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Hexag 1- 2024 D1

Caderno de questões do ENEM 2024 — Linguagens, Códigos e suas Tecnologias (questões 01–45, sendo 01–05 língua estrangeira) e Proposta de Redação, seguido por Ciências Humanas (46–90). Inclui instruções de aplicação, textos em inglês e questões objetivas.

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2024
EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO
PROVA DE LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS E REDAÇÃO
PROVA DE CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS
LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUÇÕES SEGUINTES:
1. Este CADERNO DE QUESTÕES contém 90 questões numeradas de 01 a 90 e a Proposta de Redação, 
dispostas da seguinte maneira: 
a) questões de número 01 a 45, relativas à área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias;
b) Proposta de Redação;
c) questões de número 46 a 90, relativas à área de Ciências Humanas e suas Tecnologias. 
 ATENÇÃO: as questões de 01 a 05 são relativas à língua estrangeira. Você deverá responder apenas 
às questões relativas à língua estrangeira (inglês ou espanhol) escolhida no ato de sua inscrição. 
2. se a quantidade e a ordem das questões do seu CADERNO DE QUESTÕES estão de acordo 
com as instruções anteriores. Caso o caderno esteja incompleto, tenha defeito ou apresente qualquer 
divergência, comunique ao aplicador da sala para que ele tome as providências cabíveis. 
3. Para cada uma das questões objetivas, são apresentadas 5 opções. Apenas uma responde 
corretamente à questão. 
4. O tempo disponível para estas provas é de cinco horas e trinta minutos. 
5. Reserve tempo para preencher o CARTÃO-RESPOSTA e a FOLHA DE REDAÇÃO. 
6. Os rascunhos e as marcações assinaladas no CADERNO DE QUESTÕES não serão considerados na 
avaliação. 
7. Somente serão corrigidas as redações transcritas na FOLHA DE REDAÇÃO. 
8. Quando terminar as provas, acene para chamar o aplicador e entregue este CADERNO DE QUESTÕES 
e o CARTÃO-RESPOSTA/FOLHA DE REDAÇÃO. 
9. Você poderá deixar o local de prova somente após decorridas duas horas do início da aplicação e 
poderá levar seu CADERNO DE QUESTÕES ao deixar em a sala de prova nos 30 minutos 
que antecedem o término das provas. 
ATENÇÃO: transcreva no espaço apropriado do seu CARTÃO-RESPOSTA,
com sua usual, considerando as letras maiúsculas e minúsculas, a seguinte frase:
1º DIA
1
CADERNO
AZUL
Ai, que delícia o verão. A gente balança o ombrim. A gente brinca no chão
17/02/2024
DESDE 1996
LINGUAGENS, CÓDIGOS E 
SUAS TECNOLOGIAS
Questões de 01 a 45
Questões de 01 a 05 (opção inglês)
2024
–LC • 1º DIA • CADERNO 1 • AZ UL–2024 3
 QUESTÃO 01
The Spanish language is heard everywhere in Miami - in 
stores, in bars, in restaurants, at doctor's appointments, 
or at banks. The ubiquity of Spanish is changing the way 
English is spoken in this American city.
Research led by Phillip Carter, professor of Linguistics and 
English at Florida International University (FIU), discove-
red the existence of a dialect of this language in the south 
of the state of Florida.
The new variant of English has features of Spanish, that 
is, it assimilates expressions of the language translated 
literally.
(www.peoplesmail.com)
A pesquisa citada destaca
A a gramatização do espanhol nos EUA.
B a integração pacífica dos latinos no sul estadunidense.
C a política do governo dos EUA para impedir a expan-
são da prática linguística.
D o processo de transformação da prática oral de se comu-
nicar no sul dos EUA através da diversidade linguística.
E a expansão da cultura linguística anglo-saxã através 
do crescimento de imigrantes de outros países do con-
tinente americano.
 QUESTÃO 02
Two hundred years ago, Jane Austen lived in a world whe-
re single men boasted vast estates; single ladies were 
expected to speak several languages, sing and play the 
piano. In both cases, it was, of course, advantageous if 
you looked good too. So, how much has — or hasn’t — 
changed? Dating apps opaquely outline the demands of 
today’s relationship market; users ruminate long and hard 
over their choice of pictures and what they write in their 
biographies to hook in potential lovers, and that’s just your 
own profile. What do you look for in a future partner’s pro-
file — potential signifiers of a popular personality, a good 
job, a nice car? These apps are a poignant reminder of the 
often classist attitudes we still adopt, as well as the finan-
cial and aesthetic expectations we demand from potential 
partners.
GALER, S. Disponível em: www.bbc.com. 
Acesso em: 8 dez. 2017 (adaptado). 
O excerto destaca relações interpessoais com o intuito de
A problematizar o papel de gênero em casamentos mo-
dernos.
B comparar o anseio de parceiros amorosos em contex-
tos diferentes.
C discutir o uso de aplicativos para proporcionar encon-
tros românticos.
D evidenciar a importância da educação formal na esco-
lha de parceiros.
E valorizar a importância da aparência física na seleção 
de pretendentes.
 QUESTÃO 03
GAULD, T. Disponível em: www.tomgauld.
com. Acesso em: 25 out. 2021.
Na história em quadrinhos, a atitude da mulher demonstra 
A raiva decorrente do azar.
B rejeição ao novo tipo de residência.
C prazer oriundo da prática de leitura.
D excitação com as histórias de terror.
E preocupação com o futuro do casamento.
 QUESTÃO 04
A Teen’s View of Social Media
Instagram is made up of all photos and videos. There is 
the home page that showcases the posts from people you 
follow, an explore tab which offers posts from accounts all 
over the world, and your own page, with a notification tab 
to show who likes and comments on your posts.
It has some downsides though. It is known to make many 
people feel insecure or down about themselves because 
the platform showcases the highlights of everyone’s lives, 
while rarely showing the negatives. This can make one 
feel like their life is not going as well as others, contribu-
ting to the growing rates of anxiety or depression in many 
teens today. There is an underlying desire for acceptance 
through the number of likes or followers one has.
Disponível em: http://cyberbulling.org. 
Acesso em: 29 out. 2021.
4
2024
–LC • 1º DIA • CADERNO 1 • AZ UL– 2024
A palavra “downsides” introduz a visão de que o Instagram 
é responsável por
A oferecer recursos de fotografia.
B divulgar problemas dos usuários.
C incentivar aceitação dos seguidores.
D conectar pessoas ao redor do mundo.
E causar gatilhos de ansiedade nos adolescentes.
 QUESTÃO 05
I tend the mobile now
like an injured bird
We text, text, text
our significant words.
I re-read your first,
your second, your third,
look for your small xx,
feeling absurd.
The codes we send
arrive with a broken chord.
I try to picture your hands,
their image is blurred.
Nothing my thumbs press
will ever be heard
DUFFY, C. Disponível em: www.independent.
co.uk. Acesso em: 27 out. 2021.
Nesse poema, o eu lírico destaca um sentimento de
A zelo com o envio de mensagens.
B contentamento com a interação virtual.
C revolta com um modelo de comunicação.
D mágoa com o comportamento de alguém.
E preocupação com a composição de textos.
Questões de 01 a 05 
(opção espanhol)
 QUESTÃO 01
Disponível em: www.inali.gov.mx. Acesso em: 2 dez. 2018.
Esse cartaz possui o dever social de
A difundir a arte iconográfica indígena mexicana.
B resgatar a literatura popular produzida em língua zapo-
teca.
C questionar o conhecimento do povo mexicano sobre as 
línguas ameríndias.
D proteger das línguas originárias defendendo a diversi-
dade linguística mexicana.
E destacar o papel dos órgãos governamentais na con-
servação das línguas do Estado mexicano.
 QUESTÃO 02
Pequeño hermano
Es, no cabe duda, el instrumento más presente y más po-
deroso de todos los que entraron en nuestras vidas. Ni la 
televisión ni el ordenador, no hablemos ya del obsoleto 
fax o de las agendas o los libros electrónicos, ha tenido 
tal influencia, tal predicamento sobre nosotros. El móvil 
somos nosotros mismos. Todo desactivado e inerte, ino-
cuo, ya les digo. Y de repente, tras un viaje y tres o cuatro 
imprudentes fotos, salta un aviso en la pantalla. Con soni-
do, además, pese a que tengo también todas las alertas 
desactivadas. Y mi monstruo doméstico me dice: tienes 
un recuerdo nuevo. Lo repetiré: tienes un recuerdo nuevo. 
¿Y tú qué sabes? ¿Y a ti, máquina demoníaca,qué te 
importa? ¿Cómo te atreves a decirme qué son o no son 
mis recuerdos? ¿Qué es esta intromisión, este descaro? 
5
2024
–LC • 1º DIA • CADERNO 1 • AZ UL–2024
El pequeño hermano lo sabe casi todo. Sólo hay una es-
peranza: que la obsolescencia programada mate antes al 
pequeño hermano y que nosotros sigamos vivos, con los 
recuerdos que nos dé la gana.
FERNÁNDES, D. Disponível em: www.lavanguardia.
com. Acesso em: 5 dez. 2018 (adaptado). 
No excerto, o autor elaborou uma crítica 
A ao conhecimento das pessoas sobre as tecnologias.
B ao funcionamento de recursos tecnológicos obsoletos.
C à ingerência do celular sobre as decisões dos usuá-
rios.
D ao uso do celular de outros por pessoas desautoriza-
das.
E à falta de informação sobre a configuração dos alertas 
no celular.
 QUESTÃO 03
En los suburbios de La Habana, llaman al amigo mi tierra 
o mi sangre. En Caracas, el amigo es mi pana o mi llave: 
pana, por panadería, la fuente del buen pan para las ham-
bres del alma; y llave por... – Llave, por llave – me dice 
Mario Benedetti. Y me cuenta que cuando vivía en Buenos 
Aires, en los tiempos del terror, él llevaba cinco llaves aje-
nas en su llavero: cinco llaves, de cinco casas, de cinco 
amigos: las llaves que lo salvaron.
GALEANO, E. El libro de los abrazos. 
Madri: Sigio Veintiuno, 205.
No excerto, o autor apresenta como as distintas expres-
sões presentes em espanhol para se referir a “amigo” va-
riam em função
A dos graus de intimidade entre os amigos.
B do papel da amizade em diferentes contextos.
C da força da conexão espiritual entre os amigos.
D do hábito de reunir amigos em torno da mesa de casa.
E das peculiaridades dos subúrbios hispano-americanos.
 QUESTÃO 04
Los niños de nuestro olvido
Escribo sobre un destino
que apenas puedo tocar
en tanto un niño se inventa
con pegamento un hogar
Mientras busco las palabras
para hacer esta canción
un niño esquiva las balas
que buscan su corazón
Acurrucado en mi calle
duerme un niño y la piedad
arma lejos un pesebre
y juega a la navidad
Arma lejos un pesebre
y juega a la navidad
y juega a la navidad
y juega, y juega, y juega...
La niñez de nuestro olvido
pide limosna en un bar
y lava tu parabrisas
por un peso, por un pan
Si las flores del futuro
crecen con tanto dolor
seguramente mañana
será un mañana sin sol
SOSA, M. In: Corazón libre. Argentina: 
E.D.G.E., 2004 (fragmento).
No texto, a expressão “un mañana sin sol” é usada para 
concluir uma crítica
A à falta de serviços de saúde adequados.
B à tendência de informalização do trabalho.
C ao estímulo à mendicância nos centros urbanos.
D à violência característica do cotidiano das grandes me-
trópoles.
E ao descaso diante da problemática de crianças em si-
tuação de rua.
 QUESTÃO 05
MURIG. Disponível em: https://murígcolecticademinista.
wordpress.com. Acesso em: 26 out. 2021 (adaptado).
No texto, as palavras “crianza” e “tribu” são usadas para
A enfatizar a proteção aos filhos em razão do isolamento 
social das famílias.
B ratificar a romantização da dedicação das mães na 
educação das crianças.
C ressaltar o fechamento de escolas e creches durante o 
período pandêmico.
D denunciar a disparidade entre o trabalho das mães de 
diferentes classes sociais.
E evidenciar a importância de uma rede de apoio para as 
mães na criação de seus filhos.
6
2024
–LC • 1º DIA • CADERNO 1 • AZ UL– 2024
Linguagens, códigos e suas tecnologias 
Questões de 06 a 45
 QUESTÃO 06
Asa Branca
Quando “oiei” a terra ardendo
Qual fogueira de São João
Eu preguntei a Deus do céu, uai
Por que tamanha judiação (bis)
Que braseiro, que “fornaia”
Nem um pé de “prantação”
Por “farta” d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão 
Intémesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Então eu disse adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração 
Hoje longe muitas légua
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Para eu vor
tar pro meu sertão (bis)
Quando o verde dos teus “óio” 
Se espaiar na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu vortarei, viu, meu coração. 
Disponível em: https://www.ecad.org.
br. Acesso em 13 jan. 2024.
O baião popular nordestino Asa Branca, escrito por Luiz 
Gonzaga e Humberto Teixeira, retrata a vida difícil do ser-
tanejo. Considerada uma das produções mais populares 
do século XX, a letra apresenta peculiaridades linguísticas 
que aproximam o ouvinte à realidade social. Entre os prin-
cipais aspectos relacionados à escrita, pode-se identificar 
A o processo de vocalização.
B a substituição de termos arcaicos.
C a presença de concordância nominal e verbal.
D os erros gramaticais mais comuns no dia a dia.
E a apropriação de termos e expressões estrangeiras.
 QUESTÃO 07
Texto I
Maiorias minorizadas: a democracia no Brasil como 
‘mal-entendido’
 Sérgio Buarque de Holanda, quando lançou seu li-
vro “Raízes do Brasil”, em 1936, dizia que a democracia 
no Brasil não passava de um grande “mal-entendido”. Na 
época, ele vivia os impasses gestados pelo Estado Novo 
e dizia temer os autoritarismos de esquerda e de direita, 
referindo-se ao nazismo e ao stalinismo; perigos certeiros 
daquele momento. Mal sabia o historiador que com essa 
frase ele se tornava uma espécie de pitonisa nacional: até 
hoje no Brasil, a democracia é um mal-entendido, uma 
vez que não se aplica a todos, todas e todes.
 A democracia depende, em primeiro lugar, de insti-
tuições e de uma prática democrática: eleições, partidos 
políticos, Constituição, Parlamento, Justiça. Em segundo, 
ela se apoia nas distinções e divisões equilibradas entre 
os poderes — Legislativo, Executivo, Judiciário —, e faz 
da igualdade de condições entre eles o grande motor de 
transformação da sociedade moderna, demandando e 
oferecendo transparência e visibilidade ao poder.
 Mas a democracia não é só um sistema baseado em 
instituições. É igualmente um modo de vida e uma forma 
de sociedade. Não por coincidência, os valores fundantes 
dos regimes democráticos são os direitos civis, as liberda-
des de ir e vir, de expressão, de associação, de imprensa. 
Esses se encontram associados, por sua vez, ao direito à 
autodeterminação; de votar e ser votado, de contar com 
presunção de inocência até prova de culpa acima de dúvi-
da razoável, e a julgamento justo. O regime carrega ainda 
uma espécie de ideal de extensão; uma forma de franquia 
da cidadania que se orienta pelo critério de inclusão. Des-
sa maneira, a cidadania numa democracia deve incluir 
grande número de pessoas, apesar das diferenças que 
existam entre elas, sejam de status, classe social, raça, 
etnia, gênero, sexo, religião, região, geração.
SCHWARCZ, Lilia Moritz. Disponível em: https://www.
nexojornal.com.br/colunistas/2020/Maiorias-minorizadas-
a-democracia-no-Brasil-como-%E2%80%98mal-
entendido%E2%80%99. Acesso em: 09 jan. 2024.
Texto II
O Brasil é um país de resultados. Nestes 13 anos, as 
políticas de promoção da igualdade racial promoveram 
avanços para a população negra brasileira. A redução da 
pobreza, a ampliação do acesso à universidade e ao mer-
cado de trabalho, a implementação de políticas públicas 
específicas voltadas para comunidades tradicionais de 
matriz africana, quilombolas e ciganas, além do reforço de 
mecanismos de denúncia do racismo são alguns exem-
plos de programas e ações bem sucedidos.
 Esses resultados evidenciam conquistas na luta con-
tra o racismo, mas também desafios. Apesar dos avanços 
contabilizados, muito ainda há que se fazer para garantir 
maior participação social e cidadania efetiva às negras e 
aos negros de nosso país. É longo o caminho para supe-
rar o racismo enquanto desigualdade estrutural.
