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Design de Interiores: Metodologias e Projetos

Livro didático de Design de Interiores com metodologias e etapas de projeto (pré-projeto, projeto, projeto executivo, briefing), estudo da cor, relações entre espaços internos/externos e desenvolvimento de mobiliário; inclui apresentação e currículo do autor.

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DESIGN DE 
INTERIORES
Prof. Pedro Henrique
Reitor 
Prof. Ms. Gilmar de Oliveira
Diretor de Ensino
Prof. Ms. Daniel de Lima
Diretor Financeiro
Prof. Eduardo Luiz
Campano Santini
Diretor Administrativo
Prof. Ms. Renato Valença Correia
Secretário Acadêmico
Tiago Pereira da Silva
Coord. de Ensino, Pesquisa e
Extensão - CONPEX
Prof. Dr. Hudson Sérgio de Souza
Coordenação Adjunta de Ensino
Profa. Dra. Nelma Sgarbosa Roman 
de Araújo
Coordenação Adjunta de Pesquisa
Prof. Dr. Flávio Ricardo Guilherme
Coordenação Adjunta de Extensão
Prof. Esp. Heider Jeferson Gonçalves
Coordenador NEAD - Núcleo de 
Educação à Distância
Prof. Me. Jorge Luiz Garcia Van Dal
Web Designer
Thiago Azenha
Revisão Textual
Beatriz Longen Rohling
Caroline da Silva Marques
Carolayne Beatriz da Silva Cavalcante
Geovane Vinícius da Broi Maciel
Jéssica Eugênio Azevedo
Kauê Berto
Projeto Gráfico, Design e
Diagramação
André Dudatt
Carlos Firmino de Oliveira
2021 by Editora Edufatecie
Copyright do Texto C 2021 Os autores
Copyright C Edição 2021 Editora Edufatecie
O conteúdo dos artigos e seus dados em sua forma, correçao e confiabilidade são de responsabilidade 
exclusiva dos autores e não representam necessariamente a posição oficial da Editora Edufatecie. Permi-
tidoo download da obra e o compartilhamento desde que sejam atribuídos créditos aos autores, mas sem 
a possibilidade de alterá-la de nenhuma forma ou utilizá-la para fins comerciais.
 
 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação - CIP 
H519d Henrique, Pedro 
 Design de interiores / Pedro Henrique. Paranavaí: 
 EduFatecie, 2022. 
 116 p. : il. Color. 
 
 
 
1. Decoração de interiores. 2. Desenho (projetos). 3. Cor na 
 decoração. 4. Arquitetura de interiores. I. Centro Universitário 
 UniFatecie. II. Núcleo de Educação a Distância. III. Título. 
 
 CDD : 23 ed. 747 
 Catalogação na publicação: Zineide Pereira dos Santos – CRB 9/1577 
 
 
UNIFATECIE Unidade 1 
Rua Getúlio Vargas, 333
Centro, Paranavaí, PR
(44) 3045-9898
UNIFATECIE Unidade 2 
Rua Cândido Bertier 
Fortes, 2178, Centro, 
Paranavaí, PR
(44) 3045-9898
UNIFATECIE Unidade 3 
Rodovia BR - 376, KM 
102, nº 1000 - Chácara 
Jaraguá , Paranavaí, PR
(44) 3045-9898
www.unifatecie.edu.br/site
As imagens utilizadas neste
livro foram obtidas a partir 
do site Shutterstock.
AUTOR
Prof. Pedro Henrique
● Graduação em Arquitetura e Urbanismo – Unicesumar.
● Pós-graduando – Projeto em interiores – Unicesumar.
● Professor de técnico em design de interiores - Colégio Dr. Marins Alves de 
Camargo EFMNP.
● Professor de técnico em edificações - Colégio Dr. Marins Alves de Camargo 
EFMNP.
● Professor de técnico em segurança do trabalho - Colégio Dr. Marins Alves de 
Camargo EFMNP.
Arquiteto formado pela Unicesumar, atuante como profissional em escritório próprio 
na cidade de Paranavaí desde 2016. Atuou por mais de 03 (três) anos como professor 
nos cursos de Técnico em Design de Interiores, Técnico em Edificações e Técnico em 
Segurança do Trabalho no Colégio Dr. Marins Alves de Camargo. 
INFORMAÇÕES RELEVANTES:
● Graduação em Arquitetura e Urbanismo, Centro Universitário de Maringá 
(Unicesumar) 2011-2015
● Pós Graduando em Projeto de Interiores, Centro Universitário de Maringá 
(Unicesumar)
CURRÍCULO LATTES: http://lattes.cnpq.br/2046873771540602
APRESENTAÇÃO DO MATERIAL
Olá caro (a) aluno (a)! Seja bem-vindo (a) a nossa disciplina de Design de Interiores. 
Iniciaremos nossos estudos a respeito das metodologias que envolvem um projeto de 
interiores, desde o estudo e aplicação para concepção de ambientes internos, definições de 
modelos teóricos sobre as relações e correlações dos espaços internos e externos, aplicação 
e a relação das cores nos ambientes internos e externos e o estudo e desenvolvimento de 
projeto de mobiliários e objetos. 
Durante esse momento de estudo pessoal buscaremos formar profissionais capazes 
de atuar na área de projeto de interiores, bem como buscar solucionar os problemas 
enfrentados diariamente nos ambientes de convívio humano. Estabelecer uma boa relação 
entre o ambiente e a pessoa é essencial, para isso será de sua responsabilidade projetar 
ambientes cada vez mais agradáveis e que busquem na atualidade uma forma de satisfazer 
os desejos humanos e oferecer o que existe de melhor. 
Na Unidade I, iremos adquirir o conhecimento sobre as etapas que compreendem 
a produção de um projeto de interiores, tais como: pré-projeto, projeto, projeto executivo 
e briefing. Nessa etapa você vai estudar o que é necessário para iniciar o seu projeto de 
forma a não perder tempo e recursos, também irá estudar quais itens são necessários 
constar no seu projeto para o cliente e quais itens serão necessários para correta execução 
do seu projeto no local e por fim será direcionado para como fazer um briefing correto para 
o seu projeto. 
Em seguida na Unidade II, o estudo será sobre quais ferramentas colaboram com 
a concepção de uma ideia, elementos que compõem o projeto, equilíbrio visual no projeto e 
tendências em projeto de interiores. Esteja preparado para aprender como você conseguirá 
através de elementos teóricos realizar um projeto de interiores que atende a necessidade 
final. 
Já na Unidade III o seu estudo será sobre a aplicação e relação das cores nos 
ambientes internos e externos. Para isso você irá estudar sobre a teoria das cores, bem 
como suas psicologias, disposições no ambiente e seu uso. A importância da escolha da cor 
para o ambiente é fundamental e entender como ela funciona irá te ajudar na elaboração 
de um projeto de interiores. 
Já na Unidade IV, você irá finalizar a disciplina com o estudo sobre o histórico dos 
mobiliários, tipos de materiais empregados, mobiliários em espaços internos e desenho 
de móveis para espaços internos. Compreender que o projeto de interiores vai além do 
espaço e que ele necessita de mobiliários e objetos que compõem o ambiente irá te ajudar 
na elaboração e realização final de um projeto de interiores completo. 
Desejo a você caro (a) aluno (a) um excelente estudo sobre design de interiores. 
SUMÁRIO
UNIDADE I ...................................................................................................... 4
Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 
UNIDADE II ................................................................................................... 30
Definição de Modelos Teóricos Sobre as Relações e Correlações dos 
Espaços Internos e Externos
UNIDADE III .................................................................................................. 57
Aplicação e a Relação das Cores nos Ambientes Internos/Externos 
UNIDADE IV .................................................................................................. 85
Estudo e Desenvolvimento de Projeto de Mobiliários e Objetos 
4
Plano de Estudo:
● Pré-projeto; 
● Projeto;
● Projeto executivo;
● Briefing.
Objetivos da Aprendizagem:
● Compreender as necessidades do projeto a ser desenvolvido;
● Observar itens para a concepção de um projeto de interiores;
● Estabelecer a importância de um bom briefing a 
respeito do que ser elaborado.
UNIDADE I
Estudo e Aplicação para a Concepção 
de Ambientes Internos 
Prof. Pedro Henrique
5UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 
INTRODUÇÃO
Olá caro (a) aluno (a)! Seja bem-vindo (a) a nossa apostila. Iniciaremos nossos 
estudos a respeito das metodologias que envolvem um projeto de interiores, cada etapa 
que o compreende, desde seu processo de criação no pré-projeto até a entrega ao cliente e 
projeto executivo. Buscaremos sempre desenvolver um projeto de sucesso e de satisfação 
final. 
Para um projeto ser bem elaborado ele deve conter etapas e processos que não 
devem ser negligenciados,para que não ocorra perca de tempo e consequentemente 
prejuízos ao profissional envolvido. Para isso vamos estudar sobre as metodologias e 
etapas existentes que auxiliam na hora do desenvolvimento do projeto de interiores. Da 
mesma forma que para produzir qualquer produto se exige um passo a passo na hora da 
elaboração o projeto não é diferente. Buscar seguir essa metodologia irá te ajudar a ser 
assertivo no seu processo de criação assim como é feito na receita e produção de um bolo. 
Antes de iniciar o seu projeto de interiores você terá em suas mãos uma tela em 
branco que é a obra e esse local não começou pelo telhado, então tenha em mente que 
será necessário seguir as etapas sendo essas iniciais tais como: dimensões do ambiente, 
aberturas, pontos já existentes de iluminação ou hidráulico entre outros itens. E caso 
ocorra de você estar iniciando o projeto de interiores de um local ainda não construído 
certamente você precisará ter em mãos o projeto arquitetônico e se possível os projetos 
complementares em mãos. 
Vamos estudar nessa unidade então as etapas do projeto que serão divididas em 
4 etapas, sendo elas: pré-projeto, projeto, projeto executivo e briefing. Analisaremos cada 
etapa separadamente, mas lembre-se que elas são complementares e você não deve 
deixar nenhuma delas de fora.
Bons estudos!
6UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 
1. PRÉ-PROJETO
Essa é uma das etapas mais importantes para desenvolver um projeto de qualidade, 
pois aqui é onde se inicia todo o contato com o projeto e suas necessidades. O contato 
inicial é crucial para que haja conhecimento e entendimento das necessidades do projeto. 
Por isso, preste muita atenção nessa etapa, pois ela implicará se feita de maneira incorreta 
em problemas no seu projeto futuro. Pensando então nisto, porque devemos nos atentar 
tanto nessa etapa e com o que você deve se preocupar?
Nessa etapa é quando acontece o primeiro contato com as necessidades do projeto, 
esse contato pode ser através de uma reunião em escritório, uma cafeteria ou até mesmo 
no local em que será desenvolvido o projeto. Nesse momento é apresentado ao profissional 
todas as necessidades, as dimensões e nesse momento precisa ser tirada a grande maioria 
das dúvidas sobre as necessidades, lembrando sempre que iniciar um projeto com falta de 
informações será prejudicial ao profissional. 
Após essa primeira etapa de levantamentos do local existe a necessidade do cliente 
no ambiente, essa fase é chamada de briefing pois é coleta as necessidades do cliente para 
o espaço a ser projetado. Essa etapa deve ser minuciosa e pode ser feita em forma de 
conversa ou como uma reunião. “O briefing é um direcionamento preciso para o trabalho 
a ser realizado. Nele, devem estar listados dados sem os quais as possibilidades de erros 
são enormes” (STRUNCK, 2010, p. 79). 
7UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 
Strunck (2010) também menciona que os dados coletados podem ser divididos em 
dois fatores, sendo esses fatores subjetivos e objetivos. Os fatores objetivos são aqueles 
que estão relacionados a vida e experiencia do cliente, podendo ser, estilo de vida, gosto 
por animais, estilos musicais e demais experiencias já vividas. Já os fatores objetivos tem 
em relação com os dados técnicos coletados nos ambientes, levantamentos fotográficos, 
levantamentos métricos, acabamentos já existentes no local, questões que envolvam a 
legislação local entre outros. 
Quando levamos em questão a entrevista para o briefing com o cliente devemos 
tomar cuidado para que a conversa aconteça de forma não invasiva. Segundo Mancuso, uma 
entrevista deve acontecer de forma que possa ser abordado todos os tipos de questões de 
forma simples como uma conversa, porém não deve haver constrangimentos nos detalhes 
íntimos (MANCUSO, 2012). Ou seja, esse diálogo não deve ser constrangedor para ambas 
as partes. 
Quando iniciamos um projeto de interiores devemos ter em mente que problemas 
surgiram por isso é necessário saber de antemão quais problemas enfrentaremos, para 
isso realizamos as etapas anteriores como os levantamentos e o briefing. Durante essas 
etapas, teremos conhecimento dos problemas que deveram ser solucionados. 
Segundo Ching, “A habilidade de se definir e entender adequadamente a natureza 
de um problema de projeto é parte essencial da solução. Essa definição se deve especificar 
como a solução de projeto se dará e quais metas e objetivos serão atendidos” (CHING, 
2006, p. 47).
O autor nos leva a querer entender o problema questionando sobre a identificação 
do problema de forma a pensar o que é esse problema? Onde surge esse problema? Como 
se dá o surgimento do problema? E por fim o porquê de tal problema? Somente assim 
definindo esses pontos conseguimos pensar no projeto de forma a solucioná-lo. 
Após encontrarmos um problema, o autor no diz ainda sobre a análise desse 
problema, para que de forma correta seja solucionado o problema evitando assim prejuízos 
e frustrações. A respeito da análise Ching (2006), comenta: 
Uma análise do problema exige que este seja decomposto, que as questões 
levantadas sejam esclarecidas e que estejam determinados valores aos vários 
aspectos do problema. A análise também envolve a coleta de informações 
relevantes que nos ajudariam a entender a natureza do problema e a 
desenvolver respostas apropriadas. Desde o primeiro momento, vale a pena 
saber que limitações irão ajudar a dar forma às soluções de projeto. Qualquer 
determinante – o que pode ser mudado e o que não pode ser alterado – 
deve ser identificado. Deve-se observar impedimentos financeiros, legais ou 
técnicos que irão colidir com a solução de projeto (CHING, 2006, p. 48).
8UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 
Uma análise adequada do problema é de extrema importância, pois evita que o 
projeto contenha soluções inadequadas a situação. Um exemplo que pode ser citado é 
um projeto com soluções com valor elevado e que a questão financeira do cliente seja 
incompatível, esse tipo de situação pode gerar uma quebra na relação e um constrangimento 
pessoal do cliente. Pensar em soluções que se adequem de forma sustentável também é a 
melhor forma de se solucionar um problema. 
Ainda segundo Ching (2006), durante o processo de projetar, o profissional deve 
continuar tendo em mente aquele problema e ir coletando informações para ter um maior 
conhecimento do problema. Portanto para o autor ao longo das etapas do projeto a análise 
do problema deve permanecer. 
QUADRO 1 – ANÁLISE
Fonte: Ching (2006, p. 48).
PROGRAMAÇÃO
O que existe?
● Colete e analise informações relevantes.
● Documente o contexto físico/cultural.
● Descreva os elementos existentes. 
O que se deseja?
● Identifique necessidades e preferências do usuário. 
● Esclareça objetivos
● Desenvolva matrizes, tabelas e diagramas de inter-relações.
O que é possível?
● O que pode ser alterado... o que não pode?
● O que pode ser controlado... o que não pode?
● O que é permitido... o que é proibido?
● Defina limites econômicos, legais, técnicos e prazos. 
9UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 
Nesse momento após fazer todos os levantamentos necessários, é hora de pensar 
em iniciar o seu projeto. Mas nesse momento também a hora que você precisa definir alguns 
detalhes com seu cliente, tais como: etapas que o projeto compreende, o que você irá fazer 
de entrega para o cliente, os custos do seu projeto, como vai ser a forma de pagamento do 
seu projeto pelo cliente e um item muito importante que é assinatura de um contrato pelas 
partes envolvidas. A assinatura de um contrato entregará confiança tanto para o contratante 
quanto para o contratado pois esse dispositivo fornecerá de forma escrita todo o acordo 
realizado, garantindo assim que tudo que for descrito seja elaborado. 
No desenvolvimento do projetotalvez o cliente sinta necessidade de dividir as etapas, 
por isso, é de suma importância que você tenha flexibilidade para garantir a satisfação, por 
isso tente elaborar projetos que possam ser elaborados em etapas distintas tornando assim 
o custo para o cliente o menor possível.
Encerrando sobre essa etapa, devemos estar cientes de que é uma das etapas 
mais importantes para quem vai desenvolver o projeto, pois é nessa fase na qual acontece 
o primeiro contato com o cliente, com o local em que irá acontecer o projeto e onde o 
cliente vai expor seus sonhos e vontades a respeito do projeto, portanto não deixe passar 
nenhum ponto despercebido, converse e encontre os problemas antecipadamente para 
que ao tentar solucionar o sucesso e a satisfação seja o resultado final do seu trabalho. 
Quanto maiores forem as informações e dados que você obtiver maior será a chance de 
obter um resultado assertivo quanto ao seu projeto. 
 
10UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 
2. PROJETO
Após você ter realizado todas as etapas que envolvem um pré-projeto, coletados 
as informações necessárias no levantamento técnico, ter feito um briefing bem elaborado 
com o cliente elencando fatores subjetivos e objetivos é hora de iniciar a fase conhecida 
como: projeto. 
Essa fase é a qual você desenvolverá os croquis, irá analisar plantas, definir os 
layouts e o conceito do seu projeto, ou seja, irá iniciar a fase criativa do seu projeto de 
interiores.
Segundo o Guia PMI (2017, p. 13), “um projeto é um esforço temporário empreendido 
para criar um produto, serviço ou resultado único”. Portanto, o projeto é tudo aquilo 
necessário para a realização de algo novo, podendo ser esse um trabalho universitário, 
uma contratação ou uma residência. 
Essa fase é a parte criativa do seu projeto, porém isso não significa que você deverá 
negligenciar todas os itens levantados na etapa anterior. Os cuidados que o profissional 
deve ter nesse momento em manter a razão e a emoção para projetar deve ser levada em 
conta, através do conhecimento dos pontos levantados e das ideias que vem a sua mente 
nesse momento de criatividade. 
Segundo Bruno Munari (2008, p. 11):
Criatividade não significa improvisação sem método: dessa maneira só se 
cria confusão, e planta-se nos jovens a ilusão de que artistas devem ser 
livres e independentes. A série de operações do método de projeto é formada 
de valores objetivos que se tornam instrumentos de trabalho nas mãos do 
projetista criativo.
11UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 
O que o autor quer nos dizer é que não devemos sair projetando sem antes fazermos 
um estudo sobre o que buscamos projetar, ou seja, sem seguir uma metodologia de projeto. 
Estamos acostumados a admirar e observar profissionais que tentam nos ensinar que a 
arte é livre, porém devemos ter em mente que as nossas experiências que são adquiridas 
ao longo do tempo irão permitir que criemos projetos a partir de métodos particulares 
e individuais de como criar algo, todavia, seguir uma metodologia no início é a melhor 
forma de se criar projetos de qualidade, com profissionalismo, segurança e ganhando 
tempo na produção de seus projetos. Bruno ainda comenta: “as regras do método não 
bloqueiam a personalidade do projetista; ao contrário, estimulam-no a descobrir coisas que, 
eventualmente, poderão ser úteis também aos outros” (MUNARI, 2008, p. 12).
O lado criativo também deve estar aliado a elaboração de um projeto de interiores, 
deixar que a imaginação te auxilie na elaboração irá criar projetos não apenas racionais e 
nos trazem projetos que trabalhem o lado emocional. Ching (2006) analisa:
Projetar requer pensamento racional com base em conhecimentos e se 
consegue mediante experiencias e pesquisa. Também desempenham papéis 
iguais no processo de projeto a intuição e a imaginação, que acrescentam 
a dimensão criativa ao processo de projeto, sem as quais seria puramente 
racional (CHING, 2006, p. 49).
Tivemos conhecimento agora de que projetar não é apenas algo criativo e que com 
as informações corretas e pesquisa elaborada um projeto pode ser desenvolvido e muito 
bem-sucedido. Após os autores nos ensinar que a etapa de projeto também depende de 
fases, vamos analisar e conhecer um pouco mais sobre essas particularidades.
Diagnóstico e levantamento de dados, segundo Jenny Gibbs (2016) essa etapa 
é quando devemos levantar os dados técnicos que irá auxiliar na elaboração do processo 
de criação do projeto. A autora ainda alerta que nessa fase de levantamentos, quanto mais 
utilizarmos nosso tempo para adquirir o máximo de informações pertinentes sobre o local, 
maior será o nosso ganho evitando desperdícios de tempo necessitando fazer revisitas no 
local do levantamento. 
Criatividade e conceito, o segundo ponto abordado por Gibbs (2016) diz a respeito 
de um dos momentos mais importantes na elaboração de um projeto. A autora nos diz que 
as ideias para um bom projeto não surgem do nada, as nossas ideias nascem de um 
processo construído ao longo do tempo através do nosso conhecimento e experiencias. 
Para a autora é muito importante que o profissional que irá elaborar um projeto estude 
profundamente o desejo do cliente e busque adquirir conhecimento sobre tal assunto, e para 
ela isso é valido para projetos residenciais ou comerciais, porém levando em consideração 
espaços públicos, sejam eles públicos ou privados devem levar em consideração o estilo 
das pessoas que frequentará o local. 
12UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 
Outro ponto que se deve pensar antes de iniciar o projeto é o prazo, tentar elaborar 
um projeto com tempo reduzido pode levar o projetista a não seguir as etapas necessárias 
para desenvolvimento de um projeto correto. Evite deixar o projeto para ser elaborado em 
curto prazo. Tente buscar ter tempo hábil para realizar o projeto buscando conhecer bem o 
cliente e o local e conhecer cada ponto necessário para ter um processo criativo adequado, 
solucionando problemas e desenvolvendo itens se possível inovadores. 
O conceito do projeto deve tentar abordar segundo Gibbs (2016) os primeiros itens 
e palavras usadas pelo cliente na primeira reunião, outro ponto, abordado pela autora é 
a utilização dos sentidos tais como: paladar, olfato, tato, audição e visão. O profissional 
deve buscar destravar a sua criatividade associando cores e texturas que podem auxiliar 
na concepção de um projeto. Criar um ambiente sensorial pode conquistar o cliente não 
só pela visão, mas também pela sensação que o ambiente pode oferecer. Uma forma do 
profissional fazer isso é através de um painel visual antes de elaborar o projeto, esse painel 
pode ser de forma material, onde o cliente irá sentir o toque, o cheiro e as sensações ou 
até mesmo digital através de imagens que despertem sensações e que podem buscar 
trazer memórias afetivas, tanto para o cliente quanto para o profissional, esse quadro é 
comumente chamado de painel semântico ou moodboard.
Atualmente vemos muitos profissionais que apenas possuem habilidades técnicas 
para utilizar ferramentas e programas para realizar projetos e que muitas vezes atuam como 
“designers de interiores”. Tais profissionais não buscam traduzir os sentimentos do cliente 
para o projeto, muitos se baseiam no que está em alta ou na moda na atualidade para 
realizar seus projetos. Strunck (2010, p. 24) nos aconselha “conceituar as soluções que 
propomos. Elas devem sempre ser acompanhadas de um racional que as situe no contexto 
apresentado, dando-lhes à necessária substância”. De forma direta ele nos diz que devemos 
explicar ao cliente o porquê da utilização dos itens escolhidos no projeto, demonstrando 
qual a sensação que desejamos apresentar quando o cliente estiver no espaço projetado. 
Está é uma das formas de demonstrar seu conhecimento técnico a respeito do projeto e a 
sua personalidadecomo profissional e também conquistar o cliente deixando no ambiente 
também aflorar a personalidade individual do cliente que ocupará esse espaço. Diferenciar-
se é uma forma de demonstrar ao cliente que você tem conhecimento e que utilizou de 
uma conceituação para elaborar o projeto dele e mostrar a sua qualidade sobre os demais 
profissionais que atuam de forma deliberada no setor de design de interiores. 
13UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 
Planejamento e design, após o levantamento realizado e você ter definido 
juntamente com o cliente sobre o conceito que vai ser abordado no projeto, partimos para 
a parte visual do projeto. Nessa hora, a autora Gibbs (2016) comenta que, a partir do ponto 
em que temos a planta em escala do ambiente idealizada no momento do diagnóstico e do 
levantamento de informações. 
Com o projeto em mãos em escala adequada para iniciar o processo de criação, 
iniciamos o desenvolvimento do layout do ambiente, com os mobiliários que serão inseridos 
no local, esse processo pode ser feito de forma computadorizada utilizando softwares de 
elaboração 3D. Outro ponto que vamos iniciar é a texturização do mobiliário, colorização 
dos móveis e do ambiente e demais informações que o projetista sinta necessário utilizar. 
Nessa etapa o profissional irá colocar a sua marca no projeto, buscando sempre agradar o 
cliente pelo seu desejo, porém utilizando estilos que podem ser pessoais ou referenciados 
de outros projetos. 
Tendo em mãos as soluções que se deve buscar para a problemática levantada no 
início das etapas é dever do profissional solucioná-las na etapa de criação e desenvolvimento 
do projeto. Ching (2006, p. 50) comenta “projetar exige que se tenha uma visão crítica de 
alternativas e se pese cuidadosamente os pontos fortes e fracos de cada proposta até que 
se alcance o melhor ajuste possível entre o problema e a solução”. 
QUADRO 2 – TOME DECISÕES DE PROJETO
Fonte: Ching (2006, p. 50).
Após solucionado o problema através de uma proposta, o profissional também já 
deve ter feito a concepção do conceito a se adotar, então vem a parte de apresentação do 
projeto ao cliente.
DECISÕES DE PROJETO
● Faça as melhores combinações de elementos no projeto final
● Escolha de forma antecipada os materiais
● Busque de forma antecipada os móveis e elementos de 
iluminação
● Faça para o cliente uma apresentação, para obter uma resposta 
e uma pré-aprovação.
14UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 
Apresentação ao cliente. Nesse momento, o designer ou arquiteto realizará uma 
apresentação sobre o projeto elaborado, é importante que nesse momento o profissional 
demonstre o conhecimento do projeto elaborado, demonstrando que houve envolvimento 
com o projeto e com as soluções adotadas. Gibbs (2016, p.150) comenta que essa é a 
quarta etapa e segundo a autora, “qualquer que seja a forma de apresentação para o 
cliente, trata-se, acima de tudo, de um exercício de comunicação, uma oportunidade que o 
designer de interiores tem de mostrar ao cliente seu envolvimento com o projeto”. Observe 
a importância do envolvimento até aqui nas etapas anteriores do projeto, pois imagine que 
o profissional chegue para a apresentação ao cliente e não tenha conhecimento nenhum do 
que foi adotado de soluções para os problemas do projeto, certamente seria um problema. 
Ainda segundo a autora relata, devemos ter em mente outros pontos para uma 
boa apresentação, itens como: o cliente que iremos atender e seu perfil, qual a abordagem 
será adotada nessa apresentação, durante a apresentação será utilizado algum material 
que seja apropriado ao local em que será realizada a reunião. Outro item importante que a 
autora considera nessa primeira apresentação é o tempo em que o cliente terá disponível 
para que seja uma reunião no qual ele possa expressar suas ideias e opiniões sobre o 
projeto apresentado. 
Aprovação do cliente, no último ponto abordado por Gibbs (2016), chegamos na 
aprovação final por parte do cliente para o projeto proposto, segundo a autora, independente 
do resulto que a apresentação teve sendo aprovado ou não, o importante é que o resultado 
final seja a venda. Outro ponto que a autora comenta é que o profissional “saiba receber 
críticas de forma positiva, mantendo uma postura flexível durante a apresentação, e não 
seja muito rígido em suas propostas” (GIBBS, 2016, p. 153). Durante a apresentação se não 
conseguir atingir ao ponto desejado pelo cliente talvez ele possa realizar alterações, nesse 
momento o profissional precisará saber argumentar e demonstrar o porquê da solução 
adotada, quando não se consegue uma boa explicação é possível que o cliente não sinta 
necessidade na solução e peça que realize alterações, isso implicará em problemas ao 
projeto não saindo como o profissional pensou para o ambiente. 
Após muitos levantamentos, estudo e pesquisa, criatividade envolvida, aplicação 
de conceito de acordo com as necessidades do cliente e caso ocorra alterações no projeto, 
materiais, orçamentos estamos prontos para a próxima etapa que é terceira fase do projeto, 
denominado de projeto executivo.
15UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 
3. PROJETO EXECUTIVO 
Neste tópico III, iremos abordar sobre o tema projeto executivo. Até agora analisamos 
a primeira fase do projeto que é o contato inicial com o cliente, suas problemáticas e o 
levantamento das informações do local. Em segundo momento dos nossos estudos, a fase 
dois conhecemos como: Projeto. Então utilizada para o desenvolvimento propriamente dito 
do projeto, seus conceitos e soluções, também nessa fase temos a apresentação do projeto 
para o cliente, etapa na qual o cliente pode ainda dar opiniões a respeito do projeto para que 
o profissional realize alterações. Enfim estamos na terceira fase do projeto que é o projeto 
executivo, em que o profissional irá finalizar o projeto, nessa etapa temos as especificações 
de produtos para o cliente, detalhamentos do projeto e definições de itens do projeto. 
O projeto executivo é o que contempla tudo aquilo que será necessário para correta 
utilização do projeto na obra, esse projeto deve contemplar os itens básicos como, planta 
baixa, planta layout, paginação de pisos, elevações, cortes, especificações de materiais, 
orçamentos, imagens e memoriais. Muita atenção nesse momento, pois o profissional 
precisa especificar todos os detalhes que compreendem o projeto, também necessário que 
o cliente tenha conhecimento de todos os itens e detalhes que envolvem o projeto para ele, 
pois isso evitará que no momento da execução da obra de interiores não ocorra prejuízos 
e alterações no projeto, causando assim interferências naquilo proposto pelo profissional 
como solução para um problema e venha a ser um novo problema para o cliente. A etapa 
de execução e gerenciamento de obra pode não ser feito pelo profissional contratado para 
elaboração do projeto, isto fica a critério na hora do fechamento do projeto pelas partes. 
16UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 
Durante a execução do projeto, diversos profissionais como eletricistas, encanadores, 
pintores, gesseiros entre outros precisam ter acesso a esse projeto para sanar dúvidas 
a respeito do que deve ser executado, então, por esse motivo é necessário que o projeto 
executivo contemple o maior número de informações possíveis. O arquiteto Ching (2006) 
comenta a respeito dessa terceira fase.
Uma vez tomada a decisão final, a proposta do projeto é desenvolvida, 
aperfeiçoada e preparada para a implementação. Isso inclui a elaboração de 
desenhos executivos e de especificações de outros serviços relacionados à 
compra de materiais (CHING, 2006, p. 51).
O arquiteto também desenvolveu um quadro para organizarmos a forma como 
realizamos o projeto executivo de forma a abranger o desenvolvimento e a implementaçãodo projeto. 
QUADRO 3 – DESENVOLVIMENTO E IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO
Fonte: Ching (2006, p. 50).
Ainda segundo o arquiteto, o projeto só está realmente pronto até que tenha sido 
executado e finalizado, ainda assim, existe a necessidade de avaliação da solução adota 
para as problemáticas levantadas. De acordo com Ching (2006, p. 51) “essa análise 
crítica de um projeto completo pode aumentar nossa base de conhecimento, aguçar 
nossa intuição e dar lições valiosas que podem ser aplicadas em trabalhos futuros”. É 
necessário então que seja realizada essa avaliação do problema solucionado para que 
o profissional adquira ainda mais conhecimento e tornando-se válidas aquelas soluções 
propostas anteriormente, seguindo o conceito proposto pelo profissional ao cliente. 
DESENVOLVA E REFINE O PROJETO
● Desenvolva plantas-baixas, elevações, cortes e detalhes. 
● Desenvolva especificações para os materiais de acabamentos.
IMPLEMENTE O PROJETO
● Prepare os desenhos executivos.
● Finalize as especificações para os materiais de acabamentos de 
interiores, de iluminação e acessórios. 
17UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 
Outra autora que comenta sobre essa etapa e inclui um item a mais nessa fase é 
Jenny Gibbs (2016) que adota nessa fase um tópico denominado especificações. Segundo 
a própria autora essa etapa pode levar um tempo considerável para sua realização e que 
em alguns casos pode levar muito mais tempo que a elaboração do próprio projeto “a 
precisão é fundamental, pois os erros ou omissões são de responsabilidade do designer e 
podem se converter em grandes prejuízos” (GIBBS, 2016, p. 153). Durante a especificação é 
necessário que a maior quantidade de informações seja fornecida, por exemplo, em relação 
a mobiliários podemos indicar, altura, largura, profundidade, além de itens como cor, forma 
do móvel e demais informações que o profissional na hora de especificar julgar necessário. 
Alguns profissionais chegam a utilizar de amostras para especificar, em alguns casos como 
pintura pode se dizer além do nome da cor, quantas demãos irão ser necessárias utilizar 
no ambiente. 
Na fase de especificação, pode ocorrer também caso o profissional desejar a 
indicação de onde encontrar os produtos colocados no projeto, bem como colocar valores 
de orçamentos já realizados pelo profissional e se acordado com o cliente pode até mesmo 
fazer a indicação de outros profissionais para realizar o serviço, mas o profissional que realiza 
a indicação de outro profissional deve se atentar ao fazer isso apenas com outros contatos 
que tenha segurança e confiança em indicar, pois caso a pessoa ou equipe indicada realize 
um serviço de má qualidade isso pode influenciar diretamente na imagem que o arquiteto 
ou designer tem com o cliente, impactando assim no relacionamento e podendo até mesmo 
gerar prejuízo para o próprio. Tome cuidado ao fazer indicações. 
Ainda seguindo sobre a execução do projeto, vale lembrar que é de total importância 
que realize sempre que for contratar um novo serviço um contrato de preferência por escrito 
sobre todos os itens e serviços que compreenderam a execução e seus valores detalhados, 
isso vai garantir segurança para ambos os lados, mas principalmente para o proprietário que 
estará utilizando de suas finanças. Esses contratos podem ser feitos no próprio escritório, 
nas empresas ou até mesmo e o mais aconselhável é que tenha uma assessoria de um 
advogado que cuidará para que ambas as partes fiquem protegidas legalmente. 
Jenny Gibbs (2016, p. 158) também comenta em um tópico sobre licenças e 
aprovações que o profissional “precisa conhecer a documentação exigida e apresentá-la 
corretamente, além de acompanhar e atender as solicitações realizadas”. O profissional 
precisa desde o início do projeto estar ciente das exigências legais exigidas no local onde 
realizará a obra, essas exigências podem ser de um local no qual não pode ser realizado 
alguma alteração estrutural, também pode ser que encontre uma edificação tombada, o 
18UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 
que exigira autorização de órgãos públicos responsáveis. Quando o projeto for para um 
ambiente comercial, é necessário que procure a legislação do corpo de bombeiros, ou 
então, as exigências da vigilância sanitária do município. Também vale ressaltar que 
locais comerciais públicos ou privados devem atender as exigências quanto às normas de 
acessibilidade para deficientes, essas normas estão disponíveis na NBR 9050. 
Após caro (a) aluno (a) você ter realizado todas as etapas que acompanhamos até 
chegar aqui seguindo de forma correta provavelmente você terá em mãos um projeto bem 
elaborado e completo em mãos, porém, não encerramos por aqui! A entrega final com tudo 
em mãos para o cliente também é uma etapa muito importante nela você tem a oportunida-
de de utilizar a sua criatividade mais uma vez, utilize dessa última etapa para colocar a sua 
personalidade, você pode criar diversas formas de apresentação para a entrega, expresse 
seu gosto, sua alegria em ter trabalhado nesse projeto e demonstre seu comprometimento 
com o trabalho. Segundo o arquiteto Ching (2006) comenta sobre esse ponto: 
Um projeto pode ser considerado bom ou ruim no julgamento do projetista, 
do cliente ou das pessoas que experimentam e usaram o projeto, por uma ou 
várias razões: -Um bom projeto pode ser bom porque ele funciona bem: ele 
“dá certo”. – Um projeto pode ser bom porque ele é viável economicamente: 
ele é econômico, eficiente e duradouro. – Um projeto pode ser bom porque 
ele tem boa aparência: é esteticamente agradável. – Um projeto pode ser 
bom porque ele recria uma sensação que nos faz lembrar de outros tempos 
e locais: ele porta significados (CHING, 2006, p. 52). 
De acordo com o arquiteto, existem inúmeras formas de um projeto ser considerado 
um bom projeto, tudo está relacionado a forma como você abordou as situações e os 
problemas, os itens que você utilizou para indicar uma ideia ou uma sensação, tudo está 
relacionado ao sentimento que o projeto irá transmitir a quem fizer uso do local. Um bom 
projeto é considerado bom ou ruim por aqueles que farão a ocupação do espaço, somente 
as pessoas que vivenciam o ambiente é que podem julgar de tal forma. Não ter, significa nas 
soluções propostas, não ser compreensível para quem habita o local levará ao julgamento 
de que seu projeto se tornou ruim. 
Encerramos essa unidade então desejando que você, aluno (a), tenha o entendimento 
necessário, consiga captar os desejos e sentimentos para o seu cliente futuro, pois projetar 
vai muito além de criar belos espaços, pois de nada adianta um espaço considera por você 
como lindo e se ao final não houver ocupação do espaço, se as pessoas que habitarem não 
tiverem o sentimento de pertencimento. Projetar para outros é algo extremamente difícil, 
pois não deverá ser o seu gosto a prevalecer, mas sim o desejo pessoal e sentimental do 
outro. Projete com sua personalidade, atenda às necessidades do outro com o seu jeito de 
ser, mas tenha responsabilidade de projetar para o próximo. Bons projetos!
19UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 
4. BRIEFING 
Caro (a) aluno (a), após você ter passados pelas fases do projeto, vamos voltar um 
pouco no assunto e nos aprofundar um pouco mais, sobre o tópico: Briefing. Analisaremos 
nesse novo tópico a importância que essa etapa representa, para o projeto final. O briefing 
está inserido dentro da primeira fase que é o anteprojeto, ele é a coleta de dados e 
informações a respeito do projeto que irá permitir que o projeto aconteça da melhor forma 
possível, quando se trata de projeto de interiores temos dois ambientes de trabalho para o 
profissional, essa pode ser separa por residencial ou comercial. Cada uma dessas áreas 
exige formas de projetar diferentes, por isso é importante que o briefing seja realizadode forma diferenciada para cada uma delas. Para Clarice Mancuso (2013) “entende-se 
por ambiente residencial aquele local a ser desfrutado por uma pessoa ou família em 
suas tarefas e vivência cotidianas, cujas finalidades principais sejam referentes ao lazer, 
ao repouso, à convivência” (MANCUSO, 2012, p. 13) e também define como ambiente 
comercial não “somente ao comércio, e sim a todo ambiente não residencial. Podemos 
citar, além das lojas, os escritórios, os hotéis, as clínicas e uma imensa gama de espaços 
cujo uso difere do residencial” (MANCUSO, 2012, p. 14). 
Outro autor que aborda sobre o briefing e sua importância é Gilberto Strunck (2010), 
menciona como conseguir elaborar um bom projeto através do briefing. Segundo ele:
Os resultados de nossos projetos variam na razão direta da qualidade das 
informações de que dispomos para trabalhar. Quando desconhecemos um 
assunto, ou nossos Clientes não disponibilizam informações precisas sobre 
o problema a ser resolvido, podemos antever uma solução “sem alma”, 
bonitinha, mas que não vai funcionar, ou uma sucessão de refações de 
ideias, até que possamos contemplar totalmente as necessidades existentes 
(STRUNCK, 2010, p. 79).
20UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 
Para o autor, sair de uma reunião com um cliente sem um briefing é algo que 
se deve evitar, pois a falta de informação para elaboração do projeto será prejudicial ao 
cliente e ao profissional envolvido, pois os artifícios que serão utilizados para solucionar o 
problema apresentado pelo cliente podem não ser o correto, isso causara perda de tempo 
e recursos financeiros. Segundo ele, “tendo um briefing completo, você tem um guia seguro 
para conceituar e desenvolver seu projeto” (STRUNCK, 2010, p. 80). 
Pensando então dessa forma, devemos levar em consideração para um briefing 
correto não somente o que o cliente diz superficialmente, é necessária uma conversa 
aprofundada a respeito dos seus desejos, outro ponto importante é lembrar que não somente 
uma pessoa habitará esse ambiente, então é importante que o levantamento de dados e 
informações contemple o máximo de pessoas que utilizarão desse espaço, uma pesquisa 
sobre os gostos pessoais, estilo e expectativas para o novo ambiente. 
Veremos agora pontos que devemos levar em consideração durante o briefing de 
um projeto residencial. Dentro de uma mesma residência é comum encontrarmos pessoas 
com estilos de vida completamente diferentes, dentro de uma mesma família até mesmo o 
marido e a esposa podem ter gostos diferentes, então imagine você projetar um ambiente 
inteiro tendo um briefing e uma conversa apenas com o marido! Com certeza isso trará 
problemas ao seu projeto. Sempre que for realizar um briefing, é importante que você tenha 
conhecimento de todos que vão ocupar o espaço, os seus estilos, se possuem animais 
de estimação, pois na sociedade em que vivemos, muitos casais possuem animais como 
membros da família, imagine desenvolver um projeto no qual você não pensou nesse animal 
e detalhou materiais que não são resistentes na utilização por animais domésticos.
Porém quando falamos de projeto comercial, a situação é um pouco diferente, 
porém não deixa de ser necessário a mesma atenção. Se a empresa possuir apenas um 
sócio provavelmente será ele quem indicara o caminho pelo qual o projeto deve seguir, 
porém quando existe mais de um sócio na empresa, é importante saber quem é o sócio que 
ficará responsável por fazer a conexão entre os desejos da empresa e o profissional para 
evitar que várias pessoas tentem dar informações diferentes sobre o desejo real do projeto. 
Quando tratamos de projeto comercial também não podemos nos esquecer de quem será 
o verdadeiro ocupante do espaço, que é cliente final ou o público alvo. 
Segundo Gibbs (2016, p. 48) o briefing “de um estabelecimento comercial precisa 
levar em consideração os fatores de mercado e de imagem da marca, além dos aspectos 
particulares levantados pelos clientes”. 
21UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 
Gibbs (2016) também recomenda que o profissional “dialogue profundamente com 
os principais profissionais do setor comercial especifico com o objetivo de compreender 
com exatidão sua forma de operação e quaisquer outras exigências particulares, limitações 
ou considerações práticas que possam surgir no projeto”. Podemos levar em consideração 
então, que devemos tomar muito cuidado em projetar ambientes comerciais e devemos ter 
um briefing muito bem elaborado, para não desenvolver projetos que não dialoguem de 
forma alguma com o público alvo que utilizará o espaço, imagine você caro (a) aluno (a) 
desenvolver um projeto para uma empresa que trabalha com alimentos sustentáveis e preza 
pelo contato com a natureza, você realiza o briefing e você não se atenta as considerações 
que o sócio te informou e projeta um espaço industrializado, com cores escuras, pouco 
verde e com uso de metais! Certamente seu cliente não ficará feliz com o seu projeto, e o 
público não faria uso desse espaço devido o estilo de vida que esses clientes em potencial 
possuem. 
Conforme já foi visto na primeira fase, também desse nosso estudo, o briefing 
deve ser dividido em dois fatores, são eles conhecidos como fatores objetivos e fatores 
subjetivos, e abordamos de forma rápida sobre eles, porém agora iremos nos aprofundar 
um pouco mais o que envolve esses fatores. 
Fatores subjetivos, de acordo com a língua portuguesa, refere-se aquilo que é 
relativo ao sujeito, que está expresso nas ideias de uma pessoa. Para Miriam Gurgel (2013, 
p. 16), esses fatores “estão diretamente relacionados com a utilização propriamente dita 
do espaço, do ambiente, com todos os detalhes referentes às atividades que nele serão 
realizadas e com todas as preferências pessoais de que ocupará”. 
Elaborar um briefing é algo que o profissional irá aprimorar ao longo de sua carreira, 
não existe uma metodologia certa ou errada, um manual de como fazer o briefing já que 
ele deve surgir de uma conversa e um diálogo pessoal com o cliente, o que analisamos 
ao longo das pesquisas sobre o tema é que um briefing, e ele pode ser completo quando 
o profissional consegue em uma conversa capturar o máximo de informações possíveis 
para elaborar o projeto de forma assertiva ou então um briefing incompleto quando as 
informações e problemáticas não são informadas e ao se projetar o espaço o profissional 
encontra resistência na sua aprovação ou não solução do problema pelo qual foi contratado 
para resolver para o cliente dentro do projeto. 
Mancuso (2012) comenta sobre a diferença existente entre se realizar um briefing 
de um cliente comercial e um cliente residencial, segundo ela: 
22UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 
No caso residencial, temos a “vantagem” do conhecimento do cliente real; é 
específico nosso trabalho. Quando nosso trabalho atinge a área comercial, 
seja uma loja ou um hotel, nosso cliente final, aquele que vai desfrutar do 
espaço, é alguém que não conhecemos, então precisamos criar seu perfil a 
partir da proposta do proprietário, a quem ele pretende atingir, ou seja, a que 
classe social pertence, qual faixa etária a que o empreendimento se destina, 
que periodicidade e fluxo de pessoas haverá (MANCUSO, 2012, p. 64). 
Observando o que diz a autora, devemos cuidar das diferenças que existem entre 
projetos destinados para uso comercial ou residencial, um exemplo que podemos citar é 
entre um ambiente como quarto, no qual teremos esse ambiente numa residência e também 
teremos em um hotel, o que vai diferenciar entre eles é a forma como projetaremos para 
seus usuários. Em um projeto de quarto residencial, o profissional terá um contato direto 
com o proprietário ou usuário do ambiente, já em um quarto de hotel, devemos nos atentar 
que as pessoas que farão ocupação do ambiente são transitórias por isso, utilizarde gostos 
específicos para tentar agradar a todos os clientes ficará um tanto quanto mais complexo, 
nessa situação o ambiente seguirá as diretrizes que o dono ou sócio do hotel irá expor na 
realização do briefing. 
Vamos então identificar os ocupantes desse espaço, o grau de parentesco entre 
elas, se nesse local há um animal de estimação e em alguns casos, pode-se analisar 
inclusive se existe visita frequente de outras pessoas nos finais de semana. 
Iniciando nosso briefing a partir desses pontos, temos uma base para começarmos 
a nos aprofundar um pouco mais nas pessoas que ocuparão esse ambiente, com perguntas 
que são mais neutras e superficiais e ir aprofundando ao longo do briefing. 
A autora Clarice Mancuso (2012) questões que podem ser utilizadas na hora de 
realizar o briefing, a seguir quadro com algumas questões:
23UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 
QUADRO 4 – QUESTÕES PARA UM BRIEFING
Fonte: Mancuso (2012, p. 65) adaptador pelo autor.
Faixa etária das pessoas envolvidas
Crianças, adolescentes, adultos e pessoas idosas tem exigências particulares.
Porte das pessoas envolvidas
O dimensionamento do mobiliário e seu uso dependem muito desse fator. 
Atividades destas pessoas
Essa informação serve como base para entendimento do tempo que ocupam 
no ambiente e com utilizam. 
O que deve ser mantido no ambiente, seja valor afetivo, seja por economia 
Esse item é importante pois a partir dele pode ser criado todo um conceito 
para o projeto.
Praticam esporte
Pode servir para buscar itens decorativos para o ambiente, como também 
espaço físico necessário para armazenar equipamentos e acessórios.
Cores prediletas
Serve como parâmetro, porém nem sempre a cor predileta é a adequada ao 
espaço.
Estilo de vida/ritmo
Ajuda a entender a dinâmica das pessoas no ambiente.
24UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 
Essas são algumas questões que podem ser levantadas com o cliente sobre o 
briefing, porém elas podem ir muito além conforme o profissional julgar necessário. Muitas 
questões não precisam ser anotadas em papéis, apenas através da observação do cliente, 
o profissional consegue capturar muitas essências das pessoas, uma boa opção também 
é visitar o atual local de moradia do cliente, nessa opção o profissional deve estar atento 
pois muitos clientes buscam um profissional justamente para alterar o modo como ele vive 
atualmente, então converse e entenda o desejo do cliente. 
Fatores Objetivos, dentro do briefing esses são aqueles fatores correspondentes 
aos fatores técnicos, eles podem ser levantados concomitante aos fatores subjetivos. A 
autora Miriam Gurgel (2013, p. 16) diz que “os fatores objetivos são aqueles regidos por 
normas técnicas, medidas ergonométricas, pela topografia, pelo clima, entre outros, e mais 
recentemente pelos conceitos de sustentabilidade e ecodesign”. Essa abordagem objetiva 
do briefing está relacionado ao ambiente, não propriamente a quem vai estar fazendo a 
ocupação desse espaço, ou seja, não tem relação com gosto, sensações ou sentimentos 
das pessoas. De acordo com esse pensamento Ching (2006) faz uma análise sobre o que 
seria esses fatores a serem observados. 
QUADRO 5 – ANÁLISE DO ESPAÇO
 
