deve 
desenvolver o entendimento do ser humano e do meio em que vive; que 
a Educação tem, como uma de suas finalidades, a preparação para o 
exercício da cidadania; 
 
 Ainda segundo a LDB é prevista que, na formação básica 
do cidadão, seja assegurada a compreensão do ambiente natural e 
social e que os currículos. A lei também diz sobre o Ensino 
Fundamental e Médio que devem abranger o conhecimento do 
mundo físico e natural. Sobre a Educação Superior a lei prevê que 
deva desenvolver o entendimento do ser humano e do meio em 
que vive. A lei ainda explica que a Educação tem como uma de 
suas finalidades, a preparação para o exercício da cidadania. 
A Lei no 9.795, de 27 de abril de 1999, regulamentada pelo Decreto no 
4.281, de 25 de junho de 2002, dispõe especificamente sobre a Educação 
Ambiental (EA) e institui a Política Nacional de Educação Ambiental 
(PNEA), como componente essencial e permanente da educação nacional, 
devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e 
modalidades do processo educativo; 
As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica em todas as 
suas etapas e modalidades reconhecem a relevância e a obrigatoriedade 
da Educação Ambiental; 
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Observe que desde 1999 se fala em Educação ambiental. 
Entretanto as Diretrizes acontecem em 2012 reconhecendo a 
relevância e obrigatoriedade da Educação Ambiental. 
O Conselho Nacional de Educação aprovou o Parecer CNE/CP no 8, de 6 
de março de 2012, homologado por Despacho do Senhor Ministro de 
Estado da Educação, publicado no DOU de 30 de maio de 2012, que 
estabelece as Diretrizes Nacionais para a Educação em Direitos Humanos 
incluindo os direitos ambientais no conjunto dos internacionalmente 
reconhecidos, e define que a educação para a cidadania compreende a 
dimensão política do cuidado com o meio ambiente local, regional e 
global; 
O atributo “ambiental” na tradição da Educação Ambiental brasileira e 
latino- americana não é empregado para especificar um tipo de educação, 
mas se constitui em elemento estruturante que demarca um campo 
político de valores e práticas, mobilizando 
 
(*) Resolução CNE/CP 2/2012. Diário Oficial da União, Brasília, 18 de 
junho de 2012 – Seção 1 – p. 70. 
atores sociais comprometidos com a prática político-pedagógica 
transformadora e emancipatória capaz de promover a ética e a cidadania 
ambiental; 
O reconhecimento do papel transformador e emancipatório da Educação 
Ambiental torna-se cada vez mais visível diante do atual contexto 
nacional e mundial em que a preocupação com as mudanças climáticas, a 
degradação da natureza, a redução da biodiversidade, os riscos 
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socioambientais locais e globais, as necessidades planetárias evidencia-se 
na prática social, 
RESOLVE: 
TÍTULO I OBJETO E MARCO LEGAL CAPÍTULO I OBJETO 
Art. 1o A presente Resolução estabelece as Diretrizes Curriculares 
Nacionais para a Educação Ambiental a serem observadas pelos sistemas 
de ensino e suas instituições de Educação Básica e de Educação Superior, 
orientando a implementação do determinado pela Constituição Federal e 
pela Lei no 9.795, de 1999, a qual dispõe sobre a Educação Ambiental 
(EA) e institui a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), com os 
seguintes objetivos: 
I - sistematizar os preceitos definidos na citada Lei, bem como os avanços 
que ocorreram na área para que contribuam com a formação humana de 
sujeitos concretos que vivem em determinado meio ambiente, contexto 
histórico e sociocultural, com suas condições físicas, emocionais, 
intelectuais, culturais; 
II - estimular a reflexão crítica e propositiva da inserção da Educação 
Ambiental na formulação, execução e avaliação dos projetos institucionais 
e pedagógicos das instituições de ensino, para que a concepção de 
Educação Ambiental como integrante do currículo supere a mera 
distribuição do tema pelos demais componentes; 
III - orientar os cursos de formação de docentes para a Educação 
Básica; IV - orientar os sistemas educativos dos diferentes entes 
federados. 
Art. 2o A Educação Ambiental é uma dimensão da educação, é atividade 
intencional da prática social, que deve imprimir ao desenvolvimento 
individual um caráter social em sua relação com a natureza e com os 
outros seres humanos, visando potencializar essa atividade humana com 
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a finalidade de torná-la plena de prática social e de ética ambiental. 
 
 
Aqui é aquela velha história: leia com calma, para entender os 3 
tópicos de objetivos. Eles estão claros, mas é necessário lê-los em 
sua íntegra. 
Atenção ao artigo 2o: educação ambiental é uma DIMENSÃO da 
educação. É atividade INTENCIONAL da prática social, que deve 
imprimir ao desenvolvimento INDIVIDUAL um caráter social em 
sua relação com a natureza e com os outros seres humanos. 
As palavras grifadas têm um peso grande no artigo: 
DIMENSÃO= a educação ambiental é uma parte da Educação 
Atividade INTENCIONAL= a atividade é feita de forma propositada para 
a prática social 
Desenvolvimento INDIVIDUAL= A educação ambiental tem esse caráter 
único de transformar socialmente os seres humanos de forma unitária 
(transformar a cada um, indivudualmente). 
Art. 3o A Educação Ambiental visa à construção de conhecimentos, ao 
desenvolvimento de habilidades, atitudes e valores sociais, ao cuidado 
com a comunidade de vida, a justiça e a equidade socioambiental, e a 
proteção do meio ambiente natural e construído. 
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Art. 4o A Educação Ambiental é construída com responsabilidade cidadã, 
na reciprocidade das relações dos seres humanos entre si e com a 
natureza. 
Percebe o quanto a palavra ‘’SOCIAL’’ é vinculada à 
educação ambiental? 
Pois a educação ambiental tem essa preocupação de mudar os 
valores, de proteger o coletivo, de valorizar o que é de todos. 
 
Art. 5o A Educação Ambiental não é atividade neutra, pois envolve 
valores, interesses, visões de mundo e, desse modo, deve assumir na 
prática educativa, de forma articulada e interdependente, as suas 
dimensões política e pedagógica. 
Art. 6o A Educação Ambiental deve adotar uma abordagem que considere 
a interface entre a natureza, a sociocultura, a produção, o trabalho, o 
consumo, superando a visão despolitizada, acrítica, ingênua e naturalista 
ainda muito presente na prática pedagógica das instituições de ensino. 
 
Aqui podemos dizer que a educação ambiental tem uma 
característica multieducativa e multidisciplinar, pois ela articula 
com outras ações intencionais educativas, fazendo uma costura 
com as outras dimensões da educação. 
2 
CAPÍTULO II MARCO LEGAL 
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para Prefeitura (professor)Profas Fernanda e Fabiana 
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Art. 7o Em conformidade com a Lei no 9.795, de 1999, reafirma-se que a 
Educação Ambiental é componente integrante, essencial e permanente da 
Educação Nacional, devendo estar presente, de forma articulada, nos 
níveis e modalidades da Educação Básica e da Educação Superior, para 
isso devendo as instituições de ensino promovê-la integradamente nos 
seus projetos institucionais e pedagógicos. 
 
Como já foi dito: tudo começou em 1999 onde discutiu-se sobre a 
educação ambiental e sua necessidade e como isso poderia ser 
articulado nos níveis e modalidades da Educação Básica (ed 
infantil, fundamental e ensino médio, lembra-se?) ao nível 
superior. 
Art. 8o A Educação Ambiental, respeitando a autonomia da dinâmica 
escolar e acadêmica, deve ser desenvolvida como uma prática educativa 
integrada e interdisciplinar, contínua e permanente em todas as fases, 
etapas, níveis e modalidades, não devendo, como regra, ser implantada 
como disciplina ou componente curricular específico. 
 
Opa!!! Um minuto de sua atenção aqui. Meu radar apitou: 
PIPIPI!!! Isso tem cheirinho de prova. 
Art 8o: a Educação Ambiental, respeitando a autonomia da 
dinâmica (ok, nada, imposto e sim adequado) deve ser 
desenvolvida como prática educativa INTEGRADA, 
INTERDISCIPLINAR, CONTÍNUA E PERMANENTE em todas as 
fases, etapas, níveis e modalidades, não devendo, como regra ser 
implantada como disciplina curricular específico. 
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Vale muito a pena ver de novo aqui que a ideia da educação 
ambiental é ser algo integrado. Algo que faça parte 
“naturalmente” do processo educativo. 
E como isso é feito na vida real? 
O uso da coleta seletiva do lixo, dentro da sala de aula é um 
excelente exemplo. Nesse caso, a educação ambiental acontecerá 
naturalmente e será integrada, interdisciplinar, contínua e 
permanente. Deu para entender a lógica do ensino da Educação 
Ambiental? 
Parágrafo único. Nos cursos, programas e projetos de graduação, pós- 
graduação e de extensão, e nas áreas e atividades voltadas para o 
aspecto metodológico da Educação Ambiental, é facultada a criação de 
componente curricular específico. 
 
Opa! Aqui a história muda. Enquanto na Educação básica, pede-se 
para trabalhar preferencialmente de forma integrada, na pós 
graduação há a liberdade de se criar um componente curricular 
específico. 
Art. 9o Nos cursos de formação inicial e de especialização técnica e 
profissional, em todos os níveis e modalidades, deve ser incorporado 
conteúdo que trate da ética socioambiental das atividades profissionais. 
 
Cursos de formação inicial e de especialização técnica e 
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profissional: EM TODOS OS NÍVEIS E MODALIDADES deve ser 
incorporado conteúdo que trate da ética socioambiental das 
atividades profissionais. 
Art. 10. As instituições de Educação Superior devem promover sua gestão 
e suas ações de ensino, pesquisa e extensão orientadas pelos princípios e 
objetivos da Educação Ambiental. 
Art. 11. A dimensão socioambiental deve constar dos currículos de 
formação inicial e continuada dos profissionais da educação, considerando 
a consciência e o respeito à diversidade multiétnica e multicultural do 
País. 
Parágrafo único. Os professores em atividade devem receber formação 
complementar em suas áreas de atuação, com o propósito de atender de 
forma pertinente ao cumprimento dos princípios e objetivos da Educação 
Ambiental. 
 
Os profissionais de educação também não ficam de fora: na 
formação inicial e continuada deve constar em seus currículos o 
estudo da dimensão socioambiental. E s professores em atividade 
devem ser treinados para poderem trabalhar sobre a Educação 
Ambiental. 
 
TÍTULO II 
PRINCÍPIOS E OBJETIVOS 
CAPÍTULO I PRINCÍPIOS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL 
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Art. 12. A partir do que dispõe a Lei no 9.795, de 1999, e com base em 
práticas comprometidas com a construção de sociedades justas e 
sustentáveis, fundadas nos valores da liberdade, igualdade, solidariedade, 
democracia, justiça social, responsabilidade, sustentabilidade e educação 
como direito de todos e todas, são princípios da Educação Ambiental: 
I - totalidade como categoria de análise fundamental em formação, 
análises, estudos e produção de conhecimento sobre o meio ambiente; 
II - interdependência entre o meio natural, o socioeconômico e o cultural, 
sob o enfoque humanista, democrático e participativo; 
III - pluralismo de ideias e concepções pedagógicas; 
IV - vinculação entre ética, educação, trabalho e práticas sociais na 
garantia de continuidade dos estudos e da qualidade social da educação; 
3 
V - articulação na abordagem de uma perspectiva crítica e transformadora 
dos desafios ambientais a serem enfrentados pelas atuais e futuras 
gerações, nas dimensões locais, regionais, nacionais e globais; 
VI - respeito à pluralidade e à diversidade, seja individual, seja coletiva, 
étnica, racial, social e cultural, disseminando os direitos de existência e 
permanência e o valor da multiculturalidade e plurietnicidade do país e do 
desenvolvimento da cidadania planetária. 
 
Tanto nos princípios elencados acima quanto os objetivos (logo 
abaixo) há a necessidade de ler item por item para entender. 
Embora sejam claros, o fato de serem diversos pode causar 
confusão. Nesse caso, vale a dica das anotações nas fichas. 
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Para te ajudar, segue um exemplo de como a banca pode querer 
cobrar: 
Assinale com V ou F as assertivas abaixo: 
São objetivos da Educação Ambiental: 
(A) Garantir a democratização e o acesso a informações 
referentes à área socioambiental. 
(B) O pluralismo de ideias e concepções pedagógicas. 
Resposta: 
A – V 
B- F (é um princípio) 
Observe que se não estiver bem esquematizado, você pode se 
confundir na hora da prova. 
Os princípios são valores, são atitudes. Os objetivos são metas. 
CAPÍTULO II OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL 
Art. 13. Com base no que dispõe a Lei no 9.795, de 1999, são objetivos 
da Educação Ambiental a serem concretizados conforme cada fase, etapa, 
modalidade e nível de ensino: 
I - desenvolver a compreensão integrada do meio ambiente em suas 
múltiplas e complexas relações para fomentar novas práticas sociais e de 
produção e consumo; 
II - garantir a democratização e o acesso às informações referentes à 
área socioambiental; 
III - estimular a mobilização social e política e o fortalecimento da 
consciência crítica sobre a dimensão socioambiental; 
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IV - incentivar a participação individual e coletiva, permanente e 
responsável, na preservaçãodo equilíbrio do meio ambiente, entendendo-
se a defesa da qualidade ambiental como um valor inseparável do 
exercício da cidadania; 
V - estimular a cooperação entre as diversas regiões do País, em 
diferentes formas de arranjos territoriais, visando à construção de uma 
sociedade ambientalmente justa e sustentável; 
VI - fomentar e fortalecer a integração entre ciência e tecnologia, visando 
à sustentabilidade socioambiental; 
VII - fortalecer a cidadania, a autodeterminação dos povos e a 
solidariedade, a igualdade e o respeito aos direitos humanos, valendo-se 
de estratégias democráticas e da interação entre as culturas, como 
fundamentos para o futuro da humanidade; 
VIII - promover o cuidado com a comunidade de vida, a integridade dos 
ecossistemas, a justiça econômica, a equidade social, étnica, racial e de 
gênero, e o diálogo para a convivência e a paz; 
IX - promover os conhecimentos dos diversos grupos sociais formativos 
do País que utilizam e preservam a biodiversidade. 
 
Aqui a história se repete: leia com calma e faça as anotações, 
observando que os objetivos estão bastante relacionados à vida 
coletiva consciente. E os objetivos são ações a serem executadas, 
certo? Vale a dica de observar se a frase inicia com verbo para 
saber se é um objetivo. Mas atenção, essa é uma regra genérica, 
dada somente para facilitar a sua leitura! 
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O ideal é que você organize mentalmente mesmo cada um desses. 
Art. 14. A Educação Ambiental nas instituições de ensino, com base nos 
referenciais apresentados, deve contemplar: 
I - abordagem curricular que enfatize a natureza como fonte de vida e 
relacione a dimensão ambiental à justiça social, aos direitos humanos, à 
saúde, ao trabalho, ao consumo, à pluralidade étnica, racial, de gênero, 
de diversidade sexual, e à superação do racismo e de todas as formas de 
discriminação e injustiça social; 
II - abordagem curricular integrada e transversal, contínua e permanente 
em todas as áreas de conhecimento, componentes curriculares e 
atividades escolares e acadêmicas; 
III - aprofundamento do pensamento crítico-reflexivo mediante estudos 
científicos, socioeconômicos, políticos e históricos a partir da dimensão 
socioambiental, valorizando a participação, a cooperação, o senso de 
justiça e a responsabilidade da comunidade educacional em contraposição 
às relações de dominação e exploração presentes na realidade atual; 
IV - incentivo à pesquisa e à apropriação de instrumentos pedagógicos e 
metodológicos que aprimorem a prática discente e docente e a cidadania 
ambiental; 
V - estímulo à constituição de instituições de ensino como espaços 
educadores sustentáveis, integrando proposta curricular, gestão 
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democrática, edificações, tornando-as referências de sustentabilidade 
socioambiental. 
Preste atenção na tia4! ☺ 
A educação ambiental nas instituições de ensino, com base em 
tudo que já foi dito deve abordar a valorização da natureza como 
fonte de vida e relacione a dimensão ambiental à justiça social, 
aos direitos humanos, à saúde, ao trabalho, ao consumo, à 
pluralidade étnica, racial, do gênero, de diversidade sexual, à 
superação do racismo e de todas as formas de discriminação e 
injustiça social. 
Percebe o quanto a educação ambiental é interligada com as 
outras temáticas? 
Tenha atenção, pois esse item pode cair na sua prova. 
TÍTULO III ORGANIZAÇÃO CURRICULAR 
Art. 15. O compromisso da instituição educacional, o papel 
socioeducativo, ambiental, artístico, cultural e as questões de gênero, 
etnia, raça e diversidade que compõem as ações educativas, a 
organização e a gestão curricular são componentes integrantes dos 
projetos institucionais e pedagógicos da Educação Básica e da Educação 
Superior. 
§ 1o A proposta curricular é constitutiva do Projeto Político-Pedagógico 
(PPP) e dos Projetos e Planos de Cursos (PC) das instituições de Educação 
Básica, e dos Projetos Pedagógicos de Curso (PPC) e do Projeto 
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Pedagógico (PP) constante do Plano de Desenvolvimento Institucional 
(PDI) das instituições de Educação Superior. 
A proposta curricular que trata a educação ambiental é constituída 
do PPP e dos Projetos Pedagógicos de Curso e do Projeto 
Pedagógico constante do Plano de Desenvolvimento Institucional 
das Instituições de Ensino Superior. 
§ 2o O planejamento dos currículos deve considerar os níveis dos cursos, 
as idades e especificidades das fases, etapas, modalidades e da 
diversidade sociocultural dos estudantes, bem como de suas comunidades 
de vida, dos biomas e dos territórios em que se situam as instituições 
educacionais. 
§ 3o O tratamento pedagógico do currículo deve ser diversificado, 
permitindo reconhecer e valorizar a pluralidade e as diferenças 
individuais, sociais, étnicas e culturais dos estudantes, promovendo 
valores de cooperação, de relações solidárias e de respeito ao meio 
ambiente. 
Art. 16. A inserção dos conhecimentos concernentes à Educação 
Ambiental nos currículos da Educação Básica e da Educação Superior pode 
ocorrer: 
I - pela transversalidade, mediante temas relacionados com o meio 
ambiente e a sustentabilidade socioambiental; 
II - como conteúdo dos componentes já constantes do currículo; 
III - pela combinação de transversalidade e de tratamento nos 
componentes curriculares. 
PIPIPI. Meu radar diz que é importante sabe como os 
conhecimentos relativos à Educação Ambiental nos currículos da 
Educação Básica e da Educação Superior podem ocorrer: 
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1- De forma transversal. Isto é: com temas relacionados com o 
meio ambiente e sustentabilidade 
2- Em forma de conteúdo constante no currículo e 
3- Pela junção da transversalidade com o currículo. 
4- Outras formas de inserção podem ocorrer. Ou seja: há 
diversas maneiras de se trabalhar a educação ambiental. 
Parágrafo único. Outras formas de inserção podem ser admitidas na 
organização curricular da Educação Superior e na Educação Profissional 
Técnica de Nível Médio, considerando a natureza dos cursos. 
Art. 17. Considerando os saberes e os valores da sustentabilidade, a 
diversidade de manifestações da vida, os princípios e os objetivos 
estabelecidos, o planejamento curricular e a gestão da instituição de 
ensino devem: 
I - estimular: 
a) visão integrada, multidimensional da área ambiental, considerando o 
estudo da diversidade biogeográfica e seus processos ecológicos vitais, as 
influências políticas, sociais, econômicas, psicológicas, dentre outras, na 
relação entre sociedade, meio ambiente, natureza, cultura, ciência e 
tecnologia; 
b) pensamento crítico por meio de estudos filosóficos, científicos, 
socioeconômicos, políticos e históricos, na ótica da sustentabilidade 
socioambiental, valorizando a participação, a cooperação e aética; 
c) reconhecimento e valorização da diversidade dos múltiplos saberes e 
olhares científicos e populares sobre o meio ambiente, em especial de 
povos originários e de comunidades tradicionais; 
d) vivências que promovam o reconhecimento, o respeito, a 
responsabilidade e o convívio cuidadoso com os seres vivos e seu habitat; 
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e) reflexão sobre as desigualdades socioeconômicas e seus impactos 
ambientais, que recaem principalmente sobre os grupos vulneráveis, 
visando à conquista da justiça ambiental; 
f) uso das diferentes linguagens para a produção e a socialização de 
ações e experiências coletivas de educomunicação, a qual propõe a 
integração da comunicação com o uso de recursos tecnológicos na 
aprendizagem. 
Aqui é um reforço do que já foi dito. O planejamento curricular e a 
gestão da instituição de ensino devem estimular a visão 
multidimensinal da visão ambiental, o pensamento crítico sobre os 
temas relacionados ao meio ambiente, a valorização da 
diversidade dos múltiplos saberes e olhares cientíicos e populares 
sobre o meio ambiente, as vivências que propovem respeito e 
responsabilidade, a reflexão sobre as desigualdades 
socioeconômicas e seus impactos ambientais e o uso das 
diferentes linguagens para a produção e a socialização de ações e 
experiências. 
II - contribuir para: 
a) o reconhecimento da importância dos aspectos constituintes e 
determinantes da dinâmica da natureza, contextualizando os 
conhecimentos a partir da paisagem, da bacia hidrográfica, do bioma, do 
clima, dos processos geológicos, das ações antrópicas e suas interações 
sociais e políticas, analisando os diferentes recortes territoriais, cujas 
riquezas e potencialidades, usos e problemas devem ser identificados e 
compreendidos segundo a gênese e a dinâmica da natureza e das 
alterações provocadas pela sociedade; 
b) a revisão de práticas escolares fragmentadas buscando construir 
outras práticas que considerem a interferência do ambiente na qualidade 
de vida das sociedades humanas nas diversas dimensões local, regional e 
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planetária; 
c) o estabelecimento das relações entre as mudanças do clima e o atual 
modelo de produção, consumo, organização social, visando à prevenção 
de desastres ambientais e à proteção das comunidades; 
d) a promoção do cuidado e responsabilidade com as diversas formas de 
vida, do respeito às pessoas, culturas e comunidades; 
e) a valorização dos conhecimentos referentes à saúde ambiental, 
inclusive no meio ambiente de trabalho, com ênfase na promoção da 
saúde para melhoria da qualidade de vida; 
f) a construção da cidadania planetária a partir da perspectiva crítica e 
transformadora dos desafios ambientais a serem enfrentados pelas atuais 
e futuras gerações. 
Veja aqui que as contribuições da educação ambiental estão 
relacionadas à prática consciente de respeito à biodiversidade, à 
natureza e tudo que a envolve. (cidadania, responsabilidade, 
proteção, preservação, conservação etc). 
III - promover: 
a) observação e estudo da natureza e de seus sistemas de funcionamento 
para possibilitar a descoberta de como as formas de vida relacionam-se 
entre si e os ciclos naturais interligam-se e integram-se uns aos outros; 
b) ações pedagógicas que permitam aos sujeitos a compreensão crítica da 
dimensão ética e política das questões socioambientais, situadas tanto na 
esfera individual, como na esfera pública; 
c) projetos e atividades, inclusive artísticas e lúdicas, que valorizem o 
sentido de pertencimento dos seres humanos à natureza, a diversidade 
dos seres vivos, as diferentes culturas locais, a tradição oral, entre 
outras, inclusive desenvolvidas em espaços nos quais os estudantes se 
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identifiquem como integrantes da natureza, estimulando a percepção do 
meio ambiente como fundamental para o exercício da cidadania; 
d) experiências que contemplem a produção de conhecimentos científicos, 
socioambientalmente responsáveis, a interação, o cuidado, a preservação 
e o conhecimento da sociobiodiversidade e da sustentabilidade da vida na 
Terra; 
e) trabalho de comissões, grupos ou outras formas de atuação coletiva 
favoráveis à promoção de educação entre pares, para participação no 
planejamento, execução, avaliação e gestão de projetos de intervenção e 
ações de sustentabilidade socioambiental na instituição educacional e na 
comunidade, com foco na prevenção de riscos, na proteção e preservação 
do meio ambiente e da saúde humana e na construção de sociedades 
sustentáveis. 
O planejamento curricular da educação ambiental também tem o 
propósito de promover a observação e o estudo da natureza, a 
compreensão crítica da dimensão ética e política das questões 
socioambientais, projetos e atividades que valorizem o sentido de 
pertencimento dos seres humanos à natureza, experiências que 
contemplem a produção de conhecimentos científicos 
socioambientalmente responsáveis, promove ainda trabalho de 
comissões, grupos e outras formas de atuação coletiva favoráveis 
à promoção de educação entre pares. 
TÍTULO IV SISTEMAS DE ENSINO E REGIME DE COLABORAÇÃO 
Art. 18. Os Conselhos de Educação dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios devem estabelecer as normas complementares que tornem 
efetiva a Educação Ambiental em todas as fases, etapas, modalidades e 
níveis de ensino sob sua jurisdição. 
Leia com atenção o artigo 18!!! 
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Art. 19. Os órgãos normativos e executivos dos sistemas de ensino 
devem articular-se entre si e com as universidades e demais instituições 
formadoras de profissionais da educação, para que os cursos e programas 
de formação inicial e continuada de professores, gestores, coordenadores, 
especialistas e outros profissionais que atuam na Educação Básica e na 
Superior capacitem para o desenvolvimento didático-pedagógico da 
dimensão da Educação Ambiental na sua atuação escolar e acadêmica. 
§ 1o Os cursos de licenciatura, que qualificam para a docência na 
Educação Básica, e os cursos e programas de pós-graduação, 
qualificadores para a docência na Educação Superior, devem incluir 
formação com essa dimensão, com foco na metodologia integrada e 
interdisciplinar. 
§ 2o Os sistemas de ensino, em colaboração com outras instituições, 
devem instituir políticas permanentes que incentivem e dêem condições 
concretas de formação continuada, para que se efetivem os princípios e 
se atinjam os objetivos da Educação Ambiental. 
Peço vossa atenção aqui: 
Os orgãos normativos e executivos dos sistemas de ensino devem 
articular-se entre si juntamente com as universidades e demais 
instituições formadoras de profissionais de educação para que 
possam capacitar os profissionais na educação ambiental. 
Art. 20. As Diretrizes Curriculares Nacionais e as normas para os cursos e 
programas da Educação Superior devem, na sua necessária atualização, 
prescrever o adequado para essa formação. 
Art. 21. Os sistemas de ensino devem promoveras condições para que as 
instituições educacionais constituam-se em espaços educadores 
sustentáveis, com a intencionalidade de educar para a sustentabilidade 
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socioambiental de suas comunidades, integrando currículos, gestão e 
edificações em relação equilibrada com o meio ambiente, tornando-se 
referência para seu território. 
Art. 22. Os sistemas de ensino e as instituições de pesquisa, em regime 
de colaboração, devem fomentar e divulgar estudos e experiências 
realizados na área da Educação Ambiental. 
§ 1o Os sistemas de ensino devem propiciar às instituições educacionais 
meios para o estabelecimento de diálogo e parceria com a comunidade, 
visando à produção de conhecimentos sobre condições e alternativas 
socioambientais locais e regionais e à intervenção para a qualificação da 
vida e da convivência saudável. 
§ 2o Recomenda-se que os órgãos públicos de fomento e financiamento à 
pesquisa incrementem o apoio a projetos de pesquisa e investigação na 
área da Educação Ambiental, sobretudo visando ao desenvolvimento de 
tecnologias mitigadoras de impactos negativos ao meio ambiente e à 
saúde. 
Art. 23. Os sistemas de ensino, em regime de colaboração, devem criar 
políticas de produção e de aquisição de materiais didáticos e 
paradidáticos, com engajamento da comunidade educativa, orientados 
pela dimensão socioambiental. 
Art. 24. O Ministério da Educação (MEC) e os correspondentes órgãos 
estaduais, distrital e municipais devem incluir o atendimento destas 
Diretrizes nas avaliações para fins de credenciamento e 
recredenciamento, de autorização e renovação de autorização, e de 
reconhecimento de instituições educacionais e de cursos. 
Perceba que há uma preocupação ‘’generalizada’’ para que os 
professores tenham competência de trabalhar com educação 
ambiental. 
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Art. 25. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. 
PASCHOAL LAÉRCIO ARMONIA Presidente em Exercício 
 
Ânimo, Pessoal!! 
Pense em seu nome, na lista dentre os aprovados!!! 
Faça um pequeno alongamento (braços e pescoço) e siga firme nos 
estudos. 
 
