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Laços Sociais e Psicanálise

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Kenya Simião

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SUMÁRIO 
 
INTRODUÇÃO	3 
1 ASPECTOS INTRODUTÓRIOS	4 
2 LAÇO SOCIAL NA CONTEMPORANEIDADE	5 
2.1 O sujeito na Contemporaneidade	7 
3 FREUD	8 
4 A ESTRUTURA DO SUJEITO	10 
5 A PSICANÁLISE NA CONTEMPORANEIDADE E SUAS PARTICULARIDADES	17 
5.1 Subjetividade na contemporaneidade	20 
6 NOVO DISCURSO	24 
7 REFERÊNCIAS	27 
 INTRODUÇÃO 
 
 
 
Prezado aluno, 
 
 
 
 
O Grupo Educacional FAVENI, esclarece que o material virtual é semelhante ao da sala de aula presencial. Em uma sala de aula, é raro – quase improvável - um aluno se levantar, interromper a exposição, dirigir-se ao professor e fazer uma pergunta, para que seja esclarecida uma dúvida sobre o tema tratado. 
O comum é que esse aluno faça a pergunta em voz alta para todos ouvirem e todos ouvirão a resposta. No espaço virtual, é a mesma coisa. Não hesite em perguntar, as perguntas poderão ser direcionadas ao protocolo de atendimento que serão respondidas em tempo hábil. 
Os cursos à distância exigem do aluno tempo e organização. No caso da nossa disciplina é preciso ter um horário destinado à leitura do texto base e à execução das avaliações propostas. A vantagem é que poderá reservar o dia da semana e a hora que lhe convier para isso. 
A organização é o quesito indispensável, porque há uma sequência a ser seguida e prazos definidos para as atividades. 
 
 
 
 
Bons estudos!
 
1 ASPECTOS INTRODUTÓRIOS 
A sociedade é formada por laços, desde a primeira infância o indivíduo constrói seus próprios laços, quer sejam no ambiente familiar, escolar, religioso. 
Viver em sociedade requer que o indivíduo se torne um ser sociável, civilizado, que esteja dentro dos padrões “aceitáveis” para a sociedade. 
Não obstante para a psicanálise, a civilização tem a ver com discurso, não o discurso falado, mas de acordo com Lacan, citado por TIZIO (2007): 
(...) o discurso excede à palavra, vai mais além dos enunciados que realmente se pronunciam. O discurso subsiste sem palavras porque se trata de relações fundamentais que se sustentam da linguagem. O discurso sustenta a realidade, a modela sem supor o consentimento por parte do sujeito. (LACAN. 1957 apud. TIZIO, 2007) 
Podemos observar que desde os primórdios o sujeito se conecta, se desconecta, de acordo com o que ocorre em suas experiências vivenciadas, pois os laços são pontuais. 
Ressalta-se então que o termo laço social na psicanálise evidencia a experiência humana enquanto este se relaciona, se sustenta, se determina, ou seja, assume o seu espaço no mundo, de acordo com a sua época, sua cultura, assim, TIZIO (2007) faz a seguinte observação, não há laço natural, os laços são construídos na medida em que vivemos, em um mundo de linguagem, de forma que o laço social, se particulariza de acordo com cada indivíduo, seus interesses, sua forma de ver e pensar, é por meio dos laços sociais que o indivíduo se realiza. 
Assim, por meio do laço social os indivíduos se conectam, e ao mesmo tempo se separa, de acordo com sua singularidade, com a suas liberdades, por meio das quais as relações são orientadas. 
A partir da perspectiva social, entende-se que a civilização regula o gozo, daí que a civilização remete a fazer civil, a transformar em cidadão, fazer sociável, dito em outros termos, fazer entrar o gozo no laço social sintomatizado conforme os modelos aceitáveis. (TIZIO, p. 2, 2007) 
A autora ainda menciona que: 
A partir da perspectiva da psicanálise, a civilização tem a ver com o discurso. Para Lacan o discurso excede à palavra, vai mais além dos enunciados que realmente se pronunciam. O discurso subsiste sem palavras, porque se trata de relações fundamentais que se sustentam da linguagem. O discurso sustenta a realidade, a modela sem supor o consenso por parte do sujeito (LACAN, 1977. apud. TIZIO, 2007). 
De acordo com a psicanálise, o prazer pode ser regulado por meio do recalque, que de acordo com Freud, o recalque consiste em afastar determinada coisa do consciente, mantendo-a à distância. (FREUD, Repressão, vol XIV, p.152), ou por meio da sublimação, que para Freud, sublimação seria uma forma de transformar uma pulsão em algo socialmente aceito. Por exemplo, quando trabalhamos, estamos transformando nossa libido ou nossa pulsão sexual ou de vida em algo “produtivo”. 
2 LAÇO SOCIAL NA CONTEMPORANEIDADE 
Para HERZOG (2004) pode-se observar uma mudança na atualidade em relação à forma como se estabelece o laço social, pois a falência da autoridade, se tornou um dos mais importantes pontos para que tal mudança ocorra. 
Não obstante a concepção de sujeito proposta: 
A filosofia ocidental define o sujeito como sendo “o sujeito do conhecimento, do direito ou da consciência”, e que desde “René Descartes (1596-1650) e Immanuel Kant (1724-1804) até Edmund Husserl (1859-1938), o sujeito é definido como o próprio homem enquanto fundamento de seus próprios pensamentos e atos” (ROUDINESCO & PLON, 1998. apud. TOREZAN, AGUIAR, 2011). 
Para BIRMAN (2006) este tipo de posicionamento é especificar que os indivíduos são tipos básicos que determinam o ideal da modernidade, onde o indivíduo, explicitamente narcísico e livre, delimitado, a partir de si mesmo, seu espaço em relação aos outros. 
Tais aspectos caracterizam uma subjetividade unificada dominada pela consciência e reduzem o conceito de inconsciente a um estado de caráter temporário e adjetivo, uma espécie de afixo indefinido à mente. 
Porém na atualidade, o designado “fenômeno de excesso” tem sido observado em alguns padrões de padecimento psíquico, como por exemplo: estados compulsivos, anorexias, estados depressivos, fenômenos de pânico, faz com que o conceito conhecido de sujeito venha a ser questionada. 
(...) não surpreende que se faça referência ao sujeito, em psicanálise, como sujeito do inconsciente ou, ainda, sujeito do desejo. Lacan, certamente, foi quem estabeleceu essa conceituação, em 1966, quando afirma que o sujeito da psicanálise é o sujeito (foracluído) da ciência. (HERZOG, p. 41, 2004) 
Quando se fala do laço social na contemporaneidade, observa-se um lapso entre as culturas e a necessidade de se observar tais diferenças que convergem a fim de evidenciar a existência de uma incompreensão do outro. 