Fonte: Ching (2006, p. 66).
Analise o Espaço
● Orientação solar e condições do terreno naquele local.
● Forma, escala e proporção do espaço.
● Localização de portas, pontos de acessos e dos percursos de circulação 
que eles sugerem 
● Janelas e a iluminação, as vistas e a ventilação que elas propiciam. 
● Materiais de parede, piso e teto. 
● Detalhes arquitetônicos significativos. 
● Localização do mobiliário fixo e dos pontos de saída dos sistemas 
hidrossanitários, elétricos e mecânicos. 
● Elementos para possível reutilização, inclusive acabamentos e 
acessórios. 
25UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 
Além desses itens por ser projeto de interiores, podemos levar em consideração 
itens que estejam ligados ao ambiente, posição de eletrodomésticos que necessitam de 
instalações especiais, móveis que ocupem um espaço que não existe a possibilidade de 
alteração de local e o cliente deseja que fique no ambiente, entre outros itens que possa 
ser necessário. 
Outros aspectos podem envolver o projeto de forma mais ampla, esses podem sem 
por exemplo:
QUADRO 6 – ASPECTOS DA EDIFICAÇÃO
Fonte: O autor (2022). 
Chegamos ao fim dessa unidade e espero que tenha adquirido muitas informações 
a respeito das fases de um projeto, desde a sua concepção lá no anteprojeto, através dos 
levantamentos até o briefing com o cliente, passando pela parte da concepção do seu 
conceito e apresentação ao cliente. Busque seguir cada etapa apresentada aqui no seu 
projeto de interiores para que consiga como profissional suprir as necessidades de todos 
aqueles que irão desfrutar do seu ambiente projetado, você será um realizador de sonhos! 
Situação da edificação
Segundo Gibbs (2016, p.49), “a estrutura da edificação a ser 
trabalhada deve estar em boas condições. Imóveis antigos, por exemplo, 
podem apresentar problemas de infiltração por não terem um tratamento 
de impermeabilização eficiente”. 
Rua e bairro onde fica localizado este imóvel
Observar se a rua tem excesso de ruídos, as questões que en-
volvem a segurança do local. Em locais com problemas acústicos indicar 
soluções para esse problema. 
Questões ambientais
Atualmente vivemos em momento em que as questões ambientais 
e sustentáveis estão muito ligadas à nossa sociedade, optar por utilizar 
elementos físicos que solucionem problemas de forma a não agredir o meio 
ambiente e produzir a menor quantidade possível de resíduos. 
26UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 
SAIBA MAIS
Contato com o cliente – Projeto Comercial por Clarice Mancuso
Nosso cliente não será somente nosso cliente, será o proprietário e aqueles que 
frequentam o local. O ideal seria contratar uma empresa de pesquisa antes de contratar 
o arquiteto e designer. Essa pesquisa com bastante propriedade iria formatar dados 
concretos quanto ao local a ser escolhido para o público-alvo a ser atendido. Na maioria 
das vezes, quando somos solicitados, o local já está definido. O perfil do cliente às vezes 
definido, outras não. No caso de não estar definido somos agente desse processo. A 
posição do imóvel gera pistas sobre o melhor público a ser atingido, determinadas ruas, 
determinados bairros já sugerem clientes. É muito importante traçar junto ao proprietário 
a meta de trabalho. Não só o público-alvo como suas necessidades. 
No caso de serviços, nosso cliente, o contratante, está mais perto das necessidades 
específicas do projeto do que seu cliente. Um acompanhamento à rotina de trabalho 
desses profissionais é muito elucidativo para a confecção do projeto. No caso de 
serviços o cliente final tem sua importância relativa, com certeza menor do que no caso 
do comércio. 
Fonte: Mancuso (2013, p. 106).
REFLITA 
Antes de ser agente transformador do espaço, você precisa ser agente detector de 
emoções. 
Fonte: Mancuso (2012).
27UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A proposta para essa unidade era que você caro (a) aluno (a) recebesse todos 
os parâmetros que norteiam um projeto de design de interiores, desde os mais simples, 
como levantar informações do espaço a ser projetado até os mais complexos que envolvem 
sentimentos e emoções, aquelas informações no qual o profissional precisa buscar em 
seu cliente algo escondido que será o transformador de dados em sonhos, desejamos que 
você consiga em sua caminhada ser esse profissional que transforma sonhos em desenhos 
para execução. Tenha em mente que um bom profissional busca sempre seguir etapas 
para concepções e que ao longo da sua carreira você desenvolverá, mas seguir as fases 
testadas por outros profissionais noinício irá te ajudar a ganhar tempo e eficiência. Continue 
seus estudos e mantenha seu desejo em transformar espaços. 
 
 
28UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 
LEITURA COMPLEMENTAR
O processo de criação na arquitetura sempre foi e ainda é assunto bastante discutido 
entre os profissionais e docentes. Isso porque a arquitetura também pode ser enquadrada 
na área das artes e com isso, tende-se a considerar seu processo criativo com algo similar 
ao ato de criação artística.
Fonte: TRICHEZ, Cristiana T. Silva. A ideia no processo criativo: uma aplicação no 
projeto de interiores [dissertação]/Cristiana T. Silva Trichez; orientador, Luiz Salomão Ribas 
Gomez. Florianópolis, SC, 2012.
 
 
29UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO 
Título: Arquitetura de Interiores Ilustrada. 
Autores: Ching, Francis D., K e Corky Binggeli. 
Sinopse: Guia definitivo do projeto de espaços internos. Ricamente 
ilustrado no estilo característico de Francis D.K.Ching, o livro 
introduz conceitos de projetos complexos. Compreendendo desde 
a definição de espaço arquitetônico e o uso de elementos de projeto 
até o planejamento de sistemas prediais e a inclusão de materiais 
sustentáveis, o texto reforça a ideia de que beleza e função não 
são conceitos separados, mas partes de um todo. O conteúdo 
está atualizado, incorporando as mudanças do mundo atual, 
como a transformação dos locais de trabalho, o envelhecimento 
da população, o uso de softwares de modelagem arquitetônica, a 
conservação de energia, entre outras. 
FILME/VÍDEO 
Título: O grande Gatsby 
Ano: 2013.
Sinopse: Na primavera de 1922, Nick Carraway chega a Nova 
York e vira vizinho do misterioso e festeiro milionário Jay Gatsby 
quando vai viver do outro lado da baía com sua prima Daisy e 
seu marido mulherengo Tom Buchanan. Assim, Nick é atraído para 
o mundo cativante dos ricos, suas ilusões, amores e fraudes. Ao 
testemunhar fatos dentro e fora do mundo em que habita, Nick 
escreve um conto de amor impossível, sonhos e tragédias que 
espelham conflitos em tempos modernos.
30
Plano de Estudo:
● Ferramentas que colaboram com a concepção de ideias;
● Elementos que compõem o projeto;
● Equilíbrio visual no projeto;
● Tendências.
Objetivos da Aprendizagem:
● Abranger elementos que guiam e direcionam o projeto de interiores, 
tais como texturas e padronagens, linhas e seus efeitos visuais;
● Adquirir conhecimento sobre os pesos visuais nos projetos de 
interiores, harmonizando de modo consciente os espaços;
● Aprender e aplicar a respeito de ferramentas de uso do profissional em design 
de interiores para desenvolvimento de ideias e conceito em projeto;
● Entender o que são tendências dentro de projetos de 
interiores e como elas são estabelecidas.
UNIDADE II
Definição de Modelos Teóricos Sobre 
as Relações e Correlações dos 
Espaços Internos e Externos
Prof. Pedro Henrique
31UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 31UNIDADE II Definição de Modelos Teóricos Sobre as Relações e Correlações dos
Espaços Internos e Externos
INTRODUÇÃO
Bem-vindo querido (a) aluno (a), nessa unidade, vamos estudar a respeito dos 
elementos que servem como norteadores para nossos projetos de interiores, também 
veremos elementos que nos auxiliaram a expressar essas ideias no processo criativo. Como 
desenvolver um conceito dentro de um projeto de interiores, como trabalhar os elementos 
para criar um equilíbrio visual e as diferenças existentes, também abordaremos sobre os 
exemplos e suas formas de aplicação no projeto. 
O conceito será nosso ponto de partida nessa unidade, entenderemos como essa 
ferramenta funciona para o profissional de forma a auxiliar de forma visual um projeto. No 
tópico a respeito do conceito, veremos duas ferramentas que irão auxiliar o desenvolvimento, 
essas ferramentas são o brainstorming e o painel semântico. Essas duas ferramentas fazem 
a conexão das palavras importantes para o projeto, além de imagens que irão transmitir o 
conceito do projeto ao cliente que fará uso do ambiente. 
Com a conclusão sobre o conceito, abordaremos agora os elementos que são 
norteadores do projeto, esses elementos são a linha, textura e padronagem. Além de 
elementos que criam equilíbrios visuais ao ambiente, por exemplo: ao usar elementos dentro 
de um ambiente, você pode criar através deles sensações de amplitude e alargamento. 
Dentro da questão dos equilíbrios visuais também podemos mencionar a respeito dos 
layouts dentro do ambiente, posicionamento de mobiliário e peças decorativas, criando um 
ambiente harmônico e criando diferentes formas de equilibrar o ambiente. 
Na parte final dessa unidade abordaremos sobre tendências dentro da arquitetura e 
projetos de interiores, essas tendências estarão ligadas ao que vamos propor com nossas 
texturas, padronagens, elementos visuais e seus pesos. Todos os anos, diversos elementos 
são lançados pelas empresas para os profissionais trabalharem por isso é importante o 
profissional estar atento ao que está no momento da criação do projeto como tendência. 
Essa unidade foi pensada para você caro (a) aluno (a) com base na segunda fase 
do projeto, com ela você terá como base como utilizar o conceito no projeto e seus meios 
de elaboração, como aplicar através dos elementos norteadores e equilíbrios visuais e os 
elementos que influenciam as tendências nesse momento. 
Bons estudos!
32UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 32UNIDADE II Definição de Modelos Teóricos Sobre as Relações e Correlações dos
Espaços Internos e Externos
1. FERRAMENTAS QUE COLABORAM COM A CONCEPÇÃO DE IDEIAS
O conceito, caro (a) aluno (a), é o método que temos como profissional para expressar 
nossa ideia de forma que ele compreenda visualmente o que queremos apresentar. Usamos 
o conceito para demonstrar ao cliente qual será os itens que irão compor o projeto dele, tais 
como: cores, estilo arquitetônico, sensações entre outros aspectos do ambiente que será 
projetado. 
O desenvolvimento do conceito no projeto arquitetônico está inserido na etapa 
denominada de projeto, que deverá ser a segunda etapa no desenvolvimento dentre as três 
etapas existentes. Elaborar o conceito não é seguir uma receita de bolo com os ingredientes 
já definidos e suas medidas exatas, cada profissional irá adquirir de forma individual a 
sua metodologia para desenvolvimento de um conceito, porém, existem ferramentas que 
podem auxiliar na criação do nosso conceito. Segundo Gibbs (2016, p. 62) o profissional 
pode partir de palavras disponibilizadas pelo cliente, como por exemplo, “leveza, elegância 
e conforto”. Além do profissional poder basear-se em elementos que já possam compor o 
ambiente ou então utilizar de palavras ou itens mencionados no briefing na primeira fase 
do projeto. 
Estudaremos agora duas ferramentas muito importantes como auxiliadoras no 
desenvolvimento pelo profissional no conceito do seu projeto de interiores, elas podem 
ser utilizadas de forma individual, porém, se o profissional conseguir fazer uso dessas 
ferramentas de forma concomitante irá render um trabalho de criação e desenvolvimento para 
o seu conceito mais aprimorado. Essas ferramentas são conhecidas como: brainstorming 
e o painel semântico. 
33UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 33UNIDADE II Definição de Modelos Teóricos Sobre as Relações e Correlações dos
Espaços Internos e Externos
1.1 Brainstorming
Criado por Alex Osborn, segundo Fonseca e Pereira (2016), o brainstorming ficou 
conhecido após a publicação do livro “O poder criador da mente”, em 1953. Essa ferramenta 
segundo a autora “também é conhecida como sessão de ‘agitação de ideias’ ou ‘tempestade 
de ideias’, o seu objetivo principal é facilitar o surgimento de ideias ou soluções para um 
problema” (FONSECA e PEREIRA, 2016, p. 82).
Durante a fase do brainstormingo profissional pode se relacionar com sua equipe 
e fazer essa etapa com todos juntos, também pode unir seu cliente com a sua equipe para 
realizar essa fase, pois nesse momento, a interação irá fazer parte da criação do conceito, 
caso seja, um projeto comercial pode-se convocar uma reunião com os sócios e clientes do 
empreendimento para realizar essa rodada do brainstorming. Nessa etapa, quanto maior 
o número de ideias surgirem e pensamentos a respeito do projeto, maior será a chance de 
conseguir criar um conceito favorável para o projeto. O profissional pode optar também por 
fazer essa etapa sozinho, pois muitas informações e ideias que irão surgir serão originárias 
também do briefing já realizado anteriormente. 
Mas como deve funcionar um brainstorming? De modo geral, ele deve ocorrer de 
forma que todos no ambiente possam interagir em uma ou mais rodadas de palavras chaves 
de forma livre, nesse momento é importante que nenhuma ideia seja desconsiderada ou 
então criticada, grandes ideias já foram quase descartadas devido a críticas nessa etapa 
do brainstorming. 
1.1.1 Brainstorming aplicado ao projeto de interiores: possibilidades
Essa ferramenta utilizada amplamente não é de uso exclusivo dos profissionais 
de interiores ou arquitetura, diversos profissionais que trabalham com a criação e 
desenvolvimento de ideias e conceitos tem o brainstorming como sua base. Veremos 
algumas formas de abordar essa ferramenta dentro do projeto de interiores. 
Residencial: Dentro de um projeto de interiores residencial o profissional pode 
sugerir começar em algum ambiente especifico e a partir dele ir usando para os demais 
ambientes as palavras fornecidas pelo cliente no briefing, outra forma de se trabalhar o 
brainstorming é juntamente com o cliente fazer a rodada de palavras para cada ambiente, 
gerando assim um conceito que inicia em um ponto e vai se expandindo para o todo. Durante 
esse processo as ideias de materiais, cores, iluminação e sensações que o ambiente deve 
transmitir podem surgir. 
Vamos ver um exemplo de um brainstorming elaborado de forma simples com um 
jovem adolescente que está se mudando com seus pais para uma casa nova e que teve 
uma entrevista com o arquiteto também para saber algumas de suas vontades e desejos 
para seu quarto novo. 
34UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 34UNIDADE II Definição de Modelos Teóricos Sobre as Relações e Correlações dos
Espaços Internos e Externos
FIGURA 1 – BRAINSTORMING MIGUEL 
Fonte: O Autor (2022).
Observamos nesse brainstorming do adolescente, seu estilo de vida, uma criança 
mais voltada para brincadeiras internas, com muita interação com jogos, entre hobbies e 
gostos pessoais. Todas essas informações podem ser transportadas para o projeto, através 
de itens de decoração, projetando móveis que facilite a utilização do usuário, são os itens 
que chamamos de norteadores do projeto, através dessas informações o profissional 
consegue ir formando em sua cabeça o caminho que ele seguira para projetar o espaço em 
questão. 
Como exercício, você pode pensar aluno (a) em como seria o seu brainstorming, 
para um ambiente, colocar em prática com você próprio pode levar a entender como vai 
trabalhar o pensamento do cliente na hora do levantamento, fazendo assim que você 
consiga guiar de forma muito mais fácil o brainstorming do seu cliente. 
Comercial: De forma similar, o brainstorming comercial pode ser realizado pelo 
profissional ou então com os donos do estabelecimento, uma prática que também pode 
ser utilizada é convite de pessoas que tem conhecimento na área do empreendimento 
e que podem gerar ideias para o profissional na elaboração, outra forma de realizar o 
brainstorming para áreas comerciais é através do seu público-alvo, através de formulários 
e entrevistas que podem auxiliar. 
35UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 35UNIDADE II Definição de Modelos Teóricos Sobre as Relações e Correlações dos
Espaços Internos e Externos
1.2 Painel Semântico
Segundo o escritor Pereira (2016, p. 91), o painel semântico é um:
quadro de referências visuais cujo objetivo é gerar reflexões acerca dos 
significados e aspectos que permeiam o projeto. São utilizados com a 
finalidade de comunicar os temas, os conceitos, as cores e materiais que 
podem ser empregados em um projeto.
A forma de se elaborar esse quadro pode ser de diversas maneiras, como por 
exemplo a utilização de recortes de revistas e jornais, imagens de internet, texturas, tecidos, 
desenhos, ou seja, conforme a criatividade e as ferramentas em mãos do profissional permitir 
o seu uso. Como norteador para esse painel semântico pode ser utilizado as ferramentas 
levantadas no brainstorming. A seguir, vamos analisar o mood board (painel semântico) do 
cliente Miguel, ele era o cliente que citamos anteriormente no brainstorming. 
FIGURA 2 – MOOD BOARD MIGUEL
 
Fonte: O Autor (2022).
Se observarmos o brainstorming do cliente e seu painel semântico, veremos a 
conexão de palavras utilizadas de forma simples em ambas as ferramentas. Podemos 
observar nas palavras chaves usadas como: luzes led, redes sociais e futebol, itens que 
podem ser utilizados na hora de elaborar o projeto. 
Gibbs (2016, p. 64) esses painéis conceituais ajudam “a passar da metodologia 
do processo de design para a solução criativa do programa de necessidades do cliente, 
proporcionando parâmetros úteis para o trabalho”. É importante fazer uma conexão entre 
36UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 36UNIDADE II Definição de Modelos Teóricos Sobre as Relações e Correlações dos
Espaços Internos e Externos
as necessidades do cliente com o painel elaborado, evitando que aconteça de sair fora da 
proposta e não consiga expressar o conceito desejado pelo profissional. 
Para que você consiga cada vez mais aprimorar sua sensibilidade na hora da 
criação e desenvolvimento do projeto, busque realizar o seu painel semântico após já ter 
realizado o seu brainstorming. Esse é o momento de você praticar! 
 
37UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 37UNIDADE II Definição de Modelos Teóricos Sobre as Relações e Correlações dos
Espaços Internos e Externos
2. ELEMENTOS QUE COMPÕEM O PROJETO
Concluído a conceituação do seu projeto caro (a) aluno (a), é o momento em que 
você o iniciará. Portanto, é importante nesse momento que o profissional saiba os métodos 
de aplicação dos elementos e os princípios de design, são esses itens que irão funcionar 
como norteadores. Nesse tópico iremos abordar sobre linhas, texturas e padronagens. 
Dessa forma você terá possibilidades para explorar em seus projetos. 
2.1 Linhas
A respeito das linhas a autora nos conceitualiza o elemento da seguinte forma:
A linha é a extensão de um ponto, o somatório de vários pontos consecutivos; 
o princípio. As linhas são importantes ferramentas do projeto, já que podem 
ajudar a alterar visualmente o modo como percebemos um espaço. Podem 
também alterar o modo como sentimos um ambiente (GURGEL, 2010, p. 32). 
A definição a respeito da linha vem nos dizer que ela é um elemento norteador 
dentro do projeto e suas formas podem nos criar sensações e sentimentos variando a 
forma como a usamos. Dentro do projeto podemos utilizar linhas em diversas formas, como 
horizontais, verticais, inclinadas e curvas. A forma como o profissional pode abordar as 
linhas no projeto são variadas assim como nos locais que podem ser notadas, como: pisos, 
mobiliários, na arquitetura, nas texturas e demais elementos que possam estar presentes 
no ambiente.
38UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 38UNIDADE II Definição de Modelos Teóricos Sobre as Relações e Correlações dos
Espaços Internos e Externos
2.1.1 Linha reta horizontal
Segundo Mancuso (2012, p. 66), “nos oferta tranquilidade, sua demonstração 
vem do horizonte, que é a linha que sevê em alto-mar e que separa o céu da massa de 
água”. Um elemento norteador de projeto muito utilizados pelos profissionais serve para 
dar uma sensação de alargamento do ambiente, também pode ser utilizado como forma de 
alongamento para o espaço ou ampliação. A autora Gurgel (2010) comenta que a linha reta 
horizontal pode servir para causar a sensação de rebaixamento do pé direito, trazendo para 
o ambiente projetado sensação de tranquilidade. 
FIGURA 3 – ALONGAR
 
Conforme podemos observar na imagem anterior, uma linha reta horizontal faz a 
separação entre o boiserie branco e a parede azul, dessa forma essa linha faz uma quebra 
na altura da parede passando a sensação de que o ambiente está rebaixado e trazendo a 
ideia de alargamento do espaço. 
39UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 39UNIDADE II Definição de Modelos Teóricos Sobre as Relações e Correlações dos
Espaços Internos e Externos
2.1.2 Linha reta vertical
No contraponto da linha anterior temos as linhas retas verticais, que são utilizadas 
em ambientes em que o pé-direito é baixo, com a sua utilização busca oferecer a sensação 
de aumento na altura do espaço. De acordo com a autora Gurgel (2010, p. 33), a linha 
vertical é a linha “dá dignidade, sugere formalidade e estabilidade. É a linha dos pilares e 
colunas, de pé-direito alto, de estrutura”. 
FIGURA 4 – VERTICALIDADE
 
As linhas verticalizadas na parede remetem a sensação de que o ambiente se 
prolonga ao alto, dessa forma os profissionais utilizam de elementos arquitetônicos ou 
decorativos que remetem essa verticalidade em ambientes de pé-direito baixo, mas 
lembre-se caro (a) aluno (a) que em ambientes que já possuem pé-direito alto pode não ser 
aconselhado usar essa técnica. 
2.1.3 Linha reta inclinada
Utilizada para criar a sensação de movimento a linha inclinada é comum de ser 
observada em forros, pois contribui para ampliação do espaço. Para a autora Gurgel 
(2010, p. 33) essa linha pode ser utilizada por várias angulações, e “pode ajudar a interligar 
ambientes, a encurtar distâncias visualmente e direcionar o caminho, já que nossos olhos 
a seguirão”. 
40UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 40UNIDADE II Definição de Modelos Teóricos Sobre as Relações e Correlações dos
Espaços Internos e Externos
FIGURA 5 – INCLINADA
 
Mancuso (2012) pede para observar que além de trazer movimento, essa linha 
também pode causar sensação de desordem, então é de essencial cuidado do profissional 
na hora de utilizar essa forma para não criar confusão no ambiente. 
2.1.4 Linha curva
Considerado por muitos como sinônimo de personalidade, a linha curva traduz 
continuidade, amplitude e leveza. Segundo Gurgel (2010, p. 35) essa linha é “ideal para 
cantos e extremidades de objetos e ambientes destinados a crianças, consultórios e locais 
de grande circulação. Pode direcionar e orientar a circulação”. 
41UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 41UNIDADE II Definição de Modelos Teóricos Sobre as Relações e Correlações dos
Espaços Internos e Externos
FIGURA 6 – CURVA
Segundo Gurgel (2012), ambientes curvos podem ser complexos no momento de 
mobiliar, mas por outro lado, podem ser de grande personalidade. 
Caro (a) aluno (a) atente-se na hora de projetar pois as linhas estão presentes em 
diversos elementos do projeto, você deve analisar primeiramente a forma de aplicar esses 
elementos, pois eles podem conflitar-se entre eles e gerar uma sensação não desejada.
2.2 Texturas
Textura é a aparência de algo, através dela é permitido identificar e distinguir de 
outras formas. As texturas estão presentes em elementos ao nosso redor, tanto de forma tátil 
quanto visual. Gurgel (2010) pontua algumas propriedades da textura da seguinte forma:
Quanto à cor: “superfícies mais lisas refletem mais luz, intensificando a cor. Quanto 
mais porosas, rústicas ou ásperas forem as superfícies, mais escuras e suaves serão as 
tonalidades aplicadas sobre elas, assim como maior será a alternância” (GURGEL, 2010, 
p. 36).
42UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 42UNIDADE II Definição de Modelos Teóricos Sobre as Relações e Correlações dos
Espaços Internos e Externos
FIGURA 7 – SEDA PRETA
 
Quanto à acústica: “as superfícies ásperas absorvem mais o som, enquanto as 
polidas o refletem muito mais” (GURGEL, 2010, p. 37). Segundo a autora, é fundamental 
que as características acústicas sejam adequadas, já que ambientes com texturas muito 
lisas tendem a ser mais barulhentos que ambientes com superfícies mais porosas que 
absorvem o som. 
FIGURA 8 – ESPONJA
 
43UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 43UNIDADE II Definição de Modelos Teóricos Sobre as Relações e Correlações dos
Espaços Internos e Externos
Quanto à manutenção: “as superfícies lisas são muito fáceis de limpar. As 
superfícies porosas acumulam mais poeira e sujeira” (GURGEL, 2010, p. 37). Superfícies 
lisas tendem a ter um valor mais elevado, por isso é importante analisar o tipo de material 
a ser especificado e seu uso. 
FIGURA 9 – LIMPEZA DE PISO
 
Quanto à segurança: “as superfícies lisas são mais suscetíveis de se tornarem 
escorregadias do que as porosas, embora as lisas sejam mais agradáveis ao toque” (GUR-
GEL, 2010, p. 37).
FIGURA 10 – PISO ESCORREGADIO
 
44UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 44UNIDADE II Definição de Modelos Teóricos Sobre as Relações e Correlações dos
Espaços Internos e Externos
Quanto a temperatura: “as superfícies de texturas polidas tendem a ser mais 
frias do que as ásperas porque transmitem mais o calor” (GURGEL, 2010, p. 37). O piso 
laminado é um exemplo de elemento que transmite a sensação de piso quente. 
FIGURA 11 – PISO LAMINADO
 
De acordo com a autora, existem mais dois tipos de texturas, os visuais e as táteis. 
Texturas visuais são aquelas que nós apenas conseguimos visualizar, não sentimos. As 
texturas táteis, são aquelas que apresentam tridimensionalidade, podemos sentir seu 
material ao tocar. Segundo Gibbs (2016), um ambiente que tenha deficiência nas texturas 
e contrastes pode parecer monótono, a autora recomenda que para um ambiente seja 
dinâmico ele tenha ao menos três texturas. Como elementos de composição para essas 
texturas temos quadros, tapetes, tecidos de sofá, revestimentos e qualquer outro elemento 
presente no ambiente projetado. 
45UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 45UNIDADE II Definição de Modelos Teóricos Sobre as Relações e Correlações dos
Espaços Internos e Externos
2.3 Padronagem
Segundo a autora Gurgel (2010, p. 38) aborda que a padronagem pode “estar 
representada em um material ou em diferentes superfícies, ou ser criada a partir da 
associação de diferentes materiais”. O estilo do ambiente pode estar relacionado aos 
padrões de estamparia, as padronagens são desenvolvidas partindo da recorrência de um 
motivo. Pode ser utilizado de forma a criar pontos de interesse e escondendo possíveis 
imperfeições. Um exemplo comum de padronagem dentro de projetos de interiores são os 
revestimentos em paredes. A seguir a imagem nos permite a visualização de padronagens 
em revestimentos. 
FIGURA 12 – REVESTIMENTOS CRIANDO PADRONAGENS
 
Vimos neste tópico que existem diversos elementos que norteiam os projetos de 
interiores. A variação nesses elementos pode ser visual ou táteis, a união desses elementos 
pode criar sensações no ambiente de forma coerente que sejam agradáveis aos que fazem 
utilização do ambiente. Observamos que linhas podem trazer a ideia de aumentar ou 
diminuir um ambiente, criar pontos de observação entre outras sensações.
46UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 46UNIDADE II Definição de Modelos Teóricos Sobre as Relações e Correlações dos
Espaços Internos e Externos
3. EQUILÍBRIO VISUAL NO PROJETO
Conseguirharmonizar através do mobiliário um ambiente pode ser desafiador, 
ao criarmos o layout, precisamos pensar no posicionamento dos móveis, quadros, 
revestimentos, objetos decorativos e demais elementos. Veremos nesse tópico como 
podemos transformar esse desafio em algo mais harmônico dentro do ambiente. A respeito 
dos equilíbrios visuais o autor Gomes Filho (2004), que escreveu o livro “Gestalt do Objeto”, 
comenta:
O equilíbrio é o estado no qual as forças, agindo sobre um corpo, se 
compensam mutuamente. Ele é conseguido, na sua maneira mais simples, 
por meio de duas forças de igual resistência que puxam em direções opostas. 
Esta definição física é aplicável também ao equilíbrio visual. O sentido da 
visão experimenta equilíbrio quando as forças fisiológicas correspondentes no 
sistema nervoso se distribuem de tal modo que se compensam mutuamente 
(GOMES FILHO, 2004, p. 57).
A experimentação do equilíbrio através da visualização também é abordada por 
Gurgel (2013), segundo a autora comenta que nós experimentamos esse equilíbrio quando 
“a capacidade dos elementos de chamar nossa atenção e seus respectivos pesos visuais 
(elementos arquitetônicos ou mobiliário) neutralizam-se. Chamamos de peso visual o 
impacto psicológico causado por um elemento” (GURGEL, 2013, p. 31). O profissional 
que irá elaborar um projeto de interiores deve preocupar-se em organizar os pesos dos 
elementos, a fim de buscar uma neutralização e equilíbrio do ambiente. 
47UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 47UNIDADE II Definição de Modelos Teóricos Sobre as Relações e Correlações dos
Espaços Internos e Externos
Outra autora que comenta a respeito do equilíbrio é Clarice Mancuso (2012), 
segundo a autora o equilíbrio consiste em “manter as partes compensadas” (MANCUSO, 
2012, p. 74), esse equilíbrio não quer dizer a respeito de colocar móveis em quantidades 
iguais no ambiente, mas utilizar de móveis e objetos decorativos que tenham ao invés de 
mesmo peso, a mesma sensação de peso visual. 
O peso visual é algo que pode se dar em diversas formas e cores, assim o profissional 
consegue utilizar de inúmeras possibilidades para fazer o equilíbrio dos ambientes. Vamos 
analisar agora caro (a) aluno (a) os tipos de equilíbrios visuais existentes para guiar seu 
projeto de forma a projetar ambientes com sensações adequadas ao cliente. 
3.1 Equilíbrio axial 
Aplicando o equilíbrio visual ao projeto de interiores podemos falar sobre a simetria 
rigorosa e a simetria aproximada. A autora Clarice Mancuso (2012) comenta que na simetria 
o meu ambiente está dividido por um eixo que deixam os lados com as duas partes iguais. 
Já quando falamos sobre simetria rigorosa existe o mesmo eixo imaginário que divide o meu 
ambiente em duas partes exatamente iguais, a seguir observamos figuras com simetrias. 
FIGURA 13 – SIMETRIA RIGOROSA QUARTO
48UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 48UNIDADE II Definição de Modelos Teóricos Sobre as Relações e Correlações dos
Espaços Internos e Externos
FIGURA 14 – SIMETRIA RIGOROSA BORBOLETA
É comum encontrarmos na natureza exemplos de simetria rigorosa, como exemplo 
da figura anterior a borboleta, dentro de projetos de interiores, e também encontramos em 
alguns projetos esse tipo de simetria, geralmente empregados em ambientes que desejam 
passar a sensação de um estilo mais clássico. 
A simetria aproximada um outro modo de simetria encontrada também apresenta a 
característica do eixo central, porém suas partes não precisam ser iguais, ela necessita que 
apenas seja apresentado um equilíbrio por meios dos pesos visuais. 
FIGURA 15 – SIMETRIA APROXIMADA
 
49UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 49UNIDADE II Definição de Modelos Teóricos Sobre as Relações e Correlações dos
Espaços Internos e Externos
Observando a imagem anterior podemos notar que os dois lados são diferentes 
quando dizemos a respeitos dos itens que eles contêm, porém, observamos que o peso dos 
elementos é equilibrado. O equilíbrio é obtido através das cores utilizadas nos materiais, 
das formas nos itens e objetos decorativos. Nessa simetria aproximada temos a sensação 
de um ambiente mais descontraído, ele quebra a simetria rigorosa e sua rigidez. 
3.2 Equilíbrio radial
Nas formas anteriores de simetria, tínhamos um eixo imaginário no sentido horizontal 
ou vertical, quando falamos do eixo na simetria radial ele se encontra ao centro. Gurgel 
(2010) comenta que “esse equilíbrio é conseguido quando os elementos compositivos 
estão harmonicamente dispostos segundo um movimento circular, ao redor ou na direção 
de um centro de interesse”. Encontramos de forma corrente essa simetria em itens como 
mandalas, onde o desenho acontece a partir de um centro e vai se ampliando. Dentro 
dos projetos de interiores, podemos encontrar essa simetria de forma mais comum em 
ambientes como sala de jantar e estar em mesas e poltronas. 
FIGURA 16 – SIMETRIA AXIAL
50UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 50UNIDADE II Definição de Modelos Teóricos Sobre as Relações e Correlações dos
Espaços Internos e Externos
O eixo nesse caso de simetria está posicionado na mesa de jantar e as cadeiras 
formam uma simetria radial a partir desse centro. Nesse caso, ainda podemos considerar 
uma simetria no sentido vertical da imagem, ou seja, elas podem ser complementares. 
3.3 Equilíbrio Oculto
Nessa forma de equilíbrio para o projeto de interiores não existe um eixo que 
pode ser observado e que faça a distribuição no peso da imagem, assim o ambiente fica 
assimétrico. O equilíbrio é de forma livre e sem simetrias e identificamos nas cores e formas 
os elementos presentes no ambiente. Ching (2006, p. 141) comenta “uma composição 
assimétrica deve levar em consideração o peso visual ou a força de cada um de seus 
elementos”. 
Conforme observamos nesse tópico a respeito do equilíbrio visual você como 
profissional já está apto a desenvolver seus projetos de forma equilibrada visualmente, 
então, tome cuidado para não criar ambientes desequilibrados e caóticos se não for a 
intenção que você deseje transmitir no ambiente projetado. Uma dica importante que você, 
aluno (a), deve levar em consideração é analisar sites e revistas a harmonia e o equilíbrio 
que os ambientes transmitem, olhe com um olhar profissional nos ambientes que você 
frequenta e tenha sempre em mente que observar faz parte do conhecimento. 
51UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 51UNIDADE II Definição de Modelos Teóricos Sobre as Relações e Correlações dos
Espaços Internos e Externos
4. TENDÊNCIAS
Sempre que pensamos em falar sobre tendências, temos a lembrança de que está 
relacionado ao mundo do vestuário, e que é algo que vai e vem a cada nova estação. As 
tendências são os lançamentos em cores, recortes, padrões e novidades que podem ser 
adotados pela grande massa da população naquela estação. Tendência não é algo que é 
apenas o desejo das pessoas que trabalham com a moda, mas sim são influenciadas pelos 
acontecimentos da sociedade. A tendência não se baseia simplesmente em replicar o que é 
divulgado, isso seria uma cópia, mas sim é a transformação das manifestações, sensações 
e sentimentos humanos. 
Dentro dos projetos de interiores, temos fatores externos históricos, ideológicos e 
temporais que podem influenciar nas tendências de projetos, exemplos como os hippies, 
a queda do muro de Berlin na Alemanha e nos Estados Unidos a bandeira do país na 
decoração após o 11 de Setembro. Outro fator que pode interferir diretamente nas tendências 
em projetos é a influência de outras culturas e de seus modos de vida, cada região tem seus 
estilos, como exemplo podemos pegar os projetos na região sul do Brasil em contraste com 
projetos da região norte, no qual em um local o frio é predominante e no outro o calor é o 
maior condicionante. 
Dentro da tendência para projetospodemos mencionar elementos como: mobiliários, 
decorativos, equipamentos, mas, para qualquer projeto se iniciar um dos principais pontos que 
vão compor é a cor. Atualmente a empresa que mais se destaca anualmente com lançamentos 
de cores tendências no mundo é a Pantone. Uma empresa americana que se tornou a maior 
referência mundial em comunicação e controle de cores, a empresa está a mais de 50 anos 
colocando no mercado novas cores e tons (PANTONE COLOR INSTITUTE, 2018, online). 
52UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 52UNIDADE II Definição de Modelos Teóricos Sobre as Relações e Correlações dos
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FIGURA 17 – COR DO ANO 2022 (PANTONE)
 
Temos também as formas, materiais e texturas que anualmente seguem conceitos 
do momento histórico que está sendo vivenciado. No mundo todo acontecem feiras que 
são organizadas com o objetivo de lançar ao mercado os produtos criados a partir das 
pesquisas de tendências. O maior exemplo dessas feiras é o Salão do Móvel de Milão, 
conhecido como ISaloni, é o maior evento na área moveleira estando a 50 anos lançando 
tendências para o mundo todo. 
Uma ferramenta muito conhecida no Brasil para arquitetos e designers se manterem 
atualizados sobre as tendências na área é através das mostras de arquitetura, interiores 
e decoração, a mais famosa do Brasil é a Casa Cor. Esse evento acontece em diversas 
cidades pelo país e alguns locais pela América. Nesse evento diferentes profissionais, entre 
arquitetos, designers e paisagistas, montam ambientes completos com base em temas 
estabelecidos pela organização do evento. 
Em outro ramo do setor temos a Revestir, um evento no qual as empresas de 
cerâmicas e revestimentos se reúnem para mostrar a profissionais do Brasil as tendências 
que irão ser utilizadas pelo seguimento ao longo do ano.
53UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 53UNIDADE II Definição de Modelos Teóricos Sobre as Relações e Correlações dos
Espaços Internos e Externos
SAIBA MAIS
Os sistemas unificados de decoração de interiores, ou seja, a harmonia entre a arquitetura, 
as características ornamentais, os móveis e a tapeçaria, começaram a aparecer pela 
primeira vez no Renascimento. 
Fonte: Pmiltonarquitetura. 2018, online. Disponível em: https://pmiltonarquitetura.wordpress.com/tag/re-
nascimento/. Acesso em: 16 mar. 2022 
REFLITA
“Há pessoas que transformam o sol numa simples mancha amarela, mas há também 
aquelas que fazem de uma simples mancha amarela o próprio sol”.
Fonte: Pablo Picasso.
https://pmiltonarquitetura.wordpress.com/tag/renascimento/
https://pmiltonarquitetura.wordpress.com/tag/renascimento/
54UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 54UNIDADE II Definição de Modelos Teóricos Sobre as Relações e Correlações dos
Espaços Internos e Externos
CONSIDERAÇÕES FINAIS
No estudo dessa apostila o intuito caro (a) aluno (a), era de que você obtivesse um 
conhecimento maior sobre itens que podem te auxiliar na hora de projetar um ambiente, 
vimos por exemplo no primeiro tópico sobre as ferramentas como o brainstorming e o painel 
semântico que irão te ajudar no desenvolvimento do conceito para seu projeto. 
Logo em seguida no tópico de número dois, vimos os elementos que são 
composições para o seu projeto, dentre eles citamos as linhas. Através dela, podemos criar 
sensações dentro do ambiente de acordo com o pensamento que se deseja criar, podemos 
criar sensações de alargamento, diminuição de altura e até orientar a visão. 
Também analisamos sobre os pesos dos objetos nos ambientes e a relação com 
os eixos e simetrias, para isso, o seu projeto será muito mais harmônico e trará a sensação 
desejada de forma organizada. 
E por último analisamos sobre as tendências para os projetos de interiores, de 
onde elas surgem e os itens que influenciam dentro de um projeto. Espero que você tenha 
ampliado ainda mais seu conhecimento e que esteja um passo mais próximo do seu desejo 
de se tornar um bom profissional. 
 
55UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 55UNIDADE II Definição de Modelos Teóricos Sobre as Relações e Correlações dos
Espaços Internos e Externos
LEITURA COMPLEMENTAR 
Metodologias projetuais de design e de design de interiores: conexões no processo 
criativo
Esta leitura busca estudar através dos métodos como projetar um design na 
sua prática. Demonstra as primeiras propostas de ensino e correntes internacionais que 
influenciaram o design brasileiro. 
Fonte: SANTOS, V. H. C. Metodologias projetuais de design e design de interiores: 
conexões no processo criativo. p.166. 2015. Dissertação (Mestrado em Artes Visuais) – Es-
cola de Belas Artes, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2016. Disponível em: https://
repositorio.ufba.br/bitstream/ri/21409/1/Victor_Carvalho_Disserta%c3%a7%c3%a3o.pdf. 
Acesso em: 02 mar. 2022.
https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/21409/1/Victor_Carvalho_Disserta%c3%a7%c3%a3o.pdf
https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/21409/1/Victor_Carvalho_Disserta%c3%a7%c3%a3o.pdf
56UNIDADE I Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 56UNIDADE II Definição de Modelos Teóricos Sobre as Relações e Correlações dos
Espaços Internos e Externos
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO
Título: Projetando espaços: Design de interiores
Autores: Miriam Costa Gurgel. 
Editora: SENAC; 6ª edição (04 outubro 2017).
Sinopse: Projetar e apresentar soluções diferenciadas são os 
principais desafios desse livro de Miriam Gurgel. Esse manual, 
imprescindível para profissionais e alunos da área de design de 
interiores, apresenta de forma objetiva os conceitos e princípios 
básicos dessa área, e alia a exposição de informações técnicas 
e teóricas a aberturas criativas, que imprimem organicidade e 
consistência artística ao planejamento.
FILME/VÍDEO
Título: Crazy About Tiffany´s 
Ano: 2016.
Sinopse – Uma joia simples, datada de 1837, se transformou 
em um fenômeno global incomparável. Conheça a história e os 
clientes da joalheria Tiffany & Co. No documentário, é abordada a 
importância da cor para a marca, inclusive contando a história de 
como a Pantone definiu e registrou a cor como exclusiva. 
57
Plano de Estudo:
● Teoria das cores;
● As cores e suas psicologias;
● Cores e suas disposições nos ambientes;
● Texturas e o uso da cor.
Objetivos da Aprendizagem:
● Conceituar e contextualizar sobre a teoria das cores;
● Compreender os tipos de cores, o circulo cromático e suas psicologias
 para aplicação junto aos projetos de interiores;
● Conceito sobre a aplicação dos esquemas de cores nos ambientes projetados;
● Aplicação e utilização de texturas em projetos de interiores bem 
como o uso da cor em espaços comerciais. 
UNIDADE III
Aplicação e a Relação das Cores nos 
Ambientes Internos/Externos 
Prof. Pedro Henrique
58UNIDADE III Aplicação e a Relação das Cores nos Ambientes Internos/Externos
INTRODUÇÃO
Bem-vindo querido (a) aluno (a)! Nessa nova unidade que estudaremos a partir de 
agora veremos informações a respeito das cores. Elas são de suma importância em nossos 
projetos pois podem transmitir informações, equilibrar ou desequilibrar o nosso ambiente e 
transmitir fortemente sensações, as cores são importantes para nós profissionais arquitetos 
ou designers de interiores, com elas podemos deixar um ambiente mais agitado ou mais 
calmo, ajudar na experiencia de estímulos em ambientes de trabalho. 
Tudo ao nosso redor está colorido, vivemos em um mundo em que a cor nos afeta 
diretamente. Considerando o tempo que nós passamos dentro de espaços fechados, é 
indispensável ao profissional que ele tenha um conhecimento adequado sobre as cores 
e suas psicologias, bem como seus esquemas e combinações e formas de aplicá-las 
corretamente no ambiente. 
Nessa nova unidade você irá aprender como funciona o círculo cromático, possíveis 
esquemas de cores, suas temperaturas, bem como seu poder de influênciana psicologia 
das pessoas. Portanto caro (a) aluno (a), mergulhe nesse mar de cores, iremos contribuir 
na sua formação e te mostrar o poder que você enquanto profissional terá de influenciar as 
pessoas através das cores em um projeto. 
59UNIDADE III Aplicação e a Relação das Cores nos Ambientes Internos/Externos
1. TEORIA DAS CORES
Durante nosso estudo não iremos abordar definições científicas sobre o estudo 
da cor, mas sim veremos conhecimentos básicos que você enquanto profissional deverá 
conhecer sobre o estudo da cor, dessa forma poderá aplicar esse conhecimento em seus 
projetos de forma correta, garantindo ao cliente uma correta utilização para cada ambiente 
e função.
Da mesma forma como estudamos sobre os pesos visuais nas unidades anteriores, 
vimos que existem elementos que contribuem para harmonizar e equilibrar o ambiente, 
também dessa forma a utilização da cor pode influenciar nos estímulos dos sentidos 
humanos, através da cor podemos causar uma sensação de relaxamento, utilizar da cor 
para causar um estimulo no aumento do apetite e podemos até através das cores trazer 
sensação de alegria. Gurgel (2010, p. 61) comenta que:
Podemos afirmar que, num projeto, as cores são em grande parte responsáveis 
pelo humor das pessoas que trabalham em determinado ambiente. Sabemos 
que as cores atuam em nosso subconsciente, fazendo que nos lembremos 
de determinadas sensações e influenciando, assim, nosso estado de espírito.
De acordo com a autora, as cores têm forte influência sobre as pessoas e isso pode 
garantir sucesso na hora de projetar um ambiente. Ainda sobre as cores, Gurgel (2013, p. 
254) comenta: “-Influenciar nosso estado de espírito. -Criar diferentes atmosferas. -Alterar 
visualmente proporções de um ambiente e corrigir imperfeições arquitetônicas. -Aquecer ou 
esfriar um ambiente. -Valorizar e criar centros de interesse”. 
60UNIDADE III Aplicação e a Relação das Cores nos Ambientes Internos/Externos
Como podemos observar segundo a autora, a cor dentro de um projeto é de 
grande importância, pois ela pode ajudar a solucionar problemas, mas se utilizada de forma 
incorreta, pode gerar certos problemas no ambiente. Imagine uma região do país onde o 
calor é predominante durante o ano e o profissional utilizou sem estudar alguns tons de 
cores quentes, imagine a sensação aumentada no ambiente devido a cor utilizada (veremos 
adiante mais sobre as sensações que as cores transmitem). 
 Vivemos em um dos séculos mais coloridos, segundo a autora Mancuso 
(2012) comenta que: 
[...] não tem exigência de material, é apenas sensação produzida por certas 
organizações nervosas sob a ação da luz; mais precisamente, é a sensação 
provocada pela ação da luz sobre o órgão da visão. Seu aparecimento está 
condicionado, portanto, à existência de dois elementos: aluz que representa o 
objetivo físico agindo como estímulo, e o olho, aparelho receptor, funcionando 
como decifrador do fluxo luminoso, decompondo-o ou alterando-o através da 
função seletora da retina (MANCUSO, 2012, p. 113).
A cor é fundamental na decoração de interiores, mas a autora nos demonstra que 
embora grande parte das outras áreas trabalhem com a cor enquanto luz, o profissional 
da área de arquitetura ou design de interiores, trabalha com a cor como um pigmento. As 
sensações cromáticas estão divididas em dois segmentos sendo eles: cores-luz e cores-
pigmento. 
A cor-luz (luz colorida) é a radiação luminosa visível e tem como adição a luz branca. 
A melhor expressão é a luz solar, pois ela reúne os matizes de forma equilibrada. Quando 
tomamos de forma isolada as faixas coloridas que o espectro solar compõe, uma a uma, 
denominamos de luzes monocromáticas. 
A cor-pigmento é a substância material, que tem a capacidade de absorver, refratar 
e refletir os raios luminosos componentes da luz. Quando denominamos algo de uma cor 
por exemplo o azul, é porque a cor teve a capacidade de absorver quase todos os raios de 
luz branca incidente e apenas a cor azul teve a capacidade de refletir aos nossos olhos. 
Gurgel (2010) específica as cores da seguinte forma, elas “apresentam três atributos 
ou dimensões visuais: matiz, valor tonal e saturação” (GURGEL, 2010, p. 62).
1.1 Matiz
Matiz segundo Ching (2006, p. 115) é “o atributo pelo qual reconhecemos e 
descrevemos uma cor, como vermelho ou amarelo”. Para Gurgel (2010, p. 62) “O preto, o 
branco ou diferentes tons de cinza não são considerados cores. Embora o número de cores 
seja infinito, encontramos doze matizes representada no círculo cromático”. 
61UNIDADE III Aplicação e a Relação das Cores nos Ambientes Internos/Externos
FIGURA 1 – CIRCULO CROMÁTICO
 
