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PROGRAMAÇÃO
MANUAL
do
MAZATROL MATRIX NEXUS
(para Centros de Usinagem
Programação EIA/ISO
MANUAL Nr. : H740PB0060E
Série Nr. :
Antes de usar esta máquina e equipamentos, entenda totalmente o conteúdo deste manual para
assegurar a operação correta. Se você tiver alguma dúvida, solicite esclarecimento no Centro
Técnico ou Centro Tecnológico mais próximo.
1. Certifique-se de observar as precauções de segurança descritas neste manual e o conteúdo das plaquetas
de segurança na máquina e equipamentos. A falha pode causar sérias lesões pessoais ou danos materiais.
Substitua qualquer plaqueta de segurança faltante o mais rápido possível.
2. Nenhuma modificação que afete a segurança da operação deve ser executada. Se tais modificações forem
necessárias, contate o Centro Técnico ou Centro Tecnológico mais próximo.
3. Com a finalidade de explicar a operação da máquina e dos equipamentos, algumas ilustrações podem não
incluir as características de segurança, tais como tampas, portas, etc. Antes de iniciar a operação,
certifique-se que todos os itens estejam no lugar.
4. Este manual foi considerado completo e preciso na época da publicação, entretanto, devido ao nosso
desejo de melhorar constantemente a qualidade e especificações de todos os nossos produtos, ele está
sujeito à alteração ou modificação. Se você tiver alguma dúvida, contate o Centro Técnico ou Centro
Tecnológico mais próximo.
5. Sempre conserve este manual próximo ao maquinário, para uso imediato.
6. Se um novo manual for necessário, solicite o mesmo no Centro Técnico ou Centro Tecnológico mais
próximo, informando o número do manual ou o nome da máquina, número de série e nome do manual.
Emitido pela Seção de Publicações de Manuais, Yamazaki Mazak Corporation, Japão
05. 2006
AVISO IMPORTANTE
C-1
ÍNDICE
Página
1 EIXOS CONTROLADOS........................................................................1-1
1-1 Palavras Coordenadas e Eixos Controlados ..................................................... 1-1
2 UNIDADES DE ENTRADA DE DADOS DO PROGRAMA ....................2-1
2-1 Unidades de Entrada de Dados do Programa ................................................... 2-1
2-2 Unidades de Configuração de Dados ................................................................ 2-1
2-3 Dados Décuplos do Programa........................................................................... 2-1
3 FORMATOS DE DADOS .......................................................................3-1
3-1 Códigos da Fita.................................................................................................. 3-1
3-2 Formatos de Programa...................................................................................... 3-5
3-3 Formato de Armazenamento de Dados da Fita ................................................. 3-6
3-4 Salta Bloco Opcional.......................................................................................... 3-6
3-5 Número de Programa, Número de Seqüência e Número de Bloco: O, N.......... 3-7
3-6 Paridade H/V ..................................................................................................... 3-8
3-7 Lista de Códigos G .......................................................................................... 3-10
4 REGISTROS DE BUFFER.....................................................................4-1
4-1 Buffer de Entrada............................................................................................... 4-1
4-2 Buffer de Pré-Leitura.......................................................................................... 4-2
5 PROGRAMAÇÃO DE POSIÇÃO ...........................................................5-1
5-1 Método de Entrada de Dados Dimensionais...................................................... 5-1
5-1-1 Entrada de dados absolutos/incrementais: G90/G91 ............................................ 5-1
C-2
5-2 Seleção do Sistema em Polegadas/Milímetros: G20/G21 ................................. 5-3
5-3 Entrada do Ponto Decimal ................................................................................. 5-4
6 FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO...........................................................6-1
6-1 Comando de Posicionamento (Avanço Rápido): G00........................................ 6-1
6-2 Posicionamento em Sentido Único: G60 ........................................................... 6-4
6-3 Comando de Interpolação Linear: G01.............................................................. 6-5
6-4 Comandos de Interpolação Circular: G02, G03 ................................................. 6-6
6-5 Comandos de Interpolação Circular com Raio Designado: G02, G03............... 6-9
6-6 Interpolação Espiral: G2.1, G3.1 (Opcional) .................................................... 6-11
6-7 Seleção de Plano: G17, G18, G19 .................................................................. 6-19
6-7-1 Vista geral........................................................................................................... 6-19
6-7-2 Métodos de seleção de planos............................................................................ 6-19
6-8 ATIVA/CANCELA Interpolação de Coordenadas Polares: G12.1/G13.1......... 6-21
6-9 Interpolação de Eixo Virtual: G07 .................................................................... 6-24
6-10 Interpolação Spline: G06.1 (Opcional) ............................................................. 6-25
6-11 Interpolação NURBS: G06.2 (Opcional) .......................................................... 6-36
6-12 Interpolação Cilíndrica: G07.1 ......................................................................... 6-43
6-13 Interpolação Helicoidal: G17 a G19, G02, G03................................................ 6-52
7 FUNÇÕES DE AVANÇO........................................................................7-1
7-1 Velocidades de Avanço Transversal Rápido ..................................................... 7-1
7-2 Velocidades de Avanço de Corte....................................................................... 7-1
7-3 Avanço Assíncrono/Síncrono: G95/G94 ............................................................ 7-1
C-3
7-4 Selecionando uma Veloc. de Avanço e Efeitos em Cada Eixo de Controle....... 7-3
7-5 Aceleração/Desaceleração Automática ............................................................. 7-6
7-6 Fixação da Velocidade....................................................................................... 7-7
7-7 Comando de Checagem de Parada Exata: G09................................................ 7-7
7-8 Comando do Modo Checagem de Parada Exata: G61.................................... 7-10
7-9 Comando de Redução Automática nos Cantos: G62 ...................................... 7-10
7-10 Comando Modo Rosqueamento: G63 ............................................................. 7-15
7-11 Comando Modo Usinagem de Corte: G64....................................................... 7-15
7-12 Compensação da Geometria / Coeficiente de Precisão: G61.1/,K .................. 7-16
7-12-1 Função compensação da geometria: G61.1........................................................ 7-16
7-12-2 Coeficiente de precisão (,K) ................................................................................ 7-17
8 FUNÇÕES TEMPO DE PARADA
8-1 Comando de Tempo de Parada: (G94) G04...................................................... 8-1
8-2 Comando de Tempo de Parada em Número de Revoluções: (G95) G04.......... 8-2
9 FUNÇÕES MISCELÂNEAS ...................................................................9-1
9-1 Funções Miscelâneas (Código M com 3 Dígitos)............................................... 9-1
9-2 Funções Miscelâneas Número 2 (Dígito A8/B8/C8)........................................... 9-2
10 FUNÇÕES SPINDLE............................................................................10-110-1 Função Spindle (Analógica, Dígito S5) ............................................................ 10-1
10-2 Configuração da Fixação da Velocidade do Spindle: G92............................... 10-1
11 FUNÇÕES DA FERRAMENTA ............................................................11-1
11-1 Função da Ferramenta (Dígito T3)................................................................... 11-1
C-4
11-2 Função da Ferramenta (Dígito T8)................................................................... 11-1
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA ........................12-1
12-1 Compensação da Ferramenta ......................................................................... 12-1
12-2 Compensação/Cancelamento do Compr. da Ferram.: G43, G44 ou Cód.
T/G49............................................................................................................... 12-4
12-3 Compensação da Posição da Ferramenta: G45 a G48 ................................... 12-7
12-4 Função de Compensação do Diâmetro da Ferramenta: G40, G41, G42....... 12-13
12-4-1 Visão geral........................................................................................................ 12-13
12-4-2 Compensação do diâmetro da ferramenta ........................................................ 12-13
12-4-3 Operação de compensação do diâmetro da ferr. usando outros comandos...... 12-22
12-4-4 Movimento de canto.......................................................................................... 12-29
12-4-5 Interrupções durante a compensação do diâmetro da ferramenta..................... 12-29
12-4-6 Precauções gerais com relação à compensação do diâmetro da ferramenta.... 12-31
12-4-7 Atualização do número de compensação durante o modo compensação......... 12-32
12-4-8 Corte excessivo devido à compensação do diâmetro da ferramenta................. 12-34
12-4-9 Verificação de interferência............................................................................... 12-36
12-5 Compensação Tridimensional do Diâmetro da Ferramenta (Opcional) ......... 12-43
12-5-1 Descrição da função ......................................................................................... 12-43
12-5-2 Métodos de programação ................................................................................. 12-44
12-5-3 Correlações com outras funções....................................................................... 12-48
12-5-4 Notas miscelâneas sobre a compensação tridimensional do diâm. da ferr........ 12-48
12-6 Configuração de Dados Programados: G10.................................................. 12-49
12-7 Compensação da Ferramenta Baseada nos Dados da Ferr. MAZATROL .... 12-57
12-7-1 Parâmetros de seleção ..................................................................................... 12-57
C-5
12-7-2 Compensação do comprimento da ferramenta.................................................. 12-58
12-7-3 Compensação do diâmetro da ferramenta ........................................................ 12-59
12-7-4 Atualização dos dados da ferramenta (durante a operação automática) ........... 12-60
12-8 Função Perfilamento (Opcional) .................................................................... 12-61
12-8-1 Vista geral......................................................................................................... 12-61
12-8-2 Formato de programação.................................................................................. 12-62
12-8-3 Descrição detalhada ......................................................................................... 12-62
12-8-4 Observações..................................................................................................... 12-69
12-8-5 Compatibilidade com outras funções ................................................................ 12-70
12-8-6 Programa de amostra ....................................................................................... 12-71
13 FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA .......................................13-1
13-1 Ciclos de Modelos de Usinagem de Furo: G34.1/G35/G36/G37.1 .................. 13-1
13-1-1 Vista geral........................................................................................................... 13-1
13-1-2 Furos em um círculo: G34.1................................................................................ 13-2
13-1-3 Furos em uma linha: G35.................................................................................... 13-3
13-1-4 Furos em um arco: G36 ...................................................................................... 13-4
13-1-5 Furos em um gradeamento (grelha): G37.1 ........................................................ 13-5
13-2 Ciclos Fixos ..................................................................................................... 13-7
13-2-1 Pontos principais................................................................................................. 13-7
13-2-2 Formato de dados da usinagem de ciclo fixo ...................................................... 13-8
13-2-3 G71.1 (Chanframento com fresa 1, sentido horário).......................................... 13-11
13-2-4 G72.1 (Chanframento com fresa 2, sentido anti-horário)................................... 13-12
13-2-5 G73 (Furação profunda a alta velocidade) ........................................................ 13-13
13-2-6 G74 (Rosqueamento reverso)........................................................................... 13-14
C-6
13-2-7 G75 (Mandrilamento 1) ..................................................................................... 13-15
13-2-8 G76 (Mandrilamento 2) ..................................................................................... 13-16
13-2-9 G77 (Faceamento traseiro de furo de centro).................................................... 13-17
13-2-10 G78 (Mandrilamento 3) ..................................................................................... 13-18
13-2-11 G79 (Mandrilamento 4) ..................................................................................... 13-19
13-2-12 G81 (Execução de furo de centro) .................................................................... 13-19
13-2-13 G82 (Furação)................................................................................................... 13-20
13-2-14 G83 (Furação profunda).................................................................................... 13-21
13-2-15 G84 (Rosqueamento)........................................................................................ 13-22
13-2-16 G85 (Alargamento) ........................................................................................... 13-23
13-2-17 G86 (Mandrilamento 5) ..................................................................................... 13-23
13-2-18 G87 (Mandrilamento oposto)............................................................................. 13-24
13-2-19 G88 (Mandrilamento 6) ..................................................................................... 13-25
13-2-20 G89 (Mandrilamento 7) ..................................................................................... 13-25
13-2-21 Rosqueamento síncrono (opcional)................................................................... 13-26
13-3 Retorno ao Nível do Ponto Inicial e ao Nível do Ponto R: G98 and G99 ....... 13-30
13-4 LIGA/DESLIGA Escala: G51/G50.................................................................. 13-31
13-5 LIGA/DESLIGA Imagem Espelho: G51.1/G50.1............................................ 13-44
13-6 Controle do Subprograma: M98, M99............................................................ 13-45
13-7 Fim do Programa: M02, M30, M998, M999 ................................................... 13-52
13-8 Comandos de Ângulo Linear .........................................................................13-53
13-9 Função de Chamada de Macro: G65, G66, G66.1, G67................................ 13-54
13-9-1 Macros do usuário ............................................................................................ 13-54
13-9-2 Instruções de chamada de macro ..................................................................... 13-55
C-7
13-9-3 Variáveis........................................................................................................... 13-64
13-9-4 Tipos de variáveis ............................................................................................. 13-66
13-9-5 Comandos de operação aritmética.................................................................... 13-84
13-9-6 Comandos de controle ...................................................................................... 13-88
13-9-7 Comandos de saída externa (saída via RS-232C) ............................................ 13-92
13-9-8 Comando de saída externa (saída para o disco rígido) ..................................... 13-94
13-9-9 Precauções....................................................................................................... 13-96
13-9-10 Exemplos específicos de programação usando macros do usuário .................. 13-98
13-10 Comandos Geométricos (Opcional)............................................................. 13-102
13-11 Comandos de Chanframento e Arredondamento de Canto......................... 13-103
13-11-1 Chanframento de canto ( , C_)........................................................................ 13-103
13-11-2 Arredondamento de canto ( ,R_)..................................................................... 13-105
14 FUNÇÕES DE CONFIGURAÇÃO DO SIST. DE COORDENADAS ...14-1
14-1 Sistema Fundamental de Coordenadas da Máquina, Sistemas de
Coordenadas da Peça de Trabalho e Sistemas Locais de Coordenadas........ 14-1
14-2 Ponto Zero da Máq. e Segundo, Terceiro e Quarto Pontos de Referência...... 14-2
14-3 Seleção do Sistema Fundamental de Coordenadas da Máquina: G53 ........... 14-3
14-4 Configuração do Sistema de Coordenadas: G92 ............................................ 14-4
14-5 Configuração Automática do Sistema de Coordenadas .................................. 14-5
14-6 Retorno ao Ponto de Referência: G28, G29.................................................... 14-6
14-7 Retorno ao Segundo, Terceiro ou Quarto Ponto de Referência: G30.............. 14-8
14-8 Comando de Checagem do Retorno ao Ponto de Referência: G27 .............. 14-10
14-9 Configuração e Seleção de Sist. de Coords. da Peça de Trab.: (G92)
G54 a G59 ..................................................................................................... 14-11
C-8
14-10 Configuração e Seleção de Sistema Adicional de Coordenadas da Peça
de Trabalho: G54.1 (Opcional) ...................................................................... 14-16
14-11 Configuração de Sistema Local de Coordenadas: G52................................. 14-22
14-12 Leitura/Escrita de Coordenadas Básicas do Programa MAZATROL............. 14-27
14-12-1 Chamando um programa de macro (para a escrita de dados) .......................... 14-27
14-12-2 Leitura de dados ............................................................................................... 14-27
14-12-3 Reescrita........................................................................................................... 14-28
14-13 Rotação do Sistema de Coordenadas da Peça de Trabalho ......................... 14-29
15 FUNÇÕES DE SUPORTE DE MEDIÇÃO ...........................................15-1
15-1 Função Salta Bloco: G31................................................................................. 15-1
15-1-1 Descrição da função ........................................................................................... 15-1
15-2 Leitura das Coordenadas de Salta Bloco......................................................... 15-2
15-3 Valor do Movimento por Inércia na Execução de um Bloco G31..................... 15-3
15-4 Erro de Leitura das Coordenadas de Salta Bloco............................................ 15-4
15-5 Pulo Escalonado: G31.1, G31.2, G31.3, G04.................................................. 15-5
16 FUNÇÕES PROTETORAS ..................................................................16-1
16-1 LIGA/DESLIGA Checagem Prévia de Movimentos: G22/G23......................... 16-1
17 ROSQUEAMENTO: G33 (OPCIONAL)................................................17-1
17-1 Rosqueamento de Passo Constante ............................................................... 17-1
17-2 Rosqueamento Contínuo................................................................................. 17-4
17-3 Rosqueamento em Polegadas......................................................................... 17-4
18 OFFSET DINÂMICO: M173, M174 (OPCIONAL) ................................18-1
C-9
19 FUNÇÃO DE CONTROLE DO ALISAMENTO A ALTA
VELOCIDADE (OPCIONAL) ................................................................19-1
19-1 Formato da Programação................................................................................ 19-2
19-2 Comandos Disponíveis no Modo Controle do Alisamento a alta velocid. ........ 19-2
19-3 Funções Adicionais no Modo de Controle do Alisamento a Alta Velocid......... 19-3
19-4 Parâmetros Relacionados................................................................................ 19-4
19-5 Observações.................................................................................................... 19-4
19-6 Alarmes Relacionados..................................................................................... 19-4
20 FUNÇÃO PARA SELECIONAR AS CONDIÇÕES DE USINAGEM....20-1
21 CICLO DE ROSQUEAMENTO TORNADO (G130) .............................21-1
22 MODO USINAGEM A ALTA VELOCIDADE (OPCIONAL) ..................22-1
23 MEDIÇÃO AUTOM. DO COMPR. DA FERRAM.: G37 (OPCION.).....23-1
24 OFFSET DINÂMICO II: G54.2P0, G54.2P1 - G54.2P8
(OPCIONAL).........................................................................................24-1
25 TELA DE PROGRAMA EIA/ISO ..........................................................25-1
25-1 Procedimentos para Construir um Programa EIA/ISO..................................... 25-1
25-2 Editando a Função Tela de PROGRAMA EIA/ISO .......................................... 25-2
25-2-1 Geral................................................................................................................... 25-2
25-2-2 Procedimento da operação ................................................................................. 25-2
25-3 Entrada de Macroinstrução.............................................................................. 25-8
25-4 Divisão de Tela (Compartilhamento de Dados) ............................................... 25-9
25-5 Editando Programas Armazenados em Áreas de Memória Externa.............. 25-12
C-10
- NOTE -
E
Erro! Estilo não definido.
S-1
PRECAUÇÕES DE SEGURANÇA
Prefácio
As precauções de segurança relacionadas à unidade CNC (que, no restante deste manual, será chamada
simplesmente de unidade NC) fornecidas nesta máquina são explicadas abaixo. Não apenas as pessoas
que criam programas, mas também as que operam a máquina devem entender totalmente o conteúdo deste
manual para garantir a operação segura da máquina.
Leia todas estas precauções de segurança mesmo se seu modelo NC não possuir as funções
correspondentes ou unidades opcionais, e se parte das precauções não se aplicarem.
Regra
1. Esta seção contém as precauções a serem observadas com métodos e condições de trabalho
normalmente esperados. Entretanto, operações e/ou condições de trabalho inesperadas podem
ocorrer no local do usuário.
Portanto, durante a operação diária da máquina,o usuário deve prestar atenção redobrada em sua
própria segurança de trabalho, bem como observar as precauções descritas abaixo.
2. Apesar de este manual conter a maior quantidade de informações possível, como não é raro que o
usuário execute operações que ultrapassem as presumidas pelo fabricante, nem tudo “o que o
usuário não pode executar” ou “o que o usuário não deve executar” pode ser totalmente incluído
neste manual, considerando todas as operações antecipadamente.
Portanto, deve ser entendido que as funções que não estão escritas claramente como “executáveis”
são funções “não executáveis”.
3. Os significados de nossas precauções de segurança para PERIGO, AVISO e CUIDADO são como a
seguir:
PERIGO
: A falha em seguir estas instruções pode resultar em perda de vida.
AVISO
: A falha em observar estas instruções pode resultar em sérios danos à vida humana ou
ao corpo humano.
CUIDADO
: A falha em observar estas instruções pode resultar em lesões menores ou em sérios
danos à máquina.
HGENPA0043E
Erro! Estilo não definido.
S-2
Fundamento
AVISO
? Após ligar a energia, mantenha as mãos longe das teclas, dos botões ou dos interruptores do painel
de operação até que uma exibição inicial tenha ocorrido.
? Antes de prosseguir para as próximas operações, cheque totalmente que os dados corretos foram
introduzidos e/ou configurados. Se o operador executar operações sem estar consciente sobre erros
de dados, operações inesperadas da máquina ocorrerão.
? Antes de usinar peças de trabalho, execute testes operacionais e certifique-se que a máquina opera
corretamente. Nenhuma peça de trabalho deve ser usinada sem a confirmação de operação normal.
Cheque rigorosamente a precisão dos programas, executando as funções de variação, bloco único e
outras, ou operando a máquina sem carga. Além disso, utilize totalmente a função checagem do
percurso da ferramenta, a função usinagem virtual e outras funções, se fornecidas.
? Certifique-se que as velocidades de avanço e de rotação apropriadas sejam designadas para os
requisitos particulares de usinagem. Sempre compreenda que como as velocidades de avanço e de
rotação máximas que podem ser usadas são determinadas pelas especificações da ferramenta a ser
empregada, pelas especificações da peça de trabalho a ser usinada e por diversos outros fatores, as
capabilidades reais diferem das especificações da máquina listadas neste manual. Se velocidades de
avanço ou de rotação inadequadas forem designadas, a peça de trabalho ou a ferramenta poderá
escapar abruptamente da máquina.
? Antes de executar funções de correção, cheque totalmente se o sentido e a quantidade de correção
estão corretos. Uma operação inesperada da máquina ocorrerá se uma função de correção for
executada sem ser totalmente entendida.
? Os parâmetros são configurados, em nossa fábrica, para condições ótimas de usinagem padrão antes
da expedição da máquina. Em princípio, estas configurações não devem ser modificadas. Se for
absolutamente necessário modificar as configurações, execute modificações apenas após ter
entendido totalmente as funções dos parâmetros correspondentes. Normalmente, as modificações
afetam qualquer programa. Uma operação inesperada da máquina ocorrerá se as configurações
forem modificadas sem serem totalmente entendidas.
Observações sobre as condições de corte recomendadas para o NC
AVISO
? Antes de usar as seguintes condições de corte:
- Condições de corte que resultam da Função Automática MAZATROL de Determinação das
Condições de Corte
- Condições de corte sugeridas pela Função de Navegação da Usinagem
- Condições de corte para ferramentas que foram sugeridas para serem usadas pela Função de
Navegação da Usinagem
Confirme que todas as precauções necessárias com relação à segurança de preparação da máquina
foram tomadas – especialmente quanto à fixação da peça de trabalho e à preparação da ferramenta.
? Confirme que a porta da máquina esteja seguramente fechada antes de começar a usinagem.
A falha em confirmar a segurança de preparação da máquina pode resultar em lesões sérias ou em
morte.
Erro! Estilo não definido.
S-3
Programação
AVISO
? Cheque totalmente se as configurações dos sistemas de coordenadas estão corretas. Mesmo que os
dados do programa designado estejam corretos, erros nas configurações do sistema podem fazer com
que a máquina opere em locais inesperados e que a peça de trabalho escape abruptamente da máquina
em caso de contacto com a ferramenta.
? Durante o controle de manutenção da velocidade superficial, à medida que as coordenadas atuais da
peça de trabalho se aproximam do centro (velocidade de corte constante), a velocidade do spindle
aumenta significativamente. No caso de um torno, a peça de trabalho pode até ser projetada para fora
se a força de fixação diminuir. Portanto, os limites de velocidade de segurança devem ser observados
ao designar as velocidades do spindle.
? Mesmo após a seleção do sistema em polegadas/métrico, as unidades de programas, de informações
sobre a ferramenta ou de parâmetros que foram registrados até este momento não são convertidas.
Cheque totalmente estas unidades de dados antes de operar a máquina. Se a máquina for operada sem
que as checagens tenham sido feitas, mesmo os programas corretos já existentes podem fazer com que
a máquina opere diferentemente de como operava anteriormente.
? Se um programa que contém comandos de dados absolutos e comandos de dados incrementais for
executado ao contrário do seu significado original, uma operação totalmente inesperada da máquina
ocorrerá. Cheque novamente o esquema de comandos antes de executar os programas.
? Se um comando incorreto de seleção de plano for designado para uma ação da máquina, como, por
exemplo, usinagem de interpolação circular ou usinagem de ciclo fixo, a ferramenta pode colidir com
a peça de trabalho ou com uma peça da máquina, uma vez que os movimentos presumidos dos eixos
de controle e os movimentos reais serão sobrepostos. (Esta precaução aplica-se somente às unidades
NC que possuem funções EIA (Eletronic Industries Association)).
? A imagem de espelho, se validada, muda significativamente as ações subseqüentes da máquina. Use a
função imagem de espelho somente após entender totalmente o descrito acima. (Esta precaução
aplica-se somente às unidades NC que possuem funções EIA.)
? Se os comandos do sistema de coordenadas da máquina ou os comandos de retorno à posição de
referência forem designados com uma função de correção que permanece válida, a correção pode
tornar-se temporariamente inválida. Se isto não for completamente entendido, a máquina pode parecer
operar de forma contrária às expectativas do operador. Execute os comandos acima somente após
tornar inválida a correspondente função de correção. (Esta precaução aplica-se somente às unidades
NC que possuem funções EIA.)
? A função de barreira executa checagens de interferências baseadas nos dados da ferramenta designada.
Introduza as informações de ferramentas que se equiparam às ferramentas efetivamente usadas. Caso
contrário, a função de barreira não funcionará corretamente.
? Os sistemas de comando de código G e de código M diferem, especialmente para torneamento, entre
as máquinas INTEGREX e-Series e as outras máquinas de torneamento.
A designação de um comando incorreto de código G ou de código M resulta em uma operação da
máquina totalmente não pretendida. Entenda completamente o sistema de comandos de código G e de
código M antes de usar este sistema.
Programa de
amostra Máquinas INTEGREX e-Series Máquinas de torneamento
S1000M3 O spindle de fresamento gira a 1000 min–1. O spindle de torneamento gira a 1000 min–1.
S1000M203 O spindle de torneamento gira a 1000 min–1. O spindle de fresamento gira a 1000 min–1.
Erro! Estilo não definido.
S-4
? Nas máquinas INTEGREX e-Series, as coordenadas programadaspodem ser giradas usando uma
unidade de indexação do programa MAZATROL e um comando G68 (comando de rotação de
coordenadas) do programa EIA. Entretanto, por exemplo, quando o eixo B é girado 180 graus ao
redor do eixo Y para executar uma usinagem com o spindle de torneamento número 2, o lado
positivo do eixo X no sistema de coordenadas programado tem sentido descendente e, se o
programa for criado ignorando este fato, o movimento resultante da ferramenta para posições
inesperadas pode causar colisões.
Para criar o programa com o lado positivo do eixo X orientado no sentido ascendente, use a função
espelho na unidade do WPC ou a função imagem de espelho através do código G (G50.1, G51.1).
? Após modificar os dados da ferramenta especificados no programa, certifique-se de executar a
função checagem do percurso da ferramenta, a função Usinagem Virtual e outras funções, e
confirme que o programa está operando adequadamente. A modificação dos dados da ferramenta
pode fazer com que até mesmo um programa de usinagem comprovado na prática mude seu status
operacional.
Se o usuário operar a máquina sem ter consciência de qualquer alteração no status do programa,
podem ocorrer interferências com a peça de trabalho devido a uma operação inesperada.
Por exemplo, se durante o início da operação automática a aresta de corte da ferramenta estiver
presente dentro do blanque (peça não usinada) incluindo a folga especificada na unidade comum do
programa MAZATROL, é necessário ter cuidado, uma vez que a ferramenta se moverá desta
posição diretamente para o ponto de aproximação, pois não há obstrução sendo considerada
presente neste percurso.
Por esta razão, antes de iniciar a operação automática, certifique-se que durante o início da
operação automática a aresta de corte da ferramenta está presente fora da peça de trabalho,
incluindo a folga especificada na unidade comum do programa MAZATROL.
CUIDADO
? Se o posicionamento independente eixo-a-eixo for selecionado e se, simultaneamente, o avanço
rápido for selecionado para cada eixo, os movimentos para o ponto final geralmente não se tornarão
lineares. Portanto, antes de usar estas funções, certifique-se que nenhuma obstrução esteja presente
no percurso.
? Antes de iniciar a operação de usinagem, certifique-se de confirmar todo o conteúdo do programa
obtido por conversão. Imperfeições no programa podem causar danos à máquina e lesões ao
operador.
Erro! Estilo não definido.
S-5
Operações
AVISO
? As funções de bloco único, manutenção do avanço e variação podem ser invalidadas usando as
variáveis de sistema #3003 e #3004. A execução deste procedimento significa uma importante
mudança que invalida as operações correspondentes. Portanto, antes de usar estas variáveis,
notifique devidamente as pessoas relacionadas. Além disso, o operador deve checar as
configurações das variáveis do sistema antes de começar as operações acima.
? Se intervenção manual durante a operação automática, travamento da máquina, a função imagem de
espelho ou outras funções forem executadas, os sistemas de coordenadas da peça de trabalho serão
deslocados. Ao reiniciar a máquina após intervenção manual, travamento da máquina, a função
imagem de espelho ou outras funções, considere as quantidades resultantes do deslocamento e tome
as medidas adequadas. Se a operação for reiniciada sem que as medidas adequadas sejam tomadas,
podem ocorrer colisões com a ferramenta ou com a peça de trabalho.
? Use a função de operação a seco para checar a operação normal da máquina sem carga. Uma vez
que, neste momento, a velocidade de avanço torna-se uma velocidade de operação a seco diferente
da velocidade de avanço designada para o programa, os eixos podem mover-se a uma velocidade de
avanço maior que o valor programado.
? Após a operação ter sido temporariamente parada e após comandos de inserção, exclusão,
atualização e de outros comandos terem sido executados no programa ativo, uma operação
inesperada da máquina pode ocorrer caso aquele programa seja reiniciado. Nenhum destes
comandos deve, a princípio, ser designado para o programa ativo.
CUIDADO
? Durante a operação manual, cheque totalmente os sentidos e as velocidades do movimento axial.
? Para uma máquina que requer retorno manual à posição inicial (home), execute as operações de
retorno manual à posição inicial após ligar a energia. Como os limites de curso controlados pelo
“software” permanecerão inoperantes até que o retorno manual à posição inicial seja completado, a
máquina não parará mesmo se ultrapassar a área limite. Conseqüentemente, sérios danos à máquina
ocorrerão.
? Não designe um multiplicador de pulso incorreto ao executar operações manuais do pulso de
avanço por manivela. Se o multiplicador for configurado para 1000 vezes e a manivela for operada
inadvertidamente, o movimento axial se tornará mais rápido do que o esperado.
Erro! Estilo não definido.
S-6
ANTES DE USAR A UNIDADE NC
Garantia limitada
A garantia do fabricante não cobre nenhum problema que ocorrer se a unidade NC for usada para
qualquer propósito ao qual não se destina. Tenha consciência disso ao operar a unidade.
Exemplos de problemas que ocorrem se a unidade NC for usada para qualquer propósito ao qual não se
destina estão listados abaixo.
1. Problemas associados com o, e causados pelo, uso de qualquer produto de software comercialmente
disponível (incluindo aqueles criados pelo usuário)
2. Problemas associados com o, e causados pelo, uso de qualquer sistema operacional Windows
3. Problemas associados com o, e causados pelo, uso de qualquer equipamento de computador
comercialmente disponível
Ambiente de operação
1. Temperatura ambiente
Durante a operação da máquina: 0° a 50°C (32° a 122°F)
2. Umidade relativa
Durante a operação da máquina: 10 a 75% (sem formação de orvalho)
Nota: À medida que a umidade aumenta, o isolamento deteriora, fazendo com que peças de
componentes elétricos deteriorem rapidamente.
Guardando os dados de cópia de segurança
Nota: Não tente excluir ou modificar os dados armazenados na seguinte pasta.
Pasta de Armazenamento de Dados para Recuperação: D:\MazakBackUp
Apesar desta pasta não ser usada quando a unidade NC está operando normalmente, ela contém dados
importantes que permitem a rápida recuperação da máquina se ela falhar.
Se estes dados forem excluídos ou modificados, a unidade NC pode requerer um longo tempo de
recuperação. Certifique-se de não modificar ou excluir estes dados.
E
EIXOS CONTROLADOS 1
1-1
1 EIXOS CONTROLADOS
1-1 Palavras de Coordenadas e Eixos Controlados
Sob especificações standards, há três eixos dimensionais controlados. Com uma característica
adicionada e uma opção especial, a máquina pode controlar um máximo de até seis eixos,
incluindo os três eixos fundamentais. A direção de usinagem pode ser designada usando uma
palavra de coordenada predeterminada que consiste em um caractere alfabético.
MEP001
+Y
+X
+X
+Y
+Z
+Z
Base
Peça de
trabalho
Mesa X-Y
Direções de movimento da mesa
Coordenadas do programa
Para a mesa X-Y
Para a mesa X-Y e mesa rotativa
Direção de rotação
da mesa
Direções de movimento
da mesa
Coordenadas do programa
Workpiec
+C
+Y
+X
+C
+X
+Y
MEP002
+Z
Peça de
trabalho
1 EIXOS CONTROLADOS
1-2
- NOTA -
E
UNIDADES DE ENTRADA DE DADOS DO PROGRAMA 2
2-1
2 UNIDADES DE ENTRADA DE DADOS DO PROGRAMA
2-1 Unidades de Entrada de Dados do Programa
Os movimentos nos eixos de coordenadas devem ser comandados no modo MDI (Manual Data
Input = Entrada Manual de Dados) ou no programa de usinagem. Os dados de movimento são
expressos em milímetros, polegadas ou graus.
2-2 Unidades de Configuração de Dados
Vários dados normalmente usados para eixos de controle, como, por exemplo, dados de
compensação, devem ser configurados para a máquina executar umaoperação desejada.
As unidades de configuração de dados e as unidades de entrada de dados do programa estão
listadas abaixo.
Eixo linear
Sistema em mm Sistema em polegadas
Eixo de rotação
Unidades de entrada de dados do programa 0.0001 mm 0.00001” 0.0001 graus
Unidades de configuração de dados 0.0001 mm 0.00001” 0.0001 graus
Nota 1: A seleção do sistema em polegadas/milímetros pode ser feita livremente, usando o bit
4 do parâmetro F91 (“0” para milímetros, “1” para polegadas; o qual é validado pela
ação de ativar ou desativar o bit) ou os comandos de códigos G (G20, G21).
A seleção, usando os comandos de códigos G, é válida apenas para a entrada de
dados do programa.
Portanto, as variáveis e os dados de compensação (tais como, dados de
compensação da ferramenta) devem ser configurados antecipadamente, usando a
unidade apropriada (polegada ou mm) p/ as exigências peculiares de usinagem.
Nota 2: Dados em unidades em mm e polegadas não podem ser usados ao mesmo tempo.
2-3 Dados Décuplos do Programa
Usando um parâmetro predeterminado, os dados do programa de usinagem podem ser
processados como foram configurados em unidades de um mícron. Pode haver casos em que
um programa de usinagem que foi configurado em unidades de um mícron deva ser usado com
uma unidade de controle numérico baseada em incrementos de 0.1 mícron. Em tais casos, o
uso deste parâmetro permite que a máquina execute as operações de usinagem requeridas
sem reescrever o programa.
Use o bit 0 do parâmetro de usuário F91 para este propósito.
Todos os tipos de dados de coordenadas (dados de movimento do eixo) que não apresentam
ponto decimal serão multiplicados por um fator de 10. Isto não se aplica, de fato, a dados de
compensação da ferramenta pré-configurados, designados com os endereços H e D.
Distância de movimento quando os comandos
do programa são executados
MAZATROL (B)
Eixo de
controle
Comando do
programa NC (A) para o qual o
programa foi preparado Bit 0 de F91 = 0 Bit 0 de F91 = 1
Aplicabilidade
do programa
(A) ? (B)
Eixo linear X1 (Y1 / Z1) 1 mícron 0.1 mícron 1 mícron Aplicável
Eixo de
rotação
B1 0.001° 0.0001° 0.001° Aplicável
2 UNIDADES DE ENTRADA DE DADOS DO PROGRAMA
2-2
- NOTA -
E
FORMATOS DE DADOS 3
3-1
3 FORMATOS DE DADOS
3-1 Códigos da Fita
Esta unidade de controle numérico (a qual no restante deste manual será chamada
simplesmente de unidade NC) usa informações de comando que consistem em letras do
alfabeto (A, B, C .... Z), números (0, 1, 2 .... 9), e sinais (+, –, /, e assim por diante). Esses
símbolos alfanuméricos e sinais são chamados coletivamente de caracteres. Em fita de papel,
estes caracteres são representados como uma combinação de um máximo de oito furos
perfurados.
Esta representação é chamada de código.
A unidade NC usa códigos EIA (RS-244-A) ou códigos ISO (R-840).
Nota 1: Os códigos não incluídos nos códigos da fita mostrados na figura 3-1 resultarão em
erro quando eles forem lidos.
Nota 2: De todos os códigos especificados como códigos ISO, mas não especificados como
códigos EIA, somente os seguintes códigos podem ser designados usando os
parâmetros de entrada/saída de dados (Fita) TAP9 a TAP14:
[ Abrir Colchete
] Fechar Colchete
# Sustenido
? Asterisco
= Sinal de igual
: Dois pontos
Entretanto, você não pode designar códigos que coincidam com códigos existentes
ou que resultem em erro de paridade.
Nota 3: A identificação dos códigos EIA/ISO é feita automaticamente de acordo com o
primeiro código EOB/LF que aparece depois que a unidade NC tenha sido
reconfigurada. (EOB: Fim de Bloco, LF: Avanço de Linha)
1. Área de informações significativas (função SALTA BLOCO)
Durante a operação automática baseada em fita, o armazenamento de dados na memória ou a
procura de dados, a unidade NC ignorará todas as informações até o primeiro código EOB (;)
na fita, quando a unidade for ligada ou reconfigurada. Ou seja, as informações significativas em
uma fita referem-se às informações contidas no intervalo a partir do qual um caractere ou um
código numérico aparece, em seguida ao primeiro código EOB (;) depois que a unidade NC
tenha sido reconfigurada, até que um comando de reconfiguração seja dado.
2. Fim de Controle, Início de Controle
Todas as informações na área a partir do Fim de Controle “(”até o Início de Controle“)” serão
ignoradas no que se refere ao controle da máquina, sendo certamente exibidas na unidade de
exibição de dados. Assim, esta área pode ser usada para conter informações, tais como, o
nome e o número da fita de comandos que não sejam diretamente relacionadas ao controle.
Entretanto, durante o armazenamento da fita, as informações nesta área também serão
armazenadas. A unidade NC entrará no status de Entrada do Controle quando a energia for
ligada.
3 FORMATOS DE DADOS
3-2
MEP003
E
O
B
C
O
N
U
L
1
1
1
1
N
U
L
D
E
L
D
E
L
R
R
R
O
N
U
L
R
N
U
L
1
1
D
E
L
1
1
N
U
L
2
D
E
L
N
U
L
N
U
L
C
I
E
O
B
O nome da fita é perfurado em letras maiúsculas.
/
R
E
O
B
C
O
N
U
L
N
U
L
P
R
1
1
0
C
I
.
O
N
M
A
R
G
O
E
O
B
Início de Controle Fim de Controle
O nome da fita é impresso
Exemplo de código EIA
(
MEP004
Fim de Controle
0
0
0
E
O
B
G
0
X
–
8
5
0
0
0
6
4
0
C
U
T
T
E
R
S
P
E
T
U
R
N
)
–
As informações do operador são impressas.
As informações nesta porção são
ignoradas e nada é executado.
Y
R
E
O
B
C
R
Exemplo de código ISO
0
0
0
G
0
X
5
0
0
0
4
0
C
U
T
T
E
R
S
P
E
T
U
R
N
R
C
R
Início de Controle
3. Código EOR (%)
Em geral, o código EOR (Fim de Registro) é perfurado nas duas extremidades de uma fita e
tem as seguintes funções:
- Parar de rebobinar (apenas quando um dispositivo de rebobinamento for fornecido)
- Começar a rebobinar durante a procura de dados da fita (apenas quando um dispositivo de
rebobinamento for fornecido)
- Eliminar o armazenamento de dados da fita.
FORMATOS DE DADOS 3
3-3
4. Método de criação da fita para operação da fita (apenas quando um dispositivo de
rebobinamento for usado)
TEP005
????????? 10 cm ; ????????? ; ; ????????? ; 10 cm % %
2m Primeiro bloco Último bloco 2m
Os dois metros de espaço da fita não usados nas duas extremidades e a (%) de EOR na
cabeça não são requeridos quando um dispositivo de rebobinamento não é usado.
3 FORMATOS DE DADOS
3-4
A identificação EIA/ISO é feita automaticamente ao detectar se EOB ou LF aparece
inicialmente após a unidade NC ter sido reconfigurada.
MEP006
1
2
3
4
5
6
7
8
9
0
A
B
C
D
E
F
G
H
I
J
K
L
M
N
O
P
Q
R
S
T
U
V
W
X
Y
Z
+
–
.
,
/
EOR (Fim de Registro)
EOB (Fim de Bloco) ou CR
CO (2+4+5)
CI (2+4+7)
BS (Retrocesso)
TAB
SP (Espaço)
&
DEL (Deletar)
AS (Todo Espaço = Avanço)*
AM (Todas Marcas = EOB+DEL)*
8 7 6 5 4 3 2 1
1
2
3
4
5
6
7
8
9
0
A
B
C
D
E
F
G
H
I
J
K
L
M
N
O
P
Q
R
S
T
U
V
W
X
Y
Z
+
–
.
,
/
%
LF (Avanço de Linha) ou NL
( (Fim de Controle)
) (Início de Controle)
:
#
?
=
[
]
BS (Retrocesso)
HT (Tabulação Horizontal)
SP (Espaço)
&
CR (Retorno do Carro)
$
' (Apóstrofe)
;
<
>
?
@
"
DEL (Deletar)
NULO
DEL (Deletar)
LF ou NL agem como EOB
e % age como EOR.
* Os códigos acima com asterísco não são códigos EIA,
mas podem ser usados por questão de conveniência.
[1]
[2]
Código EIA (RS-244-A)
Furos de arraste
Número do canal
Código ISO (R-840)
Furos de arraste
Número do canal 8 7 6 5 43 2 1
Definível em parâmetros
Fig. 3-1 Códigos da fita
FORMATOS DE DADOS 3
3-5
Os códigos da seção [1] só serão armazenados como dados da fita quando estiverem
presentes em uma seção de anotações e ignorados em qualquer outro lugar na área de
informações significativas.
Os códigos na seção [2] são não operativos e serão sempre ignorados (mas passam pela
checagem de paridade V).
Uma área pontilhada indica que a norma EIA não fornece códigos correspondentes.
3-2 Formatos de Programa
Um formato predeterminado para designar informações de controle para a unidade NC é
chamado de formato de programa. O formato de programa usado para nossa unidade NC é o
formato de endereço de palavra.
1. Palavras e endereços
Uma palavra é um conjunto de caracteres dispostos como mostrado abaixo e as informações
são processadas em palavras.
Palavra
Numeral
Letra do alfabeto (endereço)
Configuração da palavra
A letra do alfabeto no início da palavra é chamada de endereço, o qual define o significado de
suas informações numéricas seguintes.
Tabela 3-1 Tipo e formato de palavras
Item Comando métrico Comando em polegadas
Número de programa O8
Número de seqüência N5
Função preparatória G3 ou G21
Eixo de
movimento
0.0001 mm (grau),
0.00001 pol.
X+54 Y+54 Z+54 ? +54 X+45 Y+45 Z+45 ? +45
Eixo auxiliar
0.0001 mm (grau),
0.00001 pol.
I+54 J+54 K+54 I+45 J+45 K+45
Tempo de
parada
0.001 mm (rev),
0.0001 pol.
X54 P8 U54
Avanço
0.0001 mm (grau)/min,
0.00001 pol./min
F54 (por minuto)
F33 (por revolução)
F45 (por minuto)
F24 (por revolução)
Ciclo fixo
Unidade
de
entrada
0.0001 mm (grau),
0.00001 pol.
R+54 Q54 P8 L4 R+45 Q45 P8 L4
Compensação da ferramenta H3 ou D3
Função miscelânea M3 × 4
Função spindle S5
Função da ferramenta T4 ou T8
Função miscelânea número 2 B8, A8 ou C8
Subprograma P8 H5 L4
Número de variáveis #5
3 FORMATOS DE DADOS
3-6
1. O código O8 aqui indica que o número de programa pode ser configurado como um
número inteiro sem sinal de 8 dígitos após o O e para X+54, “+” indica que o valor pode ter
sinal (negativo) e o número de dois dígitos (54) indica que pontos decimais podem ser
usados, e que 5 dígitos antes e 4 dígitos depois do ponto decimal são efetivos (5 + 4 = 9
dígitos são efetivos para uma designação sem ponto decimal).
2. O sinal alfa (? ) indica um endereço de eixo adicional. +44 será usado quando ? for
especificado para o eixo de rotação.
3. O número de dígitos nas palavras é checado pelo número máx. de dígitos nos endereços.
4. Quando dados com ponto decimal forem usados para endereços para os quais entradas
decimais não são disponíveis, os números decimais serão ignorados.
5. Se o número de dígitos inteiros exceder o formato especificado, um alarme será emitido.
6. Se o número de dígitos decimais exceder o formato especificado, o excesso será
arredondado.
2. Blocos
Um bloco, unidade de instruções, contém um número de palavras que constituem as
informações necessárias para que a máquina NC execute uma operação. O fim de cada bloco
deve ser indicado por um código EOB (Fim De Bloco).
3. Programas
Um número de blocos forma um programa.
4. Fim de programa
M02, M30, M99, M998, M999 ou % é usado como código de fim de programa.
3-3 Formato de Armazenamento de Dados da Fita
Da mesma forma que na operação com fita, os dados da fita a serem armazenados na
memória podem ser dados de códigos ISO ou de códigos EIA. O primeiro código EOB lido após
a reconfiguração é usado pela unidade NC para a identificação automática do sistema de
códigos ISO ou EIA.
A área de dados da fita a serem armazenados na memória é, se a unidade NC foi
reconfigurada, a partir do caractere imediatamente posterior ao primeiro código EOB até o
código EOR e, em todos os outros casos, a partir da posição corrente da fita até o código EOR.
Portanto, geralmente, comece a operação de armazenamento de dados da fita após a
reconfiguração da unidade NC.
3-4 Salta Bloco Opcional
1. Função e propósito
Salta bloco opcional é uma função que seletivamente ignora um bloco específico dentro de um
programa de usinagem que comece com o código de barra “/”.
Qualquer bloco que comece com “/” será ignorado se a função de menu [SALTO BLOCO]
estiver configurada para ATIVADA, ou será executado se esta função de menu estiver
configurada para DESATIVADA.
Por ex., se todos os blocos devem ser executados p/ um tipo de peça, mas blocos específicos
não devem ser executados para outro tipo de peça, então, peças diferentes podem ser
usinadas usando o mesmo programa que contém o código “/” no início dos blocos específicos.
FORMATOS DE DADOS 3
3-7
2. Notas de operação
1. Blocos que já tiverem sido lidos no buffer de pré-leitura não podem ser saltados.
2. Esta função é válida mesmo durante a procura do número de seqüência.
3. Durante o armazenamento de dados da fita (entrada) ou saída, todos os blocos, incluindo
aqueles que possuam um código “/”, são entrados ou saídos, independentemente do
status da função de menu [SALTO BLOCO].
3-5 Número de Programa, Número de Seqüência e Número de Bloco: O, N
Números de programa, números de seqüência e números de bloco são usados para monitorar
o status da execução de um programa de usinagem ou para chamar um programa de
usinagem, ou um processo específico dentro de um programa de usinagem.
Números de programa são designados para comandar blocos sempre que necessário. Um
número de programa deve ser configurado usando a letra O (endereço) e um número com um
máximo de 8 dígitos posteriores ao O.
Os números de seqüência identificam blocos de comando que formam um programa de
usinagem. Um número de seqüência deve ser configurado usando a letra N (endereço) e um
número com um máximo de 5 dígitos posteriores ao N.
Os números de bloco são contados automaticamente dentro da unidade NC, sendo
reconfigurados para 0 toda vez que um número de programa ou um número de seqüência é
lido. Estes números serão contados crescentemente com incremento unitário se o bloco a ser
lido não possuir um número de programa designado ou um número de seqüência designado.
Portanto, todos os blocos de um programa de usinagem podem ser definidos de maneira única,
através da combinação do número de programa, do número de seqüência e do número de
bloco, como mostrado na tabela abaixo.
Exibição no MONITOR do NC Programa de usinagem de entrada
no NC No. de Programa No. de Seqüência No. de Bloco
O1234 (DEMO. PROG) 1234 0 0
G92X0Y0 1234 0 1
G90G51X–150. P0.75 1234 0 2
N100G00X–50. Y–25. 1234 100 0
N110G01X250. F300 1234 110 0
Y–225. 1234 110 1
X–50. 1234 110 2
Y–25. 1234 110 3
N120G51Y–125. P0.5 1234 120 0
N130G00X–100. Y–75. 1234 130 0
N140G01X–200. 1234 140 0
Y–175. 1234 140 1
X–100. 1234 140 2
Y–75. 1234 140 3
N150G00G50X0Y0 1234 150 0
N160M02 1234 160 0
%
3 FORMATOS DE DADOS
3-8
3-6 Paridade H/V
Um método de checar se a fita é corretamente criada é através da checagem da paridade. As
checagens de paridade são executadas para checar uma fita quanto a erros de códigos
perfurados, ou seja, quanto a erros de perfuração. Existem dois tipos de checagens de
paridade: paridade H e paridade V.
1. Checagem de paridade H
As checagens de paridade H têm o propósito de checar a quantidade de furos perfurados que
formam um caractere, sendo executadas durante a operação da fita, durante o carregamento
da fita e durante a procura do número de seqüência.
Um erro de paridade H ocorre nos seguintes casos:
- Códigos ISO
Se um código com um número ímpar de furos perfurados esteja presente na área de
informações significativas.
- Códigos EIA
Se um código com um número par de furos perfurados esteja presente na área de
informações significativas, ou se furos não perfurados (somente no caso de rodas dentadas)
estejam presentes após um código significativo em um bloco.
Exemplo 1: Erro de paridadeH (para códigos EIA)
MEP007
Um bloco
Este caractere leva a um erro de Paridade H.
Este caractere não perfurado resultará em um
erro de Paridade H.
Estes caracteres não perfurados não
resultarão em um erro de Paridade H.
Se um erro de paridade H ocorrer, a fita parará na posição ao lado do código do erro.
FORMATOS DE DADOS 3
3-9
2. Checagem de paridade V
As checagens de paridade V serão executadas durante a operação da fita, o carregamento da
fita ou a procura do número de seqüência, se o item de checagem de paridade V na tela de
PARAMETRO estiver configurado para LIGADO. Entretanto, durante a operação da memória,
a paridade V não será checada.
Um erro de paridade V ocorre no seguinte caso:
Se um número ímpar de códigos estiver presente na área de informações significativas a partir
do primeiro código significativo na direção vertical até o código EOB (;), ou seja, se um número
ímpar de caracteres estiverem presentes em um bloco.
No evento de um erro de paridade V, a fita pára em um código ao lado do EOB (;).
Exemplo 2: Exemplo de erro de paridade V
MEP009
1 2 3 4 5 6 7
Este bloco leva a um erro de Paridade V.
Nota 1: Durante uma checagem de paridade V, alguns tipos de códigos não são contados
como caracteres. Veja a Fig. 3-1, “Códigos da fita” para maiores detalhes.
Nota 2: Os códigos de espaço na área a partir do primeiro código EOB até o primeiro código
de endereço ou até o primeiro código de barra “/” não estão sujeitos à contagem para
a checagem de paridade V.