EDUCAÇÃO ÉTNICO-RACIAL 
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Étnico-Raciais 
 
 
EDUCAÇÃO ÉTNICO-RACIAL 
 
A diversidade étnico-racial na educação 
A sociedade civil segue desenvolvendo importante papel na luta 
contra o racismo e seus derivados. Compreender os mecanismos de 
resistência da população negra ao longo da história exige também 
estudar a formação dos quilombos rurais e urbanos e das 
irmandades negras6, entre tantas outras formas de organizações 
coletivas negras. A população negra que para cá foi trazida tinha 
uma história da vida passada no continente africano, a qual somada 
às marcas impressas pelo processo de transmutação de continente 
serviu de base para a criação de estratégias de sobrevivência. 
A fuga dos/das trabalhadores/as escravizados(as), a compra e a 
conquista de territórios para a formação de quilombos materializam 
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as formas mais reconhecidas de luta da população negra 
escravizada. Nesses espaços, as populações negras abrigaram-se e 
construíram novas maneiras de organização social, bastante 
distintas da organização nas lavouras. 
A religião, aspecto fundamental da cultura humana, é emblemática 
no caso dos(as) negros(as) africanos(as) em terras brasileiras. Por 
meio desse ímpeto criativo de sobrevivência, pode-se dizer que a 
população negra promoveu um processo de africanização de 
religiões cristãs (LUZ, 2000) e de recriação das religiões de matriz 
africana. 
Cabe, portanto, ligar essas experiências ao cotidiano escolar. 
Torná-las reconhecidas por todos os atores envolvidos com o 
processo de educação no Brasil, em especial professores/as e 
alunos(as). De outro modo, trabalhar para que as escolas 
brasileiras se tornem um espaço público em que haja igualdade de 
tratamento e oportunidades. 
Diversos estudos comprovam que, no ambiente escolar, tanto em 
escolas públicas quanto em particulares, a temática racial tende a 
aparecer como negro/a. Codinomes pejorativos, algumas vezes 
escamoteados de carinhosos na vida escolar. As crianças negras 
estão ainda sob o jugo de práticas racistas e discriminatórias.7 
 Sistematicamente, a sociedade brasileira tende a fazer, ainda hoje, 
vistas grossas aos muitos casos que tomam o espaço da mídia 
nacional, mostrando o quanto ainda é preciso lutar para que todos 
e todas recebam uma educação igualitária, que possibilite 
desenvolvimento intelectual e emocional, independentemente do 
pertencimento étnico-racial do/a aluno/a. Com isso, promovido por 
eles/as, ao não compreenderem em quais momentos suas atitudes 
diárias acabam por cometer práticas favorecedoras de apenas parte 
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de seus grupos de alunos e alunas. 
Nesse espectro, de forma objetiva ou subjetiva, a educação 
apresenta preocupações que vão do material didático-pedagógico à 
formação de professores. 
O silêncio da escola sobre as dinâmicas das relações raciais tem 
permitido que seja transmitida aos(as) alunos(as) uma pretensa 
superioridade branca, da educação e envolvendo o cotidiano escolar 
em práticas prejudiciais ao grupo negro. Silenciar-se diante do 
problema não apaga magicamente as diferenças, e ao contrário, 
permite que cada um construa, a seu modo, um entendimento 
muitas vezes estereotipado do outro que lhe é diferente. Esse 
entendimento acaba sendo pautado pelas vivências sociais de modo 
acrítico, conformando a divisão e a hierarquização raciais. 
É imprescindível, portanto, reconhecer esse problema e combatê-lo 
no espaço escolar. É necessária a promoção do respeito mútuo, o 
respeito ao outro, o reconhecimento das diferenças, a possibilidade 
de se falar sobre as diferenças sem medo, receio ou preconceito. 
Nesse ponto, deparamo-nos com a obrigação do Ministério da 
Educação de implementar medidas que visem o combate ao 
racismo e à estruturação de projeto pedagógico que valorize o 
pertencimento racial dos(as) alunos(as) negros(as). 
 
É preciso dar continuidade a políticas públicas amplas e consolida- 
das que trabalhem detalhadamente no combate a esse processo de 
exclusão social. 
 
Para melhorar a situação e a conscientização da história sobre a 
educação étnica e racial seria necessário a execução de ações 
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dentro das instituições com base nos seguintes princípios: 
• Socialização e visibilidade da cultura negro-africana. 
•Formação de professores com vistas à sensibilização e à 
construção de estratégias para melhor equacionar questões ligadas 
ao combate às discriminações racial e de gênero e à homofobia. 
•Construção de material didático-pedagógico que contemple a 
diversidade étnico-racialna escola. 
• Valorização dos diversos saberes. 
•Valorização das identidades presentes nas escolas, sem deixar de 
lado esse esforço nos momentos de festas e comemorações. 
 
 
 
 
 
HISTÓRIA E CULTURA AFRO BRASILEIRA E INDÍGENA. 
Este assunto foi acrescentado na lei de diretrizes e bases com o 
objetivo de conscientizar a comunidade escolar em relação a luta 
dos negros e a contribuição que os mesmos trouxeram para país 
em todas as áreas (social, econômica e política) 
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Art. 1o A Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar 
acrescida dos seguintes arts. 26-A, 79-A e 79-B: 
"Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais 
e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-
Brasileira. 
§ 1o O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo 
incluirá o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros 
no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade 
nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, 
econômica e política pertinentes à História do Brasil. 
O conteúdo terá que ser incluído pelos estabelecimentos de ensino 
com o objetivo de conscientizar e valorizar a cultura, a luta dos 
negros e a história que contribuiu para a formação da nossa 
sociedade 
§ 2o Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão 
ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas 
de Educação Artística e de Literatura e História Brasileiras. 
Lembre-se: de todo o currículo. Isso engloba todas as disciplinas 
em especial (não quer dizer somente) Educação Artística e de 
Literatura e História Brasileiras. 
§ 3o (VETADO)" 
"Art. 79-A. (VETADO)" 
"Art. 79-B. O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como ‘Dia 
Nacional da Consciência Negra’." 
 Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
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 Brasília, 9 de janeiro de 2003; 182o da Independência e 115o da 
República. 
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA 
Cristovam Ricardo Cavalcanti Buarque 
Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 10.1.2003 
Para saber mais do assunto, convidamos vocês lerem com atenção 
o texto abaixo, que relata os principais pontos da História e 
Cultura Afro Brasileira e Indígena, com conceitos e informações 
importantes sobre o assunto. 
Fonte: Cultura Afro-Brasileira e Cultura Indígena * (Fonte: * Selo 
UNICEF. Guia de orientação para os municípios. Elaboração CEAFRO 
(Educação e profissionalização para Igualdade Racial e de gênero). Edição 
2008. Pág. 6 à 17.) 
 
Vamos começar a aula falando sobre o Plano Nacional de 
Educação. As metas deste plano estão relacionadas ao 
desenvolvimento da Educação e são continuação das metas do 
plano anterior, visto que, embora hoje a educação esteja melhor 
que antes, sabemos que ainda há muita coisa a ser melhorada: 
 
 
 
LEI Nº 13.005, DE 25 DE JUNHO DE 2014. 
 
 
Aprova o Plano Nacional de Educação - PNE e dá outras providências. 
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional 
decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 
 
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Art. 1o É aprovado o Plano Nacional de Educação - PNE, com vigência por 
10 (dez) anos, a contar da publicação desta Lei, na forma do Anexo, com 
vistas ao cumprimento do disposto no art. 214 da Constituição Federal. 
Fique atento: Este plano vale por 10 anos. Esta informação 
cai bastante em prova! 
 
Art. 2o São diretrizes do PNE: 
A seguir veremos as propostas do plano nacional de 
educação. Essas metas são fundamentais para o pleno 
desenvolvimento da educação nacional: 
I - erradicação do analfabetismo; 
II - universalização do atendimento escolar; 
III - superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção 
da cidadania e na erradicação de todas as formas de discriminação; 
IV - melhoria da qualidade da educação; 
V - formação para o trabalho e para a cidadania, com ênfase nos valores 
morais e éticos em que se fundamenta a sociedade; 
VI - promoção do princípio da gestão democrática da educação pública; 
VII - promoção humanística, científica, cultural e tecnológica do País; 
VIII - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em 
educação como proporção do Produto Interno Bruto - PIB, que assegure 
atendimento às necessidades de expansão, com padrão de qualidade e 
equidade; 
IX - valorização dos (as) profissionais da educação; 
X - promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos, à 
diversidade e à sustentabilidade socioambiental. 
 
Art. 3o As metas previstas no Anexo desta Lei serão cumpridas no prazo 
de vigência deste PNE, desde que não haja prazo inferior definido para 
metas e estratégias específicas. 
Lembrando que o prazo é de vigência por 10 (dez) anos, a 
contar da publicação desta Lei. 
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Art. 4o As metas previstas no Anexo desta Lei deverão ter como 
referência a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD, o censo 
demográfico e os censos nacionais da educação básica e superior mais 
atualizados, disponíveis na data da publicação desta Lei. 
As pesquisas serão realizadas de forma planejada com 
informações significativas sobre o perfil da população de 4 a 
17 anos com deficiência. 
 
Parágrafo único. O poder público buscará ampliar o escopo das pesquisas 
com fins estatísticos de forma a incluir informação detalhada sobre o 
perfil das populações de 4 (quatro) a 17 (dezessete) anos com 
deficiência. 
 
Art. 5o A execução do PNE e o cumprimento de suas metas serão objeto 
de monitoramento contínuo e de avaliações periódicas, realizados pelas 
seguintes instâncias: 
I - Ministério da Educação - MEC; 
II - Comissão de Educação da Câmara dos Deputados e Comissão de 
Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal; 
III - Conselho Nacional de Educação - CNE; 
IV - Fórum Nacional de Educação. 
O desenvolvimento das metas será avaliado de forma 
contínua pelo ministério da educação, comissão de 
educação, CNE e fórum nacional de educação. 
 
§ 1o Compete, ainda, às instâncias referidas no caput: 
 
I - divulgar os resultados do monitoramento e das avaliações nos 
respectivos sítios institucionais da internet; 
II - analisar e propor políticas públicas para assegurar a implementação 
das estratégias e o cumprimento das metas; 
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III - analisar e propor a revisão do percentual de investimento público em 
educação. 
O ministério da educação, comissão de educação, CNE e 
fórum nacional de educação também irão divulgar os 
resultados obtidos assim como estudar e sugerir propostas 
para novas estratégias. 
 
§ 2o A cada 2 (dois) anos, ao longo do período de vigência deste PNE, o 
Instituto Nacional de Estudos e PesquisasEducacionais Anísio Teixeira - 
INEP publicará estudos para aferir a evolução no cumprimento das metas 
estabelecidas no Anexo desta Lei, com informações organizadas por ente 
federado e consolidadas em âmbito nacional, tendo como referência os 
estudos e as pesquisas de que trata o art. 4o, sem prejuízo de outras 
fontes e informações relevantes. 
 
§ 3o A meta progressiva do investimento público em educação será 
avaliada no quarto ano de vigência do PNE e poderá ser ampliada por 
meio de lei para atender às necessidades financeiras do cumprimento das 
demais metas. 
A cada dois anos o INEP publicará estudos divulgando a 
evolução de como está o cumprimento das metas do PNE! 
 
§ 4o O investimento público em educação a que se referem o inciso VI do 
art. 214 da Constituição Federal e a meta 20 do Anexo desta Lei engloba 
os recursos aplicados na forma do art. 212 da Constituição Federal e do 
art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, bem como os 
recursos aplicados nos programas de expansão da educação profissional e 
superior, inclusive na forma de incentivo e isenção fiscal, as bolsas de 
estudos concedidas no Brasil e no exterior, os subsídios concedidos em 
programas de financiamento estudantil e o financiamento de creches, pré-
escolas e de educação especial na forma do art. 213 da Constituição 
Federal. 
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Devemos lembrar que a constituição cita o plano nacional 
de educação, vamos relembrar os artigos 213 e 214 que 
foram citados: 
Art. 213. Os recursos públicos serão destinados às escolas 
públicas, podendo ser dirigidos a escolas comunitárias, 
confessionais ou filantrópicas, definidas em lei, que: 
I - comprovem finalidade não lucrativa e apliquem seus 
excedentes financeiros em educação; 
II - assegurem a destinação de seu patrimônio a outra 
escola comunitária, filantrópica ou confessional, ou ao poder 
público, no caso de encerramento de suas atividades. 
§ 1º - Os recursos de que trata este artigo poderão ser 
destinados a bolsas de estudo para o ensino fundamental e 
médio, na forma da lei, para os que demonstrarem 
insuficiência de recursos, quando houver falta de vagas e 
cursos regulares da rede pública na localidade da residência 
do educando, ficando o poder público obrigado a investir 
prioritariamente na expansão de sua rede na localidade. 
§ 2º - As atividades universitárias de pesquisa e extensão 
poderão receber apoio financeiro do poder público. 
 
* "Art. 214. A lei estabelecerá o plano nacional de educação, 
de duração decenal, com o objetivo de articular o sistema 
nacional de educação em regime de colaboração e definir 
diretrizes, objetivos, metas e estratégias de implementação 
para assegurar a manutenção e desenvolvimento do ensino 
em seus diversos níveis, etapas e modalidades por meio de 
ações integradas dos poderes públicos das diferentes 
esferas federativas que conduzam a: 
I - erradicação do analfabetismo; 
II - universalização do atendimento escolar; 
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III - melhoria da qualidade do ensino; 
IV - formação para o trabalho; 
V - promoção humanística, científica e tecnológica do País; 
VI - estabelecimento de meta de aplicação de recursos 
públicos em educação como proporção do produto interno 
bruto."(NR) 
 
 
§ 5o Será destinada à manutenção e ao desenvolvimento do ensino, em 
acréscimo aos recursos vinculados nos termos do art. 212 da Constituição 
Federal, além de outros recursos previstos em lei, a parcela da 
participação no resultado ou da compensação financeira pela exploração 
de petróleo e de gás natural, na forma de lei específica, com a finalidade 
de assegurar o cumprimento da meta prevista no inciso VI do art. 214 da 
Constituição Federal. 
 
Art. 6o A União promoverá a realização de pelo menos 2 (duas) 
conferências nacionais de educação até o final do decênio, precedidas de 
conferências distrital, municipais e estaduais, articuladas e coordenadas 
pelo Fórum Nacional de Educação, instituído nesta Lei, no âmbito do 
Ministério da Educação. 
O fórum nacional de educação é responsável pelo 
desenvolvimento do PNE. Ele acompanha e promove 
conferencias nacionais regionais, estaduais e municipais de 
educação. 
 
§ 1o O Fórum Nacional de Educação, além da atribuição referida no 
caput: 
I - acompanhará a execução do PNE e o cumprimento de suas metas; 
II - promoverá a articulação das conferências nacionais de educação com 
as conferências regionais, estaduais e municipais que as precederem. 
 
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§ 2o As conferências nacionais de educação realizar-se-ão com intervalo 
de até 4 (quatro) anos entre elas, com o objetivo de avaliar a execução 
deste PNE e subsidiar a elaboração do plano nacional de educação para o 
decênio subsequente. 
 
Art. 7o A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios atuarão 
em regime de colaboração, visando ao alcance das metas e à 
implementação das estratégias objeto deste Plano. 
União, estados e municípios irão colaborar para que as 
metas do PNE sejam realizadas com sucesso. 
 
§ 1o Caberá aos gestores federais, estaduais, municipais e do Distrito 
Federal a adoção das medidas governamentais necessárias ao alcance das 
metas previstas neste PNE. 
 
§ 2o As estratégias definidas no Anexo desta Lei não elidem a adoção de 
medidas adicionais em âmbito local ou de instrumentos jurídicos que 
formalizem a cooperação entre os entes federados, podendo ser 
complementadas por mecanismos nacionais e locais de coordenação e 
colaboração recíproca. 
Podem ser adotadas medidas suplementares que cooperem 
com estratégias para o desenvolvimento de metas do PNE. 
 
§ 3o Os sistemas de ensino dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios criarão mecanismos para o acompanhamento local da 
consecução das metas deste PNE e dos planos previstos no art. 8o. 
 
§ 4o Haverá regime de colaboração específico para a implementação de 
modalidades de educação escolar que necessitem considerar territórios 
étnico-educacionais e a utilização de estratégias que levem em conta as 
identidades e especificidades socioculturais e linguísticas de cada 
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comunidade envolvida, assegurada a consulta prévia e informada a essa 
comunidade. 
 
§ 5o Será criada uma instância permanente de negociação e cooperação 
entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. 
 
§ 6o O fortalecimento do regime de colaboração entre os Estados e 
respectivos Municípios incluirá a instituição de instâncias permanentes de 
negociação, cooperação e pactuação em cada Estado. 
União, estados, distrito federal e municípios irão “se ajudar” 
para que o PNE seja executado de forma efetiva, não ficando 
apenas no papel. 
 
§ 7o O fortalecimento do regime de colaboração entre os Municípios dar-
se-á, inclusive, mediante a adoção de arranjos de desenvolvimento da 
educação. 
 
Art. 8o Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão elaborar 
seus correspondentes planos de educação,ou adequar os planos já 
aprovados em lei, em consonância com as diretrizes, metas e estratégias 
previstas neste PNE, no prazo de 1 (um) ano contado da publicação desta 
Lei. 
Esses planos serão elaborados com o objetivo de dar suporte 
às metas do PNE. 
 
§ 1o Os entes federados estabelecerão nos respectivos planos de 
educação estratégias que: 
I - assegurem a articulação das políticas educacionais com as demais 
políticas sociais, particularmente as culturais; 
II - considerem as necessidades específicas das populações do campo e 
das comunidades indígenas e quilombolas, asseguradas a equidade 
educacional e a diversidade cultural; 
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III - garantam o atendimento das necessidades específicas na educação 
especial, assegurado o sistema educacional inclusivo em todos os níveis, 
etapas e modalidades; 
IV - promovam a articulação interfederativa na implementação das 
políticas educacionais. 
Percebemos a preocupação com a cultura, pois cada estado 
deverá elaborar o seu plano. Cada região possui sua 
diversidade e deverá também incluir o atendimento das 
necessidades específicas na educação especial assim como 
das populações do campo e das comunidades indígenas e 
quilombolas. 
 
§ 2o Os processos de elaboração e adequação dos planos de educação 
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, de que trata o caput 
deste artigo, serão realizados com ampla participação de representantes 
da comunidade educacional e da sociedade civil. 
 
Art. 9o Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão aprovar 
leis específicas para os seus sistemas de ensino, disciplinando a gestão 
democrática da educação pública nos respectivos âmbitos de atuação, no 
prazo de 2 (dois) anos contado da publicação desta Lei, adequando, 
quando for o caso, a legislação local já adotada com essa finalidade. 
É o caso do Distrito Federal que tem a Lei de Gestão 
democrática própria do DF (Lei 4.751/12). 
 
Art. 10. O plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos 
anuais da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios serão 
formulados de maneira a assegurar a consignação de dotações 
orçamentárias compatíveis com as diretrizes, metas e estratégias deste 
PNE e com os respectivos planos de educação, a fim de viabilizar sua 
plena execução. 
 
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Art. 11. O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica, 
coordenado pela União, em colaboração com os Estados, o Distrito 
Federal e os Municípios, constituirá fonte de informação para a avaliação 
da qualidade da educação básica e para a orientação das políticas 
públicas desse nível de ensino. 
O Sistema de Avaliação da Educação Básica é conhecido 
como Saeb! 
 
O Saeb é composto por três avaliações externas em larga 
escala: 
• Avaliação Nacional da Educação Básica – Aneb 
• Avaliação Nacional do Rendimento Escolar - Anresc 
(também denominada "Prova Brasil"): 
• A Avaliação Nacional da Alfabetização – ANA 
 
 
§ 1o O sistema de avaliação a que se refere o caput produzirá, no 
máximo a cada 2 (dois) anos: 
I - indicadores de rendimento escolar, referentes ao desempenho dos (as) 
estudantes apurado em exames nacionais de avaliação, com participação 
de pelo menos 80% (oitenta por cento) dos (as) alunos (as) de cada ano 
escolar periodicamente avaliado em cada escola, e aos dados pertinentes 
apurados pelo censo escolar da educação básica; 
II - indicadores de avaliação institucional, relativos a características como 
o perfil do alunado e do corpo dos (as) profissionais da educação, as 
relações entre dimensão do corpo docente, do corpo técnico e do corpo 
discente, a infraestrutura das escolas, os recursos pedagógicos 
disponíveis e os processos da gestão, entre outras relevantes. 
 
De acordo com o site do INEP! “a Avaliação Institucional é 
um dos componentes do Sistema Nacional de Avaliação da 
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Educação Superior (Sinaes) e está relacionada: 
à melhoria da qualidade da educação superior; 
à orientação da expansão de sua oferta; 
ao aumento permanente da sua eficácia institucional e 
efetividade acadêmica e social; 
ao aprofundamento dos compromissos e responsabilidades 
sociais das instituições de educação superior, por meio da 
valorização de sua missão pública, da promoção dos valores 
democráticos, do respeito à diferença e à diversidade, da 
afirmação da autonomia e da identidade institucional”. 
Η−&9)Λ!Μhttp://portal.inep.gov.br/superior-avaliacao_institucional) 
 
§ 2o A elaboração e a divulgação de índices para avaliação da qualidade, 
como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica - IDEB, que 
agreguem os indicadores mencionados no inciso I do § 1o não elidem a 
obrigatoriedade de divulgação, em separado, de cada um deles. 
§ 3o Os indicadores mencionados no § 1o serão estimados por etapa, 
estabelecimento de ensino, rede escolar, unidade da Federação e em nível 
agregado nacional, sendo amplamente divulgados, ressalvada a 
publicação de resultados individuais e indicadores por turma, que fica 
admitida exclusivamente para a comunidade do respectivo 
estabelecimento e para o órgão gestor da respectiva rede. 
 
§ 4o Cabem ao Inep a elaboração e o cálculo do Ideb e dos indicadores 
referidos no § 1o. 
 
§ 5o A avaliação de desempenho dos (as) estudantes em exames, 
referida no inciso I do § 1o, poderá ser diretamente realizada pela União 
ou, mediante acordo de cooperação, pelos Estados e pelo Distrito Federal, 
nos respectivos sistemas de ensino e de seus Municípios, caso 
mantenham sistemas próprios de avaliação do rendimento escolar, 
assegurada a compatibilidade metodológica entre esses sistemas e o 
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nacional, especialmente no que se refere às escalas de proficiência e ao 
calendário de aplicação. 
 
Art. 12. Até o final do primeiro semestre do nono ano de vigência deste 
PNE, o Poder Executivo encaminhará ao Congresso Nacional, sem prejuízo 
das prerrogativas deste Poder, o projeto de lei referente ao Plano 
Nacional de Educação a vigorar no período subsequente, que incluirá 
diagnóstico, diretrizes, metas e estratégias para o próximo decênio. 
Faltando um ano para terminar este plano, o poder executivo 
irá encaminhar para o congresso o projeto de lei referente 
ao Plano Nacional de Educação para os próximos dez anos. 
 
Art. 13. O poder público deverá instituir, em lei específica, contados 2 
(dois) anos da publicação desta Lei, o Sistema Nacional de Educação, 
responsável pela articulação entre os sistemas de ensino, em regime de 
colaboração, para efetivação das diretrizes, metas e estratégias do Plano 
Nacional de Educação. 
 
Art. 14. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Brasília, 25 de junho de 2014; 193o da Independência e 126o da 
República. 
 
