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1
Avaliação, Diagnóstico e Intervenção
de Fisioterapia em ME
Membro Superior
2
Í
...................................................................................................................................... 7
Definição de dor ........................................................................................................................ 7
Objetivo da dor .......................................................................................................................... 7
Tipos de dor ............................................................................................................................... 7
Resumo dos tipos de dor ........................................................................................................ 10
Especificação dos tipos de dor ............................................................................................... 11
Avaliação da dor ...................................................................................................................... 12
Recetores sensoriais .............................................................................................................. 13
Propriocetores ........................................................................................................................ 14
Fusos Neuromusculares ......................................................................................................... 14
í ................................................................................................... 15
Definição da SDM .................................................................................................................... 15
Características da SDM .......................................................................................................... 15
Ponto de Gatilho ..................................................................................................................... 16
Tipos de ponto de gatilho ........................................................................................................ 16
Diagnóstico dos pontos de gatilho ......................................................................................... 17
ó ......................................................................................................................... 18
História médica e processo de diagnóstico ........................................................................... 18
Determinar diagnóstico .......................................................................................................... 19
í ó ........................................................................................................... 21
Palpação de camadas ............................................................................................................. 21
Palpação do tendão do bíceps no cotovelo ............................................................................ 21
Palpação do antebraço ........................................................................................................... 22
ã á ................................................................................................................... 24
Osteologia ............................................................................................................................... 24
Escoliose ................................................................................................................................. 25
Morfologia palpatória ............................................................................................................. 25
Musculatura posterior do tórax .............................................................................................. 26
Prática ..................................................................................................................................... 29
Sinais de Durai ........................................................................................................................ 33
Sinais articulares .................................................................................................................... 33
Movimentos resistidos ........................................................................................................... 35
3
.................................................................................................................. 37
Manguitos dos rotadores ........................................................................................................ 37
Músculos rotadores ................................................................................................................ 37
Músculos flexores ................................................................................................................... 38
Músculos Extensores .............................................................................................................. 38
Músculos Abdutores ............................................................................................................... 39
Músculos Adutores ................................................................................................................. 39
Fisiologia muscular ................................................................................................................. 40
................................................................................................................. 42
Definição ................................................................................................................................. 42
Articulações ............................................................................................................................ 42
Diagnostico articular .............................................................................................................. 43
Movimentos passivos ............................................................................................................. 44
Avaliação clínica ..................................................................................................................... 45
Palpação ................................................................................................................................. 46
Diagnóstico articular segundo cyriax ..................................................................................... 46
Exame estático das costas ..................................................................................................... 47
Exame dinâmico das costas durante abdução ...................................................................... 48
Disfunções da cintura escapular (avaliação e diagnóstico) .................................................. 49
A força do ombro do paciente ................................................................................................. 54
Testes- Resumo em tabela ..................................................................................................... 56
.......................................................................................................... 57
Avaliação do cotovelo ............................................................................................................. 57
Testar força do paciente ......................................................................................................... 63
Padrão capsular ...................................................................................................................... 64
Lesões do cotovelo ................................................................................................................. 64
Epitroclite................................................................................................................................66
Pontos de gatilho .................................................................................................................... 68
........................................................................... 69
Dor diferencial agnóstica de acordo com o tecido afetado ................................................... 69
Lesões capsulo-articulares .................................................................................................... 69
Patologia ligamentar ............................................................................................................... 70
Disfunções musculares .......................................................................................................... 72
Dores referidas e pontos de gatilho........................................................................................ 73
Testes e técnicas .................................................................................................................... 75
4
Síndrome dos escalenos ........................................................................................................ 80
ã .................................................................................................... 81
Anatomia do Punho ................................................................................................................. 81
.............................................................................................................. 86
Ciclo circadiano ou sono-vigília ............................................................................................. 86
Sono de ondas lentas NREM ................................................................................................... 87
Sono REM ou paradoxal .......................................................................................................... 87
GH e testosterona ................................................................................................................... 88
Cortisol.................................................................................................................................... 89
Qualidade de sono em atletas ................................................................................................ 89
Transtornos de causa externa ................................................................................................ 89
Alterações circadianas repetitivas......................................................................................... 90
Vigília ....................................................................................................................................... 90
Transtornos do ritmo circadiano ............................................................................................ 91
Síndrome do avanço das fases de sono ................................................................................. 93
Síndrome do sono vigília de não 24h ...................................................................................... 93
Ritmo circadiano ..................................................................................................................... 93
Melatonina .............................................................................................................................. 94
Células NSQ ............................................................................................................................ 95
Influencia da luz ...................................................................................................................... 95
Avaliação da fisioterapia em sono.......................................................................................... 96
História da doença atual ......................................................................................................... 96
Fisioterapeuta na equipa do sono ........................................................................................ 100
Patologias do sono ................................................................................................................ 101
â ................................................................................................................... 103
Visão Geral da Neurodinâmica ............................................................................................. 103
Sistema Nervoso ................................................................................................................... 104
Sintomas característicos de envolvimento neural .............................................................. 106
Ação da mobilização neuromeníngea .................................................................................. 106
Alongamento e Mobilização do Nervo Cubital ..................................................................... 107
Alongamento e Mobilização do Nervo Radial ....................................................................... 108
Alongamento e mobilização do Nervo Mediano 1 e 2 ........................................................... 109
Avaliação Neurodinâmica .................................................................................................... 110
Respostas nervosas à lesão ................................................................................................. 111
Testes Neurodinâmicos ........................................................................................................ 111
5
Testes Neurais Adicionais .................................................................................................... 112
.......................................................................................................................... 115
Funções básicas e efeitos da fita K-Tape ............................................................................. 116
Colocar e Tirar a Fita do Tape ................................................................................................ 118
Contraindicações ................................................................................................................. 120
Teoria das Cores ................................................................................................................... 121
çã .......................................................................................................... 123
Amplitude de movimento ..................................................................................................... 123
Definições de exercícios na ADM ......................................................................................... 124
Fatores que diminuem a ADM ............................................................................................... 127
Mobilização articular ............................................................................................................ 127
Limitações da mobilização passiva ...................................................................................... 131
Limitações da mobilização ativa .......................................................................................... 131
Mobilização passiva continua - MPC .................................................................................... 132
Mobilizações ativa assistida ou auto passiva ...................................................................... 133
Técnicas oscilatórias graduadas .......................................................................................... 134
Aplicações ............................................................................................................................ 135
Velocidade e duração ........................................................................................................... 135
Técnicas com translação mantida .......................................................................................135
Vantagens da mobilização .................................................................................................... 136
Hipomobilidade e Hipermobilidade ..................................................................................... 137
Prática MMSS ........................................................................................................................ 138
.................................................................................................................... 142
Mobilizações Articulares ...................................................................................................... 142
Exercícios metabólicos ........................................................................................................ 142
Mobilização autoassistida .................................................................................................... 142
Técnicas de alongamento ..................................................................................................... 143
Reflexos ................................................................................................................................ 145
Contraindicações dos alongamentos .................................................................................. 146
6
ó ....................................................................................................... 147
Exame Subjetivo ................................................................................................................... 147
Exame Objetivo ..................................................................................................................... 147
ó ......................................................................................................... 170
Exame Subjetivo ................................................................................................................... 170
Exame Objetivo ..................................................................................................................... 170
ó ...................................................................................................... 182
Exame Subjetivo ................................................................................................................... 182
Exame Objetivo ..................................................................................................................... 182
ó ã ................................................................................................ 188
Exame Subjetivo ................................................................................................................... 188
Exame Objetivo ..................................................................................................................... 188
~
7
Definição de dor
• Experiência sensorial e emocional desagradável, associada com dano real ou
potencial ao tecido, ou descrita com relação a tal dano.
• É o 5º sinal vital.
• É uma sensação subjetiva com mais de uma dimensão e com abundância de
descritores das suas propriedades e características.
• A perceção da dor pode ser subjetivamente modificada por experiências e
expectativas passadas.
• Resulta num espasmo muscular e numa preservação ou proteção da parte lesionada.
Contudo, a dor pode persistir até que não seja útil e tornar-se um meio de aumentar a
incapacidade e inibir os esforços para reabilitar o paciente.
• Um espasmo prolongado que gera deficiência circulatória, atrofia muscular e hábitos
de desuso, e uma preservação consciente ou inconsciente podem levar à perda
importante da função.
Objetivo da dor
• O sinal da dor avisa-nos que algo está errado e pode provocar uma resposta de
retração para evitar uma lesão adicional.
Tipos de dor
Dor aguda
o É sentida quando o dano no tecido é iminente e após a lesão ter ocorrido.
Dor crónica
o É uma dor que dura mais de 6 meses.
o Pode tornar-se um estado de doença por si própria.
8
o Muitas vezes faltando a causa identificável, a dor crónica pode incapacitar totalmente
o paciente.
Dor persistente
o Diferencia a dor crónica que provoca a intervenção das condições em que a dor
continuada (persistente) é um sintoma da condição tratável.
Dor referida
o Pode ser aguda ou crónica, é percebida numa área que parece ter pouca relação com
a patologia presente.
o
Dor nociceptiva
o É quando a causa provém de uma lesão ou patologia tecidular.
o A dor nociceptiva ou somática pode ser profunda, superficial ou visceral, mas sempre
tem origem no tecido conjuntivo.
o Gera dor referida, e é uma dor proporcional à entrada nociceptiva
o As estruturas que podem apresentar este tipo de dor são as facetas, o tecido
periarticular e/ou disco.
(Dor no Sistema Músculo-esquelético)
9
Nocicepção
▪ Características da dor nociceptiva
o Diminuição da carga alostática (mecânica) nos tecidos.
o Diminuição do stress oxidativo.
o Diminuição da condição pró-inflamatória.
o Diminuição da simpaticotonia local.
o Diminuição da sensibilidade periférica.
Dor neuropática
o É quando é causada por uma lesão ou patologia do sistema nervoso (periférico
central).
(Dor de origem nervosa)
▪ Características da dor neuropática
o Gera dor projetada, mas quando gera alterações neuroplásticas também gera dor
referida.
o Pode ser periférica, central ou vegetativa.
o É muito nítida.
10
Dor nociplástica
o É o término que faz referência à dor que não pode ser enquadrada nas categorias
anteriores, em relação com uma função alterada das vias sensoriais relacionada com
a dor periférica no Sistema Nervosos Central (SNC), sem que exista evidência de dano
tecidular ou no tecido nervoso.
(Existe sensibilidade periférica)
▪ Características da dor nociplástica
o Amplificação neural dentro do sistema nociceptivo.
o Esta amplificação ocorre dentro do SNC.
o Não há inibição de estímulos, por isso pode levar a alterações neuroplásticas.
o Hiperalgesia secundária não primária, como sensibilização periférica.
Resumo dos tipos de dor
11
Especificação dos tipos de dor
Dor discal
o Dor aguda, aumenta com a gravidade.
o Aparência sem tempo de latência, quando o peso do corpo está no disco.
o Aumenta com a posição sentada (anteflexão do tronco, tosse e esforços de
defecação).
o Aparece quando o peso do corpo está sobre o disco.
Dor ligamentar
o Não tem dor ao movimento.
▪ Lesão traumática por mecanismo de tensão:
o Dor ao esticar a estrutura danificada.
o Dor de ritmo inflamatório (dor pulsante- aumento da vascularização).
o Nos estágios iniciais, dor em repouso.
▪ Lesão inflamatória sem trauma
▪ Dor ligamentar de origem postural:
o Manter uma posição por um longo tempo.
o No final das amplitudes articulares.
o Tempo de latência entre 10min e 1 h.
o Dor tipo queimadura.
Dor articular
▪ Dor inflamatória traumática
▪ Não traumática
o Dor ao movimento, com possível bloqueio em algumas situações. Esse bloqueio,
dependendo da origem dele, pode ser duro ou elástico.
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Dor visceral
o Dor rítmica que depende da função visceral.
o Geralmente tem um surto noturno.
o Pode aparecer em repouso.
o A dor não aumenta pelo movimento (não depende da atividade).
Dor muscular
o Aumenta a dor na contração do músculo.
o Dor no final do movimento.
▪ Síndrome da Dor Miofascial
▪ Traumática
Avaliação da dor
• A dor é um fenómeno complexo de difícil avaliação e quantificação por ser subjetiva e
influenciada por atitudes e crenças do fisioterapeuta e do paciente.
• A quantificação é dificultada pelo facto de que a dor é um conceito muito difícil de ser
descrito mediantepalavras.
• Os perfis de dor identificam o tipo, quantificam a intensidade, avaliam o efeito da
experiência ao nível da função do paciente e avaliam o impacto psicossocial da dor.
Escalas de avaliação da dor
o Escalas analógicas visuais.
o Planilhas da dor.
o Questionário da dor de McGrill.
o Escalas numéricas da dor.
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Recetores sensoriais
• Há vários tipos de recetores sensoriais no corpo.
⎯ Seis extremidades nervosas recetoras:
Corpúsculos de Meissner
São ativados pelo toque.
Corpúsculos de Pacini
Respondem à pressão profunda.
Corpúsculos de Merkel
Correspondem à pressão profunda, porem mais lentamente do que os corpúsculos
pacinianos.
Também são ativados pelo desvio do folículo piloso;
Corpúsculos de Ruffini
Na pele são sensíveis ao toque, à tensão e possivelmente ao calor; aqueles nas cápsulas
articulares e nos ligamentos são sensíveis à mudança de posição;
Bulbos terminais de Krause
São termoreceptores que reagem à diminuição da temperatura e ao toque.
14
Recetores da dor
Chamados nociceptores ou terminações nervosas livres, são sensíveis às energias
mecânica, térmica ou química externa.
Eles respondem aos estímulos nocivos, assim como ao dano eminente ou real do tecido.
O termo nociceptivo é utilizado para pressupor informações de dor.
Esses órgãos respondem a formas superficiais de calor e frio, bálsamos, analgésicos e
massagem.
Propriocetores
• Os propriocetores encontrados em músculos, cápsulas articulares, ligamentos e
tendões informam sobre a posição articular e tónus muscular.
Fusos Neuromusculares
• Os fusos neuromusculares reagem às mudanças no comprimento e na tensão quando
o músculo é alongado ou contraído.
15
í
Definição da SDM
• A SDM deve ser entendido como parte de um processo mais complexo e não como
uma situação isolada.
• É um trauma regional doloroso, que afeta músculos e fáscias, de forma que os
músculos implicados apresentam as seguintes características:
o Aparece um ponto de gatilho (PG).
o A palpação do PG provoca dor e sintomas mencionados.
o Os sintomas (sobretudo doloroso) do paciente são reproduzidos ao pressionar o PG.
o O ponto de gatilho está situado numa zona muscular dura e tensa.
o Pode aparecer à palpação ou à inserção de uma agulha na banda tensa, uma resposta
de espasmo local (REL).
Características da SDM
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Ponto de Gatilho
• É uma área minúscula, altamente irritável, localizada dentro de um músculo, que é
rígida à palpação e produz dor, limitação na amplitude de alongamento e fraqueza sem
atrofia ou défice neurológico.
• Às vezes, pode levar a fenômenos autônomos e distorção da sensibilidade
propriocetiva.
• Os Pontos Gatilhos são considerados como elementos de sensibilização periférica e a
Síndrome Miofascial seria explicada como expressão dos processos de Sensibilização
Central, nos quais teríamos que levar em conta uma avaliação e abordagem da esfera
biopsicossocial.
• A compressão do ponto de gatilho causa dor local e dor referida semelhante à
manifestada pelo paciente (reconhecimento da dor).
Tipos de ponto de gatilho
Pontos de gatilho ativos
o São dolorosos sem estimulação.
o Sempre sensível, o paciente sente-os como um ponto de dor constante.
o A dor aumenta quando a palpação, pressiona, mobiliza e alonga o músculo.
Pontos desencadeadores latentes
o Eles não causam dor durante as atividades normais, mas podem alterar a função.
o Eles só são dolorosos à palpação.
o Eles são capazes de causar os mesmos fenómenos que os ativos, quando
estimulados.
o Eles são ativados pelo frio, calor, mudanças na pressão atmosférica, danos
repetitivos...
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Pontos desencadeadores primários
o O PG central aparentemente é ativado diretamente por qualquer um dos fatores
ativadores sem ser causado pela atividade de qualquer outro PG em outro músculo.
Principais pontos de desencadeamento
o Responsável pela ativação de satélites PG.
o A inativação deste inativa os satélites.
Pontos embrionarios
o São pontos sensíveis dos tecidos que doem atipicamente quando pressionados, mas
que não geram dor do tipo referido.
o São áreas do tecido muscular com uma disfunção, que com tempo suficiente e sob a
estimulação de fatores de ativação, podem passar para PG latente e mais tarde para
ativo.
o Se esse ponto estiver dentro da zona de referência de um PG ativo ou latente, pode
evoluir para um PG satélite.
Diagnóstico dos pontos de gatilho
o Banda tensa
o Hipersensibilidade
o Dor referida
o Impotência funcional
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ó
Um teste de diagnóstico deve ser sensível (ou seja, detetável) e específico (detetar bem o
que pretende detetar).
História médica e processo de diagnóstico
Será no final desta sequência que solicitaremos ao paciente exames complementares (de
imagem e laboratoriais) e tiraremos uma conclusão.
Anamnese tendo em conta a dor
o Quando??? (Frequência)
o Onde??? (Topografia)
o Como??? (Características)
o Em que momento é apresentado (Posições)
o Idade da dor (crónica, aguda)
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Sintomas de gravidade
o Perda de peso inexplicável
o História prévia de cancro
o Traumatismos
o Reumatismo
o Infeções (febre, uso de drogas, infeção da pele ou do trato urinário)
o Radiculopatias. Estenose do canal, ...
Determinar diagnóstico
Exame Subjetivo- Anamnese
o Antecedentes pessoais
⎯ Fratura, luxação, entorses e traumas
⎯ Cirurgias
⎯ Cicatrizes
⎯ Doenças sistémicas
⎯ Tumores
⎯ Anamnese por aparelho
o História da família
⎯ Doenças sistémicas
⎯ Tumores
⎯ Doenças autoimunes
⎯ Alterações metabólicas….
o Motivo da consulta (mais comum é a DOR)
⎯ Deficiência
⎯ Comprometimento funcional
⎯ Processos biopsicossociais
o Tipo de trabalho
o Alimentação
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o Medicação
o Desporto
o Sono
o Nível de stress
o Outras atividades frequentes de interesse
Exame Objetivo
o Avaliação estática
⎯ Observação
o Avaliação dinâmica
⎯ Testes ativos (Teste muscular)
⎯ Testes passivos (Goniometria)
⎯ Teste específico para cada estrutura
Possíveis técnicas de tratamento
o Stretching
o Kinesio (no final)
o Massagem
o Neurodinâmica
o Mobilização
o Exercícios específicos
Fatores biológicos que levam à dor crónica: prolongamento dos sintomas, incapacidade
associada, história de cirurgia da coluna, baixa satisfação no trabalho, saúde precária em
geral.
Dentro dos fatores biopsicossociais temos:
o Evitar a dor
o Catastrofização da dor
o Antecipação da dor ("parece que quer doer, mas não dói")
21
í ó
Palpação de camadas
1. Feche os olhos e relaxe;
2. Sinta o seu próprio antebraço;
3. Aprecie a temperatura com as costas da mão;
4. Aprecie a textura, hidratação e espessura da pele;
5. Avalie a tração da pele;
6. Localize a artéria radial;
7. Criar uma força de deslocamento nos tecidos subcutâneos em diferentes direções.
A pele move-se igualmente facilmente em todas as direções?
Palpação do tendão do bíceps no cotovelo
Deve apresentar-se como uma corda, lisa e firme.
