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APOSTILA
LÍNGUALÍNGUA
PORTUGUESAPORTUGUESA
PARA ENEMPARA ENEM
SUMÁRIO
• VARIAÇÕES HISTÓRICAS (DIACRÔNICAS) ................................................................ 6
• VARIAÇÕES GEOGRÁFICAS (DIATÓPICAS) ............................................................... 6
• VARIAÇÕES SOCIAIS (DIASTRÁTICAS) ....................................................................... 7
VARIAÇÕES ESTILÍSTICAS (DIAFÁSICAS) .................................................................. 7
PRECONCEITO LINGUÍSTICO ..................................................................................................... 8
LINGUAGEM FORMAL E INFORMAL ......................................................................................... 9
COMPLEMENTO VERBAL ...................................................................................................... 57
COMPLEMENTO NOMINAL .................................................................................................... 57
AGENTE DA PASSIVA ............................................................................................................. 57
ADJUNTO ADVERBIAL ............................................................................................................ 58
ADJUNTO ADNOMINAL ........................................................................................................... 58
APOSTO ...................................................................................................................................... 58
VOCATIVO .................................................................................................................................. 59
PRONOME APASSIVADOR OU PARTÍCULA APASSIVADORA ..................................... 76
ÍNDICE DE INDETERMINAÇÃO DO SUJEITO OU PRONOME INDEFINIDO ............... 76
PARTE INTEGRANTE DO VERBO ........................................................................................ 77
PRONOME REFLEXIVO .......................................................................................................... 77
PRONOME REFLEXIVO RECÍPROCO ................................................................................. 77
PARTÍCULA DE REALCE OU EXPLETIVA........................................................................... 78
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA CAUSAL........................................................................... 78
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA CONDICIONAL ............................................................... 79
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA INTEGRANTE ................................................................. 79
CONCORDÂNCIA ENTRE NÚMEROS ORDINAIS ............................................................. 87
AS CONSOANTES C, P, B, G, M E T .................................................................................... 89
ACENTUAÇÃO GRÁFICA ........................................................................................................ 89
EMPREGO DO HÍFEN .............................................................................................................. 90
TREMA......................................................................................................................................... 91
O Alfabeto .................................................................................................................................... 91
A ORIGEM DA LÍNGUA DA PORTUGUESA
A língua portuguesa e originária do latim vulgar. E adotada por cerca de
230 milhões de pessoas, sendo o oitavo idioma mais falado no planeta.
Está presente em 4 continente.
Além do brasil, o português também e o idioma de Angola, Cabo Verde,
Guine Bissau, Moçambique, São Tome e Príncipe e Portugal. E hoje a
segunda língua de alguns países da África, da América, além de Macau
e Goa.
Desde 1986, o português e uma das línguas oficiais da União Europeia.
Em 1996, foi criada a CPLP (Comunidade dos Países de Língua
Portuguesa).
O objetivo da entidade e aumentar a cooperação entre os países, criar
parcerias e difundir o idioma.
ORIGEM
A evolução da língua e dividida em cinco períodos:
• PRÉ-ROMÂNICO: surgidas a partir do latim vulgar. O latim vulgar
foi o idioma levado pelos soldados para as áreas conquistadas no
Império Romano porque era a Língua oficial de Roma
• ROMÂNICO: são as línguas que resultaram da diferenciação ou
do latim levado pelos conquistadores romanos. Com as
sucessivas transformações o latim e substituído por dialetos.
Desses da transição iniciada no século V surgem quatro séculos
depois as demais línguas românicas: francês, espanhol, italiano,
sardo, provençal, rético, franco-provençal dálmata e romeno. O
português surge no século XIII.
• GALEGO-PORTUGUES: foi o idioma da Galiza na atual Espanha,
e das regiões portuguesas do Douro e Minho. Permanece até o
século XIV.
• PORTUGUES ARCAICO: é o idioma falado entre o século XIII e a
primeira metade do século XVI. E nesse período que começam os
estudos gramaticais da língua portuguesa.
• PORTUGUES MORDERNO: é o idioma falado atualmente no
Brasil e nos demais países lusófonos.
Também e no século XIII que são encontradas as primeiras publicações
com verbetes semelhantes ao idioma atual.
O grupo da região da Amazonia e denominado amazônico, e a do
Nordeste, nordestino. O restante do país e divido em baiano,
fluminense, mineiro e sulista. A região localizada no norte do Estado do
Matogrosso e classificado como incaracterística.
DIA DA LÍNGUA PORTUGUESA
Também chamado de Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP,
é comemorado em 5 de maio.
Esse é o dia internacional, pois todos os países cuja língua materna é o
português (os chamados lusófonos) celebram essa data.
BANDEIRA DOS PAÍSES QUE FAZEM PARTE DA CPLP (COMUNIDADE DE PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA)
Além desse, há o Dia Nacional da Língua Portuguesa, que também é o
dia da cultura brasileira, comemorado em 5 de novembro no Brasil.
SURMENTO DA DATA
O Dia Nacional da Língua Portuguesa, comemorado em 5 de novembro,
foi instituído pela Lei n.º 11.310, de 12 de junho de 2006. A data foi
escolhida em virtude do nascimento de Rui Barbosa, escritor e político
brasileiro que se dedicou profundamente ao estudo da língua. Ele
nasceu em 5 de novembro de 1849.
Em Portugal, os portugueses reservam o dia 10 de junho, Dia de
Portugal e feriado nacional, para celebrar a língua portuguesa. Foi
nesse dia que, em 1580, um dos maiores poetas da nossa língua, Luís
de Camões, faleceu.
POEMAS E TRECHOS COMEMORATIVOS
• “A língua fala por si. A importância de tratar da língua seja através
dos museus, dos programas, dos acordos ortográficos, seja
através dos processos de liberalização das falas novas, a língua é
importante. A língua é nossa mãe. O museu cuida de todos os
aspectos da língua escrita, falada, da língua dinâmica, a língua da
interação, a língua do afeto, a língua do gesto, e de tudo isso este
museu vai cuidar.” (Gilberto Gil)
• "Suas palavras, mesmo em alto e bom português, parecem não
mais falar minha língua." (Gabito Nunes)
• Amo-se assim, desconhecida e obscura
Tuba de algo clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!
• Em que dá voz materna ouvi: "meu filho!",
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!” (Olavo Bilac)
https://www.todamateria.com.br/rui-barbosa/
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https://www.todamateria.com.br/luis-de-camoes/
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VARIEDADES LINGUÍSTICAS
Quando falamos em variação linguística, analisamos os diferentes
modos em que é possível expressar-se em uma língua, levando-se em
conta a escolha de palavras, a construção do enunciado e até o tom da
fala. A língua é a nossa expressão básica, e, por isso, ela muda de
acordo com acultura, a região, a época, o contexto, as experiências e
as necessidades do indivíduo e do grupo que se expressa.
TIPOS DE VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS
Há quatro tipos de distinção dentro das variações linguísticas.
• VARIAÇÕES HISTÓRICAS (DIACRÔNICAS)
As variações históricas tratam das mudanças ocorridas na língua com o
decorrer do tempo. Algumas expressões deixaram de existir, outras
novas surgiram e outras se transformaram com a ação do tempo.
Um clássico exemplo da língua portuguesa é o termo “você”: no
português arcaico, a forma usual desse pronome de tratamento era
“vossa mercê”, que, devido a variações inicialmente sociais, passou a ser
mais usado frequentemente como “vosmecê”. Com o passar dos séculos,
essa expressão reduziu-se ao que hoje falamos como “você”, que é a
forma incorporada pela norma-padrão (visto que a língua se adapta ao
uso de seus falantes) e aceita pelas regras gramaticais.
Vossa mercê → Vosmecê → Você → Cê
• VARIAÇÕES GEOGRÁFICAS (DIATÓPICAS)
As variações geográficas naturalmente falam da diferença de linguagem
devido à região. Essas diferenças tornam-se óbvias quando ouvimos um
falante brasileiro, um angolano e um português conversando: nos três
países, fala-se português, mas há diferenças imensas entre cada fala.
Não é preciso que a distância seja tão grande: dentro do próprio Brasil,
vemos diferenças de léxico (palavras) ou de fonemas (sons, sotaques).
Há diferenças entre a capital e as cidades do interior do mesmo estado.
Observemos alguns exemplos de diferenças regionais:
https://mundoeducacao.uol.com.br/sociologia/conceito-cultura.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/dialetos-registros-no-portugues-brasileiro.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/curiosidades-relacionadas-ao-portugues-brasileiro.htm
“Mandioca”, “aipim” ou “macaxeira”? Os três nomes estão corretos, mas,
dependendo da região do Brasil, você ouvirá com mais frequência um ou
outro. Isso vale para a polêmica disputa entre “biscoito” e “bolacha”, que
se estende para todo o território nacional.
• VARIAÇÕES SOCIAIS (DIASTRÁTICAS)
As variações sociais são as diferenças de acordo com o grupo social do
falante. Embora tenhamos visto como as gírias variam histórica e
geograficamente, no caso da variação social, a gíria está mais ligada
à faixa etária do falante, sendo tida como linguagem informal dos mais
jovens (ou seja, as gírias atuais tendem a ser faladas pelos mais novos).
Há, ainda, expressões informais ligadas a grupos sociais específicos. Um
grupo de futebolistas, por exemplo, pode usar a expressão “carrinho” com
significado específico, que pode não ser entendido por um falante que
não goste de futebol ou que será entendido de modo distinto por crianças,
por exemplo.
Um grupo de capoeiristas pode facilmente falar de uma “meia-lua”,
enquanto pessoas de fora desse grupo talvez não entendam
imediatamente o conceito específico na capoeira. Do mesmo modo,
capoeiristas e instrumentistas provavelmente terão mais familiaridade
com o conceito de “atabaque” do que outras pessoas.
• VARIAÇÕES ESTILÍSTICAS (DIAFÁSICAS)
As variações estilísticas remetem ao contexto que exige a adaptação da
fala ou ao estilo dela. Aqui entram as questões de linguagem formal e
informal, adequação à norma-padrão ou despreocupação com seu uso.
O uso de expressões rebuscadas e o respeito às normas-padrão do
idioma remetem à linguagem tida como culta, que se opõe àquela
linguagem mais coloquial e familiar. Na fala, o tom de voz acaba tendo
papel importante também.
Assim, o vocabulário e a maneira de falar com amigos provavelmente não
serão os mesmos que em uma entrevista de emprego, também serão
diferentes daqueles usados para falar com pais e avós. As variações
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/norma-culta-x-variacoes-linguisticas.htm
estilísticas respeitam a situação da interação social, levando-se em conta
ambiente e expectativas dos interlocutores.
PRECONCEITO LINGUÍSTICO
Tendo tantas variações e nuances, pudemos ver que cada contexto social
traz naturalmente um modo mais ou menos adequado de expressão,
sendo importante entender que as variações linguísticas existem para
estabelecer uma comunicação adequada ao contexto pedido.
Apesar disso, as diversas maneiras de expressar-se ganham status de
maior ou menor prestígio social baseado em uma série de preconceitos
sociais: as variações linguísticas ligadas a grupos de maior poder
aquisitivo, com algum tipo de status social, ou a regiões tidas como
“desenvolvidas” tendem a ganhar maior destaque e preferência em
relação às variedades linguísticas ligadas a grupos de menor poder
aquisitivo, marginalizados, que sofrem preconceitos ou que são
estigmatizados.
Desenvolve-se, assim, o Preconceito Linguístico, que se baseia em
um sistema de valores que afirma que determinadas variedades
linguísticas são “mais corretas” do que outras, gerando um juízo de valor
negativo ao modo de falar diferente daqueles que se configuram como os
“melhores”. O preconceito linguístico nada mais é do que a reprodução,
no campo linguístico, de um sistema de valores sociais, econômicos e
culturais.
No entanto, ao estudarmos as variações linguísticas, percebemos
que não há uma única maneira de expressar-se e que, portanto, não há
apenas um modo certo. A língua e sua expressão variam de acordo com
uma série de fatores. Antes de tudo, ela deve cumprir seu papel de
expressão, sendo compreendida pelos falantes e estando adequada aos
contextos e às expectativas no ato da fala. Dessa forma, o ideal do
que não deve ser alimentado preconceito linguístico, que gera juízo de
valor às diferentes variações
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/preconceito-linguistico-x-variacao-linguistica.htm
.
AS VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS SÃO DETERMINADAS PELOS MAIS VARIADOS FATORES.
LINGUAGEM FORMAL E INFORMAL
Uma diferença importante é aquela entre linguagem formal e linguagem
informal. A situação em que nos encontramos define o tipo de linguagem
que usaremos. Primeiro, pensemos no conceito de norma-padrão: as
convenções da língua criam regras gramaticais que buscam nortear seu
uso, de modo que falantes de uma mesma língua, apesar das variações
existentes, consigam entender-se por um padrão comum a todos.
Assim, um jovem nascido no Acre conseguirá comunicar-se com uma
senhora que viveu em Santa Catarina baseado nas regras comuns da
norma-padrão da língua portuguesa. Do mesmo modo, grandes veículos
de comunicação, como emissoras de TV ou mesmo youtubers, podem
produzir mensagens que serão basicamente compreendidas por
qualquer falante do idioma utilizado.
Um contexto mais casual, como uma reunião com amigos ou um almoço
em família, pede uma expressão coloquial. Por mais respeito que haja
entre você e sua família e amigos, você não utilizará palavras ou
construções gramaticais muito rebuscadas. Aqui, há mais liberdade na
maneira de falar, por isso você utiliza uma linguagem informal, que pode
permitir o uso de gírias, de frases feitas ou interjeições, de abreviações,
de desvios gramaticais (ou menor preocupação em seguir a norma-
padrão) etc.
Já o contexto formal, como reuniões profissionais, discursos ou
ambientes acadêmicos, exige o uso da linguagem formal, aquela que se
preocupa com a norma-padrão e suas regras gramaticais, seguindo-as
estritamente.
EXERCÍCIO
• Quando deve-se fazer a utilização da linguagem coloquial?
A) Na sala de aula com o professor.
B) Durante uma palestra em público.
C) Em uma conversa com amigos.
D) Em uma entrevista de emprego.
NORMA COLOQUIAL E NORMA CULTA
A linguagem coloquial, também chamada de informal ou popular,
encontra fluidez na oralidade e é utilizada pelos falantes
cotidianamente. Pelo fato de ser utilizada em nosso dia a dia,
a linguagem coloquial não requer a perfeição emtermos gramaticais.
Isso significa que é bastante comum os falantes
utilizarem gírias, estrangeirismos, abreviações e palavras que não se
relacionam à norma culta da Língua Portuguesa falada no Brasil, o qual
possui muitos dialetos.
A linguagem coloquial é empregada em situações informais, com
os amigos, familiares e em ambientes e/ou situações em que o uso
da norma culta da língua possa ser dispensado.
O poeta Oswald de Andrade criou o poema intitulado “Vício na fala”, a
partir do qual podemos observar algumas marcas da linguagem
coloquial. Veja:
Vício na fala
Oswald de Andrade
Para dizerem milho dizem mio
Para melhor dizem mió
Para pior pió
Para telha dizem teia
Para telhado dizem teiado
E vão fazendo telhados
É necessário observarmos que, quando escrevemos um texto a ser
avaliado por outras pessoas, quando estamos participando de uma
entrevista de emprego, apresentando um trabalho em instituições de
ensino e de negócios, entre outras situações, devemos utilizar
a linguagem culta (norma-padrão).