Basicamente, quando observamos tais transformações que vieram surgindo desde meados do século passado, e que podem ser observados em todos os setores da sociedade. 
Transformações que incidem sobre o modo como se organiza o socius e cujo efeito maior se mostra no colapso das convenções coletivas, provocando um esfacelamento da autoridade simbólica. Somos lançados assim numa era de incertezas uma vez que perdemos toda a garantia de uma referência, sendo impelidos a “um processo de renegociação e reinvenção radicalmente aberto e interminável...” (ZIZEK, 2000, p. 333). 
Para RENAUT (1989): Segundo estes ideais, o sujeito é concebido como sujeito da consciência e pensado como autônomo, auto reflexivo e livre. (RENAUT, 1989. apud. HERZOG, 2004) 
Mediante tal entendimento, os laços sociais se fundam com base em uma moral que de forma homogênea, por meio da qual existe a possibilidade de progresso, no campo social, bem como o domínio de si, e, no campo individual, ele se encontra condicionado pela identificação do sujeito a um determinado ideal. 
O mundo dito patriarcal, sociedade que via na autoridade de um pai, ou seja, do Deus que cuida e pune, começa a ser deturpada, fazendo com que os jovens se desprendesse de tal conceito de autoridade, onde um homem denominado o mestre daquele grupo orientava os demais que o seguiam. 
O capitalismo pesado, de estilo fordista, era o mundo dos legisladores, os criadores de rotinas e os supervisores, o mundo dos homens e mulheres dirigidos por outros que perseguiam fins estabelecidos por 4 outros. Por essa razão era também um mundo de autoridades: líderes que sabiam o que era melhor e mestres que ensinavam seguir adiante (BAUMAN, 2003. apud. TIZIO, 2007). 
TIZIO (2007) ainda menciona que para Freud, que assistiu o momento em que ocorreu a quedado modelo paterno, onde, a civilização almejava umarenúncia do gozo de tipo adaptativo, na busca de solucionar o mal-estar que segundo ele gerava outro o novo conceito: o circuito do supereu. 
Vocês não temam exagerar a mania de autoridade e a inconsistência interna dos seres humanos. Poderia proporcionar-lhes um padrão para medi-las, a extraordinária multiplicação das neuroses desde que as religiões entraram em decadência. (FREUD, 1988. apud. TIZIO, 2007). 
Nesse momento, Deus deixa de servir de sustentação para as ideias filosóficas e científicas, onde o homem baseava o conhecimento que tinha sobre si ou sobre as coisas o que culminou no final do século XIX, em uma crise decorrente do esfacelamento das imagens do homem e do mundo. 
Nesse ponto Freud levanta um questionamento em relação ao fato de que o pensamento é algo infinito, e ilimitado, podendo ocorrer diversas interpretações, um ambiente totalmente novo: 
Freud abala a concepção tradicional de sujeito ao implodir com a ideia de infinitude do pensamento, introduzindo o ilimitado da interpretação. O ilimitado diz respeito, precisamente, ao ponto em que a interpretação se perde, em que a simbolização se torna impossível, realçando que a dimensão de verdade, para o sujeito, remete ao desejo inconsciente.1 Ou seja, sem garantia de um conhecimento absoluto e, consequentemente, sem garantia de verdade, o inesgotável da interpretação (FREUD, 1900. apud. TIZIO, 2007) 
Assim, entende-se que não existe um saber absoluto, em relação ao homem, HERZOG (2004) menciona então que nesse momento culmina o fato de que a identidade do homem até então, ordenada, por muitos séculos por meio do saber, que serviu até então como uma referência mediante a crença em um símbolo de que a identidade é reconhecida no outro, quebra-se causando assim, uma perda de referências, uma quebra de valores, onde o indivíduo perdeu seu suporte. 
2.1 O sujeito na Contemporaneidade 
BAUMAN (1998) menciona que atualmente a ausência de referências sólidas as quais poderiam contribuir para um ambiente mais estável e seguro, é algo que se encontra em falta, assim observa-se a construção de identidades cada vez mais voláteis. 
Assim, a tradição bem como a natureza, não mais sustentam a natureza humana como e para HÖLDERLIN (1994), o homem foi deixado a própria sorte, fazendo assim cm que o sujeito morresse. 
Diante do exposto BAUMAN (1998) menciona que havia uma referência que se tratava de uma espécie de segurança, e uma liberdade que buscava a felicidade de forma individual, já na atualidade, existe uma espécie de liberdade, uma busca pelo prazer vinculada a um mal-estar, que tolera uma pequena segurança individual. 
3 FREUD 
Ao mencionar o conceito de realidade psíquica Freud, conclui que a emergência do aparato psíquico pensada no efeito de um recalque primordial das moções pulsionais, cujos termos ou seja, cuja dimensão os remete ao investimento na própria satisfação libidinal. 
Segundo Lacan, “... a pulsão, tal como é construída por Freud a partir da experiência do inconsciente, proíbe ao pensamento psicologizante esse recurso ao instinto com que ele mascara sua ignorância, através da suposição de uma moral na natureza” (LACAN, 1966. apud. TIZIO, 2007). 
Assim, o sujeito é designado como desejante, ou seja, aquele indivíduo que deseja e vai em busca, não necessariamente daquilo que não tem, tampouco do que lhe falta, mas podendo ser objeto do desejo aquilo que nunca terá. 
Assim, exemplifica a necessidade de expressar no outro através da submissão o que na verdade é o seu desejo, assim, por um lado, encontra-se a questão da resistência permanente ao movimento de simbolização, enquanto que, por outro, uma busca incessante de novos objetos libidinais. 
Freud resume então, a concepção de sujeito que se encontra integrado na Lei paterna por meio da castração simbólica. 
TIZIO (2007) menciona que por volta de 1914-1915, Freud se deparou com impasses teórico-clínicos os quais colocam em xeque esta construção, assim ele volta-se ao estudo da problemática da compulsão, assim, a repetição presente no funcionamento psíquico. 
Freud rompe então com o entendimento e questiona o conceito de pulsão de morte, o qual possui uma maior relevância em relação ao espaço onde o proceder à renúncia de seus desejos incestuosos faz com que Freud se desprendesse da concepção psicanalítica de sujeito, não se reduzindo apenas aquela já estudada por ele, assim, ressalta a dimensão pulsional, bem como à ideia do desejo, como por exemplo o desejo de reconhecimento. 