 O avanço da política de promoção da igualdade racial 
sinaliza inequivocamente o quanto a democracia brasilei-
ra tem se fortalecido, e pode se fortalecer, em diversidade 
e legitimidade, a partir do reconhecimento e da inclusão 
de outros sujeitos históricos de direitos. O Governo Fe-
deral continuará investindo nas políticas de promoção da 
igualdaderacial, que já demonstraram serem capazes de 
impulsionar as bases da construção de uma igualdade ne-
cessária ao pleno desenvolvimento do nosso país. Afinal, 
sem igualdade racial não há democracia
GOMES, Nilma Lino. Disponível em: https://www.
cartacapital.com.br/sociedade/sem-igualdade-racial-
nao-ha-democracia. Acesso em: 09 jan. 2024.
Ao discutirem sobre democracia, ambas autoras eviden-
ciam a importância da
A igualdade de direitos.
B implementação de novas leis.
C imposição de limites a governos autoritários.
D ampliação de debates políticos e sociais em escolas.
E representação proporcional em cenários de vulnerabi-
lidade.
7
2024
–LC • 1º DIA • CADERNO 1 • AZ UL–2024
 QUESTÃO 08
Línguas indígenas estão morrendo – e, com elas, 
o conhecimento sobre plantas medicinais
“Cada língua indígena é um reservatório único de conhe-
cimento medicinal”. Assim escrevem os pesquisadores 
Rodrigo Cámara-Leret e Jordi Bascompte em um estudo 
que faz um alerta: o perigo do desaparecimento de anti-
gos conhecimentos de plantas medicinais a partir da ex-
tinção de línguas indígenas. 
Para entender o estudo, vamos supor que, de um dia para 
o outro, o idioma italiano seja extinto - limado da face da 
Terra. Adeus lasanhas? Não. O conhecimento desse prato 
já foi difundido em culturas (e livros de receita) do mundo 
todo. Ainda que a língua suma, você poderá continuar co-
mendo massa aos domingos.
No caso das plantas medicinais, era preciso entender em 
que grau o conhecimento delas estava atrelado a apenas 
uma língua indígena. Dessa forma, seria possível compre-
ender quais saberes seriam perdidos no caso de extinção 
de determinado idioma.
Disponível em: https://super.abril.com.br. 
Acesso em: 09 jan 2024 (adaptado). 
Por ser uma reportagem de divulgação científica, os 
exemplos de equivalência são utilizados para
A Comparar culturas letradas com culturas orais.
B Explicar a metodologia da pesquisa em questão.
C Divulgar as ferramentas de preservação cultural.
D Denunciar a desvalorização dos povos indígenas.
E Conscientizar o leitor acerca da diversidade linguística.
 QUESTÃO 09
Disponível em: https://www.desenvolvimentosocial.sp.gov.
br/campanha-do-governo-do-estado-propoe-adocao-
consciente-e-responsavel/. Acesso em: 30 jan 2024.
Para convencer o público-alvo a não abandonar animais, 
a campanha apela para
A a intimidação, incitando a população a denunciar atos 
de abandono.
B a conscientização, indicando as punições caso a lei 
seja descumprida.
C o interesse, com imagens graciosas de animais de 
campanhas de adoção.
D a comoção, criando a reflexão sobre a dinâmica entre 
os animais e seus donos.
E a ambição, incutindo a ideia de compensação se o 
dono não abandonar seu animal.
 QUESTÃO 10
O público jovem é muito influenciado pelos “entertainers” 
da internet, os mesmos exercem uma função importante 
ao fazer vídeos voltados para livros, indicando leituras e 
incentivando-a. Há também os que tomaram a liberdade 
de fazerem seus próprios livros com teor autobiográfico, o 
qual se popularizou recentemente.
A internet também possibilitou a praticidade na leitura. A 
tecnologia está sempre evoluindo e novos métodos es-
tão sempre sendo criados, como o livro digital, que tem 
como melhor exemplo o kindle, um aparelho que permite 
aos usuários ler livros, jornais, revistas, além de comprar, 
baixar e pesquisar. É prático e simples, tornando possível 
carregar um livro de até mil páginas dentro da bolsa.
O kindle tem vantagens para quem quer economizar es-
paço com livros, sua iluminação também permite uma 
boa leitura tanto de dia quanto de noite e os livros digitais 
saem mais baratos que o físico. No entanto, o que dife-
re essa tecnologia do livro físico é a experiência clássica 
sensorial que todo bom leitor gosta de ter, como cheirar e 
sentir os livros em mãos, permitindo uma maior intimidade 
e interação com o livro.
Disponível em: https://oimparcial.com.br/
noticias/2018/09/como-a-internet-pode-influenciar-na-
literatura/#:~:text=A%20internet%20tamb%C3%A9m%20
possibilitou%20a,de%20comprar%2C%20baixar%20
e%20pesquisar. Acesso em: 30 jan 2024. 
Segundo o texto, o impacto da internet na literatura foi 
positivo, pois
A ajudou a difundir a literatura clássica brasileira à juven-
tude.
B possibilitou que a literatura internacional chegasse ao 
Brasil.
C permitiu que a população vulnerável tivesse acesso à 
leitura.
D deu visibilidade a autores que antes eram pouco co-
nhecidos.
E contribuiu com a praticidade e facilidade de acesso aos 
livros.
 QUESTÃO 11
Já pensou se existisse uma ferramenta alimentada por 
inteligência artificial capaz de identificar fake news? Isso 
pode estar próximo de ser realizado graças a uma pla-
taforma criada por pesquisadores brasileiros do Centro 
de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) 
da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São 
Paulo (Fapesp). O sistema combina modelos estatísticos 
e técnicas de aprendizado de máquina para definir a pro-
babilidade de um texto ser fake. Os primeiros resultados 
mostraram um resultado muito animador: quase 96% de 
precisão ao detectar notícias falsas.
 A ideia é oferecer uma ferramenta que auxilie as 
pessoas a identificar de forma objetiva se o conteúdo é 
autêntico ou puramente mentiroso. Hoje, muitas pesso-
as precisam recorrer à subjetividade para identificar uma 
matéria, o que nem sempre é eficaz quando existe cono-
tação política ou predisposição ideológica. A ferramenta 
analisa a notícia na íntegra e aplica métodos estatísticos 
para avaliar características de escrita, como palavras 
mais usadas ou classes gramaticais recorrentes. O classi-
ficador entra em cena com um modelo de aprendizado de 
8
2024
–LC • 1º DIA • CADERNO 1 • AZ UL– 2024
máquina capaz de distinguir padrões de linguagem, voca-
bulário e semântica comumente empregados em notícias 
falsas e verdadeiras. 
 Para construir esse sistema, os estudiosos alimenta-
ram a plataforma com mais de 100 mil notícias publicadas 
nos últimos cinco anos. Ao diferenciar as verdadeiras das 
falsas, os modelos começaram a ser treinados a partir 
desse imenso banco de dados para identificar padrões de 
escrita.
HELLER-ROAZEN, D. Ecolalias: sobre o esquecimento 
das línguas. Campinas: Unicamp, 2010. 
A notícia apresenta um novo aplicativo que, por meio da 
inteligência artificial, é capaz de solucionar um problema 
social. Nesse sentido, é possível perceber como a criação 
dessa ferramenta 
A possui um compromisso com a verdade.
B integra um conjunto de tendências computacionais.
C contribui para a legitimação de tecnologias aplicadas.
D reafirma a necessidade de novos recursos digitais no 
cotidiano.
E afasta o olhar negativo da sociedade perante o avanço 
tecnológico.
 QUESTÃO 12
Descaminhos da hipercorreção
As fontes da hipercorreção são duas. Uma é a própria 
variação linguística, que sempre envolve uma forma con-
siderada correta e outra considerada errada. A segunda 
fonte é a vontade de ser correto. Tomemos um caso como 
paradigma: o “l” de final de sílaba é, em geral, pronuncia-
do como semivogal (como se fosse um “u”): assim, “mal-
dade” se pronuncia “maudade”.
Uma das atividades escolares consiste em insistir na gra-
fia correta. Ora, na mesma posição ocorrem semivogais 
“de verdade”, como em “cauda” (rabo). Uma das ativida-
des escolares consiste em corrigir erros como “maudade”, 
o que levaria os alunos (e ex-alunos) a eliminar o “u” nesta 
posição. Mas o mesmo trabalho que leva a acertar a grafia 
de “maldade” leva a errar a grafia de “cauda”. Acrescente-
-se que existe também a palavra “calda”, a dos doces, o 
que ajuda a complicar a questão: no limite, alguém pode 
trocar “u” e “l”, escrevendo “cauda” quando deveria escre-
ver “calda” e vice-versa (o mesmo ocorre em “auto / alto”, 
“mal / mau”). 
POSSENTI, Sírio. Descaminhos da hipercorreção. Revista 
Educação. São Paulo, 22 jun 2017. Disponível em https://
revistaeducacao.com.br/2017/06/22/descaminhos-da-hipercorrecao/. Acesso em: 10 jan. 2024 (adaptado).
O texto apresenta exemplos de expressões para discutir o 
fenômeno da hipercorreção, caracterizando por
A Inserção dos sujeitos no ensino após a fase de alfabe-
tização.
B Criação de neologismos por conta do contato com a 
escrita.
C Correção excessiva que resulta em erros linguísticos.
D Desconhecimento das regras gramaticais.
E Processo de mudança linguística.
 QUESTÃO 13
Disponível em https://www.instagram.com/
andredahmer/. Acesso em: 09 jan 2024. 
Considerando os elementos verbais e não-verbais do car-
tum, a crítica se fundamenta na
A uberização do trabalho no mundo contemporâneo.
B ironia sobre o conceito de inteligência artificial.
C resistência ao uso de inteligência artificial.
D dificuldade no uso de inteligência artificial.
E imposição do uso da inteligência artificial.
 QUESTÃO 14
Texto I
Uma pesquisa realizada pela Stanford Medicine com 22 
pares de gêmeos idênticos indica que uma dieta vegana 
pode melhorar a saúde cardiovascular em apenas oito se-
manas.
Os participantes com a dieta vegana apresentaram níveis 
significativamente mais baixos de colesterol de lipoprote-
ína de baixa densidade (LDL-C), insulina e peso corporal 
– todos indicadores associados à melhoria da saúde car-
diovascular.
“Com base nestes resultados e pensando na longevidade, 
a maioria de nós se beneficiaria se adotasse uma dieta 
mais baseada em vegetais”, disse Christopher Gardner, 
um dos autores do estudo. 
Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/
pesquisa-com-gemeos-indica-que-dieta-vegana-
melhora-saude-do-coracao/. Acesso em: 30 jan 2024.
Texto II
Disponível em: https://betimcultural.
medium.com/veganismo-e-sustentabilidade-
e962fd7b4669. Acesso em: 30 jan 2024. 
9
2024
–LC • 1º DIA • CADERNO 1 • AZ UL–2024
O texto II complementa o texto I à medida que
A produz uma reflexão sobre o abate de bovinos em di-
versos estados brasileiros.
B acrescenta mais um benefício do veganismo relaciona-
do ao meio ambiente.
C analisa a distribuição de carnes no Brasil, que seria 
resolvida com o veganismo.
D faz uma crítica sobre a qualidade da carne em cada 
estado brasileiro.
E defende a preservação dos biomas de cada estado 
brasileiro.
 QUESTÃO 15
 Hoje, o ensino e a aprendizagem passam por desa-
fios na transmissão do saber aos alunos que, por motivos 
óbvios de serem nativos da era digital, a tradição educa-
cional necessita ser resiliente e se juntar à modernidade 
sem perder a essência entre o aprender e o ensinar. Por 
isso, os docentes buscam, através das tecnologias, ações 
seguras, eficazes e escaláveis para equilibrar o plano 
educacional.
 De outra parte, apesar das vantagens que a internet 
e a IA podem trazer para a educação de alunos e profes-
sores, há também os desafios que poderão causar danos 
no processo de ensino e aprendizagem.Os professores 
reconhecem que a IA pode produzir automaticamente re-
sultados inadequados ou errados aos alunos, pois ainda 
é imprescindível o olhar do ser humano especializado. O 
uso da IA na educação é saudável, porém ainda requer 
supervisão e curadoria da informação que o aluno está re-
cebendo por ela. Isto faz cair o medo de docentes serem 
substituídos por sistemas de IA.
 Além disso, a má-fé pode ser impulsionada com as 
ferramentas de IA porque facilitam o desenvolvimento de 
tarefas fazendo com que a inferência cognitiva do aluno 
seja posta de lado para o ato de copiar ou a realização do 
plágio. Isto reforça a falta de análise crítica e fortalece a 
repetição de ideias. É importante ressaltar que aprender 
não é apenas criticar, mas pensar com sabedoria aquilo 
que aprendeu com os próprios erros e, também, com os 
erros dos outros no processo de aprendizagem. Ademais, 
não será tarefa fácil implementar um sistema de IA que 
permitirá a adaptação aos pontos fortes dos alunos e não 
apenas aos em desenvolvimento, que ainda não atingiram 
a satisfação de aprendizagem necessária. O caminho de 
aprimoramento é árduo e levará bastante tempo.
Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.
br/euestudante/educacao-basica/2023/10/5132476-
artigo-o-uso-da-inteligencia-artificial-na-
educacao.html. Acesso em: 09 jan. 2024.
De acordo com o texto, a implementação da inteligência 
artificial na educação envolve
A falta de perspectiva no magistério.
B mudanças na postura do educador.
C retrocesso no que tange a valorização do professor.
D riscos que inviabilizam a progressão de carreira dos 
docentes.
E substituição de profissionais da área educacional por 
máquinas.
 QUESTÃO 16
Disponível em: https://www.centralnacionalunimed.com.br/
web/guest/viver-bem/alimentacao/como-ser-mais-saudavel-
em-um-restaurante-por-quilo-. Acesso em: 30 jan 2024. 
O texto sobre alimentação saudável traz informações com 
a função de
A contribuir com a redução da obesidade no Brasil.
B fornecer informações básicas sobre nutrição.
C convencer os brasileiros a se alimentarem melhor.
D mostrar os benefícios de uma alimentação regulada.
E auxiliar na montagem do cardápio diário do indivíduo.
 QUESTÃO 17
O nascimento de um trilionário
“A imagem faz uma paródia do quadro "O Nascimento de 
Vênus", de Sandro Botticelli. Pousando sobre uma con-
cha marinha, um homem branco, nu, em pose similar à 
da deusa, conta moedas e as deixa cair num saco de di-
nheiro, com ar realizado. Ao redor, o mar e a terra estão 
totalmente poluídos e destruídos. Por toda parte há lixo, 
plástico, canos fumegantes, restos de processos produti-
vos, devastação ambiental.”
“Nascimento de um trilionário” - Laerte. Charge com 
descrição. Disponível em: https://www.instagram.
com/p/C2QaEM3Pbpi/?igsh=OHU3NWQycTl3YnJv. 
10
2024
–LC • 1º DIA • CADERNO 1 • AZ UL– 2024
Ao analisar a charge da cartunista Laerte e o texto acima, 
infere-se que
A a charge visa promover a busca por melhores condi-
ções de vida, considerando os impactos ambientais 
causados nessa busca.
B a cartunista, por meio da intertextualidade, se posicio-
na em relação à condição de existência de pessoas 
extremamente ricas.
C a imagem, por meio da prosopopeia, julga aqueles que 
detêm melhor condição financeira na atualidade.
D a concha faz referência à conscientização sobre o 
meio ambiente dentro do sistema vigente.
E a charge não pontua as relações de poder existentes 
na contemporaneidade.
 QUESTÃO 18
Acordou. Levantou-se. Aprontou-se. Lavou-se. Bar-
beou-se. Enxugou-se. Perfumou-se. Lanchou. Escovou. 
Abraçou. Beijou. Saiu. Entrou. Cumprimentou. Orientou. 
Controlou. Advertiu. Chegou. Desceu. Subiu. Entrou. 
Cumprimentou. Assentou-se. Preparou-se. Leu. Despa-
chou. Conferiu. Vendeu. Vendeu. Ganhou. Ganhou. Ga-
nhou. Lucrou. Lucrou. Lucrou. Lesou. Explorou. Escon-
deu. Burlou. Safou-se. Comprou. Vendeu. Assinou. Sacou. 
Depositou. Depositou. Depositou. Associou-se. Vendeu-
-se. Entregou. Sacou. Depositou. Despachou. Repreen-
deu. Suspendeu. Demitiu. Negou. Explorou. Desconfiou. 
Vigiou. Ordenou. Telefonou. Despachou. Esperou. Che-
gou. Vendeu. Lucrou. Lesou. Demitiu. Convocou. Saiu. 