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/
https://mundoeducacao.uol.com.br/educacao/o-estrangeirismo-invadiu-lingua-portuguesa.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/norma-culta-x-variacoes-linguisticas.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/paises-que-falam-portugues.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/dialetos-registros-no-portugues-brasileiro.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/redacao/fala-escrita.htm
LÍNGUA E LINGUAGEM
Linguagem é toda forma que o ser humano usa para se comunicar. A
linguagem inclui a língua que, por sua vez, é um sistema convencionado
pelos homens e utilizados por grupos. Um desses sistemas
convencionados é a Gramática, ou seja, as regras que estabelecem o
uso de uma língua.
Língua é: um conjunto organizado de elementos, desenvolvido pelos
humanos para se comunicar, e comum a um grupo. Por exemplo:
pessoas que falam francês ou aquelas que aprenderam a se comunicar
em Libras.
Linguagem é: é qualquer forma de expressão utilizada pelas pessoas
para se comunicar.
A comunicação realiza o processo de troca de informações entre
um emissor e um receptor. Um dos aspectos que pode interferir nesse
processo é o código a ser utilizado, que deve ser entendível para
ambos, portanto, a linguagem verbal e não verbal são componentes que
fazem parte dos elementos da comunicação.
Exemplos de língua: a Língua Brasileira de Sinais (Libras) é uma língua
oficial, tal como as línguas portuguesa, espanhola, inglesa, alemã e
francesa.
Exemplos de linguagem: dança, placas sinalizadoras, semáforo e
música.
DIFERENÇA ENTRE LÍNGUA E LINGUAGEM
A diferença entre língua e linguagem é que a língua consiste em uma
das formas existentes de linguagem. A língua é falada ou escrita, e
utilizada por uma comunidade.
Enquanto isso, a linguagem é uma forma mais abrangente de
comunicação, porque, além da língua, inclui movimentos, imagens,
sons.
TIPOS DE LINGUAGEM
Existem diferentes tipos de linguagem: verbal, não verbal e mista.
LINGUAGEM VERBAL
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/lingua-portuguesa/elementos-da-comunicacao
Quando se fala com alguém, lê um livro ou uma revista, é utilizado a
palavra como um código. Esse tipo de linguagem, como vimos no início
do texto, é conhecido como linguagem verbal, podem ser através de
palavra escrita ou falada.
Certamente, essa é a linguagem mais comum no dia a dia. Quando
alguém escreve uma mensagem em rede social, por exemplo, ela está
utilizando a linguagem verbal, ou seja, transmitindo informações através
das palavras.
Para exemplificar essa definição, confira um poema de Fernando
Pessoa, que utiliza as palavras para expressar seus sentimentos.
Autopsicografia
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que leem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
LINGUAGEM NÃO VERBAL
A outra forma de comunicação, que não é feita nem por sinais verbais
nem pela escrita, é a linguagem não verbal. Portanto, ela basicamente
vai lidar com imagens. Nesse caso, o código a ser utilizado é através da
simbologia. A linguagem não verbal é constituída por gestos, tom de voz,
entre outras coisas. Portanto, é possível notar que a ausência de palavras
não significa a ausência de texto.
Por exemplo:
• Se uma pessoa está dirigindo e vê o sinal vermelho, qual a primeira
reação a se fazer? Parar.
Pois bem, essa comunicação é feita através da linguagem não verbal.
Ao contrário do que muitos pensam, a linguagem não verbal é utilizada
constantemente na vida das pessoas. Um exemplo disso é através dos
sinais de trânsito.
Os gestos e a expressão corporal também são classificados como uma
linguagem não verbal. Por exemplo:
• Quando um pai diz de forma áspera, gritando e com uma expressão
agressiva, que ama o filho, será que ele interpretará assim? Bem provável
que não.
LINGUAGEM MISTA OU HÍBRIDA
A comunicação entre pessoas quase sempre se estabelece através de
gestos e palavras, havendo, portanto, a junção das duas formas de
linguagem. Essa junção é definida como linguagem mista.
Isso pode ser visto também nas revistas em quadrinhos, que comunicam
através de imagens e palavras.
AS REVISTAS EM QUADRINHO SÃO EXEMPLOS QUE USAM LINGUAGEM VERBAL E NÃO VERBAL.
A LINGUAGEM VERBAL E NÃO VERBAL NO ENEM
Durante a prova Exame Nacional do Ensino Médio, as utilizações de
imagens são bastante comuns na área de Língua Portuguesa, se
destacando na parte de Interpretação de texto. Essas demonstrações
podem ser feitas através de quadrinhos, charges, entre outras
demonstrações.
Com isso, é de fundamental importância compreender a diferenciação
entre os diversos tipos de linguagem. O assunto parece ser de fácil
compreensão, mas é necessário entender que cada tipo de linguagem
possui sua característica e pode ser encontrada de diversas formas
durante o Enem
.
LINGUAGEM E SUAS FUNÇÕES
Como citado anteriormente é um conjunto de formas organizadas usadas
pelos indivíduos para se comunicar, por exemplo: as línguas faladas em todo o
mundo são organizadas e utilizadas pelos seus falantes.
O objetivo da linguagem é a comunicação, por isso, a linguagem combina signos
linguísticos, organizados de acordo com um padrão, o que torna possível o ato de
comunicar.
Os signos linguísticos resultam em um significante e um significado. Significante é
o que reconhecemos quando ouvimos uma palavra. Significado é a representação
mental, ou seja, é a imagem que construímos na nossa cabeça quando ouvimos
uma palavra.
Por exemplo, ao ouvirmos a palavra “dado”, pensamos nas suas letras, ou seja, no
significante, porque reconhecemos o som de cada uma delas. E ao ouvirmos a
palavra “dado”, imaginamos a imagem de um dado, porque essa imagem está
guardada na nossa memória.
EX:
“Também são linguagens: dança, música, matemática e programação,
porque todas elas comunicam algo através da forma organizada como se
apresentam.”
“A língua portuguesa é uma forma de linguagem, porque é um sistema
utilizado por um conjunto de pessoas. Na verdade, todas as línguas são uma
forma de linguagem.”
TIPOS DA LINGUAGEM
A linguagem pode ser dividida em três tipos:
A linguagem verbal recorre à palavra, falada ou escrita. Exemplos: notícia de jornal,
e-mail, chamada telefônica.
A linguagem não verbal recorre à imagem, cor, gesto, som. Nesse tipo de
linguagem, a comunicação é feita sem palavras. Exemplos: sinal de trânsito,
mímica, buzina.
A linguagem mista, também chamada de linguagem híbrida, recorre tanto à palavra
(linguagem verbal) quanto à imagem, som etc. (linguagem não verbal). Exemplos:
história em quadrinhos, filme, outdoor.FUNÇÕES DA LINGUAGEM
O objetivo da linguagem é comunicar, e a comunicação pode ser feita com vários
objetivos ou intenções diferentes.
Existem seis funções da linguagem: referencial, emotiva, poética, conativa, fática e
metalinguística.
A função referencial é usada para informar, transmitir conhecimento.
Exemplos: notícia, aula.
A função emotiva é usada para transmitir emoções.
Exemplos: cartão para desejar feliz aniversário a alguém, aplauso.
A função poética é usada para dar destaque à mensagem comunicada.
Exemplos: anúncio publicitário, poema.
A função conativa é usada para influenciar alguém.
Exemplos: discurso político, propaganda.
A função fática é usada para estabelecer a comunicação.
Exemplos: cumprimentar alguém, iniciar uma conversa ao telefone.
A função metalinguística é usada para explicar um código utilizando esse código.
Exemplos: uma frase que explica o que é uma frase, um vídeo que explica como
fazer um vídeo.
É importante lembrar que quando comunicamos algo utilizamos várias funções da
linguagem, mas há sempre uma que predomina.
Por exemplo, durante uma aula, um professor pode ensinar um conceito (função
referencial) e utilizar uma paródia para chamar a atenção dos alunos e ajudá-los a
fixar melhor o conceito (função poética).
EXERCÍCIO
• Na frase “Rock in Rio 2013. Eu vou” indica qual função linguística?
A) Referencial.
B) Denotativa
C) Conativa.
D) Emotiva.
FORMAÇÃO DE PALAVRAS
As palavras que compõem o léxico da língua são formadas
principalmente por dois processos morfológicos:
• DERIVAÇÃO (prefixal, sufixal, parassintética, regressiva e
imprópria)
• COMPOSIÇÃO (justaposição e aglutinação)
PALAVRAS PRIMITIVAS E DERIVADAS
vale ressaltar dois conceitos importantes para o estudo de formação das
palavras.
Os vocábulos “primitivos” são as palavras que originam outras. Já as
palavras “derivadas” são aquelas que surgem a partir das palavras
primitivas
Exemplos:
• dente (primitiva) e dentista (derivada)
• mar (primitiva) e marítimo (derivada)
• sol (primitiva) e solar (derivada)
AFIXOS
Além do conceito de palavras primitivas e derivadas, temos os afixos.
Eles são morfemas, ou seja, as menores partículas significativas da
língua.
Juntos a um radical, os afixos formam uma palavra, por exemplo, pedra
(palavra primitiva) e pedreira (palavra derivada). Nesse exemplo, foi
acrescentado o sufixo -eira.
Os afixos são classificados de acordo com sua localização na palavra.
Assim, os sufixos vêm depois do radical, por exemplo, folhagem e
livraria.
Já os prefixos são acrescentados antes do radical, por exemplo desleal
e ilegal.
Além deles, há ainda os “infixos” que aparecem no meio da palavra,
sendo representados por uma consoante ou vogal, por exemplo,
cafeteria e cafezal.
RADICAL E PREFIXO
Antes de analisar uma palavra e o processo pelo qual ela foi formada,
faz-se necessário o conhecimento de seu radical e de seus prefixos.
Segue abaixo alguns exemplos de radicais e prefixos gregos e latinos,
ou seja, as línguas que mais influenciaram o léxico da língua
portuguesa.
Radicais Gregos Prefixos Gregos Radicais Latinos Prefixos Latinos
Acro: alto, elevado
acrobata
a-, an-: negação Agri: campo ab- (abs-): afastamento
Aero: ar anti-: ação contrária
Ambi: ambos,
duplicidade
ad- (a-): proximidade,
direção
Antropo: homem dia-: movimento através Arbori: árvore ambi-: duplicidade
Arcaio/ arqueo:
antigo
epi-: posição superior Avi: ave ante-: anterioridade
Arquia: governo eu-: bem, bom Beli: guerra bem-: bom, êxito
Hidro: água
hiper-: excesso,
posição superior
Bi, bis: duas
vezes
bi-: dois
Hipo: cavalo hipo-: deficiência Cultura: cultivar in-: negação
Pseudo: falso
meta-: mudança,
transformação
Curvi: curvo infra-: abaixo
Psico: alma peri-: em torno de Ego: eu
inter-: entre, posição
intermediária
Sofia: sabedoria pro-: anteriormente Equi: igual intra-: posição interior
RAIZ
A raiz da palavra é o principal elemento de origem da palavra, ou seja,
sua parte básica.
Ela abriga a significação do termo e pode sofrer alterações. As palavras
que possuem a mesma família etimológica possuem a mesma raiz, por
exemplo.
carr- raiz nominal de carro
noc- raiz nominal de nocivo
RADICAL
O radical é o elemento base que serve de significado à palavra e que
inclui a raiz. Ele não sofre alterações, ou seja, permanece igual sempre,
por exemplo:
Ferro e ferrugem
Floricultura e Florista
TEMA
O tema da palavra é um elemento formado pelo radical e a vogal
temática. Por exemplo:
Estud-a
Romp-e
Part-i
DESINÊNCIAS
As desinências são morfemas acrescidos no final dos vocábulos e que
indicam as flexões da palavra. Elas são classificadas:
DESINÊNCIAS VERBAIS: indicam as flexões de número, pessoa,
modo e tempo dos verbos.
EX: eu como (desinência número pessoal do verbo "comer" que indica a
1.ª pessoa do singular do presente do indicativo).
DESINÊNCIAS NOMINAIS: indicam as flexões de gênero (masculino e
feminino) e de número (singular e plural) dos nomes.
EX: menina - meninas (desinência nominal de número); garoto -
garota (desinências nominais de gênero)
VOGAL TEMÁTICA
A vogal temática é a vogal que se junta ao radical da palavra. Nos
verbos temos três tipos de vogais temáticas segundo as conjugações
verbais.
Assim, a vogal temática dos verbos da 1ª conjugação é o “a”. Os da 2ª
conjugação é o “e”. E, os da 3ª conjugação é o “i”.
Exemplos:
https://www.todamateria.com.br/vogal-tematica/
Verbo amar (1ª conjugação)
Verbo vender (2ª conjugação)
Verbo sorrir (3ª conjugação)
VOGAL DE LIGAÇÃO
As vogais de ligação são elementos incluídos nas palavras para facilitar
a pronúncia. Por exemplo: maresia e bananeira.
CONSOANTE DE LIGAÇÃO
Da mesma maneira, as consoantes de ligação são elementos incluídos
aos vocábulos que auxiliam na pronúncia. Por exemplo: cafeteira e
chaleira.
PROCESSOS DE DERIVAÇÃO
Os processos de derivação de palavras ocorrem de cinco maneiras
sempre com um radical e os afixos (sufixos e prefixos):
• DERIVAÇÃO PREFIXAL (PREFIXAÇÃO): inclusão de prefixo à
palavra primitiva, por
exemplo: infeliz, antebraço, enraizar, refazer etc.
• DERIVAÇÃO SUFIXAL (SUFIXAÇÃO): inclusão de sufixo à
palavra primitiva, por exemplo: felicidade, beleza, estudante etc.
• DERIVAÇÃO PARASSINTÉTICA (PARASSÍNTESE): inclusão de
um prefixo e de um sufixo à palavra primitiva, de forma
simultânea, por exemplo: entardecer, emagrecer, engaiolar etc.
• DERIVAÇÃO REGRESSIVA: redução da palavra derivada por
meio da retirada de uma parte da palavra primitiva, por exemplo:
beijar-beijo, debater-debate, perder-perda etc.
• DERIVAÇÃO IMPRÓPRIA: ocorre a mudança de classe
gramatical da palavra, por exemplo, O jantar estava muito bom
(substantivo); Fui jantar ontem à noite com Luís. (verbo)
PROCESSOS DE COMPOSIÇÃO
Os processos de composição de palavras envolvem mais de dois
radicais de palavras, sendo classificadas em:
https://www.todamateria.com.br/derivacao-parassintetica/
https://www.todamateria.com.br/derivacao-regressiva/
https://www.todamateria.com.br/derivacao-impropria/
• JUSTAPOSIÇÃO: Na união dos termos, os radicais não sofrem
qualquer alteração em sua estrutura, por exemplo, surdo-mudo,
guarda-chuva, abre-latas etc.
• AGLUTINAÇÃO: Na união dos termos, pelo menos um dos
radicais sofre alteração em sua estrutura, por exemplo, planalto
(plano alto), vinagre (vinho e acre), etc.