O círculo cromático, será o nosso ponto inicial para estudo da cor. Ele foi criado por 
Isaac Newton em 1666 e desenvolvido por Johannes Itten, professor da Bauhaus em 1920, 
para utilizar como ferramenta no ensino de artes e design; Itten considera: 
“[...] a elaboração do círculo cromático um ponto de partida para todo o 
trabalho com a cor, pois é por sua construção, misturando os pigmentos das 
cores primárias (amarelo, magenta e azul), que entendemos e classificamos 
as cores. A disposição das cores no perímetro do círculo deve obedecer ao 
princípio de complementaridade, ou seja, as cores diametralmente opostas 
devem ser complementares – o que se verifica pelo resultado da sua mistura: 
o cinza” (BARROS, 2006, p. 92).
Temos três cores que são consideradas como cores puras, ou seja, cores que não 
podem ser criadas a partir de misturas, pelo contrário todas as outras cores se originam das 
misturas delas, são chamadas de cores primárias. Dentre elas temos: vermelho (magenta), 
amarelo e azul. 
62UNIDADE III Aplicação e a Relação das Cores nos Ambientes Internos/Externos
Primárias
● Vermelho (magenta);
● Amarelo;
● Azul.
Através da mistura dessas três cores temos as cores secundárias, ao total são 3 
cores formadas dessa forma.
Secundárias
● Laranja – formado através das misturas de vermelho e amarelo;
● Violeta – formado através das misturas de vermelho e azul;
● Verde – formado através das misturas de azul e amarelo. 
Após as cores secundárias temos as cores terciárias, que são as cores formadas 
pela mistura das cores primárias e secundárias. 
Terciárias
● Vermelho-alaranjado – formado através da mistura de vermelho e laranja;
● Vermelho-violeta – formado através da mistura de vermelho e violeta;
● Amarelo-alaranjado – formado através da mistura de amarelo e laranja;
● Amarelo-esverdeado – formado através da mistura de amarelo e verde;
● Azul-violeta – formado através da mistura de azul e violeta;
● Azul-esverdeado – formado através da mistura de azul e verde.
Ao analisarmos a Figura 1, notamos que as cores vão se completando e formando 
o círculo como conhecemos, ao centro temos as cores bases ou primárias e ao final do 
círculo as terciárias que foi formada a partir da união das outras cores. 
1.2 Cores complementares
As cores opostas dentro do círculo cromático, são as conhecidas como cores 
complementares, ou seja, as cores que normalmente são utilizadas para equilibrar 
as composições quando utilizadas de forma conjunta. Outra característica das cores 
complementares é que a mistura dessas cores não terá a capacidade de formar novas 
cores, mas sim um tom acinzentado. Vejamos o círculo das cores complementares. 
63UNIDADE III Aplicação e a Relação das Cores nos Ambientes Internos/Externos
FIGURA 2 – CORES COMPLEMENTARES
Como cores complementares temos as cores:
● Amarelo e roxo;
● Vermelho (magenta) e verde;
● Azul e laranja.
1.3 Cores análogas
As cores análogas são as conhecidas como cores vizinhas dentro do círculo 
cromático.
FIGURA 3 – CORES ANÁLOGAS
 
64UNIDADE III Aplicação e a Relação das Cores nos Ambientes Internos/Externos
Como exemplos de cores vizinhas podemos citar o amarelo, que tem como cores 
análogas o amarelo-alaranjado e o amarelo-esverdeado. 
 
1.4 Temperatura das cores
Conformejá foi mencionado anteriormente, as cores têm influência até mesmo 
no sentido para aquecimento e resfriamento de um ambiente. Gurgel (2010) descreve 
que as cores quentes “além de esquentar visualmente, aproximam as superfícies e são 
mais energéticas” (GURGEL, 2010, p. 65), a autora ainda comenta que essas cores são 
indicadas também para ambientes amplos e deve ser usado para encurtar ambientes, se 
necessário. “Já as cores frias afastam as superfícies e são mais relaxantes, sendo ideais 
para ambientes pequenos” (GURGEL, 2010, p. 65).
FIGURA 4 – CORES QUENTES E FRIAS
 
As cores com tonalidades entre o amarelo e o azul-violeta são as cores consideradas 
como cores quentes, no lado oposto entre o azul-esverdeado e o violeta são as cores 
consideradas como frias. 
65UNIDADE III Aplicação e a Relação das Cores nos Ambientes Internos/Externos
1.5 Valores tonais
Gurgel (2013) descreve os tons da seguinte maneira, “variações de uma mesma 
cor quando se adicionam a ela certas quantidades de branco, preto e/ou cinza” (GURGEL, 
2013, p. 256). Essa variação de três cores é conhecida como cores neutras, o branco, o 
cinza e o preto, com elas podemos harmonizar as outras cores do círculo cromático, já que 
elas não estão inseridas. Se adicionarmos essas cores obteremos esses tons:
● Adição de branco – tons pastel; 
● Adição de cinza – tons médios (Saturação da cor);
● Adição de preto – tons encorpados, ricos e escuros.
Até agora analisamos as cores, esse estudo até aqui irá fornecer caro (a) aluno (a) 
uma introdução sobre as especificidades das cores, iremos ainda conhecer seus esquemas 
e suas psicologias nos próximos tópicos, dessa forma você será capaz de elaborar projetos 
com consciência das sensações que a cor transmite e suas diferentes atmosferas. 
 
 
 
66UNIDADE III Aplicação e a Relação das Cores nos Ambientes Internos/Externos
2. AS CORES E SUAS PSICOLOGIAS
Neste tópico querido (a) aluno (a), iremos abordar sobre a psicologia das cores, 
você já entendeu o que é um círculo cromático e suas composições, a partir de agora 
abordaremos como essas cores influenciam diretamente em nossas vidas cotidianas, a cor 
tem a capacidade de até mesmo transformar o nosso humor. Se você começar a observar 
ao seu redor irá observar que em tudo existe um tom e ela está quase que diretamente 
ligada ao que ela quer transmitir a você. A partir de agora você irá compreender mais a 
respeito de cada estímulo que a cor pode te provocar. 
Segundo Mancuso (2012, p. 118 e 119) “Existem inúmeros tipos de personalidades, 
pessoas calmas ou agitadas, alegres ou tristes, ativas ou pacatas, tímidas ou extrovertidas. 
Para cada aspecto de nossa personalidade ou até estado de espírito, temos cores 
relacionadas”. A autora Gurgel (2013) comenta ainda que pessoas alegres estão mais 
relacionadas as cores quentes, já pessoas fechadas estão relacionadas as cores frias, a 
autora também acrescenta que em cada cultura a cor pode ter variações no significado. 
Por isso é importante que o profissional esteja atento ao projetar para pessoas de culturas 
diferentes da sua, pois é importante que realize um estudo aprofundado na cultura do 
cliente, para isso ele terá recebido as informações culturais do cliente lá no briefing. 
Gibbs (2016, p. 114) comenta que “todas as cores formam um espectro 
eletromagnético e a vibração de cada uma delas tem seu comprimento de onda, que produz 
diferentes reações físicas e emocionais em cada indivíduo”. 
67UNIDADE III Aplicação e a Relação das Cores nos Ambientes Internos/Externos
Para sabermos de forma adequada o que cada cor representa veremos a seguir 
suas especificidades em suas psicologias. 
TABELA 1 – PSICOLOGIA DAS CORES
● Violeta
Gurgel (2013) comenta que essa cor colabora com o desenvolvimento 
da percepção. Porém em ambientes dinâmicos deve ser evitado pois pode 
desencorajar o trabalho físico. Se a cor for utilizada com tons fortes pode 
deprimir as pessoas. Se essa cor for somada as cores neutras, pode originar 
interessantes atmosferas. Quando utilizada com sua cor análoga o amarelo, 
pode gerar ambientes intuitivos, pois ambas podem acelerar o intelecto das 
pessoas. Em tons pálidos é uma cor que pode ser utilizada para elevação da 
autoestima, e é indicado para dormitórios e closets. 
Significado – Sensibilidade, intuição, espiritualidade, bom gosto e 
sofisticação. 
Utilização por empresas como: Nubank e Syfy. 
● Azul
Mancuso (2012) relata que esta é uma cor fria, sua cor é a mais escura 
entre as primárias, tem analogia com a cor preta e se trata de uma cor profunda. 
Por lembrar o céu inspira paz interior. Em tons pastel, os azuis podem aumentar 
a sensação espacial de um local, o seu uso ideal é para dormitórios e ambientes 
pequenos como banheiros. Em tons claros, pode auxiliar pessoas que possuem 
um temperamento mais explosivo e agitado. O azul também pode ser utilizado 
para causar o resfriamento em ambientes quentes, mas deve ser utilizado com 
cuidado em ambientes já frios. A utilização do azul em tons escuros pode deprimir, 
já seus tons vivos, podem transmitir paz e estimular o sono. 
Significado – Tranquilizante, pureza, inocência, repousante. 
Utilizado por empresas como: Danone e SAP
68UNIDADE III Aplicação e a Relação das Cores nos Ambientes Internos/Externos
● Cinza
Essa cor é a mistura entre o branco e o preto. Gurgel (2013) comenta 
que está cor está relacionada a idade, outra relação da cor é com o estresse 
e o cansaço. Utilizar essa cor em ambientes grandes demais pode causar 
tristeza para o usuário do ambiente. É indicado a sua utilização com cores 
vivas, pois podem trazer mais dinamicidade ao ambiente. 
Significado – Estresse, fadiga, profissionalismo e responsabilidade
Utilização por empresas como: Mercedes-Benz e Audi
● Vermelho
Para Mancuso (2012) essa cor tem grande poder de atração, 
excitante e alegre, uma cor vibrante e quente, muito utilizada para simbolizar 
o amor e a paixão. Ao utilizar em excesso em ambientes pode diminuir um 
ambiente visualmente e também o deixar agressivo. Em ambientes que 
é necessário criar uma sensação de ambiente quente pode ser utilizado 
para essa função, em locais de trabalho deve-se tomar cuidado pois pode 
gerar agressividade nas pessoas. Essa cor é muito utilizada em ambientes 
de alimentação, porém se for um restaurante em que você não deseja que 
o cliente se alimente de forma rápida deve ser evitado, ao contrário de 
restaurantes fast food, no qual se deseja que o cliente não permaneça por 
longos períodos. 
Significado – Excitação, Alegria, Romance, acelera o apetite. 
Utilização por empresas como: Nintendo e Coca-colav
69UNIDADE III Aplicação e a Relação das Cores nos Ambientes Internos/Externos
● Laranja
Gurgel (2010) é a cor que possui a energia do vermelho e a intelectualidade 
do amarelo. Essa cor estimula a socialização, o otimismo e eleva o espírito. 
Conhecida também como a cor da criatividade, do humor e da alegria. Seu uso pode 
ser aconselhado em cozinhas, refeitórios e salas de jantar já que estimula o apetite 
e a digestão. Por se tratar de uma cor que gera dinamicidade pessoas que possuem 
agitação devem tomar cuidado ao utilizar essa cor. Quando utilizada em ambientes 
pode ser trazer sensação de aquecimento e aconchego. 
Significado – Otimismo, criatividade, alegria e raciocínio. 
Utilização por empresas como: Gol e Banco BMG
● Amarelo
Gurgel (2013) o amarelo é a cor que revitaliza o espírito, representa a riqueza, 
além de estimular a criatividade, o poder e o intelecto. Conhecida também como a 
cor da alegria e da diversão. Por transmitir a luz nos ambientes ele é indicado em 
pequenos espaços e com baixa luminosidade. Como é uma cor que estimula a mente 
é indicado para locais onde é destinado a leitura, pela manhã é uma cor que ajuda a 
se ter ânimo, mas não é indicado para ambientes de repouso, seus melhores usos em 
ambientes são banheiros e cozinhas. 
Significado– Criatividade, diversão e estimulante.
Utilização por empresas como: McDonald’s e National Geographic Channel
● Verde
Mancuso (2012) comenta que a cor verde é a mais calma. Muita encontrada na 
natureza é a sua cor de representação. O verde é considerado uma cor de temperatura 
neutra, mas se utilizado com sua cor complementar o vermelho pode se tornar 
estimulante. Quando o verde é utilizado em tons pastel se torna uma cor de sensação 
de frescor e relaxamento, o seu uso é indicado para salas de espera, reunião e estudos. 
Significado – Tranquilidade, relaxamento e equilíbrio das emoções.
Utilização por empresas como: Spotify e Land Rover 
70UNIDADE III Aplicação e a Relação das Cores nos Ambientes Internos/Externos
Fonte: O autor (2022).
Nessa unidade então analisamos sobre as cores e suas sensações nas pessoas 
que vão habitar o ambiente e seus estímulos. Agora então caberá a você caro (a) aluno (a) 
analisar o briefing que o seu cliente passou e saber sugerir qual cor será ideal ao projeto 
dele. 
 
● Preto
Gurgel (2013) nos comenta que o preto não é considerado uma cor, 
porém ela influencia da mesma maneira os indivíduos. Porém a cor preta é 
considera como uma cor negativa em ambientes, mas quando se relaciona 
a moda ela é vista como uma cor para sofisticação. Por ser uma cor escura 
é preciso cuidado ao utiliza-la pois ela pode causar uma diminuição na 
iluminação do ambiente, pode deprimir as pessoas e diminuir espaços. 
Quanto a composição com outras cores pode ser utilizada com qualquer 
uma variação de cor. 
Significado – Sofisticação, luxo e autoridade.
Utilização por empresas como: Puma e Nike
● Branco
Gurgel (2013) diz que a cor branca é considerada uma cor neutra. 
Tem como simbologia fé e pureza, essa cor é muito utilizada para aumentar 
a claridade nos ambientes. Também por ser uma cor clara é utilizada 
para demonstrar higiene e saúde. Sua utilização é indicada em cozinhas, 
banheiros, consultórios médicos e dentários. Assim como a cor preta pode 
ser utilizada em qualquer composição o branco também pode ser utilizado. 
Significado – Inocência, Paz e Alegria. 
Utilização por empresas como: Nestlé e Apple
71UNIDADE III Aplicação e a Relação das Cores nos Ambientes Internos/Externos
3. CORES E SUAS DISPOSIÇÕES NOS AMBIENTES
Já sabemos a respeito das cores e suas influências no ambiente, agora caro (a) 
aluno (a) vamos analisar nesse tópico quais as possibilidades de combinação de cores 
aplicadas aos projetos de interiores. Veremos esquemas de cores acromáticos, neutro, 
monocromático, triádico, análogo e complementar. 
O profissional irá determinar o esquema de cores do ambiente, para isso ele 
deve considerar a psicologia das cores, e para levar em consideração deve pensar qual a 
sensação que irá transmitir para aqueles que irão ocupar o espaço, é importante também 
lembrar sobre o equilíbrio visual das formas, objetos e móveis conseguindo assim trabalhar 
todos de forma unificada. 
3.1 Esquema acromático
O nome dessa forma de combinação já diz a seu respeito, nesse esquema de 
colorização do ambiente existe uma falta de cor, as cores utilizadas são o preto, branco 
e cinza. Gurgel (2010, p. 66) comenta que é “uma opção sofisticada, podendo tornar-se 
bastante impessoal e ainda transmitir um pouco de autoritarismo e frieza muita utilização 
de preto. Usar somente o branco pode tornar o ambiente frio, deprimente e cansativo”. Em 
contraponto a falta de cores, nesse tipo de esquema é importante fazer uso de elementos 
com textura. Podemos encontrar essa tendência de utilização do esquema acromático em 
comércios por estar em alta. 
72UNIDADE III Aplicação e a Relação das Cores nos Ambientes Internos/Externos
FIGURA 5 – AMBIENTE ACROMÁTICO
 
3.2 Esquema neutro
Nesse esquema de utilização de cores, o neutro é composto por tons terrosos, 
são esses tons de marrom e bege, esses tons são utilizados quando o profissional deseja 
passar uma sensação de elegância ao ambiente, suas cores não são nem quentes e nem 
frias. Esse esquema é “muito utilizado em restaurantes sofisticados e halls de entrada, é 
uma excelente opção para ambientes onde são expostas obras de arte ou mercadorias de 
cores vibrantes, á que acentua as peças” (GURGEL, 2010, p. 67).
FIGURA 6 – AMBIENTE NEUTRO
 
73UNIDADE III Aplicação e a Relação das Cores nos Ambientes Internos/Externos
3.3 Esquema monocromático
Diferente do esquema acromático, no monocromático nós temos a utilização de 
apenas uma cor no ambiente, podendo variar suas tonalidades. Gurgel (2010) comenta que 
esse esquema é:
utilizado em home offices, lojas e consultórios. Ideal quando se deseja ressaltar 
a propriedade especifica de uma cor, como, por exemplo, a tranquilidade do 
azul-claro em um consultório dentário, a força no vermelho na parede de uma 
loja com pé direito duplo, etc (GURGEL, 2010, p. 68).
Ainda sobre a utilização do esquema monocromático é a possibilidade de se utilizar 
as cores neutras como branco, cinza e preto em sua composição.
FIGURA 7 – AMBIENTE MONOCRÁTICO
 
3.4 Esquema complementar
Como o próprio nome já indica é a utilização de cores complementares no ambiente, 
seguindo o círculo cromático analisamos as cores que se complementam e aplicamos ela 
no ambiente. De acordo com Gurgel (2010) por se tratar de cores opostas “faz uso de cores 
contrastantes, podendo criar combinações vivas e vibrantes, cheias de energia, ideais para 
shoppings centers, lojas de varejo ou qualquer outro tipo de ambiente comercial que se 
beneficie com essa energia” (GURGEL, 2010, p. 68).
74UNIDADE III Aplicação e a Relação das Cores nos Ambientes Internos/Externos
FIGURA 8 – AMBIENTE COMPLEMENTAR
 
3.5 Esquema triádico
Utilizando das cores primárias do círculo cromático segundo a autora Gurgel (2010, 
p. 10), esse esquema é indicado em “ambientes comerciais amplos e que necessitem de 
uma atmosfera dinâmica, como por exemplo, escolas, academias de ginástica, creches, 
etc.” A preocupação na utilização desse esquema é deixar o ambiente carregado demais 
e não atrativo, para isso pode se combinar com tons pastel ou então tonalidades mais 
fechadas. 
FIGURA 9 – ESQUEMA TRIÁDICO
 