Despiu-se. Dirigiu-se. Chegou. Beijou. Negou. Lamentou. 
Dormiu. Roncou. Sonhou. Sobressaltou-se. Acordou. Pre-
ocupou-se. Temeu. Suou. Ansiou. Tentou. Bebeu. Dormiu. 
Dormiu. Dormiu. Acordou. Levantou-se. Aprontou-se...
MINO. Como se conjuga um empresário. In: PINILIA, 
Aparecida; RIGONI, Cristina;INDIANI,Maria Thereza. 
Coesão e coerência como mecanismo para a construção 
do texto. Disponível em: https://www.aio.com.br/questions/
content/texto-1-acordou-levantou-se-aprontou-se-lavou-
se-barbeou-se-enxugou. Acesso em: 30 jan 2024.
Os recursos que permitem identificar que se trata da nar-
ração da rotina de um indivíduo são
A escolha lexical e ordenação dos verbos.
B uso de reticências ao final e ausência de falas.
C gradação temática e escolha dos tempos verbais.
D opção pelo pretérito perfeito e vocabulário cotidiano.
E repetição de alguns verbos e uso de pontos finais entreeles.
 QUESTÃO 19
O ‘samba abstrato’ das mulheres brancas no Carnaval 
2022
Quem não se encantou com o vídeo da Mayara Lima, 
princesa de bateria da escola de samba Paraíso do Tuiutí 
(RJ), em uma sincronia de milhões no ensaio técnico na 
avenida, com muita desenvoltura e samba no pé?
O vídeo já alcançou mais de 5 milhões de visualizações 
e alertou para um problema na maioria das escolas de 
samba: as mulheres brancas – que não sabem sambar, 
ocuparem cargos de rainhas de bateria e tiraram a repre-
sentatividade de mulheres negras que se dedicaram ao 
samba desde a infância.
Com isso, a página ‘Samba Abstrato’ tem compartilhado 
vídeos de musas e rainhas brancas das agremiações, 
cujos criadores não consideram juz ao título, desde 2015. 
No Facebook, com mais de 24 mil curtidas, a página apre-
senta o objetivo do conteúdo. “Não é porque é engraçado, 
que não é uma análise estética da apropriação cultural no 
espetáculo carnavalesco”, diz na bio.
Adaptado de: https://mundonegro.inf.
br. Acesso em 09/01/2024..
A expressão ‘samba abstrato’, utilizada para caracterizar 
o samba de mulheres alheias às comunidades das esco-
las, pode ser entendida como
A denúncia da falta de oportunidades para as mulheres 
negras na arte.
B crítica à artificialidade no fenômeno de apropriação cultu-
ral.
C diversidade dos estilos do samba em diferentes con-
textos.
D conscientização sobre a importância do carnaval.
E técnica adotada por sambistas profissionais.
 QUESTÃO 20
A relação entre obesidade e discriminação é complexa. 
Padrões estéticos impostos de magreza, por exemplo, são 
um dos fatores para essa discriminação. Pessoas obesas 
frequentemente enfrentam discriminação e preconceito, 
o que pode afetar sua autoestima e autoimagem. Muitas 
vezes são estigmatizadas como se o problema ocorres-
se por sua culpa exclusiva, em não querer seguir regras 
comportamentais que levariam ao emagrecimento. Essa 
discriminação pode afetar negativamente a saúde mental 
e física das pessoas obesas, tornando mais difícil para 
elas controlar seu peso e manter hábitos saudáveis.
 A gordofobia pode ter consequências físicas e mentais 
graves. As pessoas obesas que são alvo de preconceito 
e discriminação têm maior probabilidade de sofrer de pro-
blemas de saúde mental, como depressão e ansiedade. A 
gordofobia também pode afetar negativamente a saúde fí-
sica das pessoas obesas, aumentando o risco de doenças 
cardíacas, diabetes e outras doenças crônicas.
 As principais causas da obesidade incluem a genética, 
o ambiente em que se vive e o estilo de vida. É impor-
tante ter uma dieta saudável e praticar exercícios físicos 
regularmente para manter um peso saudável. Existem 
muitas opções de tratamento disponíveis para pessoas 
obesas, incluindo dieta, exercícios físicos, medicamentos 
e cirurgia bariátrica. A propósito, drogas novas e promis-
soras têm sido lançadas no mercado. Mas, é importante 
que o profissional de saúde deixe de tratar a obesidade 
como sendo culpa ou relaxamento do paciente que não 
se alimenta corretamente ou que é sedentário, porque ela 
ocorre por uma multiplicidade de fatores, não necessaria-
mente imputáveis apenas ao paciente. É válido lembrar 
que, embora tenhamos tratamentos promissores, é ne-
cessária a abordagem multidisciplinar e personalizada e 
ter em mente que se trata de um problema social.
Disponível em: https://www.folhape.com.br/colunistas/
direito-e-saude/a-gordofobia-no-brasil-um-problema-social-
e-de-saude-publica/35553. Acesso em 10 jan. 2024.
Em relação à obesidade, o texto 
11
2024
–LC • 1º DIA • CADERNO 1 • AZ UL–2024
A desconsidera a relação entre saúde pública e questão 
social.
B enumera causas que podem ser evitadas facilmente 
por qualquer pessoa.
C relativiza as consequências da doença, ideando, até 
certo ponto, uma questão de saúde.
D apresenta um olhar parcial com o intuito de ponderar 
diferentes opiniões a respeito da temática.
E rejeita a atribuição de culpa e responsabilidade por 
parte do profissional de saúde ao paciente sedentário.
 QUESTÃO 21
ASSISTE AO ENTERRO DE UM TRABALHADOR DE 
EITO E OUVE O QUE DIZEM DO MORTO OS AMIGOS 
QUE O LEVARAM AO CEMITÉRIO
— Essa cova em que estás,
com palmos medida,
é a cota menor
que tiraste em vida.
— É de bom tamanho,
nem largo nem fundo,
é a parte que te cabe
neste latifúndio.
— Não é cova grande.
é cova medida,
é a terra que querias
ver dividida.
— É uma cova grande
para teu pouco defunto,
mas estarás mais ancho
que estavas no mundo.
— É uma cova grande
para teu defunto parco,
porém mais que no mundo
te sentirás largo.
— É uma cova grande
para tua carne pouca,
mas a terra dada
não se abre a boca.
[...]
Ancho: Largo; orgulhoso. DE MELO NETO, João 
Cabral. Morte e vida severina. Alfaguara, 2007. 
Considerando a obra como um todo, a cena do funeral em 
Morte e Vida Severina denota a
A importância da terra na formação da identidade.
B trajetória cidadã dos agricultores sertanejos.
C percepção dos sertanejos acerca da morte.
D desigualdade social no sertão nordestino.
E funcionalidade subjetiva do latifúndio.
 QUESTÃO 22
Texto I
Disponível em: https://www.instagram.
com/tirinhadearmandinho/.
Texto II
Os conceitos de nação e de identidades brasileiras não 
deixam de ser construções imaginárias, em linha com a 
História. Os sentidos da nacionalidade foram inventados, 
forjando um sentimento da nação, em função de interes-
ses de grupos específicos, fazendo-se, porém, passar por 
interesses de todos na disputa pelo território e na cons-
trução de conceitos fundamentais, como Estado e povo 
brasileiros. Neste sentido, é importante perceber a nação 
e povo no tocante à representação e à linguagem; des-
construir, redimensionar estes conceitos e relacioná-los a 
outros como popular, público, massa e audiência.
BECKER, B. A linguagem do telejornal: um estudo 
da cobertura dos 500 anos do descobrimento 
do Brasil. São Paulo, E-papers, 2005.
Considerando o texto II, a crítica do texto I
A problematiza os conceitos convencionais sobre os 
acontecimentos históricos e se manifesta contrários a 
eles.
B nega a existência de outras versões históricas e enco-
raja o discurso parcial dos acontecimentos nas esco-
las.
C concorda com a vertente dos conceitos tradicionais e 
estimula o posicionamento crítico das crianças em 
casa.
D contraria o discurso tradicional dos acontecimentos e 
viabiliza a alteração dos materiais de história nas esco-
las.
E apoia o interesse de grupos específicos em construir 
vertentes históricas distintas, mas inviabiliza esse dis-
curso.
 QUESTÃO 23
Olho muito tempo o corpo de um poema
Olho muito tempo o corpo de um poema
até perder de vista o que não seja corpo
e sentir separado dentre os dentes
um filete de sangue
nas gengivas.
Ana Cristina Cesar, “A Teus Pés" (1982).“Os cem melhores 
poemas brasileiros do Século”. [seleção e organização 
Ítalo Moriconi]. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2001. 
Nesse poema, o objetivo do eu lírico é
A contemplar o caráter emotivo do poema.
B delimitar a imagem do poema para o leitor.
C analisar a estrutura do poema e seus efeitos.
D estabelecer estratégias de leitura para o leitor.
E destacar a materialidade linguística do poema.
12
2024
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 QUESTÃO 24
– E aí, gato, nós vai pra sua casa ou pra minha?
– O quê?! Hahaha, ufa, você quase me pegou. 
– Como assim, quase te peguei?
– Falando desse jeito aí, “nós vai”. Sabe como é, a gente 
acabou de se conhecer… Por meio segundo eu pensei 
que fosse sério.
– E se fosse sério? 
– Deixa pra lá, minha linda. Lá em casa tem um prosecco 
na geladeira esperando a gente.
– Não, vamos com calma que agora é sério mesmo. Você 
está sendo submetido a um teste, atenção: e se eu fosse 
o tipo de mulher que fala “nós vai”, “dez real”, “os livro”, 
isso ia fazer diferença? 
– Nossa, mas é lógico, né? Tremenda gata bem vestida, 
maior pinta de universitária… Aliás, você é universitária? 
– Não interessao que eu sou, estou indo pegar um táxi.
– Ei, espera aí! O que é que eu fiz de errado?
– Ah, nada. Só se revelou um porco chauvinista linguísti-
co, como tantos que existem por aí. Uma pena, tão boni-
tinho… 
Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/sobre-
palavras/cronica-do-ano-preconceito-linguistico-na-balada.
A crônica acima aborda uma questão em torno das situa-
ções de uso das variantes linguísticas e, portanto
A observa-se a inflexibilidade de reconhecer as variantes 
linguísticas por grande parte da população brasileira.
B percebe-se não haver distinção entre norma culta e lin-
guagem coloquial, independente da situação de uso.
C verifica-se que a utilização da norma padrão do port-
guês é inadequada em alguns contextos específicos.
D constata-se que, em ambientes descontraídos e ami-
gáveis, é preferível o uso da norma culta da língua.
E nota-se a possibilidade de serem utilizadas variantes 
coloquiais em contextos menos formais.
 QUESTÃO 25
"A criação do futevôlei se deve, curiosamente, à tentativa 
de burlar uma lei das praias cariocas. Explico: em meados 
dos anos 60, a prática do futebol havia sido proibida nas 
praias do Rio de Janeiro. Na realidade, qualquer esporte 
que não utilizasse rede e um espaço seguramente delimi-
tado, não poderia ser praticado naquele local.
Graças à imaginação de alguns amantes da prática do 
futebol na areia, decidiram jogar o seu futebol em uma 
quadra de voleibol de praia, esporte que era permitido. 
Aos poucos, a prática começou a ganhar mais adeptos, 
que incluía jogadores de peso do futebol de campo brasi-
leiro da época, como Dida e Vavá.
Grosso modo, inicialmente a brincadeira consistia em 
utilizar os movimentos dos pés e da cabeça com a bola, 
princípio que se mantém até os dias de hoje. Além disso, 
a quantidade de praticantes em cada time não era exata-
mente precisa: jogava-se em cinco pessoas, em duplas e 
até sozinho, em cada lado da quadra."
Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/educacao-
fisica/futevolei.htm. Acesso em: 30 jan 2024 (adaptado). 
Nesse texto, o futevôlei é colocado como
A a melhor maneira para se aproveitar o tempo na praia.
B um esporte ilegal, visto que foi criado para burlar uma lei.
C estratégia de jogadores renomados para aumentar sua 
fama.
D uma nova forma de jogar futebol, que foi proibido nas 
praias.
E um substituto para o vôlei, que foi desvalorizado entre 
os brasileiros.
 QUESTÃO 26
Sou essa
Eu bordo o labirinto quente das minhas veias.
Repito as palavras como mantras, nas voltas que a agulha faz.
Por vezes me furo e não o pano, gosto de levar esse susto.
É a digital de sangue que deixo ali: minhas lágrimas, cer-
vejas, rompantes.
Se me revelo expondo as fraquezas, confusão, raiva.
Não me constranjo.
Há muito cansei de
Desculpar-me.
Sou essa, e aceito não ser querida.
Se me arrependo de algo,
Digo aqui e bordarei:
Foi ter saído de mim,
Para deixar alguns entrarem
YOUNG, Fernanda. A mão esquerda de Vênus. 
Rio de Janeiro: Globo Livros, 2016.
No texto predomina a função poética da linguagem, haja 
vista
A o foco no emissor da mensagem.
B a preocupação com a forma do discurso.
C a intencionalidade de transmitir informações.
D a influência da mensagem no comportamento do inter-
locutor.
E a ênfase na interação entre emissor e receptor das 
mensagens.
 QUESTÃO 27
Disponível em: https://www.instagram.com/
laerteminotaura/. Acesso em: 09 jan 2024. 
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A tira ilustra a percepção da espetacularização da violên-
cia, cujas consequências também podem ser
A a normalização das catástrofes humanitárias.
B o aumento do poderio da indústria bélica.
C a impunidade dos países imperialistas.
D a funcionalidade cíclica da guerra.
E o desinteresse pela política.
 QUESTÃO 28
É engraçado como eles gozam a gente quando a gente 
diz que é ‘Framengo’. Chamam a gente de ignorante 
dizendo que a gente fala errado. E de repente ignoram 
que a presença desse “R” no lugar do “L”, nada mais é 
que a marca linguística de um idioma africano, no qual 
o “L” inexiste. Afinal, quem é o ignorante? Ao mesmo 
tempo, acham o maior barato a fala dita brasileira, que 
corta os erres dos infinitivos verbais, que condensa 
“você” em “cê”, o “está” em “tá” e por aí afora. Não sacam 
que estão falando pretuguês? 
GONZALEZ, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. 
Revista Ciências sociais hoje. Anpocs, 1984, p. 238. 
Nesse trecho da obra “Racismo e sexismo na cultura bra-
sileira” a autora, Lélia Gonzalez, expressa 
A a intolerância linguística da população brasileira frente 
à diversidade da língua e as consequências da incor-
poração de variantes estrangeiras europeias.
B o processo conturbado de incorporação de outras va-
riantes linguísticas ao português contemporâneo e a 
pouca aplicabilidade dessas vertentes.
C a inconsistência gramatical do português falado no 
brasil e a impossibilidade de se desenvolverem novas 
variantes aceitas pela população.
D a diversidade linguística do português frente ao pro-
cesso de consolidação da língua e as referências à 
maneira brasileira de falar.
E o estímulo à utilização da norma culta do português em 
detrimento da coloquial, além de pontuar a inflexibilida-
de da língua.
 QUESTÃO 29
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?
ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesias. Rio 
de Janeiro: José Olympio Editora, 1942.
Carlos Drummond de Andrade integrou a segunda gera-
ção modernista (1930-1945), período em que ocorreu a 
Segunda Guerra Mundial e, no Brasil, o Estado Novo de 
Vargas. Nos versos de E agora José, levando em consi-
deração o contexto histórico da produção, o sujeito lírico 
expressa
A a forte preocupação com a estética.
B um olhar mais libertário, como forma de combate ao 
tradicionalismo.
C o lugar da literatura soturna e melancólica em um perí-
odo de destruição.
D as inquietações cotidianas do brasileiro comum, bem 
como o medo e a incerteza perante o futuro.
E o esquecimento de artistas regionalistas e, por conse-
quência, a necessidade de migração à capital.
 QUESTÃO 30
Texto I
“Nela, até agora, não pudemos saber que haja ouro, nem 
prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem lho vi-
mos. Porém a terra em si é de muito bons ares, assim 
frios e temperados como os de Entre Douro e Minho, por-
que neste tempo de agora os achávamos como os de lá. 
Águas são muitas; infindas. E em tal maneira é graciosa 
que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem 
das águas que tem. Porém o melhor fruto, que nela se 
pode fazer, me parece que será salvar esta gente. E esta 
deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela 
deve lançar.” 
Carta de Pero Vaz de Caminha ao rei D. Manuel.