3 FORMATOS DE DADOS
3-10
3-7 Lista de Códigos G
As funções G são descritas na lista abaixo.
Função Código G Grupo
Posicionamento em avanço rápido ¦ G00 01
Interpolação linear ¦ G01 01
Interpolação circular (SENTIDO HORÁRIO) G02 01
Interpolação circular (SENTIDO ANTI-HORÁRIO) G03 01
Interpolação espiral (SENTIDO HORÁRIO) G02.1 01
Interpolação espiral (SENTIDO ANTI-HORÁRIO) G03.1 01
Tempo de parada G04 00
Modo usinagem a alta velocidade G05 00
Interpolação spline fina G06.1 01
Interpolação NURBS G06.2 01
Interpolação de eixo virtual G07 00
Interpolação cilíndrica G07.1 00
Checagem de parada exata G09 00
Ativa modo ajuste de dados G10 00
Cancela endereço de comando G10.1 00
Cancela modo ajuste de dados G11 00
Seleção de plano X-Y ¦ G17 02
Seleção de plano Z-X ¦ G18 02
Seleção de plano Y-Z ¦ G19 02
Programação em polegadas ¦ G20 06
Programação em milímetros ¦ G21 06
Liga checagem prévia de movimentos G22 04
Desliga checagem prévia de movimentos ? G23 04
Checagem do retorno ao ponto de referência G27 00
Retorno ao primeiro ponto de referência (zero máquina) G28 00
Retorno ao ponto inicial G29 00
Retorno aos pontos de referência 2 a 4 G30 00
Função pulo G31 00
Pulo escalonado 1 G31.1 00
Pulo escalonado 2 G31.2 00
Pulo escalonado 3 G31.3 00
Usinagem de rosca (reta, cônica) G33 01
Usinagem de rosca com passo variável G34 01
Ciclo modelo de usinagem de furos (em um círculo) G34.1 00
Ciclo modelo de usinagem de furos (em uma linha) G35 00
Ciclo modelo de usinagem de furos (em um arco) G36 00
Ciclo modelo de usinagem de furos (em um gradeamento) G37.1 00
Medição automática do comprimento da ferramenta G37 00
Seleção do vetor para compensação do raio da ferramenta G38 00
Compensação do raio das ferramentas nos cantos G39 00
Cancela compensação do raio da ferramenta ? G40 07
Compensação do raio da ferramenta para esquerda G41 07
Compensação tridimensional do raio da ferramenta (esquerda) G41.2 07
Compensação do raio da ferramenta para direita G42 07
Compensação tridimensional do raio da ferramenta (direita) G42.2 07
Compensação do comprimento da ferramenta (para+) G43 08
FORMATOS DE DADOS 3
3-11
Função Código G Grupo
Ativa controle do ponto da ponta da ferramenta (Tipo 1) G43.4 08
Ativa controle do ponto da ponta da ferramenta (Tipo 2) G43.5 08
Compensação do comprimento da ferramenta (para? ) G44 08
Compensação da posição da ferramenta (extensão) G45 00
Compensação da posição da ferramenta (redução) G46 00
Compensação da posição da ferramenta (extensão dupla) G47 00
Compensação da posição da ferramenta (redução dupla) G48 00
Cancela compensação do comprimento da ferramenta ? G49 08
Cancela escala ? G50 11
Liga escala G51 11
Cancela imagem de espelho ? G50.1 19
Ativa imagem de espelho G51.1 19
Ajuste do sistema local de coordenadas G52 00
Seleção do sistema de coordenadas da máquina G53 00
Seleção do sistema de coordenadas 1 da peça de trabalho
(zero peça)
? G54 12
Seleção do sistema de coordenadas 2 da peça de trabalho
(zero peça)
G55 12
Seleção do sistema de coordenadas 3 da peça de trabalho
(zero peça)
G56 12
Seleção do sistema de coordenadas 4 da peça de trabalho
(zero peça)
G57 12
Seleção do sistema de coordenadas 5 da peça de trabalho
(zero peça)
G58 12
Seleção do sistema de coordenadas 6 da peça de trabalho
(zero peça)
G59 12
Sistemas adicionais de coordenadas da peça de trabalho G54.1 12
Seleção da compensação do dispositivo de fixação G54.2 23
Posicionamento em sentido único (elimina folga no eixo) G60 00
Parada exata modal G61 13
Modo alta precisão (Compensação da geometria) G61.1 13
Redução de avanço nos cantos G62 13
Modo rosqueamento G63 13
Modo usinagem de corte ? G64 13
Chamada única de macro do usuário G65 00
Chamada A modal de macro do usuário G66 14
Chamada B modal de macro do usuário G66.1 14
Cancela chamada modal de macro do usuário ? G67 14
Ativa rotação de coordenadas programadas G68 16
Cancela rotação de coordenadas programadas G69 16
Ativa conversão de coordenadas tridimensionais G68 16
Cancela conversão de coordenadas tridimensionais ? G69 16
Ciclo fixo (Chanframento com fresa 1, sentido horário) G71.1 09
Ciclo fixo (Chanframento com fresa 2, sentido anti-horário) G72.1 09
Ciclo fixo (Furação profunda a alta velocidade) G73 09
Ciclo fixo (Rosqueamento reverso) G74 09
Ciclo fixo (Mandrilamento 1) G75 09
Ciclo fixo (Mandrilamento 2) G76 09
Ciclo fixo (Faceamento traseiro de furo de centro) G77 09
Ciclo fixo (Mandrilamento 3) G78 09
3 FORMATOS DE DADOS
3-12
Função Código G Grupo
Ciclo fixo (Mandrilamento 4) G79 09
Cancela ciclo fixo ? G80 09
Ciclo fixo (Execução de furo de centro) G81 09
Ciclo fixo (Furação) G82 09
Ciclo fixo (Furação profunda) G83 09
Ciclo fixo (Rosqueamento) G84 09
Ciclo fixo (Rosqueamento síncrono) G84.2 09
Ciclo fixo (Rosqueamento reverso síncrono) G84.3 09
Ciclo fixo (Alargamento) G85 09
Ciclo fixo (Mandrilamento 5) G86 09
Ciclo fixo (Mandrilamento oposto) G87 09
Ciclo fixo (Mandrilamento 6) G88 09
Ciclo fixo (Mandrilamento 7) G89 09
Coordenadas em valores absolutos (em relação ao zero peça) ¦ G90 03
Coordenadas em valores incrementais (em relação à última
posição)
¦ G91 03
Ajuste do sistema de coordenadas / Ajuste de fixação da
velocidade do eixo-árvore
G92 00
Rotação do sistema de coordenadas da peça de trabalho G92.5 00
Avanço com tempo inverso G93 05
Avanço por minuto (assíncrono) ¦ G94 05
Avanço por revolução (síncrono) ¦ G95 05
Retorno ao nível do ponto inicial em ciclos fixos ? G98 10
Retorno ao nível do ponto R em ciclos fixos G99 10
Macro de medição, medição das coordenadas da peça de
trabalho
G136
Macro de compensação G137
Notas:
1. Os códigos marcados com ? são selecionados em cada grupo quando a energia for
LIGADA ou ao executar uma reconfiguração de inicialização modal.
2. Os códigos marcados com ? podem ser selecionados por um parâmetro como um modal
inicial, o que deve se tornar válido quando a energia for LIGADA ou ao executar uma
reconfiguração de inicialização modal. Entretanto, a mudança do sistema em
polegadas/mm somente pode se tornar válida LIGANDO-SE a energia.
3. Os códigos G do grupo 00 são aqueles que não são modais, e são válidos somente para
blocos comandados.
4. Se um código G não apresentado na lista de códigos Gfor comandado, um alarme será
exibido. E, se um código G sem a opção correspondente for comandado, um alarme será
exibido (808 ERRO INTRODUÇÃO DO CODIGO G).
5. Se os códigos G pertencem a grupos diferentes entre si, qualquer código G pode ser
comandado no mesmo bloco. Então, os códigos G são processados por ordem crescente
de número de grupo. Se dois ou mais códigos G pertencentes ao mesmo grupo são
comandados no mesmo bloco, o código G comandado por último é o válido.
E
REGISTROS DE BUFFER 4
4-1
4 REGISTROS DE BUFFER
4-1 Buffer de Entrada
1. Vista geral
Durante a operação da fita ou da operação do RS-232C, quando o buffer de pré-leitura torna-se
vazio, o conteúdo do buffer de entrada será imediatamente transferido para o buffer de
pré-leitura e, após isto, se a capacidade de memória do buffer de entrada diminuir para 248 x 4
caracteres ou menos, os próximos dados (até 248 caracteres) serão pré-lidos a partir da fita e,
então, armazenados no buffer de entrada.
O buffer de entrada torna suave as conexões bloco-a-bloco, eliminando qualquer atraso
operacional devido ao tempo de leitura da fita da leitora de fita.
Entretanto, estes resultados favoráveis de pré-leitura serão obtidos apenas se o tempo de
execução do bloco for maior do que o tempo de leitura da fita do próximo bloco.
TEP010
Buffer de
entrada
Memória
Buffer 1
Buffer 2
Buffer 4
Buffer 3
Buffer 5 de
pré-leitura
Processo de
operação
aritmético
Fita
Teclado
Seleção de
modo
Nota:
Um bloco de dados é armazenado em um buffer.
2. Descrição detalhada
- A capacidade de memória do buffer de entrada é de 248 x 5 caracteres (incluindo o código
EOB).
- O conteúdo do registro do buffer de entrada é atualizado em unidades de 248 caracteres.
- Apenas os códigos significativos na área de informações significativas são lidos dentro do
buffer.
- Códigos, incluindo “(” and “)”, que existam entre Fim de Controle e Início de Controle, são
lidos dentro do buffer de entrada. Mesmo se o Salta bloco opcional estiver ativado, códigos a
partir de / até EOB também serão lidos dentro do buffer de entrada.
- O conteúdo do buffer é apagado com um comando de reconfiguração.
4 REGISTROS DE BUFFER
4-2
4-2 Buffer de Pré-Leitura
1. Vista geral
Durante a operação automática, um bloco de dados é geralmente pré-lido para garantir uma
análise suave do programa. Entretanto, durante a compensação do raio da ponta da ferramenta,
um máximo de 5 blocos de dados são pré-lidos para calcular o ponto de interseção ou para
checar a interferência.
Além disso, no modo usinagem a alta velocidade (G05P2), até 8 blocos de dados são pré-lidos
e, no modo controle suave a alta velocidade até 24 blocos de dados são armazenados com o
bloco correntemente executado no meio (ou seja, 12 blocos sendo pré-lidos).
2. Descrição detalhada
- Um bloco de dados é armazenado no buffer de pré-leitura.
- Apenas os códigos significativos na área de informações significativas são lidos dentro do
buffer de pré-leitura.
- Códigos existentes entre Fim de Controle e Início de Controle não são lidos dentro do buffer
de pré-leitura. Se o salta bloco opcional estiver ativado, os códigos a partir de / até EOB
também não serão lidos dentro do buffer de pré-leitura.
- O conteúdo do buffer é limpo com um comando de reconfiguração.
- Se o modo operação de bloco único for selecionado durante a operação contínua, o
processamento parará após a pré-leitura dos dados do bloco seguinte.
E
PROGRAMAÇÃO DE POSIÇÃO 5
5-1
5 PROGRAMAÇÃO DE POSIÇÃO
5-1 Método de Entrada de Dados Dimensionais
5-1-1 Entrada de dados absolutos/incrementais: G90/G91
1. Função e propósito
A configuração de G90 ou de G91 permite que dados dimensionais sucessivos sejam
processados como dados absolutos ou como dados incrementais.
Entretanto, a configuração do raio de um arco (com o endereço R) ou da posição do centro de
um arco (com os endereços I, J, K) para uma interpolação circular, deve sempre se referir à
entrada de dados incrementais, independentemente de um comando G90 precedente.
2. Formato de programação
G90 (ou G91) Xx1 Yy1 Zz1 ? ? 1 (? : Eixo adicional)
onde G90: Entrada de dados absolutos
G91: Entrada de dados incrementais
3. Descrição detalhada
1. No modo dados absolutos, o movimento do eixo será executado para a posição designada
do programa dentro do sistema de coordenadas da peça de trabalho, independentemente
da posição corrente.
N1 G90G00X0 Y0
No modo dados incrementais, o movimento do eixo será executado através da distância
designada do programa como dados relativos em relação à posição corrente.
N2 G91G01X200. Y50. F100
N2 G90G01X200. Y50. F100
200.
100.
Y
X
MEP011
W 100. 200. 300.
N1
N2
Ferramenta
Os comandos para um movimento a partir da origem do sistema de coordenadas da peça
de trabalho são dados com os mesmos valores, independentemente se o modo dados
absolutos ou o modo dados incrementais for usado.
5 PROGRAMAÇÃO DE POSIÇÃO
5-2
2. O último comando G90 ou G91 funciona como um comando modal para os blocos
seguintes.
(G90) N3 X100. Y100.
Este bloco executará um movimento para a posição de X = 100 e Y = 100 no sistema de
coordenadas da peça de trabalho.
(G91) N3 X-100. Y50.
Este bloco executará um movimento de –100 no eixo X e de +50 no eixo Y e, assim,
resultará em um movimento para a posição de X = 100 e Y = 100.
MEP012
200.
100.
Y
X
100. 200. 300.
N3
W
3. Comandos múltiplos G90 ou G91 podem ser configurados em um bloco e, assim, apenas
um endereço específico pode ser configurado como dados absolutos ou dados
incrementais.
N4 G90X300. G91Y100.
Neste exemplo, o dado dimensional X300 precedido por G90 será processado como uma
entrada de dados absolutos e o dado dimensional Y100 precedido por G91 como uma
entrada de dados incrementais. Portanto, este bloco resultará em um movimento para a
posição de X = 300 e Y = 200 (100 + 100) no sistema de coords. da peça de trabalho.
200.
100.
Y
X
W
100. 200. 300.
N4
MEP013
Além disso, G91 (modo entrada de dados incrementais) funcionará para os blocos
subseqüentes.
4. Tanto o modo dados absolutos como o modo dados incrementais pode ser livremente
selecionado como modo inicial, configurando o bit 2 do parâmetro do usuário F93.
5. Mesmo no modo MDI (Manual Data Input = Entrada Manual de Dados), G90 e G91
também serão tratados como comandos modais.
PROGRAMAÇÃO DE POSIÇÃO 5
5-3
5-2 Seleção do Sistema em Polegadas/Milímetros: G20/G21
1. Função e propósito
A seleção de comando em polegadas/milímetros é possível com comandos de códigos G.
2. Formato de programação
G20: Seleção de programação em polegadas
G21: Seleção de programação em milímetros
3. Descrição detalhada
1. A mudança entre G20 e G21 é efetiva apenas para eixos lineares; ela não tem sentido para
eixos de rotação.
Exemplo: Unidade pré-configurada de entrada de dados e G20/G21 (para entrada de
ponto decimal tipo ?)
(Parâmetro) inicial cancela polegadas (Parâmetro) inicial ativa polegadas
Eixo Exemplo
G21 G20 G21 G20
X X100 0.0100 mm 0.0254 mm 0.00039 pol. 0.00100 pol.
Y Y100 0.0100 mm 0.0254 mm 0.00039 pol. 0.00100 pol.
Z Z100 0.0100 mm 0.0254 mm 0.00039 pol. 0.00100 pol.
B B100 0.0100 grau 0.0100 grau 0.0100 grau 0.0100 grau
2. Para executar a mudança G20/G21 em um programa, deve-se primeiro converter as
variáveis, os parâmetros e os dados de compensação (tais como dados de compensação
do comprimento da ferramenta/da posição da ferramenta/do diâmetro da ferramenta) de
acordo com a unidade de entrada de dados para o sistema desejado (em polegadas ou
milímetros) e, então, configurar todos estes tipos de dados em cada tela de configuração
de dados ou usando a função de entrada de parâmetro programado.
Exemplo: Se a seleção inicial em polegadas estiver CANCELADA e o dado de
compensação for 0.05 mm, o dadode compensação deverá ser convertido p/
0.002 (0.05 ÷ 25.4 ? 0.002) antes de mudar o modo G21 para o modo G20.
3. Em princípio, a seleção G20/G21 deve ser feita antes da usinagem. Se você quiser que
esta mudança seja executada no meio do programa, pare temporariamente o programa
pelo comando M00 após G20 ou G21 e converta os dados de compensação c/o requerido.
Exemplo: G21 G92 Xx1 Yy1 Zz1
G20 G92 Xx2 Yy2 Zz2
M00 ? Converta os dados de compensação aqui.
F10 ? Configure um novo comando F (Velocidade de avanço).
Nota: Não falhe em designar um comando F apropriado ao novo sistema de unidades
após a mudança entre G20 e G21. Caso contrário, os movimentos dos eixos
serão executados usando o último valor de F antes da mudança, sem qualquer
conversão, tendo como base o novo sistema de unidades.
4. Se G20 ou G21 deve ser selecionado através de uma mudança, pode-se especificar tal
operação através do bit 4 do parâmetro do usuário F91 (parâmetro inicial em polegadas).
5 PROGRAMAÇÃO DE POSIÇÃO
5-4
5-3 Entrada do Ponto Decimal
1. Função e propósito
O ponto decimal pode ser usado para determinar os dígitos das unidades (mm ou polegada)
dos dados dimensionais ou da velocidade de avanço.
2. Formato de programação
????? .???? Sistema em milímetros
???? .????? Sistema em polegadas
3. Descrição detalhada
1. Os comandos de ponto decimal são válidos apenas para distâncias, ângulos, tempos,
velocidades e fatores de escala (somente após G51) que tenham sido configurados no
programa de usinagem.
2. Como listado na tabela abaixo, o significado de dados de comando sem ponto decimal
difere entre os tipos ? e ?? de entrada de ponto decimal, de acordo com o tipo de sistema da
unidade do comando.
Comando Unidade do comando × 10 Tipo ? Tipo ??
CANCELA 0.0001 (mm, pol., grau) 1.0000 (mm, pol., grau)
X1
ATIVA 0.0010 (mm, pol., grau) 1.0000 (mm, pol., grau)
3. Os comandos de ponto decimal são válidos apenas para os endereços X, Y, Z, U, V, W, A,
B, C, I, J, K, E, F, P, Q e R, em que o endereço P se refere somente a um fator de escala.
4. O número de dígitos efetivos para cada tipo de comando de ponto decimal é como
mostrado a seguir:
Comando de movimento
(Linear)
Comando de movimento
(Rotação)
Velocidade de avanço Tempo de parada
Parte inteira Parte decimal Parte inteira
Parte
decimal
Parte inteira Parte decimal Parte inteira
Parte
decimal
mm 0. – 99999. .0000 - .9999 0. - 99999. .0000 - .9999 0. - 200000. .0000 - .9999 0. - 99999. .000 - .999
pol. 0. - 9999.
.00000 -
.99999
0. - 99999.
(359.) .0000 - .9999 0. - 20000.
.00000 -
.99999
0. - 99999. .000 - .999
5. Os comandos de ponto decimal também são válidos para a definição de dados de
variáveis usados em subprogramas.
6. Para os dados que podem ser, mas não são especificados com ponto decimal, a unidade
mínima de entrada de dados do programa ou a unidade em mm (ou pol.) pode ser
selecionada usando o bit 5 do parâmetro F91.
7. Um comando de ponto decimal designado para um endereço que não aceita ponto
decimal será processado como dados que consistem somente em uma parte inteira. Ou
seja, todos os dígitos decimais serão ignorados. Os endereços que não aceitam ponto
decimal são D, H, L, M, N, O, S e T. Todos os tipos de dados de comando de variáveis
são tratados como dados que possuem ponto decimal.
PROGRAMAÇÃO DE POSIÇÃO 5
5-5
4. Programas de amostra
A. Programas de amostra para endereços que aceitam ponto decimal
Categoria de comando
Exemplo de programa
Para 1 = 1 ? Para 1 = 0.1 ? 1 = 1 mm
G0X123.45
(Com o ponto decimal sempre dado
como o ponto do milímetro)
X123.450 mm X123.450 mm X123.450 mm
G0X12345 X12.345 mm* X1.2345 mm** X12345.000 mm***
#111=123 #112=5.55
X#111 Y#112
X123.000 mm
Y5.550 mm
#113=#111+#112 (SOMAR) #113 = 128.550
#114=#111–#112 (SUBTRAIR) #114 = 117.450
#115=#111?#112 (MULTIPLICAR) #115 = 682.650
#116=#111/#112
#117=#112/#111 (DIVIDIR)
#116 = 22.162
#117 = 0.045
* O dígito menos significativo é dado em 1 mícron.
** O dígito menos significativo é dado em 0.1 mícron.
*** O dígito menos significativo é dado em 1 mm.
5 PROGRAMAÇÃO DE POSIÇÃO
5-6
B. Validade do ponto decimal para cada endereço
Endereço
Comando
de ponto
decimal
Aplicação Observações Endereço
Comando
de ponto
decimal
Aplicação Observações
Válido Dados de posição das
coordenadas Inválido Tempo de parada
Inválido
Mesa rotativa
Código de função
miscelânea
Válido Número de chamada de
subprograma A
Válido Dados lineares de
ângulo Inválido Número de passos
helicoidais
Válido Dados de posição das
coordenadas Inválido Valor de compensação
(em G10)
Válido Fator de escala B
Inválido
Mesa rotativa
Código de função
miscelânea
P
Inválido Graduação da curva
NURBS
Válido Dados de posição das
coordenadas Válido Prof. de corte para ciclo
de furação profunda
Inválido Mesa rotativa
Cód. função miscel. Válido Valor do deslocamento
p/ mandrilamento oposto C
Válido Dimensões de
chanframento de canto
Q
Válido Valor do deslocamento
p/ mandrilamento fino
D Inválido
Valor de compensação
(posição, comprimento
e diâm. da ferramenta)
Válido Ponto R em ciclo fixo
E Válido Válido Raio de um arco com R
selecionado
F Válido Velocidade de avanço Válido Raio de um arco para
arredond. de canto
Válido Valor de compensação
(em G10)
G Válido Código de função
preparatória
R
Válido Ponderação para curva
NURBS
Inválido
Valor de compensação
(posição, comprimento
e diâm. da ferramenta)
S Inválido Código de função do
spindle
H
Inválido Número de seqüência
intra-subprograma T Inválido Código de função da
ferramenta
Válido Coords. centro de arco U Válido Dados de posição das
coordenadas
I
Válido
Componente de vetor
para compensação do
diâmetro da ferramenta
V Válido Dados de posição das
coordenadas
Válido Coords. centro de arco W Válido Dados de posição das
coordenadas
J
Válido
Componente de vetor
para compensação do
diâmetro da ferramenta
Válido Dados de posição das
coordenadas
Válido Coords. centro de arco
X
Válido Tempo de parada
Válido
Componente de vetor
para compensação do
diâmetro da ferramenta
Y Válido Dados de posição das
coordenadas K
Válido Nó de curva NURBS Z Válido Dados de posição das
coordenadas
L Inválido Ciclo fixo/Repetição de
subprograma
M Inválido Código de função
miscelânea
N Inválido Número de seqüência
O Inválido Número de programa
Nota: O ponto decimal é válido em todos os argumentos p/ um macroprograma de usuário.
E
FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 6
6-1
6 FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
6-1 Comando de Posicionamento (Avanço Rápido): G00
1. Função e propósito
O comando de posicionamento em avanço rápido G00 envolve o uso de uma palavra de
coordenada. Este comando posiciona uma ferramenta, movendo-a linearmente para o ponto
final especificado por uma palavra de coordenada.
2. Formato da programação
G00 Xx Yy Zz ? ? ; (? : Eixo adicional)
Os endereços de comando são válidos para todos os eixos adicionais. A entrada de dados
absolutos ou e incrementais é usada de acordo com o status de G90/G91 existente no
momento particular.
3. Descrição detalhada
1. Assim que este comando for dado, o modo G00 será mantido até que qualquer outro
comando de código G que sobreponha este modo, ou seja, G01, G02, G03 ou G32, do
grupo de comando 01, seja dado. Assim, só será necessário dar uma palavra de
coordenada se o próximo comando também for G00. Esta função é referida como função
de comando modal.
2. No modo G00, a aceleração/desaceleração sempre ocorre no ponto inicial/final de um
bloco, e o programa prossegue para o próximo bloco após a confirmação que o comando
de pulso no bloco presente é 0, e que o erro de rastreamento do ciclo de
aceleração/desaceleração é 0. A largura da posição de entradapode ser alterada usando
um parâmetro (S13).
3. As funções de códigos G (G71.1 a G89) do grupo de comando 09 são canceladas pelo
comando G00 (G80).
4. O percurso da ferramenta pode ser designado como linear ou não linear usando um
parâmetro (F91 bit 6), mas o tempo de posicionamento permanece inalterado.
- Percurso linear (F91 bit 6 = 0)
Da mesma maneira que com a interpolação linear (G01), a velocidade da ferramenta é
limitada de acordo com a velocidade de avanço rápido de cada eixo.
- Percurso não-linear (F91 bit 6 = 1)
A ferramenta é posicionada de acordo com a velocidade de avanço rápido separada de
cada eixo.
5. Quando nenhum número segue o endereço G, este é tratado como G00.
6 FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
6-2
4. Programas de amostra
–100
Ponto final
(–120, +200, +300)
MEP014
Z
Y X
+200
+300 (Ferramenta)
Ponto inicial
(+150, –100, +150) –120
+150
+150
Unidade: mm
O diagrama acima é para:
G90 G00 X-120.000 Y200.000 Z300.000; Comando de dados absolutos
G91 G00 X-270.000 Y300.000 Z150.000; Comando de dados incrementais
5. Observações
1. Se o bit 6 do parâmetro de usuário F91 for 0, a ferramenta seguirá o percurso mais curto
conectando o ponto inicial ao ponto final. A velocidade de posicionamento será calculada
automaticamente para gerar o menor tempo de posicionamento dentro dos limites da
velocidade de avanço rápido de cada eixo.
Por exemplo, se uma velocidade de avanço rápido de 9600 mm/min for configurada para
ambos os eixos X e Y, então, o comando
G91 G00 X–300.000 Y200.000
moverá a ferramenta como mostrado na figura abaixo.
MEP015-1
X
Y
Unidade: mm
200
300
fy
Ponto final
Ponto inicial
fx
Velocidade de avanço efetiva
do eixo Y: 6400 mm/min
Velocidade de avanço efetiva
do eixo X: 9600 mm/min
F91 bit 6 = 0
FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 6
6-3
2. Se o bit 6 do parâmetro de usuário F91 for 1, a ferramenta se moverá do ponto inicial ao
final de acordo com a velocidade de avanço rápido de cada eixo.
Por exemplo, se uma velocidade de avanço rápido de 9600 mm/min for configurada para
ambos os eixos X e Y, então, o comando
G91 G00 X–300.000 Y200.000
moverá a ferramenta como mostrado na figura abaixo.
MEP015-2
X
Y
Unidade: mm
200
300
fy
Ponto final
Ponto inicial
fx
Velocidade de avanço
efetiva do eixo Y: 9600
mm/min
Velocidade de avanço efetiva
do eixo X: 9600 mm/min
F91 bit 6 = 1
3. A velocidade de avanço rápido que você pode configurar para cada eixo, usando o
comando G00, varia de máquina para máquina. Refira-se às especificações pertinentes da
máquina para maiores detalhes.
4. Checagem da desaceleração do avanço rápido (G00)
Quando o processamento do avanço rápido (G00) for completado, o próximo bloco será
executado após o tempo de checagem da desaceleração (Td) ter esgotado.
O tempo de checagem da desaceleração (Td) é calculado pelas expressões a seguir,
dependendo do tipo de aceleração/desaceleração.
Aceleração linear/desaceleração linear ............................Td = Ts + a
Aceleração exponencial/desaceleração linear ..................Td = 2 × Ts + a
Aceleração exponencial/desaceleração exponencial ........Td = 2 × Ts + a
(Onde Ts é a constante do tempo de aceleração, a = 0 a 14 ms)
O tempo requerido para a checagem da desaceleração durante o avanço rápido é o maior
entre os tempos de checagem da desaceleração do avanço rápido de cada eixo,
determinado pelas constantes do tempo de aceleração/desaceleração do avanço rápido e
pelo modo aceleração/desaceleração do avanço rápido dos eixos comandados
simultaneamente.
6 FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
6-4
6-2 Posicionamento em Sentido Único: G60
1. Função e propósito
Um posicionamento com grande precisão, livre de qualquer erro de folga, pode ser executado
quando o movimento do eixo for controlado pelo comando G60, de tal forma que o acesso final
sempre ocorra em um determinado sentido.
2. Formato da programação
G60 Xx Yy Zz ? ? ; (? : Eixo adicional)
3. Descrição detalhada
1. O sentido do acesso final e a distância de deslocamento devem ser config. no parâm. I1.
2. Após a aproximação rápida para uma posição separada do ponto final pela distância de
deslocamento, o acesso final é executado no sentido predeterminado a uma velocidade
correspondente ao avanço rápido.
MEP018
Ponto final
Sentido do acesso final
Ponto inicial
Ponto de posicionamento G60 a
G60 –a G60 distância de deslocamento
Ponto inicial
Parada temporária
(+) (–)
3. O modelo de posicionamento descrito acima também se aplica durante o travamento da
máquina ou para um comando do eixo Z com o cancelamento do eixo Z ativado.
4. No modo operação em vazio (modo G00), o posicionamento por completo é executado à
velocidade de operação em vazio.
5. O deslocamento para o ponto final pode ser detido com Reconfigurar, Parada de
emergência, Intertravamento ou Manutenção do avanço, ou mesmo, configurando a
variação do avanço rápido para 0 (zero).
O deslocamento é executado de acordo com a configuração do avanço rápido, e a função
variação do avanço rápido também é efetiva para o deslocamento.
6. O posicionamento em sentido único é automaticamente invalidado para o eixo de furação
nas operações de ciclo fixo de furação.
7. O posicionamento em sentido único é automaticamente invalidado para mudanças nas
operações de ciclo fixo de mandrilamento fino ou de mandrilamento oposto.
8. O posicionamento comum é executado para um eixo que não possui uma distância de
deslocamento configurada por um parâmetro.
9. O posicionamento em sentido único é sempre do tipo sem interpolação.
10. Um comando de movimento de eixo para a mesma posição que o ponto final do bloco
precedente (distância de movimento = 0) causará reciprocação ao longo da distância de
deslocamento, de modo que o acesso final poderá ser realizado no sentido
predeterminado para um posicionamento preciso no ponto desejado.
FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 6
6-5
6-3 Comando de Interpolação Linear: G01
1. Função e propósito
Este comando move (interpola) uma ferramenta a partir da posição corrente até o ponto final
especificado por uma palavra de coordenada, na velocidade de avanço especificada pelo
endereço F. A velocidade de avanço especificada atua aqui como uma velocidade linear
relativa para a direção de movimento do centro da ferramenta.
2. Formato da programação
G01 Xx Yy Zz ? ? Ff; (? :Eixo adicional)
onde x, y, z, e ? indicam cada um uma coordenada. A entrada de dados absolutos ou
incrementais é usada de acordo com o status de G90/G91 existente no momento particular.
3. Descrição detalhada
Assim que este comando for dado, o modo G01 será mantido até que qualquer outro comando
de cód. G que sobreponha este modo, ou seja, G00, G02, G03 ou G33, do grupo de comando
01, seja dado. Assim, é simplesmente requerido entrar palavras de coord. p/ as interpolações
lineares nos blocos que sucedem a não ser que a velocidade de avanço deva ser alterada.
Um erro de programação ocorrerá se um comando de código F não for dado para o primeiro
comando G01.
As velocidades de avanço para os eixos de rotação devem ser configuradas em grau/min.
(Exemplo : F300 = 300 grau/min)
As funções de códigos G (G71.1 a G89), do grupo de comando 09, são canceladas por G01
(configurado para G80).
4. Programa de amostra
A seguir é mostrado um programa para mover a ferramenta na velocidade de avanço de corte
de 300 mm/min na rota de P1 ? P2 ? P3 ? P4 ? P1 (onde a seção de P0 ? P1 forma uma
rota de posicionamento para a ferramenta):
MEP019
30
30
20 20 20
P2
P1
P4
P3
Y
X
P0
Unidade: mm
G91 G00 X20. Y20. P0 ? P1
G01 X20. Y30. F300 P1 ? P2
X30. P2 ? P3
X–20. Y–30. P3 ? P4
X–30. P4 ? P1
6 FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
6-6
6-4 Comandos de Interpolação Circular: G02, G03
1. Função e propósito
Os comandos G02 e G03 avançam a ferramenta ao longo de umarco.
2. Formato da programação
G02 (G03) Xx Yy (Zz) Ii Jj (Kk) Ff ;
X : Coordenada do ponto final do arco, eixo X
Y : Coordenada do ponto final do arco, eixo Y
Z : Coordenada do ponto final do arco, eixo Z
I : Centro do arco, eixo X
J : Centro do arco, eixo Y
K : Centro do arco, eixo Z
F : Velocidade de avanço
Use os endereços X, Y e Z (ou seus eixos paralelos) para especificar as coordenadas do ponto
final do arco, e endereços I, J e K para as coordenadas do centro do arco.
O uso combinado da entrada de dados absolutos e incrementais é disponível para configurar
as coordenadas do ponto final do arco. Para as coordenadas do centro do arco, entretanto, os
dados incrementais relativos ao ponto inicial devem sempre ser configurados.
3. Descrição detalhada
1. Assim que o comando G02 (ou G03) for dado, este modo de comando será mantido até
que qualquer outro comando de código G usado para variar o modo comando G02 (ou
G03), ou seja, G00 ou G01 do grupo de comando 01 for dado.
Sentido anti-horário (CCW)
Sentido horário (CW)
Velocidade
de avanço
Coords do
centro do arco
Coords do
ponto final
FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 6
6-7
2. A direção do movimento circular é determinada por G02/G03.
G02: CW (Sentido horário)
G03: CCW (Sentido anti-horário)
MEP020
Z
G02
G03
Y
X
G02
G03
X
Z
G02
G03
Z
Y
G17 plano (X-Y) G18 plano (Z-X) G19 plano (Y-Z)
G02 G03
G03
G03
G02
G02 Y
X
3. A interpolação de um arco que se estende sobre múltiplos quadrantes pode ser definida
com um bloco.
4. Para executar uma interpolação circular, as seguintes informações são requeridas:
- Sentido de rotação....................... HORÁRIO (G02) ou ANTI-HORÁRIO (G03)
- Coords. do ponto final do arco..... Dadas com endereço X, Y, Z.
- Coords. do centro do arco............Dadas com endereço I, J, K. (Dimensão incremental)
- ·Velocidade de avanço.................. Dada com endereço F.
5. Se nenhum dos endereços I, J, K e R for especificado, um erro de programa ocorrerá.
6. Os endereços I, J e K são usados para especificar as coordenadas do centro do arco nas
direções X, Y e Z respectivamente, vistas a partir do ponto inicial e, assim, deve-se tomar
cuidado quanto aos sinais.
6 FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
6-8
4. Programas de amostra
Exemplo 1: Comando de círculo completo
MEP021
Eixo Y +Y
+X
Velocidade de avanço
F = 500 mm/min
Centro do
círculo
J = 50 mm
Ponto inicial / Final
Eixo X
G02 J50. F500
Exemplo 2: Comando três-quartos do círculo
MEP022
+Y
+X
Ponto inicial
Centro do
círculo
J = 50 mm
Ponto final
(x+50, y+50)
Velocidade de avanço
F = 500 mm/min
Eixo Y
Eixo X
G91 G02 X50. Y50. J50. F500
5. Notas sobre interpolação circular
1. O sentido horário (G02) ou anti-horário (G03), durante a interpolação circular, refere-se ao
sentido de rotação no sistema de coordenadas da mão direita quando visto a partir do lado
positivo em direção ao lado negativo do eixo das coordenadas, perpendicular ao plano a
ser interpolado.
2. Se as coordenadas do ponto final não forem configuradas ou se o ponto inicial e o ponto
final forem configurados na mesma posição, a designação do centro usando o endereço I,
K ou J resultará em um arco de 360 graus (círculo completo).
FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 6
6-9
3. Se o raio do ponto inicial e o raio do ponto final não forem iguais, resultará o seguinte:
- Se o erro ? R for maior que o parâmetro F19 (tolerância para a diferença do valor radial
no ponto final), um erro de programa (817 - DADOS DE ARCO INCORRETOS) ocorrerá
no ponto inicial do arco.
G02 X80. I50.
Ponto
inicial
Raio no
ponto inicial
Raio no
ponto final
Parada de alarme
Centro Ponto final
? R
MEP023
- Se o erro ? R for igual ou menor que os dados do parâmetro, a interpolação terá uma
forma espiral indo em direção ao ponto final programado do arco.
MEP024
G02 X90. I50. Interpolação
em espiral
? R
Ponto
inicial
point
Raio no ponto
inicial
Raio no
ponto final
Centro Ponto final
Os exemplos mostrados acima assumem que dados de parâmetro excessivamente
grandes foram adotados para facilitar seu entendimento.
6-5 Comandos de Interpolação Circular com Raio Designado: G02, G03
1. Função e propósito
A interpolação circular pode ser realizada designando diretamente o raio do arco R, bem como
especificando as coordenadas convencionais do centro do arco (I, J, K).
2. Formato da programação
G02 (G03) Xx Yy Zz Rr Ff ;
onde x : Coordenada no eixo X do ponto final
y : Coordenada no eixo Y do ponto final
z : Coordenada no eixo Z do ponto final
r : Raio do arco
f : Velocidade de avanço
6 FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
6-10
3. Descrição detalhada
O centro do arco está localizado na perpendicular média ao segmento que conecta o ponto
inicial ao ponto final. O ponto de interseção da perpendicular média e o círculo de raio r
designado que tem o centro configurado no ponto inicial dá as coordenadas do centro do arco
designado.
Um semicírculo ou um arco menor será gerado se R tiver um valor positivo.
Um arco maior que o semicírculo será gerado se R tiver um valor negativo.
Percurso de um arco com raio negativo
Ponto final
Ponto inicial
Percurso de um arco com raio positivo
O2
O1
L
r
TEP023
O1, O2 : Pontos de
centro
Para usar os comandos de interpolação de arco com raio designado, o seguinte requisito deve
ser satisfeito:
? 1
L
2 ? r
onde L indica o comprimento da linha a partir do ponto inicial até o ponto final.
Se os dados do raio e os dados do centro do arco (I, J, K) forem configurados no mesmo bloco,
a interpolação circular com raio designado geralmente terá prioridade.
Entretanto, para a interpolação de círculo completo (ponto final = ponto inicial), use o método
de designação do centro com os endereços I, J e K, uma vez que o comando de especificação
de raio neste caso será imediatamente completado sem qualquer operação da máquina.
4. Programas de amostra
- G02 Xx1 Yy1 Rr1 Ff1 Plano X-Y, arco com raio designado
- G03 Zz1 Xx1 Rr1 Ff1 Plano Z-X, arco com raio designado
- G02 Xx1 Yy1 Jj1 Rr1 Ff1 Plano X-Y, arco com raio designado
(Se os dados do raio e dados do centro (I, J, K) forem
configurados no mesmo bloco, a interpolação circular com a
designação do raio terá prioridade.)
- G17 G02 Ii1 Ji1 Rr1 Ff1 Plano X-Y, arco com centro designado
(A especificação do raio é inválida para círculo completo)
FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 6
6-11
6-6 Interpolação Espiral: G2.1, G3.1 (Opcional)
1. Função e propósito
Os comandos G2.1 e G3.1 fornecem uma interpolação em que os pontos inicial e final são
conectados suavemente por meio de um comando de arco, onde os raios de ambos os pontos
diferem entre si.
rs
(Interpolação circular normal)
(Interpolação espiral)
Ponto inicial
Ponto final
Ponto final
Centro
re ? ?rs
re = rs
MEP031
2. Formato da programação
G17 G2.1 (ou G3.1) Xp_ Yp_ I_ J_ (? _) F_ P_
G18 G2.1 (ou G3.1) Zp_ Xp_ K_ I_ (? _) F_ P_
G19 G2.1 (ou G3.1) Yp_ Zp_ J_ K_ (? _) F_ P_
P : Número de passos (revoluções) (P pode ser omitido se for igual a 0.)
? : Qualquer eixo, diferente de eixos de interpolação circular (Somente p/ corte helicoidal)
F : Velocidade de avanço ao longo do percurso da ferramenta
3. Descrição detalhada
1. Os sentidos do movimento circular de G2.1 e G3.1 correspondem àqueles de G02 e G03,
respectivamente.
2. A designação do raio não é disponível para a interpolação espiral. (O ponto inicial e o
ponto final devem estar no mesmo arco para uma designação de raio.)
Nota: Quando um raio for designado, este comando será considerado como uma
interpolação circular com raio designado.
3. O corte cônico ou o rosqueamento cônico pode ser executado alterando os raios do arco
em seus pontos inicial e final e, ao mesmo tempo, designando um eixo deinterpolação
linear.
4. Mesmo para um comando circular normal G2 ou G3, a interpolação espiral será executada
se a diferença entre os raios do ponto inicial e do ponto final for menor que a configuração
do parâmetro F19.
Coordenadas do centro do arco
Coordenadas do ponto final do arco
6 FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
6-12
Exemplo: Quando o programa a seguir for executado, a velocidade de avanço para cada
um dos pontos será como mostrado no diagrama abaixo.
A 3000 mm/min
B 2500
C 2000
D 1500
E 1000
Y
X
ACEDB
MEP032
G28 X0 Y0
G91 G00 Y–200.
G17 G3.1 X–100. Y0 I–150. J0 F3000 P2
M30
FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 6
6-13
4. Programas de amostra
Exemplo 1: Corte espiral
Um exemplo de programação para perfilamento espiral com entrada de dados incrementais do
centro do arco (X = 0, Y = 45.0) e com entrada de dados absolutos do ponto final do arco (X = 0,
Y = –15.0) é mostrado abaixo.
D735PB001
1545
Y
X
G91 G28 Z0
G80 G40
T15 T00 M06
G54.1 P40
G94 G00 X0 Y-45.0
G43 Z30.0 H01
Z3.0
S1500 M03
M50
G01 Z-1.0 F150
G2.1 X0 Y-15.0 I0 J45.0 F450 P2
G00 Z3.0
M05 M09
Z30.0
M30
Retorno ao ponto zero no eixo Z
Cancelamento do ciclo fixo
Troca de ferramenta
Configuração do sistema de coordenadas
Aproximação no plano XY para o ponto inicial (0, –45.0)
Posicionamento no eixo Z para o ponto inicial
Rotação normal do spindle
Sopro de ar LIGADO
Avanço de entrada no eixo Z
Comando p/ interpolação espiral c/ o ponto final do arco
= (0, –15.0), centro do arco = (0, 0)* e passo = 2.
*Valores de I e J são os incrementos p/ o ponto inicial.
Retorno no eixo Z
Parada do spindle e sopro de ar DESLIGADO
Fim da usinagem
A velocidade de avanço no ponto inicial é 450 mm/min, como especificado no bloco de G2.1, e
a velocidade de avanço no ponto final pode ser calculada como a seguir:
(Raio no ponto final/Raio no ponto inicial) × Valor do comando da velocidade de avanço.
Com o raio no ponto inicial = 45.0, o raio no ponto final = 15.0 e o comando da velocidade de
avanço (F) = 450, a velocidade de avanço resulta em
(15.0/45.0) × 450 = 150 mm/min
no ponto final.
Nota 1: Cuidado p/ não usar a designação de raio (argumento R) p/ a interpolação espiral;
caso contrário uma interpolação circular normal (por G02 ou G03) será executada.
Nota 2: Não é possível dar este comando para uma interpolação espiral, uma vez que o
6 FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
6-14
ponto inicial e o ponto final de uma interpolação espiral devem ter centros diferentes
especificados.
FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 6
6-15
Exemplo 2: Came em forma de coração (com entrada de dados absolutos)
D735PB002
1
70
Y
X
G91 G28 Z0
G80 G40
T15 T00 M06
G54.1 P40
G94 G00 X0 Y-70.0
G43 Z30.0 H01
S1500 M03
Z3.0
M50
G01 Z-1.0 F150
G2.1 X0 Y1.0 I0 J70.0 F450
X0 Y-70.0 I 0 J-1.0
G00 Z3.0
M05 M09
Z30.0
M30
Retorno ao ponto zero no eixo Z
Cancelamento do ciclo fixo
Troca de ferramenta
Configuração do sistema de coordenadas
Aproximação no plano XY para o ponto inicial (0, –70.0)
Posicionamento no eixo Z para o ponto inicial
Rotação normal do spindle
Sopro de ar LIGADO
Avanço de entrada no eixo Z
Comando para a meia curva à esquerda
Comando para a meia curva à direita
Retorno no eixo Z
Parada do spindle e sopro de ar DESLIGADO
Fim da usinagem
6 FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
6-16
Exemplo 3: Came em forma de coração (com entrada de dados incrementais)
MEP033
Y
X
b
(100.)
a
(30.)
0
Ponto inicial e
Ponto final
A diferença (b–a) entre os raios do ponto inicial e do ponto final indica um deslocamento da
forma do coração.
Use dois blocos para programar separadamente o perfil da metade direita e da metade
esquerda.
Um programa de amostra com entrada de dados incrementais:
G3.1 Y130. J100. F1000...............(Metade direita)
a+b b
G3.1 Y–130. J–30........................(Metade esquerda)
–a–b –a
a = 30. (Raio mínimo do arco)
b = 100. (Raio máximo do arco)
a + b = 130. (Coordenada do ponto final do meio-círculo direito)
–a – b = –130. (Coordenada do ponto final do meio-círculo esquerdo)
FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 6
6-17
Exemplo 4: Rosqueamento
Para abrir uma rosca, use três blocos de interpolação helicoidal para programar
separadamente a seção de avanço de entrada, a seção de rosqueamento e a
seção de corte ascendente. Uma interpolação espiral é requerida para designar o
valor da folga no diâmetro para o bloco de avanço de entrada e para o bloco de
corte ascendente. (Os pontos inicial e final são deslocados pelo valor da folga
designada a partir da circunferência da seção de rosqueamento.)
MEP034
X
Y
Z 0
i3
i1
i2
z1 z3 z2
Avanço de
entrada
Abertura de
rosca
Corte ascendente
Folga
G3.1 X–i1–i2 Y0 Zz1 I–i1 J0 Ff1 (Bloco de avanço de entrada, meio-círculo)
G03 X0 Y0 Zz2 Ii2 J0 Pp2 (Bloco de rosqueamento, círculo completo)
G3.1 Xi2+i3 Y0 Zz3 Ii2 J0 (Bloco de corte ascendente, meio-círculo)
* O número de passos, p2, no bloco de rosqueamento é determinado dividindo o curso, z2,
pelo passo . Note que o valor p2 deve ser um número inteiro.
6 FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
6-18
Exemplo 5: Rosqueamento cônico
Como mostrado na figura abaixo, um corte helicoidal cônico que comece com
qualquer ângulo pode ser executado.
MEP035
x1
i1
y1
j1
z1
p1
e
s
X
0 Z
Y
Os dados com endereços X, Y e Z precisam ser os incrementos x1, y1 e z1 respectivamente, a
partir do ponto inicial s até o ponto final e; os dados de I e J precisam ser os incrementos i1 e j1
respectivamente, a partir do ponto inicial s até o centro circular, e os dados de P devem ser
iguais ao número de passos p1.
G3.1 Xx1 Yy1 Zz1 Ii1 Jj1 Pp1 Ff1
O valor da conicidade t e o passo são calculados como mostrado a seguir:
2(re – rs)
t =
x1
onde, rs = i12 + j12 , re = (x1 – i1)2 + (y1 – j1)2 ;
z1 =
(2? ? ? 1 + ? ) / 2?
j1 – y1 –j1 onde, ? = ? e – ? s = tan–1
i1 – x1
– tan–1
–i1
onde, rs e re indicam os raios no ponto inicial e no ponto final, respectivamente, e qs e qe
indicam o ângulo no ponto inicial e o ângulo no ponto final, respectivamente.
FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 6
6-19
Exemplo 6: Corte cônico
O corte cônico é uma aplicação do rosqueamento cônico e tem seu ponto inicial
ou ponto final na linha de centro. A conicidade resulta do aumento ou da
diminuição gradual do diâmetro do arco. O passo é determinado por z1/p1.
MEP036
X
0
Y
x1
Z
p1
z1
G2.1 X–x1 Y0 Zz1 I–x1 Pp1 Ff1
x1 : Raio da base
z1 : Altura
p1 : Número de passos
f1 : Velocidade de avanço
Nota: Use a tela de TRACE para checar o percurso da ferramenta durante a interpolação
espiral.
6 FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
6-20
6-7 Seleção de Plano: G17, G18, G19
6-7-1 Vista geral
1. Função e propósito
Os comandos G17, G18 e G19 são usados para selecionar um plano no qual a interpolação
circular, a compensação do raio da ferramenta, etc. devem ser executadas.
O registro dos três eixos fundamentais como parâmetros permite que você selecione um plano
gerado por quaisquer dois eixos não paralelos.
Estes comandos também são usados para selecionar um plano onde figuras ou coordenadas
do programa devem ser giradas.
2. Formato da programação
G17; (Seleção de plano XY)
G18; (Seleção de plano ZX)
G19; (Seleção de plano YZ)
X, Y e Z indicam os respectivos eixos de coordenadas ou seus
eixos paralelos correspondentes.
G03 G03
G02 G02
X Y
Y X Z
G03
G02
Z
TEP024’
G17 plano (XY) G18 plano (ZX) G19 plano (YZ)
6-7-2 Métodos de seleção de planos
A seleção de planos através da configuração de parâmetros é explicada nesta seção.
1. A determinação de que eixos fundamentais ou de que eixos paralelos aos eixos
fundamentais devem formar o plano que você deseja selecionar é feita pelo tipo de
comando de seleção de plano (G17, G18 ou G19) e pelo endereço do eixo especificado no
mesmo bloco.
G03 G03
G02 G02
XY
Y X Z
G03
G02
Z
G17X Y; G18X Z; G19Y Z;
TEP025’
2. A seleção automática de planos não ocorre para blocos que não possuem um comando de
seleção de plano designado (G17, G18 ou G19)
G18 X_ Z_; plano ZX
Y_ Z_; plano ZX (Nenhuma mudança de plano)
FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 6
6-21
3. Se os endereços de eixo não forem configurados para blocos que possuam um comando
de seleção de plano designado (G17, G18 ou G19), os três eixos fundamentais serão
considerados como configurados.
G18_; (plano ZX = G18 XZ ;)
Nota 1: Use os bits 0 e 1 do parâmetro F92 para configurar o plano inicial que deve ser
selecionado após ligar a energia ou reconfigurar.
Nota 2: Os códigos G para a seleção de planos (G17, G18 ou G19) devem ser comandados
em um bloco independentemente. Se um código G deste tipo for comandado em um
bloco que contenha o comando de movimento do eixo, um movimento independente
do plano selecionado pode ser ocasionado.
6 FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
6-22
6-8 ATIVA/CANCELA Interpolação de Coordenadas Polares: G12.1/G13.1
1. Função e propósito
A interpolação de coordenadas polares é uma função para converter um comando programado
pelo sistema de coordenadas retangulares em movimento do eixo linear (movimento da
ferramenta) e em movimento do eixo de rotação (rotação da peça de trabalho) para dar
controle ao perfilamento.
2. Formato da programação
A interpolação de coordenadas polares é comandada pelos seguintes códigos G (grupo 19).
