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28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 1/79 Portugues Português Questão 401: IBFC Ins Lib (Petrópolis)/Pref Petrópolis/2015 Assunto: Interpretação de Textos (compreensão) Variação linguística – a língua em movimento (Luana Castro Alves Perez) A variação linguística é um fenômeno que acontece com a língua e pode ser compreendida através das variações históricas e regionais. Em um mesmo país, com um único idioma oficial, a língua pode sofrer diversas alterações feitas por seus falantes. Como não é um sistema fechado e imutável, a língua portuguesa ganha diferentes nuances. O português que é falado no Nordeste do Brasil pode ser diferente do português falado no Sul do país. Claro que um idioma nos une, mas as variações podem ser consideráveis. As variações acontecem porque o princípio fundamental da língua é a comunicação, então é compreensível que seus falantes façam rearranjos de acordo com suas necessidades comunicativas. Os diferentes falares devem ser considerados como variações, e não como erros. Quando tratamos as variações como erro, incorremos no preconceito linguístico que associa, erroneamente, a língua ao status. O português falado em algumas cidades do interior do estado de São Paulo, por exemplo, pode ganhar o estigma pejorativo de incorreto ou inculto, mas, na verdade, essas diferenças enriquecem esse patrimônio cultural que é a nossa língua portuguesa.[...] (Disponível: http://www.portugues.com.br/redacao/variacaolinguisticalinguamovimento.html. Acesso em 20/01/2015) Em “Os diferentes falares devem ser considerados como variações” (2º§), o emprego do termo em destaque gerou um efeito expressivo à medida que sugere a seguinte interpretação: a) a pluralidade de manifestações escritas na língua. b) a reafirmação de um modo correto no emprego da língua. c) a aceitação de variantes orais de um mesmo idioma. d) a necessidade de outros idiomas para ampliar a comunicação. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 402: IBFC Ins Lib (Petrópolis)/Pref Petrópolis/2015 Assunto: Interpretação de Textos (compreensão) A linguagem da juventude [...]Os pais jogam a culpa nos meios de comunicação e os professores também, sem perceber que os jovens estão expressando a emergência de outras culturas, de outra sensibilidade. Sabem o que significa a música? A música é o idioma em que se expressa a juventude hoje. Isto é novo, é uma coisa estranha, o fato de que toda a juventude deseje expressarse através da música. [...] A juventude aparece como um ator social, que tem rosto próprio e aqui vem o problema: os jovens estão construindo um novo modelo de identidade. [...] As identidades dos jovens, hoje, são, para o bem e para o mal, fluidas, maleáveis. Acho que uma das coisas mais importantes da juventude [...] é que ela pode combinar, amalgamar elementos de culturas diversas, que para nós seriam incompatíveis. [...] (Jesús MartínBarbero. “Sujeito, comunicação e cultura”. Revista Comunicação e Educação. n. 15,1999.) Na primeira frase do texto, o autor faz uma afirmação que pode ser entendida como: a) original b) irônica c) desconstrutora d) generalizante Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 403: IBFC Ins Lib (Petrópolis)/Pref Petrópolis/2015 Assunto: Interpretação de Textos (compreensão) A linguagem da juventude [...]Os pais jogam a culpa nos meios de comunicação e os professores também, sem perceber que os jovens estão expressando a emergência de outras culturas, de outra sensibilidade. Sabem o que significa a música? A música é o idioma em que se expressa a juventude hoje. Isto é novo, é uma coisa estranha, o fato de que toda a juventude deseje expressarse através da música. [...] A juventude aparece como um ator social, que tem rosto próprio e aqui vem o problema: os jovens estão construindo um novo modelo de identidade. [...] As identidades dos jovens, hoje, são, para o bem e para o mal, fluidas, maleáveis. Acho que uma das coisas mais importantes da juventude [...] é que ela pode combinar, amalgamar elementos de culturas diversas, que para nós seriam incompatíveis. [...] (Jesús MartínBarbero. “Sujeito, comunicação e cultura”. Revista Comunicação e Educação. n. 15,1999.) De acordo com o texto, é correto afirmar que: a) a maleabilidade atribuída à identidade dos jovens pode ser percebida há várias gerações. b) a identidade dos jovens hoje, enquanto atores sociais, é marcada pela compatibilidade de elementos diversos. c) a combinação de elementos de culturas diversas inviabiliza a percepção de um rosto próprio na juventude. d) ao apresentar, em seu repertório de formação, elementos para o bem e para o mal, o jovem incorre em perda de identidade. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 404: IBFC Asst (CM Aqa)/CM Araraquara/Comunicação/2016 Assunto: Interpretação de Textos (compreensão) COMUNIDADES DAS PRIMEIRAS ÀS NOVAS LEITURAS DO CONCEITO (...) 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 2/79 Por meio dos autores reunidos por Fernandes, percebese que a ideia de comunidade remete ao sentimento de vida em comum fundado nas relações de parentesco e vizinhança, baseado na reciprocidade, norteado por laços afetivos que ligam indivíduos que convivem em um mesmo espaço físico e nele adquirem os recursos básicos para a sua subsistência. Cada um dos autores apresentados por Fernandes atribui valor a um ou outro dos atributos. Mas, se pudéssemos identificar um tipo ideal de comunidade, no sentido weberiano do termo, a partir dos diversos autores reunidos por Fernandes, esta teria: base territorial comum, fortes laços afetivos, reciprocidade, autonomia política e econômica e subordinação do individual ao social. Já uma sociedade seria definida por relações voluntárias e contratuais. Na medida em que compartilham determinado interesse, indivíduos podem se associar para alcançar objetivos relacionados ao mesmo, embora não necessariamente tenham outros aspectos de suas vidas compartilhados, tais como relações de parentesco, interdependências econômicas ou convivam numa mesma base territorial. Portanto, o conceito de sociedade é mais amplo e inclui o de comunidade. Essa diferenciação conceituai vem à tona a partir do aprofundamento do processo da divisão social do trabalho. A fragmentação das atividades laborais, a prevalência do contrato sobre o status, a multiplicação dos grupos formais, a passagem da família para o Estado como forma de organização social predominante e a ampliação e internacionalização das trocas comerciais são algumas condições sociais que promovem modos de vida societários e fundamentam a separação conceituai entre comunidade e sociedade; e, mesmo, sugerem a passagem da primeira forma à segunda como modo predominante de agrupamento social, embora a bibliografia seja quase unânime em afirmar a coexistência entre as duas formas sociais ao longo da História. (...) http://www.revistas.usp.br/comueduc/article/view/78561/83089 acesso em 02/05/2016. Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta. I. Para que haja realmente uma sociedade se faz necessário compartilhar vários aspectos sociais, culturais e políticos; II. O sentido de uma comunidade está intrinsecamente ligado à vida comum; III. Ao estudarmos o sentido de sociedade e comunidade percebemos que um está inserido no outro, sendo que o segundo se encontra no primeiro. a) I e II estão corretos; b) II e III estão corretos; c) I e III estão corretos. d) Somente I está correta Esta questão possui comentário do professorno site. www.tecconcursos.com.br Questão 405: IBFC Asst (CM Aqa)/CM Araraquara/Comunicação/2016 Assunto: Interpretação de Textos (compreensão) COMUNIDADES DAS PRIMEIRAS ÀS NOVAS LEITURAS DO CONCEITO (...) Por meio dos autores reunidos por Fernandes, percebese que a ideia de comunidade remete ao sentimento de vida em comum fundado nas relações de parentesco e vizinhança, baseado na reciprocidade, norteado por laços afetivos que ligam indivíduos que convivem em um mesmo espaço físico e nele adquirem os recursos básicos para a sua subsistência. Cada um dos autores apresentados por Fernandes atribui valor a um ou outro dos atributos. Mas, se pudéssemos identificar um tipo ideal de comunidade, no sentido weberiano do termo, a partir dos diversos autores reunidos por Fernandes, esta teria: base territorial comum, fortes laços afetivos, reciprocidade, autonomia política e econômica e subordinação do individual ao social. Já uma sociedade seria definida por relações voluntárias e contratuais. Na medida em que compartilham determinado interesse, indivíduos podem se associar para alcançar objetivos relacionados ao mesmo, embora não necessariamente tenham outros aspectos de suas vidas compartilhados, tais como relações de parentesco, interdependências econômicas ou convivam numa mesma base territorial. Portanto, o conceito de sociedade é mais amplo e inclui o de comunidade. Essa diferenciação conceituai vem à tona a partir do aprofundamento do processo da divisão social do trabalho. A fragmentação das atividades laborais, a prevalência do contrato sobre o status, a multiplicação dos grupos formais, a passagem da família para o Estado como forma de organização social predominante e a ampliação e internacionalização das trocas comerciais são algumas condições sociais que promovem modos de vida societários e fundamentam a separação conceituai entre comunidade e sociedade; e, mesmo, sugerem a passagem da primeira forma à segunda como modo predominante de agrupamento social, embora a bibliografia seja quase unânime em afirmar a coexistência entre as duas formas sociais ao longo da História. (...) http://www.revistas.usp.br/comueduc/article/view/78561/83089 acesso em 02/05/2016. Assinale a alternativa que se relaciona diretamente ao título do texto. a) Apresentação de idéias de épocas distintas. b) Apresentação de idéias de épocas contemporâneas. c) Apresentação de idéias totalmente contraditórias d) Apresentação de idéias semelhantes. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 406: IBFC ACI (CM Aqa)/CM Araraquara/2016 Assunto: Interpretação de Textos (compreensão) O estudo científico da comunicação: avanços teóricos e metodológicos ensejados pela escola latinoamericana INTRODUÇÃO A sociedade moderna está cercada de todos lados pelos vários sistemas de comunicaçã. Estudar a comunicação social é uma necessidade atual de todos os povos em qualquer parte do mundo. Conhecer e dominar os sistemas de informação e da comunicação é indispensável no mundo globalizado. Estamos iniciando os últimos passos para a saída do século XX e os primeiros para a entrada do século XXI. Neste período de transição o ser humano vive momentos de incertezas da comunicação e de (in)comunicação, das cirses políticas, culturais, econômicas e religiosas. As distências na sociedade contemporânea estão cada vez mais próximas, quer seja pelos modernos meios de transportes ou pelas telecomunicações via satélite, Internet, etc. Com as novas tecnologias, a velocidade da informação e o processo comunicacional tornamse cada vez mais complexos e consequentemente de mais dificil compreensão. No inicio do século XX o impacto sociocultural e econômico se deu com a revolução industrial. O século XXI está chegando sob o impacto da revolução dos meios de comunicação e das novas tecnologias da informação. É inegável a importância dos meios de comunicação social e sua influência na complexa sociedade globalizada. Desta forma, estudar, as mídias passou a ser prioridade no campo das interações sociais. É necessário investigar, compreender e formular teorias de comunicação que possam atender os interesses da sociedade no mundo globalizado. Em busca desse objetivo resolvemos fazer algumas reflexões sobre os paradigmas existentes e tentar abrir algumas brechas que possam contribuir na formatação de novos ingredientes colaboradores do processo de interpretação e explicação da realidade atual. É neste mindo globalizado que o homem vive atualmente e dele retira as informações que irão contribuir para ampliação dos seus conhecimentos e das suas experiências. 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 3/79 http:// www2. metodista.br/unesco/PCLA/revista6/artigo%2063.htm acesso em 03/05/2016 Analise as afirmativas e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F). ( ) No século XX, a Revolução Industrial influenciou diretamente o processo de comunicação. ( ) Ainda há a necessidade de se aprimorar os estudos sobre comunicação e apresentálo à sociedade atual. ( ) A distância entre as pessoas na sociedade antiga pode ser um dos grandes problemas na comunicação. ( ) Estudar as mídias sociais é algo dispensável para a sociedade que se encontra na transição do século XX para o XXI. a) V F V V. b) V V F F c) F V F V d) F F V V Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 407: IBFC ACI (CM Aqa)/CM Araraquara/2016 Assunto: Interpretação de Textos (compreensão) O estudo científico da comunicação: avanços teóricos e metodológicos ensejados pela escola latinoamericana INTRODUÇÃO A sociedade moderna está cercada de todos lados pelos vários sistemas de comunicaçã. Estudar a comunicação social é uma necessidade atual de todos os povos em qualquer parte do mundo. Conhecer e dominar os sistemas de informação e da comunicação é indispensável no mundo globalizado. Estamos iniciando os últimos passos para a saída do século XX e os primeiros para a entrada do século XXI. Neste período de transição o ser humano vive momentos de incertezas da comunicação e de (in)comunicação, das cirses políticas, culturais, econômicas e religiosas. As distências na sociedade contemporânea estão cada vez mais próximas, quer seja pelos modernos meios de transportes ou pelas telecomunicações via satélite, Internet, etc. Com as novas tecnologias, a velocidade da informação e o processo comunicacional tornamse cada vez mais complexos e consequentemente de mais dificil compreensão. No inicio do século XX o impacto sociocultural e econômico se deu com a revolução industrial. O século XX está chegando sob o impacto da revolução dos meios de comunicação e das novas tecnologias da informação. É inegável a importância dos meios de comunicação social e sua influência na complexa sociedade globalizada. Desta forma, estudar, as mídias passou a ser prioridade no campo das interações sociais. É necessário investigar, compreender e formular teorias de comunicação que possam atender os interesses da sociedade no mundo globalizado. Em busca desse objetivo resolvemos fazer algumas reflexões sobre os paradigmas existentes e tentar abrir algumas brechas que possam contribuir na formatação de novos ingredientes colaboradores do processo de interpretação e explicação da realidade atual. É neste mindo globalizado que o homem vive atualmente e dele retira as informações que irão contribuir para ampliação dos seus conhecimentos e das suas experiências. http:// www2. metodista.br/unesco/PCLA/revista6/artigo%2063.htm acesso em 03/05/2016 Assinale a alternativa correta. O termo (in)comunicação nos leva a entender: a) Comunicação interna. b) Comunicação adequada c) Falta de comunicação. d) Falha de comunicação. Esta questão possuicomentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 408: IBFC TCE (TCMRJ)/TCMRJ/2016 Assunto: Interpretação de Textos (compreensão) Meu engraxate É por causa do meu engraxate que ando agora em plena desolação. Meu engraxate me deixou. Passei duas vezes pela porta onde ele trabalhava e nada. Então me (1) inquietei, não sei que (2) doenças mortíferas, que (3) mudança pra outras portas se passaram em mim, resolvi perguntar ao menino que (4) trabalhava na outra cadeira. O menino é um retalho de hungarês, cara de infeliz, não dá simpatia alguma. E tímido, o que torna instintivamente a gente muito combinado com o universo no propósito de desgraçar esses desgraçados de nascença. “Está vendendo bilhete de loteria”, respondeu antipático, me (5) deixando numa perplexidade penosíssima: pronto! Estava sem engraxate! Os olhos do menino chispeavam ávidos, porque sou um dos que ficam fregueses e dão gorjeta. Levei seguramente um minuto pra definir que tinha de continuar engraxando sapatos toda a vida minha e ali estava um menino que, a gente ensinando, podia ficar engraxate bom. (ANDRADE, Mário de. Os Filhos da Candinha. São Paulo, Martins, 1963. P. 167) Assinale a alternativa correta. a) O narrador está desolado por ter perdido contato com o engraxate a quem se ligava por fortes laços afetivos b) A razão da perplexidade do narrador está relacionada ao fato de ele ter perdido os serviços do engraxate c) O narrador deseja encontrar o engraxate para lhe agradecer os serviços que recebera d) O narrador sente inveja do engraxate, já que este agora vende bilhetes de loteria Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 409: IBFC TCE (TCMRJ)/TCMRJ/2016 Assunto: Interpretação de Textos (compreensão) Meu engraxate É por causa do meu engraxate que ando agora em plena desolação. Meu engraxate me deixou. Passei duas vezes pela porta onde ele trabalhava e nada. Então me (1) inquietei, não sei que (2) doenças mortíferas, que (3) mudança pra outras portas se passaram em mim, resolvi perguntar ao menino que (4) trabalhava na outra cadeira. O menino é um retalho de hungarês, cara de infeliz, não dá simpatia alguma. E tímido, o que torna instintivamente a gente muito combinado com o universo no propósito de desgraçar esses desgraçados de nascença. “Está vendendo bilhete de loteria”, respondeu antipático, me (5) deixando numa perplexidade penosíssima: pronto! Estava sem engraxate! Os olhos do menino chispeavam ávidos, porque sou um dos que ficam fregueses e dão gorjeta. Levei seguramente um minuto pra definir que tinha de continuar engraxando sapatos toda a vida minha e ali estava um menino que, a gente ensinando, podia ficar engraxate bom. 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 4/79 (ANDRADE, Mário de. Os Filhos da Candinha. São Paulo, Martins, 1963. P. 167) É correto afirmar que: a) num texto, o significado de uma parte depende de sua relação com outras partes: se considerássemos apenas o primeiro parágrafo de forma isolada, a relação entre o narrador e o engraxate seria diferente daquela verificada ao longo da narrativa b) o texto é um tecido, uma estrutura construída de tal modo que as frases podem ter significado autônomo, ou seja, num texto, o sentido de uma frase não tem correlação com as demais frases. Ao longo do texto, confirmase a desolação do narrador pelo abandono de seu amigo engraxate c) Por trás dessa história inventada, existe um pronunciamento de quem produziu o texto: as pessoas são ingratas por natureza, afinal somos seres humanos d) Para o autor do texto, as relações sociais devem ser movidas pelos interesses recíprocos e a troca de favores Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 410: IBFC Eng ST (COMLURB)/COMLURBRJ/2016 Assunto: Interpretação de Textos (compreensão) Investir na Segurança: Despesa ou Receita Em se falando de Segurança no Trabalho, nos deparamos com a palavra ACIDENTE. Numa definição abrangente e genérica, podemos afirmar que ACIDENTE é um evento indesejável e inesperado que produz desconforto, ferimentos, danos, perdas humanas e ou materiais. Um acidente pode mudar totalmente a rotina e a vida de uma pessoa, modificar sua razão de viver ou colocar em risco seus negócios e propriedades. Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o acidente não é obra do acaso e nem da falta de sorte. Denominase SEGURANÇA, a disciplina que congrega estudos e pesquisas visando eliminar os fatores perigosos que conduzem ao acidente ou reduzir seus efeitos. Seu campo de atuação vai desde uma simples residência até complexos conglomerados industriais. Nos países desenvolvidos medidas preventivas e de Segurança de caráter individual ou coletivo, são aplicadas e praticadas pela maioria de seus cidadãos, ao passo que nos países em desenvolvimento ainda são largamente inexistentes ou ignoradas. Em alguns destes países a legislação apresenta certos absurdos como compensação monetária pela exposição ao risco (periculosidade, insalubridade), fazendo com que empregados e empregadores concentrem suas atenções no “custo” da exposição e não na eliminação da mesma. (...) http://www.segurancanotrabalho.eng.br/artigos/investir_seg.html acesso em 25/04/2016 Tendo como base o texto acima, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta: I. Para haver uma melhora na segurança do trabalhado, é necessário exclusivamente a redução do número de acidentes de trabalho, fruto de uma situação incontrolável. II. A palavra acidente, aplicada no texto, também pode ser sinônimo de casualidade, imprevisto. III. O autor se mostra indignado com a cobrança por acidentes de trabalho existente em alguns países. a) Somente I está correta. b) Somente II está correta. c) II e III estão corretas. d) Somente III está correta Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 411: IBFC Moto (CM Franca)/CM Franca/2016 Assunto: Interpretação de Textos (compreensão) Dois velhinhos Dalton Trevisan Dois pobres inválidos, bem velhinhos, esquecidos numa cela de asilo. Ao lado da janela, retorcendo os aleijões e esticando a cabeça, apenas um podia olhar lá fora. Junto à porta, no fundo da cama, o outro espiava a parede úmida, o crucifixo negro, as moscas no fio de luz. Com inveja, perguntava o que acontecia. Deslumbrando, anunciava o primeiro: Um cachorro ergue a perninha no poste. Mais tarde: _ Uma menina de vestido branco pulando corda. Ou ainda: Agora é um enterro de luxo. Sem nada ver, o amigo remordia se no seu canto. O mais velho acabou morrendo, para alegria do segundo, instalado afinal debaixo da janela. Não dormiu, antegozando a manhã. Bem desconfiava que o outro não revelava tudo. Cochilou um instante era dia. Sentouse na cama, com dores espichou o pescoço: entre os muros em ruína, ali no beco, um monte de lixo. TREVISAN, D. Mistérios de Curitiba. Rio de Janeiro: Editora Record, 1979, pag 110. Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta. I. O texto discute o tratamento de dois idosos, vivendo sozinhos em um asilo; 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 5/79 II. A menina é sinônimo da alegria, representda pela cor clara de sua roupa e da ação de brincar; III. O Beco representa um lugar calmo e tranquilo, justamente pela ação apresentada pelo velhinho, de dentro do quadro. a) I e III estão corretas. b) I e II estão corretas. c) II e III estão corretas. d) Somente I está correta. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.brQuestão 412: IBFC Ana Leg (CM Franca)/CM Franca/2016 Assunto: Interpretação de Textos (compreensão) Minhas maturidade Circunspecção, siso, prudência Mario Prata. É o que o homem pensa durante anos, enquanto envelhece. Já está perto dos 50 e a pergunta ainda martela. Um dia ele vai amadurecer. Quando um homem descobre que não é necessário escovar os dentes com tanta rapidez, tenha certeza, ele virou um homem maduro. Só sendo mesmo muito imaturo para escovar os dentes com tanta pressa. E o amarrar do sapato pode ser mais tranquilo, arrumandose uma posição menos incômoda, acertando as pontas. (..) Não sente culpa de nada. Mas, se sente, sofre como nunca. Mas já é capaz de assistir à sessão da tarde sem a culpa a lhe desviar a atenção. É um homem mais bonito, não resta a menor dúvida. Homem maduro não bebe, vai à praia. Não malha: a malhação denota toda a imaturidade de quem a faz. Curtir o corpo é ligeiramente imaturo. (...) Sorri tranquilo quando pensa que a pressa é coisa daqueles imaturos. O homem maduro gosta de mulheres imaturas. Fazer o quê? Muda muito de opinião. Essa coisa de ter sempre a mesma opinião, ele já foi assim. (...) Se ninguém segurar é capaz do homem maduro ficar com mania de apagar as luzes da casa. O homem maduro faz palavras cruzadas! Se você observar bem, ele começa a implicar com horários. A maturidade faz com que ele não possa mais fazer algumas coisas. Se pega pensando: sou um homem maduro. Um homem maduro não pode fazer isso. O homem maduro começa, pouco a pouco, a se irritar com as pessoas imaturas. Depois de um tempo, percebe que está começando é a sentir inveja dos imaturos. Será que os imaturos são mais felizes? , pensa enquanto começa a escovar os dentes depressa, mais depressa, mais depressa ainda. O homem maduro é de uma imaturidade a toda a prova. Meu Deus, o que será de nós, os maduros? PRATA, Mário. Minhas tudo. Rio de Janiero: Editora Objetiva Ltda. 2001, pág 99 Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta. I. A relação entre o título do texto e a mensagem transmitida por ele está no amadurecimento do ser humano; II. Quando o ser humano amadurece passa a se questionar demais, o que leva a uma idéia que pode parecer oposta ao seu desejo; III. O amadurecimento dos seres humanos está marcado em suas atitudes. a) Somente I está correta b) I e III estão corretas c) I e II estão corretas d) II e III estão corretas Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 413: IBFC Ana Leg (CM Franca)/CM Franca/2016 Assunto: Interpretação de Textos (compreensão) Minhas maturidade Circunspecção, siso, prudência 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 6/79 Mario Prata. É o que o homem pensa durante anos, enquanto envelhece. Já está perto dos 50 e a pergunta ainda martela. Um dia ele vai amadurecer. Quando um homem descobre que não é necessário escovar os dentes com tanta rapidez, tenha certeza, ele virou um homem maduro. Só sendo mesmo muito imaturo para escovar os dentes com tanta pressa. E o amarrar do sapato pode ser mais tranquilo, arrumandose uma posição menos incômoda, acertando as pontas. (..) Não sente culpa de nada. Mas, se sente, sofre como nunca. Mas já é capaz de assistir à sessão da tarde sem a culpa a lhe desviar a atenção. É um homem mais bonito, não resta a menor dúvida. Homem maduro não bebe, vai à praia. Não malha: a malhação denota toda a imaturidade de quem a faz. Curtir o corpo é ligeiramente imaturo. (...) Sorri tranquilo quando pensa que a pressa é coisa daqueles imaturos. O homem maduro gosta de mulheres imaturas. Fazer o quê? Muda muito de opinião. Essa coisa de ter sempre a mesma opinião, ele já foi assim. (...) Se ninguém segurar é capaz do homem maduro ficar com mania de apagar as luzes da casa. O homem maduro faz palavras cruzadas! Se você observar bem, ele começa a implicar com horários. A maturidade faz com que ele não possa mais fazer algumas coisas. Se pega pensando: sou um homem maduro. Um homem maduro não pode fazer isso. O homem maduro começa, pouco a pouco, a se irritar com as pessoas imaturas. Depois de um tempo, percebe que está começando é a sentir inveja dos imaturos. Será que os imaturos são mais felizes? , pensa enquanto começa a escovar os dentes depressa, mais depressa, mais depressa ainda. O homem maduro é de uma imaturidade a toda a prova. Meu Deus, o que será de nós, os maduros? PRATA, Mário. Minhas tudo. Rio de Janiero: Editora Objetiva Ltda. 2001, pág 99 Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa que resume adequadamente a principal mensagem do texto. a) Maturidade e enevelhecimento são desenvolvimento que podem caminhar de maneira dissociada. b) A maturidade se mostra essencialmente uma inflência de seu crescimento. c) O homem maduro é aquele que deixa de se questionar demais, passando a confiar mais em si mesmo. d) Ao amadurecer o homem passa a valorizar mais a saúde e a se cuidar mais Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 414: IBFC Ana Leg (CM Franca)/CM Franca/2016 Assunto: Interpretação de Textos (compreensão) Minhas maturidade Circunspecção, siso, prudência Mario Prata. É o que o homem pensa durante anos, enquanto envelhece. Já está perto dos 50 e a pergunta ainda martela. Um dia ele vai amadurecer. Quando um homem descobre que não é necessário escovar os dentes com tanta rapidez, tenha certeza, ele virou um homem maduro. Só sendo mesmo muito imaturo para escovar os dentes com tanta pressa. E o amarrar do sapato pode ser mais tranquilo, arrumandose uma posição menos incômoda, acertando as pontas. (..) Não sente culpa de nada. Mas, se sente, sofre como nunca. Mas já é capaz de assistir à sessão da tarde sem a culpa a lhe desviar a atenção. É um homem mais bonito, não resta a menor dúvida. Homem maduro não bebe, vai à praia. Não malha: a malhação denota toda a imaturidade de quem a faz. Curtir o corpo é ligeiramente imaturo. (...) Sorri tranquilo quando pensa que a pressa é coisa daqueles imaturos. O homem maduro gosta de mulheres imaturas. Fazer o quê? 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 7/79 Muda muito de opinião. Essa coisa de ter sempre a mesma opinião, ele já foi assim. (...) Se ninguém segurar é capaz do homem maduro ficar com mania de apagar as luzes da casa. O homem maduro faz palavras cruzadas! Se você observar bem, ele começa a implicar com horários. A maturidade faz com que ele não possa mais fazer algumas coisas. Se pega pensando: sou um homem maduro. Um homem maduro não pode fazer isso. O homem maduro começa, pouco a pouco, a se irritar com as pessoas imaturas. Depois de um tempo, percebe que está começando é a sentir inveja dos imaturos. Será que os imaturos são mais felizes? , pensa enquanto começa a escovar os dentes depressa, mais depressa, mais depressa ainda. O homem maduro é de uma imaturidade a toda a prova. Meu Deus, o que será de nós, os maduros? PRATA, Mário. Minhas tudo. Rio de Janiero: Editora Objetiva Ltda. 2001, pág 99 A partir da leitura do texto como um todo, assinale a alternativa que justifica a escolha do título. a) O autor cometeu um erro ao não apresentar concordância nominal no título. b) "Minhas maturidade", o autor busca se isentar da identificação com as características marcadas no texto. c) "Minhas maturidade" apresenta uma crise de identidade do personagem principal do texto. d) O título nos sugere uma identificação entre o narrador e as pessoas que se encontram em situação semelhante. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 415: IBFC Per Crim (PC RJ)/PC RJ/Biologia/2013 Assunto:Tipologia Textual Texto I Lágrimas e testosterona Ele vivia furioso com a mulher. Por, achava ele, boas razões. Ela era relaxada com a casa, deixava faltar comida na geladeira, não cuidava bem das crianças, gastava demais. Cada vez, porém, que queria repreendêla por uma dessas coisas, ela começava a chorar. E aí, pronto: ele simplesmente perdia o ânimo, derretia. Acabava desistindo da briga, o que o deixava furioso: afinal, se ele não chamasse a mulher à razão, quem o faria? Mais que isso, não entendia o seu próprio comportamento. Consideravase um cara durão, detestava gente chorona. Por que o pranto da mulher o comovia tanto? E comoviao à distância, inclusive. Muitas vezes ela se trancava no quarto para chorar sozinha, longe dele. E mesmo assim ele se comovia de uma maneira absurda. Foi então que leu sobre a relação entre lágrimas de mulher e a testosterona, o hormônio masculino. Foi uma verdadeira revelação. Finalmente tinha uma explicação lógica, científica, sobre o que estava acontecendo. As lágrimas diminuíam a testosterona em seu organismo, privandoo da natural agressividade do sexo masculino, transformandoo num cordeirinho, Uma ideia lhe ocorreu: e se tomasse injeções de testosterona? Era que o seu irmão mais velho fazia, mas por carência do hormônio. Com ele conseguiu duas ampolas do hormônio. Seu plano era muito simples: fazer a injeção, esperar alguns dias para que o nível da substância aumentasse em seu organismo e então chamar a esposa à razão. Decido, foi à farmácia e pediu ao encarregado que lhe aplicasse a testosterona, mentindo que depois traria a receita. Enquanto isso era feito, ele, de repente, caiu no choro, um choro tão convulso que o homem se assustou: alguma coisa estava acontecendo? É que eu tenho medo de injeção, ele disse, entre soluços. Pediu desculpas e saiu precipitadamente. Estava voltando para casa. Para a esposa e sua lágrimas. (Moacyr Scliar) Texto II Atenção, mulheres, está demonstrado pela ciência: chorar é golpe baixo. As lágrimas femininas liberam substâncias, descobriram os cientistas, que abaixam na hora do nível de testosterona do homem que estiver por perto deixando o sujeito menos agressivo. Os cientistas queriam ter certeza de que isso acontece em função de alguma molécula liberada e não, digamos, pela cara de sofrimento feminina, com sua reputação de derrubar até o mais insensível dos durões. Por isso, evitaram que os homens pudessem ver as mulheres chorando. Os cientistas molharam pequenos pedaços de papel em lágrimas de mulher e deixaram que fossem cheirados pelos homens. O contato com as lágrimas fez a concentração da testosterona deles cair quase 15%, em certo sentido, deixandoos menos machões. (Publicado no caderno Ciência, da Folha de São Paulo, em 7 de janeiro de 2011) Textos disponíveis em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2802201105.htm,;acesso dia 16/07/2013) Sobre o tipo de narrador presente no texto I, podemos classificálo como: a) narrador personagem (protagonista) b) narrador personagem (secundário) c) narrador observador d) narrador protagonista e) narrador onisciente Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 416: IBFC Adm (Docas PB)/Docas PB/2015 Assunto: Tipologia Textual 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 8/79 Texto I Sintome um pouco intrusa vasculhando minha infância. Não quero perturbar aquela menina no seu oficio de sonhar. Não a quero sobressaltar quando se abre para o mundo que tão intensamente adivinha, nem interromper sua risada quando acha graça de algo que ninguém mais percebeu. Tento remontala aqui num quebracabeças que vai formar um retrato — o meu retrato? Certamente faltarão algumas pegas. Mas, falhada e fragmentaria, esta sou eu, e me reconheço assim em toda a minha incompletude. Algumas destas narrações ja publiquei. São meu rebanho, e posso chamalas de volta quando quiser. Muitas eu mesma vi e vivi; outras apanhei soltas no ar, pois sempre há quem se exponha a uma criança que finge não escutar nem enxergar muita coisa da sua vida ao resdochão. Aqui onde estou — diante deste computador, nesta altura e deste ângulo afinal compreendo que não são as palavras que produzem o mundo, pois este nem ao menos cabe dentro delas. Assim aquela menina dançando no patio na chuva não cabia no seu protegido cotidiano: procurava sempre o susto que viria além. Então enfiavase atras dos biombos da imaginação, colocava as mascaras e espiava o belo e o intrigante, que levaria o resto de sua vida tentando descrever. (Lya Luft, Mar de dentro, p. 1314) O texto acima pode ser entendido como pertencente a tipologia narrativa. Desse modo, todos os elementos abaixo comprovam essa classificação, exceto: a) a presença de um narrador em primeira pessoa que relata, com parcialidade, os fatos e elementos descritos. b) referencias espaciais como o estar "diante deste computador, nesta altura e deste angulo". c) A presença de personagens como "aquela menina no seu oficio de sonhar". d) A defesa de um posicionamento que fica claro na oposição entre o adulto e a criança no texto. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 417: IBFC Tec Esp (MGS)/MGS/Serv. Técnicos Contábeis/2015 Assunto: Tipologia Textual A arte de escrever “Há, portanto, uma arte de escrever que é a redação. Não é uma prerrogativa dos literatos, senão uma atividade social indispensável, para a qual falta, não obstante, muitas vezes, uma preparação preliminar. A arte de falar, necessária à exposição oral, é mais fácil na medida em que se beneficia da prática da fala cotidiana, de cujos elementos parte em princípio. O que há de comum, antes de tudo, entre a exposição oral e a escrita é a necessidade da boa composição, isto é, uma distribuição metódica e compreensível de ideias. Impõese igualmente a visualização de um objetivo definido. Ninguém é capaz de escrever bem, se não sabe bem o que vai escrever. Justamente por causa disso, as condições para a redação no exercício da vida profissional ou no intercâmbio amplo, dentro da sociedade, são muito diversas das da redação escolar. A convicção do que vamos dizer, a importância que há em dizêlo, o domínio de um assunto da nossa especialidade tiram à redação o caráter negativo de mero exercício formal, como tem na escola. Qualquer um de nós senhor de um assunto é, em princípio, capaz de escrever sobre ele. Não há um jeito especial para a redação, ao contrário do que muita gente pensa. Há apenas uma falta de preparação inicial, que o esforço e a prática vencem. Por outro lado, a arte de escrever, na medida em que consubstancia a nossa capacidade de expressão do pensar e do sentir, tem de firmar raízes na nossa própria personalidade e decorre, em grande parte, de um trabalho nosso para desenvolver a personalidade por este ângulo. [...] A arte de escrever precisa assentar numa atividade preliminar já radicada, que parte do ensino escolar e de um hábito de leitura inteligentemente conduzido; depende muito, portanto, de nós mesmos, de uma disciplina mental adquirida pela autocrítica e pela observação cuidadosa do que outros, com bom resultado, escreveram." (JOAQUIM MATTOSO CÂMARA JR. Manual de expressão oral & escrita. 7a. Edição, Vozes, Petrópolís, 1983.) Ao tratar sobre a escrita, o autor construiu um texto cujo objetivo é: a) Moralizante b) Humorístico c) Argumentativo d) Didático Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 418: IBFC Ag Ad (CM Vassouras)/CM Vassouras/2016 Assunto: Tipologia Textual Cace a liberdade (Martha Medeiros) Arroz, feijão, bife, ovo. Isso nós temos no prato, é a fonte de energia que nos faz levantar de manhã e sair para trabalhar. Nossa meta primeira é a sobrevivência do corpo. Mas como anda a dieta da alma? Outro dia, no meio da tarde,senti uma fome me revirando por dentro. Uma fome que me deixou melancólica. Me dei conta de que estava indo pouco ao cinema, conversando pouco com as pessoas, e senti uma abstinência de viajar que me deixou até meio tonta. Minha geladeira, afortunadamente, está cheia, e ando até um pouco acima do meu peso ideal, mas me senti desnutrida. Você já se sentiu assim também, precisando se alimentar? Revista, jornal, internet, isso tudo nos informa, nos situa no mundo, mas não sacia. A informação entra dentro da casa da gente em doses cavalares e nos encontra passivos, a gente apenas seleciona o que nos interessa e despreza o resto, e nem levantamos da cadeira neste processo. Para alimentar a alma, é obrigatório sair de casa. Sair à caça. Perseguir. Se não há silêncio a sua volta, cace o silêncio onde ele se esconde, pegue uma estradinha de terra batida, visite um sítio, uma cachoeira, ou vá para a beira da praia, o litoral é bonito neste época, tem uma luz diferente, o mar parece maior, há menos gente. Cace o afeto, procure quem você gosta de verdade, tire férias de rancores e mágoas, abrace forte, sorria, permita que o cacem também. 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 9/79 Cace a liberdade que anda tão rara, liberdade de pensamento, de atitudes, vá ao encontro de tudo que não tem regra, patrulha, horários. Cace o amanhã, o novo, o que ainda não foi contaminado por críticas, modismos, conceitos, vá atrás do que é surpreendente, o que se expande na sua frente, o que lhe provoca prazer de olhar, sentir, sorver. Entre numa galeria de arte. Vá assistir a um filme de um diretor que não conhece. Olhe para a sua cidade com olhos de estrangeiro, como se você fosse um turista. Abra portas. E páginas. Arroz, feijão, bife, ovo. Isso me mantém de pé, mas não acaba com meu cansaço diante de uma vida que, se eu me descuido, se torna repetitiva, monótona, entediante. Mas nada de descuido. Vou me entupir de calorias na alma. Há fartas sugestões no cardápio. Quero engordar no lugar certo. O ritmo dos meus dias é tão intenso que às vezes a gente se esquece de se alimentar direito. O texto é marcado pela postura subjetiva uma vez que apresenta relatos pessoais. Dentre os fragmentos transcritos abaixo, assinale a opção cujo elemento linguístico em destaque NÃO ilustre pessoalidade. a) "é a fonte de energia de nos faz levantar" (1º §) b) "Outro dia, no meio da tarde, senti uma fome" (2º §) c) "Uma fome que me deixou melancólica." (2º §) d) "Minha geladeira, afortunadamente, está cheia," (2º §) e) "Isso me mantém de pé" (7º §) Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 419: IBFC AnaDP (CM Vassouras)/CM Vassouras/2015 Assunto: Tipologia Textual Amanheci um dia pensando em casar. Foi uma ideia que me veio sem que nenhum rabo de saia a provocasse. Não me ocupo com amores, devem ter notado, e sempre me pareceu que mulher é um bicho esquisito, difícil de governar. A que eu conhecia era a Rosa do Marciano, muito ordinária. Havia conhecido também a Germana e outras dessa laia. Por elas eu julgava todas. Não me sentia, pois inclinando para nenhuma: o que sentia era desejo de preparar um herdeiro para as terras de S. Bernardo. Tentei fantasiar uma criatura alta, sadia, com trinta anos, cabelos pretos – mas parei aí. Sou incapaz de imaginação, e as coisas boas que mencionei vinham destacadas, nunca se juntando para formar um ser completo. Lembreime de senhoras minhas conhecidas: d. Emília Mendonça, uma Gama, a irmã de Azevedo Gondim, d. Macela, filha do dr. Magalhães, juiz de direito. (RAMOS, Graciliano. São Bernardo, Rio de Janeiro: Record, 2009, p. 67) Uma leitura atenta do texto permite ao leitor perceber que a técnica de composição empregada pelo autor possui um caráter predominantemente: a) dissertativo, marcado pela defesa de um ponto de vista delimitado pelo contraste de argumentos. b) simbólico, pelo qual se destacam os inúmeros elementos que representam exemplos de linguagem conotativa. c) descritivo, consideravelmente marcado pela presença de adjetivos e pela representação verbal de um dado momento. d) narrativo, por meio do qual se evidencia a progressão temporal de ações marcadas pelo dinamismo dos fatos. e) apelativo, pelo qual se destaca a interlocução em uma tentativa frequente de convencimento do leitor. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 420: IBFC Sold (PM PB)/PM PB/2014 Assunto: Tipologia Textual Aí pelas Três da Tarde Raduan Nassar Nesta sala atulhada de mesas, máquinas e papéis, onde invejáveis escreventes dividiram entre si o bom senso do mundo, aplicandose em idéias claras apesar do ruído e do mormaço, seguros ao se pronunciarem sobre problemas que afligem o homem moderno (espécie da qual você, milenarmente cansado, talvez se sinta um tanto excluído), largue tudo de repente sob os olhares a sua volta, componha uma cara de louco quieto e perigoso, faça os gestos mais calmos quanto os tais escribas mais severos, dê um largo "ciao" ao trabalho do dia, assim como quem se despede da vida, e surpreenda pouco mais tarde, com sua presença em hora tão insólita, os que estiveram em casa ocupados na limpeza dos armários, que você não sabia antes como era conduzida. Convém não responder aos olhares interrogativos, deixando crescer, por instantes, a intensa expectativa que se instala. Mas não exagere na medida e suba sem demora ao quarto, libertando aí os pés das meias e dos sapatos, tirando a roupa do corpo como se retirasse a importância das coisas, pondose enfim em vestes mínimas, quem sabe até em pêlo, mas sem ferir o decoro (o seu decoro, está claro), e aceitando ao mesmo tempo, como boa verdade provisória, toda mudança de comportamento. Feito um banhista incerto, assome em seguida no trampolim do patamar e avance dois passos como se fosse beirar um salto, silenciando de vez, embaixo, o surto abafado dos comentários. Nada de grandes lances. Desça, sem pressa, degrau por degrau, sendo tolerante com o espanto (coitados!) dos pobres familiares, que cobrem a boca com a mão enquanto se comprimem ao pé da escada. Passe por eles calado, circule pela casa toda como se andasse numa praia deserta (mas sempre com a mesma cara de louco ainda não precipitado) e se achegue depois, com cuidado e ternura, junto à rede languidamente envergada entre plantas lá no terraço. Larguese nela como quem se larga na vida, e vá ao fundo nesse mergulho: cerre as abas da rede sobre os olhos e, com um impulso do pé (já não importa em que apoio), goze a fantasia de se sentir embalado pelo mundo. Considerando a tipologia que caracteriza o texto em análise, é correto afirmar que se trata da: a) argumentativa b) narrativa c) descritiva d) expositiva Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 421: IBFC Med ASS (IPSEMG)/IPSEMG/Cirurgia cabeça pescoço/2014 Assunto: Tipologia Textual Texto I Os sapatos de meu pai O dia começou completamente sextafeira, pensei enquanto levava o saco de lixo para a calçada. Um céu úmido chuviscava irritação sobre a cidade indefesa e fria, obrigandome a proteger o rosto do vento molhado e escolher o lugar onde punha os pés. As lojas vizinhas também levantaram suas portas onduladas. Minha rotina dos dias pares, nossa escala entre as balconistas. A três passos do poste, junto ao qual deixaria minha carga, dois sapatos largos e sujos, tamanhos, o direito esfregandose na guia para se livrar do barro. Meu sangue 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 10/79 parou e todo meu corpo também. Só meus olhos mantinham alguma vida, mas que não ousavam subir além de dois palmos das pernas.O medo grudavame no céu da boca um gosto indeciso entre o morno e o frio. Qualquer coisa amarga em uma colher: toma, minha filha, vai te fazer bem. Eram os sapatos de meu pai. Por tudo que sei dele, eram os sapatos de meu pai. Já não sei se o que me resta dele, de meu pai, são reminiscências minhas, situações que eu mesma vivi, ou são as lembranças de minha mãe, casos que ela me contava com olhos brilhantes, muitas vezes de lágrimas, outras vezes de pura paixão. Paralisada no meio do caminho, não conseguia desgrudar os olhos daquele sapato embarrado esfregandose na quina da guia. A garoa apertava mais densa, e um pequeno córrego escorria pelo meiofio. Quase alegre. A poucos metros abaixo, entretanto, sem nenhuma resistência, despejavase na boca de lobo e sumia na face escura da sextafeira. Lá embaixo. [...] (BRAFF, Menalton. A coleira no pescoço. São Paulo: Bertrand Brasil. p.7780) O texto em análise pertence ao gênero conto, que é tipicamente narrativo. Contudo, o fragmento acima aponta para o predomínio de uma outra tipologia textual que é a: a) exposição b) injunção c) descrição d) argumentação Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 422: IBFC Ana SS (IPSEMG)/IPSEMG/Qualquer Curso Superior/2014 Assunto: Tipologia Textual Texto II Xarope e antigripal não têm eficácia em crianças, diz estudo (Mariana Versolato) Xaropes e remédios para resfriados não são tão eficazes como se acredita. Uma revisão de estudos da Colaboração Cochrane (organização internacional que elabora revisões da literatura médica) mostrou que as terapias mais comuns para tosse aguda e resfriado não têm evidências científicas. Pesquisadores analisaram 27 estudos com 5.117 adultos e crianças quanto à eficácia de medicamentos para resfriados que combinam antialérgicos, descongestionantes e analgésicos. A conclusão é que o uso dessas drogas tem efeito limitado em adultos e crianças com mais de seis anos, provocando uma melhora de 20% a 30% dos sintomas. Esse pequeno benefício precisa ser colocado na balança com os possíveis efeitos colaterais, como sonolência e dor de cabeça. Para crianças mais novas, porém, não há evidência de efetividade e segurança do uso desses medicamentos. [...] (Folha de São Paulo, Cotidiano, 20/03/2014) É possível perceber o caráter argumentativo do texto acima. Nele, foi utilizada como estratégia objetiva de argumentação para fortalecimento da tese inicial o seguinte recurso: a) exposição de um ponto de vista. b) enumeração de exemplos. c) a referência a dados. d) citação direta de autoridade competente. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 423: IBFC Tec SS (IPSEMG)/IPSEMG/Enfermagem/2014 Assunto: Tipologia Textual Liza, você conhece o significado da palavra “férias”? Já disse que não gosto de gracejos de manhã. Conhece ou não, Liza? Claro que conheço. Não me tome por uma tola. E o que significa? Afastarse para descansar no mar e na praia. E agora suma daqui com as suas tolices, Samuel. Não posso imaginar como conhece a palavra. Não quer dizer logo o que está pensando? Por que eu não deveria conhecêla? Alguma vez já tirou férias, Liza? Ora, eu... Ela parou de falar. Em cinquenta anos, alguma vez já teve férias, minha pequena e tola esposa? (John Steinbeck. A leste do éden. São Paulo: Círculo do Livro, s.d. p. 30910) A estrutura do texto em análise permite a percepção de sua tipologia. Tratase de um exemplo de texto: a) expositivo b) descritivo c) narrativo d) injuntivo Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 424: IBFC Tec Sup Esp (MGS)/MGS/Psicologia/2016 Assunto: Tipologia Textual 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 11/79 Texto Uma Vela para Dario (Dalton Trevisan) Dario vinha apressado, guardachuva no braço esquerdo e, assim que dobrou a esquina, diminui o passo até parar, encostandose à parede de uma casa. Por ela escorregando, sentouse na calçada, ainda úmida de chuva, e descansou na pedra o cachimbo. Dois ou três passantes rodearamno e indagaram se não se sentia bem, Dario abriu a boca, moveu os lábios, não se ouviu resposta. O senhor gordo, de branco, sugeriu que devia sofrer de ataque. Ele reclinase mais um pouco, estendido agora na calçada, e o cachimbo tinha apagado. O rapaz de bigode pediu aos outros que se afastassem e o deixassem respirar. Abrelhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta. Quando lhe tiram os sapatos, Dario rouqueja feio, bolhas de espuma surgiram no canto da boca. Cada pessoa que chega erguese na ponta dos pés, não o pode ver. Os moradores da rua conversam de uma porta à outra, as crianças de pijama acodem à janela. O senhor gordo repete que Dario sentouse na calçada, soprando a fumaça do cachimbo, encostava o guardachuva na parede. Mas não se vê guardachuva ou cachimbo ao seu lado. A velhinha de cabeça grisalha grita que ele está morrendo. Um grupo o arrasta para o táxi da esquina. Já no carro a metade do corpo, protesta o motorista: quem pagaria a corrida? Concordam chamar a ambulância Dario conduzido de volta e recostado à parede não tem os sapatos nem o alfinete de pérola da gravata. Alguém informa da farmácia na outra rua. Não carregam Dario além de esquina; a farmácia é no fim do quarteirão e, além do mais, muito peso. É largado na porta de uma peixaria. Enxame de moscas lhe cobre o rosto, sem que faça um gesto para espantálas. Ocupado o café próximo pelas pessoas que apreciam o incidente e, agora, comendo e bebendo, gozam as delícias da noite. Dario em sossego e torto no degrau da peixaria, sem o relógio de pulso. Um terceiro sugere lhe examinem os papéis, retirados com vários objetos e seus bolsos e alinhados sobre a camisa branca. Ficam sabendo do nome, idade; sinal de nascença. O endereço na carteira é de outra cidade. Registrase correria de uns duzentos curiosos que, a essa hora, ocupam toda a rua e as calçadas: era a polícia. O carro negro investe a multidão. Várias pessoa tropeçam no corpo de Dario, pisoteado dezessete vezes. O guarda aproximase do cadáver, não pode identificálo os bolsos vazios. Resta na mão esquerda a aliança de ouro, que ele próprio quando vivo só destacava molhando no sabonete. A policia decide chamar o rabecão. A última boca repete Ele morreu, ele morreu. A gente começa a ser dispersar. Dario levou duas horas para morrer, ninguém acreditava estivesse no fim, Agora, aos que alcançam vêlo, todo o ar de um defunto. Um senhor piedoso dobre o paletó de Dario para lhe apoiar a cabeça. Cruza as mãos no peito. Não consegue fechar olho nem boca, onde a espuma sumiu. Apenas um homem morto e a multidão se espalha, as mesas do café ficam vazias. Na janela alguns moradores com almofadas para descansar os cotovelos. Um menino de cor de descalço veio com uma vela, que acende ao lado do cadáver. Parece morto há muitos anos, quase o retrato de um morto desbotado pela chuva. Fechamse uma a uma as janelas. Três horas depois, lá está Dario à espera do rabecão. A cabeça agora na pedra, sem o paletó. E o dedo sem aliança. O toco de vela apagase às primeiras gotas da chuva, que volta a cair. O texto apresenta uma estrutura cujo o processo de composição predominante é o narrativo. Todos os elementos abaixo são característicos desse tipo de texto, EXCETO: a) presença de personagens. b) referências temporais. c) indicação espacial. d) defesa de ponto de vista. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 425: IBFC Asst (CM Aqa)/CM Araraquara/Comunicação/2016 Assunto: Tipologia Textual COMUNIDADES DAS PRIMEIRAS ÀS NOVAS LEITURAS DO CONCEITO (...) Por meio dos autores reunidos por Fernandes, percebese que a ideia de comunidade remeteao sentimento de vida em comum fundado nas relações de parentesco e vizinhança, baseado na reciprocidade, norteado por laços afetivos que ligam indivíduos que convivem em um mesmo espaço físico e nele adquirem os recursos básicos para a sua subsistência. Cada um dos autores apresentados por Fernandes atribui valor a um ou outro dos atributos. Mas, se pudéssemos identificar um tipo ideal de comunidade, no sentido weberiano do termo, a partir dos diversos autores reunidos por Fernandes, esta teria: base territorial comum, fortes laços afetivos, reciprocidade, autonomia política e econômica e subordinação do individual ao social. Já uma sociedade seria definida por relações voluntárias e contratuais. Na medida em que compartilham determinado interesse, indivíduos podem se associar para alcançar objetivos relacionados ao mesmo, embora não necessariamente tenham outros aspectos de suas vidas compartilhados, tais como relações de parentesco, interdependências econômicas ou convivam numa mesma base territorial. Portanto, o conceito de sociedade é mais amplo e inclui o de comunidade. Essa diferenciação conceituai vem à tona a partir do aprofundamento do processo da divisão social do trabalho. A fragmentação das atividades laborais, a prevalência do contrato sobre o status, a multiplicação dos grupos formais, a passagem da família para o Estado como forma de organização social predominante e a ampliação e internacionalização das trocas comerciais são algumas condições sociais que promovem modos de vida societários e fundamentam a separação conceituai entre comunidade e sociedade; e, mesmo, sugerem a passagem da primeira forma à segunda como modo predominante de agrupamento social, embora a bibliografia seja quase unânime em afirmar a coexistência entre as duas formas sociais ao longo da História. (...) http://www.revistas.usp.br/comueduc/article/view/78561/83089 acesso em 02/05/2016. Ao ler o texto acima mencionado, identifique a qual tipo de texto pertence. Assinale a alternativa correta. a) Informativo b) Literário c) Crônica 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 12/79 d) Narração Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 426: IBFC ACI (CM Aqa)/CM Araraquara/2016 Assunto: Tipologia Textual O estudo científico da comunicação: avanços teóricos e metodológicos ensejados pela escola latinoamericana INTRODUÇÃO A sociedade moderna está cercada de todos lados pelos vários sistemas de comunicaçã. Estudar a comunicação social é uma necessidade atual de todos os povos em qualquer parte do mundo. Conhecer e dominar os sistemas de informação e da comunicação é indispensável no mundo globalizado. Estamos iniciando os últimos passos para a saída do século XX e os primeiros para a entrada do século XXI. Neste período de transição o ser humano vive momentos de incertezas da comunicação e de (in)comunicação, das cirses políticas, culturais, econômicas e religiosas. As distências na sociedade contemporânea estão cada vez mais próximas, quer seja pelos modernos meios de transportes ou pelas telecomunicações via satélite, Internet, etc. Com as novas tecnologias, a velocidade da informação e o processo comunicacional tornamse cada vez mais complexos e consequentemente de mais dificil compreensão. No inicio do século XX o impacto sociocultural e econômico se deu com a revolução industrial. O século XX está chegando sob o impacto da revolução dos meios de comunicação e das novas tecnologias da informação. É inegável a importância dos meios de comunicação social e sua influência na complexa sociedade globalizada. Desta forma, estudar, as mídias passou a ser prioridade no campo das interações sociais. É necessário investigar, compreender e formular teorias de comunicação que possam atender os interesses da sociedade no mundo globalizado. Em busca desse objetivo resolvemos fazer algumas reflexões sobre os paradigmas existentes e tentar abrir algumas brechas que possam contribuir na formatação de novos ingredientes colaboradores do processo de interpretação e explicação da realidade atual. É neste mindo globalizado que o homem vive atualmente e dele retira as informações que irão contribuir para ampliação dos seus conhecimentos e das suas experiências. http:// www2. metodista.br/unesco/PCLA/revista6/artigo%2063.htm acesso em 03/05/2016 Assinale a alternativa correta. Ao ler o texto acima podemos identificar que se trata de um texto: a) Acadêmico b) Jornalístico c) Teórico. d) Descritivo. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 427: IBFC Eng ST (COMLURB)/COMLURBRJ/2016 Assunto: Tipologia Textual Investir na Segurança: Despesa ou Receita Em se falando de Segurança no Trabalho, nos deparamos com a palavra ACIDENTE. Numa definição abrangente e genérica, podemos afirmar que ACIDENTE é um evento indesejável e inesperado que produz desconforto, ferimentos, danos, perdas humanas e ou materiais. Um acidente pode mudar totalmente a rotina e a vida de uma pessoa, modificar sua razão de viver ou colocar em risco seus negócios e propriedades. Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o acidente não é obra do acaso e nem da falta de sorte. Denominase SEGURANÇA, a disciplina que congrega estudos e pesquisas visando eliminar os fatores perigosos que conduzem ao acidente ou reduzir seus efeitos. Seu campo de atuação vai desde uma simples residência até complexos conglomerados industriais. Nos países desenvolvidos medidas preventivas e de Segurança de caráter individual ou coletivo, são aplicadas e praticadas pela maioria de seus cidadãos, ao passo que nos países em desenvolvimento ainda são largamente inexistentes ou ignoradas. Em alguns destes países a legislação apresenta certos absurdos como compensação monetária pela exposição ao risco (periculosidade, insalubridade), fazendo com que empregados e empregadores concentrem suas atenções no “custo” da exposição e não na eliminação da mesma. (...) http://www.segurancanotrabalho.eng.br/artigos/investir_seg.html acesso em 25/04/2016 Sabemos que há alguns tipos de textos que são conhecidos como gêneros textuais. Assinale a alternativa que está se referindo ao texto lido. a) O texto lido é do gênero literário, pois possui influência da linguagem oral; b) O texto lido pertence ao gênero crônica, visto que traz uma crítica. c) O texto lido é do gênero informativo, pois explica alguns aspectos sobre Segurança no trabalho. d) O texto lido é do Gênero teórico, por passar informações sobre Segurança no trabalho. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 428: IBFC Tec (COMLURB)/COMLURBRJ/Segurança do Trabalho/2016 Assunto: Tipologia Textual Que é Segurança do Trabalho? Segurança do trabalho pode ser entendida como os conjuntos de medidas que são adotadas visando minimizar os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, bem como proteger a integridade e a capacidade de trabalho do trabalhador. A Segurança do Trabalho estuda diversas disciplinas como Introdução à Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho, Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas, Equipamentos e Instalações, Psicologia na Engenharia de Segurança, Comunicação e Treinamento, Administração aplicada à Engenharia de Segurança, O Ambiente e as Doenças do Trabalho, Higiene do Trabalho, Metodologia de Pesquisa, Legislação, Normas Técnicas, Responsabilidade Civil e Criminal, Perícias, Proteção do Meio Ambiente, Ergonomia e Iluminação, Proteção contra Incêndios e Explosões e Gerência de Riscos. O quadro de Segurança do Trabalho de uma empresa compõese de uma equipe multidisciplinar composta por Técnico de Segurança do Trabalho, Engenheiro de Segurançado Trabalho, Médico do Trabalho e Enfermeiro do Trabalho. Estes profissionais formam o que chamamos de SESMT Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho. Também os empregados da empresa constituem a CIPA Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, que tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tomar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. A Segurança do Trabalho é definida por normas e leis. No Brasil, a Legislação de Segurança do Trabalho compõe se de Normas Regulamentadoras, leis complementares, como portarias e decretos e também as convenções Internacionais da Organização Internacional do Trabalho, ratificadas pelo Brasil. 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 13/79 http://www.areasea.com/sea/ acesso em 24/04/2016 São variadas as possibilidades de se identificar os Gêneros textuais. Tendo como referência o texto acima, identifique a alternativa correta. a) O texto referido é do gênero informativo, já que apresenta informações sobre a Segurança do Trabalho, possibilitando múltiplas interpretações. b) O texto referido é do gênero científico, já que apresenta informações sobre a Segurança do Trabalho, possibilitando múltiplas interpretações. c) O texto referido é do gênero científico, já que apresenta informações sobre a Segurança do Trabalho, possibilitando única interpretação. d) O texto referido é do gênero informativo, já que apresenta informações sobre a Segurança do Trabalho, possibilitando única interpretação. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 429: IBFC Per Crim (PC RJ)/PC RJ/Biologia/2013 Assunto: Reescritura de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto. Texto Para Ver as Meninas Silêncio por favor Enquanto esqueço um pouco a dor no peito Não diga nada sobre meus defeitos Eu não me lembro mais Quem me deixou assim Hoje eu quero apenas Uma pausa de mil compassos Para ver as meninas E anda mais nos braços Só este amor Assim descontraído Quem sabe de tudo não fale Quem sabe nada se cale Se for preciso eu repito Porque hoje eu vou fazer Ao meu jeito eu vou fazer Um samba sobre o infinito Porque hoje eu vou fazer Ao meu jeito eu vou fazer Um samba sobre o infinito (Marisa Monte) Disponível em http://letras.mus.br/marisamonte/47291/Acesso em 19/07/2013 Assinale a opção que apresenta a reescritura de um verso do texto que provocaria alteração de sentido. a) “sobre meu defeitos” (5º verso) / a respeito dos meus defeitos b) “quem me deixou assim” (7º verso) / quem me deixou deste modo c) “Quem sabe de tudo não fale” (14º verso) / Quem conhece de tudo não fale d) “Porque hoje eu vou fazer” (17º verso) / já que hoje eu vou fazer e) “Um samba sobre o infinito” (19º verso) / O samba sobre o infinito Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 430: IBFC Ana San (EMBASA)/EMBASA/Enfermeiro do Trabalho/2015 Assunto: Reescritura de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto. Não quer ajudar, não atrapalha (Gregório Duvivier) É sempre a mesma coisa. Primeiro todo o mundo põe um filtro arcoíris no avatar. Depois vem uma onda de gente criticando quem trocou o avatar. Depois vem a onda criticando quem criticou. Em seguida começam a criticar quem criticou os que criticaram. Nesse momento já começaram as ofensas pessoais e já se esqueceu o porquê de ter trocado o avatar, ou trocado o nome para guarani kayowá, ou abraçado qualquer outra causa. Toda batalha pode ser ridicularizada. Você é contra a homofobia: essa bandeira é fácil, quero ver levantar bandeira contra a transfobia. Você é contra a transfobia: estatisticamente a transfobia afeta muito pouca gente se comparada ao machismo. Você é contra o machismo: mas a mulher está muito mais incluída na sociedade do que os negros. E por aí vai. Você é de esquerda, mas não doa pros pobres? Hipócrita. Ah, você doa pros pobres? Populista. Culpado. Assistencialista. Cintia Suzuki resumiu bem: “Você coloca um avatar coloridinho, aí não pode porque tem gente passando fome. Aí o governo faz um programa pras pessoas não passarem mais fome, e aí não pode porque é sustentar vagabundo (...). Moral da história: deixa os outros ajudarem quem bem entenderem, já que você não vai ajudar ninguém". Todo vegetariano diz que a parte difícil de não comer carne não é não comer carne. Chato mesmo é aguentar a reação dos carnívoros: “De onde você tira a proteína? Você tem pena de bicho? Mas de rúcula você não tem pena? E das pessoas que colhem a rúcula, você não tem pena? E dos peruanos que não podem mais comprar quinoa e estão morrendo de fome?" O estranho é que, independentemente da sua orientação em relação à carne, não há quem não concorde que o vegetarianismo seria melhor para o mundo, seja do ponto de vista dos animais, ou do meio ambiente, ou da saúde, ou de tudo junto. O problema é exatamente esse: alguém fazendo alguma coisa lembra a gente de que a gente não está fazendo nada. Quando o vizinho separa o lixo, você se sente mal por não separar. A solução? Xingar o vizinho, esse hipócrita que separa o lixo, mas fuma cigarro. Assim é fácil, vizinho. Quem não faz nada pra mudar o mundo está sempre muito empenhado em provar que a pessoa que faz alguma coisa está errada — melhor seria se usasse essa energia para tentar mudar, de fato, alguma coisa. Como diria minha avó: não quer ajudar, não atrapalha. (Disponível em: http://www1 .folha.uol.com.br/colunas/ areaorioduvivier/2015/07/1654941naoaueraiudarnaoatrapalha.shtml. Acesso em: 10/09/15) 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 14/79 No fragmento “O estranho é que, independentemente da sua orientação em relação à carne" (5°§), ocorre um exemplo de crase. Ao reescreverse um trecho desse fragmento, substituindo o vocábulo “carne" por outras construções, aponte a única opção em que o acento grave estaria sendo usado corretamente. a) independentemente da sua orientação em relação à escolha b) independentemente da sua orientação em relação à uma alimentação c) independentemente da sua orientação em relação à alimentarse d) independentemente da sua orientação em relação à comidas Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 431: IBFC Ass Adm (CEP 28)/CEP 28/2015 Assunto: Reescritura de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto. Também tem de ser verdade (Jennifer ann Thomas) A onda sustentável que tomou o planeta nas últimas décadas levantou considerações em torno da fabricação de baterias. A busca pelo aumento da eficiência passou a rivalizar com a batalha por tornar esses dispositivos mais verdes. O caminho seguro é a substituição gradual de fontes sujas de energia, a exemplo do petróleo, pelas renováveis. A energia solar, em especial, foi alavancada ao status de possível solução definitiva para os dois problemas que rondam as baterias: a eficiência e a sustentabilidade. Se toda a radiação que atinge a Terra em um dia, vinda do sol, virasse eletricidade, seria possível sustentar a humanidade por 27 anos. Na prática, o que falta hoje para a adoção ampla da alternativa solar é apenas vontade, da indústria e de consumidores, para implantála. A startup alemã Changers achou uma boa forma de incentivo. A Changers vende os modelos abastecidos por radiação solar. Seus carregadores, finos e maleáveis, podem ser acoplados a mochilas ou levados dentro de uma bolsa. Após quatro horas carregando no sol, uma dessas baterias absorve energia suficiente para produzir 16 wattshora, o suficiente para recarregar abateria de um smartphone duas vezes no dia. Um aplicativo, normalmente entregue junto com as baterias da Changers, motiva clientes a ser sustentáveis e, no processo, mostra as vantagens de adotar essa postura (mesmo que para isso seja preciso pagar um pouco mais caro pelo produto alimentado pelo sol, em comparação com as baterias carregadas com fontes sujas). [...] A fundadora da Changers, Daniela Schieffer, afirma: "Todos adoram falar da necessidade de cuidar da Terra, mas poucos se mexem para isso. Queremos dar um empurrão, dizer 'vamos começar de algum lugar' e mostrar quando é fácil adotar posturas mais conscientes". (Revista Veja, de 15/04/15 adaptado) Considere o fragmento abaixo para responder à questão seguinte. "Um aplicativo, normalmente entregue junto com as baterias da Changers, motiva clientes a ser sustentáveis e, no processo, mostra as vantagens de adotar essa postura (mesmo que para isso seja preciso pagar um pouco mais caro pelo produto alimentado pelo sol, em comparação com as baterias carregadas com fontes sujas)." (3º§) Considerando o valor semântico do termo em destaque, ele poderia ser substituído, sem prejuízo de sentido, por: a) Visto que b) Embora c) À medida que d) Que Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 432: IBFC Asst (CM Aqa)/CM Araraquara/Comunicação/2016 Assunto: Reescritura de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto. COMUNIDADES DAS PRIMEIRAS ÀS NOVAS LEITURAS DO CONCEITO (...) Por meio dos autores reunidos por Fernandes, percebese que a ideia de comunidade remete ao sentimento de vida em comum fundado nas relações de parentesco e vizinhança, baseado na reciprocidade, norteado por laços afetivos que ligam indivíduos que convivem em um mesmo espaço físico e nele adquirem os recursos básicos para a sua subsistência. Cada um dos autores apresentados por Fernandes atribui valor a um ou outro dos atributos. Mas, se pudéssemos identificar um tipo ideal de comunidade, no sentido weberiano do termo, a partir dos diversos autores reunidos por Fernandes, esta teria: base territorial comum, fortes laços afetivos, reciprocidade, autonomia política e econômica e subordinação do individual ao social. Já uma sociedade seria definida por relações voluntárias e contratuais. Na medida em que compartilham determinado interesse, indivíduos podem se associar para alcançar objetivos relacionados ao mesmo, embora não necessariamente tenham outros aspectos de suas vidas compartilhados, tais como relações de parentesco, interdependências econômicas ou convivam numa mesma base territorial. Portanto, o conceito de sociedade é mais amplo e inclui o de comunidade. Essa diferenciação conceituai vem à tona a partir do aprofundamento do processo da divisão social do trabalho. A fragmentação das atividades laborais, a prevalência do contrato sobre o status, a multiplicação dos grupos formais, a passagem da família para o Estado como forma de organização social predominante e a ampliação e internacionalização das trocas comerciais são algumas condições sociais que promovem modos de vida societários e fundamentam a separação conceituai entre comunidade e sociedade; e, mesmo, sugerem a passagem da primeira forma à segunda como modo predominante de agrupamento social, embora a bibliografia seja quase unânime em afirmar a coexistência entre as duas formas sociais ao longo da História. (...) http://www.revistas.usp.br/comueduc/article/view/78561/83089 acesso em 02/05/2016. Leia a frase abaixo e assinale a alternativa que indica a correta substituição da palavra destacada: Mas, se pudéssemos identificar um tipo ideal de comunidade,(...). a) então b) assim c) contudo d) que Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 433: IBFC ACI (CM Aqa)/CM Araraquara/2016 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 15/79 Assunto: Reescritura de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto. O estudo científico da comunicação: avanços teóricos e metodológicos ensejados pela escola latinoamericana INTRODUÇÃO A sociedade moderna está cercada de todos lados pelos vários sistemas de comunicaçã. Estudar a comunicação social é uma necessidade atual de todos os povos em qualquer parte do mundo. Conhecer e dominar os sistemas de informação e da comunicação é indispensável no mundo globalizado. Estamos iniciando os últimos passos para a saída do século XX e os primeiros para a entrada do século XXI. Neste período de transição o ser humano vive momentos de incertezas da comunicação e de (in)comunicação, das cirses políticas, culturais, econômicas e religiosas. As distências na sociedade contemporânea estão cada vez mais próximas, quer seja pelos modernos meios de transportes ou pelas telecomunicações via satélite, Internet, etc. Com as novas tecnologias, a velocidade da informação e o processo comunicacional tornamse cada vez mais complexos e consequentemente de mais dificil compreensão. No inicio do século XX o impacto sociocultural e econômico se deu com a revolução industrial. O século XX está chegando sob o impacto da revolução dos meios de comunicação e das novas tecnologias da informação. É inegável a importância dos meios de comunicação social e sua influência na complexa sociedade globalizada. Desta forma, estudar, as mídias passou a ser prioridade no campo das interações sociais. É necessário investigar, compreender e formular teorias de comunicação que possam atender os interesses da sociedade no mundo globalizado. Em busca desse objetivo resolvemos fazer algumas reflexões sobre os paradigmas existentes e tentar abrir algumas brechas que possam contribuir na formatação de novos ingredientes colaboradores do processo de interpretação e explicação da realidade atual. É neste mindo globalizado que o homem vive atualmente e dele retira as informações que irão contribuir para ampliação dos seus conhecimentos e das suas experiências. http:// www2. metodista.br/unesco/PCLA/revista6/artigo%2063.htm acesso em 03/05/2016 Leia as opções abaixo e indique a que altera a conjugação para o termo futuro de maneira correta. É necessário investigar, compreender e formular teorias de comunicação que possam atender os interesses da sociedade no mundo globalizado. a) Será necessário investigar, compreender e formular teorias de comunicação que possam atender os interesses da sociedade no mundo globalizado. b) Serão necessário investigar, compreender e formular teorias de comunicação que possam atender os interesses da sociedade no mundo globalizado. c) Há a necessidade de investigar, compreender e formular teorias de comunicação que possam atender os interesses da sociedade no mundo globalizado. d) Seria necessário investigar, compreender teorias de comunicação que possam atender os interesses da sociedade no mundo globalizado. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 434: IBFC ACI (CM Aqa)/CM Araraquara/2016 Assunto: Reescritura de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto. O estudo científico da comunicação: avanços teóricos e metodológicos ensejados pela escola latinoamericana INTRODUÇÃO A sociedade moderna está cercada de todos lados pelos vários sistemas de comunicaçã. Estudar a comunicação social é uma necessidade atual de todos os povos em qualquer parte do mundo. Conhecer e dominar os sistemas de informação e da comunicação é indispensável no mundo globalizado. Estamos iniciando os últimos passos para a saída do século XX e os primeiros para a entrada do século XXI. Neste período de transição o ser humano vive momentos de incertezas da comunicação e de (in)comunicação, das cirses políticas, culturais, econômicase religiosas. As distências na sociedade contemporânea estão cada vez mais próximas, quer seja pelos modernos meios de transportes ou pelas telecomunicações via satélite, Internet, etc. Com as novas tecnologias, a velocidade da informação e o processo comunicacional tornamse cada vez mais complexos e consequentemente de mais dificil compreensão. No inicio do século XX o impacto sociocultural e econômico se deu com a revolução industrial. O século XX está chegando sob o impacto da revolução dos meios de comunicação e das novas tecnologias da informação. É inegável a importância dos meios de comunicação social e sua influência na complexa sociedade globalizada. Desta forma, estudar, as mídias passou a ser prioridade no campo das interações sociais. É necessário investigar, compreender e formular teorias de comunicação que possam atender os interesses da sociedade no mundo globalizado. Em busca desse objetivo resolvemos fazer algumas reflexões sobre os paradigmas existentes e tentar abrir algumas brechas que possam contribuir na formatação de novos ingredientes colaboradores do processo de interpretação e explicação da realidade atual. É neste mindo globalizado que o homem vive atualmente e dele retira as informações que irão contribuir para ampliação dos seus conhecimentos e das suas experiências. http:// www2. metodista.br/unesco/PCLA/revista6/artigo%2063.htm acesso em 03/05/2016 Leia a citação abaixo e assinale a correta substituição do gerúndio: Estamos iniciando os últimos passos para a saída do século XX e os primeiros para a entrada do século XXI. a) Iniciaremos os últimos passos para a saída do século XX e os primeiros para a entrada do século XXI. b) Iniciamos os últimos passos para a saída do século XX e os primeiros para a entrada do século XXI. c) Iniciarei os últimos passos para a saída do século XX e os primeiros para a entrada do século XXI. d) Ao iniciarmos os últimos passos para a saída do século XX e os primeiros para a entrada do século XXI. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 435: IBFC ACI (CM Aqa)/CM Araraquara/2016 Assunto: Reescritura de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto. O estudo científico da comunicação: avanços teóricos e metodológicos ensejados pela escola latinoamericana INTRODUÇÃO A sociedade moderna está cercada de todos lados pelos vários sistemas de comunicaçã. Estudar a comunicação social é uma necessidade atual de todos os povos em qualquer parte do mundo. Conhecer e dominar os sistemas de informação e da comunicação é indispensável no mundo globalizado. Estamos iniciando os últimos passos para a saída do século XX e os primeiros para a entrada do século XXI. Neste período de transição o ser humano vive momentos de incertezas da comunicação e de (in)comunicação, das cirses políticas, culturais, econômicas e religiosas. As distências na sociedade contemporânea estão cada vez mais próximas, quer seja pelos modernos meios de transportes ou pelas telecomunicações via satélite, Internet, etc. Com as novas tecnologias, a velocidade da informação e o processo comunicacional tornamse cada vez mais complexos e consequentemente de mais dificil compreensão. No inicio do século XX o impacto sociocultural e econômico se deu com a revolução industrial. O século XX está chegando sob o impacto da revolução dos meios de comunicação e das novas tecnologias da informação. É inegável a importância dos meios de comunicação social e sua influência na complexa sociedade globalizada. Desta forma, estudar, as mídias passou a ser prioridade no campo das interações sociais. É necessário investigar, compreender e formular teorias de comunicação que possam atender os interesses da sociedade no mundo globalizado. Em busca desse objetivo resolvemos fazer algumas reflexões sobre os paradigmas existentes e tentar abrir algumas brechas que possam contribuir na formatação de novos ingredientes colaboradores do processo de interpretação e explicação da realidade atual. É neste mindo globalizado que o homem vive atualmente e dele retira as informações que irão contribuir para ampliação dos seus conhecimentos e das suas experiências. 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 16/79 http:// www2. metodista.br/unesco/PCLA/revista6/artigo%2063.htm acesso em 03/05/2016 Analise a citação abaixo e substitua o termo grifado por outro que não altere seu sentido. Desta forma, estudar as mídias passou a ser uma prioridade no campo das interações sociais. a) Mas b) Como c) Assim d) Porém. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 436: IBFC TJ (TRE AM)/TRE AM/Administrativa/2014 Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto Texto Gentecasa Existe gentecasa e genteapartamento. Não tem nada a ver com tamanho: há pessoas pequenas que você sabe, só de olhar, que dentro têm dois pisos e escadaria, e pessoas grandes com um interior apertado, sala e quitinete. Também não tem nada a ver com caráter. Gentecasa não é necessariamente melhor do que gente apartamento. A casa que alguns têm por dentro pode estar abandonada, a pessoa pode ser apenas uma fachada para uma armadilha ou um bordel. Já uma pessoa apartamento pode ter um interior simples mas bem ajeitado e agradável. É muito melhor conviver com um dois quartos, sala, cozinha e dependências do que com um labirinto. Algumas pessoas não são apenas casas. São mansões. Com sótão e porão e tudo que eles comportam, inclusive baús antigos, fantasmas e alguns ratos. É fascinante quando alguém que você não imaginava ser mais do que um apartamento com, vá lá, uma suíte, de repente se revela um sobrado com pátio interno, adega e solário. É sempre arriscado prejulgar: você pode começar um relacionamento com alguém pensando que é um quartoesala conjugado e se descobrir perdido em corredores escuros, e quando abre a porta, dá no quarto de uma tia louca. Pensando bem, todo mundo tem uma casa por dentro, ou no mínimo, bem lá no fundo, um porão. Ninguém é simples. Tudo, afinal, é só a ponta de um iceberg (salvo ponta de iceberg, que pode ser outra coisa) e muitas vezes quem aparenta ser apenas uma cobertura funcional com qrt. sal. lavab. e coz. só está escondendo suas masmorras. (VERÍSSIMO, Luis Fernando.O Melhor das Comédias da Vida Privada. Rio de Janeiro: Objetiva, 2004) “A casa que alguns têm por dentro pode estar abandonada, a pessoa pode ser apenas uma fachada para uma armadilha ou um bordel.” Considere o fragmento acima, e assinale a opção em que se faz um comentário linguístico inadequado sobre ele. a) O verbo “têm” está acentuado pois concorda com o pronome relativo “que” usado anteriormente. b) O uso da forma verbal “pode”, em suas duas ocorrências, revela um sentido de possibilidade. c) Os vocábulos “armadilha” e “bordel” estão relacionados por um conectivo e ambos possuem conotação negativa no texto. d) O vocábulo “uma”, em suas duas ocorrências, é classificado como artigo indefinido. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 437: IBFC TJ (TRE AM)/TRE AM/Administrativa/2014 Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto Texto Gentecasa Existe gentecasa e genteapartamento. Não tem nada a ver com tamanho: há pessoas pequenas que você sabe, só de olhar, que dentro têm dois pisos e escadaria, e pessoas grandes com um interior apertado, sala e quitinete. Também não tem nada a ver com caráter. Gentecasa não é necessariamente melhor do que gente apartamento. A casa que alguns têm por dentro pode estar abandonada, a pessoa pode ser apenas uma fachada para uma armadilha ou um bordel. Já uma pessoa apartamento pode ter um interior simples mas bem ajeitado e agradável. É muito melhor conviver com umdois quartos, sala, cozinha e dependências do que com um labirinto. Algumas pessoas não são apenas casas. São mansões. Com sótão e porão e tudo que eles comportam, inclusive baús antigos, fantasmas e alguns ratos. É fascinante quando alguém que você não imaginava ser mais do que um apartamento com, vá lá, uma suíte, de repente se revela um sobrado com pátio interno, adega e solário. É sempre arriscado prejulgar: você pode começar um relacionamento com alguém pensando que é um quartoesala conjugado e se descobrir perdido em corredores escuros, e quando abre a porta, dá no quarto de uma tia louca. Pensando bem, todo mundo tem uma casa por dentro, ou no mínimo, bem lá no fundo, um porão. Ninguém é simples. Tudo, afinal, é só a ponta de um iceberg (salvo ponta de iceberg, que pode ser outra coisa) e muitas vezes quem aparenta ser apenas uma cobertura funcional com qrt. sal. lavab. e coz. só está escondendo suas masmorras. (VERÍSSIMO, Luis Fernando.O Melhor das Comédias da Vida Privada. Rio de Janeiro: Objetiva, 2004) Ao afirmar, no segundo parágrafo, que “todo mundo tem uma casa por dentro, ou no mínimo, bem lá no fundo, um porão” podese perceber que: a) “casa” e “porão” apresentam o mesmo valor semântico. b) revelase uma aparente incoerência em relação à distinção inicial: “gentecasa” e “genteapartamento”. c) “porão” configura algo mais amplo e obscuro que a própria casa. d) a expressão “todo mundo” não assume caráter generalizante. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 438: IBFC Per Crim (PC RJ)/PC RJ/Biologia/2013 Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto Texto O silêncio é um grande tagarela Acredite se quiser. O silêncio tem voz. O silêncio fala. O que é perfeitamente normal no universo humano. Ou você pensa que só ou nosso falar, comunica? O silêncio também comunica. E muito. O silêncio pode dizer muita coisa sobre um líder, uma organização, uma crise, uma relação. 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 17/79 Mesmo que a nudez seja uma ação estratégica, não adianta. Logo mais, alguém vai criar uma versão sobre aquele silêncio. Interpretálo e formar uma opinião. As percepções serão múltiplas. As interpretações vão correr soltas. As opiniões formarão novas opiniões e multiplicarão comentários. O silêncio, coitado, que só queria se preservar acabou alimentando uma rede de conversas a seu respeito. Porque não adianta fingir que ninguém viu, que passou despercebido. Não passou. Nada passa despercebido nem o silêncio. A rádio corredor então, é imediata. Na roda do café, no almoço, no happyhour. Todos os empregados vão comentar o que perceberam com aquele silêncio oficial, com o que ficou sem uma resposta. Com o que ficou no ar. Com a falta da comunicação interna. E as redes sociais, com suas vastidões de blogs, chats, comunidades e demais canais vão falar, vão comentar e construir uma imagem a respeito do silêncio. Porque o silêncio, que não se defende porque não emite sua versão oficial perde uma grande oportunidade de esclarecer, de dar volta por cima e mudar percepções, influenciar. Porque se a palavra liberta, conecta, use; o silêncio perde, esconde, confunde, sonega. Afinal, não existem relações humanas sem comunicação. Sem conversa. São as pessoas que dão vida e voz às empresas, aos governos e às organizações. Mesmo dois mudos se comunicam por sinais e gestos. Portanto, o silêncio também fala. Mesmo que não queira dizer nada. Por isso, é preciso conversar. Sabe o quê, quando, como falar. Sabe ouvir. Saber responder. Interagir. Este é um mundo que clama por diálogo. Que demanda transparência. Assim como os mercados, os clientes e os consumidores. Assim como os cidadãos e os eleitores, mais do que nunca! E o silêncio é uma voz ruidosa. nunca foi bom conselheiro. Desde a briga de namorados. Até as suspeitas de escândalos financeiros, fraudes, desastres ambientais, acidentes de trabalho. O silêncio é um canto de sereia. Só parece uma boa solução, por que a voz do silêncio é um grito com enorme poder de eco. E se você não gosta do que está ouvindo, preste atenção no que está emitindo. Pois de qualquer maneira, sempre vai comunicar alguma coisa. Quer queira, quer não. De maneira planejada, sendo previdente. Ou apagando incêndios, com enormes custos para a organização, o valor da marca, a motivação dos empregados e o próprio futuro do negócio. Enfim, o silêncio nem parece, mas é um grande tagarela. (Luiz Antônio Gaulia) Disponível em http://www.aberje.com.br/acervo_colunas_veasp?ID_COLUNA=96&ID_COLUNISTA=27 Acesso em 19/07/2013 No primeiro parágrafo do texto, utilizamse várias estratégias linguísticas que visam a uma aproximação com o leitor. Assinale a única que não foi utilizada em tal parágrafo. a) predomínio de sujeitos desinenciais. b) pergunta retórica c) verbo no modo imperativo d) pronome de tratamento explícito e) repetição sintática expressiva Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 439: IBFC Per Crim (PC RJ)/PC RJ/Biologia/2013 Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto Texto Para Ver as Meninas Silêncio por favor Enquanto esqueço um pouco a dor no peito Não diga nada sobre meus defeitos Eu não me lembro mais Quem me deixou assim Hoje eu quero apenas Uma pausa de mil compassos Para ver as meninas E anda mais nos braços Só este amor Assim descontraído Quem sabe de tudo não fale Quem sabe nada se cale Se for preciso eu repito Porque hoje eu vou fazer Ao meu jeito eu vou fazer Um samba sobre o infinito Porque hoje eu vou fazer Ao meu jeito eu vou fazer Um samba sobre o infinito (Marisa Monte) Disponível em http://letras.mus.br/marisamonte/47291/Acesso em 19/07/2013 Nos versos “E nada mais nos braços/ Só este amor”, ocorre um pronome demonstrativo que tem seu uso justificado por fazer referência: a) temporal apontando para um fato passado. b) textual substituindo uma palavra já citada anteriormente. c) textual antecipando uma ideia que será apresentada. d) temporal indicando um fato futuro. e) especial referindose a uma proximidade do enunciador. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 440: IBFC Papis (PC RJ)/PC RJ/2014 Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto Texto I Notícia de Jornal (Fernando Sabino) 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 18/79 Leio no jornal a notícia de que um homem morreu de fome. Um homem de cor branca, 30 anos presumíveis, pobremente vestido, morreu de fome, sem socorros, em pleno centro da cidade, permanecendo deitado na calçada durante 72 horas, para finalmente morrer de fome. Morreu de fome. Depois de insistentes pedidos e comentários, uma ambulância do Pronto Socorro e uma radiopatrulha foram ao local, mas regressaram sem prestar auxílio ao homem, que acabou morrendo de fome. Um homem que morreu de fome. O comissário de plantão (um homem) afirmou que o caso (morrer de fome) era da alçada da Delegacia de Mendicância, especialista em homens que morrem de fome. E o homem morreu de fome. O corpo do homem que morreu de fome foi recolhido ao Instituto Anatômico sem ser identificado. Nada se sabe dele, senão que morreu de fome. Um homem morre de fome em plena rua, entre centenas de passantes. Um homem caído na rua. Um bêbado. Um vagabundo. Um mendigo, um anormal, um tarado, um pária, um marginal, um proscrito, um bicho, uma coisa não é um homem. E os outros homens cumprem seu destino de passantes, que é o de passar. Durante setenta e duas horas todos passam, ao lado do homem que morre de fome, com um olhar de nojo, desdém, inquietação e até mesmo piedade,ou sem olhar nenhum. Passam, e o homem continua morrendo de fome, sozinho, isolado, perdido entre os homens, sem socorro e sem perdão. Não é da alçada do comissário, nem do hospital, nem da radiopatrulha, por que haveria de ser da minha alçada? Que é que eu tenho com isso? Deixa o homem morrer de fome. E o homem morre de fome. De trinta anos presumíveis. Pobremente vestido. Morreu de fome, diz o jornal. Louvese a insistência dos comerciantes, que jamais morrerão de fome, pedindo providências às autoridades. As autoridades nada mais puderam fazer senão remover o corpo do homem. Deviam deixar que apodrecesse, para escarmento dos outros homens. Nada mais puderam fazer senão esperar que morresse de fome. E ontem, depois de setenta e duas horas de inanição, tombado em plena rua, no centro mais movimentado da cidade do Rio de Janeiro, Estado da Guanabara, um homem morreu de fome. (Disponível em http://www.fotolog.com.br/spokesman_/70276847/: Acesso em 10/09/14) Sobre o fragmento a seguir, considerando as afirmativas abaixo, assinale a alternativa correta: “O comissário de plantão (um homem) afirmou que o caso (morrer de fome) era da alçada da Delegacia de Mendicância, especialista em homens que morrem de fome” (3º §) I. Os comentários entre parênteses simbolizam o pensamento do comissário, que também ficou consternado com a morte do homem. II. Nas duas ocorrências, o “que” não serve, exatamente, aos mesmos propósitos sintáticos. III. A vírgula poderia ser suprimida, não havendo infração a nenhuma regra nem qualquer alteração de sentido. IV. Essa passagem ilustra um caso de discurso direto, caracterizado pela presença de verbo dicendi ou de elocução e da conjunção integrante. a) Somente a afirmativa IV está correta. b) As afirmativas I, II e III estão corretas. c) Todas as afirmativas estão corretas. d) Somente a afirmativa II está correta. e) Somente as afirmativas II e IV estão corretas. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 441: IBFC Papis (PC RJ)/PC RJ/2014 Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto Texto IV http://operamundi.uol.com.br/conteudo/opiniao/37597/charge+ebola+causa+c omocao+apos+risco+de+epidemi Os dois balões de fala presentes no texto apresentam construções verbais que indicam respectivamente: a) possibilidade e imperatividade b) incerteza e certeza c) imperatividade e incerteza d) dúvida e certeza e) certeza e possibilidade Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 442: IBFC Ag Seg Pen (SEDS MG)/SEDS MG/2014 Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto Emoções mapeadas Estudo mostra quais regiões do corpo são ‘ativadas’ por 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 19/79 sentimentos como raiva e felicidade e conclui que sensações têm caráter universal (Monique Oliveira) Aperto no peito, frio na barriga, cabeça quente. Quem nunca usou essas expressões para traduzir uma emoção? A sabedoria popular já sabe que emoções causam alterações físicas. Os cientistas também: a rigor, emoção é o estímulo que afeta o sistema límbico [região do cérebro que a processa] e é capaz de mudar o sistema periférico. Faltava saber exatamente onde essas mudanças físicas ocorrem, o que pode ajudar a melhor definir as emoções e entender os transtornos afetados por elas. No intuito de responder a essa questão, cientistas da Universidade de Aalto em parceria com a Universidade de Turku, ambas na Finlândia, pediram a 700 voluntários que indicassem quais áreas do corpo sofriam alterações quando sentiam uma determinada emoção. Para incitar cada estado emocional, foram usadas palavras, músicas e filmes. As alterações sentidas podiam ser de qualquer ordem dor e calor, por exemplo. Com os dados, um software montou um único circuito para cada emoção raiva, medo, desgosto, felicidade, tristeza e surpresa (chamadas de básicas) e ansiedade, amor, depressão, desprezo e orgulho (tidas como correlatas). “Tanto o computador como outras pessoas reconheceram as emoções descritas, o que denota o seu aspecto universal”, disse à Folha Riitta Hari, professora da Universidade Aalto e uma das autoras do estudo, publicado na revista da Academia de Ciências dos EUA, “PNAS”. Assim, emoções ligadas à excitação, como raiva e felicidade, foram associadas com ativações e calor dos membros superiores. Já as emoções que indicam estado depressivo ou de tristeza foram relacionadas a menor atividade nos membros inferiores, como adormecimento das pernas e pés. Sensações no sistema digestório e ao redor da garganta foram relacionadas a desgosto. Felicidade foi a única emoção associada com calor e ativações no corpo inteiro. O estudo pode ajudar a identificar emoções nem sempre distinguíveis, como tristeza e desgosto. [...] (Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/151651emocoesmapeadas.shtml. Acesso em: 11/02/2014) Sobre o trecho “Para incitar cada estado emocional, foram usadas palavras, músicas e filmes.”, são feitas as seguintes afirmações. Assinale a opção que traz um comentário incorreto. a) A segunda oração encontrase na voz passiva. b) “emocional” é adjunto adnominal. c) “palavras, músicas e filmes” representam um complemento verbal. d) A preposição “para” introduz um valor semântico de finalidade. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 443: IBFC Tec (HMDCC)/HMDCC/Administração/2015 Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto Texto I Nem anjo nem demônio Desde que a TV surgiu, nos anos 40, falase do seu poder de causar dependência. Os educadores dos anos 60 bradaram palavras acusandoa de “chupeta eletrônica”. Os militantes políticos creditavam a ela a alienação dos povos. Era um demônio que precisava ser destruído. Continuou a existir, e quem cresceu vendo desenhos animados, enlatados americanos e novelas globais não foi mais imbecilizado – ao menos não por esse motivo. Ponto para a televisão, que provou também ser informativa, educativa e (por que não?) um ótimo entretenimento. Com exceção da qualidade da programação dos canais abertos, tudo melhorou. Mas começaram as preocupações em relação aos telespectadores que não conseguem dormir sem o barulho eletrônico ao fundo. Ou aos que deixam de ler, sair com amigos e até de namorar para dedicar todo o tempo livre a ela, ainda que seja pulando de um programa para o outro. “Nada nem ninguém me faz sair da frente da TV quando volto do trabalho”, afirma a administradora de empresa Vânia Sganzerla. Muitos telespectadores assumem esse comportamento. Tanto que um grupo de estudiosos da Universidade de Rutgers, nos Estados Unidos, por meio de experimentos e pesquisas, concluiu que a velha história do vício na TV não é só uma metáfora. “Todo comportamento compulsivo ao qual a pessoa se apega para buscar alívio, se fugir do controle, pode ser caracterizado como dependência”, explica Robert Kubey, diretor do Centro de Estudos da Mídia da Universidade de Rutgers. Os efeitos da televisão sobre o sono variam muito. “Quando tenho um dia estressante, agitado, não durmo sem ela”, comenta Maurício Valim, diretor de programas especiais da TV Cultura e criador do site Tudo sobre TV. Outros, como Martin Jaccard, sonorizador de ambientes, reconhecem que demoram a pegar no sono após uma overdose televisiva. “Sinto uma certa irritação, até raiva, por não ter lido um bom livro, namorado ou ouvido uma música, mas ainda assim não me arrependo de ver tanta TV, não. Gosto demais.” É uma das mais prosaicas facetas desse tipo de dependência, segundo a pesquisa do Centro de estudos da Mídia. As pessoas admitem que deveriam maneirar, mas não se incomodam a ponto de querer mudar o hábito. Sinal de que tanto mal assim também não faz.(SCAVONE, Míriam. Revista Claudia. São Paulo: Abril, abr. 2002. P.167) As orações organizamse em diferentes níveis em um texto gerando estruturas mais ou menos complexas. Observe a seguinte frase e, em seguida, assinale o comentário correto: “As pessoas admitem que deveriam maneirar, mas não se incomodam a ponto de querer mudar o hábito. “ (3º §) a) a segunda oração é coordenada em relação à primeira indicando dependência. b) há um predomínio de orações independentes sintaticamente. c) a construção “querer mudar” deve ser entendida como locução verbal. d) a conjunção “mas” poderia ser substituída por “todavia” sem alteração de sentido. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 444: IBFC Adv (HMDCC)/HMDCC/2015 Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto Texto I O que é filosofia? 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 20/79 Querida Sofia, Muitas pessoas têm hobbies diferentes. Algumas colecionam moedas e selos antigos, outras gostam de trabalhos manuais, outras ainda dedicam quase todo o seu tempo livre a uma determinada modalidade de esporte. Também há os que gostam de ler. Mas os tipos de leitura também são muito diferentes. Alguns leem apenas jornais ou gibis, outros gostam de romances, outros ainda preferem livros sobre temas diversos como astronomia, a vida dos animais ou as novas descobertas da tecnologia. Se me interesso por cavalos ou pedras preciosas, não posso querer que todos os outros tenham o mesmo interesse. Se fico grudado na televisão assistindo a todas as transmissões de esporte, tenho que aceitar que outras pessoas achem o esporte uma chatice. Mas será que alguma coisa interessa a todos? Será que existe alguma coisa que concerne a todos, não importando quem são ou onde se encontram? Sim, querida Sofia, existem questões que deveriam interessar a todas as pessoas. E é sobre tais questões que trata este curso. Qual é a coisa mais importante da vida? Se fazemos esta pergunta a uma pessoa de um país assolado pela fome, a resposta será: a comida. Se fazemos a mesma pergunta a quem está morrendo de frio, então a resposta será: o calor. E quando perguntamos a alguém que se sente sozinho e isolado, então certamente a resposta será: a companhia de outras pessoas. Mas, uma vez satisfeitas todas essas necessidades, será que ainda resta alguma coisa de que todo mundo precise? Os filósofos acham que sim. Eles acham que o ser humano não vive apenas de pão. É claro que todo mundo precisa comer. E precisa também de amor e cuidado. Mas ainda há uma coisa de que todos nós precisamos. Nós temos a necessidade de descobrir quem somos e por que vivemos. Portanto, interessarse em saber por que vivemos não é um interesse “casual” como colecionar selos por exemplo. Quem se interessa por tais questões toca um problema que vem sendo discutido pelo homem praticamente desde quando passamos a habitar este planeta. A questão de saber como surgiu o universo, a Terra e a vida por aqui é uma questão maior e mais importante do que saber quem ganhou mais medalhas de ouro nos últimos Jogos Olímpicos. (GAARDER, Jostein. O mundo de Sofia. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p.2425) Considere o fragmento abaixo para responder à questão seguinte. “Mas, uma vez satisfeitas todas essas necessidades, será que ainda resta alguma coisa de que todo mundo precise?” (6º §) Assinale a alternativa em que se faz um comentário sintático INCORRETO sobre o trecho em análise. a) Existe apenas uma oração subordinada introduzida pela conjunção integrante “que”. b) “alguma coisa” cumpre a função sintática de sujeito simples do verbo “resta”. c) O adjetivo “satisfeitas” exerce, no contexto, a função sintática de predicativo. d) O emprego da preposição “de” após o substantivo “coisa” obedece à regência desse nome. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 445: IBFC Ana RC (JUCEB)/JUCEB/2015 Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto Náufragos da modernidade líquida (Frei Beto) Qual o próximo centro financeiro? Nos séculos XIII e XIV, foi Bruges, com o advento do mercantilismo; nos séculos XIV aXVI, Veneza, com suas corporações marítimas e a conquista do Oriente; no século XVI, Antuérpia, graças à revolução gráfica de Gutenberg. Em fins do século XVI e início do XVII, foi Gênova, verdadeiro paraíso fiscal; nos séculos XVIII e XIX, Londres, devido à máquina a vapor e a Revolução Industrial; na primeira metade do século XX, Nova York, com o uso da energia elétrica; na segunda, Los Angeles, com o Vale do Silício. Qual será o próximo? Tudo indica que o poderio econômico dos EUA tende a encolher, suas empresas perdem mercados para a China, a crise ecológica afeta sua qualidade de vida. Caminhamos para um mundo policêntrico, com múltiplos centros regionais de poder. A agricultura se industrializa, a urbanização invade a zona rural, o tempo é mercantilizado. Há o risco de, no futuro, todos os serviços serem pagos: educação, saúde, segurança e lazer. Tornase difícil distinguir entre trabalho, consumo, transporte, lazer e estudo. A vida urbana comprime multidões e, paradoxalmente, induz à solidão. O salário se gasta predominantemente em compra de serviços: educação, saúde, transporte e segurança. Antes de 2030, todos se conectarão a todas as redes de informação por infraestruturas de alta fluidez, móveis e fixas, do tipo Google. A nanotecnologia produzirá computadores cada vez menores e portáteis. Multiplicarseão os robôs domésticos. O mundo envelhece. As cidades crescem. Se, de um lado, escasseiam bens insubstituíveis, de outro, produzemse tecnologias que facilitam a redução do consumo de energia, o tratamento do lixo, o replanejamento das cidades e dos transportes. O tempo se torna a única verdadeira raridade. Gastase menos tempo para produzir e mais para consumir. Assim, o tempo que um computador requer para ser confeccionado não se compara com aquele que o usuário dedicará para usálo. Os produtos postos no mercado são “cronófagos”, isto é, devoram o tempo das pessoas. Basta observar como se usa o telefone celular. Objeto de multiuso, cada vez mais ele se impõe como sujeito com o poder de absorver o nosso tempo, a nossa atenção, até mesmo a nossa devoção. Ainda que cercados de pessoas, ao desligar o celular nos sentimos exilados em uma ilha virtual. Do outro lado da janelinha eletrônica, o capital investido nas operadoras agradece tão veloz retorno... Náufragos da modernidade líquida, há uma luta a se travar no que se refere à subjetividade: deixarse devorar pelas garras do polvo tecnológico, que nos cerca por todos os lados, ou ousar exercer domínio sobre o tempo pessoal e reservar algumas horas à meditação, à oração, ao estudo, às amizades e à ociosidade amorosa. Há que decidir! (Disponível em: http://www.domtotal.com/colunas/detalhes.php?artld=5121. Acesso em: 02/07/2015) Considere o fragmento “A agricultura se industrializa, a urbanização invade a zona rural” (4°§), para responder à questão. Nele, o autor faz um jogo de palavras para reforçar os efeitos da modernidade. Assinale a opção que traz um comentário INCORRETO sobre a estrutura gramatical do trecho em análise. 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 21/79 a) Na primeira oração, a oposição semântica ocorre entre o sujeito e o verbo. b) A segunda oração está na voz ativa, diferentemente da primeira. c) O pronome “se” cumpre papel reflexivo na primeira oração. d) Na segunda oração, a oposição semântica ocorre entre o sujeito e o objeto. e) Os dois verbos estão flexionados no mesmo tempo verbal. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 446:IBFC Ana RC (JUCEB)/JUCEB/2015 Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto Náufragos da modernidade líquida (Frei Beto) Qual o próximo centro financeiro? Nos séculos XIII e XIV, foi Bruges, com o advento do mercantilismo; nos séculos XIV aXVI, Veneza, com suas corporações marítimas e a conquista do Oriente; no século XVI, Antuérpia, graças à revolução gráfica de Gutenberg. Em fins do século XVI e início do XVII, foi Gênova, verdadeiro paraíso fiscal; nos séculos XVIII e XIX, Londres, devido à máquina a vapor e a Revolução Industrial; na primeira metade do século XX, Nova York, com o uso da energia elétrica; na segunda, Los Angeles, com o Vale do Silício. Qual será o próximo? Tudo indica que o poderio econômico dos EUA tende a encolher, suas empresas perdem mercados para a China, a crise ecológica afeta sua qualidade de vida. Caminhamos para um mundo policêntrico, com múltiplos centros regionais de poder. A agricultura se industrializa, a urbanização invade a zona rural, o tempo é mercantilizado. Há o risco de, no futuro, todos os serviços serem pagos: educação, saúde, segurança e lazer. Tornase difícil distinguir entre trabalho, consumo, transporte, lazer e estudo. A vida urbana comprime multidões e, paradoxalmente, induz à solidão. O salário se gasta predominantemente em compra de serviços: educação, saúde, transporte e segurança. Antes de 2030, todos se conectarão a todas as redes de informação por infraestruturas de alta fluidez, móveis e fixas, do tipo Google. A nanotecnologia produzirá computadores cada vez menores e portáteis. Multiplicarseão os robôs domésticos. O mundo envelhece. As cidades crescem. Se, de um lado, escasseiam bens insubstituíveis, de outro, produzemse tecnologias que facilitam a redução do consumo de energia, o tratamento do lixo, o replanejamento das cidades e dos transportes. O tempo se torna a única verdadeira raridade. Gastase menos tempo para produzir e mais para consumir. Assim, o tempo que um computador requer para ser confeccionado não se compara com aquele que o usuário dedicará para usálo. Os produtos postos no mercado são “cronófagos”, isto é, devoram o tempo das pessoas. Basta observar como se usa o telefone celular. Objeto de multiuso, cada vez mais ele se impõe como sujeito com o poder de absorver o nosso tempo, a nossa atenção, até mesmo a nossa devoção. Ainda que cercados de pessoas, ao desligar o celular nos sentimos exilados em uma ilha virtual. Do outro lado da janelinha eletrônica, o capital investido nas operadoras agradece tão veloz retorno... Náufragos da modernidade líquida, há uma luta a se travar no que se refere à subjetividade: deixarse devorar pelas garras do polvo tecnológico, que nos cerca por todos os lados, ou ousar exercer domínio sobre o tempo pessoal e reservar algumas horas à meditação, à oração, ao estudo, às amizades e à ociosidade amorosa. Há que decidir! (Disponível em: http://www.domtotal.com/colunas/detalhes.php?artld=5121. Acesso em: 02/07/2015) Considere o fragmento transcrito a seguir para responder à questão. “O mundo envelhece. /As cidades crescem. Se, de um lado, escasseiam bens insubstituíveis, de outro, produzemse tecnologias que facilitam a redução do consumo de energia, o tratamento do lixo, o replanejamento das cidades e dos transportes." (7°§) Sobre o trecho, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta. I. É formado por duas orações absolutas e um período composto por coordenação. II. Entre os dois primeiros períodos há uma relação temporal que poderia ser expressa pela conjunção “quando”. III. O terceiro período é formado por três orações. IV. No terceiro período, identificase uma oração subordinada adjetiva. a) Todas as afirmativas estão corretas b) Apenas a afirmativas III está correta c) Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas. d) Apenas a afirmativa II está correta e) Apenas as afirmativas III e IV estão corretas. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 447: IBFC Aud Int (CGE MG)/CGE MG/2012 Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto Para a questão, leia a letra da música abaixo. Flor da Pele Zeca Baleiro Ando tão à flor da pele Qualquer beijo de novela 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 22/79 Me faz chorar Ando tão à flor da pele Que teu olhar "flor na janela" Me faz morrer Ando tão à flor da pele Meu desejo se confunde Com a vontade de não ser Ando tão à flor da pele Que a minha pele Tem o fogo Do juízo final...(2x) Barco sem porto Sem rumo, sem vela Cavalo sem sela Bicho solto Um cão sem dono Um menino, um bandido Às vezes me preservo Noutras, suicido! Considere o verso e as afirmações abaixo. Que teu olhar "flor na janela" I. O conectivo “que” estabelece relação de consequência entre as orações. II. A palavra “olhar” é um verbo. Está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) I e II d) nenhuma Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 448: IBFC Aud Int (CGE MG)/CGE MG/2012 Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto Para a questão, leia a letra da música abaixo. Flor da Pele Zeca Baleiro Ando tão à flor da pele Qualquer beijo de novela Me faz chorar Ando tão à flor da pele Que teu olhar "flor na janela" Me faz morrer Ando tão à flor da pele Meu desejo se confunde Com a vontade de não ser Ando tão à flor da pele Que a minha pele Tem o fogo Do juízo final...(2x) Barco sem porto Sem rumo, sem vela Cavalo sem sela Bicho solto Um cão sem dono Um menino, um bandido Às vezes me preservo Noutras, suicido! Considere o período e as afirmações abaixo. Avaliouse todas as propostas e, considerando os custos e benefícios de cada uma optouse pela sua. I. O correto seria “avaliaramse”. II. Deveria haver uma vírgula depois de “uma”. Está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) I e II d) nenhuma Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 23/79 Questão 449: IBFC Aud Int (CGE MG)/CGE MG/2012 Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto Para a questão, leia a letra da música abaixo. Flor da Pele Zeca Baleiro Ando tão à flor da pele Qualquer beijo de novela Me faz chorar Ando tão à flor da pele Que teu olhar "flor na janela" Me faz morrer Ando tão à flor da pele Meu desejo se confunde Com a vontade de não ser Ando tão à flor da pele Que a minha pele Tem o fogo Do juízo final...(2x) Barco sem porto Sem rumo, sem vela Cavalo sem sela Bicho solto Um cão sem dono Um menino, um bandido Às vezes me preservo Noutras, suicido! Considere as duas orações abaixo e assinale a alternativa correta. I. Minha amiga fez o bolo? II. Minha amiga, fez o bolo? a) A vírgula em II está empregada incorretamente. b) Em ambas, o sujeito é simples. c) A pontuação está correta em I e em II. d) O sentido é o mesmo em I e em II. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 450: IBFC Aud Int (CGE MG)/CGE MG/2012 Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto Para a questão, leia a letra da música abaixo. Flor da Pele Zeca Baleiro Ando tão à flor da pele Qualquer beijo de novela Me faz chorar Ando tão à flor da pele Que teu olhar "flor na janela" Me faz morrer Ando tão à flor da pele Meu desejo se confunde Com a vontade de não ser Ando tão à flor da pele Que a minha pele Tem o fogo Do juízo final...(2x) Barco sem porto Sem rumo, sem vela Cavalo sem sela Bicho solto Um cão sem dono Um menino, um bandido Às vezesme preservo Noutras, suicido! Considere as orações abaixo e assinale a alternativa correta. I. O rapaz fez a prova nervoso. II. O rapaz nervoso fez a prova. a) O sentido é o mesmo nas duas orações. b) Em II, “nervoso” é um advérbio. 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 24/79 c) Em II, entendese que o rapaz é normalmente nervoso. d) Em I, a construção é inadequada, pois o correto seria “nervosamente”. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 451: IBFC AnaP MPE SP/MPE SP/Assistente Jurídico/2013 Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto Considere o período e as afirmações abaixo. A imprensa é a voz da sociedade pois a denúncia de crimes e desigualdades mobilizam as pessoas. I. Observase o uso de metáfora. II. A pontuação está correta. III. Há um problema de concordância verbal. Está correto o que se afirma somente em: a) Apenas I b) Apenas II c) Apenas III d) Apenas I e III e) Apenas II e III Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 452: IBFC AnaP MPE SP/MPE SP/Assistente Jurídico/2013 Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto Assinale a alternativa em que o período está de acordo com a norma culta. a) A cópia do atestado está anexo na documentação. b) Ele deixou claro, na palestra, sua opinião sobre a vinda dos médicos estrangeiros. c) O advogado está esperando a cerca de duas horas no salão. d) Fazem dois dias que não falo com ele. e) Gostaria de conversar com a diretora acerca do novo projeto. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 453: IBFC Tec Sup Esp (MGS)/MGS/Administração/2015 Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto Texto Bemvindo. E parabéns. Estou encantado com seu sucesso. Chegar aqui não foi fácil, eu sei. Na verdade, suspeito que foi um pouco mais difícil do que você imagina. Para início de conversa, para você estar aqui agora, trilhões de átomos agitados tiveram de se reunir de uma maneira, intricada e intrigantemente providencial a fim de criálo. É uma organização tão especializada e particular que nunca antes foi tentada e só existirá desta vez. Nos próximos anos (esperamos), essas partículas minúsculas se dedicarão totalmente aos bilhões de esforços jeitosos e cooperativos necessários para mantêlo intacto e deixálo experimentar o estado agradabilíssimo, mas ao qual não damos o devido valor, conhecido como existência. Por que os átomos se dão esse trabalho é um enigma. Ser você não é uma experiência gratificante no nível atômico. Apesar de toda a atenção dedicada, seus átomos na verdade nem ligam para você eles nem sequer sabem que você existe. Não sabem nem que eles existem. São partículas insensíveis, afinal, e nem estão vivas. (A ideia de que se você se desintegrasse, arrancando com uma pinça um átomo de cada vez, produziria um montículo de poeira atômica fina, sem nenhum sinal de vida, mas que constituiria você, é meio sinistra.) No entanto, durante sua existência, eles responderão a um só impulso dominante: fazer com que você seja você. (BRYSON, Bill. Breve história de quase tudo. Trad. de Ivo Korytowski. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. p. 11) O texto é destinado a interlocutores específicos, no caso, os leitores. Dentre as opções abaixo, assinale o único recurso gramatical que NÃO é empregado para fazer referência ao leitor como interlocutor. a) o adjetivo “Bemvindo" (1°§) que introduz o texto. b) o verbo “suspeito" (1º §) em “suspeito que foi". c) o pronome possessivo “seu" em “seu sucesso"(1°§). d) o pronome de tratamento “você" em “para você estar aqui“(2°§) Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 454: IBFC Tec Sup Esp (MGS)/MGS/Administração/2015 Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto Texto Bemvindo. E parabéns. Estou encantado com seu sucesso. Chegar aqui não foi fácil, eu sei. Na verdade, suspeito que foi um pouco mais difícil do que você imagina. Para início de conversa, para você estar aqui agora, trilhões de átomos agitados tiveram de se reunir de uma maneira, intricada e intrigantemente providencial a fim de criálo. É uma organização tão especializada e particular que nunca antes foi tentada e só existirá desta vez. Nos próximos anos (esperamos), essas partículas minúsculas se dedicarão totalmente aos bilhões de esforços jeitosos e cooperativos necessários para mantêlo intacto e deixálo experimentar o estado agradabilíssimo, mas ao qual não damos o devido valor, conhecido como existência. Por que os átomos se dão esse trabalho é um enigma. Ser você não é uma experiência gratificante no nível atômico. Apesar de toda a atenção dedicada, seus átomos na verdade nem ligam para você eles nem sequer sabem que você existe. Não sabem nem que eles existem. São partículas insensíveis, afinal, e nem estão vivas. (A ideia de que se você se desintegrasse, arrancando com uma pinça um átomo de cada vez, produziria um montículo de poeira atômica fina, sem nenhum sinal de vida, mas que constituiria você, é meio sinistra.) No entanto, durante sua existência, eles responderão a um só impulso dominante: fazer com que você seja você. (BRYSON, Bill. Breve história de quase tudo. Trad. de Ivo Korytowski. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. p. 11) 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 25/79 No trecho “necessários para mantêlo intacto e deixálo experimentar" (2°§), o autor faz uso de um recurso coesivo por meio dos elementos em destaque. Considerando o contexto em que esse fragmento está inserido, podese concluir que esses termos destacados fazem referência: a) ao interlocutor b) ao autor c) ao assunto d) aos átomos Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 455: IBFC AnaDP (CM Vassouras)/CM Vassouras/2015 Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto Amanheci um dia pensando em casar. Foi uma ideia que me veio sem que nenhum rabo de saia a provocasse. Não me ocupo com amores, devem ter notado, e sempre me pareceu que mulher é um bicho esquisito, difícil de governar. A que eu conhecia era a Rosa do Marciano, muito ordinária. Havia conhecido também a Germana e outras dessa laia. Por elas eu julgava todas. Não me sentia, pois inclinando para nenhuma: o que sentia era desejo de preparar um herdeiro para as terras de S. Bernardo. Tentei fantasiar uma criatura alta, sadia, com trinta anos, cabelos pretos – mas parei aí. Sou incapaz de imaginação, e as coisas boas que mencionei vinham destacadas, nunca se juntando para formar um ser completo. Lembreime de senhoras minhas conhecidas: d. Emília Mendonça, uma Gama, a irmã de Azevedo Gondim, d. Macela, filha do dr. Magalhães, juiz de direito. (RAMOS, Graciliano. São Bernardo, Rio de Janeiro: Record, 2009, p. 67) Em “Lembreime de senhoras minhas conhecidas” (3º§), notase um exemplo de registro formal no emprego do verbo. Nesse sentido, concluise que a presença da preposição “de” justificase por uma questão de: a) concordância b) regência c) coerência d) colocação pronominal e) estilo Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 456: IBFC Sold (PM PB)/PM PB/2014 Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto Aí pelas Três da Tarde Raduan Nassar Nesta sala atulhada de mesas, máquinas e papéis, onde invejáveis escreventes dividiram entre si o bom senso do mundo, aplicandose em idéias claras apesar do ruído e do mormaço, seguros ao se pronunciarem sobre problemas que afligem o homem moderno (espécie da qual você, milenarmente cansado, talvez se sinta um tanto excluído), largue tudo de repente sob os olhares a suavolta, componha uma cara de louco quieto e perigoso, faça os gestos mais calmos quanto os tais escribas mais severos, dê um largo "ciao" ao trabalho do dia, assim como quem se despede da vida, e surpreenda pouco mais tarde, com sua presença em hora tão insólita, os que estiveram em casa ocupados na limpeza dos armários, que você não sabia antes como era conduzida. Convém não responder aos olhares interrogativos, deixando crescer, por instantes, a intensa expectativa que se instala. Mas não exagere na medida e suba sem demora ao quarto, libertando aí os pés das meias e dos sapatos, tirando a roupa do corpo como se retirasse a importância das coisas, pondose enfim em vestes mínimas, quem sabe até em pêlo, mas sem ferir o decoro (o seu decoro, está claro), e aceitando ao mesmo tempo, como boa verdade provisória, toda mudança de comportamento. Feito um banhista incerto, assome em seguida no trampolim do patamar e avance dois passos como se fosse beirar um salto, silenciando de vez, embaixo, o surto abafado dos comentários. Nada de grandes lances. Desça, sem pressa, degrau por degrau, sendo tolerante com o espanto (coitados!) dos pobres familiares, que cobrem a boca com a mão enquanto se comprimem ao pé da escada. Passe por eles calado, circule pela casa toda como se andasse numa praia deserta (mas sempre com a mesma cara de louco ainda não precipitado) e se achegue depois, com cuidado e ternura, junto à rede languidamente envergada entre plantas lá no terraço. Larguese nela como quem se larga na vida, e vá ao fundo nesse mergulho: cerre as abas da rede sobre os olhos e, com um impulso do pé (já não importa em que apoio), goze a fantasia de se sentir embalado pelo mundo. O texto pode ser entendido também como um convite ao leitor para mudar de realidade. Um elemento gramatical que contribui para esse efeito é: a) a grande quantidade de vocativos. b) a escassez de adjetivos no texto. c) o uso da Norma Culta da Língua. d) o emprego recorrente do modo imperativo. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 457: IBFC Ass Adm (CEP 28)/CEP 28/2015 Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto Também tem de ser verdade (Jennifer ann Thomas) A onda sustentável que tomou o planeta nas últimas décadas levantou considerações em torno da fabricação de baterias. A busca pelo aumento da eficiência passou a rivalizar com a batalha por tornar esses dispositivos mais verdes. O caminho seguro é a substituição gradual de fontes sujas de energia, a exemplo do petróleo, pelas renováveis. A energia solar, em especial, foi alavancada ao status de possível solução definitiva para os dois problemas que rondam as baterias: a eficiência e a sustentabilidade. Se toda a radiação que atinge a Terra em um dia, vinda do sol, virasse eletricidade, seria possível sustentar a humanidade por 27 anos. Na prática, o que falta hoje para a adoção ampla da alternativa solar é apenas vontade, da indústria e de consumidores, para implantála. A startup alemã Changers achou uma boa forma de incentivo. A Changers vende os modelos abastecidos por radiação solar. Seus carregadores, finos e maleáveis, podem ser acoplados a mochilas ou levados dentro de uma bolsa. Após quatro horas carregando no sol, uma dessas baterias absorve energia suficiente para produzir 16 wattshora, o suficiente para recarregar a bateria de um smartphone duas vezes no dia. Um aplicativo, normalmente entregue junto com as baterias da Changers, motiva clientes a ser sustentáveis e, no processo, mostra as vantagens de adotar essa postura (mesmo que para isso seja preciso pagar um pouco mais caro pelo produto alimentado pelo sol, em comparação com as baterias carregadas com fontes sujas). [...] A 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 26/79 fundadora da Changers, Daniela Schieffer, afirma: "Todos adoram falar da necessidade de cuidar da Terra, mas poucos se mexem para isso. Queremos dar um empurrão, dizer 'vamos começar de algum lugar' e mostrar quando é fácil adotar posturas mais conscientes". (Revista Veja, de 15/04/15 adaptado) Considere o fragmento abaixo para responder à questão seguinte. "Um aplicativo, normalmente entregue junto com as baterias da Changers, motiva clientes a ser sustentáveis e, no processo, mostra as vantagens de adotar essa postura (mesmo que para isso seja preciso pagar um pouco mais caro pelo produto alimentado pelo sol, em comparação com as baterias carregadas com fontes sujas)." (3º§) A partir da análise sintática das formas verbais "entregue", "motiva", podese concluir todos os comentários abaixo, EXCETO: a) "Motiva" só apresenta complemento indireto, ou seja, objeto indireto. b) "Um aplicativo" funciona como sujeito das três orações formadas por esses verbos. c) As relações de concordância dessas formas verbais apontam para um sujeito simples. d) "As vantagens" é objeto direto do verbo "mostra" Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 458: IBFC Ass Adm (CEP 28)/CEP 28/2015 Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto Também tem de ser verdade (Jennifer ann Thomas) A onda sustentável que tomou o planeta nas últimas décadas levantou considerações em torno da fabricação de baterias. A busca pelo aumento da eficiência passou a rivalizar com a batalha por tornar esses dispositivos mais verdes. O caminho seguro é a substituição gradual de fontes sujas de energia, a exemplo do petróleo, pelas renováveis. A energia solar, em especial, foi alavancada ao status de possível solução definitiva para os dois problemas que rondam as baterias: a eficiência e a sustentabilidade. Se toda a radiação que atinge a Terra em um dia, vinda do sol, virasse eletricidade, seria possível sustentar a humanidade por 27 anos. Na prática, o que falta hoje para a adoção ampla da alternativa solar é apenas vontade, da indústria e de consumidores, para implantála. A startup alemã Changers achou uma boa forma de incentivo. A Changers vende os modelos abastecidos por radiação solar. Seus carregadores, finos e maleáveis, podem ser acoplados a mochilas ou levados dentro de uma bolsa. Após quatro horas carregando no sol, uma dessas baterias absorve energia suficiente para produzir 16 wattshora, o suficiente para recarregar a bateria de um smartphone duas vezes no dia. Um aplicativo, normalmente entregue junto com as baterias da Changers, motiva clientes a ser sustentáveis e, no processo, mostra as vantagens de adotar essa postura (mesmo que para isso seja preciso pagar um pouco mais caro pelo produto alimentado pelo sol, em comparação com as baterias carregadas com fontes sujas). [...] A fundadora da Changers, Daniela Schieffer, afirma: "Todos adoram falar da necessidade de cuidar da Terra, mas poucos se mexem para isso. Queremos dar um empurrão, dizer 'vamos começar de algum lugar' e mostrar quando é fácil adotar posturas mais conscientes". (Revista Veja, de 15/04/15 adaptado) Considere o fragmento abaixo para responder à questão seguinte. "Um aplicativo, normalmente entregue junto com as baterias da Changers, motiva clientes a ser sustentáveis e, no processo, mostra as vantagens de adotar essa postura (mesmo que para isso seja preciso pagar um pouco mais caro pelo produto alimentado pelo sol, em comparação com as baterias carregadas com fontes sujas)." (3º§) O referente textual do segmento "essa postura" está corretamente indicado em: a) "Vantagens" b) "Changers" c) "Baterias" d) "Ser sustentáveis" Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 459: IBFC Ins Lib (Petrópolis)/Pref Petrópolis/2015 Assunto: Análise das estruturaslinguísticas do texto Variação linguística – a língua em movimento (Luana Castro Alves Perez) A variação linguística é um fenômeno que acontece com a língua e pode ser compreendida através das variações históricas e regionais. Em um mesmo país, com um único idioma oficial, a língua pode sofrer diversas alterações feitas por seus falantes. Como não é um sistema fechado e imutável, a língua portuguesa ganha diferentes nuances. O português que é falado no Nordeste do Brasil pode ser diferente do português falado no Sul do país. Claro que um idioma nos une, mas as variações podem ser consideráveis. As variações acontecem porque o princípio fundamental da língua é a comunicação, então é compreensível que seus falantes façam rearranjos de acordo com suas necessidades comunicativas. Os diferentes falares devem ser considerados como variações, e não como erros. Quando tratamos as variações como erro, incorremos no preconceito linguístico que associa, erroneamente, a língua ao status. O português falado em algumas cidades do interior do estado de São Paulo, por exemplo, pode ganhar o estigma pejorativo de incorreto ou inculto, mas, na verdade, essas diferenças enriquecem esse patrimônio cultural que é a nossa língua portuguesa.[...] (Disponível: http://www.portugues.com.br/redacao/variacaolinguisticalinguamovimento.html. Acesso em 20/01/2015) Na primeira frase do texto, percebese o vocábulo “compreendida”. Sobre ele, é correto afirmar, em relação à sua análise morfológica e à sua concordância, que se trata: a) de um advérbio concordando com o substantivo “língua”. b) de um adjetivo concordando com a expressão “variação linguística”. c) de uma forma verbal que concorda com o substantivo “língua”. d) de um substantivo que concorda com a “expressão variação linguística”. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 27/79 Questão 460: IBFC Ins Lib (Petrópolis)/Pref Petrópolis/2015 Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto A linguagem da juventude [...]Os pais jogam a culpa nos meios de comunicação e os professores também, sem perceber que os jovens estão expressando a emergência de outras culturas, de outra sensibilidade. Sabem o que significa a música? A música é o idioma em que se expressa a juventude hoje. Isto é novo, é uma coisa estranha, o fato de que toda a juventude deseje expressarse através da música. [...] A juventude aparece como um ator social, que tem rosto próprio e aqui vem o problema: os jovens estão construindo um novo modelo de identidade. [...] As identidades dos jovens, hoje, são, para o bem e para o mal, fluidas, maleáveis. Acho que uma das coisas mais importantes da juventude [...] é que ela pode combinar, amalgamar elementos de culturas diversas, que para nós seriam incompatíveis. [...] (Jesús MartínBarbero. “Sujeito, comunicação e cultura”. Revista Comunicação e Educação. n. 15,1999.) Ao analisar, sintaticamente, os termos da oração “Isto é novo, é uma coisa estranha”, só NÃO se pode afirmar que: a) “Isto” é um pronome demonstrativo que cumpre a função de sujeito simples. b) ocorre apenas um substantivo, que é núcleo de uma função sintática. c) são duas orações formadas por predicados nominais. d) os dois adjetivos exercem a mesma função sintática. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 461: IBFC Asst (CM Aqa)/CM Araraquara/Comunicação/2016 Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto COMUNIDADES DAS PRIMEIRAS ÀS NOVAS LEITURAS DO CONCEITO (...) Por meio dos autores reunidos por Fernandes, percebese que a ideia de comunidade remete ao sentimento de vida em comum fundado nas relações de parentesco e vizinhança, baseado na reciprocidade, norteado por laços afetivos que ligam indivíduos que convivem em um mesmo espaço físico e nele adquirem os recursos básicos para a sua subsistência. Cada um dos autores apresentados por Fernandes atribui valor a um ou outro dos atributos. Mas, se pudéssemos identificar um tipo ideal de comunidade, no sentido weberiano do termo, a partir dos diversos autores reunidos por Fernandes, esta teria: base territorial comum, fortes laços afetivos, reciprocidade, autonomia política e econômica e subordinação do individual ao social. Já uma sociedade seria definida por relações voluntárias e contratuais. Na medida em que compartilham determinado interesse, indivíduos podem se associar para alcançar objetivos relacionados ao mesmo, embora não necessariamente tenham outros aspectos de suas vidas compartilhados, tais como relações de parentesco, interdependências econômicas ou convivam numa mesma base territorial. Portanto, o conceito de sociedade é mais amplo e inclui o de comunidade. Essa diferenciação conceituai vem à tona a partir do aprofundamento do processo da divisão social do trabalho. A fragmentação das atividades laborais, a prevalência do contrato sobre o status, a multiplicação dos grupos formais, a passagem da família para o Estado como forma de organização social predominante e a ampliação e internacionalização das trocas comerciais são algumas condições sociais que promovem modos de vida societários e fundamentam a separação conceituai entre comunidade e sociedade; e, mesmo, sugerem a passagem da primeira forma à segunda como modo predominante de agrupamento social, embora a bibliografia seja quase unânime em afirmar a coexistência entre as duas formas sociais ao longo da História. (...) http://www.revistas.usp.br/comueduc/article/view/78561/83089 acesso em 02/05/2016. Leia a frase abaixo e assinale a alternativa correta. Por meio dos autores reunidos por Fernandes, percebese que a ideia de comunidade remete ao sentimento de vida em comum fundado nas relações de parentesco e vizinhança, baseado na reciprocidade, norteado por laços afetivos que ligam indivíduos que convivem em um mesmo espaço físico e nele adquirem os recursos básicos para a sua subsistência. a) A palavra “ideia” apresenta erro de acentuação gráfica; b) A virgula após a palavra “vizinhança” deve deixar de existir, pois apresenta erro de pontuação; c) A palavra “indivíduos” está escrita errada por não existir mais o acento, segundo a nova reforma ortográfica; d) Segundo o novo acordo ortográfico as palavras estão acentuadas corretamente. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 462: IBFC TCE (TCMRJ)/TCMRJ/2016 Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto Meu engraxate É por causa do meu engraxate que ando agora em plena desolação. Meu engraxate me deixou. Passei duas vezes pela porta onde ele trabalhava e nada. Então me (1) inquietei, não sei que (2) doenças mortíferas, que (3) mudança pra outras portas se passaram em mim, resolvi perguntar ao menino que (4) trabalhava na outra cadeira. O menino é um retalho de hungarês, cara de infeliz, não dá simpatia alguma. E tímido, o que torna instintivamente a gente muito combinado com o universo no propósito de desgraçar esses desgraçados de nascença. “Está vendendo bilhete de loteria”, respondeu antipático, me (5) deixando numa perplexidade penosíssima: pronto! Estava sem engraxate! Os olhos do menino chispeavam ávidos, porque sou um dos que ficam fregueses e dão gorjeta. Levei seguramente um minuto pra definir que tinha de continuar engraxando sapatos toda a vida minha e ali estava um menino que, a gente ensinando, podia ficar engraxate bom. (ANDRADE, Mário de. Os Filhos da Candinha. São Paulo, Martins, 1963. P. 167) Quanto ao emprego das palavras que e me, destacadas no texto, identifique com V a(s) afirmativa(s) verdadeira(s) e com F, a(s) falsa(s): ( ) Nas três ocorrências, a palavra que (2), (3) e (4) tem a mesma função sintática.( ) Nas duas ocorrências, a palavra me (1) e (5) referese ao narrador ( ) A palavra que (4) pode ser classificada como pronome relativo. ( ) A palavra que (2) estabelece a coesão textual, retomando “doenças mortíferas”. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo. 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 28/79 a) V V F V b) F V F V c) F V V F d) F F V V Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 463: IBFC Eng ST (COMLURB)/COMLURBRJ/2016 Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto Investir na Segurança: Despesa ou Receita Em se falando de Segurança no Trabalho, nos deparamos com a palavra ACIDENTE. Numa definição abrangente e genérica, podemos afirmar que ACIDENTE é um evento indesejável e inesperado que produz desconforto, ferimentos, danos, perdas humanas e ou materiais. Um acidente pode mudar totalmente a rotina e a vida de uma pessoa, modificar sua razão de viver ou colocar em risco seus negócios e propriedades. Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o acidente não é obra do acaso e nem da falta de sorte. Denominase SEGURANÇA, a disciplina que congrega estudos e pesquisas visando eliminar os fatores perigosos que conduzem ao acidente ou reduzir seus efeitos. Seu campo de atuação vai desde uma simples residência até complexos conglomerados industriais. Nos países desenvolvidos medidas preventivas e de Segurança de caráter individual ou coletivo, são aplicadas e praticadas pela maioria de seus cidadãos, ao passo que nos países em desenvolvimento ainda são largamente inexistentes ou ignoradas. Em alguns destes países a legislação apresenta certos absurdos como compensação monetária pela exposição ao risco (periculosidade, insalubridade), fazendo com que empregados e empregadores concentrem suas atenções no “custo” da exposição e não na eliminação da mesma. (...) http://www.segurancanotrabalho.eng.br/artigos/investir_seg.html acesso em 25/04/2016 Leia a afirmativa abaixo, retirada do texto, e assinale a resposta correta: “Nos países desenvolvidos medidas preventivas e de Segurança de caráter individual ou coletivo, são aplicadas e praticadas pela maioria de seus cidadãos, ao passo que nos países em desenvolvimento ainda são largamente inexistentes ou ignoradas.” a) O trecho apresenta erro de colocação de plural em “ cidadão” b) O trecho apresenta erro de pontuação em “(...) cidadãos, ao passo (...)”