Freud então se depara com a necessidade do indivíduo de se desprender das normas, e, além do princípio do prazer se encontra aberto 
Consoante essa perspectiva cabe insistir que, quando se fala de eficácia simbólica, a expressão “pretensa harmonia” não remete à garantia do que quer que seja. Ou seja, o simbólico jamais fornece qualquer garantia, não se colocando a questão da existência ou inexistência do Outro. Uma vez que este (o Outro) se refere ao universo simbólico, sua inexistência está dada de saída. O desejo como desejo do Outro, tal como enunciou Lacan (1966), deve marcar justamente essa inexistência. Inexistência que, de acordo com Miller, Lacan anuncia por meio da pluralização de Nomes-do-pai, “atacando a ligação do significante com aquilo que nós acreditamos ser seu significado” (MILLER, 1997. apud. TIZIO, 2007). 
Assim, o grande problema reside no fato desse ponto de referência ser pensado como absoluto, comportando o sentido de único. 
Na atualidade, o que chamamos como “o fim das certezas” remete de forma clara uma absoluta ausência de ideais ou ideias que sejam consistentes e que permitam uma ancoragem do sujeito. 
Podendo ser observado a cada dia, novas descobertas, novas palavras de ordem, novos parâmetros, novos limites exigem uma reordenação do sujeito diante do simbólico. 
Para MILLER (1997) o “simbólico contemporâneo” está 
... como que escravizado ao imaginário, ... longe de ser capaz de perfurar, de atravessar o imaginário” (p. 5). Este estado de coisas traz a necessidade de se instituir “novas formas de harmonia fantasmática entre a ordem simbólica e o gozo... (ZIZEK, 2000, p. 322). 
TIZIO (2007) ainda cita em relação ao ensaio “O mal-estar na civilização” (1929/1930) onde Freud disserta sobre a relação entre os sujeitos como sendo a maior causa de sofrimento psíquico, o que remete, sem dúvida, para a dificuldade no convívio social e para a descrença de que o progresso venha a suplantar este obstáculo. 
Assim, se não existe a possibilidade de suplantá-lo, talvez caiba a nós inventar outros modos de laço social ou outras formas de pensá-lo, sem que seja pela via da identificação de referência a um outro absoluto ou de uma âncora simbólica universal, tornando-se assim o grande desafio da psicanálise contemporânea. 
 
4 A ESTRUTURA DO SUJEITO 
TOREZAN; AGUIAR (2011) conceituam que, para a psicanálise, o sujeito se constitui de forma subjetiva, cuja concepção conforme já mencionado anteriormente é efetivada por meio da linguagem e anterior ao nascimento, o que irá constituir uma história singular. 
Assim, os autores mencionam ainda que para a psicanálise o sujeito se constitui por meio da relação com o outro, por meio da linguagem, é o resultado dos estudos de Lacan e Freud. 
Portanto, o sujeito não é agente, como ocorre na posição cartesiana, e sim determinado pela função simbólica, assim como a posição do sujeito em relação ao Outro é mediada pelas regras e convenções do registro simbólico 
(Vallejo & Magalhães, 1991. apud. TOREZAN; AGUIAR, 2011) 
A medida que entendermos como o sujeito se constitui por meio da relação com o outro que acontece por meio da linguagem ou pela estrutura do inconsciente que passa a promover tanto por meio da organização subjetiva, quanto a retomada do conceito de pulsão, sempre observando que é por meio dela que conforme entendem os autores o processo de pulsionalização ou erogenização que ocorre no corpo infantil é que poderemos falar em um sujeito de constituição. 
A pulsão vai além do princípio do prazer e Freud a conceitua como a pulsãode morte e compulsão à repetição, o autor entende que tais pulsões se deslocam levando ao caos e a desordem, e estes se constituem no denominado campo pulsional. 
O conceito de pulsão começa a ser construído em 1905, com a publicação dos Três Ensaios da Teoria Sexual (Freud, 1905/2007b), e sofre uma série de modificações e avanços ao longo da obra freudiana. Nessa obra, mas já em acréscimos realizados em 1915, a pulsão é articulada à representação psíquica de estimulações somáticas que fluem continuamente, em oposição às estimulações esporádicas e externas. A pulsão é, então, formulada como um conceito de fronteira entre o psíquico e o somático. (TOREZAN; AGUIAR, 2011) 
Em 1905, Freud apresentou a teoria da origem somática da fonte pulsional, trazendo o fundamento de dualismo pulsional que se trata da oposição entre pulsões sexuais e pulsões de autoconservação ou pulsões do eu. 
Assim, entende-se que segundo o autor as pulsões sexuais se constituem a partir das necessidades e que a sexualidade é autônoma, de modo que será obtida a satisfação sexual de forma autoerótica. 
Ainda de acordo com TOREZAN; AGUIAR (2011) Freud ainda trouxe uma nova versão relacionada a pulsão onde trouxe quatro elementos que traziam as características das pulsões sexuais que são: a fonte, a pressão, o alvo e o objeto. 
Mencionam os autores que a fonte da pulsão se encontra conectada às zonas erógenas, onde a pressão se trata do fato motor, ou seja, uma força constante com atividade exclusiva da pulsão. 
Eles ainda ressaltam o fato de que o alvo da pulsão é sempre a satisfação, que provocada pela pressão, reduz a tensão, além do fato de que a pressão é sempre parcial, e, o objeto é um meio em busca de um fim, sendo a forma de atingir o alvo sempre a pulsão. 
Assim, existindo ainda diferentes zonas erógenas espalhadas pelo corpo, onde se encontra uma satisfação sempre parcial, cujas pulsões sexuais são marcadas pela somatória constituindo assim a sexualidade por meio de um distanciamento onde existe a totalização do sexual via genitalidade. 
Para Freud essa fórmula acaba sendo o equivalente da pulsão e suas representações, corrigidas no mesmo ano, no texto intitulado O Inconsciente, onde encontramos a proposição freudiana de que uma pulsão nunca pode ser tornar-se objeto da consciência; só pode ser representativo. 
Assim, a pulsão se trata de destinos onde a representação da pulsão indica que os afetos sofreram os efeitos desse destino, vindo a sofrer os efeitos deste destino, passando a ter seus próprios caminhos que são: a conversão, o deslocamento e a angústia. 
Posteriormente Freud apresenta a segunda teoria das pulsões onde, pensando a subjetividade de uma forma nova, assim em 1923, Freud formula uma resposta ao princípio do prazer, a denominada pulsão de morte, por meio do qual o caos e o acaso se encontram na teoria freudiana. 
Mencionam TOREZAN; AGUIAR (2011) que em 1920, nasce o dualismo entre pulsão de vida - que reagrupa as pulsões sexuais e as pulsões do eu - e pulsão de morte, cuja concepção inaugura um caráter conservado que se opõe ao anteriormente apresentado. 
