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Victor Eduardo Alves Rocha - alvesrocha.victoreduardo@gmail.com - CPF: 047.196.241-46
 
2 
 
Seja muito bem-vindo! 
 
 
Você acaba de adquirir o material: Caderno Mapeado para o Concurso Nacional 
Unificado – 2024. 
 
Esse material é totalmente focado no certame e aborda ponto a ponto do edital da 
disciplina de Português. 
 
Nele foi inserido toda a teoria sobre a matéria cobrada no certame, para facilitar a sua 
compreensão, e marcações das partes mais importantes. 
 
Assim, trabalharemos os assuntos mais importantes para a sua prova com foco na 
banca Cesgranrio. 
 
Caso tenha qualquer dúvida, você pode entrar em contato conosco enviando seus 
questionamentos para o suporte: suporte@cadernomapeado.com.br e WhatsApp. 
 
 
Bons Estudos! 
Rumo à Aprovação!! 
 
 
 
Victor Eduardo Alves Rocha - alvesrocha.victoreduardo@gmail.com - CPF: 047.196.241-46
mailto:suporte@cadernomapeado.com.br
https://api.whatsapp.com/send/?phone=3496896377&text&type=phone_number&app_absent=0
 
3 
 
SUMÁRIO 
CONSIDERAÇÕES INICIAIS .......................................................................................................................... 6 
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS ................................................................................... 7 
1) Introdução.................................................................................................................................................. 7 
2) Considerações Iniciais ............................................................................................................................. 7 
3) Interpretação Textual .............................................................................................................................. 7 
3.1) Semântica ............................................................................................................................................... 8 
3.1.1) Conotação e Denotação ................................................................................................................... 9 
3.1.2) Ambiguidade .................................................................................................................................... 10 
3.2) Figuras e Vícios de Linguagem ........................................................................................................ 10 
3.3) Coesão e Coerência ............................................................................................................................. 13 
TIPOLOGIA TEXTUAL .................................................................................................................................. 13 
1) Introdução................................................................................................................................................ 13 
2) Tipos Textuais ......................................................................................................................................... 14 
2.1) Narrativo ............................................................................................................................................... 14 
2.2) Descritivo .............................................................................................................................................. 14 
2.3) Expositivo (informativo) ................................................................................................................... 14 
2.4) Argumentativo (dissertativo) .......................................................................................................... 14 
2.5) Injuntivo ................................................................................................................................................ 15 
3) Gêneros Textuais .................................................................................................................................... 15 
3.1) Crônica ................................................................................................................................................... 16 
3.2) Conto ..................................................................................................................................................... 16 
3.3) Artigo de opinião ................................................................................................................................ 17 
3.4) Editorial ................................................................................................................................................. 18 
3.5) Notícia ................................................................................................................................................... 18 
3.6) Reportagem.......................................................................................................................................... 19 
CLASSES DE PALAVRAS ............................................................................................................................. 21 
1) Introdução................................................................................................................................................ 21 
2) Emprego das Classes de Palavras ....................................................................................................... 21 
3) Classe de Palavras .................................................................................................................................. 21 
3.1) Substantivos ......................................................................................................................................... 22 
3.2) Adjetivo ................................................................................................................................................. 24 
3.3) Advérbio ................................................................................................................................................ 27 
Victor Eduardo Alves Rocha - alvesrocha.victoreduardo@gmail.com - CPF: 047.196.241-46
 
4 
 
3.4) Artigo ..................................................................................................................................................... 28 
3.5) Numeral................................................................................................................................................. 28 
3.6) Interjeição ............................................................................................................................................. 30 
3.7) Preposição ............................................................................................................................................ 30 
3.8) Conjunção ............................................................................................................................................. 32 
3.9) Pronome ................................................................................................................................................ 34 
3.10) Verbo ................................................................................................................................................... 34 
4) Formação de Palavras ........................................................................................................................... 39 
5) Formação de Derivação ........................................................................................................................ 40 
6) Processo de Composição ...................................................................................................................... 40 
7) Pronomes Oblíquos Átonos ................................................................................................................. 41 
7.1) Colocação de pronomes oblíquos átonos .....................................................................................41 
ORTOGRAFIA OFICIAL E ACENTUAÇÃO GRÁFICA .............................................................................. 43 
1) Introdução................................................................................................................................................ 43 
2) Tonicidade................................................................................................................................................ 43 
3) Acentuação .............................................................................................................................................. 43 
3.1) Principais regras de acentuação ...................................................................................................... 44 
3.2) Casos especiais .................................................................................................................................... 45 
4) Hífen .......................................................................................................................................................... 46 
4.1) Regra do Hífen .................................................................................................................................... 47 
4.2) Hífen entre palavras ........................................................................................................................... 48 
4.3) Hífen: mal/bem ................................................................................................................................... 48 
USO DO SINAL INDICATIVO DE CRASE ................................................................................................. 49 
1) Introdução................................................................................................................................................ 49 
2) Considerações Iniciais ........................................................................................................................... 49 
3) Emprego do Sinal de Crase .................................................................................................................. 50 
SINTAXE DA ORAÇÃO E DO PERÍODO ................................................................................................... 52 
1) Introdução................................................................................................................................................ 52 
2) Considerações Iniciais ........................................................................................................................... 52 
3) Termos Essenciais da Oração na Sintaxe .......................................................................................... 53 
3.1) Sujeito .................................................................................................................................................... 53 
3.2) Predicado .............................................................................................................................................. 54 
3.3) Predicativo ............................................................................................................................................ 55 
3.4) Predicação verbal ................................................................................................................................ 55 
4) Termos Integrantes da Oração ............................................................................................................ 56 
Victor Eduardo Alves Rocha - alvesrocha.victoreduardo@gmail.com - CPF: 047.196.241-46
 
5 
 
4.1) Complemento Verbal ......................................................................................................................... 57 
4.2) Complemento Nominal ..................................................................................................................... 57 
4.3) Agente da Passiva ............................................................................................................................... 57 
5) Termos Acessórios da Oração ............................................................................................................. 57 
5.1) Adjunto adnominal............................................................................................................................. 58 
5.2) Adjunto Adverbial .............................................................................................................................. 58 
5.3) Aposto ................................................................................................................................................... 58 
5.4) Vocativo ................................................................................................................................................ 59 
6) Orações Coordenadas ............................................................................................................................ 59 
6.1) Orações Coordenadas Assindéticas ................................................................................................ 59 
6.2) Orações Coordenadas Sindéticas .................................................................................................... 60 
7) Orações Subordinadas .......................................................................................................................... 61 
7.1) Orações Subordinadas Substantivas .............................................................................................. 62 
6.2) Orações Subordinadas Adjetivas ..................................................................................................... 63 
6.3) Orações Subordinadas Adverbiais .................................................................................................. 63 
PONTUAÇÃO ................................................................................................................................................ 67 
1) Introdução................................................................................................................................................ 67 
2) Sinais de Pontuação ............................................................................................................................... 68 
3) Regras da Pontuação ............................................................................................................................. 68 
3.1) Ponto (.) ................................................................................................................................................ 68 
3.2) Vírgula (,) .............................................................................................................................................. 68 
3.3) Ponto e Vírgula (;) .............................................................................................................................. 69 
3.4) Dois Pontos (:) ..................................................................................................................................... 70 
3.5) Ponto de Exclamação (!).................................................................................................................... 70 
3.6) Ponto de Interrogação (?) ................................................................................................................. 70 
3.7) Reticências (...) ..................................................................................................................................... 71 
3.8) Aspas (" ") ............................................................................................................................................. 71 
3.9) Parênteses ( ( ) ) .................................................................................................................................. 71 
3.10) Travessão (—) ....................................................................................................................................71 
 
 
 
Victor Eduardo Alves Rocha - alvesrocha.victoreduardo@gmail.com - CPF: 047.196.241-46
 
6 
 
CONSIDERAÇÕES INICIAIS 
Pessoal! 
Antes de iniciarmos o estudo da matéria de Português, apresentaremos os assuntos que são 
cobrados no edital. Siga firme com os estudos que a aprovação virá!! 
CONTEÚDO 
1 Compreensão de textos. 
2 A organização textual dos vários modos de organização discursiva. 2.1 Coerência e coesão. 
3 Ortografia. 
4 Classe, estrutura, formação e significação de vocábulos. 
5 Derivação e composição. 
 6 A oração e seus termos. 
7 A estruturação do período. 
8 As classes de palavras: aspectos morfológicos, sintáticos e estilísticos. 
9 Linguagem figurada. 
10 Pontuação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Victor Eduardo Alves Rocha - alvesrocha.victoreduardo@gmail.com - CPF: 047.196.241-46
 
7 
 
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS 
1) Introdução 
Iniciaremos os estudos do Concurso Nacional Unificado sobre a matéria de Língua Portuguesa para 
o Bloco 8 – Nível Intermediário: 
1 – Compreensão e Interpretação de Textos: considerações Iniciais; interpretação textual. 
 
2) Considerações Iniciais 
A compreensão de um texto é a decodificação da mensagem apresentada, ou seja, é a análise 
objetiva do que está no explícito no texto. O contexto em que um texto é produzido pode 
influenciar significativamente a interpretação. Entender o contexto ajuda a captar melhor a intenção 
do autor. 
 
3) Interpretação Textual 
A interpretação de textos compreende a capacidade de chegar a determinadas conclusões, por 
meio da conexão de ideias, após realizar a leitura de algum tipo de texto (visual, auditivo, escrito, 
oral), de forma a ir além do texto propriamente dito. Neste sentido, a interpretação de texto é algo 
subjetivo e que pode variar de leitor para leitor. 
A interpretação de texto é uma habilidade essencial para diversos concursos públicos, pois muitas 
vezes as questões envolvem a compreensão e análise de informações presentes em textos. Vamos 
te proporcionar algumas dicas de leitura importantes para você conseguir identificar e garantir a 
resposta correta: 
 
 
Leitura e Identificação do Tema Central
Atenção a Palavras-Chave, palavras repetidas, sinônimos, 
hiperônimos (palavras que possuem sentido amplo, geral)
Pronomes - circule e aponte o termo referente
Faça o resumo do texto 
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Momento da Questão 
Questão inédita – Leia o seguinte trecho e escolha a alternativa correta: 
O sol, ao se pôr no horizonte, tingia o céu de tonalidades quentes, como se uma tela imaginária 
estivesse sendo pintada pelo artista invisível da natureza. As sombras alongavam-se, dançando 
ao ritmo tranquilo do entardecer, enquanto a brisa suave sussurrava segredos nos ouvidos das 
árvores. A cena era um convite à contemplação, convidando todos a apreciarem a beleza 
efêmera do crepúsculo. 
a) O sol pintava o céu de tons frios no horizonte. 
b) As sombras encurtavam-se, dançando ao ritmo agitado do entardecer. 
c) A brisa suave gritava segredos nos ouvidos das árvores. 
d) A cena não convidava à contemplação. 
e) A beleza do crepúsculo era efêmera. 
Gabarito: Letra E. 
 Comentário: O trecho descreve a cena do pôr do sol com tonalidades quentes, sombras 
alongadas, brisa suave e convida à contemplação da beleza efêmera do crepúsculo. A alternativa 
correta destaca esse aspecto. 
 
3.1) Semântica 
A semântica é um campo de estudo da linguística que se ocupa do significado das palavras, frases, 
expressões e textos. Ela explora como as palavras e as estruturas linguísticas transmitem significado, 
tanto individualmente quanto em contextos mais amplos. 
No âmbito da semântica, existem conceitos que estabelecem conexões entre a utilização e a 
estrutura do significado em contextos específicos, além de abordar alguns fenômenos gramaticais 
relacionados ao significado na linguagem. Vamos aprofundar nosso entendimento desses conceitos 
a seguir: 
 Sinonímia: refere-se à relação entre palavras que têm significados semelhantes ou idênticos. 
 Ex.: Casa e lar são sinônimos, pois ambos representam o mesmo conceito de residência. 
 
 Antonímia: envolve a relação entre palavras que têm significados opostos. 
 Ex.: Rápido e lento são antônimos, já que expressam conceitos contrários de velocidade. 
 
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9 
 
 Hiponímia: ocorre quando uma palavra representa um conceito mais específico em relação a 
outra. 
 Ex.: Rosa é um hipônimo de flor, pois se refere a uma categoria mais específica dentro do grupo 
mais amplo. 
 
 Hiperonímia: refere-se à relação entre uma palavra mais abrangente e outra mais específica. 
 Ex.: Animal é um hiperônimo de cachorro, pois abrange uma categoria mais ampla que inclui 
várias espécies. 
 
 Paronímia: envolve palavras que têm grafias ou pronúncias semelhantes, mas significados 
diferentes. 
 Ex.: Emigrar e Imigrar são parônimos, embora tenham significados opostos; o primeiro refere-se 
a sair de um país, enquanto o segundo refere-se a entrar em um país. 
 
 Polissemia: ocorre quando uma palavra possui múltiplos significados relacionados. 
 Ex.: A palavra boca pode referir-se à abertura na face humana, à entrada de um rio ou a uma 
abertura em várias estruturas. 
 
 Homonímia: envolve palavras que têm a mesma forma, mas significados distintos. 
 Ex.: Banco pode significar um assento ou uma instituição financeira, dependendo do contexto. 
 
3.1.1) Conotação e Denotação 
As palavras e os discursos podem ter sentidos conotativos ou denotativos. A conotação diz 
respeito às associações emocionais, subjetivas ou culturais que uma palavra carrega, além do seu 
significado literal. Enveolve as sugestoes, sentimentos ou nuances. 
 Ex.: A palavra casa pode denotar uma estrutura de moradia, mas sua conotação pode variar, 
incluindo sentimentos de conforto, segurança ou nostalgia. 
 
Já a denotação refere-se ao significado literal, objetivo e preciso de uma palavra, expressão ou 
símbolo. É a interpretação mais direta e factual do termo. 
 Ex.: Na frase "O gato está dormindo no sofá", a palavra gato denota o animal doméstico felino. 
Victor Eduardo Alves Rocha - alvesrocha.victoreduardo@gmail.com - CPF: 047.196.241-46
 
10 
 
 
3.1.2) Ambiguidade 
A ambiguidade ocorre quando uma expressão, palavra, frase ou estrutura gramatical possui mais 
de uma interpretação possível, tornando o significado incerto ou confuso. 
 Ex.: Ele viu o homem com o binóculo – a interpretação poderá ser feita de duas formas distintas: 
Ele viu o homem com o binóculo. 
 
