Logo Passei Direto
Buscar

Ferramentas de estudo

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 1/79
Portugues
Português
Questão 401: IBFC ­ Ins Lib (Petrópolis)/Pref Petrópolis/2015
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Variação linguística – a língua em movimento
 
(Luana Castro Alves Perez)
 
A variação linguística é um fenômeno que acontece com a língua e pode ser compreendida através das variações históricas e regionais. Em um mesmo país, com um
único idioma oficial, a língua pode sofrer diversas alterações feitas por seus falantes. Como não é um sistema fechado e imutável, a língua portuguesa ganha diferentes
nuances. O português que é falado no Nordeste do Brasil pode ser diferente do português falado no Sul do país. Claro que um idioma nos une, mas as variações podem
ser consideráveis.
 
As variações acontecem porque o princípio  fundamental da  língua é a  comunicação, então é  compreensível que  seus  falantes  façam  rearranjos de acordo  com suas
necessidades comunicativas. Os diferentes falares devem ser considerados como variações, e não como erros. Quando tratamos as variações como erro, incorremos no
preconceito  linguístico que associa, erroneamente, a  língua ao status. O português falado em algumas cidades do interior do estado de São Paulo, por exemplo, pode
ganhar o estigma pejorativo de incorreto ou inculto, mas, na verdade, essas diferenças enriquecem esse patrimônio cultural que é a nossa língua portuguesa.[...]
 
(Disponível: http://www.portugues.com.br/redacao/variacao­linguistica­linguamovimento.html. Acesso em 20/01/2015)
 
Em “Os diferentes falares devem ser considerados como variações” (2º§), o emprego do termo em destaque gerou um efeito expressivo à medida que sugere a seguinte
interpretação:
 a)  a pluralidade de manifestações escritas na língua.
 b)  a reafirmação de um modo correto no emprego da língua.
 c)  a aceitação de variantes orais de um mesmo idioma.
 d)  a necessidade de outros idiomas para ampliar a comunicação.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 402: IBFC ­ Ins Lib (Petrópolis)/Pref Petrópolis/2015
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
A linguagem da juventude
 
[...]Os pais jogam a culpa nos meios de comunicação e os professores também, sem perceber que os jovens estão expressando a emergência de outras culturas, de
outra sensibilidade. Sabem o que significa a música? A música é o idioma em que se expressa a juventude hoje. Isto é novo, é uma coisa estranha, o fato de que toda a
juventude  deseje  expressar­se  através  da música.  [...]  A  juventude  aparece  como  um  ator  social,  que  tem  rosto  próprio  e  aqui  vem  o  problema:  os  jovens  estão
construindo um novo modelo de  identidade.  [...] As  identidades dos  jovens, hoje,  são, para o bem e para o mal,  fluidas, maleáveis. Acho que uma das coisas mais
importantes da juventude [...] é que ela pode combinar, amalgamar elementos de culturas diversas, que para nós seriam incompatíveis. [...]
 
(Jesús Martín­Barbero. “Sujeito, comunicação e cultura”. Revista Comunicação e Educação. n. 15,1999.)
 
Na primeira frase do texto, o autor faz uma afirmação que pode ser entendida como:
 a)  original
 b)  irônica
 c)  desconstrutora
 d)  generalizante
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 403: IBFC ­ Ins Lib (Petrópolis)/Pref Petrópolis/2015
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
A linguagem da juventude
 
[...]Os pais jogam a culpa nos meios de comunicação e os professores também, sem perceber que os jovens estão expressando a emergência de outras culturas, de
outra sensibilidade. Sabem o que significa a música? A música é o idioma em que se expressa a juventude hoje. Isto é novo, é uma coisa estranha, o fato de que toda a
juventude  deseje  expressar­se  através  da música.  [...]  A  juventude  aparece  como  um  ator  social,  que  tem  rosto  próprio  e  aqui  vem  o  problema:  os  jovens  estão
construindo um novo modelo de  identidade.  [...] As  identidades dos  jovens, hoje,  são, para o bem e para o mal,  fluidas, maleáveis. Acho que uma das coisas mais
importantes da juventude [...] é que ela pode combinar, amalgamar elementos de culturas diversas, que para nós seriam incompatíveis. [...]
 
(Jesús Martín­Barbero. “Sujeito, comunicação e cultura”. Revista Comunicação e Educação. n. 15,1999.)
 
De acordo com o texto, é correto afirmar que:
 a)  a maleabilidade atribuída à identidade dos jovens pode ser percebida há várias gerações.
 b)  a identidade dos jovens hoje, enquanto atores sociais, é marcada pela compatibilidade de elementos diversos.
 c)  a combinação de elementos de culturas diversas inviabiliza a percepção de um rosto próprio na juventude.
 d)  ao apresentar, em seu repertório de formação, elementos para o bem e para o mal, o jovem incorre em perda de identidade.
 
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 404: IBFC ­ Asst (CM Aqa)/CM Araraquara/Comunicação/2016
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
COMUNIDADES ­ DAS PRIMEIRAS ÀS NOVAS LEITURAS DO CONCEITO
 
(...)
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 2/79
 
Por meio dos autores reunidos por Fernandes, percebese que a ideia de comunidade remete ao sentimento de vida em comum fundado nas relações de parentesco e
vizinhança, baseado na reciprocidade, norteado por laços afetivos que ligam indivíduos que convivem em um mesmo espaço físico e nele adquirem os recursos básicos
para a sua subsistência. Cada um dos autores apresentados por Fernandes atribui valor a um ou outro dos atributos. Mas, se pudéssemos identificar um tipo ideal de
comunidade, no sentido weberiano do termo, a partir dos diversos autores reunidos por Fernandes, esta teria: base territorial comum, fortes laços afetivos, reciprocidade,
autonomia política e econômica e subordinação do individual ao social.
 
Já  uma  sociedade  seria  definida  por  relações  voluntárias  e  contratuais. Na medida  em que  compartilham determinado  interesse,  indivíduos  podem  se  associar  para
alcançar  objetivos  relacionados  ao mesmo,  embora  não  necessariamente  tenham  outros  aspectos  de  suas  vidas  compartilhados,  tais  como  relações  de  parentesco,
interdependências econômicas ou convivam numa mesma base territorial. Portanto, o conceito de sociedade é mais amplo e inclui o de comunidade.
 
Essa diferenciação conceituai vem à tona a partir do aprofundamento do processo da divisão social do trabalho. A fragmentação das atividades laborais, a prevalência do
contrato  sobre o  status, a multiplicação dos grupos  formais, a passagem da  família para o Estado como  forma de organização social predominante e a ampliação e
internacionalização  das  trocas  comerciais  são  algumas  condições  sociais  que  promovem  modos  de  vida  societários  e  fundamentam  a  separação  conceituai  entre
comunidade e sociedade; e, mesmo, sugerem a passagem da primeira forma à segunda como modo predominante de agrupamento social, embora a bibliografia seja
quase unânime em afirmar a coexistência entre as duas formas sociais ao longo da História. (...)
 
http://www.revistas.usp.br/comueduc/article/view/78561/83089 ­ acesso em 02/05/2016.
 
Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
 
I. Para que haja realmente uma sociedade se faz necessário compartilhar vários aspectos sociais, culturais e políticos;
 
II. O sentido de uma comunidade está intrinsecamente ligado à vida comum;
 
III. Ao estudarmos o sentido de sociedade e comunidade percebemos que um está inserido no outro, sendo que o segundo se encontra no primeiro.
 
 a)  I e II estão corretos;
 b)  II e III estão corretos;
 c)  I e III estão corretos.
 d)  Somente I está correta
Esta questão possui comentário do professorno site. www.tecconcursos.com.br
Questão 405: IBFC ­ Asst (CM Aqa)/CM Araraquara/Comunicação/2016
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
COMUNIDADES ­ DAS PRIMEIRAS ÀS NOVAS LEITURAS DO CONCEITO
 
(...)
 
Por meio dos autores reunidos por Fernandes, percebese que a ideia de comunidade remete ao sentimento de vida em comum fundado nas relações de parentesco e
vizinhança, baseado na reciprocidade, norteado por laços afetivos que ligam indivíduos que convivem em um mesmo espaço físico e nele adquirem os recursos básicos
para a sua subsistência. Cada um dos autores apresentados por Fernandes atribui valor a um ou outro dos atributos. Mas, se pudéssemos identificar um tipo ideal de
comunidade, no sentido weberiano do termo, a partir dos diversos autores reunidos por Fernandes, esta teria: base territorial comum, fortes laços afetivos, reciprocidade,
autonomia política e econômica e subordinação do individual ao social.
 
Já  uma  sociedade  seria  definida  por  relações  voluntárias  e  contratuais. Na medida  em que  compartilham determinado  interesse,  indivíduos  podem  se  associar  para
alcançar  objetivos  relacionados  ao mesmo,  embora  não  necessariamente  tenham  outros  aspectos  de  suas  vidas  compartilhados,  tais  como  relações  de  parentesco,
interdependências econômicas ou convivam numa mesma base territorial. Portanto, o conceito de sociedade é mais amplo e inclui o de comunidade.
 
Essa diferenciação conceituai vem à tona a partir do aprofundamento do processo da divisão social do trabalho. A fragmentação das atividades laborais, a prevalência do
contrato  sobre o  status, a multiplicação dos grupos  formais, a passagem da  família para o Estado como  forma de organização social predominante e a ampliação e
internacionalização  das  trocas  comerciais  são  algumas  condições  sociais  que  promovem  modos  de  vida  societários  e  fundamentam  a  separação  conceituai  entre
comunidade e sociedade; e, mesmo, sugerem a passagem da primeira forma à segunda como modo predominante de agrupamento social, embora a bibliografia seja
quase unânime em afirmar a coexistência entre as duas formas sociais ao longo da História. (...)
 
http://www.revistas.usp.br/comueduc/article/view/78561/83089 ­ acesso em 02/05/2016.
 
Assinale a alternativa que se relaciona diretamente ao título do texto.
 a)  Apresentação de idéias de épocas distintas.
 b)  Apresentação de idéias de épocas contemporâneas.
 c)  Apresentação de idéias totalmente contraditórias
 d)  Apresentação de idéias semelhantes.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 406: IBFC ­ ACI (CM Aqa)/CM Araraquara/2016
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
O estudo científico da comunicação: avanços teóricos e metodológicos ensejados pela escola latino­americana
 
INTRODUÇÃO
 
A sociedade moderna está cercada de todos lados pelos vários sistemas de comunicaçã. Estudar a comunicação social é uma necessidade atual de todos os povos em
qualquer parte do mundo. Conhecer e dominar os sistemas de informação e da comunicação é indispensável no mundo globalizado. Estamos iniciando os últimos passos
para a saída do século XX e os primeiros para a entrada do século XXI. Neste período de transição o ser humano vive momentos de incertezas da comunicação e de
(in)comunicação,  das  cirses  políticas,  culturais,  econômicas  e  religiosas.  As  distências  na  sociedade  contemporânea  estão  cada  vez mais  próximas,  quer  seja  pelos
modernos meios de transportes ou pelas telecomunicações via satélite, Internet, etc. Com as novas tecnologias, a velocidade da informação e o processo comunicacional
tornam­se cada vez mais complexos e consequentemente de mais dificil compreensão.
 
No inicio do século XX o  impacto sociocultural e econômico se deu com a revolução industrial. O século XXI está chegando sob o  impacto da revolução dos meios de
comunicação e das novas  tecnologias da  informação. É  inegável a  importância dos meios de comunicação social e sua  influência na complexa sociedade globalizada.
Desta forma, estudar, as mídias passou a ser prioridade no campo das interações sociais. É necessário investigar, compreender e formular teorias de comunicação que
possam atender os interesses da sociedade no mundo globalizado. Em busca desse objetivo resolvemos fazer algumas reflexões sobre os paradigmas existentes e tentar
abrir algumas brechas que possam contribuir na formatação  de novos ingredientes colaboradores do processo de interpretação e explicação da realidade atual. É neste
mindo globalizado que o homem vive atualmente e dele retira as informações que irão contribuir para ampliação dos seus conhecimentos e das suas experiências.
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 3/79
 
http:// www2. metodista.br/unesco/PCLA/revista6/artigo%206­3.htm ­acesso em 03/05/2016
 
Analise as afirmativas e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
 
( ) No século XX, a Revolução Industrial influenciou diretamente o processo de comunicação.
 
( ) Ainda há a necessidade de se aprimorar os estudos sobre comunicação e apresentá­lo à sociedade atual.
 
( ) A distância entre as pessoas na sociedade antiga pode ser um dos grandes problemas na comunicação.
 
( ) Estudar as mídias sociais é algo dispensável para a sociedade que se encontra na transição do século XX para o XXI.
 
 a)  V ­F­ V­ V.
 b) V­ V­ F­  F
 c) F­ V­ F­ V
 d) F­ F­ V­ V
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 407: IBFC ­ ACI (CM Aqa)/CM Araraquara/2016
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
O estudo científico da comunicação: avanços teóricos e metodológicos ensejados pela escola latino­americana
 
INTRODUÇÃO
 
A sociedade moderna está cercada de todos lados pelos vários sistemas de comunicaçã. Estudar a comunicação social é uma necessidade atual de todos os povos em
qualquer parte do mundo. Conhecer e dominar os sistemas de informação e da comunicação é indispensável no mundo globalizado. Estamos iniciando os últimos passos
para a saída do século XX e os primeiros para a entrada do século XXI. Neste período de transição o ser humano vive momentos de incertezas da comunicação e de
(in)comunicação,  das  cirses  políticas,  culturais,  econômicas  e  religiosas.  As  distências  na  sociedade  contemporânea  estão  cada  vez mais  próximas,  quer  seja  pelos
modernos meios de transportes ou pelas telecomunicações via satélite, Internet, etc. Com as novas tecnologias, a velocidade da informação e o processo comunicacional
tornam­se cada vez mais complexos e consequentemente de mais dificil compreensão.
 
No  inicio do século XX o  impacto sociocultural e econômico se deu com a revolução  industrial. O século XX está chegando sob o  impacto da revolução dos meios de
comunicação e das novas  tecnologias da  informação. É  inegável a  importância dos meios de comunicação social e sua  influência na complexa sociedade globalizada.
Desta forma, estudar, as mídias passou a ser prioridade no campo das interações sociais. É necessário investigar, compreender e formular teorias de comunicação que
possam atender os interesses da sociedade no mundo globalizado. Em busca desse objetivo resolvemos fazer algumas reflexões sobre os paradigmas existentes e tentar
abrir algumas brechas que possam contribuir na formatação  de novos ingredientes colaboradores do processo de interpretação e explicação da realidade atual. É neste
mindo globalizado que o homem vive atualmente e dele retira as informações que irão contribuir para ampliação dos seus conhecimentos e das suas experiências.
 
http:// www2. metodista.br/unesco/PCLA/revista6/artigo%206­3.htm ­acesso em 03/05/2016
 
Assinale a alternativa correta. O termo (in)comunicação nos leva a entender:
 a) Comunicação interna.
 b) Comunicação adequada
 c) Falta de comunicação.
 d) Falha de comunicação.
Esta questão possuicomentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 408: IBFC ­ TCE (TCM­RJ)/TCM­RJ/2016
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Meu engraxate
É por causa do meu engraxate que ando agora em plena desolação. Meu engraxate me deixou. Passei duas vezes pela porta onde ele trabalhava e nada. Então me (1)
inquietei, não sei que (2) doenças mortíferas, que (3) mudança pra outras portas se passaram em mim, resolvi perguntar ao menino que (4)  trabalhava  na  outra
cadeira. O menino é um retalho de hungarês, cara de infeliz, não dá simpatia alguma. E tímido, o que torna instintivamente a gente muito combinado com o universo no
propósito de desgraçar esses desgraçados de nascença.  “Está vendendo bilhete de  loteria”,  respondeu antipático, me (5)  deixando  numa perplexidade  penosíssima:
pronto! Estava sem engraxate! Os olhos do menino chispeavam ávidos, porque sou um dos que ficam fregueses e dão gorjeta. Levei seguramente um minuto pra definir
que tinha de continuar engraxando sapatos toda a vida minha e ali estava um menino que, a gente ensinando, podia ficar engraxate bom.
(ANDRADE, Mário de. Os Filhos da Candinha. São Paulo, Martins, 1963. P. 167)
 
Assinale a alternativa correta.
 a)  O narrador está desolado por ter perdido contato com o engraxate a quem se ligava por fortes laços afetivos
 b)  A razão da perplexidade do narrador está relacionada ao fato de ele ter perdido os serviços do engraxate
 c)  O narrador deseja encontrar o engraxate para lhe agradecer os serviços que recebera
 d)  O narrador sente inveja do engraxate, já que este agora vende bilhetes de loteria
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 409: IBFC ­ TCE (TCM­RJ)/TCM­RJ/2016
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Meu engraxate
É por causa do meu engraxate que ando agora em plena desolação. Meu engraxate me deixou. Passei duas vezes pela porta onde ele trabalhava e nada. Então me (1)
inquietei, não sei que (2) doenças mortíferas, que (3) mudança pra outras portas se passaram em mim, resolvi perguntar ao menino que (4)  trabalhava  na  outra
cadeira. O menino é um retalho de hungarês, cara de infeliz, não dá simpatia alguma. E tímido, o que torna instintivamente a gente muito combinado com o universo no
propósito de desgraçar esses desgraçados de nascença.  “Está vendendo bilhete de  loteria”,  respondeu antipático, me (5)  deixando  numa perplexidade  penosíssima:
pronto! Estava sem engraxate! Os olhos do menino chispeavam ávidos, porque sou um dos que ficam fregueses e dão gorjeta. Levei seguramente um minuto pra definir
que tinha de continuar engraxando sapatos toda a vida minha e ali estava um menino que, a gente ensinando, podia ficar engraxate bom.
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 4/79
(ANDRADE, Mário de. Os Filhos da Candinha. São Paulo, Martins, 1963. P. 167)
 
É correto afirmar que:
 a)  num texto, o significado de uma parte depende de sua relação com outras partes: se considerássemos apenas
o primeiro parágrafo de forma isolada, a relação entre o narrador e o engraxate seria diferente daquela verificada ao longo da narrativa
 b)  o texto é um tecido, uma estrutura construída de tal modo que as frases podem ter significado autônomo, ou seja, num texto, o sentido de uma frase não tem
correlação com as demais frases. Ao longo do texto, confirma­se a desolação do narrador pelo abandono de seu amigo engraxate
 c)  Por trás dessa história inventada, existe um pronunciamento de quem produziu o texto: as pessoas são ingratas por natureza, afinal somos seres humanos
 d)  Para o autor do texto, as relações sociais devem ser movidas pelos interesses recíprocos e a troca de favores
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 410: IBFC ­ Eng ST (COMLURB)/COMLURB­RJ/2016
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Investir na Segurança: Despesa ou Receita
Em se  falando de Segurança no Trabalho, nos deparamos com a palavra ACIDENTE. Numa definição abrangente e genérica, podemos afirmar que ACIDENTE é um
evento indesejável e inesperado que produz desconforto, ferimentos, danos, perdas humanas e ou materiais. Um acidente pode mudar totalmente a rotina e a vida de
uma pessoa, modificar sua razão de viver ou colocar em risco seus negócios e propriedades.
Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o acidente não é obra do acaso e nem da falta de sorte. Denomina­se SEGURANÇA, a disciplina que congrega estudos e
pesquisas  visando  eliminar  os  fatores  perigosos  que  conduzem  ao  acidente  ou  reduzir  seus  efeitos.  Seu  campo  de  atuação  vai  desde  uma  simples  residência  até
complexos conglomerados industriais.
Nos países desenvolvidos medidas preventivas e de Segurança de caráter individual ou coletivo, são aplicadas e praticadas pela maioria de seus cidadãos, ao passo que
nos países em desenvolvimento ainda são  largamente  inexistentes ou  ignoradas. Em alguns destes países a  legislação apresenta certos absurdos como compensação
monetária pela exposição ao risco (periculosidade, insalubridade), fazendo com que empregados e empregadores concentrem suas atenções no “custo” da exposição e
não na eliminação da mesma.
(...)
http://www.segurancanotrabalho.eng.br/artigos/investir_seg.html ­ acesso em 25/04/2016
Tendo como base o texto acima, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta:
I.  Para haver  uma melhora na  segurança do  trabalhado,  é  necessário  exclusivamente  a  redução do número de  acidentes  de  trabalho,  fruto  de uma  situação
incontrolável.
II. A palavra acidente, aplicada no texto, também pode ser sinônimo de casualidade, imprevisto.
III. O autor se mostra indignado com a cobrança por acidentes de trabalho existente em alguns países.
 a)  Somente I está correta.
 b)  Somente II está correta.
 c)  II e III estão corretas.
 d)  Somente III está correta
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 411: IBFC ­ Moto (CM Franca)/CM Franca/2016
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Dois velhinhos
 
                                                                                                      Dalton Trevisan
 
Dois pobres inválidos, bem velhinhos, esquecidos numa cela de asilo.
 
Ao lado da janela, retorcendo os aleijões e esticando a cabeça, apenas um podia olhar lá fora.
 
Junto à porta, no fundo da cama, o outro espiava a parede úmida, o crucifixo negro, as moscas no fio de luz. Com inveja, perguntava o que acontecia. Deslumbrando,
anunciava o primeiro:
 
­ Um cachorro ergue a perninha no poste.
 
Mais tarde:
 
_ Uma menina de vestido branco pulando corda.
 
Ou ainda:
 
­ Agora é um enterro de luxo.
 
Sem nada ver, o amigo remordia­ se no seu canto. O mais velho acabou morrendo, para alegria do segundo, instalado afinal debaixo da janela.
 
Não dormiu, antegozando a manhã. Bem desconfiava que o outro não revelava tudo.
 
Cochilou um instante ­ era dia. Sentou­se na cama, com dores espichou o pescoço: entre os muros em ruína, ali no beco, um monte de lixo.
 
TREVISAN, D. Mistérios de Curitiba. Rio de Janeiro: Editora Record, 1979, pag 110.
 
Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
 
I. O texto discute o tratamento de dois idosos, vivendo sozinhos em um asilo;
 
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 5/79
II. A menina é sinônimo da alegria, representda pela cor clara de sua roupa e da ação de brincar;
 
III. O Beco representa um lugar calmo e tranquilo, justamente pela ação apresentada pelo velhinho, de dentro do quadro.
 
 a) I e III estão corretas.
 b) I e II estão corretas.
 c) II e III estão corretas.
 d) Somente I está correta.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.brQuestão 412: IBFC ­ Ana Leg (CM Franca)/CM Franca/2016
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Minhas maturidade
Circunspecção, siso, prudência
 
Mario Prata.
 
É o que o homem pensa durante anos, enquanto envelhece. Já está perto dos 50 e a pergunta ainda martela. Um dia ele vai amadurecer.
 
Quando um homem descobre que não é necessário escovar os dentes com tanta rapidez, tenha certeza, ele virou um homem maduro. Só sendo mesmo muito imaturo
para escovar os dentes com tanta pressa.
 
E o amarrar do sapato pode ser mais tranquilo, arrumando­se uma posição menos incômoda, acertando as pontas.
 
(..)
 
Não sente culpa de nada. Mas, se sente, sofre como nunca. Mas já é capaz de assistir à sessão da tarde sem a culpa a lhe desviar a atenção.
 
É um homem mais bonito, não resta a menor dúvida.
 
Homem maduro não bebe, vai à praia.
 
Não malha: a malhação denota toda a imaturidade de quem  a faz. Curtir o corpo é ligeiramente imaturo.
 
(...)
 
Sorri tranquilo quando pensa que a pressa é coisa daqueles imaturos.
 
O homem maduro gosta de mulheres imaturas. Fazer o quê?
 
Muda muito de opinião. Essa coisa de ter sempre a mesma opinião, ele já foi assim.
 
(...)
 
Se ninguém segurar é capaz do homem maduro ficar com mania de apagar as luzes da casa.
 
O homem maduro faz palavras cruzadas!
 
Se você observar bem, ele começa a implicar com horários.
 
A maturidade faz com que ele não possa mais fazer algumas coisas. Se pega pensando: sou um homem maduro. Um homem maduro não pode fazer isso.
 
O homem maduro começa, pouco a pouco, a se irritar com as pessoas imaturas.
 
Depois de um tempo, percebe que está começando é a sentir inveja dos imaturos.
 
Será que os imaturos são mais felizes? , pensa enquanto começa a escovar os dentes depressa, mais depressa, mais depressa ainda.
 
O homem maduro é de uma imaturidade a toda a prova.
 
Meu Deus, o que será de nós, os maduros?
 
PRATA, Mário. Minhas tudo. Rio de Janiero: Editora Objetiva Ltda. 2001, pág 99
 
Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
 
I. A relação entre o título do texto e a mensagem transmitida por ele está no amadurecimento do ser humano;
 
II. Quando o ser humano amadurece passa a se questionar demais, o que leva a uma idéia que pode parecer oposta ao seu desejo;
 
III. O amadurecimento dos seres humanos está marcado em suas atitudes.
 
 a) Somente I está correta
 b) I e III estão corretas
 c) I e II estão corretas
 d) II e III estão corretas
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 413: IBFC ­ Ana Leg (CM Franca)/CM Franca/2016
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Minhas maturidade
Circunspecção, siso, prudência
 
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 6/79
Mario Prata.
 
É o que o homem pensa durante anos, enquanto envelhece. Já está perto dos 50 e a pergunta ainda martela. Um dia ele vai amadurecer.
 
Quando um homem descobre que não é necessário escovar os dentes com tanta rapidez, tenha certeza, ele virou um homem maduro. Só sendo mesmo muito imaturo
para escovar os dentes com tanta pressa.
 
E o amarrar do sapato pode ser mais tranquilo, arrumando­se uma posição menos incômoda, acertando as pontas.
 
(..)
 
Não sente culpa de nada. Mas, se sente, sofre como nunca. Mas já é capaz de assistir à sessão da tarde sem a culpa a lhe desviar a atenção.
 
É um homem mais bonito, não resta a menor dúvida.
 
Homem maduro não bebe, vai à praia.
 
Não malha: a malhação denota toda a imaturidade de quem  a faz. Curtir o corpo é ligeiramente imaturo.
 
(...)
 
Sorri tranquilo quando pensa que a pressa é coisa daqueles imaturos.
 
O homem maduro gosta de mulheres imaturas. Fazer o quê?
 
Muda muito de opinião. Essa coisa de ter sempre a mesma opinião, ele já foi assim.
 
(...)
 
Se ninguém segurar é capaz do homem maduro ficar com mania de apagar as luzes da casa.
 
O homem maduro faz palavras cruzadas!
 
Se você observar bem, ele começa a implicar com horários.
 
A maturidade faz com que ele não possa mais fazer algumas coisas. Se pega pensando: sou um homem maduro. Um homem maduro não pode fazer isso.
 
O homem maduro começa, pouco a pouco, a se irritar com as pessoas imaturas.
 
Depois de um tempo, percebe que está começando é a sentir inveja dos imaturos.
 
Será que os imaturos são mais felizes? , pensa enquanto começa a escovar os dentes depressa, mais depressa, mais depressa ainda.
 
O homem maduro é de uma imaturidade a toda a prova.
 
Meu Deus, o que será de nós, os maduros?
 
PRATA, Mário. Minhas tudo. Rio de Janiero: Editora Objetiva Ltda. 2001, pág 99
 
Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa que resume adequadamente a principal mensagem do texto.
 a) Maturidade e enevelhecimento são desenvolvimento que podem caminhar de maneira dissociada.
 b) A maturidade se mostra essencialmente uma inflência de seu crescimento.
 c) O homem maduro é aquele  que deixa de se questionar demais, passando a confiar mais em si mesmo.
 d) Ao amadurecer o homem passa a valorizar mais a saúde e a se cuidar mais
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 414: IBFC ­ Ana Leg (CM Franca)/CM Franca/2016
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Minhas maturidade
Circunspecção, siso, prudência
 
Mario Prata.
 
É o que o homem pensa durante anos, enquanto envelhece. Já está perto dos 50 e a pergunta ainda martela. Um dia ele vai amadurecer.
 
Quando um homem descobre que não é necessário escovar os dentes com tanta rapidez, tenha certeza, ele virou um homem maduro. Só sendo mesmo muito imaturo
para escovar os dentes com tanta pressa.
 
E o amarrar do sapato pode ser mais tranquilo, arrumando­se uma posição menos incômoda, acertando as pontas.
 
(..)
 
Não sente culpa de nada. Mas, se sente, sofre como nunca. Mas já é capaz de assistir à sessão da tarde sem a culpa a lhe desviar a atenção.
 
É um homem mais bonito, não resta a menor dúvida.
 
Homem maduro não bebe, vai à praia.
 
Não malha: a malhação denota toda a imaturidade de quem  a faz. Curtir o corpo é ligeiramente imaturo.
 
(...)
 
Sorri tranquilo quando pensa que a pressa é coisa daqueles imaturos.
 
O homem maduro gosta de mulheres imaturas. Fazer o quê?
 
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 7/79
Muda muito de opinião. Essa coisa de ter sempre a mesma opinião, ele já foi assim.
 
(...)
 
Se ninguém segurar é capaz do homem maduro ficar com mania de apagar as luzes da casa.
 
O homem maduro faz palavras cruzadas!
 
Se você observar bem, ele começa a implicar com horários.
 
A maturidade faz com que ele não possa mais fazer algumas coisas. Se pega pensando: sou um homem maduro. Um homem maduro não pode fazer isso.
 
O homem maduro começa, pouco a pouco, a se irritar com as pessoas imaturas.
 
Depois de um tempo, percebe que está começando é a sentir inveja dos imaturos.
 
Será que os imaturos são mais felizes? , pensa enquanto começa a escovar os dentes depressa, mais depressa, mais depressa ainda.
 
O homem maduro é de uma imaturidade a toda a prova.
 
Meu Deus, o que será de nós, os maduros?
 
PRATA, Mário. Minhas tudo. Rio de Janiero: Editora Objetiva Ltda. 2001, pág 99
 
A partir da leitura do texto como um todo, assinale a alternativa que justifica a escolha do título.
 a) O autor cometeu um erro ao não apresentar concordância nominal no título.
 b) "Minhas maturidade", o autor busca se isentar da identificação com as características marcadas no texto.
 c) "Minhas maturidade" apresenta uma crise de identidade do personagem principal do texto.
 d) O título nos sugere uma identificação entre o narrador e as pessoas que se encontram em situação semelhante.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 415: IBFC ­ Per Crim (PC RJ)/PC RJ/Biologia/2013
Assunto:Tipologia Textual
Texto I
 
Lágrimas e testosterona
Ele vivia furioso com a mulher. Por, achava ele, boas razões. Ela era relaxada com a casa, deixava faltar comida na geladeira, não cuidava bem das crianças, gastava
demais. Cada vez, porém, que queria repreendê­la por uma dessas coisas, ela começava a chorar. E aí, pronto: ele simplesmente perdia o ânimo, derretia. Acabava
desistindo da briga, o que o deixava furioso: afinal, se ele não chamasse a mulher à razão, quem o faria? Mais que isso, não entendia o seu próprio comportamento.
Considerava­se um cara durão, detestava gente chorona.
 
Por que o pranto da mulher o comovia tanto? E comovia­o à distância, inclusive. Muitas vezes ela se trancava no quarto para chorar sozinha, longe dele. E mesmo assim
ele se comovia de uma maneira absurda.
 
Foi então que  leu sobre a relação entre  lágrimas de mulher e a testosterona, o hormônio masculino. Foi uma verdadeira revelação. Finalmente tinha uma explicação
lógica,  científica,  sobre o que estava acontecendo. As  lágrimas diminuíam a  testosterona em seu organismo, privando­o da natural agressividade do sexo masculino,
transformando­o num cordeirinho,
 
Uma ideia lhe ocorreu: e se tomasse injeções de testosterona? Era  que o seu irmão mais velho fazia, mas por carência do hormônio. Com ele conseguiu duas ampolas
do hormônio. Seu plano era muito simples: fazer a injeção, esperar alguns dias para que o nível da substância aumentasse em seu organismo e então chamar a esposa à
razão.
 
Decido, foi à farmácia e pediu ao encarregado que lhe aplicasse a testosterona, mentindo que depois traria a receita. Enquanto isso era feito, ele, de repente, caiu no
choro, um choro tão convulso que o homem se assustou: alguma coisa estava acontecendo?
 
É que eu tenho medo de injeção, ele disse, entre soluços. Pediu desculpas e saiu precipitadamente. Estava voltando para casa. Para a esposa e sua lágrimas.
 
(Moacyr Scliar)
 
Texto II
 
Atenção, mulheres, está demonstrado pela ciência: chorar é golpe baixo. As lágrimas femininas liberam substâncias, descobriram os cientistas, que abaixam na hora do
nível de testosterona do homem que estiver por perto deixando o sujeito menos agressivo.
 
Os cientistas queriam ter certeza de que isso acontece em função de alguma molécula liberada ­ e não, digamos, pela cara de sofrimento feminina, com sua reputação de
derrubar até o mais insensível dos durões. Por isso, evitaram que os homens pudessem ver as mulheres chorando. Os cientistas molharam pequenos pedaços de papel
em lágrimas de mulher e deixaram que fossem cheirados pelos homens. O contato com as lágrimas fez a concentração da testosterona deles cair quase 15%, em certo
sentido, deixando­os menos machões.
 
(Publicado no caderno Ciência, da Folha de São Paulo, em 7 de janeiro de 2011) Textos disponíveis em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2802201105.htm,;acesso dia 16/07/2013)
 
Sobre o tipo de narrador presente no texto I, podemos classificá­lo como:
 a)  narrador personagem (protagonista)
 b)  narrador personagem (secundário)
 c)  narrador observador
 d)  narrador protagonista
 e)  narrador onisciente
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 416: IBFC ­ Adm (Docas PB)/Docas PB/2015
Assunto: Tipologia Textual
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 8/79
Texto I
Sinto­me um pouco intrusa vasculhando minha infância. Não quero perturbar aquela menina no seu oficio de sonhar. Não a quero sobressaltar quando se abre para o
mundo que tão intensamente adivinha, nem interromper sua risada quando acha graça de algo que ninguém mais percebeu.
Tento remonta­la aqui num quebra­cabeças que vai formar um retrato — o meu retrato? Certamente faltarão algumas pegas. Mas, falhada e fragmentaria, esta sou eu, e
me reconheço assim em toda a minha incompletude.
Algumas destas narrações ja publiquei. São meu rebanho, e posso chama­las de volta quando quiser. Muitas eu mesma vi e vivi; outras apanhei soltas no ar, pois sempre
há quem se exponha a uma criança que finge não escutar nem enxergar muita coisa da sua vida ao res­do­chão.
Aqui onde estou — diante deste computador, nesta altura e deste ângulo afinal compreendo que não são as palavras que produzem o mundo, pois este nem ao menos
cabe dentro delas. Assim aquela menina dançando no patio na chuva não cabia no seu protegido cotidiano: procurava sempre o susto que viria além.
Então enfiava­se atras dos biombos da imaginação, colocava as mascaras e espiava o belo e o intrigante, que levaria o resto de sua vida tentando descrever.
(Lya Luft, Mar de dentro, p. 13­14)
O texto acima pode ser entendido como pertencente a tipologia narrativa. Desse modo, todos os elementos abaixo comprovam essa classificação, exceto:
 a) a presença de um narrador em primeira pessoa que relata, com parcialidade, os fatos e elementos descritos.
 b) referencias espaciais como o estar "diante deste computador, nesta altura e deste angulo".
 c) A presença de personagens como "aquela menina no seu oficio de sonhar".
 d) A defesa de um posicionamento que fica claro na oposição entre o adulto e a criança no texto.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 417: IBFC ­ Tec Esp (MGS)/MGS/Serv. Técnicos Contábeis/2015
Assunto: Tipologia Textual
A arte de escrever
“Há, portanto, uma arte de escrever ­ que é a redação. Não é uma prerrogativa dos literatos, senão uma atividade social indispensável, para a qual falta, não obstante,
muitas vezes, uma preparação preliminar.
A arte de falar, necessária à exposição oral, é mais fácil na medida em que se beneficia da prática da fala cotidiana, de cujos elementos parte em princípio.
O que há de comum, antes de tudo, entre a exposição oral e a escrita é a necessidade da boa composição, isto é, uma distribuição metódica e compreensível de ideias.
Impõe­se igualmente a visualização de um objetivo definido. Ninguém é capaz de escrever bem, se não sabe bem o que vai escrever.
Justamente por causa disso, as condições para a redação no exercício da vida profissional ou no  intercâmbio amplo, dentro da sociedade, são muito diversas das da
redação escolar. A convicção do que vamos dizer, a importância que há  em dizê­lo, o domínio de um assunto da nossa especialidade tiram à redação o caráter negativo
de mero exercício formal, como tem na escola.
Qualquer um de nós senhor de um assunto é, em princípio, capaz de escrever sobre ele. Não há um jeito especial para a redação, ao contrário do que muita gente pensa.
Há apenas uma falta de preparação inicial, que o esforço e a prática vencem.
Por outro  lado, a arte de escrever, na medida em que consubstancia a nossa capacidade de expressão do pensar e do sentir,  tem de firmar raízes na nossa própria
personalidade e decorre, em grande parte, de um trabalho nosso para desenvolver a personalidade por este ângulo. [...]
 
A arte de escrever precisa assentar numa atividade preliminar já radicada, que parte do ensino escolar e de um hábito de leitura inteligentemente conduzido; depende
muito, portanto, de nós mesmos, de uma disciplina mental adquirida pela autocrítica e pela observação cuidadosa do que outros, com bom resultado, escreveram."
(JOAQUIM MATTOSO CÂMARA JR. Manual de expressão oral & escrita. 7a. Edição, Vozes, Petrópolís, 1983.)
Ao tratar sobre a escrita, o autor construiu um texto cujo objetivo é:
 a)  Moralizante
 b)  Humorístico
 c)  Argumentativo
 d)  Didático
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 418: IBFC ­ Ag Ad (CM Vassouras)/CM Vassouras/2016
Assunto: Tipologia Textual
Cace a liberdade
 
(Martha Medeiros)
 
Arroz,  feijão, bife, ovo.  Isso nós temos no prato, é a fonte de energia que nos faz  levantar de manhã e sair para trabalhar. Nossa meta primeira é a sobrevivência do
corpo. Mas como anda a dieta da alma?
 
Outro  dia,  no meio  da  tarde,senti  uma  fome me  revirando  por  dentro.  Uma  fome  que me  deixou melancólica. Me  dei  conta  de  que  estava  indo  pouco  ao  cinema,
conversando pouco com as pessoas, e senti uma abstinência de viajar que me deixou até meio  tonta. Minha geladeira, afortunadamente, está cheia, e ando até um
pouco acima do meu peso ideal, mas me senti desnutrida. Você já se sentiu assim também, precisando se alimentar?
 
Revista,  jornal,  internet,  isso  tudo nos  informa, nos situa no mundo, mas não sacia. A  informação entra dentro da casa da gente em doses cavalares e nos encontra
passivos, a gente apenas seleciona o que nos interessa e despreza o resto, e nem levantamos da cadeira neste processo. Para alimentar a alma, é obrigatório sair de
casa. Sair à caça. Perseguir.
 
Se não há silêncio a sua volta, cace o silêncio onde ele se esconde, pegue uma estradinha de terra batida, visite um sítio, uma cachoeira, ou vá para a beira da praia, o
litoral é bonito neste época, tem uma luz diferente, o mar parece maior, há menos gente.
 
Cace o afeto, procure quem você gosta de verdade, tire férias de rancores e mágoas, abrace forte, sorria, permita que o cacem também.
 
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 9/79
Cace a liberdade que anda tão rara, liberdade de pensamento, de atitudes, vá ao encontro de tudo que não tem  regra, patrulha, horários. Cace o amanhã, o novo, o que
ainda não  foi  contaminado por  críticas, modismos,  conceitos,  vá atrás do que é  surpreendente, o que se expande na sua  frente,  o que  lhe provoca prazer de olhar,
sentir, sorver. Entre numa galeria de arte. Vá assistir a um filme de um diretor que não conhece. Olhe para a sua cidade com olhos de estrangeiro, como se você fosse
um turista. Abra portas. E páginas.
 
Arroz,  feijão,  bife,  ovo.  Isso  me  mantém  de  pé,  mas  não  acaba  com  meu  cansaço  diante  de  uma  vida  que,  se  eu  me  descuido,  se  torna  repetitiva,  monótona,
entediante. Mas nada de descuido. Vou me entupir de calorias na alma. Há fartas sugestões no cardápio. Quero engordar no lugar certo. O ritmo dos meus dias é tão
intenso que às vezes a gente se esquece de se alimentar direito.
 
O texto é marcado pela postura subjetiva uma vez que apresenta relatos pessoais. Dentre os fragmentos transcritos abaixo, assinale a opção cujo elemento linguístico
em destaque NÃO ilustre pessoalidade.
 a)  "é a fonte de energia de nos faz levantar" (1º §)
 b)  "Outro dia, no meio da tarde, senti uma fome" (2º §)
 c)  "Uma fome que me deixou melancólica." (2º §)
 d)  "Minha geladeira, afortunadamente, está cheia," (2º §)
 e)  "Isso me mantém de pé" (7º §)
 
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 419: IBFC ­ AnaDP (CM Vassouras)/CM Vassouras/2015
Assunto: Tipologia Textual
Amanheci um dia pensando em casar. Foi uma ideia que me veio sem que nenhum rabo de saia a provocasse. Não me ocupo com amores, devem ter notado, e sempre
me pareceu que mulher é um bicho esquisito, difícil de governar.
 
A que eu conhecia era a Rosa do Marciano, muito ordinária. Havia conhecido também a Germana e outras dessa laia. Por elas eu julgava todas. Não me sentia, pois
inclinando para nenhuma: o que sentia era desejo de preparar um herdeiro para as terras de S. Bernardo.
 
Tentei fantasiar uma criatura alta, sadia, com trinta anos, cabelos pretos – mas parei aí. Sou incapaz de imaginação, e as coisas boas que mencionei vinham destacadas,
nunca se juntando para formar um ser completo. Lembrei­me de senhoras minhas conhecidas: d. Emília Mendonça, uma Gama, a irmã de Azevedo Gondim, d. Macela,
filha do dr. Magalhães, juiz de direito.
 
(RAMOS, Graciliano. São Bernardo, Rio de Janeiro: Record, 2009, p. 67)
 
Uma leitura atenta do texto permite ao leitor perceber que a técnica de composição empregada pelo autor possui um caráter predominantemente:
 a)  dissertativo, marcado pela defesa de um ponto de vista delimitado pelo contraste de argumentos.
 b)  simbólico, pelo qual se destacam os inúmeros elementos que representam exemplos de linguagem conotativa.
 c)  descritivo, consideravelmente marcado pela presença de adjetivos e pela representação verbal de um dado momento.
 d)  narrativo, por meio do qual se evidencia a progressão temporal de ações marcadas pelo dinamismo dos fatos.
 e)  apelativo, pelo qual se destaca a interlocução em uma tentativa frequente de convencimento do leitor.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 420: IBFC ­ Sold (PM PB)/PM PB/2014
Assunto: Tipologia Textual
Aí pelas Três da Tarde
Raduan Nassar
Nesta sala atulhada de mesas, máquinas e papéis, onde invejáveis escreventes dividiram entre si o bom senso do mundo, aplicando­se em idéias claras apesar do ruído e
do mormaço,  seguros  ao  se pronunciarem sobre problemas que afligem o homem moderno  (espécie da qual  você, milenarmente  cansado,  talvez  se  sinta um  tanto
excluído), largue tudo de repente sob os olhares a sua volta, componha uma cara de louco quieto e perigoso, faça os gestos mais calmos quanto os tais escribas mais
severos, dê um largo "ciao" ao trabalho do dia, assim como quem se despede da vida, e surpreenda pouco mais tarde, com sua presença em hora tão insólita, os que
estiveram  em  casa  ocupados  na  limpeza  dos  armários,  que  você  não  sabia  antes  como  era  conduzida.  Convém não  responder  aos  olhares  interrogativos,  deixando
crescer, por instantes, a intensa expectativa que se instala. Mas não exagere na medida e suba sem demora ao quarto, libertando aí os pés das meias e dos sapatos,
tirando a roupa do corpo como se retirasse a importância das coisas, pondo­se enfim em vestes mínimas, quem sabe até em pêlo, mas sem ferir o decoro (o seu decoro,
está claro), e aceitando ao mesmo tempo, como boa verdade provisória, toda mudança de comportamento. Feito um banhista incerto, assome em seguida no trampolim
do patamar e avance dois passos como se fosse beirar um salto, silenciando de vez, embaixo, o surto abafado dos comentários. Nada de grandes lances. Desça, sem
pressa, degrau por degrau, sendo tolerante com o espanto (coitados!) dos pobres familiares, que cobrem a boca com a mão enquanto se comprimem ao pé da escada.
Passe por eles calado, circule pela casa toda como se andasse numa praia deserta (mas sempre com a mesma cara de louco ainda não precipitado) e se achegue depois,
com cuidado e ternura, junto à rede languidamente envergada entre plantas lá no terraço. Largue­se nela como quem se larga na vida, e vá ao fundo nesse mergulho:
cerre as abas da rede sobre os olhos e, com um impulso do pé (já não importa em que apoio), goze a fantasia de se sentir embalado pelo mundo.
 
Considerando a tipologia que caracteriza o texto em análise, é correto afirmar que se trata da:
 a) argumentativa
 b) narrativa
 c) descritiva
 d) expositiva
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 421: IBFC ­ Med ASS (IPSEMG)/IPSEMG/Cirurgia cabeça ­ pescoço/2014
Assunto: Tipologia Textual
Texto I
Os sapatos de meu pai
O dia começou completamente sexta­feira, pensei enquanto  levava o saco de  lixo para a calçada. Um céu úmido chuviscava  irritação sobre a cidade  indefesa e  fria,
obrigando­me a proteger o rosto do vento molhado e escolher o lugar onde punha os pés. As lojas vizinhas também levantaram suas portas onduladas. Minha rotina dos
dias pares, nossa escala entre as balconistas.
A três passos do poste, junto ao qual deixaria minha carga, dois sapatos largos e sujos, tamanhos, o direito esfregando­se na guia para se livrar do barro. Meu sangue
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 10/79
parou e todo meu corpo também. Só meus olhos mantinham alguma vida, mas que não ousavam subir além de dois palmos das pernas.O medo grudava­me no céu da
boca um gosto indeciso entre o morno e o frio. Qualquer coisa amarga em uma colher: toma, minha filha, vai te fazer bem. Eram os sapatos de meu pai. Por tudo que sei
dele, eram os sapatos de meu pai.
Já não sei se o que me resta dele, de meu pai, são reminiscências minhas, situações que eu mesma vivi, ou são as lembranças de minha mãe, casos que ela me contava
com olhos brilhantes, muitas vezes de lágrimas, outras vezes de pura paixão.
Paralisada no meio do caminho, não conseguia desgrudar os olhos daquele  sapato embarrado esfregando­se na quina da guia. A garoa apertava mais densa, e um
pequeno córrego escorria pelo meio­fio. Quase alegre. A poucos metros abaixo, entretanto, sem nenhuma resistência, despejava­se na boca de  lobo e sumia na face
escura da sexta­feira. Lá embaixo.
 
