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Introdução ao pensamento de 
Sigmund Freud 
Prof. Rodrigo Almeida 
Mestrando em Psicologia\ UFAL 
Esp. Psicanálise\ SANAR 
Esp. Psicopedagogia Clínica e Institucional\ UNIT 
SOBRE O PROFESSOR 
 
Rodrigo da Silva Almeida. Graduado em Psicologia pelo Centro 
Universitário Tiradentes (UNIT). Psicólogo (CRP 15\5100), prestando 
atendimento on-line e presencial. Percurso em Psicanálise. 
Especializando em Psicanálise (SANAR). Especializando em 
Psicopedagogia Clínica e Institucional (UNIT). Mestrando em 
Psicologia pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia (PPGP), 
na linha de pesquisa: Saúde, Clínica e Práticas Psicológicas, 
integrante do grupo de pesquisa: Processos Educacionais e 
Desenvolvimento Humano (CNPq), do Instituto de Psicologia (IP), da 
Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Contato: WhatsApp: (82) 
9 – 9999-9918. E-mail: rodrigoalmeidapsi@gmail.com / Instagram: 
@psi.rodrigoalmeida 
QUEM FOI SIGMUND FREUD? 
 
 
- Considerado o PAI DA PSICANÁLISE, Freud 
foi um homem que rompeu com a medicina de 
seu tempo e marcou o século XX ao revelar os 
segredos mais recônditos da alma e da 
sexualidade humana. 
 
- Assim como Copérnico demonstrou que a 
Terra não é o centro do universo e Darwin 
retirou o homem do centro da criação, Freud 
descentrou a razão: o inconsciente é a Outra 
Cena que revela que o ser humano não possui 
domínio de si mesmo “O Eu não é senhor de 
sua própria casa” (FREUD). 
 
- A Psicanálise redimensionou o cogito 
cartesiano “Penso, logo existo” (DESCARTES), 
argumentando que existe algo que pensa em 
mim, que trama à minha revelia. Logo, eu não 
penso e sim “sou pensado” (COUTINHO 
JORGE; FERREIRA, 2002). 
QUEM FOI SIGMUND FREUD? 
 
- Tudo começou na cidade de Freiberg, hoje 
Pribor, situada a noroeste da Morávia, na Europa 
Central, no Império Austro-húngaro. A família 
Freud, assim como a maioria dos judeus, 
passaram por inúmeras dificuldades financeiras e 
sofreram muitas perseguições. 
 
- O nome Freud tem raiz na palavra freude, que 
em alemão significa alegria, prazer, regozijo, e se 
origina de Feid, que é o nome da bisavó materna 
do pai de Freud. 
 
- O pai de Freud, Kallamon Jackob Freud, filho e 
neto de rabinos trabalhava no comércio de lã. 
Casou com a mãe de Freud, Amalia Nathanson, 
que era 20 anos mais nova que ele, em 1825. Eles 
tiveram 8 filhos, sendo 3 meninos e 5 meninas, 
sendo Freud o primogênito. Além disso, o pai de 
Freud tinha dois filhos de um casamento anterior, 
que foi morar com eles. 
(COUTINHO JORGE; FERREIRA, 2002). 
QUEM FOI SIGMUND FREUD? 
 
- Em 18 de maio de 1856 nasceu Schlomo 
Sigismund. Esse primeiro nome foi dado em 
homenagem a seu avô paterno, que havia 
morrido três meses antes. Porém Freud nunca o 
utilizou. Já o segundo, Sigismund, foi alterado 
por ele, que tirou duas letras e passou a usar 
Sigmund Freud. 
 
- Além disso, Freud foi um filho muito amado 
pelo pai e era o predileto de sua mãe, que o 
chamava de “Meu Sigi de ouro”. Em 1859, 
durante a guerra austro-italiana, quando Freud 
tinha 3 anos, os negócios de seu pai entraram em 
crise e eles se mudaram para Leipzig, na 
Alemanha. No ano seguinte foram para Viena e 
se instalaram em Leopolstadt. 
 
- Com 17 anos Freud ingressou na universidade 
de Medicina em Viena e falava fluentemente 
francês e inglês, dominava o latim, o grego e o 
hebreu e conhecia espanhol e italiano 
(COUTINHO JORGE; FERREIRA, 2002). 
QUEM FOI SIGMUND FREUD? 
 
- Freud amava a biologia e em 1876 recebeu 
uma bolsa de estudos no laboratório do professor 
Ernest Brucke. O tema de sua pesquisa eram as 
glândulas sexuais das enguias. Depois de alguns 
anos se formou em Medicina e continuou 
trabalhando lá. 
 
- Em 1882, apaixonou-se por Martha Bernays e 
queria se casar o mais rápido possível. Ao tentar 
encontrar uma solução para as dificuldades 
financeiras que impediam seu casamento, 
resolveu abandonar a carreira de pesquisador, 
saiu do laboratório Brucke e foi trabalhar em 
clínica geral no Hospital Geral de Viena. 
 