G12.1: Modo ativa interpolação de coordenadas polares (Modo pelo qual a coordenada polar
é interpolada)
G13.1: Modo cancela interpolação de coordenadas polares (Modo pelo qual a coordenada
polar não é interpolada)
Estes códigos G devem ser comandados em um bloco independente.
3. Descrição detalhada
1. Ao ligar a energia e ao executar a reconfiguração, o modo cancela interpolação de
coordenadas polares (G13.1) é fornecido. Comandando G12.1 fornece um plano
selecionado por G17.
2. A interpolação de coordenadas polares usa o ponto zero do sistema de coordenadas da
peça de trabalho como o ponto zero do sistema de coordenadas. Um plano (daqui por
diante chamado de “plano de interpolação de coordenadas polares”) é selecionado usando
o eixo linear como o primeiro eixo do plano e o eixo virtual perpendicular ao eixo linear
como segundo eixo do plano. A interpolação de coordenadas polares ocorre neste plano.
3. O programa, durante o modo interpolação de coordenadas polares, é comandado pelo
valor da coordenada retangular no plano de interpolação de coordenadas polares. O
endereço do eixo de rotação (C) é usado como endereço do eixo de comando do segundo
eixo do plano (eixo virtual).
Um comando é dado em mm ou em polegada (e não em graus), da mesma maneira que
para o primeiro eixo do plano (comando pelo endereço do eixo linear).
4. Comandos absolutos e comandos incrementais para a interpolação linear (G01) e para a
interpolação circular (G02, G03) podem ser comandados durante o modo interpolação de
coordenadas polares.
A compensação do raio da ferramenta também pode ser feita para o comando do
programa, e a interpolação de coordenadas polares é dada para o percurso após a
compensação do raio da ferramenta. Entretanto, o modo interpolação de coordenadas
polares (G12.1, G13.1) não pode ser mudado durante o modo compensação do raio da
ferramenta (G41, G42). G12.1 e G13.1 devem ser comandados no modo G40 (Modo
cancela compensação do raio da ferramenta).
5. A velocidade de avanço é comandada usando a velocidade tangencial (velocidade relativa
entre a peça de trabalho e a ferramenta) no plano de interpolação de coordenadas polares
(sistema de coords. retangulares) como F (mm/min ou pol/min é usado como unid. de F).
6. O valor da coordenada do eixo virtual quando G12.1 é comandado fornece “0”. Ou seja, a
interpolação de coordenadas polares foi começada tomando a posição onde G12.1 é
comandado como ângulo = 0.
FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 6
6-23
D732S0008
G17: Plano XC (Eixo virtual)
C
(Eixo virtual)
X
C
Z
4. Programas de amostra
D732S0009
Percurso do centro
da ferramenta
N070
N060
N100
N080
N090
N050
C (Eixo virtual)
C
X
Percurso programado
N001 G00 G97 G98;
N004 G28 U0 W0;
N008 M200;
N010 T01T00M06;
N020 G00 X100.0 Z10.0 C0.0;
N030 G12.1;
N040 G42;
N050 G01 X50.0 F500;
N060 C10.0;
N070 G03 X-50.0 C10.0 I-25.0;
N080 G01 C-10.0;
N090 G03 X50.0 C-10.0 R25.0;
N100 G01 C0.0;
N110 G00 X100.0;
N120 G40;
N130 G13.1;
N140 M202;
Posicionamento para o ponto inicial
Início da interpolação das coords. polares
Programa do perfil
(Programa com valores de coordenadas
retangulares no plano XC)
Cancela a interpol. das coordenadas polares
6 FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
6-24
5. Notas
1. Antes de G12.1 ser comandado, o sistema de coordenadas da peça de trabalho deve ser
configurado usando o centro do eixo de rotação como ponto zero do sistema de
coordenadas. O sistema de coordenadas não deve ser alterado durante o modo G12.1.
2. O plano antes de G12.1 ser comandado (plano selecionado por G17, G18 ou G19) é
temporariamente cancelado, e é restaurado quando G13.1 (cancela interpolação de
coordenadas polares) é comandado. O modo interpolação de coordenadas polares é
cancelado em reconfiguração, e o plano G17 é fornecido.
3. O método para comandar raios circulares (cujos endereços I, J e K são usados), quando a
interpolação circular (G02, G03) é dada no plano de interpolação de coordenadas polares,
depende de qual eixo do sistema básico de coordenadas corresponde ao primeiro eixo do
plano (eixo linear).
- Comando dado por I e J, tomando-se o eixo linear como o eixo X do plano XpYp.
- Comando dado por J e K, tomando-se o eixo linear como o eixo Y do plano YpZp.
- Comando dado por K e I, tomando-se o eixo linear como o eixo Z do plano ZpXp.
O raio circular também pode ser designado por um comando R.
4. Os códigos G disponíveis para dar comandos durante o modo G12.1 são G04, G65, G66,
G67, G00, G01, G02, G03, G98, G99, G40, G41 e G42.
5. O comando de movimento de um eixo diferente daqueles no plano selecionado durante o
modo G12.1 é executado independentemente da interpolação de coordenadas polares.
6. A compensação da ferramenta deve ser comandada no modo cancelamento da
interpolação de coordenadas polares antes que G12.1 seja comandado. Ela não pode ser
comandada durante o modo interpolação de coordenadas polares. O valor da
compensação não deve ser alterado durante o modo interpolação de coordenadas
polares.
7. Exibição da posição corrente durante o modo G12.1
Cada posição corrente durante o modo interpolação de coordenadas polares é exibida
com um valor real de coordenada. Entretanto, apenas “resíduo da distância de movimento”
(REMAIN) é exibido com o resíduo da distância de movimento no plano do comando de
coordenadas polares.
8. O reinício do programa não pode ser executado para um bloco durante o modo G12.1.
FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 6
6-25
6-9 Interpolação de Eixo Virtual: G07
1. Função e propósito
Especifique com o código G07 um dos dois eixos de interpolação circular para a interpolação
helicoidal ou espiral, com a interpolação linear síncrona como um eixo virtual (um eixo com
pulso distribuído sem movimento real) e, assim, uma interpolação no plano definido pelo eixo
circular remanescente e pelo eixo linear pode ser obtida ao longo da curva senoidal
correspondente à vista lateral da interpolação circular com a interpolação linear síncrona.
2. Formato da programação
G07 ? 0 Para configurar um eixo virtual
Para interpolar com o eixo virtual
G07 ? 1 Para cancelar o eixo virtual
3. Descrição detalhada
1. Somente interpolação helicoidal ou espiral pode ser usada p/ a interpolação de eixo virtual.
2. Na seção do programa desde G07? 0 até G07? 1, o eixo “alfa” é processado como um eixo
virtual. Portanto, se o eixo alfa for incluído independentementenesta seção, a máquina
permanecerá no status de parada até que a distribuição do pulso para o eixo virtual seja
completada.
3. O eixo virtual é válido somente p/ operação automática; é inválido p/ operação manual.
4. Funções de proteção, tais como intertravamento, limite de curso armazenado, etc., são
válidas mesmo para o eixo virtual.
5. A interrupção por manivela também é válida para o eixo virtual. Ou seja, o eixo virtual
pode ser alterado pela quantidade da interrupção por manivela.
4. Programa de amostra
G07 Y0 Configura o eixo Y como um eixo virtual.
G17G2.1X0Y–5.I0J–10.Z40.P2F50 Interpolação senoidal no plano XZ
G07 Y1 Reconfigura o eixo Y para um eixo real.
MEP037
–10.
–5.
5.
10.
20.
40.
–10. –5. Eixo Z
Eixo X Eixo X
Eixo Y
6 FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
6-26
6-10 Interpolação Spline: G06.1 (Opcional)
1. Função e propósito
A interpolação spline cria automaticamente uma curva que determina suavemente pontos
específicos e, assim, possibilita a usinagem a alta velocidade e com grande precisão de perfis
livres ao longo de percursos de ferramenta curvados suavemente.
2. Formato da programação
G06.1 Xx1 Yy1
3. Descrição detalhada
A. Configuração e cancelamento do modo interpolação spline
O modo interpolação spline é configurado pela função preparatória G06.1 e cancelado por
outro comando do grupo 01 (G00, G01, G02 ou G03).
Exemplo 1:
P1
P2
P3
P4
P5
Pn
Pn+1
N100 G00 X_Y_ P1
N200 G06.1 X_Y_ P2
N201 X_Y_ P3
N202 X_Y_ P4
N203 X_Y_ P5
N290 X_Y_ Pn
N300 G01 X_Y_ Pn+1
Fig. 6-1 Linha interpolada pela interpolação spline
No exemplo acima, a interpolação spline é ativada em N200 (bloco de movimento de P1 a P2) e
é cancelada em N300. Portanto, uma curva spline é criada para um grupo de pontos finais de
P1 a Pn, e a interpolação aplicada ao longo da curva criada.
Para criar uma curva de interpolação spline, geralmente é necessário especificar dois ou mais
blocos (pelo menos três pontos a serem ligados) no modo. Se o modo interpolação spline for
configurado apenas p/ 1 bloco, o percurso até o ponto final do bloco será interp. em linha reta.
Exemplo 2:
P1 P2
P3
Interpolação linear para o bloco
único de interpolação spline
N100 G01 X_Y_ P1
N200 G06.1 X_Y_ P2
N300 G01 X_Y_ P3
Fig. 6-2 Interpolação spline aplicada a um bloco único
FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 6
6-27
B. Divisão da curva spline no modo interpolação spline
Geralmente, o modo interpolação spline cria uma curva contínua que liga suavemente todos os
pontos especificados desde o início do modo até o seu final. Entretanto, a curva spline será
dividida em duas curvas descontínuas sempre que uma das seguintes condições for satisfeita:
- Quando o ângulo entre as linhas de movimento linear de dois blocos vizinhos for maior que o
ângulo de cancelar spline,
- Quando a distância de movimento de um bloco exceder a distância de cancelar spline, ou
- Quando houver um bloco sem qualquer comando de movimento no modo interpolação spline.
1. Quando o ângulo relativo de dois blocos vizinhos for maior que o ângulo de cancelar
spline.
Ângulo de cancelar spline Parâmetro F101
Como para a seqüência de pontos P1, P2, P3, Pn em modo interpolação spline, quando
o ângulo ? i formado por dois vetores contínuos Pi–1 Pi e PiPi+1 é maior que F101, o
ponto Pi é considerado como um canto. Neste caso, o grupo de pontos Pi é dividido em
duas seções (de P1 a Pi e de Pi a Pn) e uma curva spline é individualmente criada para
cada seção.
Quando o ângulo de cancelar spline não é configurado (F101 = 0), esta função de divisão
não é disponível.
Exemplo 1: F101 = 80 graus
Forma um canto
F101 não configurado
? 4 > F101
P4
? 4
? 6
? 5
? 3
? 2
P2
P1 P7
P6
P5
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
P3
Fig. 6-3 Cancelamento de spline na dependência do ângulo
6 FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
6-28
Quando houver mais de um ponto em que ? i > F101, tais pontos serão tratados como
cantos para dividir o grupo de pontos, e múltiplas curvas spline serão criadas para as
respectivas seções.
? i > F101 ? i > F101
Fig. 6-4 Curva spline com múltiplos cantos na dependência do ângulo
Quando há quaisquer dois pontos de canto sucessivos (onde ? i > F101), o bloco para o
segundo ponto é automaticamente configurado sob controle de uma interpolação linear.
Portanto, pode ser omitido especificar o código G01 em cada bloco intermediário de
avanço de entrada, por exemplo, durante a usinagem dimensional 2.5, o que simplifica
consideravelmente a programação.
Exemplo 2: F101 < 90 (graus)
No programa a seguir, mostrado na Fig. 6-5, o ângulo do avanço de entrada na
direção Y em relação ao plano XZ (de interpolação spline) é sempre 90°. Se
F101 for configurado para pouco menos de 90°, a interpolação spline será
automaticamente cancelada nos blocos de avanço de entrada (N310, N410, ???),
os quais, então, são linearmente interpolados cada vez. Se nenhum valor é
configurado para F101, é necessário especificar os códigos G entre parênteses
no programa abaixo para mudar o modo interpolação.
N100 G00 X_Y_Z_ P1
N200 G06.1 X_Z_ P2
N210 X_Z_ P3
N300 X_Z_ Pi
N310 (G01) Y_ Pi+1
N320 (G06.1) X_Z_ Pi+2
N400 X_Z_ Pj
N410 (G01) Y_ Pj+1
N420 (G06.1) X_Z_ Pj+2
N700 X_Z_ Pn
N710 G01
Z
Y
X
Pi
Pi+1
Pn
Pj+1
Pj
P1
Fig. 6-5 Interpolação linear para o avanço de entrada no modo interpolação spline
FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 6
6-29
2. Quando a distância de movimento de um bloco excede a distância de cancelar spline
Distância de cancelar spline Parâmetro F100
Como p/ a seqüência de pontos P1, P2, P3, ??? Pn em modal interpolação spline, quando o
compr. PiPi+1 do vetor PiPi+1 é maior que F100, o bloco p/ o ponto Pi+1 é configurado
automaticamente sob controle de interpolação linear, enquanto a seção precedente (P1 a
Pi) e a seção seguinte (Pi+1 a Pn) são individualmente interpoladas em curvas spline.
Neste caso, em geral, a inclinação do vetor tangente em Pi (no final da spline P1 a Pi) e a
inclinação do vetor tangente em Pi+1 (no início da spline Pi+1 a Pn) não correspondem à
inclinação do segmento de linha PiPi+1 .
Quando a distância de cancelar spline não é configurada (F100 = 0), esta função de
divisão não é disponível.
P1
P2
P3
P4 P5
P6
P7
P8
(a) P4P5 > F100,
PiPi+1 ? F100 para outros blocos
P1
P2
P3
P4 P5
P6
P7
P8
P4P5 > F100
Interpolado como a seguir:
P1 a P4: Curva spline,
P4 a P5: Linha reta,
P5 a P8: Curva spline.
O percurso todo de P1 a P8 é
interpolado em uma curva
spline.
(b) F100 não está especificado
Fig. 6-6 Cancelamento de spline depende da distância de movimento de um bloco
Quando há mais de um bloco em que PiPi+1 > F100, todos estes blocos são submetidos
individualmente a uma interpolação linear.
3. Quando há um bloco sem qualquer comando de movimento no modo interpolação spline
Qualquer bloco sem comando de movimento cancela temporariamente a interpolação
spline, e as seções anterior e posterior a este bloco são independentemente submetidas a
uma interpolação spline.
N100 G01 X_Y_
N110 G06.1 X_Y_ P1
N120 X_Y_ P2
N300 X_Y_ P5
N310 X0 P5 (Sem movimento)
N320 X_Y_ P6
N500 X_Y_ P8
N510 G01 X_Y_
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7 P8
Spline de
P5 a P8
Forma um canto
Spline de
P1 a P5
Fig. 6-7 Cancelamento de spline por um bloco sem comando de movimento
6 FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
6-30
C. Função spline fina (correção de perfil curvado)
A função spline fina trabalha com a interpolação spline e corrige automaticamente o perfil da
curva spline, como requerido, para tornar mais suave o percurso da curva.
Mais especificamente, a função spline fina é empregada nos dois seguintes casos:
- Caso em que os erros da curva em blocos são significativos
- Caso de existir um bloco curtonão usual (a correção automática neste caso é chamada de
ajustamento.)
A correção automática nos casos descritos acima é explicada abaixo.
1. Correção automática para erros significativos da curva em blocos
Quando os dados da curva em CAD são submetidos à microssegmentação com CAM, a
aproximação usando uma linha poligonal é geralmente executada com uma tolerância de
curva (erro de corda) ao redor de 10 mícrons. Neste momento, se qualquer ponto de
inflexão fizer parte da curva, o bloco do microssegmento que inclui os pontos de inflexão
pode aumentar de comprimento (veja P3 P4 na figura abaixo). Além disso, se o
comprimento deste bloco tornar-se desbalanceado em relação ao comprimento dos blocos
imediatamente anterior e posterior, a curva spline nesta zona pode ter um erro significativo
em relação à curva original.
P7
P6
P4
P5
P3
P2
P0
P1
Tolerância (lado negativo)
Tolerância
Ponto de inflexão
na curva original
Curva CAD
Curva spline
(o desvio em relação à curva CAD é
significativo)
Tolerância (lado positivo)
Fig. 6-8 Curva spline que possui um erro significativo de corda (pontos de inflexão presentes)
Esta função detecta as seções cujos erros de corda na curva, devido à presença de
pontos de inflexão, tornam-se significativos e corrige automaticamente o perfil da curva
spline naquela zona, de modo que os erros de corda na curva caiam dentro da faixa de
dados do parâmetro especificado.
Erro 1 da curva Parâmetro F102
FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 6
6-31
Se um bloco no modo interpolação spline for avaliado ter pontos de inflexão na curva
spline, e o erro máximo de corda da curva spline a partir do segmento for maior que o
valor de F102, o perfil de tal curva spline será corrigido para um erro máximo de corda que
não exceda o valor de F102.
B A
F102 ou menos
Curva spline corrigida
Curva spline não corrigida
Fig. 6-9 Correção 1 do perfil para a curva spline
O perfil da curva também pode ser corrigido se o erro de corda na curva spline aumentar
devido à ocorrência de um desbalanceamento nos comprimentos de blocos adjacentes por
algumas razões diferentes da presença de pontos de inflexão ou por outras razões.
Erro 2 da curva Parâmetro F104
Se considerarmos que um bloco no modo interpolação spline não tem nenhum ponto de
inflexão na curva spline e que o erro máximo de corda na curva spline e no bloco é maior
que o valor de F104, o perfil de tal curva spline será corrigido para um erro máximo de
corda que não excede o valor de F104.
Curva spline
corrigida
F104 ou menos
Correção
Curva spline
não corrigida
Fig. 6-10 Curva spline que tem um erro significativo de corda (sem pontos de inflexão)
Obs. 1: Em todos os tipos de correção de curva spline, a função correção de curva trabalha
somente para o bloco correspondente. Assim, os vetores tangentes na fronteira com
os blocos imediatamente anterior e posterior tornam-se descontínuos.
Obs. 2: Se o parâmetro F102 for configurado para 0, todos os blocos considerados como
incluindo pontos de inflexão se tornarão lineares. Se o parâmetro F104 for
configurado para 0, todos os blocos considerados como não incluindo pontos de
inflexão se tornarão lineares.
Obs. 3: A correção de perfil curvo baseada nos parâmetros F102 ou F104 geralmente é
necessária quando blocos adjacentes são desbalanceados no comprimento.
Entretanto, se a razão dos comprimentos dos blocos adjacentes for muito grande, a
interpolação spline pode ser temporariamente cancelada entre tais blocos, antes da
avaliação do erro de corda.
6 FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
6-32
2. Correção automática da curva spline em um bloco curto não usual (Ajustamento)
Quando os dados CAD são desenvolvidos em microssegmentos por CAM, um bloco muito
pequeno pode ser criado no meio do programa devido a erros internos de cálculo. Tal
bloco é freqüentemente criado durante a criação de um programa para compensação do
diâmetro da ferramenta, o qual requer, em particular, cálculos de convergência. Como
geralmente este pequeno bloco não usual ocorre em ângulos quase retos em relação à
direção da curva spline, esta curva tende a não se tornar suave.
Bloco muito pequeno
Curva spline distorcida
Fig. 6-11 Distorção de uma curva spline devido aos efeitos de um bloco muito pequeno
Se tal bloco extremamente pequeno for detectado durante a interpolação spline, a função
correção de perfil removerá este bloco e, então, conectará diretamente os blocos anterior
e posterior (isto é referido como ajustamento) para criar uma curva spline suave e isenta
de distorção.
Comprimento de ajustamento do bloco Parâmetro F103
Assuma que o comprimento do bloco (i) no modo interpolação spline seja li e que as
seguintes expressões sejam válidas:
li – 1 > F103 × 2
li ? F103
li + 1 > F103 × 2
No caso acima, o ponto final do bloco (i–1) e o ponto inicial do bloco (i+1) são movidos
para o ponto médio do bloco (i) e, como resultado disso, o bloco (i) é deletado. A
interpolação spline é executada para a seqüência de pontos que, portanto, foi corrigida.
Curva spline criada
li+1 ? F103 × 2
li–1 ? F103 × 2
Correção do ponto de passagem
li ? F103
Fig. 6-12 Correção dos pontos de passagem da curva spline por ajustamento
FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 6
6-33
Assuma que o primeiro bloco no modo interpolação spline é muito pequeno e que as
seguintes expressões são válidas:
l1 ? F103
l2 > F103 × 2
No caso acima, o ponto inicial do segundo bloco é mudado para aquele do primeiro bloco
e, como resultado disso, o primeiro bloco é deletado.
Curva spline criada
Ponto de passagem deletado
Bloco sem spline
l2 ? F103 × 2
l1 ? F103
Fig. 6-13 Ajustamento no ponto inicial de uma curva spline
Assuma que o último bloco no modo interpolação spline é muito pequeno e que as
seguintes expressões são válidas:
ln–1 ? F103 × 2
ln ? F103
No caso acima, o ponto final do bloco (n–1) é mudado para aquele do bloco (n) e, como
resultado disso, o bloco (n) é deletado.
Ponto de passagem deletado
Curva spline criada
Bloco sem spline ln–1 ? F103 × 2
ln ? F103
Fig. 6-14 Ajustamento no ponto final de uma curva spline
Esta função é executada preferencialmente sobrepondo a função de descontinuidade da
curva, tendo como base o ângulo de cancelamento de spline.
6 FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
6-34
D. Limitação da velocidade de avanço no modo interpolação spline
Em geral, a modal F velocidade de avanço de corte permanece válida para a interpolação
spline. Entretanto, se a velocidade de avanço deve ser mantida constante, ela gerará
aceleração excessivamente alta em porções onde a curvatura for grande (o raio de curvatura é
pequeno) como mostrado na Fig. 6-15.
F
Aceleração: Baixa
Aceleração: Alta
Curvatura: Grande
Curvatura:
Pequena
Fig. 6-15 Mudança da aceleração em função da curvatura
No modo interpolação spline do nosso NC, a velocidade de avanço pode ser controlada de tal
modo a não exceder o limite permitido, calculada a partir dos parâmetros relacionados para a
aceleração de pré-interpolação.
Para obter uma velocidade de avanço apropriada para cada bloco de interpolação spline, a
velocidade de avanço limite F' é calculada pela equação [1] mostrada abaixo, onde o menor
dos dois raios Rs (raio de curvatura no ponto inicial do bloco) e Re (raio de curvatura no ponto
final do bloco) será considerado como raio de referência R para o bloco. A modal F velocidade
de avanço será, então, temporariamente substituída por F' para o respectivo bloco, caso F>F',
de tal modo que a totalidade da curva spline possa ser interpolada bloco a bloco na velocidade
de avanço apropriada, de acordo com o raio de curvatura.
Pi Pj+1
Rs
Re
F’
F : Velovidade de avanço modal (mm/min)
Rs : Raio de curvatura no ponto inicial do
bloco (mm)
Re : Raio de curvatura no ponto final do
bloco (mm)
R : Raio de curvaturade referência para o
bloco (mm)
R = mín {Rs, Re}
? V : Máximo da aceleração de
pré-interpolação
F’ : Velocidade de avanço limite (mm/min)
Fig. 6-16 Limitação da velocidade de avanço para a interpolação spline
F' = R × ? V × 60 × 1000 ......... [1]
G1bF (mm/min)
? V =
G1btL (ms)
FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 6
6-35
E. Interpolação spline durante a compensação do diâmetro da ferramenta
A interpolação spline pode ser executada durante a compensação do diâmetro da ferramenta
como a seguir.
1. Compensação do diâmetro da ferramenta (bidimensional)
A Fig. 6-17 mostra um exemplo em que a rota de comando é uma reta na seção P0P1,
uma linha poligonal na seção P1P2 . . . Pn , a qual é objeto da interpolação spline, e uma
reta na seção PnPn+1. A rota de interpolação com compensação do diâmetro da ferramenta
é criada pelo procedimento a seguir.
1) No primeiro passo, cria-se a linha poligonal P0'P1'P2' . . . Pn'Pn+1' que é compensada
pelo valor r de compensação do diâmetro da ferramenta comparado com a linha
poligonal original P0P1P2 . . . PnPn+1.
2) Em seguida, um ponto Pi'', onde PiPi'' = r no vetor PiPi' , é determinado para
todos os pontos de passagem Pi (i = 2, 3, . . . n–1), outros que o ponto inicial P1 e o
ponto final Pn da curva spline.
3) Agora, a interpolação spline é executada para a linha poligonal P1'P2''P3'' . . . Pn–1''Pn'
e, assim, a curva criada atuará como um percurso de compensação para o centro da
ferramenta na curva spline comandada.
Pn-1'
r
P3'
P2'
P1' r r
1)
Pn+1'
Pn+1
P0'
P0 P1
P2
P3
Pn-1
Pn
Pn'
P2'' P2'
Pn
P1' Pn'
r
r
r 2)
P3'' P3
Pn+1'
Pn+1
P0'
P P
P2
P3
Pn-1''
Pn-1'
Pn-1
Curva spline para
compensação dos pontos
comandados
P2
P2''
P3
3)
Pn+1'
Pn+1
P0'
P0
P1'
P
P3''
Pn-1''
Pn-1
Pn
Pn'
Curva spline para
os pontos
comandados
Fig. 6-17 Interpolação spline durante a compensação do diâmetro da ferramenta
De fato, a curva spline criada no procedimento acima mencionado não é a compensação
fiel da curva spline comandada, mas sim uma aproximação da mesma.
6 FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
6-36
2. Compensação tridimensional do diâmetro da ferramenta
Na compensação tridimensional do diâmetro da ferramenta, cada ponto definido com as
coordenadas programadas é primeiramente compensado pelo raio da ferramenta “r” no
sentido do vetor normal especificado (i, j, k), e, então, os pontos em série assim
compensados na seção de interpolação spline são conectados segundo uma curva suave,
a qual atua como o percurso do centro do raio da ferramenta para a interpolação spline
tridimensional.
F. Outros
1. A interpolação spline tem como alvo os eixos básicos de coordenadas X, Y e Z. Entretanto,
não é necessário especificar sempre os eixos alvo ao dar comandos para a interpolação
spline.
Além disso, o código de comando da interpolação spline (G06.1) pode ser dado em um
bloco sem qualquer comando de movimento.
Exemplo: N100 G06.1 X_Y_Z0 ? N100 G06.1 X_Y_
N200 X_Y_Z_ N200 X_Y_Z_
N300 X_Y_Z_ N300 X_Y_Z_
N100 G06.1 F_ ( ? sem comandos de movimento)
N200 X_Y_Z_
N300 X_Y_Z_
2. O comando de interpolação spline (G06.1) pertence ao grupo de comando 01 de códigos
G.
3. No modo operação de bloco único, a interpolação spline é cancelada e todos os
respectivos blocos serão individualmente submetidos à interpolação linear.
4. Na checagem do percurso da ferramenta, os blocos de interpolação spline não são
realmente exibidos em uma curva spline, mas sim em uma linha poligonal que conecta
linearmente os respectivos pontos, os quais, no caso da compensação do diâmetro da
ferramenta, foram compensados da mesma maneira como descrito no item E anterior.
5. Durante a interpolação spline, quando a manutenção do avanço é executada, o bloco para
o qual a função manutenção do avanço foi executada será interpolado no começo da
operação de reinício ao longo da curva spline existente antes que função de manutenção
de avanço seja executada, e, então, a curva spline será recriada no próximo bloco adiante
e a interpolação executada.
6. Apesar de que a interpolação spline também pode ser executada no modo usinagem a
alta velocidade (modo G05P2), a correção do perfil da curva por ajustamento torna-se
inválida no modo G05P2.
FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 6
6-37
6-11 Interpolação NURBS: G06.2 (Opcional)
1. Função
A função interpolação NURBS gera a interpolação realizando computações internas no CNC
definidas por NURBS no comando emitido a partir do sistema CAD/CAM no formato NURBS.
Com esta função opcional, um percurso de interpolação muito suave pode ser obtido, pois o
processo de interpolação é diretamente realizado sem dividir uma curva de forma livre
formatada em NURBS em segmentos de linha minúsculos.
2. Definição da curva NURBS
NURBS (Non-Uniform Rational B Spline), abreviação de Spline B racional não-uniforme,
proporciona a racionalização da função spline B.
A curva NURBS é definida como a seguir:
P1
P2
P0
P(t)
Pn–1
Pn
MEP300
+Ni,k(t) =
Ni,1(t) =
(xm–1 ? t ? xn+1)P(t) =
Ni,m(t)wi
n
?
i=0
Ni,m(t)wiPi
n
?
i=0
1 (xi ? t ? x i+1)
0 (t ? x i, xi+1 ? t)
(t – xi) Ni,k–1(t)
x i+k–1 – x i
(xi+k – t) Ni+1,k–1(t)
x i+k – x i+1
Fig. 6-18 Curva NURBS
- “Pi” e “wi” indicam um ponto de controle e a ponderação no ponto de controle.
- “m” indica a classe, e a curva NURBS de classe “m” é uma curva da ordem (m–1).
- “x i” indica um nó (xi ? x i+1), e um conj. de nós [x0 x1 x2 ... xn+m] é chamado de vetor de nó.
- Uma variação no parâmetro “t” de xm–1 até xn+1 produz a curva NURBS P(t).
- Ni, k(t) é a função base do spline B expressa pela equação de recorrência acima.
Assim, a curva NURBS está definida de modo único, a partir dos pontos de controle
ponderados e do vetor de nó.
3. Formato da programação
G6.2[P] K_X_Y_Z_[R_][F_] ? ATIVA interpolação NURBS
K_X_Y_Z_[R_]
K_X_Y_Z_[R_]
K_X_Y_Z_[R_]
K_X_Y_Z_[R_]
K_
K_
K_
K_ ? CANCELA interpolação NURBS
P : Classe (pode ser omitida)
X, Y, Z : Coordenadas do ponto de
controle
R : Ponderação no ponto de
controle (pode ser omitida)
K : Nó
F : Velocidade de interpolação
(pode ser omitida)
6 FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
6-38
4. Descrição detalhada
Configure o código G6.2 para selecionar o modo interpolação NURBS. Subseqüentemente,
designe a classe, as coordenadas e a ponderação dos pontos de controle, bem como os nós
para determinar o perfil da curva NURBS.
O código modal G6.2, pertencente ao grupo 1 de códigos G, tem validade temporária, e a
função modal substituída por um código G6.2 será automaticamente recuperada por meio do
cancelamento (eliminação) da interpolação NURBS. O código G6.2 somente pode ser omitido
para uma configuração imediatamente subseqüente da próxima curva NURBS.
O endereço P é usado para configurar a classe, e uma curva NURBS de classe “m” é da ordem
(m–1), ou seja, é configurada como a classe.
- P2 para uma linha reta (curva de primeira ordem),
- P3 para uma curva quadrática (de segunda ordem) ou
- P4 para uma curva cúbica (de terceira ordem).
A configuração de um valor diferente de 2, 3 ou 4 causará um alarme, sendo P4 usado como
default para o argumento P. Além disso, a classe deve ser especificada no primeiro bloco
(contendo o código G6.2).
Designe os pontos de controle em tantos blocos seqüenciais quanto necessário, especificando
suas respectivas coordenadas e ponderações nos endereços X, Y, Z e R. O argumento R
indica a ponderação adequada para cada ponto de controle (R1.0 será usado como default), e
quanto maior a ponderação aplicada, tanto mais próxima aos pontos de controle será
desenhada a curva NURBS.
O endereço K é designado para nós, e a curva NURBS de classe “m” para um número “n” de
pontos de controle requer um número (n+m) de nós. O conjunto de nós requerido, chamado de
vetor de nó, deve ser designado em blocos seqüenciais,ou seja: o primeiro nó no mesmo bloco
do primeiro ponto de controle, o segundo nó no mesmo bloco do segundo ponto de controle e
assim por diante. Após a introdução de “n” blocos, designe os “m” nós restantes em blocos de
comando único. O primeiro bloco de comando único de argumento K também notifica o NC do
término da introdução de pontos de controle, e a própria função interpolação NURBS será
concluída com o último bloco para os nós “m”.
5. Observações
1. Apenas os eixos fundamentais X, Y e Z podem ser submetidos à interpolação NURBS.
2. Não falhe em explicitamente designar todos os eixos requeridos X, Y e/ou Z no primeiro
bloco (contendo G6.2). Designando um novo eixo no segundo bloco causará um alarme.
3. Uma vez que o primeiro ponto de controle serve como ponto inicial da curva NURBS,
configure no primeiro bloco (com G6.2) as mesmas coordenadas que o ponto final do
bloco anterior. Caso contrário, um alarme soará.
4. A faixa de configuração para ponderação (R) é de 0.0001 a 99.9999. Para uma
configuração sem pontos decimais, o dígito menos significativo será tratado como dígito
das unidades (por exemplo, 1 = 1.0).
5. O nó (K) precisa ser designado para cada bloco. Sua omissão resultará em um alarme.
6. Os nós, como com os pesos, podem ser configurados com até 4 dígitos decimais, e o
dígito menos significativo de uma configuração sem ponto decimal será considerado como
dígito das unidades.
7. Os nós precisam crescer uniformemente. Configurando um nó menor que o nó do bloco
precedente resultará em um alarme.
8. A ordem dos endereços em um bloco pode ser arbitrária.
FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 6
6-39
9. Teoricamente, o perfil da curva NURBS pode ser modificado com bastante flexibilidade,
alterando-se a classe, as posições e a ponderação dos pontos de controle, e o vetor de nó
(os intervalos relativos dos nós).
Entretanto, na prática, a edição manual é quase impossível, sendo que um sistema
CAD/CAM especial deve ser usado para editar a curva NURBS e para criar o programa
para a interpolação. Geralmente falando, não edite manualmente o programa criado por
um sistema CAD/CAM para a interpolação NURBS.
6. Variação da curva de acordo com o vetor de nó
A curva NURBS, que em geral passa pelos pontos de controle, pode ser feita para passar por
um ponto de controle específico, configurando sucessivamente um determinado número de nós
com o mesmo valor. Em particular, configurar tantos nós do início e nós do fim quanto a classe
(valor de P) com os respectivos valores idênticos, fará com que a curva NURBS comece no
primeiro ponto de controle (P0) e termine no último ponto de controle (P5).
Os exemplos abaixo mostram uma variação da curva NURBS de acordo com o vetor de nó,
mantendo-se idênticos os pontos de controle.
Exemplo 1: Classe : 4
Número de pontos de controle : 6
Vetor de nó : [ 0.0 1.0 2.0 3.0 4.0 5.0 6.0 7.0 8.0 9.0 ]
MEP301
O ponto final da
curva é diferente do
último ponto de
controle
O ponto inicial da curva é
diferente do primeiro
ponto de controle. P5
P4 P3 P0
P2 P1
Fig. 6-19 Curva NURBS para nós crescentes continuamente
Exemplo 2: Classe : 4
Número de pontos de controle : 6
Vetor de nó : [ 0.0 0.0 0.0 0.0 1.0 2.0 3.0 3.0 3.0 3.0 ]
[1] [2]
Ponto [1]: Os primeiros quatro nós (=classe) apresentam o mesmo valor designado.
Ponto [2]: Os últimos quatro nós (=classe) apresentam o mesmo valor designado.
MEP302
A curva termina no
último ponto de
controle
A curva começa a partir
do primeiro ponto de
controle
P5
P4 P3 P0
P2 P1
Fig. 6-20 Curva NURBS para alguns nós idênticos
6 FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
6-40
Nota 1: A interpolação NURBS pode ser realizada apenas para uma curva NURBS que
comece a partir do primeiro ponto de controle e que termine no último ponto de
controle. Portanto, não falhe em configurar tantos nós no início e tantos nós no fim
quanto a classe com os respectivos valores idênticos.
Nota 2: A interpolação NURBS é executada na velocidade de avanço designada (código F).
Entretanto, durante o modo correção do perfil, a velocidade de interpolação é
controlada para que a aceleração máxima disponível não possa ser excedida na
seção que possua uma curvatura considerável.
7. Compatibilidade com outras funções
As tabelas desta seção especificam a compatibilidade da interpolação NURBS com outras
funções. Preste atenção nas funções incompatíveis, especialmente nos códigos G.
A. Funções preparatórias, de avanço e auxiliares
A tabela abaixo enumera os códigos G e os códigos F, M, S, T e A com respeito a sua
disponibilidade antes de, com e após G6.2.
? : disponível ×: não disponível
Função Código antes de G6.2 com G6.2 após G6.2
Códigos G do grupo 00 todos ? × ×
Códigos G do grupo 01 todos ? ? (*) ×
G17
G18 Códigos G do grupo 02
G19
? ? ×
G22 × × ×
Códigos G do grupo 04
G23 ? × ×
G93
G98 Códigos G do grupo 05
G99
? ? ×
G20
Códigos G do grupo 06
G21
? ? ×
G40 ? × ×
G41 × × × Códigos G do grupo 07
G42 × × ×
G80 ? × ×
Códigos G do grupo 09
os outros × × ×
Códigos G do grupo 12 G54 - G59 ? ? ×
G61.1 ? × ×
G61.2 ? × ×
G61 × × ×
G62 × × ×
G63 × × ×
Códigos G do grupo 13
G64 ? × ×
G66 × × ×
G66.1 × × ×
G66.2 × × ×
Códigos G do grupo 14
G67 ? × ×
G68.5 × × ×
Códigos G do grupo 16
G69.5 ? × ×
G5P0 ? × × Modo usinagem a alta
velocidade G5P2 × × ×
Função avanço F ? ? ×
Função auxiliar MSTA ? × ×
(*) O código G dado por último no bloco tem prioridade no grupo 01.
FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 6
6-41
B. Instruções de pulo (omissão de bloco)
A tabela abaixo enumera as instruções de pulo com respeito a sua disponibilidade antes de,
com e após G6.2.
? : disponível ×: não disponível
Instrução antes de G6.2 com G6.2 após G6.2
Pulo (omissão) opcional de bloco ? ? ×
Fim/início de controle ? ? ×
Nota: Designar um endereço diferente de X, Y, Z, R e K no modo (ou seja, após) G6.2
causará um alarme.
C. Interrupção e reinício
A tabela abaixo enumera as funções para interrupção e reinício do fluxo de programa com
respeito a sua disponibilidade antes de, com e após G6.2.
? : disponível ×: não disponível
Função antes de G6.2 com G6.2 após G6.2
Operação de bloco único ? × ? (Nota)
Manutenção do avanço ? × ?
Reinicializar ? ? ?
Parada de programa ? × ×
Parada opcional ? × ×
Interrupção manual
(Avanço por pulso e MDI)
? × ×
Reinício ? × ×
Parada para comparação ? × ×
Nota: A parada de bloco único somente ocorre entre blocos com nós diferentes.
D. Checagem do percurso da ferramenta
O percurso da ferramenta em uma seção da interpolação NURBS somente pode ser exibido se
os pontos de controle foram interpolados linearmente (no modo G01).
6 FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
6-42
8. Programa de amostra
A seção de programa abaixo se refere à interpolação NURBS de classe 4 (curva cúbica) para
sete pontos de controle.
Pontos de controle: P0 P1 P2 P3 P4 P5 P6
Vetor de nó: [ 0.0 0.0 0.0 0.0 1.0 2.0 3.0 4.0 4.0 4.0 4.0 ]
G90 G01 X0 Y120.F3000
Y100. ............. P0
G6.2 P4 X0 Y100.R1.K0 ... P0
X10.Y100.R1.K0.......... P1
X10.Y60.R1.K0........... P2
X60.Y50.R1.K0........... P3
X80.Y60.R1.K1........... P4
X100.Y40.R1.K2.......... P5
X100.Y0 R1.K3........... P6
K4.
K4.
K4.
K4.
G01 X120................ P7
MEP303
Interpolação linear
para os pontos de
controle
Interpolação NURBS
para os pontos de
controle
X
Y
P7 P6
P5
P4
P3
P2
P1 P0
Fig. 6-21 Interpolação NURBS e interpolação linear
FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 6
6-43
9. Alarmes relacionados
A tabela abaixo enumera os alarmes relacionados com a interpolação NURBS.
Lista de alarmes
Núm.
do
alarme
Mensagem do alarme Causa Solução
806 ENDEREÇO ILEGAL Um endereço diferente daqueles para os
eixos nominados (X, Y e/ou Z), para a
ponderação (R) e para o nó (K) é
configurado no modo G6.2.
Apague o endereçoinadequado.
1. A condição modal não é apropriada
para configurar G6.2.
1. Satisfaça a condição modal com
referência ao item 7-A.
2 Um bloco no modo G6.2 é configurado
sem nó (K).
2. Não falhe em configurar um nó em
cada bloco no modo G6.2.
807 FORMATO ILEGAL
3. O número de blocos com o mesmo nó
em sucessão não alcança a classe.
3. Configure um vetor de nó apropriado
com referência ao exemplo 2 dado no
item 6.
1. O número de dígitos excede a
especificação dos comandos de eixo
(X, Y ou Z).
1. Especifique o comando de eixo até 8
dígitos.
2. A classe (P) não é admissível. 2. Configure 2, 3 ou 4 no endereço P.
3. O valor de um nó não é admissível. 3. Configure o valor na faixa de 0.0001 a
99.9999.
809 NUMERO
INTRODUZIDO ILEGAL
4. O vetor de nó não é crescente
monotônico.
4. Cheque os blocos quanto a nó
decrescente.
816 AVANÇO NULO A velocidade de avanço (código F) ainda
não foi designada.
Configure um código F antes ou no
mesmo bloco que o código G6.2.
936 OPÇÃO NÃO
ENCONTRADA
O sistema não está equipado com a
função opcional de interpolação NURBS.
Compre e instale a função opcional.
955 PONTO INICIAL/FINAL
INCORRETO
As coordenadas do eixo designadas no
bloco de G6.2 não correspondem ao
ponto final do bloco anterior.
Designe no primeiro bloco de interpolação
NURBS a mesma posição como a do
ponto final do bloco anterior.
956 OPERAÇÃO REINICIO
NÃO PERMITIDA.
O bloco de reinício designado cai dentro
do modo G6.2.
A operação de reinício não é permitida no
meio da interpolação NURBS.
957 INTERRUPÇÃO
MANUAL NÃO
PERMITIDA
Uma interrupção através de operação de
pulso por manivela ou MDI é comandada
no meio do modo G6.2.
A interrupção manual não é permitida no
meio da interpolação NURBS.
6 FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
6-44
6-12 Interpolação Cilíndrica: G07.1
1. Função e propósito
A interpolação cilíndrica refere-se a uma função pela qual a superfície cilíndrica de uma peça
de trabalho pode ser usinada de acordo com um programa preparado em seu plano de
desenvolvimento. Esta função está entre outras muito eficientes na criação de um programa de
canais de cames.
2. Formato da programação
A. Seleção e cancelamento do modo interpolação cilíndrica
- Quando o eixo A funciona como eixo de rotação:
G07.1 Ar; Modo ATIVA interpolação cilíndrica (r = raio do fundo do canal do came)
G07.1 A0; Modo CANCELA interpolação cilíndrica
- Quando o eixo B funciona como eixo de rotação:
G07.1 Br; Modo ATIVA interpolação cilíndrica (r = raio do fundo do canal do came)
G07.1 B0; Modo CANCELA interpolação cilíndrica
Nota 1: A função preparatória acima (cód. G) deve ser dada em um bloco de comando único.
Nota 2: Introduza um valor preciso para o raio do fundo do canal do came (r), que é usado
para o cálculo interno das dimensões e da velocidade de avanço no plano
desenvolvido.
Nota 3: Introduza um valor positivo para o raio do fundo do canal do came (r).
Nota 4: No modo interpolação cilíndrica, o raio do fundo do canal do came (r) não pode ser
diferentemente modificado. Isto é, a modificação deve ser feita após o cancelamento
do modo temporário.
Nota 5: A interpolação cilíndrica não é disponível para máquinas com um eixo de rotação tipo
linear (F85 bit 2 = 1; máquinas HV ou máquinas com mesa basculante).
Nota 6: A figura abaixo se refere a um centro de usinagem vertical. Para realizar a usinagem
na superfície do cilindro, posicione a ferramenta no eixo Y para o eixo do primeiro
cilindro, realize um avanço de entrada no eixo Z até o fundo do canal, e, então,
selecione o modo interpolação cilíndrica com controle simultâneo dos eixos X e A.
Z
Y
X
A
r
Fig. 6-22 Vista esquemática de interpolação cilíndrica (1/2)
FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 6
6-45
Nota 7: A próxima figura mostra um centro de usinagem com o dispositivo montado
perpendicular ao eixo Y. Para usar a interpolação cilíndrica nesta máquina, posicione
a ferramenta no eixo X para o eixo do primeiro cilindro, realize um avanço de entrada
no eixo Z até o fundo do canal, e, então, selecione o modo interpolação cilíndrica com
controle simultâneo dos eixos Y e B.
Z
Y
X
B
r
Z
Y
X
B
r
Fig. 6-23 Vista esquemática de interpolação cilíndrica (2/2)
B. Comandos no modo interpolação cilíndrica
GgXxAaRrIiJjDdPpFf;
GgYyBbRrIiJjDdPpFf;
Gg: Refira-se à Tabela 6-2 (no parágrafo 1 sob 3-B) para os códigos G disponíveis.
Xx/Aa: A interpolação cilíndrica ocorre no plano X-A ou plano Y-B.
Yy/Bb: Os valores de X (ou Y) e a A (ou B) são de dimensões lineares e angulares,
respectivamente.
Rr: Raio para uma interpolação circular
Ii: Abscissa (incremental) do centro para uma interpolação circular
Jj: Ordenada (incremental) do centro para uma interpolação circular
Dd: Número de compensação para a compensação do diâmetro da ferramenta
Pp/Xx: Tempo de parada
Ff: Velocidade de avanço (Refira-se à descrição detalhada no parágrafo 2 sob 3-B.)
6 FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
6-46
3. Descrição detalhada
A. Condições necessárias para a seleção do modo interpolação cilíndrica
Os estados modais de código G requeridos para a seleção do modo interpolação cilíndrica são
como segue:
Tabela 6-1 Condições necessárias para a seleção do modo
Grupo de código G Condição
Grupo 1 de código G G0/G1 (Posicionamento ou somente Interpolação linear)
Grupo 2 de código G G17 (Plano X-Y somente)
Grupo 3 de código G G90/G91 (Programação absoluta/incremental) [incondicional]
Grupo 4 de código G G22/G23 (LIGA/DESLIGA checagem de movimento) [incondicional]
Grupo 5 de código G G94/G95 (Avanço assíncrono/síncrono) [incondicional]
Grupo 6 de código G G20/G21 (Entrada de dados em polegada/mm) [incondicional]
Grupo 7 de código G G40 (CANCELA compensação do raio da ferramenta) (Nota 1)
Grupo 8 de código G G43/G49 (ATIVA/CANCELA compensação do comprimento da ferramenta) [incondicional]
Grupo 9 de código G G80 (CANCELA ciclo fixo)
Grupo 10 de código G Inválido (Sel. de nível de retorno [entre pto inicial e pto R] é válido somente p/ ciclos fixos.)
Grupo 11 de código G G50 (CANCELA escala)
Grupo 12 de código G G54 a G59,G54.1 (Sist. de coords. da peça de trabalho standard/adicional) [incondicional]
Grupo 13 de código G G64 (Modo usinagem de corte)
Grupo 14 de código G G67 (CANCELA chamada modal de macro do usuário)
Grupo 15 de código G G40.1 (CANCELA perfilamento)
Grupo 16 de código G G69 (CANCELA rotação de coordenadas programadas) (Nota 2)
Grupo 19 de código G G50.1/G51.1 (ATIVA/CANCELA imagem espelho) [incondicional] (Nota 3)
Grupo 19 de código G Não há seleção de um plano para a usinagem de cinco superfícies
Outros G5P0 (CANCELA usinagem a alta velocidade)
Outros G7.1B0 (CANCELA interpolação cilíndrica)
Caso contrário, a seleção conduzirá somente para um alarme.
Nota 1: Selecione e cancele a compensação do diâmetro da ferramenta como requerido no
modo interpolação cilíndrica. Um alarme será causado se a interpolação cilíndrica é
selecionada no modo compensação do diâmetro da ferramenta.
Nota 2: A interpolação cilíndrica não pode ser selecionada no modo G68 (conversão de
coordenadas tridimensionais).
Nota 3: Para usar a interpolação cilíndrica com a função imagem espelho sendo selecionada,
tome as seguintes precauções para prevenir erros a partir da ocorrência no
desenvolvimento da superfície cilíndrica:
[1] Configure o centro do espelhamento para 0° para o eixo de rotação da
interpolação cilíndrica.
[2] Selecione a interpolação cilíndrica com o eixo de rotação sendo posicionado na
origem (0°) da peça de trabalho.
[3] Também cancele a interpolação cilíndrica com o eixo de rotação sendo
posicionado na origem (0°) da peça de trabalho.
Um exemplo de programação é dado mais adiante no programa de amostra sob 5-B.
FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 6
6-47
B. Comandos no modo interpolação cilíndrica
1. A tabela abaixo enumera os códigos G disponíveis no modo interpolação cilíndrica.
Qualqueroutro código G causará um alarme.
Tabela 6-2 Códigos G disponíveis
Código G Função
G0 Posicionamento em avanço rápido
G1,G2,G3 Interpolação linear e circular
G4 Tempo de parada
G9 Checagem de parada exata
G17 Seleção de plano (Nota 1)
G40,G41,G42 Compensação de diâmetro da ferramenta (Nota 2)
Nota 1: Após a seleção do modo por um bloco de G7.1, não falhe em dar um comando de
seleção de plano do seguinte formato para especificar o plano da interpolação
cilíndrica determinado pelos correspondentes eixos linear e de rotação:
G17X_ A_ quando o eixo A funciona como o eixo de rotação.
G17Y_ B_ quando o eixo B funciona como o eixo de rotação.
Nota 2: Selecione e cancele a compensação do diâmetro da ferramenta como requerido no
modo interpolação cilíndrica. Um alarme será causado se a interpolação cilíndrica for
selecionada no modo compensação do diâmetro da ferramenta.
2. No modo interpolação cilíndrica a velocidade de avanço refere-se à velocidade resultante
(de Fx e Fa, ou Fy e Fb) no plano em que a superfície do cilindro é desenvolvida.
A veloc. em cada eixo componente é calculada p/ um bloco de G1XxAaFf; como segue:
f•
)r2
360
a(+x
x
=Fx
22 ?
f•
)r2
360
a(+x
r2
360
a
=Fa
22 ?
?
x: métrico (0.001 mm)
a: grau (0.001°)
r: raio do fundo do canal do came
f: valor do comando de velocidade
A veloc. em cada eixo componente é calculada p/ um bloco de G1YyBbFf; como segue:
f•
)r2
360
b(+y
y
=Fy
22 ?
f•
)r2
360
b(+y
r2
360
b
=Fb
22 ?
?
y: métrico (0.001 mm)
b: grau (0.001°)
r: raio do fundo do canal do came
f: valor do comando de velocidade
A velocidade de avanço transversal rápido e o limite superior do avanço de corte, ambos
especificados em um parâmetro, são expressos em velocidade angular (°/min) para um
eixo de rotação. A velocidade linear real do eixo de rotação da interpolação cilíndrica é,
portanto, permitida aumentar no plano desenvolvido em proporção ao raio do fundo do
canal.
6 FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
6-48
4. Observações
A. Precisão do posicionamento (no eixo de rotação)
Cada dimensão angular introduzida é convertida internamente em dimensão linear na
circunferência, que deve ser usada no cálculo da interpolação com o outro eixo linear. O
movimento angular real é, então, determinado pelos resultados do cálculo. Como resultado,
dependendo do raio do cilindro, os erros de posicionamento no eixo de rotação podem ocorrer
no nível do dígito significativo mínimo, mas eles não são cumulativos.