3.2) Figuras e Vícios de Linguagem 
As figuras de linguagem são recursos que proporcionam expressividade, beleza e persuasão ao 
discurso. Elas são utilizadas para criar efeitos específicos na comunicação. Dependendo da função 
que ocupam, as figuras de linguagem se classificam em: 
Classificação das Figuras de Linguagem 
Figuras de palavras ou 
semanticas 
estão relacionadas ao 
significado das palavras. 
 
Metáfora - O mundo é um palco, e todos os homens e mulheres meros atores 
- Nesse caso, "o mundo" é comparado a um palco, e as pessoas são 
comparadas a atores. 
Comparação - Ela é forte como um leão - Nesse exemplo, a pessoa está sendo 
comparada à força de um leão usando o termo "como". 
Metonímia - As chaminés estão trabalhando duro - Nesse caso, "as chaminés" 
são usadas para representar as fábricas ou indústrias como um todo. 
Catacrese - O pé da mesa está quebrado - Nesse contexto, "pé" é usado para 
descrever a parte da mesa, embora "pé" seja mais associado aos seres 
humanos. 
Sinestesia - O som amarelo da trombeta - Nesse exemplo, há uma mistura de 
diferentes sentidos; o som (auditivo) é associado a uma cor (visual), criando 
uma imagem sensorial única. 
Perífrase - O Rei dos Animais (referindo-seao leão) - uma expressão que 
substitui o nome comum de algo por uma descrição mais longa ou elaborada. 
Victor Eduardo Alves Rocha - alvesrocha.victoreduardo@gmail.com - CPF: 047.196.241-46
 
11 
 
Figuras de pensamento 
lidam com a combinação 
de ideias e pensamentos. 
 
Hipérbole – Estou morrendo de fome - Uma exageração intencional para 
enfatizar intensidade, não uma verdade literal. 
Eufemismo - Ele nos deixou" (em vez de "Ele morreu") - Utilização de 
expressões mais suaves para abordar temas desagradáveis ou sensíveis. 
Litote - Não foi uma má ideia - Afirmação da negação do contrário, muitas 
vezes para subestimar algo de maneira irônica. 
Ironia - "Ótimo trabalho!" - quando alguém comete um erro evidente, o 
significado expresso é oposto ao que realmente é pretendido. 
Personificação - O sol sorriu para nós - Atribuição de características humanas 
a objetos inanimados ou seres não humanos. 
Antítese - É o melhor dos tempos, é o pior dos tempos - Combinação de ideias 
opostas em uma mesma frase. 
Paradoxo - A pressa é a inimiga da perfeição – Expressão de uma ideia 
aparentemente contraditória, mas que revela uma verdade mais profunda. 
Gradação - Estou cansado, exausto, completamente esgotado - Progressão 
ascendente ou descendente de intensidade em uma série de palavras. 
Apóstrofe - Ó, Lua, testemunha silenciosa da noite - Uma figura de linguagem 
em que o discurso é direcionado a uma pessoa ausente, a uma entidade 
abstrata ou a algo inanimado. 
Figuras de sintaxe ou 
construção 
interferem na estrutura 
gramatical da frase. 
 
Lipse - Você vai ao cinema hoje? Eu vou. (Omitindo o verbo "ir") - Omissão de 
termos que podem ser subentendidos pelo contexto. 
Zeugma - Ele quebrou a janela e o coração dela - Uso de uma palavra em uma 
frase para governar ou modificar duas ou mais palavras, mas apenas 
literalmente se aplica a uma delas. 
Hipérbato - A estrada longa e escura, eu não gostava de percorrê-la - Inversão 
da ordem normal das palavras para criar um efeito poético ou enfatizar uma 
ideia. 
Polissíndeto - Ele veio e falou e sorriu e partiu - Repetição de conjunções para 
enfatizar a conexão entre ideias. 
Assíndeto - Veio, viu, venceu - Omissão de conjunções entre palavras ou 
frases, dando uma sensação de rapidez ou fluidez. 
Anacoluto - Ele se lembrou do aniversário dela, que tinha sido ontem - Quebra 
na sequência lógica da frase, muitas vezes devido a uma mudança abrupta na 
estrutura. 
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12 
 
Pleonasmo - Subir para cima - Uso de palavras redundantes que não 
acrescentam significado adicional à expressão. 
silepse - Os brasileiros somos apaixonados por futebol - Concordância de um 
termo com outro que não está explicitamente expresso na frase, mas que pode 
ser deduzido pelo contexto. 
Anáfora - Eu tenho um sonho... Eu tenho um sonho... - Repetição de uma 
palavra ou expressão no início de versos ou frases. 
Figuras de som ou 
harmonia 
estão relacionadas à 
sonoridade das palavras. 
 
Aliteração – O rato roeu a roupa do rei de Roma - Repetição de sons 
consonantais no início de palavras próximas. 
Paronomásia – Onde há vontade, há um caminho - Uso de palavras que se 
assemelham foneticamente, mas têm significados diferentes. 
Assonância – O vento fresco mexia nas frestas - Repetição de sons de vogais 
semelhantes, criando uma harmonia sonora. 
Onomatopeia - O pássaro cantou 'piu-piu' - Palavras que imitam ou 
reproduzem sons naturais associados aos objetos ou ações que descrevem. 
 
Já os vícios de linguagem são os usos inadequados da língua que prejudicam a clareza e correção 
do discurso. 
 
 
 Tome nota! 
Caso o erro seja proposital, trata-se de uma figura de linguagem e não de um vício de linguagem. 
 
Cacofonia
•repetição 
incômoda de 
sons 
semelhantes, 
criando um 
efeito 
desagradável
•Ex.: os olhos 
dela doeram 
de dor.
Clichê
•expressões 
tão usadas 
que perdem a 
originalidade 
e impacto
•Ex.: chover no 
molhado
Coloquialismo
•uso de 
expressões 
informais ou 
regionais em 
um contexto 
formal
•Ex.: cada um 
no seu 
quadrado
Eufemismo 
excessivo
•uso 
exagerado de 
expressões 
suavizadas 
para amenizar 
a realidade
•Ex.: ele partiu 
para o além
Pleonasmo
•uso 
desnecessário 
de palavras 
repetidas que 
não 
acrescentam 
informação
•Ex.: subir para 
cima
Barbarismo
•uso incorreto 
de palavras ou 
formas 
gramaticais.
•Ex.: nós 
vamos 
almoçar em 
um self-
service. 
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13 
 
3.3) Coesão e Coerência 
Os conceitos de coesão e coerência são essenciais para a compreensão e interpretação dos textos e 
enunciados das provas. A coesão refere-se à conexão gramatical e semântica entre as partes de um 
texto. Uma composição coesa mantém uma lógica estrutural, onde as ideias estão interligadas por 
meio de elementos linguísticos. 
Já a coerência refere-se à consistência lógica e significativa de um texto como um todo. Um texto 
coerente tem uma estrutura que faz sentido ao leitor, conectando suas partes de maneira clara e 
natural. 
 
Momento da Questão 
Questão inédita – Analise o seguinte trecho: 
O tempo, implacável, tece suas tramas invisíveis, transformando o presente em passado. As 
horas, como soldados disciplinados, marcham incessantemente na jornada da eternidade. 
Contudo, a vida, essa tecelã habilidosa, entrelaça sonhos e realidades na tapeçaria da 
existência. 
Identifique a(s) figura(s) de linguagem presente(s) no trecho: 
a) Metonímia. 
b) Paradoxo. 
c) Hipérbole. 
d) Metáfora e Hipérbole. 
e) Litote. 
Gabarito: Letra D. 
 Comentário: O trecho utiliza recursos figurativos para representar o conceito do tempo e da 
vida de maneira simbólica, caracterizando tanto a metáfora quanto a hipérbole. 
 
TIPOLOGIA TEXTUAL 
1) Introdução 
Estudaremos agora sobre a tipologia textual, tema muito importante para os estudos para o seu 
concurso: 
1 – Tipologia Textual: tipos textuais; gêneros textuais. 
 
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14 
 
2) Tipos Textuais 
Os tipos textuais são o conjunto de estruturas que constituem textos de diferentes gêneros textuais, 
em outras palavras, é o modo como um texto se apresenta. 
Eles se dividem em cinco: narrativo, descritivo, expositivo (informativo), argumentativo 
(dissertativo) e injuntivo. 
 
2.1) Narrativo 
O texto narrativo retrata uma sucessão de fatos, e é composto pelos seguintes elementos: 
personagens, tempo, espaço e enredo (sucessão de acontecimentos). 
É o relato de uma história vivida por personagens ao longo do tempo e do espaço, trazendo consigo 
sempre uma progressão temporal. 
No texto narrativo, contém, ainda, trechos descritivos. 
 
2.2) Descritivo 
O texto descritivo faz menção as características ou qualidades de alguém ou de alguma coisa. 
Características são atributos específicos ao ser, enquanto qualidades determinam a essência ou a 
natureza de um ser ou coisa a serem descritos. 
A tipologia textual na forma de descrição pode se referir, por exemplo, a uma pessoa, um ambiente, 
um processo, ou uma cena, de forma simultânea. 
 
2.3) Expositivo (informativo) 
O texto expositivo apresenta um assunto sem apresentar uma opinião ou uma tese. 
Esta tipologia textual se pauta numa linguagem objetiva, isto é, uma linguagem direcionada ao 
objeto apresentado, e não ao sujeito em questão. 
 
2.4) Argumentativo (dissertativo) 
No texto argumentativo o assunto é apresentado sob a perspectiva do autor, trazendo trechos 
expositivos ou informativos para compor uma análise. 
Neste tipo texto identifica-se os seguintes elementos: uma introdução (tese), argumentos 
(desenvolvimento) e uma conclusão, a fim de consolidar os argumentos. 
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Diferentemente dos textos descritivos e expositivos onde há predominantemente fatos, o texto 
argumentativo contém uma opinião a partir dos fatos apresentados. 
 
2.5) Injuntivo 
O texto injuntivo (ou conhecido como instrucional), que se propõe a orientar, prescrever e instruir. 
Frequentemente há verbos no imperativo. 
Utilizado também para apontar acontecimentos e comportamentos. 
 
ESQUEMATIZANDO O CONTEÚDO 
TIPO OBJETIVO CARACTERÍSTICAS 
Narrativo Retratar uma sucessão de fatos Apresenta uma progressão temporal 
Descritivo Retratar uma realidade estática Apresenta fatos e ações simultaneamente 
Expositivo (informativo) Informar Linguagem objetiva, sem opinião do autor 
Argumentativo 
(dissertativo) 
Desenvolver um tema a partir 
da perspectiva do autor 
Apresenta fatos e argumentos a fim de 
fundamentar uma tese 
Injuntivo Orientar, prescrever e instruir Linguagem imperativa 
 
3) Gêneros Textuais 
Os gêneros textuais são categorias ou tipos específicos de textos que compartilham características 
estruturais, linguísticas e comunicativas comuns. Eles são formas padronizadas de comunicação que 
se desenvolvem dentro de uma cultura ou sociedade para atender a diferentes propósitos de 
comunicação. Os gêneros textuais são uma maneira de classificar e entender como os textos são 
organizados e como são usados para transmitir informações, ideias e emoções. 
São identificados com base no objetivo, função e no contexto do texto. 
Há diversos gêneros textuais, os quais estabelecem uma interação entre os interlocutores (emissor e 
receptor) de determinado enunciado. Abaixo os principais exemplos: 
 
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3.1) Crônica 
É um texto curto na forma de prosa que retrata acontecimentos cotidianos. A linguagem utilizada 
é subjetiva (uso de primeira pessoa e juízo de valor). 
É uma narrativa curta e geralmente escrita em prosa que aborda acontecimentos do cotidiano, 
situações do dia a dia, reflexões pessoais, observações sobre a sociedade, eventos históricos ou 
qualquer tema que possa despertar o interesse do leitor. Diferentemente do conto, a crônica é mais 
flexível em sua estrutura e pode apresentar uma abordagem mais subjetiva e informal. Geralmente 
produzido para meios de comunicação (jornais, revistas etc.). 
 
 
3.2) Conto 
Os contos são um dos gêneros mais populares da literatura e têm origens antigas em diversas 
culturas ao redor do mundo. Eles são narrativas curtas de ficção, caracterizadas por sua concisão 
e foco em um único evento, situação ou personagem. Diferentemente dos romances, que são mais 
extensos e complexos, os contos têm uma estrutura mais enxuta e direta, concentrando-se em contar 
uma história de forma compacta e envolvente. 
Características da 
Crônica
Brevidade
Tema cotidiano
Linguagem acessivel
Tom subjetivo
Humor e ironia
Atualidade
Variedade de temas 
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Os contos oferecem uma forma concisa e poderosa de explorar ideias, sentimentos e questões 
humanas, além de proporcionar uma experiência de leitura completa em um espaço relativamente 
curto. 
 
3.3) Artigo de opinião 
O artigo de opinião é um gênero textual pertencente ao âmbito jornalístico e editorial. Sua 
principal característica é apresentar um ponto de vista pessoal e subjetivo sobre determinado 
assunto, questão ou tema de relevância social, político, cultural, econômico ou outro assunto de 
interesse público. Esse gênero permite que os autores expressem suas opiniões, argumentem a favor 
de suas visões e persuadam o leitor a concordar com suas ideias. 
 
Características de Contos
Narrativa curta
Enredo focado
Persoangens limitados
Clímax e desfecho
Ambiguidade e simbolismo
Tema central
Estilo literário
Diversidade de gêneros
Características de Artigo de 
Opinião 
Subjetividade
Argumentativo
Público-alvo
Temas variados
Assinatura
Conclusão
Resposta à atualidade
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Os artigos de opinião são encontrados em jornais, revistas, blogs e outras mídias. Eles desempenham 
um papel crucial no debate público, na formação de opiniões e na discussão de ideias relevantes 
para a sociedade. Além disso, permitem que os leitores ampliem seus horizontes, conheçam 
diferentes pontos de vista e participem ativamente das conversas em torno de questões importantes. 
 