DILMA ROUSSEFF 
Guido Mantega 
José Henrique Paim Fernandes 
Miriam Belchior 
 
Ao final desta lei há o anexo que colocaremos na íntegra no final 
da nossa aula. Antes, apresentaremos o que é maisimportante 
para a nossa prova que são as vinte metas que comentamos para 
vocês: 
 
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para Prefeitura (professor) 
Profas Fernanda e Fabiana 
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Meta 1: universalizar, até 2016, a educação infantil na pré-escola para as 
crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos de idade e ampliar a oferta de 
educação infantil em creches de forma a atender, no mínimo, 50% 
(cinquenta por cento) das crianças de até 3 (três) anos até o final da 
vigência deste PNE. 
Fazer com que todas as crianças frequentem as escolas. Há muita 
procura por parte das famílias que não encontram vagas para 
deixar suas crianças nas escolas. A meta do PNE é assegurar e 
ampliar a oferta da educação infantil para as crianças da educação 
infantil e da pré-escola. 
 
 
Meta 2: universalizar o ensino fundamental de 9 (nove) anos para toda a 
população de 6 (seis) a 14 (quatorze) anos e garantir que pelo menos 
95% (noventa e cinco por cento) dos alunos concluam essa etapa na 
idade recomendada, até o último ano de vigência deste PNE. 
Fazer com que os alunos na idade entre 6 a 14 anos conclua o 
ensino fundamental de 9 anos na idade recomendada. 
 
Meta 3: universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a 
população de 15 (quinze) a 17 (dezessete) anos e elevar, até o final do 
período de vigência deste PNE, a taxa líquida de matrículas no ensino 
médio para 85% (oitenta e cinco por cento). 
Elevar a taxa de matrículas do ensino médio para 85%! 
 
 
Meta 4: universalizar, para a população de 4 (quatro) a 17 (dezessete) 
anos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas 
habilidades ou superdotação, o acesso à educação básica e ao 
atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular 
de ensino, com a garantia de sistema educacional inclusivo, de salas de 
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recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, 
públicos ou conveniados. 
Promover o acesso à educação inclusiva! 
 
 
Meta 5: alfabetizar todas as crianças, no máximo, até o final do 3o 
(terceiro) ano do ensino fundamental. 
Fazer com que caia a taxa de analfabetismo do país! 
 
 
Meta 6: oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% 
(cinquenta por cento) das escolas públicas, de forma a atender, pelo 
menos, 25% (vinte e cinco por cento) dos (as) alunos (as) da educação 
básica. 
Proporcionar aos estudantes educação em tempo integral com 
meta para no mínimo 50% das escolas públicas. 
 
 
Meta 7: fomentar a qualidade da educação básica em todas as etapas e 
modalidades, com melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem de modo 
a atingir as seguintes médias nacionais para o Ideb: 
O PNE traça em seu texto índices que devem ser alcançados pelas 
escolas de acordo com o desenvolvimento deste plano. Essas 
metas servem como incentivo! 
 
 
Meta 8: elevar a escolaridade média da população de 18 (dezoito) a 29 
(vinte e nove) anos, de modo a alcançar, no mínimo, 12 (doze) anos de 
estudo no último ano de vigência deste Plano, para as populações do 
campo, da região de menor escolaridade no País e dos 25% (vinte e cinco 
por cento) mais pobres, e igualar a escolaridade média entre negros e 
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não negros declarados à Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e 
Estatística - IBGE. 
O PNE aborda as questões culturais e regionais levando em 
consideração as desigualdades existentes em nosso país. 
 
 
Meta 9: elevar a taxa de alfabetização da população com 15 (quinze) 
anos ou mais para 93,5% (noventa e três inteiros e cinco décimos por 
cento) até 2015 e, até o final da vigência deste PNE, erradicar o 
analfabetismo absoluto e reduzir em 50% (cinquenta por cento) a taxa de 
analfabetismo funcional. 
O analfabetismo funcional está relacionado com problemas de 
interpretação e compreensão de textos, apesar do sujeito ser 
tecnicamente alfabetizado. 
 
 
Meta 10: oferecer, no mínimo, 25% (vinte e cinco por cento) das 
matrículas de educação de jovens e adultos, nos ensinos fundamental e 
médio, na forma integrada à educação profissional. 
Aliar a educação de jovens e adultos a educação profissional. 
Muitos alunos deixam de completar os estudos justamente por 
causa do trabalho. Esta é uma das formas de promover a educação 
profissional. 
 
 
Meta 11: triplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível 
médio, assegurando a qualidade da oferta e pelo menos 50% (cinquenta 
por cento) da expansão no segmento público. 
Hoje a oferta da educação profissional técnica é para poucos. 
Importante o PNE promover esse tipo de educação ressaltando a 
qualidade desta oferta. 
 
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Meta 12: elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 
50% (cinquenta por cento) e a taxa líquida para 33% (trinta e três por 
cento) da população de 18 (dezoito) a 24 (vinte e quatro) anos, 
assegurada a qualidade da oferta e expansão para, pelo menos, 40% 
(quarenta por cento) das novas matrículas, no segmento público. 
Promover a educação superior é fundamental para o 
desenvolvimento do País. Hoje o acesso está bem melhor do que 
há 10 anos e o PNE pretende melhorar cada vez mais esse acesso. 
 
 
Meta 13: elevar a qualidade da educação superior e ampliar a proporção 
de mestres e doutores do corpo docente em efetivo exercício no conjunto 
do sistema de educação superior para 75% (setenta e cinco por cento), 
sendo, do total, no mínimo, 35% (trinta e cinco por cento) doutores. 
O PNE pretende promover a qualificação de professores para 
elevar o nível de qualidade da educação superior. 
 
 
Meta 14: elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação 
stricto sensu, de modo a atingir a titulação anual de 60.000 (sessenta 
mil) mestres e 25.000 (vinte e cinco mil) doutores. 
Elevar o número de pós-graduados e de doutores do País! 
 
 
Meta 15: garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, 
o Distrito Federal e os Municípios, no prazo de 1 (um) ano de vigência 
deste PNE, política nacional de formação dos profissionais da educação de 
que tratam os incisos I, II e III do caput do art. 61 da Lei no 9.394, de 20 
de dezembro de 1996, assegurado que todos os professores e as 
professoras da educação básica possuam formação específica de nível 
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superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em 
que atuam. 
O PNE pretende fazer com que todos os professores que atuam na 
educação básica tenham nível superior. 
 
 
Meta 16: formar, em nível de pós-graduação, 50% (cinquenta por cento) 
dos professores da educação básica, até o último ano de vigência deste 
PNE, e garantir a todos (as) os (as) profissionais da educação básica 
formação continuada em sua área de atuação, considerando as 
necessidades, demandas e contextualizações dos sistemas deensino. 
O PNE tem em suas metas que 50% dos professores que atuam na 
educação, tenham pós-graduação. 
 
 
Meta 17: valorizar os (as) profissionais do magistério das redes públicas 
de educação básica de forma a equiparar seu rendimento médio ao dos 
(as) demais profissionais com escolaridade equivalente, até o final do 
sexto ano de vigência deste PNE. 
Valorização dos profissionais do magistério faz parte das metas do 
PNE! 
 
 
Meta 18: assegurar, no prazo de 2 (dois) anos, a existência de planos de 
Carreira para os (as) profissionais da educação básica e superior pública 
de todos os sistemas de ensino e, para o plano de Carreira dos (as) 
profissionais da educação básica pública, tomar como referência o piso 
salarial nacional profissional, definido em lei federal, nos termos do inciso 
VIII do art. 206 da Constituição Federal. 
O PNE Prevê o plano de carreira para os profissionais da educação 
básica e superior pública, fator muito importante para o trabalho 
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desses profissionais. (Lembrando que cita apenas o setor 
público). 
 
Meta 19: assegurar condições, no prazo de 2 (dois) anos, para a 
efetivação da gestão democrática da educação, associada a critérios 
técnicos de mérito e desempenho e à consulta pública à comunidade 
escolar, no âmbito das escolas públicas, prevendo recursos e apoio 
técnico da União para tanto. 
Outra meta está na gestão democrática da educação! O PNE 
propõe a gestão democrática com condições necessárias para que 
haja realmente a efetivação deste processo dentro das 
instituições. 
 
 
Meta 20: ampliar o investimento público em educação pública de forma a 
atingir, no mínimo, o patamar de 7% (sete por cento) do Produto Interno 
Bruto – PIB do País no 5º (quinto) ano de vigência desta Lei e, no 
mínimo, o equivalente a 10% (dez por cento) do PIB ao final do decênio. 
Esses dados temos que saber: O PNE pretende ampliar o 
investimento público em educação pública de forma a atingir, no 
mínimo, o patamar de 7% (sete por cento) do Produto Interno 
Bruto – PIB do País! 
 
 
 
 
 
 
 
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Estudaremos agora o FUNDEB 
Apenas para distinguirmos: 
FUNDEB - Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação 
Básica e de valorização do Magistério 
FUNDEF - Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino 
Fundamental e de valorização do Magistério. 
 
EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 53, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2006 
AS MESAS DA CÂMARA DOS DEPUTADOS E DO SENADO 
FEDERAL, nos termos do § 3º do art. 60 da Constituição Federal, 
promulgam a seguinte Emenda ao texto constitucional: 
Art. 1º A Constituição Federal passa a vigorar com as seguintes 
alterações: 
“Art. 7º ..................................................................................... 
XXV - assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento 
até 5 (cinco) anos de idade em creches e pré-escolas; 
................................................”(NR) 
 
Antes da Emenda, a assistência era até os 6 anos, agora é até os 5 
anos. 
“Art. 23. ............................................................ 
Parágrafo único. Leis complementares fixarão normas para a cooperação 
entre a União e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, tendo em 
vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar em âmbito 
nacional.”(NR) 
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“Art. 30. .............................................................. 
VI - manter, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, 
programas de educação infantil e de ensino fundamental; 
Atenção para o termo: cooperação TÉCNICA e FINANCEIRA 
 “Art. 206. 
V - valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na 
forma da lei, planos de carreira, com ingresso exclusivamente por 
concurso público de provas e títulos, aos das redes públicas; 
Aqui as bancas adoram fazer a troca de “e” por “ ou ” 
alterando totalmente o sentido da frase. Ingresso exclusivamente 
por concurso de provas E títulos, aos da rede pública. 
VIII - piso salarial profissional nacional para os profissionais da educação 
escolar pública, nos termos de lei federal. 
Parágrafo único. A lei disporá sobre as categorias de trabalhadores 
considerados profissionais da educação básica e sobre a fixação de prazo 
para a elaboração ou adequação de seus planos de carreira, no âmbito da 
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.”(NR) 
“Art. 208. ................................................................................ 
IV - educação infantil, em creche e pré-escola, às crianças até 5 (cinco) 
anos de idade; 
......................................................................................”(NR) 
“Art. 211. ............................................................................... 
§ 5º A educação básica pública atenderá prioritariamente ao ensino 
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regular.”(NR) 
 “Art. 212. .............................................................................. 
§ 5º A educação básica pública terá como fonte adicional de 
financiamento a contribuição social do salário-educação, recolhida pelas 
empresas na forma da lei. 
 
Observe que a contribuição social do salário-educação é somente 
uma das fontes de financiamento da educação básica. 
§ 6º As cotas estaduais e municipais da arrecadação da contribuição 
social do salário-educação serão distribuídas proporcionalmente ao 
número de alunos matriculados na educação básica nas respectivas redes 
públicas de ensino.”(NR) 
Opa!! A distribuição das cotas estaduais e municipais que são 
arrecadadas com do salário-educação são distribuídas 
proporcionalmente ao NÚMERO de ALUNOS MATRICULADOS na 
educação básica nas respectivas redes PÚBLICAS de ensino. 
 Art. 2º O art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias 
passa a vigorar com a seguinte redação: (Vigência) 
“Art. 60. Até o 14º (décimo quarto) ano a partir da promulgação desta 
Emenda Constitucional, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
destinarão parte dos recursos a que se refere o caput do art. 212 da 
Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento da educação 
básica e à remuneração condigna dos trabalhadores da educação, 
respeitadas as seguintes disposições: 
I - a distribuição dos recursos e de responsabilidades entre o Distrito 
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Federal, os Estados e seus Municípios é assegurada mediante a criação, 
no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal, de um Fundo de 
Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos 
Profissionais da Educação - FUNDEB, de natureza contábil; 
II - os Fundos referidos no inciso I do caput deste artigo serão 
constituídos por 20% (vinte por cento) dos recursos a que se referem os 
incisos I, II e III do art.155; o inciso II do caput do art. 157; os incisos 
II, III e IV do caput do art. 158; e as alíneas a e b do inciso I e o inciso II 
do caput do art. 159, todos da Constituição Federal, e distribuídos entre 
cada Estado e seus Municípios, proporcionalmente ao número de alunos 
das diversas etapas e modalidades da educação básica presencial, 
matriculados nas respectivas redes, nos respectivos âmbitos de atuação 
prioritária estabelecidos nos §§ 2º e 3º do art. 211 da Constituição 
Federal; 
III - observadas as garantias estabelecidas nos incisos I, II, III e IV do 
caput do art. 208 da Constituição Federal e as metas de universalização 
da educação básica estabelecidas no Plano Nacional de Educação, a lei 
disporá sobre: 
 
Ou seja: até 2020 valem as regras de: 
- Distribuição dos recursos e de responsabilidades entre o DF, 
os Estados e seus Municípios assegurada mediante criação, 
de um Fundo de Manutenção E Desenvolvimento da Educação 
Básica e de Valorização dos profissionais (FUNDEB), de 
natureza contábil. 
- Preste atenção aos valores dos Fundos: 20% dos recursos a 
que se referem os incisos I, II E III do artigo 155; o inciso II 
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do art. 157; os incisos II, III E IV do caput do artigo 158 e as 
alíneas a e b do inciso I e II do caput do art. 159 todos da 
Constituição Federal. 
- Seguem os temas dos artigos e incisos citados: 
155 (incisos I a III): 
I - transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou 
direitos; 
II - operações relativas à circulação de mercadorias e sobre 
prestações de serviços de transporte interestadual e 
intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as 
prestações se iniciem no exterior; 
III - propriedade de veículos automotores; 
Artigo 157 (inciso II): 
I - vinte por cento do produto da arrecadação do imposto que a 
União instituir no exercício da competência que lhe é atribuída 
pelo art. 154, I. 
Artigo 158 (incisos II, III e IV): 
II- cinqüenta por cento do produto da arrecadação do imposto 
da União sobre a propriedade territorial rural, relativamente 
aos imóveis neles situados, cabendo a totalidade na hipótese da 
opção a que se refere o art. 153, § 4º, III; 
III- cinqüenta por cento do produto da arrecadação do imposto 
do Estado sobre a propriedade de veículos automotores 
licenciados em seus territórios; 
IV - vinte e cinco por cento do produto da arrecadação do 
imposto do Estado sobre operações relativas à circulação de 
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mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte 
interestadual e intermunicipal e de comunicação. 
Artigo 159 (alíneas a e b dos incisos I e II): 
 I - do produto da arrecadação dos impostos sobre renda e 
proventos de qualquer natureza e sobre produtos 
industrializados quarenta e oito por cento na seguinte forma: 
 a) vinte e um inteiros e cinco décimos por cento ao Fundo de 
Participação dos Estados e do Distrito Federal; 
 b) vinte e dois inteiros e cinco décimos por cento ao 
Fundo de Participação dos Municípios; 
 II - do produto da arrecadação do imposto sobre produtos 
industrializados, dez por cento aos Estados e ao Distrito 
Federal, proporcionalmente ao valor das respectivas 
exportações de produtos industrializados. 
a) a organização dos Fundos, a distribuição proporcional de seus recursos, 
as diferenças e as ponderações quanto ao valor anual por aluno entre 
etapas e modalidades da educação básica e tipos de estabelecimento de 
ensino; 
b) a forma de cálculo do valor anual mínimo por aluno; 
c) os percentuais máximos de apropriação dos recursos dos Fundos pelas 
diversas etapas e modalidades da educação básica, observados os arts. 
208 e 214 da Constituição Federal, bem como as metas do Plano Nacional 
de Educação; 
d) a fiscalização e o controle dos Fundos; 
e) prazo para fixar, em lei específica, piso salarial profissional nacional 
para os profissionais do magistério público da educação básica; 
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IV - os recursos recebidos à conta dos Fundos instituídos nos termos do 
inciso I do caput deste artigo serão aplicados pelos Estados e Municípios 
exclusivamente nos respectivos âmbitos de atuação prioritária, conforme 
estabelecido nos §§ 2º e 3º do art. 211 da Constituição Federal; 
V - a União complementará os recursos dos Fundos a que se refere o 
inciso II do caput deste artigo sempre que, no Distrito Federal e em cada 
Estado, o valor por aluno não alcançar o mínimo definido nacionalmente, 
fixado em observância ao disposto no inciso VII do caput deste artigo, 
vedada a utilização dos recursos a que se refere o § 5º do art. 212 da 
Constituição Federal; 
VI - até 10% (dez por cento) da complementação da União prevista no 
inciso V do caput deste artigo poderá ser distribuída para os Fundos por 
meio de programas direcionados para a melhoria da qualidade da 
educação, na forma da lei a que se refere o inciso III do caput deste 
artigo; 
VII - a complementação da União de que trata o inciso V do caput deste 
artigo será de, no mínimo: 
a) R$ 2.000.000.000,00 (dois bilhões de reais), no primeiro ano de 
vigência dos Fundos; 
b) R$ 3.000.000.000,00 (três bilhões de reais), no segundo ano de 
vigência dos Fundos; 
c) R$ 4.500.000.000,00 (quatro bilhões e quinhentos milhões de reais), 
no terceiro ano de vigência dos Fundos; 
d) 10% (dez por cento) do total dos recursos a que se refere o inciso II 
do caput deste artigo, a partir do quarto ano de vigência dos Fundos; 
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Observe a progressão anual da complementação dos recursos que 
a União se compromete a fazer. Atenção aos valores citados. 
VIII - a vinculação de recursos à manutenção e desenvolvimento do 
ensino estabelecida no art. 212 da Constituição Federal suportará, no 
máximo, 30% (trinta por cento) da complementação da União, 
considerando-se para os fins deste inciso os valores previstos no inciso 
VII do caput deste artigo; 
IX - os valores a que se referem as alíneas a, b, e c do inciso 
VII do caput deste artigo serão atualizados, anualmente, a partir da 
promulgação desta Emenda Constitucional, de forma a preservar, em 
caráter permanente, o valor real da complementação da União; 
X - aplica-se à complementação da União o disposto no art. 160 da 
Constituição Federal; 
XI - o não-cumprimento do disposto nos incisos V e VII do caput deste 
artigo importará crime de responsabilidade da autoridade competente; 
XII - proporção não inferior a 60% (sessenta por cento) de cada Fundo 
referido no inciso I do caput deste artigo será destinada ao pagamento 
dos profissionais do magistério da educação básica em efetivo exercício. 
§ 1º A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão 
assegurar, no financiamento da educação básica, a melhoria da qualidade 
de ensino, de forma a garantir padrão mínimo definido nacionalmente. 
§ 2º O valor por aluno do ensino fundamental, no Fundo de cada Estado e 
do Distrito Federal, não poderá ser inferior ao praticado no âmbito do 
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Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de 
Valorização do Magistério - FUNDEF, no ano anterior à vigência desta 
Emenda Constitucional. 
§ 3º O valor anual mínimo por aluno do ensino fundamental, no âmbito 
do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de 
Valorização dos Profissionais da Educação - FUNDEB, não poderá ser 
inferior ao valor mínimo fixado nacionalmente no ano anterior ao da 
vigência desta Emenda Constitucional. 
Tem cheirinho de prova: 
O valor anual mínimo por aluno do ensino fundamental no âmbito 
do FUNDEB NÃO poderá ser inferior ao valor mínimo fixado 
nacionalmente no ano anterior ao da vigência dessa Emenda. 
§ 4º Para efeito de distribuição de recursos dos Fundos a que se refere o 
inciso I do caput deste artigo, levar-se-á em conta a totalidade das 
matrículas no ensino fundamental e considerar-se-á para a educação 
infantil, para o ensino médio e para a educação de jovens e adultos 1/3 
(um terço) das matrículas no primeiro ano, 2/3 (dois terços) no segundo 
ano e sua totalidade a partir do terceiro ano. 
§ 5º A porcentagem dos recursos de constituição dos Fundos, conforme o 
inciso II do caput deste artigo, será alcançada gradativamente nos 
primeiros 3 (três) anos de vigência dos Fundos, da seguinte forma: 
I - no caso dos impostos e transferências constantes do inciso II do caput 
do art. 155; do inciso IV do caput do art. 158; e das alíneas a e b do 
inciso I e do inciso II do caput do art. 159 da Constituição Federal: 
a) 16,66% (dezesseis inteiros e sessenta e seis centésimos por cento), no 
primeiro ano; 
b) 18,33% (dezoito inteiros e trinta e três centésimos por cento), no 
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segundo ano; 
c) 20% (vinte por cento), a partir do terceiro ano; 
II - no caso dos impostos e transferências constantes dos incisos I e III 
do caput do art. 155; do inciso II do caput do art. 157; e dos incisos II e 
III do caput do art. 158 da Constituição Federal: 
a) 6,66% (seis inteiros e sessenta e seis centésimos por cento), no 
primeiro ano; 
b) 13,33% (treze inteiros e trinta e três centésimos por cento), no 
segundo ano; 
c) 20% (vinte por cento), a partir do terceiro ano.”(NR) 
§ 6º (Revogado). 
§ 7º (Revogado).”(NR) 
 Art. 3º Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua 
publicação, mantidos os efeitos do art. 60 do Ato das Disposições 
Constitucionais Transitórias, conforme estabelecido pela Emenda 
Constitucional nº 14, de 12 de setembro de 1996, até o início da vigência 
dos Fundos, nos termos desta Emenda Constitucional. 
Agora, segue um pequeno texto explicativo, retirado do Portal do FNDE 
que acredito ser útil para nossa prova. 
O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de 
Valorização dos Profissionais da Educação – Fundeb foi criado pela 
Emenda Constitucional nº 53/2006 e regulamentado pela Lei nº 
11.494/2007 e pelo Decreto nº 6.253/2007, em substituição ao Fundo de 
Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização 
do Magistério - Fundef, que vigorou de 1998 a 2006. 
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É um fundo especial, de natureza contábil e de âmbito estadual (um 
fundo por estado e Distrito Federal, num total de vinte e sete fundos), 
formado, na quase totalidade, por recursos provenientes dos impostos e 
transferências dos estados, Distrito Federal e municípios, vinculados à 
educação por força do disposto no art. 212 da Constituição Federal. Além 
desses recursos, ainda compõe o Fundeb, a título de complementação, 
uma parcela de recursos federais, sempre que, no âmbito de cada Estado, 
seu valor por aluno não alcançar o mínimo definido nacionalmente. 
Independentemente da origem, todo o recurso gerado é redistribuído para 
aplicação exclusiva na educação básica. 
Com vigência estabelecida para o período 2007-2020, sua implantação 
começou em 1º de janeiro de 2007, sendo plenamente concluída em 
2009, quando o total de alunos matriculados na rede pública foi 
considerado na distribuição dos recursos e o percentual de contribuição 
dos estados, Distrito Federal e municípios para a formação do Fundo 
atingiu o patamar de 20%. 
O aporte de recursos do governo federal ao Fundeb, de R$ 2 bilhões em 
2007, aumentou para R$ 3,2 bilhões em 2008, R$ 5,1 bilhões em 2009 e, 
a partir de 2010, passou a ser no valor correspondente a 10% da 
contribuição total dos estados e municípios de todo o país. 
 