[...]
(BRAFF, Menalton. A coleira no pescoço. São Paulo: Bertrand Brasil. p.77­80)
 
O texto em análise pertence ao gênero conto, que é tipicamente narrativo. Contudo, o fragmento acima aponta para o predomínio de uma outra tipologia textual que é a:
 a)  exposição
 b)  injunção
 c)  descrição
 d)  argumentação
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 422: IBFC ­ Ana SS (IPSEMG)/IPSEMG/Qualquer Curso Superior/2014
Assunto: Tipologia Textual
Texto II
Xarope e antigripal não têm eficácia em crianças, diz estudo
(Mariana Versolato)
Xaropes e remédios para resfriados não são tão eficazes como se acredita.
Uma revisão de estudos da Colaboração Cochrane (organização internacional que elabora revisões da literatura médica) mostrou que as terapias mais comuns para tosse
aguda e resfriado não têm evidências científicas.
Pesquisadores analisaram 27 estudos com 5.117 adultos e crianças quanto à eficácia de medicamentos para resfriados que combinam antialérgicos, descongestionantes e
analgésicos.
A conclusão é que o uso dessas drogas tem efeito limitado em adultos e crianças com mais de seis anos, provocando uma melhora de 20% a 30% dos sintomas.
Esse pequeno benefício precisa ser colocado na balança com os possíveis efeitos colaterais, como sonolência e dor de cabeça.
Para crianças mais novas, porém, não há evidência de efetividade e segurança do uso desses medicamentos. [...]
(Folha de São Paulo, Cotidiano, 20/03/2014)
 
É possível perceber o caráter argumentativo do texto acima. Nele, foi utilizada como estratégia objetiva de argumentação para fortalecimento da tese inicial o seguinte
recurso:
 a)  exposição de um ponto de vista.
 b)  enumeração de exemplos.
 c)  a referência a dados.
 d)  citação direta de autoridade competente.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 423: IBFC ­ Tec SS (IPSEMG)/IPSEMG/Enfermagem/2014
Assunto: Tipologia Textual
­ Liza, você conhece o significado da palavra “férias”?
­ Já disse que não gosto de gracejos de manhã.
­ Conhece ou não, Liza?
­ Claro que conheço. Não me tome por uma tola.
­ E o que significa?
­ Afastar­se para descansar no mar e na praia. E agora suma daqui com as suas tolices, Samuel.
­ Não posso imaginar como conhece a palavra.
­ Não quer dizer logo o que está pensando? Por que eu não deveria conhecê­la?
­ Alguma vez já tirou férias, Liza?
­ Ora, eu...
Ela parou de falar.
­ Em cinquenta anos, alguma vez já teve férias, minha pequena e tola esposa?
 
(John Steinbeck. A leste do éden. São Paulo: Círculo do Livro, s.d. p. 309­10)
 
A estrutura do texto em análise permite a percepção de sua tipologia. Trata­se de um exemplo de texto:
 a)  expositivo
 b)  descritivo
 c)  narrativo
 d)  injuntivo
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 424: IBFC ­ Tec Sup Esp (MGS)/MGS/Psicologia/2016
Assunto: Tipologia Textual
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 11/79
Texto 
 
Uma Vela para Dario
 
(Dalton Trevisan)
 
Dario  vinha  apressado,  guarda­chuva  no  braço  esquerdo  e,  assim que  dobrou  a  esquina,  diminui  o  passo  até  parar,  encostando­se  à  parede  de  uma  casa.  Por  ela
escorregando, sentou­se na calçada, ainda úmida de chuva, e descansou na pedra o cachimbo.
 
Dois ou três passantes rodearam­no e indagaram se não se sentia bem, Dario abriu a boca, moveu os lábios, não se ouviu resposta. O senhor gordo, de branco, sugeriu
que devia sofrer de ataque.
 
Ele reclina­se mais um pouco, estendido agora na calçada, e o cachimbo tinha apagado. O rapaz de bigode pediu aos outros que se afastassem e o deixassem respirar.
Abre­lhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta. Quando lhe tiram os sapatos, Dario rouqueja feio, bolhas de espuma surgiram no canto da boca.
 
Cada pessoa que chega ergue­se na ponta dos pés, não o pode ver. Os moradores da rua conversam de uma porta à outra, as crianças de pijama acodem à janela. O
senhor gordo repete que Dario sentou­se na calçada, soprando a fumaça do cachimbo, encostava o guarda­chuva na parede. Mas não se vê guarda­chuva ou cachimbo
ao seu lado.
 
A velhinha de cabeça grisalha grita que ele está morrendo. Um grupo o arrasta para o  táxi da esquina. Já no carro a metade do corpo, protesta o motorista: quem
pagaria a corrida? Concordam chamar a ambulância Dario conduzido de volta e recostado à parede ­ não tem os sapatos nem o alfinete de pérola da gravata.
 
Alguém informa da farmácia na outra rua. Não carregam Dario além de esquina; a farmácia é no fim do quarteirão e, além do mais, muito peso. É largado na porta de
uma peixaria. Enxame de moscas lhe cobre o rosto, sem que faça um gesto para espantá­las.
 
Ocupado o café próximo pelas pessoas que apreciam o  incidente e, agora, comendo e bebendo, gozam as delícias da noite. Dario em sossego e  torto no degrau da
peixaria, sem o relógio de pulso.
 
Um terceiro sugere lhe examinem os papéis, retirados ­ com vários objetos ­ e seus bolsos e alinhados sobre a camisa branca. Ficam sabendo do nome, idade; sinal de
nascença. O endereço na carteira é de outra cidade.
 
Registra­se correria de uns duzentos curiosos que, a essa hora, ocupam toda a rua e as calçadas: era a polícia. O carro negro investe a multidão. Várias pessoa tropeçam
no corpo de Dario, pisoteado dezessete vezes.
 
O guarda aproxima­se do  cadáver, não pode  identificá­lo  ­ os bolsos vazios. Resta na mão esquerda a aliança de ouro, que ele próprio quando vivo  ­  só destacava
molhando no sabonete. A policia decide chamar o rabecão.
 
A última boca repete ­ Ele morreu, ele morreu. A gente começa a ser dispersar. Dario levou duas horas para morrer, ninguém acreditava estivesse no fim, Agora, aos
que alcançam vê­lo, todo o ar de um defunto.
 
Um senhor piedoso dobre o paletó de Dario para lhe apoiar a cabeça. Cruza as mãos no peito. Não consegue fechar olho nem boca, onde a espuma sumiu. Apenas um
homem morto e a multidão se espalha, as mesas do café ficam vazias. Na janela alguns moradores com almofadas para descansar os cotovelos.
 
Um menino de cor de descalço veio com uma vela, que acende ao lado do cadáver. Parece morto há muitos anos, quase o retrato de um morto desbotado pela chuva.
 
Fecham­se uma a uma as janelas. Três horas depois, lá está Dario à espera do rabecão. A cabeça agora na pedra, sem o paletó. E o dedo sem aliança. O toco de vela
apaga­se às primeiras gotas da chuva, que volta a cair.
 
O  texto  apresenta  uma  estrutura  cujo  o  processo  de  composição  predominante  é  o  narrativo.  Todos  os  elementos  abaixo  são  característicos  desse  tipo  de
texto, EXCETO:
 a)  presença de personagens.
 b)  referências temporais.
 c)  indicação espacial.
 d)  defesa de ponto de vista.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 425: IBFC ­ Asst (CM Aqa)/CM Araraquara/Comunicação/2016
Assunto: Tipologia Textual
COMUNIDADES ­ DAS PRIMEIRAS ÀS NOVAS LEITURAS DO CONCEITO
 
(...)
 
Por meio dos autores reunidos por Fernandes, percebese que a ideia de comunidade remeteao sentimento de vida em comum fundado nas relações de parentesco e
vizinhança, baseado na reciprocidade, norteado por laços afetivos que ligam indivíduos que convivem em um mesmo espaço físico e nele adquirem os recursos básicos
para a sua subsistência. Cada um dos autores apresentados por Fernandes atribui valor a um ou outro dos atributos. Mas, se pudéssemos identificar um tipo ideal de
comunidade, no sentido weberiano do termo, a partir dos diversos autores reunidos por Fernandes, esta teria: base territorial comum, fortes laços afetivos, reciprocidade,
autonomia política e econômica e subordinação do individual ao social.
 
Já  uma  sociedade  seria  definida  por  relações  voluntárias  e  contratuais. Na medida  em que  compartilham determinado  interesse,  indivíduos  podem  se  associar  para
alcançar  objetivos  relacionados  ao mesmo,  embora  não  necessariamente  tenham  outros  aspectos  de  suas  vidas  compartilhados,  tais  como  relações  de  parentesco,
interdependências econômicas ou convivam numa mesma base territorial. Portanto, o conceito de sociedade é mais amplo e inclui o de comunidade.
 
Essa diferenciação conceituai vem à tona a partir do aprofundamento do processo da divisão social do trabalho. A fragmentação das atividades laborais, a prevalência do
contrato  sobre o  status, a multiplicação dos grupos  formais, a passagem da  família para o Estado como  forma de organização social predominante e a ampliação e
internacionalização  das  trocas  comerciais  são  algumas  condições  sociais  que  promovem  modos  de  vida  societários  e  fundamentam  a  separação  conceituai  entre
comunidade e sociedade; e, mesmo, sugerem a passagem da primeira forma à segunda como modo predominante de agrupamento social, embora a bibliografia seja
quase unânime em afirmar a coexistência entre as duas formas sociais ao longo da História. (...)
 
http://www.revistas.usp.br/comueduc/article/view/78561/83089 ­ acesso em 02/05/2016.
 
Ao ler o texto acima mencionado, identifique a qual tipo de texto pertence. Assinale a alternativa correta.
 a)  Informativo
 b)  Literário
 c)  Crônica
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 12/79
 d)  Narração
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 426: IBFC ­ ACI (CM Aqa)/CM Araraquara/2016
Assunto: Tipologia Textual
O estudo científico da comunicação: avanços teóricos e metodológicos ensejados pela escola latino­americana
 
INTRODUÇÃO
 
A sociedade moderna está cercada de todos lados pelos vários sistemas de comunicaçã. Estudar a comunicação social é uma necessidade atual de todos os povos em
qualquer parte do mundo. Conhecer e dominar os sistemas de informação e da comunicação é indispensável no mundo globalizado. Estamos iniciando os últimos passos
para a saída do século XX e os primeiros para a entrada do século XXI. Neste período de transição o ser humano vive momentos de incertezas da comunicação e de
(in)comunicação,  das  cirses  políticas,  culturais,  econômicas  e  religiosas.  As  distências  na  sociedade  contemporânea  estão  cada  vez mais  próximas,  quer  seja  pelos
modernos meios de transportes ou pelas telecomunicações via satélite, Internet, etc. Com as novas tecnologias, a velocidade da informação e o processo comunicacional
tornam­se cada vez mais complexos e consequentemente de mais dificil compreensão.
 
No  inicio do século XX o  impacto sociocultural e econômico se deu com a revolução  industrial. O século XX está chegando sob o  impacto da revolução dos meios de
comunicação e das novas  tecnologias da  informação. É  inegável a  importância dos meios de comunicação social e sua  influência na complexa sociedade globalizada.
Desta forma, estudar, as mídias passou a ser prioridade no campo das interações sociais. É necessário investigar, compreender e formular teorias de comunicação que
possam atender os interesses da sociedade no mundo globalizado. Em busca desse objetivo resolvemos fazer algumas reflexões sobre os paradigmas existentes e tentar
abrir algumas brechas que possam contribuir na formatação  de novos ingredientes colaboradores do processo de interpretação e explicação da realidade atual. É neste
mindo globalizado que o homem vive atualmente e dele retira as informações que irão contribuir para ampliação dos seus conhecimentos e das suas experiências.
 
http:// www2. metodista.br/unesco/PCLA/revista6/artigo%206­3.htm ­acesso em 03/05/2016
 
Assinale a alternativa correta. Ao ler o texto acima podemos identificar que se trata de um texto:
 a) Acadêmico
 b) Jornalístico
 c) Teórico.
 d) Descritivo.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 427: IBFC ­ Eng ST (COMLURB)/COMLURB­RJ/2016
Assunto: Tipologia Textual
Investir na Segurança: Despesa ou Receita
Em se  falando de Segurança no Trabalho, nos deparamos com a palavra ACIDENTE. Numa definição abrangente e genérica, podemos afirmar que ACIDENTE é um
evento indesejável e inesperado que produz desconforto, ferimentos, danos, perdas humanas e ou materiais. Um acidente pode mudar totalmente a rotina e a vida de
uma pessoa, modificar sua razão de viver ou colocar em risco seus negócios e propriedades.
Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o acidente não é obra do acaso e nem da falta de sorte. Denomina­se SEGURANÇA, a disciplina que congrega estudos e
pesquisas  visando  eliminar  os  fatores  perigosos  que  conduzem  ao  acidente  ou  reduzir  seus  efeitos.  Seu  campo  de  atuação  vai  desde  uma  simples  residência  até
complexos conglomerados industriais.
Nos países desenvolvidos medidas preventivas e de Segurança de caráter individual ou coletivo, são aplicadas e praticadas pela maioria de seus cidadãos, ao passo que
nos países em desenvolvimento ainda são  largamente  inexistentes ou  ignoradas. Em alguns destes países a  legislação apresenta certos absurdos como compensação
monetária pela exposição ao risco (periculosidade, insalubridade), fazendo com que empregados e empregadores concentrem suas atenções no “custo” da exposição e
não na eliminação da mesma.
(...)
http://www.segurancanotrabalho.eng.br/artigos/investir_seg.html ­ acesso em 25/04/2016
 
Sabemos que há alguns tipos de textos que são conhecidos como gêneros textuais. Assinale a alternativa que está se referindo ao texto lido.
 a)  O texto lido é do gênero literário, pois possui influência da linguagem oral;
 b)  O texto lido pertence ao gênero crônica, visto que traz uma crítica.
 c)  O texto lido é do gênero informativo, pois explica alguns aspectos sobre Segurança no trabalho.
 d)  O texto lido é do Gênero teórico, por passar informações sobre Segurança no trabalho.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 428: IBFC ­ Tec (COMLURB)/COMLURB­RJ/Segurança do Trabalho/2016
Assunto: Tipologia Textual
Que é Segurança do Trabalho?
Segurança do trabalho pode ser entendida como os conjuntos de medidas que são adotadas visando minimizar os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, bem como
proteger a integridade e a capacidade de trabalho do trabalhador.
A  Segurança  do Trabalho  estuda  diversas  disciplinas  como  Introdução  à  Segurança, Higiene  e Medicina  do Trabalho,  Prevenção  e Controle  de Riscos  em Máquinas,
Equipamentos e Instalações, Psicologia na Engenharia de Segurança, Comunicação e Treinamento, Administração aplicada à Engenharia de Segurança, O Ambiente e as
Doenças  do  Trabalho,  Higiene  do  Trabalho,  Metodologia  de  Pesquisa,  Legislação,  Normas  Técnicas,  Responsabilidade  Civil  e  Criminal,  Perícias,  Proteção  do  Meio
Ambiente, Ergonomia e Iluminação, Proteção contra Incêndios e Explosões e Gerência de Riscos.
O  quadro  de  Segurança  do  Trabalho  de  uma  empresa  compõe­se  de  uma  equipe multidisciplinar  composta  por  Técnico  de  Segurança  do  Trabalho,  Engenheiro  de
Segurançado Trabalho, Médico do Trabalho e Enfermeiro do Trabalho. Estes profissionais formam o que chamamos de SESMT ­ Serviço Especializado em Engenharia de
Segurança e Medicina do Trabalho. Também os empregados da empresa constituem a CIPA ­ Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, que tem como objetivo a
prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tomar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde
do trabalhador.
A  Segurança  do  Trabalho  é  definida  por  normas  e  leis.  No  Brasil,  a  Legislação  de  Segurança  do  Trabalho  compõe­  se  de  Normas  Regulamentadoras,  leis
complementares, como portarias e decretos e também as convenções Internacionais da Organização Internacional do Trabalho, ratificadas pelo Brasil.
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 13/79
http://www.areasea.com/sea/ ­ acesso em 24/04/2016
 
São variadas as possibilidades de se identificar os Gêneros textuais. Tendo como referência o texto acima, identifique a alternativa correta.
 a)  O texto referido é do gênero informativo, já que apresenta informações sobre a Segurança do Trabalho, possibilitando múltiplas interpretações.
 b)  O texto referido é do gênero científico, já que apresenta informações sobre a Segurança do Trabalho, possibilitando múltiplas interpretações.
 c)  O texto referido é do gênero científico, já que apresenta informações sobre a Segurança do Trabalho, possibilitando única interpretação.
 d)  O texto referido é do gênero informativo, já que apresenta informações sobre a Segurança do Trabalho, possibilitando única interpretação.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 429: IBFC ­ Per Crim (PC RJ)/PC RJ/Biologia/2013
Assunto: Reescritura de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto
 
Para Ver as Meninas
 
Silêncio por favor
Enquanto esqueço um pouco
a dor no peito
Não diga nada
sobre meus defeitos
Eu não me lembro mais
Quem me deixou assim
Hoje eu quero apenas
Uma pausa de mil compassos
Para ver as meninas
E anda mais nos braços
Só este amor
Assim descontraído
Quem sabe de tudo não fale
Quem sabe nada se cale
Se for preciso eu repito
Porque hoje eu vou fazer
Ao meu jeito eu vou fazer
Um samba sobre o infinito
Porque hoje eu vou fazer
Ao meu jeito eu vou fazer
Um samba sobre o infinito
 
(Marisa Monte) Disponível em http://letras.mus.br/marisa­monte/47291/Acesso em 19/07/2013
 
Assinale a opção que apresenta a reescritura de um verso do texto que provocaria alteração de sentido.
 a)  “sobre meu defeitos” (5º verso) / a respeito dos meus defeitos
 b)  “quem me deixou assim” (7º verso) / quem me deixou deste modo
 c)  “Quem sabe de tudo não fale” (14º verso) / Quem conhece de tudo não fale
 d)  “Porque hoje eu vou fazer” (17º verso) / já que hoje eu vou fazer
 e)  “Um samba sobre o infinito” (19º verso) / O samba sobre o infinito
 
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 430: IBFC ­ Ana San (EMBASA)/EMBASA/Enfermeiro do Trabalho/2015
Assunto: Reescritura de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Não quer ajudar, não atrapalha
                                  (Gregório Duvivier)
É sempre a mesma coisa. Primeiro todo o mundo põe um filtro arco­íris no avatar. Depois vem uma onda de gente criticando quem trocou o avatar. Depois vem a onda
criticando quem criticou. Em seguida começam a criticar quem criticou os que criticaram. Nesse momento já começaram as ofensas pessoais e já se esqueceu o porquê
de ter trocado o avatar, ou trocado o nome para guarani kayowá, ou abraçado qualquer outra causa.
Toda batalha pode ser  ridicularizada. Você é contra a homofobia: essa bandeira é  fácil, quero ver  levantar bandeira contra a  transfobia. Você é contra a  transfobia:
estatisticamente a transfobia afeta muito pouca gente se comparada ao machismo. Você é contra o machismo: mas a mulher está muito mais incluída na sociedade do
que os negros. E por aí vai. Você é de esquerda, mas não doa pros pobres? Hipócrita. Ah, você doa pros pobres? Populista. Culpado. Assistencialista.
Cintia Suzuki resumiu bem: “Você coloca um avatar coloridinho, aí não pode porque tem gente passando fome. Aí o governo faz um programa pras pessoas não passarem
mais fome, e aí não pode porque é sustentar vagabundo (...). Moral da história: deixa os outros ajudarem quem bem entenderem, já que você não vai ajudar ninguém".
Todo vegetariano diz que a parte difícil de não comer carne não é não comer carne. Chato mesmo é aguentar a reação dos carnívoros: “De onde você tira a proteína?
Você tem pena de bicho? Mas de rúcula você não tem pena? E das pessoas que colhem a rúcula, você não tem pena? E dos peruanos que não podem mais comprar
quinoa e estão morrendo de fome?"
O estranho é que, independentemente da sua orientação em relação à carne, não há quem não concorde que o vegetarianismo seria melhor para o mundo, seja do ponto
de vista dos animais, ou do meio ambiente, ou da saúde, ou de tudo junto. O problema é exatamente esse: alguém fazendo alguma coisa lembra a gente de que a gente
não está  fazendo nada. Quando o vizinho separa o  lixo, você se sente mal por não separar. A solução? Xingar o vizinho, esse hipócrita que separa o  lixo, mas fuma
cigarro. Assim é fácil, vizinho.
Quem não faz nada pra mudar o mundo está sempre muito empenhado em provar que a pessoa que faz alguma coisa está errada — melhor seria se usasse essa energia
para tentar mudar, de fato, alguma coisa. Como diria minha avó: não quer ajudar, não atrapalha.
(Disponível em: http://www1 .folha.uol.com.br/colunas/ areaorioduvivier/2015/07/1654941­nao­auer­aiudar­nao­atrapalha.shtml. Acesso em: 10/09/15)
 
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 14/79
No fragmento “O estranho é que,  independentemente da sua orientação em relação à carne" (5°§), ocorre um exemplo de crase. Ao reescrever­se um trecho desse
fragmento, substituindo o vocábulo “carne" por outras construções, aponte a única opção em que o acento grave estaria sendo usado corretamente.
 a) independentemente da sua orientação em relação à escolha
 b) independentemente da sua orientação em relação à uma alimentação
 c) independentemente da sua orientação em relação à alimentar­se
 d) independentemente da sua orientação em relação à comidas
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 431: IBFC ­ Ass Adm (CEP 28)/CEP 28/2015
Assunto: Reescritura de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Também tem de ser verdade
 
(Jennifer ann Thomas)
 
A onda sustentável que tomou o planeta nas últimas décadas levantou considerações em torno da fabricação de baterias. A busca pelo aumento da eficiência passou a
rivalizar com a batalha por tornar esses dispositivos mais verdes. O caminho seguro é a substituição gradual de fontes sujas de energia, a exemplo do petróleo, pelas
renováveis.  A  energia  solar,  em  especial,  foi  alavancada  ao  status  de  possível  solução  definitiva  para  os  dois  problemas  que  rondam  as  baterias:  a  eficiência  e  a
sustentabilidade. Se toda a radiação que atinge a Terra em um dia, vinda do sol, virasse eletricidade, seria possível sustentar a humanidade por 27 anos. Na prática, o
que falta hoje para a adoção ampla da alternativa solar é apenas vontade, da indústria e de consumidores, para implantá­la. A startup alemã Changers achou uma boa
forma de incentivo.
 
A Changers vende os modelos abastecidos por radiação solar. Seus carregadores, finos e maleáveis, podem ser acoplados a mochilas ou levados dentro de uma bolsa.
Após  quatro  horas  carregando  no  sol,  uma  dessas  baterias  absorve  energia  suficiente  para  produzir  16  watts­hora,  o  suficiente  para  recarregar  abateria  de
um smartphone duas vezes no dia.
 
Um aplicativo, normalmente entregue junto com as baterias da Changers, motiva clientes a ser sustentáveis ­ e, no processo, mostra as vantagens de adotar essa postura
(mesmo que para isso seja preciso pagar um pouco mais caro pelo produto alimentado pelo sol, em comparação com as baterias carregadas com fontes sujas). [...] A
fundadora  da  Changers,  Daniela  Schieffer,  afirma:  "Todos  adoram  falar  da  necessidade  de  cuidar  da  Terra,  mas  poucos  se  mexem  para  isso.  Queremos  dar  um
empurrão, dizer 'vamos começar de algum lugar' e mostrar quando é fácil adotar posturas mais conscientes".
 
(Revista Veja, de 15/04/15 ­ adaptado)
 
Considere o fragmento abaixo para responder à questão seguinte.
 
"Um aplicativo, normalmente entregue  junto  com as baterias da Changers, motiva  clientes a  ser  sustentáveis  ­  e, no processo, mostra as vantagens de adotar essa
postura (mesmo que  para  isso  seja  preciso  pagar  um pouco mais  caro  pelo  produto  alimentado  pelo  sol,  em  comparação  com as  baterias  carregadas  com  fontes
sujas)." (3º§)
 
Considerando o valor semântico do termo em destaque, ele poderia ser substituído, sem prejuízo de sentido, por:
 a)  Visto que
 b)  Embora
 c)  À medida que
 d)  Que
 
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 432: IBFC ­ Asst (CM Aqa)/CM Araraquara/Comunicação/2016
Assunto: Reescritura de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
COMUNIDADES ­ DAS PRIMEIRAS ÀS NOVAS LEITURAS DO CONCEITO
 
(...)
 
Por meio dos autores reunidos por Fernandes, percebese que a ideia de comunidade remete ao sentimento de vida em comum fundado nas relações de parentesco e
vizinhança, baseado na reciprocidade, norteado por laços afetivos que ligam indivíduos que convivem em um mesmo espaço físico e nele adquirem os recursos básicos
para a sua subsistência. Cada um dos autores apresentados por Fernandes atribui valor a um ou outro dos atributos. Mas, se pudéssemos identificar um tipo ideal de
comunidade, no sentido weberiano do termo, a partir dos diversos autores reunidos por Fernandes, esta teria: base territorial comum, fortes laços afetivos, reciprocidade,
autonomia política e econômica e subordinação do individual ao social.
 
Já  uma  sociedade  seria  definida  por  relações  voluntárias  e  contratuais. Na medida  em que  compartilham determinado  interesse,  indivíduos  podem  se  associar  para
alcançar  objetivos  relacionados  ao mesmo,  embora  não  necessariamente  tenham  outros  aspectos  de  suas  vidas  compartilhados,  tais  como  relações  de  parentesco,
interdependências econômicas ou convivam numa mesma base territorial. Portanto, o conceito de sociedade é mais amplo e inclui o de comunidade.
 
Essa diferenciação conceituai vem à tona a partir do aprofundamento do processo da divisão social do trabalho. A fragmentação das atividades laborais, a prevalência do
contrato  sobre o  status, a multiplicação dos grupos  formais, a passagem da  família para o Estado como  forma de organização social predominante e a ampliação e
internacionalização  das  trocas  comerciais  são  algumas  condições  sociais  que  promovem  modos  de  vida  societários  e  fundamentam  a  separação  conceituai  entre
comunidade e sociedade; e, mesmo, sugerem a passagem da primeira forma à segunda como modo predominante de agrupamento social, embora a bibliografia seja
quase unânime em afirmar a coexistência entre as duas formas sociais ao longo da História. (...)
 
http://www.revistas.usp.br/comueduc/article/view/78561/83089 ­ acesso em 02/05/2016.
 
Leia a frase abaixo e assinale a alternativa que indica a correta substituição da palavra destacada:
 
Mas, se pudéssemos identificar um tipo ideal de comunidade,(...).
 a)  então
 b)  assim
 c)  contudo
 d)  que
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 433: IBFC ­ ACI (CM Aqa)/CM Araraquara/2016
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 15/79
Assunto: Reescritura de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
O estudo científico da comunicação: avanços teóricos e metodológicos ensejados pela escola latino­americana
 
INTRODUÇÃO
 
A sociedade moderna está cercada de todos lados pelos vários sistemas de comunicaçã. Estudar a comunicação social é uma necessidade atual de todos os povos em
qualquer parte do mundo. Conhecer e dominar os sistemas de informação e da comunicação é indispensável no mundo globalizado. Estamos iniciando os últimos passos
para a saída do século XX e os primeiros para a entrada do século XXI. Neste período de transição o ser humano vive momentos de incertezas da comunicação e de
(in)comunicação,  das  cirses  políticas,  culturais,  econômicas  e  religiosas.  As  distências  na  sociedade  contemporânea  estão  cada  vez mais  próximas,  quer  seja  pelos
modernos meios de transportes ou pelas telecomunicações via satélite, Internet, etc. Com as novas tecnologias, a velocidade da informação e o processo comunicacional
tornam­se cada vez mais complexos e consequentemente de mais dificil compreensão.
 
No  inicio do século XX o  impacto sociocultural e econômico se deu com a revolução  industrial. O século XX está chegando sob o  impacto da revolução dos meios de
comunicação e das novas  tecnologias da  informação. É  inegável a  importância dos meios de comunicação social e sua  influência na complexa sociedade globalizada.
Desta forma, estudar, as mídias passou a ser prioridade no campo das interações sociais. É necessário investigar, compreender e formular teorias de comunicação que
possam atender os interesses da sociedade no mundo globalizado. Em busca desse objetivo resolvemos fazer algumas reflexões sobre os paradigmas existentes e tentar
abrir algumas brechas que possam contribuir na formatação  de novos ingredientes colaboradores do processo de interpretação e explicação da realidade atual. É neste
mindo globalizado que o homem vive atualmente e dele retira as informações que irão contribuir para ampliação dos seus conhecimentos e das suas experiências.
 
http:// www2. metodista.br/unesco/PCLA/revista6/artigo%206­3.htm ­acesso em 03/05/2016
 
Leia as opções abaixo e indique a que altera a conjugação para o termo futuro de maneira correta.
 
É necessário investigar, compreender e formular teorias de comunicação que possam atender os interesses da sociedade no mundo globalizado.
 a) Será necessário investigar, compreender e formular teorias de comunicação que possam atender os interesses da sociedade no mundo globalizado.
 b) Serão necessário investigar, compreender e formular teorias de comunicação que possam atender os interesses da sociedade no mundo globalizado.
 c) Há a necessidade de investigar, compreender e formular teorias de comunicação que possam atender os interesses da sociedade no mundo globalizado.
 d) Seria necessário investigar, compreender teorias de comunicação que possam atender os interesses da sociedade no mundo globalizado.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 434: IBFC ­ ACI (CM Aqa)/CM Araraquara/2016
Assunto: Reescritura de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
O estudo científico da comunicação: avanços teóricos e metodológicos ensejados pela escola latino­americana
 
INTRODUÇÃO
 
A sociedade moderna está cercada de todos lados pelos vários sistemas de comunicaçã. Estudar a comunicação social é uma necessidade atual de todos os povos em
qualquer parte do mundo. Conhecer e dominar os sistemas de informação e da comunicação é indispensável no mundo globalizado. Estamos iniciando os últimos passos
para a saída do século XX e os primeiros para a entrada do século XXI. Neste período de transição o ser humano vive momentos de incertezas da comunicação e de
(in)comunicação,  das  cirses  políticas,  culturais,  econômicase  religiosas.  As  distências  na  sociedade  contemporânea  estão  cada  vez mais  próximas,  quer  seja  pelos
modernos meios de transportes ou pelas telecomunicações via satélite, Internet, etc. Com as novas tecnologias, a velocidade da informação e o processo comunicacional
tornam­se cada vez mais complexos e consequentemente de mais dificil compreensão.
 
No  inicio do século XX o  impacto sociocultural e econômico se deu com a revolução  industrial. O século XX está chegando sob o  impacto da revolução dos meios de
comunicação e das novas  tecnologias da  informação. É  inegável a  importância dos meios de comunicação social e sua  influência na complexa sociedade globalizada.
Desta forma, estudar, as mídias passou a ser prioridade no campo das interações sociais. É necessário investigar, compreender e formular teorias de comunicação que
possam atender os interesses da sociedade no mundo globalizado. Em busca desse objetivo resolvemos fazer algumas reflexões sobre os paradigmas existentes e tentar
abrir algumas brechas que possam contribuir na formatação  de novos ingredientes colaboradores do processo de interpretação e explicação da realidade atual. É neste
mindo globalizado que o homem vive atualmente e dele retira as informações que irão contribuir para ampliação dos seus conhecimentos e das suas experiências.
 
http:// www2. metodista.br/unesco/PCLA/revista6/artigo%206­3.htm ­acesso em 03/05/2016
 
 
Leia a citação abaixo e assinale a correta substituição do gerúndio:
 
Estamos iniciando os últimos passos para a saída do século XX e os primeiros para a entrada do século XXI.
 a) Iniciaremos os últimos passos para a saída do século XX e os primeiros para a entrada do século XXI.
 b) Iniciamos os últimos passos para a saída do século XX e os primeiros para a entrada do século XXI.
 c) Iniciarei os últimos passos para a saída do século XX e os primeiros para a entrada do século XXI.
 d) Ao iniciarmos os últimos passos para a saída do século XX e os primeiros para a entrada do século XXI.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 435: IBFC ­ ACI (CM Aqa)/CM Araraquara/2016
Assunto: Reescritura de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
O estudo científico da comunicação: avanços teóricos e metodológicos ensejados pela escola latino­americana
 
INTRODUÇÃO
 
A sociedade moderna está cercada de todos lados pelos vários sistemas de comunicaçã. Estudar a comunicação social é uma necessidade atual de todos os povos em
qualquer parte do mundo. Conhecer e dominar os sistemas de informação e da comunicação é indispensável no mundo globalizado. Estamos iniciando os últimos passos
para a saída do século XX e os primeiros para a entrada do século XXI. Neste período de transição o ser humano vive momentos de incertezas da comunicação e de
(in)comunicação,  das  cirses  políticas,  culturais,  econômicas  e  religiosas.  As  distências  na  sociedade  contemporânea  estão  cada  vez mais  próximas,  quer  seja  pelos
modernos meios de transportes ou pelas telecomunicações via satélite, Internet, etc. Com as novas tecnologias, a velocidade da informação e o processo comunicacional
tornam­se cada vez mais complexos e consequentemente de mais dificil compreensão.
 
No  inicio do século XX o  impacto sociocultural e econômico se deu com a revolução  industrial. O século XX está chegando sob o  impacto da revolução dos meios de
comunicação e das novas  tecnologias da  informação. É  inegável a  importância dos meios de comunicação social e sua  influência na complexa sociedade globalizada.
Desta forma, estudar, as mídias passou a ser prioridade no campo das interações sociais. É necessário investigar, compreender e formular teorias de comunicação que
possam atender os interesses da sociedade no mundo globalizado. Em busca desse objetivo resolvemos fazer algumas reflexões sobre os paradigmas existentes e tentar
abrir algumas brechas que possam contribuir na formatação  de novos ingredientes colaboradores do processo de interpretação e explicação da realidade atual. É neste
mindo globalizado que o homem vive atualmente e dele retira as informações que irão contribuir para ampliação dos seus conhecimentos e das suas experiências.
 
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 16/79
http:// www2. metodista.br/unesco/PCLA/revista6/artigo%206­3.htm ­acesso em 03/05/2016
 
 
Analise a citação abaixo e substitua o termo grifado por outro que não altere seu sentido.
 
Desta forma, estudar as mídias passou a ser uma prioridade no campo das interações sociais.
 a) Mas
 b) Como
 c) Assim
 d) Porém.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 436: IBFC ­ TJ (TRE AM)/TRE AM/Administrativa/2014
Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Texto
 
Gente­casa
 
Existe gente­casa e gente­apartamento. Não tem nada a ver com tamanho: há pessoas pequenas que você sabe, só de olhar, que dentro têm dois pisos e escadaria, e
pessoas  grandes  com  um  interior  apertado,  sala  e  quitinete.  Também  não  tem  nada  a  ver  com  caráter.  Gente­casa  não  é  necessariamente melhor  do  que  gente­
apartamento. A casa que alguns têm por dentro pode estar abandonada, a pessoa pode ser apenas uma fachada para uma armadilha ou um bordel. Já uma pessoa­
apartamento pode ter um interior simples mas bem ajeitado e agradável. É muito melhor conviver com um dois quartos, sala, cozinha e dependências do que com um
labirinto.
 
Algumas pessoas não são apenas casas. São mansões. Com sótão e porão e tudo que eles comportam, inclusive baús antigos, fantasmas e alguns ratos. É fascinante
quando alguém que você não imaginava ser mais do que um apartamento com, vá lá, uma suíte, de repente se revela um sobrado com pátio interno, adega e solário. É
sempre arriscado prejulgar: você pode começar um relacionamento com alguém pensando que é um quarto­e­sala conjugado e se descobrir perdido em corredores
escuros, e quando abre a porta, dá no quarto de uma  tia  louca. Pensando bem,  todo mundo  tem uma casa por dentro, ou no mínimo, bem  lá no  fundo, um porão.
Ninguém é simples. Tudo, afinal, é só a ponta de um iceberg (salvo ponta de iceberg, que pode ser outra coisa) e muitas vezes quem aparenta ser apenas uma cobertura
funcional com qrt. sal. lavab. e coz. só está escondendo suas masmorras.
 
(VERÍSSIMO, Luis Fernando.O Melhor das Comédias da Vida Privada. Rio de Janeiro: Objetiva, 2004)
 
“A casa que alguns têm por dentro pode estar abandonada, a pessoa pode ser apenas uma fachada para uma armadilha ou um bordel.”
 
Considere o fragmento acima, e assinale a opção em que se faz um comentário linguístico inadequado sobre ele.
 a) O verbo “têm” está acentuado pois concorda com o pronome relativo “que” usado anteriormente.
 b) O uso da forma verbal “pode”, em suas duas ocorrências, revela um sentido de possibilidade.
 c) Os vocábulos “armadilha” e “bordel” estão relacionados por um conectivo e ambos possuem conotação negativa no texto.
 d) O vocábulo “uma”, em suas duas ocorrências, é classificado como artigo indefinido.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 437: IBFC ­ TJ (TRE AM)/TRE AM/Administrativa/2014
Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Texto
 
Gente­casa
 
Existe gente­casa e gente­apartamento. Não tem nada a ver com tamanho: há pessoas pequenas que você sabe, só de olhar, que dentro têm dois pisos e escadaria, e
pessoas  grandes  com  um  interior  apertado,  sala  e  quitinete.  Também  não  tem  nada  a  ver  com  caráter.  Gente­casa  não  é  necessariamente melhor  do  que  gente­
apartamento. A casa que alguns têm por dentro pode estar abandonada, a pessoa pode ser apenas uma fachada para uma armadilha ou um bordel. Já uma pessoa­
apartamento pode ter um interior simples mas bem ajeitado e agradável. É muito melhor conviver com umdois quartos, sala, cozinha e dependências do que com um
labirinto.
 
Algumas pessoas não são apenas casas. São mansões. Com sótão e porão e tudo que eles comportam, inclusive baús antigos, fantasmas e alguns ratos. É fascinante
quando alguém que você não imaginava ser mais do que um apartamento com, vá lá, uma suíte, de repente se revela um sobrado com pátio interno, adega e solário. É
sempre arriscado prejulgar: você pode começar um relacionamento com alguém pensando que é um quarto­e­sala conjugado e se descobrir perdido em corredores
escuros, e quando abre a porta, dá no quarto de uma  tia  louca. Pensando bem,  todo mundo  tem uma casa por dentro, ou no mínimo, bem  lá no  fundo, um porão.
Ninguém é simples. Tudo, afinal, é só a ponta de um iceberg (salvo ponta de iceberg, que pode ser outra coisa) e muitas vezes quem aparenta ser apenas uma cobertura
funcional com qrt. sal. lavab. e coz. só está escondendo suas masmorras.
 
(VERÍSSIMO, Luis Fernando.O Melhor das Comédias da Vida Privada. Rio de Janeiro: Objetiva, 2004)
 
Ao afirmar, no segundo parágrafo, que “todo mundo tem uma casa por dentro, ou no mínimo, bem lá no fundo, um porão” pode­se perceber que:
 a) “casa” e “porão” apresentam o mesmo valor semântico.
 b) revela­se uma aparente incoerência em relação à distinção inicial: “gente­casa” e “gente­apartamento”.
 c) “porão” configura algo mais amplo e obscuro que a própria casa.
 d) a expressão “todo mundo” não assume caráter generalizante.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 438: IBFC ­ Per Crim (PC RJ)/PC RJ/Biologia/2013
Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Texto
 
O silêncio é um grande tagarela
 
Acredite se quiser. O silêncio tem voz. O silêncio fala. O que é perfeitamente normal no universo humano. Ou você pensa que só ou nosso falar, comunica? O silêncio
também comunica. E muito. O silêncio pode dizer muita coisa sobre um líder, uma organização, uma crise, uma relação.
 
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 17/79
Mesmo que a nudez  seja uma ação estratégica, não adianta.  Logo mais, alguém vai  criar uma versão sobre aquele  silêncio.  Interpretá­lo e  formar uma opinião. As
percepções serão múltiplas. As interpretações vão correr soltas. As opiniões formarão novas opiniões e multiplicarão comentários. O silêncio, coitado, que só queria se
preservar acabou alimentando uma rede de conversas a seu respeito. Porque não adianta fingir que ninguém viu, que passou despercebido. Não passou. Nada passa
despercebido ­ nem o silêncio.
 
A rádio corredor então, é imediata. Na roda do café, no almoço, no happy­hour. Todos os empregados vão comentar o que perceberam com aquele silêncio oficial, com o
que ficou sem uma resposta. Com o que ficou no ar. Com a falta da comunicação interna.
 
E as redes sociais, com suas vastidões de blogs, chats, comunidades e demais canais vão falar, vão comentar e construir uma imagem a respeito do silêncio. Porque o
silêncio, que não se defende porque não emite sua versão oficial ­ perde uma grande oportunidade de esclarecer, de dar volta por cima e mudar percepções, influenciar.
Porque se a palavra liberta, conecta, use; o silêncio perde, esconde, confunde, sonega.
 
Afinal, não existem relações humanas sem comunicação. Sem conversa. São as pessoas que dão vida e voz às empresas, aos governos e às organizações. Mesmo dois
mudos se comunicam por sinais e gestos. Portanto, o silêncio também fala. Mesmo que não queira dizer nada.
 
Por  isso,  é  preciso  conversar.  Sabe  o  quê,  quando,  como  falar.  Sabe  ouvir.  Saber  responder.  Interagir.  Este  é  um  mundo  que  clama  por  diálogo.  Que  demanda
transparência. Assim como os mercados, os clientes e os consumidores. Assim como os cidadãos e os eleitores, mais do que nunca! E o silêncio é uma voz ruidosa. nunca
foi bom conselheiro. Desde a briga de namorados. Até as suspeitas de escândalos financeiros, fraudes, desastres ambientais, acidentes de trabalho.
 
O silêncio é um canto de sereia. Só parece uma boa solução, por que a voz do silêncio é um grito com enorme poder de eco. E se você não gosta do que está ouvindo,
preste atenção no que está emitindo. Pois de qualquer maneira,  sempre vai comunicar alguma coisa. Quer queira, quer não. De maneira planejada, sendo previdente. Ou
apagando incêndios, com enormes custos para a organização, o valor da marca, a motivação dos empregados e o próprio futuro do negócio.
 
Enfim, o silêncio nem parece, mas é um grande tagarela.
 
(Luiz Antônio Gaulia) Disponível em http://www.aberje.com.br/acervo_colunas_veasp?ID_COLUNA=96&ID_COLUNISTA=27 Acesso em 19/07/2013
 
No  primeiro  parágrafo  do  texto,  utilizam­se  várias  estratégias  linguísticas  que  visam a  uma  aproximação  com o  leitor.  Assinale  a  única  que  não  foi  utilizada  em  tal
parágrafo.
 a)  predomínio de sujeitos desinenciais.
 b)  pergunta retórica
 c)  verbo no modo imperativo
 d)  pronome de tratamento explícito
 e)  repetição sintática expressiva
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 439: IBFC ­ Per Crim (PC RJ)/PC RJ/Biologia/2013
Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Texto 
 
Para Ver as Meninas
 
Silêncio por favor
Enquanto esqueço um pouco
a dor no peito
Não diga nada
sobre meus defeitos
Eu não me lembro mais
Quem me deixou assim
Hoje eu quero apenas
Uma pausa de mil compassos
Para ver as meninas
E anda mais nos braços
Só este amor
Assim descontraído
Quem sabe de tudo não fale
Quem sabe nada se cale
Se for preciso eu repito
Porque hoje eu vou fazer
Ao meu jeito eu vou fazer
Um samba sobre o infinito
Porque hoje eu vou fazer
Ao meu jeito eu vou fazer
Um samba sobre o infinito
 
(Marisa Monte) Disponível em http://letras.mus.br/marisa­monte/47291/Acesso em 19/07/2013
 
Nos versos “E nada mais nos braços/ Só este amor”, ocorre um pronome demonstrativo que tem seu uso justificado por fazer referência:
 a)  temporal apontando para um fato passado.
 b)  textual substituindo uma palavra já citada anteriormente.
 c)  textual antecipando uma ideia que será apresentada.
 d)  temporal indicando um fato futuro.
 e)  especial referindo­se a uma proximidade do enunciador.
 
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 440: IBFC ­ Papis (PC RJ)/PC RJ/2014
Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Texto I
Notícia de Jornal 
                               (Fernando Sabino)
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 18/79
Leio no jornal a notícia de que um homem morreu de fome. Um homem de cor branca, 30 anos presumíveis, pobremente vestido, morreu de fome, sem socorros, em
pleno centro da cidade, permanecendo deitado na calçada durante 72 horas, para finalmente morrer de fome.
Morreu de fome. Depois de insistentes pedidos e comentários, uma ambulância do Pronto Socorro e uma radiopatrulha foram ao local, mas regressaram sem prestar
auxílio ao homem, que acabou morrendo de fome.
Um homem que morreu de fome. O comissário de plantão (um homem) afirmou que o caso (morrer de fome) era da alçada da Delegacia de Mendicância, especialista
em homens que morrem de fome. E o homem morreu de fome.
O corpo do homem que morreu de fome foi recolhido ao Instituto Anatômico sem ser identificado. Nada se sabe dele, senão que morreu de fome.
Um homem morre de fome em plena rua, entre centenas de passantes. Um homem caído na rua. Um bêbado. Um vagabundo. Um mendigo, um anormal, um tarado, um
pária, um marginal, um proscrito, um bicho, uma coisa ­ não é um homem. E os outros homens cumprem seu destino de passantes, que é o de passar. Durante setenta e
duas horas todos passam, ao lado do homem que morre de fome, com um olhar de nojo, desdém, inquietação e até mesmo piedade,ou sem olhar nenhum. Passam, e o
homem continua morrendo de fome, sozinho, isolado, perdido entre os homens, sem socorro e sem perdão.
Não é da alçada do comissário, nem do hospital, nem da radiopatrulha, por que haveria de ser da minha alçada? Que é que eu tenho com isso? Deixa o homem morrer
de fome.
E o homem morre de fome. De trinta anos presumíveis. Pobremente vestido. Morreu de fome, diz o jornal. Louve­se a insistência dos comerciantes, que jamais morrerão
de  fome,  pedindo  providências  às  autoridades.  As  autoridades  nada mais  puderam  fazer  senão  remover  o  corpo  do  homem. Deviam  deixar  que  apodrecesse,  para
escarmento dos outros homens. Nada mais puderam fazer senão esperar que morresse de fome.
E ontem, depois de setenta e duas horas de  inanição,  tombado em plena rua, no centro mais movimentado da cidade do Rio de Janeiro,   Estado da Guanabara, um
homem morreu de fome.
(Disponível em http://www.fotolog.com.br/spokesman_/70276847/: Acesso em 10/09/14)
 
Sobre o fragmento a seguir, considerando as afirmativas abaixo, assinale a alternativa correta:
“O comissário de plantão (um homem) afirmou que o caso (morrer de fome) era da alçada da Delegacia de Mendicância, especialista em homens que morrem de fome”
(3º §)
I. Os comentários entre parênteses simbolizam o pensamento do comissário, que também ficou consternado com a morte do homem.
II. Nas duas ocorrências, o “que” não serve, exatamente, aos mesmos propósitos sintáticos.
III. A vírgula poderia ser suprimida, não havendo infração a nenhuma regra nem qualquer alteração de sentido.
IV. Essa passagem ilustra um caso de discurso direto, caracterizado pela presença de verbo dicendi ou de elocução e da conjunção integrante.
 a) Somente a afirmativa IV está correta.
 b) As afirmativas I, II e III estão corretas.
 c) Todas as afirmativas estão corretas.
 d) Somente a afirmativa II está correta.
 e) Somente as afirmativas II e IV estão corretas.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 441: IBFC ­ Papis (PC RJ)/PC RJ/2014
Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Texto IV
 
 
http://operamundi.uol.com.br/conteudo/opiniao/37597/charge+ebola+causa+c omocao+apos+risco+de+epidemi
 
Os dois balões de fala presentes no texto apresentam construções verbais que indicam respectivamente:
 a) possibilidade e imperatividade
 b) incerteza e certeza
 c) imperatividade e incerteza
 d) dúvida e certeza
 e) certeza e possibilidade
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 442: IBFC ­ Ag Seg Pen (SEDS MG)/SEDS MG/2014
Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Emoções mapeadas
Estudo mostra quais regiões do corpo são ‘ativadas’ por
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 19/79
sentimentos como raiva e felicidade e conclui que sensações 
têm caráter universal
(Monique Oliveira)
Aperto no peito, frio na barriga, cabeça quente. Quem nunca usou essas expressões para traduzir uma emoção?
A sabedoria popular já sabe que emoções causam alterações físicas. Os cientistas também: a rigor, emoção é o estímulo que afeta o sistema límbico [região do cérebro
que a processa] e é capaz de mudar o sistema periférico.
 