3.4) Editorial 
O editorial é um gênero textual que faz parte do jornalismo e é usado para expressar a posição 
oficial e a opinião do próprio veículo de comunicação em relação a um assunto específico. É uma 
forma de artigo de opinião, porém, em vez de representar a visão de um indivíduo ou colunista, o 
editorial reflete o posicionamento e a perspectiva do jornal ou revista como uma entidade. 
 
 
Os editoriais desempenham um papel fundamental no jornalismo, pois representam a posição 
oficial de um veículo de comunicação e contribuem para a formação da opinião pública sobre 
temas relevantes. Eles são uma manifestação da liberdade de expressão e da busca pela 
transparência jornalística. No entanto, é importante que os leitores estejam cientes de que os 
editoriais refletem a perspectiva e a postura do veículo de comunicação e não são artigos neutros 
ou isentos. 
 
3.5) Notícia 
A notícia é um gênero textual jornalístico que tem como objetivo informar o público sobre eventos, 
acontecimentos, fatos e situações relevantes que ocorrem no mundo. É uma forma de comunicação 
Características de Editorial
Neutralidade aparente
Tema relevante
Argumentativo
Autoria coletiva
Posicionamento institucional
CoInfluência e impacto
Destaque e localização
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que busca fornecer informações objetivas e imparciais, com base em fatos e dados verificáveis, 
para manter as pessoas atualizadas sobre o que está acontecendo ao seu redor. 
 
 
3.6) Reportagem 
A reportagem é um gênero jornalístico que se diferencia da notícia por sua abordagem mais 
aprofundada e investigativa sobre um determinado assunto. Enquanto a notícia busca fornecer 
informações objetivas e imparciais sobre eventos recentes e relevantes, a reportagem busca 
aprofundar-se em um tema específico, apresentando diferentes perspectivas, análises, entrevistas e 
informações mais detalhadas. 
 
 
Características de Notícia
Objetividade
Veracidade
Atualidade
Interesse público
Estrutura padronizada
Citação de fontes
Imparcialidade
Manchete e primeiro parágrafo com principais fatos da 
história
Características de 
Reportagem
Investigação
Contextualização
Entrevistas
Linguagem descritiva
Extensão
Temas variados
Imagens e recursos visuais
Impacto e mudanças sociais
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Esquematizando o Conteúdo 
A seguir o tipo textual correspondente a cada gênero textual apresentado: 
 
 
Momento da Questão 
Questão inédita – Leia o trecho abaixo: 
"Em meio aos debates acalorados sobre preservação ambiental, a autora apresenta dados 
científicos, relatos de especialistas e análises de pesquisas recentes. Nesse contexto, fica 
evidente que o texto tem como principal objetivo persuadir o leitor a adotar práticas 
sustentáveis em seu cotidiano." 
Com base no contexto apresentado, qual seria o gênero textual mais apropriado para o texto 
descrito? 
a) Poesia lírica. 
b) Relato de viagem. 
c) Artigo de opinião. 
d) Receita culinária. 
e) Diário pessoal. 
Gabarito: Letra C. 
 Comentário: O trecho menciona a apresentação de dados científicos, relatos de especialistas e 
análises de pesquisas recentes, indicando uma abordagem argumentativa. Além disso, destaca o 
objetivo depersuadir o leitor a adotar práticas sustentáveis. Considerando essas características, é 
possível identificar o gênero textual mais apropriado. 
Narrativo
Conto, 
crônica e 
romance
Notícia
Biografia / 
Autobiografia
Descritivo
Cardápio
Relato 
descritivo
Reportagem
Expositivo
Texto 
didático
Palestra
Reportagem
Argumentativo
Carta aberta
Tese, 
editorial e 
crônica
Artigo de 
opinião/ 
científico
Injuntivo
Manual de 
instrução
Propaganda
Receita
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CLASSES DE PALAVRAS 
1) Introdução 
Estudaremos agora a teoria referente ao tema de classes de palavras, tema muito importante para 
os estudos para o seu concurso: 
1 – Classes de Palavras: emprego das classes de palavras; colocação de pronomes átonos. 
 
2) Emprego das Classes de Palavras 
As classes de palavras se dividem em variáveis e invariáveis. Logo, podem se alterar em gênero 
(masculino e feminino), número (singular e plural) e grau (aumentativo e diminutivo, comparativo e 
superlativo). E os verbos variam em: tempo (presente, pretérito e futuro), modo (indicativo, 
subjuntivo e imperativo) e voz (ativa, passiva e reflexiva), conforme demonstrado a seguir: 
 
 
3) Classe de Palavras 
As classes de palavras, também conhecidas como classes gramaticais ou categorias morfológicas, 
referem-se aos diferentes tipos de palavras que compartilham características semelhantes em 
relação à sua função gramatical, morfológica e uso de linguagem. Vamos estudar de forma 
aprofundada cada uma delas. 
 
Variáveis
Substantivo 
Adjetivo
Artigo
Pronome
Numeral
Verbo
Invariáveis
Advérbio
Preposição
Conjunção
Interjeição
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3.1) Substantivos 
Os substantivos são as palavras que nomeiam seres, objetos, sentimentos, emoções. Além disso, 
aceita determinante (ou seja, acompanhante: artigo, pronome, adjetivo, etc.). 
 Classificação: 
Classificação dos substantivos 
Comum nomeiam algo na sua generalidade – Ex.: bola 
Próprio nomeiam algo específico – Ex.: Brasil 
Concreto nomeiam seres reais ou imaginários – Ex.: cachorro 
Abstrato nomeiam qualidades, sentimentos, estrados ou ações – Ex.: felicidade 
Coletivo nomeiam seres que pertencem ao mesmo conjunto – Ex.: alcateia 
 
 Formação de Substantivo: 
Formação do Substantivo 
Primitivo NÃO são formados por outra palavra - ex.: casa. 
Derivado são formados por outra palavra - ex.: casebre. 
Simples formados por um radical - ex.: sol. 
Composto formados por dois ou mais radicais - ex.: guarda-chuva. 
 
 Flexão do Substantivo: 
Flexão do Substantivo 
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Gênero 
Masculino ou 
feminino 
Biforme – apresentam duas formas 
Desinência A: o gênero está no final com variação – Ex.: aluno / aluna 
Heteroforme: apresentam diferenciação – Ex.: mãe / pai, mulher / homem 
Uniforme – apresenta uma forma 
Epicenos: animais – macho/fêmea – Ex.: cobra macho / cobra fêmea 
Sobrecomuns: contexto de aplicação – Ex.: a criança, a pessoa, a testemunha 
Número 
Singular ou plural 
Regra geral: inclusão do S ao final – Ex.: carro / carros 
Exceções: 
r/z: o plural se dá com es – Ex.: flor/flores; paz/pazes 
al/el/ol/ul: o plural se dá com is – Ex.: papel / papéis; anzol / anzóis 
il: o plural se dá com s ou ies – Ex.: fóssil / fosseis; fuzil /fuzis 
s: o plural se dá com es – Ex.: gás / gases 
m: o plural se dá com ns – Ex.: nuvem / nuvens; álbum / álbuns 
ão: o plural se dá com ãos, ões, ães – Ex.: cidadão / cidadãos; pão / pães 
Substantivos compostos: mais de um termo 
Sem hífen: flexiona o último elemento 
Ex.: girassol / girassóis 
Substantivo + substantivo: flexionam ambos os termos 
Ex.: couve-flor / couves-flores; mestre-sala / mestres-salas 
Substantivo + adjetivo: flexionam ambos os termos 
Ex.: guarda-noturno / guardas-noturnos; cachorro-quente / cachorros-quentes 
Adjetivo + substantivo: flexionam ambos os termos 
Ex.: longa-metragem / longas-metragens 
Numeral + substantivo: flexionam ambos os termos 
Ex.: segunda-feira / segundas-feiras 
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Substantivo + preposição + substantivo: flexiona somente o primeiro termo 
Ex.: câmara de ar / câmaras de ar 
Palavras repetidas: flexiona somente o último termo 
Ex.: reco-reco/ reco-recos 
Verbo + substantivo: flexiona somente o segundo termo 
Ex.: guarda-roupa / guarda-roupas 
Invariável + variável: flexiona somente o segundo termo 
Ex.: alto-falante / alto-falantes 
Verbo + advérbio: não flexiona nenhum termo 
Ex.: pisa-mansinho / os pisa-mansinho 
Verbo + substantivo plural: não flexiona nenhum termo 
Ex.: saca-rolha / os saca-rolha 
Grau 
Aumentativo ou 
diminutivo 
Aumentativo – acréscimo de sufixo – Ex.: boca / bocarra 
Diminuitivo – acréscimo de sufixo – Ex.: rio / riacho 
Valor semântico – valor afetivo ou pejorativo – Ex.: amorzinho, narigão, gentinha 
 
3.2) Adjetivo 
O adjetivo qualifica o substantivo – pode ser positivo ou negativo, trata-se de um termo 
subordinado ao substantivo. Além disso, concorda com o substantivo em gênero e número, com 
valor semântico diferenciado (a depender do contexto). 
Ex.: O funcionário velho. (idade do funcionário) / O velho funcionário. (o funcionário mais antigo 
da empresa). 
 
Dentro dos adjetivos, temos ainda a figura da locução adjetiva que é a construção com valor de 
adjetivo, mas é formada por mais elementos. 
Ex.: preposição + substantivo (com valor de adjetivo): sorvete de morango, piada sem graça, 
comida de gato. 
 
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 Tome nota! 
Na locução adjetiva, há a possibilidade de substituir por um adjetivo diferente. Fique atento, pois 
existem exceções que não admitem essa substituição para confirmação da locução adjetiva. 
Ex.: comida de gato – comida felina / sorvete de morango - ⵁ 
 
 Classificação e Formação de Adjetivo: 
Classificação e Formação dos Adjetivos 
Primitivo NÃO são formados por derivação de outra palavra – Ex.: rosa, mal 
Derivado formados por derivação de outra palavra – Ex.: rosado, maldoso 
Simples formados por um radical – Ex.: verde 
Composto formados por dois ou mais radicais – Ex.: verde-esmeralda 
Pátrio ou gentílico caracterizam algo conforme sua origem – Ex.: mineiro, holandês 
 
 Flexão de Adjetivo: 
Flexão do Adjetivo 
Gênero 
Masculino ou 
feminino 
Biforme – apresentam duas formas – Ex.: bom / boa 
Uniforme – apresenta uma forma – Ex.: feliz, ruim, simples 
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Número 
Singular ou plural 
Regra geral: inclusão do S ao final – Ex.: verde / verdes 
Exceções: 
Adjetivos compostos: apresenta mais de um termo 
Adjetivo + adjetivo: flexiona o último elemento 
Ex.: castanho-escuro / castanho-escuros 
Exceções: surdo-mudo / surdos-mudos e azul-marinho, azul-celeste, azul-ferrete 
(são invariáveis) – o determinante que gera a pluralidade. 
Invariável + adjetivo (variável): flexiona o último elemento 
Ex.: mal-educado / mal-educados; recém-nascido – recém-nascidos 
Adjetivo + substantivo: não flexiona nenhum termo 
Ex.: o verde-esmeralda / os verde-esmeralda 
Cor de + substantivo: não flexiona nenhum termo 
Ex.: cor-de-rosa (única cor com hífen); cor de café; cor do mar 
Grau 
Aumentativo ou 
diminutivo 
Comparativo: pode ser de 
Igualdade - Ex.: Maria é tão feliz quanto João. 
Superioridade - Ex.: Maria é mais feliz do que João. 
Inferioridade - Ex.: Maria é menos feliz do que João 
Superlativo: pode ser 
Absoluto – aumenta ou diminui um elemento 
- sintético: Ex.: Maria é belíssima. 
- analítico: Ex.: Maria é muito bela. 
Relativo- superioridade: Ex.: Maria é mais esperta da sala. 
- inferioridade: Ex.: Maria é a menos esperta da sala. 
 
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 Tome nota! 
Existe um caso especial: MAIS BOM – qualidade para a mesma pessoa, em circunstancia aonde não 
há comparação. 
Ex.: João é mais bom do que inteligente. (essa expressão existe, entretanto, depende do contexto 
a ser utilizada) 
 
3.3) Advérbio 
Trata-se de um termo modificador das classes de abjetivo, substantivo e advérbio – termo que traz 
uma informação acessória. Além disso, pode ser termo modificador de período (não varia) 
Ex.: Infelizmente, a posição do governo é contrária ao voto. (modifica o período). 
Lutamos muito por nossos direitos (modifica o verbo). 
Ela foi extremamente educada (modifica o adjetivo). 
A parada está bem perto (modifica o advérbio). 
 
 Nomenclatura do Advérbio: existem uma infinidade de advérbios, a depender do contexto a 
serem utilizados, são classificados em: 
 
Classificação dos 
Advérbios
lugar aqui, ali, lá, acima
tempo hoje, ontem, agora, nunca
modo bem, rapidamente, mal, assim
intensidade muito, pouco, bastante, tão
afirmação sim, realmente, certamente
negação não, jamais, de modo algum
dúvida 
talvez, possivelmente, 
provavelmente
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Além disso, também possuímos a figura da locução adverbial é composto por mais de um elemento. 
Em regra, a locução adverbial poderá ser substituída por um único elemento que termina com -
mente. 
 
 Tome nota! 
Para identificar o advérbio na oração ou período, pergunte: como? Onde? Quando? Com quem? 
As respostas das perguntas são sempre os advérbios, ou na sintaxe, os adjuntos adverbiais. 
 
O advérbio sofre flexão somente quando utilizado os adjetivos que representam advérbio. Trata-se 
da única exceção da variação, pois a classe gramatical que varia é o adjetivo. 
 Ex.: João fala alto – como? Ideia de modo 
João fala tão alto quanto Mário / João fala mais alto / João fala menos alto (comparativos) / João 
fala muito alto ou altíssimo (superlativo absoluto). 
 