. c) A palavra “países” não deve ser acentuada neste caso. d) O trecho apresenta erro de pontuação em “(...) individual ou coletivo, são aplicadas (...)”. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 464: IBFC Eng ST (COMLURB)/COMLURBRJ/2016 Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto Leia o trecho da obra A terceira margem do rio, de Guimarães Rosa, e identifique a qual circunstância as palavras destacadas estão se referi ndo respectivamente: “Minha irmã se casou; nossa mãe não quis festa. A gente imaginava nele, quando se comia uma comida mais gostosa; assim como, no gasalhado da noite, no desamparo dessas noites de muita chuva, fria, forte, nosso pai só com a mão e uma cabaça para ir esvaziando a canoa da água do temporal. As vezes. algum conhecido nosso achava que eu ia ficando mais parecido com nosso pai.” a) Modo tempo comparação b) Comparação modo tempo c) Tempo comparação tempo d) Comparação tempo comparação Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 465: IBFC Tec (COMLURB)/COMLURBRJ/Segurança do Trabalho/2016 Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto Leia a citação abaixo e assinale a que apresenta emprego correto dos conectivos: “Aproveita agora, ______ ele ainda não tem cólicas noturnas______ainda mama nas horas certas,______ depois a sua vida se transformará num verdadeiro inferno noturno.” (Mário Prata) a) cujo mas onde b) onde cujo pois c) que e porque d) pois e onde Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 466: IBFC Ana Leg (CM Franca)/CM Franca/2016 Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto Minhas maturidade Circunspecção, siso, prudência Mario Prata. É o que o homem pensa durante anos, enquanto envelhece. Já está perto dos 50 e a pergunta ainda martela. Um dia ele vai amadurecer. Quando um homem descobre que não é necessário escovar os dentes com tanta rapidez, tenha certeza, ele virou um homem maduro. Só sendo mesmo muito imaturo para escovar os dentes com tanta pressa. 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 29/79 E o amarrar do sapato pode ser mais tranquilo, arrumandose uma posição menos incômoda, acertando as pontas. (..) Não sente culpa de nada. Mas, se sente, sofre como nunca. Mas já é capaz de assistir à sessão da tarde sem a culpa a lhe desviar a atenção. É um homem mais bonito, não resta a menor dúvida. Homem maduro não bebe, vai à praia. Não malha: a malhação denota toda a imaturidade de quem a faz. Curtir o corpo é ligeiramente imaturo. (...) Sorri tranquilo quando pensa que a pressa é coisa daqueles imaturos. O homem maduro gosta de mulheres imaturas. Fazer o quê? Muda muito de opinião. Essa coisa de ter sempre a mesma opinião, ele já foi assim. (...) Se ninguém segurar é capaz do homem maduro ficar com mania de apagar as luzes da casa. O homem maduro faz palavras cruzadas! Se você observar bem, ele começa a implicar com horários. A maturidade faz com que ele não possa mais fazer algumas coisas. Se pega pensando: sou um homem maduro. Um homem maduro não pode fazer isso. O homem maduro começa, pouco a pouco, a se irritar com as pessoas imaturas. Depois de um tempo, percebe que está começando é a sentir inveja dos imaturos. Será que os imaturos são mais felizes? , pensa enquanto começa a escovar os dentes depressa, mais depressa, mais depressa ainda. O homem maduro é de uma imaturidade a toda a prova. Meu Deus, o que será de nós, os maduros? PRATA, Mário. Minhas tudo. Rio de Janiero: Editora Objetiva Ltda. 2001, pág 99 Analise a afirmativa abaixo e assinale a alternativa que apresenta erro na língua portuguesa. " E o amarrar do sapato pode ser mais tranquilo, arrumandose uma posição menos incomoda, acertando as pontas". a) o amarrar b) menos incômoda c) do sapato d) mais tranquilo Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 467: IBFC Ana Leg (CM Franca)/CM Franca/2016 Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto Minhas maturidade Circunspecção, siso, prudência Mario Prata. É o que o homem pensa durante anos, enquanto envelhece. Já está perto dos 50 e a pergunta ainda martela. Um dia ele vai amadurecer. Quando um homem descobre que não é necessário escovar os dentes com tanta rapidez, tenha certeza, ele virou um homem maduro. Só sendo mesmo muito imaturo para escovar os dentes com tanta pressa. E o amarrar do sapato pode ser mais tranquilo, arrumandose uma posição menos incômoda, acertando as pontas. (..) Não sente culpa de nada. Mas, se sente, sofre como nunca. Mas já é capaz de assistir à sessão da tarde sem a culpa a lhe desviar a atenção. É um homem mais bonito, não resta a menor dúvida. Homem maduro não bebe, vai à praia. Não malha: a malhação denota toda a imaturidade de quem a faz. Curtir o corpo é ligeiramente imaturo. (...) Sorri tranquilo quando pensa que a pressa é coisa daqueles imaturos. O homem maduro gosta de mulheres imaturas. Fazer o quê? Muda muito de opinião. Essa coisa de ter sempre a mesma opinião, ele já foi assim. (...) 28/12/2016 TEC Concursos Questõespara concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 30/79 Se ninguém segurar é capaz do homem maduro ficar com mania de apagar as luzes da casa. O homem maduro faz palavras cruzadas! Se você observar bem, ele começa a implicar com horários. A maturidade faz com que ele não possa mais fazer algumas coisas. Se pega pensando: sou um homem maduro. Um homem maduro não pode fazer isso. O homem maduro começa, pouco a pouco, a se irritar com as pessoas imaturas. Depois de um tempo, percebe que está começando é a sentir inveja dos imaturos. Será que os imaturos são mais felizes? , pensa enquanto começa a escovar os dentes depressa, mais depressa, mais depressa ainda. O homem maduro é de uma imaturidade a toda a prova. Meu Deus, o que será de nós, os maduros? PRATA, Mário. Minhas tudo. Rio de Janiero: Editora Objetiva Ltda. 2001, pág 99 Assinale a alternativa correta. Na última frase do texto a expressão "Meu Deus" se classifica como: a) Advérbio b) Sujeito c) Vocativo d) Aposto Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 468: IBFC Tec (HMDCC)/HMDCC/Administração/2015 Assunto: Partícula "se" Texto I Nem anjo nem demônio Desde que a TV surgiu, nos anos 40, falase do seu poder de causar dependência. Os educadores dos anos 60 bradaram palavras acusandoa de “chupeta eletrônica”. Os militantes políticos creditavam a ela a alienação dos povos. Era um demônio que precisava ser destruído. Continuou a existir, e quem cresceu vendo desenhos animados, enlatados americanos e novelas globais não foi mais imbecilizado – ao menos não por esse motivo. Ponto para a televisão, que provou também ser informativa, educativa e (por que não?) um ótimo entretenimento. Com exceção da qualidade da programação dos canais abertos, tudo melhorou. Mas começaram as preocupações em relação aos telespectadores que não conseguem dormir sem o barulho eletrônico ao fundo. Ou aos que deixam de ler, sair com amigos e até de namorar para dedicar todo o tempo livre a ela, ainda que seja pulando de um programa para o outro. “Nada nem ninguém me faz sair da frente da TV quando volto do trabalho”, afirma a administradora de empresa Vânia Sganzerla. Muitos telespectadores assumem esse comportamento. Tanto que um grupo de estudiosos da Universidade de Rutgers, nos Estados Unidos, por meio de experimentos e pesquisas, concluiu que a velha história do vício na TV não é só uma metáfora. “Todo comportamento compulsivo ao qual a pessoa se apega para buscar alívio, se fugir do controle, pode ser caracterizado como dependência”, explica Robert Kubey, diretor do Centro de Estudos da Mídia da Universidade de Rutgers. Os efeitos da televisão sobre o sono variam muito. “Quando tenho um dia estressante, agitado, não durmo sem ela”, comenta Maurício Valim, diretor de programas especiais da TV Cultura e criador do site Tudo sobre TV. Outros, como Martin Jaccard, sonorizador de ambientes, reconhecem que demoram a pegar no sono após uma overdose televisiva. “Sinto uma certa irritação, até raiva, por não ter lido um bom livro, namorado ou ouvido uma música, mas ainda assim não me arrependo de ver tanta TV, não. Gosto demais.” É uma das mais prosaicas facetas desse tipo de dependência, segundo a pesquisa do Centro de estudos da Mídia. As pessoas admitem que deveriam maneirar, mas não se incomodam a ponto de querer mudar o hábito. Sinal de que tanto mal assim também não faz. (SCAVONE, Míriam. Revista Claudia. São Paulo: Abril, abr. 2002. P.167) No trecho “falase do seu poder de causar dependência.” (1º §), a construção em destaque cria o seguinte efeito sintático: a) a indeterminação do sujeito b) a voz passiva sintética c) a noção de reflexividade d) o sentido de reciprocidade Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 469: IBFC AnaP MPE SP/MPE SP/Agente de Promotoria/2013 Assunto: Partícula "se" Considere os períodos abaixo. I. Contratase faxineiros. II. Precisase de faxineiros. III. Devemse analisar todos os argumentos. A concordância está correta somente em: a) Apenas I b) Apenas II c) Apenas III d) Apenas I e III e) Apenas II e III Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 470: IBFC AnaP MPE SP/MPE SP/Assistente Jurídico/2013 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 31/79 Assunto: Partícula "se" Considere as orações abaixo. I. Devemse impor limites ao sensacionalismo. II. Tratamse de questões polêmicas. III. Considerouse, no julgamento, todas as provas apresentadas pela promotoria. A concordância está correta somente em: a) Apenas I b) Apenas II c) Apenas III d) Apenas I e II e) Apenas II e III Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 471: IBFC Ana SS (IPSEMG)/IPSEMG/Qualquer Curso Superior/2014 Assunto: Partícula "se" Texto II Xarope e antigripal não têm eficácia em crianças, diz estudo (Mariana Versolato) Xaropes e remédios para resfriados não são tão eficazes como se acredita. Uma revisão de estudos da Colaboração Cochrane (organização internacional que elabora revisões da literatura médica) mostrou que as terapias mais comuns para tosse aguda e resfriado não têm evidências científicas. Pesquisadores analisaram 27 estudos com 5.117 adultos e crianças quanto à eficácia de medicamentos para resfriados que combinam antialérgicos, descongestionantes e analgésicos. A conclusão é que o uso dessas drogas tem efeito limitado em adultos e crianças com mais de seis anos, provocando uma melhora de 20% a 30% dos sintomas. Esse pequeno benefício precisa ser colocado na balança com os possíveis efeitos colaterais, como sonolência e dor de cabeça. Para crianças mais novas, porém, não há evidência de efetividade e segurança do uso desses medicamentos. [...] (Folha de São Paulo, Cotidiano, 20/03/2014) No primeiro período do texto, temse “não são tão eficazes como se acredita.”. Em tal trecho, o pronome “se” cumpre o papel de: a) indicar um sujeito passivo. b) indeterminar o agente. c) especificar o agente. d) caracterizar uma incerteza Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 472: IBFC Ag PJ (PC SE)/PC SE/2014 Assunto: Vocábulo "como" Ética e moral: que significam? (Leonardo Boff) Face à crise generalizada de ética e de moral, importa resgatar o sentido originário das palavras. Ética e moral é a mesma coisa? É e não é. 1. O significado de ética Ética é um conjunto de valores e princípios, de inspirações e indicações que valem para todos, pois estão ancorados na nossa própria humanidade. Que significa agir humanamente? O primeiro princípio do agir humano, chamado por isso de regra de ouro, é esse: “não faças ao outro o que não queres que te façam a ti". Ou positivamente: “faça ao outro o que queres que te façam a ti". Esse princípio áureo pode ser traduzido também pela expressão de Jesus, testemunhada em todas as religiões: “ama o próximo como a ti mesmo". É o princípio do amor universal e incondicional. Quem não quer ser amado? Quem não quer amar? Alguém quer ser odiado ou ser tratado com fria indiferença? Ninguém. Outro princípio da humanidade essencial, é o cuidado. Toda vida precisa de cuidado. Um recémnascido deixado à sua própria sorte morre poucas horas após. O cuidado é tão essencial que, se bem observarmos, tudo o que fazemos vem acompanhado de cuidado ou falta de cuidado. Se fazemos com cuidado, tudo pode dar certo e dura mais. Tudo o que amamos também cuidamos. A ética do cuidado hoje é fundamental: se não cuidarmos do planeta Terra, ele poderá sofrer um colapso e destruir as condições que permitem o projeto planetário humano. A própria política é o cuidado paracom o bem do povo. Outro princípio reside da solidariedade universal. Se nossos pais não fossem solidários conosco quando nascemos e nos tivessem rejeitado, não estaríamos aqui para falar de tudo isso. Se na sociedade não respeitamos as normas coletivas em solidariedade para com todos, a vida seria impossível. A solidariedade para existir de fato precisa sempre ser solidariedade a partir de baixo, dos últimos e dos que mais sofrem. A solidariedade se manifesta então como compaixão. Compaixão quer dizer ter a mesma paixão que o outro, alegrar se com o outro, sofrer com o outro para que nunca se sinta só em seu sofrimento, construir junto algo bom para todos. Pertence também à humanidade essencial a capacidade e a vontade de perdoar. Todos somos falíveis, podemos errar involuntariamente e prejudicar o outro conscientemente. Como gostaríamos de ser perdoados, devemos também nós perdoar. Perdoar significa não deixar que o erro e o ódio tenham a última palavra. Perdoar é conceder uma chance ao outro para que possa refazer as relações boas. Tais princípios e inspirações formam a ética. Sempre que surge o outro diante de mim, ai surge o imperativo ético de tratálo humanamente. Sem tais valores a vida se torna impossível. 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 32/79 Por isso, ethos, donde vem ética, significava para os gregos, a casa. Na casa cada coisa tem seu lugar e os que nela habitam devem ordenar seus comportamentos para que todos possam se sentir bem. Hoje a casa não é apenas a casa individual de cada pessoa, é também a cidade, o estado e o planeta Terra como casa comum. Eis, pois, o que é a ética. Vejamos agora o que é moral. 2. O significado de moral A forma concreta como a ética é vivida, depende de cada cultura que é sempre diferente da outra. Um indígena, um chinês, um africano vivem do seu jeito o amor, o cuidado, a solidariedade e o perdão. Esse jeito diferente chamamos de moral. Ética existe uma só para todos. Moral existem muitas, consoante as maneiras diferentes como os seres humanos organizam a vida. Vamos dar um exemplo. Importante é ter uma casa(ética). O estilo e a maneira de construíla pode variar (moral). Pode ser simples, rústica, moderna, colonial, gótica, contanto que seja casa habitável. Assim é com a ética e a moral. Hoje devemos construir juntos a Casa Comum para que nela todos possam caber inclusive a natureza. Fazse mister uma ética comum, um consenso mínimo no qual todos se possam encontrar. E ao mesmo tempo, respeitar as maneiras diferentes como os povos organizam a ética, dando origem às várias morais, vale dizer, os vários modos de organizar a família, de cuidar das pessoas e da natureza, de estabelecer os laços de solidariedade entre todos, os estilos de manifestar o perdão. A ética e as morais devem servir à vida, à convivência humana e à preservação da Casa Comum, a única que temos que é o Planeta Terra. (Disponível em: http://www.leonardoboff.com/site/vista/outros/etic...Acesso em:07/10/2014) Nota: Para resolver a questão, considere o primeiro parágrafo do texto como o trecho “Ética é um conjunto...”. Em “Como gostaríamos de ser perdoados, devemos também nós perdoar.” (6°§), a conjunção “como” assume o valor semântico de: a) Oposição b) Causa c) Conclusão d) Conseqüência Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 473: IBFC Per Crim (PC RJ)/PC RJ/Biologia/2013 Assunto: Vocábulo "que" Texto O silêncio é um grande tagarela Acredite se quiser. O silêncio tem voz. O silêncio fala. O que é perfeitamente normal no universo humano. Ou você pensa que só ou nosso falar, comunica? O silêncio também comunica. E muito. O silêncio pode dizer muita coisa sobre um líder, uma organização, uma crise, uma relação. Mesmo que a nudez seja uma ação estratégica, não adianta. Logo mais, alguém vai criar uma versão sobre aquele silêncio. Interpretálo e formar uma opinião. As percepções serão múltiplas. As interpretações vão correr soltas. As opiniões formarão novas opiniões e multiplicarão comentários. O silêncio, coitado, que só queria se preservar acabou alimentando uma rede de conversas a seu respeito. Porque não adianta fingir que ninguém viu, que passou despercebido. Não passou. Nada passa despercebido nem o silêncio. A rádio corredor então, é imediata. Na roda do café, no almoço, no happyhour. Todos os empregados vão comentar o que perceberam com aquele silêncio oficial, com o que ficou sem uma resposta. Com o que ficou no ar. Com a falta da comunicação interna. E as redes sociais, com suas vastidões de blogs, chats, comunidades e demais canais vão falar, vão comentar e construir uma imagem a respeito do silêncio. Porque o silêncio, que não se defende porque não emite sua versão oficial perde uma grande oportunidade de esclarecer, de dar volta por cima e mudar percepções, influenciar. Porque se a palavra liberta, conecta, use; o silêncio perde, esconde, confunde, sonega. Afinal, não existem relações humanas sem comunicação. Sem conversa. São as pessoas que dão vida e voz às empresas, aos governos e às organizações. Mesmo dois mudos se comunicam por sinais e gestos. Portanto, o silêncio também fala. Mesmo que não queira dizer nada. Por isso, é preciso conversar. Sabe o quê, quando, como falar. Sabe ouvir. Saber responder. Interagir. Este é um mundo que clama por diálogo. Que demanda transparência. Assim como os mercados, os clientes e os consumidores. Assim como os cidadãos e os eleitores, mais do que nunca! E o silêncio é uma voz ruidosa. nunca foi bom conselheiro. Desde a briga de namorados. Até as suspeitas de escândalos financeiros, fraudes, desastres ambientais, acidentes de trabalho. O silêncio é um canto de sereia. Só parece uma boa solução, por que a voz do silêncio é um grito com enorme poder de eco. E se você não gosta do que está ouvindo, preste atenção no que está emitindo. Pois de qualquer maneira, sempre vai comunicar alguma coisa. Quer queira, quer não. De maneira planejada, sendo previdente. Ou apagando incêndios, com enormes custos para a organização, o valor da marca, a motivação dos empregados e o próprio futuro do negócio. Enfim, o silêncio nem parece, mas é um grande tagarela. (Luiz Antônio Gaulia) Disponível em http://www.aberje.com.br/acervo_colunas_veasp?ID_COLUNA=96&ID_COLUNISTA=27 Acesso em 19/07/2013 No trecho "Este é um mundo que clama por diálogo. Que demanda transparência.", presente no 6º parágrafo, há duas ocorrências do vocábulo "que". Sobre elas, é correto afirmar: a) a primeira referese a "mundo" e a segunda, a "diálogo" b) ambas fazem referência a "mundo". c) ambas fazem referência a "diálogo". d) a primeira referese ao pronome "este" e a segunda, à "transparência". e) a primeira referese à "clama" e a segunda, à "demanda" Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 474: IBFC Papis (PC RJ)/PC RJ/2014 Assunto: Vocábulo "que" Texto I Notícia de Jornal (Fernando Sabino) Leio no jornal a notícia de que um homem morreu de fome. Um homem de cor branca, 30 anos presumíveis, pobremente vestido, morreu de fome, sem socorros, em 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 33/79 pleno centro da cidade, permanecendo deitado na calçada durante 72 horas, para finalmente morrer de fome. Morreu de fome. Depois de insistentes pedidos e comentários, uma ambulância do Pronto Socorro e uma radiopatrulha foram ao local, mas regressaram sem prestar auxílio ao homem, que acabou morrendo de fome. Um homem que morreu de fome. O comissário de plantão (um homem) afirmou que o caso (morrer de fome) era da alçada da Delegacia de Mendicância,especialista em homens que morrem de fome. E o homem morreu de fome. O corpo do homem que morreu de fome foi recolhido ao Instituto Anatômico sem ser identificado. Nada se sabe dele, senão que morreu de fome. Um homem morre de fome em plena rua, entre centenas de passantes. Um homem caído na rua. Um bêbado. Um vagabundo. Um mendigo, um anormal, um tarado, um pária, um marginal, um proscrito, um bicho, uma coisa não é um homem. E os outros homens cumprem seu destino de passantes, que é o de passar. Durante setenta e duas horas todos passam, ao lado do homem que morre de fome, com um olhar de nojo, desdém, inquietação e até mesmo piedade, ou sem olhar nenhum. Passam, e o homem continua morrendo de fome, sozinho, isolado, perdido entre os homens, sem socorro e sem perdão. Não é da alçada do comissário, nem do hospital, nem da radiopatrulha, por que haveria de ser da minha alçada? Que é que eu tenho com isso? Deixa o homem morrer de fome. E o homem morre de fome. De trinta anos presumíveis. Pobremente vestido. Morreu de fome, diz o jornal. Louvese a insistência dos comerciantes, que jamais morrerão de fome, pedindo providências às autoridades. As autoridades nada mais puderam fazer senão remover o corpo do homem. Deviam deixar que apodrecesse, para escarmento dos outros homens. Nada mais puderam fazer senão esperar que morresse de fome. E ontem, depois de setenta e duas horas de inanição, tombado em plena rua, no centro mais movimentado da cidade do Rio de Janeiro, Estado da Guanabara, um homem morreu de fome. (Disponível em http://www.fotolog.com.br/spokesman_/70276847/: Acesso em 10/09/14) Assinale a alternativa que apresenta a correta classificação morfossintática do termo em destaque no excerto a seguir: “Depois de insistentes pedidos e comentários, uma ambulância do Pronto Socorro e uma radiopatrulha foram ao local, mas regressaram sem prestar auxílio ao homem, que acabou morrendo de fome.” (2º §) a) Sujeito e conjunção integrante b) Objeto direto e pronome indefinido c) Sujeito e pronome relativo d) Complemento nominal e conjunção subordinativa e) Objeto direto e pronome relativo Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 475: IBFC Ana RC (JUCEB)/JUCEB/2015 Assunto: Vocábulo "que" Náufragos da modernidade líquida (Frei Beto) Qual o próximo centro financeiro? Nos séculos XIII e XIV, foi Bruges, com o advento do mercantilismo; nos séculos XIV aXVI, Veneza, com suas corporações marítimas e a conquista do Oriente; no século XVI, Antuérpia, graças à revolução gráfica de Gutenberg. Em fins do século XVI e início do XVII, foi Gênova, verdadeiro paraíso fiscal; nos séculos XVIII e XIX, Londres, devido à máquina a vapor e a Revolução Industrial; na primeira metade do século XX, Nova York, com o uso da energia elétrica; na segunda, Los Angeles, com o Vale do Silício. Qual será o próximo? Tudo indica que o poderio econômico dos EUA tende a encolher, suas empresas perdem mercados para a China, a crise ecológica afeta sua qualidade de vida. Caminhamos para um mundo policêntrico, com múltiplos centros regionais de poder. A agricultura se industrializa, a urbanização invade a zona rural, o tempo é mercantilizado. Há o risco de, no futuro, todos os serviços serem pagos: educação, saúde, segurança e lazer. Tornase difícil distinguir entre trabalho, consumo, transporte, lazer e estudo. A vida urbana comprime multidões e, paradoxalmente, induz à solidão. O salário se gasta predominantemente em compra de serviços: educação, saúde, transporte e segurança. Antes de 2030, todos se conectarão a todas as redes de informação por infraestruturas de alta fluidez, móveis e fixas, do tipo Google. A nanotecnologia produzirá computadores cada vez menores e portáteis. Multiplicarseão os robôs domésticos. O mundo envelhece. As cidades crescem. Se, de um lado, escasseiam bens insubstituíveis, de outro, produzemse tecnologias que facilitam a redução do consumo de energia, o tratamento do lixo, o replanejamento das cidades e dos transportes. O tempo se torna a única verdadeira raridade. Gastase menos tempo para produzir e mais para consumir. Assim, o tempo que um computador requer para ser confeccionado não se compara com aquele que o usuário dedicará para usálo. Os produtos postos no mercado são “cronófagos”, isto é, devoram o tempo das pessoas. Basta observar como se usa o telefone celular. Objeto de multiuso, cada vez mais ele se impõe como sujeito com o poder de absorver o nosso tempo, a nossa atenção, até mesmo a nossa devoção. Ainda que cercados de pessoas, ao desligar o celular nos sentimos exilados em uma ilha virtual. Do outro lado da janelinha eletrônica, o capital investido nas operadoras agradece tão veloz retorno... Náufragos da modernidade líquida, há uma luta a se travar no que se refere à subjetividade: deixarse devorar pelas garras do polvo tecnológico, que nos cerca por todos os lados, ou ousar exercer domínio sobre o tempo pessoal e reservar algumas horas à meditação, à oração, ao estudo, às amizades e à ociosidade amorosa. Há que decidir! (Disponível em: http://www.domtotal.com/colunas/detalhes.php?artld=5121. Acesso em: 02/07/2015) Considere o fragmento transcrito a seguir para responder à questão. “O mundo envelhece. /As cidades crescem. Se, de um lado, escasseiam bens insubstituíveis, de outro, produzemse tecnologias que facilitam a redução do consumo de energia, o tratamento do lixo, o replanejamento das cidades e dos transportes." (7°§) 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 34/79 A respeito da palavra “que”, em destaque no fragmento, assinale, dentre as alternativas abaixo, aquela em que tal vocábulo possua as mesmas características morfossintáticas. a) Espero que tudo ocorra bem. b) Que lindo! c) Eu li o livro que você me deu. d) Dormiu tanto que perdeu a hora. e) O rapaz que chegou era meu amigo. Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 476: IBFC GCM (João Pessoa)/Pref João Pessoa/2012 Assunto: Para a questão, leia o texto abaixo, de Walcyr Carrasco. A exposição da intimidade A exposição da vida pessoal se tornou tão comum que parece até estranho quando alguém é diferente Sempre me surpreendo como hoje em dia as pessoas têm coragem de exibir a intimidade. Como têm prazer em se expor. Talvez eu seja conservador. Não entendo o motivo pelo qual o exjogador Edmundo e o promoter David Brazil posaram, no último Carnaval, para fotos simulando coito anal. Vestidos, friso bem. Ninguém pense que se tratou de uma saída do armário de Edmundo. Pelo contrário, ainda deu uma declaração para lá de preconceituosa. Disse que já fez muito sexo com homossexuais, mas que não é um deles porque sempre foi o homem da relação. (Para ser franco, estou “traduzindo” a frase. Foi muito, muito mais chula.) A troco do que alguém se presta a esse papel? Talvez seja a saudade dos tempos em que era glorificado quando entrava em campo. Voltar a sentir o gosto da fama para quem já não está na constelação dos famosos pode ser uma explicação. Não é a única. O que levaria Brad Pitt, astro consagrado, a declarar, como fez recentemente no programa CBS this morning, nos Estados Unidos: – Angelina (Jolie) é uma garota malvada na intimidade. Deliciosamente malvada. A imprensa passou dias comentando que o casal é “quente”... Atores que ganham milhões de dólares por filme e estão em todas as revistas do mundo precisam disso? Talvez a exBBB Mayra Cardi precise. Falou sobre o uso de acessórios eróticos na rádio FM O Dia. Lembro que fiz uma reportagem sobre um dos primeiros sex shops abertos em São Paulo. Faz um tempão. Na época, quem frequentava sex shops era discreto. Acho que na intimidade tudo é válido. Antes, intimidade era intimidade. Ou seja,algo que acontecia dentro de uma relação. Poderia ser a troca de segredos entre amigos, simplesmente. As conversas entre pais e filhos. A loucura de um encontro sexual. Ou o cotidiano de um amor. Algo privado, relacionado somente com os envolvidos. Para muitos, a base do amor. A palavra intimidade era sempre associada à delicadeza. A exposição da vida pessoal se tornou tão comum que parece até estranho quando alguém é diferente Há quem até venda seus momentos mais particulares. Tornouse comum a negociação entre atores famosos e patrocinadores nos festejos importantes. Uma atriz conhecida ganhou a festa de casamento inteira para dar exclusividade a uma publicação. Tudo bem, todo mundo tem direito de fazer negócios. Mas o casamento não deveria ser um momento único, de emoção? Ao contrário, recentemente um ator conhecido separouse de uma estrela de televisão. Lamentavase: – Já tínhamos acertado a viagem para Veneza, onde seria o noivado! Tudo patrocinado! E tivemos de voltar atrás! Festas pessoais com patrocinadores já se tornaram comuns. Para muitos famosos, ou em ascensão, desvendar a intimidade faz parte do jogo. Tratase da famosa permuta. É tão comum que o apresentador Otávio Mesquita certa vez se saiu com esta frase afiada: – Não posso ter mais filhos! – Que aconteceu? – O ginecologista da minha mulher não faz mais permuta. Rimos. Debochava de seus pares, que vivem quase exclusivamente do escambo entre a fama e tudo o que é de graça, de restaurantes a cirurgiões plásticos. A exposição da vida pessoal tornouse tão comum que se estranha quando alguém é diferente. A atriz Carolina Dieckmann chegou a ganhar fama de chata por se rebelar contra o programa Pânico na TV, então na Rede TV, em 2006. Carolina recusouse a participar de um quadro chamado “Sandálias da humildade”. Os repórteres do programa foram a seu condomínio de megafone e com um guindaste, com a intenção de gravar através da janela de seu apartamento. A atriz entrou com um processo – e venceu. Não pode mais ser abordada pelos repórteres do programa. Carolina tem o direito de preservar sua vida pessoal. Chegaram a acusála de reacionária, de querer a volta da censura. Talvez por ter ido contra a maré. Já que muitas de suas colegas no mundo luminoso das estrelas divulgam cada início de namoro, as crises, o fim e, é claro, o recomeço, com novo eleito. Só falta descreverem a cor das cuecas e da lingerie. Quem sabe ninguém ainda perguntou. Toda pessoa tem o direito de defender sua privacidade, seja famosa ou não. E de não expor a família e a vida. Uma das mais conhecidas frases do teatrólogo Nelson Rodrigues é: “Se todos conhecessem a intimidade sexual uns dos outros, ninguém cumprimentaria ninguém”. Está se tornando ultrapassada. Ninguém mais se assusta com a intimidade, principalmente dos famosos. Tornouse uma forma de atrair os holofotes sobre si. E me assusto ao pensar no que ainda vem por aí. Considere as afirmações abaixo. I. O autor considera que a exposição da intimidade só é válida para as celebridades. II. De acordo com o autor, a obra de Nelson Rodrigues está ultrapassada, pois se trata de peças antigas. Está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) I e II d) nenhuma Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 477: IBFC GCM (João Pessoa)/Pref João Pessoa/2012 Assunto: Para a questão, leia o texto abaixo, de Walcyr Carrasco. 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 35/79 A exposição da intimidade A exposição da vida pessoal se tornou tão comum que parece até estranho quando alguém é diferente Sempre me surpreendo como hoje em dia as pessoas têm coragem de exibir a intimidade. Como têm prazer em se expor. Talvez eu seja conservador. Não entendo o motivo pelo qual o exjogador Edmundo e o promoter David Brazil posaram, no último Carnaval, para fotos simulando coito anal. Vestidos, friso bem. Ninguém pense que se tratou de uma saída do armário de Edmundo. Pelo contrário, ainda deu uma declaração para lá de preconceituosa. Disse que já fez muito sexo com homossexuais, mas que não é um deles porque sempre foi o homem da relação. (Para ser franco, estou “traduzindo” a frase. Foi muito, muito mais chula.) A troco do que alguém se presta a esse papel? Talvez seja a saudade dos tempos em que era glorificado quando entrava em campo. Voltar a sentir o gosto da fama para quem já não está na constelação dos famosos pode ser uma explicação. Não é a única. O que levaria Brad Pitt, astro consagrado, a declarar, como fez recentemente no programa CBS this morning, nos Estados Unidos: – Angelina (Jolie) é uma garota malvada na intimidade. Deliciosamente malvada. A imprensa passou dias comentando que o casal é “quente”... Atores que ganham milhões de dólares por filme e estão em todas as revistas do mundo precisam disso? Talvez a exBBB Mayra Cardi precise. Falou sobre o uso de acessórios eróticos na rádio FM O Dia. Lembro que fiz uma reportagem sobre um dos primeiros sex shops abertos em São Paulo. Faz um tempão. Na época, quem frequentava sex shops era discreto. Acho que na intimidade tudo é válido. Antes, intimidade era intimidade. Ou seja, algo que acontecia dentro de uma relação. Poderia ser a troca de segredos entre amigos, simplesmente. As conversas entre pais e filhos. A loucura de um encontro sexual. Ou o cotidiano de um amor. Algo privado, relacionado somente com os envolvidos. Para muitos, a base do amor. A palavra intimidade era sempre associada à delicadeza. A exposição da vida pessoal se tornou tão comum que parece até estranho quando alguém é diferente Há quem até venda seus momentos mais particulares. Tornouse comum a negociação entre atores famosos e patrocinadores nos festejos importantes. Uma atriz conhecida ganhou a festa de casamento inteira para dar exclusividade a uma publicação. Tudo bem, todo mundo tem direito de fazer negócios. Mas o casamento não deveria ser um momento único, de emoção? Ao contrário, recentemente um ator conhecido separouse de uma estrela de televisão. Lamentavase: – Já tínhamos acertado a viagem para Veneza, onde seria o noivado! Tudo patrocinado! E tivemos de voltar atrás! Festas pessoais com patrocinadores já se tornaram comuns. Para muitos famosos, ou em ascensão, desvendar a intimidade faz parte do jogo. Tratase da famosa permuta. É tão comum que o apresentador Otávio Mesquita certa vez se saiu com esta frase afiada: – Não posso ter mais filhos! – Que aconteceu? – O ginecologista da minha mulher não faz mais permuta. Rimos. Debochava de seus pares, que vivem quase exclusivamente do escambo entre a fama e tudo o que é de graça, de restaurantes a cirurgiões plásticos. A exposição da vida pessoal tornouse tão comum que se estranha quando alguém é diferente. A atriz Carolina Dieckmann chegou a ganhar fama de chata por se rebelar contra o programa Pânico na TV, então na Rede TV, em 2006. Carolina recusouse a participar de um quadro chamado “Sandálias da humildade”. Os repórteres do programa foram a seu condomínio de megafone e com um guindaste, com a intenção de gravar através da janela de seu apartamento. A atriz entrou com um processo – e venceu. Não pode mais ser abordada pelos repórteres do programa. Carolina tem o direito de preservar sua vida pessoal. Chegaram a acusála de reacionária, de querer a volta da censura. Talvez por ter ido contra a maré. Já que muitas de suas colegas no mundo luminoso das estrelas divulgam cada início de namoro, as crises, o fim e, é claro, o recomeço, com novo eleito. Só falta descreverem a cor das cuecas e da lingerie. Quem sabe ninguém ainda perguntou. Toda pessoa tem o direito de defender sua privacidade, seja famosa ou não. E de não expor a família e a vida. Uma das mais conhecidas frases do teatrólogo Nelson Rodrigues é: “Se todos conhecessema intimidade sexual uns dos outros, ninguém cumprimentaria ninguém”. Está se tornando ultrapassada. Ninguém mais se assusta com a intimidade, principalmente dos famosos. Tornouse uma forma de atrair os holofotes sobre si. E me assusto ao pensar no que ainda vem por aí. Considere as afirmações que seguem. I. O autor critica as pessoas que julgaram a atriz Carolina Dieckmann reacionária por não querer se expor. II. O autor critica os atos imorais que as pessoas cometem na sua intimidade. Está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) I e II d) nenhuma Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 478: IBFC GCM (João Pessoa)/Pref João Pessoa/2012 Assunto: Para a questão, leia o texto abaixo, de Walcyr Carrasco. A exposição da intimidade A exposição da vida pessoal se tornou tão comum que parece até estranho quando alguém é diferente Sempre me surpreendo como hoje em dia as pessoas têm coragem de exibir a intimidade. Como têm prazer em se expor. Talvez eu seja conservador. Não entendo o motivo pelo qual o exjogador Edmundo e o promoter David Brazil posaram, no último Carnaval, para fotos simulando coito anal. Vestidos, friso bem. Ninguém pense que se tratou de uma saída do armário de Edmundo. Pelo contrário, ainda deu uma declaração para lá de preconceituosa. Disse que já fez muito sexo com homossexuais, mas que não é um deles porque sempre foi o homem da relação. (Para ser franco, estou “traduzindo” a frase. Foi muito, muito mais chula.) A troco do que alguém se presta a esse papel? Talvez seja a saudade dos tempos em que era glorificado quando entrava em campo. Voltar a sentir o gosto da fama para quem já não está na constelação dos famosos pode ser uma explicação. Não é a única. O que levaria Brad Pitt, astro consagrado, a declarar, como fez recentemente no programa CBS this morning, nos Estados Unidos: – Angelina (Jolie) é uma garota malvada na intimidade. Deliciosamente malvada. A imprensa passou dias comentando que o casal é “quente”... Atores que ganham milhões de dólares por filme e estão em todas as revistas do mundo precisam disso? 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 36/79 Talvez a exBBB Mayra Cardi precise. Falou sobre o uso de acessórios eróticos na rádio FM O Dia. Lembro que fiz uma reportagem sobre um dos primeiros sex shops abertos em São Paulo. Faz um tempão. Na época, quem frequentava sex shops era discreto. Acho que na intimidade tudo é válido. Antes, intimidade era intimidade. Ou seja, algo que acontecia dentro de uma relação. Poderia ser a troca de segredos entre amigos, simplesmente. As conversas entre pais e filhos. A loucura de um encontro sexual. Ou o cotidiano de um amor. Algo privado, relacionado somente com os envolvidos. Para muitos, a base do amor. A palavra intimidade era sempre associada à delicadeza. A exposição da vida pessoal se tornou tão comum que parece até estranho quando alguém é diferente Há quem até venda seus momentos mais particulares. Tornouse comum a negociação entre atores famosos e patrocinadores nos festejos importantes. Uma atriz conhecida ganhou a festa de casamento inteira para dar exclusividade a uma publicação. Tudo bem, todo mundo tem direito de fazer negócios. Mas o casamento não deveria ser um momento único, de emoção? Ao contrário, recentemente um ator conhecido separouse de uma estrela de televisão. Lamentavase: – Já tínhamos acertado a viagem para Veneza, onde seria o noivado! Tudo patrocinado! E tivemos de voltar atrás! Festas pessoais com patrocinadores já se tornaram comuns. Para muitos famosos, ou em ascensão, desvendar a intimidade faz parte do jogo. Tratase da famosa permuta. É tão comum que o apresentador Otávio Mesquita certa vez se saiu com esta frase afiada: – Não posso ter mais filhos! – Que aconteceu? – O ginecologista da minha mulher não faz mais permuta. Rimos. Debochava de seus pares, que vivem quase exclusivamente do escambo entre a fama e tudo o que é de graça, de restaurantes a cirurgiões plásticos. A exposição da vida pessoal tornouse tão comum que se estranha quando alguém é diferente. A atriz Carolina Dieckmann chegou a ganhar fama de chata por se rebelar contra o programa Pânico na TV, então na Rede TV, em 2006. Carolina recusouse a participar de um quadro chamado “Sandálias da humildade”. Os repórteres do programa foram a seu condomínio de megafone e com um guindaste, com a intenção de gravar através da janela de seu apartamento. A atriz entrou com um processo – e venceu. Não pode mais ser abordada pelos repórteres do programa. Carolina tem o direito de preservar sua vida pessoal. Chegaram a acusála de reacionária, de querer a volta da censura. Talvez por ter ido contra a maré. Já que muitas de suas colegas no mundo luminoso das estrelas divulgam cada início de namoro, as crises, o fim e, é claro, o recomeço, com novo eleito. Só falta descreverem a cor das cuecas e da lingerie. Quem sabe ninguém ainda perguntou. Toda pessoa tem o direito de defender sua privacidade, seja famosa ou não. E de não expor a família e a vida. Uma das mais conhecidas frases do teatrólogo Nelson Rodrigues é: “Se todos conhecessem a intimidade sexual uns dos outros, ninguém cumprimentaria ninguém”. Está se tornando ultrapassada. Ninguém mais se assusta com a intimidade, principalmente dos famosos. Tornouse uma forma de atrair os holofotes sobre si. E me assusto ao pensar no que ainda vem por aí. Considere o período abaixo. “Tornouse comum a negociação entre atores famosos e patrocinadores nos festejos importantes.” Se o termo “a negociação” fosse para o plural, o verbo ficaria: a) Tornaramse b) Tornouse c) Tornarãose d) Tornase Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 479: IBFC GCM (João Pessoa)/Pref João Pessoa/2012 Assunto: Para a questão, leia o texto abaixo, de Walcyr Carrasco. A exposição da intimidade A exposição da vida pessoal se tornou tão comum que parece até estranho quando alguém é diferente Sempre me surpreendo como hoje em dia as pessoas têm coragem de exibir a intimidade. Como têm prazer em se expor. Talvez eu seja conservador. Não entendo o motivo pelo qual o exjogador Edmundo e o promoter David Brazil posaram, no último Carnaval, para fotos simulando coito anal. Vestidos, friso bem. Ninguém pense que se tratou de uma saída do armário de Edmundo. Pelo contrário, ainda deu uma declaração para lá de preconceituosa. Disse que já fez muito sexo com homossexuais, mas que não é um deles porque sempre foi o homem da relação. (Para ser franco, estou “traduzindo” a frase. Foi muito, muito mais chula.) A troco do que alguém se presta a esse papel? Talvez seja a saudade dos tempos em que era glorificado quando entrava em campo. Voltar a sentir o gosto da fama para quem já não está na constelação dos famosos pode ser uma explicação. Não é a única. O que levaria Brad Pitt, astro consagrado, a declarar, como fez recentemente no programa CBS this morning, nos Estados Unidos: – Angelina (Jolie) é uma garota malvada na intimidade. Deliciosamente malvada. A imprensa passou dias comentando que o casal é “quente”... Atores que ganham milhões de dólares por filme e estão em todas as revistas do mundo precisam disso? Talvez a exBBB Mayra Cardi precise. Falou sobre o uso de acessórios eróticos na rádio FM O Dia. Lembro que fiz uma reportagem sobre um dos primeiros sex shops abertos em São Paulo. Faz um tempão. Na época, quem frequentava sex shops era discreto. Acho que na intimidade tudo é válido. Antes, intimidade era intimidade. Ou seja, algo que acontecia dentro de uma relação. Poderia ser a troca de segredos entre amigos, simplesmente. As conversas entre pais e filhos. A loucura de um encontro sexual. Ou o cotidiano de um amor. Algo privado, relacionado somente com os envolvidos. Paramuitos, a base do amor. A palavra intimidade era sempre associada à delicadeza. A exposição da vida pessoal se tornou tão comum que parece até estranho quando alguém é diferente Há quem até venda seus momentos mais particulares. Tornouse comum a negociação entre atores famosos e patrocinadores nos festejos importantes. Uma atriz conhecida ganhou a festa de casamento inteira para dar exclusividade a uma publicação. Tudo bem, todo mundo tem direito de fazer negócios. Mas o casamento não deveria ser um momento único, de emoção? Ao contrário, recentemente um ator conhecido separouse de uma estrela de televisão. Lamentavase: – Já tínhamos acertado a viagem para Veneza, onde seria o noivado! Tudo patrocinado! E tivemos de voltar atrás! Festas pessoais com patrocinadores já se tornaram comuns. Para muitos famosos, ou em ascensão, desvendar a intimidade faz parte do jogo. Tratase da famosa permuta. É tão comum que o apresentador Otávio Mesquita certa vez se saiu com esta frase afiada: 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 37/79 – Não posso ter mais filhos! – Que aconteceu? – O ginecologista da minha mulher não faz mais permuta. Rimos. Debochava de seus pares, que vivem quase exclusivamente do escambo entre a fama e tudo o que é de graça, de restaurantes a cirurgiões plásticos. A exposição da vida pessoal tornouse tão comum que se estranha quando alguém é diferente. A atriz Carolina Dieckmann chegou a ganhar fama de chata por se rebelar contra o programa Pânico na TV, então na Rede TV, em 2006. Carolina recusouse a participar de um quadro chamado “Sandálias da humildade”. Os repórteres do programa foram a seu condomínio de megafone e com um guindaste, com a intenção de gravar através da janela de seu apartamento. A atriz entrou com um processo – e venceu. Não pode mais ser abordada pelos repórteres do programa. Carolina tem o direito de preservar sua vida pessoal. Chegaram a acusála de reacionária, de querer a volta da censura. Talvez por ter ido contra a maré. Já que muitas de suas colegas no mundo luminoso das estrelas divulgam cada início de namoro, as crises, o fim e, é claro, o recomeço, com novo eleito. Só falta descreverem a cor das cuecas e da lingerie. Quem sabe ninguém ainda perguntou. Toda pessoa tem o direito de defender sua privacidade, seja famosa ou não. E de não expor a família e a vida. Uma das mais conhecidas frases do teatrólogo Nelson Rodrigues é: “Se todos conhecessem a intimidade sexual uns dos outros, ninguém cumprimentaria ninguém”. Está se tornando ultrapassada. Ninguém mais se assusta com a intimidade, principalmente dos famosos. Tornouse uma forma de atrair os holofotes sobre si. E me assusto ao pensar no que ainda vem por aí. Assinale a alternativa que indica corretamente a substituição do termo grifado pelo pronome. Há quem até venda seus momentos mais particulares. a) Há quem até o venda. b) Há quem até os venda. c) Há quem até lhe venda. d) Há quem até lhes venda. Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 480: IBFC GCM (João Pessoa)/Pref João Pessoa/2012 Assunto: Considere o período e as afirmações abaixo. A maioria das pessoas que fazem esportes, tem uma vida mais saudável. I. Há um problema de pontuação, pois a vírgula está empregada de forma incorreta. II. Há um problema de concordância, o verbo “tem” deveria ser substituído por “têm”. Está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) I e II d) nenhuma Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 481: IBFC GCM (João Pessoa)/Pref João Pessoa/2012 Assunto: Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas. Se o diretor ___________, os funcionários voltarão ao trabalho. a) intervir b) intervim c) intervier d) interviesse Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 482: IBFC GCM (João Pessoa)/Pref João Pessoa/2012 Assunto: Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas. Pedi ____ ela ____ indicação de um livro. a) à – a b) à – à c) a – a d) a – à Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 483: IBFC GCM (João Pessoa)/Pref João Pessoa/2012 Assunto: Assinale a alternativa que indica a conjunção adequada para completar a lacuna. Sua vontade era dormir, _________ tinha que terminar o relatório ainda naquela noite. a) portanto b) assim 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 38/79 c) embora d) entretanto Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 484: IBFC GCM (João Pessoa)/Pref João Pessoa/2012 Assunto: Considere o período e as afirmações abaixo. Na última noite, prendeuse dois suspeitos que teriam participado do assalto do Banco Central. I. Se a locução verbal “teriam participado” fosse substituída por “participaram”, não haveria qualquer alteração de sentido. II. Há um problema de concordância verbal, pois o correto seria “prenderamse”. Está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) I e II d) nenhuma Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 485: IBFC Ag Seg Pen (SEDS MG)/SEDS MG/2012 Assunto: Para responder à questão, leia o texto abaixo. 90 por cento de certeza Cronistas esportivos e cientistas políticos não se satisfazem mais em emitir sua opinião. Têm que dar números, cifras, palpites estatísticos e prognósticos Tevê ligada, ouço o comentarista esportivo dizer: 'Tenho 90% de certeza de que o time tal não se classifica para a Libertadores." Pausa: ................................................................................................ . (Essa lacuna acima não é só um recurso para ganhar espaço embora isso não seja má ideia quando se tem de tirar um texto de três mil toques da cartola, mas para tentar expressar o meu silêncio mudo e espantado diante de tal afirmação.) Meu Deus, quanta filosofia! Sim, sim, filosofia pura o homem tinha 90% de certeza. Vejam bem, não 70, 80 nem 100, mas precisamente 90% de certeza. Consideremos que a certeza humana sobre determinado assunto possa compreender de fato integrais 100%. Então o sujeito estaria muito próximo da razão plena, seria quase um clarividente. Em meu raciocínio lógico, óbvio e ululante, deduzo que, com mais 10% de certeza, ele teria então a certeza total, absoluta, irrefutável. Ora, ninguém pode ter 100% de certeza em nada, nem mesmo 90. 10%, vá lá, talvez possa ser aceitável. Por quê? perguntará o leitor. Porque toda certeza tem a sombra da dúvida, apesar da existência da sonora e bela expressão popular "sem sombra de dúvida". Ela, a sombra da dúvida, está sempre lá. Nunca se sabe completamente tudo sobre algo, nunca se está totalmente seguro e confiante em relação a nada. Nunca saberemos quem mente ou fala a verdade (às vezes nem nós mesmos sabemos sobre nós), se Tom Cruise é bom ator ou canastrão, se determinada memória foi sonho ou realidade, se o mundo acabará em dezembro deste ano, se eram os deuses astronautas, se Paulo Coelho faz mesmo chover, se Shakespeare existiu ou, caso tenha existido, se era mulher ou homem, se Carminha será punida no último capítulo da novela ... Entre a certeza e a dúvida, há milhares de nuances possíveis que embaralham os sentidos. Tudo está sempre sob suspeita e, nessa toada, nem Deus, representante sobrenatural do Absoluto, escapa da dúvida e da incerteza humanas aí estão os ateus que não me deixam mentir. Ok, mas o cara tinha 90% de certeza quanto a um prognósticoesportivo. Ora, no esporte então, e no futebol especialmente, a dúvida é um componente quase tão importante quanto a expertise do atacante ou a falha fatal do zagueiro. Quantos adversários mais fracos já venceram outros incrivelmente mais fortes ocorrência que ganhou a zoológica e simpática alcunha de "zebra"; quantos craques falharam na hora extrema e quantos cabeças de bagre se consagraram por acaso ou destino; quantos times tidos como favoritos ficaram no meio do caminho, os chamados "cavalos paraguaios"; quantos goleiros infalíveis entraram para a história como "frangueiros" por conta de um lapso banal e definitivo ... Uma certa necessidade de precisão parece ser um valor de nossa época. Cronistas esportivos, cientistas políticos, âncoras de telejornal, articulistas, críticos e espécimes similares não se satisfazem mais em apenas emitir sua opinião sobre as matérias em questão. Têm que dar números, cifras, palpites estatísticos e prognósticos certeiros nesses tempos de profetas de quiosque. Meu caro comentarista, peço que ensine a nós, mortais, como sermos capazes de ostentar 90% de certeza sobre o que quer que seja. A humanidade agradece, endividada, sua dica metafísica. Sem sombra de dúvida. Considere as afirmações abaixo. I. O autor acredita nas previsões dos comentaristas, pois são especialistas no assunto. II. O autor considera que as previsões devem ser fundamentadas em dados estatísticos. Está correto o que se afirma em a) somente I. b) somente II. c) I e II. d) nenhuma. Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 486: IBFC Ag Seg Pen (SEDS MG)/SEDS MG/2012 Assunto: Para responder à questão, leia o texto abaixo. 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 39/79 90 por cento de certeza Cronistas esportivos e cientistas políticos não se satisfazem mais em emitir sua opinião. Têm que dar números, cifras, palpites estatísticos e prognósticos Tevê ligada, ouço o comentarista esportivo dizer: 'Tenho 90% de certeza de que o time tal não se classifica para a Libertadores." Pausa: ................................................................................................ . (Essa lacuna acima não é só um recurso para ganhar espaço embora isso não seja má ideia quando se tem de tirar um texto de três mil toques da cartola, mas para tentar expressar o meu silêncio mudo e espantado diante de tal afirmação.) Meu Deus, quanta filosofia! Sim, sim, filosofia pura o homem tinha 90% de certeza. Vejam bem, não 70, 80 nem 100, mas precisamente 90% de certeza. Consideremos que a certeza humana sobre determinado assunto possa compreender de fato integrais 100%. Então o sujeito estaria muito próximo da razão plena, seria quase um clarividente. Em meu raciocínio lógico, óbvio e ululante, deduzo que, com mais 10% de certeza, ele teria então a certeza total, absoluta, irrefutável. Ora, ninguém pode ter 100% de certeza em nada, nem mesmo 90. 10%, vá lá, talvez possa ser aceitável. Por quê? perguntará o leitor. Porque toda certeza tem a sombra da dúvida, apesar da existência da sonora e bela expressão popular "sem sombra de dúvida". Ela, a sombra da dúvida, está sempre lá. Nunca se sabe completamente tudo sobre algo, nunca se está totalmente seguro e confiante em relação a nada. Nunca saberemos quem mente ou fala a verdade (às vezes nem nós mesmos sabemos sobre nós), se Tom Cruise é bom ator ou canastrão, se determinada memória foi sonho ou realidade, se o mundo acabará em dezembro deste ano, se eram os deuses astronautas, se Paulo Coelho faz mesmo chover, se Shakespeare existiu ou, caso tenha existido, se era mulher ou homem, se Carminha será punida no último capítulo da novela ... Entre a certeza e a dúvida, há milhares de nuances possíveis que embaralham os sentidos. Tudo está sempre sob suspeita e, nessa toada, nem Deus, representante sobrenatural do Absoluto, escapa da dúvida e da incerteza humanas aí estão os ateus que não me deixam mentir. Ok, mas o cara tinha 90% de certeza quanto a um prognóstico esportivo. Ora, no esporte então, e no futebol especialmente, a dúvida é um componente quase tão importante quanto a expertise do atacante ou a falha fatal do zagueiro. Quantos adversários mais fracos já venceram outros incrivelmente mais fortes ocorrência que ganhou a zoológica e simpática alcunha de "zebra"; quantos craques falharam na hora extrema e quantos cabeças de bagre se consagraram por acaso ou destino; quantos times tidos como favoritos ficaram no meio do caminho, os chamados "cavalos paraguaios"; quantos goleiros infalíveis entraram para a história como "frangueiros" por conta de um lapso banal e definitivo ... Uma certa necessidade de precisão parece ser um valor de nossa época. Cronistas esportivos, cientistas políticos, âncoras de telejornal, articulistas, críticos e espécimes similares não se satisfazem mais em apenas emitir sua opinião sobre as matérias em questão. Têm que dar números, cifras, palpites estatísticos e prognósticos certeiros nesses tempos de profetas de quiosque. Meu caro comentarista, peço que ensine a nós, mortais, como sermos capazes de ostentar 90% de certeza sobre o que quer que seja. A humanidade agradece, endividada, sua dica metafísica. Sem sombra de dúvida. Considere as afirmações abaixo. I. De acordo com o texto, a dúvida está constantemente presente nos mais diversos contextos. II. O texto é argumentativo e escrito no nível formal e culto da linguagem. Está correto o que se afirma em a) somente I. b) somente II. c) I e II. d) nenhuma. Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 487: IBFC Ag Seg Pen (SEDS MG)/SEDS MG/2012 Assunto: Para responder à questão, leia o texto abaixo. 90 por cento de certeza Cronistas esportivos e cientistas políticos não se satisfazem mais em emitir sua opinião. Têm que dar números, cifras, palpites estatísticos e prognósticos Tevê ligada, ouço o comentarista esportivo dizer: 'Tenho 90% de certeza de que o time tal não se classifica para a Libertadores." Pausa: ................................................................................................ . (Essa lacuna acima não é só um recurso para ganhar espaço embora isso não seja má ideia quando se tem de tirar um texto de três mil toques da cartola, mas para tentar expressar o meu silêncio mudo e espantado diante de tal afirmação.) Meu Deus, quanta filosofia! Sim, sim, filosofia pura o homem tinha 90% de certeza. Vejam bem, não 70, 80 nem 100, mas precisamente 90% de certeza. Consideremos que a certeza humana sobre determinado assunto possa compreender de fato integrais 100%. Então o sujeito estaria muito próximo da razão plena, seria quase um clarividente. Em meu raciocínio lógico, óbvio e ululante, deduzo que, com mais 10% de certeza, ele teria então a certeza total, absoluta, irrefutável. Ora, ninguém pode ter 100% de certeza em nada, nem mesmo 90. 10%, vá lá, talvez possa ser aceitável. Por quê? perguntará o leitor. Porque toda certeza tem a sombra da dúvida, apesar da existência da sonora e bela expressão popular "sem sombra de dúvida". Ela, a sombra da dúvida, está sempre lá. Nunca se sabe completamente tudo sobre algo, nunca se está totalmente seguro e confiante em relação a nada. Nunca saberemos quem mente ou fala a verdade (às vezes nem nós mesmos sabemos sobre nós), se Tom Cruise é bom ator ou canastrão, se determinada memória foi sonho ou realidade, se o mundo acabará em dezembro deste ano, se eram os deuses astronautas, se Paulo Coelho faz mesmo chover, se Shakespeare existiu ou, caso tenha existido,se era mulher ou homem, se Carminha será punida no último capítulo da novela ... Entre a certeza e a dúvida, há milhares de nuances possíveis que embaralham os sentidos. Tudo está sempre sob suspeita e, nessa toada, nem Deus, representante sobrenatural do Absoluto, escapa da dúvida e da incerteza humanas aí estão os ateus que não me deixam mentir. Ok, mas o cara tinha 90% de certeza quanto a um prognóstico esportivo. Ora, no esporte então, e no futebol especialmente, a dúvida é um componente quase tão importante quanto a expertise do atacante ou a falha fatal do zagueiro. Quantos adversários mais fracos já venceram outros incrivelmente mais fortes ocorrência que ganhou a zoológica e simpática alcunha de "zebra"; quantos craques falharam na hora extrema e quantos cabeças de bagre se consagraram por acaso ou destino; quantos times tidos como favoritos ficaram no meio do caminho, os chamados "cavalos paraguaios"; quantos goleiros infalíveis entraram para a história como "frangueiros" por conta de um lapso banal e definitivo ... 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 40/79 Uma certa necessidade de precisão parece ser um valor de nossa época. Cronistas esportivos, cientistas políticos, âncoras de telejornal, articulistas, críticos e espécimes similares não se satisfazem mais em apenas emitir sua opinião sobre as matérias em questão. Têm que dar números, cifras, palpites estatísticos e prognósticos certeiros nesses tempos de profetas de quiosque. Meu caro comentarista, peço que ensine a nós, mortais, como sermos capazes de ostentar 90% de certeza sobre o que quer que seja. A humanidade agradece, endividada, sua dica metafísica. Sem sombra de dúvida. Assinale a alternativa em que o termo destacado no trecho abaixo está corretamente substituído pelo pronome. Quantos adversários mais fracos já venceram outros incrivelmente mais fortes( ... ) a) Quantos adversários mais fracos já os venceram. b) Quantos adversários mais fracos já venceram eles. c) Quantos adversários mais fracos já nos venceram. d) Quantos adversários mais fracos já lhes venceram. Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 488: IBFC Ag Seg Pen (SEDS MG)/SEDS MG/2012 Assunto: Para responder à questão, leia o texto abaixo. 90 por cento de certeza Cronistas esportivos e cientistas políticos não se satisfazem mais em emitir sua opinião. Têm que dar números, cifras, palpites estatísticos e prognósticos Tevê ligada, ouço o comentarista esportivo dizer: 'Tenho 90% de certeza de que o time tal não se classifica para a Libertadores." Pausa: ................................................................................................ . (Essa lacuna acima não é só um recurso para ganhar espaço embora isso não seja má ideia quando se tem de tirar um texto de três mil toques da cartola, mas para tentar expressar o meu silêncio mudo e espantado diante de tal afirmação.) Meu Deus, quanta filosofia! Sim, sim, filosofia pura o homem tinha 90% de certeza. Vejam bem, não 70, 80 nem 100, mas precisamente 90% de certeza. Consideremos que a certeza humana sobre determinado assunto possa compreender de fato integrais 100%. Então o sujeito estaria muito próximo da razão plena, seria quase um clarividente. Em meu raciocínio lógico, óbvio e ululante, deduzo que, com mais 10% de certeza, ele teria então a certeza total, absoluta, irrefutável. Ora, ninguém pode ter 100% de certeza em nada, nem mesmo 90. 10%, vá lá, talvez possa ser aceitável. Por quê? perguntará o leitor. Porque toda certeza tem a sombra da dúvida, apesar da existência da sonora e bela expressão popular "sem sombra de dúvida". Ela, a sombra da dúvida, está sempre lá. Nunca se sabe completamente tudo sobre algo, nunca se está totalmente seguro e confiante em relação a nada. Nunca saberemos quem mente ou fala a verdade (às vezes nem nós mesmos sabemos sobre nós), se Tom Cruise é bom ator ou canastrão, se determinada memória foi sonho ou realidade, se o mundo acabará em dezembro deste ano, se eram os deuses astronautas, se Paulo Coelho faz mesmo chover, se Shakespeare existiu ou, caso tenha existido, se era mulher ou homem, se Carminha será punida no último capítulo da novela ... Entre a certeza e a dúvida, há milhares de nuances possíveis que embaralham os sentidos. Tudo está sempre sob suspeita e, nessa toada, nem Deus, representante sobrenatural do Absoluto, escapa da dúvida e da incerteza humanas aí estão os ateus que não me deixam mentir. Ok, mas o cara tinha 90% de certeza quanto a um prognóstico esportivo. Ora, no esporte então, e no futebol especialmente, a dúvida é um componente quase tão importante quanto a expertise do atacante ou a falha fatal do zagueiro. Quantos adversários mais fracos já venceram outros incrivelmente mais fortes ocorrência que ganhou a zoológica e simpática alcunha de "zebra"; quantos craques falharam na hora extrema e quantos cabeças de bagre se consagraram por acaso ou destino; quantos times tidos como favoritos ficaram no meio do caminho, os chamados "cavalos paraguaios"; quantos goleiros infalíveis entraram para a história como "frangueiros" por conta de um lapso banal e definitivo ... Uma certa necessidade de precisão parece ser um valor de nossa época. Cronistas esportivos, cientistas políticos, âncoras de telejornal, articulistas, críticos e espécimes similares não se satisfazem mais em apenas emitir sua opinião sobre as matérias em questão. Têm que dar números, cifras, palpites estatísticos e prognósticos certeiros nesses tempos de profetas de quiosque. Meu caro comentarista, peço que ensine a nós, mortais, como sermos capazes de ostentar 90% de certeza sobre o que quer que seja. A humanidade agradece, endividada, sua dica metafísica. Sem sombra de dúvida. Considere as afirmações abaixo. I. Para defender seu ponto de vista, o autor estabelece comparações entre situações distintas. II. A argumentação desenvolvida no texto não é válida, pois coloca em dúvida verdades consagradas, como a existência de Shakespeare ou de Deus. Está correto o que se afirma em a) somente I. b) somente II. c) I e II. d) nenhuma. Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 489: IBFC Ag Seg Pen (SEDS MG)/SEDS MG/2012 Assunto: Considere os períodos abaixo. I. Devem haver outros métodos para resolver o problema. II. Faz dois anos que ele se mudou para a Europa. A concordância está correta em 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 41/79 a) somente I. b) somente II. c) I e II. d) nenhuma. Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 490: IBFC Ag Seg Pen (SEDS MG)/SEDS MG/2012 Assunto: Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas. I. O professor na briga dos alunos. II. Se ele amanhã, falaremos com ele. a) interveio vir b) interviu vim c) interviu vier d) interveio vier Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 491: IBFC Ag Seg Pen (SEDS MG)/SEDS MG/2012 Assunto: Considere as orações abaixo. I. Os funcionários devem obedecer o regulamento. II. Todos visam a um bom emprego. A regência está correta em a) somente I. b) somente II. c) I e II. d) nenhuma. Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 492: IBFC Ag Seg Pen (SEDS MG)/SEDS MG/2012 Assunto: Assinale a alternativa em que a palavra deve ser obrigatoriamente acentuada.a) Publico b) Critica c) lnfancia d) Duvida Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 493: IBFC Ag Seg Pen (SEDS MG)/SEDS MG/2012 Assunto: Considere o período e as afirmações abaixo. Tratamse de atitudes comuns dos adolecentes, que têm normalmente reações excessivamente emocionais. I. Há um erro de concordância verbal. II. Há um erro ortográfico. Está correto o que se afirma em a) somente I. b) somente II. c) I e II. d) nenhuma. Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 494: IBFC Ag Seg Pen (SEDS MG)/SEDS MG/2012 Assunto: Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas. I. A peça teatral agradou aos ____ . II. Sua presença é ____ na reunião. a) espectadores imprescindível b) espectadores imprecindível c) expectadores imprescindível d) expectadores imprecindível Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 42/79 Questão 495: IBFC Tec RC (JUCEB)/JUCEB/2015 Assunto: O direito à privacidade como elo da cidadania Quando o STF vier a julgar a ação de inconstitucionalidade movida pela Associação Nacional dos Editores de Livros contra o artigo do Código Civil que prevê a autorização para biografias comercializadas, os juizes estarão, mais uma vez, diante do dilema da Justiça, dos dois pratos da balança e qual deles fazer pesar mais com sua força. A liberdade de expressão de um lado e o direito à privacidade do outro, e cada juiz, ainda uma vez, diante do ato de decidir pela garantia de ambos estabelecida na Carta Magna. Ora, se preferirem dar ganho de causa à Adin dos editores, fortemente apoiada pelos meios de comunicação (TVs em especial), estarão contrariando os que, do outro lado, clamam pela garantia do seu direito à privacidade. Se a estes contemplarem com seu voto, estarão contrariando os primeiros, os grandes interessados em que vidas pessoais sejam livremente retratadas, transformadas em ativos comerciais de grande valor para a montagem do espetáculo midiático que está, hoje em dia, para muito além do interesse público na circulação da informação, o jornalismo. Independentemente do que venha a decidir o STF em relação à questão, nós da associação Procure Saber, no âmbito do nosso pequeno foro e em que pesem as tantas dúvidas e posições entre nós, resolvemos exercer o nosso direito democrático de associação, de opinião e de manifestação, levando a público o nosso propósito de defender o direito à privacidade como elo importante da cadeia da cidadania soberana, chamando a atenção de toda a sociedade para a necessidade de amplo e profundo debate em torno desse tema, da delicada situação em que se encontra esse prato da balança do direito civil em nosso tempo, a privacidade, o que ela significa, o que ainda é possível fazer para que ela tenha sentido, para que os que ainda nela creem e confiam possam encontrar nas regras, nas normas e nas leis alguma garantia. O debate afinal toma corpo, podendo contribuir para posicionamentos mais conscientes, mais maduros e mais equilibrados sobre que tipo de vida queremos e podemos viver, se os indivíduos nos confins de suas vidas privadas ainda devem ser levados em conta, ainda reconhecidos e respeitados em seus direitos ou se já não importam mais. Temos tido sempre justificado apreço pelos que, ao longo da História, se mostram capazes de compreender os dilemas e contradições da vida em sociedade e que, apesar da dor e do sofrimento dessa condição trágica, estão dispostos a reconhecer de que lado estão. Como disse Francisco Bosco referindose ao dilema entre o interesse público e o privado, em seu escrito neste jornal, semana passada, é o princípio da soberania decisória sobre a vida privada que deve prevalecer. É a mesma, nossa opinião. (Gilberto Gil, O Globo, 15/10/2013) O segmento do texto que MELHOR representa o posicionamento assumido pelo autor do artigo quanto à liberação das biografias não autorizadas é: a) “A liberdade de expressão de um lado e o direito à privacidade do outro, e cada juiz, ainda uma vez, diante do ato de decidir pela garantia de ambos estabelecida na Carta Magna” (1°§) b) “Como disse Francisco Bosco referindose ao dilema entre o interesse público e o privado, em seu escrito neste jornal, semana passada, é o princípio da soberania decisória sobre a vida privada que deve prevalecer” (4°§) c) “O debate afinal toma corpo, podendo contribuir para posicionamentos mais conscientes, mais maduros e mais equilibrados sobre que tipo de vida queremos e podemos viver, se os indivíduos nos confins de suas vidas privadas ainda devem ser levados em conta, ainda reconhecidos e respeitados em seus direitos ou se já não importam mais.” (3°§) d) “Ora, se preferirem dar ganho de causa à Adin dos editores, fortemente apoiada pelos meios de comunicação (TVs em especial), estarão contrariando os que, do outro lado, clamam pela garantia do seu direito à privacidade” (2°§) e) “Temos tido sempre justificado apreço pelos que, ao longo da História, se mostram capazes de compreender os dilemas e contradições da vida em sociedade e que, apesar da dor e do sofrimento dessa condição trágica, estão dispostos a reconhecer de que lado estão”(42°§) Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 496: IBFC Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011 Assunto: Para a questão, leia o texto abaixo, de Arnaldo Jabor. Resposta a uma moça 50 anos depois OUTRO DIA, ESCREVENDO sobre meu passado, falei de uma menina da Urca que, de longe, eu considerava minha namorada, Silvinha, moreninha de olhos verdes. Dias depois, recebi um email assim: "Meu amigo Arnaldo, Lisonjeada fiquei ao ler sua coluna de 29/06 por me ver citada em suas reminiscências. Hoje, com 46 anos de casada, com dois filhos e dois netos, entristeceme pensar que a meninada atual não pode ter a infância livre e despreocupada que tivemos e, portanto, não terá as lembranças das peripécias próprias de cada fase. Ah, bons tempos! Agradecendo as citações, deixo aqui um saudoso abraço. Hoje, sou a 'grisalhinha' de olhos verdes. Silvinha! Fiquei emocionado com o email e agora respondo. Querida Silvinha, Hoje, mais de 50 anos depois, vou dizer o que sentia por você. Você foi o que eu imaginava o que seria uma "namorada". Você despertou em mim um tremor novo, a primeira emoção do que mais tarde vi que chamavam "amor". Em uma tarde cinzenta, em frente ao portão de sua casa, eu senti uma alegria inesquecível como se tudo ali estivesse no lugar perfeito: a brisa leve da tarde, a paz da rua, o silêncio sem pássaros, você encostada no portão marrom do jardim. Não sei por que, senti uma felicidade insuportável, como se ouvisse o calmo funcionamento no mundo. Percebi confusamente que ali, no teu sorriso, ou olhos, ou boca, estava a explicação do sol filtrado em listras entre as folhas da árvore e a perfeição do som agudo que tirei da folha de fícus enrolada como uma flautinha vegetal, instrumento que hoje os garotos não conhecem mais. Esse foi um momento que me ficou nos últimos 50 anos. Depois, uma brincadeira também esquecida: "casamento japonês", onde se escolhia uma menina a quem se perguntava: "Pêra, uva ou maçã"; você disse "uva" e eu beijei timidamente seu rosto, sentindome, em seguida, voar por cima do seu jardim, vendo as casas da Urca lá embaixo. E, assim, você ficou de namorada oficial de minha infância imaginária. Não sei por que, Silvinha, sempre tive fascinação por meninas que me deixavam arrebatado e com medo ao mesmo tempo, sempre e algum modo as meninas que me atraíam me pareciam inatingíveis, etéreas, como se fossem destinadas a outros e não a mim ... essa impossibilidade aumentava meu fascínio de pierrô. Aliás, devo confessar hoje, 50 anosdepois, que você não foi a única. Márcia corria de bicicleta pela pracinha e só tinha olhos para o Porcolino e olhava com desdém sorridente para minha tentativa de alcançála na bicicleta, e eu via suas pernas sob a saia que ventava e a bicicleta parecia deixar um rastro de cometa de Márcia; também, mais tarde, ainda sem te esquecer, confesso que me apaixonei por Ciomara, que, percebendo meu interesse tímido, aplicouse em me espezinhar, tendo eu sofrido muito vendoa cantar provocativamente "Vivo esperando e procurando Cervantes no meu jardim", uma versão da música "Fourleaf clover", um sucesso na época, que ela adaptou para conquistar Cervantes, o belo halfback do time Arsenal. Ciomara me fez sofrer, vendoa de mãos dadas com ainda outro, para espicaçar também Cervantes, não eu,debaixo dos flamboyants carregados de flores vermelhas. 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 43/79 Devo dizer também que fui crescendo e enlouqueci de um amor mais carnal por uma moça mais velha, lsadora, de pernas lindas no maiô roxo Catalina, alva, de boca rubra com muito batom. Daí para a frente, Silvinha, já adolescente, comecei minhas incursões pelo mundo do pecado, sempre instruído por meu professor de sacanagens, o saudoso pipoqueiro Bené, que você certamente conheceu, ele que me induzia às mais pecaminosas ações solitárias, dandome revistinhas de mulher nua, ainda ingênuas, como Saúde e Nudismo, cheias de moças azuis, deitadas em praias remotas. Nessa época eu já vivia em Copacabana, na casa de meu avô, onde eu tinha mais liberdade que sob as ordens de mamãe. Lá no Posto Seis, no escuro dos cinemas, as primeiras namoradas se retorciam e se recusavam ao assédio a seus desejados peitinhos, me deixando enroscado em intrincados sutiãs cheios de presilhas e elásticos, que me impediam de chegar à maciez dos seios ocultos, enquanto tiroteios rolavam na tela e eu me embaraçava nas terríveis teias das alças, de onde saía desesperado com dores nos rins de tanto ardor insatisfeito. Depois, Silvinha, continuei minha trilha pelos caminhos que se abriam para os jovens solitários daquela época: as casas de pecado do Catete, os famosos rendezvous, o que me fez dividir as mulheres em "santas" e "prostitutas", ficando as santas como você em minha memória e as outras sendo fonte de erros e sofrimentos. Todas, então, santas e bruxas, eram intangíveis, todas impossíveis. Veja como se formavam os jovens nos anos 50 para o amor. Não conversamos nunca, Silvinha, você nem soube que era minha namorada secreta, e vivemos esse meio século em mundos diversos. Você deve ter sido feliz, com filhos e netos, seguindo a trilha natural que saía do seu jardim, enquanto eu tive um caminho mais torto, sempre meio fora das coisas que eu via acontecer. Tenho inveja das estradas largas e sadias e talvez eu tivesse sido mais feliz, se tivesse feito a Escola Naval como meu pai queria, e hoje fosse um orgulhoso almirante comandando cruzadores pelos mares do meu Brasil. Mas não posso me queixar de nada, casei várias vezes, tive duas filhas e um filho maravilhosos, chorei muitas vezes de dordecorno e de desentendimento, mas não posso me queixar, pois, além do que vivi, vejo hoje que as memórias são tão sólidas quanto as realidades, que muitas vezes se esvaem mais rápido que aquelas. Você ficou como uma primeira sensação do que chamam "amor". E como diz o poeta: " ... as coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão ... " Beijo tardio, do Jabor. Considere as afirmações que seguem. I. Ao dizer que é a "grisalhinha" de olhos verdes, Silvinha faz alusão à "moreninha" citada por Jabor em sua crônica, mostrando que ela envelheceu. II. Os termos no diminutivo, como "moreninha" e "grisalhinha", indicam que Silvinha é uma mulher pequena. III. O texto é constituído por uma carta pessoal, que não deveria ter sido publicada, mas passou a ser conhecida devido à falta de privacidade causada pela internet. Está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) somente III d) I e II e) I e III Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 497: IBFC Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011 Assunto: Para a questão, leia o texto abaixo, de Arnaldo Jabor. Resposta a uma moça 50 anos depois OUTRO DIA, ESCREVENDO sobre meu passado, falei de uma menina da Urca que, de longe, eu considerava minha namorada, Silvinha, moreninha de olhos verdes. Dias depois, recebi um email assim: "Meu amigo Arnaldo, Lisonjeada fiquei ao ler sua coluna de 29/06 por me ver citada em suas reminiscências. Hoje, com 46 anos de casada, com dois filhos e dois netos, entristeceme pensar que a meninada atual não pode ter a infância livre e despreocupada que tivemos e, portanto, não terá as lembranças das peripécias próprias de cada fase. Ah, bons tempos! Agradecendo as citações, deixo aqui um saudoso abraço. Hoje, sou a 'grisalhinha' de olhos verdes. Silvinha! Fiquei emocionado com o email e agora respondo. Querida Silvinha, Hoje, mais de 50 anos depois, vou dizer o que sentia por você. Você foi o que eu imaginava o que seria uma "namorada". Você despertou em mim um tremor novo, a primeira emoção do que mais tarde vi que chamavam "amor". Em uma tarde cinzenta, em frente ao portão de sua casa, eu senti uma alegria inesquecível como se tudo ali estivesse no lugar perfeito: a brisa leve da tarde, a paz da rua, o silêncio sem pássaros, você encostada no portão marrom do jardim. Não sei por que, senti uma felicidade insuportável, como se ouvisse o calmo funcionamento no mundo. Percebi confusamente que ali, no teu sorriso, ou olhos, ou boca, estava a explicação do sol filtrado em listras entre as folhas da árvore e a perfeição do som agudo que tirei da folha de fícus enrolada como uma flautinha vegetal, instrumento que hoje os garotos não conhecem mais. Esse foi um momento que me ficou nos últimos 50 anos. Depois, uma brincadeira também esquecida: "casamento japonês", onde se escolhia uma menina a quem se perguntava: "Pêra, uva ou maçã"; você disse "uva" e eu beijei timidamente seu rosto, sentindome, em seguida, voar por cima do seu jardim, vendo as casas da Urca lá embaixo. E, assim, você ficou de namorada oficial de minha infância imaginária. Não sei por que, Silvinha, sempre tive fascinação por meninas que me deixavam arrebatado e com medo ao mesmo tempo, sempre e algum modo as meninas que me atraíam me pareciam inatingíveis, etéreas, como se fossem destinadas a outros e não a mim ... essa impossibilidade aumentava meu fascínio de pierrô. Aliás, devo confessar hoje, 50 anos depois, que você não foi a única. Márcia corria de bicicleta pela pracinha e só tinha olhos para o Porcolino e olhava com desdém sorridente para minha tentativa de alcançála na bicicleta, e eu via suas pernas sob a saia que ventava e a bicicleta parecia deixar um rastro de cometa de Márcia; também, mais tarde, ainda sem te esquecer, confesso que me apaixonei por Ciomara, que, percebendo meu interesse tímido, aplicouse em me espezinhar, tendo eu sofrido muito vendoa cantar provocativamente "Vivo esperando e procurando Cervantes no meu jardim", uma versão da música "Fourleaf clover", um sucesso na época, que ela adaptou para conquistar Cervantes, o belo halfback do time Arsenal. Ciomara me fez sofrer, vendoa de mãos dadas com ainda outro, para espicaçar também Cervantes, não eu,debaixo dos flamboyants carregados de flores vermelhas. Devo dizer também que fui crescendo e enlouqueci de um amor mais carnal por uma moça mais velha, lsadora, de pernas lindas no maiô roxo Catalina, alva, de boca rubra com muito batom. Daí para a frente, Silvinha, já adolescente, comecei minhas incursões pelo mundo do pecado, sempre instruído por meu professor de sacanagens, o saudoso pipoqueiro Bené, que você certamente conheceu, ele que me induzia às mais pecaminosas ações solitárias,dandome revistinhas de mulher nua, ainda ingênuas, como Saúde e Nudismo, cheias de moças azuis, deitadas em praias remotas. Nessa época eu já vivia em Copacabana, na casa de meu avô, onde eu tinha mais liberdade que sob as ordens de mamãe. Lá no Posto Seis, no escuro dos cinemas, as primeiras namoradas se retorciam e se recusavam ao assédio a seus desejados peitinhos, me deixando enroscado em intrincados sutiãs cheios de presilhas e elásticos, que me impediam de chegar à maciez dos seios ocultos, enquanto tiroteios rolavam na tela e eu me embaraçava nas terríveis teias das alças, de onde saía desesperado com dores nos rins de tanto ardor insatisfeito. Depois, Silvinha, continuei minha trilha pelos caminhos que se abriam para os jovens solitários daquela época: as casas de pecado do Catete, os famosos rendezvous, o que me fez dividir as mulheres em "santas" e "prostitutas", ficando as santas como você em minha memória e as outras sendo fonte de erros e sofrimentos. Todas, então, santas e bruxas, eram intangíveis, todas impossíveis. Veja como se formavam os jovens nos anos 50 para o amor. 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 44/79 Não conversamos nunca, Silvinha, você nem soube que era minha namorada secreta, e vivemos esse meio século em mundos diversos. Você deve ter sido feliz, com filhos e netos, seguindo a trilha natural que saía do seu jardim, enquanto eu tive um caminho mais torto, sempre meio fora das coisas que eu via acontecer. Tenho inveja das estradas largas e sadias e talvez eu tivesse sido mais feliz, se tivesse feito a Escola Naval como meu pai queria, e hoje fosse um orgulhoso almirante comandando cruzadores pelos mares do meu Brasil. Mas não posso me queixar de nada, casei várias vezes, tive duas filhas e um filho maravilhosos, chorei muitas vezes de dordecorno e de desentendimento, mas não posso me queixar, pois, além do que vivi, vejo hoje que as memórias são tão sólidas quanto as realidades, que muitas vezes se esvaem mais rápido que aquelas. Você ficou como uma primeira sensação do que chamam "amor". E como diz o poeta: " ... as coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão ... " Beijo tardio, do Jabor. Considere as afirmações que seguem. I. A palavra "reminiscência" referese a lembranças de fatos pouco agradáveis, pois os dois se desencontraram. II. Ao dizer que a menina era sua "namorada secreta'', o autor referese ao fato de que eles mantinham o relacionamento escondido dos pais, pois eram crianças. III. O autor mostra mágoa ao se referir à sua exnamorada, pois ela não correspondeu a seu amor. Está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) somente III d) I e II e) nenhuma Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 498: IBFC Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011 Assunto: Para a questão, leia o texto abaixo, de Arnaldo Jabor. Resposta a uma moça 50 anos depois OUTRO DIA, ESCREVENDO sobre meu passado, falei de uma menina da Urca que, de longe, eu considerava minha namorada, Silvinha, moreninha de olhos verdes. Dias depois, recebi um email assim: "Meu amigo Arnaldo, Lisonjeada fiquei ao ler sua coluna de 29/06 por me ver citada em suas reminiscências. Hoje, com 46 anos de casada, com dois filhos e dois netos, entristeceme pensar que a meninada atual não pode ter a infância livre e despreocupada que tivemos e, portanto, não terá as lembranças das peripécias próprias de cada fase. Ah, bons tempos! Agradecendo as citações, deixo aqui um saudoso abraço. Hoje, sou a 'grisalhinha' de olhos verdes. Silvinha! Fiquei emocionado com o email e agora respondo. Querida Silvinha, Hoje, mais de 50 anos depois, vou dizer o que sentia por você. Você foi o que eu imaginava o que seria uma "namorada". Você despertou em mim um tremor novo, a primeira emoção do que mais tarde vi que chamavam "amor". Em uma tarde cinzenta, em frente ao portão de sua casa, eu senti uma alegria inesquecível como se tudo ali estivesse no lugar perfeito: a brisa leve da tarde, a paz da rua, o silêncio sem pássaros, você encostada no portão marrom do jardim. Não sei por que, senti uma felicidade insuportável, como se ouvisse o calmo funcionamento no mundo. Percebi confusamente que ali, no teu sorriso, ou olhos, ou boca, estava a explicação do sol filtrado em listras entre as folhas da árvore e a perfeição do som agudo que tirei da folha de fícus enrolada como uma flautinha vegetal, instrumento que hoje os garotos não conhecem mais. Esse foi um momento que me ficou nos últimos 50 anos. Depois, uma brincadeira também esquecida: "casamento japonês", onde se escolhia uma menina a quem se perguntava: "Pêra, uva ou maçã"; você disse "uva" e eu beijei timidamente seu rosto, sentindome, em seguida, voar por cima do seu jardim, vendo as casas da Urca lá embaixo. E, assim, você ficou de namorada oficial de minha infância imaginária. Não sei por que, Silvinha, sempre tive fascinação por meninas que me deixavam arrebatado e com medo ao mesmo tempo, sempre e algum modo as meninas que me atraíam me pareciam inatingíveis, etéreas, como se fossem destinadas a outros e não a mim ... essa impossibilidade aumentava meu fascínio de pierrô. Aliás, devo confessar hoje, 50 anos depois, que você não foi a única. Márcia corria de bicicleta pela pracinha e só tinha olhos para o Porcolino e olhava com desdém sorridente para minha tentativa de alcançála na bicicleta, e eu via suas pernas sob a saia que ventava e a bicicleta parecia deixar um rastro de cometa de Márcia; também, mais tarde, ainda sem te esquecer, confesso que me apaixonei por Ciomara, que, percebendo meu interesse tímido, aplicouse em me espezinhar, tendo eu sofrido muito vendoa cantar provocativamente "Vivo esperando e procurando Cervantes no meu jardim", uma versão da música "Fourleaf clover", um sucesso na época, que ela adaptou para conquistar Cervantes, o belo halfback do time Arsenal. Ciomara me fez sofrer, vendoa de mãos dadas com ainda outro, para espicaçar também Cervantes, não eu,debaixo dos flamboyants carregados de flores vermelhas. Devo dizer também que fui crescendo e enlouqueci de um amor mais carnal por uma moça mais velha, lsadora, de pernas lindas no maiô roxo Catalina, alva, de boca rubra com muito batom. Daí para a frente, Silvinha, já adolescente, comecei minhas incursões pelo mundo do pecado, sempre instruído por meu professor de sacanagens, o saudoso pipoqueiro Bené, que você certamente conheceu, ele que me induzia às mais pecaminosas ações solitárias, dandome revistinhas de mulher nua, ainda ingênuas, como Saúde e Nudismo, cheias de moças azuis, deitadas em praias remotas. Nessa época eu já vivia em Copacabana, na casa de meu avô, onde eu tinha mais liberdade que sob as ordens de mamãe. Lá no Posto Seis, no escuro dos cinemas, as primeiras namoradas se retorciam e se recusavam ao assédio a seus desejados peitinhos, me deixando enroscado em intrincados sutiãs cheios de presilhas e elásticos, que me impediam de chegar à maciez dos seios ocultos, enquanto tiroteios rolavam na tela e eu me embaraçava nas terríveis teias das alças, de onde saía desesperado com dores nos rins de tanto ardor insatisfeito. Depois, Silvinha, continuei minha trilha pelos caminhos que se abriam para os jovens solitários daquela época: as casas de pecado do Catete, os famosos rendezvous, o que me fez dividir as mulheres em "santas" e "prostitutas", ficando as santas como você em minha memória e as outras sendo fonte de erros e sofrimentos. Todas, então, santas e bruxas, eram intangíveis, todas impossíveis. Veja como se formavam os jovens nos anos 50 para o amor. Não conversamos nunca, Silvinha, você nem soube que era minha namorada secreta, e vivemos esse meio século em mundos diversos. Você deve ter sido feliz, com filhos e netos, seguindo a trilha natural que saía do seu jardim, enquanto eu tive um caminho maistorto, sempre meio fora das coisas que eu via acontecer. Tenho inveja das estradas largas e sadias e talvez eu tivesse sido mais feliz, se tivesse feito a Escola Naval como meu pai queria, e hoje fosse um orgulhoso almirante comandando cruzadores pelos mares do meu Brasil. Mas não posso me queixar de nada, casei várias vezes, tive duas filhas e um filho maravilhosos, chorei muitas vezes de dordecorno e de desentendimento, mas não posso me queixar, pois, além do que vivi, vejo hoje que as memórias são tão sólidas quanto as realidades, que muitas vezes se esvaem mais rápido que aquelas. Você ficou como uma primeira sensação do que chamam "amor". E como diz o poeta: " ... as coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão ... " Beijo tardio, do Jabor. 