Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

APOSTILA
LÍNGUALÍNGUA
PORTUGUESAPORTUGUESA
PARA ENEMPARA ENEM
SUMÁRIO 
• VARIAÇÕES HISTÓRICAS (DIACRÔNICAS) ................................................................ 6 
• VARIAÇÕES GEOGRÁFICAS (DIATÓPICAS) ............................................................... 6 
• VARIAÇÕES SOCIAIS (DIASTRÁTICAS) ....................................................................... 7 
 VARIAÇÕES ESTILÍSTICAS (DIAFÁSICAS) .................................................................. 7 
PRECONCEITO LINGUÍSTICO ..................................................................................................... 8 
LINGUAGEM FORMAL E INFORMAL ......................................................................................... 9 
COMPLEMENTO VERBAL ...................................................................................................... 57 
COMPLEMENTO NOMINAL .................................................................................................... 57 
AGENTE DA PASSIVA ............................................................................................................. 57 
ADJUNTO ADVERBIAL ............................................................................................................ 58 
ADJUNTO ADNOMINAL ........................................................................................................... 58 
APOSTO ...................................................................................................................................... 58 
VOCATIVO .................................................................................................................................. 59 
PRONOME APASSIVADOR OU PARTÍCULA APASSIVADORA ..................................... 76 
ÍNDICE DE INDETERMINAÇÃO DO SUJEITO OU PRONOME INDEFINIDO ............... 76 
PARTE INTEGRANTE DO VERBO ........................................................................................ 77 
PRONOME REFLEXIVO .......................................................................................................... 77 
PRONOME REFLEXIVO RECÍPROCO ................................................................................. 77 
PARTÍCULA DE REALCE OU EXPLETIVA........................................................................... 78 
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA CAUSAL........................................................................... 78 
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA CONDICIONAL ............................................................... 79 
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA INTEGRANTE ................................................................. 79 
CONCORDÂNCIA ENTRE NÚMEROS ORDINAIS ............................................................. 87 
AS CONSOANTES C, P, B, G, M E T .................................................................................... 89 
ACENTUAÇÃO GRÁFICA ........................................................................................................ 89 
EMPREGO DO HÍFEN .............................................................................................................. 90 
TREMA......................................................................................................................................... 91 
O Alfabeto .................................................................................................................................... 91 
 
 
 
 
 
 A ORIGEM DA LÍNGUA DA PORTUGUESA 
A língua portuguesa e originária do latim vulgar. E adotada por cerca de 
230 milhões de pessoas, sendo o oitavo idioma mais falado no planeta. 
Está presente em 4 continente. 
Além do brasil, o português também e o idioma de Angola, Cabo Verde, 
Guine Bissau, Moçambique, São Tome e Príncipe e Portugal. E hoje a 
segunda língua de alguns países da África, da América, além de Macau 
e Goa. 
Desde 1986, o português e uma das línguas oficiais da União Europeia. 
Em 1996, foi criada a CPLP (Comunidade dos Países de Língua 
Portuguesa). 
O objetivo da entidade e aumentar a cooperação entre os países, criar 
parcerias e difundir o idioma. 
ORIGEM 
A evolução da língua e dividida em cinco períodos: 
• PRÉ-ROMÂNICO: surgidas a partir do latim vulgar. O latim vulgar 
foi o idioma levado pelos soldados para as áreas conquistadas no 
Império Romano porque era a Língua oficial de Roma 
• ROMÂNICO: são as línguas que resultaram da diferenciação ou 
do latim levado pelos conquistadores romanos. Com as 
sucessivas transformações o latim e substituído por dialetos. 
Desses da transição iniciada no século V surgem quatro séculos 
depois as demais línguas românicas: francês, espanhol, italiano, 
sardo, provençal, rético, franco-provençal dálmata e romeno. O 
português surge no século XIII. 
• GALEGO-PORTUGUES: foi o idioma da Galiza na atual Espanha, 
e das regiões portuguesas do Douro e Minho. Permanece até o 
século XIV. 
• PORTUGUES ARCAICO: é o idioma falado entre o século XIII e a 
primeira metade do século XVI. E nesse período que começam os 
estudos gramaticais da língua portuguesa. 
• PORTUGUES MORDERNO: é o idioma falado atualmente no 
Brasil e nos demais países lusófonos. 
 
Também e no século XIII que são encontradas as primeiras publicações 
com verbetes semelhantes ao idioma atual. 
O grupo da região da Amazonia e denominado amazônico, e a do 
Nordeste, nordestino. O restante do país e divido em baiano, 
fluminense, mineiro e sulista. A região localizada no norte do Estado do 
Matogrosso e classificado como incaracterística. 
DIA DA LÍNGUA PORTUGUESA 
Também chamado de Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP, 
é comemorado em 5 de maio. 
Esse é o dia internacional, pois todos os países cuja língua materna é o 
português (os chamados lusófonos) celebram essa data. 
BANDEIRA DOS PAÍSES QUE FAZEM PARTE DA CPLP (COMUNIDADE DE PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA) 
 
Além desse, há o Dia Nacional da Língua Portuguesa, que também é o 
dia da cultura brasileira, comemorado em 5 de novembro no Brasil. 
SURMENTO DA DATA 
O Dia Nacional da Língua Portuguesa, comemorado em 5 de novembro, 
foi instituído pela Lei n.º 11.310, de 12 de junho de 2006. A data foi 
escolhida em virtude do nascimento de Rui Barbosa, escritor e político 
brasileiro que se dedicou profundamente ao estudo da língua. Ele 
nasceu em 5 de novembro de 1849. 
Em Portugal, os portugueses reservam o dia 10 de junho, Dia de 
Portugal e feriado nacional, para celebrar a língua portuguesa. Foi 
nesse dia que, em 1580, um dos maiores poetas da nossa língua, Luís 
de Camões, faleceu. 
POEMAS E TRECHOS COMEMORATIVOS 
• “A língua fala por si. A importância de tratar da língua seja através 
dos museus, dos programas, dos acordos ortográficos, seja 
através dos processos de liberalização das falas novas, a língua é 
importante. A língua é nossa mãe. O museu cuida de todos os 
aspectos da língua escrita, falada, da língua dinâmica, a língua da 
interação, a língua do afeto, a língua do gesto, e de tudo isso este 
museu vai cuidar.” (Gilberto Gil) 
 
• "Suas palavras, mesmo em alto e bom português, parecem não 
mais falar minha língua." (Gabito Nunes) 
 
• Amo-se assim, desconhecida e obscura 
Tuba de algo clangor, lira singela, 
Que tens o trom e o silvo da procela, 
E o arrolo da saudade e da ternura! 
 
• Em que dá voz materna ouvi: "meu filho!", 
E em que Camões chorou, no exílio amargo, 
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!” (Olavo Bilac) 
https://www.todamateria.com.br/rui-barbosa/
https://www.todamateria.com.br/rui-barbosa/
https://www.todamateria.com.br/luis-de-camoes/
https://www.todamateria.com.br/luis-de-camoes/
VARIEDADES LINGUÍSTICAS 
Quando falamos em variação linguística, analisamos os diferentes 
modos em que é possível expressar-se em uma língua, levando-se em 
conta a escolha de palavras, a construção do enunciado e até o tom da 
fala. A língua é a nossa expressão básica, e, por isso, ela muda de 
acordo com acultura, a região, a época, o contexto, as experiências e 
as necessidades do indivíduo e do grupo que se expressa. 
TIPOS DE VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS 
Há quatro tipos de distinção dentro das variações linguísticas. 
• VARIAÇÕES HISTÓRICAS (DIACRÔNICAS) 
As variações históricas tratam das mudanças ocorridas na língua com o 
decorrer do tempo. Algumas expressões deixaram de existir, outras 
novas surgiram e outras se transformaram com a ação do tempo. 
Um clássico exemplo da língua portuguesa é o termo “você”: no 
português arcaico, a forma usual desse pronome de tratamento era 
“vossa mercê”, que, devido a variações inicialmente sociais, passou a ser 
mais usado frequentemente como “vosmecê”. Com o passar dos séculos, 
essa expressão reduziu-se ao que hoje falamos como “você”, que é a 
forma incorporada pela norma-padrão (visto que a língua se adapta ao 
uso de seus falantes) e aceita pelas regras gramaticais. 
Vossa mercê → Vosmecê → Você → Cê 
• VARIAÇÕES GEOGRÁFICAS (DIATÓPICAS) 
As variações geográficas naturalmente falam da diferença de linguagem 
devido à região. Essas diferenças tornam-se óbvias quando ouvimos um 
falante brasileiro, um angolano e um português conversando: nos três 
países, fala-se português, mas há diferenças imensas entre cada fala. 
Não é preciso que a distância seja tão grande: dentro do próprio Brasil, 
vemos diferenças de léxico (palavras) ou de fonemas (sons, sotaques). 
Há diferenças entre a capital e as cidades do interior do mesmo estado. 
Observemos alguns exemplos de diferenças regionais: 
https://mundoeducacao.uol.com.br/sociologia/conceito-cultura.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/dialetos-registros-no-portugues-brasileiro.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/curiosidades-relacionadas-ao-portugues-brasileiro.htm
“Mandioca”, “aipim” ou “macaxeira”? Os três nomes estão corretos, mas, 
dependendo da região do Brasil, você ouvirá com mais frequência um ou 
outro. Isso vale para a polêmica disputa entre “biscoito” e “bolacha”, que 
se estende para todo o território nacional. 
• VARIAÇÕES SOCIAIS (DIASTRÁTICAS) 
As variações sociais são as diferenças de acordo com o grupo social do 
falante. Embora tenhamos visto como as gírias variam histórica e 
geograficamente, no caso da variação social, a gíria está mais ligada 
à faixa etária do falante, sendo tida como linguagem informal dos mais 
jovens (ou seja, as gírias atuais tendem a ser faladas pelos mais novos). 
Há, ainda, expressões informais ligadas a grupos sociais específicos. Um 
grupo de futebolistas, por exemplo, pode usar a expressão “carrinho” com 
significado específico, que pode não ser entendido por um falante que 
não goste de futebol ou que será entendido de modo distinto por crianças, 
por exemplo. 
Um grupo de capoeiristas pode facilmente falar de uma “meia-lua”, 
enquanto pessoas de fora desse grupo talvez não entendam 
imediatamente o conceito específico na capoeira. Do mesmo modo, 
capoeiristas e instrumentistas provavelmente terão mais familiaridade 
com o conceito de “atabaque” do que outras pessoas. 
• VARIAÇÕES ESTILÍSTICAS (DIAFÁSICAS) 
As variações estilísticas remetem ao contexto que exige a adaptação da 
fala ou ao estilo dela. Aqui entram as questões de linguagem formal e 
informal, adequação à norma-padrão ou despreocupação com seu uso. 
O uso de expressões rebuscadas e o respeito às normas-padrão do 
idioma remetem à linguagem tida como culta, que se opõe àquela 
linguagem mais coloquial e familiar. Na fala, o tom de voz acaba tendo 
papel importante também. 
Assim, o vocabulário e a maneira de falar com amigos provavelmente não 
serão os mesmos que em uma entrevista de emprego, também serão 
diferentes daqueles usados para falar com pais e avós. As variações 
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/norma-culta-x-variacoes-linguisticas.htm
estilísticas respeitam a situação da interação social, levando-se em conta 
ambiente e expectativas dos interlocutores. 
PRECONCEITO LINGUÍSTICO 
Tendo tantas variações e nuances, pudemos ver que cada contexto social 
traz naturalmente um modo mais ou menos adequado de expressão, 
sendo importante entender que as variações linguísticas existem para 
estabelecer uma comunicação adequada ao contexto pedido. 
Apesar disso, as diversas maneiras de expressar-se ganham status de 
maior ou menor prestígio social baseado em uma série de preconceitos 
sociais: as variações linguísticas ligadas a grupos de maior poder 
aquisitivo, com algum tipo de status social, ou a regiões tidas como 
“desenvolvidas” tendem a ganhar maior destaque e preferência em 
relação às variedades linguísticas ligadas a grupos de menor poder 
aquisitivo, marginalizados, que sofrem preconceitos ou que são 
estigmatizados. 
Desenvolve-se, assim, o Preconceito Linguístico, que se baseia em 
um sistema de valores que afirma que determinadas variedades 
linguísticas são “mais corretas” do que outras, gerando um juízo de valor 
negativo ao modo de falar diferente daqueles que se configuram como os 
“melhores”. O preconceito linguístico nada mais é do que a reprodução, 
no campo linguístico, de um sistema de valores sociais, econômicos e 
culturais. 
No entanto, ao estudarmos as variações linguísticas, percebemos 
que não há uma única maneira de expressar-se e que, portanto, não há 
apenas um modo certo. A língua e sua expressão variam de acordo com 
uma série de fatores. Antes de tudo, ela deve cumprir seu papel de 
expressão, sendo compreendida pelos falantes e estando adequada aos 
contextos e às expectativas no ato da fala. Dessa forma, o ideal do 
que não deve ser alimentado preconceito linguístico, que gera juízo de 
valor às diferentes variações 
 
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/preconceito-linguistico-x-variacao-linguistica.htm
. 
AS VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS SÃO DETERMINADAS PELOS MAIS VARIADOS FATORES. 
LINGUAGEM FORMAL E INFORMAL 
Uma diferença importante é aquela entre linguagem formal e linguagem 
informal. A situação em que nos encontramos define o tipo de linguagem 
que usaremos. Primeiro, pensemos no conceito de norma-padrão: as 
convenções da língua criam regras gramaticais que buscam nortear seu 
uso, de modo que falantes de uma mesma língua, apesar das variações 
existentes, consigam entender-se por um padrão comum a todos. 
Assim, um jovem nascido no Acre conseguirá comunicar-se com uma 
senhora que viveu em Santa Catarina baseado nas regras comuns da 
norma-padrão da língua portuguesa. Do mesmo modo, grandes veículos 
de comunicação, como emissoras de TV ou mesmo youtubers, podem 
produzir mensagens que serão basicamente compreendidas por 
qualquer falante do idioma utilizado. 
Um contexto mais casual, como uma reunião com amigos ou um almoço 
em família, pede uma expressão coloquial. Por mais respeito que haja 
entre você e sua família e amigos, você não utilizará palavras ou 
construções gramaticais muito rebuscadas. Aqui, há mais liberdade na 
maneira de falar, por isso você utiliza uma linguagem informal, que pode 
permitir o uso de gírias, de frases feitas ou interjeições, de abreviações, 
de desvios gramaticais (ou menor preocupação em seguir a norma-
padrão) etc. 
Já o contexto formal, como reuniões profissionais, discursos ou 
ambientes acadêmicos, exige o uso da linguagem formal, aquela que se 
preocupa com a norma-padrão e suas regras gramaticais, seguindo-as 
estritamente. 
 