1. Palpar a superfície anterior do terço proximal do antebraço;
2. Palpar os músculos usados para flexionar os dedos enquanto o parceiro flexiona o
dedo médio;
3. Diferenciar os músculos flexores e a fáscia durante a manobra.
22
Palpação do antebraço
1. Agarre o antebraço esquerdo do seu parceiro com a sua mão não dominante;
2. Coloque a palma da mão e os dedos da mão dominante no aspeto dorsal do antebraço
do seu parceiro, imediatamente abaixo do cotovelo;
3. Feche os olhos, relaxe e concentre a sua atenção na superfície palmar dos seus dedos;
4. Sem mexer a mão, pense na pele. Procure perceber e descrever asua temperatura,
textura, tamanho e humidade;
5. Com contato mais firme, concentre-se na segunda camada, a fáscia subcutânea.
Mova suavemente a pele do antebraço longitudinal e horizontalmente;
É grosso? É laxo? Muitas alterações na textura dos tecidos associadas a disfunções
somáticas ocorrem nesta camada.
6. Suave e lentamente, aumente a profundidade de contato até sentir a camada fascial
formando uma bainha em torno das estruturas subjacentes. Pense na fáscia profunda;
É suave? Contínua? Firme?
7. Ao palpar a camada fascial profunda, desloque ligeiramente a mão horizontalmente
através do antebraço para identificar áreas de espessamento formado por
compartimentos fascial entre feixes musculares;
A identificação das camadas envolventes da fáscia profunda é geralmente útil separar
um músculo do outro. Utilizar isto para trabalhar as estruturas incluindo as mais
profundas.
8. Durante a palpação da fáscia profunda, concentre-se no músculo subjacente;
É elástico? Preste atenção às fibras musculares isoladas e às direções em que elas
caminham.
23
9. Enquanto o seu parceiro abre e fecha a mão devagar, aprecie a qualidade do
movimento e amplitude criada por contração e relaxamento muscular;
Isto estimula a sensação de anomalia na textura do tecido no músculo ou nas áreas de
disfunção somática.
10. Na palpação muscular, mova a mão lentamente ao longo do antebraço até notar a
junção músculo-tendão, uma região onde o músculo é vulnerável a lesões;
11. Mova a mão ao longo da junção músculo-tendão em direção ao pulso. Investigar a
transição entre músculos e tendões arredondados e firmes;
12. Siga os tendões em uma direção distal até sentir a estrutura que os prende ao punho:
estes são o ligamento transverso do carpo (retináculo dos flexores do carpo) e o
ligamento palmar do carpo (um espessamento da fáscia ântero-lateral profunda);
13. Verifique a direção, espessura e firmeza das fibras;
Que diferença palpatória existe em comparação com o tendão? Compare a sensação
palpatória na área que cobre os tendões que estão localizados mais superficialmente.
14. Coloque o dedo indicador sobre a articulação radioumeral proximal na área da prega
do cotovelo;
15. Coloque o polegar oposto ao dedo indicador no lado anterior do lado externo das
inserções úmero-ulnar. Sinta a cabeça do rádio.
24
ã á
Osteologia
• Omoplata
• Vértebras
• Costelas (articulam com as vertebras torácicas)
• Manúbrio - ligado as costelas pela cartilagem
• Apêndice xifoide
• Forquilha esternal
• Esterno – cartilagem costal
▪ Da Cintura Escapular faz parte:
25
Escoliose
• Pode ocorrer devido a encurtamento dos membros inferiores.
• Pode afetar órgãos internos e altera o gradiente postural.
Morfologia palpatória
• Em posição de repouso, a omoplata cobre da 2ª à 7ª costelas, e a borda medial está a
uma distância de 5,0 a 7,5 cm dos processos espinhosos.
26
⎯ Coluna vertebral da espinha da omoplata: t3
⎯ Ângulo esternal: t4
⎯ Omoplata: t8-t9
⎯ Apêndice xifoide: t10
Notas:
Como articulam as costelas?
Desde T1 a T12 – articulação (entre corpo e cabeça da costela e entre o angulo costal e
cada transversa) em cada costela exceto T11 e T12.
Vértebra torácica:
o Corpo
o Apófise transversa
o Laminas
o Facetas articulares
o Apófises espinhosas
o Forame de conjugação
Musculatura posterior do tórax
Plano superficial dorsal
o Grande Dorsal
27
o Trapézio
o Romboides
28
Plano intermédio
o Serrátil póstero-inferior:
o Serrátil póstero-superior
o Longo Dorsal
o Espinhal
o Iliocostal - composto por 3 partes, lombar, dorsal e cervical.
Profundo grupo
o Espinal transverso
o Semiespinhal
29
Mais músculos:
Prática
T – Textura anormal dos tecidos
A – Assimetria (estática, movimento, tonicidade, cor, temperatura)
R – Restrição do movimento
T – Dor à palpação da zona anormal
Nota importante:
Triângulo de Tales
Mais fechado – Membro está mais afastado
Mais aberto – Membro mais próximo do corpo
30
▪ Gibosidades
Como realizar o exame:
1. O paciente em pé, diante de uma parede de cor uniforme, mantém os pés em posição
de passo, a bacia equilibrada no plano frontal, com calço, se for necessário.
2. O terapeuta posta-se atrás do paciente.
3. O paciente inclina a cabeça, deixa cair os braços em direção ao chão e, devagar,
movimenta-se para baixo, realizando uma anteflexão do tronco, levando as mãos em
direção aos pés até onde possível, mas sem forçar.
4. O terapeuta coloca os olhos no mesmo nível da vértebra que se está inclinando à
frente. A cada movimento de descida do paciente, o terapeuta também baixa o olhar,
vendo desfilar cada segmento do tronco delineado contra o fundo de cor uniforme.
Como elaborar o diagnóstico:
o A gibosidade corresponde a uma rotação vertebral.
o O corpo desloca - se para um dos lados, o lado da rotação. Desse lado, a apófise
transversa posterioriza-se na região dorsal, as apófises transversas posteriorizadas
levam com elas as costelas com as quais se articulam, na região lombar, e as apófises
transversas empurram a massa comum muscular para trás.
o Realizado este teste sentado de Adams e se a gibosidade desaparecer é devido a um
desequilíbrio do membro inferior.
31
Se a deformidade não desaparecer:
o Pode ser compensação de desequilíbrio superior, cervical ou escapular em processo
descendente.
o Pode ser causada por desequilíbrio dos membros inferiores, mas já estar muito fixada,
o que vem a impedir que desapareça, mesmo quando os membros inferiores sejam
neutralizados.
▪ Queda de membros superiores no plano frontal
Como realizar o exame:
1. O paciente, em pé, mantém os pés em posição de passo.
2. O terapeuta posta-se em pé, de frente para o paciente, a uma distância suficiente para
observar: O nível em que se situa a região distal dos dedos médios de ambas as mãos.
Quanto os antebraços de ambos os lados tocam a região lateral dos quadris.
3. Para maior precisão, o terapeuta pode abaixar-se, focalizando o olhar no mesmo plano
das mãos do paciente.
Como elaborar o diagnóstico
Duas situações são observadas neste exame:
• A região distal dos dedos médios de ambas as mãos devem cair em um mesmo plano
horizontal.
• Quanto os antebraços tocam a região pelvitrocanteriana de um lado e de outro.
32
Se uma das mãos se situa em num plano mais cefálico do que a outra, observar:
• A pelve encontra-se adequadamente reequilibrada no plano frontal?
• Um desequilíbrio de comprimento de um dos membros inferiores causa uma
lateroflexão lombar que pode chegar até a região dorsal alta, desequilibrando a cintura
escapular.
• O exame da caída de membros superiores no plano sagital quando um eventual flexo
de cotovelo unilateral causado por trauma ou processo reumático pode determinar a
diminuição do comprimento total do membro superior desse lado.
Uma vez afastadas essas duas hipóteses observam-se:
• A região externa da clavícula homolateral (mesmo lado) encontra-se mais alta?
• Se a resposta for afirmativa essa é a causa de uma das mãos situar-se em um plano
mais cefálico do que a outra.
O tronco encontra-se deslocado para um dos lados?
• Se a resposta for afirmativa, um dos antebraços tocará menos a região lateral do
quadril, tanto nas translações quanto nas lateroflexões do tronco
• Se o lado em que o angulo da cintura é mais aberto é aquele em que o antebraço toca
menos na lateral trata-se de uma translação.
• Se o lado em que o angulo da cintura é mais fechado é aquele emque o antebraço toca
menos na lateral trata-se de uma lateroflexão.
33
Sinais de Durai
• A coluna vertebral é examinada em busca de sinais de durai.
• A dor na flexão do pescoço é, comum a um defeito em qualquer nível, mas se outros
movimentos do pescoço forem completos e indolores a atenção é direcionado para as
articulações torácicas.
• No entanto, a aproximação escapular traciona apenas o ex1e111 torácico da dura-
máter através do primeiro e segundo nervos torácicos e pode provocar dor tanto na
lesão do disco torácico cefálico quanto no lateral.
• A dor decorrente do estiramento da primeira raiz torácica através do nervo ulnar
incrimina apenas a raiz da T1 ou T2.
Sinais articulares
• Os sinais articulares são procurados por uma série de movimentos ativos, em grande
parte passivos por causa do efeito do peso corporal.
• A extensão é testada primeiro. Seguem-se as flexões laterais.
34
• A limitação bilateral nos jovens sugere doença grave, mas nos idosos pode ser
atribuível a mobilidade a desaparecer com o passar do tempo.
• O paciente gira de um lado, depois a outra e finalmente flexionar a coluna torácica.
• Um deslocamento geralmente causa uma dor assimétrica e/ou limitação em dois, três
ou quatro movimentos.
• O movimento com maior probabilidade de doer com uma lesão discal é no extremo de
rotação passiva.
35
Movimentos resistidos
• Para as rotações resistidas, o examinador agarra os ombros da paciente e inibe o
movimento da pelve apertando os joelhos entre os dele.
• As flexões laterais são corrigidas pela paciente que se inclina para fora contra o braço
do examinador, enquanto a contrapressão é aplicada no seu quadril.
36
• O movimento deve ser evitado tanto no tronco quanto no joelho ao testar a flexão
resistida.
• O movimento final resistido é a extensão.
As estruturas contráteis que podem ser afetadas incluem:
o Músculos peitorais - dor na adução resistida sentida na frente do peito.
o Músculo intercostal - dor ao respirar.
o Latíssimo dorso - Dor na adução resistida sentida no dorso do tronco.
o Serrátil posterior inferior - raro; Dor na rotação resistida.
o Reto abdominal - Dor à flexão resistida
o Abdominal oblíquo – Dor na Rotação resistida
37
Manguitos dos rotadores
• Formado por uma rafe muscular contínua em torno da cabeça do úmero.
Músculos rotadores
• Os rotadores internos são mais fortes do que os rotadores externos.
Rotadores internos
o Grande dorsal/ latíssimo do dorso - O grande dorsal é o mais potente dos rotadores internos
o Redondo maior
o Subescapular
o Peitoral maior
o Deltoide anterior
Rotadores externos
o Infraespinhoso
o Redondo menor
o Deltoide posterior
38
Músculos flexores
Flexão do ombro
o Coracobraquial
o Bíceps braquial (longa porção)
o Deltoide anterior
o Peitoral maior
Flexão a partir dos 60º
o Trapézio superior
o Serrátil anterior
Músculos Extensores
Extensão do ombro
o Grande dorsal
o Deltoide posterior
o Redondo maior
o Peitoral maior
o Tríceps (longa porção)
Hiperextensão
o Grande dorsal
o Deltoide posterior
39
Músculos Abdutores
Abdução do ombro
o Supraespinhoso
o Deltoide anterior e médio
Abdução horizontal
o Infraespinhoso
o Redondo menor
o Deltoide posterior e médio
o Peitoral maior
Músculos Adutores
Adução do ombro
o Coracobraquial
o Redondo maior
o Grande dorsal
o Peitoral maior
Adução horizontal
o Coracobraquial
o Deltoide anterior
o Peitoral maior
40
Fisiologia muscular
▪ Antepulsão (flexão anterior)
Antepulsão de 0º a 80º
o Deltoide anterior
o Coracobraquial
o Feixe clavicular do peitoral maior
Antepulsão de 80° a 120°
o Trapézio superior
o Trapézio inferior
o Serrátil maior
Antepulsão de 120° a 180º
o Trapézio inferior
o Serrátil maior
o Músculos da coluna contralateral
41
▪ Abdução
Abdução de 0° a 90º
o Deltoide médio
o Supraespinhal
Abdução de 90° a 130°
o Deltoide médio
o Trapézio superior
o Trapézio inferior
o Serrátil maior
130° abdução até 180°
o Deltoide médio
o Trapézio superior
o Trapézio inferior
o Serrátil maior
o Músculos espinhais contralaterais
42
Definição
• A cintura escapular é formada por dois conjuntos de ossos: as escápulas (omoplatas),
posteriormente, e as clavículas, anteriormente, e é completada anteriormente pelo
manúbrio do esterno (parte do esqueleto axial).
• A sua função é unir os membros superiores ao esqueleto axial.
Articulações
Articulação acromioclavicular
o É a articulação entre a escápula e a clavícula.
Articulação glenoumeral
o É a articulação entre o úmero e a escápula.
Articulação escápula-costal ou escápulo-torácica
o É a articulação entre a escápula e as costelas.
Articulação esterno-clavicular
o É a articulação entre o esterno e a clavícula
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/ossos
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/escapula
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/esterno
43
Diagnostico articular
• O local onde os sintomas são referidos é determinado pelo córtex sensorial, o qual
envia os impulsos sensoriais para as áreas do corpo.
Dermatoma
o A área da Pele
Esclerotoma
o A área do Osso
Miotoma
o A área do Músculo
Viscerotoma
o A área das Vísceras
Angiotoma
o A área do Sistema Vascular
44
Movimentos passivos
• Testam as estruturas inertes através de estiramento passivo ou compressão e indicam
também o estado dos tecidos contrácteis.
Dão indicação sobre:
o Amplitude de movimento
o Dor
o End-feel (tabela seguinte)
o Crepitação
o Presença ou não de padrão capsular *
o Arco de movimento
45
Sensações anormais
o Ocorrência de um “estalido”: p.ex. tendão “salta” por uma proeminência óssea.
o Audição de um “crack”: p.ex. tração numa articulação
o Palpação de um “click”: p.ex. corpo livre
o Crepitações
Avaliação clínica
46
Outros testes
o Testes neurológicos (babinski, reflexos, dermatomas, miotomas…)
o Testes neurais (PNB, SLR, ULTT, SLUMP)
o Movimentos acessórios
o Movimentos combinados
Palpação
• Identificação do local da lesão, mas após ter sido determinada a estrutura lesada.
Diagnóstico articular segundo cyriax
• Se a dor desaparece durante o movimento passivo e aumenta na contração
isométrica, há tendinite.
• Uma dor durante o movimento passivo traduz-se em hipermobilidade (amplitude
normal) ou retração (ligamentos, cápsulas).
• Uma dor durante movimentos passivos e ativos na mesma direção, traduz uma lesão
articular ou uma retração.
• Uma dor durante movimentos ativos e passivos em direções opostas, traduz-se em
tendinite.
Hipotonia
É uma diminuição da força muscular e leva a uma fraqueza ou flacidez, ou seja, há uma
diminuição da resistência ao movimento passivo.
Hipertonia
Contrariamente à hipotonia, caracteriza-se por tensão muscular exagerada ou
permanente do músculo em repouso e pode refletir-se numa espasticidade ou numa
rigidez muscular.
47
Exame estático das costas
1. Ombro mais alto
o Fraqueza do dorso latíssimo ou espasmo da seringa
o Trapézio superior
2. Ombro inferior
o Espasmo do dorso latíssimo ou
o Hipotonia do trapézio superior.
3. Espaço interescapular muito grande
o Hipotonia do romboide e trapézio médio
o Espasmo do peitoral menor
4. Escápula aladao Hipotonia de serrátil maior
5. Omoplata mais alta
o Espasmo do trapézio angular e superior
2
1
3
4 5
48
Exame dinâmico das costas durante abdução
1. Elusivo de movimento
o Disfunção glenoumeral ou clavicular
o Supraespinhal (superioridade do úmero)
2. Escala externa da maior omoplata com o ângulo entre o úmero e omoplata
diminuído
o Espasmo ou retração da rodada maior
o Hipotonia dos romboides
3. Maior espaço interescapular; escala externa anterior
o Idem supra
2 3
1
49
Disfunções da cintura escapular (avaliação e diagnóstico)
• Quando o paciente se queixa de “Dor no Ombro", o seu diagnóstico diferencial de
causas comuns inclui as seguintes quatro entidades:
1. Síndrome do impacto e doença do manguito rotador
o Alteração anatómica que ocorre devido ao conflito mecânico de estruturas ósseas e
ligamentares contra a bursa do ombro (causando bursite) e tendões do manguito
rotador (principalmente o tendão Supraespinhal/Supraespinhoso).
2. Tendinite calcificada do manguito rotador
o Se dá devido à deposição de cálcio no meio do tendão
3. Tendinite dos bíceps
o Lesões labrais anteriores posteriores superiores (SLAP)
• Queixas relacionadas de rigidez ou de o ombro "ceder", o seu diagnóstico diferencial
pode incluir:
1. Capsulite adesiva (ombro congelado)
o Doença que causa inflamação na cápsula articular do ombro e gera dor seguida de
limitação dos movimentos do ombro.
2. Instabilidade do ombro
Uma história de trauma o diagnóstico pode incluir:
o Lesão acromioclavicular (CA)
o Fraturas
50
▪ Fazer perguntas
1. Onde está a sua dor?
o Pacientes com Tendinite do Manguito rotador e Tendinite Calcificada do Manguito
Rotador geralmente apontam diretamente abaixo do processo acrómio.
o Os doentes com Tendinite Bicipital apontarão ligeiramente mais distal ao longo do
braço sobre a bainha bicipital.
2. Que movimentos, se houver, exacerbam a sua dor?
o Pacientes com Tendinite do Bíceps, Tendinite do Manguito Rotador ou Tendinite
Calcificada do Manguito Rotador queixam-se de dor exacerbada por movimentos
aéreos.
o Os doentes com Tendinite do Bíceps ou Lesões SLAP queixam-se de sintomas
aumentados durante os movimentos de desaceleração (como quando arremessam
uma bola de basebol) em particular.
3. O seu ombro alguma vez cede?
o Os pacientes com instabilidade no ombro queixar-se-ão de o ombro repetidamente
"ceder".
4. O seu ombro já tinha dor, mas agora está apenas rígido?
o Esta pergunta destina-se a pacientes com Capsulite Adesiva (ombro congelado).
o Os doentes com Capsulite Adesiva relatam uma história de dor no ombro que se
resolve gradualmente e é substituída por rigidez.
5. Há quanto tempo você tem dor no ombro? Tentou alguma coisa para ajudá-lo?
o Estas duas perguntas são úteis para quando está pronto para solicitar estudos de
imagem e decidir o tratamento.
51
▪ Exame físico
1. Inspecionar se há sinais de atrofia ou assimetria muscular.
2. Palpar articulação para qualquer assimetria ou defeito.
3. Palpar ao longo do tendão dos bíceps enquanto ele corre no sulco bicipital
(sensibilidade sobre um tendão pode refletir tendinite). Para encontrar o sulco
bicipital, palpar lateralmente ao processo coracoide na tuberosidade menor do
úmero. Lateral a esta tuberosidade é o sulco bicipital. Peça ao doente que rode
lentamente internamente o braço e sentirá o seu dedo sair da ranhura à medida que
esta roda.