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 45/79 Considere as afirmações que seguem. I. A expressão "com desdém" significa "com vergonha". II. A palavra "etéreas" pode ser substituída, sem alteração de sentido, por "esnobes". III. O verbo "espezinhar" significa "dar esperanças", ainda que falsas. Está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) somente III d) I e II e) nenhuma Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 499: IBFC Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011 Assunto: Para a questão, leia o texto abaixo, de Arnaldo Jabor. Resposta a uma moça 50 anos depois OUTRO DIA, ESCREVENDO sobre meu passado, falei de uma menina da Urca que, de longe, eu considerava minha namorada, Silvinha, moreninha de olhos verdes. Dias depois, recebi um email assim: "Meu amigo Arnaldo, Lisonjeada fiquei ao ler sua coluna de 29/06 por me ver citada em suas reminiscências. Hoje, com 46 anos de casada, com dois filhos e dois netos, entristeceme pensar que a meninada atual não pode ter a infância livre e despreocupada que tivemos e, portanto, não terá as lembranças das peripécias próprias de cada fase. Ah, bons tempos! Agradecendo as citações, deixo aqui um saudoso abraço. Hoje, sou a 'grisalhinha' de olhos verdes. Silvinha! Fiquei emocionado com o email e agora respondo. Querida Silvinha, Hoje, mais de 50 anos depois, vou dizer o que sentia por você. Você foi o que eu imaginava o que seria uma "namorada". Você despertou em mim um tremor novo, a primeira emoção do que mais tarde vi que chamavam "amor". Em uma tarde cinzenta, em frente ao portão de sua casa, eu senti uma alegria inesquecível como se tudo ali estivesse no lugar perfeito: a brisa leve da tarde, a paz da rua, o silêncio sem pássaros, você encostada no portão marrom do jardim. Não sei por que, senti uma felicidade insuportável, como se ouvisse o calmo funcionamento no mundo. Percebi confusamente que ali, no teu sorriso, ou olhos, ou boca, estava a explicação do sol filtrado em listras entre as folhas da árvore e a perfeição do som agudo que tirei da folha de fícus enrolada como uma flautinha vegetal, instrumento que hoje os garotos não conhecem mais. Esse foi um momento que me ficou nos últimos 50 anos. Depois, uma brincadeira também esquecida: "casamento japonês", onde se escolhia uma menina a quem se perguntava: "Pêra, uva ou maçã"; você disse "uva" e eu beijei timidamente seu rosto, sentindome, em seguida, voar por cima do seu jardim, vendo as casas da Urca lá embaixo. E, assim, você ficou de namorada oficial de minha infância imaginária. Não sei por que, Silvinha, sempre tive fascinação por meninas que me deixavam arrebatado e com medo ao mesmo tempo, sempre e algum modo as meninas que me atraíam me pareciam inatingíveis, etéreas, como se fossem destinadas a outros e não a mim ... essa impossibilidade aumentava meu fascínio de pierrô. Aliás, devo confessar hoje, 50 anos depois, que você não foi a única. Márcia corria de bicicleta pela pracinha e só tinha olhos para o Porcolino e olhava com desdém sorridente para minha tentativa de alcançála na bicicleta, e eu via suas pernas sob a saia que ventava e a bicicleta parecia deixar um rastro de cometa de Márcia; também, mais tarde, ainda sem te esquecer, confesso que me apaixonei por Ciomara, que, percebendo meu interesse tímido, aplicouse em me espezinhar, tendo eu sofrido muito vendoa cantar provocativamente "Vivo esperando e procurando Cervantes no meu jardim", uma versão da música "Fourleaf clover", um sucesso na época, que ela adaptou para conquistar Cervantes, o belo halfback do time Arsenal. Ciomara me fez sofrer, vendoa de mãos dadas com ainda outro, para espicaçar também Cervantes, não eu,debaixo dos flamboyants carregados de flores vermelhas. Devo dizer também que fui crescendo e enlouqueci de um amor mais carnal por uma moça mais velha, lsadora, de pernas lindas no maiô roxo Catalina, alva, de boca rubra com muito batom. Daí para a frente, Silvinha, já adolescente, comecei minhas incursões pelo mundo do pecado, sempre instruído por meu professor de sacanagens, o saudoso pipoqueiro Bené, que você certamente conheceu, ele que me induzia às mais pecaminosas ações solitárias, dandome revistinhas de mulher nua, ainda ingênuas, como Saúde e Nudismo, cheias de moças azuis, deitadas em praias remotas. Nessa época eu já vivia em Copacabana, na casa de meu avô, onde eu tinha mais liberdade que sob as ordens de mamãe. Lá no Posto Seis, no escuro dos cinemas, as primeiras namoradas se retorciam e se recusavam ao assédio a seus desejados peitinhos, me deixando enroscado em intrincados sutiãs cheios de presilhas e elásticos, que me impediam de chegar à maciez dos seios ocultos, enquanto tiroteios rolavam na tela e eu me embaraçava nas terríveis teias das alças, de onde saía desesperado com dores nos rins de tanto ardor insatisfeito. Depois, Silvinha, continuei minha trilha pelos caminhos que se abriam para os jovens solitários daquela época: as casas de pecado do Catete, os famosos rendezvous, o que me fez dividir as mulheres em "santas" e "prostitutas", ficando as santas como você em minha memória e as outras sendo fonte de erros e sofrimentos. Todas, então, santas e bruxas, eram intangíveis, todas impossíveis. Veja como se formavam os jovens nos anos 50 para o amor. Não conversamos nunca, Silvinha, você nem soube que era minha namorada secreta, e vivemos esse meio século em mundos diversos. Você deve ter sido feliz, com filhos e netos, seguindo a trilha natural que saía do seu jardim, enquanto eu tive um caminho mais torto, sempre meio fora das coisas que eu via acontecer. Tenho inveja das estradas largas e sadias e talvez eu tivesse sido mais feliz, se tivesse feito a Escola Naval como meu pai queria, e hoje fosse um orgulhoso almirante comandando cruzadores pelos mares do meu Brasil. Mas não posso me queixar de nada, casei várias vezes, tive duas filhas e um filho maravilhosos, chorei muitas vezes de dordecorno e de desentendimento, mas não posso me queixar, pois, além do que vivi, vejo hoje que as memórias são tão sólidas quanto as realidades, que muitas vezes se esvaem mais rápido que aquelas. Você ficou como uma primeira sensação do que chamam "amor". E como diz o poeta: " ... as coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão ... " Beijo tardio, do Jabor. Ao dizer que tem "inveja das estradas largas e sadias", o autor referese a) ao fato de que ele desejava ter viajado mais, conhecido mais lugares. b) de forma figurada a uma forma de vida mais tradicional, com menos caminhos tortuosos. c) à forte vontade de ter vivido de forma diferente, uma vez que enfrentou muitos problemas por suas escolhas instáveis e ter se arrependido de tudo que viveu. d) ao fato de não ter seguido a carreira militar e ter encontrado muitos problemas profissionais ao longo de sua carreira. e) ao fato de ter seguido caminhos tortuosos, que só lhe trouxeram sofrimentos, tornandoo um homem amargo. Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br 28/12/2016 TEC Concursos Questõespara concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 46/79 Questão 500: IBFC Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011 Assunto: Para a questão, leia o texto abaixo, de Arnaldo Jabor. Resposta a uma moça 50 anos depois OUTRO DIA, ESCREVENDO sobre meu passado, falei de uma menina da Urca que, de longe, eu considerava minha namorada, Silvinha, moreninha de olhos verdes. Dias depois, recebi um email assim: "Meu amigo Arnaldo, Lisonjeada fiquei ao ler sua coluna de 29/06 por me ver citada em suas reminiscências. Hoje, com 46 anos de casada, com dois filhos e dois netos, entristeceme pensar que a meninada atual não pode ter a infância livre e despreocupada que tivemos e, portanto, não terá as lembranças das peripécias próprias de cada fase. Ah, bons tempos! Agradecendo as citações, deixo aqui um saudoso abraço. Hoje, sou a 'grisalhinha' de olhos verdes. Silvinha! Fiquei emocionado com o email e agora respondo. Querida Silvinha, Hoje, mais de 50 anos depois, vou dizer o que sentia por você. Você foi o que eu imaginava o que seria uma "namorada". Você despertou em mim um tremor novo, a primeira emoção do que mais tarde vi que chamavam "amor". Em uma tarde cinzenta, em frente ao portão de sua casa, eu senti uma alegria inesquecível como se tudo ali estivesse no lugar perfeito: a brisa leve da tarde, a paz da rua, o silêncio sem pássaros, você encostada no portão marrom do jardim. Não sei por que, senti uma felicidade insuportável, como se ouvisse o calmo funcionamento no mundo. Percebi confusamente que ali, no teu sorriso, ou olhos, ou boca, estava a explicação do sol filtrado em listras entre as folhas da árvore e a perfeição do som agudo que tirei da folha de fícus enrolada como uma flautinha vegetal, instrumento que hoje os garotos não conhecem mais. Esse foi um momento que me ficou nos últimos 50 anos. Depois, uma brincadeira também esquecida: "casamento japonês", onde se escolhia uma menina a quem se perguntava: "Pêra, uva ou maçã"; você disse "uva" e eu beijei timidamente seu rosto, sentindome, em seguida, voar por cima do seu jardim, vendo as casas da Urca lá embaixo. E, assim, você ficou de namorada oficial de minha infância imaginária. Não sei por que, Silvinha, sempre tive fascinação por meninas que me deixavam arrebatado e com medo ao mesmo tempo, sempre e algum modo as meninas que me atraíam me pareciam inatingíveis, etéreas, como se fossem destinadas a outros e não a mim ... essa impossibilidade aumentava meu fascínio de pierrô. Aliás, devo confessar hoje, 50 anos depois, que você não foi a única. Márcia corria de bicicleta pela pracinha e só tinha olhos para o Porcolino e olhava com desdém sorridente para minha tentativa de alcançála na bicicleta, e eu via suas pernas sob a saia que ventava e a bicicleta parecia deixar um rastro de cometa de Márcia; também, mais tarde, ainda sem te esquecer, confesso que me apaixonei por Ciomara, que, percebendo meu interesse tímido, aplicouse em me espezinhar, tendo eu sofrido muito vendoa cantar provocativamente "Vivo esperando e procurando Cervantes no meu jardim", uma versão da música "Fourleaf clover", um sucesso na época, que ela adaptou para conquistar Cervantes, o belo halfback do time Arsenal. Ciomara me fez sofrer, vendoa de mãos dadas com ainda outro, para espicaçar também Cervantes, não eu,debaixo dos flamboyants carregados de flores vermelhas. Devo dizer também que fui crescendo e enlouqueci de um amor mais carnal por uma moça mais velha, lsadora, de pernas lindas no maiô roxo Catalina, alva, de boca rubra com muito batom. Daí para a frente, Silvinha, já adolescente, comecei minhas incursões pelo mundo do pecado, sempre instruído por meu professor de sacanagens, o saudoso pipoqueiro Bené, que você certamente conheceu, ele que me induzia às mais pecaminosas ações solitárias, dandome revistinhas de mulher nua, ainda ingênuas, como Saúde e Nudismo, cheias de moças azuis, deitadas em praias remotas. Nessa época eu já vivia em Copacabana, na casa de meu avô, onde eu tinha mais liberdade que sob as ordens de mamãe. Lá no Posto Seis, no escuro dos cinemas, as primeiras namoradas se retorciam e se recusavam ao assédio a seus desejados peitinhos, me deixando enroscado em intrincados sutiãs cheios de presilhas e elásticos, que me impediam de chegar à maciez dos seios ocultos, enquanto tiroteios rolavam na tela e eu me embaraçava nas terríveis teias das alças, de onde saía desesperado com dores nos rins de tanto ardor insatisfeito. Depois, Silvinha, continuei minha trilha pelos caminhos que se abriam para os jovens solitários daquela época: as casas de pecado do Catete, os famosos rendezvous, o que me fez dividir as mulheres em "santas" e "prostitutas", ficando as santas como você em minha memória e as outras sendo fonte de erros e sofrimentos. Todas, então, santas e bruxas, eram intangíveis, todas impossíveis. Veja como se formavam os jovens nos anos 50 para o amor. Não conversamos nunca, Silvinha, você nem soube que era minha namorada secreta, e vivemos esse meio século em mundos diversos. Você deve ter sido feliz, com filhos e netos, seguindo a trilha natural que saía do seu jardim, enquanto eu tive um caminho mais torto, sempre meio fora das coisas que eu via acontecer. Tenho inveja das estradas largas e sadias e talvez eu tivesse sido mais feliz, se tivesse feito a Escola Naval como meu pai queria, e hoje fosse um orgulhoso almirante comandando cruzadores pelos mares do meu Brasil. Mas não posso me queixar de nada, casei várias vezes, tive duas filhas e um filho maravilhosos, chorei muitas vezes de dordecorno e de desentendimento, mas não posso me queixar, pois, além do que vivi, vejo hoje que as memórias são tão sólidas quanto as realidades, que muitas vezes se esvaem mais rápido que aquelas. Você ficou como uma primeira sensação do que chamam "amor". E como diz o poeta: " ... as coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão ... " Beijo tardio, do Jabor. Considere as afirmações que seguem. I. A expressão "minhas incursões pelo mundo do pecado" faz referência à sua descoberta do sexo enquanto adolescente. II. Ao dizer que sempre sentiu atração por meninas que lhe causavam medo, o autor afirma que gosta de mulheres bravas e pouco simpáticas. III. O autor lembrase da "namorada secreta" com ternura, pois ela foi a única a despertar nele o amor. Está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) somente III d) I e III e) I e II Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 501: IBFC Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011 Assunto: Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas. ___________ pessoas que mantêm uma visão conservadora em relação____ esta questão. a) Deve haver a b) Deve haver à c) Devem haver a 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 47/79 d) Devem haver à e) Deve haverem a Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 502: IBFC Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011 Assunto: Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas. A garota estava chorando ____ quebraram a sua boneca ou ____ se machucou? a) por que porque b) porque porque c) por quê por que d) por que por que e) porque por que Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 503: IBFC Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011 Assunto: Considere o período abaixo e as afirmações que seguem. Devese prever os riscos que estamos sujeitos quando investimos no mercado financeiro. I. Há um erro de concordância verbal, pois o correto seria "devemse". II. De acordo com a regência nominal, o correto seria "em que". III. As duas orações estão na voz passiva. Está correto o que se afirma em a) somente I b) somenteII c) somente III d) I e II e) I e III Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 504: IBFC Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011 Assunto: Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas. Não _____ tantas besteiras na tua vida, pois ____ pagar por elas. a) faça irá b) faz irá c) faça irás d) faças irás e) faz irás Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 505: IBFC Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011 Assunto: Considere a oração abaixo e as afirmações que seguem. Tratase de questões polêmicas. I. Existe um erro de concordância verbal, pois o correto seria "tratamse". II. A oração está na voz ativa. III. O sujeito é indeterminado. Está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) somente III d) I e II e) II e III Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 506: IBFC Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011 Assunto: Considere a charge e as afirmações que seguem. I. A charge evidencia que, na sociedade atual, a tecnologia avançada convive com um cenário de degradação ambiental. II. O texto, ao exagerar a situação de poluição, afastase da realidade e, por isso, tem pouco impacto sobre os leitores. III. A charge mostra que a tecnologia pode resolver os problemas que a humanidade hoje enfrenta. 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 48/79 Está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) somente III d) I e II e) I e III Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 507: IBFC Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011 Assunto: Considere o período abaixo e as afirmações que seguem. Não fomos mais àquele cinema em que assistimos aquela ótima comédia. I. O uso do acento indicativo de crase não está correto em "àquele", pois está diante de uma palavra masculina. II. Há um problema de regência verbal no período. III. Deveria haver um acento indicativo de crase em "aquela". Está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) somente III d) I e II e) II e III Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 508: IBFC Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011 Assunto: Assinale a alternativa em que o termo destacado é corretamente substituído pelo pronome. Nunca visitei minha tia no interior. a) Nunca visiteia no interior. b) Nunca visiteilhe no interior. c) Nunca a visitei no interior. d) Nunca lhe visitei no interior. e) Nunca visitei ela no interior. Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 509: IBFC Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011 Assunto: Assinale a alternativa em que a oração não está na voz passiva. a) Necessitase de funcionários capacitados. b) Comentouse o caso do sequestro. c) O aluno foi reprovado no exame. d) As ruas foram cercadas pela polícia. e) Alugamse salas. Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 510: IBFC Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011 Assunto: Considere o período abaixo e as afirmações que seguem. Informei ao Pedro, o rapaz que trabalha na secretaria sobre o novo horário das provas. l. A pontuação está correta. II. Há um problema de regência verbal. III. Se o termo "ao Pedro" fosse substituído por "o Pedro" e colocada uma vírgula após "secretaria", o período ficaria correto. Está correto o que se afirma em a) somente l b) somente II c) somente III d) I e II e) II e III Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 511: IBFC Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011 Assunto: Para a questão, considere a letra da música abaixo. Alguém Me Disse 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 49/79 Alguém me disse que tu andas novamente De novo amor, nova paixão, todo contente Conheço bem tuas promessas Outras ouvi iguais a essa Esse teu jeito de enganar conheço bem Pouco me importa que tu beijes tantas vezes E que tu mudes de paixão todos os meses Se vais beijar como eu bem sei Fazer sonhar como eu sonhei Mas sem ter nunca amor igual ao que eu te dei Considere as afirmações que seguem. I. O eu lírico que se expressa na música dirigese à pessoa amada, afirmando que não sente ciúmes e nunca se envolveu, de fato, com ela. II. O eu lírico diz que a pessoa a quem se dirige tem o dom de iludir e fazer sonhar. III. O eu lírico referese à pessoa amada na terceira pessoa do singular. Está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) somente III d) I e II e) II e III Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 512: IBFC Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011 Assunto: Para a questão, considere a letra da música abaixo. Alguém Me Disse Alguém me disse que tu andas novamente De novo amor, nova paixão, todo contente Conheço bem tuas promessas Outras ouvi iguais a essa Esse teu jeito de enganar conheço bem Pouco me importa que tu beijes tantas vezes E que tu mudes de paixão todos os meses Se vais beijar como eu bem sei Fazer sonhar como eu sonhei Mas sem ter nunca amor igual ao que eu te dei Assinale a alternativa que indica como ficaria o título da música se o pronome oblíquo fosse substituído pelo equivalente da terceira pessoa do plural. a) Alguém lhe disse. b) Alguém nos disse c) Alguém lhes disse. d) Alguém os disse. e) Alguém disselhe. Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 513: IBFC Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011 Assunto: Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna. O rico empresário confirmou a _____ do terreno para a instituição de caridade. a) cessão b) sessão c) seção d) secção e) ceção Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 514: IBFC Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011 Assunto: Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna. A exposição foi ______ da intervenção do governo na economia. a) a cerca b) acerca c) há cerca d) à cerca e) àcerca Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 515: IBFC Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 50/79 Assunto: Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas. _______ de ir ao cinema, preferimos ir _____ teatro. a) Ao invés no b) Ao invés ao c) Em vez ao d) Em vez no e) Ao invés para o Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 516: IBFC Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011 Assunto: Considere o período abaixo e as afirmações que seguem. O professor disse para mim obedecer as orientações dadas. I. O uso do pronome não está adequado. II. Há um problema de regência verbal. III. Deveria haver o acento indicativo da crase em "às". Está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) somente III d) I e III e) todas Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 517: IBFC Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011 Assunto: Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas. A festa estava ______ tumultuada, pois _____ algumas pessoas _________. a) meio havia embriagadas b) meio haviam embreagadas c) meia havia embreagadas d) meia haviam embriagadas e) meio haviam embriagadas Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 518: IBFC Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011 Assunto: Assinale a alternativa em que a palavra deve ser necessariamenteacentuada. a) Secretarias b) Estas c) Analises d) Estagios e) Criticas Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 519: IBFC Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011 Assunto: Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas. Vossa Excelência ______ convocar todos os ______ funcionários. a) deve vossos b) deve seus c) deveis seus d) deveis teus e) deves seus Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 520: IBFC Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011 Assunto: Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas. I. Não temos dúvidas _____ ele terá um bom resultado. II. O texto _____ o professor fez referência está disponível no site. a) que que 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 51/79 b) de que a que c) de que o qual d) que ao qual e) que no qual Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 521: IBFC Adv (Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Para a questão, leia o texto abaixo. O cara Luis Fernando Verissimo Os humoristas franceses não estão dando folga ao François Hollande. Não lhe deram nem o período de tolerância tradicionalmente concedido a novos presidentes. Se o Sarkozy tinha cara de escroque, o Hollande tem a cara de um professor de matemática que errou de profissão. Sua ingenuidade pode estar só na cara afinal não foi por falta de matreirice e saber político que ele chegou onde está , mas é a cara do cara que provoca as maiores gozações. No outro dia apareceu uma foto em que ele saía rapidamente de uma reunião e consultava seu relógio, para dar uma ideia de dinamismo no cargo. Só que o mostrador do relógio estava virado para a câmera e o presidente consultava seu próprio pulso. Comentário de um comediante da TV, diante da foto: "E pensar que este homem pode apertar um botão e disparar todo o arsenal nuclear francês ..." Mas parece haver um consenso que, depois dos anos Sarkozy, um professor de matemática desgarrado no governo é uma boa mudança. Hollande é, simplificando um pouco, a primeira consequência "de esquerda" da crise europeia. É improvável que os conservadores mantenham o poder nas próximas eleições inglesas, mas o primeiroministro Cameron não é obrigado a pôr seu programa de austeridade à prova eleitoral num futuro próximo e a reação da "esquerda" inglesa pode demorar. Na Espanha e em Portugal a crise favoreceu a direita e a Itália pósBerlusconi ainda não sabe para que lado vai. Mas na Grécia, onde a crise é mais evidente, surgiu uma liderança francamente de esquerda, sem aspas, que tem boas chances de vencer as próximas eleições. O diabo é isto: a crise do euro e da união europeia não tem uma saída ideologicamente definível, tanto pode desandar para a direita quanto para a esquerda, e não faltam lideranças de direita com discursos nacionalistas e às vezes xenófobos esperando esperando seu chamado. Considere as afirmações abaixo. I. A crise econômica europeia está fazendo com que todos os países mais pobres elejam governos esquerdistas. II. Há lideranças políticas de direita contra a imigração na Europa. De acordo com o texto, está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) I e II d) nenhuma Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 522: IBFC Adv (Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Para a questão, leia o texto abaixo. O cara Luis Fernando Verissimo Os humoristas franceses não estão dando folga ao François Hollande. Não lhe deram nem o período de tolerância tradicionalmente concedido a novos presidentes. Se o Sarkozy tinha cara de escroque, o Hollande tem a cara de um professor de matemática que errou de profissão. Sua ingenuidade pode estar só na cara afinal não foi por falta de matreirice e saber político que ele chegou onde está , mas é a cara do cara que provoca as maiores gozações. No outro dia apareceu uma foto em que ele saía rapidamente de uma reunião e consultava seu relógio, para dar uma ideia de dinamismo no cargo. Só que o mostrador do relógio estava virado para a câmera e o presidente consultava seu próprio pulso. Comentário de um comediante da TV, diante da foto: "E pensar que este homem pode apertar um botão e disparar todo o arsenal nuclear francês ..." Mas parece haver um consenso que, depois dos anos Sarkozy, um professor de matemática desgarrado no governo é uma boa mudança. Hollande é, simplificando um pouco, a primeira consequência "de esquerda" da crise europeia. É improvável que os conservadores mantenham o poder nas próximas eleições inglesas, mas o primeiroministro Cameron não é obrigado a pôr seu programa de austeridade à prova eleitoral num futuro próximo e a reação da "esquerda" inglesa pode demorar. Na Espanha e em Portugal a crise favoreceu a direita e a Itália pósBerlusconi ainda não sabe para que lado vai. Mas na Grécia, onde a crise é mais evidente, surgiu uma liderança francamente de esquerda, sem aspas, que tem boas chances de vencer as próximas eleições. O diabo é isto: a crise do euro e da união europeia não tem uma saída ideologicamente definível, tanto pode desandar para a direita quanto para a esquerda, e não faltam lideranças de direita com discursos nacionalistas e às vezes xenófobos esperando esperando seu chamado. Considere as afirmações abaixo. I. A crise financeira está impondo um rumo ideológico bem definido ao mundo. II. O novo presidente francês não conta como apoio de parte significativa da população. De acordo com o texto, está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) I e II d) nenhuma Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 523: IBFC Adv (Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Considere as orações abaixo. I. Mais de 60% das pessoas apoiam o novo governo. II. Deve haver novas greves na Europa. A concordância está correta em 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 52/79 a) somente I b) somente II c) I e II d) nenhuma Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 524: IBFC Adv (Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Assinale a alternativa em que o uso do acento indicativo de crase está correto. a) Pedimos à todos que colaborem com o evento. b) Enviaremos o arquivo à ela. c) Os resultados estarão disponíveis à partir de 18 de julho. d) O procurador fez referência àquele processo. Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 525: IBFC Adv (Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas. O rapaz tentou entender _________ o professor estava ______ humorado. a) por que – mal b) por que – mau c) porque – mal d) porque – mau Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 526: IBFC Adv (Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Considere o período e as afirmações abaixo. Após a contabilização, o analista, confere o total registrado e prepara o relatório. I. A pontuação está correta. II. Há três orações no período, composto por subordinação. Está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) I e II d) nenhuma Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 527: IBFC Adv (Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna. Ela era uma amiga ________ eu contava meus segredos. a) que b) à qual c) a qual d) na qual Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 528: IBFC Adv (Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Considere os períodos abaixo.I. A polícia interviu logo no conflito entre as torcidas. II. Se o Congresso propor uma emenda ao projeto, a Câmara vetará. De acordo com a norma culta, a) somente I está correto. b) somente II está correto. c) I e II estão corretos. d) nenhum está correto. Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 529: IBFC Adv (Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Considere as orações abaixo. 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 53/79 I. Devemos sair ao meiodia e meia. II. Fui eu quem fez a sugestão ao diretor. De acordo com a norma culta, a) somente I está correta. b) somente II está correta. c) I e II estão corretas. d) nenhum está correta. Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 530: IBFC Adv (Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas. Resolveu assistir ______ filme ________ de estudar. a) o – ao invés de b) ao – ao invés de c) o – em vez de d) ao – em vez de Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 531: IBFC Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Para a questão, leia o texto abaixo. Dream show Zeca Baleiro Há uma canção antiga do compositor Sérgio Sampaio, "Dona Maria de Lourdes", em que ele crava um lindo verso: "...escondido das notícias, entre as feras/nas revistas sem assunto, meu amor". É uma alusão óbvia às revistas de fofocas de celebridades que começaram a proliferar entre os anos 60 e 70, época em que a palavra "celebridade" ainda não era popular, mas a fofoca sim. Na carona do sucesso arrasador da recémchegada televisão, ali pelo final dos anos 50, algumas revistas, como as clássicas Revista do Rádio e Intervalo, viraram manias nacionais, plantando boatos ou relatando rumores de casos amorosos, separações, processos e picuinhas de e entre famosos, especialmente gente que punha a cara na tevê, cantores e atores à frente. Naquela época, ninguém, nem mesmo o mais visionário cidadão, poderia imaginar que, décadas depois, essa mesma tevê escancararia seu horário nobre para anônimos em busca de fama e dinheiro, onde exporiam não só sua intimidade, mas também suas partes íntimas, mazelas e anseios tacanhos, à vista de todos, em tempo real, em programas de um gênero chamado reality show. Curioso pensar que a tevê, assim como toda a indústria cultural, nasce do desejo por fantasia, pelo sonho, como um antídoto contra a dura e embrutecedora realidade. Era a alegria do circo em contraponto à dureza da luta pelo pão de cada dia. Pois a primordial sede de ilusão deu lugar à mórbida curiosidade pelo cotidiano mais mesquinho, que vemos através de programas policiais que exploram a miséria sem pudor, outros que expõem a vida dos casais ou seus conflitos com filhos drogados, rotina de obesos, duelos de performance sexual, etc., um verdadeiro circo de horrores. Foi a febre por "realidade" que fez com que milhões de espectadores legitimassem a fábrica de ouro e fama Big Brother, um modorrento programa estrelado por um bando de mequetrefes cuja maior aspiração na vida é a fama, e cujo maior talento é a cara de pau para atingila. Esse público ávido, não só pela vida privada dos outros como pela própria privada destes, começa a dar mostras de cansaço, e oxalá isso seja sinal de uma real mudança (a última edição, a nona, teve o menor índice de audiência desde o início do programa, em 2001). Portanto, em vez de aridez humana dos reality shows, proponho às tevês que façam um dream show, um show de sonhos, produto hoje tão em falta no mercado. Considere as afirmações abaixo. I. Inferese do texto que o autor aprecia os reality shows, pois eles suprem a necessidade de sonho que pessoas têm. II. De acordo com o texto, a exploração da vida particular é uma característica da indústria cultural que surgiu com os programas televisivos. Está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) I e II d) nenhuma Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 532: IBFC Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Para a questão, leia o texto abaixo. Dream show Zeca Baleiro Há uma canção antiga do compositor Sérgio Sampaio, "Dona Maria de Lourdes", em que ele crava um lindo verso: "...escondido das notícias, entre as feras/nas revistas sem assunto, meu amor". É uma alusão óbvia às revistas de fofocas de celebridades que começaram a proliferar entre os anos 60 e 70, época em que a palavra "celebridade" ainda não era popular, mas a fofoca sim. Na carona do sucesso arrasador da recémchegada televisão, ali pelo final dos anos 50, algumas revistas, como as clássicas Revista do Rádio e Intervalo, viraram manias nacionais, plantando boatos ou relatando rumores de casos amorosos, separações, processos e picuinhas de e entre famosos, especialmente gente que punha a cara na tevê, cantores e atores à frente. 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 54/79 Naquela época, ninguém, nem mesmo o mais visionário cidadão, poderia imaginar que, décadas depois, essa mesma tevê escancararia seu horário nobre para anônimos em busca de fama e dinheiro, onde exporiam não só sua intimidade, mas também suas partes íntimas, mazelas e anseios tacanhos, à vista de todos, em tempo real, em programas de um gênero chamado reality show. Curioso pensar que a tevê, assim como toda a indústria cultural, nasce do desejo por fantasia, pelo sonho, como um antídoto contra a dura e embrutecedora realidade. Era a alegria do circo em contraponto à dureza da luta pelo pão de cada dia. Pois a primordial sede de ilusão deu lugar à mórbida curiosidade pelo cotidiano mais mesquinho, que vemos através de programas policiais que exploram a miséria sem pudor, outros que expõem a vida dos casais ou seus conflitos com filhos drogados, rotina de obesos, duelos de performance sexual, etc., um verdadeiro circo de horrores. Foi a febre por "realidade" que fez com que milhões de espectadores legitimassem a fábrica de ouro e fama Big Brother, um modorrento programa estrelado por um bando de mequetrefes cuja maior aspiração na vida é a fama, e cujo maior talento é a cara de pau para atingila. Esse público ávido, não só pela vida privada dos outros como pela própria privada destes, começa a dar mostras de cansaço, e oxalá isso seja sinal de uma real mudança (a última edição, a nona, teve o menor índice de audiência desde o início do programa, em 2001). Portanto, em vez de aridez humana dos reality shows, proponho às tevês que façam um dream show, um show de sonhos, produto hoje tão em falta no mercado. Sobre a palavra "modorrento" presente no texto, considere as afirmações abaixo. I. Tratase de um substantivo. II. Entendese que confere a "programa" um sentido pejorativo. Está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) I e II d) nenhuma Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 533: IBFC Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Para a questão, leia o texto abaixo. Dream show Zeca Baleiro Há uma canção antiga do compositor Sérgio Sampaio, "Dona Maria de Lourdes", em que ele crava um lindo verso: "...escondido das notícias, entre as feras/nas revistas sem assunto, meu amor". É uma alusão óbvia às revistas de fofocas de celebridades que começaram a proliferar entre os anos 60 e 70, época em que a palavra "celebridade" ainda não era popular, mas a fofoca sim. Na carona do sucesso arrasador da recémchegada televisão, ali pelo final dos anos 50, algumas revistas, como as clássicas Revista do Rádio e Intervalo, viraram manias nacionais, plantandoboatos ou relatando rumores de casos amorosos, separações, processos e picuinhas de e entre famosos, especialmente gente que punha a cara na tevê, cantores e atores à frente. Naquela época, ninguém, nem mesmo o mais visionário cidadão, poderia imaginar que, décadas depois, essa mesma tevê escancararia seu horário nobre para anônimos em busca de fama e dinheiro, onde exporiam não só sua intimidade, mas também suas partes íntimas, mazelas e anseios tacanhos, à vista de todos, em tempo real, em programas de um gênero chamado reality show. Curioso pensar que a tevê, assim como toda a indústria cultural, nasce do desejo por fantasia, pelo sonho, como um antídoto contra a dura e embrutecedora realidade. Era a alegria do circo em contraponto à dureza da luta pelo pão de cada dia. Pois a primordial sede de ilusão deu lugar à mórbida curiosidade pelo cotidiano mais mesquinho, que vemos através de programas policiais que exploram a miséria sem pudor, outros que expõem a vida dos casais ou seus conflitos com filhos drogados, rotina de obesos, duelos de performance sexual, etc., um verdadeiro circo de horrores. Foi a febre por "realidade" que fez com que milhões de espectadores legitimassem a fábrica de ouro e fama Big Brother, um modorrento programa estrelado por um bando de mequetrefes cuja maior aspiração na vida é a fama, e cujo maior talento é a cara de pau para atingila. Esse público ávido, não só pela vida privada dos outros como pela própria privada destes, começa a dar mostras de cansaço, e oxalá isso seja sinal de uma real mudança (a última edição, a nona, teve o menor índice de audiência desde o início do programa, em 2001). Portanto, em vez de aridez humana dos reality shows, proponho às tevês que façam um dream show, um show de sonhos, produto hoje tão em falta no mercado. Assinale a alternativa que indica corretamente a relação estabelecida pela conjunção destacada no período abaixo. "(...) essa mesma tevê escancararia seu horário nobre para anônimos em busca de fama e dinheiro, onde exporiam não só sua intimidade, mas também suas partes íntimas, mazelas e anseios tacanhos, à vista de todos (...)" a) adição b) adversidade c) explicação d) conclusão Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 534: IBFC Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Para a questão, leia o texto abaixo. Dream show Zeca Baleiro Há uma canção antiga do compositor Sérgio Sampaio, "Dona Maria de Lourdes", em que ele crava um lindo verso: "...escondido das notícias, entre as feras/nas revistas sem assunto, meu amor". É uma alusão óbvia às revistas de fofocas de celebridades que começaram a proliferar entre os anos 60 e 70, época em que a palavra "celebridade" ainda não era popular, mas a fofoca sim. Na carona do sucesso arrasador da recémchegada televisão, ali pelo final dos anos 50, algumas revistas, como as clássicas Revista do Rádio e Intervalo, viraram manias nacionais, plantando boatos ou relatando rumores de casos amorosos, separações, processos e picuinhas de e entre famosos, especialmente gente que punha a cara na tevê, cantores e atores à frente. 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 55/79 Naquela época, ninguém, nem mesmo o mais visionário cidadão, poderia imaginar que, décadas depois, essa mesma tevê escancararia seu horário nobre para anônimos em busca de fama e dinheiro, onde exporiam não só sua intimidade, mas também suas partes íntimas, mazelas e anseios tacanhos, à vista de todos, em tempo real, em programas de um gênero chamado reality show. Curioso pensar que a tevê, assim como toda a indústria cultural, nasce do desejo por fantasia, pelo sonho, como um antídoto contra a dura e embrutecedora realidade. Era a alegria do circo em contraponto à dureza da luta pelo pão de cada dia. Pois a primordial sede de ilusão deu lugar à mórbida curiosidade pelo cotidiano mais mesquinho, que vemos através de programas policiais que exploram a miséria sem pudor, outros que expõem a vida dos casais ou seus conflitos com filhos drogados, rotina de obesos, duelos de performance sexual, etc., um verdadeiro circo de horrores. Foi a febre por "realidade" que fez com que milhões de espectadores legitimassem a fábrica de ouro e fama Big Brother, um modorrento programa estrelado por um bando de mequetrefes cuja maior aspiração na vida é a fama, e cujo maior talento é a cara de pau para atingila. Esse público ávido, não só pela vida privada dos outros como pela própria privada destes, começa a dar mostras de cansaço, e oxalá isso seja sinal de uma real mudança (a última edição, a nona, teve o menor índice de audiência desde o início do programa, em 2001). Portanto, em vez de aridez humana dos reality shows, proponho às tevês que façam um dream show, um show de sonhos, produto hoje tão em falta no mercado. Considere o período e as afirmações abaixo. Portanto, em vez de aridez humana dos reality shows, proponho às tevês que façam um dream show, um show de sonhos, produto hoje tão em falta no mercado. I. Tratase de um período composto apenas por coordenação. II. Há quatro orações no período. Está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) I e II d) nenhuma Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 535: IBFC Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Considere as orações abaixo. I. Segue anexo a cópia do documento de compra. II. É necessário a participação dos cidadãos na luta pelos direitos. A concordância está correta em a) somente I b) somente II c) I e II d) nenhuma Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 536: IBFC Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Considere as orações abaixo. I. Aprovouse todos os projetos de lei. II. Necessitase de bons projetos de lei. A concordância está correta em a) somente I b) somente II c) I e II d) nenhuma Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 537: IBFC Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna. Conheci o museu ________ você falou. a) que b) o qual c) de que d) a que Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 538: IBFC Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente as lacunas. Não entendo ________ são colocados tantos ________ a essa solicitação. a) por que – empecilhos 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 56/79 b) porque – empecilhos c) por que – empecílios d) porque – empecílios Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 539: IBFC Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Assinale a alternativa em que a pontuação está correta. a) Maria traga as caixas, por favor! b) Os moradores do bairro atingido pela chuva, exigem indenização da prefeitura. c) O pedido foi, ontem indeferido, pelo prefeito. d) As obras iniciadas no ano passado ainda estão paralisadas. Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 540: IBFC Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas. A falta de _______________ da lei leva _______ punição prevista. a) cumprimento – à b) cumprimento – a c) comprimento – à d) comprimento – a Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 541: IBFC Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Considere os períodos abaixo. I. Informamos os candidatos de que a prova foi cancelada. II. Informamos aos candidatosque a prova foi cancelada. Em relação à regência, podese afirmar que a) somente I está correto. b) somente II está correto. c) I e II estão corretos. d) nenhum está correto. Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 542: IBFC Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Assinale a alternativa em que o termo destacado encontrase corretamente substituído pelo pronome. O deputado afirmou aos jornalistas sua inocência no caso. a) O deputado afirmouos sua inocência no caso. b) O deputado afirmoulhes sua inocência no caso. c) O deputado afirmouo sua inocência no caso. d) O deputado afirmoulhe sua inocência no caso. Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 543: IBFC Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Considere o período e as afirmações abaixo. À partir de amanhã, será divulgado, no site da prefeitura, as listas dos aprovados. I. O uso do acento indicativo de crase está incorreto. II. Há erro de concordância. Está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) I e II d) nenhuma Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 544: IBFC Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Assinale a alternativa em que não há erro de concordância. a) Leuse todos os depoimentos. 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 57/79 b) Devemse analisar todos os aspectos do problema. c) Tratamse de temas polêmicos. d) Contratouse as duas funcionárias. Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 545: IBFC Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas. I. Meu pai trabalha naquela empresa _____ dois anos. II. Daqui _____ dois anos, iremos ____ Itália. a) há – a – à b) há – a – a c) há – à – à d) a – a – à Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 546: IBFC Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Assinale a alternativa em que a palavra deve ser obrigatoriamente acentuada. a) Publica b) Secretaria c) Critico d) Orgão Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 547: IBFC Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas. I. Não há mais nada entre _____ e ele. II. Os alunos pediram para ____ fazer o discurso. a) eu – eu b) eu – mim c) mim – eu d) mim – mim Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 548: IBFC Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Considere o período e as afirmações abaixo. Nunca disselhe que o encontraria novamente. I. O pronome “lhe” deveria ter sido colocado antes do verbo. II. O correto seria “encontráloia”. Está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) I e II d) nenhuma Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 549: IBFC Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Considere o conectivo “onde” no período abaixo e assinale a alternativa correta. O projeto foi aprovado, onde não contempla as necessidades da população carente. a) O uso do conectivo está correto. b) O conectivo deveria ser substituído por “aonde”. c) O conectivo deveria ser substituído por “no qual”. d) O conectivo deveria ser substituído por “contudo”. Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 550: IBFC Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Considere as orações abaixo. I. Houveram manifestações ontem à tarde. II. A maioria dos funcionários aprovou a proposta da diretoria. 