75UNIDADE III Aplicação e a Relação das Cores nos Ambientes Internos/Externos
3.6 Esquema análogo
Da mesma forma que o esquema anterior se baseou nas cores primárias, o esquema 
análogo se baseia na utilização de cores análogas do círculo cromático, as cores análogas 
são aquelas vizinhas. Gurgel (2010) comenta a respeito que ele “pode criar ambientes bem 
interessantes, já que as cores análogas parecem estar “uma dentro das outras”. Pode ser 
utilizado para aquecer (análogas quentes) ou esfriar (análogas frias) ambientes” (GURGEL, 
2010, p. 70). 
Estudamos então, algumas possibilidades disponíveis de esquemas de cores para 
você caro (a) aluno (a) utilizar em seus projetos de interiores, você deve se lembrar de 
levar em consideração o perfil do seu cliente obtido pelo briefing, a psicologia das cores e 
a sensação que o cliente deseja e o equilíbrio visual do ambiente para não acontecer uma 
desordem. Comece a criar pequenas combinações de cores que você ache interessante, 
observe ao seu redor os esquemas e composições de onde você frequenta e as sensações 
que você absorve nelas. Lembre-se que o projeto precisa de técnica além de criatividade, 
aperfeiçoe as suas para ter resultados cada vez mais positivos. 
76UNIDADE III Aplicação e a Relação das Cores nos Ambientes Internos/Externos
4. TEXTURAS E O USO DA COR
4.1 Texturas
As texturas são elementos que estão presentes em tudo que temos ao nosso redor, 
tudo que tocamos observamos sua textura, essas podem ser lisas ou porosas, é costume 
observarmos texturas em madeiras, paredes, concreto e tecidos. O profissional que trabalha 
com design de interiores deve observar sempre como trabalhar as texturas além das cores. 
É comum observamos em projetos o conceito clean associados apenas as cores,e 
algumas vezes sem elementos por cima, pensando que conforto e requinte se encontram 
dessa forma, porém o contrário pode ser observado. 
Nem todos os profissionais sabem trabalhar com texturas ou até mesmo sabem o 
que são texturas, mas quando resolvem aplicar os conceitos envolvidos no uso da textura 
acabam se surpreendendo com o resultado. 
Para garantir um espaço visualmente atraente diversos elementos, incluindo cores, 
formas, padrões, linhas e texturas, são usados para tornar um espaço visualmente atraente. 
Eles constituem essencialmente a base de toda esta arte e apostam no equilíbrio para criar 
um espaço acolhedor e convidativo. 
Mas dentro do conceito para designers o que é a textura? Basicamente o conceito 
de textura é o tipo de superfície do material empregado. Observemos alguns tipos de 
texturas que podemos observar em almofadas por exemplo, elas podem ser lisas, sedosas 
e conter bordados. Se observarmos os diferentes tipos de texturas existentes podemos 
assim como a cor utilizá-las para criar sensações no indivíduo que fará seu uso, como 
77UNIDADE III Aplicação e a Relação das Cores nos Ambientes Internos/Externos
exemplo podemos citar sensações de calor ou até mesmo frio através da textura. Então 
você como profissional querido (a) aluno (a) deve se preocupar para não tomar decisões 
erradas em relação as texturas que irá compor o seu ambiente.
FIGURA 10 – SOFÁ E ALMOFADA TEXTURIZADA
 
Um ambiente que não possui textura pode ser um ambiente sem vida, ou seja, 
sem estímulos para as pessoas que convivem nesse ambiente. Segundo Gurgel (2017) 
as texturas “[...] são elementos importantes que ajudam na composição da atmosfera e do 
caráter de um ambiente, [...] e todos os materiais apresentam algum tipo de textura” (GUR-
GEL, 2017, p. 36). Então diante da importância na composição do ambiente, as texturas 
quando usadas de forma correta irá garantir até mesmo pontos de interesses, em espaços 
corporativos por exemplo é um dos locais em que é muitas vezes essencial criar esses 
pontos de interesses, atuando de forma sensorial e as vezes até mesmo como auxiliador 
no conforto acústico. 
[...] uma mesma superfície, dependendo da textura com que for revestida, pode 
causar diferentes reações ou sensações. Uma mesma textura, dependendo 
do tipo de iluminação que receba, pode ser percebida de maneiras diferente 
(GURGEL, 2017, p. 36).
Quando se trata de projetar um ambiente ou até mesmo uma casa inteira, muitos 
elementos de design têm precedência, como cores e móveis. Porém muitos profissionais 
esquecem que o projetar um ambiente vai além desses dois itens. 
Na verdade, se você como profissional se concentrar apenas nesses dois itens 
seus resultados parecerão ser inconsistentes, planos e desprovidos de calor e muitas 
vezes precisa retornar ao projeto inicial. Nessas horas, o uso da textura pode ser como um 
coringa no seu projeto de interiores. Texturas podem destacar e distinguir diferentes objetos 
e superfícies, através do efeito da transformação da luz e escala e comunicar um design 
específico. 
78UNIDADE III Aplicação e a Relação das Cores nos Ambientes Internos/Externos
Agora que já sabemos a importância da textura para o projeto de interiores vamos 
analisar alguns materiais que podemos usar e que possuem texturas atraentes para seu 
projeto?
4.2 Tipos de texturas
Como profissional você precisa conhecer as texturas e como poderá utilizar em seu 
projeto de interiores, buscando tirar o melhor proveito de cada tipo, isso irá te ajudar a dizer 
se é condizente com o seu projeto e o que ele quer transmitir. Existem dois tipos de texturas 
as táteis e as visuais. 
A textura visual é aquela que atrai o espectador imediatamente, é uma textura 
vistosa e atraente. Por outro lado, as texturas táteis, além de atrair a atenção, sempre criam 
a necessidade de ser tocada (superfícies de veludo, por exemplo, evocam o desejo de ser 
tocadas). 
Se você deseja causar sensação de decoração especifico, por exemplo, algumas 
texturas ajudam a transmitir essa decoração. Utilizar texturas lisas, suaves e brilhantes são 
muito utilizadas no design moderno, já quando o profissional deseja passar um efeito mais 
rustico para seu projeto ele tende a utilizar superfícies ásperas ou naturais. 
FIGURA 11 – COZINHA COM DESIGN MODERNO E TEXTURAS LISAS
 
79UNIDADE III Aplicação e a Relação das Cores nos Ambientes Internos/Externos
FIGURA 12 – QUARTO COM TEXTURAS DE RÚSTICAS DE MADEIRA
 
Vejamos alguns elementos que possuem diferentes texturas e que influenciam no 
seu projeto:
● Tijolo: Esse elemento utilizado na construção civil possui diversas variações, seu 
uso tem feito parte dos projetos de interiores no passado e como tendência voltou 
a ser utilizado em suas variações nos dias atuais. Utilizado na forma de tijolinho 
a vista ele trazia um visual rústico para o ambiente interno e externo de projetos 
arquitetônico e de interiores, hoje como detalhes em paredes ele traz modernidade 
e rusticidade aos ambientes. 
FIGURA 13 – AMBIENTE MODERNO COM TIJOLINHO APARENTE
 
80UNIDADE III Aplicação e a Relação das Cores nos Ambientes Internos/Externos
● Madeira: Um dos elementos naturais mais utilizados em projetos de interiores, 
esse material pode trazer uma sensação de modernidade através de seus 
subprodutos como o MDF, conhecido por ser possível dar a textura e a colorização 
que se desejar a madeira. Mas a madeira também pode ser utilizada no seu estado 
natural, cada madeira possui uma textura e uma colorização natural diferente devido 
a sua forma natural e espécie de árvore. 
FIGURA 14 – LIVING COM ELEMENTOS EM MADEIRA TOM NATURAL
● Metal: Por ser um material mais frio e que nos remete a sensação de industrial 
é muito utilizado para arquiteturas mais modernas e no estilo industrial, que teve 
muitos adeptos em regiões nas quais após o fechamento de diversas fábricas os 
espaços voltaram a ser habitados e assim profissionais pelo mundo todo tentaram 
manter as lembranças do passado do local. 
FIGURA 15 – QUARTO EM ESTILO INDUSTRIAL COM ELEMENTOS EM METAL
 
81UNIDADE III Aplicação e a Relação das Cores nos Ambientes Internos/Externos
Caro (a) aluno (a) o jeito ideal para começar a fazer utilização de texturas é 
começar a observar esses elementos ao nosso redor assim como as cores, sinta o toque 
dos elementos nos projetos e pense na sensação que aquele item irá trazer ao seu cliente, 
dessa forma a assertividade do seu projeto será muito maior. Um dos itens que muitos 
profissionais trazem texturas é através dos tecidos então utilize com sabedoria os diversos 
materiais que você tem em suas mãos. 
4.3 Uso das cores
Observamos até aqui nessa unidade o início das cores primárias e suas derivações, 
também vimos como elas podem ser utilizadas no espaço para projetos e as sensações 
que cada uma oferece aos usuários do ambiente. 
Também vimos combinações possíveis de cores através do círculo cromático, 
mas como podemos aplicar essas cores em nossos projetos, sejam eles residenciais ou 
comerciais? Agora iremos analisar como podemos utilizar em cada um desses locais as 
cores e suas funções. 
4.3.1 Uso das cores em ambientes corporativos
A cor é, sem dúvida, uma importante ferramenta a disposição do designer, por ser um 
dos elementos que são primeiros percebidos em um ambiente, a cor muda imediatamente 
uma atmosfera. Ela pode transformar um ambiente em acolhedor, convidativo, espaçoso, 
fresco, entre outras sensações que as cores podem proporcionar. 
Em um ambiente empresarial, a qualidade de vida é um fator fundamental que 
afeta diretamente os resultados. Planejar um ambiente confortável, atendendo plenamente 
as necessidades dos colaboradores e permitindo o desenvolvimento das atividades, 
estimulando a criatividade, força de vontade e produtividade. 
Para a autora Gurgel (2014) o uso da cor influencia o bem-estar dos indivíduos, ela 
comenta: 
[...] a escolha corretar de um esquema de corespode significar o sucesso 
de um projeto, pois ele pode interferir diretamente no espaço – tanto na 
concepção espacial propriamente, alterando visualmente suas dimensões 
e formas, quanto nas sensações e nos estímulos (produtividade, conforto, 
satisfação, entre outros) de seus usuários (GURGEL, 2014, p. 62).
A partir disso devemos ter consciência de que a cor não deve ser utilizada nesses 
tipos de espaço apenas para cunho estético, já que a cor influenciara diretamente na forma 
como os colaboradores atuarão. Vimos que a cor deve ser vista como um elemento ambiental 
que também ajuda a transmitir mensagens no espaço, o uso correto do projeto cromático 
é fundamental em espaços corporativos. O uso da cor em combinação com materiais e 
texturas podem transmitir mensagens agradáveis ou desagradáveis, a cor não pode ser 
considerada como um elemento isolado, mas sim um elemento essencial no design. 
82UNIDADE III Aplicação e a Relação das Cores nos Ambientes Internos/Externos
FIGURA 16 – SALA DE REUNIÃO COM COR AMARELA ESTIMULANTE PARA A 
CRIATIVIDADE
 
SAIBA MAIS
Não é demais repetir que a cor é uma realidade sensorial à qual não podemos fugir. 
Além de atuarem sobre a emotividade humana, as cores produzem uma sensação 
de movimento, uma dinâmica envolvente e compulsiva. Vemos o amarelo transbordar 
seus limites espaciais com uma tal força expansiva que parece invadir os espaços 
circundantes; o vermelho embora agressivo, equilibra-se sobre si mesmo; o azul cria a 
sensação do vazio, de distância, de profundidade. 
Fonte: Farina, Perez e Bastos (2011, p. 100). 
 
REFLITA
A cor é, sem dúvida alguma, a mais importante ferramenta da qual o designer de interiores 
dispõe. Possui a capacidade de transmitir instantaneamente a atmosfera e o estilo e de 
criar efeitos visuais. Também é um dos primeiros aspectos percebidos em um ambiente. 
As pessoas podem não mencionar o esquema cromático de um projeto, mas certamente 
comentarão que um determinado ambiente é muito acolhedor, cálido, convidativo, limpo, 
espaçoso, elegante ou intimista – impressões diretamente provocadas pelas tonalidades 
de cor utilizadas. 
Fonte: GIBBS, J. Design de Interiores: Guia útil para estudantes e profissionais: São Paulo: GG Brasil, 
2016.
83UNIDADE III Aplicação e a Relação das Cores nos Ambientes Internos/Externos
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nessa apostila caro (a) aluno (a) vimos como a cor pode influenciar diretamente em 
nossas vidas, aprendemos desde o seu principio no circulo cromático no primeiro tópico bem 
como suas derivações, como as cores são dispostas de forma análoga ou complementar 
e seus tons quentes e frios. 
No segundo tópico vimos sobre as psicologias das cores, como elas estão ligadas 
diretamente ao nosso cotidiano e a influência delas no ambiente em que ocupamos. 
Analisamos sobre os comportamentos da cor em relação ao nosso sentido emocional e 
como devemos aplicá-las em nossos projetos e ambientes. 
Também analisamos no terceiro tópico da nossa apostila sobre as disposições das 
cores nos ambientes, como combinar as tonalidades para criar ambientes aconchegantes, 
com a harmonia e a sensação que o espaço necessita. Analisamos como utilizar a cor 
para causar sensações adversas como ambientes mais quentes ou mais frios através da 
combinação de cores e seus tons. 
Por último analisamos as texturas e seu uso, vimos diversos tipos de materiais que 
nos transmitem sensações adversas pela textura tátil ou visual, desde texturas que servem 
para transmitir sensações de conforto, quanto para transmitir sensações de temperatura. 
 