PATOLOGIA DOR MOVIMENTOS AUMENTAM DOR
Tendinite do Manguito rotador Abaixo do processo acrómio
Por movimentos aéreos
Tendinite Calcificada do
Manguito Rotador
Abaixo do processo acrómio
Por movimentos aéreos
Tendinite Bicipital Bainha bicipital
Por movimentos aéreos
Lesões SLAP Movimentos de desaceleração
REGRA DOS 4 DEDOS
1. Abaixo da clavícula – apófise coracoide
2. Tubérculo menor
3. Goteira bicipital
4. Tubérculo maior
52
4. Palpar a Bursa Subacromial (localizada abaixo do acrómio). Este é um local comum de
inflamação e impacto do tendão supraespinhal. Palpá-lo estendendo e girando
internamente o braço. Isso expõe a bursa sob o acrómio.
5. Avalie a amplitude de movimento do paciente fazendo com que ele alcance atrás e nas
costas com uma mão e toque na escápula inferior oposta.
Esta manobra Testa a Rotação Interna e a Adução. A rotação interna e a adução também
podem ser testadas fazendo com que o paciente alcance o tórax e toque no ombro oposto.
53
6. Em seguida, faça com que o paciente alcance atrás do pescoço e toque na escápula
oposta.
Este é o teste de Apley Scratch: É usado para avaliar a rotação externa e abdução.
7. Em seguida, aduza passivamente o braço do paciente sobre o tórax.
Esta manobra enfatiza a articulação acrómio-clavicular e é usada para avaliar a lesão da
articulação a.c. ou artrite.
Teste passivo do braço cruzado
54
A força do ombro do paciente
Teste de flexão do ombro
Fazer com que o paciente flexione o braço contra a resistência.
Teste da extensão
Fazer com que o paciente estenda o braço contra resistência.
Teste da abdução
Fazer com que o paciente rapte o braço contra a resistência. O supraespinhal é o principal
responsável por 0-30° de Abdução. Portanto, é importante Testar a Abdução resistindo ao
movimento em toda a sua amplitude de movimento (ou pelo menos a 90°).
Teste da Adução
Fazer com que o paciente aduza o braço contra a resistência.
55
Teste a Rotação Externa
Fazer com que o paciente gire externamente o braço contra a resistência.
Teste a Rotação Interna
Fazer com que o paciente gire internamente contra a resistência.
56
Testes- Resumo em tabela
Nome do Teste Músculos Testados Inervação
Teste de flexão do ombro Porção Anterior do Deltoide
Nervo axilar (C5)
Coracobraquial (C5)
Teste a extensão
Latíssimo dorsal
Redondo Maior
Porção Posterior do Deltoide
Nervo toracodorsal (C6–C8)
Nervo subescapular inferior (C5–C6)
Nervo axilar (C5–C6)
Teste a abdução
Porção Média do Deltoide
Supraespinhal
Nervo axilar (C5–C6)
Nervo supraescapular (C5–C6)
Teste a Adução
Peitoral Maior
Latíssimo Dorsal
Redondo Maior
Nervos torácicos anteriores medial e lateral
(C5–T1)
Nervo toracodorsal (C6–C8)
Nervo subescapular inferior (C5–C6)
Teste a Rotação Externa
Infraespinhal
Redondo Menor
Nervo supraescapular (C5–C6)
Nervo axilar (C5)
Teste a Rotação Interna
Subescapular
Peitoral Maior
Latíssimo Dorsal
Redondo Maior
Nervos subescapulares superior e inferior
(C5–C6)
Nervos torácicos anteriores medial e lateral
(C5–T1)
Nervo toracodorsal (C6–C8)
Nervo subescapular inferior (C5–C6)
57
Musculatura epicondilar: extensão do punho
Musculatura cubital: flexão punho
Avaliação do cotovelo
1. Observação
2. História
3. Inspeção - deformidades ósseas: verificar o ângulo entre o rádio e o cúbito.
4. Palpação
5. Condição em repouso
6. Exame objetivo
58
Faça perguntas
1. Onde está a sua dor?
• Os pacientes com Epicondilite lateral queixar-se-ão de dor sobre o epicôndilo lateral.
• Dor agrava com: atividades que envolvem pronação e supinação repetitivas.
• Pacientes com Epicondilite medial ou lesão do ligamento colateral cubital vão se
queixar de dor sobre o cotovelo medial.
• Dor agrava com: pronação repetitiva do antebraço e flexão do punho, como no golfe.
• Pacientes com Síndrome do túnel cubital (compressão dolorosa (pinçamento) do
nervo mediano, quando estepassa pelo túnel do carpo no pulso) ou lesão do ligamento
colateral cubital podem se queixar de dor profunda ou sensação elétrica que pode
irradiar do cotovelo para o quarto e quinto dedos.
59
2. O que provocou os sintomas e quais movimentos aumentam a dor.
Pacientes com história de trauma devem ser investigados para fraturas.
• Fraturas supracondilianas do úmero - mais comuns em crianças
• Fraturas intercondilianas do úmero - mais comuns em adultos
• Fraturas da cabeça do rádio e as Fraturas cubitais são as fraturas mais comuns.
Pacientes com lesão do ligamento colateral cubital geralmente apresentam dor que piora
com a atividade aérea
Nota
Levado a valgo – tensão no ligamento externo
Levado a varo – tensão no ligamento interno
3. Qual a qualidade da sua dor – aguda, facada, dormência …
• Dormência, Formigamento e Dores Elétricas na distribuição do nervo cubital
provavelmente- Síndrome do túnel cubital ou lesão do ligamento colateral cubital (os
sintomas do nervo cubital são frequentemente associados à lesão do ligamento
colateral cubital).
• Nervo cubital – corre no sulco entre o epicôndilo medial e o olecrano
60
Exame objetivo
1. Procurar inchaços ou assimetrias nos cotovelos
artrite reumatoide - inchaço bilateral e simétrico.
2. Palpe a articulação enquanto a move passivamente através da extensão e flexão.
Qualquer crepitação pode refletir osteoartrite subjacente ou espessamento sinovial ou
bursal.
3. Palpar posteriormente ao olecrano. Há uma bursa neste local, e a sensibilidade lá
indica bursite do olecrano.
4. Palpar o ligamento colateral medial, (responsável pela estabilidade medial do
cotovelo) que se liga do epicôndilo medial do úmero ao processo coronóide e ao
olécrano do cubito.
A sensibilidade do ligamento indica uma lesão subjacente
61
5. Palpar o ligamento colateral lateral.
A sensibilidade pode indicar uma lesão do ligamento colateral lateral.
Testar a estabilidade do ligamento colateral lateral colocando uma tensão em varo no
antebraço.
▪ Testes nervo cubital ou ulnar
6. Palpar o nervo cubital. O nervo cubital parece redondo e tubular, e você pode rolá-lo
entre os dedos. Toque no nervo repetidamente. Isso é chamado de "sinal de Tinel". Se
o toque repetitivo do nervo cubital do paciente reproduzir a dor no cotovelo do paciente
e a irradiação dos sintomas no quarto e quinto dedos, é chamado de Sinal de Tinel
positivo e é indicativo de síndrome do túnel cubital. (envolve a compressão ou o
estiramento do nervo ulnar, o que pode causar dormência)
62
7. Teste de flexão máxima do cotovelo com o antebraço supinado e punho estendido.
Quando essa posição é mantida por 60 segundos e reproduz a dor no cotovelo do
paciente e a irradiação dos sintomas para o quarto e quinto dedos, é considerada um
teste positivo para a síndrome do túnel cubital.
8. Sinal de Wartenberg. Outro sinal clínico da síndrome do túnel cubital. Para eliciar esse
sinal, espalhe passivamente os dedos do paciente e instrua o paciente a aduzir os
dedos. Fraqueza ou atrofia no adutor do quinto dígito é um sinal de Wartenberg
positivo.
▪ Testes epicondilite lateral (epicondilite)
9. Cozen test
o O examinador estabiliza o cotovelo do paciente com uma mão e o paciente é instruído
a fazer um punho, pronar o antebraço e desviar radialmente o punho.
o O paciente é orientado a estender o punho contra a resistência.
o Um teste de Cozen positivo é encontrado se o paciente sentir uma dor aguda, súbita e
intensa sobre o epicôndilo lateral.
63
▪ Teste resistido do punho
Com cotovelo em extensão:
• Extensão resistida do punho com dor: cotovelo de tenista (tendinite dos extensores).
• Flexão resistida do punho com dor: cotovelo de golfista (tendinite dos flexores)
Testar força do paciente
Teste Músculos Inervados por
Flexão
cotovelo
Bíceps e
Braquial
Nervo
Musculocutâneo
(C5–C6).
Extensão
cotovelo
Tríceps nervo radial (C7)
Supinação
do antebraço
Bíceps
supinador
nervo
musculocutâneo
(C5–C6);
nervo radial (C6)
Pronação
antebraço
pronador
redondo
pronador
quadrado
nervo mediano
(C6)
ramo interósseo
anterior do nervo
mediano (C8–
T1)
64
Padrão capsular
Cotovelo: Maior limitação da flexão do que extensão
Na articulação RÁDIO -CUBITAL existe dor e limitação no final da prono-supinação.
Lesões do cotovelo
Capsulares
Artrite traumática:
• Consequência de uma queda
• Não forçar a extensão
• Não realizar MTP
65
Artrite reumatóide:
• Nunca ir além da dor
• Tem sempre padrão capsular
• Tratamento: Mobilização grau A, eletroterapia, infiltração
Não capsulares
Corpo livre articular:
• História: dor súbita, bloqueio, limitação na extensão e flexão, end-feel em mola.
• Tratamento: mobilização grau A com tração. 1º: de flexão para extensão em tração
com supinação.
Complementar se necessário com:
2º: de flexão para extensão em tração com pronação
Contráteis epicondilite
• Tendinite dos extensores do punho. Cotovelo de tenista.
• História: início gradual, sobre uso, dor na extensão resistida do punho com o
cotovelo em extensão.
▪ Possíveis locais de lesão:
1. Faceta anterior do epicôndilo (junção teno-óssea)
Curto extensor radial e extensor do 5º dedo.
o Palpação: faceta anterior do epicôndilo
o Tratamento: MTP e manipulação de Mill´s
66
2. Crista supra condiliana (longo extensor radial do carpo)
Extensor radial longo do carpo
Acima do epicôndilo, onde se insere o extensor comum dos dedos.
o Palpação: palpar o epicôndilo, são as fibras transversais.
o Tratamento: MTP (feita verticalmente ao longo do úmero)
3. Corpo do tendão do extensor comum (3cm abaixo do epicôndilo)
o 2cm abaixo do epicôndilo e por cima da tacícula radial (corresponde à extremidade
superior do rádio, que se articula com o úmero e com o cúbito na região do cotovelo.)
o Com a MTP o 3º dedo do paciente salta.
o Tratamento: MTP
4. Ventre muscular
o Antebraço em posição neutra, dedos em pinça, palpar o ventre muscular.
o Tratamento: MTP com os dedos em pinça.
Epitroclite
67
Tendinite dos flexores do punho (cotovelo golfista)
o História: início gradual, sobre uso, dor na flexão resistida do punho com o cotovelo em
extensão. Pode aparecer dor na pronação resistida.
o Palpação: Região ântero-medial, junção teno-óssea ou junção miotendinosa.
o Tratamento: MTP com cotovelo em extensão e supinação.
Possíveis locais de lesão:
1. Junção teno-óssea do flexor comum dos dedos a nível da epitróclea (eminência
arredondada na parte interna da extremidade cubital do úmero por cima da tróclea)
2. Junção miotendinosa – 2 cm abaixo e para dentro da epitróclea
Tendinite bicipital
o História: dor à flexão resistida do cotovelo em supinação, dor na pronação passiva do
cotovelo (junção teno -óssea na tuberosidade bicipital).
o Palpação: inserção do bíceps braquial na tuberosidade bicipital do rádio.
o Tratamento: MTP com o polegar fixo e produzindo movimento combinado de
supinação passiva e metade da amplitude de pronação com a mão caudal.
Possíveis locais de lesão:
1. Junção teno-óssea (se muito dolorosa, suspeitar de bursite)
2. Junção miotendinosa
68
Pontos de gatilho
69
Dor diferencial agnóstica de acordo com o tecido afetado
• Dor de disco.
• Dor ligamentar
• Dores musculares.
• Dor nas articulações.
• Dor visceral referida.
Lesões capsulo-articulares
Causas: Trauma direto ou indireto
Consequências: Facilitação da coluna que leva a maior hipertonia e espasmo muscular.
o Neuropatia do encarceramento.
o Estase vascular por compressão da rede arteriovenosae ortossimpaticotonia local.
Sintomas: Limitação dos movimentos, paragem súbita no fim da amplitude articular.
Tratamento: Impulso para inibir o arco reflexo.
DORES REFERIDAS A PARTIR DAS CÁPSULAS ARTICULARES
70
Patologia ligamentar
Causas: Trauma direito é a mais frequente.
Consequências:
o Espasmo muscular
o Reflexos simpáticos neurovasculares
o Estase sanguínea
o Restrição de mobilidade
o Dor ligamentar referida
Sintomas:
o Dor no final do movimento
o Dor no movimento passivo
o Dor referida dos ligamentos interespinhosa
o Reação vascular com inflamação
Tratamento: Técnicas de bombeamento e técnicas de articulação.
71
Articulação em lateroflexão
Articulação rotativa
72
Disfunções musculares
Causas: Traumático
Consequências:
o Lesão vertebral após trauma
o Hipotonia devido á inibição do aparelho de golgi
o Hipertonia devido a hiperatividade gama.
o Desequilíbrio muscular e articular no sistema.
o Hipotonia.
o Restrição do jogo conjunto no sistema hipertonia.
Diagnóstico:
Na hipertonia:
o Dor ao movimento
o Haverá dor isquémica devido a neuropatia de encarceramento e dores referidas ao
nível muscular
o Rebote no teste muscular.
o Sensação de cordão à palpação.
Na hipotonia:
o Fraqueza no teste muscular (musculo oposto ao movimento)
73
Tratamento:
Na hipotonia:
o Técnicas neuromusculares
Nas hipertonias:
o Técnicas de inibição
o Técnicas de jones
o Técnicas de alongamento
o Técnicas neuromusculares
Dores referidas e pontos de gatilho
Músculo esplénio da cabeça e esplénio do pescoço
74
Músculo angular da omoplata
Músculo trapézio superior
Músculo esternocleidomastóideo
75
Músculo escalenos
Testes e técnicas
Teste dos espinhais
Stretching dos espinhais
76
Técnica neuromuscular para os espinhais cervicais
Stretching dos espinhais e vasto cervical
Teste do angular da omoplata
Stretching do angular da omoplata
77
Stretching do angular
Teste do trapézio superior
Alongamento do trapézio superior
78
Spray e alongamento do trapézio superior
Teste do esternocleidomastóideo
Unilateral
Bilateral
79
Alongamento do esternocleidomastóideo
Spray and stretch para os escalenos
Músculo energia dos escalenos
80
Síndrome dos escalenos
• A artéria subclávia e o plexo braquial podem ser comprimidos entre os feixes anterior
e médio dos escalenos.
Podem estar associadas malformações congénitas que não são diretamente responsáveis
pelos sintomas, mas agravam-no quando existe um desequilíbrio postural:
• Costela cervical.
• C7 Mega transversa.
• Troca de fibras entre dois feixes de Escalenos
A síndrome dos Escalenos está associada a disfunções de C4-C5-C6 em problemas
anteriores (Whiplash), ou de disco desde estes níveis, até à subluxação posterior da
costela.
O teste ADSON é positivo.
81
ã
Anatomia do Punho
82
Exame Subjetivo
1. Observação;
2. História do paciente;
3. Inspeção:
• Deformidades ósseas
4. Palpação:
• Pulso
• Calor
• Edema
5. Condições em repouso
• Dor
• Parestesias (Teste de Pahlen – nervo mediano)
• Formigueiro (Test de Finkelsein – tenossenovite de Quervain)
• Sinal de Tínel
• Testes neurais (ULTT1,2,3)
Exame Objetivo
1. Testar a articulação rádio: cubital inferior
2. Testes passivos: prono-supinação
3. Padrão capsular: dor no final de ambos os movimentos.
Testar a articulação rádio – cárpica
Testes passivos (testam estruturas inertes)
• Flexão passiva: testa os ligamentos do dorso do punho e a cápsula;
• Extensão passiva: testa os ligamentos e a cápsula;
• Desvio cubital: testa os ligamentos laterais;
• Desvio radial: testa os ligamentos laterais;
Padrão Capsular: limitação simétrica de flexão e extensão com eventual rigidez na posição
média.
83
Testes resistidos (testam estruturas contráteis)
• Flexão resistida;
• Extensão resistida;
• Desvios cubital e radial resistidos
Articulação trapézio metacarpiana
Teste passivo:
Testa a cápsula da articulação trapézio metacarpiana
Padrão capsular: limitação da abdução e extensão.
Testes resistidos:
• Flexão resistida: longo flexor do polegar
• Extensão resistida: longo e curto extensor do polegar
• Abdução resistida: longo e curto abdutor
• Adução resistida: adutor do polegar
Dedos
Testes resistidos dos dedos:
• Abdução resistida dos dedos: interósseos dorsais;
• Adução resistida dos dedos: interósseos palmares;
Padrão capsular:
• Articulação metacarpo falângica: desvio radial limitado;
• Articulação interfalângica: flexão mais limitada do que a extensão
84
Lesões Capsulares
• Artrite traumática;
• Artrite reumatóide;
• Osteoartrite degenerativa
• Sintomas de artrite: dor, calor, rubor e espessamento sinovial
• Tratamento:
⎯ Fase sub-aguda: infiltração, agentes físicos
⎯ Fase aguda: imobilização, medicação...
⎯ Fase crónica: eletroterapia, mobilização de grau A
Lesões Não Capsulares
Subluxação dos ossos do carpo;
o História;
o Queda sobre a mão ou com extensão do punho forçada;
o Mais frequente, lesão do grande osso;
o Dor e limitação da extensão passiva;
o Dor na flexão mas sem limitação;
o Pode apresentar saliência no dorso da mão;
o Tratamento: redução através da manipulação com tração intensa.
Entorses ligamentares
o História: Ligamentos interósseos.
o Problemas residuais após subluxação.
o Tratamento: MTP
Ligamentos Laterais do punho
o Sinais: dor no fim do movimento passivo oposto.
o Tratamento: MTP
o
85
Lesões Contráteis
• Sinais: dor nos movimentos resistidos e por estiramento.
• Geralmente a lesão é na inserção do tendão com o osso.
• Devido a sobre uso.
Longo extensor radial do carpo
o Sinais: dor na extensão e desvio radial resistidos e flexão passiva.
o Tratamento: MTP (na base do 2º ou 3º meta. Punho em flexão e desvio cubital)
Extensor cubital Sinais:
o Dor na extensão e desvio cubital resistidos e flexão passiva.
o Tratamento: MTP (na base do 5º dedo- coloca-se a mão em flexão e desvio radial).
Flexor cubital
o Sinais: flexão e desvio radial dolorosos.
o Tratamento: MTP, acima ou abaixo do pisiforme.
o Coloca-se a mão em desvio radial e extensão.
o Interósseos: Lesão dos pianistas
o Tratamento: MTP, o paciente tem os dedos abertos
86
• Relacionados ao ritmo circadiano são dessincronizações entre os Ritmos de Sono-
Vigília internos e externos.
• Em geral, os pacientes apresentam insónia, sonolência diurna excessiva, ou ambas,
que normalmente desaparecem quando o relógio biológico se realinha.
• O diagnóstico é clínico e o tratamento depende da causa.