NEOLOGISMO
O neologismo é um processo de formação de palavras em que são
criados termos para suprir alguma lacuna de significação. Podemos
citar como exemplo a palavra "internetês", que se refere à linguagem da
internet.
HIBRIDISMO
O hibridismo também é um processo de formação de palavras. Esses
termos são formados com elementos de idiomas diferentes, por
exemplo, “sociologia” (do latim, “sócio” e do grego “logia”).
EXERCÍCIO
•A palavra “anoitecer” é formada pelo seguinte processo de
formação de palavras:
A) Derivação imprópria
B) Derivação regressiva
C) Derivação sufixal
D) Derivação parassintética
SUBSTANTIVO
Substantivo é a palavra com a qual designa-se ou se nomeia os seres
em geral, e esse conceito de seres deve incluir os nomes de pessoas,
lugares, instituições, grupos ou indivíduos, entidades de natureza
espiritual ou mitológica e de uma espécie.
NOMES
PRÓPRIOS
COISAS LUGARES GÊNERO ESPÉCIE
RENATA CADEIRA SÃO PAULO ARTISTA MULHER
LUÍS APOSTILA RIO DE
JANEIRO
VIAJANTE FRUTA
MARIA FUTEBOL BRASÍLIA CONSUMIDOR HORTALIÇA
PEDRO MAR SALVADOR CONSURSEIRO PINHO
JOSÉ COPO CURITIBA MÚSICO LEGUME
FLEXÃO DO SUBSTANTIVO
Por ser uma palavra variável, o substantivo sofre flexões para indicar
gênero (masculino e feminino), número (singular e plural) e grau
(normal, aumentativo e diminutivo).
Flexão significa as variações, as mudanças que que os substantivos
podem sofrer, em gênero, número e grau. Por gênero entende-se que
uma palavra pode ter a sua versão masculina ou feminina, por exemplo,
pai e mãe. Um bicho de estimação pode imaginar: cachorro, cadela.
Estes substantivos são chamados Biformes, pois têm duas formas, uma
masculina e outra feminina, mas possuem apenas um radical.
Já as palavras que apresentam as formas masculina e feminina, mas
que têm dois radicais, são chamadas de substantivos Heteronômios
EX: Cavalo, égua
Os substantivos uniformes são os que têm só uma forma para ambos os
gêneros. Estes recebem denominações especiais
COMUM DE DOIS: apresentam somente uma forma, o artigo define o
gênero, por exemplo, o estudante, a estudante.
SOBRECOMUM: além de terem apenas uma forma, o artigo é o
mesmo para ambos os gêneros, por exemplo, a criança.
EPICENO: para distinguir o gênero de certos animais usamos macho ou
fêmea, por exemplo, a formiga macho, a formiga fêmea.
Os substantivos são classificados ainda da seguinte maneira: concreto,
abstrato, próprio, composto, primitivo, derivado, simples e coletivo.
• CONCRETOS
Referem-se a objetos e seres que existem fisicamente.
EX: casa, girafa, planeta.
• ABSTRATOS
Designam o que sentimos, as qualidades, ações, estados e sensações.
EX: amor, ética, doação, calor.
• PRÓRIOS
Indicam um ser específico.
EX: Murilo, Ana, São Paulo, Saturno, Coca-Cola.
• COMUNS
Indicam elementos de uma mesma espécie de forma genérica.
EX: caneta, rua, cidade, loja.
• PRIMITIVOS E DERIVADOS
Enquanto o substantivo primitivo dá origem às palavras, o derivado
designa o que foi originado por meio de outra palavra.
EX: jornal (primitivo) jornalista (derivado)
• SIMPLES
Apresentam apenas um radical na sua formação.
EX: livro.
• COMPOSTOS
Apresentam dois ou mis radicais a sua formação.
EX: couve-flor.
• COLETIVOS
Indica um agrupamento, a multiplicidade de seres de uma mesma
espécie.
EX: alcateia (bando de lobos), século (período de cem anos).
SUBSTANTIVOS BIFORMES
A indicação de nomes, o gênero da palavra está normalmente ligado ao
gênero do ser, de modo que haverá uma forma para o masculino e
outra para o feminino.
EX: garoto (substantivo masculino indicando pessoa do gênero
masculino), garota (substantivo feminino indicando uma pessoa do
gênero feminino).
PLURAL DOS SUBSTANTIVOS SIMPLES
Existem várias regras para colocar substantivos no plural. Após a
análise de sua terminação, acrescenta-se a desinência nominal de
número.
VOGAL
Os substantivos simples terminados em vogal recebem o “s”.
EX: caneta(s).
TERMINADOS EM:
➢ ÃO: recebem “ãos”, “ões” ou “ães”.
EX: cidadão(cidadãos), questão(questões), pão(pães);
➢ AL, EL, OL ou UL: troca-se o “l” por “is”.
EX: portal(portais), papel(papéis). Mas, existem exceções: mal(males),
cônsul(cônsules);
➢ IL: troca-se por “is”.
EX: barril(barris).
ARTIGO
O artigo é colocado antes do substantivo para indicar-lhe o gênero
(masculino e feminino) e o número (singular e plural), de modo a manter
com ele relação de concordância. Os artigos se classificam em
definidos e indefinidos.
• DEFINIDO (A, AS, O, OS): especifica o substantivo que o
acompanha.
EX: O meu hóspede prefere café. (hóspede determinado, definido)
• INDEFINIDO (UM, UMA UNS, UMAS): generaliza o substantivo
que o acompanha.
EX: Um hóspede prefere café. (hóspede qualquer, indefinido)
COMBINAÇÕES E CONTRADIÇÕES DOS ARTIGOS
Na língua falada é comum ocorrer a união de preposições com artigos
ou advérbios, e esse fenômenos acaba passando para a língua escrita,
como é o caso, por exemplo, da palavra “duma”, que é a combinação da
preposição “de” com o artigo indefinido “uma”. Chamamos de
combinação quando essa união preserva todos os fonemas.
PRICIPAIS EMPREGOS DOS ARTIGOS
• O emprego do artigo definido com valor demonstrativo destaca a
palavra ao leitor.
• Não se usa depois de “cujo” e suas reflexões.
• Em sentido determinado, o termo “outro” deve ser precedido de
artigo.
EX: Vocês estudam matemática, os outros fazem exercícios de
raciocínio lógico.
• Expressões com palavras repetidas.
EX: face a face.
• É obrigatório o uso do artigo definido entre o numeral “ambos” e o
substantivo a que se refere.
EX: ambas as matérias.
• Não é preciso usar o artigo diante da palavra “casa”, quando
significar lar, moradia e antes da palavra “terra”, quando tiver o
significado de chão firme, a menos que essas palavras sejam
especificadas.
• Diante de alguns nomes de cidade não se usa artigo, a não ser
que venham modificados.
• Antes dos nomes de estados brasileiros deve-se usar artigo
definido, exceto nos estados: AL, GO, MT, MG, PE, SC, SP E SE.
• Não deve ser combinado com preposição o artigo que faz parte de
nomes de jornais, revistas e obras literárias.
EX: Li na Folha de São Paulo.
ADJETIVO
O Adjetivo é uma palavra que acompanha um substantivo e serve para
caracterizá-lo, já que é por meio dele que uma qualidade, estado ou
modo de ser é atribuído ao substantivo. É por meio dos adjetivos que
diferenciamos as coisas, tais como uma prova fácil de uma prova difícil.
Eles são flexionados em gênero, número e grau.
CLASSIFICAÇÃO DOS ADJETIVOS
Os adjetivos são classificados nas seguintes formas:
SIMPLES: apresenta somente um radical.
EX: pobre, magro, triste, lindo, bonito.
COMPOSTO: apresenta mais de um radical.
EX: luso-brasileiro, superinteressante, rosa-claro, amarelo-ouro, azul-
escuro.
PRIMITIVO: palavra que dá origem a outros adjetivos.
EX: bom, puro, alegre, triste, notável.
DERIVADO: palavras que derivam de substantivos ou verbos.
EX: articulado (verbo articular), visível (verbo ser), tristonho (substantivo
triste).
PÁTRIO OU GENTÍLICO: indica o local de origem ou nacionalidade de
uma pessoa.
EX: brasileiro, paulista, europeu, carioca.
GÊNERO
Assim, como acontece com os substantivos, os adjetivos variam em
gênero masculino e feminino, e são classificados como biformes e
uniformes:
BIFORMES
Possuem uma forma para o feminino e outra para o masculino, estando
ambos os gêneros condicionados a alguns pressupostos, que veremos
a seguir. Vale ressaltar que eles possuem variações de acordo com a
terminação de cada palavra. Os adjetivos terminados em “o” têm seu
feminino constituído pela simples troca desta terminação, atribuindo-se
o “a” em lugar do “o”.
EX: estudioso, estudiosa.
Os que terminam em “ês”, “or” e “u”, normalmente, têm a forma feminina
pela terminação “a”.
EX: francês/francesa.
Os adjetivos terminados em “ão” recebem o final “ã”, “ona” e “oa”
quando grafados no feminino.
EX: cristão/cristã, brincalhão/brincalhona.
Já os constituídos da terminação “eu” têm sua forma feminina formada
por “eia” e “ao”.
EX: europeu/europeia.
UNIFORMES
São os adjetivos que possuem uma única forma, tanto para omasculino
quanto para o feminino.
EX: marido feliz/ esposa feliz, máquinas agrícolas/implementos
agrícolas, solo fértil/ideia fértil.
NÚMERO
Em relação ao número, os adjetivos simples seguem as mesmas regras
dos substantivos para o plural: amargo/amargos, igual/iguais, viril/viris.
Já os adjetivos compostos podem ser formados por dois adjetivos, caso
em que só o último é flexionado (verde-escura/verde-escuras, ítalo-
brasileiro/ítalo-brasileiros), mas também podem ser formados por
adjetivo + substantivo e, nesse caso, são invariáveis: calça azul-
bebê/calças azul-bebê.
GRAU
O grau dos adjetivos é usado para caracterizar intensidades das
qualidades dos substantivos. Podem ser classificados como
comparativos e superlativos.
ADJETIVO COMPARATIVO
IGUALDADE
Compara uma mesma qualidade.
EX: Cláudio é tão espero quanto Magali.
SUPERIORIDADE
Compara e ressalta uma qualidade superior. São divididos em analíticos
e sintéticos.
ANALÍTICO
EX: Cláudio é mais baixo que Magali.
SINTÉTICO
EX: Cláudio é menor que Magali.
INFERIORIDADE
Compara e ressalta uma qualidade inferior.
EX: Cláudio é menos alto que Magali.
ADJETIVO SUPERLATIVO
ABSOLUTO
ANALÍTICO
EX: Cláudio é muito baixo.
SINTÉTICO
EX: Cláudio é baixíssimo.
RELATIVO
ANALÍTICO DE SUPERIORIDADE
EX: Cláudio é o mais baixo de todos.
SINTÉTICO DE SUPERIORIDADE
EX: Cláudio é o menor de todos.
INFERIORIDADE
EX: Cláudio é o menos alto de todos.
NUMERAL
Os numerais são palavras que modificam o substantivo, determinando a
sua quantidade em números, múltiplos ou fração, ou mesmo a sua
ordem em uma determinada sequência. Classificam-se como: cardinal
(1,2,3,4), ordinal (primeiro, segundo, terceiro), multiplicativo (dobro,
duplo, triplo) e fracionário (meio, metade, terço).
VALOR DOS NUMERAIS
O numeral pode apresentar valor adjetivo ou substantivo, tem valor
adjetivo. Já se estiver substituindo um substantivo e designando seres,
tem valor substantivo.
Por exemplo:
Ele foi o primeiro candidato a passar. (valor adjetivo)
Ele será o primeiro desta vez. (valor substantivo)
NÚMERO CARDINAL
Os números cardinais designam a quantidade em si mesma (numerais
substantivos) ou relacionada a substantivos (numerais adjetivos).
EX: Cinco professores revezaram-se naquele simulado.
NÚMERO ORDINAL
O numeral ordinal designa os seres de sucessão ocupada em uma série
pelos objetos, seres etc. Podem ser substantivos ou adjetivos.
EX: O primeiro colocado será nomeado.
PRONOME
Pronomes são palavras que exercem função nominal, variando em
gênero, número e pessoa, que substitui ou acompanha um substantivo,
indicando-o como pessoa do discurso. Ou seja, podem estabelecer
relações entre as partes de discurso, isto é, exercer função remissiva,
retomando o que se disse anteriormente ou anunciando o que se diz a
seguir. A diferença entre o pronome substantivo e pronome adjetivo
pode ser atribuída a qualquer tipo de pronome e pode variar em função
do contexto frasal. Assim, o pronome substantivo é aquele que
substantivo, representando-o.
Para evitar a repetição, o pronome substitui a palavra, conforme o
exemplo a seguir, em que um pronome pessoal do caso reto é usado
para que o termo “carteiro” não seja repetido.
EX: O carteiro sempre desafiava o cachorro. Ele não o temia de jeito
nenhum.
Já o pronome adjetivo é aquele que acompanha um substantivo,
determinando-o.
EX: A casa de João é bem grande. Ela também é muito bonita.
Os pronomes pessoais são sempre substantivos.
Em suma, pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, que a ele
se refere ou, ainda, que acompanha o nome e qualifica-o de alguma
forma.
Os pronomes pessoais podem ser do caso reto ou do caso oblíquo, que
se subdividem em átonos e tônicos, e são eles que indicam uma das
três pessoas do discurso: a que fala, a com quem fala e a de quem se
fala.
É de fundamental importância os estudos dos pronomes pessoais, já
que eles poderão exercer as funções sintáticas de complemento verbal
ou nominal, agente da passiva ou adjunto adverbial, objeto direto e
objeto indireto, adjunto adnominal e complemento nominal. Uma
regrinha básica é usar no sujeito os pronomes pessoais do caso reto
(eu, tu, ele, nós, vós, eles) e, no caso oblíquo (me, mim, te, ti, se, si,
(o)s, (a)s, lhe(s), ele(s), ela(s), nos, vos etc.
PRONOMES PESSOAIS DO CASO OBLÍQUO
É importante destacar que os pronomes do caso oblíquo átono são
flexionados em gênero, número e pessoa. É essencial conhecer bem os
pronomes oblíquos átonos, uma vez que eles são usados em próclises,
mesóclises e ênclises (discutidas em um capítulo posterior). Ou seja,
saber qual é o caso mais apropriado de sua colocação é
importantíssimo.
Uma frase é popularmente falada na Bahia:
“Só vou lhe dizer uma coisa, não lhe digo nada!”
Apesar do humor contido na frase, uma dúvida fica no ar: no tocante à
correta colocação do pronome, deve ser lhe dizer ou dizer-lhe?
A resposta diz a respeito aos fenômenos denominados próclise, quando
o pronome vem antes do verbo – como usado na frase, “lhe dizer – e
ênclise, quando o pronome vem depois do verbo.
Quando uma frase é iniciada por um verbo que não esteja no futuro, a
colocação correta deve ser a ênclise: “Vou dizer-lhe”. Esse assunto será
tratado em tópico mais à frente.
PRONOMES POSSESSIVOS
O pronome possessivo é o tipo de pronome que indica a que pessoa do
discurso pertence o elemento ao qual se refere. Eles concordam em
gênero, número com a coisa possuída, e em pessoa com o possuidor.
Geralmente, os pronomes possessivos indicam posse.