EXERCÍCIO 
• Quando deve-se fazer a utilização da linguagem coloquial? 
A) Na sala de aula com o professor. 
B) Durante uma palestra em público. 
C) Em uma conversa com amigos. 
D) Em uma entrevista de emprego. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NORMA COLOQUIAL E NORMA CULTA 
A linguagem coloquial, também chamada de informal ou popular, 
encontra fluidez na oralidade e é utilizada pelos falantes 
cotidianamente. Pelo fato de ser utilizada em nosso dia a dia, 
a linguagem coloquial não requer a perfeição emtermos gramaticais. 
Isso significa que é bastante comum os falantes 
utilizarem gírias, estrangeirismos, abreviações e palavras que não se 
relacionam à norma culta da Língua Portuguesa falada no Brasil, o qual 
possui muitos dialetos. 
A linguagem coloquial é empregada em situações informais, com 
os amigos, familiares e em ambientes e/ou situações em que o uso 
da norma culta da língua possa ser dispensado. 
O poeta Oswald de Andrade criou o poema intitulado “Vício na fala”, a 
partir do qual podemos observar algumas marcas da linguagem 
coloquial. Veja: 
Vício na fala 
Oswald de Andrade 
Para dizerem milho dizem mio 
Para melhor dizem mió 
Para pior pió 
Para telha dizem teia 
Para telhado dizem teiado 
E vão fazendo telhados 
É necessário observarmos que, quando escrevemos um texto a ser 
avaliado por outras pessoas, quando estamos participando de uma 
entrevista de emprego, apresentando um trabalho em instituições de 
ensino e de negócios, entre outras situações, devemos utilizar 
a linguagem culta (norma-padrão). 
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/
https://mundoeducacao.uol.com.br/educacao/o-estrangeirismo-invadiu-lingua-portuguesa.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/norma-culta-x-variacoes-linguisticas.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/paises-que-falam-portugues.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/dialetos-registros-no-portugues-brasileiro.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/redacao/fala-escrita.htm
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LÍNGUA E LINGUAGEM 
Linguagem é toda forma que o ser humano usa para se comunicar. A 
linguagem inclui a língua que, por sua vez, é um sistema convencionado 
pelos homens e utilizados por grupos. Um desses sistemas 
convencionados é a Gramática, ou seja, as regras que estabelecem o 
uso de uma língua. 
Língua é: um conjunto organizado de elementos, desenvolvido pelos 
humanos para se comunicar, e comum a um grupo. Por exemplo: 
pessoas que falam francês ou aquelas que aprenderam a se comunicar 
em Libras. 
 Linguagem é: é qualquer forma de expressão utilizada pelas pessoas 
para se comunicar. 
A comunicação realiza o processo de troca de informações entre 
um emissor e um receptor. Um dos aspectos que pode interferir nesse 
processo é o código a ser utilizado, que deve ser entendível para 
ambos, portanto, a linguagem verbal e não verbal são componentes que 
fazem parte dos elementos da comunicação. 
Exemplos de língua: a Língua Brasileira de Sinais (Libras) é uma língua 
oficial, tal como as línguas portuguesa, espanhola, inglesa, alemã e 
francesa. 
Exemplos de linguagem: dança, placas sinalizadoras, semáforo e 
música. 
DIFERENÇA ENTRE LÍNGUA E LINGUAGEM 
A diferença entre língua e linguagem é que a língua consiste em uma 
das formas existentes de linguagem. A língua é falada ou escrita, e 
utilizada por uma comunidade. 
Enquanto isso, a linguagem é uma forma mais abrangente de 
comunicação, porque, além da língua, inclui movimentos, imagens, 
sons. 
TIPOS DE LINGUAGEM 
Existem diferentes tipos de linguagem: verbal, não verbal e mista. 
LINGUAGEM VERBAL 
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/lingua-portuguesa/elementos-da-comunicacao
Quando se fala com alguém, lê um livro ou uma revista, é utilizado a 
palavra como um código. Esse tipo de linguagem, como vimos no início 
do texto, é conhecido como linguagem verbal, podem ser através de 
palavra escrita ou falada. 
 
Certamente, essa é a linguagem mais comum no dia a dia. Quando 
alguém escreve uma mensagem em rede social, por exemplo, ela está 
utilizando a linguagem verbal, ou seja, transmitindo informações através 
das palavras. 
 
Para exemplificar essa definição, confira um poema de Fernando 
Pessoa, que utiliza as palavras para expressar seus sentimentos. 
 
Autopsicografia 
 
O poeta é um fingidor. 
Finge tão completamente 
Que chega a fingir que é dor 
A dor que deveras sente. 
 
E os que leem o que escreve, 
Na dor lida sentem bem, 
Não as duas que ele teve, 
Mas só a que eles não têm. 
 
LINGUAGEM NÃO VERBAL 
A outra forma de comunicação, que não é feita nem por sinais verbais 
nem pela escrita, é a linguagem não verbal. Portanto, ela basicamente 
vai lidar com imagens. Nesse caso, o código a ser utilizado é através da 
simbologia. A linguagem não verbal é constituída por gestos, tom de voz, 
entre outras coisas. Portanto, é possível notar que a ausência de palavras 
não significa a ausência de texto. 
 
Por exemplo: 
 
 
• Se uma pessoa está dirigindo e vê o sinal vermelho, qual a primeira 
reação a se fazer? Parar. 
 
Pois bem, essa comunicação é feita através da linguagem não verbal. 
 
Ao contrário do que muitos pensam, a linguagem não verbal é utilizada 
constantemente na vida das pessoas. Um exemplo disso é através dos 
sinais de trânsito. 
 
Os gestos e a expressão corporal também são classificados como uma 
linguagem não verbal. Por exemplo: 
 
 
• Quando um pai diz de forma áspera, gritando e com uma expressão 
agressiva, que ama o filho, será que ele interpretará assim? Bem provável 
que não. 
LINGUAGEM MISTA OU HÍBRIDA 
A comunicação entre pessoas quase sempre se estabelece através de 
gestos e palavras, havendo, portanto, a junção das duas formas de 
linguagem. Essa junção é definida como linguagem mista. 
 
Isso pode ser visto também nas revistas em quadrinhos, que comunicam 
através de imagens e palavras. 
 
 
AS REVISTAS EM QUADRINHO SÃO EXEMPLOS QUE USAM LINGUAGEM VERBAL E NÃO VERBAL. 
 
A LINGUAGEM VERBAL E NÃO VERBAL NO ENEM 
Durante a prova Exame Nacional do Ensino Médio, as utilizações de 
imagens são bastante comuns na área de Língua Portuguesa, se 
destacando na parte de Interpretação de texto. Essas demonstrações 
podem ser feitas através de quadrinhos, charges, entre outras 
demonstrações. 
 
Com isso, é de fundamental importância compreender a diferenciação 
entre os diversos tipos de linguagem. O assunto parece ser de fácil 
compreensão, mas é necessário entender que cada tipo de linguagem 
possui sua característica e pode ser encontrada de diversas formas 
durante o Enem 
 
. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LINGUAGEM E SUAS FUNÇÕES 
Como citado anteriormente é um conjunto de formas organizadas usadas 
pelos indivíduos para se comunicar, por exemplo: as línguas faladas em todo o 
mundo são organizadas e utilizadas pelos seus falantes. 
O objetivo da linguagem é a comunicação, por isso, a linguagem combina signos 
linguísticos, organizados de acordo com um padrão, o que torna possível o ato de 
comunicar. 
Os signos linguísticos resultam em um significante e um significado. Significante é 
o que reconhecemos quando ouvimos uma palavra. Significado é a representação 
mental, ou seja, é a imagem que construímos na nossa cabeça quando ouvimos 
uma palavra. 
Por exemplo, ao ouvirmos a palavra “dado”, pensamos nas suas letras, ou seja, no 
significante, porque reconhecemos o som de cada uma delas. E ao ouvirmos a 
palavra “dado”, imaginamos a imagem de um dado, porque essa imagem está 
guardada na nossa memória. 
EX: 
“Também são linguagens: dança, música, matemática e programação, 
porque todas elas comunicam algo através da forma organizada como se 
apresentam.” 
“A língua portuguesa é uma forma de linguagem, porque é um sistema 
utilizado por um conjunto de pessoas. Na verdade, todas as línguas são uma 
forma de linguagem.” 
TIPOS DA LINGUAGEM 
A linguagem pode ser dividida em três tipos: 
A linguagem verbal recorre à palavra, falada ou escrita. Exemplos: notícia de jornal, 
e-mail, chamada telefônica. 
A linguagem não verbal recorre à imagem, cor, gesto, som. Nesse tipo de 
linguagem, a comunicação é feita sem palavras. Exemplos: sinal de trânsito, 
mímica, buzina. 
A linguagem mista, também chamada de linguagem híbrida, recorre tanto à palavra 
(linguagem verbal) quanto à imagem, som etc. (linguagem não verbal). Exemplos: 
história em quadrinhos, filme, outdoor.FUNÇÕES DA LINGUAGEM 
O objetivo da linguagem é comunicar, e a comunicação pode ser feita com vários 
objetivos ou intenções diferentes. 
Existem seis funções da linguagem: referencial, emotiva, poética, conativa, fática e 
metalinguística. 
A função referencial é usada para informar, transmitir conhecimento. 
Exemplos: notícia, aula. 
A função emotiva é usada para transmitir emoções. 
 Exemplos: cartão para desejar feliz aniversário a alguém, aplauso. 
A função poética é usada para dar destaque à mensagem comunicada. 
 Exemplos: anúncio publicitário, poema. 
A função conativa é usada para influenciar alguém. 
Exemplos: discurso político, propaganda. 
A função fática é usada para estabelecer a comunicação. 
 Exemplos: cumprimentar alguém, iniciar uma conversa ao telefone. 
A função metalinguística é usada para explicar um código utilizando esse código. 
Exemplos: uma frase que explica o que é uma frase, um vídeo que explica como 
fazer um vídeo. 
É importante lembrar que quando comunicamos algo utilizamos várias funções da 
linguagem, mas há sempre uma que predomina. 
Por exemplo, durante uma aula, um professor pode ensinar um conceito (função 
referencial) e utilizar uma paródia para chamar a atenção dos alunos e ajudá-los a 
fixar melhor o conceito (função poética). 
EXERCÍCIO 
• Na frase “Rock in Rio 2013. Eu vou” indica qual função linguística? 
A) Referencial. 
B) Denotativa 
C) Conativa. 
D) Emotiva. 
 
 
 
 
 
FORMAÇÃO DE PALAVRAS 
As palavras que compõem o léxico da língua são formadas 
principalmente por dois processos morfológicos: 
• DERIVAÇÃO (prefixal, sufixal, parassintética, regressiva e 
imprópria) 
• COMPOSIÇÃO (justaposição e aglutinação) 
PALAVRAS PRIMITIVAS E DERIVADAS 
vale ressaltar dois conceitos importantes para o estudo de formação das 
palavras. 
Os vocábulos “primitivos” são as palavras que originam outras. Já as 
palavras “derivadas” são aquelas que surgem a partir das palavras 
primitivas 
Exemplos: 
• dente (primitiva) e dentista (derivada) 
• mar (primitiva) e marítimo (derivada) 
• sol (primitiva) e solar (derivada) 
AFIXOS 
Além do conceito de palavras primitivas e derivadas, temos os afixos. 
Eles são morfemas, ou seja, as menores partículas significativas da 
língua. 
Juntos a um radical, os afixos formam uma palavra, por exemplo, pedra 
(palavra primitiva) e pedreira (palavra derivada). Nesse exemplo, foi 
acrescentado o sufixo -eira. 
Os afixos são classificados de acordo com sua localização na palavra. 
Assim, os sufixos vêm depois do radical, por exemplo, folhagem e 
livraria. 
Já os prefixos são acrescentados antes do radical, por exemplo desleal 
e ilegal. 
Além deles, há ainda os “infixos” que aparecem no meio da palavra, 
sendo representados por uma consoante ou vogal, por exemplo, 
cafeteria e cafezal. 
RADICAL E PREFIXO 
Antes de analisar uma palavra e o processo pelo qual ela foi formada, 
faz-se necessário o conhecimento de seu radical e de seus prefixos. 
Segue abaixo alguns exemplos de radicais e prefixos gregos e latinos, 
ou seja, as línguas que mais influenciaram o léxico da língua 
portuguesa. 
Radicais Gregos Prefixos Gregos Radicais Latinos Prefixos Latinos 
Acro: alto, elevado 
acrobata 
a-, an-: negação Agri: campo ab- (abs-): afastamento 
Aero: ar anti-: ação contrária 
Ambi: ambos, 
duplicidade 
ad- (a-): proximidade, 
direção 
Antropo: homem dia-: movimento através Arbori: árvore ambi-: duplicidade 
Arcaio/ arqueo: 
antigo 
epi-: posição superior Avi: ave ante-: anterioridade 
Arquia: governo eu-: bem, bom Beli: guerra bem-: bom, êxito 
Hidro: água 
hiper-: excesso, 
posição superior 
Bi, bis: duas 
vezes 
bi-: dois 
Hipo: cavalo hipo-: deficiência Cultura: cultivar in-: negação 
Pseudo: falso 
meta-: mudança, 
transformação 
Curvi: curvo infra-: abaixo 
Psico: alma peri-: em torno de Ego: eu 
inter-: entre, posição 
intermediária 
Sofia: sabedoria pro-: anteriormente Equi: igual intra-: posição interior 
 
RAIZ 
A raiz da palavra é o principal elemento de origem da palavra, ou seja, 
sua parte básica. 
Ela abriga a significação do termo e pode sofrer alterações. As palavras 
que possuem a mesma família etimológica possuem a mesma raiz, por 
exemplo. 
carr- raiz nominal de carro 
noc- raiz nominal de nocivo 
RADICAL 
O radical é o elemento base que serve de significado à palavra e que 
inclui a raiz. Ele não sofre alterações, ou seja, permanece igual sempre, 
por exemplo: 
Ferro e ferrugem 
Floricultura e Florista 
TEMA 
O tema da palavra é um elemento formado pelo radical e a vogal 
temática. Por exemplo: 
Estud-a 
Romp-e 
Part-i 
DESINÊNCIAS 
As desinências são morfemas acrescidos no final dos vocábulos e que 
indicam as flexões da palavra. Elas são classificadas: 
DESINÊNCIAS VERBAIS: indicam as flexões de número, pessoa, 
modo e tempo dos verbos. 
EX: eu como (desinência número pessoal do verbo "comer" que indica a 
1.ª pessoa do singular do presente do indicativo). 
DESINÊNCIAS NOMINAIS: indicam as flexões de gênero (masculino e 
feminino) e de número (singular e plural) dos nomes. 
EX: menina - meninas (desinência nominal de número); garoto - 
garota (desinências nominais de gênero) 
VOGAL TEMÁTICA 
A vogal temática é a vogal que se junta ao radical da palavra. Nos 
verbos temos três tipos de vogais temáticas segundo as conjugações 
verbais. 
Assim, a vogal temática dos verbos da 1ª conjugação é o “a”. Os da 2ª 
conjugação é o “e”. E, os da 3ª conjugação é o “i”. 
Exemplos: 
https://www.todamateria.com.br/vogal-tematica/
Verbo amar (1ª conjugação) 
Verbo vender (2ª conjugação) 
Verbo sorrir (3ª conjugação) 
VOGAL DE LIGAÇÃO 
As vogais de ligação são elementos incluídos nas palavras para facilitar 
a pronúncia. Por exemplo: maresia e bananeira. 
CONSOANTE DE LIGAÇÃO 
Da mesma maneira, as consoantes de ligação são elementos incluídos 
aos vocábulos que auxiliam na pronúncia. Por exemplo: cafeteira e 
chaleira. 
PROCESSOS DE DERIVAÇÃO 
Os processos de derivação de palavras ocorrem de cinco maneiras 
sempre com um radical e os afixos (sufixos e prefixos): 
• DERIVAÇÃO PREFIXAL (PREFIXAÇÃO): inclusão de prefixo à 
palavra primitiva, por 
exemplo: infeliz, antebraço, enraizar, refazer etc. 
• DERIVAÇÃO SUFIXAL (SUFIXAÇÃO): inclusão de sufixo à 
palavra primitiva, por exemplo: felicidade, beleza, estudante etc. 
• DERIVAÇÃO PARASSINTÉTICA (PARASSÍNTESE): inclusão de 
um prefixo e de um sufixo à palavra primitiva, de forma 
simultânea, por exemplo: entardecer, emagrecer, engaiolar etc. 
• DERIVAÇÃO REGRESSIVA: redução da palavra derivada por 
meio da retirada de uma parte da palavra primitiva, por exemplo: 
beijar-beijo, debater-debate, perder-perda etc. 
• DERIVAÇÃO IMPRÓPRIA: ocorre a mudança de classe 
gramatical da palavra, por exemplo, O jantar estava muito bom 
(substantivo); Fui jantar ontem à noite com Luís. (verbo) 
PROCESSOS DE COMPOSIÇÃO 
Os processos de composição de palavras envolvem mais de dois 
radicais de palavras, sendo classificadas em: 
https://www.todamateria.com.br/derivacao-parassintetica/
https://www.todamateria.com.br/derivacao-regressiva/
https://www.todamateria.com.br/derivacao-impropria/
• JUSTAPOSIÇÃO: Na união dos termos, os radicais não sofrem 
qualquer alteração em sua estrutura, por exemplo, surdo-mudo, 
guarda-chuva, abre-latas etc. 
• AGLUTINAÇÃO: Na união dos termos, pelo menos um dos 
radicais sofre alteração em sua estrutura, por exemplo, planalto 
(plano alto), vinagre (vinho e acre), etc. 
NEOLOGISMO 
O neologismo é um processo de formação de palavras em que são 
criados termos para suprir alguma lacuna de significação. Podemos 
citar como exemplo a palavra "internetês", que se refere à linguagem da 
internet. 
HIBRIDISMO 
O hibridismo também é um processo de formação de palavras. Esses 
termos são formados com elementos de idiomas diferentes, por 
exemplo, “sociologia” (do latim, “sócio” e do grego “logia”). 
EXERCÍCIO 
•A palavra “anoitecer” é formada pelo seguinte processo de 
formação de palavras: 
A) Derivação imprópria 
B) Derivação regressiva 
C) Derivação sufixal 
D) Derivação parassintética 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUBSTANTIVO 
Substantivo é a palavra com a qual designa-se ou se nomeia os seres 
em geral, e esse conceito de seres deve incluir os nomes de pessoas, 
lugares, instituições, grupos ou indivíduos, entidades de natureza 
espiritual ou mitológica e de uma espécie. 
NOMES 
PRÓPRIOS 
COISAS LUGARES GÊNERO ESPÉCIE 
RENATA CADEIRA SÃO PAULO ARTISTA MULHER 
LUÍS APOSTILA RIO DE 
JANEIRO 
VIAJANTE FRUTA 
MARIA FUTEBOL BRASÍLIA CONSUMIDOR HORTALIÇA 
PEDRO MAR SALVADOR CONSURSEIRO PINHO 
JOSÉ COPO CURITIBA MÚSICO LEGUME 
 
