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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS ANATEL: Da ordem econômica: Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei. Art. 175. Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos. Início do poder regulador no Brasil: O Governo do Fernando Henrique Cardoso inseriu a reforma da regulação na prática, com a criação do MARE (Ministério da Administração e de Reforma do Estado). O início da regulação se deu por intermédio das agências, (Diminuir o tamanho do Estado e descentralizar), já que as autarquias não são subordinadas ao ministério ou governos centrais. Vale acrescentar que todos os reguladores passam por esse tipo de controle e o TCU participa cada vez mais desse processo de tomada de decisão. Privatização: governo vende ativos ou empresas públicas para a iniciativa privada. Concessão: transferência da execução e/ou gerenciamento de algum serviço público para a iniciativa privada por um tempo determinado. PPP (Parceria Público Privada): concessões ligadas a grandes projetos de investimento nos quais o governo não precisa desembolsar o valor do investimento – que geralmente é muito alto – no início do projeto”. Art. 170. A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa (princípio fundamentador), tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios: IV – livre concorrência; A premissa subjacente (antecedente, originária) é que todas as entidades participem em igualdade de condições. “livre iniciativa não é sinônimo de liberdade econômica absoluta (...). O que ocorre é que o princípio da livre iniciativa, inserido no caput do art. 170 da CF, nada mais é do que uma cláusula geral cujo conteúdo é preenchido pelos incisos do mesmo artigo. Esses princípios claramente definem a liberdade de iniciativa não como uma liberdade anárquica, porém social, e que pode, consequentemente, ser limitada”. [AC 1.657 MC, voto do ac. min. Cezar Peluso, j. 27-6-2007, P, DJ de 31-8-2007.] SÚMULA VINCULANTE 49: Ofende o princípio da livre concorrência lei municipal que impede a instalação de estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada área. O Estado, ao não agilizar o processo no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (NPI), pode favorecer a pirataria e a reprodução não autorizada de bens protegidos por propriedade industrial exclusiva. É errôneo crer que a imunidade tributária por si só representa uma ameaça à livre iniciativa e concorrência. É necessário apresentar argumentos e demonstrar, efetivamente, como a situação específica impacta adversamente o equilíbrio concorrencial. ESTADO LIBERAL: CLÁSSICO VS. INTERVENCIONISTA ECONÔMICO: Adam Smith e a “mão invisível”: mercado autorregulável. O próprio mercado consegue resolver os seus problemas e operar de forma perfeita dentro do conceito clássico. (ideia capitalista liberal). TRANSMIÇÃO PARA IO INTERVENCIONISMO: Guerra Mundial e a Crise de 1929, com a quebra da bolsa de Nova York, viu -se que o mercado não funcionava de forma tão perfeita, como dispunha Adam Smitg. Modelo keynesiano (Keynes): o estado intervinha diretamente na competição mercantil. ESTADO DE BEM–ESTAR SOCIAL (WELFARE STATE). Fortalecimento pós-Segunda Guerra Mundial: países com economias fragilizadas demandam um Estado forte. Estado como provedor de serviços sociais, tais como a saúde, assistência e previdência, direitos trabalhistas. Estado Intervencionista Social: garantia do bem-estar coletivo; pode restringir direitos individuais para alcançar objetivos sociais; Saúde, assistência e previdência. Intervencionismo Econômico: • Filosofia liberal com foco em corrigir falhas de mercado, não em prover proteções sociais. Estado Regulador surge, como uma resposta às crises mundiais. Os países passaram a enfrentar problemas com o sistema de seguridade social, envelhecimento populacional, redistribuição de renda para a geração atual e futura, burocracia, ineficiência do modelo estatal e patrimonialista. Na época do governo de FHC, (1 de janeiro de 1995 – 1 de janeiro de 2003) início dos movimentos liberalistas, foi criado um Ministério da Administração de Reforma do Estado, sendo ideia central de que uma atividade que poderia ser executada pelo setor privado. ESTADO REGULADOR: reduzir tamanho do Estado, mantendo qualidade dos serviços, bem como, estabelecer regras para balancear interesses e manter padrões de serviço, atendendo os interesses sociais. CARACTERÍSTICAS DO ESTADO LIBERAL: Postura “negativa” não pejorativa: mínima intervenção estatal, liberalidade no ato de contratar. Adam Smith e a “mão invisível”: mercado autorregulável, modelo autossuficiente Estado positivo: bem-estar social, atuação mais robusta do Estado, o qual busca redistribuir renda e estabilizar a economia. Intervenção de forma significativa, utilizando a tributação como forma de angariar renda. Estado regulador (adotado pela CF/88): tem como foco corrigir falhas de mercado e garantir o funcionamento eficiente do mercado. As agências reguladoras desempenham um papel crucial, sendo instituições características do Estado regulador. No art. 170 estão os princípios da ordem econômica: soberania nacional, a propriedade privada, a livre concorrência (também conhecida como livre mercado) e a função social da propriedade. Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei. (A ATIVIDADE ECONÔMICA DO ESTADO SERÁ UMA EXCESSÃO, DEVENDO ATUAR EM MAIORIA COMO ORGÃO NORMATIVO E REGULADOR). Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei. § 1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços, dispondo sobre: I –sua função social e formas de fiscalização pelo Estado e pela sociedade; § 2º As empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos às do setor privado. § 3º A lei regulamentará as relações da empresa pública com o Estado e a sociedade. § 4º A lei reprimirá o abuso do poder econômico que vise à dominação dos mercados, à eliminação da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros. § 5º A lei, sem prejuízo da responsabilidade individual dos dirigentes da pessoa jurídica, estabelecerá a responsabilidade desta, sujeitando-a às punições compatíveis com sua natureza, nos atos praticados contra a ordem econômica e financeira e contra a economia popular. O papel regulador do Estado: pressupostos, objetivos e instrumentos. Pressupostos da Regulação Estatal Moderna: Evolução do intervencionismo direto para regulação indireta. Fortalecimento do Estado como regulador, não como produtor direto. Proteção do consumidor, concorrência justa e estabilidade econômica. Mercado insuficiente para alcançar eficiência sem regulação. Introdução de mecanismos regulatórios em setores com competição mista. Heterogeneidade (abordagem direta e indireta diferindo apenas dos setores) nos modelos de regulação. • Telecomunicações: erradicação da intervenção direta, substituída por regulação. • Energia elétrica e petróleo: permanência de entidades estatais sob regulação. • Heterogeneidade dos modelos regulatórios (ex.: Anvisa e setor elétrico). O estilo de política no Estado positivo é discricionário, onde decisões são tomadas por políticos,como ministros e presidentes, conforme consideram necessário. No Estado regulador, o estilo de política é mais limitado por regras, sendo pluralista e buscando maior participação social por meio de consultas públicas e audiências públicas. ATUALIDADES: 1998 (GOVERNO DE FHC) é um divisor de águas e é marcado pela abertura do mercado para a presença de outras empresas ligadas às telecomunicações, aumentando significativamente a competitividade e baixando o preço. Há problemas quanto à cobertura do 5G no Brasil, que está disponível em mais de 3.678 municípios. Uma notícia recente, de 18 de março, informa que a ANATEL autorizou o licenciamento e ativação de estações com tecnologia 5G em 395 municípios, totalizando, assim, os mencionados 3.678 municípios. A Lei Geral de Antenas, de 2020, alterada em 2022, durante o governo Bolsonaro, e o silêncio positivo consiste no seguinte: a operadora solicitou autorização para o órgão competente para instalar uma antena em determinado local e em 60 dias o órgão competente não se manifestou. O SILÊNCIO POSITIVO determina que se o órgão competente não se manifestar em 60 dias, a operadora pode instalar a antena, dando assim mais agilidade ao processo de instalação das antenas 5G. Para se ter uma ideia, a internet 4G atinge a velocidade de um gigabit por segundo (1 Gbps), e com o 5G a velocidade será de 20Gbps. A latência, tempo mínimo entre o estímulo e a resposta da rede, do 4G é de 50 milissegundos, já no 5G é de 1 milissegundo. A Quarta Revolução Industrial é caracterizada pela conexão total entre o ambiente produtivo e máquinas capazes de tomar decisões, algoritmos com capacidade gigantesca de processamento de dados e até mesmo de reparar outras máquinas, e todo esse processo é administrado à distância. A tecnologia 5G promete massificar e diversificar a Internet das Coisas (IoT) em setores como segurança pública, telemedicina, educação à distância, cidades inteligentes, automação industrial e agrícola, entre tantos outros. image7.png image1.png image2.png image3.png image4.png image5.png image6.png