Freud formula não haver diferença qualitativa entre as pulsões, indicando que as pulsões de vida são numerosas e ruidosas, enquanto a pulsão de morte é silenciosa, invisível e indizível. (FREUD, 1920/2007. apud. TOREZAN; AGUIAR, 2011) 
LACAN (1964/1988) faz referência ao dualismo apresentado por Freud, que não se trata da natureza da pulsão, mas ao modo de sua apresentação, e que a pulsão é uma só, mas tem dois modos de ser, e, como menciona Freud, uma pessoa é uma força vital que se refere ao campo dinâmico ocupado pelo aparelho psíquico, encontrando-se fora do Símbolo e entrando no caderno. 
Não obstante Lacan frisa que as pulsões possuem um caráter sempre parcial onde, o mais importante para a pulsão é se o circuito, que é fechado e possui uma fonte de desprendimento e queda do objeto, que possui uma posição temporária produto de satisfação pulsional. 
TOREZAN; AGUIAR (2011) elucidam que tal aspecto, ressalta a inexistência de um objeto particular ao locus, é extremamente relevante porque favorece o delineamento do campo humano em distanciamento do conceito necessário aplicável ao mundo animal. 
Nesse ponto de demarcação dessa diferença fundamental entre motivação e motivação, Lacan aprofunda suas observações e estabelece, no acoplamento entre o inconsciente e o conceito motivacional, o conceito, para a psicanálise, de desejo. 
Assim, os autores supracitados fazem referência ao dualismo apresentado por Freud, que não se trata da natureza da pulsão, mas de como ela se apresenta, como sendo uma só, porém com dois modos de ser, e, como menciona Freud, uma pessoa que se apresenta como força vital, que faz referência ao campo dinâmico ocupado pelo aparelho psíquico, encontrando-se fora do Símbolo e entrando no caderno. 
Em FREUD (1900/2007a), a luxúria é caracterizada pelo desejo de reproduzir uma satisfação original, porém, de forma psicodélica; ou seja, menciona um objeto que foi originalmente associado à satisfação e não é mais encontrado, portanto, um objeto perdido é representado na ordem dos símbolos. 
Um desejo pode, portanto, ser realizado sem nunca ser satisfeito ao contrário do que ocorre com uma demanda, onde, no momento em que o encontro com o objeto é realizado, provocado por um desejo situacional, proporcionando também alívio ao objeto mítico perdido para sempre, reacendendo o descontentamento e revitalizando o desejo em seu ciclo incansável. 
Portanto, no centro do desejo de estar faltando, porque é isso que existe em relacionamentos com objetos perdidos e de forma definitiva no estado inconsciente e, portanto, o desejo de alienar. 
No que diz respeito à ideia freudiana de desejo inconsciente tendente a se efetivar, Lacan articulou a proposição filosófica fenomenológica do desejo baseada no reconhecimento, em que o desejo humano é o desejo do outro. 
Para a psicanálise, o desejo se baseia no que o outro quer, ou seja, em ser reconhecido pelo outro, assim amado pelo outro, desejado pelo outro, de modo que a noção de desejo se encontra associada a um vazio, sem fim, sem o qual nenhum objeto pode terminá-lo. 
Estabelecida essa posição desejada do homem cujos subsídios do inconsciente se trata de um sistema básico do aparelho psíquico caracterizam a primeira das duas regiões constitutivas da subjetividade, onde o sujeito do desejo surge no inconsciente. 
Torna-se, portanto, relevante e necessário fazer algumas considerações sobre o percurso dos construtos subjetivos, nos quais são tratados conceitos teóricos aproximados de inconsciente e focos, culminando na chamada estrutura clínica, como veremos a seguir. 
Concluiu-se então que o sujeito é a influência da soma da sua relação com o outro por meio da linguagem, percebe-se que, a organização do sujeito, na leitura psicanalítica é fundamental em relação a forma em que os desejos dos Pais são realizados. 
A partir de um engano sexual necessário e recíproco, em que, na díade mãefilho, é tudo um em função do outro, onde as necessidades da mãe são endereçadas para o filho e se constitui a erosão do corpo do filho, uma sexualização instintivo campo no papel da criança toma de forma temporária o lugar de um objeto fálico para satisfazer o desejo de outro. 
Num claro paradoxo, ao mesmo tempo em que o sujeito precisa ocupar um lugar tão puramente mitológico, ele deve primeiro deixar de ocupá-lo, por causa do ciclo contínuo e interminável de reivindicações, Nome do Pai, e então, exercendo a função de pai ao proibir o desejo da mãe em relação ao filho. 
O pai tem o direito de reprimir os desejos da mãe, de impor limites às exigências da mãe, de afastar o filho da submissão da mãe e de trazê-lo para o domínio da lei da castração. 
Deste processo, é sempre marcado com as características e nunca perfeitamente, no sentido de considerar refletir suas falhas em sua eficácia, dependendo da organização da estrutura e, portanto, funcionalidade subjetiva. 
Nesse sentido, a leitura de textura clínica se opõe adiagnósticos puramente semióticos e não aprendidos, e sugere que a especificidade dessa estrutura se trata de um objeto que é predeterminado pela economia que se espera. 
O diagnóstico estrutural busca entender como essa economia se desenvolve, como é gerida. Essa economia da luxúria trata de Édipo, da relação do sujeito com a função fálica e a castração. 
Assim, quando se fala da estrutura clínica ou da estrutura da personalidade (transtorno neurótico, psicose e metamorfose), fala-se de avatares que passaram no processo de formação do sujeito, especialmente durante os três períodos de Édipo. 
O pensamento de Édipo em três estágios é uma proposta de Lacan onde, na ordem Édipo, os estágios anteriormente conhecidos por Freud como pré-Édipo e a saída ou declínio de Édipo, correspondem ao primeiro e ao terceiro, respectivamente de Édipo a Lacan. 
O primeiro estágio relacional situa-se nos estágios iniciais da interação mãebebê, quando este é percebido pela mãe imaginária como seu objeto completo; o segundo período de Édipo é marcado pelo descolamento inicial da criança da posição fálica da mãe, momento de castração imaginária em que a criança compete com o pai pela posição fálica da mãe; O terceiro e último período da relação sexual é caracterizado, inicialmente, pela hipótese infantil de que o pai guarda o pênis, culminando em seguida com o falecimento de Édipo, com a conclusão de que ninguém tem ou tem pênis, porque todos nós não temos, somos castrados , e o que homens e mulheres querem de seus pares é privação. 
A neurose ocorre durante os três estágios de Édipo, quando a castração simbólica inevitavelmente emerge e a repressão da subjetividade estabelecida é proibida. 
No outro extremo, o confinamento durante o primeiro estro, em estado de um sujeito ao outro, em estado de não castração e sob os auspícios de confisco dos bens do Pai, é psicose; inversamente, a perversão remonta ao segundo estágio de Édipo, quando a castração é considerada possível na realidade física, época em que as diferenças de sexo são conhecidas, mas no caso da inversão estrutural, ela é simultaneamente negada, criando a traição da castração. 