Por exemplo: O meu livro.
Os pronomes possessivos são: minha, teu, tua, seu, sua etc.
PRINCIPAIS EMPREGOS DOS PRONOMES POSSESSIVOS
• Geralmente, o pronome possessivo é empregado antes do nome
a que se refere, mas pode também pode vir depois do substantivo
que determina. Nesse último caso, pode até alterar o sentido da
frase.
• O uso de “seu(s)/sua(s)” pode causar ambiguidade. Para desfazê-
la, tente usar “do(s)/da(s)” ou “dele(s)/dela(s)”.
EX: Ele disse que Débora estava dormindo em sua cama. (cama de
quem?)
• Pode indicar aproximação numérica.
EX: Ela tem lá seus 50 anos.
• Nas expressões do tipo “Seu João”, “seu” não tem valor de posse
por ser uma alteração fonética de “senhor”.
PRONOMES DEMOSTRATIVOS
Os pronomes demonstrativos são usados para determinar a posição
de um elemento qualquer em relação às pessoas do discurso,
situando-os no espaço, no tempo ou no contexto do próprio discurso.
Eles podem ser de várias formas variáveis (gênero e número) e
invariáveis.
Na indicação temporal, os pronomes demonstrativos “este”, “esta” e
“isto”, assim como “neste” ou “nesta”, determinam o tempo no
tocante ao momento em que se fala.
Por exemplo, na manchete de jornal:
“Novo procurador-geral da República toma posse nesta terça-feira”.
A notícia é veiculada na terça-feira em que o jornal circula. Por outro
lado, os pronomes “esse”, “essa” e “isso” indicam o tempo (passado
próximo).
Por exemplo, para dizer que no mês passado o professor de
português ensinou, pode- se dizer:
“Nesse mesmo mês tivemos aulas de redação durante duas
semanas.”
Já os pronomes “aquele”, “aquela” e “aquilo” indicam um tempo
distante em relação ao momento em que se fala.
Veja:
“Desde aquela época, as pessoas já sonhavam com a possibilidade
de passar em um concurso público.”
As formas de primeira pessoa indicam proximidade de quem fala ou
escreve:
“Esta apostila ao meu lado é minha aliada nos estudos.”
Os pronomes demonstrativos de primeira pessoa podem indicar
ainda o tempo presente, relacionados a quem fala ou escreve.
Observe:
“Nestas primeiras horas de estudo, estou muito entusiasmada com a
possiblidade de aprovação no concurso.”
Já as formas de segunda pessoa indicam proximidade da pessoaa
quem fala ou escreve:
“Essa apostila que você tem nas mãos é sua aliada nos estudos,”
Os pronomes de terceira pessoa situam uma pessoa na posição
próxima da de quem se fala ou distante dos interlocutores.
“Aquela apostila que ele tem nas mãos é sua aliada nos estudos”
PARA FIXAÇÃO
Em linguagem falada, “esse” deve ser usado quando você se referir a
algo que está sendo visto a certa distância.
Por exemplo, considere um grupo de pessoas estudando ao redor de
uma mesa grande. Ao lado de uma delas está uma apostila. A
pessoa que está em frente não consegue pegá-la, então pede:
“Renata, me passes essa apostila aí, por favor!”
Já quando você quiser se referir a algo perto, ao seu lado, então use
“este”. O pronome demonstrativo “este” deve ser utilizado quando a
coisa está praticamente nas mãos de quem fala. Assim, na mesa
mencionada no exemplo anterior, a professora, que está ao lado da
apostila que foi pedida, indaga:
“Esta apostila?”
Ela usou “esta” porque está bem perto da apostila. Outro modo de
deixar clara a explicação é imaginar assim: este é o que está comigo
e esse é o que está contigo! Se está com uma terceira pessoa, então
é aquele.
Na linguagem escrita, é diferente. “Esse” é usado para designar algo
que já se conhece, do que já foi falado.
EX: O estudo dos pronomes demonstrativos é muito importante.
Esse assunto é cobrado em todos os concursos.
O pronome demonstrativo “este” é usado para referir-se a algo de
que ainda não se falou, que falou, que está antecipado. Este assunto
precisa ser discutido: a questão da leitura na sala de aula.
Os pronomes demonstrativos desse e deste seguem as mesmas
regras de esse e este:
PRONOMES RELATIVOS
São pronomes relativos aqueles que representam nomes já
mencionados anteriormente e com os quais se relacionam. Referem-
se a um termo. Referem-se a um termo anterior, chamado
“antecedente” (substantivo ou pronome), o qual substituem.
EX: Eu aprendi a matéria que você ensinou.
Nesse caso, o pronome relativo “que” substitui a palavra “matéria”.
O pronome relativo “onde” deve ser usado para indicar lugar e tem
sentido aproximado de “em que” e “no qual”.
EX: Esta é a escola onde estudo.
Note que “onde” é empregado com verbos que não dão ideia de
movimento. Pode ser usado sem antecedente. Já o pronome relativo
“aonde” é empregado com verbos que dão ideia de movimento e
equivale a “para onde”, sendo resultado da combinação da
preposição “a” + “onde”, sendo resultado da combinação da
preposição “a” + “onde”.
EX: Os candidatos estavam perdidos, sem saber aonde iam fazer a
prova.
PRONOMES INDEFINIDOS
Na definição de Luís Felipe Lindley Cintra e de Celso Cunha, na obra
Nova Gramática do Português Contemporâneo, “Chamam-se
indefinidos os pronomes que se aplicam à 3ª pessoa gramatical,
quando considerada de um modo vago e indeterminado”.
Eles referem-se à terceira pessoas do discurso de forma vaga,
imprecisa e genérica.
EX: Alguém preencheu a vaga oferecida no processo seletivo público
do Ministério da Fazenda.
• INTERROGATIVOS
Existe, ainda, um tipo de pronome indefinido com o qual se introduzem
frases interrogativas diretas ou indiretas.
São eles: “qual”, “quanto”, “quem” e “que”.
Por exemplo:
Quantos irão concorrer à vaga? (indireta)
Quero saber quantos concorrerão à vaga? (indireta)
Os pronomes indefinidos podem ser divididos em variáveis e
invariáveis.
Observe:
PRONOMES DE TRATAMENTO
Quando nos dirigimos às pessoas do nosso convívio diário, utilizamos
uma linguagem mais informal, mais íntima. Porém, quando nos
dirigimos a alguém que possui um grau hierárquico mais elevado, como
no caso das autoridades, temos de utilizar uma linguagem mais formal.
Isso vale tanto para a escrita quanto para à fala.
Quando nos dirigimos, oralmente ou de forma escrita, a uma pessoa
mais velha, dizemos ou escrevemos “senhor ciclano”, “dona fulana” ou
simplesmente empregamos o pronome informal “você”.
Para a utilização desses pronomes de tratamento, a conjugação fica na
terceira pessoa, no entanto, é bastante comum se identificar mais com
uma segunda pessoa, já que se referem à pessoa com quem se fala.
Em uma linguagem formal, no entanto, a concordância é feita na
terceira pessoa, em razão da impessoalidade necessária para o
tratamento de autoridades.
É importante ressaltar que os órgãos públicos exigem a utilização do
registro formal da Língua Portuguesa e a elaboração de textos no
padrão da redação oficial, regulamentada por normas específicas, de
acordo com o Manual de Redação da Presidência da República. A
chamada “redação oficial” é a maneira como o poder público redige atos
normativos e comunicações. Desse modo, a finalidade principal é
comunicar com clareza, para que a mensagem transmitida seja
perfeitamente compreendida por todos os cidadãos. Segundo o Manual,
a redação deve ser clara, concisa, impessoal, formal e padronizada.
Nessa forma de expressão, os pronomes de tratamento são largamente
utilizados, pois os servidores precisam dirigir-se às autoridades de
modo respeitoso.
EX: Vossa Excelência, Vossa Senhoria, Vossa Santidade, Vossa
Magnificência, Vossa Majestade, Vossa Alteza etc.
AUTORIDADES DE ESTADO
• VOSSA EXCELÊNCIA (V. Exª)
Presidente da República, senadores da república, ministros de estado,
governadores, deputados federais e estaduais, prefeitos, embaixadores,
cônsules, chefes das casas civis e militares. Somente para o presidente
da República é usado o pronome de tratamento por extenso, jamais
abreviado.
• VOSSA MAGNIFICIÊNCIA (V. Mag.ª)
Reitores de Universidades, pró-reitores e vice-reitores.
• VOSSA SENHORIA (V. S.ª)
Vereadores, diretores de autarquias federais, estaduais e municipais.
AUTORIDADES JUDICIÁRIAS E DO MINISTÉRIO PÚBLICO
• VOSSA EXCELÊNCIA (V. Ex.ª)
Magistrados (juízes de Direto, do Trabalho, Federais, Militares e
Eleitorais), membros de Tribunais (de Justiça, Regionais Federais,
Regionais do Trabalho, Regionais Eleitorais), ministros de Tribunais
Superiores (do Trabalho, Eleitoral, Militar, Superior Tribunal de Justiça e
Supremo Tribunal Federal), membros do Ministério Público
(procuradores da República, procuradores do Trabalho, procuradores
do Ministério Público Militar ou promotores de Justiça).
• MERITÍSSIMO JUÍZO (M. Juízo)
Referência ao Juízo.
EXECUTIVO E LEGISLATIVO
• VOSSA EXCELÊNCIA (V. Ex.ª)
Chefes do Executivo (presidente da República, governadores e
prefeitos), ministros de Estado, secretários estaduais e membros da
Advocacia – Geral da União (advogados da União; procuradores
federais, procuradores da Fazenda, integrantes do Poder Legislativo
(senadores, deputados federais, deputados estaduais, presidentes de
Câmara de Vereadores), ministros do Tribunal de Contas da União; e
conselheiros dos Tribunais de Contas da Estaduais.
MILITARES
• VOSSA EXCELÊNCIA (V. Ex.ª)
Oficiais generais (almirantes de esquadra, generais de exército e
tenentes-brigadeiros; vice-almirantes, generais de brigada e brigadeiros;
e coronéis comandantes das Forças Auxiliares dos Estados e DF;
policiais militares e bombeiros militares.
• VOSSA SENHORIA (V. S.ª)
Para demais patentes e graduações militares.
OUTROS TÍTULOS
• SENHOR (Sr.)
Homens em geral, quando não existe intimidade.
• SENHORA (Sr.ª)
Mulheres casadas ou mais velhas.
• SENHORITA (Srt.ª)
Moças solteiras, quando não existe intimidade.
• VOSSA SENHORIA (V. S.ª)
Autoridades diversas, como secretários municipais ou diretores de
empresas.
• DOUTOR (Dr.)
Empregado a quem possui doutorado, é atribuído ao indivíduo que
tenha recebido tal grau acadêmico, o qual é conferido por uma
universidade ou outro estabelecimento de ensino superior autorizado,
após a conclusão de um curso de Doutorado ou Doutoramento.
Também foi empregado no tratamento de advogados e médicos,
independentementedo doutorado acadêmico.
• BIBLIOTECÁRIO (Bib. °(ª))
Bibliotecários.
• PROFESSOR (Prof. °(ª))
Professores.
• DESMBARGADOR (Des.dor)
Desembargadores.
• VOSSA MAGNIFICIÊNCIA (V.M.)
Reitores de Universidades e outras instituições de ensino superior.
VERBO
Os verbos têm papel fundamental nas orações, já que praticamente
todas as frases são organizadas em torno deles; sendo que às vezes
basta apenas um verbo para que a oração esteja completa:
“Passei!”
Eles expressam ação, estado a até mesmo o resultado de uma ação;
“Marcos passou no concurso”;
Uma sensação:
“Ele se alegrou”;
Um sentimento:
“Eu não me invejo”
Entres muitas outras ideias, sempre fazendo referência a alguém ou a
algo – o sujeito – e ainda situando-o no tempo passado, presente e
futuro. O verbo, enfim, é essencial para a ação, e é também a classe de
palavras que possui a maior quantidade de flexões: número (singular e
plural), pessoa (1ª, 2ª e 3ª), modo (indicativo, subjuntivo e imperativo),
tempo (presente, pretérito, futuro), e voz (passiva, ativa, reflexiva).
Os verbos são formados por quatro morfemas, ou seja, as menores
unidades gramaticais que podem ser identificadas e que formam todas
as palavras:
RADICAL: onde se concentra o significado do verbo. Repete-se em
todas as formas, com exceção dos verbos irregulares.
EX: passei, passaste, passou (radical = “pass”)
TEMA: é conjunto formado pelo radical + vogal temática.
Veja.
VOGAL TEMÁTICA: consiste na vogal que caracteriza o tema e
possibilita a palavra de receber as flexões. Também nos nomes as
vogais temáticas “a” e “o” podem estar representadas por uma
semivogal de um ditongo: pão, pães, enquanto “o” pode passar à
variante “u”: afeto/afetuoso (afeto + oso).
Em suma, a vogal temática é a parte que indica a conjugação a que os
verbos pertencem, aquela que aparece depois do radical.
Observe.
EX:
• “A” indica a primeira conjugação: estudar, passar, nomear.
• “E” indica a segunda conjugação: vencer, esquecer, viver.
• “I” indica a terceira conjugação: permitir, decidir, cair.
DESINÊNCIA: é a parte que indica a pessoa do discurso, o número, o
tempo e o modo do verbo. Classificam-se em desinência modo-temporal
e desinência número-pessoal. Por exemplo no verbo “falássemos”, “sse”
é desinência modo-temporal (subjuntivo-pretérito imperfeito) e “mos” é
desinência número-pessoal (primeira pessoa do plural).
CLASSIFICAÇÃO VERBAL
REGULARES
Os radicais não se alteram e as terminações obedecem ao modelo da
conjugação a que pertencem.
EX: amar (amo, ama, amam, amávamos, amarei)
IRREGULARES
Apresentam irregularidades no radical ou nas terminações.
EX: dar (dou, dá, dão, dávamos, darei)
ANÔMALOS
Apresentam profundas modificações em seus radicais. Há dois na
Língua Portuguesa: ser (sou, é, são, éramos, serão) e ir (vou, vai, vão,
íamos, irei).
DEFECTIVOS
São aqueles que não apresentam todas as flexões.
EX: reaver (não existe a conjugação “eu reavo).
IMPESSOAIS
Não apresentam sujeito. Só se conjugam na terceira pessoa do
singular. Por exemplo, o verbo “haver” no sentido de “existir”: Havia
exercícios ainda por fazer. Contudo, lembre-se de que verbo “existir”
não é impessoal:
Existem professores que jamais esquecemos.
Aqueles que expressam fenômenos da natureza também são
impessoais: ventar, nevar, esquentar, esfriar. Os verbos que indicam
vozes de animais, tais como latir, cacarejar, relinchar etc., também só se
conjugam na terceira pessoa do singular (ele) e do plural (eles). São
também verbos que normalmente não apresentam todas as formas e
cuja maioria pertence à terceira conjugação.
EX: abolir, banir, colorir, extorquir (não têm a pessoa do singular do
presente do indicativo); falir, precaver (só têm a primeira e segunda
pessoas no presente do indicativo).
ABUNDATES
São aqueles que apresentam mais de uma forma para uma mesma
flexão.
EX: haver (hemos/havemos), imprimir (imprimido/impresso).