FLEXÃO DO SUBSTANTIVO 
Por ser uma palavra variável, o substantivo sofre flexões para indicar 
gênero (masculino e feminino), número (singular e plural) e grau 
(normal, aumentativo e diminutivo). 
Flexão significa as variações, as mudanças que que os substantivos 
podem sofrer, em gênero, número e grau. Por gênero entende-se que 
uma palavra pode ter a sua versão masculina ou feminina, por exemplo, 
pai e mãe. Um bicho de estimação pode imaginar: cachorro, cadela. 
Estes substantivos são chamados Biformes, pois têm duas formas, uma 
masculina e outra feminina, mas possuem apenas um radical. 
Já as palavras que apresentam as formas masculina e feminina, mas 
que têm dois radicais, são chamadas de substantivos Heteronômios 
EX: Cavalo, égua 
Os substantivos uniformes são os que têm só uma forma para ambos os 
gêneros. Estes recebem denominações especiais 
COMUM DE DOIS: apresentam somente uma forma, o artigo define o 
gênero, por exemplo, o estudante, a estudante. 
SOBRECOMUM: além de terem apenas uma forma, o artigo é o 
mesmo para ambos os gêneros, por exemplo, a criança. 
EPICENO: para distinguir o gênero de certos animais usamos macho ou 
fêmea, por exemplo, a formiga macho, a formiga fêmea. 
Os substantivos são classificados ainda da seguinte maneira: concreto, 
abstrato, próprio, composto, primitivo, derivado, simples e coletivo. 
• CONCRETOS 
Referem-se a objetos e seres que existem fisicamente. 
EX: casa, girafa, planeta. 
• ABSTRATOS 
Designam o que sentimos, as qualidades, ações, estados e sensações. 
EX: amor, ética, doação, calor. 
• PRÓRIOS 
Indicam um ser específico. 
EX: Murilo, Ana, São Paulo, Saturno, Coca-Cola. 
• COMUNS 
Indicam elementos de uma mesma espécie de forma genérica. 
EX: caneta, rua, cidade, loja. 
• PRIMITIVOS E DERIVADOS 
Enquanto o substantivo primitivo dá origem às palavras, o derivado 
designa o que foi originado por meio de outra palavra. 
EX: jornal (primitivo) jornalista (derivado) 
• SIMPLES 
Apresentam apenas um radical na sua formação. 
EX: livro. 
• COMPOSTOS 
Apresentam dois ou mis radicais a sua formação. 
EX: couve-flor. 
• COLETIVOS 
Indica um agrupamento, a multiplicidade de seres de uma mesma 
espécie. 
EX: alcateia (bando de lobos), século (período de cem anos). 
SUBSTANTIVOS BIFORMES 
A indicação de nomes, o gênero da palavra está normalmente ligado ao 
gênero do ser, de modo que haverá uma forma para o masculino e 
outra para o feminino. 
EX: garoto (substantivo masculino indicando pessoa do gênero 
masculino), garota (substantivo feminino indicando uma pessoa do 
gênero feminino). 
PLURAL DOS SUBSTANTIVOS SIMPLES 
Existem várias regras para colocar substantivos no plural. Após a 
análise de sua terminação, acrescenta-se a desinência nominal de 
número. 
VOGAL 
Os substantivos simples terminados em vogal recebem o “s”. 
EX: caneta(s). 
TERMINADOS EM: 
➢ ÃO: recebem “ãos”, “ões” ou “ães”. 
EX: cidadão(cidadãos), questão(questões), pão(pães); 
➢ AL, EL, OL ou UL: troca-se o “l” por “is”. 
EX: portal(portais), papel(papéis). Mas, existem exceções: mal(males), 
cônsul(cônsules); 
➢ IL: troca-se por “is”. 
EX: barril(barris). 
 
 
ARTIGO 
O artigo é colocado antes do substantivo para indicar-lhe o gênero 
(masculino e feminino) e o número (singular e plural), de modo a manter 
com ele relação de concordância. Os artigos se classificam em 
definidos e indefinidos. 
• DEFINIDO (A, AS, O, OS): especifica o substantivo que o 
acompanha. 
EX: O meu hóspede prefere café. (hóspede determinado, definido) 
• INDEFINIDO (UM, UMA UNS, UMAS): generaliza o substantivo 
que o acompanha. 
EX: Um hóspede prefere café. (hóspede qualquer, indefinido) 
COMBINAÇÕES E CONTRADIÇÕES DOS ARTIGOS 
Na língua falada é comum ocorrer a união de preposições com artigos 
ou advérbios, e esse fenômenos acaba passando para a língua escrita, 
como é o caso, por exemplo, da palavra “duma”, que é a combinação da 
preposição “de” com o artigo indefinido “uma”. Chamamos de 
combinação quando essa união preserva todos os fonemas. 
PRICIPAIS EMPREGOS DOS ARTIGOS 
• O emprego do artigo definido com valor demonstrativo destaca a 
palavra ao leitor. 
• Não se usa depois de “cujo” e suas reflexões. 
• Em sentido determinado, o termo “outro” deve ser precedido de 
artigo. 
EX: Vocês estudam matemática, os outros fazem exercícios de 
raciocínio lógico. 
• Expressões com palavras repetidas. 
EX: face a face. 
• É obrigatório o uso do artigo definido entre o numeral “ambos” e o 
substantivo a que se refere. 
EX: ambas as matérias. 
• Não é preciso usar o artigo diante da palavra “casa”, quando 
significar lar, moradia e antes da palavra “terra”, quando tiver o 
significado de chão firme, a menos que essas palavras sejam 
especificadas. 
• Diante de alguns nomes de cidade não se usa artigo, a não ser 
que venham modificados. 
• Antes dos nomes de estados brasileiros deve-se usar artigo 
definido, exceto nos estados: AL, GO, MT, MG, PE, SC, SP E SE. 
• Não deve ser combinado com preposição o artigo que faz parte de 
nomes de jornais, revistas e obras literárias. 
EX: Li na Folha de São Paulo. 
 
ADJETIVO 
O Adjetivo é uma palavra que acompanha um substantivo e serve para 
caracterizá-lo, já que é por meio dele que uma qualidade, estado ou 
modo de ser é atribuído ao substantivo. É por meio dos adjetivos que 
diferenciamos as coisas, tais como uma prova fácil de uma prova difícil. 
Eles são flexionados em gênero, número e grau. 
CLASSIFICAÇÃO DOS ADJETIVOS 
Os adjetivos são classificados nas seguintes formas: 
SIMPLES: apresenta somente um radical. 
EX: pobre, magro, triste, lindo, bonito. 
COMPOSTO: apresenta mais de um radical. 
EX: luso-brasileiro, superinteressante, rosa-claro, amarelo-ouro, azul-
escuro. 
PRIMITIVO: palavra que dá origem a outros adjetivos. 
EX: bom, puro, alegre, triste, notável. 
DERIVADO: palavras que derivam de substantivos ou verbos. 
EX: articulado (verbo articular), visível (verbo ser), tristonho (substantivo 
triste). 
PÁTRIO OU GENTÍLICO: indica o local de origem ou nacionalidade de 
uma pessoa. 
EX: brasileiro, paulista, europeu, carioca. 
GÊNERO 
Assim, como acontece com os substantivos, os adjetivos variam em 
gênero masculino e feminino, e são classificados como biformes e 
uniformes: 
BIFORMES 
Possuem uma forma para o feminino e outra para o masculino, estando 
ambos os gêneros condicionados a alguns pressupostos, que veremos 
a seguir. Vale ressaltar que eles possuem variações de acordo com a 
terminação de cada palavra. Os adjetivos terminados em “o” têm seu 
feminino constituído pela simples troca desta terminação, atribuindo-se 
o “a” em lugar do “o”. 
EX: estudioso, estudiosa. 
Os que terminam em “ês”, “or” e “u”, normalmente, têm a forma feminina 
pela terminação “a”. 
EX: francês/francesa. 
Os adjetivos terminados em “ão” recebem o final “ã”, “ona” e “oa” 
quando grafados no feminino. 
EX: cristão/cristã, brincalhão/brincalhona. 
Já os constituídos da terminação “eu” têm sua forma feminina formada 
por “eia” e “ao”. 
EX: europeu/europeia. 
UNIFORMES 
São os adjetivos que possuem uma única forma, tanto para omasculino 
quanto para o feminino. 
EX: marido feliz/ esposa feliz, máquinas agrícolas/implementos 
agrícolas, solo fértil/ideia fértil. 
NÚMERO 
Em relação ao número, os adjetivos simples seguem as mesmas regras 
dos substantivos para o plural: amargo/amargos, igual/iguais, viril/viris. 
Já os adjetivos compostos podem ser formados por dois adjetivos, caso 
em que só o último é flexionado (verde-escura/verde-escuras, ítalo-
brasileiro/ítalo-brasileiros), mas também podem ser formados por 
adjetivo + substantivo e, nesse caso, são invariáveis: calça azul-
bebê/calças azul-bebê. 
GRAU 
O grau dos adjetivos é usado para caracterizar intensidades das 
qualidades dos substantivos. Podem ser classificados como 
comparativos e superlativos. 
ADJETIVO COMPARATIVO 
IGUALDADE 
Compara uma mesma qualidade. 
EX: Cláudio é tão espero quanto Magali. 
SUPERIORIDADE 
Compara e ressalta uma qualidade superior. São divididos em analíticos 
e sintéticos. 
ANALÍTICO 
EX: Cláudio é mais baixo que Magali. 
SINTÉTICO 
EX: Cláudio é menor que Magali. 
INFERIORIDADE 
Compara e ressalta uma qualidade inferior. 
EX: Cláudio é menos alto que Magali. 
ADJETIVO SUPERLATIVO 
ABSOLUTO 
ANALÍTICO 
EX: Cláudio é muito baixo. 
SINTÉTICO 
EX: Cláudio é baixíssimo. 
RELATIVO 
ANALÍTICO DE SUPERIORIDADE 
EX: Cláudio é o mais baixo de todos. 
SINTÉTICO DE SUPERIORIDADE 
EX: Cláudio é o menor de todos. 
INFERIORIDADE 
EX: Cláudio é o menos alto de todos. 
 
 
 
 
NUMERAL 
Os numerais são palavras que modificam o substantivo, determinando a 
sua quantidade em números, múltiplos ou fração, ou mesmo a sua 
ordem em uma determinada sequência. Classificam-se como: cardinal 
(1,2,3,4), ordinal (primeiro, segundo, terceiro), multiplicativo (dobro, 
duplo, triplo) e fracionário (meio, metade, terço). 
VALOR DOS NUMERAIS 
O numeral pode apresentar valor adjetivo ou substantivo, tem valor 
adjetivo. Já se estiver substituindo um substantivo e designando seres, 
tem valor substantivo. 
Por exemplo: 
Ele foi o primeiro candidato a passar. (valor adjetivo) 
Ele será o primeiro desta vez. (valor substantivo) 
NÚMERO CARDINAL 
Os números cardinais designam a quantidade em si mesma (numerais 
substantivos) ou relacionada a substantivos (numerais adjetivos). 
EX: Cinco professores revezaram-se naquele simulado. 
NÚMERO ORDINAL 
O numeral ordinal designa os seres de sucessão ocupada em uma série 
pelos objetos, seres etc. Podem ser substantivos ou adjetivos. 
EX: O primeiro colocado será nomeado. 
 
PRONOME 
Pronomes são palavras que exercem função nominal, variando em 
gênero, número e pessoa, que substitui ou acompanha um substantivo, 
indicando-o como pessoa do discurso. Ou seja, podem estabelecer 
relações entre as partes de discurso, isto é, exercer função remissiva, 
retomando o que se disse anteriormente ou anunciando o que se diz a 
seguir. A diferença entre o pronome substantivo e pronome adjetivo 
pode ser atribuída a qualquer tipo de pronome e pode variar em função 
do contexto frasal. Assim, o pronome substantivo é aquele que 
substantivo, representando-o. 
Para evitar a repetição, o pronome substitui a palavra, conforme o 
exemplo a seguir, em que um pronome pessoal do caso reto é usado 
para que o termo “carteiro” não seja repetido. 
EX: O carteiro sempre desafiava o cachorro. Ele não o temia de jeito 
nenhum. 
Já o pronome adjetivo é aquele que acompanha um substantivo, 
determinando-o. 
EX: A casa de João é bem grande. Ela também é muito bonita. 
Os pronomes pessoais são sempre substantivos. 
Em suma, pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, que a ele 
se refere ou, ainda, que acompanha o nome e qualifica-o de alguma 
forma. 
Os pronomes pessoais podem ser do caso reto ou do caso oblíquo, que 
se subdividem em átonos e tônicos, e são eles que indicam uma das 
três pessoas do discurso: a que fala, a com quem fala e a de quem se 
fala. 
É de fundamental importância os estudos dos pronomes pessoais, já 
que eles poderão exercer as funções sintáticas de complemento verbal 
ou nominal, agente da passiva ou adjunto adverbial, objeto direto e 
objeto indireto, adjunto adnominal e complemento nominal. Uma 
regrinha básica é usar no sujeito os pronomes pessoais do caso reto 
(eu, tu, ele, nós, vós, eles) e, no caso oblíquo (me, mim, te, ti, se, si, 
(o)s, (a)s, lhe(s), ele(s), ela(s), nos, vos etc. 
 
 
 
PRONOMES PESSOAIS DO CASO OBLÍQUO 
É importante destacar que os pronomes do caso oblíquo átono são 
flexionados em gênero, número e pessoa. É essencial conhecer bem os 
pronomes oblíquos átonos, uma vez que eles são usados em próclises, 
mesóclises e ênclises (discutidas em um capítulo posterior). Ou seja, 
saber qual é o caso mais apropriado de sua colocação é 
importantíssimo. 
 