Descobrimos que o processo de aumentar o ritmo do corpo das crianças antes de as circulares da mãe ocorrer em dois tempos de trabalho ou duas atividades humanas: alienando "e" separando ". 
A alienação, ou "véu da alienação", corresponde à primeira rodada do circuito de orientação, em que a necessidade da mãe pelo filho é o objeto da orientação. 
Parafraseando HARARI (1990), um ato alheio é uma atividade que determina a captura do sujeito pelo sinalizante, é a ação de outro sujeito que cria a primeira aparição contraditória e ambígua do sujeito, por causa desse sujeito, a aparecer, à custa de desaparecer no signo do Outro, correndo o risco de se petrificar ali. 
LACAN (1964/1988) propõe o conceito de afanise ou fading para designar o referido desaparecimento da condição de sujeito por sua aparição através de um primeiro significante que surge no campo do Outro, marcando, assim, o caráter de divisão do sujeito: “Quando o sujeito aparece em algum lugar como sentido, em outro lugar, ele se manifesta como fading, como desaparecimento” (LACAN, 1964/1988, p. 207). 
Sob a influência da afanise, é percebido por um lado e inanimado por outro, fato que revela a perda inevitável e ocorre como uma atividade constitutiva do sujeito, pode perder esse resultado no que é inconsciente. 
LACAN (1964/1988, p. 203) sempre enfatiza que o momento da separação, a segunda atividade da causa deste tópico, é também o segundo e necessário retorno do circuito dinâmico na inclusão do objeto com os outros e "derivados da colaboração de dois defeitos" 
Não obstante o objeto da pulsão está em constante mudança, não equivalente ao objeto da demanda, o objeto é apenas quebrado e não é capturado pela pulsão, outros se apresentam como ausentes por períodos de tempo. 
Nesse momento, através de brechas no discurso do outro, os desejos do outro são capturados pela criança como um mistério, e um questionamento em relação as expectativas do outro, em relação a ele. 
Lacan continua com a afirmação de que, para resolver esse mistério, o sujeito analisa sua própria falta, refere-se ao seu desaparecimento, propõe sua própria perda como objeto de esperança, quer dos outros: ele pode me perder? Portanto, essa deficiência abarca o outro, a deficiência no outro, e a deficiência na criança desse próprio desaparecimento e recuperação, que chamou de função da liberdade, função que permite ao sujeito libertar-se do efeito da afase. (LACAN, 1964/1988, p.208) 
Afinal, se a criança pode ser perdida, se sua vida não é uma oferenda necessária para sustentar um outro completamente imaginário, então ela se liberta do status de objeto bom para o outro, liberta do efeito de fuga como efeito afanise sujeito à cristalização dos signos do campo do outro. 
Nesta seção de lançamento motivada pela separação, definitivamente temos a falta de tópicos, as palavras de representantes de pulso e a aparência do objeto no caso do desejo caracterizado pela ausência e falta, e não sua presença e material. 
Isso pode ser perdido no circuito dinâmico no momento da separação, convidando o desejo ausente e a movimentação, definindo o status do tema para selecionar objetos para seus desejos para passar o objeto. Condições de objeto do outro. 
Assim, a produção de sintomas é entendida como uma forma de o sujeito se opor à posição do objeto em relação ao outro, ou seja, contra a alienação e um desejo que não é seu. 
Com uma ressalva, porém, esse sintoma sempre implica, de forma vaga e imaginária, a satisfação da suposta necessidade no outro. Esse movimento se radicaliza nos chamados sujeitos de fronteira, as regras inegáveis da subjetividade contemporânea. 
Em suma, a fronteira corresponde a uma leitura rotineira da modalidade clínica do presente, vislumbres da proximidade de funções metamórficas e psicóticas. 
Para os autores supracitados tal posição subjetiva encontra-se associada a falhas no trabalho de registro instintivo, bem como na organização do narcisismo e da imaginação primária, marcadas por um enfraquecimento dos registros imaginários e simbólicos. 
As características centrais dessa posição, que não se define como estrutural, são a somatória da angústia e da depressão, os fenómenos e acting-out, as condutas sociais e sexuais perversas, e os danos à imagem do corpo e aos processos de pensamento (RASSIAL, 2000. apud. TOREZAN; AGUIAR, 2011) 
 
LEBRUN (2010) trata o estado limítrofe como um dispositivo temporário, como um período prolongado de timeout por sujeitos que não possuem a capacidade de se localizar, ou seja, se encontrar em qualquer posição estrutural por inatividade, ou por falta de suporte na representação fálica. 
As ocorrências clínicas ditas limítrofes (pânico, bulimia, anorexia, dependência, melancolia, fenômenos psicóticos, ação cortante, narcose) são indicativas da presença de Campos Focais, ao contrário dos sintomas neuróticos, que se definem pelo retorno dos instintos reprimidos, são não é efetivamente indicado. 
Diante da insuportável agonia de ser colocado na pele de um objeto que preenche o outro, o sujeito emerge através do fenômeno, em um ato de negar e repelir a vontade do outro, ao mesmo tempo em que se afirma existir através da posição de alienação pela qual é tão famoso. 
Em certa medida, também se pode identificar semelhante função na repetição do delírio na paranóia, pois esta se organiza para tentar curar, para buscar estabelecer os sentidos que estão faltando ao sujeito, formando uma barreira para seu pronto desaparecimento. 
Sem querer construir generalizações, uma coisa pode ser legitimamente afirmada entre os meios de subjetividade acima mencionadas: a luta pelo nascimento do sujeito, por sustentação, ainda que de forma frágil, e distorção, sobre a posição da matéria. 
De acordo com Lebrun (2010), o mal-estar no tópico da atualidade, é observado nos aspectos típicos da contemporaneidade social, onde suas ligações com umaconstituição e uma atividade subjetiva. 
5 A PSICANÁLISE NA CONTEMPORANEIDADE E SUAS PARTICULARIDADES 
Para TOREZAN; AGUIAR (2011) o sujeito se encontra autocentrado, ou seja, ter se tornado o centro das atenções, voltado para o seu próprio eu, tem como marco a formulação “penso logo sou”, onde para os autores o a consciência tornou-se uma espécie desconhecida. 
A filosofia ocidental define o sujeito como sendo “o sujeito do conhecimento, do direito ou da consciência”, e que desde “René Descartes (1596-1650) e Immanuel Kant (1724-1804) até Edmund Husserl (1859-1938), o sujeito é definido como o próprio homem enquanto fundamento de seus próprios pensamentos e atos” (ROUDINESCO & PLON, 1998. TOREZAN, AGUIAR, 2011) 
Este tipo de posicionamento indica que os indivíduos são o tipo básico que determina o ideal de modernidade, em uma referência autoconfiante e livremente, o separador, o seu próprio espaço em comparação com o seu espaço. 