Faltava saber exatamente onde essas mudanças físicas ocorrem, o que pode ajudar a melhor definir as emoções e entender os transtornos afetados por elas.
 
No intuito de responder a essa questão, cientistas da Universidade de Aalto em parceria com a Universidade de Turku, ambas na Finlândia, pediram a 700 voluntários que
indicassem quais áreas do corpo sofriam alterações quando sentiam uma determinada emoção.
 
Para incitar cada estado emocional, foram usadas palavras, músicas e filmes. As alterações sentidas podiam ser de qualquer ordem ­ dor e calor, por exemplo.
 
Com os dados, um software montou um único circuito para cada emoção ­ raiva, medo, desgosto, felicidade, tristeza e surpresa (chamadas de básicas) e ansiedade,
amor, depressão, desprezo e orgulho (tidas como correlatas).
 
“Tanto  o  computador  como  outras  pessoas  reconheceram  as  emoções  descritas,  o  que  denota  o  seu  aspecto  universal”,  disse  à  Folha  Riitta  Hari,  professora  da
Universidade Aalto e uma das autoras do estudo, publicado na revista da Academia de Ciências dos EUA, “PNAS”.
Assim, emoções ligadas à excitação, como raiva e felicidade, foram associadas com ativações e calor dos membros superiores.
Já as emoções que indicam estado depressivo ou de tristeza foram relacionadas a menor atividade nos membros inferiores, como adormecimento das pernas e pés.
Sensações no sistema digestório e ao redor da garganta foram relacionadas a desgosto. Felicidade foi a única emoção associada com calor e ativações no corpo inteiro.
O estudo pode ajudar a identificar emoções nem sempre distinguíveis, como tristeza e desgosto. [...]
(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/151651­emocoes­mapeadas.shtml. Acesso em: 11/02/2014)
 
Sobre  o  trecho  “Para  incitar  cada  estado  emocional,  foram  usadas  palavras, músicas  e  filmes.”,  são  feitas  as  seguintes  afirmações.  Assinale  a  opção  que  traz  um
comentário incorreto.
 a)  A segunda oração encontra­se na voz passiva.
 b)  “emocional” é adjunto adnominal.
 c)  “palavras, músicas e filmes” representam um complemento verbal.
 d)  A preposição “para” introduz um valor semântico de finalidade.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 443: IBFC ­ Tec (HMDCC)/HMDCC/Administração/2015
Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Texto I
Nem anjo nem demônio
Desde que a TV surgiu, nos anos 40, fala­se do seu poder de causar dependência. Os educadores dos anos 60 bradaram palavras acusando­a de “chupeta eletrônica”. Os
militantes políticos creditavam a ela a alienação dos povos. Era um demônio que precisava ser destruído. Continuou a existir, e quem cresceu vendo desenhos animados,
enlatados americanos e novelas globais não foi mais imbecilizado – ao menos não por esse motivo. Ponto para a televisão, que provou também ser informativa, educativa
e (por que não?) um ótimo entretenimento. Com exceção da qualidade da programação dos canais abertos, tudo melhorou. Mas começaram as preocupações em relação
aos telespectadores que não conseguem dormir sem o barulho eletrônico ao fundo. Ou aos que deixam de ler, sair com amigos e até de namorar para dedicar todo o
tempo  livre  a  ela,  ainda  que  seja  pulando  de  um  programa  para  o  outro.  “Nada  nem  ninguém me  faz  sair  da  frente  da  TV  quando  volto  do  trabalho”,  afirma  a
administradora de empresa Vânia Sganzerla.
Muitos telespectadores assumem esse comportamento. Tanto que um grupo de estudiosos da Universidade de Rutgers, nos Estados Unidos, por meio de experimentos e
pesquisas, concluiu que a velha história do vício na TV não é só uma metáfora. “Todo comportamento compulsivo ao qual a pessoa se apega para buscar alívio, se fugir
do controle, pode ser caracterizado como dependência”, explica Robert Kubey, diretor do Centro de Estudos da Mídia da Universidade de Rutgers.
Os efeitos da  televisão sobre o sono variam muito.  “Quando  tenho um dia estressante, agitado, não durmo sem ela”,  comenta Maurício Valim, diretor de programas
especiais da TV Cultura e criador do site Tudo sobre TV. Outros, como Martin Jaccard, sonorizador de ambientes, reconhecem que demoram a pegar no sono após uma
overdose televisiva. “Sinto uma certa irritação, até raiva, por não ter lido um bom livro, namorado ou ouvido uma música, mas ainda assim não me arrependo de ver tanta
TV, não. Gosto demais.” É uma das mais prosaicas facetas desse tipo de dependência, segundo a pesquisa do Centro de estudos da Mídia. As pessoas admitem que
deveriam maneirar, mas não se incomodam a ponto de querer mudar o hábito. Sinal de que tanto mal assim também não faz.(SCAVONE, Míriam. Revista Claudia. São Paulo: Abril, abr. 2002. P.16­7)
 
As orações organizam­se em diferentes níveis em um texto gerando estruturas mais ou menos complexas. Observe a seguinte frase e, em seguida, assinale o comentário
correto:
“As pessoas admitem que deveriam maneirar, mas não se incomodam a ponto de querer mudar o hábito. “ (3º §)
 a) a segunda oração é coordenada em relação à primeira indicando dependência.
 b) há um predomínio de orações independentes sintaticamente.
 c) a construção “querer mudar” deve ser entendida como locução verbal.
 d) a conjunção “mas” poderia ser substituída por “todavia” sem alteração de sentido.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 444: IBFC ­ Adv (HMDCC)/HMDCC/2015
Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Texto I
O que é filosofia?
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 20/79
Querida Sofia,
Muitas pessoas têm hobbies diferentes. Algumas colecionam moedas e selos antigos, outras gostam de trabalhos manuais, outras ainda dedicam quase todo o seu tempo
livre a uma determinada modalidade de esporte.
Também há os que gostam de ler. Mas os tipos de leitura também são muito diferentes. Alguns leem apenas jornais ou gibis, outros gostam de romances, outros ainda
preferem livros sobre temas diversos como astronomia, a vida dos animais ou as novas descobertas da tecnologia.
Se me interesso por cavalos ou pedras preciosas, não posso querer que todos os outros tenham o mesmo interesse. Se fico grudado na televisão assistindo a todas as
transmissões de esporte, tenho que aceitar que outras pessoas achem o esporte uma chatice.
Mas será que alguma coisa interessa a todos? Será que existe alguma coisa que concerne a todos, não importando quem são ou onde se encontram? Sim, querida Sofia,
existem questões que deveriam interessar a todas as pessoas. E é sobre tais questões que trata este curso.
Qual é a coisa mais  importante da vida? Se  fazemos esta pergunta a uma pessoa de um país assolado pela  fome, a resposta será: a comida. Se  fazemos a mesma
pergunta a quem está morrendo de frio, então a resposta será: o calor. E quando perguntamos a alguém que se sente sozinho e isolado, então certamente a resposta
será: a companhia de outras pessoas.
Mas, uma vez satisfeitas todas essas necessidades, será que ainda resta alguma coisa de que todo mundo precise? Os filósofos acham que sim. Eles acham que o ser
humano não vive apenas de pão. É claro que todo mundo precisa comer. E precisa também de amor e cuidado. Mas ainda há uma coisa de que todos nós precisamos.
Nós temos a necessidade de descobrir quem somos e por que vivemos. Portanto, interessar­se em saber por que vivemos não é um interesse “casual” como colecionar
selos por exemplo. Quem se interessa por tais questões toca um problema que vem sendo discutido pelo homem praticamente desde quando passamos a habitar este
planeta. A questão de saber como surgiu o universo, a Terra e a vida por aqui é uma questão maior e mais importante do que saber quem ganhou mais medalhas de
ouro nos últimos Jogos Olímpicos.
(GAARDER, Jostein. O mundo de Sofia. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p.24­25)
 
Considere o fragmento abaixo para responder à questão seguinte.
“Mas, uma vez satisfeitas todas essas necessidades, será que ainda resta alguma coisa de que todo mundo precise?” (6º §)
Assinale a alternativa em que se faz um comentário sintático INCORRETO sobre o trecho em análise.
 a) Existe apenas uma oração subordinada introduzida pela conjunção integrante “que”.
 b) “alguma coisa” cumpre a função sintática de sujeito simples do verbo “resta”.
 c) O adjetivo “satisfeitas” exerce, no contexto, a função sintática de predicativo.
 d) O emprego da preposição “de” após o substantivo “coisa” obedece à regência desse nome.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 445: IBFC ­ Ana RC (JUCEB)/JUCEB/2015
Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Náufragos da modernidade líquida
(Frei Beto)
Qual o próximo centro financeiro? Nos séculos XIII e XIV, foi Bruges, com o advento do mercantilismo; nos séculos XIV aXVI, Veneza, com suas corporações marítimas e
a conquista do Oriente; no século XVI, Antuérpia, graças à revolução gráfica de Gutenberg.
Em fins do século XVI e início do XVII, foi Gênova, verdadeiro paraíso fiscal; nos séculos XVIII e XIX, Londres, devido à máquina a vapor e a Revolução Industrial; na
primeira metade do século XX, Nova York, com o uso da energia elétrica; na segunda, Los Angeles, com o Vale do Silício. Qual será o próximo?
Tudo  indica  que  o  poderio  econômico  dos  EUA  tende  a  encolher,  suas  empresas  perdem  mercados  para  a  China,  a  crise  ecológica  afeta  sua  qualidade  de  vida.
Caminhamos para um mundo policêntrico, com múltiplos centros regionais de poder.
A agricultura se industrializa, a urbanização invade a zona rural, o tempo é mercantilizado. Há o risco de, no futuro, todos os serviços serem pagos: educação, saúde,
segurança e lazer.
 
Torna­se difícil distinguir entre trabalho, consumo, transporte, lazer e estudo. A vida urbana comprime multidões e, paradoxalmente, induz à solidão. O salário se gasta
predominantemente em compra de serviços: educação, saúde, transporte e segurança.
Antes  de  2030,  todos  se  conectarão  a  todas  as  redes  de  informação  por  infraestruturas  de  alta  fluidez, móveis  e  fixas,  do  tipo Google.  A  nanotecnologia  produzirá
computadores cada vez menores e portáteis. Multiplicar­se­ão os robôs domésticos.
O mundo envelhece. As cidades crescem. Se, de um lado, escasseiam bens insubstituíveis, de outro, produzem­se tecnologias que facilitam a redução do consumo de
energia, o tratamento do lixo, o replanejamento das cidades e dos transportes.
O  tempo  se  torna  a  única  verdadeira  raridade.  Gasta­se menos  tempo  para  produzir  e mais  para  consumir.  Assim,  o  tempo  que  um  computador  requer  para  ser
confeccionado não se compara com aquele que o usuário dedicará para usá­lo.
 
Os produtos postos no mercado são “cronófagos”, isto é, devoram o tempo das pessoas. Basta observar como se usa o telefone celular. Objeto de multiuso, cada vez
mais ele se impõe como sujeito com o poder de absorver o nosso tempo, a nossa atenção, até mesmo a nossa devoção.
Ainda que cercados de pessoas, ao desligar o celular nos sentimos exilados em uma ilha virtual. Do outro lado da janelinha eletrônica, o capital investido nas operadoras
agradece tão veloz retorno...
Náufragos da modernidade líquida, há uma luta a se travar no que se refere à subjetividade: deixar­se devorar pelas garras do polvo tecnológico, que nos cerca por todos
os lados, ou ousar exercer domínio sobre o tempo pessoal e reservar algumas horas à meditação, à oração, ao estudo, às amizades e à ociosidade amorosa. Há que
decidir!
(Disponível em: http://www.domtotal.com/colunas/detalhes.php?artld=5121. Acesso em: 02/07/2015)
 
Considere o fragmento “A agricultura se industrializa, a urbanização invade a zona rural” (4°§), para responder à questão.
Nele, o autor faz um jogo de palavras para reforçar os efeitos da modernidade. Assinale a opção que traz um comentário INCORRETO sobre a estrutura gramatical do
trecho em análise.
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 21/79
 a)  Na primeira oração, a oposição semântica ocorre entre o sujeito e o verbo.
 b)  A segunda oração está na voz ativa, diferentemente da primeira.
 c)  O pronome “se” cumpre papel reflexivo na primeira oração.
 d)  Na segunda oração, a oposição semântica ocorre entre o sujeito e o objeto.
 e)  Os dois verbos estão flexionados no mesmo tempo verbal.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 446:IBFC ­ Ana RC (JUCEB)/JUCEB/2015
Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Náufragos da modernidade líquida
(Frei Beto)
Qual o próximo centro financeiro? Nos séculos XIII e XIV, foi Bruges, com o advento do mercantilismo; nos séculos XIV aXVI, Veneza, com suas corporações marítimas e
a conquista do Oriente; no século XVI, Antuérpia, graças à revolução gráfica de Gutenberg.
Em fins do século XVI e início do XVII, foi Gênova, verdadeiro paraíso fiscal; nos séculos XVIII e XIX, Londres, devido à máquina a vapor e a Revolução Industrial; na
primeira metade do século XX, Nova York, com o uso da energia elétrica; na segunda, Los Angeles, com o Vale do Silício. Qual será o próximo?
Tudo  indica  que  o  poderio  econômico  dos  EUA  tende  a  encolher,  suas  empresas  perdem  mercados  para  a  China,  a  crise  ecológica  afeta  sua  qualidade  de  vida.
Caminhamos para um mundo policêntrico, com múltiplos centros regionais de poder.
A agricultura se industrializa, a urbanização invade a zona rural, o tempo é mercantilizado. Há o risco de, no futuro, todos os serviços serem pagos: educação, saúde,
segurança e lazer.
 
Torna­se difícil distinguir entre trabalho, consumo, transporte, lazer e estudo. A vida urbana comprime multidões e, paradoxalmente, induz à solidão. O salário se gasta
predominantemente em compra de serviços: educação, saúde, transporte e segurança.
Antes  de  2030,  todos  se  conectarão  a  todas  as  redes  de  informação  por  infraestruturas  de  alta  fluidez, móveis  e  fixas,  do  tipo Google.  A  nanotecnologia  produzirá
computadores cada vez menores e portáteis. Multiplicar­se­ão os robôs domésticos.
O mundo envelhece. As cidades crescem. Se, de um lado, escasseiam bens insubstituíveis, de outro, produzem­se tecnologias que facilitam a redução do consumo de
energia, o tratamento do lixo, o replanejamento das cidades e dos transportes.
O  tempo  se  torna  a  única  verdadeira  raridade.  Gasta­se menos  tempo  para  produzir  e mais  para  consumir.  Assim,  o  tempo  que  um  computador  requer  para  ser
confeccionado não se compara com aquele que o usuário dedicará para usá­lo.
 
Os produtos postos no mercado são “cronófagos”, isto é, devoram o tempo das pessoas. Basta observar como se usa o telefone celular. Objeto de multiuso, cada vez
mais ele se impõe como sujeito com o poder de absorver o nosso tempo, a nossa atenção, até mesmo a nossa devoção.
Ainda que cercados de pessoas, ao desligar o celular nos sentimos exilados em uma ilha virtual. Do outro lado da janelinha eletrônica, o capital investido nas operadoras
agradece tão veloz retorno...
Náufragos da modernidade líquida, há uma luta a se travar no que se refere à subjetividade: deixar­se devorar pelas garras do polvo tecnológico, que nos cerca por todos
os lados, ou ousar exercer domínio sobre o tempo pessoal e reservar algumas horas à meditação, à oração, ao estudo, às amizades e à ociosidade amorosa. Há que
decidir!
(Disponível em: http://www.domtotal.com/colunas/detalhes.php?artld=5121. Acesso em: 02/07/2015)
 
Considere o fragmento transcrito a seguir para responder à questão.
“O mundo envelhece. /As cidades crescem. Se, de um lado, escasseiam bens insubstituíveis, de outro, produzem­se tecnologias que facilitam a redução do consumo de
energia, o tratamento do lixo, o replanejamento das cidades e dos transportes." (7°§)
 
Sobre o trecho, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.
I. É formado por duas orações absolutas e um período composto por coordenação.
II. Entre os dois primeiros períodos há uma relação temporal que poderia ser expressa pela conjunção “quando”.
III. O terceiro período é formado por três orações.
IV. No terceiro período, identifica­se uma oração subordinada adjetiva.
 a)  Todas as afirmativas estão corretas
 b)  Apenas a afirmativas III está correta
 c)  Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas.
 d)  Apenas a afirmativa II está correta
 e)  Apenas as afirmativas III e IV estão corretas.
 
 
 
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 447: IBFC ­ Aud Int (CGE MG)/CGE MG/2012
Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Para a questão, leia a letra da música abaixo.
Flor da Pele 
Zeca Baleiro
Ando tão à flor da pele 
Qualquer beijo de novela 
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 22/79
Me faz chorar 
Ando tão à flor da pele 
Que teu olhar "flor na janela"
Me faz morrer
Ando tão à flor da pele 
Meu desejo se confunde 
Com a vontade de não ser 
Ando tão à flor da pele 
Que a minha pele 
Tem o fogo
Do juízo final...(2x)
 
Barco sem porto 
Sem rumo, sem vela
Cavalo sem sela 
Bicho solto
Um cão sem dono
Um menino, um bandido 
Às vezes me preservo
Noutras, suicido!
 
 
Considere o verso e as afirmações abaixo.
 
Que teu olhar "flor na janela"
I. O conectivo “que” estabelece relação de consequência entre as orações.
II. A palavra “olhar” é um verbo.
Está correto o que se afirma em
 a)  somente I
 b)  somente II
 c)  I e II
 d)  nenhuma
 
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 448: IBFC ­ Aud Int (CGE MG)/CGE MG/2012
Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Para a questão, leia a letra da música abaixo.
Flor da Pele 
Zeca Baleiro
Ando tão à flor da pele 
Qualquer beijo de novela 
Me faz chorar 
Ando tão à flor da pele 
Que teu olhar "flor na janela"
Me faz morrer
Ando tão à flor da pele 
Meu desejo se confunde 
Com a vontade de não ser 
Ando tão à flor da pele 
Que a minha pele 
Tem o fogo
Do juízo final...(2x)
 
Barco sem porto 
Sem rumo, sem vela
Cavalo sem sela 
Bicho solto
Um cão sem dono
Um menino, um bandido 
Às vezes me preservo
Noutras, suicido!
 
 
Considere o período e as afirmações abaixo.
Avaliou­se todas as propostas e, considerando os custos e benefícios de cada uma optou­se pela sua.
I. O correto seria “avaliaram­se”.
II. Deveria haver uma vírgula depois de “uma”.
Está correto o que se afirma em
 a)  somente I 
 b)  somente II
 c)  I e II
 d)  nenhuma
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 23/79
Questão 449: IBFC ­ Aud Int (CGE MG)/CGE MG/2012
Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Para a questão, leia a letra da música abaixo.
Flor da Pele 
Zeca Baleiro
Ando tão à flor da pele 
Qualquer beijo de novela 
Me faz chorar 
Ando tão à flor da pele 
Que teu olhar "flor na janela"
Me faz morrer
Ando tão à flor da pele 
Meu desejo se confunde 
Com a vontade de não ser 
Ando tão à flor da pele 
Que a minha pele 
Tem o fogo
Do juízo final...(2x)
 
Barco sem porto 
Sem rumo, sem vela
Cavalo sem sela 
Bicho solto
Um cão sem dono
Um menino, um bandido 
Às vezes me preservo
Noutras, suicido!
 
Considere as duas orações abaixo e assinale a alternativa correta.
 
I. Minha amiga fez o bolo?
II. Minha amiga, fez o bolo?
 a)  A vírgula em II está empregada incorretamente.
 b)  Em ambas, o sujeito é simples.
 c)  A pontuação está correta em I e em II.
 d)  O sentido é o mesmo em I e em II.
 
 
 
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 450: IBFC ­ Aud Int (CGE MG)/CGE MG/2012
Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Para a questão, leia a letra da música abaixo.
Flor da Pele 
Zeca Baleiro
Ando tão à flor da pele 
Qualquer beijo de novela 
Me faz chorar 
Ando tão à flor da pele 
Que teu olhar "flor na janela"
Me faz morrer
Ando tão à flor da pele 
Meu desejo se confunde 
Com a vontade de não ser 
Ando tão à flor da pele 
Que a minha pele 
Tem o fogo
Do juízo final...(2x)
 
Barco sem porto 
Sem rumo, sem vela
Cavalo sem sela 
Bicho solto
Um cão sem dono
Um menino, um bandido 
Às vezesme preservo
Noutras, suicido!
 
Considere as orações abaixo e assinale a alternativa correta.
I. O rapaz fez a prova nervoso.
II. O rapaz nervoso fez a prova.
 a)  O sentido é o mesmo nas duas orações.
 b)  Em II, “nervoso” é um advérbio.
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 24/79
 c)  Em II, entende­se que o rapaz é normalmente nervoso.
 d)  Em I, a construção é inadequada, pois o correto seria “nervosamente”.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 451: IBFC ­ AnaP MPE SP/MPE SP/Assistente Jurídico/2013
Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Considere o período e as afirmações abaixo.
A imprensa é a voz da sociedade pois a denúncia de crimes e desigualdades mobilizam as pessoas.
I. Observa­se o uso de metáfora.
II. A pontuação está correta.
III. Há um problema de concordância verbal.
Está correto o que se afirma somente em:
 a)  Apenas I
 b)  Apenas II
 c)  Apenas III
 d)  Apenas I e III
 e)  Apenas II e III
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 452: IBFC ­ AnaP MPE SP/MPE SP/Assistente Jurídico/2013
Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Assinale a alternativa em que o período está de acordo com a norma culta.
 a)  A cópia do atestado está anexo na documentação.
 b)  Ele deixou claro, na palestra, sua opinião sobre a vinda dos médicos estrangeiros.
 c)  O advogado está esperando a cerca de duas horas no salão.
 d)  Fazem dois dias que não falo com ele.
 e)  Gostaria de conversar com a diretora acerca do novo projeto.
 
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 453: IBFC ­ Tec Sup Esp (MGS)/MGS/Administração/2015
Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Texto
Bem­vindo. E parabéns. Estou encantado com seu sucesso. Chegar aqui não foi fácil, eu sei. Na verdade, suspeito que foi um pouco mais difícil do que você imagina.
Para início de conversa, para você estar aqui agora, trilhões de átomos agitados tiveram de se reunir de uma maneira, intricada e intrigantemente providencial a fim de
criá­lo. É uma organização tão especializada e particular que nunca antes foi tentada e só existirá desta vez. Nos próximos anos (esperamos), essas partículas minúsculas
se dedicarão totalmente aos bilhões de esforços jeitosos e cooperativos necessários para mantê­lo intacto e deixá­lo experimentar o estado agradabilíssimo, mas ao qual
não damos o devido valor, conhecido como existência.
Por que os átomos se dão esse trabalho é um enigma. Ser você não é uma experiência gratificante no nível atômico. Apesar de toda a atenção dedicada, seus átomos na
verdade nem ligam para você ­ eles nem sequer sabem que você existe. Não sabem nem que eles existem. São partículas insensíveis, afinal, e nem estão vivas. (A ideia
de que se você se desintegrasse, arrancando com uma pinça um átomo de cada vez, produziria um montículo de poeira atômica fina, sem nenhum sinal de vida, mas que
constituiria você, é meio sinistra.) No entanto, durante sua existência, eles responderão a um só impulso dominante: fazer com que você seja você.
(BRYSON, Bill. Breve história de quase tudo. Trad. de Ivo Korytowski. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. p. 11)
 
O texto é destinado a interlocutores específicos, no caso, os leitores. Dentre as opções abaixo, assinale o único recurso gramatical que NÃO é empregado para fazer
referência ao leitor como interlocutor.
 a)  o adjetivo “Bem­vindo" (1°§) que introduz o texto.
 b)  o verbo “suspeito" (1º §) em “suspeito que foi".
 c)  o pronome possessivo “seu" em “seu sucesso"(1°§).
 d)  o pronome de tratamento “você" em “para você estar aqui“(2°§)
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 454: IBFC ­ Tec Sup Esp (MGS)/MGS/Administração/2015
Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Texto
Bem­vindo. E parabéns. Estou encantado com seu sucesso. Chegar aqui não foi fácil, eu sei. Na verdade, suspeito que foi um pouco mais difícil do que você imagina.
Para início de conversa, para você estar aqui agora, trilhões de átomos agitados tiveram de se reunir de uma maneira, intricada e intrigantemente providencial a fim de
criá­lo. É uma organização tão especializada e particular que nunca antes foi tentada e só existirá desta vez. Nos próximos anos (esperamos), essas partículas minúsculas
se dedicarão totalmente aos bilhões de esforços jeitosos e cooperativos necessários para mantê­lo intacto e deixá­lo experimentar o estado agradabilíssimo, mas ao qual
não damos o devido valor, conhecido como existência.
Por que os átomos se dão esse trabalho é um enigma. Ser você não é uma experiência gratificante no nível atômico. Apesar de toda a atenção dedicada, seus átomos na
verdade nem ligam para você ­ eles nem sequer sabem que você existe. Não sabem nem que eles existem. São partículas insensíveis, afinal, e nem estão vivas. (A ideia
de que se você se desintegrasse, arrancando com uma pinça um átomo de cada vez, produziria um montículo de poeira atômica fina, sem nenhum sinal de vida, mas que
constituiria você, é meio sinistra.) No entanto, durante sua existência, eles responderão a um só impulso dominante: fazer com que você seja você.
(BRYSON, Bill. Breve história de quase tudo. Trad. de Ivo Korytowski. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. p. 11)
 
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 25/79
No trecho “necessários para mantê­lo intacto e deixá­lo experimentar" (2°§), o autor faz uso de um recurso coesivo por meio dos elementos em destaque. Considerando
o contexto em que esse fragmento está inserido, pode­se concluir que esses termos destacados fazem referência:
 a)  ao interlocutor
 b)  ao autor
 c)  ao assunto
 d)  aos átomos
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 455: IBFC ­ AnaDP (CM Vassouras)/CM Vassouras/2015
Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Amanheci um dia pensando em casar. Foi uma ideia que me veio sem que nenhum rabo de saia a provocasse. Não me ocupo com amores, devem ter notado, e sempre
me pareceu que mulher é um bicho esquisito, difícil de governar.
 
A que eu conhecia era a Rosa do Marciano, muito ordinária. Havia conhecido também a Germana e outras dessa laia. Por elas eu julgava todas. Não me sentia, pois
inclinando para nenhuma: o que sentia era desejo de preparar um herdeiro para as terras de S. Bernardo.
 
Tentei fantasiar uma criatura alta, sadia, com trinta anos, cabelos pretos – mas parei aí. Sou incapaz de imaginação, e as coisas boas que mencionei vinham destacadas,
nunca se juntando para formar um ser completo. Lembrei­me de senhoras minhas conhecidas: d. Emília Mendonça, uma Gama, a irmã de Azevedo Gondim, d. Macela,
filha do dr. Magalhães, juiz de direito.
 
(RAMOS, Graciliano. São Bernardo, Rio de Janeiro: Record, 2009, p. 67)
 
Em “Lembrei­me de senhoras minhas conhecidas”  (3º§), nota­se um exemplo de  registro  formal no emprego do verbo. Nesse sentido, conclui­se que a presença da
preposição “de” justifica­se por uma questão de:
 a)  concordância
 b)  regência
 c)  coerência
 d)  colocação pronominal
 e)  estilo
 
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 456: IBFC ­ Sold (PM PB)/PM PB/2014
Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Aí pelas Três da Tarde
Raduan Nassar
Nesta sala atulhada de mesas, máquinas e papéis, onde invejáveis escreventes dividiram entre si o bom senso do mundo, aplicando­se em idéias claras apesar do ruído e
do mormaço,  seguros  ao  se pronunciarem sobre problemas que afligem o homem moderno  (espécie da qual  você, milenarmente  cansado,  talvez  se  sinta um  tanto
excluído), largue tudo de repente sob os olhares a suavolta, componha uma cara de louco quieto e perigoso, faça os gestos mais calmos quanto os tais escribas mais
severos, dê um largo "ciao" ao trabalho do dia, assim como quem se despede da vida, e surpreenda pouco mais tarde, com sua presença em hora tão insólita, os que
estiveram  em  casa  ocupados  na  limpeza  dos  armários,  que  você  não  sabia  antes  como  era  conduzida.  Convém não  responder  aos  olhares  interrogativos,  deixando
crescer, por instantes, a intensa expectativa que se instala. Mas não exagere na medida e suba sem demora ao quarto, libertando aí os pés das meias e dos sapatos,
tirando a roupa do corpo como se retirasse a importância das coisas, pondo­se enfim em vestes mínimas, quem sabe até em pêlo, mas sem ferir o decoro (o seu decoro,
está claro), e aceitando ao mesmo tempo, como boa verdade provisória, toda mudança de comportamento. Feito um banhista incerto, assome em seguida no trampolim
do patamar e avance dois passos como se fosse beirar um salto, silenciando de vez, embaixo, o surto abafado dos comentários. Nada de grandes lances. Desça, sem
pressa, degrau por degrau, sendo tolerante com o espanto (coitados!) dos pobres familiares, que cobrem a boca com a mão enquanto se comprimem ao pé da escada.
Passe por eles calado, circule pela casa toda como se andasse numa praia deserta (mas sempre com a mesma cara de louco ainda não precipitado) e se achegue depois,
com cuidado e ternura, junto à rede languidamente envergada entre plantas lá no terraço. Largue­se nela como quem se larga na vida, e vá ao fundo nesse mergulho:
cerre as abas da rede sobre os olhos e, com um impulso do pé (já não importa em que apoio), goze a fantasia de se sentir embalado pelo mundo.
 
O texto pode ser entendido também como um convite ao leitor para mudar de realidade. Um elemento gramatical que contribui para esse efeito é:
 a) a grande quantidade de vocativos.
 b) a escassez de adjetivos no texto.
 c) o uso da Norma Culta da Língua.
 d) o emprego recorrente do modo imperativo.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 457: IBFC ­ Ass Adm (CEP 28)/CEP 28/2015
Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Também tem de ser verdade
 
(Jennifer ann Thomas)
 
A onda sustentável que tomou o planeta nas últimas décadas levantou considerações em torno da fabricação de baterias. A busca pelo aumento da eficiência passou a
rivalizar com a batalha por tornar esses dispositivos mais verdes. O caminho seguro é a substituição gradual de fontes sujas de energia, a exemplo do petróleo, pelas
renováveis.  A  energia  solar,  em  especial,  foi  alavancada  ao  status  de  possível  solução  definitiva  para  os  dois  problemas  que  rondam  as  baterias:  a  eficiência  e  a
sustentabilidade. Se toda a radiação que atinge a Terra em um dia, vinda do sol, virasse eletricidade, seria possível sustentar a humanidade por 27 anos. Na prática, o
que falta hoje para a adoção ampla da alternativa solar é apenas vontade, da indústria e de consumidores, para implantá­la. A startup alemã Changers achou uma boa
forma de incentivo.
 
A Changers vende os modelos abastecidos por radiação solar. Seus carregadores, finos e maleáveis, podem ser acoplados a mochilas ou levados dentro de uma bolsa.
Após  quatro  horas  carregando  no  sol,  uma  dessas  baterias  absorve  energia  suficiente  para  produzir  16  watts­hora,  o  suficiente  para  recarregar  a  bateria  de
um smartphone duas vezes no dia.
 
Um aplicativo, normalmente entregue junto com as baterias da Changers, motiva clientes a ser sustentáveis ­ e, no processo, mostra as vantagens de adotar essa postura
(mesmo que para isso seja preciso pagar um pouco mais caro pelo produto alimentado pelo sol, em comparação com as baterias carregadas com fontes sujas). [...] A
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 26/79
fundadora  da  Changers,  Daniela  Schieffer,  afirma:  "Todos  adoram  falar  da  necessidade  de  cuidar  da  Terra,  mas  poucos  se  mexem  para  isso.  Queremos  dar  um
empurrão, dizer 'vamos começar de algum lugar' e mostrar quando é fácil adotar posturas mais conscientes".
 
(Revista Veja, de 15/04/15 ­ adaptado)
 
Considere o fragmento abaixo para responder à questão seguinte.
 
"Um aplicativo, normalmente entregue  junto  com as baterias da Changers, motiva  clientes a  ser  sustentáveis  ­  e, no processo, mostra as vantagens de adotar essa
postura (mesmo que  para  isso  seja  preciso  pagar  um pouco mais  caro  pelo  produto  alimentado  pelo  sol,  em  comparação  com as  baterias  carregadas  com  fontes
sujas)." (3º§)
 
A partir da análise sintática das formas verbais "entregue", "motiva", pode­se concluir todos os comentários abaixo, EXCETO:
 a)  "Motiva" só apresenta complemento indireto, ou seja, objeto indireto.
 b)  "Um aplicativo" funciona como sujeito das três orações formadas por esses verbos.
 c)  As relações de concordância dessas formas verbais apontam para um sujeito simples.
 d)  "As vantagens" é objeto direto do verbo "mostra"
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 458: IBFC ­ Ass Adm (CEP 28)/CEP 28/2015
Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Também tem de ser verdade
 
(Jennifer ann Thomas)
 
A onda sustentável que tomou o planeta nas últimas décadas levantou considerações em torno da fabricação de baterias. A busca pelo aumento da eficiência passou a
rivalizar com a batalha por tornar esses dispositivos mais verdes. O caminho seguro é a substituição gradual de fontes sujas de energia, a exemplo do petróleo, pelas
renováveis.  A  energia  solar,  em  especial,  foi  alavancada  ao  status  de  possível  solução  definitiva  para  os  dois  problemas  que  rondam  as  baterias:  a  eficiência  e  a
sustentabilidade. Se toda a radiação que atinge a Terra em um dia, vinda do sol, virasse eletricidade, seria possível sustentar a humanidade por 27 anos. Na prática, o
que falta hoje para a adoção ampla da alternativa solar é apenas vontade, da indústria e de consumidores, para implantá­la. A startup alemã Changers achou uma boa
forma de incentivo.
 
A Changers vende os modelos abastecidos por radiação solar. Seus carregadores, finos e maleáveis, podem ser acoplados a mochilas ou levados dentro de uma bolsa.
Após  quatro  horas  carregando  no  sol,  uma  dessas  baterias  absorve  energia  suficiente  para  produzir  16  watts­hora,  o  suficiente  para  recarregar  a  bateria  de
um smartphone duas vezes no dia.
 
Um aplicativo, normalmente entregue junto com as baterias da Changers, motiva clientes a ser sustentáveis ­ e, no processo, mostra as vantagens de adotar essa postura
(mesmo que para isso seja preciso pagar um pouco mais caro pelo produto alimentado pelo sol, em comparação com as baterias carregadas com fontes sujas). [...] A
fundadora  da  Changers,  Daniela  Schieffer,  afirma:  "Todos  adoram  falar  da  necessidade  de  cuidar  da  Terra,  mas  poucos  se  mexem  para  isso.  Queremos  dar  um
empurrão, dizer 'vamos começar de algum lugar' e mostrar quando é fácil adotar posturas mais conscientes".
 
(Revista Veja, de 15/04/15 ­ adaptado)
 
Considere o fragmento abaixo para responder à questão seguinte.
 
"Um aplicativo, normalmente entregue  junto  com as baterias da Changers, motiva  clientes a  ser  sustentáveis  ­  e, no processo, mostra as vantagens de adotar essa
postura (mesmo que  para  isso  seja  preciso  pagar  um pouco mais  caro  pelo  produto  alimentado  pelo  sol,  em  comparação  com as  baterias  carregadas  com  fontes
sujas)." (3º§)
 
O referente textual do segmento "essa postura" está corretamente indicado em:
 a)  "Vantagens"
 b)  "Changers"
 c)  "Baterias"
 d)  "Ser sustentáveis"
 
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 459: IBFC ­ Ins Lib (Petrópolis)/Pref Petrópolis/2015
Assunto: Análise das estruturaslinguísticas do texto
Variação linguística – a língua em movimento
 
(Luana Castro Alves Perez)
 
A variação linguística é um fenômeno que acontece com a língua e pode ser compreendida através das variações históricas e regionais. Em um mesmo país, com um
único idioma oficial, a língua pode sofrer diversas alterações feitas por seus falantes. Como não é um sistema fechado e imutável, a língua portuguesa ganha diferentes
nuances. O português que é falado no Nordeste do Brasil pode ser diferente do português falado no Sul do país. Claro que um idioma nos une, mas as variações podem
ser consideráveis.
 
As variações acontecem porque o princípio  fundamental da  língua é a  comunicação, então é  compreensível que  seus  falantes  façam  rearranjos de acordo  com suas
necessidades comunicativas. Os diferentes falares devem ser considerados como variações, e não como erros. Quando tratamos as variações como erro, incorremos no
preconceito  linguístico que associa, erroneamente, a  língua ao status. O português falado em algumas cidades do interior do estado de São Paulo, por exemplo, pode
ganhar o estigma pejorativo de incorreto ou inculto, mas, na verdade, essas diferenças enriquecem esse patrimônio cultural que é a nossa língua portuguesa.[...]
 
(Disponível: http://www.portugues.com.br/redacao/variacao­linguistica­linguamovimento.html. Acesso em 20/01/2015)
 
Na primeira frase do texto, percebe­se o vocábulo “compreendida”. Sobre ele, é correto afirmar, em relação à sua análise morfológica e à sua concordância, que se trata:
 a)  de um advérbio concordando com o substantivo “língua”.
 b)  de um adjetivo concordando com a expressão “variação linguística”.
 c)  de uma forma verbal que concorda com o substantivo “língua”.
 d)  de um substantivo que concorda com a “expressão variação linguística”.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 27/79
Questão 460: IBFC ­ Ins Lib (Petrópolis)/Pref Petrópolis/2015
Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
A linguagem da juventude
 
[...]Os pais jogam a culpa nos meios de comunicação e os professores também, sem perceber que os jovens estão expressando a emergência de outras culturas, de
outra sensibilidade. Sabem o que significa a música? A música é o idioma em que se expressa a juventude hoje. Isto é novo, é uma coisa estranha, o fato de que toda a
juventude  deseje  expressar­se  através  da música.  [...]  A  juventude  aparece  como  um  ator  social,  que  tem  rosto  próprio  e  aqui  vem  o  problema:  os  jovens  estão
construindo um novo modelo de  identidade.  [...] As  identidades dos  jovens, hoje,  são, para o bem e para o mal,  fluidas, maleáveis. Acho que uma das coisas mais
importantes da juventude [...] é que ela pode combinar, amalgamar elementos de culturas diversas, que para nós seriam incompatíveis. [...]
 
(Jesús Martín­Barbero. “Sujeito, comunicação e cultura”. Revista Comunicação e Educação. n. 15,1999.)
 
Ao analisar, sintaticamente, os termos da oração “Isto é novo, é uma coisa estranha”, só NÃO se pode afirmar que:
 a)  “Isto” é um pronome demonstrativo que cumpre a função de sujeito simples.
 b)  ocorre apenas um substantivo, que é núcleo de uma função sintática.
 c)  são duas orações formadas por predicados nominais.
 d)  os dois adjetivos exercem a mesma função sintática.
 
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 461: IBFC ­ Asst (CM Aqa)/CM Araraquara/Comunicação/2016
Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
COMUNIDADES ­ DAS PRIMEIRAS ÀS NOVAS LEITURAS DO CONCEITO
 
(...)
 
Por meio dos autores reunidos por Fernandes, percebese que a ideia de comunidade remete ao sentimento de vida em comum fundado nas relações de parentesco e
vizinhança, baseado na reciprocidade, norteado por laços afetivos que ligam indivíduos que convivem em um mesmo espaço físico e nele adquirem os recursos básicos
para a sua subsistência. Cada um dos autores apresentados por Fernandes atribui valor a um ou outro dos atributos. Mas, se pudéssemos identificar um tipo ideal de
comunidade, no sentido weberiano do termo, a partir dos diversos autores reunidos por Fernandes, esta teria: base territorial comum, fortes laços afetivos, reciprocidade,
autonomia política e econômica e subordinação do individual ao social.
 
Já  uma  sociedade  seria  definida  por  relações  voluntárias  e  contratuais. Na medida  em que  compartilham determinado  interesse,  indivíduos  podem  se  associar  para
alcançar  objetivos  relacionados  ao mesmo,  embora  não  necessariamente  tenham  outros  aspectos  de  suas  vidas  compartilhados,  tais  como  relações  de  parentesco,
interdependências econômicas ou convivam numa mesma base territorial. Portanto, o conceito de sociedade é mais amplo e inclui o de comunidade.
 
Essa diferenciação conceituai vem à tona a partir do aprofundamento do processo da divisão social do trabalho. A fragmentação das atividades laborais, a prevalência do
contrato  sobre o  status, a multiplicação dos grupos  formais, a passagem da  família para o Estado como  forma de organização social predominante e a ampliação e
internacionalização  das  trocas  comerciais  são  algumas  condições  sociais  que  promovem  modos  de  vida  societários  e  fundamentam  a  separação  conceituai  entre
comunidade e sociedade; e, mesmo, sugerem a passagem da primeira forma à segunda como modo predominante de agrupamento social, embora a bibliografia seja
quase unânime em afirmar a coexistência entre as duas formas sociais ao longo da História. (...)
 
http://www.revistas.usp.br/comueduc/article/view/78561/83089 ­ acesso em 02/05/2016.
 
 
Leia a frase abaixo e assinale a alternativa correta.
 
Por meio dos autores reunidos por Fernandes, percebese que a ideia de comunidade remete ao sentimento de vida em comum fundado nas relações de parentesco e
vizinhança, baseado na reciprocidade, norteado por laços afetivos que ligam indivíduos que convivem em um mesmo espaço físico e nele adquirem os recursos básicos
para a sua subsistência.
 a)  A palavra “ideia” apresenta erro de acentuação gráfica;
 b)  A virgula após a palavra “vizinhança” deve deixar de existir, pois apresenta erro de pontuação;
 c)  A palavra “indivíduos” está escrita errada por não existir mais o acento, segundo a nova reforma ortográfica;
 d)  Segundo o novo acordo ortográfico as palavras estão acentuadas corretamente.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 462: IBFC ­ TCE (TCM­RJ)/TCM­RJ/2016
Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Meu engraxate
É por causa do meu engraxate que ando agora em plena desolação. Meu engraxate me deixou. Passei duas vezes pela porta onde ele trabalhava e nada. Então me (1)
inquietei, não sei que (2) doenças mortíferas, que (3) mudança pra outras portas se passaram em mim, resolvi perguntar ao menino que (4)  trabalhava  na  outra
cadeira. O menino é um retalho de hungarês, cara de infeliz, não dá simpatia alguma. E tímido, o que torna instintivamente a gente muito combinado com o universo no
propósito de desgraçar esses desgraçados de nascença.  “Está vendendo bilhete de  loteria”,  respondeu antipático, me (5)  deixando  numa perplexidade  penosíssima:
pronto! Estava sem engraxate! Os olhos do menino chispeavam ávidos, porque sou um dos que ficam fregueses e dão gorjeta. Levei seguramente um minuto pra definir
que tinha de continuar engraxando sapatos toda a vida minha e ali estava um menino que, a gente ensinando, podia ficar engraxate bom.
(ANDRADE, Mário de. Os Filhos da Candinha. São Paulo, Martins, 1963. P. 167)
 
Quanto ao emprego das palavras que e me, destacadas no texto, identifique com V a(s) afirmativa(s) verdadeira(s) e com F, a(s) falsa(s):
( ) Nas três ocorrências, a palavra que (2), (3) e (4) tem a mesma função sintática.( ) Nas duas ocorrências, a palavra me (1) e (5) refere­se ao narrador
( ) A palavra que (4) pode ser classificada como pronome relativo.
( ) A palavra que (2) estabelece a coesão textual, retomando “doenças mortíferas”.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 28/79
 a)  V V F V
 b)  F V F V
 c)  F V V F
 d)  F F V V
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 463: IBFC ­ Eng ST (COMLURB)/COMLURB­RJ/2016
Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Investir na Segurança: Despesa ou Receita
Em se  falando de Segurança no Trabalho, nos deparamos com a palavra ACIDENTE. Numa definição abrangente e genérica, podemos afirmar que ACIDENTE é um
evento indesejável e inesperado que produz desconforto, ferimentos, danos, perdas humanas e ou materiais. Um acidente pode mudar totalmente a rotina e a vida de
uma pessoa, modificar sua razão de viver ou colocar em risco seus negócios e propriedades.
Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o acidente não é obra do acaso e nem da falta de sorte. Denomina­se SEGURANÇA, a disciplina que congrega estudos e
pesquisas  visando  eliminar  os  fatores  perigosos  que  conduzem  ao  acidente  ou  reduzir  seus  efeitos.  Seu  campo  de  atuação  vai  desde  uma  simples  residência  até
complexos conglomerados industriais.
Nos países desenvolvidos medidas preventivas e de Segurança de caráter individual ou coletivo, são aplicadas e praticadas pela maioria de seus cidadãos, ao passo que
nos países em desenvolvimento ainda são  largamente  inexistentes ou  ignoradas. Em alguns destes países a  legislação apresenta certos absurdos como compensação
monetária pela exposição ao risco (periculosidade, insalubridade), fazendo com que empregados e empregadores concentrem suas atenções no “custo” da exposição e
não na eliminação da mesma.
(...)
http://www.segurancanotrabalho.eng.br/artigos/investir_seg.html ­ acesso em 25/04/2016
 
 
Leia a afirmativa abaixo, retirada do texto, e assinale a resposta correta:
“Nos países desenvolvidos medidas preventivas e de Segurança de caráter individual ou coletivo, são aplicadas e praticadas pela maioria de seus cidadãos, ao passo que
nos países em desenvolvimento ainda são largamente inexistentes ou ignoradas.”
 a)  O trecho apresenta erro de colocação de plural em “ cidadão”
 b)  O trecho apresenta erro de pontuação em “(...) cidadãos, ao passo (...)”.
 c)  A palavra “países” não deve ser acentuada neste caso.
 d)  O trecho apresenta erro de pontuação em “(...) individual ou coletivo, são aplicadas (...)”.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 464: IBFC ­ Eng ST (COMLURB)/COMLURB­RJ/2016
Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Leia o  trecho da obra A  terceira margem do  rio, de Guimarães Rosa, e  identifique a qual  circunstância as palavras destacadas estão se  referi ndo  respectivamente:
“Minha irmã se casou; nossa mãe não quis festa. A gente imaginava nele, quando se comia uma comida mais gostosa; assim como, no gasalhado da noite, no desamparo
dessas noites de muita chuva, fria, forte, nosso pai só com a mão e uma cabaça para  ir esvaziando a canoa da água do temporal. As vezes. algum conhecido nosso
achava que eu ia ficando mais parecido com nosso pai.”
 a)  Modo ­ tempo ­ comparação
 b)  Comparação ­ modo ­ tempo
 c)  Tempo ­ comparação ­ tempo
 d)  Comparação ­ tempo ­ comparação
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 465: IBFC ­ Tec (COMLURB)/COMLURB­RJ/Segurança do Trabalho/2016
Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Leia a citação abaixo e assinale a que apresenta emprego correto dos conectivos:
“Aproveita agora, ______ ele ainda não  tem cólicas noturnas______ainda mama nas horas certas,______ depois a  sua vida  se  transformará num verdadeiro  inferno
noturno.”
 