0.002 mm
0.001 mm
0.001°
57.296 85.944 114.432 114.592
Raio do
cilindro
Erro: 0.0009
Erro: 0.0005
0.001
Unidade: mm
Fig. 6-24 Erro de posicionamento de acordo com o ângulo e o raio
B. Alterando o raio do fundo do canal
No modo interpolação cilíndrica, como mencionado anteriormente, o raio do fundo do canal do
came não pode ser diferentemente modificado. Isto é, a modificação deve ser feita após o
cancelamento do modo temporário.
C. Eixo de rotação da interpolação cilíndrica
Somente um eixo de rotação pode ser usado para a interpolação cilíndrica. Não é possível
designar eixos de rotação múltiplos em um comando G7.1.
D. Interrupção manual
1. Com ATIVA “manual absoluto”
A função “manual absoluto” é suspensa durante a interpolação cilíndrica, e o primeiro
bloco de movimento após o cancelamento da interpolação cilíndrica é executado para a
posição alvo verdadeira como programado ao cancelar o valor da interrupção manual.
Refira-se ao último exemplo dado sob 5-D.
2. Com CANCELA “manual absoluto”
O valor da interrupção manual permanece intacto, independente da seleção e
cancelamento da interpolação cilíndrica. Veja o exemplo dado sob 5-D.
E. Reinício da operação
Para reiniciar no meio da interpolação cilíndrica, siga o procedimento de reinício normal para
assegurar a operação normal por recuperação da informação modal necessária (no raio do
fundo do canal, etc.). Nunca use a função de menu [RESTART N/MODAL2] que pula os blocos
precedentes.
F. Reconfiguração
Reconfigurando (pela tecla RESET no painel de operação) cancela o modo interpolação
cilíndrica.
FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 6
6-49
5. Programas da amostra
Nota: Os exemplos nesta seção são todos dados para uma interpolação cilíndrica no plano
Y-B (com respeito a um centro de usinagem como mostrado na Fig. 6-23).
Substitua os nomes dos eixos X, Y e B por Y, X e A, respectivamente, para uma
interpolação cilíndrica no plano X-A (em um centro de usinagem vertical como
mostrado na Fig. 6-22).
A. Programa do canal do came
0
Y
B
50.
0° 45° 135° 180° 270° 315° 360°
N19
N11
N10
N18
N17
N09
N08
N16
N15
N07
N06
N14
Largura do canal
Contorno programado
Raio da ferramenta
[Quantidade de compensação] = [Largura do canal] – [Raio da ferramenta]
Fig. 6-25 Programa do canal do came
N01 G54G0G90X0Y0B0; ...Posicionamento p/ o eixo do cilindro
N02 Z0S800M3;
N03 G1Z-5.F2000; ........Entr. do avanço p/ o fundo do canal
N04 G7.1B63.662; ........ATIVA interpolação cilíndrica
N05 G17G1G41Y0B0D1;
N06 G2B45.R30.;
N07 G3B135.R60.;
N08 G1Y50.B180.;
N09 G2B270.R60.;
N10 G1Y0B315.;
N11 G3B360.R30.;
N12 G1G40;
N13 G1G42Y0B360.;
N14 G2B45.R30.;
N15 G3B135.R60.;
N16 G1Y50.B180.;
N17 G2B270.R60.;
N18 G1Y0B315.;
N19 G3B360.R30.;
N20 G1G40;
N21 G7.1B0; ......... CANCELA interpolação cilíndrica
6 FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
6-50
B. Uso da função imagem espelho
50.
N104
Y
Y
0
–50.
M 0°
N103
45.
270° 300° G55
B
135° 225°
Y
G54
N103
N104
B
60° 90°
B
45.
Fig. 6-26 Uso da função imagem espelho
Programa principal
N01 G54G0G17G90X0Y0B0;
N02 Z0S800M3;
N03 M98P2000;
N04 G55G0G17G90X0Y0B0;
N05 Z0S800M3;
N06 G51.1B0; ................. ATIVA imagem espelho
N07 M98P2000;
N08 G50.1B0; ................. CANCELA imagem espelho
Subprograma
N100 G7.1 B47.746 ;
N101 G17 G0 Y45.B0 ;
N102 G1 Z-5.F1000 ;
N103 G2 B60.R25.;
N104 G3 B90.R12.5 ;
N105 G0 Z0 ;
N106 G0 B0 ;
N107 G7.1 B0 ;
N108 M99 ;
Tabela 6-3 Dados da origem da peça de trabalho
G54 G55
X 0. 0.
Y 0. –50.
Z 0. 0.
B 225. 135.
FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 6
6-51
C. Uso de comandos de interpolação circular
85.
Y
r
N03
45°
50
(mm)
47.5
10.
N04
N05
N06
r
50. 50.
90°
100
135°
180°
200
225°
250
360°
400 (mm)
270°
300
r = (47.5 – 10)2 + 502
= 62.5 mm
Raio do fundo do canal = 63.662 mm
Fig. 6-27 Uso de comandos de interpolação circular
N01 G90 G1 Y47.5 F1000 ;
N02 G7.1 B63.662 ;
N03 G17 G1 Y47.5 B45.;
N04 G2 B90.R62.5 ;
N05 G1 B180.;
N06 G3 B270.I50.J37.5 ;
D. Exemplos de operação com interrupção manual
1. Com ATIVA “manual absoluto”
Contorno
programado
Y
B
ATIVA
interpolação cilíndrica
Interrupção manual
N1
N2
N3
N3’
N4
N4’
N5’
N6
N5 CANCELA
interpolação cilíndrica
N1 - N6: Contorno programado
N2 - N4: No modo de interpolação cilíndrica
N3: Interrupção manual
N3 - N4: Função “manual absoluto” ignorada (N3’ e N4’)
N5: Função “manual absoluto” recuperada (N5’)
Fig. 6-28 Com ATIVA “manual absoluto”
6 FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
6-52
2. Com CANCELA “manual absoluto”
Contorno
programado
Y
B
ATIVA
interpolação cilíndrica
Interrupção manual
N1
N2
N3
N3’
N4
N4’
N5’
N6
N5
CANCELA
Interpolação cilíndrica
N1 - N6: Contorno programado
N2 - N4: No modo de interpolação cilíndrica
N3: Interrupção manual
N3 - N6: CANCELA função “manual absoluto” (N3’ a N6’)
N6’
Fig. 6-29 Com CANCELA “manual absoluto”
6. Parâmetros relacionados
1. Configure o tipo do eixo de rotação (A ou B) como “de rotação” (com aproximação de corte
curto) para que o movimento angular inicial não ocorra na rota indireta para um comando
de compensação do diâmetro da ferramenta dado na vizinhança da posição de 0°.
N21 bit 0 = 0: Configurando o tipo do eixo de rotação como de rotaçãobit 1 = 1: Aproximação de corte curto válida
2. Configure os eixos B e A como os eixos paralelos primários para o eixo de abscissas e de
ordenadas, respectivamente.
SU2 = 66: Configurando o eixo B como eixo paralelo 1 para o eixo de abscissas
SU5 = 65: Configurando o eixo A como eixo paralelo 1 para o eixo de ordenadas
3. A seguinte configuração do parâmetro é requerida para uma interpolação cilíndrica no
plano X-A em centros de usinagem vertical:
F85 bit 7 = 1
4. A seguinte configuração do parâmetro é requerida para a entrada de dados em polegada
para que a velocidade do movimento angular possa ser calculada apropriadamente:
F85 bit 4 = 1
7. Alarmes relacionados
Tabela 6-4 Alarmes relacionados
No. do
Alarme
Mensagem de
alarme Descrição Solução
806 ENDEREÇO ILEGAL O endereço do argumento no bloco de seleção da
interpolação cilíndrica não se refere a nenhum eixo de rot..
Use o endereço correto.
2110 FORMATO ILEGAL As condições necessárias para a seleção da interpolação
cilíndrica não são, contudo, todas satisfeitas.
Refira-se à Tabela 6-1.
808 ERRO INTRODUÇÃO
DO CODIGO G
Um código G não disponível é dado no modo interpolação
cilíndrica.
Refira-se à Tabela 6-2.
936 OPÇÃO NÃO EN-
CONTRADA (7, 0, 0)
A função opcional para a interpolação cilíndrica não é
fornecida.
Equipe a máquina com a
opção como requerida.
FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 6
6-53
6-13 Interpolação Helicoidal: G17 a G19, G02 e G03
1. Função e propósito
O comando G02 ou G03, com designação para o terceiro eixo, permite uma interpolação
circular síncrona no plano especificado pelo comando de seleção de plano G17, G18 ou G19
com uma interpolação linear no terceiro eixo.
2. Formato da programação
G17 G02 Xx1 Yy1 Zz1 Ii1 Jj1 Pp1 Ff1 ;
(G03)
ou
G17 G02 Xx2 Yy2 Zz2 Rr2 Pp2 Ff2 ;
(G03)
3. Descrição detalhada
?
?s ?e
Z
X
X
Y
Y
1?
H734P0001
2? p1(jésimo)
z1
1. No que se refere à interpolação helicoidal, uma designação de movimento é
adicionalmente requerida para um dos dois eixos lineares que não forma o plano de
interpolação circular.
2. A velocidade na direção tangencial deve ser designada como velocidade de avanço F.
3. O passo é calculado como a seguir:
=
z1
(2? ? p1 + ? )/2?
? = ? e – ? s = tan–1
ye
xe – tan–1 ys
xs (0 ? ? < 2? )
onde (xs, ys): Coordenadas relativas do ponto inicial em relação ao centro do arco
(xe, ye): Coordenadas relativas do ponto final em relação ao centro do arco
4. O endereço P pode ser omitido se o número de passos for igual a 1.
Velocidade de avanço
Número de passos
Coordenadas do centro do arco
Coordenada do ponto final do eixo linear
Coordenadas do ponto final do arco
Velocidade de avanço
Número de passos
Raio do arco
Ponto final do eixo linear
Coordenadas do ponto final do arco
6 FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
6-54
5. Seleção de plano
Da mesma forma que com a interpolação circular, o plano de interpolação circular para a
interpolação helicoidal é determinado pelo código de seleção de plano e pelos endereços
de eixo. O procedimento de programação básico para a interpolação helicoi dal é:
selecionar um plano de interpolação circular usando um comando de seleção de plano
(G17, G18 ou G19) e, então, designar os endereços dos dois eixos para a interpolação
circular e o endereço de um eixo (perpendicular ao plano de interpolação circular ) para a
interpolação linear.
- Plano XY circular, eixo Z linear
Depois de configurar G02 (ou G03) e G17 (comando de seleção de plano), configure os
endereços de eixo X, Y e Z.
- Plano ZX circular, eixo Y linear
Depois de configurar G02 (ou G03) e G18 (comando de seleção de plano), configure os
endereços de eixo Z, X e Y.
- Plano YZ circular, eixo X linear
Depois de configurar G02 (ou G03) e G19 (comando de seleção de plano), configure os
endereços de eixo Y, Z e X.
4. Programas de amostra
Exemplo 1:
G91 G28 X0 Y0 Z0;
G92 X0 Z0 Y0;
G17 G03 X100. Y50. Z-50. R50. F1000;
H734P0002
Ponto
inicial
Ponto
final
100.
–50.
50.
Y
Z
X
Exemplo 2:
G91 G28 X0 Y0 Z0;
G92 X0 Z0 Y0;
G17 G03 X100. Y50. Z-50. R50. P2 F1000;
H734P0003
–50.
100.
50.
Y
Z
X
Ponto
inicial
Ponto
final
FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 6
6-55
- NOTA -
E
FUNÇÕES DE AVANÇO 7
7-1
7 FUNÇÕES DE AVANÇO
7-1 Velocidades de Avanço Transversal Rápido
Uma velocidade de avanço transversal rápido separada pode ser configurada para cada eixo.
Entretanto, a velocidade máxima de avanço transversal rápido é limitada de acordo com as
especificações particulares de cada máquina.
Refira-se ao manual de operação da máquina para obter as velocidades de avanço transversal
rápido.
Dois tipos de percurso de ferramenta são disponíveis para o posicionamento: um tipo
interpolável, que usa uma linha para executar a interpolação a partir do ponto inicial até o ponto
final, e um tipo não-interpolável, que move a ferramenta na velocidade máxima de cada eixo.
Use um parâmetro para selecionar o tipo interpolável ou não-interpolável. O tempo de
posicionamento é o mesmo para os dois tipos.
7-2 Velocidades de Avanço de Corte
Uma velocidade de avanço de corte deve ser designada usando o endereço F e um número
com 8 dígitos (designação direta dos dígitos do F8).
Os dígitos do F8 devem consistir em cinco dígitos inteiros e três dígitos decimais, com o ponto
decimal. As velocidades de avanço de corte tornam-se válidas para os comandos G01, G02,
G03, G33 e G34.
Exemplo: Velocidade de avanço
G01 X100. Y100. F200* 200.0 mm/min
G01 X100. Y100. F123.4 123.4 mm/min
G01 X100. Y100. F56.789 56.789 mm/min
* Configurar F200. ou F200.000 ao invés de F200 significa o mesmo.
Nota: Um alarme (Número 713) resultará se um comando de velocidade de avanço não for
configurado para o primeiro comando de corte (G01, G02, G03, G33 ou G34) que
será lido em primeiro lugar, após a energia ter sido ligada.
7-3 Avanço Assíncrono/Síncrono: G95/G94
1. Função e propósito
O comando G95 permite que uma velocidade de avanço por revolução seja configurada
usando um código F.
Para usar este comando, um codificador rotativo deve ser montado no spindle.
2. Formato de programação
G94: Avanço por minuto (/min) [Avanço assíncrono]
G95: Avanço por revolução (/rev) [Avanço síncrono]
Como o comando G95 é modal, ele permanece ativo até que o comando G94 seja emitido.
7 FUNÇÕES DE AVANÇO
7-2
3. Descrição detalhada
1. As velocidades de avanço que podem ser configuradas usando os códigos F estão
listadas na tabela abaixo.
A tabela abaixo também lista as velocidades de avanço síncrono, que devem ser
configuradas em milímetros (ou polegadas) por revolução do spindle usando códigos F.
G94F_ (Avanço por minuto) G95F_ (Avanço por revolução)
Entrada em
mm
1 a 240000 mm/min (F1 a F240000) 0.0001 a 500.0000 mm/rev (F1 a F5000000)
Entrada em
polegada
0.01 a 9600.00 pol./min (F1 a F960000) 0.000001 a 9.999999 pol./rev (F1 a F9999999)
2. A velocidade de avanço efetiva por revolução, ou seja, a velocidade real de movimento da
máquina pode ser calculada como segue:
FC = F × N × OVR (Expressão 1)
onde FC: Velocidade de avanço efetiva (mm/min ou polegada/min)
F: Velocidade de avanço designada (mm/rev ou polegada/rev)
N: Velocidade do spindle (rpm)
OVR: Variação do avanço de corte
Se múltiplos eixos forem selecionados ao mesmo tempo, a velocidade de avanço efetiva
FC, dada pela expressão 1 acima, se tornará válida para a direção vetorial
correspondente.
4. Observações
1. Na tela POSIÇÃO, AVANÇO indica uma velocidade de avanço efetiva que é expressa em
velocidade de avanço por minuto (mm/min ou polegadas/min), com base na velocidade de
avanço selecionada, na velocidade do spindle e na variação do avanço de corte.
2. Se a velocidade de avanço efetiva tiver que se tornar mais alta que a velocidade limite de
avanço de corte, esta velocidade limite governará.3. No modo operação em vazio, o avanço se tornará assíncrono e a máquina operará em
uma velocidade de avanço pré-configurada externamente (mm/min ou polegada/min).
4. De acordo com a configuração do bit 1 do parâmetro F93, o modo avanço síncrono ou
assíncrono (G95 ou G94) é validado automaticamente quando a energia é ligada, ou pela
execução de M02 ou M30.
FUNÇÕES DE AVANÇO 7
7-3
7-4 Selecionando uma Veloc. de Avanço e Efeitos em Cada Eixo de Controle
Como mencionado anteriormente, a máquina possui vários eixos de controle. Estes eixos
podem ser amplamente divididos em eixos lineares, que controlam os movimentos lineares, e
em eixos de rotação, que controlam os movimentos de rotação. As velocidades de avanço dos
eixos de controle têm efeitos diferentes sobre a velocidade da ferramenta, a qual é de grande
importância para a qualidade da usinagem, de acordo com o tipo particular de eixo controlado.
A quantidade de deslocamento deve ser designada para cada eixo, enquanto que a velocidade
de avanço deve ser designada como um valor único para o movimento pretendido da
ferramenta. Portanto, antes de deixar a máquina controlar dois ou mais eixos ao mesmo tempo,
você deve entender como a velocidade de avanço designada atuará em cada eixo. Neste
sentido, a seleção de uma velocidade de avanço é descrita abaixo.
1. Controlando eixos lineares
A velocidade de avanço, que foi selecionada usando um código F, atua como uma velocidade
linear no sentido do movimento da ferramenta, independentemente se somente um ou múltiplos
eixos devem ser controlados simultaneamente.
Exemplo: Se os eixos lineares (eixos X e Y) devem ser controlados usando uma velocidade
de avanço f:
MEP038
“f” indica a
velocidade
neste sentido.
Y
X
y
x
P2 (Ponto final da ferramenta
P1
(Ponto inicial
da ferramenta)
Quando somente eixos lineares devem ser controlados, apenas a configuração de uma
velocidade de avanço de corte é requerida. A velocidade de avanço para cada eixo refere-se à
componente da velocidade de avanço especificada, correspondente à razão entre o curso de
movimento no respectivo eixo e a distância real de movimento.
No exemplo mostrado acima:
Velocidade de avanço do eixo X = f ×
x2 + y2
x
Velocidade de avanço do eixo Y = f ×
x2 + y2
y
2. Controlando um eixo de rotação
Quando um eixo de rotação deve ser controlado, a velocidade de avanço selecionada atua
como a velocidade de rotação do eixo de rotação, ou seja, como uma velocidade angular.
Assim, a velocidade de corte na direção de movimento da ferramenta, ou seja, uma velocidade
linear, varia de acordo com a distância a partir do centro de rotação até a ferramenta. Esta
distância deve ser considerada ao se configurar uma velocidade de avanço no programa.
7 FUNÇÕES DE AVANÇO
7-4
Exemplo 1: Se um eixo de rotação (eixo C) deve ser controlado usando uma velocidade de
avanço f (graus/min):
A velocidade linear é obtida de ??r?f
180
“f” indica a velocidade angular
P2 (Ponto final da ferramenta)
Centro de
rotação
P1 (Ponto inicial da ferramenta)
MEP034
c
r
Neste caso, a velocidade de corte na direção de movimento da ferramenta (velocidade linear)
“fc” é calculada por:
fc = f × ? ? r
180
Portanto, a velocidade de avanço a ser programada para o valor requerido fc é:
f = fc ×
180
? ? r
Nota: Se a ferramenta deve ser movida ao controlar eixos lineares ao longo da
circunferência usando a função interpolação circular, a velocidade de avanço
programada é a velocidade que atua na direção de movimento da ferramenta, ou seja,
na direção tangencial.
Exemplo 2: Se eixos lineares (eixos X e Y) devem ser controlados a uma velocidade de
avanço f, usando a função interpolação circular:
Y
X
i
MEP040
“f” indica esta
velocidade linear
x
P1
P2
y
Neste caso, as velocidades de avanço dos eixos X e Y mudarão com o movimento da
ferramenta. Entretanto, a velocidade resultante será mantida em valor constante f.
FUNÇÕES DE AVANÇO 7
7-5
3. Controlando um eixo linear e um eixo de rotação ao mesmo tempo
A unidade NC controla eixos lineares e eixos de rotação exatamente da mesma maneira.
Para o controle de eixos de rotação, os dados atribuídos como uma palavra de coordenada
(com A, B ou C) são tratados como um ângulo e os dados atribuídos como uma velocidade de
avanço (F) são tratados como uma velocidade linear. Em outras palavras, um ângulo de 1 grau
para um eixo de rotação é tratado como equivalente a uma distância de movimento de 1 mm
para um eixo linear. Assim, para o controle simultâneo de um eixo linear e de um eixo de
rotação, as magnitudes das componentes de cada eixo individual dos dados que foram
atribuídos para F são as mesmas que aquelas existentes durante o controle de eixos lineares
(descrito anteriormente no subparágrafo 1. acima). Entretanto, neste caso, as componentes da
velocidade, durante o controle do eixo linear, permanecem constantes tanto em magnitude
como em sentido, enquanto que as componentes da velocidade durante o controle do eixo de
rotação mudam de direção de acordo com o movimento da ferramenta. Portanto, a vel. de
avanço resultante no sentido do mov. da ferramenta muda à medida que a ferramenta se move.
Exemplo: Se um eixo linear (eixo X) e um eixo de rotação (eixo C) devem ser controlados ao
mesmo tempo em uma velocidade de avanço f:
MEP036
c
fc
ft
fx
P1
?
? x
fc ft
P2 fx
r
Centro de rotação
- “fx” é constante tanto em
tamanho como em sentido.
- “fc” é constante em tamanho,
mas varia em sentido.
- “ft” varia tanto em tamanho
como em sentido.
Os dados do comando incremental do eixo X são expressos aqui como x, e aqueles do eixo C
como c.
A velocidade de avanço do eixo X (velocidade linear), fx, e a velocidade de avanço do eixo C
(velocidade angular), ? , podem ser calculadas como segue:
fx = f ×
x2 + c2
x
??????? [1] ? = f ×
x2 + c2
c
??????? [2]
A velocidade linear “fc” referente ao controle do eixo C é expressa como:
fc = ? ?
? ? r
180
??????? [3]
Se a velocidade na direção de movimento da ferramenta no ponto inicial P1 é tomada como “ft”,
e suas componentes no eixo X e no eixo Y como “ftx” e “fty”, respectivamente, então, pode-se
expressar “ftx” e “fty” como a seguir:
ftx = –r sin ( ?
180
? ) × ?
180
? + fx ??????? [4]
fty = –r cos ( ?
180
? ) × ?
180
? ??????? [5]
onde r indica a distância (em milímetros) a partir do centro de rotação até a ferramenta, e q
indica o ângulo (em graus) do ponto inicial P1 ao eixo X no centro de rotação.
7 FUNÇÕES DE AVANÇO
7-6
Das expressões [1] a [5] acima, a velocidade resultante “ft” é:
ft = ftx2 + fty2
= f ×
?
180
?
90
? ? r ? c
180
x2 – x ? c ? r sin ( ? ) + ( )2
x2 + c2 ??????? [6]
Portanto, a velocidade de avanço f que deve ser configurada no programa deve ser:
f = ft ×
?
180
?
90
? ? r ? c
180
x2 – x ? c ? r sin ( ? ) + ( )2
x2 + c2
??????? [7]
Na expressão [6], “ft” é a velocidade no ponto inicial P1, e, assim, o valor de ft muda com o
valor de ? , que por sua vez muda de acordo com o ângulo de rotação do eixo C. A fim de
manter a velocidade de corte “ft” o mais constante possível, o ângulo de rotação do eixo C em
um bloco deve ser minimizado para garantir uma velocidade mínima de mudança de ? .
7-5 Aceleração/Desaceleração Automática
O modelo de aceleração/desaceleração do avanço transversal rápido e manual é de
aceleração linear e desaceleração linear. A constante de tempo TR pode ser configurada de
maneira independente para cada eixo, usando parâmetros em incrementos de 1 ms (dentro da
faixa de 1 a 500 ms). O modelo de aceleração/desaceleração do avanço de corte (e não do
avanço manual) é aceleração/desaceleração exponencial. A constante de tempo TC pode ser
configurada de maneira independente para cada eixo, usando parâmetros em incrementos de 1
ms (dentro da faixa de 1 a 500 ms). (Normalmente, amesma constante de tempo é configurada
para cada eixo.)
TEP037
Modelo de aceleração/desaceleração do avanço
rápido
(TR = Constante de tempo do avanço rápido)
(Td = Tempo de checagem de desaceleração)
Modelo de aceleração/desaceleração do
avanço de corte
(Tc = Constante de tempo do avanço de
corte)
TR TR
Td
t
f
Comando
contínuo
Comando
contínuo
Tc Tc
t
f
Durante o avanço transversal rápido e avanço manual, o bloco seguinte é executado após o
pulso de comando do bloco corrente ter se tornado “0” e o erro de rastreamento do circuito de
aceleração/desaceleração ter se tornado “0”. Durante o avanço de corte, o bloco seguinte é
executado assim que o pulso de comando do bloco corrente se torne “0” e também o bloco
seguinte pode ser executado quando um sinal externo (detecção de erro) possa detectar que o
erro de rastreamento do circuito de aceleração/desaceleração tenha chegado a “0”. Quando a
checagem da posição de entrada (selecionada por parâmetro da máquina) se torna válida
durante a checagem de desaceleração, primeiro é confirmado que o erro de rastreamento do
circuito de aceleração/desaceleração tenha chegado a “0” e, então, é checado que o desvio de
posição é menor que a configuração do parâmetro, e, finalmente, o bloco seguinte é executado.
FUNÇÕES DE AVANÇO 7
7-7
7-6 Fixação da Velocidade
Esta função controla a velocidade real de avanço de corte sobre a qual uma variação tenha
sido aplicada para o comando de velocidade de avanço de corte, de tal modo que o valor de
fixação da velocidade, pré-configurado de maneira independente para cada eixo, não seja
excedido.
Nota: A fixação da velocidade não é aplicada para avanço síncrono.
7-7 Comando de Checagem de Parada Exata: G09
1. Função e propósito
Somente após o status da posição de entrada ter sido checado em seguida à desaceleração e
à parada da máquina ou após o tempo de checagem da desaceleração ter sido esgotado, você
pode querer começar o próximo comando de bloco para reduzir possíveis choques da máquina
(devido a mudanças abruptas na velocidade de avanço da ferramenta) e para minimizar
qualquer arredondamento de peças de trabalho durante a usinagem de cantos. Uma função de
checagem de parada exata é fornecida para estes propósitos.
2. Formato da programação
G09 G01 (G02, G03) ;
O comando de checagem de parada exata G09 é válido somente para o código de comando de
corte (G01, G02 ou G03) que tiver sido configurado naquele bloco.
3. Programa de amostra
N001 G09 G01 X100.000 F150; O próximo bloco é executado após a checagem do
status da posição de entrada, em seguida à
desaceleração e à parada da máquina.
N002 Y100.000 ;
TEP038
N002
A linha cheia indica um padrão de velocidade de avanço com
G09 disponível.
A linha pontilhada indica um padrão de velocidade de avanço
sem G09.
N001
(Velocidade de avanço selecionada) f
Eixo Y
Eixo X
Ferramenta
Com G09
disponível
Sem G09
N001
N002 Tempo
Fig. 7-1 Validade da checagem de parada exata
7 FUNÇÕES DE AVANÇO
7-8
4. Descrição detalhada
A. Comandos de avanço de corte contínuo
TEP039
Ts
Bloco precedente Próximo bloco
Fig. 7-2 Comandos de avanço de corte contínuo
B. Comandos de avanço de corte com checagem do status de posição de entrada
TEP040
Ts Ts
Lc
Bloco precedente Próximo bloco
Fig. 7-3 Conexão bloco a bloco no modo checagem do status da posição de entrada do avanço de corte
Na Fig. 7-2 e na Fig. 7-3 acima,
Ts: Constante de tempo de aceleração/desaceleração do avanço de corte
Lc: Largura da posição de entrada
Como mostrado na Fig. 7-3, a largura da posição de entrada Lc representa a distância restante
dentro do bloco imediatamente precedente ao próximo bloco a ser executado.
A largura da posição de entrada ajuda a
manter qualquer arredondamento de
peças de trabalho durante a usinagem de
cantos dentro de um nível fixado.
Se o arredondamento nos cantos de
peças de trabalho deve ser
completamente suprimido, inclua o
comando tempo de parada G04 entre os
blocos de corte.
TEP041
Bloco precedente
Próximo bloco Lc
FUNÇÕES DE AVANÇO 7
7-9
C. Com checagem da desaceleração
- Com aceleração/desaceleração linear
TEP042
Ts : Constante de tempo de
aceleração/desaceleração
Td : Tempo de checagem da desaceleração
Td = Ts + (0 a 14 ms)
Bloco precedente Próximo bloco
Ts
Td
- Com aceleração/desaceleração exponencial
TEP043
Ts : Constante de tempo de
aceleração/desaceleração
Td : Tempo de checagem da
desaceleração
Td = 2 × Ts + (0 a 14 ms)
Ts
Td
Bloco precedente Próximo bloco
- Com aceleração exponencial/desaceleração linear
TEP044
Ts : Constante de tempo de
aceleração/desaceleração
Td : Tempo de checagem da
desaceleração
Td = 2 × Ts + (0 a 14 ms)
Bloco precedente Próximo bloco
2×Ts
Td Ts
O tempo requerido para a checagem da desaceleração durante o avanço de corte é o maior
entre os tempos de checagem da desaceleração do avanço de corte de cada eixo, determinado
pelas constantes de tempo de aceleração/desaceleração do avanço de corte e pelo modo
aceleração/desaceleração do avanço de corte dos eixos comandados simultaneamente.
7 FUNÇÕES DE AVANÇO
7-10
7-8 Comando do Modo Checagem de Parada Exata: G61
1. Função e propósito
Diferentemente do comando de checagem de parada exata G09 que realiza somente uma
checagem do status da posição de entrada neste bloco, o comando G61 funciona como um
comando modal. Isto significa que este comando atua em todos os outros comandos de corte
posteriores (G01, G02 e G03), de tal modo que a desaceleração ocorre no final de cada bloco,
seguida por uma checagem do status da posição de entrada. Este comando é liberado pelos
comandos de redução automática nos cantos G62 ou de modo usinagem de corte G64.
2. Formato da programação
G61;
7-9 Comando de Redução Automática nos Cantos: G62
1. Função e propósito
O comando G62 varia automaticamente no modo compensação do diâmetro da ferramenta, na
velocidade de avanço selecionada para reduzir a carga sobre a ferramenta durante a usinagem
de cantos internos ou durante o arredondamento automático de cantos internos.
Quando o comando G62 tiver sido emitido, a função redução automática nos cantos
permanecerá ativa até que seja cancelada pelos comandos cancelamento da compensação do
diâmetro da ferramenta G40, modo checagem de parada exata G61 ou modo usinagem de
corte G64.
2. Formato da programação
G62 ;
3. Descrição detalhada
A. Usinagem de cantos internos
Quando o canto interno de uma peça de trabalho é usinado como mostrado na figura abaixo, a
carga na ferramenta aumenta devido à grande quantidade de corte. Usando G62 possibilita que
a velocidade de avanço de corte seja automaticamente variada dentro da zona pré-configurada
e, assim, com a redução da carga na ferramenta, obter-se uma usinagem apropriada.
Porém, esta função é válida somente p/ programar o perfil como acabado da peça de trabalho.
MEP046
?
Ci
[1] [2]
[3]
? ? : Ângulo máximo do canto interno
Ci : Zona de desaceleração
(INTERNA)
Percurso do centro
da ferramenta
Quantidade de corte
Peça de trabalho
Perfil da superfície da peça
de trabalho
Percurso programado
(Perfil acabado)
Ferramenta
Quant.
de corte
amount
S
Fig. 7-4 Usinagem de canto interno
FUNÇÕES DE AVANÇO 7
7-11
<Operação da máquina>
- Quando a função redução automática nos cantos não é usada:
Na figura acima, à medida que a ferramenta se move ordenadamente para as posições
[1]? [2]? [3], a carga na ferramenta aumenta, pois a quantidade de corte na posição [3] é
maior que a quantidade de corte na posição [2]. (A diferença de quantidade de corte está
representada pela área da seção hachurada S).
- Quando a função redução automática nos cantos é usada:
Na figura acima, se o ângulo máximo do canto interno ? ? é menor que o ângulo
pré-configurado no parâmetroapropriado, a velocidade de avanço é automaticamente variada
com o valor pré-configurado para o movimento através da zona de desaceleração Ci.
<Parâmetros de configuração>
Configure os seguintes parâmetros como parâmetros do usuário:
- F29: Variação.............................................. 0 a 100 (%)
- F21: Ângulo máximo do canto interno ? ??????? 0 a 180 (graus)
- F22: Dados da zona de desaceleração Ci... 0 a 99999.999 (mm) ou a 3937.000 (polegadas)
Para maiores detalhes sobre a configuração dos parâmetros, refira-se à descrição no Manual
de Operação e na Lista de Parâmetros.
B. Arredondamento automático de cantos
TEP046
Peça de trabalho
Percurso programado Percurso do centro da ferramenta
Centro do arredondamento de canto
Quantidade de corte
Ci
Seção do arredondamento de canto
Perfil da superfície da peça
de trabalho
<Operação>
Para a usinagem de cantos internos com arredondamento automático de cantos, a variação
será executada, como configurado no parâmetro, através da zona de desaceleração Ci e da
seção de arredondamento de canto (sem executar a checagem do ângulo).
7 FUNÇÕES DE AVANÇO
7-12
4. Exemplos de operação
- Canto formado por duas retas
MEP047
?
Ci
Percurso programado
Percurso do centro da ferramenta
Ferramenta
A velocidade de avanço é automaticamente variada com o valor pré-configurado pelo
parâmetro F29 através da zona de desaceleração Ci.
- Canto formado por uma reta e por um círculo (compensação externa)
MEP048
?
Ci
Percurso do
centro da ferramenta
Percurso
programado
Ferramenta
A velocidade de avanço é automaticamente variada com o valor pré-configurado pelo
parâmetro F29 através da zona de desaceleração Ci.
- Canto formado por um arco e por uma reta (compensação interna)
MEP049
?
Ci
Percurso programado
Percurso do centro
da ferramenta
Ferramenta
Ferramenta
A velocidade de avanço é automaticamente variada com o valor pré-configurado pelo
parâmetro F29 através da zona de desaceleração Ci.
Nota: Os dados da zona de desaceleração Ci, em que a variação automática ocorre,
representam o comprimento do arco para um comando de interpolação circular.
FUNÇÕES DE AVANÇO 7
7-13
- Canto formado por um arco (compensação interna) e por outro arco (compensação externa)
N1
N2
?
Ci
Percurso programado
Percurso do centro da
ferramenta
MEP050
A velocidade de avanço é automaticamente variada com o valor pré-configurado pelo
parâmetro F29 através da zona de desaceleração Ci.
5. Correlações com outras funções de comando
Função Redução nos cantos
Variação da velocidade de
avanço de corte
A redução automática nos cantos é aplicada após a variação do avanço
de corte.
Cancelamento da variação
A redução automática nos cantos não é cancelada pelo cancelamento
da variação.
Fixação da velocidade de
avanço
Válida (para a velocidade de avanço após a redução automática nos
cantos)
Operação em vazio A redução automática nos cantos é inválida.
Avanço síncrono
Uma velocidade de avanço síncrono é automaticamente variada em um
canto.
Pulo (G31)
Durante a compensação do diâmetro da ferramenta, G31 resultará em
um erro de programa.
Travamento da máquina Válido
G00 Inválido
G01 Válido
G02, G03 Válido
6. Precauções
1. A redução automática nos cantos é válida somente durante os modos G01, G02 ou G03;
ela é inválida durante o modo G00. Além disso, quando o modo comando é mudado de
G00 para G01, G02 ou G03 (ou vice-versa) em um canto, a redução automática nos
cantos não é executada no bloco que contém G00 no referido canto.
2. Mesmo no modo redução automática nos cantos, a redução automática nos cantos não é
executada até que o modo compensação do diâmetro da ferramenta tenha sido
configurado.
3. A redução automática nos cantos não ocorre nos cantos onde a compensação do
diâmetro da ferramenta deve começar ou ser cancelada.
7 FUNÇÕES DE AVANÇO
7-14
TEP051
Bloco de início
Percurso do centro da ferramenta
Bloco de
cancelamento
A redução automática nos cantos permanece
inválida.
Percurso programado
4. A redução automática nos cantos não ocorre nos cantos onde os comandos de vetor I, J e
K de compensação do diâmetro da ferramenta devem ser executados.
TEP052
(G41X_Y_I_J_;)
Percurso programado
Percurso do centro da ferramenta
A variação automática em cantos permanece inválida.
Bloco que inclui os
comandos de vetor I e J
5. A redução automática nos cantos ocorre somente quando pontos de interseção podem ser
calculados. Os pontos de interseção não podem ser calculados no seguinte caso:
- Quatro ou mais blocos que não incluem comando de movimento aparecem em
sucessão.
6. Para a interpolação circular, a zona de desaceleração é representada como o
comprimento do arco.
7. O ângulo, configurado por parâmetro, de um canto interno é aplicado ao ângulo existente
no percurso programado.
8. Configurando o ângulo máximo para 0 ou 180 graus no parâmetro do ângulo resulta em
uma falha na redução automática nos cantos.
9. Configurando a variação para 0 ou 100 no parâmetro da variação resulta em uma falha na
redução automática nos cantos.
FUNÇÕES DE AVANÇO 7
7-15
7-10 Comando Modo Rosqueamento: G63
1. Função e propósito
O comando G63 introduz a unidade NC em um modo controle adequado para rosqueamento.
Este modo possui as seguintes características:
- A variação do avanço de corte é fixada em 100%.
- Os comandos para desaceleração nas conexões bloco a bloco são invalidados.
- A função manutenção do avanço é invalidada.
- A função de bloco único é invalidada.
- O sinal do modo rosqueamento é o sinal de saída.
O modo comando G63 é liberado pelos comandos checagem de parada exata modal G61,
redução de avanço nos cantos G62 ou modo usinagem de corte G64.
2. Formato da programação
G63 ;
7-11 Comando Modo Usinagem de Corte: G64
1. Função e propósito
O comando G64 introduz a unidade NC em um modo controle adequado para obter superfícies
usinadas suavemente. Diferentemente da checagem de parada exata modal (modo comando
G61), o modo usinagem de corte permite que o próximo bloco seja executado sem
desacelerar/parar a máquina entre blocos de avanço de corte.
O modo comando G64 é liberado pelos comandos checagem de parada exata modal G61 ou
redução de avanço nos cantos G62.
No estado inicial da unidade NC, o modo usinagem de corte é selecionado.
2. Formato da programação
G64 ;
7 FUNÇÕES DE AVANÇO
7-16
7-12 Compensação da Geometria/Coeficiente de Precisão: G61.1/,K
7-12-1 Função compensação da geometria: G61.1
1. Função e propósito
A função compensação da geometria (G61.1) é fornecida para reduzir erros convencionais de
geometria causados por acompanhamento atrasado de circuitos de suavização e de
servossistemas.
A função compensação da geometria é cancelada ou substituída pelas funções parada exata
modal (G61), redução de avanço nos cantos (G62) e modo usinagem de corte (G64).
A função compensação da geometria é composta pelas quatro funções a seguir:
1. Aceleração/desaceleração da pré-interpolação
2. Controle do próximo avanço
3. Desaceleração ótima em cantos
4. Compensação precisa de vetor
Refira-se à seção 11-2 “Função Compensação da Geometria” do capítulo 3 do Manual de
Operação para a descrição das funções acima.
2. Formato da programação
G61.1;
3. Programa de amostra
N001 G61.1
G01X100.F1000
X100.Y–100.
X–100.Y–100.
X–100.Y100.
X100.Y100.
G64
Seleção da função compensação da geometria
Cancelamento da função compensação da geometria
4. Observações
1. A função compensação da geometria não pode ser selecionada ou cancelada para
programas EIA/ISO através da configuração do parâmetro F72 (que é efetiva somente nos
programas MAZATROL).
2. A compensação da geometria é uma função opcional. Em máquinas que não possuem a
opção correspondente, o código G61.1 pode levar somente a umalarme (808 ERRO
INTRODUÇÃO DO CODIGO G).
3. A função compensação da geometria é suspensa durante a execução das seguintes
operações:
Avanço transversal rápido do tipo não-interpolação (de acordo com o bit 6 do parâmetro
F91), rosqueamento síncrono, medição (pulo) e abertura de rosca.
4. A aceleração/desaceleração da pré-interpolação é efetiva a partir do bloco de G61.1 em
diante.
FUNÇÕES DE AVANÇO 7
7-17
7-12-2 Coeficiente de precisão (,K)
1. Função e propósito
No modo compensação da geometria (G61.1), o avanço da ferramenta é automaticamente
desacelerado em cantos relevantes e para movimentos circulares, através da desaceleração
ótima em cantos e da limitação do avanço circular, respectivamente, a fim de melhorar a
precisão da usinagem. Especificando um coeficiente de precisão no programa de usinagem
pode melhorar ainda mais a precisão, pela desaceleração adicional do avanço para as seções
pertinentes.
2. Formato da programação
,K_; Especifique a velocidade de redução da velocidade de desaceleração em cantos e a
limitação da velocidade de avanço circular em termos percentuais.
O coeficiente de precisão é cancelado nos seguintes casos:
- Uma reconfiguração é executada,
- A função compensação da geometria é cancelada (por G64),
- Um comando “,K0” é dado.
3. Programa de amostra
<Exemplo 1>
N001 G61.1
N200 G1X_Y_,K30
N300 X_Y_
N400 …
A velocidade de avanço para a desaceleração em cantos ou para o movimento
circular na seção, a partir deste bloco em diante, será reduzida para 70% do
valor aplicado no default do comando do coeficiente de precisão.
<Exemplo 2>
N001 G61.1
N200 G2I-10.,K30
N300 G1X10.,K0
N400 …
A desaceleração para 70% ocorre somente para este bloco.
O coeficiente de precisão é cancelado a partir deste bloco em diante.
4. Observações
1. O coeficiente de precisão não pode ser especificado em um programa MAZATROL.
2. Especificar um coeficiente de precisão de 1 a 99 nos endereços “,K” aumenta o tempo de
usinagem, de acordo com a desaceleração adicional em cantos relevantes e para
movimentos circulares.
7 FUNÇÕES DE AVANÇO
7-18
- NOTA -
E
FUNÇÕES TEMPO DE PARADA 8
8-1
8 FUNÇÕES TEMPO DE PARADA
O início da execução do próximo bloco pode ser retardado usando um comando G04.
8-1 Comando de Tempo de Parada: (G94) G04
1. Função e propósito
Configurar o comando G04 no modo avanço por segundo (comando G94) retarda o início da
execução do próximo bloco pelo tempo especificado.
2. Formato da programação
G94 G04 X_;
ou
G94 G04 P_;
Os dados devem ser configurados em 0.001 segundos.
Para o endereço P, o ponto decimal não é disponível. Configurar um ponto decimal causará um
alarme.
3. Descrição detalhada
1. A faixa de configuração para o tempo de parada é mostrada a seguir:
Unidade de configuração de dados Faixa para o endereço X Faixa para o endereço P
0.001 mm, 0.0001 polegadas 0.001 a 99999.999 (seg.) 1 a 99999999 (× 0.001 seg.)
2. A contagem para o comando de tempo de parada, que é precedido por um bloco com
comando de avanço de corte, não começa até que o movimento do bloco precedente
tenha parado totalmente.
TEP053
Comando de corte
no bloco precedente
Comando de
tempo de parada
Tempo de
parada
Próximo bloco
Se o comando de tempo de parada for dado em um bloco conjuntamente com um código
M, S, T ou A, a contagem do tempo de parada e a execução do respectivo código
começarão ao mesmo tempo.
3. Se o bit 2 do parâmetro F92 for configurado para 1, o valor do comando de tempo de
parada será sempre processado em especificação de tempo.
8 FUNÇÕES TEMPO DE PARADA
8-2
4. Programas de amostra
- Quando os dados devem ser configurados em 0.01 mm, 0.001 mm ou 0.0001 polegadas:
G04 X 500 ; ....................................... Tempo de parada = 0.5 seg.
G04 X 5000 ;...................................... Tempo de parada = 5.0 seg.
G04 X 5. ; .......................................... Tempo de parada = 5.0 seg.
G04 P 5000 ;...................................... Tempo de parada = 5.0 seg.
G04 P 12.345 ;................................... Alarme
- Se os dados devem ser config. em 0.0001” e o tempo de parada está incluído antes de G04:
X5. G04 ; ........................................... Tempo de parada = 50 seg. (Equiv. a X50000G04.)
8-2 Comando de Tempo de Parada em Número de Revoluções: (G95) G04
1. Função e propósito
Configurando o comando G04 no modo avanço por revolução (comando G95), suspende o
início da execução do próximo bloco até o spindle ter girado o nr. de revoluções especificado.
2. Formato da programação
G95 G04 X_ ;
ou
G95 G04 P_ ;
Os dados devem ser configurados em 0.001 revoluções.
Para o endereço P, o ponto decimal não é disponível. Configurando o ponto decimal causará
um alarme.
3. Descrição detalhada
1. A faixa de configuração p/ o nr. de revoluções do tempo de parada é mostrada a seguir:
Unidade de configuração de dados Faixa para o endereço X Faixa para o endereço P
0.001 mm, 0.0001 polegadas 0.001 a 99999.999 (rev) 1 a 99999999 (× 0.001 rev)
2. A contagem para o comando de tempo de parada, que é precedido por um bloco com
comando de avanço de corte, não começa até que o movimento do bloco precedente
tenha parado totalmente.
TEP053
Comando de
tempo de parada
Comando de corte
no bloco precedente
Revoluções por
tempo de parada
(12.345 rev)
Próximo bloco
Se o comando de tempo de parada for dado em um bloco em conjunto c/ um código M, S,
T ou A, a contagem do tempo de parada e a execução do respectivo código começarão ao
mesmo tempo.
FUNÇÕES TEMPO DE PARADA 8
8-3
3. A função tempo de parada também é válida durante o modo travamento da máquina.
4. Durante o descanso do spindle, a contagem do tempo de parada também é interrompida.
Quando o spindle recomeçar a girar, a contagem do tempo de parada também
recomeçará.
5. Se o bit 2 do parâmetro F92 for configurado para 1, o valor do comando de tempo de
parada será sempre processado em especificação de tempo.
6. Esta função não pode ser usada a não ser que um codificador de detecção de posição
seja fornecido ao spindle.
8 FUNÇÕES TEMPO DE PARADA
8-4
- NOTA -
E
FUNÇÕES MISCELÂNEAS 9
9-1
9 FUNÇÕES MISCELÂNEAS
9-1 Funções Miscelâneas (Código M com 3 Dígitos)
As funções miscelâneas, também conhecidas como funções de código M, transmitem
comandos de rotação para frente/para trás e comandos de parada do spindle, comandos de
ligar/desligar refrigeração e outros comandos auxiliares para a máquina NC.
Para a unidade NC, estas funções devem ser selecionadas usando dados de códigos M com 3
dígitos (dados com três dígitos precedidos pelo endereço M). Até quatro grupos de dados de
códigos M com 3 dígitos podem ser incluídos em um bloco.
Exemplo: G00 Xx1 Mm1 Mm2 Mm3 Mm4;
Se cinco ou mais grupos de dados de códigos M com três dígitos forem configurados, somente
os últimos quatro grupos se tornarão válidos.
Refira-se às especificações da máquina para relações mais específicas entre dados e funções
disponíveis.
Para os códigos M, tais como M00, M01, M02, M30, M98, M99, M998 e M999, o próximo bloco
de dados não é lido no buffer de entrada, pois a pré-leitura é desativada automaticamente.
Os códigos M podem ser incluídos em qualquer bloco que contenha outros códigos de
comando. Entretanto, se os códigos M forem incluídos em um bloco que tiver comandos de
movimento, a prioridade de execução será uma das duas opções a seguir:
- As funções de códigos M são executadas após a finalização do movimento, ou
- As funções de códigos M são executadas simultaneamente ao movimento.
O tipo de processamento a ser aplicado depende das especificações da máquina.
As seqüências de processamento e de finalização são requeridas em cada caso para todos os
comandos M, com exceção de M98 e M99.
A seguir, 6 tipos de funções de códigos M especiais são listados:
1. Parada de Programa:M00
Quando este código M for lido, o leitor de fita parará de ler o bloco subseqüente. A parada
ou não de uma função da máquina, como, por exemplo, a rotação ou a refrigeração do
spindle, também depende das especificações da máquina. A operação da máquina é
reiniciada pressionando-se o botão de início de ciclo no painel de operação. Se a
reconfiguração pode ou não ser iniciada por M00, também depende das especifs. da máq..
2. Parada Opcional: M01
Quando o código M01 for lido com a função de menu [PARADA OPCIONAL] configurada
em LIGADA, o leitor de fita parará de operar para executar a mesma função que M00.
O comando M01 será ignorado se a função de menu [PARADA OPCIONAL] for
configurada para DESLIGADA.
Exemplo:
N10 G00 X1000;
N11 M01;
N12 G01 X2000 Z3000 F600;
<Status e operação da função de menu [PARADA OPCIONAL]>
Se a função de menu está ligada, a operação pára em N11.
Se a função de menu está deslig., a oper. não pára em N11, e N12 é executado.
3. Fim de Programa: M02 ou M30
Geralmente, o comando de fim de progr. é dado no bloco final do progr. de usinagem. Use
este comando principalmente para ler novamente os dados do cabeçalho do programa
durante a operação da memória ou para rebobinar a fita no modo operação da fita (use um
comando M30 para rebobinar a fita). A unidade NC é automaticamente reconfigurada após
o rebobinamento, e a execução dos outros códs. de comando são incluídos naquele bloco.
9 FUNÇÕES MISCELÂNEAS
9-2
A reconfiguração automática por este comando cancela tanto comandos modais como
dados de compensação, mas o contador de exibição da posição designada não é zerado.
A unidade NC parará de operar quando o rebobinamento da fita for completado (a
lâmpada do modo operação automática se apagará). Para reiniciar a unidade NC, o botão
de início de ciclo deve ser pressionado.
Esteja ciente que, se durante o reinício da unidade NC, em seguida à finalização da
execução de M02 ou de M30, o primeiro comando de movimento for configurado somente
em uma palavra de coordenada, o modo válido será o modo de interpolação existente ao
terminar o programa. Portanto, recomenda-se que o primeiro comando de movimento seja
dado com um código G apropriado.
4. Chamada/Fim de Subprograma: M98, M99
Use M98 ou M99 para dividir o controle para um subprograma ou para recuperar
novamente o controle para o programa a ser chamado.
Como M98 e M99 são internamente processados pelo NC e os sinais não têm saída.
<Processamento interno pela unidade NC quando M00, M01, M02 ou M30 for usado>
Após M00, M01, M02 ou M30 ter sido lido, a pré-leitura dos dados é automaticamente abortada.
Outras operações de rebobinamento de fita e a inicialização de modais por reconfiguração
diferem de acordo com as especificações da máquina.
Nota 1: M00, M01, M02 e M30 têm sinais de saída independentes, que serão cancelados
pressionando a tecla RESET.
Nota 2: O rebobinamento da fita é executado somente quando o leitor de fita tem uma função
de rebobinamento.
9-2 Funções Miscelâneas Número 2 (Dígito A8/B8/C8)
As funções miscelâneas número 2 são usadas para posicionar uma tabela de indexação. Para
a unidade NC, estas funções devem ser designadas usando um valor com 8 dígitos (de 0 a
99999999) precedido pelo endereço A, B ou C.
Os sinais de saída são sinais BCD de dados de comando e sinais de início.
Os códigos A, B ou C poderão ser incluídos em qualquer bloco que contenha outros códigos de
comando. Entretanto, se os códigos A, B ou C puderem ser incluídos em um bloco que
contenha comandos de movimento, a prioridade de execução será uma das duas opções a
seguir:
- As funções de códigos A, B ou C são executadas após a finalização do movimento, ou
- As funções de códigos A, B ou C são executadas simultaneamente ao movimento.