3.4) Artigo 
Os artigos são palavras que antecedem os substantivos, indicando se estão sendo mencionados 
de forma definida ou indefinida. Além disso, diz também respeito ao valor semântico. 
Os artigos podem estar inclusos: 
 
 
3.5) Numeral 
O numeral está relacionado ao substantivo que o quantifica. 
 Classificação do Numeral: 
Contração ou combinação
•junção de artigo + 
preposição
•Ex.: pela : preposição por + 
artigo a
Junção proibitiva
•impossibilidade de junção 
•Ex.: Camões é o autor de Os 
Lusíadas
Função substantiva
•transforma a palavra em 
substantivo
•Ex.: havia dois rapazes vindo 
em nossa direção. O alto se 
apresentou primeiro.
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Classificação dos Numerais 
Cardinal indica a quantidade ou número exato de elementos – Ex.: Comprei cinco livros na 
livraria. 
Ordinal dá sentido de ordem ou sequência – Ex.: Hoje é o vigésimo dia do mês. 
Multiplicativo Aumenta, através da multiplicação, a quantidade – Ex.: Ele ganhou um prêmio 
duplo por seu desempenho. 
Fracionário quantifica fracionalidade do substantivo – Ex.: Recebi meio quilo de café como 
presente. 
Coletivo indica um conjunto ou grupo de elementos da mesma espécie – Ex.: Uma dúzia 
de rosas foi entregue para o aniversariante. 
 
 Flexão dos Numerais: 
Flexão do Adjetivo 
cardinal Flexiona em gênero: um, dois + centenas até 200 - Ex.: João é um rapaz / Maria 
é uma menina. 
ordinal Flexionam em gênero e número – Ex.: primeiro / primeira; terceiro / terceiras 
Multiplicativo Flexionam em gênero e número – Ex.: dose dupla / duplos sentidos 
Fracionário Flexionam em gênero e número – Ex.: meio / metade; dois terços dos estudantes 
Coletivo Flexiona em número – Ex.: dúzia / dúzias 
 
 Importante! 
Em relação a flexão, algumas exceções importantes que você precisa memorizar! 
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30 
 
Leis – até o 9º como ordinário (artigo nono) e depois 10 (artigo dez); número romano – até o 
décimo ordinário (João Paulo II – João Paulo segundo) e depois cardinais (capítulo XI – capítulo 
onze). 
 
3.6) Interjeição 
A interjeição é uma palavra ou expressão que exprime emoção, sentimento ou reação, funcionando 
muitas vezes de forma independente em uma frase. A pontuação acompanha a interjeição (?, !, ...). 
Ex.: socorro! Oba! Droga! 
 
 Tome nota! 
Cuidado com a pegadinha! Fique atento para não confundir com as onomatopeias (GLUP; NHAC; 
BHHH). Elas não são ligadas a emoções, mas sim a sonoplastia. 
 
3.7) Preposição 
A preposição é um conectivo sem função sintática que estabelece uma relação de sentido entre 
os termos, e entre as orações. 
 Preposições essenciais: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, 
por, sem, sob, sobre, trás. 
 Preposições acidentais: afora, como, conforme, consoante, durante, exceto, mediante, menos, 
salvo, segundo, visto. 
 
Na morfologia, algumas preposições podem ser combinadas com outras palavras, formando 
combinações quando não há perda de elementos fonéticos, possuindo somente um significado: 
Morfologia – Preposição 
Substantivo composto Pé de moleque 
Adjetivo composto Cor-de-rosa 
Locução adjetiva Joao é um homem sem vergonha 
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31 
 
Locução conjuntiva Apesar de estar cedo, ele foi 
Locução adverbial Às vezes, em cima, para casa 
Locução prepositiva Abaixo de, graças a 
Locução verbal Tenho de estudar, começou a chover 
Locução interjetiva Até logo! Oh de casa! 
 
Já em relação a sintaxe, as preposições também possuem funções específicas: 
Sintaxe – proposição 
Adjunto adnominal O livro do meu irmão é interessante. - a expressão "do meu irmão" é um 
adjunto adnominal que indica posse 
Adjunto adverbial Vamos à festa à noite. - a expressão "à noite" é um adjunto adverbial que 
indica circunstância de tempo 
Objeto indireto João é um homem sem vergonha. - a expressão "sem vergonha" funciona 
como objeto indireto, indicando uma característica de João 
Agente da passiva Apesar de estar cedo, ele foi surpreendido por um presente. - a expressão 
"por um presente" atua como agente da passiva 
Complemento nominal Ele confia em você. - a expressão "em você" funciona como complemento 
nominal, indicando em quem ele confia 
Oração reduzida Abaixo de uma árvore, ela descansava. - a expressão "de uma árvore" é uma 
oração reduzida de infinitivo 
Oração subordinada 
objetiva 
Tenho de estudar porque começou a chover. - a expressão "de estudar" é 
uma oração subordinada objetiva 
 
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32 
 
3.8) Conjunção 
A conjunção é um conectivo sem função sintática, que possui bagagem semântica na qual é possível 
identificar os sentidos. Além disso, estabelece relação entre orações. Essas palavras contribuem 
para a coesão textual, ajudando a estabelecer relações de sentido e tornando a comunicação mais 
clara. 
 
 
 Sentidos na coordenação: 
Sentidos na coordenação 
Adição E, nem, não só..., mas também, também 
Adversidade Mas, porém, no entanto, todavia 
Alternância Ou, ou, ora, ora, quer, quer, seja, seja 
Explicação Pois, porquanto, porque, que 
Conclusão Logo, portanto, assim, por conseguinte 
 
 Sentidos na subordinação adverbial: 
Sentidos na subordinação 
conectivo
conjunção 
integrante: que, se
subordinada 
substantiva
conectivo com 
sentido
conjunção 
coordenativa
conjunção 
subordinativa 
adverbial 
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Causal Porque, pois, por isso que, uma vez que, já que, visto que, que, porquanto. 
Condicional Se, caso, salvo se, desde que, contanto que, dado que, a menos que, a não ser que. 
Conformidade Conforme, segundo, como, consoante. 
Concessiva Por mais que, por menos que, apesar de que, embora, conquanto, mesmo que, 
ainda que, se bem que. 
Comparativa Mais, menos, menor, maior, pior, melhor, seguidas de que ou do que. Qual depois 
de tal. Quanto depois de tanto. Como, assim como, como se, bem como, que nem. 
Consecutiva Tal, tão, tamanho, tanto (em uma oração, seguida pelo que em outra oração). De 
maneira que, de forma que, de sorte que, de modo que. 
Proporcional À proporção que, ao passo que, à medida que, à proporção que. 
Tempo Depois que, até que, desde que, cada vez que, todas as vezes que, antes que, 
sempre que, logo que, mal, quando. 
Finalidade A fim de que, para que. 
 
 Tome nota! 
A estrutura dos períodos é combinada com a oração principal + o conectivo – conjunção – com a 
oração secundária de duas formas: 
[conjunção + oração] + oração 
oração + [conjunção + oração] 
 
Assim, nas orações subordinadas, quando a oração principal tiver sentido completo – a oração 
acessória será subordinada adverbial e, quando a oração principal carecer de sentido para ser 
completa – a oração acessória será subordinada substantiva. 
 
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3.9) Pronome 
Os pronomes são palavras que substituem ou acompanham os substantivos, desempenhando 
diferentes funções na construção da linguagem. Elas contribuem para evitar a repetição excessiva 
de palavras e tornam as frases mais concisas. 
 Classificação dos Pronomes: 
Classificação dos Pronomes 
Pessoais Substituem os nome das pessoas: 
do caso reto (eu, tu, ele/ela (s), nós, vós); 
do caso oblíquo (átonos: me, te, o/a (s), se, lhe (s), nos, vos); 
tônicos (mim, ti, ele/ela (s), si, nós, vós). 
de tratamento (Vossa Majestade, Vossa Senhoria)). 
Demonstrativos Indicam a posição de algo em relação às pessoas do discurso - este (s), esta (s), isto, 
esse (s), essa (s), isso, aquele (s), aquela (s), aquilo. 
Possessivos Indicam posse ou relação de pertencimento. (meu (s), minha (s), teu (s), tua (s), seu 
(s), sua (s), nosso/a (s), vosso/a (s)). 
Indefinidos Referem-se a seres não determinados de modo específico - o qual, os quais, a qual, 
as quais, cujo (s), cuja (s), quanto (s), quantas) e invariáveis (que, quem, quando, 
como, onde. 
Relativos Introduzem uma oração subordinada e referem-se a um termo anterior na frase 
variáveis (o qual, os quais, a qual, as quais, cujo (s), cuja (s), quanto (s), quantas) 
invariáveis (que, quem, quando, como, onde 
Interrogativos São usados para fazer perguntas diretas ou indiretas - que, quem, qual, quais, 
quanto/a (s). 
 
3.10) Verbo 
Os verbos são palavras que expressam ação, estado, processo ou fenômeno, sendo fundamentais 
para a construção de frases. Eles são o núcleo do predicado e indicam o que o sujeito realiza, sente, 
ou a condição em que se encontra. 
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Os verbos sofrem variação em sua forma, chamada conjugação, de acordo com a pessoa, número, 
tempo, modo e voz. 
 Conjugação verbal: 
Conjugação Verbal 
Regulares conjugados de acordo com um paradigma. Isso quer dizer que existe um modelo 
de terminação seguido pelos verbos, sem que haja alteração no seu radical. 
Ex.: canto, cantei, cantarei. 
Irregulares não obedecem a um modelo de conjugação, e tanto o radical como a terminação 
do verbo pode ser alterados. 
Ex.: sei, soube, saberei. 
Defetivos não são conjugados em todas as pessoas, tempos ou modos, ou seja, quando não 
têm conjugação completa. 
Ex.: abolir - eu ***, tu aboles, ele abole. 
Abundantes têm particípio duplo, ou seja, quando apresentam uma forma de conjugação 
regular e uma irregular. 
Ex.: secado/seco, entregado/entregue. 
 
Além da conjugação dos verbos, outro elemento importante a ser fixado nos estudos são os modos 
verbais que indicam a posição da pessoa falante face a ação verbal. Os verbos podem ser utilizados 
de diferentes maneiras, conforme a significação que se quer transmitir. 
Existem três modos verbais: 
 Indicativo: demonstra uma certeza. A pessoa que fala é precisa sobre o acontecimento. 
Ex.: Eu gosto de pizza. 
 
 Subjuntivo: demonstra incerteza. A pessoa que fala mostra dúvida sobre o acontecimento. 
Ex.: Talvez eu viaje no final do ano. 
 
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 Imperativo: demonstra uma atitude de ordem ou solicitação. 
Ex.: Não jogue bola agora. 
 
Ademais, o verbo pode ter funções de nomes (nominais), como substantivo, adjetivo e advérbio. 
Estudaremos agora essas funções: 
 Infinitivo impessoal (não flexiona o verbo): dá significado ao verbo de modo indefinido e 
vago. Ele deve ser usado em locuções verbais, sem sujeito definido, com sentido imperativo e etc. 
Ex.: É preciso amar. 
 
 Infinitivo pessoal (flexiona o verbo): Ele deve ser usado com sujeito definido, quando desejar 
determinar o sujeito, quando o sujeito da segunda oração for diferente e quando uma ação for 
correspondente: 
1ª pessoa do singular: sem desinências (eu) - ( Ex.: estudar) 
2ª pessoa do singular: radical + ES (tu) - ( Ex.: aprenderes) 
3ª pessoa do singular: sem desinências (eles) - ( Ex.: partir) 
 
1ª pessoa do plural: radical + MOS (nós) - ( Ex.: estudarmos) 
2ª pessoa do plural: radical + DES (vós) - ( Ex.: aprenderdes) 
3ª pessoa do plural: radical + EM (eles) - ( Ex.: partirem) 
 
 Gerúndio: pode servir como adjetivo ou advérbio. A ação está acontecendo no momento que se 
fala. 
Ex.: eu estou falando com você. 
 
 Particípio: Resultado de uma ação que terminou, podendo flexionar em gênero número e grau. 
É usado na formação dos tempos compostos. 
Ex.: O João tem dormido cedo nas últimas semanas). 
 
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 Por fim, além da conjugação e do modo verbal, é importante entender os tempos verbais: 
Cada tempo verbal pode ser conjugado em diferentes modos (indicativo, subjuntivo, imperativo) e 
em diferentes pessoas (eu, tu, ele/ela/você, nós, vós, eles/elas/vocês). Além disso, existem formas 
compostas, como os tempos verbais do modo composto, que utilizam auxiliares (ter ou haver) e o 
particípio do verbo principal. 
Tempo verbal 
Presente Do indicativo – descreve ações que ocorrem no momento presente ou fatos gerais. 
Ex.: Eu sempre gosto de aprender. 
Do Subjuntivo – Utilizado em situações de incerteza, desejo ou hipótese. 
Ex.: Espero que ela faça a escolha certa. 
Pretérito Perfeito do indicativo – Expressa ações concluídas no passado, sem relação com 
o momento presente. 
Ex.: Eu fiz meu trabalho ontem. 
Imperfeito do indicativo – Indica ações que ocorriam habitualmente no passado 
ou ações inacabadas. 
Ex.: Quando criança, eu lia muitos livros. 
Mais-que-perfeito do indicativo – 
Ex.: Antes de sair, ela já tinha feito tudo. 
Futuro Do indicativo – Indica ações que ocorrerão no futuro. 
Ex.: Amanhã, eu farei minha apresentação. 
Do subjuntivo – Utilizado em situações hipotéticas ou incertas no futuro. 
Ex.: Quando ele chegar, eu já tiver terminado o trabalho. 
 
Momento das Questões 
Questão inédita – Qual alternativa apresenta um exemplo de locução verbal? 
a) "Ela nadou na piscina todos os dias." 
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b) "Eles estudarão para a prova." 
c) "O cachorro latiu alto durante a noite." 
d) "Vamos ao cinema no sábado." 
e) "Você deveria ler mais livros." 
Gabarito: Letra D. 
 Comentário: Vamos ao cinema é uma locução verbal, pois envolve o verbo auxiliar "vamos" e o 
verboprincipal "ir." 
 