Caracterizando assim, uma subjetividade unificada a qual é regida pela consciência reduzindo o conceito de inconsciente o qual possui um estado de caráter temporário. 
TOREZAN; AGUIAR (2011) ainda mencionam o fato de que diante de tal momento, Marx, Nietzsche e Freud, pensadores da época, introduziram uma séria de quebras de ideais, bem como de mitos em relação, aos valores tanto da ciência quanto do sujeito produzidos pela modernidade. 
A esse respeito, BIRMAN (2006) afirma que esses pensadores promoveram uma ruptura com o eixo central da modernidade e desencadearam questionamentos a respeito do reinado do eu e da razão. Com esse prisma de análise, o autor assinala que, com Marx, o decentramento do eu se deu em relação à economia e à política, num reconhecimento das forças produtivas como ordenadoras da sociedade; com Nietzsche, aclararam-se as relações de força e de poder como centrais e reguladoras do humano, também derrubando a primazia do eu e da consciência; e, por sua vez, Freud realizou o abalo do estatuto de soberania do eu, da consciência e da razão com uma nova concepção sobre o inconsciente. (BIRMAN, 2006. apud. TOREZAN; AGUIAR, 2011) 
Tal concepção trazida por Freud sobre o inconsciente, passa a ser um determinante da subjetividade, por meio da qual o inconsciente possui leis próprias, que se diferem daquelas ordenadas pela consciência. 
Desse modo a concepção característica do inconsciente faz com que se entenda não haver arbitrariedade na qual os acontecimentos psíquicos, determinados por uma lógica do inconsciente. 
Relativo ao inconsciente Freud observa que ele não é o caos, ou seja, o misterioso, o ilógico, onde se forma o inconsciente, tais como: sonhos, piadas, brincadeira, círculo, apontadas na teoria de Freud como metafóricas, e são manifestações do inconsciente, é um indicador da essência de um sujeito não uniforme, denominado por ele o sujeito do inconsciente, mesmo na separação entre o enunciado e a proclamação, conceitos desenvolvidos por Lacan a partir da atividade. 
Concernente ao regime de funcionamento do inconsciente apresentado por GARCIA-ROZA (2000) ao dizer que: 
Freud situa a psicanálise, do início ao fim de seu percurso, no registro da linguagem, delimitando o que chamou de parábola freudiana, a saber, o surgimento do sujeito a partir da linguagem. (GARCIA-ROZA, 2000. apud. TOREZAN; AGUIAR, 2011) 
Alguns autores sintetizam que as explanações de Freud em relação aos processos psíquicos inconscientes encontram-se submetidas tanto a linguagem quanto a conservação desta na transferência, ou seja, na palavra onde o sujeito encontra sua juntura essencial. 
Lacan substituiu o legado da peneira de Freud, baseada na Biologia, Neurociência e Física, por outra, que ele considerava estrutural e organizada em três janelas: Fantasia, Simbólica e Real. 
A compreensão de estrutura demonstra a conexão do sujeito de uma ordem além de si mesmo e cuja origem é o símbolo. 
Tal posicionamento é então ordenado por três registros da realidade humana e resultam da influência bem como do efeito significante, que indica que existe um sistema de relações por meio da qual o sujeito se encontra ocupado pela linguagem. 
Assim, quando o homem nasce ele encontra-se parte de uma realidade denominada pelos autores de “ordem humana” que é pre-existente, ou seja, tal realidade é anterior a sua existência, ordem social essa que se trata então da denominada linguagem da família. 
Os autores ressaltam ainda que a linguagem possui múltiplas interpretações e facilita a construção de um mito individual que possui como referência o mito familiar. 
TOREZAN; AGUIAR (2011) mencionam ainda que Lacan esclarece que o funcionamento do inconsciente se dá por meio da linguagem, ou seja, é pelo discurso que o inconsciente pode ocorrer. 
 Não obstante Lacan explica ser necessário que haja importantes modificações, que são fundamentais e que possuem dois aspectos que resultam em dois pilares: paradigmático e sintagmático, os quais organizam o discurso. 
Lacan (1964/1988) formam a tese de que o inconsciente é pré-espontâneo e sempre mutável: o inconsciente não é a realidade objetiva, determinável ou ordenada da realidade, é pura força, representação da realidade a dizê-lo bem como a articulação entre a representação da coisa e a representação da palavra. 
Freud ainda menciona que é por meio dos sonhos, através da fala ou mesmo da memória que resulta a emergência do inconsciente, concluiu que ele está na fenda, no intervalo, no vazio em que o inconsciente se manifesta, não apenas no tropeço, mas em toda a sequência do discurso, seja entre dois signos ou durante uma transição de um símbolo para outro. 
5.1 Subjetividade na contemporaneidade 
Mesmo quando em explicações ou qualificações distintas e conflitantes, as definições da simultaneidade admitem a existência de mudanças significativas que afetam o sujeito, sugerindo um período de transição, mesmo que seja devido à radicalização das conjecturas modernas, em que, em certa medida, portanto, um novo estágio de pensamento sobre a disposição do conhecimento que se desenvolve. 
Tais transformações abrangem existência humana e estão se tornando mais perceptíveis em nosso dia-a-dia. Observa-se que nossa sociedade está sendo profundamente modificada atualmente: além disso, seu desenvolvimento que muitas vezes, acontece de forma tão rápida que nós nos sentimos impotentes para nos adaptar as articulações que levam a tais mudanças. 
Citemos, sem impor ordem, a mundialização da economia, a desafetação do político, o crescimento do individualismo, a crise do Estado providência, os excessos da tecnologia, o aumento da violência ao mesmo tempo que a evitação da conflitualidade, a escalada do juridismo... (LEBRUN, 2004, p.13) 
TOREZAN; AGUIAR (2011) tratam de novas formas da doença, que denominam de sociopatia, esses retornos subjetivos correspondem diretamente às mudanças na forma como a família funciona, ao desvio dos papéis femininos e masculinos e à quebra da autoridade paterna. 
DUFOUR (2005) propôs a conclusão do que ele identificou como o sujeito dual da modernidade, o do crítico kantiano e o do neurocientista Freud. 
A remoção do capitalismo em seus aspectos neolibernais será um fabricante extremista de comandos baseados no mercado com base no valor da moeda das mercadorias, em uma rejeição de qualquer valor simbólico pode envolver, seja em uma ordem moral, tradicional ou transcendente. 
Dessa forma, haveria o predomínio de um “sujeito precário, acrítico e psicotizante” em nossos dias, uma vez que não há mais lugar para o sujeito crítico e conduzido por um imperativo moral de liberdade e nem para a culpabilidade neurótica. (Dufour, 2005, p.21) 
Nós todos temos estruturas mentais, mas os sujeitos estarão abertos demais com mudanças e alterações de identificação simbólicas, apoiando aqueles que foram referenciados aos rankings. 