 
 
LEI Nº 11.494, DE 20 DE JUNHO DE 2007. 
Mensagem de veto 
Regulamenta o Fundo de 
Manutenção e Desenvolvimento da 
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Conversão da MPv nº 339, 2006 
Regulamento 
Vigência 
Educação Básica e de Valorização 
dos Profissionais da Educação - 
FUNDEB, de que trata o art. 60 do 
Ato das Disposições Constitucionais 
Transitórias; altera a Lei no 10.195, 
de 14 de fevereiro de 2001; revoga 
dispositivos das Leis nos 9.424, de 24 
de dezembro de 1996, 10.880, de 9 
de junho de 2004, e 10.845, de 5 de 
março de 2004; e dá outras 
providências. 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso 
Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 
CAPÍTULO I 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
Art. 1o É instituído, no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal, 
um Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de 
Valorização dos Profissionais da Educação - FUNDEB, de natureza 
contábil, nos termos do art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais 
Transitórias - ADCT. 
Parágrafo único. A instituição dos Fundos previstos no caput deste 
artigo e a aplicação de seus recursos não isentam os Estados, o Distrito 
Federal e os Municípios da obrigatoriedade da aplicação na manutenção e 
no desenvolvimento do ensino, na forma prevista no art. 212 da 
Constituição Federal e no inciso VI docaput e parágrafo único do art. 10 e 
no inciso I do caput do art. 11 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 
1996, de: 
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I - pelo menos 5% (cinco por cento) do montante dos impostos e 
transferências que compõem a cesta de recursos do Fundeb, a que se 
referem os incisos I a IX do caput e o § 1o do art. 3o desta Lei, de modo 
que os recursos previstos no art. 3o desta Lei somados aos referidos neste 
inciso garantam a aplicação do mínimo de 25% (vinte e cinco por cento) 
desses impostos e transferências em favor da manutenção e 
desenvolvimento do ensino; 
II - pelo menos 25% (vinte e cinco por cento) dos demais impostos e 
transferências. 
Art. 2o Os Fundos destinam-se à manutenção e ao desenvolvimento 
da educação básica pública e à valorização dos trabalhadores em 
educação, incluindo sua condigna remuneração, observado o disposto 
nesta Lei. 
CAPÍTULO II 
DA COMPOSIÇÃO FINANCEIRA 
Seção I 
Das Fontes de Receita dos Fundos 
Art. 3o Os Fundos, no âmbito de cada Estado e doDistrito Federal, 
são compostos por 20% (vinte por cento) das seguintes fontes de receita: 
I - imposto sobre transmissão causa mortis e doação de quaisquer 
bens ou direitos previsto no inciso I do caput do art. 155 da Constituição 
Federal; 
II - imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e 
sobre prestações de serviços de transportes interestadual e intermunicipal 
e de comunicação previsto no inciso II do caput do art. 155 combinado 
com o inciso IV do caput do art. 158 da Constituição Federal; 
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III - imposto sobre a propriedade de veículos automotores previsto 
no inciso III do caput do art. 155 combinado com o inciso III do caput do 
art. 158 da Constituição Federal; 
IV - parcela do produto da arrecadação do imposto que a União 
eventualmente instituir no exercício da competência que lhe é atribuída 
pelo inciso I do caput do art. 154 da Constituição Federal prevista 
no inciso II do caput do art. 157 da Constituição Federal; 
V - parcela do produto da arrecadação do imposto sobre a 
propriedade territorial rural, relativamente a imóveis situados nos 
Municípios, prevista no inciso II do caput do art. 158 da Constituição 
Federal; 
VI - parcela do produto da arrecadação do imposto sobre renda e 
proventos de qualquer natureza e do imposto sobre produtos 
industrializados devida ao Fundo de Participação dos Estados e do Distrito 
Federal – FPE e prevista na alínea a do inciso I do caput do art. 159 da 
Constituição Federal e no Sistema Tributário Nacional de que trata a Lei 
no 5.172, de 25 de outubro de 1966; 
VII - parcela do produto da arrecadação do imposto sobre renda e 
proventos de qualquer natureza e do imposto sobre produtos 
industrializados devida ao Fundo de Participação dos Municípios – FPM e 
prevista na alínea b do inciso I do caput do art. 159 da Constituição 
Federal e no Sistema Tributário Nacional de que trata a Lei nº 5.172, de 
25 de outubro de 1966; 
VIII - parcela do produto da arrecadação do imposto sobre produtos 
industrializados devida aos Estados e ao Distrito Federal e prevista 
no inciso II do caput do art. 159 da Constituição Federal e na Lei 
Complementar no 61, de 26 de dezembro de 1989; e 
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IX - receitas da dívida ativa tributária relativa aos impostos previstos 
neste artigo, bem como juros e multas eventualmente incidentes. 
§ 1o Inclui-se na base de cálculo dos recursos referidos nos incisos 
do caput deste artigo o montante de recursos financeiros transferidos pela 
União aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, conforme 
disposto na Lei Complementar nº 87, de 13 de setembro de 1996. 
§ 2o Além dos recursos mencionados nos incisos do caput e no § 
1o deste artigo, os Fundos contarão com a complementação da União, nos 
termos da Seção II deste Capítulo. 
Seção II 
Da Complementação da União 
Art. 4o A União complementará os recursos dos Fundos sempre que, 
no âmbito de cada Estado e no Distrito Federal, o valor médio ponderado 
por aluno, calculado na forma do Anexo desta Lei, não alcançar o mínimo 
definido nacionalmente, fixado de forma a que a complementação da 
União não seja inferior aos valores previstos no inciso VII do caput do art. 
60 do ADCT. 
§ 1o O valor anual mínimo por aluno definido nacionalmente constitui-
se em valor de referência relativo aos anos iniciais do ensino fundamental 
urbano e será determinado contabilmente em função da complementação 
da União. 
§ 2o O valor anual mínimo por aluno será definido nacionalmente, 
considerando-se a complementação da União após a dedução da parcela 
de que trata o art. 7o desta Lei, relativa a programas direcionados para a 
melhoria da qualidade da educação básica. 
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Art. 5o A complementação da União destina-se exclusivamente a 
assegurar recursos financeiros aos Fundos, aplicando-se o disposto 
no caput do art. 160 da Constituição Federal. 
§ 1o É vedada a utilização dos recursos oriundos da arrecadação da 
contribuição social do salário-educação a que se refere o § 5º do art. 212 
da Constituição Federal na complementação da União aos Fundos. 
§ 2o A vinculação de recursos para manutenção e desenvolvimento do 
ensino estabelecida no art. 212 da Constituição Federal suportará, no 
máximo, 30% (trinta por cento) da complementação da União. 
Art. 6o A complementação da União será de, no mínimo, 10% (dez 
por cento) do total dos recursos a que se refere o inciso II do caput do 
art. 60 do ADCT. 
§ 1o A complementação da União observará o cronograma da 
programação financeira do Tesouro Nacional e contemplará pagamentos 
mensais de, no mínimo, 5% (cinco por cento) da complementação anual, 
a serem realizados até o último dia útil de cada mês, assegurados os 
repasses de, no mínimo, 45% (quarenta e cinco por cento) até 31 de 
julho, de 85% (oitenta e cinco por cento) até 31 de dezembro de cada 
ano, e de 100% (cem por cento) até 31 de janeiro do exercício 
imediatamente subseqüente. 
§ 2o A complementação da União a maior ou a menor em função da 
diferença entre a receita utilizada para o cálculo e a receita realizada do 
exercício de referência será ajustada no 1o (primeiro) quadrimestre do 
exercício imediatamente subseqüente e debitada ou creditada à conta 
específica dos Fundos, conforme o caso. 
§ 3o O não-cumprimento do disposto no caput deste artigo importará 
em crime de responsabilidade da autoridade competente. 
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Art. 7o Parcela da complementação da União, a ser fixada anualmente 
pela Comissão Intergovernamental de Financiamento para a Educação 
Básica de Qualidade instituída na forma da Seção II do Capítulo III desta 
Lei, limitada a até 10% (dez por cento) de seu valor anual, poderá ser 
distribuída para os Fundos por meio de programas direcionados para a 
melhoria da qualidade da educação básica, na forma do regulamento. 
Parágrafo único. Para a distribuição da parcela de recursos da 
complementação a que se refere o caput deste artigo aos Fundos de 
âmbito estadual beneficiários da complementação nos termos do art. 
4o desta Lei, levar-se-á em consideração: 
I - a apresentação de projetos em regime de colaboração por Estado e 
respectivos Municípios ou por consórcios municipais; 
II - o desempenho do sistema de ensino no que se refere ao esforço 
de habilitação dos professores e aprendizagem dos educandos e melhoria 
do fluxo escolar; 
III - o esforço fiscal dos entes federados; 
IV - a vigência de plano estadual ou municipal de educação aprovado 
por lei. 
CAPÍTULO III 
DA DISTRIBUIÇÃO DOS RECURSOS 
Seção I 
Disposições Gerais 
Art. 8o A distribuição de recursos que compõem os Fundos, no âmbito 
de cada Estado e do Distrito Federal, dar-se-á, entre o governo estadual e 
os de seus Municípios, na proporção do número de alunos matriculados 
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Anexo desta Lei. 
§ 1o Será admitido, para efeito da distribuição dos recursos previstos 
no inciso II do caput do art. 60 do ADCT, em relação às instituições 
comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos e 
conveniadas com o poder público, o cômputo das matrículas 
efetivadas: (Redação dada pela Lei nº 12.695, de 2012) 
I - na educação infantil oferecida em creches para crianças de até 3 
(três) anos; (Incluído pela Lei nº 12.695, de 2012) 
II - na educação do campo oferecida em instituições credenciadas 
que tenham como proposta pedagógica a formação por alternância, 
observado o disposto em regulamento. (Incluído pela Lei nº 12.695, de 
2012) 
§ 2o As instituições a que se refere o § 1o deste artigo deverão 
obrigatória e cumulativamente: 
I - oferecer igualdade de condições para o acesso e permanência na 
escola e atendimento educacional gratuito a todos os seus alunos; 
II - comprovar finalidade não lucrativa e aplicar seus excedentes 
financeiros em educação na etapa ou modalidade previstas nos §§ 1o, 
3o e 4o deste artigo; 
III - assegurar a destinação de seu patrimônio a outra escola 
comunitária, filantrópica ou confessional com atuação na etapa ou 
modalidade previstas nos §§ 1o, 3o e 4o deste artigo ou ao poder público 
no caso do encerramento de suas atividades; 
IV - atender a padrões mínimos de qualidade definidos pelo órgão 
normativo do sistema de ensino, inclusive, obrigatoriamente, ter 
aprovados seus projetos pedagógicos; 
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V - ter certificado do Conselho Nacional de Assistência Social ou órgão 
equivalente, na forma do regulamento. 
§ 3o Será admitido, até 31 de dezembro de 2016, o cômputo das 
matrículas das pré-escolas, comunitárias, confessionais ou filantrópicas, 
sem fins lucrativos, conveniadas com o poder público e que atendam a 
crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos, observadas as condições 
previstas nos incisos I a V do § 2o, efetivadas, conforme o censo escolar 
mais atualizado, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas 
Educacionais Anísio Teixeira - INEP. (Redação dada pela Lei nº 
12.837, de 2013) 
§ 4o Observado o disposto no parágrafo único do art. 60 da Lei 
no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e no § 2o deste artigo, admitir-se-
á o cômputo das matrículas efetivadas, conforme o censo escolar mais 
atualizado, na educação especial oferecida em instituições comunitárias, 
confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos, conveniadas com o 
poder público, com atuação exclusiva na modalidade. 
§ 5o Eventuais diferenças do valor anual por aluno entre as 
instituições públicas da etapa e da modalidade referidas neste artigo e as 
instituições a que se refere o § 1o deste artigo serão aplicadas na criação 
de infraestrutura da rede escolar pública. 
§ 6o Os recursos destinados às instituições de que tratam os §§ 1o, 
3o e 4o deste artigo somente poderão ser destinados às categorias de 
despesa previstas no art. 70 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 
1996. 
Art. 9o Para os fins da distribuição dos recursos de que trata esta Lei, 
serão consideradas exclusivamente as matrículas presenciais efetivas, 
conforme os dados apurados no censo escolar mais atualizado, realizado 
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anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais 
Anísio Teixeira - INEP, considerando as ponderações aplicáveis. 
§ 1o Os recursos serão distribuídos entre o Distrito Federal, os 
Estados e seus Municípios, considerando-se exclusivamente as matrículas 
nos respectivos âmbitos de atuação prioritária, conforme os §§ 2º e 3º do 
art. 211 da Constituição Federal, observado o disposto no § 1o do art. 21 
desta Lei. 
§ 2o Serão consideradas, para a educação especial, as matrículas na 
rede regular de ensino, em classes comuns ou em classes especiais de 
escolas regulares, e em escolas especiais ou especializadas. 
§ 3o Os profissionais do magistério da educação básica da rede 
pública de ensino cedidos para as instituições a que se referem os §§ 1o, 
3o e 4o do art. 8o desta Lei serão considerados como em efetivo exercício 
na educação básica pública para fins do disposto no art. 22 desta Lei. 
§ 4o Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão, no prazo 
de 30 (trinta) dias da publicação dos dados do censo escolar no Diário 
Oficial da União, apresentar recursos para retificação dos dados 
publicados. 
Art. 10. A distribuição proporcional de recursos dos Fundos levará em 
conta as seguintes diferenças entre etapas, modalidades e tipos de 
estabelecimento de ensino da educação básica: 
I - creche em tempo integral; 
II - pré-escola em tempo integral; 
III - creche em tempo parcial; 
IV - pré-escola em tempo parcial; 
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V - anos iniciais do ensino fundamental urbano; 
VI - anos iniciais do ensino fundamental no campo; 
VII - anos finais do ensino fundamental urbano; 
VIII - anos finais do ensino fundamental no campo; 
IX- ensino fundamental em tempo integral; 
X - ensino médio urbano; 
XI - ensino médio no campo; 
XII - ensino médio em tempo integral; 
XIII - ensino médio integrado à educação profissional; 
XIV - educação especial; 
XV - educação indígena e quilombola; 
XVI - educação de jovens e adultos com avaliação no processo; 
XVII - educação de jovens e adultos integrada à educação profissional 
de nível médio, com avaliação no processo. 
§ 1o A ponderação entre diferentes etapas, modalidades e tipos de 
estabelecimento de ensino adotará como referência o fator 1 (um) para 
os anos iniciais do ensino fundamental urbano, observado o disposto no § 
1o do art. 32 desta Lei. 
§ 2o A ponderação entre demais etapas, modalidades e tipos de 
estabelecimento será resultado da multiplicação do fator de referência por 
um fator específico fixado entre 0,70 (setenta centésimos) e 1,30 (um 
inteiro e trinta centésimos), observando-se, em qualquer hipótese, o 
limite previsto no art. 11 desta Lei. 
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§ 3o Para os fins do disposto neste artigo, o regulamento disporá 
sobre a educação básica em tempo integral e sobre os anos iniciais e 
finais do ensino fundamental. 
§ 4o O direito à educação infantil será assegurado às crianças até o 
término do ano letivo em que completarem 6 (seis) anos de idade. 
Art. 11. A apropriação dos recursos em função das matrículas na 
modalidade de educação de jovens e adultos, nos termos da alínea c do 
inciso III do caput do art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais 
Transitórias - ADCT, observará, em cada Estado e no Distrito Federal, 
percentual de até 15% (quinze por cento) dos recursos do Fundo 
respectivo. 
Seção II 
Da Comissão Intergovernamental de Financiamento para a Educação 
Básica de Qualidade 
Art. 12. Fica instituída, no âmbito do Ministério da Educação, a 
Comissão Intergovernamental de Financiamento para a Educação Básica 
de Qualidade, com a seguinte composição:I - 1 (um) representante do Ministério da Educação; 
II - 1 (um) representante dos secretários estaduais de educação de 
cada uma das 5 (cinco) regiões político-administrativas do 
Brasil indicado pelas seções regionais do Conselho Nacional de 
Secretários de Estado da Educação - CONSED; 
III - 1 (um) representante dos secretários municipais de educação de 
cada uma das 5 (cinco) regiões político-administrativas do Brasil indicado 
pelas seções regionais da União Nacional dos Dirigentes Municipais de 
Educação - UNDIME. 
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§ 1o As deliberações da Comissão Intergovernamental de 
Financiamento para a Educação Básica de Qualidade serão registradas em 
ata circunstanciada, lavrada conforme seu regimento interno. 
§ 2o As deliberações relativas à especificação das ponderações serão 
baixadas em resolução publicada no Diário Oficial da União até o dia 31 
de julho de cada exercício, para vigência no exercício seguinte. 
§ 3o A participação na Comissão Intergovernamental de 
Financiamento para a Educação Básica de Qualidade é função não 
remunerada de relevante interesse público, e seus membros, quando 
convocados, farão jus a transporte e diárias. 
Art. 13. No exercício de suas atribuições, compete à Comissão 
Intergovernamental de Financiamento para a Educação Básica de 
Qualidade: 
I - especificar anualmente as ponderações aplicáveis entre diferentes 
etapas, modalidades e tipos de estabelecimento de ensino da educação 
básica, observado o disposto no art. 10 desta Lei, levando em 
consideração a correspondência ao custo real da respectiva etapa e 
modalidade e tipo de estabelecimento de educação básica, segundo 
estudos de custo realizados e publicados pelo Inep; 
II - fixar anualmente o limite proporcional de apropriação de recursos 
pelas diferentes etapas, modalidades e tipos de estabelecimento de 
ensino da educação básica, observado o disposto no art. 11 desta Lei; 
III - fixar anualmente a parcela da complementação da União a ser 
distribuída para os Fundos por meio de programas direcionados para a 
melhoria da qualidade da educação básica, bem como respectivos 
critérios de distribuição, observado o disposto no art. 7o desta Lei; 
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IV - elaborar, requisitar ou orientar a elaboração de estudos técnicos 
pertinentes, sempre que necessário; 
V - elaborar seu regimento interno, baixado em portaria do Ministro 
de Estado da Educação. 
VI - fixar percentual mínimo de recursos a ser repassado às 
instituições de que tratam os incisos I e II do § 1o e os §§ 3o e 4o do art. 
8o, de acordo com o número de matrículas efetivadas. (Incluído pela Lei 
nº 12.695, de 2012) 
§ 1o Serão adotados como base para a decisão da Comissão 
Intergovernamental de Financiamento para a Educação Básica de 
Qualidade os dados do censo escolar anual mais atualizado realizado pelo 
Inep. 
§ 2o A Comissão Intergovernamental de Financiamento para a 
Educação Básica de Qualidade exercerá suas competências em 
observância às garantias estabelecidas nos incisos I, II, III e IV 
do caput do art. 208 da Constituição Federal e às metas de 
universalização da educação básica estabelecidas no plano nacional de 
educação. 
Art. 14. As despesas da Comissão Intergovernamental de 
Financiamento para a Educação Básica de Qualidade correrão à conta das 
dotações orçamentárias anualmente consignadas ao Ministério da 
Educação. 
CAPÍTULO IV 
DA TRANSFERÊNCIA E DA GESTÃO DOS RECURSOS 
Art. 15. O Poder Executivo federal publicará, até 31 de dezembro de 
cada exercício, para vigência no exercício subseqüente: 
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I - a estimativa da receita total dos Fundos; 
II - a estimativa do valor da complementação da União; 
III - a estimativa dos valores anuais por aluno no âmbito do Distrito 
Federal e de cada Estado; 
IV - o valor anual mínimo por aluno definido nacionalmente. 
Parágrafo único. Para o ajuste da complementação da União de que 
trata o § 2o do art. 6o desta Lei, os Estados e o Distrito Federal deverão 
publicar na imprensa oficial e encaminhar à Secretaria do Tesouro 
Nacional do Ministério da Fazenda, até o dia 31 de janeiro, os valores da 
arrecadação efetiva dos impostos e das transferências de que trata o art. 
3o desta Lei referentes ao exercício imediatamente anterior. 
Art. 16. Os recursos dos Fundos serão disponibilizados pelas unidades 
transferidoras ao Banco do Brasil S.A. ou Caixa Econômica Federal, que 
realizará a distribuição dos valores devidos aos Estados, ao Distrito 
Federal e aos Municípios. 
Parágrafo único. São unidades transferidoras a União, os Estados e o 
Distrito Federal em relação às respectivas parcelas do Fundo cuja 
arrecadação e disponibilização para distribuição sejam de sua 
responsabilidade. 
Art. 17. Os recursos dos Fundos, provenientes da União, dos Estados 
e do Distrito Federal, serão repassados automaticamente para contas 
únicas e específicas dos Governos Estaduais, do Distrito Federal e dos 
Municípios, vinculadas ao respectivo Fundo, instituídas para esse fim e 
mantidas na instituição financeira de que trata o art. 16 desta Lei. 
§ 1o Os repasses aos Fundos provenientes das participações a que se 
refere o inciso II do caput do art. 158 e as alíneas a e b do inciso I do 
caput e inciso II do caput do art. 159 da Constituição Federal, bem como 
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os repasses aos Fundos à conta das compensações financeiras aos 
Estados, Distrito Federal e Municípios a que se refere a Lei Complementar 
no 87, de 13 de setembro de 1996, constarão dos orçamentos da União, 
dos Estados e do Distrito Federal e serão creditados pela União em favor 
dos Governos Estaduais, do Distrito Federal e dos Municípios nas contas 
específicas a que se refere este artigo, respeitados os critérios e as 
finalidades estabelecidas nesta Lei, observados os mesmos prazos, 
procedimentos e forma de divulgação adotados para o repasse do 
restante dessas transferências constitucionais em favor desses governos. 
§ 2o Os repasses aos Fundos provenientes dos impostos previstos 
nos incisos I, II e III do caput do art. 155 combinados com os incisos III e 
IV do caput do art. 158 da Constituição Federal constarão dos orçamentos 
dos Governos Estaduais e do Distrito Federal e serão depositados pelo 
estabelecimento oficial de crédito previsto no art. 4o da Lei Complementar 
no 63, de 11 de janeiro de 1990, no momento em que a arrecadação 
estiver sendo realizada nas contas do Fundo abertas na instituição 
financeira de que trata o caput deste artigo. 
§ 3o A instituição financeira de que trata o caput deste artigo, no que 
se refere aos recursos dos impostos e participações mencionados no § 
2o deste artigo, creditará imediatamente as parcelas devidas ao Governo 
Estadual, ao Distrito Federal e aos Municípios nas contas específicas 
referidas neste artigo, observados os critérios e as finalidades 
estabelecidas nesta Lei, procedendo à divulgação dos valores creditados 
de forma similar e com a mesma periodicidadeutilizada pelos Estados em 
relação ao restante da transferência do referido imposto. 
§ 4o Os recursos dos Fundos provenientes da parcela do imposto 
sobre produtos industrializados, de que trata o inciso II do caput do art. 
159 da Constituição Federal, serão creditados pela União em favor dos 
Governos Estaduais e do Distrito Federal nas contas específicas, segundo 
os critérios e respeitadas as finalidades estabelecidas nesta Lei, 
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observados os mesmos prazos, procedimentos e forma de divulgação 
previstos na Lei Complementar nº 61, de 26 de dezembro de 1989. 
§ 5o Do montante dos recursos do imposto sobre produtos 
industrializados de que trata o inciso II do caput do art. 159 da 
Constituição Federal a parcela devida aos Municípios, na forma do 
disposto no art. 5º da Lei Complementar nº 61, de 26 de dezembro de 
1989, será repassada pelo Governo Estadual ao respectivo Fundo e os 
recursos serão creditados na conta específica a que se refere este artigo, 
observados os mesmos prazos, procedimentos e forma de divulgação do 
restante dessa transferência aos Municípios. 
§ 6o A instituição financeira disponibilizará, permanentemente, aos 
conselhos referidos nos incisos II, III e IV do § 1o do art. 24 desta Lei os 
extratos bancários referentes à conta do fundo. 
§ 7o Os recursos depositados na conta específica a que se refere 
o caput deste artigo serão depositados pela União, Distrito Federal, 
Estados e Municípios na forma prevista no § 5o do art. 69 da Lei no 9.394, 
de 20 de dezembro de 1996. 
Art. 18. Nos termos do § 4º do art. 211 da Constituição Federal, os 
Estados e os Municípios poderão celebrar convênios para a transferência 
de alunos, recursos humanos, materiais e encargos financeiros, assim 
como de transporte escolar, acompanhados da transferência imediata de 
recursos financeiros correspondentes ao número de matrículas assumido 
pelo ente federado. 
Parágrafo único. (VETADO) 
Art. 19. Os recursos disponibilizados aos Fundos pela União, pelos 
Estados e pelo Distrito Federal deverão ser registrados de forma 
detalhada a fim de evidenciar as respectivas transferências. 
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Art. 20. Os eventuais saldos de recursos financeiros disponíveis nas 
contas específicas dos Fundos cuja perspectiva de utilização seja superior 
a 15 (quinze) dias deverão ser aplicados em operações financeiras de 
curto prazo ou de mercado aberto, lastreadas em títulos da dívida pública, 
na instituição financeira responsável pela movimentação dos recursos, de 
modo a preservar seu poder de compra. 
Parágrafo único. Os ganhos financeiros auferidos em decorrência das 
aplicações previstas no caput deste artigo deverão ser utilizados na 
mesma finalidade e de acordo com os mesmos critérios e condições 
estabelecidas para utilização do valor principal do Fundo. 
CAPÍTULO V 
DA UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS 
Art. 21. Os recursos dos Fundos, inclusive aqueles oriundos de 
complementação da União, serão utilizados pelos Estados, pelo Distrito 
Federal e pelos Municípios, no exercício financeiro em que lhes forem 
creditados, em ações consideradas como de manutenção e 
desenvolvimento do ensino para a educação básica pública, conforme 
disposto no art. 70 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. 
§ 1o Os recursos poderão ser aplicados pelos Estados e Municípios 
indistintamente entre etapas, modalidades e tipos de estabelecimento de 
ensino da educação básica nos seus respectivos âmbitos de atuação 
prioritária, conforme estabelecido nos §§ 2º e 3º do art. 211 da 
Constituição Federal. 
§ 2o Até 5% (cinco por cento) dos recursos recebidos à conta dos 
Fundos, inclusive relativos à complementação da União recebidos nos 
termos do § 1o do art. 6o desta Lei, poderão ser utilizados no 
1o (primeiro) trimestre do exercício imediatamente subseqüente, 
mediante abertura de crédito adicional. 
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Art. 22. Pelo menos 60% (sessenta por cento) dos recursos anuais 
totais dos Fundos serão destinados ao pagamento da remuneração dos 
profissionais do magistério da educação básica em efetivo exercício na 
rede pública. 
Parágrafo único. Para os fins do disposto no caput deste artigo, 
considera-se: 
I - remuneração: o total de pagamentos devidos aos profissionais do 
magistério da educação, em decorrência do efetivo exercício em cargo, 
emprego ou função, integrantes da estrutura, quadro ou tabela de 
servidores do Estado, Distrito Federal ou Município, conforme o caso, 
inclusive os encargos sociais incidentes; 
II - profissionais do magistério da educação: docentes, profissionais 
que oferecem suporte pedagógico direto ao exercício da docência: direção 
ou administração escolar, planejamento, inspeção, supervisão, orientação 
educacional e coordenação pedagógica; 
III - efetivo exercício: atuação efetiva no desempenho das atividades 
de magistério previstas no inciso II deste parágrafo associada à sua 
regular vinculação contratual, temporária ou estatutária, com o ente 
governamental que o remunera, não sendo 
descaracterizado por eventuais afastamentos temporários previstos em 