 
84UNIDADE III Aplicação e a Relação das Cores nos Ambientes Internos/Externos
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO
Título: O universo da Cor
Autor: Israel Pedrosa. 
Editora: Senac. 
Sinopse: pintores, artistas gráficos, programadores visuais, 
fotógrafos, figurinistas, decoradores, vitrinistas, desenhistas, 
cenógrafos, estilistas, enfim, todos os profissionais que trabalham 
com imagens e cores têm aqui um livro exemplar sobre o tema. 
Israel Pedrosa, artista plástico e pesquisador da cor, convida o 
leitor para conversar sobre Arte, uma conversa em que as cores 
conduzem a pauta. Numa linguagem simples, ele esclarece este 
complexo universo: a natureza da cor, como grandes mestres da 
pintura a trataram, suas harmonias e contrastes, o decálogo do 
colorista.
LIVRO
Título: Da cor a cor inexistente
Autor: Israel Pedrosa.
Editora: Senac.
Sinopse: Da Cor à Cor Inexistente é um livro esplêndido de Israel 
Pedrosa, pintor senhor de sua arte e que alcança dizer o máximo, e 
bem, com a maior clareza, sobre as teorias da cor, endereçando-a à 
prática profissional, à experiência e à paixão de artista. Um livro para 
artistas, professores e estudantes de arte, para críticos e curiosos 
das coisas da pintura. Israel Pedrosa, com paixão pelo assunto 
e responsabilidade profissional, com capacidade excepcional de 
pesquisador, fez um estudo completo sobre a importância da cor 
e seus fenômenos interferentes na visão. A pintura em seu amplo 
setor de expressão (de comunicação), do quadro tradicionalmente 
concebido, até os mais surpreendentes recursos de técnicas para 
aguçar os sentimentos estéticos pela só presença da cor. Da cor 
que é luz. A luz que traz em seus raios a cor.
FILME/VÍDEO 
Título: Crazy About Tiffany´s 
Ano: 2016.
Sinopse – Uma joia simples, datada de 1837, se transformou 
em um fenômeno global incomparável. Conheça a história e os 
clientes da joalheria Tiffany & Co. No documentário, é abordada a 
importância da cor para a marca, inclusive contando a história de 
como a Pantone definiu e registrou a cor como exclusiva. 
85
Plano de Estudo:
● Histórico dos mobiliários;
● Tipos de materiais empregados;
● Mobiliários em espaços internos;
● Desenho de móveis para espaços internos. 
Objetivos da Aprendizagem:
● Conceituar e definir o histórico dos mobiliários;
● Estudar sobre os materiais disponíveis para produção de mobiliários;
● Projetar em espaços internos;
● Definir formas de desenho para mobiliários e suas dimensões.
UNIDADE IV
Estudo e Desenvolvimento de Projeto 
de Mobiliários e Objetos 
Prof. Pedro Henrique
86UNIDADE IV Estudo e Desenvolvimento de Projeto de Mobiliários e Objetos
INTRODUÇÃO
Bem-vindo caro (a) aluno (a), o mobiliário tem grande importância dentro dos 
projetos de interiores, eles servem como detalhes que demonstram os gostos e o tempo 
em que vivemos, observamos sua importância desde os primórdios do homem habitando 
espaços. O mobiliário demarca estilos arquitetônicos de sua época e podem até mesmo 
demonstrar graus hierárquicos dentro de uma sociedade. 
Nesta apostila iremos estudar quais são esses estilos que influenciaram desde o 
início dos mobiliários e estilos. Abordaremos também como elaborar um mobiliário utilizando 
de materiais diversos que podem compor uma boa mobília, existem produtos que levam 
assinaturas de seus criadores e se tornam verdadeiras referências por séculos. 
Hoje vivemos em uma época em que o mobiliário interno muito está voltado para 
móveis planejados, esse tipo de mobiliário está diretamente relacionado ao estilo de 
vida que temos atualmente, vemos cada dia mais ao redor do mundo preço de imóveis 
supervalorizando impossibilitando que pessoas de condições mais humildes possam ter 
lares grandes e espaçosos, por isso o aproveitamento do espaço é de tamanha importância 
na era que vivemos, nesse sentido que vemos o nascimento dos móveis planejados em 
todos os espaços da residência. 
Dentro desse estudo vamos ver como alguns móveis exigem certas regras 
ergonômicas para que sejam projetados, analisaremos alguns espaços para que o profissional 
possa desenvolver seus mobiliários garantindo conforto e usabilidade independente do 
usuário final. 
87UNIDADE IV Estudo e Desenvolvimento de Projeto de Mobiliários e Objetos
1. HISTÓRICO DOS MOBILIÁRIOS
Uma boa decoração não se limita apenas ao período em que se vive, é possível que 
você aprecie um bom designde interiores mesmo que o estilo a que ele está incluso não 
seja o que você considera como ideal. A partir do momento que conseguimos identificar os 
estilos de mobiliários que existiram ao longo do tempo, valorizamos muito mais a decoração 
de interiores tendo para o profissional um significado superior. Conhecer os mobiliários 
antigos nos permite analisar o estilo de forma adequada, não sendo algo isolado, mas 
sendo consequência do estilo anterior. 
Dentro da história do mobiliário não é incomum vendo os móveis evoluindo e 
adaptando-se a sua época e costumes. Os braços das cadeiras como exemplo no século 
XVIII encurvaram-se, não para seguir o design das pernas da cadeira, mas como forma de 
evitar que os vestidos utilizados pela moda da época não ficassem enrugados ao sentar-
se. No século XI por exemplo, ao seguir a tendência da arquitetura gótica os mobiliários 
passaram a adotar formas ogivais, que lembravam as catedrais da época e seu forte 
sentimento religioso. Faremos um breve resumo sobre alguns estilos que influenciaram os 
mobiliários. 
Egípcio – As cadeiras mais antigas, possuíam design em forma de “X”, seu assento 
era de madeira, couro ou junco e seus suportes imitavam patas de animais. Possuíam 
baixa altura em relação ao solo devido ao estilo de sentar com pernas cruzadas. Os tronos 
da época eram decorados com leões ou cisnes. 
88UNIDADE IV Estudo e Desenvolvimento de Projeto de Mobiliários e Objetos
Grego – Os gregos faziam grande utilização de itens como mármore, bronze, ferro, 
madeira e incrustações de ouro em seus mobiliários. Dentre as cadeiras mais famosas 
dessa época temos a “Klismos” que era construída com pernas e encostos curvos. 
Romano – Os romanos tinham em suas inspirações as suas conquistas, dessa 
forma sua arte era nacionalista, luxuosa, realista e monumental. Nos mobiliários possuíam 
muitos ornamentos, um dos mobiliários mais importantes na época romana eram as camas, 
pois os romanos passavam grande parte do seu tempo reclinados, para realizarem suas 
leituras, conversando, dormindo ou até mesmo se alimentando. 
Gótico – Estilo marcado pelas formas ogivais e precedeu o estilo do Renascimento. 
Esse estilo é marcado pela grande ornamentação e entalhes nos mobiliários que buscavam 
sempre passar a sensação de buscar o céu. 
Renascimento – Os mobiliários dessa época buscam o racionalismo em que 
se estava buscando nessa fase, sua origem no mobiliário vem da Itália e se inspira na 
arte clássica. Quando precisam ser móveis luxuosos eles possuem ornamentação 
sobrecarregada, em contraponto as linhas góticas o estilo renascentista dos móveis trás 
linhas e planos horizontais. 
Barroco – Esse estilo preza pelo movimento de massas desproporcionadas e 
de formas irregulares, outro artificio utilizado é o trabalho entre luz e sombra e o efeito 
surpresa. Os mobiliários dessa época eram ornamentados exageradamente, praticamente 
se removia o caráter utilitário do móvel. 
Rococó – Esse estilo se contrapõe ao barroco, ele é mais homogêneo e possuí 
itens curvos e ornamentação leves em relação ao seu precedente. Esse mobiliário era 
concebido por ornamentistas e decoradores. 
Neoclássico – O mobiliário neoclássico possuí três momentos distintos, no primei-
ro momento é utilizado pela classe alta intelectual, apresenta um estilo leve e elegante. No 
segundo momento da fase neoclássica ele se torna mais pesado e aparatoso, nessa fase 
o império detinha influência sobre o estilo. Já na terceira fase, sua influência é a crescente 
industrialização da época. O mobiliário passa a ser um objeto funcional e não uma peça de 
arte. 
Os mobiliários sempre fizeram parte do morar, durante as transformações que 
ocorreram ao longo dos séculos fizeram parte e integraram as transformações que ocorriam 
dentro dos ambientes, os objetos e mobiliários fizeram parte do modo de agir do homem em 
seu lar. Em relação aos mobiliários da antiguidade eles passaram a ser visto não apenas 
como utilitários, mas foram ganhando relação com o indivíduo em seu método de vida 
particular. 
89UNIDADE IV Estudo e Desenvolvimento de Projeto de Mobiliários e Objetos
Dentre os países que mais se destacaram no desenvolvimento do mobiliário temos 
a França e a Inglaterra, que foram grandes palcos de transformação dos interiores. Perrot 
(2009) comenta que a sociedade francesa que nos trouxe a moradia como conhecemos 
hoje, dividida em três setores. Os burgueses queriam realizar suas festas grandiosas em 
suas casas e para isso, precisavam preservar a sua intimidade, dessa forma desenvolveram 
os setores sociais da casa, a área íntima em que ficavam os quartos e a área de serviço no 
qual os empregados trabalhavam e residiam. Na área social estavam os grandes espaços, 
em que se recebiam visitas e realizavam suas recepções a sociedade, geralmente estes 
espaços estavam voltados para a rua e possuíam ricas decorações e mobílias ornamentadas, 
compondo ambientes cenográficos que produzissem um status social, ostentando sua 
riqueza e sua família.
Na área íntima, o oposto ao social ocorria, nesse ambiente cujo se localizavam os 
quartos eram onde a identidade individual de cada um se demonstrava, nesse ambiente 
reservado era onde à intimidade se constituía. Benjamin (1994) comenta:
[...] se entrarmos num quarto burguês dos anos oitenta [1880], apesar de todo 
aconchego que ele irradia, talvez a impressão mais forte que ele produz se 
exprima nessa frase: Não temos nada a fazer ali porque não há nesse espaço 
um único ponto em que seu habitante não tivesse deixado seus vestígios. 
Esses vestígios são bibelôs sobre prateleiras, as franjas ao pé das poltronas, 
as cortinas transparentes atrás da janela. O guarda-fogo diante da lareira 
(BENJAMIN, 1994, p.117-118).
Outro autor Forty (2007) comenta que a forma como passamos a morar após 
a Revolução Industrial também foi alterada, antes da revolução a casa era cujo nós 
trabalhávamos, dormíamos e comíamos. Mas após a revolução perdemos a função de 
trabalhar nas residências, e passamos apenas a ter nossos momentos de lazer, criar os 
filhos, comer e dormir. 
Segundo o autor, a casa passa a ser um local no qual buscamos nos repor 
emocionalmente, eliminando a sensação de trabalho, sofrimento e opressão das fábricas, 
o lar deveria ser um local de reposição das virtudes perdidas do mundo exterior, “[...] 
transformar o lar em um lugar de ficção, um lugar onde florescia a ilusão” (FORTY, 2007, p. 
140). Os vitorianos utilizaram várias estratégias para criar essa ilusão descrita pelo autor, se 
criaram padrões e gostos especiais para o design do seu lar, eles buscavam eliminar dentro 
do lar toda e qualquer associação que pudesse ser feita ao trabalho externo nas fábricas. 
O ambiente em que se vive se contrapõem pela primeira vez, para o homem 
privado, ao lugar do trabalho. O primeiro se constituiu no interior, o escritório 
é o seu complemento. O homem privado, realista no escritório, exige do 
interior que o mantenha em suas ilusões. Esta necessidade é tanto mais 
estimulante quando nem pensa em estender suas reflexões mercantis às 
sociais. Reprime ambas ao configurar seu entorno privado. E assim resultam 
as fantasmagorias do interior. Para o homem privado o interior representa o 
universo. Reúne nele o longínquo e o passado. Sua sala é a plateia no teatro 
do mundo (BENJAMIN, 1973, p. 167-168). 
90UNIDADE IV Estudo e Desenvolvimento de Projeto de Mobiliários e Objetos
A transformação do modo de viver se dá não só pela vida público x privado, ela 
é uma resultante da revolução industrial. Como reflexo direto acontece uma alteração na 
decoração das casas, assim também os móveis passam por transformações. 
Essa transformação nos móveis vem para evitar a lembrança do clima frio e 
industrial, o mobiliário passa a ganhar então cores, macies e aveludados. Dessa forma 
os ambientes através dos mobiliários vão criando um clima teatral para as salas, naquele 
momento históricoda revolução os burgueses passavam grande parte do seu tempo nos 
lares, acabavam por visitar-se entre eles, por isso a moradia passa a ser um local de 
encontro social. 
Uma causa que transformou também a forma como os móveis seriam projetados a 
partir desse período foi a questão sanitária e de saúde. Os móveis anteriormente carregados 
de estofamentos aveludados, rugosos, formas entalhadas e com muitos detalhes, deram 
lugar a mobílias mais fáceis de se fazer a manutenção e limpeza após os movimentos de 
saúde pública que surgiram na Europa e na América. 
Nos móveis então começam a aparecer os móveis de superfície lisa, linóleo, 
encerado ou couro, que ajudavam a combater o acúmulo de sujeira e poeira, as técnicas 
que apareceram para fundir o ferro e fazer barras de ferro também foram um passo à 
frente na evolução dos mobiliários. No final do século XIX a maioria dos mobiliários já eram 
praticamente completo por traços higiênicos. Esse mobiliário era característico por poucos 
ornamentos e grande quantidade de formas geométricas. 
Outro estilo que surgiu nessa fase foi o Art Nouveau, era uma reação ao estilo 
racional que a indústria havia empregado através da produção em massa dos mobiliários, 
esse estilo inspirava-se na natureza e trazia elementos assimétricos, com ornamentações 
florais que remetiam a trepadeiras, esse conceito buscava contrapor a linguagem fria e 
racional da industrialização e do conceito de vida racional.
No século XX o mobiliário passa a servir como item de conforto, antes essa 
função era apenas para uma pequena parte da população, mas com a industrialização e a 
produção em massa os itens começaram a ficar mais acessíveis para todos, os produtos 
eletrodomésticos passaram a fazer parte do cotidiano de todos para facilitar a vida daqueles 
que passavam horas nos seus serviços e ao chegar em sua residência precisavam otimizar 
seu tempo. Durante esse período também houve uma transformação na forma como as 
mulheres faziam parte da sociedade, devido as guerras os homens passaram a ir para 
o campo de batalha, restando assim as mulheres assumirem seus postos de trabalhos 
nos escritórios, lojas e fabricas. Através dessa mudança os eletrodomésticos também se 
91UNIDADE IV Estudo e Desenvolvimento de Projeto de Mobiliários e Objetos
tornam essenciais nesses lares para auxiliar a mulher nos afazeres domésticos, com isso 
as despesas se tornavam superiores tanto para compra quanto para manutenção desses 
lares, surge então a necessidade de se manter as mulheres nos empregos como auxílio de 
renda para o lar. 
Nos Estados Unidos, por volta do ano de 1910, a cozinha foi um dos locais que 
mais sofreu alterações com esse novo estilo de vida das mulheres, segundo Boyle (1993) 
comenta que:
[...] do forno de ferro fundido e dos fogões a gás e elétrico, maior diversidade 
de panelas e recipientes, provocaram um aumento e a separação da cozinha. 
Que gradualmente passou a rivalizar com a sala de estar enquanto ponto 
focal da vida familiar: agora ela já não ficava no porão como antigamente, 
mas no andar térreo, perto da sala de jantar. Seu projeto passou a ser 
cuidadosamente ponderado e suas paredes foram revestidas com papel 
lavável; as mesas tiveram a altura cuidadosamente planejada para oferecer 
as condições de trabalho mais propícias (BOYLE, 1993, p. 159).
Foi a partir desse momento então que surgiram as primeiras cozinhas planejadas, 
esses armários passaram ser multifuncionais e fáceis de usar. Materiais começaram a ser 
desenvolvidos pela indústria para que esses locais de trabalho passassem a ser higiênicos 
e de fácil limpeza. Dentro da sala de estar um dos itens que passaram a ser destaque 
foi a televisão, na nova forma de viver das pessoas esse item era fundamental então os 
mobiliários desse ambiente deveriam traduzir e enfatizar a importância desse eletrônico. 
A construção de um ambiente doméstico e confortável levou tempo, e as mudanças 
mais significativas em relação a residência se limitaram ao espaço interno. No entanto, na 
virada do século, uma revolução estética que incluía uma relação direta entre o ambiente 
interno e externo estava no horizonte, paralela aos avanços tecnológicos relacionados ao 
desenvolvimento do conforto humano no lar. 
Nessa época as pessoas da Europa começaram a buscar por mudanças através 
de estilos originais e novos, a influência dos modelos antigos já não trazia mais atração 
das pessoas e por isso algo novo era esperado, se opondo ao passado. Tudo que pudesse 
ser ligado ao passado deixou de ser aceito, e o modernismo passou então a eliminar os 
vestígios dos estilos antigos. Rybczynski (1999) comenta que:
Um prédio moderno era uma experiência total; não só a disposição interna, 
mas também os materiais de acabamento, a decoração, os acessórios e a 
localização das cadeiras eram planejados. O que resultou em cômodos de 
uma consistência visual que não era vista desde o rococó [...] os interiores 
mais admirados eram aqueles onde tudo havia sido projetado por um só 
arquiteto – inclusive a iluminação, as maçanetas e os cinzeiros. E é claro, os 
móveis, especialmente os móveis (RYBCZYNSKI, 1999, p. 109). 
92UNIDADE IV Estudo e Desenvolvimento de Projeto de Mobiliários e Objetos
Como resultado, o espaço de vida do indivíduo moderno deve ser adaptável e 
flexível, permitindo trocas e muitos usos. Esse espaço pode mudar junto com seus 
habitantes e ganhar vida própria, transformando-se em perpétua reflexão de identidades, 
tornando-se a materialização de um espaço vivo, existencial. Quem estabelece e comanda 
é os indivíduos e suas necessidades. 
Os móveis tais como um exemplo o cofre, aquele móvel primeiro, com suas relíquias 
contidas em seu interior, que ora tinha suas funções de uso, ora funções apenas estéticas 
e simbólicas, guardando segredos e propondo relações, criam e recriam realidades. Recria 
a fronteira entre o privado e público. São aqueles móveis que falam de si próprio, de sua 
memória, sonhos, medos e valores. 
O móvel é participante ativo no modo de morar, não existe lar ou morar sem mobiliário, 
ele se faz presente desde os primórdios e sua função foi ao longo do tempo sendo alterada, 
sempre mantendo suas características de uso, mas com estética e aparência modificada 
ao longo dos séculos. Podemos dizer que segundo Argan, o móvel “vale do significado que 
lhe atribui quem dele tem necessidade e por ele desejo, e a relação já não é normativa, 
como se o objeto levasse em si instruções para o seu uso, mas também empatia e simpatia” 
(ARGAN, 1992b, p. 257).
93UNIDADE IV Estudo e Desenvolvimento de Projeto de Mobiliários e Objetos
2. TIPOS DE MATERIAIS EMPREGADOS
Como você deve saber são diversos os tipos de materiais existentes no mercado 
para produção de um mobiliário, as possibilidades de mescla entre eles são infinitas, sendo 
assim é compreensível que um profissional não consiga conhecer todos os materiais 
disponíveis, mas sabemos que para conseguir fazer uma pesquisa, buscar variedades e 
novidades, é preciso conhecer os tipos básicos de materiais disponíveis para sabermos o 
caminho que seguir na buscar por novos materiais.
Nesse tópico veremos então sobre tecidos inicialmente, desde sua fabricação, prin-
cipais aspectos na hora da escolha. Veremos também a respeito do vidro, sua utilização e 
seus acabamentos. 
2.1 Tecidos
Os tecidos são muito versáteis na elaboração de um mobiliário, eles estão presentes 
principalmente naqueles utilizados como assentos. Para um profissional que irá trabalhar 
no desenvolvimento de um mobiliário deve conhecer a respeito desse material e seus usos. 
Para Grimley e Love (2016, p. 184) “um tecido, por definição, é um material que 
foi produzido pelo entrelaçamento de fibras, que são tecidas, tricotadas ou feltradas”. 
Desta maneira, podem ser classificadas por suas fibras constituintes ou pro sua forma de 
tecelagem. 
94UNIDADE IV Estudo e Desenvolvimento de Projeto deMobiliários e Objetos
Dentro dos tipos de fibras existem as de origem natural, sintética ou químicas, as 
fibras de origem natural também podem ser classificadas como de origem animal, como 
a lã, cashmere, seda entre outros. Também temos as fibras de origem vegetal como o 
algodão, linho entre outros. 
TABELA 1 - TABELA DE FIBRAS
.
Fonte: Adaptado de: Grimley e Love (2016).
Fibras naturais Características
Lã Obtida de uma variedade de pelegos de 
animais, a lã pode ter texturas tanto extremamente 
rústicas como suaves. As fibras de lã são onduladas 
e irregulares, o que faz com que, uma vez tecidas, 
criam vazios que aumentam o volume do tecido.
Seda A seda é obtida do casulo do bicho-da-se-
da. Sendo uma proteína natural, uma única fibra de 
seda tem mais resistência do que um fio de aço da 
mesma espessura. Ela é muito absorvente e pode 
ser tingida de muitas cores.
Algodão Obtido da baga das sementes da planta 
do algodão. Suas fibras são ocas e torcidas, como 
uma fita. O algodão suporta altas temperaturas, 
absorve bem os pigmentos e resiste à abrasão
Linho O linho é feito a partir do floema da planta 
do mesmo nome. Ele é o mais resistente das fibras 
vegetais. O conteúdo de cera dessa planta confere 
brilho à sua fibra, cuja cor natural varia do branco 
levemente amarelado a um matiz acastanhado
Fibras sintéticas Características
Náilon Produzida exclusivamente a partir de 
produtos petroquímicos. Em geral, é empregado 
nas fibras de carpete e é muito sensível ao calor.
Poliéster Produzido com álcool e ácido carboxílico. 
Amassa pouco e não absorve líquidos. Melhora 
suas qualidades quando mesclado a outras fibras, 
como o algodão
95UNIDADE IV Estudo e Desenvolvimento de Projeto de Mobiliários e Objetos
Temos diversas opções para escolha de tecidos, na hora de escolher um deles é 
importante avaliar suas características e seus atributos, não apenas na estética do material. 
Vamos ver quais as características que um tecido deve apresentar segundo Grimley e Love 
(2016). 
● Resistencia a abrasão: Corresponde a durabilidade de um tecido. Isso quer 
dizer a quantidade de vezes que um tecido suporta a fricção entre ele. 
● Absorvência: É a capacidade que o tecido tem de absorver a umidade. Isso tem 
influência na hora de realizar a manutenção e limpeza do tecido, evitando que ele 
sofra alterações em suas fibras. 
● Transparência acústica: É a forma como o som se comporta através de um 
tecido. Isso terá influência da trama que a fibra oferece. 
● Resistencia ao fogo: Item muito importante ao se considerar a confecção de um 
mobiliário, pois é o grau de resistência de um tecido ao calor e as chamas. 
Caro (a) aluno (a) é importante que você conheça além de conhecer sobre os fios, 
tenha conhecimento sobre os tipos de tecelagem, nada mais é do que a forma como é 
realizado o trançado dos fios, que forma os tecidos. Existem vários tipos de tramas, sendo 
as mais utilizadas a trama simples, que é utilizada para elaboração do algodão, do percal, 
de organza de seda, indicado para uso em drapeados, estofamentos e roupas de cama; 
entrelaçada de cesta, que produz o Oxford, podendo ser utilizado em lençóis e travesseiros; 
a entrelaçada de sarja, que dá origem a sarja, gabardina e o brim, que é indicado para 
estofamentos, travesseiros e almofadas. 
2.2 Vidro
O vidro é um material de aparência frágil, mas ao contrário do que se parece ele 
é um elemento muito resistente e se tratando de projeto de mobiliário apresenta grande 
versatilidade. Ele pode ser utilizado como item principal do mobiliário ou como detalhe. 
Muito utilizado por profissionais em móveis planejados como porta ou bancada e o mais 
comum o tampo de mesa. 
O vidro pode passar por um processo em sua fabricação conhecido como têmpera, 
nesse processo o vidro é aquecido a altas temperaturas, e, na sequência, resfriado. Esse 
processo de fabricação do vidro eleva muito a sua resistência em relação ao vidro comum, 
mas esse resultado de vidro temperado é conhecido de forma errada por vidro Blindex, 
ocorrendo que na realidade esse nome é de uma marca que produz vidros temperados 
mundialmente conhecida. 
96UNIDADE IV Estudo e Desenvolvimento de Projeto de Mobiliários e Objetos
O vidro pode passar por diversos tipos de acabamentos entre eles a serigrafia, 
gravado, adesivado, entre outros. Ele pode ser um vidro de segurança ou um vidro temperado, 
suas bordas também podem passar por acabamentos. Em relação ao acabamento podemos 
levar em consideração duas características, que é quanto ao seu canto e a sua lapidação. 
Quanto aos cantos é a forma como os cantos receberá o acabamento podendo ser do tipo: 
reto, moeda, garrafa, chanfrado, ene, eme, Luiz XV, tartaruga ou hélice, sem os últimos 
menos comum. Em relação a sua lapidação o vidro pode ser lapidado de vários tipos como: 
reta, meia cana, bisotê, 2g, 3g e og. Sendo os três últimos menos comum de ser utilizado. 
Outro item que pode ser compreendido como uma variação do vidro é o espelho, 
esse item é muito admirado como elemento decorativo. O espelho apresenta os mesmos 
acabamentos de cantos e lapidação dos vidros, podendo ainda receber molduras. Outra 
forma de se utilizar o espelho é colorido como o bronze, que transmite aspecto de decoração. 
2.3 MDF e MDP
Medium Density Fiberboard ou Fibras de Média Densidade: esse é o nome que 
recebe o MDF que conhecemos, um material uniforme resultante de aglomerados de fibras 
de madeira com resina. Por não possuir orientação em relação as fibras permitem que a 
madeira seja manuseada facilmente. 
Características: 
● Manuseabilidade idêntica à madeira;
● Pode receber revestimento de qualquer tipo;
● O corte pode ser realizado em qualquer sentido;
● Ecologicamente Sustentável.
Medium Density Particleboard ou Partículas de Média Densidade: assim denominada 
o MDP. É constituída por três camadas de madeira em pedaços triturados, dentre as 
madeiras utilizadas geralmente está o pinus, esses pedaços conhecidos como cavacos 
e constituído por duas camadas externas finas e uma interna mais grossa. Esse material 
devido a sua composição é indicado para mobiliários retilíneos como: mesas, estantes, 
armários entre outros. 
97UNIDADE IV Estudo e Desenvolvimento de Projeto de Mobiliários e Objetos
Características: 
● Resistente e ótimo para estruturas;
● Ideal em cortes retos;
● Maior resistência ao empenamento;
● Maior resistência à água.
Esses dois materiais muito empregados nas marcenarias são produtos parecidos, 
porém o que os diferencia é a forma como as fibras são produzidas, a vantagem da utilização 
desses materiais na fabricação de móveis é a sustentabilidade oferecida, já que a matéria-
prima utilizada vem de madeiras de reflorestamento. 
2.4 Metais
O metal dentro dos mobiliários é encontrado já tem alguns séculos, esses metais 
desde alumínio, aço inox, aço carbono, cobre, latão e até mesmo o ferro transformam os 
mobiliários e ambientes. O metal é comum de ser encontrado em detalhes, que trazem 
brilho e polimento aos designs, assim como resistência e durabilidade. Veremos alguns dos 
tipos de metais existentes e que proporcionam beleza estética a itens de decoração. 
● Alumínio 
O alumínio tem acabamento fosco, semelhante ao aço inoxidável. No entanto, 
é mais leve e fácil de trabalhar e menos resistente que o aço inox. O alumínio é um 
material resistente a corrosão, porém ele pode sofrer processo de oxidação, resultando 
em um resquício branco. Ele é indicado para se utilizar em áreas externas devido as suas 
propriedades que não permitem a passagem de luz, oxigênio e umidade. 
Devido a sua flexibilidade encontramos ele de forma ampla em peças de design 
assinado, ele também permite pinturas e acabamentos, o que traz ao mobiliário beleza e 
requinte. 
● Aço Inoxidável
Contém em sua composição uma liga de carbono, ferro, cromo e outros metais, 
podemos encontrar esse material em diversos locais da casa, por se tratarde um metal que 
não causa corrosão, não enferruja e não oxida, esse material é utilizado em locais onde a 
higienização é essencial como pias, mesas e demais locais necessários. O aço inoxidável 
é um produto de baixa manutenção. 
98UNIDADE IV Estudo e Desenvolvimento de Projeto de Mobiliários e Objetos
● Aço Carbono
A fibra de carbono pode conferir maior resistência, durabilidade e valor estético, 
além de outros benefícios, com esse item pode ser trazer visual moderno que pode ser 
adaptado a diversos ambientes. Com seus diversos acabamentos e tintas, o aço carbono 
alcança grande sucesso na decoração. 
● Cobre
O cobre é uma excelente forma de aquecer um ambiente frio com tons neutros ou 
brancos, esse tipo de ambiente é mais comum em cozinhas e banheiros. Por possuir uma 
cor laranja avermelhada, encontramos itens nesses ambientes que possuem esse material 
como matéria-prima. O cobre é antimicrobiano e resistente a corrosão, mas ele pode ser 
oxidado e com o tempo sua tonalidade pode ser alterada para um azul esverdeado, mas esse 
problema pode ser evitado se o item for coberto por cera de abelha ou cera de carnaúba. 
● Latão 
Uma mistura de duas ligas o cobre e o zinco, pode ser elaborado em diversas 
tonalidades como vermelho, amarelo, ouro, bronze e marrom. Esse produto é encontrado 
em maçanetas e torneiras devido sua ação antimicrobiana. 
● Ferro Forjado
O ferro forjado é aquele que foi martelado ou dobrado até adquirir a sua forma, ele 
possui um acabamento grosseiro e utilizado em ambientes que deseja se passar a sensação 
de rusticidade. Por ser um material muito resistente a corrosão é utilizada normalmente 
para criar produtos da área externa. 
Também podemos classificar os metais segundo seus acabamentos, essa forma de 
utilização gera mais personalidade ao item desenvolvido. Os acabamentos em metais mais 
utilizados são:
● Polido – É o acabamento mais fino do metal, possuí grande reflexibilidade 
semelhante ao espelho;
● Escovado – Esse acabamento fosco parece ter sido feito com um pincel, confere 
ao metal um caráter único e se torna ideal em espaços modernos e industriais; 
● Acetinado – Semelhante ao acabamento escovado, porém não apresenta o 
aspecto de pinceladas, o brilho desse acabamento fica entre o fosco e o polido.
● Envelhecido – Geralmente possui tons escuros, ele é um acabamento onde o 
material parece que resistiu ao tempo; 
● Martelado – Esse acabamento possui grande relevo e texturas. 
99UNIDADE IV Estudo e Desenvolvimento de Projeto de Mobiliários e Objetos
3. MOBILIÁRIOS EM ESPAÇOS INTERNOS
Nesse tópico vamos abordar sobre mobiliários nos espaços internos de uma 
residência, iniciaremos comentando sobre as formas de se projetar mobiliários para uma 
cozinha, esse que é um dos ambientes mais importantes da casa como conhecemos na 
atualidade. A cozinha deixou de ser um espaço para empregados domésticos para uma 
área de uso comum da família e de demonstração de carinho por parte de quem prepara 
o alimento que sustenta a todos, além de ser um espaço de confraternização e recepção.
Falando a respeito do layout de uma cozinha devemos analisar o seu uso e itens 
essenciais para que seja uma cozinha completa, para um projeto bem elaborado de uma 
cozinha não se pode deixar fazer falta um balcão com pia, geladeira com congelador 
integrado, fogão de quatro bocas, mesa para duas pessoas ou quatro cadeiras e armários 
para armazenamento de produtos e materiais a serem utilizados na cozinha. 
O primeiro passo, sempre, independente do briefing levantado, é o da criação de 
um layout para mobiliários e equipamentos, e essa definição depende da etapa em que se 
encontra essa cozinha, sendo já construída, ou ainda em fase de projeto ou construção, já 
que o ponto de partida de um projeto para uma cozinha deverá ser os pontos hidráulicos do 
ambiente, ou seja, para que seja analisado se é possível realizar uma mudança ou ele já 
estará definido. Segundo os autores Gurgel (2013) quanto Grimley e Love (2016) comenta 
que deve ser adotado a técnica de triangulação entre esses equipamentos em um projeto 
de cozinha. 
100UNIDADE IV Estudo e Desenvolvimento de Projeto de Mobiliários e Objetos
FIGURA 1 – TRIANGULAÇÃO NA COZINHA
 