FLEXÃO VERBAL
As flexões verbais são as varrições que eles apresentam para indicar
número, pessoa, modo, tempo e voz.
FLEXÃO DE NÚMERO
O verbo pode se referir a um único ser e, neste caso, flexiona-se no
“singular” (canta). Quando se refere a mais de um ser, flexiona-se no
“plural” (cantam).
FLEXÃO DE PESSOA
Essa indicação de número é acompanhada pela pessoa gramatical a
que o verbo se refere:
• Passo = forma da primeira pessoa do singular
• Passas = forma da segunda pessoa do singular
• Passa = forma da terceira pessoa do singular
• Passamos = forma da primeira pessoa do plural
• Passais = forma da segunda pessoa do plural
• Passam = forma da terceira pessoa do plural
FLEXÃO DE MODO
Os modos indicam as diferentes maneiras de um fato realizar-se.
São três os modos verbais:
INDICATIVO
Usado para dar certeza sobre o que o verbo exprime. É empregado
para expressar que algo seguramente acontece, aconteceu ou
acontecerá.
EX: Eu estudo para passar em concurso.
SUBJUNTIVO
Modo da dúvida e de incerteza, que é utilizado para indicar a
possibilidade de algo acontecer.
EX: Se vocês estudassem, teriam conseguido classificação.
IMPERATIVO
Exprime atitude de ordem, pedido ou solicitação.
EX: Estude e será aprovado no exame.
FLEXÃO DE TEMPO
A flexão de tempo indica o momento em que o fato expressado pelo
verbo ocorreu, ocorre ou ocorrerá. Dessa maneira, pode-se expressar
uma ação no presente, passado ou no futuro. O tempo verbal é a
indicação do momento em que se fala.
PRESENTE
Processo simultâneo ao ato da fala. Usa-se para representar fato
corriqueiro, habitual.
EX: Compra minha apostila nesta banca de revistas.
PASSADO
Exprime processos anteriores ao ato da fala. São subdivididos em:
PRETÉRITO IMPERFEITO: é usado para expressar uma ação habitual
ou que tem duração determinada no tempo.
EX: Naquela época, eu estudava com muito mais entusiasmo.
PRETÉRITO PERFEITO: exprime uma ação acabada.
EX: Marlene conquistou a primeira colocação.
PRETÉRITO-MAIS-QUE-PERFEITO: exprime um processo anterior a
um processo acabado.
EX: Perdera o horário da prova.
FUTURO
indica processos que antecederão. Subdividem-se em:
FUTURO DO PRESENTE: exprime um processo que ainda não
aconteceu.
EX: Serei aprovado nesse concurso.
FUTURO DO PRETÉRITO: expressa uma ação posterior a uma que já
aconteceu.
EX: Eu faria essa prova se tivesse mais tempo para estudar.
É importante destacar que um problema disseminado por quase todos
os falantes da Língua Portuguesa, a saber, o gerundismo, consiste em
um erro na forma nominal do verbo. Quando uma pessoa diz “Eu vou
estar participando no torneio...”, o correto seria “Eu participarei do
torneio...”, uma flexão o que precisa levar em consideração o tempo do
verbo.
FORMAS NOMINAIS
As formas nominais do verbo são dividias em:
PARTICÍPIO
Expressa ações que já foram concluídas; pode ser empregado com ou
sem verbo auxiliar.
EX: Quando a prova terminou, todos foram para casa. (sem verbo
auxiliar)
GERÚNDIO
Expressa ações que ainda estão em andamento, ou que estão sendo
feitas no mesmo momento que outra, dando a ideia de indefinido.
EX: Estou memorizando estas regras gramaticais para o concurso de
amanhã.
INFINITIVO
Expressa em verbo sem sua conjugação, ou seja, o verbo que não está
conjurado é chamado de verbo no infinitivo.
EX: Ele vai estudar comigo na sexta-feira.
FLEXÃO DE VOZ
Indica-se o sujeito pratica ou recebe uma ação:
VOZ ATIVA
O sujeito pratica a ação, por isso é um sujeito agente.
EX: O candidato chegou atrasado.
VOZ PASSIVA
O sujeito sofre a ação, por isso é um sujeito paciente.
EX: O portão foi fechado pelo fiscal. (forma analítica)
Fechou-se o portão. (forma sintética ou pronominal)
VOZ REFLEXIVA
O sujeito pratica e recebe a ação.
EX: Eu me atrasei novamente.
O candidato atrasou-se.O candidato recuperou-se rapidamente.
CONJUNÇÃO
Chama-se de conjunções as palavras invariáveis usadas para ligar
orações ou dois termos dentro de uma mesma oração; elas formam
orações coordenadas, que podem ter valores semânticos diversos. São
exemplos de conjunções: portanto, logo, pois, como, mas, e, embora,
porque, entretanto, nem, quando, ora, que, porém, todavia, quer,
contudo, seja, conforme.
No caso de duas ou mais palavras exercerem a função de conjunção,
elas recebem o nome de locução conjuntiva. São exemplos de locução
conjuntivas: à medida que, apesar de, a fim de que.
CONJUNÇÕES COORDENATIVAS
ADITIVAS
Ligam ideias similares ou equivalentes; indicam adição, soma. As
principais conjunções são: e, nem, não só, como também, tanto como.
EX: o professor não somente deixou de dar aula, como também não
quer mais ouvir falar da escola.
ADVERSATIVAS
Ligam pensamentos que contrastam entre si; indicam adversidade,
oposição, contrariedade, compensação. As principais são: mas, porém,
entretanto, não obstante, nada obstante.
EX: o professor deixou de dar aula, contudo não para de falar da escola.
ALTERNATIVAS
Ligam pensamentos que se excluem ou se alternam; indicam
alternância. As principais são: ou, ou [...] ou, ora [...] ora, já [...] já, quer
[...] quer, seja [...] seja.
EX: ora, o professor deixa de dar aula, ora, não para de falar da escola.
CONCLUSIVAS
Indicam a conclusão de uma ideia. As principais são: logo, portanto,
então, assim, por isso, por conseguinte, de modo que, em vista disso,
pois (apenas quando posposto ao verbo).
EX: ele conseguiu a aprovação, pois estudou como nunca.
EXPLICATIVAS
Explicam um fato. As principais são: que, porque, pois (apenas quando
anteposto ao verbo).
EX: não faça isso, porque poderá se arrepender.
CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS
As conjunções subordinativas exercem a função de adjunto adverbial.
Na verdade, são orações que indicam uma circunstância das ações.
Uma oração subordinada é aquela que possui uma relação de
dependência com outra, chamada de oração principal, uma vez que
precisa ser complementada. Existem nove tipos de orações
subordinativas adverbiais iniciadas por uma conjunção subordinativa.
São elas:
CAUSAL
Expressa uma circunstância de causa. As principais são: porque,
portanto, desde que, já que, visto que, uma vez que, como, que.
Observação: caso a oração causal seja introduzida por “como”, ela deve
ficar obrigatoriamente, antes da principal.
EX: Não pude compreender à festa por que precisava estudar.
Como o concurso seria no outro dia, não pude comparecer à festa.
CONSECUTIVA
Expressa uma consequência. As principais conjunções são: que
(precedido de tão, tal, tanto, tamanho), de maneira que, de forma que.
EX: Ao saber da aprovação teve uma emoção tão grande que quando
desmaiou.
COMPARATIVA
Expressa uma comparação entre coisas ou pessoas. Pode expressar
semelhança ou grau de superioridade, de acordo com a frase em que
aparecer. As principais são: assim como, bem como, tal qual, que, do
que, tanto como, tanto quanto.
EX: A aluna era tão inteligente quanto o irmão.
CONDICIONAL
Indica uma condição. Na oração subordinada, indica uma hipótese ou
uma condição necessária para que determinado fato seja realizado. As
principais são: se (= caso), caso, contando que, dado que, desde que,
uma vez, a menos que, sem que, salvo se, exceto se.
EX: Caso tivesse estudado mais, teria sido aprovado.
Ficou decidido que teria aulas ao ar livre, desde que o tempo
estivesse bom.
CONFORMATIVA
Indica conformidade, compatibilidade e concordância. As principais
conjunções são: conforme, como, segundo, consoante.
EX: Eles resolveram o exercício segundo o professor lhe ensinara.
CONCESSIVA
Expressa um fato contrário, contradição, ressalta, concessão. É usada
para expressar um fato contrário à ação proposta pela oração principal,
mas que é incapaz de impedi-la. As principais conjunções são: embora,
ainda que, se bem que, mesmo que, apesar do que, conquanto, sem
que.
EX: Vou passar a noite estudando, embora esteja esgotado.
PROPORCIONAL
Indica simultaneidade ou proporcionalidade. As principais são: à medida
que, à proporção que, enquanto, ao passo que, quanto mais, tanto
mais, quanto menos.
EX: Quanto mais estudava, mais percebia a necessidade de estudar.
TEMPORAL
Indica tempo. As principais são: quando, assim que, logo que, tão logo,
enquanto, mal, sempre que.
EX: O fiscal implicou comigo assim que entrei na sala.
FINAL
Expressa ideia de finalidade, de objetivo. As principais conjunções são:
para que, para a fim de que, com a finalidade de.
EX: Comecei a estudar antes da publicação do edital, a fim de superar
os concorrentes.
TERMOS DA ORAÇÃO
TERMOS ESSENCIAIS
Os termos essenciais da oração são o sujeito e o predicado. É em torno
desses dois elementos que as orações são estruturadas.
O elemento a quem se declara algo é denominado sujeito. Na estrutura
da oração, o sujeito é o elemento que estabelece a concordância com o
verbo. Por sua vez, o predicado é tudo aquilo que se diz sobre o sujeito.
SUJEITO
Núcleo do sujeito é a palavra com carga mais significativa em torno do
sujeito. Quando o sujeito é formado por mais de uma palavra, há
sempre uma com maior importância semântica.
Exemplo:
• O garoto logo percebeu a festa que o esperava.
• Sujeito: O garoto
• Núcleo do sujeito: garoto
O núcleo do sujeito pode ser expresso por substantivo, pronome
substantivo, numeral substantivo ou qualquer palavra substantivada.
• Exemplo de substantivo:
• A casa foi fechada para reforma.
Sujeito: A casa
Núcleo do sujeito: casa
Exemplo de pronome substantivo:
• Eles não gostam de carne vermelha.
Sujeito: Eles
Núcleo do sujeito: Eles
Exemplo de numeral substantivo:
• Três excede.
Sujeito: Três
Núcleo do sujeito: Três
Exemplo de palavra substantivada:
• Um oi foi expresso rapidamente.
Sujeito: Um oi
Núcleo do sujeito: oi
SUJEITO SIMPLES
Quando possui um só núcleo. Ocorre quando o verbo se refere a um só
substantivo ou um só pronome, ou um só numeral, ou a uma só palavra
substantivada.
Exemplo:
O desenho em nanquim será sempre uma expressão admirada.
Sujeito: O desenho em nanquim
Núcleo: desenho
SUJEITO COMPOSTO
Com mais de um núcleo. As orações com sujeito composto são
compostas por mais de um pronome, mais de um numeral, mais de uma
palavra ou expressão substantivada ou mais de uma oração
substantivada.
Exemplo:
Cristina, Marina e Bianca fazem balé no Teatro Municipal.
Sujeito: Cristina, Marina e Bianca
Núcleo: Cristina, Marina, Bianca
SUJEITO OCULTO
Ocorre quando o sujeito não está materialmente expresso na oração,
mas pode ser identificado pela desinência verbal ou pelo período
contíguo.
Também é chamado de sujeito elíptico, desinencial ou implícito.
Exemplo:
Estávamos à espera do ônibus.
Sujeito oculto: nós
SUJEITO INDETERMINADO
O sujeito indeterminado ocorre quando não se refere a um elemento
identificado de maneira clara. É observado em três casos:
• quando o verbo está na 3ª pessoa do plural, sem que o contexto
permita identificar o sujeito;
• quando um verbo está na 3.ª pessoa do singular acompanhado do
pronome (se);
• quando o verbo está no infinitivo pessoal.
SUJEITO INEXISTENTE
A oração sem sujeito ocorre quando a informação veiculada pelo
predicado está centrada em um verbo impessoal. Por isso, não há
relação entre sujeito e verbo.
Exemplo:
Choveu muito em Manaus.
PREDICADO
O predicado pode ser verbal, nominal ou verbo-nominal.
PREDICADO VERBAL
O predicado verbal ocorre quando o núcleo da informação veiculada
pelo predicado está contido em um verbo significativo que pode ser
transitivo ou intransitivo. Nesse caso, a informação sobre o sujeito está
contida nos verbos.
Exemplo:
O entregador chegou.
Predicado verbal: chegou.
PREDICADONOMINAL
O predicado nominal é formado por um verbo de ligação + predicativo
do sujeito.
Exemplo:
O entregador está atrasado.
Predicado nominal: está atrasado.
https://www.todamateria.com.br/predicado-verbal/
https://www.todamateria.com.br/predicado-nominal/
PREDICADO VERBO-NOMINAL
O predicado verbo-nominal apresenta dois núcleos: o verbo transitivo ou
intransitivo + o predicativo do sujeito ou predicativo do objeto.
Exemplo:
A menina chegou ofegante à ginástica.
Sujeito: A menina
Predicado verbo-nominal: chegou ofegante à ginástica.
TERMOS INTEGRANTES
Os termos integrantes complementam os termos essenciais da oração
(sujeito e predicado), são eles: os complementos verbais (objeto direto e
indireto); o complemento nominal e o agente da passiva. Embora alguns
estudiosos classifiquem o agente da passiva como um termo acessório.
COMPLEMENTO VERBAL
Os complementos verbais constituintes da oração são classificados em:
OBJETO DIRETO
Termo não regido por preposição o qual completa o sentido do verbo
transitivo direto (VTD); pode ser trocado por o, as, os, as, por exemplo:
EX: Bianca esperava o namorado.
OBJETO INDIRETO
Termo regido por preposição o qual completa o sentido do verbo
transitivo direto (VTI), por exemplo:
EX: Marcela gosta de chocolates.
COMPLEMENTO NOMINAL
O complemento nominal corresponde aos termos que complementam
os nomes por meio de preposição, que podem ser substantivos,
adjetivos e advérbios, por exemplo:
EX: Joana tem orgulho do filho.
AGENTE DA PASSIVA
https://www.todamateria.com.br/predicado-verbo-nominal/
https://www.todamateria.com.br/complemento-verbal/
https://www.todamateria.com.br/objeto-direto/
https://www.todamateria.com.br/objeto-indireto/
https://www.todamateria.com.br/complemento-nominal/
O agente da passiva é o termo utilizado para determinar o praticante da
ação na voz verbal passiva, onde o sujeito é denominado “paciente”, ou
seja, recebe a ação expressa pelo verbo.
Geralmente são acompanhados por preposição (por, pelo ou de), por
exemplo:
A casa foi arrumada pelo filho (agente da passiva).
TERMOS ACESSÓRIOS
Os termos acessórios da oração apresentam função secundária na
construção das orações, visto que são utilizados em determinados
contextos sendo dispensáveis em outros.
Os termos acessórios possuem a função de determinar os substantivos
exprimindo circunstâncias, são eles: adjunto adverbial, adjunto
adnominal, aposto e vocativo.