lei, com ônus para o empregador, que não impliquem rompimento da 
relação jurídica existente. 
Art. 23. É vedada a utilização dos recursos dos Fundos: 
I - no financiamento das despesas não consideradas como de 
manutenção e desenvolvimento da educação básica, conforme o art. 71 
da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996; 
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II - como garantia ou contrapartida de operações de crédito, internas 
ou externas, contraídas pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos 
Municípios que não se destinem ao financiamento de projetos, ações ou 
programas considerados como ação de manutenção e desenvolvimento do 
ensino para a educação básica. 
CAPÍTULO VI 
DO ACOMPANHAMENTO, CONTROLE SOCIAL, COMPROVAÇÃO E 
FISCALIZAÇÃO DOS RECURSOS 
Art. 24. O acompanhamento e o controle social sobre a distribuição, a 
transferência e a aplicação dos recursos dos Fundos serão exercidos, 
junto aos respectivos governos, no âmbito da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios, por conselhos instituídos 
especificamente para esse fim. 
§ 1o Os conselhos serão criados por legislação específica, editada no 
pertinente âmbito governamental, observados os seguintes critérios de 
composição: 
I - em âmbito federal, por no mínimo 14 (quatorze) membros, sendo: 
a) até 4 (quatro) representantes do Ministério da Educação; 
b) 1 (um) representante do Ministério da Fazenda; 
c) 1 (um) representante do Ministério do Planejamento, Orçamento e 
Gestão; 
d) 1 (um) representante do Conselho Nacional de Educação; 
e) 1 (um) representante do Conselho Nacional de Secretários de 
Estado da Educação - CONSED; 
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().∀,%,/%(0+−%(((((((((((((((((((((∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!!!!!!!!!!!!!∀#∃%&∋!18:!()!234!f) 1 (um) representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores 
em Educação - CNTE; 
g) 1 (um) representante da União Nacional dos Dirigentes Municipais 
de Educação - UNDIME; 
h) 2 (dois) representantes dos pais de alunos da educação básica 
pública; 
i) 2 (dois) representantes dos estudantes da educação básica pública, 
um dos quais indicado pela União Brasileira de Estudantes Secundaristas - 
UBES; 
II - em âmbito estadual, por no mínimo 12 (doze) membros, sendo: 
a) 3 (três) representantes do Poder Executivo estadual, dos quais pelo 
menos 1 (um) do órgão estadual responsável pela educação básica; 
b) 2 (dois) representantes dos Poderes Executivos Municipais; 
c) 1 (um) representante do Conselho Estadual de Educação; 
d) 1 (um) representante da seccional da União Nacional dos Dirigentes 
Municipais de Educação - UNDIME; 
e) 1 (um) representante da seccional da Confederação Nacional dos 
Trabalhadores em Educação - CNTE; 
f) 2 (dois) representantes dos pais de alunos da educação básica 
pública; 
g) 2 (dois) representantes dos estudantes da educação básica pública, 
1 (um) dos quais indicado pela entidade estadual de estudantes 
secundaristas; 
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III - no Distrito Federal, por no mínimo 9 (nove) membros, sendo a 
composição determinada pelo disposto no inciso II deste parágrafo, 
excluídos os membros mencionados nas suas alíneas b e d; 
IV - em âmbito municipal, por no mínimo 9 (nove) membros, sendo: 
a) 2 (dois) representantes do Poder Executivo Municipal, dos quais 
pelo menos 1 (um) da Secretaria Municipal de Educação ou órgão 
educacional equivalente; 
b) 1 (um) representante dos professores da educação básica pública; 
c) 1 (um) representante dos diretores das escolas básicas públicas; 
d) 1 (um) representante dos servidores técnico-administrativos das 
escolas básicas públicas; 
e) 2 (dois) representantes dos pais de alunos da educação básica 
pública; 
f) 2 (dois) representantes dos estudantes da educação básica pública, 
um dos quais indicado pela entidade de estudantes secundaristas. 
§ 2o Integrarão ainda os conselhos municipais dos Fundos, quando 
houver, 1 (um) representante do respectivo Conselho Municipal de 
Educação e 1 (um) representante do Conselho Tutelar a que se refere 
a Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990, indicados por seus pares. 
§ 3o Os membros dos conselhos previstos no caput deste artigo serão 
indicados até 20 (vinte) dias antes do término do mandato dos 
conselheiros anteriores: 
I - pelos dirigentes dos órgãos federais, estaduais, municipais e do 
Distrito Federal e das entidades de classes organizadas, nos casos das 
representações dessas instâncias; 
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II - nos casos dos representantes dos diretores, pais de alunos e 
estudantes, pelo conjunto dos estabelecimentos ou entidades de âmbito 
nacional, estadual ou municipal, conforme o caso, em processo eletivo 
organizado para esse fim, pelos respectivos pares; 
III - nos casos de representantes de professores e servidores, pelas 
entidades sindicais da respectiva categoria. 
§ 4o Indicados os conselheiros, na forma dos incisos I e II do § 
3o deste artigo, o Ministério da Educação designará os integrantes do 
conselho previsto no inciso I do § 1o deste artigo, e o Poder 
Executivo competente designará os integrantes dos conselhos previstos 
nos incisos II, III e IV do § 1o deste artigo. 
§ 5o São impedidos de integrar os conselhos a que se refere 
o caput deste artigo: 
I - cônjuge e parentes consangüíneos ou afins, até 3o (terceiro) grau, 
do Presidente e do Vice-Presidente da República, dos Ministros de Estado, 
do Governador e do Vice-Governador, do Prefeito e do Vice-Prefeito, e dos 
Secretários Estaduais, Distritais ou Municipais; 
II - tesoureiro, contador ou funcionário de empresa de assessoria ou 
consultoria que prestem serviços relacionados à administração ou controle 
interno dos recursos do Fundo, bem como cônjuges, parentes 
consangüíneos ou afins, até 3o (terceiro) grau, desses profissionais; 
III - estudantes que não sejam emancipados; 
IV - pais de alunos que: 
a) exerçam cargos ou funções públicas de livre nomeação e 
exoneração no âmbito dos órgãos do respectivo Poder Executivo gestor 
dos recursos; ou 
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b) prestem serviços terceirizados, no âmbito dos Poderes Executivos 
em que atuam os respectivos conselhos. 
§ 6o O presidente dos conselhos previstos no caput deste artigo será 
eleito por seus pares em reunião do colegiado, sendo impedido de ocupar 
a função o representante do governo gestor dos recursos do Fundo no 
âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. 
§ 7o Os conselhos dos Fundos atuarão com autonomia, sem 
vinculação ou subordinação institucional ao Poder Executivo local e serão 
renovados periodicamente ao final de cada mandato dos seus membros. 
§ 8o A atuação dos membros dos conselhos dos Fundos: 
I - não será remunerada; 
II - é considerada atividade de relevante interesse social; 
III - assegura isenção da obrigatoriedade de testemunhar sobre 
informações recebidas ou prestadas em razão do exercício de suas 
atividades de conselheiro e sobre as pessoas que lhes confiarem ou deles 
receberem informações; 
IV - veda, quando os conselheiros forem representantes de 
professores e diretores ou de servidores das escolas públicas, no curso do 
mandato: 
a) exoneração ou demissão do cargo ou emprego sem justa causa ou 
transferência involuntária do estabelecimento de ensino em que atuam; 
b) atribuição de falta injustificada ao serviço em função das atividades 
do conselho; 
c) afastamento involuntário e injustificado da condição de conselheiro 
antes do término do mandato para o qual tenha sido designado; 
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V - veda, quando os conselheiros forem representantes de estudantes 
em atividades do conselho, no curso do mandato, atribuição de falta 
injustificada nas atividades escolares. 
§ 9o Aos conselhos incumbe, ainda, supervisionar o censo escolar 
anual e a elaboração da proposta orçamentária anual, no âmbito de suas 
respectivas esferas governamentais de atuação, com o objetivo de 
concorrer para o regular e tempestivo tratamento e encaminhamento dos 
dados estatísticos e financeiros que alicerçam a operacionalização dos 
Fundos. 
§ 10. Os conselhos dos Fundos não contarão com estrutura 
administrativa própria, incumbindo à União, aos Estados, ao Distrito 
Federal e aos Municípios garantir infra-estrutura e condições materiais 
adequadas à execução plena das competências dos conselhos e oferecer 
ao Ministério da Educação os dados cadastrais relativos à criação e 
composição dos respectivos conselhos. 
§ 11. Os membros dos conselhos de acompanhamento e controle 
terão mandato de, no máximo, 2 (dois) anos, permitida 1 (uma) 
recondução por igual período. 
§ 12. Na hipótese da inexistência de estudantes emancipados, 
representação estudantil poderá acompanhar as reuniões do conselho 
com direito a voz. 
§ 13. Aos conselhosincumbe, também, acompanhar a aplicação dos 
recursos federais transferidos à conta do Programa Nacional de Apoio ao 
Transporte do Escolar - PNATE e do Programa de Apoio aos Sistemas de 
Ensino para Atendimento à Educação de Jovens e Adultos e, ainda, 
receber e analisar as prestações de contas referentes a esses Programas, 
formulando pareceres conclusivos acerca da aplicação desses recursos e 
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encaminhando-os ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - 
FNDE. 
Art. 25. Os registros contábeis e os demonstrativos gerenciais 
mensais, atualizados, relativos aos recursos repassados e recebidos à 
conta dos Fundos assim como os referentes às despesas realizadas 
ficarão permanentemente à disposição dos conselhos responsáveis, bem 
como dos órgãos federais, estaduais e municipais de controle interno e 
externo, e ser-lhes-á dada ampla publicidade, inclusive por meio 
eletrônico. 
Parágrafo único. Os conselhos referidos nos incisos II, III e IV do § 
1o do art. 24 desta Lei poderão, sempre que julgarem conveniente: 
I - apresentar ao Poder Legislativo local e aos órgãos de controle 
interno e externo manifestação formal acerca dos registros contábeis e 
dos demonstrativos gerenciais do Fundo; 
II - por decisão da maioria de seus membros, convocar o Secretário 
de Educação competente ou servidor equivalente para prestar 
esclarecimentos acerca do fluxo de recursos e a execução das despesas 
do Fundo, devendo a autoridade convocada apresentar-se em prazo não 
superior a 30 (trinta) dias; 
III - requisitar ao Poder Executivo cópia de documentos referentes a: 
a) licitação, empenho, liquidação e pagamento de obras e serviços 
custeados com recursos do Fundo; 
b) folhas de pagamento dos profissionais da educação, as quais 
deverão discriminar aqueles em efetivo exercício na educação básica e 
indicar o respectivo nível, modalidade ou tipo de estabelecimento a que 
estejam vinculados; 
Conhecimentos Básicos para Pedagogia 
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c) documentos referentes aos convênios com as instituições a que se 
refere o art. 8o desta Lei; 
d) outros documentos necessários ao desempenho de suas funções; 
IV - realizar visitas e inspetorias in loco para verificar: 
a) o desenvolvimento regular de obras e serviços efetuados nas 
instituições escolares com recursos do Fundo; 
b) a adequação do serviço de transporte escolar; 
c) a utilização em benefício do sistema de ensino de bens adquiridos 
com recursos do Fundo. 
Art. 26. A fiscalização e o controle referentes ao cumprimento do 
disposto no art. 212 da Constituição Federal e do disposto nesta Lei, 
especialmente em relação à aplicação da totalidade dos recursos dos 
Fundos, serão exercidos: 
I - pelo órgão de controle interno no âmbito da União e pelos órgãos 
de controle interno no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios; 
II - pelos Tribunais de Contas dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios, junto aos respectivos entes governamentais sob suas 
jurisdições; 
III - pelo Tribunal de Contas da União, no que tange às atribuições a 
cargo dos órgãos federais, especialmente em relação à complementação 
da União. 
Art. 27. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios prestarão 
contas dos recursos dos Fundos conforme os procedimentos adotados 
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pelos Tribunais de Contas competentes, observada a regulamentação 
aplicável. 
Parágrafo único. As prestações de contas serão instruídas com 
parecer do conselho responsável, que deverá ser apresentado ao Poder 
Executivo respectivo em até 30 (trinta) dias antes do vencimento do 
prazo para a apresentação da prestação de contas prevista no caput deste 
artigo. 
Art. 28. O descumprimento do disposto no art. 212 da Constituição 
Federal e do disposto nesta Lei sujeitará os Estados e o Distrito Federal à 
intervenção da União, e os Municípios à intervenção dos respectivos 
Estados a que pertencem, nos termos da alínea e do inciso VII do 
caput do art. 34 e do inciso III do caput do art. 35 da Constituição 
Federal. 
Art. 29. A defesa da ordem jurídica, do regime democrático, dos 
interesses sociais e individuais indisponíveis, relacionada ao pleno 
cumprimento desta Lei, compete ao Ministério Público dos Estados e do 
Distrito Federal e Territórios e ao Ministério Público Federal, 
especialmente quanto às transferências de recursos federais. 
§ 1o A legitimidade do Ministério Público prevista no caput deste 
artigo não exclui a de terceiros para a propositura de ações a que se 
referem o inciso LXXIII do caput do art. 5º e o § 1º do art. 129 da 
Constituição Federal, sendo-lhes assegurado o acesso gratuito aos 
documentos mencionados nos arts. 25 e 27 desta Lei. 
§ 2o Admitir-se-á litisconsórcio facultativo entre os Ministérios 
Públicos da União, do Distrito Federal e dos Estados para a fiscalização da 
aplicação dos recursos dos Fundos que receberem complementação da 
União. 
Art. 30. O Ministério da Educação atuará: 
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I - no apoio técnico relacionado aos procedimentos e critérios de 
aplicação dos recursos dos Fundos, junto aos Estados, Distrito Federal e 
Municípios e às instâncias responsáveis pelo acompanhamento, 
fiscalização e controle interno e externo; 
II - na capacitação dos membros dos conselhos; 
III - na divulgação de orientações sobre a operacionalização do Fundo 
e de dados sobre a previsão, a realização e a utilização dos valores 
financeiros repassados, por meio de publicação e distribuição de 
documentos informativos e em meio eletrônico de livre acesso público; 
IV - na realização de estudos técnicos com vistas na definição do valor 
referencial anual por aluno que assegure padrão mínimo de qualidade do 
ensino; 
V - no monitoramento da aplicação dos recursos dos Fundos, por meio 
de sistema de informações orçamentárias e financeiras e de cooperação 
com os Tribunais de Contas dos Estados e Municípios e do Distrito 
Federal; 
VI - na realização de avaliações dos resultados da aplicação desta Lei, 
com vistas na adoção de medidas operacionais e de natureza político-
educacional corretivas, devendo a primeira dessas medidas se realizar em 
até 2 (dois) anos após a implantação do Fundo. 
CAPÍTULO VII 
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS 
Seção I 
Disposições Transitórias 
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Art. 31. Os Fundos serão implantados progressivamente nos 
primeiros 3 (três) anos de vigência, conforme o disposto neste artigo. 
§ 1o A porcentagem de recursos de que trata o art. 3o desta Lei será 
alcançada conforme a seguinte progressão: 
I - para os impostos e transferências constantes do inciso II 
do caput do art. 155, do inciso IV do caput do art. 158, das alíneas a e b 
do inciso I e do inciso II do caput do art. 159 da Constituição Federal, 
bem como para areceita a que se refere o § 1o do art. 3o desta Lei: 
a) 16,66% (dezesseis inteiros e sessenta e seis centésimos por 
cento), no 1o (primeiro) ano; 
b) 18,33% (dezoito inteiros e trinta e três centésimos por cento), no 
2o (segundo) ano; e 
c) 20% (vinte por cento), a partir do 3o (terceiro) ano, inclusive; 
II - para os impostos e transferências constantes dos incisos I e III do 
caput do art. 155, inciso II do caput do art. 157, incisos II e III do 
caput do art. 158 da Constituição Federal: 
a) 6,66% (seis inteiros e sessenta e seis centésimos por cento), no 
1o (primeiro) ano; 
b) 13,33% (treze inteiros e trinta e três centésimos por cento), no 
2o (segundo) ano; e 
c) 20% (vinte por cento), a partir do 3o (terceiro) ano, inclusive. 
§ 2o As matrículas de que trata o art. 9o desta Lei serão consideradas 
conforme a seguinte progressão: 
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I - para o ensino fundamental regular e especial público: a totalidade 
das matrículas imediatamente a partir do 1o (primeiro) ano de vigência do 
Fundo; 
II - para a educação infantil, o ensino médio e a educação de jovens e 
adultos: 
a) 1/3 (um terço) das matrículas no 1o (primeiro) ano de vigência do 
Fundo; 
b) 2/3 (dois terços) das matrículas no 2o (segundo) ano de vigência 
do Fundo; 
c) a totalidade das matrículas a partir do 3o (terceiro) ano de vigência 
do Fundo, inclusive. 
§ 3o A complementação da União será de, no mínimo: 
I - R$ 2.000.000.000,00 (dois bilhões de reais), no 1o (primeiro) ano 
de vigência dos Fundos; 
II - R$ 3.000.000.000,00 (três bilhões de reais), no 2o (segundo) ano 
de vigência dos Fundos; e 
III - R$ 4.500.000.000,00 (quatro bilhões e quinhentos milhões de 
reais), no 3o (terceiro) ano de vigência dos Fundos. 
§ 4o Os valores a que se referem os incisos I, II e III do § 3o deste 
artigo serão atualizados, anualmente, nos primeiros 3 (três) anos de 
vigência dos Fundos, de forma a preservar em caráter permanente o valor 
real da complementação da União. 
§ 5o Os valores a que se referem os incisos I, II e III do § 3o deste 
artigo serão corrigidos, anualmente, pela variação acumulada do Índice 
Nacional de Preços ao Consumidor – INPC, apurado pela Fundação 
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Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, ou índice 
equivalente que lhe venha a suceder, no período compreendido entre o 
mês da promulgação da Emenda Constitucional no 53, de 19 de dezembro 
de 2006, e 1o de janeiro de cada um dos 3 (três) primeiros anos de 
vigência dos Fundos. 
§ 6o Até o 3o (terceiro) ano de vigência dos Fundos, o cronograma de 
complementação da União observará a programação financeira do 
Tesouro Nacional e contemplará pagamentos mensais de, no mínimo, 5% 
(cinco por cento) da complementação anual, a serem realizados até o 
último dia útil de cada mês, assegurados os repasses de, no mínimo, 45% 
(quarenta e cinco por cento) até 31 de julho e de 100% (cem por cento) 
até 31 de dezembro de cada ano. 
§ 7o Até o 3o (terceiro) ano de vigência dos Fundos, a 
complementação da União não sofrerá ajuste quanto a seu montante em 
função da diferença entre a receita utilizada para o cálculo e a receita 
realizada do exercício de referência, observado o disposto no § 2o do art. 
6o desta Lei quanto à distribuição entre os fundos instituídos no âmbito de 
cada Estado. 
Art. 32. O valor por aluno do ensino fundamental, no Fundo de cada 
Estado e do Distrito Federal, não poderá ser inferior ao efetivamente 
praticado em 2006, no âmbito do Fundo de Manutenção e 
Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério - 
FUNDEF, estabelecido pela Emenda Constitucional nº 14, de 12 de 
setembro de 1996. 
§ 1o Caso o valor por aluno do ensino fundamental, no Fundo de cada 
Estado e do Distrito Federal, no âmbito do Fundeb, resulte inferior ao 
valor por aluno do ensino fundamental, no Fundo de cada Estado e do 
Distrito Federal, no âmbito do Fundef, adotar-se-á este último 
exclusivamente para a distribuição dos recursos do ensino fundamental, 
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mantendo-se as demais ponderações para as restantes etapas, 
modalidades e tipos de estabelecimento de ensino da educação básica, na 
forma do regulamento. 
§ 2o O valor por aluno do ensino fundamental a que se refere 
o caput deste artigo terá como parâmetro aquele efetivamente praticado 
em 2006, que será corrigido, anualmente, com base no Índice Nacional de 
Preços ao Consumidor - INPC, apurado pela Fundação Instituto Brasileiro 
de Geografia e Estatística - IBGE ou índice equivalente que lhe venha a 
suceder, no período de 12 (doze) meses encerrados em junho do ano 
imediatamente anterior. 
Art. 33. O valor anual mínimo por aluno definido nacionalmente para 
o ensino fundamental no âmbito do Fundeb não poderá ser inferior ao 
mínimo fixado nacionalmente em 2006 no âmbito do Fundef. 
Art. 34. Os conselhos dos Fundos serão instituídos no prazo de 60 
(sessenta) dias contados da vigência dos Fundos, inclusive mediante 
adaptações dos conselhos do Fundef existentes na data de publicação 
desta Lei. 
Art. 35. O Ministério da Educação deverá realizar, em 5 (cinco) anos 
contados da vigência dos Fundos, fórum nacional com o objetivo de 
avaliar o financiamento da educação básica nacional, contando com 
representantes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, 
dos trabalhadores da educação e de pais e alunos. 
Art. 36. No 1o (primeiro) ano de vigência do Fundeb, as ponderações 
seguirão as seguintes especificações: 
I - creche - 0,80 (oitenta centésimos); 
II - pré-escola - 0,90 (noventa centésimos); 
III - anos iniciais do ensino fundamental urbano - 1,00 (um inteiro); 
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IV - anos iniciais do ensino fundamental no campo - 1,05 (um inteiro 
e cinco centésimos); 
V - anos finais do ensino fundamental urbano - 1,10 (um inteiro e dez 
centésimos); 
VI - anos finais do ensino fundamental no campo - 1,15 (um inteiro e 
quinze centésimos); 
VII - ensino fundamental em tempo integral - 1,25 (um inteiro e vinte 
e cinco centésimos); 
VIII - ensino médio urbano - 1,20 (um inteiro e vinte centésimos); 
IX - ensino médio no campo - 1,25 (um inteiro e vinte e cinco 
centésimos); 
X - ensino médio em tempo integral - 1,30 (um inteiro e trinta 
centésimos); 
XI - ensino médio integrado à educação profissional - 1,30 (um inteiro 
e trinta centésimos); 
XII - educação especial - 1,20 (um inteiro e vinte centésimos); 
XIII - educação indígena e quilombola - 1,20 (um inteiro e vinte 
centésimos); 
XIV - educação de jovens e adultos com avaliação no processo - 0,70 
(setenta centésimos); 
XV - educação de jovens e adultos integrada à educação profissional 
de nível médio, com avaliação no processo - 0,70 (setenta centésimos). 
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().∀,%,/%(0+−%(((((((((((((((((((((∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!!!!!!!!!!!!!∀#∃%&∋!134!()!234!§ 1o A Comissão Intergovernamental de Financiamento para a 
Educação Básica de Qualidade fixará as ponderações referentes à creche 
e pré-escola em tempo integral. 
§ 2o Na fixação dos valores a partir do 2o (segundo) ano de vigência 
do Fundeb, as ponderações entre as matrículas da educação infantil 
seguirão, no mínimo, as seguintes pontuações: 
I - creche pública em tempo integral - 1,10 (um inteiro e dez 
centésimos); 
II - creche pública em tempo parcial - 0,80 (oitenta centésimos); 
III - creche conveniada em tempo integral - 0,95 (noventa e cinco 
centésimos); 
IV - creche conveniada em tempo parcial - 0,80 (oitenta centésimos); 
V - pré-escola em tempo integral - 1,15 (um inteiro e quinze 
centésimos); 
VI - pré-escola em tempo parcial - 0,90 (noventa centésimos). 
Seção II 
Disposições Finais 
Art. 37. Os Municípios poderão integrar, nos termos da legislação 
local específica e desta Lei, o Conselho do Fundo ao Conselho Municipal 
de Educação, instituindo câmara específica para o acompanhamento e o 
controle social sobre a distribuição, a transferência e a aplicação dos 
recursos do Fundo, observado o disposto no inciso IV do § 1o e nos §§ 2o, 
3o, 4o e 5o do art. 24 desta Lei. 
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§ 1o A câmara específica de acompanhamento e controle social sobre 
a distribuição, a transferência e a aplicação dos recursos do Fundeb terá 
competência deliberativa e terminativa. 
§ 2o Aplicar-se-ão para a constituição dos Conselhos Municipais de 
Educação as regras previstas no § 5o do art. 24 desta Lei. 
Art. 38. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
deverão assegurar no financiamento da educação básica, previsto no art. 
212 da Constituição Federal, a melhoria da qualidade do ensino, de forma 
a garantir padrão mínimo de qualidade definido nacionalmente. 
Parágrafo único. É assegurada a participação popular e da 
comunidade educacional no processo de definição do padrão nacional de 
qualidade referido no caput deste artigo. 
Art. 39. A União desenvolverá e apoiará políticas de estímulo às 
iniciativas de melhoria de qualidade do ensino, acesso e permanência na 
escola, promovidas pelas unidades federadas, em especial aquelas 
voltadas para a inclusão de crianças e adolescentes em situação de risco 
social. 
Parágrafo único. A União, os Estados e o Distrito Federal 
desenvolverão, em regime de colaboração, programas de apoio ao esforço 
para conclusão da educação básica dos alunos regularmente matriculados 
no sistema público de educação: 
I - que cumpram pena no sistema penitenciário, ainda que na 
condição de presos provisórios; 
II - aos quais tenham sido aplicadas medidas socioeducativas nos 
termos da Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990. 
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Art. 40. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão 
implantar Planos de Carreira e remuneração dos profissionais da educação 
básica, de modo a assegurar: 
I - a remuneração condigna dos profissionais na educação básica da 
rede pública; 
II - integração entre o trabalho individual e a proposta pedagógica da 
escola; 
III - a melhoria da qualidade do ensino e da aprendizagem. 
Parágrafo único. Os Planos de Carreira deverão contemplar 
capacitação profissional especialmente voltada à formação continuada 
com vistas na melhoria da qualidade do ensino. 
Art. 41. O poder público deverá fixar, em lei específica, até 31 de 
agosto de 2007, piso salarial profissional nacional para os profissionais 
do magistério público da educação básica. 
Parágrafo único. (VETADO) 
Art. 42. (VETADO) 
Art. 43. Nos meses de janeiro e fevereiro de 2007, fica mantida a 
sistemática de repartição de recursos prevista na Lei no 9.424, de 24 
de dezembro de 1996, mediante a utilização dos coeficientes de 
participação do Distrito Federal, de cada Estado e dos Municípios, 
referentes ao exercício de 2006, sem o pagamento de complementação 
da União. 
Art. 44. A partir de 1o de março de 2007, a distribuição dos recursos 
dos Fundos é realizada na forma prevista nesta Lei. 
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Parágrafo único. A complementação da União prevista no inciso I do 
§ 3o do art. 31 desta Lei, referente ao ano de 2007, será integralmente 
distribuída entre março e dezembro. 
Art. 45. O ajuste da distribuição dos recursos referentes ao primeiro 
trimestre de 2007 será realizado no mês de abril de 2007, conforme a 
sistemática estabelecida nesta Lei. 
Parágrafo único. O ajuste referente à diferença entre o total dos 
recursos da alínea a do inciso I e da alínea a do inciso II do § 1o do art. 
31 desta Lei e os aportes referentes a janeiro e fevereiro de 2007, 
realizados na forma do disposto neste artigo, será pago no mês de abril 
de 2007. 
Art. 46. Ficam revogados, a partir de 1o de janeiro de 2007, os arts. 
1º a 8º e 13 da Lei nº 9.424, de 24 de dezembro de 1996, e o art. 12 da 
Lei no 10.880, de 9 de junho de 2004, e o § 3º do art. 2º da Lei nº 
10.845, de 5 de março de 2004. 
Art. 47. Nos 2 (dois) primeiros anos de vigência do Fundeb, a União 
alocará, além dos destinados à complementação ao Fundeb, recursos 
orçamentários para a promoção de programa emergencial de apoio ao 
ensino médio e para reforço do programa nacional de apoio ao transporte 
escolar. 
Art. 48. Os Fundos terão vigência até 31 de dezembro de 2020. 
Art. 49. Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação. 
Brasília, 20 de junho de 2007; 186o da Independência e 119o da 
República. 
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA 
Tarso Genro 
Guido Mantega 
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Fernando Haddad 
José Antonio Dias Toffoli. 
Este texto não substitui o publicado no DOU de 21.6.2007 e retificado no 
DOU de 22.6.2007 
A EDUCAÇÃO NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988: 
 