Texto II
“De maneira que, assim como a natureza faz de feras ho-
mens, matando e comendo, assim também a graça faz 
de feras homens, doutrinando e ensinando. Ensinastes o 
gentio bárbaro e rude, e que cuidais que faz aquela dou-
trina? Mata nele a fereza, e introduz a humanidade; mata 
a ignorância, e introduz o conhecimento; mata a bruteza, 
e introduz a razão; mata a infidelidade, e introduz a fé; 
e deste modo, por uma conversão admirável, o que era 
fera fica homem, o que era gentio fica cristão, o que era 
despojo do pecado fica membro de Cristo e de S. Pedro 
[...] Tende-os, cristãos, e tende muitos, mas tende-os de 
modo que eles ajudem a levar a vossa alma ao céu, e vós 
as suas. Isto é o que vos desejo, isto é o que vos acon-
selho, isto é o que vos procuro, isto é o que vos peço por 
amor de Deus e por amor de vós, e o que quisera que 
leváreis deste sermão metido na alma.”
Antônio Vieira “Sermão do Espírito Santo”. Disponível 
em https://tupi.fflch.usp.br/sites/tupi.fflch.usp.br/files/SERM%C3%83O%20DO%20ESP%C3%8DRITO%20
SANTO.pdf. Acesso em: 30 jan 2024.
Ambos os textos fazem parte das obras produzidas durante 
o Brasil Colônia. A partir de suas leituras, subentende-se
A o preconceito dos portugueses com os africanos es-
cravizados.
B a visão de superioridade do português perante os nativos.
C a bondade dos portugueses em tentar salvar os indígenas.
D a tentativa de conversão dos indígenas à fé católica.
E a vontade de Portugal em expandir o catolicismo.
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2024
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 QUESTÃO 31
Texto I
Crônica: relato com personagens fictícios e situações que 
evoluem com o tempo
Disponível em: https://michaelis.uol.com.br/moderno-
portugues/busca/portugues-brasileiro/crônica.
Texto II
A última crônica
A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para to-
mar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando 
o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gos-
taria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano 
nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de 
cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo 
de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, 
que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstan-
cial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer 
um flagrante de esquina, quer nas palavras de uma crian-
ça ou num incidente doméstico, torno-me simples espec-
tador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para 
contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso 
do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o 
meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. 
Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os 
assuntos que merecem uma crônica.
SABINO, Fernando. A última crônica. in: A companheira 
de viagem. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 174, 1965.
Ao relacionar os dois textos apresentados acima, perce-
be-se que o texto II é caracterizado no gênero crônica por
A apresentar personagens bem desenvolvidas e descre-
ver minuciosamente o cenário.
B reforçar o fato do autor não ser um poeta e por esse 
motivo não ter assuntos para escrever a crônica.
C detalhar o episódio que o inspirou a escrever um breve 
conto, considerando a sua ambientação incomum.
D reconhecer a dificuldade de construir um texto literário 
de qualidade considerando apenas assuntos diários.
E narrar um acontecimento banal, em que a personagem 
conta o seu dia em busca de inspiração para escrever 
uma crônica.
 QUESTÃO 32
Regulamentação das redes sociais ganha 
força após morte de vítima de fake news
A discussão envolvendo a regulamentação das redes so-
ciais voltou a ganhar força no país após a repercussão do 
caso da morte da jovem Jéssica Canedo. Ministros e parla-
mentares governistas usaram as redes sociais para defen-
der o Projeto de Lei (PL) das Fake News, que está parado 
na Câmara e enfrenta grande resistência da oposição.
O ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, defen-
deu que a regulação das redes sociais é um "imperativo 
civilizatório" sem o qual não se tem como falar em "de-
mocracia ou mesmo em dignidade". "A irresponsabilidade 
das empresas que regem as redes sociais diante de con-
teúdos que outros irresponsáveis e mesmo criminosos (al-
guns envolvidos na política institucional) nela propagam 
tem destruído famílias e impossibilitado uma vida social 
minimamente saudável", disse.
Disponível em https://www.correiobraziliense.
com.br. Acesso em 09/01/2024. 
A notícia chama atenção para os desdobramentos sociais 
e políticos oriundos das fake news e também desempe-
nha a função de
A conscientizar o leitor sobre o papel do Estado frente às 
corporações tecnológicas.
B denunciar a violação dos direitos humanos a órgãos 
políticos brasileiros.
C demonstrar o caráter do posicionamento da imprensa 
na democracia.
D possibilitar o diálogo entre a população e os órgãos do 
Estado.
E propor campanhas sobre o uso adequado das mídias 
sociais.
 QUESTÃO 33
O bêbado e o equilibrista
Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos
A Lua, tal qual a dona do bordel
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel
E nuvens
Lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas
Que sufoco louco!
O bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil
Pra noite do Brasil
Meu Brasil que sonha
Com a volta do irmão do Henfil
Com tanta gente que partiu
Num rabo de foguete
Chora a nossa Pátria, mãe gentil
Choram Marias e Clarices
No solo do Brasil
Mas sei que uma dor assim pungente
Não há de ser inutilmente
A esperança dança
Na corda bamba de sombrinha
E em cada passo dessa linha
Pode se machucar
Azar
A esperança equilibrista
Sabe que o show de todo artista
Tem que continuar
João Bosco e Aldir Blanc. Disponível em: https://www.
letras.mus.br/elis-regina/45679/. Acesso em: 30 jan 2024.
A música faz parte da ditadura militar, uma das épocas 
mais marcantes da história do Brasil. O recurso linguístico 
que permite depreender tal informação é
A a predominância de verbos no presente.
B a personificação da pátria e da esperança.
C o uso de termos típicos para se referir a esse período.
D a alusão a diversos nomes de pessoas que enfrenta-
ram o regime.
E o uso de metáforas que remetem a situações vivencia-
das nessa época.
15
2024
–LC • 1º DIA • CADERNO 1 • AZ UL–2024
 QUESTÃO 34
Texto I
Teatro convencional: arte que consiste em tornar uma 
história visualmente verdadeira, com a participação de 
atores, que falam e atuam num palco, e de dramaturgos, 
diretores, cenógrafos etc.
Disponível em: https://michaelis.uol.com.br/moderno-
portugues/busca/portugues-brasileiro/teatro.
Texto II
Teatro de Anônimo: breve histórico No ano 1986, surge, 
na cidade do Rio de Janeiro, um grupo teatral que, em-
preendendo importante diálogo com as tradições popula-
res circenses, imprime em seus espetáculos importantes 
questões cênico-espaciais. Um grupo de estudantes do 
segundo grau do Colégio Estadual Visconde de Cairu, 
Méier, Rio de Janeiro/RJ, começa a gestar o embrião do 
atual Teatro de Anônimo. O grupo, de um subúrbio do Rio, 
mantendo seu olhar desde o início voltado para a cultura 
popular, sofre influência, num primeiro momento, de dois 
grupos distintos que têm, no entanto, a poesia como eixo 
de seus trabalhos. O primeiro, formado por poetas que, à 
época, apresentam seus trabalhos em performances que 
se desenvolvem pelas ruas e praças da Zona Norte cario-
ca. O segundo, formado por atores que, também em áre-
as públicas, dramatizam poesias. Regina Oliveira afirma 
que o grupo mesclou essas influências e as transformou, 
criando sua própria linguagem, mas mantendo a rua como 
espaço ideal para a sua expressão.
MERISIO, Paulo. TEATRO DE ANÔNIMO: ELEMENTOS 
DO CIRCO-TEATRO TRADICIONAL NA CENA 
CONTEMPORÂNEA. in: Revista Ouvirouver, Nº1, 2005 .
Ambos os textos apresentados acima abordam conceitos 
distintos para a determinação da cena teatral. O Texto 2 
propõe uma renovação no teatro tradicional pelo fato de
A revolucionar a estrutura das cenas por meio da esco-
lha de poesias contemporâneas.
B apresentar a capacidade de adaptabilidade do teatro a 
partir de contextos distintos.
C incluir novos atores a fim de manutenir a dinâmica do 
teatro convencional.
D representar a impossibilidade da manifestação de ou-
tras vertentes teatrais.
E ampliar o público alvo por meio de peças mais envol-
ventes para o público.
 QUESTÃO 35
Pela 1ª vez, Brasil se declara mais pardo que branco; 
populações preta e indígena também crescem
 O número de brasileiros que se declaram pardos cres-
ceu 11,9% desde 2010, passou o de brancos e se tornou 
o maior grupo racial do país pela primeira vez, com 45,3% 
da população, segundo os dados do Censo 2022 divulga-
dos nesta sexta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geo-
grafia e Estatística (IBGE).
 A população que se declara preta também cresceu – 
hoje 10,2% dos brasileiros se dizem pretos –, assim como 
a de indígenas (0,8% dos brasileiros assim se identificam).A parcela dos que se declaram brancos voltou a cair, 
em linha com o que acontece desde 2000, e passou a ser 
o segundo maior grupo, com 43,5% da população.
Disponível em: https://g1.globo.com/economia/
censo/noticia/2023/12/22/censo-2022-cor-ou-
raca.ghtml. Acesso em 08 jan. 2024. 
No texto, o uso de dados estatísticos pressupõe a
A restrição do público-alvo.
B relação entre diferentes tipos de textos.
C comprovação de uma ocorrência ininterrupta.
D reiteração de uma ambiguidade expressa na notícia.
E garantia de maior grau de confiabilidade às afirma-
ções.
 QUESTÃO 36
Lanceiros Negros serão incluídos no ‘Li-
vro de Heróis e Heroínas da Pátria’
Os Lanceiros Negros, soldados que lutaram na Guerra dos 
Farrapos, agora terão seus nomes oficialmente inscritos no 
Livro de Heróis e Heroínas da Pátria. O livro é um docu-
mento que preserva os nomes de pessoas que marcaram 
a história do Brasil. A Lei 14.795, com esse objetivo, foi san-
cionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publi-
cada nesta segunda-feira (8) no Diário Oficial da União. — 
Colocar os Lanceiros Negros no Livro de Heróis e Heroínas 
da Pátria, como está fazendo o Senado da República, é 
muito mais do que uma homenagem, é um reconhecimento 
histórico. É resgatá-los, enfim, para a nossa memória. É as-
segurar a liberdade coletiva e a nossa identidade nacional, 
trazendo do passado silenciado a sonoridade vivida para o 
presente — disse Paim em discurso no Plenário.
Fonte: Agência Senado - Disponível em: https://
www12.senado.leg.br/noticias/materias/2024/01/08/
lanceiros-negros-serao-incluidos-no-livro-de-
herois-e-heroinas-da-patria (Adaptado). 
Essa notícia, publicada no site do Senado em 2024, além 
de informar sobre a sanção da lei 14.795
A conta a trajetória dos Lanceiros Negros.
B fiscaliza a aplicação da lei em escala nacional.
C defende a omissão dos Lanceiros Negros dos livros 
história.
D propõe o reconhecimento dos Lanceiros Negros como 
Heróis da Pátria.
E responsabiliza a população a validar os Lanceiros Ne-
gros como Heróis.
 QUESTÃO 37
“A Rede” é um grupo virtual secreto no Facebook que tem 
o objetivo de acolher, orientar, fortalecer e ajudar mutu-
amente pessoas que vivem e convivem com HIV e aids. 
Nesse espaço, formado por soropositivos e soronegativos 
que convivem/trabalham com quem vive com o HIV, os 
membros podem: obter informações sobre a vida após 
o diagnóstico positivo, fazer amizade, compartilhar dúvi-
das, medos, experiências, vitórias, conquistas e histórias. 
Dentro desse espaço, os membros poderão encontrar 
outras pessoas que vivem situações parecidas e podem 
encontrar ajuda através das experiências. Site com infor-
mações gerais e personalizadas sobre o HIV e aids, além 
de histórias dos membros do grupo. O conteúdo do site foi 
gerado pelos membros do grupo e adaptados para uma 
linguagem simples e adequada à maioria das pessoas; A 
página [no Facebook] é onde os interessados poderão en-
contrar as últimas novidades e as notícias sobre o mundo 
do HIV e, também, fazer perguntas, comentários, além de 
poderem solicitar o convite para a entrada no grupo se-
creto - Grupo virtual secreto em que os membros podem 
compartilhar seus posts apenas com os outros membros, 
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2024
–LC • 1º DIA • CADERNO 1 • AZ UL– 2024
garantindo assim o sigilo, mas permitindo que outras pes-
soas que vivem e convivem com o HIV possam comentar 
e praticar a ajuda mútua.
“Algo tão simples de viver e controlar, mas difícil de 
compartilhar e defender”: HIV/Aids, segredos e socialidades 
em uma rede social on-line” Disponível em: https://www.
scielo.br/j/icse/a/5Dr5PHWVR89gFTWvsGZrCQh/?lang=pt.
A partir da perspectiva do texto acima, os meios de comu-
nicação atuais são importantes por
A afirmarem o distanciamento das pessoas fora do con-
texto on-line.
B estimularem encontros online para pessoas desconhe-
cidas.
C viabilizarem a resolução de problemas fictícios na in-
ternet.
D propiciarem redes de apoio entre grupos específicos.
E facilitarem a conexão entre pessoas com deficiência.
 QUESTÃO 38
Texto I
Enquanto as suas contemporâneas Gabrielle “Coco” 
Chanel e Madeleine Vionnet estabeleceram um novo pa-
drão de elegância baseado na praticidade, simplicidade e 
linhas fluídas, Elsa Schiaparelli rompeu tais convenções 
para explorar um estilo mais irreverente e singular. A esti-
lista acreditava que a moda estava intimamente vinculada 
à evolução das artes plásticas, sobretudo à pintura. Por-
tanto, ela sempre buscou estar ligada aos artistas e movi-
mentos culturais de sua época, inclusive fazendo parceria 
com Salvador Dalí em alguns de seus designs.
Adaptado de: https://www.fashionbubbles.
com. Acesso em 09/01/2024.
Texto II
O fotógrafo de moda Tim Walker, consolidado desde os 
anos 2000, busca a realização de outro mundo, incoeren-
te com as lógicas do real, dotado de imagens absurdas, 
folclóricas, ritualísticas, mágicas e utópicas. A perturbação 
das sensibilidades estéticas por parte de suas fotografias 
não se apresenta somente pelos aspectos sintáticos que 
subvertem uma realidade visível, mas porque, claramen-
te, há uma profusão de hipertextos como aqueles sobre 
as relações de poder, sobre as coerções do sistema de 
moda ou ainda sobre uma nova figuratividade do corpo 
humano.
Adaptado de: PEREIRA, Maurício Rodrigues; BRÄCHER, 
Andréa. Expressões visuais do Surrealismo na fotografia 
de moda contemporânea: a obra de Tim Walker. Encontro 
Nacional de História da Mídia (10.: 2015 jun. 3-5: Porto 
Alegre, RS). Anais.[Porto Alegre, RS: Alcar, 2015]., 2015.
Elsa Schiaparelli e TIm Walker se inspiraram no surrealis-
mo em suas expressões artísticas na moda, logo pode-se 
afirmar que os dois artistas buscam
A uma nova técnica dadaísta na moda.
B estabelecer o expressionismo na moda.
C preservar as influências clássicas na moda.
D a experimentação visual através do fantástico.
E explorar as possibilidades do corpo em movimento.
 QUESTÃO 39
Texto I
Um dia a areia branca 
Seus pés irão tocar 
E vai molhar seus cabelos 
A água azul do mar 
Janelas e portas vão se abrir 
Pra ver você chegar 
E ao se sentir em casa 
Sorrindo vai chorar
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos 
Uma história pra contar de um mundo tão distante 
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos 
Um soluço e a vontade de ficar mais um instante
ROBERTO CARLOS. Sem título. BRASIL: CBS, 1971.
Texto II
Roberto Carlos não se envolve com política, mas fez 
música para Caetano Veloso depois de visitá-lo no 
exílio em Londres
 Preso (junto com Gil) em dezembro de 1968, depois 
confinado em Salvador e, finalmente, exilado na Inglaterra 
por dois anos e meio, Caetano Veloso, um dia, recebeu 
a visita de Roberto Carlos na sua casa em Londres. “Ro-
berto veio com Nice, sua primeira mulher, e nós sentimos 
nele a presença simbólica do Brasil”, relata em Verdade 
Tropical. Caetano lembra que, “como um rei de fato, ele 
claramente falava e agia em nome do Brasil com mais au-
toridade (e propriedade) do que os milicos que nos tinham 
expulsado, do que a embaixada brasileira em Londres e 
muito mais do que os intelectuais, artistas e jornalistas 
que a princípio não nos entenderam e nos queriam agora 
mitificar: ele era o Brasil profundo”.