ADJUNTO ADVERBIAL
O Adjunto Adverbial corresponde ao termo que se refere ao verbo, ao
adjetivo e ao advérbio.
São classificados em: modo, tempo, intensidade, negação, afirmação,
dúvida, finalidade, matéria, lugar, meio, concessão, argumento,
companhia, causa, assunto, instrumento, fenômeno da natureza,
paladar, sentimento, preço, oposição, acréscimo, condição, por
exemplo:
EX: Felizmente a noiva chegou (adjunto adverbial de modo).
ADJUNTO ADNOMINAL
O adjunto adnominal é o termo que indica o agente da ação, de forma
que caracteriza, modifica, determina ou qualifica o nome ao qual se
refere (substantivo); por exemplo:
EX: As duas crianças pequenas brincaram.
APOSTO
O aposto é o termo encarregado de explicar ou detalhar melhor o nome
ao qual se refere, por exemplo:
https://www.todamateria.com.br/agente-da-passiva/
https://www.todamateria.com.br/termos-acessorios-da-oracao/
https://www.todamateria.com.br/adjunto-adverbial/
https://www.todamateria.com.br/adjunto-adnominal/
https://www.todamateria.com.br/aposto/
EX: Brasília, capital do Brasil, foi construída na década de 60.
VOCATIVO
O vocativo é um termo independente da oração que não se relaciona
com o sujeito ou predicado. Ele indica o “chamamento” ou a “invocação”
de uma pessoa ou de um ser (interlocutor), sendo isolado por vírgulas,
por exemplo:
EX: Pessoal, vamos para a festa.
https://www.todamateria.com.br/vocativo/
FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO
Embora muitas pessoas usem os termos frase, oração e período como
sinônimos, eles apresentam conceitos distintos:
• Frase: enunciado linguístico que possui um sentido completo.
• Oração: enunciado que contém um verbo ou locução verbal e que
pode não apresentar um sentido completo.
• Período: enunciado que contém uma ou mais orações de sentido
completo.
FRASE
Frase é todo o enunciado linguístico que tem sentido completo e
termina com uma pausa pontuada.
Não é necessário haver verbo para a formação de uma frase quando o
que foi enunciado tem sentido completo.
Exemplos de frases:
• Silêncio!
• E agora, José?
• Choveu.
• Não sei o que dizer ...
As frases são marcadas por entonação que, na escrita, ocorrem com o
recurso dos sinais de pontuação. Sem a pontuação, as palavras são
apenas vocábulos soltos.
FRASES DECLARATIVAS: o emissor da mensagem constata algum
fato de maneira afirmativa ou negativa. Exemplos: O curso termina esse
ano (afirmativa); O curso não termina esse ano negativa).
FRASES INTERROGATIVAS: o emissor da mensagem interroga sobre
algo direta ou indiretamente. Exemplos: — Você quer comer? (pergunta
direta); Gostaria de saber se você quer comer (pergunta indireta).
FRASES EXCLAMATIVAS: o emissor da mensagem manifesta emoção,
surpresa. Exemplos: Que lindo! Puxa vida!
FRASES IMPERATIVAS: o emissor da mensagem emite uma ordem,
conselho ou pedido, seja de maneira afirmativa ou negativa. Exemplos:
Faça o almoço (afirmativa); Não faça o almoço (negativa).
FRASES OPTATIVAS: o emissor da mensagem expressa o desejo
sobre algo. Exemplo: Que Deus te acompanhe! Muitas felicidades
nessa nova fase!
ORAÇÃO
A oração é o enunciado que se organiza em torno de um verbo ou de
uma locução verbal. Elas podem ou não ter sentido completo.
Exemplos de oração:
• Acabamos, finalmente!
• Levaram tudo.
• É provável.
• Estamos indo ...
Dependendo da relação sintática estabelecida, as orações são
classificadas de duas maneiras:
ORAÇÕES COORDENADAS: são orações independentes onde não
existe relação sintática entre elas e, por isso, possuem um sentido
completo. Exemplo: Fomos para o Congresso e apresentamos o artigo.
(Oração 1: Fomos ao Congresso; Oração 2: apresentamos o artigo.). As
orações coordenadas são classificadas em sindéticas e assindéticas.
▪ ORAÇÃO COORDENADA SINDÉTICA: são aquelas
conectadas por meio de uma conjunção.
As orações sindéticas, por sua vez, podem ser:
▪ ADITIVAS: transmite uma ideia de adição à oração anterior
usando conjunções ou locuções (e, nem, também, bem
como, não só, tanto).
Exemplo: Eu e Roberto fomos almoçar e encontramos Nádia.
▪ ADVERSATIVAS: transmite uma ideia de oposição à oração
anterior e precisam apresentar vírgulas antes de seu início.
Podem ser usadas conjunções ou locuções (mas, porém,
todavia, entretanto).
Exemplo: Carolina queria sair, mas começou a chover muito forte.
▪ ALTERNATIVAS: transmite uma ideia de alternância em
relação à oração anterior sendo obrigatório o uso de vírgulas,
conjunções ou locuções (ou, já, ora, quer, seja).
Exemplo: Faça o que eu mandei ou sofrerá as consequências.
▪ CONCLUSIVAS: transmitem a conclusão de uma ideia da
oração anterior e, também, requerem uso de vírgula,
conjunções e locuções (logo, pois, portanto, assim, por isso).
Exemplo: Rogério formou-se em Direito, portanto poderá fazer a prova
da OAB.
▪ EXPLICATIVAS: transmitem a explicação de uma ideia
expressa na oração anterior, sendo obrigatório o uso de
vírgula. As locuções ou conjunções usadas nesse tipo de
frase são que, porque, porquanto, pois, ou seja, entre outras.
Exemplo: Não consegui acordar mais cedo, pois acabei estudando até
mais tarde ontem.
▪ ORAÇÃO COORDENADA ASSINDÉTICA: são aquelas
introduzidas por uma vírgula.
ORAÇÕES SUBORDINADAS: são orações dependentes onde uma
está subordinada à outra e, por isso, sozinhas não possuem um sentido
completo. Exemplo: É possível que Juliana não faça a prova. (Oração 1:
É possível; Oração 2: que Juliananão faça a prova.). Segundo a sua
função, as orações subordinadas podem ser classificadas em:
▪ SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS: as orações
subordinadas substantivas podem fazer o papel do
substantivo em uma oração. Elas também ganham
classificações diferentes, sendo elas:
▪ SUBJETIVA: exerce a função de sujeito do verbo da oração
principal.
Exemplo: Foi informado que Luana passou na sua prova de doutorado.
▪ COMPLETIVA NOMINAL: completa o sentido de um nome
pertencente à oração principal.
Exemplo: Todos temos a esperança de que os brasileiros saibam votar
nas próximas eleições.
▪ PREDICATIVA: exerce a função de predicativo do sujeito da
oração principal.
Exemplo: O bom é que ela sempre finge que não faz nada de errado.
▪ APOSITIVA: exerce a função de aposto em uma oração
principal.
Exemplo: Lucas desejava apenas uma coisa: que conseguisse um bom
emprego.
▪ OBJETIVA INDIRETA: iniciada por uma preposição
exercendo a função de objeto indireto.
Exemplo: O dono do comércio necessita que de que todos os
fornecedores entreguem seus produtos na segunda-feira pela manhã.
▪ OBJETIVA DIRETA: exerce a função de objeto direto do
verbo na oração principal.
Exemplo: Quero que você adote aquele gato.
▪ SUBORDINADAS ADJETIVAS: as orações subordinadas
adjetivas exercem a mesma função do adjetivo por modificar
o substantivo.
Elas podem ser:
▪ EXPLICATIVAS: amplia ou esclarece um detalhe através da
adição de uma informação acessória aparecendo separadas
por vírgula. Pode ser retirada da frase sem que haja alteração
de sentido.
Exemplo: O cachorro, que é da raça poodle, desapareceu do pet shop.
▪ RESTRITIVAS: restringe o significado do nome a que se
refere por ser único e definido por ele. Não pode ser retirado
da frase e se apresenta sem a marca de pausas ou vírgulas.
Exemplo: Igor é um dos poucos namorados que é respeitado pelos pais
de Natália.
▪ SUBORDINADAS ADVERBIAIS: as orações subordinadas
adverbiais exercem a função do adjunto adverbial em relação
ao verbo da oração principal.
Suas classificações são:
▪ CAUSAIS: podem ser iniciadas por conjunções e locuções
causais apresentando a causa do acontecimento da oração
principal.
Exemplo: Meire desmaiou no banheiro porque estava muito fraca com a
gripe.
▪ CONSECUTIVAS: podem ser iniciadas por conjunções e
locuções consecutivas apresentando a consequência do
acontecimento da oração principal.
Exemplo: Eles pegaram tanta chuva no estádio que ficaram ensopados.
▪ COMPARATIVAS: podem ser iniciadas por conjunções e
locuções comparativas apresentando uma comparação com
o acontecimento da oração principal.
Exemplo: Madalena cozinha como cozinhava sua mãe.
▪ CONDICIONAIS: podem ser iniciadas por conjunções e
locuções condicionais apresentando uma condição para a
realização do acontecimento da oração principal.
Exemplo: Se você me der licença, consigo sair da mesa para você se
sentar.
▪ CONFORMATIVAS: podem ser iniciadas por conjunções e
locuções conformativas apresentando ideia de conformidade,
concordância e regra relacionada ao acontecimento da
oração principal.
Exemplo: As solicitações devem ser encaminhadas conforme orientado
no regulamento.
▪ CONCESSIVAS: podem ser iniciadas por conjunções e
locuções concessivas apresentando uma ideia de contraste e
contradição, ou seja, uma concessão ao ocorrido na oração
principal.
Exemplo: Embora ainda não tenham se casado, Juliana e Alex
compraram o apartamento.
▪ FINAIS: podem ser iniciadas por conjunções e locuções finais
apresentando finalidade do acontecimento da oração
principal.
Exemplo: A equipe trabalhou para que os resultados fossem obtidos.
▪ PROPORCIONAIS: podem ser iniciadas por conjunções e
locuções proporcionais apresentando ideia de
proporcionalidade com o acontecimento.
Exemplo: Quanto mais velha Maria ficava, mais rabugenta se tornava.
▪ TEMPORAIS: podem ser iniciadas por conjunções e locuções
temporais apresentando circunstância de tempo ao
acontecimento da oração principal.
Exemplo: Mal cheguei em casa, minha mãe me ligou para buscá-la.
PERÍODO
Período é frase organizada em uma ou mais orações. O período pode
ser simples ou composto.
PERÍODO SIMPLES
O período simples é formado por somente uma oração agrupada em
torno de um único verbo ou de uma única locução verbal. Quando isso
ocorre, o período é denominado oração absoluta.
Exemplos de período simples:
• Estamos felizes com os resultados.
• Faltam apenas alguns dias.
• Talvez eu vá.
PERÍODO COMPOSTO
O período composto é formado por mais de uma oração. Nesse caso, a
quantidade de orações é sujeita ao número de verbos ou de locuções
verbais.
Exemplos de período composto:
• Faça como eu pedi.
• Não sei se tenho coragem.
• Começou a gritar enquanto ele ia passando.
PONTUAÇÃO
Nos concursos públicos, a habilidade de pontuar corretamente é sempre
cobrada. A seguir, veja as principais regras gramaticais para o uso
correto da pontuação.
SINAIS DE PONTUAÇÃO
VÍRGULA
• Para separar os elementos mencionados em uma relação:
EX: O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística abre concurso para
a contratação de engenheiros, advogados, economistas e
administradores.
OBS: mesmo que o “e” venha repetido antes de cada um dos elementos
da enumeração, a vírgula deve ser empregada.
Por exemplo:
O candidato escutava muito nervoso na hora da prova. Andava pelos
cantos, e gesticulava, e esfregava os dedos, e roía as unhas.
• Para isolar o vocativo:
EX: Carlos Alberto, desligue esse telefone agora mesmo!
Por favor, Mariana, já podemos ir ao banheiro?
• Para isolar o aposto:
EX; Alessandra, a fiscal da sala, não desviou o olhar dos candidatos.
Marcelo, o professor de raciocínio lógico, comentou todas as
questões da prova.
• Para isolar palavras e expressões explicitadas (“a saber”,” por
exemplo”, “isto é”, “ou melhor”, “aliás”, “além disso” etc.)
EX: No concurso da Secretaria de Educação as provas serão somente
nas regionais, isto é, os candidatos terão de optar pela Diretoria de
Ensino na qual pretendem ingressar.
• Para isolar o adjunto adverbial antecipado:
EX: Lá na minha cidade, as professoras ensinam com exemplos.
Ontem à noite, estudei até entender o assunto.
• Para isolar elementos repetidos:
EX: O concurso, o concurso foi cancelado.
Estão todos cansados, cansados de dar dó!
• Para isolar, nas datas, o nome do lugar:
EX: São Paulo, 22 de maio de 1995.
Bauru, 15 de novembro de 2013.
• Para isolar adjuntos adverbiais:
EX: A multidão de candidatos ia, aos poucos, adentrando a sala.
Os candidatos serão atendidos, das sete às onze, pelos
professores das matérias.
• Para isolar as orações coordenadas, exceto as introduzidas pela
conjunção “e”:
EX: Esse professor já foi responsável pela aprovação de muitos, logo é
digno de confiança.
Você pode estudar naquele site quando quiser, mas é preciso estar
ligado.
EX: Não pude participar daquele grupo ontem, pois estava doente.
• Para indicar elipse de um elemento da oração:
EX: Foi um grande escândalo. Algumas pessoas diziam que a prova foi
fraudada; outras, que houve venda de gabarito.
Não é certeza ainda. Joaquim diz que ela foi aprovada, a irmã, que está
na lista de espera.
• Após a saudação em correspondência (social e comercial):
EX: Com muito amor,
Respeitosamente,
• Para isolar as orações adjetivas explicativas:
EX: Fernanda, que é uma excelente aluna, “gabaritou” a prova de
Língua Portuguesa.
Paulo Leminski, o mais erudito dos marginais, foi também o mestre
dos haicais.
• Para isolar orações intercaladas:
EX: Não lhe posso garantir nada, respondi secamente.
O novo livro, disse ele, é fanático.
PONTO
Emprega-se o ponto, basicamente, para indicar o término de uma frase
declarativa de umperíodo simples ou composto. O ponto usado para
encerrar um texto escrito recebe o nome de “ponto-final”.
EX: Boa sorte na prova.
A sala, quase sempre lotada, era o local em que todos se
preparavam para a prova. No entanto, alguns alunos não deixavam de
estudar mais em casa.
O ponto também é usado para quase todas as abreviaturas, por
exemplo: fev. = fevereiro, hab. = habitante, rod. = rodovia.
PONTO-VÍRGULA
Quando é preciso assinalar uma pausa maior do que a da vírgula,
usamos o sinal de ponto-e-vírgula (;) que é na verdade, uma pausa
intermediária para dividir longos períodos em partes menores,
principalmente ao representar ideias coordenadas ou uma relação de
paralelos. Geralmente, emprega-se o ponto-e-vírgula para:
• Separar orações coordenadas que tenham um determinado
sentido ou aqueles que já apresentam separação por vírgula:
EX: As oportunidades são para as áreas de Administração Escolar,
Análise de Sistemas/Desenvolvimento de Aplicações; e Recursos
Materiais e Logística.