Constituição Federal de 1988: sociedade e Estado no contexto da 
Educação 
 
A Constituição de 1988 é clara em seu artigo 6o: 
“são direitos sociais: a educação, alimentação, o trabalho, a moradia, o 
lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à 
infância, a assistência aos desamparados”. 
 
Educação é um direito social, previsto no texto da Constituição. 
 
Sendo a educação dever do Estado, da família e realidade social, com o 
objetivo de garantir a realização plena do ser humano, inseri-lo no 
contexto do Estado Democrático e qualificá-lo para o mundo do trabalho. 
 
 
O raciocínio aqui deve ser no sentido de entender que a Educação 
na Constituição prevê que o Estado seja obrigado a oferecê-la e 
que a família tem a obrigação de inserir o ser humano para 
qualificá-lo ao mundo do trabalho. 
 
A um só tempo, a educação representa tanto mecanismo de 
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desenvolvimento pessoal do indivíduo, como da própria sociedade em que 
ele se insere. 
 
A Constituição Federalde 1988 enuncia o direito à educação como um 
direito social no artigo 6º; especifica a competência legislativa nos 
artigos 22, XXIV (no caso as diretrizes e bases da Educação Nacional), a 
nossa querida LDB e 24, IX; dedica toda uma parte do título da Ordem 
Social para responsabilizar o Estado e a família, tratar do acesso e da 
qualidade, organizar o sistema educacional, vincular o financiamento e 
distribuir encargos e competências para os entes da federação. 
 
 
Atenção aos artigos dedicados à Educação pela Constituição 
Federal de 88: 
Nesse sentido, a educação tem um caráter democrático e acessível 
de acordo com a Constituição Federal de 1988 
2. O direito à educação como um direito fundamental 
 Captar toda a dimensão do direito à educação depende de situá-
lo previamente no contexto dos direitos sociais, econômicos e culturais, 
os chamados direitos de 2ª dimensão, no âmbito dos direitos 
fundamentais. 
 
 
AQUI É IMPORTANTE ENTENDERMOS QUE A EDUCAÇÃO É 
TRATADA NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL COMO UM DIREITO 
FUNDAMENTAL. 
 
 
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 A expressão direitos fundamentais guarda sinonímia com a expressão 
direitos humanos. São direitos que encontram seu fundamento de 
validade na preservação da condição humana. São direitos reconhecidos 
pelo ordenamento jurídico como indispensáveis para a própria 
manutenção da condição humana. 
 
 
Fique ligado(a): o direito à educação por se tratar de direito 
fundamental é um direito indispensável para a manutenção da 
condição humana. 
Dignidade já! (grifo meu). 
 
 
 
 
Direito fundamental é o direito necessário ao indivíduo, ou seja: a 
educação, no contexto da Constituição de 1988 é um direito 
indispensável. 
 
 A despeito da "fundamentalidade", Bobbio (1992, p.5) destaca que os 
direitos fundamentais ou direitos humanos são direitos históricos, ou seja, 
são fruto de circunstâncias e conjunturas vividas pela humanidade e 
especificamente por cada um dos diversos Estados, sociedades e culturas. 
Portanto, embora se alicercem numa perspectiva jusnaturalista, os 
direitos fundamentais não prescindem do reconhecimento estatal, da 
inserção no direito positivo. 
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Vamos traduzir o parágrafo acima: 
O direito à educação, por se tratar de um direito social 
fundamental são frutos de necessidades humanas inerentes ao 
desenvolvimento social da humanidade. 
 O sentido do direito à educação na ordem constitucional de 1988 
está intimamente ligado ao reconhecimento da dignidade da pessoa 
humana como fundamento da República Federativa do Brasil, bem como 
com os seus objetivos, especificamente: a construção de uma sociedade 
livre, justa e solidária, o desenvolvimento nacional, a erradicação da 
pobreza e da marginalidade, redução das desigualdades sociais e 
regionais e a promoção do bem comum. 
 
 
 
 
Vamos fazer uma costura com essa informação acima: 
 
Importante entender que sendo o direito à educação um 
reconhecimento à dignidade humana e que esse direito foi 
reconhecido a partir de anseios da própria sociedade vale dizer 
que o direito à educação objetiva a formação de uma sociedade, 
livre, justa e solidária que tem como meta erradicar a pobreza, a 
marginalidade e reduzir as desigualdades sociais. 
 
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Reconhecer o direito à educação como direito social faz com que 
automaticamente esse direito passe a ser fundamental. 
 
A Constituição de 1988 trata a educação de forma muito clara. Do artigo 
205 ao 214 há menção direta sobre as formas de educação. Como 
podemos ver a seguir: 
 
O artigo 208, por exemplo, prevê que o ensino fundamental seja 
obrigatório e gratuito. 
 
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Leia-me com atenção: a Constituição de 88, além de prever sobre 
a educação, ainda dispõe de mecanismos normativos relacionados 
à competência legislativa, indicativos de critérios de acesso e de 
qualidade, elementos para organização do sistema educacional, 
previsão para financiamento dessa educação e outros. 
 
 
 Isso está na LDB e a base dessa organização está na CF/88: 
 
 A organização dos sistemas de ensino está alicerçada na 
definição de áreas prioritárias de atuação e na preocupação em 
instituir um regime de colaboração entre os mesmos. Nessa 
ordem de ideias, aos Municípios compete atuar prioritariamente 
no ensino fundamental e no ensino infantil, os Estados e o Distrito 
Federal no ensino fundamental e médio. 
 
 O papel da União não se limita à organização de seu 
sistema de ensino, mas se vincula especialmente a uma função 
redistributiva e supletiva, com o objetivo de garantir equalização 
de oportunidades e padrão mínimo de qualidade. Assim, não 
existe uma área de atuação prioritária para a União, pois em 
verdade lhe cabe atuar, ainda que em caráter de apoio técnico 
e/ou financeiro, em todos os níveis. 
 
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A CF/88 também se preocupou com o papel da educação na promoção da 
integração nacional, como com a preservação das peculiaridades 
regionais, mediante previsão de conteúdos mínimos para o ensino 
fundamental, visando formação básica comum e respeito a valores 
culturais e artísticos, nacionais e regionais. Incluindo a especificidade da 
cultura indígena tutelada, nos termos do parágrafo 2º. 
 
 Também há previsão do ensino religioso, nos termos do 
parágrafo 1º do artigo 210, que deve estar ligada à liberdade religiosa e 
não deverá haver vinculação com qualquer espécie de credo ou religião. 
 
Com isso, dá para entender que nossa educação está pautada nos artigos 
constitucionais de 205 a 214 e que nossa sociedade está inserida nesses 
direitos. 
Seguem, abaixo, artigos 205 a 2014 da Constituição Federal que 
tratam especificamente da Educação: 
Ps: embora os artigos tratados também se repetem na LDB , achei 
conveniente colocá-los aqui nessa aula, por dois motivos? 
 1 para que haja essa leitura agora mais perto da prova. 
2 para que você consiga fazer esse paralelo entre as leis. ☺ 
 
Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, 
será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando 
ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da 
cidadania e sua qualificação para o trabalho. 
Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: 
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; 
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a 
arte e o saber; 
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().∀,%,/%(0+−%(((((((((((((((((((((∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!!!!!!!!!!!!!∀#∃%&∋!196!()!234!III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, e coexistência de 
instituições públicas e privadas de ensino; 
IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; 
V - valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na 
forma da lei, planos de carreira, com ingresso exclusivamente por 
concurso público de provas e títulos, aos das redes públicas; * Nova 
redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, de 19 de dezembro de 
2006. 
VI - gestão democrática do ensino público, na forma da lei; 
VII - garantia de padrão de qualidade. 
* VIII - piso salarial profissional nacional para os profissionais da 
educação escolar pública, nos termos de lei federal. 
* Inciso acrescentado pela Emenda Constitucional nº 53, de 19 de 
dezembro de 2006. 
* Parágrafo único. A lei disporá sobre as categorias de trabalhadores 
considerados profissionais da educação básica e sobre a fixação de prazo 
para a elaboração ou adequação de seus planos de carreira, no âmbito da 
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.”(NR) 
* Parágrafo acrescentado pela Emenda Constitucional nº 53, de 19 de 
dezembro de 2006. 
Art. 207. As universidades gozam de autonomia didático-científica, 
administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao 
princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. 
* § 1º - É facultado às universidades admitir professores, técnicos e 
cientistas estrangeiros, na forma da lei. 
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* Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 11, de 30.4.1996. 
* § 2º - O disposto neste artigo aplica-se às instituições de pesquisa 
científica e tecnológica. 
* Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 11, de 30.4.1996. 
Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a 
garantia de: 
I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 
(dezessete) anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para 
todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria; (NR) 
* Nova redação dada pelo 1º da Emenda Constitucional nº 59, de 11 de 
novembro de 2009 
* Nota: art. 6º da Emenda Constitucional nº 59, de 11 de novembro de 
2009 - "Art. 6º O disposto no inciso I do art. 208 da Constituição 
Federal deverá ser implementado progressivamente, até 2016, nos 
termos do Plano Nacional de Educação, com apoio técnico e financeiro da 
União." 
 
* II - progressiva universalização do ensino médio gratuito; 
* Nova redação dada pelo art. 2º da Emenda Constitucional nº 14, de 
13.9.1996. 
III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, 
preferencialmente na rede regular de ensino; 
* IV - educação infantil, em creche e pré-escola, às crianças até 5 (cinco) 
anos de idade; 
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* Nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, de 19 de 
dezembro de 2006. 
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação 
artística, segundo a capacidade de cada um; 
VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do 
educando; 
* VII - atendimento ao educando, em todas as etapas da educação 
básica, por meio de programas suplementares de material 
didáticoescolar, transporte, alimentação e assistência à saúde." (NR) 
* Nova redação dada pelo art. 1º da Emenda Constitucional nº 59, de 11 
de novembro de 2009 
§ 1º - O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público 
subjetivo. 
§ 2º - O não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público, ou 
sua oferta irregular, importa responsabilidade da autoridade competente. 
§ 3º - Compete ao poder público recensear os educandos no ensino 
fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou 
responsáveis, pela freqüência à escola. 
Art. 209. O ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as seguintes 
condições: 
I - cumprimento das normas gerais da educação nacional; 
II - autorização e avaliação de qualidade pelo poder público. 
Art. 210. Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de 
maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores 
culturais e artísticos, nacionais e regionais. 
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� Ver art. 43 da Lei nº 9394, de 20.12.1996, que estabelece 
as diretrizes e bases da educação nacional. 
§ 1º - O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina 
dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental. 
§ 2º - O ensino fundamental regular será ministrado em língua 
portuguesa, assegurada às comunidades indígenas também a utilização 
de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem. 
Art. 211. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
organizarão em regime de colaboração seus sistemas de ensino. 
* § 1º - A União organizará o sistema federal de ensino e o dos 
Territórios, financiará as instituições de ensino públicas federais e 
exercerá, em matéria educacional, função redistributiva e supletiva, de 
forma a garantir equalização de oportunidades educacionais e padrão 
mínimo de qualidade do ensino mediante assistência técnica e financeira 
aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios. 
§ 2º - Os Municípios atuarão prioritariamente no ensino fundamental e na 
educação infantil. 
* Nova redação dada pelo art. 3º da Emenda Constitucional nº 14, de 
13.9.1996. 
* § 3º - Os Estados e o Distrito Federal atuarão prioritariamente no 
ensino fundamental médio. 
Art. 212. A União aplicará, anualmente, nunca menos de dezoito, e os 
Estados, o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento, no 
mínimo, da receita resultante de impostos, compreendida a proveniente 
de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino. 
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� Ver art. 69 da Lei nº 9394, de 20.12.1996, que estabelece 
as diretrizes e bases da educação nacional. 
§ 1º - A parcela da arrecadação de impostos transferida pela União aos 
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, ou pelos Estados aos 
respectivos Municípios, não é considerada, para efeito do cálculo previsto 
neste artigo, receita do governo que a transferir. 
§ 2º - Para efeito do cumprimento do disposto no caput deste artigo, 
serão considerados os sistemas de ensino federal, estadual e municipal e 
os recursos aplicados na forma do art. 213. 
* § 3º A distribuição dos recursos públicos assegurará prioridade ao 
atendimento das necessidades do ensino obrigatório, no que se refere a 
universalização, garantia de padrão de qualidade e equidade, nos termos 
do plano nacional de educação."(NR) 
* Nova redação dada pelo art. 3º da Emenda Constitucional nº 59, de 11 
de novembro de 2009 
§ 4º - Os programas suplementares de alimentação e assistência à saúde 
previstos no art. 208, VII, serão financiados com recursos provenientes 
de contribuições sociais e outros recursos orçamentários. 
 Nova redação dada pelo art. 4º da Emenda Constitucional nº 14, de 
13.9.1996. 
* § 5º A educação básica pública terá como fonte adicional de 
financiamento a contribuição social do salário-educação,recolhida pelas 
empresas na forma da lei. 
* Nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, de 19 de 
dezembro de 2006. 
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* § 6º As cotas estaduais e municipais da arrecadação da contribuição 
social do salário-educação serão distribuídas proporcionalmente ao 
número de alunos matriculados na educação básica nas respectivas redes 
públicas de ensino.”(NR) 
* Parágrafo acrescentado pela Emenda Constitucional nº 53, de 19 de 
dezembro de 2006. 
Art. 213. Os recursos públicos serão destinados às escolas públicas, 
podendo ser dirigidos a escolas comunitárias, confessionais ou 
filantrópicas, definidas em lei, que: 
I - comprovem finalidade não lucrativa e apliquem seus excedentes 
financeiros em educação; 
� Ver inciso I do art. 77 da Lei nº 9394, de 20.12.1996, que 
estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. 
II - assegurem a destinação de seu patrimônio a outra escola 
comunitária, filantrópica ou confessional, ou ao poder público, no caso de 
encerramento de suas atividades. 
§ 1º - Os recursos de que trata este artigo poderão ser destinados a 
bolsas de estudo para o ensino fundamental e médio, na forma da lei, 
para os que demonstrarem insuficiência de recursos, quando houver falta 
de vagas e cursos regulares da rede pública na localidade da residência 
do educando, ficando o poder público obrigado a investir prioritariamente 
na expansão de sua rede na localidade. 
§ 2º - As atividades universitárias de pesquisa e extensão poderão 
receber apoio financeiro do poder público. 
� Ver § 2º do art. 77 da Lei nº 9394, de 20.12.1996, que 
estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. 
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* "Art. 214. A lei estabelecerá o plano nacional de educação, de duração 
decenal, com o objetivo de articular o sistema nacional de educação em 
regime de colaboração e definir diretrizes, objetivos, metas e estratégias 
de implementação para assegurar a manutenção e desenvolvimento do 
ensino em seus diversos níveis, etapas e modalidades por meio de ações 
integradas dos poderes públicos das diferentes esferas federativas que 
conduzam a: 
* Nova redação dada pelo Art. 4º da Emenda Constitucional nº 59, de 11 
de novembro de 2009 
� Ver art. 79 da Lei nº 9394, de 20.12.1996, que estabelece 
as diretrizes e bases da educação nacional. 
I - erradicação do analfabetismo; 
II - universalização do atendimento escolar; 
III - melhoria da qualidade do ensino; 
IV - formação para o trabalho; 
V - promoção humanística, científica e tecnológica do País; 
VI - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em 
educação como proporção do produto interno bruto."(NR) 
* Insciso acrescentado pelo art. 5º da Emenda Constitucional nº 59, de 
11 de novembro de 2009 
* Nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, de 19 de dezembro de 
2006. 
 
 
 
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Gente, uma dica aqui: 
Os artigos da Constituição de 88 se repetem basicamente por 
completo em nossa LDB. O importante aqui é entender quais as 
implicações que a educação trazem para nossa sociedade. Vimos 
que por ser um direito fundamental e indispensável a educação 
tem um caráter agregador ou excludente. Isso será definido a 
partir do quanto as normas relacionadas à educação, previstas na 
Constituição Federal têm sido cumprida. Compreende? 
!
 
 
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE 
 
ATENÇÃO PARA O ASSUNTO!!!! 
A Declaração de Salamanca é um documento internacional que 
apresenta proposições sobre educação inclusiva. 
CERTO! 
 
Este documento proclama que: 
 
•Toda criança tem direito fundamental à educação, e deve ser dada a 
oportunidade de atingir e manter o nível adequado de aprendizagem, 
•Toda criança possui características, interesses, habilidades e 
necessidades de aprendizagem que são únicas, 
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• Sistemas educacionais deveriam ser designados e programas 
educacionais deveriam ser implementados no sentido de se levar em 
conta a vasta diversidade de tais características e necessidades, 
• Aqueles com necessidades educacionais especiais devem ter acesso à 
escola regular, que deveria acomodá-los dentro de uma Pedagogia 
centrada na criança, capaz de satisfazer a tais necessidades, 
• Escolas regulares que possuam tal orientação inclusiva constituem os 
meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias criando-se 
comunidades acolhedoras, construindo uma sociedade inclusiva e 
alcançando educação para todos; além disso, tais escolas provêm uma 
educação efetiva à maioria das crianças e aprimoram a eficiência e, em 
última instância, o custo da eficácia de todo o sistema educacional. 
 
 
Na educação inclusiva alguns aspectos são fundamentais para a sua 
essência, um desses aspectos está relacionado a preparação do professor 
que deve desempenhar um papel importante para desenvolver ações 
pedagógicas adequadas as necessidades dos alunos. É necessário que 
todos fiquem “atentos para propostas pedagógicas que auxiliem os 
docentes no melhoramento de suas concepções e fazeres escolares” 
(SILVEIRA e SOUZA, 2011, p. 37). 
A forma como a escola convive com pessoas com deficiência também é 
um fator muito importante para o desenvolvimento da educação inclusiva. 
 
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Ainda há muito o que fazer para que as escolas possam 
reestruturar a prática pedagógica. Os preconceitos devem 
ser quebrados e as ações devem estar voltadas a atender 
com qualidade a diversidade de educandos presentes no 
nosso sistema educacional. 
 
 
Existem diferentes maneiras de se educar e os professores devem estar 
preparados para cada ritmo e tempo apresentados pelos alunos. 
 
A nossa LDB determina alguns aspectos muito importantes que tentam 
contribuir para que haja inclusão, mencionando também o papel do 
professor que faz parte desse conjunto de ações que levam a inserção de 
pessoas com deficiência na sociedade de maneira geral. 
 
 
Embora haja necessidade de termos uma 
legislação eficiente que defenda os 
excluídos de nossa sociedade, sabemos 
que só isso não é suficiente para que 
haja a verdadeira INCLUSÃO. 
!
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Esse termo “Pessoas com deficiência” foi determinado 
Durante a Convenção Internacional para Proteção e 
Promoção dos Direitos e Dignidade das Pessoas com 
Deficiência. 
Nessa ocasião a Presidente Dilma estava fazendo o seu 
discurso quando mencionou “pessoas portadoras de 
deficiência”. Esse nome provocou um mal estar, ocasionando 
mudanças no termo quehoje é utilizado apenas como 
Pessoas com deficiência”. 
 
 
Votando ao assunto da nossa lei de diretrizes e bases da educação 
nacional 9394/96, vamos relembrar o que diz sobre o nosso tema: 
 
Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a 
modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede 
regular de ensino, para educandos com deficiência, transtornos globais do 
desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. (Redação dada 
pela Lei nº 12.796, de 2013) 
Educação especial é uma forma de se oferecer educação! Na 
perspectiva da educação inclusiva, o aluno especial tem o direito 
de conviver com os demais alunos. 
§ 1º Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na 
escola regular, para atender às peculiaridades da clientela de educação 
especial. 
As escolas regulares geralmente não têm um trabalho 
especializado. Nessas escolas a lei determina que haja quando 
necessário, o serviço de apoio especializado para atender as 
peculiaridades da clientela. 
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§ 2º O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços 
especializados, sempre que, em função das condições específicas dos 
alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino 
regular. 
Aqui a lei prevê as situações em que não há condições do aluno 
continuar estudando dentro da classe comum da rede regular de 
ensino em razão de suas especificidades. 
§ 3º A oferta de educação especial, dever constitucional do Estado, tem 
início na faixa etária de zero a seis anos, durante a educação infantil. 
Preste atenção aqui! A faixa etária será de zero a seis anos! 
Art. 59. Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com 
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou 
superdotação: (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
I – currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e 
organização específicos, para atender às suas necessidades; 
O aluno da educação especial tem direito a um currículo específico 
para que o conteúdo estudado atenda a sua real necessidade. 
Existem livros com letras diferenciadas, lápis maiores e outros 
recursos diversos que deverão ser assegurados pelo sistema de 
ensino. 
II – terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível 
exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas 
deficiências, e aceleração para concluir em menor tempo o programa 
escolar para os superdotados; 
Quando é identificado que o aluno não conseguirá avançar nos 
estudos, é assegurado o certificado do ensino fundamental 
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constando a terminalidade específica até onde o aluno conseguiu 
concluir. 
III – professores com especialização adequada em nível médio ou 
superior, para atendimento especializado, bem como professores do 
ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas 
classes comuns; 
Quando a LDB menciona especialização não quer dizer 
necessariamente um curso de especialização a nível de pós 
graduação, quer dizer cursos que atendam a demanda 
determinada pela situação e realidade local. 
IV – educação especial para o trabalho, visando a sua efetiva integração 
na vida em sociedade, inclusive condições adequadas para os que não 
revelarem capacidade de inserção no trabalho competitivo, mediante 
articulação com os órgãos oficiais afins, bem como para aqueles que 
apresentam uma habilidade superior nas áreas artística, intelectual ou 
psicomotora; 
Aqui deixa claro que a educação inclusiva deve oferecer condições 
necessárias para que o aluno possa integrar o mundo do trabalho 
e o ambiente social. 
V – acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais suplementares 
disponíveis para o respectivo nível do ensino regular. 
O acesso deve ser feito de forma igualitária para os alunos 
especiais. 
Art. 60. Os órgãos normativos dos sistemas de ensino estabelecerão 
critérios de caracterização das instituições privadas sem fins lucrativos, 
especializadas e com atuação exclusiva em educação especial, para fins 
de apoio técnico e financeiro pelo poder público. 
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Parágrafo único. O poder público adotará, como alternativa preferencial, 
a ampliação do atendimento aos educandos com deficiência, transtornos 
globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na 
própria rede pública regular de ensino, independentemente do apoio às 
instituições previstas neste artigo. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 
2013) 
Antes da lei 12.796 a lei mencionava apenas “portadores de 
necessidades especiais”. Essa expressão foi retirada e substituída 
pelo artigo citado acima. 
 
 
 
De acordo com a Constituição brasileira, a educação escolar é direito de 
todos e essa educação deve visar o pleno desenvolvimento da pessoa e 
seu preparo para o exercício da cidadania. (Artigos, 205, 206 e 208 da 
CF). 
 
E essa educação, em alguns casos, deve ser especializada, para atender 
pessoas que têm alguma necessidade especial a ser atendida. 
 
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O atendimento especializado deve ser oferecido, 
preferencialmente, na rede regular de ensino, conforme o artigo 
208 da Constituição Federal. 
 
Como atendimento educacional especializado, ou educação especial é 
diferente de ensino escolar, ele deve ser oferecido como complemento e 
não supre sozinho o direito de acesso ao Ensino Fundamental. 
 
Sendo assim, ou a escola recebe todos com qualidade e isso inclui 
a educação inclusiva, ou não estará oferecendo a educação nos 
termos da Constituição. 
 
Normalmente, as escolas “comuns” selecionam seus alunos na admissão e 
durante o curso, por meio de processos de avaliação que admitem a 
repetência e até o encaminhamento do educando ao Ensino Especial. 
 
Hoje, o ensino Especial é oferecido majoritariamente por instituições 
filantrópicas. Essas instituições, geralmente, atendem deficientes visuais 
e/ou auditivas, de pessoas com deficiência mental e/ou outras 
deficiências, mas que não se encaixam no ensino regular. 
 
 
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De acordo com o Portal do MEC, baseado no Censo Escolar da 
Educação Básica de 2008 aponta um crescimento significativo nas 
matrículas da educação especial nas classes comuns do ensino 
regular. 
 
O índice de matrícula da educação especial nas classes comuns do 
ensino regular passou (de acordo com o portal) de 46,8% do total 
de alunos com deficiência, em 2007, para 54% no ano passado. 
 
Estão em classes comuns 375.772 estudantes com deficiência, 
transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou 
superdotação. 
 
Ainda, de acordo com o MEC, esse reflexo da política implementada 
pelo Ministério da Educação, que inclui programas deimplementação de 
salas de recursos multifuncionais, de adequação de prédios escolares para 
a acessibilidade de formação continuada de professores da educação 
especial. 
 
 
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Queridos, aqui é importante termos uma visão crítica sobre o 
texto acima. É um documento oficial, mas é um documento do 
governo. 
 
Se por um lado é verdade que aumentou o número de alunos 
matriculados em escolas comuns de ensino regular, por outro 
lado, há de se pensar se essa oferta tem garantia de qualidade. 
 