Uma frase é popularmente falada na Bahia: 
“Só vou lhe dizer uma coisa, não lhe digo nada!” 
Apesar do humor contido na frase, uma dúvida fica no ar: no tocante à 
correta colocação do pronome, deve ser lhe dizer ou dizer-lhe? 
A resposta diz a respeito aos fenômenos denominados próclise, quando 
o pronome vem antes do verbo – como usado na frase, “lhe dizer – e 
ênclise, quando o pronome vem depois do verbo. 
Quando uma frase é iniciada por um verbo que não esteja no futuro, a 
colocação correta deve ser a ênclise: “Vou dizer-lhe”. Esse assunto será 
tratado em tópico mais à frente. 
PRONOMES POSSESSIVOS 
O pronome possessivo é o tipo de pronome que indica a que pessoa do 
discurso pertence o elemento ao qual se refere. Eles concordam em 
gênero, número com a coisa possuída, e em pessoa com o possuidor. 
Geralmente, os pronomes possessivos indicam posse. 
 Por exemplo: O meu livro. 
Os pronomes possessivos são: minha, teu, tua, seu, sua etc. 
PRINCIPAIS EMPREGOS DOS PRONOMES POSSESSIVOS 
• Geralmente, o pronome possessivo é empregado antes do nome 
a que se refere, mas pode também pode vir depois do substantivo 
que determina. Nesse último caso, pode até alterar o sentido da 
frase. 
• O uso de “seu(s)/sua(s)” pode causar ambiguidade. Para desfazê-
la, tente usar “do(s)/da(s)” ou “dele(s)/dela(s)”. 
EX: Ele disse que Débora estava dormindo em sua cama. (cama de 
quem?) 
• Pode indicar aproximação numérica. 
EX: Ela tem lá seus 50 anos. 
• Nas expressões do tipo “Seu João”, “seu” não tem valor de posse 
por ser uma alteração fonética de “senhor”. 
 
PRONOMES DEMOSTRATIVOS 
Os pronomes demonstrativos são usados para determinar a posição 
de um elemento qualquer em relação às pessoas do discurso, 
situando-os no espaço, no tempo ou no contexto do próprio discurso. 
Eles podem ser de várias formas variáveis (gênero e número) e 
invariáveis. 
Na indicação temporal, os pronomes demonstrativos “este”, “esta” e 
“isto”, assim como “neste” ou “nesta”, determinam o tempo no 
tocante ao momento em que se fala. 
Por exemplo, na manchete de jornal: 
“Novo procurador-geral da República toma posse nesta terça-feira”. 
A notícia é veiculada na terça-feira em que o jornal circula. Por outro 
lado, os pronomes “esse”, “essa” e “isso” indicam o tempo (passado 
próximo). 
Por exemplo, para dizer que no mês passado o professor de 
português ensinou, pode- se dizer: 
“Nesse mesmo mês tivemos aulas de redação durante duas 
semanas.” 
Já os pronomes “aquele”, “aquela” e “aquilo” indicam um tempo 
distante em relação ao momento em que se fala. 
Veja: 
“Desde aquela época, as pessoas já sonhavam com a possibilidade 
de passar em um concurso público.” 
As formas de primeira pessoa indicam proximidade de quem fala ou 
escreve: 
“Esta apostila ao meu lado é minha aliada nos estudos.” 
Os pronomes demonstrativos de primeira pessoa podem indicar 
ainda o tempo presente, relacionados a quem fala ou escreve. 
Observe: 
“Nestas primeiras horas de estudo, estou muito entusiasmada com a 
possiblidade de aprovação no concurso.” 
Já as formas de segunda pessoa indicam proximidade da pessoaa 
quem fala ou escreve: 
“Essa apostila que você tem nas mãos é sua aliada nos estudos,” 
Os pronomes de terceira pessoa situam uma pessoa na posição 
próxima da de quem se fala ou distante dos interlocutores. 
“Aquela apostila que ele tem nas mãos é sua aliada nos estudos” 
PARA FIXAÇÃO 
Em linguagem falada, “esse” deve ser usado quando você se referir a 
algo que está sendo visto a certa distância. 
Por exemplo, considere um grupo de pessoas estudando ao redor de 
uma mesa grande. Ao lado de uma delas está uma apostila. A 
pessoa que está em frente não consegue pegá-la, então pede: 
“Renata, me passes essa apostila aí, por favor!” 
Já quando você quiser se referir a algo perto, ao seu lado, então use 
“este”. O pronome demonstrativo “este” deve ser utilizado quando a 
coisa está praticamente nas mãos de quem fala. Assim, na mesa 
mencionada no exemplo anterior, a professora, que está ao lado da 
apostila que foi pedida, indaga: 
“Esta apostila?” 
Ela usou “esta” porque está bem perto da apostila. Outro modo de 
deixar clara a explicação é imaginar assim: este é o que está comigo 
e esse é o que está contigo! Se está com uma terceira pessoa, então 
é aquele. 
Na linguagem escrita, é diferente. “Esse” é usado para designar algo 
que já se conhece, do que já foi falado. 
EX: O estudo dos pronomes demonstrativos é muito importante. 
Esse assunto é cobrado em todos os concursos. 
O pronome demonstrativo “este” é usado para referir-se a algo de 
que ainda não se falou, que falou, que está antecipado. Este assunto 
precisa ser discutido: a questão da leitura na sala de aula. 
Os pronomes demonstrativos desse e deste seguem as mesmas 
regras de esse e este: 
 
PRONOMES RELATIVOS 
São pronomes relativos aqueles que representam nomes já 
mencionados anteriormente e com os quais se relacionam. Referem-
se a um termo. Referem-se a um termo anterior, chamado 
“antecedente” (substantivo ou pronome), o qual substituem. 
EX: Eu aprendi a matéria que você ensinou. 
 Nesse caso, o pronome relativo “que” substitui a palavra “matéria”. 
 
O pronome relativo “onde” deve ser usado para indicar lugar e tem 
sentido aproximado de “em que” e “no qual”. 
EX: Esta é a escola onde estudo. 
Note que “onde” é empregado com verbos que não dão ideia de 
movimento. Pode ser usado sem antecedente. Já o pronome relativo 
“aonde” é empregado com verbos que dão ideia de movimento e 
equivale a “para onde”, sendo resultado da combinação da 
preposição “a” + “onde”, sendo resultado da combinação da 
preposição “a” + “onde”. 
EX: Os candidatos estavam perdidos, sem saber aonde iam fazer a 
prova. 
PRONOMES INDEFINIDOS 
Na definição de Luís Felipe Lindley Cintra e de Celso Cunha, na obra 
Nova Gramática do Português Contemporâneo, “Chamam-se 
indefinidos os pronomes que se aplicam à 3ª pessoa gramatical, 
quando considerada de um modo vago e indeterminado”. 
Eles referem-se à terceira pessoas do discurso de forma vaga, 
imprecisa e genérica. 
EX: Alguém preencheu a vaga oferecida no processo seletivo público 
do Ministério da Fazenda. 
• INTERROGATIVOS 
Existe, ainda, um tipo de pronome indefinido com o qual se introduzem 
frases interrogativas diretas ou indiretas. 
São eles: “qual”, “quanto”, “quem” e “que”. 
Por exemplo: 
Quantos irão concorrer à vaga? (indireta) 
Quero saber quantos concorrerão à vaga? (indireta) 
Os pronomes indefinidos podem ser divididos em variáveis e 
invariáveis. 
Observe: 
 
PRONOMES DE TRATAMENTO 
Quando nos dirigimos às pessoas do nosso convívio diário, utilizamos 
uma linguagem mais informal, mais íntima. Porém, quando nos 
dirigimos a alguém que possui um grau hierárquico mais elevado, como 
no caso das autoridades, temos de utilizar uma linguagem mais formal. 
Isso vale tanto para a escrita quanto para à fala. 
Quando nos dirigimos, oralmente ou de forma escrita, a uma pessoa 
mais velha, dizemos ou escrevemos “senhor ciclano”, “dona fulana” ou 
simplesmente empregamos o pronome informal “você”. 
Para a utilização desses pronomes de tratamento, a conjugação fica na 
terceira pessoa, no entanto, é bastante comum se identificar mais com 
uma segunda pessoa, já que se referem à pessoa com quem se fala. 
Em uma linguagem formal, no entanto, a concordância é feita na 
terceira pessoa, em razão da impessoalidade necessária para o 
tratamento de autoridades. 
É importante ressaltar que os órgãos públicos exigem a utilização do 
registro formal da Língua Portuguesa e a elaboração de textos no 
padrão da redação oficial, regulamentada por normas específicas, de 
acordo com o Manual de Redação da Presidência da República. A 
chamada “redação oficial” é a maneira como o poder público redige atos 
normativos e comunicações. Desse modo, a finalidade principal é 
comunicar com clareza, para que a mensagem transmitida seja 
perfeitamente compreendida por todos os cidadãos. Segundo o Manual, 
a redação deve ser clara, concisa, impessoal, formal e padronizada. 
Nessa forma de expressão, os pronomes de tratamento são largamente 
utilizados, pois os servidores precisam dirigir-se às autoridades de 
modo respeitoso. 
EX: Vossa Excelência, Vossa Senhoria, Vossa Santidade, Vossa 
Magnificência, Vossa Majestade, Vossa Alteza etc. 
AUTORIDADES DE ESTADO 
• VOSSA EXCELÊNCIA (V. Exª) 
Presidente da República, senadores da república, ministros de estado, 
governadores, deputados federais e estaduais, prefeitos, embaixadores, 
cônsules, chefes das casas civis e militares. Somente para o presidente 
da República é usado o pronome de tratamento por extenso, jamais 
abreviado. 
• VOSSA MAGNIFICIÊNCIA (V. Mag.ª) 
Reitores de Universidades, pró-reitores e vice-reitores. 
• VOSSA SENHORIA (V. S.ª) 
Vereadores, diretores de autarquias federais, estaduais e municipais. 
AUTORIDADES JUDICIÁRIAS E DO MINISTÉRIO PÚBLICO 
• VOSSA EXCELÊNCIA (V. Ex.ª) 
Magistrados (juízes de Direto, do Trabalho, Federais, Militares e 
Eleitorais), membros de Tribunais (de Justiça, Regionais Federais, 
Regionais do Trabalho, Regionais Eleitorais), ministros de Tribunais 
Superiores (do Trabalho, Eleitoral, Militar, Superior Tribunal de Justiça e 
Supremo Tribunal Federal), membros do Ministério Público 
(procuradores da República, procuradores do Trabalho, procuradores 
do Ministério Público Militar ou promotores de Justiça). 
• MERITÍSSIMO JUÍZO (M. Juízo) 
Referência ao Juízo. 
EXECUTIVO E LEGISLATIVO 
• VOSSA EXCELÊNCIA (V. Ex.ª) 
Chefes do Executivo (presidente da República, governadores e 
prefeitos), ministros de Estado, secretários estaduais e membros da 
Advocacia – Geral da União (advogados da União; procuradores 
federais, procuradores da Fazenda, integrantes do Poder Legislativo 
(senadores, deputados federais, deputados estaduais, presidentes de 
Câmara de Vereadores), ministros do Tribunal de Contas da União; e 
conselheiros dos Tribunais de Contas da Estaduais. 
MILITARES 
• VOSSA EXCELÊNCIA (V. Ex.ª) 
Oficiais generais (almirantes de esquadra, generais de exército e 
tenentes-brigadeiros; vice-almirantes, generais de brigada e brigadeiros; 
e coronéis comandantes das Forças Auxiliares dos Estados e DF; 
policiais militares e bombeiros militares. 
• VOSSA SENHORIA (V. S.ª) 
Para demais patentes e graduações militares. 
OUTROS TÍTULOS 
• SENHOR (Sr.) 
Homens em geral, quando não existe intimidade. 
• SENHORA (Sr.ª) 
Mulheres casadas ou mais velhas. 
• SENHORITA (Srt.ª) 
Moças solteiras, quando não existe intimidade. 
• VOSSA SENHORIA (V. S.ª) 
Autoridades diversas, como secretários municipais ou diretores de 
empresas. 
• DOUTOR (Dr.) 
Empregado a quem possui doutorado, é atribuído ao indivíduo que 
tenha recebido tal grau acadêmico, o qual é conferido por uma 
universidade ou outro estabelecimento de ensino superior autorizado, 
após a conclusão de um curso de Doutorado ou Doutoramento. 
Também foi empregado no tratamento de advogados e médicos, 
independentementedo doutorado acadêmico. 
• BIBLIOTECÁRIO (Bib. °(ª)) 
Bibliotecários. 
• PROFESSOR (Prof. °(ª)) 
Professores. 
• DESMBARGADOR (Des.dor) 
Desembargadores. 
• VOSSA MAGNIFICIÊNCIA (V.M.) 
Reitores de Universidades e outras instituições de ensino superior. 
 