- Em 1882 conseguiu se transferir para o setor de 
psiquiatria, sob a chefia de Meynert (especialista 
em anatomia do cérebro), permanecendo por três 
anos. Ainda neste ano se tornou amigo de Josef 
Breuer, que lhe relatou o caso de Ana O. 
(COUTINHO JORGE; FERREIRA, 2002). 
 FREUD E O EPISÓDIO DA COCAÍNA 
 
- Durante a estadia de Freud no Hospital Geral 
de Viena, a Cocaína tinha sido introduzida na 
Europa. Freud começou a estudar suas 
propriedades e se entusiasmou com os efeitos 
terapêuticos da substância, passando não só a 
usá-la, mas também a receitá-la: como 
estimulante, para os distúrbios digestivos, para 
combater os vícios da morfina e do álcool e para 
o tratamento da asma e dos estados depressivos. 
 
- É importante lembrar que nessa época não 
havia restrições à cocaína e ela não era 
considerada droga no sentido que hoje se dá a 
essa palavra. A cocaína era usada nos Estados 
Unidos como medicamento para revigorar a 
energia, para aliviar a sinusite e a febre do feno, 
e para o tratamento de viciados em ópio, morfina 
e bebidas alcoólicas. Transformara-se também 
em ingrediente favorito de bebidas gasosas, 
vinhos e outros produtos. 
(COUTINHO JORGE; FERREIRA, 2002). 
 O INÍCIO DOS ESTUDOS SOBRE 
HISTERIA 
 
- Freud não levou adiante seus estudos 
sobre a cocaína porque estava com 
saudades de Martha: na época faziam 
dois anos que não via sua noiva, que 
residia numa cidade distante de Viena. 
Então, ao surgir a oportunidade de 
visitá-la, resolveu encerrar rapidamente 
sua pesquisa e escrever uma monografia 
sobre a cocaína. 
 
- Em 1885, Freud foi escolhido para um 
bolsa de estudos no Hospital 
Salpêtrière, em Paris, com Jean Martin 
Charcot, que recorria à hipnose para 
demonstrar que a histeria é uma doença 
nervosa que obedece a leis, e não a uma 
simulação. 
 
(COUTINHO JORGE; FERREIRA, 
2002). 
 OS PRIMÓRDIOS DA CLÍNICA 
PSICANALÍTICA 
 
- Freud aos poucos foi abandonando o 
interesse pela anatomopatologia e a se 
interessar pelos problemas colocados pela 
histeria, que naquela época consistiam em 
um enigma: os enigmas histéricos não 
obedeciam às localizações neurológicas, 
mas a uma anatomia imaginária. 
 
- Ao retornar de Paris, Freud se estabeleceu 
em Viena como médico especialista em 
doenças nervosas. Influenciado pelas 
pesquisas de Charcot, entre 1885 e 1895 
Freud construiu as bases de sua teoria 
sobre a etiologia sexual das neuroses. 
Nesse sentido, os estudos sobre a histeria 
presidiram o início da Psicanálise. 
 
(COUTINHO JORGE; FERREIRA, 2002). 
 SOBRE A FORMAÇÃO DO PSICANALISTA 
 
- O fato de Freud ter se formado em medicina não 
significa que defendia a tese segundo a qual a 
formação do psicanalista exigiria um pré-requisito o 
diploma médico. Muito pelo contrário, escreveu um 
longo ensaio intitulado “A Questão da análise leiga”, 
em que sustenta que a condição essencial para a 
prática clínica da Psicanálise é a experiência de 
análise. Sem isso ninguém pode se tornar 
psicanalista. 
 
- A formação do psicanalista, ao longo da história da 
Psicanálise, adquire mais tarde mais tarde feição 
completa com o tripé constituído pela análise 
pessoal, pelo estudo teórico e pela supervisão clínica. 
 
- Além disso, na época de Freud a Medicina começou 
a se impor com uma prática que utilizava as 
pesquisas e as descobertas das diferentes ciências 
(biologia, química, física, etc.) para fazer um 
diagnóstico, aplicar uma terapêutica e estabelecer um 
prognóstico (COUTINHO JORGE; FERREIRA, 
2002). 
 A CLÍNICA PSICANALÍTICA 
 
- Por isso, no campo da Medicina, a Psicanálise 
encontrou muita resistência, chegando a ser 
apontada como um retrocesso da medicina. A 
Clínica Psicanalítica desde sempre- ao contrário da 
clínica médica, que se baseava essencialmente no 
olhar – retira toda a sua eficácia daescuta de uma 
fala, na qual a verdade aparece em seu estado 
nascente. 
 