(Mário Prata)
 a)  cujo ­ mas ­ onde
 b)  onde ­ cujo ­ pois
 c)  que ­ e ­ porque
 d)  pois ­ e ­ onde
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 466: IBFC ­ Ana Leg (CM Franca)/CM Franca/2016
Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
Minhas maturidade
Circunspecção, siso, prudência
 
Mario Prata.
 
É o que o homem pensa durante anos, enquanto envelhece. Já está perto dos 50 e a pergunta ainda martela. Um dia ele vai amadurecer.
 
Quando um homem descobre que não é necessário escovar os dentes com tanta rapidez, tenha certeza, ele virou um homem maduro. Só sendo mesmo muito imaturo
para escovar os dentes com tanta pressa.
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 29/79
 
E o amarrar do sapato pode ser mais tranquilo, arrumando­se uma posição menos incômoda, acertando as pontas.
 
(..)
 
Não sente culpa de nada. Mas, se sente, sofre como nunca. Mas já é capaz de assistir à sessão da tarde sem a culpa a lhe desviar a atenção.
 
É um homem mais bonito, não resta a menor dúvida.
 
Homem maduro não bebe, vai à praia.
 
Não malha: a malhação denota toda a imaturidade de quem  a faz. Curtir o corpo é ligeiramente imaturo.
 
(...)
 
Sorri tranquilo quando pensa que a pressa é coisa daqueles imaturos.
 
O homem maduro gosta de mulheres imaturas. Fazer o quê?
 
Muda muito de opinião. Essa coisa de ter sempre a mesma opinião, ele já foi assim.
 
(...)
 
Se ninguém segurar é capaz do homem maduro ficar com mania de apagar as luzes da casa.
 
O homem maduro faz palavras cruzadas!
 
Se você observar bem, ele começa a implicar com horários.
 
A maturidade faz com que ele não possa mais fazer algumas coisas. Se pega pensando: sou um homem maduro. Um homem maduro não pode fazer isso.
 
O homem maduro começa, pouco a pouco, a se irritar com as pessoas imaturas.
 
Depois de um tempo, percebe que está começando é a sentir inveja dos imaturos.
 
Será que os imaturos são mais felizes? , pensa enquanto começa a escovar os dentes depressa, mais depressa, mais depressa ainda.
 
O homem maduro é de uma imaturidade a toda a prova.
 
Meu Deus, o que será de nós, os maduros?
 
PRATA, Mário. Minhas tudo. Rio de Janiero: Editora Objetiva Ltda. 2001, pág 99
 
Analise a afirmativa abaixo e assinale a alternativa que apresenta erro na língua portuguesa.
 
" E o amarrar do sapato pode ser mais tranquilo, arrumando­se uma posição menos incomoda, acertando as pontas".
 a)  o amarrar
 b) menos incômoda
 c) do sapato
 d) mais tranquilo
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 467: IBFC ­ Ana Leg (CM Franca)/CM Franca/2016
Assunto: Análise das estruturas linguísticas do texto
 
Minhas maturidade
Circunspecção, siso, prudência
 
Mario Prata.
 
É o que o homem pensa durante anos, enquanto envelhece. Já está perto dos 50 e a pergunta ainda martela. Um dia ele vai amadurecer.
 
Quando um homem descobre que não é necessário escovar os dentes com tanta rapidez, tenha certeza, ele virou um homem maduro. Só sendo mesmo muito imaturo
para escovar os dentes com tanta pressa.
 
E o amarrar do sapato pode ser mais tranquilo, arrumando­se uma posição menos incômoda, acertando as pontas.
 
(..)
 
Não sente culpa de nada. Mas, se sente, sofre como nunca. Mas já é capaz de assistir à sessão da tarde sem a culpa a lhe desviar a atenção.
 
É um homem mais bonito, não resta a menor dúvida.
 
Homem maduro não bebe, vai à praia.
 
Não malha: a malhação denota toda a imaturidade de quem  a faz. Curtir o corpo é ligeiramente imaturo.
 
(...)
 
Sorri tranquilo quando pensa que a pressa é coisa daqueles imaturos.
 
O homem maduro gosta de mulheres imaturas. Fazer o quê?
 
Muda muito de opinião. Essa coisa de ter sempre a mesma opinião, ele já foi assim.
 
(...)
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questõespara concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 30/79
 
Se ninguém segurar é capaz do homem maduro ficar com mania de apagar as luzes da casa.
 
O homem maduro faz palavras cruzadas!
 
Se você observar bem, ele começa a implicar com horários.
 
A maturidade faz com que ele não possa mais fazer algumas coisas. Se pega pensando: sou um homem maduro. Um homem maduro não pode fazer isso.
 
O homem maduro começa, pouco a pouco, a se irritar com as pessoas imaturas.
 
Depois de um tempo, percebe que está começando é a sentir inveja dos imaturos.
 
Será que os imaturos são mais felizes? , pensa enquanto começa a escovar os dentes depressa, mais depressa, mais depressa ainda.
 
O homem maduro é de uma imaturidade a toda a prova.
 
Meu Deus, o que será de nós, os maduros?
 
PRATA, Mário. Minhas tudo. Rio de Janiero: Editora Objetiva Ltda. 2001, pág 99
 
Assinale  a alternativa correta. Na última frase do texto a expressão "Meu Deus" se classifica como:
 a) Advérbio
 b) Sujeito
 c) Vocativo
 d) Aposto
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 468: IBFC ­ Tec (HMDCC)/HMDCC/Administração/2015
Assunto: Partícula "se"
Texto I
Nem anjo nem demônio
Desde que a TV surgiu, nos anos 40, fala­se do seu poder de causar dependência. Os educadores dos anos 60 bradaram palavras acusando­a de “chupeta eletrônica”. Os
militantes políticos creditavam a ela a alienação dos povos. Era um demônio que precisava ser destruído. Continuou a existir, e quem cresceu vendo desenhos animados,
enlatados americanos e novelas globais não foi mais imbecilizado – ao menos não por esse motivo. Ponto para a televisão, que provou também ser informativa, educativa
e (por que não?) um ótimo entretenimento. Com exceção da qualidade da programação dos canais abertos, tudo melhorou. Mas começaram as preocupações em relação
aos telespectadores que não conseguem dormir sem o barulho eletrônico ao fundo. Ou aos que deixam de ler, sair com amigos e até de namorar para dedicar todo o
tempo  livre  a  ela,  ainda  que  seja  pulando  de  um  programa  para  o  outro.  “Nada  nem  ninguém me  faz  sair  da  frente  da  TV  quando  volto  do  trabalho”,  afirma  a
administradora de empresa Vânia Sganzerla.
Muitos telespectadores assumem esse comportamento. Tanto que um grupo de estudiosos da Universidade de Rutgers, nos Estados Unidos, por meio de experimentos e
pesquisas, concluiu que a velha história do vício na TV não é só uma metáfora. “Todo comportamento compulsivo ao qual a pessoa se apega para buscar alívio, se fugir
do controle, pode ser caracterizado como dependência”, explica Robert Kubey, diretor do Centro de Estudos da Mídia da Universidade de Rutgers.
Os efeitos da  televisão sobre o sono variam muito.  “Quando  tenho um dia estressante, agitado, não durmo sem ela”,  comenta Maurício Valim, diretor de programas
especiais da TV Cultura e criador do site Tudo sobre TV. Outros, como Martin Jaccard, sonorizador de ambientes, reconhecem que demoram a pegar no sono após uma
overdose televisiva. “Sinto uma certa irritação, até raiva, por não ter lido um bom livro, namorado ou ouvido uma música, mas ainda assim não me arrependo de ver tanta
TV, não. Gosto demais.” É uma das mais prosaicas facetas desse tipo de dependência, segundo a pesquisa do Centro de estudos da Mídia. As pessoas admitem que
deveriam maneirar, mas não se incomodam a ponto de querer mudar o hábito. Sinal de que tanto mal assim também não faz.
(SCAVONE, Míriam. Revista Claudia. São Paulo: Abril, abr. 2002. P.16­7)
 
No trecho “fala­se do seu poder de causar dependência.” (1º §), a construção em destaque cria o seguinte efeito sintático:
 a) a indeterminação do sujeito
 b) a voz passiva sintética
 c) a noção de reflexividade
 d) o sentido de reciprocidade
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 469: IBFC ­ AnaP MPE SP/MPE SP/Agente de Promotoria/2013
Assunto: Partícula "se"
Considere os períodos abaixo.
I. Contrata­se faxineiros.
 
II. Precisa­se de faxineiros.
 
III. Devem­se analisar todos os argumentos.
A concordância está correta somente em:
 a) Apenas I
 b) Apenas II
 c) Apenas III
 d) Apenas I e III
 e) Apenas II e III
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 470: IBFC ­ AnaP MPE SP/MPE SP/Assistente Jurídico/2013
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 31/79
Assunto: Partícula "se"
Considere as orações abaixo.
I. Devem­se impor limites ao sensacionalismo.
II. Tratam­se de questões polêmicas.
III. Considerou­se, no julgamento, todas as provas apresentadas pela promotoria.
A concordância está correta somente em:
 a) Apenas I
 b) Apenas II
 c)  Apenas III
 d) Apenas I e II
 e) Apenas II e III
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 471: IBFC ­ Ana SS (IPSEMG)/IPSEMG/Qualquer Curso Superior/2014
Assunto: Partícula "se"
Texto II
Xarope e antigripal não têm eficácia em crianças, diz estudo
(Mariana Versolato)
Xaropes e remédios para resfriados não são tão eficazes como se acredita.
Uma revisão de estudos da Colaboração Cochrane (organização internacional que elabora revisões da literatura médica) mostrou que as terapias mais comuns para tosse
aguda e resfriado não têm evidências científicas.
Pesquisadores analisaram 27 estudos com 5.117 adultos e crianças quanto à eficácia de medicamentos para resfriados que combinam antialérgicos, descongestionantes e
analgésicos.
A conclusão é que o uso dessas drogas tem efeito limitado em adultos e crianças com mais de seis anos, provocando uma melhora de 20% a 30% dos sintomas.
Esse pequeno benefício precisa ser colocado na balança com os possíveis efeitos colaterais, como sonolência e dor de cabeça.
Para crianças mais novas, porém, não há evidência de efetividade e segurança do uso desses medicamentos. [...]
(Folha de São Paulo, Cotidiano, 20/03/2014)
 
No primeiro período do texto, tem­se “não são tão eficazes como se acredita.”. Em tal trecho, o pronome “se” cumpre o papel de:
 a)  indicar um sujeito passivo.
 b)  indeterminar o agente.
 c)  especificar o agente.
 d)  caracterizar uma incerteza
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 472: IBFC ­ Ag PJ (PC SE)/PC SE/2014
Assunto: Vocábulo "como"
Ética e moral: que significam?
 
(Leonardo Boff)
     
Face à crise generalizada de ética e de moral, importa   resgatar o sentido originário das palavras. Ética e moral é a   mesma coisa? É e não é.
1. O significado de ética
Ética é um conjunto de valores e princípios, de inspirações  e indicações que valem para todos, pois estão ancorados na  nossa própria humanidade. Que significa agir
humanamente?
 
O primeiro princípio do agir humano, chamado por isso de  regra de ouro, é esse: “não faças ao outro o que não queres que  te façam a ti". Ou positivamente: “faça ao
outro o que queres   que te façam a ti". Esse princípio áureo pode ser traduzido  também pela expressão de Jesus, testemunhada em todas as  religiões: “ama o próximo
como a ti mesmo". É o princípio do  amor universal e incondicional. Quem não quer ser amado?  Quem não quer amar? Alguém quer ser odiado ou ser tratado  com fria
indiferença? Ninguém.
 
Outro princípio da humanidade essencial,  é o  cuidado.   Toda vida precisa de  cuidado. Um  recém­nascido deixado à    sua própria  sorte morre poucas horas após. O
cuidado é tão   essencial que, se bem observarmos, tudo o que fazemos vem  acompanhado de cuidado ou falta de cuidado. Se fazemos com
cuidado, tudo pode dar certo e dura mais. Tudo o que amamos  também cuidamos.
 
A ética do cuidado hoje é fundamental: se não cuidarmos  do planeta Terra, ele poderá sofrer um colapso e destruir as  condições que permitem o projeto planetário
humano. A própria  política é o cuidado paracom o bem do povo.
 
Outro princípio reside da solidariedade universal. Se  nossos pais não fossem solidários conosco quando nascemos  e nos tivessem rejeitado, não estaríamos aqui para
falar de  tudo isso. Se na sociedade não respeitamos as normas  coletivas em solidariedade para com todos, a vida seria impossível. A solidariedade para existir de fato
precisa sempre  ser solidariedade a partir de baixo, dos últimos e dos que mais  sofrem. A solidariedade se manifesta então como com­paixão.  Com­paixão quer dizer ter
a mesma paixão que o outro, alegrar­ se com o outro, sofrer com o outro para que nunca se sinta só  em seu sofrimento, construir junto algo bom para todos.
 
Pertence  também  à  humanidade  essencial  a  capacidade    e  a  vontade  de  perdoar.  Todos  somos  falíveis,  podemos  errar    involuntariamente  e  prejudicar  o  outro
conscientemente. Como   gostaríamos de ser perdoados, devemos  também nós perdoar.   Perdoar significa não deixar que o erro e o ódio  tenham a   última palavra.
Perdoar é conceder uma chance ao outro para  que possa refazer as relações boas.
 
Tais princípios e inspirações formam a ética. Sempre que surge o outro diante de mim, ai surge o imperativo ético de tratá­lo  humanamente. Sem tais valores a vida se
torna impossível.
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 32/79
 
Por isso, ethos, donde vem ética, significava para os gregos, a casa. Na casa cada coisa tem seu lugar e os que nela habitam devem ordenar seus comportamentos para
que  todos possam se sentir bem. Hoje a casa não é apenas a casa  individual de cada pessoa, é também a cidade, o estado e o  planeta Terra como casa comum. Eis,
pois, o que é a ética.  Vejamos agora o que é moral.
2. O significado de moral
A forma concreta como a ética é vivida, depende de cada cultura que é sempre diferente da outra. Um indígena, um chinês, um africano vivem do seu jeito o amor, o
cuidado, a  solidariedade e o perdão. Esse jeito diferente chamamos de  moral. Ética existe uma só para todos. Moral existem muitas, consoante as maneiras diferentes
como os seres humanos  organizam a vida. Vamos dar um exemplo. Importante é ter  uma casa(ética). O estilo e a maneira de construí­la pode variar  (moral). Pode ser
simples, rústica, moderna, colonial, gótica,  contanto que seja casa habitável. Assim é com a ética e a moral.
 
Hoje devemos construir juntos a Casa Comum para que  nela todos possam caber inclusive a natureza. Faz­se mister  uma ética comum, um consenso mínimo no qual
todos se possam encontrar. E ao mesmo tempo, respeitar as maneiras  diferentes como os povos organizam a ética, dando origem às várias morais, vale dizer, os vários
modos de organizar a  família, de cuidar das pessoas e da natureza, de estabelecer  os laços de solidariedade entre todos, os estilos de manifestar   o perdão.
 
A ética e as morais devem servir à vida, à convivência  humana e à preservação da Casa Comum, a única que temos  que é o Planeta Terra.
(Disponível em:  http://www.leonardoboff.com/site/vista/outros/etic...Acesso em:07/10/2014)
 
Nota: Para resolver a questão, considere o primeiro parágrafo do texto como o trecho “Ética é um conjunto...”.
 
Em “Como gostaríamos de ser perdoados, devemos também nós perdoar.” (6°§), a conjunção “como” assume o valor semântico de:
 a) Oposição
 b) Causa
 c) Conclusão
 d) Conseqüência
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 473: IBFC ­ Per Crim (PC RJ)/PC RJ/Biologia/2013
Assunto: Vocábulo "que"
Texto
 
O silêncio é um grande tagarela
 
Acredite se quiser. O silêncio tem voz. O silêncio fala. O que é perfeitamente normal no universo humano. Ou você pensa que só ou nosso falar, comunica? O silêncio
também comunica. E muito. O silêncio pode dizer muita coisa sobre um líder, uma organização, uma crise, uma relação.
 
Mesmo que a nudez  seja uma ação estratégica, não adianta.  Logo mais, alguém vai  criar uma versão sobre aquele  silêncio.  Interpretá­lo e  formar uma opinião. As
percepções serão múltiplas. As interpretações vão correr soltas. As opiniões formarão novas opiniões e multiplicarão comentários. O silêncio, coitado, que só queria se
preservar acabou alimentando uma rede de conversas a seu respeito. Porque não adianta fingir que ninguém viu, que passou despercebido. Não passou. Nada passa
despercebido ­ nem o silêncio.
 
A rádio corredor então, é imediata. Na roda do café, no almoço, no happy­hour. Todos os empregados vão comentar o que perceberam com aquele silêncio oficial, com o
que ficou sem uma resposta. Com o que ficou no ar. Com a falta da comunicação interna.
 
E as redes sociais, com suas vastidões de blogs, chats, comunidades e demais canais vão falar, vão comentar e construir uma imagem a respeito do silêncio. Porque o
silêncio, que não se defende porque não emite sua versão oficial ­ perde uma grande oportunidade de esclarecer, de dar volta por cima e mudar percepções, influenciar.
Porque se a palavra liberta, conecta, use; o silêncio perde, esconde, confunde, sonega.
 
Afinal, não existem relações humanas sem comunicação. Sem conversa. São as pessoas que dão vida e voz às empresas, aos governos e às organizações. Mesmo dois
mudos se comunicam por sinais e gestos. Portanto, o silêncio também fala. Mesmo que não queira dizer nada.
 
Por  isso,  é  preciso  conversar.  Sabe  o  quê,  quando,  como  falar.  Sabe  ouvir.  Saber  responder.  Interagir.  Este  é  um  mundo  que  clama  por  diálogo.  Que  demanda
transparência. Assim como os mercados, os clientes e os consumidores. Assim como os cidadãos e os eleitores, mais do que nunca! E o silêncio é uma voz ruidosa. nunca
foi bom conselheiro. Desde a briga de namorados. Até as suspeitas de escândalos financeiros, fraudes, desastres ambientais, acidentes de trabalho.
 
O silêncio é um canto de sereia. Só parece uma boa solução, por que a voz do silêncio é um grito com enorme poder de eco. E se você não gosta do que está ouvindo,
preste atenção no que está emitindo. Pois de qualquer maneira,  sempre vai comunicar alguma coisa. Quer queira, quer não. De maneira planejada, sendo previdente. Ou
apagando incêndios, com enormes custos para a organização, o valor da marca, a motivação dos empregados e o próprio futuro do negócio.
 
Enfim, o silêncio nem parece, mas é um grande tagarela.
 
(Luiz Antônio Gaulia) Disponível em http://www.aberje.com.br/acervo_colunas_veasp?ID_COLUNA=96&ID_COLUNISTA=27 Acesso em 19/07/2013
 
No  trecho "Este é um mundo que clama por diálogo. Que demanda  transparência.", presente no 6º parágrafo, há duas ocorrências do vocábulo "que". Sobre elas, é
correto afirmar:
 a)  a primeira refere­se a "mundo" e a segunda, a "diálogo"
 b)  ambas fazem referência a "mundo".
 c)  ambas fazem referência a "diálogo".
 d)  a primeira refere­se ao pronome "este" e a segunda, à "transparência".
 e)  a primeira refere­se à "clama" e a segunda, à "demanda"
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 474: IBFC ­ Papis (PC RJ)/PC RJ/2014
Assunto: Vocábulo "que"
Texto I
Notícia de Jornal 
                               (Fernando Sabino)
Leio no jornal a notícia de que um homem morreu de fome. Um homem de cor branca, 30 anos presumíveis, pobremente vestido, morreu de fome, sem socorros, em
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 33/79
pleno centro da cidade, permanecendo deitado na calçada durante 72 horas, para finalmente morrer de fome.
Morreu de fome. Depois de insistentes pedidos e comentários, uma ambulância do Pronto Socorro e uma radiopatrulha foram ao local, mas regressaram sem prestar
auxílio ao homem, que acabou morrendo de fome.
Um homem que morreu de fome. O comissário de plantão (um homem) afirmou que o caso (morrer de fome) era da alçada da Delegacia de Mendicância,especialista
em homens que morrem de fome. E o homem morreu de fome.
O corpo do homem que morreu de fome foi recolhido ao Instituto Anatômico sem ser identificado. Nada se sabe dele, senão que morreu de fome.
Um homem morre de fome em plena rua, entre centenas de passantes. Um homem caído na rua. Um bêbado. Um vagabundo. Um mendigo, um anormal, um tarado, um
pária, um marginal, um proscrito, um bicho, uma coisa ­ não é um homem. E os outros homens cumprem seu destino de passantes, que é o de passar. Durante setenta e
duas horas todos passam, ao lado do homem que morre de fome, com um olhar de nojo, desdém, inquietação e até mesmo piedade, ou sem olhar nenhum. Passam, e o
homem continua morrendo de fome, sozinho, isolado, perdido entre os homens, sem socorro e sem perdão.
Não é da alçada do comissário, nem do hospital, nem da radiopatrulha, por que haveria de ser da minha alçada? Que é que eu tenho com isso? Deixa o homem morrer
de fome.
E o homem morre de fome. De trinta anos presumíveis. Pobremente vestido. Morreu de fome, diz o jornal. Louve­se a insistência dos comerciantes, que jamais morrerão
de  fome,  pedindo  providências  às  autoridades.  As  autoridades  nada mais  puderam  fazer  senão  remover  o  corpo  do  homem. Deviam  deixar  que  apodrecesse,  para
escarmento dos outros homens. Nada mais puderam fazer senão esperar que morresse de fome.
E ontem, depois de setenta e duas horas de  inanição,  tombado em plena rua, no centro mais movimentado da cidade do Rio de Janeiro,   Estado da Guanabara, um
homem morreu de fome.
(Disponível em http://www.fotolog.com.br/spokesman_/70276847/: Acesso em 10/09/14)
 
Assinale a alternativa que apresenta a correta classificação morfossintática do termo em destaque no excerto a seguir:
“Depois de insistentes pedidos e comentários, uma ambulância do Pronto Socorro e uma radiopatrulha foram ao local, mas regressaram sem prestar auxílio ao homem,
que acabou morrendo de fome.” (2º §)
 a) Sujeito e conjunção integrante
 b) Objeto direto e pronome indefinido
 c) Sujeito e pronome relativo
 d) Complemento nominal e conjunção subordinativa
 e) Objeto direto e pronome relativo
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 475: IBFC ­ Ana RC (JUCEB)/JUCEB/2015
Assunto: Vocábulo "que"
Náufragos da modernidade líquida
(Frei Beto)
Qual o próximo centro financeiro? Nos séculos XIII e XIV, foi Bruges, com o advento do mercantilismo; nos séculos XIV aXVI, Veneza, com suas corporações marítimas e
a conquista do Oriente; no século XVI, Antuérpia, graças à revolução gráfica de Gutenberg.
Em fins do século XVI e início do XVII, foi Gênova, verdadeiro paraíso fiscal; nos séculos XVIII e XIX, Londres, devido à máquina a vapor e a Revolução Industrial; na
primeira metade do século XX, Nova York, com o uso da energia elétrica; na segunda, Los Angeles, com o Vale do Silício. Qual será o próximo?
Tudo  indica  que  o  poderio  econômico  dos  EUA  tende  a  encolher,  suas  empresas  perdem  mercados  para  a  China,  a  crise  ecológica  afeta  sua  qualidade  de  vida.
Caminhamos para um mundo policêntrico, com múltiplos centros regionais de poder.
A agricultura se industrializa, a urbanização invade a zona rural, o tempo é mercantilizado. Há o risco de, no futuro, todos os serviços serem pagos: educação, saúde,
segurança e lazer.
 
Torna­se difícil distinguir entre trabalho, consumo, transporte, lazer e estudo. A vida urbana comprime multidões e, paradoxalmente, induz à solidão. O salário se gasta
predominantemente em compra de serviços: educação, saúde, transporte e segurança.
Antes  de  2030,  todos  se  conectarão  a  todas  as  redes  de  informação  por  infraestruturas  de  alta  fluidez, móveis  e  fixas,  do  tipo Google.  A  nanotecnologia  produzirá
computadores cada vez menores e portáteis. Multiplicar­se­ão os robôs domésticos.
O mundo envelhece. As cidades crescem. Se, de um lado, escasseiam bens insubstituíveis, de outro, produzem­se tecnologias que facilitam a redução do consumo de
energia, o tratamento do lixo, o replanejamento das cidades e dos transportes.
O  tempo  se  torna  a  única  verdadeira  raridade.  Gasta­se menos  tempo  para  produzir  e mais  para  consumir.  Assim,  o  tempo  que  um  computador  requer  para  ser
confeccionado não se compara com aquele que o usuário dedicará para usá­lo.
 
Os produtos postos no mercado são “cronófagos”, isto é, devoram o tempo das pessoas. Basta observar como se usa o telefone celular. Objeto de multiuso, cada vez
mais ele se impõe como sujeito com o poder de absorver o nosso tempo, a nossa atenção, até mesmo a nossa devoção.
Ainda que cercados de pessoas, ao desligar o celular nos sentimos exilados em uma ilha virtual. Do outro lado da janelinha eletrônica, o capital investido nas operadoras
agradece tão veloz retorno...
Náufragos da modernidade líquida, há uma luta a se travar no que se refere à subjetividade: deixar­se devorar pelas garras do polvo tecnológico, que nos cerca por todos
os lados, ou ousar exercer domínio sobre o tempo pessoal e reservar algumas horas à meditação, à oração, ao estudo, às amizades e à ociosidade amorosa. Há que
decidir!
(Disponível em: http://www.domtotal.com/colunas/detalhes.php?artld=5121. Acesso em: 02/07/2015)
 
Considere o fragmento transcrito a seguir para responder à questão.
“O mundo envelhece. /As cidades crescem. Se, de um lado, escasseiam bens insubstituíveis, de outro, produzem­se tecnologias que facilitam a redução do consumo de
energia, o tratamento do lixo, o replanejamento das cidades e dos transportes." (7°§)
 
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 34/79
A  respeito  da  palavra  “que”,  em  destaque  no  fragmento,  assinale,  dentre  as  alternativas  abaixo,  aquela  em  que  tal  vocábulo  possua  as  mesmas  características
morfossintáticas.
 a)  Espero que tudo ocorra bem.
 b)  Que lindo!
 c)  Eu li o livro que você me deu.
 d)  Dormiu tanto que perdeu a hora.
 e)  O rapaz que chegou era meu amigo.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 476: IBFC ­ GCM (João Pessoa)/Pref João Pessoa/2012
Assunto: 
Para a questão, leia o texto abaixo, de Walcyr Carrasco.
 
A exposição da intimidade
 
A exposição da vida pessoal se tornou tão comum que parece até estranho quando alguém é diferente
 
Sempre me surpreendo como hoje em dia as pessoas têm coragem de exibir a intimidade. Como têm prazer em se expor. Talvez eu seja conservador. Não entendo o
motivo pelo qual o ex­jogador Edmundo e o promoter David Brazil posaram, no último Carnaval, para fotos simulando coito anal. Vestidos, friso bem. Ninguém pense que
se tratou de uma saída do armário de Edmundo. Pelo contrário, ainda deu uma declaração para lá de preconceituosa. Disse que já fez muito sexo com homossexuais,
mas que não é um deles porque sempre foi o homem da relação. (Para ser franco, estou “traduzindo” a frase. Foi muito, muito mais chula.) A troco do que alguém se
presta a esse papel? Talvez seja a saudade dos tempos em que era glorificado quando entrava em campo. Voltar a sentir o gosto da fama para quem já não está na
constelação dos famosos pode ser uma explicação. Não é a única. O que levaria Brad Pitt, astro consagrado, a declarar, como fez recentemente no programa CBS this
morning, nos Estados Unidos:
 
– Angelina (Jolie) é uma garota malvada na intimidade. Deliciosamente malvada.
 
A imprensa passou dias comentando que o casal é “quente”... Atores que ganham milhões de dólares por filme e estão em todas as revistas do mundo precisam disso?
 
Talvez a ex­BBB Mayra Cardi precise. Falou sobre o uso de acessórios eróticos na rádio FM O Dia. Lembro que fiz uma reportagem sobre um dos primeiros sex shops
abertos em São Paulo. Faz um tempão. Na época, quem frequentava sex shops era discreto. Acho que na intimidade tudo é válido. Antes, intimidade era intimidade. Ou
seja,algo que acontecia dentro de uma relação. Poderia ser a troca de segredos entre amigos, simplesmente. As conversas entre pais e filhos. A loucura de um encontro
sexual. Ou o cotidiano de um amor. Algo privado, relacionado somente com os envolvidos. Para muitos, a base do amor. A palavra intimidade era sempre associada à
delicadeza.
 
A exposição da vida pessoal se tornou tão comum que parece até estranho quando alguém é diferente
 
Há  quem  até  venda  seus momentos mais  particulares.  Tornou­se  comum  a  negociação  entre  atores  famosos  e  patrocinadores  nos  festejos  importantes.  Uma  atriz
conhecida ganhou a festa de casamento inteira para dar exclusividade a uma publicação. Tudo bem, todo mundo tem direito de fazer negócios. Mas o casamento não
deveria ser um momento único, de emoção? Ao contrário, recentemente um ator conhecido separou­se de uma estrela de televisão. Lamentava­se:
 
– Já tínhamos acertado a viagem para Veneza, onde seria o noivado! Tudo patrocinado! E tivemos de voltar atrás!
 
Festas pessoais  com patrocinadores  já  se  tornaram comuns.  Para muitos  famosos,  ou em ascensão,  desvendar  a  intimidade  faz parte do  jogo. Trata­se da  famosa
permuta. É tão comum que o apresentador Otávio Mesquita certa vez se saiu com esta frase afiada:
 
– Não posso ter mais filhos!
 
– Que aconteceu?
 
– O ginecologista da minha mulher não faz mais permuta.
 
Rimos. Debochava de seus pares, que vivem quase exclusivamente do escambo entre a fama e tudo o que é de graça, de restaurantes a cirurgiões plásticos.
 
A exposição da vida pessoal tornou­se tão comum que se estranha quando alguém é diferente. A atriz Carolina Dieckmann chegou a ganhar fama de chata por se rebelar
contra o programa Pânico na TV, então na Rede TV, em 2006. Carolina  recusou­se a participar de um quadro chamado “Sandálias da humildade”. Os  repórteres do
programa foram a seu condomínio de megafone e com um guindaste, com a intenção de gravar através da janela de seu apartamento. A atriz entrou com um processo –
e venceu. Não pode mais ser abordada pelos repórteres do programa. Carolina tem o direito de preservar sua vida pessoal. Chegaram a acusá­la de reacionária, de
querer a volta da censura. Talvez por ter ido contra a maré. Já que muitas de suas colegas no mundo luminoso das estrelas divulgam cada início de namoro, as crises, o
fim e, é claro, o recomeço, com novo eleito. Só falta descreverem a cor das cuecas e da lingerie. Quem sabe ninguém ainda perguntou. Toda pessoa tem o direito de
defender sua privacidade, seja famosa ou não. E de não expor a família e a vida.
 
Uma das mais conhecidas frases do teatrólogo Nelson Rodrigues é: “Se todos conhecessem a intimidade sexual uns dos outros, ninguém cumprimentaria ninguém”. Está
se tornando ultrapassada. Ninguém mais se assusta com a intimidade, principalmente dos famosos. Tornou­se uma forma de atrair os holofotes sobre si. E me assusto ao
pensar no que ainda vem por aí.
 
Considere as afirmações abaixo.
 
I. O autor considera que a exposição da intimidade só é válida para as celebridades.
 
II. De acordo com o autor, a obra de Nelson Rodrigues está ultrapassada, pois se trata de peças antigas.
 
Está correto o que se afirma em
 a) somente I
 b) somente II
 c) I e II
 d) nenhuma
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 477: IBFC ­ GCM (João Pessoa)/Pref João Pessoa/2012
Assunto: 
Para a questão, leia o texto abaixo, de Walcyr Carrasco.
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 35/79
 
A exposição da intimidade
 
A exposição da vida pessoal se tornou tão comum que parece até estranho quando alguém é diferente
 
Sempre me surpreendo como hoje em dia as pessoas têm coragem de exibir a intimidade. Como têm prazer em se expor. Talvez eu seja conservador. Não entendo o
motivo pelo qual o ex­jogador Edmundo e o promoter David Brazil posaram, no último Carnaval, para fotos simulando coito anal. Vestidos, friso bem. Ninguém pense que
se tratou de uma saída do armário de Edmundo. Pelo contrário, ainda deu uma declaração para lá de preconceituosa. Disse que já fez muito sexo com homossexuais,
mas que não é um deles porque sempre foi o homem da relação. (Para ser franco, estou “traduzindo” a frase. Foi muito, muito mais chula.) A troco do que alguém se
presta a esse papel? Talvez seja a saudade dos tempos em que era glorificado quando entrava em campo. Voltar a sentir o gosto da fama para quem já não está na
constelação dos famosos pode ser uma explicação. Não é a única. O que levaria Brad Pitt, astro consagrado, a declarar, como fez recentemente no programa CBS this
morning, nos Estados Unidos:
 
– Angelina (Jolie) é uma garota malvada na intimidade. Deliciosamente malvada.
 
A imprensa passou dias comentando que o casal é “quente”... Atores que ganham milhões de dólares por filme e estão em todas as revistas do mundo precisam disso?
 
Talvez a ex­BBB Mayra Cardi precise. Falou sobre o uso de acessórios eróticos na rádio FM O Dia. Lembro que fiz uma reportagem sobre um dos primeiros sex shops
abertos em São Paulo. Faz um tempão. Na época, quem frequentava sex shops era discreto. Acho que na intimidade tudo é válido. Antes, intimidade era intimidade. Ou
seja, algo que acontecia dentro de uma relação. Poderia ser a troca de segredos entre amigos, simplesmente. As conversas entre pais e filhos. A loucura de um encontro
sexual. Ou o cotidiano de um amor. Algo privado, relacionado somente com os envolvidos. Para muitos, a base do amor. A palavra intimidade era sempre associada à
delicadeza.
 
A exposição da vida pessoal se tornou tão comum que parece até estranho quando alguém é diferente
 
Há  quem  até  venda  seus momentos mais  particulares.  Tornou­se  comum  a  negociação  entre  atores  famosos  e  patrocinadores  nos  festejos  importantes.  Uma  atriz
conhecida ganhou a festa de casamento inteira para dar exclusividade a uma publicação. Tudo bem, todo mundo tem direito de fazer negócios. Mas o casamento não
deveria ser um momento único, de emoção? Ao contrário, recentemente um ator conhecido separou­se de uma estrela de televisão. Lamentava­se:
 
– Já tínhamos acertado a viagem para Veneza, onde seria o noivado! Tudo patrocinado! E tivemos de voltar atrás!
 
Festas pessoais  com patrocinadores  já  se  tornaram comuns.  Para muitos  famosos,  ou em ascensão,  desvendar  a  intimidade  faz parte do  jogo. Trata­se da  famosa
permuta. É tão comum que o apresentador Otávio Mesquita certa vez se saiu com esta frase afiada:
 
– Não posso ter mais filhos!
 
– Que aconteceu?
 
– O ginecologista da minha mulher não faz mais permuta.
 
Rimos. Debochava de seus pares, que vivem quase exclusivamente do escambo entre a fama e tudo o que é de graça, de restaurantes a cirurgiões plásticos.
 
A exposição da vida pessoal tornou­se tão comum que se estranha quando alguém é diferente. A atriz Carolina Dieckmann chegou a ganhar fama de chata por se rebelar
contra o programa Pânico na TV, então na Rede TV, em 2006. Carolina  recusou­se a participar de um quadro chamado “Sandálias da humildade”. Os  repórteres do
programa foram a seu condomínio de megafone e com um guindaste, com a intenção de gravar através da janela de seu apartamento. A atriz entrou com um processo –
e venceu. Não pode mais ser abordada pelos repórteres do programa. Carolina tem o direito de preservar sua vida pessoal. Chegaram a acusá­la de reacionária, de
querer a volta da censura. Talvez por ter ido contra a maré. Já que muitas de suas colegas no mundo luminoso das estrelas divulgam cada início de namoro, as crises, o
fim e, é claro, o recomeço, com novo eleito. Só falta descreverem a cor das cuecas e da lingerie. Quem sabe ninguém ainda perguntou. Toda pessoa tem o direito de
defender sua privacidade, seja famosa ou não. E de não expor a família e a vida.
 
Uma das mais conhecidas frases do teatrólogo Nelson Rodrigues é: “Se todos conhecessema intimidade sexual uns dos outros, ninguém cumprimentaria ninguém”. Está
se tornando ultrapassada. Ninguém mais se assusta com a intimidade, principalmente dos famosos. Tornou­se uma forma de atrair os holofotes sobre si. E me assusto ao
pensar no que ainda vem por aí.
 
Considere as afirmações que seguem.
 
I. O autor critica as pessoas que julgaram a atriz Carolina Dieckmann reacionária por não querer se expor.
 
II. O autor critica os atos imorais que as pessoas cometem na sua intimidade.
 
Está correto o que se afirma em
 a) somente I
 b) somente II
 c) I e II
 d) nenhuma
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 478: IBFC ­ GCM (João Pessoa)/Pref João Pessoa/2012
Assunto: 
Para a questão, leia o texto abaixo, de Walcyr Carrasco.
 
A exposição da intimidade
 
A exposição da vida pessoal se tornou tão comum que parece até estranho quando alguém é diferente
 
Sempre me surpreendo como hoje em dia as pessoas têm coragem de exibir a intimidade. Como têm prazer em se expor. Talvez eu seja conservador. Não entendo o
motivo pelo qual o ex­jogador Edmundo e o promoter David Brazil posaram, no último Carnaval, para fotos simulando coito anal. Vestidos, friso bem. Ninguém pense que
se tratou de uma saída do armário de Edmundo. Pelo contrário, ainda deu uma declaração para lá de preconceituosa. Disse que já fez muito sexo com homossexuais,
mas que não é um deles porque sempre foi o homem da relação. (Para ser franco, estou “traduzindo” a frase. Foi muito, muito mais chula.) A troco do que alguém se
presta a esse papel? Talvez seja a saudade dos tempos em que era glorificado quando entrava em campo. Voltar a sentir o gosto da fama para quem já não está na
constelação dos famosos pode ser uma explicação. Não é a única. O que levaria Brad Pitt, astro consagrado, a declarar, como fez recentemente no programa CBS this
morning, nos Estados Unidos:
 
– Angelina (Jolie) é uma garota malvada na intimidade. Deliciosamente malvada.
 
A imprensa passou dias comentando que o casal é “quente”... Atores que ganham milhões de dólares por filme e estão em todas as revistas do mundo precisam disso?
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 36/79
 
Talvez a ex­BBB Mayra Cardi precise. Falou sobre o uso de acessórios eróticos na rádio FM O Dia. Lembro que fiz uma reportagem sobre um dos primeiros sex shops
abertos em São Paulo. Faz um tempão. Na época, quem frequentava sex shops era discreto. Acho que na intimidade tudo é válido. Antes, intimidade era intimidade. Ou
seja, algo que acontecia dentro de uma relação. Poderia ser a troca de segredos entre amigos, simplesmente. As conversas entre pais e filhos. A loucura de um encontro
sexual. Ou o cotidiano de um amor. Algo privado, relacionado somente com os envolvidos. Para muitos, a base do amor. A palavra intimidade era sempre associada à
delicadeza.
 
A exposição da vida pessoal se tornou tão comum que parece até estranho quando alguém é diferente
 
Há  quem  até  venda  seus momentos mais  particulares.  Tornou­se  comum  a  negociação  entre  atores  famosos  e  patrocinadores  nos  festejos  importantes.  Uma  atriz
conhecida ganhou a festa de casamento inteira para dar exclusividade a uma publicação. Tudo bem, todo mundo tem direito de fazer negócios. Mas o casamento não
deveria ser um momento único, de emoção? Ao contrário, recentemente um ator conhecido separou­se de uma estrela de televisão. Lamentava­se:
 
– Já tínhamos acertado a viagem para Veneza, onde seria o noivado! Tudo patrocinado! E tivemos de voltar atrás!
 
Festas pessoais  com patrocinadores  já  se  tornaram comuns.  Para muitos  famosos,  ou em ascensão,  desvendar  a  intimidade  faz parte do  jogo. Trata­se da  famosa
permuta. É tão comum que o apresentador Otávio Mesquita certa vez se saiu com esta frase afiada:
 
– Não posso ter mais filhos!
 
– Que aconteceu?
 
– O ginecologista da minha mulher não faz mais permuta.
 
Rimos. Debochava de seus pares, que vivem quase exclusivamente do escambo entre a fama e tudo o que é de graça, de restaurantes a cirurgiões plásticos.
 
A exposição da vida pessoal tornou­se tão comum que se estranha quando alguém é diferente. A atriz Carolina Dieckmann chegou a ganhar fama de chata por se rebelar
contra o programa Pânico na TV, então na Rede TV, em 2006. Carolina  recusou­se a participar de um quadro chamado “Sandálias da humildade”. Os  repórteres do
programa foram a seu condomínio de megafone e com um guindaste, com a intenção de gravar através da janela de seu apartamento. A atriz entrou com um processo –
e venceu. Não pode mais ser abordada pelos repórteres do programa. Carolina tem o direito de preservar sua vida pessoal. Chegaram a acusá­la de reacionária, de
querer a volta da censura. Talvez por ter ido contra a maré. Já que muitas de suas colegas no mundo luminoso das estrelas divulgam cada início de namoro, as crises, o
fim e, é claro, o recomeço, com novo eleito. Só falta descreverem a cor das cuecas e da lingerie. Quem sabe ninguém ainda perguntou. Toda pessoa tem o direito de
defender sua privacidade, seja famosa ou não. E de não expor a família e a vida.
 
Uma das mais conhecidas frases do teatrólogo Nelson Rodrigues é: “Se todos conhecessem a intimidade sexual uns dos outros, ninguém cumprimentaria ninguém”. Está
se tornando ultrapassada. Ninguém mais se assusta com a intimidade, principalmente dos famosos. Tornou­se uma forma de atrair os holofotes sobre si. E me assusto ao
pensar no que ainda vem por aí.
 
Considere o período abaixo.
 
“Tornou­se comum a negociação entre atores famosos e patrocinadores nos festejos importantes.”
 
Se o termo “a negociação” fosse para o plural, o verbo ficaria:
 a) Tornaram­se
 b) Tornou­se
 c) Tornarão­se
 d) Torna­se
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 479: IBFC ­ GCM (João Pessoa)/Pref João Pessoa/2012
Assunto: 
Para a questão, leia o texto abaixo, de Walcyr Carrasco.
 
A exposição da intimidade
 
A exposição da vida pessoal se tornou tão comum que parece até estranho quando alguém é diferente
 
Sempre me surpreendo como hoje em dia as pessoas têm coragem de exibir a intimidade. Como têm prazer em se expor. Talvez eu seja conservador. Não entendo o
motivo pelo qual o ex­jogador Edmundo e o promoter David Brazil posaram, no último Carnaval, para fotos simulando coito anal. Vestidos, friso bem. Ninguém pense que
se tratou de uma saída do armário de Edmundo. Pelo contrário, ainda deu uma declaração para lá de preconceituosa. Disse que já fez muito sexo com homossexuais,
mas que não é um deles porque sempre foi o homem da relação. (Para ser franco, estou “traduzindo” a frase. Foi muito, muito mais chula.) A troco do que alguém se
presta a esse papel? Talvez seja a saudade dos tempos em que era glorificado quando entrava em campo. Voltar a sentir o gosto da fama para quem já não está na
constelação dos famosos pode ser uma explicação. Não é a única. O que levaria Brad Pitt, astro consagrado, a declarar, como fez recentemente no programa CBS this
morning, nos Estados Unidos:
 
– Angelina (Jolie) é uma garota malvada na intimidade. Deliciosamente malvada.
 
A imprensa passou dias comentando que o casal é “quente”... Atores que ganham milhões de dólares por filme e estão em todas as revistas do mundo precisam disso?
 
Talvez a ex­BBB Mayra Cardi precise. Falou sobre o uso de acessórios eróticos na rádio FM O Dia. Lembro que fiz uma reportagem sobre um dos primeiros sex shops
abertos em São Paulo. Faz um tempão. Na época, quem frequentava sex shops era discreto. Acho que na intimidade tudo é válido. Antes, intimidade era intimidade. Ou
seja, algo que acontecia dentro de uma relação. Poderia ser a troca de segredos entre amigos, simplesmente. As conversas entre pais e filhos. A loucura de um encontro
sexual. Ou o cotidiano de um amor. Algo privado, relacionado somente com os envolvidos. Paramuitos, a base do amor. A palavra intimidade era sempre associada à
delicadeza.
 
A exposição da vida pessoal se tornou tão comum que parece até estranho quando alguém é diferente
 
Há  quem  até  venda  seus momentos mais  particulares.  Tornou­se  comum  a  negociação  entre  atores  famosos  e  patrocinadores  nos  festejos  importantes.  Uma  atriz
conhecida ganhou a festa de casamento inteira para dar exclusividade a uma publicação. Tudo bem, todo mundo tem direito de fazer negócios. Mas o casamento não
deveria ser um momento único, de emoção? Ao contrário, recentemente um ator conhecido separou­se de uma estrela de televisão. Lamentava­se:
 
– Já tínhamos acertado a viagem para Veneza, onde seria o noivado! Tudo patrocinado! E tivemos de voltar atrás!
 
Festas pessoais  com patrocinadores  já  se  tornaram comuns.  Para muitos  famosos,  ou em ascensão,  desvendar  a  intimidade  faz parte do  jogo. Trata­se da  famosa
permuta. É tão comum que o apresentador Otávio Mesquita certa vez se saiu com esta frase afiada:
 
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 37/79
– Não posso ter mais filhos!
 
– Que aconteceu?
 
– O ginecologista da minha mulher não faz mais permuta.
 
Rimos. Debochava de seus pares, que vivem quase exclusivamente do escambo entre a fama e tudo o que é de graça, de restaurantes a cirurgiões plásticos.
 