VERBO 
Os verbos têm papel fundamental nas orações, já que praticamente 
todas as frases são organizadas em torno deles; sendo que às vezes 
basta apenas um verbo para que a oração esteja completa: 
“Passei!” 
Eles expressam ação, estado a até mesmo o resultado de uma ação; 
“Marcos passou no concurso”; 
 Uma sensação: 
“Ele se alegrou”; 
Um sentimento: 
“Eu não me invejo” 
Entres muitas outras ideias, sempre fazendo referência a alguém ou a 
algo – o sujeito – e ainda situando-o no tempo passado, presente e 
futuro. O verbo, enfim, é essencial para a ação, e é também a classe de 
palavras que possui a maior quantidade de flexões: número (singular e 
plural), pessoa (1ª, 2ª e 3ª), modo (indicativo, subjuntivo e imperativo), 
tempo (presente, pretérito, futuro), e voz (passiva, ativa, reflexiva). 
Os verbos são formados por quatro morfemas, ou seja, as menores 
unidades gramaticais que podem ser identificadas e que formam todas 
as palavras: 
RADICAL: onde se concentra o significado do verbo. Repete-se em 
todas as formas, com exceção dos verbos irregulares. 
EX: passei, passaste, passou (radical = “pass”) 
TEMA: é conjunto formado pelo radical + vogal temática. 
Veja. 
VOGAL TEMÁTICA: consiste na vogal que caracteriza o tema e 
possibilita a palavra de receber as flexões. Também nos nomes as 
vogais temáticas “a” e “o” podem estar representadas por uma 
semivogal de um ditongo: pão, pães, enquanto “o” pode passar à 
variante “u”: afeto/afetuoso (afeto + oso). 
Em suma, a vogal temática é a parte que indica a conjugação a que os 
verbos pertencem, aquela que aparece depois do radical. 
Observe. 
EX: 
• “A” indica a primeira conjugação: estudar, passar, nomear. 
• “E” indica a segunda conjugação: vencer, esquecer, viver. 
• “I” indica a terceira conjugação: permitir, decidir, cair. 
DESINÊNCIA: é a parte que indica a pessoa do discurso, o número, o 
tempo e o modo do verbo. Classificam-se em desinência modo-temporal 
e desinência número-pessoal. Por exemplo no verbo “falássemos”, “sse” 
é desinência modo-temporal (subjuntivo-pretérito imperfeito) e “mos” é 
desinência número-pessoal (primeira pessoa do plural). 
CLASSIFICAÇÃO VERBAL 
REGULARES 
Os radicais não se alteram e as terminações obedecem ao modelo da 
conjugação a que pertencem. 
EX: amar (amo, ama, amam, amávamos, amarei) 
IRREGULARES 
Apresentam irregularidades no radical ou nas terminações. 
EX: dar (dou, dá, dão, dávamos, darei) 
ANÔMALOS 
Apresentam profundas modificações em seus radicais. Há dois na 
Língua Portuguesa: ser (sou, é, são, éramos, serão) e ir (vou, vai, vão, 
íamos, irei). 
DEFECTIVOS 
São aqueles que não apresentam todas as flexões. 
EX: reaver (não existe a conjugação “eu reavo). 
IMPESSOAIS 
Não apresentam sujeito. Só se conjugam na terceira pessoa do 
singular. Por exemplo, o verbo “haver” no sentido de “existir”: Havia 
exercícios ainda por fazer. Contudo, lembre-se de que verbo “existir” 
não é impessoal: 
Existem professores que jamais esquecemos. 
Aqueles que expressam fenômenos da natureza também são 
impessoais: ventar, nevar, esquentar, esfriar. Os verbos que indicam 
vozes de animais, tais como latir, cacarejar, relinchar etc., também só se 
conjugam na terceira pessoa do singular (ele) e do plural (eles). São 
também verbos que normalmente não apresentam todas as formas e 
cuja maioria pertence à terceira conjugação. 
EX: abolir, banir, colorir, extorquir (não têm a pessoa do singular do 
presente do indicativo); falir, precaver (só têm a primeira e segunda 
pessoas no presente do indicativo). 
ABUNDATES 
São aqueles que apresentam mais de uma forma para uma mesma 
flexão. 
EX: haver (hemos/havemos), imprimir (imprimido/impresso). 
FLEXÃO VERBAL 
As flexões verbais são as varrições que eles apresentam para indicar 
número, pessoa, modo, tempo e voz. 
FLEXÃO DE NÚMERO 
O verbo pode se referir a um único ser e, neste caso, flexiona-se no 
“singular” (canta). Quando se refere a mais de um ser, flexiona-se no 
“plural” (cantam). 
FLEXÃO DE PESSOA 
Essa indicação de número é acompanhada pela pessoa gramatical a 
que o verbo se refere: 
• Passo = forma da primeira pessoa do singular 
• Passas = forma da segunda pessoa do singular 
• Passa = forma da terceira pessoa do singular 
• Passamos = forma da primeira pessoa do plural 
• Passais = forma da segunda pessoa do plural 
• Passam = forma da terceira pessoa do plural 
FLEXÃO DE MODO 
Os modos indicam as diferentes maneiras de um fato realizar-se. 
São três os modos verbais: 
INDICATIVO 
Usado para dar certeza sobre o que o verbo exprime. É empregado 
para expressar que algo seguramente acontece, aconteceu ou 
acontecerá. 
EX: Eu estudo para passar em concurso. 
SUBJUNTIVO 
Modo da dúvida e de incerteza, que é utilizado para indicar a 
possibilidade de algo acontecer. 
EX: Se vocês estudassem, teriam conseguido classificação. 
IMPERATIVO 
Exprime atitude de ordem, pedido ou solicitação. 
EX: Estude e será aprovado no exame. 
FLEXÃO DE TEMPO 
A flexão de tempo indica o momento em que o fato expressado pelo 
verbo ocorreu, ocorre ou ocorrerá. Dessa maneira, pode-se expressar 
uma ação no presente, passado ou no futuro. O tempo verbal é a 
indicação do momento em que se fala. 
PRESENTE 
Processo simultâneo ao ato da fala. Usa-se para representar fato 
corriqueiro, habitual. 
EX: Compra minha apostila nesta banca de revistas. 
PASSADO 
Exprime processos anteriores ao ato da fala. São subdivididos em: 
PRETÉRITO IMPERFEITO: é usado para expressar uma ação habitual 
ou que tem duração determinada no tempo. 
EX: Naquela época, eu estudava com muito mais entusiasmo. 
PRETÉRITO PERFEITO: exprime uma ação acabada. 
EX: Marlene conquistou a primeira colocação. 
PRETÉRITO-MAIS-QUE-PERFEITO: exprime um processo anterior a 
um processo acabado. 
EX: Perdera o horário da prova. 
FUTURO 
indica processos que antecederão. Subdividem-se em: 
FUTURO DO PRESENTE: exprime um processo que ainda não 
aconteceu. 
EX: Serei aprovado nesse concurso. 
FUTURO DO PRETÉRITO: expressa uma ação posterior a uma que já 
aconteceu. 
EX: Eu faria essa prova se tivesse mais tempo para estudar. 
É importante destacar que um problema disseminado por quase todos 
os falantes da Língua Portuguesa, a saber, o gerundismo, consiste em 
um erro na forma nominal do verbo. Quando uma pessoa diz “Eu vou 
estar participando no torneio...”, o correto seria “Eu participarei do 
torneio...”, uma flexão o que precisa levar em consideração o tempo do 
verbo. 
FORMAS NOMINAIS 
As formas nominais do verbo são dividias em: 
PARTICÍPIO 
Expressa ações que já foram concluídas; pode ser empregado com ou 
sem verbo auxiliar. 
EX: Quando a prova terminou, todos foram para casa. (sem verbo 
auxiliar) 
GERÚNDIO 
Expressa ações que ainda estão em andamento, ou que estão sendo 
feitas no mesmo momento que outra, dando a ideia de indefinido. 
EX: Estou memorizando estas regras gramaticais para o concurso de 
amanhã. 
INFINITIVO 
Expressa em verbo sem sua conjugação, ou seja, o verbo que não está 
conjurado é chamado de verbo no infinitivo. 
EX: Ele vai estudar comigo na sexta-feira. 
FLEXÃO DE VOZ 
Indica-se o sujeito pratica ou recebe uma ação: 
VOZ ATIVA 
O sujeito pratica a ação, por isso é um sujeito agente. 
EX: O candidato chegou atrasado. 
VOZ PASSIVA 
O sujeito sofre a ação, por isso é um sujeito paciente. 
EX: O portão foi fechado pelo fiscal. (forma analítica) 
 Fechou-se o portão. (forma sintética ou pronominal) 
VOZ REFLEXIVA 
O sujeito pratica e recebe a ação. 
EX: Eu me atrasei novamente. 
 O candidato atrasou-se.O candidato recuperou-se rapidamente. 
 
CONJUNÇÃO 
Chama-se de conjunções as palavras invariáveis usadas para ligar 
orações ou dois termos dentro de uma mesma oração; elas formam 
orações coordenadas, que podem ter valores semânticos diversos. São 
exemplos de conjunções: portanto, logo, pois, como, mas, e, embora, 
porque, entretanto, nem, quando, ora, que, porém, todavia, quer, 
contudo, seja, conforme. 
No caso de duas ou mais palavras exercerem a função de conjunção, 
elas recebem o nome de locução conjuntiva. São exemplos de locução 
conjuntivas: à medida que, apesar de, a fim de que. 
CONJUNÇÕES COORDENATIVAS 
ADITIVAS 
Ligam ideias similares ou equivalentes; indicam adição, soma. As 
principais conjunções são: e, nem, não só, como também, tanto como. 
EX: o professor não somente deixou de dar aula, como também não 
quer mais ouvir falar da escola. 
ADVERSATIVAS 
Ligam pensamentos que contrastam entre si; indicam adversidade, 
oposição, contrariedade, compensação. As principais são: mas, porém, 
entretanto, não obstante, nada obstante. 
EX: o professor deixou de dar aula, contudo não para de falar da escola. 
ALTERNATIVAS 
Ligam pensamentos que se excluem ou se alternam; indicam 
alternância. As principais são: ou, ou [...] ou, ora [...] ora, já [...] já, quer 
[...] quer, seja [...] seja. 
EX: ora, o professor deixa de dar aula, ora, não para de falar da escola. 
CONCLUSIVAS 
Indicam a conclusão de uma ideia. As principais são: logo, portanto, 
então, assim, por isso, por conseguinte, de modo que, em vista disso, 
pois (apenas quando posposto ao verbo). 
EX: ele conseguiu a aprovação, pois estudou como nunca. 
EXPLICATIVAS 
Explicam um fato. As principais são: que, porque, pois (apenas quando 
anteposto ao verbo). 
EX: não faça isso, porque poderá se arrepender. 
CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS 
As conjunções subordinativas exercem a função de adjunto adverbial. 
Na verdade, são orações que indicam uma circunstância das ações. 
Uma oração subordinada é aquela que possui uma relação de 
dependência com outra, chamada de oração principal, uma vez que 
precisa ser complementada. Existem nove tipos de orações 
subordinativas adverbiais iniciadas por uma conjunção subordinativa. 
São elas: 
CAUSAL 
Expressa uma circunstância de causa. As principais são: porque, 
portanto, desde que, já que, visto que, uma vez que, como, que. 
Observação: caso a oração causal seja introduzida por “como”, ela deve 
ficar obrigatoriamente, antes da principal. 
EX: Não pude compreender à festa por que precisava estudar. 
 Como o concurso seria no outro dia, não pude comparecer à festa. 
CONSECUTIVA 
Expressa uma consequência. As principais conjunções são: que 
(precedido de tão, tal, tanto, tamanho), de maneira que, de forma que. 
EX: Ao saber da aprovação teve uma emoção tão grande que quando 
desmaiou. 
COMPARATIVA 
Expressa uma comparação entre coisas ou pessoas. Pode expressar 
semelhança ou grau de superioridade, de acordo com a frase em que 
aparecer. As principais são: assim como, bem como, tal qual, que, do 
que, tanto como, tanto quanto. 
EX: A aluna era tão inteligente quanto o irmão. 
CONDICIONAL 
Indica uma condição. Na oração subordinada, indica uma hipótese ou 
uma condição necessária para que determinado fato seja realizado. As 
principais são: se (= caso), caso, contando que, dado que, desde que, 
uma vez, a menos que, sem que, salvo se, exceto se. 
EX: Caso tivesse estudado mais, teria sido aprovado. 
 Ficou decidido que teria aulas ao ar livre, desde que o tempo 
estivesse bom. 
CONFORMATIVA 
Indica conformidade, compatibilidade e concordância. As principais 
conjunções são: conforme, como, segundo, consoante. 
EX: Eles resolveram o exercício segundo o professor lhe ensinara. 
CONCESSIVA 
Expressa um fato contrário, contradição, ressalta, concessão. É usada 
para expressar um fato contrário à ação proposta pela oração principal, 
mas que é incapaz de impedi-la. As principais conjunções são: embora, 
ainda que, se bem que, mesmo que, apesar do que, conquanto, sem 
que. 
EX: Vou passar a noite estudando, embora esteja esgotado. 
PROPORCIONAL 
Indica simultaneidade ou proporcionalidade. As principais são: à medida 
que, à proporção que, enquanto, ao passo que, quanto mais, tanto 
mais, quanto menos. 
EX: Quanto mais estudava, mais percebia a necessidade de estudar. 
TEMPORAL 
Indica tempo. As principais são: quando, assim que, logo que, tão logo, 
enquanto, mal, sempre que. 
EX: O fiscal implicou comigo assim que entrei na sala. 
FINAL 
Expressa ideia de finalidade, de objetivo. As principais conjunções são: 
para que, para a fim de que, com a finalidade de. 
EX: Comecei a estudar antes da publicação do edital, a fim de superar 
os concorrentes. 
 
TERMOS DA ORAÇÃO 
TERMOS ESSENCIAIS 
Os termos essenciais da oração são o sujeito e o predicado. É em torno 
desses dois elementos que as orações são estruturadas. 
O elemento a quem se declara algo é denominado sujeito. Na estrutura 
da oração, o sujeito é o elemento que estabelece a concordância com o 
verbo. Por sua vez, o predicado é tudo aquilo que se diz sobre o sujeito. 
SUJEITO 
Núcleo do sujeito é a palavra com carga mais significativa em torno do 
sujeito. Quando o sujeito é formado por mais de uma palavra, há 
sempre uma com maior importância semântica. 
Exemplo: 
• O garoto logo percebeu a festa que o esperava. 
• Sujeito: O garoto 
• Núcleo do sujeito: garoto 
O núcleo do sujeito pode ser expresso por substantivo, pronome 
substantivo, numeral substantivo ou qualquer palavra substantivada. 
• Exemplo de substantivo: 
• A casa foi fechada para reforma. 
Sujeito: A casa 
Núcleo do sujeito: casa 
Exemplo de pronome substantivo: 
• Eles não gostam de carne vermelha. 
Sujeito: Eles 
Núcleo do sujeito: Eles 
Exemplo de numeral substantivo: 
• Três excede. 
Sujeito: Três 
Núcleo do sujeito: Três 
Exemplo de palavra substantivada: 
• Um oi foi expresso rapidamente. 
Sujeito: Um oi 
Núcleo do sujeito: oi 
 
SUJEITO SIMPLES 
Quando possui um só núcleo. Ocorre quando o verbo se refere a um só 
substantivo ou um só pronome, ou um só numeral, ou a uma só palavra 
substantivada. 
Exemplo: 
O desenho em nanquim será sempre uma expressão admirada. 
Sujeito: O desenho em nanquim 
Núcleo: desenho 
SUJEITO COMPOSTO 
Com mais de um núcleo. As orações com sujeito composto são 
compostas por mais de um pronome, mais de um numeral, mais de uma 
palavra ou expressão substantivada ou mais de uma oração 
substantivada. 
Exemplo: 
Cristina, Marina e Bianca fazem balé no Teatro Municipal. 
Sujeito: Cristina, Marina e Bianca 
Núcleo: Cristina, Marina, Bianca 
SUJEITO OCULTO 
Ocorre quando o sujeito não está materialmente expresso na oração, 
mas pode ser identificado pela desinência verbal ou pelo período 
contíguo. 
Também é chamado de sujeito elíptico, desinencial ou implícito. 
Exemplo: 
Estávamos à espera do ônibus. 
Sujeito oculto: nós 
SUJEITO INDETERMINADO 
O sujeito indeterminado ocorre quando não se refere a um elemento 
identificado de maneira clara. É observado em três casos: 
• quando o verbo está na 3ª pessoa do plural, sem que o contexto 
permita identificar o sujeito; 
• quando um verbo está na 3.ª pessoa do singular acompanhado do 
pronome (se); 
• quando o verbo está no infinitivo pessoal. 
SUJEITO INEXISTENTE 
A oração sem sujeito ocorre quando a informação veiculada pelo 
predicado está centrada em um verbo impessoal. Por isso, não há 
relação entre sujeito e verbo. 
Exemplo: 
Choveu muito em Manaus. 
PREDICADO 
O predicado pode ser verbal, nominal ou verbo-nominal. 
PREDICADO VERBAL 
O predicado verbal ocorre quando o núcleo da informação veiculada 
pelo predicado está contido em um verbo significativo que pode ser 
transitivo ou intransitivo. Nesse caso, a informação sobre o sujeito está 
contida nos verbos. 
Exemplo: 
O entregador chegou. 
Predicado verbal: chegou. 
PREDICADONOMINAL 
O predicado nominal é formado por um verbo de ligação + predicativo 
do sujeito. 
Exemplo: 
O entregador está atrasado. 
Predicado nominal: está atrasado. 
https://www.todamateria.com.br/predicado-verbal/
https://www.todamateria.com.br/predicado-nominal/
PREDICADO VERBO-NOMINAL 
O predicado verbo-nominal apresenta dois núcleos: o verbo transitivo ou 
intransitivo + o predicativo do sujeito ou predicativo do objeto. 
Exemplo: 
A menina chegou ofegante à ginástica. 
Sujeito: A menina 
Predicado verbo-nominal: chegou ofegante à ginástica. 
TERMOS INTEGRANTES 
Os termos integrantes complementam os termos essenciais da oração 
(sujeito e predicado), são eles: os complementos verbais (objeto direto e 
indireto); o complemento nominal e o agente da passiva. Embora alguns 
estudiosos classifiquem o agente da passiva como um termo acessório. 
COMPLEMENTO VERBAL 
Os complementos verbais constituintes da oração são classificados em: 
OBJETO DIRETO 
Termo não regido por preposição o qual completa o sentido do verbo 
transitivo direto (VTD); pode ser trocado por o, as, os, as, por exemplo: 
EX: Bianca esperava o namorado. 
OBJETO INDIRETO 
Termo regido por preposição o qual completa o sentido do verbo 
transitivo direto (VTI), por exemplo: 
EX: Marcela gosta de chocolates. 
COMPLEMENTO NOMINAL 
O complemento nominal corresponde aos termos que complementam 
os nomes por meio de preposição, que podem ser substantivos, 
adjetivos e advérbios, por exemplo: 
EX: Joana tem orgulho do filho. 
AGENTE DA PASSIVA 
https://www.todamateria.com.br/predicado-verbo-nominal/
https://www.todamateria.com.br/complemento-verbal/
https://www.todamateria.com.br/objeto-direto/
https://www.todamateria.com.br/objeto-indireto/
https://www.todamateria.com.br/complemento-nominal/
O agente da passiva é o termo utilizado para determinar o praticante da 
ação na voz verbal passiva, onde o sujeito é denominado “paciente”, ou 
seja, recebe a ação expressa pelo verbo. 
Geralmente são acompanhados por preposição (por, pelo ou de), por 
exemplo: 
A casa foi arrumada pelo filho (agente da passiva). 
TERMOS ACESSÓRIOS 
Os termos acessórios da oração apresentam função secundária na 
construção das orações, visto que são utilizados em determinados 
contextos sendo dispensáveis em outros. 
Os termos acessórios possuem a função de determinar os substantivos 
exprimindo circunstâncias, são eles: adjunto adverbial, adjunto 
adnominal, aposto e vocativo. 
ADJUNTO ADVERBIAL 
O Adjunto Adverbial corresponde ao termo que se refere ao verbo, ao 
adjetivo e ao advérbio. 
São classificados em: modo, tempo, intensidade, negação, afirmação, 
dúvida, finalidade, matéria, lugar, meio, concessão, argumento, 
companhia, causa, assunto, instrumento, fenômeno da natureza, 
paladar, sentimento, preço, oposição, acréscimo, condição, por 
exemplo: 
EX: Felizmente a noiva chegou (adjunto adverbial de modo). 
ADJUNTO ADNOMINAL 
O adjunto adnominal é o termo que indica o agente da ação, de forma 
que caracteriza, modifica, determina ou qualifica o nome ao qual se 
refere (substantivo); por exemplo: 
EX: As duas crianças pequenas brincaram. 
APOSTO 
O aposto é o termo encarregado de explicar ou detalhar melhor o nome 
ao qual se refere, por exemplo: 
https://www.todamateria.com.br/agente-da-passiva/
https://www.todamateria.com.br/termos-acessorios-da-oracao/
https://www.todamateria.com.br/adjunto-adverbial/
https://www.todamateria.com.br/adjunto-adnominal/
https://www.todamateria.com.br/aposto/
EX: Brasília, capital do Brasil, foi construída na década de 60. 
VOCATIVO 
O vocativo é um termo independente da oração que não se relaciona 
com o sujeito ou predicado. Ele indica o “chamamento” ou a “invocação” 
de uma pessoa ou de um ser (interlocutor), sendo isolado por vírgulas, 
por exemplo: 
EX: Pessoal, vamos para a festa. 
 