 Durante a visita, Roberto Carlos levou Caetano às 
lágrimas quando, ao falar do seu novo disco (o LP que 
começa com As Flores do Jardim da Nossa Casa, lançado 
no Natal de 1969), pegou o violão e cantou As Curvas da 
Estrada de Santos, “dizendo, sem nenhuma insegurança, 
que iria nos agradar”. Caetano recorda que “essa canção 
extraordinária, cantada daquele jeito por Roberto, sozinho 
ao violão, na situação em que todos nós nos encontrá-
vamos, foi algo avassalador para mim”. E diz que usou a 
barra do vestido preto de Nice para assoar o nariz e enxu-
gar as lágrimas, enquanto, com ternura, o Rei o chamava 
de bobo. Roberto Carlos voltou para o Brasil pensando 
em Caetano e o homenageou com uma canção.
 A música é Debaixo dos Caracóis dosSeus Cabelos, 
lançada no final de 1971 no disco que tem Detalhes. Na 
época, pouca gente sabia que a canção havia sido com-
posta para Caetano Veloso e falava do dia em que ele re-
tornaria ao Brasil. A maioria achava que a letra era sobre 
uma mulher. A tristeza de um exilado que desejava voltar 
não fazia parte das conversas dos fãs do Rei. Do mesmo 
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modo que a esquerda não atribuiria a Roberto Carlos a 
disposição de dedicar uma música a um artista que havia 
sido preso e mandado para fora do país
Disponível em: https://jornaldaparaiba.com.br/cultura/
silvio-osias/roberto-carlos-nao-se-envolve-com-politica-
mas-fez-musica-para-caetano-veloso-depois-de-visita-
lo-no-exilio-em-londres. Acesso em 11 jan. 2024.
A canção de Roberto Carlos, composta no período da Di-
tadura Militar, reflete
A a dificuldade de alcançar novos públicos fora do Brasil.
B o desejo de retorno ao lar e a esperança de dias me-
lhores.
C a necessidade da criação de um novo movimento cul-
tural e partidário.
D o retrocesso de uma população que compactuou com or-
dens arbitrárias.
E a censura contra artistas de todas as esferas políticas 
durante o período ditatorial.
 QUESTÃO 40
Ora (direis) ouvir estrelas!
“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-Ias, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto …
E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”
E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”
Disponível em: https://www.culturagenial.com/
olavo-bilac-poemas/. Acesso em: 30 jan 2024.
Os recursos linguísticos que caracterizam a obra como 
parte do movimento literário denominado Parnasianismo 
são:
A rimas no estilo ABAB nos quartetos e CDC nos terce-
tos e tema amoroso.
B retomada da cultura greco-latina e versos em decassí-
labos heróicos.
C o vocabulário rebuscado e o ato de falar com o cos-
mos.
D o sentimento de amor, uso da forma fixa e o soneto.
E o uso da forma fixa, o soneto e a metrificação.
 QUESTÃO 41
Os séculos que passaram não tiveram opinião diversa a 
nosso respeito — é verdade; mas, desprovidas de qual-
quer base séria, as suas sentenças não ofereciam o mí-
nimo perigo. Era o preconceito; hoje é o conceito. Esma-
gadoras provas experimentais endossam-no. Se F. tem 
0,02 m a mais no eixo maior da oval de sua cabeça, não 
é inferior em relação a B, que tem menos, porque ambos 
são da mesma raça; contudo, em se tratando de raças 
diferentes, está aí um critério de superioridade. As men-
surações mais idiotas são feitas, e, pelo complacente cri-
tério do sistema métrico, os grandes sábios estabelecem 
superioridades e inferioridades. Não contentes com isso, 
buscam outros dados, os psíquicos, nas narrações dos 
viajantes apressados, de touristes imbecis e de aventurei-
ros da mais baixa honestidade. E hoje é para mim motivo 
de alegria poder eu dizer tal coisa, poder tratar tão solenes 
instituições com semelhante desembaraço que não é fin-
gido. É satisfação para minh’alma poder oferecer contes-
tação, atirar sarcasmos à soberbia de tais sentenças, que 
me fazem sofrer desde os quatorze anos. Oh! A ciência! 
Eu era menino, tinha aquela idade, andava ao meio dos 
preparatórios, quando li, na Revista Brasileira, os seus 
esconjuros, os seus anátemas... Falavam as autorizadas 
penas do senhor Domício da Gama e Oliveira Lima... Eles 
me encheram de medo, de timidez, abateram-me; a minha 
jovialidade nativa, a satisfação de viver nesse fantástico 
meio tropical, com quem tenho tantas afinidades, ficou 
perturbada pelas mais degradantes sentenças.
BARRETO, Lima. Diário Íntimo. Disponível em: 
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/
bn000066.pdf. Acesso em 13 jan. 2024. 
Considerado como um dos documentos mais importantes 
sobre a vida de Lima Barreto, o Diário Íntimo apresenta 
um conjunto de textos que abordam, entre outras ques-
tões, a denúncia do racismo. No trecho, ao apresentar 
uma crítica acerca do tratamento desigual em relação aos 
métodos científicos quando aplicados entre brancos e ne-
gros, o autor
A aponta a ciência como um meio de propagar a tolerân-
cia.
B expressa comoção a respeito da falta de coerência nas 
abordagens científicas.
C apresenta doenças que, no decorrer do tempo, foram 
estigmatizadas na área da saúde.
D revela traumas decorrentes das diversas formas de 
discriminação que sofreu na infância.
E expõe o preconceito da sociedade, que, por meio de 
um conceito hipostasiado na ciência, oferecia riscos à 
população negra.
 QUESTÃO 42
O sangue afrinaco fervia-lhe nas veias; o mísero ligava-
-se á odiosa cadeia da escravidão. [...] À hora permitida 
ao descanso, aconcheguei a mim meus pobres filhos, 
extenuados de cansaço, que logo adormeceram. Ouvi 
ao longe um rumor, como de homens que conversavam. 
Alonguei os ouvidos; as vozes se aproximavam. Em breve 
reconheci a voz do senhor. Senti palpitar desordenada-
mente meu coração; lembrei-me do traficante... corri para 
meus filhos, que dormiam, apertei-os ao coração. Então 
senti um zumbido nos ouvidos, fugiu-me a luz dos olhos e 
creio que perdi os sentidos. Não sei quanto tempo durou 
este estado de torpor; acordei aos gritos de meus pobres 
filhos, que me arrastavam pela saia, chamando-me: ma-
mãe! Mamãe!
REIS, Maria Firmina. Úrsula. São 
Paulo: San’Luiz, 2018, p. 173.
O excerto acima, retirado de “Úrsula” - obra de Maria Fir-
mina dos Reis, publicada em 1859 - referencia
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A um episódio cotidiano da elite brasileira contemporâ-
nea.
B uma descrição incomum de cenas fictícias da escrava-
tura brasileira.
C um retrato da realidade vivida pelas pessoas escravi-
zadas no Brasil.
D a incompreensão da sociedade frente à separação en-
tre mãe e filhos.
E um relato expressivo da vivência em comunidade pós-
-abolição da escravatura.
 QUESTÃO 43
Um milagre
Trata-se duma necessidade urgente de expor um senti-
mento forte, sentimento que, em conformidade com o inte-
lecto do seu portador, assume a forma de oração artística 
ou de anúncio. Há aí uma criatura que não se submete a 
fórmulas e precisa meios originais de expressão. Meios 
bem modestos, com efeito, mas essa alma sacudida pelo 
espalhafato de 11 de maio reconhece a sua insuficiência e 
não se atreve a comunicar-se com a Virgem: fala a viven-
tes ordinários, isto é, aos leitores dos anúncios miúdos, e 
confessa a eles o seu agradecimento a Nossa Senhora, 
que lhe concedeu um favor em hora de aperto.
RAMOS, G. Um milagre. As cem melhores 
crônicas brasileiras. DOS SANTOS, J. F. 
(org). Rio de Janeiro: Objetiva, 2007. 
A crônica parte da leitura de um anúncio de uma graça 
alcançada publicado no jornal, uma forma de expressão 
da fé caracterizada pelo narrador como
A autêntica e universalizada por ser publicada no jornal.
B revoltosa e iconoclasta por instigar os leitores do jor-
nal.
C rebuscada e artificial por ser publicada na seção de 
anúncios.
D conservadora e íntima por ser formulado a partir de 
uma oração.
E satírica e perniciosa por ocorrer sem o intermédio de 
um clérigo.
 QUESTÃO 44
Texto I
Disponível em: https://clickmuseus.com.br/
performance-rhythm/. Acesso em: 30 jan 2024.
Texto II
Instruções: Há 72 objetos na mesa que se pode usar em 
mim como quiser. Performance. Eu sou o objeto. Durante 
esse período, eu me responsabilizo totalmente.
“O que eu aprendi com a performance ‘Ritmo Zero’ é que 
se você deixar nas mãos do público, eles podem te matar. 
Eu me senti realmente violada. Cortaram minhas roupas, 
enfiaram espinhos de rosa na minha barriga, uma pessoa 
apontou uma arma para minha cabeça e outra a retirou. 
Isso criou uma atmosferaagressiva. Depois de exatamen-
te 6 horas, como eu tinha planejado, me levantei e come-
cei a caminhar em direção ao público. Todos fugiram para 
escapar de uma confrontação presente.”
Disponível em: https://artrianon.com/2017/10/10/obra-
de-arte-da-semana-performance-ritmo-0-de-marina-
abramovic/. Acesso em: 30 jan 2024 (adaptado).
Realizada em 1974, a performance de Marina Abramović, 
demonstrou, sobretudo
A a violência decorrente da desumanização.
B o machismo estrutural na sociedade da época.
C a ignorância do público ao não perceber o perigo.
D o desrespeito do público e do museu com a artista.
E o medo das pessoas em se responsabilizar por seus 
atos.
 QUESTÃO 45
A slam poetry [poesia slam] nasceu nos meados dos anos 
1980, em Chicago. Herdeira da vasta tradição de poesia 
falada que já existia nos Estados Unidos - dos readings 
dos poetas beatniks; do spoken words de poetas negros, 
como Gil Scott-Heron, que já gravavam seus LPs bem an-
tes da existência dos MC’s; da poesia de Langston Hu-
ghes com suas emulações dos ritmos do jazz. Em The 
cultural politics of slam poetry, Susan Somers-Willet co-
menta sobre algumas implicações políticas das regras do 
slam, que se constituem em contraste com o modelo de 
poesia tradicional: Além de alimentar uma atmosfera con-
tracultural e de disseminar a poesia em lugares não-con-
vencionais, o slam se desenvolveu através do exercício 
de certos ideais democráticos em contraste a convenções 
acadêmicas exclusivistas. […] Desde o começo, o poetry 
slam adotou uma política de portas abertas: qualquer um 
pode se inscrever para batalhar, e qualquer um no público 
está qualificado para julgar. 
FREITAS, Daniela. Slam resistência: poesia, cidadania 
e insurgência.in: Estudo de literatura brasileira 
contemporânea, Brasília, n. 59, e5915, 2020. 
De acordo com o excerto acima, o surgimento do slam se 
apresenta como um elemento de renovação cultural por
A disponibilizar novas referências poéticas aos jovens 
artistas no contexto atual.
B moldar a cultura marginal sob os parâmetros eruditos 
desenvolvidos na atualidade.
C adotar políticas menos maleáveis no que diz respeito à 
forma e ao conteúdo das poesias declamadas.
D reestruturar os moldes tradicionais da poesia em con-
textos culturais divergentes dos convencionais.
E migrar os conceitos de contracultura para o cenário 
brasileiro de jovens periféricos na contemporaneidade.
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–LC • 1º DIA • CADERNO 1 • AZ UL–2024
INSTRUÇÕES PARA A REDAÇÃO
1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta preta, na folha própria, em até 30 linhas.
3. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copia-
das desconsiderado para a contagem de linhas.
4. Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que:
4.1. tiver até 7 (sete) linhas escritas, sendo considerada “texto insuficiente”;
4.2. fugir ao tema ou não atender ao tipo dissertativo-argumentativo;
4.3. apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto.
Texto I
Trabalho infantil é toda forma de trabalho realizado por crianças e adolescentes abaixo da idade mínima permitida, 
de acordo com a legislação de cada país. No Brasil, o trabalho é proibido para quem ainda não completou 16 anos, 
como regra geral. Quando realizado na condição de aprendiz, é permitido a partir dos 14 anos. Se for trabalho noturno, 
perigoso, insalubre ou atividades da lista TIP (piores formas de trabalho infantil), a proibição se estende aos 18 anos 
incompletos.
"O que é trabalho infantil?" https://livredetrabalhoinfantil.org.br/trabalho-infantil/o-que-e/ (Acesso em 07.01.2024)
Texto II
Para a procuradora do trabalho do Ministério Público do Trabalho 
no Distrito Federal, Ana Maria Villa Real, a sociedade precisa se 
conscientizar para exercer o controle social adequado. Precisa en-
tender que o trabalho infantil é uma grave violação dos direitos hu-
manos e deixa sequelas irreversíveis. “É preciso que a sociedade 
reconheça os impactos e consequências físicas e psicológicas na 
vida de meninos e meninas que trabalham, desconstruindo, assim, 
a falsa ideia de que o trabalho precoce é um caminho possível para 
o desenvolvimento humano e social.”
“Nenhuma forma de trabalho infantil deve ser 
reconhecida, segundo procuradora” https://www.
correiobraziliense.com.br/ (Acesso em 07.01.2024)
Texto III
Tribunal Regional do Trabalho - https://trt15.
jus.br/noticia/ (Acesso em 07.01.2024)
Texto IV
Fonte: Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua 2022 “Quase 5% das crianças e 
adolescentes do país estão em situação de trabalho infantil, aponta IBGE” https://g1.globo.com/ (20.12. 2023)
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija 
um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema OS OBSTÁCU-
LOS NO COMBATE AO TRABALHO INFANTIL DO NO BRASIL, apresentando proposta de intervenção que respeite 
os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de 
seu ponto de vista.
CIÊNCIAS HUMANAS E 
SUAS TECNOLOGIAS
Questões de 46 a 90
20
2024
–LC • 1º DIA • CADERNO 1 • AZ UL– 2024CH
 QUESTÃO 46
Acompanhando o processo de metropolização, assistiu-
-se ao que os cientistas sociais brasileiros denominaram 
“periferização”: o crescimento rápido e desordenado das 
franjas metropolitanas a partir de processos de parcela-
mento do solo levados a cabo por pequenos e médios 
agentes imobiliários que se especializaram em “driblar” 
a legislação urbanística, criando loteamentos irregulares, 
muitas vezes clandestinos. Periferização refere-se tam-
bém ao processo de segregação espacial da classe tra-
balhadora, empurrada cada vez mais para longe da área 
central da cidade, confinada em espaços marcados pela 
escassez de serviços urbanos e equipamentos de uso co-
letivo.
Favelas, invasões e ocupações coletivas nas grandes 
cidades brasileiras (Re) Qualificando a questão 
para Salvador- BA Ângela Gordilho Souza. 
Um dos elementos que pode estar associado ao processo 
de periferização é a (o):
A preservação ambiental.
B diversificação econômica.
C planejamento integrado.
D especulação imobiliária.
E ordenamento territorial.
 QUESTÃO 47
Texto I
“Esta vida, como você a está vivendo e já viveu, você terá 
de viver mais uma vez e por incontáveis vezes; e nada 
haverá de novo nela, mas cada dor e cada prazer e cada 
suspiro e pensamento, e tudo o que é inefavelmente gran-
de e pequeno em sua vida, terão de lhe suceder nova-
mente, tudo na mesma sequência e ordem – e assim tam-
bém essa aranha e esse luar entre as árvores, e também 
esse instante e eu mesmo. A perene ampulheta do existir 
será sempre virada novamente – e você com ela, partícula 
de poeira!…”
F. Nietzsche. A Gaia Ciência. Tradução: Paulo César 
de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2001
Texto II
Dias, meses, anos, décadas… Não há como negar o vai 
e vem de tendências através do tempo, seja na moda, na 
política e, especialmente, no comportamento. Questiona-
mentos como ‘para que trabalhar tantas horas por dia?’, 
‘estou fazendo o que realmente gosto?’, ‘aqui é o lugar em 
que escolheria morar?’, entre tantos outros, ganharam es-
paço na mente das pessoas. O Yolo (You Only Live Once 
- Só Se Vive Uma Vez) embora já exista faz tempo, ressur-
giu com nova roupagem. Ele nos lembra que a vida é finita 
e não devemos desperdiçá-la com o que não interessa. 
glamurama.uol.com (Adaptado)
Os textos sustentam a reflexão acerca da vida
A destacando o aprendizado contínuo.