A exposição da vida pessoal tornou­se tão comum que se estranha quando alguém é diferente. A atriz Carolina Dieckmann chegou a ganhar fama de chata por se rebelar
contra o programa Pânico na TV, então na Rede TV, em 2006. Carolina  recusou­se a participar de um quadro chamado “Sandálias da humildade”. Os  repórteres do
programa foram a seu condomínio de megafone e com um guindaste, com a intenção de gravar através da janela de seu apartamento. A atriz entrou com um processo –
e venceu. Não pode mais ser abordada pelos repórteres do programa. Carolina tem o direito de preservar sua vida pessoal. Chegaram a acusá­la de reacionária, de
querer a volta da censura. Talvez por ter ido contra a maré. Já que muitas de suas colegas no mundo luminoso das estrelas divulgam cada início de namoro, as crises, o
fim e, é claro, o recomeço, com novo eleito. Só falta descreverem a cor das cuecas e da lingerie. Quem sabe ninguém ainda perguntou. Toda pessoa tem o direito de
defender sua privacidade, seja famosa ou não. E de não expor a família e a vida.
 
Uma das mais conhecidas frases do teatrólogo Nelson Rodrigues é: “Se todos conhecessem a intimidade sexual uns dos outros, ninguém cumprimentaria ninguém”. Está
se tornando ultrapassada. Ninguém mais se assusta com a intimidade, principalmente dos famosos. Tornou­se uma forma de atrair os holofotes sobre si. E me assusto ao
pensar no que ainda vem por aí.
 
Assinale a alternativa que indica corretamente a substituição do termo grifado pelo pronome.
 
Há quem até venda seus momentos mais particulares.
 a) Há quem até o venda.
 b) Há quem até os venda.
 c) Há quem até lhe venda.
 d) Há quem até lhes venda.
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 480: IBFC ­ GCM (João Pessoa)/Pref João Pessoa/2012
Assunto: 
Considere o período e as afirmações abaixo.
 
A maioria das pessoas que fazem esportes, tem uma vida mais saudável.
 
I. Há um problema de pontuação, pois a vírgula está empregada de forma incorreta.
 
II. Há um problema de concordância, o verbo “tem” deveria ser substituído por “têm”.
 
Está correto o que se afirma em
 a) somente I
 b) somente II
 c) I e II
 d) nenhuma
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 481: IBFC ­ GCM (João Pessoa)/Pref João Pessoa/2012
Assunto: 
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas.
 
Se o diretor ___________, os funcionários voltarão ao trabalho.
 a) intervir
 b) intervim
 c) intervier
 d) interviesse
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 482: IBFC ­ GCM (João Pessoa)/Pref João Pessoa/2012
Assunto: 
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas.
 
Pedi ____ ela ____ indicação de um livro.
 a) à – a
 b) à – à
 c) a – a
 d) a – à
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 483: IBFC ­ GCM (João Pessoa)/Pref João Pessoa/2012
Assunto: 
Assinale a alternativa que indica a conjunção adequada para completar a lacuna.
 
Sua vontade era dormir, _________ tinha que terminar o relatório ainda naquela noite.
 a) portanto
 b) assim
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 38/79
 c) embora
 d) entretanto
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 484: IBFC ­ GCM (João Pessoa)/Pref João Pessoa/2012
Assunto: 
Considere o período e as afirmações abaixo.
 
Na última noite, prendeu­se dois suspeitos que teriam participado do assalto do Banco Central.
 
I. Se a locução verbal “teriam participado” fosse substituída por “participaram”, não haveria qualquer alteração de sentido.
 
II. Há um problema de concordância verbal, pois o correto seria “prenderam­se”.
 
Está correto o que se afirma em
 a) somente I
 b) somente II
 c) I e II
 d) nenhuma
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 485: IBFC ­ Ag Seg Pen (SEDS MG)/SEDS MG/2012
Assunto: 
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
 
90 por cento de certeza
 
Cronistas  esportivos  e  cientistas  políticos  não  se  satisfazem  mais  em  emitir  sua  opinião.  Têm  que  dar  números,  cifras,  palpites  estatísticos  e
prognósticos
 
Tevê  ligada,  ouço  o  comentarista  esportivo  dizer:  'Tenho  90%  de  certeza  de  que  o  time  tal  não  se  classifica  para  a  Libertadores."  Pausa:
................................................................................................ .
 
(Essa lacuna acima não é só um recurso para ganhar espaço ­ embora isso não seja má ideia quando se tem de tirar um texto de três mil toques da cartola­, mas para
tentar expressar o meu silêncio mudo e espantado diante de tal afirmação.)
 
Meu Deus, quanta filosofia! Sim, sim, filosofia pura ­ o homem tinha 90% de certeza. Vejam bem, não 70, 80 nem 100, mas precisamente 90% de certeza. Consideremos
que a certeza humana sobre determinado assunto possa compreender de fato  integrais 100%. Então o sujeito estaria muito próximo da razão plena, seria quase um
clarividente. Em meu raciocínio lógico, óbvio e ululante, deduzo que, com mais 10% de certeza, ele teria então a certeza total, absoluta, irrefutável. Ora, ninguém pode
ter 100% de certeza em nada, nem mesmo 90. 10%, vá  lá, talvez possa ser aceitável. Por quê? ­ perguntará o  leitor. Porque toda certeza tem a sombra da dúvida,
apesar da existência da sonora e bela expressão popular "sem sombra de dúvida".
 
Ela,  a  sombra  da  dúvida,  está  sempre  lá.  Nunca  se  sabe  completamente  tudo  sobre  algo,  nunca  se  está  totalmente  seguro  e  confiante  em  relação  a  nada.  Nunca
saberemos quem mente ou fala a verdade (às vezes nem nós mesmos sabemos sobre nós), se Tom Cruise é bom ator ou canastrão, se determinada memória foi sonho
ou realidade, se o mundo acabará em dezembro deste ano, se eram os deuses astronautas, se Paulo Coelho faz mesmo chover, se Shakespeare existiu ou, caso tenha
existido,  se  era  mulher  ou  homem,  se  Carminha  será  punida  no  último  capítulo  da  novela  ...  Entre  a  certeza  e  a  dúvida,  há  milhares  de  nuances  possíveis  que
embaralham os sentidos. Tudo está sempre sob suspeita e, nessa toada, nem Deus, representante sobrenatural do Absoluto, escapa da dúvida e da incerteza humanas ­
aí estão os ateus que não me deixam mentir.
 
Ok, mas o cara  tinha 90% de certeza quanto a um prognósticoesportivo. Ora, no esporte então, e no  futebol especialmente, a dúvida é um componente quase  tão
importante quanto a expertise do atacante ou a falha fatal do zagueiro. Quantos adversários mais fracos já venceram outros incrivelmente mais fortes ­ ocorrência que
ganhou a  zoológica e  simpática alcunha de  "zebra"; quantos  craques  falharam na hora extrema e quantos  cabeças de bagre  se  consagraram por acaso ou destino;
quantos  times  tidos  como  favoritos  ficaram  no  meio  do  caminho,  os  chamados  "cavalos  paraguaios";  quantos  goleiros  infalíveis  entraram  para  a  história  como
"frangueiros" por conta de um lapso banal e definitivo ...
 
Uma certa necessidade de precisão parece ser um valor de nossa época. Cronistas esportivos, cientistas políticos, âncoras de telejornal, articulistas, críticos e espécimes
similares não se satisfazem mais em apenas emitir sua opinião sobre as matérias em questão. Têm que dar números, cifras, palpites estatísticos e prognósticos certeiros
nesses tempos de profetas de quiosque.
 
Meu  caro  comentarista,  peço  que  ensine  a  nós, mortais,  como  sermos  capazes  de  ostentar  90%  de  certeza  sobre  o  que  quer  que  seja.  A  humanidade  agradece,
endividada, sua dica metafísica.
 
Sem sombra de dúvida.
 
Considere as afirmações abaixo.
 
I. O autor acredita nas previsões dos comentaristas, pois são especialistas no assunto.
II. O autor considera que as previsões devem ser fundamentadas em dados estatísticos.
 
Está correto o que se afirma em
 a) somente I.
 b) somente II.
 c) I e II.
 d) nenhuma.
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 486: IBFC ­ Ag Seg Pen (SEDS MG)/SEDS MG/2012
Assunto: 
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
 
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 39/79
90 por cento de certeza
 
Cronistas  esportivos  e  cientistas  políticos  não  se  satisfazem  mais  em  emitir  sua  opinião.  Têm  que  dar  números,  cifras,  palpites  estatísticos  e
prognósticos
 
Tevê  ligada,  ouço  o  comentarista  esportivo  dizer:  'Tenho  90%  de  certeza  de  que  o  time  tal  não  se  classifica  para  a  Libertadores."  Pausa:
................................................................................................ .
 
(Essa lacuna acima não é só um recurso para ganhar espaço ­ embora isso não seja má ideia quando se tem de tirar um texto de três mil toques da cartola­, mas para
tentar expressar o meu silêncio mudo e espantado diante de tal afirmação.)
 
Meu Deus, quanta filosofia! Sim, sim, filosofia pura ­ o homem tinha 90% de certeza. Vejam bem, não 70, 80 nem 100, mas precisamente 90% de certeza. Consideremos
que a certeza humana sobre determinado assunto possa compreender de fato  integrais 100%. Então o sujeito estaria muito próximo da razão plena, seria quase um
clarividente. Em meu raciocínio lógico, óbvio e ululante, deduzo que, com mais 10% de certeza, ele teria então a certeza total, absoluta, irrefutável. Ora, ninguém pode
ter 100% de certeza em nada, nem mesmo 90. 10%, vá  lá, talvez possa ser aceitável. Por quê? ­ perguntará o  leitor. Porque toda certeza tem a sombra da dúvida,
apesar da existência da sonora e bela expressão popular "sem sombra de dúvida".
 
Ela,  a  sombra  da  dúvida,  está  sempre  lá.  Nunca  se  sabe  completamente  tudo  sobre  algo,  nunca  se  está  totalmente  seguro  e  confiante  em  relação  a  nada.  Nunca
saberemos quem mente ou fala a verdade (às vezes nem nós mesmos sabemos sobre nós), se Tom Cruise é bom ator ou canastrão, se determinada memória foi sonho
ou realidade, se o mundo acabará em dezembro deste ano, se eram os deuses astronautas, se Paulo Coelho faz mesmo chover, se Shakespeare existiu ou, caso tenha
existido,  se  era  mulher  ou  homem,  se  Carminha  será  punida  no  último  capítulo  da  novela  ...  Entre  a  certeza  e  a  dúvida,  há  milhares  de  nuances  possíveis  que
embaralham os sentidos. Tudo está sempre sob suspeita e, nessa toada, nem Deus, representante sobrenatural do Absoluto, escapa da dúvida e da incerteza humanas ­
aí estão os ateus que não me deixam mentir.
 
Ok, mas o cara  tinha 90% de certeza quanto a um prognóstico esportivo. Ora, no esporte então, e no  futebol especialmente, a dúvida é um componente quase  tão
importante quanto a expertise do atacante ou a falha fatal do zagueiro. Quantos adversários mais fracos já venceram outros incrivelmente mais fortes ­ ocorrência que
ganhou a  zoológica e  simpática alcunha de  "zebra"; quantos  craques  falharam na hora extrema e quantos  cabeças de bagre  se  consagraram por acaso ou destino;
quantos  times  tidos  como  favoritos  ficaram  no  meio  do  caminho,  os  chamados  "cavalos  paraguaios";  quantos  goleiros  infalíveis  entraram  para  a  história  como
"frangueiros" por conta de um lapso banal e definitivo ...
 
Uma certa necessidade de precisão parece ser um valor de nossa época. Cronistas esportivos, cientistas políticos, âncoras de telejornal, articulistas, críticos e espécimes
similares não se satisfazem mais em apenas emitir sua opinião sobre as matérias em questão. Têm que dar números, cifras, palpites estatísticos e prognósticos certeiros
nesses tempos de profetas de quiosque.
 
Meu  caro  comentarista,  peço  que  ensine  a  nós, mortais,  como  sermos  capazes  de  ostentar  90%  de  certeza  sobre  o  que  quer  que  seja.  A  humanidade  agradece,
endividada, sua dica metafísica.
 
Sem sombra de dúvida.
 
Considere as afirmações abaixo.
 
I. De acordo com o texto, a dúvida está constantemente presente nos mais diversos contextos.
 
II. O texto é argumentativo e escrito no nível formal e culto da linguagem.
 
Está correto o que se afirma em
 a) somente I.
 b) somente II.
 c) I e II.
 d) nenhuma.
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 487: IBFC ­ Ag Seg Pen (SEDS MG)/SEDS MG/2012
Assunto: 
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
 
90 por cento de certeza
 
Cronistas  esportivos  e  cientistas  políticos  não  se  satisfazem  mais  em  emitir  sua  opinião.  Têm  que  dar  números,  cifras,  palpites  estatísticos  e
prognósticos
 
Tevê  ligada,  ouço  o  comentarista  esportivo  dizer:  'Tenho  90%  de  certeza  de  que  o  time  tal  não  se  classifica  para  a  Libertadores."  Pausa:
................................................................................................ .
 
(Essa lacuna acima não é só um recurso para ganhar espaço ­ embora isso não seja má ideia quando se tem de tirar um texto de três mil toques da cartola­, mas para
tentar expressar o meu silêncio mudo e espantado diante de tal afirmação.)
 
Meu Deus, quanta filosofia! Sim, sim, filosofia pura ­ o homem tinha 90% de certeza. Vejam bem, não 70, 80 nem 100, mas precisamente 90% de certeza. Consideremos
que a certeza humana sobre determinado assunto possa compreender de fato  integrais 100%. Então o sujeito estaria muito próximo da razão plena, seria quase um
clarividente. Em meu raciocínio lógico, óbvio e ululante, deduzo que, com mais 10% de certeza, ele teria então a certeza total, absoluta, irrefutável. Ora, ninguém pode
ter 100% de certeza em nada, nem mesmo 90. 10%, vá  lá, talvez possa ser aceitável. Por quê? ­ perguntará o  leitor. Porque toda certeza tem a sombra da dúvida,
apesar da existência da sonora e bela expressão popular "sem sombra de dúvida".
 
Ela,  a  sombra  da  dúvida,  está  sempre  lá.  Nunca  se  sabe  completamente  tudo  sobre  algo,  nunca  se  está  totalmente  seguro  e  confiante  em  relação  a  nada.  Nunca
saberemos quem mente ou fala a verdade (às vezes nem nós mesmos sabemos sobre nós), se Tom Cruise é bom ator ou canastrão, se determinada memória foi sonho
ou realidade, se o mundo acabará em dezembro deste ano, se eram os deuses astronautas, se Paulo Coelho faz mesmo chover, se Shakespeare existiu ou, caso tenha
existido,se  era  mulher  ou  homem,  se  Carminha  será  punida  no  último  capítulo  da  novela  ...  Entre  a  certeza  e  a  dúvida,  há  milhares  de  nuances  possíveis  que
embaralham os sentidos. Tudo está sempre sob suspeita e, nessa toada, nem Deus, representante sobrenatural do Absoluto, escapa da dúvida e da incerteza humanas ­
aí estão os ateus que não me deixam mentir.
 
Ok, mas o cara  tinha 90% de certeza quanto a um prognóstico esportivo. Ora, no esporte então, e no  futebol especialmente, a dúvida é um componente quase  tão
importante quanto a expertise do atacante ou a falha fatal do zagueiro. Quantos adversários mais fracos já venceram outros incrivelmente mais fortes ­ ocorrência que
ganhou a  zoológica e  simpática alcunha de  "zebra"; quantos  craques  falharam na hora extrema e quantos  cabeças de bagre  se  consagraram por acaso ou destino;
quantos  times  tidos  como  favoritos  ficaram  no  meio  do  caminho,  os  chamados  "cavalos  paraguaios";  quantos  goleiros  infalíveis  entraram  para  a  história  como
"frangueiros" por conta de um lapso banal e definitivo ...
 
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 40/79
Uma certa necessidade de precisão parece ser um valor de nossa época. Cronistas esportivos, cientistas políticos, âncoras de telejornal, articulistas, críticos e espécimes
similares não se satisfazem mais em apenas emitir sua opinião sobre as matérias em questão. Têm que dar números, cifras, palpites estatísticos e prognósticos certeiros
nesses tempos de profetas de quiosque.
 
Meu  caro  comentarista,  peço  que  ensine  a  nós, mortais,  como  sermos  capazes  de  ostentar  90%  de  certeza  sobre  o  que  quer  que  seja.  A  humanidade  agradece,
endividada, sua dica metafísica.
 
Sem sombra de dúvida.
 
Assinale a alternativa em que o termo destacado no trecho abaixo está corretamente substituído pelo pronome.
 
Quantos adversários mais fracos já venceram outros incrivelmente mais fortes( ... )
 a) Quantos adversários mais fracos já os venceram.
 b) Quantos adversários mais fracos já venceram eles.
 c) Quantos adversários mais fracos já nos venceram.
 d) Quantos adversários mais fracos já lhes venceram.
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 488: IBFC ­ Ag Seg Pen (SEDS MG)/SEDS MG/2012
Assunto: 
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
 
90 por cento de certeza
 
Cronistas  esportivos  e  cientistas  políticos  não  se  satisfazem  mais  em  emitir  sua  opinião.  Têm  que  dar  números,  cifras,  palpites  estatísticos  e
prognósticos
 
Tevê  ligada,  ouço  o  comentarista  esportivo  dizer:  'Tenho  90%  de  certeza  de  que  o  time  tal  não  se  classifica  para  a  Libertadores."  Pausa:
................................................................................................ .
 
(Essa lacuna acima não é só um recurso para ganhar espaço ­ embora isso não seja má ideia quando se tem de tirar um texto de três mil toques da cartola­, mas para
tentar expressar o meu silêncio mudo e espantado diante de tal afirmação.)
 
Meu Deus, quanta filosofia! Sim, sim, filosofia pura ­ o homem tinha 90% de certeza. Vejam bem, não 70, 80 nem 100, mas precisamente 90% de certeza. Consideremos
que a certeza humana sobre determinado assunto possa compreender de fato  integrais 100%. Então o sujeito estaria muito próximo da razão plena, seria quase um
clarividente. Em meu raciocínio lógico, óbvio e ululante, deduzo que, com mais 10% de certeza, ele teria então a certeza total, absoluta, irrefutável. Ora, ninguém pode
ter 100% de certeza em nada, nem mesmo 90. 10%, vá  lá, talvez possa ser aceitável. Por quê? ­ perguntará o  leitor. Porque toda certeza tem a sombra da dúvida,
apesar da existência da sonora e bela expressão popular "sem sombra de dúvida".
 
Ela,  a  sombra  da  dúvida,  está  sempre  lá.  Nunca  se  sabe  completamente  tudo  sobre  algo,  nunca  se  está  totalmente  seguro  e  confiante  em  relação  a  nada.  Nunca
saberemos quem mente ou fala a verdade (às vezes nem nós mesmos sabemos sobre nós), se Tom Cruise é bom ator ou canastrão, se determinada memória foi sonho
ou realidade, se o mundo acabará em dezembro deste ano, se eram os deuses astronautas, se Paulo Coelho faz mesmo chover, se Shakespeare existiu ou, caso tenha
existido,  se  era  mulher  ou  homem,  se  Carminha  será  punida  no  último  capítulo  da  novela  ...  Entre  a  certeza  e  a  dúvida,  há  milhares  de  nuances  possíveis  que
embaralham os sentidos. Tudo está sempre sob suspeita e, nessa toada, nem Deus, representante sobrenatural do Absoluto, escapa da dúvida e da incerteza humanas ­
aí estão os ateus que não me deixam mentir.
 
Ok, mas o cara  tinha 90% de certeza quanto a um prognóstico esportivo. Ora, no esporte então, e no  futebol especialmente, a dúvida é um componente quase  tão
importante quanto a expertise do atacante ou a falha fatal do zagueiro. Quantos adversários mais fracos já venceram outros incrivelmente mais fortes ­ ocorrência que
ganhou a  zoológica e  simpática alcunha de  "zebra"; quantos  craques  falharam na hora extrema e quantos  cabeças de bagre  se  consagraram por acaso ou destino;
quantos  times  tidos  como  favoritos  ficaram  no  meio  do  caminho,  os  chamados  "cavalos  paraguaios";  quantos  goleiros  infalíveis  entraram  para  a  história  como
"frangueiros" por conta de um lapso banal e definitivo ...
 
Uma certa necessidade de precisão parece ser um valor de nossa época. Cronistas esportivos, cientistas políticos, âncoras de telejornal, articulistas, críticos e espécimes
similares não se satisfazem mais em apenas emitir sua opinião sobre as matérias em questão. Têm que dar números, cifras, palpites estatísticos e prognósticos certeiros
nesses tempos de profetas de quiosque.
 
Meu  caro  comentarista,  peço  que  ensine  a  nós, mortais,  como  sermos  capazes  de  ostentar  90%  de  certeza  sobre  o  que  quer  que  seja.  A  humanidade  agradece,
endividada, sua dica metafísica.
 
Sem sombra de dúvida.
 
Considere as afirmações abaixo.
 
I. Para defender seu ponto de vista, o autor estabelece comparações entre situações distintas.
 
II. A argumentação desenvolvida no texto não é válida, pois coloca em dúvida verdades consagradas, como a existência de Shakespeare ou de Deus.
 
Está correto o que se afirma em
 a) somente I.
 b) somente II.
 c) I e II.
 d) nenhuma.
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 489: IBFC ­ Ag Seg Pen (SEDS MG)/SEDS MG/2012
Assunto: 
Considere os períodos abaixo.
 
I. Devem haver outros métodos para resolver o problema.
II. Faz dois anos que ele se mudou para a Europa.
 
A concordância está correta em
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 41/79
 a) somente I.
 b) somente II.
 c) I e II.
 d) nenhuma.
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 490: IBFC ­ Ag Seg Pen (SEDS MG)/SEDS MG/2012
Assunto: 
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas.
 
I. O professor na briga dos alunos.
 
II. Se ele amanhã, falaremos com ele.
 
 a) interveio ­ vir
 b) interviu ­ vim
 c) interviu ­ vier
 d) interveio ­ vier
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 491: IBFC ­ Ag Seg Pen (SEDS MG)/SEDS MG/2012
Assunto: 
Considere as orações abaixo.
 
I. Os funcionários devem obedecer o regulamento.
 
II. Todos visam a um bom emprego.
 
A regência está correta em
 a) somente I.
 b) somente II.
 c) I e II.
 d) nenhuma.
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 492: IBFC ­ Ag Seg Pen (SEDS MG)/SEDS MG/2012
Assunto: 
Assinale a alternativa em que a palavra deve ser obrigatoriamente acentuada.a) Publico
 b) Critica
 c) lnfancia
 d) Duvida
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 493: IBFC ­ Ag Seg Pen (SEDS MG)/SEDS MG/2012
Assunto: 
Considere o período e as afirmações abaixo.
 
Tratam­se de atitudes comuns dos adolecentes, que têm normalmente reações excessivamente emocionais.
 
I. Há um erro de concordância verbal.
II. Há um erro ortográfico.
 
Está correto o que se afirma em
 a) somente I.
 b) somente II.
 c) I e II.
 d) nenhuma.
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 494: IBFC ­ Ag Seg Pen (SEDS MG)/SEDS MG/2012
Assunto: 
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas.
 
I. A peça teatral agradou aos ____ .
II. Sua presença é ____ na reunião.
 
 a) espectadores ­ imprescindível
 b) espectadores ­ imprecindível
 c) expectadores ­ imprescindível
 d) expectadores ­ imprecindível
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 42/79
Questão 495: IBFC ­ Tec RC (JUCEB)/JUCEB/2015
Assunto: 
O direito à privacidade como elo da cidadania
Quando o STF vier a julgar a ação de inconstitucionalidade movida pela Associação Nacional dos Editores de Livros contra o artigo do Código Civil que prevê a autorização
para biografias comercializadas, os juizes estarão, mais uma vez, diante do dilema da Justiça, dos dois pratos da balança e qual deles fazer pesar mais com sua força. A
liberdade de expressão de um lado e o direito à privacidade do outro, e cada juiz, ainda uma vez, diante do ato de decidir pela garantia de ambos estabelecida na Carta
Magna.
Ora, se preferirem dar ganho de causa à Adin dos editores, fortemente apoiada pelos meios de comunicação (TVs em especial), estarão contrariando os que, do outro
lado, clamam pela garantia do seu direito à privacidade. Se a estes contemplarem com seu voto, estarão contrariando os primeiros, os grandes interessados em que vidas
pessoais sejam livremente retratadas, transformadas em ativos comerciais de grande valor para a montagem do espetáculo midiático que está, hoje em dia, para muito
além do interesse público na circulação da informação, o jornalismo.
Independentemente do que venha a decidir o STF em relação à questão, nós da associação Procure Saber, no âmbito do nosso pequeno foro e em que pesem as tantas
dúvidas e posições entre nós,  resolvemos exercer o nosso direito democrático de associação, de opinião e de manifestação,  levando a público o nosso propósito de
defender o direito à privacidade como elo importante da cadeia da cidadania soberana, chamando a atenção de toda a sociedade para a necessidade de amplo e profundo
debate em torno desse tema, da delicada situação em que se encontra esse prato da balança do direito civil em nosso tempo, a privacidade, o que ela significa, o que
ainda é possível fazer para que ela tenha sentido, para que os que ainda nela creem e confiam possam encontrar nas regras, nas normas e nas leis alguma garantia. O
debate afinal toma corpo, podendo contribuir para posicionamentos mais conscientes, mais maduros e mais equilibrados sobre que tipo de vida queremos e podemos
viver, se os indivíduos nos confins de suas vidas privadas ainda devem ser levados em conta, ainda reconhecidos e respeitados em seus direitos ou se já não importam
mais.
Temos tido sempre  justificado apreço pelos que, ao  longo da História, se mostram capazes de compreender os dilemas e contradições da vida em sociedade e que,
apesar da dor e do sofrimento dessa condição  trágica, estão dispostos a  reconhecer de que  lado estão. Como disse Francisco Bosco  referindo­se ao dilema entre o
interesse público e o privado, em seu escrito neste jornal, semana passada, é o princípio da soberania decisória sobre a vida privada que deve prevalecer. É a mesma,
nossa opinião.
(Gilberto Gil, O Globo, 15/10/2013)
 
O segmento do texto que MELHOR representa o posicionamento assumido pelo autor do artigo quanto à liberação das biografias não autorizadas é:
 a)  “A liberdade de expressão de um lado e o direito à privacidade do outro, e cada juiz, ainda uma vez, diante do ato de decidir pela garantia de ambos estabelecida
na Carta Magna” (1°§)
  b)    “Como  disse  Francisco  Bosco  referindo­se  ao  dilema  entre  o  interesse  público  e  o  privado,  em  seu  escrito  neste  jornal,  semana  passada,  é  o  princípio  da
soberania decisória sobre a vida privada que deve prevalecer” (4°§)
 c)  “O debate afinal toma corpo, podendo contribuir para posicionamentos mais conscientes, mais maduros e mais equilibrados sobre que tipo de vida queremos e
podemos viver, se os indivíduos nos confins de suas vidas privadas ainda devem ser levados em conta, ainda reconhecidos e respeitados em seus direitos ou se já não
importam mais.” (3°§)
 d)  “Ora, se preferirem dar ganho de causa à Adin dos editores, fortemente apoiada pelos meios de comunicação (TVs em especial), estarão contrariando os que, do
outro lado, clamam pela garantia do seu direito à privacidade” (2°§)
 e)  “Temos tido sempre justificado apreço pelos que, ao longo da História, se mostram capazes de compreender os dilemas e contradições da vida em sociedade e
que, apesar da dor e do sofrimento dessa condição trágica, estão dispostos a reconhecer de que lado estão”(42°§)
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 496: IBFC ­ Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011
Assunto: 
Para a questão, leia o texto abaixo, de Arnaldo Jabor.
 
Resposta a uma moça 50 anos depois
 
OUTRO DIA, ESCREVENDO sobre meu passado, falei de uma menina da Urca que, de longe, eu considerava minha namorada, Silvinha, moreninha de olhos verdes. Dias
depois, recebi um e­mail assim:
 
"Meu amigo Arnaldo,
Lisonjeada fiquei ao ler sua coluna de 29/06 por me ver citada em suas reminiscências. Hoje, com 46 anos de casada, com dois filhos e dois netos, entristece­me pensar
que a meninada atual não pode ter a  infância  livre e despreocupada que tivemos e, portanto, não terá as  lembranças das peripécias próprias de cada fase. Ah, bons
tempos! Agradecendo as citações, deixo aqui um saudoso abraço. Hoje, sou a 'grisalhinha' de olhos verdes.
Silvinha!
 
Fiquei emocionado com o e­mail e agora respondo.
 
Querida Silvinha,
Hoje, mais de 50 anos depois, vou dizer o que sentia por você. Você foi o que eu imaginava o que seria uma "namorada". Você despertou em mim um tremor novo, a
primeira emoção do que mais tarde vi que chamavam "amor". Em uma tarde cinzenta, em frente ao portão de sua casa, eu senti uma alegria inesquecível como se tudo
ali estivesse no lugar perfeito: a brisa leve da tarde, a paz da rua, o silêncio sem pássaros, você encostada no portão marrom do jardim. Não sei por que, senti uma
felicidade insuportável, como se ouvisse o calmo funcionamento no mundo. Percebi confusamente que ali, no teu sorriso, ou olhos, ou boca, estava a explicação do sol
filtrado em listras entre as folhas da árvore e a perfeição do som agudo que tirei da folha de fícus enrolada como uma flautinha vegetal, instrumento que hoje os garotos
não conhecem mais.
 
Esse foi um momento que me ficou nos últimos 50 anos. Depois, uma brincadeira também esquecida: "casamento japonês", onde se escolhia uma menina a quem se
perguntava: "Pêra, uva ou maçã"; você disse "uva" e eu beijei timidamente seu rosto, sentindo­me, em seguida, voar por cima do seu jardim, vendo as casas da Urca lá
embaixo. E, assim, você ficou de namorada oficial de minha infância imaginária.
 
Não sei por que, Silvinha, sempre tive fascinação por meninas que me deixavam arrebatado e com medo ao mesmo tempo, sempre e algum modo as meninas que me
atraíam me pareciam inatingíveis, etéreas, como se fossem destinadas a outros e não a mim ... essa impossibilidade aumentava meu fascínio de pierrô.
 
Aliás, devo confessar hoje, 50 anosdepois, que você não foi a única. Márcia corria de bicicleta pela pracinha e só tinha olhos para o Porcolino e olhava com desdém
sorridente para minha  tentativa de alcançá­la na bicicleta, e eu via suas pernas sob a saia que ventava e a bicicleta parecia deixar um rastro de cometa de Márcia;
também, mais tarde, ainda sem te esquecer, confesso que me apaixonei por Ciomara, que, percebendo meu interesse tímido, aplicou­se em me espezinhar, tendo eu
sofrido muito vendo­a cantar provocativamente "Vivo esperando e procurando Cervantes no meu jardim", uma versão da música "Four­leaf clover", um sucesso na época,
que ela adaptou para conquistar Cervantes, o belo half­back do time Arsenal. Ciomara me fez sofrer, vendo­a de mãos dadas com ainda outro, para espicaçar também
Cervantes, não eu,debaixo dos flamboyants carregados de flores vermelhas.
 
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 43/79
Devo dizer também que fui crescendo e enlouqueci de um amor mais carnal por uma moça mais velha, lsadora, de pernas lindas no maiô roxo Catalina, alva, de boca
rubra  com  muito  batom.  Daí  para  a  frente,  Silvinha,  já  adolescente,  comecei  minhas  incursões  pelo  mundo  do  pecado,  sempre  instruído  por  meu  professor  de
sacanagens, o saudoso pipoqueiro Bené, que você certamente conheceu, ele que me induzia às mais pecaminosas ações solitárias, dando­me revistinhas de mulher nua,
ainda ingênuas, como Saúde e Nudismo, cheias de moças azuis, deitadas em praias remotas. Nessa época eu já vivia em Copacabana, na casa de meu avô, onde eu
tinha mais liberdade que sob as ordens de mamãe. Lá no Posto Seis, no escuro dos cinemas, as primeiras namoradas se retorciam e se recusavam ao assédio a seus
desejados peitinhos, me deixando enroscado em intrincados sutiãs cheios de presilhas e elásticos, que me  impediam de chegar à maciez dos seios ocultos, enquanto
tiroteios rolavam na tela e eu me embaraçava nas terríveis teias das alças, de onde saía desesperado com dores nos rins de tanto ardor insatisfeito. Depois, Silvinha,
continuei minha trilha pelos caminhos que se abriam para os jovens solitários daquela época: as casas de pecado do Catete, os famosos rendez­vous, o que me fez dividir
as mulheres em "santas" e "prostitutas", ficando as santas como você em minha memória e as outras sendo fonte de erros e sofrimentos. Todas, então, santas e bruxas,
eram intangíveis, todas impossíveis. Veja como se formavam os jovens nos anos 50 para o amor.
 
Não conversamos nunca, Silvinha, você nem soube que era minha namorada secreta, e vivemos esse meio século em mundos diversos. Você deve ter sido feliz, com
filhos e netos, seguindo a trilha natural que saía do seu jardim, enquanto eu tive um caminho mais torto, sempre meio fora das coisas que eu via acontecer.
 
Tenho inveja das estradas largas e sadias e talvez eu tivesse sido mais feliz, se tivesse feito a Escola Naval como meu pai queria, e hoje fosse um orgulhoso almirante
comandando cruzadores pelos mares do meu Brasil.
 
Mas não posso me queixar de nada, casei várias vezes, tive duas filhas e um filho maravilhosos, chorei muitas vezes de dor­de­corno e de desentendimento, mas não
posso me queixar, pois, além do que vivi, vejo hoje que as memórias são tão sólidas quanto as realidades, que muitas vezes se esvaem mais rápido que aquelas. Você
ficou como uma primeira sensação do que chamam "amor". E como diz o poeta: " ... as coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão ... "
Beijo tardio, do Jabor.
 
Considere as afirmações que seguem.
 
I. Ao dizer que é a "grisalhinha" de olhos verdes, Silvinha faz alusão à "moreninha" citada por Jabor em sua crônica, mostrando que ela envelheceu.
II. Os termos no diminutivo, como "moreninha" e "grisalhinha", indicam que Silvinha é uma mulher pequena.
III. O  texto é constituído por uma carta pessoal, que não deveria  ter  sido publicada, mas passou a ser conhecida devido à  falta de privacidade causada pela
internet.
 
Está correto o que se afirma em
 a) somente I
 b) somente II
 c) somente III
 d)  I e II
 e)  I e III
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 497: IBFC ­ Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011
Assunto: 
Para a questão, leia o texto abaixo, de Arnaldo Jabor.
 
Resposta a uma moça 50 anos depois
 
OUTRO DIA, ESCREVENDO sobre meu passado, falei de uma menina da Urca que, de longe, eu considerava minha namorada, Silvinha, moreninha de olhos verdes. Dias
depois, recebi um e­mail assim:
 
"Meu amigo Arnaldo,
Lisonjeada fiquei ao ler sua coluna de 29/06 por me ver citada em suas reminiscências. Hoje, com 46 anos de casada, com dois filhos e dois netos, entristece­me pensar
que a meninada atual não pode ter a  infância  livre e despreocupada que tivemos e, portanto, não terá as  lembranças das peripécias próprias de cada fase. Ah, bons
tempos! Agradecendo as citações, deixo aqui um saudoso abraço. Hoje, sou a 'grisalhinha' de olhos verdes.
Silvinha!
 
Fiquei emocionado com o e­mail e agora respondo.
 
Querida Silvinha,
Hoje, mais de 50 anos depois, vou dizer o que sentia por você. Você foi o que eu imaginava o que seria uma "namorada". Você despertou em mim um tremor novo, a
primeira emoção do que mais tarde vi que chamavam "amor". Em uma tarde cinzenta, em frente ao portão de sua casa, eu senti uma alegria inesquecível como se tudo
ali estivesse no lugar perfeito: a brisa leve da tarde, a paz da rua, o silêncio sem pássaros, você encostada no portão marrom do jardim. Não sei por que, senti uma
felicidade insuportável, como se ouvisse o calmo funcionamento no mundo. Percebi confusamente que ali, no teu sorriso, ou olhos, ou boca, estava a explicação do sol
filtrado em listras entre as folhas da árvore e a perfeição do som agudo que tirei da folha de fícus enrolada como uma flautinha vegetal, instrumento que hoje os garotos
não conhecem mais.
 
Esse foi um momento que me ficou nos últimos 50 anos. Depois, uma brincadeira também esquecida: "casamento japonês", onde se escolhia uma menina a quem se
perguntava: "Pêra, uva ou maçã"; você disse "uva" e eu beijei timidamente seu rosto, sentindo­me, em seguida, voar por cima do seu jardim, vendo as casas da Urca lá
embaixo. E, assim, você ficou de namorada oficial de minha infância imaginária.
 
Não sei por que, Silvinha, sempre tive fascinação por meninas que me deixavam arrebatado e com medo ao mesmo tempo, sempre e algum modo as meninas que me
atraíam me pareciam inatingíveis, etéreas, como se fossem destinadas a outros e não a mim ... essa impossibilidade aumentava meu fascínio de pierrô.
 
Aliás, devo confessar hoje, 50 anos depois, que você não foi a única. Márcia corria de bicicleta pela pracinha e só tinha olhos para o Porcolino e olhava com desdém
sorridente para minha  tentativa de alcançá­la na bicicleta, e eu via suas pernas sob a saia que ventava e a bicicleta parecia deixar um rastro de cometa de Márcia;
também, mais tarde, ainda sem te esquecer, confesso que me apaixonei por Ciomara, que, percebendo meu interesse tímido, aplicou­se em me espezinhar, tendo eu
sofrido muito vendo­a cantar provocativamente "Vivo esperando e procurando Cervantes no meu jardim", uma versão da música "Four­leaf clover", um sucesso na época,
que ela adaptou para conquistar Cervantes, o belo half­back do time Arsenal. Ciomara me fez sofrer, vendo­a de mãos dadas com ainda outro, para espicaçar também
Cervantes, não eu,debaixo dos flamboyants carregados de flores vermelhas.
 
Devo dizer também que fui crescendo e enlouqueci de um amor mais carnal por uma moça mais velha, lsadora, de pernas lindas no maiô roxo Catalina, alva, de boca
rubra  com  muito  batom.  Daí  para  a  frente,  Silvinha,  já  adolescente,  comecei  minhas  incursões  pelo  mundo  do  pecado,  sempre  instruído  por  meu  professor  de
sacanagens, o saudoso pipoqueiro Bené, que você certamente conheceu, ele que me induzia às mais pecaminosas ações solitárias,dando­me revistinhas de mulher nua,
ainda ingênuas, como Saúde e Nudismo, cheias de moças azuis, deitadas em praias remotas. Nessa época eu já vivia em Copacabana, na casa de meu avô, onde eu
tinha mais liberdade que sob as ordens de mamãe. Lá no Posto Seis, no escuro dos cinemas, as primeiras namoradas se retorciam e se recusavam ao assédio a seus
desejados peitinhos, me deixando enroscado em intrincados sutiãs cheios de presilhas e elásticos, que me  impediam de chegar à maciez dos seios ocultos, enquanto
tiroteios rolavam na tela e eu me embaraçava nas terríveis teias das alças, de onde saía desesperado com dores nos rins de tanto ardor insatisfeito. Depois, Silvinha,
continuei minha trilha pelos caminhos que se abriam para os jovens solitários daquela época: as casas de pecado do Catete, os famosos rendez­vous, o que me fez dividir
as mulheres em "santas" e "prostitutas", ficando as santas como você em minha memória e as outras sendo fonte de erros e sofrimentos. Todas, então, santas e bruxas,
eram intangíveis, todas impossíveis. Veja como se formavam os jovens nos anos 50 para o amor.
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 44/79
 
Não conversamos nunca, Silvinha, você nem soube que era minha namorada secreta, e vivemos esse meio século em mundos diversos. Você deve ter sido feliz, com
filhos e netos, seguindo a trilha natural que saía do seu jardim, enquanto eu tive um caminho mais torto, sempre meio fora das coisas que eu via acontecer.
 
Tenho inveja das estradas largas e sadias e talvez eu tivesse sido mais feliz, se tivesse feito a Escola Naval como meu pai queria, e hoje fosse um orgulhoso almirante
comandando cruzadores pelos mares do meu Brasil.
 
Mas não posso me queixar de nada, casei várias vezes, tive duas filhas e um filho maravilhosos, chorei muitas vezes de dor­de­corno e de desentendimento, mas não
posso me queixar, pois, além do que vivi, vejo hoje que as memórias são tão sólidas quanto as realidades, que muitas vezes se esvaem mais rápido que aquelas. Você
ficou como uma primeira sensação do que chamam "amor". E como diz o poeta: " ... as coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão ... "
Beijo tardio, do Jabor.
 
Considere as afirmações que seguem.
I. A palavra "reminiscência" refere­se a lembranças de fatos pouco agradáveis, pois os dois se desencontraram.
II. Ao dizer que a menina era sua "namorada secreta'', o autor refere­se ao fato de que eles mantinham o relacionamento escondido dos pais, pois eram crianças.
III. O autor mostra mágoa ao se referir à sua ex­namorada, pois ela não correspondeu a seu amor.
 
Está correto o que se afirma em
 a) somente I
 b) somente II
 c) somente III
 d)  I e II
 e)  nenhuma
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 498: IBFC ­ Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011
Assunto: 
Para a questão, leia o texto abaixo, de Arnaldo Jabor.
 
Resposta a uma moça 50 anos depois
 
OUTRO DIA, ESCREVENDO sobre meu passado, falei de uma menina da Urca que, de longe, eu considerava minha namorada, Silvinha, moreninha de olhos verdes. Dias
depois, recebi um e­mail assim:
 
"Meu amigo Arnaldo,
Lisonjeada fiquei ao ler sua coluna de 29/06 por me ver citada em suas reminiscências. Hoje, com 46 anos de casada, com dois filhos e dois netos, entristece­me pensar
que a meninada atual não pode ter a  infância  livre e despreocupada que tivemos e, portanto, não terá as  lembranças das peripécias próprias de cada fase. Ah, bons
tempos! Agradecendo as citações, deixo aqui um saudoso abraço. Hoje, sou a 'grisalhinha' de olhos verdes.
Silvinha!
 
Fiquei emocionado com o e­mail e agora respondo.
 
Querida Silvinha,
Hoje, mais de 50 anos depois, vou dizer o que sentia por você. Você foi o que eu imaginava o que seria uma "namorada". Você despertou em mim um tremor novo, a
primeira emoção do que mais tarde vi que chamavam "amor". Em uma tarde cinzenta, em frente ao portão de sua casa, eu senti uma alegria inesquecível como se tudo
ali estivesse no lugar perfeito: a brisa leve da tarde, a paz da rua, o silêncio sem pássaros, você encostada no portão marrom do jardim. Não sei por que, senti uma
felicidade insuportável, como se ouvisse o calmo funcionamento no mundo. Percebi confusamente que ali, no teu sorriso, ou olhos, ou boca, estava a explicação do sol
filtrado em listras entre as folhas da árvore e a perfeição do som agudo que tirei da folha de fícus enrolada como uma flautinha vegetal, instrumento que hoje os garotos
não conhecem mais.
 
Esse foi um momento que me ficou nos últimos 50 anos. Depois, uma brincadeira também esquecida: "casamento japonês", onde se escolhia uma menina a quem se
perguntava: "Pêra, uva ou maçã"; você disse "uva" e eu beijei timidamente seu rosto, sentindo­me, em seguida, voar por cima do seu jardim, vendo as casas da Urca lá
embaixo. E, assim, você ficou de namorada oficial de minha infância imaginária.
 
Não sei por que, Silvinha, sempre tive fascinação por meninas que me deixavam arrebatado e com medo ao mesmo tempo, sempre e algum modo as meninas que me
atraíam me pareciam inatingíveis, etéreas, como se fossem destinadas a outros e não a mim ... essa impossibilidade aumentava meu fascínio de pierrô.
 
Aliás, devo confessar hoje, 50 anos depois, que você não foi a única. Márcia corria de bicicleta pela pracinha e só tinha olhos para o Porcolino e olhava com desdém
sorridente para minha  tentativa de alcançá­la na bicicleta, e eu via suas pernas sob a saia que ventava e a bicicleta parecia deixar um rastro de cometa de Márcia;
também, mais tarde, ainda sem te esquecer, confesso que me apaixonei por Ciomara, que, percebendo meu interesse tímido, aplicou­se em me espezinhar, tendo eu
sofrido muito vendo­a cantar provocativamente "Vivo esperando e procurando Cervantes no meu jardim", uma versão da música "Four­leaf clover", um sucesso na época,
que ela adaptou para conquistar Cervantes, o belo half­back do time Arsenal. Ciomara me fez sofrer, vendo­a de mãos dadas com ainda outro, para espicaçar também
Cervantes, não eu,debaixo dos flamboyants carregados de flores vermelhas.
 
Devo dizer também que fui crescendo e enlouqueci de um amor mais carnal por uma moça mais velha, lsadora, de pernas lindas no maiô roxo Catalina, alva, de boca
rubra  com  muito  batom.  Daí  para  a  frente,  Silvinha,  já  adolescente,  comecei  minhas  incursões  pelo  mundo  do  pecado,  sempre  instruído  por  meu  professor  de
sacanagens, o saudoso pipoqueiro Bené, que você certamente conheceu, ele que me induzia às mais pecaminosas ações solitárias, dando­me revistinhas de mulher nua,
ainda ingênuas, como Saúde e Nudismo, cheias de moças azuis, deitadas em praias remotas. Nessa época eu já vivia em Copacabana, na casa de meu avô, onde eu
tinha mais liberdade que sob as ordens de mamãe. Lá no Posto Seis, no escuro dos cinemas, as primeiras namoradas se retorciam e se recusavam ao assédio a seus
desejados peitinhos, me deixando enroscado em intrincados sutiãs cheios de presilhas e elásticos, que me  impediam de chegar à maciez dos seios ocultos, enquanto
tiroteios rolavam na tela e eu me embaraçava nas terríveis teias das alças, de onde saía desesperado com dores nos rins de tanto ardor insatisfeito. Depois, Silvinha,
continuei minha trilha pelos caminhos que se abriam para os jovens solitários daquela época: as casas de pecado do Catete, os famosos rendez­vous, o que me fez dividir
as mulheres em "santas" e "prostitutas", ficando as santas como você em minha memória e as outras sendo fonte de erros e sofrimentos. Todas, então, santas e bruxas,
eram intangíveis, todas impossíveis. Veja como se formavam os jovens nos anos 50 para o amor.
 
Não conversamos nunca, Silvinha, você nem soube que era minha namorada secreta, e vivemos esse meio século em mundos diversos. Você deve ter sido feliz, com
filhos e netos, seguindo a trilha natural que saía do seu jardim, enquanto eu tive um caminho maistorto, sempre meio fora das coisas que eu via acontecer.
 
Tenho inveja das estradas largas e sadias e talvez eu tivesse sido mais feliz, se tivesse feito a Escola Naval como meu pai queria, e hoje fosse um orgulhoso almirante
comandando cruzadores pelos mares do meu Brasil.
 