• A cada episódio de sono, uma pessoa apresenta períodos que se alternam um com o
outro e são classificados com base no eletroencefalograma (EEG), movimentos
oculares ou eletro-oculografia, o tónus muscular é avaliado pela eletromiografia do
músculo mentual e padrão cardiorrespiratório
Ciclo circadiano ou sono-vigília
Acontece por um mecanismo neuro químico que envolve ativação e inibição do tronco
encefálico e córtex cerebral.
Característica fundamentaldos transtornos do ritmo circadiano do sono
• Resulta de uma alteração na função do ciclo circadiano ou de um desarranjo entre o
sistema circadiano de sono – vigília endógena ou demandas exógenas relativas ao
tempo e duração do sono.
Existem:
1. Transtornos primários
2. Transtornos persistentes
3. Transtornos secundários ou transitórios
87
Sono de ondas lentas NREM
• Sono sem movimentos oculares rápidos que apresenta ondas eletromagnéticas
cerebrais com grande amplitude
• É a fase do sono mais duradoura (75 a 80% de todo o sono), possui a particularidade
de ser profundo e restaurador.
A fase de sono NREM acompanha-se de uma:
• Diminuição do tônus vascular periférico
• Funções vegetativas do corpo: como pressão arterial, frequência cardíaca,
frequência respiratória e temperatura corporal.
Sono REM ou paradoxal
• Sono com movimentos rápidos dos olhos também conhecido como Sono Paradoxal ou
Sono Dessincronizado caracterizado pelos movimentos rápidos dos olhos, mesmo a
pessoa estando nesse estado fisiológico de inconsciência.
• Ocupa aproximadamente 20 a 25% do tempo de sono de adultos jovens, variando de
5 a 30 minutos, recorrendo a cada 90 a 110 minutos e o primeiro episódio ocorre na
segunda hora do sono (4 a 6 ciclos são observados no sono do adulto).
• Caracteriza-se por sonhos vividos e movimentos corporais, existe maior dificuldade
em despertar o indivíduo por estímulos sensoriais.
88
Outras características deste:
• Tónus muscular está mais reduzido o que caracteriza inibição das áreas de controle da
medula espinhal.
• Há um padrão de irregularidade da frequência cardíaca e respiratória.
• Oscilações da pressão arterial.
• Movimentos musculares irregulares podem ocorrer apesar da inibição medular.
• Mobilidade irregular da língua.
• Movimento rápido dos olhos e uma marcante ativação eletromagnética e metabólica
do encéfalo objetivamente identificada pelo eletroencefalograma, que mostra traçado
de ondas cerebrais semelhante ao que ocorre no estado de vigília, por isso sono
paradoxal.
• O sono REM correlaciona-se à ativação dos neurônios colinérgicos no tegumento
pontino dorsal e é inibido pela ativação da rafe dorsal e do Locus Ceruleus.
Durante o sono ocorrem alterações na liberação de hormonas anabólicas associadas à
síntese proteica, como a hormona de crescimento (GH) e a testosterona, e na redução de
hormonas glicocorticoides associados à degradação proteica, como o cortisol. Assim, as
alterações típicas nos padrões de secreção hormonal induzidos pelo débito do sono
podem diminuir a síntese de proteínas e aumentar a degradação proteica, prejudicando a
integridade do músculo esquelético.
GH e testosterona
Estimulam o crescimento e a recuperação muscular, por meio da estimulação de vias
anabólicas e inibição de vias catabólicas.
89
Cortisol
Exerce influência nas vias de degradação proteica Estudos com ratos mostraram que a
privação de sono REM, de 96 horas, reduz a produção das hormonas GH e testosterona, e
aumento da produção de cortisol.
Qualidade de sono em atletas
• Segundo Juliff, Halson, Peiffer (2015), atletas tendem a ter um sono de pior qualidade
próximo a competições importantes.
• A restrição de sono, observada através de medidas subjetivas, parece estar associada
ao aumento do risco de lesões em uma população de atletas adolescentes. O sono
adequado parecer ser especialmente importante para atletas com risco de sofrer
alguma lesão musculoesquelética.
• Milewski e colaboradores (2014) observaram que os atletas adolescentes que
dormem menos de 8 horas por noite apresentam 1,7 vezes mais probabilidade de
sofrerem uma lesão desportiva.
• Os atletas, quando submetidos a noites com restrição de sono, apresentam alterações
nos padrões biomecânicos e na coordenação neuromuscular, e aumento do tempo de
reação, o que pode impactar no aumento do risco de lesões musculoesqueléticas.
Transtornos de causa externa
Se a causa é externa, outros ritmos circadianos do corpo, incluindo temperatura e
secreção de hormonas, podem se tornar dessincronizados com o ciclo luz-escuridão
(dessincronização externa) e um com o outro (dessincronização interna); além da insônia
e sonolência excessiva, essas alterações podem causar náuseas, mal-estar, irritabilidade
e depressão.
Podem aumentar riscos de doenças cardiovasculares e metabólicas
90
Alterações circadianas repetitivas
(p. ex., viagens longas frequentes ou trabalho em turnos alternados)
• São particularmente de difícil adaptação, em especial quando a mudança ocorre
contra o relógio.
• Mudanças no sentido anti-horário são as que adiantam o despertar e o sono.
• Os sintomas desaparecem após alguns dias ou em alguns pacientes (p. ex., idosos),
após algumas semanas ou meses, quando o ritmo se reajusta.
• Como a luz é um sincronizador forte do ritmo circadiano, a exposição à luz brilhante
após o momento desejado para o despertar acelera o reajuste e o uso de óculos de sol
para diminuir a exposição à luz antes da hora desejada de dormir. Melatonina antes de
dormir pode ajudar.
Vigília
A vigília (estágio W) é identificada por um:
• EEG de baixa voltagem rápido
• tônus musculares elevados
• movimentos oculares rápidos.
https://www.msdmanuals.com/pt-pt/profissional/distúrbios-neurológicos/transtornos-de-sono-e-vigília/abordagem-ao-paciente-com-transtorno-do-sono-ou-da-vigília
91
Transtornos do ritmo circadiano
Transtorno do sono relacionado com o ritmo circadiano, do tipo jet lag
(transtorno do jet lag)
• É causado por viagens rápidas por > 2 fusos horários.
• A viagem em direção ao Leste causa sintomas mais graves que a viagem para Oeste
(retardando o sono).
• Se possível, antes de viajar, as pessoas devem alterar gradualmente seu horário de
sono-vigília de acordo com aquele aproximado do local de destino e, depois de chegar
no novo local, maximizar a exposição à luz do dia (em particular pela manhã), bem
exposição à escuridão antes da hora de dormir. Os hipnóticos de curta duração e/ou
os fármacos promotores do estado de alerta (p. ex., modafinila) podem ser utilizados
por curtos períodos após a chegada.
Transtorno do sono de ritmo circadiano, do tipo turno de trabalho
(transtorno de turno de trabalho)
• A gravidade dos sintomas é proporcional á frequência das mudanças de turno.
• Magnitude de cada mudança
• Número de noites consecutivas trabalhadas
• Duração dos turnos
• Frequência das mudanças no sentido anti-horário (avanço do sono avançar)
92
1. Os trabalhadores com turno fixo têm dificuldades, pois o barulho e a luz durante o dia
interferem na qualidade de sono e os trabalhadores muitas vezes abreviam os seus
períodos de sono para participar de eventos sociais ou familiares.
2. Usar óculos escuros durante o trajeto até a casa como uma antecipação do sono
também é útil.
3. Venda para os olhos e aparelhos com ruído branco podem ajudar.
4. Melatonina antes de dormir também pode ajudar.
5. Quando os sintomas persistem e interferem no trabalho, o uso criterioso de hipnóticos
de meia-vida curta e fármacos promotores de alerta é apropriado.
Transtorno do sono de ritmo circadiano, tipos de fases alteradas do sono.
Nessas síndromes, os pacientes têm qualidade e duração de sono normais com o ritmo
circadiano de 24 h, mas o ciclo não está sincronizado com os tempos de vigília desejados
ou necessários.
Com menos frequência, o ciclo não possui 24 h e os pacientes acordam e dormem mais
cedo ou mais tarde a cada dia. Se forem capazes de acompanhar seu ciclo natural, os
pacientes não apresentam sintomas.
Sintomas do atraso das fases de sono
o Os pacientes dormem e acordam tarde regularmente.
o Os pacientes geralmente apresentam se devidoao fraco desempenho escolar ou à
falta nas aulas do período matutino.
o Podem ser distinguidos de pessoas normais que ficam acordadas até tarde, pois não
conseguem dormir mais cedo, mesmo que queiram.
o Uma fase média atrasada leve (< 3 h) é tratada com despertar precoce progressivo e
terapia com luz matinal, talvez com melatonina 4 a 5 h antes da hora de dormir.
o Um método alternativo é atrasar progressivamente a hora de dormir e acordar em 1 a
3 h/dia até que se atinja o horário correto de dormir e acordar.
93
Síndrome do avanço das fases de sono
• Esta síndrome (dormir cedo e levantar-se cedo) é mais comum entre os idosos e
responde ao tratamento com luz brilhante ao anoitecer e com óculos que impedem a
luz pela manhã.
Síndrome do sono vigília de não 24h
• Essa síndrome é caracterizada por um ritmo livre de sono-vigília.
• O ciclo de sono-vigília comumente permanece constante em comprimento, mas é > 24
h, resultando em retardo do sono e do despertar em 1 a 2 h a cada dia.
• Esta doença é mais comum entre indivíduos cegos.
Ritmo circadiano
• É a maneira pela qual nosso organismo se adapta à duração do período claro (dia) e do
período escuro (noite), de forma a sincronizar as funções fisiológicas com a duração
de um dia (aproximadamente 24 horas).
• A oscilação da nossa temperatura corporal também obedece a um ritmo em que ela
diminui de madrugada, e, perto da hora de acordar, volta a subir, e isso se repete todos
os dias. Por isso, diz-se que a temperatura corporal apresenta um ritmo circadiano.
"Essa adaptação dá-se pela expressão de diferentes genes, os chamados genes do
relógio.
• Nós temos um oscilador central localizado no nosso cérebro e que vai regular a
expressão desses genes nos seus neurônios de acordo com a presença ou ausência
da luz. Esse é o relógio biológico principal, chamado Núcleo Supraquiasmático (NSQ)".
Então, quando falam em relógio biológico, você pode estar ciente de que ele realmente
existe e fica dentro da nossa cabeça.
94
• A oscilação do núcleo supraquiasmático comanda oscilações em relógios
secundários existentes em outros tecidos que também vão modificar a expressão de
seus genes por ordem desse relógio central. Juntos, eles formam um sistema
temporizador.
• A própria expressão gênica no núcleo também obedece a um ritmo circadiano, com
genes que são expressos durante o dia e genes que são expressos durante a noite.
Melatonina
• É a hormona responsável por sinalizar o início da noite e sua duração e, assim,
iniciando uma cascata de eventos fisiológicos justamente para preparar o organismo
para o repouso
• A principal enzima envolvida na síntese da melatonina, a N-acetiltransferase (NAT), é
estimulada pela escuridão e a presença de luz faz com que ela seja destruída.
• Então, a própria luz, ou a sua ausência, é o sinal para começar e terminar o processo.
• Além disso, existe uma relação direta entre o aumento da disponibilidade de
noradrenalina e o pico noturno de melatonina.
• Portanto, a secreção de melatonina também apresenta um ritmo diário. Sendo assim,
o ritmo está presente em todos os seres humanos, inclusive nas pessoas cegas. Na
verdade, todos os organismos apresentam um ritmo biológico.
95
Células NSQ
• Pesquisas mostram que se as células NSQ são cultivadas in vitro, elas são capazes de
manter o seu próprio ritmo na ausência de sinais externos. Isso significa que o ritmo é
gerado endogenamente em cada pessoa. Se cada pessoa gera seu próprio ritmo,
existem diferenças de uma pessoa para outra e isso pode acarretar consequências que
vão desde a adaptação mais rápida ou mais demorada ao início do horário de verão até
a maior presença de sintomas depressivos em pessoas com determinado perfil
cronobiológico.
Influencia da luz
• As principais fontes de luz artificial as quais estamos expostos são as lâmpadas
fluorescentes, monitor de computador, televisão e aparelhos celulares que emitem na
faixa do comprimento de onda do azul, a mais comum atualmente.
• Essa exposição à luz artificial por um longo período, principalmente a partir do horário
em que já escureceu, é prejudicial tanto para a regulação do ritmo biológico quanto
para o humor, já que essa mesma via também se comunica com o sistema límbico,
uma região cerebral importante para a regulação do humor.
• As células da retina que enviam informação através dessa via são extremamente
sensíveis ao comprimento de onda do azul, enquanto são muito menos sensíveis para
o comprimento na faixa do vermelho.
96
Avaliação da fisioterapia em sono
Questionário
o A avaliação inicia-se com o questionário sobre a queixa principal, que direcionará a
continuidade para anamnese, exame físico e posterior desenvolvimento dos objetivos
e condutas do PT em sono.
o Perguntas como: “Por que procura a minha ajuda neste momento?”, “O que mais te
incomoda em relação ao seu sono?” podem ajudar a delinear a queixa principal.
o Avaliar a queixa relacionada com a funcionalidade será uma informação valiosa a ser
trabalhada durante o tratamento. Ao questionar sobre a queixa principal, o PT em sono
pode se deparar com situações em que o paciente relata não ter queixas em relação
ao próprio sono, responsabilizando o parceiro de cama.
o Nesses casos, é importante avaliar se o paciente reconhece, ou se ele nega, a
existência do seu possível distúrbio do sono, pois isso ajudará a identificar o quão
pronto ele está para iniciar o tratamento fisioterapêutico.
História da doença atual
• É sugerido que o PT em sono organize o processo que levou à queixa principal de
maneira cronológica e busque os fatores que agravam e aliviam a condição
• A idade do paciente é uma informação essencial na avaliação do PT em sono, pois
quantidade e distribuição dos estágios do sono são normalmente diferentes conforme
mudam as faixas etárias.
• A prevalência de alguns distúrbios de sono muda de acordo com a idade e o sexo,
assim como seus fatores etiológicos 21, 38, e a funcionalidade é diretamente
influenciada por essas características individuais.
97
Rotina do sono
o Horários regulares para dormir e acordar
o Latência para o início do sono
o Duração do sono
o Manutenção da rotina aos finais de semana
o Cochilos diurnos
Higiene do sono
o Assiste à televisão na cama?
o Fica deitado na cama quando está sem sono?
o Lê na cama?
o Usa o telemóvel na cama?
Fragmentação do sono
o Quantas vezes desperta durante o sono?
o Quais motivos?
o Quanto tempo demora para retornar ao sono?
o Fica deitado na cama quando perde o sono?
o Quantas vezes vai ao wc para urinar durante a noite de sono?
Ainda durante o sono
o Presença de engasgos ou sensação de sufocamento?
o Tosse?
o Refluxo?
o Sudorese?
98
Sobre o ambiente
o Se o quarto é aconchegante, confortável?
o Tem barulho?
o A temperatura do ambiente é confortável?
Sobre condições socioeconómicas
o Problemas sociais e financeiros
o Acesso a serviços de saúde?
Sintomas matinais
o Sono reparador?
o Sonolência excessiva?
o Boca seca ao despertar?
Funções diurnas
o Sonolência e/ou acidentes causados por sonolência?
o Cansaço?
o Déficit de concentração?
o Déficit de memória?
Outros
o Disfunção sexual?
o Alterações ponderais?
o Medicamentos e outras substâncias em uso?
99
▪ Profissão e contexto familiar
• O envolvimento (ou não) em atividades profissionais impacta os hábitos e as rotinas
do paciente e, por sua vez, influencia a rotina de sono.
▪ Alimentação e atividade física
• A alimentação e a atividade física apresentam papéis importantes como
sincronizadores do ritmo circadiano. São necessárias informações sobre consumo de
álcool e cafeína, as suas quantidadese horários, já que essas substâncias produzem
efeito direto sobre o padrão e a qualidade do sono.
▪ Medicamentos em uso
• O PT em sono não intervenha na prescrição de medicamentos, o conhecimento sobre
os medicamentos utilizados pelo paciente é fundamental, incluindo fitoterápicos e
suplementos alimentares.
Exame físico: Sinais vitais
É sugerido ao PT em sono iniciar o exame físico com a aferição da pressão arterial, ausculta
pulmonar, avaliação da SpO2 e frequência cardíaca durante o repouso em vigília.
▪ Avaliação antropométrica
• A avaliação de peso, altura e índice de massa corporal (IMC) fornece informações
essenciais para o PT em sono. Alguns distúrbios do sono têm relação direta com o
excesso de peso e, além disso, mudanças nesses aspetos com o passar do tempo
podem demandar alterações na conduta.
• Sugere-se que o PT em sono avalie a circunferência do pescoço, principalmente em
casos de suspeita de AOS. A circunferência do pescoço varia entre os sexos.
• Outras medidas são consideradas, como circunferência de abdômen e relação
cintura-quadril, refletindo a distribuição da gordura corporal e o risco cardiovascular.
100
▪ Inspeção e palpação de estruturas craniocervicofaciais
• A avaliação da estrutura craniofacial é significativa, principalmente quando há
suspeita de DRS44.
• As características da face longa ou curta, o tamanho, as proporções e o
posicionamento da maxila e mandíbula, assim como o formato do palato e o volume
das estruturas intraorais, principalmente língua, úvula e palato mole, ajudam a
identificar fatores de risco para AOS. A classificação de Mallampati modificada ou
classificação da posição da língua de Friedman são utilizadas para avaliação da região
da orofaringe
• A avaliação da coluna e de suas curvaturas pode ser necessária (algumas escolioses
podem comprometer a ventilação ou contribuir para dores crónicas, que podem
interferir no posicionamento durante o sono).
• A avaliação de edema em membros inferiores é de suma importância para os DRS,
assim como a avaliação de edema em populações específicas, de modo a controlar
e/ou tratar o deslocamento rostral de fluidos durante a posição recumbente.
Fisioterapeuta na equipa do sono
• Os fisio são incentivadores da promoção de saúde e de comportamentos saudáveis.
• O escopo da prática fisioterapêutica inclui a triagem e o tratamento de questões de
sono que têm impacto direto na funcionalidade do paciente, e pode-se considerar que
os fisio estão numa posição ideal para promover saúde e bem-estar dos seus
pacientes.
• Os fisio possuem expertise em intervenções não farmacológicas e não invasivas,
bagagem educacional de fisiopatologia, além de conhecimento e habilidades
relacionadas ao bem-estar e ao exercício terapêutico
101
Objetivos do fisioterapeuta
o Promover bons hábitos relacionados ao sono
o Resolver os sintomas e queixa principal relacionada ao sono
o Assegurar boa eficácia e adesão à terapia PAP e/ou exercícios terapêuticos e/ou
treinamento muscular respiratório
o Eliminar os possíveis efeitos adversos relacionados à terapia PAP
o Motivar o paciente em relação à melhora de seu sono
o Melhorar a qualidade de sono
o Melhorar a qualidade de vida
o Melhorar os aspetos de funcionalidade
Patologias do sono
Apneia central do sono e respiração de cheyne-stokes
o A RCS é, provavelmente, a forma mais comum de ACS, ocorrendo em uma grande
proporção de pacientes com ICC156,157, e é caracterizada por períodos de
hiperventilação em padrão crescendo- -decrescendo, alternando com períodos de
apneia ou hipopneia central, com duração do ciclo respiratório geralmente superior a
40 segundos.