B enfatizando as escolhas individuais.
C negligenciando a diversidade de experiências.
D desconsiderando a temporalidade do sujeito.
E subestimando a influência de tendências.
 QUESTÃO 48
Disse um cabra que nas bandas do Nordeste
Pilão deitado seachegava com o bando
Vinha no rifle de Corisco e Cansanção
Junto de Cirilo Antão, Virgulino no comando
Deus nos acuda, todo povo aperreado
A notícia corre céu e chão rachado
Rebuliço no olhar de um mamulengo
Era dia vinte e oito e lagrimava o sereno
E foi-se então, adeus, capitão!
No estouro do pipoco
Rola o quengo do caboclo
A sete palmos desse chão
[...]
Nos confins do submundo onde não existe inverno
Bandoleiro sem estrada pediu abrigo eterno
Atiçou o cão catraz, fez furdunço
E Satanás expulsou ele do inferno.
Samba-enredo da escola de samba Imperatriz 
Leopoldinense, de 2023. Disponível em: https://
www.letras.mus.br/samba-concorrente/imperatriz-
leopoldinense-2023-me-leva-e-cia/
Carro alegórico da escola de samba Imperatriz 
Leopoldinense em 2023. Disponível em: https://
www.cnnbrasil.com.br/nacional/apos-titulo-interprete-
da-imperatriz-alfineta-influenciadora-entenda/
Com a alegoria e o samba-enredo acima, a escola Impe-
ratriz Leopoldinense se sagrou campeã do carnaval ca-
rioca em 2023. A escola buscou, por meio de seu desfile,
A narrar, com veracidade histórica, o desfecho do canga-
ço brasileiro.
B trabalhar, de forma lúdica, o cotidiano violento do ban-
ditismo social.
C relacionar, por meios religiosos, a violência urbana 
com o julgamento divino.
D condenar, ética e moralmente, a menção a Lampião 
em literaturas de cordel.
E denunciar, de maneira incisiva, a reação policial diante 
de conflitos no sertão.
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2024
–LC • 1º DIA • CADERNO 1 • AZ UL–2024 CH
 QUESTÃO 49
Das coisas existentes, algumas são encargos nossos; 
outras não. São nossos encargos o juízo, o impulso, o 
desejo, a repulsa – em suma: tudo quanto seja ação nos-
sa. Não são encargos nossos o corpo, as posses, a re-
putação, os cargos públicos – em suma: tudo quanto não 
seja ação nossa. Não estão sob o controle dos homens as 
coisas que os homens consideram bens ou males, (…) as 
coisas que não dependem de nós são escravas, pois não 
têm vontade própria nem qualquer poder sobre si mes-
mas, já que estão submetidas ou às leis do cosmos ou à 
vontade alheia.
Dinucci, AL, Julien, A., & de Hierápolis, E. (2013). 
O Encheirídio de Epicteto: Edição Bilíngue. 
Prometeu - Revista de Filosofia, 5. 
De acordo com o texto, um valor fundamental do estoicis-
mo está baseado na (o):
A indiferença.
B apatia.
C sofrimento.
D animosidade.
E angústia.
 QUESTÃO 50
Texto I
De acordo com o IBGE, as características que definem 
um aglomerado subnormal são: ocupação irregular de 
terrenos; lotes e vias de circulação estreitos, irregulares 
e precários; construções não regularizadas pelos órgãos 
públicos; e precariedade de serviços públicos essenciais, 
como energia elétrica, coleta de lixo e redes de água e 
esgoto.
Fonte: IBGE. Censo Demográfico 2010. Aglomerados 
subnormais – Informações territoriais. Disponível em: 
<http://biblioteca.ibge.gov.br>. Acesso em: dez. 2015.
Texto II
No estudo de 1991, a nomenclatura foi usada pela pri-
meira vez, mas chamar de “aglomerado subnormal” é um 
termo que define o lugar desses territórios na cidade de 
forma negativa – “subnormal” –, como não cidade. A de-
nominação cumpriu o papel de reforçar essa ideia de que 
tudo o que estava fora do paradigma da normativa urba-
nística – que tem cor e classe – seria irregular, informal, 
ilegal e eternamente definido pela carência e por uma po-
sição subalternizada nas hierarquias políticas sociais da 
cidade.
Essa denominação carregada de preconceito, também é 
bastante limitada para analisar as características nos ter-
ritórios desprezados e proibidos pelo Estado e mercado 
corporativo, áreas mais sujeitas a deslizamentos, e pe-
riferias, as mais distantes que, foram escanteados pelo 
mercado imobiliário e ocupados justamente pelas pesso-
as com menos recursos, sem acesso a dinheiro, formas 
de financiamento e infraestrutura, que autoconstruíram 
seu próprio habitat.
Disponível em: https://www.labcidade.fau.usp.br/a-
abolicao-do-termo-aglomerados-subnormais-e-passo-
importante-para-o-rompimento-de-uma-economia-
politica-das-cidades-cimentada-na-exclusao/
A interação entre os dois textos chama a atenção sobre
A exclusão social e invisibilidade da pobreza urbana.
B desenvolvimento urbano e cidades planejadas.
C cidades planejadas e desenvolvimento urbano.
D integração social e pobreza urbana.
E exclusão social e pobreza urbana.
 QUESTÃO 51
Analogamente, no que tange às ações também existe ex-
cesso, carência e um meio-termo. Ora, a virtude diz res-
peito às paixões e ações em que o excesso é uma forma 
de erro, assim como a carência, ao passo que o meio-ter-
mo é uma forma de acerto digna de louvor; e acertar e ser 
louvada são características da virtude. Em conclusão, a 
virtude é uma espécie de mediania, já que, como vimos, 
ela põe a sua mira no meio-termo. Por outro lado, é pos-
sível errar de muitos modos (pois o mal pertence à classe 
do ilimitado e o bem à do limitado, como supuseram os 
pitagóricos), mas só há um modo de acertar. Por isso, o 
primeiro é fácil e o segundo difícil — fácil errar a mira, 
difícil atingir o alvo. Pelas mesmas razões, o excesso e a 
falta são característicos do vício, e a mediania da virtude: 
Pois os homens são bons de um modo só, e maus de 
muitos modos.
ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. Coleção: Os 
pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1987.
De acordo com o texto, as reflexões filosóficas de Aristóte-
les acerca da ética têm como fundamento o:
A saber técnico, definido pela faculdade de realizar 
ações competentes.
B saber sensível, determinado pela investigação empíri-
ca da realidade.
C saber prático, marcado pela escolha racional da justa 
medida.
D saber científico, balizado pela construção de verdades 
universais.
E saber intelectual, estabelecido pela construção teórica 
da alma racional.
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2024
–LC • 1º DIA • CADERNO 1 • AZ UL– 2024CH
 QUESTÃO 52
O prefeito de São Paulo [...] declarou guerra contra picha-
dores, grafiteiros e artistas de rua. Vestido com roupas de 
funcionários da limpeza municipal, ele e seu secretário de 
subprefeituras [...] cobriram com tinta cinza, a cor carac-
terística da cidade, pichações e grafites nos últimos dias. 
A ação faz parte do programa Cidade Linda, que prevê 
reparo em calçadas e pintura de muros em vários bairros 
da capital. [...] Para antropólogo e professor da Unifesp 
Pereira, além da desigualdade social, espacial e da desor-
ganização da cidade, uma parcela da população é levada 
para a pichação porque ela oferece “visibilidade e proje-
ção social para o jovem periférico, que resolve circular e 
ocupar o centro da cidade”.
Disponível em: https://brasil.elpais.com/
brasil/2017/01/24/politica/1485280199_418307.html
O texto, acerca de uma discussão muito presente na cida-
de de São Paulo anos atrás, revela o(a):
A homogeneidade cultural na capital paulista.
B acolhimento da prefeitura a artistas periféricos.
C oposição da população às formas de cultura na rua.
D disputa pela apropriação artística do espaço público.
E discordância entre grafiteiros das formas de interven-
ção.
 QUESTÃO 53
Texto I
Toda percepção é a realização de um corpo situado ra-
dicalmente no mundo. Quando se lança o olhar para ver 
alguma coisa, a visão que nasce desse olhar é sempre a 
partir de um lugar em que o corpo está situado.
CAMINHA, Iraquitan de Oliveira. 10 lições sobre 
Merleau-Ponty. Petrópolis, RJ: Vozes, 2019..
Texto II
Nesta terça-feira (05/01) o Teatro Adamastor foi palco 
da 39ª edição do Corpo e Movimento, um dos eventos 
mais tradicionais de Guarulhos. Cerca de 600 alunos dos 
núcleos da Secretaria de Esporte e Lazer realizaram 30 
apresentações de dança, agitando os espectadores, de-
monstrando extrema delicadeza, sincronismo e agilidade. 
A iniciativa da Prefeitura tem por princípio promover o en-
contro entre os núcleos de ginástica e dança dos progra-
mas Atividade Física Orientada, Iniciação Esportiva e Alto 
Rendimento, em que são apresentadas coreografias de-
senvolvidas nas aulasdurante o ano. 
Disponível em:www.guarulhos.sp.gov.br. 
Acesso em 14 de jan. (Adaptado)..
Tal como apresentado nos textos, o saber filosófico e a 
expressão artística evidenciam a:
A experiência como puramente mental e desvinculada 
do corpo.
B primazia da razão sobre a experiência sensorial.
C compreensão do real através da introspecção.
D percepção corporal como modo de conhecer e simbo-
lizar o mundo.
E negação da existência objetiva da realidade externa.
 QUESTÃO 54
Texto I
Racista, eu!? Luxemburgo. Serviço de Publicações Oficiais 
das Comunidades Europeias, 1998. p. 11. (Adaptado)..
Texto II
A intensificação das migrações internacionais das últimas 
décadas coincidiu com transformações que tornaram o 
mercado de trabalho mais restritivo e seletivo no mundo 
desenvolvido. No entanto, do outro lado da moeda, muitos 
países desenvolvidos desejam e até estimulam o ingres-
so de determinados imigrantes, que no geral são aqueles 
com alta qualificação. Esse fenômeno é conhecido como 
“migração de cérebros”. 
LUCCI, E. A; BRANCO, A.L ; MENDONÇA, C. 
Território e sociedade no mundo globalizado. 
3a edição. São Paulo: Saraiva, 2016..
Com base nos dois textos, os fluxos migratórios interna-
cionais nos países ricos têm intensificado
A a xenofobia e a integração cultural.
B a integração cultural e a recessão econômica.
C a integração cultural e o crescimento econômico.
D a xenofobia e a seletividade dos fluxos migratórios.
E a assimilação cultural e a seletividade dos fluxos mi-
gratórios.
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2024
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QUESTÃO 55
Fonte: Folha de S.Paulo, 16 set. 2001. p. A-6 e A-7. Caderno Especial (atualizado em out. de 2015) in LUCCI, E. A; 
BRANCO, A.L ; MENDONÇA, C. Território e sociedade no mundo globalizado. 3a edição. São Paulo: Saraiva, 2016. p. 57
Fonte: BONIFACE, Pascal; VÉDRINE, Hubert. Atlas do mundo global São Paulo: Estação Liberdade, 2009. 
p. 68. in OLIC,N.B et al - Geografia : contextos e redes — 2. ed. São Paulo : Moderna, 2016. p. 53
A cartografia é uma poderosa ferramenta associada à ciência geográfica, que orienta e planeja a ocupação e os diver-
sos usos do território. Deste modo, essa técnica não pode ser compreendida como neutra. Os dois mapas representam 
formas de 
A diferentes zonas climáticas.
B orientação e localização.
C projeção de poder.
D estações do ano.
E fusos horários.
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2024
–LC • 1º DIA • CADERNO 1 • AZ UL– 2024CH
 QUESTÃO 56
Ferreira Netto tinha uma grande fortuna [...] Em uma linha 
de seu testamento, publicado em um jornal um ano antes, 
o comendador fez um pedido comum entre grandes pro-
prietários de escravos da época: depois de sua morte, ele 
gostaria que todos fossem libertados. Ao ler a notícia, Luiz 
Gama, [...] em início de carreira, decidiu acionar a Justiça 
para que a liberdade e a vontade do empresário fossem 
respeitadas. O processo judicial que se seguiu, conhecido 
nos jornais da época como "Questão Netto", é apontado 
por historiadores consultados pela BBC News Brasil como 
a maior ação coletiva de libertação de escravizados co-
nhecida nas Américas.
Disponível em: https://www.bbc.com/
portuguese/brasil-57014874>
A atuação jurídica de Luiz Gama, realizada em 1869, se 
tratou de
A uma ação em prol de quilombolas.
B uma reivindicação pelo fim do tráfico.
C uma contribuição prática ao abolicionismo.
D uma atitude de harmonia com fazendeiros.
E um auxílio à manutenção do sistema escravista.
 QUESTÃO 57
Um retrato da cultura do Norte do Brasil, o Festival Fol-
clórico de Parintins esteve em destaque nas redes sociais 
nesta última semana após a entrada da amazonense Isa-
belle Nogueira no BBB 24. A dançarina dá vida a persona-
gem ‘Cunhã-poranga’ na festividade, reconhecida como 
uma das maiores a céu aberto do mundo. Do Amazonas 
diretamente para a casa mais vigiada do Brasil, Isabelle, 
de 31 anos, ganhou uma atenção especial por sua traje-
tória marcante. Dançarina e influencer, ela entrou no BBB 
24 após receber mais de 2 milhões de votos do público. 
Fora das telas, ela já era conhecida por seu papel no fes-
tival e acumulava milhares de seguidores nas redes. Nes-
ta segunda-feira (8/1), Isabelle Nogueira apresentou-se 
para os brothers e fez questão de explicar a tradição do 
‘boi-bumbá’ e a importância do Festival de Parintins, tanto 
para os nortistas quanto para todo o Brasil..
Disponível em: www.em.com.br. 
Acesso em 14 jan. (Adaptado).
De acordo com o texto, a exposição de tal manifestação 
cultural em rede nacional contribui para
A a diminuição da diversidade artística.
B a modernização do comércio regional.
C a manipulação da memória individual.
D a ampliação do alcance da cultura nortista.
E o estímulo de integração social entre os Estados.
 QUESTÃO 58
Mesquita de Sankore, em Tombuctu, no Mali. 
Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/
Universidade_de_Sancor%C3%A9#/media/
Ficheiro:Sankore_Moske_Timboektoe.JPG.
A Mesquita de Sankore foi construída no início do século 
XIV, durante o Império do Mali. Sua presença indica que 
este império recebeu
A influência islâmica sobre sua cultura.
B imposição política de reinos europeus.
C conversão cristã sobre sua religião oficial.
D contingentes populacionais de povos árabes.
E inspiração arquitetônica de cunho renascentista.
 QUESTÃO 59
BRASIL: CASOS POR COVID-19
Anamorfose Geográfica da COVID-19 no Brasil. 
Adaptado. Disponível em:<https://www.agb.org.
br/covid19/2020/08/08/anamorfose-geografica-da-
covid-19-no-brasil/>. Acesso em: 18 jan. 2024.
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2024
–LC • 1º DIA • CADERNO 1 • AZ UL–2024 CH
A técnica utilizada para representar o mapa sobre o núme-
ro de casos por Covid 19 no país é conhecido como
A escala.
B anamorfose.
C geoprocessamento.
D georreferenciamento.
E sensoriamento remoto.
 QUESTÃO 60
Um certo gênero de árvores há também pelo mato dentro 
na capitania de Pernambuco a que chama copaíbas de 
que se tira bálsamo mui salutífero e proveitoso em ex-
tremo, para enfermidades de muitas maneiras, principal-
mente as que procedem da frialdade: causa grandes efei-
tos, e tira as dores por graves que sejam em muito breve 
espaço. Para feridas ou quaisquer outras chagas, tem a 
mesma virtude, as quais tanto que com ele lhe acodem 
saram mui depressa, e tira os sinais de maneira, que de 
maravilha se enxerga onde estiveram e nisto faz vanta-
gem a todas as outras medicinas.
G NDAVO, P. M. de. Tratado da Terra do Brasil: história 
da província Santa Cruz, a que vulgarmente chamamos 
Brasil. Brasília : Senado Federal, Conselho Editorial, 2008.
Segundo o texto, escrito por um cronista português no sé-
culo XVI, a extração de recursos naturais da colônia se 
relacionava, dentre outros motivos, com
A o comércio de especiarias.
B a realização de cultos católicos.