O tipo de processamento a ser aplicado depende das especificações da máquina.
Seqüências de processamento e de finalização são requeridas em cada caso para todas as
funções miscelâneas número 2.
As combinações de endereço são mostradas abaixo. Um mesmo endereço para o eixo
adicional e para as funções miscelâneas número 2 não pode ser usado.
Eixo adicional
Funções miscelâneas núm. 2
A B C
A × ? ?
B ? × ?
C ? ? ×
Nota: Quando A é designado como endereço de função miscelânea número 2, os
comandos de ângulo linear não podem ser usados.
FUNÇÕES SPINDLE 10
10-1
10 FUNÇÕES SPINDLE
10-1 Função Spindle (Analógica, Dígito S5)
Quando a função dígito S5 é adicionada, ela deve ser configurada usando o comando numérico
de cinco dígitos precedido por um código S (0 a 99999) e, em outro caso, usando o comando
numérico de dois dígitos precedido por um código S.
As saídas binárias de comando S devem ser selecionadas neste momento.
Ao designar um número de 5 dígitos precedido pelo código S, esta função possibilita que sinais
da engrenagem, voltagens correspondentes à velocidade do spindle comandado (rpm) e sinais
de início apropriados gerem saídas.
As seqüências de processamento e de finalização são necessárias para todos os comandos S.
As especificações do sinal analógico são dadas abaixo.
- Voltagem da saída .................................................0 a 10 V ou –8 a +8 V
- Resolução..............................................................1/4096 (2 para a potência de –12)
- Condições de carga ...............................................10 kiloohms
- Impedância de saída..............................................220 ohms
Se parâmetros para até 4 passos de faixa de engrenagens forem antecipadamente
configurados, a faixa de engrenagem correspondente ao comando S será selecionada pela
unidade NC e o sinal da engrenagem gerará saída. A voltagem analógica é calculada de
acordo com o sinal da engrenagem de entrada.
- Parâmetros correspondentes às engrenagens individuais ....Vel. limite, vel. máx, vel. de
mudança de engrenagem e vel.
máx. durante o rosqueamento.
- Parâmetros correspondentes a todas as engrenagens Vel. de orientação, vel. mínima
10-2 Configuração da Fixação da Velocidade do Spindle: G92
1. Função e propósito
O código G92 pode ser usado para configurar as velocidades máxima e mínima do spindle nos
endereços S e Q, respectivamente.
2. Formato da programação
G92 Ss Qq;
s: Velocidade máxima do spindle
q: Velocidade mínima do spindle
3. Descrição detalhada
Para a troca de engrenagem entre o spindle e o motor do spindle, quatro passos de faixa de
engrenagem podem ser configurados pelos parâmetros relacionados em passos de 1 min–1
(rpm). Na faixa definida segundo dois caminhos, configuração de parâmetro e configuração de
G92 SsQq, os dados menores serão usados para o limite superior e os dados maiores para o
limite inferior.
10 FUNÇÕES SPINDLE
10-2
- NOTA -
E
FUNÇÕES DA FERRAMENTA 11
11-1
11 FUNÇÕES DA FERRAMENTA
11-1 Função da Ferramenta (Dígito T3)
A função da ferramenta também é referida como função código T. Esta função é usada para
selecionar os números das ferramentas. Para a nossa unidade NC, a função T permite que
você selecione um máximo de 1000 números (0 a 999) usando dados de comando de três
dígitos precedidos pelo endereço T. O número máximo de números de ferramentas que você
pode selecionar para sua máquina, entretanto, difere de acordo com as especificações da
máquina. Refira-se à especificação relevante da máquina para mais detalhes.
A seleção de um código T ilegal resulta em um alarme 294 SELEC. FERR. (No. FERR.
EXCESS). A função código T pode ser usada com quaisquer outros comandos. Se, entretanto,
o código T estiver incluído em um bloco que contenha um comando de movimento, a prioridade
da execução será uma dos seguintes dois tipos, dependendo das especificações da máquina:
- A função código T é executada depois que o comando de movimento tenha sido executado.
- A função código T é executada junto com o comando de movimento.
11-2 Função da Ferramenta (Dígito T8)
Esta função permite quevocê selecione um máximo de 100.000.000 números (0 a 99999999)
usando dados de comando com 8 dígitos precedidos pelo endereço T. Somente um número
pode ser incluído no mesmo bloco.
Configure o bit 4 do parâmetro F94 em 0 para selecionar a designação do número do grupo
para o comando de código T ou configure este bit em 1 para selecionar a designação do
número da ferramenta.
11 FUNÇÕES DA FERRAMENTA
11-2
- NOTA -
E
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-1
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-1 Compensação da Ferramenta
1. Visão geral
Como mostrado no diagrama abaixo, três tipos básicos de funções de compensação da
ferramenta são disponíveis: compensação da posição da ferramenta, compensação do
comprimento da ferramenta e compensação do diâmetro da ferramenta.
Estes três tipos de funções de compensação usam números de compensação para a
designação da medida de compensação. Configure diretamente a medida de compensação
usando o painel de operação ou aplicando a função de entrada de parâmetro programado. Os
dados da ferramenta MAZATROL também podem ser usados para as operações de
compensação do comprimento da ferramenta ou de compensação do diâmetro da ferramenta,
de acordo com a configuração dos parâmetros.
MEP055
L1
r r
L2
L2+2r (Extensão dupla) L1–r
Compensação do comprimento da ferramenta
Ponto de referência
Comprimento da
ferramenta
Planta
Vista lateral
Compensação do
diâmetro da ferramenta
Compensação da posição da ferramenta
Compensação
para a direita
Compensação para a esquerda
Planta
(Contração)
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-2
2. Selecionando as medidas de compensação da ferramenta
As medidas de compensação da ferramenta correspondentes aos números de compensação
devem ser pré-armazenadas na tela de OFFSET FERRAMEN pelo método de entrada manual
de dados ou pela função modo ajuste de dados (G10).
As medidas de compensação da ferramenta podem ser selecionadas usando um dos três
seguintes tipos:
A. Tipo A
A mesma medida de compensação será configurada caso números de compensação idênticos
forem selecionados usando os comandos D e H.
MEP056
a2
a1
Ponto de
referência
(Dn) = an
(Hn) = an
B. Tipo B
Configure um código H e um código D, respectivamente, para usar a soma total da medida de
compensação da geometria e da medida de compensação do desgaste para a compensação
do comprimento da ferramenta e para a compensação do diâmetro da ferramenta.
MEP057
d1
b1
c1 e1
Ponto de
referência
(Hn) = bn + cn
(Dn) = dn + en
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-3
3. Tipos de tela de OFFSET FERRAMEN
Como uma área de armazenamento de dados para funções de compensação da ferramenta,
dois tipos de tela de OFFSET FERRAMEN são disponíveis: Tipo A e Tipo B.
Tipo Comp./Diâmetro caracterizados Geometria/Desgaste caracterizados
A Não Não
B Sim Sim
A. Tipo A
Como listado na tabela abaixo, um dado de compensação é estabelecido para um número de
compensação. Nenhuma distinção é feita entre as medidas de compensação de comprimento,
diâmetro, geométrica ou de desgaste. Ou seja, um conjunto de dados de compensação inclui
todos estes quatro fatores.
Número de
compensação
Medida de
compensação
1 a1
2 a2
3 a3
n an
B. Tipo B
Como listado na tabela abaixo, dois tipos de dados de compensação podem ser configurados
para um número de compensação. Ou seja, medidas diferentes de compensação geométrica e
de compensação do desgaste podem ser configuradas para cada um dos comprimentos de
ferramenta selecionados e para cada um dos diâmetros de ferramenta selecionados.
Use o comando H para selecionar os dados de compensação relativos ao comprimento da
ferramenta e use o comando D para selecionar os dados de compensação relativos ao
diâmetro da ferramenta.
(H1) = b1 + c1, (D1) = d1 + e1
(H2) = b2 + c2, (D2) = d2 + e2
(Hn) = bn + cn, (Dn) = dn + en
Comprimento da ferramenta (H)
Diâmetro da ferramenta (D) / (Compensação
da posição) Número de
compensação Compensação
geométrica
Compensação do
desgaste
Compensação
geométrica
Compensação do
desgaste
1 b1 c1 d1 e1
2 b2 c2 d2 e2
3 b3 c3 d3 e3
n bn cn dn en
(D1) = a1, (H1) = a1
(D2) = a2, (H2) = a2
(Dn) = an, (Hn) = an
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-4
4. Números de compensação da ferramenta (H/D)
Os números de compensação da ferram. podem ser selecionados usando o endereço H ou D.
- Use o endereço H para compensar o comprimento da ferramenta selecionada. Use o
endereço D para compensar a posição da ferramenta selecionada ou o diâmetro da
ferramenta selecionada.
- Logo que um número de compensação da ferramenta for selecionado, ele permanecerá
inalterado até um novo H ou D ser usado.
- Os números de compensação podem ser configurados somente uma vez para um bloco. Se
números de compensação forem configurados mais de uma vez para um bloco, somente o
último número de compensação será usado.
- O número máximo de grupos de números de compensação disponíveis é:
Padrão: 128 grupos: H01 a H128 (D01 a D128)
Opcional: 512 grupos: H01 a H512 (D01 a D512)
- O alarme 839 No. OFFSET ILEGAL ocorrerá se estes limites forem excedidos.
- A faixa de dados de compensação é listada na tabela abaixo.
Os dados de compensação para cada número de compensação devem ser configurados
antecipadamente na tela de OFFSET FERRAMEN.
Métrico Polegadas
COMPENS. FERR. Tipo A ±1999.9999 mm ±84.50000"
COMPENS. FERR. Tipo B
Comprim. Geom. ±1999.9999 mm ±84.50000"
COMPENS. FERR. Tipo B
Comprim. Desg. ±99.9999 mm ±9.99999"
COMPENS. FERR. Tipo B
Diâmetro Geom. ±999.9999 mm ±84.50000"
COMPENS. FERR. Tipo B
Diâmetro Desg. ±9.9999 mm ±0.99999"
Nota: O número de compensação da ferramenta (código H ou D) não se torna efetivo se ele
não é designado no modo compensação correspondente.
5. Número de grupos de números de compensação da ferramenta
O número máximo disponível de grupos de números de compensação da ferramenta depende
das especificações particulares da máquina.
Número de combinações de compensação
da ferramenta (máx.)
Especificações padronizadas 128
Especificações opcionais 512
Nota: O número máximo disponível de grupos de números de compensação da ferramenta
de acordo com as especificações opcionais da máquina refere-se ao número total de
grupos de números de compensação da ferramenta, incluindo aqueles disponíveis de
acordo com as especificações padronizadas da máquina.
12-2 Compensação/Cancelamento do Compr. da Ferram.: G43, G44 ou cód. T/G49
1. Função e propósito
Os comandos G43 e G44 permitem que o ponto final de execução de comandos de movimento
seja alterado pela medida de compensação previamente configurada para cada eixo. Qualquer
desvio entre os comprimentos/diâmetros programados da ferramenta e os
comprimentos/diâmetros reais pode ser configurado como dados de compensação usando
estes comandos para tornar o programa mais flexível.
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-5
2. Formato da programação
G43 Zz Hh ..........Compensação positiva (+) do comprimento da ferramenta
G44 Zz Hh ..........Compensação negativa (-) do comprimento da ferramenta
G49 Zz ...............Cancelamento da compensação do comprimento da ferramenta
3. Descrição detalhada
O número máximo disponível de grupos de números de compensação é:
Padrão: 128 grupos: H1 a H128
Opcional: 512 grupos: H1 a H512
onde o número máximo disponível de grupos de números de compensação refere-se ao
número total de grupos de números de compensação, incluindo aqueles referentes ao
comprimento da ferramenta, à posição da ferramenta e ao diâmetro da ferramenta.
A seguir, mostra-se a relação entre o formato da program. e o curso do mov. após a compens.
1. Distância do movimento do eixo Z
G43Z±zHh1 ±z + {± h1 – (± h0)} Compens. na direção positivapela medida de compensação do compr.
G44Z±zHh1 ±z - {± h1 – (± h0)} Compensação na direção (-) pela medida de compensação do compr.
G49Z±z ±z - (± h1) Cancelamento da medida de compensação
h1: BA62 + Valor do número de compensação h1
h0: Medida de compensação existente antes do bloco de G43 ou de G44
Independentemente se o método de programação absoluta ou incremental é usado, as
coordenadas reais do ponto final são calculadas compensando-se as coordenadas
programadas do ponto final pela medida de compensação.
O estado inicial (ao ligar a máquina ou após M02) é de G49 (cancelamento da
compensação do comprimento da ferramenta).
2. Programas de amostra
+5.00.
Ponto zero da máquina
Coordenada Z
da peça de
trabalho (G54)
Compens. do
compr. da
ferramenta
HD1 = 100
Ponto zero da
peça de trabalho
1. P/ entrada de dados absol.; H01 = 100.
N001 G90 G94 G00 G40 G80
N002 G91 G28 Z0
N003 T01 T00 M06
N004 G90 G54 X–100. Y0
N005 G43 Z5. H01
N006 G01 Z–50. F100
2. P/ entrada de dados increm; H01 = 100.
N001 G90 G94 G00 G40 G80
N002 G91 G28 Z0
N003 T01 T00 M06
N004 G90 G54 X–100. Y0
N005 G91 G43 Z5. H01
N006 G01 Z–55. F100
MEP059
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-6
3. Suplemento
1) Os dados de compensação do comprimento da ferramenta podem ser configurados p/
o eixo X, p/ o eixo Y e p/ os eixos adicionais, bem como p/ o eixo Z. Pode-se
selecionar, através do dígito binário 3 do parâmetro F92, se os dados de
compensação devem ser usados somente p/ o eixo Z ou p/ o eixo especificado no
bloco de G43 ou de G44.
2) Mesmo se múltiplos endereços de eixo forem programados em um bloco, a
compensação será executada em apenas um dos eixos, com a seguinte prioridade:
C > Z > B > Y > X > A
Exemplo:
G43 Xx1 Hh1
Compensação na direção positiva do eixo X e cancelamento
G49 Xx2
G44 Yy3 Hh3
Compensação na direção negativa do eixo Y e cancelamento
G49 Yy4
G43 ? ? 5 Hh5
Compensação na direção positiva do eixo adicional e cancel.
G49 ? ? 6
G43 Xx7 Yy7 Zz7 Hh7...............Compensação na direção positiva do eixo Z
3) A compensação sempre será executada no eixo Z caso nenhum endereço de eixo
seja programado no bloco de G43 ou de G44.
Exemplo:
G43 Hh1
Compensação no eixo Z e cancelamento
G49
4) Se o retorno ao ponto de referência (ponto zero) é executado no modo compensação,
o modo é cancelado após o término da operação de retorno.
Exemplo:
G43 Hh1
G28 Zz2
G43 Hh1
G49 G28 Zz2
5) Se o comando G49 ou H00 for executado, a compensação do comprimento será
imediatamente cancelada (o eixo correspondente se moverá para liberar a medida de
compensação para zero).
Ao usar os dados da ferramenta MAZATROL, não use G49 como código de comando
de cancelamento; caso contrário, uma interferência com a peça de trabalho poderá
ocorrer, uma vez que o cancelamento automático move a ferramenta na direção
negativa do eixo Z de uma distância equivalente ao comprimento da ferramenta.
Use um comando H00 ao invés de um comando G49, se o modo G43/G44 deve ser
temporariamente cancelado.
6) O alarme 839 No. OFFSET ILEGAL ocorrerá se um número de compensação que
exceda as especificações da máquina for configurado.
7) Quando os dados de compensação da ferramenta e os dados da ferramenta
MAZATROL forem ambos validados, a compensação será executada através da
soma dos dois itens de dados em questão.
Ao término do retorno ao ponto de referência (ponto zero), o
curso de compensação é liberado.
Retorno ao ponto de referência após um movimento no eixo Z
na posição corrente para liberar a medida de compensação
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-7
12-3 Compensação da Posição da Ferramenta: G45 a G48
1. Função e propósito
O comando G45 ou G46 permite que a distância de movimento no eixo, configurada
previamente naquele bloco, seja aumentada ou diminuída, respectivamente, de acordo com os
dados de compensação. Da mesma forma, o comando G47 ou G48 estende ou contrai a
distância previamente configurada em duas vezes o curso de compensação, respectivamente.
O número máximo disponível de grupos de números de compensação é:
Padrão: 128 grupos: D1 a D128
Opcional: 512 grupos: D1 a D512
onde o número máximo disponível de grupos de números de compensação refere-se ao
número total de grupos de números de compensação incluindo aqueles relativos ao
comprimento da ferramenta, à posição da ferramenta e ao diâmetro da ferramenta.
Comando G45 Comando G46
Estendido por apenas uma vez o curso de
compensação
Contraído por apenas uma vez o curso de
compensação
Cálculo
interno
Curso de
movim.
Ponto
inicial
Ponto
final
Ponto
inicial
Cálculo
interno
Curso de
movim.
Ponto
final
Comando G47 Comando G48
Estendido por duas vezes o curso de
compensação
Contraído por duas vezes o curso de
compensação
Cálculo
interno
calculation
Curso de
movim.
Ponto
final
Ponto
inicial
Ponto
inicial
Cálculo
interno
Curso de
movim.
Ponto
final
± =
2. Formato da programação
Formato da
programação
Função
G45 Xx Dd
Para estender um curso de movimento por uma vez o curso de compensação que
foi configurado na memória da compensação.
G46 Xx Dd
Para contrair um curso de movimento por uma vez o curso de compensação que
foi configurado na memória da compensação.
G47 Xx Dd
Para estender um curso de movimento por duas vezes o curso de compensação
que foi configurado na memória da compensação.
G48 Xx Dd
Para contrair um curso de movimento por duas vezes o curso de compensação
que foi configurado na memória da compensação.
(Valor do comando programado) (Curso de
compensação)
(Curso de movimento após a compensação)
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-8
3. Descrição detalhada
- Uma programação baseada em dados incrementais é mostrada abaixo.
Comando de fita
Curso de movimento através de um
comando de fita equivalente
(curso de compensação selecionado = )
Exemplo
(com x = 1000)
G45 Xx Dd X {x + }
= 10 X = 1010
= –10 X = 990
G45 X–x Dd X – {x + }
= 10 X = –1010
= –10 X = –990
G46 Xx Dd X {x – }
= 10 X = 990
= –10 X = 1010
G46 X–x Dd X – {x – }
= 10 X = –990
= –10 X = –1010
G47 Xx Dd X {x + 2?}
= 10 X = 1020
= –10 X = 980
G47 X–x Dd X – {x + 2?}
= 10 X = –1020
= –10 X = –980
G48 Xx Dd X {x – 2?}
= 10 X = 980
= –10 X = 1020
G48 X–x Dd X – {x – 2?}
= 10 X = –980
= –10 X = –1020
- Mesmo se nenhum número de compensação for configurado no mesmo bloco que aquele que
contiver comandos G45 a G48, a compensação será executada, baseada em números de
compensação da posição da ferramenta previamente armazenados.
- Um alarme 839 No. OFFSET ILEGAL ocorrerá se o número de compensação designado for
um número de compensação não disponível.
- Estes comandos de códigos G não são modais e, assim, eles são válidos somente para o
bloco designado.
- Estes comandos devem ser usados em modos diferentes do modo ciclo fixo. Eles serão
ignorados se usados no modo ciclo fixo.
- O eixo se moverá em reverso se o cálculo interno para alterar a distância de movimento
resultar na inversão do sentido de movimento.
Comando programado: G48 X20.000
Curso de compensação: + 15.000
Movimento real: X–10.000
MEP060
Ponto inicial
Ponto final
- A seguir está apresentado como a máquina opera se uma distância de movimento de 0,
usando o modo comando de dados incrementais (G91), for programada:
Comando NC G45 X0 D01 G45 X–0 D01 G46 X0 D01 G46 X–0 D01
Comando equivalente X1234 X–1234 X–1234 X1234
D01: Número de compensação
1234: Medida de compensação para D01
Para comandos de dados absolutos, se a distância de movimento for configurada para 0, o
bloco será imediatamente completado e nenhum movimento através da distância de
compensação ocorrerá.
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-9- Quando comandos de dados absolutos forem usados, cada eixo também se moverá a partir
do ponto final pré-configurado no bloco precedente até a posição configurada no bloco que
contenha comandos G45 a G48.
Ou seja, quando comandos de dados absolutos forem usados, a compensação será
executada de acordo com a distância de movimento (incrementos em distância) configurada
naquele bloco.
4. Programas de amostra
1. Durante a interpolação circular, a compensação do diâmetro da ferramenta usando os
comandos G45 a G48 pode ser executada apenas para 1/4, 1/2, ou 3/4 de círculo cujo
ponto inicial e o ponto final estão presentes em um eixo de coordenada que passe pelo
centro do arco.
MEP061
(D01 = 200)
G91 G45 G03 X–1000 Y1000 I–1000 F1000 D01
1000
Y
X
200
1000
Ponto final
Ferramenta
Percurso do centro da ferramenta
Percurso
programado
Ponto inicial Centro do arco
programado
Compensação da posição da ferramenta, com
1/4 de comando de arco dado
2. Se “n” eixos forem designados ao mesmo tempo, a mesma medida de compensação será
executada em todos eixos designados. Isto também se aplica a eixos adicionais, mas
dentro dos limites da medida de eixos simultaneamente controláveis.
X
Y
220. 270.
110.
60.
50.
50.
G01 G45 X220. Y60. D20
(D20 = +50.000)
Ponto inicial
Ponto final no programa
Ponto final após a compensação
MEP062
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-10
Nota: Use os comandos de compensação do diâmetro da ferramenta G40, G41 ou G42 se
a compensação simultânea de dois eixos for provável de resultar em corte excessivo
ou insuficiente como mostrado abaixo.
MEP063
X
Y
Perfil desejado
Perfil de usinagem
Corte insuficiente
Ferramenta
Percurso do centro da ferramenta Percuso do programa
G01 G45 Xx1 Dd1
Xx2 Yy2
G45 Yy3
: Valor configurado do curso de offset
Peça de
trabalho
MEP064
X
Y
Perfil de usinagem
Perfil desejado
Corte excessivo
Ferramenta
Percurso do centro da ferramenta Percurso do programa
G01 Xx1
G45 Xx2 Yy2 Dd2
Yy3
: Valor configurado do curso de compensação
Peça de
trabalho
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-11
3. Operação de um canto em ¼ de círculo
MEP065
X
Y
N4
N3
N2
N1
Percurso do centro da ferramenta
Percurso programado N1 G46 G00 Xx1 Yy1 Dd1
N2 G45 G01 Yy2 Ff2
N3 G45 G03 Xx3 Yy3 Ii3
N4 G01 Xx4
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-12
4. Quando os comandos G45 a G48 forem configurados, cada uma das correspondentes
medidas de compensação se tornará àquela designada pelos números de compensação;
diferentemente do comando de compensação do comprimento da ferramenta (G43), estes
comandos não moverão os eixos de uma distância correspondente à diferença da medida
de compensação anterior.
MEP066
Percurso do centro da ferramenta
R10
40
40
30
N112
N113
N114
N115
N116
N100
30 30 10 30 40 10
N101
N102
N103
N104
R20
N105
N106
N107
N108
N109
N110
N111
R10
Percurso programado
Ponto inicial
Curso de compensação: D01 = 10.000 mm (Curso de compensação do diâmetro da
ferramenta)
N100 G91 G46 G00 X40. Y40. D01
N101 G45 G01 X100. F200
N102 G45 G03 X10. Y10. J10.
N103 G45 G01 Y40.
N104 G46 X0
N105 G46 G02 X–20. Y20. J20.
N106 G45 G01 Y0
N107 G47 X–30.
N108 Y–30.
N109 G48 X–30.
N110 Y30.
N111 G45 X–30.
N112 G45 G03 X–10. Y–10. J–10.
N113 G45 G01 Y–20.
N114 X10.
N115 Y–40.
N116 G46 X–40. Y–40.
N117 M02
%
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-13
12-4 Função de Compensação do Diâmetro da Ferramenta: G40, G41, G42
12-4-1 Visão geral
1. Função e propósito
A compensação em qualquer direção vetorial pode ser executada de acordo com o raio da
ferramenta pré-selecionado, usando os códigos G (G38 a G42) e os códigos D. Esta função é
conhecida como compensação do diâmetro da ferramenta.
2. Formato da programação
Formato do comando Função Observações
G40X_Y_ Para cancelar uma compensação do diâm. da ferram.
G41X_Y_ Para compensar um diâm. de ferramenta (Esquerda)
G42X_Y_ Para compensar um diâmetro de ferramenta (Direita)
G38 I_J_ Para alterar e manter um vetor de compensação
G39 Para interpolar um arco em canto
Estes comandos podem ser
dados durante o modo
compensação do diâmetro.
3. Descrição detalhada
O número máximo de grupos disponíveis de números de compensação é:
Padrão: 128 grupos : D1 a D128
Opcional: 512 grupos : D1 a D512
onde o número máximo disponível de grupos de números de compensação refere-se aos
números totais, incluindo aqueles referentes ao comprimento da ferramenta, à posição da
ferramenta e ao diâmetro da ferramenta.
Para a compensação do diâmetro da ferramenta, todos os comandos de código H são
ignorados e somente comandos de códigos D tornam-se válidos.
Além disso, a compensação do diâmetro da ferramenta é realizada para o plano que é
especificado pelo comando de código G de seleção de plano ou pelo comando de código de
endereço de dois eixos apropriado para a compensação do diâmetro da ferramenta. Nenhuma
compensação é executada para eixos diferentes daqueles correspondentes ou paralelos ao
plano selecionado. Veja a seção 6-7, Comandos de Seleção de Planos, para selecionar um
plano usando um comando de código G.
12-4-2 Compensação do diâmetro da ferramenta
1. Cancelamento da compensação do diâmetro da ferramenta
A compensação do diâmetro da ferramenta é automaticamente cancelada nos seguintes casos:
- Após a energia ter sido ligada
- Após a tecla reinicializar do painel de operação do NC ter sido pressionada
- Após M02 ou M30 ter sido executado (estes dois códigos possuem uma função reconfigurar)
- Após G40 (comando de cancelamento da compensação) ter sido executado
No modo cancelamento da compensação, o vetor de compensação torna-se zero e o percurso
do centro da ferramenta concorda com o percurso programado.
Programas que contenham a função compensação do diâmetro da ferramenta devem ser
encerrados durante o modo cancelamento da compensação. Dê o comando G40 em um bloco
de comando único (sem qualquer outro código G). Caso contrário, ele poderá ser ignorado.
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-14
2. Início de funcionamento da compensação do diâmetro da ferramenta
A compensação do diâmetro da ferramenta começará durante o modo compensação quando
todas as três condições a seguir forem satisfeitas:
- O comando G41 ou G42 tiver sido executado.
- O número de compensação para a compensação do diâmetro da ferramenta for maior que
zero, mas igual ou menor que o número de compensação máximo disponível.
- O comando usado com o comando de compensação for um comando de movimento diferente
daqueles usados para interpolação circular.
A compensação será executada somente quando a leitura de cinco blocos em sucessão for
completada, independentemente se o modo operação de bloco único for usado ou não.
Durante a compensação, cinco blocos são pré-lidos e, então, o cálculo para compensação é
realizado.
MEP067
S_
S_
G00_
G01_
G02_ G41_
G00_ G41_
G01_
G01_ G02_
T_
T_ S_ G00_ G41_ G01_ G02_
G02_
Programa de
trabalho
Buffer de compensação
Buffer de
pré-leitura
Blocos
executados
Início da pré-leitura
de 5 blocos
Status de Controle
T_
Existem dois tipos de operação de início de compensação: Tipo A e Tipo B.
A seleção automática do Tipo A ou do Tipo B depende da configuração do bit 4 do parâmetro
F92.
Estes dois tipos de operação de início são similares àqueles de cancelamento da compensação.
Nos diagramas descritivos abaixo, “s” representa o ponto final de uma operação de bloco único.
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-15
3. Operação de início de compensação do diâmetro da ferramenta
A. Para o interior do canto
?
s
G42
?
r
s
G42
r (Curso de compensação)
Ponto inicial
Reta ? Reta
Percurso programadoPercurso do
centro da
ferramenta
Ponto inicial
Reta ? Arco
Percurso
programado
Percurso do
centro da
ferramenta
Centro do arco
MEP068
B. Para o exterior do canto (ângulo obtuso) [90° ? ? < 180°]
(A seleção do Tipo A/B é possível com um parâmetro pré-determinado.)
?
s
G41
r
s
G41
?
r (Curso de compensação)
Ponto inicial
Reta ? Reta (Tipo A)
Percurso
programado
Percurso do centro da
ferramenta
Ponto inicial
Reta ? Arco (Tipo A)
Percurso
programado
Centro do arco
Percurso
do centro
da
ferramenta
MEP070
?
s
G41
r
r
r
r
s
G41
?
Ponto inicial
Reta ? Reta (Tipo B)
Percurso programado
Percurso do centro da ferramenta
Ponto inicial
Reta ? Arco (Tipo B)
Percurso
programado
Centro do
arco
Percurso
do centro
da
ferramenta
Ponto de interseção Ponto de interseção
MEP069
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-16
C. Para o exterior do canto (ângulo agudo) [? < 90°]
(A seleção do Tipo A/B é possível com um parâmetro pré-determinado.)
MEP071
r
s
?
G41
r
s
?
G41
r
s
? r
G41
r
s
? r
G41
Ponto inicial
Percurso do centro da ferramenta
Reta ? Reta (Tipo A)
Ponto inicial
Reta ? Arco (Tipo A)
Centro do
arco
Percurso programado
Percurso do centro da ferramenta
Reta ? Reta (Tipo B)
Ponto inicial
Ponto inicial
Reta ? Arco (Tipo B)
Percurso programado
Centro do
arco
4. Operação durante o modo compensação
A compensação é executada para os comandos de interpolação linear ou circular e para os
comandos de posicionamento.
Os comandos de compensação G41 ou G42 idênticos serão ignorados se forem utilizados
durante o modo compensação.
A configuração sucessiva de 4 ou mais blocos que não envolva movimento de eixos durante o
modo compensação poderá resultar em corte excessivo ou insuficiente.
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-17
A. Para o exterior do canto
Percurso do
centro da
ferramenta
?
Centro do arco
r
r
s
Percurso
programado
Centro do arco
Arco ? Arco (90° ? ? < 180°)
Centro do arco
Arco ? Arco (0° < ? < 90°)
Percurso do
centro da
ferramenta
Centro do arco
Percurso programado
?
r r
MEP072
s
?
s
Reta ? Reta (90° ? ? < 180°)
Percurso programado
Percurso do centro da ferramenta
Reta ? Reta (0° < ? ?< 90°)
Percurso programado
Percurso do centro da ferramenta
r
s
?
r
r
s
?
r
Percurso
programado
Percurso do centro da
ferramenta
Centro do arco
Reta ? Arco (0° < ? ?< 90°)
r
?
r
Centro do arco
Percurso programado
Percurso do
centro da
ferramenta
Arco ? Reta ( 0° < ? < 90° )
s
r
r
s
?
Arco ? Reta (90° ? ? < 180°)
Percurso
programado
Percurso do
centro da
ferramenta
Centro do arco
Percurso programado
Percurso do centro
da ferramenta
Reta ? Arco (90° ? ? < 180°)
Centro do arco
?
r
r
s
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-18
B. Para o interior do canto
r
? Centro do arco
Percurso programado
Centro do arco
Percurso do
centro da
ferramenta
s
?
r
r
s
Reta ? Arco (Ângulo obtuso)
Percurso programado
Percurso do centro
da ferramenta
Centro do
arco
?
r
s
Centro do arco
Arco ? Reta (Ângulo obtuso)
Percurso programado
Percurso do centro da ferramenta
?
r
r
s
Reta ? Reta (Ângulo obtuso)
Percurso programado
Percurso do
centro da
ferramenta
Reta ? Arco (Ângulo obtuso)
?
r
Percurso
programado
Percurso do
centro da
ferramenta
Centro do arco
s
Reta ? Reta (Ângulo obtuso)
s
Percurso programado
Percurso do centro da ferramenta
?
r r
r
?
s
Percurso programado
Centro do arco
Percurso do centro da
ferramenta
Arco ? Reta (Ângulo obtuso)
Arco ? Arco (Ângulo agudo)
MEP073
Arco ? Arco (Ângulo obtuso)
Centro do arco
r
s
?
Percurso
programado Centro do arco
Percurso do centro da ferramenta
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-19
C. Para um arco que não possui o ponto final
A área a partir do ponto inicial do arco até o ponto final é interpolada como um arco em espiral.
MEP074
Percurso do centro da
ferramenta
Ponto final do arco
Círculo virtual
Percurso programado
Centro do arco
r
r
R
s
D. Para arcos que não possuem ponto de interseção interno
Em casos como este, conforme mostra o diagrama abaixo, pode ou não haver um ponto de
interseção dos arcos A e B, dependendo dos dados de compensação particulares. Nestes
casos, o programa encerra-se no ponto final do bloco precedente após um alarme 836 SEM
INTERSECÇÃO ter sido exibido.
r
A B
r
Centro do arco A
Parada com erro de programa
MEP075
Percurso do centro da ferramenta
Percurso programado
Linha dos pontos de interseção
entre os
arcos A e B
5. Cancelamento da compensação do diâmetro da ferramenta
Durante o modo compensação do diâmetro da ferramenta, a compensação do diâmetro da
ferramenta será cancelada em qualquer um dos dois casos listados abaixo.
- O comando G40 foi executado.
- O código do número de compensação D00 foi executado.
Entretanto, neste momento, o comando de movimento executado deve ser um comando
diferente daqueles usados para interpolação circular. Um alarme 835 ERRO NO FORMATO
G41, G42 ocorrerá se uma tentativa for feita para cancelar a compensação usando um
comando de arco.
Após o comando de cancelamento da compensação ter sido lido no buffer de compensação, o
modo cancelamento é automaticamente configurado e os blocos subseqüentes de dados são
lidos no buffer de pré-leitura e não no buffer de compensação.
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-20
6. Operação de cancelamento da compensação do diâmetro da ferramenta
A. Para o interior do canto
MEP076
r (Curso de compensação)
Ponto final
Reta ? Reta
Percurso programado
Percurso do centro da ferramenta
Ponto final
Arco ? Reta
Percurso
programado
Percurso do
centro da
ferramenta
Centro do arco
?
s
G40
?
r
s
G40
B. Para o exterior do canto (ângulo obtuso)
(A seleção do Tipo A/B é possível com um parâmetro pré-determinado)
? ?
s
G40
r
r
r (Curso de compensação)
Ponto final
Reta ? Reta (Tipo A)
Percurso programado
Percurso do centro da ferramenta
Ponto final
Arco ? Reta (Tipo A)
Percurso
programado
Centro do
arco
Ponto final
Reta ? Reta (Tipo B)
Percurso programado
Percurso do centro da ferramenta
Ponto final
Arco ? Reta (Tipo B)
Percurso
programado
Ponto de interseção
Centro do
arco
Ponto de interseção
r
r
s
G40
s
G40
r
s
G40
? ?
MEP077
Percurso do centro
da ferramenta
Percurso do centro
da ferramenta
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-21
C. Para o exterior do canto (ângulo agudo)
(A seleção do Tipo A/B é possível com um parâmetro pré-determinado)
r
s
? r
G40
r
s
? r
G40
Percurso programado
Percurso do centro da ferramenta
Reta ? Reta (Tipo A)
Ponto final
Arco ? Reta (Tipo A)
Percurso programado
Percurso do centro da ferramenta
Reta ? Reta (Tipo B)
Ponto final
Ponto final
Centro do
arco
Arco ? Reta (Tipo B)
Centro do
arco
Ponto final
r
s
?
G40
r
s
?
G40
MEP079
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-22
12-4-3 Operação de compensação do diâmetro da ferr. usando outros comandos
1. Interpolação de um arco de canto
Quando o comando G39 (interpolação de um arco de canto) for usado, as coordenadas dos
pontos de interseção nos cantos da peça de trabalho não serão calculadas e um arco com
dados de compensação, como seu raio, será interpolado.
r
Percurso
programado
Percurso do centro da
ferramenta
Arco interpolado
(Comando G39 dado) (Sem o comando G39)
Ponto de
interseção
Percurso programado
Percursodo
centro da
ferramenta
Arco interpolado
Compensação externa Compensação interna
(Comando G39 dado)
(Sem o comando G39)
r
Ponto de interseção
MEP080
2. Alterando/Mantendo vetores de compensação
Usando o comando G38, você pode alterar ou manter os vetores de compensação durante a
compensação do diâmetro da ferramenta.
- Mantendo vetores
A configuração de G38 em um bloco que contenha comandos de mov. permite que o cálculo
do ponto de interseção no ponto final daquele bloco seja cancelado e que os vetores do bloco
precedente sejam mantidos. Isto pode ser usado para operações de entrada e de avanço.
G38 Xx Yy
- Alterando vetores
As direções dos novos vetores de compensação podem ser designadas usando I, J e K (I, J,
e K dependem do tipo de plano selecionado), sendo que os dados de compensação podem
ser designados usando D. (Estes comandos podem ser incluídos no mesmo bloco que aquele
que contém comandos de movimento.)
G38 Ii Jj Dd
N13 r1
N12
N11
N14
N15
r1
N16
i j
i2 + j2
j
r2 = × r1
N11G1Xx11 N12G38Yy12 N13G38Xx13 N14G38Xx14Yy14 N15G38Xx15IiJjDd2 N16G40Xx16Yy16
Percurso programado
Percurso do centro da ferramenta
Vetor mantido Vetor trocado NEP081
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-23
3. Alterando a direção da compensação durante a compensação do diâmetro da ferramenta
A direção da compensação é determinada pelo tipo de comando de compensação do diâmetro
da ferramenta (G41 ou G42) e pelo sinal (mais ou menos) dos dados de compensação.
Sinal do curso de compens.
Código G
+ –
G41 Compensação do lado esquerdo Compensação do lado direito
G42 Compensação do lado direito Compensação do lado esquerdo
A direção da compensação pode ser alterada, atualizando-se o comando de compensação sem
selecionar a função cancelamento da compensação durante o modo compensação. Entretanto,
isto pode ser feito somente para blocos que não sejam o bloco de início de compensação e o
próximo bloco. Veja a subseção 12-4-6, precauções gerais sobre compensação do diâmetro da
ferramenta, para a operação do NC que resultará se o sinal for alterado.
MEP082
r
r
r
r
G41 G41 G42
Ponto de interseção
Percurso programado
Percurso do centro da ferramenta
Esta figura mostra um
exemplo no qual nenhum
ponto de interseção está
presente durante a
mudança do sentido da
compensação.
Reta ? Reta
G41 G42 G41 G41 G42
r
r
r
r
r
r
Percurso programado
Percurso do centro da ferramenta
Reta ? Arco
Arco ? Arco
G41
G41
Percurso programado
Percurso do centro
da ferramenta G42
G42
G41
G41 G42
r
r
Centro do arco
Centro do arco
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-24
MEP083
r
G41
G42
Percurso do centro da ferramenta
Percurso programado
Meia-volta linear
Um arco com mais de 360 graus pode ocorrer nos seguintes casos:
- A direção de compensação foi alterada pela seleção G41/G42.
- Os comandos I, J e K foram configurados para G40.
Percurso
programado
Percurso do centro da ferramenta
Arco de 360° ou maior (dependendo do método de compensação usado)
G42
G41
G42
MEP084
4. Casos onde os vetores de compensação são temporariamente perdidos
Se o comando listado abaixo for usado durante o modo compensação, os vetores de
compensação correntes serão temporariamente perdidos e, então, a unidade NC reentrará no
modo compensação.
Neste caso, os movimentos para cancelamento da compensação não ocorrerão e o controle do
programa será diretamente transferido do vetor de ponto de intersecção para o ponto sem vetor,
ou seja, para o ponto programado. O controle também será diretamente transferido para o
próximo ponto de interseção quando o modo compensação for reintroduzido.
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-25
A. Comando de retorno ao ponto de referência
MEP085
(G41)
N5 G91 G01 X–60. Y–30.
N6 G28 X–50. Y+40.
N7 X–30. Y+60.
N8 X–70. Y–40.
Ponto intermediário
? Vetor temporariamente 0 na compensação do
ponto intermediário (ponto de referência quando o
ponto intermediário não for disponível)
s s
s
N5 N6 N7 N8
5. Blocos que não incluem movimento
Os blocos listados abaixo são conhecidos como aqueles que não incluem movimento:
M03 ....................................... Comando M
S12 ....................................... Comando S
T45 ....................................... Comando T
G04 X500 ............................. Parada
G22 X200. Y150. Z100... P/ configurar uma área de usinagem proibida
G10 P01 R50....................... P/ configurar um curso de compensação
G92 X600. Y400. Z500. .. P/ configurar um sistema de coordenadas
(G17) Z40. ........................... P/ mov. fora do plano de compensação
G90 ....................................... Somente códigos G
G91 X0 ................................. Curso de movimento 0 .................O curso do mov. é 0.
A. Quando um bloco que não inclui movimento for configurado durante o início da
compensação
A compensação vertical será realizada no próximo bloco de movimento.
N2
N1
N3
N4
N1 X30. Y60.
N2 G41 D10
N3 X20. Y–50.
N4 X50. Y–20.
MEP086
? Bloco com movimento livre
Movimento livre
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-26
Entretanto, vetores de compensação, não serão gerados se quatro ou mais blocos que não
incluam comandos de movimento aparecerem em sucessão.
N1
N7
N8
N2 a N6
N1 X30. Y60.
N2 G41 D10
N3 G4 X1000
N4 F100
N5 S500
N6 M3
N7 X20. Y–50.
N8 X50. Y–20.
(Ponto de interseção)
Blocos com
movimento livre
MEP087
N1 G41 X30. Y60. D10
N2 G4 X1000
N3 F100
N4 S500
N5 M3
N6 X20. Y–50.
N7 X50. Y–20.
N1
N6
N7
N2 a N5
(Ponto de interseção)
Blocos com
movimento livre
MEP088
B. Quando um bloco que não inclui movimento for configurado durante o modo
compensação
Vetores usuais no ponto de interseção serão gerados a não ser que quatro ou mais blocos que
não incluam movimento apareçam em sucessão.
N6
N7 N8
N8
N6
O bloco N7 é executado aqui.
N6 G91 X100. Y200.
N7 G04 P1000
N8 X200.
? Bloco com
movimento livre
MEP089
Vetores de compensação vertical serão gerados no ponto final do bloco precedente se quatro
ou mais blocos que não incluam movimento aparecerem em sucessão.
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-27
MEP090
N7 a N10
N6
N11
N11
N6
N6 X100. Y200.
N7 G4 X1000
N8 F100
N9 S500
N10 M4
N11 X100.
Blocos com movimento livre
Neste caso pode ocorrer corte excessivo.
C. Quando um bloco que não inclui movimento for configurado junto com o cancelamento
da compensação
Apenas vetores de compens. serão cancelados se o bloco que não inclua mov. contiver G40.
N6 X100. Y200.
N7 G40 G04P1000
N8 X100. Y50.
N6
N7
N8
MEP091
6. Se I, J e K forem configurados com G40
Quando o último dos quatro blocos de comando de mov. que preceda imediatamente o bloco
do comando G40 contiver G41 ou G42, o mov. será tratado como se tivesse sido programado
p/ ocorrer na direção vetorial de I, J, e K a partir do ponto final daquele último comando de mov..
Ou seja, a área até o ponto de interseção com o percurso virtual do centro da ferramenta será
interpolada e, então, a compens. será cancelada. A dir. de compen. permanecerá inalterada.
r r
N1
N2
G41
A
(i, j)
(a, b) Percurso virtual do centro da ferramenta
Percurso do centro da
ferramenta
Percurso programado
N1 (G41) G1 X_
N2 G40XaYbIiJj
MEP092
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-28
Neste caso, esteja ciente que independentemente da direção de compensação, as
coordenadas do ponto de interseção serão calculadas mesmo se vetores errados forem
configurados como mostrado no diagrama abaixo.
r
(a, b)
A
N1
G41
N2
r
(i, j)
Percurso do centro
da ferramenta
Percurso virtual do centro da ferramenta
Percurso programado
Onde I e J no programa de amostramostrado acima possuem sinais errados
MEP093
Também esteja ciente que um vetor vertical será gerado no bloco anterior àquele de G40 se o
cálculo do ponto de interseção resultar em um vetor de compensação que se torne muito
grande.
MEP094
r
(a, b)
A
G41
G40
(i, j) r
Percurso do centro da ferramenta
Percurso programado
Percurso virtual do centro da ferramenta
Nota: Parte da peça de trabalho será duplamente usinada se os dados do comando I/J/K
em G40, precedidos por um comando de arco, gerarem um arco maior que 360
graus.
MEP095
G42
N2
r
N1
(i, j)
G40
r
r
N3
Percurso programado
Percurso do centro da ferramenta
N1 (G42, G91) G01X200.
N2 G02 J150.
N3 G40 G1X150. Y–150.I–100. J100.
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-29
12-4-4 Movimento de canto
Se múltiplos vetores de compensação forem gerados em conexões entre blocos de comandos
de movimento, a ferramenta se moverá linearmente entre estes vetores. Esta ação é conhecida
como movimento de canto.
Se os múltiplos vetores não concordarem, a ferramenta se moverá ao redor dos cantos
correspondentes (mas este movimento pertence ao próximo bloco). Durante a operação de
bloco único, a seção do (Bloco precedente + Movimento de canto) é executada como um bloco
e a seção restante do (Movimento de conexões + Próximo bloco) é executada durante o
próximo movimento como outro bloco.
MEP096
r
r
N1
N2
Ponto de parada no
modo bloco único
Centro do arco
Percurso
programado
Percurso do centro da
ferramenta
Este movimento e sua
velocidade de avanço
pertencem ao bloco de N2.
12-4-5 Interrupções durante a compensação do diâmetro da ferramenta
1. Interrupção por MDI (Entrada Manual de Dados)
A compensação do diâmetro da ferramenta é válida durante a operação automática,
independentemente se ela for baseada em fita, memória ou no modo operação MDI.
Os diagramas a seguir mostram o que ocorrerá se a operação baseada em fita ou na memória
for interrompida usando a função MDI em seguida ao encerramento do programa em um bloco:
A. Interrupção sem movimento
Nenhuma mudança no percurso da ferramenta
N1 G41D1
N2 X–20. Y–50.
N3 G3 X–40. Y40. R70. S1000 M3
Interrupção MDI
N2
N3
s (Posição de parada no
modo bloco único)
MEP097
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-30
B. Interrupção com movimento
Os vetores de compensação são automaticamente recalculados no primeiro bloco de
movimento efetivo após a interrupção.
MEP098
N2
N3
s
s
N1 G41D1
N2 X–20. Y–50.
N3 G3 X–40. Y40. R70. X–50. Y30.
X–30. Y–50.
Interrupção MDI
Interrupção linear
N2 N3
s
s
MEP099
N1 G41D1
N2 X–20. Y–50.
N3 G3 X–40. Y40. R70. G2 X–40. Y–40. R70.
G1 X–40.
Interrupção MDI
Interrupção de arco
2. Interrupção manual
- Para o modo comando de dados incrementais, o percurso da ferramenta muda de acordo
com a medida da interrupção.
- Para o modo comando de dados absolutos, o percurso da ferramenta pretendido é
reestabelecido no ponto final do bloco imediatamente seguinte àquele em que a interrupção
foi executada. Este estado é mostrado no diagrama a seguir.
Interrupção Interrupção
MEP100
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-31
12-4-6 Precauções gerais com relação à compensação do diâmetro da ferramenta
1. Selecionando as medidas de compensação
As medidas de compensação são selecionadas especificando-se um nr. de compensação
usando um código D. Quando um código D tiver sido usado, ele permanecerá válido até que
um segundo código D seja usado. Nenhum código H pode ser usado p/ fazer estas seleções.
Códs. D também são usados p/ selecionar dados de compensação da posição da ferramenta.
2. Atualizando as medidas de compensação selecionadas
A atualização das medidas de compensação selecionadas deve sempre ser feita depois que
uma ferr. diferente tiver sido selecionada durante o modo cancelamento da compensação do
diâmetro. Caso tal atualização seja feita durante o modo compens., os vetores no ponto final de
um bloco serão calculados usando os dados de compens. selecionados para aquele bloco.
3. O sinal dos dados de compensação e o percurso do centro da ferramenta
Dados de compensação com sinal negativo (–) geram a mesma figura que aquela obtida
quando G41 e G42 são trocados mutuamente. Portanto, o centro da ferramenta se moverá ao
redor da parte interna da peça de trabalho se ele estiver se movendo ao redor da parte externa
da mesma. Inversamente, o centro da ferramenta se moverá ao redor da parte externa da peça
de trabalho se ele estiver se movendo ao redor da parte interna da mesma.
Programas de amostra são mostrados abaixo. Normalmente, os dados de compensação
devem ser programados como dados positivos (+). Se o centro da ferramenta tiver sido
programado para se mover como mostrado no diagrama (a) abaixo, o movimento pode ser
mudado como mostrado no diagrama (b) abaixo, alterando-se o sinal dos dados de
compensação para menos (–). Inversamente, se o centro da ferramenta tiver sido programado
para se mover como mostrado no diagrama (b) abaixo, o movimento pode ser mudado como
mostrado no diagrama (a) abaixo, alterando-se o sinal dos dados de compensação para mais
(+). Neste sentido, uma fita para usinagem do formato interno e do formato externo pode ser
criada. Além disso, uma tolerância dimensional entre ambos formatos pode ser livremente
configurada através da seleção de dados de compensação apropriados (entretanto, o tipo A
deve ser usado durante o início da compensação ou durante seu cancelamento).
Percurso do centro da ferramenta
Percurso do centro da
ferramenta
Peça de
trabalho
Peça de
trabalho
G41 Curso de compensação positivo ou
G42 Curso de compensação negativo
(a)
G41 Curso de compensação negativo ou
G42 Curso de compensação positivo
(b)
MEP101
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-32
12-4-7 Atualização do número de compensação durante o modo compensação
A princípio, os números de compensação não devem ser atualizados durante o modo
compensação. Se a compensação for feita, o centro da ferramenta se moverá como mostrado
abaixo.
Se um número de compensação (dados de compensação) for atualizado
G41 G01 Dr1
? = 0, 1, 2, 3
N101 G0? Xx1 Yy1
N102 G0? Xx2 Yy2 Dr2 Para mudar um número de compensação
N103 Xx3 Yy3
1. Movimento reta-reta
r1
r1
r2
r2
N102
N103
N101
r1
r1
r1
r1
r2
r2
N102
N101
N103
Percurso programado
Percurso do centro da
ferramenta
O curso de compensação
selecionado em N101
será utilizado.
O curso de compensação
selecionado em N102
será utilizado.
Percurso programado
Percurso do centro da ferramenta
MEP102
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-33
2. Movimento reta-arco
r1
r1
r2
N102
G02
N101
N101
G03
N102
r2
r1
r1
r1
r1
Centro do arco
Percurso do centro da ferramenta
Percurso
programado
Percurso do centro
da ferramenta
Percurso programado
Centro do arco
MEP103
3. Movimento arco-arco
Percurso do centro da ferramenta
Percurso do centro da
ferramenta
Percurso programado
Percurso programado
Centro do arco
Centro do arco
Centro do arco
Centro do arco
r2
r1
r1
N101
N102
r1
r1
r1
r2
r1 N101
N102
MEP104
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-34
12-4-8 Corte excessivo devido à compensação do diâmetro da ferramenta
Se a função verificação de interferência não for estabelecida, um corte excessivo pode ocorrer
nos três casos a seguir:
1. Usinagem do interior de um arco menor que o raio da ferramenta
Se o raio do arco programado for menor que o raio da ferramenta, um corte excessivo pode
ocorrer a partir da compensação do interior do arco.