Para o autor, também é preciso ressaltar a existência de resistência, pois os sujeitos não desistem sem lutar contra as mudanças impostas pela nova ordem social. 
Ao dar a teoria dos sinos, modelos e parâmetrosbásicos para entender as manifestações subjetivas e clínicas hoje são retiradas de Freud, com sua proposta sobre as atuais bactérias. De acordo com este modelo, no atual material neurológico, não há intermediário espiritual de excitação sexual e, assim, afeta diretamente o corpo. 
CANCINA (2004) propõe que a neurastenia pode ser, dentre as neuroses atuais freudianas, considerada uma espécie de paradigma da subjetividade contemporânea, pois, além da sua descrição clínica corresponder quase completamente aos estados atuais de sofrimento, do ponto de vista metapsicológico, encontra-se a semelhança no que se refere à manifestação direta, sem mediação simbólica, de um campo pulsional carente de representação. 
Haveria nesses quadros, atualmente denominados pela psiquiatria de fadiga crônica, uma “derrota das estratégias operatórias significantes, espécie de falha da simbolização, assim como das formações inconscientes clássicas” 
(CANCINA, 2004. apud. TOREZAN; AGUIAR, 2011) 
Os formulários com falha completamente os sintomas, uma sala aberta para fenômenos, devido à falha de certas inscrições de impulso, no sentido de nenhuma qualidade para os condensadores e movimentos de jogos combinados, e para o próximo acoplamento com essa palavra típica. 
Esse fracasso em se estabelecer a partir da posição de mãe é menos marcado pela castração simbólica, o que leva a um investimento ineficaz nas necessidades instintivas da criança. 
Os processos de alienação são vistos como objetos de necessidade pulsional e o momento de descolamento da posição desse objeto em necessidade pulsional, com a inculcação da representação pulsional, é defeito. 
Tais falhas são causadas por intervalos de tempo mal estabelecidos; excessivo na fase de alienação e, portanto, leva a uma separação fraca; ou perder lucros em transações comerciais. 
Também relacionado com as novas posições subjetivas produzidas na dataporanidade, merecida para comentar a construção do MELMAN (2008) recentemente para o privilégio, eles agora pedem a paranóia social ou paranóia da vida, diariamente. 
Os dispositivos sociais existentes cooperarão para que os sujeitos atuem em delírio, em um padrão estrutural paranoico. O delírio é definido como "a certeza de que o sujeito tem conhecimento da verdade, da verdade absoluta" (MELMAN, 2008, p.13), e essa verdade é um salvador, capaz de corrigir tudo o que dá errado na família, casos sociais e políticos. 
Todos seremos tentados pela possibilidade de conhecer a verdade possuída pelo paranóico. É aí que podemos encontrar nossa vulnerabilidade à paranóia, tão favorecida hoje pelo discurso científico que reivindica o acesso ao conhecimento ilimitado, conhecimento capaz de ajudar a dominar completamente a realidade e, assim, eliminar a categoria do impossível. 
Além disso, ao privilegiar a exclusão da subjetividade e da subjetividade, a ciência torna-se terrorista e ameaçadora a esse sujeito. MELMAN (2008) também enfatiza o fato de que tendemos a defender e defender nossa subjetividade, nossa identidade fortemente abalada nos dias atuais marcados pela falta de diferença e globalização, e por isso nos sentimos ameaçados por nossas diferenças e possivelmente além de nossas fronteiras. 
Essa postura se aplica à fragilidade e dificuldade dos vínculos sociais de hoje, bem como aos atos de violência gratuita e extremismo que se manifestam todos os dias. 
Na atualidade, os laços sociais se tornam cada vez mais frágeis com a intensificação de ao menos dois mecanismos já considerados importantes por Freud (1929/2007f) na busca humana de diminuição do sofrimento: o isolamento e a intoxicação. A intoxicação, tanto pelas drogadicções quanto pela “medicalização do espírito” parece se destacar nesta dita “era da individualidade”, exatamente com o sentido que Freud lhe atribui, isto é, tornar-nos insensíveis à nossa miséria. (ROUDINESCO, 2000. apud.TOREZAN; AGUIAR, 2011) 
A miséria contemporânea, porém, tem suas peculiaridades, e como a embriaguez busca beneficiar a muda e o desaparecimento do sujeito, ao mesmo tempo em que lhe permite afirmar-se, ao sair da posição angustiada do sujeito em que se sente convocado pela presença de outro é algo proibido e propenso à falta de imaginação e não-simbolismo. 
Talvez também se veja a ascensão do misticismo, que hoje pode ser visto como tendo efeito semelhante à personalidade paranóica e opressora que Freud (1927/2007g) atribuiu à religião na virada do século XX. 
Ele argumentou que a religião impede o livre jogo de todos, bem como os caminhos que precisam ser iniciados para encontrar a felicidade, identificando a única maneira de alcançar a felicidade e evitar o sofrimento. 
Nesse sentido, é particularmente interessante que este texto, "O Futuro de uma Ilusão", termine com uma referência explícita à dualidade de Eros e covil da morte, e com a aspiração de que o primeiro implica o segundo. 
Aspiração reafirma o posicionamento de Eros da Freudiana no serviço de cultura, capaz de coletar indivíduos e construção humana, contrariamente à agressão destrutiva da morte. 
Mais do que nunca, a busca de uma felicidade completa e ideal presente em um discurso social, contrária ao sofrimento intenso faz parte da miséria das pessoas contemporâneas. 
Entretanto, parafraseando GARCIA-ROZA (1990), é necessário considerar a relativização de Lacan sobre a ideia da pulsão de morte como não mais identificada à agressividade, mas sim à criação. Com esse enfoque, a tendência totalitária e unificadora de Eros levaria a um distanciamento da singularidade, com o aumento da indiferenciação. (GARCIA-ROZ, 1990. apud. TOREZAN; AGUIAR, 2011), 
Com a retirada da diferença, o sujeito se extingue e o desejo, que é pura diferença, aplaca, enquanto o motivo da morte, como força destrutiva, desencoraja o movimento autoritário (e assassínio) de Eros, por seu caráter não cooperativo, criativo e caráter inovador. 
A partir dessa perspectiva analítica, pode-se pensar que, como interpretação dos fenômenos contemporâneos, observa-se no mundo atual a predominância de Eros, preconizada por Freud, mas que privilegia a cultura associativa, essa predominância se traduz em uma busca pela individualidade. 
Esforços inúteis para distinguir, singularidade e subjetividade. A igualdade e a busca do gozo total (também expresso como direito), ambas registradas no registro imaginário, parecem participar do projeto de Eros na medida em que levam a subverter esse tema. 