Questão inédita – Leia o trecho abaixo: 
"Ela sempre se expressa de maneira eloquente, escolhendo cuidadosamente suas palavras para 
transmitir suas ideias de forma clara e persuasiva." 
Qual é a classe de palavra destacada e qual é sua função no contexto? 
a) Substantivo / Sujeito 
b) Verbo / Objeto direto 
c) Adjetivo / Predicativo do objeto 
d) Advérbio / Modifica o verbo "expressa" 
e) Pronome / Sujeito 
Gabarito: Letra C. 
 Comentário: No contexto, "eloquente" é um adjetivo que caracteriza a maneira como ela se 
expressa, descrevendo sua habilidade de comunicar de forma clara e persuasiva. 
 
Questão inédita – Analise o trecho: 
"Eles caminharam tranquilamente pelo parque, desfrutando da paz que o ambiente 
proporcionava." 
Qual é a classe de palavra destacada e qual é sua função no contexto? 
a) Substantivo / Sujeito 
b) Verbo / Objeto direto 
c) Advérbio / Modifica o verbo "caminharam" 
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d) Adjetivo / Predicativo do objeto 
e) Pronome / Sujeito 
Gabarito: Letra C. 
 Comentário: Neste caso, "tranquilamente" é um advérbio que modifica o verbo "caminharam", 
indicando a maneira como eles realizaram a ação. 
 
Questão inédita – Considere o trecho: 
"O livro que ela estava lendo era muito interessante." 
Qual é a classe de palavra destacada e qual é sua função no contexto? 
a) Substantivo / Sujeito 
b) Verbo / Objeto direto 
c) Pronome / Objeto direto 
d) Adjetivo / Modifica o substantivo "livro" 
e) Conjunção / Liga as duas orações 
Gabarito: Letra C. 
 Comentário: Neste caso, "que" é um pronome relativo que introduz uma oração adjetiva, 
modificando o substantivo "livro". 
 
4) Formação de Palavras 
As palavras da língua portuguesa são formadas principalmente por dois processos morfológicos: 
derivação (prefixal, sufixal, parassintética, regressiva e imprópria) e composição (justaposição e 
aglutinação). 
Inicialmente, apresentam-se alguns conceitos relevantes para o estudo da formação de palavras. As 
palavras primitivas dão origem a outras, enquanto as palavras derivadas são formadas a partir das 
primitivas - Ex.: "dente/dentista" e "sol/solar". 
Além dos conceitos mencionados, é crucial compreender que os afixos são morfemas, em outras 
palavras, são as menores unidades significativas da língua que, ao serem somadas a um radical 
(elemento que contém o significado fundamental de um termo), resultam em uma palavra. 
Os afixos são classificados de acordo com sua posição na palavra: 
 os sufixos surgem após o radical, como em "folhagem" e "livraria". 
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 os prefixos são adicionados antes do radical, como em "desleal" e "ilegal". 
 os infixos, que aparecem no meio da palavra, representados por uma consoante ou vogal, como 
em "cafeteria" e "cafezal". 
 
5) Formação de Derivação 
Os processos de derivação de palavras ocorrem de cinco maneiras, sempre envolvendo um radical e 
a utilização de afixos (sufixos e prefixos): 
 
 
6) Processo de Composição 
Os processos de composição de palavras envolvem a combinação de mais de dois radicais de 
palavras, sendo classificados em: 
 Justaposição: é a união de dois ou mais radicais, e não sofrem qualquer alteração em sua 
estrutura fonética (som). 
Ex.: pé-de-meia; guarda-chuva, pontapé. 
 
 Aglutinação: é a união de dois ou mais radicais, e pelo menos um dos radicais sofre alteração 
em sua estrutura fonética. 
•Consiste no acréscimo de um prefixo à palavra primitiva.
•Ex.: incapaz, antebraço, desleal, refazer.
Prefixal (Prefixação)
•Envolve o acréscimo de um sufixo à palavra primitiva.
•Ex.: dentista, beleza, entrevistar.
Sufixal (Sufixação)
•Implica no acréscimo simultâneo de um prefixo e de um 
sufixo à palavra primitiva.
•Ex.: amanhecer, emagrecer, abençoar.
Parassintética (Parassíntese)
•caracteriza-se pela redução da palavra derivada através 
da retirada de uma parte da palavra primitiva.
•Ex.: debater / debate; perder / perda. 
Regressiva
•Envolve a mudança de classe gramatical da palavra.
•Ex.: "O jantar estava muito bom" (substantivo); "Fui jantar 
ontem à noite com Luís" (verbo).
Imprópria
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Ex.: fidalgo (filho+ de+algo), aguardente (água+ardente). 
 
7) Pronomes Oblíquos Átonos 
Pronomes oblíquos átonos, também conhecidos como pronomes pessoais oblíquos átonos, são 
pronomes que indicam pessoas e desempenham funções nas orações como objeto direto, objeto 
indireto ou complemento nominal. Sua designação como átonos decorre do fato de serem 
pronunciados com menor ênfase. 
Eles se dividem e se classificam da seguinte forma: 
PRONOMES FUNÇÃO EXEMPLOS 
me, te, nos, 
vos 
de objeto direto ou de objeto indireto Deu-me os parabéns. 
Isto não vos pertence. 
Já te chamei várias vezes. 
Conhece-nos? 
o, a, os, as apenas de objeto direto Foi ele quem o (os) convidou. 
Não a (as) chamei. 
lhe e lhes apenas de objeto indireto Atirem-lhe a bola! 
Eu disse-lhes a verdade. 
se de objeto direto ou de objeto indireto, mas é 
sempre usado na voz reflexiva 
Ela penteou-se. 
Ele olhou-se no espelho. 
 
7.1) Colocação de pronomes oblíquos átonos 
Os pronomes oblíquos átonos podem assumir as seguintes posições com relação ao verbo: 
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Momento da Questão 
Questão inédita – Leia o trecho: "Ela olhou-se no espelho, ajustou os óculos e sorriu para si 
mesma." 
Considerando a colocação do pronome átono "se", qual é a posição correta neste contexto? 
a) Próclise - "Ela se olhou no espelho." 
b) Mesóclise - "Ela olhou-se no espelho." 
c) Ênclise - "Ela olhou no espelho-se." 
d) Ênclise - "Ela olhou-se no espelho." 
e) Próclise - "Ela olhou no espelho-se." 
Gabarito: Letra D. 
 Comentário: No contexto apresentado, a posição correta do pronome átono "se" é na ênclise, 
pois está colocado depois do verbo no pretérito perfeito composto. 
 
•ocorre quando o pronome é colocado antes do verbo.
•É utilizado em orações que contêm palavras de 
negação, pronomes relativos, indefinidos, 
demonstrativos, advérbios e conjunções subordinativas.
•Ex.: não me fale isso!
Próclise
•ocorre quando o pronome é colocado no meio do 
verbo.
•é utilizado com verbos no futuro do presente ou no 
futuro do pretérito
•Ex.: Contar-te-ei uma história.
Mesóclise
•ocorre quando o pronome é colocado depois do verbo.
•Ex.: Falaram-te algo? 
Ênclise
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ORTOGRAFIA OFICIAL E ACENTUAÇÃO GRÁFICA 
1) Introdução 
Estudaremos agora a teoria referente ao tema de ortografia oficial e acentuação gráfica, tema muito 
importante para os estudos para o seu concurso: 
1 – Ortografia Oficial e Acentuação Gráfica: tonicidade; acentuação; hífen. 
 
2) Tonicidade 
A tonicidade se refere à sílaba que apresenta maior projeção sonora em uma palavra, sendo essa 
sílaba chama de tônica ou acentuada. As sílabas, quando pronunciadas com mais intensidade, 
classificam-se como tônicas, e quando ditas de maneira mais sutil, como átonas. 
Quanto à tonicidade, as palavras da nossa língua são classificadas em três grupos: 
 Oxítonas: quando a última sílaba é a tônica; 
 Paroxítonas: quando a penúltima sílaba é a tônica; 
 Proparoxítonas: quando a antepenúltima sílaba é a tônica. 
 
3) Acentuação 
A acentuação consiste na colocação de acento ortográfico para indicar a pronúncia de uma vogal 
ou marcar a sílaba tônica de uma palavra. As regras de acentuação são diversas e aplicadas para 
indicar a sílaba tônica em algumas palavras. Os acentos gráficos da língua portuguesa são: 
 Acento agudo (´): Usado nas vogais tônicas (aquelas que recebem a ênfasena pronúncia) 
abertas: á, é, ó. 
 Acento grave (`): indica a ocorrência de crase. 
 Acento circunflexo (^): Usado nas vogais tônicas fechadas: ê, ô. 
 
 Importante! 
O til (~) não se trata de acento, é um sinal. 
 
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3.1) Principais regras de acentuação 
Vamos esquematizar as principais regras de acentuação gráfica na língua portuguesa, para que você 
consiga gabaritar na prova! 
Acentuação Gráfica 
Proparoxítonas Todas as proparoxítonas são acentuadas 
 Ex.: lâmpada / música / árvore 
Paroxítonas São acentuadas as terminadas em: l / i (is) / x / ps / ã (s) / r / um (uns) / om 
(nos) / ão / n / uns / ditongo 
 Ex.: difícil, país, tórax, fórceps, hífen, álbum, álbuns, bíceps, fórum, hífen. 
Oxítonas São acentuadas as terminadas em: a / as / e / es / o / os / em / ens 
 Ex.: avô, café, bebê, paletó, armazém, reféns. 
Monossílabos tônicos São acentuadas os terminados em: a / as / e / es / o / os 
 Ex.: pó, só, pôs, vão, pão. 
Hiatos São acentuadas as letras: i / u 
 Ex.: saída, baú. 
Ditongo aberto São acentuados se forem: oxítonas e monossilábicos 
 Ex.: herói, país. 
Verbos Ter e Vir São acentuados (^) os verbos conjugados na 3ª pessoa do plural 
 Ex.: eles têm, eles vêm. 
 
 Importante! 
O uso do acento circunflexo no verbo "demos," conjugado na primeira pessoa 
do presente do indicativo, é opcional. Isso é feito para diferenciar essa forma 
da correspondente no pretérito perfeito do indicativo, que é "demos." 
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Da mesma forma, o acento circunflexo no substantivo "fôrma" é facultativo 
quando se trata de distinguir do verbo "formar" na segunda pessoa do singular 
do imperativo, que é "forma." 
 
3.2) Casos especiais 
Há alguns casos especiais de acentuação gráfica que fogem um pouco da regra geral. No caso do 
ditongos abertos, com o novo acordo ortográfico, deixaram de ser acentuados nas palavras 
paroxítonas. 
 Ex.: jiboia / odisseia / ideia. 
 
Além disso, temos os casos dos hiatos. Não acentuam os hiatos que sejam seguidos por nh, 
precedidos por vogal idêntica e precedidos por ditongo. 
 Ex.: rainha / saara / feiura. 
 
 Tome nota! 
As palavras derivadas de advérbios ou adjetivos não são acentuadas. 
 
Momento das Questões 
Questão inédita – Em um concurso literário, Mariana se destacou ao apresentar um poema 
envolvente. No entanto, ao revisar o seu trabalho, percebeu uma possível falha na acentuação 
gráfica. Analise o trecho a seguir e indique a opção que apresenta a forma correta de 
acentuação: 
“Naquela noite estrelada, o poeta cantô uma canção que tocô profundamente os corações dos 
ouvintes”. 
a) cantou, tocou 
b) cantou, tocô 
c) cantô, tocô 
d) cantô, tocou 
e) Não há falha na acentuação gráfica. 
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Gabarito: Letra A. 
 Comentário: A forma correta de conjugação dos verbos "cantar" e "tocar" no passado é 
"cantou" e "tocou", respectivamente. O acento circunflexo não é utilizado nas formas verbais no 
pretérito perfeito do indicativo, conforme as regras gerais de acentuação gráfica. 
 
Questão inédita – Identifique o grupo em que todas as palavras estão acentuadas 
corretamente, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa: 
a) ēnérgetico, exėmplar, nãītīdo 
b) recôndito, acérrimo, álbuns. 
c) pêssego, póllêmica, vírtú. 
d) cóccix, fêmur, êcstaço. 
e) lámpâda, hābito, chávena. 
Gabarito: Letra B. 
 Comentário: A regra de acentuação nas palavras apresentadas na alternativa correta segue as 
principais regras de acentuação gráfica da língua portuguesa: 
Recôndito: A palavra é proparoxítona, portanto, é acentuada. 
Acérrimo: Igualmente proparoxítona, de forma que, também será acentuada. 
Álbuns: A palavra "álbuns" é paroxítona (sílaba tônica na penúltima sílaba) e termina em "ns," o que 
a torna passível de acentuação. 
 
4) Hífen 
O hífen é um sinal em forma de um pequeno traço horizontal (-), e tem como função: 
 
Hífen
unir elementos de palavras compostas
separar sílabas em final de linha
marcar lifações enclísticas e mesoclísticas 
(colocação de pronome)
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4.1) Regra do Hífen 
As regras do hífen na língua portuguesa envolvem uma série de situações, e é importante observar 
algumas delas para garantir o uso adequado. Assim, fizemos o quadro esquematizado sobre as 
principais regras para você conseguir acertar todas as questões! 
Uso do Hífen 
Vogais diferentes Não use hífen e junte 
 Ex.: autoescola / semiaberto / semiárido / infraestrutura 
Vogais iguais Use hífen 
 Ex.: anti-inflamatório / contra-ataque / micro-ônibus / auto-observação 
Consoantes diferentes Não use hífen e junte 
 Ex.: superlegal / intermunicipal / hipermercado 
Consoantes iguais Use hífen 
 Ex.: sub-base / super-requintado / inter-relacionar 
Vogal + consoante Não use hífen e junte 
 Ex.: seminovo / autoconhecimento / autodesenvolvimento 
Consoante + vogal Não use hífen e junte 
 Ex.: hiperacidez / superinteressante 
Vogal + r /s Junte e dobre o R ou o S 
 Ex.: antirrugas / antissocial / ultrassonografia / autorretrato 
n / m + h / n / m Use hífen 
 Ex.: pan-americano, pan-hispânico, circum-meridiano, circum-navegação 
Origem tupi Use hífen 
 Ex.: capim-açu, amoré-guaçu, anajá-mirim). 
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 Tome nota! 
A palavra sub-humano admite as duas formas, pois o novo acordo trouxe como possibilidade o uso 
da forma subumano em que se exclui o H e unem-se as duas palavras. 
 