MEP105
R
Percurso programado
Arco programado
Corte excessivo
Centro da ferramenta
2. Usinagem de uma ranhura menor que o raio da ferramenta
Um corteexcessivo pode ocorrer se a compensação do diâmetro da ferramenta tornar a
direção do movimento do centro da ferramenta oposta à direção programada.
MEP106
Direção
oposta
Percurso do centro da ferramenta
Percurso programado
Corte excessivo
3. Usinagem de uma seção escalonada menor que o raio da ferramenta
MEP107
Percurso do centro da ferramenta
Percurso programado
Corte excessivo
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-35
4. Relação entre o início da compensação do diâmetro da ferramenta e a operação de corte
na direção do eixo Z
Normalmente, faz-se com que a compensação do diâmetro (geralmente, no plano X-Y) seja
feita a uma distância adequada da peça de trabalho durante o início do corte e, então, a peça
de trabalho é cortada ao longo do eixo Z. Neste instante, incorpore as considerações de
programação a seguir, se você deseja separar a ação do eixo Z em avanço rápido e avanço de
corte, que deve seguir somente após o eixo Z ter-se movido para perto da peça de trabalho:
Se você faz um programa como este mostrado abaixo:
N1 G91 G00 G41 X500. Y500. D1
N2 S1000
N3 M3
N4 G01 Z–300. F1
N6 Y100. F2
.
.
.
.
N6
N1
Y
X
N6
N1
N4
Y
Z
Percurso do
centro da
ferramenta
N4:O eixo Z
move-se p/
baixo
(1 bloco)
MEP108
Com este programa, todos os blocos até N6 podem ser lidos durante o início da compensação
baseada em N1. Assim, a unidade NC julgará a relação entre N1 e N6, executando
corretamente a operação de compensação como mostrado no diagrama acima.
Um programa de amostra, no qual o bloco N4 no programa mostrado acima foi separado em
duas partes, é exibido abaixo.
N1 G91 G00 G41 X500. Y500. D1
N2 S1000
N3 M3
N4 Z–250.
N5 G01 Z–50. F1
N6 Y100. F2
X X
N1
Y
N6
Z
N1
N4
N5 N6
Corte
excessivo
MEP109
Neste caso, os blocos de N2 a N5 não possuem nenhum comando correspondente ao plano
X-Y, e o bloco N6 relevante não pode ser lido durante o início da compensação baseada em N1.
Como resultado disso, a compensação será baseada apenas nas informações contidas no
bloco N1, e, assim, a unidade NC não será capaz de criar vetores de compensação durante o
início da compensação. Isto causará um corte excessivo como mostrado no diagrama acima.
Entretanto, mesmo em um caso como este, o corte excessivo pode ser evitado se um código
de comando, que move a ferramenta exatamente na mesma direção àquela existente após o
eixo Z ter se movido descendentemente, for incluído imediatamente antes do bloco de corte na
direção Z.
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-36
N1 G91 G00 G41 X500. Y400. D1
N2 Y100. S1000
N3 M3
N4 Z–250.
N5 G01 Z–50. F1
N6 Y100. F2
N1
Y
X
N6
N1
Y
Z
N6
N2
N6
N5
N2
N4
MEP110
Para o programa de amostra mostrado acima, a compensação correta é garantida uma vez que
a direção de movimento do centro da ferramenta em N2 é a mesma que em N6.
12-4-9 Verificação de interferência
1. Visão geral
Mesmo uma ferramenta cujo diâmetro tenha sido compensado pela compensação usual do
diâmetro da ferramenta baseada na pré-leitura de dois blocos pode mover-se em direção à
peça de trabalho para cortá-la. Este status é referido como interferência e uma função para a
prevenção de tal interferência é referida como checagem de interferência.
Os dois tipos de checagem de interferência a seguir são fornecidos e sua seleção deve ser
feita usando o bit 5 do parâmetro F92.
Função Parâmetro Operação
Checagem de
interferência e
alarme
Checagem de interferência
e prevenção desligada
O sistema parará, com um erro de programa
ocorrendo antes da execução do bloco de corte.
Checagem de
interferência e
prevenção
Checagem de interferência
e prevenção ligada
O percurso é mudado para evitar que o corte
ocorra.
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-37
Exemplo:
(G41)
N1 G90 G1 X–50. Y–100.
N2 X–70. Y–100.
N3 X–120. Y0
N1 N3
N2
Percurso de prevenção de interferência
Diâmetro externo da ferramenta
Corte por N2
Corte por N2
MEP111
- Para a função de alarme
Um alarme ocorre antes que N1 seja executado. Portanto, a usinagem pode ser processada,
atualizando-se o programa como, por exemplo,
N1 G90 G1 X–20. Y–40.
empregando a função de correção de buffer.
- Para a função de prevenção
Vetores de prevenção de interferência são gerados pelo cálculo do pto. de interseção N1/N3.
MEP112
[1]
[2]
+
[3]’ [4]’
[1]’
[4]
N3
N2
N1
[3]
[2]’
Checagem do vetor [1] [4]' ? Sem interferência
?
Checagem do vetor [2] [3]' ? Sem interferência
?
Checagem do vetor [3] [2]' ? Interferência ? Exclusão do vetor [3] [2]' ? Exclusão do
vetor [4] [1]'
O processo acima é realizado para deixar os vetores [1] [2] [3]' e [4]' como efetivos.
Conseqüentemente, a rota que conecta os vetores [1] [2] [3]' e [4] é tomada como um percurso
alternativo para a prevenção de interferência.
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-38
2. Descrição detalhada
A. Caso onde a interferência é considerada como ocorrendo
Quando comandos de mov. estiverem presentes em três dos cinco blocos de comandos a
serem pré-lidos, a interferência será considerada como ocorrendo, se os vetores de cálculo da
compensação nas conexões de bloco dos comandos de movimento individual
interceptarem-se.
MEP113N2
N3 N1
r
Percurso do centro
da ferramenta
Percurso
programado
Interseção dos
vetores
B. Casos onde a checagem de interferência não pode ser executada
- Quando a pré-leitura de três blocos de comandos de movimento dos cinco blocos a serem
pré-lidos não é possível (uma vez que os três blocos não contêm comandos de movimento).
- Quando o quarto bloco e o bloco subseqüente de comandos de mov. interferem entre si.
N1
N2
N3 N4
N5
N6
A interferência não pode ser
checada.
Percurso programado
Percurso do centro da
ferramenta
MEP114
C. Movimentos durante a prevenção da interferência
A seguir, são mostrados movs. que ocorrem quando a prevenção da interferência é fornecida:
MEP115
N2
N3 N1
Percurso
programado
Percurso do centro da ferramenta
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-39
MEP116
N3
N2
N1
N3
N2
N1 r
r
Percurso do centro da ferramenta com interferência previnida
Percurso do centro da ferramenta sem checagem de
interferência
Percurso programado
Vetor indicado por linha sólida: Válido
Vetor indicado por linha pontilhada: Inválido
Percurso programado
Movimento linear
Centro do arco
Percurso do centro da ferramenta
com interferência previnida
Percurso do centro da ferramenta
sem checagem de interferência
N3
N2
N2
N4
r2
r1
r1
r2
N1
N1
N3
Vetor de prevenção
Vetor de
prevenção
Percurso do centro da ferramenta
Percurso programado
Percurso programado
Vetor de
prevenção 1
Vetor de
prevenção 2 Percurso do centro da ferramenta 2
Percurso do centro da ferramenta 1
Quando todos os vetores
lineares de prevenção de
interferência tiverem sido
apagados, um novo vetor de
prevenção é feito, como
mostrado à direita. Assim, a
interferência é prevenida.
MEP117
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-40
No diagrama mostrado abaixo, parte da ranhura não é usinada:
Percurso programado
Percurso do centro
da ferramenta
Percurso de prevenção de
interferência
MEP118
3. Alarme de interferência
Os casos em que um alarme de interferência 837 ERRO NA INTERFER. EM G41/G42 ocorre
são listados abaixo.
Quando a checagem da interferência e alarme são selecionados
1) Se todos os vetores no ponto final do bloco corrente forem apagados:
Antes da execução de N1, um erro de programa ocorrerá se todos os vetores de 1 a 4 no
ponto final do bloco N1 forem apagados como mostrado no diagrama abaixo.
N3
4
2, 3
1
N1
N2
MEP119
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-41
Quando a checagem da interferência e prevenção foremselecionadas
2) Se todos os vetores no ponto final do bloco corrente forem apagados, mas um(nenhum
dos) vetor(es) efetivo(s) permanecer(em) no ponto final do próximo bloco:
- Para o diagrama mostrado abaixo, a verificação de interferência em N2 apagará todos os
vetores existentes no ponto final de N2, mas deixará efetivos os vetores no ponto final de
N3.
Neste momento, um erro de programa ocorrerá no ponto final de N1.
N1
2 1
4 3
N4
N3
N2
Parada de alarme
MEP120
- Para o diagrama mostrado abaixo, a direção de movimento torna-se oposta em N2.
Neste momento, um erro de programa ocorrerá antes da execução de N1.
N1
N2 N3
N4
1, 2, 3, 4
MEP121
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-42
3) Quando vetores de prevenção não podem ser gerados:
Vetores de prevenção podem não ser gerados mesmo quando as condições para gerá-los
forem satisfeitas. Ou mesmo após a geração, os vetores de prevenção podem interferir
com N3.
Portanto, um erro de programa ocorrerá no ponto final de N1 se a interseção destes
vetores forem em ângulos de 90 graus ou maiores.
MEP122
?
N1 N1
N2 N2
N3
N3
N4
N4
Parada de
alarme
Parada de
alarme
? : Ângulo de interseção
4) Quando a direção de movimento após a compensação da ferramenta for oposta à direção
do programa:
Para um programa de usinagem de ranhuras mais estreitas que o diâmetro da ferramenta,
que se estendem em paralelo ou em declive, uma interferência pode ser considerada
como estar ocorrendo, mesmo se ela não estiver realmente ocorrendo.
Parada
Percurso programado
Percurso do centro da ferramenta
MEP123
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-43
12-5 Compensação Tridimensional do Diâmetro da Ferramenta (Opcional)
A compensação tridimensional do diâmetro da ferr. é executada para compensar uma ferr. no
espaço tridimensional, de acordo com os vetores tridimensionais previamente designados.
12-5-1 Descrição da função
MEP124
Raio da ferramenta r Z (K)
Y (J)
X (I)
Ferramenta
Coordenadas do centro
da ferramenta
(x’, y’, z’) (I, J, K) Vetor do plano normal
Vetor de compensação
tridimensional
Peça de
trabalho
Coordenadas do
programa
(x, y, z)
Como mostrado no diagrama acima, a ferramenta é movida através do raio da ferramenta r na
direção vetorial (I, J, K) do plano normal a partir das coordenadas do programa (x, y, z) até as
coordenadas compensadas do centro da ferramenta (x’, y’, z’). Além disso, diferentemente da
compensação bidimensional do diâmetro da ferramenta que gera vetores perpendiculares à
direção de (I, J, K), a compensação tridimensional do diâmetro da ferramenta gera vetores na
direção de (I, J, K). (Os vetores são gerados no ponto final daquele bloco.) As componentes
dos eixos dos vetores de compensação tridimensional tornam-se:
I2 + J2 + K2
I
Hx = ? r
I2 + J2 + K2
J
Hy = ? r
I2 + J2 + K2
K
Hz = ? r
Assim, as coordenadas do centro da ferramenta (x’, y’, z’) são expressas como
x’ = x + Hx
y’ = y + Hy
z’ = z + Hz
onde (x, y, z) denotam as coordenadas do programa.
Nota 1: Os vetores tridimensionais (Hx, Hy, Hz) referem-se aos vetores do plano normal, que
são idênticos em direção aos vetores (I, J, K) do plano normal e que têm uma
dimensão de r (raio da ferramenta).
Nota 2: Se o parâmetro F11 for configurado para um valor diferente de 0, o valor de F11 será
usado como I2 + J2 + K2
.
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-44
12-5-2 Métodos de programação
1. Códigos G e suas funções
Parâmetro e característica
Código G
Curso positivo de compensação Curso negativo de compensação Nr. de compens. D00
G40
Para cancelar a compensação
tridimensional do diâm. da ferram.
Para cancelar Para cancelar
G41 Para compensar na direção (I, J, K) P/ compensar na direção oposta a (I, J, K) Para cancelar
G42
Para compensar na direção oposta
a (I, J, K)
Para compensar na direção (I, J, K) Para cancelar
2. Dados de compensação
- Para o raio da ferramenta r que deve ser compensado, o número de compensação sob o qual
aquela medida de compensação foi registrada deve ser selecionado usando D.
O número máximo disponível de grupos de números de compensação é:
Padrão: 128 grupos: D1 a D128
Opcional: 512 grupos: D1 a D512 (máximo)
3. Espaço no qual a compensação deve ser realizada
O espaço no qual a compensação deve ser realizada é determinado pelos comandos de
endereço de eixo (X, Y, Z, U, V, W) que estão contidos no bloco inicial da compensação
tridimensional do diâmetro da ferramenta. Quando os eixos U, V e W são tomados como eixos
adicionais aos eixos X, Y e Z, respectivamente, a prioridade será dada ao eixo X, Y, ou Z se o
eixo X e o eixo U (ou Y e V, ou Z e W) forem selecionados ao mesmo tempo. Os eixos de
coordenadas que não foram endereçados serão interpretados como o eixo X, o eixo Y e o eixo
Z, respectivamente.
Exemplo: G41 Xx1 Yy1 Zz1 Ii1 Jj1 Kk1 espaço XYZ
G41 Yy2 Ii2 Jj2 Kk2 espaço XYZ
G41 Xx3 Vv3 Zz3 Ii3 Kk3 espaço XVZ
G41 Ww4 Ii4 Jj4 Kk4 espaço XYW
4. Iniciando uma operação de compensação tridimensional do diâmetro da ferramenta
O número de compensação D e os vetores (I, J, K) do plano normal devem ser configurados no
mesmo bloco que contém o código de comando de compensação tridimensional do diâmetro
da ferramenta G41 (ou G42). Neste caso, (I, J, K) devem ser configurados para cada um dos
eixos X, Y e Z. Se a configuração deste vetor não estiver completa (configuração de zero para I,
J ou K estiver efetiva), o modo compensação do diâmetro da ferramenta usual será configurado.
Entretanto, se a máquina não possuir a função compensação tridimensional do diâmetro da
ferramenta, um alarme 838 OPÇÃO OFFSET 3D NÃO ENCONTRADA ocorrerá.
G41 (G42) Xx1 Yy1 Zz1 Ii1 Jj1 Kk1 Dd1
G41 (G42) : Comando de compensação tridimensional do diâmetro da ferramenta
X, Y, Z : Comando p/ mover cada eixo e determinar um espaço de compensação
I, J, K : Para indicar a direção de compensação em vetores do plano normal
D : Número de compensação
Use o modo G00 ou G01 para iniciar a operação de compensação tridimensional do diâmetro
da ferramenta. O uso do modo G02 ou G03 resulta em um alarme 835 ERRO NO FORMATO
G41, G42.
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-45
Exemplo 1: Se comandos de movimento estão presentes:
MEP125
G41 Xx1 Yy1 Zz1 Ii1 Jj1 Kk1 Dd1
Percurso programado
Percurso do centro da ferramenta
Ponto inicial
Vetor de compensação
tridimensional
Exemplo 2: Se comandos de movimento não estão presentes:
MEP126
G41 Ii2 Jj2 Kk2 Dd2
Percurso do centro da
ferramenta
Vetor de
compensação
tridimensional
Ponto inicial
5. Durante a compensação tridimensional do diâmetro da ferramenta
Configure os comandos de movimento e os comandos dos novos vetores do plano normal
como a seguir:
Xx3 Yy3 Zz3 Ii3 Jj3 Kk3
Exemplo 1: Se comandos de movimento e comandos de vetor do plano normal estiverem
presentes:
Xx3 Yy3 Zz3 Ii3 Jj3 Kk3
Ponto inicial
Percurso programado
Novo vetor
Percurso do centro da ferramenta
Vetor antigo
MEP127
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-46
Exemplo 2: Se comandos de vetor do plano normal não estão presentes:
O novo vetor é o mesmo que o vetor antigo.
Xx4 Yy4 Zz4
Ponto inicial
Percurso programado
Vetor novo
Percurso do centro da ferramenta
Vetor antigo
MEP128
Exemplo 3: Para usinagem de arco ou helicoidal:
O novo vetor é o mesmo que o vetor antigo.
ou
G02 Xx5 Yy5 (Zz5) Rr0 (arco com raio selecionado).
G02 Xx5 Yy5 (Zz5) Ii0 Jj0 I e J(K) representam o centro de um arco.
MEP129
Percurso do centro da ferramenta
Percurso programado
Ponto inicial
Vetor antigo
Vetor novo
O arco desloca-se através da dimensão do vetor.
Exemplo 4: Para mudar os dados de compensação:
Configure o número de compensação D no mesmo bloco como aquele do
comando de compensação tridimensional do diâmetro da ferramenta G41ou
G42. Use o modo G00 ou G01 para alterar os dados de compensação. O uso do
modo arco resulta em 835 ERRO NO FORMATO G41, G42.
Ponto inicial Percurso programado
Vetor novo
Percurso do centro da ferramenta
Vetor antigo
G41 Xx0 Yy0 Zz0 Ii0 Jj0 Kk0 Dd1
G41 Xx6 Yy6 Zz6 Ii6 Jj6 Kk6 Dd2
MEP130
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-47
Exemplo 5: Para alterar a direção de compensação:
G41 Xx0 Yy0 Zz0 Ii0 Jj0 Kk0 Dd1
G42 Xx0 Yy0 Zz0 Ii0 Jj0 Kk0
Percurso do centro da ferramenta
Percurso programado
Vetor novo Ponto inicial
Vetor antigo
MEP131
Use o modo G00 ou G01 para alterar a direção de compensação. O uso do modo arco resulta
em um alarme 835 ERRO NO FORMATO G41, G42.
6. Cancelando a operação de compensação tridimensional do diâmetro da ferramenta
Faça o programa a seguir:
G40 Xx7 Yy7 Zz7
Use o modo G00 ou G01 para cancelar a compensação tridimensional do diâmetro da
ferramenta. O uso do modo G02 ou G03 resulta no alarme 835 ERRO NO FORMATO G41,
G42
Exemplo 1: Se comandos de movimento estão presentes:
G40 Xx7 Yy7 Zz7
Ponto inicial
Percurso do centro da ferramenta
Vetor antigo
Percurso
programado
Ponto final
MEP132
Exemplo 2: Se comandos de movimento não estão presentes:
G40 (ou D00)
Percurso programado
Vetor antigo Percurso do centro da
ferramenta
MEP133
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-48
12-5-3 Correlações com outras funções
1. Compensação do diâmetro da ferramenta
O modo compensação do diâmetro da ferramenta usual será selecionado se a
configuração dos vetores (I, J, K) do plano normal no bloco inicial da compensação
tridimensional do diâmetro da ferramenta não for feita para cada um dos eixos X, Y e Z.
2. Compensação do comprimento da ferramenta
A compensação do comprimento da ferramenta é realizada de acordo com as coords.
existentes após a execução da compensação tridimensional do diâmetro da ferramenta.
3. Compensação da posição da ferramenta
A compensação da posição da ferramenta é realizada de acordo com as coordenadas
existentes após a execução da compensação tridimensional do diâmetro da ferramenta.
4. A seleção de operação de ciclo fixo resulta em um alarme 901 COMANDO CICLO FIXO
INCORRETO.
5. Ajuste de escala
A compensação tridimensional do diâmetro da ferramenta é realizada de acordo com as
coordenadas existentes após a execução do ajuste de escala.
6. Checagem da posição home (Home position) (G27)
Os dados de compensação correntes não são cancelados.
12-5-4 Notas miscelâneas sobre a compensação tridimensional do diâm. da ferr.
1. Apesar de poderem ser usados para selecionar números de compensação, os comandos
de códigos D serão válidos somente após o comando G41 ou G42 ter sido configurado. Se
um comando de cód. D não está presente, o comando de cód. D anterior torna-se válido.
2. Use o modo G00 ou G01 para alterar o modo compensação, a direção de compensação
ou os dados de compensação. Um alarme 835 ERRO NO FORMATO G41, G42 ocorrerá
se uma tentativa for feita para executar estas mudanças em um modo arco.
3. Durante o modo compensação tridimensional do diâmetro da ferramenta usando um
espaço, a compensação tridimensional do diâmetro da ferramenta não pode ser feita
usando qualquer outro espaço. O código de comando de cancelamento (G40 ou D00)
deve ser executado para selecionar qualquer outro espaço de compensação.
Exemplo:
G41 X_ Y_ Z_ I_ J_ K_ P/ iniciar a compensação em espaços de X, Y e Z
G41 U_ Y_ Z_ I_ J_ K_ Para compensar em espaços de X, Y e Z
enquanto o eixo U move-se segundo o valor do
comando
4. A seleção de um número de compensação que caia fora da faixa de 1 a 128 (para
especificações de máquinas padrão) ou de 1 a 512 (para especificações de máquinas
opcionais) resulta em um alarme 839 No. OFFSET ILEGAL
5. Apenas os códigos de comando G40 ou D00 podem ser usados para cancelar a
compensação tridimensional do diâmetro da ferramenta. O cancelamento não é possível
usando a tecla reset (reconfigurar) do NC ou as funções externas de reconfiguração.
6. Um erro de programa resultará se a dimensão vetorial especificada por (I, J, K), ou seja
I2 + J2 + K2, for extrapolada.
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-49
12-6 Configuração de Dados Programados: G10
1. Função e propósito
O comando G10 permite que os dados de compens. da ferram., os dados de compensação do
programa e os dados de parâmetros sejam configurados ou modificados no curso do programa.
2. Formatos da programação
A. Programando compensações da peça de trabalho
- Formato de programação para os dados da origem da peça de trabalho
G10 L2 P_ X_ Y_ Z_? _ (? : Eixo adicional)
P: 0.....Mudança de coordenada (Característica adicionada)
1.....G54
2.....G55
3.....G56
4.....G57
5.....G58
6.....G59
Dados de comandos P diferentes daqueles listados acima são tratados como P = 1.
Se a configuração de um comando P for omitida, as compensações da peça de trabalho
serão tratadas como as efetivamente correntes.
- Formato de programação para os dados adicionais da origem da peça de trabalho (opcional)
G10 L20 P_ X_ Y_ Z_? _ (? : Eixo adicional)
P1: G54.1 P1
P2: G54.1 P2
P299: G54.1 P299
P300: G54.1 P300
As faixas de configuração dos dados nos endereços de eixo são como segue:
Métrico Polegada
Eixo linear ±99999.9999 mm ±9999.99999 in.
Eixo de rotação ±99999.9999° ±99999.9999°
B. Programando compensações da ferramenta
- Formato de programação para os dados de compensação da ferramenta do Tipo A
G10 L10 P_R_
P: Número de compensação
R: Medida de compensação
- Formato de programação para os dados de compensação da ferramenta do Tipo B
G10 L10 P_R_ Compensação da geometria relativa ao comprimento
G10 L11 P_R_ Compensação do desgaste relativa ao comprimento
G10 L12 P_R_ Compensação da geometria relativa ao diâmetro
G10 L13 P_R_ Compensação do desgaste relativa ao diâmetro
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-50
As faixas de configuração p/ programar dados de compensação da ferramenta são c/o segue:
Número da compensação (P):
1 a 128 ou 512 (de acordo com o número de grupos de dados disponíveis)
Medida da compensação (R):
Métrico Polegada
COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA Tipo A ±1999.9999 mm ±84.50000 in.
COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA Tipo B
Comprimento Geometria
±1999.9999 mm ±84.50000 in.
COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA Tipo B
Comprimento Desgaste
±99.9999 mm ±9.99999 in.
COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA Tipo B
Diâmetro Geometria
±999.9999 mm ±84.50000 in.
COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA Tipo B
Diâmetro Desgaste
±9.9999 mm ±0.99999 in.
C. Programando os dados de parâmetro
G10 L50 ............... ATIVA modo ajuste de dados
N_P_R_
N_R_
G11 .................... CANCELA modo ajuste de dados
N: Número do parâmetro
P: Número do eixo (para parâmetro tipo eixo)
R: Dados do parâmetro
Especifique os parâmetros com o endereço N, como indicado abaixo:
Parâmetro N: Número P: Número do eixo
A 1 a 200 1001 a 1200 —
B 1 a 200 2001 a 2200 —
C 1 a 200 3001 a 3200 —
D 1 a 144 4001 a 4144 —
E 1 a 144 5001 a 5144 —
F 1 a 168 (47 a 66 excluídos) 6001 a 6168 —
I 1 a 24 9001 a 9024 1 a 16
J 1 a 144 10001 a 10144 —
K 1 a 144 11001 a 11144 —
L 1 a 144 12001 a 12144 —
M 1 a 48 13001 a 13048 1 a 16
N 1 a 48 14001 a 14048 1 a 16
P 1 a 5 150001 a 150005 1 a 16
# 0 a 4095 150100 a 154195 1 a 16
S 1 a 48 16001 a 16048 1 a 16
SV 1 a 384 17001 a 17384 1 a 16
SP 1 a 256 18001 a 18256 1 a 8
SA 1 a 144 19001 a 19144 1 a 8
BA 1 a 132 20001 a 20132 —
TC 1 a 154 21001 a 21154 —
SU 1 a 168 22001 a 22168 —
SD 1 a 168 23001 a 23168 —
Nota: Para as faixas de configuração dos dados do parâm., refira-se à Lista de Parâmetros.
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-51
3. Descrição detalhada
A. Entrada de dados da origem da peça de trabalho
1. O comando G10 não está associadocom mov.. Entretanto, não use este comando no
mesmo bloco c/ um comando de códs. G diferente de: G21, G22, G54 a G59, G90 e G91.
2. Não use o comando G10 no mesmo bloco c/ um comando de ciclo fixo ou c/ um comando
de chamada de subprogr.. Isto causará funcionamento incorreto ou erro de programa.
3. Independentemente do tipo de compens. da peça de trab. (G54 - G59 e G54.1), os dados
dos endereços de eixo têm que se referir à origem do sist. fundam. de coords da máquina.
4. Dependendo do modo entrada de dados — absoluto (G90) ou incremental (G91) — os
dados designados serão sobrepostos ou adicionados aos dados existentes.
5. De fato, comandos de códigos L e comandos de códigos P podem ser omitidos, mas, ao
omiti-los, tenha em mente o seguinte:
1) Omita os comandos de códigos L e os comandos de códigos P somente quando
Os dados de eixo devem referir-se ao sist. de coords. que foi selecionado por último.
2) O comando de códigos L somente pode ser omitido quando os dados do eixo em
questão referem-se a um sistema de coordenadas do mesmo tipo (em termos de
código L: L2 ou L20) que o último sistema de coordenadas selecionado; dê um
comando P em um caso como este, como a seguir:
- Configure um número inteiro de 0 a 6 com o endereço P para especificar os dados
de mudança de coordenadas ou um dos sistemas de coordenadas de G54 a G59.
- Configure um número inteiro de 1 a 48 com o endereço P para especificar um dos
sistemas adicionais de coordenadas da peça de trabalho de G54.1.
3) Se somente o comando de códigos P for omitido:
Um alarme ocorrerá caso o valor de L não for compatível com o último sistema de
coordenadas selecionado.
6. Dados de eixo sem ponto decimal podem ser introduzidos na faixa de –99999999 a
+99999999. A config. de dados neste momento depende da unidade de entrada de dados.
Exemplo: G10 L2 P1 X–100. Y–1000 Z–100 B–1000
O comando acima configura os seguintes dados:
Sistema métrico X –100. Y –1. Z –0.1 B –1.
Sistema métrico (até 4 casas decimais) X –100. Y –0.1 Z –0.01 B –0.1
Sistema em pol. X –100. Y –0.1 Z –0.01 B –1.
Sistema em pol. (até 5 casas decimais) X –100. Y –0.01 Z –0.001 B –0.1
7. Os dados da origem atualizados por um comando G10 não são indicados da mesma
maneira que são indicados na tela de DESLOCA PEÇA até que esta tela tenha sido
selecionada novamente.
8. Configurando um valor ilegal de código L causará um alarme.
9. Configurando um valor ilegal de código P causará um alarme.
10. Configurando um valor ilegal de eixo causará um alarme.
11. O comando G10 é inválido (ou é pulado) durante a verificação do percurso da ferramenta.
B. Entrada de dados de compensação da ferramenta
1. O comando G10 não está associado com mov.. Entretanto, não use este comando no
mesmo bloco c/ um comando de cód. G diferente de: G21, G22, G54 a G59, G90 e G91.
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-52
2. Não use o comando G10 no mesmo bloco com um comando de ciclo fixo ou com um
comando de chamada de subprograma. Isto causará um mau funcionamento ou um erro
de programa.
3. Dependendo do modo entrada de dados — absoluto (G90) ou incremental (G91) — os
dados designados serão sobrepostos ou adicionados aos dados existentes.
4. Dados de compensação (R) sem ponto decimal podem ser entrados na faixa de –999999
a +999999 para compensação de geometria, ou na faixa de –99999 a +99999 para
compensação do desgaste. As configurações de dados neste momento dependem da
unidade de entrada de dados.
Exemplo: G10 L10 P1 R1000
O comando acima configura os seguintes dados:
Sistema métrico 1.
Sistema métrico (até 4 casas decimais) 0.1
Sistema em pol. 0.1
Sistema em pol. (até 5 casas decimais.) 0.01
5. Os dados da compensação atualizados por um comando G10 não são indicados da
mesma maneira que são indicados na tela OFFSET FERRAMEN até que esta tela seja
selecionada novamente.
6. Configurar um valor ilegal de código L causará um alarme.
7. Um comando de “G10 P_ R_” sem um código L também está disponível para a entrada de
dados de compensação da ferramenta.
8. Configurar um valor ilegal de código P causará um alarme.
9. Configurar um valor ilegal de compensação (R) causará um alarme.
10. O comando G10 é inválido (ou é pulado) durante a checagem do percurso da ferramenta.
C. Entrada de dados de parâmetro
1. O comando G10 não está associado com movimento. Entretanto, não use este comando
no mesmo bloco com um comando de códigos G diferente de: G21, G22, G54 a G59, G90
e G91.
2. Não use o comando G10 no mesmo bloco com um comando de ciclo fixo ou com um
comando de chamada de subprograma. Isto causará um mau funcionamento ou um erro
de programa.
3. Outras instruções ao NC não devem ser dadas no modo entrada de parâmetro.
4. Nenhum número de seqüência deve ser designado com o endereço N no modo entrada de
parâmetro.
5. Independentemente do modo entrada de dados — absoluto (G90) ou incremental (G91) —
os dados designados serão sobrepostos ao parâmetro existente. Além disso, descreva
todos os dados em números decimais (portanto, dados do tipo hexadecimal ou do tipo
dígito binário devem ser convertidos).
Exemplo: Para transformar um dado do tipo dígito binário de 00110110 para 00110111:
Como (00110111)2 = (55)10 [um número binário de 00110111 corresponde a
“55” em notação decimal], configure 55 com o endereço R.
6. Todas as casas decimais, mesmo se entradas, são ignoradas.
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-53
7. Alguns parâmetros específicos do tipo dígito binário (bit) requerem a seleção de um
parâmetro de múltiplos dígitos binários. Para o parâmetro mostrado como exemplo abaixo,
configure os dados que transformam em somente um dos bits de 2 a 5.
Exemplo: Parâmetro K107
bit 7 6 5 4 3 2 1 0
Filtro de vel. em forma de S 7.1 ms
Filtro de vel. em forma de S 14.2 ms
Filtro de vel. em forma de S 28.4 ms
Filtro de vel. em forma de S 56.8 ms
Configurando “1” para os bits 2 e 3, por exemplo, pode não tornar válido um filtro de vel. de 21.3 ms (= 7.1 + 14.2).
8. Os dados de parâmetro atualizados por um comando G10 L50 não são tornados válidos
até a execução de um comando G11.
9. Os dados de parâmetro atualizados por um comando G10 L50 não são indicados como
eles são na tela de PARAMETR até que esta tela seja selecionada novamente.
10. Configurando um valor ilegal de código L causará um alarme.
11. Configurando um valor ilegal de código N (Número do parâmetro) causará um alarme.
12. A omissão do código P para um parâmetro tipo eixo causará um alarme.
13. Configurando um valor ilegal de parâmetro com o endereço R causará um alarme.
14. O comando G10 é inválido (ou é pulado) durante a verificação do percurso da ferramenta.
4. Programas de amostra
A. Entrando com dados de compensação da ferramenta a partir de fita
G10L10P10R–12345 G10L10P05R98765 G10L10P40R2468
H10 = –12345 H05 = 98765 H40 = 2468
B. Atualizando os dados de compensação da ferramenta
Exemplo 1: Assuma que H10 já tenha sido configurado igual a -1000.
N1 G01 G90 G43 Z–100000 H10 (Z = –101000)
N2 G28 Z0
N3 G91 G10 L10 P10 R–500 (–500 é adicionado no modo G91.)
N4 G01 G90 G43 Z–100000 H10 (Z = –101500)
Exemplo 2: Assuma que H10 já tenha sido configurado igual a –1000.
Programa principal
N1 G00 X100000....................................... a
N2 #1=–1000
N3 M98 P1111L4....................................... b1, b2, b3, b4
Subprograma O1111
N1 G01 G91 G43 Z0 H10 F100 ........ c1, c2, c3, c4
N2 G01 X1000 ........................................... d1, d2, d3, d4
N3 #1=#1–1000
N4 G90 G10 L10 P10 R#1
N5 M99
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-54
1000
1000
1000
1000
1000 1000 1000 1000
c1
d1
c2
d2
c3
d3
c4
d4
(a) (b1) (b2) (b3) (b4)
Nota:
Curso de compensação final: H10 = –5000
MEP134
Exemplo 3: Os programas no Exemplo 2 acima podem ser reescritos como a seguir:Programa principal
N1 G00 X100000
N2 M98 P1111 L4
Subprograma O1111
N1 G01 G91 G43 Z0 H10 F100
N2 G01 X1000
N3 G10 L10 P10 R–1000
N4 M99
Nota: Mesmo quando o código de comando é exibido em <Próximo comando>, o número
de compensação corrente e as variáveis não permanecerão atualizados até que
aquele comando seja executado.
N1 G10 L10 P10 R–100
N2 G43 Z–10000 H10
N3 G0 X–10000 Y–10000
N4 G10 L10 P10 R–200 Executando o bloco N4 faz com que um curso
de compensação em H10 seja atualizado.
C. Atualizando os dados de compensação do sistema de coordenadas da peça de
trabalho
Assuma que os dados anteriores de compensação do sistema de coordenadas da peça de
trabalho são:
X = –10.000 Y = –10.000
N100 G00 G90 G54 X0 Y0
N101 G10 L2 P1 X–15.000 Y–15.000
N102 X0 Y0
M02
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-55
–10. –20. –X
M
N100
N101
–10.
–Y
–20.
–Y
–Y
–X
–X
(W1)
N102
W1
Sistema de
coordenadas de G54
após a mudança
Ponto zero do sistema
fundamental de coordenadas
da máquina
Sistema de coordenadas
de G54 antes da
mudança
MEP135
Nota 1: Mudanças na exibição da posição da peça de trabalho em N101
Em N101, a exibição da posição da ferramenta no sistema de coordenadas de G54
muda antes e após a atualização do sistema de coords. da peça de trabalho c/ G10.
X = 0
Y = 0
X = +5.000
Y = +5.000
Nota 2: Prepare o seguinte programa para configurar os dados de compensação do sistema
de coordenadas da peça de trabalho em G54 a G59:
G10L2P1X–10.000 Y–10.000
G10L2P2X–20.000 Y–20.000
G10L2P3X–30.000 Y–30.000
G10L2P4X–40.000 Y–40.000
G10L2P5X–50.000 Y–50.000
G10L2P6X–60.000 Y–60.000
D. Programando para usar um sistema de coordenadas da peça de trabalho como
múltiplos sistemas de coordenadas da peça de trabalho
Programa
principal
#1=–50. #2=10.
M98 P200 L5
M02
%
Subprograma
(O200)
N1 G90 G54 G10 L2 P1 X#1 Y#1
N2 G00 X0 Y0
N3 X–5. F100
N4 X0 Y–5.
N5 Y0
N6 #1=#1+#2
N7 M99
%
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-56
–Y
–10. –20. –30. –40. –50. –60. –X
M
–10.
–20.
–30.
–40.
–50.
1? ciclo
2? ciclo
3? ciclo
4? ciclo
5? ciclo
W G54''''
W G54'''
W G54''
W G54'
W G54
Ponto zero do sistema
fundamental de
coordenadas da máquina
MEP136
E. Programando para entrada de dados de parâmetro
G10L50 ATIVA Modo entrada de parâmetro
N4017R10 D17 é configurado para “10”.
N6088R96 F88 é configurado para “01100000”. [ (01100000)2 = (96)10 ]
N12067R–1000 L67 é configurado para “–1000”.
N12072R67 L72 é configurado para “0x43”. [ (43)16 = (67)10 ]
N150004P1R50 Dados P4 para o 1? eixo (eixo X) são ajustados para “50”.
G11 CANCELA modo entrada de parâmetro
5. Alarmes correlatos
Nr. do alarme Mensagem do alarme Causa Solução
807 FORMATO ILEGAL
Entrada zero peça:
Um comando P é omitido em um bloco de G10 L20
(ou L2), apesar do último sistema de coordenadas
selecionado ser um dos sistemas de G54 a G59 (ou
um dos sistemas de G54.1).
Entrada de parâmetro:
Um número ilegal de parâmetro é configurado.
Reveja os dados do
programa.
809
NUMERO
INTRODUZIDO
ILEGAL
Entrada zero peça:
A faixa de configuração do nr. do sistema de
coords. ou dos dados de compensação é excedida.
Entrada de compensação da ferramenta:
A faixa de configuração dos dados de compensação
é excedida.
Entrada de parâmetro:
O nr. do eixo não é especif. p/ parâm. tipo eixo.
A faixa de configuração do número do eixo ou dos
dados do parâmetro é excedida.
Reveja os dados do
programa.
839 No. OFFSET ILEGAL
Entrada de compensação da ferramenta:
O número de compensação especificado é maior
que o número de grupos de dados disponíveis.
Corrija o nr. de compens.
conforme o nr. de grupos
de dados disponíveis.
903
NÚMERO L G10
ILEGAL
Entrada zero peça:
Um comando de G10 L20 é configurado, apesar da
função correspondente para os sistemas de
Dê um comando de
código L disponível.
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-57
coordenadas de G54.1 não ser fornecida.
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-58
12-7 Compensação da Ferramenta Baseada nos Dados da Ferr. MAZATROL
A seleção de parâmetro permite compensar tanto o compr. da ferramenta como o diâmetro da
ferramenta usando os dados da ferr. MAZATROL (dados do diâmetro e do compr. da ferram.).
12-7-1 Parâmetros de seleção
Com os parâms. a seguir, escolha se os dados da ferr. MAZATROL devem ou não ser usados:
Bit 7 de F92 = 1: A compensação do diâmetro da ferramenta usa os dados ACT-? da
ferramenta MAZATROL (dados do diâmetro da ferramenta).
Bit 3 de F93 = 1: A compensação do comprimento da ferramenta usa os dados COMPR. da
ferramenta MAZATROL (dados do comprimento da ferramenta).
Bit 2 de F94 = 1: A compensação do comprimento da ferramenta usando os dados da
ferramenta MAZATROL é impedida de ser cancelada através de um
comando de retorno ao ponto de referência.
Bit 7 de F94 = 1: A compensação da ferramenta usa os dados ACT-? CO NO. e No. COMP.
COMPRI. da ferramenta MAZATROL.
(Configure o bit 7 de F94 para 0, para usar os dados armazenados na tela
OFFSET FERRAMEN.)
1. Compensação do comprimento da ferramenta
Parâmetro
Itens de dados usados Bit 3
F93
Bit
7
F94
Formato de
programação
Observações
OFFSET FERRAMEN Nr. de compens da ferr. 0 0 G43/G44 H_
COMPR. T_
COMPR. + No. OFFSET
ou
COMPR. + COMP. COMPRI.
1 1
T_ + H_
- Cancelar a compensação do
comprimento não é necessário p a
troca de ferramenta.
- G43 não é necessário.
DADOS DE
FERRAMEN
(MAZATROL)
No. OFFSET ou
COMP. COMPRI
0 1 G43/G44 H_
Cancelar a compens. do compr. é
necessário p/ a troca de ferram.[*]
OFFSET FERRAMEN +
DADOS DE
FERRAMEN
Número de compensação da
ferramenta + COMPR. 1 0
(G43/G44 H_)
+ (T_)
Cancelar a compens. do compr. é
necessário p/ a troca de ferram. [*]
[*] Método de cancelamento - Configure G49 antes do comando de troca de ferramenta.
- Configure G28/G30 antes do comando de troca de ferramenta. (quando o bit 2 de F94 = 0).
2. Compensação do diâmetro da ferramenta
Parâmetro
Itens de dados usados F92
bit 7
F94
bit 7
Formato de programação
OFFSET FERRAMEN Nr. de compensação da
ferramenta
0 0 G41/G42 D_
ACT-? + ACT-? CO. ou
ACT-? + No. OFFSET
1 1 G41/G42 T_ DADOS DE FERRAMEN
(MAZATROL)
ACT-? CO. ou No. OFFSET. 0 1 G41/G42 T_
OFFSET FERRAMEN +
DADOS DE FERRAMEN
Número de compensação da
ferramenta + ACT-?
1 0 G41/G42 D_ + T_
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-59
12-7-2 Compensação do comprimento da ferramenta
1. Função e propósito
Mesmo quando os dados de compensação não são programados, a compensação do
comprimento da ferramenta será realizada de acordo com os dados COMPR. da ferramenta
MAZATROL que correspondem ao número da ferramenta designada.
2. Configuração de parâmetro
Configure tanto o bit 3 do parâmetro F93 como o bit 2 do parâmetro F94 para 1.
3. Descrição detalhada
1. A compensação do comprimento da ferramenta é automaticamente realizada, mas seu
momento e método diferem como segue:
- Após um comando de troca de ferramenta ter sido designado, a compensação é
realizada de acordo com os dados COMPR. da ferramenta montada no spindle. (Um
código de comando de troca de ferramenta deve ser configurado no programa antes que
a compensação do comprimento da ferramenta possa ser feita.)
- Após o comando G43 ter sido configurado, a compensação é executada de acordo com
os dados COMPR. da ferramenta montada no spindle.
2. A compensação do comprimento da ferramenta é cancelada nos seguintes casos:
- Quando um comando p/ troca de ferramenta com alguma outra ferramenta for executado
- Quando M02 ou M30 for executado
- Quando a tecla reset for pressionada
- Quando o comando G49 for designado
- Quando um comando de retorno ao pt. de ref. for executado c/ o bit 2= 0 do parâm. F94
3. A compensação do comprimento da ferramenta torna-se válida para o bloco adiante que
primeiro envolve o movimento do eixo Z após a troca da ferramenta.
4. Se esta função de compensação for usada com um comando G43 H, a compensação
usará como seus dados de compens. a soma total dos dados COMPR. da ferr.
MAZATROL e a medida de compensação especificada pelo comando G43 H (ou G44 H).
Nota 1: Configure G43 H0 se a compensação do compr. da ferr. deve ser feita usando um
comando G43 H e apenas a medida de compensação especificada por H deve ser
cancelada.
Nota 2: Com um comando G44, a compensação do comprimento da ferramenta baseada nos
dados da ferramenta MAZATROL não é realizada.
Nota 3: A operação de reinício deve começar a partir de uma posição anterior a um código de
comando G43 ou a partir de uma posição anterior a um código de comando de troca
de ferramenta. Mesmo quando o spindle tem uma ferramenta montada, G43 ou o
comando de troca de ferramenta deve ser executado antes que a compensação
baseada nos dados da ferramenta MAZATROL possa ocorrer.
Nota 4: A compensação falhará se os dados de COMPR. registrados da ferramenta
MAZATROL não estiverem presentes.
Nota 5: Em um programa EIA/ISO, para executar operações de compensação do
comprimento da ferramenta usando os dados do comprimento da ferramenta
incluídos nos dados da ferramenta MAZATROL, torna-se necessário configurar os
dados no parâmetro de validação para os dados do comprimento da ferramenta dos
dados da ferramenta MAZATROL e inserir um bloco de comando de códigos T e M
de troca de ferramenta. Deve ser observado que o bloco de comando de troca de
ferramenta não pode ser omitido, particularmente, nos seguintes casos:
- Durante a operação automática, se a primeira ferramenta a ser usada já tiver sido
montada no spindle.
- Durante a chamada de um programa EIA/ISO como um subprograma do programa
principal MAZATROL, se a ferramenta a ser usada imediatamente antes da
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-60
chamada do subprograma é a mesma que aquela que deve ser designada naquele
subprograma como a primeira ferramenta a ser usada.
4. Programas de amostra
Valores de compensação:
(COMPR. = 95.)
N001 G90 G94 G00 G40 G80
N002 G91 G28 Z0
N003 T01 T00 M06
N004 G90 G54 X-100. Y0
N005 G0 Z5.
N006 G01 Z-50. F100
Ponto zero da máquina
Coordenada Z da
peça de trabalho
(G54)
Ponto zero da peça
de trabalho
T01: COMPR.
=95.
+5.00
Medida de compens. do
comprimento =100.
BA62
12-7-3 Compensação do diâmetro da ferramenta
1. Função e propósito
A compensação do diâmetro da ferramenta através de um comando G41 ou G42 usa os dados
ACT-? da ferramenta MAZATROL como as medidas de compensação.
2. Configuração do parâmetro
Configure o bit 7 do parâmetro F92 para 1.
3. Descrição detalhada
- A compensação do diâm. da ferramenta usa como suas medidas de compensação os dados
do diâm. da ferr. que estiver montada no spindle no momento da designação de G41/G42.
- A compensação do diâmetro da ferramenta é cancelada através de G40.
- Se a função compensação do diâmetro da ferramenta for usada com um comando D, o total
da soma dos dados indicado pelos número de compensação (D) e o raio da ferramenta
correspondente serão usados como dados de compensação.
Nota 1: A ferramenta usada deve ser montada no spindle antes de se reiniciar o programa.
Nota 2: A compensação baseada nos dados do diâmetro da ferramenta não ocorrerá caso os
dados registrados do diâmetro da ferramenta MAZATROL não estiverem presentes
ou se uma ferramenta, para a qual os dados do diâmetro da ferramenta não puderem
ser introduzidos, deva ser usada.
Nota 3: Para executar as operações de compensação do diâmetro da ferramenta em um
programa EIA/ISO usando os dados do diâmetro da ferramenta incluídos nos dados
da ferramenta MAZATROL, é preciso inserir blocos de comando de troca de
ferramenta, da mesma maneira que para a compensação do comprimento da
ferramenta (refira-se à Nota 5 na subseção 12-7-2).
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-61
12-7-4 Atualização dos dados da ferramenta (durante a operação automática)
1. Função e propósito
A atualização dos dados da ferramenta permite que os dados da ferramenta MAZATROL sejam
atualizados durante a operação automática baseada em um programa EIA/ISO.
2. Configuração do parâmetro
Configure o parâmetro L57 para 1.
3. Descrição detalhada
Esta função permite que todos os dados da ferramenta, com exceção das ferramentas do
spindle, sejam atualizados durante a operação automática baseada em um programa EIA/ISO.
Parâmetro FERRAM. ? - NOM ACT-? COMPR. COMP. THP/HP VIDA TEMPO MAT. VER.
L57 = 0 Não Não Não Não Não Não Sim Sim Não Sim
L57 = 1 Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim
Nota 1: Na tabela acima, “Sim” indica que você pode atualizar os dados e “Não” indica que
você não pode atualizar os dados.
A identificação entre os programas MAZATROL e os programas EIA/ISO é feita
automaticamente, independentemente se o programa em execução é um programa
MAZATROL ou um programa EIA/ISO, bem como se ele é um programa principal ou
um subprograma.
Entretanto, se o programa principal é MAZATROL e seus subprogramas são EIA/ISO,
então, o conjunto de programas correntemente ativos é considerado como um
programa MAZATROL.
Nota 2: Um alarme 428 PROTEÇÃO DA MEMÓRIA ocorrerá se os dados da ferramenta do
spindle forem modificados durante a operação automática baseada em um programa
EIA/ISO.
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-62
12-8 Função Perfilamento (Opcional)
12-8-1 Vista geral
A função perfilamento é fornecida para controlar o eixo de rotação (eixo C) de maneira a
manter a ferramenta em uma posição normal (perpendicular) à direção do movimento no plano
XY.
Esta função opcional permite que perfis de forma-livre, como, por exemplo, a superfície de
borracha do vedador de óleo seja cortada, a fim de se obter um melhor acabamento do que
com uma fresa de topo.
- O controle do eixo C é automaticamente realizado nas conexões de blocos, para manter a
ferramenta orientada normalmente.
MEP304
Rotação no
eixo C
Eixo de rotação (Eixo C)
Ponta da ferramenta
Ferramenta
- Durante a interpolação circular, o eixo C é continuamente controlado em sincronia com o
movimento da ferramenta.
MEP305
Ferramenta
Centro do
arco
Ponta da ferramenta
Rotação no eixo C
Rotação no eixo C
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-63
12-8-2 Formato de programação
G40.1
G41.1 Xx Yy Ff
G42.1
G40.1: Cancelamento do perfilamento
G41.1: Seleção do perfilamento à esquerda (orientação normal do lado esquerdo)
G42.1: Seleção do perfilamento à direita (orientação normal do lado direito)
x: Posição no eixo X do ponto final
y: Posição no eixo Y do ponto final
f : Velocidade de avanço
Nota 1: Os códigos G40.1, G41.1 e G42.1 pertencem ao grupo 15 de códigos G.
Nota 2: O controle do perfilamento (orientação da ferramenta) somente pode ser realizado no
plano XY, independentemente do plano correntemente selecionado.
MEP306
G41.1: Perfilamento à esquerda
Eixo de rotação Eixo de rotação
Contorno
programado
Contorno
programado
Percurso da ponta da
ferramenta
G42.1: Perfilamento à direita
Percurso da ponta
da ferramenta
12-8-3 Descrição detalhada
1. Definição do ângulo do eixo C
O ângulo do eixo C com a ferramenta orientada na direção +X é definido como 0° e a rotação
no sentido anti-horário é definida como positiva (+).
MEP307
Orientação
da ferramenta Ângulo do eixo C
Direção +X 0°
Direção +Y 90°
Direção –X 180°
Direção –Y 270° (–90°)
X
Direção negativa (-)
Eixo de rotação
Definição do ângulo do eixo C
Y
90°
0° 180°
270° (–90°)
Z
Ferramenta
Direção positiva (+)
Ferramenta
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-64
2. Movimento
A. Programação
A rotação do eixo C é realizadano ponto inicial do primeiro bloco de perfilamento e, então, o
movimento do eixo X e do eixo Y é executado com a ferramenta orientada normalmente. O
sentido da rotação programada é automaticamente selecionado para o menor ângulo (? 180°).
