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CAPÍTULO 3 SISTEMA URBANO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA Professora : Tatiana Reckziegel e-mail: tati.reck@gmail.com BIBLIOGRAFIA BÁSICA: TSUTIYA, M. T. ABASTECIMENTO DE ÁGUA. SÃO PAULO: 3º ED. 2006, 643 P. Disponível em: https://www.passeidireto.com /arquivo/48745335/abastecime nto-de-agua---tsutiya?utm- medium=link CONSUMO DE ÁGUA NO MUNDO CONSUMO DE ÁGUA NO MUNDO Principais usos mundiais: CONSUMO CONSCIENTE DESPERDÍCIO Para a elaboração de um projeto de abastecimento de água é necessário dispor, inicialmente, de um conjunto de dados com relação à quantidade de água requerida pelo sistema, disponibilidade hídrica da região, às restrições hidráulicas do abastecimento e à topologia do sistema. Para a determinação da quantidade de água requerida ao sistema, em termos de vazão demandada, é necessário o estudo dos seguintes aspectos: alcance do projeto; previsões de população; estimativa dos consumos; estimativas das perdas; e variações de consumo. ALCANCE DO PROJETO Corresponde ao período de atendimento das estruturas físicas projetadas (tanto equipamentos como obras civis) No Brasil, os sistemas de abastecimento de água, desde a captação até as ligações prediais têm sido projetados com alcances de 10 a 30 anos - dependendo de fatores técnicos e econômicos: durabilidade ou vida útil das obras e dos equipamentos; período de amortização do capital investido; problemas de dificuldade de ampliação em algumas partes do sistema custo do capital investido e ritmo de crescimento da população). PREVISÃO DE POPULAÇÃO Sem aplicação prática imediata Utiliza-se modelos matemáticos com parâmetros definidos a partir de dados populacionais de anos anteriores: Método do crescimento aritmético e geométrico, equações lineares, parabólicas, logarítmicas e exponenciais. Previsão de População K Previsão de População RESOLVER EM CASA -EXCEL Exercício: Estimar a evolução da população da cidade de João Pessoa – PB, para os anos 2000, 2005, 2010, 2020 e 2030. A projeção populacional deverá ser estimada através do modelo matemático que melhor se ajuste à série de dados censitários da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), medidos a partir de 1970. Quantidade de água necessária para atender o consumo de um sistema (loteamento, cidade) é variável e depende principalmente dos seguintes fatores: População Clima Grau de industrialização Tamanho da cidade Natureza da cidade Controle do consumo Dentre outros. A água conduzida para uma comunidade enquadra-se em classes de consumo ou de destino Doméstico Comercial e Industrial Público Perdas e fugas. Estimativa do Consumo ESTIMATIVA DE CONSUMO Per Capita ESTIMATIVA DE CONSUMO Doméstico ESTIMATIVA DE CONSUMO Indústria e Comércio ESTIMATIVA DE CONSUMO Indústria e Comércio ESTIMATIVA DE CONSUMO Público e Perdas ESTIMATIVA DE CONSUMO As perdas no sistema de abastecimento são de dois tipos: Perdas físicas ou reais – é a quantidade de água que não chega ao consumidor devido a vazamentos, além de procedimentos operacionais como lavagem de filtros e descargas na rede, quando estes provocam consumos superiores ao estritamente necessário para operação. Perdas não-físicas ou aparentes - correspondem ao volume de água que é consumido e que não é medido, usos públicos que não possuem medidores e também a água desviada para as ligações clandestinas. Público e Perdas Na quantificação do volume ou vazão necessária para o sistema de abastecimento deve ser levado em conta o percentual das perdas físicas e das não-físicas. De acordo com os dados do Diagnóstico dos Sistemas de Água e Esgotos do Brasil, de ano base 2015, o valor médio das perdas na distribuição de água nos sistemas brasileiros foi igual a 36,7%, como apresentado no quadro ao lado, enquanto que alguns países europeus possuem valores inferiores a 15% e o Japão possui um índice inferior a 10% (SNIS, 2017). Fatores qe influenciam as perdas: Eficiência da administração – detecção de vazamentos, qualidade de operação das unidades, controle de ligações clandestinas, aferição dos hidrômetros Topografia da cidade Idade das tubulações Período de menor consumo – maior pressão na rede, favorecendo as perdas Perdas por vazamento podem ser detectadas de madrugada (consumo elevado atípico) – dificuldade: usos públicos e comerciais É a quantidade de água usada por dia, em média, por um habitante, normalmente expresso em: litros/habitante/dia (L/hab/dia). Em cidades que já possuem sistema de abastecimento, o consumo per capita “q” é obtido dividindo-se a quantidade de água distribuída durante o ano por 365 e pelo número total de pessoas abastecidas. Onde não se conhece o consumo: Consumo Per Capita CONSUMO PER CAPITA O consumo per capita deve atender a todos os consumos mencionados, sendo influenciado principalmente por alguns fatores: Nivel econômico da populaçao (maior padrão, maior consumo – máquinas de lavar, piscinas, duchas, lavagem de carros, rega de jardins) Clima (regiões mais secas e quentes – maior consumo; também depende do fator disponibilidade) Porte, características e topografia da cidade Administração do sistema de abastecimento Consumo Per Capita A quantidade de água necessária para atender a demanda de um sistema varia constantemente, mesmo que a população seja invariável, pois o consumo per capita não é constante ao longo do tempo. Durante o dia a vazão fornecida pela rede de abastecimento também varia continuamente. Nas horas diurnas a vazão supera o valor médio, atingindo valores máximos em torno do meio-dia e durante a noite o consumo cai significativamente, atingindo valores mínimos durante a madrugada. Variações de Consumo Variações de Consumo Em termos de quantificação da demanda de água para o projeto de um sistema de abastecimento há duas variações de consumo que devem ser levadas em conta: Variação diária (ao longo do ano) - vazão média diária anual é obtida dividindo-se o volume total consumido no ano por 365. O coeficiente do dia de maior consumo (k1) é a relação entre o maior consumo diário do ano e a vazão média diária anual. Variação horária (ao longo do dia) - a vazão média horária, no dia de maior consumo do ano, é obtida dividindo-se o volume total distribuído neste dia por 24. O coeficiente da hora de maior consumo (k2) é a relação entre a maior vazão horária no dia de maior consumo e a vazão média horária neste dia. Coeficientes K1 =1,2 (dia de maior consumo) K2 =1,5 (da hora de maior consumo) O resultado do produto destes dois coeficientes é chamado de coeficiente de reforço. O consumo máximo que ocorre no ano, isto é, o consumo da hora de maior consumo no dia de maior consumo, pode ser calculado pela expressão: Coeficientes O dimensionamento das partes do sistema de abastecimento de água deve ser feito para as condições de demanda máxima, para que o sistema não funcione com deficiência durante algumas horas do dia ou dias do ano. As obras a montante do reservatório de distribuição devem ser dimensionadas para atender a vazão média do dia de maior consumo do ano. A rede de distribuição dever ser dimensionada para a maior vazão de demanda, que é a hora de maior consumo do dia de maior consumo. A função principal do reservatório de distribuição é receber uma vazão constante, que é a média do dia de maior consumo e servir de volante para as variações horárias. A estação de tratamento de água geralmente consome cerca de 1 a 5% do volume tratado para lavagem dos filtros e decantadores. Vazão de Projeto Vazãode Projeto EXERCÍCIO