4.2) Hífen entre palavras 
O hífen pode ser utilizado entre duas palavras a fim de modificar o sentido de ambas, tem-se como 
exemplo: 
A palavra sexta se refere a um numeral ordinário, e a palavra feira é um substantivo. Ao unir ambas 
as palavras com hífen e formar sexta-feira, perde-se tanto a ideia do numeral quanto a ideia do 
substantivo feira, e passa a haver um sentido novo, que é o dia da semana. 
Outro exemplo, se trata da palavra mesa que é um substantivo e a palavra redonda que é um 
adjetivo. Ao unir ambas as palavras com hífen e formar mesa-redonda, perde-se tanto a ideia do 
substantivo e objeto, quanto a ideia do adjetivo e formato, e passa a haver um novo significado à 
palavra, que é o debate. 
 
4.3) Hífen: mal/bem 
MAL: emprega-se o hífen quando a palavra a seguir for iniciada por vogal, H ou L. 
Ex.: mal-estar; mal-humorado; mal-limpo; malcriação; malcheiroso. 
 
BEM: emprega-se o hífen. 
Ex.: bem-aventurado, bem-estar, bem-vindo, bem-casado, bem-nascido. 
 
 Exceções: 
As palavras benfazer, benquerer e bendizer (estão empregados verbos no infinitivo), porém são 
formas alternativas, sendo facultativo. 
Outras palavras com “bem” que já eram grafadas sem hífen, e continuam sendo, são: benfazejo, 
benfeitor, benquerença, benquerente, benquisto, benfeito, benquerer e benquerido. 
Por fim, quando o prefixo bem ou mal não formar uma unidade semântica com a palavra seguinte 
não caberá hífen. 
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Ex.: em “Ele foi bem educado pelos avós” - não há hífen porque “bem” não forma com a palavra 
seguinte uma unidade semântica. 
O que temos é um advérbio (bem) modificando um verbo/particípio (educada). 
 
Momento das Questões 
Questão inédita – Em meio à trama de um romance histórico, o autor enfrentou desafios ao 
empregar corretamente o hífen. Analise o trecho abaixo e escolha a alternativa que apresenta 
o uso adequado do hífen: 
"Durante sua aventura, o personagem encontrou uma cidade _____________, cujas histórias e 
mistérios eram desconhecidos pelos viajantes." 
a) arqueológico-oculta.b) arqueológico oculta. 
c) arqueológico, oculta. 
d) arqueológico - oculta. 
e) arqueológico oculta. 
Gabarito: Letra A. 
 Comentário: Neste caso, o hífen liga os elementos arqueológico e oculta, formando uma 
palavra composta que indica uma cidade com características arqueológicas e ocultas – no qual forma 
uma palavra com significado específico no contexto da narrativa. 
 
USO DO SINAL INDICATIVO DE CRASE 
1) Introdução 
Estudaremos agora a teoria referente ao uso do sinal indicativo de crase, tema muito importante 
para os estudos para o seu concurso: 
1 – Uso do Sinal indicativo de Crase: considerações iniciais; emprego do sinal de crase; 
 
2) Considerações Iniciais 
A crase é assinalada pelo acento grave (`), e serve para evitar a repetição (a + a) nas situações em 
que precisamos utilizar “a”, com a função de artigo, juntamente com “a”, com a função de 
preposição (a + a = à). 
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3) Emprego do Sinal de Crase 
O uso da crase é um aspecto delicado na lingua portufuesa que pode gerar algumas dúvidas durante 
os estudos. Para tanto, esquematizamos o conteúdo na tabela abaixo para que, de uma vez por 
todas, esta matéria seja fixada! 
Uso do sinal indicativo da Crase 
Uso obrigatório da crase Termo antecedente exija a preposição a 
 Ex.: Referi-me à situação difícil. 
Termo consequente aceite o artigo a 
 Ex.: Refiro-me à obra a que assisti. 
Na indicação pontual do número de horas 
 Ex.: Ele chegou às 10 horas. 
Com a expressão ‘à moda de’ e ‘à maneira de’ 
 Ex.: Ela preparou o prato à moda de chef. 
Nas expressões adverbiais femininas 
 Ex.: Ela trabalha à noite. 
Proibição do uso da crase Antes de masculino 
 Ex.: Ele foi a pé até o trabalho. 
Antes de verbo 
 Ex.: Vou agradecer à diretora. 
Antes de pronomes em geral 
 Ex.: Referi-me a ela. 
Antes de pronomes de tratamento 
 Ex.: Dirigi-me a Vossa Excelência. 
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Com as expressões formadas por palavras repetidas 
 Ex.: Eles agiram face a face na reunião. 
Antes de nomes de cidades 
 Ex.: Ele foi a Porto Alegre. 
Quando um ‘a’ (sem s no plural) vem antes de um nome plural 
 Ex.: Ele se referiu a três jornais diferentes. 
Crase facultativa Depois da preposição até 
 Ex.: Estamos trabalhando até à meia-noite. 
Antes de nomes próprios femininos 
 Ex.: Ele foi à Maria para pedir desculpas. 
Antes de pronomes possessivos 
 Ex.: Refiro-me à minha irmã. 
 
Tome nota! 
Macete para identificar se há crase nos verbos de destino: 
“Vou a, volto da, crase há! - Vou à Europa, volto da Europa 
Vou a, volto de, crase pra quê?” - Vou a Roma, volto de Roma 
 
Momento das Questões 
Questão inédita – Maria está escrevendo um convite para o jantar de aniversário da sua amiga. 
Ela quer garantir que a crase seja utilizada corretamente. Analise a frase a seguir e assinale a 
alternativa correta: 
“Todos estão convidados __ celebração, que ocorrerá no sábado, __ 20 horas.” 
a) à – à 
b) à - a 
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52 
 
c) aos - a 
d) as - à 
e) para - no 
Gabarito: Letra A. 
 Comentário: Na frase acima, temos duas situações em que o suo da crase é necessário. A crase 
será usada porque se refere ao substantivo feminino e ao final, refere-se a uma hora específica. 
 
SINTAXE DA ORAÇÃO E DO PERÍODO 
1) Introdução 
Estudaremos agora a teoria referente ao tema de sintaxe da oração e do período, tema muito 
importante para os estudos para o seu concurso: 
1 – Sintaxe da Oração e do Período: considerações iniciais; termos essenciais da oração na 
sintaxe; termos integrantes da oração; termos acessórios da oração; oração coordenada; 
oração subordinada. 
 
2) Considerações Iniciais 
A sintaxe é o ramo da gramática que estuda a estrutura da frase, analisando as funções que as 
palavras desempenham numa oração e as relações que estabelecem entre si. A sintaxe estuda 
também as relações existentes entre as diversas orações que formam um período. 
Mas professor, o que é oração e período? 
A oração é a menor unidade sintática que expressa uma ideia completa. Ela contém um sujeito e um 
predicado. Existem orações simples, com apenas um verbo, e orações compostas, que contêm 
mais de um verbo. 
 Ex.: Ela estuda para as provas. 
 
Já o período é uma unidade linguística formada por duas ou mais orações. Nos períodos 
compostos, as orações podem ser coordenadas (com mesmo grau de importância) ou subordinada 
(uma depende da outra). 
 Ex.: Ele estudou muito, mas não conseguiu a aprovação. (período composto por coordenação) / 
Quando ela chegou, todos aplaudiram. (período composto por subordinação). 
 
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53 
 
A análise sintática envolve a identificação e a classificação dos termos e das orações na construção 
do texto, assim, são necessárias a identificação dos elementos inseridos na oração. 
 
 
3) Termos Essenciais da Oração na Sintaxe 
Para a realização da análise sintática, precisamos conhecer e estudar alguns conceitos 
imprescindíveis. Na sintaxe, os termos essenciais são aqueles que compõem a estrutura básica e 
fundamental para a compreensão da mensagem. 
 
3.1) Sujeito 
O sujeito é o termo da oração que realiza ou sofre a ação expressa pelo verbo. Ele responde à 
pergunta "quem?" ou "o quê?". 
 Ex.: O cachorro corre no parque. / As crianças estudam para a prova. 
 
Função Sintática
termos essenciais da oração
sujeito
predicado
Complemento dos verbos 
objeto direto
objeto indireto 
adjunto adverbial 
agente da passiva
Complemento de nomes
adjunto adnominal
complemento nominal
aposto 
predicativo
termo independente da 
oração
vocativo
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54 
 
Existe ainda a classificação dos sujeitos: 
Tipos de sujeito 
Simples Somente um núcleo 
 Ex.: O sol brilha intensamente. 
Composto Mais de um núcleo 
 Ex.: João e Maria foram ao cinema. 
Oculto ou 
desinencial 
O sujeito não aparece na oração, mas é possível identifica-lo por meio da terminação 
verbal 
 Ex.: Choveu bastante ontem. 
Indeterminado o sujeito existe, mas não está presente e nem pode ser identificado – verbo na 3ª 
pessoa do plural ou na 3ª pessoa do singular + SE 
 Ex.: Disseram-me que haverá festa. 
Inexistente O predicado não se refere a nenhum ser, apresenta verbo impessoal 
 Ex.: É difícil agradar a todos. 
 
3.2) Predicado 
O predicado é o termo da oração que contém o verbo e expressa a ação realizada pelo sujeito. 
Responde à pergunta "o que acontece?" ou "o que faz?". 
 Ex.: O cachorro corre no parque. / As crianças estudam para a prova. 
 
O núcleo do predicado é a palavra mais importante e que traz a ideia central, sendo um verbo ou 
um nome. Assim como o sujeito, o predicado também possui algumas classificações importantes: 
Tipos de predicado 
Nominal Seu núcleo é um nome – substantivo, adjetivo, pronome – ligado ao verbo de ligação 
 Ex.: A festa estava animada. 
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55 
 
Verbal Seu núcleo é um verbo. 
 Ex.: Ela estuda todos os dias. 
Verbo-nominal Tem dois núcleos, sendo um verbo e um nome 
 Ex.: Ela cantou a música feliz. 
 
3.3) Predicativo 
Ainda nos elementos essenciais, existem duas figuras importantes que confundem durante a análise 
sintática, elas são: predicativo do sujeito e predicativo do objeto. 
O predicativo do sujeito é um termo que caracteriza ou atribui uma qualidade ao sujeito da oração. 
Ele é comum em construções com verbos de ligação, que indicam estado, e concorda em gênero e 
número com o sujeito. 
 Ex.: Ela estava feliz. – o feliz é a descrição do estadoemocional do sujeito ‘ela’. 
 
Já o predicativo do objeto é um termo que caracteriza ou atribui uma qualidade ao objeto direto 
ou indireto da oração. Ele é comum em construções com verbos de ação e não concorda com o 
objeto, apenas com o sujeito em algumas situações. 
 Ex.: Vi a flor murcha. – o murcha é a descrição da condição da ‘flor’ (objeto direto de vi). 
 
3.4) Predicação verbal 
A predicação verbal refere-se à relação que o verbo estabelece com seus complementos na 
oração, indicando como a ação expressa pelo verbo que relaciona com os termos que os 
acompanham. Os verbos podem ser intransitivos, transitivos ou de ligação. 
 Verbo Intransitivo: o verbo intransitivo não exige a presença de um objeto para completar seu 
sentido. Ele expressa uma ação ou estado que não se estende a um objeto direto. 
 Ex.: Ele chegou cedo. 
 
 Importante! 
Alguns verbos intransitivos podem ser acompanhados de um adjunto adverbial para fornecer 
informações adicionais sobre a ação. 
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 Ex.: Ele dormiu na sala. – o na sala está fornecendo uma informação acessória. 
 
 Verbo Transitivo Direto: o verbo transitivo direto exige a presença de um objeto direto para 
completar seu sentido. O objeto direto recebe diretamente a ação do verbo. 
 Ex.: Eu li o livro. 
 
 Verbo Transitivo Indireto: o verbo transitivo indireto exige a presença de um objeto indireto 
para complementar o sentido. O objeto indireto não recebe diretamente a ação, sendo necessário o 
uso de uma preposição. 
 Ex.: Ele gosta de música. 
 
 Verbo Transitivo Direto e Indireto: o verbo transitivo direito e indireto exige a presença de um 
objeto direto e de um objeto indireto para complementar o sentido. 
 Ex.: Eu dei um presente a ela. 
 
 Verbo de Ligação: o verbo de ligação não expressam uma ação direta, mas estabelecem uma 
relação de estado entre o sujeito e o predicativo do sujeito. 
 Ex.: Ela está feliz. 
 
 Importante! 
Os verbos de ligação podem ser seguidos por um predicativo do sujeito ou ainda por um 
predicativo do objeto. 
 
4) Termos Integrantes da Oração 
Os termos integrantes da oração são indispensáveis para que a oração tenha sentido completo. 
Eles complementam o sentido do verbo, sendo parte integrante da estrutura da frase. Vamos nos 
aprofundar sobre cada uma delas. 
 
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57 
 
4.1) Complemento Verbal 
O complemento verbal é o termo que completa o sentido de um verbo na oração, sendo o 
elemento utilizado para que a ação expressa pelo verbo seja compreendida de maneira mais precisa. 
Classificação do Complemento Verbal 
Objeto direto Completa o sentido de um verbo transitivo direto, respondendo à pergunta ‘o que?’ 
ou ‘quem?’. 
 Ex.: Ela comprou um presente. 
Objeto indireto Completa o sentido do verbo intransitivo indireto, respondendo à pergunta ‘a 
quem?’, ‘para quem?’, ‘de quem?’, ‘em quem?’, ‘sobre quem?’ ou ‘sobre o quê?’. 
 Ex.: Eu confiei em seu julgamento. 
 