Sabemos que a realidade das escolas públicas brasileiras não é 
tão fácil e incluir alunos com deficiência em escolas regulares 
pode ser problemática se não houver, na prática, a adequação de 
tudo que isso envolve (a estrutura, o corpo docente, os próprios 
alunos). 
 
 
 
Mas voltando ao que é atual: 
Hoje, a educação inclusiva, oferecida pelas escolas inclusivas, 
acolhem tanto alunos “normais” quanto alunos que possuem 
algum tipo de necessidade especial. 
 
Essas escolas não se sentem no direito de recusar alunos em função de 
suas condições especiais e proporcionam as adequações que se fizerem 
necessárias para bem atender a todos, inclusive pelo princípio da 
igualdade. 
 
As escolas inclusivas, trabalham com um único currículo só para atender 
as diversas demandas, tentando adaptar os conteúdos para todo público 
escolar. 
 
Com isso, as escolas muitas vezes não conseguem tratar da diversidade 
como está expresso na Lei. 
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O importante é que haja uma inclusão de fato e não somente na 
teoria. 
 
Só assim, a igualdade na educação e de condições, serão 
cumpridos, conforme prevê a Carta Magna. 
 
 
Se quiser dar uma pausa para olhar seu WhatsApp, eu deixo. 
Você tem 15 minutos. Dê uma relaxada e venha fazer os 
exercícios. Quero você bem perto da rodada de pão de queijo. ☺ 
 
LISTA DE QUESTÕES: 
1 - Cumpre a determinação legal vigente sobre o tempo de trabalho 
escolar a escola cujas atividades se desenvolvem por meio de aulas com 
50 minutos de duração durante 200 dias letivos. 
 
2 - CESPE CONSULTOR LEGISLATIVO ÁREA XV - No ensino superior, 
a pós-graduação compreende tanto os cursos stricto sensu (mestrado e 
doutorado) como os lato sensu (especialização). 
 
A Constituição brasileira estabelece, em seu artigo 205, que “a educação, 
direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e 
incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno 
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desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e 
sua qualificação para o trabalho”. 
Quanto aos princípios em que o ensino se baseia para ser ministrado, o 
artigo 206 enumera: 
“I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II – 
liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte 
e o saber; III – pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, e 
coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; IV – gratuidade 
do ensino público em estabelecimentos oficiais; V – valorização dos 
profissionais do ensino, garantidos, na forma da lei, planos de carreira 
para o magistério público, com piso salarial profissional e ingresso 
exclusivamente por concurso público de provas e títulos; VI – gestão 
democrática do ensino público, na forma da lei; VII – garantia de padrão 
de qualidade”. 
Considerando esses mandamentos constitucionais e a realidade objetiva 
do sistema educacional brasileiro nos dias atuais, julgue os itens 
subsequentes. 
 
3 - CESPE CONSULTOR LEGISLATIVO ÁREA XV - Ao seguir 
literalmente o que diz a legislação, nas unidades da Federação em que foi 
adotada, a gestão democrática nas escolas públicas restringe-se à eleição 
direta dos diretores. 
 
4 - CESPE CONSULTOR LEGISLATIVO ÁREA XV - O texto 
constitucional indica que, a despeito de todos os avanços acerca da 
concepção de educação verificados no mundo contemporâneo, o Brasil 
insiste na velha ideia, que vigorou em quase todos os países até por volta 
dos anos 60 do século XX, de que um bom sistema educacional existe 
para fornecer mão-de-obra qualificada para um mercado de trabalho em 
constante transformação. 
 
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5 - CESPE CONSULTOR LEGISLATIVO ÁREA XV - Há consenso entre 
os especialistas de que o êxito do FUNDEF, malgrado suas limitações, 
entre as quais o fato de voltar-se apenas para o nível fundamental da 
educação básica, deveu-se ao montante de recursos financeiros novos, 
vindos do orçamento da União, com os quais pôde contar para redistribuir 
aos estados e municípios. 
 
CESPE CNJ PEDAGOGO - Com base na Lei de Diretrizes e 
Bases da Educação Nacional, julgue os itens a seguir. 
 
6 - CESPE CNJ PEDAGOGO - A autorização e o reconhecimento de 
cursos superiores podem ser feitos a qualquer tempo, garantindo-se, 
assim, o credenciamento das instituições de ensino superior pelo Estado. 
 
7 - CESPE CNJ PEDAGOGO - A gestão democrática é um princípio que 
se aplica tanto à rede pública de ensino como à rede privada. 
 
8 - CESPE CNJ PEDAGOGO - A educação básica pode ser organizada 
em séries anuais, períodos semestrais, ciclos, grupos não seriados, com 
base na idade, na competência e em outros critérios. 
 
9 - CESPE CNJ PEDAGOGO - O calendário escolar deve adequar-se às 
peculiaridades de cada sistema de ensino, podendo a carga horária 
prevista para o ano letivo ser reduzida. 
 
Julgue os itens que se seguem, considerando as bases legais 
da educação nacional, notadamente as estabelecidas 
previstas na Constituição Federal e na Lei de Diretrizes e 
Bases da Educação Nacional (LDB). 
 
10 - CESPE TJ PEDAGOGO - A educação básica é um direito público 
subjetivo de acordo com a Constituição Federal. 
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11 - CESPE TJ PEDAGOGO - Os sistemas de ensino deverão ser 
organizados em regime de colaboração entre a União, os estados, os 
municípios e o DF. 
 
12 - CESPE TJ PEDAGOGO - Os percentuais mínimos da receita 
resultante de impostos, compreendida a proveniente de transferências, 
para a manutenção e o desenvolvimento do ensino são, respectivamente, 
de 18% e 25%. 
 
13 - CESPE TJ PEDAGOGO - Os sistemas de ensino podem organizar 
seus respectivos calendários escolares para atendimento às 
peculiaridades climáticas locais, reduzindo, inclusive, o número de horas 
previsto na LDB, caso necessário. 
 
14 - CESPE TJ PEDAGOGO - A LDB prevê a obrigatoriedade do ensino 
sobre história e cultura afro-brasileira nos estabelecimentos de ensino 
fundamental e médio das redes públicas e privadas. 
 
Com base na legislação educacional vigente no Brasil, julgue 
os itens que se seguem. 
 
15 - CESPE TJ/CE - De acordo com a CF vigente, a União aplicará 
anualmente até 17% da receita resultantede impostos na manutenção e 
desenvolvimento da educação. 
 
16 - CESPE TJ/CE - A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 
define como educação básica os seguintes níveis: educação infantil, 
ensino fundamental, ensino médio e educação superior. 
 
17 - CESPE TJ/CE - O sistema federal de ensino compreende as 
instituições de ensino mantidas pela União, as instituições de ensino 
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fundamental e médio, criadas e mantidas pela iniciativa privada, e os 
órgãos federais de educação. 
 
18 - CESPE TJ/CE - Os currículos da educação básica têm base nacional 
comum, mas devem ser complementados por uma parte diversificada de 
responsabilidade exclusiva de cada sistema de ensino. 
 
Julgue os próximos itens com relação às bases legais da 
educação nacional: 
 
19 - CESPE MPU 2013 - A classificação em qualquer série ou etapa do 
ensino fundamental e médio, exceto a primeira do ensino fundamental, 
pode ser feita por promoção; por transferência; ou independentemente de 
escolarização anterior, mediante avaliação feita pela escola, que defina o 
grau de desenvolvimento e experiência do candidato e permita sua 
inscrição na série ou etapa adequada, conforme regulamentação do 
respectivo sistema de ensino. 
 
20 - CESPE MPU 2013 - São consideradas como de manutenção e 
desenvolvimento do ensino as despesas realizadas com vistas à 
consecução dos objetivos básicos das instituições educacionais de todos 
os níveis, incluindo as que se destinam à concessão de bolsas de estudo a 
alunos exclusivamente de escolas públicas. 
 
21 - CESPE MPU 2013 - A CF estabelece que o ensino seja livre à 
iniciativa privada, desde que atendidas as seguintes condições: 
cumprimento das normas gerais da educação nacional; e autorização e 
avaliação de qualidade pelo poder público. 
 
22 - CESPE MPU 2013 - O Plano Nacional de Educação, de duração 
decenal, é previsto na CF e estabelece a meta de aplicação de recursos 
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públicos em educação na proporção de dez por cento do produto interno 
bruto (PIB). 
 
23 - CESPE MPU 2013 - O dever do Estado com educação escolar 
pública será efetivado mediante a garantia de diversos pontos; entre eles, 
a educação básica obrigatória e gratuita dos quatro aos dezessete anos 
de idade. 
 
Julgue os itens de 1 a 6 de acordo com as novas alterações da 
LDB 
 
24 - A educação especial compreende a modalidade de educação 
oferecida preferencialmente na rede regular de ensino para educandos 
portadores de necessidades especiais. 
 
25 - A educação infantil fixa seu efetivo de trabalho escolar em: 
A) 600 horas com mínimo de 180 dias letivos. 
B) 800 horas com mínimo de 200 dias letivos. 
C) 550 horas com mínimo de 145 dias letivos. 
D) 280 horas com mínimo de 100 dias letivos. 
E) 700 horas com mínimo de 190 dias letivos. 
 
26 - É dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula das crianças na 
educação básica a partir dos 5 (cinco) anos de idade. 
 
27 – Na educação infantil a avaliação deverá ser realizada mediante 
acompanhamento e registro do desenvolvimento das crianças, sem o 
objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental. 
 
28 – De acordo com a lei 12.796 o tempo de permanência na escola a 
criança da educação infantil será de, no mínimo, 4 horas diárias para o 
turno parcial e de 7 horas para a jornada integral. 
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29 – Na educação básica é exigida a frequência mínima de 75% do total 
de horas. Os alunos não poderão ultrapassar o percentual de 25% de 
faltas. 
 
30 – Analise a situação hipotética e julgue o item abaixo: 
Paula terminou o seu curso de nível médio na modalidade normal e 
pretende dar aula na educação infantil. De acordo com a LDB Paula terá 
que fazer a graduação em pedagogia pois, não será permitido dar aula 
sem essa licenciatura. 
 
31 - Segundo disposição constitucional vigente o ensino será ministrado 
com base nos seguintes princípios: 
I – igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola; 
II – liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a 
arte e o saber; 
III – pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, e coexistência de 
instituições públicas e privadas de ensino; 
IV – gratuidade do ensino público. 
a. Todas estão corretas. 
b. Apenas uma está correta. 
c. Duas estão corretas. 
d. Três estão corretas. 
e. Todas estão erradas. 
 
32 - Segundo disposição expressa no art. 1º da lei nº 9.394/1996, a LDB, 
os processos formativos educacionais nela descritos abrangem os que se 
desenvolvem exceto: 
a. na vida familiar; 
b. na convivência humana; 
c. nas manifestações grevistas; 
d. nas instituições de ensino e pesquisa; 
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e. nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil. 
 
33 - A organização formal da educação escolar, no Brasil, é composta de 
dois níveis: 
Educação básica e superior, e esta, por sua vez, se apresenta em quatro 
modalidades: 
Cursos de graduação, de pós-graduação, sequenciais e cursos e 
programas de extensão. 
 
34 - Considere a seguinte situação hipotética. Luíza, pedagoga recém-
formada, resolveu organizar uma escola particular no município Morro 
Branco, próximo a Salvador, no estado da Bahia, para atender alunos 
entre quatro e seis anos. No preenchimento das fichas para a obtenção da 
autorização de funcionamento, lançou que sua escola pertencia ao 
sistema de ensino estadual, uma vez que a Secretaria de Estado da 
Educação era bem próxima ao seu município. Nessa situação, é correto 
afirmar que essa escola está de acordo com a organização do sistema de 
ensino previsto na Constituição da República e na LDB vigente. 
 
35 - Julgue o item a seguir, de acordo com o que dispõe a legislação 
acerca da educação a distância (EAD) — Lei de Diretrizes e Bases da 
Educação Nacional (LDB – Lei n.º 9.394/1996) Decreto n.º 2494/1998; 
Decreto n.º 5622/2005; Decreto n.º 5800/2006. 
Cabe exclusivamente ao Ministério da Educação (MEC) o credenciamento 
de instituições educacionais para a oferta de EAD para a educação 
superior. 
 
36 - O direito à educação deve ser exercido concomitantemente ao 
direito ao trabalho e não como uma suplência de carências ou como um 
treinamento para atividades ainda desconhecidas. 
 
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37 – A LDB 9394/96, em seu art. 9º inciso IV, trata da incumbência de 
traçar um conjunto de diretrizes capaz de nortear os currículos e os seus 
conteúdos mínimos. Isso se dá ao fato, pois a Lei ressalta a seguinte 
necessidade: 
A) propiciar a todos uma formação básica comum. 
B) eleger conteúdos mínimos e gerais para cada ente federado. 
C) traçar estratégias curriculares específicas para cada região. 
D) obedecer às diretrizes curriculares nacionais daeducação básica. 
E) condenar propostas curriculares que não ofertem conteúdos básicos. 
 
38 - A lei 9394/96 organiza a escolaridade em: 
A) Educação Infantil, Ciclo de Alfabetização, Ensino Fundamental e Ensino 
Médio. 
B) Ensino de Primeiro Grau, Ensino de Segundo Grau e o Ensino Superior. 
C) Educação Fundamental que se constitui da Educação Infantil, do Ensino 
Fundamental e do Científico. 
D) Educação Básica que inclui a Educação Infantil, o Ensino Fundamental 
e o Ensino Médio e a Educação Superior. 
E) Ciclo de alfabetização, Ciclo Ginasial, Ciclo Colegial e Ensino Superior. 
 
39 - Segundo a LDB 9394/96, com a implantação do Ensino Fundamental 
de nove anos, é dever dos pais ou responsáveis efetuarem a matrícula 
das crianças: 
A) a partir dos seis anos. 
B) entre um e seis anos. 
C) aos sete anos. 
D) entre os sete e 11 anos. 
E) a partir dos cinco anos. 
 
40 - A citação abaixo foi extraída do inciso V do artigo 24 da LDB 
9394/96: 
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a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com 
prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos 
resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais; 
b) possibilidade de aceleração de estudos para alunos com atraso escolar; 
c) possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do 
aprendizado; 
d) aproveitamento de estudos concluídos com êxito; 
e) obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao 
período letivo, para os casos de baixo rendimento escolar, a serem 
disciplinados pelas instituições de ensino em seus regimentos. 
Nela, pode-se perceber que, no que tange à avaliação do rendimento 
escolar, há uma preocupação e uma ênfase na: 
A) recuperação dos estudos paralelos ao longo do ano letivo. 
B) promoção dos estudantes ao longo de sua escolaridade. 
C) verificação dos desempenhos quantitativos dos alunos. 
D) ordenação dos estudantes nos diferentes anos de escolaridade. 
E) classificação dos estudantes para fins de aprovação/reprovação. 
 
41 - Berenice tem 13 anos e até os 11 estudou em classe multisseriada 
de uma escola rural da região norte do Brasil. Há pouco tempo, sua 
família se transferiu para a região sudeste e decidiu que Berenice voltaria 
a estudar. O procedimento correto da direção da escola, com base no que 
dispõe o Artigo 24 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, 
será: 
a) efetivar a matrícula na etapa ou série correspondente àquela em que 
Berenice interrompeu os estudos. 
b) encaminhar a adolescente para um curso supletivo oferecido pela 
escola no período noturno. 
c) convocar o Conselho Escolar para deliberar sobre o caso com base no 
Projeto Político Pedagógico da escola. 
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d) efetivar a matrícula na série ou etapa adequada após avaliar o nível de 
aprendizagem da candidata, conforme regulamentação do respectivo 
sistema de ensino. 
 
42 - Com base no enunciado abaixo assinale apenas a alternativa 
incorreta. O Art. 67 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 
determina que os sistemas de ensino devem promover a “valorização dos 
profissionais da educação”, assegurando-lhes: 
a) condições adequadas de trabalho. 
b) progressão funcional, baseada prioritariamente na experiência e no 
tempo efetivo de serviço. 
c) piso salarial profissional. 
d) aperfeiçoamento profissional continuado, inclusive com licenciamento 
periódico remunerado para esse fim. 
 
43 - Para cumprir a Lei n. 11.645, de 2008, que, de acordo com o par. 2º 
do Art. 26-A da Lei 9394/96, tornou obrigatório o estudo da história e 
cultura afro-brasileira e indígena nos estabelecimentos de ensino 
fundamental e de ensino médio, a diretora de uma escola particular de 
um estado da região Centro-Oeste criou um componente curricular 
exclusivo para este fim. Essa decisão pode ser considerada inadequada 
por que: 
a) esses conteúdos devem ser ministrados no âmbito de todo o currículo 
escolar, em especial nas áreas de educação artística e de literatura e 
história brasileira. 
b) porque fere o princípio do pluralismo de ideias e de concepções 
pedagógicas dos fins da educação nacional. 
c) porque conflita com o princípio da gestão democrática e de participação 
de toda a equipe escolar na construção do projeto político pedagógico da 
escola. 
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d) porque este conteúdo de ensino deve ser desenvolvido por docentes 
formados na área da História. 
 
44 - A Lei 11.741 de 16/07/2008 estabeleceu novas diretrizes para a 
educação profissional e tecnológica, alterando a Lei 9394/96 no que diz 
respeito à qualificação para o trabalho. Assinale a alternativa que 
contempla todos os níveis e modalidades de cursos abrangidos por esta 
reforma. 
a) Somente cursos de formação inicial e continuada para a qualificação 
para o trabalho em nível de graduação e pós-graduação lato sensu. 
b) Formação inicial e continuada de qualificação profissional, de educação 
profissional técnica de nível médio e educação tecnológica em nível de 
graduação e pós-graduação. 
c) Educação profissional técnica apenas para quem já tenha concluído o 
nível médio. 
d) Nenhuma das alternativas anteriores. 
 
45 - De acordo com o Artigo 35 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, 
o ensino médio, etapa final da educação básica tem como finalidade 4 
itens: a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos 
no ensino fundamental; a preparação básica para o trabalho e a cidadania 
do educando, para continuar aprendendo, de modo capaz de se adaptar 
com flexibilidade à novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento 
posteriores; o aprimoramento do educando como pessoa humana, 
incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual 
e do pensamento crítico; e a última finalidade: 
a) a compreensão das tecnologias atuais, bem como o entendimento do 
uso de redes virtuais de computadores. 
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b) a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos 
produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada 
disciplina. 
c) a compreensão do sistema globalizado e suas informações, 
relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina. 
d) a compreensão e entendimento do papel de cidadão, de acordo com as 
exigências tecnológicas a nível globalizado. 
 
46 - De acordo com o Artigo 52 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, 
as universidades são instituições pluridisciplinares de formação dos 
quadros profissionais de nível superior, de pesquisa, de extensão e de 
domínio e cultivo do saber humano, que se caracterizam por: 
I. produção intelectual institucionalizada mediante o estudo sistemático 
dos temas e problemas mais relevantes, tanto do ponto de vista científico 
e cultural, quanto regional e nacional. 
II. um terço do corpo docente, pelo menos, com titulação acadêmica de 
mestrado ou doutorado. 
III. um terço do corpo docente em regime de tempo integral. 
Assinale a alternativacorreta: 
a) Todas estão corretas. 
b) Apenas I está correta. 
c) Apenas II está correta. 
d) Apenas III está correta. 
 
47 - Considerando o atendimento aos educandos com necessidades 
especiais, o texto da LDB (Lei 9394/96) afirma que os sistemas de ensino 
deverão garantir: 
I- Currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização 
específicos, para atender às suas necessidades. 
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II- Terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível 
exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas 
deficiências. 
III- Aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para os 
superdotados. 
IV-Professores com especialização adequada em nível médio ou superior, 
para atendimento especializado, bem como professores do ensino regular 
capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns. 
V-Educação especial para o trabalho, visando à sua efetiva integração na 
vida em sociedade, inclusive condições adequadas para os que não 
revelarem capacidade de inserção no trabalho competitivo, mediante 
articulação com os órgãos oficiais afins, bem como para aqueles que 
apresentam uma habilidade superior nas áreas artística, intelectual ou 
psicomotora. 
a) Todos os enunciados estão previstos na Lei. 
b) Apenas a III não é adequada ao espírito da Lei. 
c) Apenas I e IV são previsto em lei. 
d) Apenas a proposição V não está de acordo com as orientações legais. 
 
48 - Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB 9394/96), 
podemos afirmar que: 
I- Educação básica inclui a Educação Infantil, Ensino fundamental e 
Ensino Médio 
II- Educação básica diz respeito apenas ao Ensino fundamental de 9 anos 
III- Educação superior é um dos níveis de formação da Educação escolar 
IV-Educação básica inclui apenas Educação Infantil e Ensino fundamental 
de 9 anos. 
a) Apenas a afirmação I está correta. 
b) As afirmações I e III estão corretas. 
c) Apenas a afirmação IV está correta. 
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d) Apenas a afirmação II está correta. 
 
49 - CESPE/2010/SERPRO/ANALISTA DE DESENHO 
INSTRUCIONAL. Julgue o item: 
A Lei n.º 9.394/1996 normatiza a EaD no Brasil como modalidade válida e 
equivalente em todos os níveis de ensino. 
 
50 - Observe as afirmações abaixo: 
I - A educação básica é obrigatória e gratuita dos quatro aos dezessete 
anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que 
a ela não tiveram acesso na idade própria. 
II - A formação continuada deve ser vista como uma etapa procedimental 
e atitudinal da prática docente, visando à melhoria do ensino e ao 
rompimento de uma visão de mundo estagnada. 
III - O direito à educação deve ser exercido concomitantemente ao direito 
ao trabalho e não como uma suplência de carências ou como um 
treinamento para atividades ainda desconhecidas. 
Estão corretas: 
a. I e II. 
b. Apenas III. 
c. I, II e III. 
d. Apenas I. 
e. Apenas II. 
 
 
(CESPE - 2012 - FNDE) COM BASE NA LEI DE DIRETRIZES E BASES 
DA EDUCAÇÃO NACIONAL, JULGUE OS PRÓXIMOS ITENS. 
51 - A educação profissional restringe-se aos cursos de formação 
profissional e técnica de graduação e pós-graduação, os quais devem ser 
organizados de acordo com as diretrizes curriculares nacionais 
estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação. 
 
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52 - Entre as finalidades da educação superior inclui-se o estímulo à 
criação cultural e ao desenvolvimento do espírito científico e do 
pensamento. 
 
53 - Apenas ao Distrito Federal é concedido o direito a uma legislação 
própria no que tange à organização da Educação Nacional. 
 
54 - O dever do Estado com a educação escolar pública é efetivado 
mediante a garantia do ensino fundamental, obrigatório e gratuito a todos 
os que estiverem em idade escolar, cabendo ao Estado garantir 
secundariamente o acesso ao ensino aos que não o tiveram na idade 
própria. 
 
55 - As instituições privadas de ensino superior integram o Sistema 
Federal de ensino. 
 
56 - Na década de 1990, iniciou-se um ciclo de reformas na gestão 
pública, sendo a responsabilização na educação mais uma face desse 
processo. Um dos elementos centrais da reforma educacional foi a criação 
de sistemas de avaliação. Sobre a experiência brasileira na área de 
avaliação em larga escala analise a questão abaixo informando se ela é 
verdadeira ou falsa. 
a) O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) foi criado 
pelo Inep em 2007, em uma escala de zero a cinco e é calculado a partir 
dos dados sobre aprovação escolar obtidos no Censo Escolar e médias de 
desempenho do Saeb. 
 
57 - Hoje, no Brasil, tendo em vista as Políticas Públicas, as crianças têm 
um maior acesso ao sistema educacional. No entanto, são indicadores 
preocupantes o baixo rendimento e a repetência dos alunos. A fim de se 
obter informações sobre o desempenho dos alunos e o fluxo escolar, foi 
desenvolvido um indicador de qualidade chamado: 
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(A) ENEM 
(B) PNE 
(C) ENADE 
(D) IDEB 
(E) PDE 
 
58 - CESPE/2009/ANALISTA/PEDAGOGO/TJDF 
Analise as alternativas abaixo, marcando a sequência correta: 
1- De acordo com o professor Saviani, sistema de ensino é o resultado 
da educação sistematizada, que se desenvolve conscientemente a 
partir dos problemas da situação, cujas causas devem ser 
identificadas por meio de um conhecimento contextual, e segundo 
uma teoria educacional estabelecida. 
2- Fazem parte do sistema de ensino os órgãos de níveis: Federais, 
Estaduais e Municipais. 
3- Fazem parte do órgão de nível federal, o Ministério da Educação e o 
Ministério da Cultura. 
Estão corretos os itens: 
A- ( ) 1, 2 e 3; 
B- ( ) 3 e 2; 
C- ( ) 1 e 3; 
D- ( ) 1 e 2. 
 
59 - Faz parte da educação escolar: 
a) Educação Infantil, Ensino Fundamental e Superior 
b) Educação infantil, Ensino Fundamental, Ensino médio, Educação 
Superior 
c) Educação infantil, Ensino fundamental, Ensino médio 
d) Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino médio e Superior e 
Pós graduação 
 
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60 - Os currículos de ensino fundamental e médio não necessitam de 
uma parte diversificada, pois o ensino deve ser uniforme em todo o Brasil 
para evitar que um aluno adquira mais conhecimentos que o outros. 
 
61 - INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO/MG/TÉCNICOS EM 
ASSUNTOS EDUCACIONAIS/2008. 
Cabe à União, de acordo com a estrutura do sistema de ensino: 
a) Organizar, manter e desenvolver esses órgãos e instituições oficiais 
de ensino que estão aos seus cuidados, em regime de colaboração 
com os municípios. 
b) Estabelecer competências e diretrizes da Educação Básica. 
c) Cuidar das Instituições de ensino fundamental, médio, de educação 
infantil criadas e mantidas pelo poder público doDF. 
d) Responsáveis, principalmente, pelas instituições de ensino Infantil e 
Fundamental, porém, também de instituições de ensino médio 
mantidas pelo poder público municipal. 
 