• Separar vários itens de uma enumeração:
EX: Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes
princípios:
I –Igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II –Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento,
a arte e o saber;
DOIS-PONTOS
Os dois-pontos (:) são empregados:
• Para indicar uma enumeração:
EX: Os animais vertebrados subdividem-se em: ágnatos, peixes,
anfíbios, répteis, aves e mamíferos.
• Para anunciar uma citação:
EX: Dizia Aristóteles: “Meus amigos, não há amigos”.
• Para anunciar a fala de um personagem:
EX: E a professora disse:
-- Não se enganem com o edital do discurso.
• Para anunciar um esclarecimento, explicação ou consequência da
oração anterior:
EX: Não se enganem: a prova será extremamente difícil.
O jornal anunciou o resultado do processo seletivo: 67% dos
candidatos não terão a redação corrigida.
PONTO DE INTERROGAÇÃO
O ponto de interrogação é empregado para indicar uma pergunta direta,
ainda que esta não exija resposta:
EX: O que você está fazendo?
- Estou estudando para o concurso.
PONTO DE EXCLAMAÇÃO
O ponto de exclamação é empregado para marcar o fim de qualquer
oração com entonação que expresse admiração, surpresa, assombro,
indignação etc.
EX: Viva, o meu príncipe!
Então janta homem!
OBS: o ponto de exclamação é também usado com interjeições e
locuções interjetivas.
Por exemplo:
Oh!
Valha-me Deus!
RETICÊNCIAS
As reticências são empregadas para:
• Assinalar interrupção do pensamento;
EX: Bem; eu retiro-me, que sou prudente. Levo a consciência de que fiz
o meu dever. Mas o mundo saberá....
• Indicar passos que são suprimidos de um texto:
EX: Encarava-a como um sistema de signos... Considerava a
linguística, portanto, com um aspecto de uma ciência mais geral, a
ciência dos signos...
• Marcar aumento de emoção:
EX: “Morrerei, Simão, morrerei. Perdoa tu ao meu destino.... Perdi-te....
Bem sabes que sorte eu queria dar-te.... e morro, porque não posso,
nem poderei jamais resgatar-te.
ASPAS
As aspas são empregadas:
• Antes e depois de citações textuais:
EX: Segundo Chiavenato, “Treinamento é o ato intencional de fornecer
os meios para proporcionar a aprendizagem”.
• Para assinalar estrangeirismos, neologismos, gírias e expressões
populares ou vulgares:
EX: O “lobby” para que se mantenha a autorização de importação de
pneus usados no Brasil está cada vez mais descarado.
• Para indicar ironia ou desprezo no uso de certos vocábulos ou
expressões:
EX: O senhor se diz: “humanista”, mas não demostrou interesse pelas
vítimas do desastre.
Podem receber aspas, ainda, títulos de livros, jornais, revistas, obras de
arte, músicas, se forem escritos no mesmo tipo gráfico do restante do
texto. O melhor, entretanto, é sublinhá-los ou destacá-los com negrito
ou itálico.
TRAVESSÃO
Quando o travessão servir para destacar termos ou expressões
explicativas, a depender do destaque que se pretenda dar, pode
substituir vírgula, dois-pontos ou parênteses. O travessão é usado:
• Para indicar o início da fala de um personagem ou a mudança de
interlocutor:
EX: - Alto lá! – exclamou João Pedro
- Mas que petulância é esta? – replicou Mariana.
• Para destacar expressões explicativas na oração:
EX: E foi quando a peça atingia o seu clímax – o ponto alto de tensão
do drama – ele a pediu em casamento.
• Para indicar início e fim de trajetos:
EX: A estrada Rio – Bahia.
A linha aérea de São Paulo.
PARÊNTESES
Os parênteses são empregados para:
• Para destacar em um texto qualquer explicação ou comentário:
EX: Todo signo linguístico é formado de duas partes, isto é, o
significante (unidade formada pela sucessão de fonemas) e o
significado (conceito ou ideia).
• Incluir dados informativos sobre a bibliografia (autor, ano de
publicação, página etc.):
EX: Mattoso Câmara (1977:91) afirma que, às vezes, os preceitos da
gramática e os registros dos dicionários são discutíveis.
• Indicar marcações cênicas em uma peça de teatro:
EX: Abelardo I – Vou salvá-lo. Até já!
(sai pela direita)
• Isolar orações intercaladas com verbos declarativos, em
substituição à vírgula e aos travessões:
EX: Afirma-se (não se prova) que é muito comum o recebimento de
propina para que os carros apreendidos sejam liberados.
PERÍODO
O período pode ser caracterizado pela presença de uma ou de mais
orações, por isso, pode ser simples ou composto.
PERÍODO SIMPLES
Apresenta apenas uma oração, a qual é chamada de oração absoluta.
Exemplos:
• Já acordamos.
• Hoje está tão quente!
• Preciso disto.
PERÍODO COMPOSTO
Conforme a sua formação, o período composto é classificado em:
PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO
Quando as orações são independentes entre si, ou seja, cada uma
delas têm sentido completo.
Exemplos:
Levantou-se e começou a trabalhar.
Assaltou a loja e correu pela porta dos fundos.
PERÍODO COMPOSTO POR SUBORDINAÇÃO
Quando as orações se relacionam entre si.
Exemplos:
Espero terminar os enfeites até que os convidados comecem a chegar.
Fiz a receita mesmo sem saber quais ingredientes levava.
PERÍODO MISTO
Quando há a presença de orações coordenadas e subordinadas.
https://www.todamateria.com.br/periodo-composto-por-coordenacao/
https://www.todamateria.com.br/periodo-composto-por-subordinacao/
Exemplos:
Levantei-me, embora ainda estivesse cheio de sono.
Enquanto ele falar, nós vamos escutar.
FUNÇÃO DO “QUE” E “SE”
A palavra “que” pode desempenhar a função de advérbio, conjunção ou
pronome:
“QUE” COM ADVÉRBIO
Em algumas frases, o “que” pode exercer o papel de advérbio de
intensidade ou de modo.
ADVÉRBIO DE INTENSIDADE: Que peixe grande o pescador
apanhou! (O pescador apanhou um peixe muito grande.)
ADVÉRBIO DE MODO: Que gente esquisita! (Como essa gente é
esquisita!)
“QUE” COM CONJUNÇÃO
Há situações cujo “que” exerce a função de conjunção de causa,
comparação, concessão, consequência, explicação, finalidade,
integração e tempo.
CONJUNÇÃO CAUSAL: Agora vou me deitar, que estou cansada.
(Exprime a causa de eu querer deitar-se: o cansaço. É o mesmo que
dizer “Agora vou me deitar, porque estou cansada.”)
CONJUNÇÃO COMPARATIVA: Este lugar é mais agradável do que
aquele. (Estabelece uma comparação entre um lugar e outro.)
CONJUNÇÃO CONCESSIVA: Mesmo que ele não deixe, eu vou.
(Expressa ideia contrária, mas que não impede a ação, ou seja, não ter
permissão para sair, mas sair.)
CONJUNÇÃO CONSECUTIVA: Comeu tanto que passou mal.
(Manifesta uma consequência, ou seja, o fato de ter comido tanto teve
como resultado a sensação de mal-estar.)
CONJUNÇÃO EXPLICATIVA: Vou sair um pouco que faz bem para a
minha cabeça. (Indica uma justificativa. É o mesmo que dizer “Vou sair
um pouco, pois faz bem para aminha cabeça.)
CONJUNÇÃO FINAL: Saí sem dar resposta para que a briga não
aumentasse. (Exprime a finalidade, ou seja, sair sem dar resposta a fim
e a briga não aumentar.)
CONJUNÇÃO INTEGRANTE: Quero que você seja feliz. (Introduzem
orações subordinadas substantivas.)
CONJUNÇÃO TEMPORAL: Assim que eu terminar, vamos sair.
(Expressam uma circunstância de tempo.)
“QUE” COM PRONOME
O “que”, em muitas situações, desempenha a função de pronome
relativo ou interrogativo.
PRONOME RELATIVO: Comprei os livros que constam na lista de
material. (O pronome relativo “que” relaciona-se o termo “livros”. Repare
como sem ele as orações ficariam separadas: Os livros constam na lista
de material. Comprei os livros.)
PRONOME INTERROGATIVO: Que lugar é este? (O pronome
interrogativo “que” é utilizado nas orações interrogativas.)
Devido às suas diferentes funções, o uso do “se” costuma ser alvo de
muitas dúvidas entre os estudantes da língua portuguesa.
“SE” COM PRONOME
PRONOME APASSIVADOR OU PARTÍCULA APASSIVADORA
Ao exercer a função de pronome apassivador/partícula apassivadora, o
“se” é indicativo de voz passiva sintética e estabelece relação com
verbos transitivos diretos ou verbos transitivos diretos e indiretos.
Exemplos:
• Venderam-se várias casas.
• Compra-se ouro.
• Alugam-se quartos para estudantes.
Para confirmar se a função do “se” é de partícula apassivadora, basta
converter a frase na voz passiva sintética para a voz passiva analítica:
• Várias casas foram vendidas.
• Ouro é comprado.
• Quartos para estudantes são alugados.
ÍNDICE DE INDETERMINAÇÃO DO SUJEITO OU PRONOME
INDEFINIDO
Quando exerce a função de pronome indefinido, o “se” é utilizado com
verbos flexionados na terceira pessoa do singular.
Esses verbos podem ser intransitivos, transitivos indiretos ou de ligação.
O pronome indefinido é utilizado quando não se quer ou não se pode
identificar o sujeito da frase.
Exemplos:
• Fala-se muito do coronavírus.
• Morre-se de fome e sede naquela região.
• Acreditava-se que tudo terminaria bem.
PARTE INTEGRANTE DO VERBO
Essa classificação dá-se quando o “se” faz parte de verbos
pronominais.
Exemplos:
• Bianca se machucou ao cair do escorrega.
• As crianças se perderam no parque.
• Eles se encantaram com a beleza da cidade.
PRONOME REFLEXIVO
Quando desempenha essa função, o “se” faz parte de verbos
pronominais reflexivos, ou seja, de verbos que indicam que o sujeito da
frase praticou e recebeu a ação.
Exemplos:
• Giulia se cortou com a tesoura.
• Paula se furou em um alfinete.
• Natália está se penteando para sair.
PRONOME REFLEXIVO RECÍPROCO
Quando exerce a função de pronome reflexivo recíproco, o “se” é usado
em frases na voz passiva recíproca e indica que uma ação verbal
ocorreu de forma mútua, ou seja, um fez um ao outro e vice-versa.
Exemplos:
https://www.todamateria.com.br/pronomes-indefinidos/
• Eles se abraçaram e tudo terminou bem.
• Depois da festa, os amigos se despediram e foram embora.
• Aline e Leonardo se olharam apaixonados.
PARTÍCULA DE REALCE OU EXPLETIVA
O uso do “se” enquanto partícula de realce é opcional. O fato de ele não
ser usado não causa nenhum tipo de prejuízo ao sentido da frase.
Além do “se”, o “que” também pode exercer função de partícula
expletiva.
Ambos têm o papel destacar; realçar determinada informação de uma
frase.
Exemplos:
• Riu-se da piada do irmão.
• Foi-se embora para nunca mais voltar.
• O senhor estava cansado e se sentou.
“SE” COM CONJUNÇÃO
A classificação do "se" enquanto conjunção subdivide-se em causal,
condicional e integrante.
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA CAUSAL
Conforme a classificação já demonstra, essa conjunção é indicativa de
causa.
Ela é bastante usada, mas muitas vezes confundida com a conjunção
subordinativa condicional; a que indica condição.
Para se certificar de que o “se” de uma determinada frase é uma
conjunção subordinativa causal, basta substituí-lo por “já que” ou “uma
vez que”.
Exemplos:
• Se não tinha dinheiro, não deveria ter viajado.
• Deveria ter feito o trabalho se estava disponível.
• Se ela diz que é neutra, não deveria tomar partido de ninguém.
Observe que, mesmo quando fazemos a substituição do “se” por “já
que” ou “uma vez que”, as frases continuam fazendo sentido:
• Já que não tinha dinheiro, não deveria ter viajado.
• Deveria ter feito o trabalho uma vez que estava disponível.
• Uma vez que ela diz que é neutra, não deveria tomar partido de
ninguém.
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA CONDICIONAL
Conforme se subentende pelo nome, ela indica a existência de uma
condição para que algo ocorra.
Exemplos:
• Se eu pudesse, teria ficado mais tempo.
• Ele disse que vai comprar uma casa se ganhar na loteria.
• Se eles conseguirem passar no teste, começarão a trabalhar
semana que vem.
Observe que nas frases acima, a oração com “se” indica a condição
necessária para que a ação da outra oração se concretize.
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA INTEGRANTE
Sob essa classificação, o “se” introduz uma oração que desempenha
papel de substantivo. Esse papel é uma função do "que" e do "se".
As frases introduzidas por conjunções subordinativas integrantes
funcionam como sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo,
complemento nominal ou aposto de outra oração.
Exemplos:
• É necessário que eles terminem o relatório. (sujeito)
• Ele conferiu se ela tinha chegado. (objeto direto)
• Ele se convenceu de que eu estava certa. (objeto indireto)
• Certifique-se de que ele faz o trabalho. (complemento nominal
• Minha dúvida é se ele aceitará a proposta. (predicado)
• Essa é a minha vontade: que você seja feliz. (aposto)
USO DE CRASE
São comuns as dúvidas quanto ao emprego da crase. Para participar de
processos seletivos públicos, o candidato precisa relembrar de algumas
noções básicas e principais normas que regem uso da crase.
A palavra “crase” possui sentido de mistura, conforme nos ensina A.G.
Cunha. O acento grave indicativo da crase ocorre com a fusão de duas
vogais idênticas: no caso da fusão da preposição “a” com o artigo
definido “a(s)” ou com o pronome demonstrativo “a(s)”, indicada por “à”.
O acento grave também é empregado quando o pronome demonstrativo
“a(s)” pode ser substituído por “aquela”.
Para verificar se há ou não crase em determinadas locuções você pode,
em primeiro lugar, experimentar as duas seguintes regras fundamentais:
• A união da preposição “a” com o artigo definido “a(s)” só ocorre
diante de palavras femininas, visto que o artigo definido das
palavras masculinas é “o(s)” e não “a(s)”. Portanto, não existe o
acento grave na preposição “a” de locuções como “a contento”, “a
gosto”, “a exemplo”, “a fundo”, “a lápis”, “a pé”, “a prazo” etc. A
única exceção consiste nas locuções em que está implícita e
oculta uma palavra feminina, por exemplo, “a moda”, “a maneira”:
à moda da casa.
• Em caso de dúvidas, substitua a palavra feminina por outra
masculina. Por exemplo, para saber se a frase “Vou a feira” leva
ou não crase, substitua a palavra “feira” (feminina) por, digamos,
“cinema” (masculina) – “Vou ao cinema” – e você perceberá
facilmente que a crase é necessária: o correto é “Vou à feira”. Se
a partícula “a” puder ser alterada por “ao”, usa-se o acento grave
indicativo de crase, porém, se não se alterar, trata-se da
preposição “a”, então permanecessem acento.