Síndrome de resistência das vias aéreas superiores
o É um DRS caracterizado pelo aumento da resistência de VAS associada ao aumento do
esforço respiratório. A SRVAS leva à fragmentação de sono e a repercussões negativas
diurnas, como sonolência excessiva, cansaço e fadiga.
o O fenómeno característico dessa condição é o RERA, que pode ser mensurado no
exame de PSG acoplado a um sensor de manometria esofágica, ou com uma cânula
de transdução de pressão nasal.
o Hipoventilação associada a doença neuromuscular, as doenças neuromusculares
(DNMs) podem causar fraqueza muscular respiratória, acarretando hipoventilação.
102
o A fraqueza muscular do diafragma e musculatura acessória gera volumes correntes
reduzidos, proporcionando a hipercapnia. Além disso, associada à fraqueza da
musculatura expiratória, há a redução da capacidade de tosse e manejo da secreção
pulmonar, proporcionando a hipoventilação.
o Durante o sono, a hipoventilação é intensificada devido ao decúbito dorsal e fase do
sono REM, que prejudica a movimentação do diafragma e apresenta atonia muscular,
respetivamente.
Bruxismo do sono
o O bruxismo do sono (BS) é uma parafunção caracterizada pela atividade muscular que
ocorre em paralelo à atividade mastigatória. É considerado uma disfunção central
(fisiopatológica e psicológica), periférica (morfológica) e de propriocepção.
o O stress mecânico excessivo é um fator de risco crítico para fratura dentária, doença
periodontal e distúrbios articulares mastigatórios; pode levar a dores crónicas e
prejuízo da função mandibular por superar a capacidade de adaptação das estruturas
musculoesqueléticas. Pode afetar a articulação temporomandibular, coluna
músculos da face e pescoço.
o As abordagens de colaboração entre vários profissionais podem ser: i) centrais, como
o uso de medicamentos e terapias cognitivo-comportamentais, incluindo orientações
de higiene do sono, técnicas de reversão de hábitos e biofeedback; e ii) abordagens
periféricas, como placas oclusais, placas de contenção, aparelhos de avanço
mandibular e toxina botulínica.
103
â
Visão Geral da Neurodinâmica
• A teoria da neurodinâmica divide o corpo em três partes mecânicas: estruturas
neurais, tecidos inervados e uma interface mecânica;
• A interface mecânica é definida como a estrutura ou estruturas que envolvem o
sistema nervoso;
• As técnicas neuromeníngeas envolvem a avaliação e tratamento de alterações
dolorosas, disestesias e distúrbios motores do sistema nervoso periférico e das
meninges;
• Estas técnicas são feitas através da estimulação mecânica do tecido neural
(mobilização passiva, deslizamento e alongamento dos nervos) e das estruturas que o
envolvem;
• Têm a finalidade de induzir movimentos de estruturas neuromusculoesqueléticas que
produzem respostas mecânicas e fisiológicas no tecido neural;
• Produzem libertação de aprisionamento e disfunção, aliviando assim a dor
neuropática ou neuro genética, que também produz fraqueza muscular, diminuição
dos reflexos, alterações na sensibilidade e falta de irrigação nos capilares;
• Estas técnicas podem mostrar restrições de mobilidade e sua localização;
• Permitem que o equilíbrio dinâmico seja restaurado através da aplicação de pressão,
deslocamento, alongamentos e tensões que provocam uma resposta na
microcirculação neural, transporte axonal e transmissão de impulsos nervosos;
• Alivia os sintomas não só da compressão nervosa, mas também de qualquer alteração
do tecido nervoso;
• Reduz a adesão, remove substâncias tóxicas, aumenta a vascularização neural,
melhora o fluxo axoplasmático e aumenta a tolerância do tecido nervoso às forças
mecânicas relacionadas às atividades da vida diária.
104
Sistema Nervoso
Sistema nervoso dividido em:
• Sistema Nervoso Central (SNC)
• Sistema Nervoso Periférico (SNP)
Vias do SNP:
• Aferente
• Eferente
• Autónomo
• Os diferentes componentes do sistema nervoso são chamados de estruturas neurais
e tecidos inervados (definidos como tecidos que têm um suprimento nervoso);
• O sistema nervoso é viscoelástico, de modo que as forças de tração podemser
transmitidas à distância;
• O sistema nervoso tem a capacidade de suportar forças mecânicas como tensão,
deslizamento e compressão, que são funções mecânicas do tecido neural;
• Os nervos são fibras que atuam como cabos que percorrem todo o corpo correndo
através de túneis, entre músculos, fáscia, órgãos e articulações;
• Um nervo alongado em 20% de seu comprimento não tem mais reservas elásticas, se
o alongamento ocorresse além desse ponto, poderiam ocorrer danos permanentes;
• Os nervos movem-se até o ponto de tensão máxima para se equilibrar ao longo do trato
neural.
• Os nervos podem mudar de forma como um método de suportar maior pressão e
possivelmente permitir que ele deslize para uma posição compressiva mais baixa;
• O perineuro e os funículos são importantes na proteção dos nervos contra a
compressão e o stress;
105
• Cada nervo recebe estímulos tanto do ambiente externo quanto interno do corpo
humano, enviam as informações para o cérebro onde são integrados, processados e
depois enviados para o corpo;
• O sistema músculo-esquelético serve como resposta subsequente a estes estímulos;
• O sistema nervoso periférico é aquele que assume as forças de tensão a que o
sujeitamos dia a dia;
• A tensão faz com que o nervo se alongue por um determinado período de tempo;
• O principal protetor do nervo é o perineuro, que é uma fina camada de tecido
conjuntivo que envolve um feixe de fibras nervosas localizadas dentro do nervo;
• O deslizamento é quando o nervo se move sem variar de tensão, em relação às suas
estruturas adjacentes. Pode ser um deslizamento longitudinal ou transversal;
• A compressão são forças que podem deformar o interior de um nervo, embora o
epineuro o proteja dessas deformidades quando as forças são exageradas.
• Estes mecanismos podem alterar ou danificar um nervo se forem realizados no
momento e intensidade errados, depende também da nutrição do nervo, uma vez que,
se for inadequado, estas forças podem causar, por exemplo, isquemia.
106
Sintomas característicos de envolvimento neural
Dor neural
• Dor localizada e muito intensa;
• Dor pode aparecer espontaneamente;
• Existem posturas que aliviam a dor;
• Formigueiro(parestesias), dormência ou fraqueza muscular.
Ação da mobilização neuromeníngea
• As técnicas de mobilização neural produzem uma resposta adaptativa maior no tecido
conjuntivo do que as técnicas de alongamento;
• As técnicas de tensão do nervo mediano têm efeitos hipoalgésicos imediatamente
após a aplicação, e sugerem que os mecanismos dessa hipoalgesia podem ser devidos
à inibição da dor no corno dorsal da medula.
• A mobilização do tecido neural parece melhorar a condução nervosa e o fluxo
sanguíneo nervoso;
• A regeneração e a cicatrização de um nervo lesionado também podem ocorrer;
• Se a mecânica neural inadequada (patomecânica) ou a fisiologia neuronal inadequada
(fisiopatologia) estiverem presentes, então a dinâmica incorreta pode ocorrer (por
exemplo no caso nos pacientes diabéticos);
Pode levar à compressão do nervo:
• Posturas
• Traumatismo
• Edema
• Inflamação
• Tensão muscular
• Compensações
107
Alongamento e Mobilização do Nervo Cubital
O Nervo Cubital passa pela parte de trás do cotovelo e desce, passando pela frente do
antebraço até chegar à mão, inervando o dedo mínimo, anelar e o meio do dedo médio.
Procedimento:
1. Extensão do punho e do dedo
2. Pronação do antebraço
3. Flexão do cotovelo
4. Rebaixamento da cintura escapular
5. Rotação externa do ombro
6. Mobilização do ombro
O teste é positivo, se há reprodução dos sintomas:
• Aumenta aquando a lateroflexão cervical contraleral;
• Diminui aquando a lateroflexão cervical homolateral.
108
Aqueles que sofrem de lesões e dores no braço, como epicondilite ou cotovelo de tênis,
esses exercícios reduzem e melhoram os sintomas relacionados às compressões
nervosas produzidas pelas tensões musculares que fazem com que esses nervos não
transmitam suas informações adequadamente e, como consequência, problemas
musculares e tendinosos são gerados.
Alongamento e Mobilização do Nervo Radial
O Nervo Radial no fascículo posterior do plexo braquial e recebe contribuições das raízes
dos nervos espinhais C5, C6, C7, C8 e T1.
Procedimento:
1. Rebaixamento da cintura escapular
2. Extensão do cotovelo
3. Rotação interna do braço
4. Flexão do pulso, dedos e polegar
O teste é positivo, se há reprodução dos sintomas:
• Aumenta aquando a lateroflexão cervical contraleral;
• Diminui aquando a lateroflexão cervical homolateral.
109
Alongamento e mobilização do Nervo Mediano 1 e 2
O Nervo Mediano atravessa o braço a partir da coluna cervical e passa pela parte medial
do corpo do braço, o nervo se aproxima do cotovelo e depois passa pela parte anterior do
antebraço descendo na frente do nervo radial.
⎯ A lesão mais comum é o túnel do carpo, onde o espaço dentro do túnel do carpo
diminui produzindo dor e perdendo força.
Procedimento:
O paciente está em decúbito.
O terapeuta executa a seguinte ordem de movimentos:
1. Descida escapular
2. Mobilização do ombro
3. Supinação do antebraço, extensão do pulso e dedos
4. Elevação da parte externa do ombro
5. Extensão do cotovelo
6. Lateroflexão cervical contralateral/homolateral
110
O teste é positivo se há reprodução dos sintomas:
• Diferença na amplitude superior a 10º ao nível do cotovelo em relação ao lado
saudável;
• Aumenta aquando a lateroflexão cervical contraleral;
• Diminui aquando a lateroflexão cervical homolateral.
Procedimento:
1. Rebaixamento da cintura escapular
2. Extensão do cotovelo
3. Rotação externa do braço
4. Extensão do punho, dedo e polegar
O teste é positivo, se há reprodução dos sintomas:
• Aumenta aquando a lateroflexão cervical contraleral;
• Diminui aquando a lateroflexão cervical homolateral.
Avaliação Neurodinâmica
• Determinar quando restrições neurodinâmicas podem estar presentes.
• Avaliar a neurodinâmica através de testes neurodinâmicos e testes de tensão nervosa
periférica.
• Selecionar mobilizações neurais com base nos resultados dos testes neurodinâmicos
e dos testes de tensão dos nervos periféricos.
111
Respostas nervosas à lesão
As fibras nervosas e o tecido conjuntivo circundantes são suscetíveis a lesões.
Como as respostas nervosas à lesão pode ocorrer:
Neuropraxia
A condução do axônio é bloqueada devido a um processo fisiológico sem alteração
histológica.
Axonotmese
Interrupção anatômica do axônio, sem interrupção, ou com uma interrupção parcial
somente da estrutura do tecido conetivo.
Neurotmese
Completa destruição anatômica tanto do axônio como de todo o tecido conetivo ao redor
(rutura do nervo).
Testes Neurodinâmicos
• Teste de Tração do Nervo Mediano
• Teste de Tração do Nervo Radial
• Teste de Tração do Nervo Cubital
112
Testes Neurais Adicionais
• Exame da função motora
• Exame sensorial
• Exame tegumentar e vascular
• Reflexos tendinosos profundos (DTR)
• Reflexo abdominal
• Reflexo de Babinski
• Teste de Tinel
• Exame funcional
▪ Técnicas para testar os nervos
Deslizamento neural ("Flossing"):
o Movimento da extremidade proximal em direção à extremidade distal com
alongamento simultâneo da extremidade distal.
o Movimento da extremidade distal em direção à extremidade proximal com
alongamento simultâneo da extremidade proximal.
Fixação da porção proximal do nervo;
Porção distal do nervo em estiramento controlado:
o Os sintomas geralmente ocorrem no aspeto distal do nervo.
113
A: Técnica de deslizamento
B: Técnicade tensionamento
▪
C-F: Técnicas de deslizamento
114
▪ Cuidados a ter relativamente à mobilização neural
• Combinar a mobilização neural com outras intervenções;
• Minimizar os efeitos da inflamação e evitar qualquer inflamação aditiva através de
tensões indevidas;
• Estar ciente de que as respostas fisiológicas à mobilização nervosa são tipicamente
muito maiores do que com tecidos contráteis e outros tecidos não contráteis;
• Assegurar que apenas está a ser realizada a mobilização exata prescrita e que todos
os movimentos articulares estranhos estão controlados;
• Instruir o doente sobre a frequência, repetição, duração e intensidade prescritas das
técnicas de autogestão prescritas.
• Limite a excursão ao início dos sintomas, segure por um curto período de tempo e, em
seguida, libere;
• É necessário um reexame diário pré e pós-intervenção para identificar o estágio de
cicatrização;
• A autogestão em casa é muitas vezes adiada até que técnicas semelhantes sejam
toleradas durante sessões formais de terapia e a capacidade do paciente para lidar
com tais estresses seja estabelecida;
• Os procedimentos de exame tornam-se a intervenção.
A mobilização neural demonstrou ser eficaz em:
o Reduzir a perceção da dor relacionada à dor de início tardio;
o Diminuir da dor no pescoço e nas costas;
o Melhorar a menor flexibilidade e amplitude de movimento;
o Melhorar a tolerância ao estiramento;
o Melhorar o desempenho de salto vertical.
115
• A ideia de exercer influência através dos recetores cutâneos sobre a propriocepção,
músculos, ligamentos e, com eles, sobre as funções corporais, é muito mais antiga do
que a ideia do K-Taping®.
• Com o objetivo de desencadear estímulos propriocetivos, conceitos terapêuticos,
tratamentos manuais ou a aplicação de fitas rígidas têm sido experimentados e
continuam a ser experimentados.
• A desvantagem do tape rígido é que ele só pode ser aplicado em pequenas superfícies
reduzidas.
• Os movimentos musculares e, com isso, os deslocamentos da pele trabalham contra
o tape rígido e resultam em desconforto, limitação de movimento e aplicação por
tempo limitado.
• As muitas características positivas da terapia K-Taping® não estavam no início do foco
do desenvolvimento. Por meio de uma fita elástica, tenta-se influenciar a
propriocepção e, assim, a função muscular, sem limitar a mobilidade do paciente.
• O nome da terapia K-Taping® vem da palavra grega kinesis = movimento.
• Uma grande vantagem da terapia K-Taping® é que com K-Tape® o terapeuta pode dar
ao paciente terapia de suporte que pode continuar em casa.
• A maioria dos métodos terapêuticos termina no final do período de tratamento.
• Durante o período de tratamento, por outro lado, o K-Taping® funciona desde que o
paciente continue com a sua aplicação.
• Para conseguir uma aplicação bem-sucedida da terapia KTaping®, é necessário o uso
de uma fita de muito boa qualidade.
• Deve ter propriedades muito específicas, e deve ser enlatado com uma qualidade
constante por vários dias e sob carga.
• Para a K-Tape® que utiliza, foram introduzidos controlos de qualidade na produção.
• Além disso, são colhidas amostras de cada lote e analisadas em laboratório
• Sobre os restantes monómeros e resíduos gerais na cola e sobre as propriedades
mecânicas.
116
• Especialmente os monómeros remanescentes, que permanecem da produção de cola
acrílica, devem ser removidos da fita da melhor forma possível através de tratamentos
subsequentes especiais, que são demorados, pois podem causar irritação e
intolerância cutânea.
• A elasticidade do K-Tape@ é comparável ao alongamento do músculo humano. Tecido
de algodão pode esticar.
• No sentido longitudinal aproximadamente 30 a 40%.
• Isso corresponde a um estiramento adequado de 130 a 140%.
• K-Tape® já é apresentado na folha de suporte com uma ligeira extensão de 10%.
• Estas propriedades de extensão desempenham um papel importante nas várias
técnicas de aplicação.
Funções básicas e efeitos da fita K-Tape
• Melhora da função muscular
• Eliminação de dificuldades circulatórias
• Alívio da dor
• Suporte da função articular
Em casos de sobrecarga do sistema muscular, podem ocorrer ruturas do tecido conjuntivo
muscular.
117
o O líquido resultante penetra no espaço intersticial e provoca um aumento da pressão,
o que irrita os sensores de pressão e dor.
o O resultado é dor, rigidez, inchaço e aumento da tensão muscular.
o As alterações na tensão muscular são o sintoma mais comum do sistema
musculoesquelético.
o Além disso, por exemplo, no período pós-operatório, pode ocorrer hipotonia em vez de
hipertonia nos músculos.
o Em ambos os casos, os músculos podem ser tratados com o método K-Taping vê a sua
função melhorada.
As inflamações são muitas vezes uma reação do corpo ao dano tecidual.
o O fluxo linfático está alterado ou estagnado.
o A aplicação de K-Taping pode levantar pele nesta área, aumentar o espaço e, assim,
conseguir uma redução na pressão e uma melhoria na circulação linfática.
Graças à aderência da fita na pele e ao deslocamento mecânico que isso provoca quando
os movimentos corporais são feitos, é possível estimular os mecanorreceptores da pele.
o De acordo com o princípio da “teoria da comporta" , "Gate Control“ de Melzack e Wall,
o alívio da dor ocorre pela via espinal.
o Os aferentes dos mecanorrecetores que atingem a medula espinhal ativam células
inibitórias no tronco encefálico e, como resultado, reduzem a intensidade da perceção
da dor em nível cortical.
As funções conjuntas podem ser ajudadas com diferentes aplicações de K-Taping.
o Graças à sua influência no estiramento muscular, os desequilíbrios são corrigidos e
um equilíbrio é alcançado nos grupos musculares.
o Através da estimulação da propriocepção, uma melhor sensação de movimento é
alcançada.
118
o Tanto as aplicações de correção funcional quanto as mecânicas oferecem não apenas
orientação passiva, mas também melhora a função articular, aliviando a dor e
encurtando do processo de cicatrização.
Colocar e Tirar a Fita do Tape
1. Já em produção, a fita K é aplicada na folha de apoio com uma leve extensão de 10%,
que deve ser retida quando a fita é aplicada na pele.
2. Apesar dessa extensão, estamos falando de um aplicativo stretch-free. Dependendo
do tipo de instalação, a fita adere sem alongamento ou com diferentes graus de
alongamento (tensão).
3. Antes que a fita seja fixada e a folha de apoio seja removida, as tiras de fita são
cortadas no comprimento desejado. Além das fitas em forma de 1, outras fitas em
forma de Y e X também são preparadas.
4. As extremidades das tiras de fita devem ser arredondadas.
5. Dessa forma, as extremidades que não são submetidas à tensão são impedidas de
se desprender e o indesejável encurvamento das extremidades da fita não ocorre.
6. Como resultado, o aplicativo K-Taping pode permanecer ligado por mais tempo.
7. A pele deve estar seca e livre de gordura. Uma pele com pouca pilosidade não é um
impedimento na hora de colocar e retirar a fita (estímulos sensoriais).
8. No entanto, os pelos abundantes devem ser removidos antes da aplicação da fita.
9. Para ativar as propriedades de adesão da fita sensível ao calor, o terapeuta deve
correr a aplicação finalizada várias vezes com a palma da mão.
10. A área do corpo, então, ainda será esticada.
11. Em áreas que se molham rapidamente (mãos, pés), uma âncora pode ser fixada
separadamente nas extremidades das tiras de fita. O K-Taping deve ser aplicado
cerca de 20 a 30 minutos antes do início da atividade esportiva.
12. As aplicações de K-Taping podem ser removidas com relativamente pouca dor
quando a fita está molhada, por exemplo,no chuveiro. Para fazer isso, a pele é
apertada e a fita é esticada na direção do crescimento do pelo.