Fonte: O autor (2022). 
A técnica de triangulação considera a integração dos equipamentos da cozinha de 
forma a realizar o melhor desenvolvimento das atividades realizadas na cozinha, esse tipo 
de layout é amplamente utilizado e independente do modo como a cozinha está projetada em 
relação a tamanhos pode ser aplicado. O ideal é que a distância entre os três equipamentos 
seja inferior a 6,5 metros lineares, pois ao longo do dia esse percurso será realizado por 
diversas vezes o que pode tornar o processo cansativo, levando em consideração ainda 
que a distância entre a pia e a geladeira deve ser a menor entre eles. 
Após utilizarmos a técnica de triangulação, outra técnica que vamos analisar que 
é utilizada no projeto de interiores para cozinhas é o de setorização por zonas de trabalho, 
a ideia nessa forma de distribuição é a de que os equipamentos da cozinha devem ser 
locados segundo sua necessidade uso. Para Grimley e Love (2016), as zonas de trabalho 
são exatamente definidas pelos equipamentos que estabelecem a triangulação. Dessa 
forma o ambiente fica divido em 3 (três) zonas distribuídas da seguinte forma: lavagem, 
preparo e de cozimento. Na zona de lavagem é onde fica instaladas a pia e a máquina de 
lavar, na zona de preparo em que ficam os balcões adjacentes e o refrigerador e na zona 
de cozimento é instalado o fogão e o forno. 
Porém Gurgel (2013), indica que seja setorizada em 5 zonas dentro da cozinha, 
distribuídas da seguinte forma: pia ou setor de limpeza, próximo ao fogão ou setor de cocção, 
área de refeições, setor de preparo no qual estão as bancadas, setor de armazenamento ou 
estocagem em que ficam os armários e geladeira. 
101UNIDADE IV Estudo e Desenvolvimento de Projeto de Mobiliários e Objetos
FIGURA 2 – COZINHA COM TRIANGULAÇÃO
 
Vimos uma breve introdução sobre como pensar o mobiliário da cozinha e seu 
posicionamento, agora abordaremos sobre o banheiro e como pensar e projetar esse 
espaço. Atualmente o banheiro em muitas residências deixaram de ser apenas o local 
de fazer sua higiene para ser um local de descanso em algumas situações, conhecer as 
dimensões adequadas para aplicar os mobiliários em um layout correto é essencial. O 
banheiro é uma área reduzida da casa, mas que demanda alto custo em relação aos outros 
ambientes. 
O banheiro pode ser considerado até mesmo como local de “símbolo de poder 
econômico” (GURGEL, 2013), temos banheiros que são verdadeiras salas de banho, com 
espaços amplos e grandes dimensões. Mas mesmo que consideremos que cada projeto 
deve levar em consideração o briefing que o profissional teve com o cliente, é possível criar 
um norte para se projetar um banheiro, pensando em equipamentos mínimos necessários. 
Dentre os autores os equipamentos que são unanimidade em relação ao projeto de um 
banheiro são: lavatório, bacia sanitária e chuveiro. Em geral o layout do banheiro já está 
estabelecido quando o profissional de interiores é contratado pois a alteração de elementos 
hidráulicos é de alto custo e difícil execução. O autor Szucs (2000) considera que para 
um espaço de circulação dentro do banheiro, descontando o espaço utilizado pelos 
equipamentos, deve ser de no mínimo 60 centímetros, o que garante segurança e conforto. 
A área destinada ao boxe, utilizado para banho, deve ter no mínimo 75 centímetros 
espaço considerado pequeno pois a pessoa necessita elevar os braços para fazer a correta 
lavagem do seu próprio cabelo. O tipo de fechamento para o boxe não apresenta muitas 
variações, sendo o vidro o mais adequado quanto a manutenção. 
102UNIDADE IV Estudo e Desenvolvimento de Projeto de Mobiliários e Objetos
Quanto as bacias sanitárias existem no mercado diversasopções, mas na hora 
da escolha deve-se levar em consideração o tamanho do espaço disponível, para que de 
maneira ideal fique uma área livre de 30 centímetros em suas laterais, para instalação de 
lixeira e papeleira. 
FIGURA 3 – BANHEIRO
 
Para a pia (lavatório) o ideal é que ela possua no mínimo 60 centímetros de largura, 
para instalação de uma cuba e profundidade de 45 centímetros. A bancada deve ser 
instalada em relação ao chão com uma altura final total de 85 até 100 centímetros, quando 
for instalada cuba de sobrepor ou de apoio essa altura final deve ser a do topo da cuba. 
Os lavabos são banheiros equipados apenas com bacia sanitária e lavatório (pia), 
sem chuveiros. Normalmente, está localizado próximo a salas de jantar ou estar, pois tem a 
função de servir para o uso de visitas que não sejam hóspedes. Seu layout e dimensões são 
basicamente as mesmas do banheiro, desconsiderando apenas a área que seria utilizado 
pelo local de banho. 
Para esse ambiente a escolha de materiais e acabamentos é muito mais versátil 
que a de um banheiro, pois como não possui a área de água direta e do vapor d’água, 
as paredes podem receber até mesmo papeis de parede, ao contrário, das paredes de 
banheiros que necessitam receber revestimentos cerâmicos ou impermeáveis. 
Vamos analisar agora a respeito dos quartos, muitas pessoas consideram esse 
espaço como um refúgio, um local para descanso, um local para realizar suas atividades 
pessoais diárias, além de outras funções a que cada indivíduo sente a necessidade de 
adaptar. Quando o profissional projetar um quarto para um casal esse deve atender as 
necessidades dos dois usuários do ambiente, mas quando projetamos quartos infantis ou 
de jovens, existem diferenças entre os usos que se terá nesse espaço e cabe ao profissional 
saber solucionar essas diferenças. 
103UNIDADE IV Estudo e Desenvolvimento de Projeto de Mobiliários e Objetos
Analisaremos como dispor um layout adequado para o ambiente, compatibilizando 
as especificações quanto as dimensões necessárias, considerando a diferentes ocupações 
para um quarto, de acordo com a faixa etária. Um dos pontos principais quando se irá projetar 
um quarto é a cama, esse componente é o princípio norteador do projeto de um quarto, 
pois ele ocupará grande parte do espaço e exigirá uma área de circulação para aquele que 
irá fazer uso do equipamento. Com base nisso, saber qual o tamanho do colchão que será 
utilizado no ambiente será de grande importância, no mercado existem algumas opções e 
elas seguem normas para sua fabricação. 
Em um quarto cujo será inserido um berço, o colchão terá uma dimensão de 60x130 
centímetros no menor dos casos, podendo chegar na opção maior de 70x150 centímetros. 
Podemos usar também exemplos de colchões para adultos nos quais o de tamanho 
casal que é menor tamanho adequado para duas pessoas tem dimensão de 138x188 
centímetros, e o maior tamanho de colchão encontrado para casais é o super king size, que 
possuí dimensões equivalentes a 193x203 centímetros. Com isso, conseguimos analisar as 
diferenças que esse equipamento irá ocupar de espaço no ambiente, conseguindo assim 
fazer a escolha correta para o tamanho do ambiente a ser projetado. 
FIGURA 4 – QUARTO CASAL COM GUARDA-ROUPA
 
Outro ponto que deve ser considerado não é apenas o tamanho que o colchão 
irá ocupar, mas também a área de circulação que é necessária para que as pessoas que 
usarão do colchão possam ter acesso a cama pelos dois lados, pois quando existe a 
possibilidade de circulação de apenas um lado pode ocorrer que um usuário incomode o 
outro ao levantar ou se deitar. 
104UNIDADE IV Estudo e Desenvolvimento de Projeto de Mobiliários e Objetos
O autor Boueri (2008) apresenta que a área que deve ser livre para circulação e 
acesso a cama é de no mínimo 50cm, enquanto que Gurgel (2013), considera o ideal, ao 
menos 70cm. Porém quando é considerado uma cama de solteiro, onde apenas uma pessoa 
fará uso da cama, pode ser encostado um lado da cama na parede, pois não se fará necessário 
duas pessoas deitar na cama ao mesmo tempo e tendo seu tamanho como limitador. 
FIGURA 5 – QUARTO DE MENINA COM GUARDA-ROUPA
 
O quarto também é utilizado na maioria das residências para se armazenar roupas, 
sapatos, acessórios, objetos pessoas entre outros itens, assim ocorre que o usuário acabe 
realizando trocas de roupas e se arrumem no ambiente, com isso acaba ocorrendo a 
instalação de guarda-roupas ou cômodas, a autora Camargo (2014) comenta:
[...] o espaço para a colocação do guarda-roupa deve ser condizente com o 
seu uso, já que é preciso abrir portas e manusear objetos à sua frente, sem 
que outros elementos atrapalhem, para isso, entre o armário e outro objeto, é 
necessário que exista entre 80 e 120 cm (CAMARGO, 2014, p. 54).
Para projetar um guarda-roupa, deve se considerar que ele possua ao menos duas 
portas e caso não se tenha na residência um local para armazenar roupas de cama, mesa 
e banho, que esse móvel possua espaço para tais itens. 
105UNIDADE IV Estudo e Desenvolvimento de Projeto de Mobiliários e Objetos
4. DESENHO DE MÓVEIS PARA ESPAÇOS INTERNOS
Os móveis contribuem para a criação de um ambiente visual agradável, as suas 
linhas e texturas, suas escalas, suas distribuições no espaço, todas elas determinam um 
papel essencial nas características que o ambiente quer expressar. Esses mobiliários podem 
ser lineares, planos, volumétricos, curvos ou angulares. Podem transmitir uma sensação de 
horizontalidade ou de verticalidade para o ambiente, assim como um ambiente mais leve ou 
pesado. Conforme vimos anteriormente, os móveis passaram por mudanças ao longo da 
história, e esses estilos influenciaram em suas épocas o modo como eram projetados esses 
equipamentos. Atualmente é comum observarmos profissionais que trabalham de forma 
adequada esses períodos históricos. Historicamente são considerados como mobiliários 
mais antigos aqueles que possuem acima de 100 anos, já antiguidades são aquelas que 
passaram através dos séculos e são conhecidas pela sua cultura, períodos ou indivíduos. 
Os móveis modernistas são aqueles que foram produzidos a partir do século XIX e os 
contemporâneos aquelas peças produzidas por nossos artistas na atualidade. 
O móvel influencia diretamente no modo como nos sentimos confortáveis, o desenho 
do mobiliário terá grande influência nesse requisito. O modo como nosso corpo vai se sentir 
após o uso do equipamento é que iremos considerar se ele foi bem desenho ou não, um 
exemplo é uma cadeira que após você ficar por um longo período utilizando dela sentirá se 
conseguiu descansar e relaxar ou ela te causou desconforto durante seu uso. 
106UNIDADE IV Estudo e Desenvolvimento de Projeto de Mobiliários e Objetos
Para projetar um mobiliário algo que se torna muito importante é a ergonomia, 
que são os fatores humanos que vão dizer sobre a escala e proporção do mobiliário. O 
profissional ao elaborar um mobiliário deve levar em conta as proporções humanas para 
garantir conforto na sua utilização. Ao se projetar por exemplo uma cadeira deve-se levar 
em consideração alguns fatores como: inclinação do encosto, altura em relação ao chão, 
material de composição, estrutura, se possuir apoio aos braços seu tamanho, ângulo e 
material entre outros itens que precisam ser observados. 
A disposição dos móveis em uma sala afetará a forma de uso do local. Móveis podem 
ser utilizados como elementos esculturais em um espaço, de forma apenas decorativa, 
mas de forma comum eles são organizados em grupos funcionais. Esses grupos podem 
então ser organizados para criar e organizar um espaço. Os móveis podem ser divididos 
em algumas formas de agrupamentos, sendo eles individuais, planejados ou modulares. 
Os mobiliários individuais são aqueles cujo permitem flexibilidade no seu arranjo, podendo 
ser deslocado de posição. Quando falamos de móveis planejados são aqueles que foram 
embutidos e executadoscom dimensões exatas para o ambiente, geralmente eles possuem 
unidade e continuidade nas formas, aproveitando ao máximo os espaços do ambiente, mas 
uma situação mais complexa de conseguir é sua alteração de posição e encaixe em outro 
ambiente. E por fim, temos os mobiliários modulares, que combinam entre si suas estéticas 
e linhas, mas que consegue ter a flexibilização de posição como os mobiliários individuais. 
Dentre os mobiliários mais comuns e antigos já conhecidos temos os assentos, 
esses elementos devem ser construídos para garantir conforto e sustentabilidade do peso 
corporal do usuário, como o corpo humano possui variação em relação a tamanho e peso, 
é perigoso projetar tal mobiliário de forma precisa para um só biotipo, pois assim, ele 
se tornaria confortável para algumas pessoas e desconfortável para outras. O tamanho 
correto para uma cadeira é determinado não só pelas proporções do usuário, mas existem 
fatores culturais, questões de escala e estilo que podem influenciar na hora de projetar 
esse mobiliário. Uma cadeira pequena e dura por exemplo pode ser utilizada por uma 
empresa de fast-food para criar uma sensação de leve desconforto no cliente para que 
ele permaneça por um curto período no local se alimentando, já restaurantes mais finos 
em que o desejo é que o cliente relaxe no ambiente pode conter cadeiras maiores e mais 
confortáveis com materiais aconchegantes. 
Os princípios da ergonomia são importantes em cadeiras que serão utilizadas ao 
longo prazo, por exemplo cadeiras de computador para trabalho. Atualmente os assentos e 
encostos são ajustáveis para permitir que diversos usuários possam se adaptar as cadeiras. 
107UNIDADE IV Estudo e Desenvolvimento de Projeto de Mobiliários e Objetos
Uma das principais causas de problemas de saúde nos escritórios são as cadeiras mal 
projetadas. Pensar na saúde também é função do projetista de mobiliário por isso estudos 
estão sendo desenvolvidos para criar no usuário sedentário formas de se levantar e se 
movimentar. 
FIGURA 6 – CONSIDERAÇÕES PARA ASSENTO
Fonte: Ching (2019).
FIGURA 7 – DIMENSÕES EM MM PARA ASSENTO
Fonte: Ching (2019).
Em relação a mesas, elas basicamente são elementos planos e posicionados de 
forma horizontal, utilizadas muitas vezes para se alimentar, trabalhar, dispor objetos e são 
suportadas por pés ao chão. Uma mesa adequada deve ter força e estabilidade, ter tamanho 
e altura em relação ao solo que seja ideal para o uso que se destina e ser fabricada com 
materiais duradouros. 
108UNIDADE IV Estudo e Desenvolvimento de Projeto de Mobiliários e Objetos
Os materiais que podem ser utilizados na fabricação de mesas são variados, as 
mesas podem ser feitas em vidro, metal, madeira, concreto e pedras. Seus acabamentos 
devem ser de longa duração e devem ser resistentes ao desgaste pelo uso recorrente. 
Em suas especificações algumas coisas devem ser levadas em consideração, tais 
como 60 centímetros ao redor do perímetro de uma mesa, ser compatível com o formato da 
sala, os apoios da mesa não devem reduzir o espaço das pernas.
FIGURA 8 – DIMENSÕES PARA MESA DE JANTAR
 
Fonte: Ching (2019).
Uma cama é composta por dois elementos básicos: o colchão elemento esse que 
já foi abordado anteriormente e uma base ou estrutura de apoio. Portanto, a escolha do 
colchão é pessoal. Hoje a maioria dos colchões são feitas de fibras sintéticas e espuma 
plástica, e todas possuem molas feitas de arame. Os designers de interiores intervêm na 
seleção da base ou da estrutura que suportara a cama, nas cabeceiras, nas peseiras, 
dosséis e mesinhas de canto. 
109UNIDADE IV Estudo e Desenvolvimento de Projeto de Mobiliários e Objetos
FIGURA 9 – DIMENSÕES DE COLCHÃO
Fonte: Ching (2019).
FIGURA 10 – ERGONOMIA PARA CAMA
Fonte: Ching (2019)
110UNIDADE IV Estudo e Desenvolvimento de Projeto de Mobiliários e Objetos
Esses são algumas formas de projetar mobiliários existentes, porém cabe ao 
profissional analisar para cada mobiliário a melhor forma de ergonomia existente para 
o produto, são infinitos os mobiliários contidos em um ambiente, desde elementos para 
sentar, armazenar e lavar, é necessário que você pesquise sobre o que vai desenvolver e 
esteja sempre atendo ao cliente que receberá esse mobiliário. 
SAIBA MAIS
O sóculo é a base dos armários que fazem a conexão entre o chão e o móvel. Ele 
pode ser executado em alvenaria nos casos mais antigos, em madeira revestida ou com 
granito. Esse item é importante se o ambiente irá receber incidência de água, pois grande 
parte dos mobiliários não apresentam grande resistência a umidade. Outra opção para 
o profissional é desenvolver mobiliário suspensos, eles podem ser fixados nas paredes. 
Fonte: Adaptado de: Camargo (2017). 
REFLITA
Para as crianças, o quarto representa bem mais do que um espaço para dormir. É 
refúgio, brincadeira, é onde se recebem os amigos. 
Fonte: Gurgel (2008, p. 149).
111UNIDADE IV Estudo e Desenvolvimento de Projeto de Mobiliários e Objetos
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Durante o estudo dessa apostila temos a intenção de demonstrar a você caro (a) 
aluno (a) um pouco a respeito dos mobiliários e como eles são importantes para o trabalho 
do profissional. Esse tema é muito amplo e cabe a você continuar suas pesquisas e estudo 
sobre cada mobiliário existente em um ambiente. No primeiro tópico vimos a respeito da 
história dos mobiliários e as transformações que eles sofreram ao longo dos anos em 
estruturas e acabamentos até chegarmos ao que temos na atualidade. 
Logo após no segundo tópico, vimos quais são os materiais mais comuns e como 
eles podem ser empregados na elaboração de mobiliários, são elementos básicos que você 
como profissional vai deixar a sua imaginação elaborar como eles serão empregados na 
produção do seu mobiliário. 
Já no terceiro tópico vimos a respeito dos mobiliários em seus espaços, como uma 
cozinha deve ser pensada, em relação aos elementos norteadores desse projeto. Vimos a 
respeito do banheiro, o que devemos levar em consideração na hora de projetar e algumas 
dimensões mínimas necessárias.
E no último tópico vimos a respeito dos desenhos de mobiliários e sua ergonomia, 
são infinitas as possibilidades de mobiliários nos ambientes, porém a ergonomia de cada 
um deve ser levada em consideração. Pesquise a respeito daqueles mobiliários específicos 
que você irá projetar, assim você como profissional evitará que o usuário sinta desconforto 
ao fazer uso desse mobiliário. 
Espero que você tenha ampliado seus conhecimentos a respeito dos mobiliários e 
que seja um profissional de sucesso. 
 
112UNIDADE IV Estudo e Desenvolvimento de Projeto de Mobiliários e Objetos
LEITURA COMPLEMENTAR
Decoração de banheiros
Editora: Decor Editora
Sinopse: A Lorenzetti apresenta o livro Decoração de Banheiros, um projeto 
realizado em parceria com a Editora Decor Books, que consiste na apresentação dos 
60 melhores projetos assinados por renomados arquitetos, decoradores e designers de 
interiores, inscritos no concurso cultural e artístico feito pela marca. O livro apresenta 
diversas propostas de decoração para banheiros, que apresentam a versatilidade dos metais 
e acessórios da Lorenzetti – uma linha completa que proporciona sofisticação, elegância 
e praticidade para diversos estilos de projetos. A marca inovou o segmento incorporando 
ao seu portfólio materiais como metal e vidro, formas elípticas e minimalistas, torneiras 
com diferentes tipos de acionamento, além da preocupação com a ergonomia, a estética e 
a funcionalidade de seus produtos, que resultam em qualidade e durabilidade das peças, 
itens que têm revolucionado o mercado.
 
113UNIDADE IV Estudo e Desenvolvimento de Projeto de Mobiliários e Objetos
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO
Título: Projeto e Dimensionamento dos espaços da Habitação: 
Espaço de Atividades
Autor: Jorge Boueri.
Editora: Estação das letras.
Sinopse: O dimensionamento mínimo e adequadoé obtido a partir 
da composição das atividades propostas pelo programa para cada 
ambiente ou espaço da habitação. São disponibilizados dados 
dimensionais agrupados pelas atividades e funções que ocorrem 
na habitação e na aplicação do dimensionamento nos projetos, é 
voltada para a importância do conhecimento do corpo humano, 
suas medidas e limites físicos – fatores determinantes para que o 
projeto atenda aos requisitos de facilidade de uso, manutenção e 
segurança.
FILME/VÍDEO 
Título: A vida é um sopro 
Ano: 2007
Sinopse – Um belíssimo documentário nacional que conta a 
história de Oscar Niemeyer de forma descontraída e suave. Além 
da carreira do arquiteto, o filme mostra sua vida pessoal e o cenário 
político da época. A história de Oscar Niemeyer, um dos mais 
influentes arquitetos brasileiros no século XX. É mostrado como 
Niemeyer revolucionou a Arquitetura Moderna com a introdução 
da linha curva e a exploração de novas possibilidades de uso do 
concreto armado, além de seus pensamentos sobre a vida e o 
ideal de uma sociedade mais justa.
WEB 
Site para arquitetos e profissionais com diversas opções de artigos 
a respeito de projetos e soluções para ambientes. 
Link de acesso: http://www.cliequearquitetura.com.br
114
REFERÊNCIAS
ARGAN, G. C. Arte Moderna. São Paulo: Companhia das Letras, 1992b.
Atelier Clássico. online. Disponível em: https://www.atelierclassico.com.br/6-tipos-de-me-
tais-para-moveis/. Acesso em: 22 mar. 2022.
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CONCLUSÃO GERAL
Caro (a) Aluno (a), 
Desenvolvei esse material de estudo para que você entenda e compreenda as 
principais formas de se projetar um ambiente, dentre eles abordamos técnicas e metodologias 
que irão auxiliar você durante todo o seu processo de produção profissional. Abordamos 
temas que você vai utilizar diariamente durante a sua vida como designer de interiores 
ou arquiteto, seguindo os métodos adotados no material você conseguirá identificar 
necessidades, problemas e soluções para seu cliente. 
Apresentamos para você também elementos que poderá fazer uso para elaborar 
seu projeto, como desenvolver uma ideia que você tem em mente para o papel de forma 
que seu cliente consiga captar o seu desejo para a solução e criação no ambiente que foi 
contratado para projetar. Além de conseguir identificar dentro de um espaço o que está 
em harmonia ou não e qual foi a proposta de conceito para o ambiente, haja vista que 
dentro dos projetos existem muitos elementos que estão em acordo com o que é tendência 
abordamos alguns locais onde você poderá utilizar como base referencial em seus projetos. 
Observamos também que o elemento cor é de grande importância dentro dos 
projetos de interiores, pois a cor pode provocar sensações no usuário do ambiente e saber 
trabalhar com ela de forma correta irá trazer um desempenho maior para quem está no 
espaço e qual a função que exercerá dentro dele. A cor impacta diretamente nos sentidos 
humanos saber trabalhar com a sua psicologia é fundamental. 
Vimos também a importância histórica que os mobiliários tem na vida humana, desde 
o princípio do morar eles estão conectados com as pessoas e passaram por transformações 
ao longo dos séculos para se adequar ao uso conforme a necessidade e o avanço das 
tecnologias, saber projetar um móvel exige além de habilidade grande conhecimento tanto 
dos materiais a serem empregados quanto da ergonomia do corpo humano. 
Desse momento em diante acredito que você esteja pronto para iniciar seus 
projetos de interiores com conhecimento, coloque em pratica as técnicas apresentadas e 
desenvolva suas habilidades em criar e desenvolver ambientes. 
Parabéns por ter concluído esse estudo e até uma próxima. Obrigado! 
+55 (44) 3045 9898
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CEP 87.702-200 - Paranavaí - PR
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	UNIDADE I
	Estudo e Aplicação para a Concepção de Ambientes Internos 
	UNIDADE II
	Definição de Modelos Teóricos Sobre as Relações e Correlações dos 
	Espaços Internos e Externos
	UNIDADE III
	Aplicação e a Relação das Cores nos Ambientes Internos/Externos 
	UNIDADE IV
	Estudo e Desenvolvimento de Projeto deMobiliários e Objetos

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