6 NOVO DISCURSO 
A vida é feita de certas certezas, talvez apenas uma, como diz a sabedoria convencional, e é por isso que o campo das humanidades inclui o estudo e a produção do conhecimento: nenhuma garantia ou busca da verdade é absoluta e definitiva, o que permite a existência de leituras e interpretações diferentes, até mesmo contraditórias, de uma mesma questão. 
Isso acontece quando o sujeito é moderno ou pós-moderno, e as condições e problemas relacionados ao sujeito e sujeito do nosso tempo, seja moderno ou pósmoderno. 
As diferenças a respeito dessa temática parecem apontar, fundamentalmente, para duas formas opostas de interpretação: uma delas, com predomínio norte-americano, aposta numa ruptura com a essência da modernidade, indicando o fim desta e a construção de uma pós-modernidade; a outra, primordialmente europeia, avalia a existência de uma radicalização dos pressupostos organizadores da modernidade e, portanto, a continuidade desta e de seu projeto (BIRMAN, 2006. apud. TOREZAN; AGUIAR, 2011) 
É certo que há exceções às reflexões americanas e europeias sobre os contemporâneos, mas a ordem dos eixos explicativos mencionados se deve ao fato de a modernidade ser um projeto europeu. 
Portanto, marcará a identidade europeia e a ideia de criar modernismo e manter seu projeto estrutural é mais aceitável. Em troca, a proposta da América do Norte sobre uma pausa radical com a modernidade e gera um novo modelo, chamado pósmoderno, será armazenado no ideal de um herdeiro cultural americano como pessoa como fundador de um novo histórico de tempo. 
Todos devem estar lembrados queFREUD (1929/2007f), abordou aspectos relacionados à relação entre sujeito e cultura, apontou e apoiou as dificuldades relacionadas à organização social no artigo O Mal-estar na Cultura. 
Neste documento, ele disse que a cultura tem uma de suas funções para ajustar a relação dos homens entre eles, mas seu começo depende exatamente para renascer a satisfação do pulso, especialmente o abandono da invasão. 
Portanto, a insatisfação é considerada um pré-requisito da cultura e é chamada de frustração cultural. No mesmo artigo, ele afirma que a perda da felicidade, por culpa cultural, é o preço a pagar pela evolução cultural. 
FREUD (1929/2007f) considera a vida muito pesada, e esse sofrimento nos ameaça de três maneiras: a decomposição de nossos corpos, o mundo exterior e nossas relações com os outros. 
Além de enfatizar o sofrimento advindo das relações humanas, notamos que os propósitos de evitar o sofrimento são mais proeminentes do que os de buscar o prazer, mesmo que não o sejam. 
Afirmamos que a busca de gratificação ilimitada é um padrão de comportamento atraente. 
Freud escolheu três maneiras principais de aliviar esse sofrimento: a distração torna nosso sofrimento insignificante, a gratificação alternativa o reduz e as drogas nos tornam insensíveis a ele. 
Ele também evoca, em sua obra, o isolamento social como forma de evitar os sofrimentos das relações humanas. 
Entretanto, LEBRUN (2004) chama a atenção para a leitura que, em sua época, Lacan causou inquietação na civilização. Ele observa que Freud, pelo menos em certo sentido, compartilhava do movimento científico de seu tempo, enquanto Lacan, já espectador dos efeitos nocivos do cientificismo, concebia O discurso da ciência é a causa do apuro que leva ao fracasso. 
Deve-se considerar que a transição de um discurso teológico, anterior à organização da Antiguidade, para um discurso científico é essencial para a estruturação da modernidade, e é a partir desse postulado que LEBRUN (2004) hipotetiza que o discurso científico é responsável pelas dificuldades atuais dos tempos modernos e sobretudo do presente no que diz respeito à implementação e eficácia da paternidade e da castração. 
Um novo modo de funcionamento da coesão social foi estabelecido com o advento da ciência moderna: o poder de Deus foi abalado e o conhecimento se estabeleceu em seu lugar, uma vontade de ser inteiro, capaz de dominar a realidade e transcender as limitações humanas. 
Em outras palavras, a ciência moderna libera agências religiosas, tradições e proprietários em sua relação com a transmissão do conhecimento. Nesta nova gravata social, guias de conhecimento, mas agora em forma aceitável, que não é declarado mais por um mestre e encaminhamento, pode imaginar, de um fato completo da realidade. 
No discurso da ciência, nada escapa, e isso não inclui o impacto relacionado à função do pai em reduzir, limitar e estabelecer a deficiência, a imperfeição. Como resultado, temos as consequências desastrosas da falência, a queda do outro e, portanto, a lei da castração em nossa cultura. 
Privados da inteligência radical do outro, os homens são arrancados da esfera do Direito, lançados em relações perversas imbuídas de um suposto ideal de igualdade. 
Legislativo por si mesmo, o homem hoje aposta todas as suas cartas na máxima de que todo gozo é possível e deve ser alcançado. Essa mensagem, ou melhor, ordem, é veiculada na cultura das mais diversas formas e, em grande medida, acompanha o progresso científico e tecnológico. 
Na tecnologia de crescimento, em nome da ciência, entidade, ciência em nome dos avanços tecnológicos, operações para manipular, controlar, simplificar e, por isso, excluir objetos. 
Assim, de uma perspectiva subjetiva, a vida e muitos de seus aspectos relacionados tornam-se uma mercadoria de propaganda necessária para abordar o gozo. 
Esse movimento exclui a subjetividade humana, que se refere à inexistência de um objeto que satisfaça os desejos e, portanto, subjetividade criada por um vazio intransponível. 
(...) a dimensão do bem levanta uma muralha poderosa na via do nosso desejo”, identificando, assim, a necessidade de “um repúdio radical a um certo ideal do bem. LACAN (1959-60/1997, p. 280) 
Afinal, é a proibição do incesto, a gratificação instintiva direta e, portanto, o gozo, que torna possível a sublimação. Para a psicanálise, esse estabelecimento da lei da castração constitui objetos, que, marcados pela deficiência, tornam-se objetos de desejo. 
Com esta nova ordem social, o discurso da ciência, temos a disposição do eixo central da modernidade, que é a categoria do indivíduo e a regulação do espaço social envolvente desta mesma categoria e a partir de cada vez mais, no sentido da liberdade sensação de cancelamento, falta, limitação e diferença. 
Para um ideal depravado para a recusa de castração e ignorância de diferenças? Ou em loucura, onde a lei foi eleita para trabalhar? 
Ambas as escolhas são feitas diante do declínio da castração simbólica e do aumento do conhecimento em direção à verdade, referências representadas pela barbárie presente no cotidiano, nos níveis social, político e pessoal. 
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