4.2) Complemento Nominal 
Já o complemento nominal é o termo que complementa o sentido de um nome (substantivo, 
adjetivo ou advérbio), enriquecendo a informação sobre o termo. Ele é utilizado para atribuir 
características, qualidades, propriedades ou circunstâncias ao nome ao qual se refere. O 
complemento nominal é geralmente introduzido por uma preposição. 
 Ex.: Ela tinha admiração pelos artistas. – ‘pelos artistas’ é o complemento nominal de ‘admiração’, 
indicando a quem a admiração se refere. 
 
4.3) Agente da Passiva 
O agente da passiva indica quem pratica a ação em uma oração passiva, geralmente é introduzido 
pela preposição ‘por’. 
 Ex.: O livro foi lido pelo aluno. 
 
5) Termos Acessórios da Oração 
Os termos acessórios da oração são elementos que não são essenciais para a construção da 
estrutura básica da frase, mas acrescentam informações adicionais, proporcionando detalhes, 
circunstâncias ou características sobre o que está sendo expresso. São termos que contribuem para 
enriquecer o sentido da oração. 
 
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5.1) Adjunto adnominal 
O adjunto adnominal é um termo da oração que serve para modificar, qualificar ou caracterizar o 
substantivo, conferindo-lhe características adicionais. Ele é um tipo de termo acessório que 
contribui para enriquecer o significado do substantivo ao qual se refere. Geralmente, o adjunto 
adnominal é formado por adjetivos, locuções adjetivas, pronomes adjetivos, numerais, entre outros. 
 Ex.: A casa azul fica na esquina. – o adjunto adnominal ‘azul’ qualifica o substantivo ‘casa’, 
indicando a sua cor. 
 
 Tome nota! 
O adjunto adnominal modifica o termo já caracterizado, enquanto o complemento nominal é 
exatamente essa caracterização. 
 
5.2) Adjunto Adverbial 
Já o adjunto adverbial é o termo da oração que modifica o verbo, o adjetivo ou o advérbio, 
indicando circunstâncias como tempo, lugar, modo, intensidade, entre outras. Ele fornece 
informações adicionais que esclarecem as condições em que a ação ocorre. Os adjuntos adverbiais 
podem ser representados por palavras isoladas, locuções adverbiais ou expressões que 
desempenham essa função. 
Em outras palavras, os adjuntos adverbiais trazem informações que respondem a perguntas como 
"quando?", "onde?", "como?", "por quê?", "com quê?". 
 Ex.: Eles correram muito rápido. 
 
5.3) Aposto 
O aposto é um termo acessório da oração que tem a função de explicar, esclarecer ou detalhar 
um substantivo ou pronome, geralmente aparecendo ao lado desses termos. Ele acrescenta 
informações adicionais para melhor compreensão do que está sendo mencionado na oração. 
 Ex.: Minha amiga, a veterinária do bairro, é muito competente. – a veterinária do bairro é o aposto 
explicativo, fornecendo informações adicionais para esclarecer o termo ‘minha amiga’. 
 
O aposto geralmente é isolado por vírgulas, podendo ser formado por substantivos, expressões 
substantivas, orações substantivas. Além disso, poderá aparecer antes, no meio ou depois do termo 
que se refere. 
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59 
 
 
5.4) Vocativo 
Por fim, vamos estudar sobre o último termo, o vocativo. O vocativo é um termo acessório da oração 
que tem a função de chamar, invocar ou se dirigir diretamente a uma pessoa, ser personificado ou 
algo que representa uma pessoa. Ele é utilizado para estabelecer uma comunicação direta com o 
interlocutor, expressando sentimentos, ordens, apelos, entre outros. 
 Ex.: Maria, venha aqui imediatamente! – neste caso, "Maria" é o vocativo, chamando diretamente 
a pessoa para uma ação. 
 
6) Orações Coordenadas 
As relações de coordenação ocorrem quando duas ou mais palavras, expressões ou orações são 
unidas de forma independente, sem que uma dependa da outra sintaticamente. Essa coordenação 
pode acontecer tanto entre orações quanto entre termos da oração. 
As orações coordenadas são orações que possuem sentido completo e são independentes entre si, 
mas estão conectadas por conjunções coordenativas. Essas conjunções estabelecem relações de 
sentido entre as orações, indicando adição, contraste, alternância, conclusão, explicação, entre 
outras. Essas orações poderão ser assindéticas e sindéticas. 
 
 
6.1) Orações Coordenadas Assindéticas 
As orações coordenadas assindéticas são orações que estão ligadas sem o uso de conjunções, ou 
seja, não possuem conectivos explícitos entre elas. Esse tipo de coordenação confere um ritmo mais 
acelerado à frase, contribuindo para um estilo mais direto e conciso. 
 Ex.: Ele corre, pula, nada. / Estudou muito, a prova foi fácil. / Pode escolher: café, chá, suco. 
 
Orações Coordenadas
Assindéticas
Sindéticas
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6.2) Orações Coordenadas Sindéticas 
Já as orações coordenadas sindéticas são orações que estão ligadas por meio de conjunções 
coordenativas. Essas conjunções estabelecem uma relação de sentido entre as orações, indicando 
adição, contraste, alternância, conclusão, explicação, entre outras. 
Assim, dependendo dos conectivos presentes nas orações, elas são classificadas em: aditivas, 
adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas. 
 Sentidos na coordenação: 
Sentidos na coordenação 
Adição Transmite uma ideia de adição, soma. - E, nem, não só..., mas também, também 
 Ex.: Ela estuda e trabalha. 
Adversidade Transmite uma ideia de oposição ou de contraste. - Mas, porém, no entanto, 
todavia 
 Ex.: Estudei muito, mas não consegui a vaga. 
Alternância Enfatiza uma escolha dentre as opções existentes. - Ou, ou, ora, ora, quer, quer, 
seja, seja 
 Ex.: Você pode escolher: café ou chá. 
Explicação Expressam uma explicação sobre algo que foi referido anteriormente. – Pois 
(antes do verbo), porquanto, porque, que 
 Ex.: Ele não foi ao trabalho, porque estava doente. 
Conclusão Expressam conclusões. - Logo, portanto, pois (após o verbo), assim, por 
conseguinte, destarte (cuidado com as pegadinhas da banca – é um conectivo 
conclusivo e não adversativo). 
 Ex.: Estude bastante, assim terá sucesso. 
 
 Importante! 
As orações são identificadas pelo período composto que se conecta por meio de uma conjunção ou 
locução coordenativa. 
 
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7) Orações Subordinadas 
As orações subordinadas dependem de uma oração principal para ter sentido completo. Ela atua 
como um elemento secundário na estrutura da frase, desempenhando um papel específico, seja 
sujeito, objeto, complemento, entre outro. As orações subordinadas são introduzidas por conjunções 
subordinativas ou locuções subordinativas. 
 Sentidos na subordinação adverbial: 
Sentidos na subordinação 
Causal Porque, pois, por isso que, uma vez que, já que, visto que, que, porquanto. 
Condicional Se, caso, salvo se, desde que, contanto que, dado que, a menos que, a não ser que. 
Conformidade Conforme, segundo, como, consoante. 
Concessiva Por mais que, por menos que, apesar de que, embora, conquanto, mesmo que, 
ainda que, se bem que. 
Comparativa Mais, menos, menor, maior, pior, melhor, seguidas de que ou do que. Qual depois 
de tal. Quanto depois de tanto. Como, assim como, como se, bem como, que nem. 
Consecutiva Tal, tão, tamanho, tanto (em uma oração, seguida pelo que em outra oração). De 
maneira que, de forma que, de sorte que, de modo que. 
Proporcional À proporção que, ao passo que, à medida que, à proporção que. 
Tempo Depois que, até que, desde que, cada vez que, todas as vezes que, antes que, 
sempre que, logo que, mal, quando. 
Finalidade A fim de que, para que. 
 
A depender da função que desempenham, os tipos de oração subordinada 
são substantivas, adjetivas ou adverbiais. 
 
 Tome nota! 
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62 
 
A estrutura dos períodos é combinada com a oração principal + o conectivo – conjunção – com a 
oração secundária de duas formas: 
[conjunção + oração] + oração 
oração + [conjunção + oração] 
 
Assim, nas orações subordinadas, quando a oração principal tiver sentido completo – a oração 
acessória será subordinada adverbial e, quando a oração principal carecer de sentido para ser 
completa – a oração acessória será subordinada substantiva. 
 
7.1) Orações Subordinadas Substantivas 
As orações subordinadas substantivas desempenham a função de substantivo. São classificadas 
em: 
CLASSIFICAÇÃO FUNÇÃO 
Subjetiva Sujeito 
 Ex.: É provável que ela venha jantar. 
Predicativa Predicativo do sujeito 
 Ex.: Meu desejo era que me dessem um presente. 
Completiva Nominal Complemento nominal 
 Ex.: Temos necessidade de que nos apoiem. 
Objetiva Direta Objeto direto 
 Ex.: Nós desejamos que sua vida seja boa. 
Objetiva Indireta Objeto indireto 
 Ex.: Recordo-me de que tu me amavas. 
Apositiva Aposto 
 Ex.: Desejo-te uma coisa: que tenhas muita sorte. 
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6.2) Orações Subordinadas Adjetivas 
Já as orações subordinadas adjetivas funcionam como adjetivo, fornecendo informações adicionais 
sobre um substantivo. São classificadas em: 
 
 
6.3) Orações Subordinadas Adverbiais 
Por fim, as orações subordinadas adverbiais atuam como um advérbio, modificando o verbo, 
adjetivo ou outro advérbio na oração principal. São classificadas em: 
 Causal - Exprime a causa. 
 Ex.: Já que está nevando ficaremos em casa. 
 Comparativa - Estabelece comparação entre a oração principal e a oração subordinada. 
 Ex.: Maria era mais estudiosa que sua irmã. 
 Concessiva - Indica permissão (concessão) entre as orações. 
 Ex.: Alguns se retiraram da reunião apesar de não terem terminado a exposição. 
 Condicional - Exprime condição. 
 Ex.: Você fará uma boa prova desde que se esforce. 
 Conformativa - Exprime concordância. 
 Ex.: Realizamos nosso projeto conforme as especificações da biblioteca. 
 Consecutiva - exprime a consequência referente a oração principal. 
 Ex.: Gritei tanto, que fiquei sem voz. 
•Destaca um detalhe do termo antecedente. 
•Ex.: A África, que é o terceiro maior continente, tem 
um alto íncide de pobreza.
Explicativa 
•Restringe a significação de seu antecedente. 
•Ex.: As pessoas que são alegres vivem melhor. 
Restritiva
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 Final - Exprime finalidade. 
 Ex.: Todos trabalham para que possam vencer. 
 Temporal - Indica circunstância de tempo. 
 Ex.: Fico feliz sempre que vou visitar minha mãe. 
 Proporcional - Exprime proporção entre as orações: principal e subordinada. 
 Ex.: À medida que o tempo passa, a chuva aumenta. 
 
Momento das Questões 
Questão inédita – Analise a oração abaixo: 
‘Maria comprou um livro novo para seu filho ler durante as férias.’ 
Identifique a alternativa que apresenta corretamente um termo essencial da oração. 
a) Maria comprou um livro novo. 
b) um livro novo para seu filho ler durante as férias. 
c) para seu filho ler durante as férias. 
d) Maria comprou um livro. 
e) um livro para seu filho. 
Gabarito: Letra D. 
 Comentário: O termo essencial da oração é aquele que compõe o núcleo do predicado e é 
indispensável para a compreensão da ação. Na frase, o termo essencial é "Maria comprou um livro", 
pois contém o verbo e seu sujeito, sendo fundamental para a estrutura da oração. 
 
Questão inédita – Analise a oração abaixo: 
‘Pedro, que é estudante de história, sempre se interessa por eventos do passado.’ 
Identifique a alternativa que apresenta corretamente um termo essencial da oração. 
a) Pedro sempre se interessa por eventos do passado. 
b) Pedro, que é estudante de história, 
c) sempre se interessa por eventos do passado. 
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d) Pedro é estudante de história. 
e) que é estudante de história. 
Gabarito: Letra D. 
 Comentário: Uma oração subordinada é aquela que não tem sentido completo por si só e 
depende de uma oração principal para sua compreensão. Na frase, a oração subordinada é "que é 
estudante de história," pois não possui sentido completo e depende da oração principal para fazer 
sentido. 
 
CESGRANRIO 2023 – Quanto à concordância nominal, a frase que atende plenamente à 
variedade formal da norma-padrão da língua portuguesa é: 
a) Eles estão bastantes felizes com a vida que levam. 
b) Estava proibido a encomenda de novas peças de tecido. 
c) Proporcionalmente, temos hoje menas reservas de insumos.d) O homem carregava quinhentos gramas de explosivos na mochila. 
e) As pessoas mesmo é que devem investir em uma vida mais saudável. 
Gabarito: Letra D. 
 Comentário: Na concordância nominal, o numeral concorda com o gênero e número com o 
substantivo. 
 