https://www.todamateria.com.br/vocativo/
FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO 
Embora muitas pessoas usem os termos frase, oração e período como 
sinônimos, eles apresentam conceitos distintos: 
• Frase: enunciado linguístico que possui um sentido completo. 
• Oração: enunciado que contém um verbo ou locução verbal e que 
pode não apresentar um sentido completo. 
• Período: enunciado que contém uma ou mais orações de sentido 
completo. 
FRASE 
Frase é todo o enunciado linguístico que tem sentido completo e 
termina com uma pausa pontuada. 
Não é necessário haver verbo para a formação de uma frase quando o 
que foi enunciado tem sentido completo. 
Exemplos de frases: 
• Silêncio! 
• E agora, José? 
• Choveu. 
• Não sei o que dizer ... 
As frases são marcadas por entonação que, na escrita, ocorrem com o 
recurso dos sinais de pontuação. Sem a pontuação, as palavras são 
apenas vocábulos soltos. 
FRASES DECLARATIVAS: o emissor da mensagem constata algum 
fato de maneira afirmativa ou negativa. Exemplos: O curso termina esse 
ano (afirmativa); O curso não termina esse ano negativa). 
FRASES INTERROGATIVAS: o emissor da mensagem interroga sobre 
algo direta ou indiretamente. Exemplos: — Você quer comer? (pergunta 
direta); Gostaria de saber se você quer comer (pergunta indireta). 
FRASES EXCLAMATIVAS: o emissor da mensagem manifesta emoção, 
surpresa. Exemplos: Que lindo! Puxa vida! 
FRASES IMPERATIVAS: o emissor da mensagem emite uma ordem, 
conselho ou pedido, seja de maneira afirmativa ou negativa. Exemplos: 
Faça o almoço (afirmativa); Não faça o almoço (negativa). 
FRASES OPTATIVAS: o emissor da mensagem expressa o desejo 
sobre algo. Exemplo: Que Deus te acompanhe! Muitas felicidades 
nessa nova fase! 
ORAÇÃO 
A oração é o enunciado que se organiza em torno de um verbo ou de 
uma locução verbal. Elas podem ou não ter sentido completo. 
Exemplos de oração: 
• Acabamos, finalmente! 
• Levaram tudo. 
• É provável. 
• Estamos indo ... 
Dependendo da relação sintática estabelecida, as orações são 
classificadas de duas maneiras: 
ORAÇÕES COORDENADAS: são orações independentes onde não 
existe relação sintática entre elas e, por isso, possuem um sentido 
completo. Exemplo: Fomos para o Congresso e apresentamos o artigo. 
(Oração 1: Fomos ao Congresso; Oração 2: apresentamos o artigo.). As 
orações coordenadas são classificadas em sindéticas e assindéticas. 
▪ ORAÇÃO COORDENADA SINDÉTICA: são aquelas 
conectadas por meio de uma conjunção. 
As orações sindéticas, por sua vez, podem ser: 
▪ ADITIVAS: transmite uma ideia de adição à oração anterior 
usando conjunções ou locuções (e, nem, também, bem 
como, não só, tanto). 
 Exemplo: Eu e Roberto fomos almoçar e encontramos Nádia. 
▪ ADVERSATIVAS: transmite uma ideia de oposição à oração 
anterior e precisam apresentar vírgulas antes de seu início. 
Podem ser usadas conjunções ou locuções (mas, porém, 
todavia, entretanto). 
Exemplo: Carolina queria sair, mas começou a chover muito forte. 
▪ ALTERNATIVAS: transmite uma ideia de alternância em 
relação à oração anterior sendo obrigatório o uso de vírgulas, 
conjunções ou locuções (ou, já, ora, quer, seja). 
 Exemplo: Faça o que eu mandei ou sofrerá as consequências. 
▪ CONCLUSIVAS: transmitem a conclusão de uma ideia da 
oração anterior e, também, requerem uso de vírgula, 
conjunções e locuções (logo, pois, portanto, assim, por isso). 
Exemplo: Rogério formou-se em Direito, portanto poderá fazer a prova 
da OAB. 
▪ EXPLICATIVAS: transmitem a explicação de uma ideia 
expressa na oração anterior, sendo obrigatório o uso de 
vírgula. As locuções ou conjunções usadas nesse tipo de 
frase são que, porque, porquanto, pois, ou seja, entre outras. 
Exemplo: Não consegui acordar mais cedo, pois acabei estudando até 
mais tarde ontem. 
▪ ORAÇÃO COORDENADA ASSINDÉTICA: são aquelas 
introduzidas por uma vírgula. 
ORAÇÕES SUBORDINADAS: são orações dependentes onde uma 
está subordinada à outra e, por isso, sozinhas não possuem um sentido 
completo. Exemplo: É possível que Juliana não faça a prova. (Oração 1: 
É possível; Oração 2: que Juliananão faça a prova.). Segundo a sua 
função, as orações subordinadas podem ser classificadas em: 
▪ SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS: as orações 
subordinadas substantivas podem fazer o papel do 
substantivo em uma oração. Elas também ganham 
classificações diferentes, sendo elas: 
▪ SUBJETIVA: exerce a função de sujeito do verbo da oração 
principal. 
 Exemplo: Foi informado que Luana passou na sua prova de doutorado. 
▪ COMPLETIVA NOMINAL: completa o sentido de um nome 
pertencente à oração principal. 
Exemplo: Todos temos a esperança de que os brasileiros saibam votar 
nas próximas eleições. 
▪ PREDICATIVA: exerce a função de predicativo do sujeito da 
oração principal. 
 Exemplo: O bom é que ela sempre finge que não faz nada de errado. 
▪ APOSITIVA: exerce a função de aposto em uma oração 
principal. 
Exemplo: Lucas desejava apenas uma coisa: que conseguisse um bom 
emprego. 
▪ OBJETIVA INDIRETA: iniciada por uma preposição 
exercendo a função de objeto indireto. 
Exemplo: O dono do comércio necessita que de que todos os 
fornecedores entreguem seus produtos na segunda-feira pela manhã. 
▪ OBJETIVA DIRETA: exerce a função de objeto direto do 
verbo na oração principal. 
 Exemplo: Quero que você adote aquele gato. 
▪ SUBORDINADAS ADJETIVAS: as orações subordinadas 
adjetivas exercem a mesma função do adjetivo por modificar 
o substantivo. 
 Elas podem ser: 
▪ EXPLICATIVAS: amplia ou esclarece um detalhe através da 
adição de uma informação acessória aparecendo separadas 
por vírgula. Pode ser retirada da frase sem que haja alteração 
de sentido. 
Exemplo: O cachorro, que é da raça poodle, desapareceu do pet shop. 
▪ RESTRITIVAS: restringe o significado do nome a que se 
refere por ser único e definido por ele. Não pode ser retirado 
da frase e se apresenta sem a marca de pausas ou vírgulas. 
Exemplo: Igor é um dos poucos namorados que é respeitado pelos pais 
de Natália. 
▪ SUBORDINADAS ADVERBIAIS: as orações subordinadas 
adverbiais exercem a função do adjunto adverbial em relação 
ao verbo da oração principal. 
 Suas classificações são: 
 
▪ CAUSAIS: podem ser iniciadas por conjunções e locuções 
causais apresentando a causa do acontecimento da oração 
principal. 
Exemplo: Meire desmaiou no banheiro porque estava muito fraca com a 
gripe. 
▪ CONSECUTIVAS: podem ser iniciadas por conjunções e 
locuções consecutivas apresentando a consequência do 
acontecimento da oração principal. 
 Exemplo: Eles pegaram tanta chuva no estádio que ficaram ensopados. 
▪ COMPARATIVAS: podem ser iniciadas por conjunções e 
locuções comparativas apresentando uma comparação com 
o acontecimento da oração principal. 
Exemplo: Madalena cozinha como cozinhava sua mãe. 
▪ CONDICIONAIS: podem ser iniciadas por conjunções e 
locuções condicionais apresentando uma condição para a 
realização do acontecimento da oração principal. 
 Exemplo: Se você me der licença, consigo sair da mesa para você se 
sentar. 
▪ CONFORMATIVAS: podem ser iniciadas por conjunções e 
locuções conformativas apresentando ideia de conformidade, 
concordância e regra relacionada ao acontecimento da 
oração principal. 
 Exemplo: As solicitações devem ser encaminhadas conforme orientado 
no regulamento. 
▪ CONCESSIVAS: podem ser iniciadas por conjunções e 
locuções concessivas apresentando uma ideia de contraste e 
contradição, ou seja, uma concessão ao ocorrido na oração 
principal. 
 Exemplo: Embora ainda não tenham se casado, Juliana e Alex 
compraram o apartamento. 
▪ FINAIS: podem ser iniciadas por conjunções e locuções finais 
apresentando finalidade do acontecimento da oração 
principal. 
 Exemplo: A equipe trabalhou para que os resultados fossem obtidos. 
▪ PROPORCIONAIS: podem ser iniciadas por conjunções e 
locuções proporcionais apresentando ideia de 
proporcionalidade com o acontecimento. 
Exemplo: Quanto mais velha Maria ficava, mais rabugenta se tornava. 
▪ TEMPORAIS: podem ser iniciadas por conjunções e locuções 
temporais apresentando circunstância de tempo ao 
acontecimento da oração principal. 
Exemplo: Mal cheguei em casa, minha mãe me ligou para buscá-la. 
 
PERÍODO 
Período é frase organizada em uma ou mais orações. O período pode 
ser simples ou composto. 
PERÍODO SIMPLES 
O período simples é formado por somente uma oração agrupada em 
torno de um único verbo ou de uma única locução verbal. Quando isso 
ocorre, o período é denominado oração absoluta. 
Exemplos de período simples: 
• Estamos felizes com os resultados. 
• Faltam apenas alguns dias. 
• Talvez eu vá. 
PERÍODO COMPOSTO 
O período composto é formado por mais de uma oração. Nesse caso, a 
quantidade de orações é sujeita ao número de verbos ou de locuções 
verbais. 
Exemplos de período composto: 
• Faça como eu pedi. 
• Não sei se tenho coragem. 
• Começou a gritar enquanto ele ia passando. 
 