- O saber em jogo na experiência em análise é um 
saber que se caracteriza por estar intimamente 
associado à verdade do sujeito, não é um saber 
acadêmico e doutrinário, mas um saber singular. 
 
- Essa proposição de Freud exige que o psicanalista 
não só esteja sempre estudando a teoria da 
Psicanálise, mas também que a coloque em 
suspenso, quando está escutando seu paciente. Por 
isso Freud sugere que o psicanalista tome cada novo 
paciente como se fosse o primeiro e escutá-lo em 
sua radical singularidade (COUTINHO JORGE; 
FERREIRA, 2002). 
 A CLÍNICA PSICANALÍTICA 
 
- Freud também propôs uma clínica que, diferente da 
clínica médica, se dirige para além da supressão dos 
sintomas, por que estes se formam pela ação do 
recalque. Recalcar significa, ao mesmo tempo, negar 
– a partícula NÃO, para Freud, é a marca registrada 
do recalque – e manter o que foi negado afastado da 
consciência. Mas o recalcado sempre retorna: é o 
retorno do recalcado. 
 
- O conflito psíquico entre o consciente e 
inconsciente resulta no retorno do recalcado, ainda 
que sob a forma de um disfarce, chama-se sintoma 
neurótico. Por isso Freud afirma que o sintoma 
neurótico é uma formação substitutiva. O que outrora 
deu satisfação é retirado da consciência e substituída 
por um sintoma. 
 
- Isso faz com que a mesma satisfação passe, a partir 
dessa substituição, a ser extraída do sintoma. Para 
Freud, apesar de nos queixarmos de nossos sintomas, 
cultivamos com zelo as causas de nosso sofrimento. 
(COUTINHO JORGE; FERREIRA, 2002). 
 A CLÍNICA PSICANALÍTICA 
 
- Nesse sentido, na experiência analítica 
trata-se de revelação, através de 
interpretação, porque o inconsciente só se 
manifesta pela via da deformação, da 
distorção e transposição. 
 
- Então, o que é revelado numa análise? 
O desejo inconsciente: exatamente o que 
o sujeito não quer saber e recalca. Não há 
dúvida que, ao começar a falar do 
sofrimento causado pelo sintoma produz 
um certo alívio. 
 
- O desaparecimento dos sintomas, que 
causam tanto sofrimento, é efeito de uma 
análise. Daí o tratamento psicanalítico se 
dirigir para além da cura do sintoma, isto 
é, para o reconhecimento do desejo. 
(COUTINHO JORGE; FERREIRA, 
2002). 
COMO FREUD VIA A NATUREZA 
HUMANA? 
 
- Freud é considerado por muitas pessoas 
como pessimista, pois não acreditava nas 
máximas de paz e de fim da violência 
entre os seres humanos. Na opinião da 
maioria dos psicanalistas Freud era uma 
pessoa que não se deixava levar por 
ilusões. 
 
- Em setembro de 1932, ao responder à 
carta que Albert Einstein lhe escrevera 
indagando sobre a forma de livrar a 
humanidade da ameaça da guerra, Freud 
afirmou que a agressividade e a 
violência são tão irremovíveis quanto a 
tendência dos seres humanos de se 
colocarem na posição de líderes ou de 
seguidores. O homem é lobo do homem, 
ponderou em um de seus escritos. 
 (COUTINHO JORGE; FERREIRA, 
2002). 
COMO FREUD VIA A NATUREZA 
HUMANA? 
 
 
- Ao final de sua vida, quando o câncer já 
estava em estado muito avançado e o nazismo 
declarava guerra à humanidade, seu médico, 
Max Schur lhe perguntou: “O senhor acredita 
que esta será a última guerra”. Ironicamente, 
Freud respondeu: “Minha última guerra”. 
 
- Freud teve uma vida longa, o que lhe 
possibilitou presenciar duas guerras mundiais e 
o antissemitismo velado pelo liberalismo e 
assumido pelo nazismo. 
 
- Por ser judeu, Freud sofreu muitos 
preconceitos e discriminações e em sua 
autobiografia afirmava que não entendia porque 
as pessoas esperavam que ele se sentisse 
inferior por isso, posição de inferioridade que 
não aceitou. 
(COUTINHO JORGE; FERREIRA, 2002). 
 FREUD E A PERSEGUIÇÃO NAZISTA 
 
 
- Quatro meses após Hitler ser nomeado 
chancelecer da Alemanha os livros de Freud 
foram queimados em praças públicas e centros 
universitários. 
 
- No versão de 1923, a descoberta de um tumor 
maligno do lado direito do palato desencadeara 
uma sequência de 31 cirurgias. 
 
- As sequelas deixadas por tantas operações e a 
idade avançada contribuíram para um estado 
precário de saúde, levando Freud a ignorar a 
insistência de amigos para que deixasse Viena. 
 