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 58/79 A concordância está correta em a) somente I b) somente II c) I e II d) nenhuma Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 551: IBFC Esc Leg (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Para a questão, leia o texto abaixo, de Luis Fernando Verissimo. O Suicida e o Computador Depois de fazer o laço da forca e colocar uma cadeira embaixo, o escritor sentouse atrás da sua mesa de trabalho, ligou o computador e digitou: "No fundo, no fundo, os escritores passam o tempo todo redigindo a sua nota de suicida. Os que se suicidam mesmo são os que a terminam mais cedo" Levantouse, subiu na cadeira sob a forca e colocou a forca no pescoço. Depois retirou a forca do pescoço, desceu da cadeira, voltou ao computador e apagou o segundo "no fundo". Ficava mais enxuto. Mais categórico. Releu a nota e achou que estava curta. Pensou um pouco, depois acrescentou: "Há os que se suicidam antes de escapar da terrível agonia de encontrar um final para a nota. O suicídio substitui o final. O suicídio é o final." Levantouse, subiu na cadeira, colocou a forca no pescoço e ficou pensando. Lembrouse de uma frase de Borges. Encaixa, pensou, retirando a corda do pescoço, descendo da cadeira e voltando computador. Digitou: "Borges disse que o escritor publica seus livros para livrarse deles, senão passaria o resto da vida reescrevendoos. O suicídio substitui a publicação. O suicídio é a publicação. No caso, o livro livrase do escritor." Levantouse, subiu na cadeira, mas desceu da cadeira antes de colocar a forca no pescoço. Lembrarase de outra coisa. Voltou ao computador e, entre o penúltimo e o último parágrafo, inseriu: "Há escritores que escrevem um grande livro, ou uma grande nota de suicida, e depois nunca mais conseguem escrever outro. Atribuem a um bloqueio, ao medo do fracasso. Não é nada disso. É que escreveram a nota, mas esqueceramse de se suicidar. Passam o resto da vida sabendo que faltou alguma coisa na sua obra e não sabendo o que é. Faltou o suicídio." Levantouse, ficou olhando a tela do computador, depois sentouse de novo, Digitou: "No fundo, no fundo, a agonia é saber quando se terminou. Há os que não sabem quando chegaram ao final da sua nota da suicida. Geralmente, são escritores de uma obra extensa. A crítica elogia sua prolixidade, a sua experimentação com formas diversas. Não sabe que ele não consegue é terminar a obra." Desta vez não se levantou. Ficou olhando para a tela, pensando. Depois acrescentou: "É claro que o computador agravou a agonia. Talvez uma nota de suicida definitiva só possa ser manuscrita ou datilografada à moda antiga, quando o medo de borrar o papel com correções e deixar uma impressão de desleixo para a posteridade leva o autor a ser preciso e sucinto. Tese: é impossível escrever uma nota de suicida num computador." Era isso? Ele releu o que tinha escrito. Apagou o segundo "no fundo". Era isso. Por via das dúvidas, guardou o texto na memória do computador. No dia seguinte o revisaria. E foi dormir. Considere as afirmações abaixo. I. O personagem desiste do suicídio porque a nova tecnologia o faz perceber que a vida é boa. II. Com humor, o texto mostra as facilidades de reescrita proporcionadas pelo computador, em comparação com as formas mais antigas de escrita. De acordo com o texto, está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) I e II d) nenhuma Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 552: IBFC Esc Leg (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Para a questão, leia o texto abaixo, de Luis Fernando Verissimo. O Suicida e o Computador Depois de fazer o laço da forca e colocar uma cadeira embaixo, o escritor sentouse atrás da sua mesa de trabalho, ligou o computador e digitou: "No fundo, no fundo, os escritores passam o tempo todo redigindo a sua nota de suicida.Os que se suicidam mesmo são os que a terminam mais cedo" Levantouse, subiu na cadeira sob a forca e colocou a forca no pescoço. Depois retirou a forca do pescoço, desceu da cadeira, voltou ao computador e apagou o segundo "no fundo". Ficava mais enxuto. Mais categórico. Releu a nota e achou que estava curta. Pensou um pouco, depois acrescentou: "Há os que se suicidam antes de escapar da terrível agonia de encontrar um final para a nota. O suicídio substitui o final. O suicídio é o final." Levantouse, subiu na cadeira, colocou a forca no pescoço e ficou pensando. Lembrouse de uma frase de Borges. Encaixa, pensou, retirando a corda do pescoço, descendo da cadeira e voltando computador. Digitou: 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 59/79 "Borges disse que o escritor publica seus livros para livrarse deles, senão passaria o resto da vida reescrevendoos. O suicídio substitui a publicação. O suicídio é a publicação. No caso, o livro livrase do escritor." Levantouse, subiu na cadeira, mas desceu da cadeira antes de colocar a forca no pescoço. Lembrarase de outra coisa. Voltou ao computador e, entre o penúltimo e o último parágrafo, inseriu: "Há escritores que escrevem um grande livro, ou uma grande nota de suicida, e depois nunca mais conseguem escrever outro. Atribuem a um bloqueio, ao medo do fracasso. Não é nada disso. É que escreveram a nota, mas esqueceramse de se suicidar. Passam o resto da vida sabendo que faltou alguma coisa na sua obra e não sabendo o que é. Faltou o suicídio." Levantouse, ficou olhando a tela do computador, depois sentouse de novo, Digitou: "No fundo, no fundo, a agonia é saber quando se terminou. Há os que não sabem quando chegaram ao final da sua nota da suicida. Geralmente, são escritores de uma obra extensa. A crítica elogia sua prolixidade, a sua experimentação com formas diversas. Não sabe que ele não consegue é terminar a obra." Desta vez não se levantou. Ficou olhando para a tela, pensando. Depois acrescentou: "É claro que o computador agravou a agonia. Talvez uma nota de suicida definitiva só possa ser manuscrita ou datilografada à moda antiga, quando o medo de borrar o papel com correções e deixar uma impressão de desleixo para a posteridade leva o autor a ser preciso e sucinto. Tese: é impossível escrever uma nota de suicida num computador." Era isso? Ele releu o que tinha escrito. Apagou o segundo "no fundo". Era isso. Por via das dúvidas, guardou o texto na memória do computador. No dia seguinte o revisaria. E foi dormir. Considere as afirmações abaixo. I. O fato de o personagem do texto ser escritor é irrelevante para a história. II. O personagem queria se suicidar porque não conseguia publicar seu livro. De acordo com o texto, está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) I e II d) nenhuma Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 553: IBFC Esc Leg (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Para a questão, leia o texto abaixo, de Luis Fernando Verissimo. O Suicida e o Computador Depois de fazer o laço da forca e colocar uma cadeira embaixo, o escritor sentouse atrás da sua mesa de trabalho, ligou o computador e digitou: "No fundo, no fundo, os escritores passam o tempo todo redigindo a sua nota de suicida. Os que se suicidam mesmo são os que a terminam mais cedo" Levantouse, subiu na cadeira sob a forca e colocou a forca no pescoço. Depois retirou a forca do pescoço, desceu da cadeira, voltou ao computador e apagou o segundo "no fundo". Ficava mais enxuto. Mais categórico. Releu a nota e achou que estava curta. Pensou um pouco, depois acrescentou: "Há os que se suicidam antes de escapar da terrível agonia de encontrar um final para a nota. O suicídio substitui o final. O suicídio é o final." Levantouse, subiu na cadeira, colocou a forca no pescoço e ficou pensando. Lembrouse de uma frase de Borges. Encaixa, pensou, retirando a corda do pescoço, descendo da cadeira e voltando computador. Digitou: "Borges disse que o escritor publica seus livros para livrarse deles, senão passaria o resto da vida reescrevendoos. O suicídio substitui a publicação. O suicídio é a publicação. No caso, o livro livrase do escritor." Levantouse, subiu na cadeira, mas desceu da cadeira antes de colocar a forca no pescoço. Lembrarase de outra coisa. Voltou ao computador e, entre o penúltimo e o último parágrafo, inseriu: "Há escritores que escrevem um grande livro, ou uma grande nota de suicida, e depois nunca mais conseguem escrever outro. Atribuem a um bloqueio, ao medo do fracasso. Não é nada disso. É que escreveram a nota, mas esqueceramse de se suicidar. Passam o resto da vida sabendo que faltou alguma coisa na sua obra e não sabendo o que é. Faltou o suicídio." Levantouse, ficou olhando a tela do computador, depois sentouse de novo, Digitou: "No fundo, no fundo, a agonia é saber quando se terminou. Há os que não sabem quando chegaram ao final da sua nota da suicida. Geralmente, são escritores de uma obra extensa. A crítica elogia sua prolixidade, a sua experimentação com formas diversas. Não sabe que ele não consegue é terminar a obra." Desta vez não se levantou. Ficou olhando para a tela, pensando. Depois acrescentou: "É claro que o computador agravou a agonia. Talvez uma nota de suicida definitiva só possa ser manuscrita ou datilografada à moda antiga, quando o medo de borrar o papel com correções e deixar uma impressão de desleixo para a posteridade leva o autor a ser preciso e sucinto. Tese: é impossível escrever uma nota de suicida num computador." Era isso? Ele releu o que tinha escrito. Apagou o segundo "no fundo". Era isso. Por via das dúvidas, guardou o texto na memória do computador. No dia seguinte o revisaria. E foi dormir. Considere o período e as afirmações abaixo. Depois retirou a forca do pescoço, desceu da cadeira, voltou ao computador e apagou o segundo "no fundo". 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 60/79 I. Tratase de um período composto por coordenação. II. A conjunção “e” estabelece relação de adversidade no período. Está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) I e II d) nenhuma Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 554: IBFC Esc Leg (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Para a questão, leia o texto abaixo, de Luis Fernando Verissimo. O Suicida e o Computador Depois de fazer o laço da forca e colocar uma cadeira embaixo, o escritor sentouse atrás da sua mesa de trabalho, ligou o computador e digitou: "No fundo, no fundo, os escritores passam o tempo todo redigindo a sua nota de suicida. Os que se suicidam mesmo são os que a terminam mais cedo" Levantouse, subiu na cadeira sob a forca e colocou a forca no pescoço. Depois retirou a forca do pescoço, desceu da cadeira, voltou ao computador e apagou o segundo "no fundo". Ficava mais enxuto. Mais categórico. Releu a nota e achou que estava curta. Pensou um pouco, depois acrescentou: "Há os que se suicidam antes de escapar da terrível agonia de encontrar um final para a nota. O suicídio substitui o final. O suicídio é o final." Levantouse, subiu na cadeira, colocou a forca no pescoço e ficou pensando. Lembrouse de uma frase de Borges. Encaixa, pensou, retirando a corda do pescoço, descendo da cadeira e voltando computador. Digitou: "Borges disse que o escritor publica seus livros para livrarse deles, senão passaria o resto da vida reescrevendoos. O suicídio substitui a publicação. O suicídio é a publicação. No caso, o livro livrase do escritor." Levantouse, subiu na cadeira, mas desceu da cadeira antes de colocar aforca no pescoço. Lembrarase de outra coisa. Voltou ao computador e, entre o penúltimo e o último parágrafo, inseriu: "Há escritores que escrevem um grande livro, ou uma grande nota de suicida, e depois nunca mais conseguem escrever outro. Atribuem a um bloqueio, ao medo do fracasso. Não é nada disso. É que escreveram a nota, mas esqueceramse de se suicidar. Passam o resto da vida sabendo que faltou alguma coisa na sua obra e não sabendo o que é. Faltou o suicídio." Levantouse, ficou olhando a tela do computador, depois sentouse de novo, Digitou: "No fundo, no fundo, a agonia é saber quando se terminou. Há os que não sabem quando chegaram ao final da sua nota da suicida. Geralmente, são escritores de uma obra extensa. A crítica elogia sua prolixidade, a sua experimentação com formas diversas. Não sabe que ele não consegue é terminar a obra." Desta vez não se levantou. Ficou olhando para a tela, pensando. Depois acrescentou: "É claro que o computador agravou a agonia. Talvez uma nota de suicida definitiva só possa ser manuscrita ou datilografada à moda antiga, quando o medo de borrar o papel com correções e deixar uma impressão de desleixo para a posteridade leva o autor a ser preciso e sucinto. Tese: é impossível escrever uma nota de suicida num computador." Era isso? Ele releu o que tinha escrito. Apagou o segundo "no fundo". Era isso. Por via das dúvidas, guardou o texto na memória do computador. No dia seguinte o revisaria. E foi dormir. Considere o trecho e as afirmações abaixo. "Tese: é impossível escrever uma nota de suicida num computador." I. A palavra "impossível" é formada por prefixação. II. A palavra "impossível" é acentuada porque é proparoxítona. Está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) I e II d) nenhuma Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 555: IBFC Esc Leg (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Considere as orações abaixo. I. Devem haver muitas pessoas na sala de espera. II. Resolveramse as pendências. A concordância está correta em a) somente I b) somente II c) I e II d) nenhuma Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 61/79 Questão 556: IBFC Esc Leg (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Considere as orações abaixo. I. Essa atitude implica sua demissão. II.O rapaz desobedeceu a sinalização. A regência está correta em a) somente I b) somente II c) I e II d) nenhuma Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 557: IBFC Esc Leg (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente as lacunas. Solicitamos ao __________________ deputado que apresente os comprovantes da __________. a) iminente – viagem b) iminente – viajem c) eminente – viagem d) eminente – viajem Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 558: IBFC Esc Leg (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Considere o período e as afirmações abaixo. O enfermeiro recomendou que se a dor permanecer, eu procure um ortopedista. I. A pontuação está correta. II. A conjunção “se” estabelece relação de condição. Está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) I e II d) nenhuma Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 559: IBFC Esc Leg (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Assinale a alternativa em que a palavra deve ser obrigatoriamente acentuada. a) Angustia b) Critica c) Analise d) Escritorio Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 560: IBFC Esc Leg (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas. I. Conheço o rapaz _____ tempos e confio nele. II. A loja fica _____ dois quarteirões daqui. a) a – a b) a – há c) há – a d) há – à Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 561: IBFC Moto (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Para a questão, leia o texto abaixo, de Luis Fernando Verissimo. Papos —Me disseram... —Disseramme. —Hein? 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 62/79 —O correto é "disseramme". Não "me disseram". —Eu falo como quero. E te digo mais... Ou é "digote"? —O quê? —Digote que você... —O "te" e o "você" não combinam. —Lhe digo? —Também não. O que você ia me dizer? —Que você está sendo grosseiro, pedante e chato. E que eu vou te partir a cara. Lhe partir a cara. Partir a sua cara. Como é que se diz? —Partirte a cara. —Pois é. Partila hei de, se você não parar de me corrigir. Ou corrigirme. —É para o seu bem. —Dispenso as suas correções. Vê se esqueceme. Falo como bem entender. Mais uma correção e eu... —O quê? —O mato. —Que mato? —Matoo. Matolhe. Mato você. Matarlheeite. Ouviu bem? —Eu só estava querendo... —Pois esqueçao e parate. Pronome no lugar certo é elitismo! —Se você prefere falar errado... —Falo como todo mundo fala. O importante é me entenderem. Ou entenderemme? —No caso... Não sei. —Ah, não sabe? —Não o sabes? Sabeslo não? —Esquece. —Não. Como "esquece"? Você prefere falar errado? E o certo é "esquece" ou "esqueça"? Ilumineme. Me diga. Ensineslome, vamos. —Depende. —Depende. Perfeito. Não o sabes. Ensinarmeloias se o soubesses, mas não sabeso. —Está bem, está bem. Desculpe. Fale como quiser. —Agradeçolhe a permissão para falar errado que me dás. Mas não posso mais dizerlote o que dizerteia. —Por quê? —Porque, com todo este papo, esquecilo. Considere as afirmações abaixo. I. O personagem que inicia o diálogo não consegue dizer ao outro aquilo que inicialmente pretendia dizer. II. O primeiro personagem irritase, pois estava usando a linguagem comum da fala e o outro tentou corrigilo. De acordo com o texto, está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) I e II d) nenhuma Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 562: IBFC Moto (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Para a questão, leia o texto abaixo, de Luis Fernando Verissimo. Papos —Me disseram... —Disseramme. —Hein? —O correto é "disseramme". Não "me disseram". —Eu falo como quero. E te digo mais... Ou é "digote"? —O quê? —Digote que você... —O "te" e o "você" não combinam. —Lhe digo? —Também não. O que você ia me dizer? —Que você está sendo grosseiro, pedante e chato. E que eu vou te partir a cara. Lhe partir a cara. Partir a sua cara. Como é que se diz? —Partirte a cara. —Pois é. Partila hei de, se você não parar de me corrigir. Ou corrigirme. —É para o seu bem. —Dispenso as suas correções. Vê se esqueceme. Falo como bem entender. Mais uma correção e eu... —O quê? —O mato. —Que mato? —Matoo. Matolhe. Mato você. Matarlheeite. Ouviu bem? —Eu só estava querendo... —Pois esqueçao e parate. Pronome no lugar certo é elitismo! —Se você prefere falar errado... —Falo como todo mundo fala. O importante é me entenderem. Ou entenderemme? —No caso... Não sei. —Ah, não sabe? —Não o sabes? Sabeslo não? —Esquece. —Não. Como "esquece"? Você prefere falar errado? E o certo é "esquece" ou "esqueça"? Ilumineme. Me diga. Ensineslome, vamos. —Depende. —Depende. Perfeito. Não o sabes. Ensinarmeloias se o soubesses, mas não sabeso. —Está bem, está bem. Desculpe. Fale como quiser. —Agradeçolhe a permissão para falar errado que me dás. Mas não posso mais dizerlote o que dizerteia. —Por quê? —Porque, com todo este papo, esquecilo. 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir63/79 Considere as afirmações abaixo. I. O personagem diz que "te" e "você" não combinam porque, na frase, não há uniformidade no tratamento. II. "Pedante" pode ser substituído, sem alteração de sentido, por "culto". Está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) I e II d) nenhuma Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 563: IBFC Moto (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Para a questão, leia o texto abaixo, de Luis Fernando Verissimo. Papos —Me disseram... —Disseramme. —Hein? —O correto é "disseramme". Não "me disseram". —Eu falo como quero. E te digo mais... Ou é "digote"? —O quê? —Digote que você... —O "te" e o "você" não combinam. —Lhe digo? —Também não. O que você ia me dizer? —Que você está sendo grosseiro, pedante e chato. E que eu vou te partir a cara. Lhe partir a cara. Partir a sua cara. Como é que se diz? —Partirte a cara. —Pois é. Partila hei de, se você não parar de me corrigir. Ou corrigirme. —É para o seu bem. —Dispenso as suas correções. Vê se esqueceme. Falo como bem entender. Mais uma correção e eu... —O quê? —O mato. —Que mato? —Matoo. Matolhe. Mato você. Matarlheeite. Ouviu bem? —Eu só estava querendo... —Pois esqueçao e parate. Pronome no lugar certo é elitismo! —Se você prefere falar errado... —Falo como todo mundo fala. O importante é me entenderem. Ou entenderemme? —No caso... Não sei. —Ah, não sabe? —Não o sabes? Sabeslo não? —Esquece. —Não. Como "esquece"? Você prefere falar errado? E o certo é "esquece" ou "esqueça"? Ilumineme. Me diga. Ensineslome, vamos. —Depende. —Depende. Perfeito. Não o sabes. Ensinarmeloias se o soubesses, mas não sabeso. —Está bem, está bem. Desculpe. Fale como quiser. —Agradeçolhe a permissão para falar errado que me dás. Mas não posso mais dizerlote o que dizerteia. —Por quê? —Porque, com todo este papo, esquecilo. Considere as afirmações abaixo. I."Esquece" e "esqueça" são formas de imperativo afirmativo. II.O personagem , ao se irritar, passa a usar os pronomes de forma adequada e a fazer todas as construções corretas. Está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) I e II d) nenhuma Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 564: IBFC Moto (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna. Eram pessoas intencionadas as que praticaram o golpe. a) más b) má c) mal d) mau Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 565: IBFC Moto (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 64/79 Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna. Se ele _____ amanhã, falarei com ele. a) vim b) vir c) vier d) viesse Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 566: IBFC Moto (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna. Minha mãe deve ______ na próxima semana. a) vim b) vir c) vier d) viesse Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 567: IBFC Moto (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Considere o período e as afirmações abaixo. O amigo do meu vizinho, foi no estádio ontem. I. A pontuação está correta. II. O correto é "foi ao estádio". Está correto o que se afirma em a) somente II b) somente II c) l e lI d) nenhuma Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 568: IBFC Moto (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Considere as orações abaixo. I. Aonde você mora? II. O rapaz está afim de confusão. De acordo com a norma culta. a) somente I está correta. b) somente II está correta. c) I e II estão corretas. d) nenhuma está correta. Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 569: IBFC Moto (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Assinale a alternativa em que o termo destacado no período abaixo está corretamente substituído pelo pronome. Perguntei ao marido da minha irmã o nome daquele livro. a) Pergunteilhe o nome daquele livro. b) Pergunteilhes o nome daquele livro. c) Pergunteio o nome daquele livro. d) Pergunteia o nome daquele livro. Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 570: IBFC Moto (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas. I. Meu avõ não ____ bem. II. Ele tomou duas _____ café. a) encherga — chícaras b) enxerga — chícaras c) encherga — xícaras d) enxerga — xícaras 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 65/79 Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 571: IBFC Moto (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Considere o período e as afirmações abaixo. Mãe deiche o envelope sobre a mesa. I. A pontuação está correta. II. Há um erro ortográfico em "deiche". Está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) l e lI d) nenhuma Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 572: IBFC Moto (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas. I. O professor pediu para _____ ler o livro. II. Ele não _____ deu o formulário. a) eu — me b) eu — mim c) mim — mim d) mim — me Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 573: IBFC Moto (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Considere as orações abaixo. I. Não assisti o filme. II. Ele necessita de ajuda. A regência está correta em a) somente I b) somente II c) l e lI d) nenhuma Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 574: IBFC Moto (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Considere as orações abaixo. I. Até hoje cedo, ele ainda não tinha chego. II. Eu já tinha pagado aquela conta. De acordo com a norma culta a) somente I está correta. b) somente II está correta. c) I e II estão corretas. d) nenhuma está correta. Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 575: IBFC Moto (CM Franca)/CM Franca/2012 Assunto: Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas. I. O rapaz tem várias ______ pelo corpo. II. Não olhe para ______ ! a) tatuagens — trás b) tatuagens — traz c) tatuajens — trás d) tatuajens — traz Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 66/79 Questão 576: IBFC Tec (CM Franca)/CM Franca/Contabilidade/2012 Assunto: Para a questão, leia o texto abaixo, de Luis Fernando Verissimo. O Suicida e o Computador Depois de fazer o laço da forca e colocar uma cadeira embaixo, o escritor sentouse atrás da sua mesa de trabalho, ligou o computador e digitou: "No fundo, no fundo, os escritores passam o tempo todo redigindo a sua nota de suicida. Os que se suicidam mesmo são os que a terminam mais cedo." Levantouse, subiu na cadeira sob a forca e colocou a forca no pescoço. Depois retirou a forca do pescoço, desceu da cadeira, voltou ao computador e apagou o segundo "no fundo". Ficava mais enxuto. Mais categórico. Releu a nota e achou que estava curta. Pensou um pouco, depois acrescentou: "Há os que se suicidam antes de escapar da terrível agonia de encontrar um final para a nota. O suicidio substitui o final. O suicídio é o final." Levantouse, subiu na cadeira, colocoua forca no pescoço e ficou pensando. Lembrouse de uma frase de Borges. Encaixa, pensou, retirando a corda do pescoço, descendo da cadeira e voltando ao computador. Digitou: "Borges disse que o escritor publica seus livros para livrarse deles, senão passaria o resto da vida reescrevendoos. O suicídio substitui a publicação. O suicídio é a publicação. No caso, o livro livrase do escritor." Levantouse, subiu na cadeira, mas desceu da cadeira antes de colocar a forca no pescoço. Lembrarase de outra coisa. Voltou ao computador e, entre o penúltimo e o último parágrafo, inseriu: "Há escritores que escrevem um grande livro, ou uma grande nota de suicida, e depois nunca mais conseguem escrever outro. Atribuem a um bloqueio, ao medo do fracasso. Não é nada disso. É que escreveram a nota, mas esqueceramse de se suicidar. Passam o resto da vida sabendo que faltou alguma coisa na sua obra e não sabendo o que é. Faltou o suicídio." Levantouse, ficou olhando a tela do computador, depois sentouse de novo. Digitou: "No fundo, no fundo, a agonia é saber quando se terminou. Há os que não sabem quando chegaram ao final da sua nota de suicida. Geralmente, são escritores de uma obra extensa. A crítica elogia sua prolixidade, a sua experimentação com formas diversas. Não sabe que ele não consegue é terminar a nota." Desta vez não se levantou. Ficou olhando para a tela, pensando. Depois acrescentou: "É claro que o computador agravou a agonia. Talvez uma nota de suicida definitiva só possa ser manuscrita ou datilografada à moda antiga, quando o medo de borrar o papel com correções e deixar uma impressão de desleixo para a posteridade leva o autor a ser preciso e sucinto. Tese: é impossível escrever uma nota de suicida num computador." Era isso ? Ele releu o que tinha escrito. Apagou o segundo "no fundo". Era isso. Por via das dúvidas, guardou o texto na memória do computador. No dia seguinte o revisaria. E foi dormir. Considere as afirmações abaixo. I.O personagem desiste do suicídio porque a nova tecnologia o faz perceber que a vida é boa. II.Com humor, o texto mostra as facilidades de reescrita proporcionadas pelo computador, em comparação com as formas mais antigas de escrita. De acordo com o texto, está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) I e II d) nenhuma Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 577: IBFC Tec (CM Franca)/CM Franca/Contabilidade/2012 Assunto: Para a questão, leia o texto abaixo, de Luis Fernando Verissimo. O Suicida e o Computador Depois de fazer o laço da forca e colocar uma cadeira embaixo, o escritor sentouse atrás da sua mesa de trabalho, ligou o computador e digitou: "No fundo, no fundo, os escritores passam o tempo todo redigindo a sua nota de suicida. Os que se suicidam mesmo são os que a terminam mais cedo." Levantouse, subiu na cadeira sob a forca e colocou a forca no pescoço. Depois retirou a forca do pescoço, desceu da cadeira, voltou ao computador e apagou o segundo "no fundo". Ficava mais enxuto. Mais categórico. Releu a nota e achou que estava curta. Pensou um pouco, depois acrescentou: "Há os que se suicidam antes de escapar da terrível agonia de encontrar um final para a nota. O suicidio substitui o final. O suicídio é o final." Levantouse, subiu na cadeira, colocou a forca no pescoço e ficou pensando. Lembrouse de uma frase de Borges. Encaixa, pensou, retirando a corda do pescoço, descendo da cadeira e voltando ao computador. Digitou: "Borges disse que o escritor publica seus livros para livrarse deles, senão passaria o resto da vida reescrevendoos. O suicídio substitui a publicação. O suicídio é a publicação. No caso, o livro livrase do escritor." Levantouse, subiu na cadeira, mas desceu da cadeira antes de colocar a forca no pescoço. Lembrarase de outra coisa. Voltou ao computador e, entre o penúltimo e o último parágrafo, inseriu: "Há escritores que escrevem um grande livro, ou uma grande nota de suicida, e depois nunca mais conseguem escrever outro. Atribuem a um bloqueio, ao medo do fracasso. Não é nada disso. É que escreveram a nota, mas esqueceramse de se suicidar. Passam o resto da vida sabendo que faltou alguma coisa na sua obra e não sabendo o que é. Faltou o suicídio." 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 67/79 Levantouse, ficou olhando a tela do computador, depois sentouse de novo. Digitou: "No fundo, no fundo, a agonia é saber quando se terminou. Há os que não sabem quando chegaram ao final da sua nota de suicida. Geralmente, são escritores de uma obra extensa. A crítica elogia sua prolixidade, a sua experimentação com formas diversas. Não sabe que ele não consegue é terminar a nota." Desta vez não se levantou. Ficou olhando para a tela, pensando. Depois acrescentou: "É claro que o computador agravou a agonia. Talvez uma nota de suicida definitiva só possa ser manuscrita ou datilografada à moda antiga, quando o medo de borrar o papel com correções e deixar uma impressão de desleixo para a posteridade leva o autor a ser preciso e sucinto. Tese: é impossível escrever uma nota de suicida num computador." Era isso ? Ele releu o que tinha escrito. Apagou o segundo "no fundo". Era isso. Por via das dúvidas, guardou o texto na memória do computador. No dia seguinte o revisaria. E foi dormir. Considere as afirmações abaixo. I.O fato de o personagem do texto ser escritor é irrelevante para a história. II.O personagem queria se suicidar porque não conseguia publicar seu livro. De acordo com o texto, está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) I e II d) nenhuma Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 578: IBFC Tec (CM Franca)/CM Franca/Contabilidade/2012 Assunto: Para a questão, leia o texto abaixo, de Luis Fernando Verissimo. O Suicida e o Computador Depois de fazer o laço da forca e colocar uma cadeira embaixo, o escritor sentouse atrás da sua mesa de trabalho, ligou o computador e digitou: "No fundo, no fundo, os escritores passam o tempo todo redigindo a sua nota de suicida. Os que se suicidam mesmo são os que a terminam mais cedo." Levantouse, subiu na cadeira sob a forca e colocou a forca no pescoço. Depois retirou a forca do pescoço, desceu da cadeira, voltou ao computador e apagou o segundo "no fundo". Ficava mais enxuto. Mais categórico. Releu a nota e achou que estava curta. Pensou um pouco, depois acrescentou: "Há os que se suicidam antes de escapar da terrível agonia de encontrar um final para a nota. O suicidio substitui o final. O suicídio é o final." Levantouse, subiu na cadeira, colocou a forca no pescoço e ficou pensando. Lembrouse de uma frase de Borges. Encaixa, pensou, retirando a corda do pescoço, descendo da cadeira e voltando ao computador. Digitou: "Borges disse que o escritor publica seus livros para livrarse deles, senão passaria o resto da vida reescrevendoos. O suicídio substitui a publicação. O suicídio é a publicação. No caso, o livro livrase do escritor." Levantouse, subiu na cadeira, mas desceu da cadeira antes de colocar a forca no pescoço. Lembrarase de outra coisa. Voltou ao computador e, entre o penúltimo e o último parágrafo, inseriu: "Há escritores que escrevem um grande livro, ou uma grande nota de suicida, e depois nunca mais conseguem escrever outro. Atribuem a um bloqueio, ao medo do fracasso. Não é nada disso. É que escreveram a nota, mas esqueceramse de se suicidar. Passam o resto da vida sabendo que faltou alguma coisa na sua obra e não sabendo o que é. Faltou o suicídio." Levantouse, ficou olhando a tela do computador, depois sentouse de novo. Digitou: "No fundo, no fundo, a agonia é saber quando se terminou. Há os que não sabem quando chegaram ao final da sua nota de suicida. Geralmente, são escritoresde uma obra extensa. A crítica elogia sua prolixidade, a sua experimentação com formas diversas. Não sabe que ele não consegue é terminar a nota." Desta vez não se levantou. Ficou olhando para a tela, pensando. Depois acrescentou: "É claro que o computador agravou a agonia. Talvez uma nota de suicida definitiva só possa ser manuscrita ou datilografada à moda antiga, quando o medo de borrar o papel com correções e deixar uma impressão de desleixo para a posteridade leva o autor a ser preciso e sucinto. Tese: é impossível escrever uma nota de suicida num computador." Era isso ? Ele releu o que tinha escrito. Apagou o segundo "no fundo". Era isso. Por via das dúvidas, guardou o texto na memória do computador. No dia seguinte o revisaria. E foi dormir. Considere o período e as afirmações abaixo. Depois retirou a forca do pescoço, desceu da cadeira, voltou ao computador e apagou o segundo "no fundo". I.Tratase de um período composto por coordenação. II.A conjunção "e" estabelece relação de adversidade no período. Está correto o que se afirma em a) somente I 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 68/79 b) somente II c) I e II d) nenhuma Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 579: IBFC Tec (CM Franca)/CM Franca/Contabilidade/2012 Assunto: Para a questão, leia o texto abaixo, de Luis Fernando Verissimo. O Suicida e o Computador Depois de fazer o laço da forca e colocar uma cadeira embaixo, o escritor sentouse atrás da sua mesa de trabalho, ligou o computador e digitou: "No fundo, no fundo, os escritores passam o tempo todo redigindo a sua nota de suicida. Os que se suicidam mesmo são os que a terminam mais cedo." Levantouse, subiu na cadeira sob a forca e colocou a forca no pescoço. Depois retirou a forca do pescoço, desceu da cadeira, voltou ao computador e apagou o segundo "no fundo". Ficava mais enxuto. Mais categórico. Releu a nota e achou que estava curta. Pensou um pouco, depois acrescentou: "Há os que se suicidam antes de escapar da terrível agonia de encontrar um final para a nota. O suicidio substitui o final. O suicídio é o final." Levantouse, subiu na cadeira, colocou a forca no pescoço e ficou pensando. Lembrouse de uma frase de Borges. Encaixa, pensou, retirando a corda do pescoço, descendo da cadeira e voltando ao computador. Digitou: "Borges disse que o escritor publica seus livros para livrarse deles, senão passaria o resto da vida reescrevendoos. O suicídio substitui a publicação. O suicídio é a publicação. No caso, o livro livrase do escritor." Levantouse, subiu na cadeira, mas desceu da cadeira antes de colocar a forca no pescoço. Lembrarase de outra coisa. Voltou ao computador e, entre o penúltimo e o último parágrafo, inseriu: "Há escritores que escrevem um grande livro, ou uma grande nota de suicida, e depois nunca mais conseguem escrever outro. Atribuem a um bloqueio, ao medo do fracasso. Não é nada disso. É que escreveram a nota, mas esqueceramse de se suicidar. Passam o resto da vida sabendo que faltou alguma coisa na sua obra e não sabendo o que é. Faltou o suicídio." Levantouse, ficou olhando a tela do computador, depois sentouse de novo. Digitou: "No fundo, no fundo, a agonia é saber quando se terminou. Há os que não sabem quando chegaram ao final da sua nota de suicida. Geralmente, são escritores de uma obra extensa. A crítica elogia sua prolixidade, a sua experimentação com formas diversas. Não sabe que ele não consegue é terminar a nota." Desta vez não se levantou. Ficou olhando para a tela, pensando. Depois acrescentou: "É claro que o computador agravou a agonia. Talvez uma nota de suicida definitiva só possa ser manuscrita ou datilografada à moda antiga, quando o medo de borrar o papel com correções e deixar uma impressão de desleixo para a posteridade leva o autor a ser preciso e sucinto. Tese: é impossível escrever uma nota de suicida num computador." Era isso ? Ele releu o que tinha escrito. Apagou o segundo "no fundo". Era isso. Por via das dúvidas, guardou o texto na memória do computador. No dia seguinte o revisaria. E foi dormir. Considere o trecho e as afirmações abaixo. "Tese: é impossível escrever uma nota de suicida num computador." I.A palavra "impossível" é formada por prefixação. II.Apalavra "impossível" é acentuada porque é proparoxítona. Está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) I e II d) nenhuma Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 580: IBFC Tec (CM Franca)/CM Franca/Contabilidade/2012 Assunto: Considere as orações abaixo. I.Devem haver muitas pessoas na sala de espera. II.Resolveramse as pendências. A concordância está correta em a) somente I b) somente II c) I e II d) nenhuma Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 581: IBFC Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011 Assunto: 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 69/79 Para a questão, leia o artigo abaixo, de Maria Rita Kehl. Falcões de asas quebradas Maria Rita Kehl* “Falcão meninos do tráfico”, de MV Bill e Celso Athayde, mostrou a milhões de telespectadores da TV Globo, domingo passado, recortes da vida de algumas crianças incapazes de alçar voo; aos três anos, a força arrasadora Real já lhes cortou asas da imaginação. Aos seis, brincam de vender maconha e cocaína, de torturar e executar os alcagetes queimados dentro de um pneu ou executados a bala na sarjeta. De mentirinha? Brincam para tentar exorcizar o medo: treino de sobrevivência na barbárie. O que você quer ser quando crescer? “Bandido”. O que sobra a estas crianças para fantasiar se a onipotência, motor da fantasia infantil, se realiza todos os dias na forma da tirania praticada por seus irmãos mais velhos, por tios e pais adolescentes destinados a morrer antes dos vinte anos? Do ponto de vista da constituição psíquica, a fantasia é o suporte do desejo. Fundamenta a experiência da interioridade, de um "si mesmo" que mede sua diferença em relação ao mundo real. Uma subjetividade sem fantasia é uma terra devastada, sujeita a servir ao gozo do Outro. Assim, de pequenino, se torce o pepino. O discurso único do tráfico se instala, totalitário, impedindo a imaginação das crianças, não apenas (como gostaríamos de acreditar) nas favelas cariocas, mas em várias cidades do Brasil. Na falta de espaço para outras fantasias, não há um ponto de fuga onde ancorar outro desejo senão o desejo de morte projetado na droga, na licença para matar, no poder irresistível do terror sem lei. Um tal desejo está fadado a se realizar, sem demora. Desde os primeiros minutos do documentário, esse terror produziu seus efeitos sobre mim. Flagreime acalentando ideias de extermínio. Quantos espectadores do Fantástico não terão se envergonhado ao pensar que a morte desses garotos até que poderia ser bem vinda? Depois, compreendi que estava contaminada pela única fantasia (ou profecia?) deles. Destes que se pensam sem futuro e se engajam no tráfico por um salário mínimo (!) e dois ou três anos de "fama" antes da morte certa. Na voz chapada do menino de dez anos, o jargão da crítica social se transforma em ideologia conformista: "faço isto porque ninguém me deu nada". No lugar desse nada, a droga instala um vazio mais suportável: " não fico triste, tô sempre se drogando" diz a criança que já sabe que sua existência não conta: "se eu morrer, vem outro como eu". Mas não deixa de lamentar sua desesperança: "é muito esculacho nessa vida". O tráfico de drogas não é antagônico às economias de mercado: é sua extensão selvagem. As sociedades ditas liberais convivem com ele por uma afinidade lógica: os lucros astronômicosformados com base em trabalho escravo (voluntário) falam a mesma língua de outras formas de acumulação acelerada de capital. O capital financeiro, por exemplo, cuja lógica dispensa a negociação política, também nos esteriliza para sonhar com um mundo mais justo. O tráfico, como o capitalismo, produz os sujeitos dos quais se alimenta. De um lado, no asfalto, estão os consumidores do único meio de gozo tão potente que dispensa a publicidade. Do outro lado, na linha de montagem e na distribuição, está um exército de servidores voluntários. São escravos: quem entrou, só sai morto. As crianças sabem disso, mas entram. Não há poder mais eficiente do que aquele que se sustenta sobre o desejo dos dominados. Entre os consumidores que vivem no asfalto, há quem se sirva da droga para sonhar. Mas na ponta de cá, quem se droga não sonha. A droga é a hiperrealidade cotidiana, aliada ao medo e ao poder dos fuzis: quem vacilar sabe que vai morrer. O que equivale a uma condenação sumária: impossível viver sem, vez ou outra, vacilar. Por isso, para as crianças aliciadas desde que deixam a barra das saias da mãe, nenhum sonho é possível. Quem sonha, mais cedo ou mais tarde vacila. Assim se fecha o circuito do gozo mortífero contra o qual as crianças são indefesas. Indefesas porque lhes falta pai, dizem os pequenos entrevistados por MV Bill. Mas sobretudo lhes falta, na favela excluída do poder público, qualquer outra referência que sustente a Lei simbólica a que interdita o gozo e possibilita o investimento das pulsões de vida em objetos possíveis, não absolutos. A lei da droga é absoluta. Não há nada que interdite o discurso do gozo que gira em torno dela. Ou quase nada além, do desejo quase impotente de algumas jovens mães. Os psicanalistas costumam desconfiar do poder das mães; é um mal entendido a respeito da função paterna. A falta do pai, por morte ou abandono, fere e desampara o filho. Mas se a mãe está "na lei", a função paterna opera através de seu discurso. Uma delas, aparentemente muito jovem, diz que seu filho de anos "sabe tudo" sobre o tráfico. Mas acrescenta: " eu quero que ele saiba que não o que não é o mundo, inclua a favela e introduza, na vida dos candidatos a falcão, outras perspectivas. Outra mãe conseguiu legar ao filho um fragmento de sonho: prometeu leválo ao circo. Morreu, deixando o menino marcado por um desejo e uma falta que a droga não podia satisfazer. Desejo de infância e de magia, riso, brincadeira. Levado pela equipe de filmagem ao circo, o jovem operário da indústria da droga ainda teve tempo de desejar outra vida. Pensou ser palhaço: a face benigna do nonsense. Quem sabe, esculachar o esculacho. Foi o único que conseguiu deixar o tráfico e não morreu, como outros 15 entre os 16 entrevistados antes do documentário do mano Bill ficar pronto. * Colaborou: Maria Marta Assolini. Considere as informações que seguem: I. A autora considera que o tráfico de drogas é um empecilho ao desenvolvimento do capitalismo, pois impede o futuro de milhares de jovens que poderiam ter um futuro digno no mercado de trabalho como proletários. II. De acordo com o texto, a droga ocupa o lugar da fantasia para as crianças que têm contato com o tráfico. III. De acordo com o texto, as crianças que entram para o tráfico entram para a atividade e fazem de forma totalmente contrária a seus desejos. Está correto o que se afirma em a) somente I. b) somente II. c) somente III. d) somente I e II. e) somente II e III. Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 582: IBFC Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011 Assunto: Para a questão, leia o artigo abaixo, de Maria Rita Kehl. Falcões de asas quebradas Maria Rita Kehl* “Falcão meninos do tráfico”, de MV Bill e Celso Athayde, mostrou a milhões de telespectadores da TV Globo, domingo passado, recortes da vida de algumas crianças incapazes de alçar voo; aos três anos, a força arrasadora Real já lhes cortou asas da imaginação. Aos seis, brincam de vender maconha e cocaína, de torturar e executar os alcagetes queimados dentro de um pneu ou executados a bala na sarjeta. De mentirinha? Brincam para tentar exorcizar o medo: treino de sobrevivência na barbárie. O que você quer ser quando crescer? “Bandido”. O que sobra a estas crianças para fantasiar se a onipotência, motor da fantasia infantil, se realiza todos os dias na forma da tirania praticada por seus irmãos mais velhos, por tios e pais adolescentes destinados a morrer antes dos vinte anos? Do ponto de vista da constituição psíquica, a fantasia é o suporte do desejo. Fundamenta a experiência da interioridade, de um "si mesmo" que mede sua diferença em relação ao mundo real. Uma subjetividade sem fantasia é uma terra devastada, sujeita a servir ao gozo do Outro. Assim, de pequenino, se torce o pepino. O discurso único do tráfico se instala, totalitário, impedindo a imaginação das crianças, não apenas (como gostaríamos de acreditar) nas favelas cariocas, mas em várias cidades do Brasil. Na falta de espaço para outras fantasias, não há um ponto de fuga onde ancorar outro desejo senão o 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 70/79 desejo de morte projetado na droga, na licença para matar, no poder irresistível do terror sem lei. Um tal desejo está fadado a se realizar, sem demora. Desde os primeiros minutos do documentário, esse terror produziu seus efeitos sobre mim. Flagreime acalentando ideias de extermínio. Quantos espectadores do Fantástico não terão se envergonhado ao pensar que a morte desses garotos até que poderia ser bem vinda? Depois, compreendi que estava contaminada pela única fantasia (ou profecia?) deles. Destes que se pensam sem futuro e se engajam no tráfico por um salário mínimo (!) e dois ou três anos de "fama" antes da morte certa. Na voz chapada do menino de dez anos, o jargão da crítica social se transforma em ideologia conformista: "faço isto porque ninguém me deu nada". No lugar desse nada, a droga instala um vazio mais suportável: " não fico triste, tô sempre se drogando" diz a criança que já sabe que sua existência não conta: "se eu morrer, vem outro como eu". Mas não deixa de lamentar sua desesperança: "é muito esculacho nessa vida". O tráfico de drogas não é antagônico às economias de mercado: é sua extensão selvagem. As sociedades ditas liberais convivem com ele por uma afinidade lógica: os lucros astronômicos formados com base em trabalho escravo (voluntário) falam a mesma língua de outras formas de acumulação acelerada de capital. O capital financeiro, por exemplo, cuja lógica dispensa a negociação política, também nos esteriliza para sonhar com um mundo mais justo. O tráfico, como o capitalismo, produz os sujeitos dos quais se alimenta. De um lado, no asfalto, estão os consumidores do único meio de gozo tão potente que dispensa a publicidade. Do outro lado, na linha de montagem e na distribuição, está um exército de servidores voluntários. São escravos: quem entrou, só sai morto. As crianças sabem disso, mas entram. Não há poder mais eficiente do que aquele que se sustenta sobre o desejo dos dominados. Entre os consumidores que vivem no asfalto, há quem se sirva da droga para sonhar. Mas na ponta de cá, quem se droga não sonha. A droga é a hiperrealidade cotidiana, aliada ao medo e ao poder dos fuzis: quem vacilar sabe que vai morrer. O que equivale a uma condenação sumária: impossível viver sem, vez ou outra, vacilar. Por isso, para as crianças aliciadas desde que deixam a barra das saias da mãe, nenhum sonho é possível. Quem sonha, mais cedo ou mais tarde vacila. Assim se fecha o circuito do gozo mortífero contra o qual as crianças são indefesas. Indefesas porque lhes falta pai, dizem os pequenos entrevistados por MV Bill. Mas sobretudo lhes falta, na favela excluída do poder público,qualquer outra referência que sustente a Lei simbólica a que interdita o gozo e possibilita o investimento das pulsões de vida em objetos possíveis, não absolutos. A lei da droga é absoluta. Não há nada que interdite o discurso do gozo que gira em torno dela. Ou quase nada além, do desejo quase impotente de algumas jovens mães. Os psicanalistas costumam desconfiar do poder das mães; é um mal entendido a respeito da função paterna. A falta do pai, por morte ou abandono, fere e desampara o filho. Mas se a mãe está "na lei", a função paterna opera através de seu discurso. Uma delas, aparentemente muito jovem, diz que seu filho de anos "sabe tudo" sobre o tráfico. Mas acrescenta: " eu quero que ele saiba que não o que não é o mundo, inclua a favela e introduza, na vida dos candidatos a falcão, outras perspectivas. Outra mãe conseguiu legar ao filho um fragmento de sonho: prometeu leválo ao circo. Morreu, deixando o menino marcado por um desejo e uma falta que a droga não podia satisfazer. Desejo de infância e de magia, riso, brincadeira. Levado pela equipe de filmagem ao circo, o jovem operário da indústria da droga ainda teve tempo de desejar outra vida. Pensou ser palhaço: a face benigna do nonsense. Quem sabe, esculachar o esculacho. Foi o único que conseguiu deixar o tráfico e não morreu, como outros 15 entre os 16 entrevistados antes do documentário do mano Bill ficar pronto. * Colaborou: Maria Marta Assolini. Considere as informações que seguem: I. De acordo com o texto, nas favelas, observase o discurso hegemônico das drogas sobre as crianças. II. De acordo com o texto, a lógica do tráfico inclui criar os indivíduos necessários ao seu funcionamento. III. A autora defende a ação dos grupos de extermínio para eliminar todos os envolvidos no tráfico. Está correto o que se afirma em a) somente I. b) somente II. c) somente III. d) somente I e II. e) somente II e III. Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 583: IBFC Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011 Assunto: Para a questão, leia o artigo abaixo, de Maria Rita Kehl. Falcões de asas quebradas Maria Rita Kehl* “Falcão meninos do tráfico”, de MV Bill e Celso Athayde, mostrou a milhões de telespectadores da TV Globo, domingo passado, recortes da vida de algumas crianças incapazes de alçar voo; aos três anos, a força arrasadora Real já lhes cortou asas da imaginação. Aos seis, brincam de vender maconha e cocaína, de torturar e executar os alcagetes queimados dentro de um pneu ou executados a bala na sarjeta. De mentirinha? Brincam para tentar exorcizar o medo: treino de sobrevivência na barbárie. O que você quer ser quando crescer? “Bandido”. O que sobra a estas crianças para fantasiar se a onipotência, motor da fantasia infantil, se realiza todos os dias na forma da tirania praticada por seus irmãos mais velhos, por tios e pais adolescentes destinados a morrer antes dos vinte anos? Do ponto de vista da constituição psíquica, a fantasia é o suporte do desejo. Fundamenta a experiência da interioridade, de um "si mesmo" que mede sua diferença em relação ao mundo real. Uma subjetividade sem fantasia é uma terra devastada, sujeita a servir ao gozo do Outro. Assim, de pequenino, se torce o pepino. O discurso único do tráfico se instala, totalitário, impedindo a imaginação das crianças, não apenas (como gostaríamos de acreditar) nas favelas cariocas, mas em várias cidades do Brasil. Na falta de espaço para outras fantasias, não há um ponto de fuga onde ancorar outro desejo senão o desejo de morte projetado na droga, na licença para matar, no poder irresistível do terror sem lei. Um tal desejo está fadado a se realizar, sem demora. Desde os primeiros minutos do documentário, esse terror produziu seus efeitos sobre mim. Flagreime acalentando ideias de extermínio. Quantos espectadores do Fantástico não terão se envergonhado ao pensar que a morte desses garotos até que poderia ser bem vinda? Depois, compreendi que estava contaminada pela única fantasia (ou profecia?) deles. Destes que se pensam sem futuro e se engajam no tráfico por um salário mínimo (!) e dois ou três anos de "fama" antes da morte certa. Na voz chapada do menino de dez anos, o jargão da crítica social se transforma em ideologia conformista: "faço isto porque ninguém me deu nada". No lugar desse nada, a droga instala um vazio mais suportável: " não fico triste, tô sempre se drogando" diz a criança que já sabe que sua existência não conta: "se eu morrer, vem outro como eu". Mas não deixa de lamentar sua desesperança: "é muito esculacho nessa vida". O tráfico de drogas não é antagônico às economias de mercado: é sua extensão selvagem. As sociedades ditas liberais convivem com ele por uma afinidade lógica: os lucros astronômicos formados com base em trabalho escravo (voluntário) falam a mesma língua de outras formas de acumulação acelerada de capital. O capital financeiro, por exemplo, cuja lógica dispensa a negociação política, também nos esteriliza para sonhar com um mundo mais justo. O tráfico, como o capitalismo, produz os sujeitos dos quais se alimenta. De um lado, no asfalto, estão os consumidores do único meio de gozo tão potente que dispensa a publicidade. Do outro lado, na linha de montagem e na distribuição, está um exército de servidores voluntários. São escravos: quem entrou, só sai morto. As crianças sabem disso, mas entram. Não há poder mais eficiente do que aquele que se sustenta sobre o desejo dos dominados. Entre os consumidores que vivem no asfalto, há quem se sirva da droga para sonhar. Mas na ponta de cá, quem se droga não sonha. A droga é a hiperrealidade cotidiana, aliada ao medo e ao poder dos fuzis: quem vacilar sabe que vai morrer. O que equivale a uma condenação sumária: impossível viver sem, vez ou outra, vacilar. Por isso, para as crianças aliciadas desde que deixam a barra das saias da mãe, nenhum sonho é possível. Quem sonha, mais cedo ou mais tarde vacila. Assim se fecha o 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 71/79 circuito do gozo mortífero contra o qual as crianças são indefesas. Indefesas porque lhes falta pai, dizem os pequenos entrevistados por MV Bill. Mas sobretudo lhes falta, na favela excluída do poder público, qualquer outra referência que sustente a Lei simbólica a que interdita o gozo e possibilita o investimento das pulsões de vida em objetos possíveis, não absolutos. A lei da droga é absoluta. Não há nada que interdite o discurso do gozo que gira em torno dela. Ou quase nada além, do desejo quase impotente de algumas jovens mães. Os psicanalistas costumam desconfiar do poder das mães; é um mal entendido a respeito da função paterna. A falta do pai, por morte ou abandono, fere e desampara o filho. Mas se a mãe está "na lei", a função paterna opera através de seu discurso. Uma delas, aparentemente muito jovem, diz que seu filho de anos "sabe tudo" sobre o tráfico. Mas acrescenta: " eu quero que ele saiba que não o que não é o mundo, inclua a favela e introduza, na vida dos candidatos a falcão, outras perspectivas. Outra mãe conseguiu legar ao filho um fragmento de sonho: prometeu leválo ao circo. Morreu, deixando o menino marcado por um desejo e uma falta que a droga não podia satisfazer. Desejo de infância e de magia, riso, brincadeira. Levado pela equipe de filmagem ao circo, o jovem operário da indústria da droga ainda teve tempo de desejar outra vida. Pensou ser palhaço: a face benigna do nonsense. Quem sabe, esculachar o esculacho. Foi o único que conseguiu deixar o tráfico e não morreu, como outros 15 entre os 16 entrevistados antes do documentário do mano Bill ficar pronto. * Colaborou: Maria Marta Assolini. Considere o período transcrito abaixo e as afirmações que seguem. Mas na ponta de cá, quem se droga não sonha. I. A conjunção queintroduz o período estabelece relação de adição. II. A expressão " na ponta de cá" referese aos que não vivem na favela. III. A oração encontrase na voz ativa. Está correto o que se afirma em: a) somente I. b) somente II. c) somente III. d) somente I e II. e) somente II e III. Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 584: IBFC Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011 Assunto: Considere o período transcrito abaixo e as afirmações que seguem. As lutas livres são emocionantes, por isso eu adoro assistilas. I. O pronome oblíquo não está empregado de acordo com a regência do verbo II. A conjunção "por isso" poderia ser substituída por "pois"sem alteração do sentido. III. No período, composto por subordinação, há duas orações. Está correto o que se afirma em: a) somente I. b) somente II. c) somente III. d) somente I e II. e) somente II e III. Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 585: IBFC Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011 Assunto: Considere o período abaixo e as afirmações que seguem. Os vereadores, que foram coniventes com a corrupção, renunciaram, visando a não cassação de seus mandatos. I. O uso das vírgulas pressupõe que todos os vereadores foram coniventes com a corrupção. II. Há um erro de regência verbal no período. III. A terceira oração estabelece uma relação de consequência. Está correto o que se afirma em: a) somente I. b) somente III. c) somente II e III. d) somente I e II. e) todas. Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 586: IBFC Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011 Assunto: Devese analisar todos os ângulos da questão afim de se chegar à uma decisão consensual. I. Há um erro de concordância verbal, pois o correto deveria ser “devemse”. 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 72/79 II. Há um erro ortográfico no período. III.O uso do acento indicativo de crase está correto. Está correto o que se afirma em a) somente I b) somente III c) somente II e III d) somente I e II e) todas. Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 587: IBFC Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011 Assunto: Para a questão, leia a letra da música abaixo. Românticos (Vander Lee) Românticos são poucos Românticos são loucos Desvariados Que querem ser o outro Que pensam que o outro É o paraíso... Românticos são lindos Românticos são limpos E pirados Que choram com baladas Que amam sem vergonha E sem juízo... São tipos populares Que vivem pelos bares E mesmo certos Vão pedir perdão Que passam a noite em claro Conhecem o gosto raro De amar sem medo De outra desilusão... Românticos É uma espécie em extinção! Considere as afirmações que seguem. I. De acordo com a música, as pessoas românticas projetam no outro a sua felicidade. II. De acordo com a música, as pessoas românticas são tolas e desavergonhadas, pois se se deixam iludir com facilidade. III. De acordo com a música, são raras as pessoas românticas, pois são tristes e deprimidas. Está correto o que se afirma em a) somente I. b) somente III. c) somente II e III. d) somente I e II. e) todas. Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 588: IBFC Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011 Assunto: Para a questão, leia a letra da música abaixo. Românticos (Vander Lee) Românticos são poucos Românticos são loucos Desvariados Que querem ser o outro Que pensam que o outro É o paraíso... Românticos são lindos Românticos são limpos E pirados Que choram com baladas Que amam sem vergonha E sem juízo... São tipos populares Que vivem pelos bares E mesmo certos Vão pedir perdão Que passam a noite em claro Conhecem o gosto raro De amar sem medo De outra desilusão... 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 73/79 Românticos É uma espécie em extinção! Considere as afirmações que seguem. I. No verso "mesmo certos vão pedir perdão", há relação concessão. II. O pronome “que” no início dos versos é classificado como pronome relativo. III.A palavra “romântico”, na música, aparece sempre como adjetivo. Está correto o que se afirma em a) somente I b) somente III c) somente II e III d) somente I e II e) todas Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 589: IBFC Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011 Assunto: Considere o período abaixo e as afirmações que seguem. A maioria das pessoas que vivem em cidades pequenas é mais conservadora e preferem programas tradicionais do que novidades. I. Há um problema de concordância verbal. II. O sujeito da primeira oração é composto. III.Há um problema de regência do verbo “preferir”. Está correto o que se afirma em a) somente I b) somente III c) somente I e III d) somente I e II e) todas Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 590: IBFC Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011 Assunto: Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna. Aquele é o rapaz _________ comportamento o diretor fez referência. a) que b) ao qual c) cujo d) a que e) a cujo Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 591: IBFC Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011 Assunto: Considere o título abaixo, publicado em um jornal paulistano, e as afirmações que seguem. Cidadão que pagou a conta da Copa vai assistir à ela pela TV I. O uso do acento indicativo da crase não está correto. II. Há duas orações no período, composto por subordinação. III. A falta de vírgulas torna restritiva a oração subordinada. Está correto o que se afirma em a) somente I b) somente III c) somente II e III d) somente I e II e) todas Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 592: IBFC Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011 Assunto: Considere o anúncio abaixo e as afirmações que seguem. Vem conhecer nossas ofertas. Sua família merece nossos produtos. 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 74/79 Estacionamento grátis. I. Não há uniformidade no tratamento do interlocutor. II. A palavra “grátis” é um advérbio e está sendo usada, incorretamente, como adjetivo. III. Os pronomes possessivos remetem, apenas, ao anunciante. Está correto o que se afirma em a) somente I b) somente II c) somente I e II d) somente II e III e) todas. Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 593: IBFC Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011 Assunto: Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas. I. Graças à ação da polícia, a moça _________ os documentos que haviam sido roubados. II. A confusão era tanta que o professor ___________ na discussão. a) reaveu – interviu b) reaveu – interveio c) reviu – interviu d) reouve – interveio e) reouve – interviu Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 594: IBFC Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011 Assunto: Assinale a alternativa em que a oração encontrase na voz passiva sintética. a) Vivese em guerra naquela região. b) Necessitase de profissionais qualificados. c) O contrato será enviado pelo correio. d) O garoto sentiuse mal após o almoço. e) Contratouse um estagiário. Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 595: IBFC Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011 Assunto: Assinale a alternativa em que o período está de acordo com as regras da norma culta. a) No século passado não haviam tantosmeios de comunicação, por isso as pessoas não tinham muito acesso à informação. b) Ele disse que apesar da mãe ser professora, suas notas não eram boas. c) O fato de os jovens passarem tantas horas conectados faz com que eles se alienem do mundo real. d) Quando ele voltou nós tivemos certeza que estava curado. e) Os policiais receberam ordens para não atirar, mas ele não obedeceu a determinação. Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 596: IBFC Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011 Assunto: Para a questão, leia o texto abaixo, de Contardo Calligaris. Fundamentos da moral Você quer uma moral laica, inspirada pela razão? Pois bem, seus fundamentos serão frágeis (e engraçados). Num belo dia de 1760 ou por aí, Denis Diderot recebe a notícia de que JeanJacques Rousseau desistiu o verbete “Moral” da grande Enciclopédia, da qual Diderot é um dos editoreschefes. A impressão do décimo volume da obra está parada na espera do texto. A solução é Diderot escrevêlo, na hora, ao longo de uma tarde durante a qual várias circunstâncias colocam à prova, justamente, a moralidade do filósofo. Essa é a situação apresentada na peça " O Libertino", de Eric Emmanuel Schimitt, em cartaz até 27 de novembro no teatro Cultura Artística Itaim em São Paulo. A peça foi adaptada e é dirigida por Jô Soares, com o brio alegre de uma farsa de Feydeau ou de uma comédia de Goldoni, e com um elenco particularmente feliz (a começar por Cassio Scapin, que é Diderot). Um provérbio latim diz que, rindo a comédia critica os costumes. "O Libertino" nos leva não só a criticar nossos costumes, mas a examinar os frágeis fundamentos de normas morais. Vamos com calma. O evento apresentado na peça é uma ficção. O verbete "Moral", como quase um terço da Enciclopédia de Diderot e D' Alembert, foi escrito pelo cavalheiro Jaucourt, que redigiu sozinho mais de 17.000 verbetes, até merecer o apelido de "escravo da Enciclopédia". O cavalheiro era culto e sem brilho: o verbete "Moral" é um texto chato, com uma ou outra afirmação ousada por exemplo, Jaucourt escreve que a moral é um investimento mais seguro do que a fé, porque um ateu virtuoso pode se salvar, enquanto não há salvação para um crente vicioso. Mas o que é virtuoso e o que é vicioso? É fácil responder, se acreditarmos numa revelação divina. Mais complicado é fundar uma moral laica, inspirada pela razão. Jaucourt sugere apostar no número, notando que os povos civilizados concordam quanto aos pontos essenciais da moral, ao passo que podem discordar totalmente em matéria de fé religiosa. Talvez o 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 75/79 aprimoramento mais recente do argumento de Jaucourt seja o de John Rawls. Em "Justiça como Equidade" (Martins Ed.), Rawls propõe que a gente aceite como normas sociais morais aquelas que aprovaríamos por unanimidade, caso todos nos esquecêssemos completamente de nossa etnia, de nosso status, de nosso gênero e de nossa concepção do bem. Essa amnésia fundaria nossa moral, pois, graças a ela, seriam aprovadas só as normas que servissem ao bem de todos. Laborioso, hein? Seja como for, as sugestões de Jaucourt e de Rawls valem sobretudo para a moral pública. Mas como se fundamenta a moral privada, que nos orienta na escolha do bem e do mal no dia a dia? Essa é a questão com a qual "O Libertino" nos faz rir e pensar. Na peça, Diderot está hospedado na casa do barão d' Holbach, por cuja filha ( ótima Luiza Lemmertz) ele é seriamente tentado. D' Holbach era ele mesmo um contribuidor da Enciclopédia. No seu "Sistema da Natureza", o barão avançava a ideia de que virtude moral deveria estar ao serviço de nossa felicidade. Na peça, Diderot, escrevendo seu verbete, tenta adotar esse argumento, que d' Holbach desenvolvera até ao paradoxo: se um homem for feliz no vício ( e não na virtude), de repente, o vício seria legitimamente sua moral. Problema. O barão d' Holbach era ateu e materialista. Questão: se o homem é uma máquina sem alma, ele não tem liberdade de escolha, e, se ele não é livre, a própria ideia de moral perde seu sentido. Mais um problema. Enfim, se você puder, assista à peça e se divirta. Se não puder, divirtase imaginando como você escreveria o verbete"Moral" de sua enciclopédia pessoal e lembrese: você não tem o conforto de acreditar numa revelação divina e nem está convencido de que saibamos resistir livremente a nossos impulsos e desejos. Lembrese também de escrever seu verbete numa tarde em que, como Diderot, 1) você é tentado pelo adultério, embora ame sua mulher, 2) você gostaria de seduzir a filha de uma amigo, a qual tem a idade de sua filha, 3) você professa opiniões "avançadas", mas não quer que elas valham no caso de sua filha, 4) você é seduzido pelo charme de uma criminosa, a ponto de se perguntar se, no fundo, os valores estéticos não deveriam ser mais importantes que os valores morais ( não se escandalize: há românticos e modernos para pensar exatamente isso). Mais uma coisa: se você for mulher ou tiver preferências diferentes das de Diderot, apenas mude o gênero no parágrafo acima. Em tempo: curioso, fui ver Aulete a definição de moral. É tão vaga quando a Grande Enciclopédia francesa. Talvez esteja aqui o fulcro dos desmandos morais que abalam este "Grande Portugal"ao Sul do Equador. 1. Fil Conjunto de regras de conduta, inerente ao espírito humano, aplicáveis de modo absoluto para qualquer tempo ou lugar, ou a grupo ou pessoa determinada, proveniente dos estudos filósofos sobre a moral. 2. Conjunto de regras e princípios de decência que orientam a conduta dos indivíduos de um grupo social (moral burguesa, moral cristã); MORALIDADE [Antôn.: imoralidade.] Considere as afirmações que seguem. I. De acordo com o texto, só as pessoas religiosas têm noção do que deve ser considerado moral. II.De acordo com o texto, a racionalidade científica da sociedade atual permitiu que os conceitos de moral se tornassem III. De acordo com o texto, a religião torna mais fácil a resposta sobre o que virtuoso e o que é vicioso. Está correto o que se afirma somente em a) I b) II c) III d) I e III e) II e III Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 597: IBFC Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011 Assunto: Para a questão, leia o texto abaixo, de Contardo Calligaris. Fundamentos da moral Você quer uma moral laica, inspirada pela razão? Pois bem, seus fundamentos serão frágeis (e engraçados). Num belo dia de 1760 ou por aí, Denis Diderot recebe a notícia de que JeanJacques Rousseau desistiu o verbete “Moral” da grande Enciclopédia, da qual Diderot é um dos editoreschefes. A impressão do décimo volume da obra está parada na espera do texto. A solução é Diderot escrevêlo, na hora, ao longo de uma tarde durante a qual várias circunstâncias colocam à prova, justamente, a moralidade do filósofo. Essa é a situação apresentada na peça " O Libertino", de Eric Emmanuel Schimitt, em cartaz até 27 de novembro no teatro Cultura Artística Itaim em São Paulo. A peça foi adaptada e é dirigida por Jô Soares, com o brio alegre de uma farsa de Feydeau ou de uma comédia de Goldoni, e com um elenco particularmente feliz (a começar por Cassio Scapin, que é Diderot). Um provérbio latim diz que, rindo a comédia critica os costumes. "O Libertino" nos leva não só a criticar nossos costumes, mas a examinar os frágeis fundamentos de normas morais. Vamos com calma. O evento apresentado na peça é uma ficção. O verbete "Moral", como quase um terço da Enciclopédia de Diderot e D' Alembert, foi escrito pelo cavalheiro Jaucourt, que redigiu sozinho mais de 17.000 verbetes, até merecer o apelido de "escravo da Enciclopédia". O cavalheiro era culto e sem brilho: o verbete "Moral" é um texto chato, com uma ou outra afirmação ousada por exemplo, Jaucourt escreve que a moral éum investimento mais seguro do que a fé, porque um ateu virtuoso pode se salvar, enquanto não há salvação para um crente vicioso. Mas o que é virtuoso e o que é vicioso? É fácil responder, se acreditarmos numa revelação divina. Mais complicado é fundar uma moral laica, inspirada pela razão. Jaucourt sugere apostar no número, notando que os povos civilizados concordam quanto aos pontos essenciais da moral, ao passo que podem discordar totalmente em matéria de fé religiosa. Talvez o aprimoramento mais recente do argumento de Jaucourt seja o de John Rawls. Em "Justiça como Equidade" (Martins Ed.), Rawls propõe que a gente aceite como normas sociais morais aquelas que aprovaríamos por unanimidade, caso todos nos esquecêssemos completamente de nossa etnia, de nosso status, de nosso gênero e de nossa concepção do bem. Essa amnésia fundaria nossa moral, pois, graças a ela, seriam aprovadas só as normas que servissem ao bem de todos. Laborioso, hein? Seja como for, as sugestões de Jaucourt e de Rawls valem sobretudo para a moral pública. Mas como se fundamenta a moral privada, que nos orienta na escolha do bem e do mal no dia a dia? Essa é a questão com a qual "O Libertino" nos faz rir e pensar. Na peça, Diderot está hospedado na casa do barão d' Holbach, por cuja filha ( ótima Luiza Lemmertz) ele é seriamente tentado. D' Holbach era ele mesmo um contribuidor da Enciclopédia. No seu "Sistema da Natureza", o barão avançava a ideia de que virtude moral deveria estar ao serviço de nossa felicidade. Na peça, Diderot, escrevendo seu verbete, tenta adotar esse argumento, que d' Holbach desenvolvera até ao paradoxo: se um homem for feliz no vício ( e não na virtude), de repente, o vício seria legitimamente sua moral. Problema. O barão d' Holbach era ateu e materialista. Questão: se o homem é uma máquina sem alma, ele não tem liberdade de escolha, e, se ele não é livre, a própria ideia de moral perde seu sentido. Mais um problema. 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 76/79 Enfim, se você puder, assista à peça e se divirta. Se não puder, divirtase imaginando como você escreveria o verbete"Moral" de sua enciclopédia pessoal e lembrese: você não tem o conforto de acreditar numa revelação divina e nem está convencido de que saibamos resistir livremente a nossos impulsos e desejos. Lembrese também de escrever seu verbete numa tarde em que, como Diderot, 1) você é tentado pelo adultério, embora ame sua mulher, 2) você gostaria de seduzir a filha de uma amigo, a qual tem a idade de sua filha, 3) você professa opiniões "avançadas", mas não quer que elas valham no caso de sua filha, 4) você é seduzido pelo charme de uma criminosa, a ponto de se perguntar se, no fundo, os valores estéticos não deveriam ser mais importantes que os valores morais ( não se escandalize: há românticos e modernos para pensar exatamente isso). Mais uma coisa: se você for mulher ou tiver preferências diferentes das de Diderot, apenas mude o gênero no parágrafo acima. Em tempo: curioso, fui ver Aulete a definição de moral. É tão vaga quando a Grande Enciclopédia francesa. Talvez esteja aqui o fulcro dos desmandos morais que abalam este "Grande Portugal"ao Sul do Equador. 1. Fil Conjunto de regras de conduta, inerente ao espírito humano, aplicáveis de modo absoluto para qualquer tempo ou lugar, ou a grupo ou pessoa determinada, proveniente dos estudos filósofos sobre a moral. 2. Conjunto de regras e princípios de decência que orientam a conduta dos indivíduos de um grupo social (moral burguesa, moral cristã); MORALIDADE [Antôn.: imoralidade.] Considere as afirmações que seguem. I. De acordo com o texto, as pessoas moralistas são falsas, pois praticam atos condenáveis pelo consenso. II. O adjetivo “laica” significa “não atrelada à religião”. III. A expressão “Grande Portugal” referese ao Brasil. Está correto o que se afirma somente em a) I b) II c) III d) I e III e) II e III Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 598: IBFC Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011 Assunto: Para a questão, leia o texto abaixo, de Contardo Calligaris. Fundamentos da moral Você quer uma moral laica, inspirada pela razão? Pois bem, seus fundamentos serão frágeis (e engraçados). Num belo dia de 1760 ou por aí, Denis Diderot recebe a notícia de que JeanJacques Rousseau desistiu o verbete “Moral” da grande Enciclopédia, da qual Diderot é um dos editoreschefes. A impressão do décimo volume da obra está parada na espera do texto. A solução é Diderot escrevêlo, na hora, ao longo de uma tarde durante a qual várias circunstâncias colocam à prova, justamente, a moralidade do filósofo. Essa é a situação apresentada na peça " O Libertino", de Eric Emmanuel Schimitt, em cartaz até 27 de novembro no teatro Cultura Artística Itaim em São Paulo. A peça foi adaptada e é dirigida por Jô Soares, com o brio alegre de uma farsa de Feydeau ou de uma comédia de Goldoni, e com um elenco particularmente feliz (a começar por Cassio Scapin, que é Diderot). Um provérbio latim diz que, rindo a comédia critica os costumes. "O Libertino" nos leva não só a criticar nossos costumes, mas a examinar os frágeis fundamentos de normas morais. Vamos com calma. O evento apresentado na peça é uma ficção. O verbete "Moral", como quase um terço da Enciclopédia de Diderot e D' Alembert, foi escrito pelo cavalheiro Jaucourt, que redigiu sozinho mais de 17.000 verbetes, até merecer o apelido de "escravo da Enciclopédia". O cavalheiro era culto e sem brilho: o verbete "Moral" é um texto chato, com uma ou outra afirmação ousada por exemplo, Jaucourt escreve que a moral é um investimento mais seguro do que a fé, porque um ateu virtuoso pode se salvar, enquanto não há salvação para um crente vicioso. Mas o que é virtuoso e o que é vicioso? É fácil responder, se acreditarmos numa revelação divina. Mais complicado é fundar uma moral laica, inspirada pela razão. Jaucourt sugere apostar no número, notando que os povos civilizados concordam quanto aos pontos essenciais da moral, ao passo que podem discordar totalmente em matéria de fé religiosa. Talvez o aprimoramento mais recente do argumento de Jaucourt seja o de John Rawls. Em "Justiça como Equidade" (Martins Ed.), Rawls propõe que a gente aceite como normas sociais morais aquelas que aprovaríamos por unanimidade, caso todos nos esquecêssemos completamente de nossa etnia, de nosso status, de nosso gênero e de nossa concepção do bem. Essa amnésia fundaria nossa moral, pois, graças a ela, seriam aprovadas só as normas que servissem ao bem de todos. Laborioso, hein? Seja como for, as sugestões de Jaucourt e de Rawls valem sobretudo para a moral pública. Mas como se fundamenta a moral privada, que nos orienta na escolha do bem e do mal no dia a dia? Essa é a questão com a qual "O Libertino" nos faz rir e pensar. Na peça, Diderot está hospedado na casa do barão d' Holbach, por cuja filha ( ótima Luiza Lemmertz) ele é seriamente tentado. D' Holbach era ele mesmo um contribuidor da Enciclopédia. No seu "Sistema da Natureza", o barão avançava a ideia de que virtude moral deveria estar ao serviço de nossa felicidade. Na peça, Diderot, escrevendo seu verbete, tenta adotar esse argumento, que d' Holbach desenvolvera até ao paradoxo: se um homem for feliz no vício ( e não na virtude), de repente, o vício seria legitimamente sua moral. Problema. O barão d' Holbach era ateu e materialista. Questão: se o homem é uma máquina sem alma, ele não tem liberdade de escolha, e, se ele não é livre, a própria ideia de moral perde seu sentido. Mais um problema. Enfim, se você puder, assista à peça e se divirta. Se não puder, divirtase imaginando como você escreveria o verbete"Moral" de sua enciclopédia pessoal e lembrese: você não tem o conforto de acreditar numa revelação divina e nem está convencidode que saibamos resistir livremente a nossos impulsos e desejos. Lembrese também de escrever seu verbete numa tarde em que, como Diderot, 1) você é tentado pelo adultério, embora ame sua mulher, 2) você gostaria de seduzir a filha de uma amigo, a qual tem a idade de sua filha, 3) você professa opiniões "avançadas", mas não quer que elas valham no caso de sua filha, 4) você é seduzido pelo charme de uma criminosa, a ponto de se perguntar se, no fundo, os valores estéticos não deveriam ser mais importantes que os valores morais ( não se escandalize: há românticos e modernos para pensar exatamente isso). Mais uma coisa: se você for mulher ou tiver preferências diferentes das de Diderot, apenas mude o gênero no parágrafo acima. Em tempo: curioso, fui ver Aulete a definição de moral. É tão vaga quando a Grande Enciclopédia francesa. Talvez esteja aqui o fulcro dos desmandos morais que abalam este "Grande Portugal"ao Sul do Equador. 1. Fil Conjunto de regras de conduta, inerente ao espírito humano, aplicáveis de modo absoluto para qualquer tempo ou lugar, ou a grupo ou pessoa determinada, proveniente dos estudos filósofos sobre a moral. 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 77/79 2. Conjunto de regras e princípios de decência que orientam a conduta dos indivíduos de um grupo social (moral burguesa, moral cristã); MORALIDADE [Antôn.: imoralidade.] Considere as afirmações que seguem. I. De acordo com o texto, os iluministas eram imorais. II. O autor considera que, para o ser humano, sempre haverá uma situação em que será obrigado a repensar os valores morais. III. A definição do dicionário, apresentada pelo autor, coloca a moral como algo atemporal. Está correto o que se afirma somente em a) I b) II c) III d) I e III e) II e III Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 599: IBFC Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011 Assunto: Para a questão, leia o texto abaixo, de Contardo Calligaris. Fundamentos da moral Você quer uma moral laica, inspirada pela razão? Pois bem, seus fundamentos serão frágeis (e engraçados). Num belo dia de 1760 ou por aí, Denis Diderot recebe a notícia de que JeanJacques Rousseau desistiu o verbete “Moral” da grande Enciclopédia, da qual Diderot é um dos editoreschefes. A impressão do décimo volume da obra está parada na espera do texto. A solução é Diderot escrevêlo, na hora, ao longo de uma tarde durante a qual várias circunstâncias colocam à prova, justamente, a moralidade do filósofo. Essa é a situação apresentada na peça " O Libertino", de Eric Emmanuel Schimitt, em cartaz até 27 de novembro no teatro Cultura Artística Itaim em São Paulo. A peça foi adaptada e é dirigida por Jô Soares, com o brio alegre de uma farsa de Feydeau ou de uma comédia de Goldoni, e com um elenco particularmente feliz (a começar por Cassio Scapin, que é Diderot). Um provérbio latim diz que, rindo a comédia critica os costumes. "O Libertino" nos leva não só a criticar nossos costumes, mas a examinar os frágeis fundamentos de normas morais. Vamos com calma. O evento apresentado na peça é uma ficção. O verbete "Moral", como quase um terço da Enciclopédia de Diderot e D' Alembert, foi escrito pelo cavalheiro Jaucourt, que redigiu sozinho mais de 17.000 verbetes, até merecer o apelido de "escravo da Enciclopédia". O cavalheiro era culto e sem brilho: o verbete "Moral" é um texto chato, com uma ou outra afirmação ousada por exemplo, Jaucourt escreve que a moral é um investimento mais seguro do que a fé, porque um ateu virtuoso pode se salvar, enquanto não há salvação para um crente vicioso. Mas o que é virtuoso e o que é vicioso? É fácil responder, se acreditarmos numa revelação divina. Mais complicado é fundar uma moral laica, inspirada pela razão. Jaucourt sugere apostar no número, notando que os povos civilizados concordam quanto aos pontos essenciais da moral, ao passo que podem discordar totalmente em matéria de fé religiosa. Talvez o aprimoramento mais recente do argumento de Jaucourt seja o de John Rawls. Em "Justiça como Equidade" (Martins Ed.), Rawls propõe que a gente aceite como normas sociais morais aquelas que aprovaríamos por unanimidade, caso todos nos esquecêssemos completamente de nossa etnia, de nosso status, de nosso gênero e de nossa concepção do bem. Essa amnésia fundaria nossa moral, pois, graças a ela, seriam aprovadas só as normas que servissem ao bem de todos. Laborioso, hein? Seja como for, as sugestões de Jaucourt e de Rawls valem sobretudo para a moral pública. Mas como se fundamenta a moral privada, que nos orienta na escolha do bem e do mal no dia a dia? Essa é a questão com a qual "O Libertino" nos faz rir e pensar. Na peça, Diderot está hospedado na casa do barão d' Holbach, por cuja filha ( ótima Luiza Lemmertz) ele é seriamente tentado. D' Holbach era ele mesmo um contribuidor da Enciclopédia. No seu "Sistema da Natureza", o barão avançava a ideia de que virtude moral deveria estar ao serviço de nossa felicidade. Na peça, Diderot, escrevendo seu verbete, tenta adotar esse argumento, que d' Holbach desenvolvera até ao paradoxo: se um homem for feliz no vício ( e não na virtude), de repente, o vício seria legitimamente sua moral. Problema. O barão d' Holbach era ateu e materialista. Questão: se o homem é uma máquina sem alma, ele não tem liberdade de escolha, e, se ele não é livre, a própria ideia de moral perde seu sentido. Mais um problema. Enfim, se você puder, assista à peça e se divirta. Se não puder, divirtase imaginando como você escreveria o verbete"Moral" de sua enciclopédia pessoal e lembrese: você não tem o conforto de acreditar numa revelação divina e nem está convencido de que saibamos resistir livremente a nossos impulsos e desejos. Lembrese também de escrever seu verbete numa tarde em que, como Diderot, 1) você é tentado pelo adultério, embora ame sua mulher, 2) você gostaria de seduzir a filha de uma amigo, a qual tem a idade de sua filha, 3) você professa opiniões "avançadas", mas não quer que elas valham no caso de sua filha, 4) você é seduzido pelo charme de uma criminosa, a ponto de se perguntar se, no fundo, os valores estéticos não deveriam ser mais importantes que os valores morais ( não se escandalize: há românticos e modernos para pensar exatamente isso). Mais uma coisa: se você for mulher ou tiver preferências diferentes das de Diderot, apenas mude o gênero no parágrafo acima. Em tempo: curioso, fui ver Aulete a definição de moral. É tão vaga quando a Grande Enciclopédia francesa. Talvez esteja aqui o fulcro dos desmandos morais que abalam este "Grande Portugal"ao Sul do Equador. 1. Fil Conjunto de regras de conduta, inerente ao espírito humano, aplicáveis de modo absoluto para qualquer tempo ou lugar, ou a grupo ou pessoa determinada, proveniente dos estudos filósofos sobre a moral. 2. Conjunto de regras e princípios de decência que orientam a conduta dos indivíduos de um grupo social (moral burguesa, moral cristã); MORALIDADE [Antôn.: imoralidade.] Considere o período abaixo e as afirmações que seguem. A peça foi adaptada e é dirigida por Jô Soares. I. As duas orações encontramse na voz passiva analítica. II. O período é composto por subordinação. III. A conjunção que une as duas orações estabelece relação de adversidade. Está correto o que se afirma somente em a) I 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 78/79 b) II c) III d) I e II e) II e III Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br Questão 600: IBFC Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011 Assunto: Para a questão, leia o texto abaixo, de Contardo Calligaris. Fundamentos da moral Você quer uma moral laica, inspirada pela razão? Pois bem, seusfundamentos serão frágeis (e engraçados). Num belo dia de 1760 ou por aí, Denis Diderot recebe a notícia de que JeanJacques Rousseau desistiu o verbete “Moral” da grande Enciclopédia, da qual Diderot é um dos editoreschefes. A impressão do décimo volume da obra está parada na espera do texto. A solução é Diderot escrevêlo, na hora, ao longo de uma tarde durante a qual várias circunstâncias colocam à prova, justamente, a moralidade do filósofo. Essa é a situação apresentada na peça " O Libertino", de Eric Emmanuel Schimitt, em cartaz até 27 de novembro no teatro Cultura Artística Itaim em São Paulo. A peça foi adaptada e é dirigida por Jô Soares, com o brio alegre de uma farsa de Feydeau ou de uma comédia de Goldoni, e com um elenco particularmente feliz (a começar por Cassio Scapin, que é Diderot). Um provérbio latim diz que, rindo a comédia critica os costumes. "O Libertino" nos leva não só a criticar nossos costumes, mas a examinar os frágeis fundamentos de normas morais. Vamos com calma. O evento apresentado na peça é uma ficção. O verbete "Moral", como quase um terço da Enciclopédia de Diderot e D' Alembert, foi escrito pelo cavalheiro Jaucourt, que redigiu sozinho mais de 17.000 verbetes, até merecer o apelido de "escravo da Enciclopédia". O cavalheiro era culto e sem brilho: o verbete "Moral" é um texto chato, com uma ou outra afirmação ousada por exemplo, Jaucourt escreve que a moral é um investimento mais seguro do que a fé, porque um ateu virtuoso pode se salvar, enquanto não há salvação para um crente vicioso. Mas o que é virtuoso e o que é vicioso? É fácil responder, se acreditarmos numa revelação divina. Mais complicado é fundar uma moral laica, inspirada pela razão. Jaucourt sugere apostar no número, notando que os povos civilizados concordam quanto aos pontos essenciais da moral, ao passo que podem discordar totalmente em matéria de fé religiosa. Talvez o aprimoramento mais recente do argumento de Jaucourt seja o de John Rawls. Em "Justiça como Equidade" (Martins Ed.), Rawls propõe que a gente aceite como normas sociais morais aquelas que aprovaríamos por unanimidade, caso todos nos esquecêssemos completamente de nossa etnia, de nosso status, de nosso gênero e de nossa concepção do bem. Essa amnésia fundaria nossa moral, pois, graças a ela, seriam aprovadas só as normas que servissem ao bem de todos. Laborioso, hein? Seja como for, as sugestões de Jaucourt e de Rawls valem sobretudo para a moral pública. Mas como se fundamenta a moral privada, que nos orienta na escolha do bem e do mal no dia a dia? Essa é a questão com a qual "O Libertino" nos faz rir e pensar. Na peça, Diderot está hospedado na casa do barão d' Holbach, por cuja filha ( ótima Luiza Lemmertz) ele é seriamente tentado. D' Holbach era ele mesmo um contribuidor da Enciclopédia. No seu "Sistema da Natureza", o barão avançava a ideia de que virtude moral deveria estar ao serviço de nossa felicidade. Na peça, Diderot, escrevendo seu verbete, tenta adotar esse argumento, que d' Holbach desenvolvera até ao paradoxo: se um homem for feliz no vício ( e não na virtude), de repente, o vício seria legitimamente sua moral. Problema. O barão d' Holbach era ateu e materialista. Questão: se o homem é uma máquina sem alma, ele não tem liberdade de escolha, e, se ele não é livre, a própria ideia de moral perde seu sentido. Mais um problema. Enfim, se você puder, assista à peça e se divirta. Se não puder, divirtase imaginando como você escreveria o verbete"Moral" de sua enciclopédia pessoal e lembrese: você não tem o conforto de acreditar numa revelação divina e nem está convencido de que saibamos resistir livremente a nossos impulsos e desejos. Lembrese também de escrever seu verbete numa tarde em que, como Diderot, 1) você é tentado pelo adultério, embora ame sua mulher, 2) você gostaria de seduzir a filha de uma amigo, a qual tem a idade de sua filha, 3) você professa opiniões "avançadas", mas não quer que elas valham no caso de sua filha, 4) você é seduzido pelo charme de uma criminosa, a ponto de se perguntar se, no fundo, os valores estéticos não deveriam ser mais importantes que os valores morais ( não se escandalize: há românticos e modernos para pensar exatamente isso). Mais uma coisa: se você for mulher ou tiver preferências diferentes das de Diderot, apenas mude o gênero no parágrafo acima. Em tempo: curioso, fui ver Aulete a definição de moral. É tão vaga quando a Grande Enciclopédia francesa. Talvez esteja aqui o fulcro dos desmandos morais que abalam este "Grande Portugal"ao Sul do Equador. 1. Fil Conjunto de regras de conduta, inerente ao espírito humano, aplicáveis de modo absoluto para qualquer tempo ou lugar, ou a grupo ou pessoa determinada, proveniente dos estudos filósofos sobre a moral. 2. Conjunto de regras e princípios de decência que orientam a conduta dos indivíduos de um grupo social (moral burguesa, moral cristã); MORALIDADE [Antôn.: imoralidade.] Ainda em relação ao período da questão anterior, .assinale a alternativa em que a primeira oração seria adequadamente convertida na voz passiva sintética. a) Jô Soares adaptou a peça. b) Adaptaram a peça. c) Adaptouse a peça. d) Adaptou a peça. e) Adaptaramse a peça. Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br 28/12/2016 TEC Concursos Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 79/79 Gabarito 401) C 402) D 403) B 404) B 405) A 406) B 407) C 408) B 409) A 410) D 411) B 412) C 413) A 414) D 415) E 416) D 417) D 418) C 419) C 420) B 421) C 422) C 423) C 424) D 425) A 426) A 427) C 428) D 429) E 430) A 431) B 432) C 433) A 434) B 435) C 436) A 437) B 438) A 439) E 440) D 441) E 442) C 443) D 444) D 445) C 446) E 447) A 448) C 449) C 450) C 451) D 452) E 453) B 454) A 455) B 456) D 457) A 458) D 459) B 460) D 461) D 462) C 463) D 464) C 465) C 466) D 467) C 468) A 469) E 470) A 471) B 472) B 473) B 474) C 475) E 476) D 477) A 478) A 479) B 480) A 481) C 482) C 483) D 484) B 485) D 486) A 487) A 488) A 489) B 490) D 491) B 492) C 493) C 494) A 495) B 496) A 497) E 498) E 499) B 500) A 501) A 502) B 503) A 504) D 505) E 506) A 507) E 508) C 509) A 510) E 511) B 512) C 513) A 514) B 515) C 516) E 517) A 518) D 519) B 520) B 521) B 522) D 523) C 524) D 525) A 526) D 527) B 528) D 529) C 530) D 531) D 532) B 533) A 534) D 535) D 536) B 537) C 538) A 539) D 540) A 541) C 542) B 543) C 544) B 545) A 546) D 547) C 548) A 549) D 550) B 551) B 552) D 553) A 554) A 555) B 556) A 557) C 558) B 559) D 560) C 561) C 562) A 563) A 564) C 565) C 566) B 567) B 568) D 569) A 570) D 571) B 572) A 573) B 574) B 575) A 576) B 577) D 578) A 579) A 580) B 581) B 582) D 583) E 584) A 585) D 586) D 587) A 588) D 589) C 590) E 591) E 592) C 593) D 594) E 595) C 596) C 597) E 598) E 599) A 600) C