PONTUAÇÃO 
Nos concursos públicos, a habilidade de pontuar corretamente é sempre 
cobrada. A seguir, veja as principais regras gramaticais para o uso 
correto da pontuação. 
SINAIS DE PONTUAÇÃO 
VÍRGULA 
• Para separar os elementos mencionados em uma relação: 
EX: O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística abre concurso para 
a contratação de engenheiros, advogados, economistas e 
administradores. 
OBS: mesmo que o “e” venha repetido antes de cada um dos elementos 
da enumeração, a vírgula deve ser empregada. 
Por exemplo: 
O candidato escutava muito nervoso na hora da prova. Andava pelos 
cantos, e gesticulava, e esfregava os dedos, e roía as unhas. 
• Para isolar o vocativo: 
EX: Carlos Alberto, desligue esse telefone agora mesmo! 
 Por favor, Mariana, já podemos ir ao banheiro? 
• Para isolar o aposto: 
EX; Alessandra, a fiscal da sala, não desviou o olhar dos candidatos. 
 Marcelo, o professor de raciocínio lógico, comentou todas as 
questões da prova. 
• Para isolar palavras e expressões explicitadas (“a saber”,” por 
exemplo”, “isto é”, “ou melhor”, “aliás”, “além disso” etc.) 
EX: No concurso da Secretaria de Educação as provas serão somente 
nas regionais, isto é, os candidatos terão de optar pela Diretoria de 
Ensino na qual pretendem ingressar. 
• Para isolar o adjunto adverbial antecipado: 
EX: Lá na minha cidade, as professoras ensinam com exemplos. 
 Ontem à noite, estudei até entender o assunto. 
• Para isolar elementos repetidos: 
EX: O concurso, o concurso foi cancelado. 
 Estão todos cansados, cansados de dar dó! 
• Para isolar, nas datas, o nome do lugar: 
EX: São Paulo, 22 de maio de 1995. 
 Bauru, 15 de novembro de 2013. 
• Para isolar adjuntos adverbiais: 
EX: A multidão de candidatos ia, aos poucos, adentrando a sala. 
 Os candidatos serão atendidos, das sete às onze, pelos 
professores das matérias. 
• Para isolar as orações coordenadas, exceto as introduzidas pela 
conjunção “e”: 
EX: Esse professor já foi responsável pela aprovação de muitos, logo é 
digno de confiança. 
 Você pode estudar naquele site quando quiser, mas é preciso estar 
ligado. 
EX: Não pude participar daquele grupo ontem, pois estava doente. 
• Para indicar elipse de um elemento da oração: 
EX: Foi um grande escândalo. Algumas pessoas diziam que a prova foi 
fraudada; outras, que houve venda de gabarito. 
Não é certeza ainda. Joaquim diz que ela foi aprovada, a irmã, que está 
na lista de espera. 
• Após a saudação em correspondência (social e comercial): 
EX: Com muito amor, 
 Respeitosamente, 
• Para isolar as orações adjetivas explicativas: 
EX: Fernanda, que é uma excelente aluna, “gabaritou” a prova de 
Língua Portuguesa. 
 Paulo Leminski, o mais erudito dos marginais, foi também o mestre 
dos haicais. 
• Para isolar orações intercaladas: 
EX: Não lhe posso garantir nada, respondi secamente. 
 O novo livro, disse ele, é fanático. 
PONTO 
Emprega-se o ponto, basicamente, para indicar o término de uma frase 
declarativa de umperíodo simples ou composto. O ponto usado para 
encerrar um texto escrito recebe o nome de “ponto-final”. 
EX: Boa sorte na prova. 
 A sala, quase sempre lotada, era o local em que todos se 
preparavam para a prova. No entanto, alguns alunos não deixavam de 
estudar mais em casa. 
O ponto também é usado para quase todas as abreviaturas, por 
exemplo: fev. = fevereiro, hab. = habitante, rod. = rodovia. 
PONTO-VÍRGULA 
Quando é preciso assinalar uma pausa maior do que a da vírgula, 
usamos o sinal de ponto-e-vírgula (;) que é na verdade, uma pausa 
intermediária para dividir longos períodos em partes menores, 
principalmente ao representar ideias coordenadas ou uma relação de 
paralelos. Geralmente, emprega-se o ponto-e-vírgula para: 
• Separar orações coordenadas que tenham um determinado 
sentido ou aqueles que já apresentam separação por vírgula: 
EX: As oportunidades são para as áreas de Administração Escolar, 
Análise de Sistemas/Desenvolvimento de Aplicações; e Recursos 
Materiais e Logística. 
• Separar vários itens de uma enumeração: 
EX: Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes 
princípios: 
I –Igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; 
II –Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, 
a arte e o saber; 
DOIS-PONTOS 
Os dois-pontos (:) são empregados: 
• Para indicar uma enumeração: 
EX: Os animais vertebrados subdividem-se em: ágnatos, peixes, 
anfíbios, répteis, aves e mamíferos. 
• Para anunciar uma citação: 
EX: Dizia Aristóteles: “Meus amigos, não há amigos”. 
• Para anunciar a fala de um personagem: 
EX: E a professora disse: 
 -- Não se enganem com o edital do discurso. 
• Para anunciar um esclarecimento, explicação ou consequência da 
oração anterior: 
EX: Não se enganem: a prova será extremamente difícil. 
 O jornal anunciou o resultado do processo seletivo: 67% dos 
candidatos não terão a redação corrigida. 
PONTO DE INTERROGAÇÃO 
O ponto de interrogação é empregado para indicar uma pergunta direta, 
ainda que esta não exija resposta: 
EX: O que você está fazendo? 
- Estou estudando para o concurso. 
PONTO DE EXCLAMAÇÃO 
O ponto de exclamação é empregado para marcar o fim de qualquer 
oração com entonação que expresse admiração, surpresa, assombro, 
indignação etc. 
EX: Viva, o meu príncipe! 
 Então janta homem! 
OBS: o ponto de exclamação é também usado com interjeições e 
locuções interjetivas. 
Por exemplo: 
Oh! 
Valha-me Deus! 
RETICÊNCIAS 
As reticências são empregadas para: 
• Assinalar interrupção do pensamento; 
EX: Bem; eu retiro-me, que sou prudente. Levo a consciência de que fiz 
o meu dever. Mas o mundo saberá.... 
• Indicar passos que são suprimidos de um texto: 
EX: Encarava-a como um sistema de signos... Considerava a 
linguística, portanto, com um aspecto de uma ciência mais geral, a 
ciência dos signos... 
• Marcar aumento de emoção: 
EX: “Morrerei, Simão, morrerei. Perdoa tu ao meu destino.... Perdi-te.... 
Bem sabes que sorte eu queria dar-te.... e morro, porque não posso, 
nem poderei jamais resgatar-te. 
ASPAS 
As aspas são empregadas: 
• Antes e depois de citações textuais: 
EX: Segundo Chiavenato, “Treinamento é o ato intencional de fornecer 
os meios para proporcionar a aprendizagem”. 
• Para assinalar estrangeirismos, neologismos, gírias e expressões 
populares ou vulgares: 
EX: O “lobby” para que se mantenha a autorização de importação de 
pneus usados no Brasil está cada vez mais descarado. 
• Para indicar ironia ou desprezo no uso de certos vocábulos ou 
expressões: 
EX: O senhor se diz: “humanista”, mas não demostrou interesse pelas 
vítimas do desastre. 
Podem receber aspas, ainda, títulos de livros, jornais, revistas, obras de 
arte, músicas, se forem escritos no mesmo tipo gráfico do restante do 
texto. O melhor, entretanto, é sublinhá-los ou destacá-los com negrito 
ou itálico. 
TRAVESSÃO 
Quando o travessão servir para destacar termos ou expressões 
explicativas, a depender do destaque que se pretenda dar, pode 
substituir vírgula, dois-pontos ou parênteses. O travessão é usado: 
• Para indicar o início da fala de um personagem ou a mudança de 
interlocutor: 
EX: - Alto lá! – exclamou João Pedro 
 - Mas que petulância é esta? – replicou Mariana. 
• Para destacar expressões explicativas na oração: 
EX: E foi quando a peça atingia o seu clímax – o ponto alto de tensão 
do drama – ele a pediu em casamento. 
• Para indicar início e fim de trajetos: 
EX: A estrada Rio – Bahia. 
 A linha aérea de São Paulo. 
PARÊNTESES 
Os parênteses são empregados para: 
• Para destacar em um texto qualquer explicação ou comentário: 
EX: Todo signo linguístico é formado de duas partes, isto é, o 
significante (unidade formada pela sucessão de fonemas) e o 
significado (conceito ou ideia). 
• Incluir dados informativos sobre a bibliografia (autor, ano de 
publicação, página etc.): 
EX: Mattoso Câmara (1977:91) afirma que, às vezes, os preceitos da 
gramática e os registros dos dicionários são discutíveis. 
• Indicar marcações cênicas em uma peça de teatro: 
EX: Abelardo I – Vou salvá-lo. Até já! 
 (sai pela direita) 
• Isolar orações intercaladas com verbos declarativos, em 
substituição à vírgula e aos travessões: 
EX: Afirma-se (não se prova) que é muito comum o recebimento de 
propina para que os carros apreendidos sejam liberados. 
 
PERÍODO 
O período pode ser caracterizado pela presença de uma ou de mais 
orações, por isso, pode ser simples ou composto. 
PERÍODO SIMPLES 
 Apresenta apenas uma oração, a qual é chamada de oração absoluta. 
Exemplos: 
• Já acordamos. 
• Hoje está tão quente! 
• Preciso disto. 
PERÍODO COMPOSTO 
Conforme a sua formação, o período composto é classificado em: 
PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO 
Quando as orações são independentes entre si, ou seja, cada uma 
delas têm sentido completo. 
Exemplos: 
Levantou-se e começou a trabalhar. 
Assaltou a loja e correu pela porta dos fundos. 
PERÍODO COMPOSTO POR SUBORDINAÇÃO 
Quando as orações se relacionam entre si. 
Exemplos: 
Espero terminar os enfeites até que os convidados comecem a chegar. 
Fiz a receita mesmo sem saber quais ingredientes levava. 
PERÍODO MISTO 
Quando há a presença de orações coordenadas e subordinadas. 
https://www.todamateria.com.br/periodo-composto-por-coordenacao/
https://www.todamateria.com.br/periodo-composto-por-subordinacao/
Exemplos: 
Levantei-me, embora ainda estivesse cheio de sono. 
Enquanto ele falar, nós vamos escutar. 
 
 
FUNÇÃO DO “QUE” E “SE” 
A palavra “que” pode desempenhar a função de advérbio, conjunção ou 
pronome: 
“QUE” COM ADVÉRBIO 
Em algumas frases, o “que” pode exercer o papel de advérbio de 
intensidade ou de modo. 
 ADVÉRBIO DE INTENSIDADE: Que peixe grande o pescador 
apanhou! (O pescador apanhou um peixe muito grande.) 
 ADVÉRBIO DE MODO: Que gente esquisita! (Como essa gente é 
esquisita!) 
“QUE” COM CONJUNÇÃO 
 Há situações cujo “que” exerce a função de conjunção de causa, 
comparação, concessão, consequência, explicação, finalidade, 
integração e tempo. 
CONJUNÇÃO CAUSAL: Agora vou me deitar, que estou cansada. 
(Exprime a causa de eu querer deitar-se: o cansaço. É o mesmo que 
dizer “Agora vou me deitar, porque estou cansada.”) 
CONJUNÇÃO COMPARATIVA: Este lugar é mais agradável do que 
aquele. (Estabelece uma comparação entre um lugar e outro.) 
CONJUNÇÃO CONCESSIVA: Mesmo que ele não deixe, eu vou. 
(Expressa ideia contrária, mas que não impede a ação, ou seja, não ter 
permissão para sair, mas sair.) 
CONJUNÇÃO CONSECUTIVA: Comeu tanto que passou mal. 
(Manifesta uma consequência, ou seja, o fato de ter comido tanto teve 
como resultado a sensação de mal-estar.) 
CONJUNÇÃO EXPLICATIVA: Vou sair um pouco que faz bem para a 
minha cabeça. (Indica uma justificativa. É o mesmo que dizer “Vou sair 
um pouco, pois faz bem para aminha cabeça.) 
CONJUNÇÃO FINAL: Saí sem dar resposta para que a briga não 
aumentasse. (Exprime a finalidade, ou seja, sair sem dar resposta a fim 
e a briga não aumentar.) 
CONJUNÇÃO INTEGRANTE: Quero que você seja feliz. (Introduzem 
orações subordinadas substantivas.) 
CONJUNÇÃO TEMPORAL: Assim que eu terminar, vamos sair. 
(Expressam uma circunstância de tempo.) 
“QUE” COM PRONOME 
O “que”, em muitas situações, desempenha a função de pronome 
relativo ou interrogativo. 
PRONOME RELATIVO: Comprei os livros que constam na lista de 
material. (O pronome relativo “que” relaciona-se o termo “livros”. Repare 
como sem ele as orações ficariam separadas: Os livros constam na lista 
de material. Comprei os livros.) 
PRONOME INTERROGATIVO: Que lugar é este? (O pronome 
interrogativo “que” é utilizado nas orações interrogativas.) 
Devido às suas diferentes funções, o uso do “se” costuma ser alvo de 
muitas dúvidas entre os estudantes da língua portuguesa. 
“SE” COM PRONOME 
PRONOME APASSIVADOR OU PARTÍCULA APASSIVADORA 
Ao exercer a função de pronome apassivador/partícula apassivadora, o 
“se” é indicativo de voz passiva sintética e estabelece relação com 
verbos transitivos diretos ou verbos transitivos diretos e indiretos. 
Exemplos: 
• Venderam-se várias casas. 
• Compra-se ouro. 
• Alugam-se quartos para estudantes. 
Para confirmar se a função do “se” é de partícula apassivadora, basta 
converter a frase na voz passiva sintética para a voz passiva analítica: 
• Várias casas foram vendidas. 
• Ouro é comprado. 
• Quartos para estudantes são alugados. 
ÍNDICE DE INDETERMINAÇÃO DO SUJEITO OU PRONOME 
INDEFINIDO 
Quando exerce a função de pronome indefinido, o “se” é utilizado com 
verbos flexionados na terceira pessoa do singular. 
Esses verbos podem ser intransitivos, transitivos indiretos ou de ligação. 
O pronome indefinido é utilizado quando não se quer ou não se pode 
identificar o sujeito da frase. 
Exemplos: 
• Fala-se muito do coronavírus. 
• Morre-se de fome e sede naquela região. 
• Acreditava-se que tudo terminaria bem. 
 PARTE INTEGRANTE DO VERBO 
Essa classificação dá-se quando o “se” faz parte de verbos 
pronominais. 
Exemplos: 
• Bianca se machucou ao cair do escorrega. 
• As crianças se perderam no parque. 
• Eles se encantaram com a beleza da cidade. 
PRONOME REFLEXIVO 
Quando desempenha essa função, o “se” faz parte de verbos 
pronominais reflexivos, ou seja, de verbos que indicam que o sujeito da 
frase praticou e recebeu a ação. 
Exemplos: 
• Giulia se cortou com a tesoura. 
• Paula se furou em um alfinete. 
• Natália está se penteando para sair. 
PRONOME REFLEXIVO RECÍPROCO 
Quando exerce a função de pronome reflexivo recíproco, o “se” é usado 
em frases na voz passiva recíproca e indica que uma ação verbal 
ocorreu de forma mútua, ou seja, um fez um ao outro e vice-versa. 
Exemplos: 
https://www.todamateria.com.br/pronomes-indefinidos/
• Eles se abraçaram e tudo terminou bem. 
• Depois da festa, os amigos se despediram e foram embora. 
• Aline e Leonardo se olharam apaixonados. 
 PARTÍCULA DE REALCE OU EXPLETIVA 
O uso do “se” enquanto partícula de realce é opcional. O fato de ele não 
ser usado não causa nenhum tipo de prejuízo ao sentido da frase. 
Além do “se”, o “que” também pode exercer função de partícula 
expletiva. 
Ambos têm o papel destacar; realçar determinada informação de uma 
frase. 
Exemplos: 
• Riu-se da piada do irmão. 
• Foi-se embora para nunca mais voltar. 
• O senhor estava cansado e se sentou. 
“SE” COM CONJUNÇÃO 
A classificação do "se" enquanto conjunção subdivide-se em causal, 
condicional e integrante. 
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA CAUSAL 
Conforme a classificação já demonstra, essa conjunção é indicativa de 
causa. 
Ela é bastante usada, mas muitas vezes confundida com a conjunção 
subordinativa condicional; a que indica condição. 
Para se certificar de que o “se” de uma determinada frase é uma 
conjunção subordinativa causal, basta substituí-lo por “já que” ou “uma 
vez que”. 
Exemplos: 
• Se não tinha dinheiro, não deveria ter viajado. 
• Deveria ter feito o trabalho se estava disponível. 
• Se ela diz que é neutra, não deveria tomar partido de ninguém. 
Observe que, mesmo quando fazemos a substituição do “se” por “já 
que” ou “uma vez que”, as frases continuam fazendo sentido: 
• Já que não tinha dinheiro, não deveria ter viajado. 
• Deveria ter feito o trabalho uma vez que estava disponível. 
• Uma vez que ela diz que é neutra, não deveria tomar partido de 
ninguém. 
 CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA CONDICIONAL 
Conforme se subentende pelo nome, ela indica a existência de uma 
condição para que algo ocorra. 
Exemplos: 
• Se eu pudesse, teria ficado mais tempo. 
• Ele disse que vai comprar uma casa se ganhar na loteria. 
• Se eles conseguirem passar no teste, começarão a trabalhar 
semana que vem. 
Observe que nas frases acima, a oração com “se” indica a condição 
necessária para que a ação da outra oração se concretize. 
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA INTEGRANTE 
Sob essa classificação, o “se” introduz uma oração que desempenha 
papel de substantivo. Esse papel é uma função do "que" e do "se". 
As frases introduzidas por conjunções subordinativas integrantes 
funcionam como sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo, 
complemento nominal ou aposto de outra oração. 
Exemplos: 
• É necessário que eles terminem o relatório. (sujeito) 
• Ele conferiu se ela tinha chegado. (objeto direto) 
• Ele se convenceu de que eu estava certa. (objeto indireto) 
• Certifique-se de que ele faz o trabalho. (complemento nominal 
• Minha dúvida é se ele aceitará a proposta. (predicado) 
• Essa é a minha vontade: que você seja feliz. (aposto) 
 
USO DE CRASE 
São comuns as dúvidas quanto ao emprego da crase. Para participar de 
processos seletivos públicos, o candidato precisa relembrar de algumas 
noções básicas e principais normas que regem uso da crase. 
A palavra “crase” possui sentido de mistura, conforme nos ensina A.G. 
Cunha. O acento grave indicativo da crase ocorre com a fusão de duas 
vogais idênticas: no caso da fusão da preposição “a” com o artigo 
definido “a(s)” ou com o pronome demonstrativo “a(s)”, indicada por “à”. 
O acento grave também é empregado quando o pronome demonstrativo 
“a(s)” pode ser substituído por “aquela”. 
Para verificar se há ou não crase em determinadas locuções você pode, 
em primeiro lugar, experimentar as duas seguintes regras fundamentais: 
• A união da preposição “a” com o artigo definido “a(s)” só ocorre 
diante de palavras femininas, visto que o artigo definido das 
palavras masculinas é “o(s)” e não “a(s)”. Portanto, não existe o 
acento grave na preposição “a” de locuções como “a contento”, “a 
gosto”, “a exemplo”, “a fundo”, “a lápis”, “a pé”, “a prazo” etc. A 
única exceção consiste nas locuções em que está implícita e 
oculta uma palavra feminina, por exemplo, “a moda”, “a maneira”: 
à moda da casa. 
• Em caso de dúvidas, substitua a palavra feminina por outra 
masculina. Por exemplo, para saber se a frase “Vou a feira” leva 
ou não crase, substitua a palavra “feira” (feminina) por, digamos, 
“cinema” (masculina) – “Vou ao cinema” – e você perceberá 
facilmente que a crase é necessária: o correto é “Vou à feira”. Se 
a partícula “a” puder ser alterada por “ao”, usa-se o acento grave 
indicativo de crase, porém, se não se alterar, trata-se da 
preposição “a”, então permanecessem acento. 
REGRAS PRÁTICAS 
Algumas normas para utilizar-se corretamente o acento grave: 
• Há palavras que não admitem a anteposição do artigo, tais como 
verbo, advérbio, artigo indefinido (um, uma), pronome pessoal 
(ela, nós, vós), pronome demonstrativo (esta, essa), pronome 
relativo (quem, cuja), pronome indefinido (cada, alguma, alguém, 
toda, qualquer, ambas). Nesses casos, é óbvio que não há crase. 
• Diante de possessivos femininos usados em função adjetiva 
(minha, tua, sua, nossa, vossa) o acento é facultativo. 
• Em locuçõesprepositivas (à custa de, à espera de,) e locuções 
conjuntivas (à proporção, que, à medida que) precedendo nomes 
femininos, usa-se o acento. 
• Em locuções adverbiais diante de nomes femininos (à vontade, às 
vezes, à vista), usa-se o acento. 
• Usa-se o aceto diante de palavras femininas após os verbos 
regidos pela preposição “a” (assistir a, responder a). 
• No caso do pronome relativo “qual”, usa-se o acento sempre que 
o antecedente for do gênero feminino. Quando o pronome é 
interrogativo, no entanto, não há crase. 
• Usa-se acento antes de adjuntos adverbiais de tempo e diante da 
palavra [número] “horas” (à tarde, à noite, às 10 horas etc.). 
• Constitui erro a indicação de crase com o artigo no singular diante 
de um nome no plural. 
• No encontro da preposição “a” com o artigo “a”. 
• Nas locuções adverbiais de instrumento. 
• Em locuções adverbiais de tempo e modo. 
• Nas expressões que indicam horário. 
• No encontro da preposição “a” com os pronomes demonstrativos 
“aquele”, “aquela”, “aquilo”. 
É importante nos seguintes casos: 
• Antes do possessivo: 
Na maior parte dos casos, a crase dá clareza a tipo de oração. 
EX: Levou a encomenda a sua (ou à sua) tia. 
 Não fez menção a nossa empresa (ou à nossa empresa). 
• Antes de nomes de mulheres: 
Em geral, se a pessoa for íntima de quem fala, usa-se a crase; caso 
contrário não. 
EX: Declarou-se a Joana (ou à Joana). 
OBS: Jamais deve-se utilizar crase com preposição “até”, que pode 
exercer função de “a”. Por exemplo, escreve-se “Foi até a porta, e não 
“Foi até à porta; ou “Até a volta, e não “Até à volta”. 
 
REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL 
 A Regência Verbal é a relação que se estabelece entre os verbos e 
os termos que os complementam (objetos diretos e objetos indiretos) 
ou caracterizam (adjuntos adverbiais). Os verbos podem ser 
intransitivos e transitivos. 
Os verbos intransitivos não exigem complemento. Isso acontece 
porque são verbos que fazem sentido por si só, ou seja, possuem 
sentido completo. Em alguns casos, eles são acompanhados por 
adjuntos adverbiais, elementos que não podem ser considerados 
como objetos. O adjunto adverbial é um termo acessório da oração 
cuja função é modificar um verbo, um adjetivo ou um advérbio, 
indicando uma circunstância (tempo, lugar, modo, intensidade etc.). 
Sendo um termo acessório, pode ser retirado da frase sem alterar sua 
estrutura sintática. Veja alguns exemplos: 
Choveu muito ontem. 
↓ ↓ 
 verbo impessoal adjunto adverbial de 
intensidade e de tempo 
(intransitivo) 
Chegamos no voo das onze horas. 
↓ ↓ 
 verbo intransitivo adjunto adverbial de meio e de 
tempo 
VERBOS TRANSITIVOS DIRETOS 
Chamamos de verbos transitivos aqueles que precisam de um 
complemento, uma vez que não possuem sentido quando sozinhos. 
Eles podem ser transitivos diretos e indiretos. Os transitivos diretos 
são acompanhados por objetos diretos e não exigem preposição para 
o correto estabelecimento da relação de regência. 
Veja os exemplos: 
Quero bolo! 
 ↓ ↓ 
verbo transitivo direto objeto direto 
Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;) 
Amo aquele rapaz. 
↓ ↓ 
verbo transitivo direto objeto direto 
Para facilitar o reconhecimento dos verbos transitivos diretos, você 
poderá fazer algumas perguntas para eles (quero o quê/quero quem? 
Amo o quê/amo quem?). As respostas serão os objetos diretos. 
VERBOS TRANSITIVOS INDIRETOS 
Os verbos transitivos indiretos são complementados por objetos 
indiretos, isto é, exigem uma preposição para o estabelecimento da 
relação de regência. Veja: 
preposição 'de' + artigo 'a' = da 
 ↑ 
Gostamos da prova. 
 ↓ ↓ 
verbo transitivo indireto objeto indireto 
Outro exemplo: 
preposição + artigo = às 
↑ 
Respondi às questões. 
↓ ↓ 
verbo transitivo indireto objeto indireto 
Você também pode fazer perguntas para o verbo para assim 
identificar se ele é ou não transitivo indireto (gostaram de 
quê/gostaram de quem? Respondeu a quê/respondeu a quem?). Note 
que, ao fazer a pergunta com o uso de uma preposição, o objeto 
responderá também com uma preposição (gostamos da prova/ 
respondi às questões). 
VERBOS TRANSITIVOS DIRETOS E INDIRETOS 
Antigamente, os verbos transitivos diretos e indiretos eram chamados 
de bitransitivos. Essa nomenclatura, entretanto, não é mais utilizada. 
São verbos acompanhados de um objeto direto e um objeto indireto. 
Observe: 
a (preposição) + os = aos 
↑ 
Agradeço aos ouvintes a audiência. 
↓ ↓ ↓ 
verbo transitivo direto e indireto Objeto indireto objeto direto ('a' é 
artigo) 
Quem agradece, agradece a alguém algo. 
Outro exemplo: 
 preposição + artigo = à 
 ↑ 
Entreguei a flor à professora. 
 ↓ ↓ ↓ 
 verbo transitivo direto e indireto Objeto direto objeto indireto 
A relação que existe entre um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) 
e os termos regidos por esse nome recebe a denominação regência 
nominal. Essa ligação é sempre intermediária por uma preposição. 
Vale observar que, na regência nominal, vários nomes apresentam 
exatamente o mesmo regime dos verbos de que derivam. Ou seja, o 
que ocorre, por exemplo, com “obedecer” e os nomes correspondentes: 
todos regem complementos introduzidos pela preposição “a”. 
Obedecer a algo/a alguém; obediência a algo/a alguém; obedecer a 
algo/a alguém; obedientemente a algo/a alguém. 
O mesmo acontece com adjetivos, advérbios e substantivos, que 
também podem necessitar de uma preposição para a correta regência. 
Observe os adjetivos: 
• Acessível: Este simulado não está acessível a todos. 
• Adaptado: O aluno não estava adaptado a estudar durante as 
madrugadas. 
• Adequado: Este livro não é adequado a vocês. 
 
 
 
 
 
CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL 
A concordância verbal garante que os verbos concordem com os 
sujeitos, enquanto a concordância nominal garante que os 
substantivos concordem com adjetivos, artigos, numerais e pronomes. 
Exemplo: Nós estudaremos regras e exemplos complicados juntos. 
Neste exemplo, quando concordamos o sujeito (nós) com o verbo 
(estudaremos) estamos fazendo a concordância verbal. 
Por sua vez, quando concordamos os substantivos (regras e exemplos) 
com o adjetivo (complicados) estamos fazendo concordância nominal. 
REGRAS DE CONCORDÂNCIA VERBAL 
Para garantir a concordância verbal, precisamos respeitar as relações 
de número e pessoa entre verbo e sujeito. Vejamos algumas regras. 
CONCORDÂNCIA DE SUJEITO COMPOSTO ANTES DO VERBO 
Quando o sujeito é composto e vem antes do verbo, esse verbo deve 
estar sempre no plural. Exemplos: 
• Maria e José conversaram até de madrugada. 
• Construção e pintura ficarão prontas amanhã. 
CONCORDÂNCIA DE SUJEITO COMPOSTO DEPOIS DO VERBO 
Quando o sujeito composto vem depois do verbo, o verbo tanto pode 
ficar no plural como pode concordar com o sujeito mais próximo. 
Exemplos: 
• Discursaram diretor e professores. 
• Discursou diretor e professores. 
CONCORDÂNCIA DE SUJEITO FORMADO POR PESSOAS 
GRAMATICAIS DIFERENTES 
Quando o sujeito é composto, mas as pessoas gramaticais são 
diferentes, o verbo deve ficar no plural. No entanto, ele concordará com 
a pessoa que, a nível gramatical, tem prioridade. 
Isso quer dizer que 1.ª pessoa (eu, nós) tem prioridade em relação à 2.ª 
(tu, vós) e a 2.ª tem prioridade em relação à 3.ª (ele, eles). Exemplos: 
• Nós, vós e eles vamos à festa. 
• Tu e ele falais outra língua? 
REGRAS DE CONCORDÂNCIA NOMINAL 
Para garantir a concordância nominal, precisamos respeitar as relações 
de gênero e número entre substantivos, adjetivos,artigos, numerais e 
pronomes. Vejamos algumas regras. 
CONCORDÂNCIA ENTRE SUBSTANTIVO E MAIS DO QUE UM 
ADJETIVO 
Quando há mais do que um adjetivo para um substantivo, há duas 
formas de concordar: 
Colocar o artigo antes do último adjetivo. Exemplos: 
• A língua francesa e a italiana são encantadoras. 
• A música clássica e a popular são manifestações artísticas. 
Colocar o substantivo e o artigo que o acompanha no plural. Exemplos: 
• As línguas francesa e italiana são encantadoras. 
• As músicas clássica e popular são manifestações artísticas. 
CONCORDÂNCIA ENTRE SUBSTANTIVOS E UM ADJETIVO 
Quando há mais do que um substantivo e apenas um adjetivo, há duas 
formas de concordar: 
Se o adjetivo vem ANTES dos substantivos, o adjetivo deve concordar 
com o substantivo mais próximo. Exemplos: 
• Linda filha e bebê. 
• Querido filho e filha. 
Se o adjetivo vem DEPOIS dos substantivos, o adjetivo deve concordar 
com o substantivo mais próximo ou com todos os substantivos. 
Exemplos: 
• Pronúncia e vocabulário perfeito. 
• Vocabulário e pronúncia perfeita. 
• Pronúncia e vocabulário perfeitos. 
• Vocabulário e pronúncia perfeitos. 
CONCORDÂNCIA ENTRE NÚMEROS ORDINAIS 
Nos casos em que há números ordinais ANTES do substantivo, o 
substantivo pode ser usado tanto no singular como no plural. Exemplos: 
• A segunda e a terceira casa. 
• A segunda e a terceira casas. 
Nos casos em que há números ordinais DEPOIS do substantivo, o 
substantivo deve ser usado no plural. Exemplo: 
• As casas segunda e terceira. 
• Os lugares primeiro e segundo. 
 
 
NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO 
O atual Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi aprovado em 
definitivo no dia 12 de outubro de 1990 e assinado em 16 de dezembro 
do mesmo ano. 
O documento foi firmado pela Academia de Ciências de Lisboa, a 
Academia Brasileira de Letras e representantes de Angola, Cabo Verde, 
Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. 
Também houve adesão da delegação de observadores da Galiza. Isso 
porque na Galiza, região localizada no norte da Espanha, a língua 
falada é o galego, a língua-mãe do português. 
O objetivo do acordo é unificar a ortografia oficial e reduzir o peso 
cultural e político gerado pelas duas formas de escrita oficial do mesmo 
idioma. A ideia é aumentar o prestígio internacional e a difusão do 
Português. 
As primeiras tentativas para minimizar a questão ocorreram em 1931. 
Nesse momento, representantes da Academia Brasileira de Letras e da 
Academia das Ciências de Lisboa passaram a discutir a unificação dos 
dois sistemas ortográficos. Isso só ocorreu em 1943, mas sem sucesso. 
Somente em 1986, estudiosos dos dois países voltaram a tocar na 
reforma ortográfica tendo, pela primeira vez, representantes de outros 
países da comunidade de língua portuguesa. 
Na ocasião, foi identificado que entre as principais justificativas para o 
fracasso das tratativas anteriores estava a drástica simplificação do 
idioma. 
A crítica principal estava na supressão dos acentos diferenciais nas 
palavras proparoxítonas e paroxítonas, ação rejeitada pela comunidade 
portuguesa. 
Já os brasileiros discordaram da restauração de consoantes mudas, 
abolidas há tempo. 
Outro ponto rejeitado pela opinião pública brasileira estava na 
acentuação de vogais tônicas "e" e "o" quando seguidas das 
consoantes nasais "m" e "n". Essa regra era válida para as palavras 
proparoxítonas com acento agudo e não o circunflexo. 
Seriam assim no caso de Antônio (António), cômodo (cómodo) e gênero 
(género). 
Assim, além da grafia, os estudiosos passaram a considerar também a 
pronúncia das palavras. 
Considerando as especificidades dos países signatários do Acordo 
Ortográfico da Língua Portuguesa, foi acordada a unificação em 98% 
dos vocábulos. 
PRINCIPAIS MUDANÇAS 
AS CONSOANTES C, P, B, G, M E T 
Ficam consideradas neste caso as especificidades da pronúncia 
conforme o espaço geográfico. Ou seja, a grafia é mantida quando há 
pronúncia é retirada quando não são pronunciadas. 
A manutenção de consoantes não pronunciadas ocorria, principalmente, 
pelos falantes de Portugal, que o Brasil há muito havia adaptado a 
grafia. 
Também houve casos da manutenção da dupla grafia, também 
respeitando a pronúncia. 
Ficou decidido que nesses casos, os dicionários da língua portuguesa 
passarão a registrar as duas formas em todos os casos de dupla grafia. 
Exemplos de consoantes pronunciadas: 
Compacto, ficção, pacto, adepto, aptidão, núpcias etc. 
Exemplos de consoantes não pronunciadas: 
Acção, afectivo, direcção, adopção, exacto, óptimo etc. 
Exemplos de dupla grafia: 
Súbdito e súdito, subtil e sutil, amígdala e amídala, amnistia e anistia 
etc. 
ACENTUAÇÃO GRÁFICA 
Os acentos gráficos deixam de existir em determinadas palavras 
oxítonas e paroxítonas. 
Exemplos: 
Para – na flexão de parar 
Pelo – substantivo 
Pera – substantivo 
Também deixam de receber acento gráfico as paroxítonas 
com ditongos "ei" e "oi" na sílaba tônica. 
Exemplos: 
Assembleia, boleia, ideia. 
Cai, ainda, o acento nas palavras paroxítonas com vogais dobradas. 
Isto ocorreu porque em palavras paroxítonas ocorre a mesma pronúncia 
em todos os países de língua portuguesa. 
Exemplos: 
Abençoo – flexão de abençoar 
Enjoo – flexão de enjoar 
Povoo – flexão de povoar 
 
EMPREGO DO HÍFEN 
É empregado o hífen nos casos de palavras em que a segunda 
formação se inicia com a letra "h". Isso vale quando a primeira formação 
começa com letra igual àquela que finaliza o prefixo. 
Exemplos: 
Anti-higiênico, contra-almirante, micro-ondas, hiper-resistente. 
Também é empregado o hífen quando o prefixo termina em "m" e o 
segundo elemento da palavra começa com vogal. 
Exemplo: 
Pan-africano 
O hífen não é usado: 
Nos casos das consoantes "r" e "s" dobradas em "rr" e "ss": 
Exemplos: 
https://www.todamateria.com.br/ditongo/
Ecossistema, microssistema, antirreligioso 
O hífen também não é usado nos casos em que o prefixo termina em 
vogal e o sufixo começa com uma vogal diferente. 
Exemplos: 
Antiaéreo, aeroespacial 
TREMA 
O uso do trema (¨) foi abolido. 
Exemplo: 
Lingüiça – linguiça 
O Alfabeto 
O alfabeto da língua portuguesa passa a contar com 26 letras, nas suas 
formas maiúsculas e minúsculas. Incorpora-se as letras K, Y e W. Fica, 
assim, então, o alfabeto: 
A, B, C, D, E, F, G, H, I, J, K, L, M, N, O, P, Q, R, S, T, U, V, W, X, Y, Z.

Mais conteúdos dessa disciplina