- Logo depois da chegada triunfal de Hitler a 
Viena, o escritório da editora Verlag (fundada 
em 1918) e o apartamento de Freud foram 
invadidos pelos membros de tropas nazistas. 
(COUTINHO JORGE; FERREIRA, 2002). 
 FREUD E A PERSEGUIÇÃO NAZISTA 
 
- No apartamento, obrigaram Anna Freud a 
abrir o cofre e levaram todo o dinheiro e em 
1938 Anna foi presa. Nessa ocasião Freud 
ficou muito preocupado, fumando sem 
parar e andando de um lado para o outro. 
Quando Anna retornou, contou que a 
Gestapo queria informações sobre a 
Associação Psicanalítica Internacional e 
que tinha conseguido convencer os nazistas 
que era uma entidade exclusivamente 
científica. 
 
- Depois desse episódio Freud então 
decidiu deixar a Áustria e começou uma 
luta com a burocracia: Freud não tinha 
dinheiro em espécie e sua conta bancária 
havia sido confiscada pelos nazistas e ainda 
tinha que pagar um imposto pelos judeus 
para poder receber o visto de saída da 
Áustria. 
(COUTINHO JORGE; FERREIRA, 2002). 
 FREUD E A PERSEGUIÇÃO NAZISTA 
 
- Foi então que Marie Bonaparte pagou todas as 
despesas da família Freud. Com as relações da 
princesa e o prestígio de Ernest Jones junto ao 
ministério inglês, iniciou-se um movimento de 
apoio internacional a Freud. 
 
- Muitas pessoas famosas na época interviram 
para que a família de Freud pudesse ter o direito 
de deixar Viena. Apesar disso, os nazistas 
consideravam que a Psicanálise era uma ciência 
judaica e que portanto Freud e os membros de 
seu grupo deveriam ser presos. 
 
- Mas no final a família Freud conseguiu: aos 
poucos foram deixando Viena. Freud, Martha e 
Anna deixaram Viena em junho de 1938 e 
chegaram em Paris em 4 de junho, tendo sido 
calorosamente recebido pela imprensa e pelos 
intelectuais, hospedando-se na casa da princesa 
Marie Bonaparte. 
(COUTINHO JORGE; FERREIRA, 2002). 
 FREUD E A PERSEGUIÇÃO NAZISTA 
 
- Apesar disso, Freud soube depois que suas 
quatro irmãs foram assassinadas pelos nazistas 
nos campos de concentração e antes de partir 
ele foi obrigado a assinar uma declaração que 
afirmava que as autoridades alemãs e a 
Gestapo em particular não lhe teriam causado 
nenhum problema. Freud assinou a declaração 
sem hesitar e pediu para acrescentar uma 
observação: “recomendo a Gestapo para 
todos”. 
 
- Finalmente, em 6 de junho foi para a 
Inglaterra e se instalou numa casa alugada, no 
nordeste de Londres. Em setembro mudaram 
para uma outra casa, com um belo jardim, a 
Maresfield Gardens, permanecendo nessa casa 
até sua morte, 1939. 
 
(COUTINHO JORGE; FERREIRA, 2002). 
 FREUD E A PERSEGUIÇÃO NAZISTA 
 
- Em 21 de setembro de 1939, Freud disse a 
Schur, seu médico: “Você se lembra do nosso 
acordo de não me deixar quando tiver chegado 
a hora? Agora é só uma tortura e não faz 
sentido”. Pediu então para falar com Anna, que 
hesitou, pediu um adiamento. 
 
- Schur argumentou que não fazia sentido 
manter o seu pai vivo naquelas condições. Anna 
então cedeu e ele aplicou uma dose de morfina 
que mergulhou Freud num profundo sono, 
repetindo essa dose quando Freud se agitava, 
até que Freud entrou em coma e morreu às três 
horas da manhã, em 23 de setembro de 1939. 
 
- E dessa forma morreu Sigmund Freud, o 
homem que desbravou uma terra desconhecida 
chamada inconsciente e cuja obra continua viva 
até hoje, tendo contribuído para uma maior 
compreensão do ser humano. 
(COUTINHO JORGE; FERREIRA, 2002). 
REFERÊNCIAS 
 
COUTINHO JORGE, M. A.; FERREIRA, N. P. Freud: criador da 
psicanálise. Rio de Janeiro: Zahar, 2002. 
 
FREUD, S. Observaçõespsicanalíticas sobre um caso de paranoia 
relatado em autobiografia [“o Caso Schreber”] (1911-1913). São 
Paulo: Companhia das Letras, 2010. Obras Completas, volume 10. 
 
GAY, P. Freud: uma vida para o nosso tempo. São Paulo: Companhia 
das Letras: 1989. 
 
JONES, E. Vida e obra de Sigmund Freud. 3ª ed. Rio de Janeiro: 
Zahar, 1979.

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