C a abertura de clareiras na mata.
D a prática medicinal dos colonos.
E o combate a populações indígenas.
 QUESTÃO 61
“Causada pela falta de precipitação, várias ondas de calor 
e temperaturas acima da média, uma seca severa vem 
afetando a Bacia Amazônica, persistindo desde julho des-
te ano. A evolução espaço-temporal da seca indica um 
aumento na extensão e severidade. Indicadores deriva-
dos de satélite mostram uma tensão generalizada na ve-
getação em toda a bacia, particularmente nas regiões su-
deste e estendendo-se até a Bolívia. A umidade do solo foi 
gravemente afetada, com anomalias negativas em grande 
parte da região. Os impactos na hidrologia são enormes: 
os caudais dos rios são extremamente baixos, com muitos 
deles no valor mais baixo para a época. O risco de incên-
dios florestais está aumentando e é alto principalmente no 
centro-oeste do Brasil.”
Seca na Amazônia: ação humana, devastação, 
fenômenos naturais e crise climática. Disponível em: 
<https://www.brasildefato.com.br/2023/10/23/seca-
na-amazonia-acao-humana-devastacao-fenomenos-
naturais-e-crise-climatica>. Acesso em: 18 jan. 2024.
Uma das consequências socioeconômicas atreladas a 
seca no bioma amazônicosão:
A a diminuição do uso intensivo do solo.
B a contaminação das águas subterrâneas.
C a dificuldade para produção agrícola e pesca.
D a redução da desigualdade econômica na região.
E a intensificação do comércio de produtos locais.
 QUESTÃO 62
(Robert de Luzarches. A nave da Catedral de 
Amiens, c. 1218 – 47 :in. GOMBRICH, E.H. 
A história da Arte. Lisboa: LTC, p.187l)
Durante o medievo ocorreram construções de imponentes 
catedrais pela Igreja Católica. A representação de Luzar-
ches em referência à Catedral de Amiens evidencia uma 
peculiaridade arquitetônica dessas catedrais que visava
A evidenciar a simplicidade do poder espiritual.
B remover simbologias e representações de santos dos 
espaços religiosos.
C construir a racionalidade renascentista presente com 
os diálogos com o mundo oriental.
D demonstrar a oponência do poder espiritual perante a 
inferioridade da temporalidade terrena.
E remover qualquer dimensão de existência de um poder 
espiritual superior ao poder temporal exercido pelos 
reis.
 QUESTÃO 63
Produção de soja no Brasil por área (2018)
COSTA SILVA, R. G; MICHALSKI, A. A caminho 
do Norte: cartografia dos impactos territoriais do 
agronegócio em Rondônia (Amazônia ocidental). 
Confins, n. 45, p. 1-22, Paris, 2020.
26
2024
–LC • 1º DIA • CADERNO 1 • AZ UL– 2024CH
A concentração da produção de soja no país representado 
pelo mapa tem como principal indicativo
A a expansão da fronteira agrícola.
B o consumo de soja pela população.
C a preservação dos recursos naturais.
D o investimento na agricultura familiar.
E a incorporação de mão de obra abundante.
 QUESTÃO 64
Como no Rio de Janeiro, os rebeldes eram muito vigiados, 
escolheram São Paulo, para iniciar a segunda rebelião te-
nentista, em julho de 1924. Entre os dias 5 e 28 daquele 
mês, os enfrentamentos entre os militares rebeldes e os 
legalistas causaram, conforme dados oficiais divulgados 
no balanço da Prefeitura paulistana, a morte de 503 pes-
soas e deixaram 4.846 vítimas de ferimento [...]. Bairros 
como a Mooca, o Brás, a Aclimação, o Cambuci, a Luz e 
o Belenzinho foram atacados por canhões federais, insta-
lados nos altos da Penha e da Vila Matilde, por aviões e 
por tanques de guerra, uma arma até então desconhecida 
no Brasil.
ASSUNÇÃO FILHO, F. M. 1924 – Delenda São 
Paulo: a cidade e a população vítimas das armas 
de guerra e das disputas políticas. Dissertação 
(mestrado em História) – Pontifícia Universidade 
Católica de São Paulo, São Paulo, 2014
Os eventos mencionados pelo texto foram reflexo do an-
seio, por parte de patentes medianas do exército, de
A instaurar uma monarquia sob os valores militares.
B romper com o monopólio da política oligárquica paulis-
ta.
C reforçar políticas locais por meio de figuras carismáti-
cas.
D transferir a capital nacional para a então capital finan-
ceira.
E eleger uma presidência com projeto de industrialização 
nacional.
 QUESTÃO 65
Disponível em:<https://redacaoedialogia.blogspot.
com/2020/02/tema-modelo-fuvestvunesppuc-fuga-de.html>
O conceito apresentado pela charge da Mafalda, repre-
senta um fluxo migratório conhecido como:
A Êxodo rural.
B Nomadismo.
C Transumância.
D Fuga de cérebros.
E Migração pendular.
 QUESTÃO 66
No estado natural, compete a cada homem a resolução 
dos seus conflitos e execução da justiça, e grandes incon-
venientes advém de um estado onde o homem pode ser 
juiz em causa própria, porque há uma distorção natural de 
percepção da gravidade das situações e da pena a apli-
car, consoante elas envolvem o interesse próprio ou não. 
As incertezas do uso não regulamentado do poder que o 
homem tem de punir as transgressões dos outros, e o pos-
sível desrespeito pela lei natural, tornam-se uma ameaça, 
o que faz com que o homem procure a segurança das leis 
estabelecidas, de juizes independentes protegidos por um 
governo que faça cumprir a lei. O motor que leva o homem 
a entrar na sociedade civil é primariamente de natureza 
econômica. A Sociedade Civil, sobre a tutela da lei, é a 
que melhor protege o homem e a sua propriedade.
LOCKE, John, Two Treatiseso/ Government. The 
Second Treatise.An Essay Concerning the True Original 
Extent, and End o/ Civil Government, Laslett, Peter 
(ed.), Cambridge, Cambridge Press. University.
Segundo John Locke, a sociedade civil, constituída na fi-
gura do Estado, garante a: 
A segurança jurídica.
B anarquia absoluta.
C paz perpétua.
D tirania individual.
E anulação dos conflitos.
 QUESTÃO 67
China e Índia propuseram medidas para resolver disputas 
sobre fronteira, à medida que Pequim tenta remover os 
obstáculos em um relacionamento que, segundo o gover-
no chinês, pode mudar a ordem política internacional. As 
duas partes têm prometido aumentar a cooperação entre 
os dois gigantes asiáticos. ‘Nós temos capacidade de fa-
zer a ordem política e econômica global se mover em uma 
direção mais justa e equilibrada’, disse o primeiro-ministro 
chinês, Li Keqiang.
As tensões entre China e Índia cresceram no ano passado 
sobre a disputa de fronteira no Himalaia. A China reivindi-
ca mais de 90 mil km2 governados por Nova Délhi na parte 
ocidental. Já a Índia diz que além da China ocupar 38 mil 
km2 de seu território na planície Aksai Chin, na parte oci-
dental, suspeita que apoie o seu maior rival, o Paquistão.
RAJAGOPALAN, Megha. China e Índia prometem reduzir 
a disputa de fronteira. Disponível em:<http://br.reuters.
com/article/worldNews/idBRKBN0O010S20150515>.
Acesso em: janeiro 2024. Adaptado..
As disputas fronteiriças na Ásia Central correspondem 
aos conflitos
A de Nagorno-Karabakh entre Índia, China e Paquistão.
B de Nagorno-Karabakh entre Armênia e Azerbaijão.
C da Caxemira entre Índia, China e Cazaquistão.
D da Chechênia entre Rússia, Índia e Paquistão.
E da Caxemira entre Índia, China e Paquistão.
27
2024
–LC • 1º DIA • CADERNO 1 • AZ UL–2024 CH
 QUESTÃO 68
Pessoas negras, inseridas em contextos de morte social 
são descartáveis e são objetos de violência gratuita inde-
pendentemente do que fazem. O mundo da política, da so-
ciedade civil, do estado-império, é um mundo cuja lógica 
depende da morte negra, social e física. A pessoa negra, 
por definição, morre violentamente sem causa. “Amaril-
do desapareceu a caminho de casa.” Ou “Cláudia estava 
indo comprar pão e foi morta pela polícia.” E outros tantos 
casos. Previsíveis em sua imprevisibilidade. Imprevisíveis 
em sua previsibilidade. Todos paradigmáticos: emblemáti-
cos da lógica social antinegra, do mundo antinegro.
VARGAS, João Helion Costa. Por uma mudança de 
paradigma: antinegritude e antagonismo estrutural. 
In: FLAUZINA, Ana Luiza Pinheiro; VARGAS, João 
Helion Costa (orgs.). Motim: horizontes do genocídio 
negro. Brasília: Brado Negro, 2017, pp. 91-105.
De acordo com o texto, uma característica fundamental da 
sociedade brasileira é 
A a desigualdade de gênero.
B a exclusão social.
C a iniquidade política.
D a disparidade econômica.
E o racismo estrutural.
 QUESTÃO 69
TERRA, Ligia e outros. Conexões: estudos de geografia 
geral e do Brasil. São Paulo: Moderna, 2008. 
O período da Guerra Fria marcou uma disputa entre su-
perpotências, Estados Unidos e União Soviética, fomen-
tou um forte conflito ideológico e geopolítico. Embora as 
partes não tivessem como estratégia central o ataque di-
reto ao oponente, a produção de armas nucleares con-
tinuou extremamente assídua. A estratégia utilizada por 
essas superpotências em relação a produção de armas 
nucleares tem como principal objetivo:
A o estabelecimento de tratados de proliferação nucle-
ar.
B a cooperação científica internacional para fins pacífi-
cos.
C a dissuasão do oponente através de uma ameaça nu-
clear.
D o acordo comercial em exportar armas nucleares para 
países aliados.
E a formação de alianças políticas para o compartilha-
mento de tecnologia nuclear.
 QUESTÃO 70
LATUFF, Carlos. Jornal Brasil de Fato.08 de 
maio 2023. Disponível em:< https://twitter.com/LatuffCartoons/status/1655595038166884352>
A charge ironiza um problema recorrente em relação à pro-
dução de alimentos no país. No que diz respeito ao Movi-
mento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, sua principal 
reivindicação é:
A a alteração da posse de grandes fazendas.
B a exportação de produtos agrícolas cultivados pelo 
MST.
C a implementação de políticas de incentivos à monocul-
tura.
D a promoção da exploração intensiva dos recursos na-
turais.
E a ocupação de terras improdutivas para a produção de 
alimentos.
 QUESTÃO 71
Texto I
A aparição de um conceito desvalorizante de “Idade Mé-
dia”, quer dizer, literalmente, de “época intermediária”, é 
consequência de um duplo fenômeno cultural e religioso. 
Resulta da vontade manifesta dos humanistas italianos, 
desde o século XIV, de retornar às fontes da Antiguidade 
Clássica em sua pureza e autenticidade filológicas [...]
LE GOFF, J.; SCHMITT, J. C (org.). Dicionário analítico do 
Ocidente medieval. São Paulo: Editora UNESP, 2017.
Texto II
[...] quando acompanhamos a história da noção de Idade 
Média, desde a primeira vez em que ela surgiu até a épo-
ca contemporânea, vemos que essa ferramenta de classi-
ficação e de ordenamento do tempo é também o resultado 
das visões dos seus autores a respeito das sociedades 
em que viviam e das relações destas com o passado. 
SILVA, Marcelo Cândido da. História medieval. 
São Paulo: Editora Contexto, 2019.
Apesar de partirem de elementos distintos para compre-
ender a Idade Média, os autores concordam que esse pe-
ríodo foi
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2024
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A idealizado por membros do alto clero.
B estudado por historiadores medievais.
C construído a partir de valores do presente.
D baseado em perspectivas dos próprios medievos.
E constituído a partir de conhecimentos da Antiguidade.
 QUESTÃO 72
O funcionário público Francisco Conte Ficho, de Jaú (SP), 
enfim acabou com o pesadelo que o acompanhava desde 
criança. Em outubro, aos 33 anos de idade, ele conseguiu 
fazer duas mudanças significativas no próprio nome. O 
prenome diminuiu, e o sobrenome aumentou. Antes das 
alterações, ele se chamava Francisco Egídio Conte. Ele 
não se sentia à vontade como Francisco Egídio porque 
seu pai, Egídio, teve um casamento curto com sua mãe 
e pouco acompanhou seu crescimento. Quando assina-
va, ele preferia abreviar ou simplesmente excluir o nome 
Egídio. Ao mesmo tempo, por ter sido criado exclusiva-
mente pela mãe, achava injusto carregar só o sobrenome 
paterno, e não o materno. Para realizar o antigo sonho, 
Francisco Conte Ficho recorreu a uma lei federal recen-
temente aprovada pela Câmara e pelo Senado e sancio-
nada pela Presidência da República que tornou a troca de 
prenome e sobrenome mais simples, rápida e barata (Lei 
14.382, de 2022).
Disponível em: www.arpen sp.org.br. (Adaptado)
A mudança legislativa retratada no texto evidencia
A a centralização do poder judiciário.
B a autenticidade identitária dos indivíduos.
C a burocratização dos registros civis.
D a discriminação de grupos específicos.
E a desconsideração das tradições familiares.
 QUESTÃO 73
Em destaque, temos uma região mineralógica assentada 
em escudos cristalinos pela qual a produção está direta-
mente associada ao escoamento portuário pelos portos 
de Vitória (ES) e Santos (SP).
Essa região corresponde
A a Serra do Navio.
B a Serra dos Carajás.
C ao Maciço do Urucum. 
D a Raposa Serra do Sol.
E ao Quadrilátero Ferrífero.
 QUESTÃO 74
À época, a divisão do trabalho nas guildas também in-
cluía a organização do lazer, fazendo com que as mani-
festações culturais de artesãos e comerciantes tivessem 
muito em comum. Cada uma dessas corporações tinha 
seus santos padroeiros, tradições e rituais que, apesar da 
especificidade, conservavam grande semelhança, inde-
pendentemente do ofício que representavam. Das guildas 
estavam excluídos os descendentes de pastores, os filhos 
de mendigos, os verdugos, os coveiros, os menestréis, 
sob a justificativa de não serem “gente honrada”
MICELI, Paulo. História Moderna. São 
Paulo: Editora Contexto, 2021.
No texto, as diferentes atividades profissionais realizadas 
pelos artesãos europeus, no início da Era Moderna, se 
relacionavam diretamente com a
A multiplicidade religiosa presente na cidade.
B quantidade de riqueza adquirida pelo indivíduo.
C redistribuição de renda entre habitantes dos burgos.
D diversidade de práticas culturais em centros urbanos.
E forma democrática de administração das associações.
 QUESTÃO 75
Ao promover a livre circulação de mercadorias e serviços 
entre Estados Unidos, Canadá e México, o Acordo de Li-
vre-Comércio da América do Norte (NAFTA), ratificou a 
expansão e concentração de indústrias estadunidenses 
em território mexicano, realizando a montagem de produ-
tos através da exploração de mão de obra.
LUCCI, E. A; BRANCO, A.L ; MENDONÇA, C. Território 
e sociedade no mundo globalizado. 3a edição. 
São Paulo: Saraiva, 2016. p 211. (Adaptado)
As formações industriais instaladas no território mexicano 
mencionadas no texto são do tipo
A plataformas de exportação.
B bens de produção.
C bens de capital.
D infraestrutura.
E maquiladoras.
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2024
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 QUESTÃO 76
E com igual clareza é uma das qualidades fundamentais 
da economia privada capitalista ser racionalizada com 
base no cálculo aritmético rigoroso, ser gerida de forma 
planejada e sóbria para o almejado sucesso econômico, 
contrariamente à existência do camponês, o qual leva a 
vida da mão para a boca, à rotina privilegiada do artesão 
das antigas corporações [e ao “capitalismo aventureiro”, 
orientado pelo oportunismo político e pela especulação 
irracional]
WEBER, M. 2004. A Ética Protestante e o “Espírito” 
do Capitalismo. São Paulo, Companhia das Letras..
De acordo com o texto, um dos elementos que caracteriza 
a modernidade é
A a racionalização do mundo, marcada pelo cálculo do 
capitalismo moderno.
B o aumento do modo de produção camponês como mo-
delo econômico predominante.
C a supressão da liberdade econômica como ideia de 
progresso moral.
D o fortalecimento do capitalismo aventureiro como a 
principal forma de economia.
E o incentivo da competição e eliminação do mercado 
como motores da economia moderna.