- Seleção em um bloco de comando único
MEP308
Contorno programado
Execução de
G41.1
(x2, y2)
Ausência de movimento para N2
(x1, y1)
N3
N3
N1
Percurso da
ponta da
ferramenta
N1 G01 Xx1 Yy1 Ff1
N2 G41.1
N3 Xx2 Yy2
- Seleção em um bloco que contém comando de movimento
MEP309
Contorno programado
Execução de
G41.1
(x1, y1)
N2
N2
N1
Percurso da
ponta da
ferramenta
N1 G01 Xx1 Yy1 Ff1
N2 G41.1 Xx2 Yy2
(x2, y2)
B. Cancelamento
Após o cancelamento do perfilamento, o movimento do eixo X e do eixo Y é executado sem a
rotação do eixo C.
- Cancelamento em um bloco de comando único
MEP310
Contorno programado
Execução de G40.1
Ausência de movimento para N2
(x2, y2)
(x1, y1)
N3 N1
Percurso da
ponta da
ferramenta
N1 Xx1 Yy1
N2 G40.1
N3 Xx2 Yy2
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-65
- Cancelamento em um bloco que contém comando de movimento
MEP311
Contorno programado
Execução de G40.1
N2
(x2, y2)
(x1, y1)
N1
Percurso da
ponta da
ferramenta
N1 Xx1 Yy1
N2 G40.1 Xx2 Yy2
C. Movimento no modo perfilamento
Execução de um bloco
- Bloco de interpolação linear
A ferramenta move-se linearmente sem rotação do eixo C.
- Bloco de interpolação circular
A posição angular no eixo C é continuamente controlada em sincronia com o movimento
circular da ferramenta.
MEP312
Contorno
programado
Percurso da ponta da ferramenta
N2
(x1, y1)
Centro do
arco
(i, j)
N1 G41.1
N2 G02 Xx1 Yy1 Ii Jj
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-66
Conexão entre blocos
Sem compensação do diâmetro da ferramenta
Uma rotação independente do eixo C é realizada no fim do bloco precedente para orientar a
ferramenta na direção normal em relação ao movimento inicial do próximo bloco.
<Reta— Arco> <Arco— arco>
Contorno programado
<Reta— reta>
Percurso da ponta da ferramenta
MEP313
- Com compensação do diâmetro da ferramenta
A compensação do diâmetro da ferramenta automaticamente insere segmentos de reta para
a conexão entre blocos cujos percursos se intersecionam formando um ângulo agudo.
A função perfilamento controla o eixo C, de maneira a orientar a ferramenta de acordo com o
percurso da ferramenta compensado.
<Arco— arco>
Percurso da ponta da ferramenta
MEP314
<Reta— reta>
Contorno programado
Percurso radialmente compensado
<Reta— arco>
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-67
Sentido de rotação do eixo C nas conexões de bloco
A rotação no eixo C ocorre no sentido negativo (sentido horário) no modo G41.1 ou no sentido
positivo (anti-horário) no modo G42.1 nas conexões de bloco.
O parâmetro K2 (? : ângulo mínimo permitido de rotação do eixo C) é fornecido para suprimir a
rotação, conforme descrito abaixo.
- Sentido de rotação do eixo C nas conexões de bloco
Para G41.1: negativo (HORÁRIO) (CW)
Para G42.1: positivo (ANTI-HORÁRIO) (CCW)
- Supressão ou proibição da rotação do eixo C nas conexões de bloco
? : Ângulo de rotação requerido
? : Parâmetro K2 (ângulo mínimo permitido de rotação do eixo C)
? ? ? < ?
A rotação do eixo C é suprimida.
No modo de G41.1:
? ? ? < 180° – ?
O alarme número 147 ÂNGULO TORNEAMENTO EIXO C ocorrerá.
No modo G42.1:
180° + ? ? ? < 360° – ?
O alarme número 147 ÂNGULO TORNEAMENTO EIXO C ocorrerá.
MEP315
Alarme 147 ÂNGULO
TORNEAMENTO EIXO C
Rotação suprimida
90°
270°
0°
–?
+?
180°
180°+?
Rotação do eixo C
Nota: A rotação do eixo C é suprimida se o ângulo de rotação requerido é menor que o
parâmetro K2 ( ? ? ? < ? ).
O ângulo de rotação assim ignorado será certamente adicionado ao ângulo requerido
da próxima rotação, que, então, será realmente executada ou posteriormente
suprimida, de acordo com o resultado do acúmulo.
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-68
Ângulo em uma conexão de bloco: ? G41.1 G42.1
1. – ? < ? < + ?
270°
90°
–?
+?
0°
180°
Rotação do eixo C suprimida
Rotação do eixo C suprimida
2. + ? < ? < (180° – ? )
+?
0°
270°
90°
180° – ?
180°
Alarme 147 ÂNGULO TORNEAMENTO
EIXO C
3. (180° – ? ) ? ? ? (180° + ? )
0°
270°
90°
180° – ?
180°
180° + ?
4. (180° + ? ) ? ? ? (360° – ? )
0°
270°
90°
360° – ?
180°
180° + ?
Alarme 147 ÂNGULO TORNEAMENTO
EIXO C
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-69
3. Velocidade de rotação do eixo C para perfilamento
- Na conexão de blocos
A rotação do eixo C é executada em uma velocidade tal que a ponta da ferramenta se move à
velocidade especificada pelo código F.
A velocidade de rotação do eixo C, Fc, é calculada como segue:
MEP316
Fc
FF
R
R
F
Se o parâmetro K1 (raio de rotação do eixo C) ? 0
Fc = F
R × 180
? (grau/min)
Se o parâmetro K1 (raio de rotação do eixo C) = 0
Fc = F × 180
? (grau/min)
F: Velocidade de avanço (mm/min)
R: Parâmetro K1 (mm) [raio de rotação do eixo C (dist. entre o eixo C e a ponta da ferram.)]
Entretanto, a rotação do eixo C é controlada de modo que a máxima velocidade de corte
permitida pré-configurada do eixo C não deve ser excedida, independentemente do resultado
de Fc no cálculo acima.
Fórmulas similares aplicam-se para o avanço transversal rápido.
- Durante a interpolação circular
A interpolação circular é realizada a uma velocidade tal que a ponta da ferramenta se move
na velocidade especificada pelo código F.
A velocidade de avanço de corte da interpolação circular (Fr) é calculada como segue:
MEP317
Fr
R
F
r
Fr = F ×
r
R + r (mm/min)
F: Velocidade de avanço (mm/min)
r : Raio de interpolação circular (mm)
R: Parâmetro K1 (mm) [raio de rotação do eixo C (dist. entre o eixo C e a ponta da ferram.)]
Entretanto, a velocidade da interpolação circular (F) é controlada automaticamente de modo
que a máxima veloc. de corte permitida pré-configurada do eixo C não deve ser excedida.
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-70
12-8-4 Observações
1. Se o eixo do spindle de trabalho deve ser usado para o controle do perfilamento, o eixo do
spindle deve ser trocado por um servoeixo (eixo C). Os seguintes códigos M são
fornecidos para selecionar o modo controle do spindle de trabalho.
M193: Seleção do spindle como o eixo C (ATIVA servo)
M194: Seleção do spindle como spindle de fresamento (CANCELA Servo)
2. No modo operação de bloco único, a execução de um intertravamento no início do bloco
de corte ou no início de cada bloco parará a operação antes da rotação preparatória no
eixo C.
MEP318
Posição de parada de bloco
3. O comando de movimento do eixo C é ignorado no modo perfilamento.
4. A compensação da origem da peça de trabalho para o eixo C (G92 Cc) não pode ser
configurada no modo perfilamento (G41.1 ou G42.1). Configurar tal comando resultará
apenas no alarme 807 FORMATO ILEGAL.
5. Com a imagem de espelho selecionada para o eixo X ou para o eixo Y, o sentido de
rotação do eixo C é invertido.
MEP319
CANCELA imagem de
espelho
ATIVA imagem de
espelho no eixo X
X
Y
ATIVA imagem de
espelho no eixo Y
ATIVA imagem de espelho no
eixo X e no eixo Y
6. A indicação para o eixo C sob BUFFER na tela de POSIÇÃO refere-se a um valor
absoluto.
7. Para a conexão entre blocos, a área de BUFFER na tela de POSIÇÃO indica o ângulo de
rotação do eixo C, além da distância de movimento dos eixos X e Y.
8. A configuração no bit 4 do parâmetro F85 (velocidade de avanço do eixo de rotação ×
1/10) é ignorada no modo perfilamento para o sistema em polegada.
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-71
12-8-5 Compatibilidade com outras funções
Função Descrição
Posicionamentoem sentido único O controle do perfilamento é suprimido. (Nota 1)
Interpolação helicoidal O perfilamento é adequadamente realizado.
Interpolação em espiral O perfilamento não pode ser corretamente realizado, uma vez que o ponto inicial e o ponto final
não caem em uma única e mesma circunferência. (Note 2)
Avanço síncrono A velocidade de avanço designada não pode ser obtida, uma vez que o spindle de trabalho é
controlado como o eixo C.
Correção do perfil O perfilamento não pode ser corretamente realizado, uma vez que o controle para aceleração
constante e para desaceleração constante não é aplicável para a rotação no eixo C.
Usinagem a alta velocidade O alarme 807 FORMATO ILEGAL ocorrerá.
Checagem de parada exata A desaceleração e a parada não ocorrem para a rotação no eixo C.
Detecção de erro A desaceleração e a parada não ocorrem para a rotação no eixo C.
Variação A variação é adequadamente aplicada para a rotação no eixo C.
Rotação de figura O controle do perfilamento é executado para a figura girada.
Rotação do sistema de coords. O controle do perfilamento é executado para a figura girada.
Ajuste de escala O controle do perfilamento é executado para a figura com ajuste de escala.
Imagem de espelho O controle do perfilamento é executado para a figura sob ação da função imagem de espelho.
Comando de ângulo linear O controle do perfilamento é executado para a conexão calculada entre segmentos lineares.
Retorno ao ponto de referência O controle do perfilamento é suprimido. (Nota 3)
Retorno ao ponto inicial De fato, o controle do perfilamento é suprimido para o movimento até o ponto intermediário, mas é
executado para o movimento do ponto intermediário até a posição programada se o avanço
transversal rápido com interpolação tipo (G00) for selecionado [Bit 6 de F91 = 0]. (Nota 4)
Configuração do sistema de
coordenadas da peça de trabalho
A rotação no eixo C é executada com referência ao sistema de coordenadas estabelecido no modo
perfilamento.
Configuração do sistema local de
coordenadas
A rotação no eixo C é executada com referência ao sistema de coordenadas estabelecido no modo
perfilamento.
Operação a seco A velocidade de rotação do eixo C também é modificada pelo sinal externo.
Reinício modal O reinício de um bloco no modo perfilamento pode ser executado c/ controle adequado do eixo C.
Reinício não-modal O reinício a partir do meio do modo perfilamento somente é executado sem o controle do eixo C,
uma vez que as informações modais anteriores ao bloco de reinício são ignoradas.
Checagem do percurso da
ferramenta (plano)
A rotação no eixo C não pode ser exibida.
Checagem do percurso da
ferramenta (sólido)
A rotação no eixo C não pode ser exibida.
MEP320
Rotação
Interm.
Sem rotação
Sem rotação
Sem rotação
Sem rotação
(Nota 3) (Nota 2) (Nota 1)
G29
Interm.
Fim
Início
Bit. 6 de F91 = 1 (Sem interpolação tipo G00) (Nota 4) Bit. 6 de F91 = 0 (Interpolação tipo G00)
G29
Interm.
Fim Início
Interm.
G28
Fim
Início
Centro da espiral
Normal real
Normal ideal
Fim Início
G60
Fim
Início
12 FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA
12-72
12-8-6 Programa de amostra
Programa principal Subprograma
Nr. 1000 Nr. 1001
O1000 O1001
G91G28 X0 Y0 Z0 G17 G91 G01 Y20.,R10.Z-0.01
M193 X-70.,R10.
G28 C0 Y-40.,R10.
G90 G92 G53 X0 Y0 Z0 X70. ,R10.
G00 G54 G43 X35.Y0.Z100.H1 Y20.
G00 Z3. M99
G01 Z0.1 F3000 %
G42.1
M98 P1001 L510
M98 P1002 L2 WNo. 1002
G91 G01 Y10.Z0.05 O1002
G40.1 G17 G91 G01 Y20.,R10.
G90 G00 Z100. X-70.,R10.
G28 X0 Y0 Z0 Y-40.,R10.
G00 C0 X70.,R10.
M194 Y20.
M30 M99
% %
MEP321
W: Origem da peça de
trabalho de G54
Spindle
(Eixo C)
W
Ferram.
10
5
0.1
20
20
35 35
R10
R10
R10 R10
FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA 12
12-73
- NOTA -
E E
FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA 13
13-1
13 FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA
13-1 Ciclos de Modelos de Usinagem de Furo: G34.1/G35/G36/G37.1
13-1-1 Vista geral
1. Função e propósito
Os modelos de usinagem de furo são usados para arranjar, em um modelo predeterminado, as
posições de furos em que deve ser executado um ciclo de usinagem de furo.
- Dê previamente um comando do ciclo de usinagem de furo desejado sem qualquer dado de
posicionamento do eixo (que causa somente armazenamento dos dados da usinagem do furo
a ser executado nas posições de furo arranjadas).
- A execução deste comando começa com o posicionamento para o primeiro dos furos
arranjados. O tipo de usinagem de furo depende do último ciclo correspondente designado.
- O modo corrente de ciclo de usinagem de furo permanecerá ativo durante a execução deste
comando até ele ser cancelado explicitamente.
- Este comando somente ativará o posicionamento quando ele for dado em qualquer outro
modo diferente dos de ciclo de usinagem de furo.
- Estes comandos somente causam posicionamento na velocidade da condição modal corrente
(de código G grupo 01) no default de qualquer ciclo de usinagem de furo precedente.
2. Lista de ciclos de modelo de usinagem de furo
Código G Descrição Endereços de argumento Observações
G34.1 Furos em um círculo X, Y, I, J, K
G35 Furos em uma linha X, Y, I, J, K
G36 Furos em um arco X, Y, I, J, P, K
G37.1 Furos em uma grelha X, Y, I, P, J, K
13 FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA
13-2
13-1-2 Furos em um círculo: G34.1
Como mostrado no formato abaixo, um comando de G34.1 determina um círculo de raio “r” ao
redor do centro designado por X e Y. Então, a circunferência é dividida, começando do ponto
do ângulo central “? ”, regularmente por “n”, e a usinagem de furo designada previamente por
um ciclo fixo (G81, etc.) será feita ao redor de todos os vértices do polígono regular de n lados.
O movimento no plano XY de furo-a-furo ocorre rapidamente (sob G00). Os dados do
argumento do comando G34.1 serão apagados no término desta execução.
1. Formato da programação
G34.1 Xx Yy Ir J? Kn;
X, Y : Coordenadas do centro do círculo.
I : Raio (r) do círculo. Sempre dado em um valor positivo.
J : Ângulo central (? ) do primeiro furo. Ângulos centrais positivos referem-se à
medição no sentido contrário aos ponteiros do relógio.
K : Número (n) de furos a serem usinados (de 1 a 9999). O sinal algébrico do
argumento K refere-se ao sentido de rotação da usinagem seqüencial de “n” furos.
Configure um número positivo e um negativo respectivamente para a rotação no
sentido e no sentido contrário à rotação dos ponteiros de relógio.
2. Programas de amostra
Abaixo é dado um exemplo de usinagem de furo G81 com uma figura representando as
posições dos furos.
N001 G91;
N002 G81 Z-10. R5. L0. F200;
N003 G90 G34.1 X200. Y100. I100. J20. K6;
N004 G80;
N005 G90 G0 X500. Y100.;
D740PB0007
? = 20°
n = 6
x = 200
y = 100
r = 100
(500, 100)
Última posição antes
da execução G34.1
3. Notas
- Dê um comando G90 ou G91 como requerido para designar a posição do eixo em valores
absolutos ou incrementais.
- Como mostrado no exemplo acima, a última posição do comando G34.1 é a última dos furos
arranjados. Use o método de entrada de dados absolutos para especificar o movimento para
a posição da próxima operação desejada. (Um comando incremental requer um cálculo mais
ou menos complicado com respeito a este último furo.)
FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA 13
13-3
13-1-3 Furos em uma linha: G35
Como mostrado no formato abaixo, um comando de G35 determina uma linha reta iniciando no
ponto designado por X e Y no ângulo “? ” com o eixo X. Nesta linha, “n” furos serão usinados
em intervalos de “d”, de acordo com o modo corrente de usinagem de furo.
O movimento no plano XY de furo-a-furo ocorre rapidamente (sob G00). Os dados do
argumento do comando G35 serão apagados no término desta execução.
1. Formato da programação
G35 Xx Yy Id J? Kn;
X, Y : Coordenadas do ponto inicial.
I : Intervalo (d) entrefuros. A alteração do sinal para o argumento I causa um arranjo
de furo centralmente simétrico com o ponto inicial como centro.
J : Ângulo (? ) da linha. Ângulos positivos referem-se à medição no sentido contrário
aos ponteiros do relógio.
K : Número (n) de furos a serem usinados (de 1 a 9999), inclusive do ponto inicial.
2. Programas de amostra
Abaixo é dado um exemplo de usinagem de furo G81 com a figura representando as posições
dos furos.
N001 G91;
N002 G81 Z-10. R5. L0. F100;
N003 G35 X200. Y100. I100. J30. K5;
N004 G80;
D740PB0008
? = 30°
n = 5
x = 200
d = 100
y = 100
Última posição antes
da execução G35
3. Notas
- Dê um comando G90 ou G91 como requerido para designar a posição do eixo em valores
absolutos ou incrementais.
- Omitindo o argumento K ou configurando “K0” resultará em um erro de programação. Uma
configuração de K com 5 ou mais dígitos conduzirá para o mínimo de 4 dígitos sendo usados.
- Em um bloco com G35, todas as palavras com endereços diferentes de G, L, N, X, Y, I, J, K,
F, M, S, T e A simplesmente serão ignoradas.
- Dando um código G do grupo 00 no mesmo bloco com G35 causará uma execução exclusiva
de qualquer código que tiver sido dado por último.
- Em um bloco com G35, um comando G22 ou G23 simplesmente será ignorado sem afetar a
execução do comando G35.
13 FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA
13-4
13-1-4 Furos em um arco: G36
Como mostrado no formato abaixo, um comando de G36 determina um círculo de raio “r” ao
redor do centro designado por X e Y. Na circunferência, “n” furos serão usinados, iniciando a
partir do ponto do ângulo central “? ”, em intervalos angulares de “? ? ”, de acordo com o modo
corrente de usinagem de furo.
O movimento no plano XY de furo-a-furo ocorre rapidamente (sob G00). Os dados do
argumento do comando G36 serão apagados no término desta execução.
1. Formato da programação
G36 Xx Yy Ir J? P? ? Kn;
X, Y : Coordenadas do centro do arco.
I : Raio (r) do arco. Sempre dado em um valor positivo.
J : Ângulo central (? ) do primeiro furo. Ângulos centrais positivos referem-se à
medição no sentido contrário aos ponteiros do relógio.
P : Intervalo angular (? ? ) entre furos. O sinal algébrico do argumento P refere-se ao
sentido de rotação da usinagem seqüencial de “n” furos. Configure um número
positivo e um negativo para a rotação no sentido contrário à rotação e no sentido
da rotação dos ponteiros de relógio, respectivamente.
K : Número (n) de furos a serem usinados (de 1 a 9999).
2. Programas de amostra
Abaixo é dado um exemplo de usinagem de furo G81 com uma figura representando as
posições dos furos.
N001 G91;
N002 G81 Z–10. R5. F100;
N003 G36 X300. Y100. I300. J10. P15. K6;
N004 G80;
D740PB0009
Última posição antes
da execução G36
? = 10°
n = 6
? ? = 15°
x = 300
y = 100
3. Notas
- Dê um comando G90 ou G91 como requerido para designar a posição do eixo em valores
absolutos ou incrementais.
FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA 13
13-5
13-1-5 Furos em um gradeamento (grelha): G37.1
Como mostrado no formato abaixo, um comando de G37.1 determina um modelo de grelha de
[? x]? [nx] por [? y]? [ny] com o ponto designado por X e Y como ponto inicial. Nos pontos da
grelha, a usinagem de furo designada previamente por um ciclo fixo será feita “nx” em número
ao longo do eixo X em intervalos de “? x”, e “ny” em número ao longo do eixo Y em intervalos
de “? y”. A progressão principal da usinagem ocorre na direção do eixo X.
O movimento no plano XY de furo-a-furo ocorre rapidamente (sob G00). Os dados do
argumento do comando G37.1 serão apagados no término desta execução.
1. Formato da programação
G37.1 Xx Yy I? x Pnx J? y Kny;
X, Y : Coordenadas do ponto inicial.
I : Intervalo de furo (? x) no eixo X. Configure um valor positivo e um valor negativo
para arranjar os furos nas respectivas direções a partir do ponto inicial no eixo X.
P : Número (nx) de furos a serem arranjados no eixo X (de 1 a 9999).
J : Intervalo de furo (? y) no eixo Y. Configure um valor positivo e um negativo para
arranjar furos nas respectivas direções a partir do ponto inicial no eixo Y.
K : Número (ny) de furos a serem arranjados no eixo Y (de 1 a 9999).
2. Programas de amostra
Abaixo é dado um exemplo de usinagem de furo G81 com uma figura representando as
posições dos furos.
N001 G91;
N002 G81 Z–10. R5. F20;
N003 G37.1 X300. Y-100. I50. P10 J100. K8;
N004 G80;
D740PB0010
ny = 8
? y = 100
x = 300
y = 100
Última posição antes
da execução G37.1
? x = 50
nx = 10
3. Notas
- Dê um comando G90 ou G91 como requerido para designar a posição do eixo em valores
absolutos ou incrementais.
- Omitindo o argumento P ou K, ou configurando "P0" ou “K0” resultará em um erro de
programação. Uma configuração de K ou P com 5 ou mais dígitos conduzirá para o mínimo
de 4 dígitos sendo usados.
- Em um bloco com G37.1 quaisquer palavras com endereço diferente de G, L, N, X, Y, I, J, K,
F, M, S, T e A serão simplesmente ignoradas.
13 FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA
13-6
- Dando um código G do grupo 00 no mesmo bloco com G37.1 causará uma execução
exclusiva de qualquer código que for dado por último.
- Em um bloco com G37.1, um comando G22 ou G23 simplesmente será ignorado sem afetar a
execução do comando G37.1.
FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA 13
13-7
13-2 Ciclos Fixos
13-2-1 Pontos principais
1. Função e propósito
As funções de ciclo fixo permitem o posicionamento, usinagem de furo, mandrilamento,
rosqueamento ou outros programas de usinagem a serem executados de acordo com a
seqüência de trabalho predeterminada pelos comandos de um bloco simples. As seqüências de
trabalho disponíveis para a usinagem estão listadas abaixo.
O modo função de ciclo fixo é cancelado na recepção de G80 ou um comando G (G00, G01,
G02, G03, G2.1, ou G3.1) do grupo G01. Todos os tipos de dados relacionados também são
simultaneamente apagados e zerados.
2. Lista de ciclos fixos
Código G Descrição Argumentos Notas
G71.1 Chanfram. c/ fresa 1, (sent. horário) [X, Y] Z, Q, R, F [P, D]
G72.1 Chanfram. c/ fresa 2, (sent. anti-h.) [X, Y] Z, Q, R, F [P, D]
G73 Furação profunda a alta velocidade [X, Y] Z, Q, R, F [P, D, K, I, J(B)]
G74 Rosqueamento reverso [X, Y] Z, R, F [P, D, J(B), H] Parada em segundos
G75 Mandrilamento 1 [X, Y] Z, R, F [Q, P, D, K, I, J(B)]
G76 Mandrilamento 2 [X, Y] Z, R, F [Q, P, D, J(B)]
G77
Faceamento traseiro de furo de
centro
[X, Y] Z, R, F [Q, P, E, J(B)]
Retorno ao ponto inicial
somente.
G78 Mandrilamento 3 [X, Y] Z, R, F [Q, P, D, K]
G79 Mandrilamento 4 [X, Y] Z, R, F [Q, P, D, K, E]
G81 Execução de furo de centro [X, Y] Z, R, F
G82 Furação [X, Y] Z, R, F [P, D, I, J(B)]
G83 Furação profunda [X, Y] Z, Q, R, F [P, D, K, I, J(B)]
G84 Rosqueamento [X, Y] Z, R, F [P, D, J(B), H] Parada em segundos
G85 Alargamento [X, Y] Z, R, F [P, D, E]
G86 Mandrilamento 5 [X, Y] Z, R, F [P]
G87 Mandrilamento oposto [X, Y] Z, R, F [Q, P, D, J(B)]
Retorno ao ponto inicial
somente.
G88 Mandrilamento 6 [X, Y] Z, R, F [P]
G89 Mandrilamento 7 [X, Y] Z, R, F [P]
Nota 1: Os argumentos em colchetes ([ ]) podem ser omitidos.
Nota 2: Qual argumento de J ou B deve ser usado depende do valor que foi configurado no
bit 1 do parâmetro F84.
Parâmetro F84, bit 1 = 1: Argumento do comando J
= 0: Argumento do comando B
13 FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA
13-8
13-2-2 Formato de dados da usinagem de ciclo fixo
1. Configurando dados da usinagem de ciclo fixo
Configure os dados da usinagem de ciclo fixo como segue:
G? ? X_Y_Z_Q_R_P_D_K_I_J(B)_E_H_F_L_
Dados da posição.
do furo
Vezes de repetição
Dados de usin. do furo Modo usinagem do furo
- Modo usinagem de furo (Código G)
Veja a lista de ciclos fixos.
- Dados da posição de furo (X, Y)
Configure as posições de furo usando dados incrementais ou absolutos.
- Dados da usinagemde furo
Z......... Configure a distância a partir do ponto R para o fundo do furo usando dados
incrementais ou configure a posição do fundo do furo usando dados absolutos.
Q ........ Configure este código de endereço usando dados incrementais. (Este código de
endereço tem diferentes usos de acordo com o tipo de modo usinagem de furo
selecionado.)
R ........ Configure a distância a partir do ponto inicial de usinagem para o ponto R usando
dados incrementais ou configure a posição do ponto R usando dados absolutos.
P......... Configure o tempo desejado ou o número de revoluções do spindle para a parada no
fundo do furo.
(Configure o comprimento de sobreposição para os ciclos de chanframento G71.1 e
G72.1.)
D ........ Configure este código de endereço usando dados incrementais. (Este código de
endereço tem usos diferentes de acordo com o tipo de modo usinagem de furo
selecionado.)
K......... Configure este código de endereço usando dados incrementais. (Este código de
endereço tem usos diferentes de acordo com o tipo de modo usinagem de furo
selecionado.)
I .......... Configure a distância de variação do avanço p/ a ferramenta ser desacelerada
durante a última operação de corte de furação c/ cód. de comando G73, G82 ou G83.
J(B)..... Para G74 ou G84, configure a sincronização da saída de dados da parada; para G75,
G76 ou G87, configure a sincronização da saída de M3 e M4, ou para G73, G82 ou
G83, configure a razão de variação do avanço para a desaceleração durante a última
operação de corte.
E......... Configure uma velocidade de avanço de corte (para G77, G79 e G85).
H ........ Selecione o ciclo de rosqueamento síncrono/assíncrono e configure a variação da
velocidade de retorno durante um ciclo de rosqueamento síncrono.
F......... Configure uma velocidade de avanço de corte.
- Vezes de repetição (L)
Se nenhum dado for configurado para L, ele será considerado como igual a 1.
Se L é configurado igual a 0, a usinagem de furo não ocorrerá; os dados da usinagem de furo
somente serão armazenados na memória.
FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA 13
13-9
- As diferenças entre o método de configuração de dados no modo G90 e o método de
configuração de dados no modo G91 são mostradas no diagrama abaixo.
G90 G91
Z = 0
R
D
Z
Ponto inicial
Ponto R
Ponto D
Ponto Z
R
D
Z
Ponto inicial
Ponto R
Ponto D
Ponto Z
MEP138
: Significa dados dist. sinalizada que começa em ?.
: Significa dados de distância não-sinalizada.
Nota 1: O ponto inicial refere-se à posição do eixo Z existente no momento da seleção do
modo ciclo fixo.
Nota 2: O ponto D é aquele em que o posicionamento a partir do ponto R pode ser feito ainda
em uma velocidade de avanço rápida.
2. Formato da programação
Como mostrado abaixo, o comando de ciclo fixo consiste em uma seção de modo usinagem de
furo, uma seção de dados de posição de furo, uma seção de dados de usinagem de furo e uma
seção de instrução de repetição.
G? ? X_Y_Z_Q_R_P_D_K_I_J(B)_E_H_F_L_
Dados da
posição do furo
Vezes de repetição
Dados usinagem do furo Modo usinagem do furo
3. Descrição detalhada
1. O modo usinagem de furo refere-se ao modo ciclo fixo usado para furação, rosca com
rebaixo, rosqueamento, mandrilamento ou outras operações de usinagem. Os dados de
posição do furo indicam os dados de posicionamento dos eixos X e Y. Os dados de
usinagem do furo indicam os dados de usinagem reais. Os dados de pos. do furo e do nr.
de repetições são não modais, enquanto que os dados de usinagem de furo são modais.
2. Se M00 ou M01 é configurado no mesmo bloco como um comando de ciclo fixo ou durante
o modo ciclo fixo, então, o comando de ciclo fixo será ignorado e após o posicionamento,
M00 ou M01 será gerado. O comando de ciclo fixo será executado se X, Y, Z ou R for
configurado.
13 FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA
13-10
3. Durante a operação de ciclo fixo, a máquina atua de uma das seguintes 7 maneiras:
- Ação 1 Para o posicionamento nos eixos X e Y, a máquina atua de acordo com o
código G corrente do grupo 01 (G02 e G03 serão considerados como G01).
- Ação 2 M19 é enviado a partir da unidade NC para a máquina no ponto de
posicionamento completo (ponto inicial) no modo G87. Após a execução deste
comando M, a próxima ação começará. No modo operação de bloco único, o
posicionamento é seguido por parada do bloco.
3 7
6
1
Ponto R
Ponto inicial 2
4
5
MEP139
- Ação 3 Posicionamento para o ponto R por movimento rápido. para
- Ação 4 Usinagem do furo por avanço de corte.
- Ação 5 Dependendo do tipo de ciclo fixo selecionado, parada do spindle (M05),
rotação reversa do spindle (M04), rotação normal do spindle (M03), parada ou
deslocamento da ferramenta é executado no fundo do furo.
- Ação 6 Alívio da ferramenta para o ponto R é executado por avanço de corte ou
movimento rápido (de acordo com o tipo de ciclo fixo selecionado).
- Ação 7 Retorno ao ponto inicial é executado por movimento rápido.
Se a operação de modo ciclo fixo deve ser terminada na ação 6 ou 7, ela pode ser
selecionada com os seguintes códigos G:
G98: Retorno ao nível do ponto inicial
G99: Retorno ao nível do ponto R
Ambos os comandos são modais. Uma vez que G98 foi dado, por exemplo, o modo G98
permanece válido até que G99 seja dado. O modo G98 é o estado inicial do NC.
Para um bloco sem os dados de posicionamento, os dados de usinagem de furo são
somente armazenados na memória e a operação de ciclo fixo não é executada.
FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA 13
13-11
13-2-3 G71.1 (Chanframento com fresa 1, sentido horário)
G71.1 [Xx Yy] Rr Zz Qq0 [Pp0 Dd0] Ff0
d0 G99
f0
G98
Ponto inicial
Ponto R
Ponto D
Ponto Z
MEP140
5
q0
p0
3 2
1
4
q0 : Raio
p0 : Compr. de sobreposição (em arco)
d0 : Distância a partir do ponto R
f0 : Velocidade de avanço
- X, Y, P, e/ou D podem ser omitidos.
- Omissão de Q ou configuração de “Q0” resulta em um erro do programa.
13 FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA
13-12
13-2-4 G72.1 (Chanframento com fresa 2, sentido anti-horário)
G72.1 [Xx Yy] Rr Zz Qq0 [Pp0 Dd0] Ff0
d0 G99
f0
G98
Ponto inicial
Ponto R
Ponto D
Ponto Z
MEP141
q0
p0
3 2
5 1
4
q0 : Raio
p0 : Compr. de sobreposição (em arco)
d0 : Distância a partir do ponto R
f0 : Velocidade de avanço
- X, Y, P, e/ou D podem ser omitidos.
- Omissão de Q ou configuração de “Q0” resulta em um erro do programa.
FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA 13
13-13
13-2-5 G73 (Furação profunda a alta velocidade)
G73 [Xx Yy] Rr Zz Qtz [Ptc] Ff0 [Dd0 Kk0 Ii0 Jj0(Bb0)]
tz
tz + d0
f0
f0 d0
f1
[2]
[1]
i0
k0
G98
G99 f2
f2
Ponto Z
Ponto D
Ponto R
Parada
(tc)
Ponto inicial
Parada
(tc)
MEP142
tz : Profundidade de corte por passe
tc : Parada (em tempo ou nr. de revoluções.)
d0 : Distância de retorno
k0 : Distância a partir do ponto R para o
ponto inicial de avanço de corte
i0 : Distância de variação de avanço
j0 : Razão de variação do avanço (%)
(b0)
f0 : Velocidade de avanço
f1 : Avanço variado f1 = f0× j0(b0)/100
f2 : Velocidade de avanço (fixada)
Velocidade máx.: 9999 mm/min (especificação em mm)
999.9 pol./min (especificação em pol..)
- A velocidade de avanço permanecerá inalterada se I ou J(B) forem omitidos.
- X, Y, P, D, K, I e/ou J(B) podem ser omitidos.
Se D for omitido ou configurado p/ 0, a máquina operará de acordo com o valor do parâmetro
F12.
- O alarme 809 NUMERO INTRODUZIDO ILEGAL ocorrerá se Q for configurado para 0.
- Qual argumento J ou B deve ser usado depende do valor que foi configurado no bit 1 do
parâmetro F84.
Parâmetro F84, bit 1 = 1: Argumento do comando J
= 0: Argumento do comando B
Nota: Para um centro de usinagem horizontal, se o valor do bit 1 do parâmetro F84 for 1
(o argumento do comando J), configurando um comando B causará a rotação da
mesa.Neste caso, tenha cuidado para assegurar que não haja interferência entre a
peça de trabalho e a ferramenta.
- A velocidade de avanço será f1 somente se o ponto inicial de um passe de corte estiver
dentro da faixa de i0.
Exemplo: No diagrama mostrado acima, durante a segunda operação de corte, como o
ponto de retorno ao pica-pau [1] cai fora da faixa da distância de variação de
avanço i0, o avanço não desacelera, e o corte é executado na velocidade de
avanço f0; durante a terceira operação de corte, pois o ponto de retorno ao
pica-pau [2] cai dentro da faixa de i0, o avanço desacelera, e o corte é executado
na velocidade de avanço f1.
13 FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA
13-14
13-2-6 G74 (Rosqueamento reverso)
G74 [Xx Yy] Rr Zz [Ptc] Ff0 [Jj0(Bb0) Dd0 Hh0 Kk0]
G98
G99
M04
f1 f1 f0
d0
Parada
M03
k0
Ponto inicial
Ponto R’
Ponto R
Ponto Z
Ponto D
MEP143’
tc : Parada (sempre em tempo)
f0 : Velocidade de avanço
j0 : 1...M03 após parada no fundo do furo
(b0) 2...M03 antes da parada no fundo do furo
4 M04 após parada no ponto R
d0 : Distância a partir do ponto R
(Distância de aproximação do macho)
h0 : Marcação para o rosqueamento síncrono/assíncrono e a
variação da velocidade de retorno (%) ao rosqueamento
síncrono
h0 = 0 Rosqueamento assíncrono
h0 > 0 Rosqueamento síncrono
k0 : Distância a partir do ponto R
- X, Y, P, J(B), D, H e/ou K podem ser omitidos.
Se, entretanto, J(B) for omitido ou configurado para 0, a configuração de J(B) será
considerada como 2.
Se H é omitido, a seleção entre o rosqueamento síncrono/assíncrono é executado pelo bit 6
do parâmetro F94.
- Para o rosqueamento síncrono, veja a Subseção 13-2-21.
- Qual argumento J ou B deve ser usado depende do valor que foi configurado no bit 1 do
parâmetro F84.
Parâmetro F84, bit 1 = 1: Argumento do comando J
= 0: Argumento do comando B
Nota: Para um centro de usinagem horizontal, se o valor do bit 1 do parâmetro F84 for 1 (o
argumento do comando J), configurando um comando B causará a rotação da mesa.
Neste caso, tenha cuidado para assegurar que não haja interferência entre a peça de
trabalho e a ferramenta.
FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA 13
13-15
13-2-7 G75 (Mandrilamento 1)
G75 [Xx Yy] Rr Zz [Ptc Qq0] Ff0 [Dd0 Jj0(Bb0) Kk0 Ii0]
Parada
MEP144
d0
k0
G98
G99
q0
f0
i0
q0 M03
M19
q0
Ponto inicial
Ponto R
Ponto D
Ponto Z
Avanço e velocidade do spindle de 70%
M03
tc : Parada (em tempo ou nr. de revoluções)
q0 : Valor do alívio no plano XY
(Direção determinada pelos bits 3 e 4 de I14)
f0 : Velocidade de avanço
d0 : Distância a partir do ponto R
j0 : 0 ou omitido ···············M03 após usinagem
(b0) Valor exceto 0·············M04 após usinagem
k0 : Distância a partir do ponto Z
i0 : Distância a partir do ponto Z
- X, Y, P, Q, D, J(B), K e/ou I podem ser omitidos.
- Qual argumento J ou B deve ser usado depende do valor que foi configurado no bit 1 do
parâmetro F84.
Parâmetro F84, bit 1 = 1: Argumento do comando J
= 0: Argumento do comando B
Nota: Para um centro de usinagem horizontal, se o valor do bit 1 do parâmetro F84 for 1 (o
argumento do comando J), configurando um comando B causará a rotação da mesa.
Neste caso, tenha cuidado para assegurar que não haja interferência entre a peça de
trabalho e a ferramenta.
13 FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA
13-16
13-2-8 G76 (Mandrilamento 2)
G76 [Xx Yy] Rr Zz [Ptc Qq0] Ff1 [Dd0 Jj0(Bb0)]
MEP145
d0
G98
G99
q0
q0
f1
M03
M03
q0
Ponto inicial
Ponto R
Ponto D
Ponto Z
M19
Parada
tc : Parada (em tempo ou nr. de revoluções)
q0 : Valor do alívio no plano XY
(Direção determinada pelos bits 3 e 4 de I14)
f1 : Velocidade de avanço
j0 : 0 ou omitido··············· M03 após usinagem
(b0) Valor exceto 0············ M04 após usinagem
- X, Y, P, Q, D, e/ou J(B) podem ser omitidos.
- Qual argumento J ou B deve ser usado depende do valor que foi configurado no bit 1 do
parâmetro F84.
Parâmetro F84, bit 1 = 1: Argumento do comando J
= 0: Argumento do comando B
Nota: Para um centro de usinagem horizontal, se o valor do bit 1 do parâmetro F84 for 1
(o argumento do comando J), configurando um comando B causará a rotação da
mesa. Neste caso, tenha cuidado para assegurar que não haja interferência entre a
peça de trabalho e a ferramenta.
FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA 13
13-17
13-2-9 G77 (Faceamento traseiro de furo de centro)
G77 [Xx Yy] Rr Zz [Ptc Qtz] Ff0 [Ef1 Jj0(Bb0) Dd0]
Parada
MEP146’
f1
f1
f0 f0
M04 M03
tz
d0
Ponto inicial
Ponto R’
Ponto Z (z)
Ponto R (r)
(? )
Ponto D
tc : Parada (em tempo ou nr. de revols.)
tz : Distância a partir do ponto inicial
f0 : Velocidade de avanço 0
f1 : Velocidade de avanço 1
j0(b0) : Ordem de saída de M03 e M04 no fundo do furo.
0: M03, então, M04 (para a rotação normal do spindle)
1: M04, então, M03 (para a rotação reversa do spindle)
d0 : Distância a partir do ponto R’
- Normalmente, o avanço assíncrono (G94) é usado p/ o passe marcado com (? ). Se f1 = 0, ou
se f1 é omitido, entretanto, o avanço síncrono (G95) é usado (veloc. de avanço = 0.5 mm/rev).
- X, Y, P, Q, E, J (B) e/ou D podem ser omitidos.
- Qual argumento J ou B deve ser usado depende do valor que foi configurado no bit 1 do
parâmetro F84.
Parâmetro F84, bit 1 = 1: Argumento do comando J
= 0: Argumento do comando B
Nota: Para um centro de usinagem horizontal, se o valor do bit 1 do parâmetro F84 for 1
(o argumento do comando J), configurando um comando B causará a rotação da
mesa. Neste caso, tenha cuidado para assegurar que não haja interferência entre a
peça de trabalho e a ferramenta.
- No modo G91 (entrada de dados incrementais), o sentido da usinagem do furo é determinado
automaticamente de acordo com o sinal dos dados Z (os sinais dos dados no endereço R
serão ignorados).
13 FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA
13-18
13-2-10 G78 (Mandrilamento 3)
G78 [Xx Yy] Rr Zz [Ptc] Ff0 [Dd0 Kk0 Qi0]
MEP147
i0
k0
G98
G99
f0
d0
Ponto inicial
Ponto R
Ponto D
Ponto Z
Parada
M19
tc : Parada (em tempo ou nr. de revoluções.)
d0 : Distância a partir do ponto R
k0 : Distância a partir do ponto Z
i0 : Distância a partir do ponto Z
- X, Y, P, D, K e/ou Q podem ser omitidos.
FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA 13
13-19
13-2-11 G79 (Mandrilamento 4)
G79 [Xx Yy] Rr Zz [Ptc] Ff0 [Dd0 Kk0 Qi0 Ef1]
d0
i0
k0
f1
G98
G99
f0
Ponto inicial
Ponto R
Ponto Z
Parada
Ponto D
MEP148
tc : Parada (em tempo ou nr. de revoluções.)
f0 : Velocidade de avanço 0
d0 : Distância a partir do ponto R
k0 : Distância a partir do ponto Z
i0 : Distância a partir do ponto Z
f1 : Velocidade de avanço 1
- Avanço assíncrono é usado para f1.
Se, entretanto, f1 é configurado igual a 0 ou não é configurado, então, a ferramenta é
avançada na configuração de f0.
- X, Y, P, D, K, Q e/ou E podem ser omitidos.
13-2-12 G81 (Execução de furo de centro)
G81 [Xx Yy] Rr Zz
G98
G99
Ponto inicial
Ponto R
Ponto Z
MEP149
- X e/ou Y podem ser omitidos.
13 FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA
13-20
13-2-13 G82 (Furação)
G82 [Xx Yy] Rr Zz [Ptc] Ff0 [Dd0 Ii0 Jj0(Bb0)]
G98
G99
d0
i0
f0
f1
Ponto inicial
Ponto R
Ponto D
Ponto Z
Parada (tc) MEP150
tc : Parada (em tempo ou nr. de revoluções.)
d0 : Distância do ponto R até o ponto inicial
do avanço de corte
i0 : Distância de variação do avanço
j0 : Razão de variação do avanço (%)
(b0)
f0 : Velocidade de avanço
f1 : Avanço variado f1 = f0× j0(b0)/100
- A velocidade de avanço permanecerá inalterada se I ou J(B) forem omitidos.
- X, Y, P, D, I e/ou J(B) podem ser omitidos.
- Qual argumento J ou B deve ser usado depende do valor que foi configurado no bit 1 do
parâmetro F84.
Parâmetro F84, bit 1 = 1: Argumentodo comando J
= 0: Argumento do comando B
Nota: Para um centro de usinagem horizontal, se o valor do bit 1 do parâmetro F84 for 1 (o
argumento do comando J), configurando um comando B causará a rotação da mesa.
Neste caso, tenha cuidado para assegurar que não haja interferência entre a peça
de trabalho e a ferramenta.
FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA 13
13-21
13-2-14 G83 (Furação profunda)
G83 [Xx Yy] Rr Zz Qtz Ff0 [Dd0 Kk0 Ii0 Jj0(Bb0)]
MEP151
k0
i0
G98 G99
d0
f0
f0
f1
tz + d0
tz
[2]
[1]
Ponto inicial
Ponto R
Ponto D
Ponto Z
tz : Profundidade de corte por passe
d0 : Sobremetal de parada de movim. rápido
k0 : Distância a partir do ponto R para o
ponto inicial de avanço de corte
i0 : Distância de variação de avanço
j0 : Razão de variação do avanço (%)
(b0)
f0 : Velocidade de avanço
f1 : Avanço variado f1 = f0× j0(b0)/100
- A velocidade de avanço permanecerá inalterada se I ou J(B) forem omitidos.
- X, Y, P, D, K, I e/ou J(B) podem ser omitidos.
Se D for omitido ou configurado para 0, a máquina operará de acordo com o valor do
parâmetro F13.
- O alarme 809 NUMERO INTRODUZIDO ILEGAL ocorrerá se Q for configurado para 0.
- Qual argumento J ou B deve ser usado depende do valor que foi configurado no bit 1 do
parâmetro F84.
Parâmetro F84, bit 1 = 1: Argumento do comando J
= 0: Argumento do comando B
Nota: Para um centro de usinagem horizontal, se o valor do bit 1 do parâmetro F84 for 1
(o argumento do comando J), configurando um comando B causará a rotação da
mesa. Neste caso, tenha cuidado para assegurar que não haja interferência entre a
peça de trabalho e a ferramenta.
- A velocidade de avanço será f1 somente se o ponto inicial de um passe de corte estiver
dentro da faixa de i0.
Exemplo: No diagrama mostrado acima, durante a segunda operação de corte, como o
ponto de posicionamento de avanço rápido [1] cai fora da faixa da distância de
variação de avanço i0, o avanço não desacelera, e o corte é executado na
velocidade de avanço f0; durante a terceira operação de corte, como o ponto de
posicionamento de avanço rápido [2] cai dentro da faixa de i0, o avanço
desacelera, e o corte é executado na velocidade de avanço f1.
13 FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA
13-22
13-2-15 G84 (Rosqueamento)
G84 [Xx Yy] Rr Zz [Ptc] Ff0 [Jj0(Bb0) Dd0 Hh0 Kk0]
MEP152’
G99 G98
d0
k0
Ponto inicial
Ponto R’
Ponto R
Ponto D
Ponto Z
Parada
M03
Parada
M04
tc : Parada (sempre em tempo)
f0 : Velocidade de avanço
j0 : 1...M04 após parada no fundo do furo
(b0) 2...M04 antes da parada no fundo do furo
4...M03 após parada no ponto R
d0 : Distância a partir do ponto R
(Distância de aproximação do macho)
h0 : Marcação para o rosqueamento síncrono/assíncrono e a
variação da velocidade de retorno (%) ao rosqueamento
síncrono
h0 = 0 Rosqueamento assíncrono
h0 > 0 Rosqueamento síncrono
k0 : Distância a partir do ponto R
- X, Y, P, J(B), D, H e/ou K podem ser omitidos.
Se, entretanto, J(B) for omitido ou configurado para 0, a configuração de J(B) será
considerada como 2.
Se H é omitido, a seleção entre o rosqueamento síncrono/assíncrono é executada pelo bit 6
do parâmetro F94.
- Para o rosqueamento síncrono, veja a Subseção 13-2-21.
- Qual argumento J ou B deve ser usado depende do valor que foi configurado no bit 1 do
parâmetro F84.
Parâmetro F84, bit 1 = 1: Argumento do comando J
= 0: Argumento do comando B
Nota: Para um centro de usinagem horizontal, se o valor do bit 1 do parâmetro F84 for 1 (o
argumento do comando J), configurando um comando B causará a rotação da mesa.
Neste caso, tenha cuidado para assegurar que não haja interferência entre a peça de
trabalho e a ferramenta.
FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA 13
13-23
13-2-16 G85 (Alargamento)
G85 [Xx Yy] Rr Zz [Ptz] Ff0 [Ef1 Dd0]
Parada MEP153
G99
f1
f0
d0
G98
Ponto inicial
Ponto R
Ponto Z
tz : Parada (em tempo ou nr. de revols.)
f0 : Velocidade de avanço 0
f1 : Velocidade de avanço 1
d0 : Distância a partir do ponto R
- Avanço assíncrono é usado para f1.
Se, entretanto, f1 é configurado igual a 0 ou não é configurado, então, a ferramenta é
avançada na configuração de f0.
- X, Y, P, E, e/ou D podem ser be omitidos.
13-2-17 G86 (Mandrilamento 5)
G86 [Xx Yy] Rr Zz [Ptc]
Ponto inicial
Ponto R
Ponto Z
Parada
G99
G98
M03
M05 MEP154
tc : Parada (em tempo ou nr. de revs.)
- X, Y, e/ou P podem ser omitidos.
13 FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA
13-24
13-2-18 G87 (Mandrilamento oposto)
G87 [Xx Yy] Rr Zz [Ptc Qq0] Ff0 [Dd0 Jj0(Bb0)]
M19
M03
q0
M19
M03
d0
Ponto inicial
Ponto Z
Ponto R
MEP155
Parada
tc : Parada (em tempo ou nr. de revoluções)
q0 : Valor do alívio no plano XY
(Direção determinada pelos bits 3 e 4 de I14)
f0 : Velocidade de avanço
d0 : Distância a partir do ponto Z
j0 : 0 ou omitido ···············M03 no ponto R
(b0) Valor exceto 0·············M04 no ponto R
- X, Y, P, Q, D e/ou J(B) podem ser omitidos.
- O retorno ao ponto inicial é sempre usado para G87 (mesmo que o modal corrente seja o de
G99).
- Qual argumento J ou B deve ser usado depende do valor que foi configurado no bit 1 do
parâmetro F84.
Parâmetro F84, bit 1 = 1: Argumento do comando J
= 0: Argumento do comando B
Nota: Para um centro de usinagem horizontal, se o valor do bit 1 do parâmetro F84 for 1
(o argumento do comando J), configurando um comando B causará a rotação da
mesa. Neste caso, tenha cuidado para assegurar que não haja interferência entre a
peça de trabalho e a ferramenta.
- No modo G91 (entrada de dados incrementais), o sentido da usinagem do furo é determinado
automaticamente de acordo com o sinal dos dados Z (os sinais dos dados no endereço R
serão ignorados).
FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA 13
13-25
13-2-19 G88 (Mandrilamento 6)
G88 [Xx Yy] Rr Zz [Ptc]
MEP156
G99
G98
Ponto inicial
Ponto R
Ponto Z
Parada, M05, M00
tc : Parada (em tempo ou nr. de revoluções)
- X, Y e/ou P podem ser omitidos.
- No fundo do furo, M05 e M00 são gerados.
13-2-20 G89 (Mandrilamento 7)
G89 [Xx Yy] Rr Zz [Ptc]
G98
G99
Ponto inicial
Parada
Ponto R
Ponto Z
MEP157
tc : Parada (em tempo ou nr. de revoluções.)
- X, Y e/ou P podem ser omitidos.
13 FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA
13-26
13-2-21 Rosqueamento síncrono (opcional)
Em um programa EIA/ISO, o rosqueamento síncrono pode ser selecionado adicionalmente por
configuração de dados no endereço H no bloco de ciclo de rosqueamento de G74 ou G84. O
endereço H é usado para selecionar um rosqueamento síncrono/assíncrono e designar a
variação de velocidade de retorno. Funções especiais preparatórias G84.2 e G84.3 também
são fornecidas para ambos os tipos de rosqueamento síncrono.