62 - CESPE/ANALISTA JUDICIÁRIO/ 2006/PEDAGOGIA 
De acordo com a Constituição Federal de 1998, a educação é um direito: 
a) social 
b) natural 
c) básico 
d) elementar 
 
63 - De acordo com a Constituição, são estipulados valores mínimos da 
receita resultante de impostos na manutenção e no desenvolvimento do 
ensino. Esses valores são: 
a) 18% União e 35% Municípios 
b) 25% União e 15% Municípios 
c) 25% União e 25% Municípios 
d) 18% União e 25% Municípios 
 
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64 - Marque a alternativa correta que corresponde ao texto a seguir: 
Trata-se de um fundo contábil formado por receitas de impostos vindas 
dos Estados e Municípios, com destinação específica para a educação. 
a) PIB 
b) ICMS 
c) FUNDEB 
d) FNDE 
 
65 - A lei que deu origem ao Fundeb é: 
a) Lei 11.494/07 
b) Lei 11.898/07 
c) Lei 11.497/04 
 
66 - De acordo com a legislação é correto afirmar que o FUNDEB compõe 
recursos de 50% oriundos de: 
a) Fundo de Participação dos Estados 
b) Imposto sobre Circulação de Mercadorias 
c) Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doações 
d) Imposto Territorial Rural 
 
67 - Sobre o Fundeb se a receita de impostos for insuficiente para cobrir 
o custo por aluno, a União poderá complementar o valor para compor tal 
despesa em até: 
a) 12% 
b) 15% 
c) 10% 
d) 25% 
 
68 - De acordo com a Lei 11.494/07, as despesas do FUNDEB devem ser 
utilizadas em: 
a) Remuneração do magistério e outras despesas da educação 
b) Em projetos de saúde 
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c) Em ações sociais nas comunidades 
 
69 -CESPE/2004/POLÍCIA FEDERAL/ESCRIVÃO 
Com relação à defesa do Estado e das instituições democráticas e à 
ordem social, julgue os itens subsequentes. 
No exercício de sua obrigação de fomentar as práticas desportivas formais 
e não-formais, o Estado deverá respeitar a autonomia das entidades 
desportivas dirigentes e associações quanto à sua organização e 
funcionamento. 
A) V 
B) F 
 
 
70 -PGR/PROCURADOR 
SEGUNDO A CONSTITUIÇÃO DA REPUBLICA, A ORDEM SOCIAL: 
I. estabelece que o dever do Estado com a educação será efetivado 
mediante a garantia, dentre outras, de ensino fundamental obrigatório e 
gratuito e progressiva universalização do ensino médio gratuito; 
II. dispõe que a saúde é direito de todos e dever do Estado; 
III. estabelece que o acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito 
público subjetivo; 
IV. tem como base o primado do trabalho, e como objetivo o bem-estar 
e a justiça sociais. 
Analisando-se as assertivas acima, pode- se afirmar que: 
a) ( ) todas estão corretas; 
b) ( ) estão corretas apenas as de números I, Il e Ill; 
c) ( ) somente as de números ll, lIl e IV estão corretas; 
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d) ( ) estão corretas as de números I, Il e IV 
 
71- De acordo com a disciplina constitucional a respeito do direito 
à educação, 
a) em todas as etapas da educação básica, é garantido ao educando o 
atendimento por meio de programas suplementares de material didático 
escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde. 
b) o ensino superior em nível de graduação poderá ser prestado em 
estabelecimento público oficial mediante pagamento, nas hipóteses 
autorizadas em lei. 
c) é garantido atendimento educacional aos portadores de deficiência, 
prestado preferencialmente em instituições especializadas. 
d) o ensino superior não pode ser prestado pelos Municípios, salvo 
disposição em contrário da Constituição do Estado-membro respectivo. 
e) o ensino médio apenas pode ser prestado pelos Estados-membros, 
salvo se a Constituição Estadual autorizar sua delegação aos Municípios. 
 
72 -FCC/2012/MPE-AP/PROMOTOR DE JUSTIÇA 
Nos termos da Constituição da República, o dever do Estado com a 
educação será efetivado mediante a garantia de: 
a) atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de 
idade. 
b) atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por 
meio de programas suplementares de material didático escolar, 
transporte, alimentação e assistência à saúde. 
c) progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade do ensino 
fundamental e médio. 
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d) educação básica, obrigatória e gratuita, cabendo aos Estados e Distrito 
Federal atuar prioritariamente no ensino fundamental e na educação 
infantil. 
e) educação básica, obrigatória e gratuita, cabendo aos Municípios atuar 
prioritariamente nos níveis de ensino fundamental e médio. 
 
73 - O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) é o 
órgão governamental articulador da política de assistência ao educando e 
financiamento do ensino básico. Os principais programas sob sua 
responsabilidade são, exceto: 
a) Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) 
b) Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) 
c) Programa Nacional de Bolsa Escola (PNBE) 
d) Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) 
e) Programa Nacional de Transporte Escolar (PNTE) 
 
74 - Podemos afirmar que o Prouni foi criado pelo Governo Federal em 
2004 com o objetivo de oferecer isenção de alguns tributos às instituições 
de ensino que aderem ao Programa. 
 
75 - Temas como ética, saúde, meio ambiente, orientação sexual e 
pluralidade cultural, segundo os PCNs (1997), devem ser trabalhados: 
A) por todas as disciplinas como uma abordagem transversal que integre 
temáticas relacionadas. 
B) como disciplinas específicas de acordo com a especificidade de cada 
ano de escolaridade. 
C) nas disciplinas de Ciências, História e Geografia como temas 
transversais. 
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D) de forma integradora e interdisciplinar, contemplando temas da ciência 
e da cultura. 
E) por todas as disciplinas, sendo um tema a cada semestre do ano letivo 
comprometido para uma disciplina. 
 
76 - O compromisso liberal do Estado brasileiro de ofertar a educação 
para todos os cidadãos, sem discriminações ou exclusão social é um 
direito inalienável, sem que a família possa prescindir dessa exigência do 
poder público. 
O Art. 5º, da Lei de Diretrizes e Bases – LDB/96 – determina que 
“qualquer cidadão, grupo de cidadãos, associação comunitária, 
organização sindical, entidade de classe ou outra legalmente constituída 
e, ainda, o Ministério Público, pode acionar o Poder Público para exigir o 
acesso ao ensino fundamental, uma vez que esse nível de ensino se 
constitui em: 
A) dever público objetivo. 
B) processo de formação do Estado. 
C) valorização do ensino público. 
D) oferta de educação para a comunidade. 
E) direito público subjetivo. 
 
77 - O dever do Estado com a educação será efetivado mediantea 
garantia de segundo disposição expressa na CF/88: 
I – educação básica, obrigatória e gratuita, assegurada, inclusive, sua 
oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade 
própria; 
II – universalização do ensino médio gratuito; 
III – atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, 
exclusivamente na rede regular de ensino; 
IV – atendimento em creche e pré- escola às crianças. 
a) Todas estão corretas. 
b) Apenas uma está correta. 
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c) Duas estão corretas. 
d) Três estão corretas. 
e) Todas estão erradas. 
 
78 - Assinale a opção correta segundo o disposto na Lei de Diretrizes e 
Bases da educação e na CF/1988. 
a) A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será 
promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao 
desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e 
sua qualificação para o trabalho. 
b) A valorização dos profissionais do ensino, garantidos, na forma da lei, 
planos de carreira para o magistério público, com piso salarial profissional 
e ingresso exclusivamente por concurso público de provas, é um dos 
princípios com o qual o ensino será ministrado. 
c) Segundo a CF/1988 as universidades gozam de autonomia didático-
científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e 
obedecerão ao princípio de dissociabilidade entre ensino, pesquisa e 
extensão. 
d) É facultado às universidades admitir professores, técnicos e cientistas 
estrangeiros, na forma da lei. 
e) Segundo o art. 208, § 3o, da CF/1988, compete ao Poder Público 
recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e 
zelar, junto aos pais e responsáveis, pela frequência à escola. 
79 - Segundo disposição constitucional vigente o ensino será ministrado 
com base nos seguintes princípios: 
I – igualdade de direitos para o acesso e a permanência na escola; 
II – liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a 
arte e o saber; 
III – pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, e coexistência de 
instituições públicas e privadas de ensino; 
IV – gratuidade do ensino público. 
a) Todas estão corretas. 
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().∀,%,/%(0+−%(((((((((((((((((((((∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!!!!!!!!!!!!!∀#∃%&∋!257!()!234!
b) Apenas uma está correta. 
c) Duas estão corretas. 
d) Três estão corretas. 
e) Todas estão erradas. 
 
80 - Segundo a CF/88, o dever do Estado com a educação será efetivado 
mediante a garantia de: 
I – acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação 
artística; 
II – oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do 
educando; III – atendimento ao educando, em todas as etapas da 
educação básica, através de programas suplementares de material 
didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde; 
IV – acesso ao ensino obrigatório e gratuito como direito público objetivo. 
a) Todas estão corretas. 
b) Apenas uma está correta. 
c) Duas estão corretas. 
d) Três estão corretas. 
e) Todas estão erradas. 
 
81 - Marque a afirmativa correta: 
a) O ensino fundamental regular poderá ser ministrado em língua 
portuguesa, assegurada às comunidades indígenas também a utilização 
de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem. 
b) A União organizará o sistema federal de ensino e o dos Territórios, 
financiará as instituições de ensino públicas federais e exercerá, em 
matéria educacional, função redistributiva e supletiva, de forma a garantir 
a equalização de oportunidades educacionais e o padrão mínimo de 
qualidade do ensino mediante assistência técnica e financeira aos 
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios. 
c) Os Municípios atuarão exclusivamente no ensino fundamental e na 
educação infantil. 
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d) Os Estados e o Distrito Federal atuarão exclusivamente nos ensinos 
fundamental e médio. 
e) Na organização de seus sistemas de ensino, os Estados e os Municípios 
definirão formas de colaboração, de modo a assegurar a universalização 
da educação. 
 
De acordo com as bases legais da educação nacional, julgue 
os próximos itens. 
 
82 - A progressiva universalização do ensino médio gratuito é uma das 
garantias previstas na Constituição Federal de 1988 para a efetivação do 
dever do Estado com a educação. 
 
83 - É incumbência dos estados o transporte escolar dos alunos 
matriculados no ensino fundamental das redes municipais que 
comprovem a necessidade desse transporte. 
 
84 - Constituem despesas de manutenção e desenvolvimento do ensino 
os programas de distribuição de óculos para alunos do ensino 
fundamental. 
 
85 - A fim de adequar o calendário escolar às condições climáticas locais, 
podem-se reduzir as 700 horas letivas previstas na Lei de Diretrizes e 
Bases da Educação Nacional. 
 
86 - O atendimento educacional especializado aos portadores de 
deficiência deve ser realizado, exclusivamente, na rede de escolas 
especiais destinadas a esse fim. 
 
87 - A educação brasileira é composta por dois níveis: a educação básica 
e a superior. 
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88 - O ensino médio, etapa final da educação básica, com duração 
mínima de quatro anos, terá como finalidades a consolidação e o 
aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental, 
possibilitando o prosseguimento de estudos. 
 
89 - A educação superior faz parte da formação do cidadão e, por isso, 
deve ser entendida como educação básica. 
 
90 -(CESPE- TSE – PEDAGOGO – 2007) A educação escolar é 
composta de cinco níveis distintos: educação básica, educação infantil, 
ensino fundamental, ensino médio e educação superior. 
 
91 - (CESPE- ASSISTENTE DE EDUCAÇÃO -APOIO 
ADMINISTRATIVO - SEDF- 2009) 
A LDB não disciplina toda a educação dos indivíduos, visto que não 
abrange os processos formativos que se desenvolvem, por exemplo, na 
vida familiar; ela restringe-se à denominada educação escolar, a qual se 
desenvolve em instituições escolares, por meio do ensino. 
 
92 - A LDB disciplina as orientações específicas para a educação 
brasileira, facultando aos estados, ao DF e aos municípios a livre 
regulação da educação em seus âmbitos de abrangência. 
 
93 - Para viabilizar o processo de integração, a CF limita a possibilidade 
de as comunidades indígenas utilizarem suas línguas maternas e 
processos próprios de aprendizagem no ensino. Além disso, a lei 
educacional desobriga o estudo da história e cultura indígena nas escolas 
de ensino fundamental e médio. 
 
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94 - Nos termos da LDB e da normatização específica, a oferta de 
programas a distância no ensino fundamental restringe-se ao 
atendimento a situações emergenciais e a casos de complementação de 
aprendizagem. 
 
95 - 0 A oferta de educação infantil em creche e pré-escolaàs crianças 
com até cinco anos de idade é uma garantia constitucional, sendo 
assegurada, na LDB, vaga a toda criança a partir de quatro anos de idade 
na escola pública mais próxima de sua residência. 
 
96 - A oferta do ensino médio a todos que o demandarem, inclusive na 
forma de cursos e exames supletivos, é atribuída legalmente aos estados 
e ao Distrito Federal, em caráter de prioridade. 
 
97 - A educação de jovens e adultos se destina a pessoas que não 
tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e 
médio na idade própria, assegurando-lhes oportunidades educacionais 
apropriadas na forma de cursos e exames. 
 
98 - A educação especial é uma modalidade educacional que tem início 
na educação infantil e visa atender educandos com necessidades 
especiais, mediante a integração de todos, sem exceção, nas classes 
comuns do ensino regular. 
 
99 - Previsto na parte diversificada do currículo, o ensino de ao menos 
uma língua estrangeira moderna é facultativo no ensino fundamental. 
 
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QUESTÕES COMENTADAS: 
1 - Cumpre a determinação legal vigente sobre o tempo de trabalho 
escolar a escola cujas atividades se desenvolvem por meio de aulas com 
50 minutos de duração durante 200 dias letivos. 
ERRADO. A lei fala de 800 horas. Lembrando que o atendimento à 
criança na educação infantil será de, no mínimo, 4 (quatro) horas 
diárias para o turno parcial e de 7 (sete) horas para a jornada 
integral. O aluno não poderá ficar menos de 4 horas na escola. 
 
 
2 - CESPE CONSULTOR LEGISLATIVO ÁREA XV - No ensino superior, 
a pós-graduação compreende tanto os cursos stricto sensu (mestrado e 
doutorado) como os lato sensu (especialização). 
CERTO. Está na legislação essa informação sobre o ensino 
superior. A legislação atual que determina as diretrizes dos 
programas Lato Sensu é a RESOLUÇÃO CNE/CES N° 1, DE 8 DE 
JUNHO DE 2007 e Stricto Sensu é a RESOLUÇÃO CNE/CES Nº 1, DE 
3 DE ABRIL DE 2001. 
 
CESPE CONSULTOR LEGISLATIVO ÁREA XV 
 
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A Constituição brasileira estabelece, em seu artigo 205, que “a educação, 
direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e 
incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno 
desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e 
sua qualificação para o trabalho”. 
Quanto aos princípios em que o ensino se baseia para ser ministrado, o 
artigo 206 enumera: “I – igualdade de condições para o acesso e 
permanência na escola; II – liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e 
divulgar o pensamento, a arte e o saber; III – pluralismo de ideias e de 
concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e 
privadas de ensino; IV – gratuidade do ensino público em 
estabelecimentos oficiais; V – valorização dos profissionais do ensino, 
garantidos, na forma da lei, planos de carreira para o magistério público, 
com piso salarial profissional e ingresso exclusivamente por concurso 
público de provas e títulos; VI – gestão democrática do ensino público, na 
forma da lei; VII – garantia de padrão de qualidade”. 
Considerando esses mandamentos constitucionais e a realidade objetiva 
do sistema educacional brasileiro nos dias atuais, julgue os itens 
subsequentes. 
 
3 - CESPE CONSULTOR LEGISLATIVO ÁREA XV - Ao seguir 
literalmente o que diz a legislação, nas unidades da Federação em que foi 
adotada, a gestão democrática nas escolas públicas restringe-se à eleição 
direta dos diretores. 
ERRADO. A gestão democrática não restringe a eleição direta para 
diretor. Vai além disso, promovendo a participação de todos nas 
principais decisões. Esse modelo de gestão, segundo Vieira 
(2005), concebe um importante desafio no desenvolvimento das 
políticas de educação e no cotidiano escolar. 
 
4 - CESPE CONSULTOR LEGISLATIVO ÁREA XV - O texto 
constitucional indica que, a despeito de todos os avanços acerca da 
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concepção de educação verificados no mundo contemporâneo, o Brasil 
insiste na velha ideia, que vigorou em quase todos os países até por volta 
dos anos 60 do século XX, de que um bom sistema educacional existe 
para fornecer mão-de-obra qualificada para um mercado de trabalho em 
constante transformação. 
ERRADO. O Brasil avançou no que diz respeito a essa ideia. O 
texto da constituição apresenta um olhar diferente, não 
restringindo apenas a preparação para a mão de obra e para o 
mercado de trabalho: Sendo a educação dever do Estado, da 
família e realidade social, com o objetivo de garantir a realização 
plena do ser humano, inseri-lo no contexto do Estado Democrático 
e qualificá-lo para o mundo do trabalho. 
 
5 - CESPE CONSULTOR LEGISLATIVO ÁREA XV - Há consenso entre 
os especialistas de que o êxito do FUNDEF, malgrado suas limitações, 
entre as quais o fato de voltar-se apenas para o nível fundamental da 
educação básica, deveu-se ao montante de recursos financeiros novos, 
vindos do orçamento da União, com os quais pôde contar para redistribuir 
aos estados e municípios. 
ERRADO. O FUNDEF é formado com dinheiro do ICMS e dos fundos 
de participação de Estados e municípios, tem êxito por juntar a 
distribuição dos recursos a um critério absolutamente justo: o 
número de alunos. A maior inovação do FUNDEF consiste na 
mudança da estrutura de financiamento do Ensino 
Fundamental no País (1ª a 8ª séries do antigo 1º grau), ao 
subvincular a esse nível de ensino uma parcela dos recursos 
constitucionalmente destinados à Educação. A Constituição de 
1988 vincula 25% das receitas dos Estados e Municípios à 
Educação. Com a Emenda Constitucional nº 14/96, 60% desses 
recursos (o que representa 15% da arrecadação global de Estados 
e Municípios) ficam reservados ao Ensino Fundamental. 
 
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CESPE CNJ PEDAGOGO - Com base na Lei de Diretrizes e 
Bases da Educação Nacional, julgue os itens a seguir. 
 
6 - CESPE CNJ PEDAGOGO - A autorização e o reconhecimento de 
cursos superiores podem ser feitos a qualquer tempo, garantindo-se, 
assim, o credenciamento das instituições de ensino superior pelo Estado. 
ERRADO. A autorização e o reconhecimento de cursos, bem como 
o credenciamento de instituições de educação superior, terão 
prazos limitados, sendo renovados, periodicamente, após 
processo regular de avaliação. 
 
7 - CESPE CNJ PEDAGOGO - A gestão democrática é um princípio que 
se aplica tanto à rede pública de ensino como à rede privada. 
ERRADO. A gestão democrática se aplica ao ensino público. 
 
8 - CESPE CNJ PEDAGOGO - A educação básica pode ser organizada 
em séries anuais, períodos semestrais, ciclos, grupos não seriados, com 
base na idade, na competência e em outros critérios. 
CERTO. Exatamente como está na LDB! 
 
9 - CESPE CNJ PEDAGOGO - O calendário escolar deve adequar-se às 
peculiaridades de cada sistema de ensino, podendo a carga horária 
prevista para o ano letivo ser reduzida. 
ERRADO. Sabemos que a carga horária não pode ser reduzida! 
 
Julgueos itens que se seguem, considerando as bases legais 
da educação nacional, notadamente as estabelecidas 
previstas na Constituição Federal e na Lei de Diretrizes e 
Bases da Educação Nacional (LDB). 
 
10 - CESPE TJ PEDAGOGO - A educação básica é um direito público 
subjetivo de acordo com a Constituição Federal. 
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ERRADO. Segundo a constituição o acesso ao ensino obrigatório e 
gratuito é direito público subjetivo. 
 
11 - CESPE TJ PEDAGOGO - Os sistemas de ensino deverão ser 
organizados em regime de colaboração entre a União, os estados, os 
municípios e o DF. 
CERTO. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
organizarão em regime de colaboração seus sistemas de ensino. 
 
12 - CESPE TJ PEDAGOGO - Os percentuais mínimos da receita 
resultante de impostos, compreendida a proveniente de transferências, 
para a manutenção e o desenvolvimento do ensino são, respectivamente, 
de 18% e 25%. 
ERRADO*. A questão foi anulada pelo cespe por apresentar uma 
certa confusão em seu texto. De acordo com a LDB a União 
aplicará, anualmente, nunca menos de dezoito, e os Estados, o 
Distrito Federal e os Municípios, vinte e cinco por cento, ou o que 
consta nas respectivas Constituições ou Leis Orgânicas, da receita 
resultante de impostos, compreendidas as transferências 
constitucionais, na manutenção e desenvolvimento do ensino 
público. 
 
13 - CESPE TJ PEDAGOGO - Os sistemas de ensino podem organizar 
seus respectivos calendários escolares para atendimento às 
peculiaridades climáticas locais, reduzindo, inclusive, o número de horas 
previsto na LDB, caso necessário. 
ERRADO. Mais uma questão sobre a carga horária. As escolas não 
poderão reduzir o número de horas previsto na LDB. 
 
14 - CESPE TJ PEDAGOGO - A LDB prevê a obrigatoriedade do ensino 
sobre história e cultura afro-brasileira nos estabelecimentos de ensino 
fundamental e médio das redes públicas e privadas. 
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CERTO. Art. 26 - Nos estabelecimentos de ensino fundamental e 
de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o 
estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena. 
 
Com base na legislação educacional vigente no Brasil, julgue 
os itens que se seguem. 
 
15 - CESPE TJ/CE - De acordo com a CF vigente, a União aplicará 
anualmente até 17% da receita resultante de impostos na manutenção e 
desenvolvimento da educação. 
ERRADO. A união aplicará anualmente nunca menos do que 25% 
da receita resultante. 
 
16 - CESPE TJ/CE - A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 
define como educação básica os seguintes níveis: educação infantil, 
ensino fundamental, ensino médio e educação superior. 
ERRADO. A educação básica I obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) 
aos 17 (dezessete) anos de idade, será organizada da seguinte 
forma: a) pré-escola; b) ensino fundamental; c) ensino médio. 
 
17 - CESPE TJ/CE - O sistema federal de ensino compreende as 
instituições de ensino mantidas pela União, as instituições de ensino 
fundamental e médio, criadas e mantidas pela iniciativa privada, e os 
órgãos federais de educação. 
ERRADO. Está errado quando menciona instituições de ensino 
fundamental e médio. Art. 16. O sistema federal de ensino 
compreende: 
I - as instituições de ensino mantidas pela União; 
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II - as instituições de educação superior criadas e mantidas pela 
iniciativa privada; 
III - os órgãos federais de educação. 
 
18 - CESPE TJ/CE - Os currículos da educação básica têm base nacional 
comum, mas devem ser complementados por uma parte diversificada de 
responsabilidade exclusiva de cada sistema de ensino. 
ERRADO. Não será responsabilidade exclusiva. A LDB não cita essa 
ideia. 
Julgue os próximos itens com relação às bases legais da 
educação nacional: 
 
19 - CESPE MPU 2013 - A classificação em qualquer série ou etapa do 
ensino fundamental e médio, exceto a primeira do ensino fundamental, 
pode ser feita por promoção; por transferência; ou independentemente de 
escolarização anterior, mediante avaliação feita pela escola, que defina o 
grau de desenvolvimento e experiência do candidato e permita sua 
inscrição na série ou etapa adequada, conforme regulamentação do 
respectivo sistema de ensino. 
CERTO. Exatamente como está no artigo 24 da lei de diretrizes e 
bases da educação. 
 
20 - CESPE MPU 2013 - São consideradas como de manutenção e 
desenvolvimento do ensino as despesas realizadas com vistas à 
consecução dos objetivos básicos das instituições educacionais de todos 
os níveis, incluindo as que se destinam à concessão de bolsas de estudo a 
alunos exclusivamente de escolas públicas. 
ERRADO. Serão consideradas como manutenção e 
desenvolvimento do ensino, as despesas realizadas com vistas à 
consecução dos objetivos básicos das instituições educacionais de 
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todos os níveis. A questão ficou errada por mencionar 
exclusivamente alunos de escolas públicas. 
 
21 - CESPE MPU 2013 - A CF estabelece que o ensino seja livre à 
iniciativa privada, desde que atendidas as seguintes condições: 
cumprimento das normas gerais da educação nacional; e autorização e 
avaliação de qualidade pelo poder público. 
CERTO. Exatamente como está no artigo 209! 
 
22 - CESPE MPU 2013 - O Plano Nacional de Educação, de duração 
decenal, é previsto na CF e estabelece a meta de aplicação de recursos 
públicos em educação na proporção de dez por cento do produto interno 
bruto (PIB). 
ERRADO. O documento determina a ampliação progressiva do 
investimento público em educação até atingir o mínimo de 7% do 
produto interno bruto (PIB) do país, com revisão desse percentual 
em 2015. 
 
23 - CESPE MPU 2013 - O dever do Estado com educação escolar 
pública será efetivado mediante a garantia de diversos pontos; entre eles, 
a educação básica obrigatória e gratuita dos quatro aos dezessete anos 
de idade. 
CERTO. Lembrando que esse texto foi incluído na LDB com a lei 
12.796 de 2013. 
 
Julgue os itens de 1 a 6 de acordo com as novas alterações da 
LDB 
 
24 - A educação especial compreende a modalidade de educação 
oferecida preferencialmente na rede regular de ensino para educandos 
portadores de necessidades especiais. 
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ERRADO. Sabemos que a nomenclatura mudou: Não se fala mais 
em portadores de necessidades especiais. 
“Atendimento educacional especializado gratuito aos educandos 
com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas 
habilidades ou superdotação, transversal a todos os níveis, etapas 
e modalidades, preferencialmente na rede regular de ensino”. 
 
25 - A educação infantil fixa seu efetivo de trabalho escolar em: 
A) 600 horas com mínimo de 180 dias letivos. 
B) 800 horas com mínimo

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