119
As Quatro Técnicas de Aplicação
1. Aplicação muscular
o As aplicações musculares são realizadas quando o tônus muscular básico está
elevado ou reduzido (hipertonia, hipotonia), bem como quando há lesões musculares.
o Há uma normalização do estiramento de repouso, um alívio da dor e uma melhora na
resistência, o que permite uma cicatrização mais rápida.
o As aplicações musculares aderem sem extensão prévia.
2. Aplicação ligamentar
o As aplicações ligamentares são utilizadas no caso de lesões e sobrecargas de
ligamentos e tendões.
o Eles produzem uma descarga, alívio da dor e melhor desempenho, graças ao qual a
recuperação é mais rápida. As aplicações ligamentares são aderidas esticando ao
máximo a fita.
o Apenas as extremidades da fita devem ser aplicadas sem alongamento para que o
tempo de uso seja maior.
3. Aplicação corretiva
o Em termos de aplicações corretivas, é feita uma distinção entre correção funcional e
correção de fáscia.
o A correção funcional é aplicada em casos de alinhamentos ósseos incorretos, por
exemplo, correção da patela.
o Esta aplicação corrige a posição inadequada.
o As aplicações de correção funcional são realizadas com o máximo de pré-
alongamento da fita.
o As correções fasciais são aplicadas no caso de adesão da fáscia muscular, reduzindo
a tensão nas mesmas e reduzindo a dor.
o As aplicações para correção fascial são realizadas com técnica de tração variável com
pré-estiramento máximo da fita.
120
4. Aplicação linfática
o As aplicações linfáticas são utilizadas no caso de alterações na drenagem linfática.
o A aplicação linfática produz uma elevação da pele.
o Isso aumenta o espaço entre a pele e o tecido subcutâneo, permitindo que a linfa flua
mais facilmente dos espaços intersticiais para o sistema linfático.
o Além disso, a pele é esticada pela elevação combinada com o movimento do
segmento corporal.
o Isso resulta em um relaxamento do tecido conjuntivo e, consequentemente, os
filamentos localizados entre as células endoteliais dos vasos linfáticos iniciais e as
fibras elásticas do tecido conjuntivo têm melhor mobilidade.
o Graças a isso, as válvulas dos vasos linfáticos iniciais se abrem mais facilmente e a
linfa drena mais rapidamente.
o Outro efeito da fita deriva de sua função condutora.
o O líquido tem a propriedade de se mover ao longo de certas vias condutoras.
o A fita do K-Taping promove um fluxo mais rápido da linfa ao longo das vias condutoras
às quais está ligada na direção desejada.
o Esses três fundamentos de ação constituem a base da drenagem linfática contínua
durante todo o tempo em que a fita é usada.
Contraindicações
Até o momento, não há contraindicações conhecidas para K-Taping.
No entanto, uma aplicação de K-Taping deve ser dispensada nos seguintes casos:
o Feridas abertas.
o Cicatrização incompleta.
o Em caso de neurodermite ou surtos de psoríase.
o Região peitoral, uterina e sacral (região genital) nos primeiros três meses de gravidez.
o Alergia conhecida a tecidos acrílicos.
121
Teoria das Cores
A fita utilizada no K-Taping está disponível em quatro cores diferentes: castanho,
magenta, bege e preto.
• No caso do castanho e da magenta, geralmente falamos de azul e vermelho
• As fitas não diferem nem em sua estrutura nem em suas propriedades.
• Eles têm a mesma capacidade de expansão.
• As cores são escolhidas de acordo com as sensações desejadas e como suporte para
a terapia. Aqui é preciso lembrar que, em primeiro lugar, uma técnica correta de
aplicação é decisiva e que a cor é vista como um aspeto positivo.
• No início, apenas fita bege era usada no Japão. Esta cor ainda é muito utilizada no
Japão.
• Na Europa, por outro lado, a preferência por azul ficou evidente desde o início.
• A cor vermelha é considerada ativadora e estimulante, o azul, ao contrário, como
relaxante e o bege é neutro.
• A fita preta surgiu muito mais tarde e parece ter surgido porque a moda assim o exigia.
• É frequentemente usado no mundo dos desportos, especialmente nos Estados
Unidos.
• Se o terapeuta aderir a uma musculatura hipertónica ou talvez a uma estrutura
inflamada, a maioria dos pacientes responderá com uma sensação ainda mais
irritante e desagradável.
• Pelo contrário, a cor azul tem um efeito calmante.
• O terapeuta deve levar esses efeitos em consideração.
• Portanto, as aplicações de K-Taping são realizadas de tal forma que o tape vermelho é
usado para estimular estruturas fracas e em casos de falta de energia e onde eu quero
aumentar o estiramento muscular.
• A fita azul é usada para acalmar as estruturas com energia total e reduzir o estiramento
muscular.
• O bege tem um efeito neutro em todos os casos.
• Em alguns casos, a coqueteria do paciente decide, que ele quer que o aplicativo não
atrapalhe a atenção.
122
• Especialmente no caso de aplicações linfáticas, que aderem a uma grande superfície,
o bege é frequentemente usado.
• Da mesma forma, o efeito das cores não deve ser ignorado no efeito placebo, mas este
nunca é o argumento predominante para a aplicação da fita.
• As aplicações musculares aderem sem pré-alongamento da fita sobre o músculo
alongado, de forma tonificante ou tonificante.
• Do ponto de vista das cores, as aplicações de tonificação são feitas com burocracia
(vermelho = efeito ativador).
• As aplicações de tonificação são realizadas com fita adesiva azul (azul = efeito
relaxante).
• Aqui está um exemplo de um aplicativo de tonificação. Mensuração da fita com
alongamento muscular prévio.
123
çã
Amplitude de movimento
• Grau de movimento completo que uma articulação pode realizar, em toda sua
extensão.
• Quando um segmento se move (ocorre quando o músculo ou forças externas movem
ossos) na sua ADM, todas as estruturas da região são afetadas: músculos, cápsulas,
superfícies articulares, etc…
Para descrever a amplitude articular utilizamos termos como:
o Flexão
o Extensão
o Abdução
o Adução
o Rotação
O alcance do movimento articular é medido pelo goniómetro.
Fatores que afetam a quantidade de movimento:
o Estrutura das articulações
o Integridade e flexibilidade dos tecidos moles que passam pela articulação
124
Definições de exercícios na ADM
▪ Passivo
• Aquele que tem o mínimo de gasto possível.
• Movimento produzido inteiramente por uma força externa (gravidade, outra pessoa,
aparelho ou de outra parte do corpo do próprio individuo).
Ocorre pouca ou nenhuma contração muscular voluntária.
Indicações e metas
1. Quando um paciente não é capaz ou não está autorizado a movimentar ativamente um
segmento
2. Quando há reação inflamatória e a ADM ativa é dolorosa
3. Quando o fisioterapeuta quer avaliar estruturas inertes
4. Quando o fisioterapeuta está a ensinar algo ao paciente
5. Para fazer alongamento ao paciente, é passivo muitas vezes
Precauções e contraindicações
o Imediatamente após ruturas agudas, fraturas e cirurgias
o Sinais de movimento excessivo ou errado que aumentam a dor e a inflamação
o Realizar mobilização dentro da amplitude de movimento não é sinônimo de
alongamento
125
▪ Ativo
• Movimento que é produzido por uma contração ativa dos músculos que cruzam a
articulação.
Indicações:
1. Quando um paciente está apto a mover ativamente um segmento
2. Quando um segmento do corpo é imobilizado por um certo tempo. Utilizamos ADMA
nas regiões acima e abaixo desse segmento para manter as áreas o mais próxima
possível do normal.
Metas
o Contração muscular
o Manter contratilidade dos músculos
o Dar feedback sensorial proveniente dos músculos em contração
o Fornecer estímulos para integridade ósseae dos tecidos articulares
o Desenvolver coordenação e habilidade motoras para atividades funcionais
o Favorecer a circulação e prevenir a formação de trombos
Precauções e contraindicações
o Após cirurgias do coração – exercícios controlados.
126
▪ Ativo-assistido
• Um tipo de ADM ativa, na qual a assistência é feita por uma força externa, manual ou
mecânica, porque os músculos que realizam o movimento precisam de assistência
para completá-lo.
Indicações:
1. Quando o paciente está apto a mover ativamente o segmento, mas com
assistência.
Metas
o Fortalecer progressivamente um músculo, de modo cuidadoso.
Metas para o uso de ADM
o Manter a integridade da articulação ou tecido mole
o Minimizar efeitos da formação de contraturas (encurtamento ou retração de pele,
fáscia, músculo ou cápsula articular que restringe a mobilidade ou flexibilidade normal
das estruturas envolvidas)
o Manter a elasticidade do músculo
o Auxiliar a circulação e dinâmica vascular
o Ajudar a manter a consciência de movimento no paciente
o Auxiliar o processo de cicatrização após uma lesão ou cirurgia
o Diminuir ou inibir a dor
o Melhorar movimento sinovial para nutrir as cartilagens
127
▪ Excursão funcional
Distância que um músculo é capaz de se encurtar após ter sido alongado até seu
comprimento máximo.
Fatores que diminuem a ADM
Doenças
o Sistêmicas
o Articulares
o Neurológicas
o Musculares
o Agressões cirúrgicas ou traumáticas
o Inatividade ou imobilização
Mobilização articular
• Técnicas usadas para modular a dor e tratar as disfunções articulares que limitam a
amplitude de movimento como a rigidez, hipomobilidade e dor.
• É necessário saber - anatomia, a artrocinemática e a patologia dos sistemas
neurológico e musculoesquelético.
• Quando a técnica não é indicada a ser realizada pode causar danos nas articulações.
128
Movimentos fisiológicos (Osteocinemática) (Alavanca Óssea)
Movimentos clássicos de uma articulação, de controlo voluntário, que ocorrem dentro de
um plano e tem eixo de movimento, como a flexão e extensão
Movimentos Acessórios (Artrocinemática)
Movimentos que ocorrem na articulação ou em estruturas vizinhas, porém o paciente não
tem controlo voluntário.
▪ São divididos em:
Movimentos integrantes
o Movimentos que ocorrem em estruturas vizinhas à articulação para permitir a ADM
normal dos movimentos fisiológicos.
o São de controlo voluntário.
Exemplo: rotação da escápula na abdução do ombro
Movimentos intra-articulares
o Movimentos que ocorrem dentro da articulação.
o Não há controlo voluntário sobre os mesmos.
129
Separação
Compressão
• Diminuição do espaço articular
• Cargas compressivas normais: nutrição
• Cargas compressivas altas: deterioração
• Contração muscular e rolamento: compressão
Deslizamento
• As superfícies são planas
• Se o osso que se move for convexo: deslizamento ocorre na direção oposta à do
movimento.
• Se osso que se move for côncavo: deslizamento na mesma direção do movimento.
Regra do convexo-côncavo
130
Rolamento
• Rolamento ocorre em combinação com os movimentos de deslizamentos e giro.
• ROLAMENTO SOZINHO pode causar COMPRESSÃO nas superfícies do lado que o osso
se está a mover, o que pode provocar uma LESÃO ARTICULAR.
• O rolamento é sempre na mesma direção que o movimento ósseo sendo a superfície
óssea convexa ou côncava.
• As superfícies são incongruentes. Novos pontos de uma superfície encontram novos
pontos na superfície oposta. Ocorre na mesma direção que a oscilação. Causa
compressão de um lado e separação de outro.
Giro
• Rotação de um segmento sobre um eixo estacionário.
• Ocorre em combinação com o rolamento e deslizamento.
Tração (longitudinal ou oblíqua)
• Deslizamento ou Separação das superfícies articulares.
• Controla a dor e alonga a cápsula retraída.
Osteocinemática
o Ocorre movimentos dos ossos em que estes movem-se um em relação ao outro nas
articulações que fazem a ligação entre eles.
Exemplo: flexão de quadril no plano sagital
Artrocinemática
o Ocorre movimentos das superfícies articulares dentro da articulação.
o O movimento das superfícies ósseas dentro da articulação é uma combinação variável
de rolamento e deslizamento ou giro.
131
▪ Os movimentos artrocinemáticos são influenciados pela forma das superfícies
articulares
Ovoide: uma superfície é convexa e outra é côncava.
Selar: uma superfície é côncava em uma direção e convexa na outra, com a superfície
oposta convexa e côncava.
Limitações da mobilização passiva
A verdadeira ADM passiva relaxada, pode ser difícil de se executar quando o músculo está
inervado e o paciente consciente, já o movimento passivo não
o Prevenir atrofia muscular
o Aumentar a força ou resistência à fadiga
o Auxiliar na circulação na mesma proporção que a contração muscular ativa, voluntária
Limitações da mobilização ativa
Em músculos fortes não serve para:
o Manter a força ou aumentá-la
o Não desenvolve destreza ou coordenação (exceto nos padrões de movimentos
usados)
132
Mobilização passiva continua - MPC
Movimento passivo feito por um dispositivo mecânico que move uma articulação de modo
lento e continuo por uma amplitude de movimento controlada.
Benefícios
o Prevenir o desenvolvimento de aderências e contraturas.
o Proporcionar um efeito estimulante sobre a regeneração de tendões e ligamentos.
o Favorece a regeneração de incisões sobre a articulação em movimento
o Aumentar a lubrificação de fluido sinovial na articulação
o Prevenir os efeitos degradadores da imobilização
o Promover retorno mais rápido à ADM normal
o Diminuir a dor pós-operatória.
Aparelho da MPC
133
Mobilizações ativa assistida ou auto passiva
(Quando feitas pela própria pessoa – utilizando membro oposto ao afetado)
134
Técnicas oscilatórias graduadas
Grau 1
Oscilações rítmicas de pequena amplitude no início da amplitude do movimento.
Grau 2
Oscilações rítmicas de grande amplitude no meio da amplitude do movimento, não
atingindo o limite.
Grau 3
Oscilações rítmicas de grande amplitude até o limite da mobilidade existente.
Grau 4
Oscilações rítmicas de pequena amplitude no limite da mobilidade existente e forçadas
na resistência.
Grau 5-
Alta velocidade de pequena amplitude no limite da mobilidade disponível
(técnica que requer treinamento avançado)
135
Aplicações
Grau 1 e 2 - analgesia (fase aguda)
Mecanorreceptores: inibe vias nociceptivas no nível da medula espinhal e tronco
encefálico;
Mobilização do líquido sinovial (nutrição da cartilagem).
Grau 3 e 4 - aumentar a ADM (fase subaguda e crônica)
Utilizam alongamento dos tecidos periarticulares (limite elástico)
Velocidade e duração
Grau 1 e 4:
Oscilações rápidas 3 a 4 segundos.
Grau 2 e 3:
Oscilações regulares 1 a 2 minutos.
Técnicas com translação mantida
GRAU 1: tração articular de pequena amplitude – analgesia.
GRAU 2: tração suficiente para tensionar os tecidos ao redor da articulação.
o Determina o quão sensível está a articulação.
o Forma intermitente gera analgesia para manter ADM.
GRAU 3: tração suficiente para alongar a cápsula e tecidos vizinhos (↑ ADM)
136
Vantagens da mobilização
• Dosagem da força
• Força aplicada perto da articulação
• Força seletiva, aplicada no tecido desejado.
• A direção da mobilização acompanha a mecânica articular.
Efeitos da mobilização
o Nutrição da cartilagem
o Mantém a extensibilidade nostecidos articulares
o Analgesia e diminuição do espasmo muscular
o Estímulo propriocetivo.
o Aumento ou manutenção da ADM
o Aumenta a velocidade de execução do movimento
o Recupera ou melhora a função estabilizadora
Indicações
o Hipomobilidade articular reversível.
o Disfunções musculoesqueléticas e articulares
o Traumas
o Limitação progressiva
o Imobilidade funcional
137
Contraindicações
o Espondilolistese, hipermobilidade, lesões vertebrais com compressão de raízes
nervosas, compressão da cauda equina ou da medula (mielopatia) e estenoses
o Fraturas não consolidadas, fratura por stress, luxação e lesões ligamentares agudas.
o Tumores e Infecções
o Osteoporose
o Doenças inflamatórias (artrite reumatóide)
o Espasmo intenso
o Má formação congénita
Precauções
o Dor excessiva
o Artroplastias totais
o Tecido conjuntivo recém-formado, após lesões ou cirurgias.
o Idosos
Hipomobilidade e Hipermobilidade
Hipomobilidade
Corresponde a uma restrição de movimento em algum dos eixos de movimento.
o Pode provocar uma hipermobilidade reacional e compensatória, levando a sintomas à
distância.
o Devem ser tratadas e não as hipermobilidades, mesmo sendo muitas vezes estes o
local de dor.
138
Prática MMSS
Articulação Acromioclavicular (Deslizamento Anterior)
o Indicação: Aumentar a mobilidade da articulação
o Posição do paciente: Sentado ou decúbito ventral
o Posição do Ft: Fixar a escápula ao redor do acrômio lateralmente e empurrar a
clavícula anteriormente na região do trapézio fibras superiores
FORÇA DE MOBILIZAÇÃO: EMPURRAR A CLAVÍCULA ANTERIORMENTE
Articulação Esternoclavicular (Deslizamento Posterior e Superior)
o Indicação: Aumentar a mobilidade da articulação
o Posição do paciente: Decúbito dorsal
o Posição do Ft: Flexionar o dedo indicador e colocar a falange média ao longo da
clavícula para apoiar o polegar
FORÇA DE MOBILIZAÇÃO:
POSTERIOR: EMPURRAR COM O POLEGAR NO SENTIDO POSTERIOR
SUPERIOR: EMPURRE COM O INDICADOR OU POLEGAR NO SENTIDO SUPERIOR
139
Articulação Glenoumeral (Deslizamento Anterior na posição de repouso)
o Indicação: Mobilidade em Extensão e rotação externa
o Posição do paciente: Decúbito Ventral braço na posição de repouso na borda da maca
(estabilizar acrômio
o Posição do Ft: Lateralmente à maca com a perna fletida apoiando o braço do paciente;
posicionar uma mão distalmente ao úmero (separação Grau 1), Mão oposta posterior
ao úmero, região proximal
FORÇA DE MOBILIZAÇÃO: DESLIZAR O ÚMERO ANTERIORMENTE E MEDIALMENTE
Articulação Glenoumeral (Progressão da Rotação Externa)
o Indicação: Rotação externa
o Posição do paciente: Ombro na posição de repouso, rodar externamente até a ADM
final (separação Grau III) perpendicular ao plano de tratamento na cavidade
glenoumeral
PROGRESSÃO DE SEPARAÇÃO para EVITAR subluxação da cabeça do úmero
140
Articulação Glenoumeral (Deslizamento Posterior na posição de repouso)
o Indicação: Flexão e rotação interna
o Posição do paciente: Decúbito Dorsal com o braço d paciente na posição de repouso.
o Posição do Ft: De costas para o paciente entre o tronco e braço; apoiar o braço contra
seu tronco, segurando o úmero distalmente (separação Grau 1); posicionar a mão
oposta na região proximal e anterior do úmero.
FORÇA DE MOBILIZAÇÃO: DESLIZAR A CABEÇA DO ÚMERO POSTERIORMENTE
Articulação úmeroulnar
o Indicação: Aumentar flexão
o Posição do paciente: Decúbito Dorsal na beira da maca com o cotovelo na posição de
repouso
o Posição do Ft: Dedos da mão medial na região proximal da ulna. Reforçar com a outra
mão
FORÇA DE MOBILIZAÇÃO: APLICAR UMA FORÇA DE SEPARAÇÃO A 45º DE FLEXÃO.
MANTENHA A SEPARAÇÃO DIRECIONANDO A FORÇA NO SENTIDO DISTAL DA ULNA
FAZENDO UM MOVIMENTO CURVO
141
Articulação Punho
o Indicação: Aumentar mobilidade (dorsal) e (palmar)
o Posição do paciente: Sentado com o antebraço apoiado sobre um suporte e mão fora
da maca
o Posição do Ft: Estabilizar o antebraço com a mão proximal; posicionar a mão distal
sobre o dorso da mão
FORÇA DE MOBILIZAÇÃO:
Dorsal – mobilizar o punho no sentido dorsal (para cima);
Palmar: mobilizar o punho no sentido palmar (para baixo.