1. G74 [Rosqueamento reverso]
G74 [Xx Yy] Rr Zz [Ptc] Ff0 [Jj0(Bb0) Dd0 Hh0 Kk0]
G98
G99
M04
f1 f1 f0
d0
k0
Ponto inicial
Ponto R’
Ponto R
Ponto Z
Ponto D
Parada do spindle
Parada
M03
MEP143’
tc : Parada (sempre em tempo)
f0 : Velocidade de avanço
(Config. o passo p/ rosqueamento síncrono)
j0 : 1… M03 após parada no fundo do furo
(b0) 2… M03 antes da parada no fundo do furo
4… M04 após parada no ponto R
d0 : Distância a partir do ponto R (Distância de
aproximação do macho)
h0 : Variação da velocidade de retorno (%)
h0 = 0 ....... Rosqueamento assíncrono
h0 ? 1 ....... Rosqueamento síncrono
k0 : Distância a partir do ponto R
- X, Y, P, J(B), D, H e/ou K podem ser omitidos.
Se, entretanto, J(B) for omitido ou configurado para 0, a configuração de J(B) será
considerada como 2.
Se H é omitido, a seleção entre o rosqueamento síncrono/assíncrono é executada pelo bit 6
do parâmetro F94.
- H é usado para selecionar se a operação de ciclo de rosqueamento síncrono ou assíncrono
deve ser executada usandouma máquina capaz de rosqueamento síncrono. Este código
também é usado para variar a velocidade de retorno para a operação de ciclo de
rosqueamento síncrono. H torna-se inválido para uma máquina incapaz de rosqueamento
síncrono ou se sua máquina tem a função de rosqueamento síncrono, mas o bit 6 do
parâmetro F94 não está configurado para 1.
- Qual arg. J ou B deve ser usado depende do valor que foi configurado no bit 1 do parâm. F84.
Parâmetro F84, bit 1 = 1: Argumento do comando J
= 0: Argumento do comando B
Nota: Para um centro de usinagem horizontal, se o valor do bit 1 do parâmetro F84 for 1
(o argumento do comando J), configurando um comando B causará a rotação da
mesa. Neste caso, tenha cuidado para assegurar que não haja interferência entre a
peça de trabalho e a ferramenta.
- Durante a seleção da engrenagem para o rosqueamento, a devida consideração deve ser
dada para assegurar o tempo mínimo de aceleração/desaceleração do spindle. Refira-se ao
manual de operação da máquina.
FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA 13
13-27
2. G84 (Rosqueamento normal)
G84 [Xx Yy] Rr Zz [Ptc] Ff0 [Jj0(Bb0) Dd0 Hh0 Kk0]
tc : Parada (sempre em tempo)
f0 : Velocidade de avanço
(Config. o passo p/ rosqueamento síncrono)
j0 : 1… M04 após parada no fundo do furo
(b0) 2… M04 antes da parada no fundo do furo
4… M03 após parada no ponto R
d0 : Distância a partir do ponto R (Distância de
aproximação do macho)
h0 : Variação da velocidade de retorno (%)
h0 = 0 ....... Rosqueamento assíncrono
h0 ? 1 ....... Rosqueamento síncrono
k0 : Distância a partir do ponto R
- X, Y, P, J(B), D, H e/ou K podem ser omitidos.
Se, entretanto, J(B) for omitido ou configurado para 0, a configuração de J(B) será
considerada como 2.
Se H é omitido, a seleção entre o rosqueamento síncrono/assíncrono é executada pelo bit 6
do parâmetro F94.
- H é usado para selecionar qual operação de ciclo de rosqueamento, síncrono ou assíncrono,
deve ser executada usando uma máquina capaz de rosqueamento síncrono. Este código
também é usado para variar a velocidade de retorno para a operação de ciclo de
rosqueamento síncrono. H torna-se inválido para uma máquina incapaz de rosqueamento
síncrono ou se sua máquina tem a função de rosqueamento síncrono, mas o bit 6 do
parâmetro F94 não está configurado para 1.
- Qual argumento J ou B deve ser usado depende do valor que foi configurado no bit 1 do
parâmetro F84.
Parâmetro F84, bit 1 = 1: Argumento do comando J
= 0: Argumento do comando B
Nota: Para um centro de usinagem horizontal, se o valor do bit 1 do parâmetro F84 for 1
(o argumento do comando J), configurando um comando B causará a rotação da
mesa. Neste caso, tenha cuidado para assegurar que não haja interferência entre a
peça de trabalho e a ferramenta.
- Durante a seleção da engrenagem para o rosqueamento, a devida consideração deve ser
dada para assegurar o tempo mínimo de aceleração/desaceleração do spindle. Refira-se ao
manual de operação da máquina.
G99 G98
d0
k0
Ponto inicial
Ponto R’
Ponto R
Ponto Z
Ponto D
Parada
M03
Parada do spindle
Parada
M04 MEP152’
13 FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA
13-28
3. G84.2 (Rosqueamento síncrono)
G84.2 [Xx Yy] Rr Zz [Ptc] Ff0
f0 f0 f0
G98
G99
Ponto inicial
Ponto R
Ponto Z
Parada
M04
Parada do spindle
tc : Parada (em tempo) no ponto Z e no retorno ao ponto R
f0 : Velocidade de avanço (em passo)
- X, Y e/ou P podem ser omitidos.
- G84.2 e G84.3 sempre executam um rosqueamento síncrono, independente da configuração
no bit 6 do parâmetro F94.
- A designação de G84.2 ou G84.3 sem a correspondente opção causa o alarme 952 SEM
OPÇÃO DE ROSCA SINCRONIZADA.
- Durante a seleção da engrenagem para o rosqueamento, a devida consideração deve ser
dada para assegurar o tempo mínimo de aceleração/desaceleração do spindle. Refira-se ao
manual de operação da máquina.
- O valor do parâmetro K90 é sempre referido como a variação da velocidade de retorno (%).
FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA 13
13-29
4. G84.3 (Rosqueamento reverso síncrono)
G84.3 [Xx Yy] Rr Zz [Ptc] Ff0
f0 f0 f0
G98
G99
Ponto inicial
Ponto R
Ponto Z
Parada
M03
Parada do spindle
tc : Parada (em tempo) no ponto Z e no retorno ao ponto R
f0 : Velocidade de avanço (em passo)
- X, Y e/ou P podem ser omitidos.
- G84.2 e G84.3 sempre executam um rosqueamento síncrono, independente da configuração
no bit 6 do parâmetro F94.
- A designação de G84.2 ou G84.3 sem a correspondente opção causa o alarme 952 SEM
OPÇÃO DE ROSCA SINCRONIZADA.
- Durante a seleção da engrenagem para o rosqueamento, a devida consideração deve ser
dada para assegurar o tempo mínimo de aceleração/desaceleração do spindle. Refira-se ao
manual de operação da máquina.
- O valor do parâmetro K90 é sempre referido como a variação da velocidade de retorno (%).
13 FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA
13-30
13-3 Retorno ao Nível do Ponto Inicial e ao Nível do Ponto R: G98 e G99
1. Função e propósito
O comando G98 ou G99 pode ser usado para selecionar qual nível de retorno da seqüência
final durante a operação de ciclo fixo deve ser configurado para o ponto R ou para o ponto
inicial de usinagem.
2. Formato da programação
G98: Retorno ao nível do ponto inicial
G99: Retorno ao nível do ponto R
3. Descrição detalhada
A seguir está representada a relação entre o modo G98/G99 e o método de retorno:
Número
de furos
Programa de amostra
G98
(Em energia ligada ou após o
cancelamento usando M02, M30, ou a
tecla RESET)
G99
Somen-
te um
G81 X100. Y100.
Z–50. R25. F1000
Ponto inicial
Ponto R
Retorno ao nível do ponto inicial.
Ponto inicial
Ponto R
Retorno ao nível do ponto R.
Dois ou
mais
G81 X100. Y100.
Z–50. R25. L5 F1000
Último furo 2° furo 1° furo
?
Sempre retorno ao ponto inicial.
Último furo 2° furo 1° furo
?
MEP158
FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA 13
13-31
13-4 LIGA/CANCELA Escala: G51/G50
1. Função e propósito
O perfil especificado em um programa de usinagem pode ser ampliado ou reduzido no tamanho
usando o comando de ajuste de escala G51. A faixa de fatores de ajuste de escala
(ampliação/redução) é de 0.000001 a 99.999999.
Use o comando G51 para especificar um eixo de ajuste de escala, o centro de ajuste de escala
e um fator de ajuste de escala.
Use o comando G50 para especificar o cancelamento do ajuste de escala.
2. Formato da programação
G51 Xx Yy Zz Pp Aciona o ajuste de escala (especifique um eixo de ajuste de escala, o centro
de ajuste de escala (incremental/absoluto) e um fator de ajuste de escala)
G50 Cancela o ajuste de escala
3. Descrição detalhada
A. Especificando um eixo de ajuste de escala
O modo ajuste de escala é configurado automaticamente ao configurar G51. O comando G51
não move qualquer eixo; ele somente especifica um eixo de ajuste de escala, o centro de
ajuste de escala e o fator de ajuste de escala.
O ajuste de escala torna-se válido somente para o eixo em que o centro de ajuste de escala
está especificado.
Centro de ajuste de escala
O centro de ajuste de escala deve ser especificado com o endereço do eixo de acordo com o
modo comando de dados absolutos ou incrementais (G90 ou G91). Isto também se aplica
mesmo ao especificar a posição corrente como o centro.
Fator de ajuste de escala
Use o endereço de P para especificar um fator de ajuste de escala.
Unidade mínima de especificação: 0.000001
Faixa de fatores especificáveis: 1 a 99999999 ou 0.000001 a 99.999999 (fator)
(Apesar de ambas serem válidas, a última com um ponto
decimal deve ser precedida por G51.)
Centro de ajuste de escala
Perfil programado
Perfil de usinagem
b
a
Fator de ajuste de escala: b/a
MEP177
13 FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA
13-32
O fator de ajuste de escala configurado no parâmetro F20 será usado se você não especificar
qualquerfator de ajuste de escala no mesmo bloco como aquele do G51. A configuração
corrente deste parâmetro será usada se ela for atualizada durante o modo ajuste de escala.
Isto é, a configuração do parâmetro existente, quando G51 está configurado, é válida.
Os dados serão calculados em um fator de ajuste de escala de 1 se nem o programa ou
parâmetro tiver um fator de ajuste de escala especificado.
Erros de programa ocorrem nos seguintes casos:
- Se o ajuste de escala é especificado para uma máquina incapaz de ajuste de escala (Alarme
872 OPÇÃO G51 NÃO ENCONTRADA)
- Se um fator de ajuste de escala que excede seu valor disponível máximo é especificado no
mesmo bloco como aquele do G51 (Alarme 809 NUMERO INTRODUZIDO ILEGAL) (Todos
os fatores de ajuste de escala menores que 0.000001 são processados como 1.)
B. Cancelamento de ajuste de escala
O modo cancelar ajuste de escala é configurado automaticamente ao configurar G50.
Configurando este código de comando compensa qualquer desvio entre as coordenadas do
programa e as coordenadas da posição real da máquina. Mesmo para eixos que não foram
designados no mesmo bloco como àquele do G50, a máquina move-se através do valor de
deslocamento especificado pelo ajuste de escala.
4. Precauções
1. O ajuste de escala não se torna válido para a compensação do diâmetro da ferramenta,
compensação do comprimento da ferramenta ou compensação da posição da ferramenta.
As compensações e outras correções são calculadas somente para o perfil existente após
o ajuste de escala.
2. O ajuste de escala é válido somente para os comandos de movimento associados com a
operação automática (fita, memória ou MDI); não é válido para movimento manual.
3. As coordenadas após o ajuste de escala são exibidas como dados de posição.
4. O ajuste de escala é executado no eixo que o centro de ajuste de escala está especificado
por G51. Neste caso, o ajuste de escala torna-se válido para todos os comandos de
movimento associados com a operação automática, assim como para os cursos de retorno
do parâmetro configurado de G73 e G83, e p/ os cursos de deslocamento de G76 e G87.
5. Se somente um eixo do plano relacionado é selecionado para o ajuste de escala, a
interpolação circular é executada com o simples ajuste de escala neste eixo.
6. O ajuste de escala será cancelado se M02, M30 ou M00 (somente quando M0 contém
reconfiguração) for emitido durante o modo ajuste de escala. O ajuste de escala também
será cancelado por um comando de reconfigurar externo ou qualquer outra função de
reconfigurar durante o status de reconfigurado/inicial.
7. Os dados P, que especificam um fator de ajuste de escala, podem usar um ponto decimal.
O ponto decimal, entretanto, torna-se válido somente se o código do comando de ajuste
de escala G51 precede os dados P.
G51P0.5 0.5
P0.5G51 1 (considerado como P = 0)
P500000G51 0.5
G51P500000 0.5
8. O centro de ajuste de escala é deslocado adequadamente se o sistema de coordenadas é
deslocado usando os comandos G92 ou G52 durante o ajuste de escala.
FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA 13
13-33
5. Programas de amostra
1. Operação básica I
N01 G92X0Y0Z0
N02 G90G51X–100.Y–100.P0.5
N03 G00G43Z–200.H02
N04 G41X–50.Y-50.D01
N05 G01Z–250.F1000
N06 Y–150.F200
N07 X–150.
N08 G02Y–50.J50.
N09 G01X–50.
N10 G00Z0
N11 G40G50X0Y0
N12 M02
–200. –150. –100. –50.
–50.
–100.
–150.
Perc. ferram. após 1/2 aj. escala
Perc. progr. após 1/2 aj. escala
Perc. ferram. sem aj. escala
Perc. progr. sem aj. escala
D01 = 25.000
M: Centro de ajuste de escala
X
W
Y
N09 N11
N04
N06
N07
M N08
MEP178
13 FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA
13-34
2. Operação básica II
N01 G92X0Y0
N02 G90G51P0.5 .................. Veja de [1] a [4] abaixo.
N03 G00X–50.Y–50.
N04 G01X–150.F1000
N05 Y–150.
N06 X–50.
N07 Y–50.
N08 G00G50
N09 M02
[1] Sem ajuste de escala N02 G90G51P0.5
[2] Se ajuste de escala é p/ ser feito p/ X, Y N02 G90G51X–100.Y–100.P0.5
[3] Se ajuste de escala é p/ ser feito somente p/ X N02 G90G51X–100.P0.5
[4] Se ajuste de escala é p/ ser feito somente p/ Y N02 G90G51Y–100.P0.5
[3]
[4]
[2]
[1]
–150. –100. –50.
Y
M
X
–50.
–100.
–150.
W
MEP179
FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA 13
13-35
3. Operação básica III
N01 G92X0Y0
N02 G90G51P0.5 .................. Veja de [1] a [4] abaixo.
N03 G00X–50.Y–50.
N04 G01Y–150.F1000
N05 G02X–100.I–25.
N06 G01X–150.
N07 G02X–200.I–25.
N08 G01X–250.Y–100.
N09 Y–50.
N10 X–50.
N11 G00G50
N12 M02
[1] Sem ajuste de escala N02 G90G51P0.5
[2] Se ajuste de escala é p/ ser feito p/ X, Y N02 G90G51X–125.Y–100.P0.5
[3] Se ajuste de escala é p/ ser feito somente p/ X N02 G90G51X–125.P0.5
[4] Se ajuste de escala é p/ ser feito somente p/ Y N02 G90G51Y–100.P0.5
–250. –200. –150. –100. –50.
–50.
–100.
–150.
–125.
Y
X
M
W
[1]
[4]
[3]
[2]
MEP180
13 FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA
13-36
4. Checagem do ponto de referência (ponto zero) (G27) durante o ajuste de escala
Configurando G27 durante o ajuste de escala cancela o modo ajuste de escala após G27
ter sido executado.
N01 G28X0Y0
N02 G92X0Y0
N03 G90G51X–100.Y–100.P0.5
N04 G00X–50.Y–50.
N05 G01X–150.F1000
N06 G27X0Y0
Se um programa é construído de maneira que o ponto de referência seja alcançado sob
modo normal, ele também será alcançado mesmo sob modo ajuste de escala.
–150. –100. –50.
–50.
–100.
X
Y
N06*
N06**
N04
N05
W
M
N06**. Durante ajuste de escala
N06* .. Sem ajuste de escala
MEP181
FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA 13
13-37
5. Retorno ao ponto de referência (ponto zero) (G28, G29 ou G30) durante o ajuste de
escala
Configurando G28 ou G30 durante o ajuste de escala cancela o modo ajuste de escala no
ponto médio e, então, executa o comando de retorno ao ponto de referência (ponto zero).
Se o ponto médio não foi configurado, o comando de retorno ao ponto de referência (ponto
zero) é executado com o ponto onde o ajuste de escala foi cancelado como ponto médio.
Se G29 for configurado durante o modo ajuste de escala, o ajuste de escala será
executado para o movimento inteiro após o ponto médio.
N01 G28X0Y0
N02 G92X0Y0
N03 G90G51X–100.Y–150.P500000
N04 G00X–50.Y–100. 0.5
N05 G01X–150.F1000
N06 G28X–100.Y–50.
N07 G29X–50.Y–100.
MEP182
–150. –100. –50.
–50.
–100.
X
Y
N06*
N06**
M
N04
N05
–150.
N06*
N07*
Sem ajuste de escala
Durante o ajuste de escala
Ponto intermediário
N06**
N07**
N07**
N07*
N07
N06
W
13 FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA
13-38
6. Posicionamento em sentido único (G60) durante o ajuste de escala
Configurando G60 durante o modo ajuste de escala executa o ajuste de escala no ponto
final de posicionamento e, assim, nenhum ajuste de escala é executado para o parâmetro
l1 de deslocamento. Isto é, a distância de deslocamento permanece constante,
independentemente se o ajuste de escala é válido.
N01 G92X0Y0
N02 G91G51X–100.Y–150.P0.5
N03 G60X–50.Y–50.
N04 G60X–150.Y–100.
–150. –100. –50.
–50.
–100.
X
Y
N04
N03
–150.
W
Sem ajuste de escala
Durante o ajuste de escala
M
MEP183
FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA 13
13-39
7. Atualização do sistema de coordenadas da peça de trabalho durante o ajuste de escala
A atualização do sistema de coordenadas da peça de trabalho durante o ajuste de escala
faz com que o centro de ajuste de escala seja deslocado de acordo com a diferença no
valor do offset entre o novo e o antigo sistema de coordenadas da peça de trabalho.
N01 G90G54G00X0Y0
N02 G51X–100.Y–100.P0.5
N03 G65P100
N04 G90G55G00X0Y0
N05 G65P100
Subprograma
O100
G00X–50.Y–50.
G01X–150.F1000
Y–150.
X–50.
Y–50.
M99
%
W1
M
M’
W2
G55
G54
MEP184
13 FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA
13-40
8. Rotação da figura durante o ajuste de escala
Configurando o comando de rotação da figura durante o ajuste de escala, o ajuste de
escalaé executado para o centro e o raio de rotação da figura.
N01 G92X0Y0
N02 G90G51X0Y0P0.5
N03 G00X–100.Y–100.
N04 M98P200I–50.L8
Subprograma
O200
G91G01X–14.645Y35.355F1000
M99
%
MEP185
X
–150. –100. –50.
–50.
–100.
Y
–150.
W
–200.
Após ajuste de escala
Programa de usinagem
Centro de ajuste de escala
FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA 13
13-41
9. Ajuste de escala usando um subprograma de rotação da figura
Configurando o comando ajuste de escala em um subprograma de rotação da figura, o
ajuste de escala é executado somente para o perfil predefinido no subprograma. O ajuste
de escala não é executado para o raio de rotação da figura.
G92X0Y0
G90G00X100.
M98P300I–100.L4
G90G00X0Y0
M02
Subprograma
O300
G91G51X0Y0P0.5
G00X–40.
G01Y–40.F1000
X40.
G03Y80.J40.
G01X–40.
Y–40.
G00G50X40.
X–100.Y100.
M99
%
W
Programa de usinagem
Após o ajuste de escala
MEP186
13 FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA
13-42
10. Ajuste de escala durante a rotação das coordenadas
Se o ajuste de escala durante a rotação das coordenadas for programado, o centro de
ajuste de escala girará, e o ajuste de escala será executado neste centro de ajuste de
escala girado.
N01 G92X0Y0
N02 M00 (Configuração dos dados de rotação das coordenadas)
N03 G90G51X–150.Y–75.P0.5
N04 G00X–100.Y–50,
N05 G01X–200.F1000
N06 Y–100.
N07 X–100.
N08 Y–50.
N09 G00G50X0Y0
–150. –100. –50.
–50.
–100.
X
Y
–150.
W
–200.
Deslocamento do centro
de ajuste de escala por
rotação das coordenadas
rotation
Programa de usinagem
N04
N08 N05
N06
N07
Somente ajuste de escala
Somente rotação das
coordenadas
Rotação das coordenadas
e ajuste de escala
MEP187
FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA 13
13-43
11. Configurando G51 durante o ajuste de escala
Se o comando G51 é configurado durante o modo ajuste de escala, o eixo para o qual o
centro de ajuste de escala é novamente especificado também sofrerá o ajuste de escala.
O fator de ajuste de escala especificado pelo último comando G51 torna-se válido.
N01 G92X0Y0
N02 G90G51X–150.P0.75 Eixo X de ajuste de escala; P = 0.75
N03 G00X–50.Y–25.
N04 G01X–250.F1000
N05 Y–225.
N06 X–50.
N07 Y–25.
N08 G51Y–125.P0.5 Eixos X e Y de ajuste de escala; P = 0.5
N09 G00X–100.Y–75.
N10 G01X–200.
N11 Y–175.
N12 X–100.
N13 Y–75.
N14 G00G50X0Y0 Cancelamento
–150. –100. –50.
–50.
X
Y
W
–200.
–100.
–150.
–250.
–200.
N03
N14
N09
N04
N05
N11
N12
N06
N07
N13
N10
Programa de
usinagem
MEP188
13 FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA
13-44
13-5 ATIVA/CANCELA Imagem Espelho: G51.1/G50.1
1. Função e propósito
O modo imagem espelho pode ser ativado e cancelado para cada eixo usando os códigos G.
Uma prioridade mais alta é dada à configuração de imagem espelho com os códigos G em
comparação com a configuração por quaisquer outros métodos.
2. Formato da programação
G51.1 Xx1 Yy1 Zz1 Ativa imagem espelho
G50.1 Xx2 Yy2 Zz2 Cancela imagem espelho
3. Descrição detalhada
- Use o endereço e coordenadas em um bloco G51.1 para especificar o eixo de espelhamento
e o centro de espelhamento (usando dados absolutos ou incrementais), respectivamente.
- Se a palavra coordenada é designada em G50.1, então, isto indica o eixo para o qual a
imagem espelho deve ser cancelada. Os dados das coordenadas, mesmo se especificados,
são ignorados neste caso.
- Após o processamento da imagem espelho ter sido executado somente p/ um dos eixos
formando um plano, o sentido da rotação e o sentido do deslocamento tornam-se reversos
durante a interpolação de arco, compens. do diâm. da ferramenta ou rot. das coordenadas.
- Como a função de processamento da imagem espelho é válida somente para os sistemas
locais de coordenadas, o centro de processamento da imagem espelho move-se conforme os
dados pré-configurados do contador particular ou os dados de deslocamento das
coordenadas da peça de trabalho.
4. Programas de amostra
MEP189
Y
X
[1]
[4][3]
[2]
( Programa principal)
G00G90G40G49G80
M98P100
G51.1X0
M98P100
G51.1Y0
M98P100
G50.1X0
M98P100
G50.1Y0
M30
X Y
[1] OFF OFF
[2] ON OFF
[3] ON ON
[4] OFF OFF
OFF OFF
(Subprograma O100)
G91G28X0Y0
G90G00X20.Y20.
G42G01X40.D01F120
Y40.
X20.
Y20.
G40X0Y0
M99
FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA 13
13-45
13-6 Controle do Subprograma: M98, M99
1. Função e propósito
As seqüências fixas ou programas usados repetidamente podem ser armazenados na memória
como subprogramas que podem ser chamados a partir do programa principal quando requerido.
M98 serve para chamar subprogramas e M99 serve para retornar a partir do subprograma.
Além disso, é possível chamar outros subprogramas a partir de subprogramas particulares e a
quantidade de repetição pode ser incluída em até 8 níveis.
TEP161
Subprograma Subprograma Subprograma Subprograma Progr. principal
O5000;
M99;
(Nível 8) (Nível 3) (Nível 2) (Nível 1)
Quantidade de repetição
O0010;
M98P1000;
M02;
O1000;
M98P1200
Q20;
M99;
O1200;
N20;
M98P2000;
N60;
M99;
O2000;
M98P2500;
M99P60;
A tabela abaixo mostra as funções que podem ser executadas para adicionar e combinar as
funções de armazenamento de fitas e de edição, funções de controle de subprogramas e
funções de ciclo fixo.
Caso 1 Caso 2 Caso 3 Caso 4
1. Armazenamento de fita e edição
2. Controle de subprograma
3. Ciclos fixos
Sim
Não
Não
Sim
Sim
Não
Sim
Sim
Sim
Sim
Não
Sim
Função
1. Operação de memória ? ? ? ?
2. Edição de fita (memória principal) ? ? ? ?
3. Chamar subprograma × ? ? ×
4. Chamar nível de repetir subprogr. (Nota 2) × ? ? ×
5. Ciclos fixos × × ? ?
6. Edição de subprograma de ciclo fixo × × ? ?
Notas:
1. “?” indica uma função que pode ser usada e “×” uma função que não pode ser usada.
2. A quantidade de repetição pode ser incluída em até 8 níveis.
13 FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA
13-46
2. Formato da programação
Chamada de subprograma
M98 P Q L ;
Número de repetições do subprograma (L1, se omitido)
Número de seqüência no subprograma a ser chamado (bloco do cabeçalho, se omitido)
Número do programa do subprograma a ser chamado (próprio programa, se omitido).
P somente pode ser omitido durante a operação de memória.
Retorno ao programa principal a partir do subprograma
M99 P_ L_;
Número de vezes após o número de repetições ter sido alterado
Número de seqüência de destino do retorno (retornado ao bloco seguinte ao bloco de
chamada, se omitido)
3. Criando e introduzindo subprogramas
Os subprogramas têm o mesmo formato que os programas de usinagem para a operação de
memória normal, exceto que a instrução de término do subprograma M99 (P_ L_) é introduzida
como um bloco independente no último bloco.
O? ? ? ? ; Número do programa como subprograma
.............. ;
.............. ;
Corpo principal do subprograma
.............. ;
M99; Comando de retorno de subprograma
%(EOR) Fim do código de registro (% com código ISO e EOR com código EIA)
O programa acima é registrado por operações de edição. Para outros detalhes, refira-se à
seção sobre a edição de programas.
Somente estes números de subprogramas na faixa de 1 a 9999 designados por especificações
opcionais podem ser usados. Quando não há números de programas na fita, o número da
configuração para a “entrada do programa” é usado.
Até 8 níveis de repetição podem ser usados para chamar os programas a partir de
subprogramas, e um erro de programa ocorre se este número é excedido.
Os programas principais e os subprogramas são registrados na ordem em que eles foram lidos
porque não é feita distinção entre eles. Isto significa que não devem ser atribuídos os mesmos
números para os programas principais e subprogramas. (Se os mesmos números são dados,
ocorre erro durante a entrada.)FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA 13
13-47
Exemplo:
;
O???? ;
................ ; Subprograma A
M99;
%
;
O? ? ? ? ;
................ ; Subprograma B
M99;
%
;
O???? ;
................ ; Subprograma C
M99;
%
Nota 1: Os programas principais podem ser usados durante a operação da memória e da fita,
mas os subprogramas devem ter sido introduzidos na memória.
Nota 2: Os seguintes comandos não são o objeto da repetição do subprograma e podem ser
chamados mesmo além do oitavo nível de repetição.
- Ciclos fixos
- Ciclos de modelo
4. Execução do subprograma
M98: Comando de chamar subprograma
M99: Comando de retornar subprograma
Formato da programação
M98 P_ Q_ L_;
Onde P: Número do subprograma a ser chamado (até 8 dígitos)
Q: Qualquer número de seq. dentro do subprograma a ser chamado (até 5 dígitos)
L: Número de repetições de 1 a 9999 com valores numéricos de 4 algarismos; se
L é omitido, o subprograma é executado uma vez; com L0, não há execução.
Por exemplo,
M98 P1 L3; é equivalente ao seguinte:
M98 P1;
M98 P1;
M98 P1;
13 FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA
13-48
Exemplo 1: Quando há 3 chamadas de subprogramas (conhecido como 3 níveis de
repetição)
TEP162
Progr. principal
M98P1;
M02;
Subprograma 1
O1;
M98P10;
M99;
Subprograma 2
O10;
M98P20;
M99;
Subprograma 3
O20;
M99;
[1]
[1]’
[2]
[2]’
[3]
[3]’
Seqüência de execução: [1]? [2]? [3]? [3]’? [2]’? [1]’
Para repetição, os comandos M98 e M99 devem sempre formar pares na base de 1 : 1, [1]'
para [1], [2]' para [2], etc.
A informação modal é reescrita de acordo com a seqüência de execução sem distinção entre
os programas principais e os subprogramas. Isto significa que após chamar um subprograma,
deve-se prestar atenção ao status dos dados de modal ao programar.
Exemplo 2: Os comandos M98 Q_ ; e M99 P_ ; designam os números de seqüência em
um programa com uma instrução de chamada.
TEP163
M98Q3;
N3__;
M99;
M98Q_;
N100__;
M98P123;
N200__;
N300__;
N400__;
M99P_;
O123;
M99P100;
Procura
FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA 13
13-49
Exemplo 3: Programa principal M98 P2 ;
O1;
Subprograma 1
M99;
%
O2;
N200 Subprograma 2
M99;
%
O3;
N200 Subprograma 3
M99;
%
- Quando o bloco O2 N200 é procurado com a função de procurar memória, os dados modais
são atualizados de acordo com os dados relacionados de O2 a N200.
- O mesmo número de seqüência pode ser usado em diferentes subprogramas.
- Quando o subprograma (No. p1) deve ser repetidamente usado, ele será repetidamente
executado por I1 vezes desde que M98 Pp1 Ll1; estiver programado.
5. Outras precauções
- Um erro de programação ocorre quando o número do programa designado (P) não é
encontrado.
- A parada de bloco único não ocorre no bloco M98P _ ; e M99 ;. Se qualquer endereço, exceto
O, N, P, Q ou L for usado, a parada de bloco único pode ser executada. (Com X100. M98
P100; a operação desvia para O100 após X100. ser executada.)
- Quando M99 é comandado no programa principal, a operação retorna para o cabeçalho.
- A operação pode desviar a partir da operação da fita ou PTR para um subprograma por
M98P_ , mas o número de seqüência do destino de retorno não pode ser designado com
M99P_ ;. (P_ é ignorado.)
- Cuidado deverá ser tomado no consumo de tempo da operação de procura quando o número
de seqüência for designado por M99P_ ;
13 FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA
13-50
6. Chamada do programa MAZATROL a partir do programa EIA/ISO
A. Vista geral
O programa de usinagem MAZATROL pode ser chamado como um subprograma a partir do
programa de usinagem descrito com os códigos EIA/ISO.
EIA/ISO ? MAZATROL (Chamada de programa)
M98P1000;
EIA/ISO
MAZATROL (Nr. 1000)
O programa de usinagem MAZATROL é
chamado a partir do programa EIA/ISO, e
o programa de usinagem inteiro pode ser
usado.
Nota: Quando a execução do programa de usinagem MAZATROL é completada, a
execução é retornada novamente ao programa EIA/ISO.
Deve ser notado que a ferramenta usada, a posição corrente e outras características
são alteradas embora a informação do modal do EIA/ISO não seja alterada.
B. Formato da programação
M98 P_ L_;
P: Número do programa de usinagem MAZATROL a ser chamado.
Quando não for especificado, o alarme SEM PROGRAMA DESIGNADO será
exibido. Além disso, quando o programa especificado não for armazenado, o alarme
SEM PROGRAMA DESIGNADO será exibido.
L: Número de repetições de execução do programa (1 a 9999).
Quando omitido ou L=0, o progr. chamado será executado uma vez (como se L=1).
C. Descrição detalhada
1. A unidade de FIM do programa MAZATROL
A unid. de FIM não tem de ser especificada no fim do programa de usinagem MAZATROL.
Quando a unidade de fim é especificada: Mesmo se NR. PROGR. e CONTI. são
especificados, eles são ignorados. Isto significa que a cadeia do programa não pode ser
feita com o programa MAZATROL chamado a partir do programa EIA/ISO.
M98
UNID CONTI. NR. PROGR.
FIM 1 ? ?? ??
Ignorado
MAZATROL
MAZATROL EIA/ISO
Impossível
FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA 13
13-51
2. Execução de programa MAZATROL
Quando o programa MAZATROL é chamado a partir do programa EIA/ISO, o programa
MAZATROL é executado como operação automática do MAZATROL.
O programa MAZATROL será executado independentemente da chamada ter sido feita
pelo programa EIA/ISO. Em outras palavras, ele executa a mesma usinagem como se
fosse um programa MAZATROL exclusivo. Ao chamar o programa MAZATROL, sempre
coloque, previamente, uma ferramenta externamente à área de segurança. A falha em
fazer isto pode causar interferência entre a peça de trabalho e a ferramenta.
3. Repetição
Dentro do programa MAZATROL chamado a partir do programa EIA/ISO, a unidade de
subprograma (SUB-PROG) não pode ser usada.
M98;
SUB-PROG
FIM
MAZATROL EIA/ISO
Chamada
Impossível
EIA/ISO
Refira-se ao Manual de Programação MAZATROL para a unidade SUB-PROG.
Nota: Como no caso com a unidade SUB-PROG, o alarme EXCESSO DE
SUBPROGRAMA ocorrerá se a unidade de usinagem de ponto estiver presente
no programa MAZATROL que foi chamado como um subprograma a partir do
programa EIA.
D. Observações
1. Sinais de interrupção de MDI e de interrupção de macro durante a execução do programa
MAZATROL são ignorados.
2. O programa MAZATROL não pode ser reiniciado pelo meio.
3. A chamada do programa MAZATROL no modo ciclo fixo resulta em um alarme.
4. A chamada do programa MAZATROL no modo compensação do raio da ferramenta
resulta em um alarme.
5. A chamada do programa MAZATROL não é disponível no modo operação MDI (resulta em
um alarme).
6. Um programa MAZATROL chamado por M98 não pode ser executado, exceto em sua
totalidade (do cabeçalho ao fim).
7. Os comandos para os endereços diferentes de O, N, P, Q, L e H em um bloco de M98
para a chamada do programa MAZATROL não serão processados até o término do
programa chamado.
13 FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA
13-52
13-7 Fim do Programa: M02, M30, M998, M999
Se o programa contiver M02, M30, M 998, M999 ou EOR (%), o bloco contendo um desses
códigos será executado como o fim do pr ograma na unidade NC. O processame nto do fim do
programa não será comandado por M98 ou M99. No processamento de fim do programa, o
processamento da vida da ferramenta, contagem de peças e procura do NR. PROGR. serão
executados.
1. M02, M30
Somente processa mento da vida da ferramenta será executado.
2. M998, M999
Processamento da vida da ferramenta, contagem de peças e procura do NR. PROGR.
serão executados.
M998(999) P111 Q1;
Especificação de execução ou não -execução de contagem de peças
(contagem atualizada na tela de POSIÇÃO)
0: Não-execução decontagem de peças
1: Execução de contagem de peças
Número do program a a ser execut ado a seguir
Código M para a cadeia do program a
M998: Execução contínua após contagem pçs e procura do NR. PROGR.
M999: Fim após contagem de peças e procura do NR. PROGR.
- M998P????
?
?
?
?
?
?
?
?
?
?
Programa EIA/ISO
M998P????
Programa MAZATROL
ou
Programa EIA/ISO
Programa MAZ ATROL ou EIA/ISO é chamado a partir do programa EIA/ISO e executado
como o próximo programa.
- M999P????
Programa EIA/ISO
M999P????
Programa MAZATROL
ou
Programa EIA/ISO
?
?
?
?
?
O programa MAZATROL ou EIA/ISO somente é chamado a partir do programa EIA/ISO
e quando a operação está terminada.
FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA 13
13-53
13-8 Comandos de Ângulo Linear
1. Função e propósito
A programação do ângulo linear e uma das coordenadas do ponto final faz a unidade NC
calcular automaticamente as coordenadas do ponto final.
2. Formato da programação
N1 G01 Aa1 Zz1 (Xx1) Designa o ângulo e as coordenadas d o eixo X ou do eixo Z.
N1 G01 A–a2 Zz1 Xx1
TEP180
(x1, z1)
a2
a1
N1
Z
X
3. Descrição detalhada
1. O ângulo é indicado em relação ao sen tido positivo (+) do primeiro eixo (eixo horizontal) no
plano selecionado.
Designe o sinal + para o sentido contrário ao do po nteiro do relógio (ANTI -HORAR) ou o
sinal – para o sentido do ponteiro do relógio (HORAR).
2. Configure o ponto final em um dos dois eixos do plano selecionado.
3. Os dados do ângulo serão ignorados se as coordenadas de ambos os eixos são
configuradas junto com os ângulos.
4. Se somente os ângulos forem configurados, o comando será tratado como um comando
geométrico.
5. Para o segundo bloco, o ângulo no ponto inicial ou no ponto final pode ser especificado.
6. A função de comando de ângulo linear não opera se o endereço A deve ser usado para
um nome de eixo ou uma função auxiliar nr. 2.
7. Esta função é válida somente para o comando G01; ela não é válida para outros
comandos de interpolação ou posicionamento.
13 FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA
13-54
13-9 Função de Chamada de Macro : G65, G66, G66.1, G67
13-9-1 Macros do usuário
Chamada de programa de macro, cálculo de dados, entrada/saída de dados a partir de um
computador pessoal, controle de dados, avaliação, desvio e várias outras instruções podem ser
usadas com comandos de variáveis para executar medições e outras operações .
Programa de macro Programa principal
M30
Comando de chamada
de programa de macro
???????????? ??????????
M99
Um programa de macro é um subprograma que é criado usando variáveis, instruções de
cálculo, instruções de controle, etc. para ter características especiais de controle.
Estas características especiais de controle (programas d e macro) podem ser usadas
chamando -as a partir do programa principal como requerido. Estas chamadas usam instruções
de chamada de macro.
Descrição detalhada
- Quando o comando G66 for introduzido, o subprograma de macro do usuário designado será
chamado toda s as vezes após a execução dos comandos de movimento dentro de um bloco
até G67 (cancelamento) ter sido introduzido.
- Os códigos de comando G66 e G67 devem residir no mesmo programa em pares.
FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA 13
13-55
13-9-2 Instruções de chamada de macro
Dois tipos de instruções de chama da de macro são fornecidas: instruções de chamada única,
usadas para chamar somente no bloco designado, e instruções de chamada modal, usadas
para chamar em cada bloco dentro do modo chamada de macro.
As instruções de chamada modal são ainda divididas em t ipo A e tipo B.
1. Chamada única
Programa principal
G65P01L 1 <argumento>
Subprograma (O 01)
O01
M99
p/ o subprograma
p/ o programa principal
O subprograma de macro designado pelo usuário termina com M99.
A instrução G65 chama o subprograma de macro designado pelo usuário somente uma vez.
Formato:
G65 P__ L__ <argumento>
Número de repetições
Nr. do programa (Quando P for omitido, o
próprio programa será repetido)
<Argumento>
Quando o argumento deve ser fornecido ao subprograma de macro do usuário como uma
variável local, designe os dados requeridos com os endereços respectivos. (A designação do
argumento não é disponível para um subprograma de macro do usuário escrito em linguagem
MAZATROL.)
Neste caso, o argumento pode ter um sinal e um ponto decimal, independentemente do
endereço. Os argumentos podem ser especificados usando o método I ou II, como mostrado
abaixo.
13 FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA
13-56
A. Especificação do argumento I
Formato: A_B_C_ ??????? X_Y_Z_
Descrição detalhada
- Um argumento pode ser especificado usando todos os endereços, exceto G, L, N, O e P.
- Exceto para os endereços I, J, e K, os endereços não necessitam ser especificados em
ordem alfabética.
I_J_K_ ... Correto
J_I_K_ ... Errado
- Os endereços cuja es pecificação não é requerida podem ser omitidos.
- A relação entre endereços, que podem ser especificados usando a especificação de
argumento I e números de variáveis em uma unidade de macro do usuário, está mostrada na
seguinte tabela:
Relação entre endere ço e número da variável Comandos de chamada e endereços usáveis
Endereço especificado
usando o método I
Variável em programa
de macro G65, G66 G66.1
A #1 ? ?
B #2 ? ?
C #3 ? ?
D #7 ? ?
E #8 ? ?
F #9 ? ?
G #10 × ×*
H #11 ? ?
I #4 ? ?
J #5 ? ?
K #6 ? ?
L #12 × ×*
M #13 ? ?
N #14 × ×*
O #15 × ×
P #16 × ×*
Q #17 ? ?
R #18 ? ?
S #19 ? ?
T #20 ? ?
U #21 ? ?
V #22 ? ?
W #23 ? ?
X #24 ? ?
Y #25 ? ?
Z #26 ? ?
? : Usável ×: Não usável *: Usável no modal G66.1
FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA 13
13-57
B. Especificação de argumento II
Formato: A_B_C_I_J_K_I_J_K_?????
Descrição detalhada
- Até um máximo de 10 conjuntos de argumentos em que cada um consiste nos en dereços I, J
e K, assim como A, B, e C podem ser especificados.
- Se endereços idênticos se sobrepõem, especifique -os na ordem requ erida.
- Os endereços cuja especificação não é requerida podem ser omitidos.
- A relação entre endereços, que pode ser especificada usando a especificação de argumento
II e nrs. das variáveis em uma unid. de macro do usuário, está mostrada na seguinte tabela:
Endereços da
especificação de
argumento II
Variáveis nos programas
de macro
Endereços da
especificação de
argumento II
Variáveis nos programas
de macro
A #1 K5 #18
B #2 I6 #19
C #3 J6 #20
I1 #4 K6 #21
J1 #5 I7 #22
K1 #6 J7 #23
I2 #7 K7 #24
J2 #8 I8 #25
K2 #9 J8 #26
I3 #10 K8 #27
J3 #11 I9 #28
K3 #12 J9 #29
I4 #13 K9 #30
J4 #14 I10 #31
K4 #15 J10 #32
I5 #16 K10 #33
J5 #17
Nota: Na tabela acima, os numerais de 1 a 10 foram adicionados para os endereços I, J, e J
para indicar a ordem de arranjo dos conjuntos de argumentos designados: estes
numerais não são incluídos nas instruções reais.
C. Uso combinado das especificações de argumento I e II
Quando ambos os métodos I e II são usados p/ especificar os argumentos, somente o último
dos dois argumentos que tiver um endereço que corresponda à mesma variável será validado.
Exemplo: Comando de chamada G65 A1.1 B–2.2 D3.3 I4.4 I7.7
Variáveis
#1: 1.1
#2: –2.2
#3:
#4: 4.4
#5:
#6:
#7: 7.7
Se dois argumentos (D3.3 e I7.7) forem designados pa ra a variável #7, somente o
último argumento ( I7.7) será usado.
13 FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA
13-58
2. Chamada modal, tipo A (Chamada de comando de movimento)
Programa principal
G66P01L 1 <argumento>
Subprograma
O01
M99
P/ o subprograma
P/ o programa principal
G67
P/ o subprograma
Para um bloco que tem um código de comando de movimento entre G66 e G67, o
subprograma designado de macro d o usuárioé executado após este comando de movimento
ter sido executado. O subprograma é executado em 1 vezes para a primeira chamada ou uma
vez para as chamadas subseqüentes.
Para a chamada modal do tipo A, os métodos de especificar <argumento> são os me smos
como usados para a chamada única.
Formato:
G66 P__ L__ <argumento>
Número de repetições
Nr. do programa
Descrição detalhada
- Quando o comando G66 for introduzido, o subprograma designado de macro do usuário será
chamado toda a vez após a execução dos comandos de movimento dentro de um bloco at é o
comando G67 (cancelamento) ter sido introduzido.
- Os códigos de comando G66 e G67 devem residir no mesmo programa em pares.
A introdução de um comando G67 sem um comando G66 resulta em um alarme 857 ERRO
PROG. UTIL. MACRO G67.
FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA 13
13-59
Exemplo: Ciclo de furação
N1G90G54G0X0Y0Z0
N2G91G00X–50.Y–50.Z–200.
N3G66P9010R–10.Z–30.F100
N4X–50.Y–50.
N5X–50.
N6G67
Programa principal
Subprograma
MEP165
O9010
N10G00Z#18M03
N20G09G01Z#26F#9
N30G00Z–[#18+#26]
M99
P/ subprograma após a execução de comando de eixo
Para o programa principal
P/ subprograma após a execução de comando de eixo
Para o subprograma
W
N1
N4
N2
X
Y
–50.
–100.
–50. –100. –150.
N5
N3
Argumento F
Argumento Z
Argumento R N10
N30 N20
Nota 1: O subprograma designado será executado após os comandos de eixo, no programa
principal, ter sido executado.
Nota 2: Nenhum subprograma é executado para o bloco G67 e seus sucessores.
3. Chamada modal, tipo B (Chamada Blo co-a-bloco)
O subprograma designado de macro de usuário é chamado incondicionalmente para cada um
dos blocos de comando presentes entre G66.1 e G67. A execução do programa de macro é
repetida como especificado com L para a primeira chamada e somente uma ve z para cada uma
das chamadas subseqüentes.
Formato:
G66.1 P__ L__ <argumento>
Número de repetições
Nr. do programa
Descrição detalhada
- Durante o modo G66.1, somente os códigos O, N e G em cada um dos blocos de comando
lidos são executados. Nenhum outro código destes blocos é executado; códigos dife rentes de
O, N e G são tratados como argumentos. Entretanto, somente o último código G e os códigos
N seguindo um código diferente de O ou N tornam -se argumentos.
- Todos os blocos significativos no modo G66.1 são considerados quando precedidos pelo
comando G65P_.
Por exemplo, o bloco de
N100G01G90X100. Y200. F400R1000
no modo G66.1P1000 é tratado como equivalente a
13 FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA
13-60
N100G65P1000G01G90X100. Y200. F400R1000.
Nota: A chamada é executada mesmo para o bloco de comando G66.1 do modo G66.1,
com a relação entre os e ndereços dos argumentos e os números das variáveis
sendo os mesmos como para o G65 (chamada única).
- A faixa de dados dos comandos G, L, P e N, que você pode configurar como novas variáveis
usando o modo G66.1, é a mesma que a faixa de dados de comandos NC usuais.
- O número de seqüência N, os códigos modais G e O são todos atualizados como
informações modais.
4. Chamada de macro de código G
Os subprogramas de macro do usuário do número de programa requerido podem ser
chamados configurando os códigos G.
Formato:
G×× <argumento>
Código G que chama o subprograma de macro
Descrição detalhada
- A instrução mostrada acima executa a mesma função que as instruções listadas abaixo. Qual
destas instruções listadas aplicar será determinado pelos dados do parâmetro a ser
configurado para cada código G.
M98P? ? ? ?
G65P? ? ? ? <argumento>
G66P? ? ? ? <argumento>
G66.1P? ? ? ? <argumento>
- Use parâmetros para configurar a relação entre G ×× (código G de chamada de macro) e
P? ? ? ? (número do programa de macro a ser chamado).
- De G00 a G255, um máximo de até 10 códigos de comando pode ser usado com esta
instrução a não ser que o uso destes códigos seja claramente predefinido pelos padrões EIA,
tais como G00, G01, G02, etc.
- O código de comando não pode ser incluído nos subprogramas de macro do usuário que
foram chamados usando os c ódigos G.
FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA 13
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5. Chamada de macro de comando auxiliar (Chamada de macro de códigos M, S, T ou A)
Os subprogramas de macro do usuário de número de programa requerido podem ser
chamados configurando os códigos M, S, T ou A.
Formato:
Mm (ou Ss, Tt e Aa)
Código M (ou S, T e A) que chama o subprograma de macro
Descrição detalhada (A descrição seguinte também se aplica aos códigos S, T e A.)
- A instrução mostrada acima executa a mesma função que as instruções listadas abaixo. Qual
destas instruções listadas aplicar será determinado pelos dados do parâmetro a ser
configurado para cada código M
M98P? ? ? ?
G65P? ? ? ? Mm
G66P? ? ? ? Mm
G66.1P? ? ? ? Mm
- Use parâmetros para configurar a relação entre Mm (código M de chamada de macro) e
P? ? ? ? (número de programa da macro a ser chamada).
Até um máximo de 10 códigos M, na faixa de M00 a M95, p odem ser registrados. Não registre
os códigos M que são fundamentalmente requeridos para sua máquina, nem M0, M1, M2,
M30 e de M96 a M99.
- Se os códigos de comandos auxiliares registrados são configurados nos subprogramas de
macro do usuário que têm sido ch amados usando os códigos M, as chamadas de macro não
ocorrerão, pois estes códigos de comandos auxiliares especiais serão tratados como os
códigos usuais (códigos M, S, T ou A).
6. Diferenças no uso entre os comandos M98, G65, etc.
- Os argumentos podem ser des ignados para G65, mas não podem ser designados para M98.
- Os números de seqüência podem ser designados para M98, mas não podem ser designados
para G65, G66 ou G66.1.
- O comando M98 executa um subprograma depois que os comandos de bloco M98 diferentes
de M, P, H e L tenham sido executados, considerando que G65 desvia o programa em um
subprograma sem fazer nada.
- A parada de bloco único ocorrerá se o bloco de comando M98 tiver endereço diferente de O,
N, P, H e L. Entretanto, para G65, a parada de bloco único nã o ocorrerá.
- O nível de variáveis locais é fixado para M98, mas para G65 ele muda de acordo com a
quantidade de repetição. (Por exemplo, #1s, se presentes antes e depois de M98, sempre
significa o mesmo, mas se presentes antes e depois de G65, eles têm sent idos diferentes.)
- O comando M98 pode ter um máximo de até 15 níveis de multiplexidade de chamada quando
combinado com G65, G66 ou G66.1, enquanto que o número máximo de níveis disponíveis
para o comando G65 é quatro quando ele é combinado com G66 ou G66.1.
13 FUNÇÕES DE SUPORTE DE PROGRAMA
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7. Multiplexidade de comandos de chamada de macro
O número máximo disponível de níveis de chamada de subprograma de macro é quatro, se é
única ou modal. Os argumentos em instruções de chamada de macro tornam -se válidos
somente dentro do nível da macro chamad a. Como a multiplexidade da chamada de macro é
de até um máximo de quatro níveis, os argumentos podem ser incluídos em um programa
como variáveis locais todas as vezes que uma chamada de macro é feita.
Nota 1: Quando uma chamada de macro G65, G66 ou G66.1, ou uma chamada de macro de
comando auxiliar for feita, a repetição será considerada como de nível único e, assim,
o nível das variáveis locais também será aumentado de 1.
Nota 2: Para a chamada modal de tipo A, o subprograma designado de macro do usuário é
chamado todas as vezes que um comando de movimento é executado. Entretanto, se
múltiplos G66s estiverem presentes, o próximo subprograma de macro do usuário
será chamado mesmo para os comandos de movimento na macro todas as vezes
que o movimento do eixo for feito.
Nota 3: Os subprogramas de macro do usuário são cancelados em uma ordem reversa
daquela em que foram arranjados.
Exemplo:
G66Pp1
G66Pp2
Zz2
Zz3
G67