Mas não posso me queixar de nada, casei várias vezes, tive duas filhas e um filho maravilhosos, chorei muitas vezes de dor­de­corno e de desentendimento, mas não
posso me queixar, pois, além do que vivi, vejo hoje que as memórias são tão sólidas quanto as realidades, que muitas vezes se esvaem mais rápido que aquelas. Você
ficou como uma primeira sensação do que chamam "amor". E como diz o poeta: " ... as coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão ... "
Beijo tardio, do Jabor.
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 45/79
 
Considere as afirmações que seguem.
I. A expressão "com desdém" significa "com vergonha".
II. A palavra "etéreas" pode ser substituída, sem alteração de sentido, por "esnobes".
III. O verbo "espezinhar" significa "dar esperanças", ainda que falsas.
Está correto o que se afirma em
 a)  somente I
 b) somente II
 c) somente III
 d)  I e II
 e)  nenhuma
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 499: IBFC ­ Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011
Assunto: 
Para a questão, leia o texto abaixo, de Arnaldo Jabor.
 
Resposta a uma moça 50 anos depois
 
OUTRO DIA, ESCREVENDO sobre meu passado, falei de uma menina da Urca que, de longe, eu considerava minha namorada, Silvinha, moreninha de olhos verdes. Dias
depois, recebi um e­mail assim:
 
"Meu amigo Arnaldo,
Lisonjeada fiquei ao ler sua coluna de 29/06 por me ver citada em suas reminiscências. Hoje, com 46 anos de casada, com dois filhos e dois netos, entristece­me pensar
que a meninada atual não pode ter a  infância  livre e despreocupada que tivemos e, portanto, não terá as  lembranças das peripécias próprias de cada fase. Ah, bons
tempos! Agradecendo as citações, deixo aqui um saudoso abraço. Hoje, sou a 'grisalhinha' de olhos verdes.
Silvinha!
 
Fiquei emocionado com o e­mail e agora respondo.
 
Querida Silvinha,
Hoje, mais de 50 anos depois, vou dizer o que sentia por você. Você foi o que eu imaginava o que seria uma "namorada". Você despertou em mim um tremor novo, a
primeira emoção do que mais tarde vi que chamavam "amor". Em uma tarde cinzenta, em frente ao portão de sua casa, eu senti uma alegria inesquecível como se tudo
ali estivesse no lugar perfeito: a brisa leve da tarde, a paz da rua, o silêncio sem pássaros, você encostada no portão marrom do jardim. Não sei por que, senti uma
felicidade insuportável, como se ouvisse o calmo funcionamento no mundo. Percebi confusamente que ali, no teu sorriso, ou olhos, ou boca, estava a explicação do sol
filtrado em listras entre as folhas da árvore e a perfeição do som agudo que tirei da folha de fícus enrolada como uma flautinha vegetal, instrumento que hoje os garotos
não conhecem mais.
 
Esse foi um momento que me ficou nos últimos 50 anos. Depois, uma brincadeira também esquecida: "casamento japonês", onde se escolhia uma menina a quem se
perguntava: "Pêra, uva ou maçã"; você disse "uva" e eu beijei timidamente seu rosto, sentindo­me, em seguida, voar por cima do seu jardim, vendo as casas da Urca lá
embaixo. E, assim, você ficou de namorada oficial de minha infância imaginária.
 
Não sei por que, Silvinha, sempre tive fascinação por meninas que me deixavam arrebatado e com medo ao mesmo tempo, sempre e algum modo as meninas que me
atraíam me pareciam inatingíveis, etéreas, como se fossem destinadas a outros e não a mim ... essa impossibilidade aumentava meu fascínio de pierrô.
 
Aliás, devo confessar hoje, 50 anos depois, que você não foi a única. Márcia corria de bicicleta pela pracinha e só tinha olhos para o Porcolino e olhava com desdém
sorridente para minha  tentativa de alcançá­la na bicicleta, e eu via suas pernas sob a saia que ventava e a bicicleta parecia deixar um rastro de cometa de Márcia;
também, mais tarde, ainda sem te esquecer, confesso que me apaixonei por Ciomara, que, percebendo meu interesse tímido, aplicou­se em me espezinhar, tendo eu
sofrido muito vendo­a cantar provocativamente "Vivo esperando e procurando Cervantes no meu jardim", uma versão da música "Four­leaf clover", um sucesso na época,
que ela adaptou para conquistar Cervantes, o belo half­back do time Arsenal. Ciomara me fez sofrer, vendo­a de mãos dadas com ainda outro, para espicaçar também
Cervantes, não eu,debaixo dos flamboyants carregados de flores vermelhas.
 
Devo dizer também que fui crescendo e enlouqueci de um amor mais carnal por uma moça mais velha, lsadora, de pernas lindas no maiô roxo Catalina, alva, de boca
rubra  com  muito  batom.  Daí  para  a  frente,  Silvinha,  já  adolescente,  comecei  minhas  incursões  pelo  mundo  do  pecado,  sempre  instruído  por  meu  professor  de
sacanagens, o saudoso pipoqueiro Bené, que você certamente conheceu, ele que me induzia às mais pecaminosas ações solitárias, dando­me revistinhas de mulher nua,
ainda ingênuas, como Saúde e Nudismo, cheias de moças azuis, deitadas em praias remotas. Nessa época eu já vivia em Copacabana, na casa de meu avô, onde eu
tinha mais liberdade que sob as ordens de mamãe. Lá no Posto Seis, no escuro dos cinemas, as primeiras namoradas se retorciam e se recusavam ao assédio a seus
desejados peitinhos, me deixando enroscado em intrincados sutiãs cheios de presilhas e elásticos, que me  impediam de chegar à maciez dos seios ocultos, enquanto
tiroteios rolavam na tela e eu me embaraçava nas terríveis teias das alças, de onde saía desesperado com dores nos rins de tanto ardor insatisfeito. Depois, Silvinha,
continuei minha trilha pelos caminhos que se abriam para os jovens solitários daquela época: as casas de pecado do Catete, os famosos rendez­vous, o que me fez dividir
as mulheres em "santas" e "prostitutas", ficando as santas como você em minha memória e as outras sendo fonte de erros e sofrimentos. Todas, então, santas e bruxas,
eram intangíveis, todas impossíveis. Veja como se formavam os jovens nos anos 50 para o amor.
 
Não conversamos nunca, Silvinha, você nem soube que era minha namorada secreta, e vivemos esse meio século em mundos diversos. Você deve ter sido feliz, com
filhos e netos, seguindo a trilha natural que saía do seu jardim, enquanto eu tive um caminho mais torto, sempre meio fora das coisas que eu via acontecer.
 
Tenho inveja das estradas largas e sadias e talvez eu tivesse sido mais feliz, se tivesse feito a Escola Naval como meu pai queria, e hoje fosse um orgulhoso almirante
comandando cruzadores pelos mares do meu Brasil.
 
Mas não posso me queixar de nada, casei várias vezes, tive duas filhas e um filho maravilhosos, chorei muitas vezes de dor­de­corno e de desentendimento, mas não
posso me queixar, pois, além do que vivi, vejo hoje que as memórias são tão sólidas quanto as realidades, que muitas vezes se esvaem mais rápido que aquelas. Você
ficou como uma primeira sensação do que chamam "amor". E como diz o poeta: " ... as coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão ... "
Beijo tardio, do Jabor.
 
Ao dizer que tem "inveja das estradas largas e sadias", o autor refere­se
 a) ao fato de que ele desejava ter viajado mais, conhecido mais lugares.
 b) de forma figurada a uma forma de vida mais tradicional, com menos caminhos tortuosos.
 c) à forte vontade de ter vivido de forma diferente, uma vez que enfrentou muitos problemas por suas escolhas instáveis e ter se arrependido de tudo que viveu.
 d) ao fato de não ter seguido a carreira militar e ter encontrado muitos problemas profissionais ao longo de sua carreira.
 e) ao fato de ter seguido caminhos tortuosos, que só lhe trouxeram sofrimentos, tornando­o um homem amargo.
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questõespara concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 46/79
Questão 500: IBFC ­ Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011
Assunto: 
Para a questão, leia o texto abaixo, de Arnaldo Jabor.
 
Resposta a uma moça 50 anos depois
 
OUTRO DIA, ESCREVENDO sobre meu passado, falei de uma menina da Urca que, de longe, eu considerava minha namorada, Silvinha, moreninha de olhos verdes. Dias
depois, recebi um e­mail assim:
 
"Meu amigo Arnaldo,
Lisonjeada fiquei ao ler sua coluna de 29/06 por me ver citada em suas reminiscências. Hoje, com 46 anos de casada, com dois filhos e dois netos, entristece­me pensar
que a meninada atual não pode ter a  infância  livre e despreocupada que tivemos e, portanto, não terá as  lembranças das peripécias próprias de cada fase. Ah, bons
tempos! Agradecendo as citações, deixo aqui um saudoso abraço. Hoje, sou a 'grisalhinha' de olhos verdes.
Silvinha!
 
Fiquei emocionado com o e­mail e agora respondo.
 
Querida Silvinha,
Hoje, mais de 50 anos depois, vou dizer o que sentia por você. Você foi o que eu imaginava o que seria uma "namorada". Você despertou em mim um tremor novo, a
primeira emoção do que mais tarde vi que chamavam "amor". Em uma tarde cinzenta, em frente ao portão de sua casa, eu senti uma alegria inesquecível como se tudo
ali estivesse no lugar perfeito: a brisa leve da tarde, a paz da rua, o silêncio sem pássaros, você encostada no portão marrom do jardim. Não sei por que, senti uma
felicidade insuportável, como se ouvisse o calmo funcionamento no mundo. Percebi confusamente que ali, no teu sorriso, ou olhos, ou boca, estava a explicação do sol
filtrado em listras entre as folhas da árvore e a perfeição do som agudo que tirei da folha de fícus enrolada como uma flautinha vegetal, instrumento que hoje os garotos
não conhecem mais.
 
Esse foi um momento que me ficou nos últimos 50 anos. Depois, uma brincadeira também esquecida: "casamento japonês", onde se escolhia uma menina a quem se
perguntava: "Pêra, uva ou maçã"; você disse "uva" e eu beijei timidamente seu rosto, sentindo­me, em seguida, voar por cima do seu jardim, vendo as casas da Urca lá
embaixo. E, assim, você ficou de namorada oficial de minha infância imaginária.
 
Não sei por que, Silvinha, sempre tive fascinação por meninas que me deixavam arrebatado e com medo ao mesmo tempo, sempre e algum modo as meninas que me
atraíam me pareciam inatingíveis, etéreas, como se fossem destinadas a outros e não a mim ... essa impossibilidade aumentava meu fascínio de pierrô.
 
Aliás, devo confessar hoje, 50 anos depois, que você não foi a única. Márcia corria de bicicleta pela pracinha e só tinha olhos para o Porcolino e olhava com desdém
sorridente para minha  tentativa de alcançá­la na bicicleta, e eu via suas pernas sob a saia que ventava e a bicicleta parecia deixar um rastro de cometa de Márcia;
também, mais tarde, ainda sem te esquecer, confesso que me apaixonei por Ciomara, que, percebendo meu interesse tímido, aplicou­se em me espezinhar, tendo eu
sofrido muito vendo­a cantar provocativamente "Vivo esperando e procurando Cervantes no meu jardim", uma versão da música "Four­leaf clover", um sucesso na época,
que ela adaptou para conquistar Cervantes, o belo half­back do time Arsenal. Ciomara me fez sofrer, vendo­a de mãos dadas com ainda outro, para espicaçar também
Cervantes, não eu,debaixo dos flamboyants carregados de flores vermelhas.
 
Devo dizer também que fui crescendo e enlouqueci de um amor mais carnal por uma moça mais velha, lsadora, de pernas lindas no maiô roxo Catalina, alva, de boca
rubra  com  muito  batom.  Daí  para  a  frente,  Silvinha,  já  adolescente,  comecei  minhas  incursões  pelo  mundo  do  pecado,  sempre  instruído  por  meu  professor  de
sacanagens, o saudoso pipoqueiro Bené, que você certamente conheceu, ele que me induzia às mais pecaminosas ações solitárias, dando­me revistinhas de mulher nua,
ainda ingênuas, como Saúde e Nudismo, cheias de moças azuis, deitadas em praias remotas. Nessa época eu já vivia em Copacabana, na casa de meu avô, onde eu
tinha mais liberdade que sob as ordens de mamãe. Lá no Posto Seis, no escuro dos cinemas, as primeiras namoradas se retorciam e se recusavam ao assédio a seus
desejados peitinhos, me deixando enroscado em intrincados sutiãs cheios de presilhas e elásticos, que me  impediam de chegar à maciez dos seios ocultos, enquanto
tiroteios rolavam na tela e eu me embaraçava nas terríveis teias das alças, de onde saía desesperado com dores nos rins de tanto ardor insatisfeito. Depois, Silvinha,
continuei minha trilha pelos caminhos que se abriam para os jovens solitários daquela época: as casas de pecado do Catete, os famosos rendez­vous, o que me fez dividir
as mulheres em "santas" e "prostitutas", ficando as santas como você em minha memória e as outras sendo fonte de erros e sofrimentos. Todas, então, santas e bruxas,
eram intangíveis, todas impossíveis. Veja como se formavam os jovens nos anos 50 para o amor.
 
Não conversamos nunca, Silvinha, você nem soube que era minha namorada secreta, e vivemos esse meio século em mundos diversos. Você deve ter sido feliz, com
filhos e netos, seguindo a trilha natural que saía do seu jardim, enquanto eu tive um caminho mais torto, sempre meio fora das coisas que eu via acontecer.
 
Tenho inveja das estradas largas e sadias e talvez eu tivesse sido mais feliz, se tivesse feito a Escola Naval como meu pai queria, e hoje fosse um orgulhoso almirante
comandando cruzadores pelos mares do meu Brasil.
 
Mas não posso me queixar de nada, casei várias vezes, tive duas filhas e um filho maravilhosos, chorei muitas vezes de dor­de­corno e de desentendimento, mas não
posso me queixar, pois, além do que vivi, vejo hoje que as memórias são tão sólidas quanto as realidades, que muitas vezes se esvaem mais rápido que aquelas. Você
ficou como uma primeira sensação do que chamam "amor". E como diz o poeta: " ... as coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão ... "
Beijo tardio, do Jabor.
 
Considere as afirmações que seguem.
I. A expressão "minhas incursões pelo mundo do pecado" faz referência à sua descoberta do sexo enquanto adolescente.
II. Ao dizer que sempre sentiu atração por meninas que lhe causavam medo, o autor afirma que gosta de mulheres bravas e pouco simpáticas.
III. O autor lembra­se da "namorada secreta" com ternura, pois ela foi a única a despertar nele o amor.
Está correto o que se afirma em
 a) somente I
 b) somente II
 c) somente III
 d)  I e III
 e)  I e II
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 501: IBFC ­ Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011
Assunto: 
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas.
___________ pessoas que mantêm uma visão conservadora em relação____ esta questão.
 a) Deve haver­ a
 b) Deve haver ­ à
 c) Devem haver ­ a
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 47/79
 d) Devem haver ­ à
 e) Deve haverem ­ a
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 502: IBFC ­ Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011
Assunto: 
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas.
A garota estava chorando ____ quebraram a sua boneca ou ____ se machucou?
 a) por que ­ porque
 b) porque ­ porque
 c) por quê ­ por que
 d) por que ­ por que
 e) porque ­ por que
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 503: IBFC ­ Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011
Assunto: 
Considere o período abaixo e as afirmações que seguem.
 
Deve­se prever os riscos que estamos sujeitos quando investimos no mercado financeiro.
 
I. Há um erro de concordância verbal, pois o correto seria "devem­se".
II. De acordo com a regência nominal, o correto seria "em que".
III. As duas orações estão na voz passiva.
 
Está correto o que se afirma em
 a) somente I
 b) somenteII
 c) somente III
 d) I e II
 e)  I e III
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 504: IBFC ­ Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011
Assunto: 
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas.
 
Não _____ tantas besteiras na tua vida, pois ____ pagar por elas.
 a) faça ­ irá
 b) faz ­ irá
 c) faça ­ irás
 d) faças ­ irás
 e) faz ­ irás
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 505: IBFC ­ Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011
Assunto: 
Considere a oração abaixo e as afirmações que seguem.
 
Trata­se de questões polêmicas.
I. Existe um erro de concordância verbal, pois o correto seria "tratam­se".
II. A oração está na voz ativa.
III. O sujeito é indeterminado.
Está correto o que se afirma em
 a) somente I
 b) somente II
 c) somente III
 d) I e II
 e) II e III
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 506: IBFC ­ Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011
Assunto: 
Considere a charge e as afirmações que seguem.
 
 
I. A charge evidencia que, na sociedade atual, a tecnologia avançada convive com um cenário de degradação ambiental.
II. O texto, ao exagerar a situação de poluição, afasta­se da realidade e, por isso, tem pouco impacto sobre os leitores.
III. A charge mostra que a tecnologia pode resolver os problemas que a humanidade hoje enfrenta.
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 48/79
 
Está correto o que se afirma em
 a) somente I
 b) somente II
 c) somente III
 d) I e II
 e) I e III
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 507: IBFC ­ Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011
Assunto: 
Considere o período abaixo e as afirmações que seguem.
Não fomos mais àquele cinema em que assistimos aquela ótima comédia.
I. O uso do acento indicativo de crase não está correto em "àquele", pois está diante de uma palavra masculina.
II. Há um problema de regência verbal no período.
III. Deveria haver um acento indicativo de crase em "aquela".
Está correto o que se afirma em
 a) somente I
 b) somente II
 c) somente III
 d) I e II
 e) II e III
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 508: IBFC ­ Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011
Assunto: 
Assinale a alternativa em que o termo destacado é corretamente substituído pelo pronome.
Nunca visitei minha tia no interior.
 a) Nunca visitei­a no interior.
 b) Nunca visitei­lhe no interior.
 c) Nunca a visitei no interior.
 d) Nunca lhe visitei no interior.
 e) Nunca visitei ela no interior.
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 509: IBFC ­ Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011
Assunto: 
Assinale a alternativa em que a oração não está na voz passiva.
 a) Necessita­se de funcionários capacitados.
 b) Comentou­se o caso do sequestro.
 c) O aluno foi reprovado no exame.
 d) As ruas foram cercadas pela polícia.
 e) Alugam­se salas.
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 510: IBFC ­ Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011
Assunto: 
Considere o período abaixo e as afirmações que seguem.
Informei ao Pedro, o rapaz que trabalha na secretaria sobre o novo horário das provas.
l. A pontuação está correta.
II. Há um problema de regência verbal.
III. Se o termo "ao Pedro" fosse substituído por "o Pedro" e colocada uma vírgula após "secretaria", o período ficaria correto.
Está correto o que se afirma em
 a) somente l
 b) somente II
 c) somente III
 d) I e II
 e) II e III
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 511: IBFC ­ Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011
Assunto: 
Para a questão, considere a letra da música abaixo.
 
Alguém Me Disse
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 49/79
 
Alguém me disse que tu andas novamente
De novo amor, nova paixão, todo contente
Conheço bem tuas promessas
Outras ouvi iguais a essa
Esse teu jeito de enganar conheço bem
Pouco me importa que tu beijes tantas vezes
E que tu mudes de paixão todos os meses
Se vais beijar como eu bem sei
Fazer sonhar como eu sonhei
Mas sem ter nunca amor igual ao que eu te dei
 
Considere as afirmações que seguem.
I. O eu lírico que se expressa na música dirige­se à pessoa amada, afirmando que não sente ciúmes e nunca se envolveu, de fato, com ela.
II. O eu lírico diz que a pessoa a quem se dirige tem o dom de iludir e fazer sonhar.
III. O eu lírico refere­se à pessoa amada na terceira pessoa do singular.
Está correto o que se afirma em
 a) somente I
 b) somente II
 c) somente III
 d)  I e II
 e) II e III
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 512: IBFC ­ Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011
Assunto: 
Para a questão, considere a letra da música abaixo.
 
Alguém Me Disse
 
Alguém me disse que tu andas novamente
De novo amor, nova paixão, todo contente
Conheço bem tuas promessas
Outras ouvi iguais a essa
Esse teu jeito de enganar conheço bem
Pouco me importa que tu beijes tantas vezes
E que tu mudes de paixão todos os meses
Se vais beijar como eu bem sei
Fazer sonhar como eu sonhei
Mas sem ter nunca amor igual ao que eu te dei
 
Assinale a alternativa que indica como ficaria o título da música se o pronome oblíquo fosse substituído pelo equivalente da terceira pessoa do plural.
 a) Alguém lhe disse.
 b) Alguém nos disse
 c) Alguém lhes disse.
 d) Alguém os disse.
 e) Alguém disse­lhe.
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 513: IBFC ­ Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011
Assunto: 
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna.
O rico empresário confirmou a _____ do terreno para a instituição de caridade.
 a) cessão
 b) sessão
 c) seção
 d) secção
 e) ceção
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 514: IBFC ­ Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011
Assunto: 
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna.
A exposição foi ______ da intervenção do governo na economia.
 a) a cerca
 b) acerca
 c) há cerca
 d) à cerca
 e) àcerca
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 515: IBFC ­ Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 50/79
Assunto: 
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas.
_______ de ir ao cinema, preferimos ir _____ teatro.
 a) Ao invés ­ no
 b) Ao invés ­ ao
 c) Em vez­ ao
 d) Em vez­ no
 e) Ao invés ­ para o
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 516: IBFC ­ Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011
Assunto: 
Considere o período abaixo e as afirmações que seguem.
O professor disse para mim obedecer as orientações dadas.
I. O uso do pronome não está adequado.
II. Há um problema de regência verbal.
III. Deveria haver o acento indicativo da crase em "às".
Está correto o que se afirma em
 a) somente I
 b) somente II
 c) somente III
 d) I e III
 e) todas
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 517: IBFC ­ Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011
Assunto: 
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas.
A festa estava ______ tumultuada, pois _____ algumas pessoas _________.
 a) meio ­ havia ­ embriagadas
 b) meio ­ haviam ­ embreagadas
 c) meia ­ havia ­ embreagadas
 d) meia ­ haviam ­ embriagadas
 e) meio ­ haviam ­ embriagadas
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 518: IBFC ­ Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011
Assunto: 
Assinale a alternativa em que a palavra deve ser necessariamenteacentuada.
 a) Secretarias
 b) Estas
 c) Analises
 d) Estagios
 e) Criticas
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 519: IBFC ­ Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011
Assunto: 
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas.
Vossa Excelência ______ convocar todos os ______ funcionários.
 a) deve ­ vossos
 b) deve ­ seus
 c) deveis ­ seus
 d) deveis ­ teus
 e) deves ­ seus
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 520: IBFC ­ Of Adm (PGE SP)/PGE SP/2011
Assunto: 
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas.
I. Não temos dúvidas _____ ele terá um bom resultado.
II. O texto _____ o professor fez referência está disponível no site.
 a) que ­ que
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 51/79
 b) de que­ a que
 c) de que ­ o qual
 d) que ­ ao qual
 e) que ­ no qual
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 521: IBFC ­ Adv (Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Para a questão, leia o texto abaixo.
 
O cara
Luis Fernando Verissimo
 
Os humoristas franceses não estão dando folga ao François Hollande. Não lhe deram nem o período de tolerância tradicionalmente concedido a novos presidentes. Se o
Sarkozy tinha cara de escroque, o Hollande tem a cara de um professor de matemática que errou de profissão. Sua ingenuidade pode estar só na cara ­ afinal não foi por
falta de matreirice e saber político que ele chegou onde está ­, mas é a cara do cara que provoca as maiores gozações. No outro dia apareceu uma foto em que ele saía
rapidamente de uma reunião e consultava seu  relógio, para dar uma  ideia de dinamismo no cargo. Só que o mostrador do  relógio estava virado para a câmera e o
presidente consultava seu próprio pulso. Comentário de um comediante da TV, diante da  foto:  "E pensar que este homem pode apertar um botão e disparar  todo o
arsenal nuclear francês ..." Mas parece haver um consenso que, depois dos anos Sarkozy, um professor de matemática desgarrado no governo é uma boa mudança.
 
Hollande é, simplificando um pouco, a primeira consequência "de esquerda" da crise europeia. É  improvável que os conservadores mantenham o poder nas próximas
eleições inglesas, mas o primeiro­ministro Cameron não é obrigado a pôr seu programa de austeridade à prova eleitoral num futuro próximo e a reação da "esquerda"
inglesa pode demorar. Na Espanha e em Portugal a crise favoreceu a direita e a Itália pós­Berlusconi ainda não sabe para que lado vai. Mas na Grécia, onde a crise é
mais evidente, surgiu uma liderança francamente de esquerda, sem aspas, que tem boas chances de vencer as próximas eleições. O diabo é isto: a crise do euro e da
união europeia não tem uma saída ideologicamente definível, tanto pode desandar para a direita quanto para a esquerda, e não faltam lideranças de direita com discursos
nacionalistas e às vezes xenófobos esperando esperando seu chamado.
 
Considere as afirmações abaixo.
 
I. A crise econômica europeia está fazendo com que todos os países mais pobres elejam governos esquerdistas.
II. Há lideranças políticas de direita contra a imigração na Europa.
 
De acordo com o texto, está correto o que se afirma em 
 a) somente I
 b) somente II
 c) I e II
 d) nenhuma
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 522: IBFC ­ Adv (Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Para a questão, leia o texto abaixo.
 
O cara
Luis Fernando Verissimo
 
Os humoristas franceses não estão dando folga ao François Hollande. Não lhe deram nem o período de tolerância tradicionalmente concedido a novos presidentes. Se o
Sarkozy tinha cara de escroque, o Hollande tem a cara de um professor de matemática que errou de profissão. Sua ingenuidade pode estar só na cara ­ afinal não foi por
falta de matreirice e saber político que ele chegou onde está ­, mas é a cara do cara que provoca as maiores gozações. No outro dia apareceu uma foto em que ele saía
rapidamente de uma reunião e consultava seu  relógio, para dar uma  ideia de dinamismo no cargo. Só que o mostrador do  relógio estava virado para a câmera e o
presidente consultava seu próprio pulso. Comentário de um comediante da TV, diante da  foto:  "E pensar que este homem pode apertar um botão e disparar  todo o
arsenal nuclear francês ..." Mas parece haver um consenso que, depois dos anos Sarkozy, um professor de matemática desgarrado no governo é uma boa mudança.
 
Hollande é, simplificando um pouco, a primeira consequência "de esquerda" da crise europeia. É  improvável que os conservadores mantenham o poder nas próximas
eleições inglesas, mas o primeiro­ministro Cameron não é obrigado a pôr seu programa de austeridade à prova eleitoral num futuro próximo e a reação da "esquerda"
inglesa pode demorar. Na Espanha e em Portugal a crise favoreceu a direita e a Itália pós­Berlusconi ainda não sabe para que lado vai. Mas na Grécia, onde a crise é
mais evidente, surgiu uma liderança francamente de esquerda, sem aspas, que tem boas chances de vencer as próximas eleições. O diabo é isto: a crise do euro e da
união europeia não tem uma saída ideologicamente definível, tanto pode desandar para a direita quanto para a esquerda, e não faltam lideranças de direita com discursos
nacionalistas e às vezes xenófobos esperando esperando seu chamado.
 
Considere as afirmações abaixo.
 
I. A crise financeira está impondo um rumo ideológico bem definido ao mundo.
II. O novo presidente francês não conta como apoio de parte significativa da população.
 
De acordo com o texto, está correto o que se afirma em 
 a) somente I
 b) somente II
 c) I e II
 d) nenhuma
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 523: IBFC ­ Adv (Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Considere as orações abaixo.
 
I. Mais de 60% das pessoas apoiam o novo governo.
II. Deve haver novas greves na Europa.
 
A concordância está correta em
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 52/79
 a) somente I
 b) somente II
 c) I e II
 d) nenhuma
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 524: IBFC ­ Adv (Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Assinale a alternativa em que o uso do acento indicativo de crase está correto.
 a) Pedimos à todos que colaborem com o evento.
 b) Enviaremos o arquivo à ela.
 c) Os resultados estarão disponíveis à partir de 18 de julho.
 d) O procurador fez referência àquele processo.
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 525: IBFC ­ Adv (Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas.
O rapaz tentou entender _________ o professor estava ______ humorado.
 a) por que – mal
 b) por que – mau
 c) porque – mal
 d) porque – mau
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 526: IBFC ­ Adv (Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Considere o período e as afirmações abaixo.
Após a contabilização, o analista, confere o total registrado e prepara o relatório.
I. A pontuação está correta.
II. Há três orações no período, composto por subordinação.
Está correto o que se afirma em
 a) somente I 
 b) somente II
 c) I e II
 d)  nenhuma
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 527: IBFC ­ Adv (Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna.
Ela era uma amiga ________ eu contava meus segredos.
 a) que
 b) à qual
 c) a qual
 d) na qual
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 528: IBFC ­ Adv (Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Considere os períodos abaixo.I. A polícia interviu logo no conflito entre as torcidas.
II. Se o Congresso propor uma emenda ao projeto, a Câmara vetará.
De acordo com a norma culta,
 a) somente I está correto.
 b) somente II está correto.
 c) I e II estão corretos.
 d) nenhum está correto.
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 529: IBFC ­ Adv (Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Considere as orações abaixo.
 
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 53/79
I. Devemos sair ao meio­dia e meia.
II. Fui eu quem fez a sugestão ao diretor.
De acordo com a norma culta,
 a) somente I está correta.
 b) somente II está correta.
 c) I e II estão corretas.
 d) nenhum está correta.
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 530: IBFC ­ Adv (Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas.
Resolveu assistir ______ filme ________ de estudar.
 a) o – ao invés de
 b) ao – ao invés de
 c) o – em vez de
 d) ao – em vez de
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 531: IBFC ­ Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Para a questão, leia o texto abaixo.
Dream show
Zeca Baleiro
 
Há uma canção antiga do compositor Sérgio Sampaio, "Dona Maria de Lourdes", em que ele crava um lindo verso: "...escondido das notícias, entre as feras/nas revistas
sem assunto, meu  amor".  É  uma  alusão  óbvia  às  revistas  de  fofocas  de  celebridades  que  começaram a  proliferar  entre  os  anos  60  e  70,  época  em que  a  palavra
"celebridade" ainda não era popular, mas a fofoca sim.
 
Na carona do sucesso arrasador da recém­chegada televisão, ali pelo final dos anos 50, algumas revistas, como as clássicas Revista do Rádio e Intervalo, viraram manias
nacionais, plantando boatos ou relatando rumores de casos amorosos, separações, processos e picuinhas de e entre famosos, especialmente gente que punha a cara na
tevê, cantores e atores à frente.
 
Naquela época, ninguém, nem mesmo o mais visionário cidadão, poderia imaginar que, décadas depois, essa mesma tevê escancararia seu horário nobre para anônimos
em busca de fama e dinheiro, onde exporiam não só sua intimidade, mas também suas partes íntimas, mazelas e anseios tacanhos, à vista de todos, em tempo real, em
programas de um gênero chamado reality show.
 
Curioso pensar que a tevê, assim como toda a indústria cultural, nasce do desejo por fantasia, pelo sonho, como um antídoto contra a dura e embrutecedora realidade.
Era a alegria do  circo em contraponto à dureza da  luta pelo pão de cada dia. Pois a primordial  sede de  ilusão deu  lugar à mórbida  curiosidade pelo  cotidiano mais
mesquinho, que vemos através de programas policiais que exploram a miséria sem pudor, outros que expõem a vida dos casais ou seus conflitos com filhos drogados,
rotina de obesos, duelos de performance sexual, etc., um verdadeiro circo de horrores.
 
Foi a febre por "realidade" que fez com que milhões de espectadores legitimassem a fábrica de ouro e fama Big Brother, um modorrento programa estrelado por um
bando de mequetrefes cuja maior aspiração na vida é a fama, e cujo maior talento é a cara de pau para atingi­la. 
 
Esse público ávido, não só pela vida privada dos outros como pela própria privada destes, começa a dar mostras de cansaço, e oxalá isso seja sinal de uma real mudança
(a última edição, a nona, teve o menor índice de audiência desde o início do programa, em 2001). Portanto, em vez de aridez humana dos reality shows, proponho às
tevês que façam um dream show, um show de sonhos, produto hoje tão em falta no mercado.
 
Considere as afirmações abaixo.
 
I. Infere­se do texto que o autor aprecia os reality shows, pois eles suprem a necessidade de sonho que pessoas têm.
II. De acordo com o texto, a exploração da vida particular é uma característica da indústria cultural que surgiu com os programas televisivos.
 
Está correto o que se afirma em
 a) somente I
 b) somente II
 c) I e II
 d) nenhuma
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 532: IBFC ­ Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Para a questão, leia o texto abaixo.
Dream show
Zeca Baleiro
 
Há uma canção antiga do compositor Sérgio Sampaio, "Dona Maria de Lourdes", em que ele crava um lindo verso: "...escondido das notícias, entre as feras/nas revistas
sem assunto, meu  amor".  É  uma  alusão  óbvia  às  revistas  de  fofocas  de  celebridades  que  começaram a  proliferar  entre  os  anos  60  e  70,  época  em que  a  palavra
"celebridade" ainda não era popular, mas a fofoca sim.
 
Na carona do sucesso arrasador da recém­chegada televisão, ali pelo final dos anos 50, algumas revistas, como as clássicas Revista do Rádio e Intervalo, viraram manias
nacionais, plantando boatos ou relatando rumores de casos amorosos, separações, processos e picuinhas de e entre famosos, especialmente gente que punha a cara na
tevê, cantores e atores à frente.
 
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 54/79
Naquela época, ninguém, nem mesmo o mais visionário cidadão, poderia imaginar que, décadas depois, essa mesma tevê escancararia seu horário nobre para anônimos
em busca de fama e dinheiro, onde exporiam não só sua intimidade, mas também suas partes íntimas, mazelas e anseios tacanhos, à vista de todos, em tempo real, em
programas de um gênero chamado reality show.
 
Curioso pensar que a tevê, assim como toda a indústria cultural, nasce do desejo por fantasia, pelo sonho, como um antídoto contra a dura e embrutecedora realidade.
Era a alegria do  circo em contraponto à dureza da  luta pelo pão de cada dia. Pois a primordial  sede de  ilusão deu  lugar à mórbida  curiosidade pelo  cotidiano mais
mesquinho, que vemos através de programas policiais que exploram a miséria sem pudor, outros que expõem a vida dos casais ou seus conflitos com filhos drogados,
rotina de obesos, duelos de performance sexual, etc., um verdadeiro circo de horrores.
 
Foi a febre por "realidade" que fez com que milhões de espectadores legitimassem a fábrica de ouro e fama Big Brother, um modorrento programa estrelado por um
bando de mequetrefes cuja maior aspiração na vida é a fama, e cujo maior talento é a cara de pau para atingi­la. 
 
Esse público ávido, não só pela vida privada dos outros como pela própria privada destes, começa a dar mostras de cansaço, e oxalá isso seja sinal de uma real mudança
(a última edição, a nona, teve o menor índice de audiência desde o início do programa, em 2001). Portanto, em vez de aridez humana dos reality shows, proponho às
tevês que façam um dream show, um show de sonhos, produto hoje tão em falta no mercado.
 
Sobre a palavra "modorrento" presente no texto, considere as afirmações abaixo.
 
I. Trata­se de um substantivo.
II. Entende­se que confere a "programa" um sentido pejorativo.
 
Está correto o que se afirma em
 a) somente I
 b) somente II
 c) I e II
 d) nenhuma
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 533: IBFC ­ Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Para a questão, leia o texto abaixo.
Dream show
Zeca Baleiro
 
Há uma canção antiga do compositor Sérgio Sampaio, "Dona Maria de Lourdes", em que ele crava um lindo verso: "...escondido das notícias, entre as feras/nas revistas
sem assunto, meu  amor".  É  uma  alusão  óbvia  às  revistas  de  fofocas  de  celebridades  que  começaram a  proliferar  entre  os  anos  60  e  70,  época  em que  a  palavra
"celebridade" ainda não era popular, mas a fofoca sim.
 
Na carona do sucesso arrasador da recém­chegada televisão, ali pelo final dos anos 50, algumas revistas, como as clássicas Revista do Rádio e Intervalo, viraram manias
nacionais, plantandoboatos ou relatando rumores de casos amorosos, separações, processos e picuinhas de e entre famosos, especialmente gente que punha a cara na
tevê, cantores e atores à frente.
 
Naquela época, ninguém, nem mesmo o mais visionário cidadão, poderia imaginar que, décadas depois, essa mesma tevê escancararia seu horário nobre para anônimos
em busca de fama e dinheiro, onde exporiam não só sua intimidade, mas também suas partes íntimas, mazelas e anseios tacanhos, à vista de todos, em tempo real, em
programas de um gênero chamado reality show.
 
Curioso pensar que a tevê, assim como toda a indústria cultural, nasce do desejo por fantasia, pelo sonho, como um antídoto contra a dura e embrutecedora realidade.
Era a alegria do  circo em contraponto à dureza da  luta pelo pão de cada dia. Pois a primordial  sede de  ilusão deu  lugar à mórbida  curiosidade pelo  cotidiano mais
mesquinho, que vemos através de programas policiais que exploram a miséria sem pudor, outros que expõem a vida dos casais ou seus conflitos com filhos drogados,
rotina de obesos, duelos de performance sexual, etc., um verdadeiro circo de horrores.
 
Foi a febre por "realidade" que fez com que milhões de espectadores legitimassem a fábrica de ouro e fama Big Brother, um modorrento programa estrelado por um
bando de mequetrefes cuja maior aspiração na vida é a fama, e cujo maior talento é a cara de pau para atingi­la. 
 
Esse público ávido, não só pela vida privada dos outros como pela própria privada destes, começa a dar mostras de cansaço, e oxalá isso seja sinal de uma real mudança
(a última edição, a nona, teve o menor índice de audiência desde o início do programa, em 2001). Portanto, em vez de aridez humana dos reality shows, proponho às
tevês que façam um dream show, um show de sonhos, produto hoje tão em falta no mercado.
 
Assinale a alternativa que indica corretamente a relação estabelecida pela conjunção destacada no período abaixo.
 
"(...) essa mesma tevê escancararia seu horário nobre para anônimos em busca de fama e dinheiro, onde exporiam não só sua intimidade, mas também suas partes
íntimas, mazelas e anseios tacanhos, à vista de todos (...)"
 a) adição
 b) adversidade
 c) explicação
 d) conclusão
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 534: IBFC ­ Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Para a questão, leia o texto abaixo.
Dream show
Zeca Baleiro
 
Há uma canção antiga do compositor Sérgio Sampaio, "Dona Maria de Lourdes", em que ele crava um lindo verso: "...escondido das notícias, entre as feras/nas revistas
sem assunto, meu  amor".  É  uma  alusão  óbvia  às  revistas  de  fofocas  de  celebridades  que  começaram a  proliferar  entre  os  anos  60  e  70,  época  em que  a  palavra
"celebridade" ainda não era popular, mas a fofoca sim.
 
Na carona do sucesso arrasador da recém­chegada televisão, ali pelo final dos anos 50, algumas revistas, como as clássicas Revista do Rádio e Intervalo, viraram manias
nacionais, plantando boatos ou relatando rumores de casos amorosos, separações, processos e picuinhas de e entre famosos, especialmente gente que punha a cara na
tevê, cantores e atores à frente.
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 55/79
 
Naquela época, ninguém, nem mesmo o mais visionário cidadão, poderia imaginar que, décadas depois, essa mesma tevê escancararia seu horário nobre para anônimos
em busca de fama e dinheiro, onde exporiam não só sua intimidade, mas também suas partes íntimas, mazelas e anseios tacanhos, à vista de todos, em tempo real, em
programas de um gênero chamado reality show.
 
Curioso pensar que a tevê, assim como toda a indústria cultural, nasce do desejo por fantasia, pelo sonho, como um antídoto contra a dura e embrutecedora realidade.
Era a alegria do  circo em contraponto à dureza da  luta pelo pão de cada dia. Pois a primordial  sede de  ilusão deu  lugar à mórbida  curiosidade pelo  cotidiano mais
mesquinho, que vemos através de programas policiais que exploram a miséria sem pudor, outros que expõem a vida dos casais ou seus conflitos com filhos drogados,
rotina de obesos, duelos de performance sexual, etc., um verdadeiro circo de horrores.
 
Foi a febre por "realidade" que fez com que milhões de espectadores legitimassem a fábrica de ouro e fama Big Brother, um modorrento programa estrelado por um
bando de mequetrefes cuja maior aspiração na vida é a fama, e cujo maior talento é a cara de pau para atingi­la. 
 
Esse público ávido, não só pela vida privada dos outros como pela própria privada destes, começa a dar mostras de cansaço, e oxalá isso seja sinal de uma real mudança
(a última edição, a nona, teve o menor índice de audiência desde o início do programa, em 2001). Portanto, em vez de aridez humana dos reality shows, proponho às
tevês que façam um dream show, um show de sonhos, produto hoje tão em falta no mercado.
 
Considere o período e as afirmações abaixo.
 
Portanto, em vez de aridez humana dos reality shows, proponho às tevês que façam um dream show, um show de sonhos, produto hoje tão em falta no mercado.
I. Trata­se de um período composto apenas por coordenação.
II. Há quatro orações no período.
Está correto o que se afirma em
 a) somente I
 b) somente II
 c) I e II
 d) nenhuma
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 535: IBFC ­ Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Considere as orações abaixo.
I. Segue anexo a cópia do documento de compra.
II. É necessário a participação dos cidadãos na luta pelos direitos.
A concordância está correta em
 a) somente I
 b) somente II
 c) I e II
 d) nenhuma
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 536: IBFC ­ Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Considere as orações abaixo.
I. Aprovou­se todos os projetos de lei.
II. Necessita­se de bons projetos de lei.
A concordância está correta em
 a) somente I
 b) somente II
 c) I e II
 d) nenhuma
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 537: IBFC ­ Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna.
Conheci o museu ________ você falou.
 a) que
 b) o qual
 c) de que
 d) a que
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 538: IBFC ­ Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente as lacunas.
Não entendo ________ são colocados tantos ________ a essa solicitação.
 a) por que – empecilhos
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 56/79
 b) porque – empecilhos
 c) por que – empecílios
 d) porque – empecílios
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 539: IBFC ­ Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Assinale a alternativa em que a pontuação está correta.
 a) Maria traga as caixas, por favor!
 b) Os moradores do bairro atingido pela chuva, exigem indenização da prefeitura.
 c) O pedido foi, ontem indeferido, pelo prefeito.
 d) As obras iniciadas no ano passado ainda estão paralisadas.
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 540: IBFC ­ Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas.
A falta de  _______________ da lei leva _______ punição prevista.
 a) cumprimento – à
 b) cumprimento – a
 c) comprimento – à
 d) comprimento – a
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 541: IBFC ­ Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Considere os períodos abaixo.
I. Informamos os candidatos de que a prova foi cancelada.
II. Informamos aos candidatosque a prova foi cancelada.
Em relação à regência, pode­se afirmar que
 a) somente I está correto.
 b) somente II está correto.
 c) I e II estão corretos.
 d) nenhum está correto.
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 542: IBFC ­ Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Assinale a alternativa em que o termo destacado encontra­se corretamente substituído pelo pronome.
O deputado afirmou aos jornalistas sua inocência no caso.
 a) O deputado afirmou­os sua inocência no caso.
 b) O deputado afirmou­lhes sua inocência no caso.
 c) O deputado afirmou­o sua inocência no caso.
 d) O deputado afirmou­lhe sua inocência no caso.
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 543: IBFC ­ Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Considere o período e as afirmações abaixo.
À partir de amanhã, será divulgado, no site da prefeitura, as listas dos aprovados.
I. O uso do acento indicativo de crase está incorreto.
II. Há erro de concordância.
Está correto o que se afirma em
 a) somente I
 b) somente II
 c) I e II
 d) nenhuma
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 544: IBFC ­ Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Assinale a alternativa em que não há erro de concordância.
 a) Leu­se todos os depoimentos.
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 57/79
 b) Devem­se analisar todos os aspectos do problema.
 c) Tratam­se de temas polêmicos.
 d) Contratou­se as duas funcionárias.
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 545: IBFC ­ Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas.
I. Meu pai trabalha naquela empresa _____ dois anos.
II. Daqui _____ dois anos, iremos ____ Itália.
 a) há – a – à
 b) há – a – a
 c) há – à – à
 d) a – a – à
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 546: IBFC ­ Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Assinale a alternativa em que a palavra deve ser obrigatoriamente acentuada. 
 a) Publica
 b) Secretaria
 c) Critico
 d) Orgão
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 547: IBFC ­ Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas.
 
I. Não há mais nada entre _____ e ele.
II. Os alunos pediram para ____ fazer o discurso.
 a) eu – eu
 b) eu – mim
 c) mim – eu
 d) mim – mim
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 548: IBFC ­ Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Considere o período e as afirmações abaixo.
Nunca disse­lhe que o encontraria novamente.
I. O pronome “lhe” deveria ter sido colocado antes do verbo.
II. O correto seria “encontrá­lo­ia”.
Está correto o que se afirma em
 a) somente I
 b) somente II
 c) I e II
 d) nenhuma
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 549: IBFC ­ Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Considere o conectivo “onde” no período abaixo e assinale a alternativa correta.
O projeto foi aprovado, onde não contempla as necessidades da população carente.
 a) O uso do conectivo está correto.
 b) O conectivo deveria ser substituído por “aonde”.
 c) O conectivo deveria ser substituído por “no qual”.
 d) O conectivo deveria ser substituído por “contudo”.
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 550: IBFC ­ Ass Leg (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Considere as orações abaixo.
I. Houveram manifestações ontem à tarde.
II. A maioria dos funcionários aprovou a proposta da diretoria.
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 58/79
A concordância está correta em
 a) somente I
 b) somente II
 c) I e II
 d) nenhuma
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 551: IBFC ­ Esc Leg (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Para a questão, leia o texto abaixo, de Luis Fernando Verissimo.
O Suicida e o Computador
 
Depois de fazer o laço da forca e colocar uma cadeira embaixo, o escritor sentou­se atrás da sua mesa de trabalho, ligou o computador e digitou:
 
"No fundo, no fundo, os escritores passam o tempo todo redigindo a sua nota de suicida. Os que se suicidam mesmo são os que a terminam mais cedo"
 
Levantou­se, subiu na cadeira sob a forca e colocou a forca no pescoço. Depois retirou a forca do pescoço, desceu da cadeira, voltou ao computador e apagou o segundo
"no fundo". Ficava mais enxuto. Mais categórico. Releu a nota e achou que estava curta. Pensou um pouco, depois acrescentou:
 
"Há os que se suicidam antes de escapar da terrível agonia de encontrar um final para a nota. O suicídio substitui o final. O suicídio é o final."
 
Levantou­se,  subiu  na  cadeira,  colocou  a  forca  no  pescoço  e  ficou  pensando.  Lembrou­se  de  uma  frase  de Borges.  Encaixa,  pensou,  retirando  a  corda  do  pescoço,
descendo da cadeira e voltando computador. Digitou:
 
"Borges disse que o escritor publica seus  livros para  livrar­se deles, senão passaria o  resto da vida reescrevendo­os. O suicídio substitui a publicação. O suicídio é a
publicação. No caso, o livro livra­se do escritor."
 
Levantou­se, subiu na cadeira, mas desceu da cadeira antes de colocar a forca no pescoço. Lembrara­se de outra coisa. Voltou ao computador e, entre o penúltimo e o
último parágrafo, inseriu:
 
"Há escritores que escrevem um grande livro, ou uma grande nota de suicida, e depois nunca mais conseguem escrever outro. Atribuem a um bloqueio, ao medo do
fracasso. Não é nada disso. É que escreveram a nota, mas esqueceram­se de se suicidar. Passam o resto da vida sabendo que faltou alguma coisa na sua obra e não
sabendo o que é. Faltou o suicídio."
 