142
Mobilizações Articulares
Objetivos
o Aumentar a amplitude, melhorar a dor, melhorar a força, diminuir o medo, ganho de
função;
o Conduta: “Como atingir o objetivo terapêutico?”;
o Mobilizar (artrocinemática e osteocinemática);
o Alongar – minimizar sobrecargas compressivas;
o Modular a dor e tratar as disfunções articulares que limitam a ADM.
Exercícios metabólicos
• Movimentos ativos livres das extremidades;
• Diminuir o edema e ativar a circulação;
• Aumentar o retorno venoso;
• Prevenir as complicações vasculares, como a trombose venosa profunda;
• Indicados para pacientes acamados ou com distúrbios venosos dos membros
inferiores.
Mobilização autoassistida
O paciente:
o Automobiliza, utilizando o membro normal para mobilizar o membro envolvido;
o Posicionamentos variados: deitado, sentado, em pé etc;
o Associar com recursos (bola, bastão, polias, toalhas...).
143
Técnicas de alongamento
Alongamento estático: passivo e ativo
• Método no qual os tecidos moles são alongados um pouco além do ponto de
resistência do tecido e mantidos na posição alongada por um tempo.
Alongamento passivo mecânico prolongado
• Neste alongamento são utilizados recursos para alongar uma contratura e aumentar a
amplitude de movimento;
• Os recursos incluem: tornozeleiras, sistema de polias com pesos, gessos
seriados, órteses ou aparelhos automatizados para o alongamento.
Alongamento dinâmico
• A amplitude dinâmica do movimento é o alongamento ativo do músculo, durante uma
contração voluntária lenta e controlada na amplitude máxima da articulação.
144
Alongamento cíclico
• Força de alongamento, relativamente curta, que é aplicada, liberada e, depois,
reaplicada, várias vezes, de forma gradual;
• Múltiplas repetições.
Alongamento balístico
• Alongamento de alta velocidade e alta intensidade;
• Movimentos amplos e vigorosos;
• Indicado para ações balísticas;
• Não recomendado para os idosos, os sedentários ou as patologias
musculoesqueléticas.
Alongamento muscular - técnicas de inibição neuromuscular
• Técnica de contração-relaxamento:
• Mecanismo neuromuscular: inibição reflexa (órgão tendinoso de Golgi); colocar o
músculo que será alongado na amplitude máxima de alongamento;
• Solicitar a contração isométrica (6 a 10 seg.) desse mesmo músculo;
• Em seguida, solicitar o relaxamento desse músculo e mover a articulação
passivamente, até a nova amplitude disponível.
145
Técnica da contração do agonista:
• Mecanismo neurofisiológico envolvido: inibição recíproca;
• O agonista refere-se ao músculo oposto ao que será alongado;
• Alongar passivamente o músculo até uma amplitude confortável;
• Solicitar ao paciente uma contração concêntrica do músculo oposto ao músculo
limitador da amplitude, durante o alongamento;
• Ganhar amplitude junto com a contração do agonista.
Reflexos
1. Reflexo de Estiramento (ou Reflexo Miotático)
o Ocorre em nível muscular (fuso muscular ou fuso neuromuscular e é muito sensível ao
estiramento (alongamento) das fibras musculares.
2. Reflexo Tendíneo
o Ocorre também em nível muscular, mas depende de uma estrutura localizada na
junção músculo-tendínea, chamada Órgão Tendinoso de Golgi.
o O OTG é sensível às forças de tensão dos músculos, portanto quando estamos a
segurar um peso muito maior do que nossos músculos suportam, o OTG emite um
estímulo sensitivo à medula espinale como resposta o músculo relaxa e soltamos o
peso. Isso é importante para proteger os músculos de rutura dos tendões e/ou das
fibras musculares por cargas excessivas.
3. Reflexo de Retirada (ou Reflexo de Flexão)
o Ocorre a nível cutâneo. Na pele temos milhões de terminações nervosas sensíveis à
dor e ao calor, que conduzirão estes estímulos até a medula espinal. Quando se pisa
num prego, as terminações nervosas sensitivas são ativadas emitindo um estímulo à
coluna posterior da medula. Nesta região ocorrerão sinapses com vários neurónios
motores para que você retire o pé.
146
Nota
Frequência: determinar a frequência ideal de alongamento por dia ou por semana: 2 vezes
por semana ou dependendo da necessidade.
Repetições: para o ganho de flexibilidade, cinco repetições por posição.
Duração: Adultos jovens saudáveis: a partir de 15 segundos a 30 segundos; parece não
haver um benefício adicional em manter cada ciclo de alongamento por mais de 60
segundos; Idosos: ganho mais efetivo com a duração de 60 seg.
Contraindicações dos alongamentos
• Quando um bloqueio ósseo limita a mobilidade articular;
• Após uma fratura recente, não consolidada;
• Evidência de um processo inflamatório ou infecioso agudo (calor e edema);
• Quando a regeneração dos tecidos moles puder ser prejudicada (lesões musculares
agudas, suturas cirúrgicas recentes);
• Quando se observar um hematoma;
• Quando já existir a hipermobilidade;
• Quando as contraturas ou os tecidos moles encurtados são a base de habilidades
funcionais melhoradas, particularmente, em pacientes com paralisia ou fraqueza
muscular grave.
147
ó
Exame Subjetivo
• Onde é a sua dor?
• Qual é o tipo de dor que tem?
• Quando é que a sua dor surge?
• Quais são os sintomas que tem?
• Tem tonturas / náuseas / cefaleias / desmaios / zumbido nos ouvidos?
• Toma alguma medicação?
• Tem dor noturna ou em repouso?
• Tem fadiga exagerada sem motivo aparente?
• Tem perda de peso sem motivo?
• No seu trabalho tem uma posição correta?
• Tem histórico familiar com algum problema?
• Já teve situações traumáticas?
Exame Objetivo
1) Observar o utente
o Em primeiro deve-se tirar a roupa para observar melhor o utente.
o Depois devemos verificar a posição da cabeça e se tem algum desconforto.
o Avaliamos também as estruturas ósseas, articulações (deformações, luxações) e
aspetos das massas musculares (atrofias, contraturas, rotura muscular)
o De seguida avaliamos a postura, simetrias/assimetrias.
148
2) Testes de movimento
Ativos
São movimentos do corpo que são executados pelo próprio indivíduo, sem ajuda externa
ou resistência significativa e testa todas as estruturas.
o Flexão / extensão
o Lateroflexão (lateral/medial)
o Rotação interna / rotação externa
Passivos
Os movimentos passivos são realizados para determinar a sensação final de cada
movimento, o fisioterapeuta acompanha o movimento e testa as estruturas não
contrácteis.
o Flexão / extensão
o Lateroflexão (lateral/medial)
o Rotação interna / rotação externa
Resistidos
O fisioterapeuta faz uma resistência com força isométrica, e testa as estruturas
contrácteis.
o Flexão (testa o esternocleidomastóideo e os escalenos)
o Extensão (testa o angular da omoplata)
o Lateroflexão (testa o trapézio)
o Rotação interna / rotação externa (testa os escalenos e o trapézio)
149
3) Testes Específicos
Teste de rotação da cabeça em flexão máxima
Este teste deve ser realizado para avaliar o ligamento atlanto-axial e o arco de movimento
e possível dor.
Passo a Passo
1. Paciente em DD
2. Flexão total passiva da cabeça
3. Rotação da cabeça em flexão para os lados
Diagnóstico
o Dor de cabeça cervicogénica.
150
Rotação da cabeça em extensão máxima
Este teste avalia a flexibilidade e a amplitude de movimento do pescoço do paciente.
Passo a Passo
1. O paciente é solicitado a olhar para cima o mais rápido possível, mantendo a boca
fechada.
2. Depois deve virar a cabeça o máximo que puder para um lado, mantendo a posição
inclinada para trás.
3. O fisioterapeuta observa a amplitude de movimento do pescoço, procurando por
qualquer limitação, dor ou desconforto durante o movimento.
4. O teste pode ser repetido para o outro lado para avaliar a amplitude de movimento
em ambos os lados do pescoço.
151
Sinal de Bakadoy
Este teste deve ser realizado quando estamos perante uma dor referida, geralmente no
ombro ou cotovelo, ou irradiado ate a mão e dedos.
Passo a Passo
1. Para a realização deste teste o paciente deve estar sentado.
2. Este começa por, ativamente, tentar colocar a mão em cima de cabeça e de seguida o
fisioterapeuta auxilia no momento passivo.
Diagnóstico
o Se a dor diminuir devido a diminuição da tensão na raiz nervosa inflamado, estamos
perante um sinal positivo o que indica radiculopatia cervical.
152
Teste da artéria vertebral ou teste de Dekleyn
Tem como objetivo identificar uma obstrução parcial ou total da artéria vertebral.
Passo a Passo
1. Colocar o paciente em decúbito dorsal, com a cabeça a pender para fora da marquesa
e com os olhos abertos.
2. O terapeuta deverá posicionar-se junto à marquesa, segurando a cabeça do paciente
realizando primeiro uma extensão e de seguida, uma rotação da cervical. Deverá
manter-se nesta posição, no mínimo, durante 30s.
3. Durante estes 30s o terapeuta deve observar e perguntar ao paciente se sente algum
desconforto.
Diagnóstico
o Se o paciente tiver vertigem, desfoco visual, mal-estar, nistagmo, fala enrolada ou
perda de consciência, o teste dá-se como positivo.
153
Teste de Adson
É uma técnica de diagnóstico utilizada para avaliar a presença da síndrome do desfiladeiro
torácico, avaliando a artéria subclávia quanto à sua permeabilidade em caso de
compressão.
Passo a Passo
1. O teste pode ser realizado com o paciente sentado com os MS em pronação, com as
mãos apoiadas nos joelhos, ou em posição ortostática, numa postura relaxada em que
o paciente se encontre confortável.
2. Após a perceção da frequência cardíaca do paciente, sem largar o pulso radial, o
ombro do membro em que está a ser realizada a palpação deve ser abduzido,
aproximadamente 30°, seguido de extensão passivamente, pedindo ao paciente que
realize extensão da cervical (levante o queixo) e rotação do pescoço para o ombro
ipsilateral ativamente, inspirando profundamente com baixa cadência.
3. Por fim devem ser realizados os passos descritos novamente do outro lado.
Diagnóstico
O Teste de Adson é considerado positivo quando o pulso radial diminui significativamente,
ou até mesmo fica ausente após a abdução e extensão do ombro e da cervical e, negativo,
quando não se verifica nenhuma alteração significativa.
No caso de um resultado positivo, pode indicar:
o constrição da artéria ou da veia subclávia;
o obstrução das artérias radial e ulnar por êmbolos, possivelmente por perturbação do
sistema nervoso simpático com possível inflamação do plexo braquial;
o escalenos anterior e médio hipertónicos, comprimindo a artéria subclávia contra os
troncos do plexo braquial.
154
Teste de Compressão em Flexão
Avalia a função dos músculos flexores profundos do pescoço (reto anterior da cabeça,
longo da cabeça e flexor longo do pescoço), sobretudo em pacientes com anteriorização
da cabeça.
Passo a Passo
1. O paciente permanece em decúbito dorsal e o fisioterapeuta deve colocar-se
ligeiramente atrás da cabeça do paciente, sentado ou em pé.
2. O paciente deve flexionar a coluna cervical, levantando a cabeça da marquesa com o
queixo deprimido e aproximado doesterno e o fisioterapeuta deve, com uma mão na
testa, fazer pressão na direção contrária.
3. O teste é concluído quando o paciente já não consegue aguentar mais tempo de
contração.
Diagnóstico
o A reprodução de dor e outros sintomas neurais na coluna vertebral torácica é um teste
positivo. Um aumento nos sintomas cervicais e/ou radiculares pode indicar defeito
discal, enquanto que uma diminuição na dor escleratogénica localizada pode indicar
lesão ou patologia articular apofisária. A sensação de alongamento é normal.
155
Teste de Compressão em Extensão
Tem como objetivo avaliar os músculos que atuam neste teste que são, principalmente, o
esplénio da cabeça e cervical, o semiespinhal da cabeça e da cervical e o eretor da coluna
cervical.
Passo a Passo
1. O paciente deve permanecer em decúbito ventral com os braços apoiados na
marquesa e o fisioterapeuta deve colocar-se lateralmente ao nível das omoplatas do
paciente ou atrás da cabeça do mesmo, em pé.
2. O fisioterapeuta deve colocar uma mão sobre a cabeça do paciente, fazendo pressão
na direção contrária do movimento da cabeça do paciente. Este movimento é a
extensão da coluna cervical, levantando a cabeça e aproximando-a da coluna cervical.
Diagnóstico
o Um aumento nos sintomas radiculares da extremidade superior pode indicar patologia
nos forames intervertebrais, como osteófito ou massa, ou degeneração de disco
intervertebral cervical, isto é possível porque a pressão diminui o intervalo foraminal
intervertebral.
o A reprodução de dor na coluna cervical, também, é um teste positivo. A sensação de
alongamento é normal.
156
Teste de Spurling ou Teste de compressão máxima do forâmen intervertebral
Tem como objetivo avaliar se existe radiculopatia cervical.
Passo a Passo
1. Posição do paciente: sentado.
2. O terapeuta, por trás do paciente, exerce uma pressão contínua no topo da cabeça do
paciente, no sentido axial, por aproximadamente 15 segundos.
3. O paciente permanece com a coluna cervical na posição de extensão e rotação para
um dos lados a serem testados.
Diagnóstico
o O teste é considerado positivo quando o doente refere que existem sintomas.
157
Teste de Éden
O teste de Éden é uma técnica ortopédica realizada no diagnóstico da Síndrome do
Desfiladeiro Torácico (SDT).
O objetivo primordial deste teste é identificar a compressão de estruturas neuro vasculares
(nervos e vasos sanguíneos) entre a primeira costela e a clavícula.
Os sintomas referentes á SDT incluem: dor no braço, ombro e pescoço; fraqueza muscular
e comprometimento da circulação dos membros superiores.
Passo a Passo
1. Utente: Em pé/ sentado.
2. Fisioterapeuta: Atrás do utente.
3. Com uma mão, o FT palpa o pulso radial do utente.
4. Posicionar a outra mão em cima da clavícula, exercendo pressão para baixo.
5. Pedir ao utente que efetue a extensão do ombro.
6. Avaliar se há alterações no pulso radial ou se há manifestações sintomáticas da SDT
relatadas pelo utente.
Diagnóstico
o O teste é considerado positivo quando há uma redução significativa ou ausência do
pulso radial em comparação com o lado oposto
o Indica uma possível compressão/ obstrução dos vasos sanguíneos e nervos na saída
torácica.
158
Teste de Jackson
O Teste de Compressão de Jackson é um método utilizado para diagnosticar a Síndrome
Radicular Cervical.
Passo a Passo
1. O paciente deve de estar sentado numa marquesa com a cervical e a cabeça em
posição neutra, para evitar a extensão e a subcarga das facetas articulares vertebrais.
2. Em seguida entrelaçamos os dedos e colocamos as mãos na parte superior da cabeça
do paciente, realizando 3 compressões:
3. Realiza-se uma leve pressão para baixo (direção ao chão), finalizando o movimento
com um ligeiro aumento da pressão;
4. Realiza-se uma leve pressão para baixo no pescoço, desta vez inclinado cerca de 15º
para o lado em que o paciente sente a dor , finalizando com um ligeiro aumento da
pressão;
5. O mesmo é realizado mas desta vez a compressão é realizada com a cabeça do
paciente em inclinação para o lado contrário da dor.
Diagnóstico
o Durante o teste, o paciente pode sentir dor, dormência, queimação, sensação de peso
ao longo de um dos braços e na região cervical.
o Se existir dor na realização da primeira compressão, isto pode-nos indicar uma
discopatia degenerativa, que terá posteriormente de ser confirmado com exames
complementares.
159
Teste de O'Donoghue da Cervical
O teste de O'Donoghue da Cervical é um procedimento que examina a função dos
músculos e articulações da região cervical para identificar possíveis lesões ou disfunções.
Passo a Passo
Método Passivo
1. O fisioterapeuta irá movimentar a cervical do paciente, não havendo envolvimento por
parte deste.
2. O paciente é posicionado sentado na marquesa.
3. Realizar uma avaliação visual inicial da postura da cervical, procurando por
assimetrias ou desalinhamentos.
4. Iniciar o movimento passivo da cervical do paciente para o lado esquerdo e depois para
o lado direito.
5. Utilizar o goniômetro para medir a amplitude de movimento da cervical em cada
direção.
6. Observar possíveis limitações ou dor relatada pelo paciente durante o teste.
Diagnóstico
o O movimento passivo tensiona as superfícies articulares e os ligamentos, logo, a
ocorrência de dor durante a flexão lateral passiva da coluna cervical indica um
comprometimento funcional que envolve ligamentos ou articulações.
160
Método Ativo
1. O paciente irá movimentar a cervical contra a resistência do fisioterapeuta.
2. O paciente é posicionado sentado na marquesa.
3. Realizar uma avaliação visual inicial da postura da cervical, procurando por
assimetrias ou desalinhamentos.
4. O paciente é solicitado a inclinar (flexão lateral esquerda e direita) e girar (rotação
lateral e medial) a cabeça para um lado (lado esquerdo e direto) contra a resistência
da mão do fisioterapeuta apoiada no osso zigomático e na têmpora.
5. Utilizar o goniômetro para medir a amplitude de movimento da cervical em cada
direção.
6. Observar possíveis limitações ou dor relatada pelo paciente durante o teste.
7. Registar as medidas e os achados relevantes do teste para análise e diagnóstico.
Diagnóstico
o A ocorrência de dor durante os movimentos ativos da cervical com tensão isométrica
da musculatura paravertebral indica disfunção muscular.
o (Os músculos paravertebrais estão envolvidos na flexão lateral esquerda e direita e na
rotação medial e lateral da cervical).
161
Teste de Percussão
Avalia a coluna cervical para verificar se existem lesões associadas à mesma, por exemplo
fraturas vertebrais ou lesões musculares na musculatura paravertebral.
Passo a Passo
1. Paciente sentado e a cabeça ligeiramente flexionada.
2. Percutir o processo espinhoso e a musculatura associada de cada uma das vértebras
cervicais com os dedos ou com um martelo de reflexos.
Diagnóstico
o Dor local: pode indicar fratura vertebral sem comprometimento neurológico;
o Dor radicular: pode indicar uma vertebra fraturada com comprometimento
neurológico ou uma lesão discal com comprometimento neurológico;
o Se houver suspeitas de fratura, é indicada a realização de uma série de radiografias
cervicais.
162
Teste de Soto Hall
É uma valiosa ferramenta para avaliar a estabilidade das vértebras cervicais e identificar
disfunções que possam afetar a coluna cervical.
Passo a Passo
Método Ativo
1. O utente deita-se de decúbito dorsal na marquesa.
2. Terapeutaestabiliza com uma mão a região do externo.
3. Utente exerce uma flexão da cervical.
Diagnóstico
o Teste positivo se o utente tiver dor ao executar a flexão da cervical, estando assim
relacionado com a parte muscular.
163
Passo a Passo
Método Passivo
1. O utente deita-se de decúbito dorsal na marquesa.
2. Terapeuta estabiliza com uma mão a região do externo.
3. Terapeuta coloca a outra mão debaixo da cervical fazendo a flexão da mesma.
Diagnóstico
o Teste positivo se o utente tiver dor quando o terapeuta executa a flexão da cervical,
estando assim relacionado uma lesão em caso ligamentar ou ósseo.