 QUESTÃO 77
Para começo de conversa, nunca mais precisaremos es-
tar sós. O dia inteiro, sete dias por semana, basta apertar 
um botão para fazer aparecer uma companhia do meio 
de uma coleção de solitários. Nesse mundo on-line, nin-
guém jamais fica fora ou distante; todos parecem cons-
tantemente ao alcance de um chamado - e mesmo que 
alguém, por acaso, esteja dormindo, há muitos outros a 
quem enviar mensagens, ou a quem alcançar de imedia-
to pelo Twitter, para que a ausência temporária nem seja 
notada. Em segundo lugar, é possível fazer 'contato' com 
outras pessoas sem necessariamente iniciar uma conver-
sa perigosa e indesejável. O 'contato' pode ser desfeito ao 
primeiro sinal de que o diálogo se encaminha na direção 
indesejada: sem riscos, sem necessidade de achar moti-
vos, de pedir desculpas ou mentir; basta um toque leve, 
quase diáfano, em uma tecla, um toque totalmente indolor 
e livre de riscos."
BAUMAN, Zygmunt. 44 cartas do mundo líquido 
moderno. Rio de Janeiro: Zahar, 2011.
De acordo com o texto, a transformação provocada pela 
tecnologia afetou drasticamente as relações sociais, na 
medida em que
A garantiu interações significativas.
B tornou os diálogos online mais arriscados.
C facilitou a busca por companhia.
D eliminou totalmente a necessidade de relações pre-
senciais.
E provocou o aumento linear da solidão.
 QUESTÃO 78
A segunda onda
Os enormes aumentos da população urbana em países 
mais pobres são parte de uma ‘segunda onda’ de tran-
sições demográficas, econômicas e urbanas muito maior 
e mais rápida do que a primeira onda de transições mo-
dernas que começaram na Europa e na América do Norte 
no séculoXVIII. Em ambas as ondas, a combinação de 
crescimento da população com mudanças econômicas 
alimentou a transição urbana. Entretanto, mais uma vez 
a velocidade e a escala da urbanização hoje são muito 
maiores do que no passado. Isso implica uma série de no-
vos problemas para as cidades nos países mais pobres.
UNFPA. Situação da população mundial 2007: 
desencadeando o potencial do crescimento urbano. 
p. 7.Disponível em: <www.unfpa.org.br/Arquivos/
swop2007.pdf>. Acesso em: jan. 2024. Adaptado. 
A situação descrita no texto indica que
A está em curso o fenômeno da transição urbana.
B há uma terceira onda de urbanização nos países mais 
ricos.
C ocorreu a primeira onda urbana na América Latina e 
África no século XVIII.
D a velocidade e a escala da urbanização atual são muito 
menores do que no passado.
E houve aumentos de população urbana em países ricos 
como parte de uma segunda onda.
 QUESTÃO 79
A sociedade moderna está em revolta contra o tempo 
rotineiro, burocrático, que pode paralisar o trabalho, o 
governo e outras instituições. (...) Na aurora do capi-
talismo industrial, porém, não era tão evidente assim 
que a rotina fosse um mal. Em meados do século XVIII, 
parecia que o trabalho repetitivo podia levar a duas di-
ferentes direções, uma positiva e frutífera, outra des-
trutiva. O lado positivo da rotina foi descrito na grande 
Enciclopédia de Diderot, publicada de 1751 a 1772; o 
lado negativo do tempo de trabalho regular foi retratado 
da forma mais dramática em A Riqueza Das Nações, 
de Adam Smith, publicado em 1776. Diderot acreditava 
que a rotina no trabalho podia ser igual a qualquer outra 
forma de aprendizado por repetição, um professor ne-
cessário; Smith, que a rotina embotava o espírito. Hoje, 
a sociedade fica com Smith.
SENNET, Richard. A corrosão do caráter: consequências 
pessoais do trabalho no novo capitalismo, 1998.
Tal como apresentado no texto, o triunfo da visão de Smith 
nas sociedades contemporâneas evidencia
A a desvalorização da importância da criatividade e ino-
vação na sociedade atual, em favor da rotina.
B o fortalecimento da perspectiva de que a burocracia é 
fundamental para o funcionamento eficiente das insti-
tuições modernas.
C a promoção da ideia de que a repetição constante no 
trabalho é essencial para o progresso individual na so-
ciedade contemporânea.
D o distanciamento da visão de que a rotinização das ati-
vidades laborais seja efetiva como instrumento de 
crescimento e fortalecimento pessoal.
E a emancipação das condições de trabalho em compa-
ração com o capitalismo industrial.
30
2024
–LC • 1º DIA • CADERNO 1 • AZ UL– 2024CH
 QUESTÃO 80
(...) a sociedade, como um todo, é afetada sobretudo por 
aquilo que a técnica libera no mundo, e assim efetivamente 
pelo seu progresso, já que ele é um progresso de resulta-
dos. Ora, quanto à complexidade desses resultados – os 
frutos destinados ao consumo humano e à constituição da 
condição humana -, apenas podemos dizer que uns têm 
um efeito moralizador, outros são desmoralizantes, ou bem 
comportam os dois efeitos ao mesmo tempo, sem que se 
possa daí alcançar uma média final. Certa, apenas, é sua 
ambivalência.
JONAS, Hans. O princípio responsabilidade: ensaio 
de uma ética para a civilização tecnológica. Rio de 
Janeiro: Contraponto, Ed. PUC-Rio, 2006, p. 272.
Com base no texto acima, Hans Jonas afirma que o pro-
gresso da técnica no mundo
A moraliza as relações que constituem os homens.
B socializa o conhecimento entre os homens.
C afeta de modo ambivalente a humanidade.
D reconstitui a natureza humana decaída.
E altera a condição humana degradada.
 QUESTÃO 81
No mundo digital em constante evolução, a dissemina-
ção de informações falsas, conhecidas como fake news, 
tornou-se uma preocupação crescente para empresas e 
marcas. À medida que as notícias falsas se espalham ra-
pidamente pelas redes sociais e outras plataformas on-
line, o impacto negativo na reputação das marcas pode 
ser significativo. Uma das principais razões pelas quais as 
fake news têm um impacto tão poderoso é a velocidade 
com que elas se espalham nas plataformas digitais. Essa 
disseminação rápida e massiva pode dificultar a conten-
ção e a correção das fake news, tornando-as ainda mais 
prejudiciais para a reputação da marca. 
Disponível em: https://www.comunique-
se.com.br.(Adaptado). 
Um das consequências relacionadas à Fake News no am-
biente profissional está identificada no seguinte elemento:
A descredibilidade.
B confiança.
C inovação.
D transparência.
E diversificação.
 QUESTÃO 82
“A construção de um complexo eólico entre os municípios 
de Canudos, Jeremoabo e Euclides da Cunha, no sertão 
da Bahia, tem trazido insatisfação às comunidades tradi-
cionais de fundo e fecho de pasto da região. Trata-se de 
um empreendimento da empresa francesa Voltalia Ener-
gia do Brasil, que atua no setor energético. O projeto está 
bloqueando acessos às terras comunais com a instalação 
de estrada e portões, impedindo a circulação dos mora-
dores e ocasionando a degradação das poucas áreas de 
pastoreio de animais que ainda restam.”
Comunidades tradicionais de fundo e fecho de 
pasto lutam contra instalação de complexo eólico. 
Disponível em: <https://mapadeconflitos.ensp.fiocruz.
br/conflito/comunidades-tradicionais-de-fundo-e-
fecho-de-pasto-lutam-contra-instalacao-de-complexo-
eolico/#sintese>. Acesso em: 18 jan. 2024.
De acordo com as informações, as implicações da imple-
mentação da tecnologia citada no texto trazem como con-
sequência
A o estímulo à mecanização rural.
B a expansão da agricultura familiar.
C a geração de empregos para a comunidade rural.
D a inviabilização dos modos de vidas tradicionais.
E o aumento da produção de riquezas nas áreas agríco-
las.
 QUESTÃO 83
Segundo a tradição, as lutas entre as classes populares 
descontentes e as oligarquias levaram a que Drácon atu-
asse como legislador, encarregado de redigir as leis e tor-
ná-las conhecidas por todos. O Código atribuído a Drácon 
teria sido feito por volta de 620 a. C. (embora os pesquisa-
dores só tenham encontrado uma reprodução bem poste-
rior desse texto). Ele representou um avanço, pois tornou 
as leis públicas e aplicáveis a todos, mas não acabou com 
a hegemonia econômica dos aristocratas, que continua-
ram a dominar a vida política mais significativa.
FUNARI, P. P. Grécia e Roma. São 
Paulo: Editora Contexto, 2001.
Apesar de seus limites, as leis draconianas possibilitaram
A o ostracismo de legisladores.
B a distinção jurídica por renda.
C a ampliação social da cidadania.
D a expansão do pensamento filosófico.
E a igualdade econômica entre atenienses.
 QUESTÃO 84
A mobilização de usuários do Facebook e do Twitter, os 
dois sites de redes sociais mais acessados do Brasil, foi 
considerada uma das principais forças por trás das ma-
nifestações que atingiram todo o país durante o mês de 
junho. Na internet, tanto usuários experientes quanto ini-
ciantes se tornaram organizadores, comentaristas e prota-
gonistas dos protestos. O Twitter é apontado por usuários 
entrevistados pela BBC Brasil como uma das principais 
fontes de informação em tempo real sobre o que acon-
tecia durante as manifestações. O Facebook, por outro 
lado, foi usado principalmente para organizar atos de pro-
testo e demonstrar posicionamentos políticos.
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/
noticias/2013/07/130628_protestos_redes_personagens_cc
Os atos de 2013 possuíram caráter inédito na história bra-
sileira ao relacionar:
A meios de comunicação e golpe institucional.
B panfletagem de rua e coerção dos sindicatos.
C organização política em massa e redes sociais.
D mobilização de militares e ocupação do Congresso.
E utilização da bandeira nacional e banimento de parti-
dos.
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2024
–LC • 1º DIA • CADERNO 1 • AZ UL–2024 CH
 QUESTÃO 85
Texto I
“Segundo estimativas recém-divulgadas pelo Ministério 
das Relações Exteriores do Brasil, o Itamaraty, 91,5 mil 
brasileirosviviam na Guiana Francesa em 2022. É a 10ª 
maior população brasileira em um território estrangeiro, 
à frente pela primeira vez, por exemplo, da comunidade 
brasileira na Argentina (90,3 mil) e da própria França eu-
ropeia (90 mil).”
Fonte: Imigrantes: o surpreendente “país” onde 
brasileiros podem ser 30% da população. Disponível 
em: <https://www.bbc.com/portuguese/articles/
c51q1qqqww1o>. Acesso em: 18 jan. 2024.
Texto II
Quantidade de brasileiros vivendo na Guiana Francesa
Fonte: Ministério das Relações Exteriores do Brasil.
Com base nas informações, o expressivo fluxo migratório 
feito por brasileiros em direção a Guiana Francesa é deri-
vado ao seguinte fato:
A remuneração em Euro.
B exploração de recursos naturais.
C equivalência de costumes culturais.
D disponibilidade de serviços de saúde.
E auxílio para qualificação profissional.
 QUESTÃO 86
“A modificação acelerada, a velocidade, a incorporação 
sempre crescente de novos capitais fixos ao território (es-
tradas, ferrovias, portos, aeroportos, instalações fabris 
etc.), a chegada e dispersão das técnicas de comunica-
ção e informação etc. vão dar a este período uma forma 
nova que o diferencia dos demais. Isto provoca o que ele 
denomina de instantaneidade dos momentos e dos luga-
res, universalidade e unicidade das técnicas etc."
MAIA, Lucas. O conceito de meio técnico-científico-
informacional em Milton Santos e a não-visão da 
luta de classes. CAMINHOS DE GEOGRAFIA. 
Uberlândia, v. 13, n. 41, p. 29-41, mar/2012. 
Disponível : <http://www.ig.ufu.br/revista/caminhos.
html>. Acesso em: 06 de Fevereiro de 2024.
As modificações citadas no excerto podem influenciar di-
retamente
A nos estoques de produção.
B no processo de conurbação.
C nos fatores locacionais de indústrias.
D no método de organização da produção.
E no regime de contratação de funcionários.
 QUESTÃO 87
O Brasil ficou em 94º lugar entre 180 países no ranking 
mundial do Índice de Percepção da Corrupção (IPC) 
2023, que mede como a integridade do setor público é 
vista internacionalmente. O país aparece estagnado com 
38 pontos em uma escala de zero a 100 – em que zero 
significa “altamente corrupto” e 100 significa “muito ínte-
gro” – pelo terceiro ano consecutivo, saindo da 96ª para 
a 94ª posição, já que outros países pioraram suas notas. 
Os 38 pontos alcançados pelo Brasil em 2022 estacionam 
o país abaixo da média global (43 pontos), da média re-
gional para América Latina e Caribe (43 pontos), da média 
dos Brics (39 pontos) e distante da média dos países do 
G20 (53 pontos) e da Organização para a Cooperação e 
Desenvolvimento Econômico (OCDE) (66 pontos).
Disponível em: www.cnn brasil.com.(Adaptado).
Uma das possíveis medidas para tentar minimizar a per-
cepção acerca do sistema político brasileiro é
A desencorajar a participação cívica na sociedade política.
B promover o debate identitário.
C adotar práticas de redução da desigualdade social.
D incentivar políticas de transparência.
E ampliar o acesso à impressa digital.
 QUESTÃO 88
Apesar de ser uma das mais importantes áreas de captu-
ra de carbono da atmosfera global, absorvendo enormes 
quantidades de dióxido de carbono liberadas pela queima 
de combustíveis fósseis, a floresta amazônica segue sob 
ameaça e já perdeu cerca de 17% de sua área. Para dis-
cutir como protegê-la, líderes de oito países da região se 
reúnem em um encontro que debaterá também o desen-
volvimento sustentável da floresta e o papel dos povos 
indígenas.
OSBORNE, Louise; SCHAUENBERG, Tim. Disponível em: 
[https://www.dw.com/pt-br/apesar-de-queda-desmatamento-
segue-como-desafio-na-amaz%C3%B4nia/a-66469400] 
Acesso em: 06 fev. 2024 (adaptado).
O problema apontado no texto é impulsionado por ativi-
dades como
A a pirataria de animais silvestres.
B a intensa especulação imobiliária.
C a disponibilidade de matérias-primas.
D a comercialização irregular da madeira.
E o reflorestamento de áreas devastadas.
 QUESTÃO 89
Numa cultura democrática, esperamos e, mais do que 
isso, desejamos que os cidadãos se preocupem com suas 
liberdades e oportunidade básicas, a fim de desenvolver 
e exercer suas capacidades morais, e de procurar realizar 
suas concepções do bem. Julgamos que mostram falta de 
auto-respeito e fraqueza de caráter quando não o fazem.
RAWLS, John. O liberalismo político. Brasília: Ática, 2000..
A consolidação da cidadania, segundo a visão do autor, 
pressupõe assumir uma posição que valorize
A a igualdade política.
B o pluralismo ideológico.
C a educação crítica.
D a diversidade cultural.
E a responsabilidade individual.
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2024
–LC • 1º DIA • CADERNO 1 • AZ UL– 2024CH
 QUESTÃO 90
Da relação da cidadania com o Estado-nação deriva uma 
última complicação do problema. Existe um consenso a 
respeito da ideia de que vivemos uma crise do Estado-na-
ção. Discorda-se da extensão, profundidade e rapidez do 
fenômeno, não de sua existência. A internacionalização do 
sistema capitalista, iniciada há séculos mas muito acele-
rada pelos avanços tecnológicos recentes, e a criação de 
blocos econômicos e políticos têm causado uma redução 
do poder dos Estados e uma mudança das identidades 
nacionais existentes. As várias nações que compunham 
o antigo império soviético se transformaram em novos 
Estado-nações. No caso da Europa Ocidental, os vários 
Estado-nações se fundem em um grande Estado multina-
cional. A diminuição no poder do governo reduz também 
a relevância do poder de participar. Por outro lado, a am-
pliação da competição internacional coloca pressão sobre 
custo da mão de obra e sobre as finanças estatais, o que 
acaba afetando o emprego e os gastos do governo.
CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil: o longo 
caminho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001.
A partir do texto, infere-se que uma das consequências 
modernas das relações entre cidadania e o Estado-nação 
é
A a estagnação do desenvolvimento tecnológico.
B a perda de direitos políticos e sociais.
C a manutenção inalterada das identidades nacionais.
D o aumento da autonomia dos governos locais.
E a estabilidade do poderio estatal
RASCUNHO
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Transcreva a sua Redação para a Folha de Redação.
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