Levantou­se, ficou olhando a tela do computador, depois sentou­se de novo, Digitou:
 
"No fundo, no fundo, a agonia é saber quando se terminou. Há os que não sabem quando chegaram ao final da sua nota da suicida. Geralmente, são escritores de uma
obra extensa. A crítica elogia sua prolixidade, a sua experimentação com formas diversas. Não sabe que ele não consegue é terminar a obra." 
 
Desta vez não se levantou. Ficou olhando para a tela, pensando. Depois acrescentou:
 
"É claro que o computador agravou a agonia. Talvez uma nota de suicida definitiva só possa ser manuscrita ou datilografada à moda antiga, quando o medo de borrar o
papel com correções e deixar uma impressão de desleixo para a posteridade leva o autor a ser preciso e sucinto. Tese: é impossível escrever uma nota de suicida num
computador."
 
Era  isso? Ele  releu o que  tinha escrito. Apagou o segundo "no  fundo". Era  isso. Por via das dúvidas, guardou o  texto na memória do computador. No dia seguinte o
revisaria. 
 
E foi dormir.
 
Considere as afirmações abaixo.
 
I. O personagem desiste do suicídio porque a nova tecnologia o faz perceber que a vida é boa.
II. Com humor, o texto mostra as facilidades de reescrita proporcionadas pelo computador, em comparação com as formas mais antigas de escrita.
De acordo com o texto, está correto o que se afirma em
 a) somente I
 b) somente II
 c) I e II
 d) nenhuma
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 552: IBFC ­ Esc Leg (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Para a questão, leia o texto abaixo, de Luis Fernando Verissimo.
O Suicida e o Computador
 
Depois de fazer o laço da forca e colocar uma cadeira embaixo, o escritor sentou­se atrás da sua mesa de trabalho, ligou o computador e digitou:
 
"No fundo, no fundo, os escritores passam o tempo todo redigindo a sua nota de suicida.Os que se suicidam mesmo são os que a terminam mais cedo"
 
Levantou­se, subiu na cadeira sob a forca e colocou a forca no pescoço. Depois retirou a forca do pescoço, desceu da cadeira, voltou ao computador e apagou o segundo
"no fundo". Ficava mais enxuto. Mais categórico. Releu a nota e achou que estava curta. Pensou um pouco, depois acrescentou:
 
"Há os que se suicidam antes de escapar da terrível agonia de encontrar um final para a nota. O suicídio substitui o final. O suicídio é o final."
 
Levantou­se,  subiu  na  cadeira,  colocou  a  forca  no  pescoço  e  ficou  pensando.  Lembrou­se  de  uma  frase  de Borges.  Encaixa,  pensou,  retirando  a  corda  do  pescoço,
descendo da cadeira e voltando computador. Digitou:
 
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 59/79
"Borges disse que o escritor publica seus  livros para  livrar­se deles, senão passaria o  resto da vida reescrevendo­os. O suicídio substitui a publicação. O suicídio é a
publicação. No caso, o livro livra­se do escritor."
 
Levantou­se, subiu na cadeira, mas desceu da cadeira antes de colocar a forca no pescoço. Lembrara­se de outra coisa. Voltou ao computador e, entre o penúltimo e o
último parágrafo, inseriu:
 
"Há escritores que escrevem um grande livro, ou uma grande nota de suicida, e depois nunca mais conseguem escrever outro. Atribuem a um bloqueio, ao medo do
fracasso. Não é nada disso. É que escreveram a nota, mas esqueceram­se de se suicidar. Passam o resto da vida sabendo que faltou alguma coisa na sua obra e não
sabendo o que é. Faltou o suicídio."
 
Levantou­se, ficou olhando a tela do computador, depois sentou­se de novo, Digitou:
 
"No fundo, no fundo, a agonia é saber quando se terminou. Há os que não sabem quando chegaram ao final da sua nota da suicida. Geralmente, são escritores de uma
obra extensa. A crítica elogia sua prolixidade, a sua experimentação com formas diversas. Não sabe que ele não consegue é terminar a obra." 
 
Desta vez não se levantou. Ficou olhando para a tela, pensando. Depois acrescentou:
 
"É claro que o computador agravou a agonia. Talvez uma nota de suicida definitiva só possa ser manuscrita ou datilografada à moda antiga, quando o medo de borrar o
papel com correções e deixar uma impressão de desleixo para a posteridade leva o autor a ser preciso e sucinto. Tese: é impossível escrever uma nota de suicida num
computador."
 
Era  isso? Ele  releu o que  tinha escrito. Apagou o segundo "no  fundo". Era  isso. Por via das dúvidas, guardou o  texto na memória do computador. No dia seguinte o
revisaria. 
 
E foi dormir.
 
Considere as afirmações abaixo.
 
I. O fato de o personagem do texto ser escritor é irrelevante para a história.
II. O personagem queria se suicidar porque não conseguia publicar seu livro.
De acordo com o texto, está correto o que se afirma em
 a) somente I
 b) somente II
 c) I e II
 d) nenhuma
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 553: IBFC ­ Esc Leg (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Para a questão, leia o texto abaixo, de Luis Fernando Verissimo.
O Suicida e o Computador
 
Depois de fazer o laço da forca e colocar uma cadeira embaixo, o escritor sentou­se atrás da sua mesa de trabalho, ligou o computador e digitou:
 
"No fundo, no fundo, os escritores passam o tempo todo redigindo a sua nota de suicida. Os que se suicidam mesmo são os que a terminam mais cedo"
 
Levantou­se, subiu na cadeira sob a forca e colocou a forca no pescoço. Depois retirou a forca do pescoço, desceu da cadeira, voltou ao computador e apagou o segundo
"no fundo". Ficava mais enxuto. Mais categórico. Releu a nota e achou que estava curta. Pensou um pouco, depois acrescentou:
 
"Há os que se suicidam antes de escapar da terrível agonia de encontrar um final para a nota. O suicídio substitui o final. O suicídio é o final."
 
Levantou­se,  subiu  na  cadeira,  colocou  a  forca  no  pescoço  e  ficou  pensando.  Lembrou­se  de  uma  frase  de Borges.  Encaixa,  pensou,  retirando  a  corda  do  pescoço,
descendo da cadeira e voltando computador. Digitou:
 
"Borges disse que o escritor publica seus  livros para  livrar­se deles, senão passaria o  resto da vida reescrevendo­os. O suicídio substitui a publicação. O suicídio é a
publicação. No caso, o livro livra­se do escritor."
 
Levantou­se, subiu na cadeira, mas desceu da cadeira antes de colocar a forca no pescoço. Lembrara­se de outra coisa. Voltou ao computador e, entre o penúltimo e o
último parágrafo, inseriu:
 
"Há escritores que escrevem um grande livro, ou uma grande nota de suicida, e depois nunca mais conseguem escrever outro. Atribuem a um bloqueio, ao medo do
fracasso. Não é nada disso. É que escreveram a nota, mas esqueceram­se de se suicidar. Passam o resto da vida sabendo que faltou alguma coisa na sua obra e não
sabendo o que é. Faltou o suicídio."
 
Levantou­se, ficou olhando a tela do computador, depois sentou­se de novo, Digitou:
 
"No fundo, no fundo, a agonia é saber quando se terminou. Há os que não sabem quando chegaram ao final da sua nota da suicida. Geralmente, são escritores de uma
obra extensa. A crítica elogia sua prolixidade, a sua experimentação com formas diversas. Não sabe que ele não consegue é terminar a obra." 
 
Desta vez não se levantou. Ficou olhando para a tela, pensando. Depois acrescentou:
 
"É claro que o computador agravou a agonia. Talvez uma nota de suicida definitiva só possa ser manuscrita ou datilografada à moda antiga, quando o medo de borrar o
papel com correções e deixar uma impressão de desleixo para a posteridade leva o autor a ser preciso e sucinto. Tese: é impossível escrever uma nota de suicida num
computador."
 
Era  isso? Ele  releu o que  tinha escrito. Apagou o segundo "no  fundo". Era  isso. Por via das dúvidas, guardou o  texto na memória do computador. No dia seguinte o
revisaria. 
 
E foi dormir.
 
Considere o período e as afirmações abaixo.
 
Depois retirou a forca do pescoço, desceu da cadeira, voltou ao computador e apagou o segundo "no fundo". 
 
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 60/79
I. Trata­se de um período composto por coordenação.
II. A conjunção “e” estabelece relação de adversidade no período.
Está correto o que se afirma em
 a) somente I
 b) somente II
 c) I e II
 d) nenhuma
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 554: IBFC ­ Esc Leg (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Para a questão, leia o texto abaixo, de Luis Fernando Verissimo.
O Suicida e o Computador
 
Depois de fazer o laço da forca e colocar uma cadeira embaixo, o escritor sentou­se atrás da sua mesa de trabalho, ligou o computador e digitou:
 
"No fundo, no fundo, os escritores passam o tempo todo redigindo a sua nota de suicida. Os que se suicidam mesmo são os que a terminam mais cedo"
 
Levantou­se, subiu na cadeira sob a forca e colocou a forca no pescoço. Depois retirou a forca do pescoço, desceu da cadeira, voltou ao computador e apagou o segundo
"no fundo". Ficava mais enxuto. Mais categórico. Releu a nota e achou que estava curta. Pensou um pouco, depois acrescentou:
 
"Há os que se suicidam antes de escapar da terrível agonia de encontrar um final para a nota. O suicídio substitui o final. O suicídio é o final."
 
Levantou­se,  subiu  na  cadeira,  colocou  a  forca  no  pescoço  e  ficou  pensando.  Lembrou­se  de  uma  frase  de Borges.  Encaixa,  pensou,  retirando  a  corda  do  pescoço,
descendo da cadeira e voltando computador. Digitou:
 
"Borges disse que o escritor publica seus  livros para  livrar­se deles, senão passaria o  resto da vida reescrevendo­os. O suicídio substitui a publicação. O suicídio é a
publicação. No caso, o livro livra­se do escritor."
 
Levantou­se, subiu na cadeira, mas desceu da cadeira antes de colocar aforca no pescoço. Lembrara­se de outra coisa. Voltou ao computador e, entre o penúltimo e o
último parágrafo, inseriu:
 
"Há escritores que escrevem um grande livro, ou uma grande nota de suicida, e depois nunca mais conseguem escrever outro. Atribuem a um bloqueio, ao medo do
fracasso. Não é nada disso. É que escreveram a nota, mas esqueceram­se de se suicidar. Passam o resto da vida sabendo que faltou alguma coisa na sua obra e não
sabendo o que é. Faltou o suicídio."
 
Levantou­se, ficou olhando a tela do computador, depois sentou­se de novo, Digitou:
 
"No fundo, no fundo, a agonia é saber quando se terminou. Há os que não sabem quando chegaram ao final da sua nota da suicida. Geralmente, são escritores de uma
obra extensa. A crítica elogia sua prolixidade, a sua experimentação com formas diversas. Não sabe que ele não consegue é terminar a obra." 
 
Desta vez não se levantou. Ficou olhando para a tela, pensando. Depois acrescentou:
 
"É claro que o computador agravou a agonia. Talvez uma nota de suicida definitiva só possa ser manuscrita ou datilografada à moda antiga, quando o medo de borrar o
papel com correções e deixar uma impressão de desleixo para a posteridade leva o autor a ser preciso e sucinto. Tese: é impossível escrever uma nota de suicida num
computador."
 
Era  isso? Ele  releu o que  tinha escrito. Apagou o segundo "no  fundo". Era  isso. Por via das dúvidas, guardou o  texto na memória do computador. No dia seguinte o
revisaria. 
 
E foi dormir.
 
Considere o trecho e as afirmações abaixo.
 
"Tese: é impossível escrever uma nota de suicida num computador."
 
I. A palavra "impossível" é formada por prefixação.
II. A palavra "impossível" é acentuada porque é proparoxítona.
Está correto o que se afirma em
 a) somente I
 b) somente II
 c) I e II
 d) nenhuma
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 555: IBFC ­ Esc Leg (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Considere as orações abaixo.
 
I. Devem haver muitas pessoas na sala de espera.
II. Resolveram­se as pendências.
A concordância está correta em
 a) somente I
 b) somente II
 c) I e II
 d) nenhuma
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 61/79
Questão 556: IBFC ­ Esc Leg (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Considere as orações abaixo.
 
I. Essa atitude implica sua demissão.
II.O rapaz desobedeceu a sinalização.
A regência está correta em
 a) somente I
 b) somente II
 c) I e II
 d) nenhuma
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 557: IBFC ­ Esc Leg (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente as lacunas.
Solicitamos ao __________________ deputado que apresente os comprovantes da __________.
 a) iminente – viagem
 b) iminente – viajem
 c) eminente – viagem
 d) eminente – viajem
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 558: IBFC ­ Esc Leg (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Considere o período e as afirmações abaixo.
 
O enfermeiro recomendou que se a dor permanecer, eu procure um ortopedista.
 
I. A pontuação está correta.
II. A conjunção “se” estabelece relação de condição.
 
Está correto o que se afirma em
 a) somente I
 b) somente II
 c)  I e II
 d) nenhuma
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 559: IBFC ­ Esc Leg (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Assinale a alternativa em que a palavra deve ser obrigatoriamente acentuada.
 a) Angustia
 b) Critica
 c) Analise
 d) Escritorio
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 560: IBFC ­ Esc Leg (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas.
I. Conheço o rapaz _____ tempos e confio nele.
II. A loja fica _____ dois quarteirões daqui.
 a) a – a
 b) a – há
 c) há – a
 d) há – à
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 561: IBFC ­ Moto (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Para a questão, leia o texto abaixo, de Luis Fernando Verissimo.
Papos
—Me disseram...
—Disseram­me.
—Hein?
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 62/79
—O correto é "disseram­me". Não "me disseram".
—Eu falo como quero. E te digo mais... Ou é "digo­te"?
—O quê?
—Digo­te que você...
—O "te" e o "você" não combinam.
—Lhe digo?
—Também não. O que você ia me dizer?
—Que você está sendo grosseiro, pedante e chato. E que eu vou te partir a cara. Lhe partir a cara. Partir a sua cara. Como é que se diz?
—Partir­te a cara.
—Pois é. Parti­la hei de, se você não parar de me corrigir. Ou corrigir­me.
—É para o seu bem.
—Dispenso as suas correções. Vê se esquece­me. Falo como bem entender. Mais uma correção e eu...
—O quê?
—O mato.
—Que mato?
—Mato­o. Mato­lhe. Mato você. Matar­lhe­ei­te. Ouviu bem?
—Eu só estava querendo...
—Pois esqueça­o e para­te. Pronome no lugar certo é elitismo!
—Se você prefere falar errado...
—Falo como todo mundo fala. O importante é me entenderem. Ou entenderem­me?
—No caso... Não sei.
—Ah, não sabe?
—Não o sabes? Sabes­lo não?
—Esquece.
—Não. Como "esquece"? Você prefere falar errado? E o certo é "esquece" ou "esqueça"? Ilumine­me. Me diga. Ensines­lo­me, vamos.
—Depende.
—Depende. Perfeito. Não o sabes. Ensinar­me­lo­ias se o soubesses, mas não sabes­o.
—Está bem, está bem. Desculpe. Fale como quiser.
—Agradeço­lhe a permissão para falar errado que me dás. Mas não posso mais dizer­lo­te o que dizer­te­ia.
—Por quê?
—Porque, com todo este papo, esqueci­lo.
 
Considere as afirmações abaixo.
I. O personagem que inicia o diálogo não consegue dizer ao outro aquilo que inicialmente pretendia dizer.
II. O primeiro personagem irrita­se, pois estava usando a linguagem comum da fala e o outro tentou corrigi­lo.
De acordo com o texto, está correto o que se afirma em
 a) somente I
 b) somente II
 c) I e II
 d) nenhuma
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 562: IBFC ­ Moto (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Para a questão, leia o texto abaixo, de Luis Fernando Verissimo.
Papos
—Me disseram...
—Disseram­me.
—Hein?
—O correto é "disseram­me". Não "me disseram".
—Eu falo como quero. E te digo mais... Ou é "digo­te"?
—O quê?
—Digo­te que você...
—O "te" e o "você" não combinam.
—Lhe digo?
—Também não. O que você ia me dizer?
—Que você está sendo grosseiro, pedante e chato. E que eu vou te partir a cara. Lhe partir a cara. Partir a sua cara. Como é que se diz?
—Partir­te a cara.
—Pois é. Parti­la hei de, se você não parar de me corrigir. Ou corrigir­me.
—É para o seu bem.
—Dispenso as suas correções. Vê se esquece­me. Falo como bem entender. Mais uma correção e eu...
—O quê?
—O mato.
—Que mato?
—Mato­o. Mato­lhe. Mato você. Matar­lhe­ei­te. Ouviu bem?
—Eu só estava querendo...
—Pois esqueça­o e para­te. Pronome no lugar certo é elitismo!
—Se você prefere falar errado...
—Falo como todo mundo fala. O importante é me entenderem. Ou entenderem­me?
—No caso... Não sei.
—Ah, não sabe?
—Não o sabes? Sabes­lo não?
—Esquece.
—Não. Como "esquece"? Você prefere falar errado? E o certo é "esquece" ou "esqueça"? Ilumine­me. Me diga. Ensines­lo­me, vamos.
—Depende.
—Depende. Perfeito. Não o sabes. Ensinar­me­lo­ias se o soubesses, mas não sabes­o.
—Está bem, está bem. Desculpe. Fale como quiser.
—Agradeço­lhe a permissão para falar errado que me dás. Mas não posso mais dizer­lo­te o que dizer­te­ia.
—Por quê?
—Porque, com todo este papo, esqueci­lo.
 
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir63/79
Considere as afirmações abaixo.
I. O personagem diz que "te" e "você" não combinam porque, na frase, não há uniformidade no tratamento.
II. "Pedante" pode ser substituído, sem alteração de sentido, por "culto".
Está correto o que se afirma em
 a) somente I
 b) somente II
 c) I e II
 d) nenhuma
 
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 563: IBFC ­ Moto (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Para a questão, leia o texto abaixo, de Luis Fernando Verissimo.
Papos
—Me disseram...
—Disseram­me.
—Hein?
—O correto é "disseram­me". Não "me disseram".
—Eu falo como quero. E te digo mais... Ou é "digo­te"?
—O quê?
—Digo­te que você...
—O "te" e o "você" não combinam.
—Lhe digo?
—Também não. O que você ia me dizer?
—Que você está sendo grosseiro, pedante e chato. E que eu vou te partir a cara. Lhe partir a cara. Partir a sua cara. Como é que se diz?
—Partir­te a cara.
—Pois é. Parti­la hei de, se você não parar de me corrigir. Ou corrigir­me.
—É para o seu bem.
—Dispenso as suas correções. Vê se esquece­me. Falo como bem entender. Mais uma correção e eu...
—O quê?
—O mato.
—Que mato?
—Mato­o. Mato­lhe. Mato você. Matar­lhe­ei­te. Ouviu bem?
—Eu só estava querendo...
—Pois esqueça­o e para­te. Pronome no lugar certo é elitismo!
—Se você prefere falar errado...
—Falo como todo mundo fala. O importante é me entenderem. Ou entenderem­me?
—No caso... Não sei.
—Ah, não sabe?
—Não o sabes? Sabes­lo não?
—Esquece.
—Não. Como "esquece"? Você prefere falar errado? E o certo é "esquece" ou "esqueça"? Ilumine­me. Me diga. Ensines­lo­me, vamos.
—Depende.
—Depende. Perfeito. Não o sabes. Ensinar­me­lo­ias se o soubesses, mas não sabes­o.
—Está bem, está bem. Desculpe. Fale como quiser.
—Agradeço­lhe a permissão para falar errado que me dás. Mas não posso mais dizer­lo­te o que dizer­te­ia.
—Por quê?
—Porque, com todo este papo, esqueci­lo.
 
Considere as afirmações abaixo.
I."Esquece" e "esqueça" são formas de imperativo afirmativo.
II.O personagem , ao se irritar, passa a usar os pronomes de forma adequada e a fazer todas as construções corretas.
 
Está correto o que se afirma em
 a) somente I
 b) somente II
 c) I e II
 d) nenhuma
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 564: IBFC ­ Moto (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna. Eram pessoas intencionadas as que praticaram o golpe.
 a) más
 b) má
 c) mal
 d) mau
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 565: IBFC ­ Moto (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 64/79
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna.
 
Se ele _____ amanhã, falarei com ele.
 a) vim
 b) vir
 c) vier
 d) viesse
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 566: IBFC ­ Moto (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna.
 
Minha mãe deve ______ na próxima semana.
 a) vim
 b) vir
 c) vier
 d) viesse
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 567: IBFC ­ Moto (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Considere o período e as afirmações abaixo. O amigo do meu vizinho, foi no estádio ontem.
I. A pontuação está correta.
II. O correto é "foi ao estádio".
Está correto o que se afirma em
 a) somente II
 b) somente II
 c) l e lI
 d) nenhuma
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 568: IBFC ­ Moto (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Considere as orações abaixo.
 
I. Aonde você mora?
II. O rapaz está afim de confusão. De acordo com a norma culta.
 a) somente I está correta.
 b) somente II está correta.
 c) I e II estão corretas.
 d) nenhuma está correta.
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 569: IBFC ­ Moto (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Assinale a alternativa em que o termo destacado no período abaixo está corretamente substituído pelo pronome.
Perguntei ao marido da minha irmã o nome daquele livro.
 a) Perguntei­lhe o nome daquele livro.
 b) Perguntei­lhes o nome daquele livro.
 c) Perguntei­o o nome daquele livro.
 d) Perguntei­a o nome daquele livro.
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 570: IBFC ­ Moto (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas.
I. Meu avõ não ____ bem.
 
II. Ele tomou duas _____ café.
 
 a) encherga — chícaras
 b) enxerga — chícaras
 c) encherga — xícaras
 d) enxerga — xícaras
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 65/79
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 571: IBFC ­ Moto (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Considere o período e as afirmações abaixo. Mãe deiche o envelope sobre a mesa.
I. A pontuação está correta.
II. Há um erro ortográfico em "deiche".
Está correto o que se afirma em
 a) somente I
 b) somente II
 c) l e lI
 d) nenhuma
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 572: IBFC ­ Moto (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas.
I. O professor pediu para _____ ler o livro.
 
II. Ele não _____ deu o formulário.
 
 a) eu — me
 b) eu — mim
 c) mim — mim
 d) mim — me
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 573: IBFC ­ Moto (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Considere as orações abaixo.
 
I. Não assisti o filme.
II. Ele necessita de ajuda.
 
A regência está correta em
 a) somente I
 b) somente II
 c) l e lI
 d) nenhuma
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 574: IBFC ­ Moto (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Considere as orações abaixo.
I. Até hoje cedo, ele ainda não tinha chego.
II. Eu já tinha pagado aquela conta.
 
De acordo com a norma culta
 a) somente I está correta.
 b) somente II está correta.
 c) I e II estão corretas.
 d) nenhuma está correta.
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 575: IBFC ­ Moto (CM Franca)/CM Franca/2012
Assunto: 
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas.
I. O rapaz tem várias ______ pelo corpo.
II. Não olhe para ______ !
 
 a) tatuagens — trás
 b) tatuagens — traz
 c) tatuajens — trás
 d) tatuajens — traz
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 66/79
Questão 576: IBFC ­ Tec (CM Franca)/CM Franca/Contabilidade/2012
Assunto: 
Para a questão, leia o texto abaixo, de Luis Fernando Verissimo.
O Suicida e o Computador
Depois de fazer o laço da forca e colocar uma cadeira embaixo, o escritor sentou­se atrás da sua mesa de trabalho, ligou o computador e digitou:
"No fundo, no fundo, os escritores passam o tempo todo redigindo a sua nota de suicida. Os que se suicidam mesmo são os que a terminam mais cedo."
Levantou­se, subiu na cadeira sob a forca e colocou a forca no pescoço. Depois retirou a forca do pescoço, desceu da cadeira, voltou ao computador e apagou o segundo
"no fundo". Ficava mais enxuto. Mais categórico. Releu a nota e achou que estava curta. Pensou um pouco, depois acrescentou:
"Há os que se suicidam antes de escapar da terrível agonia de encontrar um final para a nota. O suicidio substitui o final. O suicídio é o final."
Levantou­se,  subiu  na  cadeira,  colocoua  forca  no  pescoço  e  ficou  pensando.  Lembrou­se  de  uma  frase  de Borges.  Encaixa,  pensou,  retirando  a  corda  do  pescoço,
descendo da cadeira e voltando ao computador. Digitou:
"Borges disse que o escritor publica seus  livros para  livrar­se deles, senão passaria o  resto da vida reescrevendo­os. O suicídio substitui a publicação. O suicídio é a
publicação. No caso, o livro livra­se do escritor."
 
Levantou­se, subiu na cadeira, mas desceu da cadeira antes de colocar a forca no pescoço. Lembrara­se de outra coisa. Voltou ao computador e, entre o penúltimo e o
último parágrafo, inseriu:
"Há escritores que escrevem um grande livro, ou uma grande nota de suicida, e depois nunca mais conseguem escrever outro. Atribuem a um bloqueio, ao medo do
fracasso. Não é nada disso. É que escreveram a nota, mas esqueceram­se de se suicidar. Passam o resto da vida sabendo que faltou alguma coisa na sua obra e não
sabendo o que é. Faltou o suicídio."
Levantou­se, ficou olhando a tela do computador, depois sentou­se de novo. Digitou:
"No fundo, no fundo, a agonia é saber quando se terminou. Há os que não sabem quando chegaram ao final da sua nota de suicida. Geralmente, são escritores de uma
obra extensa. A crítica elogia sua prolixidade, a sua experimentação com formas diversas. Não sabe que ele não consegue é terminar a nota."
Desta vez não se levantou. Ficou olhando para a tela, pensando. Depois acrescentou:
"É claro que o computador agravou a agonia. Talvez uma nota de suicida definitiva só possa ser manuscrita ou datilografada à moda antiga, quando o medo de borrar o
papel com correções e deixar uma impressão de desleixo para a posteridade leva o autor a ser preciso e sucinto. Tese: é impossível escrever uma nota de suicida num
computador."
Era  isso ? Ele releu o que tinha escrito. Apagou o segundo "no fundo". Era  isso. Por via das dúvidas, guardou o texto na memória do computador. No dia seguinte o
revisaria.
 
E foi dormir.
Considere as afirmações abaixo.
I.O personagem desiste do suicídio porque a nova tecnologia o faz perceber que a vida é boa.
II.Com humor, o texto mostra as facilidades de reescrita proporcionadas pelo computador, em comparação com as formas mais antigas de escrita.
De acordo com o texto, está correto o que se afirma em
 a) somente I 
 b) somente II
 c) I e II
 d) nenhuma
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 577: IBFC ­ Tec (CM Franca)/CM Franca/Contabilidade/2012
Assunto: 
Para a questão, leia o texto abaixo, de Luis Fernando Verissimo.
O Suicida e o Computador
Depois de fazer o laço da forca e colocar uma cadeira embaixo, o escritor sentou­se atrás da sua mesa de trabalho, ligou o computador e digitou:
"No fundo, no fundo, os escritores passam o tempo todo redigindo a sua nota de suicida. Os que se suicidam mesmo são os que a terminam mais cedo."
Levantou­se, subiu na cadeira sob a forca e colocou a forca no pescoço. Depois retirou a forca do pescoço, desceu da cadeira, voltou ao computador e apagou o segundo
"no fundo". Ficava mais enxuto. Mais categórico. Releu a nota e achou que estava curta. Pensou um pouco, depois acrescentou:
"Há os que se suicidam antes de escapar da terrível agonia de encontrar um final para a nota. O suicidio substitui o final. O suicídio é o final."
Levantou­se,  subiu  na  cadeira,  colocou  a  forca  no  pescoço  e  ficou  pensando.  Lembrou­se  de  uma  frase  de Borges.  Encaixa,  pensou,  retirando  a  corda  do  pescoço,
descendo da cadeira e voltando ao computador. Digitou:
"Borges disse que o escritor publica seus  livros para  livrar­se deles, senão passaria o  resto da vida reescrevendo­os. O suicídio substitui a publicação. O suicídio é a
publicação. No caso, o livro livra­se do escritor."
 
Levantou­se, subiu na cadeira, mas desceu da cadeira antes de colocar a forca no pescoço. Lembrara­se de outra coisa. Voltou ao computador e, entre o penúltimo e o
último parágrafo, inseriu:
"Há escritores que escrevem um grande livro, ou uma grande nota de suicida, e depois nunca mais conseguem escrever outro. Atribuem a um bloqueio, ao medo do
fracasso. Não é nada disso. É que escreveram a nota, mas esqueceram­se de se suicidar. Passam o resto da vida sabendo que faltou alguma coisa na sua obra e não
sabendo o que é. Faltou o suicídio."
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 67/79
Levantou­se, ficou olhando a tela do computador, depois sentou­se de novo. Digitou:
"No fundo, no fundo, a agonia é saber quando se terminou. Há os que não sabem quando chegaram ao final da sua nota de suicida. Geralmente, são escritores de uma
obra extensa. A crítica elogia sua prolixidade, a sua experimentação com formas diversas. Não sabe que ele não consegue é terminar a nota."
Desta vez não se levantou. Ficou olhando para a tela, pensando. Depois acrescentou:
"É claro que o computador agravou a agonia. Talvez uma nota de suicida definitiva só possa ser manuscrita ou datilografada à moda antiga, quando o medo de borrar o
papel com correções e deixar uma impressão de desleixo para a posteridade leva o autor a ser preciso e sucinto. Tese: é impossível escrever uma nota de suicida num
computador."
Era  isso ? Ele releu o que tinha escrito. Apagou o segundo "no fundo". Era  isso. Por via das dúvidas, guardou o texto na memória do computador. No dia seguinte o
revisaria.
 
E foi dormir.
 
Considere as afirmações abaixo.
I.O fato de o personagem do texto ser escritor é irrelevante para a história.
II.O personagem queria se suicidar porque não conseguia publicar seu livro.
De acordo com o texto, está correto o que se afirma em
 a) somente I
 b) somente II
 c) I e II
 d) nenhuma
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 578: IBFC ­ Tec (CM Franca)/CM Franca/Contabilidade/2012
Assunto: 
Para a questão, leia o texto abaixo, de Luis Fernando Verissimo.
O Suicida e o Computador
Depois de fazer o laço da forca e colocar uma cadeira embaixo, o escritor sentou­se atrás da sua mesa de trabalho, ligou o computador e digitou:
"No fundo, no fundo, os escritores passam o tempo todo redigindo a sua nota de suicida. Os que se suicidam mesmo são os que a terminam mais cedo."
Levantou­se, subiu na cadeira sob a forca e colocou a forca no pescoço. Depois retirou a forca do pescoço, desceu da cadeira, voltou ao computador e apagou o segundo
"no fundo". Ficava mais enxuto. Mais categórico. Releu a nota e achou que estava curta. Pensou um pouco, depois acrescentou:
"Há os que se suicidam antes de escapar da terrível agonia de encontrar um final para a nota. O suicidio substitui o final. O suicídio é o final."
Levantou­se,  subiu  na  cadeira,  colocou  a  forca  no  pescoço  e  ficou  pensando.  Lembrou­se  de  uma  frase  de Borges.  Encaixa,  pensou,  retirando  a  corda  do  pescoço,
descendo da cadeira e voltando ao computador. Digitou:
"Borges disse que o escritor publica seus  livros para  livrar­se deles, senão passaria o  resto da vida reescrevendo­os. O suicídio substitui a publicação. O suicídio é a
publicação. No caso, o livro livra­se do escritor."
 
Levantou­se, subiu na cadeira, mas desceu da cadeira antes de colocar a forca no pescoço. Lembrara­se de outra coisa. Voltou ao computador e, entre o penúltimo e o
último parágrafo, inseriu:
"Há escritores que escrevem um grande livro, ou uma grande nota de suicida, e depois nunca mais conseguem escrever outro. Atribuem a um bloqueio, ao medo do
fracasso. Não é nada disso. É que escreveram a nota, mas esqueceram­se de se suicidar. Passam o resto da vida sabendo que faltou alguma coisa na sua obra e não
sabendo o que é. Faltou o suicídio."
Levantou­se, ficou olhando a tela do computador, depois sentou­se de novo. Digitou:
"No fundo, no fundo, a agonia é saber quando se terminou. Há os que não sabem quando chegaram ao final da sua nota de suicida. Geralmente, são escritoresde uma
obra extensa. A crítica elogia sua prolixidade, a sua experimentação com formas diversas. Não sabe que ele não consegue é terminar a nota."
Desta vez não se levantou. Ficou olhando para a tela, pensando. Depois acrescentou:
"É claro que o computador agravou a agonia. Talvez uma nota de suicida definitiva só possa ser manuscrita ou datilografada à moda antiga, quando o medo de borrar o
papel com correções e deixar uma impressão de desleixo para a posteridade leva o autor a ser preciso e sucinto. Tese: é impossível escrever uma nota de suicida num
computador."
Era  isso ? Ele releu o que tinha escrito. Apagou o segundo "no fundo". Era  isso. Por via das dúvidas, guardou o texto na memória do computador. No dia seguinte o
revisaria.
 
E foi dormir.
 
 
Considere o período e as afirmações abaixo.
Depois retirou a forca do pescoço, desceu da cadeira, voltou ao computador e apagou o segundo "no fundo".
I.Trata­se de um período composto por coordenação.
II.A conjunção "e" estabelece relação de adversidade no período.
Está correto o que se afirma em
 a) somente I
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 68/79
 b) somente II
 c) I e II
 d) nenhuma
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 579: IBFC ­ Tec (CM Franca)/CM Franca/Contabilidade/2012
Assunto: 
Para a questão, leia o texto abaixo, de Luis Fernando Verissimo.
O Suicida e o Computador
Depois de fazer o laço da forca e colocar uma cadeira embaixo, o escritor sentou­se atrás da sua mesa de trabalho, ligou o computador e digitou:
"No fundo, no fundo, os escritores passam o tempo todo redigindo a sua nota de suicida. Os que se suicidam mesmo são os que a terminam mais cedo."
Levantou­se, subiu na cadeira sob a forca e colocou a forca no pescoço. Depois retirou a forca do pescoço, desceu da cadeira, voltou ao computador e apagou o segundo
"no fundo". Ficava mais enxuto. Mais categórico. Releu a nota e achou que estava curta. Pensou um pouco, depois acrescentou:
"Há os que se suicidam antes de escapar da terrível agonia de encontrar um final para a nota. O suicidio substitui o final. O suicídio é o final."
Levantou­se,  subiu  na  cadeira,  colocou  a  forca  no  pescoço  e  ficou  pensando.  Lembrou­se  de  uma  frase  de Borges.  Encaixa,  pensou,  retirando  a  corda  do  pescoço,
descendo da cadeira e voltando ao computador. Digitou:
"Borges disse que o escritor publica seus  livros para  livrar­se deles, senão passaria o  resto da vida reescrevendo­os. O suicídio substitui a publicação. O suicídio é a
publicação. No caso, o livro livra­se do escritor."
 
Levantou­se, subiu na cadeira, mas desceu da cadeira antes de colocar a forca no pescoço. Lembrara­se de outra coisa. Voltou ao computador e, entre o penúltimo e o
último parágrafo, inseriu:
"Há escritores que escrevem um grande livro, ou uma grande nota de suicida, e depois nunca mais conseguem escrever outro. Atribuem a um bloqueio, ao medo do
fracasso. Não é nada disso. É que escreveram a nota, mas esqueceram­se de se suicidar. Passam o resto da vida sabendo que faltou alguma coisa na sua obra e não
sabendo o que é. Faltou o suicídio."
Levantou­se, ficou olhando a tela do computador, depois sentou­se de novo. Digitou:
"No fundo, no fundo, a agonia é saber quando se terminou. Há os que não sabem quando chegaram ao final da sua nota de suicida. Geralmente, são escritores de uma
obra extensa. A crítica elogia sua prolixidade, a sua experimentação com formas diversas. Não sabe que ele não consegue é terminar a nota."
Desta vez não se levantou. Ficou olhando para a tela, pensando. Depois acrescentou:
"É claro que o computador agravou a agonia. Talvez uma nota de suicida definitiva só possa ser manuscrita ou datilografada à moda antiga, quando o medo de borrar o
papel com correções e deixar uma impressão de desleixo para a posteridade leva o autor a ser preciso e sucinto. Tese: é impossível escrever uma nota de suicida num
computador."
Era  isso ? Ele releu o que tinha escrito. Apagou o segundo "no fundo". Era  isso. Por via das dúvidas, guardou o texto na memória do computador. No dia seguinte o
revisaria.
 
E foi dormir.
 
Considere o trecho e as afirmações abaixo.
"Tese: é impossível escrever uma nota de suicida num computador."
I.A palavra "impossível" é formada por prefixação.
II.Apalavra "impossível" é acentuada porque é proparoxítona.
 
Está correto o que se afirma em
 a) somente I
 b) somente II
 c) I e II
 d) nenhuma
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 580: IBFC ­ Tec (CM Franca)/CM Franca/Contabilidade/2012
Assunto: 
Considere as orações abaixo.
I.Devem haver muitas pessoas na sala de espera.
II.Resolveram­se as pendências.
A concordância está correta em
 a) somente I
 b) somente II
 c) I e II
 d) nenhuma
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 581: IBFC ­ Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011
Assunto: 
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 69/79
Para a questão, leia o artigo abaixo, de Maria Rita Kehl.
Falcões de asas quebradas
Maria Rita Kehl*
“Falcão ­ meninos do tráfico”, de MV Bill e Celso Athayde, mostrou a milhões de telespectadores da TV Globo, domingo passado, recortes da vida de algumas crianças
incapazes de alçar voo; aos três anos, a força arrasadora Real já lhes cortou asas da imaginação. Aos seis, brincam de vender maconha e cocaína, de torturar e executar
os alcagetes queimados dentro de um pneu ou executados a bala na sarjeta. De mentirinha? Brincam para tentar exorcizar o medo: treino de sobrevivência na barbárie.
O que você quer ser quando crescer? “Bandido”.
O que sobra a estas crianças para  fantasiar se a onipotência, motor da  fantasia  infantil, se realiza  todos os dias na  forma da tirania praticada por seus  irmãos mais
velhos, por tios e pais adolescentes destinados a morrer antes dos vinte anos? Do ponto de vista da constituição psíquica, a fantasia é o suporte do desejo. Fundamenta a
experiência da interioridade, de um "si mesmo" que mede sua diferença em relação ao mundo real. Uma subjetividade sem fantasia é uma terra devastada,  sujeita a
servir ao gozo do Outro.
 
Assim,  de pequenino,  se  torce  o  pepino. O discurso único  do  tráfico  se  instala,  totalitário,  impedindo  a  imaginação das  crianças,  não  apenas  (como gostaríamos de
acreditar) nas favelas cariocas, mas em várias cidades do Brasil. Na falta de espaço para outras fantasias, não há um ponto de fuga onde ancorar outro desejo senão o
desejo de morte projetado na droga, na  licença para matar, no poder  irresistível do  terror sem  lei. Um tal desejo está  fadado a se  realizar, sem demora. Desde os
primeiros minutos do documentário, esse terror produziu seus efeitos sobre mim. Flagrei­me acalentando ideias de extermínio. Quantos espectadores do Fantástico não
terão  se envergonhado ao pensar que a morte desses garotos até que poderia  ser bem vinda? Depois,  compreendi que estava  contaminada pela única  fantasia  (ou
profecia?) deles. Destes que se pensam sem futuro e se engajam no  tráfico por um salário mínimo (!) e dois ou  três anos de "fama" antes da morte certa. Na voz
chapada do menino de dez anos, o jargão da crítica social se transforma em ideologia conformista: "faço isto porque ninguém me deu nada". No lugar desse nada, a
droga instala um vazio mais suportável: " não fico triste, tô sempre se drogando" diz a criança que já sabe que sua existência não conta: "se eu morrer, vem outro como
eu". Mas não deixa de lamentar sua desesperança: "é muito esculacho nessa vida".
 
O tráfico de drogas não é antagônico às economias de mercado: é sua extensão selvagem. As sociedades ditas liberais convivem com ele por uma afinidade lógica: os
lucros  astronômicosformados  com  base  em  trabalho  escravo  (voluntário)  falam  a  mesma  língua  de  outras  formas  de  acumulação  acelerada  de  capital.  O  capital
financeiro, por exemplo, cuja lógica dispensa a negociação política, também nos esteriliza para sonhar com um mundo mais justo. O tráfico, como o capitalismo, produz
os sujeitos dos quais se alimenta. De um lado, no asfalto, estão os consumidores do único meio de gozo tão potente que dispensa a publicidade. Do outro lado, na linha
de montagem e na distribuição, está um exército de servidores voluntários. São escravos: quem entrou, só sai morto. As crianças sabem disso, mas entram. Não há
poder mais eficiente do que aquele que se sustenta sobre o desejo dos dominados.
 
Entre os  consumidores que vivem no asfalto, há quem se  sirva da droga para  sonhar. Mas na ponta de  cá, quem se droga não  sonha. A droga é a hiper­realidade
cotidiana, aliada ao medo e ao poder dos fuzis: quem vacilar sabe que vai morrer. O que equivale a uma condenação sumária: impossível viver sem, vez ou outra, vacilar.
Por isso, para as crianças aliciadas desde que deixam a barra das saias da mãe, nenhum sonho é possível. Quem sonha, mais cedo ou mais tarde vacila. Assim se fecha o
circuito do gozo mortífero contra o qual as crianças são indefesas. Indefesas porque lhes falta pai, dizem os pequenos entrevistados por MV Bill. Mas sobretudo lhes falta,
na favela excluída do poder público, qualquer outra referência que sustente a Lei simbólica ­ a que interdita o gozo e possibilita o investimento das pulsões de vida em
objetos possíveis, não absolutos. A lei da droga é absoluta. Não há nada que interdite o discurso do gozo que gira em torno dela. Ou quase nada além, do desejo quase
impotente de algumas jovens mães. Os psicanalistas costumam desconfiar do poder das mães; é um mal entendido a respeito da função paterna. A falta do pai, por
morte ou abandono, fere e desampara o filho. Mas se a mãe está "na lei", a função paterna opera através de seu discurso. Uma delas, aparentemente muito jovem, diz
que seu filho de anos "sabe tudo" sobre o tráfico. Mas acrescenta: " eu quero que ele saiba que não o que não é o mundo,  inclua a  favela e  introduza, na vida dos
candidatos a falcão, outras perspectivas.
 
Outra mãe conseguiu legar ao filho um fragmento de sonho: prometeu levá­lo ao circo. Morreu, deixando o menino marcado por um desejo ­ e uma falta ­ que a droga
não podia satisfazer. Desejo de infância e de magia, riso, brincadeira. Levado pela equipe de filmagem ao circo, o jovem operário da indústria da droga ainda teve tempo
de desejar outra vida. Pensou ser palhaço: a face benigna do nonsense. Quem sabe, esculachar o esculacho. Foi o único que conseguiu deixar o tráfico e não morreu,
como outros 15 entre os 16 entrevistados antes do documentário do mano Bill ficar pronto.
 
* Colaborou: Maria Marta Assolini.
 
Considere as informações que seguem:
 
I. A autora considera que o tráfico de drogas é um empecilho ao desenvolvimento do capitalismo, pois impede o futuro de milhares de jovens que poderiam ter um
futuro digno no mercado de trabalho como proletários.
 
II. De acordo com o texto, a droga ocupa o lugar da fantasia para as crianças que têm contato com o tráfico.
 
III. De acordo com o texto, as crianças que entram para o tráfico entram  para a atividade e fazem de forma totalmente contrária a seus desejos.
 
Está correto o que se afirma em
 a)  somente I.
 b)  somente II.
 c)  somente III.
 d)  somente I e II.
 e)  somente II e III.
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 582: IBFC ­ Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011
Assunto: 
Para a questão, leia o artigo abaixo, de Maria Rita Kehl.
Falcões de asas quebradas
Maria Rita Kehl*
“Falcão ­ meninos do tráfico”, de MV Bill e Celso Athayde, mostrou a milhões de telespectadores da TV Globo, domingo passado, recortes da vida de algumas crianças
incapazes de alçar voo; aos três anos, a força arrasadora Real já lhes cortou asas da imaginação. Aos seis, brincam de vender maconha e cocaína, de torturar e executar
os alcagetes queimados dentro de um pneu ou executados a bala na sarjeta. De mentirinha? Brincam para tentar exorcizar o medo: treino de sobrevivência na barbárie.
O que você quer ser quando crescer? “Bandido”.
O que sobra a estas crianças para  fantasiar se a onipotência, motor da  fantasia  infantil, se realiza  todos os dias na  forma da tirania praticada por seus  irmãos mais
velhos, por tios e pais adolescentes destinados a morrer antes dos vinte anos? Do ponto de vista da constituição psíquica, a fantasia é o suporte do desejo. Fundamenta a
experiência da interioridade, de um "si mesmo" que mede sua diferença em relação ao mundo real. Uma subjetividade sem fantasia é uma terra devastada,  sujeita a
servir ao gozo do Outro.
 
Assim,  de pequenino,  se  torce  o  pepino. O discurso único  do  tráfico  se  instala,  totalitário,  impedindo  a  imaginação das  crianças,  não  apenas  (como gostaríamos de
acreditar) nas favelas cariocas, mas em várias cidades do Brasil. Na falta de espaço para outras fantasias, não há um ponto de fuga onde ancorar outro desejo senão o
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 70/79
desejo de morte projetado na droga, na  licença para matar, no poder  irresistível do  terror sem  lei. Um tal desejo está  fadado a se  realizar, sem demora. Desde os
primeiros minutos do documentário, esse terror produziu seus efeitos sobre mim. Flagrei­me acalentando ideias de extermínio. Quantos espectadores do Fantástico não
terão  se envergonhado ao pensar que a morte desses garotos até que poderia  ser bem vinda? Depois,  compreendi que estava  contaminada pela única  fantasia  (ou
profecia?) deles. Destes que se pensam sem futuro e se engajam no  tráfico por um salário mínimo (!) e dois ou  três anos de "fama" antes da morte certa. Na voz
chapada do menino de dez anos, o jargão da crítica social se transforma em ideologia conformista: "faço isto porque ninguém me deu nada". No lugar desse nada, a
droga instala um vazio mais suportável: " não fico triste, tô sempre se drogando" diz a criança que já sabe que sua existência não conta: "se eu morrer, vem outro como
eu". Mas não deixa de lamentar sua desesperança: "é muito esculacho nessa vida".
 
O tráfico de drogas não é antagônico às economias de mercado: é sua extensão selvagem. As sociedades ditas liberais convivem com ele por uma afinidade lógica: os
lucros  astronômicos  formados  com  base  em  trabalho  escravo  (voluntário)  falam  a  mesma  língua  de  outras  formas  de  acumulação  acelerada  de  capital.  O  capital
financeiro, por exemplo, cuja lógica dispensa a negociação política, também nos esteriliza para sonhar com um mundo mais justo. O tráfico, como o capitalismo, produz
os sujeitos dos quais se alimenta. De um lado, no asfalto, estão os consumidores do único meio de gozo tão potente que dispensa a publicidade. Do outro lado, na linha
de montagem e na distribuição, está um exército de servidores voluntários. São escravos: quem entrou, só sai morto. As crianças sabem disso, mas entram. Não há
poder mais eficiente do que aquele que se sustenta sobre o desejo dos dominados.
 