164
Teste de Wright
Este teste é usado para a avaliação da Síndrome do Desfiladeiro Torácico.
Passo a Passo
1. O paciente senta-se em uma posição confortável.
2. O braço do paciente é levado passivamente em abdução e rotação externa a 90° sem
inclinar a cabeça.
3. O cotovelo não é flexionado mais que 45°. Durante 1 min. são monitorados os
sintomas do paciente e a qualidade do pulso radial.
4. O teste é repetido com a extremidade em hiperabdução (faixa final da abdução).
Diagnóstico
o Um resultado positivo é a diminuição ou ausência da amplitude do pulso radial.
o Indica uma compressão da artéria e veia axilares por um peitoral menor hipertrofiado,
ou por um processo coracóide deformado, pois esta artéria passa por baixo do peitoral
menos, no processo coracóide (síndrome do desfiladeiro torácico).
165
Teste de Compressão do Plexo Braquial ou Teste de Adson
Testa a presença de síndrome do desfiladeiro torácico, especificamente a compressão entre
os músculos escalenos anterior e medial.
Passo a Passo
1. Posicionar o paciente sentado e palpar o pulso.
2. Realizar abdução e extensão do membro superior.
3. Exercer uma rotação do membro superior.
4. Pedir o paciente de fazer uma inspiração profunda e de realizar uma rotação da cabeça
em direção ao lado examinado.
Diagnóstico
o O teste é positivo se houver uma diminuição ou o desaparecimento do pulso.
o É importante de verificar o pulso dos dois braços para poder reconhecer o pulso normal
do nosso paciente.
166
Teste de Tração Cervical
Este teste verifica a existência de compressão de raiz nervosa cervical.
O teste de tração cervical é frequentemente usado para avaliar e aliviar sintomas como
dor no pescoço, dores de cabeça relacionadas ao pescoço, dor nos ombros, dormência
ou formigueiros nos membros superiores.
Passo a Passo
1. O teste pode ser realizado, tanto sentado como deitado
2. O fisioterapeuta deve posicionar a sua mão no osso occipital de forma a envolvê-lo e
posicionar a outra mão na parte de baixo do queixo do paciente.
3. O fisioterapeuta então realizará uma tração para cima, a fim de aliviar quadro de
compressão.
Diagnóstico
o Um teste é considerado positivo se o utente relata alívio de dor, maior mobilidade ou
outros sintomas durante a sua aplicação.
o Isto pode indicar que a tração é benéfica e pode ser usada como parte do tratamento.
167
4) Palpação
Palpação estática
• Escalenos
• Esternocleidomastóideo
• Trapézio superior e ás vezes o inferior
• Paravertebrais (eretor da espinha)
• Angular da omoplata
Palpação dinâmica
• Movimentos póstero-anteriores centrais
• Movimentos póstero-anteriores unilaterais
• Movimentos ântero-posteriores
• Distração
• Compressão
Grau 1/2/3/4- vai aumentando a profundidade.
168
5) Parte Neurológica
Miotomas
C1
Flexão da cabeça
C2
Extensão da cabeça
C3
Lateroflexão da cabeça
C4
Elevação dos ombros
C5
Abdução do ombro
C6
Flexão do cotovelo
C7
Extensão do cotovelo
C8
Extensão do polegar
T1
Abdução dos dedos
Dermatomas
Avalia a sensibilidade tátil, térmica e dolorosa.
Reflexos
Bicipital: C6
Tricipital: C7
Braquiorradial: C8
169
Testes Neurológicos
Nervo mediano
ULNT 1
Nervo radial
ULNT 2
Nervo cubital
ULNT 3
(Ver cada passo no livro resumido)
170
ó
Exame Subjetivo
• Onde é a sua dor?
• Qual é o tipo de dor que tem?
• Quando é que a sua dor surge?
• Quais são os sintomas que tem?
• Toma alguma medicação?
• Tem dor noturna ou em repouso?
• No seu trabalho tem uma posição correta?
• Tem histórico familiar com algum problema?
• Já teve situações traumáticas?
Exame Objetivo
1) Observar o utente
o Em primeiro deve-se tirar a roupa para observar melhor o utente.
o Depois devemos avaliamos as estruturas ósseas, articulações (deformações,
luxações) e aspetos das massas musculares (atrofias, contraturas, rotura muscular)
o De seguida avaliamos a postura, simetrias/assimetrias, como omoplatas aladas,
anteriorização ou rotações dos ombros.
2) Testes de movimento
Ativos
São movimentos do corpo que são executados pelo próprio indivíduo, sem ajuda externa
ou resistência significativa e testa todas as estruturas.
o Flexão / extensão
o Abdução / adução e adução horizontal
o Rotação interna / rotação externa
171
Passivos
Os movimentos passivos são realizados para determinar a sensação final de cada
movimento, o fisioterapeuta acompanha o movimento e testa as estruturas não
contrácteis.
o Flexão / extensão
o Abdução abd. horizontal / adução e ad. horizontal
o Rotação interna / rotação externa
Resistidos
O fisioterapeuta faz uma resistência com força isométrica, e testa as estruturas
contrácteis.
o Flexão (testa o deltoide anterior, peitoral maior, coracobraquial, cabeça longa do
bíceps braquial)
o Extensão (testa o deltoide posterior, grande dorsal, redondo maior, peitoral maior e
cabeça longa do tríceps)
o Abdução (testa o deltoide anterior e médio e o supraespinhoso)
o Abdução Horizontal (testa o deltoide posterior e médio, redondo menor,
Infraespinhoso e o peitoral maior)
o Adução (testa o peitoral maior, grande dorsal, redondo maior e coracobraquial)
o Adução Horizontal (testa o peitoral maior, deltoide anterior e coracobraquial)
o Rotação interna (testa o redondo maior, grande dorsal, deltoide anterior, peitoral maior
e subescapular)
o Rotação externa (testa o redondo menor, infraespinhoso e deltoide posterior)
172
3) Testes Específicos
Teste Yocum
O Teste de Yocum é usado para examinar a possibilidade de impacto do manguito rotador
do ombro (síndrome do impacto subacromial).
Passo a Passo
1. Paciente de pé com o braço acometido em flexão e adução, cotovelo a 90º e mão
apoiada no ombro oposto.
2. O fisioterapeuta, em frente ao paciente, instrui para que o mesmo realize uma flexão
do braço até o cotovelo tocar a testa.
3. O terapeuta poderá auxiliar o paciente a elevar ainda mais o cotovelo, isso irá
exacerbar os sintomas.
Diagnóstico
o Tendinopatia ou rotura do supraespinhoso, ou alguma lesão na articulação
acromioclavicular
173
Teste da Lata Vazia ou de Jobe
O Teste de Yocum é usado para examinar a possibilidade de impacto do manguito rotador
do ombro (síndrome do impacto subacromial).
Passo a Passo
1. Paciente de pé em frente ao fisioterapeuta.
2. O fisioterapeuta instrui o paciente para realizar uma flexão e abdução de 30º de
membros superiores e uma rotação interna, apontando os polegares para o chão (lata
vazia).
3. O terapeuta impõe uma resistência com ambas às mãos na altura do cotovelo do
paciente e pede que o mesmo realize uma flexão contra a resistência.
Diagnóstico
o No momento do teste o pacientepoderá referir dor na face ântero-lateral do ombro,
caso apresente alguma inflamação ou até mesmo rutura do tendão do músculo
supraespinhoso (devido ao impacto subacromial), ou poderá referir fraqueza se o
músculo estiver comprometido.
o Fraqueza do músculo supraespinhoso pode ser resultado de comprometimento
nervoso. A dor relatada pode ser indicativo de tendinite e/ou impacto.
174
Teste do Drop Arm
Este teste é usado para avaliar ruturas de espessura total do manguito rotador,
particularmente do supraespinhal ou tendinopatias.
Passo a Passo
1. Pedir ao paciente que abduza passivamente o braço até 90 ° e rotação externa
completa, enquanto o fisioterapeuta apoia o braço no cotovelo.
2. Solte o apoio do cotovelo e peça ao paciente que abaixe lentamente o braço de volta à
posição neutra.
Diagnóstico
o É um teste positivo se houver queda repentina do braço ou fraqueza em manter a
posição do braço durante a parte excêntrica da abdução, também pode haver dor ao
abaixar o braço, sugerindo uma rutura total da espessura do supraespinhal.
175
Teste de Yergason
O teste de Yergason é usado para testar a patologia do tendão do bíceps, como a tendinite
bicipital.
Passo a Passo
1. O paciente deve estar sentado ou em pé, com o úmero em posição neutra e o cotovelo
em 90 graus de flexão.
2. O paciente é solicitado a girar externamente e supinar o braço contra a resistência
manual do terapeuta.
Diagnóstico
o O teste de Yergason é considerado positivo se a dor for reproduzida no sulco bicipital
durante o teste ou então se houver ressalto do tendão.
176
Speed Teste
Teste utilizado quando se suspeita de lesão do bicípite.
Passo a Passo
1. O paciente deve estar sentado ou em pé com o MS a 60-90º de flexão. Cotovelo em
extensão e antebraço em supinação.
2. O fisioterapeuta deve estar em pé do lado afetado e uma mão estabiliza o ombro do
paciente e a outra é colocada na face anterior do antebraço.
3. Pede-se ao paciente para manter a posição enquanto o Ft aplica uma pressão para
baixo no antebraço.
Diagnóstico
o O teste é positivo se for dor localizada no sulco indica tendinopatia ou tenosinovite da
longa porção do bicípite. Se for uma dor mais profunda pode indicar lesão do labrum.
177
Teste de Gerber
Este teste indica sinal de rutura do tendão subescapular completo.
Passo a Passo
1. O paciente deve estar pé e de costas para o fisioterapeuta.
2. O terapeuta instrui ao paciente que realize uma adução e rotação interna do membro
superior a ser avaliado e pede ao paciente que coloque o dorso da mão na altura da
região lombar.
3. Depois o terapeuta pede para que o paciente afaste o dorso da mão da lombar.
Diagnóstico
o Caso o paciente não consiga levar o braço até a posição ou não consiga afastá-lo da
região lombar indica inflamação ou até mesmo rutura do tendão do músculo
subescapular.
178
Teste de Neer
Este teste é comumente usado para identificar uma possível síndrome do impacto
subacromial.
Passo a Passo
1. O fisioterapeuta deve estabilizar a escápula do paciente com uma mão, enquanto
flexiona passivamente o braço enquanto ele é girado internamente.
2. Se o paciente relatar dor nesta posição, o resultado do teste é considerado positivo.
Diagnóstico
o O possível diagnóstico deste teste seria um conflito subacromial.
179
Teste de Hawkings-K
Esse teste é realizado para avaliação ortopédica do paciente, auxiliando no diagnóstico da
síndrome do impacto subacromial e lesões no tendão supraespinhal, tendão da cabeça
longa do bíceps, bursa subacromial e articulação acromioclavicular.
Passo a Passo
1. Posição do paciente pode ser sentado ou em pé com o MS na posição anatómica.
2. O Ft. em pé do lado afetado, com uma mão no terço distal do braço e a outra no terço
distal do antebraço leva passivamente MS para 90º de flexão da Glenoumeral e 90º de
flexão do cotovelo.
3. É efetuada rotação medial passivamente.
Diagnóstico
o Esse teste é positivo quando encontramos o tendão supraespinhal, bem como a bursa
subacromial inflamadas.
180
Teste de Apreensão
O teste de apreensão do ombro é geralmente utilizado para testar a integridade da cápsula
articular glenoumeral ou para avaliar a instabilidade da articulação do ombro.
Passo a Passo
1. Com o paciente em D.D aplica-se uma força direcionada para frente por trás da cabeça
do úmero com o braço em abdução e rotação externa.
2. O resultado obtido resulta em apreensão do paciente devido a sensação de que o
ombro se deslocará, causando um reflexo de proteção.
Diagnóstico
o Dor com a manobra, mas não apreensão pode indicar uma outra patologia provocada
por instabilidade, como por exemplo bloqueio posterior da coifa dos rotadores.
181
Teste da Gaveta Anterior
Este teste é usado para avaliar a instabilidade da glenoumeral.
Passo a Passo
1. Com o paciente deitado ou em pé o fisioterapeuta posiciona-se e com uma das mãos
em formato de concha ou em U estabiliza o ombro do paciente.
2. Com a outra mão, especificamente com o polegar, empurra a cabeça umeral
deslocando-a no sentido anterior e posterior e compara com o outro membro.
Diagnóstico
o Nesse teste o terapeuta observa o grau de deslocamento da cabeça umeral sobre a
fossa glenóide e compara com o outro membro superior.
182
ó
Exame Subjetivo
• Onde é a sua dor?
• Qual é o tipo de dor que tem?
• Quando é que a sua dor surge?
• Quais são os sintomas que tem?
• Toma alguma medicação?
• Tem dor noturna ou em repouso?
• Tem dificuldades a trabalhar no seu dia a dia?
• Tem histórico familiar com algum problema?
• Já teve situações traumáticas?
• Tem dormência ou formigueiro no braço?
• Faz algum desporto?
Exame Objetivo
1) Observar o utente
o Em primeiro deve-se tirar a roupa para observar melhor o utente.
o Depois devemos verificar se tem presença de edema.
o Avaliamos também as estruturas ósseas, articulações (ligamentos, epicôndilos…) e
aspetos das massas musculares (atrofias, contraturas, rotura muscular)
o De seguida avaliamos se tem cotovelo varo/valgo, se tem recurvatum ou
hiperextensão.
183
2) Testes de movimento
Ativos
São movimentos do corpo que são executados pelo próprio indivíduo, sem ajuda externa
ou resistência significativa e testa todas as estruturas.
o Flexão / extensão
o Pronação / supinação
Passivos
Os movimentos passivos são realizados para determinar a sensação final de cada
movimento, o fisioterapeuta acompanha o movimento e testa as estruturas não
contrácteis.
o Flexão / extensão
o Pronação / supinação
Resistidos
O fisioterapeuta faz uma resistência com força isométrica, e testa as estruturas
contrácteis.
o Flexão (testa bíceps braquial e músculo braquial)
o Extensão (testa o tríceps)
o Pronação (testa o pronador redondo e o pronador quadrado)
o Supinação (testa bíceps e o supinador)
Extensão resistida do punho com dor: cotovelo de tenista (tendinite dos extensores).
Flexão resistida do punho com dor: cotovelo de golfista (tendinite dos flexores).
184
3) Testes Específicos
Teste de Cozen
Teste para avaliar a epicondilite lateral.
Passo a Passo
1. O teste é realizado com o cotovelo fletido em 90º e o antebraço em pronação.
2. Pede-se ao paciente que faça extensão ativa do punho, contra a resistência do
fisioterapeuta.
Diagnóstico
o O teste será positivo quando o paciente referir dor no epicôndilo lateral, ondese insere
a musculatura extensora do punho e dos dedos.
o Dor no epicôndilo lateral por tendinite dos extensores, o chamado “cotovelo de
tenista”
185
Teste de Wartenberg
Testa a síndrome do túnel cubital.
Passo a Passo
1. O paciente deve abduzir os dedos e aplicar resistência onde o fisioterapeuta faz
resistência para abrir e o doente faz força para fechar.
Diagnóstico
o Fraqueza ou atrofia no adutor do quinto dígito é um sinal de Wartenberg positivo.
186
Teste de flexão máxima do cotovelo ou teste do cotovelo de golfista
Teste para avaliar a epicondilite medial.
Passo a Passo
1. Nesse teste, o paciente deve ficar com o cotovelo a 90° e abdução do ombro também
a 90°.
2. Em seguida, ele deve realizar uma extensão total do membro superior a partir de uma
flexão.
Diagnóstico
o Assim como o próprio nome do teste já sugere, um resultado positivo indica a presença
da epicondilite medial (cotovelo de golfista).
187
Sinal de Tinel
Testa a síndrome do túnel do carpo.
Passo a Passo
1. Consiste na percussão leve sobre o punho, na localização do nervo mediano.
Diagnóstico
o O resultado positivo é quando essa percussão transmite uma sensação de parestesia
na região de distribuição do nervo mediano.
188
ó ã
Exame Subjetivo
• Onde é a sua dor?
• Qual é o tipo de dor que tem?
• Quando é que a sua dor surge?
• Quais são os sintomas que tem?
• Toma alguma medicação?
• Tem dor noturna ou em repouso?
• Tem dificuldades a trabalhar no seu dia a dia?
• Tem histórico familiar com algum problema?
• Já teve situações traumáticas?
• Tem dormência ou formigueiro?
• Faz algum desporto?
Exame Objetivo
1) Observar o utente
o Em primeiro deve-se tirar a roupa para observar melhor o utente.
o Avaliamos as estruturas ósseas, articulações e aspetos das massas musculares.
189
2) Testes de movimento
Ativos
São movimentos do corpo que são executados pelo próprio indivíduo, sem ajuda externa
ou resistência significativa e testa todas as estruturas.
o Flexão / extensão
o Pronação / supinação
o Desvio radial / desvio cubital
o Abdução / adução dos dedos
Passivos
Os movimentos passivos são realizados para determinar a sensação final de cada
movimento, o fisioterapeuta acompanha o movimento e testa as estruturas não
contrácteis.
o Flexão / extensão
o Pronação / supinação
o Desvio radial / desvio cubital
o Abdução / adução dos dedos
190
Resistidos
O fisioterapeuta faz uma resistência com força isométrica, e testa as estruturas
contrácteis.
o Flexão (testa longo flexor do polegar)
o Extensão (testa longo e curto extensor do polegar)
o Pronação
o Supinação
o Desvio radial
o Desvio cubital
o Abdução dos dedos (testa longo e curto abdutor)
o Adução dos dedos (testa adutor do polegar)
4) Testes Específicos
Teste de Finkelstein
Teste para avaliar a tenosinovite de quervain.
Passo a Passo
1. O paciente aduz e envolve o polegar com os dedos e faz desvio ulnar.
Diagnóstico
o O principal sintoma da tenosinovite de Quervain é a dor forte no punho e no polegar,
agravada pelo movimento.
o É teste positivo se tiver dor tipo agulha e se sentir dor irradiada no interior do braço até
ao polegar.
191
Teste do túnel de Guyon
Local comum de lesão do nervo ulnar.
Passo a Passo
1. Antebraço para cima, mão … para trás, FT mão para cima e fazer pressão e rodar de
um lado para o outro.
Diagnóstico
o O túnel de Guyon é um local comum de aprisionamento e lesão do nervo cubital,
potencialmente resultando em dormência, formigamento e fraqueza na distribuição do
nervo ulnar do quarto e quinto dígitos.
192
Teste de compressão (para o túnel cárpico)
Testa a síndrome do túnel do carpo.
Passo a Passo
1. Pressiona com os 2 polegares a região do carpo por 30 segundos.
Diagnóstico
Se essa manobra reproduzir os sintomas do paciente, o teste é positivo.
193
Teste de Phalen (ou invertido)
O teste de phalen é um teste realizado para avaliar compressão do nervo mediano ou
síndrome do túnel do carpo.
Passo a Passo
1. Para a realização desse teste, instrua o paciente a manter os dois punhos em flexão
um contra o outro por 60 segundos.
Diagnóstico
o Se nessa posição reproduzir os sintomas do paciente, o teste é positivo.
194
Testar a integridade do Nervo Interósseo Anterior
Testa neuropatia interóssea.
Passo a Passo
1. Pede-se ao paciente para fazer o sinal do OK.
Diagnóstico
Se o paciente tiver neuropatia interóssea anterior, o paciente não conseguirá fazer o sinal
de "OK“.