Lixo nos mares 
1 Os oceanos sofrem os efeitos das atividades humanas há milênios. Dejetos e resíduos orgânicos 
e inorgânicos gerados por essas atividades são levados para o mar por ventos, chuvas e rios, ou 
despejados diretamente ali. Os oceanos suportam toda essa sobrecarga? A resposta vem de análises 
que constatam sérios danos aos ecossistemas oceânicos: o lixo marinho, portanto, já é um grave 
problema ambiental. 
2 O lixo de origem humana que entra no mar está presente nas imagens, hoje comuns, de 
animais emaranhados em materiais de todo tipo ou que ingeriram ou sufocaram com diferentes 
itens. Também é conhecida a imensa mancha de lixo que se acumula no chamado “giro” do oceano 
Pacífico Norte – os giros, existentes em todos os oceanos, são áreas em torno das quais se deslocam 
as correntes marinhas. Nas zonas centrais desses giros, as correntes têm baixa intensidade e quase 
não há ventos. Os resíduos que chegam ali ficam retidos e se acumulam, gerando enormes “lixões” 
oceânicos. 
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66 
 
3 Detritos orgânicos (vegetais, animais, fezes e restos de alimento) não são considerados lixo 
marinho, porque em geral se decompõem rapidamente e se tornam nutrientes e alimentos para 
outros organismos. As fontes do lixo oceânico são comumente classificadas como “marinhas” 
(descartes por embarcações e plataformas de petróleo e gás) e “terrestres” (depósitos e descartes 
incorretos feitos em terra e levados para os rios pelas chuvas e daí para o mar, onde também chegam 
carregados pelo vento e até pelo gelo). 
4 Apesar do sensacionalismo em torno desse tema, o estudo do lixo marinho tem bases 
científicas e envolve, em todo o mundo, cada vez mais pesquisadores e tomadores de decisão. Todos 
engajados na luta pela diminuição desse problema social e ambiental. 
5 Os impactos ligados à presença do lixo no mar começaram a ser observados a partir da década 
de 1950, mas somente em 1975 foi definido o termo “lixo marinho”, hoje consagrado. Essa definição, 
da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, diz que é lixo marinho todo material sólido 
de origem humana descartado nos oceanos ou que os atinge por rios, córregos, esgotos e descargas 
domésticas e industriais. 
6 O número de publicações mundiais, científicas e não científicas, sobre lixo marinho começou a 
aumentar a partir da década de 1980. Esse aumento se deve a três processos: 1) a contínua e 
crescente substituição, em vários tipos de utensílios, de materiais naturais pelos sintéticos – estes, 
como o plástico, resistem por mais tempo à degradação no ambiente marinho e tendem a se 
acumular; 2) o baixo custo dos materiais sintéticos, que não incentiva sua reciclagem e favorece o 
descarte no ambiente e 3) o aumento, na zona costeira, do número de habitantes e embarcações, 
que podem contribuir para o descarte de lixo no ambiente marinho. 
7 Mas como evitar que o “lixo nosso de cada dia” chegue ao mar? E como retirar o que já está 
lá? É nesse ponto que a conservação marinha e a gestão de resíduos sólidos se encontram e se 
complementam. 
8 Em 2013, realizou-se no Brasil a IV Conferência Nacional de Meio Ambiente, que formalizou 
60 propostas sobre o meio ambiente. Duas enfocam o lixo marinho: a primeira está ligada à redução 
de impactos ambientais e a segunda é ligada à educação ambiental, com campanhas educativas de 
sensibilização sobre as consequências da disposição incorreta do lixo, com ênfase no ambiente 
marinho e nos danos causados à população humana. OLIVEIRA, A. et al. Revista Ciência Hoje, n. 313, v. 53. Rio 
de Janeiro: SBPC. Abril 2014. Adaptado. 
CESGRANRIO 2023 - De acordo com as regras de concordância nominal da norma-padrão da 
língua portuguesa, a palavra destacada está empregada corretamente em: 
a) O estudo dos problemas ambientais e a mudança de comportamento dos cidadãos com relação 
aos perigos dos lixos nos mares estão relacionadas à necessidade de transformação de nossa 
sociedade. 
b) A preocupação com os estragos causados aos oceanos pelo lixo e o descarte correto dos materiais 
vencidos nas prateleiras de supermercado foram iniciadas em época anterior à atual e já são 
amplamente conhecidas. 
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c) A falta de reprodução de peixes para a sobrevivência da população local e a dificuldade de pescar 
nos rios e lagos são derivadas da ocupação depredadora dos homens. 
d) O aumento de publicações, na época atual, sobre o lixo nos mares e a reivindicação dos 
ambientalistas para a solução dos problemas da poluição devem ser interpretadas como sinais de 
avanço da humanidade. 
e) A ingestão de saquinhos e canudinhos plásticos pelas tartarugas e o sufocamento gerado por 
essa situação são provocadas pela falta de leis rígidas que impeçam o descarte desses produtos. 
Gabarito: Letra C. 
 Comentário: A palavra "depredadora" concorda corretamente em gênero e número com o 
substantivo "ocupação" (feminino singular), mantendo a concordância nominal de acordo com a 
norma-padrão da língua portuguesa. 
 
CESGRANRIO 2023 – No trecho “Apesar do sensacionalismo em torno desse tema, o estudo do 
lixo marinho tem bases científicas” (parágrafo 4), a expressão destacada veicula a relação de 
a) causa 
b) concessão 
c) conclusão 
d) condição 
e) consequência 
Gabarito: Letra B. 
 Comentário: A concessão é um tipo de relação em que se apresenta uma ideia contrária à 
expectativa. No caso, apesar de haver sensacionalismo em torno do tema, o estudo do lixo marinho 
é embasado cientificamente, estabelecendo uma concessão entre as duas ideias. 
 
PONTUAÇÃO 
1) Introdução 
Estudaremos agora sobre os tipos de pontuação na língua portuguesa, tema muito importante para 
os estudos para o seu concurso: 
1 – Pontuação: ponto; virgula; ponto e vírgula; dois pontos; ponto de exclamação; ponto de 
interrogação; reticências; aspas; parênteses; travessão. 
 
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2) Sinais de Pontuação 
Os sinais de Pontuação são sinais gráficos que contribuem para a coerência e a coesão de textos, 
além de auxiliar na estruturação e compreensão das frases, indicando pausas, ênfases, relações 
sintáticas e estruturação do discurso. 
É importante usar a pontuação no discurso de forma correta para garantir a clareza e precisão na 
comunicação escrita. Cada sinal desempenha uma função específica na estruturação do texto. 
 
3) Regras da Pontuação 
Os principais sinais de pontuação usados na língua portuguesa são: ponto final, virgula, ponto e 
vírgula, dois-pontos, ponto de interrogação, ponto de exclamação, aspas, parênteses, travessão e 
reticências. 
Vamos analisar, de forma aprofundada, cada uma delas. 
 
3.1) Ponto (.) 
O ponto final é um sinal de pontuação utilizado para marcar o término de uma ideia ou discurso, 
indicando o final de um período. Ele é empregado quando se completa uma afirmação, uma frase 
declarativa ou uma proposição completa. 
 Ex.: Eu comi ontem. 
 
Além disso, o ponto final é utilizado nas abreviações para indicar o final de cada componente 
abreviado. 
 Ex.: Sr. João, lamentamos informar que o seu voo foi cancelado. - Nesse contexto, o ponto final é 
colocado após as abreviações, como "Sr." para "Senhor," marcando o término de cada unidade 
abreviada e proporcionando clareza na comunicação escrita. 
 
3.2) Vírgula (,) 
A vírgula é um sinal de pontuação que desempenha funções, que a depender da posição dentro doperíodo, pode alterar significativamente o sentido semântico. Dessa forma, são funções da vírgula: 
A vírgula é utilizada para indicar uma pausa natural no discurso, separando elementos relacionados 
e permitindo uma leitura mais fluida. 
 Ex.: Gritei tanto, que fiquei sem voz. 
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Além disso, a vírgula é empregada para separar elementos em uma enumeração, quando esses 
elementos têm a mesma função sintática na frase. 
 Ex.: Vou precisar de farinha, ovos, leite e açúcar. 
 
Ademais, caberá a vírgula para isolar o aposto, uma expressão que explica ou especifica um termo 
na frase. 
 Ex.: Rose Maria, apresentadora do programa da manhã, falou sobre as receitas vegetarianas. 
 
Por fim, a vírgula poderá ser empregada também para separar o vocativo, ou seja, o termo que se 
destina diretamente ao interlocutor, indicando uma passa antes ou depois dele. 
 Ex.: Desta maneira, Maria, não posso mais acreditar em você. 
 
3.3) Ponto e Vírgula (;) 
Na escrita, o ponto e vírgula indica uma pausa que é um pouco mais prolongada que a vírgula e 
um pouco mais breve que o ponto. Ele é usado para separar orações independentes dentro de uma 
mesma frase, indicando uma pausa mais forte que a vírgula, mas menor que o ponto final. Ele permite 
estruturar frases complexas, conectando ideias relacionadas. 
 Ex.: Os empregados, que ganham pouco, reclamam; os patrões, que não lucram, reclamam 
igualmente. 
 
Além disso, o ponto e vírgula também poderá ser utilizado para separar itens em uma lista quando 
esses itens já contêm vírgulas internas. Isso ajuda a evitar confusão na leitura e a organizar elementos 
de forma mais clara. 
 Ex.: Os conteúdos da prova são: Geografia; História; Português. 
 
 Tome nota! 
O ponto e vírgula muitas vezes gera confusão porque ocupa uma posição intermediária entre a 
vírgula e o ponto final em termos de pausa. Ele é usado quando é necessário indicar uma pausa mais 
forte que a vírgula, mas a continuidade das ideias é relevante, e uma pausa tão longa quanto a do 
ponto final não é desejada. 
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3.4) Dois Pontos (:) 
Os dois-pontos são um sinal de pontuação versátil, utilizado em diferentes contextos para introduzir 
explicações, fala direta ou iniciar enumerações. Eles são empregados antes de uma fala direta, 
sinalizando que a explicação ou afirmação que segue será a expressão literal do falante. No 
exemplo, Joana introduz sua fala com os dois-pontos, indicando uma continuidade de sua 
explicação. 
 Ex.: Joana explicou: — Não devemos pisar na grama do parque. 
 
Além disso, os dois-pontos são utilizados para introduzir uma lista ou enumeração, indicando que 
o que se segue é uma explicação ou detalhamento dos elementos mencionados anteriormente. 
Neste caso, eles introduzem a lista das quatro operações essenciais na matemática. 
 Ex.: Na matemática, as quatro operações essenciais são: adição, subtração, multiplicação e divisão. 
 
 Importante! 
Os dois-pontos proporcionam uma pausa mais longa que a vírgula, indicando uma conexão mais 
estreita entre o que antecede e o que segue. Ao utilizá-los, é importante garantir coesão e clareza 
na estruturação do texto. 
 
3.5) Ponto de Exclamação (!) 
O ponto de exclamação é utilizado para expressar exclamação, sendo inserido em frases que 
transmitem sentimentos como surpresa, desejo, susto, ordem e entusiasmo. 
 Ex.: Que horror! Ganhei! Quieto! 
 
3.6) Ponto de Interrogação (?) 
O ponto de interrogação é empregado para formular perguntas ou expressar interrogação. 
 Ex.: Quer ir ao cinema comigo? 
 
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3.7) Reticências (...) 
As reticências têm dois principais usos. Primeiramente, são utilizadas para suprimir palavras ou 
textos. 
 Ex.: Ana gosta de comprar sapatos, bolsas, calças… 
 
Além disso, indicam que o sentido vai muito além do que está expresso na frase. 
 Ex.: A vida é uma tempestade (...) Um dia você está tomando sol e no dia seguinte o mar te lança 
contra as rochas. (O Conde de Monte Cristo, Alexandre Dumas). 
 
3.8) Aspas (" ") 
As aspas são empregadas para enfatizar palavras ou expressões. 
 Ex.: Satisfeito com o resultado do vestibular, se sentia 'o bom'. 
 
Além disso, delimitam citações de obras. 
 Ex.: Brás Cubas dedica suas memórias a um verme: 'Ao verme que primeiro roeu as frias carnes 
do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas.' 
 
3.9) Parênteses ( ( ) ) 
Os parênteses são utilizados para isolar explicações. 
 Ex.: Saiu às pressas (como sempre) e esqueceu o lanche na cozinha. 
 
Também acrescentam informações acessórias. 
 Ex.: Cheguei à casa cansada, jantei (um sanduíche e um suco) e adormeci no sofá. 
 
3.10) Travessão (—) 
Por fim, o travessão tem duas funções principais. Ele indica os diálogos do texto no início de frases 
diretas. 
 Ex.: Perguntei: — Onde é o ponto de ônibus? 
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Além disso, pode substituir os parênteses ou a dupla vírgula. 
 Ex.: Maria - funcionária da prefeitura - aconselhou-me que fizesse assim. 
 
Momento das Questões 
CESGRANRIO 2022 – De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, o emprego 
adequado da vírgula está plenamente atendido em: 
a) A criação de animais para a produção de alimentos, é de grande importância para o sustento de 
milhares de famílias. 
b) A floresta Amazônica, apesar de parecer homogênea, possui muitas diferenças na sua vegetação. 
c) A melhor maneira de proteger as povoações situadas nas margens dos rios, é procurar soluções 
que impeçam o comércio ilegal. 
d) O estado do Amazonas apresenta, a maior população indígena do Brasil com aproximadamente 
trinta mil habitantes. 
e) O número de estudiosos preocupados com o futuro do planeta, aumentou devido ao 
aquecimento global. 
Gabarito: Letra B. 
 Comentário: A vírgula é utilizada corretamente para isolar o adjunto adverbial deslocado 
"apesar de parecer homogênea," indicando uma pausa na leitura e destacando essa informação 
adicional. Nesse caso, a vírgula separa o trecho que acrescenta uma condição ou contraste à oração 
principal. 
 
Questão inédita – Na redação de um artigo científico, um estudante cometeu um erro de 
pontuação em uma frase. Identifique a alternativa que corrige adequadamente o trecho 
abaixo: 
"A pesquisa revelou resultados significativos entretanto, a interpretação dos dados ainda 
necessita de uma análise mais aprofundada." 
a) A pesquisa revelou resultados significativos; entretanto, a interpretação dos dados ainda necessita 
de uma análise mais aprofundada. 
b) A pesquisa revelou resultados significativos, entretanto a interpretação dos dados ainda necessita 
de uma análise mais aprofundada. 
c) A pesquisa revelou resultados significativos, entretanto a interpretação dos dados ainda necessita 
de uma análise mais aprofundada. 
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d) A pesquisa revelou resultados significativos, entretanto; a interpretação dos dados ainda necessita 
de uma análise mais aprofundada. 
e) A pesquisa revelou resultados significativos, entretanto,; a interpretação dos dados ainda necessita 
de uma análise mais aprofundada. 
Gabarito: Letra A. 
 Comentário: O erro na frase original está relacionado ao uso inadequado da pontuação após a 
palavra "entretanto." A adição do ponto e vírgula após "resultados significativos" e a vírgula após 
"entretanto" indicam as pausas adequadas na construção da frase. 
 
 
Parabéns por ter concluído o estudo da matéria! 
 
Bora para cima! 
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