REGRAS PRÁTICAS
Algumas normas para utilizar-se corretamente o acento grave:
• Há palavras que não admitem a anteposição do artigo, tais como
verbo, advérbio, artigo indefinido (um, uma), pronome pessoal
(ela, nós, vós), pronome demonstrativo (esta, essa), pronome
relativo (quem, cuja), pronome indefinido (cada, alguma, alguém,
toda, qualquer, ambas). Nesses casos, é óbvio que não há crase.
• Diante de possessivos femininos usados em função adjetiva
(minha, tua, sua, nossa, vossa) o acento é facultativo.
• Em locuçõesprepositivas (à custa de, à espera de,) e locuções
conjuntivas (à proporção, que, à medida que) precedendo nomes
femininos, usa-se o acento.
• Em locuções adverbiais diante de nomes femininos (à vontade, às
vezes, à vista), usa-se o acento.
• Usa-se o aceto diante de palavras femininas após os verbos
regidos pela preposição “a” (assistir a, responder a).
• No caso do pronome relativo “qual”, usa-se o acento sempre que
o antecedente for do gênero feminino. Quando o pronome é
interrogativo, no entanto, não há crase.
• Usa-se acento antes de adjuntos adverbiais de tempo e diante da
palavra [número] “horas” (à tarde, à noite, às 10 horas etc.).
• Constitui erro a indicação de crase com o artigo no singular diante
de um nome no plural.
• No encontro da preposição “a” com o artigo “a”.
• Nas locuções adverbiais de instrumento.
• Em locuções adverbiais de tempo e modo.
• Nas expressões que indicam horário.
• No encontro da preposição “a” com os pronomes demonstrativos
“aquele”, “aquela”, “aquilo”.
É importante nos seguintes casos:
• Antes do possessivo:
Na maior parte dos casos, a crase dá clareza a tipo de oração.
EX: Levou a encomenda a sua (ou à sua) tia.
Não fez menção a nossa empresa (ou à nossa empresa).
• Antes de nomes de mulheres:
Em geral, se a pessoa for íntima de quem fala, usa-se a crase; caso
contrário não.
EX: Declarou-se a Joana (ou à Joana).
OBS: Jamais deve-se utilizar crase com preposição “até”, que pode
exercer função de “a”. Por exemplo, escreve-se “Foi até a porta, e não
“Foi até à porta; ou “Até a volta, e não “Até à volta”.
REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL
A Regência Verbal é a relação que se estabelece entre os verbos e
os termos que os complementam (objetos diretos e objetos indiretos)
ou caracterizam (adjuntos adverbiais). Os verbos podem ser
intransitivos e transitivos.
Os verbos intransitivos não exigem complemento. Isso acontece
porque são verbos que fazem sentido por si só, ou seja, possuem
sentido completo. Em alguns casos, eles são acompanhados por
adjuntos adverbiais, elementos que não podem ser considerados
como objetos. O adjunto adverbial é um termo acessório da oração
cuja função é modificar um verbo, um adjetivo ou um advérbio,
indicando uma circunstância (tempo, lugar, modo, intensidade etc.).
Sendo um termo acessório, pode ser retirado da frase sem alterar sua
estrutura sintática. Veja alguns exemplos:
Choveu muito ontem.
↓ ↓
verbo impessoal adjunto adverbial de
intensidade e de tempo
(intransitivo)
Chegamos no voo das onze horas.
↓ ↓
verbo intransitivo adjunto adverbial de meio e de
tempo
VERBOS TRANSITIVOS DIRETOS
Chamamos de verbos transitivos aqueles que precisam de um
complemento, uma vez que não possuem sentido quando sozinhos.
Eles podem ser transitivos diretos e indiretos. Os transitivos diretos
são acompanhados por objetos diretos e não exigem preposição para
o correto estabelecimento da relação de regência.
Veja os exemplos:
Quero bolo!
↓ ↓
verbo transitivo direto objeto direto
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Amo aquele rapaz.
↓ ↓
verbo transitivo direto objeto direto
Para facilitar o reconhecimento dos verbos transitivos diretos, você
poderá fazer algumas perguntas para eles (quero o quê/quero quem?
Amo o quê/amo quem?). As respostas serão os objetos diretos.
VERBOS TRANSITIVOS INDIRETOS
Os verbos transitivos indiretos são complementados por objetos
indiretos, isto é, exigem uma preposição para o estabelecimento da
relação de regência. Veja:
preposição 'de' + artigo 'a' = da
↑
Gostamos da prova.
↓ ↓
verbo transitivo indireto objeto indireto
Outro exemplo:
preposição + artigo = às
↑
Respondi às questões.
↓ ↓
verbo transitivo indireto objeto indireto
Você também pode fazer perguntas para o verbo para assim
identificar se ele é ou não transitivo indireto (gostaram de
quê/gostaram de quem? Respondeu a quê/respondeu a quem?). Note
que, ao fazer a pergunta com o uso de uma preposição, o objeto
responderá também com uma preposição (gostamos da prova/
respondi às questões).
VERBOS TRANSITIVOS DIRETOS E INDIRETOS
Antigamente, os verbos transitivos diretos e indiretos eram chamados
de bitransitivos. Essa nomenclatura, entretanto, não é mais utilizada.
São verbos acompanhados de um objeto direto e um objeto indireto.
Observe:
a (preposição) + os = aos
↑
Agradeço aos ouvintes a audiência.
↓ ↓ ↓
verbo transitivo direto e indireto Objeto indireto objeto direto ('a' é
artigo)
Quem agradece, agradece a alguém algo.
Outro exemplo:
preposição + artigo = à
↑
Entreguei a flor à professora.
↓ ↓ ↓
verbo transitivo direto e indireto Objeto direto objeto indireto
A relação que existe entre um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio)
e os termos regidos por esse nome recebe a denominação regência
nominal. Essa ligação é sempre intermediária por uma preposição.
Vale observar que, na regência nominal, vários nomes apresentam
exatamente o mesmo regime dos verbos de que derivam. Ou seja, o
que ocorre, por exemplo, com “obedecer” e os nomes correspondentes:
todos regem complementos introduzidos pela preposição “a”.
Obedecer a algo/a alguém; obediência a algo/a alguém; obedecer a
algo/a alguém; obedientemente a algo/a alguém.
O mesmo acontece com adjetivos, advérbios e substantivos, que
também podem necessitar de uma preposição para a correta regência.
Observe os adjetivos:
• Acessível: Este simulado não está acessível a todos.
• Adaptado: O aluno não estava adaptado a estudar durante as
madrugadas.
• Adequado: Este livro não é adequado a vocês.
CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL
A concordância verbal garante que os verbos concordem com os
sujeitos, enquanto a concordância nominal garante que os
substantivos concordem com adjetivos, artigos, numerais e pronomes.
Exemplo: Nós estudaremos regras e exemplos complicados juntos.
Neste exemplo, quando concordamos o sujeito (nós) com o verbo
(estudaremos) estamos fazendo a concordância verbal.
Por sua vez, quando concordamos os substantivos (regras e exemplos)
com o adjetivo (complicados) estamos fazendo concordância nominal.
REGRAS DE CONCORDÂNCIA VERBAL
Para garantir a concordância verbal, precisamos respeitar as relações
de número e pessoa entre verbo e sujeito. Vejamos algumas regras.
CONCORDÂNCIA DE SUJEITO COMPOSTO ANTES DO VERBO
Quando o sujeito é composto e vem antes do verbo, esse verbo deve
estar sempre no plural. Exemplos:
• Maria e José conversaram até de madrugada.
• Construção e pintura ficarão prontas amanhã.
CONCORDÂNCIA DE SUJEITO COMPOSTO DEPOIS DO VERBO
Quando o sujeito composto vem depois do verbo, o verbo tanto pode
ficar no plural como pode concordar com o sujeito mais próximo.
Exemplos:
• Discursaram diretor e professores.
• Discursou diretor e professores.
CONCORDÂNCIA DE SUJEITO FORMADO POR PESSOAS
GRAMATICAIS DIFERENTES
Quando o sujeito é composto, mas as pessoas gramaticais são
diferentes, o verbo deve ficar no plural. No entanto, ele concordará com
a pessoa que, a nível gramatical, tem prioridade.
Isso quer dizer que 1.ª pessoa (eu, nós) tem prioridade em relação à 2.ª
(tu, vós) e a 2.ª tem prioridade em relação à 3.ª (ele, eles). Exemplos:
• Nós, vós e eles vamos à festa.
• Tu e ele falais outra língua?
REGRAS DE CONCORDÂNCIA NOMINAL
Para garantir a concordância nominal, precisamos respeitar as relações
de gênero e número entre substantivos, adjetivos,artigos, numerais e
pronomes. Vejamos algumas regras.
CONCORDÂNCIA ENTRE SUBSTANTIVO E MAIS DO QUE UM
ADJETIVO
Quando há mais do que um adjetivo para um substantivo, há duas
formas de concordar:
Colocar o artigo antes do último adjetivo. Exemplos:
• A língua francesa e a italiana são encantadoras.
• A música clássica e a popular são manifestações artísticas.
Colocar o substantivo e o artigo que o acompanha no plural. Exemplos:
• As línguas francesa e italiana são encantadoras.
• As músicas clássica e popular são manifestações artísticas.
CONCORDÂNCIA ENTRE SUBSTANTIVOS E UM ADJETIVO
Quando há mais do que um substantivo e apenas um adjetivo, há duas
formas de concordar:
Se o adjetivo vem ANTES dos substantivos, o adjetivo deve concordar
com o substantivo mais próximo. Exemplos:
• Linda filha e bebê.
• Querido filho e filha.
Se o adjetivo vem DEPOIS dos substantivos, o adjetivo deve concordar
com o substantivo mais próximo ou com todos os substantivos.
Exemplos:
• Pronúncia e vocabulário perfeito.
• Vocabulário e pronúncia perfeita.
• Pronúncia e vocabulário perfeitos.
• Vocabulário e pronúncia perfeitos.
CONCORDÂNCIA ENTRE NÚMEROS ORDINAIS
Nos casos em que há números ordinais ANTES do substantivo, o
substantivo pode ser usado tanto no singular como no plural. Exemplos:
• A segunda e a terceira casa.
• A segunda e a terceira casas.
Nos casos em que há números ordinais DEPOIS do substantivo, o
substantivo deve ser usado no plural. Exemplo:
• As casas segunda e terceira.
• Os lugares primeiro e segundo.
NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO
O atual Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi aprovado em
definitivo no dia 12 de outubro de 1990 e assinado em 16 de dezembro
do mesmo ano.
O documento foi firmado pela Academia de Ciências de Lisboa, a
Academia Brasileira de Letras e representantes de Angola, Cabo Verde,
Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.
Também houve adesão da delegação de observadores da Galiza. Isso
porque na Galiza, região localizada no norte da Espanha, a língua
falada é o galego, a língua-mãe do português.
O objetivo do acordo é unificar a ortografia oficial e reduzir o peso
cultural e político gerado pelas duas formas de escrita oficial do mesmo
idioma. A ideia é aumentar o prestígio internacional e a difusão do
Português.
As primeiras tentativas para minimizar a questão ocorreram em 1931.
Nesse momento, representantes da Academia Brasileira de Letras e da
Academia das Ciências de Lisboa passaram a discutir a unificação dos
dois sistemas ortográficos. Isso só ocorreu em 1943, mas sem sucesso.
Somente em 1986, estudiosos dos dois países voltaram a tocar na
reforma ortográfica tendo, pela primeira vez, representantes de outros
países da comunidade de língua portuguesa.
Na ocasião, foi identificado que entre as principais justificativas para o
fracasso das tratativas anteriores estava a drástica simplificação do
idioma.
A crítica principal estava na supressão dos acentos diferenciais nas
palavras proparoxítonas e paroxítonas, ação rejeitada pela comunidade
portuguesa.
Já os brasileiros discordaram da restauração de consoantes mudas,
abolidas há tempo.
Outro ponto rejeitado pela opinião pública brasileira estava na
acentuação de vogais tônicas "e" e "o" quando seguidas das
consoantes nasais "m" e "n". Essa regra era válida para as palavras
proparoxítonas com acento agudo e não o circunflexo.
Seriam assim no caso de Antônio (António), cômodo (cómodo) e gênero
(género).
Assim, além da grafia, os estudiosos passaram a considerar também a
pronúncia das palavras.
Considerando as especificidades dos países signatários do Acordo
Ortográfico da Língua Portuguesa, foi acordada a unificação em 98%
dos vocábulos.
PRINCIPAIS MUDANÇAS
AS CONSOANTES C, P, B, G, M E T
Ficam consideradas neste caso as especificidades da pronúncia
conforme o espaço geográfico. Ou seja, a grafia é mantida quando há
pronúncia é retirada quando não são pronunciadas.
A manutenção de consoantes não pronunciadas ocorria, principalmente,
pelos falantes de Portugal, que o Brasil há muito havia adaptado a
grafia.
Também houve casos da manutenção da dupla grafia, também
respeitando a pronúncia.
Ficou decidido que nesses casos, os dicionários da língua portuguesa
passarão a registrar as duas formas em todos os casos de dupla grafia.
Exemplos de consoantes pronunciadas:
Compacto, ficção, pacto, adepto, aptidão, núpcias etc.
Exemplos de consoantes não pronunciadas:
Acção, afectivo, direcção, adopção, exacto, óptimo etc.
Exemplos de dupla grafia:
Súbdito e súdito, subtil e sutil, amígdala e amídala, amnistia e anistia
etc.
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
Os acentos gráficos deixam de existir em determinadas palavras
oxítonas e paroxítonas.
Exemplos:
Para – na flexão de parar
Pelo – substantivo
Pera – substantivo
Também deixam de receber acento gráfico as paroxítonas
com ditongos "ei" e "oi" na sílaba tônica.
Exemplos:
Assembleia, boleia, ideia.
Cai, ainda, o acento nas palavras paroxítonas com vogais dobradas.
Isto ocorreu porque em palavras paroxítonas ocorre a mesma pronúncia
em todos os países de língua portuguesa.
Exemplos:
Abençoo – flexão de abençoar
Enjoo – flexão de enjoar
Povoo – flexão de povoar
EMPREGO DO HÍFEN
É empregado o hífen nos casos de palavras em que a segunda
formação se inicia com a letra "h". Isso vale quando a primeira formação
começa com letra igual àquela que finaliza o prefixo.
Exemplos:
Anti-higiênico, contra-almirante, micro-ondas, hiper-resistente.
Também é empregado o hífen quando o prefixo termina em "m" e o
segundo elemento da palavra começa com vogal.
Exemplo:
Pan-africano
O hífen não é usado:
Nos casos das consoantes "r" e "s" dobradas em "rr" e "ss":
Exemplos:
https://www.todamateria.com.br/ditongo/
Ecossistema, microssistema, antirreligioso
O hífen também não é usado nos casos em que o prefixo termina em
vogal e o sufixo começa com uma vogal diferente.
Exemplos:
Antiaéreo, aeroespacial
TREMA
O uso do trema (¨) foi abolido.
Exemplo:
Lingüiça – linguiça
O Alfabeto
O alfabeto da língua portuguesa passa a contar com 26 letras, nas suas
formas maiúsculas e minúsculas. Incorpora-se as letras K, Y e W. Fica,
assim, então, o alfabeto:
A, B, C, D, E, F, G, H, I, J, K, L, M, N, O, P, Q, R, S, T, U, V, W, X, Y, Z.