Entre os  consumidores que vivem no asfalto, há quem se  sirva da droga para  sonhar. Mas na ponta de  cá, quem se droga não  sonha. A droga é a hiper­realidade
cotidiana, aliada ao medo e ao poder dos fuzis: quem vacilar sabe que vai morrer. O que equivale a uma condenação sumária: impossível viver sem, vez ou outra, vacilar.
Por isso, para as crianças aliciadas desde que deixam a barra das saias da mãe, nenhum sonho é possível. Quem sonha, mais cedo ou mais tarde vacila. Assim se fecha o
circuito do gozo mortífero contra o qual as crianças são indefesas. Indefesas porque lhes falta pai, dizem os pequenos entrevistados por MV Bill. Mas sobretudo lhes falta,
na favela excluída do poder público,qualquer outra referência que sustente a Lei simbólica ­ a que interdita o gozo e possibilita o investimento das pulsões de vida em
objetos possíveis, não absolutos. A lei da droga é absoluta. Não há nada que interdite o discurso do gozo que gira em torno dela. Ou quase nada além, do desejo quase
impotente de algumas jovens mães. Os psicanalistas costumam desconfiar do poder das mães; é um mal entendido a respeito da função paterna. A falta do pai, por
morte ou abandono, fere e desampara o filho. Mas se a mãe está "na lei", a função paterna opera através de seu discurso. Uma delas, aparentemente muito jovem, diz
que seu filho de anos "sabe tudo" sobre o tráfico. Mas acrescenta: " eu quero que ele saiba que não o que não é o mundo,  inclua a  favela e  introduza, na vida dos
candidatos a falcão, outras perspectivas.
 
Outra mãe conseguiu legar ao filho um fragmento de sonho: prometeu levá­lo ao circo. Morreu, deixando o menino marcado por um desejo ­ e uma falta ­ que a droga
não podia satisfazer. Desejo de infância e de magia, riso, brincadeira. Levado pela equipe de filmagem ao circo, o jovem operário da indústria da droga ainda teve tempo
de desejar outra vida. Pensou ser palhaço: a face benigna do nonsense. Quem sabe, esculachar o esculacho. Foi o único que conseguiu deixar o tráfico e não morreu,
como outros 15 entre os 16 entrevistados antes do documentário do mano Bill ficar pronto.
 
* Colaborou: Maria Marta Assolini.
 
Considere as informações que seguem:
 
I. De acordo com o texto, nas favelas, observa­se o discurso hegemônico das drogas sobre as crianças.
 
II. De acordo com o texto, a lógica do tráfico inclui criar os indivíduos necessários ao seu funcionamento.
 
III. A autora defende a ação dos grupos de extermínio para eliminar todos os envolvidos no tráfico.
 
Está correto o que se afirma em
 a)  somente I.
 b)  somente II.
 c)  somente III.
 d)  somente I e II.
 e)  somente II e III.
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 583: IBFC ­ Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011
Assunto: 
Para a questão, leia o artigo abaixo, de Maria Rita Kehl.
Falcões de asas quebradas
Maria Rita Kehl*
“Falcão ­ meninos do tráfico”, de MV Bill e Celso Athayde, mostrou a milhões de telespectadores da TV Globo, domingo passado, recortes da vida de algumas crianças
incapazes de alçar voo; aos três anos, a força arrasadora Real já lhes cortou asas da imaginação. Aos seis, brincam de vender maconha e cocaína, de torturar e executar
os alcagetes queimados dentro de um pneu ou executados a bala na sarjeta. De mentirinha? Brincam para tentar exorcizar o medo: treino de sobrevivência na barbárie.
O que você quer ser quando crescer? “Bandido”.
O que sobra a estas crianças para  fantasiar se a onipotência, motor da  fantasia  infantil, se realiza  todos os dias na  forma da tirania praticada por seus  irmãos mais
velhos, por tios e pais adolescentes destinados a morrer antes dos vinte anos? Do ponto de vista da constituição psíquica, a fantasia é o suporte do desejo. Fundamenta a
experiência da interioridade, de um "si mesmo" que mede sua diferença em relação ao mundo real. Uma subjetividade sem fantasia é uma terra devastada,  sujeita a
servir ao gozo do Outro.
 
Assim,  de pequenino,  se  torce  o  pepino. O discurso único  do  tráfico  se  instala,  totalitário,  impedindo  a  imaginação das  crianças,  não  apenas  (como gostaríamos de
acreditar) nas favelas cariocas, mas em várias cidades do Brasil. Na falta de espaço para outras fantasias, não há um ponto de fuga onde ancorar outro desejo senão o
desejo de morte projetado na droga, na  licença para matar, no poder  irresistível do  terror sem  lei. Um tal desejo está  fadado a se  realizar, sem demora. Desde os
primeiros minutos do documentário, esse terror produziu seus efeitos sobre mim. Flagrei­me acalentando ideias de extermínio. Quantos espectadores do Fantástico não
terão  se envergonhado ao pensar que a morte desses garotos até que poderia  ser bem vinda? Depois,  compreendi que estava  contaminada pela única  fantasia  (ou
profecia?) deles. Destes que se pensam sem futuro e se engajam no  tráfico por um salário mínimo (!) e dois ou  três anos de "fama" antes da morte certa. Na voz
chapada do menino de dez anos, o jargão da crítica social se transforma em ideologia conformista: "faço isto porque ninguém me deu nada". No lugar desse nada, a
droga instala um vazio mais suportável: " não fico triste, tô sempre se drogando" diz a criança que já sabe que sua existência não conta: "se eu morrer, vem outro como
eu". Mas não deixa de lamentar sua desesperança: "é muito esculacho nessa vida".
 
O tráfico de drogas não é antagônico às economias de mercado: é sua extensão selvagem. As sociedades ditas liberais convivem com ele por uma afinidade lógica: os
lucros  astronômicos  formados  com  base  em  trabalho  escravo  (voluntário)  falam  a  mesma  língua  de  outras  formas  de  acumulação  acelerada  de  capital.  O  capital
financeiro, por exemplo, cuja lógica dispensa a negociação política, também nos esteriliza para sonhar com um mundo mais justo. O tráfico, como o capitalismo, produz
os sujeitos dos quais se alimenta. De um lado, no asfalto, estão os consumidores do único meio de gozo tão potente que dispensa a publicidade. Do outro lado, na linha
de montagem e na distribuição, está um exército de servidores voluntários. São escravos: quem entrou, só sai morto. As crianças sabem disso, mas entram. Não há
poder mais eficiente do que aquele que se sustenta sobre o desejo dos dominados.
 
Entre os  consumidores que vivem no asfalto, há quem se  sirva da droga para  sonhar. Mas na ponta de  cá, quem se droga não  sonha. A droga é a hiper­realidade
cotidiana, aliada ao medo e ao poder dos fuzis: quem vacilar sabe que vai morrer. O que equivale a uma condenação sumária: impossível viver sem, vez ou outra, vacilar.
Por isso, para as crianças aliciadas desde que deixam a barra das saias da mãe, nenhum sonho é possível. Quem sonha, mais cedo ou mais tarde vacila. Assim se fecha o
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 71/79
circuito do gozo mortífero contra o qual as crianças são indefesas. Indefesas porque lhes falta pai, dizem os pequenos entrevistados por MV Bill. Mas sobretudo lhes falta,
na favela excluída do poder público, qualquer outra referência que sustente a Lei simbólica ­ a que interdita o gozo e possibilita o investimento das pulsões de vida em
objetos possíveis, não absolutos. A lei da droga é absoluta. Não há nada que interdite o discurso do gozo que gira em torno dela. Ou quase nada além, do desejo quase
impotente de algumas jovens mães. Os psicanalistas costumam desconfiar do poder das mães; é um mal entendido a respeito da função paterna. A falta do pai, por
morte ou abandono, fere e desampara o filho. Mas se a mãe está "na lei", a função paterna opera através de seu discurso. Uma delas, aparentemente muito jovem, diz
que seu filho de anos "sabe tudo" sobre o tráfico. Mas acrescenta: " eu quero que ele saiba que não o que não é o mundo,  inclua a  favela e  introduza, na vida dos
candidatos a falcão, outras perspectivas.
 
Outra mãe conseguiu legar ao filho um fragmento de sonho: prometeu levá­lo ao circo. Morreu, deixando o menino marcado por um desejo ­ e uma falta ­ que a droga
não podia satisfazer. Desejo de infância e de magia, riso, brincadeira. Levado pela equipe de filmagem ao circo, o jovem operário da indústria da droga ainda teve tempo
de desejar outra vida. Pensou ser palhaço: a face benigna do nonsense. Quem sabe, esculachar o esculacho. Foi o único que conseguiu deixar o tráfico e não morreu,
como outros 15 entre os 16 entrevistados antes do documentário do mano Bill ficar pronto.
 
* Colaborou: Maria Marta Assolini.
 
Considere o período transcrito abaixo e as afirmações que seguem.
 
Mas na ponta de cá, quem se droga não sonha.
 
I. A conjunção queintroduz o período estabelece relação de adição.
 
II. A expressão " na ponta de cá" refere­se aos que não vivem na favela.
 
III. A oração encontra­se na voz ativa.
 
Está correto o que se afirma em:
 a)  somente I.
 b)  somente II.
 c)  somente III.
 d)  somente I e II.
 e)  somente II e III.
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 584: IBFC ­ Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011
Assunto: 
Considere o período transcrito abaixo e as afirmações que seguem.
 
As lutas livres são emocionantes, por isso eu adoro assisti­las.
 
I. O pronome oblíquo não está empregado de acordo com a regência do verbo
 
II. A conjunção "por isso" poderia ser substituída por "pois"sem alteração do sentido.
 
III. No período, composto por subordinação, há duas orações.
 
Está correto o que se afirma em:
 a)  somente I.
 b)  somente II.
 c)  somente III.
 d)  somente I e II.
 e)  somente II e III.
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 585: IBFC ­ Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011
Assunto: 
Considere o período abaixo e as afirmações que seguem.
 
Os vereadores, que foram coniventes com a corrupção, renunciaram, visando a não cassação de seus mandatos.
 
I. O uso das vírgulas pressupõe que todos os vereadores foram coniventes com a corrupção.
 
II. Há um erro de regência verbal no período.
 
III. A terceira oração estabelece uma relação de consequência.
 
Está correto o que se afirma em:
 a)  somente I.
 b)  somente III.
 c)  somente II e III.
 d)  somente I e II.
 e)  todas.
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 586: IBFC ­ Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011
Assunto: 
Deve­se analisar todos os ângulos da questão afim de se chegar à uma decisão consensual.
I. Há um erro de concordância verbal, pois o correto deveria ser “devem­se”.
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 72/79
II. Há um erro ortográfico no período.
III.O uso do acento indicativo de crase está correto.
Está correto o que se afirma em
 a) somente I
 b) somente III
 c) somente II e III
 d) somente I e II
 e) todas.
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 587: IBFC ­ Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011
Assunto: 
Para a questão, leia a letra da música abaixo.
Românticos (Vander Lee)
 
Românticos são poucos
Românticos são loucos
Desvariados
Que querem ser o outro
Que pensam que o outro
É o paraíso...
Românticos são lindos
Românticos são limpos
E pirados
Que choram com baladas
Que amam sem vergonha
E sem juízo...
São tipos populares
Que vivem pelos bares
E mesmo certos
Vão pedir perdão
Que passam a noite em claro
Conhecem o gosto raro
De amar sem medo
De outra desilusão...
Românticos
É uma espécie em extinção!
 
Considere as afirmações que seguem.
 
I. De acordo com a música, as pessoas românticas projetam no outro a sua felicidade.
 
II. De acordo com a música, as pessoas românticas são tolas e desavergonhadas, pois se se deixam iludir com facilidade.
 
III. De acordo com a música, são raras as pessoas românticas, pois são tristes e deprimidas.
 
Está correto o que se afirma em
 a)  somente I.
 b)  somente III.
 c)  somente II e III.
 d)  somente I e II.
 e)  todas.
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 588: IBFC ­ Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011
Assunto: 
Para a questão, leia a letra da música abaixo.
Românticos (Vander Lee)
 
Românticos são poucos
Românticos são loucos
Desvariados
Que querem ser o outro
Que pensam que o outro
É o paraíso...
Românticos são lindos
Românticos são limpos
E pirados
Que choram com baladas
Que amam sem vergonha
E sem juízo...
São tipos populares
Que vivem pelos bares
E mesmo certos
Vão pedir perdão
Que passam a noite em claro
Conhecem o gosto raro
De amar sem medo
De outra desilusão...
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 73/79
Românticos
É uma espécie em extinção!
 
Considere as afirmações que seguem.
 
I. No verso "mesmo certos vão pedir perdão", há relação concessão.
 
II. O pronome “que” no início dos versos é classificado como pronome relativo.
III.A palavra “romântico”, na música, aparece sempre como adjetivo.
Está correto o que se afirma em
 a) somente I
 b) somente III
 c) somente II e III
 d) somente I e II
 e) todas
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 589: IBFC ­ Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011
Assunto: 
Considere o período abaixo e as afirmações que seguem.
A maioria das pessoas que vivem em cidades pequenas é mais conservadora e preferem programas tradicionais do que novidades.
I. Há um problema de concordância verbal.
II. O sujeito da primeira oração é composto.
III.Há um problema de regência do verbo “preferir”.
Está correto o que se afirma em
 a) somente I
 b) somente III
 c) somente I e III
 d) somente I e II
 e) todas
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 590: IBFC ­ Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011
Assunto: 
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna.
Aquele é o rapaz _________ comportamento o diretor fez referência.
 a) que
 b) ao qual
 c) cujo
 d) a que
 e) a cujo
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 591: IBFC ­ Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011
Assunto: 
Considere o título abaixo, publicado em um jornal paulistano, e as afirmações que seguem.
Cidadão que pagou a conta da Copa vai assistir à ela pela TV
I. O uso do acento indicativo da crase não está correto.
II. Há duas orações no período, composto por subordinação.
III. A falta de vírgulas torna restritiva a oração subordinada.
Está correto o que se afirma em
 a) somente I
 b) somente III
 c) somente II e III
 d) somente I e II
 e) todas
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 592: IBFC ­ Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011
Assunto: 
Considere o anúncio abaixo e as afirmações que seguem.
Vem conhecer nossas ofertas. Sua família merece nossos produtos.
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 74/79
Estacionamento grátis.
I. Não há uniformidade no tratamento do interlocutor.
II. A palavra “grátis” é um advérbio e está sendo usada, incorretamente, como adjetivo.
III. Os pronomes possessivos remetem, apenas, ao anunciante.
Está correto o que se afirma em
 a) somente I
 b) somente II
 c) somente I e II
 d) somente II e III
 e) todas.
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 593: IBFC ­ Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011
Assunto: 
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas.
 
I. Graças à ação da polícia, a moça _________ os documentos que haviam sido roubados.
II. A confusão era tanta que o professor ___________ na discussão.
 a) reaveu – interviu
 b) reaveu – interveio
 c) reviu – interviu
 d) reouve – interveio
 e) reouve – interviu
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 594: IBFC ­ Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011
Assunto: 
Assinale a alternativa em que a oração encontra­se na voz passiva sintética.
 a) Vive­se em guerra naquela região.
 b) Necessita­se de profissionais qualificados.
 c) O contrato será enviado pelo correio.
 d) O garoto sentiu­se mal após o almoço.
 e) Contratou­se um estagiário.
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 595: IBFC ­ Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011
Assunto: 
Assinale a alternativa em que o período está de acordo com as regras da norma culta.
 a) No século passado não haviam tantosmeios de comunicação, por isso as pessoas não tinham muito acesso à informação.
 b) Ele disse que apesar da mãe ser professora, suas notas não eram boas.
 c) O fato de os jovens passarem tantas horas conectados faz com que eles se alienem do mundo real.
 d) Quando ele voltou nós tivemos certeza que estava curado.
 e) Os policiais receberam ordens para não atirar, mas ele não obedeceu a determinação.
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 596: IBFC ­ Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011
Assunto: 
Para a questão, leia o texto abaixo, de Contardo Calligaris.
Fundamentos da moral
 
Você quer uma moral laica, inspirada pela razão? Pois bem, seus fundamentos serão frágeis (e engraçados).
Num belo dia de 1760 ou por aí, Denis Diderot recebe a notícia de que Jean­Jacques Rousseau desistiu o verbete “Moral” da grande Enciclopédia, da qual Diderot é um
dos editores­chefes. A impressão do décimo volume da obra está parada na espera do texto. A solução é Diderot escrevê­lo, na hora, ao longo de uma tarde durante a
qual várias circunstâncias colocam à prova, justamente, a moralidade do filósofo.
 
Essa é a situação apresentada na peça " O Libertino", de Eric­ Emmanuel Schimitt, em cartaz até 27 de novembro no teatro Cultura Artística Itaim em São Paulo. A peça
foi adaptada e é dirigida por Jô Soares, com o brio alegre de uma farsa de Feydeau ou de uma comédia de Goldoni, e com um elenco particularmente feliz (a começar
por Cassio Scapin, que é Diderot). Um provérbio  latim diz que, rindo a comédia critica os costumes. "O Libertino" nos  leva não só a criticar nossos costumes, mas a
examinar os frágeis fundamentos de normas morais. Vamos com calma.
 
O evento apresentado na peça é uma ficção. O verbete "Moral", como quase um terço da Enciclopédia de Diderot e D' Alembert, foi escrito pelo cavalheiro Jaucourt, que
redigiu sozinho mais de 17.000 verbetes, até merecer o apelido de "escravo da Enciclopédia". O cavalheiro era culto e sem brilho: o verbete "Moral" é um texto chato,
com uma ou outra afirmação ousada ­ por exemplo, Jaucourt escreve que a moral é um investimento mais seguro do que a fé, porque um ateu virtuoso pode se salvar,
enquanto não há salvação para um crente vicioso. Mas o que é virtuoso e o que é vicioso?
 
É fácil responder, se acreditarmos numa revelação divina. Mais complicado é fundar uma moral laica, inspirada pela razão.  Jaucourt sugere apostar no número, notando
que  os  povos    civilizados  concordam  quanto  aos  pontos  essenciais  da  moral,  ao  passo  que  podem  discordar  totalmente  em  matéria  de  fé  religiosa.  Talvez  o
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 75/79
aprimoramento mais recente do argumento de Jaucourt seja o de John Rawls. Em "Justiça como Equidade" (Martins Ed.), Rawls propõe que a gente aceite como normas
sociais morais aquelas que aprovaríamos por unanimidade, caso todos nos esquecêssemos completamente de nossa etnia, de nosso status, de nosso gênero e de nossa
concepção do bem. Essa amnésia fundaria nossa moral, pois, graças a ela, seriam aprovadas só as normas que servissem ao bem de todos. Laborioso, hein? Seja como
for, as sugestões de Jaucourt e de Rawls valem sobretudo para a moral pública. Mas como se fundamenta a moral privada, que nos orienta na escolha do bem e do mal
no dia a dia? Essa é a questão com a qual "O Libertino" nos faz rir e pensar. Na peça, Diderot está hospedado na casa do barão d' Holbach, por cuja filha ( ótima Luiza
Lemmertz) ele é seriamente tentado. D' Holbach era ele mesmo um contribuidor da Enciclopédia.
 
No seu "Sistema da Natureza", o barão avançava a ideia de que virtude moral deveria estar ao serviço de nossa felicidade. Na peça, Diderot, escrevendo seu verbete,
tenta adotar esse argumento, que d' Holbach desenvolvera até ao paradoxo: se um homem for feliz no vício ( e não na virtude), de repente, o vício seria legitimamente
sua moral. Problema.
 
O barão d' Holbach era ateu e materialista. Questão: se o homem é uma máquina sem alma, ele não tem liberdade de escolha, e, se ele não é livre, a própria ideia de
moral perde seu sentido. Mais um problema.
 
Enfim, se você puder, assista à peça e se divirta. Se não puder, divirta­se imaginando como você escreveria o verbete"Moral" de sua enciclopédia pessoal ­ e lembre­se:
você não tem o conforto de acreditar numa revelação divina e nem está convencido de que saibamos resistir livremente a nossos impulsos e desejos.
 
Lembre­se também  de escrever seu verbete numa tarde em que, como Diderot, 1) você é tentado pelo adultério, embora ame sua mulher, 2) você gostaria de seduzir a
filha de uma amigo, a qual tem a idade de sua filha, 3) você professa opiniões "avançadas", mas não quer que elas valham no caso de sua filha, 4) você é seduzido pelo
charme de uma criminosa, a ponto de se perguntar se, no fundo, os valores estéticos não deveriam ser mais importantes que os valores morais ( não se escandalize: há
românticos e modernos para pensar exatamente isso).
 
Mais uma coisa: se você for mulher ou tiver preferências diferentes das de Diderot, apenas mude o gênero no parágrafo acima.
 
Em tempo: curioso, fui ver Aulete a definição de moral. É tão vaga quando a Grande Enciclopédia francesa. Talvez esteja aqui o fulcro dos desmandos morais que abalam
este "Grande Portugal"ao Sul do Equador.
 
1.  Fil  Conjunto de  regras de  conduta,  inerente ao espírito humano,  aplicáveis de modo absoluto para qualquer  tempo ou  lugar,  ou a grupo ou pessoa determinada,
proveniente dos estudos filósofos sobre a moral.
 
2. Conjunto de regras e princípios de decência que orientam a conduta dos
indivíduos de um grupo social (moral burguesa, moral cristã); MORALIDADE [Antôn.: imoralidade.]
 
Considere as afirmações que seguem.
 
I. De acordo com o texto, só as pessoas religiosas têm noção do que deve ser considerado moral.
II.De acordo com o texto, a racionalidade científica da sociedade atual permitiu que os conceitos de moral se tornassem
III. De acordo com o texto, a religião torna mais fácil a resposta sobre o que virtuoso e o que é vicioso.
Está correto o que se afirma somente em
 a) I
 b) II
 c) III
 d) I e III
 e) II e III
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 597: IBFC ­ Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011
Assunto: 
Para a questão, leia o texto abaixo, de Contardo Calligaris.
Fundamentos da moral
 
Você quer uma moral laica, inspirada pela razão? Pois bem, seus fundamentos serão frágeis (e engraçados).
Num belo dia de 1760 ou por aí, Denis Diderot recebe a notícia de que Jean­Jacques Rousseau desistiu o verbete “Moral” da grande Enciclopédia, da qual Diderot é um
dos editores­chefes. A impressão do décimo volume da obra está parada na espera do texto. A solução é Diderot escrevê­lo, na hora, ao longo de uma tarde durante a
qual várias circunstâncias colocam à prova, justamente, a moralidade do filósofo.
 
Essa é a situação apresentada na peça " O Libertino", de Eric­ Emmanuel Schimitt, em cartaz até 27 de novembro no teatro Cultura Artística Itaim em São Paulo. A peça
foi adaptada e é dirigida por Jô Soares, com o brio alegre de uma farsa de Feydeau ou de uma comédia de Goldoni, e com um elenco particularmente feliz (a começar
por Cassio Scapin, que é Diderot). Um provérbio  latim diz que, rindo a comédia critica os costumes. "O Libertino" nos  leva não só a criticar nossos costumes, mas a
examinar os frágeis fundamentos de normas morais. Vamos com calma.
 
O evento apresentado na peça é uma ficção. O verbete "Moral", como quase um terço da Enciclopédia de Diderot e D' Alembert, foi escrito pelo cavalheiro Jaucourt, que
redigiu sozinho mais de 17.000 verbetes, até merecer o apelido de "escravo da Enciclopédia". O cavalheiro era culto e sem brilho: o verbete "Moral" é um texto chato,
com uma ou outra afirmação ousada ­ por exemplo, Jaucourt escreve que a moral éum investimento mais seguro do que a fé, porque um ateu virtuoso pode se salvar,
enquanto não há salvação para um crente vicioso. Mas o que é virtuoso e o que é vicioso?
 
É fácil responder, se acreditarmos numa revelação divina. Mais complicado é fundar uma moral laica, inspirada pela razão.  Jaucourt sugere apostar no número, notando
que  os  povos    civilizados  concordam  quanto  aos  pontos  essenciais  da  moral,  ao  passo  que  podem  discordar  totalmente  em  matéria  de  fé  religiosa.  Talvez  o
aprimoramento mais recente do argumento de Jaucourt seja o de John Rawls. Em "Justiça como Equidade" (Martins Ed.), Rawls propõe que a gente aceite como normas
sociais morais aquelas que aprovaríamos por unanimidade, caso todos nos esquecêssemos completamente de nossa etnia, de nosso status, de nosso gênero e de nossa
concepção do bem. Essa amnésia fundaria nossa moral, pois, graças a ela, seriam aprovadas só as normas que servissem ao bem de todos. Laborioso, hein? Seja como
for, as sugestões de Jaucourt e de Rawls valem sobretudo para a moral pública. Mas como se fundamenta a moral privada, que nos orienta na escolha do bem e do mal
no dia a dia? Essa é a questão com a qual "O Libertino" nos faz rir e pensar. Na peça, Diderot está hospedado na casa do barão d' Holbach, por cuja filha ( ótima Luiza
Lemmertz) ele é seriamente tentado. D' Holbach era ele mesmo um contribuidor da Enciclopédia.
 
No seu "Sistema da Natureza", o barão avançava a ideia de que virtude moral deveria estar ao serviço de nossa felicidade. Na peça, Diderot, escrevendo seu verbete,
tenta adotar esse argumento, que d' Holbach desenvolvera até ao paradoxo: se um homem for feliz no vício ( e não na virtude), de repente, o vício seria legitimamente
sua moral. Problema.
 
O barão d' Holbach era ateu e materialista. Questão: se o homem é uma máquina sem alma, ele não tem liberdade de escolha, e, se ele não é livre, a própria ideia de
moral perde seu sentido. Mais um problema.
 
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 76/79
Enfim, se você puder, assista à peça e se divirta. Se não puder, divirta­se imaginando como você escreveria o verbete"Moral" de sua enciclopédia pessoal ­ e lembre­se:
você não tem o conforto de acreditar numa revelação divina e nem está convencido de que saibamos resistir livremente a nossos impulsos e desejos.
 
Lembre­se também  de escrever seu verbete numa tarde em que, como Diderot, 1) você é tentado pelo adultério, embora ame sua mulher, 2) você gostaria de seduzir a
filha de uma amigo, a qual tem a idade de sua filha, 3) você professa opiniões "avançadas", mas não quer que elas valham no caso de sua filha, 4) você é seduzido pelo
charme de uma criminosa, a ponto de se perguntar se, no fundo, os valores estéticos não deveriam ser mais importantes que os valores morais ( não se escandalize: há
românticos e modernos para pensar exatamente isso).
 
Mais uma coisa: se você for mulher ou tiver preferências diferentes das de Diderot, apenas mude o gênero no parágrafo acima.
 
Em tempo: curioso, fui ver Aulete a definição de moral. É tão vaga quando a Grande Enciclopédia francesa. Talvez esteja aqui o fulcro dos desmandos morais que abalam
este "Grande Portugal"ao Sul do Equador.
 
1.  Fil  Conjunto de  regras de  conduta,  inerente ao espírito humano,  aplicáveis de modo absoluto para qualquer  tempo ou  lugar,  ou a grupo ou pessoa determinada,
proveniente dos estudos filósofos sobre a moral.
 
2. Conjunto de regras e princípios de decência que orientam a conduta dos
indivíduos de um grupo social (moral burguesa, moral cristã); MORALIDADE [Antôn.: imoralidade.]
 
Considere as afirmações que seguem.
 
I. De acordo com o texto, as pessoas moralistas são falsas, pois praticam atos condenáveis pelo consenso.
II. O adjetivo “laica” significa “não atrelada à religião”.
III. A expressão “Grande Portugal” refere­se ao Brasil.
Está correto o que se afirma somente em
 a) I
 b) II
 c) III
 d) I e III
 e) II e III
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 598: IBFC ­ Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011
Assunto: 
Para a questão, leia o texto abaixo, de Contardo Calligaris.
Fundamentos da moral
 
Você quer uma moral laica, inspirada pela razão? Pois bem, seus fundamentos serão frágeis (e engraçados).
Num belo dia de 1760 ou por aí, Denis Diderot recebe a notícia de que Jean­Jacques Rousseau desistiu o verbete “Moral” da grande Enciclopédia, da qual Diderot é um
dos editores­chefes. A impressão do décimo volume da obra está parada na espera do texto. A solução é Diderot escrevê­lo, na hora, ao longo de uma tarde durante a
qual várias circunstâncias colocam à prova, justamente, a moralidade do filósofo.
 
Essa é a situação apresentada na peça " O Libertino", de Eric­ Emmanuel Schimitt, em cartaz até 27 de novembro no teatro Cultura Artística Itaim em São Paulo. A peça
foi adaptada e é dirigida por Jô Soares, com o brio alegre de uma farsa de Feydeau ou de uma comédia de Goldoni, e com um elenco particularmente feliz (a começar
por Cassio Scapin, que é Diderot). Um provérbio  latim diz que, rindo a comédia critica os costumes. "O Libertino" nos  leva não só a criticar nossos costumes, mas a
examinar os frágeis fundamentos de normas morais. Vamos com calma.
 
O evento apresentado na peça é uma ficção. O verbete "Moral", como quase um terço da Enciclopédia de Diderot e D' Alembert, foi escrito pelo cavalheiro Jaucourt, que
redigiu sozinho mais de 17.000 verbetes, até merecer o apelido de "escravo da Enciclopédia". O cavalheiro era culto e sem brilho: o verbete "Moral" é um texto chato,
com uma ou outra afirmação ousada ­ por exemplo, Jaucourt escreve que a moral é um investimento mais seguro do que a fé, porque um ateu virtuoso pode se salvar,
enquanto não há salvação para um crente vicioso. Mas o que é virtuoso e o que é vicioso?
 
É fácil responder, se acreditarmos numa revelação divina. Mais complicado é fundar uma moral laica, inspirada pela razão.  Jaucourt sugere apostar no número, notando
que  os  povos    civilizados  concordam  quanto  aos  pontos  essenciais  da  moral,  ao  passo  que  podem  discordar  totalmente  em  matéria  de  fé  religiosa.  Talvez  o
aprimoramento mais recente do argumento de Jaucourt seja o de John Rawls. Em "Justiça como Equidade" (Martins Ed.), Rawls propõe que a gente aceite como normas
sociais morais aquelas que aprovaríamos por unanimidade, caso todos nos esquecêssemos completamente de nossa etnia, de nosso status, de nosso gênero e de nossa
concepção do bem. Essa amnésia fundaria nossa moral, pois, graças a ela, seriam aprovadas só as normas que servissem ao bem de todos. Laborioso, hein? Seja como
for, as sugestões de Jaucourt e de Rawls valem sobretudo para a moral pública. Mas como se fundamenta a moral privada, que nos orienta na escolha do bem e do mal
no dia a dia? Essa é a questão com a qual "O Libertino" nos faz rir e pensar. Na peça, Diderot está hospedado na casa do barão d' Holbach, por cuja filha ( ótima Luiza
Lemmertz) ele é seriamente tentado. D' Holbach era ele mesmo um contribuidor da Enciclopédia.
 
No seu "Sistema da Natureza", o barão avançava a ideia de que virtude moral deveria estar ao serviço de nossa felicidade. Na peça, Diderot, escrevendo seu verbete,
tenta adotar esse argumento, que d' Holbach desenvolvera até ao paradoxo: se um homem for feliz no vício ( e não na virtude), de repente, o vício seria legitimamente
sua moral. Problema.
 
O barão d' Holbach era ateu e materialista. Questão: se o homem é uma máquina sem alma, ele não tem liberdade de escolha, e, se ele não é livre, a própria ideia de
moral perde seu sentido. Mais um problema.
 
Enfim, se você puder, assista à peça e se divirta. Se não puder, divirta­se imaginando como você escreveria o verbete"Moral" de sua enciclopédia pessoal ­ e lembre­se:
você não tem o conforto de acreditar numa revelação divina e nem está convencidode que saibamos resistir livremente a nossos impulsos e desejos.
 
Lembre­se também  de escrever seu verbete numa tarde em que, como Diderot, 1) você é tentado pelo adultério, embora ame sua mulher, 2) você gostaria de seduzir a
filha de uma amigo, a qual tem a idade de sua filha, 3) você professa opiniões "avançadas", mas não quer que elas valham no caso de sua filha, 4) você é seduzido pelo
charme de uma criminosa, a ponto de se perguntar se, no fundo, os valores estéticos não deveriam ser mais importantes que os valores morais ( não se escandalize: há
românticos e modernos para pensar exatamente isso).
 
Mais uma coisa: se você for mulher ou tiver preferências diferentes das de Diderot, apenas mude o gênero no parágrafo acima.
 
Em tempo: curioso, fui ver Aulete a definição de moral. É tão vaga quando a Grande Enciclopédia francesa. Talvez esteja aqui o fulcro dos desmandos morais que abalam
este "Grande Portugal"ao Sul do Equador.
 
1.  Fil  Conjunto de  regras de  conduta,  inerente ao espírito humano,  aplicáveis de modo absoluto para qualquer  tempo ou  lugar,  ou a grupo ou pessoa determinada,
proveniente dos estudos filósofos sobre a moral.
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 77/79
 
2. Conjunto de regras e princípios de decência que orientam a conduta dos
indivíduos de um grupo social (moral burguesa, moral cristã); MORALIDADE [Antôn.: imoralidade.]
 
Considere as afirmações que seguem.
 
I. De acordo com o texto, os iluministas eram imorais.
II. O autor considera que, para o ser humano, sempre haverá uma situação em que será obrigado a repensar os valores morais.
III. A definição do dicionário, apresentada pelo autor, coloca a moral como algo atemporal.
Está correto o que se afirma somente em
 a) I
 b) II
 c) III
 d) I e III
 e) II e III
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 599: IBFC ­ Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011
Assunto: 
Para a questão, leia o texto abaixo, de Contardo Calligaris.
Fundamentos da moral
 
Você quer uma moral laica, inspirada pela razão? Pois bem, seus fundamentos serão frágeis (e engraçados).
Num belo dia de 1760 ou por aí, Denis Diderot recebe a notícia de que Jean­Jacques Rousseau desistiu o verbete “Moral” da grande Enciclopédia, da qual Diderot é um
dos editores­chefes. A impressão do décimo volume da obra está parada na espera do texto. A solução é Diderot escrevê­lo, na hora, ao longo de uma tarde durante a
qual várias circunstâncias colocam à prova, justamente, a moralidade do filósofo.
 
Essa é a situação apresentada na peça " O Libertino", de Eric­ Emmanuel Schimitt, em cartaz até 27 de novembro no teatro Cultura Artística Itaim em São Paulo. A peça
foi adaptada e é dirigida por Jô Soares, com o brio alegre de uma farsa de Feydeau ou de uma comédia de Goldoni, e com um elenco particularmente feliz (a começar
por Cassio Scapin, que é Diderot). Um provérbio  latim diz que, rindo a comédia critica os costumes. "O Libertino" nos  leva não só a criticar nossos costumes, mas a
examinar os frágeis fundamentos de normas morais. Vamos com calma.
 
O evento apresentado na peça é uma ficção. O verbete "Moral", como quase um terço da Enciclopédia de Diderot e D' Alembert, foi escrito pelo cavalheiro Jaucourt, que
redigiu sozinho mais de 17.000 verbetes, até merecer o apelido de "escravo da Enciclopédia". O cavalheiro era culto e sem brilho: o verbete "Moral" é um texto chato,
com uma ou outra afirmação ousada ­ por exemplo, Jaucourt escreve que a moral é um investimento mais seguro do que a fé, porque um ateu virtuoso pode se salvar,
enquanto não há salvação para um crente vicioso. Mas o que é virtuoso e o que é vicioso?
 
É fácil responder, se acreditarmos numa revelação divina. Mais complicado é fundar uma moral laica, inspirada pela razão.  Jaucourt sugere apostar no número, notando
que  os  povos    civilizados  concordam  quanto  aos  pontos  essenciais  da  moral,  ao  passo  que  podem  discordar  totalmente  em  matéria  de  fé  religiosa.  Talvez  o
aprimoramento mais recente do argumento de Jaucourt seja o de John Rawls. Em "Justiça como Equidade" (Martins Ed.), Rawls propõe que a gente aceite como normas
sociais morais aquelas que aprovaríamos por unanimidade, caso todos nos esquecêssemos completamente de nossa etnia, de nosso status, de nosso gênero e de nossa
concepção do bem. Essa amnésia fundaria nossa moral, pois, graças a ela, seriam aprovadas só as normas que servissem ao bem de todos. Laborioso, hein? Seja como
for, as sugestões de Jaucourt e de Rawls valem sobretudo para a moral pública. Mas como se fundamenta a moral privada, que nos orienta na escolha do bem e do mal
no dia a dia? Essa é a questão com a qual "O Libertino" nos faz rir e pensar. Na peça, Diderot está hospedado na casa do barão d' Holbach, por cuja filha ( ótima Luiza
Lemmertz) ele é seriamente tentado. D' Holbach era ele mesmo um contribuidor da Enciclopédia.
 
No seu "Sistema da Natureza", o barão avançava a ideia de que virtude moral deveria estar ao serviço de nossa felicidade. Na peça, Diderot, escrevendo seu verbete,
tenta adotar esse argumento, que d' Holbach desenvolvera até ao paradoxo: se um homem for feliz no vício ( e não na virtude), de repente, o vício seria legitimamente
sua moral. Problema.
 
O barão d' Holbach era ateu e materialista. Questão: se o homem é uma máquina sem alma, ele não tem liberdade de escolha, e, se ele não é livre, a própria ideia de
moral perde seu sentido. Mais um problema.
 
Enfim, se você puder, assista à peça e se divirta. Se não puder, divirta­se imaginando como você escreveria o verbete"Moral" de sua enciclopédia pessoal ­ e lembre­se:
você não tem o conforto de acreditar numa revelação divina e nem está convencido de que saibamos resistir livremente a nossos impulsos e desejos.
 
Lembre­se também  de escrever seu verbete numa tarde em que, como Diderot, 1) você é tentado pelo adultério, embora ame sua mulher, 2) você gostaria de seduzir a
filha de uma amigo, a qual tem a idade de sua filha, 3) você professa opiniões "avançadas", mas não quer que elas valham no caso de sua filha, 4) você é seduzido pelo
charme de uma criminosa, a ponto de se perguntar se, no fundo, os valores estéticos não deveriam ser mais importantes que os valores morais ( não se escandalize: há
românticos e modernos para pensar exatamente isso).
 
Mais uma coisa: se você for mulher ou tiver preferências diferentes das de Diderot, apenas mude o gênero no parágrafo acima.
 
Em tempo: curioso, fui ver Aulete a definição de moral. É tão vaga quando a Grande Enciclopédia francesa. Talvez esteja aqui o fulcro dos desmandos morais que abalam
este "Grande Portugal"ao Sul do Equador.
 
1.  Fil  Conjunto de  regras de  conduta,  inerente ao espírito humano,  aplicáveis de modo absoluto para qualquer  tempo ou  lugar,  ou a grupo ou pessoa determinada,
proveniente dos estudos filósofos sobre a moral.
 
2. Conjunto de regras e princípios de decência que orientam a conduta dos
indivíduos de um grupo social (moral burguesa, moral cristã); MORALIDADE [Antôn.: imoralidade.]
 
Considere o período abaixo e as afirmações que seguem.
 
A peça foi adaptada e é dirigida por Jô Soares.
I. As duas orações encontram­se na voz passiva analítica.
II. O período é composto por subordinação.
III. A conjunção que une as duas orações estabelece relação de adversidade.
Está correto o que se afirma somente em
 a) I
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 78/79
 b) II
 c) III
 d) I e II
 e) II e III
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
Questão 600: IBFC ­ Proc (FJPO)/Pref Campinas/2011
Assunto: 
Para a questão, leia o texto abaixo, de Contardo Calligaris.
Fundamentos da moral
 
Você quer uma moral laica, inspirada pela razão? Pois bem, seusfundamentos serão frágeis (e engraçados).
Num belo dia de 1760 ou por aí, Denis Diderot recebe a notícia de que Jean­Jacques Rousseau desistiu o verbete “Moral” da grande Enciclopédia, da qual Diderot é um
dos editores­chefes. A impressão do décimo volume da obra está parada na espera do texto. A solução é Diderot escrevê­lo, na hora, ao longo de uma tarde durante a
qual várias circunstâncias colocam à prova, justamente, a moralidade do filósofo.
 
Essa é a situação apresentada na peça " O Libertino", de Eric­ Emmanuel Schimitt, em cartaz até 27 de novembro no teatro Cultura Artística Itaim em São Paulo. A peça
foi adaptada e é dirigida por Jô Soares, com o brio alegre de uma farsa de Feydeau ou de uma comédia de Goldoni, e com um elenco particularmente feliz (a começar
por Cassio Scapin, que é Diderot). Um provérbio  latim diz que, rindo a comédia critica os costumes. "O Libertino" nos  leva não só a criticar nossos costumes, mas a
examinar os frágeis fundamentos de normas morais. Vamos com calma.
 
O evento apresentado na peça é uma ficção. O verbete "Moral", como quase um terço da Enciclopédia de Diderot e D' Alembert, foi escrito pelo cavalheiro Jaucourt, que
redigiu sozinho mais de 17.000 verbetes, até merecer o apelido de "escravo da Enciclopédia". O cavalheiro era culto e sem brilho: o verbete "Moral" é um texto chato,
com uma ou outra afirmação ousada ­ por exemplo, Jaucourt escreve que a moral é um investimento mais seguro do que a fé, porque um ateu virtuoso pode se salvar,
enquanto não há salvação para um crente vicioso. Mas o que é virtuoso e o que é vicioso?
 
É fácil responder, se acreditarmos numa revelação divina. Mais complicado é fundar uma moral laica, inspirada pela razão.  Jaucourt sugere apostar no número, notando
que  os  povos    civilizados  concordam  quanto  aos  pontos  essenciais  da  moral,  ao  passo  que  podem  discordar  totalmente  em  matéria  de  fé  religiosa.  Talvez  o
aprimoramento mais recente do argumento de Jaucourt seja o de John Rawls. Em "Justiça como Equidade" (Martins Ed.), Rawls propõe que a gente aceite como normas
sociais morais aquelas que aprovaríamos por unanimidade, caso todos nos esquecêssemos completamente de nossa etnia, de nosso status, de nosso gênero e de nossa
concepção do bem. Essa amnésia fundaria nossa moral, pois, graças a ela, seriam aprovadas só as normas que servissem ao bem de todos. Laborioso, hein? Seja como
for, as sugestões de Jaucourt e de Rawls valem sobretudo para a moral pública. Mas como se fundamenta a moral privada, que nos orienta na escolha do bem e do mal
no dia a dia? Essa é a questão com a qual "O Libertino" nos faz rir e pensar. Na peça, Diderot está hospedado na casa do barão d' Holbach, por cuja filha ( ótima Luiza
Lemmertz) ele é seriamente tentado. D' Holbach era ele mesmo um contribuidor da Enciclopédia.
 
No seu "Sistema da Natureza", o barão avançava a ideia de que virtude moral deveria estar ao serviço de nossa felicidade. Na peça, Diderot, escrevendo seu verbete,
tenta adotar esse argumento, que d' Holbach desenvolvera até ao paradoxo: se um homem for feliz no vício ( e não na virtude), de repente, o vício seria legitimamente
sua moral. Problema.
 
O barão d' Holbach era ateu e materialista. Questão: se o homem é uma máquina sem alma, ele não tem liberdade de escolha, e, se ele não é livre, a própria ideia de
moral perde seu sentido. Mais um problema.
 
Enfim, se você puder, assista à peça e se divirta. Se não puder, divirta­se imaginando como você escreveria o verbete"Moral" de sua enciclopédia pessoal ­ e lembre­se:
você não tem o conforto de acreditar numa revelação divina e nem está convencido de que saibamos resistir livremente a nossos impulsos e desejos.
 
Lembre­se também  de escrever seu verbete numa tarde em que, como Diderot, 1) você é tentado pelo adultério, embora ame sua mulher, 2) você gostaria de seduzir a
filha de uma amigo, a qual tem a idade de sua filha, 3) você professa opiniões "avançadas", mas não quer que elas valham no caso de sua filha, 4) você é seduzido pelo
charme de uma criminosa, a ponto de se perguntar se, no fundo, os valores estéticos não deveriam ser mais importantes que os valores morais ( não se escandalize: há
românticos e modernos para pensar exatamente isso).
 
Mais uma coisa: se você for mulher ou tiver preferências diferentes das de Diderot, apenas mude o gênero no parágrafo acima.
 
Em tempo: curioso, fui ver Aulete a definição de moral. É tão vaga quando a Grande Enciclopédia francesa. Talvez esteja aqui o fulcro dos desmandos morais que abalam
este "Grande Portugal"ao Sul do Equador.
 
1.  Fil  Conjunto de  regras de  conduta,  inerente ao espírito humano,  aplicáveis de modo absoluto para qualquer  tempo ou  lugar,  ou a grupo ou pessoa determinada,
proveniente dos estudos filósofos sobre a moral.
 
2. Conjunto de regras e princípios de decência que orientam a conduta dos
indivíduos de um grupo social (moral burguesa, moral cristã); MORALIDADE [Antôn.: imoralidade.]
 
Ainda em relação ao período da questão anterior, .assinale a alternativa em que a primeira oração seria adequadamente convertida na voz passiva sintética.
 a) Jô Soares adaptou a peça.
 b) Adaptaram a peça.
 c) Adaptou­se a peça.
 d) Adaptou a peça.
 e) Adaptaram­se a peça.
Esta questão não possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br
28/12/2016 TEC Concursos ­ Questões para concursos, provas, editais, simulados.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2951586/imprimir 79/79
Gabarito
401) C  402) D  403) B  404) B  405) A  406) B  407) C
408) B  409) A  410) D  411) B  412) C  413) A  414) D
415) E  416) D  417) D  418) C  419) C  420) B  421) C
422) C  423) C  424) D  425) A  426) A  427) C  428) D
429) E  430) A  431) B  432) C  433) A  434) B  435) C
436) A  437) B  438) A  439) E  440) D  441) E  442) C
443) D  444) D  445) C  446) E  447) A  448) C  449) C
450) C  451) D  452) E  453) B  454) A  455) B  456) D
457) A  458) D  459) B  460) D  461) D  462) C  463) D
464) C  465) C  466) D  467) C  468) A  469) E  470) A
471) B  472) B  473) B  474) C  475) E  476) D  477) A
478) A  479) B  480) A  481) C  482) C  483) D  484) B
485) D  486) A  487) A  488) A  489) B  490) D  491) B
492) C  493) C  494) A  495) B  496) A  497) E  498) E
499) B  500) A  501) A  502) B  503) A  504) D  505) E
506) A  507) E  508) C  509) A  510) E  511) B  512) C
513) A  514) B  515) C  516) E  517) A  518) D  519) B
520) B  521) B  522) D  523) C  524) D  525) A  526) D
527) B  528) D  529) C  530) D  531) D  532) B  533) A
534) D  535) D  536) B  537) C  538) A  539) D  540) A
541) C  542) B  543) C  544) B  545) A  546) D  547) C
548) A  549) D  550) B  551) B  552) D  553) A  554) A
555) B  556) A  557) C  558) B  559) D  560) C  561) C
562) A  563) A  564) C  565) C  566) B  567) B  568) D
569) A  570) D  571) B  572) A  573) B  574) B  575) A
576) B  577) D  578) A  579) A  580) B  581) B  582) D
583) E  584) A  585) D  586) D  587) A  588) D  589) C
590) E  591) E  592) C  593) D  594) E  595) C  596) C
597) E  598) E  599) A  600) C

Mais conteúdos dessa disciplina